Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01291


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Full Text
HI1I1U AAAI. H. 14.
UUINIA I-ti HA I* Ut JANblKUUb Itfbb.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
.
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Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
DIARIO
I.VCAItllKUAUOS DA SIltSI.KII'CA'O.
Recito, o propretorio M. F. de Fara ; lliu do Ja-
nciro, o Sr. Joao Paraba Martina ; Babia, n Sr. I).
Duprad ; Maccn, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiha, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Jnior ;
Aracaiy, o Sr. Antonio de I.croos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borgcs ; MaranliAo, Sr. Joa-
quim Marques lluilrigttN ; Paro, o Sr. Justino Jos
Hamos ; Amazona, o Sr. Jcronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobro Londres, a 28 1/4 d. por 19000.
Paria, 3V2 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Itio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rbale.
Acr.oes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia do Dcberibc ao par.
da rompanhia de seguros ao par.
Disconlo de lollras do 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hcspanholas* .
Modas de 0594 00 velhas.
do 69-i 00 novas.
de 4000. .
Prala.Patacoes brasileos. .
Pesos columnarios, .
mejicanos. .
298000
109000
169000
99000
19940
1940
19800
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dius.
Caruar, Bonito e Garanbuns nos das 1 e 15.
Villa-Relia, Boa-Vitila^ExeOurcury.a I3c28.
Goianna e Parabiba, secundas o sexlas-foiras.
Victoria o Natal, as quinlas-fciras.
. PREAMAR DE IIO.IK.
Primcira as 4 horas e .'10 minutos da larde.
Segunda s 4 horas o 54 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commereio, segundase quinlas-fciras.
Ilularao, Icn-as-fciras o sabbados.
Fazenda, laceas e sexlas-fciras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quimas s 10 horas.
1* varado civcl, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quarlase sabbados ao meio dia.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 12 da Janeiro.
OiTIcioAo Exm. ministro brasileiro em Varis.
Do conformidade com o que me requisitou o Exm.
presidente das Alagoas, em ofllcio de 23 de novem-
bro ultimo, acabo de aulorisar o inspector da Iho-
souraria de fazonda desla provincia, para mandar
por a disposicao de V. Exc. pela maneira que mais
conveniente for, epor contados rcndimcnlosd'aquel-
la provincia existentes na menciona la repartilo, a
quanlia de 1,800 francos,alim de ser applicada a-ds-
potas a faier-se com a vida de duas irmaas da Ca-
ridado o um missionario Uzarista requisitados pelo
raesmo Exm. presidenlo para os hospilacs da referi-
da provincia, o que (enho a honra de levar ao co-
nhecimtnlo de V. Etc., quem reitero as minlias
cxpresses de cousideraeo e estima.Ofllciou-se
ueste sentido a supradita lliesouraria e communicou-
ao ao referid presidente.
DitoAo mesmo.Inleirado do quanlo V. Ex'.
me expoecm cu ofllcio de 31 de agosto ullimo, tc-
nho a rogar a V. Etc. que se sirva promover a viu-
da para esta provincia de qualro irni.ws de raridade
e de um missionario lazarisla, Picando V. Ex. na in-
lelligenra de que hcsla dala expeco ordem ao ins-
pector da lliesouraria provincial, para que seja posla
disposicao de V. Exc. nessa prac,a a quanlia equi-
valente a 3,0'JO francos.aPim de ser applicada as dcs-
pezas a fazer-sa cam semelliantc remessa.
Na esperan*;* de que V. Exc. de bo:n grado se
prestar a salisfazer esta miulia requisito anlecipo-
me a aprcsenlar-lhe os mcus ingenuas volos de re-
conhecimento.Neslo sentido oulciou-se i supradita
lliesouraria.
DitoAo E\m. presidonle do Amazonas, secu-
tando a recepcao do ofllcio de 9 do mez Pind, ao
qual acompanharam dous cxemplarcs da colleccito das
leis d'aquella provincia, promulgadas em o anno
passado.
DitoAo Exm. commandantc superior da guarda
nacional do municipio do Recifc, remetiendo copia
do aviso da jusliia de 9 de dezembrn ultimo, no qual
se declara a quem compete substituir o commando
superior em mes impedimentos, qnando na respec-
tiva guarda nacional existir-un corpos enmmandados
por tcnentes coronis com honras de coronis, e os
chefes de estado maior dos diloi commandos supe-
riores n.lo tiverem igual patente ou graduadlo.
Igual aos de mais commandanlcs superiores desla
provincia.
DiloAo commandantc das armas, autorsando-o
mandar encorporar aos destacamentos do Caruar
e Rrejo as pracas que em nspocrao de sande fbram
julgadas no caso do screm enviadas ao centro da
provincia, Pim de mudarem de ares: deveudo as
despezas a fazer com o transporte do lacs pracas ser
salisfeilas nos lermos doaparecer do contador da llie-
souraria de fazenda, conslanle da copia junta.
DiloAo inspector da Ihosouraria de fazenda.
Devolvcndo, robcrlo com copias das informadnos do
capilao do pmdi, e do sesundo lenle Antonio Egi-
dio da Silva, bem como do parecer do procurador
fiscal dessa Ihosouraria, o requcrmcnlo que se re-
fere a sua informacao de 8 do correle n. 8, no
qual Jorge Patchelh, 11. II. Swefl, Frodcrieo Cou-
lon, Jos Antonio de Araujo, Antonio Marques
de Arfiorim, Jolo Pinto de Lomos Jnior, Auguslo
Frederico de Oliveira, o os Drs. Loto de Carvalho
Paes do Au Ira lo o Filippe Lopes Netlo, pedem
por aforamento um terreno do marinha no Forte
do Mallos para estahelecercm um eslalciro pa-
lenle fpalenl slip) lenho a dizer que em vista do
que me requeren o ultimo dos peticionarios
no incluso rcquerimenlo mande S. S. passar a elle
somonte titulo do terreno de que se Irala, pois que
pelo decreto n. liTT de 22 de novembro do anno
prximo pas'ado, c condiees conslanlcs das copias
junla, foi-lhe concedido o privilegio de encorporar
urna rompanhia para esse fin, cumprindo que no
mencionado litlo se eslipulem alm das condieoe
lumbradas cm as dilas informacoes, ps clausulas
de poder o supplicantc dar principio s obras do
supradilo estaleiro dentro do prazo do dous anuos,
c de n1o ser obrigado a terminar o caes antes que
o governo lenha fcilo o da entrada da doca que
Ihe flca a lesle, porque desle depende a seguranca
daquelle.
Dilo Ao conselho d administraoilo naval, ap-
provando a compra de varios objectos necessarios
para pagamento dos semestres quo se eslavam a de-
ver a differentes praoai do corpo de imperiacs mi-
rinheiros e do batalhao naval.Communicou-so
lliesouraria do fazenda.
Dito Ao juiz relator da junla de juslca, en-
viando, para depois de visto, ser relatado cm sessao
da mesma junta, o processo verbal do soldado An-
tonio l'ereira Garca, pertcncenle ao 10 halnlhSo de
infamara.Communicou-se an commandantc das
armas.
Dilo Ao cemroandante superior da guarda
nacional de (joianna, para que inferna com urgen-
cia quacs os lugares daquelle municipio mais apro-
priados para as paradas do, corpns da guarda na-
cional, sob seu conunando superior. Iguacs aos
commandantes superiores dos municipios de Po-
d'Alho, Sanio Aniao, Limoeiro, Uonito, Gara-
nbuns, Cabo e Flores.
13
Oflicio Ao coronel commandanlc das armas,
declarando que o eapellao da reparlii;ao ccclesiasli-
0 IMIU1Z0 DAS MULIIERES. (*)
Par Paulo Feval
o rntiiDi
CAPITULO XIV.
A CEU DO PASTOR.
(ConlinuafSo.)
Enlrclanlo l'eilro tiandeau e sua gente arhavam-
sr- no Traga*, porque linbam dado ao pobre paslor
Sulpicio sua propna casa por prisao. Solpicio e seu
coinpanhoiro de captiveiro, Tolo Gicquel, eslavam
slidamente alados e deilados a um ranlo. Pedro
tiandeau e o gaardas comiam a sopa preparada pa-
ra o palrao Sulpicio.
Ora era isso una dr immensa para o Irislo Tolo
Gkqnel. Duranle nina hora, cm que o machinisla
Picara sosinho na chonpana, livera ao menos sesseu-
la lenlaces de eneher urna lisela de sopa, c devora-
la; Tolo Gicqurl eslava sempre faininto, c a marmi-
ta cheirava lano!
No fin ilc mtia hura, Tolo lancou o pednro de
lourinlin trigneifo no caldo com um pnnhado gros-n. Quando o sal derreleu-se, n rheiro lornoa-ae
inda mais appetiloM, c Tolo lave neceesidada de lo-
da sua virludo para resislir. Mavia ah quanlo era
mistar parafazer andar roda a cabeca de mu fa-
ininlo: o pao, a cidra, a agnaroente e a rrgideira,
em que Tolo teria podido fa/er para si inoia duzia
do bolos.
Mas ludo i-so era para o palro Sulpicio, c Tolo
nem melleu o dedo na marmita.
Acora em vez do patrao erara os goardaa que cbo-
gavam Irazendo o pastor i trclla. Tolo Girquol li-
nda jejuado para Fi irandeau e sua gente Elle la-
mentava sua virludc, c conlcmplava com ar som-
bro o bollo appetilc da palru ha, que coma e be-
bia alegremente escarnecendo do dono da casa.
() Vide o Diario n. 13.
ca do exerclio, Fr. David da Nalividade do Nossa
Scnhora, j apresentou na senclaria deste governo
o coiihecimentn de haver pago na recebednria do
rendas os emolumentos correspondentes licenca do
Iros mezes quo obteve do governo imperial.
Dilo Ao mesmo, para que mande por em li-
berdade, vislo lerem apresentado iscncilo legal, os
recrulas Francisco Luiz da Cosa, e Leopoldino Jo-
s Francisco.Communicou-se ao juiz de direilo
da 1.a vara.
Dito Ao inspector da Ihosouraria de fazenda,
communicando ler parlicipado o bacharcl Caelano
Estellila Cavalcauli l'essoa, que no dia 9 do cor-
rcnlc entrara no exercicio de juiz municipal e de
orphlos do termo do Goianna, vislo que nellc fora
reconduzi lo por decreto de 12 do onlubro prximo
passado.Igual conimunicacao se fez ao Exm. pre-
sidenlo da relac-lo.
Dilo Ao conselho de administradlo naval, ap-
provando o contrato feilo com Jo.lo Carlos Augusto
da Silva, para a compra de 30 bilis de carne sal-
gada a preco de 35}n. o barril para o fornecimen-
lodos navios da armada.Inteirou-se Ihosouraria
le fazenda.
Dilo Ao chefe de polica, scientificando-o do
ler ordenado ao inspector da lliesouraria provincial
que, estando nos termos legaes a conla que acom-
panhoii ao sen ofiicio de lionlem, n. 28, mande pa-
gar a Domingos Jos Ferreira Guimaraes a impor-
tancia das despezas feilas do I. de oulubro ao ul-
timo de dezembro Pind, com o sustento dos presos
pobres da cadeia do Bonito. Expedio-se a ordem
ora.
Dilo Ao director das obras publicas, devol-
vcndo as duas propostas que viera m rom o sen of-
ficio de 30 de dezembro ultimo, n. 6j2, e bem as-
sim e que remellen a eslo governo a lliesouraria
provincial, asignada por Francisco Uolcllio de An-
drade, afim de que, em visla das mencionadas pro-
posta', contrato com quem por menos fizer, o for-
necimento da arcia e lijollo de alvenaria grossa c
batida quo for preciso, por espaco do om anno, pa-
ra as obras desla cidade a cargo dessa rcparli^So.
Dilo Ao mesmo, aulorisando-o a mandar la-
vrar o lermo de reccbimcnlo, definitivo da obra do
2l.o lanco da estrada da Victoria, ccrlo de que nes-
(a dala se expede ordem lliesouraria provincial
para que, \ vi-la do competente certificado, pague
ao arrematante daquclla obra a importancia da ul-
tima prestacao que elle lem direilo.Eipedio-sc
a ordem de que so Irala.
Dita Ao juiz do direilo de Po-d'Alho, appro-
vando a deliberaran por Smr. lomada demandar
parar com as obras da cadeia daquell i villa, al de-
cisao desle soveruo, e dizendo que Desla dala se
ordena ao director das obras publicas que mande
orear a despeza a tazer-sc com o lapamento da fen-
da, que apparecrn na frente da mencionada cadeia,
l>*n como construir as duas guarilas do que Irala o
seu ofiicio de 8 do corrcnle, n. 1. Olliciou-se ao
mencionado director.
Dilo Ao inspector da thesiuraria provincial,
para, cm visla do orcamea|o__e clausulas approva-
das nesla dala, e de que remcTIVeopias, por o ni
arremalaeSo a con-truceao do 2." latido da estrada
dos Umcalos, devendo a sua importancia ser paga
vjn apoltces da div^Jcvcublira, conlort^ imlicam
as supradilas claii-ioajjsjod-ommiiiiiceu-lftto direc-
tor das obras publicas. *"
Dilo Ao mesmo.Devolvenlo o ofiicio e certi-
ficado que vcio annexo ao de 16 de dezembro ulli-
mo, u. 6113, com que Vine, impugnou o pagamen-
to da ultima proslaoSo da obra do amada do Carua-
r, lenho a dizer que, \ visla dos csclarccimenlos
dados pelo director das obras publicas na informa-
Cao junta por copia, mande Vine, efiectuar seme-
Ihanle pagamento pela maneira indicada no pare-
cer da contadura dessa lliesouraria, fi quo so refere
o seu ofiicio de II do corrcnle, n. 19.
Dilo Ao mesmo, aulorisando-o a mandar pa-
gar ao arrematante da obra do 4. lauco da estrada
da Esrada, Ireneo Coelho da Silva, pelas sobras da
verba seguranca publica a quanlia de 6299770
rs., proveniente da podra que ha exlrahido do
mencionado lauco.Communicou-se ao director das
obras publicas.
Dilo Ao commandantc do corpo da polica,
aulorisando-o a rebalsar para simples soldado, po-
lo fado de que Irala o seu ofiicio de honlem, n.
574, an 2. sargento daquelle corpo, Jos Francis-
co I.avra, que devora ser lambem excluido dn mes-
mo corpo, so por ventura for pronunciado no som-
mario a que so lem do proceder contra ello pelo
crime de olTensas pliysicas.
Dito Ao commandantc superior da guarda na-
ciocal do Sanio Anulo, recommendamlo a cxpeJicao
de ordens para que o commandanle do 1. bata-
lhao da guarda nacional daquelle municipio faca
postar em fronte da igreja da frcguozia de Santo
AntSo. no dia 28 do corrcnle, s 9 horas da ma-
nhaa, urna suarda de honra para assislir a fesla do
mesmo Santo, o acompanhar a procissao larde.
Dilo A' cmara municipal da Victoria, remet-
iendo alguns lobos capillares, o laminas com se-
ment vacciniea, c dizendo cm resposla ao sen of-
ficio de 19 de dezembro ultimo, que convem indi-
car ao eoramiuario vaccinador quem posta ser pro-
proslo para o lugar de commissrio vaccinador na-
quella ridade, de conformidade com o artigo 22 do
regulamenlo n. 828 de 29 do setembro de 1851,
pudendo cnlao aquella cmara dar a esse unecio-
nario a gralificacao que julgar convonienle, afim
de mais dispo-lo a preencher as ohrigac,cs, que
prescreve o regulamenlo n. 46i de 17 de agosto de
1816.
l'uilana Ao director do arsenal do guerra,
para mandar fazer com urgencia os concertos de
que precisa a bomba de apagar incendios, que Ihe
for apresenlada por parle do inspector da alfandega.
Communicou-se a eslo.
Dila Nomeando, em visla da proposla do le-
nenle-coroncl commandanle do balalhao de arli-
lliaria da guarda nacional desle municipio, e nfor-
macSo do respectivo commandanle superior, ao Dr.
Pedro de Allayde Lobo Moscoso para rirurgiao do
referido batalhao. Communicou-se ao comman-
danlc superior.
Dila Determinando que os lugares das paradas
dos corpns da guarda nacional do municipio de Na-
zarelh sejam os indicados na tabella junla, assigna-
da pelo secrclario do governo.
EPnEMERIDES.
Janeiro. 2 La cheia as 5 horas, 48 minutos e
33 segundos da tnanba.
11 Qtiarlo niinguante s 2 horas, 7 mi-
nulos e 38 segundos da larde.
IS La nova as 6 horas, 17 minutos e
36 segundos da nianha.
24 Quario crescenlc a 1 hora, 48 mi-
nutos e 32 .segundos da tnanba.
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possivel, para que seja duradoura a Iranqurllidadc,
paz e ordem desse termo.
Dilo A' cmara municipal de Olinda, inlei-
rando-a de que opporlunamcuteserao enviadas as-
sombla legislativa provincial, as cuntas daquclla c-
mara do anno Pinanceiro de 185354, bem como os
respectivos balanceles e ornamentos.
Portara Ao agente da companhia das barcas
vapor, para mandar transportar para a corte, como
psssagcirn de oslado, no primero vapor que chegar
do norte, a Hcnrique Saraiva de Araujo Mello.
Dita Ao mesmo, recommendando que fara Irans-
poUar, por conla do governo, no vapor que esl a
chegar do norle, o corneta Justniano Jos Antonio,
e os soldados desertores Jos Joaquim dos Santos,
Manocl da Silva do NascimeiKo, Romualdo Jos Fer-
reira c Manoel Jote Ferreira de Oliveira, o I, 2 e
3o para a cirle, c os dous ullimos para a provincia
das Alagoas.Communicou-se ao coronel comman-
danle das armas.
Dila Considerando vago o lugar de primeiro
supplrnle do subdelegado da freguezia de Ilczcrros,
do lermo de Caruar, por se ler mudado da mesma
freguezia o cidadao Jos Remardino Nuncs Ribeiro,
que o excrcia ; e nans exonerando do cargo de sub-
delegado da dila freguezia ao cidadao Francisco Rc-
terra de Vasroucellos Torres, por se achar nomcado
commandantc superior da guarda nacional da co-
marca do Boiiiln, mas lambem Humeando para suhs-
liluir este Francisco Rezerra do Vasconcellos J-
nior, e para primeiro supplenle ao cidadao Manocl
das Nevos Vieira. Communicou-se ao Dr. chefe
de polica.
Dila Considerando nao s vago o lugar de se-
gundo supplenle do lermo de Caruar, por ler sido
nomcado juiz municipal do Bag na provincia de S.
Pedro do Sul o hacbarcl Manoel Rodrigues Pinhei-
ro, que o oceupra, mas lambem dcmiliindo do de
primeiro supplenle do subdelegado do primeiro dis-
Iriclo da freguezia de Caruar Joao Caelano Coe-
lho da Silva, e nomeando para preencher esle lugar
o o de segundo supplenle do delegado do rcfei ido
lermo ao cidadao Claudfno Jos de Oliveira.Com-
inunicou-sc ao Dr. chefe de polica.
DAS DA SEMANA.
lo Segunda. S. Amaro ab:; S. Habacue.
1C Terca. Ss. Berardo, Aeurcio, Othon mm.
17 Quaria. S. Anto ab. ; .k"s. Elensippo o M.
18 (Juinla. A Cadcira de 8. Pedro Apostlo.
19 Sexta. S.Canuto rci m. ; Ss. Atidifas oAbacue
20 Sabbado. S. Fabio p. m. ; S. Sebaslio ni.
21 Domingo. 3. depois de Rcis.S.Igncz v. m. ;
S. Poirocolo m. ; S. Epiphanio b.
Cusa a crer-se como e'so palifinhn menlo j
mais do que um hornera disso Podro Gandcau to-
mando um grande gole de cidra... onde compras is-
lo, pequeo ?
O pastor nao rcspnndeu. Tinha a ral cea inclina-
da sobre opeito, c eslava mmovel como urna esta-
tua. Tolo uicqucl eslava encostado parede airas
dellc.
Alrever-se a sustentar que nao e-per,iva nin-
guem c-ta noilo tornou o cabo erguendo os hom-
bros... Pequeo,coas assim todas as uoitcs?
O mesmo silencio.
A respirarlo do pastor embaracava-sc-lhe no pei-
lo. c elle clava lao paludo que pareca um defunlo.
Os guardas conlinuarain a comer conversando so-
bre diferentes cou Es| alado mui fortemenlc"? pergonlou Sulpi-
cio baivinlio vollando-sc algum lano para o compa-
nheiru.
A corda cnlra-inc pela carne, responden o ma-
chinisla,
Nao p les mover-lc ?
Na.
Irra! disse o cabo Gandcau, que Irio lerri-
vcl!... Vai buscar nic um daquellos carneirus, Es-
levilo, para aquerer-me os pcs.
Os seis carneirus predilerlos dormiam juntos mis-
lurainlo sua laa Iva o macia. Estevao arrastou nm,
depoil dous; enilim lodos quizeram lelos, cada par
de pes umsseiros c enlameados matleo-se na bella
laa, c esses linus animaos meio acordados lomaran) a
adormecer som ncnlium cuidado do ultraje.
O paslor linha golas de suor as fonlcs, applicava
vidamente o onvidoao silencio exlcrior, e enire os
grandes murmurios da praia pareca distinguir ru-
mores mjsleiinsos.
O cabo Gandean, qoe nao se aquecia prompla-
nii ule, fez com os albos o inventario da casa c per-
'- ur.lnu ;
Onde guardosa lenha, peqoenol
-Nao lenho lenha, responden Sulpicio.
H'i'uis mudando deopiniflo, [lorque vcio-lhc nma
idoa ao espirito-, acreseentou :
O seiiliornao deivar.i aquercr-mc? Tenlu fro.
NSn somos pagaos, meu pequeo... llavcinos
de deixar-te aqueccr.
Pois bem, disse o paslor, airas da masseira ha
lenha bem Meca.
Dous guardas foram ao lugar indicado, e um lis-
iante depois um fogo vivo e claro crepilava no fo-
OfikoAo Exm. commandanle superior da guar-
da nacional do municipio do Rccife, dizendo, em
addilarncnto ao ofllcio de 21 de dezembro, que po-
do expedir sunsordens para qiieconlinucm a ser dis-
pensados do servico os corpos da guarda nacional
sob sen commando superior, al o dia 2 de fevereiro
prximo futuro.
Dilo Ao inspoelor da lliesouraria de fazenda,
communicando ter npprovado a delihcracno lomada
pelo director das obras publicas, segundo parliripou
om ofiicio de 15 de novembro ullimo, de incumbir
o meslre pedreiro Andr Wlmcr, mediante a paga
de 5J000 rs. diarios, da diroccao da obra do tclbciro
de que Irata enflelo deste governo, dirigido a aquel-
da lliesouraria em -Odo mesmo mez.
Dilo Ao mesmo, recommendando a cxpedic.to
de suas ordens, nao s para que, a visla da retaeSo
que remelle, se abram naquolla lliesouraria os assen-
tamcntns de praca do tambor-mr e lamhorcs que
se contrataran! para servir no lercero batalhao de
infantaria da guarda nacional desle municipio, mas
lambem para que cm os devidos lempos so paguem
a aquellas pracas os respectivas soldo. Communi-
cou-so ao Exm. commandanle superior desle mu-
nicipio.
Dito Ao desembargadnr juiz relator da junta de
juslca, Iransmillindo, para depois de visto ser rela-
tado em sessao da mesma junla, o processo verbal do
soldado do segundo balalhao do infaulara, Antonio
dos Santos Ferreira. Commonicou-se ao coronel
commandanle das armas.
Dilo Ao coronel Jos Bernardo Salgoeiro, en-
viando o proersso criminal dos ex-officiacs de poli-
ca, e recommendaudo-lh que faca reunir o conse-
ho criminal, afim de dar cieaeeiio a sentenca profe-
rida pela junla dejuslica'em 13 defle-mez.
Dilo Ao juiz de dircto da comarca de Naza-
relh, inleirando-o do haver remedido ao Exm. m-
nislro da juslca o ofiicio, que S. me. elle dirige,
dando parle do resultado dos Irabalhos da correioao,
que abi foi aborta em 16 de oulubro, e encerrada
em 23 do novembro ullimos.
Dilo Ao director das obras publicas, approvan-
do a despeza de 90000 rs., cm qoe importaran! os
concerlos feilos no as-oalho da ponte da Boa-Vista.
Communicou-se mesouraria provincial.
Dito An juiz municipal supplenle da primeira
vara, recommendando que faja seguir para o presi-
dio de Fernando, na primeira opporlunidade, a Ma-
ra Magdalena do Nascimcnlo, vislo haver ella re-
querido a sua remorlo da cadeia desla ridade para
o mrsmo presidio, afim de all cumprir a pena que
foi condemnada pelo jury desle termo.
Dilo Ao delegado do Kio-Formoso. Em res-
posla ao ofiicio que Vmc. me dirigi em 8 do cor-
rcnle, sh ii. 2, lenho a dzer-lhe, que mui satisfac-
toria me foi a noticia que deu acerca dos bous fruc-
los, quo o religioso Fr. Sebastian dcMessina colhe-
ra na missao, que abri nesia comarca, onde consc-
guo extirpar amigos odios, e concillaros nimos dcs-
parlidos; e espero que Vmc, tirando o melhor pro-
velo desse soccesso, faca de sua parle, quanlo for
gao. O cabo cncheii o cachimbo como bomem sen-
sual que lem nblido (odas as roinmodidades da vida,
c lornou dcilaudu -o sobre seu banqunho :
Eit-aqui o que chamo urna boa noile Ama-
nliaa so ha de adiar talez mais do um cadver nos
rochedos... A palmilla do sargento alrou furiosa-
mente la da parle do Roche Guiollc.
E do lado da Grua das Gaivolas acreseentou
Eustaquio.
Os contrabandistas sem duvida responderam
lisse Estevao; he a equipagem do grande barco de
Aurigny.
Oua equipagem do Flambard, qoe bordojava
durmi a lempcslade... Quanlo ao palife que en-
contramos na charucca, elle deve oslar ferido ; ama-
nhaa veremos isso !
O paslor Sulpicio levanlou-so apezar-de oslar li-
gado. lm tiro linha retiido ao longe para o oeste.
Todos os suardas levanlaram-so espantados.
lie dolado da casa do grande Rostan resmun-
gou Pedro Gandcau.
Duas lacrimas sallaram dos olbos do pastor, e o
coracae balia-lbe furosamenlc. Era a hora em que
o pai havia do pafsar na rliarneca.
Sabemos que o primeiro liro do grande Rustan
"o fura para o pairan Sulpicio.
Tildo no exlcrior linha lomado a cahir no si-
lencio.
O senbor linha-me promedelo deixar-me a-
quecer, disse o pastor rom voz trmula.
Aquccc-le, se queros, respondeu Pedro Gan-
dcau.
Nao posso andar.
Justamente. Checa c*s: pequeo ao fogo, Es-
levAo: elle Ireme de fri.
Ealeeie tomn o paslor nos bracos e eslendeu-o
no cbio dianle dos caes da chamin.' Sulpicio disse-
Ihe ohrisado.
Depois pozerain-se novamcnio a beber. Coinmen-
laram as ultimas circularos, que allondendo ao es-
tado do paiz e ao desenvolvimiento do contrabando,
ordenaran! aos nanlas que lizcssem uso de suas ar-
mas em diversos aso* dados de dia e de noile cm
todas as circtimslancias criticas, segundo o livre ar-
bilrio dos chefes.
Eslis queimando-te, pequeo? perguntou rc-
prnliuamenle o cabo Gandcau.
Os suardas vollaram-se. Senta-se ahi um cheiro
de carne queimada, e as costas do paslor fumeca-
vam. Elle linha-se chegado nscnsivelmenle ao fo-
O lxm. Sr. presidente da provincia manda publi-
car em addilamenln au edilal de 5 do corrcnle,
a seguinte communcacao da secretaria (Tratado
dos negocios do imperio, expedida cm data ilc 23
de dezembro ullimo.
4. Serrilo. Pela secrelaria de estado dos nego-
cios do imperio se rommunca nolllm. eEim.Sr.
presidente da provincia de Pemambiiro, que a liba
que se refere o aviso de 1 ( do corrcnle mez, on-
de se offerece um premio aos que forem nella car-
reaar sal, nao lem o nome mencionado naquellc
aviso, mas o de Maio urna das de Cabo
Verde, secundo declara o cnsul geral do Brasil em
Lisboa cm reclficacao primeira noticia que dera
quellc respeito.
Secrelaria de oslado dos necocins do imperio cm
21 dedezcmbio de 1854. Faustino .tugiifto de
guiar.
Secretaria do governo de Pernambuco, cm 16 de
Janeiro de 1855.Joaquim Pires Machado Portetla,
ofiicial maior serviudo de secretario.
COMISANDO DAS ARMAS.
Qaartel do commando das armas de Pernam-
bnco.na cidade do Recite, em 17 de Janeiro
de 1855.
ORDEM DO DIA N. 202.
O coronel commandanle das armas interina faz
publico, para sciencia da ciiarnico e fins conve-
nientes, que a presidencia desla provincia foi servi-
da, por portaras do honlem datadas, nem s exo-
nerar do locar de director interino da colonia mili-
lar de Pimculcira aoSr. capilao do corpo decaa-
do-niaor de secunda elasse, Antonio Francisco de
Soma Masalbaes; mastambein nomear para o snbs
lituir naquelle emprego, o Sr. 1. lente do i.
balalhao de arlilharia a pe, Feliciana de Souza
Agotar. Demillio do emprego do escrivla da mesma
colonia, o particular l.o sargento do 9." balalhao de
infamara, Joao Theodoro dos Santos, e nomeou pa-
ra esse emprego o l."sargenlo addido ao 4. bala-
lhao de arlilharia a p, Jos de Oliveira Barbosa,
almoxarife da forlaleza de Tamandar, e.m a qual
devtr scrconlado cm diligencia naquolla colonia.
