Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01287


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Full Text
'
ANNO XXXI. N. 10.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
SABBADO 13 DE JANEIRO DE 1855.
Por armo adiantado 15,000.
Porte franco para o snbscriptoi,
mtwi
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F..\C VRRKi;.vnoS DA SUBSCRIPTO.
Reoifc. o proprelirio M. F. neiro, o 8r. Joio Pereira Martins; Babia, o Sr. 1).
Duprad ; Marei. o Sr. Joaquina Bernardo de Men-
Poiir.i ; l'.irahih.i, o Sr. (iervazio Virlor da Nalivt-
dade ; (fatal, a Sr.Joaqiiim Ignacio Pereira Jnior;
Ar.iralv, o Sr. Antonio de l.cmos Braga; Coar, o Sr.
Victoriano Auauslo Borges; MaranliSo, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Har, o Sr. Juslipo Jus
Rimo* : Amazona, o Sr. Jeronvmo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 13*000.
Pars, 3 \l rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
AecOes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beber i bu ao par.
da rompanhia de seguros ao par.
Discanto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
UETAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 298000
Modas de 65400 velbas. 165000
de 65400 novas. 16000
de-ijOOO. 95000
Frata.Patacoes brasileiros. 18940
Pesos columnarios, 18940
mexicanos..... 15860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Cnruar, Bonito c Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-fciras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREMIAR DE IIOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da larde.
Segunda 0 e 54 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerrio, segundase quintas-feiras.
Relarao, tcv^as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
I* vara do civel, segundas e sextas ao mciodia.
2' vara do civel, qnartase sabbados ao meio da.
EPIIEMEIUDES.
Janeiro. 2 La eheia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manhaa.
11 Quario minguanle s 2 horas, 7 mi-
nutse 38 segundos da tarde.
18 Llla nova as horas, 17 minutos e
36 segundos da manhaa.
a 24 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 32 segundos da manhaa.
EXTERIOR.
Estem vesperas de realisar-se cm Portugal um
daquelles mximo* melhoramenlos, cujas ennsequen-
rias os miis ousados espirito apenas podem prever.
Fallimos do projeclo da earreira de navegacao en-
tre o continente e os Afores, se porvenlura se qui-
ler tender ar aos portos da frica occidental, o
que dar i empreza proporces econmicas e civili-
sadoras de um poderoso alcance.
Apezar da nossa decadencia, somos ainda, depois
de Inglaterra, a naco que possuemai* vastas colo-
nias. Hedellasque pode porvir o nosso engrande-
cimenlo, e a nossa prosperidade futura. Sao gran-
des mercados aberlos crescente vitalidadeda nossa
industria, e aos acrescimos da nossa populacho. Mas
em qaanto nao podemos applicar ao Tmenlo colo-
nial grossas verbas do nrcamento, cumpre-nos pro-
curar os meios de as ligarmos com a metropote, dan-
do regularidade s nossas transacces, e aproximan-
do os productos coloniaes do consumo europeu.
Suppor que as communicacos obram sobre o de-
senvolvimento da riqueza com urna forca desmedida
e Inte osa, nao lie mais do que animar um vulgar a-
xiomameconomico. Cada anno qne decorre, lio orna
prova exuheraoteda potencia productiva da viabili-
dade. Sem a dcscoberta do vapor, sem a sua ap-
plieaoao aos transportes martimos c terrestres, nen-
huma das naces europeas, e muilo menos os Esta-
dos-Unidos, nos apresentariam os incriveis progres-
sos, que deslumhran) a imagnac.To. Os desertos
povoam se, as florestas desbravam-se, e as cidades
surgem por encanto do solo primitivo, patria rcen-
le dos selvagcns, edos animaos ffrotes.
Qual deve ser pois o pensamento constante do go-
verno, em relaoao s nossas colonias? He dta-
las de commonicaces, e transformar os thesouros
perdidos e jacenle, em capilaes uleis, mudando a
condicesda sua eiisteucia industrial. A viabilidade
he a um lempo o principio e o termo de toda a mo-
dificacao econmica. Indicia os povos na civilisa-
cao e como completa os seus destinos,.quando elles
se emancipam progressivamenle do eslacionamento
e da miseria.
Todo o pensamento de melhoramenlo colonial, nito
pode tomar como base sanio o eslabelecimenlo das
communicacos. l.eis administrativas, reformas c-
couomicas, ludo ser esleril sem esse impreterivel
fundamento. As Irausacoes com a Europa, promo-
vidas e eslimaladas pela navegacao a vapor, serSo o
germen fecundo do seu futuro renascimento indus-
trial. Ileassim, c s assim, que a canna do assucar,
que o algodociro, e o cafe secrgucram como por en-
canto naquelles vastos leireoos, aonde a vista se per-
de. O problema da emigrando, e o,da esrravatura
poderio aprn\imar-se de urna soloca honrosa para
a nossa dignidade nacional. Os esforcos do trahalho,
o pedido crescente de bracos para as tarefasagrios*
las, terso mais poder do que os dispendiosos cruzei-
ros, e as leis restrictivas. O ncaro nao ser trans-
portado para longo da sua Ierra : o colono branco
poder encontrar seguro empregn da sua aelivdarte,
sem reproducir o destino do servo da deba, arrenda-
do omnipotencia do insaciavel capitalista.
Um dos que primeiro propoz a idea de estahelccer
a earreira para os Acores, e elaborou imporlanles
trabalhos econmicos e estadsticos, para dar seguro
penhqr da excclleocia da especularlo, foi o Sr. Si-
mone Gattai. Durante a sua permanencia em In-
glaterra, aonde tratara de fundar urna companhia,
apoiado de urna concessao provisoria do ministro da
fazenda, inslituio-se em Lisboa urna associac,Ao com
o rnesmo flm, e que hcjuslo se diga, deveu muilo s
luzes que o Sr. Simone Gattai derramara sobre o as-
sumplo.
De volla a Lisboa, o Sr. Gallai propoz fundir os
eapitaes das duas empreza*, da porlugueza a da in-
gleza, alargando a e-phera da sua iniciativa %l na-
vegacao da frica occidental.
Este novo proposito concede i futura companhia
urna importancia incalculavel, em relacao civilisa-
cao, e progresso das nossas colonias. A navegado a
vapor, restricta ao movimenlo dos Afores era urna
empreza til: tendida frica, he urna empreza
eminentemente nacional, e cujos resultados lerAo
echo nao s nos mercados da mclropole, como l.-im-
bem na industria, a commercio das nossas poses-
ses.
AcommissSo que a empreza porluauez elegeu pa-
ra tomar em considerarlo as propostas do Sr. Gat-
tai eremos que esl animada do melhor espirito, a
favor da conveniencia desta fuflo de eapitaes. As-
sim, dar seguros fundamentos a um las) vasto e fe-
cundo plano, salvando-se da coucurrencia que em
emprezas nascentes pode ser fatal.
Os precouceitos contra a interveneao dos eapitaes
eslrangeiros, nao inlluirao de certo em caracteres il-
luslrados o cultos. O ponto de honra nacional nao
ha de insinuarse em assumplos desla ordem, contra-
riando a prescrlpfOesda scieuria edo senso commum.
Poder haver no paiz abundancia de capilaes, mas
nao he essa a queslao. O que cumpre indagar he
se elles sao emprehendedores c activos, se buscam as
applicaces mais uleis communidade social, se dei-
xam fecundos rastros da sua existencia, aproveitan-
do e desenvolvendo as forras productivas.
Sabemos qae o governo ajudar.i esta empreza com
um subsidio, no caso que ella eslenda a navegacao
frica occidental. Ser comprehender com intel-
ligenciae largueza osinteresses das colonias, e o sen
auxilio se lomar dos mais fecundos para beneficios
das nossas possessoes.
Nao nos alargamos por cm quanlo a esle respeito.
Esperamos que ideas sensatas, e nao paixes mes-
quinhas, decidam as condeces de|uma empreza emi-
nentemente proficua a civilisac.30 e progresso da nos-
sa Ierra. Lopes de Mendonea.
Participan! de Vienna em de 26 de novembro a
Gazella de Colonia. Sao-nos communicadas in-
formacoesulhenlicas acerca daaltitude do governo
austraco para com a Rusia. No meado desle mez
o principe Gorlschaknd entrego ao nosso gabinete
nm despacho em que o conde de Nesselrode decla-
rava, que o czar eslava prnmplo a aceitar os qua-
tro pontos proposlos c entrar em negociares com es-
las bases. Naqoelle documento se fazem as decla-
foes seguinles:
o 1. O governo russo consenle em exercer em
commum com as nutras grandes 'potencias europeas
o protectorado sobre os principados com todos os di-
reilos que perlenciam Russia em virlude dos seus
tratados com a Turqua. He sabido que em conse-
quencia da guerra, a I'orli declarou millos e sem ef-
feito todos os tratados celebrados com a Russia.
tratara, pois, de saber qunes eram os direitos que a
Russia possuia, mas sim quaes sao us privilegios que
a Porta concedeu aos principados. As gratules po-
tencias n3o podem ter outra missao por esle lado,
que nao seja asegurar esses privilegios.
2. A Russia esla prompta a reconheccra lber-
dade da uavegacao do Danubio.
a Esla concessao nao pode ser de grande impor-
tancia, lendofeilo a Russia as roesmas promessas nos
tratados de Vienna. A questao principal ser sem-
pre saber, qual a garanta que se ha de dar contra
a renovatflo dos impedimentos poslos i nnveaaclo na
foz do Sulina.
o 3. A Russia promptifica-se revisao do tratado
de 13 de julho de 18it, que fecha os Dardancllos aos
navios de guerra eslrangeiros, presumindo que a
Porta o consenle.
Estas concessfles fizeram-se na supposirao de
que: 4. e cm ultimo lugar, as grandes potencias
europeasassegurarao e ronsolidaro os direitos dos
clu slus subditos da Turqua.
o O governo austraco cncarreaou-se de dar co-
iihecinienln destas proposlas aos gabinetes de Lon-
dres e de Par; c he muto provavel que a presen-
a de lord l'almerston nesta ultima capilal fosse mo-
tivada pela communicafaA imprlai:te\
<< Todava, sera possivcl faJhar toda a negsciacao
porcausa da queslao do paeamcuto dife despezas da
euerra ; pois nao he provavel que as potencias occi-
dentacs renuncien! nesle poni. Alemdisso a alti-
tude pacifica do nosso governo permute Russia
metteraiuda mais Iropas na Crimea.
( netolurSo de Setcmbro. )
.< E de 19 de novembro de 18i4 :
I'ersonagem mytterioio.
o No dia 16 do crreme, pausando o Sr. conde de
Thomar n'um corredor escuro da sua habitaban, no
convento de Chrislo, d'aquella cidade, avislou n o
fundo d'elle um liaura > de manta e bonet, cuja
presenta, figura, e fcifoes Ihe causarara desconfian
fa c reccio ; e querco.lo reronhecer o mal enca-
rado homcm que 18o sem-ceremonia se Ihe inlro-
duzioem casa, dirigio-sc para elle, e pergulou-lhe
quem era, e o que queria. O sugeito cm vez de
responder.pergunlou se era o Sr. conde de Thomar;
a que o Sr. conde responden que nao era elle, e que
elle eslava l em cima, que o ira chamar, mas que
descesse. Seguio-o al ao pateo, a tempo que ahi
vinha chegando o horlelao com um machado s eos-
las, aquem o Sr. conde rcrommcndou que viciasse
o desconhecido, e inquirindo o criado quem era, e
o que all viera fazer, respondeu que viera entregar
urna caria, e que esperava a resposta.
a Nao iinli i entregado a carta, mas sim um me-
morial cm que se intitulava o lenle Silveira, e
pedia esmola ; mas averiguado o caso nao compro-
vou o quodisse.
O Sr. conde fe-lo eniao conduzir adminislracao
do conselho, onde deu parte do acontecido, e proce-
dendo-seahiac interrogatorio do desconhecido, foi
esle adiado em grandes conlradiccfles, reconhecen-
DlAS DA SEMANA.
8 Segunda. S. LoureneoJusiinianno Patriarca.
9 Terca. Ss. Jnliao e Bazilissia, sua esposa.
10 Quarta. S. Panla primeiro Erimita.
11 Quinto. S. Hyginio p. m. ; S. Salvio.
12 Sexta. S. Satyro b. m. ; S. Arcadio m.
13 Sabbado. S. Hilario b. ; S. Hermillo.
14 Domingo. 2." depois de Rcis ; O SS. \ome;
S. Flix m.; S. Macrina v. ; S. Malaquias.
0 PARUZO DAS MILIIERES. (*)
Por Paulo Feval.
o riiiiton
CAPITULO UNDCIMO,
O (JLARTO DE ASTREA.
(Continuaran.)
. Ilavia mais de urna hora que o grande Rostan e
a Morgalle tinham chegado ao caslello. Qunndo en-
Iraram, os criados comeravam a beber na cozinha.
Os cantos cessaram, porque todos lemiam Aslrea ;
porm ella di.-e:
Fafam o quequizerem, roeus amigos, nao sou
mais do que vosses ncsla casa.
Indas as tiaelas esvasiaram-se sade de Aslrea,
e o grande Rostan tambem beben.
Ambos subii.nr. para oquarlo da primeira, e alra-
ves-ando o corredor ouviram as primviras risadas da
oraia.
Pa applicou um olho ferhadura, vio o le lo rodeado
de velas, e u snhrinho do cura que velava.
Esse lia de relirar-se, disse ella.
E turnando a espingarda da mflo de Rostan halcu
tres vezes rnmpassadamrnte na porla. Depois lornnii
a olhar. Osobrinho do cura, paludo romo 0 cada-
ver, lava de joelhos, c pameia j dominado pelo
terror. Aslrea entraflon espingarda a Itoslan, e pe-
gando-lhe da mo, lornnii:
Vamos! guando voltarmos ellenaocslri mais
ah.
O snbdiacona de Plouesnon, ajoelhado enlre as
velas junio da ral leirinlia de aana lenla, olhava pa-
ra a porla com espanto. Os versos dos seie pnlmi -
misluravam-se, e suirocavam-sc-lhe na carBanta. Nus-
se mesnio momento elle loria fuaido, se nao fdra a
paralya com que omslo ataera-lha as pernas.
Quando o choro dos palodos enlonu o Diei Ira, o
sohrinho do cura mellen a rabera enlre os lenres e
tapou os ouvi I---.
O Maoalho (reinen porque os criado dans.ivam em
haixo. O subdiacono pedio di fundo da alma o per-
illo de seus peccadiis. A illusao veiu reuiiir-se' rea-
lidade ; ella julgoo sentir que a defunla movase
nos leneoes, um suor fri correu-llie por baixo dos
cabellos, e elle ouvindo rangera porta que dava pa-
ra o quarlo vizinho, lialtmcou :
Relira-te, Satans !
Mao arado sen, a gcnlc olha; um imn invenci-
vcl altrahe a |>u(>illa que quer desviar-e. Elle vio
no mimar urna grande sombra immovel, deixou ca-
lur o psallcrio, e laneou-se no corredor como doudo.
(1 corredor eslava povua lo de espeelros, e para pas-
sar, foi obrigado a fender essa mullidao muda. Cm
do-se todava que se de todo nao mente, tem viajado
as selle partidas do mundo.
. o Derlarpii chamar-se Jos Mara do Carvalno,
solleiro, de <8 annos de idade, natural de Lisboa,
sem saber onde, ao prsenle, reside a sua familia.
o Que fra cabo de engenheiros no tempo de D.
Miguel, e lente de cavallaria em 184".
a Que eslivcra na Hcspanha para onde fra na
convenci d'Evora Monte.
n Que estivera na Franca, para onde foi, no con-
venio de Bergara.
a Na Blgica, para onde foi de Franca e onde se
demorou seis mezes.
Em Roma, para oude foi da Blgica, e onde se
demorou um anno.
Em l'orluaal, para onde veio de Roma ha 2 an-
nos, vindo por Campo Maior.villa Vicosa, Borba, al
ao Carlaxo, onde se eslabelecea com loja de mar-
cineiro.
Que esleve no Alsmtejo, para onde foi do Car-
laxo, demorando-se em Beja, Irabalhando pelo rnes-
mo oflicio, depois em Cuba onde se demorou dous
annos.
Que passon Hcspanha cm 1830, e residi em
Badajoz um anno Irabalhando pelo sen officio.
n Que de Badajoz passou Blgica, e alislou-sc
no serviro cstranaeiro.
(i Que em 1512 veio para Portugal, Irabalhando
pelo ofilcoem varins Ierras, e com especialidade em
Salvalerra c ltimamente vem de Cor oche.
Apalpando-se este humem acharam-sc-lhc varios
papis, em um dos quaes, pela sua Ictlra que he
excellente, descompoe horrvelmente a rainha, o re
e o conde de Thomar, e termina por vivas a D.
Miauel: traz adresses a varios legitimislas bem co-
ndecidos no paiz, e urna demonstrarlo dos direitos
de D. Miguel, etc.
lnora-se o mo lo porque se inlroduzio no ia-
terior da residencia do Sr. conde, massabe-se que
ha dias andava pelas cercanas do convenio, nao fa-
zendo os criados de S. Esc. caso d'elle, por julga-
rem que partencia a uns laranjeiros, que all anda-
vam cncaiiolando a laranjn.
A justica de Thomar a quem o negocio esl
confiado, procede as suas nvestigacoes, para ver se
descobre a verdade. e quem era o mjslerioso perio-
nagem.
Ser o homem apenas um falso mendigo ? Ser
um impostor "> Ser um demente t Ser d'algum
bando de ladroes ? Ser algum assassino ? He o
que s o lempo o ulteriores oveslgnc.es podero
descobrir.
(Do Leiriente.)
_ {Imprenta eljri. )
LISBOA
4 de dezembro de 1854,
QUESTAO IBRICA.
Meu charo amiao.Vejo-mc forrado de novo a
entrar nesta questao, c a desenvolver as ideas que
primeiro havia emillido. Tenho que responder a
um artigo do Progresso assignado pelo meu amigo
Souza Brandao, e alauns trechos do jornal realista
a .Xaruo.
Acceilam os demcratas a unio ibrica seja qual
for a forma de governo que lenha de reger a Penn-
sula ? Nesse caso, eu deelaro-os inconsequentes com
assuas doutrinas, e abjurando todas s suas Iradi-
c6es. Invol un lame n te, nlo pedem a federacSo,
decidem a incorporacao de Portugal a Hespanha.
He urna absorpcao completa e decisiva, a que ten-
dem os seus esforcos : e nesse caso sem invocar os
manes dos hroes de Aljubarrola, e do Monlijo, eu
tenho o direito de nao sympathisar eom similhantes
ideas.
Pois he crivel que no secnlo XIX, mesmo sem
lera historia, sem querer exlrahir do passado auste-
ros ensinos para o futuro, que se faca depender do
matrimonio de um principe a solufao de um ISo
grande problema ? Nao he irrisorio, ver que para
um fado de tanta transcendencia se ineuleam as vir-
tudes e doles pessoaes de um individuo, e se dis-
culem gravemente os conhecimenlos que elle adqui-
ri, e as prendas litterarias que realcam o seu en-
tendimenlo ?
Eu nao tenho odio a nenhum monarcha, e acho
de mo gosto as odes bombaslica, e os versos tyran-
nicidas com que nos principios deste seclo se exler-
minavam Iheoricamenle todos bons, homens is ve-
zes, que nao linham culpa de terem na=cido n'um
palacio, em vez de haverem recehido a loz n'uma
choupana. Mas a instituicjlo da moriarchia lem lei,
derivadas da sua ndole, que se nao podem preterir,
que se bao de forzosamente acceilar, em despeito
muitas vezes da vonlade do proprio monarcha. A
monarcha he a formula mais concreta da aulorida-
de ; quem diz autoridade, afllrma virlnalmenle a
concentrarlo dos poderes, c com ella a federacao
desapparece, para dar lugar a' unificacao adminis-
trativa, que excine o equilibrio das nacionalidades.
