Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01288


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Full Text

ANNO XXXI. N. II.
SEGUNDA FEIRA 15 DE JANEIRO DE 1855.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripta.
EXC.VRREU.VDOS DA Sl'BSORIPCA'O.
Recito, o prnprietorioM. F. de Fria ; lliu do Ja-
neiro, o Sr. Joo Pcrcra Marlins; Baha, o Sr. lt.
Daprad ; Maceta, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
ponea ; l'jraliih i, o Sr. liervazio Viclor da Nalivi-
clado ; Nltal, o Sr. Joaquim Ignacio Percira Juuor ;
Aracaly, 0 Sr. Amonio de l.cmos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borgcs; Maranhao, o Sr. Joa-
oiim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
llamos ; Amazona", o Sr. Jcronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobro Londres, a 28 1/4 d. por 1*9000.
c Pars, 312 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 do rebale.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.

META ES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 60400 velhas.
de 65500 novas.
de 4 000. .
Prala.Paiacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
298000
163JOOO
16000
95(100
18940
18940
10860
PARTIDA MUS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bolla, Boa-Vista, Exo eOoricury, a 1.1e28.
Goianna e Parahiba, segundas c sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRF.AMAR DE BOJE.
Primeira s 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manba.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Itelaro, tcivas-foiras c sabbados.
Fazenda, lerdas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varado civel, segundas e sextas ao meio dia.
2* vara do civel, quartas. e sabbados ao meio da.
EPIIEMEIUDES.
Janeiro. 2 La ebeia as 5 horas, 48 minutos e
33 segundos da manba.
> 11 Quarto minguante s 2 horas, 7 mi-
nutse 38 segundos da tarde.
18 Loa nova as 6 horas. 17 minutos e
36 segundos da manba.
24 Quarto erescente a 1 hora, 48 mi-
nutse 32 segundos da manba.
PARTE 0FF1CIAL.
M1MISTSRIO DA JUSTICIA
DECRETO N. 1193, DB 90 DE DEZEUBUO DE
185*.
Hiduz a seis companhia o balalhao de oilo com-
oanhias da guarda nacional da freguezia dos
Afogados da provincia de l'ermimbuco: e crea ira
ialalho de seis companhia* na parochia de
Sanio Amiro de Jaboalao da mesma provincia.
Alten len.lo a proposta do presidenta da provin-
cia '13 Pcrnambucu : Hei por bem decretar o se-
geinte :
Art. 1." Fica reduzido a seis companhias e des-
ligado da parochia de Santo Amaro de Jaboalao o ba-
ta hilo de iofantaria de oilo companhias da guarda
nacional da freguezia dos Afogados, da proviucia de
Poraambueo.
Art. 2.. Fica creado na parochia de Santo Ama-
ro de Jaboalao da referida provincia um balalhao
de inhalarla de seis corhpauhias da guarda nacional
do servico aclivo.
Arl. 3.o. Os ha tal luios lerao as suas paradas nos
lujares q'ie Ibes forera marcados pelo presidente da
provincia, na conformidade da le.
los Tboin.17. Nabuco de Araujo, do mcucoDselho,
ministro e secretario de estado dos negocios da jus-
tira, assim o tenha entendido e laca executar. Pa-
jado do Rio de Janeiro, em 20 de dezemhro de
Is'.i, trigsimo lerceiro da independencia edo im-
peli.Com a rubica de S. M. o Imperador.Jos
Thomaz Sabuco de Araujo.
DECRETO N. U96 DE20 DEDEZEMBRO DE 18J.
Es'abelece a maneira porque o supremo tribunal
le JHtlira deieproceder recio da relaciono-
ninal dos magistrados, mandada organisar pe-
lo decreto n. 6t de 29 de julho de 1849.
Hei por bem, usando da atlribuirUo que me coo-
fere o arl. 102, 12 da constituirlo, decretar o se-
giinte:
Art.'1. O supremo tribunal de jusura proceder
lo los osannos revisao da relaoao nominal dos ma-
gistrados, organisada em consequencia do r egula-
nenlo n. 624 de 29 de julho de t8i9.
Arl. 2. A revisdo lem por fim :
1. A inclusao dos magistrados novmenle no-
rieados.
2. A evclusilo dos promovidos, aposentados, de-
inillidos ou fallecidos.
3. A dedcelo do lempo que, conforme a lei n.
5.)" de 2(> de julho de 1830, e dteretos respectivos,
nao he contado para antiguidade.
Arl. 3. A relarao qnc se fizer em consrquencia da
r ivisio ser publicada al o dia 1. de abril, e lera
vigor emquanto nao for substituida pela que se or-
g misar na seguinte revisao.
Art. 4. Publicada relarao, po.lem contra ella re-
damar os magistrados prejudicados, fazendo-o den-
tro de 10 mezes os da provincia de Malo-Grosso, e
dentro de seis mezes os de todas as unirs.
Arl. 5. Estas rcclainaroes nao lerao effeito sus-
I lensivo, e a relarao prevalecer al ser alterada.
Art. 6. Se a reclamarlo for allcndida, o supremo
' ribuual reuictter ao governo, o publicar a altara-
;."iu que for feita na reanlo.
Arl. 7. Se em raio do lempo ficar prejudicado o
julgamcnto do tribunal para o anuo correnlc, ser
lido em consideradlo na revisan do anno futuro.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do ineu conse-
Iho, ministro c secretario de estado dos negocios da
jusli$a, o 'tenda assim eulendido e fara execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 20 de dezembro de
1834, 33. da independencia e do imperio, com a
rubrica de Sua Mageslade o Imperador. Jos
Thomaz Sabuco de Araujo.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediento do da 10 de Janeiro.
Oflicio.Ao Exm. commandante superior da
guarda nacional do municipio do Recita, inleiran.
do-o de haver autorisado ao inspector da Ihesoura-
ria de fazenda a mandar pagar os vencimentos dos
ofliciaes do exercilo empregados na mesma guarda
nacional, urna vez que esleja nos termos legaes a
folba que S. Exc. remelleu.
Dilo.Ao coronel commandante das armas, de-
clarando que expedir ordem a llie-onraria de fa-
zenda, para que, estando nos termos legaes os al-
testados e recibos que S. S. remellen, seja paga a
quanlia de 64*297 rs. que o airen do 2. balalbao
de iofantaria Henriquc Tiberio Capislrano despen-
der comalugueres decavallos para transporte de
sua bagagem, e com o fornecimenlo de luzes pa-
ra oqnarlel do deslamento que commandou na ci-
dade de (oianna.
Dito.Ao inspeclur da thesouraria de fa/ond i.
Iransinillido para o fim convenieule o aviso de lel-
Ira na importancia de 5009000, saccada pela (hc-
stiuraria de tazenda da provincia do Rio Grande
da Nirte sobre a dcsla, e a ravor de Fernando Cer-
queira Carvalbo.Participou-se ao Exm. presi-
dente daquella provincia.
Dito.Ao mesino. para mandar pagar com bre-
vidade a Jos Alexandrino Gomes, a importancia de
2 libras de vellas de carnauba que elle vendeu
ao consellio administrativo, pelo prero de 340 rcis
a libra, pira fornedmento do arsenal de guerra no
correnle mez.Inleirou-se ao mencionado con-
selho.
Dilo.Ao chefe de polica, inleirando-o' de ha-
ver expedido ordem a thesouraria provincial, para
que, estando nos lermos legaes as coulas que S. S.
remellen, seja paga a sua importancia, a qual foi
dependida com o suslento dos presos pobres da
cadeia do Cabo nos mezes de outubro a dezembro
do anno prximo passado, com o aluguel da casa
que tem servido de quartel a guarda da Capunga,
desde o 1. de julho aleo ultimo do mencionado
mez de dezembro, e com o fornecimenlo da luz
c de oilo esleirs p ara a mesma guarda.
Dilo.Aojuiz relator da junta de juslica, Irans-
millindo para ser relatado em sessao da mesma
junta o processo verbal do soldado do meio balalbao
do Cear Francisco Antonio da Silva.Participou-
se ao Exm. presidente daquella provincia.
Dito.Ao director do arsenal de guerra, man-
dando nomear para o lugar de contramestre da ofli-
cina de serralbciro daquelle arsenal, ao t. ofli-
cial Braz Jos da Silva.
Dilo.Ao juiz de direito do Cabo, para informar
com urgencia, em que dia foi preso na freguezia de
Ipojuca o desertor do eitinclo 8. balalbao de ca-
ladores, Romualdo Jos Ferreira.
Dilo.Ao commandanle superior da guarda na-
cional do municipio de Pao d'Alho, Iransmiltindo
para Icr cxecucjlo na parte que Ihe loca, os ex-
cmplares do decreto n. 1130 de 12 demarco de
18.33, o qual nao so regula a revisao annual do alis-
lamenlo da guarda nacional, mas lambem conlem
diversas providencias sobre a sua organisacao.
No mesmo sentido ofliciou-sc aos commandantes
superioras do Goianna, Santo Anlao, Nazarelh,
I.imoeiro, Bonito, Brejo, Cabo, Garanhuns e Flores.
Dilo.Ao director das obras publicas, para man-
dar presar com urgencia na porta da prisflo que
serve de enrermaria na cadeia desla cidade, urna
forte fechadura em substituidlo da que se arraucou.
Communicou-se ao chele de polica.
11
Officio. Ao Exm. commandanle superior da
guarda nacional do municipio do Recife, enviaudo o
requerimenlo do capitao Jos Lucio Monteiro da
Franca, afim de que d suas ordens no sentido de
ser esse oflicial inspeccionado de saude.
Dito. Ao cummandanle das armas, communi-
cando haver ncsla dala expedido ordem i Ihcsoura-
ria de fazenda para que, estando nos .termos legaes
usdocumenlos que acninpanharam ao seu oflicio de
honlem n. 26, seja paga ao (cuente do 8. balalhao
de infantaria Jos dos Santos Nunes Lima, a quanlia
de 525800 reis por elle dispendida com alugueres de
cavallos para a,sua conducho e de sua bagagem de
Pajea de Flores para esta capital. Expedio-se a
ordem cima referida.
Dilo. Ao inspeclor da Ihesouraria de fazenda,
Iransmiltindo o aviso de lellra, na importancia de
7708490, sacada pela thesouraria de fazenda do Rio
finada do Norte sobre aquella, ea ordem de Joa-
quim Jos Barbosa Monleiro. Communicou-se ao
Exm. presidente daquella provincia.
Dilo. Ao mesmn, remetiendo para os conveni-
entes esames, copia.- dosaclos do conselho adminis-
trativo para fornecimenlo do arsenal de guerra, da-
tadas de 2 c 4 do coi rente.
Dilo. Ao presidente do conselho administrati-
vo, para que promova a compra das l'azendas c mais
objttlos mencionados na relarao juma, os quacs sao
necessarios ao arsenal de guerra,
senloq o respeclivo director. FCeram-so ueste
sentido as precisas communicacoes. .
Dilo. Ao rbefo de polica. Para que me infor-
me V. S. quanto parle que llie disser respeilo, re-
mcllu-lhe em original os inclusos oflicios da commis-
sao de hyeiene publica, datados de 20 c 28 de no-
vembro, 12 do dezembro e 3 do correle, ludo rela-
tivo a queslao suscitada entre a mesma junta e Jos
da Rocha Paraubos.
Dilo. Ao mesmo, para mandar recolhcr i ca-
deia desla cidade, al segunda ordem da presidencia,
o preso Pedro Lourenco Murcia, de que trata o seu
ofTicio de hoje.
Dito. Ao juiz municipal da 2. vara, inleirau-
do-o de o haver desiguado para, no dia 13 do corren
le, presidir o aditamento das rodas da 1. parle da
1." loleiia, em beneficio da cultura da amoreira e
rrearao do bicho da seda. Communicou-se a the-
souraria provincial.
Dilo. Ao curador dos africanos, communican-
do que, segundo consla de oflicio da cmara muni-
cipal desla cidade le 3 do correnle n. 4, o adminis-
trador do ccmilcd publico enlrcgou no dia 28 de
dezembro ultimo ao inspeclor do arsenal de mari-
nba os africanos livres de nomes Silvestre e Sal, os
qnaes Irabalharam na obra da capella, por se terem
portado mal, ficando anda oceupado na mesma obra
um somcnle. Fizeram-se as necessarias commu-
nicacoes.
Dito.Ao commandanle do corpo de polica, di-
zendo que a Ihesouraria provincial lem ordem para
pagar, estando nos termos legaes, importancia da
conla da Oeapeza feita no mez de dezembro ullimo,
com os dous calcetas empregados no servico da lim-
peza e assco do quartel .('aquello corpo. Fez-se a
ordem de que se Irata.
Dilo. Ao agente da companhia de paquetes
vapor, dheudo em resposta ao seu oflicio de 30 de
dezembro ullimo, l.o qe desde 21 de agosto do an-
uo passado se expedir ordem \ thesouraria provin-
cial para pagar a quanlia de 6JOO0, importancia da
passagem de duas pracas, deque (rala o citado ofli-
cio, c disto mesmo se dera sciencia n aquella agen-
cia : 2. que para poder eecluar-se o pagamento
do frele, nao so das 5 raixas com fardamento ede 2
fardos de esleirs que em 9 de junlio do referido
anno, couduzio para as Alagoas o vapor Jotephinai
mas lambem das .3 caitas Com armamento que da-
quella provincia trouxe para esta o vapor Imperador,
faz-sc preciso que a mesma agencia satisfaga as exi-
gencias contidas em oficios desle governo de 8 de
marco e 20 de julho, ludo do j mencionado anuo.
Portara. Concedendo i Ignacio Francisco da
Silva permissao para embarcar para o Ro de Janei-
ro 50 duzias do costados, 10 dilas de pranchOes, 5
DIAS DA SEMANA
lo Segunda. S. Amaro ab: ; S. Habacuc.
16 Terca. Ss. I'.nardo, 4curcio, Otbou inm.
17 tjuaria. S< Anlao ab.; !rs. Elensippo e M.
18 (Juinia. A Cadeira de S. Pedro Apastlo.
19 Sexta. S.Canuto rei ni. ;Ss. Audifas eAbacuc
20 Sabbado. S. Fabio p. m. ; S. Sebaslio ni.
21 Domingo. 3." depois de Heis.S.Ignez v, m. ;
S. Patrocolo m. ; S. Epiphanio b.
um lerceiro orphao aoqual consagra onze anuos de
sua vida. Esta vida exemplar passou-se completa-
mente nestes cuidados generosos.
A viuva Barbier, ra de Jean-Jacques Rosscau,
dilas de taboas de assoalho, ludo de amarello, e 5 em Paris, artista de sessenta minos; adopeo dusfl-
duzias de taboas de cedro, devendo esta ser apresen-
lada ao inspeclor do arsenal de marinha, afim de
passar a competente guia.
Igual i Manoel do Nascimento Pereirn para embar-
car para a Baliia, na sumaca llostencia, 7 pranches
de amarello ou selim.
Dila. Mandando admillir ao servico do exer-
cilo, como voluntario, por lempo de seis aunos, ao
paisano Manoel Jos do Nascimento, abonando-se-
ibo, alem dos vencimentos que por lei lite competi-
rem, o premio de 3008000 rs. Fizeram-se as ne-
cessarias communicacoes.
EXTERIOR.
Ibosd'uma amiga que morria desesperada por deixar
sem apoio duas filhas queestavam anula no bereu.
Ella as rccolheu, e educou. Viuva moca, acbava
oceupacoes favoraveis, porm sua vida estaca deci-
dida, como exprimem-se mu bem as autoridades :
ella devia continuar a sua obra. De suas filhas, pois
ella nao as chama de outro modo, faz, diz o Sr.
cura de Saint-Euslache, modelos de piedade; a edi-
ficarlo da parochia. Notareis, seubores, que en-
contrantes sempre a religino no fundo de lodas as
nossas virtudes, mesmo na ra Jean Jacques Ros-
seau !
0 MUZO DAS Ml'LIIERES. (*)
Por Paulo Fe val.
DISCURSO DE MR. DE SALVANDY.
(Concluso).
Pelos servicos de igual merecimenlo, ainda que
um pouco de nutra nalureza, pois, nao comecaram
antes da miseria, porem depois dellae por causa del-
la, pela necessidade de ajudar a quem 6oflre, de so-
correr pobreza, a fome, a molestia, as chagas, a lou-
cra, pelanecessidade de tiraruns meninos do aban-
dono e do vicio, einliui pela necessidade de dedicar-
se a oulrem, o que he evidentemente unjdosinstiuc-
tos do corsean das mulhcres.
Mara Benezelc, idade de 61 annos, de Montsalvy,
igualmente do Cantal, um destes lugares onde existe
o temor de Dos, o qual lem a vautagem de fazer
caridosas as pessuas. Somos informados dos servidos
prestados por ella a octogenarios, cegoscuentes e a
oulras miserias ; emfiu dedica-se a alsui.s meninos
que alimenta e aos quaes d um carcter, pois nao
julga isso menos ulil. lima irmaa de caridade. Este
nome he sufciente c dispensa outro exame.
Rosa Malafosse, de Paradc, departamento de Lo-
zere, de idade de cincoenla e oito aunes e com pre-
ferencia a criada dos orphaos e dos doenles que lem
necessidade de seus socorros. Ella lem a vocacao das
epidemias. Como Mara Benezel, lem era sua paro-
chia o nome de irmaa da caridade. O que podere-
mos dizer de mais ?
Thereza Collin, de Sainl-Maurice-sur-Vingeanne
(Cote d'Or) idade de 78 anuos, sempre moja para
exercer actos da candado que lem consumido sua
vida, la 5 anuos julgando que nao tinha anda di-
rclos ao repouso, cncarregou-se de dous octogena-
rios to repugnantes que a nropda caridade recuava
diante dalles. Ella porem nao recuou. Quiz pre-
pararse com mais esses ttulos, e eis os tres velbos,
dous dos quaes nao recebiaui seno os soccorros c os
cuidados verdaderamente heroicos do outro para se
sustentaren penivelmenle, camiuhando lodos junta-
mente para Dos
Catharina Guilhemette, d'Auch, dcparlamenlo de
Gers, e igualmente carregada de anuos lauto quan-
to de boas obras ; pois conta 7.3 anuos, c os seus con-
cidadaos declarain que n.lo pode contaron-se as suas
legunuo repre-| |,oas obras se nao aos militares Ella conserva, sob
o peso da idade, para todas as dedicarese lodos os
sacrificios, o fogo natural desle solo privilegiado que
tem dado alternativamente I-ranea, os guerreiros
admiraveis que todo o mundo conhece, e as irmaas
de caridade, tambem to admiraveis, quao desconhe-
cidas. Guilleinette quera ser urna dellas. Um ir-
mao que vollava d'Arcle, do excrcilo, ferido, (len-
te, nio podendo dispensar os seus cuidados, deteve-
Ihe os passos ; nessa oceasilo ella Toi o que Dos vi-
sivelmente a fizera. lia 60 annos, nao exslem no
lugar pobres taoucciiltus que lenhamescapadnaosseus
cuidados. As miserias que nos causam horror, a le-
pra que nos esptula sao os uuicos atlralivos desta
alma que vive j no co. Narram-se as interinidades
que ella tem ido tratar com as suas maos durante o
espaco de oilo annos inleirns. lia 15 annos he ella
a creada de urna velha cega a qual sustenta e conso-
la. Nao se pode ler sem emocan protunda urna me-
moria onde as autoridades, os magistrados, oseccle-
siasticos, a mullidaodoscidadaos honestos expriracm
o seu reronbecimento com esle mesmo ardor com que
Catharina exerce a sua caridade.
Elles dizem mu bem, que se um homem livesse
praljcado urna s das accoes que cnchem a vida del-
ta, nos nao hesitaramos em coroa-lo. Paiz feliz
onde os homens tem lana modestia e as mulheres
tantas virtudes !
Monica e Elisa Loppe, de W'iimille, departamen-
to de Pas-de-Calais, relativamente moras vista das
aldeaas de M. de Monis on. pois u.lo tem senao qua-
renla a quarcnla e Ires aunos, sao duas ruinas que
envelheceraiu no respeilo do publico promplameutc,
pelas suas boas acedes. Ellas tem sido no norte o
que Calhariua Guillemcllc lem sido no meio dia.
Urna familia de nove pessoas esteve durante doze
annos successivos entregue aos seus cuitados, ao seo
Irabalho, e i sua dedicado inesiotavel. Esle paiz,
tao religioso, admira-se dos milagres de sua f. Nao
separamos as recompensas o que Dos uni as
obras. Remellemos formalmente a medalha *s
duas irmaas. Pelas adopcoes generosas dos meninos
orplulos ou abandonados, adopcoes executadas sob a
nica inspirae.lo da caridade :
Anna-Francisca Beatriz, viuva de Poncol, de Ama-
eny, depnrlameiilo de Doubs, i.la,le de sessenta e
cinco anuos : adopcAu de um menino abaudonado
que cresceu para ser valetudinario c doente toda a
sua vida, o qual ella viga o trata ha vinte e oito an-
nos; adopcao de outro orpho do qual nao separou-
se senao quandoj era homem, depois de ter-lhe
dado um oflicio e Ic-lo casado; adopcao emfim de
O PH.tROL.
CAPICULO DUODCIMO.
O QCARTO DA DEFUXTA
(ConlinuacSo.)
A luz dava-lbc no rosto, e passava pelas faces pal-
llas it.i marquen. Astrea liuba os olhos meio fe-
chados e ineditava.
Meilitar noSSOlugar ca lacs horas! Meditar bran-
damentc depnis ilo que acabava de ser dilo e feilo !
Junto desse leilo qnc a propria morle nao podera
preservar da violaran !
A unlu de Astrea locou macliinalmenlc a fronte, e
encontrando os aunis desgrenhado* de seus cabel-
los, poz a luz sobre a mesa de chano, rujos ps fi-
gurav.un duas s'-rpcnles, e em runa da qual bavia
um espellm de Vneta.
Seivin-sc do penle da marque/a para reslabelccer
a symelria dos cabello*; depoissorriu sua imagem
refleelida no eapelho, e ajustn mais graciosamente
sobre os hombros a- presas macias do rtale da In lia.
Faria pena, dase ella a si mesma em voz alia
beijando espelho, deixar-le aos nossos porro, roi-
uli.i pemla!
Nao te fazes maos complimcnlo, velhaqsinha !
dista Joan Turil no lumiar. A proposito de porros,
que (izesle do grande Rostan?
Enviei-o a na tarefa, respondeu Astrea sem
vollar-se. e lancamlo um ultimo odiar ao espelho,
fez signa] ao curandeiro para que entraste, c per-
guuluu-lhe:
() Vide o Diario n. 10.
Sabe turar bem, meu lio?
Joao Tourl ersueu os hombros, e respondeu evi-
lando vollar os oliios para a defunta:
Se ha alinea) para sangrar tenho a bolsa co-
migo, e metiendo a nulo na algibeira, tirou uns pe-
dacos de panno. Ao sorriso sinislro com que pro-
nunciara estas palavras, succedeu urna expressao se-
ria e cheia de sollicitude.
O curandeiro poz os oculos no nariz, rscolheu
dousqnadrado V; te isto for bem cosido e balido com ferro
quentc, nvinhai calcas licaro como novas.
Dizcudo isso, elle applicava os dous quadrados so-
bre os joelbos no lugar em que o fuslau usado se li-
nda rasgado.
Aslrca poz-se a rir.
Nao sei o que eu quera pergunlar-le, tornou
Joao Tourl. Ab que r.i/.ias aqu com o pastor ?
Com o pastor repeli a Morgatte admirada.
Fallo do pastor Sulpico, que euconlre agora
no corredor.
Astrea eslava do bocra aborta.
Chamei-o. conlinuou o curandeiro; mas elle
curda como urna lebie.
Aslrea olhou para a porta aberla do quarto vizi-
nho, lembrou-se do rumor ouvido, e disse eotBtfKo:
Elle eslava alli.
O siior veio-llie s fonles. Tao perto do porto que-
brar-se contra um c^colbo !
E agarrn violentamente o braco de Joo Touril,
e disse :
Se o menino ehegar a Ploucsnon, opalraoSul-
pirio mudara de estrada, e adeos os sete mil traucos !
Jo3o Tourl abaixou-sc para apandar um allinele
que brilhava as tenda do assoalho, c pregoa-o no
tofrn da ve-iia. onde j.i bavia muilos oulros; por-
que Joao Touril cosluniava apandar alfinetes pnr
loda a parle, c no perda ocrasiilo de pedi-los as
coslnreiras,
A Morgatte moslrou-lhc o bofcle fechado, d-
zendo :
As pistolas do defunlo marquez eslo alli
dentro.
(Jue queres que eu fara dellas, velhaqiiinha'.'
Nao quero que o menino ebegue a aldeia de
JoaoFouillel, meslro de meninos em San!-Sym-
phorien des Bos, departamento de Sane-et-Loire).
Um homem, emfim e sentimos prazer parlicular-
ineule por encon(ra-lo no meio de bemfeitores po-
bres de ludo o que soffre; pois he um mostr da in-
fancia : quereriamos ve-Ios lodos cercados da con-
fianca publica. Adopcao, que dura ha dez annos,
de qualro meninos surdos-mudosdos dous sexos, dos
mais indigentes do paiz, e lomados em pequea ida-
de, os quaes elle procura, por um sentimeiilo mu
elevado, no seu abandono e na sua indigencia, Irata
com os seus fraros recursos como seus proprius lilbos,
nulre-osemfimeveste-os como estes. O intrpido mos-
tr lom-se applicado resolutamente a dar a liberdade
a estas intelligcncias, a eslas almas captivas, resla-
beiecendo,por urna industrio,a inslrucco, cujo sc-
gredo eucontra na dedicarao, suas communicacoes
com o resto dos homens que urna mystcriosa dispen-
sario da Providencia tinha interceptadas.
Os municipios circumvisinhos, reunndo-se para
recommendar esle homem generoso aos nossos sullra-
gios, rercrcm una mull.lio de oulros (raros gene-
rosos que mostram que urna vez dominadas as al-
mas pelo amur do bem, esta nobre paixao produz
milagres; mas notamos principalmente esta adopr.lo
exemplar. Senle-se urna grande commorao ao ler
enlre os signalarios da Memoria da proposta em fa-
vor do liemfeilor.os nomes dosobjectos do beneficio.
He mageslosa a declararlo que cites lazcm. .Seu
filho mais velhu em Jess Cbrsto assigna-se Pedro
Bernet, um dos qualro dcsararadus. O cura, decla-
rando admiravel, a dedicarao desinleressada docari-
dozo emulo do abbade Sicard diz : gracas aos seus
enlistantes esfurrose aos seus felizes resultados, po-
derei lomar a scinear os ronheeimenlos religiosos
nesla Ierra, ao principio to ingrata, que a caridade
soube fazer fecuuda. Depois occresceula estas bel-
las palavras que se deveriam fazer ehegar a lodos os
municipios, a lodos os mestres de Franca; Possa
esle novo genero de dedicarlo, coroada de bello suc-
cesso, e animada pelo reoiiiihccimcnto e adiniracao
pblicos, servil de cxemplo aos meslres dos nossos
campos O digno pastor lem rada. Existo no
modelo que elle aprecia e lano recommenda, um
elemento de libertarao moral para Imita mil lillios
da Franca, itjaaesa lodos nsoutrot, e que urna bar-
reira accnlenlal separa de nos, e que amanilla um
zelo piedoso poderia resltuir inleiramcnte a fami-
lia, religio" e sociedade. O corario sobre-alia-
se cuidando em ludo oque poderiam lornar-sc aluns
destes llhos de Dos, que nos parecern privilegia-
dos lalvez um dia, a medida que todos esles espiri-
to! se tiverem desenvolvido, grabas a nos c gracas a
elles meamos, cultivados pela instrucrao. fecundados
pelo estudo, fortificados pela meditaran, defendidos
por eslas fortes barreiras do recolhimento edo silen-
cio, conservados por isso mais prximos d'esle ideial
que uos deixava entrever, no romero desta sessao,
aquelleque driles fallava lambem !
Por dedicarao aos senlimentos domsticos alem
do restricto dever e dos limites communs.
llorlencia Jenol, de Villers, sir Ncole, departa-
mentos do Norte, idade de quarenla annos. Nasceu
na abastanca; a desgrara accomelteu seus pas, a in-
digencia, a velhice, a apoplexia, todos os males ap-
pareceram. Ella fez-se costureira; trahalha durante
a imite, assisle a seus pas durante o dia, per leudo
dousdos seus sobrinhos a mAi, ella os tomou, jul-
gando que Dos augmentara as suas forras como
augmeutava o seu fardo. Justificaremos a sua espe-
ranza.
Anua Pioger, de Fyc, departamento de Sartlie,
idade de cincoenla c seis annos, a providencia da
sua familia, familia que parece inexplicavel em mi-
serias, como ella o he em dedicaran. Joven, ella e-
ducou seis ii maos e irmaas; mais tarde fica com o
pai e a mSi, velbos e impotentes, as costas. Ao
mesmo lempo recolhe qualro do seus sobrinhos
que sao orphaos, e, mai admiravel nao cnsente
que deixem sua companhia scnSo quandoj linliam
obtido um oflicio. Prenles remotos, porem indi-
gentes e dorales, veni augmentar este catalogo. Ella
he sufficienle para ludo, porem lanos cuidados nao
sao suflicieutcs para ella. Sabe d'este circulo de fa-
milia, que entretanto tem dado materia, alem de
loda a medida, de lodo o zelo e de toda a coragem.
Velha tambem abriga urna octogenaria infeliz que
exige cuidados de tal nalureza, que sao reconhecidus
por nos como virtudes.
Claudio Gollot, de Bellefond Colc-d'Or.' idade de
cincoenla e oilo anuos. A sua vida he a mesma que
a de Anua Pioger, smenle coro a diflrrenr^a que
Claudio be homem, o poderia Ice procurado fortuna
Ion-e do tecto materno; pois nao linda pai.
Elie lirn regulando o sen Irabalho desde a idade
mais tem, para educar qualro irmaos c irmaas mais
moros do que elle, para nutrir como seu Irabalho a
mai doente e tralar de um irrno idiota desde a in-
fancia, o qual insulta a todos que se Ihe tpprosi-
mam. Gollot nao reclamou nunca soccorro; recusou
toda a transaccao que livesse por lim dividir sua car-
ga, persuadido de que um tal fardo nao he da juel-
|es que po.lem ser repartidos. Ha quarcnla anuos
que islo existe anda. Sen iranio lem cincoenla e
qualro annos, sua mai oltenta e selle. Infelizmente
elle envelbece, este Irabalho sem repouso gaslou-llie
as forjas, bem que nao Ihe diminuste a eoragent.
Meus compatriotas de Gers diriam que he um i na-
lureza de homem, heroico como urna mulher. Elles
leram razio. Repito-o depois delles, pois nao pode-
mos dizer melbor. Theophla Dedique, d'Havrin-
court. ( Pas-de-Calais ) idade de cincoenla e cinco
anuos; leve a mesma vida, as mesmas miserias, a
mesma piedade filial, a mesma coragem e uto de
raro e diflicil, pois nao be sobre o campo da bala-
Iha. A maior diflerenra entre elle e Claudio Gollot,
he que Dedique, alem da mai, alem de urna irmaa
idiota tem urna irmaa louca furiosa a qual na con-
praias. O honrado M. Anselmaire do Havre eleva
a mais de (rinla o numero das vidas por elle arre-
batadas s ondas.
Porm o que commove a academia, he que nao
limitou a um s Ihealro as provas da sua no-
bre vocarao. Salvador conlra o mar, e seus pe-
rillos, elle he oflicial de bombeiros contra o in-
cendio ; be oflicial de artilharia contra as revollas,
he igualmente promplo, resoluto, em loda parte.
\em a Paris nos nossos mnos dias, lular contra on-
das mais perigosas que aquellas que tem sido por
elle tantas vezes aflrontada, e jada os nossos sol-
dados de modo heroico. He isso o que conven-
ceu-nos, he isso que denota no digno legionario, no
bonuidaitao quenos|herecommendado,a necessidade
de sacrificios numerosos. O ardor ou allvez do
sangue que pode constituir a coragem, eleva-se as-
sim ;i digiidade de urna drade. M. Lechevalier
tem lido muilas vezes direito ;i coroa de carvalhu.
Elle a lem obtido muilas vezes ; lem-na obtido em-
scnlio que fosse condolida para a casa dos alienados. |m nacional e gloriosa como a d a Franca, pela es-
Elle manteiii o seu direito: a desgrasada nascera,
sob ledo paterno, portanlo ah devia morrer. Eis
o seu raciocinio Elle lambem coincroii o seu Ira-
...OAfin
Ploucsnon! respondeu Aslrea dirigindo-se ao rouvei
a passo firme.
Joao Touril meneou a cabera, e disse :
Elle tem boas prnas !
Astrea abri o lio fe le. e tirou duas pistolas rica-
mente embutidas.
Joao Touril bem tera querido visitar as gavetas,
e Dos sabe que nada teria deixado ; mas a Morgat-
le repellio-u, e disse mcllendo-lbe urna pistola ua
m.lo:
lie mislcr tirar Ihe a bina; porque a carga de-
ve estar moilo velha.
Como Joao Touril filava ainda as gavetas um
otnar de rohica, Aslrca lornnu a fechar o bofete, e
lancou a chave pela janella dizendo :
Tudoo que est adi dentro, minlia madrinha
amava, e nao quero que Ih'o furtem !
Joao Touril pensou que (ornara a acbar a chave.
Entretanto lirou a buxa das duas pistolas, as quaes a
Morgatte carregou iiovamente fa/.endo o que vira
lautas vezes fazer seu grande Rustan. (Juhii !o aca-
boo, ordenou ao curandeiro que ajudasse-a a lomar
a por a marqueza sobre o leilo, o qual foi restituido
ao seu lugar ordinario.
Aslrea aceudeu depois as velas dizendo :
M mcl.irei dizer mistas por minha madrinha, se
adiar os selecentos rail francos.
Deram onze horas c meia. Aslrea applicou 0 on-
vido. Lm silencio profundo reinava no pavimenta
terreo.
Elles diiriuem como porro, murmurou o cu-
randeiro, vou alliviar-lbcs os bolsos.
Se Vete, lardar, meu lio, disso Astrea trocan-
do rpidamente o chale de crep da India por um
manto de rr escura, partiremos sem Vmr.
E arrcsconlou pastando o lumiar:
Os guardas do lenle Kouais eslao robo a-
los na Cruz do Conde. O menino sera apandado, sal-
vo se lomar pelo caiiiindo militar. Nesse caso o al-
cansaki.
Vas alirar sobre elle, vclliaquiiha ? pergun-
lou Joao Touril com urna especie de admiraran.
A Morgatle ergaeu-se (,1o bella e altiva, que o cu-.i
ranilciro abaixou os olhos.
Esla noile, pronunciou ella com um sorriso i