O Sr. 2. cirorgao do corpo de saudc do exorritn,
Dr. Francisco Goucalvcs de Moraes, ir.i excrcer as
suas funecoes na supracitad colonia, deven.lo so
apresenlar ao director nomcado, que se acha nesla
capitul. O Sr. capitn do 2. batalhao de infanta
ria, Manoel da Caoba Wanderloy Una, be nomca-
do commandantc do destacamento volante da co-
marca de Flores, em subsliluicao ao Sr. major Jo9o
Nepomuceno da Silva l'ortella : quanlo antes de-
ver secuir para o seu dcslno.
O mesmo coronel commandanle das armas gual-
menlc faz publico, que nesla dala contrado novo
eiigajamcnlo por mais 6 anuos, nos termos do ro-
enlamenlo de Ii de dczcmbrotlc 1852 c decreto n.
I'nido 1U de junho ilo anuo passado, prcredciido
inspeccao de saudc, o toldado da 7." companhia
do lo." batalhao de infamara, Bernardo Denlo de
Noruiiba, o qual pcrcchcr alm dos venrimcii ti s.
que Mo competrcm, o premio do OOj pagos na
forma do arl. 3. do citado dccrclo, c Pind o cncaja-
menlo, una dala de Ierras de 22,500 bracas quadra-
das. No raso de descrcao ncorrer na perda da-
rantagoM do premio c QaqoellM qua liver direi-
lo ;"seri lido como rccrulado. desconlando-sc no
lempo do engajauenlo o de pristo cm virludo de
sentenca, averbando-se esle descont e a ptala
das vantagens no respectivo tilulo, como he por le
determinado.
Assignado.Manocl Muniz Tavare:
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarroado do dclalbe.
nuil as como essas filas microscpicas que se mulli-1 O embarac,, be naturalmenle grande entre ns ran-
plienm nos dedos habeil dos prestigiadores; quando [ didalos que se apresentam. nao a dous e dous como
anligameiile, com bandeiras bem conhecidas e leal-
EXTERIOR.
go, e a corda que ligava-lhe os pulsos s cosas, ar-
da queimando-llic a carne sem que nenhuma quei-
xa Ihe escapasse da bocea.
Tolo Gicquel mui paludo desviava o ro-lo.
Quando os guardas Icvantavani-se todos, ouvio-sc
oulro liro na rliarneca, c n cao Randonneau deu um
longo uivo.
O paslor saltn em p, c lanzando mao de um
lcao brandio o como urna arma. Seus pulsos esla-
vam necros c ensaueneutados; mas eslavam livres.
Elle saltn de cabeca baixa no meio dos guardas que
se aparlaram ; transpoz de um pulo o parapeilo da
janella, edesnppnrcccti.
Ouvio-sc Randonneau, que linha quebrado a Irid-
ia, correr aps delle ladrando como um cao de caca
no bosque.
CAPITULO XV.
O SEGUNDO TIRO.
O paslor alravcssou o caminho como urna fre ha c
passou a escarpa de um sallo. Randonneau alegre
Iroicava dame delle. Os guardas flearam pasmados
no casal, c o cabo Gandcnu fazia a mais Irislo care-
a. Ah justamente a essas horas o secundo len-
le llouaix escrevia a mais bolla phrase de seu relato-
no : aquella em que se folicilava de ler eilo a im-
portante captura que sabemos.
Devenios correr aps delle I disse Gandcau.
A pairulha loda lornou as armas, e labio deixando
I oo Gicquel lieado. A fogida do pastor, o essa es-
oica maneira de quebrar es lacos o linbam repenti-
namente feilo lomar a estatura de um gigante. Ouc
impnrlava acora o pobre machinisla t
Os guardas com o rabo Gandean cm fronlc pn&sa-
ram lambem a escarpa, e eorreram na direcrao dos
lalidosdc Randonnoaii. Os latidos os gniavam para
baixo do roche lo, ao lucar chamado Roche Goyolle.
Era para ah com cfeilo quo linha doscido pas-
tor, nao para galibar o mar ; mas para ganhar a pi ti
e dirigir-se casa do grande Ro-iau, a qual quera
visitar a lodo o cusi.
O mar eomecava a eneher, e as ondas qaebravam-
se snbre a urna onde os rcrfes deseiihavam cm pe-
lo suas radeas caprichosas. () <,Ciilo era anda lor-
io, mas regular, e o eco achava-se semeado de innu-
meraveis estrellas. Do firmamento rahiam esses
clarees engaadores das nuiles claras e sem la que
dio a lodos os objeelos urna apparencia phanlas-
lca.
Cada guarda vio o fugitivo cm um canto da praa:
Do Jornal do Commereio do Rio (ranscrevemos
os seguidles aicos, sobre a Unite Americana, e
imperio do Xayli.
New-York, 5 de noiembro de 1851.
As elcioes.
Al buje lemo-nosabslido complelamcnle de lomar
parle na lula eleloral empenhada cm derredor de
nos. Por um lado n.lo nos poda convir alislarmo-
nos cm nenhuma bandeira anlcs desahermos ao ccr-
lo asdivisas que nella se achavam inscrplas,e Dos
sbese as divisas lem mudado depois que comeron a
lula ;por oulro lado, vendo que al os nosss r-
maos americanos se perdiam a cada instante no meio
da nextricavel c sempre crescenle confusao dos par.
(idos, loria sido lemeridade avcnlurarmo-nos neste
labjrinlho de faeces, de schisnias, de profissocs de
f c (le aposlazias.
O papel que representamos as procedentes eh?-
ees se limilou restrictamente a acompanhar os acon-
leciroentos al o seu ullimo momento, e vimos que
-rcconciaooes mais ou menos sinceras, mais ou me-
nos completas, se operavara as vesperas da luta.
Iloje, porcm, nao succede o mesmo. A,desorgani-
sarao existe era todos os partidos ; a anarchia esl no
sen adge, a le das maioras he desconhecida, a dis-
ciplina foi posta de lado, e a serte da lula esl as
ma.is das minoras.
Nolou-se por sera duvidaa reserva que lemos guar-
dado no meio da lula elciloral empenhada ha ,1
mezes cm derredor de nos. Para que no3 inlromet-
leramos nella ? Quando nao havia rcuniao prepa-
ratoria quo uan prodnzisse una (disidencia ; quan-
do lodos os das appareciam novas faeces ; quando
as divisas c as candidaturas pareciam sahir urna das
nenhum o vio no mesmo lucar. Tantas eram as po-
dras necras c isolad, quantos os pastores immove.s.
Aqu exclamen o rabo Candcau. Espalhem-
se, c procuremos rodca-lo I
Ah disse Estevao ; ao sudorslc, vosss verte
quando o pharol alluiniar.
He urna pedra, respondeo Eustaquio erguendo
os hombros, nao he misler ler invena lo a plvora
para lomar una podra por um rapazinho....A' es-
qiicrda. vejara all !
Mao respondeu Mnrcau, direila !
tem cm nossa frente I disse Georgel, o pali-
Piuho esto era p c o cao jumo dellc 1
Mao linbam pensado anda no cao. Gandean, Es-
tevao, Eustaquio e Morcan tiveram de abracar a
opiniflo de Georgel. O pharol syroo, c ogrupo'coin-
posto do paslor e do co receben vacos claros. Os
euardas reconheceram nm penedu de duas rabcoas.
cm que havia balido mais de um navio, c que lilia
desde o na-riinenlo do mundo sen maulo de sarga-
eos semeado de Conehinhas,
Todos disseram em choro e com um accenlo con-
vencido :
He curioso ver quanlo a noile encana !
A luz do pharol rclirou-se, e os guardas lornaram
a ver o paslor c o cao dircita, esquerda, aira/.,
adianto, por toda a parle.
Escolera disse o cabo Gandcau inclinando o
mis ido para o chao.
O co do pastor era sera duvida venlrilnqun ; por-
que cada nm ulgou ouvi-l ladral a meio quarlo de
legua no interior.
Ao mesmo tonino o vento do mar Irona um cario
lonainquo,c cxlr.v.acmi. menta diado.
En dara um escudo por um rain de la ex-
clamen Pedro Gandean.
Assim Ajax desafiavii a Olympo por .em rato de
sol.
Balamos a praia, aconsethou Estevao.
Vollemos aoTregox, disse Eustaquio: a voz
(lo rao vinha de I...
lis oulros propoxrram diflcrenlesopinioes ; pnrm
nenhum driles avistan o barco era que uos-o amigo
Roblo! fuinava voluptuosamente o cachimbo canlan-
do sem p nem cabeca.
Todas as incertezas dssparam-se quando vollou a
luz do pharol.
Os guardas dstinguiram pcrfeilaraente nm movi-
mcnln nos rochedos que formam o grupo de Roche
emfim os nossos irmaos americanos se perdiam Reata
inoxlrtea vele sempre crescenle confuslo, onosso pa-
pel devia forcosamcnlc limilar-se a acompanhar do
melhor modo possivel as evolucoes que se efleclua-
vam e a registra-las com a maior lucidez possivel.
Mije apenas algumas horas nos separara da bala-
Iba eleloral ; devenios pois suppor que lodos os par-
ldos lornaram as suas posires defiiniivas, e pode-
mos emlun, senao classificar, ao menos contar as
muliiplices bandeiras que Iremulam de lodos os la-
dos Mista arena.
As eleicoes que devem ler lucar amanhaa, assim
na cidade como no Estado de Mcw-York, ao as se-
Cninlcs :
-Va ridade : marc; presidente do jury (recorder),
jui/. municipal, chancellcr, procurador do dlrclo,
direetar do registro ; commissrio da limpcza publi-
ca ; covernador dos inslilutos de caridade ; um juiz
civil; Ircsjuizcs de polica; onze juTzes ded-lriclos;
rsenla eontelbeiros municipaes, e todos os recebe*
dores de conlribuirdcs ; commissario, inspectores e
directores das escolas publicas, c cinlm olciaes de
juslca.
.Vo toado: governador ; vice-governador : com-
inissari.) dos canaes ; inspector das prsoes; os meta-
broa da asseinblca d'Alhany.
Para o enneresso : 3:1 membros represenlanlcs do
Estado de M'cw-York.
E-tes lugares sao disputados por mais de mil can-
lidaUw.que reprcscnlam I partidos ou ParrOes, clas-
silia lo, da maneira srguinlc:
Dcmccralas hard shell (exaltados);
Demcratas sofl,shetl moderados ;
Wbigs;
Demcratas livres;
Partido da lbenla.le ;
Partido da temperan;.- ;
Coalielo de Saratoga ;
Disidentes da roalirSo ;
Know-Nolliiugs ;
Falsos Know-.Xolhings ;
l.ina Canea (lemperanra) ;
Mullieres fortes.
nti-renters (solo livre);
Parlido necro.
Pela simples leilura desla lisiase conlicce que os
schismas, como j dissemos. saufilhos uns dos oulros.
D'ahi resulta que niuilas das separacOes que ha nos
parlidos diae-n apenas respeito a tal ou (al iloulrina.
a lil ou tal indivi lualidade. Mao seriamos pois ab-
solutame ile exactos se mullplicasscmos malhema-
licnmenli! o numero dos candidatos a cada emproen
lelo das r.ioecs que acabamos de enumerar ; alguns
d-enlre ellaslicuramem diversaslslasao mesniolcm-
po, mas rom lilulos diversos o em companhia de no-
mos diffcrcnles.
Ha, cm primeiro logar, cinco candidaturas ntei-
ramcnlc dislnclas para as funrrcs de governador c
de vice-governador do Estado :
Demcratas lird thtll : lireeno B. Bronson; El-
jah Ford.
Demcratas tofl shell: llorado Seymour; W.
II. Ludlow.
Hhi,/s: Ifjrroa II. Clark ; Henry J. Rayraond.
hnov->.,>thiiiqs: Daniel Cllmann ; Gustavus A.
Scroggs.
Parlido da Uberdade: Wra. Goodell ; Ausln
Ward.
O Sr. Myron II. Clark he alem disso candidato dos
demcratas livres, dos falsos Know-Nolhings, e de le-
das as seaefles de tempornea e de abolicionistas, das
mullieres forlcs, dos antirenlers e do parlido negro.
O Sr. Henry J. Raymond, menos feliz do que o
seu chefe de fila, he apoiado smenle pelo partido da
lemperanra, pela coalieao de Saniosa, pelas mullie-
res orles e pelo parlido negro. O seu nome esl
substituido as oulras chapas pelo do Sr. rradford
R. Wood.
Esta mesma confusao se d a respeito de cada urna
das eleic.-s menos importantes de que cima fal-
lamos.
Prloqus loca as oleices municipaes de MewYork,
a rlassifio-cao dos parlidos e modifica de urna ma-
neira mui'.o notavel; collocam-se do seguiDlc modo :
WMgx
Demcratas hard shell;
Demcratas so/ shell ;
Tempernnc;a ;
Temperanga indepcdenlc ;
Know-M'olhincs ;
Parlido da reforma.
Qualro candidatos se dispulam o lugar de taire' :
Os Sr*. John J. llcrrick, siislenlado pelos Wbigs ;
Fernanda Wood, pelas duas secres democrticas;
Jamos \V. Barker, pelos liomcns da lemperanra c
pelos Kno'v-M'olhings ;
Wilson ti. llunl, pelos liomcns da tempornea in-
dependen!; c da reforma municipal.
Pelo sil pb s resumo que acabamos de dar, ve-
rao os leilures que a luta eleloral se complica cada
vez mais, i medida que as considerac/ies do nlc-
resse loral rem coufundirse com as dislinrcOcs gc-
ras que eslioeamosa larcas trae s. Mem a nossa qua-
lidade decslrangeiros.nem os limitas do nosso quadro,
poderiam comportar o exame deesas mil candidaturas
que se cmli iracam e guerream cm lodos os sentidos.
Entretanto, por nutro la lo, ha no poni essencial di
elneao de imanhii quesloes milito vitacs c que
nos locara noile de perlo : llevemos pois certas indi-
cares quelles dos nossos compatriotas e em geral
aos nossos le llores que lem vol nos Estados-Unidos.
Giiyolle. Nao poda h iver mais engao desla vez,
n.lo era nm i forma vaca lomando nao se qnc phan-
tastica inobiiidade as raeiiliras da noile, era um ente
humano que an lava sobro pernos vivas, e raminhava
raesmo ligeiamenlc sobre os seixosda praa. Pedro
dan loan e seus subordinados pensaram unnime-
mente que esse pcrsnnagcra nao poda estar ah com
boa^ inlenei-s ; porquanlo nao eram horas de pas-
seio, e o momento pareca mal cscolhido para pescar
lagostas.
Devia ser oulra captura importante. Pela pri-
meira vez de sua vida Pedro Gaudeau entrevio a oc-
casao de redigr um rclalorio. Justamente elle sa-
ba escrever um pnuro. Faltava-lhc a orlocraphia ;
mas quem serve bem seu pajil, disso Vollaire, rato
lem necessida le de orlocraphia nem de avs !
Um relalorio assignado por Pedro Cando,iu Um
rclalorio circo nslanciado cheio de cor, cITcilo da noi-
le, e endienta da maro...
Meus am aos, disse o cabo em lom faguciro, te-
mos enracem ?
Alcuina rcsporulcram essts espiritas varouis.
E nao temos fri nos olhos *
Nos ps nao digo que nao, respondeu Eus-
taquio.
llavemos (le aquecer-nos. Tenbo urna dea
luminosa. De duas cousas urna : ou o palife que
acaba de desapparerer em Roche Goyotta est sosi-
nho ou lem mulo- cmplices. Se esta" sosinho o apa-
nharemos de pansagem, e se lem cmplices, supponlio
que desembarca rara merradorias. Caminhemoscom
prudencia e valor, n soccesso coroar ooeaos esfor-
eos. ea patria Jabera decretal-nos recompensa- I
Pendo rallad i assim, Pedro Cande ni po/--e a .]ua-
rn ps, EslevAo, Eustaquio, Morcan o Georgel imi-
laram-no. Urna erando emoeao reinara entro cssa
'ropa Ibida ; havia ahi pais de familia que pen-
savara nosfilhinhoa ; mas todos eslavam determina-
dos a cumprir seos deveres. Pedro Gandcau linha
menos merecimenlo que os antros, porque o com-
mando cm chefe exilia a alma. Qual he o guerrei-
ro que nao sent duplicada -na bravura, quan lo \
se repenlinainenlena primeira elasse?
tiandeau alravessoo a praia (pie separa o penbasco
dos pe nodos, vollando-sc do quando em quando para
dirigir aos eompanheiros patarras bem sentidas. Che-
gando aos penedu-, os euardas camiiibavam lenta-
mente. Gandcau aconsclhou-lbcs que se servissem
sobre ludo da arma branca, e lizcssem quanlos pri-
racnlc arvoradas, mas sm aos Ircs e aos qualro, o
al mesmo aos cinco, sob bandeiras cslranhas e du-
\ i losas. A mulliplicidade dos nnmes nada seria po-
rcm se nao hoiivcsse urna cumplicacao de combina-
toos o de amalgamas, que modificara, de vnlc ma-
neiras differenles, a imporlancade cada candida-
lura.
Em um tal estado de cousas (rala-so tal vez me-
nos do procurar o ohjeclo de urna preferencia pror
priamenlc dita, do que do reconhecer de quem so
deve desconfiar.
Em these geral os volos eslrangeiros devem des-
var-sc sem hesitarlo de ludo quanlo he apoiado pe-
los Know-Sothing* e pelo partido da lemperanra.
Seria mesmo prudente rejeilarde urna maneira ab-
soluta todas as listas emanadas de faeces com dou-
Irnas extremas, quaesquer que sejam.
Os fanatismos cncadeam-sc por urna allianca inc-
vilavel e funesta. Abolicionslas e h'nowXolhings,
ultras da tempornea e partidarios ridiculos dos di-
reilos da miilher, lodos se diio as raaos. Para prova
desse apoio muluo baslar-nos-hia o locante accordo
que rodea certas nomes, e todas essas facones que a
pretexta de progresso professam quasi sempre a into-
lerancia c a lyrannia.
Por esle mndvo as listas dos wbigs devem ser pos-
las de parle quasi sem excepcSo, porque vem inva-
n i\-cimente manchadas de certa doulrina quo acaba
em ismo.
Pelo contrario, as chapas democrticas, e prinri-
palmenlc as dos hards-shells, podem ser aceitas, se-
nao como inleiramenlc iscntas de pongos, ao me-
nos como muilo preferiveis s oulras em muitos ca-
sos. E, do fcilo, deve nolar-se que muilo poneos
candidatos desla cor poltica obliveram o apoio das
novas farcoes.
Ha como ludo um ponto de eloicao a respeilo do
qual aconselharemos aos nossos lcilorcs quo volcm por
inleiro na chapa que Ibes forapresentada;fallamos na
eloicao dos funeconarios de estado. A chapa testa
da qual figura onomcdoSr. Murare Seymour offe-
rece vantagens notorias, sem perico algum occullo.
Pelo que loca aos membros da asscmblca de Alba-
nv e do congresso seria convcnenlo fazer cada vo-
lante a sua csco'.ha, c compor a sua lista da confor-
m o lado com as considcra;oos que cima fizemos.
Em Mew-York a candidatura do Sr. Wilson G.
llunl para o lugar de maire he a nica a que pode-
mos prestar o nosso vol. Veramos tambam com
prazer a recleirao do Sr. Francis R. Tllon para re-
corder, ou a elecao doSr. John II, While, so he ex-
acto, corno elle allirma, que nada lem de commum
com Oi'KnoicXothiugt.
O Sr. A. Oakey Hall loria as nossas preferencas
para procurador do dislrclo. Mas, o que he preciso
sobreludo evitar, he a cleicao de homens como os
Srs. James W. Barker o Chaiinocy Scbader, nos
quaes se personiliram todas as intolerancias. Aqu
porcm ha urna resra a seguir : adoptemos as listas
do partido da reforma municipal.
A slo se limilam as iudicaces que podemos c de-
vemos dar para odia de amanhaa ; trate cada um de
completa-las ou de aprovc(a-las segundo as suaso-
pines ouoseu conhecimcnlc pessnal dos homens.
De feto, nunca houve cleicao que exigisse mais ds-
cerniraento e prudencia da parle dos eleitores qua
nao considerara o yoto como o exercicio niacliin.il
de um direilo universal. Tambera nunca o syslema
de votacao por lisias sofTrcu urna condemnac,ao mais
eslrondosa.
8 de novembro.
A aurora eleloral luzio honlem n'um co cinzen-
lo, embaciado e chuvoso. Era indubitavelmonlc a
melhor cousa que se poda desejar para o socego pu-
blico. Passaram por isso muilo serenas as primoi-
ras horas do dia. Todava, pela volla das dez horas
cessou a chava, e em compensarlo comrraram as
desorden-. Apressemo-nos a sccrescenlar que nen-
hum carcter liveram de gencralidadc nem de pre-
meditaban.
Bem que manifeslamcnle hostil e cheia de desron-
fianra, a altladc respectiva dos pai ldos era mais ex-
pectante do que aggressiva ; lodos eslavam promplos
a defender-sc, mas ningaem pareca preparado para
tomar a iniciativa do ataque.
Segundo as infurmacoes que obtivemos do dilTc-
reutes lados c fonles perfeitamentc dignas de f, urna
rixa de pouco momento, um grito do alarma ou de
reunilo sollo em alguns barros, teria bastado para
fazer rebentar urna luta sanguinolenta. Rendamos
gracas ao co por nao ler a lempcslade, quo ronca-
va sur.lamento, adiado occa>i,1o de rebentar.
As scenas mais serias do dia tiveram lugar no 6.
disliirlo, islo lie, nobairro da Prisao dos Tmulos
c do quarlcl-gencral da polica. Uns 25 a 30 indivi-
duos, a maior parle embriagados, encarregaram-.se
da eslranha missao de correr succcssivamenlc os di-
versos lugares onde se recebiam os votos, e de que-
brar as urnas que nao Ibes eram favoraveis. Fize-
ram algumas facundas deste genero sem se embara-
za rem com as pessoes que tentavam resislir-lhcs, of-
ficiaes de polica ou oulros.
A urna que eslava no caolo das ras de Duanc e
Centre foi, entre oulros, e o llieatro de um animado
combate no qnal venceram os turbulentos. Depois
de torera derribado dous homens e cspalhado as ce-
dulas pela lama da calcada, continuaran! Iriuraphan-
lemenlc a sua marcha, sem que a polica parecessa
mesmo lembrar-sc de tingar a sua derrota prenden-
do-os.
soneiros podeaseaa, Foram estas suas ultimas pala-
vras, porque dahi era dianle era necessario o mais
profundo silencio.
Mo fin de dous ou tres minutos Eustaquio que for- "
mva a ata esquerda da pairulha deu um arito suf-
focado, ao qual Eslevan responden por urna jura, o
a pairulha loda levanlou-se como um s bomem.
O inimigo (iiilia-sa desmascarado. Gamleau linha
de pelejar com um exercilo igual ao seu era nu-
mere.
Enlo esse rochedo solitario vio urna halalha que
mereca ser referida com as matares particularida-
des. Pedro Gandcau prerpilou-se sobre ochefe ini-
migo, c houve enlrc os dous capilaes um cmbale
ilesesperado. As Irevas invejesas occullaram nota-
veis feilos de armas, Estevao e Eustaquio moslra-
rau-se dignes do uniforme que tnliam, Georgel taz
honra aos seus pais, c Moreau que era um lapazi-
nho, (eslemunhou una firmeza superior sua
idade.
O resultado desla lula nao pode ser exprosso senao
com precaiices infinitas. |>cos nao permita que
entre era nosso pensamenlo ridicularisar nossas ar-
mas I icio ii-, a iuleiie.Vi foi sempre rcpulaila pelo
fado, e a conduela de Don Qoixotta cm face dos
inoinlios de vento inspira um senlimenlo de aduiira-
;;ao ni|uellcs que as leiluras sceplicas nao corrompe-
j-aui anda ale ao tutano. A lornri de narraeao, quo
parece-nos aqu mais convenienta, he o eslv lo hist-
rico simples, grave o de-pido de ornato. I.imilar-
iios-hemos a dizer que depois de urna grande qusn-
li I a le de golpes Irncados, ns soldados dos exordios
inimicos imitando oexemplodado pelos seus capi-
t.ac-, garraranxe mutuamente i pola, c arraslaram
mis aos oulros para a torre do cabo Trbol.
Chegande ao alio do penhasco, a luz do pharol rs-
clareceii-os e ellcs se leronheceran : a alfaudega li-
nha balido a alfandcca. Pedro Gandcau c sen sar-
cento espancaram-sc rerprocamcnle muilo. Os uni-
formes eslavam amarrolados e os reatos maltralados
pelas bateladas. Alsumas lacrimas cahiram dos olbos
de Pedro Gandcau, c o sargenta que era de om ca-
racter mais varonil e natural de Auvergue proferio
urna jura enrgica. Todos abracaram-se com me-
lancola, ooncordaram era lanzaren) um veo sobre
esse encano, afim de que o povonio murmnrasse,
e a redac^ao do famoso relalorio foi indefinidamente
adiada.
{Continuar-te-ha.)

MUTILADO
IIEGIVEI


")" iv ut
*-f i 11 ni ^ u
yu-nin ii.iim iw w. unn-n w w *. iwj
Na 11." avenid* hroes di mema tempera (izeram
em pedajos as urnas destinadas a receber o* yulo*
wliiics, us gritos de Seymour, Wood e democra-
cia.
l ni Irl.inde/. cliamailo (iilliii lembrou se de fazer
o mesmo urna que so acliava na esquina das mas
Centro c ltester. Mas como desla vez o rebelde es-
lava j, prendernm-o e autuaram-u como perturbador
das cleijfios.
O segundo dislriclo leve o privilesio da primen a
balallia cm rtgra do da. NAo querendo os escruta-
dores aceitar o voto de um Man le/., allegando que
nao eslava naluralisado, o irascivel eleilor respon-
deu-lhes com urna boa dose de sceos. Eta arau-
mcnlajAo da novo genero foi o sigual de urna rele-
ja quasi geral, em qua a polica se conservou espec-
tadora impassivel.
Parec, de resto, ter tomado o partido ele nAo in-
tervir as contendas secundarias, rcservan sem duvida as suas forjas para os casos urgentes.
Centava realmente com scenas tumultuosas no correr
da tarde.
Na maior parle dos pontos eleiloraes as urnas do
partido americano eslavam ornadas de handeirinlias
com as cores da UniAo. Acliavam-se por tal modo
guardadas que desanimavam toda a idea de ataque.
Deveram por sem duvida a esta circumstancia o se-
ren respeitadas por toda a pule.
Em snmina, passou-se o dia em New-York em
condieoes de tranquillidade que nao cram muilo de
esperar. Paree que o mesmo succedeu em Bro-
oklyn. Infelizmente sabemos que Williamsburgli
foi ensanguentado por um mntim, cujos dclalhes c
proporrics nimia n.lo silo bem conhecidos.
Ignoramos igualmente, no momento em queescre-
vemos, a favor de que hornens e de que partidos pen-
deu ,\ balanea elciloral. Contrariamente ao costu-
me, nenhum calculo approxmado permiti presupor
os resultados. L'ma muldao impaciente grupa-se
m torno das mezas eleiloraes e do escriplorio da
Ttibune, escolhida para centro da publicacao das a-
parajoes; mas a impaciencia he n mesma as luci-
rs de lodosos partidos. Courrierdes Etats-U:tit.)
Temos jornaes de New-York ate 15 de novembro.
Ainda nAo era conuhecido o resultado das eleijoes do
estado. Na cidade o Iriumpho dos Nnow Xolhings
foi apenas parcial. NAo aconleceu porem o mesmo
no estado de Massachussets, onde venceram por
grande maioria.
Em Cincinali ia reunir-se urna convenjao desle
partido para a presen lar um candidato presidencia
da Unido.
As recentes eleijoes de membros do congresso em
alguns estados deiiam o governo federal cm mino-
ra na eamara dos representantes.
Parece que o Sr. Soul, minilro dos Eslados-
l'nidos em Madrid, nao ser sustentado pelo sen
governo. De Washington annuneiam que o Sr.
Marcy, ministro de estado, declarara ao presidente
qoe sahna do gabinete se aqnelle diplmala ndo
fossedimitHdo.
um
TRATADO ENTRE OS ESTADOS-UNIDOS E A
RLSSIA.
A bandeira cobre a carga.
Os Eslados-Unidos da America eS. M. o Impera-
dor de todas as Russias, animados de igual desojo de
manlcrcm e de preservarem de toda e qoalquer
conleslajao as relaces de boa inlelligencia que de
ha muilo lempo exislem entre os dous estados e seus
habitantes, resolveram de commum accordo consa-
grar, por ama convenci formal, os principios dedi-
reito dos neutros no mar, que el les reconhecem como
condijoes indispensaveis da liberdade de navcgajAo
e commercio martimo.
Para este fim, o presidente dos Estados-Unidos
niunii de plenos poderes ao Sr. William L. Marcy,
secretario de estado dos Estados-Unidos ; e S. Ma-
gostado o Imperador de lodas as Russias ao Sr. E-
douard de Sloeckl, conselbeiro de estado, cavalleiro
das ordens de Sanl'AnnaJde 2.a clntse, de S. Estanis-
lao de 1.a classe, e da coroa de ferro rt'Austria de 3."
classe,enrarregado de negocios deS. Magestade jun-
io do governo dos Estados Unidos da America : os
quaes plenipotenciario depoisde lerem trocado ou os
seus plenos poderes e achado-os em devida forma, a-
juslaram e assignaram os arligos seguinles ;
Art. 1. As duas altas parles contratantes reco-
nhecem como permanentes e imutaveis os seguinles
principios:
o 1. f)ue a bandeira cobre a mcrcadoria, islo he,
' que os objectos ou mercadorias, propriedade dos sub-
ditos ou cidadAos de urna potencia ou estado em
guerra, eslo isenlos.de capturas ou de confiscajAo
nos navios neutros, i excepcAo do contrabando de
guerra.
a i. Que a propriedade neutra, a bordo de um
naviu niroigo, naoesln sujeila i confiscarlo, a me-
nos que seja contrabando de guerra. Obrigam-se a
applicar estes principios ao commercio e navega-
do de (odas as potencias ou estados que quizerem
adopta-los por sua parle lambem como permanentes
e imutaveis.
a Art. 2. As duas altas parles contraanles reser-
vam-se o direilo de se entenderem ulteriormente,
se as circunstancias o exigirem, acerca da applica-
rdo e exlensAo que devem dar aos principios eslnbe-
lecidos no art. i .o Mas desde jdeclaram que toma-
rao as eslipulajes queencerra o dito artigo como re-
gra lodas as vezes que se tratar de apreciar os tlirei-
los de neutralidad!'.