() Video Mario n. 9.
delleso fea cahir da oseada a baizo. Ahi o subdia-
cono entrevio marquezes o marqiiezas de cabellos
polvilhados, vestidos de seda, de velludo e de ouro
que raziam um feslini infernal.
A estas horas, elle deve correr ainda.
Entretanto a grande sombra passou o lumiar di-
zendo:
Ao menos esse raandrio nao reclamar o na
gamenlo de sua vigilia.
A grande sombra que era Joao Touril, dirigio-c
para oleilo, c apagou as vefas por urna inslincliva
necessidade de economa. Depois a grande sombra
estremecen, porque Joao Touril :i3ora iiilcirainen-
le um espirito forle, sabio do quarto com mais pres-
sa do que entrara, e fechou a porta para irao apo-
sento de Aslrea buscar luz.
Aslrea dcu-lhe unja candeia, edisse: Dcixe-nos.
louril nem leve o tempo de pergunlar ao grande
Rostan romo eslava, tomn a candeia, e foi de quar-
to em quarto colher reliquias.
O aposento de Aslrea era o ultimo quarto habitado
lo caslello. Tinha servido nutr'ora a Magdalena e a
\ ictoria, quando i marqueta as recoll.era depois da
morle do pa Vu-ra anula na par.de a calderinha
de aeu benta em baiio do crucifixo -.le cobre. \
Moraalle limilava-se a nao fazer uso desses objeclos
santos, que nAo a iiicommndavam : cr umanhilo-
sopha. '
Ella teria podido mobiliar o quarlo segundo seu
capricho depois que a madrinha doenle a deixava
senhora do caslello; mas Aslrea linha sonhado cm
oolra parle seu paraizo. Ahi era sua cr.sca de chrv-
salida, e quando Tosse borboleta, ella bem sabia onde
a levaran) suas mas. Para que ornar esse puraalo-
lio? A Moraalle n.lo se constranaia para vestir o
Irage das camponeca*? Ella que cslreinciia de pra-
zeran contacto da seda I Ella cuja corneto palpta-
la contemplando os diamantes da madrinha no fun-
do do cofre !
Ahi era c le upo c o lugar da ncubacSo, os lim-
bos. Aslrea ii.iwa de anacer brevemente ; era urna
* predesti.....las, que lem a sciencia suprema:
sabia esperar.
Dous leilus cerneos, um dos quaes eslava vasio,
um pequeo loucador do espellin redondo, una me-
sa ilc Iraliallio e Ites radeiras, tal era mobilia des-
e hposenlo. Aslrea linha-lhe aerescentado un di-
Qsibericot regeilam a philosophia da poltica, e
os exemplos da historia, em nome de uns hypolhe-
se. Deploravel contradiceiu Qoem nos dira que
homens .sudse serios, que espirites elevados c cul-
tos, se deiariam allucinar pelo enlhusiasmo tribu-
tado a um mancebo, de grandes esperances be ver-
dade, roas cuja vida est sujeila como a dos outros-
morlae, a ser corlada em flor t
He exactamente porque a monarchia he apenas e
quasi sempre, um accidente feliz, que nao deposi-
tamos nella a confianza necessaria para urna tvolu-
cao de tanta magnitude. Aos Vespasianos e Tilo,
succedem os Domnanos : aos Adrianos e Marcos
Aurelios, os Commodos aos Seplimio-Severo, os
C.anr das. He pelo culto das ideas, pela appro-
priafo hbil de insliluiccs fecundas, que se deci-
dem o problemas de organisarao social. Altrihur
aos Tactos individuaos urna lao decisiva nfiucncia he
materinlisar asaspirafoes da sociedade e aproximar-
nos das eras primilivas da superstic.ao edo obscuran-
tismo.
He porvenlnra secundaria a questao da formula
polilica, perguntarei eu de novo '? He essencial, c
desprezada ella, (eremos todos nos mais urna destas
dcploraveis derepfoes, que taas vezes adormecen-i
as sociedades, para as aeordarem depois, ao clamor
funesto da guerra civil.
Se he verdade que os homens pervertom on uli-
lisata as inslluices, nao he menos evidente lambcm
que ellas possuem urna forja virtual e propra, que
lende a dominaros homens. Um monarcha, por mais
virtuoso, por mais illuslrado, por mais philantropi-
co, por mais amante da humanidade, ha de repre-
scnlar d'um modo ou de oulro o seu principio. A
".lo se lomar o pnre engraisser da consliluic.no de
SyeU, utopia ridicnla, ha de aspirar a usar do po-
der, a enzrandccc-lo, a fortifica-lo, a lorna-lo po-
deroso e enrgico ; e se nao for elle, ho de ser os
ambiciosos, os corlesa.is, que o rodciain, eque o do-
minem. Como se ha de resistir a esta tendencia, es-
seneialmenle contrara a descenlralisacao adminis-
trativa ? Que meios ha a oppor contra a monarchia,
nsliiuie.l.i eslavcl, abastecida de recursos, rodeada
do presligio, cm lula com os poderes constilucio-
nao, cssencialmenle Iransilorios, e mais de urna vez
interpretes, pelo deslenlo publico, da vonlade ao-
vernativa ? As insurreeoes : dircilo sempre peri-
goso, e que nunca pode ser encarado senao como
um eslado anormal e vilenlo. E as antinomias,
que podem dar-sc, de provincia a provincia, nao
poderao ser especuladas pelo poder permanente, que
tem lempo e ensejo de desenvolver o seu systema, c
de proseauir a sua missao '.'
Custa-me realmente a descer a eslas consdera-
ees, fallando com homens dcmocralas, que as de-
vem 1er meditado e previsto. E se ellas nao fossem
verdadeiras, ao menos para os individuos da nossa
opniao polilica, deviam-se rondemnar como absur-
das as aspiraroes da democracia moderna.
De duas una : ou o eslado poltico actual euro-
peu persevera, e en 1.1o a Pennsula ser, debaiso
da forma monprchica, umi nacao unificada, e nun-
ca urna federadlo ; on muda, e lio intil por sso
gastar esforco e aclividade em crear omaconteci-
menlo, quo se impora' pela forja das ideas, pelo de-
scnvolvimento natural da civiiisaco o da Uberdade.
E se as evolufoes que nos prevemos, sugeilas s
arjoes e reaccoes do pensamenlo e das paixes, se
adiaremindefinidamcnle? Teremos, he muilo pro-
vavel, urna Irib de prncipes lusos-hespanhoes, e
urna serie de revollas, que sem atlingirem porven-
lura a urna solucSo definitiva, seriio outros tantos
obstculos ao nosso progresso civilisador, e a' nossa
transformadlo econmica.
Caso nolavel estas tentativas de approximacSo
pelo matrimonio, ainda cm lempos rudes e incul-
tos, n5o produziram senao calaslrophes para ambos
ospaizes. A dignidado do povo repellia nobremenle
a idadedisporcm da sua sorle, em nome de com-
munhes conjogaes, e suppunha que as sollujOes
polilicas de orna queslao ponderosa, se nao podiam
procurar no mero accordo de duas vonlades, por
mais valiosas, que a sua pusijao as tornasse.
Ao casamento de D. Joao I de Castella cora 1).
Beatriz, filha de D. Fernando e de I). Leonor Tel-
les, suceedeu urna longa lula, que imroorlalisou o
nome de D. Jo.lo I, que illuslrou a espada de 1).
Nuno Alvares Pereira, e a eloquencia e sciencin de
Jo3o das Rearas. Afionso V desposando a in-
feliz Joanna-a-Louca, lentou de balde, penetran-
do na Hespanha, rchaver a successao daquelles rei-
nos. D. Manoel para alcancar a mao de D. Isa-
bel de Castella, leve a fraqueza deploravel, contra
os volos do seu conselho, de desterrar do seu reino
os inoiiros c judeos, e sendo rcconhccido legitimo
herdeiro do reino doAragau cm 1499, vio em bre-
ve os Aragonezes negasido-lhe o juramento de fide-
lidade, e apenas oblcve com cosi para seu filho, o
infante D. Miguel, o reconhecimento dos seus vas-
salios.
O chale macio nao leria podido adornar com seus
rcflcxos om col mais elegante. O disfarec de Astrea
era o trage de camponeza.
Que v? pergunlou ella volvendo-se indolen-
te e graciosa as dobras do tecido asitico.
. Vejo como vosse esta bella, respondeu Rostan.
Astrea sorrio orgulhosamente e disse :
Vosse ainda nao me couhece.
Conheco-a agora.
A Moraalir ergueu os hombros, e lancou para tras
os anneis maravilhosos de seus cabellos. Depois lo-
cou com o copo no do fidalgole, c disse com um sor-
riso estrauho:
Aos nossos amores!
Aos nossos amores! repeli o grande Roslau,
o qual lentou abraja-la.
Aslrea repellio-o; mas oi para tomar-lho a cane-
ca as maos, e dar-lhc francamente um beijo na
Rostan vacillou, como se tivesse recehido um gol-
pe de maca ; sua finura de l.ovelaco camponez fal-
tava-Ihe, e elle eslava idiota e confuso.
A marca de minhas lesouras ainda esl entre
leus olhos, murmurou a bella rapariga, que o con-
templava meditando. Guardei as lesouras... e o an-
gue melli-o as minhas veias.
E levantando a manga do vestido, moslrou urna
cicatriz que tinha no antebraco. Um co a tinha
mordido nesse lugar, quando ella era vagabunda e
mendiga.
Rostan creu, corou, t urna nuvem passou-lhc pe-
los olhos. Aslrea beben nocopo delle, e deu-llie o
se i.i.
O vinha era nada. Astrea bem sabia que nao Ihe
era misler vinho para embriagar um homem.
Tudo o que lenho feitn, tornou ella apoiando
sua cabera pensativa sobre o hombro de Roblan, e
ludo o que ainda vou fazer, he para ti!... Quero que
sejaso mais rico e o mais feliz, assim como so mais
onsado e o mais bello.
Para fazer-me rico, miuha querida Aslrea, res-
pondeu o grande Rostan lembrando-M dos meiri-
nhos de Pleherel, he lempo de cuidar nisso.
Como me amas'.' peraunlmi a Moraalle, cajos
dedos delgados briiu-avam por eidre os rabel
- -----.os rudes
de seu rompanlieiro.
van maco irado do anHao quarto do joven"'miVr- me"n"le^" '' "'"'ie" *'"U"' ^^^..... 'U-
que/. Antonio. Amava e>se divn, porque era um
movel i|ue vinha de Parts.
/"
Ilavia sobre i mesa um paslel fro, boliuhos, cn-
dilos, mudas garrafas de vinho superior e de li-
cores. Aslrea e o arande Rostan estavam nn divn,
junto do qual linham posto a mesa. Rostan passava
por nm vigoroso bebedor; mas nessa noite Astrea
Ihe fazia fenle.
Ao enliar. Astrea havil lirado a coifa de algodao.
Era a primeira vez que Rnsian va seus bellos ca-
bellos sollos. Desalaron o cutele de Ha porque, dis-
se, eslava molhado, e como fazia fri lancou sobre
os hombros a primeira colisa que arhoi. a mo.
Basa primeira cansa era um chale de crep da
China encarnado, que perlenci'.i a condessa Rostan
do Bocq. O grande Rostan pensou que nunca tinha
visto Aslrea. Ella viugava os saqueadores. Em bai-
xo os despojos eram avillados, alii eram realcados.
Se n.1o rosses casado, lornou Aslrea, casaras
comiao?
Sem demora.
E se fic.'isses viuvo ?
O grande Rostan franzio as sobrancelhas, e des-
viou os olhos.
Aslrea euelieii-llie o copo, allraiiio o roslu do fi-
dalgnte ao seu, como fazem as mais demasiadamen-
te boas aos meninos arrufados, e disse :
A' iiosm ventura !
Rostan bebeu o copo de um traao ; mas Alrea
condecen que elle pensava em Maadalena. Sollou o
copo sobre a mesa, e lomando-lhe as maos enlre as
suas. disse-lbe tcrnamenle :
BnlAo nao me amas lanto quanlo a Magdalena?
Oh exrlamou o fidalaole lomando a encher o
copo, dcixa Magdaleua por favor, minha linda
Aslrea.
Dir-me-hao lalvez que as pocas sao diversas, que
a illuslracao do nosso seculo nao he comparavel de
nenhum modo dos seclos 11 e 15 ?
Mais urna razao ha em nao plagiar ridiculamen-
te os expedientes que nem mesmo entilo foram fruc-
tferos. Os grandes resultados de urna idea s se
oblem pela efilcaria e abundancia da opiniao : c
essa nao se conquista senao na rea das doutrinas,
que traduzem no mundo superior da philosophia,
as lendencias e aspiracoes de um povo.
Resolvc a encorporajao monarchica da Pennsula
o problema federativo ? Demora-o, desfigora-o,
difilculla-o, annulla-n por alauns annos pelo menos.
Como idea polilica, a monarchia he a ceutralisacan
administrativa : como idea econmica, he a corle,
he a iminolac.i'i syslemalica do imposto s oslcnt.i-
jes da realeza, as necessidades da etiqueta, aos
desperdicios da falsa grandeza e da vaidade.
Scrates ou Plaiao sentados no Ihrono haviam de
ceder forzosamente energa do proprio principio,
que represenlavam.
O Progresso aprsenla a revolucao de Hespanha
como um eiemplo que demonstra a Iransformajao
rpida do espirito hespauhol. Nao nnlecipemns os
aconlecimenlos. Praza ao cn que lodas as opiniocg
possam respirar dcsalTronladas no acneroso ambi-
ente dolibcrdade: que as armas s se empunham
nos combates, c nao sirvam nunca para exercer vin-
ganja, depois da victoria. Mas a revolucao, pa-
ra mim, existe em embriao apenas. Por em quan-
lo, s ouvi os arilos de enlhusiasmn c o ruido das
acclamajes. Tenho-a visto appellar para o passa-
do, apoiando-se na lrailn;ao : erro profundo ; por
que denuncia a um. lempo menos f no seu princi-
pio, e renova a divises fataes que haviam fraccio-
nado o partido liberal. A revolujlo de julho es-
cusava de se lembrar de 18:17 e de 1843. Com as
ideas que essas dalas recnrdavam, vinham tambem
de envolla os cadveres dos marlyres, que a voz
omnipotente do triumpho nao poda resuscilar. A
revoluc/ies, quando sflo 13o unnimemente abraca-
das pelo paiz, como foi aquella, nao carecem de
ttulos nobililarios, c de procurar a sua genealoga
histrica. De que precisara he de iniciativa ; o
que exigem he coraaem e illuslracao para resolver
os problemas, que a sua apparic/io naturalmente
desenvolve.
Pens que um fado de tal ordem, nunca he in-
til ; mas o que pole acontecer he que os seus resul-
tados se adiem, se por ventura se desvairar cm
hesitajocs medrosas. Se a revolucao de julho ofleu-
der os principios humanitarios do nnsso seculo com
alauma secna de sangae ; se ao mesnio lempo nao
destruir razoavelmentc o mechanismo governativo.
que a reaccao creara, he urna rcvolurlo mora. Se
for cruel com os homens, e branda com as inslilui-
cOes, laliludinaria com os abusos, lera demonstra-
do de cerlo o poder da generosa imUfearao de um
crande povo, mas roar para o limbo, esperando
que revolucionarios de outra lempera, Ihe encar-
nen! o cspirilo em mais poderosa organtsacJKi.
Mas em todo i caso, nao supponho que ella sa-
nlique muilo para a queslao ibrica. O Proqrca-o
conhecc bem que nao be dclla que se podem deri-
var as moilificacoes decisivas, que Iransformam a
sociedade, e Ihe determinara urna nova existencia.
A' Nacao responderemos em breves e concisas
palavras. Jornal que representa as IradicSes, ha
de aceitar tosas as que comporta o seu principio.
Nao leve a usurpado deFilippelI o assenlimenlo
da classe arslocralica ? Vio-se j no rgimen libe-
ral corrupcao mais descarada, do que a que levou
urna grande parte da nobreza a vender a sua adhe-
silo por uns tantos mil cruzados?
Nos, homens das ideas novas, podemos placida-
mente discutir, cm nome da felicidade, do bem es-
tar e do futuro de um grande povo, a conveniencia
da nniao ibrica. Elles, os cortezans da velha rea-
leza, nao se deram a esse trahalho: eslenderam
a mao srdida ao ouro do despola Hespanhol, em
qlano a til rale, como Ihe chamavam por cscar-
neo, sellava com o seu sangue na ponte de Alcn-
tara o amor independencia e patria.
No se aterre a HarSo com esle debate. He a
prova solemne dos progrcsos doulrinarios do nosso
seculo. Demonstra evidentemente que os aramios
problemas de organisaejio polilica, nao se podem de-
cidir nem pela conquista, nem pela ccrrupjao. Sao
os concilios da intelligencia que preparara as ideas :
he a omnipotencia do espirito publico que as realisa.
Lopes de Mcndonra.
(fleolurao de Setembro.)
Se he verdade, como se l na correspondencia
que recebemos de Berlim c Vienna, que o cahinele
de S. Pclcrsburgo annunciou o seu ennsentimento
em receber as qualro coudiees da nota de 8 de
agosto como buse de negociarlo, n,lo ha diflieuldade
em penetrar o motivo de semelhante commonicajao
no lempo prsenle. Nao duvidamos, que lano na re-
A Moraalle murmurou sempre com o sorriso nos
labios:
Nao tenho ciumes; mas nao s ainda meu se-
nhor... c agrada-mc fallar de Maadalena.
Se me tornares a fallar de Magdalena, disse
Boslan com enfado, deixsr-te-hei aqui, e correrei
Casa !
Aslrea beijou-lhe a fronte, e replicn :
Todava has de conhecer-me... Aquclles que
amo iram-ma fazem sempre mal....... posso passar
sem ti.
Irra exrlamou o fidalgole balendo com o p,
son palife; mas nao sou malvado!... e obra como
malvado quem deixa sosinha e sem soccorro sua
mulher atbela na vespera de um dia como o da-
manhaa.
J te disse que tua mulher nao est sosinha.....
pronuncian Aslrea lenlamente.
Depois continuou sem olhar para o grande Rostan.
O joven marquez Antonio descrabarcou esta
noite em frcnlc da Gruta das Gaivotas.
O fidalgole levanlou-se paludo.
Eu uiesma o vi, acrcscenlou a Morgatle.
Assenta-le aqui junto de mim, tornou ella ;
s um homem, e posso fallar-te francamente.
Ouve-me. disse Rostan, cojos punhos fecha-
ram-so involunlariainenla.'J beb quantn basta pa-
ra derribar-te como um i cadella, se calumniares
Maadalena, minha mulher '
Aslrea nao aaastou-se, e repeli :
Assent.ile aqui ; he um homem goal a li que
quero. Maadalena fez mal enganar-le, porque s me-
lhor do que ella.
lodo o sanano de Roslau subio-lhc ao rosto. Elle
aaarrou os bracos da Morgatle. e us bracos estala-
raro; masa Moraalle nao mudou de semblanle, c
disse:
Nao me oflendes; solla-me, e bebe como um
lioiii rapaz..... Sei onde eslao os selccenlos mil
francos.
Roslau snlloa-a; mas din e.
Melad- he de Magdalena !
E melado de Victoria, aerescentoo Aslrea com
sarcasmo, assim ludo he leu... mas a melado de
Victoria e a motado de Maadalena serlo nossas,
Francisco Roslau, tu o marido, eu a mulher, do
contrario nao vers nunca um escudo !
A Moraalle cncheu os dous copos e dis-e levando
i) seu aos labios :
Ao nosso casamento !
CAPITULO DUODCIMO.
O QOARTO 0.1 OKFUHTA
O lempo corria ; Rostan tinha sanaue nos olhos,
sua Imana intlammada artieulava as palavras dif-
cilmente ; i Mnrgatte risonha e serena brincava-
llie com os cabello*.
A conversaoao linda continuado : o qoe se conde-
ca pela decomposirao das feicoes de Roslau. Toda-
va elle nao linha derribado a" Moraalle, a qual na
verdade Iralava-n, apezar de sua estatura de Hercu-
les, e da superiondade de sua idade, como una cas-
tellaa Irata ao seu pagem louro.
