Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01292


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Full Text
ANNU XXXI. N. Ib.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
mtimm
DIARIO
SEXTA FEIRA 19 DE JANEIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
ieiaei
K.XCAIillKGADOS DA SL'RSCIUPC.A'O.
Recife, o propriebrio M. F. de Filia ; Ro ile Ja-
neiro, u Sr. Jo'O Pereira Martina; llalli, o Sr. I).
Duprad ; M icern, o Sr. Joaquini Bernardo de llen-
ewasee. ; iVir.ilub i. o Sr. Gervazio Vctor ih Naliv-
dade ; Nat.il, u Sr. Joaquim Ignacio Pereira Juninr ;
Aracalv. u Sr. Amonio de Leinos Brasa; Cear, o Sr.
Virlniiauo Augusto Borgei; Maranh.lo, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Par, o Sr. Justino Jos
Hamos ; Amazonas o Sr. Jeronymo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por lJJOOO.
Paris, 3i rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Kio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aceoes do banco 0 0/0 de premio.
da coinpanhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lellras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 69400 velhas.
de 63400 novas.
de 4J000. .
Prata.Palacoes brasileos. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
298000
109000
169000
9&U00
19940
19940
19860
PARTIDA DOS COltRKIOS.
Olinda, todos os dias.
Garuara, Bonito e Garanhuns nos dias 1 o 15.
Villa-Relia, Boa-\ ista, ExeOurkury, a 13e 28.
Goianna e I'arabiba, segundas c sexlas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
, PREAHAB DE IIO.ll..
Pnmcira s 5 horas e 18 minutos damanha.
Segunda .is 5 boras e 42 minutos da tarde. .
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
ilelaco, tercas-feiras e sabhados.
Fazenda, lerdas e sexlas-feiras as 10 linras.
Juizo de orpbaos, segundas c quintas s 10 horas.
1" vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quartase sabbados ao mcio dia.
KPIIEMERIDKS.
Janeiro. 2 La clieia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manha.
11 Quarto minguante s 2 horas, 7 mi-
nutos e 38 segundos da tarde.
18 La nova as 6 boras. 17 minutos e
36 segundos da manbaa.
24 Quarto eresrente a 1 hora, 48 mi-
nutos c 32 segundos da manbaa.
PARTE OFFICIAL.
\
s
SOVERNO DA PROVINCIA.
Exped eme do dia 16 da Janeiro.
Officio Ao Eira, conselheiro prcsJante da re-
lacao. communicando haver participado o dcem-
bargador Caelano Jos da Silva Santiago ter urgen-
te necessidade de residir o resto da* ferias noenge-
nho Aldea do termo do Rio-Formoso, donde
lhe lie possivel vir esta cdade em 21 horas, alle-
gando em seo favor a disposijlu do artigo i do re-
galamento ultimo das ferias do foro.
Dito Ao coronel commandante das armas, di-
zendo que, visto ter sido exonerado do commando
do destacamento de Flores o major Jlo Nepomu-
ceno da Silva Portella, e convindo faz-lo logo
substituir, sirva-se S. S. de ordenar que o capillo
Manoel da Cunha Wandcrley l.ins siga quanto an-
tes tomar conla do dito commando.
Dito Ao mesmo, recommendando a expcdijlo
do soas ordens para que o crurgilo do corpo de
saiide do eicrcito, Francisco Gonjalves de Morae*,
S v servir na colonia militar de Pimenteiras.
Dito Ao mesmo, communica:ido, para sea co-
nliecimeiitn e expedido das convenientes ordens,
que tendo por portara desla dala, nlo s exonera-
do do lugar de director da colonia militar de Pimen-
teiras ao capillo Antonio Francisco de Sonta Ma-
galhaes, mas tambem demitlido do de escrivao da
mesma colonia o particular Joflo Tlieodnro dos San-
tos, nomera para substituir ao primeiro o capitao
Feliciano de Souza Aguiar, e para o lugar de escri-
vlo ao sargento do quarto hataihlo de arlilharia i
p, Jo de Oliveira Barbosa. Fez-se o necessario
expediente a respeilo.
Dito Ao coronel presidente do conselho admi-
nistrativo, autorisando-o a entregar ao director do
arsenal de guerra, para ter a conveniente applica-
elo, a peca de panno fino preto que, tendo sido com-
prada com uutras Jlo Pinto de Lemos Jnior,
existe ainda sob a guarda e vigilancia daquelle con-
selho servindo de amostra.
Dito Ao Dr. chele de polica, sceiitifirando-o
de que nesla dala se expede ordem i Ihesouraria pro-
vincial para que, estando nos lermos legaes as coti-
las que acompanharam os scus nflicios de 15 do
corrente ns. 3i e 33, pague a importancia das les-
pezas feilas com o sustento dos presos pobres das ca-
deas de Po-d'Alho e Brpjo, nos mezei de junho a
dezembro do auno lindo.Expedio-se a ordem
supra.
Dito Aos directores da companbia Pcruam-
bucana,|lransmittindo, para sua execujlo na parle
que Mies diz respeilo, copia do conlralo celebrado
entre este governo e aquella companhia, sobre as ha-
les e condcocs com que deveser a mesma subven-
cionada pelo cofre provincial.
Dilo A' cmara municipal de Ingazeira, inlei-
rando-a de que opporlunamenle serlo levados con-
siderarlo da nssembla legislativa provincial, o ba-
tanelo e orramento da reccila e despeza daquella
cmara, dos aunos de 1853 a ls.Vi n 1854 1855.
Portara Nomeando para o logar de delegado
do termo de Flores ao capilo Manoel da Cunha
Wandcrley l.ins.Communicou-se ao chefe de po-
lica.
Dita Conredcndo ao arrematante do 15 lauco
da estrada do Po-d'Alho, Francisco Rodrigues do
Paso, mai* tes mezes de prorogacao para a conclu-
sJo das obras do sen conlralo.Fzeram-se as com-
municac&es do eslvlo.
' Rila Ao agente da companhia das barcas va-
por, recommendando a expedirn de suas ordens pa-
ra que seja transportado para a corte, por conla do
governo, no vapor que se espera do norte, o primei-
ro cadete do regiment de eavallaria lgeira, JuSo
Xavier do Reg Barros. Communicou-se ao com-
mandante das armas.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBLCO.
liamburgo 30 de novembro de 1851.
Sebastopol ainda nlo fn lomada. Ainda con-
tinua o assedio, se a violenta lula entre os
exerclos alijados, e os Kiissos ainda pode ser chama-
da nm assedio : se he nm assedio, j.i lia muilo he
dobrado, ura assedio de Sebastopol pelos alijados, e
um assedio das posicoes fortificadas dos alliados pelos
Rnssos. Ambos silo ao mesmo lempo aggressores e
defensores, e cortamente a bisloria nunca vio um
combate como esle, que parece querer fazer urna ex-
cepto de ludo que at agora valeu como ragra elei
da arle da guerra.
O primeiro diaem que cometn o hombardeamen-
to, o dia 17 de oiilubro, logo mostrou as grandes dif-
ficuldades que se oppuuliam lomada da dita forla-
leza, dilllculdailes que llzeram espantar mesmo de-
rmis das experiencias feitas antea do compro do fogo.
Era claro que o* Russos linliam em Sobasfopol ma-
nat ineigotaveis de canhoes e munijSes, que Ibes
eslavam immedialamcnle mo, em quanto que os
arsenaesque os alliados possuiam as suas esnaadras,
ulo menos grandioso* em pruporjao, exigiam o
maiores esforjos para sercm transportado* n'um ter-
reno tao desvantajoso.
Oulra e nova difliculdade seapresenlou em breve
aos alliados. O lerrenu quo na ahriura das primei-
ras ludia* se linha mostrado bastante favoravel.se
apresentou depois quasi impenelravel e puramente
pedregoso, de maneira que em 3 noites s se pode
completar o Ir.dialbo que ao principio se fazia em
urna noile. Talvez que um uutr evercito ji por isso
se lena deixado desanimar, purm quanto maiores
foram as difficuldades, quanlo maior foi a coragem e
energa quo se manifeslou enlre os alliados. Nada
osaterrou, e anezar da ranbonadi nunca inlerrom-
pida do inimigo, apezar da repelidas sortidas, o*
Iraballms conlinuaram e progrediram. No da 17
de oulubro o fogo lnha sido aberto n'uma distancia
de 700 melros e em 6 j eslava prouipta a segunda
parallelaem distancia de 400 metros.
Entretanto os ilus*os conlinuaram a receber refor-
ia* por va ,le l'erekoi), cm que isso podesse ser
impedido pelos alliados. Al o dia ii de oulubro
o principo Menscliikofi" linha recebi lo um reforjo do
cerca de20,000, c enlre estes a divisa do gtneral Li-
prandi : com esses reforcos elle pensava chega lo o
mntenlo para lomar a olTensiva. Em 25 de oulu-
bro leve lugar o seu primeiro ataque. O sen plano
era de forjar a posicSo dos alliados ',em Balaklava,
para galibar a pfifSo na* costos ilo* silianles. Se
esse plano se livesse realisado a siluacao dos alliados
leria-so tornado desesperaila. Felizmente o plano
russo perecen por caus i das operacos* brilhanles dos
alliados.
No dia 26 do oulubro os Russos com urna forja de
7,000 homen* fizeram de novo urna sorlida contra a
alae glczes, e foram rc|>ellidos com urna perda enorme
c depois de um combale que pouro lempo durou.
He evidente que esse* ataque* e sortidas deviam
retardar e demorar o andamento dos trabadlos do
assedio ; porm esse* progrediram dehaixo de in-
menso* esforcos, e em 3 de novembro a linha france-
za linha chegado al 140 metros da prar.i.
Na noite de 31 de oulubro al 1 de novembro se
lerminou a coiKlrucjlo des*a linha. a terreira, de
maneira que em o l. de novembro bocea* de fogo
poderam comejar a lanjar o ferro sobre a praji. No
dia i iinaluienle se abno a primeira brecha, e com
impaciencia se e*perava no acampamento dos alliados
que comoc.ria o as*allo. Nao menos de 16,000 vo-
luntarios se apre*entaram iinmrdialamenle para for-
maren) as columnas do assalto ; porm esse nao se
effectuou, porque os Russo*empretien Icram um no-
vo ataque violenlissimo sobre os alliados. O princi-
pe Meuscliik 'ITiiulia recebi lo reforcos novos, lodo o
corno do eiereilo do general Dannenberg.
Era o dia 5 de novembro, dia mcmoravel para a
Crimea, porque sobre o seu solo de cerlo nunca se
derramen lano sangue. As forjas russa* eram mui-
lo superiores is da balalha do Alma ; de ambos os
lados o cmbale foi o maisrenhido pn*tivcl, e durou
quasi todo o dia. O* Russos foram finalmente Abri-
gados a rclirarem-se depois de haverem penlido mais
de um general, qu.isi todos oscommanclantes dos re-
gimculns, esegundo se diz, perlo de 10.1KX) homens.
A perda dos alliados lambem fuisensvcl. Os gene-
raes ingleze* C.ithcarl, olde e Slrangeways foram
morios, e 5 uniros feridos, e a perda total do* feri-
dos e morios se ralcula em 4,000. Ainda faltam os
delalhesexactos desse sanguirolenlo combate.
Esse da mostrou mals ainda a urgente necessidade
de reforjar n eiereUfl da Crimea, porque essas victo-
rias alranjadas com perda de lano sangue devem
forjosamenle enfraquecer os alliados, felizmente te-
mos a noticia que para all parliram iiltimamenlc as
tropas turcas_qnc se achavam em Varna e Balts-
cbik, e niais 5,1)00 homens do corpo de occuparHo da
Creca, dehaiso do commando do general Mt'xran.
Em Malla tambem j linliam chegado reforcos n-
glezes c framezes, e em lodos os portos da Ingla-
terra c Franja se embarcan) continuadamente tro-
pas para a Gimen. Como parece, fui lomada a de-
cislo, que a Crimea nao ha de ser abandonada du-
ranlo o invern, c espera-se reunir all 150,000 ho-
niensalc fins de dezembro. Cerlo he que a queda
de Sebastopol nao ser o lim d campanlia da Cri-
mea, mas pelo contrario o principio do Ora. Por-
que lambem se se acbar lomada essa fortaleza, res-
tar bater o exerrilo russo, e vislo a bravura com
que estes so halcm, a capacidade dos generaes que
ha pnuco llies foram mamlados, e o conherimento do
lerreno, nao be de suppr que por una nica bala-
lha se pnderi.i obriga-los a desistir da continuajAo
do combate.
As nossa* ultimas nolic/^da Crimca-dalam do dia
8 de novembro e sdizer.rque al entilo nada de novo
havia oceurrido.
Nao nos resta maisnada a dMver, e na realidade
nada aronlece.e nada pode aconiecer em quanto qu
que o negocio de Sebastopol nao se che decidido.
Tambem nos oulros lugares da guerra oriental nada
acontece. Os Rii'sus evaeuaram completamente a
Dohrudshah e o excrcilo turco de Omer-Pacha se li-
mita em observa-lus.
A nica potencia que presenlemenle desenvolve
urna cerla actividade he a diplomacia, mas lambem
nicamente pour putter le lemps. Desojara se fa-
zer ou emprehender alguma cousa, e sobre ludo na
Prussiase jolga dever aproveilar o momento, para
poder dizer que nao s he urna potencia plenamen-
te ociosa para a Europa, porm todo o inundo com-
prchende que essas negociajOes momentneas sobre
pbrases c sobre formalidades sao completamenl nul-
las, eque a decisan j nao se arba mais em mos da
diplomacia. As pejas de arlilharia em, e peranle,
Sebastopol sao ueste momento os nicos negociado-
res elleclivos, e segundo todas apparenrias esta ulti-
ma rtilto regum "upprir.i anda por nstame lempo
lodas as notas e despachos circulares da diplomacia.
Tambem do lado russo de novo se corneja a encelar
uegociajes com as potencias allemaas ; essas nego-
ciajes porm nao podem^nais illudir ninguem acer-
ca do seu rerdadeiro fim de semear a discordia na
Allemanha, e se he cardada que na Prussia se Ibes
allribue urna certa importancia, a Austria se con-
serva na sua posijao at agora sustentada e llies np-
pe urna frieza polida.
P. S. Un despacho do principe de MenchikofT
ilo 12 do crrenle, annuncia que o bombardeamenlo
conliuuava sem aconlccimento de maior.
DIAS DA SEMANA.
15 Segunda. S. Amaro ab: ; S. Habacuc.
16 Terca. Ss. Beiardo, Acurcio, Otbon mm.
17 Quarta. S. Anio ab. ; t's. Elensippo e M.
18 (Juinla. A Codeira de S. Pedro Apostlo
19 Sexia. S.Canuto re m. ; Ss. Audifas cAbacnc
20 Sabbado. S. Fabiao p. m. ; S. Sebastiao ni.
21 Domingo. 3.* depois de Beis.S.Ignez v. m. ;
S. Patrocolo m. ; S. Epiphanio b.
d essas mesmas viclorias. J fallei da balalha san-
guinolenta do ilia 5. Temos agora os relalorio* nftl-
ciaes do general Canrobert c de lord Ragln, dos
quaes resulla que a forja dos alliados nao foi maior
do que i 1,000 homens ( 8.000 ingleze* e fi.000 Trn-
celes ) que liveram de combaler contra um exercitn
de perlo de 60,000 homens! S li mil contra 60
mil '. Tanto mas brilhaute se lorna por isso a vic-
toria, porem essas cifra* ao mesmo lempo denolam
qu.io fraco he o numero dos alliados em frente d'um
adversario arrogante. E d"esses 14 mil homens
cerca de i mil forain morios ou feridos no dia 5 A
victoria de Inkerman assim se chama officialmen-
le a balalha do afta 5fez subir lord Ragln ao
poslo de fcldmarjrhil, e em Pars os cinhes dos
Invlidos fi-slejaram-a no dia 2, quando chegou o
relalurio do general Canrobert.
Entretanto lenta.; noticias da Crimea ale o dia 15
do correnlc. Ambos os exercilo*, lano o russo co-
mo o do< alliado* se acham na expectativa desde o
dia 5, tralando cada um de obler reforjos com a
maior brevilade "possivel. O bombardeamenlo de
Sebastopol continua entretanto, parece que depois
de haverem os sitiantes chegado al 100 metros de
distancia da praja, e terreno Ibes lorna impossivcl
maior approximajao.
Tanlo mais forjas scro por consequencia reque-
'-' c por isso foi decidido n'uinconsrlho de guer
rida*
ra dos alliados, de esperar a chegada das novas tro-
pas al empreheuder-se o assedio. Entretanto se
trahalli* com todo o zelo as linha* de defeza, afim
de previnir um alaque dos Russos contra o flanco
dimito, durante o assedio.
Parece que no antigu llieatro da guerra, nos prin-
cipado* danubianosc vai desenvolver urna nova ac-
tividade militar. Comejou, segundo se diz, a, ha lano
lempo esperada, operajao d'Omer Pacha contra a
Bessarabia, e as columnas do exercilo lurco so pozc-
ram em movimento por todo* os lados contra o
Pouth. Segundo lambem dizemjs foram concluidas
as respectivas convenjes com o general Coronini,
coinnia luanlo do exercilo austraco nos principados,
e dentro em 25 das a* tropas lurras se acharao as
suas novas posijoes. Omer Pacha nao fara a cam-
panil t contra a Bessarabia por si s rom o seu exer-
cilo ; iluas dvisc* francezas o bao de soccorrer, e
em Pars j.i foi dada a ordem para Iransporta-las
com a maior releridade para o llieatro da guerra.
Em Adrauople j rhegaram cinco rgimen los de ea-
vallaria franceza para conlinuarem a sua marcha
para o exercilo de Omer Pacha. Na Crimea as al-
liados se acham com urna eavallaria mu limitada
em numero, sendo all muilissmo esca*a a forra-
gem para a ('avaluadoras. Grandes servijos poder
prestar a eavallaria franceza na Bessarabia, junta-
mente com o exercilo lurco, cuja eavallaria nao va-
le.muilo, e qne all encontrara um inimigo, que lhe
oppor,,' urna eavallaria nao diminua em numero.
Do oulro lado, a ofleusiva tomada por Omer Pa-
cha' ha de obrigar a Russia a completar os vacuos do dito, que um decreto do imperador linha couvoca-
ronvenjao com a Austria a Prussia, anda folga da*
mais pacificas esperaujas do mundo, essa duvida dc-
vi cear pela falla do Ihrono. Essa falla, he ver-
dade, deixa perceber a ps*ibilidade de nina Inobili-
ajao, e em consequencia se acaba de fazer emi ..>
da egunda n>elade do emprestimo volado pelas ul-
limas cmaras no importe de I5milhes ; porm co-
mo j disse, as esperaujas de paz sao duradou-
ras.
Na Dinamarca, as novas eleijOes ordenadas em
roiwqiiennailailisMilin_.il> das antigs cmaras, a-
presenlaram um resultado quasi totalmente em fa-
vor da opposij.lo. Por cse motivo, segundo nos
informa b>jc o telcgrapho, o ministerio deu a sua
demssao.
Par* 7 de dezemrbo.
Acabo de saber que a parlidt do vapor foi ainda
urna vez demorada, e que s saldr de Liverpool a
10 deslc mez. Apresso-me poi* a completar com al
cumas lindas a* noticias, que lhe dao minaos dnas
carias de 20 e 28 de novembro, as quics bao-de che-
garao mesmo lempo que esta.
Um grande aconlecimenlo acaba de ter lugar : A
2 do correle assignnii-se cm Vicua um tratado de
allianj.i enlre a Austria, Franja e Inglaterra. Ei*-
aqu o que o M miteur nos diz no dia 3 de manilla.
crajas n rapidez das cnmmuuicajes lelegraphicis.
Ainda ninguem sabe o Iheordeste tratado, que de-
ve ficar em segredo al a poca cm quo as ratifira-
joes forem trocadas ; mas he evidenlc que alliando-
se com os adversarios da Russia, a Austria enlia cm
una nova phaso, quedeve inevilavelinente leva-la a
lomar parle ua guerra, so por acaso o czar ule ceder.
Pela minli.i parle nao duvido, que a irrlajo que o
imperador Nirolao vai experimentar noticia desle
li iialo. precipite o curso da* cousas e faja a guerra
ceral cm menos da dous meze*. A Prussia que lem
felo ludo para neulralisar a Allemanha, vai ficar
desapuntada de um modo singular com a derrota
que solire sua poltica, e lera de cscolher urna des-
las duas alternativas, ou seguir a Austria contra
vonladc, ou separar-so absolutamente da confedera-
jao germnica, quo se reunir redmenle a corte de
Vienna.
O re da Prussia e seus ronsclbciros russopbiles fi-
caram tanto mai* despeilados quando ltimamente,
por occasiao da abertura das cmaras prusiana, o
discurso real se desfazia ainda em protesto* pacficos.
Todos sabem o que significa esta linguagem, que he
particularmente agradavel i Russia ; mas se a Prus-
sia de boje eludanle lhe aprouver ainda em fallar de
paz, he em Sao Petersburgo aue dever tentar sun
propagan la pacifica. Creio que perder seu lempo
e seu Irahallio, porque nada iguala a pertinacia do
czar a nao ser seu orgulho.
Seja o que for, as polcncias occidenlaes conliuiiam
com ardor seus preparativos e sen* esforcos para
continuar a guerra com energa. Creio fr-lbe ja
FOLHETig,
0 PARADO DAS MILIIERES. (*)
Por Panto rval.
O i'imim..
CAPITULO XV
O SEGUNDO TIRO.
(Continuaro.)
A vereda em que Tolo Gicquil sorprender a con-
versarlo nocturna do grande Rostan e da Mnrgalte,
alravessava o bosque de Maurcpare drsembocava na
charneca. Conilnzia nan passando pela aldea de Ploiiesnon. Era a eilr'e-
ma fronleira dos dominios da fallecida marqueza ;
mr-dia-se um hom qnarlo de legua enlre a sebe de
Mouce o ca'lelln. A sebe han eir posta em una brecha da escarpa, e que da-
va entrada para o bosque. Tnha hf.vido nulr'ora
urna desavenca de cafada enlre Rostan de Maurc-
par e um baro de l.angourlas, que \iera cacar ca-
britos monlezes al Treliel. lima cruz marcava o lu-
gar, em que Rnslan havia derribado e l.angourlas.
Alrs da sebe de Mou o bo-qnc romera por nina
mala de corle, formada pelas fergonteas naaeidas de
grossos troncos, e que vai descendo repentinamente
ao fundo de um barranco. A vereda que eondosia
da casa a Malignon passava pelo barranco, e reuna-
se ao camnho do Treguz na sebe.
Era um lugar setvagcm. Sadindo da charneca ri-
da e trisle o camnho perdase tortuosamente de-
liaiso do bosque. Os guardes de Trehel tinham ar-
mado ahi mas de urna emboscada ao* contrabandis-
tas, que drseinbarravam suas merradoras em Ro-
che liiiyolle. Nessa mesma noile a palrolhn do sar-
pento havia-se escondido airas da escarpa ; mas ven-
do baldadas suas esperaujas linha vollado desde
muilo lempo praia.
Pouco antes de meia-noile um hornera alravessou
o barranco vndo da Casa. Diflicilmente se leria re-
conhecido o grande Rostan, es*e intrpido caminhan-
le, lao penivel o lento era o seu passo. Elle linha a
() Video Otario n. 14,
2b
Acabo de receber a noticia, que nao teremos va-
por de Soulhampton para o Brasil no dia D de de-
zembro, e que licou demorado o de Liverpool ale o
I do mesmo mez. Apre*so-me por esse mnlivo de
darlhe mais algumas policas. Vmc. v que os ,i-
contecimcnlos na Crimea at inlluem indireclameiite
sobre a nossa correspondencia, porque a falla d'essc
vapor do dia 9 he a simples conseqoencia d'esses a
conlecimcnliis.
O exercilo dos alliados ii"aquella pennsula exige
urgentemente reforros, e por iso a Inglaterra e a
Iranja se acham obrigadas a fretarem lodos os na-
vios disponiveis para o transporte de tropas, muni-
joes c provisfies. Trala-se de nao menos do que da
remessa d urna nova armada, e com a maior brevi-
dade possivel, porque os excrcilos victoriosos, qUe
alcanjam peranle Sebastopol urna victoria apoz da
outra, se dimimiem cada vez mas em consequencia
seu exercilo na Bessarabia, cansados pelas expedi-
jOes de tropas para a Crimea. Em Pelersburgo se
fazem os maiores esforjos para obler soldados, at a
familia imperial da' a esse respeilo nm exemplo ao
paiz, e eslabelerc nm eorpo de miradores da fami-
lia imperial formado pelo* escravos das suas fa/cn-
das. E com effeito, a Russia do seu lado deve fazer
o* maiores esforjos, pnrqiianlo se Omer Pacha' re-
almente avanc.ira'na Bessarabia.e isso como nao po-
de ser de oulro molo, se fizer de accordo eoffl a Aus-
tria, o perigo de una guerra com esta ulliina po-
tencia ja' lera' ganho um grande passo c o
czar enllo vera' como se rranj.i com Inda a
Europa. A imprensa da Prussia' lento espalliar
a i lea quo n Austria se retirava mais e mais
das potencias Occidenlaes ; un i declarajlo do ga
bnele de Vienna ha pouco expedida para Paris e
Londres, desmemio porm do modo mais decidido
essa calumnia da sua polilica, e a expedijao dasdoa*
divi-es francezas para a Moldavia provasunicicnto-
mente, que em Paris e Londres esse dito demente
mi j he coii'iderado cuino urna simples pitras?.
hos jomes francezes e inalczes Vmc. vert que
lord Palmcrston ss acha presenlemenle em Paris,
jonde lem requenles conferencias com o imperador
Xapoleao. Ainda he segredo o que so tratou e deci-
di n'essa* conferencias, porem sabe-se que ellas se
referem presente posijlo da Europa, e sobrcludo
da Pru*sia. Talvez que com is*o se ache em com-
binajao urna certa inclinajao para ceder s exigen-
cias da Austria, que, como dizem manifestar
Prussia nos ltimos dias.
5 de dezembro.
Havendo receido a noticia do ficar adiada para o
dia 10 a partida do vapor de Liverpool, apresso-me
de accresrentarmai* algumas linhas.
Da Crimea nada do novo ; desde a balalha de In-
kerman, ambas asparles lomavam a defensiva, es-
forjando-sc cada urna de chamar a si com a maior
hrevidade os novo* reforjos. No conselho de guer-
ra dos alliados foi determinado de abandonar por
ora o plano de ura assallo de Sebastopol, e logo que
liverem chegado os reforjos esperados, em numero
sufticienie, de lomar em primeiro lugar a oflensiva
ronlra o exerrilo russo collocado para o livramenlo
da fortaleza, alim do di*persa-lo quanlo possivel
for. Entretanto, as esquadrns anclo-franrezas e os
seas navios de transporte, solTrrram urna grave ava-
ria por causa de um* vilenla tempestado no dia ti
de novembro, e perdeu-se grande numero de na-
vios de transporte.
Desta vez tenho a dar-lhe noticias mais importan-
tes do campo diplomtico.
No dia 2 do corrente foi assignado em Vienna um
datado de allianja entre a Austria e as potencias
Occidenlaes. Como primeira consequencia do mes-
mo, se diz, que a Austria intimar Rusia mais
urna vez e categricamente de se declarar positi-
vamente acerca da estricta nceilajao das conhecidas
quatro garantas de paz romo preliminares. Sea
resposta da Russia for como se espera, isto he, esca-
patoria ou negiliva, nao haver mais duvida alguma
que a Austria tomar parle immediata na guerra
sol) a base da allianja que acaba de concluir.
Tambem cutre a Prussia e a Austria se effectuou
urna nova convenjo no sentido que a Prussia, por
mcio de um arligo addicional ao tratado de 20 de
abril, se declarou prompla para reronhecer lambem
do lado as qualrn garantas de paz a _oncIair.
O Iratado de 2 de dezembro, porm, faz dcsappa-
recera importancia dessa convenjo auslro-prussia-
na, a qual como se julga s lem o valor de provar
que a forc majeure des chosti. lambem far mar-
char para diante os gabinetes que al agora lem sido
resistentes.
No dia 30 de novembro leve lugr em Berlim a
prorogajao das cmaras por S. M. el-rei pessoil-
menle. Se ainda houvesse duvida, que apezar da
do, ludo lied'-vido as rommuniraeoes martimas c
terrestres que uestes ltimos lempos se lem eslabe-
lecdu. Pomos para exemplo as carreiras do Brasil,
e as diligencias do Minho.
A abertura solemne do lanjo do camnho, de fer-
ro d> Beato al Villa Franca, firnu adiada porque
se nao poderam montar as carruagens que vieram
rio um discurso breve, mas mimoso como elle o sabe
fazer, mas com pouco seiilimeiilo porque ellos nao
eram.ncm nunca foram muilo amigos. Aelleseguio-
so Silva Tnllio.intimo c discpulo do finado, edepois
Rebello .la Silva, c por ultimo Palmeirim lendo urna
elega de Mendos Leal. Eis aqu os dous improvi-
sos, e a poesa, fallando apenas o de Cisllho, por-
peloiillnno vapor, que solTrcram aignma avaria un que prumelteu escrcve-lo, mas por ora ainda o nao
temporal. Nao se aunuiicou ainda quando sera cntreuou.
e,li< fcsla- Referndo-sc s ultimas palavras do discurso do
No dia 6 do mez que vem, lie que se arrmala o
camiiiho de ferro de Aldea Gallega a Setubal.
Qunlro companhia* lem j feilo os competentes i a silencio ileste magesloso cortejo, se mui doloro'.a.
depositas para disputaren a .idjudicajao. O prin- reeordajors nao estvessem nesie aclo, aggravando
Sr. Casilla, disse o Sr. Silva Tullio :
Seiiliores, lambem cu nao ousarbj interromper
cabeja pendente, e levava dehaixo do braco a espin-
garda de dous canno*.
Parava de quando cm quando para cscular, c se o
vento aglava as fallas seccas do carvalho, o grande
Rostan pslremccia.
Passou a sebe para enlrar ni charneca. Ncsse lu-
gar a desigualdade do lerreno enrobria a torre e o
pliarol: nada combata as Ircvas profundas.
O grande Rostan deu alguns passos nacha/noca.
Oiivio-sc durante dous ou ires segundos o rumor de
suas botas, o qual cessou depois rcpciilnameute. A
noile eslava lio escura, que um homem em p sobre
a sebe nlo leria podido dizer se Rostan se havia a-
faslado na dircejo do mar, ou se linha se assentado
sobre a rclva cutre dua montas de tojo.
Passou-se um quarto de hora. Na vereda coberla
no mesmo lugar em que o grande Rostan alravcss-
ra o barranco, apparecam duas s mi.ras: um ho-
mem qucaudav.i vagarosamente e pareca incommo-
dado pela roupa, o urna miilher de andar gracioso
e resoluto.
Eslou cerla de l-lo vislo sallar a jmila, dis-
se a mulher.
Pois que havia sangue em haixo responden o
nomem; porm nlo sei onde escondeu-se... demais
Magdalena lira com os dous fillms.
A Morgalle ergueu o* hombros.
Magdalena, o* dous filhos, c cse dahiuho de
pastor, acresecnloo Jlo Tonril parando para mudar
0 guardanapo >lo lugar,
- Que, lem nessa Irouxa, m?u lio'.' pcrguulou a
Mnrgalte.
Em vez de responder, o curandviro conlinuoii:
E o senhor Antonia que esto apena* brido.....
e esse malvado patrio Siilpiro que passa muilo
bom... Ab velhaqiiinha 1 velhaquinha se vende-
mos por selerentos mil francos pelle de ur*o |
Que diz .' loriiou A*lrea parando lambem.
N.lo losle as fbulas do bom Lafonlaine, pro-
seguo Joan Tonril suspirando : Havia um cajador,
que linha vendido previamente a pelle de um urso...