Art. 3. Fci convencionndo entre as duas altas
parles contraanles que todas as najes que quize-
rem acceder s regras coudas no art. 1. dcsla con-
venci por meio de urna declararlo formal em que
seobrigucm a observa-las.gozarao dos direitos resul-
tantes dessa acccssdocomo as duas potencias signa-
tarias dessa convcnc.no gozarAo destes direitos, e os
observaran. As duas podencias contratantes coin-
inunicar-se-lido reciprocamente o resultado dos pas-
aos que se dercm a este respeito.
o Art. 4. A presente convenci ser approvada e
ratificada pelo presidente dos Estados-Unidos da A-
marica, com o consenlimenlo do senado dos dilos es-
lados per S. M. o Imperador de lodas as Kussias ; e
as ralificijes temo trocadas cm Washinhton ileulro
do espaco de dez mezes a contar desle dia, ou antes,
se for possivel.
Em f do que, os plenipotenciarios respectivos
assignaram a presente convengo em duplcala, e a
tirmaram com o sello de suas armas.
Feilo em Washington, a -11 de julho do anno
da graja 185t. IV. L. Marcy.
Edouard Sloeckl. o
a sua Iniciativa iecesssnle e obstinada que se deve a Tal ora o syitema ,1c Ideas que o eondeScarione
rei.nina da legislaeA.. piemonien. Dos IrabalhnslPetilli, conselheiro de estado sardo, desenvolva
do urna ommissAo eonaposla dos hornens mais cmi- cm nina obra notavcl. Carlos Alberto junlava-lhe
"uir.i i lea, que nao era destituida de grandeza, e
NEGOCIOS DO HAIT.
Ncw-Yoik, 6 de novembro.
O bricue Crotn, sabido a 12 de outubro do por-
to do Prncipe ( llarti ), Iraz-nos noticias muilo in-
teressantes desse imperio insular.
Di/.-se que o imperador encarregnu o cnsul Tran-
ce/, de renovar era scu nome as negociarles com a
repblica dominicana.
Segundo as novas proposlasde negociajes.asduas
narOcs sero unilas na parlo relativa aos negocios
citeriores. NAo lerAo aos olhos do mundo scuAo
um monarcha o imperador ; assim como um
s pavilhaoa banda ira haitiana ; mas pelo que
diz respeito ao governo interior, cada urna obrara
livremenlc. llavera pois dous magistrados supremos,
dous Ihesouros pblicos, duas legislaturas etc.
Sera isto, como se v, urna confederaran do osla-
dos muilo somelhanlc n dos Estados-Unidos, coma
nica difTercnj de que aqu acham-sc ligados um
imperio o urna repblica. NAo se sabe ainda o re-
sultado desta missAo, cujo fin he, segando dizem,
contrariar os prnjeclos deengrandecimento da admi-
nislrajo americana. (Courrier.)
O RE CARLOS ALBERTO, O PIEMONTE
E A ITALIA.
I.
Carlos .liberto e a Austria na Italia.
(Continuadlo.)
Qiiacsqucr que fossem os mytlerios em que Carlos
Alberto se envolvesse, quaesquer que fossem os Ira-
tos que livesse em si de homem de outro secuto, ha-
viam dous ponlos em que elle eslava, se posso dizer
a.-sim,em inlelligencia com seu seculo c com a Ita-
lia. Havia certa ordem de progressos que imava, c
linlia o que poderia chamarse n fibra da indepen-
dencia ilaliaua. Carlos Alberto n.lo era um prin-
cipe liberal de proposito deliberado, que nulrisse a
idea j firmada de realisar um rgimen conslilurio-
nal; era um principe que devia laltei sua edura-
rAo franceza o senlimeulo do algumas necessidades
mais cssenciaes da civilisacAo moderna D'alii um
dos lados serios c uleis de seu reinado,o desenvnl-
vimenlo interior do Picmonte. Era por ello que
lodos os inleresscs do paiz medr.ivam, assim como he
nenies sabia um novo cdigo,o cdigo .libertino,__
que lem o mrito de reunir alguna dea progresan
mais nnlavr-is, de simplificar as liansacjoes, deappl-
car regras communs a lodo o paiz, de crear a gu al-
dailc peranle n lei civil e a lei penal. Carlos Al-
berto despojava a realeza desse trille direito, reivin-
dicado e exercido sob os reinados precedentes, de
suspender por simples bilbelc real a icjo ila jus|.
{a e assegurava a independencia da magislralura.
Creava os conselbos provlnriaes, esse primeiro elc-
mculo ilo enverno representativo, a para poder, di-
zia elle, ouvir a voz e os desejos de seu povo. Abo-
la na ilha da Sardonha o direilo feo lal, cuja exis-
lencia linda opprimia esla pequea populacAo. Em
lodos os pontos do Pemonle, muiliplicnva os Iraba-
Ihos e as emprezas, creando novas industrias e fecun-
dando com intellgcnte proleroAo as que existan).
Elevavacm Tnrin monumentos grandioso* como o
de Manocl-Felsherto, no duplo intento de abrir as
arles nova correira e de fazer revver a lembranja
das glorias nacionaes.
Poder-se-hia dizer que* nestes annos o Piemontc
semnenhuma apparenria do agitajo, marchava len-
tamente em um caminho laborioso e fecundo de
transformando. He ncste sentido que pode-se reco-
uheccr, como dizem Cibrario e Gualterio, que as re-
formas realisailas mais larde por Carlos Alberocxis-
tiam desde o primiro momento cm aermen em scu
espirito, como a consequenca simples c lgica de um
Irabalbo paciento proseguido no meio de numerosas
e poderosas resistencias. Veio depos a uccasiao de
eslendero campo daaecAo publica, de alargar a base
ilas inslituirOcs, de completar as reformas cvs pe-
las reformas de outro genero : o Picmonte gradu-
almente cncamnbado para nova ordem, podo mar-
char nao sem perign, mas sem ir submergir-se na
mais triste anarchia, de mancira que, sob formas ab-
solutistas, o;principio do governo de Carlos Alberto
era realmente um pensamenlo de progresso civil,
explcitamente revelado pelo re mesmo, e que devia
tender aum resultado poltico quebrando o involu-
cro em quo anda encerrava-se.
A paixAo da independencia italiana era o outro
movel fixo e poderoso da alma de Carlos Alberto.
E como esta pa'xAo se n.lo resumira em um scnli-
mento pronunciado de hosllidnde contra a Auslria?
Einbora M. de la Margarita, em seu Memorndum,
moslre o gabinete do Turin lomando partido em fa-
vor de Dom Carise de Dom Miguel; embora o re
sardo mesmo se conipraza cm favorecer as tentativas
de madamea duquez de Borry cm Franca nos ne-
gocios de 1832,lo nAo passa de mais um enigma
desse carcter singular. Em nada dssoost apol-
tica de Carlos Alberto, porque em ludo isso nAo lia
paixAo nenhuma, c a verdadeira poltica de Carlos
Alberto he sua paixAo concentrada em um s ponto,
a lula com a Autlria, o reino da Italia do norte,
o complemento dos destinos do Pemonle c da casa
de Saboia. He neste duelo com a Austria, ha mui-
lo lempo preparado, mulas vezes disimulado,
sempre occullo, que existe o nteresse principal do
ultimo reinado piemontez.
Tambem quaes silo os primeros objectos das pre-
oceupacoes de Carlos Alberto no momento de sua
exaltarlo'! SAo os dous pontos de ailministracAo in-
leror eslabelecidos para atlrahir eternamente os es-
pirites que medtam algum designio,as iinanras e
o exercilo. E Matea explica-so a tenacidade do re
cm por frente dessas duas partes do governo ho-
rnens ebeios de scu pensamenlo, M. ("lallina e de
Villamarna. As (naneas eslavam cm alguns anuos
em lAo bom pe, que o thesouro linha reservas com
que tralava de crear urna caixa militar, e que cn-
Irelanlofserviamparasoccorrera mluslria.para sub-
vencionar emprezas. Inlroduzir as finanras re-
gularidade, economa, e scvcridaile taes que pona-
mos estar em condieo de emprehender grandes
musas, cis a polilica que Carlos Alberto Iraca-
va-se a si mesmo. Mas o exercilo, o exercilo princi-
palmente, era a preoecupaco fixa do re. Por um
syslema novo, o dos conlinuenlcs, que era urna espa-
cie de Candwehr propunba-se fazer do Picmonle
urna populacAo de soldados. Ao menos ninguem era
mais apatxonado do que elle pelos goslos militares ;
comprazia-se com os jogos da guerra, mislurava-se
com os soldados, lomava parte em seus Irabalhos, em
suas fadigas, era amado por elles. Basta dizer que
em um ornamento de "5 milhes, o exercilo piemon-
tez nbsorvia 27 milhes. Verdadeirarocnle nAo ha-
via illusAo. Cm adversario desta polilica, que nao
obstante represcnlava Carlos Alberto cm urna das
cortes da Italia diza : n O rei imagina um futuro !
impossivcl.c entretanto arruina o estado com as des-
pezas de um exercilo que nao he necessario.
A Auslria ainda menos podia enganar-sc, e um
orllente curioso fazia enconlrarcm-se as dcsconfi-
anc,as da poltica imperial e o pensamenlo secreto de
Carlos Alberto. Em 1838, em um campo de inslruc-
c,Ao formado em Cirio, rcunrain-sc diversos officiaes
cslrangeiros. O official enviado pela Auslria, cm
um relatorio secreto dirigido a seu governo, louvnva
o notavcl garbo das tropas sardas; dizia que o re
era o primeiro elemento militar de scu exercilo; mas
havia urna cousa que Ibe merecer reparo; era a or-
ganisacao desse exercilo constituido cm bases, que
parcciam-lhe desproporcionadas com o paiz, entre-
tanto que cm sua opiniAo convino i diminuir o ef-
fectivo, fazer acampamentos menos numerosos, re-
duzir as brigadas, lo he, upprimir para os officiaes
superiores as occasioes de formsrem-sc a mancira
dasmassas, ou, cm oolros termos, reduzir o'exercito
piemontez ao papel que assiguava-lhc a polilica im-
perial, o de ser guarda-avanzada do exercilo aus
hiaco na Italia. O que ha de particular lie que este
relatorio fura communicado a Carlos Alberto, como
para llsongear scu amor proprio pelo elogio, c fazer
aceitar o conselbo. O rc sorria a rssas demonstra-
50es. De urna e oulra parte comprehendiam-se per-
feitamcnlc. Sobrevirram os aconlccimenlnsdc 1810,
e os ameacos da guerra europea. O ministro im-
perial em Turin, o principe de Schwarzenberg, ins-
lava com o Picmonte para quo se pronunciasse, ou
cnl.'io finga considerar lAo pouco duviilosaa adhesAo
da corle de Turin 6 poltica austraca, que fallava
cm fazfr oceupar as posieSes do P pelas forjas im-
periacs. Este personagem spero o arrogante era o
menos proprio para disimular asprelencoes da po-
ltica que representava. Semelliantcs prelcnces,
Carlos Alberto as repellia nbcrlamenle declarando a
neulralldade do Piemontc, Inlvez ilepois de baver
procurado saber o que da parte da Franca sedarla.
E qual era o commcnlario secreto desta neutralida-
de'.' He esla expressao que Gualterio altribuc a Car-
los Alberto: a Anda nao be lempo He este ou-
tro dito que o mesmo M. de la Margarita refere,q le-
rendo refular a narracAo de M. Gualterio : Tudo
quanto so lem feilo, rediizir-se-ba provavelmcine a
fumo, mas o grande dia da realidade chegaie
nAo conviria que livessemos anlecipadamcnle g isto
nossa posir.ao.
Poder-se-hia duvidar dos scnlimcnlos de Carlos
Alberto, vendo as paginas que eu cilava, escripias
para osla poca sob o Ututo : ad maforem Dei
gltriam esse espirito singular amestrar-se cm pro-
curar urna justificaran religiosa de sua immnrlal
patrio cm um versculo do Dculcronomio : Nao
fars rei de oulra nacAo um homgn quo nflo seja
irinAo '.'
Qoando o pensamenlo ile lal antagonismo vivo no
que, revolando a obstinarlo de suas vistas secretas,
nfloerapropria para atenuare-se anlag< nisuio noque
linha de ameaeador pela preponderancia auslriaon.
Elle quera crear por meio de tratados nternaco-
naes una liga que leria por base a rede piemonte-
14, que alravessaria a Salan, os paizes do Hheno c
iri desembocar em Oslendc, abrndo assim urna
Brande artera entro o Hir do Norte e Mediterr-
neo, e fazendo do porto de Genova o rival de Tries-
te. Elle promova mesmo com palito essa dea, e
por (oila a parle enconlrava a Auslria cm suas nc-
goclacOes com Sarasa. Os camiuhos de ferro, co-
mo se v claramente, san mero prclcsto. O lado mais
serio be o que todos percebiain c que Carlos Alberto
n.lo fra o ultimo a compreliender, aquello que in-
ilicava o presidente do conselbo actual do Picmon-
le, M. ile Cavour, cm um Irabalbo publicado em
Franca, dizendo que os caminhos de ferro eram o
que mais podia favorecer o espirito de naeionaliila-
do italiana. Sol a apparenria do caminhos de for-
ro e de commercio era a guerra poltica que agi-
lava-se.
Esla lula tornara-so mais declarada c directa en-
tre a corle de Yicnna e o re duSardeuha por urna
simples queslao commercial, quesobreveio inespera-
damente cm I8i. Exisla um anligo tratado de
1751 entre a Auslria eo Picmonte, pelo qual oses-
lados sardos renuuciavam ao commercio activo dos
sacs com os conloes suissos, obtendo da Auslria o
livre tramito pela l.ombardia dos saos que exporla-
vam de Venan, O Picmonte j nao exlrahia saes
dos estados venezianos : havendo deapp,irecido a
priineira causa do tratado, conservara elle a mesma
forca '! Era duvida para alguns jurisconsultos pe-
montezes. He porm cerlo que, sem prevalecer-se
desla inlerpretacfio e sem consentir em commercio
directo em seus propros estados, a corle de Turin
faciillava ao caniao de Ticno o transito dos saes da
Franca. Tal era o poni de parlida de instantes re-
clamaeoes da Austria, reclamarnos que al cniao s
haviain encontrado resistencia decidida em Turin,
quando a 90de abril de 1846 a Cazeta de Milao
puhlicava nm decreto do conselbo ulico que cm re-
presalia onerava de direitos exorbitantes os vinhos
piemonlezes em sua entrada na Lomhardia. Era um
erro d'AusIria ; por una queslao din i do-a. propor
conava a Carlos Alberto o papel mais bello e que
melhor corresponda a seus desejos, o de um prin-
cipo italiano qucsusleiilav.i em lula declarada com
a polilica imperial os direitos e as susceptibilidades
legitimas de sua independencia.
lal era o espectculo perigoso para a Austria que
o re ila Sardcnha oITcreoera por alguns mezes a
Italia. A llosAo do gabinete de Yienna consista cm
acreditar naa circumstancas em que acliava-se a
Italia, que poderia tirar victoria poltica de urna
guerra de tarifas, que fara um dos priineiros inleres-
ses maleriaes do Piemontc. Era neste designio que
elle fazia ir por dianlo una duplicada ncgociacAo,
pouro dislante na essencia de fazer algumas conces-
soes sobre a queslao commercial, e de oulro lado
procurando influir no animo do re, desconfiando de
suas tcndeiiciss, rcpresenlando-lhe o pergo da ag-
larSo e tentando um ultimo e.-foroo para reconquis-
lar alguma ascendencia em Turin. Carlos Alberto
resista firmemente ncsle duplo terreno. Debaldc os
absolulislas, assuslados desla crise, procuravam fa-
zer prevalecer urna ultima proposicao da Aus-
tria, que offerecia retirar o decreto do conselbo u-
lico sobre os viuhus com a condicao de que o Pe-
monle suspendera o transito dos saes do Tcino,
para definir a queslao intarla no arbitrio de una
grande potencia : nada obliuliam de Carlos Al-
berto, e M. del la Margarita refere muilo ingenua-
mente, segundo parecc-me, que dcixara-se arreba-
lar ao poni de dizer ao re : a Para salisfazer a vos-
sa magestade, s resta-me propor ao ministro d'Aus-
Iria que lncese aos pes do rei, o pcca-lhe descul-
pa de ludo quanto lem acontecido.
Posto que estes fados nao fossem inteiramente p-
blicos, todava cram %astante conhecidos para que
urna viva emocao se derramaste no Pemonle c no
resto da Italia, lano que o re foi um ilia obrigado
a contra-mandar urna manobra, e enrerrou-sc cm
sen palacio para evitar urna demonstrarn popular
que o esperava. Carlos Alberto desforrava-se de
sua reserva oflical escrevendo em urna carta particu-
lar a respeito de oulra medida que tambem nao po-
dia merecer a approvacAo da Austria : Esse po-
bre principe de Mellcrnich Picar furioso ; cu o las-
limo por Islo; mas quanto a mim, nAo obstante o
pequeo, o pequenino partido austraco ou retrogra-
do, eslou resotvido a avancar no progresso em tudo
quanto poder tender para a felicidade do povo e o
desenvol tmenlo de nosso espirito nacional... Dcmais,
se quizessem eliminar de nosso paiz o espirito anti-
,mi-11aro. deveriam comecar por cxpellir-me. a as
correspondencias familiares do rei de Sardcnha tu-
llo parece revelar esto pensamenlo nico e predo-
minante. A 3 de maio da 1816 elle escrevu : a O
que mais desejo depos do bem que devo procurar
por lodosos modos para a nossa patria, be verdes-
envolver-se oespirilode dignidade e de indepen-
dencia nacional que nos dar fore inmensa, se li-
vermos a grande felicidade de ser chamado para
defender nossa nacoualidadc. Este scnlimenlo
manifestava-se as vezes da maneira a mais inespe-
rada, como cm suas conloadas com o arcebispo de
Turin, Mr. l-'ranznni, que parecer acreditar que o
rei o lamia. NAi temo a Austria, disse bruscamen-
te Carlos Alberto em una caria sobre esle assump-
lo, eslou prompto a emprehender s una guerra de
independencia, c havia de recriar do marquez de
l'ranzoni oh seria muilo galante... Tal era o
estado de seu espirilo c no meio dcslas preoecupa-
ees sabe-sc qual era o hroe contemporneo que
ia fallar a essa alma arderlo, enchendo-a de ndm-
racAo ? He Schamvl, o in 1 niavel chefe do Caucaso,
luUindo pela independencia e a nacionalidade de
sua raca. Ali! amigo'
escrevia um dia o re
sardo, como as noticias da f.irca-sia tcm a proprie-
dade de exaltar a alma a Foi por esla poca que
apparcceu em um jornal frailee/, um arligu de origem
inteiramente real, escriplo por Carlos Alberto, se-
gundo dizem, e onde fallava-se dos gtoiiosos des-
tinos da casa de Saboia. Taciturno e fro na appa-
rencia, desprezador da popularidade e atlrahido por
ella, Carlos Alberto deixava escapar sen segredo
menos em suas palavras publicas do quo cm suas
confidencias e seus actos, osquaos lodos parecam
tender ao mesmo fim, quer apruveitando a occasiSo
de urna lula com a Aosltia sobre urna queslao ma-
terial, quer fazendo cunbar una medalha para os
artistas, o escrevendo nella esta inscripro de um seus avs, d'Amedeo \T: J'allends mon ajtre Tan-
tos eram os fados, quanlos os symplnmas colhidos
pela opino da Italia c pola polica austraca.
III.
Em oulros lempos e em oulras condieoes nao ba-
veria mais que una queslao de commercio sobre os
sacs, ou nina lula sobre riscos de caminhos de fer-
ro. Em 18t. estas quesloes nAo eram mais soladas,
conl'undiam-se cm um movimcnlo mais profundo e
mais geral de que eram allmenlo, c que preoecupa-
va a Italia. Esle moviiuento nada devia is socieda-
des serrlas, que de quando cm vez enviavam mor-
seus devores com mo lerac,Ao, aM Italianos de suas
fallas e de suas paixes rom gravidade, a lodos dos
ineios de Irabalharem em commum pata nina rege-
nerarAn nacional. Quaes eram porem rsses meios?
No meio das divi-es da Italia, Gioberti descobril
sua forca, sua anidada moral no pnssado, sua forra
material e defensiva no Picmonte, em Carlos Al-
berto. Daqui a idea de urna confederarAo de estados
de algiim modo collorada sob a autoridade moral da
tanta s, c leu lo por escudo a forra militar mais im-
portante da pennsula. O que Gioberti dizia do rei
da Sardcnha naa deixava de ser estranho, e de asse-
melbar-se a hbil lisonja.
i Carlos Alberto, dizia elle, lem avanzado tinte
anuos os recentes escriptores sobre a idea italiana,
loram estes que puzeram seus arlos cm palavras, c
nno elle que poz pm ictM as palavras dos escripto-
res. Dar vigor nacionalidade italiana por esla
confederarAo de estados, malar o espirito revolucio-
nario por um svslema de progresso civil dirigido pe-
los propros principes, lal er o pensamenlo do Pri-
malo, onv.dlo as Iheorias as vezes confusas, muilas
vezes novas c admiraveis.
Cesar Balbo, espirito leal de cavalleiro monarrhico
e liberal, carcter elevado e puro, por seu nome re-
cordava um dos hornens mais eslimados do Pemon-
le, seu pai o conde Prospero Balbo, que mostrara ser
hbil diplomtico as difliceis negociaroes de 1797 ,
depos ministro presidente e reformador em 1820, no
reinado de Vctor Manoel. O autor das esperancas
d.i Italia illiminava successivamenle lodos os sonhos,
todas as chimerai, lodas as ulopias, o chegava a urna
conclusAo singular lalvez: faza depender a emanci-
paran italiana da dssoluc,Ao do impeiio ollomano
que ollerecia a Austria compensacoes sobre o Danu-
bio; mas na essencia parta de um principio imnui-
lavel, e era qua a Italia eslava mal organi-ada. Por-
ro unum esl necessarium, dizia elle, s urna cousa
he necessaria, a independencia. E em lingoagem de
grave cmor,ao e sincera, deixava presentir seus vo-
tos pela emanciparlo nacional o monarchia consli-
lucional.
Espirito de nalureza dillerciilc, poeta, pintor, pu-
blicista, possuudo a facilidade de lodas asarles ea
inlelligencia das quesloes polilicas, M. Massimo de
Azeglio cm um e-boro especial de urna rcenle len-
taliva revolucionaria da Romana, desenvolva os
mesmos principios. Nada de nsurreiQAo, dizia elle
cm resumo nos Casis di Itmnagna, nada de tentati-
vas por forja armada; expor as injuslii;as, assigna-
lar os abusos, fazer sobresabir os nleresses da Ita-
lia, eis o nico modo de arro. a A grande obra
de nossa regeneraran, accrescentava elle com um.i
familiaridade pilnresca, pode operar-se com as mAos
as algbeiras. O que havia de notavel nestas o-
brai he que eram a expressao de urna forja nlclli-
genle e moderadora, que pela priineira vez lomava
lugar importante na vida poltica da Italia. Ellas
assignalavam o engrandecimento de urna opiniAo
moderada, e esla opiniAo mesmo era urna garanta
para os principes italianos, enllocados ale entAo na
alternativa de lornarem-se os prisionciros de guerra
do radicalismo ou de lanjaram-se no absolutismo o
inas inflexivcl, e do lado da Auslria.
Vio lj,e porque as divisoesriivesscm desapparecido
de repente do sco da Italia como por encanto. He
cbaga invelcada da pennsula itlica, como sabe-se,
o ter mules partidos; e as mesmas obras de Giober-
ti, de Balbo, de M. d'Azoglio, procurando reunir
lodos os pensamenlos, s fziam aullienticar a di-
versidade de suas tendencias, o estranho acervo de
suas conlradieres. Alravez de lodos os prestigios
de um movimcnlo cada dia mais poderoso, podiam
dislingur-se mudanzas que variavam segundo os
paizes, segundo as cidades. Havia o espirito repu-
blicano fantico c cbimerico, enlrelido pelos con-
cilibulos da Joccn Italia, disciplinada por M. Maz-
zini, que sonbava urna pennsula unitaria, a Italia
do povo depos da Italia dos res, a Roma do poco
depos da Roma dos papas, palavras eternamente va-
sias e destituidas de lodo o sentido real. Ilaviam
lambem republicanos federalistas, entre os quaes he
mais forte ou profundo o espirilo local ou municipal.
O partido moderado mesmo nao deixava de ter suas
variacOes, que correspondan! assaz s do partido re-
publicano A idea de tima monarchia unitaria que
abracasse loda a Italia linha seus sectarios; oulros
dirigiam scu pensaiiienlo para una confedcracAo de
estados, que dexando a cada um sua independencia
creasse urna forra nacional collecliva e eslabelecesse
urna espccicMe autonoma italiana cima da anlo-
nomia de cada paiz. / *
Haviam lambem nlgunsVque cstendiam suas vistas
alem do que exista, mclhorando-o por meio do re-
formas no interior. Em urna palavra, aspirarnos re-
publicanas tendencias consllurionacs, IradicerJes
municipaes, esse movimenlo dava sabida a tudo
era como a rai M. Mazzini, pela aejao sobre as suciedades secretas,
conservava indubitavelmenle um poder real, paixes
sinslras fermentavam as sombras, mas estas pai-
xOes eram forjadas a dssjmular-se, e tal era a m-
popularklade da Joven Italia, principalmente de-
pos da desgranada aventura dos irmaos llandeiras,
que os discpulos de Mazzini viram-se obrigados a
pedir ao seu orculo que se calasse.
Na occasAo, as dissenees ronlinham-se por habi-
lidade em nns, por espirilo de patriotismo em oulros.
L'ma idea dominava ludo, a idea de nacionalidade
c independencia que experimentaran! Gioberti e
Balbo, fasciiiajAo dos corajOes e das inlellgencas.
Era o lempo maravilboso para a Ilsla contempor-
nea. Ha na vida dos povos, assim como na vida dos
dos hornens, instantes que jlcveriam ser permanen-
tes: sAo aquclles em que as esperances ainda se nAo
lecm quebrado, em que ainda reina illusAo dos vo-
tos legtimos que se aspira a salisfazer, e em que os
odios dos partidos exasperados nAo lem anda podido
perverlcras sluaeOes as mais bellas. M. Mazzin.em
suas confidencias, fallava com urna compaixSo sobe-
rana e motejadora desse maravilboso accordo; que
erradamente produzira-se sob oulro estandarte que
nAo o scu; rile ah va apenas essa polilica senti-
mental de alguns nco-calholicos, que perdn ludo,
espera ludo de lodos, abraca re, povos, federalistas,
unitarios, e entende que a revoluco da Italia rca-
lisa-se na Arcadia! A concordia! prosegua elle
em urna carta a respeito do um jornal fundado em
Tnrin sob este nomo, o titulo mesmo do jornal he
te algumas
arradico.....a concordia entro quem'
NAo so poderia dizer que era o genio da disrordir
forjado a conservar-se de parle, mas seguro de tea
siia hora, e al eulAo lanjando sarrasmos illusAo
universal ?
Assim, por esse duplicado curso das quesloes ma-
leriaes que surgiam e do movimcnlo de opiniAo que
propagava-se, a Italia enlrava em um caminho sin-
gularmente novo.
Em apparenca nada se havia mudado nos gover-
nos, 6 velho organismo dos poderes absolutos nAo
eessava de existir, mas cslabellccia-se ama epecie
de liberdade tcitamente consentida desde o princi-
pio. Congressoj scicnlifiros que cstabelleceram-se
successivamenle de cidade em cidado, proporcio-
naran! a primeira sabida s prcorcupsres do espi-
rilos. As obras de Goberlc, de Balbo, eram lolera-
das ou Mentirlas O que sabia se era que circula-
vam o fallavam s imagnacOes. Carlos Alberto
mesmo, dizem que conhecera o lvro das Esperancas
da Italia antes de ser publicado. Urna nova im-
mas profundo da alma de um homem, be milito na- irmAos ll.nideras ; era pelo contrario nina rcacrA
jovens e lesgraradas victimas, como os prensa, a mais livre em sna acrao, ebeia de appellos
tumi que manifeslc-sc sob lodas as formas, que cs-
lenila-se a todos os terrenos. NAo be preciso que a
occasAo c us occasioes scjnm numerosas nos pni/.cs
como a Italia, cm que a lula he a rondijAo mais in-
tima dos povos. De I8M) | 1846, tudo parece coor-
denar-sc segundo este pensamenlo, e concorrer pan
o mesmo fim pelos meos os mais diversos. Em! ora
os caminhos de ferro lorncm-sc a nova paixo dos
povos, a lula em breve organisa-sc sobre este ponto,
os espirito* apaixonam-se, ossyslcmas inimigos Hat-
ean por forra das cousas e fazein se a guerra : de
um lado o svslema austraco, de oulro o que poderia
cbamar-sc svslema nacional italiano. Subordinando
ludo ao inleressc imperial, tanto no terreno
material como no poltico, a Austria isolando-se
dos estados sardos quer prender a Italia central
l.ombardia por Bolonha, Ferrara, Rovigo, c
ligar aples por Miufrodona ao svslema austia-
co e lign commercial do Adritico ; ella he
be o centro das novas reanles que nascem dos ca-
minhos de ferrb entro as diversas parles da penn-
sula. A Auslria era lgica e fiel sua poltica, assim
como os economistas Italianos eram lgicos e fiis s
suas cspernnjas proseguindo cm oulro svslema. En-
tretanto a Idea de ligar entre s lodos os estados inde-
pendenles da Italia, desle aples al Turin, para
chegar a completar essa obra pela uniao das alfan-
degasconi exrlusAo da Austria.
as recordaees nacionaes, formava-se pouco n pouco
representada pela Italia de Pisa, a Patria de Flo-
renja, o Felsineo de Bolngna, o Mondo illuslrato
de Turin, a .Intlmlogia italiana, em que cscreiiam
M.M. d'Azcglio, Cavour, Boucomvagn, Farni, Scia-
loja. Nao havia parlamento, mas a tribuna exista
quasi por loda a parle, lias praras publicas. O povo
mais mpressionavrl enlliusiasla da Ierra linha li-
ma polilica que era urna testa perpetua. Forrado
a dssimula-la ainda, elle davu-lhe o carcter de
prazer. Na verdade a siluajao era perigosa, cm Tif-
iada dessa co-cxislcnriade poderes ao principio ab-
solutos, revestidos de prcrogalivas de que j nAo
usavam, c de liberdade) irregulares, de manifesta-
rnos publicas indefinitas. Seria melhor allcndcr que
oos periodos tic embriaguez nAo leem nada de nor-
mal e de dura Inoro, que quando um povo chrga a
este ponto, deve ser prompto cin cscolhcr o que he
legitimo e o quo nao o lie; deve precisar sua aceAo
c reunir os espirito! varillantes.