cheio de selvagem orgulho, eu c/>mhaleria como
proprio Dos, se elle me impedisse a passagem !
JoAo Touril perseguinou-sc a surdina. A Morgat-
te sabio com as duas pistolas descoberlas dizendo:
Daqui a urna hora na charneca..... daqui a
duas doras em camiudo para Paris !
Jo.lo Tourl lauroo-se lora do quarto lugo que ella
saldo, e loruou a adiar a candela no corredor.
Sao agora (res pessoas que couvem matar, dis-
se elle coinsigo descerni a Oseada grande rom i>r-
oaurao : o pastor, o senlior Antonio c o pairan Sul-
pico. A veldaquinda de nada duvida (Jue exrel-
lente rapariga !... Eu iria procurar a chave do bofe-
te da parte de fura debata) da janella... mas l esta
a defunta...
Para qu acender lodas aquellas velas' excla-
fnou elle ; ,i velha nao v mai*... (Juandn posto de parle o patrio Sulpirio. o senlior Antonio
e o pastor, davera ainda Magdalena com seus dous
fillios: Irene, e o que da de nancer esla noile... .Mas
quando se laz observacoes a veldaquinda, ella man-
da a gente tahua.
Joo Touril inlo leria entrado lalvez por si mes-
mo nessa va de rarneficina ; mas era um espidi l-
gico : ia ao fundo das quesloes.
Emquanto desda a tacada, nenlium rumor chegou-
Ilio aos ouvidos; porque a orgia dorma. Foi smen-
le no vestbulo que ouvio o surdo concert dos ron-
cadores. A porla ila sala do janlar eslava aberla, e
Joao Touril pode ver os re-Ios do feslim dos diados.
O coracao fecliou-se-lde, e elle disse suspirando :
Nem ao raenue tpagaram o lustre grande!
que disperdicio !
Entrn e comen piedosamenle os restos espalda-
dos sobre a loalha manchada, sem locar nos pedamos
que ainda poliam servir. Ajiiiitou em nina garrafa
lodo o finito que rcslava nos copos, e fez um mon-
illo de niigalbas para as gallinh.is. A \ isla dos pratos
quebrados que jiiucavam o chao, dava-lhe estreme-
cimenlos de horror. O soor \inba-lbe s fonles pen-
sando que patejava na cidra e no vinho derramado.
Tena sentido menos se livesse sido sangue ; porque
nada se piule fazer com o sangue humano, nem mes-
mo cbouricos.
Entretanto bem como o leilor pode presentir, um
grande projecto tinha germinado na cabera do cu-
balbo na idade de quatorze annos; e ha quarenla c
dous que continua nelle. Sao virtudes dignas de
grandes recompensas.
A ultima, de que vos follare), na ordem das de-
dicaees prolongadas, tem realmente insignias c bem
gloriosas, pois a Lcgiao da Honra as domina.
Trala-se de Jos Henriquc Bonnival, de Die, de-
partamento de Drene, idade de cincoenla c qualro
annos, soldado, sargento, ajudanle do de I tahas,
e cavalleiro da Legiao da Honra. A honra com cf-
feilo c a piedade filial dominaram esla simples e fir-
me existencia. Joven anda, elle abandona os d-
rcilos maternaes assaz consideraveis para pagar as
dividas de seu pai: Com o mesmo fim fez a carn-
panha de 1823, oblevc os gallos de sargento, pas-
ara selle anuos sob as bandeiras, alisloii-sc emfim,
sucessivamenle cinco vezes, o que fez com q'ie pas-
sasse muilos annos no rude solo d'Africa para aca-
bar de desempenhar seu pai; e depois tambem para
mandar para um pequeo seminario sen irmao mili-
to mais muco do que ello, para conduzir este nro-
phylo at ao fim dos seus esludos, entrega-lo i mi-
licia dos aliares, e faze-lu um digno padre como o
he boje. A gralilicacao que recebia quando' a-sin-
lava praca em lugar de outros, o sold de ajundnn-
te, a tenga de legionario forain empregados em des-
viar urna mancha do seu nome e urna difliculdade
da c.irreira santa de s eu irmao. Nao he locante,
seuhores, a scena desle outro soldado, fallo do do
Evangelho, professor hoje em um seminario, que
deve seu estado, sua posirao, seu ministerio, sua
sciencia, suas virtudes, a esta glorieta economa do
soldado dos nossos cxcrcilos '.' E notai que este ofli-
cial subalterno, que forma seminaristas com o proco
do seu sangue, he um homem que servo seria i- va-
I.'lilemente. Seus postes, e cssa cruz que he o pre-
mio da virtude do exercilo, altestam o romo elle era
Considerado no sen corpo. Nossas bellas campanil is
d*Algesia nao liveram combales mais firmes e
mais bravos. Como diz o conselho municipal de Dio,
lu bom fillio n.lo poda deixar de ser um bom sol-
dado.
Emfim chegou o momento em que o soldado l n-
daudo o seu lempo, entrn nos seus lares. Sua ci-
dade eflereceu-lbc urna habitar**) nos edificios mu-
nicipaes, e pede para elle um destes premios Mrn-
tyon que s3o a cruz de honra das virtudes civi-,
Sabis bem como eu, escrevo o maire no sub-prc-
l'eito. que as virtudes de Bonuivnl sao ha muilo lem-
po a admirarlo da cidade que o vio nascer. a
As classes pobres, dizem-nos os habitantes, se
alegrara-) por verem recompensado o mrito de
um de seus filhos. Elles leem razan Bonnival
he um desses corares que sao proprius para dar
exemplo aos pobres e aos ricos, cidade, e ao exer-
cilo.
ACTOS DE CORAGEM.
Mcdalhas de 1,000 francos.
De Bonnival aos actos de coragem, a traiuic.io he
fcil. Elles oceupam um lugar muilo limitad]
nos nossos concursos, nao porque nao sejaro mui
numerosos de urna oulra evlremidade da Franca.
Os peridicos os publicara todos os dias, e apresen-
lam o artista, o soldado, o filho familia, o homem
profano, emfim o padre, igualmente promplos a lan-
rarem-se em lodos os perigus pela salvarlo de seus
seineldanles.
Todos os dias lambem a' administraran honra-te
recompensando-os, contando a publieidade como n
melbor das recompensas. Porm nossas distincroes
quercm actos repelidos, que alleslem o nobre habi-
to de coragem e de humanidade, urna verdadeira
paixao Taima, urna mi-sao firmemente aceita, ge-
nerosamente execulada.
A academia oflerece urna medalha de 1,000 fran-
cos Luiz Augusto Lechevalier de idade de 60 an-
nos, lanociro no Havre, decorado com numerosas
me. jIIi is de sah aran, decorado com a mais bella de
lodas. Elle lambem be cavalleiro da Legiao de
Honra. Toda a cidade do Havre reclama para el-
le, alm disso, um premio de virtude. As autori-
dades, em urna Memoria de dez paginas de narra-
rao, e seis paginas de assignalura, lodas das mais
honrosamente mohecidas intra muros el extra, pe-
dem que as duas recompensas sejam reunidas para
aquello que reuni lodosos geueros de servico c de
coragem.
Com (ffeilo M. Lechevalier comerou em boa oc-
casiao sua carreira de intrpida dedicar i. Desde
1813, antes de ler Tinto annos, salvara os seus sc-
m lliantes n'um mar a urna legua de distancia das
ISTERiOR.
trolla da honra. Porm u signal particular da vir-
tude pode ser-lde concedido. Ser urna Iroca de
acodes cutre mis e a cidade do Havre. Esla gran-
de cidade lem dado a academia franceza duas esta-
tuas, e .le Bernardin de Saint-Marra e a de Casimir
Dolavigne. Nos Ihe enviamos em recompensa, o que
possuimns de melbor : o premio MonUon.
Seuhores, temos rendido homenagem i todas as
acroes corajosas que a dedicarao inspira, temos fal
lado de todas as virtudes que honram os povOS, lo-
mos encontrado no noato caminhu os bravos do
nosso exercto ; mas todos os nossos pensamentos,
cslou disso coii.encido, se dirigen! para a mais
tranceza de ludas as accoes corajosas, para a mais
bella das virtudes, para as virtudes guerreiras, que
lem sido em lodos os lempos nossa honra e nessa
seguranza, para esses cem mil Francezes que mani-
rettamagora mesmo em regios remolas essas secu-
lares virtudes da Franca. Porque razao forain elles
sujeilos logo no principio da carreira a dar provas
dL-so? porque razo sobre urna plaga alliada no
mesmo lugar em que esperavam encontrar o nome
e os traeos de seus anlepassados, eucontraram esse
Magollo de que j fallamos, couduzido com elles,
passageiro do inrsmo navio, nimigo a bordo, occul-
lo as dobi as de sua gloriosa bandeira O exercito
foi dolu o-aiin ule ferido. o Instituto tambem o foi.
UmMcsses jovens generaos que Tarara ao Oriente
procurar a gloria, e que abi eucontraram a morle
sera coinhale fa/.ia parle do nosso numero; elle li-
nda gando lodos os seus poslos no campo de balalha.
Lina oulra academia Ihe tinha agradecido o ter mar-
chado frente do nossas columnas levando o radio
da historia na mao. Caburccia razia parle de.se
grande viveiro africano 13o charo i Franca, elle
abi se tinha distinguidu. Eu o vi sobre o tbealrode
seus diir.-rriites traballuis. Sua coragem de leo,
sua voiit.nle de corso, sen ardor de erudito davam-
Ihe um i posirlo dislincta nessa flor de corarocs, de
bracos, e de espiritas fraoceies. Eu fui informado
da grande estima que Ihe consagraran o excrcilo, o
grande 'guerreara, e a administrarlo que eslava
sua frente. Elle levava ao Oriente os DCNBOJ ardo-
res, elle encontrara l por toda a prteos Iraros da
Franja, elle haveria de levar sobre lodas as mar-
geos sua bandeira e sua espada, haveria de rumiar
em lodas as rostas reinos, e haveria de encher com a
sua grandeza a serio dos seclos. Elle sonhava I
novas fortuuas para nos e lambem para si, era da-
quelles que tem o direito desouhar lodos os futuros.
Vos me perdoarcis ler querido que, desle recinto
para o qual o intrpido soldado linda dirigido suas
mais charas ambicoes, um gemido amigo se fosse con-
fundir sobre o seu tmulo com o dos seus compa-
nheiros de gloria ; para um Instituto elle tambem
era um companheiro de armas.
llovis de permittir-me ainda, seuhores, oulra
cousa. Ao lado deste tmulo no mesmo momento, e
de um modo tambera lerrivcl oulro fui aborto, jun-
io do quol nao posso deixar de dar um grito de dor.
Ha viole cinco annos eu tinha a honra de propor
as cmaras a nsrripc.lo do duque de Elchinsen nos
quadros do exercilo. Pouco depois elle proprio ina-
crevia ah mesmo o seu nome de um modo digno de
si, gravando-o com a espada sobre os muros de Au-
tuerpia c sobre as rochas do Atlas. Eu o loruci a
encontrar as nossas assemhlas, dotado das mais
bellas e varonis virtudes rivis ; firmeza d'aima, fir-
meza de principios, eloquencia e attitude de um es-
pirito severo, altivez de urna nobre nalureza diante
das tempestades da vida publica e dos movimentos
dos partidos.
Durante as nossas ultimas lulas um dcparlamenlo
do Norte que me he charo descanrou nmearadn e
tranquillo i sombra de sua calma e alliva coragem.
Elle tinha alguma cousa de heroico as feices e na
alma. O Oriente parecia-lhc um campo a sua von-
lade ; a mao de Dos lh'o fechou. lima grande vi-
da publica e militar aba teu-se em sna for-
ja. A I- ranea perde um nobre e grande corarao.
Eu prcencheria plenamente a missao de que me
encarregastes, senhores, se tendo ueste momento di-
ante de nos, como succedeu com o neto de Sully, o
joven oflicial subalterno que carrega o fardo decha-
inar-se Miguel Ncv, c que depois leve adesgra;a
de rhamar-se o duque de F.lcliingen Ide dissesse em
vosso nome: Nobre mancebo, oxal que possais re-
unir lodas asvirludes civs de vosso pai a todas as
suas qualidadesguerreiras, e que a fortunada Fran-
ja enlloque ua vossa marcha um destes dias em que
possais mostrare orno vosso avd, que um homem po-
de ser grande como um exercilo.
HIO DE JANEIRO.
25 de dezemhro de 185-i.
Pelo paquete La Piala, entrado honlem do Rio
da l'r.da,recebemos jornaes do Buenos-A v res al 12,
e de Montevideo al 15 do correte.
No Estado Oriental continua a leinar perfeila
Iranqullidade. A poltica do novo ministerio lem
agradado.
De r.iirnos-.\v res pouco temos a referir.
O Sr. (.ulien.depois das conferencias que leve com
o governo, parti para Santa F, comas bases de um
[ralado de paz que tai olTerecido pelo general Lr-
quiza em um oflicio que dirigi ao presidente de
Bucnos-Avres, e no qual protesta u3o ter nem
ao menos concurrido para a invasjlo que Lagos e ou-
lros cheles fizeram no territorio desla cidade.
O governo, aceitando a paz easseguraojasde ami-
sade por parle de Urquiz.i, exige que esle fara reti-
rar de Santa F os implicados no movmtnlo do Ro-
sario. Epera-se que Urquiza ratificar immedia-
tamente o referido tratado.
7%-
{Journal des Debis].
27
Pelo Imperatriz Thereza, entrando honlem, re-
cebemos jornaes de Porta-Alegre e do Rio Grande
ate 7 do correnle.
A provincia eslava em Iranqullidade.
Lina caria de Porte-Alegre de 27 do passado diz o
segrale :
O honrado delegado do Bio Pardo, o Sr.
Petrcio Antonio Alves, communjea ao Sr. Dr.
chefe de polica que, no dia 23, a larde, no
momenlu de entrar na sua casa, junto ao passo das
Pederneiras, Tlieoduliuo Jos dos Santos foi assas-
sinado com um liro de pistola por seu proprio ir-
mao Joaquim Jos dos Sanios. Esle malvado j
linha sido remedido para a marinha, c conseguio
evadir-se de Sania Catharina, tentando depois ma-
lar seu proprio pai. Fngindo elle agora, ape-
nas arabou de pralicar seu erme, be perse-
guido sem descanso, e seu processo esla' instau-
rado.
a Toledo coula urna tonga serie de homicidios,
e de toda sorle de crimes, lendo ltimamente man-
dado surrar sua mulher pelas proprias filhas,
por a misera nao querer servir de Pasephae a
um co! !
He lal o terror que causa esse monstro, que as
leslemunhas lem inedo de deprein contra elle. >
Grassavam em Porlo-Alcgre as escarlatinas, con-
lra as quaes se loma vara enrgicas medidas higini-
cas.
O nao menos digno delegado de Algrele, o Sr.
I.ibndo atunes Coelho, communira delalhadamenle
os seguidles fados mais notarais : No dia 35 do
passado foi gravemente fcrido em Garupa, ficando
por morlo, o Correnlino Feliciano Sena.
a Os atstetaot foram Antonio Rodrigues, mora-
dor no Estado-Orienlal, e mais dous individuos.
Forana persemiidos alpatsarea a linha da fionlei-
ra, dando efficaz auxilio para isto o Sr. Icnenle-
corocel Severino Ribeiro.
Finalmente temos a noticiar um servico do dig-
no Sr. delegado de S. Gabriel. Francisco Ernesto
da Silva Chaves: cxislindo n'uma chcara perto
daquella villa o tacinora Ireno Balthazar de Tole-
do, o mandou prender, pedindo auxilio de urna par-
lidado 1. regiment de artilharia.
{Correio Mercantil do Rio.)
% __ m
Por decreto de 22 do correnle :
F'oi promovido o capitn Marcos Aurelio Rodri-
gues Coelho ao posto de tenente-coronel comman-
dante do balalbao de nfantaria da guarda nacional
da freguezia de Nossa Senbora do l.ivrunenlo, do
municipio do Panlagua, da provincia do l'iauhy.
Por decreto de 26 do mesmo mez :
I ni muendo juiz iuuuicip|l c de orphaos do ter-
mo da Franca do Imperador, na provincia de S.
Paulo, o bacharel Antonio Ribeiro da Silva Porto.
Foi removido o juiz municipal ede orphaos Joo
Mendos de Almeids, do termo da Franca do Impe-
rador, parado o de Jundiahy na provincia deS.Pau-
lo, por assim o haver pedido,
1 de Janeiro de 185g.
Por decretos de 29 de dezembro loram Horneados:
Commandanle superior da guarda nacional do mu- <
nicipio de Mogy-Mirim, Limeira, S. Joao do rio Cla-
ro, Araraqura, da provincia de S. Paulo, Joao Goo-
jalves dos Santos Cruz.
Chefe do estado-maior, dilo, Ignacio Jos da Sil-
v cira Bueno.
Tenente-coronel commandanle do corpo de caval-
lavaria n. 3 dilo, Manoel Netlo de Oliveira.
Tenente-coronel do balalhao n. 26, commaudaute,
dilo, Antonio Joaquim de Freilas Leilo.
Tenente-coronel commandanle do balalbao a. 27
dilo, Joao Furtado de Campos.
Tenenle-coronel commandante do balalbao n. 28
dito, Antonio Vieira Barbosa.
Tenente-coronel commandanle do balalhao n. 29
dilo, Joaquim l.ourenjo Correa.
Chefe do estado-maior do commando superior da
guarda nacional dos municipios de liuaraliugul,
Aras, Queluz, Silveira, Lorcua, Cunta e Bananal,
da mesma provincia, Joao Marcondes de Moura,
Majores ajudanles d'ordcns do commando superior
da guarda nacional dos municipios de Codo c Croa-
ta, da provincia da Maranhao, Autonio Jos Mar-
tius e Antonio Pereira Jnior.
Capitao secrelario-gcral dilo, Antonio Alves de
Carvalbo,
randeiro: elle lancou um ullimo olhar sobre as reli-
quias da orgia, e tomn firmemente o ramiuho do
solio. Ah lodos donninm. Os coxins das poltronas
e dos sofas servan) de Iravesseiros aos pares propor-
cionados, a saber : Mr. Lapierrc c Suzelte ; Loiseau,
o da estribara, em Irage de capitao .le marinha e a
mais dislincta das Caliches; a viuva Rio. Laa
Clanchel, etc. Os oulros estavam deiladosroiirusa-
meota sobre o assoalho, O lusire grande alluffliava
violentamente esses roSlOS atacados de congostao, ou
empallideeidos pelas nauseas da embriaguez.
A mor parle estavam deilados na posirao, em que
o tomno os linha ataallado; oolroa lioham lutado;
a poeira tinba-se unido ao suor das frontes, e suas
boceas convulsivas abriam-se para tancar este raneo
ila garganta, que asseinelba-se a um estertor; ou-
lros lambem estavam amontoados, nuliiercs e ho-
mens; oulros emfim...
Mas para que dizer esses vergonhas'.' Joao Touril
nao as vi, assim como nao vio o circulo altivo dos
anlepassados, que contemplaran! do finido deseos
quadros o bando adormecido dos criados ebrios. Isso
nao Ihe nleressava ; pois nJkvUnha rindo para es-e
lim.
Joao Touril cslemleu no meio do sabio um grande
guardauapo de lindo novo, que tirara da inesa.e rne-
dindo-llie acapacidadecom seu olhar astuto, affacou
os bolsos dos que dormiam. Fez um calculo rpido,
e as feires expan-liram-se-lde, porque em suaavu-
liacao o guardauapo poda receder o conteudo de
lodos os dolsos.
O bem mal adquirido nao aproveila disse elle
laucando rita olhar austero sobre a mullidlo dos
criados. Isso os ensillara '....
Mi-iiou um instante nao saliendo por onde coine-
oasse sen papel de providencia vinaadora. Olnais
gordo bolso foi que o atiranta primeiro. O bolso
mais gordo partencia naturalmente a Luisa Clan-
chel : a* co/.inlioiras excedem sempre os oulros la-
drees domsticos. I.ui/a Clanchel vestida de marque- prnsajol
io de Luiz XVI linda mcttidO o bolso de- >|
salas; assim a mfio que tremaoe emocilo alegre po-
de pendrar no sacco.
Abi bavia umitas cousas boas: urna duzia do fa-
cas de rabo de prala, talheres de prala dour.i la. e a
aza de reslo transformada em eseudos de cinco li-
bras por una danta assidun. Joao Touril enterne-
cido adraron Lui/.a Clanchel, < levou ludo para o
guardauapo. I.uiza Clanchel sonhava que prodiga-
lisava a mu gendarme viuvo seu enraeau, sui> mao e
suas economas.
O curandeiro passou em revista as algibeira- de
l.oupin, de Nieuil e de Loiseau, o allanador, onde
achou Ires relogios. Teve lambem os bolsos de cou-
ro ilessos (res aldeoes. e alguna oulros objeclos. A
viuva Itio forueceu-lbe melbor colheila : deu-lbe
inia correnle de ouro, rendas fuadas, una salva
de prala, um rosario de topazios, e a bocelinha de
contestos Ihe suas dragonas, sna cruz da ordem, seus aunis,
e seu cachimbo de Mvsore. As tres Caliches re-ti-
luiram ludo, apezar de sua mocidade c de sua feial-
lije. t) curandeiro nao desprezou nada do que el-
las linhain pithado. O suardauspoonchia-se vitiral-
mente, c seu peito dilalailo dava suspiros de a-
legria.
Eis o que be, repela elle alTaarndo sua colhei-
la : o bem mal adquirido nSo aproveila !
Joio Tonril iia tira moralista severo. Perrine,
Julotic e Tiennelte tornaram a entregar seus.....-
desloa ganhos. O cnranileiro desapiedaoo nSo Ibes
dcixnii nem mesmo a cruznba de orno que linliam
ao pescoeo. Era mistcr um rxemplo.
suzelte em lodo o brilho de seus nobres atavos
dorma ao lado de .Mr. Lapierrc. Era um bello ca-
sal, e Je.lo Touril conleniplou um instante o altivo j
perfil ilo camarista.
mosa hcela esmaltada. O curandeiro deitou-lbe a
belleza ; mas visla da hcela, franzio as sobrance-
Ihas, ilisse com amargura :
Tao joven, entregarte j a lao maos hbitos !
Isso corrompe o nariz, e mais de urna desavenra
domestica lem (do por origcm esse iucommodo d-
feilo.
Nao quiz que Mr. I.apierre livesse dcsavenjas cora
a mulher.
Antes de melter no bolso a boceta esmaltada, quiz
tomar urna pilada, c foi enlao que vio os brincos de
oreldas de diamantas. Vnltou-sc e beijou Suzelte na
frente como um bom pai.
Tinha una alegra branda e profundamente sen-
O proverbio tem razo de dizer, murmurou el-
la rindo, que o bem chega dnrmindo... He a mira
que o bem rbega... mas como elles dormem Vou
dar-Ibes ar.
O curandeiro alou as qualro ponas do guardana-
po, cabrio a janella por humanidade. A noile esla-
va escura, e nenlium rumor se ouvia (ora. Saltou a
analta e atravesara a pastagetn a passos largos.
Depois que passou a grade, vollou-se. ia-se bri-
Ihar sobre a Ochada sombra o sabio c o quarto da
defunta; ludo o mais dcsapparecia na esruridao.
Joao Touril levava a Irouxa na pona de urna linda
bengala de cana, c caminhava leste e dis| oslo como
um joven amante primeira entrevista : crcio mes-
mo que canlarolava urna caucan alegre. As algibei-
ras alulbadas incommodavam-no um pouco, e a
Irouxa linda algiim peso; porm Jo.lo Touril eslava
levo como una pcima.
No n i- miento em que deixava a pasta geni para en-
Irar no bosque, ouvio um rumor confuso de vozes e
de passos, e parou aportando a Irouxa ao corpo. I'ma
A riqueza nao ila a fcliculade. mormurase o cu- i luz passou perto dellc pela vereda que comluzia a
andeiro apalpando o colote de Mr. I.apierre; se el- Ireguz ; e o curandeiro roconheceu a lanlerua de
'inam-sc, achaio em seu coracao grandes com- *
za do teni|"
baixn de urna mullidlo de sesudos furlados. t) cu-
randeiro ralo perdn lempo em procurar o camiiiho
desse samluaro. e romo (inda alem disto muila de-
licadeza para levantar o vestido de uiaa mulher, li-
rou um escalpello bem aliado, com o qnal corlou as
relogto foi lirado brandamente, Mr. I.apierre
"a i i) linda furtado ; masJoi* Touril nio etrava
no-as particularidades. Tirou-lbc lambem um an-
nel ilo dedo, e um moten inleiro das algibeiras. S
l.i iza Clanchel poda valor Mr. Lapierrc.
ijuanlo a Suzelte, ella s tinha sua belleza c a fa-
furla-fogo dos guardas. Esles iam em tropa, c im-
pelliam diante ilo si com acoronha nos ros um me-
nino que chorara.
- ( pastor Sulpirio '. diese comsigo Jo3o Touril ;
n velbaquiuha lie feliz, c nao se deve dizer que os
guardas para nada servem.
(Confimifj7>-Aa.)