A Morgalle aperlou lhe o braco. Eslavam alguns
passos distantes da sebe de Mou. Joan Tonril ap-
plirou o ouvido. Na estrada de Malignon ouviam-se
os |i.i--o. i|c nm ravallo.
Escula disse Aslrea.
Se o leu Rostan esliver cm seu poslo! murmu-
ro u O curan! ir.,.
Aslrea repeli comum acenlo coudo e inquieto :
Escula!
Joao Touiil ca!ou-se. Alm dos passos falgados e
irregulares do ravallo ouvia-se oulro rumor do lado
da eslrada. Urna voz dolorosa e lumia grlava:
do o corpo legislativo para 20 de dezembro, quasi no
mesmo lempo cm que o parlamento ingles deve ser
reunido (a 12). O lim desla reun;!o he obler a ane-
jan legislttiva para a leva immedata de conloo qua-
renla mil homens,talvez lambem para um novo em-
prestimo ou novos imposto*, lie tambem para as
necesidades da guerra que as cmaras inglezas foram
convocadas pela coroa ; he preciso urna auloris.irfio
legislativa para que o* rcgimenlos da milicia pnssam
ir substituir em Uihraltar, Milla e llias Jonias, ns
rcgimcnlo* de linha inglozes, qne o governo ingles
quer mandar para a Crimea. Alero disto pietisa-ic
de novos crditos, porque urna guerra como a que
se osla fazendo, exige ao m'-smo lempo muilos h-
mense multodinheiro ; mas osles sacrificios serlo
fetos sem repugnancia, porque nunca a Franca c a
Inglaterra estiveraia mais resolutas ; nunca liveram
mais certeza de siicrossoiinidas cnino eslo para .i
ilefeza da mais justa das causa*.
Ninguem pdejdiSor o quo se faz para aniquillnr o
poder russo e para asscgurnr o heni-cslar de nona*
Iropas naquelle r'ide theairo da guerra. Ni Fran-
cezes linhamosKiesembarrado em Eupatorio qualrn
ilivisoes, forniandn um elToclivo de corra de 35,000
homens ; vamos ter na Crimea nove ilivisoes com-
pletas, formando um ellcclivn de porlo do 100,000
homens. O* Inglezes do seu lado elevam a cifra do
suas Irenes a i-5,000 homens, em lugar de 25.000.
Expedc-sc do* porlos da Inglaterra e da Franja, nfio
s inuiiijese vivore* em abundmcia, senlo ainda
vestidos quemes, capoles, luvas, polainas, etc., etc.,
e barracas de madeira, as quaes permillirlo aos
nn!os soldados conjuraren^ os rigores da e*la-
jao.
Emquanlo o* exercilo* all ido* gozaren) de todas
eslas commodidades, os soldados russos continuarlo
a acampar-seexpnslos ao lempo, a lodas as intem-
peries da estojan e as molestias, que slo as suas con-
sequencia!. Finalmente preparase pan ama cam-
pauha longa e penivel, porque parece reconhecido
que nlo he possivel apoderar-sede Sebastopol, se-
nlo depois de Icr balido c aniqoillado o exercilo de
Mciischikoir.
Nos oulros paizes da Europa nada ha de inleres-
sanle a nao ser na Ilespauha a asscmbla consliluin-
le, que lem feilo Miar um pouco de si. Ella no-
meou logo para seu presidente a Espartero, a quem
a rainha cncarregou de organisar seu ministerio. O
novo gabinete he formado dos anligos collegas do
duque da Victoria, ciceplo os Srs. Pacheco c Alon-
zo, que slo substituidos pelos Srs. Luziaga e Agsuer-
re. A assembla tendo de organisar nova mea, no-
moou o Sr. Madoz para presidente e o Sr. Infante
para primeiro vice-presidente.
cipa] influente da chamada do Negrciros.he Thomaz
da Cosa Ramos. Manoel Piulo da Foneca nao
enlra oslensivamenle nislo, porque lem esla.lo mui-
lo doenle, cm perigo de vida al. i,
Est-se igualmente organisando urna companhia
para eslabelecer una carreira de vapores enlre Lis-
boa o o* Ajor*, fazendo lambem algumas viagens
a frica. A assignalura he j.i grande, o dos inelho-
res capitalistas ajeranos e raqui. Osjornaes lem
disentido largamente esle assuniplo, porque ha opi-
nioes sensatas que se pronuncalo pela eonttrttegao
de una doca em S. Miguel, anles de se compraren)
os vapores para esta empreza.
O celebre engenheiro iuglez Freebodv. que veio
engajado de Londres para visloriara barra do Dnoro,
e encarregar-se dos urgentes trabalbos que ella de-
manda, desipparcccu sem apnsenlar os Irahiilho*
que an Ion fazendo, mas levando una boa quaulia
de libra* que se lhe linliam da lo por conla do seu
ajuste. Temo* este nano fado de nos roubarcm, n.io
so os de casa, mas lambem as vi-ilas...
Tem enrarecido aqu os gneros de primeira ne-
cessidade, lacs como o p.lo, a carne, o* legumes.
azeile etc. O vinho. ainda o mais ordinario, est a
doze vinlens a caada. Nao he tanto porque boiive
este anno cscassez de lacs gneros, mas porque lem
havido grandes ciporlares para fra do reino. Por
is*o o governo, usando ila aulorisajlo que lhe de-
ram as corle*, prorogou a permi*slo da entrada de
cereae* estraogeiros pela barra do Porlo.
A grande cantora Alhoni lem assombrado o di-
Icllaiilismo de S. Cario* com a sua portentosa voz.
Mas agora suscilou-se um confliclo enlre ella c mad.
Casteilan, sobre o que se lem nassado secas dignas
das Silvia* de Bocage. Tem sido um assumplo de
eternas qucslocs de toda a parle, e de grandes al-
lercajes na imprensa.
Foi o casi, que lendo cada urna desla* dama* seu
repertorio excu*ivo, a empreza fez ensatar a opera
Somnmbula, para nella cantar madame Alhoni.
A islo oppoz-se madame Casteilan, por esla pej* ser
do seu repertorio, e te-la ja cantado nesla poca.
A empreza requeren ao governo contra esle velo
da Casteilan. Suscitaran)-ee grandes qtiesles, in-
trigas, partidos, e empenhos de parle a parle, mas
afinal o governo decidi que a escnplura de mada-
me Castellaa lhe davs' direilo n oppor-sc a esla re-
presentaran. O* Alhonistas f.uam aos ares, esleve
para haver um pronunciamento na plala, mas a
Casteilan que he dama de mui to siso, etem aqu im-
mensos afleieoados, puhlirou urna caria dirigida ao
conde de Farrobo, inspector ceral dos lliealrus, na
qual derlarava que, vislo ler-sc-lhe reronhccdri^rTiTileplos.
a iniiha emsternajao.
ii Algumas das obras do sublime engeuho a quem
viemos prcslar eslas homenagens, foram escripias pelo
meu pando. Aquellos labios, donde a phrase lhe
sania llu llucnle, lao potica, Uto sua, eslo boje cer-
rados, fros Aquella voz, que al quando elle dic-
lava ora nielo liosa, altracliva, eloqucnle, nunca
mais a ouvrei... Aqulla grande inlellgencia. ru-
jos raas Iluminaran) lala* paginas, que todos nos
admiramos, apagou-se, extiuguio-se para lodo o
sempre !
Senbote*, so he urna calamidade para as lellras,
se todo o reino sent e deplora esla inorle, vede
que grande perda nao sera para nos os que apren-
demos delle, e que licamos privados de lao grande
mestre ?
A lingua pnrlugueza, queda sua penas lenlo u
lanas galas, lem e lera sempre hons cultores enlre
no* ; mas aquello eslyto immitavel de Almeida Gar-
ren, esse expirou com elle. Se o oslylo he o ho-
mem, como disse o grande naturalista francez, esle
sepulcro vai encerrar juntamente o homem do nos-
so airelo, e o c.tylo da nossa a luiirajlo. Morreram
anihos !
I.Hiralo e poltico como l.ain irtine, Almeida
Garrell, lem o seu name as*ociado a lo la* as lides
polilica* e lilleraria* da nossa Ierra. Vocajlo pri-
vilegiada, talento vaslissimo, fui successivamenle
poli, prosador, jornalisla, orador, magistrado, di-
plmala, legislador, estadista.
a A patria, desagradecida para com Unios de seus
filhosbenemrito*, foi par com elle ( diga-se alio
nesla hora solemne ) liberal c magudcenlo. Todas
as carreiras llie patcnteou. A magistratura, as em-
baixadas, o parlamento; o conselho dos ministros da
coma, o paralo, a li lalguia titular, todas as dslinc-
joe*. lo tos os alio* cario* da repblica lhe foram
conferidos. E ainda agora lhe esiao aqu prestando
as .Ierra Puras hoincnageix, as sriencia* e as arles,
as armas c as lettras ; lodas as classes da sociedade,
lodos os que elle linha eulevado com os sons mavio-
sos da sua lyra, lhe vieram aqui suspirar o ultimo
rale. '
Morreu conherdi de todos,mis tendo-se lam-
hem conhecidn a si. So visea como philosopho, ex-
pirou como chrslo. Os seus ltimos momentos fo-
ram edificantes ; a sua serendade, a sua resignajlo
foi evanglica.
k A' indilTere.
Je senoloT'e a nossa mocdade, deu elle urna reprc-
h;nao memora ve I. A impiedade, com este exemplo
viudo de lio alto, ha de perder muilos dos seus
giosa, do~qas. lano adocce es-
Sulpicio Sulpicin !
Com elleilo era o palrao Sulpicio que vnllava do
presbiterio de Plouesnon, c ganhavaa praia. Tinba-
se demorado um pouco por culpa de Bijon, o qual
perder lodo o ardor na ida, e nao poda mais. Sul-
picio medilava. Era misler aununciar ao seu joven
amo a morle da av. Cerlamenle essa triste noticia
era esperada ; mas Sulpicio linha o corajlo' magoa-
do, pgrquc o sangue de Maurepar lhe era lao charo
como o seu proprio.
Levava comsigo os selcccnlos mil francos da he-
ranja ; pois o cura que o condeca, linha-lhe confia-
do ludo. A velha marqueza, que era mora, (era
feilo o mesmo.
Sulpicio dizia comsigo: Ei-lo rico. A filha do con-
de he sun mulher peranle Dos. A velha arvure vai
cobrir-se de novos ramos I
Dizendo isso, parou duzelos ou Irezenlns passo*
disiente da sebe para deixar Bijon respirar, o tam-
bem para rellerlir um pouco. Antonio nao devia es-
lar mais na tirilla das Caivolas quedas hora*. Ro-
blo! esperava sem duvida diinle de Roche Guyotle,
e o camnho mais curto era lomar pelo Trecuz*.
t.)uanto o coradla do palrao Sulpicio chamava-o
para esse lado I O Albo, o charo lilho; loda asna
familia I Agora que o joven marquez Anlonio esla-
va rico, c que Victoria ia deixar o pala, o pastor po-
da lambem deixar a ekoopana e os carneiros. Era
verdade que Magdalena Oesva ; mas o patrio Sulpi-
co nao saba o que ia aconiecer. l'ma calaslrophe
j ameajava a casa do grande Rostan, Sulpicio pensa-
j va em salvar Magdalena, que era a filha primoge-
| nila do ronde, c o rcsln pouco lhe imporlava.
Um bello sonho realsado teria sido Magdalena
fugnido com a irmaa : Victoria feliz, Magdalena Irn-
quilla com os dous filhos, e o pastor para servi-tus,
Bijon paslava a relva do camnho. O palrao Sul-
picio deu-lhe com a redea as ore I has, e o pobre
animal pos-sea coxear melanclicamente. Nesse mo-
mento um gemido vago chegou al Sulpicio. Era a
voz do bosque. Joao Tonril e a Morgalle, que se li-
nliam approximado hrandamenle, ouvam-na ds-
linctamente. A voz repela :
Sulpicio Sulpicio!
Elle e-l mui fraco, murmurad o curandeiro.
E-l cerlo de que soja elle'.' pcrgunlou Aslrea.
Depois acrcsccnlou esliemecendo:
Nao lhe leeonhejo a voz.
Porque a voz muda muito hora ds morle,
disse o curandeiro.
Ouvia-se ainda mais dislinclamentc o passo do ca-
vallo.
Lisboa 30 de .novembro.
O vapor D. Mara II, qned'aqui sabio no dia 2:1,
levou una oplima carga, e mis 300 passageros, sen-
do grande parte colono* que vieram do Minho. e
vio assalariados para diversos portos do Brasil, Ig-
noro em que tormos, mas dizem que vio bom en-
camnhados. Dcos o quera, porque o governo con- ..
iinuaa olbar para este objeclo com a mais profun- oppozera a isso.
seu direilo aquella opera, olla se comprazia de're-
der delle em obsequio ao publico. Comiste- se li-
zeram as pazo*, o ambas a* a primas slnas foram
malta applandidas uuaudo appareceram em scena.
A Alhoni na verdade be um.a maravilha artistiea.
Com esla* que-tiunciil.Vs se cnlreleve a cdade por
mis S da*, e para eoroar a resta, al se publicou nm
namphlelo, cm qnn estasseenas burlescas foram des-
cn|iias. Este papel leve logo muita vogi, a odieio
etlrnhio-se rpidamente, mas o aulor ia leudo m
desalio. Como o provocaran), elle declarou o seu
nomo o pamphlelo sabio anonvmo) que era o mes-
mo a quem so attrilioia. Silva "Tullio.. De vez c-in
quando, leinus deslas peleja* om S. Cario*, lias
quaes (nmain calor, al pessoasque j nlo lem san-
gue na guelra, quanto mais os rapases.
J.i se rclrnu para llcspanha o ministre quo aqui
eslava, o bem ronliecido lillcralo Alcal Galiann.
I'oi Indo o corpo diplomtico acmnpanha-lo an raes
de embarque ; houve muilo choro, e principalmente
a nbrinlii, madame de Campozano, levou muita*
sauda les do certa persouagein.a quera as damas hoje
festejan) muilo.
O novo ministro nomeado para aqui, ainda nao
veio. ero vir porque foi elito depulado.
Fez-se um dia desle*. leilao da rica mobilia do
cx-mimslro ilo Brasil nesta corle, o Sr. Drummond
A* eslanle* dos livros, que eram hellissimas, foram
arrematadas para S. M. o Sr. 1). Pedro.
Os negocios de Hespanha vao indo plcidamente,
depois da crise em que esleve o actual ministerio,
por nao ter sido approvada pela cmara, urna pro-
posla do ministro da fazenda para que se nao abo-
lissein desde j.i o* diretnsde barreira, como reque-
rera cerlo deputado. Pode-se dizer que eslo re-
movido* todos os recein* que havia sobre a sorle
fulara da Hespanha, com aquella nolavel volajio,
em que o congre-s constituidle declarou por 189 vo-
tos contra 18, que se eiarasse na nova ronstilui-
jloqoe conliuuava a dynaslia reinanle na pessoa da
rainha Isabel. Eis cm que coslumam parar ( c islo
em lo la a parle) a* bravatas e ira* republicanas.
A mania ibrica vai-se atenuando, nlo obstante
nm janlar que us partidistas da unilo deram em
Madrid, ao par do reino J. Izidoro Uuedes, que ha
pouco veio de passngem por aquella cdade.
15 de dezembro.
Lisboa esl em grande conslernajlo. Falleceu-
lhe o seu poela querido, o sen prosador inimilavol, o
viscondede Almeida tiarrett. No dia 9 pelos 5 ho-
ras da tarde, expirou Iranquillamcnte, sera agona
nem estertor, lendo repelido a confi tal com o Rev. padre Sabalcr.
Tnha elle pedido que lhe fizessem a autopsia,
mas parece que o medico assislenle, Dr. Barral se
da indiferenja. Que gente esla I
A polilica esla' estacionaria. Os negocio* seguem
o seu curso ordinario. O* pagamentos continuam
em dia, e os Irabalhos das estradas eslo diva.lo*
como nunca se vio. O.ininislro dasobras publicas pe-
dio ao da guerra alguns conligenlcs de soldados
para se empregarem ncslas larefas. o que lhe foi! ro dos Praze'res li
concedido, de sorle que boje eslao perlo de 15,000
homens Irabalhando as estradas do reino.
Nesle poni nlo ha nem houve ministerio
mais benemrito do paiz que este. Ja se sent, as
poura* estradas que eslao aberlas a circuladlo, o n-
fimo que d'cllas ha de vir para a nossa prosperlda-
dc. As grandes ciporlajOes que boje se fizan), as
culturas e industria* novas que se vao desenvolven-
Sulpicio! amigo Sulpicio! (oroou a voz pare-
cendo reanimar-so. Volla !
Ha um assassno na charneca !...
Aslrea procurava n*sombra a mo de Joao Tonril.
Tu o vs pergunloo ella.
Sim, ei-lo all na escarpa.
Anlonio lnha leulado arrastar-sc al sebe ; mas
sua fraqueza crescenlc pregava-o na Ierra hmida.
Tena a pistola que le dei ? lornnu a Morgalle!
Joao Touril fez um signal aflirmalvo.
A Morgalle acrescenlou com voz que nao trema :
Procura alirar queima roupa.
Nlo eslavam a mais de dez toezas do marquez An-
lonio ; mas urna mouta o* cncobria, o o pobre feri-
do nao poda ouvi-los por causa dos esforjos que fa-
zia para por a cabeja ao nivel da escarpa."
Jo.lo Touril sem abandonar a trouxa, poz-se a an-
dar de quatro p* sobre a rclva, largou a pistola no
camnho, e lrou da algiheira una enorme bolsa de
couro gordureiilo. Basa bolsa conlinba enlre oulros
instrumento* benficos um desees grandes escalpel-
|os com que os curandeiro* da Baixa-llrelauha sar-
jain as nrlciilares dos epilpticos c das mulheivs
tujeilass aflocces hystericas. Esse Iralameotn vi-
goroso nao cura nunca, aleiju sempre, c passa nalu-
ralmenle por infallivel.
Foi com is*o que Joao Touril apunhalou o joven
marquez pelas ro-tas.
Ha alguemahit pergunloo Sulpicio do oulro
lado da escarpa ; pois passou justamente no momen-
to, em que o amo ex hala VI o ullimo gemido.
Niuguem responden, e o patrio Solpirio conii-
nuou seu caniuhii.
A Morgalle apauhnii a pislnla, emquinlo Joao Tou-
ril encliugava o cscalpello as folhasdos arbuslos.
A enha, meu lio, disse ella ; Vmc. leve ra/.o
de nao fazer rumor.
Quando ella passava a sebe, ouvio o palrlo Sulpi-
cio. que dala atontando o ravallo:
Ei-a, Bijon cbcgnios ao lermo de nossa car-
reira '.
isso eia verdade. I'm darlo repentino seguido
de um eslrondu illiiminou os tojos; o cavallo e o ca-
vallero cahram. O pobre Bijmi nlo devia mais lc-
vanlnr-se: linha chegado ao termo de sua ullima
carreira.
Sulpicio pelo contrario sallou em p sem ferida.
Era bravo como um lelo, e sua vida linha-so pasea-
da no perigo. Levava comsigo a riqueza do Maure-
par: lomou as pistolas na* mos pmmplo para com-
baler e morrer. O Uro linha partido da charneca, e
Sulpicio esperava o inimigo desee lado ; mas foi pa-
O funeral foi-lhe feilo com a pompa e sequilo de
um principe. O estado da casa real o conduzio de
casa para a igreja. mas d'alli foi levado a mo,
aconipanhado de um numeroso corlejo. desde o cor-
po diplomtico ale a sociedade do* artistas dram-
ticos c do* typographos ele. Da capella do cemile-
conduzdo pelas pessoa* mais
conspicuas do cortejo, indo enlre esla*, A. Ilerculano
e A. V. de Caslilho. No ccmilerio eslavam para ci-
ma de Ires mil pessoas, c qua*i loda a tropa da guar-
nieao de Lisboa.
Depus das absolvijes religiosas, e das descargas
funeraes, edepois de ter sido deposto inlerinamenle
no jazigo de I). Pedro Brilo do Rio, A. Feliciano
de Caslilho subi aos degraos do sepulcro o profo-
ra a sebe de Mou que ouvio o primeiro rumor de
passos.
Duas formas humanas appareceram vagamente na
eacnridlo, e Sulpicio dispunha-se a sustentar esse
novo alaque, quando recebcu um vilenlo golpe de
coruiiha sobre o crneo, e depois oulro que quehrou-
Ibc o braco direilo. O grande Ro*lan lanjou-se so-
bre elle, o (enlon sulToca-lo ; mas para qne tives*e
errado o tiro na distancia de quinze passos era mis-
ler que a m.lo lhe trcmcs*e muilo: eslava pe*ado e
liouxo como um homem ebrio. O palrao Sulpicio
aturdido como eslava, e privado do uso de um bra-
jo, mellen-o dehaixo de si na lula, ese houvesse
podido livrar o braco esquerdo, que linha a pistola,
os selecenlos mil francos (eram voado Inglaterra,
apezar de lanos esforjo*.
Aslrea c Joao Touril cbeg*ram ncsse momento.
Rostan e Sulpicio enlajado* e rolando um sobro o
oulro, formavam urna s mas*a agitada de convul-
sivo* cslremecimenlos. Rostan queixava-s. Jo.lo
Touril inrlinou-sc procurando onde ferir; porm
Aslrea mais prompla lanjou-se de joelhos, apoiou o
canno da pistola sobro o hombro de Rostan c dis-
parou-a na cabera Jo palrao.
Rostan levaiilnu-se alimpando a face suja de ali-
gue, e Jo.lo Tonril preeipitou-se sobre o dcfunlo ro-
mo um chacal,; porem Aslrea o repellip com sua bel-
la mi, forlo como a de um hoinein. dizendo-lhe
framente :
I'oi misler que ou lomasse p irte ni.-so ; fui cu
quo ganhei a balalha !
Em um Instante ella abri a roupa do palrlo, e
ochando a rarleira recheada cabio em una especie
i de mocara,
Paris! Paris! Paris oxelamou Ires sesea ;
' acabei meu purgatorio, c vou subir ao paraso !
Joao Touril linha-se apoderado do cadver aban-
donado, revolva os bolsos e respirara eou*ccucio-
samenle.
O grande Rostan permaneca immovcl e mudo.
O panegyrico do viscondede Almeida Carrol!,
como bem di.se o eximio poeta, que acabamos de
ouvir, nao se pode fazer aqui enlre lagrimas c solu-
Jos. Adimoslo.
i< Quea sua alma reponsebemavenlarada no seio
de l)eo< O seu corpo, que ora desee ,i Ierra orv.i-
Ihada prlns pranto* desle saudoso cortejo, ha de em
breve erS>uer-se eslalua, para eterno brasio da*
lellras portngoesas;eeo lado da de Came*, a de
seu cantor, recebeni junlamenle os cullos da pode-
rdade.
(i Senhores. A purpura do genio, ferida pelo
brajo ilo Eterno, provou o nada da* grandezas hu-
manas. l)is*e-nos, como lodas as realezas, que s
Dos he grande.
Ei-lo proslrado, o gigante do seculo ; c, na der-
radera hora, espirito sublime, aperlou ao peilo a
sua eras, e sollou do mundo a grande alma !
A f precedeu-o, illumiiiando as sombras da
elernidade ; e, emosicnlajlo, fiel s crearas inti-
mas, a urna recebeu ascinzas, a immorlalida le per-
pcluou o engenho !
Doloroso espectculo esle, que nos rene aqui
em volta do fretro d'um grande poela, lo grande
nos canlos como na morle! Oh! nao slo fingidos
os prantos que lhe orvalham o tmulo. Nlo. As
pompas do inundo, corlejo da fortuna, as illusoes da
vaidade espiran) heira da sepultura ; e, do ludo
quanlo o mundo vale e quinto o mundo pode, res-
la hoje por cpilaphio s urna dataa do luto nacio-
nal que inscrevemos. E basta
(i Nao v les este sol esplendido, que se levanta
sobre as nossas fronles, brilhanle como o amor da
patria na sua alma, c fulgido como a grande ima-
gem da sua gloria? He o sol da posteridade ; he o
sol dos luanlos; he o sul que doura a faina de Ca-
mes cm Ires serillos de saudade inexlinguivel !
a Fado unicu Empreza arrojada que s om com-
mollcu com xito! Celebrando na Ivra mgica o
aulor dos /.lisiadas, a poslcridade indecisa nao sa-
be qual segou a maior palma se o cantado, se o
cantor!
O vullo, que abri esle seculo, he j nessas
sombras eslalua. Honlem homem, hoje saudade,
amanhaa gloria, os raios da sua luz Iluminan) no
sepulcro a era quo de novo creou a* nossas lel-
lras. D. Branca, Camoes, Adosinhn, Fr. Luiz de
Souza, o poema moderno, a elogia d'alma, o dra-
ma Iragico, rival da Thalia anliga, e o Lirro das
riagens. essa conversaj.lo espirituosa, lao viva, to
variada, lao profunda... como aquella que lhe son-
beram os privilegiado* que no trato familiar da sua
amena inliinidade aprendern! a conhecer o homam
sempre superior, cujo corajlo, mesmo nao podendo
com a vida, enlre o* veos da morle, aleando o espi-
rito, lanjava sobre to.los os nstumplos a cardade do
genio, que Dos s dispensa aos seus eleilos... lodo
esle completo de obras, urna lilleralura inleira,
lormam os elos dcs*a ndmiravet cadeia, cuja evtre-
midade vemos agora sumida na penumbra da cam-
pa semi-aiierla.
Que vos direi da vida leste homem ? Nao he
para aqui enlrar na descripjo delta. Soldado fiel,
alravessou as tempestades, e morreu abracado sua
bandeira. Foi um corajlo como, depois de Camoes,
nao vio Portugal. Quanlo elle senlia e rhorava o
passado! quanloamou o presente! quanlo desejou
o futuro Todas as lagrimas de urna grando alma,
lodas as aspirajoes de om grande espirito, vivera
nessas paginas que j4 agora slo eternas I
E be por isso qoe nesle doloroso concurso lodas
as classes se reunem no mesmo pezar !
Quem diria ha poneos mezes, colhondo a der-
radeira manifeslajln da sua lyra, as Folhas cabidas,
que ellas seriam verdaderamente ultimas flores des-
folhadas e solas do grande genio, flores lio fresca*.
lio virosas como as dos primeiros dias da juvenlu-
de? Quem supporia que laes flores formariam a
crinalda derradeira do sepulcro'! Deosperdoe qucl-
les quo s tiraram dellas os espinhos do marlyrio
para Ih'o cravar no corarlo; Dos pordoe a esses
como elle Ibes perdoou na hora extrema.
a E que importa? Ei-les junios e inclinados di-
anle de urna campa Tria, os legisladores, os estadis-
tas, os soldados endurecidos as guerras, a gloria das
armas, a gloria da loga, a glora das ledras, essa no-
tare gerajao, filha desle seculo, de que eu son voz,
e cuja horaenagem final prostramos peranle a som-
bra do mclrc.
Almeida tiarrett; a hnmanidade despio aqui na cin-
za os veos da carne. Nlo he ao nobre, nlo he ao
ministro de estado, nao he ao embaixador que se
curvam respeilosa* as fronles. Mais alia gloria nos
avassalla em preilo ao qoe foi. Em Camoes tam-
bem morreu o homem para brilbar o nome: com
elle perecern) as paitos. No cantor do grande poe-
la o Ululo acabon para principiar a gloria. Aqu jaz
o visconde de Almeida tiarrett: os raios desse astro
glorioso, vivo Joao Baplisla de Almeida oarretl !
Ncslas occasiocs o silencio e as lagrimas dizem
ludo. Inclinemo-no*. A patria, que elle amou lan-
o, nao desherdara o amor da sua alma. Confiemos.
Os seusossns, como os do vale do Adamaslor, nao
clamaran debadle por um monumento. Adopte a
patria o que ficou delle, e a naci poder* dizer :
o sou digna da heranja!
GLORIA E SAUDADE
Ao principe dos poeta portuguezes dette teculo,
O VISCONDE DE ALMEIDA CARRETT.
Bem o vs, o aleude cahio-me
Destas mos que nao tem j* poder ;
E o som derradeiro fugio-me
Do hvmr.o cierno que ergu ao nasceT.
Garrell. Flores sem fructo.
I.
Nlo morreu Volveu t a Ierra i Ierra
O que ora frgil cinza, a sepultura.
No avaro seio, para sempre cncerra.
Vs all dentro quanto he mal segura
Essa, que o vulgo ceg julga a vida :
Ficou delle oulra vida que mais dura.
Urna alma deslas, nobre fnracida,
Nesse mundo em que ludo lhe he saudade.
Vaga altonita, acbando-se perdida.
Chega a morle ? Sauda a liberdade ;
E, roto o carcere, a viver corneja.
Porque trouxc comsigo a clernidade.
Ouem ha que o vo audaz hoje lhe meja '.'
PeiriteTBs_o_ as vistas na amplidlo do espajo,
A que o cspiTTtOairdeiite se arremeja.
As azas fecha a meiilcijcansaco,
E as que css'alma sollou dei No co da patria um luminoso traed"!---
Nesle he que vive, os raio* espargindo, ~^__
Quo, nao caliendo na morada eslreila,
A foram lentamente consmnindo.
Meu primo Antonio repeli oulra vez o grau-
de Rostan.
Depois applicou as maos sobre o peilo e pronun-
ciou em voz baix.i :
Magdalena Magdalena, minba mulher !
Astra ahalou-o rudemente e urdenou :
Maos obra !
Joao Touril e Rostan lomaram o corpo do palrao
cada um por urna perna, e arraslaram-no para o ro-
chedo. Aslrea os seguio.
Urna sombra passou enlre os lojos al o lugar em
que o cavallo Bjou eslava estendido modo.
Tolo Gicquel apalpou o pobre animal, que ainda
linha calor, beijou-o enlre os olhos e chorou. Ou ni
do Astra vollou precedendo seus dous cmplices, o
m.iclmii-la perdeu-sc no* arbu*lo*.
Ao oulro dis*e Morgalle pa*sando a sebe de
Mou.
O corpo do joven marquez foi arraslado pela char-
nela assim romo o do seu fiel servo. A' direila do
pliarol havia um lugar em que o rorhedo formava
como um terrajo sem columnas. O* dous cadveres
foiam lauca los d.dii sobre a praia, e a Morgalle
disse :
Os guardas bao de ficar ufanos quando virem
isso !
Vai buscar Ires cavallo* na estribara, acres-
cenlou ella dirigindo-se a Joao Touril.
licando sii com o arando Ro-lan, lancuu-lhc os
hr.-jos om torno do pe*rojo, e. disse enlmenle:
Tenho meu dolo de marqueza, nao necessilo mais
ile li- Se queros vir, vem. so queres ficar, lira.
Tul mulher he virtuosa c iijo le enganbu.
Ini estertor sabio do peito do Bdalgote.
--- O* dous meninos ao leu* lilhos. lornou Aslrea
sor-indo ; Anlonio eslava la por amor de Vc-
tor a.
Roslan fez um movimenln para e*maga-la nos
bracea ; mas ella applicou-lbe os labios sobro a boc-
ea, e os msculos do fi lalgole afroutaram-se.
Astra desprenden-te alegre, lanjou-lhe o lenjo
l m nstame o silencio profundo, mas cheio de cm Ionio do poscoro como urna estrella, e levou-o
eslranhos murmurios, que reina de noilo ,i margem sul jugado.
A argilosa prisio lornou. desfeila,
Ao p d'ondo s.ihira ; o o que era gloria,
Dom de Dcos, a immorlalidade aceita.
Parece o que nlo loga urna memoria :
Para oque a deixa as gerajies, que ensina,
A nmrle he mais esplendida victoria.
Se um seculo, anos oulro, a fronlo inclina
Ante o espirito, que ficou presente,
He que este brilba e vive ;lie re, domina
Dorme o corpo, edos males, que nlo sent,
A lean ja a pazDepois, o lempo corre,
Sem acbar presa, despota impolento ;
Porque espirito assim, nascc, o nao morre.
Que importa ?Esla que linio
O grao poela cantn.
