Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01289


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Full Text
ANNO XXXI. N. 12.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
rf
t
t
TERQA FEiRA 16 DE JANEIRO DE 1855.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
KXr.ARUKGADOS D.V SUBSCRIPQA'O-
Kecifc, o proprielario M. F. de Paria; Rio do Ja-
neiro, o 5r. Jeto Pereira Mari ni-; Baha, a Sr. I).
Duprad ; Mareiii, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
.ponca ; l'araluba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio I'ereira Jnior ;
Anear), o Sr. Antonio de Lomos Braga; Ceara,'o Sr.
Victoriano Augurio llorgcs ; Maranhilo. n Sr. Joa-
qun! Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas o Sr. Jcronymo da .Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por lJSfJOO.
Paris, 3 \i rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio Je Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebato.
Acues do banco 40 0/0 de premio.
da companliia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discord de letlras de 8 a 10 por 0/0.
HETAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 6V5400 vainas.
de 659400 novas.
de 48000. .
Prala.Pataces brasileiros. .
Pesos colutnnarios, .
mexicano*. .. .
293000
1055000
168000
95JOOO
18940
18940
159860
PARTIDA DOS COBJREIOS.
Olinila, todos os dias.
Cantar, Bonito e Garanliuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-Vista,ExicOurieiny, a 1 lie28.
Goianna e Parahiba, segundas c sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintasfciras.
PRKAMAIl HF. 1IO.IF..
Primeira as 2 horas e 64 minutos da tarde.
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras.
Helarn, tonjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Jui/.o de orphos, segundas e quintas s 10 hora.-.
1* vara tlo'civol, segundas e sextas ao meloda.
2" vara do civol, quarlasc sabbados ao meio dia.
PARTE OFFCIAL.
COMM&NDO DAS ARMAS.
Quartel do commando daa aran da Fernam-
bnco.na cldada do Reclle, ena 13 da Janeiro
de 1855.
ORDEM DO DIA N. 200.
O Illm. Sr. coronel Manoel Muuiz Tavars. com-
mandante das armas interino, manda publicar para
ciencia da guarnirn, as inslrucces que convem
observar nos casos de incendio, as qoacs llie foram
remedidas pela presidencia tiesta provincia com of-
ficio datado de hontem.
InstruceBes.
Para que baja a maior regularidadc posaivel no
servco de soccorrocm casos de incendios convir ob-
servar-se provisoriamente o aeguinte ; em quanto
oulras medidas uAo farem maiscumpridamentcesla-
belecidns.
Logo que se manifestar incendio em qualqner par-
te desta cidade a igreja, quemis prxima lhc licar
dar itnmcdialamente signa! por mein do sino mainr
que liver, e o repetir em quanto durar o incendio.
O signal constar de badaladas, se o incendio for
na freguezia do Rccife, de 6 se for na de Sanio An-
tonio, de 7 se for na de S. Jos, e de 8 se na da
Boa-Vista.
O lacrislo ot guarda da igreja que primeirn an-
nunciar o incendio, tomar urna nota do nomc. mo-
rada, qnalidade, e signaos caractersticos da pessoa
que i]r-lle o aviso, quando n3o seja possvel dele-
la, o umavez que a pessoa nito lhc seja conhecida.
Em todo o caso apresentar a ola, ou ,a pessoa
delida, ou declararlo de quemella spja, ao chele de
polica, alim desdo providenciar convenientemente,
premiando o individuo com 103000 rs., quando o
aviso seja verdadeiro, ou corngindo-o e .fazendo-o
punir quando se verifique que o aviso foi falso.
As de mai- igrejas da cidade, quer da freguezia,
oude for o incendio, quer das outias repetirlo o sig-
nal com o mesmo numero de badaladas, que tiver
dado aquella que primeiro mnunciou o incendio,
porcm com pequeos intervnllos.
Em cada freguezia da cidade sern pela polica
organizados em capalazias os pretos ganhadores. ca-
da um dos quacs trar pendente ao pescoeo urna cha-
pa de folha com a designadlo em ledras iniciaes da
freguezia a que pcrlencer.
Logo que se dr o annoncio de incendio, eoncor-
rer ao lugar o director das obra; publicas com os
seu engenheiros c (rabalhadores, e lomara a dir.ee-
cao do Irahalhn relativo i eilinrcfui do fugo, empre-
gando os meios que a arle aconselhar em casos laes,
dando a presidencia parle official do resultado, di-
go, de quaulo liver oceurrido.
Ao signal de incendio o inspector do arsenal de
marinha mandara com a possvel promplidao o seu
ajudanle com a bomba e (rabalhadores respectivo*.
O direclor do arsenal de guerra lambem enviar
com igual promplidao a companhia de artfices e a
bomba. Apres?ntar-se-ha sem demora no lugar do
incendio o capataz da allandega com a bomba e Ira-
balhadores da capalazia, devendo os operarios e tra-
bajadores destas tres estaces levar consigo escodas
e baldes para carregar agua. O rommandaulc do
corpo de polica com a bomba e prara que forcm
bstanles : o chefe de polica, delegado, subdele-
gado com seus respectivos inspectores, e o capataz
da freguezia com a gente da sua capalazia munida
de vasilhame para conduzir agua.
Na repartirlo das obsas publicas haver urna bom-
ba prompta para ser empregada, acudindo a qual-
quar incendio, cerno as de qoe trata o artigo ante-
cedente, assim como haver nma escada de mos do
comprienenta do 50 palmos pelo menos.
Os subdelegados das freguezas, que nSn forcm da
do incendio, permanecerSo vigilantes com os seus
agentes nos seus respectivos dstriclos at segunda
ordem da presidencia, oo chefe de polica.
A polica oceupar-so-ha em lomar as medidas de
seguran(a, e auxiliar a exeeucAo das providencias
dadas, n,1o consentindo no lugar do incendio pessoas
que nao postara ser empregadas no Irabalhu de sua
ex linelo.
0< corpos da guarda nacional ao signal de incen-
dio formaran us lugares de soas paradas, e ahi per-
manecer.lo at segunda ordem da presidencia, en-
viando algum reforjo ao chefe de polica, logo qne
reelame.
Na mesma occasiao a forja de primeira linha se
conservara prompta em seus quarleis al ulterior
determinaran e da companhia de (-avallara sero
immedialamcnlc destacados um ordenanra riispo-
sieao do direclor das obras publicas emais dous ido
chefe de polica.
Em quanto o direclor das obras publicas nao se
apretenlar no lugar do incendio, tomar a dir 'rao
dos trabadlos o Quicial do exercito ou da armada
mais graduado, que se achar presente, e em sua (al-
0 PAIUIZO DAS MEIIERES. (*)
Por Paulo Feval
OLaC30IiaCT>c2a'a^;
O P1IAROI..
CAPITULO XIII.
la a pesoa que fr designada pelo chefe de po-
lica.
I.ogo que houver annuncio de fugo, lodos os ch-
fame da freguezia em que elle se der, estaraoaber-
los, e os seus encarregados promptos para fnrnecer
a agua precisa.
Palacio do gnverno de Pernambuco 8 de Janeiro
de 18.35.Jos liento da Cunha e Figueiredo.
Conforme. Candido Leal Ferrrira, ajudanle de
ordctis encarregado do detalhe.
aiii
51
ORDEM DO DIA N. 201.
O coronel commandanlc das armas interino, faz
publico para.que lenha devido efTeilo, que o gover-
no de S. M. o Imperador houve por bem por aviso
do ministerio da guerra de 11 de dezerabro do anno
passado, conceder tres mezes de licenca de favor, pi-
ra goza-la onde lhc convier, ao Rev. capellao da re-
partidlo ecclesastca do exercito Fre David da Na-
livdade de Nossa Senhora, addidnao 9. balalhao de
infantera, devendo dcixar emseu lugar para exercer
as fuiccoes do seu ministerio em dito balalhao a ou-
Iro sacerdote a conteni do commando das armas.
Faz publico igualmente, que nesta dala conlrahio
novoengajamenlo por mais seis annos, nos lermos
do regulamenlo tle I i de dezembr de 18-52, e de-
creto n. 1101 de 10 de junho do anno passado, pre-
cedendo inspeceo de saude, o soldado da 2." com-
panhia do 1." balalhao .de artilharia a p Antonio
Felicianno dos Aojos, o qual perceher alemdos ven-
cimentos que por lei Ihe compelirem o premio de
4005000 rs. pagos na forma do arl. 3. do citado de-
creto, e lindo o cngajamenlo urna data de Ierras de
22.500 bracas quadradas. Desertando, perder as
vanlagens do premio, c aquellas a que liver direilo,
seru considerado como recrulado, desconlando-se uo
lempo do engajamenlo o de prisao em virlude de
sentenra, nverhamlo-se esse descont, c a perda das
vanlagens no respectivo titulo como esl em le de-
terminado. ManoH Muniz Tacares. Conforme
Candido Ual Ferreira, ajudanle de ordens encar-
regado do detalhe.
KPIIKMF.RIDES.
Janeiro. 2 La ebeia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manhaa.
11 Quarlo minguanle s 2 horas, 7 mi-
nutos e 38 segundos da larde.
18 La nova as 6 horas, 17 minutos e
36 segundos da manhaa.
24 Quario crescenle a 1 hora, 48 mi-
nutos c 32 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
15 Segunda. S. Amaro abi; S. llabacue.
16 Terca. Ss. Berardo, Acureio, Ulboninm.
17 Quarta. S-Antoab. ; >s. Elensippo e M.
18 Ootnla. A Cadeira de S. Pedro Apostlo.
19 Sexta. S.Canuto rei m.; Ss. Audifas eAbacuc
20 Sabbado. S. Fabio n. m. ; S. Sebastio m.
21 Domingo. 3. depois de llcis.S.Ignez v. m. ;
S. Palrocolo m. ; S. Epiphanio b.
EXTERIOR.
A NAVEGACAO DO AMAZONAS.
Extracto da resposla Memoria do lente Mau-
ry pelo Sr. P. de Angelu.
Wolff as suas Instituirse* do direilo natural e
das gentes, ensina a mesma doutrina : O direilo
que temos ao uso innocente das cnusas que perten-
ecen a oulro foi entufado direilo de ulilidade inno-
cente, como para lembrar que he um dever imper-
feito.
Em virludo dos ilireitos de ulilidade innocente,
resto da communidade primitiva, cumpre conceder
passagom aos viajantes e s mcrcadoras pelas Ier-
ras e pelos rios sujeilos ao nosso dominio, e cumpre
lambem permidir que os viajantes ahi residam por
justas causas. Mas como pela liberdade de que go-
zam as nares compete a cada urna deltas ou agei-
te que representa $eus direilo, decidir se a passa-
gem ou a residencia Ihe seria nociva deve-se con-
clnir qne nilo lie permtalo pastar >nr um lerri7
torio ou ficar nelle sem consentiinen%o e.rpresso e
tcito do senhor. E pela mesma razio he evidente
qne compele ao senhor do territorio diciar as condi-
c6es sob que quer permitli-lo (I.) '
Podemos, segundo PulTcndorf (2), ler boas ra
toea para recusar a passagem s mercaduras eslran-
geira?, quer pelos rios ou bracos de ma- que estilo
soh nossa dependencia : porque alm de ser s ve-
zes nociva esuspeita a um estado a demasiada afjlu.-
encia dos eslrangeiros, parque nao devera um so-
berano assegurar a seus proprios subditos as vanla-
gens que os eslrangeiros podem tirar da passagem
que se Ibes concede ? Admitamos que permillindo
aos eslrangeiros Iransporlarem suas mercadorias,
sem nada pagaren) pela passagem, nao soUramos
prejoizo algum, e queelles nao nos causem nenhum
damno aproveilando-se de urna vantagem de que po-
deriamos gozar antes dclles ; como elles nao lem o
mcoor direilo de privar-nos della, porque nao pro-
curaramos reserva-la para nos ? Porgue nao prefe-
riramos o nosso inters se ao seu'?
A estas autoridades deve-se juntar a de Vallcl :
Chamn-se uso innocente oo ulilidade innocente,
a que se pode tirar de urna cousa, sem causar ncm
perda, nem incommodo ao proprielario ; e o direi-
lo de uso innocente he aquelle qne se lem aquella
ulilidade ou a esle uso que se pode lirar das cousas
que periencem a otilrcm, sem causar nem perda,
nem incommodo.
(1) Wolfr Instiluircs do direilo natural e das
gentes. Cap. 4.", jSS 1 e 130 e cap. 5. 313.
(2) Puffendorf. Tratado do direilo natural e
das gentes.
O PRIMEIRO TIRO.
Em toda a extensao dessa costa vcem-se risonhas
habilarocs meio occullas debaixo da- tilias. O lado
occidenlal do cabo e as praias que se prolongara for-
mando urna curva al h pona de rqui, oflerecera
um aspecto gracioso e alegre.
A casa do grande RoaUn de que temos fallado
muitas ver.essem nunca la irnins, razia enrgicamen-
te exceptan a osla regra. Era urna o-pecio de fa-
zenda, composla de edificios agglomcrados como ao
acaso, e na qual se poda alojar una familia nuihe-
rosissima, c os criados necessarios para urna cultu-
ra importante.
Obran linha urna physionoma triste. O grande
Rostan nunca liava cuidada em conservar sua casa,
c o pai Uvera a mesma negligencia ; assim os diver-
sos edilnos radiados de alto a bailo mnstravam seus
teclea arruinados, e o* caixilhoi quebrados, nosqines
ninguem vira nanea vidros.
NSo liavia vareas no rurral, nem nvclbas no apris-
co ; s a estribara era habitada; porque o grande
Rostan amara os cavados.
Seus credores accoaavam-no de manter uns vinte
caes de caca mais farolea do qoe lobos. Cma mati-
Iha lamanha n.io se nutre faciltncnle, c ofidalguie
devia anlcs pagar suas dividas.
No meio dessas consIruccOes. tpie se iam arrui-
nando cada vez mais, o corpo do edificio meaos es-
tragado servia para a liahilacio de Francisco Ros-
tan e de sua familia. O primeira andar fra aliando-
nado romo o reato, e o pavimento terreo eomposlo
oricinalmeule de urna adsela e do um curral fi'ira
dividido em qoalro quarlo* oblongos. O primeirn
era ocenpado por Viclona, e duba a sabida para o
jardim ; o segundo era a alcova do casal, o lerceiro
era para oa meninos e a vclba Renntle, e o quarlo,
onde se achara a grandi- i-haminr, servia ile co-
zinlia.
Dizemos de proposito os meninos; pos ainila que
Irene era at anulo a unir Bina de .Magdalena, esta
eslava ha mudos dias de esperanzas, e o segundo her-
(o eslava j preparado junio do'oulro. Itcnolte, a
iiniea e udiina criada que Rostan nata conservado,
linha sua cama de palhas em um canlo.
O quarlo de Victoria duba urna i-nellinba paran
jardim, alm do qual eslava o penha-co, c depois o
mar. As jancllas dos oulros quarlos davam para um
C) VideoOianon.il.
pateo lodoso, e por toda a parle escavado, que no
linha mais porta desde um invern rigoroso, em
que Francisco Rostan oecessilra de lenha.
Alm do paleo, onde cacarejavam as lindas gal-
linhasdc Victoria, havia umeaminho de quinte ps
de profundidade cavado pela passagem das carretas.
Dos dous lados ctevavam-se nma escarpa a pique cu-
bera de arbustos gigantescos. Na distancia de meio
tiro comerava a floresta de Maurepar.
Eram de/, horas no relugin vclbo do carvalho. Ra-
ras vetes o grande Rostan vollava anles de meia
noile, c de ordinario a vigilia passava-se enlrc Vic-
toria, Magdalena e o pequeo pastor Sulpicio, que
vinha anillar Irene. A vclba Renotte fiava na cozi-
uha debaixo do panno da chamin, cantando eslri-
hilhos laya. Magdalena sollava as dobras dos vestidos da fi-
Ihinlia que ia crc-cendo, o pastor narrava alguma in-
genua histeria, c a pequea Irene adormeca sorrin-
do e fechando as p^lpebras a seu pezar.
Ella amara a Sulpicio mais do que a Victoria sua
lia, c quasi lauto quaiim a mai. Quando adormeca
debaixo do olhar protector de Sulpicio, dormia bem :
mas quando o pastor faltava-llie, aalava-se no leiln
atamanliaa: .ra urna noile de febre. As caneos
ila vclha Rcnollc nan pndiam applaca-ia.
Renulle eslava neasa casa lia mudo lempo, e li-
nha servido ao pai de Roslan. Quando o fidal"ole
vollava embriagado, mallralava-a s vetes; mas'ella
nao o aborreca, porque o linha amamenlado. Nos
bous dias Francisco Rostan a cbamava ama, e eniao
a velha orgulliosa cliamava-o seu lidiinho. Renotle
linha salario; mas nunca Ih'o pagavani.
Nessa noile .Magdalena linha velado sosinlia e
nao liavia ninguem no qu irlo de Victoria. Aoan'oi-
Iccer, Maglaluna reenllioudo-se com as dores do
parlo, mandara naja rapatinho chamar Jo.1o Touril
em falla de qualqner oulro medien ; ptrm Joao
Tnuril linha e-sa noile larefa mais imporlanle.
Cliegando casa, Magdalena lanron-se sobro o
ledo, e chainou al s nove horas Victoria, sua ir-
maa, a qual na i poda ouvi-la ; ma* s nove horas
perdeu o animo sentindo-se abandonada.
A pobre Irene linha chorado lo/lo odia, porque
nao vira ;. lia, nem a mai, ncm o paslor Sulpicio,
seu amig.0. A' forea de chorar linha adormecido. O
somno dos n., nmos he difllcil da perlurbar-se; as-
sim Irene n.io otivia os etilos da mai.
Qiiauln velha Renotle. era urda romo um ra-
nhao, desde vinte anuos. Volva a manivella de seu
eugenho com ura mnviroenlo reculare lento, raolha-
va o liu na esponja que linha na roca como um an-
ncl no dedo, e sua voz trmula acompanliava fiel-
mente o grito sordo da roda rocando o cixo. Eni-
quanto Magdalena chamava, Renotle cantara a en-
decha de Jmenle, a qual lem Genio e scssenla e no-
ve coplas, e esperava o fin para ir deilar-se.
O fago jaxia debaixo das Cintas, e nada havia so-
bre o fagan ; mas viam-se claridadc da vela acesa
debaixo do panno da chamin lonaos pedan de
loiicinlio, e lingiias de boi no fumero. O vaso de
cidra ila velha aqueeia blandamente sobre os rfles de
ferro ; de quando em quando ella eslendia a mo ru-
gosa, e levava o vaso a bocea : isso alcnlava-a.
O ven lo soprava violentamente da parle de fura,
e os caixlhos arruinados das janellasraugiam. O ru-
fo perfeito como o da neceuHade ; porque he ao
senhor que compele julgar se o uso que se quer fa-
ler de urna cousa que Ihe perlence nao Ihe causara
nem damno ncm incommodo. Se oulrus prclendem
julga-lo c conslranger o proprielario em raso de re-
cusa, esle dei\ar de ser senhor de sua propriedade.
Muilas rezes o uso de urna cousa parecer inno-
cente aquelle que se quer aproveitar della, posto
que realmente o nao seja ; querer forrar o proprie-
lario he expor-se a commeder urna nju-liea. ou
anles hecommedc-la actualmente, pos que he vio-
lar o direilo que Ihe perlence de julgar o que elle
deve fazer.
Em lodos os casos susceptiveis de duvda nao se
tem mais do que um direilo imperfeto ao uso in-
nocente de lodas as cousas que periencem a on-
trem. (3)
Burlamaquc eslabelece as regras que se devem:
seguir nos casos de necessidade extrema.
Para julgar, diz elle 11, com mais precisao ca-
sos em que a obrigacao imperfeita s lorna perfeila
e rigorosa, cumpre eslabelccer eslas Ircs condices ;
1." Que a pessoa que exige de nos um servieo es-
teja em risco de perecer, ou pelo menos que esleja
ex posta a soffrer um mal de muila considerarlo ;
2." Que ella nao possa dirgir-sc a oulrcm para
sahir do embaraco ;
3." Finalmente, que nos raesmns nos nao adie-
mos na mesma necessidade, islo he, que possamos
acceder ao que se nos pede, sem nos expormos a
graves perigos.
Essa uuanimidade dos publicistas nao deixa a me-
nor duvida sobre o carcter imi erfeito do direilo de
uso innocente. Os autores modernos, que lem es-
criplo sobre a applicarao dos principios do direilo
natural, ao commercio internacional lem adoptado a
mesma theoria. Chilly nasua celebre obra desenvol-
ve-a assim. (5):
ti Parlndo dos principios que os deveres da lin-
manidade nos pcrmllem, em caso de compelencia,
preferir-nos aos oulros, nao exageramos nada con-
cluindo que todas as vezes que ha probabilidade de
que os nossos interesses sejam Usados por urna
concessao qnalquer feita aos eslrangeiros, temos
o direito perfeito de recusar essa concessao ; e es-
le prejuizo que recciamos nao he somnte no caso
em que a nossa moral, nossas leis ou nossa seguran-
za possain ser comprnmeltidas, basta que deseje-
mos esrolher ou explorar nos mesmos a vanlagem
que oulro solicita para si. Por' consoquencia, os
argumentos daquelles que sustentan! a liberdade da
passagem das mercadorias como um direilo natural
c perfeito, reduzem-se, em direilo o em juslca
commtim, a osla simples proposic.au : Urna nacao
nao deve recusar a seus vizinbos amigos vanlagens
que ella nao pode conceder-Ibes sem perda nem in-
conveniente para si propria ; proposicao eminen-
temente clara, e que poucos estados lerao vonlade
de conlcslar. E podc-se aflirmar sem hesilacao que
alm desse ponto a permissao de passagem para os
subditos e as mercadorias dos oulros estados, a
menos gite fenftn sido estipulada por tratados, nao
he um derer sobre retacao alguma, fra larrea al-
gn* casos extraordinarios em que a recusa seria
contraria voz ila humanidade. a
lim publicista americano que escreven sob as
mais liberaes inspiraces, W beatn, exprime-se
nesles.termas: (6)
As cousas cojo uso he inexgotavel, como o mar
e a agua corrente, nao podem ser apropriadas de
maneira que se prive os oulros do uso desses ele-
mentos ; mas elles nao podem usar deltas senao
com a condicao de que nao haja para o proprieta-
rio nem perda nem inconveniente. He assim que
temos vislo que a jurisdiceao eiercida poruma na-
rao sobre as enseadas, eslreilos e oulros bracos de
mar que, passando pelo interior do sea lerrilorio,
juulam dous mares communs a lodas as nacOes, n3o
lira soutras naces o direilo de passagem inno-
cente por es-as vias de communicar.lo.
O mesmo principio he applicavel aos rios que
correra de um estado para o mar pelo lerrilorio de
oulro estado. O direilo de navegar para um fim
commercial por um rio que alravossa o .'erriloriu
de diffentes estados he commum a lodas as nactes
que habilam as differentes parles dessas margeos ;
mas, como este direito nao he tena de passagem
innocente, o que os publicistas ehamam direilo
imperfeit", o eu excrcicio he necessaria mente mo-
dificado pela seguranca e conveniencia do estado
que a concede; e niio pode ser realmente assegura-
do senao por um tratado que Ihe regule o exer-
cicio.
Em resumo, o direito de uso innocente nao se
(3) Vallcl. Direilo das gentes, Hv. 2., SS 127.
128.
(4) Elementos do direilo natural, cap. 3..
(5) Chitti. Leis eommerciaes. Tom. 2..
(6) Elementos dedireito internacional, p. 213.
mor do mar vinha pelo cano da chamin, e mais de
urna vez desde a bocea da noile linham-se onvido
(iros ao longo.
Kenollc nada ouvia de ludo isso, nem mesmo o
grito do allliccui que deu Magdalena, quando com-
prehendeu que a rrse ia ataca-la sosinha esem soc-
corro.
Acabara a octogsima lerccira copla da endecha
de Jouvenle, a qual diz que a cidra e oamor verda-
deiro sao deliciosos.
Victoria onde eslava Victoria?E Sulpicio? Mag-
dalena linha esperado muito, e nao podia mais le-
vanlar-se da cama. Chamou Irene ; mas sua voz j
eslava frara ; chamou Renolle e os passageiros, que
Dos favoravel tvesse podido conduzir o esse cami-
nho; chamou al por seu marido Francisco Roslan ;
mas em rio.
A candeia que ia-se apagando e eslava fra de
sen alcance, apenas lngara claros intermitientes.
Magdalena Icnlou.orar, porque veio-lhe a idea de
que ia morrer. Essa escuiidao ameac de terror. Fez um ultimo esforro para descer da ca-
ma ; mas seu corpo lorecu-se, c um doloroso ester-
tor sufTocou-sc-lhe no pedo.
A candeia laucou um ultimo clarao, e apagnu-se.
Nao se ouvio mais no quarlo de Magdalena outra
cousa que lamentaces confusas.
L'm linmern atravesara nesse momento a pasa ,5
largos o bosque de Maurepar. A pezar das Irevas pro-
fundas, elle ia sem be.ilar, escolheiido de algoma
maneira instinrtivamente enlrc as numerosas vere-
das que secruzavain. Tinha o resinarlo de mari-
nheiro, c o chapeo do couro encerado ; ao chegar a
grande avenida, que desembocara no caminho cava-
do, e conduzia directamente .1 Casa, pamu um ins-
tante para enchogar o suor das fonlcs. No lm do
caminho britliava francamente a janella da corintia.
Victoria esl all! di-se o descoilhecido pondo
a mao sobre o enracao.
Antonio Rostan, marquez de Maurepar, cnnliiiuoii
a andar, e chegandu logo ao fim da floresta, sallou
promplamenle o caminbn cavado. Seus olhos aderi-
nhavam o claro perfil de Victoria alravez das vidra-
easenfumacadas e quebradas.
Quanlo enlrou no paleo procuren urna casinha,
que servia de aposento a Biquelle, a bella cabra luu-
ra ; mas acbou-a rasia. Antonio esperava quasi isso
mesmo.
Onde lera ella poslo o menino? perguntoo
comsigo lomando o caminhu da cariaba.
Renolle nao ouvio o joven marquez Antonio que
bata a porta. Etc applicou o nuvido um instante
para ver se perceberia urna voz conhecida alravez
esperava. nem o que podia temer, islo he, ncm a
voz de Victoria ncm a de Rostan. Antonio abri o
ferrolho c enlrou.
lie vosse, Francisco? pergunlnu a vellia er-
guciido a eabeca, porque o rento de fra agilava a
luz. Dizcm que esla he sua ultima noile boa, e vos-
s quer dotmi-la em paz...
Mas parando, poz a mao sobre os olhos, e lornou
com colera:
Nao he Rostan sao horas improprias para cn-
Irar-se na casa alheia.
Antonio nao linha mais necessidade de informar-
confunde com o direilo de necessidade ; nao he se-
nao um direito imperfeto ; nao se cicrcc sean em
casos accidenlaes, c sob a condicao de nao causar
ncubum prejuizo naci proprielario. S esla he
que pude decidir se o uso Ihe he ou nao prejudi-
cial.
Appliqucmos estes principios, e as prelencos do
Sr. Maury cabirao por si mesmas.
Eslabclecemos que no ponto de vista do direilo,
segundo o rigor dos principios, os Estados proprie-
tarios dos allluenlcs do Amazonas nao podem pre-
tender a navegacao da parle inferior daqnelle rio,
mas nao acnnselhamns por islo ao Rrasil, que Ibes
feche essa grande via de communicacan. O gover-
no do imperio offereceu s cinco repblicas tratados
de navegacao, a bandeira do Per Ihictua j no
meio do imperio do Brasil ; porm esta faculdadc
nao emanar para esses estados do um direilo na-
tural, mas do benvolo conscnlimenlo.do imperio.
O Sr. Maury pretende que as repblicas bespa-
no-araericanas lem um direilo natural a essa nave-
gacao ; pretende mesmo que se nao pode fechar a-
qticlle rio a ucnliuma bandeira.
O Brasil exerce no Amazonas o direito de sobe-
rana e de imperio, he proprielario da parle desse
rio que banha o seu lerrilorio. Um s caso pode-
ra dar a urna naco estrangeira o direilo abs dalo
de usar dessa propriedade, o caso de extrema neces-
sidade.
Esle caso de extrema necessidade existe para 03
rheirinhcs do Amazonas.
Venezuela, cujas costas s,1o bandadas pelo mar das
Aolilhas, he alravessada pelo Orcnoco. O lerrilorio
meridional dessa repblica que faz parle do valle do
Amazonas nao be mais do que um vasto deserlo.
A nova Granada possue porlos excedentes no
Grande Ocano c no mar das Anlilbas. Os limites
extremos de seu lerrilorio estao mais prximos de
mar do que da embocadura do Amazonas.
O Equador pode llar sabida a seus produelos e re-
ceber as mercadorias de ciportarao pelo littoi al do
Grande Ocano.
O Per* lem no mesmo mar porlos numerosos e
commodo, frequentados pelos navios mercante! do
aulign c do novo ronlinenle.
A Bolivia eslende-se lambem pelas margens do
Grande Ocano. Tem all um porlo, Cobija, pelo qual
sens productos podem expedir-se paraa Asia.e chegar
Europa dobrando o cabo dcllom. Se esse porto
situado no deserlo da Aeatama, nao basta para
o seu commercio, o Paraguay c seus grandes
affluenlcs, o Pilcomayo, o Vcrmejo. offerecem
as suas mercadorias um caminho fcil para o
Atlntico pele Paran epelo Rio da Piala. A Boli-
via he hanliatla lambem pelos afiliientes do Amazo-
nas, mas a parle superior do Madci'ra c do Tapajs
aprsenla navegacao obstculos quasi invencveis;