Contra ellas, contra Mazzini, o primeiro dos conspi-
radores, c sua grande ntkcbim'do deslrucAo, a Jo-
ven Italia. Elle tenda a fiibmetler ao dominio do
publico lodos es-es votos, todas eesasesperance* de
um povo, cujos concilibulos secretos linhSo ale en-
lAo de fazerem de si urna arma envenenada c impo-
tente. Era um espirilo novo que formava-se e que
aconipiinhando sua obra luz do dia, era levado a
penetrar-so de um sentido mais moderado a pratico.
Procuraras causasdascataslropliesitalianas, estadal
a liisloiia, fazer cnmparcccrein o patudo, o presen-
te, as condieoes, M lalereoses, as necessidades da
Italia, sem esajoaeer ion CUtns, tal era o carcter
desse movimcnlo conciliador por urna multdAo de
o-eriplores e de pubblicisUis, ou emigrados, ou na
peniisiil i mesmo.
Havia principalmente (res obras que rieran) m-
pressionar forlcmenle os espinlos, c que por una
singulahdadc notavcl eminavam de tres Piemonle-
zes; eram o Primalo cirile degli Italiani, do Ye-
neeno Gioberti (1843); as llspcrancas la Italia
do conde Cesar Balbo 18i'i I e os Casi de Itomagna
de M. Massimo d'Azcglio (1816;. Sacerdote pe-
moni c refugiado na Blgica, laucado pela poli.i- | Yenecia depoi-, e allnal sua exclu-Ao definitiva da '(]e m
ca fura de seu paiz nos mov.menlos de 1833, Gioberti pennsula. Collocada pelos tralidos de 1815, como '
Dio parlilhava as ideas dos sectarios das sociedades I ja disse na all.Tiialiva de dominar na Italia ou de
forlilicara-se rresecra al enlAn com qualquer perigo
que o radicalismo, scu Bel e involuntario cmplice,
creava aos principes italianos e seus esforen eram
sbitamente reprllidos, se pode dizer-sc assim, por
ama Igitajflo pacifica que collocava-seSobre salva-
guarda dos mesmos principes, identificando-se com
seus direitos e sua auloridade. Era priin ipalmen-
Ic por esle caraelcr moderado que o moviuicnlo ita-
liano lornava-se perigoso para a Auslria, e o direc-
tor da polica de Ycnoza fazia-o notar cm um rela-
lorio ao conde Palfx. a IlAo Iransporlado a batallia
oprogrtuo, dizia elle, do terreno da violencia
para o terreno moral de um Irabalbo parifico e
continuo..., O veneno da propaganda litlcraria
filtra gotlaagotla nosespirlos ; opera lentamente,
mas apodera-se irresislivelineiite dos hornens mais
pacficos e amigos da ordem. principalmente da mo-
eidade too accessivel as impressSes do nacionalida-
de.... Quando consesuircm alienar de nos loda a
popularao, nossa situaran na llalla tornar-se-ba
pelo menos mais difticil..... Realmente, a propria
Tosca na onde reinava um duque, mas onde exisliain
antigs Iradiceoes de governo, eslava plenamente
submissa ao espirito novo que dominava a Italia, c
o principe de Mellcrnich diriga debalde urna caria
conminatoria ao gran-duque. Em Napolrs, o rei
resista ainda, para ir em breve pelo primeiro im-
pulso al o poni de proclamar una ronstiluijao.
Na l.ombardia, os scnlmentos que nao podiam ma-
nifeslar-sc fermentavam secretamente.
Mas os dous focos prinripaes eram Roma e Tu-
rin :Roma, onde um papa reformador sabido do
conclave de 17 jiinho de 1816 abrir a era de
um pontificado generosamente inspirado ;Turin,
onde viva Carlos Alberto, o principe compromdli-
do com a Austria cm urna desavenra commercial
rpidamente aggravada. Esla simple, queslao dos
saes do fiemo nAo agitara somcnle os espinlos no
Piemontc, fora particularmente retiir na l.ombar-
dia, despertando os pensamentos de 1821. O mes-
mo aconteca a respeito de lodos os actos que Car-
los Alberto, sem sabir de ama especie de mpassi-
bilid.i.le o\leri.ir,lane:iva de lempos em lempos como
um enigma a opinin alienta o ardente. Esle Ira-
balbo adianlara-se lanto em pouco tompo, ao passo
que o syslema das reformas prevaleca no Pemonle,
que pelos fins de 1817, cm Milao,, quando quera-
se fallar do soberano pemonlez, dzia- mentea rei. Todas as vistas fixavam-se rala vez
mais sobre elle. Dir-se-ba, segundo um dos nar-
radores dos successos daquellc lempo, que o desti-
no da Italia agitava-se na consciencia de Carlos
Alberto. Em seu paiz ja nAo havia duvida a seu
respeito ; esprcilnvam-no, indagavam das novidades
oceurridas cm sua anle-camara, em seu gabinete, no
sen corajAo......n
Em seus debates interiores comsigo mesmo, Car-
los Alberto nao hesitava sobre o fim, hesilava sobre
os meos, sobre a hora, sobre ,i nalureza exlraor-
dinara desse movimenlo que arrebalava a Italia.
O que assuslava-o nao era a idea de reformas
civis e administrativas, ncm mesmo a de um rgi-
men constitucional ; era Mr. Mazzini e a seila radi-
cal que entrevia sempre diaule de si como por um
preseutimento secreto. Um dia, um dos homens,
que o aproximas un desta poca, achava-se em pala-
co, viudo do congresso -cientfico de Genova. Car-
los Alberto moslrava ruriosidade acerca de inlorma-
roes que nao foram promptos em dar-llie, talvez
por dcsconfianea. E o que se diz baixinho no
congresso '! acabou elle por accrescentar com sorri-
so.Bauitiho, -culi u. respondeu o inleilocutor,
dizem : Yiva Carlos Alberto, rei da Italia O
semblante do rei alegrou-sc singularmente, depos
lornou-se Jo repente sombrio quando o interlocutor
accresccnlou : E mais baixinho anda, senlior,
todos dizem : Yiva Mazzini! o
Assim ludo aprsenlas, i-llie seu pensamenlo sob
o aspecto o mais seductor e sob a forma a mais
odiosa para elle. Quanto ao essencal, elle acredi-
lava que os revolucionarios liuham raz.Ao. Se fosse
permitilo fixaro instante em que as resolujdes do
rei sardo loin.ivan cm scu espirito um carcter mais
firme c preciso, poder-se liia dizer que foi no mo-
mento da brusca or.ciiparAo de Ferrara pelos Aus-
tracos. Nestas condieoes urna lula apresentavn-se
sob as cores as mais proprias para ferir urna alma
agitada do inslinclos religiosos c cavalleiresco* ;
havia ncllas alguns visos de cruzada. Po IX,
como sabe-se, prolcslava contra a oceupacaode fer-
rara, e Carlos Alberto escrevia a um de seus ron-,
lideoios que, se o papa necessitasse de soccorro, elle
eslava promplo a rombater at o Jim. Desde en-
lAo ludo precipilava-sc, c esta historia nAo he mais
que um cncndciamenlo de setos desicvos propros
de Carlos Alberto ou deliberados em commum en-
tre os governos italianos,uns e oulros igualmente
inspirados por este duplo pensamenlo de indepen-
dencia nacional, e de regencaajao que arraslava a
pennsula.
Foi no oulono "de 18i7qno chegou para o Pe-
monle a hora de resolver esse longo e ardenlc Ira-
balbo. Carlos Alberto romerava por deslindar css
conflicto singular de influencias rivaes que organi-
sara em seu conselliu. Algumas asperezas de disci-
plina occasionaram a demissAo do ministro da guer-
ra, Mr. de Villamarna, eo rei eicolhiaesta occasio
para afnstar do ministerio dos negocios eslrangeiros
Mr. Solar del la Margarita,que pareca nAo ter cons-
ciencia para eomprehender quo seu dia passara, c
que acredilava dever aos seus principios o esperar
ser novamente chamado. Com M. del la Marga-
rita dcsapparecia do conselbo o ultima elemento
absolutista. Islo linha lugar a '.( de outubro de IN 17.
e a 31) a gazeln olllcial puhlicava una serie de de-
cretos de reforma que smplificavam a administraran
dajusliea, iuslilujam a publicidade as causas cr-
minaes, crcavam um tribunal de cassarAo abolin-
do as jurisdiejes cxccpcionaes, eslabeleciam as ha-
zes de urna organisajo nova das municipalidades
c das provincias, fundada sobre a eleirAo, e regula-
vam a acrAo da polica. Prnntellia-se urna revisAu
das les sobre a imprensa. A i de novembro, um
f.iclo lo oulrn alcance linha logar cm Turin. Ro-
ma, representada por Mgr. Corboli, a Toscana c o
Picmonle ligavam-sc por urna unido de alfandegas
que, as circumstancas pre-eiites, era a peJra de
espera de urna allanja poltica. Alguns das de-
pos, a 27 de novembro, novos decretos conpletaram
os de 30 de outubro. Que restava a essa poltica.
seuAo dar mais um passo e locar em urna reforma
constitucional ? He o que aconteca a 8 de fevereiro
de 1818, apenas um mez depois dos prximos dias
desse lerrivcl e misterioso auno, que arabava de
eslrear por urna insuireicilo na Sicilia. A 8 de fe-
vereiro, Carlos Alberto promulgava as disposiroes
cssenciaes qoe tornaram-se o estatuto actual do
Piemontc, e todos estes actos realisavam-se no meio
da effervescencia cresrentc da Italia, no meio das
ovajile enthnsiaslirns em queconfundiam-se as ac-
damarocs a Po IX, a Carlos Alberto, re da Ita-
lia. Muilos oulros gritos esrapavan do sco dessas
massas (rntenles, que mereciam reflexAo.
Urna das scenas cerlamenle mais extraordinarias
dease lempo, urna daqucllas em que revela-se a
ova 11 aran dos espiritse quo ptrece marcar o fin
do urna poca, foi a manifcslajo que leve lugar cm
Turin, por occasAo da convocaejo da guarda cvi-
ca. As corporajocs, a magislralura,a uuiversidade,
as academias, cram representadas, t) apparato das
feslas nslentava-.se por loda a parle. Depularoes
das provincias, de Genova, de Chamber, de
Nice, do Novare, d'Alcxandria, d'Aosle, -de Pigne-
rol, marrhavam precedidas de suas bandeiras di-
versas. Nesla prociss.io era nolavcl mu grupo de
homens, a maior parte aindn jovens, que Iraziam
signan de d c sem estandartes, era urna depulajAo
dos rcfugiailos lombardos, que de alguns annos
aliluiam a Turin. Collocado no cenlro de seu cor-
tejo real, Carlos Alberto, de rabera encanecida, e
de figura plida e sera, va dcslilarcm diaule de si
essn massas que procurava sondar com seu olhar
quando de repente um rumor espalhou-se na mul-
lidAo com rapidez clcclrica : era a milicia da revo-
lue.'io que arabava de rcbenlar em Pars a 21 de fe-
vereiro. RcvclaeAo tremenda de urna sitaseis no-
va Para lodos essn elementos ardo* tes que agta-
vam-se na Italia, de alguma maneira abi reunidos,
na prora d'armas de Turin, nAo restava mais que
conf iindircin-se, c dessa ronfuso ia sabir i .arlos Al-
WTERIOR.
(:(>iiiii:spoMi:\(i\ do diario de
l'KRN AMItrr.O.
Rio Grande do Norte.
Goianninba 10 de Janeiro.
NAO pude na minha ultima missva nolriar-lbe o
que por ca vai oceupando acstalisliea d cousa o-
lave.s: em algn. lTfthp^ foi.me |)redj0 re|i(,er ,|q
menagem ao lacnsill0 agora you par ,,.,.
sea-las.
Entino pWmaro.-Muito ,e i,m Ccupado o pu
blru das vanlagens desle iniporlanlissimo ramo pelo
melhodo de Cislilbo : issim deve ser, porque no pe-
riodo de j horas aprender urna erianca 12 raraclc-
res mniusciilos o minsculos com os seus competentes
o,uarcnla valores, resultando daqui a prompla facili-
dade de 1er inmediatamente as palavras ; he um re-
snltado quasi sobrenatural. Mas cita admiraiio si
affccla ao publico das oulras provincias, porque o
dcs'.a acba-se cm contacto com a maravilhosa inven-
jAo do augmento das avilabas. Veja la se tenbo ou
nfio niRo. Ensina-sc por r que v.g. O nomebairro
lem 3 svliabas, a razio (diz o mesire) he porque
urna vogal pode, sem o soccorro do oulra letlra, for-
mar um sem s> lia loco. Molavel rjzao E porque p-
le.... crgo -leve-so reduzir zero|umsenlior diton-
lo, e pelo uso do elaslerio, obriga-lo a que se trans-
forme cm duas sitiabas Que lgica dainada, mcu
bom S. Antonio! Parece que a nalureza modellou
laes homens exclusivamente para o ensino.
J se deixa ver que, o melhodo anligo nAo he lAo
feiocnmoo pintan, porque, dizendo os modernos,
que elle por demasiadamente complicado cansa a in-
lelligencia do joven aprendiz, e que nAo raras vezes
produz abalimento as faeuldades quasi embriona-
rias ; o contrario nesta provincia se observa, e tanto
nao tem fundamento o sentir Jos modernos que, di-
vidindo os anlgos cm duas sv liabas o nome bairro
ha quem agora Ibe accresccnte urna lercera por
emprestimo oa doajAo. Seria muilo para desejar
que (aes professores fossem empregados no ca-
sino da escola normal. \ nvenrao (em-se eslcn-
ddo tudo o que faz objeclo do cnsno primario :
attention !
L'ra qudam, pergunlnndo-se-lhe cm exame de
quem era filbo Jess Clirslo > Respondeu ao p da
letlra, de S. loto BspMsla e de N. S. Mara Sanlis-
li-sima. TAo formal heresia nAo foi mpodimenlo
dirimente para o professoralo ; esta chuchando pro-
labore, os (rezenlos bagos annuaes.
A outro aspirante maudou o examinador eserever
para somniar tres addirOes do nmeros complexos :
muilo senlior de si respondeu o cujo aqu na capi
tal nao se usa islo. s NAo era possivel que se nAo
aproveilasse um mojo deesperanjas enfesta.las! Mas
lenho f cm Dcos que males desta ordem serao re-
mediados : disse-mc o Nanan que na asemb!a des
la provincia foi lido o parecer da commis'Ao de ins-
IrucjAo publica, sobre um prnjeeto regulador dos cn-
sinos primario e secundario, o qual lem lautos arli-
gos quantos tubos pode ter urna grande carleira ho-
uieopalhira, e o Farota que ludo sabe, e sobre ludo
falla, tambem diz a quem queira ouvir, que nao be
possivel que de lanos tubos ou arligos do projeclo
nJo se possn compor urna dse homeopathica, que
sirva para o pagamento das syllabas emprestadas,
para a extirparon das heresias, e para a admssAo e
uso dos complexos, (Ao ndspensavcl no trato com-
msrcial.
Destacamento.-Nesla villa ha um magote de sol-
dados, que jaz cm um perfeilo lupanar : o quarlel
he um viveiro de concubinas, ou melhor, um ca-
tello, donde acida momento se procura bombardear
a moral publica. E porqnc a sensualidade militar
nAo se satisfaz com as concubinas, que cslAo regi-
mentadas nessa especie de serralho, um soldada de
nome Manoel Canario, apossou-se de urna filna do
Ferro-Velho, principio para o casamento, o depos
nao lendo obtido pcrmissAo para o concubinato : a
grara chegou a poni de faca fra, enlre o mano da
infeliz eotal Canario.'Oulro nidada Joo Vicente,
raplnu a filha menor de Manoel da Costa, o qual
leudo a seu favor dousanenxins : o primeiro,o cas al-
io, por dar um coure, nAo se 1 lio corla a perna :o
segundo, boa he a filha que volta para casa paterna,
tralou de tomara referida filha do pdenlo soldado;
mas esle, que be rapaz de olho vivo, raptou a mu-
Iher de Francisco Jos. Nao abalante eslas desenvol-
turas militares, a (ranquilliiladc publica nada sofTre,
a paz das familias n.lo he perturbada, a moral nAo se
d por offendida ; finalmente ludocaminha em marc
de rosas. J
Ferimcjfs grtK-es. No0^ do correnle, muilo'
perto d#rla villa, no lujMi*^rJrrqnim, Manoel Fran-
cisco Pereira, mestre de assucar do engenho San-Mi-
guel, com um faco jarreloira Francisco Ignacio,
dando-lhe mais ama entilad i no hombro e urna eslo-
cada sobre o peilo. Depois de assim mimosear o
rompanheiro, veio i esta villa, c milito a sangue fri
fez compras de gneros alimenticios, dcscanjou c se
puz ao fresco. I.ogo que so soubc quem era o autor
dos ferimcnlos o delegado deu suas providencias, e
seguo-o cm pessoa ; esta diligencia foi malograda,
mas o reo foi preso por pessoas de Tamalanduba.
Uto de facilo. No dia 8 andou nesla villa o Fi
lippe Pereira, atlravessdo com um gratule facao na
cintura. O Farota me diste quo os faefies nAo eslAo
compreheuddos na lisia das armas prohibidas. To-
dava eu nAo eslou pelo que a esle respeito diz o
Farota, entando quo be bem mal entendida a moda
dos les faenes.
Na noile de 5 do correnle, urna sucia de vadios
percorreu as ras desla villa com insolilo alaridos no
chamado bnuba mcu boi. Este fulguedo (e tal
nome I he cabe,', que s lem em seu abono a immora-
lidade publica, faz-se aqu todos os annos. Algumas
pessoas sensatas nAo consentirn! que se armasse em
suas portas essa oflieina da insultos |ao recalo e ho-
neslidade devida s familias. Se he espectculo pu-
blico nAo se comquelicenja a cnnalha o apresen Ion ;
vou indagar do Jos Bernardo, que lie aqu adminis-
trador das rendas da provincia, se os motores do es-
pectculo pagaram o imposto da lei, e se he immora-
lidade quero pcrgunlarao Nanan, (que era o vaque-
ro mestre,} se nestesj lias estn suspensas as garantas
da lioneslidade c decoro publico ? Se eu fra aulo-
ridade policial litaba feilo coqduzir os laes galonos
em procissAo a urna prsAo correccional.
Tumulto popular. Corre por aqu a milicia de
que em Nova-Cruz, a canallia se levanten contra o
capellAoe o subdelegado Garapa, pela lailn da le
do registro das Ierras, a qual dizem foi controvertida
pela can.din, dizendo esla que a lei era para caplivar
os que (ivessem menos de KMISUOO rs. Q capcllao es-
capou pelo pao do canto, e o subdelegado se na> se
pe ao fresco torinva-se urna garapa pirada. Para
nAo chegar a esle ponto, diz o Farofa, que expedir
o snhdelegado um proprio, pe lindo sua dcmsiAo
ao governo
Feira.O commercio aqu lem cnchido as ber-
nardos : na feira da semana passada, oceuli mei vi-
derunl, houveram sele cargas. Islo mesmo he aug-
mento para a Ierra I Quem lem culpa disto ? O
Nanan, c o Farofa que o digAo.
Cmara.Antes do honlem vi passar uns cama-
radas, nao me admire! e disse rom os mens bolfies
matulos* praja he torea de negocio : honlem v
passar a mesma turma, e s mesmas horas ; enldo
fiar nos milagrea do magnetismo: aqu falhou o quod
volumus fucile crediinus.
Algumas pessoas me lem aecusado de menos in-
dulgente para com a polica desle lermo, nao as en-
leudo se eu encobrisse ccrlos fados, tiziam que fal-
lava a venia Je ; se narro os acontec inenlos tacs quaes
se dan, analhema til, porque nao sou indulgente !
NAo se cm que conla sera tido n Ilustrado collcga
de S. Jos de Mpibii Em sua carta de 13 do pas-
sado diz elle, fallando a respeito da polica daqui.....
olla prende, sola, condemna, tbsolve, mata, ella
casa, finalmente a polica de Goianninba lio mais te-
mida e respeilada do que quantos ciganos ha... Em
poocas palavras disse o rollega tudo o que se pode-
ria dizer, elle nao poda fazer urna mais cabal bjrpo-
lyposis;em seis palavras que os grammatiros cha-
mam verbo, delinoo carador, indole.propensao,na-
lureza e crimes do gerente policial. Daqui conhe-
cera que o que Ibe tenbo escrito he o resultado fiel
do que aqu lem feilo a polica : Dos a conserve
para bigorna dos collegas de S. Jos e da capital.
Juizo de paz.L'ma pelijAo foi presente a cerlo
juiz de paz ;cujo nome o Farofa nAo me quiz decla-
rar,) o qual leudo de averbar-se do suspeilo, assim
despachon : Com muilo goslo me averbo de sus-
peilo para auloridade compleme do Sr. hjiz de paz
conheeer da levosia e ralunia desle autor menlirnu-
o. Nao eslranbe a orlliographa ; alm de ser de
mil de paz, unida ao sentido do despacho forma um
engrajado ramnlhele.
SambaEn me arrepava com a desenvoltura
militar nesla especie, roas agora nem (ugr, nem mu-
gir, se como afllrma o meu collega de S. Jos, a po-
lica na capital lem por timbre o jogo e o samba ;
aqu o que nao fara f O que ella he na capital dis-
pensa a explcajAodo que pode ser nesla villa, njui-
ze o que ser om destacamento ocenpado exclusiva-
men(e do jogo, samba e agurdente?
Ainda nSo he chegado o meu P.....e por Is-
so nao Ibe posso dizer que fim levoa o processo de
Thomaz Vieira Alves di Gama, qoe ne Uru embos-
cou a Vicente Fcrrera. Neste processo houve nm
verdadeiro qui pro quo, por quanlo (note que o Fa-
rota he quem diz a quem queira ouvir) indo o pro-
cesso ao promotor, este considerou o crime afianca-
vel a respeito do Vicente, e inadanjavel qnanlo ao
Thomaz, na pronuncia porm eslao trocadas as bo-
las ; e o que mais he, o processo abiU,exoessit, eru-
pil, evasil'. Deixe chegar o P.....que eo r>o-
re ludo em pralos limpos. No entinto o pobre
Vicente nAo pode tratar do sen livramento, porque
o processo i semelhanja do thesouro do avirenlo,
n.lo tem licenja de vera luz do sol A proposito,por
fallar em P.....devo dizer qoe elle no compa-
receu em urna s das audiencias dn'juizo municipal,
e nem respondeu portara em que o juiz ordenava-
lhe que declarassc a razan de seu nao comparec-
ment. Em correijao nao se o que allegar peran-
le o juiz de direito,que ja nAo dexar de saber o quo
lem feilo o P.....
Mait um tumulto popular. Neste momento aca-
bo do saber que em Tamalanduba a canalha se pos-
tou armada de clavinoles, facoei e facas junto di ca-
pella, esperando que se lesse eslajao da missa a lei
do registro das lexras. Terlam sido victimas os pes-
soas gradas.se lal le fosse lida: a ideado rapliveiro he
a que excita estes umullos, felizmente nesla fregue-
zia nao ha o mais leve indicio de igual tumulto : o
povo lem ouvido as explicarnos que o vigario ha fei-
lo, e preparn-se o vr registrar os seus ttulos sem
repugnancia.
Tenhn-mc alongado de mais, fique o resto para
oulra vez. De seu amigo JV.
Parahiba.
12 de Janeiro de 1855.
Ha muilo quo nAo subo no Pimo, porque Meircles,
alai -otado com a abertura de ma academia, me nao
tcm querido servir de musa ; e al, allropellado por
tantos curiosos, que Ibe demandam noticias do Ori-
ente j se vai esquivando a servr-me de noliriador.
Os curiosos bem podiam esperar, que o seu Diario
communcasse as noticias do Meircles, e nao incom-
modar aquello cidadAo prestante em pergiintas ocio-
sas, e talvez indiscretas ; mas o meu amigo deve ter
paciencia, e fazer ouvidos d mercador, com o que
me tenbo dado ptimamente, quando os encontr.
Como lhe ia dizendo, ha muilo que nao subo ao
Pind ; mas tenho urna missva ensalada, em verso
heroico, para a lomada de Sebastopol, porque esla-
me parecendo, que perco.n mcu haronato por cau-
sa das malditas espingardas de Mini, que abrem
lAo enormes clareiras as massas moscovitas.
Ficarei eternamente com o mcu nome de bspls-
mo ; paciencia....
J que fallo n'csta materia, na qual estou-me tor-
nando maniaco, quero contar-lhc o que me acon-
leceu ha poucosdias.
Eslava eu n'umi d'eslas manhAas tratando de d-
girr o almujo, eis que ebega Meireles ferrad a um
seu Diario, e com um chipo de sol debaxo
do brajo esquerdo, o corpo meio pendido para
aqnelle lado, e com o lal Diario desdobrado na
frente a guiza de aveulal de pnsteleiro, e sem mais
exordio foi dizendo. Muilo supapo, pancadaria, os
alliados e-tao sem barracas, os Ingiera chuparam de
bayoneta, os Francezes de metralha.e os Tarcos le-
caram I i inhales. .
Est endemoniado? Disse-lhe en. O Times
pede soccorro, diz que nunca foram guerreiros,
quer urna ressurreijao de morios ; I). Victoria eslii
de spleen ; e I).....nao se o nome, esla ensaiando
um subvenite.
O que lem, homem de Dos ? Os Rossos alirara
a esmo, mas acertara bem ; os alliados fazem proe-
zas, mas tornam-se cadveres ; os Francezes ouvem
pouco; e os Ingleses, ainda os que leem o nariz pe-
queo, ndo veem duas yardas adianto rt'lle.
Sr. Meireles, ponha-se so fresco Nao eslou boje
para alura-lo..
Os Russos eslao de capote cnzenlo, os Inglezes do
caljas pardas, e os Francezes fazendo pontanas....
Homem de neceados, nao me apure a paci-
encia !
Os Turcos dizem: S Alah he Dos, e Mafoma seu
prophela ; os Inglezes rwpondem yu ; e os Francc-
zei ouf.
Nisso oulro Bentinbo, c diz : Nao, senlior, os
alliados venceram redondamente!.
Mas perderam muila gente. Porm fizeram cla-
reiras horriveii. Mas liraram sem barracas. Po-
rm nao embarcaram. Peior para elles. Hflo de
lomar Sebastopol. Nao. Sim. Veremos. Aposto.
E tanto disputaran!, que Meireles dexando o
diapo de sol, e o Diario, nbiaeou urna vassoura
e sabio ; c Bentinlio encaixou na cabsji a barreti-
na de urna vsinha, qoe a linha deiado em nossa
casa, e mudou-sc.
Fui dar balanjn nns despojos, e achando o OanV,
vi entAo que a notiria da grande c iiii|iorlantc vic-
toria dos alliados, fora causa d'aquelle disturbio.
Em verdade houveram dimanadas a valer.... E
que servem os refes Mini para um amigo,
vem conversar i nrelha, o experimentar a
(rabilidade de nossa pellc ?
Os senhores Russos leem mostrado urna actividad*
diablica, e bastante razo de queixas lecm os In-
glezes conlra a sua fulminante arlilbaria, ainda uli-
rando ao acaso.
Corre
que
pene-
bcrlo com a espada n'uma mAo, e a bandeira da in-
A Aus na rom ruto assuslava-sc desla sitnacAo; dep,dcnria na oulra. cerlo rei picin0,llel
era a dcslruioAo lela. gr.dOll, pacifica de sua pre- I ,inhl clllao 0 ,,ireilo ,,c t ,r a05 aulore9 ,,, ova.
ponderanc.a na Italia primciramcnlc, de sua lego- ejnemamfcttacnoqwdiiia dalles rom algn.
ranea enanas proprias provincias da Lombardo- dw,,cm em ,imaoesas confidencias intimas de (i
aeeratss. O que estas queriam destruir, elle deseja-
va regularisiir e firmar. Fallava aos principes de
ver-sc ameacada at em suas possessoes, senlia-se
impellidapara este ulllmo extremo. Sua iniluencii
grilarem, vciiham comgo derramar sangue prla
patria.