Doce mai de amargo pranto,
Eterna, como esse canto.
Para cbora-lo ficou.
Ai poela de saudade,
Quanta saudade aqui vs !
Rompo a la immensidade,
E, luctuosa realidade.
Has de enconlra-la a leus p*.
A pintura que fizesle,
Animada pela dor.
Toma as cores que lhe desle ;
E, da sombra do cypreslo,
Surge, viva e triste llor !
Solire a lyra, que o alaude
Con verte cm sacra man-o.
Suspira um pobre alaude :
Se nao vale o canto rudo,
Valha nelleocorac.io.
Suspirar Elle sabia :
Nos sabemos s gemer 1 '
Essa divina harmona
Muda esl ; c quem Ih'a ouvia
Nunca a dever perder!
Quem, magoa c formosura,
Quem deu realce niclhor ?
Quem a patria c a desventura
Levanlou com f raais pura,
Celehrou com voz maior ?
Ao seo canlo, perfumado
Da casia musa natal.
Grande, qual foi, venerado,
Resurgi todo o passado
Oeste, que era Portugal.
E jaz !S lhe v>ve a gloria
Que diz : a rival de Camoes I n
E a musa, que precede a historia,
Enloa sua memoria
O echo das proprias canjees.
A li, poco, a quem fallo,
A cantor vem de legar
Um nome para guarda-lo :
Siibamos nos conserva-lo
Como elle o soube ganhar !
do mar, cubri a charneca. A motila de tojo* em
que Roslan le linha escondido, agilou-e.
Os guardas fizeram fogo em Roche Guyolle e
na Gruta das Gaivolas, disse Aslrea ; estamos mais
perlo ila Gruta das Gaivolas : he misler arrestar os
oorpo* at la.
Os corpos ? repeli marhiralmenlc Francisco
Roslan.
Tea primo Anlonio esta al I i ni escarpa, lornou
Aslrea ; nao linhas a n>lo certa esla noile.
Mcia hora depois, Aslrea, Joao Touril e o grande
Ro*lan cavalgavam no camnho de Dinan, que con-
>lii'. ii Paris.
Na charneca enllo deserta um co de pastor ras-
lejava moliendo o forinho na relva e latindo sarda-
mente. A pos do rao a om menino canjado, com
sur r na fronte c lagrimas nos ollins. O rao cabio
obre o cadver de Bijon, c o menino vendo-o pa-
rado approximou-se. Todos os seus roerabros poze-
rani-se a tremer, e elle murmurou :
Sania Virgem! sania Virgem fazei-meachar
meu pai.
O c!o mellen o focinho na relva e lornou a partir
seguindo evidentemente um vestigio. O menino
continuo a caminhar apselle.
Era o pastor Sulpicio com o sen fiel Randonneau.
Sulpicio vinha da Casa, onde achara os quatro quar-
to* abertos e vasios exceplo a cozinha, onde a velha
Renolte dorma com os ps na cinza.
No quarto de Magdalena e no parapeito da janel-
la o pastor linha vislo manchas de sangue.
O vestigio seguido por Randonneau fura deixado
sobre a relva pela passagem dos dous cadveres ar-
raslados para o rochedo. Randonneau chegou assim
ao lugar em que o dous corpos linliam lido preci-
piados. e andou roda farejaodo e latindo : o ins-
iiiiii i nao o servia mais.
O pastor lanjou um olbar abaiso de si, e elari-
dade do pliarol avislnu vagamente dous onjectos,
que parecan) lera forma humana ; dous corpos dei-
lados um junio do oulro. O mar eslava cheio, as
ondas aglavain esses corpos e reliravam-se. A duas
ou Ires toezas urna terreira forma, que assemelha-
va-sc a urna mulher vestida de branco, era tambem
revolvida pelas ondas.
Foi como urna visao. O pliarol vollou e o paslor
n.io vio mais nada. Lanjou-se na vereda que des-
ra praia, e na qual cnroiilramos a pobre Victoria
pela primeira vez, entrn na agua para passar
diante da Gruta das (lalas, e chegou depois
enseada que o pharul allumiava ponen anles. A noi-
le linha vollado profunda ; o mar dcixava Ires cor-
pos sobre a praia : dous homens e una mulher.
A mulher, rujos vestidos mulhados uezenhavam-
Ihe o lalbe gracioso e joven, lnha sido laucada
pelas ondas sobre um dos cadveres masculinos.
O paslor ajoelhou : faltava-lhe a respirajlo. Elle
lenlou ver os roslos ; poim debalde. A luz do plia-
rol vollava eselarecendo os ohjccloi ; o pliarol gyra
em um minuto, Sulpicio esperou um seculo. Sen
corajlo deitoude bater quando a luz locou ns cabel-
lo* da mulher afogada. A elaridade raminhou, e o
rosto de Victoria sabio da sombra pailido e lio
mudado!
Depois as feijfles ensanguenladas do joven mar-
quez Antonio de Maurepar, e depois o temblante
sereno e corajoso do patrio Sulpicio.
Meu pai! meu pai grilou o paslor lanjando-
sc sobre o corpo.
Eram Ires para mata-lo, disse Tolo Girqoel
descendo de pedra em pedra : Jo.lo Touril, Frau-
cisco Roslan e a Morgalle...
FIM DO PROLOGO.

MUTILADO
i
I1EGIVEL


UlArtlU Jt r'r.rlMrrlKULlJ, 5tA|A rtIHA 13 Ut JABtlriU UtleDU.
III.
Camors, Garren !Tres secutas ajoelham
Anle o lirado fralerno que ora daes.
No miiiiii) olhar os meamos loo so espalham :
Ond sois, irmos ha, n?o ha rivaps!
E dos avs o grupo heroico cheis
De louro .19 mos, ns boceas ilc tanvor,
I.hcs forma em lomo festivaes cadeas
Pasmando cada qual do seu cantor.
E, ao rece-vindo, que no roslo estampa
Jubilo celestial, urna voz diz :
Quem entre os goteo te esfolhott da campa,
O' flor da patria, a quem 13o d'alma quiz ?
acconimeltcram os Russos c os forraran! a deixar
as iusi posicocs.
O Jornal rio Caminado de Lisboa d os Mgoinles
proniennres cerca das (iprruroes om SobaalOpo*
O sesuinle lio o testo do tratado de ailiSUCa onlre iiislruir-mc mnis do quo o estudo do cada da sobre 1
majestades, o imperador di Austria, o impera- s(lfic,|,-,,|c peruviana.
lor dos Francezes,assgnado em Vienna em 2 da de-
zembro do 1851, o cujaa raliltcatoea foram trocadas
quaes adiantam alguna dias as noticias viudas nos fra Vienna a tidodexembrode 1854.
Era a voz do poeta, que tormenta
As eslropbes em par tanta vez deu.
Depois, em tom solicito acresrenta :
O meu fillio, como eu, lainbem morreu 'f
IV.
Nao morreo !Tornou s a Ierra a Ierra
O espirito glorioso est prsenle :
Era da campa quauto a campa encerra,
Dorme o corpo, e dos males, que nao sent,
Alcanza a paz. Depois o lempo corro
Sem adiar .1 presa, despota impotente;
Porque espirito assim, nasce, e nao murro I
... Ai. L.
\ ai-se inslallar urna commissSn para llio levantar
om monumento do homenagem nacional. O ministe-
rio hesita em conceder filha qae elle deixou o titulo
de viscoudessa, qual elie institua por sua nica c
universal herdeira. Como tiarrclt nao venden ne-
nhuma propriedade das suas muitas obras, s nisto
lem ella om excellonle dote. He nimia muilo moca,
de 1:1 annos.e eslava no conveuto das Sale/as a edu-
car quando veio para a companliia do pai, logo que
elle peiorou.
Deixou Alenla Garrell um romance em tres vo-
luntes, intitulado Helena. O primeiro eslava prom-
plo para a impressflo, o segundo quasi, mas o
tereciro ficou muilo incompleto. A tragedia Ignez
de Castro, ficou apenas riscada; e os Trala annos
de Historia, que he a de 1). Pedro, que elle tanto
promclleu ao pnblico, (ambem se reduz ao*. docu-
mentos que para ella liona escolhido. Rehollo da
Silva e Gomes do Amorim, v3o agora n'um volunte
dar conla de ludo isto. Esta curiosa publicarlo co-
nteca a estampar-se em Janeiro prximo.
No dia 11 piocedeu-se effectivanieulo cleic.'io dos
drpulados siipplcmenlaros. Em Lisboa sahiram os
dous candidatos do governo. Latino Coelho, e Mo-
racs du Caralbo. Nos outros circuios do reino cle-
geu-sc genle obscura; houve|mui(o pouca concorren-
cia,porque a opposic.no absteve-sc. O ex-minislro,A.
I.uiz deSealir.i, que era candidato opposicionisla na
l.ousan.toi guerreado pelo governo de tal maueiraque
penleu a eleicao. Em reivindicla Seabra protestou
pela impronsa que a fazer urna publicar ni sobre os
motivos ta aa sabida do ministerio, que baile en-
covar Rodrigo da Eonseca. Arrematou-se o caminho
do ferro de Aldea-Gallega para as Vendas Novas,es-
trada de Badajoz, com um ramal para Setubal. Os
coiiciirrciiles concordaran) entre si nao se guerrea-
rem, e por isso a arremataran foi feila em nomc de
Thomaz da Cosa Ramos, como representanle de seus
socios 1. V. da Costa Coimbra, da Silva Mello
Soares de l'retas, Jos Goucalves Franco e A. Go-
mes Rrcndao. Ha porm suas rivalidades sobre
quem badeser presidente da drcerao, a qual quer o
marque/, de Nisa, lambem o eugenheiro Carr, re-
presentante da casa Chabrol de Pars.
O lempo vai ptimo, mas ha grande carestia de
alimentos, porque as exportaros tero sido grandes, e
acolheta nao muito abundante.
30
A guerra veio tirar-nos os vaporos que 13o regu-
lares andavam. Ilonlem chegou o rnmpero, queja
ninguemeontava com elle,por isso algumas correspon-
dencias foram (aneadas nocorreioparairem por navio
de vela, no Rio de Janeiro, e de 1,1a pelos vapores
costeiros para Pcrnambuco.
Dir-lhe-lici porcm mais alguma cousa por esla
via.
As corles abrem-sc elleclivamenle no dia 2 de Ja-
neiro, como est ja oflicialmenle nnnunciado. Di-
zia-se gcralmenlv que nao, e eis-aqui o porque : O
rondo de Thomar fez um concilio dos seus parti-
darios, entrando os pares a dcpulados da sua polti-
ca, para que se propozesse s cortes quedeclarassem
I). l'edro 5. maior, capto para reinar. Na cmara
dos pares a proposla ser feila por elle mesmo con-
de, o na dos dcpulados por Corroa Cal leira. Ora
como corra o novo reinado, ha de haver novo minis-
terioo nova cmara, esle golpe ho lanzado para
derribar o ministerio, o dissolver a enmara actual.
O governo, porcm, 11,10 quiz tomar a responij
de de nao sbrir a cmara no dia marcjffjrra' car|
e veremos entilo o qoresullajU? cussao. Pouco vivir qusfnan a \ir.
O duque de SaMajArM restabelecido, por rm-
qiianlo ; e suppoe-soqu; este auno ir as cmaras.
""Jjiruos annos da filha, a inlcressanlc condes-
|aJJre Tavaredc, deu elle um grande janlar, e a noi-
leiim baile que durou al de madrugada.
As querellas do rapio, tanto em Lisboa como no
Porto, cstao anda por julgar, nao elisia ule as pol-
micas que lem havido cae l.
Morreu de urna apoplexia, D. Joo de Azevedo,
que foi redactor da Usperanra. e que linha ltima-
mente annunciado importantes revelaces c mise-
rias da regeneradlo n'uma obra em dous vol. com o
Ululo de Dezoito mezes polticos
Parece que deixoo encarroada a redacto do
Portuguez de lhe publicar eta obra.
O procorador geral da coroa deu finalmente a sua
resposta a respeito das queixas conlra o consol dessa
ciiiade J. 11. Moreira. Parece que o lugar esta da-
do a um sujeilo do Porlo, appelli lado l.'rupia, que
nao eonheco. Entretanto o Portuguez fnllando ha
ppaco neesle negocio revelou o seguinte. Quem se
ni o preferido ?
O marcrbal quiz casar o fillio enm ama filha do
digno par Albergarla. O Irmao deste o Sr. Manoel
Mara Coiitinha, coronel do balalhao da carta, ofle-
receu-se para correlor o intercessor desle casamento,
mas com a con dirn do o fazerem depulado. Fez-
se n pacto, c enMo o Siv Carnelro ce den-lhe a sua
candidatura, sol promessa de o Iransfcrirem do con-
sulado da Suecia para um dos porlus do Brasil. Isto
foi o que se espalhou logo nos circuios polticos do
Algarye, quando se pedio a razao por que o Sr.
Carneiro cedia da sua candidatura.
O ccrlo he porem, que este casamento, cui que
tanto se falln, nao se podo levar a elcilu, e o con-
de de Saldanba anda esl innuplo. c assim Dcar,
porque ningucm Iba quer pegar. O Sr. Carneiro
lambem nao foi despachado, tirando ludo em zero,
islo he, elle sem a cadeira ncm o consulado, oron-
do sem mulher.
jomaos franceses c ingleses.
Os jnrnaes de Paris limilam-se a noticiara che-
satis dos reforeos o de forneeiinenlos do toda a' cs-
pecie ao exercilo da Crimea
O Monileur publica as segunlcs noticias:
Pera, 10 de dezembrn.
Sondemos honlem que o tratado foi assignado
em Ylenna no dia 2.
O principe Napnlean prepara-se para vollar Cri-
mea, poslo que a sua saudo exija ainda 'bastantes
cuidados.
Os harcos a vapor Conidia, Rido, Emen, Thames,
chegaram honlem e boje com 4,266 homens da 7.
divisAo.
Pora, 15,
O general de Monlebcllo chega da Crimea, Parti-
r para Franca no dia 22. A posir.lo em frente de
Sebastopol era boa al ao dia 13.
Despacho do almirante llamclin :
A bordo do Montezinna, Kvraiesrh, 7 de dezcm-
bro.
Honlem urna fragata o urna corveta russas sahiram
de Sebastopol o dirigiram-se com toda a veloeidade
para a baha de Slrelcslka.
A Megera, tundeada na vanguarda, Irocou alguna
Uro com estes dous navios, foram recebidos na en-
trada de Slreleslka pelos nossos dous corrcios tun-
deados nesla bahia. Aproximando-se urna fragala
inglcza, que segua mais Iros inglezas e francezas
o iuimigo retiren a toda a pressa para Sebastopol.
Ncnhuma bala rus-a attingio 09 nos a esquerda das nossas tropas acampadas cm Slrc-
leslka.
Rabia de Kantesrh, 12 de dezembro.
No dia 10 chegaram 1:000 humens do Bosphoro ;
boje chegaram navios Inglezes c francezas com 3.300
homens c munirOes.
A prara uestes ltimos dous das lem fcito um fo-
go vivissimo. O inmigofez doaa forles sorlidas con-
tra as nossas lindas c as dos Inglezes : chegado aos
parapeilns foi recebido com um fogo do fazilaria
liem sustentado, e rcpellido baiouela depois de
urna lula tenaz.
Despachos da Iclegraphia Hacas :
Marslha, 21 de dezeinhro.
O Indus chegado boje Iraz noticias do Conslanli-
uopla de 10 e da Crimea de 8.
Quando chegar a oidcm de mmerar o ataque con-
tra Sebastopol, o logo romper com 410 pocas sendo
13 as inglezas. Eslao promptas as cscadas para o
assallo.
No dia 6, por orrasiao do anniversario do czar,
os R'is glez. Travoii-se uui combale bstanle cncarnicado
110 qual os Russos perdern! 1:100 prisioneiros o 11111
fortn.
Dous vapores russos sabidos de Sebastopol Icnla-
Arl. 1. As altas partes contraanles se referen)
as dcclarar/iescuiilcu'lasuos prolncolos de 0 de abril,
e de 23 de inaio dq prsenle anno, o as notas troca-
das a S de agiwlo nlliinn ; e, como ellas reservan)
para si o direilo de propnr segundo as cireomslan-
cias, as coiidiroes q^uo jiilgarein iiercssarias aos in-
lercsses genios da Boropa, obrigamse muilo c reci-
procamente a n.lo entrar em ajuste alguin com a
corte imperial da Russia sem ler primeiramenlc de-
liberado em commum a tal respeilo.
Austria, cm virtude do tratado concluido a ti deju-
nho passado com a sublimo Parla, determinado que
os principados da Moldavia e da Valaebia fissem oc-
cupados por suas tropas,obriga-se a defender a fron-
teira dos ditos principados conlra qualquer rolla das
forras russas : as (ropas austracas para esle fim oc-
cuparSo as posiroes necessarias para defender estes
principados contra qualquer ataque. Sua magcsla-
de a ranilla do reino unido daGrao-Rrelaiihae Irlan-
da,e sua magostado o imperador dos Francezcs.lendo
ino-ma sorle concluido com a Sublime da Porta a 12
ele marro um tratado que as autoriza a dirigir s suas
forras sobre qualquer parle di imperio ollomann, a
occupac.lo acuna mencionada nlo iiilerfcrir.i com o
movimenlo das Iropas anglo-francczas 011 utlomanas
sobre c-les mesmos territorios conlra as foreos mili-
tares ou contra n Icrrilorin da Rossia. I'ormar-se-
ha em Vienna entre os plenipotenciarios da Aus-
tria,Franca etirao Rrctauha, una rominissao para a
qual a Turqua ser convidada a mandar um pleni-
potenciario, caqaal ser cncarresada de examinar
c regular qualquer questao relativa qner ao estado
excepcional c provisorio em que os ditos principa-
dos se arham agora collocado<, quer para coadjuvar
a passagem dos diffcrenles excrcilos atravez de seu
territorio.
Art. 3, No caso do que a hostilidades so ma-
nifestem enlrc ajAustria o a Russia. sua mages'adc
do reino unido da Gr,1o-Rrclanha o Irlanda.sua ma-
gcslade o imperador 4a Ao-iiii.e sua magostado o
imperador dos Franceses, mutuamente prnmeitcm a
sua allianra oflcnsiva e defensiva na prczenle
guerra, e para esle fin emprearlo, segundo as exi-
gencias da guerra, farras militares o navaos, cujo
numero, dcscripcao, e deslino, se se der occasiao,
serjto determinadas por ajostes suhsequenlcs.
Arl. 4." No caso previsto pelo arl. precedente,
asaltas partes contratantes ua se obrigam a man-
ter proposla alguma da parte da corle imperial da
Russia, leudo para esle objcclo a cessaro das hosti-
lidades, sem que a esle respeilo so d"algum ajuste
entre elles.
Art. 5. No raso do rcslabolecimcnlo da paz
geral, avbre as bazos indicadas no arl. 1. sua ma-
gestade do reino anido da Griio-Brelanhae Irlanda,
sua mngesladc o imperador da Austria, e sua ma-
......... f"" ---------- ...w-- uv....------,.....---------- ...... .....*<..-.,M,U V, IIII|1VI ,1 HM CII.1TI-UII. C SUrt lllll-
ram sorprender Megera, tundeada em frente do [geslade o imperador dos Franr.c7.es deliberarlo sem
REPARTIgAO DA POIalCIA.
Parto do da 18 do Janeiro.
lllm. o Etm. SrParticipo a V. Kxc. que, das
dilTercnles parlicipaoos boje reccbida9 ne.la re-
parlicao, consla que foram presos :
A minha ordena, o pardo liernardo.escraro do Ic-
nenle-coronel Trajano Leocadio de Medciros, por
fgido.
Pela subdelegada da freguezia do Recife, o pre-
lo Jacinlho, escravo, por furto.
Pela subdelegacia da freguezia de Sanio Antonio,
Flix Antonio, por crime de morle.
Pela subdelegacia da freguezia de San Jos. Ra-
phael Jos Bento, por desorden), e o prelo Joaqun),
escravo de Joaqun) Lobo de Barros, para averigua-
rSes policiaes.
Por officio do 13 do correnlc parlicipou-me o de-
legado do lermo de Guiauna, que s oilo horas da
noile do dia 6, no lugar denominado E-querido, do
porlo de kamiesrh. Troraram alguns liras com Ires
vapores alliados que os perseguirn) al dehaixo do
fogo dos baluartes.
Diz-se que 30:000 Turros o urna diviso alliada
devem operar conlra PcreUop.
No palacio da embaixada russa eslabeleceram-sc
2:000 camas para o serviro dos exercilos alliados.
Os cambios cslrangeirs tveraui urna alia extra-
ordinaria na Turqua.
O 4. ligeiro embareou boje em Marselba,
Qualro'regimenlos esperam a occasiao de embar-
car em Toulon.
Campo dos alliados em frente de Sebastopol 13
de dez.embro.
Eslao concluidas as novas baleras francezas, as
dos Inglezes dentro em pouca licarao promplas ; jtil -
ga-se que depois so dera orden) para romper o fogo
de Indas as baleras.
Berln, 20 de dezembro.
M. de 1-e Ion. cncarregado, segundo se diz, de
levar as proposiedes do governo prussiano ao gover-
no ingle* acerca da sua adbeslo ao tratado de 2
de dezembro, provavelniente se dirigir a l'aris,
depois de dar cumpriinenlo missilo que lhe foi
commettida.
Berln, 21 de dezembro.
Aflirma-se aqhi, c esla opinin parece ler bastan-
te fundamento, que- a Prussia ainda n3o rcsalveu
definitivamente nao adherir ao tratado celebrado
no dia 2 de dezembro entro as corles da Franca, In-
glaterra e Austria.
Londres, 22 de donenjbjjo.
O bil ilualis^aij^Tiiilos^sliTrni^ttSijjasioa na
nimjssTs'] emenda alguma. "~-----
Tcrceira leitura do bil lera lugar hoje.
I.-so no Morning AdcertUcr, que as noticias da
Russia annunciain, que o imperador Nicolao chama-
ra a S. Pelersburgo os commandautes dos fortes do
Bill ico, com a inlenrao de fazer fortificar a Finlan-
dia antes da primavera. Devem conslruir-se obras
formidaveis : levanlar-sc-ha um campo fortificado
o eslabcleccr-se-hao as rommunicacoes de forma,
que embaracen) as operarnos das esquadras.
Os pillo que descriaran) das iihas do Aland,
aproximar.lo viremo iuimigo, foram condecorados cm testemuuho
da satisfcelo do imperador. O porto do Rigas, cm
cuja entrada foiain mellidoa a pique, navios carro-
gados de granito, ser ainda mais fortificado.
Conrcniram-se em Cracovia grandes forras aus-
tracas, que no caso de rompimenloda Austria com
a Russia, ser o grande campo de batalha.
L-9e no Globe :
o secretario do l.loyil, receben urna communi-
raoar. d..s lords doalmiranlado, aununciando a perda
total do transporte Cullodens, tendo a bordo 35 ho-
mens de tropas oltomanas, 35 cavallos ite Irem e 300
caixas de muniees. A tripnlaraa e as tropas que
se salvaran!, ficaram prisioneiros de guerra do navio
ll'\adimir, cm Sebastopol.
tina carta de Rucharen, publicada n'um jornal
do Francfort, annuncia, que ntreos Turcos que de-
vem embarcar em Varna, vilo 7,000 homens da
guarnirn de Silistria.
Participan! de Odessa ao Ost Denlsihe Post, que
Odessa he ha algum lempo, o ccnlro de grandes 1110-
vimentos militares, e que dentro cm pouco se acha-
ra alli urna grande forra, porque se preparara quar-
leis para 20:000 homens, c espera-semui brevemen-
te a nona divisan de iufanlaria, da qual j chegaram
cinco balalhoe*. Tanihem se espera a sexta divi-a >
do oliente general Bellegarde.
n Todas oslas Iropas marchar.lo para a Crimea,
depois de urna curta demora.
No dia 20de novembro liouve urna vivssima rc-
frega, enlrc umdcslac.imeiilo lurco o um regiment
de ulanos russos. Os Turcos levaran! a melbor ; os
ilumnenlos da cavallaria cncontravam grande dilli-
culdade, por causa do terreno, que eslava alagado.
Participan) de Vienna ao Boersenhalle :
a As finaneas russas nao parecem arliar-se n'um
estado satisfactorio. Parlicipam-nos de S. Pelersbur-
go ; que o ministre da rateada, Mr. Rrok, acaba de
propnr urna ronsideravel alia no prero do sal, para
fazer (rente s despezas publicas. O imperador apro-
vouesf proposta. A Sitiera e lodo o Caucase sup-
portaram esle augmento. Conccdem-se certas van-
lagrns Persia, sobre o sal proveniente das salinas
1I0 lado de Bakin, que dabi se exporta. A Persia
paga esle sal, 75 por cenlo menos que os habitantes
russos da provincia de Erivan.
o O Times publica um artigo, apreciando a posi-
cao da Prussia no estado actual da questao do orien-
te, c entre nutras cousas diz o seguinte :
o Antes que a Prussia po liro seu voto mis gran les quesles que agitam a Eu-
ropa, he mislcr que recobre o seu lugar nos conse-
Ibos dos alliados, adoptando sem equivoco pos-ivel,
lodos os glandes principios acerca dos quaes j eslao
de arcordo.
Para as potencias occidenlacs, o seu concurso
ueste caso, he de urna importancia secundaria evale
mais obrar sem ella, que com um adiado duvdoso e
lalvez prfido.
Part bem ncolbcra sua annuencia nossa allian-
ra, (levemos primeiro convoncermo-uos da sua lide-
lemora sobre os meos eflicazes para obterem o lim
de sua allianca,
Arl. 6. A Grao-Brctanha, Auslria, e a Fran-
ca, juntamente cominunr.irao o prezenlc tratado
a corle da Prussia, e rom satisfazlo recbenlo a
respectiva anularan, no caso de que ella promella a
sua cooperaco para o eomplemenlo do objcclo com-
mum.
Arl. 7." O presento tratado ser ratificado, eas
ralficacOcs serao trocadas em Vienna no esparo de
15 mas.
Em Icslcmonho do qual osrcpoclivss plenipoten-
ciarios assignaram o mesmo, e nelle imprimirn) o
sello de suas arma'.
Dado em Vionua a 2 de dezembro no anno de
Nosso Sculior de 185i.
ll'eslmoreland, (L. S.)
Bitolschauenstein, (L. S.)
Bourguciuy. (L. S.)
PUBL.CAr.AO A PEDIO.
districlo de Pcdras de Fogo diquelle lermo, cm oc- ,il,!ule' e "Icqoeesla alteradlo nas nossas relares
com ella se haja realisado, nao damos importancia
alguma ao lom com que fallar s potencias alliadas ;
ella nao alcancair nenhum armisticio, nilonosfar
modificar ascondicoes que temos estabelecido, cas
pr quistas serao ainda receladas com m-ior descon-
anra quando us forem Iransmillidas por Berlim.
Em summa, he misler que a Prussia mude de pro-
ceder se quer ler alguma influencia sobre os allia-
dos, e a u3o ser que o diplmala que segundo se diz,
esl j em caminho para Londres, traga a notiria
que-o ellerliinii es-a mudanza, nos devenios suppr
que a Prussia pressle por cm quanlo no isolnmento,
a que a coodemnou a polliea do seu governo,
.No dia 26 o imperador Napole^o abrir cm pes-
saa ns sesses das cmaras, para o anno re 1855.
b Encontramos n'um jornal 09 seguntes promc-
nnns acerca das foreis dos alliados aa Crimea :
Os reforeos alliados sobcm a W.OK) hamens, dos
quaes 21,000 silo franrezes c 16,000 inglezes.
a Es a forra effccliva das tropas :
o 1. exercilo inglez :
a 4 divisOes de 9,200 homens ; 1 divisilo de (ropas
ligeina de 2,000 homens ; 1 brigada de cavallaria
(lel.llX) homens; arlilbaria c apadores 1,000 ho-
mens ; novos reforeos, 2,01)0 homens ; total 15,300
hoineus.
i 2." exercilo trance* :
n 5 divsaos de 45,000 homens, 1 (rem de arlilba-
ria, de I,(KM) homens ; total 16,000 homens.
O excrrila turco (ora mis H.OfMl homens. To-
tal geral, 75,300 homens. De sorle que com H no-
vos reforros o exercilo da Crimea constara de 115,3 O
homens.
casiao de sabir de um divertimento, fra assassinado
Joaquim I'crreira de Sanl'Anna, por Anlouo Ca-
mello, tendo sido no dia seguinte capturado, e con-
tra o qual flcava o mesmo delegado procedendo i for-
madlo da culpa.
O mesmo delegado conunonicon-me ainda no dia
7 que no logar Agua-Fria do Uh.dislricto de Tiju-
cupapo do referido lermo,fra lambem assassinado o
o crionlo Manoel Domingues, de um Uro dado de
emboscada, presumi,lo-so quem linha sido o perpe-
trador de semelbanle drlicto.e que flcava emprean-
do as mais arlivas diligencias para o prender, c con-
lra elle instaurar o competente summario.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambnco 18 de Janeiro de 1855.lllm. e Exm.
Sr. cnnselbciro Jos Bento da Cunha e Figuciredo,
presidente da provincia.O rhefo de polica Z.11:
( arlos de Paita Teixeira.
DIARIO DE PERMITO.
Pelo vapor inglez Pampero, viudo da Europa, en-
trado liontcii) neslo porta recebemos as cartas dos
nemas corrcs|randcnlcs em ilamburgo, Paris e Lis-
boa; a-siifi como ga/etas francezas, que rheaain a ',1
de dezer.lirii, inglezas a 18, c portugiiezas a 30.
Esle vapor arribeu a Plymuiilb, donde sahio a 25
do (Ic/.enibro. cbogHiolo a Lisboa a 98, e dabi nos
trouxe noticias de l'aris al 2!. c Londres ,1 21.
Posto que o vapor chegasse ao meio dia, ti as 6
horas da lardo se conrluio a entrega das carias em
consequencia das malas lerem sido levadas para o
la/, reln.e voliarcm depois das 4 horas para o corrcio.
Segundo as ultimas dalas do Ihcalro da guerra,
ainda continua o assedio de Sebastopol; mas parece
que a resisteneia da parle dos sitiados j vai dimi-
nuinilo. Com effeilo v-sc do um despacho (ele-
graphico publicado no Times de tfi de dezembro que
os Russos em Sebastopol se lem retirado para a
segunda linha de defeza. Deixaram o forte Quaren-
Icna c eslavam conduzindo as pecas para os eus
navios, d
N'oulro despacho tclegraphico do Time de 18 l-
se oroguiate: a todas as aoites ,1 gu irnicao minera
.1 fazer fogo de arlilbaria sobre a ala fraiireza, e la,
sorlidas, que saosempre repellidas rom per.la. Du-
rante o dia o fogo do iuimigo he fraco.Na manhaa de
da dezemtaro os Russos atacaran! urna guarda a-
rjjicada do regiment n. 50, a qual relirou-se. Os
liiftei avanearaui em sorcorro da guarda avancada,
offerecida a lllm Sr." D. C. do R. B., por oc-
casiao' da morte de sua presada mal.
Ah! Que firo ao desamparo!! I
Era o lgubre gemido,
Que desprend i una orph.la
De seu pcito enternecido,
Vendo o cadver da mili,
Cm pobre leto eslenddo.
Minb.la mi....I Meu Dos! qoedorll
"" -O,uo dor de mini se apodera !! I
Se il podesse acompanbar-lc...,
Morrcr tami'em....! Quem mo dera!!!
Meu amor, tuJo-uaJcra,
Minha inai sniiienlc cta-l__
Morreu.... c cu c fiquei ^^.
Desamparada !... ssinha....!!
Que farei'.'... Meu Dous, lambeui
I'irai a existencia minha !
Ou se'lulo.... Vos i) ni podis,
Rcstilui-mc a maisnha'.
Onde esl minha iiiaininha ?.'
Vo-se a vio'!.'!... Digam... Digam !...
Onde esl?.... Porque aqu todos
A mais n.lo ve la me obrigam ?!