a via natural da roniniunicaeao da Bolivia com o
Ocano he o Paraguay c seus aflluenles que remon-
lam al ao centro mesmo da repblica. Me oque
demonslrou recenlcmente o Sr. Len Farro, em
urna obra sobre os rios da Bolivia. Depois de ler
dcscriplo o cui so dos nfflucntcs do Amazonas, o Be-
ni, o Momor'j o Madeira, indicado as cachoeiras,
as rpidas correnles que lornam perigosa e difllcil
a navegacao desses rios, c mostrado o Irabalbo pro-
digioso que seria neressario para corlar a cachocira
do Santo nionio e o famoso Sallo d'ctama, con-
cille qoe esses numerosos e enormes obstculos nao
poderaoser vencidos senao n'um lempo cujo lermo
Iheimpossivcl fixar, ao passo, acresecnta elle,
que o Vermejo esla alia, s nossas porlas, rolando
plcidamente suas asnas alao Atlntico, e oflere-
cendo o meio mais promplo para livrar a Bolivia
do seu encarceramenlo (7).
Cada um daquelles estados lera urna ou varias sa-
bidas para o seu commercio.
Nao existindo pois o caso de necessidade, nao lem
aquellcs estados senao um direilo essencialmenle
imperfeilo a navegacao do Amazonas. As vanlagens
que colhcriam da faculdade de navegar naquellc rio
seriam immensas ; mas o *o innocente esla sujeilo
3 rigorosas condicoes.
He necessario primeiramente quo esse uso nao
seja causa de nenhum damno para a naejlo propie-
taria.
Depois, he a narao proprielaria qoe compele de-
cidir se pode fazer essa concessao sem prejudicar
seus inlere-ses. Qualquerque seja a sua decisan n.lo
ha remedio senao conformar com ella.
A faculdade concedida s repblicas hespano-ame-
ricanas de navegar at faz do Amazonas ferrara o
Brasil a lolerar a residencia permanente de eslran-
geiros no meio de tribus semi-selvagens, pouco ha-
bituadas obediencia ;o Brasil podia ver nisso um
perigo para soa seguranza, podia lambem desojar
(7) Noticia sobre a navegarilo dos rios da foltvia,
peio Sr. I.on Farro, cnsul geral e encarregado de
negocios da Repblica Franceza.
MUTILADO
se se o primo eslava em casa, empurrou a porta que
lorniHi a factiar-se com cslrondo, e caminbou direc-
lamente para Renolle.
Oh! minha vclha amiga, disse elle, sou Ros-
tan ; nio me reconhece?
Renolle via smenle o movimenlo de seus labio
que fallavam. Em sua lembranra o marquez Anto-
nio era um rapazinho fresco, rusado e risouho,
com buco em lorno dos labios, e liiiha'.diaole de si
um homem feiln, empallideciilo pela fadiaa. Sua
memoria, que nao era ajudada pelo som da roa nem
pelas palavras to rercm-ebegado, falhou-lhe.
Um marrnheiro! resmuiigou ella, aqu nao he
eslalagem !
Antonio lembrou-se de que ella era simia, e gri-
fan nao podendo mais reler o nome queenchia-lbe
o corarn:
Onde est Victoria t
Quer beber? disse a velha. fjnl ol! nao he
esse o embaraco... elles lem sempre sede I
E derramando um pouco de cidra moma no fun-
do de urna ligla, porquanlo loria lido remorsos de
fallar s leis da hospitalidade, lornou :
Btha, c rclire-se !
Victoria Victoria repeli Antonio.
E ventlo que a velfia o nfla comprehendia, anr-
rou-lhe as maos com violencia, c grilou-lhe ao on-
vido:
Vicloria e Magdalena !
Alil di- da, a cidra lie boa, assa boa para li .'Querrs r-
nhn? Espera que o dono ta casa cingue; elle ra
lalvcz a adega !
A vclha meneava a cabera quasi branca, c seu
sorriso era cheio de ameaca.
L'm grilo fraeo oavio-se no interior da casa. An-
tonio ficou imniovcl e applicou o ouvido. Como a
vellia ia fallar novamenlc, cite fecboii-lhe a bocea
forra, e tommi a vela.
Renotle cncarou-o admirad 1, parercu-llie que o
via pela primeira vez, e seus olhos fjxos lomaram
um bniiio selrngem.
Ah dis-e cdla. Rostan lem riiimes de li I.....
lemliro-mo bem... Nao veras Magdalena !
Antonio escotara ainda. Oulro grito mais fraco
chegou al elle.
Renolle linha ido pr-se dianlo da porta dos me-
ninos braiidindo a roca como um dardo. Para ir ao
aposento de Magdalena era misler alravessar ese
quarlo.
He urna voz de mulher! disse Antonio, dcia-
me passar, velha !
E lanrou-se ao quarlo, porque ouvira um lercei-
ro gemido. Renotle dou-lhe valerosamente com a
rora na rabeca. Antonio quiz afTasta-la, para pastar ;
mas ella asarroii-se-lho ao corpo, c seu* dedos cur-
vados rasgaram o panno do veslnario do marinbei-
rcu liem como as unbas de urna fatcixa rasga a areia
drpraia.
Mea lilbo disse-me que amavas sna molber!
repela ella; ah abija voltas-le.'... Rostan lem
ama espingarda ; elle brevemente ha de fallar-te.
Anlouio conseguio abrir a porta. Um gemido sc-
melliantc a um estertor vinha do terceiro quarlo.
Antonio derribou a velha Renotle e poz-lhe o p so-
conservar para s as vanlagens resudantes dessa na-
vegacao em vez de repart-las rom oulros, c res-
ponder com urna recusa formal aos pe lidos daquel-
les oslados.
Eslava no seu direito ; mas confiando na ba f
de potencias amigas, ligadas ao seu imperio por in-
teresses e necessidades communs, offereceu o sacrifi-
cio de seu direilo exclusivo, e propz a formacao de
una liga sania a favor do progresso, da civilisarao
e do commercio.
He assim que a repblica do Peni, que acetou a
generosa proposla do Brasil, pode Iransportar di-
rectamente seus producios al ao Ocano pelo Ama-
zonas. Esla faculdade tem por origem. nao um di-
reilo, mas a concessao outorgada pelo imperio do
Brasil no exercicio de sua soberana.
Os oulros estados riberinhos. aceitando as mesmas
condicoes, dando ao Brasil as mesmas garantas, po-
derao gozar das mesmas vanlagens. O Brasil asunta
que fallando eslas roridicOcs correra perigo abrin-
do-llies seus rios. S elle be que pCc decidir se
esla medida convem ou nao a seus interesses, se,
n urna palavra, o uso que oulros querrin fazer de
sua pnoriedade he ou nao innocente.
Tal he a conseqiiencia lgica dos principios que
temos t'esenvolviilo.
O Sr. Maury n.io faz caso algum desle princi-
pios ; siurraa contra a evidencia que n direito de
uso innocente confere os naces riheirinhasdo Ama-
zonas a faculdade tic navegar em lodo o curso do
rio, mesmo quando o Brasil se oppuzcsse a isso. Nao
contente por ler erigido em verdade esta prelriirao
errnea, aconseiha s narcs eslrangeiras que / ram valer, em nomc das repblicas hespano-ameri-
canas, esse pretendido direilo, que elle nem se d. ao
Irabalbo de estabelecer nem de discutir Esla con-
cliisan inesperada prova cerlamenlc mais em favor
da audacia do que da lgica do oflicial ameri-
cano.
Nao para ah. O zelo com que esposa os inlercs-es
das repblicas da America do sul Valeria ao Sr.
Maury os maiores elogios, se nao deixassc pcrccbcr
s vezes o fim a qne aspira. Nao; reclama favor
daquelles oslados a faculdade de descer o Amazonas
at ao mar e subi-lo, senao para dar aos Eslados-
L'nidos um prclcvlo para clicgarcm mesmo al ao
cenlrn da America do Sul.
tt Se eslas naces abrissem seus porlos interiores,
diz elle, c se um navio americano ou inglez, nave-
gando com (lia bandeira, quizesse penetrar at es-
ses porlos, o Brasil na lhc fechara a fot do Ama-
nozas.
Eis ah o segredo dessa ami/.aile, demasiado viva
para ser sincera.
Que razio allegara o Sr. Maury ?
A necessidade ? A vonlade do Brasil, nica que
lem a faculdade de decidir, cni seniclbanle materia,
oqueexigem seus interesses, bastara para paralysar
essa preleneao ; e muito duvidaiuus de que elle nao
acbe afaum inconveniente em deixar penetrar os
Estados-Unidos no iulcrior de seu lerrilorio.
Qne direito resta ao Sr. Maury para invocar em
apoio de sua temeraria reelamacio ? Ncnhunt, a
nao ser o direito do mais forte.
Lamentaramos sinceramente as repblicas da A-
merica do Sul se, amistadas pelos protestos de ami-
zade doSr. Maurv, preslasscm ouvidos a perigosas
sil-'L-esles.
O Sr. Maury, esquecendo-se do Iralado dj? 22 de
oulubro de 1851 c das generosas proposfas feilas pe-
lo imperio s repblicas hespanholas, designa-lhcso
Brasil como o inimigo de sua prosperidade nascenle,
edeixa-lhcs entrever que os Estados-luidos accila-
ram com cnthusiasmo proposlas de inlervcnc:1u.
Porque he que o Sr. Maury, que se galia a cada
momento do seu amor pela humanidade, sopra a dis-
cordia entre estados amigos e vizinhos ? Esperara
por acaso que sua patria eolhesse os fruclos dessa fa-
tal desuniao ? Se por deagraca um daquelles estados
se dcxasse Iransvar por eses prfidos consellio, a
paz, com ella o progresso nasccnle, eslariam por
longo lempo compromellidos, toda a America Me-
ridional estarla aoteaeada de um perigo .que feria
difllcil conjurar; e o estado que tivesse sido bstan-
lo ceg para allrahir essas desgrara, em breve
se arrependera. Se os Estados-Unidos pozessem um
p no Brasil, quem poderia levantar barreiras sua
ambicito ?
A paz, a uniilo enlrc lodos os estadas riberinhos
do Amazonas, eis o que aconseiha a nalureza o o
Internase commum.
O Brasil, a Bolivia, o Per, c Equador, a Nova
Granada e Venezuela lem urna obra immensa e glo-
riosa que concluir. As mesmas necessidades, os mes-
mos interesses e lambem os mesmos perigos as unem.
Esla preciosa solidariedade he o penhor do succe-so
de sua grande empreza : a civilisarao do extenso
valle do Amazonas. Urna amizade intima e fiel en-
tre lodos aquelle- estados permiltir-Ihcs-ha assegu-
rar a eflicaria de seus esforcos communs por medi-
das cada vez mais ampias e fecundas ; -raras a esla I o vivo interesse que lomo por ludo quanto be otil
OOiSo, Indas as suas tercas poderan convergir ao ao mcu pait, convidar-vos a seguir com dedicaco e
bre o pescoro ; mas Reuolle cravou-lhe as dez un lias
na carne ta perna gritando :
Rostan! met lidio! elle quer matar-me para
levar la mulher!
Nao era mais a reflexHo queimpclliao joven mar-
quez, era urna especie de iuslinclo. Elle saba que
nao se Iratava de Victoria, e todava o pensamenln
de Vicloria pcrmaneria-lhe obslinadamenle no espi-
rito. Ao menos Vicloria devia ler parle nesse dra-
ma, qualqner que fos*e.
Qne drama era esse? que se paaaara nu que se li-
nha pastada Dessa habilacao solitaria.' A velha li-
nha fallado como se Francisco Rostan eslivesse au-
sente ; mas linha podido mentir. I.onge de lodo o
socesrro, nessa negra noile do (empestade duas mu-
Iheres contra um homem...
Antonio julgava o grande Roslan capaz de ludo.
Nessa hora suprema de sua ruina que nao poda elle
exigir de Magdalena v de Victoria ? A idea de um
aasassinlo paatou rumo um sopro staistro pelo espi-
rite de Antonio de Maurepar. Nada lena podido
impedir esse homem que nada linha a perder. Dous
aitaaafnios lalvcz. E quem sobreViveria, Vicloria ou
Magdalena ?
Roslan anda eslava ahi?...
O joven inarqoez estendeu a rabera ao segando
quarlo, e levantando a vela vio o berro onde Irene
loma e linda como um urjo dormia pacificamente.
Era urna menina dbil, cuja belleza nao pareca fei-
ta para esle muiidn,
Renolle Mineada chamou duas vezes:
Roslan Roslan !
O joven marque/, aprrtou-llic agrvala sobre a
bocea, e arrancando a cor la de tripa que servia ao
enaenlin prendeu-lhe as maos o pos ao annel da
masseira. Depois lornou a luz c dirgio-se ao lercei-
ro (piarlo.
Vio Magdalena e-iciuliila sobre acama, e junio
della um menino recem-nascido.
mesmo fim; a emigrarlo europea levar aquellas
bellas reuies a nica riqueza que Ibes falta, o Ira-
balbo. Urna populacao laboriosa cobrir as margens
descra dos aflluenles do Amazonas, a industria jun-
tara suas maravilhas s maravilhas da nalureza, e
a America Meridional lera de ufanar-se de sua civ-
lasajto. (Confnuo.)
(Jornal do Commercio do Rio.)
ABERTURA DAS AULAS NO INSTITUTO IN-
DUSTRIAL DE LISBOA.
RelatoriO do direclor interino do dito instituto,
Jos l'ctorino Damazio.
Senhnres.A abertura dos cursos regulares do
instillo industrial de Lisboa fui destinada para o
dia de boje ; e o conselho escolar julgou convenien-
te que, antes de comecarem os liossos trabadlos, nos
rennissenios em familia para noscongralularmos por
13o auspicioso aconleciincno, que certamente mu-
lo deve influir no progressiro desenvolvimenlo da
industria do no-so bello paz, c que na histeria del-
la j assignala ama poca nolavel.
Desde mudos anuos, que lodos os mnislros a
quem coube a nobre mis-no de dirigir os negocios
pblicos, leem felo mais ou menos esforcos para
niclhorar a educarlo e inslrucctlo da classe iudus-
Irial. As antigs escolas de architeclura, as aulas e
oflirinas creadas na casa-pa, e no arsenal do exer-
cito, as academias de bellas artes, a academia po-
lylechnica do Porte, e oulras crcares anlogas,
proram que nosconselhosdogovcrno houve, em lo-
das as pocas, o peiisamenlo e a vonlade de pro-
Seguir com mais 011 menos vigor, com maior ou me-
nor cfllcacia, o aperfeiroainenio da industria. E he
jnslo COOfessar que aquellas instiluires bastante
concorreram, unas directa, oulras indircrlamcnie,
para os progressos em que boje se enconlra a nossa
industria.
Afanar, porcm, da importancia deslcs estabele-
cimentos, nenhum satisfazla lodas u necessidade-
induslraes : uns porque eram destinados a alum-
nos especiaos ; oulros porque leudo s lices diur-
nas, naopodiam os operarios aprovcita-las sem sa-
crificio de una parle do sen ja diminuto salario ;
oulras, porque leudo de dnulrinar alumnos na par-
te difficil c Iranscendenlal das scieneias, n3o eram
os cursos apropriados i inslruceao elementar de que
os operarios rarecem ; finalmente Iodos aquelles es-
tahelccimcnlos eram ineficaxes e incompletos, por-
que os principios Ihcoricos se nao ligaram .1 pratica
das ofcinas ; porque se nao pode iltender, a que
aflo be so a leilura dosmelborcs lvros, ncm o eslu-
do dos mais perfeitos modelos e desenhus, nem as
mais proficientes e conscicncio-as lices oraes, que
podem enriquecer a industria de bonsperarios, e
iulellicenles mostrea de fabricas.
A associacao industrial partiienae deve, por cer-
lo, gloriar-so mult pela crearo tle urna escola 11-
duslrial anude se leem ensillado lodos os ramos das
scieneias de que os induslraes rarecem! A classe
n luslrial do Porlo mallo se tleve honrar por ler, a
expensas suas, levado execncajo to grandioso pen-
samenln E honra e gloria cabe ao Ilustrado mi-
nistro que Ih'o conscnlio c os coadjuvou. Por equi-
valentes esforcos merece a nossa eralidao o cenlro
promotor dos melhoramcnlos das classe laborio-
sas. Mas os recursos de urna associacao particular
nao eram suOicicutes para estabelecer o ensino Iheo-
rico o pratico no seu devido desenvolvimenlo, e para
ihlr a eslabilidade a unida.le, a caranda que leem as
escolas quando sao creadas por lei, quando s3o sub-
sidiadas pelo Ibesouro publico.
O aelaal ministerio, reconhecendo islo, decreten a
creacao do instituto industrial de Lisboa, e a esco-
la industrial do Porlo ; mandn estabelecer ofcinas
modelos em que se aprenda a Irabalhar bem e de-
pressa, a produzir hom c barato ; lign o ensino
theorco ao ensino ortico ; comprclicndeu as verda-
deras nesresidades da industria, As corles da na-
cao converteram este decrete em lei do estado; e nos
boje fallaramos ao nosso dever, se nao nos unase-
mos para prestar ao governn -e aos representantes do
povo a homenagem dos nossos louvores e do nosso
sincero reconbecrmenlo.
Fui honrado por S. M. com a nomcacao de direc-
tor interino do insllliilo induslriil, e he nesta qua-
lidade, senliorcs, que a vos me dirijo hoje. Roco-
nhern is debis forras que tenho para exercer um
lugar que exige .turbulos que em mim nao encon-
tr. Aceilei. porque ligo esla graca a honra que a
as-oricao industrial portuense me fez j, elegcndo-
mc rciter da sua esrola ; porque eslou convencido
que fe i ella, o nao tu, que merecen do governo la-
manha prova de ronsderacao.
Se nao posso, pnrm desempenhar, como desejo,
lodos os deveres de um encargo superior os minhas
forras, posso levanlar a minha voz, c aulorsado com
O quarlo de Vicloria estara vasio. O lvro de ora-
ees eslava aborto sobro a mesa na pagina, em que
ella lera a orarao da manilla, e junto do lvro una
caria fechada.
Entre os dous ra-lieaes de cobre que ornavam a
chamin, um pequeo globo de ridro gnardava um
ramalliete do llores silve-lres j aeccaa,
Antonio linha na fronte una pallidet mortal; lo-
rnou a caria e volveu-a um instante entre os dedos
Minha irniaa Vicloria ausenla-sc s vezrs as-im
desde algum lempo, dise .Magdalena, a qual (inha-
le aasenlado sobre a cama e embalara o filhinlio
nos bracos.
Nao rercia que Ihe lenha acontecido alguma
desgraca? pergunlou o joven marquez.
Magdalena meiieuu a rabera lentamente, c repeli
com um sorriso desanimado :
Alguma desgraca pode acontecer aqui outra
cousa senao ilesgracaa'.'
Eu vinha busca-la, disse Antonio.
O odiar de Magdalena brilhoii c depois evlin-
guio-se.
Quero padecer ssnha 1 murmurou ella.
Essa pobre alma magoada linha urna saudade em
sua resignado.'
' V icluria nao leve confianca em mim, lornou
com/adiga, e com voz que nao linha mais inffexoes;
meu marido Inmou-lbc ludo oque ella linha: 1*1-
vez me ahrrela por isso.
Urna lagrima brilhou-llie nos odios.
Enlao pergunlou o joven marquez, depois de
um momento de silencio, roste nada sabe della nem
de seu filbo?
Magdalena repeli como quem ouvio mal :
De seu fillio f
E passando muilas vezes as cosas da mao pela
fronte, disse por fim :
. Ah .' vosse esta agora mu rico.... casar com
minha irmaa.... lenho pensaMo nisso mais de urna
vez.... porcm de que lidio quer fallar-me ?
Um instante o croco.1 tle Antonio tinha-sc enga-
ado. Elle ile'cjra aportar o recem-nascido contra
o pedo; mas a pallidet de Magdalena dizia-lhe quan-
to ella acabara de soffrer.
Ej be que lenho um filbo, lornou ella abai-
tando os olhos, dous filbos.... Tem ouvido fallar de
nos, mcu primo? Amaiihaa n3o leremos mais asylo.
Antonio lomou-lbc as maos e dissc-lhc :
Voss n3o he minha irmaa, Magdalena ? Que
Ihe liz para vosse duvidar de mim ?
Vosse delesla e despreza meu marido, respon-
deu Magdalena,
Por favor, esramou Anlonio ajoclh.indo junio
do leilo de cansaco, falle-ule de Victoria !... A qoe
horas ella a recolta easa?.... Onde posso ada-
la?.... Esla demora fax-rae morrer!
Magdalena meditara dhtendo:
Se cu Iives-e sabido que minha irmaa linha um
filbo.... mas ella faz bem nao dizer-me nada. Son a
mulher de Francisco Roslan: cuino leria ella ron-
iianea em mim ? En a via sahir e ficar mudo lem-
po longe dn casa. Dizia comiso: Ella esl aborrecida
e ver-nir cbora- continuamente...
Ah iiilerrompeu-se de repente com urna la-
grima nos odios; minha irmaa he muilo feliz Tan-
to mellior, meu Dos! Nao sou invejina.... Ella le-
meu que eu a reprehenderse pela sua falla 1
P.irou e seus olhos tirara 111 lisos 110 ar. Anlonio a
contemplara l;lo mudada pelo sollrimenlo, e lodavia
anda lat atlmiravelmcnte bella. Anlonio linha
amado a mais moca depois ila primognita, diramos
quasi pela piuno^tnila ; as pruneiras palpitantes de
sen oraran linliam sido por Magdalena. .Nao era
tmente pie.lade que Ihe inspirara essa pobre mti-
llier, ella participara da ternura profunda e caval-
Icirosa que elle senda por Vicloria.
Ouca-me disse ella; agora me record... Mas
como po-so pensar nis oulros, grande Dos!.... I.cm-
liro-me que ella falln-me de urna rapariga do* an-
ligos ttreles que alimentara o llhinho com o leile
de urna cabra....
Ha urna caverna la do oulro lado do rabo Trebel...
A urula das Gamita-? interrumpen Anlonio.
Sim, a gruta das Gaivolas. Veio-me a idea de
ir procura-la boje la ; mas o pobre marliiuisla dase-
me que ella me esperava em casa.... E caminhava
dilTicilmenle.... Voss vio Irene? Ella darme7 O
pastor nao veo. sem duvida porque sonta que sere-
mos brevemente laucadas fura de casa. Irene pde-
la dormir na cbarneca; mas o menino....
constancia os trabadlos que vamos encelar a nao
abandonar nunca o santo proposite de vos elevardes*
pela illuslraco, e pela perfaisao de rossas obras,
catliegoria que a civilisaeao vos reserva.
Decorreram mudos secutes, oosquaesas arles e as
scencia, poste que se preslassem muloos e indis-
pensaves servieo-, nao quizeram nunca unirse e
considerar-se como Ingas, Por isso he que mudos
principios que poderam ler applicaces immedialas
e ulcis, jazeram militares de annos sem ulilidade
pratica. Por isso he qne as arles, faltaodo-lhes os
luminosos fachos das scieneias, se debaleram por se-
cutes em tentativas infructuosas. Por isso he que as
descoberlas foram quasi sempre devidas ao acaso,
distando, de ordinario, a farluna c a vida de muitos
individuos. .
Logo que os homens scienlificos entraram as of-
Reinas; logo que os induslraes cbnh'eceram.que s a
sciencia os poda guiar no vaste e escabroso campo
da industria ; logo que os instrumentos se mistura-
ra m com as formulas ; logo que muilas oflicinas se
converteram em laboratorio chimico ; lago que as
scieneias e as arles ae deram as mos, se chamaram
inn.ia-,-,- cncaminharam anidas ao mesmo fim, leem
marchado com tal rapidez, que mal pode o espirite
segoi-las nos maravillosos progressos do seu desen-
volvimenlo !
A belleza e varedade das cores, a sua fixaco, o
seu mdico preco, com que lano se lem enriqueci-
do a tinluraria eeslamparia.nao serlo devidas aos im-
mensos progressos da chmca ? Poder boje duvi-
dar alguem, de que nao sejam aquellas arles urna
das partes mais delicadas dachmica industrial?
Sem auxilio da mechanica, sem conhecimenle
das formulas, para calcular 1 resistencia dos mate-
riacs, poderiam os serralberos emprehender essas
magcslosas ponles de ferro, essas grandiosas arma-
c,es de edificios, essas grandes rotundas, esses vga-
menlosquesupporlam pesos enormes? Poderiam
arrscar-se a conslruir estas obras, sujeilando-se a
que ellas, as grandes cargas de prova, mo eice-
dam urna determinada flecha de flciao ? Poderiam
milbares de pessoas, sem a menor perlurbaeao de
animo, alravessar com enormes velocidades precipi-
cios profundos ?
Nao he minha inlencao dar-vos,"nem mesmo bre-
ve idea das grandes descoberlas que honram o nos-
so secute : das grandes maravilhas que lem produ-
cido a intima ligarao das scieneias cora asarles,
symbolisada na locomotiva e na pholhographia.
Nao o poderia fazer senao mperfeitamente ; sen-
do-no decurso das liees, quehaveis obler maisil-
lustrada e lucida dcmonslracao, quando se tralar de
cada principio tcienlifico, e das suas applicaces ia
diversas industrias. Nao o deveria fazer, porque
ncita-los ao estudo eao amor da sciencia, a vos qoe
lodos os dias lamentaes as oflicinas a falla della, a
vos, que apenas o governo vos abre as porlas da
inslruceao corris a pedir illuslraco para o espirito,
e perfeirao no Irabalbo, seria urna injuria que n.lo
merecis, e de que sou incapaz.
Desde a mocidade que me lenho dado ao estado
das scieocias, c cada dia mais o aprecio, famenlo
que a minha vida c saude me nao permitlam dedi-
car-lhe todas as horas de existencia, Amo-as por-
que enobrecem o homem ; porque leem creado in-
dustrias novas, que suslenlam com decencia milba-
res de familias, porque leem inventado centenares
de machinas, que vieram emancipar o hornero do
Irabalbo brido, deixando-lhe nicamente o que he!
s defle, o que o eleva no meio da creacaoo Iraba-'
llio da inlelligencia !
Nao dero faligar-Tos mais nesle ponte. Tratare-
mos antes das nossas muluas relaroes.
-Na-lei das escolas induslraes, nos seos regula-
mentes, e em inslrucei".es geraes e especiaes, lem o
governo do S. M. ordenado do modo mais positivo
e explcito, quanto na sua solicitude julgou conve-
niente e necessario, para que a inslruceao Industrial,
assim thenrica como pralica, se adaplase capaci-
dade e prufissao dos alumnos. Aos cuidados, telo,
!" Iicacao e ponl'i.dida le dos professores entregou o
goveroo a honrosa larefa de alimentarerh nos seus
discpulos o goslo da sciencia, de Ibes soavisirem o
estudo.de os elevarem pelos estmulos ; n'uma pala-
vra, de concorrerem por lodos os meos para com-
pleiar a sua perfeila educacSo industrial.
Para lomar mais proficuos os cursos regalares,
ordenou o governo que, em cursos lvre, se ensaias-
se o mais vaolajoso melhodo de ensino. E, alim do
completar a inslruceao industrial, mandou organisar
oflicinas, sonde pralicamenle ae demonslrassera to-
dos os principios cnsinados e desenvolvidos as
aulas.
Madnou orgnisar a olllcina de instrumentos de
precisao para crear no paiz esla interessantissima in-
dustria, para reparacoes e constroccao dos inslre-
Lm sotuco rassou-lhe o peilo. Anlonio quiz fal-
lar ; mas ella fachou-lhe a bocea com um gesto e
continuou rpidamente :
He l que voss ba de acha-la... ou lalvcz na
parorhia de Saim Casi; porque ella he muilo pie-
dosa, c depois que he mai, deve orar anda mai-....
Onehoras sao? Ella volla sempre urna hora anles
de Francisco.
Anlonio lirn o relogio.
Sempre repeli Magdalena desfazendo-se em
lagrimas; ah! meu Dos! eramosainda urna fa-
milia. Eu padeca, mas a menina tinha um berro
e pao.
Magdalena, disse Antonio, minha querida ir-
maa Magdalena Sao onzo horas ; ella volla s vezes
lao larde assim?
Tenho visto, murmurou Magdalena cruzando
as man- sobre- o lenco!, lenho viste as pobres mais
que andarn pelas e-Iradas com os filhinhos magros
c us....
O recem-nasrido den um grilo doloroso, e ella
aperlou-o apatonadamente ao coraca. Anlonio
que linba-se levantado toruou a cahir de joelhos ex-
clamando :
Em nome de Dos minha irmaa Magdalena,
nada rereie pelos que Ihe sao charos.... Nao ha mn-
gaem na grata das Gaivolas.... Temo.... o lenco de
Vicloria eslava lodo niulhndo tic lagrima.....
Magdalena applicou o nuvido. Um rumor leve
vinha de fra. Amonio lanrou-se i janella e ahrio-a.
He o vento !.... disse Magdalena.
lie o vento, repeli Antonio.-
Com eflcilo o vento susurrava naf grandes arvnres
do bosque.
Anteara foi tttenlar-te ios pes da cama. A cla-
ridade da luz dava-lhe plenamente no rosto.
Minha irmaa. lornou elle braudam.inte, quer
vir comnosco ? Seus lilhns serlo nosos lambem*vos-
it -e esqnecer do que lem padecido.
Son a mulher de Francisco Roslan, responden
Magdalena cum ar sombro ; meus lillios s,1o filhos
tlelle.
Pois fique, se he esse seu dever, minha irmSa ;
Francisco he meu primo, e o que lenho conlra elle
pode ser esquecido. Sou assaz rico para resgalar
sua casa e lomar a entrega-la.
Magdalena cucaron o marquez como se as pata-
rnta pronunciadas nan tivessem sentido para ella.
Antonio estendeu sorrindo a mo para o meninol
Magdalena levanlou o recem-nascido nos toaros e
Ih'o deu chorando.
Nao sci... nao sei... balbnrion ella, temo en-
ganar-me quando fallam-me de ventura.
>o momento em que o joven marquez ia tomar o
menino para consagrar sua prnmessa, ouvio-sc um
tiro na .ireee.lo do bosque de Maurepar. Antonia
sallou para adianto, e vacillou levando a mao ao
peilo. O menino cabio sobre os lenos, e Magda-
lena sallou fra to leilo.
Eslou farido, disse Anlonio, cuja face lornava-
se lvida.
Ah ah disse urna voz no palco, meu filhi-
nho nao errou o liro !
(Continuar-se-ha.)