"r

iirmuFi


f
Capiuta quarlel-mcslrc dito, Jos de Meirelles Pin-
to Jnior.
Cirurgiao-mor da guarda nacional do municipio
de l.axizs, da mema provincia, Francisco Antonio
Firmo.
Foram promovidos :
O capilao do 1 balalbao de infanlaria da guarda
nacional da provincia de S. Paulo, JoSo Texeirade
Miranda, ao poslo de lencnlc-coronel ebefe do eala-
do-inainr da guarda nacional dos municipios de So-
rocaba, Il, Porlo Feliz, CapWary, S. Koquc e P-
rapora, da mesma provincia.
O major ajudaijle d'onlena di> enmmando superi-
>r da suarda nacional dos municipios de Sorocaba,
II, Porlo Feliz, Capivary, S. Roque e Pirapnra, da
dita provincia, francisco Goncalves de O'.iveira Ma-
chado, oo polo de lenenle-coronel rnmmandanle do
4 balalbao da mesma guarda nacional.
Foram reformados nos mesmos pnslos :
O inajor do exmelo hal.illiAo da guarda nacional
dos municipios de Olinda e Iguarass, da provincia
de Pernaiubuco. Francisco Marlins Raposo.
O lenenle-coronel da antiga guarda nacional dos
municipios de Codo e Croata, da provincia do M-
ranho, Marianno Olvnipin do Carvalho.
O major da anliga guarda nacional do municipio
de Santa Isabel, ta provincia da Babia. Jusliniano
Duarle de Oliveira.
DIARIO DE PERNIMBUCO, SLUNOA FEIRA 15 DE JAKElRO DEI59.
Dos queira qac a paz de quo presentemente goza perdas. Os negociantes comecaram a quebrar, ejn
aquella repblica, uo seja alterada pela estlida am- | a opinio aponlav como desassisados aquellas que
c qiie nilo sejam de novo i leimavam cm occopar-M nessi especulacSo. O no-
,
.-
**!
S. PEDRO DO STJL.
Cidade do Rio Grande do Sul 5 de dezembro de 1854.
Na quinzena que lem decorrido depois da niinhn
ultima deram-sc poraqui poucos fados danos de se-
ren registrados para conhecimenlo de seus lei-
tores.
A rommemoracilo do dia 2 de dezembro foi feila
romo be de cosime rom os festejos ordinarios, islo
he, salvas, Te-Deum, formalura do minsoado bala-
Ihao de guardas nacionaes, e do contingente do bata-
Iho 13 ; e a noite, IhealrO, que nao foi conrorrido
em razao dos pcssrmos actores, sobre os quaes toca-
mos em urna de nossas cartas anteriores. Sao ver-
daderamente o relalho das dlerenlcs companhias
dramticas que temos lido. Nao prestam para nada.
A companhia lyrica foi debutar em Pelota*, e in-
felizmente nem c nem l enneorreu par os festejos
do dia. O vapor Pctolense, que daqui a conduzio,
naochogou a lempo, porque anda como lodos os ou-
tros que aqoi lemns, isto he, como um carro de lama,
cahindo aos pedacus ; r Dos queira que cm breve
nao tendamos de nnlici.ir-lhe nutra calaslrophe igual
I da Especuladora. A mim por certo que me nao
pilharao sobre a crtera desses voledes.
Assim como os seus correspondentes do norte do
imperio quasi que so se pccupam am narrar casos de
homicidios que por alli so tem dado, apresentando-.
nos ao eslrangeiro como urna horda de sicarios, lam-
hem nao podemoa deixar de narrar factos que sao os
mais prejudiciaes possiveis ao augmento do commei-
co e da na>eg.-icao desla provincia qoe tanto ama-
mos, como aquella onde tivemos o ser. A nossa bar-
ra anda nos vai orcupar desla vez.
Annuuciamos-lbe boje que a briza extraordinaria
do N. E. que fez bailar mais a nossa barra, continua
a dar-nos pessimos fruclos. Por mais cuidado que
teuha liavido na pralicagem nao (em esta podido evi-
tar que a imprudencia dos meslres faja recahir so-
bre os perigos naturaes que elle oflerece o horror dos
esiranhos que ouvem contar lautos naufragios e em
Uo poucos das.
No dia 2 desle mez ai 2 horas da tarde investio a
barra, sem signaes, o palachinlio pollo em 12 '
palmos ; balcu, e a Irouxe-moxe entrou. Os brigues
Flamengo, Aovo Porlo e Fsieranca fzeram o mes-
mo das 2 para as 4 horas, e tendo felizmente cresci-
ilo mais a mar, e com o soccorro das advertencias
da calraia, conseguiram igualmente entrar, sem gran-
de avaria, supposlo balessem muito.
A barca noi te-americana May Qaeen em 14 j"
palmos, viuda de New-York, nao Ibe aconteceu in-
felizmente o mesmo. Baleo por mais de 4 horas, e
safando pelo mesmo modo que os oulros, conseguio
entrar depois das 8 horas da noite ; mas em tal esta-
do que foi rebocada immediatamente para o ancora-
douro desla cidade, onde pela grande pericia do pra-
tico pode surgir s 2 horas da madrugada do dia 3,
fazendo 7 pollegadas d'agna por hora, a poni de ler
e 7 a 8 palmos d'agoa uo porao. J as duas bom-
ba lhc nao dxvam vencimeuto ; forcoso foi ao acti-
vo e zeloso gercnle da casa de A. Ilugenlobler, a
quem veio consignada a barca, promover aquellas
mesmas lioras a descarga, para evitar maior damno.
A's 3 horas eslavam a bordo o capilao do porlo, o
inspector e escrivaoda alfandega, o escrivao da des-
carga e alguns guardas, eu-sc enlAo principio
descarga e foi aberla a alfandega, apezar de ser dia
de guarda.
Peliwacerladas providencias dos consignatarios da
barca, pela qualidade da carga que Irazia o navio,
sendo as primeiras estivas de taboado, breo, banlia
do parco e farinha de trigo, muilo pequeo deve ser
onrrjuizodo carregamenlo. Quantoao casco, esta
reparaudo as costuras, du quaes sahira a eslopa.
Suppunha-se ler partido a qnilha, porm nao foi as-
sim por fortuna de seu proprielario.
A capitana do porto mitllon, em conformidadedo
art. 122 do respectivo rcgolamento, os capitaes, lan-
o desla barca como do patacho e brigues. Allegan)
elles agora que viramjignaes. Nao he de admirar,
porque muita gente cos urna ver estrellas ao meio-
dia.
O eapilfio da barca norteamericana May (Jueen
dirigi ao redactor do Diario, para ser publicada, a
seguinte caria :
E. M. King, capillo da barca nortc-amsrirana
May Queen, por si, por seus propietarios c por Un
geiilubler c C, romo consignatarios da mesma barca
t nesla praca, agradecen) ao Illm. Sr. commandanlc
da pralicagem da barra, c o mesmo aos Illms. Srs.
rapiar, do porlo, iuspeclor da alfandeca e Jns An-
tonio (iomes como pralico da barra, pelos auxilios e
roafi soccorros prestados mencionada barca quan-
do cncalhada na barra no dia 2 do correnle, nao s
bi^So de alguns eabeeilhas
sacrilicados como em oulras occasies tantos Brasi-
leros alli ricamente cstabeleciiios.
Os sacrificios que hemos feilo em favor daquclla
repblica scrAo largamente cempensados se for ossa
paz duradoura.
12 de dezembro.
A commisso da demarcado de limites, sb a pre-
sidencia do mu dislinclo general Andrea, lendo
concluido o seus Irabalhos na fronleira de Chutiy e
l.agna-Merim, trata agora do asscnlar os magnficos
marcos qoe dessa corle lem chegado em dilTercnles
embarcares. Consta-nos mais que ja principiou a
demarrarlo pela fronleira de Jaguarao, e pretende
concluir esle verao a divisao do Asseguay, cometan-
do n demarcara., do passo do C.onluriao para cima
al as cabeceiras do Rio Negro e Bag.
He digno dos maiores encomios o distinrlo vete-
rano quasi octogenario, que superando tantos obst-
culos pruprios da commi-sAo ardua que Ibe foi confia-
da, 13o valiosos e importantes servidos nos est pres-
tando para seguranza do fuluro de nossa patria.
No dia 5 do correte veio i barra o vapor de guer-
ra Beberibe. O seu commandanle, communicando
com o do vapor diva, cnlrrgou oflicins para o pre-
sidente da provincia, e desembarcou alumina mari-
nliagem para as canhonciras que se eslao apromptan-
do. Depois seguio ao rumo S. com desliuo a Monte-
video.
Disseram-nos que por ocasiao do anniversario
natalicio do nosso adorado imperante foram muilo-
os despachos. Disseram-nos lamben) que viera or-
den) para o exercilo pproiimar-se das fronleiras.
chamando-so ao semen do destacamento a guarda
nacional da provincia.
14 de dezembro.
A assembla provincial deve ler sido encerrada
hoje, pois havia sido prorogada por mais dez dias,
podendo ler concluido os seus Irabalhos no periodo
legal de suas sesses.
Um (losarlos da sapientsima maioria foi elevar
o imposto provincial dos couros ao dobro do que al
agora pagavam. A laxa de 80 rs. por couro sem
dislinccao dejvalor corresponda al ''i ; elevaram-a
pois a 3 |, que pelo alio valor que lem subido equi-
vale a mais de 3 nador, presidente do conseibo de ministros, o Sr.
marquez de Paran, tralando-se em 1847 ou 1818
no senado de reduzir o excessivn imposto de 15 '
que pagava eala produrcao da proviocia, ouvi di-
zer : Nao deviamos conservar to alio tributo im-
posto i producto de urna provincia do imperio ;
deviamos mesmo acabar com a imposirAode dirci-
los sobre a exportaran ; mas quem nos assegura que,
decretando a assembla geral a abolicao dos dirci-
tos de exportaran, as assemblas provinciaes no in-
tento de augmentar os recursos dos cofres provin-
ciaes, nao carreguem anda mais de vexatorios im-
postas u producto de suas provincias, nullilicando
assim as vistas da assembla geral ?
Eis o que vemos realisar-se. Apenas a assembla
geral reduiio a 5 % os dircitos de 7 \ que ha pouco
pagava a exportadlo, j os fiuaucciros da maioria
da assembla provincial acharan) ensejo favoravel
para elevar o imposto sobro a mais valiosa e impor-
tante producrao desla provincia. Verdade be que
o imposto do 80 rs. por couro, sem atlenco ao seu
tamaito e valor, era urna imposoao eslupida e ce-
ga, que faza pagar lano o genero de pequeo co-
mo de grande valor, sem allcnder ao capital empre-
ado. Porm porque assim era, nao havia neces-
sidade de elevar ao duplo a laxa de 80 rs. por cou-
ro ; baslava calcular-sc pelo valor da paula sema-
nal um imposto, ou porcenlagrm equivalente, ou
ainda mesmo um pouco maior, equiparavel im-
portancia da mesma laxa ; mas nunca eleva-la alm
do duplo, como areamente foi decretado e devem
enmelar apagar os couros de Janeiro de 1855 em
Hastie,
Para que se no diga que o nossa penna, satura-
da no felda lisonja, esta lambem vendida a influen-
cia governativa do Sr. Cansansflo de Sinimbr, va-
mos transcrever aqui o que dizem o Mercantil, o
Correio do Sul e outros peridicos da provincia :
r A presidencia do Sr. Cansansao de Sinimb
contina rodeada do mais alto prestigio, de zelo e
Ilustradlo. Nao quer isto dizer que o digno admi-
nistrador nSu tenha adversarios: tem-nos sim en-
carnizados, mas poucos s3o elles, e como vaga e
em fundamento real he a sua opposicao, passa me-
nosprezada, desapercebida na geral sympathia que
o Sr. Cansansao de Sinimb merece. A prova des-
te enunciad nao pode dcixar de procurar-se na im-
prema, e ella o confirma. Representada a impren-
sa na provincia por seis ou sete orgSos, s um cun-
ta cm que algumas censuras, ou antes declamarles,
aprsenla urna vez por oulra contra S. Ex. Para
n urna opposicao tao iraca e aerea he, mais do
que os elogios dos jornaes amigos, a prova que o
fuDccionario procede bem e dignamente.
o A assembla eslsdividida cm duasfracc,6es qua-
si iguaes em numero, pois urna conla dousuutres
mais que a outra somenlc. A que esl em maioria
lem tido que estrellar a sua vni.io, c he s assim que
lem podido predominar quasi constantemente as
votaces. A minora porm lem neutralisado com
urna disrus-A') talentosa e firme de lodas as materias
esc predominio numrico. Mas de nenhum dos
lados lem partido, como annunciavam espiritos
disrolos, opposicao pronunciada ao presidente da
provincia. Pelo contrario, mo grado a desalleicao
pessoal de alguns dos nombra da maioria, esl re-
conhecido nas leis votadas que sao justas e apro-
veitaveis as ideas do admnis-radar da provincia so-
bre quasi lodas as materias.
Quanlo a minora, ella tcm dado um apoio es-
pontaneo, e enrgico a essas ideas.
So das summidailes da espbera social se pastar
s da vida commum, abi se acharao em perfeila
calma todos os espiritos, desapparecendo n'uma
romances de partido.
Conclue um dos jornaes di capital :
Temos que a provincia ic acha a lodos os res-
peilos n'um estado hoiiancosn e de progresso, o qual
he devino pelo menos tanto lo carcter de seus ha-
bitantes, como aos principios de raoderacao e be-
nevolencia paternal iniciados pelos altos poderes do
estado em relacao a lodos os partidos. E be devi-
do aiuda mais i\ energa com que o governo impe-
rial lem resistido a essas exigencias que por oilo
anuos, produziudo nina inslahildadc vergonhosa
na administraeo da provincia, a fazam oscllar
perennemente em sua marcha, e por lauto a demo-
ravam. Conservando, e sobre ludo rodeando do
devdo prestigio, um administrador 13o capaz como
lem boje a provincia do Rio Grande do Sul, be em
grande parle no governo inperlal que ella deve a
situaran prospera em que romera a entrar, c por
isso em seu nome a imprensa rjo-grandense lhc da
as graoas.a
{Carla particular.)
Minas Geraes.
Ouro Prclo 20 de dezembro de 18>i.
Pcde-me Vmc. que Ibe mandemos boladas, senAo
moriem Tome. Eu creio que se ahi nao ha hoiadas
a bem de safar, como mesmo pela prompla descarga \ ^^^.f9 V^^ltt9 idas P,tiM os l,elho
que se eflectuou as 3 liaras da minhAa do dia 3.
Sobramancira ralo ao zelo c actividade dos dig- '
nos capitao do porlo, inspector (Ja alfandega c guar-
rta-ror, que durante quasi loda a nuile acharam-se
a bordo coadjuvando-mc com sua adminislrarao para
q Sao dignos pois de lodo o elogio e considerarlo
esses senhores, a quem jamis deixarei de reconhecer
seus valiosos filos, c comigo lodo o commercio desla
praca, para que essas autoridades e empregados de
fazenda achem echo no seu governo e nos paizes es-
Irangeiros. Rio tirande 4 de dezembro de 1854.
li. M. King.n
He para sentir que se nao lenha organisado orna
associario para o eslabelecimenlo cm ponto grande
da criaran do bicho da seda nesla provincia, mita-
cao da que existe na provincia da Baha. Osempre-
zarios tiraran) grandes lucros,o a provincia mais um
ramo de industria para felicita-la. I.cam os seus as-
signantes o que diz o Mercantil sobre esle as-
sumpto.
FasIc em nosso podor, onde pode qualquerpessoa
examinar, una pequea amostra de seda da provin-
cia, trabalhada j e cujo brillio c resistencia he iaual
da mcllmr seda que nos vem da Europa. A amos-
Ira consta de fios de relroz de diversas cores, pcriei-
tamenle torcidos, c de oulros de seda fruuxa, ou de
bordar branca. Sierre obsequiosidade do militas
pes saiosqueem qualquer materia sefazem na provin-
cia, possuimos ao mesmo lempo amostra de linbn
Canhamo c de seda em bruto, e dessa fabricada, mas
be esta a que mais nos satisfaz, porque na verdade
nao se pode desojar melhor.
Na por c anda nao tivemos a lerrivcl visita da
febre amarella, porm em falla desse flagello temos
experimentado a terrivel epidemia da escarlatinas
que algumas victimas lem levado, fazendo sentir seus
estragos na capital.
Tamben) por mal de nossos peccados lemos esle
anuo de pagar mais caro os cereaes, por causa de urna
maldita praua de gafauliolos que lem cabido sobre
varios municipios agrcolas.
Ja nessa corle se deve saber que eslao terminadas
dseloires noEslado vizinhodo Iruguay, vencendo
a iipiuin moderada dos amigos da consliluicAo, pro-
gresso c civilisacAo daquella repblica. Os blancos
abandonaran! as ornas. Tambem o seu forte he o
rabre e el cochillo. Bom sera que se acostumem a
viver dosuor do Irabalbo, e nao dos despojos das ba-
(albas, em que lem feilo torrer a jorros o sangue dos
irmios.
O commercio e industria pastoril, de que devem
viver aquelles povos, comer a rcslabelecer-se com
espantosa ceteridade. Milhares de caberas de gado
tem sido levadas para aquellas ricas e productoras
egiOes pelofPbssos comprovincianos al///~azendeiros.
gocio de hoiadas esta perdido, dizia-sc gerahnehlc,
quem nelle se melle n.lo lem juico.
A razao (leste geral desatento he obvia. As mais
daa vetes rendale o gado abi por menos do que
enatava em serra cima. Seria pelo aicesao da pro-
durcao sobre o consumo? Certo que nao, porque da-
da e-sa hv pudiese bailara o prejo da carne verde
Deate merend, mas isso n,1o se dava. A causa niio
poda ser oulra sanio um obstculo que sccrguia en-
Ire o consumo e a produrcao, e que razia nllerar as
rclares naluraes do preco porque esla se poda
vender.
Pouco lempo antes do intitulado paci de fome de
dezembro do anuo passado, pessoa de meu conheci-
menlo, oslabelccida nas ironleiras desta provincia
com a do Rio de Janeiro, fez retroceder urna pona
de gado por ah adiar prero menor ao do seu pri-
mero cusi. Por isso semprc Ihe escrev que, pelo
preco par que se vendiam as rezes nesse mercado,
mullas vezes por menos do que nesla cidade onde a
carne verde cusa a 80 rs. a libra, era possivel ven-
de-la a menos de 120 rs.
Perturbado tao gravemente no -cu andamento re-
gular esle ramo de industria, tropezando cm obsta-
culos que se succediam uns aos oulros, era muilo
natural que em vez de prngredir, fosse retrocedendo.
Como queixam-se, pois, da escassez das entradas,
quando essa escassez, se he que existe, provm dos
mordanles e nao dos criadores ? Vede em que fi-
cais, senhores das das espeluncas e dos monstros,lia-
ra sabermos o que nos compre fazer, se devemos
Irabalhar para mis ou para vs.
Em alguns jornaes dessa corte lenho lido que o
mal ser corlado pela raz loso que for aulorsada
pelo governo a companhia dos Acougues Monstros,
isto he, logo que elle for tratado h imeopalhicamen-
te, oppondo-se a um monopolio oulro monopolio.
A este respeito dirci o que pens com loda a fran-
queza.
Reconheco as vantagem das grandes associacocs.
da acejo de avultados capitaes concentrados em urna
empreza qualquer. Sei que quem dispc de maior
numero de meios pode vender mais, e quem vende
mais pode vender mais barato.
lina empreza que disponha de um capital de 100
conlos de res por exemplo, pode vender mais em
conla c ganhar mais do que duas de .>0:000s ; estas
do que cinco de trite, e assim por diante. Por es-
te lado, a companhia dos Acougues Monstros he de
su nima vantagem. Eslabelecer um monopolio em
grande escala, mas nas melhores condires, o mono-
polio que pela haraleza do produelo cxrlua da con-
currencia os que o nao puderem ven ler pelo mesmo
preco. Nada mais vanlajoso.
Se porm eu arredar os ollios desse mercado e vol-
ve-los para os pontos da prodcelo, nao posso de-
xar de nulrir serias appreheiises. O que ser do
criador quando houver um s lanzador no mercado".'
Nao poder a barateza do producto ser oblida cus-
a do criador, que cm todo caso ler. de sotfrer a le
que Ihe for imposta, nao havendo senao um merca-
do a que possa eonduzir seus gados?
Tenho lido o que se lem cscripto a respeilo : sei
que muitos criadores eslao salisfeilos com o prero
aclual do gado. Mas quem nosalianca que o mes-
mo succedar a manhta, depois? Se as pessoas que
boje dirigen) a assocuc/to sao muilo honestas e ca-
pazo', e eu nao o ponho em duvida, nao sei quem
me afianceN que o mesmo lem de acontecer aos que
os subsliluircm.
Quem v-lo afianra? pcrgunlarao os qne nao nu-
Ircm as mesmas apprehonsues, e responderao para
logo: a proprio inleresse da associacao, que nao
querer que definhe a morra a vaquinlia donde Ihe
vem o leile.
Esta resposta traduz-se nessa oulra; se o preco
do gado nao fizer conla ao criador, elle deslocar
seus capilaes para oulro genero de industria, e a as-
sociacao nao se creou para ao suiridur.
Esle principio, que he verdadeiro em Diese, na
pratca ha tao diflicil de realsar-se, que s depois de
largo lempo e extraordinarios solTrimcnlos pode ser
applicado.
A deslocacao de capilaes de urna industria para
outra. quando aquelles sao representados em bens
de raz, he urna operaran tao arriscada que a mor
parle das vezes, iruasi scinpre, o proprielario c com
loda a razao, prefere nao lenta-la, conlenlar-se com
limitadissima renda, i correr rom o risco. Elle sa-
be que a deslocacao de capilaes importa a aniquila-
cao de muitos.
Supponha-se um senhor de engenho que lucra
apenas dous ou ires por cenlo dos valores que repre-
sentan) seus cnpilaes, dize-lbe que venda tudo e
empregue o produelo liquido em oulra industria que
Ihe dar seis ou oilo pur cenlo. Se elle acedar o
conselho vender sua fabrica, no cusi de 20 ou
30:0009, pelo prec,o das tedias e do massame, as tai-
xas pelo valor do cobre, se houvrr no lugar quem o
queira comprar,as Ierras pela aplidao a oulro geue-
ro de cultura e nao da caima, pois se nao deve aup-
por que oulrem as compre para o mesmo fin, quan-
do csse genero do cultura he pouco productivo. O
resoltado ser o seguinte : o que liver apurado em
lodas eslas ven las e Mr applicado em oulra indus-
tria que reali.e li oo S ',., rcridera menos do que os
2 que nhliuha animalmente de sui fabrica.
Ajunlai a islo a diffieuldade natural de se aban-
donar a industria que se condece por anuella de que
pouco conhecimenlo so lem, e adiareis loda a razao
nos nossos l'a/.eu Icirus quando respondn a iguae<
rnnsellios:E o que hei de fazer deslas Ierras, des-
las l^emfeilorias ; quem me as comprara pelo que
ellas me ruslaram ?
E pois o criador soffrera as consequencias lerri-
veisda baixa dn prei;o, antes de recorrer a esse meio
extremo que se gup|ioe tao fcil e se .aprsenla como
nico remedio ao mal que ronvem remover.
Entretanto me parece que nos estatutos submelli-
dos i approvacao do governo he possivel remediar
esse inconveniente. Sujeilar-se, por exemplo, o pre-
ro da carne approvacao da auloridade, que dever
marcar conforme o preco do gado no mercado, fa-
zendo-n bailara menos de 120 rs.
Acautelado o inconveniente lembrado por esle ou
ontro meio, nenhuma duvida teria em opinar a fa-
vor dos Acougues Monslros.
(Carla particular.)
(Jornal do Commercio do Rio.
do seu aggressor, agarrou-sccom elle, acudi o se-
gundo com urna faca cm juinlio, c com jila o ferio
morlalraenle. lnformam-nos que este alleulado fu-
ra presenciado por urna palmilla, que al favoreceu
a briga, assim como que o inspector nada fizera por
n.lo gozar do consideraco.
No dia 7, divulgou-se em Olinda a noticia de que
continuarla a permanecer alli o quarlo balalbao de
arlilharia a p, ecom isso grande regosjo mostraram
os habitantes da cidade, illirninamlo-se varias casas,
c sendo as ras pereorridaa com msica c foguctes
do ar.
Por aqui acha-se o calor em seu auguc, o que
abriga ainda aos menos ociosos a prolongaren) os
passalcmpos da Testa. Mudos divertimenlos por ron-
seguinte, e poucas noticias de interesse para o jor-
nal.
Eutraram durante a semana 28 embarcacOes e sa-
ldrn) Ifi.
Rendeu a alfandega 109:6l7jj87i rs.
Fallecern) 30pessoas : bomeiis. 11 mulhcres c 8
prvulos, livres ; 1 homem,4 mulherese 1 prvulo,
esrravos.
NO*
REPARTTQAO DA POLICA.
Parte do dia 1:1 de Janeiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que das
difierenlcs participantes hoje recebidas ucla re-
partijao, consta quo foram presos:
A miaba ordem, o porluguez Manoel Fernandes
de Mello, para n\enguacnes policiacs.
Pelo juizo do direilo da 1. vara Manoel Camello
Pessoa c Joaquim Jos de Sant'-Anna, ambos para
recrula.
Pelo juizo municipal da 2.a vara Filippe Sanliago
Perora, por nao ler cumprido com o fietdever |de
depositario.
Pela subdelegacia da fregueria do Kecife, o por-
luguez Miguel Esleves Alves, para averiguares po-
liciaes.
Pela subdelegacia da freguezia do S. Antonio, os
prelos cscravos Tihurcio e Jos, este por fgido e
aquella por furto. t
Pela subdelegada do Poqo da Panella, Antonio
Muniz Tavares Jnior, para correcto.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 13 de Janeiro de ISVi.Illm. e Exm.
Sr. conselhcro Jos Benlo da Cunha e Figucredo,
presidente da provincia.O chefe de polica ui;
Carlos de Paiva Teixeira.
MAPPA do movim nto dos doentes tratados
na enfermarla de tnarlnha da pro-
vincia de Pernambuco, no trimestre
de outubro a dezembro de 1854.
y ornes das molestias.
i
g i
Obserca-
eves.
Abcessos........
Bronchiles.......
Boboes venreos. .
Bexigas........
Cancros venreos .
ContusOes.......
Constipado de venlre.
Cephalalgia......
Clica nervosa .
Dores articu'ares .
Erysipelas.......
Esquinencia......
Ferimenlos......
Febre inflammaloria .
Dita intermitente. .
Gaslro hepalilcs. .
(iitnorrha.......
Hepalilcs.......
Hemorrhoidas.....
Hemoptesia......
Olhorrea.......
Ophtalmia......
Panarizo........
Pneumona......
Rheumalismo.....
Sarnas.........
Sypbilis conslitucionai
Ulceras......
Somma ,
ss
21
(17 70
17
da flor d'agoa, em que funrrona a hlice. Era
preciso pois virar o navio ou aprnmplar um ma-
chinismo ipie o levanta so da popa e izesse entrar a
hlice em urna especie .le caixao. que depois de BS-
golailo otferecessc lugar aos operarios para proceder
quede trabadlo. -
O Sr. Miersaqucm foi confiada da obra lancou
man d''-le ultimo meio. que segundo lodas as ap-
parenrias ser bem succedido. il outro Iraria urna
demora muito erando pela necessidade de desmon-
tar o macliinismo.
Quando leremos os 1,1o appelecidos diques fluc-
ta ules ?
Em oulra parle echarlo os letores alguns despa-
chos que pelo ministerio da jusliea liveram lugar, e
bom asim as noticias que ha do Rio Grande do Sul
e Minas Geraes. K
Na rapilal da Baha conlinuavam a apparecer
alhuns roubos, mas quasi que insignificantes.
Havia chegado all no dia 30 do passado urna lan-
cha com a Iripolarao da barca iuglcza Panam, ca-
piao Mackensei, que lendo sabido de Calho para
Corck com um carregamenlo de guano, e locando
no Rio de Janeiro, naufragou na cosa ao norle de
Macei.
O Jornal da Baha publica os seguidles fados :
Reunio-se no da ."> do crrente^ a assembla ge-
ral da Caica de Economas, e tratando-so a princi-
pio de urna queslao de ordem, cruzaram-se algnns
apartes, que iam causando disturbios, tomando a
dscussao muito calorosa, e fazendo apparecer invec-
tivas e insultos; porm restabclecida a ordem pro-
cedeu-se leitura da acta, relatorio da direc^lo, e
parecer da commisso de exame, oque, su jeito vo-
larao, foi approvado unnimemente; seguio-se a
eleic.lo para a mesa e commisso de exame....
o No dia 13 do prximo passado, (dezembro) na
villa de Barcellos foi asssssinada a infeliz Ftrmiana
Mara da Conceicao, cojo cadver se achou junio i
urna fonte. Procedendo a auloridade policial as ne-
cessarias averiguaees, appareceram indicios de ler
sido o aulor do rrime seu proprio marido, Urbano
da Silva Piulo, e por isso foi logo preso, o inslau-
rou-se-lhe o competente processo.
Honlem (4) procedeu-se na subdelegada de Sania
Auna a enrpo de delicio no cadver do infeliz Izidro
dos Santos Lima, que foi encontrado enforcado den-
tro de sua propria casa em urna corda presa urna
trave a parede divisoria do quarlo. Nolaudu-se que
a casa contra o coslume eslivease fechada al alio
dia, os vi/intios communicaram isso ao subdelegado,
que, depois de fazer as indaga(Ses necessaras, man-
dou arrombar urna janella, e por ella enlrando-se,
apenas achou-se o corpo, e lodas as portas cjanellas
fechadas, concluindo-se que esse individuo suicida-
rase ; o que se confirma pelo que narram diversas
pessoas que elle, ha mudos das, dissera que es-
lava aborrecido da vida, lendo-se-lhe j tomado cm
oulra occasiao urna navalha.
a Na noilede 3 do correnle indo Balbina de Sou-
za Velbo e Tilo Jos dos Reis, ambos moradores
roa do Tijollo lomar banho, ao passarcm pela na
da \ alia, precipitou-se aquella desapercibidamente
em um dos tanques formados para o esgolo das aguas
do casino, que se esl fazendo, e querendo seu com-
pauheiro salva-la, lancou-se tambem no tanque,
mas tao infelizmente que baleu com a testa em urna
trave que la eslava, fracturando o crneo de modo
que Ihe produiio,) morle instantneamente. Algu-
mas pessoas que corrern) ao lugar e o subdelegado,
reconheceram lirados os corpos que a Balbina tam-