Orphaa, cala os leus solucos
Q io os anjos no co a abrigan).
Calla os suspiros, que a Virgen!,
A Virgem da Conceir.lo
A si chamou la mili
La p'ra celeste mancilo:
Enxuga o pranto, que a Virgcm
Te dar consolarao.
Sem pai!... sem mai!... Que farei'.'!
Sem quem se doa de mim ?!!
Besar... Rcsar... que sua alma
J rompe o espaco sem fim,
Pedir que a apanhe nas azas
Do co algum scrafim.
Queres morrer, porque Dos
Te lira um hem emprestado ?
Se elle o fez, he porque eslava
No seu direito sagrado.
Elle he pai, s elle be justo
Seja por isso louvado.
Mcus irmaosnhos, que ficam
Orpbaos lodos.... tilo pequeos!!!...
Porque... porque nao detiaslc,
Crea-Ios, meu Dos, ao menos? !
Pobre de mim Nunca mais
Gozarci das serenos !!
Que mo resta ii'cs'e mundo?
Que me resta/*.... Nada mais
Que una vida, triste c crua
Alimentada de ais,'
Lulo c d,... pranto c gemidos,
Saudados.... E nada mais !!!
Sem um prenle no mundo! !...
Nem Icnhoo pao p'ra comer!...,
O' meu Dos, viver assim
Ser acaso viver ?
Tao mora, no mundo assim.
Nao fra mclhor morrer.''.!
Quem querer.) proteger
L'ma orplia desvalida?
Virgem sania, vos que sois
A mi de Dos tao querida,
Intcrcedei l por ella,
Soccorrei-a n'esla vida.
Y. morreu a pobre mai
C'o coracao lacerado.
Por deixar querida filha
Exposla ao rigor do fado,
Horroroso desamparo
Por seu unis) legado.
Clirishlos, na campa que a cobre,
Urna lagrima smenle
Deposlai caridnsos;
E, com ardor vehemente.
Chamal as benrlos do co
Sobre cssa prole innocente.
15 de Janeiro de 1855. .1/. te M.
L1TTERATIRA.
(i l.-se no Standar! que a Preste de Vienna pu-
blica, referindo-sc a noticias de Gallz de 15, que
nrruiTcra um fado que causara bstanle sensar.lo ;
um (eslaramento de Cossacos passar o Prulh, em
presenca das tropas au>lriacas, deslruira os forneri-
mentos de nalha c fono que eslavam preparados pa-
ra o 1 vercilo au-lriaro na Moldavia.
Urna correspondencia de Ilamburgo, publicada
na Independencia Belga, diz que o governo inglez
lenciona principalmente alistar os soldados rom bai-
la do mitigo exercilo do Slcswig-llolstein. He sabi-
do que nesles dous ducados se eneoiilra om grande
numero do homens adestradas na manobra e aeos-
nniados as fadigas da guerra, os quaes perlenrcram
ao airfigo exercilo allemilo reunida nesses puizes na
poca da rcvnlusio contra a Dinamarca.
(i Diz o Morning-Adterliser nem mttm\iroiU\-
dependcnles do parlamento pretenden) pedir a for-
mac.lo de urna lesio eslrangeira composla de po-
lacos, de hngaros e outros emigrados, cuja posir.lo
he um penbor da sua firmeza o coragem para coin-
baler contra os Russos.
Da 'limese 16 cxlrahimos o seguinte tratado :
I.IMA.EA SOCIEDADE PERUANA.
As fastas populares, os costames polticos e a
liueratura ena Lima.
I. O circo del Acbo. As lirica.
O Per, no momento em que eu o visilei, ilra-
vessava um periodo de raima, c apupularao de Li-
ma de-rancava salisfaloriamente das agitaroes poli-
liras no meio das fe-las populares. O general Vi-
vanco director supremo da repblica, personificara
em si a cvilisar.lo de son pai/., no quo ella lem de
mais anuid. Joven, elegante, de maueiras disliur-
las, elle nao perda occasiAO alguma de se moslrar
em publico e lomar sua parte nas solemnidades ou
divertimenlos de toda a especie, para os quaes sflo
convidados blo frequrnlcmcntc os habitantes de Li-
ma. Apenas linha passado alguns das na capilal do
Per, comprehendi o inleressc, que se dava a cssas
feslas populares. lie nellassobrc ludo, que o carc-
ter nacional se desenvolvo na plena independencia
de sua manifestarlo, e essa vida excepcional devia
Prep.irava-sc urna grande fesla em honra de duna
Cypriana Ltlorre de Viranco, mulbcr do presidente
da repblica, o qual acabara de chegar a Lima. An-
niiniiava-se para cssa occasiao 11111 combate de lou-
rosno circo del Acbo, que est situado na margen)
direila dorio Rimar, junto de umi fresca alameda
contorneada pelo rio ; he nesse lugar, onde so reu-
ne lol.n as segandas letras ama multilao vida,
durante o lempo da corrida das louro<. Fiz propo-
sito de n.lo fallar a 1111,1 reunida 18o curiosa le lo las
asclassesda sociedado da Lima. Alguns das antes
da fesla, um cortejo ao mesmo lempa brilh mi e
grollesco, linha percorrhlo as mas do Lima : cram
louros enfeitados de grinaldas e cascaveis ; bonecos
de figura desusada, vestidos de luzeules ouropcis ;
fiualmcblc ravalieiros seguidos de timbando de Bttt-
ehachoi esfarrapados.
As notabilidades do cirro alardeavamasim dianlc
dos palpavos c preludiavam seus rxercicios com urna
cavalgada, que fazia lembrar o aparato dos sacrifi-
cios pagaos com seus dolos, seus holocaustos ador-
nados c seus victimarios. Nunca o circo del Acbo
linha recorrido a um dcsenvolviinenlo mais comple-
to de lodos os artificios, proprios para excitaren) a
curiosdade publica. O progamma nili lamento im-
presso em papel cor de rosa e derramado com pro-
fus.lo pelos asscnlislas; emprezarios), prometlia ma-
ravillis, e a respeilo dos principaes exercicios, po-
dia-sc ler, segundo o uso peruviano, urna miillidao
de versinhos, os quaes nao deiiavam do ler sua ori-
ginalidadc cm sen enlevo pilloresco, o que se pode
julgar pelo soneto seguidle, no qual o tlieatrn ita-
liano, cnlao cm ruga cm Lima, era oppo-lo espiri-
lualmenlc ao circo dos touros.
Canlem uniros a Norma c Julictla ;eanlem Re-
lisario e Romeo ;dou lano aprero ao seu arrulho
como a um nbtlo, e n.lo desperdigo meu seilil para
ou\-los. (I)
Eu sou poeta canalhocrala ; canto os toaros e
me rerroio com elles ; he^rom orgolho c enlhiisias-
ino, que vejo um cspeclaculo tilo phiianlropico e 13o
conveniente.
n Elles cbamam alroz !.... que estupidez! Mas
acabamcom o dcsliloso Romeo : maltralam a Mari-
no, e sua mulher, pobre moca fazem-a lambem
victima ile sen deslina.... em tu lo isto elles nada
vem de alroz ; ludo isto parece irrcprcheiisivel. o
O mesmo programma conliiiha muilas eslropbes
devinte e qualro versos cada urna, nas quaes se res-
pirara o mais vivo cnlbusiasmo polo general Vivan-
co o dona Cypriana. O prembulo, destinado ao
elogio do presidente, dar orna idea do que s.lo em
Lima esses poemas de improviso, os quaes, sob o
veo ,1o anonymo, oceultam muitas vezes cscrplores
distinclosdo paiz.
Oxal possaeu, em versos mcllifluos, confiar ao
papel senlimenlos, como convem, e com um espirito
elegante cm um accenlo ceremouioso dar ele-
varan minha voz para cantar, como cania o pinta-
silgo ou o canario! Mas eu, que sollo um grito que
excede cm extravagancia ao primeiro brado, que um
homem d, eu, para quem o rfo re mi nao difiere
mnis do sol (a, do que o .o fa do d re mi; eu que,
anda que poeta, sou um homem nusado o deslimi-
do, quo ando sempre com a ve-lia nas costas e a na-
vaja na mo ; eu que,... mas calinda I o empre-
zario mo perseguc; devo escrever alguma cousa. O
quo importa he a intensan.
Invocaras musas j nao esl cm mola. O dos
Apollo, o Parnaso e o fogoso Pegaso, ebeiram a bo-
lor. No scrulo XIX ningucm d atlencao aos con-
los raylliologicos. Hoje a verdadeira lgica he o
cum 7111611* metlica. () poeta I11 proscripto, por-
que no seculo do positivismo mo se ven lem oulras
obras scnlo a folhinha do anno ou o calendario (ah !
devora-me esla idea : se ninguem me lesse I... )
Nlo obstante ludo isto, o emprezario faz Iregeitos
junio de miio c brada rom os olhos inflamados: Que
importa luda islo ao nosso programma? l'endrs mil
vezes razao. Escreverei alguma cousa ; o que im-
porta be a inlenrao.
Odia da 1'oUa,celebradoanlecipadamenle pores-
sas composecs poelicas, surgi filialmente, e a po-
pularo collocou-so toda na alameda que conduz ao
circo dos louros. S licaram na chinde os gallina-
sos, pacficos guardas das casas desertas. A mi ri la
s devia comerars duas horas, o desde o meio dia,
a mullidle cncha com suas ondas alropeladas todas
as sabidas do arrabalde. 1
Na alameda, onde se rcsnsrava un pouco mais li-
vrcmenle, lodos ,os bancos c-tavani, invadidos por
lapadas, embolados sem duvida pelas emoces do
circo, e que tinham viudo para alli, s para assislir
a entrada dos espectadores. Dcsta longa grinalda
escarnecedora, turbulenta e alegre, escapavam-se al-
ternadamente, conformo o garbo dos cavalleiroso,
que atravessam as aleas, elogios ou epigrammas, gra-
ciosas saudares, ou eslroudosas gargalhadas.
Pelo meio da alameda, ia-sc ler finalmente i pra-
ca del Acbo. defronle de urna immensa massa do li-
jollo, que servia de muro ao circo e cujas porlas es-
lavam obstruidas pela multidao. Era essa a niela
rommum ; foi l que a prero Je muitas colovelladas
dadas e recebidas, lis e de penetrar para ir sentar-
me no camarote, onde alguns amigos pontuaes e
prudentes tinham-sc dignado de guardar um lu-
gar para mim.
O espectculo estraulio, ao qual cu ia assislir, de-
via dislinguir-se por um carador inleiramenle pe"
ruviano dos combales dos touros, como elles lem si-
do mil vezes descriptos. Julgar-se-ba da fesla dada
110 circo del Acbo, por afguns incidentes caracters-
ticos, os nicos que quero notar aqui. O circo mais
nolavel por suas dimeuscsdo que por sua archilec-
lura, podeconler mais de vinle mil pessoas. Todos
saben) o regulamenlo desle thealroi populares da
llospanh,i e dos paizes hespanhoes. Ao redor da
arena, ha urna fileira de negras tinas para baphos ;
em cima um cordao de alvenaria o qual os es-
padas ou os capeadores de apio podem, 110 caso de
persiguirao muilo pergosa, subir para fugirem do
louro furioso; mais cm cima degr.ios, que se elevan)
em ampbithealro al os camarotes ; no meio da are-
na, um grupo de pequeas columnas suslentam um
pavilbilo mourisco, chamado templador, onde se de-
ponan) os lucros do combate; finalmente do lado do
touril, tres porlas, una destinada aos loaros, ou-
Ira ao guarda, a do meio, que a maior dellas, aos ac-
tores da luta eis aqui qual era a disposicilo do
circo delAcho, cujo principal mrito era guipar o
publico em urna ordem das mais pillorescas.
Nao so pode dar nina idea do espectculo deslum-
brador, que offereca esse vasto amphileatro no dia
em que o presidente Vivanco e sua mulher deviam
vr assislir 1 reprcsenturao solemne, 13o pomposa-
mente annunciada nas ras de Lima. Quando en-
tramos, ficamus deslumhrados pelo brilho do sed, pe-
lo movimenlo dessa multidao cojos crculos mullico-
res c movis iam-sc dilatan lo dos degros contiguos
arena al s alturas do circo, seinelhantes fan-
tsticas crearnos do um k.deidacopo gigantesco.
Como he possvel dar urna idea dessa mulli lao lur-
liulon pi, na qual se viam lodos os trajes do Per, des-
de a elegante raa das mocas de Lima at os simples
vestidos das mulheres do campo OU das aldcias, cu-
jas faces, queimadas pelo sal, cram sombreadas por
um ampio chapeo de palha chcio de flores e entes-
tado de fitas ?
Cmo se pode dar una idea sohrelulo do confu-
so rumor, que chegava aos nossos ouvidus, mistu-
rando com um contraste singular as queixas com as
gargalhadas, as iruprccarfies com as vaias, e domi-
nada de espado a espato pelo grilo bisarro dos ner-
cadores de dulces 011 de cigarros ? Mas um gran-
de silencio succede de repente a lodo esse rumor ;
OS tugara doa instrumentos anminriam a ebegada
do chafa supremo. O presidente Viranco, com sua
mulher e offleiaes de sua comitiva.vesllda de grande
uniforme, entrn cm um camarote magnficamente
forrado de velluda carmesm. L'ma delonarao ccho-
ouno templador, cuja grimpa lio posta em movi-
menlo por un fugele, que sola silvos deserpenleas-
suslada dehaixo da luz sem rival do sol. He o sig-
ual da fesla. A porta da arena se abre, e entau se
siiccedem na ordem acoslumada lodos os episodios
sngrenlos, 011 lo las as rhorarrices promellidas ;i
ruriosidade dos aficionados de Lima. Em primei-
ro lugar he o pessoal do circo, que deslila em boa
ordem ; seis canillas enfeitados, de pernasdelgadas,
de andadura rpida e desabrida, esblo presos a um
eaixilho guarnecido de corroas c arpes destinados
a amataras victimas. Airas dcstes vein qualro
capeadores a cavallo, dous capeadores a pe, Ires
rejoneadora, Ira upadas, Ires pasito*: 2) c o cor-
tejo fiea rompilo. Quasi lodos esles paraos
trazam a vesta e as raleas de velludo verde cor de
garrafa, o cinto Cor do langas de boi e n chapeo
prela de abas largas, roma ni magarefes de rerlas
provincias da Franra. Liles se iiirlinam dianlc do
presidente c relirsm-aa ; depois, com o levantar do
panno, um balalhao de caradores (r glorioso batal-
ln tic cazadores, diz o programma) vem eiecnlar
nina serie do nnoccnlcs manobras, cuja ordem e
preoi-,10 n.lo podem destruir infelizmente o enfado
soberano. Por esla rsifle o publico impaciente pe-
de os louros com grandes gritos, e o glorioso bala-
lhao, a um signal do intendente de polica, retira-
se no meio de eslrondosas vaias. Terminada a co-
media, comrcou o drama-
As primeiras corridas rcprodiiziram sem grande
originalidadc lodos os incidentes ordinarios. 11o-
necns arremessados e fazendo partir entre as ponas
do sclvagcm aggrcssor machinas,rujasardenles mor-
deduras o exasperan), cavallos eslripados, ravalieiros
perseguidos o desviando-se do animal furioso a for-
gravissimos ; a maior parle agarrados nos caibos c
n is ripas, tinham antes dcscido, do (pie cabido sobre
o espectadores sentados nos bancos do amphilhcjlo,
os quaes, jnlgando-seqnsii sulTacados, linliam sol-
tado gritos dolorosos, tiraras ,i promplidSodos soc-
errros, con-eguio-se reslabelecer a ordem ; os feridos
foram transportados pira fura da arena ; os espec-
tadores aterradas, reanimaram se ; militares de vo-
sea cntraram logo a bradar: Signa la fesla I -
gru la fiesta '. acompanhando clc choro formida-
vcl rom una eslrondosa pairada.
Talvet fosse imprudente resistir vonladc dessa
m iltid.lo exaltada al o furor : o presidente, que ii;
re rar-sc, cedea linalmcnte ao voto geral ; relirou-
se ordenando que a fesla conlinuasse. O lastimoso
acinlccimenlo foi lago esquecido c a corrida conti-
nuou sua marcha. Dous homens ficaram gravemen-
te feridos, muilos cavallos foram anda postos fra
de,combate; Ireze louros rnorreram aos nossas olhos.
Quando deixamos o circo, o sol desoa para o occaso:
todava anda faltavain Ires victimas a hecatombe
de desesseis louros promeltidos no programma. Vol-
ts oe dcslresa o ligeirezs, finalmente o golpe mor-' |ei para casa, cansado de Miga e talando com
tal dado no animal pelo desjarretador ao som dos mil emorOes ; ludo pareca ror de mugue aos mcus
instrumentos, a distribuirn das lecompensas feila olhos turbados ; meus ouvidos eslavam rbeios de ru-
duranle o diverlimenlo ; ludo islo Uvera podido ler mures. Eu cria ver fulgores sangniolentos errarem
lugar na llespanha, como no Per. j M] fachadas douradas pelo sol do psate ; parecia-
O quo nos parecen con) mais espccialidade mos.
;l; Canten otros a Norma y a Juhcla,
Canten a lltdisario c a Romeo,
l'n rbano me importa su gorgeo
V no gasto en su canto una peseta.
Yo que soy canallocrala poeta,
Canto loros, en ellos me recreo etc.
Irar um cundo de narionalidade, foram os eslrandos
requintes, que vieran) de lodos os lados variar a
monotona um pouco rlassica do cmbale. Cilo ao
Secano alguns desses episodios raraclerslicos.
Durante a primeira distribuieao das piastras, um
negro linha Irazido urna cadeira para a arena. Um
espada mexicano devia aenlar-se nclla a vinle pas-
sos distante da prisao do louro, cspera-lo na sua sa-
bida c ferlo sem deixar o seu assenlo. Pa-saram-
se alguns instantes, sem que o mexicano apareces-
so, e um movimenlo geral annunciava a impacien-
cia chcia de anxcdade, com que a multidao espe-
rava sua ebegada. Finalmente elle se apresentou
urgiilbusanienlo na arena. Houve um profundo si-
lencio. L'ma capa vernielha se enrolava em redor
de seo bruto esquerdo, que, semelbanle a aza de
um vaso, se apoava slidamente em seu quadril,
um rhapclinho prelo de 1 lias redondas, enfcilado de
urna fila de velludo e de algumas borlas de seda.tom-
breava seu rosto amarello como sndalo, e onde
brilbavam olharcs de agola. O mexirano pareria
eslar na flor da dado ; esbello c rnrvo, elle se adi-
anlou halanceando-se com indolencia, como um ho-
mem que. confia em si.
Depois de ler saudndo o camarote de honra, to-
mn nina larga espada, apoiou a pona em urna das
pequeas columnas do templador, a fez delirar em
um o outro sentido, como para experimentar a sua
tempera, depois veio para a radeiraexaminou-a e fir-
niou-a no chao com um cuidado escrupuloso. Tomada
esla precaurito, seutoii-so com o p direilo para adi-
anto e o oulro por baixo e fra dos ps anteriores
da cadeira. Inclinou-se para dianle, segaron com
a m3o esquerda, collocada alraz das costas, urna
das barras do espaldar, pz sobre o joelho a mao
direila armada, e com o olbo fixn, immovel, esperou.
Todos os esperta lores parecan) estar petrificados
como elle. O nico homem lalvez que esleve tran-
quillo, era aquclle mesmo, que causava urna inquie-
tarlo lao doloroso. No circo del Acho, a impas-
sibilidade do mexicano nao se desmentio, quando o
louro com una lerrivel marrada, arremessou violen-
tamente contra a parede a porta, qua acabavam de
entreabrir. Ello vio seu furioso adversario partir
para elle cm urna rpida carreira, sem moslrar-ge
mais perturbado do que o jogador que se prepara
para tirar a argolinha ; apenas seu olhar tinha urna
Blidade aterradora no momento em que, abaixando
a paula da sua espada, estendeu o braco dobrando
o piinho. .
O louro cm sen impelo furioso, arrebatou o ferro
do qual apenas so viam os copos ornados de urna
dragona vermelha. A mo que suslentava a cadei-
ra, apenas lhe linha fcito descrever um quarlo de
conversan. O homem lcvantou-scsmente para evi-
tar um novo ataque ; mas o animal eslava 13o gra-
vemente ferdo, que troperava n cada passo ; de-
modo que so ajocllmu segunda estocada, para es-
perar o golpe inorlal do desjarretador. Um im-
menso burra tinha saadsdo essa ambiciosa e brl-
Ihanlc eslocada ; o circo trema anda dehaixo dos
applausos o os lentos flucluavam por cima das ca-
beras, coma a cscuma cm um mar agitado, quan-
dj o mexicano se adiaulou para receher a recom-
pensa essa vez bem merecida ; por isso fizeranv
na duplicar e Iriplrar com um brado unnime'.
Culi oanlo dous homens armadosde pezadas mas-
sas vihravam redobrados golpes em urna eslaca qua-
dra la, da qual as tres (piarlas parles desapareceram
inmediatamente no rb3o. Logo que elles viram
que a estaca poda offerecer um ponto de apoo de
urna grande resistencia, deixaram de baler. Appa-
receu enUloum sambo e depoz na aria urna bastea
quadrada, a qual lendo doze a qunze ps de com-
primeiilo, a adelgaeando-se al a oulra exlremda-
dc, que tcrmiiiava em urna pona do ato tempera-
do. Esto dardo enorme o pezado era o que o pro-
gramma chamava a lanzada. O'sambo delou-o na
arena com a base apoiada na estaca e com a pon-
a volla la para a porta do toril ; depois ajoelhau-
do-se e tomando a bastes cora duas nulos, suspen-
deu a extreinidadc aguda, de modo que fazia com o
cinto um ngulo, cujo lado movrl elle Icvanlava
ou abaxava i vontade como o fazia com a perna de
um compasso. Depois de se ler familiarisado (les-
te moda com o seu instrumento, ergueu-se, deixou
seu poncho, alirou seu chapeo de palha dez passos
para Iraz de si, e dispon a rapa vermelha do mata-
dor em seus hombros e no bn{0 direilo, de sorle
que nao embararasso nenhum de seus movinenlos.
Seguamos com interesse estes preparativos ; era f-
cil comprebender o que a ler lugar e reccavamos
pelo louro ; mas um de nossos visinbos nos explirou
que, se por infelcdade a lanzada fosse mal dirigi-
da, o humem eslava perdido.
O motlenlo linda chegado, os instrumentos em-
mudeceram ; um silencio inquicloe solemne pairou
de novo sobre o recinto. O sambo poz um joelho
em Ierra, fez o signal do cruz, levanlon a pona da
lanzada pouco mais eu menos at a altura dos pci-
los de um Imi ordinario e fez signal de abrir-se
o toril.
De repente urna amarradas Tez vollar a porla ; e o
louro atormenta Jo, aguilhoado, furioso ateo desespero,
correu com urna rapidez louca para o homem do
maulo vermelho ; porem foi delido em sua carreira
lerrivel pelo ferro da lanzada, que penetrando-lde
na altura do sobaco com um ruido sinislro, que nao
lindemos ouvir sem estremecer, veio sabir nos rins,
despedarando o couro e rasgando os ervos e ossos
em sua passagem. O choque foi 13o lerrivel que o
animal, recuando muilos passos, arraslou conuigo
como se fosse um dardo, a bsica que o alravessa-
VS ; sonsquarlus trasoros apenas se sustentavaui nas
pernas varillantes. Ficou por alguns instantes estu-
pido ; bandado em suor e tiritando ; viam-sc passar
em seus olhos cor de lapislzuli, vagas titilas de opa-
la. Abnndo a bocea para mugir, su fez ouvir um
grande estertor, vomitan la una onda de Magas ne-
gro ; e caldudo depois pesadamente na arena pa-
ra niio levanlar-sc mais.
O cnlbusiasmo da assemblea esla vez vilo coiiheceii
mais lmites ; bjlla-se, grilava-sc ; os lencos e cha-
peos ciravam no sr. Anda nao me arhava lvre da
impressa penosa, que me (tilia causado esle ultimo
exerririo, quando oulra emorao veio succeder n que
me agitara : mu grupo de imprudentes ruriosos,
enlrc Os quaes fiauravam os pobres caradores, cujas
manobras linhaiii servido de preludio ns corridas li-
nha subido ao ledo, que ahrigava urna parle do cir-
co, frgil parede de gSSao, que lulo linha podido re-
sistir muilo |einpo .1 preasSo dessa massa humana, c
Bcabava de ahaler-se, arraslaudo cm sua queda os
inrelizes, victimas de 11111 excesso de curiosidade. O
grito temblor ouvo-se logo, o medo dos terremotos
paira sempre romo una trislo ameara nos diverti-
menlos dos habitantes de Lima. O alarma felizmen-
te nao tinha nada de importante. Passada a primei-
ra sorpresa, lodos|lornriram a si ; o socego se reata-
lirlori 11 na parle do cisco, que linha licado litarla ;
so o tbeatro do sinislro conservara urna phy-ionoma
chcia de dolorosa agilnr3o. O mal por maior, que
fosse, eslava longo do ser igual impressao, quo to-
dos sentirn): vinle 011 Irinla pes do ledo se li-
nliam desmoronado a principio vagarosamente, dei-
SSndo 1 (il.11 sobreo muro que cercava a arena, urna
maesa de poro. Entre os ruriosos assim precipita-
dos, um pequeo numero linha recebido ferimenlos
moque o Rimar nilo linha jamis sacodido com maior
fu*or as pedrinhas do seu leilo; mas no meu aposen-
to, e accomellido de urna nevralgia \ i denla. as fascinaces c o alarido da fesla eslavam em mim.
Toda a noile ouvi retumbar conslanlemcnle os for-
midaveis rumores do cirro, como o ruido da tem-
pestade.
Os combates dos gallos lem com os dos louros o
pr \ ilrgio_de alrabir a popularan de Lima. Com lu-
da a casa de gallos nos-parcceu mais parlicularmen-
lelrequenlada pelas oltimas classes da sociedade.
Seus aficionados silo cholos, saaihos e negros, que
all. v.lo procurar especialmente as disIrscSes do jogo
porque depressase farlam das do cmbale. Um pu-
hli:o, onde se conla Irespoiir/tos por una rs-uca e
das faces de cor por urna rara branra, cuche as mais
nao se vi. urna mulbcr sobre doze, qual se podesse
recusar sem severuJa.it o epilbeto de bonita.
O Coliseo he o ponto de minian da aristocracia
femenina de Lima, ns mulheres de origen hespa-
nhola. He nas feslas populares que s cncoulram
sobreludo as cholilas e as sambitas. As cholitas es-
lao longe de ler a vehemencia o altiveza das criou-
las brancas ; sua physionomia cor de sndalo, onde
brilham dous olhos de um negro do azevichc ligei-
ramcnle erguidos nos cantos, reflecte a timidez,.! rc-
sigiurao ; e cssa cslranha expressao vagainenle in-
quieta, qoe trabe recordacci dolorosas ou present-
montos funestos. As sambitas lem cabellos speros
e nndados, os quaes a soliciludc malcrna lem desde a
mais tenra mocidade lecido em (rautas e puxado
ccmi esforro na va esperanra de augmentar una li-
nha a fronle estreita, que aecusa o sangue africano.
Urna sobrancelba angulosa, speramente inclinada
para o nariz, um olhar lubrico, ventas fleivei,
bocra impudente e sensual, ludo neslss mulheres
respira a paixo, no que ella lem de impetuuso e de
ardeute. As cholitas e tambila* do campo gover-
nam um cavallo cora uina babilidadc cdcslrea pou-
co ordinarias; monlam escanchadas al uso del paiz,
de-mbriinlu ale o joelho o molde perfeilo de suas
meias de seda. He principalmente por Sflo Joflo,
na festa dos ./mancar*, que ellas apresenlam esanO
do o seu brilho seus tlenlos na eqnitacao. OS cer-
ros ridos, qae forman) os primeiros (legraos da
cordilhcira dos Andes se cohrem de repente, na-
quella poca do anuo, de um mani verde, lodo es-
maltado de flores de nm amarello, cor de 011ro.
Eslas flores deram seu nomc fesla. Colher algumas
amancaes he o pretexto especial de urna reunan,
na qual urna pessoa se cnlrcga a gozos pouco paita
ns, e onde as cholilas e as sambitas exerulam as
dansas nacionaes rom o mais frentico dcleixo.
Quando os cavalleiros dos dous sexos vollam para a
cidade ao por do sol, fazendo porfa proesas de
equllacSo, lena come honra moslrar a despojo, qoe
recolberam nos cerros; os amancaes adornan) os
cabellos e os boloes do vestido, brilham em coras
nos chapeos e em ramalheles donrados nas nulos, e
da vetes o recinto do pequeo c lindo circo cheio dr I '0,'a cssa multidao alegre, ruidosa,' divertida c lou-
u-____________l__:_- .<---------._____,_. ._ m....... ..... ....... ---- -1^____,__ ._____j_
J Sabc-sc que a funeao dos capeadores a cavallo
ou a p be exrilar o louro, agitando seu manto ; a
dos rejoncudorrs he arrcniessar-lbe a garrocha ; os
espadas o ferem com espadas; os puntas lhe dispa-
ran! de longe azagaias.
bancos e galeras. Alguns tapadas se moslram aqu
e alli nos bancos superiores. Um arbitro, im parcial
como Minos, regala as aportas e jnlgn os casos diffi-
ceis. Todo o individuo lem o direilo de apresenlar
o callo, em que pe suas esperancas. O asentista
lhe oppeu m adversario creado no cslabelecimenlo.
Os apostadorss cstao presentes. Logo que se aprsenla
assemblea um par de futuras alhlrtas, cada um se
esfiirca por designar e campeau ao qual confia sua
toruna. Durante esses imporlunos preliminares,
liar he raro ver-se negros srdidos tiraren) daalgibc"
ra de nina calta esfarranada, urna brillianle mao
rbea de onras que lhe lio muilo pcrmillido ciliar,
comu o produelo de algum rondo rommellido na es-
trada de Callan. Finalmente as apostas sao fecda-
ib.s: dous homens conservam os gallos armados em
guerra, islo de com pas de ferro inseridas nos es-
purios ; fazem-nos ferir-se como bico reciprocamen-
te, o que nilo larda 1 enfurece-los.
Apenas elles enlram na arena, aproxima-se nm
do uulro com furor, escavando o chao, com as pen-
nas levantadas, o olio ensanguenlado como o rub,
a aia arraslando af ao cdilo, como escudo. O pri-
meiro eduque de lerrivel ; cada bicada fsz voar urna
nuvem de pennas, o sangue corre debaixo dos pu-
nhaes de ato. Algumas vezes elles suspendem a luta
exlcnnados, com os pulmes agitados e limpandoa
poeira do bico ; depois vollam a carga com urna fu-
ria, qve parece excitar ainda os epilhetos e as exhor-
tarnos, da assemblea. Finalmente um dos gallos cade
em trra ; o vencedor aproxima-se entao, p6e o p
sobieo cadver, levanta orgulhosamenle a rabera.
vohe sobre os espectadores um olhar inslenle, e
so turbo, como un) hroe da Iliada enloa um canto
de victoria.
Os divertimenlos favoritos dos hahilaules de Lima
foram um contraste singular com a do(urn deseo
carcter. Nao ohslanlc a ausencia quasi completa
da polica, he rarissimo nm assassinalo na capital
do Per'. Os latrocinios nas estradas e furtos nas
cida les sao os nicos delidos, que ha para repri-
mir-so frequenlemenle. O espirito militar so ron-
farnam com as parificas deinonslriirors do carader-
naeional. O cheiro da plvora nao inflamma os Pe-
unimos, ea heroica embriaguez, de que fallam
seus bolelins nilo os cnthusiasma muilo. Hem difle-
renl : dos povos mais ,1 lianla los na rivilisarao, elles
mu pouco proeuram ferlilisar seus rampos com o
sangue dos iuimigos; o gmuio Ibes parece um e-lru-
me infinitamente preferiven Os lerriveis especla-
culoii d circo saoDarajsl'^jj^jfrpos mais urna esco-
-lrtle anchtett, de sinigocTrio e destreza, do que um
cnsitio de iosensibilidade, Nos aprsenla muitas vezes as mais criminosas Iheoria
dedaixo de urna forma seductora, lem despertado
iusiiuclos criminosos, que licarao ainda muilo lem-
po descondecidos aos aficionados do circo del Acdo
e da casa de gallos.