liFRIIIFI


montos ilas nossas escolas e academias, das reparti-
dnos publicas, e dos particulares.
A ofliciua de modelarlo, un qual os alumnos que
so dedicaren! lallia, especialmenle i empregada nas
undres, aprendan) a execular com elegancia e
com arle os moldes de ornnlos, uu seja para uso in-
terno do imtitulo, un seja para fornecer qualqurr
fabrica ou ofilcina particular.
A olliciiia de rundidlo pan se fun lircm objeclos
delicados, c para se fazerem experiencias e eniaios
sobre a melhor con8lrucc,8o dos Tornos, ventiladores
e diversos retgentes ;afim de e obter a maior eco-
noma do combustivet,o augmento do elTcilo til da
forra empregadi, e melborar a qnalidade dos metaes
fundidos.
A scrralheria o as forjas aonde os alumnos podes-
sem npplicar os principios de phisica i econmica e
mcllior distribuidlo do calrico nos foges e calor-
feros ; aonde se exercilassem nas variadas applica-
roes de geometra descriptiva,nprcndendn a execular
qualqucr desenho como economa de lempo e de
materiaes, sem tentativas prejudiciaes seguras no re-
sultado dos procesaos geomtricos.
A odiciua de desenlio na qual os aprcodizes c
alumnos flzcssem os desenhos necessarios nas oulras
oflicinas ou encommendados por particulares.
A oflicina de lylbograpliia lano para o uso indis-
pensavel do insliulo, como para ensaio dos aper-
feicoamenlos que esta arle tem tido nos paizes mais
adiaulados, e para experiencias que possam levar a
noves aperfeicoamenlos.
O laboratorio cliimico, assim para o esludo da chi-
rraca industrial, como para fornecer algumas indus-
trias de preparados que se n.lo enenntrem no merca-
do ; e crear preparadores ou mestres de ehimicn que
possam estabelecer novas industrias no nosso paiz.
O governo uno se limitou s providencias, que l-
geirameule acabo de expor. Urdenou que se fizes-
sem, e se coinprassem as machinas, que auiillam o
Irabalho ; e prescreveu que as oflicinas e fabricas
particulares se preslassom todos os auxilios, 11..0 s
dos processos adoptados no instituto, mas de ma-
chinas e apparelhos.
Tudo isso |>erem seria inolil, se nao houvesse uro
sxstema regin%r de Irabalho, se nao houvesse econo-
p mia nas construeees, sn nao se estahelecesse a mais
rigorosa fiscalisacalo, e a mais simples e clara conla-
bilidade, de modo que as oflicinas fossem modelos
para a industria particular, e que o instituto cum-
pliese a soa missao pela influencia do cnsinn, e pela
nao menos eflicaz do exemplo.
Onlro objecto havia que demandava providencias
eflicazes e refleclidas ; era a aprendizagem. Tratar
o quadro dos abusos, crueldades mesmo, que dentro
e Tora do paiz, se teem praticado no Irabalho das
mancas, sera longo, alheio ao meu proposito, e de-
masiado doloroso e triste n'um dia de fesla para a
industria nacional 1 Basta saber que na Inglaterra
e na Franca, os gemidos de mil liares de victimas,
de tao inhumana explorado, chegaram as mais ele-
vadas resines do poder ; e em ambos os paizes se
promulgaran) leis com o fim de reprimir fados,
que envergonham a hamanidade. que entorpecen) e
damnifican! o desenvolvimento da industria. Nas
fabricas e oflicinas parlictilares os sprendizes eutram
por iiin contrario escriplo ou verbal. Nas oflicinas
rio instituto o governo ordenou que essa adinissa'o
se zesse por condignos previamente estabelecidas, e
que n'um regulamento especial se deflnisse a ualu-
reza do irabalho, asua duracao, o melhodo de ensi-
llo, e os castigos: de modo que o carcter dos apren-
dizes fosse euuobrecido, e nao bumilhado ; que a
sua sando fos-c robustecida, e nao deteriorada, e
quedas oflicinas do instituto sahissem operarios dis-
tinclos pela perfeirAo do seu Irabalho, e peloscu ir-
reprehensirel procedimento.
Com este complexo de providencias, o governo
nao leve smcnle em vista educar c instruir a clas-
se, que do Irabalho faz a sua profissao : qnif igual-
mente atlraliir a cultura das artes, e sciencias cor-
relativas, urna classe que al boje, para evitar una
aprendizagem tonga e humillante, lem fgido da
industria. A estes he que se deve apontar para o
prospero futuro de algumas artes, de que tanto care-
cemos.
A engenharia mechanca he indispensavel para a
. grossa scrralheria ; he indispensavel ao desenvol-
vimento dos caminhosde ferro, e navegarao a va-
por. O engenheiros mchameos teem, n'um futu-
ro nao mui distante, urna profissao rica de lodos os
meins, para salisfazer as oecessidadea physicas, para
engrandecer o seu norae, para ennobrecer o mu
paiz drecera, ha verdade, os que a ella se dedi-
carem, de urna grande coragem, de urna inalleravel
cquauimidade, para soffrerem, sem rrilaro, e sem
deslenlo, as criticas da inveja, ou da ignorancia, e
a opposicao injusta dos interesses contrarios. Mas,
vencido este escoibo, o resultado he infallivel e glo-
rioso.
As oflicinas do instituto liao de funceionar nao s
como escola pralica, mas com fabrica ; o nesta ro-
larao devem canhar para o seu proprio desenvolvi-
mculo. E como o governo n5o qner aproveitar-se
dos lucros das oflicinas, ordenou, que urna parte del-
Ies se div iisse pelos mestres contramestre, c pri-
meiros ofliciaes. Por este meio os artfices devem
Miar, como seu os interesses das oflicinas : lio de
.- exercer urna fiscal isacao activa; bao de promover
maior economa ; han de esforcar-se por firmar o
crdito do instituto na perfeicao nitidez, e baraleza
dos artefactos. Mais anda os artistas assim interes-
sados nos lucros das nossas oflicinas, podem obter, no
lim de alguns annos, iiislrnccao theorica, habilida-
de pralica, c capital para motilaren) um cslabelcci-
mento independente.
Tudo isto, que acabei de relatar, se encontra em
dilTerenles reglamelos provisorios. O conselho
escolar e o Icchnologico fizeram quanlo em si eoobe,
por comprehender as iiidicarOesdogovcrno,allende r
i necesidades da instrueeo industrial,o correspon-
der a confianca que o governo odies depositnu.
Individualmente!ledos os Srs. professores teem
executado as restrictas recommendaees superiores.
Muilas pessoas presentes sao lestemunhas de que os
Srs. professores do inslilutorinduslrial de Lisboa po-
dero ser igualados, mas diflieilmentc serilo excedi-
dos na sua educarlo pelo ensino, na sua assiduidade,
na escolha dosmeios para promover o adinntamenlo
dos seus discpulos. Analmente na sua pontualidade.
Durante cinco mezes de cursos livres, nao houve como verdadeira.
apresentam aquella lirmeza no Irarado das curvas,
aquella elegancia, mesmo cxaclido de formas, que
era para desojar. As sombras nao leem aquellos li-
mites rigoro.es, aquellas gradaees c rellcxOcs de
luz, que a Iheoria das sombras, como applicajes da
geometra descriptiva, tanto reconimenda c amina.
Mas estas fallas, desculpaveis sem duvida em alum-
nos, que pela maior parle nenhum conhecimcnlo li-
nham do desenlio, sao devidas a Dio receberem os
alumos aquellos preliminares indispeusaveis para sa-
ber desenliar e Icrem logo entrada em esludos per-
loutenles ao 2." e 3. anuo de desenho.
O conselho escolar conheccu bem, que nao se se-
guindo as vtrdadeiras regras do ensino, haveriam, e
nem era possivel dcxar de hever.as fallas indicadas.
Mas receiouque os alumnos, havidos de inslrorrao,
acbassem moroso e longo o syslema de ensino que a
lei prescreve, e que he o verdadeiro. Rcceou que
os alumnos esmorcressem, (luvidassem mesmo da
capacidade dos professores para os dirigir na diflicil
esludo do desenho industrial. Julgou por isso con-
veniente que estes mostrnssem que conheciam lodos
os processos empregados no desenho industrial ; que
sabiam e podiam ensillar a compr e inventar des-
de a mais simples moldura atao desenlio de rnalo
mais phantaslico e caprichoso; que fizessem bem
comprehender como uestes se execiitam rigorosa-
mente as formas geomtricas, como dellas nos servi-
mos, como auxilio, inscrevendo ou circumscrc-
venrio os ornatos parciacs ou totaes nas figuras de
geometra, j como pontos de referencia para facili-
dade e regularidade dos trubalhos. Julgou o conse-
lho que sopor este moio se poderia ganhar aquello
crdito, aquella confian;,-) que be indispensavel ao
bom aproveitamento do ensino.
Convencidos ns alumnos, poi este ensaio, de que
devem plenamente confiar nos seus professores, po-
dem encelar os cursos normaes c regulares com a pa-
ciencia indispensavel ao seu aproveitamento. Nacer-
leza quo pe -fritamente conhecedores do desenlio li-
near, com mais vantagem e facili.lade enlrarao no
esludo da gccmelria descriptiva, no desenho do or-
nato, e de machinas.
Alguns alumnos houve tambem, que, depois de
frrquenlarcm o desenho de ornato nos cursos livres,
se deram ao esludo da taina. Os seus priraeiros 1ra-
halh'os vos ser preseutes.e por clles avallareis qunn-
tos progressos devemos esperar dos nossos artistas
ncsle ramo industrial, cm que o goslo c o luso lan-
o capricham.
Tudo isto prova a inconlestavrl aptido para as
arles, que os nossas artistas dcsenvolvem. Mas ha
mais ; ellos mesmos querem emancipar-se da rolina
que Ihes lem escravisado a inlclligencia ; elles mes-
mos pedem c reclaman) a inslrucr.lo, como urna nc-
cessidade. e j como um direilo. Um fado occorreu
nos cursos livres, que demonstra evidentemente es-
ta verdade.
Todos sabem quanto (aligan os primeiros esludos
da arilhmetica e geometra : todos podem presumir
que sacrificio se exige de um opperario, obrigando-o
nnverao.quando Irabalha desde as 5 horas da ma-
ndan s8 da lardo, a Nabar duas horas ao sc-ii des-
enlien, pan ouvir a explicaran daqiioll.i- disciplinas.
O conselho escolar levado dcsla consideradlo, resol-
veu terminaros cursos em mnio. Mas, logo que es-
ta rosoltirao foi annunciada aos alumnos de arilhme-
tica, elles nicamente ped>ram que so conlinuasse
no ensino ;-e os enrsos s em agosto se fecharan) !
lie um fado que honra a classe dos artista*. He um
laclo que exprimeo maior elogio de urna classe, que
al boje so lem debatido nas angustiasda rolina ;que
aspira a um futuro de prosperidade, e que se nao
contena por ver de longo a Ierra da promissao.
Carecemos ainda de 1er junto ao instituto um col-
legiopara alumnos, que as juntas de dislrictn, as c-
maras municipacs, os estabelecimenlos pos, os par-
ticulares mesmo, m.indcmdas provincias receber no
instituto ou na escola a inslruccao industrial, mais
necessaria nas provincias do que nos dous grandes
centros industriacs do nosso paiz. He nao s neces-
itara mas pedida, reclamada j.i por muitos artistas
que desejam dar a seus filhos urna cducacAo, que el-
l,s infelizinjuite nao poderam obter nunca.
Carecemos Inmbom de pnssur um cdigo de leis
induslriaes, em que se ltenla, e regulem as varia-
das relares da induslria nos progressos que ella tcm
felo, e nosmaiores ainda que, dentro em ponen, ha
de fazer, pelos illuslrados impulsos que a actual ad-
iniiislraro Ihe tem dado.
Firmado o ensino em bases solidas o durndouras
o que a todos professores e discipulos nos com-
pre fazer, he proseguir com perseveranra no ca-
niinlio encelado : mostrar ao governo que comprc-
hendemos o elevado e civilisador pensamenlo que
diclou a creado do instituto ; provar ao paiz que
nao silo perdidos ncm infructuosos os sacrificios que
por nos se fizerem. Assim bavemos bem-merecer
dos nossos concidados; assim havemos obter para
a classe industrial a importancia e consideracao de
q\e ella carece ; assim havemos convencer o gover-
no da necessidade de transplantar para o nosso paiz
una instituirn quo ja fuiccioua nos paizes mais
adiaulados: um tribunal composlo do peritos, eleiz
los pelos induslriaes, que rieciriam e julguem.sum-
inariamenle e sem laliyrinllio do furnias todas a-
quesles suscitadas entre os individuos, que da in-
duslia faoiim prulissao hablunl.
4s jarisdiec,oes privativas, nao por privilegio de
casia, mas pela natureza especial das quesles, sao
urna garanta de mais scguro.doscobrimcn(o da ver-
dade, e de maior equidad; na decisao. A indus-
tria, como o commercio, lambcm demanda coulic-
cimentos especiaes, e nSo tolera, sem risco de suc-
ciiinbir, ou de entorpecer a morosidad dos proces-
sos ordinarios.
Confiemos, pois, que o governo, que lano tcm
feito a beneficio da induslria e das classes laboriosas,
que lem protegido todas as assoraces de artistas,
dando com a sua tolerancia occasiao a desmentir-sc
a calumnia que os mal intencionados riolorosamenle
levanlavam contra o espirito de ordem, contra os
os inslincto*. de conservadlo, ronlra as legitimas as-
pirares do progreeso, que, sempre e em ludas as
pocas, tem animado a classe industrial ; confie-
mos, repito, que o governo nos continu propicio,
que Qoea. as nossas rcclamaces e complete a obra
da nessa n-izenerara i industrial.
Agora terminare! com urna declararon tao franca
DIARIO DE PRNAMBUCO, TERQA FEIRA 16 DE JANEIRO DE 1855.
tas ideas corren) pergo do se irem propagando, e de
levaren apoi si alguns incaotoa c inexparieotet, se
uno houver quem procure elucidar o publico sobre a
inconipaliliiliilade de lito irrealisaves prometli-
mcnlos.
A idea Ibrica he incontcslavelinenle entre nos
anti-popnlar: o pavo portuguc exlremamenle co-
so da sua independencia uo pode por forma algu-
na, nema troco dai maiores fortunas, conxir Da
imposico dejugo estrangeiro.
Esla utiiao que se nos inculca Dio quer dizer se-
n,1o asiinaracJIO e abaorpejlo : o reino mais vasto cm
territorio, mas fcrlil cm recursos, dentro cm pouco,
depois de unido comnosco, ha de exorcer sobre nos
o direilo do forle centra o fraco ; ha de expor-nos \
sua luidla, ha de ahsorvcr-nos e assiinilar-nos, es-
quecdo ja das clausulas celebradas na escriplura
que lirmasse a juncjiio dos dous paizes intimamenle
ligados.
N.1o he preciso recorrer aqui a historia, recordan-
do-nos das encarnizadas lulas que temos sustentado,
desde a desmembraron da pennsula pelo casamento
do conde 1). Delinque, para evitar ou sacudir o ju-
go de Caslella ; nao he mesmo ncressario recorrer
aqui aos argumentos que a philosophi.i nos ensilla,
deduzidos da nolavel dill'crcnra de caracteres entre
os dous povos, para se dar por provado a inconveni-
encia dcnnnuirns prelencoes do iricrismo.
A propria razao natural he mais que suflicientc
para nos convencer a'inoportunidadc dcsemilhnnles
planos.
O que mais nos maga, porm, he vermos que
d'enlre os nossos proprios escriplores alguns se inos-
tram nfloiroadosao nosso aniquilamento, como nacao
moslrando-se at dsposlos para nssislir com galas
feslivaes ao inlerrameiilo da nossa lilierdade e inde-
pendencia : com a mira iinicamenle nas vanlagens
maleriaesque suppcm poderiamos obter pela unao
ibrica, noacham motivo bstanle para Ihe obstar,
na consideraban da honra e digndade que devemos
mantcr.
Assim como d'enlre os pbilosopbos alguns ha Uta
desvariados que nao acreditain sciulo na vida phvsi-
ca do corpo humano, sem querercm admillr a exis-
tencia de um espirito que se nao extingue com elle,
assim oiilrns entre os polticos nao conhocem sean
as vanlagens materiaes do corno social a que per-
lenccm, semdarem a menor importancia aos senli-
menlos de hrio e pundonor que o devem animar.
Nos porm ainda que traeos, sinceros apreciado-
res das nolaveis Iradic/ies de gloria que possuimos,
quando me.un, arre litas-emos nas vanlagens pro-
metlidas pelo iberismo, por forma alguma as accei-
tarianiiis pelo precoda nussa deshonra e aviltamen-
lo : pobres e obscuros, muilo embora, mas livres e
independentes sempre, temos resignadlo paraoin-
fortunio, porm nao temos valor para a degradarlo
por sso vimos a'.-entar o nosso campo nos arrayaes
conlrnrios aos defensores do iberismo, promplos a
suslenlar com todo o vigor qualquer reconlro dos
nossos adversarios.
NSo admillimos a ratita ibrica como ulil para
nos, actualmente no eslado em que nos adiamos, c
muilo menos quando chegacios a maior elcvar.loe
desenvolvimento : boje pouco fclizes, em vez de ir-
mos encontrar nrssa juncrao melhoras para nossos
males, v-los-hiamos mais agravados abusando-se
fcilmente da nussa posico ; o rio futuro sendo
mais ilitosos com mais razao nos encheria de horror
a idea do nosso aniquilamento, indo entregar cssa
felirdade que livessemos adquirido a sua adminis-
trarlo em que nao poderiamos confiar.
Expondo assim desaforadamente a nossa npiniao
nutra a grave quesillo que se suscita de unhlo ou
naciodaliiladc, repellindo toda a idade ibrica, qurr
seja de eflecluar aljuncrao por matrimonio de princi-
pes, quer por cslabclecimenlo.do urna repblica fe-
dcraliva, quer seja para j,i, quer seja para daqui a
mais annos, limitamo-nos por agora simplesmeiite a
fjier estas rcflexOcs geracs sobre a materia,reservan-
do para oulra occasiao entrar com mais profundida-
de na discussao, sem nunca dc'uarmos de rcspcilar a
opiniao dos nossos anlagonislas, por isso que os nao
podemos suppor auiuiadus de inleiicoes sinistras em
assumplo de tanta transcendencia.
{Imprenta e li)
-asean)------
Tiremos f,.lhas hcspaiiholas do dia 27. No con-
gresso discutc-se,o regulamenlo interino. F;m ses-
-oo de -J'< as votaees importantes foram as seguin-
tcs:
Versou a primeira sobre urna emenda do Sr. (la-
minde para que fosse publica a votac,ao do presi-
dente e vicc-presideiile da asscmblca ; foi rejeilada
por 1-29 deputados contra 01 ; e leudo ainda falla-
do alguns oradores contra o respectivo artigo, ap-
provou-se esto lal qual a commissao o apresentra.
A segunda votarao recahio sobro urna proposla do
Sr. Ordax Avecilla, tendente a eliminar-so o arti-
go 31 que cstabelece o traje de que bao de usar os
depulados nas sesses reaes, ou quando as depula-
cOes forem ao Paco. Em volaran nominal regei-
lou-se a emenda do Sr. Avecilla por 153 volos con-
tra 13.
O projecto em globo foi impugnado pelos Srs.
marqnez d'Albaida, Escossura, e Iglesias, reduziu-
do-se principalmente os seus argumentos probibi-
eSo de fallaren) no congresso os que nflo forem de-
putados, e ao s\ slcnia que se eslabelece da di visa o
da assemblca em sceles.
banco hespanhol de S. Fernando manlinbam-se ao
par.
(tlciotuiao de SclembroS
INTERIOR.
um falla, nem mesmo alguns segundos de demora!
Nao houve das feriados, nem domingos: todos fo-
ram dias de esludo e de ensino ; todas as portas do
instillo estiveram sempre patentes aos alumnos,
que viuliam procurar inslrucian ; e nunca a estes
alumnos faltou om ou mais professores para os di-
rigir.
No entanlo he forrosoconfessar, que no desenho
lie ahsoluLimenl mpossivel, que um s professor
atienda e dirija convenientemente duzentos, e mais
disr pulas. A experiencia dos cursos livres mostrou
que nem mesmo os esforros combinados dos dous
Srs. professores da 2 e 3" cadena, cram sufllcientes
a tac crescido numero de alumnos. Crearam-se de-
curies. O conselho escolar, cinsindo-so ;is indica-
c,es do governo, mandou escolhei dos alumnos, que
frequenlaram os cursos livres, aquelles quemis se
(lisliiiguiram pelo seu [alent, pela sua applicaro,
pelo seu proceder, pelas soas maneiras, e pela sua
profissao compativel com este encargo.
Na< nslruceOes sobro deveres dos decurioes o con-
selho esforrou-se por fazer comprehender que no
ensino nao he s necessario conhecimento do qua se
cnsiiu mas blandura de maneiras, rircnnispec-
r.i, prudencia c constancia.
Nan perderei esla occasiao de dar um leslemunho
publico, o solemne, de qne, durante os cursos livres,
o prtfcedimctilo dos alumnos, f,.. superior a lodo o
elogio. Kespeilaram, como deviam, a sua rasa
de in-lrurrao. Healisaram as esperanras, que o go-
verno tinha na aptido dos artistas. JustiCearam a
crearaodo inslilulo ; enraizaram-na no nosso paiz,
ronio indispen=avel para o aperfeicoamento da in-
duslria.
Sobre o aproveitamento dos alumnos nos nossos
cursos do ensino, fallaran por mim as provas qfiV
vos serao patentes nas respectivas aulas. He por
estes trabadlos que deve avaliar-se a disposicao que'
'ecm os artistas porluguczes para o desenlio, e quan-
la elegancia de formas e bom gosto devemos espe-
rar nos seus arlefaclos, logo qlie Ibes seja familiar
n desenlio de rnalos. lie igualmente por estes Ira-
ii.ilhus que deveremos ajuizar que, apenas os nossos
artistas conheram bem as regras que devem seguir
nos projectos de machinas dispuMo do melhor mo-
do os diversos orgaos adoplar.lo as formas mais ade-
quadas a resistencia com a rraio'r economa de ma-
teriaes.
Nao devo, porcm dissimular urna falta que espi-
vitos observadores podem notar, esles desenhos nao
Tendo sido encarregado do eslabelccer o institu-
to industrial, ainda nao enconlrei o menor embara-
co em nenhum individuo. Os senhores lentes, de
quem me honro de ser collega, lem-me em tudo
roadjuvado da mcllior vonlade, com inimilnvel ze-
lo e dedcac.So. S. Ex., o Sr. ministro das obras
publicas, commercio o industria, tem approvido
todas as requisices, todas as propnstas feila. pelo
conselho escolar c lechnologico. Nao be ao gover-
no, nao he aos professores, mas a mim, quo devem
ser imputadas quanlns fallas, quanlos erros se tcm
commetlido. Sobre mim s deve recabir loda a
responsabildnde.
Eslao abertos os cursos regulares.Jone Victori-
no Damasio.
Esl conforme. Raparlrao das manufacturas,
cm 21 de oulubro de 18.H. Sebantiao Jos Itibei-
ro de S.
( Diario do Gotcrno.)
LISBOA
7 de dezembro de 1854.
QUESTO IBF.KICA.
Um dos escrptores da nossa imprensa, que apr-
senla os seus artigos nas columnas desla Colba, an-
nuindo aa convile da Snro, nianifrslou-se franca
o 1 alente cnnlra a pretendida uniao ibrica, fos-
se qual fosso o modo porque ella se mis aprcsenlos-
Defenderam-se satisfodoriamente os Srs. Olzaga,
Avecilla ( D. Paulo) o Figueras. Com tudo, a com-
missao aceilou, com applauso geral, a idea de que
licassem reduzidos ao numero de qualro ns vice pre-
sidente, e a de que nao iiscm os deputados, como
(raje de corle, mais do que o vestido de prelo.
No dia 2 ronlinuou a discussao sem incidentes
nolaveis. Urna emenda do Sr. O-arrido para que se
dsse conla de lodas as proposlas de lei quo formu-
lasscm os deputados, sem necessidade de que as sec-
res aulorisassem a sua leilura, (leu lugar a vivos
debates que terminaran) por urna volacao nominal,
na qual 177 volos contra 101 appruvaram o pensa-
menlo da commissao, contrario ao do Sr. .anido :
isto he, o novo rcgulainenlo, como os que vigora-
ran) al agora, exige para a leilura publica de qual-
quer proposta, que esla seja aalorisada, pelo monos,
por urna das sele secc,Oes.
A quesl.lo mais transcendente foi a que promo-
veu o Sr. Salmern a respeilo dos arligos relativos
mensagem cora para que se cnnsiderassem tran-
sitorios. Desngradou a todos os partidos o discurso
do proponnte. Alcm disso, o seu additamenlo era
inopportuno, pois que sendo interno o rcgulamen-
lo provisorio, eram tambem os arligos relativos
mensagem, como provoo completamente o Sr. Ma-
doz, que exprimi o desejo de discutir para que ces-
se o divorcio que cxisle entre o llirono c o povo. O
aditamento foi rejeila lo pelo coii-Tcs-o.
Parece que a candidatura para os qualro vice-
presidentes, offerecida por parle da traerlo progres-
sista-democralica, apresentar os nomes dos Sts.
Olzaga, Porlilla, Alsina a Bautista Alonso; e a
da serebo stima, apoiada com os votos da trcelo
iiidrpendenlc, apresenlara os dos Srs. O'Oonncll,
Dulce, 1). Pasrhnal Madoz, e Olea.
Le-aa em a rVacfoit:
o Estamos iiutorisados para assegurar que carece
de fundamento a noticia quedemos, rrferindo-nus
a oulros pe iodicos, sobre ler embarcado n'um por-
to dos Estados-Unidos uma partida de piratas com
derrota para a ilha de Cuba.
N'oulra parlo do mesmo jornal adiamos o scgiiin-
le artigo:
RIO DE JANEIRO, 1." DE JANEIRO DE 1855.
Retrospecto animal.
Poltica exlema i/eral.
Mais um auno acaba de sumir-se no ahysmo do
passado, mais um anuo foi reunir-se a essa longa
sucecs-ao de dias que couslilue a vida da bumanida-
de no globo em que a lanrou a mo potente do E-
lerno: eis despiinla no horisonte um anno novo. Os
tempu: o continan), nada de sensvel separa boje
de honlein, e todava a essas divisos que a princi-
pio o seu capricho, ao depois as suas descoherlas as-
tronmicas Ihe dictaran), liga o homem uma idea po-
sitiva e fixa; hontcm fui o auno velho, do qual se
dispede, boje he o anno novo, a quem sauda.
Como o viajante que cm longa jornada encontra,
eni distancias regulares, marcos tnilliarios, pousadas
cedas cm que descansa, assim na jornada da exis-
tencia a separarlo do anno a anno sao as pousadas
certas em que o nosso espirito descansa.
Quando as vezes nisso reflcclimos, e verno-uos a-
juslar novos planos, novas combinables do vida para
o auno, confiar do novo anno que nos ser mais be-
nigno do que o qne linda, e no meio dessas refle-
xes allcndcmos a que entre o ultimo nocturno mi-
nulo do dia 31 de dezembro e o primeiro matutino
minuto do dia 1. de janoiro nada corre de permeio,
nao ha intorvallo, uma triste observadlo nos assalla.
Costumamos dizer: o passado a ninguem perteoce, o
futuro perlcnce a Dos; s o presento he nosso, c
julgamos ter dado do nosso nada urna idea muilo
clara e philosophica; pois bem, desherdemos o ho-
mem do que no lempo pensa elle que possue: o
presente nao hodelle, o prsenle nao existe: ludo he
ou passado ou futuro; fagit lora: hoc quod lo-
quor ind esl.
Sigamos porem o costume; admitamos uma sepa
rarao de anno a auno: j da ampulhela do lempo ca-
bio o derradeiro grao de aria de tK.,i; o relogio fa-
tdico no silencio da noite de 31 de dezembro fez ou-
vir dozc sons: 1855 ahi comer, saudemos o anno no-
vo; e ilespcdindo-nosdo que est concluido vejamos,
pelo que Iho deve o homem, se a sua memoria tem
de ser ahencoada ou pragoejada, se (levemos fazer
volos para que seja continuado pelo anno que ahi
nasce, ou para que lenha esle de emendar-lhe os
erros.
Nesse Irabalho retrospectivo consideremos primei-
ro a humanidade toda; depois attenderemos ao que
mais directamente cabe i nossa torra; veremos so o
sentimento do angustia que nos leva a maldizer do
anno que findou, n fazer votos para que nao lenha
continuaran, deve modilicar-se em allenrao aos nos-
sos negocios internos, ao desenvolvimento da gran-
deza c da prosperidade da nossa palria.
O anno de 1851 foi um dos mais falaes ;i humani-
dade: nelle as sciencias nao realisaram beneficio al-
gum desses que lem marcado com tantos prodigios o
progresso da civilisarao; nelle nem uma descoberta
en -iili i-a veio exaltar a confianca do homem no po-
der da sua intelligcncia. Igualmente nao houve o-
bra alguma mnmenlosa dessas que mostram que o
genio dos Pharas crguendo as inuleis pyramides
que o genio dos Romanos conslrtiiudo os seus aque-
durlos, os seus colyseos esta do milito excedido
pelos modernos. O auno foi de guerra e de diplo-
macia; lrocaram-se notas e balas; loda a energa,
loda a inlelligenci i das grandes naces cm taes
excrcicios se despendern); nao houve lugar nem
lempo para as pacificas conquistas da razao, para
os progressos do bem-eslar da humanidade.
Como se a guerra nao haslasse, a culera celeslc
junlou-lhednas pragasque della socm ser insepara-
veis: a peste e a fome. O cholera-morbus nao quiz
que fossem entregues ao canhao os balalhoes gucr-
rciros sem que Ihe houvessem primeiro pago a sua
fnebre vintena: c soprando sobre os exercitos dei-
xou qne o vento da adversidade espalhasse ao longe
o seu balito venenoso.
J de antemao a caresta havia obrigado os gover-
nos a procavoreiu as necessidades primarias dos po-
vos que Ihe estilo confiados. A prudencia porcm,
ainda ajudada de todos os recursos dp grandes ri-
quezas, poder alliviar, nunca fazer dt lodo desap-
parecer osoflrimento. Para o^nsegu-4 cumpreque
o homem se fofa lavrador, j que a (erra be a ni-
ca que Ihe d alimcntacoao ; infelizmente o mundo
faz-se industrial, negociante, foge da lavoura, o en-
lao basta quo a um anuo de producto escassa oulro
succeda do escassa producto para que a fome dos
povos v juntar novas preoccupaciies as preoecupa-
res babituaes dos governos.
E anida bem quando o mundo se faz negociante e
industrial, quando porcm se quer fazer guerreiro, e
no meio do seculo dezenove, tao ufano polo desen-
volvimento da sua razao, trai essas invocac/Des for-
ra bruta, glorias sanguinolentas de pocas de atraso,
como nao lamentar com o Manluano que se trans-
forme em espadas o ferro tao proprio para enxadas e
arados'.'
El curca: rigidum falces conflunlur in ensem.
A paz do mundo, manlida durante pedo de 40 an-
nos, pareca consolidar-se pelos multplices inlcres-
ses que de dia em dia se Ihe iam ligando e enlcando
assim lodosos povos c governos : as portas do tem-
plo de Jano estavam fechadas, o pareca que nada
de novo as abrira : j se vil no horisonte da espe-
rauca o dia em que a guerra eslrangeira seria de to-
do impossivcl, e em que s a guerra civil dizimaria
a buiauidade. Se complcac,es surgam no viver
dos povos, ainda que se Iransformassem em nos gor-
dios, a diplomacia os desalava sem recorrer i espa-
da doj Alexandres. 0 sonho do padre St.-Pierre j
nao pareca uma chimera absurda ; um coogresso de
sabios, de philosophus, de homens votados ao pro
gresso iutelligenle, se reuna para tratar em com-
mum da realisajao desse sonho. O que oulr ora le-
da sido occasiao lamcnlavel de guerra, teria feito
apparecer mil hroes c correr correles de sangue,
esvarcia-se diante da prudencia geral, a voz da in-
duslria e do commercio, que impunham a paz ; por
toda a parte coulirmava-se o infallivel axioma:
Quando um nao quer, dous nao brigam.
Infelizmente na extremidade da Europa, nesses
couflns em que ella se prende Asia, uma gravissi-
ina complicarn havia surgido. A Russia e a Tur-
qua, visinhos inconiiiin los. eslavam ainda uma vez
en volt >s nessas quesles inlcrminaveis queseoriui-
nam de cousas mais poderosas do que interesses
merrantis ou induslriaes, orignam-se de interesses
de raras e de crencas religiosas, o sao como a con-
linuarau das rearmes dos povos conquistados contra
os conquistadores, quando a inliabilidade poltica
lian pode amalgama-Ios, delr os seus typos, os seus
caracteres dislinclivos, oo quando a essa fusao se op-
poe om obstculo insupcravel.
Dianledessa nova complicarlo a Europa estreme-
cen. A Europa, cujas populares ainda ha pouco
linham sido sacudidas pelo furarao revolucionario,
a Europa como que careca de uma guerra que cn-
tretivesse a actividade de seus povos e a dislrahisse
dasquesl'Cs intestinas. A commorao pmdu/.ida pe-
la nova complicarlo dos interesses turcos e russos
despcrlou a actividade da diplomacia ; os seus em-
baracos conslituiram o mais triste legado do anno
de 1853.
'( A cholera invadi crin intcnsidade I.ogronho,
atacando, segundo as ultimas parliriparoes, ojen-
la pessoas, das quaes falleccrain vinle.
A duque/a da Victoria lnlia sabido diasantes
. Sincero e .erudito uefensor das liberdadcs na- a -,
-,. C1"'""-s na il'ara tungos, oude seacha. lambem semanifesla-
Iras nao cuncebe que possa haver vantagem alguma
que compense a perda da independencia e nacioua-
ldade que lano amamos; buje, porcm, penna mais
humilde, mas corarao nio menos chcio de dedicacao
pela patria, prope-sc a seguir o raslodclao dislinc-
torollega. cnipcnbando-sc na mesma lula ; devero
uotar-sc menos elegancia no cstjlo, mas nao poder
sentir-se menos eflicacia no intenta ; menos bruno
no espirito, porem nao menos ardor na vonlade.
Concordes neslo momenlo, com as deas do jornal
absolutista, somos de parecer que lodos os que per-
Uncen ao foro da imprenta devem neeewariameale
manifestar a sua opiniao soiire a grave questao que
se agita ; d'enlre os que menciam a penna como es>
criplores pblicos, nao podo por cerlo esquivar-sc
algum a einillir parecer sobre as doutrinas que lem
poi fim a perda da nossa nacionalidade.
Os acrrimos sectarios do iberismo prosegucm nas
rain alguns casos na Biseaia, procedcinlu tu lo das
adunes relaees com Santander.
Sem embargo disso. a epidemia vai dcsappa-
rcrendo da maior paite das provincias que foram
invadidas : cm Malaga onde appareccu, ha pouco,
non a Iquire grande desenvolvimento ; em Uranada
onde havia causado algum terror, apenas se conlam
alguns atacados deesa enfennidade ; em Valencia
jn nao existe ; en Murcia o na Corunlia esla prxi-
ma a exlinguir-se; em Bllbano apenas eatnon al-
guns rasos falaes ; rni Santander o numero dos bi-
tos ji nao excede o dos lempo normaes ; c em Sa-
ragoca entrn no periodo da derlinacSo.
Esle aspeelo satisfactorio, que cm geral ap-
prescnlnm as provincias, que foram accommetlidas
da cholera, d lugar a crer que por fim desappare-
cera totalmente da pennsula, eessando a inqueta-
1 i i geral e dcvolvendo-se a Iranqnillidade aos ani-
suas instancias, e procuram encancera grande pros- nios.
peridade de qne viremos a gozar se consenlirem no Os fundos pblicos hespanhoea linham subido al-
indissnluvel enlace dos dous reinos Ja pennsula, es-1 gum lauto no mercado de Madrid. As acedes do