Nao bebas mais, Francisco, disse ella vendo-o
levar outro copo de vinho bocea, basla. Tcre-
ccnle conferencia do ministro da Russia em Vienna
com o conde Buol, como pelo inlermedio do mi-
nistro da Auslria em S. Pelersburgo, semelhanle
intimarlo leuda actualmente tido lugar, e os boa-
Ios que lem circulado acerca desle objecto durante
esles ltimos dias foram provavelmenle espalhados
pelos agentes da Russia, afimde preparar o publico
para este passo, da parle do sen governo. Se sup-
pozessemos que esla proposla do imperador Nico-
lao proceda de urna inlenr-ao sincera e deliberada
para abandonar todas asprelences que tem moti-
vado esla guerra, e para submclter o eslabelecimen-
lo de urna nova ordem de cousas, baseada sob
garantas solidas, nasrelaces da Russia com a Por-
la, nos principados, na navegacao do Danubio, do
mar Negro, ndubilavelmenle saudariamos com sa-
lisfacao a mmlanca na polilica da Russia calculada
para acabar essa conteuda sanguinaria. Mas nao
temos a menor razo para acreditar que semelhante
disposicao exisla da parte do governo da Russia, e
o nico objecto que podemos descobrir em tal com-
muncacao, se por ventura tem ella sido feita, he
para alcancar novos maleracs para disenssBea de
palavras que formara o deleite dos casuistas na AI-
lemauha, e parausar quanlo for possivel a aerao
militar da corte de Vienna. Esta accilacao hypn-
thelicn das qualro proposiees tem ltimamente sido
considerada e descripta por diplmalas de segunda
ordem na Allcmanha. como a contingencia que ha-
via de limitar a independencia e reprimir a aclivi-
dade das principaes potencias. Grande uso ja tem
sido fcito desla manobra pelos agentes da Russia.
que professam obrar em nome de duas ou Ires cortes
pequeas da Allcmanha, e de maneira alguma fi-
camos admirados de ver que o coverno russo esl
agora seesforcando para aproveilar o lar-o que ar-
mou. l"ma dasqucsles que lem sido proposla em
diflerenlcs formas Auslria pelos oulros estados
da Allcmanha que cabalam conlra ella era se, no
caso da Russia aceitar as qualro proposiees se
absteria de entrar em hostilidades, e al lanrar to-
da sua Torca contra os estados do Occidente. O ga-
binete de Vienna positivamente recusou contratar
semelhante promessa, rujo effeilo a obriaarra acei-
tar o systema de neulralidado pelo mero recebimen-
lo de certas proposiees da Ruada.
O Iheor das qualro proposiees da nota de M.
Droiiyn de I.huys de 8 de agosto era necessariamen-
le indefinido, pas, ainda que eslabelecesse os prin-
cipaes principios, pelos quaes os estados occiilen-
taes pelejam, nao defina a applicacao desles prin-
cipios. Isto conheccii-se, que s poda alcancar-se
pelos resultados pralicos da euerra. As coiidices
estas) por cotisequcncia sujeitas um vasto campo
de inlerpielaces cm amhns os lados, e, alem disso,
tem sido expressamenle prevenido pela Franca e a
Inalalerra, e al pela Auslria, que nao devam de
maneira alguma ser consideradas como para por obs-
tculo qualquer prelencao ou estipularao que por
ventura apparera no proaresso das hostilidades.
Conlinham, com effeilo, o mnimo de concessao,
sem o que neaociaco alauma poda se enlabolar,
mas deixaram un grande vacuo para as cirrums
lancias e coii*derac,es que tillo podiam deixar do
apparecer no eslado prsenle de agitacta no Oriente
da Europa. Exprcssaudo sua promplidao em acei-
tar eslas condic.oes como base de neaociaco, a Rus-
sia nao d garanlias bastantes solidas aos outros
estados, pois que ludo depende da ianificaeao que
ella consentir dar i estas proposiees. O mundo
anda esla lembrado do exemplo notaval oceurrido
no curso destas negociaces, quando a Russia an-
nunciou receber as rondicOes prescriplas pela nota
de Vienna ; mas, como depois moslrou por um des-
pacho dirigido um dos seus agentes diplomticos,
ler aceitado aquella ola era um sentido inleira-
menle differenle da pretendi original do principe
Menschikoff, e com tal dissimulacao o inlerpreta-
Ses pervertidas qoe encontrn una completa re-
cuza as mesmas pessoes que haviam tracadondo-
rumcnlo. Se, porlanto., se disser que a Russia
esl pmmpta para receber as qualro proposiees da
ola de 8 de agosto, deve ser respondido sincera-
mente em linguaaem clara e exacta se ella recebe a
abrogacSo dos seus anligos tratados com a Porta, o
eslabelecimenlo de um protectorado unido nos prin-
cipados em vez da sua primitiva e isoiada conven-
can, a *:nccra navegado do Danubio, e a revisao
da uravencao de 1811, com o fim de limitar o seu
poder martimo no mar Negro. A froxa e obscu-
ra linguagam em que os diplmalas frequenlcmenle,
coslumam esconder a real significar-to de suas pa-
lavras, he nico abrigo para ambiguidades, c as ex-
presses em que n paz do genero humano depende,
nao podem ser demasiadamente claras nem peremp-
t crias.
A pretendida aceitacao d'eslas proposites pela
Russia nao he por conseguinte dirigida directa ou
indirectamente aos Eslados do Occidente, mas
Austria, por quem foram originalmente communica-
MIITil AIM
mos necessidade de tua cabeca e de leu braco esla
noite.
ComoIRoslan nao obedeca proraplamenle, ella
arrancoo-lhe o copo das mos.
Quando me disseste que Magdalena n.lo esla-
va sosinha, tornou Rostan com olhos espantados e
ferozes como os de um lobo, pensavas em Anto-
nio ?
Sim. respondeu Astrea.
Rostan balcu na mesa com a mao fechada, e as
garrafas vasias dansaram.
Ha nove mezes, continuou a Moraalle Iran-
quillamenle, o joven marquez Antonio eslava anda
aqui.
Roslan contou nos dedos, e disse :
He verdade.
Elle vollou justamente s horas.
Rostan levanlou-se vacillndo, e loman a espin-
garda.
Onde vas ? pergunlou Aslrea.
Vou malar Magdalena e Amonio, respondeu
o fidalgole.
Ah disse a Morgatle relendo-o pelo braco,
nao he bom matar as mulheres !
Depois continuou levaulando-sc tambem :
Eis ad como ou le queria aperla-me esla
inii. meu arande Rostan.
Francisco deu-!do a mao machinalmentc.
Antonio, nao digo, proseguio a Moraalle. Os
guardas deram bastantes tiros... mas lj pagaras
muilo caro a morle de Magdalena...
Se Antonio esla na Casa, exclamou repentina-
mente Roslan, nao he por Victoria .'.... Victoria he
bella.
A conduela de Aslrea para com Victoria n,1o fra
ama crueldadc pura c intil.
Quando foros, respondeu ella, vers se Victo-
ria esla la. Agora resta-nos outra laref.i.... Tena
meti dos morios '.'
Nao tenho miji nada, disse Rostan, nem rasa
loiii mullior. Quizera oslar tambera raorto.
Has ile ler mulheres e um palacio... vem co-
mido se nao lemes os morios.
Aslrea toniou a luz e dirigio-se para a porla.
Traza tua espingarda, acrcscenlou, nao lidia-
remos mais aqui.
Roslan segnio-a com a cabeca inclinada sobre o
pella. Alguma cousa havia ainda no fondo de seu
coraco,
Aslrea abri urna porta que nlo dava para o cor
redor, e atravessou una longa filera de quarlo.
dsenos e abandonados desde mais de meio secnlo.
Roslan a seguia : linda o sangue fri, mas a cabeca
ardia-lhc.
Irene he minha fillia ? murmurou elle no ra-
minho com voz trmula.
Nao sei, responden a Margalte seccamenle.
Esse menino que ha de nasccr nao vivir !
lornou o fidalgole.
Isso nao me inleressa.
A Moraalle parou. A orgia luania-lde debaixo
dos pi.
Fica aqui, disse ella ao companheiro ; oquar-
lo de mirilla madrinda he all... cura nlo se liver retirado, tu o expclliras.
das S. Pelersburgo. Qualquer que seja o valor
de semelhante derlaracao, he impossivcl dnvdar
que o principal, senao al ou nicoo bjecln, he pro-
longar esle eslado de neutralidade que por essa ma-
neira tem assegurado Russia ludo quanlo podia
esperar obler dos estados da Allcmanha, e, se for
possivel, tirar esla neutralidade o carcter hostil e
amearador que havia assuroido no lado da Auslria.
Damesma sorte que a evacuado dos principados ha
tres mezes, esla concessao apparenle he sera duvida
alguma feita pela Russia para impedir a tendencia
da corle de Vienna a unir-se com as potencias oc-
cidentes ; e pelo menos poder servir para aquils-
lar-se a snceridade do governo austraco. He im-
possivel que o gabinete de Vienna possa accredilar
em semelhante manobra ; e nao podemos dnv-
dar que o conde Buol, que at aqui tem resistido o
derrotado urna serie interminavel de intrigas da par-
le da Russia, esteja perfeilamenle sciente do grao
de confianca que deve prestar a' nma proposta de
semelhante Mioma. Se, porlanto, esla communi-
cacao foi considerada ou representada em Vienna
como a base de alauma negociarao provavel de paz,
nos permillirn inferir qne os mini-tros austracos
eslavam, no fim de ludo islo, esperando smenle
por algum pretexto plausivo! para prolongar a sua
neulralidade cm detrimento dos grandes inleresses
da Europa. Se, pelo contrario, a Auslria esl re-
solvida em perseverar na earreira da polilica quo
tem professado, esta tentativa da Russia em sedu-
zir e diverli-la com novas negociaces, s appressa-
r a sua resoluto. Em qualquer dos casos, a de-
cisSo da Auslria em tal circunstancia nao pode in-
fluir de maneira alguma na earreira dos estados
beligerantes.
Para aquclles que se acham seriamcnle empenha
dos n'esla grande conlenda he ridiculo e al revol-
lante ver as tentativas oliciosas que ma mullidao
de vis intrigantes faz para dominar os deslinos
das cousas humanas d'esta on d'aquella maneira se-
gundo o seu modo de pensar. As qnesles que esla
guerra lem patenteado e desenvolvido san d'umaroag-
nilude e gravidade que esles negociadores secretos
nao podem comprehender, pois involvem a posicao e
poder relativo dos Ires raaiores imperios do mundo
ea futura eondieao d'um outro, que-nem pfidevol-
ar para o seu anligo eslado nem permanecer na
siluacaoemque se acha. Nao podemos prever o
prospecto da p.iz, senao quando a fortuna da guerra
naja decidido se a influencia da Russia on a da In-
alalerra c da Franca sera'a preponderante nos ne-
gocios do Oriente c nos da Europa. He urna conlen-
da que nao pode ser resolvida por negociaces,
principalmenle no momcnlo em que a peleja esl na
maior forr,n contra o inmenso poder da Russia ; e
a soitedosexercilos alijados dianle de Sebastopol
he a evenlualidade que determinar o curso das ne-
gociaces. A victoria lie o nico raminho que con-
duz a paz. (Times.)
DISCURSO DE MR. DE SALVANDY
( Conlinuaeao do numero,anlecedenlc. )
Scnhorcs:
Quasi cenlocsessenla pelires nos foram diri-
gidas.!'1 m exame preliminar rcJuzio-asa 130. Se-
paramos todas aquellas que nao sao senao pedidos
de soccorros, porque as autoridades e as pessoas de
mais alguma consideradlo sao levadas algumas ve-
zes a confundir o soccorroe a recompensa. Solici-
la-se o premio Monlyon para o infortunio : elle nao
perlence senao ao sacrificio. Algumas vezes tam-
bem os meslos redamara,pnrem a esle respeito so-
mos inflexiveis. A academia n3o reconhece o di-
reilode pclico senao a' virlude.
Nesse numero, 26 perlencenles a diversas ordens
e com diversos litlos, obtiveram deflinitivamente
os ulfragios da companhia. Proclamando os no-
mes que vao ser collocados nos fastos da virlude,
advirliremosque se nao devee*perar estes Tactosbri-
lhanles,eslasscenasdramalicas,quetem|algumas vezes
disperlado a alinelo publica, quando, por exem-
plo, o nelo do grande Sully vinha aqiii, ao p da
eslalua do av, lancar-se todo em lagrimas nos bra-
cos do servo generoso que o acompanhava na sua
infancia, prometindonos qne honrara um dia o
sangue que corria em suas veias. N'esla occasiao, o
que consiitue o mrito do herosmo que rnroamos,
he sua locante, sua uniforme simplicidade. Sao pela
maior parle pobres mulheres que possuem na sua
indigencia a riqueza do corarSo, a mina enexgnta-
vel do Irabalho e da abnegarlo, para soecorrer os
desgranados que muitas vezes tem tanto de que las-
lmar-se quanlo ellas, com a differenca somenle que
elles nao sao victimas da dedicarlo. Nada ha ahi
de mais. Contar a historia de um dia, he conlar a
historiada vidainteira, e descobrir taes vidas, he
aprender que a venia leira frateruidade to procu-
rada, he a das sociedades chrislaas. Ella consiste
na igual nobreza dos senlmentos, dos sacrificios e
das virtudes.
Roslan en~.ostou-se parede. Aslrea empurrou
a porta braiiiiamenle, e recuou vendo a profunda
11 escuridao. que reinava nesse quarto; mas serenou-
se logo, e murmurou :
Jo.lo Touril veio aqui.
Entremos disse depois voltando-se para
Rostan.
Esle adiantou-se co.r.o um aulomato.
Era nma cousa extraordinariamente lgubre esse
quarlo forrado de prelo c alluraiado por urna s
alampada, a qual mostrava as duas linhas de velas
apagadas. A marqueza eslava deitada em seu leilo
de columnas tendo um crucifixo sobre o pcilo e o
rosto coberto.
Entre os cantos que subiam do pavimento Ierren,
Roslan e a Moraalle podiam distinguir a sinistra
zombara do Libera.
Ambos eslavam paludos. Aslrea fazia medo ao
grande Rostan. A Morgatle depoz a luz sobre urna
mesa, e dirigio-se ao leilo. Subi os dous (legros, e
poz-se a contemplar o semblante immovel da de-
funla.
He a nica pessaa que leve piedade de mim,
murmurou ella, se lodas as oulras nao me livesseui
delcslado e repcllido, quem sabe ?...
Inclnou-sc sobre n fronte da marqueza viuva de
Maurepar, sua madrinha, e beijou-a dizendo :
Perdoai-me, boa senhora, eu nada fara conlra
vos...Agora que dorms para sempre, as cousas da Ier-
ra nao vos importam mais.
E lancando um veo sobre o roslo da vuva, disse a
Roslan :
Ajuda-me.
Roslan desilava.
O escondrijo he debaixo do leilo, lornou a Mor-
gatle.
Roslan apo'rou a espingarda conlra a mesa, e ede-
gou-se a Aslrea.
-- Tremes murmurou esla locando-lhe com a
mao ; cis ahi conm ao o homens !
Aviemo-nos! disse o fidalgole, a gente sulfoca-sc
aqui !
Aslrea moslrou-lhe os ps do leilo, e pondo-se
eaboroira, ordenen :
l-.nipurra ao mesmo lempo que eu. Una, duas,
Ires !...
A lercera \rz seus esforcos li/er.im mover-se
n mosaico leilo cora as columnas, a galera e o so-
brecfl.
Trate a luz lornou a ordenar a Morgatle que
j eslava acocorada sobre o assoaldo.
Ilavia rnm efleito um escondrijo debaixo do leito
da marqueza. I.'in annel de robre rravado no ssoa-
Iho permilla levantar um pequeo alcapaoque co-
bria um bur ico qnaurado eni forma de cofre. Ros-
tan levou a luz. Astrea apalpen ao principio no in-
terior do escondrijo, e depois abaixou-sc tanlo que
seus cabellos varreram o chao.
Nada disse ella levanlandose.
Fechou o aleapao, e cruzou os bracos sobre o
pcilo.
Acabase '.' peraiinlnu o grande Roslan.
Nao, responden a Morgatle ; espera.
Tenho pressa...
O diuheiro est no colcbao.
'' Os olhos do fidalgole brilharam, e elle balbu-
ciou :
Os selecenlos mil francos!
Aqui ou l, disse Astrea, deixa-le guiar por
mim e nos os (eremos.
Levanten ligeiranienle os leneoes.
Ouro pasos no quarlo i direila, disse Roslan
applicando o ouvido.
Nao (e occopes com iso respondeu Aslrea.
O pequeo Sulpicio tinha cabido no quarto vi-
zinho.
A Moraalle moslrou os ps do leilo a Roslan, cuja
fronte cotejava suor, e disse-lhe :
Faze como eu, levanta o colchan.
O corpo da defunla caho para o meio, e Roslan
esleve prestes a sollar o colcbao.
Eia! firmeza exclamou a Morgatle.
Roslan nleiricou-se e o colchan foi de posto sobre o
assoalbo. A cabeca da marqoeza, que tnba-llie lo-
cado quasi os joelhos, lornou a levantar-se lentamen-
te e a cahir. Foi nesse momcnlo que o pequeo
Sulpicio olhou pela abertura da porla.
A Morgatle e Rostan voltaram o colcbao. e procu-
raraiii muilo lempo.
Nada tornou a dizer Astrea assentando-se uo
canto do leito.
Acabaste ? pergunlou Roslan pela segunda
vez.
O pastor escuiava.
Os selecentos mil francos eslao em Plouesnon,
em casa do cura, disse edmsigo a Morgatle; ao menos
l eslavam oulr'ora.
Tens ahi balas? pergunlou ella a Rostan.
FZsle respondeu afiirmativamenlc.
A Morgatle levanlou-se dizendo:
Antonio esl com tua mulher ; urna bala para
elle.
Rostan melleu urna bala no cano direito di espin-
garda !
O pastor nao respirava mais.
O patrio Sulpicio deve ler sabido da casa do
cura onze horas, lornou Aslrea, consulta o re-
logio.
Onze horas juslamenle. disse Roslan.
Tens lempo...Daqui a nma hora o palr.lo Sul-
picio penssM no caminho doTreguz com os atcen-
los mil francos.
Roslan silencioso e resoluto mellen oulra bala no
canoesquerdo da espingarda, c disse :
Dous tiros I Onde estars V
Nao longe de ti...
Rostan dirigio-se para a porla do corredor e a-
brio-a.
Vai a lempo, e faze boa pontana disse a Mor-
gatle, liando sosinha junio da V iuva deilada no
colrbao.
O passai desiguaes e varillante do fidalgole apar-
lavam-se no corredor.
Se Antonio livcs*e querido., .mormurou ella
meneando a cabeca lentamente.
Depois acrrescenlou :
Para fazer alguma cousa deste, he misler tor-
nado ebrio ou lonco I
(Comi mtar-e-Jia.)
'-*>
-1
*




DIARIO DE PERMMCUCO, SBADO I Dfc JANEIRO DEIS59.
t
ACTOS DE UEIHCACAO1.
Premios.
A academia concedo don* premios de 1,500 fr. a
Rosala Auber, .la Beroay, departamento de l*Eure
Magdalena Adclia Grobct, de Augouleme, de-
ItrtameDlo do Clurenla, a primeira da idade de 72
lanos, i Inunda de (I, rujas vida* passaram-sc iu-
iramente en tcmedianles sacrificios, eui semelhan-
Ui ledicaco.