Al mu dislo a populacho de Lima nao be cslranha
a gozos mais delicados do que cssas representaees
febril. Sigamn-la ao Coliseo. He um edificio que
nflo lom nenhoma aparenca exlerna. Enlra-se nel-
le por ama pequea porla, pralicada em urna pare-
de de greda e coreada noile de um grande lampeflo
depois alravessa-se um paleo, sobe-so urna escada-
ria. q e termina em algumas aberturas feitas cm
um giosseiro edificio de lijlo cm forma de forno
deca. Alravessa-se um corredor mal esclarecido,
mas bislnnle largo para preservar um vestido prelo
das fricees das paredes, e entra-se na sala de forma
ovodo.
O srenario cm sua maior largura lio perfeilamen
le visto por lodosos lados mais retirados ; sua dispo-
sicao ho muilo perfeila, sua decorado muilo de-
cente. A platea era dividida em asseutos dobradi-
ros. um seculo antes de inlroduzir-se esta innocac3o
nos thoalros de Franra. As duas ordens de camaro-
tes, cada um dos quaes pode center oto pessoas, cs-
laorollocados em um mesmo plano vertical e por
coiiseguinlc completamente esclarecidos. O cama-
role do presidente, prximo do scenario, oceupa a
trra parle do lado direilo da primeira galera, c de
forrado do velludo earmesim,franjado de ouro. O es-
cudo da cidade, que de azul conulres coras, tendo
em cima urna cslrclla radiante, biilda na frente do
panno de bocra, lendo-se 11 direila c esquerda, em
grandes cararleres negros : Son se fuma aqui ; mas
esta inscripcao parece ler sido escripia alli para cha-
mar os espectadores aos seus hbitos favoritos durante
os ente actos ; porquanlo, loso que desee o panno,
cada um se apressa cm acenderseu mcclttro. Urna
companliia nacional e oulra italiana figuram aller"
nadan cnlc no palco do Coliseo. Nossos dramas c
nossos vaudevillrs fraucezes alli silo representados
inleir.-imente desfigurados pela infiJclidade dos tra-
ductores, e pelo mo desempenho dos actores.
A r-ispeto dos Sainettes, que servem de inter-
medios n obras mais serias, elles nao tiveram jamis
para nos muilo encanto ; quasi sempre sao farras
malisadas de chistes e chelas de modos desusados o
grusse tos gracejos, com quo os ridiculos limosse
iimve 1 com muilos monosc gargalhadas, que acham
echo as parle medio-pello do auditorio. As lyri-
cas (bu assim que em Lima so cbamam as cantoras
italianas' lemodom de fazer affluir ao Coliseo urna
miillidao esi-olliida, a qual vem de boa f ouvir al-
lenlaniente a opera, lina orcheslra soiTrivel, cho-
ros mediocres, onde urna duzia de mucluichos (esta
idade nao lem do] assassinam porfa as mais sua-
ves composites, duas habis cantoras, alguns can-
lores ado.os, lacs sflo os principase elementos do
lliealro italiano de Lima. A iiiaugurar.'io desle es-
peciar ulo, boje em plena voga, agiloii no principio
todas a3 conscicncias timoratas da capital do Per.
Suas heslarocs nao resistiram contra o suero-so da
primeira representara. A curiosidade, esla mgi-
ca omnipotente do espirita femenino, cscancarou as
portas do Ihcalro ; desde eolia a multidao esn lin-
da nili uto para all, e durante nos-a residencia em
Lima, a predilecto pelo .Ihcalro italiano eslava cm
sen furor. Pastamos mais de urna noile agradavrl
no Coliseo.
Se nosso dilettantismo leve de soffrer algumas ve-
zes, ai hamos algumas indemnisaees nas dslrarcs,
que nos dava o po-soal da sala. A flor da socieda-
de oecupava os camarotes, e as mulheres so mostrn-
vam com o roslo desrobertn, vestidas frnnceza cnni
urna afleclarao chcia de goslo e de dintisrijln E01
cada galera desabrochara um risonho ramalbcle de
graciosos rostos, que davam algumas vezes um en-
canto parlicular ao penlcado original e dizarro de
urnas madeixas louras ou castlidas, atormentadas de
mil mulos ; cada moca loucandu-se pouco mais ou
menos a seu gesto, e consultando nsto mais o com-
ea alravessa em urna niivem de poeira a Alameda
l'iejo, cujas conlra-aleas eslao cheias de curiosos,
que vem as-istira sua piloresca desfilada.
(Coniinuar-ss-Aa.)
Sf.|EM4S E ARTES.
ESTUDOS SORRE A PHILOSOPI1IA MORAL NO
SECULO XIX.
f
Por Julio Simn.
(Conclus3o.J
IV
Ainda n3o temos feito ludo quando temos etlube-
leridoa existencia de um principio distnclo da pai-
xo e Jo interesse, quando lhe temos disrripio os ca-
radores, demonstrado a origen) racional e determi-
nado a formula. Resta saber o que esto principio
nos prescreve nas diversas relares que temos a man-
'er, ou quaes sflo os nossos deveres. Tal he b ob-
jeclo de urna grande sciencia, que he como o edifi-
cio cujos fundamentos bao sido lanrados pelos prece-
dentes Irabalhos. A esla sciencia lie que foi consa-
grada nma das mais bellas obras que nos legara a lit-
teralura anliga, o livro dos Deceres, o qual nao pas-
sava de urna copia, lirada pela e'.oqucucia, das obras
originaes, perdidas para nos, da pbilosophia estoica.
He esta sciencia que Kanl emprehendeu construir,
segundo o mais severo plano, sob o Ululo de Mela-
physica dos cottume, o mais severo monumento que
jamis a philosopha leuda erigido moral. Esla
sciencia, que abraca todo o systcma dos nossos de-
veres edesl'arte consliluc o proprio corpo da moral,
nao poda deixar de remalar um livro como o de M.
Simn ; se nao lhe d todo o desenvolvimenlo qua
comporta, mas qoe exigir urna obra especial, Irar-i-
Ihe ao menos um firme bosquejo. Tom o cuidado
de advertir que nose trata aqu da casustica de que
se apaixonoa a idade media, o qae ainda esla em
voga em certas escolas. Se 96 enlende por casus-
tica o exame de rertos casas difiieeis que pode apre-
senlar o estudo dos nossos difierentes deveres, he
urna parle da sciencia em que acabamos de fallar ;
assim cumo esta sciencia, ella aperfeiruu o juizo mo-
ral e nosoflercce um exrrricio salolar. Mjs tal nao
he a casustica que M. Simn repelle com lana ra-
zio. Esta lende a fazer da vontade do homem urna
marhina regula la de anlemlo em todos os seus mo-
vimenlos e destituida de qualquer iniciativa. Ex-
tingue a vida debaixo de um mecanismo exterior, o
embota o senlimcnto moral, em vez de agura-lo.
Anda mais, deprava-o, emhargaudo-o com urna es-
pecie de complacencia sobre actes cuja nica idea
smente de j urna mancha para a alma que as con-
cebe. Como se a conscicncia moral livesse neressi-
dade do soccorro dos casuistas para qaalificar oque
he infame! Ao ver al que ponto esta curiosidade
algumas vezes ha sido elevada, parece em verdada
que 13o edificante casustica seja a obra do imagna-
teos irritadas pelos proprios obstculos que deveriam
conle-laa, e escapando-se pela nica porta que para
si possam abrir impunemente. O qne diremos da-
quella qae a cusa de suhlilezas, sabe lao bem con-
fundir eobscurerer o qae de simples e claro para
qualquer espirito >ufficientemonle cultivado, e cdeg.i
a justificar os actos mais criminosos, o perjurio, a
mentira, o assassinalo ? Mas como fallar, depois do
Pascal, na doutrina da probabilidade, no melhodo
de dirigir iniencao, n'uma palavra, em toda a mo-
ral tortuosa e vergonhosa que esle grande escriptor
desenvolveu aos odos de todos e marcou com um es-
tigma eterno 7 Esta casustica reenviada a quem
compele;lorna-sc um nobre e indispeusavel eludo:
o dos deveres do homem. Aquella pessoa que se
lhe applicar nflo encontrar smenle prazer inlel-
leclual, como em qualquer oulra sciencia ; nelle
aprender a tornar-se melbor, porque o homem so
liga naturalmente ao objcclo que estuda. Por oulro
lado, em materia d moral, a rcflexa-i o a anal; se
lem o seu papel uecessaro. Sem duvida as ideas
de bem, dejustica, de dever, de direito, etc., sao,
como lemos reconhecido, innatas a universa ; mas,
para se manifestar em loda a pureza que lhe he pro-
pria, para produzir todas as consequencias que en-
cerrara: para se applicar convenientemente a todas
as relames e a lodos ns casos, exigem uina cuitura
especial ; de oulra sorte ficariam como envolvidas
nas fachas da barbaria primitiva, ou apenas apparc-
cerim cercadas por todas as especies de preconeeitos
oriundos da ignorancia ou de cegas paixes, c consa-
grados pelo lempo. Releva dcserabararo-las de to-
dos esles obstculos e de lodos etes veos, e, expon-
do-as claramente, mostrar-Ibes todas as applicaroes.
lie esta justamente a obrada philosopha, mas esla
obra n3o he a do momento : s se realiza com o so-
corro dos seclos, cajos progressos suceessivos s3o
par ella marcados. Assim, ainda que a moral seja
imm jtavcl em sua essenria, he lodavia sugeita lei
do progresso. He como urna estalua de onro coberla
com nma espessa carnada de argla. que s poderia
cahir com o lempo debaixo dos esforcos dos mais ar-
denles operarios. Cada grande poca dcscehre por
sua vez alguma nova parte da estatua ; mas quanlas
geraroes e quanlos Irabalhos accumulados nao sao
necessarios para que ella afinal resplandeca com lo-
do o hrilhanlismo Ers eertamonlc um bello e no-
bre livro o de Cicero sobre os deveres, o qual j an-
nunciava ama civilisarao mui adianlada ; mas .-an-
da eslava longe de ser o ultimo verbo da moral !
1 ran-portemos nos pouco mais ou menos a dous mil
annos de distancia : eis-nos nos fins do serillo XVIII:
um dos matares phlosophos que lenham appareedo
no mundo, o Aristteles dos lempos modernos, como
o chamaran) com rzalo, einpreliende redigir o cdi-
go racional dos nosso deveres c dos nossos direilos ;
dai-sc-ha caso qae .1 sua doutrina seja 15o perfeila
que ja n3o se lhe encontr um erro que tambal I
mos.um prcronreito qucexlirpemos.nma nuvem que
dissipemos? Assim nao ersemos de Irabalhar
para lomar sempre mais precisa c mais completa a
Ihcora dos deveres e direilos do homem, c, appl-
quemo-nos a propagar-le cada vez mais o coube-
cimcnloea segur-lde a applirarflo em lodosos ra-
mos da vida humana. Esle dever dos pdilosoplios
de esclarecer os outros bonien- acerca dos seus deve-
res, M. Simn romprebendeu-o epreencheu de urna
niancirn tao cabal que lhe (levemos eterna gratulan.
A cxemplo da mr parle dos moralistas, divide lo-
dos os nossos deveres em Ires rlasscs : deveres para
com nosco mesmos,devores para com os nossos seme-
ntantes, deven s para com Dos. Porveutura ser
este quadro siillii ienlenienlc ampio ? Sei quo he
quasi ridiculo fallar em deveres para com os ani-
niaes ; mas cmfim quando, n'uma ra escarpada,
brutal
vejo umearreiro urutat oppnmir com pancadas o
poslo do seu roslo do que as exigencias da moda.' cnsanguenlar podres cavados, cujos esforcos lodos
Na sala do Coliseo, nas representaees das lyricas, \ n.lo podem arrastrar urna carriiagom dorrivelmenta
kaaaaaaaal
-
MUTILADO

IIEGlVEl


DIARIO DE PRMMBUlO. SEXTA FCIRA 19 JE JAIUIRO DE 1855.
carrcgada incnmmodo-mc, enclio-mc de indigna-
r.lo, brido que islo lie mo e quo nao lie permitlido
mallralar desla mancira miniaos inoflensivos, c ob-
servo que o povo tamben) be da minba opini.o. Qua-
i que n.io se inquieta para saber cm que calhegoria
entra o delicio de que he lestcmuiiha e que qualifica
a scu modo, mas be una questao a que os pbiloso-
phos devein responder. Assini eminentes espirilos,
como por excmplo JoulTroy, julgaram dever alargar
n quadro ordinario, juolando-lhe urna quarla divi-
s3o, comprebendendo as fegras do compnrtamenlo
humano para com os animaes. Se in-t cumpre re-
conbecer um ramo especial da moral, he natural-
mente do loilos o que lem menos importancia o n-
leiuao, e M. Simn pode dcspreza-lo sem muito in-
conveniente.
O homem tem deveres a cumprir para comsigo
mesmo, que silo independenles de Indos os oulros.
Anda quaudo a violarlo destes deveres s prejudi-
casse a sua pessoa, nao poderia considerar-se como
libertado driles : ha cousas que em todo o caso o ho-
mem deve a si proprio. Este ramo da moral he por
mitro lado como a raz de (oda a moralidade : quem
respeila em si a dignidade humana be naturalmente
levado a respeita-la em outrem ; nao commetlendo
faltas para comsigo, no as com metiera nem para
com os oulros homens, nem para com Dos. E com
tudo esta mesma idea da dignidade do homem levou
os estoicos a declarar o suicidio legitimo em certas
casos : he que o enlendiam mal, pois ha pelo con-
trario o dever de respoilar em si a pessoa humana
que, independente de qualquer considerarlo, faz do
suicidio um crime. Aquelle que se mata, se esqoe-
ce de que deve viver para si proprio, anda infeliz,
anda opprimido. Queres morrer, CalSo, para
no raimes vivo as mos de Cesar. Mas anda
quando Cesar possuissen leu corpo, quo poder Icria
sobre tua alma i Assini, vive para moslrar-ihe que
ella be mais forte quo a sua tvrannia, e para dar ao
mundo esrravisado o.ejemplo de urna firmeza indo-
mavel. Entretanto concordemos que boje quasi que
se nSo deve receiar esto genero de suicidio. Mas
evislem oulros muito menos nobres, c contra os
quaes a moral se deve elevar com muito mais tarca :
M. Simn tambem mo desprezouesta larcfa.A moral
individual nao prohibe somonte que se mate o se de-
grade, ordena-lbe lambem que cultive e desenvolva
lodas as faculdades do seu ser. Assim deve cultivar
e desenvolver a inlclligencia : dahi a \ i rinde que os
amigos denominavam prudencia, e da qual faziam a
primeira de (odas as virtudes ; dahi lambem a liber-
dade de pensar, islo he, o direito que cada um tem
do exprimir livremenle o pensamento que, he, co-
mo observa M. Simn, a condicAode lodas as outras,
masque, posto qtiesej a mais sagrada de (odas, j
(em cu-la.lo (aulas ondas de sanguc, e, apezarde tu-
do islo, nimia he Uo mal compre hendida e (5o pou-
co respetada enlre a mor parte dos povos moder-
nos.
A moral social, que regula as rclaces dos homens
entre si, be a que agita maior numero de problemas,
o a estes problemas he que o espirito do lempo se
applira com preferencia. Fazem-nos esquecer a
moral individual, e he islo um infortunio; mascon-
fessemos que esta tendencia da nossa poca, salvo o
que lem exclusivo, he niui legitima, e quo, conve-
nientemente dirigida, nflopode deixar de excrcer
urna influencia feliz sobre o futuro das sociedades
Somento foiamisler que cada um se applicas-e a
descaminar n que pode justamonte exigir lei civil
ou ao E-lado e o que he propiamente do dominio
dos costme*. He quo.colri>t^iiaJta.ua moral so-
cial duas especies de'treveres, ns que corresponden!
a direilos e por consequencia nos podem ser impos-
los por um conslrangimenlo exterior, oulros pelo
contrario que, nao correspondeodo a direilo algum
cm oulreni, escapara a qualquer conslrangiineulo
desle genero, n'uma palavra, os deveres do direilo
ou de jusliga e os deveres de virtude. Ora, be nesla
dutinecao em que so nao cuid.t bstanle boje. Dahi
resultam dous graves inconvenientes : por urna par-
te v iola-se a jalifa, cstendeudo-sc excesivamente o
dominio do direito ; por oulra, deixa-se muas ve-
zes de lado a virtude, pondo-a toda a cargo do Es-
tado. Mas acrrecsenlomos que, compre nao trans-
gredir os limites do direilo, nem Uo pouco restrin-
g-los, sob pretexto de deixar um campo mais livre i
virtude. Conhccemos cabalmente a indiflerenca po-
ltica que, sob a mascara da virtude ou da religiao,
oceulta o mais profundo egosmo. O direito be cou-
sa sagrada ; he nosso dever, nao s rejpe(a-lo cada
um pela nossa parle, mas nao permllr que alguein
o possa violar impunemente, e seguir-lhe o Iriom-
pho por lodos os meios quo cstiverem ao sen alcan-
ce. Assim releva abeocoar lodos o Iraballuiwzue
lem por objeclo, ou derramar eoire os homiKo co-
nhecimento dos seus direilos, ou assegurar-lhes o li-
vre ejercicio delles. A philosoptiia do seculo XVIII
e a grande revoluc.au quelite servio de remate nos
abrram a eslrada ; conlinuemos-lhes a obra com a-
nimo : anda temos muilo que fazer. Se, como diz
M. Simn, a larefa dos nossos pas consisti em con-
quistar o direito, nSo julgo que esleja acabada, mas
concedo de boa vonlade que a nossa deve ser ensi-
nar e propagar o dever, porque pens que he ao
mesmo lempo ensiuar e propagar o direilo e ainda al-
gumacousa mais. Emfim, escrevendo um livro que
lem por titulo : oDcccr ,M. Simn, no capilu
lo que consagran a moral social, foi naturalmente
conduzido a se enllocar antes sob o aspecto do mora-
lisiado que tob o aspecto do reformador. Esla parle
da nossa obra be cerlamenle urna das mais nolaveis.
Nao beuma enumerado srida de preceilos abstrac-
tos, mas generosos assenlos, urna censura viva aos
coslumes do seculo, o ferro em braza da moral ap-
plicado as chagas quo dilaceram a nossa socie-
dado.
Os nossos deveres para com nosco meemos e para
com os nossos semelhanles podom ser considerados
lambem como deveres para com l)eos, pela razio de
que somos crealurai suas ede alguras sorte imagen
delle. Considerada desla arle, a moral loma um ca-
rcter religioso e recebe um como reflexo do esplen-
dor divino. Mas sob o aspecto puramente philoso-
phico, consistir a moral religiosa nicamente em
platicar os deveres individuaos ou sociaes, elevando
o pensamenlo da crealura ao Criador; ou cniao nao
nos prescrevera ella alem disso cerlos deveres espe-
ciaos O grande moralista que por varias vezes ja
tive occasiao de citar, ao dar a lei do dever urna
saucedo divina, nao julgou fazer da moral religiosa
um ramo especial da moral philosophica. Releva
coufessar que a pbilosophia nesla esphera quasi que
nao lem deveres precisos e especialmente obrga-
rfles positivas a nosimpor. O dever de nao blasphc-
mar o nome do Dos lie inleiramente negativo ;
quanlo a adorado, como reconhece M. Simn, ella
nao poderia submelter os actos a prescripc.ao algu-
ma determinada. No fallo na supplca, que ja nao
he adorado, mas urna orarlo dirigida a Dos com
o intuito de alguma graca espiritual ou temporaria ;
he evidente que a pbilosophia nao pode fazer Hiilo
um dever. a Adoro a Dos, mas nao Ihe dirijo sup-
plicas, diz o vgario saboiano, e, nesle ponto, mos-
Ira-se philotopho consequente. Mas islo nao b.-la
para loilas as almas : existem muilas parias quacs
he necessario um cullo cxlcror, pralicas reguladas,
supplicas, cousas eslas que s as religies positivas
Ibes podem ministrar. He esta justamenlz urna das
causas que fazem a sua superioridade relativa sobre
a pbilosophia. Desgraciadamente, acontece s ve-
zes que ellas misturara muila superslicao com al-
guma verdade, e subslituem formalidades exteriores
a piedadeci virtude. Assim a ledra mata o espi-
rito, o principal desapparece debaixo do accessorio,
o vehculo so muda em obstculo. Assim, se he
verdade que a pbilosophia nao pode satisfazera lodos
e que urna religiao positiva he necessaria a muilos,
esla merecer tanto mais da hunianidade quanlo for
mais isenla de suporslicao e mais propra para rao-
ralisar as almas. Mas, seja qual for, nao ha poder
algum no mundo que possa justamente imp-la aos
homens: fora um altentado contra a mais sagrada
de todas as liberdades, a liberdadc de couscien-
cia. Por oulro lado, qual ser aqui o dever do phi-
losopho' Sem nunca dar o exemplo da hjrpoerisia,
professsndo um cullo cuja utilidade elle pode reco-
nliecer cabalmente, mas em cuja divindade nao
acredila, rcspcilar. muito a expressao de urna neces-
sidodedahumanidailc, nobre no sen principio, ca
certo respeilo benfica nos scus cll'eilos, ou cm ulti-
ma analysc Ulna manifcslacao da liberdade de cons-
cicncia que elle reclama para si proprio. Mas, sem
que se esqueja de maneira alguma desle respeilo,
pode lodavia, uzando do direilo que concede aos ou-
lros, dsculr-lhe as doutrnas, assim como permiti
quedijcnlam as suas, o Irabalhar para purificar c
elevar cada vez mais a educado moral e religiosa di
hiimsnidade; nao lie somonte o direilo, he lambem
amissIToda pbilosophia denunciar a siiperstieSa e
combater o fanatismo onde quer que o cnconlre.
Fraileando desla arle, em vez do insultaras cousas
santas, lorna-as maisdgnas de respeilo ; em vez de
violar a lbenla le inconsciencia, detande-a contra
o sen mais mortal inlmigo. Sao ideas mui simples,
mas quilo imperfetamente ainda sao comprchendi-
dasemais mperfelaaenle pralcadas, enlrc nos
mesmos E com ludo formamos a vanguarda da
civilisacao.
Repilo em c.mclo.,lo : o que requer especial-
mente urna sociedade como a nossa, he um eDsino
fundado na raxo. Nao lia melhor a ofiereccr-lhe que
que o do.devcr. Tudo est nesla palavra: resume de
alguma sorlc, com loda a moral, toda a philosoptiia
c luda a religiao natural. Se lia deveres para o ho-
mem,elie he ncccssarlamenle livre,c M. Simn leria
podido acrescentar esla prova da liberdade humana
quo'deii-llie.'Sco hornera he livre e lem deveres.lam-
bem lem direilos, particulares e pblicos, ea aulbo-
cracia moscovita ja nao he o ideal dos aovemos. Em
fim, cumpre que baja urna providencia remunera-
dora da virtude e vingadora do crime. Porlanlo,
lambem temos algumi razao para pensar que ludo
nao se acaba para nos com esla vida. He assim
que lodas eslas ideas, a liberdade, o direilo, a
Providencia, a vida futura, se prendem dea de
dever, quer delle derivem, qner dalle recebam nova
confirmarlo. Formam tima cadeia solida, cujo pri-
meiro annel est preso conciencia humana de tal
maneira, que nenlinm esforro do sceplicismo pode-
ria arranca-lo. Prcndamo-nos a esle annel, e a nos-
sa salvaco he cerla.
(Julio Barni.)
(Recue de Pai).
COMMERGIO.
PRAGA DO KECIFE18 DE JANEIRO AS3
HORAS DA TARDE.
Cotaces ofliciaes.
Assucar branco 3.a sorte-1*1M e-253.">0 por arroba.
ALFANDEUA.
Rendimenlododal a 17.....212:53i322G
Idemdodial8........20:8815304
233:1153590
Detcarrcgam hoje 19 dejaneiro.
Brigue inglcz Titaniabacalho.
Brigue inglezRobert Campbellidem.
Brgue inglezPi/flcarvao.
Brigue soccoSuperiorfamilia de Irigo.
Barca francezaComle fogermerradorias.
Hiale brasileroAmeliagneros do paiz.
Importa cao'.
Brgue nacional Feliz Destino, vindo do Rio de
Janeiro, consignado a Manoel Francisco da Silva
Carrico, manifeslou o segninle :
100 saccas caf, 3 caixcs e 09 caixnbas ch, 112
rolos fumo, 10 lalasdilo, 6 raixes chapeos, 1 ca i vo-
te rap, 5 caixOes mercadorias, 2 barricas tinta, 110
volumes barricas vazias, 100 pipas ditas, 500 meios
saceos farinha de trigo ; a orden.
Brigue inglez Sir R. Campbell, vindo do Terra
Nova, consignado a Me. Calmonl & C, manifeslou o
seguinle :
2,170 barricas bacalho aos mesmos consignata-
rios.
CONSULADO GERAL.
Reudimentodo dia 1 a 17......28:8293763
Iden do dia 18........3:1779011
32:30380
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimeno do dia 1 a 17.....2:450j656
dem do dia 18........ 232JJ853
Hilo tinto marca F. S. a bordo, pipa Si-'IIKI
. anc. SS3OOO
idem. pipa 85OO0
. anc. 90(800
pipa 819000
. anc. 88f000
dem. pip. E
. anc.83.S00O
pipas
anc. O49OOO
2:0838509
Exportacao*.
Marselha, brigue francez /trago, de 208 tonela-
das, conduzio o seguinle :3,100 saceos com 15,500
arrobas de assucar.
Porlo, galera Brachareme, de 379 toneladas, con-
duzio o seguinle : 2,653 saceos, 16 barricas e 5
caixas com 11,516 arrobas e 21 libras de assucar,
l" barris mcl, 181 saceos de nomina, 85 saccas ar-
roz, 2 ilias caf, 1 barrica farinha de mandioca, 1
Dito dito dito, idem
Hilo dito mana II. <
Dito dito dllo, dem.
Dito dilo T. I, e Kilbos, dem.
Dilodito dilo, dem......
Dilo blanco marca B. F.,
Dilo dilo dilo, dem .
Dilo dilo marca P. G., idem.
Dilo dilo dilo, idem. .
Dilo marca T. P.e Filhos, idem. pipa 869000
Dito dito, idem.........anc. 90&000
Vinagro linio marca K. S. idem. pipa 389000
Dilo marca B. c F., dem pipa 363000
Dito marca P. (',.. idem .... pipa 318000
Dilo dito marca TP. e V., idem pipa 361000
Dilo branco V. S., idem. pipa 403000
Dilo dito marra B. F.,idcm pipa 3fi?0OO
Dito dilo marca P.G., idem. pipa 313000
Dito dito dito T. P. e F." idem. pipa 383000
EMBARCACO'ES ENTRADAS.
Dezembro 9 do Par, patacho portuguez Cau-
tela, capillo J. F. Valonea.
dem 12 do Rio, Babia c Pernamburo, vapor
ioglcz Great festn, capiblo J. A. Bevis.
dem 11 do Rio, barca portugaeza Rom Succes-
so, capilloM. J. de Azcvedo.
dem 20 da Bahia, barca porlugucza Christina,
rapilao M. A. da Costa.
dem do Mnranhaa, patacho porlugncz Roa F,
capilo F. Goncalves.
dem da Babia, brigue porluguez lincantador,
capitao B. A. I.opcs.
dem de Pernamburo, barca porlugucza .Wa-
riaJosc, capitao J. F. I.cssa.
SABIDAS.
Dezembro 10 para o Pa, brigue porluguez
,Ligeiro, capillo L. A. dos Sanios.
dem par Pornambiico, patacho porluguez
,Deslino, rapilao F. P. Baplista Jnior.
dem 13 -r para Pernambueo brigue porlugncz
Alegre, capitao M. J. Gaviaba,
dem para o Maranhao, brigue porluguez Ur-
bana, capilo A. J. dos Santos.
dem 20 para Rio de Janeiro, esruna franceza
Serene, capitao J. Acbar.
dem brigue porluguez '/.aire, capillo R. A.
Lima.
dem para Bahia, brigiie porluguez Lealia.de,
capitao F. C. Alfarra Jnior.
A' CARGA.
Parao Rio do Janeirobarca porlugucza Christina
dembarca porlugucza l'enus.
dem brigue porluguez Prudencia.
dembrigue porluguez Lusitano.
Para o Maranhaobarca brasileira Lusitana.
Para o Parapatacho portoguoz Cautela.
dembarca porlugucza Maria Carlota.
Para o Maranhao, patacho porluguez Roa F.
dem patacho portuguez Milagre.
Para Pernambueobarca portiigueza Maria Jos.
Para a Bahia patacho brasilero Anna ICliza.
Para o Riopatacho portuguez Aniorinha II.
Para a Babia brigue belga Olio l'enius.
Para o Parbrigue porluguez Triumpho.
O mercado apreser.lou pouea animaran nos di-
versos ramos da nos-a vida commcrcial. As Iran-
sacc,es foram limitadas, e quasi iguaes is da sema-
na antecedente. He de crcr que assim roulnnem
alao fim do anuo, e que smenle recobrem a acli-
vidade dis penltimas semana, de Janeiro em oan-
le. O faci mais saliente foi o da entrada de ligaos
navios do Brasil com importantes carregaees de as-
sucar e oulros gneros cotoniao). O mercado fica
por estaesusa abastecido, co assucar solTrcu alguma
baixa, sendo o nico genero em que ella se fe/, sen-
lir, ainda que cm ponto pequeo, porque lodos os
oulros conservara firmes osprecos das ultimas cula-
tees. No arroz hoiive alguma melbora de prejo,
especialmente no do Maranhao c da ierra.
O caf continua a ser procurado para reexporta-
rlo. Emharcaraiii duas partidas para Marselha e
Gihrallar.
O marfim fambem-he-procorado c lem piorapla
venda. Os embarques dos vinhos para n Brasil-fo-
ram superiores aos da semana antecedente. ~A"rjuan-
tidade lolal .exportada orcou por 19,090 almudes,
dos quaes foram para o Rio de Janeiro 2,250 de mar-
2:1 de dezembio de 1834. FatUlino Augusto de
Aijuiar.
Secretaria do governo de Pernambueo, em 16 de
Janeiro de 1835,Joaqulm Pire Machado Portella,
ollicial maior servindo de secretario.
Olllm.Sr. inspector da Ihesonraria provincial,
cm curaprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos propietarios abai-
\n mencionados, a cnlrcgarcra na niesnia tliesoura-
ria 110 prazo de 30 dios, a contar do dia da primeira
piiblii-.icao do presente, a importancia das quolas
com qne devem entrar para o calcamcnto das casas
dos largos da l'cnba c Riheira, conforme o disposlo
na lei provincial n. 350. Advertiudo, que a falla
da entrena voluntaria ser punida com n duplo das
referidas quolas na conformidade do arl. 6o do regu-
lamenlo de 22 do dezembro de 1851.
Largo da Penlia.
Na. 2. Bernardo Antonio de Miranda. 6O3OOO
I. Viuva o berdeiroi de Manoel Machado
Teixcira Cavalcanli........... 51*100
0. Maria Joaquina Machado Cavalcanli. 359900
8. Joaquina Machado Porlella...... 21-laiii
10. Andr Alvcs da Fonscca........ 3O3OOO
12. Francisco Jos da Silva Maia..... I296OO
Largo da Riheira.