bem eslava mora.
defurilos ; mas agora aprend esse poni, pois aqoel- I cas figuras da nossa poca com as nuanres e ridicu"
'! ?"'! .'TCr '" q"C "" "!'la l!liCa reunem- ilos- cm 1ue de nrd'nario se encadernam !
He o (trama de qne traamos rigorosamcnle ori-
se cerlos para conversar.e oque ? ludo que caito na
bocea; aqui lem urna do Barrlo quehe o noaso caea
passe.o publico, e lvou lambem algumas vezes di-
zer e ouvir, e agora porque be islo das boticas ? di-
zem que be dos remedios que costumam a puxar,
aos velhos principalmente, para a sepultura ; deixe
estar quien hei de propareate caso ao grande Pait-
lo, q ic chora os morios por causa dos inventarios, e
Ihedire o que for de justica.
Vou remalar esta, e peco a Vmc. que mande con-
certar na Ixposraphia para nao dar gosto aos burro
e m duros, de algum erro que saia, e elles saibam
emendar, pois sao mais ignorantes do que eu : na
ullima correspondencia do Ordeiro eu vi dous erros
e minha presumprao logo os emendou, e Vmc. veja
la uo rascunho se nao esl assim, se nao eslver per-
dto-aae, lambem o Illm. Sr. Ordeiro : em vez de__
tragando o po esl Irajando o pao, em vez de
honraras esla harmonas ; se eu aeerlei.
meu senhor, vou dar nao para feiliceiro credo .
livre-me Dos ; mas para aduvinho, e hei de dizer-
lhe coi.... sasMuilo bem.
Adeos, meu senhor, at depois, e fique cerlo que
eslou contente no meu lugar das avulsas com o col-
lega Cyrineu-----Nao somos fidalgos.
O acolito do lom.
Mamanguape 5 de Janeiro de IS-.
A PEDIO.
Enfermara de mornha da provincia de Pernam-
buco, 5 de Janeiro de 1855.
Joaquim Jo< .llces de Albu'gucrque.
Cirurgi.lo-direclor^
DIARIO DE PERNAWCO.
Cbegou honlem do sul o vapor La Plata, tracen-
do-nos jornaes do Rio de Janeiro, quealcancam ao
1" do correnle e da Babia a 19.
Sao destituidas de importancia as noticias da
corte.
SS. MM. e AA. II. partirn) no dia 26 do passa-
do para Pelropolis, com o acompanhamenlo de toda
sua comitiva, sendo all recebidas com extraordina-
ria pompa. No dia 30 voltaram corte, mas no I
do correnle deviam novamente seguir para aqutlle
lugar.
Por decrelo de 23 do passado foi perdoado o 1"
cadeledo 1 balalbao de infanlaria, Manoel Lua
Brrelo Falcan, da oena que eslava cumprindo por
occasiao de sua fug ada fortaleza da I.age, e am-
nistiado pelo crime que assim praticou.
Foi aposentado, por assim o haver pedido, o Sr.
conselheiro Joao Mara Jacobina, no lugar de oftl-
cial-maior da secretaria de estado dos negocios da
fazenda.
CORRESPONDENCIAS.
PERMMBICO.
RECIPE i." DE JANEIRO DE 1855
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
Com dala de 8 do correnle, expolio o Exm. Sr.
presidente da provincia as instruc;Ocs que se devem
observar nos casos de fogo, e sao as que publicamos
em nosso n. de qunla-feira paseada.
Dando conla dos dous incendios ltimamente a-
conlecidosnesta cidade, fizemos sentir a necessidade
que havia de rcgularsar-sen serviro a prestar cm
laes occasiOs, assim como de evilarem se cerlos in-
convenientes mohecidos, e dos quaes s podia resul-
tar a desunin. S. Exc, prestando a devida alten-
cao a scmelliante objeclo, deu-sc pressa em salisTa-
a fartar be porque nao as querem, ou nao applicam zer aquella necessidade publica, por meio das refe-
ridas inslriicres, nas quaes nSo s.i se e-labclere-
ram medidas tendentes a organsar o auxilio c lor-
preveni-
dos alguns males, que, na ausencia das regras pres-
criplEs, loriamos urna vez por oulra de experimen-
tar. Agora compre smenle, que a falla de execu-
eao nao venba, como de ordinario, frustrar o servido
prestarlo pela presidencia, obstando nos bous resul-
tarlos que dede se podem esperar.
Pelo brgoe Alegre, chegado de Lisboa, no dia 8.
com 2(1 dias de viagem, livemoa noticias da guerra
oriental, que he o grande thema rio dia. Nada, po-
rrn, veio, rapaz decleclerisar os espirites apaixona-
dos, os quaes, com a inaojao dos ltuso;s o adiados
depois da balalba de liikermuu. cahiratn lambem
os meios nccessarios. Fazendas de criar nos as lemos
em muda abundancia, e nao falla quem as queira
elevar ao mais alto grao re prospcridarle, angmen- ; nar-lomais nrompto, como lambem foram
lami a renda de seos capilaes. Nao se prorluz pelo
s (trazar de se prorluzir, mas em vista do lucro que
se pode haver. Emquanlo este mais avallar, aquel-
la mais se desenvolver.
l'ozem-sc por abi lanas filestrias para saber por
contarle quem licar o abaslccimcnlo de carne ver-
de dessa grande cidade, e depois de se fazerem guer-
ra de morle, collocando nos mais graves apona o
cuitado do boiarleirn, cxclama-se: Estamos perdi-
dos, de Minas j nao vem boadas !
Entretanto se nao leinlnam que do commercio das
carnes verdes fez se ahi nina c-pecio de trafico de
eacravee ou California, que de um dia para ojlrn porc em apatba. Portugal havia perdido orna
apresenlava-sc enihandeirado com nao pequea dri-
se de coulos de ris, qacm dias antes pouco nu nada
possuia, c essa porc.lo de contos de ris quem a vinlia
a pagar era o pobre do criador. Os marchantes se
Iigavam, formavam o preco, e o boiadeiro que nao
podia retroceder com o gado, via-se obrigado a acei-
tar quanlo lhc davatn.
Foi oulr'ora muilo floresconlc nesta provincia a
industria ra ciiacao do gado vaceum. Nao sri fazen-
iloiros como negociantes que compravam rezes -
quelles para depois ai revenderem, ahi Icvanlaram
caneca, como vulgarmente se diz.
Ao depois romee ni a desandar rpidamente Bate
ramo da industria. Perdas se accumularim sobre
suas celebridades Iliterarias, com a morle do Ilustre
visconde de Almeida Garre!.
O vapor Guanabra,<\\ie nos sorprenden com sua
Acabava de ser organisada pelo Sr. '.a/aro Jos
Goncalves Jnior, urna companhia denomidaEm-
preza municipal.para a construcrao da urna pra
ta de mercado.
I.-se no Correio Mercantil:
< A Parahiba do Norte esta destinada talvez a
celebrisar-se como patria de um grande artista.
Chegou a esta corle, e se acha no collegio de Pedro
II, um menino nascido naquella provincia que na
mais leura idade e sem menor cultivo desenlia per-
fectamente qualquer objeclo que Ihe cshc debaixo
das vislas.
O Sr. ministro do imperio, tendo lido noticia des-
sa aplidao, e de que o menino era indigente, o
mandou buscar para ser educado na academia das
Bellas Arles.
Naufragou as 10 horas da noite de 25 do cor-
renle, juuto i barra de S. Joao, urna polaca hrasi-
leira que vinha dos Acores para esle porlo. Pere-
cern) tres pessoas'da equipagem. Segundo nos
informam, pouco ou nada se pndera salvar da caiga.
A auloridade competente e o Sr. vice-eonsul li-
nham dado as providencias necessarias para salvar-
se o que fosse possivel.
(.oiuerou a funecionar no dia 23do correnle
a companhia de despejo das materias feeaes, a cuja
frente se acha o Si. libles: as carrosas sao her-
mticamente feitas, c o servir-o por ora he muilo
bem organisado. Ser lamentavel que o desmazelo,
que aniquila todas as despezas desta ordem, nao
venham para o futuro desmentir o que acabamos de
dizer.
O vapor a hlice /.(ranga e o vapor de rodas Pe-
dro I/, deviam sahir do Rio de Janeiro no dia 2 do
correnle para o Rio da Prata, onde v3o reunire
divisao naval sob asordensdo Sr. chefe de esquadra
Pedro Penetra de Oliveira.
O vapor de reboque Camar.uaii, comprado pelo
governo no Rio Grande e a canhoncira a vapor Ma-
racanan, esperada da Inglaterra, lambem aro par-
le d'aqurila divisao naval, que ja conla, alm dos
vazos rio guerra, os vapores seguintes: May, Gw-
i/uilinhonhi, I'iami, Beberibe,c barca Thetis.
I.-se no Jornal do Commercio :
oPeloministerio da inarinba foi Helado pela qunn-
(ia de 2:000? mensaea o vapor .Sania Cruz novo e
primeira marcha para iirara disposir;ao de SS. MM.
II. doranie a residencia da corta em Pelropolis.
Pelo vapor Inhnmerim, que anteriormente fazia
esleservico eqoe be acaudado e de marcha infe-
rior, pagava o governo 2:Ht)0.? mensaea. Conseguio
pois a repartido de mariolia urna economa nao pe-
quena, ao mesmo lempo que obleve um vapor muilo
Srs. Redactores.l.endo eu o Diario de hoje de-
parei com urna correspondencia da villa de Goian-
ninha provincia do Rio Grande do Norlc.com a dala
de 3 do correnle,a qual consta ser producrao de cerlo
padre, dizendo que cu lioha partido daquella villa
para Guirabira para passar a fesla, e que liaba rin-
do acompanhado de um pagem, ainda que veslido
de libr rlc algodaouinlio azul, sendo este escravo de
urna oulra psssua, c que apezar de eu terensinadoao
dito escravo queme chamasse seu senhor, comludo
algumas vezes elle me chamava Sr. Praganna, em
quanto a esla parle he mentira, assim como na par-
le de dizer elle que a roupa era de algodozinho
azul, pois veio preparado de panno azul, e decen-
temente.
lie vtrdade que Dio lenho pagem, porm vim a-
companhado de um, pela muda hondade de meu
amigo o Sr. Anlonio I.uz Nogucira de Moraes se-
nhor do engenho S. Miguel, que sabeodo que eu
lnha de chegar at a cidade de Goianna a Iraclar
de cerlos negocios iuslou comgo para qoe eu o
aceilasse, e eu assim o liz, c creio qne nao aera de-
zar um amigoacompanhar-se com um escravo de ou-
lro seu amigo. O correspondente s quer me jedicu-
cutarsar, e eu s devo esperar de um infame como
elle scmclhantes actos. Mais me devo eu admirar
de ler o correspondente um pagem, que nao faz via-
gem de urna legua que n,1o seja elle acompanhado,
tendo o mesmo correspondente por mudas felicida-
des escapado de hoje se adiar feilo pagem de algu-
ma pessoa da cidade da Parahiba.
Recife II de Janeiro de 1855.
Caldino Airares Praganna.
Srs. Redactores.O homcm he um animal essen-
cialmenle imitador: assim diz um basofio da ac-
lualidarle, e eu por minha vez lambem vou dizen-
do amen e segundo a tal regra, principio,
doulruia, axioma,ancdota, paradoxo, disparate, ou
como melhor nome possa ler no baplismo dos objec-
los do seu geuero : uo mundo ado, uo mundo dei-
xo : pois bem, o bom do seu correspondente da ca-
pital esla com o seu cyrineu, o qual apezar da pou-
ca vonlade do celhinho, a quem parece estar ouvin-
do quenaoencommeiidou o sermao, vai dando-lhe
de rijo ; eu, po: tinto, quero fazer o mesmo papel do
Sr. Cyrineu, servindo de acolito do Illm. Sr. Orde1-
ro, a quem peco licencia ; e ainda que elle mostr-
me a viaeifa carregada, tomarei o conselho praticu
daqueile nico collega que tenho na coofusao do
mundo, e vou marchando como om cavalleiro de
cacalhaa, e s quero que me deem camioho para
passar, que n.lo sou muilo de rogar.
Partccipo ad cautelan/ que mo son doutor. pa-
dre, cscrvao, caixeiro ou gente que come em cam-
buta, sou porm, um homem que (ntelligo lalino-
rum mediorritatem, francezem paractemant, ita-
lianos como les pueblos, e outras scicncias qe veem
referidas no novo dlcorao da sabedoria a gaz, que lie
a lidia querida dos improvisados et calera da mo-
da: findo o meu cavaco de pouco faslio, tiro meu
chapeo reverente ao publico da minha sania lerri-
nha.
Eslao acustumando a geilo ou melhor amansando
urna rapa/.iada bonita para darem um espectculo
dramtico um dia desles ; eslou doudo por ver a tal
historia, porque dizem que be a melhor feilicaria
que pede haver, ediz o meu compadre AmaraX que
hei de (icar com o queixo cabido ; elle, porm esla
engaado, porque cu hei de amarra-lo com um len-
co que ha de licar seguro, que faz-se hesta : de-
pois da tal estro venga Ihe conUrei, lim lim por tim
lim. O Sr. Ordeiro j Ihe conlou que v,1o fazer a
ponte, e quo a cmara esl tirando urna subscripc,an,
c pedio urna quola ao governo e esle promelleu ,
deixe esta que lhc mandarei urna relarao dos que
assignaram ; quem nao quizer ver o seu nome
com urna enguatara magra sobre a parada : ora
muilo bem.
Goslei de ver o Sr. Ordeiro fallar na queslao do
Anlonio Tola, foi um acto de caridade : consta que
a mai daqueile lilho quer requerer a assembla geral,
para ver se o lidio xolla, dizem que ella lem bons
documentos ; hocest um altestado do delegado |)r.
Antonio Filippe, que o abona muito, outro do com-
mandanle do seu liatalhao, do capit.lo, lenle, que
o abonain mudo lambem ; e se he assim o homem
NENIA.
A rnorte do meu prezado amigo e
companheiro Tranquilino Joaquim
deFaria Braga.
Reperculindo incessante
Dos ares pela ampielan.
O santo brouze annuncia
Na rooquenba vibrado.
Que lindaste, o amigo a triste vida !
To cedo ainda na flor
De urna vida esperanzosa !
Tao cedo a morle ferina
Deu-le o golpe, impiedosa
Roubando aos leus prenles a esperanza 1
Morle morle, quo falaes
Sao lasdislruicoes !
Quasi sempre o golpe horrendo
Com que feres corac.es,
Vem roubaro amparo aos desvalidos!
Amigo, quilo cedo a vida
Da morle o golpe morchou-te !
Amigo que de esperanzas
O leu fuluro acenou-te !
E as irmas, quanlas vezes
Junto a morle nao lembrou-le '.
Quem nesses dias passados
Por nos ambos em ventura,
Recordara esse golpe
De tao grande desventura !
Ah quem olhou no futuro
Tua morle prematura !
E morresle e findasle a triste vida
I.onge daquelles que le amaxam lano !
Habiste como o cedro que abrigava
Dos ardores do sol com o verde mani.
E morreste, deixando as irmasinhas
Sosinhas em sentida suledade !
Aellaso leu nome aos leus amigos
He ludo quanlo resla e a saudade !
L nessa eterna mansao
Recebe, amigo, a saudade,
Que le envia o corarlo
Que foi leo pela amizade,
E na la sepultura
Chora a la desventura.
Goianna 5 de dezembro de 185-i.
G. C.
LITTERATIJRA.
Damos hoje o luzar nobre do folhem analyse
do drama original porluguez em 5 actos Cm qua-
dro da vida, actualmente em scena no thealro de
D. Maria II, eidevido penna do Sr. Ernesto lli-
eslcr. i
Confesso que/vou acreditando mais no futuro lit-
ler.-u in desle paiz. J se condece urna palpavel dif-
ferenca do estado dormente, ignominiosamente es-
tril do nossa llteatro nos ltimos lempos, para a -
poca aclual que se aprsenla mais ebeia de bro, e
mais louvavel em ferlilidadc.
Qual era a missao civilisadora, til e lgica, do
nosso thealro nesla poca, a que felizmente se vai
dando um novo horisonte ? que ensinava a scena
quando o espectador escutava melodramas lao tene-
brosos como estpidos e enjoalivps, regra a que por
desgraca nao se conceda excepc.ao, e cujo princi-
pies tropheos eram obras laes como o Diabo, pe$a
apregoada como excedente, e que nao passa de um
lecido de situarese peripecias, mais do que sofllci-
ei le para produzir nos espectadores alenlos e inle-
ressados no bom exilo da accao um soflrivel numero
de ataques apoplticos.'
Coilado do escriptor que desee da sua missao ele-
vada para agradar estrilmente a urna mana do pu-
blico, como era essa dos melodramas. Os autores
de Eslalagem da l'irgem, Diabo, e obras assim, tro-
can por triumphos de occasiao as glorias valiosas do
melhor dos juizes, o lempo couvertem-se em ver-
daderos rharlalaes. e engendran) obras para capli-
var as paixes da poca tal qual o Calioslro, c u
Sainl-Germain apregoavam laudatoriamente os seus
elixires para velhas e moras, e mil especficos para
lodos os gostas, e mil ingredientes para as mais arris-
cadas situacoes da vida !
O publico nao pre/a exclusivamente nas obras sce-
nicas urna boa quanldade de intrigas, e urna grande
co npliracau de cnlic lio. Ja no seu lempo, e mais
propjia para isso Ihe era a poca. Comedie se euga-
nou com a sua CU landre, tentando fazer urna peca
de situacoes sempre inexperadas, empreza quo s
lhc deu em resultado ler composlo urna Iragi-come-
di: que nada val, que diflicilmente se pode ler gra-
bas a ISo grande numero de incidentes e peripecias,
e onde mesmo a vcrsilicac.lo nao he por cerlo digna
do aulor de Milite edo Menteur.
Confesso que sou inimigo mortal do melodrama,
e de loda a peca cujo principal merecimenlo consiste
n'um bom sortimenlo de comhinares monstruosa-
mente urdidas. A vida real he as vezes cheia de
inverosimilbancas, mas ainda vai distancia da in-
vei osimidiaiica a magia, c um thealro serio.feilo pa-
ra ensinar altas licites ao novo, deve hauir pecas 0a
semelhaoles tendencias. Os que (cem paixao por
essa escola,aproveilem o seu tlenlo imaginativo, essa
especie de genio que he fcil cm forjar enredos phan-
lasticos, para um bom libreto de opera. As feili-
ceiras de Macbelh, a sombra de Hamlet o Mephisto-
ples do Fausto leem atractivos sinistramenlc som-
bros que melhor cahem no mundo iuteiramenie fic-
licio da msica. Desde a Medca al Campainha
do Diabo ha um sem nomero de obras melodrama-
lica, que melhor destino leriam em operas ; ain-
da a Media linda a seu favor a convenci mtdolo-
gica eos versos de Virgilio, e de Ovidio familiarisa
ram-nosepm os encantamentos das mgicas da Tdcs-
salia.
O drama f'tti guadro da vida agradou. O pu-
blico percebeu que baria verdade naquellas secnas,
que eram reaes aquelles caracleres, que era positi-
va loda a acfiO. Sei que a idea capital do drama
nasce de um fado tristemente histrico, c succedido
Id, creio cu, dous anuos em Lisboa. Ha sempre urna
inca na vida de um escriptor em que ello piula a I
aociedade do seu lempo debaixo do veo da allusao
Eis urna queslao a que com difliculdade se pode
lar una rcspnsla rabal. Que o drama lem cerlos
pontos de contarlo com a peca Homem de Marmorc
he verdade ; mas que prova isso ? Ainda mesmo
quando este drama nao livesse sidoesrriplo posteri-
ormente queile, e sei que o fui, a circiimslancia era
de tao curta importancia allendendo completa di-
vergencia da acc.lo, onde tao somenle urna nu oulra
-cena faz lembrar aqurlla pera, que s os calurras
ex-officio he que podem teimar em fazer disto um
P oito de controversia. Demais, eu nao creio que
nesla poca se possa ainda crear.
A invencao he diflicil, e quasi impnssivel. n'um
'eculo como esle, em queja ludo est explorado om
(ucstao de idea dramtica. Caracteres nao se in-
>enlam, copiam-se da vida ; o incrilo n.lo consiste
na uovdade, mas na exadidao da copia. Querer
'presentar n'um.i accao contempornea, em secnas
la nossa sociedade e da nossa vida, caracleres da
oulra poca, ou de nenhuma poca, he quando me-
bm urna lenlaliva sem valor, e urna iemhranea na-
'a feliz. O grande defeito do Eugenio Suc he a-
presentar lj|ios, onde a exageracao comporta o im-
peaatvel, e o ideal em scenas positivas desla poca em
que ludo se explica !
O drama t'm guadro da vida sem ser urna peca
de grande valor lillcra.ia he todava urna compos'i-
tao cl.e.a de vida, Iracada com bstanle engenho,
e escripia n'um eslvlo por vezes guindado em re-
quiule, mas quasi sempre fluenle e elegante. A
exposico he um pouco lonaa, mas nem podera ou
devora deixar de o ser, allendendo a que a accao
joga semprc entre cerlo numeio de ptrsonagens
com quem o espectador preeia lomar pleno conhe-
cimenlo. O lerceiro aclo he por cerlo excellenle,
tao natural e bem conduzi lo, que impressiona e
sensibdisa. As vezes he para desejar mais eoncisao
no dialogo, e mais ausencia de disserlarocs philoso-
pbcas que melhor sahem n'um livro do que n'uma
obra de thealraes; todava deve-se eonfessar que nao
ha alli pequeo numero de pensamentos brilhanles
e de p tirases eloquenles.
O Sr. Ernesto Biesler li um talento que corneja,
e prima ja sobretodo n'um decidido engenho para
obras Ihealras. Sabe delinear bem a accao, nao
precipita o seu andamento, e lem a sciencia, mudo
intil a om escriptor dramtico, de terminar bem
os actos ja pela situado, ja pela phrase.
No folhetim da semana prxima, oceupar-nos-he-
mos do drama do Sr. Francisco Gomes de Amorim,
intitulado Odio de Raras, de genero muilo opposlo
a esse de qae lemos tratado hoje, e de muila belle-
za e mcrilo.
Assistimos ao primeiro concert do Ilustre rabe-
quisla, o Sr. Noronha, artista porluguez recente-
mente chegado de Londres, onde nos consta que
alacncou os maiores triumpWos e os mais mereci-
dos. Por emquanlo deu apenas um concert, mas
o publico soube logo fazer jusliea aos brilhanles
dotes da sua exeenrao admiravel. Nao sei se enlra
nislo o quer que seja de nacionalidade, mas decla-
ro que aquella phanlasia sobre molimos de Torgua-
to Tasso enlerneceu-me, e impressionou-me a tal
ponto, senli Linio a melanclica poesa de que he
repassada essa excellenle composcao, que mevigo-
rou maior enlhusiasmn por esle artista que romera,
do que ao escular Sivori me dominou a admiraran
por esse genio ja Iriumphanle e victorioso He que
lambem enconlrei em Noronha mais senlimenlo.
mais poesa, e como que mais amor aua arle, o
mais interesse pelo sen Irabalbo. E depois digam-
me se nao ha urna certa magestade artstica na phi-
sionomia de Noronha, naquella fronte, como que
corvada pelo peso do genio, naquella cabera quo
faz lembrar a pintura antiga, na expressSo triste
e apaixonada, como lord Byron a sonhou no
Giaour f !
Esperamos o segundo concert do Ilustre rabe-
quisla com a anciedade que nos despena sempre o
desejo deapplaudir a am artista uolavel.
He lempo de oceupar-nos da companhia equesfre
de Mr. Toumiaire, que se hospedou naquelle par-
dieiro a qne ainda a cmara n,1o quiz dar provi-
dencias, e que, como por epigramma grosseiro aos
nossos visihos los caballeros da Iberia, se denomi-
na chistosamente Cyrco de Madrid !
Quem alli taz as honras da noite he quasi sempre
Mademoiselle Ghelia Toumiaire, artista de bas-
tante firmeza, e a que he moda chamar linda, o
que prova mais urna vez a verdade do nosso rifao
mais val cahir em araca do qoe ser engranado I
O que eu posso aflirmar he que o atrevimenloem
quesles da arte, evita mais perigos do que o medo,
e he sobretodo na ousadia e coragem que consiste
o grande segredo de Mademoiselle Ghelia Toumiai-
re. Sabe tirar partido de urna boa sorte. e faz hri-
Ihar as vezes como consequencia de muila pericia
e esludo, e que apenas nasce de orna felicldade de
occasiao.
A senhorita Scrrate lem talvez menos bravura e
mais simplicidade de Irabalho, mas he ludo quanto
ella execula lao elegantemente natural e esponta-
neo, ve-se epercebe-se tao dislioctamenle um sim-
ptico receio de quem conhece o pergo e lema
evla-lo com galantera e brio, qoe eslabelece entre
ambas a dilferenja nolavel de se admirar n'uma
a experiencia e a ousadia ; n'outra o animo, apuro
egraej d'um Irabalho modesto, mas valioso edif-
Gcil.
O poblico lem volado quasi exclusivas sympa-
Ihias a Mademoiselle Ghelia, e ha por cerlo urna
mal entendida injuslica ero como que esquecer urna
artista mais nossa condecida, por oulra que nao Ihe
he muilo superior, masque tem o grande mrito da
uovdade. Admire-se n'uma o vigor da juvenlude
e do enlhuiiasmo, e cerlos dotes valiosos, como sao
a firmeza e a bravura ; roassaude-se n'oulra a mo-
destia e a pouca demonslrarSo da conscieneia de
um valor real.
A Sra. Josephina he que eslava quasi sentenciada
ao silencio do resprilavel se nao fosse o nosso amigo
Andrade Ferreira, qne, pelo que parece, he ama-
dor do soluto e subslancial, arvorar-se em campeao
lillerario desla icuycrt deslhronada, que em questSo
de mrito lem muilo airosa perua e soppre pelas
prendas da nalureza o qoe a arle Ihe recusa !
Julio Cezar Machado.
__________ (Revolurao de Selembro.)
VARIEDME.
melhor cm lodos os sentirlos.
Vapor D. Maria U.
Nem lodos os nossos letores soberao talvez a
rpida Viagem, entrando dos porteado norle no dia causa da demora d'estc vapor no nosso porlo. Dire-
9, deixou a lodas as provincias desse lado sem novi-
dade.
Pelas 11 e ,'j lloras da noile de (i, foi assassinado
no bigarda Torre, fregue/aa dos Afosados, o crioulo
Emiliano Antonio Moreira, por Leoncio Pinto de
Mello e Galdino Auguslu de tal, que conseguiram
evadir-se. O infeliz Emiliano, arhava-se a porla de
um presepc quando foi aggrerldo pelo piimeiro da-
quelles dous Individuos, que o esborduou com um
ccete
mos pois que leve de prolongar a sua estarla, e que
nao sahira provav cimente antes do dia 1 i do corre-
te por precisar no seu macliinismo de um concert
de pequeo Irabalho, mas rlillcl em um porlo dcs-
proviJo, como infelizmente est ainda o nosso, deum
dique ondeum navio possa licar a secco.
Urna das roseas em que trabadla a hlice do va-
por Maria II gastou-se com o nitrito de duas via-
gens e cumpre substui-la. Para isso se conseguir
sempre volla. O subdelegado que o prenden, pois,
he um bom homem e que fez bem bons servcos, pelo menos, e alraieoa os seus pcnsamcnlos inlimos,
nesse caso nao andn b?m. foi iuleiramenle Iludido :
quanlas vezes sem se querer fazem-sc cousas, que
depois a gente arrepende-sc ; he verdade, que quan-
do nao se lem iiitcnran, e obra-se nao bem, o fado
f as tendencias da sua ndole geral. Ja Racine o
le na sua Ettker, porque iiiqueslionavelmenle o-
Ihada bem a queslao, a corle de Asncrus nao passa
la cortede l.ui/ XIV, e deixa presentir o fado do
be pe-doavol.se eu pilhar os alleslados Ihe mando, edicto de Nanlcs, a influencia de mad. de Mainle-
poisque lambem quera que o Tola viesse.
Eu nunca vi,meu senhor,lautos cachorros como he
nesla tora havendo outros lanos policas, que se-
gundo o meo primo Patricio, que entende de urnas
leis que elle chama das imposturas, he a quem com-
pete eucliola-los, bem como a oulros quadrupedes,
como ralos, marchantes, galinhas, bodes grandes e
pequeos, ele. ele, ele. : he mesmo um peoeado,
eu al lenho recro que elles nao se juntem e v dar
urna conlendaaos llussos la da guerra.
Meu ax ditia que botica lie chamariz, e cu por
; e na occasiao em que, parafruslrar os golpes he misler chegar ao poni do navio, sempre abaixo | muilo lempo pcnsri que era chamariz, da bolsa Jos
non, e as desgracas de l.ouvois.
Nesta per;a parece que o aulor se propoz a aprc-
scnlaruma ras faces da comedia da vida, onde as la-
grimas sedisfarram com sorriso, e as angustias se
encobren) com a mascara dos prazeres. A socieda-
de reflctc-sc alli om um grande numero dos seos
erros, e das suas prctencoescaricalas. Carla persn-
nagem lem a sua linguagem propria e tpica. O
ministro sabe ser ministro, o parven esta destnliadc
rom as cores proprias, para as secundarias figuras rio
qiiadro o autor aprsenla nos umjomalisla, um me-
dico, cum advogado que sao esbucos de caracersli-
Casa da moeda na Philadelphia__Cunhou nos
mezes d'agoslo e selembra ltimos 17,538: i65 dol-
lars em moedas de ouro ; 4:500,140 dollars em pra
la ; e 38,667 dollars em cobre. Desde o principio
do anno cunharam-se 30,3I6:6\9 dollars em loria
a classe de moeda.
Jornalisuio inole;.-C<,nsta dos documentas pn-
bhcados pelo parlamenta inglez, qual foi o numero
total de exemplares. que cada jornal inglez puoli-
cou durante o segundo qurlel de 18.il, e que fo-
ram sellados com o sello de I pence (10 rs.)
Times, 3:976,70.
Lloyd's Weekl London, 1:ti9,(KI0.
Nexvs oflhe Voild, 1:459:000.
Illustraled London News, 1:362,136. ,
Wcekly Times, 970,857.
Rexnold's Weckly, 6,7:61(1.
Morning Ailverliser, 6(18:1100.
Weckly Dispalch, 490:517.
Daily News. 3i6:044.
Ucli's Life London, 313:000.
Morning Herald, 299:000.
Morning Posl, >(;:000.
Evening Mail, 00:000.
Glohe, 195:000.
Sun, 192400.
O jornal, que publicou meno- exemplares, foi o
llomcCircle, o qual so publicou 350. O numero
total dos jornaes que se publican) cm Londres, he
de 151.
O Timen pagou de sello nrtOagOOO reis aproxima-
damente ; deve portadlo pagar por auno, lambem
aproxidamente, 288O0O)Q00 ris pelo imposto do
sello.
(Imprensa e f.e.1
COMMERCIO.
i'HACADO KECIFE 13 DEJANEIKOAS3
IIOIIAS DA TARDE.
Cotacoes ofliciaes.
iloje nao houveram colac;ctcs.
ALFANDEGA.
Kendimcntodo dia I a !_'. .
dem do dia 13 ,
14l:64l88
aO:734*WO
162:37fe72
I
t
\
i
i
MOTILADO