Bozalil Aube, de Berna), nasccii ero 1782, pre-
dsamenle no anuo da fuudacao dos premios da vir-
uta ; ella crcsccu dos deveres domsticos mus do-
orosst como para preparar-se para exercelos um
'lia. Depois de ler sustentado com o sen trabadlo
li a ullima dora, urna lia e urna mai doenles, as
<|mcs perdeu era 1818, tendo ja de idade 3G aunos
i ulruu u,) di 4 je juulio de 1822, no scrvc,o de
"na familia, em cujo crvioo anda esta' ; porem
laca ella, servir he sacrificar sua vida intoira. Ella
"*' e aliineulad.1 por seus amos, pelo contrario lie
i|ucui os sustenta nao foi tmenle a urna gerarao
i ne dedicou-se : a sua dedicarlo tran-mille-se ha
ta*a, seus amos, que erara padeiros, \iram o scu
ionimcrcio decahir perder-se. Ella poda dcxa-
I w, porem permancecu e supprio a tudo pela sua
aclividade, pelo seu Irahalhee pela sua abnega-
do, Ella sustenta Nicolao pai e sua ramilla in vc-
lliice. Depois seguo cm sua mizeria a Nicolao lilho
'pe tem una familia de note pessoas que precisara
deser sustentadas. Hoja com~2annos, ella emprc-
prega-seainda nesse mesmo trabalho ; smenlo a
h ira da velliice cliegou para ella, suas vigilias ap-
P"essaram-na, Rosala nao pode maisjtrabalhar de
n lile para seus amos, nao lem senao o das para sa-
ci ificar.' Porem estes nao bastara. Toda essa gente
d.i qual he a mola principal,enfraquecc-se cora ella.
I'jrem ao passo que as suas furcas v.lo diminuindo
ci m osannos, sua virlude augmenta com lo oslinacjo na dedieacao e na coragem. A academia
julga-exercer dignamente a sua missao conferindo-
Iha um dos dous primeiros premios. Sabereis com
intereisc que suas virtudes tiverarn por leslemunhas
quasi todos os das o nosso eminente collega da aca-
(liimia das lnscripc,6es e Bellas Artes, M. Augusto
< nina sobriulia de Gotofredo Sanl-Hilaira tainbem
Indicada a caridade ; ellas vivera igualmente sob
M vistas de um illuslre persouagem que vejo nesta
sessao 1.0 Sr. duque de Broglie'i de todas as pessoas de
" na illuslre casa oinle ella bebo as inspiraces de
i Be o que he bom e grande. Moro na ritiohanca,
pirem eslas arenes luir meritorias, mas pralicadas
e n um campo debatalha tilo cslreilo o (3o oceulto,
stndo d'aqueliasde que o mundo pouco se oceupa,
e -am por mim ignoradas.
grande drama em que o pai dalla overee difmen-
le o seu papel. LembraiBOl isso porque esta men-
ean pode scr-lhe til : estou convencido disso ven-
do que lodos prelam-meallencao. O Sr. marcclial
Vaillanl, meraliro da academia das scieucias. minos
Iro da guerra, presente a esla senao nianifesla vi-
vos signacs de a-seulimenlo.)
Folgo com eslas approvarOes a feliclo-me por 1er
lembradu nomes que despcrlam a lemhranca do que
acumpanhn sompre o poder : senlimenlus generosos
c de bondade'. A esle respeito, Madama de Vao-
gtigneuso honra os seus abonadores. Sua medalha
o alicatara tomando lugar justamente entra os lilu-
los de honra de seu pai.
Madama llaumont, de Boulogne-sur-Mcr, depar-
lamento du Pas-de-Calais, he da mesma familia de
caraces generosos que Madama de Vaugrgneuse.
Ella tornou-se pobre everrendo aclos de caridade ;
consagrou sua mdica fortuna, renda c capital, a
urna boa obra. Brilba na primeira ordem dcstas
pessoas privilegiadas diantc de Dos, cuja minio
ueste mundo he constituir urna familia de adop-
to com os lilhos dos oulros, quando nao tcm
inais quem vigi sobre si. Desde 18211, ella reco-
tna algumas orphaas, e com ellas algumas oulras
meninas anda mais infelizes, anda mas orplulas
diremos: porque a imprudencia eo vicio acabavara
de abandona las, e taires i lia ni perde las. Em ISi'.l,
em virlude do flagello que parece lAo aclimatado eu-
(re nos como para augmentar o scnlimcnto da fragi-
lidado humana, ella conslilue de urna mancira mais
positiva o sea collego de orphaas; rene i exem-
plo deM. de Qulen, todas as meninas pobres do lu-
gar que nao tnliam mais. Scu eslabelecimculo era
o scu uuico refugio. Ella faz dedo escola, collegio,'
officina principalmente ; porque a oflicina he un
estabelecimenlo que sustenta ludo o mas. .Os 4,000
fr. de ronda que possuc, quero dizer, que posela a
fundadora, nao cram sallicienles. Iloje Madame
llaumont cont 'lidiscipulas, 20 lillias adoptivas que
nao a ilevar.io senao para lomarem um bom estado.
A aulordade municipal de Bnulognc caraclerisa a
sua dedieacao por um modo (So elevado quao locan-
te. O conselho acadmico do departamento do Pas-
de-Calais chama-a sublime. Nada mais temos que
deliberar. Esta palavra fixar o valor moral de nos-
sas mcdalhas.
Medalhas de 500 franco*.
Dczesele medalhas de 500 francos irao advertir a
nutras tantas pessoas designadas nossa Justina que
a academia honrou-as com os seus suOragios, em
virlude de lerem pralicado aeces da mesma natu-
reza daquellas que acabamos de referir, anda que
em graos di Dormir-,
Pelos annos de servicos de alguns deslcs criados
Tive conliecimento dellas no momento cm que que dedicam-sc a seus amos al ao tmulo c anda
i. premia-las. Acreditareis sem trabalho que nin-
g lem podj ter a fortuna de premiar cm vosso no-
nae, sem que folgue do ver em lomo de si tacs exem-
plos, em que folgue ilc dar um premio l.lo honroso
a i departamento a que lodos eslames ligados. So-
mos altivos lodos, com razao, pelo nosso paiz do sol-
dado que combaleu valenleraenlc. Como deixare-
bkm de o ser, por um departamento, de um com-
bate de (rinla e doui anuos sustentado pela vir-
I ide '.'
O oulro primeiio premio acha em Magdalena ro-
bt, d'Augouleme, a mesma coragem, o mesmo es-
qnerimeiil'i de si mesma, emfim a mesma virlude;
a unir dlfci enea consiste'smente em que foi aos
membros desua numerosa familia que ronsagrou o
tliesouro de seu zelo e de sua resignaran ncompa-
r.rvcl. O pai de Magdalena morreo ha quarenta e
c neo annos deixaudo ouza filhos as costas da mai, a
qual fica louca. realmente louca.dcdor e de espanto
liante deste fardo. O mas velho dos lilhos he a
intrpida Magdalcna,ella tem apenas dezeses anuos,
| orcm cresttu em urna f viva, nnico e feliz patri-
rKinio de onae orphaos. Ella v o fardo, com una
alma mas suhme'.tida e mais corajosa do que sua
nai, apozar desta espantosa doenra que vem torna-
I> mais doloroso e mais pesado. Aceita-o sem he-
sitar t-d qnal Dcs o fez. Ella ser a mai de todos
inmpreliendetido nesse numero sua prnprja mai, a
(faal nSo conseule que seja entregue aos cuidados
ila caridade publica. Ella Dio quer separar-se da
tiutora dos seus das. Anda boje a conserva sob o
i eu humilde celo, tende prescnlemeole a idade de
nilenla e oto anuos, e ignorando o que, de quarenta
! cinco annos a esta parte, a lidia lem feito por ella,
faraute este lempo Macdaleua educa os irmaos c
misas, rom o soecoaro do seu Irabalho. Anda faz
innis do que educados, educa-os relieiosa, e sania-
mente; fa-los i sua semclhanr-a, crendo todos cm
leosc trabalhando lodos na obra commum. Ella os
i.-stabolece, casa-os pobres, porem honestos, laboro-
ios, eslimados. Quando o seu trabalho esla termi-
nado, enls p'cnsa em s mesma, ou anles em oulra
tessoa, cm um honrado homcm que a amava ha
vinle anuos, quetinha permanecido liel a este amor,
i'hcio de admirarlo por lanas virlurles, ecujaded-
la^.lo ella nJo aceitn em quanto o scu Irabalho nao
loi terminado, com modo de que os novos deveres
a fizessem esqueccr os primeiros. Naud a esperava
icnipre: Ella estahelecc como condi^ao que con-
:ervavao sua velba mai, e ambos cuidarao da sua
una infancia.
lia vinle e tres annos, cta eondirao he fielmente
umprida. Notamos que Magdalena nasreu durante
.i Terror, quando os premiosMonlyondesappareciam
ixim tudo o mais. A academia enva o premio com
igoranra a cssas honradas pessoas; digo, honradas
MMoas, porque evidentemente o marido e a mulher
i|a dignos leo receber, c nao adiis, senhores, que
:lle nao poda ser conferido com mais acert?
Mcdalhas de 1,000 francos.
A academia oflciccc cinco mcdalhas de 1,0001
rancoa:
A Maria fonrdel, deNavarreux, deparla ment dos
Raices Pyrincos;
A Mirria Dogimonl, de Rocux, deparlamcnlo du
Pas-dc-Calais;
A Anua Trcpsat, d'Aurillac, deparl menlo do
Sania!; '
A Josephina-'lo;tcn-ia de Vangrincuze, de Bc-
i hercl, no deiiarlamenlo de Ille-cl-Vilaine;
A Sabina-Francisca Baumonl, om Boulognc-sr-
Vlcr, dcparlamouto doPasde-Calais.
Mara Bourdel, de idade desessenla e dous annos,
,1 qual leven mesma vida queKosalia Auberl. Cria-
da de urna casa pobre onde havia cinco meninos,
queacharam-sc um dia abandonados pela morlc de
i ua mai, pelas mprndencias de seu pai e pela sua
uga, ella os conservou durante vinle annos, aliinen-
ou-os deu-lhes um ollico, e o que vale mais anda,
idurou-oscom principios excedente*, tanto assiin
qno urna das suas filhas de adoptlo ohteve u premio
de virtude da sua communa. O nosso oceupar o seu
lugar dehaixo dcsle lecto privilegiado.
Maria Dogimonl tcm os mesmos ttulos. De idade
do sessenta e nove annos, serve ha quarenta annos na
inc.tma casa; de dezeses anuos a esla parle, trata das
molestias de seus amos, molestias que so o referi-
Ias Bossertapenivcl; ella he a meslra dos seus filhos;
e sorcorre com o seu Irabalho todas eslas miserias.
A sociedade de agricultura do Kocux j i premiou
taulas >iiIndos rom una das suas mcdalhas. Nada
mas podemos fazer de mellior do que imila-la.
A historia de AnnaTrepsat he a mesma. Entra-
da cm 1820, na idade de trinla e cinco annos, em
rasa de um curtidor do couros de Aurillar, punco
lempo depois linlia lodaa familia is costa. A mor-
lc, molestias (erriveis, dcsorcfcus mais lerriveis ain-
depois, nao por causa dos lucros o dos gozos, porem
pela miseria, pela ruina, pela morle, por causa dos
meninos abandonados que devem ser alimentados c
educados, por causa dos velhos, dos doenles, dos
diolas, algumas vezes mesmo por causa dos ebrios e
dos depravados, para nSo deixar morrer da miseria
suas infelizes familias; criados ncoroparaveis, mas
numerosos do que se poderia esperar, a ulgarmos
pelas proposlas que se nos fez de todas as parles:
Margarida Jacquol, de Sapois, departamento dos
Yosiies, idade de quarenla anuos; vinte c cinco an-
nos de semelhanles serviros, nos quaes foi necessa-
rio que a caridade publica viesso cm seu soccorro,
para ajuda-la a chegar al ao fim.
Victoria Boulin, no Pecq, deparlamcnlo de Soine-
ct-Oisc, idade desessenla annos; conservou-se du-
rante o espaco de trinla annos na mesma casa, mos-
(ranilu nos ltimos dezoito annos nina abnegarao e
sari lirios queso Dos pode recompensar sullicienle-
meute. .
Cleoniee Lacroix, em Foguv, deparlamento de Ais-
iio ua idade do sessenta e um annos, dedicou os
sen* cuidados aos cinco filhos de seu aotigo amo, fi-
lhos nascidos em tristes roudiees, os quaes sao por
ella regenerados por meio de urna educarlo exeel-
lenlc que os fez religiosos, honestos c laboriosos, os
quaes ha 2i annos para oii bein dizem a sua ternura
esua solicilude maternaes.
Pcvronne Marechal, de Crohat, departamento de
Pny-de-Dome, assislindo em Pars, idade de 51 an-
uos, peiseveranra durante 3"i annoj em urna benefi-
cenlc e .pcdosa resolucao. Entrn para a casa de
seus amos, na idade de 17 anuos, seus amos eramen-
13o ricos, porem sua fortuna arrunou-sc depois c
como a quizessem despediremvirlude dcslacircums-
tancia, ella enlendeu que nao era essa a ocrasiao
propria pira separar-se dclles; ficou e anda existe
nessa mesma rasa. Somenle os seus amos nao exis-
lm mais. Ella cuidou dclles na occasio da morle
da mesma sorle que anidara em sua vida, e presen-
temente os subslilue junto le urna orphaa que cha-
ma sua mai e a quem ella chama sua ama. Um dos
nossos companheiros, o illuslre aulor da ultima His-
toria da Convenr.lo, be urna das leslemunhas c um
dos abonadores deste locante quadro que deveconso-
la-lo entre lodos aquellos que sua pena tcm Uto for-
lemente reproduzido. O Sr. cura Sao Sulpicio cha-
ma heroica a resignarlo de Peyronn Marechal. A
expresan admirara a esla piritosa e santa mulher ;
porem nao nos admira a nos. Agradecemos ao vene-
ravel pastor por t-la empregado : o senlimento pu-
blico a ralifirar. (Continuar-se-ha.)
Oulro ,2, do mesmo, remoliendo os mappas do
gado morid para consumo, as semanas de 1S a 1\
e de -Tt i :!( de dezembru ultimo 107:1 rezes .
(Juc se arcbivasKm.
Oulro do administrador do cemilcrio. communi-
cando que a guia n. 819Gdeisuu do icompanhjtr
o cjiliccimenlo de baver Francisco Laca l'errera
pagua laxa do artigo 60 do rcgulamento, sendo elle
quem fez a conduceo, cm carro de primeira classe
do cadver do prvulo a que se refere a mesma guia.
Que se responclesse, que dos vros de tates cons-
ta que o dilo Lucas pagara dita laxa.
Oulro do mesmo, communicando que no dia 28
dedezomhro ultimo, l/.era entrega no nspecter do
arsenal de uiarinlia, de 2 africanos liircs, que tra-
balbaram na obra da capclta do ccmilero, Silvestre
c Sal.por se lerem portado mal.fu-nudo somenle um
oceupado na mesma obra.Inleirada, c que se com-
municasse a S. Exc. o Sr. presidente da provincia.
Oulro do mesmo, expondo a conveniencia de seren
substituida! por floros, as figuras de. anjos qnc a
plaa das catacumbas do ccmilero, manda collocar
nos esparos cutre as uicsmas.Que se ofliciasse ao
E\m. presidente da provincia para auloisur a alle-
rneao da planta ueste sentido.
Oulro do mesmo, dizendo que o conliecimento de
que fallou cm seu oflcio de 27 do mes pastada, (ja
foi mencionado cima ) fura remetlido ao ccmilero
seis horas depois de feito o dilo oflicio. Igualmente
remellia a doclaraco escripia, que peranle elle fez
o pai do prvulo, a que so refere guia 81%, eo
mencionado ronherimenlo dchaver Francisco Lucas
l'errera Iludido a disposcao dos arligos 3j 57 do
rcgulamento do cemlerio, fornecendo ao declarante
umcairti de lerccira classo, em lugar de um de pri-
meira, como havia contratado, e al rcccliido adi-
anlada a qiianlia de iOjOOO rs.Inleirada, quanto a
primeira parle, e quauto a segunda, que se rcmet-
lesse ao advogado para proceder como for de
dircilo.
Oulro do mesmo, pedindo em vista do 3 5 do art.
/ do regularaento do ccmilero, permissao para se
lavrar termo de consumo dos objeclos constantes da
relarao que remellia, que se inutilisaram no serviro
daquellc estabelecimenlo.Aolorisou-se.
Oulro do mesmo, dizendo ter deixado de ser rc-
coll.da ao cemilcrio a gua n.8l8i, (he a mesma do
cadver exposto na portara do convenio, de queja
se fallou) distribuida Francisco Lucas l'errera.
Que se odkiassc ao dita Lucas para rccolher a guia,
assiin como quaesquer oulras qao posea ler, ficando
certo de que Dio dte demorar a entrega dellas,
quando liouver de azer a condcelo de cadveres.
Oulro do fiscal de S. Lourenco da Malta, dizendo
em rcsposla a portara que lite foi expedida, que d-
rig'nido-se ao cngcuhn Pencdo de baixo e a oulros
locares, nao encontrara embararo algum no rio,
privando o curs das aguas, e se algum exislc, he
devido aos bancos de areias, formados pelas elidien-
tes.Inleirada.
Nao adiando o sonhor \creador Barata regular a
planta d'uma trapeare, que apresentou Domingos
Jos Ferreira Guimaracs, fez o seguale rrqueri-
mento que foi approvado:
Requciroqucse recommcndemuilerminanlemenle
aos senhores liscaes c cordeador de-ta ramara o liel
cumprimenlo do artigo 1G do titulo 7 das posturas
municipaes, afim de que nao continuemos abusos,
que frcqncnlemenle apparecem ua execurao do
dilo arlgo.Barata.
Dcspacluram-seas pelices de Anna Joaquina do
Espirito Santo, do bcharel Francisco de Astil de
Olivera Maciel, de Jlo Luiz Ferreira lliheiro, de
Manocl Jacqucs da Silva, de Tbcrcza de Jess das
Nev*, de Tlicotono Flix de Mello ; e levantou-sc
a sessBo.
Eu Joo Jos Ferreira de Aguiar, serrelario a
subscrew.Daraodc Capibarib-, presidenteGa-
itieiro.yianna.OUreira.Sl'crcira.llaratu
de .llmeida.Reg.
tuite si facile, qu'on a de la peine ii te di/endre de
lu rraiuli il'iinc rvpturt de l'uterus.
Oh olitient le relachcmenl de l'uterus pur la
bains, le* emistions anguines, lr.< opiace*...
I lindado neslcs principios, romomuilo bem saliera
os Sis. doutores Pilangas, iiitrodu/.i a mao, c, com
aquello grao de forra compalivcl com a o ganisarao
de nina mulher, posla assiin em um estado anormal,
e mediante todas as regras da arleprocurei fazer a
versan; mas vendo que indubilavelmeiit as con-
Iracecs eram por demais fortes a empedirem a in-
Iroducro da mu para alcm do eslreito superior, e
depois de por varias vezes tentar, nssenle cm dcxar
aduenlc, e submelle-la ao uso de banlios e calman-
tes, para o que reccilei.
O fado de nao ler logo cxlrahido a crianra, sent
quedesagradou familia, e dera lugar a qnc ella pe-
disse urna conferencia, por mas que a animasse cu,
e moslrasse a desnecessidade ; mas tanto insistirn
que me resolv a mandar chamar os Sr*. Drs. P-
tanga c Prxedes (irmlua). Com a chegada d'elles.
esle: Enlraiido-mc no da 0 do rorrcnle em minha
taberna um balcciro de lenha para me fazer compras
apresentoo-ine urna sedula de 2?0tK) falsa c nuvi-
nlia, perguulaiiilo-ilic quem Ihc dera essa sedula,
respondeu-nie que fora um homcm que lem olara,
passanda os Bemedios,e como se chama, Ihc pergun-
li> en. nao me lembra o nomo; digo-lhe,venha com-
migo, vamos ver se ella ha boa, leve-o a casa do
Sr. subdelegado Dourado, que logo foi a Ihesoara-
ra, o I i se verilicou a falsidade da mesma, e letirci-
me para minha casa; depois conslou-me que o dito
Sr. sob delegado dera as providencias precisas afim
de ver se descobria o Introductor de sedulas falsas,
se o balceiro me diz que a linh-i receblo do Sr.