Ns, 1. Viuva c berdeirosdcMaralino Jos
GaWao................. 30|000
3. Ignacia Claudina de Miranda...... 259300
5. Anna Joaquina da Coiiccii.ao...... H3OO
7. Joaquim Bernardo de Figoeiredo 219600
9. O mesmo................ 218600
II. Viuva e herdcirosdeCaelanpCarvalho
Rapozo ..... ............ 219600
13. Os mesmos.............. 2I3OOO
15. Caetano Jos Rapozo......... 6O3INXI
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo 233200
19. .1 nao Franci-rn KcgisCoclltO..... 528500
21. Antonio Macbadode Jess...... 103800
23. Jos Fernandos da Cruz........ 193000
25. Joaquim Jos Baplista........ 113800
seguinle :135 volumes gneros estrangeiros, 809
dilos dilos naciniiaes.
Lisboa, barca Gralido, de 353 toneladas, coj-
duzio o seguinle t 3,118 saceos e 3 barricas com
17,905 arrobase 10 libras de assucar. 50 saccas com
231 arrobas de algodao, 153 barris mel, 100 loros de
mangue, 1 canao doce.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimeno do dial a 17.....37:2113868
dem do dia 18........2:8913095
40:1333563
BOLETM.
LISBOA 30 DE DEZEMBRO.
Preros correales dos genero de importaran do
Brasil.
For baldearn.
Algodao de Pernambueo. ... S
Dilo do Maranhao.......
Dilo do Para..........
Dito dilo de machina.....
Cacao.............. i>
Caf do Rio primeira sorte.
Dito dilo segunda dita.....
Dilo dito lerreira dita.....
Dilo dito esrolba boa......
Dito da Bahia.........
Couros seceos em cabello 28 a 23
Ditos seceos espichados.....
Ditos salg. Babia e Para 28 a 32. 1
Dilos dilos dilo 26 a 20.....
Dilos dilos de P. e Ce ir 28 a 32
Ditos dilos dilo 26 a 20 ... *
Dilos dilos do Maranhao 28 a 32.
Cravo girofe..........
Dito do Maranhao.......
12.5
120
110
110
I3SOO
23700
23100
23IOO
13500
2100
132
137
112
112
117
117
117
200
100
Gomma copal.........'a. 23OOO

800
100
130
120
18850
23800
23500
23200
I36OO
236OO
157
162
122
122
145
145
115
140
53000
13000
185
caixao suspensorios.
Aracaly, hiale nacional Invencicel, conduzio o ca R. S.; 1,200 ditas do marca B. & C, 3,600 de
marca B & F.; 1,200 dilos de marca F. S.; 1,800 de
marca V. R., 702 dilos de vinho viudos de V ianna
do Castalio ; 2,010 dilos de marca G. S.; 1,200 do
marca A. B.T.; 300 do marca S. F.; 300 de marca
O. A. Munro. Para a Babia 020 ditos de viudo da
Figueira ; 1,800 dilos de marca T. P. 4 F.; 308 di-
tos de marca P.; 120 de marca F. R. Alm deslas
quanlidades embarcaran! para Marselha 686 dilos
de marca G. S. e outras pequenas porgues para di-
versos ponIos
O vinagre leve mais sahida do que as semanas
antecedentes, e para o Brasil e Rio de Janeiro em-
barcaram diversas poro.cs.
' Os oulros gneros do produccao nacional que li-
veram mais sabida, foram a laranja, o figo e a ce-
bola.
O mercado de ccrcaes nao aprcsentou alleraces
sensiveis, e o ultimo decreto publicado que permil
e a importadlo livre nao produzio por emquanto
efleilo digno de nolar-se. Os presos sao os mesmos
das semanas anteriores, e os depsitos de Irigo nao
(em diminuido, porque as entradas supprem o con-
sumo, e o despachado para exportacao. Durante a
semina a quanlidade total embarcada fui de 514
moios. Tambem se exporlaram 301 barricas de la-
rinha e 3.981 alqucires de feijao.
Para o consumo interno ospriucipaes gneros des-
pachados pela alfandcga grande de Lisboa, foram os
seguinles : 210:513 arrobas de arroz, 312:911 dilas
de assucar-, 10,232 de caf; 8:568 dilas de cha ;'63l
almudes de azeile e<]rangeiro ; 37:198 arralis de
queijos ; 7:722 dilos de cacau ; 837 couros ; 1:178
toneladas de earvto. O rendimeno da alfandegn
resenlio-sc da falla de animaran commercial. A
receitada semana foi apenas de 37:9308099 rs.
Os fundos pblicos conservam-se firmes com pe-
queas alleraces. Os 3 % ficaram a 38 e 3 quarlns
e 39, a divida differida de 17 a 18. As acc,es do
banco de Porlugal ronlinuam a subir. Os precos por
que ltimamente foram coladas sao de 388 mil ris.
As accSes das outras companliias nao apresenlam al-
terarlo sensivel. As ledras de cambio foram nego-
ciadas ltimamente sobre Londres a 51 e quarlo
30 das visto, 52 e mcio a 60 dilos, e a 55 o 5 oila-
yos a 90 das, e sobre o Para a 523 rs. a 100 dial de
dala.
143600 I5|000
93600 103500
63300 83OOO
Ipccacuanha........
Ouruc..... .
Salsa p.irrilli.i superior. .
Dila dita mediana.......
Dita (tita inferior.......
Captirns de direilos.
Assucar de Pernambueo .... 6 18700 23000
Dilo do Rio de Janeiro..... 13700 13750
Dilo da Baha.......... 13650 13750
Dilo do Para, brulo....... 13300 19350
Dilo mascavado.........i> 13200 13.500
Dito refinado no paiz em formas 336OO
Dilo dito quebrado (pil). ... 33000
Dito dilo em p (rap1...... 33000
Vaquetas de Pcrn. e Ceani urna I3IOO 13800
Ditas do Maranhao....... 13300 1*600
Chifrcs do Brasil pequeos. mil 199000 4O9OOO
Despachados
Arroz do Maranhao e Para onl. qii 5*000 5*400
Dilo dilo do melhor...... ,58800 6*200
Dilo dito superior......... G36OO 0*800
Dilo dilo miudo......... 3*200 39600
Dilodo Rio de Janeiro. 5*200 59400
Pao campeche.......... 3.3OOO
Farinha de pa'o do Brasil ; 800 850
"ptoea............ 15100 19400
Preros coi-rentes dos gneros de exportara para
o Rra/il.
Captivos de direilos.
Anicndoa cm milo doce do Al-
..........fv
garve...........
Dita dila da Bcira.....
Dila era milo amarga dila.
Dila era casca cotioa, .
Dila dila molar.......
Dita dila durazia......
Nozes............
Figos do Algarvc comadre .
Amcixas..........
Presuntos,.........
Canto ensaccada......
Toucinho..........
Banha de porco ......
I'imenla de Goa.......
Sal groste a bordo.
alq.
39300
39IOO
23.800
1*000
800
700
100
I-'IIO
. 100
39400
ISCHM)
39000
S.S800
105
394OO
392OO
3-3000
600
I3IOO
800
Un
MOVIMENTO DO PORTO.
Hamos entrados no dia 18.
Selubai24 dias," barca himburgueza Juhann Kal-
krnin, de 114 toneladas, cipilao C. F. Kolln,
cquipagem 14, carga sal; a Brunn Praegcr &
Companhia.
Cdiz27 dias, brigue ftancez S. Michelo, de 207
loueladas, capitao Emilio Duhamel, equipagem
10, carga sal; ,1 Lasserre & Companhia.
Liverpool e portos interinadlos39 dias, vapor in-
glez Pampero, coinmaiul inle C. U. Ilauam.
Passageiro para esla provincia, Fernando Belle-
nol. Ficou de quarentcna por 5 dias.
Navios saludos no mesmo dia.
Rinde JaneiroBrigue brasilero Liberal, carea
sal e palha. Su'pendcu do laineirAo.
MarselhaBrigue francez Arago, capitao Kou-
bion Josepb, carga assucar.
Rio da PrataBrigue hcspanlinl Joven Eduardn,
capilo Jus Seusal, carga assucar e mais gneros.
BabiaBrigue hull.mdez nComelai', capitao II. F.
Zeyhlra, carga parle da quo Irouve.
CualBarca ingleu Elisabelh, carga assucar.
Suspenden do laineirao.
5749800
E para constar se niaudoii aflixar o prsenle c pu-
hlirar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bueo 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferrcira d'Annunciar'io.
O Illin. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em ciirapriraciilo do disposlo no arl. 35 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para conho-
Ciinenlo dos credores Inpotbccarios c quacsqiier in-
lf ressados, que foi dcsapropriada a viuva Maria do
Nascimento, ama morada de casa sila na direcrao do%
quinta lan^o da rameflcaflo da eslrada do sul para
a villa do Cabo, pela quanlia de 300?000 rs., e que a
respectiva proprietara lera de ser pasa do qoe se
Iba deve por esla desapropracao, logo que terminar
o prazo de 13 dias contados da dala desle, que he
dado para as reclamarles.
E para constar sc-mandoii fiixar p presenta e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bueo 13Mc Janeiro de 1853.O secretario, Antonio
Ferrcira da Annunciaco.
Joo Piulo de Lemos, cnmmendador da ordem ita
Cbrislo, eommcrt-iante matriculado no tribunal
do ciimmercio da provincia de Pernambueo, e juiz
corainissario nomeado pelo mesmo Iribunal.
Pal saber que lera designado o dia 19 do corren-
le paia a rcuniao dos credores da casa fallida de
Deane Youllc & C, afim de ter eieencSo o arl.
S > lit. 21" do cdigo commercial na fonna do decre-
ta n. 1368 de 18 de abril de 185, advertiudo qu<
ncnluim credor ser adraillido por proeorador, se
esle no liver poderes espeeiacs para o aclo (rt. 115
e que a procuracao nao pode ser ilada a pessoa que
seja devedora aos fallido-, nem um mesmo procu-
rador representar por dous diversos credores (arl.
S22 Em ciiinpriincnlo do que, lodos os credores
da referida casa fallida comparceam no escnplorio
da mesma, na ra da Cadeia do bairro do Recita 11.
52, no referido dia 19 aoraeio dia.
E para constar mandei pastar o prsenle que sera
aflixado na praea do comniercio e publicado pelo
Diario.
Dadoe pasndonosla cidade do Rscife de Per-
nambueo aos 15 de Janeiro de 1855.F.u Dinameri-
co Augusto do llego Raugel, cscrivao jiiraraenlado
o escrevi. Joao Pinto de Lemos.
O Dr. Francisco de Assis de OliVira Maciel, juiz
municipal da segunda vara e do coinmercio nesla
cidade do~tteoife c scu termo, por S. M. l.e C,
que Dos guarde, ele.
Face saber que por este juizo da segunda vara
commercial, a rcqueiimeiilo de Iloaveulura Jos de
Castro Azevedo, abr a sua fallencia, pela sentenca
do Iheor seguinle :
A'vista da declararlo a fnlhas2, julgo fallido Boa-
venlura Jos de Castro Azevedo, e declaro aberla a
sua fallencia desde o dia 1. do correnta mez, que
fixo como termo legal de sua existencia, por isto,
mando que se ponham sellos em todos os seus bens,
livrose papis, c nomeio para curador fiscal da fal-
lencia o negociante credor Flix Sauvage, que pres-
tar o juramento do esu lo : pagas as cusas pelo
fallido cm que o condemno. Recita 20 de dezembro
de 1851. Francisco de Assis de Oliceira Ma-
ciel.
E nao lendo aceitado o nomeiado cima o lugar
de curador fiscal, assim como lambem nao aceilou
Manoel -Vives Guerra Jnior, nomeei cm lerceiro
lugar o credor Jos Rodrigues da Costa. Em con-
sequencia do que, os credores presentas do dilo falli-
do, compnreraro era casa de minba residencia, na
ra estrella do Rosario n......s 10 horas do din 19
docorrenlc mez, afim de, em reuniao, se proceder a
uomeacSo de depositario ou depositarios, que admi-
nistren) provisoriamente a mas-a fallida.
E para constar mandei passar o presenta e mais
tres do mesmo Iheor, que scrao publicados e illiva-
dos nos lugares determinados no art. 129 do respec-
tivo rcgulamcnto.
Dado nesla cidade do Recita aos 9 de Janeiro de
1855.
Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos esrrivao, o
subserevi. Francisco de Assis de Uliceira Ma-
ciel.
Joao Ignacio de Medeiros Rcgo, commercianle
matriculado, deputado commercial do Iribunal do
coinmercio da provincia de Pernambueo e juiz com-
missario nomeado pelo mesmo Iribunal, faz laber
que lem designado o dia 23 do correle mez, para
a reuniio do.-ore loros Ja casa fallida de Oliveira lr-
maos e C, afim de ler cxecucSo o art. 812 til. 2.
do cod. commercial do imperio, na forma do decre-
ta n. 1,368 de 18 de abril do auno passado, adver-
lindoque nenhum credor ser admit id o por procu-
rador, se este nao tiver poderes especiies para o ic-
io (arl. lij), e que a procuradlo nao p.le ser dada
a pessoa que seja deve lora dos fallidos, nem um
mesmo procurador representar por dous diversos
credores, (art. 822.) Em cumpriraenlo do que, lodos
os credores da referida casa fallida, comparceam na
casa .le iniulia residencia na ra da Cruz do bairro
do Recita 11. 9, is 11 horas do dia. E para constar
mandei passar o presente quo sera aflixado na praca
do comniercio e publicado peta Diario. Dado e
passado nesla cidade do Recita de Pernambueo aos
17de Janeiro de 1855. Eu Dinameriio Augusto do
Reg llaiii!!'! escrivao juramentado o escrevi.Joao
IgiMcio de Medeiros llego, juiz coinmissario.
nina lislra do al-odao de 0:1ro, dc-iiiado para o
posto de capilo 11. 8, dourado enlre duas palmas
bronceadas, sustentadas por urna enroa de metal
domada, lo ; panno cor de rapo para as sobrecasa-
case calcas, covados, 119 ; charlaleiras, leudo a pa-
la de panno cor de rap c meila loa de metal doura-
do pares, |( ; chafarotes cora bambas de couro pre-
to onvernizado, bocal e pontoira do metal liso dou-
rado, piinbo ile enano guarnecido de inelal dourado,
27; cinluioes de couro pelo envernisai'o, cora cha-
pa de apellar de inelal dourado cora carran-
ca, 27.
9." balalhao do infanlaria de liaba.
Bonetes para os niusicosdo mesmo hatnlbao, con-
forme o Dgurino que existe no arsenal, 27 ; ealdei-
ras de ferro balido para 50 pracas cada urna, 8.
Para provimcnlo dos armazens ilu arsenal de guerra
primeira e segrala classe de oflicinas.
Taboas de assoalbode amarcll > duzias, 0 ; costa-
dos de pao de oleo, 6 ; arcos de ferro de 1 3|i de
polegada de largura arrobas, 6 ; limas mucas trian-
gulas de 0 dilas duzias, G ; grozas meias caimas de
7 dilas dilas, 1 ; verrumas raixaes dilas, 3 ; dilas
ripaes dilas, 2 ; dilas de guarnicao ditas, 2 ; junco
feiches, 2.
Terceira classe.
M grande, 1 ; barras de ferro sueco de 5 l|2 pe-
legadas, 4 ; chapas de ferro em lenrol de 10 libras
cada urna, 2 ; rame de ferro grosso arroba, 1 ; li-
mas surtidas duzias, 2i ; I i na (oes dilos duzias, 1 i.
ijuarla classe.
Zincn em barras arrobas. '1 ; chumbo cm dilas di-
tas, 1 ; caixas com folhaa lo flan Ires dobradss, 2 ;
dilas com dilas de dilas singelas, i ; robre vellio pa-
ra fundioao arrobas, 20 ; leucol do talan com o pe-
so ile 50 libras cada um, I ; dilos de dilo com o pe-
so de 12 libras cada um, 5 ; cadinhos do norle de 11.
0, 10 ; limas sorlidas duzias, 14.
4. balalhao de arlilhaiia.
Panno carmesim para vivos c vistas covados, 150;
copo de vidro, I ; esleirs de palha do carnauba,
379 ; caldeira de ferro fundido para 50 pracas, 1.
Companhia de cavallaria.
Esleirs de palha de carnauba, II ; lavas de ca-
marea pares, II ; maulas do laa, II,
Colonia de Pimciitciras.
Esquadros de ferro com bina de 12 polegadas de
coraprimento, 2 ; dilos pequeos, 4 ; tacos rom
bainbas e einlnrOes, 40 ; paralases de madeira para
prensa de banco, 1.
Quera quizer vender osles objeelos, aprsente as
suas proposlas cm caitas fechadas na secrelaria do
couselho s 10 horas do dia 20 do correle
mez.
Secrelaria do conselho administrativo para fornc-
cinienlo de arsenal de guerra 13 de Janeiro de 1855.
Jos de Brilo Ingle:, coronel presidente. Rer-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal e secreta-
rio.
Por ordem do Illm. Sr. director interino do
lyceo se faz publico, que a mn'ricuta das aulas do
mesmo lyceu ache-se aberla desde o dia 15 al o ul-
timo desle correle mez ; principiando as aulas o
scu exercicio no dia 3 de feveroiro prximo futuro.
Dirccloria do lyceo 13 dejaneiro de 1855.O ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
De ordem do Exm. Sr. director geral da ins-
Irucoo publica, fajo saber a quera convier, que est
i concurso a cadeira de iuslraccjia elementar do se-
gundo grao de Po-d'Alho, cora o prazo de .50 dias.
oonlados da dala desle. Direcloria geral 9 de Janei-
ro de 1855.Candido Eustaquio Cesar de Mella,
amanuense archivista.
C0MPAM1IA DE SEGUROS.
;;i prompto, para o resto e passaireiros
tratii-se com o mestre Joaquim Jos da
Silveira, do trapiche do algodao, ou com
"f consigna tari os Novae&& Companlaia ra
do Trapichen. 54.
Para a Bahia 'Ciie era poucos dias o veleiro
hule Catiro, por ler a maior palia da carga promp-
la : para o resto Irala-se com sen consignatario Ho-
m neos AWes afolheus, na ra da Cruz n. 51.
Para o Rio do Janeiro segu era poneos dias o
brigue nacional Flor do Rio, capilo Jos Francisco
l.i pos da Costa; s recebe csrravos c passageirns :
'rala-se com os consignatarios Isaac Curio cV Cnin-
pinhie, na ra da Cruz u. ',0.
Para o Rio de Janeiro segu cm poneos dias a
escunaZe/oM,capillo joaquim Antonio Parlase
Silva: para frele e passageiro?, (rala-se enm os con-
signatarios Isaac Curio & Companhia, na ra da
Crn n. 10.
Para o Rio de Janeiro sciic com brevidade o
hiale I enus ; recebe carga a frele : a tratar cora
(.acianoCxriaco da C. M. ao lado do Corpo Sanio
n. 25.
Pina o Ro de Janeiro taheo da 20
rio corren te o muito veleiro brigue Ile-
cife : para o resto da cargae passagei-
losJrata-seconi Manoel 1'i-aiiciseoila Silva
Carrico na ra do Collegion- 17 segundo
andar, ou como capilo .Manoel Jos Ui-
beiro.
I'AB.V O PORTO.
O brigoe portogoei Alegre, saldr para o Porlo
rom a maior brevidade, recebe carga a frele e tam-
bora passageiroa, para o que (era excedentes com-
ii oilos : irat -se com Bailar & Oliveira, na ra
di Cadeia Velha esrriptorio n. 12, ou com o capilo
.Manuel Jusc (iarinlio.
Para o Rio de Janeiro, no da 23 do correnle,
abe o hiato Venus ; ainda recfbe carga e passagei-
roa : a Iralar rom Caetano Cjriaco da C. SI. ao lado
no Corpo Sanio n. 25.
PARA O RIO DE JANEIRO
o brigue escuna nacional Maria, segu al 25 do
cqrrento, s recebe carga mutla|: para o resto, pas-
ugeiros e e-cravos a frele Irala-se com Machado $
Pinheiro, na roa do Vigario n. 19, segundo andar,
LEiLOES.
ESTABELECIDA NA CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EJI PEKNAMBUCO, RA DO TRA-
PICHE -N. 26.
f) ahaixo asslgnado, agente nomeado desla compa-
nhia, c formalmente autorisado pela diiccoao, acei-
tar seguros martimos era qualquer bandeira, c
para lodos os portal conhecidos, em vasos ou merra-
dorias, o sob suas respectivas condictes ; o elevado
crdito de que lem goaado esta companhia c as van-
lagensque oll'erece, far convencer aos roncuirenlcs
da suaulilidade, e o seu fundo responsavel de mil
conloa de reis fortes : a quera inlcressar ou convier
eilcrluar dilos seguros, poden, drigir-sc ra
cima citada, a Manoel Duarte Rodrigues.
O conselho da direccao do banco de Pernam-
bueo, cm conformidade cora os arls. 00 c 60 dos seus
estatuios, fir loil.lo por conla c risco de quera pei-
Icncer, de 2.RT8 caixis com sable, contando 65,260
libras morca Soap, e 50,848 libras amarello ; quar-
la-feira, 24 do correnle Janeiro, s 10 horas da ma-
silla, no Trapiche Alfandegadn denominado Al-
fa ndeaa Velha.
Pela mesa do consulado provincial se faz sa-
buco, que a cobranca do imposta de 4 por cenlo, di-
lo de casas de modas, dito de ditas de jogo de bilhar,
O dilo das que vendem bilheles de loteras de outns
provincias, vai ler principio no di 18 do corren!:,
e que finitas os 30 dias otis incorrem na multa de 3
por cenlo lodos os que deixarcm de pagar seus deb -
tos pcrlcncenles ao anno financeiro de 1854 a
1855.
Pelo presenta se faz publico, que o corpo de
polica precisa contratar as pecas de fardamcnlo
abaixo declaradas, dando o contratante lodos os pre-
paro! : as pessoas que nleressarem dcvrrao compa-
recer na secretaria do mesmo corpo no dia 22 i.o
cerrente, pelo meio dia, com suas proposlas em car-
la fechada, e com as competente.-, amostras.
frdelas de panno azul........:i 0
Calais de dito...........3o
Ditas de brim de linho liso.......340
Polainas de panno prelo........3()
Grvalas de sola eovernissda......340
Quarlel do corpo de policio, na fortaleza das Cin-
co Ponas 18 de jane'ro de 1855.lipifanio Borgcs
de Menczcs Doria, lente secretario.
AVISOS MARTIMOS
O agente Borja, de ordem do Illm.
Sr. Dr. juiz de direito do eivel e coinmer-
cio Custodio Manoel da Silva GuimarSea, a
r.'<|ui"iiinentodoadininistiador da mana
fallida de Victorino & Morena, fora' lei-
liio das dividas, movis e escrtivos dos mes-
mos laudos : se\la l'eirn, 1!) do correnle
as 10 horas na ra dos Quarteitn. 2 pri-
meiro andar.
O senle Oliveira far leilito por ordem do Sr,
commciidador Manoel tioncalv.es da Silva, e por
conta c risco de quera pcrlencer, dos salvados do
brigue nacional Paquete de Pernambueo, naufra-
gado dentro do porlo do Assu', onde arribou por
Torea maior, na rcenle viagem que fazia proceden-
te do Para com destino Pernambueo ; ronsislindo
os mesmns era I lancha nova, 1 lindo escaler, 1 bu
linele dobrado de patente. 1 ptimo cabrestante com
linguetes e chapas de metal, I fogao de ferro proprio
at paraeaaa particular, multes, maalareos, versal,
veame, conloadla, poleanie, 2 exrellenles bombas e
perlcnres decobre, ancoras e rorreles de ferro, hi-
lacata objeelos ndispen-aveis para qualquer navio : segun-
da-feira, 22 do correnle, as 10 horas <'.' manilla, no
arma/.cm do Sr. Guerra Jnior, no largo do trapiche
do alguiiao.
Existinde vagos rinro lugares de pralkaales
das barras e porto desla cidade, o prttico mor, iie
conformidade rom ai o den do Illm. Sr. capilo do
pinto, convida aa pesioai que liverem asliabtlitaejBea
marcada no arl. 7." do regul meato roiro do anno protimo passado, abaixo transcripto,
a proporem-se aos referidos lagares, apresenlando
e un os -cus requerimentos na capitana do
porto.
lit. '. do rcgulamcnto de 23 de feceieiro de
1852
Para praliesnta he necessario, alem da qaalidade
decidadlo brasilero, ter boa coiniucta, ser maior de
18 anuos, baver, aniea deconecar a sua aprendiza-
cein, navegado pelo menos tres annos, costar habi-
litado, na forma desle regulaniculo, para dirigir na-
vios que Cdlcm at 10 pos do agua, c u.Vi lanliam
mais de 2maslrns.
O abaixo animado, vendo um anniinrio no
Diario de It e 17 do correnle aos padeiros para
compraren) nm lerreno no berco das Ilarreiras, os
prclciiilcnles nao o romprcm sem primciraraenle se
cnlemlerem com o abara eSMgoado, porqne be con-
srnhor no dita lerreno, e para que cm lempo al-
gum se chamem a Ignorancia faz o presenta.
Rento de Barros Falcao de Lacerda.
Porfirio da Cunhi Moreir.i Alvcs, professor
publico de latina, do bairro da Boa-Vista, scienlifioa
a quera convier, quo a matricula de sua aula se ada
aberla desde 15 do correnle, e o seu exercicio prin-
cipiar a 3 de feveroiro vindouro, na ra dj Alegra
n. II.
I). Laica Aunes deAndrade l.eal abri sua au-
la de inslrurran primeria, no dia 8 de Janeiro, e con-
tinua a rereber meninas ; os pais lano desla praca
como tara della, que quizerem malricular suas li-
Ibas pdenlo dirigir-so ra de Sania Rita n. 5,
quem vera da ribeira o segando sobrado.
O caixeiro com praliea de taberna, que duain-
da eslar arruma lo, e que quer sabir por cerlss cou-
leqoenciaa, dirija-se a roa da Sania Cruz n. 3, que
adiar cora quera Iralar.
Precisa se alagar nm prelo por mez para an-
dar com um taboleiro de fazeinlas na rna : nuem o
livor para alugar, para Iralar.
Precisa-se de urna ama para lodo serviqo de
urna casa de pouca familia : na ra eslreila do Ro-
sario n. 10, segando c lerceiro andares.
Precisa-sede urna ama para casa de mui pouca
familia, que compre e eoxlnhs o diario : na ra das
Larangciras a. 5, legando andar.
Perdeu-so no dia 17 a larde, des lo o largo da
alfandcga al a Soledade, nina rarleira conloado
1I5S000. sendo una nula do banco de IOOJjOOO e O
resto anudas, alem de varios papis que s serv ni
ao dono : a pessoa quo aclmu c quizer restituir, po-
do levar ao arinnzein defronlc da llfandaga, de I.uiz
Antonio Aunes Jacome, quo ser generosamente re-
compensado.
OfTerece-se um rapaz de 1(i annos p?ra caixri-
ro, o qual da fiador a sua conducta : na rna larga do
Rosario n. 38, taja.
Offercce-sc um rapaz bra'ileiro para caixeiro
de qualquer eslabeleciiienlo nesla provinria, cu em
oulra qualquer deste imperio ; da fiador de sua con-
ducta se necessario Mr : quera precisar annuurie
para ser prorurado.
Prccsa-se de um rapaz nacional ou estrangei-
ro para lomar coala de urna taberna por batanen,
em Jaboallo, o qual dever.i entender hem desse ne-
gocio, c dar conheciinenln de sua conducta ; nao
duviila-se dar bom ordenado : a Iralar no hotel de
Jaboaiao.
HOTEL
DE
DECLARACO'ES.
SDITAES.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda publi-
car em addilamenlo ao edilal de S do correnle,
a seguinle roramiinicacao da secretaria d'rslado
dos negocios do imperio, expedida cm dala de 23
de dezembro ultimo.
4." Seceso. Pela secretaria de estado dos nego-
cios du imperio se commnnica ao Illm. cExm.Sr.
O o'roTL,, T......."""" l>:'"" S50 PreS,,C,,, di' "*** "c POb0. He a ilha
SlmSLiliL:- : !S !:^:;'.--^reoavisde,docrren,enn,ez,o.
e onerece un premio aos que forem nella ear-
Dilo Iriguciro grusso dem
Cera branca por baldeaeao.
Dila aniarella idem.....
Dila em velas idem.....
1 JIMIO
340
265
350
Azeile.............1lm.35.3OOO
Agurdenle cncascada 30 graos, p. 27OS00O
Vinho moscald de Sclubal. raix. 85OOO
MUTILADO
11350
345
300
regar sal, n,lo lem o nome mencionado naquelle
aviso, mas o de Maio urna das de Cabo
360 Venta, segundo declara o cnsul geral do Brasil em
Lisboa cm rcclificacao i primeira noticia que dra
.lipidio respeilo.
Secrelaria de estado dos negocios do Imperio cm
85500
CO.NSEI.IIO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, era virtude de aulori-
saeflo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
Comprar os objeelos seguinles :
Para o 2." balalhao de infanlaria de Italia.
Pratos razos de p de podra, 138 ; dilos fundos de
dilo.l,, ; lijellisde loncn, 161.
S. balalhao de infanlaria de linha.
Bandas de lia, 20 ; bonoles, 306 ; grvalas de so-
la ile lustre, 274
e-curo entrelio covados, 1,583; holanda de forro co-
vados, 1,274; panno prelo para polainas dilos, I4(;
brim liso varas, 1,868; aigodaosinlio dilas, 1,275 ;
bnlocs branros de osso grozas, 60 ; dilos prelos de di-
lo dilas, 70 ; cordan de laa prela de una linha de
grossiira para vivos varas, 1,410 ; oleado prelo de
lustre covados, 60 ; bolees convexos do inelal bron-
seado cora ; linhai de dimetro, com o n. 8, de me-
tal amarello, 4,508 : lioles convexos de metal bron-
ceado cora 5 liulias de dimetro com o o. 8, de rac-
ial amarello, 1,576; esleiras,34 ; sapalos pares,378.
Para os msicos do mesmo balalhao."
Bonetes de panno cor de rap de forma comnica
avvalo de couro preto envernizado, pala orisonlal
A barca Gralido segu viagem irapreteri-
vclmenle no dia 19 para Lisboa : quem na mesm.i
quizer ir de passagera, para o qu tem boas commo-
dos, enlenda-sc cora os consignatarios Tliiimiz d
Aquino I-'onseca & l'ilho, na ra do Vigario n. 19,
prlraeiro andar.
AO RIO DE JANEIRO
Seguir brevemenle, por ler grande parte
__do seu carregamenlo tratada, o veleiro c bom
construido brigue nacional Mria l.uzia, rapilao
Manoel Jos Prcslrello : para o resto da car-
ga, e para escravos, aos quaes di excellenlcs acco-
modaoes, Irala-se na ra do Trapiche Novo 0.
16, segundo andar, rom os consignatarios Antonio
de Almeida Gomes t C.
PARA A BAHA
Vai seguir com grande presteza o hiale nacional
Fortuna, capilo Pedro Valetle Filho : para carga
Irata-se cora os consignatarios Antonio de Almeida
(ioracs < C. na ra do Trapiche Novo n. 16 segun-
do andar.
PARA A^AHIA.
O hiale .Voro Olinda, sabe nesles dias : para o
resta da carga a tratar com o meslre Custodia Jo^
Rocina, ou cera os consignatarios Tasso Irmaos.
Para o Rio de Janeiro pretende sabir rom a
possivel brevidade o patacho nacional D. Pedro V:
para carga e escravos a frele, Irala-se cora osconsig-
nalaiios I boma/, de Aquino Fonsecajl Filho, na ra
do Vigario 0.19, primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-ae dO Assil por osles dias a barca brasilei-
ra Imperatriz do Brazil, a qual seguir para o Rio
de Janeiro um dia depois da sua chegada, a su rere-
be escravos a frele e passageiroa, para o que lem ex-
cclleiiles commodns: a Iralar na ra do Trapiche n.
l, cora a consignatario Manoel Alves Guerra J-
nior.
Para o Porlo pretende sabir cora a maior bri-
vidade o brigue porluguez Rom Successo, de primoi-
ra marcha : quem no uicsrao quizer earregir ou ir
de pswagem, eulenda-se cora 01 consignatariosTho-
\ maz de Aquino Fonsera ,V |;ilho. na ru.i ilo Vi.'-irm
maulas de laa, 27., ; panno verde ,.,, ,;?,. tnA% ft Ma,lool Gome"
dos Sanios Sena, capitao do mesmo, na prora.