DIRIO OE PERMAMBUtO, SEGUNDA FIRA 15 DE JANllKO DE 1855.

!
Oetcarregam hoje 15 de Janeiro.
llarc.i indiciaRosamondferro.
Barca inglezaMeleorbacalho.
Briaue inglezBian-amercaderas.
Brigue inglezAnn Yortercurvan.
Brguo inglezEecrlandem.
Patacho porluguezDestinodiversos eneros.
Barca americanaElisabethfarinha, cli e velas.
Escuna hollandezaS'ennetqueijos.
Brigue brasileiroMarafumo c charutos.
Barca inglezaBcllebaealho.
Importacao'.
llialc nacional Catiro, vindodo Assii, consignado
a Domingos Alvcs Malheus, manifestou o seguinte :
SU alquoires sal, 40 molhos palha, 3 pipas, 1 bar-
il e '21 saceos cera de carnauba, 4 saccas milho, 32
couros salgados; a ordem.
Iliate nacional Anglica, vindo do Ass, consig-
nado a Antonio Joaquim Sev'e, manifestou o seguin-
Ic :
8 pipas, 2 quartolas, 1.1 barris vatios, 380 nlqcei-
res sal, 6 couros salgados; aos consignatarios.
16 saceos cera de carnauba, 9 barris sebo ; i Jos
Antonio da Cunha & Irmos.
Barca americana Elisabeth, vindo de l'liila le-
pina, consignado a Mnlhcus Auslin & C", manifes
tou o seguinte :
1275 barricas farinha,100 caixas velas de esperma-
cele, 100 barriquinhas bolarbinha, 200 barris bren,
-200 caixas cha, 44 mcias ditas dito, l caitas oleo
de amendoa ; aos mesmos consignatarios.
Brigue inglez lielle, vindo de Terra Nova, consig-
nado a Me. Calmonl & Companhia, manifestou o se-
guinte-:
OOO barricas bacalbao, 117 cascos vinho ; aos
consignatarios ;
Escuna brasilcira Mdria, vinda do Rio de Janei-
ro, consignada a Machado c5 Pinheiro, manifestou o
seguinte :
235 saceos caf, 13 caixoes chapeos, 102 caixas e 3
latas cha, 165 rolos fumo, 27 barris loucinho, 20 pi-
pas vazias; a ordem.
22 caixas papel ; a Lecont Fcron & Compa-
nhia.
25 caitas fazendas ; a Machado & Pinheiro.
CONSULADO ERAL.
Rendimentododia I a 12......18:7528017
dem do da 13 .'......1:4149851

UIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do da 1 a 12.....
dem do dia 13........
20:1960868
1:0619208
128*930
1:1900138
Entraran) 1,105 saceos.
Eni cambios sobre Londres fez-se Iransaccoes de
importancia is colarics.
As mais negocacOes cm cambios foram mais ou
menos regulares.
Frelou-se dous navios para o Canal a 65 s.
[Correio Mercantil.)
MOVIMENTO DO PORTO.
Evportacao'.
Acarae, patacho nacional Emulacao, de 134 to-
neladas, conduzio o seguinte : 1 barrica bolachi-
nhas, 1 caiiole enm 6 lelhas de vidro, 1 caita dro-
gas, 1 barrica salitre, 1 dita cora 50 garrafas de
agua-ras, 1 raixAo, 2 caitas e 1 pacote fazendas di-
versas, 2 fardos algodaozinbo, 1 barril pregos, 1
cunhele ajo, 1 pacote miudezas, 1 alambique de
cobre com serpentina, 2 barricas com 240 eniadas
1 dita bacalhio, 1 caitole ferragens e miudezas, 1
pacote espingardas, 1 caitote chapeos de Italia, 1
caixilo chapees e bonetes, 1 Jilo ohjeclos diflerentes
para chapeos, 2 eaitoes chita, t (landres com 2 li-
bras de cha liysson. 2 embrulhos com 24 chapeos de
sol, I eaxao com 50 peras de chita, 40 barricas 5
i ditas com 297 arrobas e 79 libras de assucar, 3
barris, 11 pipase 1 y dita agurdenle, 1 barril com
31 medidas de me!, 5 caitas com 500 charutos, 6
barricas com 273 garrafas de licor, 6 dilas com 697
botijas de genebra > pipa com 82 medidas de ge-
nebra, 1 ancoreta com 16 caadas de espirito, 1
alambique com pertences.
Rio de Janeiro, brigue nacional DamSo, conduzio
o segainle : I caitAo chapeos de palhiuha e be-
zerros, 1 embrulho pennas de ajo, 35 barris cln u-
ricas, 1 fardo capotes, 2 caixas pejas de velludo 2
ditas toalhas, 8 balas de papel, 11 caixSes louj; e
vidros, 1 guarda-roupa, 1 cama, 1 commoda, 20c; i-
ides bzinthe, 1,480 saceos, 10 barricas e3 caixes
com 7,523 arrobas c 18 libras de assucar, 19 saccas
feijao, 1,080 dilas milito, loo ditas arroz, 3 dnzias
de taboas da amarello para costado, 6l meios de
sola, 1 raiaflo espanadores. 71 caifas com 156 ari li-
bas e 8 libras de carnauba.
Rio Grande do Sul, brigue brasileiro Mfra, coh-
duzioo segninte : 1,347 barricis e 310 saceos ct m
11,450 arrobas e 26 libras de assucar.
RECKBEuOlllA DE RENDAS INTERNAS Gfc-
BAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 12.....1:062:3 9
dem do dia 13......... 55185 0
Navioi enlradoi no dia 13.
New-Vork pelo Assu'73 das, do ultimo porto 5
dias, brigue sardo Pielro, de 201 toneladas, capi-
tao Francisco Ca&auova, cqiiiDagem 12, carga
madeira ; ao capitao. Vcio largar o pralico e se-
guio para Montevideo e Buenos-Axres.
Rio c*e Janeiro24 dias, hrieue escuna brasileiro
Mara, de 161 toneladas, capillo Manoel Jos
Vieira, equipagemtt, carga caf e mais gneros;
a Machado & Pinheiro.
Amstherdam62 dias, briaue hollandez Comete, de
196 toneladas, capitao 11. F. Xeylstra, equipagem
11, carga queijos e mais gneros ; a Brander a
Brindis
MarselhaW dias, barca franceza Paquete de San-
tiago, de 253 toneladas, capito Aletandrc Ter-
russe. equipagem 12, cm laslro ; a Viclor Lasne.
Rio de Janeiro26 dias, galera chilena Itumena, de
592 toneladas, capitao J. Wesch, equipagem 16,
em lastro ; a Vluva Amorim & Fillro. Passaaei-
ro, Abraham Stoeinlle c I filho.
Babia25dias, hiate brasileiro Amelia, de 63 tone-
ladas, mestre Joaquim Jos da Silveira, equipa-
gem 6, carga louca c mais gneros; a Novacs &
Companbia. Passageiros, Francisco Fausto da
Cunha Bitauconrl, Francisco de Paula Lima, Ma-
noel dos Santos Costa, Feliciana Joaquina do Es-
pirito Sanio.
Savios sahidos no menino dia.
Canal pela ParahibaBrigueinglez Albion, capitao
Williara II. Manley, em laslro.
carac'Patacho brasileiro Emularao, eaptSo
Antonio Comes Pereira, carga varios gneros.
Passageiros, Joao Baptisla da Costa, Francisco
Joaquim da Silva Chaves.
pSio de JaneiroBrigue brasileiro Hebe, capilSo
Andr Antonio da Fenscca, carca assucar e mais
gneros. Passageiros, Rosa Claudina da Silva
Barros e 2 fillios menores. Jos Adelo da Sil-
va, Olavio Correa Crespo.
Liverpool pelo CcarGalera insleza Bonita, ca-
p'tao Henry Slnrmey, cm laslro. Passageiro,
Walter Cranger.
ParahibaPalaeho dinamarquez Peler Lauritz,
em laslro. Suspendau do lameirao.
Navio entrados no dia 14.
Aracaly8 dias, hiate brasileiro Exalaeo, de 37
toneladas, mestre Esiacio Mendos da Suva, equi-
pagem 5, carga sola, couros e mais gneros ; a
Antonio da Silva Guerra. Passageiros, Manoel
Jos de Moura, Joao Domingos Ferreira Rabello.
Manoel Jos da Silva, Antonio de Souza e Silva.
Rio de Janeiro c Babia12 dias, do ultimo porto
5, vapor inglez Im Plata, coinmandante P. L. Fn-
nu. Conduz para esta provincia o passageiro
F'rancisco Pires Carneiro.
Trieste e Gibrallar78 dias, do ultimo porto 25.
brigue sueco Superior, de 235 toneladas, capillo
Carlos A. Inglund, equipagem 9, carga familia c
mais gneros; a N. O. Bieber & Companhia.
Naeios sahidos no meimo dia.
BabiaSumaca brasileira Ilortencia, capitao Scbas-
liao Lopes da Costa, carga bacalho e mais ge-
neras.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Damiio, capitao
Cielo Marcolino Gomes da Silva, carga assucar e
mais gneros. Passageiros, Maria Isabel da Con-
cerio e 1 escrava, Francisco Antonio de Oliveira
e I menor,
demBarca ingleza alisa, com a mesma carga que
Irouie. Suspendeu do lameiro.
provincial n. I*),-manda fazer publico para conlic-
rmenlo dos credores hxpothccarios e quaesquer in-
tert-ssados, que fol desapropela i viuva Maria do
Nasrimenlo, una morada do rasa sita na direrrilo do
quinto lanjoda rameficajno da estrada do sul' para
a villa do Cabo, pela quanlia de 3003000 rs., c que a
respectiva proprielaria lem de ser paga do que se
Hie deve por esta desapropriaeflo, logo que terminar
o prazu de 15 dias contados da dala deste, que he
dado para as reelamajes.
E para constar semaiidou affitar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
boco 13 de Janeiro de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaruo.
DECLARAgOES.
1:61388 9
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiinenln do dia 1 a 12.
28:26480 1
ldewdodia13........1:858901
30:12280 6
J5
O lllni. Sr. inspector da Ihesouraria provn-i vclmenlc no dia 19 para I.i-boa : quena na inesmn
clal, em imprmenlo do disposto no art. 34 da lei quizer ir de passegem, parato que trm bous romnu>-
dos, entenda-sc com os consignatarios Tlminuz de
Aquino Konsera \ Filho, na ra do Vigario n. 19,
prlmeiro andar.
AO RIO DK JANEIRO
Seguir breveinenlc. por ler grande parte
do sen rarregainenlo tratada, o veleiro e bem
corutruido brigue nacional Maria Luisa, capitao
Manoel Jos Preslrello : para o resto da car-
ga, c para cscravos, aos quacs d.i cxrellenlcs arco-
modajoes, trata-se na ra do Trapiche Novo n.
Iti, segundo ailar, com os consignatarios Aulonio
do Almeida Gomes & C.
PARA A BAHA
Vai seguir com grande presteza o hiate nacional
Fortuna, capitao Pedro Valelle Filho : para carga
trata-se com os consignatarios Antonio de Almeida
Gomes iV C. na ra do Trapicha Novo n. 16 segun-
do andar.
PARA A BAHA.
O bialc Soco Olinda, sabe ncsles dias : para o
resto da carga a tratar com o mestre Custodio Jos
Rocina, ou cem os consignatarios Tasto IrniSos.
John Donlcy, capitn da barra ingleza Guati-
mala, arribada a este porto em sua fiasen) prorc-
dcnle deCalhode Lima a Cork para receber ordena,
precisa a risco martimo sobre o frele, apparelho,
casco e carga, de cerca 6 a 7:0003000 de rs.: os prc-
lendentes mandarlo suas proposlas fechadas al o (fia
16 do andante, ao esriplorio de Me. Calmont &
Companhia.
PARA O CEARA'
segu nesles dias o hiate Correio do Sorle, ainda
recebe carga : a tratar com Caelano Cyriaco da C.
M., ao lado do Gorpo Santo D. 25.
MARANHA'O E PARA'.
Sejjue em poucos dias o liiale nacioi>al
Adeatde, ja' tem a tnaiorparle da can-
ga engajada : para o resto e passageiros
tratante com o consignatario J. t. da
Fonseca Jnior ra do Vigario n. 4.
Para o Rio de Janeiro pretende sabir com a
possivel brevidade o patacho nacional D. Pedro Vo:
para carga e escravns a frelc, trata-se com os consig-
nalaiios Tliomaz de Aquino Fonsccatk Filho, na rua
do Vigario n. 19, primeiro andar.
Para o Porto, segu impreterivelmente rvia-
geni no dia 17 do crrente, a velcira galera Braha-
rense : quem nclla quizer carregar ou ir de passa-
gem, para o que lem os mais aceiados commudos,
entanda-M com os consignatarios Thomaz de Aqui-
no Fonseca & Filho, na rua do Vigario n. 19, pri-
meiro andar, ou com o capiUo na praja.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Ass por estes dias a barca brasilei-
ra Imperatriz do Brazil, a qual seguir para o Rio
de Janeiro um dia depois da sua cliegada, e s rece-
be escravos a frele o passageiros, para o que lem ex-
ccllentes commodns: a tratar na rua do Trapiche n.
15, com o consignatario Manuel Alves Guerra J-
nior.
. Para o Porto pretende sabir enm a maior bre-
vidade o brigue porluguez Bom Successo, de prunei-
ra marcha : quem no incsmo quizer carregar ou ir
de psssagem, cntenda-se com osconsignatariosTho-
maz de Aquino Fonseca cl Filho, na rua da Vigario
n. 19, primeiro andar, ou com o Sr. Manoel Gomes
dos Sanios Sena, capitao do mesmo, na praea.
PARA A BAHA
Saliira' impreterivelmente no dia 14
do corrente o patacho < All'redo pode
receber algtiraa carga para completar o
seu carregamento : trata-se ooui o con-
signatario J. B- da Fonseca Jnior, ruado
Vigario n. 4.
Para o Rio de Janeiro salie com
muita brevidade o muito veleiro brigue
Recife o qual ja' temprompta a maior
parte do seu carregamento, para o res-
tante e passageiros trata-te com Manoel
Francisco da Silva Ca rico na rua do Co-
legio n. 17 segundo andar, ou com o ca-
pitao Manoel Jos Ribeiro.
Tendo-sede proceder i matricula dos prelos re-
sidentes fiesta freguezia, que orrupam-sc noserviro
dfe .'aulladores, segundo as inslrucrocs da presiden-
cia para reaularisajao de autios prestado no caso de
incendio ltimamente publicadas, couvida-se aos
referidos individuos para que, por si ou por seusse-
nbores os que forem cscravos, apresentem-se ucsla
subdelegacia dentro do prazo deoilo dias. conlar-
desladata. Subdelegacia da fregoezia da Boa-Villa,
12 de Janeiro de 1855,O subdelegado supplenle em
exercicio, ./. F. Martin fibeiro.
De ordem do Eim. Sr. director geral da ins-
Irucjao publica, fajo saber a quem coiivier, que est
coucurso a cadeira de iustmecn elementar do se-
gundo gran de l'o-d'Alho, com o prazo de 50 dias.
oontados da dala desle. Directora geral 9 de Janei-
ro de 1855.Candido Eustaquio Cesar de Mello,
amanueuse archivista.
COMPAMIIA DE SEGUROS.
EOUIDADE.
E8TABELKCIM NA CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO, RCA DO TRA-
PICHE N. 26.
O abaito assignado, agente uomeado desla compa-
nhia, e formalmente aulorisado pela diiecrao. acei-
tar seguros martimos cm qualquer bandeira, e
para lodos os porlos conhecidos, cm vasos ou merca-
dorias, e sob suas respectivas condijOes ; o elevado
crdito de qoc lem gosado esla companhia e as van-
tagensque oiercce, faro convencer aos concurrentes
da suautildade. c o sen fundo responsavel de mil
contos de rcis fortes : a quem inleressar ou convier
eflccluar ditos seguros, poder dirigir-se rua
cima citada, a Manoel Duarte Rodrigues.
Pela delegacia do 1. distrieto do Recife fui
preso e recolbido cadeia desla cidade o preto Boa-
ventura, que diz ser escravo de Jos Antonio Comes,
morador na cidade de Nazarelh. Outru sim foi ap-
prehendido a um preto da Costa um rctogio de ouro
com corrente igualmente de ouro : quem fr seu
douo compareja munidn de documentos legaes, que
lhe ser entregue. Delegacia deste i.- distrieto do
Recife aos 9 de Janeiro de 1855.O delegado,
F. B. de Carcalho.
ADMINISTRADO DO CORREIO.
O biigue nacional Mofra, recebe mala para o
Rio Grande do Sul boje (15) de 8 % horas da ma-
nhaa.
O conselho da direejao do banco de Pernam-
buco, emeontormidade com os arts.<60 e 66 dos seus
estatutos, far leilao por cotila e risco de quem per-
Icncer, de 2.878 caixas rom sahao, contendo 65,260
libras marca Soap, e 50,8iS libras amarello ; quar-
la-feira, 2i do corrente Janeiro, s 10 horas da ma-
uhaa, no Trapiche Alfandegado denominado Al-
fandega Velha.
EDITAES.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 fisi PO GOZ.LBGIO 1 AlfDAB 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo d ronsnllas homeopathiras todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manlia ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Ollcrece-se igualmente para pralicar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promplamente a qual-
qoer niulber que estoja mal do parlo, c cujascirriimslanrias n3o permittam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complelo de meddicina homeopalhira do Dr. G. II. Jahr, tratluzido em por
lueuez pelo Dr. Mosrozo, quatro volumes encadernados em dous c arompanhadode
um dicciotiaria dos termos de medicina, cirurcia. anatoma, etc., elr...... 20fcO00
Esta obra, a mais importante de todas asquelralam do esludo e pralica da bomeopatbia, por sera nica
que conliu abase fundamental rl'esta dotilrinaA PATBOUENESIA OU EFFBITOS I10SMEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO KM ESTADO DESAUDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que quizerem
experimentar a ''oulrina de llahnemann, e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senbores tle cnaenho que estao lonae dos recursos dos mdicos: a lodosos capites de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripulantes.:
a lodos os pas de familia que por cirenmstancias. que nm semnre podem ser prevenidas, sJo nlrriga-
dos a prestar in continenti os primeiros sorrorros em suas enfermidades.
O vade-mfitm do hoineo.patlia ou Iraducrflo da medicina domestica do Dr. -Hering,
obra V?v?ibem til s pessoas que se dediram ao estudo da bomeopathia, um vol-
me grande, aeompaiihado to diccionario dos termos de medicina...... 10>000
O diccionario dos lermos de medicina, ciruruia, anatoma, etc., etc.. eucardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pa*so seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprietario desle eslabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninaiiem duvida boje da erantlc superioridaile dos seus medicamentos.
Boticas de 24 medicamentos c.ii glbulos, a 10?. 123 e 155000 rs.
Dilas 36 tutos a................... 9D9OO0
Ditas 48 ditos a ............... 259000
Ditas 60 tlilos a................. 309000
Ditas 144 ditos a.................. 60*000
Tubos avulsos........................ I9OOO
Frascos de meia onja de tinctura................... 29000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rryslal de diversos laman'hos,
vidros para medicamentos, e aprumpta-se qualquer encommenda de medirainenloscom toda a brevida-
de e por prejos muito rommodos.
PRAtA DO RECIFE 13 DE JANEIRO DE 18j5,
AS 3 HORAS DA TARDE.
ftrista semanal.
Cambios- Negociou-se a 27 3(4,28 e 28 }i d.
por la, sendo o primeiro com pra-
10, e o ultimo letras de outras
prtcas.
Assacar- As entradas foram moderadas e os
prejns soslentaram-se: brancos
de 29IOO a 29800, e mascavados
de 1?S00 a 197O0; os compradores
tem sido menos anciosos para fa-
zer seus provimentos.
Algodao Tivemos 251 saccas entradas, e as
vendas regularam de 59300 a
58600 por arroba da primeira sor-
le, com tendencia para haixar.
Couroi ----- Venderam-se de 160 a 165 rs. por
libra, e poucos a 170 rs.
Bacalho----------Enlrarim seis carregamentos, dos
quacs quatro venderam-se de
139800 a 149600 por barrica para
descarregar aqui; e dous de 159
a 159500 para descarregar no Rio
de Janeiro. O consumo he grande
em consequencia da falta da carne.
Carne-seeca- Temos apenas 1,500 arrobas de
qualidade m que se lem vendido
de 494OO a 49500 e alguma por-
rao melhor por maior prejo.
Farioha de trigo- Tivemos dous carregamentos, om
de llallimore e ontro de Philadel-
phia com os qitaes o deposito hoje
monla a 5,350 barricas e 2,200
saceos: vendeu-se a 289 a de Ri-
climnnd. 259500 a 268500, a de
Philadelphia, a 219-500 a de Bal-
limore, a 263 a de Lisboa, e a 239
em soccas de Valparaizo.
lorr.ifoes----------Venderam-so de 800 a 18 do em-
palhados.
Manlciga----------dem de 600 a 620 rs. por libra da
ingleza, e de 480 a 500 da fran-
ceza.
De.icontos- Rehsteram-se letras de 8 a 10 por
rento ao anuo.
Freas Temos rerebido muilos navios,
por cujo motivos os preros afrou-
xaram, .oflerceendo-sc 50 para o
'.1n.1i que tem sido rcgeilado, e
alguns navios vSo seguir para ou-
Iros porlos a procura de melhor
prec.o.
O mercado conserva-se se mani-
majAo pela falta de noticias re-
rentes" ta Europa que o guie, re-
ceianlo quequ-ndo ellas cheguein
sejam desfavoraveis.
I i.-ar.ini no porto 101 embarcajfies: sendo, 6 ame-
ricanas, I argentina. 1 austraca, 34 brasileras. 1
chilena, 2 francezas, 1 hamhurgueza, 9 hespanho-
las, 1 holl.iuileza, 31 ingle/as, II porluguezas, 1
pru-siana,c 2 sardas.
RIO DE JANEIRO, 30 DE DE/EMRRO DE 1851.
Cotones da junta do* Srs. correctores.
Dia 30.
Cdinbios sobre Londres, 27 7|8 a 90; 28 a 90; 27
3|Va60e 90dia.
Pars. 317 a 60 dias.
Ilamburgo, 6i a 90 tlias.
a Antuerpia, 312 a 90 dia.
Marselha em Paris, 315 e 316 a 60
das.
Caf. As vendas foram mais que regulares.
Olllm. Sr. inspector d Ihesouraria provincial,
em rumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aospropnelarios abai-
to mencionados, a entregarem na mesma Ihesoura-
ria no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeira
publcajAo do presente, a importancia das quolas
com que devem entrar para o raljaiyrntn das casas
dos largos da Penha e Ribeira, conforme o disposlo
na lei provincial n. 350. Advertindq, que a falla
da entrega voluntaria ser punida coisr duplo das
referidas quolas na conformidade do art. 6d"rcgu-
lamenlo de 22 de dezembro de 1854.
Largo da Penha.
Na. 2. Bernardo Antonio de Miranda. 6O9OOO
4. Vinva e herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalcanli........... 559400
6. Maria Joaquina Machado Cavalcanli. 259200
8. Joaquina Machado Portella....... 21S600
10. Andr Alves da Fonseca........ 369000
12. Francisco Jos da Silva Maia..... 129600
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuvne herdeiros de Maralino Jos
Galvau................. 309000
3. Ignacia Claudina de Miranda...... 258200
5. Anna Joaquina da Conceirao...... 419100
7. Joaquim Bernardo de Figueiredo 219600
9. O mesmo................ 218600
11. Viuvae herdeiros de CaetanoCarvalho
Rapozo ................. 219600
13. Os mesmos.............. 219600
15. Caelano Jos Rapozo......... 603000
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo 258200
19- Joo Francisco Regs Coelho..... 528500
21. Antonio Machado de Jess...... 109800
23. Jos Fernandes da Cruz........ 198000
25. Joaquim Jos Baplista........ 149800
5749800
E para constar se mandn aflitar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Dr. Jos Quintino de Castro l.eio, juiz municipal
do termo desla cidade de Olinda da comarca da
cidade do Recife de Pernambuco, por Sua Ma-
geslade Imperial e Constitucional, que Dos guar-
de, ele.
Fajo saber pelo prsenle clital, que pelo Dr.
Alexandre Bernardino do Reis e Silva, juiz de di-
reilo da 2. vara criminal me foi commnnicado por
ohicio de 5 do corrente. que convocara para o dia
23 de Janeiro do corrente pelas 10 horas da m.i-
nhSa a l. sessao peridica desle (ermo, cujo sorlea-
mento teve lugar hoje, e para o que sahiram sortea-
dos os 48 juizes de fado, que se segu : J0S0 Bap-
lista Gomes de MacedA, Dr. Filippe Jansen de Cas-
tro e Albuquerqtie, Joaquim Elias de Moura, Joa-
quim Marques Santiago, Jos Irineo da Silva Santos,
Antonio Manoel Coelho, Anselmo Jos Ferreira,
Jos Theotloro de Moraes Lins, Manoel Gomes Pe-
reira, Luiz Gomes Ferreira, major Antonio de Sou-
za Rolim, Jos Germano de Lira, Manoel Cavalcan-
te d'Albuquerque, Jon Marques ta Paz, Dr. Joflo
Carlos Angosto Cavalcanli Vellez de Guevara, Vi-
cente Perrera da Silva Braga, Bernardo Joaquim
d'Azevedo. Luiz Ignacio, Francisco de Paula Paes
Brrelo, Paulo Jos de Oliveira, Dr. Domingos So-
riano Fernandes Soares, Joao Antonio de Carvalbo
Siqueira Jnior, major Raimundo Jos Pereira
Bello, Dr. Manoel Joaquim Carneiro da Cunha, Ma-
neel Pinto da Silva, Manoel Nunes de Mello, capi-
ino Joao da Cruz Fernandes de Souza, capitao Jos
Xavier Cavalcanli da Rocha Wanderley, cirurgiio
mor Francisco Jos de Amaral, Dr. Jos Lourenro
Meira Vasconcellas, Thomaz da Cunha Lima Can-
illara, Antonio Pinto d'Araujo, Francisco do Reg
Barros,Jos de Mello Cezar de Andradr, Manoel
Clemente de Almeida, Francisco das I .hagas do Ro-
sario, lenle coronel Manoel AMonio dos Passos
c Silva, Luiz Jos Gonzaga, Jlo Bezerra de Mello,
Dr. Francisco de Salles Alves Macil, major Salva-
dor llenriques de-Albuquerquc, coronel Jo< Joa-
quim de Almeida Guedes, Manoel Aulonio Alves de
Brllo, Caelano Duarte Pereira, capitn Bovenlora
do Mello Caslello Urlico, Candido Jos Serpa, capi-
llo de fragata Caelano Alves dt Souza Filguciras
capitao Joao Baptisla do Amaral. Os quaes bao de
servir durante i referida MBSte; para o que sao pelo
presente convidados, devendo comparecer, assim co-
mo osinleicssados.no indicado dia, as 10 non da
mauliaa, cima dito, sob as penas da le. E para
que rlicaue a noticia de lodos, mandei p.i-s.n o pre-
sente, que ser aflitado nos logaras mais pblicos
deste termo. Dado e panado nesla cidade de Olin-
da aos 8 tle Janeiro de 1855. Eu Filippe do Nasci-
mento de Faria escrivo do jury subscrevi.
Jos Quintino de Castro Leo,
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
0 conselho administrativo, em virtude de autori-
sarao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguinles :
Para o 2. halalliAo de infamara de linlia.
Pratos razos de p de pedra, 138 ; ditos fundos de
dito,177 ; lijelltsde loooa, 161.
8. batalhSo de infantaria de linha.
Bandas de la. 20 ; bonetes, 306 ; grvalas de so-
J.a ile In-lre. 274 ; maulas de laa, 275 ; panno verde
escuro entrelio covados, 1,583; holanda de forro co-
lados, 1,274 ; panno prelo para polainas ditos, 140;
brim lizo varas, 1,868; algodaosinho ditas, 1,275 ;
bolees brancos de osso grozas, 69 ; ditos pretos de di-
to dilas, 70 ; cordo de laa prela de urna linha de
grossura para vivos varas, 1,416 ; oleado preto de
In-lre covados, 60 ; boles convexos de raelal bron"
zcado com" linhas de dimetro, com o n. 8, de me-
tal amarello, 4,508; botes convetos de metal bron-
zeado com 5 linhas de dimetro com o n. 8, de me-
tal amarello, 1,576; esleirs,319 ; sapalospares,378.
Para os msicos do mesmo batlhao.
Bonetes de panno cor de rape de forma cornica
avivado de couro preto envernizado, pala orisontal
do mesmo couro, guarnecida na parle inferior de
urna listra de algodHo de ouro, designado, para o
posto de capitao n. 8, dourado entre duas palmas
bronzeadas, sustentadas por urna corea de metal
chiuraja, 1( ; panno cor de rap para as sobrecasa-
cas e cairas, covados, 119 ; charlaleiras, leudo a pa-
la de panno cor de rap e meila la de melal doura-
do pares, 16 ; chafarotes com bainbas de couro pre-
lo envernizado, bocal c ponleira de metal liso dou-
rado, punho tle bano guarnecido de metal dourado,
27 ; cintuies de couro preto envernisado, com cha-
pa tle apertar de melal dourado com carran-
ca, 27.
9. balalhao de infantaria de linha.
Bonetes para os musicosdo mesioo balalhao, con-
forme o figurino que existe 110 arsenal, 27 ; caldci-
ras de ferro balido para 50 prajas cada urna, 8.
Para provimento dos armazens do arsenal de guerra
primeira e segnnda classe de ofticinas.
Taboas de assoalho de amarello duzias, 6 ; costa-
dos de pao de oleo, 6 ; arcos de ferro de 1 3|1 de
polegada de largura arrobas, 6 ; limas mujas trian-
gulas de 6 dilas duzias, 6 ; grozas meias caunas de
7 dilas dilas, 4 ; verrumas caixaes dilas, 3 ; dilas
ripaes ditas, 2 ; dilas de guarnijSo ditas, 2 ; junco
feiches, 2.
Tcrceira classe.
M grande, 1 ; barras de ferro sueco de 5 1|2 po-
legada;, 4 ; chapas de ferro em lenjol de 40 libras
cada urna, 2 ; rame de ferro grosso arroba, 1 ; li-
mas sortidas duzias, 21; limatfies dilos duzias, 14.
Quarta classe.
Zinco em barras arrobas, 4 ; chumbo cm ditas di-
las, 4 : caitas com folhas de (landres dobradis, 2 ;
ditas com ditas de ditas singelas, 4 ; cobre velho pa-
ra fundicao arrobas, 20 ; lenjol de lalo com o pe-
so de 50 libras cada um, 1 ; dilos de tlito com o pe-
so de 12 libras cada um, 5 ; cadinhos do norte de n.
6, 10 ; limas sortidas duzias, 11.
4. balalhao tle arlilharia.
Panno carmesim para vivos e vistas covados, 150;
copo de vidro, 1 ; esleirs do palha de carnauba.
379 ; caldeira de ferro fundido para 50 prajas, 1.
Companhia de cavallaria.
Esleirs de palha de carnauba, II ; luvas de ca-
morra pares,-II ; mantas de l.ia, 11,
Colonia de Pimenleiras.
Esquadros de ferro cum (billa de 12 polegadas de
comprimento, 2 ; ditos pequeos, 4 ; facoes com
bainbas e cinlurocs, 40 ; parafosos tle madeira para
prensa tle banco, 4.
Quem quizer vender cslcs objeclos, aprsente as
suas proposlas em cartas fechadas 11a secretaria do
conselho s 10 horas do dia 20 do corrente