Caj, eu llie dira que a fosse levar e recebes* oulra,
porque em abono da verdade. n Sr. Manoel do Am-
paro Caj nao he homem suspeito nem a voz publica
o aecusa disso, cslranhando ao mesmo lempo no Sr.
Caj por se enfadar da polica dar as buscas neces"
sarias para descobrr os nlrodudores de sedulas fal-
sas, quando lodo o bom ridadao deve coadjutor a
cvpuz cuocaso, e liz ver logoas difficu'idades que ti- polica para ella poder descobrr o criminoso. Eu
REPARTigAO DA POLICA.
1 Parle do dia 12 de Janeiro.
Htm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que da"
dillerenlcs perliciparcs boje recebidas nota re-
partirao, consta quo foram presos:
Pelo jai de dircilo da primei.ia vara, JoSo Gon-
jalves da Silva Bastos, por nao haver cumprido com
o fiel dever de depositario.
Pela subdelegada da freguezia do Recife, o preto
escravo Paulo, por lorio.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, o pro-
lo Jos Ferreira, por suspeilo de ser escravo.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista, Pau-
lino Hilario de Araujo, para correcrao.
Pela subdelegada da freguezia dos Afogadns, o
preto escravo Joaquim, por Icnlac afoaar-se.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pcrnambnco 12 de Janeiro de 1855.lllm. e Exm.
Sr. consetheiro Jos Bcnto da (unlia e F'igucrcdo,
presidente da provincia.O cliefc de policia Luiz
Carlos de Paita Teixeira.
fmkmm.
CMARA MUNICIPAL DO KSCIFE,
Scisao' extraordinaria de 3 de Janeiro
de 1855.
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Dr. S Pcreira, llego, Mamede,
Barata c liameiro. fallando com causa participada
o Sr. Vianna, c sem ella os mais senhores, abri-
se a sessao e foi lida c approvada a acia da anle-
cedenle.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Exm. presidente da provincia, en-
viando approvadas provisoriamente em 23 de de-
zembru ultimo, menos a parle do artiglo, que man-
da numerar os carros particulares, as posturas que
acompanharam ao oflicio desta cmara de 9 do dito
mez.Maudou-sc publicar e cxecular.
Oulro do Dr. chefe de policia, dizendo ler expe-
dido as precisasordeus ao subdelegado da Boa Vista,
para proceder com empenho as convenientes iuda-
gecjtea acerca do faci pralicado no cemlerio pu-
blico, na uoile do 13 do mez lindo, posto que da
parlicipaci do respectivo a (ministrador, que esla
cmara Iheremettcu, nenhuma circumstancia consta
qnc possa orienlir a policia i respeito do mesmo
fado, observando que lalvcz o mesmo administrador
prolongando os seus exames, podesse descobrr al-
gn* dados por onde se encaminhasse a policia.
Que se. mandasse o oflicio por copia ao adminis-
trador.
Oulro da commissao de hygicne publica, feilo ao
governo da provincia, e por esle remetlido cma-
ra para informar,pedndo que S. Exc., nao aprovasse
o projecto de posturas desta cmara sobro anim.ics
c cavallaricas. sem que dissessefiual a mesma com-
mi-s.i.i.Que se respondesse.
Oulro do fiscal de Sanio Antonio, conlando o fado
de ler apparecido na portara do convenio do Carmo
DO da 21 de dezembrn ultimo, o cadver d'um pr-
vulo, para cuja conduceo ao cemilcrio, leudo dado
as providencias necessarias, lacou ella por distri-
buido Francisco Lucas Ferreira, que mandando
da, deixaram-lhe o grande peso da dona da rasa do-' cnili"ir u cadver no dia seguinle, o nao achou,
onle, do pai incapaz de soccorrer cinro filhos. dos
quaes um h> mudo c idiota tendo trinla annos de
idade. Sua alma nao hesitou durante um s da;
suas forcea esiso prximas a abandonarla. Posea
nossa justa honicnagom suslcnla-las!
lima de Vaugrigneuie nao perlcnce as dastes
pobres, o pobreta proveo-lhc das longas desgranas
de sia familia,quo n;lo enriqiieceu-se rumia vida mi-
litar de seu pai, coronel DO lempo do imperio. El-
la era a stima filba da valcnlc ollicial, o qual Con-
servou, rnnii) lemhranca dos mciliores das, o habito
da bencfieeiieia. Ella continua. No lugar em que
Sstabelleceu um modiro annazem, arhou meio de
fundar una obra que he a admiraran do limar pela
educarlo exemplar que ah recebem sua cusa do-
zc meninas.
Os i uidadiis que delira aos doenles sao anda
mais scusves. Os moradores do lugar pedem para
pagar a sua dixida, a recompensa que llie conferi-
mos- Sua comida, diz o conselho municipal de Be-
ehercl, consta de pao medido algumas vezes no lei-
Ic, e MW imites passam-se no Irabalho da asulba,
que aSMguram um bom alimento as suas fillias de
declarando o reverendo provincial do referido con-
vento o ler mandado sepultar vista do seu eslado
de corrupto.Mandou-se rcroinmcndar o fiscal
quo fizesse efleclva a dispusieio do arl. primeiro,
til. primeiro das posturas em vigor.
Oulro do juizde paz do se cumio auno do primeiro
di-'.iirto da freguezia de Muribera, parlicipando
que no Diurno de dezembro lindara o lempo do seu
exerririo, alimdequu nrotiileeciajMOa cmara rerra
de sua substituirn.Man.lo-.i-se responder que ufli-
ciassfl ao lerceiro juiz de paz, que se ada juramen-
tado, passando-lhc a jiirisdicran.
Oulro do amanuense, servindo de contador, nprr -
sentando a rclaro das lellias, que se venceram no
ultimo de dezcmbio, afim de sercm liradas do cofre
erecebidas, na importancia de 8:4069617 rs.in-
leirada, por ja a>sim se 1er fcilo.
Oulro do fiscal da Boa Villa, communicando
achare mse arruinadas algumas linhas da ponte da ra
d'Aurora, junto a fundirn de Slrr, cm eslado de
seren substituida*.Que mandasse fazer os reparos
precisos.
Oulro do fiscal de S. Jos, sciulficando a ca-
idoncSO. A pessoa que honra sua vida com tacs I niara do incendio que so manifesloo na fabrica de
o i.rs c!tania-se llorleiisis-Josephua. A'*se donde \ dislillarao de Joaquim I,--lalo I-'crrcira, na na do
Itn vein estes noms ; elles arliau-se ligados ao [Oies, margem do rio Capibaribe.Inleirada.
MUTILADO
Senhores Redactores.Tendo sido inserta emseu
Diario de 9 do correle urna carta do Sr. Dr. Lobo
Moscoso. a mim dirigida, e que em nada o honra
pelo modo desabrido com que me arommetle, e
rulen.leudo que a ella nao devo responder, dirijo-
me s columnas de sen bem conecituado Diario para
cumprindo um dever, fazer algumas considerarles.
Ou oSr. Loubo Moscoso se achavaoflendiao a pon-
i de com razao exigir de mim uina satisfacSo, ou
n.lo : se achava-se, deveria exig-la pe-soalmenle e
como hornera, porque cnlao llie daramos a divida
resposta ; c se nao achara que merecedor fosse eu de
urna lal violencia, compria-lhc tralar-mc de oulro
modo, segundo as regras da civilidade e da modera-
ran. E lano mais que a experiencia lem mostrado,
que por tal guisa principiando urna juslilirarao qual-
quer, o resultado he sempre caliir no charco impu-
ro das injurias, que s cabem no liomrm mil edu-
cado. E quilo bello nao seria ver dous mdicos
melamorphosiados em duas rameiras, a se balerem.
por amor le um erro scicnlilico c de quem fosse
seu auclnr ? Mollas seriam as gargalhadas do pu-
blico, ao contemplar-nos, depois de mora ja' estar
a victima, e na maisperfela putrifacao !
. O fado de quo Irata essa caria do Sr. Moscoso he
bem simples, Senhores redactores, e passo a expo-
lo, por ora, o mais lacnicamente possivel, com al-
gumas connderarocs que mais ronvenientos julgar.
Para acudir a urna mulher, que a tres das se a-
chava de parlo, fui chamado na uoite do da 23 de
dezembro prximo pas*ado. Examnando-a vi que
o braco esquerdo da crianra so arhava de fora, c
porconsequencia alravessada ella na posir.lo occiput
iliaca esqerda dorso para tras, islo he, a cabera
para o lado esquerdo da mili e o dorso correspon-
dendo a columna vertebral da mesma.
Ora, he regra eslahelecida cm parlo, que cm ca-
zos laes se passe um laro no braco que eslver de
fura, c se procurem os pos para a extraerlo da crian-
ra ; c quando islo nao se possa por maneira alguma
ennsecuir, alientas asronlracre*s fortes c spasrao-
dicas do ulero, que senao violente; visto que as
violencias dao quasi sempre a roortc, sent imrne-
dialamcnlc por meio de urna ruptura do ulero, ao
menos poneos das depois cm consequciie.ia de inflam-
marcs.elr. Entao aconselba a arle.o usodc banhos.
sangras, fomenlaces c bebidas forlcrrcnle lauda-
nisadas, rom o fim de ronseeuir o rcluxamenlo do
ulero, e assim molbor a man poder penetrado para
a extraern. De maneira que o esperar cm laes ca-
os he urna vanlagcrn. B tanto que a este rcspelo
fallando um dos mais acreflilados parlciros da Fran-
co (Jaoquimier, lomo 2., p. 100) diz o egnio-
le :...... IJts obstacles a la MI (ton soii encor
plus gran'fr, el si on insiste atetme ptttisteuux ct
une fo^e irrilationnelles, on canse* dei donleur
tres rice, i om expose dterminer, des ruptu-
res de Vutirus, ihi cagin, nu.i quelleif. Cirrilation,
Cinfiammalion, les distensin* parliellet ont t
snnl s'ftcent le siie prdisposeni. Ilcst ancore
plus importan! quedan* le cas de retraclion simple
de nc pai s-ai/cr v paner la main ou ttentrai-
nrr les pieds de rite f.trct. II fnil rennniry ,i
toute riolence ct toule precipitation, car il n'ya
a rien padre iiu dilai i/ui scul, ou aldi de*
moi/rns reluchante, peuf tnnencr des chungemenU
tels que la versin devienne une operution medi >
crement difftcile. E continua o sabio parleiro....
Uneffet, la retraclion simple, aceompagnfie con-
traelian* dea ct rappnchta, est frcquemment
Siffj /' de rclaeliemeil, ct i!e repos peihdanl tesquels
l'utenis semble dan* l'inerlie la rclrarlion tpdtno-
dique ptut elle-ittrme ceder, spontanimept. /.a
platique offre des cas asse: nombreux dans les-
q'iels la rersion, d'ahord impraticuble.deeient en-

nha encontrado,asseverando-lhes que havia procurado
os pes para fazer a versilo, e como neo o lvesse con-
seguido pelo estado lerrivel do tero, me havia rc-
so'.vido a esperar dcxando a parturiente no uso de
banhos e calmantes. Mas o Sr. Dr. Prxedes, nao
arredilando cm nn*sas palavras, procura fazer o que
cu nao (iuha podido; c iulroduzindo a mao, depois
de urna bita horrivcl, he vencido, e rclira-sc, ao
lempo que sen irmao moro prudente, cavallciro
e hbil inlroduz tambem a mao, c vendo logo o
que llie havia cu dilo, concorda comgo no emprego
dos calmantes, etc.
O meu evaine. que n.lo deixou-mc na menor du-
vida acerca da existencia do estado *p; -mdico do
ulero, e que s urna violencia o poderia vencer, e
o fado das tentativas vigorosas, o repelidas do Sr.
Dr. Prxedes, (quasi urna hora de relogo) e
de scu irmo, justificam a existencia da impossibil-
dade em se fazer a tersilo, c que oulros recursos sa
deviam empregar. Sendo cerlo, e como nao he pos-
sivel que nos deixem mentir o mesmo Sr. Dr. Pr-
xedes e seu irmao, que sempre me oppuz a que se
puchasse a crianca pelos bracos; e lano que disse
em conversa ao mano do Sr. Dr., que um tal pro-
ceder dara lagar ao augmento das dilliculdades, e
que mais fcil seria arrancar os bracos do que me-
lliorara sorle da triste enferma; como que o fado de
*e cortar os bracos alera de ssr boje impralicavcl
nada se con-eguia; c que pelo contrario a presenta
dos ferros poderia occasiunar males. Oulro sira : que
a iiilroilurrao do forreps c do ganchos, estando o
ulero contrahido nor tal modo, poderia rnmpe-lo em
urna menor de suas contacriies. De maneira que
sempre o meu fim foi exlrahir, mediante a versao,
pelos pos; e nao podeudo, esperar, sujeilando a en-
ferma aos banhos c calmantes. Nao he verdade, Sr.
Dr. Jos de Souza Pitauga? E ah esl o Sr. coro-
nel Chaby, meu amigo, a quem S. S'. disse que
a extracrao se fez naquella hora contra seu vo-
l. E naos a ello disse, como a mim mesmo por
varias vezes.
Mascmlim o que succede? Heceitada assim a do-
ente,e aconselhadapor inima.com paciencia.suppor-
lar mais algumas horas de incommodos e dores, no
uso de sous remediosrclirei-me com o mano do
Sr. Dr. Prxedes depois de termos convencionado de
rollar pela manhaa; Tirando porm o Sr. Dr. Prxe-
des, dizia elle, que para nao deixar a mulher sem
quem a asssislisse.
Depois de estar cm casa, quatro quarlos de hora se
n3o linham passado, que, paro augmentar a dse do
ludano, volle a casa da parluricnle.
Nao sei o que houvc, ou nao quero dze-lo: o cer-
lo he que ao entrar ouco gritos,e no quarto vejo o Sr.
Lobo Moscoso violentando o ulero, com o fim lam-
bemdc fazer a versao. Digo.Sr*. redactores, que vio-
lentando, porque a docnlc mal tinha lomado um
hanho depois de minha sabida, e apenas algumas
colheres do calmante; e lempo nao havia de se po-
der contar com os resultados dos remedios, e a for^a
empregada pelo Sr. Dr. Lobo Moscoso nao era forra
racional, era o mximo da forra do lodo o seu corpo.
E uotc-sc mais que, quando entre!, dsse-me o Sr.
Dr. Prxedes que na minha ausencia as dores e con-
lacees ila infeliz tiaviam augmentado; c se mas for-
tes (rain ellas, razao de mais para se nao consentir no
Irabalho, visto que quando men
nhamus podido conseguir qua
ladas.
Depois de muito lutar, (seguramente um quarlo
de hora) o Sr. Lobo Moscoso retira a mao, e dase
por caucado; nislo chamo de parte o Sr. Dr. Prxe-
des, e fac,o-lhe ver o perigo que havia, e que ludo
aquillo era contra as regras da arte; que nao arris-
cassem a mulher a uina roura do ulero ou a urna
morle certa. Nao he lamhem verdade, Sr. Dr.;,
Nislo acompanho o Sr. Dr. Prxedes que entra para
a quarto da parturiente, e vejo de novo o Sr. Mos-
coso se preparando para urna nova tentativa. O ho-
mcm suava por quantos poros liaba no corpo, era
um nlhleta lutando conlra um gigante.
Eni.io agacha-se o Sr. Moscoso. com o braco es-
querdo, e com toda sua turra, se apoia sobre o \ en-
tre da infeliz, e com o dircilo violenta de doto: no-
va luta, novo desespero, mas gravdade de erro; e
n'um vai-vem transpe a resistencia, e agarra um
p que, ao trazer i vagina, foge de novo; nova lula
al agarrado, c passar-se o lar,o. Nislo tira a m3o o
Sr. Moscozo. e suado, e esbafondo, nao como
um parteiro raneado, mas como um gigante vence-
dor, aconselha-me de procurar o oulro p, e acabar
o parlo; ao que respond, que nao o fara, visto tudo
aquillo ser feito fra de lempo, c nao me convir car-
regar com a responsabilidade. Srs-. redactores, nao
minio; he isto urna pura verdade, e ah est o Sr.
Dr. Prxedes. Com esta minha resposta zanga-se o
Sr. Dr. Moscoso, e arranca a crianca !
Cale-me, e relirei-me; ha poucos das souhc que
a minha infeliz doenle se achata sepultada E seria
possivel, senhorc-, quo um corpo humano podesse
resistir semelhanles manobras e aos erros mais craa-
sos da arle de parlejar "! Sera possivel, i vista da re-
sistencia que havia a poni de tres homens Iraba-
Iharem, como cu, e os senhores Pilangas, e nada
lendo podido fazer. e quando as contracres, como
se disse, eram inda mais forlcs, e tudo se tinha feilo
contra as regras da arle, e sesundo ensina o Sr. Jac-
quimierquescaltribua oulra cousa, senao vio-
lencia empresada pelo Sr. Dr. Moscoso, a morle da
desgracada i lamina '.' O publico e os mdicos do
pai/. para quem appello que me respondan).
Tcnho visto parlejar, os mais celebres parleiro
da Franca ; os Srs. Paulo Doubois Caseau, e Pa-
josa, Irabalharem por militas vezes, e em casos bem
graves, e nunca empretzarem forra semelhaule, e em
rasos idnticos! Partejc a muilas mulheres nos
iiospitaes de Pars; c quem souber da disposiro da-
quclles trabadlos me ha de acreditar.
E aqu mesmo parlejei a urna docnte bem peri-
gosa, c que mo a deu n nosso collega o Sr. Dr. Dor-
nellas, c que mora na roa Direila n. 18, e assim co-
ntiecedor da forra necessaria a empregar-se em laes
casos nao podia eslranhar o procedimento do Sr.
MoseosO. E se para ser parleiro, uu se o parlejar
depende de una forra irracional, bem mal esl o Sr.
Dr. Mavignier, e oulros homeii* debis e doenles.
E visla de fados da ordem d'esse pralicado pelo
Sr. Dr. Moscoso, e de oulrps semelhanles podcr.i al-
guem conler-sc a poni de nem mesmo contados a
seus amigos, e cm particular avalia-los '.' E ha le
se. Srs. redactores, no mundo medico abafar erros
le semclhante nalurc/.a em prejuizc da hnmani.lade
e da socicladc'! Nao sera por ventura um bem re-
vela-los para que mesmo seas alores re rescrxcm
pralicando-os? Olanlo mas que cu nem lencSo ti-
nha de dar-lhc publicidade, i emendo suas consc-
quencias, e Deste pai/. on le as injurias chotcni cons
desejaria, Sr. Caj, que a polica corresse a minha
casa e a de nutro, lodos os dias se possivel fosse; e
desse as minuciosas buscas afim de ver se acahava
como flagello das sedulas falsas. Eu, SrjXnju, lenho
a minha residencia em Pcrnambuco haafinl" c lan-
os annos (na policia consta do meu atiento. ) se al-
guma pataca lenho ganho lem sido licitamente, a
minha casa he urna das que commercia forte e
desle commercio resulta inleresses.
Dignem-sc, Srs. Redactores, dar publicidade as
presentes liabas no seu conceiluado jornal, do que
llie ficar obrigado o seti assigoantc.
/tntonio Dom'mgues de .-llmeida Pocas.
a se no consentir no
llores, jus nada li-
jnlo mais augracn-
Srs. Redactores: NSo posso deixar de, valen-
do-mc de sua muito conceluada folha, fazer scien-
te ao respelavel publico, o quanto he nlrigaut e
exaltado o actual ajudanlc desta colonia de Pimen-
teiras, o Sr. lente reformado Jo3o Marjnho Ca-
valianli de Albuquerquc, querendo desronecilu ir-
me peranle o muito digno actual director da mes-
ma colonia, o Sr. capiulo Antonio Francisco de
Souza Magalhes, enderecando ao mesmo senhor
urna parle contra mim, da qual me resultou 39 ho-
ras de pn-.Vi, me classificando em dita parte de
brusco, incivil e esquecido de mcus deveres; o que
nada mais he do que chamar-me de bruto, de mal-
creado e de relaxado. Ah Srs. Redactores, doc-
mc o ver-m assim cffendido e s por se hacer gra-
tuitamente rxado comgo o Sr. ajudanle da colonia,
e s porque hci fgido de sua amizade, allendendo
o quanto se tornava prejudicial e contraria s mi-
nbas economas. Agora propala o dilo Sr. ajudan-
le ser quem me arrancando da miseria arru-
mou-me neta colonia com o vencimcnlo, que per-
ecbo, de 2a>00 rs. diarios, como mestre da oflicina
de campia, conforme o contrato que liz com o go-
verno da provincia, e diz que vai fazer com que S.