(Confi/iuar-.s-/ia.;
por aqu, nao lie nolicia de Meircles, qoe
julguei que tacs penons am para a escola, boje ao | os Inglezes pediram emprestados dez mil homens aos
passarem os cmara la- fui informado de que cram
os illuslrissimos voreu lores, que eslavam a bracos
com a ordinaria. Conlou-ine o Farofa (vnlha a ver-
dade que um dos ver 'adores pedir a palavra para
por urna postura para elle) conccdcndo um suicidio
aos rereadores de Artz. Se eu fora vercador, vola-
va a favor da postura ; com o suicidio acabar-se-
hiam os illuslrissimos de .frr;.
Diga-me seriamente j rheaou por l a noticia
com certeza certa da lomada de Sebastopol? Em
Pars os calillos dos invlidos anda nao aniiunria-
ram essa victoria, que levia ser aleanjada quando
muilo em novo dias? (1 estpido de 18(S, que ele-
vado ao fastigio de imperador, he o sabirhAo de
1855, ainda scoecupa nos preparativos do Te Dcum'.
As notas lelegraphicas anda annuneiam que os al-
liados s morrem do cholera,c os pobres Russos
ilc bala? A concspondeiicia dos Godemet anda
procura justificar de prudencia a imprudencia dse
allirmar romo seguro o Iriumpho iiovcnal? Merecer
algum crdito a prophicia do somnambulismo ani-
mal acerca da lomada de Sebastopol, ha cinco das,
com a explicarAo das mais ni indas chrumstancias !
Nao seria couveoienlc que se iinsse em vinculo ma-
trimonial o corrcio trtaro joven magnelisada ?
Mas he bem que lal casamculo se nAo faja ; porque
a se casarem quidnam futurnm esl, si rrearenl li-
beros 1 O caso he que o estpido de 1818 transfi-
gurado em sabirlio de I8."ij nTio so tem querido
Porluguezes, e dezeseis aos Ilespanhos.
He bem peinado ; nada ha como toser a guerra
com sangue slheio, he quanto a mim, o mrsmo
que comer em refeilorio de convento, sem ser
frade.
E o que resultar, deludo isso? Quem Uver vi-
da ver o moiislro, que produz essa amalgama.
Quem dira qoe nu seru| l9 0 caprio|ln (|e i-|
duza de ...divi.luos, o egosmo de oulros lanos, e
mais nao sel o que de quanlos, produziij o ncalcu-
lavel morliciuio queeslamos ouvindo ?
Para se ser pliilmlropo ser mis(cr degolar a hu-
mai.da.lc ? Dcver-se-hia sacrificar a um falso pun-
donor mlhes de vclimas ?
Ndo se; mas o fado existo com todas ns suas hor-
fveis coiisequencas, que (crin de influir em muilos
seculos.
Nolcici-lhc que 0 vicc-coiisul de S. M. britnica
chegou aqu cm um navio de guerra il'aquclla na-
jAo, que se acha ancorado em nos-o porto, la-
mentando oAo ter lomado parle na gloria da arma-
da allia.la, que fez calar lodas as bronzeas boceas
dos fortes da barra de Sebastopol.
Saiba agora, que ainda nAo vi o Sr. ilee-consul,
do qual fdualmcnte formo muilo bem conceilo. li
um salisfajAo, que lhe devo, c a qual nj0 qcro
fallar, porque eslou informado de que lio um ca-
valleiro delicado ; e que em nada se assemolha
seu antecessor.
T-i
MUTILADO
*>'
IIEClitl


fo db 10 o conimandanle do hrigua inglez con-
vidou S. Ex. par ver mis (iros ao alvo de artilha-
ria, o dos laes refcs n Mini.
Eo Uve minhai cocegas de ir vera brincadcirn ;
mas lendo certeza de que me recusavam collocar-me
no alvo, lugar que cu reputava mais seguro, nao
quiz eipdr-me em oiilro, at mesmo porque cu nao
vi o eslado de minhas conlas. e nao quero ser cha-
mado a ajusta-las assim de improviso.
b'allei ao lugar mas o Meireles assitlio a
ludo.
l'icou molo*hcan(ado de urnas fardas encarnadas
que vio a bordo, lamcntou que o nosso ministro da
marinha nao adoplasse aquelle sangrento fardamen-
lo, quo tem, diz elle, a grande vanlngem de acoslu-
mar os militares .i cor de tnngue.
Uotlou lambem da continencia militar feila a S.
Evc., e do garbo dosoITlciaes, que, disse elle, lie pe-
na serero Inglcies, e nao estarem em Sebasto-
pol.
Alguns tiros se fueram com os retes a mnilo mit
de mil palmos ; mas urna so bala nao locou no al-
vo. Diz o Meireles que o atirador leva oulros tantos
formidavcis supapos, quantot tiros desfecha. Nao lie
m a brnesdeira. Susloiila, selle nlende da chi-
ta, que o grande esforcoem expellir a bala, quo sa-
lie imito comprimida, he causa da elcvacAo da ba-
la, que deve falliar muilo fcilmente o alvo.
N.lo seise elle lemrazao ; mas lome ella o ini mi-
go de longe, e estamos bem.
Dous Uros de peca foram feitos, e por um vetera-
no, em mar tranquillo, aem motivo de queia do al-
vo ; olerceiro, porm, ron vencen-me, de que nem
ainda no alvo eslava seguro, porque eslragou-o com-
pletamente.
Em mar empollado sempro ao vigsimo tiro dara
no alvo, salvo erro.
Diz o Meireles que nada faltn, excepto urna co-
lumna moscovita, psra er a brincadeira completa.
NAosel ae elle lera hom goslo.
Depois das experiencias relirou-se S. Ese, rece-
bando a salva de obsequio, e foi janlar a casa do vi-
ce consol.
Alli nao penetrou Meireles, e porianto, nada Ihe
posso dizer do que hoove.
O calor tem crescido extraordinariamente, e eule-
nho-me visto em aperlos porque nao gosto nada da
calma.
A saluhridade publica vai tem nnviJadc ; na ca-
deia, porm, continuam alguns casos de febres, pelo
que o Exm. presidente lem-se achado em embaracos,
para remover alguns presos para Fernando, a falta
de transporte.
O thuggs, qoe, como Ihe disse, fueran) treguas
noile de natal, e mais dias de festa, vio aprcsenlan-
do uovos feitos, apezar do andarcm cossados, como
andam.
Na noite do dia fi do correnle, em Mamanguape,
Laurenlino de lal, deu urna forioaa punhalada em
Honnrio Pinto de Carvalho. Este est mortal, e a-
quellena cadela, gracas ai diligencias das autorida-
des daquella villa.
Em Campia um tal Luiz Ramos, faclnoroso e la-
drao de cavallos, sendo cercado pela escolla, que ia
prende-lo, resisti, e ferindo alguem da escolla, re-
ceben um Uro em urna perna, que o fez enlregar-se
a prisao.
No mesmo lugar, indo urna escolla prender a An-
tonio Marinho, criminoso,o cato de esquadra adian-
tou-se, e vendo o mesmo Marinho desarmado, sal-
tou sobre ello e abracou-o, dando-lhe a voz de pri-
sao; masa fra, usando de urna faca que trazia es-
conida, apunhalou a victima, que mesmo grave-
mente ferido, o nao sollou, al que chegou a escolla,
e asseguraodo o criminoso, a victima cabio redonda-
mente morta.
No dia i do correnle, no lugar RiachAo, dudislric-
lo Cachoeira do Inga, foi morlo Bernardo de tal por
Joaquim RomAo, que ainda se aeha ao fresco.
Na villa de Soma, Marinho dos Santos Brasil, au-
tor, alm de oulros, do assassinalo do infeliz subde-
legado Eslanitlo Lopes do Souza, eque se acha ho-
misiado no logar Salgadinho dos Milagrea, iprescn-
lou-se no dia 27 do passado defronte do quarlel do
destacamento, duendo, que se queriam alguma cau-
sa o procurassem as Cuaribas, para onde ia ; o,
dando esporas ao cavalio, firmou o seu dilo com um
tiro de bacamarle a esmo.
O commandante do destacamento reuni a forr,a e
seguio por toda a noile aquella facinora, emboscan-
do-o.
Na manha do dia seguinle foi vislonorio, e ape-
nas a forea se dirigi para elle, comecou a destechar
obre ella, podendo dar dous Uros, com os quaes fe-
rio dous soldados. Preparava-se para o lercciro,
qnando cabio lambem gravemente ferido, e quando
se aproximavam para prende-lo, disse: agora po-
dem prender-me, porque sei que morro I
Veja o que se perdeu em Sebastopol. Debaixo
das marallias, eulre os caradores da Vincennes,podia
fazer proezas, espev lando as ventas aos Russos, que
se assomassem as bateras.
No dia 27, foi roubado em Pdlos Jos Raymundo
Vieira por um escravo e mais alguns curiosos. A-
cham-se sob entorta enchuta, porque a polica nao
gosta de laes industriosos.
Apezar, porm, deslesfados,que mostrara o quan-
lo eslava a populacho habituada aos crimes, e a n-
dole perversa de cerlos criminosos, que preferem
urna morle cei la em resistencia a urna prisao, que
elles reputam vergonhosa nota de cobarda, he cons-
tante, e por lodos reconhecido, que os thuggs andam
sopeados, que a seguranr-a individual est muilo
mclhorada, gracas s enrgicas providencias do Exm.
Sr. Paes Brrelo e seu incansnvel zelo em recom-
mendar a captura dos facinoras, que divagavam im
puneraenle por lodo o interior.
O Meireles nao sei como obleve a seguinle lisia,
que por curiosidade Ihe passo s mAns.
No termo de Bananeiras havi al 28 de selembro
do auno passado, 123 criminosos em fuga, sendo
grande parle de morle.
No da Areia al 30 do mesmo, 65 de crimes gra-
ves.
Na Independencia al 10 do dezembro 33, grande
parle de morle.
O Meireles promelleu-me urna lisia de (oda a pro-
vincia, e eu Ih'a Iransmillirei a-proporeflo que elle
ra'a for dando.
Nada mais ha que valha a pena do referir-
Ido.
Saude e patacos, bons correspondenles Ihe desejo ;
rogo-llie, que, quando cscrever a cada um delles,
de minlia parle Ibes d as boas feslas, annos bons c
rois alegres, porque a civilidade com lodos, e amiga-
vel reeiprocidade entre os collegas, sao moilo recom-
mendadas pelas regras da boa educaeSo.
UMHIU Ut rtHRMUBUtU, gu NA rtIHA 18 Ut JAtlH OE 1*55.
Senhoret Redaclore$.Havendo-se publicado pelo
seu Diario de 20 de dezemhro do auno lindo n. 298,
por ordem do Sr. inspector da lliesourara provincial
desla cidade.um eililal.com a denominacaodos de-
redoret da divida urbana pertencente ao exerci-
ciO' de 1833 a I8J2(quandodevia ser do ommissoes
de deveres) no qual figura o nome de muilas pes-
soas, innanda les como devedores da mesma dci-
ma, o que nAo he muilo exacto, avista dos recibos
que muilos proprieUrios conservam em sen poder
deja haver pago, como lem requerido e feilo ver ao
Sr. inspector que nada devem, cujos requerimenlos
lera mandado o mesmo Sr. inspector, por seu despa-
cho informar a conladuria, e como so deseja mostrar
que a maior parle deslas dividas assim spparcte por
falla de lanramenlns nos livros competentes ; por
is)0 pesso aos Srs. da conladoria que leiiham a bon-
dadede informar os ditos requerimenlos para o fin
de so conhecer de quem parte o ingano, e mesmo
para nao dar Irabalho de os incommodar pela segun-
uil ve- O guejulga nada deter.
mente 17:747 chegam a idade de 20 tniio, em quan-
to que no condado do Surrey chegam a esta idade
70:8K5 cranlas. O (ermo medio da duraelO da vi-
da uas cidades inglezas insalubres he de 6 annos, e
de 92 annos cm Surrey e provincias sadias. Em
Mancheslcr, de 100:000 creancas, 49,910 marreram
em 6 annos.
Le-se no Braz Tisana.
Filase nos. As mu Hieres abuzam da ni pro-
pria fraqueza, conlieren lo perfeilamenle o segredo
da sua forja, e represcnlam semprc o papel de mar-
lyres ao passo que nos somos as verdadeiras vicli-
rnas. Para ellas saoosdiverlimentos, os Iriumphos
brilhanles e as deferencias dos homens mais distinc-
los. O melhor posto em um espectculo, o pri-
mciropralo de mesa e al o melhor horado so ro-
serva sempre para as senhoras. Se chove andam de
sege, ens a p Desde que nascom al que mor-
rem, comem, vestem, calcara, diverlemse e salisfa-
zom os seus mais frivolos esprichosn cusa dos po-
bres homens. Para ellas sAo as telas ricas, as joias
preciosas, as sedas, os diamantes e as perolas. Para
njis o trahallio incessante, o modesto pao, a horra-
cha, o hezerro, c um relogiojbaralo. Ellas arraslam
velludos, em quanlo nos guamos a bom suar para
gnnhar cada pinto. A mulher levanla-se da cama,
lava a cara, e fica como urna rosa. O hornera lem
que soflrer o soppltcio de fazer a barba se quer es-
lar drenle. Ellas seduzem a lodos, e nos apenas
aquella que se deixa seduzir, e louvar a Dos. Os
homens lomam a peilo o dao-se a perros, por cou-
sas com que as mulheres se diverlem o gracejan).
Ellas pudem dar murros, bofetoes, c al ponlaps,
sem que tenhamos disso desforra conhecida. O ho-
mem alravessa s os melhoros annos da vida, e sof-
fre as privacoes sem buscar quem as parlilhe. Quan-
do acha posicAo, conquista honras e ganha honrosos
Ututos considcracAo dos oulros, lem a nescia lem-
brancade procurarquem Ihe gaste o que elle ganha,
dando-lhe desgostos e pozares anda por cima. Se
temos de que nos queixar, bem merecido o temos.
Ellasahusam porque desdo AdAo al hoje somos
nns Jo5es Fernandas capazes de bailar na corda
bamba. (Imprentae. Le.)
COMMERCIO,
PKACADO HECIFE17 DE JANEIRO AS 3
DORAS DA TARDE.
Colac&cs ofllciaes.
Descont de leltras de 1 nwz10 % ao me.
Assucar mascavado especial 1700 por arroba.
ALFANDEC.A.
Rendimenlododial a 16.....201:4320049
dem do dia 17........11:1020177
318:5341306
Porto(alera perlugueza li Antonio Henriqoe* da Cruz, carga assucar c mais
gneros. Pasaageiros, Jaime l'erraz, Miguel Ro-
drigues Teixeiri Candido. .
Rio de JaneiroBarca americana Conrad, capilao
W. II. Salisbury, cm lastro.
Ro da I'ralaBrigue hrasileiro Duque da Tercei-
ra, capillo Faustino Martina Bastos, carga assu-
car e mais gneros.
Observadlo.
Fundeou no lameirAo para acabar de carregar a
barca ingleza Klizabeth tl'alker.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presdeme
da provincia, manda convidar tos proprielarios abai-
xo nicnrionados, a entregarem na mesma Ihesoura-
ria no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeira
publicarlo do prsenle, a importancia das quolas
com que devem entrar para o c.ilcamenlo das cosas
dos largos da Pcnha e Kiheira, conforme o disposlo
na le provincial n. 350, Advcrlndo, que a falla
da entrega voluntaria sera punida com o duplo das
referidas quolas na conformidade do arl. 6 do regu-
lamenlo de 22 de dezembro de 1854.
Largo da Pcnha.
Ni. 2. Bernardo Antonio de Miranda. 600000
4. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Tcxcira Cavalcanl........... 59400
6. Maria Joaquina Machado Cavalcanli. .
8. Joaquina Machado Portella......
10. Andr Alvesda Fonscca........
12. Francisco Jos da Silva Maa.....
Largo da Kiheira.
Ns. 1. Vuvae herdeiros de Maralino Jos
'i i!\ i i .................
3. Ignacia Cl,indina do Miranda......
5. Anna Joaquina da Conccico......
7. Joaquim Bernardo de Figueircdo .
9. O mesma................
11. Viuva e herdeiros de Cactano Carvalho
Rapozo .................
13. Os mismo,..............
15. Cactano Jos Rapozo......... 600000
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo 250200
19. Joo Francisco RegisCoelho..... 520.500
21. Antonio Machado de Jess...... 100800
23. Jos Fernn les da Cruz........ 1900011
25. Joaquim Jos Baplisla........ I --.mi
250200
210600
36Q000
120600
30.0000
250200
410100
210600
21.^600
21-0600
210600
Descarregam hoje 18 de Janeiro.
Brigue m;lez Titaniabacalho.
Brigue inglezlioberl Campbelldem.
Brigue inilezAnn Vortercarvao.
Brigue inglezEeerlonidem.
Brigue suecoSuperiorfamilia do Irigo.
Barca francezaCumie fogermercadorias.
Hiale brasileiro. Hiate hrasileiroAuroraidem.
Importacao'.
Hiate nacional Amelia, vindo da Bahia, consigna-
do a Novaes 4 C, manifeslou o seguinle :
50 volumes facoes, 1 dilo baelas, 55 saccas caf,
350 molhos piassnba, 40 pecas de helas de piassaba,
900 quarlinhas, 4 saccas e 2 barricas farinha, 6 la-
Ihas louca, 4 potes, 2 alguidare, 60 lalhas loilca vi-
drada, 1,665 raxinhas, 15 caixcs e 6 amarrados rha-
rulos, 2 duzias coussueiras de Jacaranda, 1 caxAo ta-
baco em p, 3 lalas oleo de ricino ; a ordem.
2.50 caixas charutos ; a Antonio de Almcida Go-
mes J C.
1 caixa diversas mercaduras ; a J. II. Dcn-
ker.
3 ditas chitas ; a James Ryder & Compa-
nhia.
1 caixinha e 1 cmbrulho diversos gneros ; a M.
1). das N. T. Baslos.
1 caixAo la/ondas de lAa ; a Schapheillin A Com-
panhia.
2meias pipas lyrio florentino, 13 pipas fumo moi-
do ; a Mcuron &C.
1 caixa chales de chita ; a J. Keiler & Compa-
nliia.
3 caixOes charutos c sapatos ; a Amorim & Ir-
m3os.
182 caixinhas charutos ; a Policarpo Jos Layme,
10 lalas oleo de ricino, 1 sarco cola ; a Vicente
Jos de Ilriln.
2 camas, I toalhcle, 1 lavatorio, 2 moxos, 1 pian-
no, 2 caixiics com objeclos de cuzinha ; ao capito
Lourenco da Silva Araujo.
2 caixOes charutos, 12 fardos tabaco ; a Manoel
Joaquim Ramos e Silva.
Hiate nacional Exhalar&o, vindo do Aracaly,
consignado a Antonio da Silva liuerra, manifeslou o
seguinle :
46 couros salgados, 15 caixas velas de carnauba,
121saccos cera de carnauba ; a Antonio Joaquim de
Souza Ribeiro,
63 sacros cera do carnauba ; a Domingos Rodri-
gues Andrade & C.
45 caixas velas de carnauba, 3 pacoles e 1 embro-
Iho pennas de ema, 1 dilo cera prela, 139 molhos
courinlns de cabra, 17 saceos gomma, 20ditos fe-
jo, 64 saceos cera de carnauba, 150 couros salga-
dos, 2 saceos cera de abelha, 1 barrica rezna ; a or-
dem.
26 caixas velas de carnauba ; a Luiz Borges de Si-
queira.
21 saceos cera de carnauba ; a Isaac Curio & Com-
panhia.
Brigue inglez Titania, vindo de Terra Nova, con-
signado a James Crabtrec & C manifeslou o se-
guinle :
2,640 barricas bacalho ; aos mesmos consignata-
rios.
CONSULADO UEKAL.
Rendimentodo dia 1 a 16......25:8830518
dem do dia 17........2:9460215
28:8290763
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 16.....
dem do da 17........
2:0940526
3560130
2:4500656
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 16.....5:8130119
dem do dia 17......... 8050624
5740800
E para conslar se mandou afflsar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo do disposlo no arl. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para conhe.
cimento dos credores hypolhccarios e quaesquer in-
teressados, que fui desaproprada viuva Maria do
Nascmenlo, una morada de casa sita na dirercAo do
quinlo lanco da ramefi.cac.flo da e-Irada do sul para
a villa do Cabo, pela quantia de 3000000 rs., c que a
respectiva proprietaria tem de ser paga do que se
Ihe deve por esla desapropriarflo, logo que terminar
o prazo de 15 dias contados da data deste, que he
dado para as reclamacoes.
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Otarlo por Lidias successivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 13 de Janeiro de 1855.O sccrelario, Antonio
ferreira da Annunciarao.
Joao Piulo de I.emos, commendador da ordem de
Ortelo, commcrciante matriculado no tribunal
do commereio da provincia de Pernamburo, e juiz
commissario Horneado pelo mesmo tribunal.
Faz saber que lem designado o dia 19 do corren-
le para a rcunao dos credores da casa fall la de
Dcane Youlle & C, alim de Icr cxecucSo o arl.
842 lit. 2 do cdigo comniercial na forma do decre-
to n. 1368 de 18 de abril de 1851, adverlindo que
nenhum credor ser admiflido por procurador, se
este nao tiver poderes cspcciacspara oaclo (arl. 145)
e que a procuraran nao pode ser dada a pesson que
seja llovedora aos fallidos, nem um mesmo procu-
rador representar por dous diversos credores (arl.
822). Em cumprimenlo do quo, lodos os credores
da referida casa fallida comparecam no eserploro
da mesma, na ra da Cadeia do bairro do Recife n.
52, no referido da 19 aomeio da.
E para conslar maude passar o prsenle que ser
affixado na praca do commereio e publicado pelo
Diario.
Dadoe passado nesla cidade do R?cife do Per-
nambuco aos 15 de Janeiro de 1855.Eu Dinameri-
co Augusto do Reg Rangel, escrivflo juramentado
o escrevi. Joao Pinto de temos.
O Dr. Francisco de Assis de Oliveira Maciel, juiz
municipal da segunda vara e do commereio nesla
cidade do Recife c seu lermo, por S. M. I.e C,
que Dos guarde, ele.
Faco saber que por esle juizo da segunda vara
commercial, a rcqueiimeulo de Boavenlura Jos dJ
Castro Azevedo, abr a sua fallencia, pela senlenca
do Iheor seguinle :
A' vista da declararlo a folhas2, julgo fallido Boa-
ventura Jos de Castro Azevedo, e declaro aberta a
sua fallencia desde o dia 1. do correnle mez, que
lixo como lermo legal de sua existencia, por islo,
mando que se ponham sellos em lodos os seus bens,
livros e papis, e nomeio para curador fiscal da fal-
lencia o negociante credor Flix Sauvagc, que pres-
tar o juramento do eslylo : pagas as cusas pelo
fallido em que o condemno. Recife 20 de dezembro
de 4854. Francisco de Assis de Olicera Ma-
ciel.
E nao lendo aceitado o nomeiado cima o lugar
de curador fiscal, assim como lambem nao aceilou
Manoel Alvcs Guerra Jnior, nomeei cm lerceiro
lugar o credor Jos Rodrigues da Cosa. Em eon-
sequencia do que, os credores prsenles do dito falli-
do, comparecam em casa de minha residencia, na
ra eslreila do Rosario n......s 10 horas do da 19
do correnle mez, alim de, em reunan, se proceder a
nomeacao de depositario ou depositarios, que admi-
nistren) provisoriamente a massa fallida.
E para conslar mandei passar o prsenle e mais
tres do mesmo Iheor, que serAo publicados e aflxa-
dos nos lugares determinados no art. 129 do respec-
tivo regulamenlo.
Dado nesta cidade do Recife aos 9 de Janeiro de
1855.
Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos escrivflo, o
iiibscrevi. Francisco de Assis de Oliceir Ma-
ciel.
forme O figufino que existe no arsenal, 27 ; ealdci-
ras de ferro balido para 50 praeas cada urna, 8.
Para proyimenln dos armazens do arsenal de guerra,
primeira e segunda*clame de ofltetnai.
Taboas de assoalho de amarcllo duzias, 6 ; costa-
dos de pao de oleo, 6 ; arros de ferro de 1 3|4 de
polegadl de largura arrobas, 6 ; limas millas Iran-
gulas de 6 dilas duzias, 6 ; grozas metas cannas de
7 dilas ditas, ; verrumas raixaes dilas, 3 ; dilas
ripnes dilas, 2 ; dilas de guarnirAo dilas, 2 ; junco
feiches? 2.
Terccira classe.
M grande, 1 ; barras de ferro sueco do 5 112 po-
legada, 4 ; chapas de ferro cm lenrol de 40 libras
cada urna, 2 ; rame de ferro grosso arroba, 1 ; li-
mas sorlidas dnzia, 2i; limales ditos duzias, 14.
uuai i,i ciaste.
Zincn cm barras arrobas, i ; rliumho cm ililasd-
las, 4 ; canas rom folhas de landres dobradss, 2 ;
dilas com ditas de ditas tngalas, 4 ; cobre velho pa-
ra fundicao arrobas, 20 ; lencol de lalao com o pe-
so de 50 libras cada um, 1 ; ditos de dito rom o pe-
so de 12 libras cada lira, 5 ; radinbos do norte de n.
6, 10 ; limas sorlidas duzias, 14.
4. balalhnodearlilhnrin.
Panno carmesini para vivos e vislas royados, 1.50 ;
ropo de vidro, I ; esleirs de palha de carnauba,
879 ; caldeira de ferro fundido para 50 praeas, |,
Companhia de cavallaria.
Esleirs de palha de carnauba, 11 ; luvas de ca-
murea pares, 11 ; maulas de lfla, 11,
Colonia de Pimenleiras.
Esquadros de ferro com folha de 12 pnlegadas de
comprimenlo, 2 ; ditos pequeos, 4 ; faces rom
bambas e cinlures, 40 ; parafusos do niadeira para
prensa de banco, 4.
Quem quizer vender estes objectos, aprsenlo as
suas proposlas em carias fechadas na secretaria do
cousellio s 10 horas do dia 20 do correnle
mez.
Secretaria do conselho adminislralivo para fornc-
cimento de arsenal de guerra 13 de Janeiro de 1855.
Joxr de Drito Inglez, coronel presidente. ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
Por ordem do Illm. Sr. director interino do
lyceo se faz publico, que a matricula das aulas do
mesmo lyceu ache-se aberta desde o dia 15 al o ul-
timo dcste rorrete ntez; principiando as aulas o
seu exereicio no da 3 de fevereiro prximo futuro.
Direcloria do lyceu 13 de jaueiro de 1855.O ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
De ordem do Exm. Sr. direclor peral da ins-
Irurrao publica, fajo saber a quem ron v ier, que est
concurso a cadeira de inslrucco elementar do se-
gralo gran de Po-d'Alho, com o prazo de 50 dias.
ooulados da dala deslc. Direcloria geral 9 de ianel-
ro de 1855.Candido liustaquio Cesar de Mello,
amanuense archivista.
COMPAlMHA DE SEGUIOS,
EOUIDADE.
ESTABELECIDA IU CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO, RA DO TRA-
PICHE N. 26.
O abaixo assignado, agente uomeado desla compa-
nhia, e (ormalmcnlc aulorisado pela diicccao, acei-
tar seguros martimos em qualqucr bandera, c
para lodos os porlos eonhecidos, em vasos ou merca-
dorias, o sob suas respectivas condiees ; o elevado
crdito de que tom gosado esla companhia e as van-
lagensque offerece, far convencer aos concurrentes
da suaulilidade, e o seu fundo responsavcl de mil
ronlos de res forlcs : a quem inlcressnr ou convier
eflcctuar dilos seguros, poder drgir-sc ra
cima Citada, a Manoel Duarle Rodrigues.
O conselho da dreceflo do banco de Pcrnam-
buco, cm conformidade com os arls. 60 c 66 dos seus
estatutos, far leilflo por conla e risco de quera per-
lencer, de 2.878 caixas com sabio, contando 65,26*0
libras marca Soap, c 50,848 libras amarello ; quar-
la-reir, 24 do correnle Janeiro, s 10 horas da ma-
nha, no Trapiche Alfandegado denominado Al-
fandega Vclha.
Para o Rio de Janeiro segu en, poneos dias n
brigue nacional Flor do /.'/'o. eapilo Jos 1'rara seo
Lopes da Cosa ; sei recebe escravos e patsa(eiraa :
Irnta-se com os consignatarios Isaac Curio & Com-
panhia, na ra da Cruz n. 40.
Para o Rio de Janeiro sesue em poneos dias a
escuna Y.elom, capillo Joaquim Antonio Farias e
Silva : para frele e passagoiros, trsta-ae mm os con-
signalariot Isaac Curio & Companhia, na ra da
Cruz n. 40.
Para o Rio de Janeiro sesiie rom hrevidade o
hiale /'entra ; recebe carga a frele : a Iratar com
Cactano Cvriaco da C. M. ao lado do Corpo Sanio
n. 25.
Para o Rio de Janeiro salie no da 20
do correnle o milito veleiro brijjue Ile-
cife : para o resto da caTgae passafjei-
ros trata-secom Manoel Francisco da Silva
Ca ricona na do Collefjio n. 1" segundo
andar, ou comocnpitao Mar.oel Jos Ri-
beiro.
PARA O PORTO.
O brigue portuuez Alegre, sahir para o Porlo
rom a maior hrevidade, recebe carga a frele e lam-
bem passageiros, para o que lem exrellcnlcs com-
modos : Irala-se com Hallar & Oliveira, na ra
da Cadeia Velha esrriplorio n. 12, ou com o capilla
Manoel JosC Garinho.
Para o Rio de Janeiro, no dia 23 do correnle,
abe o hiale l'enus ; ainda recebe carga e passagei-
ros : a Iratar com Cactano Cvriaco da C. M. ao lado
do Corpo Sanio n. 25.
PARA O RIO DE JANEIRO
o brigue escuna nacional Mara, scaue al 25 do
correnle, s recebe carga miuda : para o reslo, pas-
sageiros e escravos a frele Irala-se com Machado &
Piuheiro, na ra do Viaario n. 19, eeuundo ailar.