A Franca c a Inglaterra de un lado, do oulro a
Russia ; a Franca ca Inglaterra, alijadas modernas,
nmigas implacaveis de lodos os sceulos, procura-
va ni con lia a Russia arra>tar a Prussia e a Austria,
alando-as a si em negneinroes conjunctas. A Russia
confiando em si, nos interesses de rara e de religin
de que era representante, c que Ihe davam adiados
a quem nao poda sacrificar, centava igualmente com
as afleiroes da Prnsaia e da Austria, e liaba razao de
contar com ellas, se algum valor lem entre as narrs,
nos seus clculos de futuro, as recordatjoca do pas-
tado. Dous queran! brigar ; a diplomacia foi de-
clarada impotente ; brigou-se.
Diante dessa lula imincusa que precipua para os
confus remotos c inhspitos da Europa as forras de
tres nadies gigantes, inonfestoii-sciio mundo rivili-
sado una urnnde exportaran: nao a Europa s, po-
rm a America, a acompanliando com sympathlas
mais ou menos pronunciadas, com volos mais ou
menos ardeulcs, os movimenlos de taes luladores,
as peripecias dosse drama, como que aguardavam o
sen resultado. Assim, nos primeiros dias de s
existencia Roma asenta a csse duollodos Horacio:
que eslava entregue todo osen futuro, isto he, todo
o futuro da civilisaco do mundo !
Viran os arsenaes de Franca e da Inglaterra pre-
parar, com a mais prodigiosa rapidez, armadas ex-
traordinarias, entregar a enormes Levialhans corpos
de eiercilo numerosos que o vapor de promplo apre-
senlasse no llicalro da guerra. Ouviram os brados
de victoria, as aci lainarcs de prematuro tritimpho
dos mil orgSos da poblieidade que honran a m-
prensa das duas nanies necidentacs. Ouviraiii al
mesmo essas iggresaoes injuriosas com que pnx ara-
van diflamar o nimigu, amesquinha-lo, e anio re-
produziam esses periodos primitivos da civili- irin
em que Achules lanrsva a face de Aganiemnon, o
redos res, as genlis expresses : a coraran de ven-
do, olhos de cachorro.
Ahi parlio para o Bltico uma formidavel esqua-
dra anslo-franceza : o comtnandaulc delta, saudado
pelos mais esperanzosos hymnos, devia i be jai, ver e
vcucer. Ainulai oeVoseos culellos, rapazes! ex-
clamou elle apenas se vio nos mares que devia en-
noblecer com as suas fajanbas. Amolai os votte
culellos. rapazes proclamadlo militar muilo mais
heroica por certo do que ess'oulra de Nelson em
Trafalgar : A Inglaterra espera que rumprircis o
vosso dever > Se he verdade que o eslylo he o ho-
mem. quem n.lo dir que entre essas duas proclama-
roes de almirantes inglezcs acha-se a mesma difle-
reiu;a quo ha entre Nelson e Napier '.'
Se os rapazes anfolaram os culellos, ninguem o
soube, pois nao Ibes foi dada a prometlida ranura.
A i mili -usa e> i u,i dra conlenlou-se com a devasta-
do de algumas costas desertas, com a tomada de al-
guns navios carregados de sal; e para asscnhoicar-se
de uma ilha do pouca importancia foi-lhe necessario
que de Franra Ihe viesse o auxilio de dez mil solda-
dos de desembarque.' Por fim a expedirao rclirou-
se sem que, prudente, houvesse feito cousa alguma
que correspondesse, nao j s bravatas, n3o j s
esperanras, mas nem se quer aos sacrificios que lia-
va cuslado Inglaterra.
O planeado operares era vasto : a Russia ataca-
da pelo Bltica, na visinhauc,a da sua capital, no
corarao dos seus estados, era-o igualmente na extre-
midade, onde havia ag:redido a Turqua. Ah po-
rm os surcessos foram diversos, a guerra muilo
mais activa. A invasiio russa nos principados danu-
bianos he mal succedida : as forras da Turqua e o
apoio moral dos seus alijados occidenlaes baslam para
defender rllicazmcnle a importante fortaleza de Si-
lislria; as tropas ramas afadsam-so debalde, e re-
liram-se; Dobroutscha be evacuado,' e loso sao
igualmente evacuados os principados.
Essa operacao coincide com as ncgociarcs da
Austria c da Prussia; be a principio interpretada em
sentido pacifico; para logo porem as negociaces se
enredam; a evacuar m nao he considerada senflo co-
mo um movimento estratgico, cujo segredo s a
Russia perlenee. Entretanto a posirSo das duas po-
tencias allemans entre si, o para com as naces bel-
ligerantes, torna-se rada vez mais nexplicavel ; a
principio vemos ligarem-se por uma allianra otfen-
siva e defensiva, nao cora as nares occidenlaes,
porm tima a oulra exclusivamenle ; logo vemos a
Austria fazer, em seu nome exclusivo, um tratado
com a Turqua, pelo qual heautorisada a oceupar ar
provincias danubianas, e a dcfcnde-las contra as in-
vaes da Russia.
Nese ponto porem para a sna acc,ao, e embora ex-
er^a ella o direilo quo por esse tratado adquiri,
embora os principados estejam oceupados, e porlan-
lo defendidos por uma potencia amiga e alliada, as
tropas da Turqua o o seu general, a quem j haviam
os escrptores da allianra conferido os lourosdo ge-
nio militar, ficam no territorio danubiano como con-
demnados i inercia.
Cumpra qne, depois de lanos sacrificios, nao fos-
sem as operaees dos adiados no mar Negro iguaes
s do mar Rallico ; cumpra que um golpe ousado
ferisse ocolosso rnsso ; a opiniao publica imperiosa-
mente o exiga ; os ceneraes Ihe obedeceram ; foi
determinada a invasan da Crimea e n tomada de Se-
bastopol. A principio a sorte das armas juslificou
com os mais hrilhanlcs resultados eisa erapreza. O
desembarque das Torcas alliadas n3o foi disputado ;
operou-se com acert e rapidez ; pouco depois um
combtese Irava, c a victoria cora rom os brilhtnles
louros o exerclo invasor.
Tal foi a mpressao desa victoria, que, por et'a
atilorsados, esp.ilharam-se boalos da immedala
lomada de Sebastopol. 'Esses boatos porem sa-
bidos da mesma oriccm que csse oulro anterior-
mente espalhado da devastadlo de Odessa, deviam
ser conlrslados pola mais sanguinolenta refutarao.
O combate de Alma leve successores : a ciencia mi-
litar, a energa do soldado, os recursos de grandes
potencias eslo de um e de oulro lado, e ja os leilo-
res desla folha podem ler visto em extractos do in-
suspeiio Times que a|posic,ao dos alliados nao he lo
vencedora, a dos Russos tao humilbada, como a prin-
cipio se Tazia acreditar.
O segredo do destecho dessa immensa qeslao es-
ta nos arcanos do porvir. Se motivos poderosissi-
mos havia para obstar ao seu apparecimento, boje
motivos igualmente fortes, juntos ao amor-proprio e
i (enacidade dos grandes contendores, parecen) re-
mover para imprevisto e longinquo dia a volta aos
lempos pacifleos.
Ja parece que surge uma complicacao que ainda
para mais longe pode adrar a concluso da lula. Os
Inglezes queixam-so de qu seus filhos legtimos, os
Americanos, lhes s..o desairelos, e inclinan)-se em
favor da Russia.
Ora, entre as naces do mondo avulla hoje, nao
tanlo pelos seas recursos militares, como pelos des-
envolvimrnlo do seu commercio e da sua riqueza, e
pelo seu espirito aventureiro e arrojado, a repblica
dos Estados-Unidos.
Os que veem nas ins(ilur,es polticas e na n-
dole dos povos embaracos invenciveis a allian^as na-
cionacs, esses com razao se persuaden) que he im-
possivcl urna liga da monarchia absoluta da Russia
com a repblica profundamente demaggica dos Es-
tados-Unidos ; pois nao ha povos mais diversos, in-
liluircs polticas mais diamelralmente oppostns.
Aquelles porem quo sabem que entre os povos s
tem forra real asantipalhias que nascem do antago-
nismo de interesses e prelencoes, a rivalidade de po-
der e de preponderancia, essas Dio consideram im-
possivel, antes aceitam como muilo natural, senao
uma allianra formulada em (ratados entre os dous
paizes, ao monos uma ooopcrar,ao nascida da denti-
dade do interesses.
Qnaes sao bojeas grandes, as nicas vistas dos Es-
tados-Unidos ? Dilatar a sua preponderancia coni-
mercial e os seus dominios terriloriacs. Eoquanlo
a Inglaterra, a pretexto do opio acommette a China,
o l introduz o seu poderoso alliado, o espirito de re-
voluro, os lisiados-Unidos dirigem-se ao Japilo, e
impoem no velho imperio a regeneracaodo seu com-
mercio ; emquanlo ot Inglezes tomam conla como
proteelotcs de alguns dos arrhipelagosdo Pacfico, e
eiiconlram-secom os Francczcs na corte da raiiiha
Pomarc, introduzem-se os Estados-Unidos, domina-
dos pela mesma mana de prolecc.to, nas ilhas San-
dwich, que Ibes fazem muita conla.
Essas imilarocs, essas rivalidades nao podem mui
favoraveliuenle predispor Inglezes e Francezes para
com os Estados-Unidos; n.lo ha, cm regra, quem
mais nos irrite do que quem loma nossos exemplos;
dahi vem o velho proverbio, t.io velho que al em
Hesiodo seacha consasrado : nllc ten inimigo o of-
fical do leu oflicio. Ainda se os Americanos se
contentas-em com as ilhas Sandwich, na Polynesia
ha ilhas de suhejn para lodos os protectores, poder-
sc-ha tolerar ; querem porcm anda mais : a fcil c
geilosa conquista do Texas e da California abrio-lhes
o appelite, e se nas poesas do seu orsulho procla-
man) que ns limite* da repblica sao, ao mirle o po-
lo norte, a leste o ponto em que nasce o sol, no oeste
o punto em que elle se della, e ao sul onde ella qui-
zer, por ora quer cslcnde-los pelo lado sul ate a ilha
de Cuba.
Em lodos os sentidos faz-Ibes immensa conla cssa
ilha ; be a mais bella flor d'enlre as Antilbas. o mais
primoroso diamante do ixolfo do Mxico. Rica de
loda a casia de produeres, oceupa urna posic.io geo-
graphica quo nao derla de salisfazer as aspirares
de predominio de um povo rs-cncialmcnle rommer-
rial. Pe leiirc ella Hespanha. be um dos mclho-
res floroesda corea de Caslella, ultimo resquicio dos
seus immensos dominios cloniaes nease mundo que
paradla descubri Colombo ; cahir.tm-a ha miiilos
annos ns Estados-Unidos, sahe-se como lem, para
conseuui-la, desenvolvido o seu syslemn deaggres-
se*. Cobiram-a, eslao promplos a toma-la. ou pe-
la perfidia, ou pelas armas, ou dando cm troco della
Hespanha atgnni milhOes.
Se a Hespanha nao a pode defender, nao podem a
Franra c i Inglaterra consentir, nao que a Hespa-
nha a perca, masque os Estados-Unidos a ganhem.
Eis a questao actual para os Estados-Unidos : que-
reni Cuba ; as complicares da questao do Orientes
cmpcuhaiido as duas naces que Ihe podem e Ihe
desejam emharacar essa conquista, iiHn ser por elle,
aproveilada'.'
A ambir.lo dos Estados-Unidos nao tem limites ;
a Inglaterra deve nisso mais do que em ludo reco-
nhecer os seus filhos ; Cuba nao be o derradeiro ter-
mo da sna cubica :scm fallar nas dcmonslrares an-
tigs, referindo-nos nicamente na deslc anno, ja os
povos do Mimo o virara, ja o vio a propria Ingla-
terra na que-tao susrilada por occasiao das pesca-
ras do Caado ; e a Europa (oda o pode reconbe-
cer, quer na uiancira desabrida com que foi por es-
se governo (ralada a Austria na questiio do refugiado
hngaro, quer na manifestacao feila no congresso
dessa repblica de que pretenda dahi em (liante ser
allenilida entre as grandes narocs nas queslcs que
o equilibrio do mundo inleressassem. E depois de
Cuba, j.i ah despela no futuro das suas aspiraees
o Amazonas, o Amazonas que be nosso, o que elles
qiiercriam que Ibes entregarse o corarao da Ameri-
rira Meridional !
Nos plauos dessa vasta nmbirao concehe-se que
opportunidade offerece a lula das duas naroes occi-
denlaes com a Russia, concebe-se que esses mxi-
mos interesses possam abalar quaesquer sympatbias
de rara, de origein, de insliluires quo devessem
prender a repblica da Amrica septentrional s na-
roes livres c collas da Europa occidental.
So contra esse desenvolvimento de nmbirao no que
em nosso damno, em ameara aos nossos direitos vai
desponlando, nos pxeparanios pelas armas da raz3o
c da intelligcncia ; se refutamos sophismas com ar-
gumentos, o que faz a Hespanha cm defea da sua
colonia atacada, em que se oceupa a velha monar-
chia de Carlos V. A Hespanha diverle-se na guer-
ra civil e na insurreirao militar !
Como seu ministro, mandou-lhc a repblica dos
Estados-Unidos o emigrado francez Soul, violento
demagogo que a ordem eslabelecida em sna patria
havia arrojado para csse asylo de todos os exaltados,
e que nelle se havia naturalisado.
Soul foi, por amor desses senlimentos e tlesses
instnctos revolucionarios,pelo sen odio i Hespanha,
pela sua cobira do Cuba, csrolhdo ministro conlra a
Hespanha, e revestido da immunidade diplomtica
para residir na sua capital) Soul respondeu s n-
leiiresquedclerminaram a sua esculla, susritou con-
flictos taes que incorreu at no desagrado do governo
francez, a ponto de Ihe ser ltimamente negada a
passagem pela Franja sem embargo das novas ques-
les que dahi podem e al devem originar-se.
Que parte leve esse homem nos movimenlos revo-
lucionarios de Hespanha, nao he fcil por ora sa-
he-lo, porque a revolurao Iriumphou, e no seu Iri-
umpho encobre os seus segredos. O que porem nao
encobre ella beque no territorio hespanhol se havi-
am arriado muitos desesespirito inquietse turbu-
lentos, que estos revolucionarios de 1818 exaltaran)
om loda a Europa, e que a reaccao dos principios
arrojou para longe das suas patrias. Ucvaram elles
Hespanha, com a sua presenca, as suas paixoes,
e a sna experiencia nas artes da guerra civil.
A Hespanha nesles ltimos lempos se aprtsentava
inquieta ; as ancoras das suas instiluiees estavam
arrancadas ; o rgimen constitucional solapado, a-
raearndode rnodificicf.es aristocrticas e monarch-
cas quedestituiam da sua justa influencia o elemen-
te democrtico; o abalo causado pela manifestacao
dessas intenees havia trazido a successao de minis-
terios a ministerios, sem que um s pudesse consoli-
dar-so, um s achasse a oporlunidadc, ou livesse o
desejo de restituir ao paiz o rgimen constitucional
e os debates do suas cmaras.
No meio dessa fermenlac,ao vieram os interesses
ignobeis, que tantas vezes enxerlama corrupto ns
grandes quesles de mclhoramenlos materiaes e de
vas frreas, ainda mais abalar o paiz: lcvanlou-se
a insurreirao militar, o logo com ella as barricadas
nas cidades, os movimenlos mais exagerados dasopi-
nies democralicas. Venceraro, e com sua victoria
Iriumphou a anarebia. As accu-ares revoluciona-
rias nao se alfoliando na velha Ierra dos Philippes a
alTroular directamente o llirono, escolheram uma
victima no degrso que mais prximo Ihe ficava : a
rainha-iuai foi aecusada ; essa rainha, a cuja cons-
tancia deve a Hespanha as inslitures constilucio-
nacs, leve de asylar-se em Ierra eslrangeira ; assim
lalvez conseguisse que mais um horrivcl allcntado
nao viesse manchar os aunaos da lula da monarchia
com a demagogia.
Felizmente o governo sabido da revoluc.no conse
guo acalmar as paixoes e restaurar alguma ordem ;
veremos em breve se lie tima simples apparencia, oo
^e lem alguma Anisa de solido em que possa basear-
se a rsperancafla paz interna. Se assim acoulecer,
folgaremos defegistrnr mais esse desmentido Hado i
experiencia e razao, que dizem que nunca pode o
governo filho de uma revolurao cont-la, refrea-
la; pois fnlla-lbe a base da legalidade, a nica em
que, para nao ser ephemero, deve assenlar o seo
poder.
Assim, pois, na Europa a guerra do Oriente e a
insurreiro militar da Hespanha, eis os dous fados
capilaes que em 1854 se verificaram. Ambos legam
suas funestas conseqoencias ao anno de 1855: con-
seguir este neutralisa-las? Poderemos escrevendo o
futuro restrospeclo dar conla da pacificac.ao da Eu-
ropa, da consol idacao da ordem nos seus diversos
Estados, e do concurso de lodas as iutelligencias e
de lodos os es forros para essas conquistas da ciencia
na sua applicaro aos mclhoramenlos da humani-
dade, conquistas nicas solidas, unirs gloriosas
no seculo em que vivemos ? So nao a nossa razao,
ao menos os nossos desejoj responden) : Sim ; espe-
remo-lo.
I'olilica externa do Brasil.
No arligo cima, dando conta das oceurrencias es-
Irangeiras, doixmos de lado s que com o imperio
podiam achar-se mais directamente ligadas : apenas
de passagem mencionamos a questao da navegacao
do Amazonas, e o lizemos porque essa quesUo nao
pode por ora ser considerada senao como a solicita-
do de um movimento de opiniao, ainda nao colin-
da pelo governo, Jinda nao elevada categora de
questao internacional. O governo dos Estados-Uni-
dos reiteradamente lem reconheddo e proclamado o
nosso direilo, e protestado que nao amparara qual-
quer temerario arrojo que no lo procure disputar.
Confiemos qoe ser sempre essa a sua linguagem, e
que os Tactos nao a reduzirao a simplires palavras
de hyporrisia. De que o governo dessa repblica
nao he lao alheio, como pelas suas declararnos po-
der-se-bia acreditar, a esses esforros desregrados da
amlrir.ln, temos prova nos mesmos documentos em
que he reconhecido o nosso direilo, o nos conselhos
que acerca do uso dellc nos sao dados; prova ainda
mais irrerragavel acharemos nas reclamires por
elle dirigidas ao governo do Per por occasiao do
tratado de navegacao celebrado com o Brasil. Se
porm o governo peruano achou na razao meios de
confutar as prelencoes da diplomacia americana, le-
nhamos confianca de que nunca bao de faltar ao
Brasil meios ainda muilo mais eflicazes conlra quaes-
quer aggresses.
Infelizmente, a America do Sul. amearada por
essa ambcao pue quer absolver e extinguir todas as
nacionalidades, anda nao comprehendeu que he
mais do que lempo do por cobro s dilacerares in-
testinas que di/imam seus povos e obstam ao seo
desenvolvimento. Para ella j deveria eslar Baa-
da a quadradas dissenres; o mo fado porm' que
parece ter presidido ao nascimento das repblicas
de origen) hespanhula, ainda nao esl vencido pela
raziio e pelo patriotismo. Como ardo o Mxico em
guerra civil, assim o Per vio de novo a insurreirao;
a Bnlivia nao se manteve pacfica; o proprio Chile,
oddo pareca inabalavelmcnle consolidada a ordem,
protegendo e provocando a riqueza o a industria, tem
sido agitado. Das republicas do trata, com as quaes
em inns directas c frequenles reannos nos adiamos e
ainda mais calamitosa he a sorte.
Emquanlo a Confederacjle Argentina conserva-sc
no oslado excepcional em que a lanrou a subleva-
rlo da sna capital conlra o governo eleito pelas ou-
lras provincias, emquanlo a guerra civil ahi esl
sempre immiuciile, embora as suas exploses sejam o
mais das vezes comprimidas pela prudencia, ou do-
minadas logo a principio pela stipcrioridade das ar-
mas, a Repblica Oriental do Urucuny. que o anno
pasoado havia ficado entregue as dilacerares das
facoes e s depredarnos armadas dos caheclhas,
acalma-se e-le anno, v entrar lano o poder como os
par idos lias lindas da moderaro, v prinripiareni a
funceionar as leis e as insliluces, nssegurando o
mo' nimio livro o o predominio da opiniao.
Esse estado be cm mxima parte devido ao Bra-
sil ; deve-o a repblica aos sacrificios do imperio,
que nem homens nem capilaes lem poupado para
que o seu governo lenha a forra, os meios de arcao
necessarios al'un de comprimir o espirito faccioso, e
de iMiraminhar a narao nas vias do salvamento.
Nessa poltica nobre e franca que ia encelar, o
Brasil nao procedeu rom a mais pequeua, com a
mais remota lenroi que a desairasse, qne adevesse
tornar suspela ; cm um documento publico dirigido
a lodo as naroes o governo brasileiro a manfestou,
c lodos a rocouheceram. Se todava no Kio da Prala
alguns espritos, por demiis ciosos de uma indepen-
dencia que ninguem ataca, ou eivados de iniquos re-
sentimcnlos conlra o imperio, contestaram-o. e pro-
eoraran deslumbra-la com diflamatorias inlcrpre-
laeSee, perderam de lodo o seu lempo, forroso lhes
foi renunciar as suas esperanras. A inlcrvciirSo do
Hrasil ju-ticoii-sc a si mesma, e os seus soldados no
territorio oriental, as suas forjas navaes estaciona-
das to Prala, bem como os seus ditiheiros generosa-
menlc prcslados, apenas tem servido para apoiar a
auloridade legal, e preparar dias meibores a infeliz
repblica.
Com o Paraguay foram de certa gravidade e de
maior alcauce e as nossas relacoes.
Sabc-se que esla repblica, cujos povos, a princi-
pio educados pelos Jesoilas, vram ao depois confia-
da a suaa sorle ao dictador Francia, qne oscxrluio
da communho das naces, e Ihesiulerceplou as re-
laces civilisadoras do commercio e da induslria,
ainda nao acordou desse mais que secular adorme-
dincnlo. O seu governo anda dcsconhece, nao s os
principios de direilo, senao al as formulas de urba-
ndade exigidas em lodas as relare dos homem, e
anida mais imperiosamente nas relacoes dos gover-
nos. Com o Paraguay lemos uma anliga questao de
maxim importancia, a questao de limites. Sem em-
bargo de loda a nossa boa vonlade, de todo o nosso
espirito de concessoes, tao exorbitantes e inconfes-
saveis erara as pretenres do governo paraguayo,
que a questo pareca nao poder concluirse. Em-
quanlo pendia a negociarlo surge uma nova e ins-
lita complcar,ao .depois de urna Irocade notas, qoe
de lluslracio daquelle governo, manda clleao mi-
nistro brasileiro os seus passaportes. Inlerrompcm-
c assim, ao menos no tea carcter oflicial, as nos-
sas negocac.es com a repblica, al qoe ultimameu-
te ahi parle urna brilhante esquadra brasilera para
reala-las e conclui-las.
Nem se pense que lie s conlra o Brasil qoe o go-
verno paraguayo assim procede, e que o fazem vis-
tas de algum especial resentiraento. Se a Franca, a .
Inglaterra e os Estados-Uuidos mandaran) solicitar a
sna amisade e as sua* relares, se conseguirn) trata-
dos consagrando-as. em breva po Icro ver o que
valetn tratados com esse paiz : apparece orna ques-
tao entre o seu governo e o cnsul americano, a
quem estao confiados alguns mscenles interesses
comraerciacs ; nessa questao o governo paraguayo
procede como contra o ministro brasileiro procedeu,
c termina-a com um decreto vedando a navegario
do seu rio aos navios de guerra das naces com
quem por tratados se havia ligado I
Esperemos pois que a causa da civilisarao e do
progresso na America meridional, em cuja vanguar-
da marchamos, nao soflreros impedimentos nem os
embaracos de uma diplomacia sem alcance, que mal
comprehende a missao que Mica Ihe compete : a
expedirao brasilera no Paraguay he feita tanto em
proveilo do Brasil como no de todas as naroes col-
las ; deve por (odas ser applaudida.
Sao essas as nicas quesles graves que em 1854
vio surgir nas nossas relac.Ce internacionaos ; pode-
riamos pois aqui concluir o uosso Irabalho, se para
eoinplela-lo nao devessemos igualmente mencionar
documentos qne, embora relativos a quesles anti-
gs, chegaram este anno ao conhecimento do publi-
co, e prendem-se a negociarnos ainda nao con-
cluidas.
Em primeira linha esl a do trafico de Africanos,
que, embora j nao deva ser contada entre as nos-
sas quesles, desde que a opiniao universal no Bra-
sil, apoiada, sustentada pelo seu governo, repelle
como funestissimo ao futuro da nossa patria o erro
que nos fazia ir buscar na frica o Irabalbadores
dos nossos campos, deixou ainda tristes vesliaios de
cumplicacOese de ignominia. Ainda subsista o famo-
so bil Absrdeen, e emquanlo nao for revogado as
nossas relares com a (irao-Brelanha nao se podem
considerar collocadas no eslado normil das relaees
de povos amigos.
Sabe-se que nos limites septentrionaes do impe-
rio, onde o nosso territorio intesla com o da liuya-
ana Franceza. nao est fu a linha divisoria; ques-
tao renhida suscilou-se ha poneos annos por lerein
os Francezes oceupado uma porc,ao do territorio bra-
sileiro; a opiniao no paiz eslremeceu; o governo ob-
teve da I- ranea que cessasse tal oceuparao at que
por meio de negociarles se concluisse a questao de
limitas. Chegaram felizmente n sua conclusao os
ajuslcs preliminares; a negociacao definitiva em bre-
ve ser concluida. Ahi vai partir para a Franra
com essa missao o distinelo brasileiro, que nas diver-
sas vezes que tem estado no gabinete incumbido das
nossas relares exteriores, mais completamente as lem
esludado.
Nem si> com negocios polticos deve oceupar-so o
nosso relrospeclo; antes de conclui-Io, mencionemos
dous Tactos de subida importancia que no decurso
deste anno se realisaram. Comecaram o seu servido
regular duas ludias de navegaran a vapor, a que
nos prende a Liverpool, inaugurada pela brilhante
viagem do Brasileira, o o que nos liga a Lisboa, de
que foi meosageiro o Maria 11, da cumpanhia l.u-
so-Brasileira. Ninguem ha que descender que po-
deroso impulso dao ao desenvolvimento do commer-
cio e da induslria esses frequenles e regulares con-
tactos dos povos, essa rpida permuta de passageiros,
de mercadorias, esses vnculos qoe cada vez mais n-
timos relgam a.s diversas familias humanas; ninguem
pois nos eslranhar se neste relrospeclo, em qne mal
indicamos fados gravissimos, consagramos algumas
palavras installarao dessas duas linhas, e ao pezar
qoe sentimos por nao se adiar no mesmo caso a li-
nha qoe foi inaugurada pela viagem de ensaio e de
explorarlo do Acenir.
(Jornal do Commercio do Kia.)
PERMBICO.
COJARCi DO liOMTO
6 de Janeiro de 1855.
Mil dcar.compradre in primo loco Ihe digo que j
tive o prazer de por os lazioi sobre a preduceao-i-
nha, id en, a hilera que eti supponba ter arribado.
I. esta ella no seu Diario de -23 do roez de dezembro
e al bem collocada.pois foi pelo seu redactor muro
logo na frente, o que nao deixa de ser asss de hon-
rara para este pobre marquez. Acredite, 5ir com-
padre, que curto grande desprazer, quando espero
encontrar-me com uma carlinha da lavra em tal fo-
nha sna, e o contrario succede.
A gente gosla de ver o fructo de suas lucubra-
roa !!
Esquecia-me de Ihe dar os parabens pela comen-
dasinha, ainda, porm, estaem lempo, e por lano,
accile-os, que sao filhos de mnha sincerdade e da
amsade que ihe trbulo.
Soa Mageslade, amanta como he, do progresso do
nosso paiz, nao pode deixar de ler em muita conla
o homem laborioso que nao ha poupado sacrificios
para montar o seu eslabelecimentn e elevara suacm-
preza ao ponto, em qoe se aeha, de modo que a sua
folha, quanto a mim, sem rival faz honra ao Brasil,
e o acredita um pouco ante s naces, cm que a arle
lypograpbica lem allingido a perfoitao possivel. Nao
amo a lisonja, mas sou muilo partidista do quod
Ctesaris Cetari.
Depois da ultima, quo lalvez j esleja sob o domi-
nio de seus Icilorcs, quasi nada livemos de nolar-se ;
todava quero ver se caicacio alguma cousa.
Aqui diesen uma forrasinhn da tropa do major
Camisn, que vem destacar, mas seguio para a capi-
tal escollando uns presos que vieram de araiihuns,
e daqui coudozio oilo, lodos tunges indo Manoel
Thom cThom Gonzaga, ^criminosos de morlej pa-
ra Sanio Aniao.
Honftm vieram dous ferreiros, um do Cralo do
Bom Jardim, outro de ni, pe 1 irem licenra an dele-
gado para venderrm tunal facas de pona na fera ;
o Or. Deliiuo, depois de, mandar buscaras taes de
pona, dissc-lhes : que irian vendo-las da cadeia ;
um para nao vir de 13o remotas plagas rommerciar
com semclliaule mcrcadorin, o outro por ser socio no
tal afaire ; t la foram os dous ciclopes dar a rarre-
rngem ao Antonio Gomes, que bem prerisava dos
19600. Eslou que esses discipulos do forjador dos
raios de Jpiter, d'ora cm liante se limitaran a fa-
zer nas respectivas temas rnenle foices, machados,
etc., e qaando construam alguma faquinha, nao ca-
brao na amin de r solicitar di polica permisso
para as mercar na praco publica.
>
Ilonlem noile veio da ridade da Vidoria, o ca
lebre sceleroto Xico Caca condemnado a O n-