PARA OARACATV,
Segoeam poucos dias o l*m condecido hiale Ca-
pibaribe, de primeira marcha, pregado e forrado de
cobre : para o reslo da carga, Irala-se na ra to Vi-
gario n. 5.
Para o Rio Grande do Sul,
segu viagem ale o dia 20to correnle o veleiro pa-
tacho nacional Sania Cruz, capilo Manoel Joa-
quim Lobato : para passageiroa, Irala-se uo escnp-
lorio ile Eduardo Ferrcira Hallar, rna do Vigario
o. 5.
PARA A BABIA.
Segu com muita brevidade o liiate
do mesmo couro, guarnecida na parte inferior de 1 nacional ti Amelia, por ler parte da car-
AVISOS DXVEHSOS.
RefltxSet s.'ire a educarao physica c moral da in-
fuwi'i. o/Jereeida as mus de familias, pelo Dr
lanado Firmo Xatier.
Esla obra destinada ao bein social e necessaria a
quintos se orcupain da edueacno infantil, para que
chegue ao conlieclmcnta de lodo, acha-se .1 yenda
pelo prero ds 33000 is. na- bija-dos Srs. Joao da
Cunha Magalhles,na rna da Cadeia to Recita n. 51 ;
Joao Soarcs tta Avellar, na rna .Nova n. I ; c as li-
vrarias Claasiea paleo to Collegio n. 2, Universal na
ra do Collegio, c na do Sr. Dourado no paleo do
Collegio 11. 6.
Aloga-se urna sala no segundo andar da ra do
Collegio, propria para advocada : Irala-se do seu
alugoel na ra do Oueiniatta 11. 7.
Na. ra da Ciuz 11. 21. segundo andar, cnsina-
sea cngonimarcoinperfeioaoscn exigencia ile paga,
(anta a gente forra como cscrava.
Precisa-se tta um caixeiro para tomar conla
tle urna casa tic negocio, que lendo as qualidades
neceisarias, e dando coiiheciincnlo de sua comala se
Ihe dar bom ordenado : a tratar cm Olinda, palla-
ra do Varadotiro, das 6 as 9 loras da manha ou
das seis da larde em diarde.
Desapparecou no dia 9 do correnle, um meni-
no, forro, pardo escuro, de nome Scveriuo, com 9
annos de idade, cora os signaes seguinles : cabellos
renta ao casco, roslo redondo, lera sobre o peilo di-
reilo una marca deunu phislula; levou calca e ca-
misa branca : quem o apprchender queira ter a hon-
dade de o mandar levar a ra Nova n. 19, primeiro
andar.
Deseja-se saber onde existe algum
descendente do fallecido Antonio Coellio,
que 1 uissiia o sefredo de fazer vela els-
ticas para a urethra; pede-se-llie queira
annupciar suamoiada, oudirigir-sea' esta
typofjrapliia, que se dir' quem Ihe pre-
cisa tallar.
Desapparoceu do sitio do Sr. Uiogo Halliday,
na Soledade, um cachorrinho de r..oa ingleza, coin
os signaos seguinles : oiellias corladas, pos e linios
cor de rap, e cabellos ampiados : quera o pegar Ic-
ve-o ao mesmo silio que ser gencrosanicule recom-
peusade.
As pessoas que se achara devendo na taberna
da rna Nova n. .50, que foi do Sr. Mathias, em cuja
casa ainda se acha o mesmo, Icnham a bondade de
ir pagar suas cotilas o quanlo anles, afim de ralo se
quoixareui do successor quandu elle usar dos direi-
los que Ihe assisle.
Prcrisa-sc de Urna ama para o servico de urna
rasa tic pouca familia : na ra larga do Rosario n.
48, segundo andar.
Oflcrcce-se urna mullicr porlugueza para ama
de casa de pouca familia : quem a pretender, dirija-
se a ra do Pilar, casa n. 69.
Offercce-se um homem para Irabalhar em re-
finarao, do que lera alguma praliea ; assim como
larabem offereco 2 laixos grandes tta retinar assucar
com muilo pouco uso : na ra do Rangel, taja de
campia n. 36, acharao com quem tratar.
Dcscja-se fallar aos herdeiros de JoSo Firmino
da Costa llamlas : na ra do Qucimado, taja n. 14.
O tanentc-coronel Manoel Joaquim do llego
Albuquerque faz srienle aos foreiros dos engenhos
Peres e (iiqui, que cui .lera quanlo antes em pasar
os furos vencidos at o ultimo do anuo de 1854 ;
assim como os annos anteriores aquelles que se
adiara a dever, vista n.1o oslar rcsolvido a consen-
tir uo abuso de se dever 2, 3 e 4 anuos.
O BRASIL MARTIMO.
Al o dia 15 desle mez acha-se aberla nesta (vpo-
graphia a reuovarao de assignalura do segundo auno
tleste nleressantc peridico, dedicado nicamente
propagarlo dos conhecimentos marilimns, organisa-
co c atlministracao etc. da marinha de guerra e
mercante nacional, sendo redigido pelo Sr. lenle
ta armada Euzebio Jos Anl'ines, auxilia.lo pela
collaboraclo dealaumas pessoas illiislradas ta mc--
inn corporat;an. Publica-sc tiuas vezes por mez em
lias indeterminados, esfHendo 12 paginas cm quar-
lo, senda 8 deslinatlns s malcras doprosramina, e
i i'xi-lusivameulc publicarn tas regras inleina-
cionars e diplomacia do mar de (Irlolan, obra esla
aaai importante e necessaria todos que sulcam es
Ocanos. O,cusi da assigualara be de 55OO m-
nuaes pagos adiaolado, e de 8:000 para os senhores
subsciiplores que quizerem po-suir quasi lodo o pri-
meiro Totume da obra referida, ja aiinexa ao primei-
ro auno do peridico.
_ O Sr. Joaquim Ferreira que leve luja na pra-
oiiib.i to Lhramenlo lera nina caria na hvraria ns.
6 e 8 da praea da Independencia.
Deaappareeen do enuenho Cachoeira tic Naza-
relli nmlia 25 do dezembro prximo lindo, um mo-
looole de nonio Jacob, que representa ter de idade
25 annos ponto mais ou menos, corpo secn e tara,
o qoal suppoe seestar aqui nesta cidade : quem o pe-
car ndda tliriair-se ao esrriptorio de Wanlorlov &
Irinao, na ra da Cruz n. 21, ou ao seu sonlio nu
dito engenhe Cachoeira, que sera bem recompen-
sado.
D-sc sobre penhores de prata e ouro al a
quanlia de 509000, pelo lempo qne se ronvencio-
nar ; lambem se d a quanlia de 8001000 sobre bv-
pollieea cm um sobrado de um andar, que esleja li-
vre 6 desombararado, em qualquer das ras priu-
cipaes deala cidade : quera prensur c quizer fazer
dilo negorio. diriia-se loja de calcados, na piar da
Independencia, doSr. Belarmine Jos Santos liulrao,
que dir quera faz dito ucgncio.
Roga-scas aulnridades policiaes e capitaes de
campo, que bajara de pegar um cscravo crionlo. cor
fula, altura regular e corpulento, de 25 a 26 anuos
de idade, ueuliuma barba, lendo evadido-se com
camisa de madapoln e calca de algod o'inbo, oqual
suppe-se eslar no-la prarai porque temi ido parao
sul fugira da ponte dos Carvalhos em procura de Pe-
dras de Fogo, para onde dissera ir : quera o pegar,
pode leva-lo a ra do l.ivramenlo n. 6, que ser
bem recompensado.
Contina esle cxcrllenle eslahelecimcnlo a estar
a disposit.o tta respeilavel publico pelo medico pre-
Cfl de -tlOO diarios.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Iloje, 011 amaiiliiij, esperamos o vapor
S. Salvador condoctor das listas da lote-
ra i 3" do Estado Sanitario ; epor sso ro-
gamos ;ts pessoas que tem bilhetes enco-
iiieudados ou apartados, queirantos ir
buscar. Os premios sao pagos a' vista e
sem descont algum, logo que se fizer a
distribuicSo das listas.
MATRIZ O BAIKRO DE SAMO
ANTONIO.
No dia 20 do corrente lie a fes I a de
S. Sebastiao, rpie estara' desse dia ate o
dia 25 a' c\ptwii;.rio tos linisjcomo advogado
contra a peste, encerrando esse acto com
urna ladainlia ao mesmo santo.
O proprielario da linha de MNI-
BUS faz srienle ao respcitavcl publi-
co, que no dia 8 do correnle as 5
horas da niaiibaa parlirao tlosla ciilade dous MNI-
BUS para a povoaeao le Sanio Amaro de Jaboalo,
e regressam dalli uo mesmo dia as horas em que
concordar a maioria dos passageiros : custa cada
bilbcle de entrada 4?>O00 rs. pira ida e volta, e
vendem-se no escriptario da ra das Larangeiras 11.
IS. Participa mais que lodos os sabbados as 6 c lp2
horas da larde partir daqui nm mnibus na direc-
t,1o de Apipucos, e as segundas feiras s 8 horas da
manla estar um mnibus na Caa Forte para
conduzir passageiros para o Recita : nesles dous m-
nibus nao se a.limite assignales.
AO PMLICO.
t'4 No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
M vende-se um completo sortimento
I de fazendas, linas e fjrossas, por
^ preros mais baixos do que emou-
Ks tra qualrpier parte, tanto em por-
^| edes, como a retallio, atlianijaiido-
a. se aos compradores um s prero
; para todos : este estabelecimento
j abrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezus, raiicezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oll'erecendo elle maiores van-
tagens Jeque ftutro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos 08
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que vcnbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
.......' "^f^T^
MEGHANISMO PARA IMl-
NHO,
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID VV. BOWMAN. NA
RUADO BRUM, PASSAXDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jeelos de merhanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : mnen,las e meias moendas tli mais moderna
construccao ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os lmannos; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
cocs ; crivos e boceas de fornalha e reaisiros tle boei-
ro, aguilhOes,brou/.es pantnaoa c cavill.Oos, moinho
de mandioca, ele. etc.
NA MESMA Fl NDICAO
se cieculara todas as eneoramendas com a superiori
dado j.i conhecida, e cora a devida presteza e commo
didade m pre^o.
Francisco Lucas Ferreirr., com co-
clieira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
maraona igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e abi en-
conlrarao tudo com aceio, segundo dis-
pOe o regulamento do cemiterio.
IIEEIVE1


DIARIO OE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 19 DE JANEIRO DE 1855.
O colleain S.iiilo-Affonso.achase funccioiuimlo
desde o dii 15 lo correnle. Nellc anda rccebcm se
pensionistas, meio; pensionistas calumnos externos,
ludo em conformiilade dos estatutos abaixo :
listatulos do Cullegio Sanio Affonso, dirigido por
Alfonso Jos de Olireira. professor jubilado na
cadeirade geogrophia e historia do luceu do fe-
cife.
Arl. 1. O o.ll,-,,, Sanio Alfonso Icm por fin a
iMtraifflo da mocidade.
Arl. 2.1Nelle ensnar-se-ho os mesmos preparato-
rios que no collegio das artes da faculdade de di-
rulo.
Arl. 3. Alera doi preparatorios cima, Imverao
niais duas cadeiras, una de primeiras ledras, e onlra
de msica.
Arl. 4. Para o ensino das respectivas materias,
serio Horneados professores de reconhecido nit-
rito.
Arl. 5. O collegio recebe pensionistas, meio-pen-
iouistas, e alumnos externos.
Art. 6. Os pensionistas pagaran OO5OOO rs. por
trimestre, e us meio-pensionistas 369000 rs. sem-
preadianlados : os externos de lalim 49000 rs. nicii-
saes, de primeiras lellras e de msica 33 rs. ; e dos
oulros preparatorios 59 rs.
Arl. 7 O collegio nao d roupa lavada nem en-
gommada aos pensionistas, c aquelles que a quze-
rcm receber delle, pagarilo mais 153000 rs. por tri-
mestre.
Art. 8 Dentro das pagas eslabelecidas n. arl. 6,
para os pensionistas o meio-penaionistas, deve-se en-
tender comprebendido somcnle o ensino de iim pre-
paratorio qualquer a que te destine o alumno, de-
vendo elle contribuir cun mais 153 rs. por trimestre
se por ventura quicr aprender algum oulro, ao
mesmo lempo Ton daquelle.
Arl. 9. O alumno urna vez matriculado, estar
sujeiloao pagamento de suas mensalidades. devendo
ser previamente couimunicado ao director a sua re-
lirada, (liando lenba de ser eOectuada ; porquanlo
o collegio nao adroiUe descont algum sob qualquer
pretexto que seja, nem mesmo de ferias : o trimes-
tre principiado entende-se vencido para seu paga-
mento.
Art. 10. Nenhum alumno ser conservado no col-
legio, deixando de seren pagas suas conlribuiQoes,
segundo o eslabelecido no arl. 6.
Art. 11. Tambem nao ser conservado aqueilc
alumno, que, dentro em 6 mezes. se mostrar inapto
C>ra o apreudizado, ou de um procedimenlo repre-
ensivel e incorregivcl.
Arl. Ig. O cullegio fornecer sempre aos alumnos
pensionistas e meio-peusionistas, ..alimento sadio e
abundante, e luzes de vela a aquelles para o estudo
a noile, e bandos duas vezes na semana.
Art. 13. As despezas com livrns, molestias e ou-
tras imprevistas serio por conla dos pas dos a-
lumnos.
Ar. II. Cada pensionista trar seu bthu com ron-
pa suflieiente de uso, cama de vento, espelbo, penle,
thesoura, escovas, baca de rosto, jarro ele.
Arl. 15. Nenhum pensionista poder sabir do
collegio passeio, ou a oulro qualquer fim, sem li-
cenca do director que a conceder, ou denegar se-
gundo entender conveniente.
Art. 16. O collegio Irabalhar lodosos dias uteis
de manliSa e ,1 tarde.
Arl. 17. Sao feriados no collegio, alm dos do-
mingos e dias santos, as quintas feiras de todas as se-
manas, em que nao baja algum da sanio, ou quai-
quer oulro feriado : os 3 dias do enlrudo al a quar-
la feira de Cinza inclusive ; de quarla-feira de I re-
vas al domingo de Pascoa, os dias 24 de marro. 7
desetembro, e dous de dezembro, e de 15 de dezem-
bro a 15 de Janeiro de cada auno.
Art. 18. Tambem ser feriado em agosto o dia de
Santo AfTonso ,padroeiro do*collegio.
< Arl. 19. Para manler a ordem e inspeccionar os
alumnos, llavera um inspector que morar no mes-
roo collegio.
Arl. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ba altes-
lado de promptos para fozerem sens exames onde
lhes convier, depois de vencidas as materias do ensi-
no, ejolgadus habilitados pelos respectivos professo-
res, e com audiencia do director.
Kecife 9 de agosto de 1854.
Alfonso Jos de Olireira.
Approvo. Recite 19 de agosto de 1854.O viga-
rio 1 enuncio Henrit/ues de Itesende, director geral
interino.
Um pintor chegado ha punco do Rio de Janeiro
offerece seu prestimo aos senhores propietarios des-
la cidade, que queiram pintar seus predios com gos-
lo e profusao, pudendo ser procurado na ra do Vi-
gario n. 5.
CONSULTORIO DOS POBRES
RITA DO COLLEGIO 1 AHAH 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consullas liomeopalhicas todos os dis aos pobres, desde 9 horas da
manli.ia aleo meio dia, e em risos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oderece-se igualmente para praticar qualquer operarn de cirureia, e acudir promplamente a qual-
qoer inulber que esleja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permillam pagar ao medico.
NO MIMORII) DO DR. P. t LODO HOSCOZU.
25 RA DO COLLEGIO 25
Hilas 30 ditos a
Hilas 48 ditos a
Ditas 60 ditos a
Ditas 144 ditos a
AMA.
Precisa-sa denma ama forra ou captiva, que en-
goramebeni : no; aterro da Boa-Vista n. 48, loja.
Agencia de passaportes.
Tiram-se passaportes para dentro e fura dn impe-
rio, ttulos de residencia e folhas corridas, com a
Biaior brevidide, e pelo prer;o o mais commodo pos-
BTtl : na ra do Rangel n. 8.
* LEITURA REPENTINA.
METHODO GASTILHO.
A escola se acha transferida para a ra
larga do Rosario n. 48, principia a lecci-
onar no dia 8 de Janeiro, As ligues para
> ** pessoas oceupadas de dia serao das 7a's
*"-~-9 da noite.
Precisa se alogr iim sobrado as seguinles
ras: Collegio, Queimado. Rangel ou Rosario :
ajenx lixer .oojtf&Kve.,
Vwcwm* te atagir urna ama lona on capti-
va, para todo o servico : na ra larga do Rosario n.
33, segundo andar.
VNDESE O SEGDINTE:
Manual completo de meddicina homcopathica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro voluntes encadernados em dous c arompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirureia, anatoma, ele., ele...... 203000
Esla obra, a mais importante de todas as qnetralam lo estudo e pralica da homenpalhia, por ser a unica
queconlm abase fundamental 'esla donlrinaA l'ATHOGENESIA OL" EFFE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAI_DE--conhccimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pralica da venladeira medicina, inleressa a lodos os mdicos que quizerem
experimentar a doulrina de llahnemann, c por si memos se convenceren) da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhores de engenho que esta^longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capites de navio,
que urna ou nutra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
ios a preslar in conlinenli os primeiros soccorros em suas cufermidades.
O vade-mecum lo homeopatlia ou traducirn da medicina domestica do Dr. llering,
obra tambem til as pessoas que se dediram ao esludo da homeopathia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 103000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 33000
Sem verdadeiros e hem preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro na pralica da
homenpalhia, c o proprietano deslc eslahelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem din ida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 103, 123 e 153000 rs.
................. 203000
................ 25JO00
.............. 309000
................. 603000
Tubos avulsos......................... 13000
Frascos de meia onja de lindura................... 29000
Ka mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por presos muilo commodos.
riMICAijAO' DO INSTITUTO HOIEOPA-
TIIIGO DO BRASIL.
THESOUHO HOMEOPATII1CO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA
Methodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
pticamente lodas as molestias que af/ligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, lauto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgera Pinito. Esla obra he hoje
reconhecida como a melhor de lodas que tralam da
applirac.au homeopalhtca no curativo das molestias.
Os cariosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-Ia e consulla-la. Os pas de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capites de navios, serlanejoselc. etc., devem
te-la i mao para occorrer promplamente a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em brochura por 103000
i) encadernados 113000
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Precisa-se de urna ama para com-
prar e cozinhar para urna casa de pouca
familia : na travessa da Concordia, indo
para a cadeia nova, 11. 17.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeicao e
aceto: no largo da ribeira deS. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
queira mandar receber urna encommen-
da na turrara n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
FABRICA DE SABA'O.
Continua no seu traballio e aclia-se
abertoum deposito na na da Senzala ve-
llia n. 140, aonde acharao sempre do
muito acreditado sabao amarello, cinzen-
to e preto, os precos serao sempre o mais
commodo possivel : trata-te com Dellino
Gongalves Pereira Lima no mesmo de-
pozito.
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gagnoux, estabelcciilo na ra lama Si
do lio-ario n. 36, segundo andar, colloca den- K
tes com gengivas arlifciaes, e dentadura com- tt
pela, ou parle della, com a prcsso do ar.
Tambem Icm para vender agua denlfriredo $
Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do
Rosario n. 36 segundo andar. S@ SS@St
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. Ce 8
da praga da Independencia.
L'iride Italiana, revista artstica, (cientfica e
Iliteraria, debaixo do inmediato patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas linguas pelas mais
condecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professorA. Galeano-Kavara. Subscrevc-se em Per-
nambuco, na livraria u. 6 e 8 da pr.ica da Indepen-
dencia.
Kovos livros de homeopalhia uiefraucez, obras
lodas de summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 203000
Teste, rrolestias dos meninos.....6000
Hcrng, homeopalhia domeslira.....73000
Jahr, pharniacnpahomeopalhica. GbOOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I63OOO
Jahr, molestias nervosas.......63OOO
Jahr, molestias da pclle.......83000
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 163000
iiarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........IO3OOO
A Teste, materia medica homcopathica. 83000
De F'ayolle, donlrina medica homenpathica "3000
Clnica de Slaoneli........
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cnnlendo a descrp;ao
de lodas as parles lo corpo human .
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio 11. 25,
primeiro andar.
m\ii\pol.mm;om toqi'e be av\-
WAA150,3.000E 3,500.
\oiitle-sc na loja n. I i la na lo (Juciinadn, pe-
ras le madpoliu lino rom loqoe da avaria le ftgau
Joco, pelos presos cima : diniieiro n Vista*
PARA 0 MDAHISMO DO
BOX COSTO.
A 8<0<)0 rs. o corte !!
Vendcm-se na ra do Queimido, luja n. 1", ao p
da botica, os modernos cor'.es de vestidos de tarlala-
ua de seda com quadros de cores, le lindos e novos
desenhos, com 8 varas e meia, pelo barato prero de
83000!!! *
Teios para vollarele muilo cm conla ; na ra
do Cabug loja de miudezas de i portas.
Vendc-sc um r.ivallo : no aterro la Boa-Visla
n.88, primeiro andar.
Vcnde-se ou permuta-so por casas nesta praca
um dos lucidores sitios no principio da estrada o
Arraial. com casa ltimamente reeiliftcaila, com
romtiidos para tima grande familia, muitos arvore-
los de frtelo, baixa com capim e um excellenle ha-
tillo correnle: qnem o pretender, ilirija-se i praca
da Independencia, loja de calcados do Sr. Belar-
mno dus Santos llolcao, que dir quem vetnle.
ALBANEZA, A MIL BEIS.
Vende-se a 13000 o covado la excellenle fazenda
intitulada alhaneza, com 6 palmos de largura, pro-
pria para vestidos, mantilhas, hbitos de religiosos,
e outros falos : na ra do Queimado, luja n. 21.
A 180.
Vende-se a nove vinlens o covado le riscado fran-
co, com quadros de diverso? tamangos : na ra do
Qucimailo, loja n. 21.
Vende-se un mulato moco de bous coslumes,
proprio para servido de casa : na ra Nova, loja de
sello.ru n. 3.
Vende-se lima escrava de naeno, le iilade 35
annos, boa quilandeira : na ra da Cruz n. 30.
Vende-se superior tarinlia le mandioca, em
saccas de alqueire : na ra da Litigela n. 4.
Casa da fuma, atorro da Boa-Vista n. 48.
5:000000, 2:000s00, I OOO.sOOO.
BiUo expostos venda os bilheles e cautelas da
lolcria de N. S. da Saude do Pojo, a qual corre a 27
lo crrenle.
O Dr. Carolino Francisco de I.ima Sanios mo-
ra na ra das Cruzes n. 18, primeiro andar, onde,
no exercicio de sua profissao de medico, d consullas
aos pobres das 7 as 9 horas da mandria.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Han-
eel n. 11N attdccatttinua. a-ce.cfi.UeK aaac-
llilhetes Meios Quarlns Decimos 53000 23800 13500 7o0
\ icesimos 400
3tH)0
43000
103000
30)000
J. JANE, DENTISTA,
continua a residir na ra Nova n, 19, primei-
ro andar.
|
Vendem-se terrenos proprios para eslabeleci-
monlo das paitaras, com porto de embarque perlo :
a tralar na ra do Lvramenlo n. 27, segumlu andar.
TAIXAS DE FEBBO.
Na fundigao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinlia lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros ltvres de despeza. 0
pregos sao' os mais commodos.
a, abaxo assignado, continua a exercer as ^
V unc;Se5 desse cargo, para o que pode ser @
' #^ procurado noescriptorio do lllm. Sr. Dr. i
' Joquini Jos da Fonceca, o mesmo compro-
fe melte-se a solicitar causas de partido an- naal, com lodo zelo eaclividade, mediante ^&
(Jflfr nm pequeo honorario, assim como nas ^, cantas particnlares nao n6e pretjo as ^1
9 parles. Canillo Augutto Ferreira da Silca.^\
nos miemos eexternos desde ja por m-
dico prego como lie publico: quem se
quizer utilisar deseupeejueno prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer bora dos dias uteis.
Alugam-se o lerceiro e quarlo andares da ra
da Cadeia do Kecife n. 4 : a tralar uo armazem dos
mesmos.
O padre Joo Capislrano de Mcndonra, pro-
fessor de geographia, chronologia e historia 'lo lyreu
desla cidade, prelemle abrir no I. de fevereiro um
curso particular de rclhorioa, e outro de geographia
para lodo o auno lectivo : os senhores c-ltiilaiitcs
que os quizerem frequenlar, pdenlo dirsir-se casa
D. 51 da ra Nova, a qualquer hora, alin dedarcm
seus nomes matricula.
LOTEBIA DE N. S. DA SAUDE.
Aos 5:000^000, 2:000$000, I:000,v000.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeilavel publico, que os seus bilhe-
les e cautelas nao so(T'em o descont de oito por cen-
lo nos tres premios grandes, os quaes se acbam
n. 4, do Sr. Fortunato, 13 e 15 do Sr. Arsntes, e40
do Sr. Faria Machado ; ra do Queimado ti. 37 A,
do Sr. Freir ; rita da Praa, loja de an-ndas do Sr.
Sanios ; ra larga do Hosario n. 40, dn Sr. Manoel
No sitio confronte a capella los Atnictus,
se dir quem cura mor plica perfcilamente.^
Jos Lopes ; e praca da Boa-Vista, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Baplisla, cuja lolcria lem o seu
infallivel andamento em 27 de Janeiro corronte.
IKII..1-- -tt'IUV _-~~L- ........ ......
Antonio Egidio da Silva, lente de geometra
do lvceu desta cidade. pretende abrir no dia 1. de
fev?reiro, na casa de sua residencia, na ra Direila
n. 78, nm curso de geometra para todo o anno lec-
liv 3 : os senhores estudanles que o quizerem fre-
quenlar, podero dirigir-se a mencionada casa, das
7 horas das manhaa at as 9, e das 3 at as 5 da
tarde.
Aviso aos Srs. padeiros da Boa-Vista.
Vendem-se ou arrendam-se terrenos na entrada
do boceo das Barreiras, lugar marcado pela postura
da cmara para se fazer tornos, esle lugar prefere-se
por ser mais perto dos depsitos: os prelendentes en-
ten I,- m-se com o proprietario dos mesmos,na ra do
Colovello n. 29.
Ka cocheira da roa da Roda n. 54, alogou-se
um cavallo no dia 13 de jarfeiro do correnle anno, a
um homem branco, estatura regular, pouca barba,
ienora-se o nome e a morada, o cavallo tem os sig-
nae; sesuintes : rodado pedrez de meio, a mSo di-
reila erossa do lado de fora com ditas quetnaduras e
urna bexigj no espindai-o, e como se alugasse para
ser entregue no mesmo dia e at esla dala nao le-
nha appirecido, assim roga-se as autoridades e a
qualquer pessoa que o encontrar, fazer o favor de
manda-lo entregar na dita cocheira, que se pagar
as c'espezas.
ATTENCAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
gao de Santo Amaro de Jaboatao,
acha-se com um completo sortimento de bebidas de
todas as qualidades, cerneja em meias garrafas e gar-
rafas, licores france7.es, vnho linio e branco, queijos
noves, sardinhas deNanles. manteiga ingleza e fr,lu-
cera, da melhor que se pode encontrar no mercado,
cha da India e de S. Paulo, dito preto, chocolate,
car de todas as qualidades, bolarhinha ingleza,
dita de ararola, charutos para os amigos do bom cos-
to, das melhores marras, S. Flix, Figueircdo Ro-
cha, e outros moitos que se pedirem, alelria, ma-
car rao, lalharim para sopa ; pedimos tambem aos
senhores de engenho mais prximos que nos quei-
ram honrar nosso novo estabelccimenlo com suas
freguezias, adiando ludo pelo pret^o da praja e a sa-
isfa;ac do comprador.
LOTERAS d\ provincia.
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
Mello tem a venda as suas afortunadas
cautelas da segunda parte da primeira
lotera do Poco da Panel la, que corre to
dia 27 do crtente, nos seguintes luga-
res : ra da Cadeia do fiecife, loja n. 11;
Bilheles 53500 recebe 5:0003000
Meios 23800 2:5003000
Uuarlos 13500 u 1:2503000
Oil.ivos 3800 62.13000
Decimos 3700 i) 5003000
Vigsimos 9400 2SOVMM
na do Rosario, n. 26 ; estreita do Rosa-
rio, n. 17, do Sr. Azevedo ; travessa do
Queimado, n. 18 C ; aterro da Boa-Vista,
n. 58 ; ra Direita, n. 62 ; na povoarao
doMoiiteiro.-emcasadoSr. Nicola'o, e na
sua loja da na Nova, n. 4 ; sendo entilo
livresdo descont de 8 por eento os bilhe-
tes pelos precos que se seguem :
Billietes ,-,,s500
Meios 28800
.luartos 1#500
Decimos 700
Vigsimos 400
Um caixeiro com pnticasullicientede taberna,
e anda arromado, desojando sabir por certas conse-
cuencias, seoflerece para a ocruparAo do mesmo ne-
:orio, e por isso a pessoa que o pretender, atinuncie
I'.ira se tratar, no caso qne agrade um e oulro.
Antonio Mara de l.isCardoso, subdito porlu-
guez, retira-so para a Europa.
Deseja-se saber se existe nesta provincia o Sr.
Raphael Lucci, natural da Italia, a negocio de seu
interesa* : na ra de Apollo n. 18, armazem de Tar-
roso & Companhia.
No hotel da Europa tem salas e qnarlos roa-
dos com lindo papel, para aluguel, com comida ou
sem ella.
Furlaram no dia 15 do correnle, da ribeira da
Boa-Vista, au meio dia, um cavallo ruco pedrez'
com os sigoaes seguinles : nafego de um piarlo,
urna barroca no coxSo ao p da anca, com o ferro de
meia la ; eslava amarrado em urna argola : quem
o pegar, leve-o casa do Dr. Clementino, na ra da
Aurora, a fallar com Joo Gomes de Amorim, que
gratificar generosamente.
Precisa-se fallar ao Sr. Vercosa, lavrador do
Sr. Anlonio Manoel da Rocha, a negocio de seu in-
teresse : na ra da Praa n. 27, casa amarella.
Precisa-se de tima ama de leile forra ou capti-
va : na ra da Cadeia n. 2.
Desappareecu no da 30 do mez passado a pre-
ta Joinna, de nacHo Congo, idale de 50 a 55 annos,
com os signaes seguinles ; bem rallante, estatura re-
gular.secca do corpo.tem as costas alanhadas de chi-
cote ja antigs, urna coroa de umalbanda na cabera,
pomas finas, os dedos d? mo esquerda meio fecha-
dos ; levou duas saias, urna do assento branco com
flores rdxas, e oulra de riscado j velha, e um labo-
leiro de laranjas a vender : roga-se as autoridades
policiaes e capites de campo que a peguem e le-
vem-a ra das Cinco Ponas n. 54, que serao re-
compensados.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O tbesoureiro das loteras avisa que se
acliamavendaosbilhetesdasegunda parte
da primeira loteria a beneficio da Matriz
do Poco da Panella, que corre impreteri-
velmente no dia 27 do crtente mez de
Janeiro, e os poucos bilhetes que estilo por
vender acham-se na loja da praca da In-
dependencia n. 4, e no aterro* da Boa
Vista n. 48. Preco 5000 rs.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O presidente da assemble'a geral do
Banco de Pernambuco convida aos se-
nhores accionistas a comparecerem na
sessao ordinaria do dia l do crtente Ja-
neiro, cuja reuniao tera* lugar as 11 lio-
ras do mesmo dia, na casa do referido
Banco, em virtude da requisicio que llie
oi finta pela direccao respectiva, emolll-
ciode lodo correnta. Recife 17 de Janei-
ro de 1855.Pedro Francisco de Paula
Cavalcanli de Albuquerque, presidente.