LEILO'ES.
Pela mesa do consulado provincial so faz pu-
blico, que a cubranca do imposto de 4 por cenlo, di-
lo de casas de modas, dilo de dilas de jogoile Minar,
e dilo das que vendem bilbclcs de loteras de oulras
provincias, vai ^cr principio no dia 18 do correnle,
o que lindos os ,0 dias areia incorrem na multa de 3
por cenlo lodos os que deixarcm de pagar seus dbi-
tos pcrlcncenlcs ao auno finaneeiro de 1854 a
1855.
AVISOS martimos.
6:l8e743
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo dia I a 16.
Idem do dia 17 ,
31:7188781
2:523808!
37:2418868
MOVIMENTO DO PORTO.
A barca Gratido segu viagem imprelcri-
velmente no dia 19 para Lisboa : quem na mesma
quizer ir de passagem, para o que lem bons commo-
dos, enlcnda-sc com os consignatarios Thninaz de
Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vicario n. 19,
prlmciro andar.
AO RIO Dli JANEIRO
Seguir brevemente, por ter grande parle
lo seu carregamento tratada, o veleiro e bem
construido brigue nacional Maria Luzia, capillo
Manoel Jos Preslrello : para o reslo da
ga, e para escravos, aos
modacCes, Irala-se na ra do Trapicl
16, segundo andar, com os consignatarios Antonio
de Almeida Gomes & C.
MARANIIA'O E PARA'.
O agente Vctor fura leilflo do urna excellente
mobilia de amarello, eooaisliodo cm 2 duzias de ca-
deira* de amarello do melhor goslo possivcl, mesa
redonda, canslos, sof*, 1 rica mesa elstica de 6
tabeas, leilo para casal, lavatorio rom pedra, com-
inoda, apparelhos de clu e para janlar, vidros para
aervico de mesa, 1 ptimo gnarda-roupa, ele. Igual-
menfe ser vendido I rica espada, dragonas e mais
objeclos pe leu- rules ao fardameulo para qualquer
ollicialda guarda nacional : quinla-feira. 18 do cor-
renle, as 10 ,% horas da manbaa, na ra da Cruz, no
I i inicuo andar do sobrado n. 23.
Vctor Lasne far leilflo, por inlervencflo do a-
gente Oliveira, de mulliplicada poro de fazendas,
prinripalmenle francesas, de seda, lia, linho e de
nlsodao, lodas proprias do mercado : quinla-feira 18
do correnle, as 10 horas da manhfla em poulo, no sen
armazem ra da Cruz.
O afjenteBorja, deordeni do Illm.
Sr. Dr. juiz. de direito do civel e commer-
eio Custodio Manoel da Silva Guimaraes, a
rc<|iiei ment do administiador da massa
fruida de Victorino A Morara, frra'lei-
l"io das dividas, movis e escravos dos mes-
mos lalidos : sexta 'eirn, 19 do correnle
as 10 horas na ra dos QuarteitO. 22 pri-
meiro andar.
O agente Oliveira f.ir leilao por ordem do Sr,
commendador Manoel tioncalves da Silva, e por
conla e risro de quem perlencer, dos salvados do
brigue nacional Pai/uete de Pernambuco, naufra-
gado dentro do porto do Assu', onde nrribou por
forra maior, na rcenle viagem que razia proceden-
te do Para com deslino Pernamburo ; ronsislindo
os mesmos em 1 lancha nova, 1 lindo esealcr, I lio
Hurle dobrado de patente. 1 ptimo cabrestante com
linguetes e chapas de metal, J fugao de ferro proprio
al para casa particular, maslios, maslarcos, vergas,
veame, cordoalha, poleame, 2 exrellcnlcs bombas e
perlcnces de cobre, ancoras c correnles de ferro, bi-
laeula de racial, ferros de prtalo, e muilos oulros
ohjertos indispensaveis para qualqucr navio : segun-
da-feira, 22 do correnle, as 10 horas da mandila, no
armazem do Sr. Guerra Jnior, no largo do trapiche
do algodao.
AVISOS DIVERSOS.
Reflexes fbre a educara* phuttea e moral da in-
fancia, o/fereeidas as mais de familias, pelo Dr.
Ignacia Firmo Xaticr.
Esla obra destinada ao bem social e neressaria a
quantos seoecupain da educarao infantil, para que
rhegue ao conhcriinenlo de lodos, arha-sc venda
pelo prec,o de ,'1-jOlH rs. as lojasdos Srs. : Joao da
Ciinha Magalhaes.na ra da Cadeia do Recife n. 7,\ ;
Joao Soares de Avcllar, na ra Nova n. I ; e as ii-
vrarias Classica paleo ra do Collegio, c na do Sr. Honrado no paleo do
Collegio n. 6.
ATTENCAO'! I ,
Na ra Dircila n. 17, recehem-se assignaluras pa-
ra a pul.I'n aran de um pequeo folheto em oilavo
com o Ululo de Cartas a minhu familia se-
guido de urna bellissima l'ariedade. E*la lin-
da romposirno lio do Sr. Dionizio Macedo, joven por-
tugus, que saudoso da patria a ella enva as suas
lucubraces. Espera, portanto, que concorram's
assigna-la lodosos sciihorcs llrasileiros e Portugue-
zes amanles do progresso e da sciencia ; preco .500
ris.
Aluga-se urna sala no segundo andar da ra do
Collegio, propria para advocara : Irala-se do seu
alugucl na ra do Queimado n. 7.
Na ra da Cruz n. 21, segundo andar, ensina-
sea engommar cora perfeicao sem exigencia de; paga,
lauto a gente forra como escrava.
Precisa-so de um caneiro para lomar conla
de urna casa de negocio, que lendo as qualidades
necessarias, e dando conhecimcnlo de sua cundula se
Ihe dar hom ordenado: a Iralar em Olinda, pda-
qo^d.execllenicsacco- **" das 6 "s 9 horas da manbaa ou
rqua"do Trapiche No\c dM,M ''"de em dian.e.
O Illm. Sr. Dr. Joaquim Baplisla Rodrigues da
Silva lem urna encommen la para Ihe ser cntreguo ,
na ra do Vigario n. 19, segundo andar, escriplorio
de Machado & Pinhciro.
DECLABACOES.
VARIEDADES.
O recenseamenlu de Inglaterra demonstra que
em 1821 o numer de habitantes aptos para oservi-
ro militar (de 20a Manilos) era de 1,966:061, e cm
1851, de 3,193:196. Desorle que o augmento nes-
les 30 annos foi de 1,226:832.
Mais de um milhao e meio de habilanles dadrao-
llrelanha conlam mais de 70 annos de idade, mais
le 229:000 passam de 80 ; perlo de 10,000 chegam
aos 90 e alem, 2,038 chegam a 9.5 e alem, e 319
conlam mais de 100.
O relalorio que precede o recenseamento refere
alguns macrobiot curiosos. Cila Thomaz Paw, que
viveu 152 annos c 9 mezes, e Henry Pukins, que
Viveu 160 annos.
Existem 382:000 viuvos e 752:000 viovas.
De 100:000 creancas naseidas em Liverpool unica-
A'an'os entrados no dia 17.
Parahiba2 horas, hiale hrasileiro Flor do Brasil,
de 28 toneladas, mestre Joao Francisco Martins,
equipagem 5, carga loros de mangue ; a Vicente
Ferreira da Cosa. Passagtiro, Claudino Pereira
da Silva.
Terra Nova60 dias. brigue inglez Sir toben Cam-
pbell, de 178 toneladas, capilao Malhcus Dunn.
equipagem 10, carga bacalho ; a Me. Calmonl tV
Companhia.
ParahibaH horas, hiale hrasileiro Concciro de
Maria, de 27 toneladas, mcslre Izidoro Brrelo
de Mello, equipagem 5, carga loros de mangue ;
a Paulo Jos Baptisla. Passageiros, Gabriel da
Costa Monleiro. Manoel da Silva Medciros.
Terra Nova35 dias, brigue inslez Titania, de 220
toneladas, capitao Henry Piarcc, equipagem 13,
carga 2,640 barricas com bacalho ; a James Cra-
btrec & Companhia.
Rio de Janeiro43 dias, brigne hrasileiro Feliz
Deslino, de 207 toneladas, capito Belmirn Bap-
lisla de Souza, equipagem II, carga varios gne-
ros ; a Manoel Francisco da Silva Carrico. Pas-
sageiro Antonio Francisco Ribeiro Padilba,
Natos sahidos no mesmo dia.
ParthibaHiale hrasileiro Aragao, meslro Bernar-
dino Jos Bandeira, carga fazendas e mis gene-
ros.
Rio de JaneiroPatacho hrasileiro D. Pedro I', ca-
pilao Firmiano Gonealros da Rosa, carga assucar
c mais gneros.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O eonsclho adminislralivo, cm virlude de aulori-
sacSo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem do
comprar os objeclos seguinlcs:
Para o 2." balalhao de infanlaria de linha.
Pratos razos de p de pedra, 138 ; dilos fundos de
dito, 17" ; lijelltsdc loura, 101.
8." batalbo de infanlaria de linha.
Bandas de lila, 20 ; boneles, 306 ; grvalas de so-
la de luslre, 274 ; manas de laa, 27."i ; panno verde
escuro entrefino covados, 1,583; holanda de forro co-
vados, 1,274 ; panno preto para polainas ditos, to-
brim lizo varas, 1,868; algodilosinlio dilas, I.-jt;, .
boles brancos de osso grozas, 69 ; dilos prelos de di-
lo dilas, 70 ; eordflo de laa prela de urna linha de
grossura para vivos varas, 1,416 ; oleado preto dc
luslre covados, 60 ; bolees convexos de metal bron-
zcado com lindas dc diamelin, com o n. 8, de rac-
ial amarello, 4,508 ; boloes convexos de melal hron-
zeado com 5 lindas de dimetro com o n. 8, de me-
tal amarcllo, 1,576; esleirs,319 ; sapatos parcs,378.
Para os msicos do mesmo hatlhao.
Boneles dc panno cor de rap de forma comnica
avivado de couro prelo euverni/adn, pala orisonlal
do mesmo couro, guarnecida na parle inferior de
urna lislra dc algodao de ourn, designado para o
posto do capitao n. 8, dourado entre duas palmas
bromeadas, sustentadas por nina enroa de racial
dourada,16 ; panno cor de rap para as sobrecasa-
case calcas, covados, 119 ; cbailaleiras, leudo a pa-
la dc panno cor de rap c mella la de melal doura-
do pares, 16 ; chafarote* com hainhas dc couro pre-
lo en\nni/ailn. bocal e ponlcira dc melal liso dou-
rado, punho de bano guarnecido de melal dourado,
27 ; cinluioes dc couro prelo envernisado, com cha-
pa de aperlar de melal dourado com carran-
ca, 27.
9." balalhao de infanlaria de linha.
Boneles paraos msicotdo mesmo balalhao, con-
Segue em poucos dias o liinte nacional
Adclaide, ja' tem a maior parte da caT-
ja enfjajada : para o resto e passageiros
trata-se com o consignatario J. ]i. da
Fonseca Jnior ra do Vigario n. 4.
PAMA A BAHA
Vai seguir com grande presteza o hiato naeioua'
Fortuna, capilao Pedro Valetta Filho : para cama
Irala-se cora os consignatarios Antonio de Almcida
Comes C. na ra do Trapiche Novo n, 16 segun-
do andar.
PARA A BAHA.
O hiale .Voro Olinda, sabe nestes dias : para o
resto da carga a Iratar com o mcslre Custodio Jo>
Rocina, ou cem os consignatario* Tasso Irmaos.
Para o Rio de Janeiro pretende sahir com a
possivel hrevidade o patacho nacional al). Pedro Ve!
para carga e escravos a frele. Irala-se com os consig-
natarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, na ra
do Vigario n. 19, primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Assii por estes dias a barca hrasilei-
ra Imperatriz do Brasil, a qual seguir para o Rio
de Janeiro um dia depois d sua chegada, c s rece-
be escravos a frele c passageiros, para o que lem ex-
rellenles commodos: a Iralar na ra do Trapiche n.
14, com o consignatario Manoel Alvcs Guerra J-
nior.
Para o Porlo pretende sabir com a maior bre-
\ idade o brigue porluguez Bom Successo, de primei-
ra marcha : quera no mesmo qoi?er carregar ou ir
de passagem, cnlcnda-se com os consignatarios Tho-
maz de Aquino Fonseca & Filho, na ra rio Vigario
n. 19, primeiro andar, ou rom o Sr. Manoel (oincs
dos Sanios Sena, capitao do mesmo, na oraca.
PARA O ARACATV,
Seeueem poucos dias o bem ronbecido hiale Ca-
pibaribe, de primeira marcha, pregado e forrado de
cobre : para o reslo da carga, Irala-se na ra do Vi-
gario n. 5.
Para o ttio Grande do Sul,
segae viagem al o dia 20 do correnle o veleiro pa-
tacho nacional iSaala Cruz, rapilAo Manoel Joa-
quim Lobato : para passageiros, halase iin escrip-
lorio dc Eduardo Ferreira Bailar, ra du Vigario
n. 5.
PARA A BAHA.
com muila l>rcvidade o hiate
ii Amelia, por ter parte da c.ir-
ga prompta, para o resto e passageiros
trata-se com o mestre Joaquim Jos da
Silveira, no trapiche do algodao, ou cora
os consignatarios Novaes 6t Companliia ra
do Trapiche n. o-.
Companhia brasilea dc paqueteado
vapor.
O vapor 7o-
cantiiis, rom-
mandanleora-
pillo dc Ira-
Rata Gervasio
Mancebo, es-
pera se do*
porlos do nor-
te a 21 do cor-
renle, e segui-
r para o sul no dia segninle ao da su chegada :
agencia na na do Trapiche n. 40, segundo andar.
-Para a Bahia segu em poucos dias o veleiro
hiale Castro, por ter a maior parle da carga promp-
ta : para o reslo Irala-se com seu consignatario Do-
mingos Alves Malhcus, na ra da Cruz n. 5.
Segu
nacional
Desappareceu no dia 9 do correnle, um meni-
no, forro, pardo escuro, dc nome Severino, com 9
anuos de idade, com os signaes s-guintes : cabellos
rente ao casco, rosto redondo, lem sobre o peilo di-
reito urna marra deuma pbislula; levou calca e ca-
misa branca : quem o apprchender queira Ier a bon-
dade de o mandar levar a ra Nova n. 19, primeiro
andar.
i. anillo de I.elis Peixnlo, as*,s pciihorado
a todas as pessoas que se dignarnm honra-lo
assistindoao.funeral c stimo dia da visilasao
da cora de sua multo prelada esposa Maria
Firmina de Oliveira Ptixoto, pelo presente
agradece a (odas ***** pessoas, c ullerece o
sen limitado preshmo.
Deseja-se saber onde existe algum
descendente do fallecido Antonio Coelho,
que possua o segredo de fazer velas els-
ticas para a urethra; pede-se-lhe queira
annui'ciar sua inorada, oudirigir-sea' esta
typographia, pese dir' quem Ihe pre-
cisa fallar.
Desappareceu do sitio do Sr. Diogo Halliday,
na Soledade, um rachorrinho de raja ingleza, com
os signaes segointes : orelhas corlada-, ps e m.los
cor de rap, e cabellos arripiados : quem o pegar le-
ve-o ao mesmo sitio que ser generosamente recom-
pensado.
As pessoas que se achara devendo na taberna
da ra Nova n. 50, que foi do Sr. Malhias, cm cuja
casa ainda se acha o mesmo, Icnham a bonriade de
ir pagar suas conlas o quanlo ante*, alini de nao se
queixarcm do successor quando elle usar dos direi-
los que Ihe assisle.
Offcrece-se um aprendiz de charuleiro rom al-
guma pralica : quem quizer annuncio para ser pro-
curado.
Precisa-so de urna ama para o serrico de urna
risa de pouca familia : na ra larga do Rosario n.
8, segundo andar.
Xa ra doMondegn n. 68, casa terrea, ha una
mulher que pretende ser ama de casa dc pouca fa-
milia ou homem solleiro, a qual enziuha, engomma
e faz lodo o trrico de portas a dentro.
Offercee-sc una mnlhcr porlugueza para ama
dc casa de pouca familia : quem a pretender, dirja-
se ra du Pilar, casa n. 69.
Oflerece-se om homem para Irsbalhar em re-
finacilo, do que lem r.lguraa platica ; asim romo
lambem oflorece 2 laixos grandes de retinar assucar
com muilo poueo uso : na ra do Rangel, loja de
carapiua u. 36, adiaran cura quem Iralar.
Desej.i-so fallar aos herdeiros dc Jo.lo Firmino
da Costa Barradas : na ra do Oueimado, loja n. 1 .
O tenenlc-coronel Manoel Joaquim do llego
Albuqocrque faz scienle aos foreiros dos eiigenhos
Peres e tuquia, que ruidem quanlo antes em pagar
os foros vencidos al o ulliinn do anuo de l>>">1 :
assim como os annos anteriores aquellos que se
achara a dever, visto nao oslar resoltido a consen-
tir no abuso de se dever 2, :i e 4 anuos.
Dm raixeiro com pralica sullicicnlc de taberna,
e ainda arrumado, desojando sabir por rcrlas conse-
quencia, se offerece para a oeruparao do mesmo ne-
gocio, e por isso a pessoa que o pretender, annunrie
parase Iratar, no caso que agrade a um e oulro.
Antonio Maria de l.is Cantoso, subdito porlu-
guez, relira-se para a Europa.
Deseja-se saber so existe nesla provincia o Sr.
Kaphael l.ucci, natural da Italia, a negocio de seu
inleresse : na ra de Apollo n. 18, armazem de Tar-
roso & Companhia.
o rollezio Sanlo-AITonso,ach* se fonecionando
desde odia 15 do correnle. Noite ainda recebem*a
pensionistas, meioi pensionistas ealumnos externos,
Indoem conformidade dos estatuto*abaiio
Estatutos do Collegio Santo Affonto, dirigido por
A/foiiso Jos de Olireim. profestor jubilado na
cadeira de geographia e historia di lucen do fe-
<;/(.
Arl. I. O collegio Sanio AHonso lem por fnn a
insli uir.lo da nioridadc.
Arl. 2.).\'elle cnsinar-sc-h m os mesmos prepralo-
nos que no collegio das arles da faculdade de di-
reilo.
Arl. 9. Alm dos preparatorios cima, haverflo
mnis duas cadeiras, urna de primeiras ledras, e onlra
de musir.
Arl. 4. Para o ensino das resperlivas materias,
senlo Humeados professores de reconhecido me-
riln.
Arl. ."). O collegio recebe pensionistas, mcio-pen-
siouislas, e alumnos estemos.
Arl. 6. Os pensionistas pazarao OO3OOO rs. por
trimestre, c us melo-pensionitla* SSfOOO rs. sem-
pre adianladoa : os externos de lalim ijooo rs. nicn-
saes, lo primeiras lellras e de musicj :l rs. ; e dos
oulros preparatorios 59 rs.
Arl. 7 O collegio nao d roupa lavada nem cn-
coniniada aos pensionistas, o aquelles que a quize-
rem iccehcr dclle, pagarao mais t.^XJO rs. por Iri-
inc.lre.
Arl. 8 Denlro das pagas cstaheleridas n. arl. 6,
para os pensionistas e inein-pensionislas, deve-seen-
tender rninprehcndido somenle o ensino de um pre-
paratorio qualquer a que se destine o alumno, de-
veralo elle contribuir com mais 1.1? rs. por Irimeslrr
se por ventura quizer aprender algum oulro, ao
mesmo lempo fura daquelle.
Arl. 9. O alumno urna vez matriculado, estar
sujeiioao pagamento de suas mentalidades, devendo
ser previamente eommanieado ao direclor 1 sua re-
lirada, quando lenha de ser ellerluada ; porquanlo
o colleaio nao admille descosta algum sob qualquer
pretexto que sja, nem mesmo de ferias : .. trimes-
tre principiado cnlcndc-se vencido para sen paga-
mento.
Arl. 10. Nenhum alumno ser conservado no col-
legio, deixando de seren pagas suas conlriduieoes,
segundo o eslaheleeido no arl. 6.
Arl. II. Tambera nao ser conservado aqueile
alumno, que, denlro cm (i mezes. se mostrar inapto
para o aprcndizalo, 011 de um procedimenlo reprc-
hensivel e iurorregivcl.
Ail. 1p. O collegio fornecer.i sempre aos alumnos
pensionistas e meio-pensionistas, ilimeiilo sadio e
abundante, e luzes de vela a aquelles para o esludo
a noite, e bandos duas vezes na semana.
Arl. 13. As deapezaa com livros, molestias e ou-
lras imprevistas sciao por conla dos pais dos a-
luintios.
Ar. 14.Cada pensionisla Iran seu hthu com run-
fia tiifficiente de uso, cama de vento, espeldo, penle,
thesoura, eaeovat, baca dc rosto, jarro ele.
Ail. I.">. Neiidura pensionisla poder sahir do
collegio ,1 parscio, 011 a oulro qualquer lim, sem li
cenen do direclor que a conceder, ou denegar se-
gundo entender rnnxcnienlc.
Arl. 16. O collegio rabaltiar lodosos dias uleis
de 111 aiil.aa e a tarde.
Arl. 17. Sao feriados no collegio, alm dos do-
mingos o dias sanio--, as quintas feiras dc lodas as se-
manas, cm que n.lo baja algum dia santo, ou quai-
qiier oulro feriado : os II dias do enlrudo al a quar-
la letra de Cinta inclusive ; de quarla-feira de Tre-
va< al domingo dc Pascoa. os das 24 de marro, 7
dc selembro, c dous de dezembro, e de 15 dc dezem-
bro a 15 de Janeiro de rada anuo.
Arl. 18. Tambera ser feriado em agoslo o dia de
Sanio Alfonso,nadroeiro doVollecio.
Arl. 19. Para mantee a ordem e inspeccionar os
alumnos, llavera um inspector que morar no mes-
mo collegio.
Arl. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha alies-
lado de proraptos para fazercm seus exaraes onde
Ibes convier, depois de vencidas as materias do ema-
no, ejulgado* habilitados pelos respectivos professo-
res, c com audiencia do director.
Recife 9 de agosto dc 1851.
Af/onso Jos de Oliveira.
Approvo. Recife 19 dc agoslo de IR5i.O viga-
rio 11nuncio Uenri'/ues de Itesende, direclor geral
i uterino.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PIULAS HOLLOWAY.
Eslc ineslimavel especifico, composto inteiramen-
le ile liervas medicinaos, nao conten mercurio, nem
outra alguina substancia deleclerea. Benigno mais
bmra infancia, e eompleicio mais delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar o
mal na rompleicao mais robusta; he inteiramcnle
innocente em suas operares e clieilos; poit busca e
rrmove as doencas dc qualquer especio e *gro, por
mais mitigas e lenazes que sejam.
1.o lie milhares dc pessoas curadas com esle reme-
dio, muilas que ja eslavam s portas da morle, pe,-
severando era seu uso, conseguirn) recobrar a sar
de e forras, depois de haver leulado inulilmenlc-
lodos os oulros remedios.
As mais allliclas nao devem entregar-se deses-
peradlo: fagam um rnmpcieiilc cnsaio dos eicazes
eileiii s desla (asombrosa medicina, e presles recu-
peraro o beneficio da -ande.
Nao se perca lempo em lomar esse rmedio para
qualquer das seguales enfermidades :
Accidenles|epileplicos.
Al poicas.
Ampolas.
Arelas (mal d').
Aslhma.
Clicas.
ConvulsOes.
Ii.liiii lado ou cilcnua-
co.
Dcbili lade ou falla dc
forjas para qualqucr
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rius.
Dureza no \entre.
Enfermidades no ligado.
a venreas.
Enxaqueca.
llcrysipcla.
I-'ehres biliosas.
intermitientes.
a de toda especie.
Cola.
Hcmorrboidas.
iixdropisia.
Iciericia.
1 inllLle-lues.
Inll,mimaron..
Irregularidades da mens
truacao.
Lombrigas de toda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslrucgao de venlrc.
l'lildi-ira mi i'i>nsiini|icao
pulmonar.
Relenco d'ourina.
Rheumalismo.
S> mplomas segundario.
Temores.
Ticu eludiros 1.
Ulcera*.
Venreo (maP.
Vendcm-se eslas pillas no estahcierimenlo 'geral
de Londres, 11. 244, Slrand, e na loja dc lodos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas enrarregadas
de sua venda era loda a America do Sul, Ilavana e
lie-panda.
Vende-sc asbocelinhas a 800 ris. Cada urna del
las contera urna inslrucrao cm porluguez para ex-
plicar o modo dc se usar d'estas pilulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar
maeculico, ua ra da Cruz n.22, em Pernambuco
K3gg^ig3a^.a^^-g^'533nag^
Sm COLUTORIO
DO DR. CAS ANO VA,
KLA DAS CRL7.ES N. 28,
vendem-sa carteiras de homeopalhia de lo-
K dos os lmannos, por preeos muitoem conla.
Elementos de homeopalhia, 4 vols. CaOOl)
g Tinturas a escolher, cada vidro. 1^000
K Tubos avulsos a escolher a
J8{ tduHullas gratis para os pobres.
HOB I^FFECTEUR.
O unico autorisado por decisao do conselho rea]
e decreto imperial.
Os mediros dos huspilaes recommendam o arroba
Lalfccleur, como sendo o unicu aulorisado pelo go-
vernoc pela Real Sociedade de Medicina. Ella me-
dicaincnln d'um goslo agradavel, e fcil a lomar
cm secreto, est em uso na marinha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sera mercurio, as affeceocs ds
pellc, impingeos, asconseqoencias das samas, ul-
ceras, c os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores ; convm aos
calbarros, da bexiga, as conlraccocs, c fraqueza
dos orgns, precedida do abuso das ingeceae* ou de
sondas. Como anti-s\phliliro, o arrobe curada
pouco lempo os lluxos recentes ou rebeldes, que vola
vera incestantes sera consequencia do eraprego da co-
paiba, da rudeda, ou das iiijerces que represen-
tara o virus sera nculralisa-lo. o arrobe l.alli'cleu,
he qsperiaiiiiciite recommendado contra as doencas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio cao indurlo
de potasio. Vonde-se era Lisboa, na botica dc llar-
ral, c dc Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca dc D. Pedro n. 88, onde araba de chegar urna
grande porrao de garrafas grandes e pequenas, viu-
das directamente dc Paris, dc rasa do Sr. Boyveaua
Laffcclcuv 12. rae Kicdev Paris. Os forinulario-
dain-se gratis era casa do agente Silva, na piara ds
I). Pedro 11. 82. No Porlo, em rasa de Joaquim
Francisco Lucs Ferreira, com co-
clieira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, eiicarrcfja-se de qualquer
ftineral, sendo padres, inusica, cera, ar-
maeona igieja ou em casa, carros dc
passeto e tirar (jnia da cmara, c ahi en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
pie o reffulamento do cemiterio.
Um piulor rhegado ha poueo do Rio dc Janeiro
ullerece seu presumo aos sonhores proprielarios des-
la cidade. que nuc rain piular -rus predios com gos-
lo e profusao, podendo ser procurado na ra do Vi-
gario 11. 5.
Na ra dasCruzes n. 40, taberna do Campes,
da das melhorrs e mais modernas bichas hanibur-
guezas para vender-se em grandes porc&cs e a rela-
ho, e lambem se aluga.
GHROPE
DO-
BOSQUE
O nico deposiloVonlinia a ser na bolica le llar-
Iholomeu Francisco deSou rlo 11. ,!6; garrafas gralides ,>j00 o pequeas :it000.
.MPORTAYTC PARA 0 PIBLICO.
Para cora de phhsiea em lodos os seus diderenlcs
grsos, quer molivada por conslipacftes, losse, aslh-
ma, pleuriz. esrarros de sanguc, dor de costados e
peilo, pnlpilar.ao no corele, coqueluche, brnncbile,
dor na gargaula, e lodas ai mole-lias dos orgaos pul-
monares.
C. STARR & C.
Nojjocia-se urna casa nova c moder-
na na estrada da Ponte d'Uchoa, com seis
salas, oito qnartos ealcovas, cosinha, dis-
penta, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de fVuteiras, grande jardim
murado com muilas llores, cocheita, es-
tribara, quartopara Feitor, cacimba con
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condiees mui favoraveis para o compra-
dor : a tratar na ra da Cruz n. 10.
Na coedeira da ra do Caneo n. A, precisac
dc um bolieiro para corheira parlieular.
respeilosamente annuneiam que no seu eilenso cs-
tabelecimcntn em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicao c promptidao.toda a qualidade
de machiatane para o uso da agricultura, navega-
cao c manufactura, e que para maior eommodo da
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mosqui-
ta na ra do Bruin, alraz do arsenal do marinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu estahcierimenlo.
a!H acharao os compradores um completo sor|.
raeiiln de rooendas de canna, com |odos os mcllio-
raraenlos (alguns delles novos corigiuacs) de que a
experiencia de muilos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas dc vapor debaixae alia presso,
laixas de todo tamaiiho, lauto batidas como fundidas,
carros de mao c dilos para conducir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
lo, tornos de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais appiovada cimstrucrao, fundos para
alaindiques, crivos e portas para frnaljias, e una
uilinidade de obras de ferro, que seria tnfadonha
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
intelligenle e habilitada para receber todas as cn-
commendas, etc., etc., que os anniinriaiiles cm.lan-
do com a capacidade de suas odirinas c marliini-mo,
e pericia de seus olliriaes, se comprometiera a fazer
ctccular, cora a maior presteza, pcifeiro, e exacta
eoulormidade com os modelos ou desenis, e in-liiic-
Oesque Ihe forcintorneridas.
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. dc ureo, ronli-
nuam-se a vendir a 81*100 o par (preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fnbricanle que foi premiado na exposirao
dc Londres, as quaes alm de durarem eslraordia-
riamcnle, nao se senlem no rosto na acco de corlar ;
vendem-s com a condicao dc, nao agradando, po-
derem os conr.pradorcs devolve-las al 15 dias depois
pa compra reslluindo-e o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feitas pelo mesa
mo fat'iranio.