x
Mimtnnn


DIARIO D PLRMIBUCO, TERCA FEIRA 16 DE JANElRO DE 1855.

\
r
nos de prsao nesle termo. Foi-lhe tambero remel-
lido, aloradas duas peras, que a eslas horas l,i le-
rao desembarcado, o dilo cujo Mauoel velho, que,
segundo se diz, fez alli um roulio. Dos presos que
desceram, consta ter morrido cid caminho o prolo
Miguel. Affrraam que a causal foi haver elle, es-
tando suado, comido urna laranja. O fado foi lao
publico que naodeixa suspeila alguma cootrao com-
mandante da palrulba, que para sua seguranza, mu-
nio-se da certido de bito, c de allcstados.
lloiilema noilc, lora da ra,um sugeito encapota-
do enlrou na casa de urna prostituta, e bumbou-a
bent. O delegado fez visloria, e esta proredomlo as
precisas averiguac,oes. A paciente nao he das me-
lhores cousas em materia de lingua ; linha militas
intrigas por isso ; ha bem pouco lempo csteve na
cada, nao sabe donde lhe veio a tunda. Nao (em
perigo algum porque at^la. Nada mais tenho que
noliciar-lhc.
VARIEDADES.
Antonios celebret.
Antonio (Marco)orador, e de urna familia di.Ue-
ta em Roma, fui pretor na Sicilia, qucslor na A-
sia, procnsul na Cilictt e cnsul em Uoma, sua elo-
qucucia, seguudo Cicero, fez a Italia rival da Gre-
cia.
Antonio (Marco) filho mais moco do precedente
cognominado o amphimacro, por causa da guerra de
Creta,na qual elle deu ti coila.
Antonio Marco) um dos triumviros, e filho do se-
gundo, ligou-se comLepirioe Octavio, depois da
morte de Cesar; e um dos fruclos dessa liga celebre
foio tssassinalode Cicero, cuja caneca sendoapresen-
lada a Antonio, leve este a cobarda dt insulta-la ;
foi amante da celebre Cleopalra.
Antonio (Caiol segundo filho do orador, ijoi lugar-
(enente de Sylla.
Antonio (Caio) filho do precedente, foi .cnsul com
Cicero.
Antonio (Primo) Gaulez.eliamado o Becco, era na-
tural de Toulouse ; foi um grande capilla no seu
lempo.
Antonio (Santo) instituidor da vida monstica, nas-
ceu na cidade de Coma (Egipto) em 251. I
Antonio (San(o) chamado de Padua, ialural de
Lisboa.
Antonio, rei de Navarra, teve este epitafio:
Antis Francaii, le prince ic.i g'essanl
l'ecut San* gloire.et mourut en pissanl
Antonio, prior do Crato e rci titular de Portugal,
foi prisioneiro na balalha de Alcafar, onde fez pro-
digios de valor ; Antonio de Palermo, foi em com-
misilo do rei de Aragao pedir aos Venezianos o osso
do braco de Tilo-.ivin, o queobleve, deiioo alguns
esrriptos, foi grande na poesa, jurisprudencia e elo-
quenca; Antonio, chamado o bastardo de Burgo-
nha, foi depois pela sua conducta denominado o
Grande ; Antonio Nebrissensis, ou de Lebrixa,
poblicou algumas obras sobre as linguas mathenial-
cas, etc., etc., etc. ; Antonio de Messina, tambem
chamado Antonello ; Antonio (Paulo Gabriel) jesu-
ta ; Antonio Siciliano, prisioneiro de Mahomci II,
na tomada da ilha de Negropont; Antonio, de Gala-
tona ; Antonio (Nicolao), Antonio (Jo3o) pintor da
scola romana ; Antonio Mano; pintor e archile-
todc nota ; Antonio, Diogenes; Antonio (Sebastiao)
gravador ; Antonio L'lrich, duque de Brunswich,
(heologo e poeta ; Antonio (Jacques Diniz) membro
da anliga Academia de Lilteratura, fez-se conhecer
pelos planos do hotel das moedas em Paris; Anto-
nio Raymundo (Marco.) Disse quanlo a Anto-
nios.
Sentenra exquisita.
Vislos os antos e pondo os olhos em Dos Nosso
Senhor, eminha roi Mara Santissima, empunhan-
do esta vara vermclha, com que de presente me acho
na m.lo, que significa a de Movss, quando tocou a
pedra, e fez sabir o sagrado licor do vinho, com que
matou a sede do povo de Israel, que camiohava para
a trra da promissAo, por mandado de Dos, que lhe
appareceu em urna salsa abrazada ; e atlendendo o
grande empeuhode minha comadre Mara da Silva.e
a grande vontade que tenho de servir a mulata Ca-
tharina, sem embargo das testemunhas a (1, que ju-
ram contra producenlem.nao estou por isso,e mando
que conlra.a r se nao proceda, daudu-sc baixa na
culpa, c condeatno a autora as cusas, e em pedir
perdao a r na missa conventual pelo dolo o malicia
com que a aecusou, sem embargo de lerrazao.
Villa de Aguas Fras 13 de marco de 1784, Jos
Antonio Duran.
(Da Gazela dos Tribunaes Portuguezes.)
Porque razao quando quero
Morder-te os bellos cabellos,
Ou beijar-te a bocea amada,
Ou quebrar-teesses cancellos,
To Ruges tu urna mona
Dentro doclautro enlaipada ?
I'r'a quem guarda esse culo
Essa flor inda em bolao ".'
Com esses labios de mel
* Queres tu beljar Piulan,
Depois que o uegro Citronle
Te embarcar no seu batel'.'
V que assira que traspassares,
Nem mais teros um abraco 1
quando cheio de dor
Eu te vir no immuuso espaco,
Nao hei dedizer as sombras
Que (u foste u meu amor.
Muda, oh bella, emquanto vives,
Muda, poia, de opiniao,
E nio me fujas c'o a bocea
Na melhor occaslo,
Olha que has de arrepender-le
Viudo a morte, masem vAo.
( Darainha Mar gol.)
Au recoir.
(Carla particular.)
car. sobre ilm issumpto 13o grave, e no sentido de
prevenir e obslar absolutaiacnto a per pclrarin dos
crimes de tal natureza ; rccommetido a V. S.
que por si e pelos subdelegados de seu districlo, fa-
ca prender o processar na forma das leis a todo e
qualquer individuo que, nSo estando devidamente
aiilorisado por esta repartirlo nos termos do artigo
29 do rcgulameuto n. 131 le lt de abril de 18*2,
mandado observar Delta provincia pela lei provin-
cial n. 130 de 2 do maio de 1814, artigo 35 810, pa-
ra ter casa aborta de compra c venda de escravos por
commisso, se oceupar nesse trafico, anda que se
acoberte smenle com o ttulo de agenciador de sc-
melhautes compras e vendas; procurando V. S. ao
mesnio lempo sindicar do modo porque se compor-
tam aquellos que se acliam a jtorisados na forma que
fica dila, afim de qoe. verificado o seu dolo c m;i f,
Ihcssejam cassadas as licenias que obtiveram e sof-
fram tambem a devida punidlo.
Por esta occasiaorecomme ido igualmente i V. S.,
que com o zelo e dedicacao do servido que tanto o
distingue, preste toda a sua altcncAo, e tenha a
manir vigilancia, acerca de eerlos individuos do in-
terior e mesmo das provincias limilrophcs dcsta, que
me consta conduzem escravos para esta capital, com
o fim de os vender aqu, sendo ccrlo que he nos es-
cravos assiiu trazidos que se tem dado o furto era
grande escala e todo o goneio de Iratance.
Dos guarde a V. S. Secr:taria de polica dePcr-
namhuco 1. de Janeiro de 1855. Illm. Sr. Dr.
francisco Bernardo de Carvalho, delegado do primei-
ro districlo dcste termo. O chefe de polica, l.uiz
Carlos de Patea Teixeira.
DE PERNAMBICO.
Bcalisou-se liontem, pelas duas horas da tarde, tifa
a presidencia da directora do Banco, com o numero
de accionistas presentes, a eleicao da directora pro-
visoria da companhia que lem deestabelecer nesta
cidade urna fabrica de fiar e ccer algodao.
O resultado da volarlo foi o seguintc :
Presidente, o Eim. Sr. harao de Suasiuua.
Secretario, o Sr. Jo3o Ignacio de Medeiros Reg.
Os senhores, Antonio de Moraes Gomes Ferreira,
A n Ionio Marques de Amo im,
l.uiz Antonio de Siqueira.
A directora provisoria be encarregada da confec-
co dos estatutos por que ? ha de reger a compa-
nhia.
I). Mara, inulber do Illm. Sr.
Jos Vctor da Silva Pimeulel.
D. Mara Venancia de Abren Li-
ma Bastos.
Convenio do Carmo do Becfe 10 de dezembro de
I85i.Fr. Candido de S. Iiabel Cunha, sub-prior
president'.
LITTERVITIU.
REPARTiqAO DA POLICA.
Parle do da 15 de Janeiro.
Illm. e Eim. Sr.Participo a V. E\c. que das
difiranles parliciparoes hnlem e hoje recebidns
neala repartijao, consta qua foran'i presos:
A requisicHo do depositario geral.o pardo Manoel,
cscravo de Joaqoim Contal ves'Bastos, sem declara-
rlo do motivo.
Pela subdelegada da fregueza do Recife, Chris-
lovSo Jos Mendes, para averiguarles policiaes, Joa-
quim Pereira, por desorden), Antonio Francisco dos
Passos, Vicente Ferreira da Costa, Mara da Coocei-
tJo e Silva, e Maria Joaquina do Espirito Santo,
todos por briga, e um soldado do qoartu balalhao de
arlilluria por insultos.
Pela subdelegada da fregueza de S. Antonio, o
preto escravo Daniel, por ser encontrado fora de
lloras condozindo carvAo de pedra.
Pela snbdelegacia da fregueza de S. Jos. Pedro
Francisco Lcilao, para averguacGes policiaes, Jos
Joaquim dos Sanios, por insultos.
Pela subdelegada da fregueza da Boa-Vista, o
preto escravo Alejandre, para correcto, o pardo
cscravo Lucas, por ferimenlos. a parda Benedicta
Maria da C.onceicAo. e Antonio Marlios da Silva,
ambos por desordem, os pretos escravos Macario c
Carlos, esle por uso de armas prohibidas, o aquelle
em declaraban do motivo, e Joiio Antonio Pires,
para averiguarles policiaes.
Odele jado do primeiro dislricto desle termo enm-
inunicou-nic em offirio de 13 Co correnle, com refe-
rencia a participaran qoe lhe fizera o subdelegado
da fregueza da Boa-Vista, que as 3 horas da larde
do dia anterior fra encontrado o preto Victorino,
escravo de Antonio Lino da Silva Martins, turerea-
do em urna arvore de ju, prximo a estrada
da Iravcssa de Santo Amaro, junio a ponte; que leu
do procedido o mesmo subdelegado ao competente
auto de vislcra, desle e das pesqu/.as por elle felas
pode conhecer que o referido escravo se enforcara
sem que precedesse por isso molivo algara da parle
do seu sculi ir nem de pessoa alguma da casa.
Dos guarde a V. Exc. Secrclaria da polica de
l'ernambuco 15 de Janeiro de 1855.Illm. eEun.
Sr. ronselbeiro Jos Beato da Cimba e Figuciredo,
presidente da provincia.O cliefo de polica /.ui;
Carlos de Paira Teixeira.
Illm. Sr. Sendo da mnior noloricdade que
vagam por esta cidade uns peucos de individuo-,que
abandonando urna vida honesta se empregam a ulu-
lo de corredores, alguns em agenciar as compras c
vendas de escravos, e oulros cm compra-Ios e ven-
ile-los, minios dos quaes sAo seduzidos por taes indi-
viduos, e algum furtados do poder de seus respecti-
vos senhores, chegandoa audaciac cinismo de seme-
ntantes traficantes ao ponto de venderem pessoas li-
vres. como jlem acontecido, empregando para esse
fim o engao, a sedcelo, e al o ajuste com a pessoa
vendada ; econvindo providenciar de um modo elli
Senhores Redactores.Vue hontem um profun-
do dissabor pelo fado de se aprcsenlar cm minha
loja o Illm. Sr. r. subdelogado com um malulo
meu conhecido, que tendo estado poucas horas anles
"ella, se queixara de que alli so lhe liavia sublrahi-
do a quanlia de 200 rs. e |K>stoqae o Illm. Sr. Dr.
subdelegado na indagacao a que procedeu, se hou-
vesse portado para comigo e os meus nfficiaes com
toda a urbanidade que lhe he conhecida, todava a
coincidencia de haver estad t o matulo na minha lo-
ja, e a sua declararlo de que mil i foi que se lhe
sublrahio a referida quanlia, faziam pezar sobre
mim e meus officiaes nma lerrivel suspeila, qoe por
cerlo nao se desvanecera no espirito das pessoas,
que me Dio conhecessem so nao pela descoberla da
verdade.
Sou pobre, Senhores redactores, mas nunca com-
melli urna acro vergonhosi, c he para nao commet-
le-la, que me nao poupo ao trabalho ; e por isso
ajuizem do meo soffrimento quando vi pela primei-
ra vez a minha casa visitada pela autoridade poli-
cial, e para o fim relatado.!
Felizmente, porm, pelo documento junto se v
que nao foi eu, e nem gente' minha, e sim pessoa
muilo exlranha a minha loja o autor do furto de
que se queiiava o matulo.
lgnem-se pois Vmcs. de publicar em seo concei.
tuado jornal a caria junla do Illm. Sr. Dr. subde-
legado, que he a melhor defezaque posso apresen-
tara favor do meu crdito e dos meut officiaes, pelo
que lhe ficara assas obrigar o o de Vmcs. ltenlo ve-
uerador Fidelis Jos Correa.
Illm. Sr. Dr. Jos da Cosa Dourado.Recife 13
de Janeiro de 1855.Tendo sido hontem a minha
loja de selleiro, eslabelecitla na ra larga do Rosario
n. 30, visitada por V. S". na qualidade de subdele-
gado de polica, para inda;.ir de mim ede meus offi-
ciaes onde e como havia lesapparecirlo do poder de
um malulo a quanlia de 2009 rs. quw elle dizia ter
sido tortada em a minha loja : voo {ogar a V. S.'
para salvar o mea crdito e o dosmeus oiciaes, que
se digne declarar qual foi o resultado da investisacao
desta occorrencia, onde foi achado semelhanle dl-
nheiro, e quem o havia lobtrahido. Espero da jus-
t^a de V. S., qnc se au recusar ao meu juslo pe-
dido. Assigno-me com respeito e considerarlo, de
V. S." muilo ltenlo venerador
Fidelit Jos Correa.
Sr. Fidelis Jos Corma.Em rcsposla a esta sua
caria, sou adizer que q lando hontem me dirig a
sua casa para averiguar, quem havia sido o autor do
furto, que se havia feilo a um malulo quando em
sua casa, onde eslava em procura de um ;ellmi, que
havia mandado concertar, soube por informado
sua e de seus officiaes, que tendo entrado em soa
casa por essa occasilo cm moleque esoravo de D.
Francisca Joaquina de Macedo, moradora na ra
de Uorlas, sappunha Ur sido elleoaulor do forlo
da quanlia de 2015 ., de que se queiiava o matu-
lo, que era sea conhecido antigo. Com eslas infor-
madles dirig-me com um de seus officiaes de nome
Manoel Joaquim dos Santos Ferreira, que linha co-
nhecimenlo do moleque. casa da senhora desle, e
nao o encontrando, soulie com ludo que elle linha
passado poucot momentos antes pela ra de Hurlas.
e indo em seu seguimento, foi encontrado o dito
moleque acoitado em jma casa da ra das Aguas
Verdes, onde sendo immedialamenle preso, se lhe
enconlrou nos bolsos a quanlia furtada de 201J1 rs.,
que foi logo entregue ; seu dono na sua loja, e em
presenca de leslemunhat, ti cando todos plenamente
convencidos que nenhuma parte Uvera Vmc. nem
seus nfficiaes nessa suhlraccAo, antes a Vmc. e aoseu
oflicial Manoel Joaquim dos Santos Ferreira, que
me accompanhou, se dtve ter eu conseguido desco-
brir o moleque e com elle o dinheiro qae tunara ao
malulo. Recife 13 de Janeiro de 1855.Sou seu ve-
nerador, Jos da Costa Dourado^-.
N. B. Pode fazer desla minha resposta o uso qae
lhe convier.
PIJBLICACiO A PEDIO.
Eleicao dosjuizes, mordnmos eescrivaes, que I1A0 de
festejar a Senhora da ConceicAo no convento do
Carmo do Recife no anno de 1855.
Ju zes.
0 nosso irmao confrade, o Illm. Sr. Antonio Jos
Gomes do Correio.
O nosso irmao confrade, o Illm. Sr. Francisco Bap-
lista de Almcida.
Juz protector.
O nosso irmao confrade, o Illm. Sr. Firmino Jos de
Olivera.
Jaizas.
As Esmas. Sras. 1). Enierenlna Candida de Olive-
ra Barros Almcida mulher do
Illm. Sr. Dr. Rufino Augusto de
Almcida.
D. Anua Joaquina mulher do
Illm. Sr. Jos Alvcs Lima.
Juiza protectora.
A Ein>* Sr. D. Maria Lbania Maciel Monleiro.
Mordomos.
Os IllmsSrs. Vigario Joaquim Ignacio (ioncalves da
Luz.
Vigario Basilio Gonralves da Luz.
Jos Das Alvares do Quintal.
Manoel do Caslro de Oliveira Guima-
res. ;
Moni ornas. !"
As Eimas. Sras. D. Auna Joaquina Ferreira.
1). Francisca Margarida de Moura
l'eiioto.
1). Mara Emilia de Moura Bastos.
I). Maria Hendida do Sacra-
mento.
Escrivacs.
Oslllms. Srs. Tcnenle-c.jronel Francisco Rodrigues
Cantoso.
Culhcrme Muniz de Souza.
Melquades Francisco da Cosa.
Firmino di Silva Amorim.
EscrivAas.
As Emas. Sras. D. Brasilina, mulher do Illm. Sr.
Jacome Maria LumaChi de Mello.
D. Mara, mulher do Illm. Sr. Ge-
raldo Correa Lima.
LISBOA.
Dcu-se no Ihealro do Gimnasio urna peca do Sr.
D. Jos d'Almada. A Meia do Saloio, que he urna
obra destituida de merecimento. e das queja %nles
do parto, no parlo, e depois do parto, levara mar-
cado o seu deslino pelas leis do boin goslo, c do
senso commum.
O Sr. I). Jos d'Almada he nm escrplor de
quem val a pena oceupar-se a crtica, porque alcan-
cou popularidade e crdito com o seu Irania A Pro-
feca; nao atienda pois o iltnstre dramaturgo na cur-
ia apreciacao que aqu damos a sua obra, uem ao
nome obscuro e ignoradsimo que assigna eslo arti-
go, nem a idade curia e inexperienlc de quem es-
creve estas linhas, nem mesmo a circuin-lanca que
seria fcil lembrar a algum parvo, mas nunca a pes-
soa de algum engenho, de ler eu ja tentado o cam-
po da acea, o haver recebido como consulacAo d'cs-
trea urna paleada que me ha de lembrar por anuos
largos e bons : lambem o Sr. D. Jos d'Almada nao
sabe cantar, cuido cu, como Mad. Castellao, c toda-
va percebe quando ella desafina ; he o caso : eu
nao sou capa/, decompor urna peca, nem mesmo co-
mo a Meia do Saloio, mas percebi que o Sr. I). Jo-
s d'Almada nesla sua ultima cumposicAo desa/inou'.
Veja apenas nesta analyse a crtica, e nao o critico,
e acredite que a opiniao que vou dar acerca da soa
obra nem se quer tem o mrito de ser nica, por-
que, diga-se em abono do bom goslo, ha urna gran-
de maioria de votos conlra semelhanle obra.
O que he a Meia do Saloio, e a qual dos ramos
da lilteratura dramtica pertence esla peja'.' A
acredilarmos a infallibilidade do cartaz. he urna co-
meda de costumes ; todava antes da classificacao
n de costumes i> est a palavra a comedia c a Meia
do Saloio n,1o lie comedia, l'rova-sc :
, Esla peca DIO lem prologonsla, e nao ha come-
da sem protogonisla ; esla pera nAo tem cnlrccbo e
nao ha comedia sem aceito ; esla peca nao conlem
urna siluacao, nem um dilo chistoso ; os persunagens
enlram esahemsem ctplicaeao nem lgica,logo sera
urna camara-oplica, mas nao he urna comedia.
A Meia do Saloio he urna farca '.' anles da respos-
ta, diga-se duas palavras acerca do genero.
A farra co-necou logo depois da tragedia, eco-
mcron como ella as fetas de Baccho. Os perso-
nagens reprcsenlavam salyras, e ja nesse lempo o
fim de semelhanles composiees era apresentar na
scena o quadro d'um ridiculo verdadeiro, e a critica
da sociedade e da poca. A farra viveu mais em
Roma do que na Grecia, e surgi depois na Franca
dcbaMi do nome de .S'ofiV. Desde Francisco I. al
Moliere o tbeatro alimentou-se de urna longa serie
de obras deslegencro, que conservava anda as ten-
dencias que apresentara desde a sua origcm, casli-
gar por meio da pintura de costumes e caracteres no
dcsenvolvimenlo d'uma fbula chistosa, o divertir
por meio de lances caricatos d'uma acro engrarada.
Pelo que diz respeito a' farra hespanhola deve-se
dar crdito ao conecilu de Cervantes, que mesmo no
seu Dom Queiiote, e principalmente nos prefacios
dassuas ultimas comedias, nos explica as (endeudas
desse genero, de que elle foi tcslemunha desde os
priraeiros ensaios, podeudo ale ser considerado co-
mo nm dos reformadores da arle dramtica, cujo no-
me marca urna das pocas de decidido progresso para
a scena hespanhola, como o de Lope do Vega, e Cal-
dern. A farra hespanhola linha por fim com
urna acrao lomada da vida commum e domestica di-
vertir na scena e agradar ao povo. Sao estas tam-
bem as simples tendencias da farra porlugueza, que
I mais nada aspirou nem mesmo na sua poca de
esplendor, quando nossos avs applaudiam entusi-
sticamente o Manoel Mendes, A Castanhdra, o
Peralta mal creado, e outras.
Ja se ve pois que a farja conservou sempre desde
a auliguidade, abslraindo de lgeiras modificaroes.
a mesina importancia e o mesmo fim. Ora qual he
fbula chistosa da Meia do Saloio t quaes" os
n lances caricatos de urna acrao engrarada '.' em
que diverte e prende a atlenr.10 esla obra sem
nexo, e sem inlcresse ? a qoo lende '.' o que prova '.'
urna obra Iheatral nao pode viver da simples cr
cumslancia de conlcr alguns tj pos bem copiados,
quando como moldura ao quadro nao se lhe encon-
tr graja no dialogo, e chiste no enrredo.
Eta peta apenas poda classificar-se de quadro
de costumes; e anda assm poderia ser aecusada
de fastidiosa, falla de inleresse, e extensissima no
dialogo. O publico preferc ja ah-utnaarrao o poucos
personagens a mailo e personagens e nenhuma acro
e ja preza mais 6 dialogo e o espirito, doque as
vistas e os fados !
Alm disso a Meia do Saloio mesmo apresenlada
como quadro de costumes nao possue aquella finara
de observac&es, qne eonslilue o grande raysterio da
arle.
No qae o Sr. D. Jos d'AlmarJd peccou sobre
ludo, foi na idea pouco feliz He escrever um
epilogo a um desastre litterario 00 a soa peca
he boa,ou nao he: se he boa cscusado era aqaelle -
pisodio dramtico, a que deu por titulo O autor pa-
teado, e que he urna pouco eslimavel choradei-
ra era que o aulor desee da sua dignidade naquella
dissertacao lacrimosa explicando qual foi a sua idea
o seu fim, e al a sua coragem c merecimento se
a peta nao he boa, o epilogo nao lhe pode valer, e a
melhor salisfataoque liavia a dar ao publico era
apresentar urna composiro de oalra esphera mais
subida. Os autores que se despuitam por lhe nao
lerem dado palmas produzem sempre o effeilo de
urna creanca que chora por se lhe recusar um
pao-de-lo !
Acabamos de ler um poema recentemcnle publi-
cado, e que apesar de nao ler nome de autor no
frontispicio, sei e sabem lodos, ser devido penua
do Sr. Cimillo Caslello Branco.
Declaro que goslo mais de defender do que de ac-
cusar, e que snto um verdadeiro desgoslo quando
tenho que me queixar de alguma obra porlugueza.
A primeira qualidade de am critico he maisosenti-
menlo pelo bello, do que o laclo para descobrr, e
ris vezes para inventar defeitos. He por isso que
snto boje pezar em recommendar esla obra do Sr.
(.amulo Caslello Branco, tanto mais que j o aecu-
sei nesle mesmo lugar de poeta mais inventivo do
que verdadeiro, e mais falso do que correcto.
O titulo do poema he simples, e nao he simples;
chama-se Cm Litro.
Va litro! eu sei. Nao ser antes um volu-
me T he lao dflicil escrever um lirro, com todas as
condites precisas. Um folhetim vive um dia; um
romance, se tem a felicidade de fazer poca, vive
durante o seu periodo de moda; um drama vive at
ao cahir do patino; um lirro vive sempre!
Toda esla obra do Sr. Cimillo Caslello Branco de
nuncia um grande espirito d'analyse, um profundo
conhecimento da vida, e aprsenla com cores exac-
tas o pungir d'alma violento c acre que accommele
o homcm quando as illuses se desfolliam, e se ex-
perimenta a queda successiva de muilas esperances,
e miiilos sonhos .' o protogonisla do poema reprsen-
la um desles entes baplisados pela falalidadc, e que
parece que vem expiar ao mundo algum grande cri-
me de seus avs! a desgrata fe-lo dcscrer dos ho-
mens; a mulher fe-lo dcscrer do amor.' e quando se
ebega a esse estado doloroso j nao podem servir de
balsamo para as feridas do coratAo nem as lagrimas
la piedade, nem os esleres sorrsos de allvio dados
como esmola pelos amores ligciros! he preciso ler
sofirido para comprclieudcr este poema; a lngua-
gem da dr lem o seu argol particular, c a seme-
Ihanta das sociedades secretas, tem segredos vedados
aos profanos.
Esle poema tem urna grande originalidade na
forma, que s vezes degenera em inr:reci;Ao. As
ideas all voam caprichosamente,sem atlender a limi-
tes, nem, s ve/.es, a regras; mas lodos os defeitos
leem as suas qualidadcs, e he muilo para apreciar
em toda aquella desenvoltura urna cxcenlricdade
que impressiona. Aqu para nos um sceptico a es-
merar-se em quidras melindrosas devia ser urna sof-
frivel caricatura. Consta-nos que est quasi exlinda
a primeira editAo desla ultima obra do autor do
anal/tema, c esperamos a publicarlo do seu romance
Mijtlerios de Lisboa, que he obra de mais folego e
vulto.
Falla-nos espato para nos ocruparmos nesle folhe-
lim do drama Odio de racas, e como desojamos dar
a anal? se a importancia que a obra exige, reserva-
mos essa tarefa para a semana prxima.
E como a imprensa nao deve ser exclusivista, lio
lempo de fallaremos do thcalru da ra dos Condes,
que na esphera de Ihealro- de segunda ordciu pre-
enche a sua missAo com muilo louvavel prnpriedade.
Claro he que ningucm vai exigir a urna companhia
de pooca forja um bom desempenho de alta tragedia
ou de comedia do salas. Todava no genero de far-
ra, C de vaudeville, ha alli muilo a louvar. Temos
vista um projerto de cslalulos que a empreza pu-
blicou, e que denola um cerlo espirito de progresso,
j no plano para eslabelecer a base dos inlercssrs
para a sociedade, j na alientan que alli se presta a
quem escreve, augmentando os direilos de autor, e
maniendo a dignidade dos escriplores dramticos.
Os espectculos desle Inealro sao de 13o pouca
prelencao, que nao he preciso grande benevolencia
para concorrer alli com a certeza do potar urna
noite agradavel. Scja variad e escollado o reper-
torio, eslenda-se a mo aos artistas inexperienles, e
ainda sem popularidade, mas que se apresenlam com
a grande reconimendarSo do mcrilo, c prophelisa-
inos um agradavel resultado empreza.
Ccssou finalmente a queslAo das prlmas-donnas,
quesiao que fez poca, e que ia eodoidecunn os
dillelants. Md. Castellaa cedeu generosamente a
querida Sonmbula sua rival. Para nanea haver
completo prazer na vida, estamos privados da Favo-
rita, por doenra do tenor Miraglia, artista de quem
val a pena ler saudades, c o que nos priva de ouvir
o canlo verdaderamente italiano do excellenle bar-
tono Pietro Gorn, a quem o publico pode apenas
apreciar urna nole, mas que revelou desde logo um
gnnde conhecimento da scena, c urna voz lao melo-
diosa, como segura. O seu nome vinha j precedido
de urna grande reputarn, o o artista que foi applau-
dido em Conslantinopla, e cm Veneza, nao devia
esperar sen.o um resultado lisongciro, c certo.
Julio Cezar Machado.
( fevoluQao de Selembro.)
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 15 DE JANEIRO AS3
HORAS DA TARDE.
Cotaces officiaes.
iloje nao houvcram cotaroes.
ALFAMDBGA.
Rendimenlndodial a 13.....162:37fo"22
dem do dia 15........23:081s%(
Pranchas de amarello de 2 costados urna 1I?
1) louro......- ,l TJO00
Coslado de amarello de 35 a 10 p. de
r. e 3 X a 3 de I..... 253000
). de dilo usuaes....... 103000
Costadinho de dito........ !>?000
Soalbo de dilo........... 69500
Ferro de dito........... laJOOO
Costado de louro......... o 6&000
Costadinho de dilo........ >-*">
Soalbo de dito........... 3*200
Forro de dilo........... 25200
i> cedro.......... o 35000
Toros de Majaba.........quintal 1o20
Varas de parreira.........duzia 15280
aguilhadas........ I5OOO
quris.......... 5%0
Em obras rodas de sicupira para c. par 409000
a exos 1) 1IHKKI
Molaco...............caada 9160
Milho...............alquerc 18600
Pedra de amolar.........una 5610
* filtrar.......... fijOOO
n roblos......... ,>S00
Ponas de bol...........conlo I5OOO.
I'iassava..............mulho 5320
Sola 011 vaqueta..........meio 3*100
Sebo em roma........... | 5S300
Pelles de carneiro.........urna 5200
Salsa parrlba...........@ I85OIX)
Tapioca.............. ,> 2*500
Fnhas de boi...........canto 8210
SabAo...............% J095
Esleirs de perneri........urna J160
Vinagre pipa........... 305000
Caberas do rarhimbe de barro. milhciro 5j000
DECLARACO'ES.
185:4618688
Descarregam hoje 16 de Janeiro.
Barca ingleza/foamoidferro.
Barca inglezaBellebacalho.
Briguc inglezter toncarvao.
Brigue inglezAnn Vorleridem.
Brigue hollandezA'nnefdiversos gneros.
Barca americanaBUtabetktirM do taigo.
Brigue suecoSuperiorfarinha de Irigo.
Briguc hamburguezOtacacemento.
Brigue brasileiroMaria-nercadorias.
Ilale brasileiroAmeliafumo e charutos.
Importa cao'.
Vapor inglez La Plata, viudo dos partos do sul,
manifestou o seguinle :
1 parole com dinheiro; a F. A. de Oliveira.
1 dilo com amostras ; a Adamson & C.
1 dito com dinheiro ; a Isaac & C.
Brigue hollando/ Komeclt, fiado de Amslerdam,
consignado a Breudcr a Brandis & C, manifestou o
seguinle :
200 caixas queijos, 100 ramullas ditos, 100 barri-
cas e 20O caixas genehra, 100 caixas vclinhas sleari-
nas, 4 fardos lona, 250 bolijOes oleo de lindara, 55
fardos papel : aos consignatarios.
Brigue sueco Superior, vindo de Trieste, consig-
nado a N. O. Bieber& C, manifestou o seguinle :
1600 barricas farinha de irgo, 60 caixas papel; aos
consignatarios.
Brigue inglez Plata, vindo de Cardiff, consigna-
do a Johnslon Pater iV Compauhia, rcauifcstou o se-
guinle :
320 toneladas carvAo de pedra; aos consigna-
tarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 13......20:1965868
dem do dia 15........3:5695528
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vario entrado 110 dia 15.
Assu'!) das, brigue brasHeiro Liberal, de 201 to-
neladas, capilAo JaAo Mara Barbosa, equipagem
12, carga sal c mais gneros : a Manoel Jos da
Silva Sanios. Veio largar o pralco e segu para
o Rio de Janeiro.
Savws saludos no mesmo dia.
ColinguibaSumaca hrasilcira Flor do Angclim,
meslre J0A0 Rodrigues dos Sanios, carga bacalho
e mais gneros. Passageiros, J0A0 Antonio Ra-
mos, Antonio Lino Veira de Mello, Antonio Frei-
r Seabra de Lemus.
GenovaPolaca sarda lluphaelino, capilla Giusep-
pe Gaggero, carga assurar c mais gneros.
Rio Grande do SalBrigue brasileiro Mafra, cap,
tao Jos Joaquim Dias dos Prazeres, carga assucar
c mais gneros.
EDITAES."'
O Mate nacional Correio do ,\orlc recebe
hojo 16, ao meio dia, a mala para oCear.
Tendo-sede proceder a matrcula dos pretos re-
sidentes tiesta fregueza, que oceupara-se noserviro
d-i ganhadores, regando as inftroccCes da presiden-
cia para rtxolarisacao de auxioi prestaJo no caso de
ii tendi ltimamente publicadas, convida-se aos
referidos individuos para que, por si 011 por sensse-
11.lores os que forem escravos, apreseolem-se nesla
snbdelegacia ilenlro do prazo deoilo das, contar-
dotti dala. Subdelegaca da fregueza da Boa-Visla,
12 dejaneirode 1855,OsulidclegaJo supplenle em
ejercicio, A. /-'. Martins Itibeiro.
De ordem do Eim. Sr. director gcral da ins-
truerjo publica, faro saber a quem convier, que esl
i concurso a cadeira de in-lrui i.o elementar do se-
gundo grao de Po-d'Alho, cam o prazo de .50 dias.
oontados da dala desle. Directora geral 9 de Janei-
ro de 1855.Candido Eustaquio Cesar de Mello,
amanuense archivista.
O Illm. Sr. inspector da tliesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos propnelarios abai-
xo mencionados, a entregaren) na mesma Ibcsoura-
ra no prazo de 30 dias, a contar do da da primeira
pulilicico do presente, a importancia das quolas
com que devem entrar para o caltamenlo das casas
dos largos da Pcnba e Ribeira, conforme o dsposto
na le provincial D. 350. Advertiudo, que a falla
da entrega voluntaria sera punida com n duplo das
referidas quolas na conformidade do arl. 6o do regu-
lamenlo de 22 de dezembro de 1854.
Largo da Penha.
Na. 2. Bernardo Antonio de Miranda. 608000
1. Viuva c herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalcanli........... 54*400
6. Maria Joaquina Marhado Cavalcanli. 25*900
8. Joaquina Machado Porlella...... 215600
10. Andr Alves da Fonseca........ 3(i8000
DIVERSA? PROVINCIAS.
Rendimenlo o dia I a 13.....
dem do da J 5........
23:7668396
1:19051:18
4T9813
129600
3C5000
85*900
419100
218601)
218600
1:6698272
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 13.....4:6138869
dem do dia 15......... 1608422
12. Francisco Jos da Silva Maia.
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuva e herdeiros de Maralino Jos
Gahlu.................
3. Ignacia Claudina de Miranda......
5. Anua Joaquina da Conecioao......
7. Joaquim Bernardo de Figueircdo .
9. O mesmo................
11. Viuva e herdeiros de Caetano Carvalho
Rapozo................. 21,8600
13. Os mesmos.............. 215600
15. Caetano Jos Rapozo......... 608000
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo 258200
19. Joo Francisco Regs Coelho
21. Antonio Machado de Jess .
23. Jos Fernandes da Cruz. .
25. Joaquim Jos Baplista .
4:7758291
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dial a 13.....30:1228046
dem do dia 15........2:7168796
32:8388842
PALTA
dos preros correntes do assucar, algodao, e mais
gneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 8
a 13 de Janeiro de 1855.
Assucar em caixas branco l. qualidade