Jos Bernardo Galvao Alcoforado, pri-
meiro secretario,
Manoel Elias de Moura avisa ao res-
peitavel publico, que desla data em di-
ante deixa de aviar receitas e preparar
medicamentos em sua botica, na praca
da Boa Vistan. 24, a qual passa a ser casa
de drogas, para o que ja' lez ao consellto
de bigyene a competente participacao.
Os Sis. boticarios quequizerem dirigir-se
a sua casa para ah fazerem os seus stipri-
mentos, serao perfeitamente servidos, e
encontrarao drogas da melhor qualidade
que ha no mercado.
Aliiga-se una preta com muilo bom leite pa-
ra criar : qnem precisar, dirija-te ra do Vigario
loja de pintor n.10.
O remedio contra a hydrophobia,
conservado em segredo pela familia do
finado padre Miguel do Sacramento Lo-
pes Gama, ecom o qual esta tem curado
a iim infinito numero de pessoas nesta
provincia, o (pie he geral mente sabido,
nao s pela sua eficacia, como pela anti-
gttidade desua aplicacao, contina a ex-
istir na mesma familia, e a ser por esta
aplicado : as pessoas que delle tiverem
precisao dirijam-se a qualquer das so-
brinhus do dito finado padre Miguel nesta
cidade e no lugar da Capunga, e fora da
cidade no lugar das Candeias em casa doan-
ntirfcianteJoao Sergio Cezar d'Andrade.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos r1" ferro de -^vif qualidade.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundiriio de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e constrttecao muito superiores
PANORAMAS PARAJARD1M.
Bruno PraegertSi C. na ra da Cruz
n. 10, receberam e vendemumsortimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
nilos e cores, que forinam o mais lindo
panorama, postos em lima columna no
meio do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nos jardins de bom gosto.
Brunn Praeger& C, na sua casa ra da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizontas como.verticaes,
dos melhores autores.,
Obras de orno de 18 quiL do mais apu-
rado gosto. ^v^V
Pinturas cm oleo, paisagens ecommoldu-
"V6k K-eir.'iro.-
Vistas de Pernambuco, geiacs e espe-
eiaes.
Cadeiras e sofa's para ferraros e jard
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de dilierentcs qualidades.
Presuntos.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
Vende-se tima casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica,
da ha pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira-
estribaria, etc., etc. : quem pretender
Comprar este predio, dirija-se a ra da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara'
qualquer negocio.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendem-se na botica de llartholomeu Francisco
de Suuza, ra larga do Rosario n. 36, por menor
prero que m oulra qualquer parle.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro, patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Cobre de forro.
Chumbo em lenco!, barra e munieao,
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vende-so breu em barricas muilo crandes epor
proco commodo : na ra do Amorim n. 48, arma-
/.eni de Paula Ov Sanlus.
Vcnde-se una rasa torrea na ra da Concor-
dia : na travesH do Qucinindo n. 1.
CAIXAS COM l'DI.IIA DE II.ANDRS.
Vendem-se raixas com foiha Chareoal 1. qualida-
de : na ra la Cailcia lo Uccife n. 64, ou nova rita
lo Caes, primeira rasa.
CAIWS COM VIDROS.
Vendcm-se caixas com vidros, por preqo commo-
do ; na rita da Cadeia do Retire n. Gl, ou nova ra
do Caes, 1." casa.
I ERHACENS PARA ODHVES.
Na roa da Cadeia do Recife, loja n. 64, vendem-
se loilas ns ferragciH necessarias para ourives, por
prc^o commodo.
Vende-M ou arrenda-sc o engenho Bolo, com
casa le vivciula c senzala para bastantes pretos, com
fabrica, animacs le roda, bois c carros, com elles ou
sem ellos : os prelendenles dirijam-se aos Afogados
ao sabir da ponte o primeiro sobrado do lado es-
querdo.
Vendc-sc um excellenle terreno com atsumas
hemfeilorias, cercado, na quina do Cliora-Meninn,
que vai para a Pas-aaem o .Siatigiiinlio, boje intitu-
lado ra Real, para se edificar tima rica casa e bom
sitio por ter as proporces necessarias, e boa agua de
beber : quem pretender, dirija-so ao armazem da
ra Nova n. 67.
Na ra Nova n. 10, loja franceza
acaba le receber um limlo sortimento de chapeos de
seda para senhora, le ricos padres.
4500.
Curtes le casemira de bonitos padres, c boa fa-
zenda ; vendem-sc na ra do Queimado o. 9, loja
de Azevedo & Carvalho.
1.S280.
Ricos ciirles de brim dealaod.lo, imitando casemi-
ra, pelo barato preco de 1S:80 ; vendem-e na ra
do Queimado n. 9, loja de Azevedo & Carvalho.
Charutos muilo superiores
Vendem-sc na ra lo Queimado n. 9, loja de Aze-
vedo & Carvalho.
Ka loja da ra do Qucimailo n. 9, de Azevedo
& Carvalho, h* um rico sorlimcnto de pannos prelos
le loilas as qualidades, merinos, sarjas, selins, cha-
peos, lavas, luilo por baralo prero ; do-so as amos-
tras aos compradores.
Farinha muito fina
Ka travessa da Madre le Deus, armazem n. 5, de
Antonio l.uiz de (lliveira Azevedo. No mesmo se
vcntlem aixas com velas de sebo, e sahao muito su-
perior.
CEMENTO ROMANO,
em baricas grandes de 12 arrobas, vende-se por me-
nos preco do que em outra qualquer parle : na ra
da Cruz do Recife armazem n. 13.
Vendem-se no paleo do ("armo, quina da rna
de llorlas ti. >, raixfies com 2 % libras de doce de
guiaba a 400 rs., e estampas para hentinhos de N.
S. lo Carmn viudos de l.i-boa.
Vendem-se 2 vareas paridas de muito prximo
lempo, e por commodo precio : no sitio da Torre em
Belem. No mesmo silio npparcreti urna vacca sem
cria ; quem frscu dono piide all procura la.
Vende-se em casa de Fox lirolhcrs, linba de
novello la mais superior qualiilade que vem ao mer-
railo, le lodos os sorliineulos, tendo os mat;os um
peso muilo superior aos que goralmenle ato impor-
tados; lambetn continiin-se a vender lnba de carri-
tel de2O0 jardas de n. 1G a 150, e fitas de UM de 20
jardas cada poja.
Veinle-se urna banca de jacarando de meio de
sala com peilra, um consol tambem de jacarando
com pedr*, um espelho grande e urna cama Tranceza
nova : na ruacslreila do Rosario n. 16, segundo an-
dar.
i
COMPRAS.
Compra-se prala brasilciraouhcspaohola: na
ra da Cadeia do Recife n. 54.
Compra-se om moleque ou mulato, alfaiale ou
marcineiro : quem tiver annuncie.
NA FABRICA D'OI.EO, RA DOS
CLARARA PES,
compram-se e alugam-se escravos; nao precia que
leoham habilidades, basta que sejam robustos.
VENDAS
. Precisa-se de tim criado para o servido interno
c externo de um collegio em Macei : a pessoa ties-
ta profissao que quizer contratar, ditija-se ra Di-
reila n. 61, segundo andar.
O hotel da Europa la rita da Aurora acaba do
receber um co/inltero franca muilo hbil, c por
isso acha-se habilitado para servir os seus freguezes,
apromplando bons pelisros a toda hora ; e tambem
recebe qualquer encommenda de pastis c podins,
pelo preco marcado na tabella.
JOLAS.
Os abaixo assignados, donos da loja de ourives, na
ra do Cabuc n. 11, confronte ao paleo da matriz e
ra Nova, fazem publico, que estilo recebendo con-
tinuadamente muito ricas obras le ouro los melho-
res gnslos, tanlo para senhoras como para homens e
meninos ; os presos continuam mesmo baratos como
tem sido, e passa-se conlas com rcsponsabilidaile,
especificando a qualidade do ouro de 14 ou 18 quila-
tes, tirando assim snjeilos os mesmos por qualquer
duvid.i.Seraphim & Irmao.
Na cocheira da ra do Canno n. A, precisa-se
de um bolieiro para cocheira particular.
ALMAMK PAR mi.
Sahiram a bizas folhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agricola e industrial desta provin-
cia, corrigido c accrescentado, contendo
100 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem condecidas
folhinhas impressas nesta typographia,
de algibeira a 320, de porta a 100. eec-
clesiasticas a 480 rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. t e 8 da praca da
Independencia.
Na ra do Livramento loja n. 18
ha para vender um cazal de escravos com
urna cria de 18 mezes ; o preto ganha na
ra, ea mtilhet engomma bem e cozinha
sofrivelmnte.
UARRIS E QLARTOI.AS.
Vendem-sc cascos vasios de varios lmannos c
muilo em conla, proprios para azeite ou mcl : na
ra di Prtia, becco do Carioca, armazem de Anlo-
nio Pinto de Souza.
Vendem-se a arroba de velas do carnauba a
99500 rs., Icndode lodos os lmannos, o as libras
a 300 rs., assim como manlclga ingleza nova e de
boa qualidade a 640 e 720 rs. a libra : na ra das
Cruzes n. 20.
Veinle-se superior espermaceti americano por
pret;o commodo : na ra lo Amorim n. 48, arma-
zem de Paula & Santos.
g@@3S5;g.3S# :&
9 Vende-se em casa dus Srs. L. I.econlc Fe-
S ron & C. o novo e agradavcl chocolate de ig
Saude, chegailo recntenteme de Franca : na $$
i; ra da Cruz u. 20.
e*3@*SS38lt:t"i8*!
BOM NEGOCIO.
Vende-se una taberna com poucos Tundos, bem
afteguezada e emboa ra: faz-se qualquer negocio
mesmo a prazo com boas firmas, o inolivo se dir :
na ra do Pilar n. 187.
Vende-se um sobrailinbo na ra de San Gon-
jalo n. 27, com os oiloes dobrados, com bon qttin-
lal, terreno proprio ele, etc., e rende 30o monsaes :
na ra larga do Rosario n. iS, segundo andar.
RUADO CRESPO LOJAENRYVDV.
N ende-se cassa rtanceza lina, de lindos padr'ies
a lK) rs. a vara ; corles de gazc de seda, de goslos
cscocczcs a cv)00 rs. chales prelos le merino,
superior fazenda a 35200 c 35500 ; corles de brim
de puro linbo a 19280, 15600 e rs. ; chal s do
lila e seda com ricas palmas nas ponas n 39200,
39500 e 4-5 rs. ; romeiras, chales de toquim, ditus
de seda, pannos de todas as cores c qualilales por
presos commodos ; cortes le casemira le cores a
45OOO, 49500 c .59000 ; ditos de dita prela muilo
superior a 79 e H9OOO rs., e outtas tilintas fazendas
novas, que.se vendem por menos |prero do que em
oulra qualquer parle.
800 RS. CADA UM.
Chales de algodito de cores de bonitos padres,
lencos de garfa e sela de bonitas cures a 600 rs., ti-
los de cassu de cores a 160 rs., corles de cambraia
com babados, padrOes modernos, a 1-5500, ditos de
cambraia ro\a com barra 1 25.500, curtes de casemira
de bom gosto a 5?, caseniiras dealgodao a 320 rs. o
covado, e outras fazendas por muiio commodo pre-
to : na ra do Queimado loja 11. 22.
800 RS. LENCOS E SEDA
para grvala, de superior qualidade e bom goslo, se-
das escossezas das mais modernas a 19500 o cuvado,
chales de seda de superior qualidade a 119, cortes
de vestido de soda lavrada e muitas outras fazendas
por muilo baratnjproijo : na ra do Queimado, loja
n 22.
Vendc-sc nmabonila escrava que sabecngnm-
mar, cozinltar e lavar, ludo muilo bem: na ra do
Crespo 11. 10, primeiro andar.
Vende-se urna fabrica de charutos sita na na
das Aunas Verdes: quema pretender, dirija-se ti
ra do Queimado n. 28.
Vende-se na retinaran da ra da Concordia n.
4. superior rarvilo animal por menos que em oulra
qualquer parte.
Vende-se a dinheiro ou a prazo um terreno
com 113 palmus le frente, com alicerce.ou parle del-
le, na travessa la ra da Concordia, serve para edi-
ficar 6 moradas de casas, lendo o tlilo terreno 110
palmos de fundo : a tratar com Rarlholomeu Fran-
cisco de Souza, rna larga do Rosario n. 36.
Vcude-se urna preta le bonita figora, cozinha,
engomma, he crjiMjJiTTrpTapria para TRio por que-
rer para l ir fita rna da Cadeia do Recife n. 54,
loja.
NOVOS PADROES DE CHITAS BARA-
TAS, LOJA DA RA DO CRESPO
X. 14 DE DIAS & LEMOS>v.
Cyitas saragocanas caboclas, muito
bonita 180 rs. o covado, ditas silveiras,
miudinhas padnes muito bonitos pa-
drOes e iixes a 200 rs. o covado, ditas
vbr*i ~"ts-,tjj;tt> \araiocm. "vjok* vi ^Xfi w vj
covado, cobertores grandes a OVO, ditos
pequeos a 5G0, algodao mesclado, pan-
no couro a 18<> ; e outras muitas fazendas
baratas, e tudo se da' amostras com pi-
nhor.
I DE 2,000 RES V '200,000. 1
9 Superiores e finissimos chapeos do Chile C
paralioinenseseiihoras.aniaisstiperorfazenda ?^
(\ui lem \i\wo ao merciulo, ctie-^ados recen- @
teniente : na luja c fabrica de chapeos de J
9 Joaqtiim de Oliveira Maia, na praca da Inde- 0 pendencia ns. 24, 26. 28 e 30. J
8JS3@S::*iSI
Vendem se 6 cadeiras de pao d'oleo com meio
uso, muilo em conla : na ruada Cadeia de Santo
Antonio n. 20.
Fumo em olha.
No armazem de Manuel dos Santos Pinto, na ra
do Amorim n. 30, ha muilo bom Tumo em folha pa-
ra charutos.
A SjpOO e 4>000 o par. quem deixara'
de comprar.
SapalOcs de luslre franeczes para homem, a-sim
como um completo sortimento de raleados de lodas
as qualidades, lano para homem como para senho-
ra, meninos c meninas, ludo por preco muito com-
modo, a truco de sedulas velbas : no aterro da Roa-
Vista, delronlc da boneca n. 14.
METAL AMARELLO
para Torro de navio : vemlc-sc por pre;o commodo,
em casa de Isaac Curio & Compartida, ra da Cruz
n. 40.
Vende-se a taberna n. 2 da praia do Caldeirei-
ro, muilo bem afreguezada para a Ierra: a tratar
na mesma.
Vendem-se barricas com farello, chegadas no
ultimo navio de Lisboa : na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 14.
Para luto.
Cassas prelas finas com flores brancas a 480 a va-
ra : na ra do Queimado, luja de 4 portas n. 10.
Cortes de vestido a 2^000.
Vendem-se cortes de vestido de riscado francez,
cores fixas, a 291100 cada corle : na loja de 4 portas,
na rna do Queimado n. 10.
CAL VIRGEE
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
mflos.
OLEO DE LINIIACA
em barril o bolijoes : no armazem de Tasso Irmitos.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas crandes ;
assim como tambem vendem-se as linas: atrado
llii'.'lru. ainia/.em de Jiiaqttiij Lupes de Alenle.
Aceacl* do Edwla Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companliia, acha-se constantemente bous sorli-
menlos le laias le ferro enadQ e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inel iras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., .litas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos c modclososmais moder-
nos, machina horsotilal para vapor com forca de
4 ravallos, cocos, passadeiras de ferro eslatihado
para casa de purgar, por menos prec,o que os de
cobre, esco-vens para navios, trro da Suecia, fo-
lhas de flandres ; tudo por barato preco.
Na ra do Vg ario n. 10 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada rercntemenle da America.
CEMEMO ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do lliealro, arma-
zem de taimas de pinho.
Vcnde-se um cabriole! com cubera e os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeirn, e para tratar no Kecife ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar
V Deposito de vinho de cbam- Hrt
O pngne Chateau-Ay, primeira qtta- ^
^ lidade, de propriedade do conde ($)
& de Marcuil, ra da Cruz do Re-
(, cife n. 20: este vinlio, o melhor
y. de toda a Champagne, vende-se
T? a G.S'OOO rs. cada caixa, acha-se
*J nicamente em casa de L. Le-
W comte Feron & Companhia. N.
$) fjoConde de Marcuile os re
!j lulos das garrafas sao azues.
Vendem-se ricos e modernos pianos, receule-
menlc chegados, de encllenles vozes, e precos com-
modos : em casa de N. O. Bieber^ Companhia, ra
da Cruz n. 4.
FARINHA E MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brizne Conceicao, enlrado
de Santa Calharina, e Tundeado na volta do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que eiisle boje no mer-
cado, e para porgos a tralar no escriptoro de Ma
noel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
ti. 14.
Lonas da Russia, le boa qnalidade, e por pre-
co commodo ; vendem Novaes & Companhia cm seu
escriplorio, ru% do Trapiche n. 34, primeiro indar.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Ven.le-sc encllenle taboado de pinito, recen-
I omento chegado da America : na rui de Apol'o
trapiche do Ferreira. a entenderse com o adminis
rato r do mesmo.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieherii C,, ra da
Cruz n. 4.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Recife, do Henry tiibsnn, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglalerra, por precos
mdicos.
Vcnde-se papel pintado, enverni-
sado, coma particularidade de se poder
lavar, esempreesta' novo, deeoracoes mu i
lindas e modernas, e preco razoavel quan-
to a qualidade : venne-se na ra da Cruz
do Kecife n. 27, armazem de Vctor
Easne.
Potassa.
No antgo deposito da ra da Cadeia Velha. es-
criplorio n. 12, ven.le-sc muilo superior potassa da
Uussia, americana c do llio de Janeiro, a presos ba-
ratos que be para techar conlas.
Champagne da superior marca Cmela: no arma-
zem do Tasso [trote*.
GARRAFAS
cm gigos le groza e de 110
de Tasso linn-.
VASIAS
garrafas : no
armazem
Em casa deTimm Monsen & Vinassa, na
praca do Corpo Santn. 13, ha para
vender
um soi lmenlo completo de livros cm branco, de su-
perior qualidade.
VINHO DO PORTO, SUPERIOR FEITORIA,
em carnada urna ou duas duzias de garrafas : ven-
de-se nicamente na rita da Cadeia do Recife n. 4.
RELOGIOS E OLRO INGLEZES E PA-
TENTE.
\ eiulem-se pnr preco muilo commodo : na ra
la Cadeia do Recife n. 4, armazem de Barroca c\
Castro.
Vende-so um curso de geomelria por Lacroi,
a saber ; arlhmelica, neomelria, algebra c Irigno-
melria : no aterro da Boa-Vista n.68.
&) Vende-se una propriedade na Passaeem
(, da Magdalena, porque o proprietario muilo
*r) deseja rumprir deveres ponderosos ; quem
iPf pretender compra-la fr o especial favor
^ dinair-se i ra estreita do Rosario n. 30,
>#<7 secundo and.-u
Na ra de Apollo n. 19, vende-se potassa mui-
lo nova, chegada ltimamente do Rio de Janeiro,
por menos preco do que em oulra qualquer parle,
e i travos de mangue, que etislem no Caes do
Ka nos.
ESCRAVOS FGIDOS.
Devoto Cln Aon.
Sabio a luz a 2.a edicjlo do li rriutit. denoinii-.du
\^^\6*JW^,vt1toiTK\ot5ioei;eti\afio-. >eTii
se ricamente na livraria n. 6 e 8 da praca di In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
Vcnde-se a casa que foi incendiada no dia 2 do
correnle, com a trente para o rio, contendo varas
casas, e juntamente o terreno com varios ps de
11 urieir.is. o terreno (em 1,500 palmos de comprido
c 160 de largo ; vende-se junto ou em separado, li-
vre e desembarazado : para tralar. na ra da Sen-
zala Velha n. 110.
Vende-M um carro americano, novo, de 4 ro-
das, chegailo ltimamente la America : os prelen-
denles dirijam-se n ra de S. Fraucisco, cocheira do
Sr. Raj mundo.
Vendcm-se cicellcntes cavallinhas de Lisboa,
em barris le t" cada um, a .IjOOO o cenlo'. na ra
da Praia a. 1.
Vende-se superior vinho moscatel de Selubal,
em ancorelas le 2 I* canallas o 5 cada urna ; na ra
do Vigario n. II), primeiro andar.
NA RE A DO APOLLO N. 10,
vendem-se saccas com farinha de mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
visto ; sendo porciir -se todo o negocio.
PUBL1CAQAO' RELIGIOSA.
Saltio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da t.nnci'icAo. e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Rom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a IjfOOO.
Moinhos de vento
'om bombas de repuso para regar borlase baila,
decapim.nafundicaddeD. W. llowman : na roa
do Brum ns. 6,8 e 10.
Na ra do Vigario n. 19, primeir
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
tcjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Slolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com conso os e mesa de tampo de
mar more branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris cora cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Vende-se urna bilanca romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, drija-se roa da Cruz, armazem u.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazensn. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rita do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, vcn-
de-se farelo novo, chegndo de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
OOJOOO RS. DE GRATIFICAQA-0
@ Fueo da casado abata assignado, na ma- 9
drogada de 3 de Janeiro do correnle anno. nm
sen cscrayo, crioulu.de nome Amaro, oflicial M>
W de sapateiro, de tdade 30 anuos pouco mais ou 46
menos, altura regular, barba pouca, lentes 9
W limados, olbos enfumacados, amia calcado, <$
9 tem asmaoscalejailasdoTto desapaleiro'terri 9
9 a testa com os cantos descoberlos, he bem fal- 9
t$ lante ; este escravo, quandofugo levou com 9
@ sigu um cavallo estanto, arreiailo com um 9
9 sellim inglez, comprido|e muilo estreto, ca- H
:; annos pouco maisou menos, andador de baiiu M
4 e meio, frente aborta, lem um calombinho no M
(9 e smnliaio, e he roncolho ; o dilo e.-cra\o fui m
?.'. do Sr. Manoel Pinto Rorba, morador 110 Ga- *}
,'.t mella: quem o pegar, dirij-se a ra da Sen- @
; z-ala Velha n. 114, que se Ihe dar a gralifi- *
49 ca;ao cima marcada, e se for fra desla pro- m
vincia se pagarao as despezas da conduccHo 15
de onde elle csliver para esta. gj
9 loaquim Paes Pereira da Silva. @
Ausentou-se da serrara do aterro da Boa-Vis-
la, pertencente ao abaixo assignado, na noile de 15
para 16 do correnle Janeiro, o escravo, criotilo. de
nome Cornelio, de 28 annos de idade, com os signaes
seguintes: alto, de boa grossura, meio carcundo,
rosto comprido, bocea e olhos regulares, cerrado de
barba, peritas finas, ps finse compridos, officio de
serrador, falla grossa, conversador, usa de risadas al-
tas, tem nas costas algumas marras de castigo, eduas
anda frescas; levou camisa de madapolao, calca de
brim branco com lislra ao lado da coslura da pern,
2 chapeos, 1 de pello da seda branco e outro de p-
Iha de Italia, novo : roga-se as autoridades poli-
ciaes, capites de campo, e a quem interessar, a
caplura de semelhaute escravo, pagando-se com ge-
nerosidade toda e qualquer despeza : a pessoa que O
pegar, dirija-se mesma serrara.
Thomaz de Aquino Carvalho.
Fugio na MwMJjaa do dia 4 3 do cor-
renle, da-CaladO abaUt^-assignado, um
cavallo alazao, claro, frente aberta, tres
pes calcados, tem passo curto, e he muito
bom galopador. esta' magro, consta que
fora encontrado para as bandas de Apipv-
cos : a pessoa que o ti ver pegado queira
leva-lo a Ponte d'Uclia que sera' gratifi-
cado.Joaquim Alfonso Ferreira.
Ilesapparcceu de bordo do brigue nacional
Flor do fio um mulato escravo por nome Pedro
marinheiro, representa ter 2-5 annos de idade, pour.
barba, cabellos crespos, e lem a cabera de um dos
dedos das raaos de menos, em urna das pernag tem
baslanles marcas de cicatrices, e no cachaco a mes-
ma cousa, usa tomar tabaco, lem a barriga um pou-
co grande, cara redonda, cor plida; levou calca e
camisa de algodao azul, brrele inglez a manija, e
he desuppor que o lenba mudado.por na occasiaoda
fuga ter carregado com toda a roupa de oulros de
borilo do dito navio. Este mulato he filho da Para-
hiba do Norte, e de la lendo sido vendido para o
Rio de Janeiro lia poucos lempos, e he hoje escravo
dos senhores Tinoco & Medrirus da mesma praca, e
por isso recoiiimeuda-se a lodas as autoridades pol-
cia*^ caQiJjSM A Pjtuio.^v QjuMax y^kmm w*.-^
tfai|m n tooescravo, e o. tjtnti l lo ditWidiiiPi Ttlt >. aos consignatarios Isaac Curio 4
C, ra la Cruz 11. 40, onde serAo generosamente
recompensados por Haac Curio & C.

ROA O CRESPO K. 12. 9
9 Vende-se tiesta loja superior damasco de ($
9 soda decores, sendo branco, encarnado, r"no, @
y!) por preco razoavel. 0
Vende-se sola muilo boa, pellos de cabra, e
gomma muilo boa em saceos : na ra da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Na livraria da rita do Coilegio 11. 8,
vende-se umaescolliida collecciiodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armazem de Tasso Irmos.
$ POTASSA BRASILE1RA.
J) Vende-se superior potassa, fa- ^
(gi bricada no Ri) de Janeiro, che- ^
,A gada 1 ecentemente, recominen- .
@' da-se aos senhores de engenhos os 2
. seus bons ell'eilos ja' e\perimen- W
tados: na ra da Cruzn. 20, ar- W
mo/.em de L. Leconte Feron & O
() Companhia. (}
a^@sr-@s^s@^
Taixas psurr. engenhos.
Na furfdicao' ce ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo lortimenlo de taixas de ferio
fundido e batido le o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em.casa de J. Kcller&C, na ra
da Cruzn. 5.">, ha para vender 3 excel-
lentes pianos viudos ltimamente de llain-
burgo.
No dia 16de dezembro prximo passado fugio
do engenho Guararapes, fregoezia de Muribeca,
um escravo de nome Rento, Hade de 18 a 19 annos
com os signaes seguintes : alto, secco, pernas fi-
nas e um pouco arqueadas, bracos finse pes gran-
des. Levou calca de algodao azul, camisa do mes-
mo panno, chapu de palha ainda novo, e he bs-
tanle desembarazado no fallar. Ten sido visto
tiesta cidade e seus suburbios. Roga-se, por tanto,
as autoridades policiaes e capites decampo a cap-
tura do mesmo escravo que se pagar generosamen-
te no referido engenho Guararapes, ou na Iravessa
lo Queimado n. 3, taberna de Gabriel Anlonio de
Castro Quinlaes.
Desapparcceu no dia 8 do correnle do enge-
nho Relm, comarca de Pao d'Alho, o cabra Pedro,
de idide pouco mais ou menos de 40 annos, alio,
seceo, um pouco amarellaro, tem os hombros aper-
ados jogando-os para um e oulro lado quando se
move, andar basianle apressado porm com pSssos
curios, dando estslos nas juntas, bochechas chipa-
das, marcas de pannos pretos sobre o rosto, barba
mii ente no queiiu e beijo superior, poucos cabellos
cacheados e curios, falta de denles, lie carreiro, en-
trale bem de campia e pedreiro, levou camisa de
.ilgi'daozinho ou madapoln, dous chapeos, um do
couro e oulro de seda, um gibao de couro, um facao,
tima imiua contendo calcas brancas, de casemira e
oulras diversas roupas: quem o pegar, leve-o no
re ferido engenho ao major joao dos Sanios Nones de
Oliveira, c nesta pratja ao Sr. Mauricio Francisco
le Lima, na ra da Guia n. 9, quesera recompen-
sado.
Ilesapparcceu do silio do abaixo assignado, na
madrugada do dia 1. de Janeiro do correnle anno, o
escravo Joaquim, de najao Cabina, representa ter
50 annos, pouco mais ou menos ; levou camisa e
cal^a de algodao trancado azul, batxoe clieio do cor-
po, bastante barrigudo, Talla Tanhosa, tem os ps cu-
chados, olhos grandes, rosto largo, '.em os cabellos
da cabeca e da barba brancos : roga-se as autorida-
des policiaes, capiles de campo, ou pessoas particu-
lares, de o apprehenderem e levarem Ponte de
Uchda, no silio de Manoel l.uiz lionraho-, ou na
ra da Cadeia do Recite n. 43, que ser gratificado.
Tendo-se ausentado do Recife, cm 22 de maio
do anno prximo passado 4 escravos, como consta dos
ii.nuncios olan imprssos nos jomaos desta cidade,
dcsles apenas se recolheram 2, e acham-se ainda au-
sentes os oulros 2, sendo os mais desejados porque
foram os autores da ruga de todos ; pede-se porlanto
a apprchen'ilo dn preto Jos, de alta estatura, idade
mais de 30 annos, com falta do olho esquerdo, -cor
bastante negra, e muito prognostiro. Jorge, cor fula,
alio, tambem de boa figura, idade de 25 a 30 annos,
com om pequeo talho em nm dos cantos da bocea ;
ambos estes escravos sito crioulos e filhos do serbio, e
ha muito pouco lempo eslavam nesla praca ; pelo
lepoiraenlo dos chegados consla qne seguiram 01 f-
gidos pela estrada do Limoeiro ale Cariri-Vclho, all
se separaran!, e depois conlinuaram para Paje de
Flores, d'ondc Jos he natural, dizendo qne ia ver
os prenles, e depois provavelmenle seguiriam para
o Sobral, as Calingas de Pianhy, d'onde Jorge he na-
tural ; he o mais que se pode "indicar a quem possa
delles lirar parlido : pede-se, porlanto, a todas a-
auloriiladcs policiaes e capites de campo a appre-
bensao dos referidos escravos, e se offerece a qoantia
de 1008000 por cada um, ou 250o000 viudo ambos
junios, a quem os tronxer a esla praca a viuva Amo-
rim & Filho, rna da Cruz n. 45 ; na Parahiba aos
Srs. Jos l.uiz Pereira Lima & C. ; no Rio Grande
do Norte ao Sr. Theotonio Codito de Ccrqueira ; 00
Ceara ao Sr. Manoel Caetano deGouveia ; e uo Ma-
ranho ao Sr. Caelano Cesar da Silva Rosa.
Roga-se a lodas as autoridades policiaes da ca-
pital desla provincia ou de qualquer oulra comarca
de fora a caplura de um escravo cabra, fbgido do
eacenno Caluanda, freguezia da Luz c Icrmo de Po
d'Alho, no dia 17 de setembro do prximo passado
anno, vislo que se presume, que dito cabra lenba
procurado se occullar em ilgtim lugar com o Ululo
de torro, lliidindo a boa r de alguem. O referido
cabra por nome Anlonio Francisco lera de idade em
rigor 18 anuos, de pouco corpo e estatura mediana,
olhos pequeos o um lauto papudos, nariz aquilino,
bocea c beicos sllenles e conserva urna cicatriz en-
tre um peito e outro, procedido de um signal qne ar-
rancara ; esle he um siatial que lirani a lodos de
qualqaer dtivida : lamhem presttme-se que elle le-
nba procurado nrcullar-se no Recife, onde i resi-
di por algum lempo ou nesles arrnbaldes: igual-
mente se recomenda a todos oscapiaetde campo,
a quem o conhecimenlo desle annuncio deva inte-
ressar, promellendn-se urna paga generosa a quem o
prender e leva-lo ao dilo ctmenho Caluanda ao seu
senhor Francisco Xavier Ca netro da Cunha Cam-
pello ; fuaira com bonete de panno, calca de risca-
do e camisa de madapoln.


PERN*.: TYP. DE M. F. E FARIA. 1855
MUTILADO

llEGiVEL


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