niez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo de arsenal de guerra 13 tle Janeiro de 1855.
./ose de Brito Ingltz, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vocal c secreta-
rio.
Pela subdelegacia de Santo Antonio se faz pu-
blico, que se acha rccolhulo cadeia desla cidade o
prelo Roberto, que diz ser escravo tle Antonio F'ci-
loaa de Mello, senlior do rnacuhti Saudade. Subde-
legacia de Santo Antonio 13 de Janeiro de 1855.O
1 subtlelegado supplenle, Jos da Cofia Dourado.
Por ordem do Illm. Sr. director interino do
lyceu se faz publico, que a matrcula das aulas do
mesmo Ivccu acta-fe aberta desde o dia 15 al o ul-
timo desle correte me/.; principiando as aulas o
seu eterccio 110 dia 3 de fevereiro protimo futuro.
Directora tlu Ijreu 13 de Janeiro de 1855.O ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
PARAOARACATV,
Segu em poucos dias o bem rouhecido hiale Ca-
pibaribe, de primeira marcha, pregado e forrado de
cobre : para o resto da carga, trata-se na rua do Vi-
gario n. 5.
Para o Rio Grande do Sul,
segoe viagem al o dia 20 do corrente o veleiro pa-
tacho nacional Sania Cruz, capitn Manoel Joa-
quim Lobato : para passageiros, Irala-sc no escrip-
torio de Edua'do Ferreira Bailar, rua do Vigario
o. 5. q
, LEILOES
O agente Borja, de ordem do Illm.
Sr. Dr. juiz do cive e commercio, Custo-
dio da Silva Guimaraes, a requerimento
do curador iscal da massa fallida de
Victorino & Moreira, fara' leilao da loja
de miudezas, que foi daquelles senhores,
sita na rua dos Quarteis n. 22, e nao
tend* lugar (|uarta feira 10, fica transfe-
rido para sabbado 13 do corrente, as 10
lioras em ponto, pelo maior preco que
for ofFerecido.
Timm Mousen & Vinassa farao leilao por in-
lerveujao do agente Oliveira, de grande sorlimento
de fazendas ltimamente importadas e despachadas,
e as mais proprias do mercado segund.i-feira, 15 do
corrente. as 10 lloras da nianlia.i. no seu armazem,
largo do Corpo Santo.
O
rua d
liras de marcenara novas e usadas, de diflcrenles
qoalidades, chapeos do Cliili, charutos de liavana,
tlilos da Baha, urna prrjao de louja vdrada, vinho
do Porto em meias carrafas, cognac, e oulros muitos
objeclos que eslarAo amostra no acto do leilao :
quarta-feira, 17 do corrente, s 10 # horas da ma-
nh.la.
O agente Borja, quarta-feira, 17 do corrente,
far leilao de um complelo sorlimento de obras de
marcincria de diflerentes qiialidadcs, sendo, novas
e usadas, varias quinqiiilhirias, urna porjao de pti-
mo cha. de queijos de pralo, os quaes objeclos ven-
der-se-ho pelo maior prejo que se orTereja. A
meio da em poni ir igualmente um excellente
cavallo caslanho, enfreiado, e outros muitos objeclos
que enfadonho seria mencionar-se.
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. Cassiano Alberto Pimcnla de Souza Pe-
res lenha a bondade ilc appareccr na rua do Quei-
mado, loja n. 17. aon le se lhe deseja fallar.
Em resposla ao annuncio do Diario de Per-
nambuco de sabbado, no qual se pede a etpIicajAo
do nome do Sr. JoSo Cancio, tem a diser que se cn-
lende com o Sr. Joao Ctncio Pereira dos Santos que
beourives.
O agente Vctor far leilao no seu armazem,
da Cruz n. 25, de esplendido sorlimento de 0-
Antonio da Fonle, subdito porluguez, retira-
se para Portugal a tratar de soa saude.
DAo-se .5008000 a juros sobre h\ polheca de orna
casa na ruada Assumpj3o n. 18.
F'oi vendido na loja nova da rua eslreita do
Rosario n. 17. as cautelas peroamhncanas, um
qnartodos 5:0008000 e oulrn dos 4008000, o possui-
dor de ditas cautelas queira vir receber logo que saia
a lista geral. Na mesma casa etislem novas caute-
lase bilhetes da freguezia do Pojo, que corre no dia
27 do correle
Paulo Gaignout, dentista, ja voltnu to mallo,
onde paasou a fesla, e pode ser procurado na sua ca-
sa, rua larga do Rosario n. 36, segundo andar.
O professor publico de lalim da freauezia de
S. Jos do Recife, abaito assignado, declara que
acha-se aberta a matricula de sua aut do dia 15 do
corrente em diante, e que no tlia 3 dovindouro mez
tle leverciro principiaran os (rabalbos ; no taran do
Terco, casa 11. 33.Manoel k'rnncisco Caelano.
OITerece-so um rapaz portugus para caiteiro
tomar conla por batanea ou sem elle, para o que
lem bastante pralica : quem do sen preslunn se qui-
zer ulilisar, dirja-se ti [iraca da Iirdepeirtlcncia n.
10, das 10 as 2 da larde.
. INSTRUCCAO".
Jos Bernardino de Souza l'eite, professor part-
cula! de francez e linaua nacional, residente na rua
Dircila n. 56, participa aos pas de seus alumnos e
aquellas pessoas a quem inleressar posta, que 110 dia
22 do corrate principiaos os Irahalhos da sua aula.
1 raspassa-se a chave e armacao tic una casa,
propria para fazendas. miudezas ou outro qualquer
negocio ; trata-se na rua da Cadeia do Recife 11. 30.
O abaito assignado, discpulo que foi do fina -
do Exeqniel, olTereca seu presumo para dar lijfies
tle dansa. Unto antigs figuradas romo modernas,
quadrilbas, polk, chothes, inashulkas, duelos, ele.
elr. : quem o quizer honrar com a sua proleec.'io,
lano em sua casa como mesmo as casas dos prc-
lenden-.cs, o pdenlo procurar na rua dos Copiares
11.19, demcio dia al 3 lloras da larde,
Manoel Fran,isco de Souza Magalhes.
Alugam-sc o lerceiro e quarlo andares da rua
da Cadeia do Recife n. 4 : a tralar 110 armazem dos
mesmos.
Os herdeiros da fallecida Sra. I). Cecilia Calhari-
11a do Monte Sinay.vecm aprcsenlar a considerarao,
e apre.ri.icao to publico u facto. quo passam a e\-
por. Sendo a Sra. I). Calharina Sebastiana de Vas-
concelos Biarl, a nica herdeira da dita Sra. D.
Cecilia, e estando no estado de viuva, cnteiuleu o
fallecido Manoel Pereira Guimaraes, que com seu
socio o Sr. Jos Antonio Pinto, liaviam feito banca-
rota nesla cidade, que tlevia soldar a sua grandis-
sima quebra com os bens da sobrcdila Sra. 1). Cecilia
casando com a niAi c soara dos annunciantes, a dita
Sra. D. Calharina*tanto as-im que no assento do
casamento mandn declarar, que rasa y a com I).
Calharina Salosliana de Vasconcellos Biart, senho-
ra de engenho Aranlagil,qiie era da av dos annun-
ciantes, declararlo quo certainenle pela primeira
vez se vio em um tal assento, que nunca coolem se
nao a declararlo tos nomes dos nuhentes, sua qua-
lidade, filiarlo, e naturalidad!'. Mas cssa derlara-
j3o do fallecido Guimaraes leve por fun Iludir elle
a seus credores, como Iludi, cnnseguiido logo de-
pois urna moratoria na qual aprcscnlou para ga-
ranta os engenhos, e bens da av dos annuncian-
tes, que nao estavam obrigados a lacs dividas, ncm
ainda mesmo os bens com que a mili e sogra dos
annunciantes entrn para o casal, romo he expres-
so na Ord. L. ',. Til. 95. 4. E nao obstante Gui-
maraes conseguio a moratoria, c os credores lh'a
deram porque viamseus crditos reduzidos a cifras,
c sem esperanra de pagamento, e assim alguma es-
peranra Ibes reslava anda de roceberem senao lo-
do ao menos alguma parle dos dbitos tle com-
mum devedor. Mas corren o lempo, e Guimaraes
nao pagon, e nao etislindo ja alguns dos credores
majs conscienriosos, c que sabiam da tralanlice do
homem que casara com a sciihora do engenho Ara-
langil, aprescntoii-se Guimaraes pelo seu socio o
Sr. J. Antonio Pinto,pedindo um rebate decincoenta
por cent > nos seus dehitos, e novo prazo de um,
dous e tres anuos para pagar, c ufTcrecendo por
garante sua sogra, e av dos annunciantes e I). Ce-
cilia, viuva nao commercianlc, e nesse contrato ja
o Sr. Pinto despio os andrajos de socio, c aprusen-
ton-se em scena com as galas da credor ; e com as
labias que Guimaraes poz cm uso conseguio da at
dos annunciantes qoe garanlisse as novas lelrras,
que elle aceitou a seus credores. e asgnasse urna
escriplura de h> polheca de seus bens inclusive o
Aralangil para mais garanta tos mesmos credores
ruja csrriptura foi celebrada no mesmo engenho
Aratang pelo labclliao de Serinhacm. E comoqner
que Guimaraes conliuuasse a fallar aos pagamentos,
foi a av dos annunciantes demandada por Jlo
LeilePita Orligueira.eJohnslon Pater &C. para lhes
pagar todo debito ; mas ella defendeu-se, e mostrou
que nao podia ser ohrgada por taes pagamentos,
n.io obstante sua assignatura uas leltras, e na es-
criplura, em vista da Ord. L. i. Til. 61 no pr. e S
9, e 10, e vencen essas causas. Vendo o socio cre-
dor Pinto, e outros credores que ora se dizem de
Guimaraes, que lhes fuga assim a presa, consegui-
ram que a mai dos annunciantes, D. Calharina Sa-
lustiaoa de Vasconcellos Biarl viesse a esta cidade,
e que assignaase ella aqui urna escriplura, que foi
passada pelo tabellio Coelho, que Dos tenha em
gloria, na qual se fez ella dizer, que a divida dos
Srs. Bieber, Piulo, Miranda elr, etc, eram dividas
proprias de sua mai ( a av tos annunciantes ) e
que p-.ra pagamento dava o engenho Aralangil, para
os credores lomarem posse delle, adminislra-lo, fa-
zerem-lheas obras que necessitasse e o que produ-
zisse liquido irem-se pacando at eitincjao tos d-
bitos ; e d'es'arte ficavam os credores de Guimaraes
penhores de Aralangil sem pagaren aa; mas nao
havendo procurajio ta av tos anuuncianles, pre-
ciso, eindispcnsavel foi declarar nessa celebrrima
escriplura, que a mai dos annunciantes se obrigava
a aprcsenlar essa procurajo.
Quiz porem. Dos, que quando se passoil essa
procurajo la no Cabo ja a mai dos anuuncianles
nao perfencesse mais a este mundo ; e por isso nao
houve ratificarlo, e ficou a tal escriplura reduzida ao
que devia ser, a cousa nenluim; ; porem Pinto, e os
oulros rorreram para o Cabo, e prevalecendo-se d'es-
ta mesma escriptara nulla lentarain turnar posse do
engenho ; e a lomaram logo realisando-se a demen-
cia da av dos annunciantes, o curador Horneado
propoz arrio de libello para rescindir a escriplura, e
tevesentenja a favor. A este lempo um novo tra-
ma se urdi, e foi o de desunir algum dos herdeiros
e reclamar o herdeiro Antonio Mara a curadoria do
herdeiro Jos Maria para dar lempo a decisao dos
embargos dos credores, o que succedeu ; mas o ne-
gocio esla' appellado, e nada se podia innovar; e to-
dava os taes credores fizeram cesslo dos seus crdi-
tos ao St. Joao de Sa' e Albuquerque, c este dizem
que aceitara, e quer por forja se metler no enge-
nho ese apresentou all com (ropa de linha, incul-
cando que esse auxilio lhe fora dado pelo governo,
e que linha despachos da presidencia para fazer pren-
der a todo aquello qne se lhe oppnzesse. Muito dc-
pressa porem cabio esse alvitre improprio do carc-
ter do Sr. Sa' porque os annunciantes nbtivcrain
cerlidoes, e despachos declarando nao ser exacto
qiianlo assoalbara o Sr. S, que todava quer a pos-
se do Aralangil ; quer prestar-se aos taes credores
Urna pestoa habilitada a' ensiuar
primeira leltras se olferece a dar lcf,es
cm casas particulares; quem quizer uli-
lisar-se do leu presumo pode slirigir-se
a esta TypoftTaphia que se dir' quem he.
Precisa-se de.....preto escravo, de meia itiade,
c boa coiulucta, que entenda de compras de rua e tle
servico tle casa : quem o tiver e quizer alugar, diri-
ja-sc rua Direita n. 12, segundo ailar, 00 no
aterro da Boa-Vista, sobrado de um andar n. 80.
O padre Joo Capislrano de Mendonja, pro-
fessor tle geograph, rhrono!i>gia> historia do lyceu
desla cidade, pretende abrir no 1. de fevereiro um
curso particular de. retborica, e oulro tle geographia
para lodo o auno lectivo: os senhores esttidaiites
que os quizerem frequenlar. poderlo dirigir-se casa
U.51 da rua Nova, a qualquer hora, alini dedarem
seus nomes matricula.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da rua
da Senzala Velha n. 68; a Iralar no segundo andar
do mesmo.
Ainda e>l fgida a negra Franciscana velha e
magra, falla muito fanhosa, e tem nospes signaesde
ler estado nos ferros : roga-se, portanlo, as autori-
dades poliriaes e rapilles de campo a captura da di-
ta escrava, c levema rua da Senzala Velha* o. 68,
que sero recompensados.
Precisa-se de urna ama com bom e bastante
leite, e seja forra : na rua larga do Rosario n. 16,
sobrado de um ailar, junto a padaria do Sr. Manoel
Antonio de Jess.
Offcrecc-se um rapaz brssiieiro para caiteiro
de qualquer estabelecimentu, ctceplo taberna ou pa-
daria, o qual d fiador de sua conducta : quem o
pretender, annuncie por este jornal.
Vende-se cal virgem de Lisboa, a mais nova r.
melhur que lia no mercado, a 4J000 a barrica : na
rua do Odlego n. 21.
Vende-se urna necrinba de lOannns, muito lin-
da e esperta, una mulatiuha com 8 anuos, lambrm
muito linda, c dous molequinhos de 8 a 10 aunes :
na rua larga do Rosario n. 22, segundo andar.
AVISOS MARTIMOS.
A barca o Gralid'o segu viagem impreleri-
ante dei\a de aviar receitas e preparar
medicamentos em sua botica, na prac^a
da Boa Vista n. 2i, a qual passa a ser casa
jde drogas, para o queja' fez ao consellio
I de higvene a competente participacao.
Os Srs. boticarios quequizerem dirigir-se
a' sua casa para alii la/.erem os seus supri-
mentos, serao perfeitameote servidos, e
encontrarao drogas da mellior <|ualidade
que ha no mercado.
LOTERAS da provincia.
O tliesoureiro das loteras avisa que se
achanta venda osbilhelesdusegunda parte
da primeira lotera a benelicio da Matriz
do Poco da Panella, que corre impreteri-
velmente no dia 1 to corrente mez de
Janeiro, c os poucos bilhetes que estao por
vender acham-se na loja da praea da In-
dependencia n. 4, e no aterro da Boa
Vistan. 48. Preco 5|000 rs.
O cautelista Salustiano de Aquino |
Ferreira avisa aos possuidore do bilhe-
te inteiro dividido em vigsimosn 35,
emque sabio o premio de 2:000,<, e aos
dobdhetinteiro, divididos em decimos
n. 28(0, d 1 primeira parte da primeira
lotera d'amorelras e bicho da seda, em
que sabio o premio de 1:000.<, podem vir
receber sem o descont de 8 por cento do
imposto geral: na ruado Trapiche n. 36
segundo andar, logoquesahira lista geral.
LOTERAS DA PI.0YNCIA.
O thesoureiro das loterias avisa que os
bilhetes premiados, cuja lista abaixo vai
transcripta, sendo maiores de cem mil
ris serao pagos na thesouraria das loterias
e os menores, na loja da praea da Inde-
pendencia n. i do Sr. Fortunato Pereira
da Fonseca Bastos.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE
VAPORES.
O canselho da directo,de conformidade com o art.
4.. til. 1." dos estatutos da companhia, convida aos
senhores accionistas a realisarem mais 15 % sobre o
numero de actes que subscreveram al 15 de Janeiro
de 1855, afim de serem feilas com regularidade para
Inglaterra as remessas de fundos com que lem de
altender os prazos do pagamento do primeiro vapor
em construyan; os pagamentos devem ser foos em
casa do Sr. F. Coulon, rua da Cruz n. 26.
Na rua dasCruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhores e mais modernas bichas hambur-
goezas para vender-se em grandes porres e a reta-
lio, e l.iinbem se aluga.
Precisa-se de urna ama para com-
prar e cozinhar para urna casa de pouca
familia : na travesa da Concordia, indo
para a cadeia nova, ri. 17.
Precisa-se alugar urna prela captiva para lima
casa de pequea familia, que cozinlie : na rua do
Sebo n. 42.
VISPORA, DOMINO", E DAMAS.
Chegou loja de miudezas da rua do Collegio n.
1, um sorlimeiiln de jogos de vispora, domin e da-
mas, que se vende muito barato para acabar.
Precisa-se alugar por arrendamento de 3 annos
um sitio que seja perto da praea; na rua da Gloria
n. 85.
CASA DE COMMISSA'O DE ESCRAVOS.
Na rua Direita sobrado de 3 andares
defronte do becco deS. Pedro n. 5, rece-
bem-seescravos de ambos os sexos para
se venderem de commissao, nao e levando
por esse trabalhomaisdo que2 por cento,
e sem se levar cousa alguma de comedo-
rias, oflerecendo-se para isto toda a segu-
ranca precisa para os ditos escravos.
O padre Joao Jos da Costa Ribeiro,
substituto das cadeiras de latim desta ci-
dade, abre a sua aula particular no dia 1
de fevereiro.
CAIXAS PARA COSTURA.
Chegou ;i loja da rua do Collegio n. 1, um rico sor-
limento de canas para costura, pelo diminuto preco
de 3, 4, 5 e 63000 rs.
Perdeu-se da cocheira defronle do porto das
cauoas da rua Nova al a rua Direita, urna manta de
cavallo de panno azul nuda nova, que um prelo
conduzia em cima de um sellim que trazia na cabe-
ca, if mide cabio, a qual mana alm do circulo de
ourello preto (em urna lila de casemira encarnada, e
por cima da mesma um enfeile de tranc-i ; quema
acliini, querendo restitu-la, pode entregar na rua
Direita n. 17, que se recompensar.
L'ma mullicr se incumbe de lavar eengommar
roupa com toda a perfeicau : no principio da rua de
Sama Thereza n.
I.ava-se e engomma-se com toda a perfeiejto c
aceo : no largo da ribeira deS. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-sc um completo torti ment
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais ha ixos do que em 011-
tra qualquer parte, tanto em por-
c5es, como a retalho, ayancndo-
se aos compradores um s preco
para Indos : este estabeleciment
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
Sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto olTerecendo elle maiore van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a* bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
D. Bernarda Mara dos l'razeres legalmenteao-
torisada'com aula particular na rua do Sebo n. 13,
participa aos pas de suas alumnas qne leu de rea-
brir a sua aula no dia 15 de Janeiro corrcnte.e que
continuar a fazer lodos os esforcos para bem corres-
ponder i confanra quenella depositam ; assim como
faz scienlc aquellas pessoas que lhe quizerem cncar-
regar o ensino de suasmeninasa.que estas serilo tra-
tadas com lodo o esmero c melindres, e aprenderlo
a ler, eserever, contar, coser, labarinlar, marcar,
bordar de matiz, ouro, prala, etc.. e todas as de
mais minuciositlades proprias da idade eseso.
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
todas de sumnia importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
**~------ -..,.. _,., ukn^a vstoi ai, ci san 1 'i- i i.
demf, mas os annunciantes cUao resolvidos a | de Me"0' (i"e mora Para Salgadinho,
queira mandar receber unta encommen-
da naTivraria 11. li e 8 da praea da Inde-
pendencia.
FABRICA DE SABA'O.
Continua no seu trabalho e acha-se
aberlo um deposito na rua da Senzala ve-
lha n. lo, aonde aeliarao sempre do
muito acreditado sabao amarello, cinzen-
to e preto, os precos serao sempre o mais
comrrodo possivel : trala-se com Dellino
Lima no mesmo de-
nao transigir, a den\mdcr-sc, e 1 provar se o Sr.
S proseguir no seu erro, que S. S. sabe bem, que
os credores nenhum dircitoleem; c prepara-se S. S.
para pagar as cusas, e juros, perdas.e interesses aos
herdeiros ja que assim o quer.c agora n respcitavel
publico aprecie, e decidaPor mim e como pro-
curador dos herdeiros.Manoel cente de llol-
landa Cavaleanti.
infallivel andamento om T, de Janeiro corrale.
I'.,H,..|... -.--.11.. _____. .... n.^,.
particular 011 para embarcar din
A. I.acaze tem a honra de participar aorcpci- I .... 1 n-
lavel publico, que venden a sua casa de relojoaria da '
rua .Nova n. 2 a .Mr. I.. Delouclie, coolnuanilo lo-
davia a nclla trabalhar comod'anles ; pelo que roga
aos seus freguezes que lhe ceulinuem, e ao seu suc-
cessora contian^a que sempre lhes merecen.
LOTERA DE N. S. DA SALDE.
Aos .kOOOs'OOO, 2:000$000, 1:000^000.
O cantolisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao re>peita*el publico, que os seus bilhe- I Goncalves Pereira
les c cautelas nao soll'rem o descont de oilo por ret-1 t^iyito
to nos tres premios grandes, os quaes se acbam '
venda as sesuintes lo)as : praea da Independencia O escript lira rio da companhia de
n. 4, do Sr. I orlunalo, 13 e 15 to Sr. Artilles, e 10 R,.l,,., |. ,-
do Sr. I-aria Machado ; rua do l.lueimado n. 117 a, I "l-"L","
do Sr. Freir ; rua da Praia, loja tle fazomlas do Sr. I der accoes da mesma companhia : na rua
sanios; rua larga .lo Rosario n. io, .lo Sr. Manoel Nova n. 7 primeiro andar.
Jone Lopes : e praea da Boa-Visla, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Baptisla, ruja lotera lem o seu "~ Delooclie faz saber ao respcitavel publico,
principalmente aos seus freguezes, que acaba de
comprar a relojoaria de Mr. I.ara/e. na rua Nova 11.
21. pdra oii.le j.i irausfcrio o sen eslabelerimeeitii.
ronvdando-n a que abi o proenrem, na certeza de
terem-no sempre prompto a desompenhar o seo 1ra-
halbo ilc niaueira a saiisfazcr ,1 -onli.inca indio de
positada.
Aluna-se urna casa terrea na Ra-Vista, na roa
dos Coelhos, rom li qaartos, -> salas, easiana ra,
concertada e pintada tle novo : quem a pretender,
dirija-se 1 rua doQucimado, loja 11. 10.
A viuva tle Fortunato Correa de Menezes rna
a totlosos seus llovedores lenbam a bundadn tle vi-
rern salisfazer seus dbitos na praea da Independen-
cia n. 17. .V mesma declara qoe a nica pessna cn-
earregada do dito recebimenlo be seu mano Thomaz
Jos Marioho.
lldlieles
Mcios
l.lll.ll li-s
OllrlVOS
Decimos^
Vigsimos
5>500
2J800
19500
9800
9700
100
recebe
5:0()ONiil|
3^009000
IrSSOS 00
6253000
500)000
250:000
Quem precia
p de
para
um co/.inheiro
qualquer casa
brasileiro adoptivo
1
t'sn. 2S, ou annuncie sua mo-
rada para ser procurado.
Manoel Elias de Moura avisa ao res-
peitavel publico, que desta data em di-
2115000
6SO0O
7S000
6JO00
16yKK)
6^)00
SSOOO
IO9OOO
IO9OOO
8-^)00
79000
lumes.
Teste, irolestas dos meninos.....
Hering, bomeopathia domestica. ." .
Jahr, pliarmacnpcahomeopalbica. .
Jahr, novo manual, 4 Volumes ... .
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapnu, historia da bomeopathia, 2 volumes
(tu llnnaiin. tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
e Fav olle. doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........69000
Casliiig, verdade da homeopalhia. 4^000
Diccionario de Piysten.......lOjOOO
Aulas completo de auatomia com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripr.ni
de todas as parles do corpo humano 305000
vedem-sc todos estes livros no consultorio homeopa-
Iheo do Dr. Lobo Hoscoso, rua do Collegio n. 25,
primeiro audar.
PIBLICACAO' DO IXSTITtTO H0NE0P4
THICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO
PATHA
Mtthodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
palhicamenle toda as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo ns melhores tra-
tados de homeopalhia, tanto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Pinhu. Esta obra he hoje
recouhecida como a mellior de todas qoe Iratam da
applicacflo homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulta-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capites de navios, serlanejosetc. etc., devem
te-la mao para oceorrer promplamente a qualquer
raso de molestia.
D001 volumes em brochura por 10^100
encadernados IIJOOO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mondo Novo) n. 68 A.
3 J. JASE, DENTISTA. I
9 contina a residir na rua .Nova n. 19, primei- 9
& ro andar. tjt
S* &
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na rua Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos 011 internos, tanto des-
ta praea cmodo mato, medame a razoa-
vel convengo que pessoalmente ollere-
cera'.
ffg
9 DENTISTA FRANCEZ. """J
Paulo Gaignom, estabelecido na roa larga m
9 do Rosario n. 36, segnndo andar, cottoca den- 9
9 les com gengivasarlifiriaes. e dentadura com- *)
Tambem lem para vender agua denlifricedo
9 Dr. Pierre, e p para denles. Una larga do
H Rosario 11. 36 segundo andar.
g MMtt
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura d ..Diariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Cos."
Braga tem urna carta na livraria ns. 6e 8
da praea da Independencia.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do I.ivramenlo tem una carta na livraria ns.
6 e 8 da prar,a da Independencia.
I.'iride Italiana, revista arttica, soientilica e
Iliteraria, debaiso do immediato patrocinio de S. M.
o Imperador, rcdictda em dnas linsuas pelas mais
conhecidascapaeiilades to imperio, e dirigida pelo
professor A. Ijaleano-Kavara. Subscreve-se em Per-
nambuco, na livraria u. (> e 8 da prora da Indepen-
dencia.
O BRASIL MARTIMO.
Alo o dia 15 deste, mez acha-se aberta nesta (\ po-
graphia a renovarao tle assignatura to sesando nno
deste interessante peridico, dedicado nicamente i
propagases dos conhecimentns martimos, organisa-
rao e atlminislrarao etc. da marinlia de guerra e
mereanie nacional, sendo redigido pelo Sr. lenle
da armada Euzcbio Jos Aniones, auxiliado pela
collaboracitodealsumas pessoas illustratlas da mes-
ma corporarao. Publica-se duas vezes por mea em
dia indeterminados, contendo 12 paginas em quar-
lo, sentlo 8 declinadas as materias do programma, e
etrlusivamenle i publicaro das regras inlerna-
eiomes e diplomacia do mar de rtolan. obra esla
ats importante e necessaria i todos que sulcam es
Ocanos. O cusi da assianalura lie de .59000 an-
DUaea pagas adianlado, c de SjOOO'para os senhores
subscriptores quequizerem pt>suir quasi todo o pri-
meiro volume .la olira referida, j aanexa ao primei-
ro annodo peridico.
Precisa se de nma ama tle leile sadia, de boa
onducla : na rua do Vigario arrearem de cabos nu-
mero 1.