mase......... n
bar. e sac. branco.......
mascavado.....
refinado ...........
Algodao era pluma de l. qualidade
2.
n 1 3.a u
em caroca.........
Espirito de agurdenle......caada
Agurdenle cachara........ a
de raima.......
restilada.......
Gcncbra..............
............... botija
Ucor ...............caada
................ garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire
em casca...........
Azcile de mamona......
roendobira e de coco
n de peixe.......
Cacau .............
Aves araras .......
papagaios.......
Bolachas............
Biscoitos............
528.500
IO58OO
198000
13800
caada


@
ama
um

Caf bom...............>
rcslolho...........
com casia...........
muido.............
Carne secca.........;
Cocos com casca.......... ccnlo
Charutos bons...........
ordinarios........
regala e primor ....
Cera de carnauba......... g
em velas........... a
Cobre novo mAo d'obra...... ffi
Cornos de boi salgados.......
expixados.........
a verdes...........
de oura..........
n cabra curtido*.....
Doce de calda...........
goiaba..........
seceo ............
)i jale;.............. a
Eslpa nacional.......... 1
cslrangeira, 111A0 d'obra
Espanailorcs grande*........ um
pequenos". .
Farinha de mandioca ....
milho......
a n ararala .....
Fcijo............
Fumo lio-n............ a.
11 ordinario..........
a em folha bom........
m o ordinario......
n rcslolho......
Iperaruanha...........
(jomma .............. alq.
Geugihre.............. a
Leulia de achas grandes...... eruto
pequeas..... '
toros.......
alquerc
@
a
alqueire
28200
18800
184O0
28500
18600
38200
58700
58300
49900
18125
5600
8340
5500
84-50
5l0
8220
8480
8220
38400
18200
8620
28240
18280
58000
108000
38000
58120
78680
494O0
28800
38-500
li-rloo
5*500
.1-5000
18200
8600
9*200
98000
119000
*tfiO
51 TU
8180
N lili I
15*000
5200
5200
*160
*f00
*320
1*980
I50O0
3*000
180IKI
28-560
25000
5*500
38200
'.INKHI
38000
95OOO
4*000
:1500o
328000
3*000
1*300
25400
8800
108000
5748801'.
E para constar se maudou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira tfAnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento do disposto no arl. 3-4 da lei
provincial 11. 129, manda fazer publico para conhe-
cimento dos credores hypolhecarios e quaesquer in-
leressados, que foi desapropriada i viuva Mara do
Nascimento, urna morada de casa sita na direcciio do
quinto lauro da ramelicacao da estrada do sul pira
a villa do Cabo, pela quanlia de 3008000 rs., e que a
respectiva proprietaria lem de ser paga do qoe si;
lhe deve por esta desapropiarn, logo que termina r
o prazo de 15 dias contados da data desle, que lio
dado para as reclamatOes.
E para constar semandou aflivar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 13 de Janeiro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira da AnnunciarUo.
O Dr. Francisco de Assis de Olivera Maciel, juit
municipal da segunda vara e do commercio nesti
cidade do Recife e seu (ermo por S. M. I. e C,
que Dos guarde, etc.
1- ac saber que por este juizo da segunda vara
commercial, a requerimento de Boa ventura Jos de
Caslro Azevedo, abr a sua fallcncia, pela senlcnc
do Iheor seguate :
A' vista da declararan a fallas 2, julgo fallido Boa-
ventura Jos de Caslro Azevedo, e declaro aberla a
sua falleqca desde o dia 1. do crrente mez, que fi-
\o como termo legal de sua existencia por st >
mando que se ponham sellos cm lodos os seus bens,
livros e papis, e nomeio para curador fiscal da fal-
lcncia onegociaote credor Flix Saavage, que pres
tara o juramento do estylo : pagas as cusas pelo
fallido, em que o condemno. Recife 20 de dezem-
bro de 1854. Francisco de Assis de Olicelra Ma-
ciel.
E n3o lendo aceitado o nomeado cima o lugar di
curador fiscal, assim como tambem nao aceilou Ma
noel Alves Guerra Jnior, nomeei em terceiro lu-
gar o crtdor Jos Rodrigues da Cosa. Em conse-
quencia do que, os credores prsenles do dilo fallido,
ciimparecam em casa de minha residencia, na ra
estrella do Rosario 11......s 10 horas do dia 19 do
corrente mez, afim de, em reunao, so proceder a
nomeaco de depositario ou depositarios, que admi-
nistren) provisoriamente a massa fallida.
E para constar manilei passar o presente c mai i
tres do mesmo tbeor, que serao publicados c allixa-
dos noslugares determinados no arl. 129 do respec-
tivo regul amento.
Dado nesta cidade do Recife aos 9 de Janeiro d :
1855.
Eu Joaquim Jos Pereira dos Santns, escrivao o
subscrevi. Francisco de Assis de Oliveira Ma-
ciel.
Joo Pinto de Lcmos, commendador da ordem d.>
Cbrslo, commerciante matriculado no tribunal
do commercio da provincia de Pernambuco, c juz
coinmssario nomeado pelo mesmo tribuoal.
Faz saber que lem desgnalo o dia 19 do corren-
te para a resallo dos credores da casa fallida de
Deaue Voulle & C., afim de ler execuco o arl.
812 til. 2" do cdigo commercial na forma do decre-
to n. 1368 de 18 de abril de 1851, adverlndu que
nenhiini credor ser admillido por procurador, se
este nao (ver poderes especiaes para o acto (art. 145)
c que a procurarlo nao pode ser dada a pessoa que
scja devedora aos fallidos, nem um mesmo procu-
rador representar por dous diversos credores (arl.
822). Em cumprimenlo do que, lodos os credores
da referida casa fallida comparetam no esrriplorio
da mesma. na ra da Cadeia do bairro do Recife n.
52, no referido dia 19 aomeio dia.
E para constar mandei passar o prsenle que ser
afiliado na prata do commercio e publicado pelo
Diario.
Dadoe passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 15 de Janeiro de 1855.Eu Dniameri-
co Augusto do Reg Rtngel, escrivao juramentado
o escrevi. Joao Pinto de Lemot.
r COHPAMIIA DE SEGUROS.
EOUIDADE.
KSTABELECIDA U CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMRI.CO, RA DO TRA-
PICHE N. 26.
O abaixo assignado, agente nomeado desla corapa-
11 iia. e lormalmenlc autorisado pela diiecco, acei-
trr seguros martimos em qualquer bandeira, c
para lodos os porlos mohecidos, cm vasos ou merca-
dorias, e soh suas respectivas condites ; o elevado
crdito de que tem gosado esla companhia e as van-
tagensque offerece, far convencer aos concurrentes
da siiautilidade, e o seu fundo responsavcl de mil
eolitos de rcis fortes: a quem inleressar ou convier
ellectuar ditos seguros, podera dirigir-se ra
cima diada, a Manoel Duarte Rodrigues.
Pela delegaca do 1." dislricto do Recife foi
preso e rccolhido cadeia desla cidade o preto Boa-
vjnlura, que diz ser escravo de Jos Anlouio Comes,
11.mador na cidade de Nazarelh. Outro sim foi ap-
prchendido a um preto da Cosa' um relogio de ouro
enm correnle igualmente de ouro : quem for seu
dono compareta munido de documentos Ic^acs, que
lhe ser entregue. Delegacia desle 1." districlo do
Hccife aos 9 de Janeiro de 1855.O delegado,
F. II. de Carcalho.
O conselho da directao t}o banco de Pernam-
buco, em conformidade com os arls. 60 c 66 dos seus
estatuios, far leilao por contar o risco de quem per-
leiicer, de 2.878 caixas com tabla, conlcndo 65,260
libras marca Soap, e 50,848 libras amarello ; quar-
ti-feira, 24 do correnlejaneiro, s 10 horas da ma-
nhaa, no Trapiche Alfaudegado denominado Al-
f; inicua Vclba.
COKSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de aulori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
cimprar os objeclos seguinles:
Para o 2." balalhao de inanlaia de linha.
Pratos razos de p de pedra, 138 ; dilos fundos de
dito,177 ; lijellasdc loara, 164.
tt: balalhao de infaulariade linha.
Bandas de ISa, 20 ; bonetes, 306 ; grvalas de so-
la de lustre, 274 : mantas de la, 275 ; panno verde
oscuro entrelio r o vados, 1,583; holanda de forro co-
vailos, 1,274 ; panno preto para polainas dilos, 140;
brirn lizo varas, 1,868; algodaosinho ditas, 1,273 ;
jolcs hrancos de osso grozas, 69 ; ditos pretos de di-
0 ditas, 70 ; cordAo de Irla prela de urna linha de
zrossura para vivos varas, 1,416; oleado preto de
lustre rovarlos, 60 ; holOcs convexos de metal bron-
zcado com "1 linhas de dimetro, com o 11. 8, de me-
tal amarello, 4,508; boles convexos de melal bron-
zeailo com 5 linhas de dimetro com o n. 8, de me-
tal amarello, 1,576; estciras,349 ; sapalos pares,378.
Para os msicos do mesmo balalhao.
Bonetes de panno cor de rape de forma comnica
avivado de curro preto envernizado, pala orisonlal
do mesmo muro, guarnecida na parle inferior de
urna lislra de algodAo de ouro, designado para o
posto do capitn 11. 8, dourado cutre duas palmas
bronzeadas, sustentadas por urna corea de metal
dourada. Iti ; panno cor de rap para as sobrecasa-
cas e caltas, covados, 119 ; charlateiras, leudo a pa-
la de panno cor de rap e meita la de melal doura-
do pares, 16 ; chafarotes com bambas de couro pre-
lo envernizado, bocal c pouleira de metal liso dou-
rado, punhodc bano guarnecido de melal dourado,
27 ; 1 intuies de couro prelo envernisado, com cha-
pa de apertar da metal dourado com carran-
ca, 27.
9. balalhao de infamara de linha.
Bonetes para os msicos do mesmo balalhao, con-
forme o figurino que existe no arsenal, 27 ; caldei-
ras de ferro batido para 50 prarns cada urna, 8.
Para provimentn dos armazens do arsenal de guerra
primeira e segunda classe de offleinas.
Taboas de assoalho de amarello duzias, 6 ; cosa-
dos de pao de oleo, 6 ; arcos de ferro de 1 3|4 de
polegada de largara arrobas, 6 ; limas mutas trian-
gulas de 6 ditas duzias, 6 ; grozas meas raimas de
7 ditas dilas, 4 ; verrumas caixaes ditas, 3 ; ditas
ripaes ditas, 2 ; dilas de guarnirlo dilas, 2 ; junco
fciches, 2.
Terceira classe.
Mu grande, 1 ; barras de ferro sueco de 5 l{2 po-
lcgadas, 4 ; chapas de ferro em lencul de 40 libras
cada urna, 2 ; rame de ferro grosso arroba, 1 ;. li-
mas sorlidas duzias, 24 ; limatOes ditos duzias, 11.
Quarla classe.
Zincn em barras arrobas, 4 ; chumbo em dilas di-
tas, 4 ; canas rom folhas de flaodres dobradas, 2 ;
ditas com dilas de dilas singelas, 4 ; cobre velho pa-
ra fundirao arrobas, 20 ; lciiful de latao com o pe-
so de 50 libras cada um, 1 ; ditos de dilo com o pe-
so de 12 libras cada um, 3 ; radinhos do norte de u.
6, 10 ; limas sorlidas duzias, 14.
4. balalhao de artilharia.
Panno carmesim para vivos e vistas covados, 150;
copo de vidro, 1 ; esleirs de palha de carnauba,
379 ; caldeira de ferro fundido para 50 pracas, 1.
Companhia de cavallaria.
Esleirs de palha de carnauba, 11 ; lavas de ca-
niurra pares, 11 ; mantas de laa, II,
Colonia de Pimenteiras.
Esquadros de ferro com folha de 12 polegadas de
comprimento, 2 ; ditos pequeos, 4 ; faces com
bainhas e cinlures, 40 ; parafusos de madeira para
prensa de banco, 4.
Quem quizer vender esles objeclos, aprsente as
suas propostas cm carias fechadas na secrelaria do
conselho s 10 horas do dia 20 do correnle
mez.
Secrelaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo de arsenal de guerra 13 de Janeiro de 1855.
Jote de Brito Inglez, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal c ^cereta-
rio.
Por ordem do Illm. Sr. director interino do
lyceu se faz publico, que a matricula das aulas do
mesmo lyceu acha-so aberla desde o dia 15 al o ul-
timo desle correte mez; principiando as aulas o
seu excrcicio 110 din 3 de feverciro prximo futuro.
Directora do lyceu 13 rio Janeiro de 1855.O ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
PARA A BAHA
Vai sejuir cun grande presteza o hiato nacional
Fortuna, capitfa Pedro Valelte Filho : para carga
trala-se com os consignatarios Antonio de Almeida
Gomes i\ C. na ra do lrapche Novo n. 16 segun-
do andar.
PARA A BAHA.
O hialc .Voco Otinda, sabe uestes dias: para o
resto da carga a tratar com o metre Custodio Jos
Bocina, ou cen os consignatarios Tasso Irmao-.
Para o Rio de Janeiro pretende sabir rcm a
possivel brevidade o patacho nacional al). Pedro Vd:
para rarga e tacravot a frele, trala-se com os consig-
natarios Tbomaz de Aquino Fonseca & Filho, na ra
do Vigario 11.19. primeiro andar.
Para o Porto, segu impreterivelinente evia-
geni no dia 17 rio correnle, a velcira galera llraha-
rense : quera nella quizer rarregar ou ir de passa-
gem, para o que lem os mais acerados commodos,
enlenda-se com os consignatarios Thomaz de Aqui-
no Fonseca & Filho, na ra do Vigario n. 19, pri-
meiro andar, ou com o capitn na prata.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Ass por esles dias a barca hrasilci-
ra Imperatriz do llrazil, a qual seguir para o Rio
de Janeiro um dia depois da sua chegada, e s rece-
be escravos a frele e passageiros, para o que tem ex-
celleutes commodos: a tratar na ra do Trapicho 11.
11, com o consignatario Manoel Alves Guerra J-
nior.
Para o Porto pretende sabir rom a maior bre-
vidade o brigue porluguez Bom Successo,de primei-
ra marcha : quem 110 mesmo quizer carregar ou ir
de pastasen), enlenda-se rom ns consignatarios Tho-
maz de Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vigario
i). 19, primeiro andar, ou com o Sr. Manuel Comes
do; Santos Sena, capilAo do mesmo, na prara.
PARA OARACATY,
Segueem poucos dias o bem conhecido hiale Ca-
pibaribe, de primeira marcha, pregado e forrado de
cobre : para o reslo da carga, trala-se na roa do Vi-
gario 11. 5.
Para o Rio Grande do Sul,
segu viagem al n da 20 do corrente o veleiro pa-
lacho nacional Santa Cruz, capilAo Manoel Joa-
quim Lobato : para passageiros, traa se no escrip-
toro de Eduardo Ferreira Bailar, ra do Vigario
o. 5.
PARA A BAHA.
Segu com muita brevidade o hiatc
nacional Amelia, por ter parte da car-
ga |>rompta, para o reslo e passageiros
tiata-se com o mestre Joaquim Jos da
Silveira, no trapiche do algodao, oucoin
os consignatarios Xovac&& Companhia ra
do Trapiche n. 34.
Companhia bratileira de paquetes de
vapor.
O va por To-
cantiiis, coni-
nandanleoca-
pilao rio Ira-
gala Gervasio
Mancebo, es-
pera se dos
> porlos do noi-
te .111 do cor-
rente, e segui-
r para o sul no dia segainle ao da su chegada :
agencia na ma do Trapiche o. 40, segundo andar.
Para a Babia segu ein pouco* dias o veleiro
hiale Caslro, por ler a maior parte da carga promp-
la : para o resto Irala-se com seu consignatario Do-
mingos Alves Matlierrs. 11.1 ra da Cruz o. 51.
Para o Rio de Janeiro ,
o muilo veleiro c superior brigue escuna Maria, se-
gu cm poucos dias por ler o seu carregamento quasi
completo : para o reslo da carga, passageiros e es-
cravos a frele, Irata-se com Machado 4 Pinheiro, .na
ra do Vigario n. 19, 2 andar, ou com o captlao a
burdo.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu o hiale Venus ; recebe carga e escravos a fre-
le : Irala-se com Caetano Cyriaco da C. M. ao lado
do Corpo Santo n. 25.
LEjXaES-
O agente Vctor fara leilao no seu armazem,
ra da Cruz n. 25, de esplendido sortimento de 0-
hras de marcenara novas e usadas, de dilTerenles
qualidades, chapeos do Chili, charutos de llavana,
dilos da Baha, ama pprrao de louta vidrada, vinho
do Porto em meias garrafa, cognac, e oulros muilos
objeclos que estarte amostra no acto do leilao:
qu.irla-feira, 17 do correnle, s 10 ,'j horas da ma-
nhaa.
O agente Borja, quarla-fera, 17 do corrente,
faro leilao de nm rompido sortimento de obras de
marcineria de diderentes qualidadcs, sendo, novas
e usadas, varias quinquilleras, urna porrAo de pti-
mo cliri, de queijos de pralo, os'quaes objeclos ven-
der-se-liSo pelo maior preto que se offerera. A
meio dia em ponto ir igualmente um excellenle
cavalio caslnnho, enfrciado, e oulros muilos objeclos
que enfadonho sera menoionar-sc.
O agente Vctor far leilao de urna excellente
mobilia de amarello, consislindo cm 2 duzias de ca-
deira* de amarello do melhor gosto possivel, mesa
redonda, consolos, sofs, 1 rica mesa elstica de 6
taboas, leito para casal, lavatorio com pedra. com-
moda, apparelhos de cha epar'a janiar, Sidros para
servico de mesa, 1 ptimo gnarda-roupa, etc. Igaal-
menfe ser vendido 1 rica espada, dragonas e mais
objeclos perteucenles ao fardamenlo para qualquer
oflicial da guarda nacional : quarta-feira, 18 do cor-
renle, as 10 i horas da manila, na ra da Cruz, no
primeiro andar do sobrado n. 23.
Vctor Lasne far leilao, por inlervcnrn do a-
gente Oliveira, de multiplicada porcSo de fazendas,
principalmente fraucezas. de seda, laa, linho e de
algodao, todas proprias do mercado : quinta-feira 18
do correnle, s 10 horas da maiiliAa em poni, no tea
armazem ra da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
Cheauveau, theoriado Cod. pen&l,
por 12$000t e obras completas de Po-
thiers poi 20,s000 rs. : quem quizer com-
prar estas duas obras ou em separado diri-
ja-se a esta typographia que *e dir'
quem vende estas obras.
RA NOVA N. 4.
O cautelista Antouio Ferreira de Lima
e Mello faz sciente ao publico, que ?en-
deu os bilhetes n. 129 com o premio de
5:00s'000e o numero 1580 com 400f,
divididos em quartos, e logo que saia a
lista poderao vir receber a sua importan-
cia.
No sitio confronte a capella dos Afflirtos,
se dir quem cura morphea perfeitamenle.1'
D. Anna Maria da Conccirao, viova de Jos
Alexandrino dos Santos, previne a quem quer qua
possa inleressar, que nao lera vigor ou validade al-
guma qualquer papel on documento, que devendo
ser assignado por ella, o nao seja a seu roso por um
de seus herdeiros legtimos, assignando outro destes
como lestemunha ; islo para que se nSo reproduu o
fado que ha pouco se deu de serem pastados dous
papis sem r.onsenlimenlo da annunciante. E para
que nao pos'a ser allegada ignorancia se faz o pr-
senle annuncio. Villa do Pasto 4 de Janeiro de 1855.
A rogo de minha mai, Jote de Barros Lint.
Como lestemunha, Joaquim dt Souza Silva Cunha.
AVISOS MAtiTKvOS.
A barca 1 Gratidao segu viagem imprcleri-
velmeote no dia 19 para Lisboa : quem na mesma
quizer ir de pussagem, para o que lera bons commo-
dos, entendn-sc com os consignatarios llwmaz de
Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
AO RIO 1)K JANEIRO
Seguir brevemente, por ter grande parle
do seu carregamento tratada, o veleiro c bem
ronsiruido brigue nacional Maria Lazia, capilAo
Manoel Jos Prcslrello : para o resto da car-
ga, e para escravos, aos quaes da excellentes arco-
1110d.1r1.es. irala-se na ra >lo Trapiche Novo n.
Il>. segundo andar, com os consignatarios Antonio
de Almcida Gomes & C.
John Donley, capilAo da barra ingleza Ceati-
mnla, arribada a esle porto em toa viagem proce-
dente de Calh.io de Lima a Cork para receber ordena,
precisa a risco martimo sobre o frele, apparelho,
casco e carga, de cerca t a 7:0005000 de rs.: os pre-
tendentes mandarao suas propostas fechadas at odia
16 do andante, ao es.-riplorio de Me. Calmont &
Companhia.
HARANHA'O E PARA'.
Segu em poneos dias o hiate nacioi-al
iiAdolaide, ja* tem a maior parte da car-
ga engajada : para o resto o. passageiros
trata-se com o consignatario J. B. da
Fonseca Jnior ra do Vigario n. 4.
s desla cidade
2!! abaixo amigoado, coolinua a excrcer as S
?> funrtes desse cargo, para o que podo ser $V
^ procurado no esrriplorio do Ilirn. Sr. Dr. 4/tt
** Joaquim Jos da Fonceca, o mesmo compro- "**
@melte-se a solicitar causas de partido an- 4
nual, com todo zelo eactvidade, medanle 3BF
^fc um pequeo honorario, assim como as JJ causas, particulares nao .poe preco as T
?5'jV parle-. Cantillo Aur/ustn Fer eir ta .S'/ca.**^
s
Sala dedansa.
l.uiz Canlarelli. na ra das Trincbeiras n. 19, de-
clara ao respetavel publico que a sua sala de ensino
se acha aberla todas as segundas, quarlas e sextas,
desde as 7 horas at as 9 da noite : quem do seu pres-
umo se quizer utilisar, dirija-so ,1 mesma casa das 7
s 9 da mauhaa, oa das 7 s 9 da noile.
Aviso aos Srs. paileiros da Boa-Vista.
Vendem-te ou arrendam-se lerreuos na entrada
do becco das Barreiras, lujar marrado pela postura
da cmara para se fazer tornos, esle lugar prtiere-te
por ser mais perlo dos depsitos: os prelendentes en-
lendam-'c com o proprielaro dos mesmos,na roa do
Colovcllo n. 21.
Antonio Egidio da Silva, lente de geometra
do lyceu desta cidade, prelende abrir no dia 1. de
fovereiro, na casa de sua rc-idencia, na ra Direita
n. 78, um curso de geometra para lodo o anno lec-
tivo : os senhores estallantes que o quizerem fre-
qucnlar, podero drigir-se a mencionada casa, das
7 horas das manbaa at as 9, e das 3 ate as 5 da
larde.
Preeisa-se de ama ama que saiba rozinhar
bem, ede um moleque, nearo ou negra para fazer
as compras : na ra do nueimado n. 38.
Offerece-se nm hornero para irabalhar cm re-
linarao, do que tem alguma pratica. assim como
tambem offerece 2 taixos grandes da retinar assucar,
com muilo pouco usa : na roa do Bangel, loja de
carapina n. 3C, acharao com quem tratar.
MUTILADO