Na corheira da ra da Roda n. 54, atogou-se
um cavalio no dia 13 de Janeiro do correnle anno, a
um homem branco, estatura regular, pouca barba,
ignora-se o nome e a morada, o cavalio lem os sig-
naes seguinlcs : rodado pedrez de meio, a man d'i-
reila grossa do lado de tora com duas queimaduras e
una beiiga no espinhaco, e como se alugasse para
ser entregue no mesmo dia e at esta dala nflo le-
nha apparecido, assim roga-se as autoridades e a
qualqucr pessoa que o enconlrar, fazer o favor de
manda-lo entregar na dita corheira, que se pagar
as i'espe/.is.
ATTEXCAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
cao de Santo Amaro de Jaboatiio.
aena-ee com um completo sorlimenlo de bebidas do
lodas as qualidades, ceneja em meias garrafas e gar-
rafas, licores francezrs, vinho tinto e branco, queijos
novos, sardinhasdeNanlcs, manleiga ingleza e fran-
ceza, da melhor que se pode enconlrar no morcado,
cd da India e de S. Paulo, dilo prelo, chocolale,
assucar dc lodas as qualidades, bolachinha ingleza,
dita dc iirarul, eharuUs para os amigos do bom cos-
to, das moldures marras, S. Felis, Figueircdo Ro-
cha, e oulros muilos que se pedirem, alelria, ma-
carnlo, lalharim para sopa ; pedimos lambem aos
seiihorrs dc engenho mais prximos que nos qnei-
ram honrar nosso novo cslabelecimenlo com suas
freguezias, achralo ludo pelo preco da prac,a e a sa-
isfarao do comprador.
LOTERAS da provincia.
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
Mello tem a venda ns sitas afortunadas
cautelas da segunda parte da primeira
lotera do Poco da Panella, que corre no
'a 27 do corrente, nos seguintes luga-
: ra da Cadeia do Recite, loja r. 11;
ra do Rosario, n. 26 ; estreita do Rosa-
rio, n. 17, do Sr. Azevedo ; travessa do
Queimado, n. 18 C ; aterro da Boa-Vista,
n. 58 ; ra Direita, n. 62; na povoaro
doMonteiro, emcasadoSr. Nicola'o, ena
sua loja da ra Nova, n. 4 ; sendo ento
livrcsdo descont de 8 poreento os bilhe-
tes pelos preeos que se seguem :
Bilbetes 5,s'500
Weios 2800
Quartos i 500
Decimos 700
Vigsimos 400
Piccisa-se de urna ama que saiba cozinhar
bem, eile um molcquc, nesro ou naan para l'azcr
as compras : na ra do Oueimado n. :!S.
Sala de dansa.
Luiz Canlarelli, na ra das Trincheiras n. 19, de-
clara ao rMpoitlvel publico que a sua sala de ensino
se acha aberla toda- a* segunda*, quarlas e setlas,
desde as 7 horas at as 0 da noite : quem do sen pres-
umo se quizer utilisar, dirija-sc mesma casa das 7
s 9 da manha, ou das 7 s ti da noile.
D.i-se a juros sobre hypothera, at 1;0005000;
na ra do Collegio n. 81, secundo andar.
O BRASIL MARTIMO.
Al o dia 15 deste mez aeha-sc aberla nesta Ivpo-
sraphia a renovar.o ile atsignalura do segundo juno
deslc inlercs-anle peridico, dedicado nicamente
propasarlo dos conliecimenlos marilinios, organisa-
o c administracao clr. da marinha de guerra o
mere, nic nacional, sendo redigido pelo Sri lenenle
da armada Euzebio Jos Antones, auxiliado pela
collaborariln de aluraas pessoas Ilustradas da mes-
ma enrporarao. Puhlica-sc duas vezes por mez cm
dias indelcrminado-, ciiendo 12 paginas em quar-
lo, sendo S destina las s antoras do programiu.i, e
1 exclusivamente i publicarao das regras inlerna-
- b diplomacia do mar de Orlolan, obra esta
as-as imporlanlc e neressaria loilos que sulcain es
Oranos. O cusi da as-icn.ilur.i he de .XKIO an-
nuaes pasos adiantado, e de 8J000 para os senhores
subscriptores queqnizerem pnsulr quasi todo o pri-
meiro volume oa obra referida, j annexa ao primei-
ro anno do peridico.
. O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do l.i\ ramenio tem um* caria na livraria os.
0 e 8 da praca da Independencia.
,ii
res
V
MUTILADO


DIARIO OE PERMMBUCO, QUINTA FEIM 18 Ut JANLIHU Ut lbb.
Furlaram no dia 15 do frrenle, da ribeira da
Boa Vi-la. ni lacio lia, un cavallo ruco pedrea'
cun os signaos seguimos : nafecu de m i|u,irlo,
urna barroca no covao ao pe Ja anca, coni o ferro de
mcia la ; eslava amarrado em un i areola : quein
O pegar, leve-o i casa do l)r. Clemcnliun, na ra da
Aurora, a fallar com Joao Gomes de Amorim, que
gratificar generosamente.
Precisa-se fallar ao Sr. Vereosa, lavrador do
Sr. Anlonio Manoel da Hoclia, a negocio ile seu in-
leresse : na ru?. da Praia n. 27, casa amarclla.
As pessoas que zeram enconunemla de bracos
de batanea do aulor Human & Companhia, podom ir
cscolhe-loj na ra Direila n. 1(1. Ka mesma lia
para vender pencirasde rame propr'as para refina-
res c padarias.
Dcsappareceu no da 30 do mez panado a prc-
la Joanna, de Mego Cenan, idade de 50a 55 anuos,
com os sigua seguimos ; bem fallanle, estatura rc-
gular.sccea do corpo,lem as cosas alanha.las de chi-
eotc ja antigs, urna coroa de umalbanda na cabera,
peinas linas, os dedos d? mo esqutrda mcio fecba-
dus ; levou duas saias, una do asscnlo branco com
flores rdiat, c oulra de riscado j vellia, c um tabo-
leiro de laranjas a vender : roga-sc as autoridades
policiaes e capules de campo que a peguem o re-
vem-a i ra das Cinco Ponas n. 5i, que serio re-
compensados.
Precisa-se de urna ama de leile forra ou capti-
va : na ra da Cadea n. 2.
Aluga-se uma preta com muito bom leile pa-
ra criar : qnein precisar, dirija-sc a ra do Vigario
luja de pintor n. 10.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinliar c
fazer lodo mais servico de uma casa : no largo do
Terco segundo andar n. 27.
Precisa-se de alocar uma ama forra ou capti-
va, para todo o servico : na ra larga do Rosario n.
33, segundo andar.
A pessoa que achou na ra larga do Rosario,
adianto pouco do armazem de drogas do Sr. Barlho-
lomeo. uma caria fecbada com subscriplo para o Sr.
Antonio da Silva Guimaraos, denlrn da qual linha
dous bilbeles inleiros da segunda parle da primeira
lotera do Pojo da Panella, e que abri a carta e li-
rou os bilhetcs, deixaudo no mesmo lugar a caria
com um rasgflo, cuja carta foi perdida do boleo da
calca de um prelo que a Irazia, queira restituir os
bilbeles cm carta fechada no aterro da Boa-Vista n.
48, poisj sabe-se quem be, por Icr algumas pes-
soas dessa ra visto : e nao o fazendo so proceder
contra essa pessoa.
Nesta typograpliia existe uma carta
paia o lllni. Sr. tenente coronel Francisco
Antonio Correa de Sa', morador na fa-
zenda Acauhan, provincia da Parabba,
cora assistente nesta praca.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O presidente da assembla geral do
Banco de Pernambuco convida aos se-
nbores accionistas n comparecerein na
se3sao ordinaria do dia 31 do con ente Ja-
neiro, cuja reuniao tera' lugar as 11 llo-
ras do mesmo dia, na casa do- referido
Banco, em virtude da rerpiisicao que llie
oi feita pela direccao respectiva, emofll-
cio de lodo correnta. Uecife 17 de Janei-
ro de 185.Pedro Francisco de Paula
Cavalcanti de Albuquerque, presidente.
Jos Bernardo Gatvo Alcoforado, pri-
meiro secretario,
Precisa-se de (im criado para o servico interno
o externo de um collegio em Macelo : a pessoa des-
ta profissAo que quizer contratar, dirija-se ra Di-
reila n. 64, segundo andar.
O Sr. Augusto Lab Pcreira da Confia, e'.iega-
do ha pouco do Maranlio. lem lima carta na ra
atraz da matriz da Boa-Vista n. 16.
Manoel Fernandos
fura da provincia.
I)esenraminliou-se na noite do dia 11, pelas 7
horas, pouco miis ou menos, um negro, na direc-
rao da ra do Vigario a ra do Pilar, em Fra
do Portas, levando 1 chapeo lino da fabrica de Pa-
rs, -2 cobertores de algodao da Ierra, 1 par de casli-
racs de metal amarello, o uns peridicos com figu-
rinos : roga-sc a pessoa a quem esle nbjectos forcm
ollerecidos, de o appreliendcr c leva-Ios i ra do
> igario n. 12, quesera hem gratificada.
O hotel da Europa da ra da Aurora acaba de
receber um cozlnheiro francez muito hbil, o por
isso acha-se habilitado para servir os scus freguezes,
apromptanilo bous peliscos a toda hora ; e lamben)
recebe qualqucr encommenda de pastis e podins,
pelo preco marcado na tabella.
Tendo rhegado um grande sortimenlo de cha-
peos do Chile, quem pretender, dirija-se ao holel
Francisco n. 9.
do Mello relira-se para
JOIAS.
Os abaixoassignados, donos da loja de ourive-, na
ra do Caluma n. II, confronto ao paleo da matriz c
ra Nora, fazem publico, que eslao recebendo con-
tinuadamente muito ricas obras de ouro los melho-
res goslos, tanto para senhoras como para homeus e
meninos; os presos conlinuam mesmo baratos como
lem sido, e passa-so ronlas com re-ponsabilidado,
especificando a qualidade do ouro de Itou 18 quila-
tes, licando assim sujcilos os mesmos por qualqucr
duvida.Serapliim & rmiio.
Precisa-se de officiacs de cirapina e pedreiro,
dando-sc bom jornal, e sendo bons lambcm se Ibes
dar empreitadasetc. : na obra que se est fazendo
na ra do Crespo junto a ponte.
AMA.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva, que cn-
gommebem : no] aterro da Boa-Vista n. 48, loja.
. sr@;i' *5 ej DENTISTA FRANCEZ.
J Paulo Gaignous, estabelccido na ra larca ej
3J do Kosario n. 36, segundo andar, colloca den- $(
$ tes com gcngivasartiliciaes, e dentadura com- $
pela, ou parte della, com a pressao do ar. $g
0 Tambem tem para vender agua denlifricedo
Dr. Picrrc, e p para denles. Rna larga do @
Rosario n. 36 segundo andar. fije
" te
m
Agencia de passaportes.
Tiram-se passapnrles para dentro c fra do impe-
rio, ttulos de residencia e folhas corridas, com a
maior brevidade, e pelo preco o mais cammodo pos-
sivel : na ra do Rangel n. 8.
Os credores de Jos Manoel de Araujo sao
convidados a virem ao escriptono de (iuimaraes A
Alce-forado, para receber oque Ibes locou cm divi-
dendo do liquido producto da sua taberna, sila na
ra do Aragao.
LEITURA REPENTINA.
METHODO CASTILUO.
A escola se aclia transferida para a ra
larga do Rosario n. 48, principia a lecc-
onar no dia 8 de Janeiro. As licespara
as pessoas oceupadas da dia serao das 7 a's
9 da noite.
Precisa-sede uma am;i tpiesaibacozi-
nliar e lazer as compras para uma mu i
pequea familia : na ra da Conceicao n.
0 ; prelre-se escrava.
Cheauveau, theoriado Cod. pen&l,
por 12$000, e obras completas de Po-
tlners poi 20s000 rs. : quem f|uizei com-
prar estas duas obras ou em separado diri-
ja-se a esta typographia qUe se dir'
quem vende estas obras.
RA NOVA N. i.
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
e Mello faz scientc ao publico, que ven-
deu os bilhetes n. 129 com o premio de
5:0003000 e o numero 1580 com 400,$,
divididos em quartos, dogo ipiesaiaa
lista poderaovir receber a sua importan-
cia.
D- AnnaMaria da Concoirilo, viuva de Jos
Alexandnno dos Santos, previne a quem quer que
possa inlorcwar, que nao lera vigor ou validado al-
guma qualquer papel ou documento, que devendo
ser assigiudo por ella, o nao seja a sen rogo por um
le seus herdeirr-s legtimos, assi-nando outro destes
romo leslemunha ; islo para que se nao reproduza o
Tacto que ha pouco se deu de sercm passados dous
papis sem consenlimento da annunciaiite. E para
que nao possa ser allegada ignorancia se faz pre-
sente annuncio. Villa .lo Passo 4 de Janeiro de 185..
A rogo de minba mai. Jote le Barros Um.__
Como UMcmunba, Joaquim de Souza Silva Cunha.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOX.X.BOIO 1 AMD4I\ 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas liomcopathicas lodos os dias aos obrcs, desde 9 horas da
manha atomeio dia, e cm rasos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noite.
Ollerece-se igualmente para praticar qualquer operarn do rirurgia. e .icuilir promptamente a qual-
qucr inulhcrque esleja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permiltain pagar ao medico.
NO LTORIU DO M. P. 1. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalliica do Dr. G. II. Jahr, Iraduzido em por
lugiicz pelo Dr. Moscozo, quatro voluines encadernados em dous o arumpaiihadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 20jOO0
Esta obra, a mais importante de todas as quctralam do esludo e pralica da homcopalhia, por ser a nica
que conten abase fundamental d'esla doulrinaA PATIIOIIENESIA Ol EFFEITOS DOS .MEDICA-
MENTOS NO OKC.AMSMOEM ESTADO DE SAIDEronbeciincnlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pralica da verdadeira medicina, iulcressa a lodos os mdicos que qui/.erein
experimentar a 'niitnna de llalinemanii, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros c senbores de engenho que esiaolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos capitesde navio,
que uma ou oulra vez nao podem oeixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de scus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circunstancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar in cnnlinenli os primeiros socenrros em suas enfermidades.
O vade-mecum do bomeopalba ou Iraduc^ao da medicina domestica do Pr. llering,
obra tambem til s pessoas que se dediram ao esludo da bomeopalbia, um vol-
me grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 10SO00
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, etc., ele, cncardenado. :)8000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homcopalhia, e o propietario deslc eslahelecimento se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 2i medicamentos cm glbulos, a 10$, \J~ c 153000 rs.
Hilas 3fi ditos a.................. OsOOO
Dilas 48 dilos a................. 2-")(K)0
Dilas 60 ditos a..............., 305000
Ditas 114 dilos a................... 605000
Tubos avulsos.......................... 18000
Frascos de meia 0115a de lindura..................." 25000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos do rrystal de diversos lamanhns,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muito commodos.
riBLICACAO DO INSTITUTO II01E0PA-
TIIICO DO BRASIL.
TIIESOL'RO HOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Melhoo conciso, claro e seguro de curar homeo-
palhicamenle todas as molestias que affligem a es-
pecie-humana, e particularmente aquellos que rei-
nam no Jlrasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de bomeopalbia, (aulo europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Pinho. Esta obra he hoje
reconhecida como a melhor de lodas que tralam da
applicacJlo homeopalbica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulta-la. Os pas de
familias, os senbores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capitaes de navios, scrlancjoselc. etc., devem
te-la mlo para occorrer promplamente a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em brochara por 108000
encadernados II9OOO
vende-se nicamente cm casa do aulor, no palacete
ila ra de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68 A.
Precisa-se de uma ama para com-
prar e cozinliar para uma casa de pouca
familia : na ti avessa da Concordia, indo
para a cadeia nova, n. 17.
O padre Joao Josc'da Costa Ribeiro,
substituto das cadeiras de latiiu desta c-
dade, abre a sua aula particular no dia 1
de fevereiro.
Lava-se e engomma-se com loda a pcreic.ao c
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr. Joao Nepomuccno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
nucir mandar receber uma encommen-
da 11a vraria n. 6 c 8 da praca da Inde-
pendencia.
FARRICA DE SABA'O.
Continua no seu ti a bal lio c acba-se
aberto um deposito na ra da Senzala ve-
llia n. 140, aonde acharSo sempre do
muito acreditado sabao amarello, cinzen-
to e prcto, os precos serao sempre o mais
comrrodo possivel : trala-se com Delino
Goncalves Pereira Lima no mesmo de-
pozito.
I.. Delourlic faz saber ao respcitavcl publico,
principalmenle aos scus freguezes, que acaba de
comprar a relojoariade Mr. l.acaze, na ra Nova 11.
22, para onde j Iransferio o seu eslabclecimcnlo,
conviilando-os a que ahi o procurem, na ccrleza de
(crem-no sempre prompto a dcscinpcnhar o seu lia-
ballio de mamita a salisfazcr a couliancu nellc de-
posilada.
O Dr. Carolino Francisco de Cima Sanios mo-
ra na ra das Cruzes n. 18, primeira andar, onde,
no exercicio de sua prolisso de medico, d consullas
aos pobres das 7 as U horas da manliaa.
Paulo (iaignoux, dentista, ja vollou do mallo,
onde passou a fesla, e pode ser procurado na sua ca-
sa, ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
INSTRUCCAO'.
Jos Bernardinode Souza Peixe, professor parli-
culardo francez e lingua nacional, residente na ra
Direila n. 56, participa aos pas de scus alumnos c
aquellas pessoas a quem interessar pos;a, que no dia
22 do correle principian! os Irabalbns da sua aula
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem uma carta na vraria ns. 6e 8
da praca da Independencia.
I.'iride Italiana, revista artstica, cientfica c
lillcraria, debaixo do inmediato patrocinio de S. M.
0 Imperador, rediglda em duas linguas pelas mais
conhecidas capacidades lo imperio, e dirigida pelo
professor A. Oalcano-Ravara. Subscreve-se em Per-
nambuco, na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Novos livrosde bomeopalbia uiefrancez, obras
(odas de summa importancia :
llalincnianii, tratado das molestias
lumes.........
Teste, rrolestias dos meninos.....
llering, bomeopalbia domestica.....
Jahr, pliarmacopa bomeopalbica. .
.latir, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapou, historia da bomeopalbia, 2 volumes
1 hiitlnii.mil. tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica bomeopalbica. .
De Fayollc, doulrina medica houieopatbica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhis. .
Diccionario de Nyslcn.......
Alllas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as parles do corpo humano .
vedem-sc lodos estes livros no consultorio linmcopa-
Ibico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeira andar.
I J. JA1NE, DENTISTA, 1
JfJ continua a residir na ra Nova n. 19, piimei- gp
@ ro andar. at
8t#e@8g;ift-,g@
O padre Joo Capistrano de Mcndonra, pro-
fessor de scograpbia, clu onologia e historia fio Ivceu
ilesla cidaile, pretende abrir no 1. de fevereiro'um
curso particular de rclhorira, c oulro de geugraphia
para lodo o anuo lerlivo: os senhorea esludanlcs
que os quizerem rrequentar, poderao dirigir-sea casa
n.51 da ra Nova, a qualquer hora, aliui dedarem
scus nomes matricula.
lotera de n. s. da saude.
Aos 3:000,S-000, 2:00#00, l:000j000.
O cautelista Antonio Jos Kodrigucs de Souza J-
nior avisa ao rcspcitavel publico, que os scus bilbe-
les e cautelas nao solT'em o descont de oilo por ren-
to nos tres premios grandes, os quaes se arbam i
venda as seguintes lojas : praca da Independencia
ii. 1, do Sr. Fortnalo, 13 e I. do Sr. Anilles, c40
do Sr. Faria Machado ; ra do tjucimado n. .17 A,
do Sr. Freir ; ra da l'raia, loja de fazeiidu do Sr.
Sanios; ra larga do Uosario n, 40, do Sr. Manoel
Jos Lopes ; c praca da lloa-Visla, loja rtc cera lo
Sr. Pedro Ignacio Baplisla, cuja lotera lem o seu
infallivel andamento em 27 de Janeiro crranle.
chronicas, i vo-
. 2O5OOO
. IteOOO
. T5IKH
. 69OOO
. KfeOOO
65000
88000
165OOO
108000
89000
75000
69000
48000
IO50OO
305000
lolliinlias imprestas nesta typographia,
de algibeira a 320, de porta a KiO. eec-
elesiasticas aSOrs., vendem-sc nica-
mente na livraria n. ti c 8 da |rara da
Independencia.
MADAPOLAO COM T0Q6E DE A\A-
r8IAA2.50,3.00E 3,500.
\ ende-sc na loja n. 17 da roa do Qoeimado, pe-
cas de madapoln lino com loque de avaria de agau
iloce, pelos prec/is,',cima : dinlieira .i villa.
PARA 0 MADAMISMO DO
BOM COSTO.
A R.sOOO rs. o curte !!
\ endem-se na roa do Qoeimado, loja u. 17, ao pi-
da botica, os modernos ror'es na de seda com quadros do cores, do lindos e novos
desodlos, com H varas e mci.i, pelo barato preco de
85 Vcnde-sc urna casa terrea na ra da Concor-
dia : na Iravcssa do Queiniado n. I.
Vende-se urna cachorra de fila chegada lia
pouco lempo das libas, muito propria para sitio :
quem quizer comprar, dirija-se a estrada de Santo
Amaro, passando a ponte a terceira casa do lado es-
querdo.
CAIXAS COM FOCHA DE FI.ANDRES.
\ endem-se caixaf com folba Chareaal l. qualida-
de : na ra da Cadeia do llccifo n. 61, ou nova ra
do Caes, primeira rasa.
C\IX*S COM VIDROS.
> endem-se caitas com vidros, por proco commo-
do ; na ra da Cadeia do Uede n. 61, ou nova ra
do Caes, 1. casa.
FERRAGENS PARAOURIVES.
Na ra da Cadeia do Kecifc, loja n. 61, vendem-
sc lodas as ferragens necessarias para ourives, por
preco commodo.
Vende-se OU arrenda se o engenho Boto, rom
casa de vivenda c senzala para baslanlrs prelos, com
fabrica, animaos deroila, bois e carros, com elles ou
sem elles : os pretendentes dirijam-sc aos Afogados
ao sabir da ponte o primeira sobrado do lado cs-
querdo.
Vende-se um cxcellenle terreno com algumas
bemfeitorias, cercado, na quina .lo Chora-Menino,
que vai para a I'assaicm c .Manguinlio, boje intitu-
lado ra Keal, para se edificar uma rica casa c bom
sitio por ler as proporcOes necessarias, c boa agua de
beber : quem pretender, dirija-M ao armazem da
ra Nova n. 67.
Na ra Nova n. 10, loja iranceza
acaba de receber um lindo sortimenlo de chapeos de
seda para senhora, de ricos padies.
4p00.
Corles de casemira de bonitos padroos. c boa f,i-
zenda ; vendem-se na ra do Qucimado n. 9, loja
de Azcvedo & Carvalho.
1.S280.
Bicos cortes de brim de algodao, imitando casemi-
ra, pelo baralo preso de lff2S0 ; vendem-se na ra
do Queimado n. 9, loja de Azevedo di Carvalho.
Charutos muito superiores
Vendem-sc na ra do Qucimado n. 9, loja de Ale-
le Azcvedo
pannoa prelos
Bilbeles
Mcios
Juarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
58-500
8800
15-500
5800
8700
8100
recebe
principiara os Irabalbos da sua aula
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albucpier-
quemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualqucr hora dos dias uteis.
~ Alugam-se o Icrceiro e quarln andares da ra
da Cadeia do Kecifc n. 1 : a Iralar uo armazem dos
mesmos.
1 AO PCBLICO.
' No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
ga vende-se um completo sorti ment
33 de fazendas, finas e grossas, por
jS presos mais baixos do que emou-
M a qualquer parte, tanto em por-
90es, como a retalbo, alliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este cstabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olferecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante cs-
tabelecimento convida a' todos os
3 letM patricios, e ao publico em ge-
i ral, para que venbam (a' bem dos
gj seus interesses) comprar fazendas
M baratas, no armazem da ra do
ij Collegio n. 2, de
ffi Antonio Luiz dosSantos&Ilolim.
9 BBaaOB 3BS3BBBEBSB3BSMtB
IECHANISMO PARA IMl-
5:0005000
2:5009000
1:2505000
6258000
5005000
2508000
Manoel Elias de Moura avisa ao res-
peitavel publico, que desta data em di-
ante deixa de aviar receitas e preparar
medicamentos em sua botica, na praca
da Boa Vistan. 24, a qual passa a ser casa
de drogas,para o queja' fez ao conselbo
de higyene a competente participacao.
Os Sis. boticarios quequizerem dirigu-se
a' sua casa para ahi fazerem os seus supri-
mentos, serao perfeitamente servidos, e
encontrarao drogas da melhor qualidade
que ha no mercado.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thesoureiro das loteras avisa cpie se
acliama venda os bilhetes da segunda parte
da primeira lotera a benelicio da Matriz
do Poco da Panella, que corre impreteri-
velmente no dia 27 do crtente inez de
Janeiro, e os poneos bilhetes que estiio por
vender acham-se na loja da praca da In-
dependencia n..4, e no aterro* da Boa
Vista n. 48. Preco .s'000 rs.
O remedio contra a hydrophobia,
conservado em segredo pela familia do
linado padre Miguel do Sacramento Lo-
pes Gama, ecom o qual esta tem curado
ainn infinito numero de pessoas nesta
provincia, o que be geralmente sabido,
nao s pela sua eficacia, como pela anti-
guidadedesua aplicacao, contina a ex-
istir na mesma familia, c a ser por esta
aplicado : as pessoas que delle tiverem
precisSo dirijam-se a qualquer das so-
brmhas do dito finado padre Miguel nesta
cidade e no lugar da Capunga, fora da
cidade no lugar dasCandeasem casadoan-
nuneanteJoao SergioCezar d'Andrade.
a O solicitador nos auditorios desla' cidaile
Sabaixo as-lanado, fonlinua a excrcer as
funeces desse
carso, para o que pode ser JJ

^ procurado no csrriptorio do Ilim.'Sr. Dr.
Jo. i'nm lo-e da I-'onceca, omewnocompro-
^ inctlr-se a solicitar causas de partido an-
noal, com lodo zelo eactividade, mediante
^^ um pequeo honorario, assim como as
g, causas particulares n.lo poe preco as
-*> parles. CamilU, Augusln Fer- eir da SttcaJB
@^>-*>^@ ^@^@^
Anlonio Ezidin da Silva, lente de geometra
do Ivceu desta cidade, pretende abrir nodial.de
fevereiro, na casa de sua residencia, na ra Direila
u. 7K, um curso de geometra para lodo o anuo lec-
tivo : os senhores o-diidanles que o quizercm fre-
qucnlar, poderao dirigir-se a mencionada casa, das
7 horas das manhaa at as 9, c das 3 ate as da
larde.
Aviso aos Srs. padeiros da Boa-Vista.
Vendem-se mi arrendam-sc terrenos na entrada
do berro das Barrciras, lagar marcado pela postura
da cmara para se fazer fornos, este lunar preferc se
por ser mais perlo dos depsitos: os pretendeutes en-
tendam-se com n proprietano dos mesmos,na roa do
Colovello n. 29.
NA FUNDICAO E FERKO DO E.NGE-
MIEIKO DAVID W. BOWNIAN, NA
11UA DO BUL'M, PASSANDO O CIIA-
FAB1Z,
ha .sempre um grande sortimenlo dos sesuinlcs nb-
jectos de mcelianisnms proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, c de lodos os lamanlios ; rodas
ilenladaspara agua ou animaos, de todas as propor-
(9m ; crvoi c boceas de foinalba e registros de boci-
ro, aguilhes.bronzes parausos c eavilhoes, munlio
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se execulam todas as encominendas com a superior!
dude ja conhecida, o com a devida presteza e commo
didade em preso.
@S@^@S^ ^^^^^@
^N .No sitio confronte a capella dos Alllictos, a
se d|r quem cura morphea erreUmenle!w
No holel da Europa tem salas e qnarlos forra-
dos com lindo papel, para alugurl, com comida ou
sem ella.
COMPRAS.
Compra-sc prala brasilciraou licspanliola : na
ra da Cadea do Recite n. 51.
Compra-sc un.a morada de casa terrea cm
quaesqiier dos bairros desla cidade: quem a livor
dirha-se a taberna do paleo do Carino, quina que
volia para a camboa do mesmo, que se lhc dir
quem compra.
NA FABRICA POLEO, RL'A DOS
GliARARAPES,
compram-sc c alugam-se escravos ; nao precis;, que
icoliam habilidades, basla que sejara robusios.
Compra-se uma casa larrea com quintal c ca-
cimba, cm qualqucr ra desla ciliado, ou mesmo na
Snledade, ras novas no mc-mo lugar Capunna
Manguinho, nao excedendo de '.OtlJIHKI : quem pre-
a ra doCabog, loja de
Icnder vender, procure ni
miudezas n. 9.
VENBAS
ALJIAWK PARA I8SS.
Sahiram a bizas folhinhasde algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido c accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 c 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855,
Acham-se a venda as bem conhecidas
vedo & Carvalho.
Na loja da ra do Oueimado n. 9,
& Carvalho, h um rico sortimenlo de pa__
'le todas as qualidades, merinos, sarjas, selini, cha-
peos, lavas, ludo por barato preco ; do-so as amos-
tras aos compradores.
Farinha muito Una
Na Iravcssa da Madre de Dees, armazem n. .">, de
Anlonio l.uiz de Oliveira Azevedo. No mesmo se
venden aixaa com velas de sebo, c sabao muilo su-
perior.