Ex., o Sr. presdeme, me retire daqui, e cone-
qucnlemenle me desempregue, como gaba-se ja o
haver feilo com o Sr. major Jos Antonio Barbisa,
ex-direclor c antecessor do Sr. capit&o Magalhilcs,
a quem intenta fazer o mesmo, por ver que esle se-
nhor capildo, segundo me parece, ainda no lhe
eonvem ; porque em fim, nao he possivel que um
homem honrado, sendo aqu director, sirva aos ca-
prichos e exigencias as mais decaes do supra dito
Sr. ajudanle. A' tisla, pois, do exposlo, e para
que o publico sensato saiba do fado, que leve lu-
gar entre mim e o mencionado Sr. ajudanle, faro
a prsenle, rogando encarecidamente a Vmcs., Srs.
redactores, que diguem-se inser-la as columnas
de scu Diario, seguida dos documentos primeiro
e segundo, que a ella acompanbam.
E para que lodos saiham a quem -rnente agrade-
ro o beneficio de mo adiar nesta colonia emprega-
do, como presentemente estou ; isto he, de meslre
da oflicina de carapina, o declaro cm alto e bom
som, que nicamente i S. Ex., o Sr. conselhciro
Dr. Jos liento da Cunta e Figueredu, actual 're-
sidente desta provincia, e a mais ninguem devoa
minha gratidao por (ainanho favor.
Eu son, Srs. Redactores, de Vmcs. rer-peilador e
humilde criado. Diogo Machado Portella.
Colonia militar de Pimeiilciras 3 de Janeiro de
1855.
Sr. capilao director.Diz Diogo Machado Portel-
teda, mesle da nllicina de carpina, que tendo com
a maior allcnr,ao ldo a parle que conlra elle -im-
plicante cuderessou ante lioulem a Vmc. o Sr.pnen-
le ajudanle desta colonia, forcoso he que elle sup-
plicaule levante sua voz c far.a chegar a Vmc. as
precedencias que levaram o mesmo senhor ajudanle
a criminado loo falsamente, tacbando-o do brusco,
incivil, e esquecido de seus deveres; cousas essas que
o mesmo senhor ajudanle jamis as podcr.i provar ;
porque lodos os fados acerca da dedicacao e zoilo
bem do serviro de sua oflicina comprovam auhmti-
caracnlc a inexaclidao de toda a parte que contra o
supplicaute compoz inadvertidamente o dilo senhor
ajudante. O supplicante,senhor capilao director, n8o
ignora e-lar segundo o contrato que fez com o go-
verno da provincia sugeilo a disciplina militar, e
isso seria mais urna razao para o fazer restrictivo
quando tivesse de explcar-se com o senhor ajodan-
de, mili principalmente sobre Cousas do servido pu-
blico ; porque o conhecc como siifliciente para acti-
varos Irahathos ele. Porm o senhor lente aju-
danlc er nao deixar olvidar intrigas as mais rergo-
uhosas para querer tirar proveilo com sua aulorda-
de em detrimento do sopplicanle. Dignc-se Vmc.
alten ler pul linimentos a declararan que o soppli-
canle, posto que com pojo,tem a honra em sua defe-
i. de narrar a Vmc. ; a qual motiva ver-se boje o
supplicantc credor indcvidamenle de todo odio c
desprezo que om sua parle o mesmo senhor ajudan-
danle fez recabir sobre o supplicaute. Conservav.i o
sapplicante alguma amisade particular com o senhor
ajudanle, e tendo por vezes e em demasa sido im-
portunado pelo senhor ajudaiileem pedidos de bola -
clias emprestadas, ns-ucar, sapatos, e botas de mon-
tara, c alinil em carne de sol que o supplicantc ha-
via comprado e Irazido de Capoeiras para manter-se,
a-sonlon o supplicaute nao mais o servir em nego-
cio dessa onlcm, porque sempre era o supplicanle o
paciente : essa lie urna das maiores precedencias. O
supplicaute coufessa peranlo t id i a colonia sem re-
cejo de errar, que desde que aqui se acha anda nao
presenciou o senhor ajudanlc oceupaudo-sc com os
deveres de scu emprego, a.) mcuos vigiar quinto
mais activar o servido em parte alguma desla colo-
nia, mu principalmente o da sua oflicina, e antes
pelo contraro seanindo o mesmo Sr. ajudanlc praxe
conlrovcrsa a eslahelecida por Vmc, abslrahc cons-
tantemente da sua nllicina qualqOcr operario sem o
supplicaute ler ao menos um mero aviso disso, e o
empresa a scu bel prazer cm serviros para sua par-
ticular e domeslica iililidadc ; e tamhcm as suas or-
den- ealcm servieii de puro criado, ou escravo,
maulo sellar cavados, pegar nos mesmos e dar co-
mer a cics : j.i nao fallando no lempo que leva o di-
lo senhor ajudanle deilado em um carrinho de mao
ou mesmo em alguma pranxa inteiramcnlc saja, des-
traillo lo com conversas os operarios, esperando re-
conciliar somno, c at cm censuras contra Vmc.! !
Ah senhor director o supplicanto c-panlou-se ao
lembrar-se do que dito fica com juncrao ao segundo
periodo da parle do senhor ajudante ; porque na-
qurlle periodo n senhor ajudanle romo que lastima
como di*sipar.o os dous mil e quindenios res que o
snpplicanln percebe, e nao se lembra que os de mais
operarios tambem sao pagos. n"io para servrem a
sen capricho, mas simao serviropubliro ? !. Vmr.
lalvez muito bem saiba que o senhor ajudanle al
abstrado la faxina gcral alguns serventes, c o mes-
in i sargento que a dirice para caejnrein sua propria
eacrava, c depois servirem de carrascos c a *urra-
tanlemenle nos prelos, e be a nica defeca do Im- rcm .....cnlrcl.iiitn quandoo |supplican!e reprehende
porlanda. Eu qnicera que o Sr. Dr. Moscoso, de- lal-iiim dos seus ollieaes be isso m-ilivo para res?nt-
pois de ler c-tudado esla quesillo, se rcveslisse de metilo .' ex mais uina precedencia. Alinal, senhor
dignldade, largando o seu sacco de injurias, com o capilao director, o siippliraulc coufessa a Vmc. que
qual pretende fa/.er-se respeitar, e viesse mostrar "" em nunca acabaras elle supplicanto narra-se
N. B. Esle documento he copiado da minuta que
IcpIic em meu poder, porque o original aclia-se no
arquivo desla colonia. Portella.
Sr. capitn director.Diz Dioso Machado Por-
tella, mestre da oflicina de carapina, que oslando
conscicncosamente convencido de nao-haver tratado
descoriezmente ao .r. lenente-ajadanle desla colo-
nia, c que Vmc, lalvez mal informado, ordeoasae,
que elle supplicaulc fosse preso e recolhido no cor-
po da guarda ; e para que possa fazer chegar ao co-
nliecimento de Vine a innocencia, que o assisle,
roga a Vmc. mande que o sargenlo-escrivao, lhe pes-
ie por certidao o theor da parle, que conlra o sup-
plicantc ha enderezado a Vmc. o dito Sr. teneule-
ajudante. Portento : pade a Vmc, que digne-se
conceder que elle supplcante se possa decrimnar
Ihedeferindo favoravelmente. E. R. M.Diogo
Machado Porlclla.
Colonia-de-Pimenleira, 30 de dezembro de 1851.
Como requer.Directora da colonia militar de Pi-
menteiras, 30de dezembro de 1854.Magalhes, ca-
pilao directa* interino.
Em cousequencid do despacho supra certifico que,
revendo no archivo desla colonia os masos de ofli-
cio, achei a parte do que faz meiico o requeriroen-
lo retro, qual he do theor c formaa seguinleTendo
cu boje pelas 2 horas da tafde mandado locar faxna
pelo corneta, com previa licenca de Vmc, como he
de coslume cm todos os pontos militares, c obtida
esta, o corneta cumprio a minha ordem ; echegan-
do cu ao barracan onde est codocada a nllicina de
carpina o meslre della Diogo Machado Portella
eslranhou-me nao ser ainda 2 horas ; e islo de urna
maneira brusca e incivil ; respondendo-lhe cu que
nao-o eram 2 horas, como aleja passava deslas ho-
ras : elle disse-se quo elle bom sabia o qu eram
horas, e que duvida alguma tinha ein comigo apos-
tar pelo seu dilo; mandei logo buscar um relogo,
e este se adiando parado nao o pude contestar, co-
mo queria, por me fallar este meio de couhecer das
horas.
Pergunlo eu agora, se ainda que nao estivessem
completas as 2 horas, se seria elle compelenle para
assim inocular a insubordinaran e falla d'amor ao
Irabalho? Pergunlo mais, se elle dcixa de receber
os dous mil e quinhenlos ris nos das inunmeros em
que nao ha serviro nesta colonia 1 Sim, recebe-o,
e cnlao nao faz reflecces, e as faz s para nao cum-
prir com seu deveres. A' vista pois do que lenho
expendido, espero que o referido Diogo receba urna
pena igual a falla de respeito, que comigo prat-
cou ; nao me podendo dar porsalisfeilo, se elle nao
for pelo menos suspenso por quinze dias.
Dos guarde a Vmc, subdirecloria da colonia mi-
litar de Pimeuteira, 28 de dezembro de 1854.Sr.
capilao director desla colonia.JoSo Marnho Caval-
can de Albuquerquc, subdirector. E nada mais se
conluha em dita parle, que fielmente copei, e a
qual me reporto ; e por assim ser verdade passei a
prsenle, que assigno.
Colonia militar de Pimenteiras, 30 de dezembro
de 1854.Joflo Thcodoro dos Santos, particular sar-
gento e escrivao.
Srs. redactores.Tendo eu no Oiario de Per-
nambueo n. 26G de 20 de novembro de 1854 rogado
a ius"rr,uide una correspondencia cm resposta aos
ataques feilos no Liberal Pernambucano contra os
acciouistas e subscriptores do Gabinete Porlugucz de
Leitura, a qae lenho a honra de pcrlencer, fui por
essa minha correspondencia chamado i responsabili-
dade peranle o juiz municipal da segunda vara desla
cidade pelo chanceller do consulado o Sr. Miguel
Jos Alves. Conscio do que afirme entao, folio de
ler occasio de exhibir as irrefragaveis provas do
quanlo disse sem tenrao mais do que desafrontar a
lanos socios porluguezes e conspicuos, subscriptores
cidadans brasileMs. Fique, pois, o Sr. chanceller
sabendo que nao me aterra, porque a quesillo ha de
ser decidida por juiz que nao he o Exm. Jcrvise
Rodrigo, e por sso com brevidade se conhcccr por
parle de quem esl a verdade. Rogo-lhes a inser-
So deslas linhas, pelas quaes me responsabliso em
juzo e fra delle.Thomaz Pcreira de Mallos Es-
tima.
LITTEIUTIJRA.
i.
inhibas faltas, e meas erros ; eu me alegrara mulo
em ver meus erros publicados, eu quizera cmlim
ler occasio de scienlifieameote defender-mc.
.Mas nao, com o Sr. Dr. Moscoso nao desculirei ;
cumpre fugir-lhe que he vencer, que he dar garan-
ta a meu bem estar. Com oulro a ullima golla de
linla gastara para Iriumphar cm uina .semelhaule
questao, com o Sr. Lobo Moscoso, nau, e nao. *
Son, Srs. redactores, criado espelador.
Dr. Carotina Francisco de Lima Santos.
-----mmxni
Sr. Redactores. Ao ler a sua respcilavel folha
de12 do crrenle, deparci com uina corresponden-
cia sSMgneda pelo Sr. Manoel do Amparo Caj, tra-
tando sobre urna sedula de 2?0,K) cm quo falla no
meu uvme: declaro primeramente que n"o foram
miabas inlenres ofl'cndcr ao Sr. Caj, o fado foi
t idos n- laclo- de que se lembra, que servem em sua
defeza o lodos sem exeepeu. O supplicanle sub-
inissainenle pede a Vmc. quesirva-sc mandar quejo
poriham em lihcrdadc, allendendo ao menos o quan-
lo be su-cei-tivcl c colrico o senhor ajudantc.que al
lindan lo sua parle, fe/, exigencia- a X'nic, c pi-rque
parece ratate! nao dever estar preso o supplicanle
s por salisfazer raiva, paixcs, rixas do senhor
ajudante. O supplicanle intimamente convencido
da ju-lica que caraclerisa a Vmc,nao receia esperar
remedio seus males : perianto
Pode a Vmc. que allendendo as razos que o sup-
plicanle, rom o maior respeito, vem de ponderar em
sua defeza, llie dellira Com ju-iira.E. R. M.
Diogo Machado Portella.
Colonia militar de Pimenteiras 30 de dezembro
de 1854.
A leitura alie..'a e refleclida do escriplo intitula-
do Firma doi Gocemos deixou-mc a conviceao de
que he o]|inn*roIiwo quedesde 1831 sabio dos pre-
los portugueses.
Acosfraado a ver as nojjulas verso de roman-
ces ainda maisnojentos cahirem sobre a lilteralura e
a.moralidade portugueza como uina saraivada que
deslroe e arrasa tudo. Vendo as oiucisas lypogra-
phicas oceupadas a lanrar todos os dias sobre a po-
pularlo jomaos polticos pela maior parle alicando
odise guerra civil, em phriise muilas vezes des-
cdmposla e quasi sempre espuria ; ou verlendo a
calumnia sobre um cidadao, que no dia seguinle v3o
expor s adorarnos dos bla*phemadures da vespera ;
ou 1 meando a Ierra as sementes de erros, que nao
mu distante bao de pruduzr fruidos mais veneno-
sos, do que sao amargos aquelles que estamos buje
forrados a comer, c que nasceram das sementes an-
teriormente semeadas, cultivadas com cuidado, c re-
gadas com o sangue de militares de homens; causou-
me urna sorpreza agradavel, mais do qae isso, urna
esperanra bem doce, a leitura deste livro.
He um livro que faz pensar pois excita as mais
nobres pairees do homcm, oppclla para os mais ge-
nerosos senlimcnlos de seu corarao, para o seus
mais elevados instinctos. lim livro que faz pensar,
abrindo aos olhos ao leitor as mais bellas, como as-
mis melanclicas paginas do lempos remotos, e
dos mais prximos um livro que faz pensar, Ira-
condo em rpida*, mas vivas cores os fados contem-
porneos, e diamando ao tribunal da cousciencia
de cada um ja esses fados, ja as pessoas que os pral-
caram um livro que faz pensar, levantando urna
ponta do veo que esconde o futuro, c fazendo-no
aperceber entre as uevoas do porviro que provavel-
menle sera em poucos annos ja passado. He um
livro, que mostra a perenne solidariedade entro o
que he e o que fot, e entre estes e o que ha de ser; e
refuta de antemlo vctorisa e irrespondivelmente o
paradoxoque ha poucas semanas um jornalista do
Porto escreveu de que era poltica, o prsenle nao
responde pelo passado, nem poJe servir de indica-
ran para o.futuro : e um livro a-slm repito he um
urna novdade,he|aconlecimcnlo.|Como)novidade espe-
ranrosa.comn acontecimento de rehabillacao da im-
prensa, eu o saudo ; e estou bem certo de que nesta
saudacaome acompanbam centenares devoze.
Depois disto, quasi que me arrependo de nSo ler
anda mencionado o Sr. D. Jos de Laccrda, a cuja
penna rica de tlenlo e de scicncia so deve esle es-
criplo, cheio de phlo*ophia e de erudicao : e a
quem dova mais especialmente cabero gloriosa la-
refa de o fazer, que ao veterano de nossas lide na
imprensa, e na tribuna, que lem visto fazer, desfa-
zer c refazer iuslituircsquc scalcunhavam dceler-
nas, e gastar-se tantos homens que sccriam iinmor-
laes?
II.
O Sr. I). Jos apnntando-nos para Dos, origem
da sociedade, e fonle da sua soberana; e rou-e-
zuintcnieule o principio religioso fundamento e vi-
da das nnces, abri um tasto horisunle diantc dos
publicistas porluguezes, que al aqui s linham
as combinaces mecnicas,quando nao cram alheias,
dos publirislas franrezes ; e as utopias, matcriali-a-
das de mais, do Sr. Silvestre Pinheiro, por onde se
guiassem no esludo da poltica.
Quando o scu livro nao tivesse oulro mcrilo, que
lem muito c de grande alcance, esle era bastante
para llie asseguiar entro os cultores da scienria so-
cial um lugar superior ao daquellc illuslre publicis-
ta, cuja perda lamento com lio sincera dr, quanlo
he pungente a targonha qoosnlo ao ver a desconsi-
deracaoque ha pela memoria de um saino,qee deta-
nianlia glora abrilliant ni, uestes ltimos lempos, o
nome porlugucz.
Foi um grande arrojo o do M. I.arcrda, arrojo fe-
liz, arrojo a que o scu carcter sacerdotal o nbriga-
va : ma que non por iss, dcixa de ser, cm face de
uina sociedad?, que a foni c por um Irabalho sub-
terrneo de mas de om serillo, se lem procurado
deeeaUto isar c materiaiisar ; e cm face de hoircns,
queafleclain fazer de Dos uina especie de re par-
lamentar, que reina e nao unverua e que obesos
de faina ignorancia pretendem que o cathoticismo
rarece de urna reforma que o pouha "em harmona
eom as luzes do sceulo ; secuto de Crimea e de ego-
smo, romo quasi lodos os que o prcrederam, mas
que se distingue dclles por sua total falla de carc-
ter, por sua impotencia, e por seu sceptismo ; pois
para me servir da cloquemos pdavras de Mr. de
Salvandy academia franceza, na sessao de 2i de
agosto ultimo :
Todos os seculos tem urna missao e um espirito
particular : s o nosso nao o tcm ainda. Chcga-
I dos a meio da nossa carreira, pcrgunlamo-nos com
a iuquielacao qual ser o verdadeiro senlido da epo-
" ra contradictoria de que somos os artistas mara-
it lidiados. Tem-se visto as gcrarcs prsenles per-
<( seguirem uns apoz oulros os alvos mais elevados
< desle mundo, alvos de gigante, chegar a loca-Ios,
c desfazer-se ludo. A obra impossivel da inihi.ii-
cha universal pela victoria, a obra diflicil c glo-
a riosa da mouarrhia constilucoual pelo dircilo dos
throuos, mai* diflicil e mais perigosa pelo direilo
n dos pavos, livcram o mesmo destino successos
a admiraveis e una queda repentina A gloria das
a armas, a glora das ledras, a gloria das scicncias,
'i a gloria das arles, a gloria da Industria, a gloria da
i eloquenda, a gloria das conquistas foram-nos pro-
digalisadas, s3ono-lo ainda : c nenhum orgnlho
" nos lica de lautas cousas grandes, neiiliuma aln-
gria de tanto dons do Co. Teslemunhas e acto-
i res de prodigios inauditos, s otivimos-fallar de
detanimac'to e de impotencia
Bate he o molde cm que se deve vasar o calludi-
cismo, segundo os laes reformadores Anda nao
sabem o quequorem, nem como o bao de querer, e
prelendem que a rcligio que deve dirigir, mode-
rar e reger o sceulo, lome as suas paxes, se influa
nos seus caprichos, se inspire de suasconlradcrcs !
He urna pertenece 13o absurda, como a de quem ten-
tasse refazer a sciencia de navegarao,tornaDdo-a mo-
bil em suas regras como o elemenlo cm que devem
applicar-se, e variada em seos precedo como as ma-
nobras do navio, que regulam e delermioam.