ILEGVEI


4
DIARIO OE PERNAfflSUCO, TERCA FEIRAIG DE JANEIRO OE 1855.
LOTERA DO 1UO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
1. de Iguassu, extraliida em 29 de de-
zcmbro de 1 85 S.
1 N. 2096.........20-.000.S

1 14C0..... . i 0:000.$
1 VI5V. .... , , 4:000S
1 181..... t 2:000$
6 1691, .1158, 5797 ,
4707, 4711 , 5879 . 1:000$'
10 .. l.l, 180 , 1838 ,
2366 2849 , 3369 ,
5602 3789 , 5919 ,
5965..... 400$
20 .. 89, 149, 161 , 536,
1066, 1451, 1754 ,
1860, 1984, 1994 ,
3336 7)387) , 5426 ,
3592, 3827, 5872 ,
5916 5333 , 5653 ,
5654..... 200,$
60 196, 587, 624, 660,
852 903 , 1049 ,
1063, 1518, 1344.
158 4 1614, 1629 ,
1731, 1824, 1999 ,
2206, 2248 , 2281 ,
2293 2519 , 2555 ,
2572, 2584, 2662 ,
2682, 2828, 2959 ,
2970 3028 , 3076 ,
5099 3150 , 5172 ,
3415 3446 , 3789 ,
5924, 3951> 4055 ,
4089, 4222, 4270 ,
4321 4368 , 4522 ,
4555 4721 , 4860,
3219 5371 , 5596,
5519 5565 , 5606,
5762, 5805", 5891 ,
5895 5955 100$
40
20.$
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 ABDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscoro d consultas homeopalhieas lodos os diis aos pobres, desde 9 horas da
manlia aleo meio dia, e era casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.'
OITcrece-se igualmente para pralicar qualquer operaejio do cirursia. e acudir promplamcnlc a qual-
qucr mullier que esteja mal de parlo, c cujas circiimstancias nao permitlam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. LOBO X0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopathica do Dr. G. II. Jalir, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadei nados em dous e acompanhado de
um dicrionario dos termos de medicina, cirursia, anatoma, etc.. etc.
20S000
que
Esta obra, a maisimporlanli; de todas asquetratam do esludo e pralirada homeopalhia, por ser a nica
ronlm abase fundamental O'esla doulrinaA PATHOGENESIA OU EFFE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO E51 ESTADO DE SAI DEconliecimenlo* que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar ortica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizerem
eipcrimcntar a rioulrina de Hannemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos es
fazendeiros e senborcs de_enscnho que estao lonce dos recursos dos mdicos: a lodosos capitaesde navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iucommodo sen ou de scus tripulantes :
a lodos os pais de familia qjie por circumstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao nhriga-
dos a prestar sn conlinenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradurcao da medicina domestica do Dr. Ilerinc.
obra lamhem til s pessoas que se dedicam ao esludo da bomeopathia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 105000
Q diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele., eiicardenado. IteOOO
.Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na praliea da
homeopalhia, e o proprielario deste eslabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bera montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamenlos.
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 105, 15 e 155000 rs.
Ditas 36 ditos a................... 209000
Ditas 48 ditos a................. -j.i-ikhi
Ditas 60 ditos a................. 300000
Ditas 144 ditos a.................. 603000
Tubos avulsos......................... 15000
Frascos de meia onc,a de lindura................... 29000
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tdbos de cryslal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentoscom toda a brevida-
de e por presos muito coramodos.
Acham-sc a' venda os novos billietesda
lotera 13 do estado sanitario, cuja roda
devia correr depois do dia 6 de Janeiro, as
listas vem pelo vapor nacional de 10 de Ja-
neiro, o premio* serao' pagos logo tenhafeito a distribuirao das listas.
Srt. Redactores. Pe^o-lhes tenham a bondade
de dar publicidade n'eslasua muito acreditada folha-
o Diario de Pernambuco. He que no dia 14 do cor-
rente mez, aehando-me eu em casa do Sr. Eduardo
Ferreira Bailar cita na Passagem da Magdalena, ao
pas&'ir da ponte pequea. Perlo era da noite quan-
do eu eslava no rocllior regosijo e entre urna reuniao
de pessoas de grande probidade, e mera civilidade,
selle horas eram da noile pouco mais ou menos,
fui atacado de urna grande dr de cabera, tal a pon-
to de chegar a perder o sentido, com eleito assim
acontecen por dizercm as pessoas que estavam pre-
sentes; lodos os soccorros se me foram promptamen-
le ipplicados, era urna hora da noile, achava-se
junto a mira un hbil medico acompanhado do dono
e dona da casa, digoissimas e honradas pessoas, e
mais urna concurrencia de pessoas; lendo-me sido
applicados alguns medicamentos, e por espado de
lempo logo sent bastante alivio," e continuando ,
eis que a esta hora acho-me restablecido, grabas a
Providencia e ao amor do prximo. Ora.Srs. Redac-
tores, quanlo nao sou eu devedor a este 13o bom pa
de familia, e a urna lao carinhosa mai, e de que
mineira poderei eu exprimir o perfeilo reconheci-
mcnlo que lenho por todas as bondades que conti-
nuamente me opprimiam, e rae abaliam. Nao se
contentando de me fazerem qualquer favor, quando
eo uro pedia, sempre antecipavam-se as miultas ro-
gativas e previniam ludo quanlo eu poda desejar.
Como nao sou eu feliz, em ler um lao bom amigo!
e quao poucos so os que se encontram n'esle mun-
do que os possam igualar, e comludo, Srs. Redaclo-
res, no meio da minha felicidade eu nflo vivo con-
tente, porque j lhe devo rauitos favores, e acho-me
na impossibilidade de fazer cousa alguma que possa
entrar em paradero com o menor dos seus beneficios;
espero que a fortuita me ponha algum dia em esta-
do de mostrar-Ibes melhor, o que nao possa agora.
Que sou com toda a sorlc de reconhecimento !
Ao Sr. Eduardo Ferreira Bailar e sua querida
esposa, e aoa Srs. que se acharam presentes ao meu
lado.
Os Srs. Jote Antonio Franca Torret Filho,
capilao Alexandre Jos Altes, Raimundo etc.
O agradecido
O capitao do brigne nacional o Flor do Rio.
Jos Francisco Lopes da Costa.
Precisa-se de um criado para o servido interno
e externo de um collegio em Macelo : a pessoa des-
ta profissao que quizer contratar, dirija-se a ra Di-
reita n. 61, segundo andar.
-OSr. Augusto Luiz Pereira da Cunha, ciega-
do ha pouco do Maranhao. tem urna carta na roa
atraz da matriz da Boa-Vista n. 16.
Manoel Fernandes de Mello relira-se para
fora da provincia.
. Precisa-se de 2 caixeiros para padaria e depo-
silo.e quedem fiador a sua conducta : quem se achar
habilitado, dirija-se ao pateo do Terco n. 10, que
achara com quem tratar.
Perdeu-se um cavado quarto, no dia 13 do
correnle, com os signaes seguintes: rodado, elina
aparada, cauda prela e aparada, he bem novo, levoo
cangalla e 2ancorelas, e 1 encerado : qoemoachar,
peder restituir no eogenho Bello Monte, freguezia
da Escada, ou nesta praca, na ra da Cadeia do Rc-
cife n. O, que se pagarAo as despezas.
Lava-se e engomma-se com perfeicao, por pre-
so commodo : na ra de Santa Thereza n. 31.
Deseneaminhou-se na noile do dia 14, pelas 7
horas, pouco mais ou menos, um necro, na direc-
rao da ra do Vigario a ra do Pilar, em Fra
de Portas, levando 1 chapeo fino da fabrica de Pa-
rt, 2 cobertores dealgodao da trra, 1 par de casli-
caesde metal amarello, e uns peridicos com- figu-
niios : roga-se a pessoa a quem estes objectos forcm
oflerecidos, de os apprehender e leva-Ios roa do
Vigario n. 12, quesera bem gratificada.
O hotel da Europa da ra da Aurora acaba de
receber um cozinheiro francez muito hbil, o por
isso acha-se habilitado para servir os seus freguezes,
apromptando bons peliscos a toda hora ; e lambem
recebe qualquer encommenda de pastis e podins,
pelo preco marcado na tabella.
No hotel da Europa tem salas e qnarlos forta-
dos com lido papel, para aluguel, com comida ou
sem ella.
Teudo chegado um grande sortimenlo de cha-
peos do Chile, quem pretender, dirija-se ao hotel
Francisco n. 9.
D-se a juros obre hypolheca, al 1:0003000;
na ra do Collegio n. 21, segundo andar.
riBLICACAO* DO INSTITUTO I0B0PA-
TIIIGO DO MUSIL,
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Methodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
pathicamente todas as molestias 'que af/ligem a es-
pecie humana, e particularn ente agellas que re-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, lauto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Pinho. Esla obra he hoje
recouhecida como a melhor de lodas que Iralam da
applicagao homeopathica no curativo das molestias.
Os cariosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la c r'oiisulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capitaes de navios, serlanejos etc. etc., devem
le-la a mao para occorrer promplamenlc a qualqucr
caso de molestia.
Dous volumes em brochura por IO5OOO
)) encadernados II9OUO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
O cautelista Salustiano de Aqttino
Ferreira avisa aos possuidores do billie-
te inteiro dividido em vigsimos n 33,
em que sabio o premio de 2:000$, e aos
do bilhete inteiro, divididos em decimos
n. 2860, da primeira parte da primeira
lotera d'amoreiras c bicho da seda, em
que sabio o premio de 1:000.$, podem vir
receber sem o descont de 8 por cento do
imposto geral: na ra do Trapiche n. 56
segundo andar, logoquesaliira lisia geral.
Precisa-se de urna ama para com-
prar e cozinliar para urna casa de pouca
familia : na travessa da Concordia, indo
para a cadeia nova, n. 17.
Precisa-se alugar urna prcta captiva para lima
casa de pequea familia, que cozinhe : na ra do
Sebo n. 42.
CASA DE COMMISSA'O DE ESCRAVOS.
Na ra Direita sobrado de 5 andares
defrontc do becco de S. Pedro n. 3, rece-
bem-se escravos de ambos os sexos para
se venderemde commissao, nao se levando
por esse trabalho mais do que 2 por cento,
e sem se levar cousa alguma de comedo-
rias, olferecendo-se para isto toda a segu-
ranza precisa para os ditos escraxos.
O padre Joao Jos da Costa Kibeiro,
substituto das cadeiras de ltiro desta ci-
dade, abre a sua aula particular no dia 1
de fevereiro.
Urna mullier se incumbe de lavar e engommar
roupa com loda a perfeicao : no principio da ra de
Santa Thereza n. 7.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
DENTISTA FRANCEZ. @
% Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra lar&a i
3 do Rosario 11. 36, segnndo andar, collera den- $
& tes com gengivas artificiaos, e dentadura com- @
9 pleta, ou parte della, com a prcsso do ar. ff
^ Tambem tem para vender agua dentifriredo (if
0 Dr. l'icrre, e p para denles. Rna larga do ^
m Rosario n. 36 secundo andar. (^
ft@@ e @S35
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
aclia em grandeatrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. 6e 8
da prara da Independencia.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do l.ivrameuto lem urna carta na livraria ns,
6 e 8 da praca da Independencia.
l.'iride Italiana, revista artstica, scicnlifica o
Iliteraria, debaixo do immediato patrocinio de. S. M.
o Imperador, rediglda em duas linguas pelas mais
conhecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professorA. Galeano-Ravara. Subsrreve-se em Per-
nambuco, na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Novos livrosde homeopalhia uiefrancez, obras
lodas de summa imporlancia :
Hahiicmanii, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 20^000
68000
700()
GsOOO
J 69000
69OOO
89000
10)000
108000
89000
79000
Tesle, rroleslas dos meninos.....
Bering, homeopalhia domestica.....
Jalir, pharmaenpea homcopalliica. .
Jalir, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pe le.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos........i .
A Teste, materia medica homeopathica. .
lie Payolle, doulrina medica homeopatliica
Clnica de Slaoneli........6O00
Casling, verdade da homeopalhia. 45000
Diccionario de Nyslen.......105000
Alllas completo de anaiomia com bellas es-
lampa^ coloridas, conteodo a descripro
de todas as parles do corpo humano 305000
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
JIAS.
^
Os abaixo assignados, donos da loja de ourives, na
ra do Cabug n. II, confronle ao pateo da matriz e
ra Nova, fazem publico, que stao recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras de ouro dos melho-
res goslos, tanto para senhoras como para homens e
meninos ; osprecos continuam mesmo baratos como
tem sido, e passa-se conlas com responsabilidade,
especificando a qualidade do ouro de 14 ou 18 quila-
tes, ficando assim sujeilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraplm & /rmio.
t'recisa-se de orna ama forra ou captiva, para o
servido interno de urna casa de 3 pessoas de familia ;
a fallar na ra estrella do Rosario o. 20, segundo
andar.
Precisa-se de oITlces de carapina e pedreiro,
daudo-so bom jornal, e sendo bons lambem se Ibes
dar empreiladaselc. : na obra que se est fazendo
a ra do Crespo juulo a ponle.
AMA.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que en-
gomte bem : 110 aterro da Boa-Vista o. 18, loja.
Agencia de passaportes.
Tiram-se passaportes para dentro e fra do impe-
rio,titulo de residencia e follias corridas, coma
maior brevidade, e pelo preco o mais commodo pos-
sivel na ra do Rangcl n. 8.
Os crednres do Jos Manoel de raujo sSo
convidados a virem ao escriptono de Guimaraes &
Alcoforado, para receber o que Ibes loenu em divi-
dendo do liquido producto da sua taberna, sila na
ra do Aragao.
LEITURA REPENTINA.
METHODO CASTILHO.
A escola se acha transferida para a ra
larga do Rosario n. 48, principia a lecci-
onar no dia 8 dejaneiro. As licoespara
as pessoas oceupadas de dia serao das 7 a's
9 da noite.
Precisa-sede urna ama quesaibacozi-
nbar e fazer as compras para urna mu
pequea familia : na ra da Conceico 11.
9 ; preere-se escrava.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinbo,
queira mandar receber urna encommen-
da na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
FABRICA DE SARAO.
Continua no seu trabalho e aclia-se
aberto um deposito na ra da Senzala ve-
lha n. 140, aonde acharao sempre do
muito acreditado sabo amarello, cinzen-
to e preto, osprecos serao sempre o mais
commodo possivel : trata-se com Dellino
Goncalves Pereira Lima no mesmo de-
pozito.
O Sr. Cassiano Alberlo Pimenla de Souza Pe-
res tenha a bondade de apparecerna rna do Quei-
mado, loja n. 17. aonde se lhe deseja fallar.
Antonio da Fonle, subdito porluguez, retira-
se para Portugal a tratar de sua saude.
Iiao-se 5005000 a juros sobre hypothecade urna
casa : na ruada A-sumpeao n. 18.
O escripturario d companbia de
Bebribe encarrega-se de comprar e ven-
der acc/ies da mesma companbia : na ra
Nova n. 7 primeiro andar.
L. Delouclic faz saber ao respeitavel publico,
principalmente aos scus freguezes, que acaba de
comprar .1 relojoariade Mr. I.acaze, na ra Nova n.
22, para onde j transferio o seu eslabelecimento,
convidando-os a que ahi o procurem, na certeza de
lerem-no sempre promptn a desempenhar o seu tra-
balho de maneira a satisfazer u confianza nelle de
posilada.
Aluga-se urna casa lerrea na Boa-Vista, na ra
dos Coelhos, com 6 quarlos, 2 salas, corintia fra,
concertada e pintada de novo : quem a pretender,
dirija-se ra doQueimado, loja n. 10.
4 viuva de Fortunato Correa de Menezes roga
a lodos os seus devedores tenham a bondade de vi-
rem satisfazer scus dbitos na piara da Independen-
cia n. 17. A mesma declara que a nica pessoa en-
carroada do dito receiiimenlo he seu mano Thomaz
Jos Marinho.
lluro do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n.
primeiro andar. "y
I J. JAM,!fE\TI$TA, I
continua a residir na ra Nova n. 1!), primei-
ro andar. 1 f
> ;s
t'ma pessoa habilitada a' ominar
primeiras lettras se oll'erece a dar licOet
em casas particulares: quem quizer uti-
lisar-se do seu prestimo pode dirigir-se
a esta Typographia que se dir' quem he.
O padre Joao Capislrano de Mcndnnca, pro-
fessor de geographia, chronologia e historia do lyceu
desta cidade, pretende abrir no 1. de fevereiro um
curso particular de rethorica. e outro de geographia
para lodo o armo lectivo: os senhores esludantes
que os quizerem frequenlar, poderao dirigir-se casa
n. 51 da rna Nova, a qualquer hora, afnn de darem
seus nemes matricula.
Ofiercce-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de qualquer estabelecimenlo, excepto taberna ou pa-
daria, o qual d fiador de sua conduela : quem o
pretender, annuncie por este jornal.
Vende-se cal vrgem de Lisboa, a mais nova e
melhor que ha no mercado, a 48000 a barrica : na
ra do Collegio n. 21.
O BRASIL MARTIMO.
At o dia ldesle mez acha-se aberla nesta Ivpo-
graphia a renovacao de assigualura do segundo anuo
deste interessanlc peridico, dedicado nicamente
propagado dos conbecimenlos martimos, organisa-
cao e administrarlo ele. da marinba de guerra e
mercante nacional, sendo redigido pelo Sr. lenle
da armada Euzebio Jos Anluncs, auxiliado pela
rollaborar.no de alcumas pessoas Ilustradas da mes-
ma corporacao. Publica-se duas vezes por mez em
das indeterminados, conloado 12 paginas em quar-
lo, sendo 8 destinadas s materias do programma, e
4 exclusivamente publicaco das rearas inlerna-
conaes e diplomacia do mar de Ortolan, obra esla
asss importante e necessaria lodos que sulcam es
Ocanos. O cnsto da assiznatura he de 59000 an-
nuaes pagos adianlarin, e de 89000 para os senhores
subscriptores que quizerem possuir quasi lodo o pri-
meiro volume da obra referida, j anoexa ao primei-
ro auno do peridico.
AlugaiD-se oterreiro e quarlo andares da mi
da Cadeia do Recife n. i : a tratar 110 armazem dos
mesmos.
Traapaana te a chava earmajSo de una casa,
propria para fazendas, miiide/.as 011 mitro qualquer
nesorio ; liata-se na ra da Ca lea do Reciten. 30.
O remedio contra a hydropbobia,
conservado em segredo pola familia do
linado padre -Miguel do" Sacramento Lo-
pes Gama, ecm o qual esla tem curado
a um minuto numero de pessoas nesta
provincia, o que he geralmente sabido,
nao s pela sua eficacia, como pela anti-
guidade de sua aplcacao, contina a ex-
istir na mesma familia, o a ser por esta
aplicado : as pessoas que rlelle tiverem
precisao dirijam-se a qualquer das so-
brinhas do dito finado padre Miguel nesta
cidade e no lugar da Capnnga, e fora da
cidade no lugar das Candelas emeasadoan-
n inicianteJoao Sergio Cezar d'Andrade.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
[tiemudou a sua aula para a ra do Han-
;;i'l; n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a" qualquer hora dos dias uteis,.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
lazer todo mais servido de urna rasa : no largo do
Terco n. 27, segundo andar.
Nao se leudo reunido em lempo os rrodores
dos fallidos Victorino & Moreira, silo de novo con-
vidados comparecerem lerca-feira ll> do correnle,
s 10 horas da manliaa, na casa de residencia do
Illm. Sr. Dr. juizde dircilo do commcrcio. Cus-
todio Manoel da Silva Guimaraes. na ra da Con-
cordia, sobrado 11. para verificaeao dos crditos e
nomoacfui de administrador ou "administradores.fi-
cando os mesmos credores advertidos, que nao se
rilo admitlidos procuradores, se estes niio apresnta-
rcm procuradlo com poderes espeeiaes para o acto,
u que a procuraran n.1o pdcsr dada a pessoa que
seja devedor aos fallidos, nem um mesmo procu-
rador pode representar por dous diversos credores.
Cidade do Recife 12 de jancijo de 1855. O escri-
v,1o, Santos.
Na pracinha do Livramcnlo loja n. 1 se dir
quem d dinheiros a juros em piquenas quaulias so-
bre peuhores de ouro c prala.
Os Srs. abaixo declarados Iciiham .1 bondade de
vir ra da Sen/.ala Vclha 11. 94, concluirem o
negocio que no ignoram, do contrario passar-sc-ha
a usar dos meins que a lei nos faculta, para o que
Ibes sao concedidos 30 dias a contar da data deste :
Joaquim da Silva Muurflo, Antonio Alves de Lima
liadul (que lev casa de paslo\ Manuel Lopes Gui-
maraes, Hcuriques Fajante, .lose Martina do Rro
de (Porto Calvo), Antonio Jos Gomes, Manoel Fi-
gueira da Silva de (fioianna), Antonio Barliosa de
Frcitas, Antonio Bernardo (le Lemos e Silva.
Tendo-se ausentado do Recife, em 22 de inaio
do anuo prximo passado '1 escravos, como consta dos
aununcios ento impressos nos joruaes desla cidade,
Uestes apenas se recollieram 2, c arham-se ainda au-
sentes os uniros 2, sendo os mais desejados porque
foram os autores da fuga de lodos ; pede-se perianto
a Bpprebensao do preto Jos, de alta estatura, idade
mais ile 30 annos, com falla do odio esquerdo, cor
bastante negra, e muito prosnoslico. Jorge, cor fula,
alio, lambem de boa figura, idade de 25 a 3(1 anuos,
com um pequeo lallio em un dos cantos da bocea ;
ambos estes escravos s3o crioulos e filhos do serbio, e
ha muilo pouco lempo estavam nesta praca ; pelo
depoiinenlo dos chegados consta que seguirn) os fu-
-dos pela estrada do Limoeiro ot Cariri-Vclho, all
se separaran!, e depois ronlinuaram para Pajei da
Flores, d'ondc Jos be natural, dizendo que ia ver
os prenles, e depois provavelmente seguiran! para
o Sobral, s Calingas de Piauhy, d'ondc Jorge be na-
tural ; he o mais que se pode indicar a quem possa
delles tirar partido : pede-se. perianto, a lodas a-
autoridades poliriaes e capilaes de campo a appre-
bensao dos referidos escravos, e se olferece a quanlia
de 1005000 por rada um, OO 250^000 vindo ambos
junios, a quem os trouxer a esta praca a viuva Amo-
rim & Filho. na da Cruz n. 45 ; na Paralaba aos
Srs. Jos Luiz Pereira Lima & C. ; no Rio Grande
do Norte ao Sr. Theolonio Coelbo de Cerqueira ; no
Cearao Sr. Manuel Caelano deGouveis ; c no Ma-
ranhao ao Sr. Caelano Cesar da Silva Rosa.
NOVOS PADRO'ES DE CHITAS BA-
LAS, LOJA DA RA DO CRESPO
t. I i DE DIAS & LEMOS.
Cbitas saragocanai clmelas, muito
bonita 180 rs. o covado, ditas silveiras,
miudinhas padroes minio bonitos pa-
drees e livs a 200 rs. o covado, ditas
de ramagens tambem fixas a 200 rs. o
covado, cobertores grandes a 640, ditos
pequeos a 560, algodao mesclado, pan-
no cOUro a ISt) ; e outras militas fa/.endas
baratas, c tudo se da' amostras com pi-
nhor.
A GO.sOOOrs.
Muilo superiores e linos chapeos do Chile
de abas grandes e pequeas, para hoiuens
e senhoras, c de oulias qualidades de 8j
rs. para cima : na lojae fabrica de chape-
os de Joaquim de Oliveira Maia, na Pla-
cada Independencia ns. \, 2(j,28e0.
DE 100.S A 200.SOOO rs.
Chapeos do Chile linissimos, a melhor
fazenda qnetem vindo ao mercado :na lo-
ja i' fabricas de chapeos de Joaquim de Oli-
veira Maia, na piara da .Independencians.
\, 21, 28e30. .
Vendem-se couros de lustre novos
de marca grande, cemento amarello em
barrisde 10 e 12 arrobas, e as tinas, a9$
a barrica : no armazem deCJ-Astley
& Companbia,ra do Trapichen, 5.
Vende-se o curso Ihcnrico e pratico de partos,
por J. Capnroii. nova edirflo enriquecida com Lt es-
lampas, e auzmenlado roi olas liradas dotratado
da arle dos pariospor Alf. Velpcau, e outras obras
modernas, e seguido de um quadro analtico da arle
dos partos, pelo Dr. J. K. Marinus : na ra larga
do Rosario n. 38, loja.
Vende-se urna retorta de vidro para 3 cana-
das : na rna larca do Rosario n. 38,. loja.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda superior flanella para forro de sellius che-
cada rerenteincnle da America.
rEMMO ROMANO IIANC*.
Vende-se eemeaU romanobraneo,chegado acora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
m, c ni barrica- e as linas : alraz do Ibcatro, arma-
zem de taboaa de pinho.
Vende-se um raliriolet rom coberla o os com-
petentes arreios para um cavado, ludo quasi novo :
par? ver, no aterro da Boa-vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar uoKerife ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar
Deposito de vinho de eham- sS
M p:igne Chateau-Ay, primeirapja- $) lidade, de propnedade do conde 0j
S de Marcuil, ruada Cruz, do Re- |
M cife n. 20: este vinho, o melhor m
de toda a Champagne, vende-se |
. a 56^000 rs. cada caixa, acha-se 1
r unicamente em casa de L. Le- J
O comte Feron & Companbia. N. Q
fp B.As caixas sao marcadas a fo- (^
joConde de Marcuile os ro-
lulos das garrafas sao azues. (
C. STARIl & C.
respcitosamenle aiiniinriam que no sen extenso es-
labelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicao c promptidao.loda a qualidade
de marbinisnio para o uso da agricultura, navega-
cao emanufactura, e que para maior commodo de
scus numerosos frecuezes e do publico em geral, lem
aberto em um dos grandes armazens doSr. desqui-
ta na ra do llruin, atraz do arsenal de marinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimento.
.illi acharan os compradores um completo sorli-
menlo de mocadas de canoa, com lodos os mcll.o-
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
men'.c chegados, de excedentes vozes, c precos com-
mod>s: em rasa de O. Bieber c\ Companbia, rna
da Cruz u. 4.
FARINHA DE MANDIOCA. ,
Vonde-sc a bordo do brigue Conceico, entrado
de Santa Calharina, e tundeado na \olla do Forle do
Mal .os, a mais nova familia que exisle boje numer-
cadr.epara porrees a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14.
Lonas da Russia, de boa qualidade, e por pre-
co commodo ; vendem Novaes & Companbia em seo
esc iptorio, ra do Trapiche n. 34, primeiro andar.
AGENCIA ,
Da Fundicao Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Vende-se evadiente taimado de pinho, recen-
lemenle chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlendcr-se com o adminis
rndor do mesmo.
Vende-se um excedente sitio muito perlo da
praca, com casa de vivenda solfrivel, murado em to-
da a frente, com alicerces para urna casa de 40 pal-
mos de frente e 110 de fundo, com cacimba de amia
de beber, assim como um poco com agua igual a do
Capibarihe, dilTerenles frucleiras de boas qualidades,
malla boa baixa para capim com cambo no fundo,
que pode-se bem fazer ptimos viveiros etc.: a
tallar com M. Carneiro, ou na entrada da estrada
Jos Aducios, primeiro sitio a direita.
Vende-se papel pintado, enverni-
MECHABISMO PARA E8SE-
IHO.
NA FUNDICAO DE FEKRO 1)0 ENGE-
NIIEIRO DAVID W.BOWMAN. NA
HL'A DO BKLM, PASSANDO O CI1A-
FAHIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos secuintes ob-
jectos de mcclianismos proprios para cngenlios, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
enstruccio ; taixas de ferro fundido e balido, ile
superior qualidade, e de todos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
eoes ; crivo e boceas de fornalba e registros de boei-
ro, aguilboes.brunzes parafusos e ravillies, moinho
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se cxeculam lodas as encnmmendas com a superiori
dadej.i conhecida, ecom a devida presteza e comino
didade em prejo.
AOS NEGOCIANTES.
\ ende-se na villa de Mainanguapc a melhor casa
que all exisle, lauto pela mo d'obra e-tamanho, co-
mo pela posicao |lara commercio, leudo sido eila
para este fim, e por mdico pre^o : quem a preten-
der, dirija-se ao seu pmprielario, na capital desla
provincia, o lliesonreiro da alfandega Joau Orlos de
Almeida e Albuquerque, e nesta vida ao Dr. Anto-
nio Carlos de Almeida e Albuquerque.
Para senhoras.
Superiores chapeos de pa Iba e seda para passeio,
iazeuun inteiramenle moderna e de bom gnslo. por
n^I 26lloH,T0d0 : naPraada independencia
FARINHA DE MANDIOCA.
Na loja n. 2G da ra da Cadeia do Re-
cife, esquina do beco Largo, vendem-se
saccas com superior farinha da trra por
menos preco do que em outra qualquer
parte.
Si RUADOCHESrorf!i2r"OW5
0 Vende-se ncsla loja superior damasco de
t$ seda de cores, sendo braneo, encarnado, rxo, a
0 por prec,o razoavel. *
@sseseg@s:s3sie9@w