CEMENTO ROMANO,
''aricas grandes de 12 arrobas, vende-sc por me-
nos preco do que era oulra qualquer parte : ua ra
d. Cruz doli,-ile arinazem n. 13.
n*'-7aVen'Jem"s0 nrrol,a lle velas de carnauba a
JSotk) rs., leudo de lodosos tamaitos, e as libras
a JOO rs., assim como manleiga iugleu nova e de
boa qualidade a 010 e 7:20 rs.'a libra : na iuu das
Cruzes n. 20.
Vende-se superior e-permacetc americano por
preco commodo : na ra doAiuoiiiu n. 18, arma-
zem de Paula i Sanios.
Vende-sc breu em barricas muilo grandes e por
preso commodo : na ra do Amorim 48, arma-
/-eni de Paula & Sanios.
Vcndc-se ral virgem de Lisboa, a mais nova e
inellior que ha uu mercado, a IbOOO a barrica : na
ruadj Collegio n.l.
f ?i939 :@@
9 v ciiese em casa dos Srs. 1 Leconte Fe- m
.y ron&C o novo c igradavel djiocolate de ;;;
mu le, chegado lecenleuieiiie de tranca : na je
ra da Cruz n. 20. J
LOTEBIA DO BIO DE JAMURO.
Acham-se a venda os novos bilhetes da
lotera 15* do Estado Sanitario, cujas lis-
tas esperamos pelo vapor S. Salvador,
sexta leira 1!) do correte. Os premios sao
pagos por inteiro logo que se distribui-
rem as listas.
BOM NEGOCIO.
Vende-se uma taberna com poucos fundos, bem
afioguo/ada e em boa ra : faz-sc qnalquer negocio
mesmo a prazo com boas lirntas, o molivo se dir :
na ra do Pilar o. 1:17.
yende-so um sobradinho na ra de San Gou-
calo n. 27, com os oiles dobrados, com bom quin-
tal, terreno proprio ele, ele, c rende 30 men>aes :
na ra larga do Rosario n. 43, segundo andar.
RIAD0CI{ESP0L0JAE\C4RM\.
\eude-se cassa Iranceza lina, de lindos padrees
a 400 rs. avara ; corles .le ca/.o de seda, de gostos
cscocc/.cs a 85000 rs. chales pelos de merino,
superior lasen-la a 3^200 e 3,>300 ; corles de brim
de puro ludio a 1o280, l^tOO e ) rs. ; chales de
laa_ e seda- com ricas palmas as puntas a 35200,
30300 e 43 rs. ; minen a-, chales de loquim, ditos
de seda, pannos de lodas as cores e qualidades por
precos commodos ; corles de casemira de cores a
4-3000, 4&J0 e jjOOO ; dilos do dila pela muilo
superior a 7} e 85000 rs., e oulras militas fazendas
novas, que.se veiidem por menos |preco do que em
oulra qualqucr parle.
800 RS. CADA 611.
Chales de algudAo do cores de bonitos padrees,
lencos de garca e seda de bonitas cores a 000 rs., di-
los de ca^sa de cores a Iti rs., cortes de cambraia
com abados, padroes modernos, a 4500, dilos de
cambraia rosa com barra > 39500, cortes de casemira
de bom gosto a 35, casemiras de algodao a 320 rs. o
covado, e oulras fazendas por muilo commodo pre-
co : na ra do Queimado loja n. 22.
800 RS. LENCOS DE SEDA
para grvala, de superior qualidade e bom gjsto, se-
das escossezas das mais modernas a 15300 o covado,
chales de seda de superior qualidade a 115, cortes
de vestido de seda lavrada e militas oulras fazendas
por muilo baralo prejo : na ra du Oueimado, loja
PANORAMAS PARAJARD1M.
Brunn Pracger A C. na rita da Cruz
n. 10, receberam c vendemumsortimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
itos e cores, que ormam o mais lindo
panorama, postos em uma columna no
meto do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nos jardins de bom gosto.
Brunn PraegerA C, na sua casa ra da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizontas como verticacs,
dos melhores autores.
Obras de ouro de 18 cjuil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas cm oleo, paisagens ecom moldu-
ra dourada.
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciacs.
Cadeiras e sofa's para learos c jardn*.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de difieren tes qualidades.
Presuntos.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
Em casa de Tioun Uouseu&Vinas-
sa, placado Corpo Sanio n. l-">, lia para
vender :
Um sortimenlo completo de livros em
blanco de superior qualidade.
Vinho de champagne.
Absinthc echerry cordial de superior qua-
lidade.
Licores de difierentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade: tudo
por preco commodo.
Vende-se cognac
zia: no armazem de
C, ruada Cruz n. 10.
Vcn.lc-se fio de sapalciro, hm : em casa de S.
P. Johnsluu \ Companhia, na da Sensala Nova
n. 42.
\ endem-se no paleo do Carino, quina da ra
de Moras n. 3, raixdes com 2 '. libras de doce de
Kolaba a 400 n., c estampas para brnlinhos de N.
S. do Carino viudos de I.i-boa.
Vende-se uma escrava inora, do bonita Ga.ur*,
e rom algumas habilidades : na praca da lioa-Yi-la.
taberna n. 13.
No alerro da Boa-Vista n. 80, vende-se gamma
deengommar a80 r. a libra, btalas a 10r., Hgos a
200 rs., no/esa 1 ii<, passasa 320, peras a 320, inan-
leiRa inglo/a a hiki rs.. dila trncela a 560, cha hvs-
son a 2JS60, dito brasileire a l^tKH), mendosa a
320, chouricas superiores a i SO a libra.
ATTENCAO'.
Vende-seaaecas com feljao mulatinho, chegado do
Aracaly : ua taberna da ra da Mocda n. 23.
A bordo do Mate Castro lem para vender-te
muilo superior sal do Assu' : para Iralar, no csrrip-
torio de Domingos Alves Mathcus, na ra da Cruz
n. 54.
Vendem-sc 2 vareas paridas de muilo prximo
lempo, e por rnmmodu prcro : no sitio da Turre cm
llelem. No mesmo silio apparcceu uma vacca sem
cria ; quem forseu dono pode all procrala.
Vende-se em casa de Fox ltrolhers, linha de
novello da mais superior qualidade que vem ao mer-
cado, de todos os sorlimcnlos, tendo os macos um
peso nmito superior aos que geralmcnlc sao impor-
tados; tanibein coulinua-se a vender linha de carri-
Icl de 200 jardas de n. 10 a 1.30, c fitas de lia de 20
jardas cada pec,a.
Vcnde-sc uma banca de jacarando de meio de
sala com pedra, um consolo lambem de Jacaranda
com pedra, um espelho grande e uma rama franceza
nova : na ra estrella do Kosario n. 16, secundo an-
dar.
Vende-sc una bonita escrava que sabe engom-
mar, cozinliar e lavar, ludo muilo bem : na ra do
Crespo n. 10, primeira andar.
Vende-se uma fabrica de charutos sila na ra
das At'uas Verdes: quem a prclendcr, dirija-sc a
ra do (Jucimado n. 28.
\ ende-se na relinacao da ra da Concordia n.
. superior caan animal por menos que em oulra
qualqucr parte.
Vende-se a dinheiro ou a prazo om terreno
com 113 palmos de frente, enm alicerce ou parle del-
le, na travessa da ra da Concordia, serve para edi-
ficar 6 moradas de casas, tendo o dito terreno 110
palmos de fundo : a trillar com Barlbolomcu Fran-
cisco de Souza, ra larga do Kosario n. 36.
Vende-se uma prela de bonila figura, cozlnha,
engomina, he crioula, o propria pira o Itio por que-
rer para la ir : na ra da Cadeia do Kecifc n. 54,
loja.
NOVOS PAMIO'ES DE CHITAS BARA-
TAS, LOJA DA RA DO CRESPO
N. 14 DE DIAS & LEOS.
Chitas saragocanas caboclas, muito
bonita 180 rs. o covado, ditas silveiras,
miudinhas padres muito bonitos pa-
droes e lixes a 200 rs. o covado, ditas
de ramagens tambem ixas a 200 rs. o
covado, cobertores grandes a OVO, ditos
pequeos a 500, algodao mesclado,lian-
no couro a ISO ; e otttras militas fazendas
baratas, e ludo se da' amostras com pi-
nhor.
\
:>
HWMt!tttm>M
DE 2,000 RES i 200,000.
fD Superiores c fiuissimos chapeos do Chile i&
gl parahomensesenhoras.a maissupeiior fa/enda @
C que tem viudo ao mercado, c liega tos recen- $
teniente : na loja c fabrica de chapeos de s
Joaquim de Oliveira Maia, na praca ila Inde-
3 pendencia ns. 2i, 20, 28 e 30. $
Vcndc-se um casal de escravos com uma cria
de 18 mc7.es de idade : na ra do l.ivramenlo n. 18.
Vendem se (i cadeiras de p.io d'eleo com meio
uso, muilo cm conta : na ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 20.
Fumo em olha.
No armazem de Manoel dos Santos Pinto, na ra
do Amorim n. .','>, ha muilo bom fumo em folba pa-
ra charutos.
A .SOO e 4.S0 o par. epiem deixara'
de comprar.
Sapsles de lustre franceses para homem, assim
como um completo sorlimcnlo de calcados de lodas
as qualidades, lano para boiueui como para senho-
ra, meninos e meninas, ludo por prec, muilo com-
modo, a lloco de sedidas velhas : no alerro da Boa-
Visla, delronte da boneca n. I i.
\ METAL AMARELLO
PVa forro de navio : vende-se por preco commodo,
em cas de Isaac Curio & Companhia, ra Oa Cruzi
.40.
Vende-se a Liberna n. 2 da praia doCaldeirci-
ro, muilo bem afreguezaila para a Ierra: a tratar
na mesma.
Vendein-sc barricas com farello, chegadas no
ultimo navio de Lisboa : ua ra da Cadeia do len-
le n.14.
Para luto.
Cassas prclas finas com llores brancas a 480 a va-
ra : na ra do fjueimado, loja de 4 portas n. 10.
Cortes de vestido a 2jj000.
Vendem-sc corles de vestido de riscado franeez,
cores lixas, a 2yKK) cada corle : na loja de 4 portas,
na i u,i do Ooeiiu ,do n. 10.
Vendem-se couros de lustre novos
de marca grande, cemento amarello em
barrisde 10 e 12 arrobas, e as tinas, a)^
a barrica : no armazem de C J. Astley
& Companhia, ra do Trapichen, 3.
GAL VIRGEM.
a miis nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche n. 15, armazem de Dastos Ir-
inaos.
Vende-se a casa que foi incendiada no dia 2 do
crranle, com a frente para o rio, contendo varias
casas, c juntamente o terreno com varios pos de
frucleiras, o terreno lem 1,500 palmos de comprido
e 160 de largo ; vcndc-se junto ou em separado, li-
vre c desembarazado : para tratar, na ra da Sen-
zala Velha n. 110.
Vcnde-sc um carro americano, novo, de 4 ro-
das, chegado ltimamente da America : os preten-
dentes dirijam-se a ra de S. Francisco, corheira do
Sr. Ilaymundo.
Vendem-se cirellcnlcs cavallinhas de Lisboa,
em barril de 173 cada um, a 5>000 o cenlo na ra
da Traa n. 4.
Vendc-se supeiior vinho muscitel de Sctuhal,
em ancorclas de 2 !*, ranadas c 5 cada uma; na ra
do Vigario n. 19, primeira andar.
NA RL'A DO APOLLO N. 19,
vendem-se saccas com farinha de mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
visto ; sendo porca" '- se todo o negocio.
Vcudc-sc uma escrava de naco, engommadei-
ra c cozinheira, c lava de sabao ; um pardo de pti-
ma lignia, sapaleiro, c um cscravo da Costa, ptimo
ganhador de ra : ua ra das Cruzes n. 22, so dir
quem vende.
FARINHA DE MANDIOCA.
Na loja n. 26 da ra da Cadeia do Rc-
cife, esquina do beco Largo, vendem-se
saccas com superior farinha da tena por
menos preco do que etn outra qualquer
parte.
BA 1)0 CKESPO N. 12. a
Vcndc-se nesta loja superior damasco de
;.; seda de cores, sendo branco, encarnado, riixo, ($
<$ por preco razoavel.
OLEO DE LINHACA
em barril e bolijOcs : no armazem de Tasso Irmilos.
, CEMENTO ROMANO.
vende-se lapariof rpmrnln em barricas grandes ;
assim romo lambem vendem-se as linas : alraz do
ibeatro, armazem de Joaqun Lupes de Almeida.
AcentU de .Gdwlai Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Mr. Calmnn-
e\ Companhia, aclia-sc couslantemenle bous sorli-
mcnlos de laisas de trro roado e balido, lauto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro lui-
r animaos, agea, ele., dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos e modclososmais moder-
nos,, machina horisunlal para vapor com forra de
cavallos, cocos, p.issadeiras de ferro eslaiihado
para casa de purgar, por menos preco que ns de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
lhas de llaudres ; tudo por barato preco.
Na ra do Vic ario n. 19 primeira andar, lem a
venda a superior fianella para forra de sellius che-
gadu'recontemenle da America.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
\ ende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do Consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz du lliealro, arma-
zem de taimas de pinho.
Vcnde-sc um cabriole! com robera e os com-
petentes arreios para um Orvallo, tudo quasi novo :
par ver, no alerro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Seaeiro, e para Iralar noKecife ra do Trapi-
che n. 1 i, primeira andar
Deposito de vinho de cham- W
9 pague Chateau-Ay, primeira qua-
(p) lidade, de propriedade do conde Jy
de Marcuil, ra da Cruz do Re- gk
j cife n. 20: este vinho, o melhor %
/^l de toda a Champagne, vende-se
' a oGsOOO rs. cada caixa, acha-se
J nicamente em casa de L. Le-
f comte Eeron & Companhia. N. 9
tB.As caixas sao marcadas a fo- $
goConde de Marcuile os ro-
lulos das garrafas sao azues. g)
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recen le-
menle chegadus, de excedentes vozes, e precos cem-
inodos : em casa de N. O. Bieber A Companhia, ra
da Cruz n. 4.
FARINHA fE MANDIOCA.
Vende-sc a bordo do brieue Conceifo, entrado
do Santa Calharina, e fondeado na volla do Forte do
Mallos, a mais nova farinha quo eiisle boje no mer-
cado, c para porgues a tratar no cscriptorio dela
noel Alvos (.mira Jnior, oa ra do Trapiche
u. 14.
Lonas da Kussi.i, de boa qualidade, e por pre-
co commodo ; vendem Novaes ^ Companhia cm seu
escriptorio, ral do Trapiche n. 34, primeiro andar.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Ncste cstabelecimento continua a ha-
ver uin completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e .coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Champasne da superior marca Cmela: no arma-
zem do Tasso Irm.los.
GARRAFAS VASIAS
cm uhos de roza e de 110 garrafas: no armazem
de I asso Irmos.
Em casa deTiinm Monsen & Vinassa, na
praca do Corpo Santn. 13, ha para
vender
um sorlimcnlo completo de livros em branco, de su-
perior quali-ladc.
M.NIIO DO POETO, SUPEBIOI FEITOKIA,
em canas de urna ou duas donas de carrafas : ven-
dc-se nicamente na ra da Cadeia do Kecife n. 4.
BELOGrOS DE 01 RO 1NCLEZES DE l'A-
v TENTE.
\ enilem-se por preco muilo commodo : na ra
la Ladel do Kecife 4, armazem de Barroca &
(.astro.
Vende-so umrurso de Reomctria por Lacrois,
a saber ; arilbmelica, ceomelria, alpebra e tricno-
melria : no aterro da Boa-Visla n.tiS.
\ ende-sc una propriedade na Passageag jft
da .Magdalena, porque o proprielario muilo X,
deseja rumprir deveres [Hinderosos ; quem W
(J) prclendcr rompra-la tara o especial favor M
2 'lri-ir-fC r"'i eslreila do Rosario n. 30, W
l]r secundo andar. (^)
i
r" de Apollo n. 19, vcndc-se potassa mui-
io nova, chegada ltimamente do Rio de Janeiro,
por rneno, pr,co dn quc em ou(r1 qua|aoer pir|ei
travs de mangue, que etistem no Caes do
ESCRAVOS FGIDOS.

I
cm caixas de du-
Hrunn Praegcr &
Venden:-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O- BiebertC,, ra da
Cruz n. \.
Vcnde-sc um carro novo inylez de
\ rodas, recentemente chegado, para
um ou dous cavallos, leito em Londres:
para ver na cocheira do Sr. i'oiricr no
alciroda Boa-Vista n. 55 ;cpara tratar
na ra da Cruz n. 2 no cscriptorio de
Crabtree C.
Vndese sola muilo boa, pelles de cabra, c
-iimmn muilo boa em saceos : na ra da Cadeia do
Kecife n. '.l, primeiro andar.
Vendem-se no arma/em n. GO, da ra da Ca-
deia do Kecifc, de llciirv Cibson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
Na livraria da ra do Collegio n. 8.
vende-se urna escomida coUecc&oda* mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes so as melhores que se podem a-
char para fazer um rico prsenle.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armazem de Tasso Intuios.
Vende-sc exrellcnle taboado de pinho, recen-
Icmenlc ehesado da America : na rui de Apol'u
trapiche do Ferreira. a entender se com o adminis
r ador do mesmo.
Vendc-se um execllenle silio muilo perlo da
praca; rom casa de vivenda soffrivel, murado em to-
da a frente, com alicerces para uma casa de 40 pal-
mos de frente e 110 de fundo, com cacimba de acua
de beber, assim romo um poco com acua icual a do
Capibaribe, dillcrenles rurleirasde boas qualidades,
muilo boa haixa para capimeom camboa no fundo,
que podc-se bem fazer 2 ptimos viveiros etc.: a
fallar com M. Cameiro, ou na cidrada da estraJa
dos Afflictos, primeiro silio a direila.
Vende-sc papel pintado, enverui-
sado, com a particular idade de se poder
lavar, esempre esta' novo, deeoraees mui
lindas e modernas, e preco ra/.oavel (plan-
to a qualidade : venne-se na ra da Cruz
do Kecife n. 27, armazem de Vctor
Lasne.
Potassa.
No antico deposito da ra da Cadeia Velha, cs-
criptorio n. 12; vende-so muito superior potassa da
Russia, amcrirana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que bCipara fechar cotilas.
"evoto Chiisto.
Sabio a"^rra2!^jdiciSo do livrinho denominado
Devoto Cbristno.maisT&rrcrloeacresroutado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a GiO rs. cada ejemplar.
PUBLlCAgAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novoMczde Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nda desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhori da Conceijao, e da noticia hislorica da mc-
dalba milagrosa, edeN. S. do Bom Conselbo : ven-
dc-se nicamente na livraria n. 6 c 8 da praca da
independencia, a 1JJO0O.
Moinhos de vento
'om bombasderepuio para regar borlas e haixa,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na ra
do Brumos. 6, 8el0.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
lickcs, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jrieiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mel hora ment do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber di Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se uma rica raobia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
mar more branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustnr : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Kecife n. 50 ha para vender
barrs com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vendc-se uma balanea romana com lodos os
seus pcitcnees, em bom uso e de 2,000 libias : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n.4.
FARINHA DK MANDIOCA.
. Vende-se superior farinha de mandio-
ca, cm saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: us
armazem n. .">, 5 c 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem delronte da porta da
alandega, ou a tratar no cscriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. oV,
primeiro andar.
Na ra do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-sc fardo novo, chegado de Lisboa pela barra (ra-
lidiio,
POTASSA BRAS1LEIRA. <$
Vende-se superior potassa, fa- mk
brcada no Rio de Janeiro, che- jgj
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons elfeitos ja' experimen-
100^000 RS. DE GRATIEICACAO
Fugio da casado aballe assignado, na ma- $
drugada de 3 de Janeiro do crranle anno, um <$
g sen cscravo, cnoulu, de nome Amara, ofllcial
W de sapateiro. de idade 30 anuos pouco mais ou $0
S5 menos, altura regular, barba pouca, denles
limados, olhos enrumacados, anda calcado, :;;
W tem as maoscalejadasdo fio desapaleiro, lem 5
T$ a testa com os cantos descoberlos, he bem fal- 3$
39 lame ; este escravo, quando fugio levou com W
$t 'go um cavallo caslanlio, arreiado com um @
9 sellini inglez, comprido|e muilo estreito, ca-
S breada lambem ingleza, o cavallo tem dez @
annos pouco maisou menos, andadorde baixo @
e meio, frente aberla, tem om calombinho no
yi espinhac,o, e he roucolho ; o dito cscravo fui ft>
@ do Sr. Manoel l'inlo Borba, morador no Ga- fl
j mella: quem o pegar, dirija-sc a ra da Sen- ja
sala Velha n. 114, que se lhc dar a gratifi- s
Sf cacto cima mareada, e se for fra riesia pro-
^ vincia se pagarilo as despezas da ronducrao
@ de onde elle esliver para e>la.
& loaquim Paes Pereira da Ailca.
K3e:e:4t8seer3ea
Anscnlou-se da serrara do aterro da Boa-Vis-
la, ncilenccnto ao abaiio assignado, na noite de 15
para 16 do correnle Janeiro, o escravo, crioulo, do
nome Cornelio, de 28 annos de idade, com os signacs
seguintes: alio, de boa grossura, meio rarcundo,
roslu comprido, bocea c olhos regulares, cerrado de
barba, pernas finas, pes finos c compridos, oflicio de
serrador, falla grossa, conversador, usa de risadas al-
tas, tem as costas algumas marcas de castigo, eduas
ainda frescas; levou camisa de madapoln, calc,a de
brim branco com listra ao lado da costura da perna,
2 chapeos, 1 de pello de seda branco e' outro de pa-
tita de Italia, novo : roga-se as autoridades |ioli-
ciaes, capitaes de campo, c a quem inleressar, a
captura de semelhanlc escravo, pagando-se com ge-
ncrosidade toda e qualquer despeza : a pessoa que o
pegar, dirija se mesma serrara.
Thomaz de Aquino Carcalh-).
Fugio na manhaa do dia lo do cor-
rente, da casa do abai\o assignado, um
cavallo alazao, claro, frente aberta, lies
pes calcados, tem passo curto, e he muito
bom galopador. esta' magro, consta que
lora encontrado para as bandas deApipu-
cos : a pessoa que o ti ver pegado queira
leva-lo a Ponte dUcha que sera' gratifi-
cado,Joaquim Alfonso Ferreira.
Desappareceu do bordo do hriguc nacional
Flor do Rio um mulato escravo por nome Pedro,
mariulieiro, representa ter 25 anuos de idade, pouca
barba, cabellos crespos, e lem a rabeca de um dos
d^cdos das mAos de menos, cm uma das pernas lem
bstanles marcas de cicalrizes, c no cachaco a mes-
ma coma, usa lomar tabaco, lem a barriga um pou-
co grande, cara redonda, cor plida; levou calca e
camisa de algodao azul, barrete inglez a maruja, o
he desuppor que o lenha mudado,por na occasiSoda
fuga ler carregado com toda a roupa de oulras do
bordo do dito navio. Este mulato he filho da I'ara-
Inba do Snrle, c de l tendo sido vendido para o
Rio de Janeiro ha poucos lempos, e he hoje escravo
dos senbores Tinoco & Mcdeiros da mesma praca, e
por isso recommenda-se a lodas as autoridades*poli-
ciaes, capitaes de campo e quaesquer pessaas que
preiidmn o dito escravo, o o quei-am levar a bordo
do dito navio, ou aos consignatarios Isaac Curio &
C, ra da Cruz n. 40, onde serao generosamente
recompensados por Isaac Curio & C.
No dia 16 de dezembro prximo passado fugio
do engenho duararapes, ireguezia de Muribera,
um escravo de nome Benlo, idade de 18 a 19 anuos
com os signacs seguiules : alto, secco, pernas fi-
nas e um pouco arqueada, bracos finos e pes gran-
des. I.cvou cala de algodao azul, camisa do mes-
mo panno, chapeo de palba ainda novo, c he bas-
tante desembaracado no fallar. Tem sido visto
nrsla cidade e seus suburbios. Roga-re, por lauto,
as autoridades policiaes e capitaes decampo a cap-
lora do mesmo escravo que so pagar generosamen-
te no referido engenho tiuararapes, ou na lravea
do Queimado n. 3, taberna de Gabriel Antonio de
Castro Quinlacs.
0
i
W/ tados : na ra da Cruz n. 20, ar- wJ
'?l nii/.em de L. Leconte Fcron &
(>} Companhia. (fe
Taixas pare engenhos.
de ferro de l). \V.
ra do Briiin, pastan-
, continua haver um
de taixas de feri o
3 a 8 palmos de
Na fundicao'
Bowmann, na
do o chafariz
Completo sorlimcnlo
fundido e batido de
hoces
:a, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcara-se ou carregam-te em*carro
sem despeza ao comprador.
Em casado J. KeUer&C, na ra
da Cruz n. 55, ha para vender ."i e\cel-
lentes piano? vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Desappareceu no dia 8 do correnle do enge-
nho Bclem, comarca de Pao d'Alho, o cabra Pedro,
de id.de pouco mais ou menos de 40 annos, alio,
secco, um pouco amarcllaco, lem os hombros aper-
lados jngaiido-os para um e outro lado quando se
move, andar bastante apressado porcm com passos
curtos, dando cslalos as juntas, bochechas chipa-
das, marcas de pannos prelos sobre o rosto, barba
smenle no queiso e beico superior, poneos cabellos
cacheados e curtos, falta de denles, he rarreiro, cn-
lende hem de carapina e pedreiro, levou camisa de
-ilgodaozniho ou madapolao, dous chapeos, um do
couro e oulro de seda, um gibao de couro, um facao,
uma Iroiua contendo calcas brancas, de casemira o
oulras diversas roupas : quem o pegar, leve-o no
referido engenho ao major Joao dos Santos Nones do
Oliveira, c nesta prac. ao Sr. Mauricio Francisco
de Lima, na ra da uia n. 9, quesera recompen-
Desappareceu do sitio do abaiso assignado, na
madrugada do din 1. de Janeiro do correnle anno, o
escravo Joaquim, de nac.ao Cabina, representa ler
M annos, pouco mais ou menos ; levou camisa o
calca de alendao trancado azul, baiioecheio do cor-
po, bastante barrigudo, falla fauliosa, tem os pes cu-
chados, olhos grandes, rosto largo, lem os cabellos
da cabera e da barba brancos : roga-sc as autorida-
des policiaes, capitaes de campo, ou pessoas particu-
lares, de o apprchenderem e levarem Ponte do
Lchoa, no silio de Manoel l.uiz Goncalves, ou na
ra da Cadeia do Recife n. 43, que ser gratificado.
Tendo-se ausentado do Becifc, cm 22 de maio
do anno prximo passado i escravos, como consta dos
annoncios cntao imprssos nos jomaes desta cidade
destes apenas se recolheram 2, e acham-se ainda au-
sentes os oulras 2, sendo os mais dse jados porque
foram os autores da tuga de lodos ; nedc-saportanlo
a cpprchcmao do preto Jos, de alta estatura, idade
mais de .10 annos, com falla do olho esquerdo, cor
bstanle negra, e muilo prognostico. Jo7ge, efeW
alio, lambem de boa figura, idsdc de 25 a ^0 annos
com um pequeo lalbo em um dos cantos da horca :
amos estes escravos sflo crioulos c filhos do seriao o
ha muito pouco lempo estavam ncsla praca ; pelo
depounenlo dos chegados consla que seguiram os f-
gidos pela estrada do I.imoeiro le Cariri-Velho alli
c separaram, e depois eonlinuaram para Paje do
I-lores, donde Jos he natural, dizendo que ia ver
os prenles, e depois provavelmenle seguiriam para
o Soliral, as Calingas de Piauhv, d'onde Jorge be na-
tural ; he u mais que se pode indicar a quem possa
delles tirar partido : pede-se, paranlo, a lodiis a-
aulomlades policiaes c capilaes de campo a appre-
i ",?J,J^ri'feri'1? es"avos- e "ITerece a quanlia
de UKrjOOO por cada um, ou 250o000 vindo ambo,
juntos, ,i quem os trouxer a esla praca a viova Amo-
rim & l-.lho, riia da Cruz n. ',:. ; na Parahiba aus
Srs. Jote l.u.z Pcr.ira Cima & C.; no Riu Grande
do Norte M Sr riicolonin Coelho de Corqucira ; no
Cetra ao Sr. Manoel Caclano deGouvcia ; e no Ma-
ranh-o ao Sr. Caelano Cesar da Silva Rosa.
Koga-se a lodas as autoridades iiolieiaes daca-
pilal desla provincia ou de qualquer oulra comarca
(le lora a captura de. um escravo cabra, rusido .lo
en^enlio Caluanda, fregoeila da l.uz e lenno de Pi
i Albo. in. da 1/ de selembro .lo prximo pascado
anno. visto que se presume, que dilo cabra lenha
procurado se ocrullar cm tluum lucar com o Ululo
de forro, illuduido a boa fe de ulguem. O referido
cabra por nome Anlonio Francisco lera de idade cm
rigor 1S annos, de pouco corpo c estatura mediana
cilios pequeos c imi lano papudos, nariz aquilino,
bocea e beicos salientes e conseiva urna cicatriz en-
tre um pello e oulro, proredidode um signal que ar-
rancara ; esle he um signal que tirar a todas de
qualquer duvida : lambem presiimc-se quo elle te-
lilla procurado occullar se no Recire, onde resi-
di por algn lempo ou nrsies irrabaldea: icual-
menle se rccMinemla a lodos os rpita, s de campo
a quem o conhecimcnlo deslc annunrio deva inle-
ressar. prninellend-se uma paca generosa a quem o
prender c leva-lo ao dito engenho Caluanda ao seu
senhor Irancisco Xavier Canciro da Cunha Cam-
pillo ; fogira com bonete de panno, calca de risca-
do e camisa de madapohle.
IPERN.: TVP.DEM. F. DE FARIA. -1855
t -
V
Munun
J


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