III
Quando o aulor nos lembra que o principio reli-
gioso he a base e o fundamento do todas as socieda-
des humanas, a que chamamos narres, tambem nos
traz lemhranra que o homcm nao s foi creado por
Dos para viver cm sociedade cornos oulros homens,
mas que de lodos os seres animados he o nico que
nao pode \iver senao em sociedade, pois que della
depende lano para salisfazer as suas necessidades
corporae*, como lambem as espiriluacs ; e que por
isso csse eslado de isolamenlo, a que alguns que a si
'mesmos se chamaram philosophos, pozeram o nomc
de estado natural he pelo contrario um eslado de de-
generarlo o anli-nalural, |pnis que evidentemente
contraria o divino pensamenlo c inlenrao do Cre- i
dor, e mala ou a villa a sa crealura.
Ora, digo eu, sendo inconlestavel, como he, que
Dos creou o homem para a sociedade, he po{ lano
igualmente inconteslavel que lhe impoz deveres, a
que nao pode esquivar-se sem rcvolla, cdeu-lhe di-
remos que ninguem lhe pode negar sem criase.
. Mas muilas vezes, levado pelo desejo natural de
uns |;Marinos do que nos contraria, oflendemos os
nossos deveres rom relarao aos co-associados ; e como
esses deveres sao os seus direilos (assim como os seus
deveres sao os nossos direilos.) quando os quebranta-
mos, aotorisamos os oulros a que quebranten! os
seus e que nos privem assim de. nosso-; direilos: o
que seria, pois, da sociedade so nao houvcsse um
modo denos obrgar mutuamente ao cumprimenlo
dos deveres para salvaguardar o gozo dos direilos '!
Islo mostra a necessidade do governo. A socieda-
de nao poderia! existir se nao livesse cm si o meio de
poder cumprir os deveres que a ligam a cada um de
nos. e de obrgar cada um de Boa a cumprir os que o
lgam a ella, islo he, aos demais cu-assodados ; esse
meio he a soberana que reside-em si por eneito des-
sa le primitiva,pela qual Dos defini os nossos de-
veres, e deduzio driles o nosso direites. Devo por
conseguinle considerar a sociedade no sen governo,
e esle um instrumento de qae Dos se serve para
que ella procure que nenhum dos individuos que a
compe sinta falla do necessario, quer na ordem es-
piritual quer na do lempo, tanto por fraqueza pro-
pria, como por violencia exterior; e que n'amhas es-
sas orden lodos teuham a facaldade de augmentar
suas riquezas, segundo a aptido natural ou adqui-
rida que liverero.
IV. *
Conhecdo assim o que he o governo, c quaes sao
os seus (los, a forma que reveste pode parecer iodif-
ferente para os prceurher ; e he a essa concluso que
veio o autor, he mesmo a diese que procura defen-
der no seu mui instruclivocioleressanle livro ; mas,
perde-me elle, parece-me que a assentou mulo ab-
soluta ; e assim que oulra havia de ser a sua conclu-
so se altenlasse bem no que he o governo da socie-
dade. Se me d licenca dire que estou na persua-
sao de que isso procede de urna confusao, sem duvi-
da involuntaria (e que julgo ate muito possivel ao
ver que espiritos de grande elevadlo cahiram nella)
entre a forma(conlcxtura exterior) e forma (essencia,
mudo de ser) dos governos.
O governo para ser tal, ha de ser da sociedade, vi-
ver, nella, della e para ella. Nao he um ser abs-
tracto que esleja fra da assodajiio, e.que se lhe im-
ponha. Considerado segundo a philosophia do seu
ser,ha de estar em communho de inleresses e pen.a-
nurnlos com a sociedade de que faz parte, c que ani-
ma ; ha de para assim me explicar, ser do seu sec-
lo, inspirar-se de suas ideas, sentir as soaspaixoes,
e* representar as sua feires dislndivas e caracte-
rsticas. Ncsle ca-o essa forma, essa; contextura, o
mais ou menos apparalo qae se mostr no jogo de
seu machinaran nao influe nada. Pode dizer-se com
verdade que a sua forma (exterior) nao determina,
nem anniquilla a prosperdade do povos.
Se nao he i forma exterior que se dirige ; se sere-
fere as suas qualidades intrnsecas e essendaes,
como por muilas vezes, como sempre, me pa-
rece que o illuslre publicista o considera; en-
tao a forma do governo, o que se pode chamar a
sua integridade, influe malignamente sobre os povos,
se nSo esliver em uniao ulma de inleresses e de
pensamenlo com elles, quando Ibes (iver sido impos-
to, e n.lo vivar de sua vida, na sociedade, e para o
sen maior bem : esse governo he um intruso, um
cslranho, um inimigo : a mesma forma que reveste
he prejudicial. Caloune, Brenne, Nccker, c Tur-
gol desconheceram eslas verdades trivaes, e a Fran-
ca pagou-o com o saugue de pedo de (res niilhcs
de seus filhos, devorados pelas guilholina, ou pelos
punhaes da anarchia; e com o desperdicio de 610
mil contos de res.
Dai-me um governo que rspede o que Dos, a na-
e-in e o lempo fizeram ; c eu vos asseguro de que a
sua forma ealerior ha de eslarde necordo com seos-
lumes e a inclinarles do povo ; e que elle ha de fa-
zer a >u i ventura, como ella pode existir ncsle mun-
do, que he s om lugar de passagem. Mas se cm
vez de um governo assim, medae nm que so obede-
za aos mais maos inslindos, esse governo, qualquer
que -seja a forma que revista, ha de ser opiiressor, ou
desmoralisdor, ou ambas as cousas juntamente.
Mas quando conheceremos ni que o governo n.lo
vive da sociedade, na sociedade, ejiara a sociedade ;
pois que nem lodos os Envernes sao como esse que ciu
1581 nos impoz a tenalidade e cobarda ( e por ven-
tura lamhem s ideas visionarias de alguns Porlu-
guezes, mais dignos de lastima que de odio) apoiau-
do-se no exercilos dn deque de Alva ? governo cu-
ja forma exterior se nao altern mulo, quando esla-
va complatamente aderado o seu modo de ser, e foi
evidentemente imposto? A resposla he fcil.
tluando virmos que levanta una ma<>impa con-
tra o que Dos fez ; quando virmos que atienta re-
belde conlra o que a nardo quiz ; quando virmos
que desirve estpido o que o lempo eslabelereu.
V.
tluando o rci I). Pedro II, depois de ler lirado
B seu irmao a cora e a c-qiosa, despojnu da aulori-
dade, que com o monardia comparta, a nar.lo re-
presentada im corle*, mudou a forma de governo
na sua essencia.; e com ludo ficou quasi ludo como
eslava d'aules na fnrma exterior. Foi s/i no relin-
do seguinle que essa forma foi obliterada, mas sem
aun incsmo.se proscrevc-la. Aflaslava-sc com pte-
levlos, mais ou menos transparentes, a inlervenr.io
do paiz nos'negorins da governo ; mas nao se ne-
gava, nao se proscrevia. Aquella mudanra na for-
ma cssencial do governo nao lardn com ludo a
prudu/ir os seus fructos. A xilalidade que l'nrlu-
gal pareca ler recuperado cm KiiO, dcsappaieccu
completamente, c urna decadencia rpida sub-liliiio
as ISO bella-e-perancas de cngranderimenlo.
i.iu indo o augusto editor, respenaatel domarquez
dc'Pombal, dcixou que em seu nome se harmnni-
sasse a forma exterior rom o que ja eram, ainda que
latentes, os principios eenstitllroa da sociedade
pnrlngiicza, islo he, as Ihcorias de despotismo de
Ucurique VIII, e de Isabel de Inglaterra, nao s
cedeu i pressao do scu lerrivel ministro, mas igual-
mente, sem o saber, ao rigor da lgica. Convinha
que a contextura do governo se pozesse de accordo
com a sua forma intrnseca.
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DUfil OE PERNAMBULO, SABA'JO 13 DE JANtlnO DE 1855.
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Seria tambem sem cITeilo csla alterado nus acci-
dentes, como na substancia ? So me disserem que es-
la revolucjo produzio prosperidade, pergunlarei se
a resurreirau de Lisboa nao poderia 1er lido lugar
enm o nosso vcllto rgimen constitucional, e limito
mais bella c mais pcrfela 1 (*uo me provem que
nao : se a cvilisacAo se nao resenlio disso se a
educarlo publica nao se viciouse a in?lruccao nie-
lhorou se a vida de centenares do pessoas, se a
liberdade ca propriedade do muilas mil nao foi br-
baramente sacrificada se a mentirosa couspirac.lo
dos flJ.ilgos contra a vida do rei so as infamias
do prucesso aos falsos regicidas se a ferocidade da
perseguicito, so a crueza dossuppliciossea vand-
lica extinccHo dos jesutas, se os llagicios e calum-
nias de que^foram victimas, se os entaipamentos
(n'uma palavra) s;T.o cousas de tilo pequea monla,
que se possam esquecer e perdoar pelo brilhanlismo
de urnas poucas de pedras sobre-poslas e outras, c
alinbadas e combinadas n'um estylo pesado e mo-
ntono c assim mesuio cimentadas com incriveis
violencias...
E lie o que se deve dizer, se realmente a forma
do governo lie in Jiffcrentc para determinar o bein
da sociedade, 011 para apressar a sua ruina. E ou-
sar alguem mprehendec cssa apologa da lyran-
nia, apologa contra a qual se ergucm a razao, a
experiencia o a historia t Nao; eu nao creio que
alzuem se abalance a iau arrojado commcllimeiilo.
Felizmente essa forma de governo acabou ; assim
como ella lvessem acabado as mal vergonhosas e
despticas Irai'ices Sou o primeiro a applaudir-
sc desse acabameuto. Ncsla parte anda n3o tive
que arrepender-me dos senlimentos da miaba ju-
vcnlidade, posto que as causas que os dirigem boje
se dessemelham tanto das que entao me domina-
vam, como o dia be desscmilbanle da noitc. O
que seria de nos se o poder de proscrever a religiao
calholira, ou matar a nossa nacionalidade fos.se
igual vontade do a destruir que anima os cori-
pheus dessa bastarda civilsacao, quo nos vcio da
luglatcrra, e que, com a revolia de l.uthcro, Ma-
cea em Willemberg, e couiecou a apontar em Por-
tugal pelos fins do secuto 17? Ninguem o pode di-
zer, mas todos o podem sentir, entrando um fiouco
cni si mesmos.
VI.
Nao ; n'ni he verdade quo nao he a forma do go-
?. verno que determina a prosperidade dos estados ; c
que estes pudem prosperar e florecer, seja qual for
a furnia do governo, segundo a qual eslivercm
constituido", como pretendo o Sr. I.acerda.
lie o mesmo senhur quem o diz, quem enndemna
o absolutismo desla sua sculeuca, quando pouco de-
pois escreve :
a Nem se presuma quo na propria natureza das
organisaroes monarchicas deve encoulrar-se res-
guardo coutra mal lao grande. Havia conta fomen-
te i ida hypothctica, ou a theoriadesle system, ou
antes desta forma poltica, talvcz podesse em boa fe
assim pensar-se ; porm sao os fados que const-
luem os governos, sao os Tactos que regem os pu-
vos, e que delerminam o seu infortunio ou a sua
prosperidade ; o os fados demonstran! o contrario
do que a tlieoria pulcra ter parecido afiiancar (pag.
103.)
E logo adiantc :
a A monarrhia constitucionalon governo re-
presentativo, mixto, parlamentar, ou como quei-
ram que se diga... he a forma poltica, segundo a
qual a sociedade porlueueza esl boje constituida.
Eslejamos contontes, porque lem de si quanln se
ha do misler para que Portugal se mintenha, viva
e florera ( pag. 105 e 106).
Oue mcllior apoio pos9o desojar contra a tliese
qu* combato Ahi est seu pruprio defendente,
dizendo-nos que a furnia mouarchica he de si pre-
judicial, na realidade dos fados, com quanlo, no
yago das Iheorias, parcr'a a mais proficua. Ahi esl
dizendo-nos que a forma parlamentar encerra em si
quanlo se precisa fiara fazer florecer urna narao
predicados que nega aquella.
Mis anda ha maV. Pallando da revoluro de se-
'.embro diz-nos:
De origem Uo viciosa nHo podiam senao dima-
nar chines, erros, males sem conla... Proclamou-se
;i mais ampia liberdade, e eslabeleceu-sc urna dic-
tadura irniaa do mais absoluto despotismo (pag.
140).

I

Basta. Se eu quizesse amonloar citacSes acharia
lortissiin js argumentos a favor da minha opniao,
no que o autor diz sobre a necessdade do reslau-
tar-se a caria (pag. 150;, e sobre os males Mandos
pela regenerabas ("pag. 178 e 179); c mais anda a
respeito do governo do Sr. 1). Miguel (pag. 133),
ru. paia empregar urna expressao negatoria do Sr.
A. ti. Sampaio, foi verdade social por espaco de .">.
mnos, n3o obstante o que S. S. que boje exige que
.is minoras obedecam a verdade social, e cr que a
isso podem ser justamente forreadas, combata essa
verdade, honrava-se com a oppoMcjti qae Ihs fazia,
ii praquejava contra os seguidores delta porque pu-
niamaosquea negavam com armas em punlio, on
pela revolta.
Que miseravcl poltica s lem do miis miscravel
.is conlrayiccoes dos sacerdotes desle Helo da aclna-
i l.i le, que llie furlan nocturnamente, e devorum
nlrc si, as olTercndas dos seus crdulos adoradores.
Quando apparecer um Daniel que Ibes descubra a
impostora T...
Mas volteraos ao assnmplo.
VII.
E que forma di governu be essa que o Sr. D. Jo-
k pretende que encerra em si quanlo se ha do mis-
ler para que um paiz qualqucr se inanlciilia, viva e
llorera ?
He urna, de que se nao pode deixar de recouhecer
u confesar, lilicisla) o primeiro ou principal instrumento, me-
danle o qual exerce o seu misler, opera e vive. a
I te sorle que, te so I lie tirar a corrupto, este gover-
no perece por llie faltar a ?ua principal viscerao
coracao 1 ma enlo o que se pode esperar de bom
Je um lal governo?. Urna ruin arvorc nao pode
produzir bons frulos:
a Pilriteiro, que d..s pilrilos,
Porque nao das cousa boa '!
Cada qual di o que tem
Conforme a sua pessoa. o
Continucmot com o Sr. Lcenla, a descripco des-
ta forma de governo, de que devenios estar con-
tentes :
Inquir (prosegue) e echareis que a corrupto,
circulando pelas vi'as c arlerias de lodo o corpo so-
cial, o corroe intimamente. Desee do mais nltn, e
primeiro al on* nfimos degraos, torneando lodos 09
seus tortuosos scius, e, na mesma raziio, vnlla d'alii
at ao fastigio do edificio... Parlindo dos rainslros,
prmeiros motores da machina poltica, \ ai coaudo
por toda a serie dos seus subordinados, e alcanza de
in -lo que nenhuin pode evadir-se-llie,a quantos sao
seus dependentes. Ao depois sobo dos eleilores,
victimas nevlaveis da acc,ao infesta d'aquelles ins-
Inmentos cerlos do poder, e, por va dos seus elei-
los, consecue aecuar no parlamento, o qual diga-se
o (pie se disser, nao pode deixar de padecer de. mili
be.dado : qual a aore, tal o fruto. Desla sorte a
corrupto invade ludo.
i V. podereis duvidar de que, se a autoiidale pu-
blica se ve necessara (II e haver recurro a meio lo
perigoso para cohibir e frustrar as.tenl.divas dos
bandos, e domina-tos, sua vez Os bandos ferem in-
rani-aveis com cssa arma destruidora, afim de con-
Irastar a publica aulordade, eftronla-la, coagi-la, e
usar inlluxo provtiloso as ambicoes que niilrcm, c'
aus nlcrcssesque represenlain '.' ("pag. 84- 8.").'
Se cu estivesse convencido de que o governo re-
presentatrvosd vive pela corrupeno, da corrupcao e
na cerrupcaoque se se lirassc ilelta morreria co-
iiiii o peixe fora d'agna, ou como aquello a quem se
anancassem as entendas: nAo se se liria ao mcii
paiz que se n.lo revollasse contra elle, que ale rca-
gi-se com violencia contra a mora lenta mas inevi-
tavel inc so llie propina ; mas dir-lhc-liia de certo,
que se entregaste com /co e dedicacao eduacao
,\r sena fillms c que se -ervis-e da urna para destruir
nnii firma de invern toxica em gran sublimado.
Antes que a minha Haga! dissesie aos porluguezes:
i-iao conlcnles, porque o governo representativo
lem de si quinto se ha de misler para que Portugal
se iii.inloiili.i. viva e florera ; eu pedira a Dos que
ella mo fleane pegada ao paladar, ou que entorpe-
cido p'h paraly-ia nao podesse articular palavras.
.Mas n.lo, anda me nao convenc de que o governo
representativo seja incninpalivel com a moral c a
virlude, isto tie, com a religiao eathotiea, onde se-
ment aeho a verdadeira moral ca rerdadeira vir-
lude. se me convencesse dso, desanimara com-
pletamente ; desesperara da salvado da rninlia que-
morle e a dissolucao. Entre o Mallos Lobo o o
Chrilllano, be-nie impoesivel a opcao; n'aqucllc ve-
jo o emblema do despoUanto, como o ageitou o mar-
ques Je Pombal, ncsie o do governo representativo
como o rctratou o Sr. Lcenla.
Tal vez me esleja illudindo a n.ini mesmo ; lalvcz
as ideas que recebi com a educarlo me lenham il-
liidi lo, ( he por isso quo nao vejo que o governo re-
presentativo exerca urna acolo infesta sobre o pala,
e o fere incessantcinenlo com urna arma destruidora;
c -omento llie leubo adiado de mo a sua limito f-
cil adulleracao, porque abre um "acil accesso as nul-
lidades verbosas c s ambiees dubislicas, an paseo
que o didiculta modestia do mrito, da virlude e
da independencia; mas csse mal, fruto de lempos
anormacs e calamitosos, tambero o tenho encontra-
do n'outras formas do governo.
VIII.
Estaremos subjugados por onia dessas adultera-
oes? Nao he da peona de um iiomcn que se sepa-
rou da regeneracao por nao poder concordar com os
seus aclos e as sitas ideas, que pode sabir um juzo
favoravel. Iiuantn porlanlo o silencio, pois que em
iniulia consciencia nao a posso louvar, e nao he esta
a occasiao de argui-la.
Supponha-se, porcm, por mera liypulhesc, (Dos
me livre de ler de convencer-me que escrevo histo-
ria, quando apenas fajo conjecluras) soppouha-se
que vivemos sh urna firma de governo, que poslo
c chama representativo, nao passa de ser :
L'ma copia irracional e dcfeiluosa da olygarcbia
iugleza, pela qual os poderosos da fortuna podem
impunemente fazer ludo; e os demais nao passam
de um bando de servos, coudomnados a Irabalhar,
sollior c morrer para llie amnnlonrem riquezas c
alargar a espliera de seus gosos ?