ramen tos (alguna delles novos coriginaes) de que a sado, com a particularidade de se poder
experiencia de muilos annos lem mostrado a necea- laVar, esempreesta' nOVO, deeoracoes mili
sidade. .Machinas de vapor de baixa e alia pressao, \ ,
taixas de iodo lamai.hn, tanto batidas como fundidas, '"idas e modernas, e preco razoavel quan-
para urna casa : na
l i
etro, fna
Jos Peslana da Silva, subdito porluguez, re-
lira-se para o Para.
Precisa se de urna escrava
ra do Trapiche Novo n.28.
ATTENCAO".
A taberna nova do barateiro, Tna povoa-
cao de Santo Amaro de Jaijoatao.
acha-se com nm completo sorlimenlo de licbidas de
lodas as qualidades, cerveja em meias garrafas e gar-
rafas, licores francezes, vinho linio c braneo, queijos
novos, sardinbas de.Nanles, manteica ingleza e fran-
ceza, da melhor que se pode encontrar no mercado,
cha da India e de S. Paulo, dito prelo, chocolate,
. nc ir de lodas as qualidades, holachinha ingleza,
dita de aramia, charutos para os amigos do bom gos-
to, das melhores marras, S. Flix. Figueiredo Jto-
elia, e oulrns muilos que se pedirem, alelria. ma-
carrflo, lalbarim para sopa ; | "dimos lambem aos
senhores de encenho mais prximos que nos quei-
r.im honrar no-so novo eslabelecimento com suas
freguezias, achando tudo pelo prejo da praja e a sa-
isfatSo do comprador.
Quem precisar de urna ama escrava, que sabe
cozinhar b diario de urna casa c fazer o servido da
mesma, a qual lem muilo boa conducta, dirija-se i
ra do Queimado n. 14, loja.
carros de mao e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, Tornos de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais appruvada ronslrucro, fundos par*
alambiques, crivos e portas para fomallias, c umi:
inlinidade de obras de ferro, que seria eufailoiilui
enumerar. No mesmo deposilo exisle urna pessoa
inlelligenlc e habilitada para receber todas as en-
coinmeudas, etc., etc., que os aiinuncianles contan-
do com a capacidade de suas officinas e machinismo,
e pericia de seus nlliciaes, se compromeltcm a fazer
cxecular, coma maior presteza, peifeico, e exacta
eonlorinidado com os modelos ou descnbs, c instrnc-
esque lhe forcinfornecidas.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PIULAS HOLLOWAY.
Este iiicslimavcl especifico, composlo inleiramen-
Ic de hervas medieinaes, nao conlem mercurio, nem
outra alcuma substancia deleelerea. Benigno mais
lenra infancia, e rompleico mais delicada, be
igualmente promplo e seguro para desarraicar o
mal na compleico mais robusta; he inteiramente
inuoceiitecm suas opcracOes c efleitos; pois busca e
remove as doencas de qualquer especie e grao, por
meis anligas e ieuazes que sejam.
tjEnlre milhares de pessoas curadas com esle reme-
dio, umitas que ja estavam s portas da morle, pe,-
severando em seu uso, conseguiram recobrar a sar
de e forras, depois de haver tentado inutilmenle-
todos os oulros remedios.
As mais alfliclas bao devem entregar-se i deses-
perarlo: l'.icain um competente ensaio doseflicazes
eflcilns desta assombrosa medicina, e prcslcs recu-
perado o beneficio da -ande.
.\5ose perca lempo em lomar esse rmedio para
qualquer das secundes enfermidades:
COMPRAS.
Compra-se prala brasilciraouhcspanhola: na
ra da Cadeia do Recife n. 5i.
Compra-se urna morada de casa terrea em
quaesquer dos bairros desla cidade : quem a liver,
dirija-se a taberna do pateo do Carmo, quina que
vulta para a camboa do mesmo, que se lhe dir
quem compra.
Compra-se loda porctln de prala ve|ha ou nova,
que possa apparecer. a peso conforme sua qualidade:
na ra da Senzala Velha n. 70, segundo andar, se
dir quem compra.
VENDAS
LOTERA DE N. S. DA SAUDE.
Aos 5:000jr000, 2:000<{000, l:000.s000.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeitavel publico, que os seus bdlie-
les e cautelas nao solfecm o descont de oito por cen-
lo nos Ires premios grandes, os quaes se acham
venda nas secundes lujas : praca da Independencia
n. 4, do Sr. Fortunato, 13 e 15 do Sr. Arantes, c40
do Sr. Faria Machado ; ra do Queimado n. 117 A,
do Sr. Freir ; ra da Praia, loja de fazendas do Sr.
Santos; ra larga do Rosario n. 40, do Sr. Manoel
Jos Lopes : c praca da Boa-Visla, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Baplisla. cuja lotera lem o seu
inlallivel andamento em 37 dejaneiro corronle.
Paulo (iaignoux, dentista, ji vollou do matlo,
onde passou a Testa, e pode ser procurado na sua ca-
sa, ra larga do Rosario n. 3(, segundo andar.
O professor publico de lalim da Trccuezia de
S. Jos do Recife, abaixo assignado, declara que
acha-se aiberla a matricula de sua aula do dia l.~> do
correnle m diante, e que no dia 3 dovindouro mez
de feverc ro principiarlo os trabadlos ; no largo do
Terco, cisa n. 33. Manoel Francisco Coelho.
Rilhetes 550O recebe 3:000?OO
Meios 28800 2:.)OO8O0O
Quartos i.yoo 1:2303000
Oilavos S800 G253000
Decimos 700 5003000
Vigsimos 3400 2.303000
OITi)rcce-se um rapaz porluguez para caixeiro
de taberna ou outro qualquer eslabeltcimenlo, para
lomar o na por balando ou sem elle, para o qae
tem basfi nte prgtica : quem do sen prestimo se qui-
zer ulilis ir, dirija-se praca da Independencia n.
10, das 1 ) as 2 da larde.
INSTRUCCAO'.
Jos 1 Tii.m'.iuo de Souza l'oive, proTessor parti-
cular de rancez e Inicua nacional, residenle na ra
Direita i. 56, participa aos pais de scus alumnos e
aquellas pessoas a quem interessar pos-a, que no dia
22 do correnle principiam os trabadlos da sua aula
O abaixo assignado, discpulo que foi do fina-
do Exeojuiel, otTcrera seu presumo para dar lircs
de dansa. lano anligas figuradas- como modernas,
quadrilhas, polk, cholhes, masnulkas, duelos, etc.
ele. : qqem o quizer honrar com a sua proleccao,
lauto em sua casa como mesmo as casas dos pre-
lenden'.es, o poderao procurar na ra dos Copiares
n. 19, d meio dia al 3 horas da larde,
Manoel Fian.seo de Souza Magalhes.
A. I.acaze lem a honra de participar aorespei-
tavcl publico, quevendeu a sua casa de relojoaria da
ra Nova n. 22 a Mr. 1.. Deloucbe, conliuiiando to-
dava a noli t trabalhar como d'anles ; pelo que roca
aos seus freguezes que lhe coulinuem, e ao seu -ur-
ces-ora confiianea que sempre Ibes mereceu.
O Dr. Careno Francisco de l.ima Santos mo-
ra na ra das Cruzcs n. 18, primeiro andar, onde,
no exerricio de sua profisso de medico, d consullas
aos pobres das 7 as 9 horas da manhaa.
MUTILADO
Ouem precisar de um co/.inheiro
brasileiro adoptivo para qualquer casa
particular ou para embarcar dirija-se a
ruados Pires n. 28, ou annuncie sua mo-
rada para ser procurado.
Manoel Elias de Moura avisa no re-
peitavel publico, que desla data em di-
ante deixa de aviar receitas e preparar
medicamentos em sua botica, na praca
da Boa Vistan, i, a qual passa a ser casa
de drogas, para o queja' tez ao eonsIlio
de higyene a competente participaciio.
Os Srs. boticarios que quizerem dirigir-se
a" sua casa para ah fazerem os seus supri-
mentos, serSo perfeitamente servidos, e
encontrarao drogas da melhor qualidade
que ha no mercado.
LOTERAS IIV PROVINCIA.
O ihesoureiro das loteras avisa que se
achama venda osbilhetesditsegiiiida parte
da primeira lotera a benelicio da .Matriz
do Poco daPanella, tpie corre impreteri-
velmente no dia 27 do corrate mez. de
Janeiro, e os poucos bilhetes que estao por
venderacham-sena loja da praca da In-
dependencia n. 4, e no aterro da Boa
Vista n. 48. Preco .sOOO rs.
Aluga-se urna das melhores e mais bem afre-
guezadaslojasda ra do Queimado n. 57, com urna
nova c mui fina armaeao para niiiidczas: quem a
pretender, dirija-se ao paleo do Collegio n. ti, pri-
meiro andar.
Precisa-se de loftlciaes de cal$a : na ra Nova
esquina da ponle.
ALMAK PARA 185S.
Sabiram a' luz. as folhinhas de alglbei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentaclo, contendo
400 paginas: vende-se ^i 500 rs., na li-
vraria n. e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHHHAS PAR 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
iolhinhas iinpressas nesta typographia,
de algibeira a 320, de porta a 10. eec-
clesiasticas a480rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. ti e 8 da praca da
Independencia.
A bordo do hiale Castro lem para vender-se
muilo superior sal do Assu' : para tratar, no escrip-
torio de Domingos Alves Malhcus, na ra da Cruz
n. Vi.
Vendem-se 2 vacras paridas de muilo prximo
lempo, e por commodo preco : no sitio da Torre em
Belcm. No mesmo sitio appareceu una vacca sem
cria ; quem Tur seu dono pode all procura -la.
Vende-se em casa de Fox Ilrolhers, Imha de
novcllo da mais superior qualidade que vem ao mer-
cado, de lodos os sortimenlos, lendo os maros um
peso muilo superior aos que ueralmcnle silo impor-
tados ;' lambem conlinua-se a vender linba de carri-
lel de200 jardas de O. 10 a 150, e litas de lila de 20
jardas cada peca.
Vendem-se no pateo do Carmo, quina da rna
de llorlas n. 2, caixow rom 2 libras de doce de
goiaba a 400 rs., e estampas para benliiibos de N.
S. do Carmo viudos de Lisboa.
Vende-se urna escrava moca, de bonita fisura,
e com alsumas habilidades : na prara da Boa-Vista,
taberna n. 15.
No aterro da Boa-Vista n. 80, vende-se gomma
de engommar a SO r. a libra, hlalas a40rs Uros a
200 rs., n07.es a I2ii, paisas a 320, peras a 320, man-
leiga inclera a silo rs., dita Traureza a 560, cha bvs-
son a 29560, dito brasileiro a 19600, amcudoas a
320, chourras superiores a 180 a libra.
ATTEKCAO'.
Vende-se sacras com TeijAo mulalinho, chegado do
Aracalv : na taberna da ra da Moed.i u. 25,
Vliulapolio com toque de a varia a $000,
.IsOOOe ri.s.illl)!!!
Vende-se na loja n. 17 da roa do Queimado, pe-
cas de m.idapolilo lino com toque de avaria de agua
dore, pelos precos cima, a dinheiro vista.
Vendo-sc urna escrava de uacao, engommadei-
ra e rozinheira, e lava de sabiln ; um pardo de opli-
ma fignra, sapaleirn, e um cscravo da Cosa, ptimo
ganhador de ra : na ra das Cruzes n. 22, se dir
quem vende.
Na ra das Cruzcs n. 10, taberna do Campos,
ha das melhorrs e mais modernas bichas hamhur-
guezas para vender-se em grandes porcOes e a rea-
lo, e lambem se aluga.
Arcillen tes|epilepl ico-.
Alporcas.
Ampolas.
Arelas (mal d'J.
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou cxlenua-
r.io.
Debilidade ou falta de
forras para qualquer
cousa.
Desinlera.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no ligado.
venreas.
Envaquera. .
lierjsipela.
Febrcs biliosas.
intermillenles.
de loda especie
Cola.
llcmorrlioidas.
llvdropisia.
Ictericia.
Indi ji-lui-s.
I iill.iininai.oc-.
Irregularidades da mes-
Iruarao.
I.ombrigas de loda espe-
cie.
Ma!-de-pcdra.
Manchas na culis.
ObsIrucrAo de venlre.
l'lilbi-ira mi ronsiiinprao
pulmonar.
II cien cao d'o urina.
Itheumatismo.
Svmptomas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se eslas pilulas no eslabelecimento geral
di Londres, n. 244, Strand. e na loja de lodos os
boticarios, droguistas e outras pessoas enrarreeadas
de sua venda em loda a America do Sul, II.inana e
llespanha.
Vende-se asborelinhas a 800 ris. Cada una del.
las conten urna nstiuccao em porluguez para ex-
plicar o modo de se usar d'cslas pilulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Sou ni, phar
maceutico, na ra da Cruz n.22, em Pernambuco
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo;
na ra do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
inSos.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se em casa de Bruno Praeger &
Companhia : na ra da Cruz n. 10 por
mdico preco
Vende-se a casa que foi incendiada no dia 2 do
correnle, rom a frente para o rio, coulendo varias
casas, c juntamente o terreno com varios ps de
Trucleiras, o terreno lem 1,500 palmos de comprido
e 160 de larca ; vende-se junto ou em separado, li-
vre e desembararado : para tratar, na ra da Sen-
zala Velha n. 11(1.
Veude-sc urna morada de casa de um andar e
solao, sita na ra Augusta desla rid.'de, com 40 pal-
mos de Ircide : quem a pretender, dirija-se ra do
Collegio u. lo, primeiro andar.
Vende-se a muilo aTreguezada taberna da ra
do Moudcco ii. fitS, rom poucos Tu.idos, ou so a ar-
marao : a tratar na mesma, ou na ra de Apodo,
rom o Sr. Francisco de Paula Dias Fernandes.
Vende-se um carro americano, novo, de ro-
das, chegado ltimamente da America : os prelen-
dentes dirijam-sc a ra de S. Francisco, cochcira do
Sr. Raj inundo.
Vendem-se exccllcnlcs cavallinhas de Lisboa,
em barril de 175 cada um, a 5;000 o cenlo : na ra
da Prata n. 4.
Vende-se superior vinho muscatel de Selubal,
em ancorelas de 2 !- caadas c 5 cada urna ; na roa
du Vigario n. 1'J, primeiro andar,
Vende-se nina prela de naro, de meia idade,
pelo preco de :t50c000 ; o motivo he por querer
vender ua ra, e nao o querer servir em casa : a Ira-
lar na ra estreita do Rosario n. 11.
MAUAPOLAO' COM TOQUE DE AVARIA
A 2f, 2$500, o.s, e 5$500 a peca !! !
A dinheiro i vista.
Vende-sena ruadoyuciinado n. 17, lojaao p da
botica, madapoles linos com loque de avaria de
agua doce.
NA RA DO APOLLO N. 19,
vendem-se saccas com farinhade mandio-
ca, [superior qualidade por preco nunca
visto ; sendo porco iaz-setodo o negocio, burgo
to a qualidade : ven'le-se na ra da Cruz
do Recie n. 27, armazem de Vctor
Lame.
SAL DO ASSU'
vende-se abordo do hiate Adelayde
lundeado defronte do Trapiche do algo-
do : a tratar com .1. B. daFonseca Jni-
or na ruado Vigario n. 4.
PALMA DE CARNAUBA
vende-se a bordo do hiate Adelaide :
a tratar'com Jos Baptista da Fonscci
Jnior na ra do Vigario n. 4.
FABINHA DE MANDIOCA
nos armazens de Paula Lopes, Annes
e Cazuza no caes da Alfandega a' preco
commodo : trata-se com Jos Baptista da
Fonseca Jnior, ra do Vigarion. 4.
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, aineriijina c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be ilira Techar conta;.
^j Dgvptp Chiistao.
-Sabio aluz a 2. edcao do livrinho denominado
Devoto Christao.mais correlo e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. lie S da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchiiihos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da pra$a da
independencia, a 18000.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim. na fundicao de D. W. Bowman : na ra
doBrumns. 6,8e10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaurilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4. <
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de lampo de
marmore braneo, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
harria com cal de Lisboa, recentemeule chegada.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
sus perlcnces. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. i), 5 e 7 defronte da escadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes i C, na ra do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se Trelo novo, chegado de Lisboa pela barca G'ra-
tido.
(fj) POTASSA BRAS1LEIRA. $)
(5) Vende-se superior potassa, fa- (i
f, bricada no Rio de Janeiro, che- M&
/,*, gada ecen temen le, recommen- /j.
5? da-se aos senhores de engeuhos os ^5[
W seus bons ell'eitos ja' evperimen- W
W) tados: na ra da Cruzn. 20, ar- W
fe) mazem de L. Leconte Feron & 19
() Companhia. f)
Taixas pare, engeuhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brutn, pastan-
do O chafariz continua haver um
completo sortimenlo de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza a"o comprador.
Em casa de J. Kcller&C, na rna
da Cruzn. ha para vender Ti e\cel-
lentes piano* viudos ultimamentede Ilam-
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber &C ra da
Cruzn. 4.
ucencia de Edwln BKaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inri iras (odas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelnsosmas moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forja de
i ravallos, cocos, pussndeiras de ferro eslaiihado
para casa de purgar, por menos prcro que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de flandres ; tudo por barato preco.
Vendem-se caixas com velas stea-
rinasde superior qualidade, meias latas e
quartos de sardinhas, cognac em barris,
gigoscom garrafase meias de champagne
da ja'bem conhecida marca estrella, c
(uartolas com o verdadeiro vinho de Bor-
deaux : na ra do Trapiche n 11.
Saccas de farinha.
Vendem-se saccas com farinha da ierra, nova e
bem torrada ; vendem-se tambem saccas com arroz
na ra da Cadeia do Recife n. 18 e 23.
Vende-se um carro novo inglez de
4 rodas, recentemente chegado, para
um ou dous cavados, feito em Londres:
para ver na cocheira do Sr. Poirier no
aterro da Boa-Vista n. 55 ;epara tratar
na ra da Cruz n. 42 no escriptorio de
Crabtree &C.
Vende-se sola muito boa, pelles de cabra, e
gomma muilo boa em saceos : na roa da Cadeia do
Recite n. 49, primeiro andar.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
Na livraria da ra do Coilcgio n. 8,
vende-se urnaescolhida colleftraodas mais
brilhr.ntes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
, CEMENTO ROMAICO.
> ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
tlAalro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armazem de Tasso Irmos.
Champagne da superior marca Cmela: no arma-
zem do Tasso Irm.io.
OLEO DE LINHACA I
em barris c bolijOcs : no armazem de Tasso I raos.
GARRAFAS VASIAS
em gigos degroza e de 110 garrafas: no armazem
de Tasso Irmos.
Em casa deTimm Monsen & Vinassa, na
praca do Corpo Santn. 13, ha para
vender
um sorlimenlo completo de livros em braneo, de su-
perior qualidade.
VINHO DO PORTO, SUPERIOR FEITORIA,
em cai\a de urna ou duas duzias de garrafas : ven-
de-se nicamente na ra da Cadeia do Recife n. 4.
RELOGIOS DE OURO INI.LEZES DE PA-
TENTE.
Vendom-se por prec,o muito commodo: na ra
da Cadeia do Recife n. 4, armazem de Barroca &
Castro.
Vende-so um curso de geometra por Lacroii,
a saber ; arilhmelica, geometra, algebra e Irigno-
melria : no alerro da Bea-Visla n. 68.
$) Vende-se urna propriedadena Passagem (Qt
, da .Magdalena, porque o proprielario muilo X[
?9 deseja cumprir deveres ponderosos ; quem 1W
A pretender compra-la Tar o especial favor M
*Z dirieir-se ra estreita do Rosario n. 30, 7
la^ secundo andar. \0)

'
,!
Na ra da Apollo n. 19, vende-se polassa mui-
to nova, chegada ltimamente do Rio de Janeiro,
por menos preco do que em outra qualquer parle,
e 25 travs de mangue, que existem no Caes do
Ramos.
1
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio da casa do abaixo assignado, na madru-
gada de 3 do correnle, um seu cscravo, rrioulo, de
nome Amaro, oflicial de sapaleirn, de idade 30 an-
nos, pouco mais ou menos, altura regular, barba
pouca, denles limados, os olhos enfumacadoe, anda
calcado, lem as inaos calcjadas do fio de sapaleirn,
lem a tesla com os cantos descobertos, he. bem fal-
lante ; esle escravo quando fugio levou comsigo um
cavallo casiauho.arrciado com um scllim inglez com-
prido e muilo eslreito, caheeada lambem ingleza, o
cavallo lem 10 annos, pouco mais ou menos, anda-
dor de baixo a meio, frenle aberla, rom um calom-
binho no espionado c roncolho : o dito cscravo foi
do Sr. Manoel Pinlo Dorha, morsdor no Camela :
quem o pesar ou rielle der noticia, dirija-se ra da
Senzala Velha, cocheira o. 111, que ser Generosa-
mente recompensado. Joaquim Vaes Pereira da
Silia.
No da 9 do correnle riesappareccii nma prela
da Cosa, de estatura regular, secca do corpo, no ros-
to e as costas marcas de liaran, riscos mullo linos,
de idade de '20 annos pouco mais ou menos, levou
no corpo ramisa de algodAoziiiho e duas saias urna
branca e outra prela, consta que anda vendeudo Iru-
las nesta praca, quem a pesar leve a estrada de JoAo
de Harros defronle da cscala que sera gratificado.
Roga-se a lodas as autoridades policiaes da ca-
pital desla provincia on de qualquer oulra comarca
de fora a captura de um escravo cabra, fgido do
encenho Caluanda, freguezia da l.uz c termo de Po
d'Alho, no dia 17 de sclembro do prximo passado
anuo, visto que se presume, que dito catira lenha
procurado se oceultar em alcnm lugar com o Ululo
de forro, illudiudo a boa Te de alsuem. O referida
cabra por nome Antonio Francisco tera de idade em
rigor Is anuos, de punco corpo c catalura mediana,
olhos peqoeno- e um lano papudos, nariz aquilino,
bocea e beieos salientes e conserva urna cicatriz en-
tre um peilo e oulro, proeedidode um siznal qae ar-
rancara ; este he um sicnal que tirar a lodos de
qualquer duvida : lambem presiimc-se que elle le-
nha procurado nrcullar-se no Recife, onde resi-
di por aluum lempo ou nesles arrabaldcs: isual-
menle se recomenda a lodos os capitftes de campo,
a quem o conbeciinenlo desle annuncio Java inte-
ressar, promellendo-se urna paca cenerosa a quem o
prender c leva-lo ao dito engenho Caluanda ao seu
senhor Francisco Xavier Caineiro da Cimba Cam-
pillo ; fucira com bonete de panno, calca de risca-
ilo e camisa de madapolao.
ll'ERN.: TVP. DEM. F. DB FARIA. 1855
7
1LEGIVEI


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