MUTILADO



DIARIO OE PERN&MBUCG, SEGUNDA FEIRA 14 UE JANEIRO DE 1855.
FABRICA E iHinOS DE Al-
GODVO.
Sao convidado! os senlio-
res accionistas da compa-
a pata o eslabelecimento
da fabrica de lecidns de
algud3o no-la cidade, para
cnmparecerem ua casa do
banco desta mesma cida-
de, pelas 11 horas da ma-
nilla do da 15 do corrente mez de Janeiro, para
se Iralar, nao so da i ornearan provisoria da di-
rectora da mesma companhia, como da commiMtO,
paia orgauisaclo dos estatuios e da pclic.3o ,i S. M.
o Imperador, para se pedir a encorporac,3o da nies-
ma compauUia e confirmar.ao dos seus estatutos.

1 *

LISTA GERAL
Dos premios da 1.
parte da 1." Lotera a beneficio da cultura d'Amoreiras e criado do bixo de seda, extrahida em
15 de Janeiro de 1855.
NS
Francisco Lucas Ferreir&, com. co-
cheira de carros fnebres no pateo" do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
nacona igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e alii en-
contrarao tudo com aceto, segundo dis-
p*e o regulamento do cemiterio.
TROCA-SE urna imagem de San Sebastilo de
tres palmos para cima, anula mcsmo nlo estando
iK-rfeila: na travessa de San Pedro casa do pintor
Antonio Firmo.
l'recisa-se de um caixeiro que lenha pralica
de taberna, c que saiba 1er, de idade de 10 a 15 au-
nas : na ra da Sentada Vellia u. 46.
O remedio contra a hydrophobia,
conservado em segredo pela familia do
iinado padre Miguel do Sacramento Lo-
pes Gama, ecom o qual esta tcn curado
aum infinito numero de pessoas nesta
provincia, o que he geralmente sabido,
nao s pela sua eficacia, como pela anti-
guidade desua aplicacao, contina a ex-
istir na mesma familia, e a ser por esta
aplicado : as pessoas que deile tverem
Erecisao dirijam-se a qualquer das se-
millas do dito finado padre Miguel nesta
cidade e no lugar da Capunga, e fora da
cidade no lugar das Candelas em casa doan-
n uncanteJoao SergioCezar d'Andrade.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudoi: a sua aula para a ra do Ka ri-
ge! n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desdeja' por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida cata a' qualquer hora dos das uteis.
Precisa-se de una ama que saiba cozinhar e
lazer lodo inais servido de urna casa : no largo do
Trro n. 27, segundo andar.
l'recisa-se de officues de caira : ni ra Nova
quina da ponte.
N3o se teodo reunido em lempo os credores
dos fallidos Victorino & Moreira, sao de novo con-
vidados comparecerem terca-(eir 16 do corrente,
as 10 horas da manba, na casa de residencia do
lllro. Sr. |)r. juide direito do commercio, Cus-
todio Manoel da Silva Guimarles, na ra da Cou-
cordia, sobrado n. para verifica cao dos crditos e
ornearan de administrador ou adminislradores.fi-
caudo os mesroos credores advertidos, que nao se
rao adnutiidos procuradores, se estes nao apresnta-
rem procurado com poderes especiaes para o acto,
e que a procurarlo au pode ser dada a pessoa que
seja devedor aos fallidos, neni um mesmo procu-
rador pode representar por dous diversos credores.
CidaJc do Kecife 12 de janeijo de 1855. O escri-
pia. Sanios.
Na pracinha do Livrameulo loja n. 1 se dir
quem d dinheiros a juros em piquenas quautias so-
bre penhores de ouro e prata.
FESTA DE SANTO ANTAO' NA t.IDADE DA
VICTORIA.
A commissao rncarregada de festejar o glorioso
Santo Antao, padroeiro desla cidade da Victoria, faz
scienle a lodos os devotos to mesmo santo, que a
fesla por poderosas circumstancias foi transferida
para o dia 28do crrente mez. Esta soleinnidade se
rara da raaneira segunde : no dia 18, as horas do
coslume, ser a bamleira,enllocada esta sobre esplen-
dida charola, e conduzida por 4 meuiuas ricamente
ataviadas e ornadas com brilhaulcs faltas de setini.
precedidas de oulras. correr algumas mas desla ci-
dade. AS noiles da novena, que foram distribuidas
pela pessoas de diferentes classes e estados, serio
desempenhadascun toda pompa, h.r.cndo em cada
mi deltas pratica, fogo de vista, c alcm de msica
de orcheslra duas bandas de pancadaria : no liui, dc-
pois de decorada primorosamente a igreja, ser a
fesla, que se fara com > esperas, lerea, procissao a
larde e Te-l)eum a noile, e com semines. A corn-
missao roga a lodos os moradores das ras por onde
lem de pascar a handeira e procissAo, queiram lira-
par as frentes de suas casas : isto pede a decencia
desles aclos. A mesma commissao empregn todos os
esforros afim de apiesenlar uma sulemnidade digna
do seu padroeiro. as lardes dos dias 26 e 27 have-
rto cavalhadas, corridas pelos insignes cavallciros
desla cidade.Padre Joaquim dos Prazeres Bray-
uer Lins, Manoel da Cotia Ventura, Francisco de
Amorim Urna, Alejandre Jos de Hollando. Cacal-
cmnli.
O r. Carolino Francisco de Lima Sanios mo-
ra na ra das Cruzes n. 18, primeiru audar, onde,
no exercicio de sua profissao de medico, d consullas
aos pobres das 7 as 9 horas da manhaa.
Os Srs. ahaixo declarados tenham a bondade de
vir ra da Senzala Vclha n. 91, concluirem o
negocio que nao ignoram, do contrario passar-se-ha
a usar dos meios que a lei nos faculta, para o que
Ibes sio concedidos :U dias a contar da data deste :
Joaquim da Silva Muiirao, Antonio Alves de Lima
liadut ,que leve casa de pasto Manoel Lopes Gui-
rnaraes, llenriques Payante, Jos Martin do Kego
de ; Porto Calvo), Antonio Jos Gomes, Manoel Fi-
gueira da Silva de (Goianna), Antonio llarbosa de
Freitas, Antonio Bernardo de Lejnos e Silva.
Aluga-se urna das raelhores e inais bem afre-
gnezadas lojas da ra do Queimado n. 57, com urna
ova e mui lina armarn para iniudezas: quem a
pretender, dirija-se ao pateo do Collegio u. 6, pri-
mevo andar.
Tendo-se ausentado do Recifc, ero 22 de roaio
do annn prximo passado i escravos, como consta dos
aununcios entao impressos nos joruaes desla cidade,
desles apenas se recolheram 2, e acbam-se anda au-
senles os uniros 2, sendo os inais desejados porque
foram os autores da fuga de todos; pede-se portante
a appreheiisao do preto Jos, do alta estatura, idade
mais de 30 anuos, com falta do olho esquerdo, cor
bastante negra, c muilo prognuslico. Jorge, cor fula,
alto, tambera de boa figura, idade de 25 a .10 airaos,
com um pequeo lalbo em um dos cantos da bocea;
a runos estes escravos sao crioulos e lilhos do serian, e
ha muilo pouco lempo estavam nesta praca ; pelo
depoimenlo doschegados consta que seguiramos f-
gidos pela estrada do I.imueiro al Cariri-Vclho, all
e separaran), s depois continuaran! para Paje de
Flores, d'ondc Jos he natural, dizeudo que ia ver
os pareles, e depois provavelmente seguiran! para
o Sobral, s Catingas de Piaubj, d'unde Jorge be na-
tural ; he o mais que se pode indicar a quem possa
deltes tirar partido : pede-se, porlauto, a todas a-
auloridades policiaes e capules de campo a appre-
hensao dos referidos escravos, e se oflerece a quanlia
de OtWKKj pur cada um, ou iOcOOO vindo ambos
juntos, a quem os Irouxer a esta praca a viuva Amo-
rim Fillio, ra da Cruz n. 15 ; na Parahiba aos
Srs. Jos Luiz Pcreira Lima & C.a ; no Rio Grande
ilo Nafta ao Sr. Theotonio Coelho de Cerqueira ; uo
Cear ao Sr. Manoel Caetano de Gouveia ; e uo Ma-
rjuhjn ao Sr, Caelauo Cesar daSiha Rosa.
Jos IV'iana da Silva, subdito portuguez, rc-
lra-se para o Para.
LEITURA REPENTINA.
MET1I0D0 GAST1LH0
A escola se aclia transferida para a rita
larga dollosarion. 48, principia a lecci-
onar no lia 8 de Janeiro, As liroespara
as pessoas oceupadas de dia serio das 7 as
"J da noite.
Precisa-sede tuna amaquesaibacoli-
ndar e fazer as compras para urna mu
pequea familia : na ra da Conceicao n.
9 ; prefere-se escrava.
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99
4000
Precisa-se de uina eserava
ra do Trapiche Novo n. 28.
para urna casa : na
ATTENCAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
c5o de Santo Amaro de Jaboatao,
aclia-se com um completo sorlimenlo de bebidas de
todas as qualidades, cerveja em uieias garrafas e gar-
rafas, licores fraueczes, viulio tinto c branco, queijos
novos, sardjnhas deNanles, mauteittaingleza e fran-
ceza,da niellini que se pilc encontrar no mercado,
cli da lmlia e ite S. Paulo, dito preto, chocolate,
assucar de todas as qualidades, bolachiuha iugleza,
dita de araruLi, charuUs para os amigos do bom os-
lo, das melliores marcas, S. Keliv, Kigueiredo Ro-
cha, e outros inuilos que se pedireui, aletria, 111.1-
cdirin, lalliarini pura sopa ; pedimos lanibuiu aos
senhores de eugeuho mais prximos que nos quei-
ram honrar nosso novo eslabelecimento com suas
freguc/.ias, adiando tudo pelo preco da pra;a e a sa-
isfac.'io do comprador.
Veudf-se a casa terrea da ra da Paz ou antiga
,rua do Canno n. 38 ; a tratar na ra das Trinchei-
ras n. 19, segundo andar.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acba-se para vender ara-
dos ". ferro de --*>ri<-' qualidade.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
Santo Amaro, acha-se
AUS NEOOCIANlTiS.
Vende-se na villa de Mamanguapc a mclhor casa
que alli existe, tanto pela mao d'obra e tamaito, co-
mo pela posic.ao para commercio, leudo sido feila
para este fim, e por mdico preco : quem a preten-
der, dirija-sc ao seu iiriipriel.ii 10. na capital desla
provincia, o tliesnureiro da alfandega J0A0 Carlos de
Ahneida e Albuquerque, e tiesta villa ao Dr. AnlO-
': nio Carlos de ALneida e Albuquerque.
Para senlioras.
Superiores chapeos de palha c seda para passeio,
fazeuda iiiteiramenle moderna c de bom goslo. por]
em Santo Amaro, acha-se para vender preco muilocommodo: oa praca da Independencia
moendas de cannas todas de ferro, de um ** -B' e :i-
modello e construccao muito superiores 1 l^fiili1 'FCI''IF' 4 0
NAVAL1IAS A CONTENTO E TESOURAS.
Potassa.
No aotigo deposito da ra da Cadeia Velha.es-
criptorio 11. 12, vende-se muilo superior potassa da
Rossia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Devoto Clnistao-
Sabio a luz a 2.a edicto do livrinho denominado-
Devoto Chrislao.mais correcto e acresceoludo: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da pra^a aa In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
PLBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
50
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55
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as
chai'
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo -sortimento de moen-
das e meias moendas para engenl o, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierre batido
e coado, de todos os tamaulio para
dito. P
Vende-se excellenle laboado do piafa I, recen-
A l.i0*0 RS. O COV/ABO
Na luja da ra do Queimado 11. o
; reverendissunos padrescapuchiiihos de N. S. da Pe- leniento chegado da America : na rui de Apulio
nha desta Cidade, augmentado com a novena da Se-, trapiche do h'erreira. a entender- se com ofadiiiinis'
rador do mesmo.
Lava-se e engomma-se roapa
lidade por pre<;o commodo : uobecco do Quiabo nu-
mero 5.
^0 COMJLTORIO
DO DR. CAS ANOVA.
RLA UAS CRU/.ES N. 28,
vendem-se carteiras de humeopalhia de to-
dos os tamaitos, por presos muilo era conla.
Elementos de homeopalbia, 4 vols. 69OOO
Tinturas a escolhcr, cada vidro. 1901)0
Tubos avulsos a escolher a 500 e 300
Consultas gratis para os pobres.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Aucusto C. de Abreu, eoDti-
uuam-se a vender a 89OOO o par (preco fixo) as ja
bemconliecidasearamadasnavallisdc'barlia, feitas liUilliK HE SFI)\ DE;IMiiN
I pelo hbil fabricante que foi premiado na cxposi.ao
'- 1 de Londres, as quaes alcm de durarem eilraordia-
riamenle, nosesenlem no rosto na aceito de cortar ;
veudem-se com a cndilo de, nSo agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra restiluinlu-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesouriuhas para unlias, feitas pelo nics
mo fairicanle.
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Uchoa, com seis
salas, oito quartos ealonas, cosinha, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de fruteiras, grande jardim
murado com militas flores, cocheira, es-
tribara, quarto para feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicoes mui favoraveis para o compra-
dor : a tiatarna ra da Cruz n. 10.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposilo|contina a ser na botica de Bar-
tholomeu Francisco de Sou/a, na ra larga do Rosa-
non. 36; garrafas grandes5j}500 e pequeas 3JO0O.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phlisica em todos os seus diflerentes
graos, quer motivada por conslipac,fles, losse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de sangue, dr de costados e
peilo, palpitaran no coracjlo, coqueluche, brouchile,
ddr na garganta, e todas as molestias dos orgos pul-
monares.
Diz oabaixo assisuado, que tendo de retirar-
se para fura desta provincia, fazsciente a quem liver
penhores em seu poder, queira resgala-los no prazo
de 16 dias.Jos Pinto fibciro.
Quera precisar de uma ama escrava, que sabe
cozinhar o diario de uma casa e fazer o servico da
mesma, a qual (em milito boa couducla, dirija-se
ra do Queimado o. 14, loja.
Lava-se e engomma-se cora toda perfcicSo e
aceio. e entrcga-se a rnupa lodos os oito dias; na lo-
ja do sobrado u. 40, ra da Aurora.
Em casa de Timm Mousen & Vmas-
sa, pracado Corpo Santo n. 13, ha para
vender :
Um sortimento completo de livros em
branco de superior qualidade.
Vinho de champagne.
Absinthe e cherry cordial de superior qua-
lidade.
Licores de diflerentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : tudo
por preco commodo.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se em casa de Brunn Pracger &
Companhia : na ra da Cruz n. 10 por
mdico preco.
Vende-se a casa que foi incendiada no dia 2 do
corrente, com a frente para o rio, coulendo varias
casas, e juntamente o terreno com varios ps de
fructeiras, o terreno lem 1,500 palmos de Couiprdo
e 160 de largo ; vende-se junio ou em separado, li-
vre e desembarazado : para tratar, na ra da Sen-
zala Vclha n. lio.
Veude-se uma morada de casa de um andar e
soiao, sila na ra Augusta desla cidade, com 40 pal-
CORES A
700 RS. 0 COUDU.
Na ra do Queimado, loja u. 10.
RISC4DOSESCOCEZESA2(ORS.O
C0VA00.
N'a ra do Queimado, loja n. 40.
FARINHA DE MANDIOCA.
Na loja n. 26 da ra da Cadeia do Re-
cife, esquina do beco Largo, vendem-se
saccascom superiorfarinha da tena por
menos preco do que em outra qualquer
parte.
Vende-se muilo bom doce de caj secco, por
preso commodo: nos Qualro Cantos da Boa-Vista
u muero 1.
Vende-se um sitio grande na estrada de Bel-
lem p.issaudo a ponteziuha o primeiro a direila, o
qual lem uma grande cana cora slito de pedra e cal,
dous viveirus e muitas arvores de Truclo, Ierra para
plantar, etc.; os prelcndcnlcs dinjam-se ao abaixo
assiguado na ra do Torres casa n. 19, lerceiro an-
dar, ou na roa do llrum armazem n. 14.
Luxz Antonio llarbosa de Brilo.
Nos Qualro Cantos da Boa-Vista n. 1, vende-se
boa linha de novelo a 3 por 40 rs. de lodos os n-
meros e em libras da mesma nuineracao por barato
pi ero, porc,3o de palitos de denles linos
120 rs., ludo islo he pecliinclta.
nlior* da Concoira.i, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 19000.
Meinhos de vento
'ombombasderepnio para regar horlas e baixa,
decapim, nafundiraode 1>. W. Bownian : na ra
doBrum os. 6, 8e 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjan', quadrilha3, valas, redowas, sclio-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de J.-ieiro.
AOS SENHOKES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-Io 110 idioma portuguez, em casa de
ti. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
perlo da
\ elide-so um excellenle sitio muili
praca. com casa de vivenda soffrivel, oran do em lo-
da a frente, cdhi alicercis para uma casa < e 40 pal-
mos de frenlele UO de rundo, com cacimb de agua
de beber, a-9,1 romo um pojo rom agua grinl a do
<-a|iibanbe,.iliirerciites fructeiras de boas q lalidades,
muiUtwf baixa para capim com cambo 1 1 o fundo,
que pode-se bem fazer 2 ptimos viveiro ele.: a
fallar com M. Carneiro, ou na entrada d 1 estraJa
dos AITliclos, primeiro sitio a direila.
Veudcm-se dous escravos mocos de I onitas fi-
guras : na ra Direila n. 3.
REMEDIO INCOMPARAEL
Vendem-sc ricos e modernos pianos, rcenle-
mente ebegados, de excellenles volea, e precos com-
mod..s: em casa deN. O. Bieber &Corapauhia, ra
da Cruz 11. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceirao, entrado
de Santa Caiharina, e fuudeado na volla do Forte do
Vende-se uma rica mobilia de jaca
randa', com cousolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro or* a prazo,
eo masso a confrmese a justar : a tratar na rita do
i Collegio n. 25, taberna.
IMlEOTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as iiacbs podem
lestemunharas virtudes deste remedio iiicoiparavel.
e provar, em caso necessario, que, pelo uso que
delleflzeram, lem seu corpoemembrosiulejramenle
sao, depois de haver empregado iiinlilmcate uniros
Iralameiilos. Cada pessoa poder-se-haconveiicerdessas
curas maravilhosaspelaleilura dos periodicosfque lli'as
relatam lodos os das ha muitos aunos; el a maior
parte del las sao tito sorprendentes que admiram os
mdicos mais celebres. nanlas pessoas recobraran!
com este soberano remedio o uso de seus i bracos e
! peritas, depois de ler permanecido longo tempu nos
mos de [rente : quem a pretender, dirija-se a ra do Mallos' a m,9 "^a farinha que existe boje no mcr-
Collegio n. 10, primeiro andar. I cado> e l'ara purgues a Iralar no escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, ua ra do Trapiche
COMPRAS.
Compra-sc efTectivamenle bronze, lalao e co
bre velho : no deposito da fundicao d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundicao em S. Amaro.
Compra-se prala brasilciraou hespanhola : na
ra da Cadeia do Recife n. 51.
Compra-se toda porcao de prala velha ou nova,
que
na
Vende-se a muito afresuezada taberna da ra
do Mondego n.68, com poucos fuados, ou sO a ar-
mario : a iralar na ine-ina, 011 na ra de Apollo,
com o Sr. Francisco de Paula Dias Fernandos.
NOVAS INDIANAS DE SEDA
ESCOCEZAA 800 RS. O COVADO
N'a ra do Queimado, loja n. 40.
ALPAKAS ESCOCEZAS
A 400 RS. O COVADO
N'a ra do Queimado, loja n. 40.
CAL VIRGEN.
1 mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
oa ra do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
roSoa.
Vende-se um carro americano, novo, de 4 ro-
das, chegado ltimamente da America : os preten-
denles dirijam-se ra de S. Fraucisco, cocheira do
Sr. Ravmundo.
Veude-se o siliodenominado Gcnipapciro, no'
lugar da Embiribeira, confronte a caixinha das al-
mas, contendo grande quanlidade de coqueiros dei-
tando fru to. e algumas outras arvores, qualro vi-
veiros e proporcilo para mais outros, terreno para
n. 14.
Lonas da Russia, de boa qualidade, e por pre-
co commodo ; veudem Novacs & Companhia era seu
escriplorio, rm do Trapiche n. 'M, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham- w
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA. ispUaos, onde devian soffrer a ampulacad Deilas
Na ra da Cadeia do Recite n. 50 ha para vender '.a mu"?s que havc",do *""'? csses ">''+ de 9+
barris com cal de Lisboa, recenlemente chegada. ; d.eJ"-N Para se 'ao subroetterem a essa bperacao
, c .ouiencoaua. | dolorosa, foram curadas complelamcnle, medanle
Vende-se uma balauca romana com todos os o uso desse precioso remedio. Algumas das (aes pes-
stus pertcnces, em bom uso e de 2,000 libias : quem soas, na efusao de seu reconheciiiienlo, declararam
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem u.4. [ estes resultados benficos diaule do lord coiiregedor,
TAIXAS DE FFRRO le ulros maS's'ra(l1". alim de mais auteniicarcm
-, ,. sua afirmativa.
Ka lunUirao d Aurora em Santo Niogoem desesperara do oslado de sua saude se
Amaro, e tambem no DEPOSITO na v<;ss* bstanle conlianca para cnsaiar esle remedio
ra do Brum loro na entrada e rlefmn : co"s'i,n|emente, seguindo algum lempo o tralamen-
la, ( .non 10 que necessilasse a natureza do mal, cujo .resulla-
iagne Cliateau-Ay, primeira idade, de propriedade do conde '
de Marcuil, ra da
te do Arsenal de Maiinha ha sempre
um grande sortimento de taicltas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas
Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56S000 rs. cada caixa, acha-se
tnicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile ox r-
tulos das garrafal sito azues.
, c em ambos os logares
(juindastes, para carregar ca-
ou carros livres de despeza. O
sao' os mais commodos.
.CEIEMOROI.^0 BRANCO.
\ ende-sc cemento romano branco, chegado acora.
noas
presos
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
arma/.ens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
alfandega, 011 a tratar no escriptorio de
Xovaes &C., na ra do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
ue possa apparecer, a peso conforme sua qualidade:
a ra da Senzala Velha n. 70, segundo andar, se
dir quem compra.
VENDAS
Na ra do Vigario ir. 19, primeiro andar, ven-
, de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
plantacoes de capim, mandioca etc., grande ex'len- "e superior qualidade, muilo superior ao do consu- I lidao.
cao de terreno proprio para eriaclo de gado por ser ""' cm Dal"ricas e as linas : alraz do Ihcatro, arma- j
limito frtil, casa de vivenda anula nova, com uma e'" Je 'aboas de pinito.
roa de oulras casas menores, e um grande armazem Vende-se um cabriole! com coberla c os com-
een graude csr.bana prnpno para rancho, lado plenles arreios para um cav....., todo quasi novo :
quasi novo: a Iralar com lranc.sco Rodrigues Car- par, vcr, no aterro da Boa-Vala, armazem do Sr.
doso de Barros, dono do mesmo, no lugar mencio- | Miguel Segeiro, e para tratar no Recife ra do'li-
die U.44, primeiro anda
ro seria provar inconleslavelmenle: Que tudo cura
O ungento he til mais particularmente nos
seguales casos.
matriz.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
'.aliceres.
Corladuras.
Dures do cibera.
das cosas.
dos membros.
Lepra
Males das peritas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmes.
Vendem-se caixas com velas stea-
rinasde superior qualidade, meias latas e
quartos de sardinhas, cognac em barris,
gigoscom garrafas e meias de champagne
da ja" bem conhecida marca estrella e
(jtiai (olas com o verdadeiro vinho de Ror-
deau\ : narua do Trapichen. 11.
Saccas de farinha,
Vendem-se saccas cora farinha da Ierra, nova e
bem torrada; vendern-se tamliem saccas com arroz
na ra da Cadeia do Recite 11. 18 e 21.
Vende-se un cscravn preto, luo^o e de bonita
figura, e proprio para Indo servico : ua rna do Quei-
mado, hija de Manoel Florencio Alves de Moracs.
Vende-se um carro novo ingles de
i rodas, recentemeatq chegado, para
um 011 dous cavallos, feito em Londres:
para ver na cocheira do Sr. Poirier no
aterrada Boa-Vista n. 55 ;para tratar
"a ra da Cruz n. -i2 no escriptorio de
Crabtree&C.
Vende-se sola muilo boa, pelles de cabra, e
....una muilo boa em saceos : na ra da Cadeia do
Keufe i,. 19, primeiro andai.
deiT lY'iES?"*! "" 60, da ra da Ct-
de,a ,, Kecfe ,le Henr> Cilison. s mais superio-
modcs. a,,r,cados em IKlalcrra, por prec.os
Na livraria da na do Coilegio 11. 8.
vende-se umaescolhida collecrodas mais
brilliantes pecas de msica para piano,
quaes sao as melliores que se podem a-
ar para fazer um rico presente.
v CEMENTO ROMANO.
Vende- superior cemento em barricas grandes ;
amm como tambem vendem-se as linas : alraz do
tlieatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armazem de Tasso Irmaos.
Champagne da snperior marca Cometa: uo arma-
zem do Tasso Irmaos.
OLEO DE LINHACA
em barris c bolijOes : no armazem de Tasso Irmaos.
GARRAFAS VASIAS
cm Rigos de groza e de 110 garrafas: no armazem
de Tasso IrmAos.
Em casa de Timm Monsen & Vinassa, na
praca do Corpo Santn. 13, ha para
vender
um sorlimenlo completo de livros em branco, de su-
perior qualidade.
VINHO UO I-ORTO, SUPERIOR FEITORIA,
em caixas de uma ou duas duzias de garrafas : ven-
de-se uuicamenle na ra da Cadeia do Recife n. 4.
RELOUIOS DE OURO INLEZES DE PA-
TENTE.
vendem-se por preto muilo commodo: narua
da Cadeia do Recito n. 4, armazem de Barroca &
Castro.
Vende-so um curso de geomelria por Lacrois,
a saber ; arilhmetica, geomelria, algebra e Irigoo-
melna : no aterro da Uia-Visla n. 68.
:y) Vende-se uma propriedade na Passagem 3k
/(fk da .Magdalena, porque o proprietario muilo Xk
w) desoja cumprir deveres ponderosos ; quem V
(A pretender compra-la far o especial favor M
(k oirillir-6e rua eslreit do Rosario n. 30, X
?* segundo andar. (g)
@ss@@s@:@ @s@@Ssd
Na rua de Apollo n. 19, vende-se polassa mui-
to nova, chegada ltimamente do Rio de Janeiro,
por menos pre$o do que em ouira'qualquer parle,
e 25 iraves de mangue, que exislem no Caes do
Ramos.
Vende-se uma casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica,
da ha pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, coclieirar
estribara, etc., etc. : quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivei se fara'
qualquer negocio.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Brunn Prager& C. na ruarda Cruz
n. 10, receberam e vendemumsortimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
nhos e cores, que formara o mais lindo
panorama, postos em uma columna no
meio do jardim, como se usa boje na Eu-
ropa, nos jardins de bom gosto.
Brunn Praeger& C, na sua casa rua da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizontes como verlicaes,
dos melliores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com moldu-
ra dourada.
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciaes.
Cadenas e sofa's para terracos e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de diflerentes qualidades.
Presuntos.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro, patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Cobre de forro.
Chumbo em lencpl, barra e munico.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLMAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
Vendem-se na botica de Barlholomeu Francisco
de Svuza, rua larga do Rosario n. 36, por menor
preco que in outra qualquer parte.
Eiifcrnnd.ules da culis em Qaeimadelas.
geral. Sarna.
Enfermidadcs do auus. SupuracOes ptridas.
Erupcoes escorbticas. Tinha, em qualquer parle
Fstulas no abdomen. que seja.
l'naldaile ou falla de ca- Tremor ce ervos.
lor as extremidades. Ulceras na bocea.
dn ligado.
das arliculacoes.
Veiastorcidas, ou muladas
lias pernas.
nado.
rapi-
ALlANAi PAR\ .85;.
Sahiram a' luz as folhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigiclo e accrescentado, contendo
100paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conliecidas
folhinhas impressas nesta typographia,
de algibeira a 520, de porta*a 180. eec-
clesiasticas a-t80rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. ti e 8 da praca da
Independencia.
Vende-se cognac em caixas de du-
zia: no armazem de Brunn Praeger &
C, ruada Cruz n. 10.
Vendem-se excellenles cavallinhas de Lisboa, >ja&&a&a^fcaaAet-AS
em barris de 175 cada um, a .>5 da Praia o. 4. i da Vende-se nesta loja superior d
I
Veudem-se saceos com gomma enm 1- .. arro-
bas a 9; ao trapiche do algodao.
Vende-se superior vinho mu-clel de Sctubal,
em aucorclas de 2 !, caadas e ."> cada una; ua rua
do Vigarto n. 19, primeiro andar.
Vende-se uma preta de narao, de meia idade,
pelo preco de :OjjO()0 ; o molivo he por querer
vender na rua, e nao o querer servir em casa : a tra-
tar na rua estrella do Rosario n. 11.
MADAPOLAO' COM TOQUE DEAVARTA
A s, 2.S-J00, 3, e 30500 a peca !!!
A dinheiro a vista.
Vende-se na rua do Queimado n. 17, loja ao pe da
botica, madapoloes linos com loque de ararla de
agua doce.
NA BA DO APOLLO N. 19,
veudem-se saccas com farinha de mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
visto ; sendo porcao fa/.-se todo o negocio.

Friciras.
tiengivas escaldadas.
Incliaijoes.
Intlaminacao do liza.lo.
da hexiga.
Veudc-sc esle ungento no eslabelecimento peral
de Londres, 244, Slrand, e na loja de lodos os lioli-
carios, droguistas c oulras pessoas enrarrecadas de
sua venda cm toda a \ruerica do Sul, Havana e
tlcspanba.
Vendem-se a SOOrcis cada bocelinha conlm uma
inslruccao em portuguez para explicar o modo de
facer uso deste ungento.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum, phar
maccutico, ua ma da Cruz. n. 2, cm Pernambuco
Vende-se papel pintado, enverni-
sado, coma particularidade de se poder
lavar, esempre esta' novo, deeoracoes mui
lindas e modernas, e preco tazoavelquan-
to a qualidade : veiHe-se na rua da Cruz
Ido Recife n- 27, armazem de Victor
i Lasne.
SAL DO ASSU
Na fundicao' de ferro de I). W. v.eiue"sc abo,ll do hiate Adela \de
Bowmann, "na rua do Brum, pastan- '""'hado delronte do Trapiche do algo-
ido o chafariz continua haver um ,h' : a ,,atal' com J- B- ,la Ponseca Juni-
Na rua de A pollo n. b. annazcm.de Mr. Calmon- ni-na ina dn Virrai-in .. 4
f Companhia, acha-se constan leraens bous sorti- completo sortimento de taixas de ferio. ua uo w0.uio n. 4.
menlos de laixas de ferro roadn c balido, tanto ra-j fundido e batido de a 8 palmos de- PALHA DE CARNAUBA
" bocea, as quaes acham-se a venda, por vende-se a bordo do hiate Adelaide,,:
preco commodo e com promptidao' : I a tratar com Jos Baptista da Fonseca
embaicam-se ou carregam-se em carro Jnior na rua do Vigario n. i.

nesla luja superior damasco de f (S)
ti, seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, Q .A
por preco razoavel. h W
Venden:-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber & C,, rua da
Cruz n. \.
ausencia de Edwia BSa.
(g) POTASSA BBASILEIRA. \$)
(\ Vende-se superior potassa, la- ^)
(A brcada no Rio de Janeiro, che- ftft
gada recentemeute, recommen- /a
da-se aos senhores de engcnlios os ~?
seus bous ell'eitos ja' e\perimen- "
tados : na rna da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lcconte Feron Coiupanliia.
Taixas para engenhos.
ESCRAVOS FGIDOS.
ra animaos, asna, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e-modelososmais moder-
nos, machina horisoutal para vapor com forra.de
1 cavallos, cocos, passndeirai de ferro eslauhado
para casa de purgar, por ineiins preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
llias de flandres ; ludo por barato preco.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Keller&C, narua
da Cruz n. ."),"), ha para tender excel-
lentes panos vindos ltimamente de Ilam-
burgo.
FARINHA PE MANDIOCA
nos armazens de Paula Lopes, Annet
e Cazuza no caes da Alfandega a' preco
commodo : trata-se com Jos Baptista da
Fonseca Jnior, rua do Vigarion. i.
Fugin da caa do abaixo assignado, na madru-
gada de 3 do corrente, un seu cscravo, crioulo, de
nomc Amaro, ofllcial de apaleiro, de idade 30 an-
uos, pouco mais ou menos, altura regular, barba
pouca, denles limados, os olhos enlumacados, anda
ealfado, lem as maos calejadas do lio de sapateiro,
lem a testa com os cantos descobertos, he bem fal-
lante ; esle cscravo quando Tupio levou cormigo um
cavallo castauho.arreiado com 'um scllim ingle?, com-
pndo e muilo eslreilo, cabecada tambem ingleza, o
cavallo lem 10 anuos, pouco mais ou menos, anda-
dor de baixo a meio, frente abarla, rom um calom-
binho no cspinhac.o e roucolho : v dito escravo foi
'lo Sr. Manoel Pinto Borba, morador no Camela :
quem o pegar ou delle der noticia, dirija-se rua ila
Vnzala Velha, cocheira n. 114. que sea cenerosa-
inenlc recompensado. Joaquim Paes Pe eir da
Silca.
No dia 0 do corrente desanpareceu nm prcla
da Costa, de estatura regular, secca do corpo, no ros-
to e as costas marcas de n.irjio, riscos omito linos,
de idade de 21).-ranos pouco mais ou menos, leven
mi corpo camisa de algodaozinho e duas satas uma
branca e outra preta. Consta que anda vendendo (ru-
las nesta pra<;a, quem a pegar leve a estrada de Joao
de llar ros defronte da cscala que sera gratificado.
Roga-se a todas as autoridades policiaes da r-
pita! desla provincia ou de qualquer outra comarca
de fora a captura de um escravo cahra, fogido do
engenho Calumnia, freguezia da Luz e termo de Pao
d Alh.i. uo dia 17 de selembro do prximo passado
anuo, visto que se presume, que dito cabra lenha
procurado se ocrullar em alciini lugar com o titulo
de forro, illudindo a boa fe de alguem. O referido
cabra por noine Antonio Francisco lera de idade cm
rigor IS anuos, de punco corpo e estatua mediana,
olhos pequeos c mu lano papados, naris aquilino,
hocca e Icicos salieules e conserva uma cicatriz en-
tre um peilo e outro. procedido de um signal que ar-
rancara ; este be um signal que lirar a todos do
qualquer dnvida: tambem prcsiime-se que elle le-
nha procurado occullar-se uo Kecife, onde s resi-
di por algum lempo ou ncsies arrabaldas: iuual-
mcnlc se rernmenda a lodos os cepilles de campo,
a quem o conhecinienlo deste aniiiincio dev.i intc-
ressar. prometlendo-te uma paga generosa a quem o
prender e leva-lo .10 dilo euuenho Calumnia ao seu
senlinr Francisco Xavier Ca neiro da Cunda Cam-
pi'lln : fu.iira cora bonete de panno, calca de risca-
do e camisa de madapolao.
PERN.: TVP. UE M. F. DE FAMA. 1855
J

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