Que cssa olygarcbia dividi o paiz arbitrariamente
em duas porgues : urna mnima chamada o paiz le-
gal, a oulra a maior que est fura da le osla na
relac.au de 31 para I, e aquella na de 1 para 31. sen-
do os chamados representantes escolhidos, nao d'en-
tre lodos os cidadaos, mas smenle d'enlre os que
consliluem o paiz legal; e nao eleilos por esles, mas
imposlos pela corrupto e pela inlunolacao do poden
ou pela violencia c pela sedueco das acc,6es ;
.Que ueste governo assim a religiao he insultada,
a moral despresada, a educarlo condemnada ;
Que se nega ao povo a verdadeira iii-.lrucc.iu, e se
abandona a mocidade i explorarlo dos charlataes
protegidos, animad js c favorecidos ;
Que crescem rpidamente as fortunas colossacs de
alguns, c ao mesmo lempo a miseria gcral toma pro-
porces gigantescas, horrorosas;
Que a impuoidade campeia altiva nos grandes cri-
minosos, e a aceito das leis smenle se exerce sobre
os reos desvalidos;
Que osdcpulados fcilo; como fica dito, em vez de
representaren! o paiz, nio passam de ser um ajuuta-
iiionlo de homens para quem os clubs e a olygar-
cbia a compraran! as nadeiras do parlamento como
se compram as peca- d> gado na fcirj; que ou re-
presontam urna heplaichia dissoliila, ignorante e
ambiciosa, que semeuu a corrupro s maos elisias
por lodo o paiz, como se lae* o trigo no campo ;
ou os desvarios dos clubs anda mais dis norantes c ambiciosos (porque sao irresponsaveis,)
que semearam a guerra, a devassidao e o patricidio ;
Que a independencia do paiz esta jogida aos dados
na imprensa, e em bulan nos clubs ; ou he indigna-
mente sacrificada nos gabinetes;
Que os chamados ministros da cora tem substi-
tuido an despotismo da mniiarchia o despotismo da
lieplarcbia, o mais cruel, mais rancoroso e mais d-
menlo de todos os despotismos, e l.unliem o mais
lorpe....
Isso nao seria governo. Sera a negaran de todo
o governo; e parece-me que haveria grande crime
emaconselhar a conserva^ao de um estado de cou-
sas que s acabara com a morle, pela podridao do
paiz em que se eslabelecesse e durasse.
IX.
Ainda linba muilo que dizer, mas nao he para os
eslrcitns limites de um artigo desenvolver os pontos
em que sou toreado a separar-me da opiniSo de tao
abalsado escrptor, e explanar as razes em que rae
fundo. Isso, que nao posso deixar de considerar de
mxima importancia em lodos os lempos, mas mais
especialmente na aclualidade, lenho resolvido lxe-
lo em urna publicarlo, que esta quasi em termos de
passar para a imprensa.
. No pouco que deixei dito procuro a-ilcs olferecer
ao Sr. D. Jos de I.acerda um IributouJe respeito, e
os nieus emboras, pedir-lhe as -mis licoes o instruir-
me com ellas,duque inlento censurar um livro, que
o seu nome autorisou tanlo.
Lisboa, tOdenovembro de 1854.
J. M. de Souza Monteiro.
(Imprenta eLei.)
morista enrgico, ebeio de audacia c de vehemencia.
Cun que estro iiicsgulavcl de faecciis, de ideas c-
micas, do parodias fel/es, de caricaturas excntricas
lem elle ai liinralliado,nos CagTithot e I'hanla-
fu, Sobre o Iheno.u virtudes soberbas, os vi-
cios insensatos, a belleza altiva do si mesma, a feal-
dade quo se ignora, a simplicdade grossera, a al-
garavia poltica que urna ideas inleressciras, a hy-
porrisia religiosa queocrulia as fraquezas mais vul-
a u-leiilac,ln da riqueza, do saber, da probi-
VII
A Inglaterra leve aiuapreciavel honra de dar nas-
ciniento ao maior engenho dramtico mohecido, a
Shakspeare, c o notavel deslino de ver desde entao o
sen lliealm decrcsccr, perderu e anquilar-se, de
sorle que boje anda bula a sua lilleralura llamea e
ce.....a se resume em um nico mime, o do autor de
famlet. E com ludo Shakspeare foi a o creador de
um inundo legado por elle aos poetas futuros, que
nunca Ihe esgolaram as riqnezaa. I Que sorle leve
lado, o charlatanismo despejado, os modas o as pro-! esta heranca entre as maos dos seus sucessnrcs ? I'er-
occupaccs passageiras do publico I Dah, depois de gunlemo-lo, exceptu os seus contemporneos
o odio, da sua indignacao pessoaes lleaumont e Fletcher, osles doos poelcos e csplendi-
ESBOCO
de um qaadro da liueratara logleza.
(Cone/usiio.)
M. Tennyson (Alfredo) lio o lilbo de um ecclesi-
astico do condado de Lincoln. Os seus prmeiros
cnsaios poticos remonjam a 1830 e 1834. Esbo-
cos de um adolescente, privados deemocao real, de-
nunciara apenas um culto fervenle da forma, que
se eleva a exagerarlo pelo luxo das mctaolioras e
pela superabundancia das imagens. O acoihimento
dcsfavoravel que receberam do publico aQaslou M.
Tennyson da scena lilteraria durante dez auno-, e
foi em 1842 que elle reimprimi as suas obras an-
tipas, augmentadas de novas poesas. Desla vez, o
vento tinba mudado e soprou em seu favor. Tur-
nou-se moda considera-te como o poeta do secuto,
cplhelo hyperbolico em minha opniao, pois que o
sceulo XIX he urna era de esperanca c de progresso,
ao passo que o talento de M. Tennyson be es-curi-
almenle retrospectivo. As suas melhores prodc-
eles, A Princeza, O Cysne moribundo, A vetpera
do primeiro dia do atino, Larty tlodiva, Lady Cla-
ra, t'ere'.de fere, O carvalh talante, S. Simeao
Stylita,0* Comedoretde toado, Mariana, as Duas
Vozes, moslram-me nelle um artista educado as
douii-nas dos velhos poetas do lempo de Elisabelh,
impressouavel aos aspectos diversos da natureza,
mas abandonando-sc somenle s suas impressOes sob
a vigilancia de urna razao bem eslabelecida; um es
pirilo dolado de suavidade, de ternura, de eleva-
(.lo moral, em quem as faculdades afTectivas pareces-
sem dominantes, mas cujo pensamento delicado e
refinado he impalpavel e privado de precisao c rea-
lidade. Apezar da gra<;a, da abundancia, da ele-
gancia c precisao nos seus versos, M. Tennyson, in-
terprete quasi passivo, vago, indeciso no pensamen-
to, lio mais trovador de palavras do que de ideas,
um fazedor de cstroplics e um creador somenle
quanlo as particularidades do estylo. De balde pro-
curaremos, ya- elegas que consagrou a um amigo
perdido, subo titulo de : In memoriam, esses asien-
tos trgicos e sublimes que a dor inspira, anda aos
espirilos mais ordinarios. Encontraremos neste
trabalbo um coracao amante, habituado todava a
esludar-se, que os desgostos nao tem perturbado de
maneira alguraa, e que evita com cuidado qualquer
exaseraclo que o poeta poderia renegar no dia se-
guinte.
trono pensador c philosopho, M. Tennyson, que
procede da escola melaphysic, he completamente
millo, lie p.u llano de urna aulordade benigna c
forte, de urna liberdade prudente e moderada. Al-
gumasvezes, falla em paz universal, em caridade,
em fralerndade, em benevolencia, mas nelle eslas
palavras soam mal e nao passam de lugares com-
muiis na b irea do um bomem que nao sabe o que
quer, o quedeve querer, o que er, nem o que de-
vera crer. Por oulro lado lie cheio de tolerancia
para com os oulros, e dirige-Ibes conselhos de
resignadlo e paciencia verdaderamente evang-
lica.
Oh! quao lonae de ti cslo estos sonhadores, mcu
pobre Tiiomaz Hood A Ii que a nalure/.a fizera
poela, delirante e melanclico, a sociedade cundcin-
nou-le a rir e a fazer rir! Quantas ve/es, relendo
as tuas rimas faceta*, adnirandojos leus debuxos ex-
Iravagantes no ComicAnnuat, no punch ou no
Magazine quo linham o leu nomo, lenibrei-meiles-
la scena lerrivel de Um grande homtin de provincia
I em Ptiris, na qual o nos-o ltai/ic pinlou Luciano de
Itubcuipr, compnidn uoile, ao pgrbalo em que
jaz o cadver de Coralie sua aiiiaulc, cancoes chulas
para pauar as despezas do enterro Tu. be para
manler tua mulher c leus filbos que te lizsle di-
verlidor do publico, rimador de folias, que disfar-
casle com mascara de clown o pnela e o pensador
grave 0 convencido Mas sob o leu riso nexonvel
reside una melancola que dilacera o coracao, mas
entre um epigramma e um equivoco de palavras (u
causas urna sensibilidale exquisita, mas as las face-
ras se alliam aos mais graves pcnsainenlos ; assim,
es para iiiim um nobre coraco c um grande poeta;
nao le ir.iporles com esses espirilos correlos, deli-
cados e bem regulados, incapa/.es de cuinprebeiider
o ali anco potico c philosopliicu dessa mistura de
tristezas profundas e de alegras leviauas, desse con-
ludo quanlo podiam ministrar, Hood foi beber ns-
pirarjocs em nina foule mais generosa : O povo e os
seiissoffrinieiilos. He enl.lo que elle levanta a voz
em favor u dos escravos da CivilsiCslO, do Opera-
rio que vive, nao, que morro d trabalbo, s dii
lilbo do povo k que nunca parece ler sonido, e
que alca um grito de agona, um grito sublime que
fez estremecer chorar um povo inlciro : .( Cann'io
da Camisa. Pesa-me nao poder citar este poemelo,
formula eiiersira dos soflrmenlos das classos opera-
ras na Inglaterra, c ante o qual empallidecem to-
das as declamacocs, pelicoes, broxuras, maldces em
prosa ou em verso dirigidas contra os elizes e os
poderosos da trra. Th. Hood enlrou no roracan
do assumplocom una crueza lgubre, e ossolucosse
inanife-lam em cada verso e a cada palavra que sabe
da boeca da pobre operara. Apezar das suas qua-
lidades reaes, O sonlto da nobre dama, O Iteloyio
da casa de traballio, 0 Cntico do trabalhador
sao-lhe inferiores, mas em oppotifSo a csla queixa
da miseria, vera collocar-sc mu felizmente a zomba-
ria da riqueza estpida c insolente, na epopa bur-
lesca de Miss Kilmansegg e a tua perna preciosa,
salyra extraordinaria semcida por Hood diversos
palhelicos, de passagens poticas e facecias deli-
cadas.
As obras serias de Hood prolestam altamente con-
tra a posicaoque llie lizeram o capricho o o goslo do
publico, a prohitucUo ilus sorfei em a noite de S.
Joao revela os Ibesouros da sua rica imamnac.lo. A
Cusa frei/uentada, c oSonho de Eugenio Aram pro-
vam recursos trgico- luiiimuiie-, c Hood soulje impri-
mir nestas duas composiQbes ocuiihn do horror ver-
dadeira eda fasrinacaoao mesmo lempo real c phan-
laslca dos melhores conlos de liolluiann. As ale-
gras da familia lambem enconlraram nelle um in-
terprete adiiiiravel, e as poesas que consagrou sua
mulher c a seus filhos sao obras primas de senu-
menlo.
E-iou longe de parlilhar o desprezo que acolheu
os seus Con tos nacionaet e u -eu romance Tom de
andrajos, um poeta de laberna.
Th. Hood leve a honra de ser anathemntisado por
um ministro protestante, chamado Kaw-W'illson.
Na odc que dirigi sobre esle assumpto ao santo bo-
mem, Hood, depois de se ler pronunciado cora ener-
ga coulra a intolerancia, a li> pornsia e a aspereza
evanglica de certas seilas protestantes, proclamou
nobre e intrpidamente a sua prolissilo de f religio-
sa. Theisla, arreditava n'uma religiao universal,
a mesma no intimo do coracao de lodos os homens,
mas cujas formas diversas devem ser completamen-
te inditlerentcs a Dos.
Hood mor cu em 1845, exhausto pelas fadigas c
pelas vigilsas, torturado pelas molestias e pe de-
sespero, atacado pelo desanimo c pela mizeria. Pou-
cos dias ante* papel o esboco de um tmulo rematado com a sua
propria estatua deitada, de um i scmclhanc,a perfei-
la, e escreveu em baixo o epilaphio seguible : Can-
tou a canrtio da Camisa. Na falla daquelle que
acabava de trabar a sua man moribunda, era nutro
que pertencia por direilu a Tliomoi Hood : Oh '. po-
bre Yorik !
Se Mars. Brownng s livesse publicado o Drama
do exilio, Promelheo libertado e as poesas fugiti-
vas, pe^as lyricas, bailadas e meditaefies, que appa-
receram sob o nome de Elizabelh BarrcU, fora-me
diilicil conceder-l!ie um lugar uesla revista dos poe-
tas nglezes da aclualidade, apesar do enlbusiasiiio e
da iuspirarao desenvolvidos por ella, reduzindo a
drama os seus proprius sculimenlns. Mas o casamen-
to fez sabir Mars. Brownng da personalidade e de-
senvolveu nella nina for.;a e originalidade nolaveis.
As jauellas da casa liuidi oflerecem nina mislura de
cnthusiasmo poltico c de seutimento materno, de
energa edelicade-z femenina digna dos nuiores elo-
gio. Foi em Florenca, ouvin lo um menino cantar
O bella liberta] que Mars. Browning cntrou em
comrauuhao com a Italia. A csla voz queixosa. ad-
miravel e. pura, -cutio o coracao palpitar-lhe de
esperanca e confianca pelo futuro de um povo,
cujos tillis cantara de lal maneira a liberdade. A
primeira parle do seu poema he consagrado s aspe-
randas ; a secunda perlence ns saudades c s illu-
socs desvanecidas. Nunca houve miillier algiima na
Inglaterra que se etevasso a osla altura potica.
VI.
Os poetas socialistas ou carlistas, isto he, aquellos
que sabidos da class operara, bao sido os interpre-
tes da colera ou das esperancas dos proletarios in-
glezcs, em geral sao destituidos de originalidade, e
apenas possucm um valor relativo. A modo que a
oceupacao constante de urna arle mecnica lem im-
pedido que o pensamento se concentre e isole nelles
completamente para operar o desenvolvimenlo in-
tegral da sua individuilidadc. Com ludo, como sao
a expressao do inivimeulo iiileileciu.il das clama
inferiores da Inglaterra, entend que nSo os devi.i
deixar em e-quecinienl i.
Ebenezer Eltiolt, o ferreiro de Shellicld, morto
em ISif, he o mais celebre desle* poetas. Dc-iceiide
do Crabbe nas ptnturae da condi{0 do pobre e de
Thomson nos quadros da vida rural. Enconlram-se
rcenlos de um sciitimento verdadeiro da natureza
entre os gritos de furor e das imprecaces que com-
poe pela maior parle as Rimas sobre a legislacao
dos cereaet. Por oulro lado he deste seutmunto que
as poesas nao polticas d'F.llmt liram o seu principal
mrito. Eiislein algumas das suas o le-, por exem-
plo, a ode dirigida a una llor. I.n Rose doi espi-
nhaes, quo permute suppor que Ebenezer Elholl
teria sido um verdadeiro poela se as Icis sobro os
cereaes nao lvessem existido.
Thomaz Cooper, sapaleiro, mestro de primeiras
letlras, orador popular, he o autor do um poema
singular e confuso que se distingue por certa origi-
nalidade. A idea principal do Purgatorio dos suici-
dados he a segunde : At aqu a sociedade ha sido
um inferno que as almas maisuobies se deram pres-
sa em evitar. Assim que dcsapparecer os goveraes,
as in-liluicoes e as relimos do passado, o homem
lomar a entrar uo desenvolvimonto normal, o Iri-
umpho sobre as forres maleriaes seguir o curso na-
tural, e se realizara a felici la.le universal, n Es-
aqui agora o quadro em que Cooper deseuvolveu a
sua utopia. O poela assisle em sonlm a um conclave
das sombras daquelles que desprezavam a vida co-
mo um fardo. Todos os suicidados desde Brulo al
Coudorcel eslavam presentes. Successivamcnte lo-
mam a palavra para debaler a existencia de Dos,
osnn-leiio- da vida e da morle, as causas do mal na
Ierra, o valor relativo da inonarchia e das democra-
cias, enlremeando as discusses de analbemas contra
a onleui actual e de retratos salyricosdos homens de
estado da Inglaterra. As concluscs adoptadas por
la convencAo do morios Ilustres sdo : a mon.ir-
chia deve desapparecer, e a pobreza e a oppressao
devem ser exiladas da Ierra, para que emalinaal-
guma nao germine mais esle pensamento, esla ne-
cessdade de morle voluntara, Crudos de urna socie-
dade criminosa. Esta obra de um tribuno poeta,
exagerada, vilenla, cmpbalica c de urna phraseo-
logia difiusa, anda repilo, nao he todava destitui-
da de valor nem de inleresse.
Qual he o nome dn autor do Ernest ou a Regene-
rariio sociat! Esle poema ujo foi vendido, mas dis-
tribuido, e ainda depois retirado da circuanle. Ma-
nifeslacao de urna colera cega, tumultuaria, inco-
herente, respira urna enefgia selvagein de pensa-
mento quo quasi que loca ao genio. O autor, seja
quem for, be um poela, e apesar dos seus detritos,
ninguem poderia, sera injuslici, ncgai-lbe esle liln-
l". Toraou para Iheatro um caiilinho obscuro da
Inglaterra, urna aldeasioha imaginaria. Escullicu os
adores nas nfimas carnadas da sociedade, c semprc
popular, sem nunca lurnar-se vulgar, iiluminou,
engrandeceu os seus lio nens do povo pela elevar uc
potente, a nubreza sublime da alma, e delles sotibe
fazer hroes em virlude da realidade das paixdes e
da delicadez, i dos senlimeulos.
. Um joven miuslro dissidente, pobre e obscuro,
um rondeiro arruinado pelo dizimo, c sua lillia, um
ladran de cac,a, um paslor, um mu-icu ambulante,
laes sao as prnripaes personagens desle poema que
a colera c a vinganea que as anima da um esplen-
dor iiidisivel. lrrilaihis pelos soft/imentoi, eufuie-
cidos coulra as superioridade* sociaes, reo nem os
seus furores e con-piram. Descobertos, baeui os
constables, abrerg as cadcias, clianiain o povo re-
volta, organisam um exercitu e proclamara a repi\-
blica, depois de lercm assassiuado os liJalgos e re-
partido as Ierras.
Nao quiz altenuar a alrocdade c a propria pobre-
za de scinelhanle c mcepcao. Portante seja-me per-
millido fazer juslica vida, lo inleresse espalhadua
sobre ella pela riqueza, pela belleza, pelo viaor dos
promenores, qualidades que a extensSo e as re-
peticnes desle"poema nao Ihe pcderain lirar. liurns
e Cowper nao lizeram mais que a pintura do inte-
rior mizeravel do rondeiro, o bumem do Irabalho ;
mais que os retratos da mulher e da lilha l.ucy. O
ministro dissidente, o homem de intelligencia, cou-
Irariado, hiimilbado, perseguido pela nobreza. lam-
bem he Iracado por nio de nie-lrc. Einlim he com
arenlos de urna poesa admir.ivel que o autor de
Ernett pintou a natureza, a aurora, o nascer do
sol, e as scenas de carnificina que leruiiuam a obra.
e\halain ura ardor do nialanca, e nina ferocidade
triumphante incriveis. A vinganja, diz elle, en-
vugou a c-pada, rindo-se por ve-la mu vcrmelha, e
ainaldicoando as trovas que ,i impcdiain de matar
mais. o
Este poema barbara be comludo oriundo de una
intelligencia elevada, potente e assignalada com o
ledo divino. Assim loeeicessivamenle ve-locorna-
dos collaboradorcs ; Massinger, o pintor enrgico da
insaciabilidadc da avareza.da lyrannia dasleis injus-
tas e dos soliiuientos da miseria ; lien Johnson, cuja
auilyse microscpica, pedantaria e exageraeflo ns-
piiam-me mediocre admiracao; mas pergunle-
ir.o-lo, digo eu, ao hyperbolico e dityrambico Dry-
den ; a Olway, <|uc apenas deixou um drama nota-
vel, l'eneza salea ; a Sliadwell. coja alleico pelas
extravagancias s lem romo igual a sua grosspria ; a
Wychcrly, esle frivolo e Icviano diloneadnr dos vi-
cius da sua poca ; a Cougrevc, que su'islituio pela
imuioralidadc e libcrlinageni a poesia de que era
destituido ; a Goldsoulh, quaalcincou nas suas duas
pcc_as, o homem Honrado e Ella cede para nancer,
o alvo que assiguava a comedia : fazer rir ; einlim
a Sherldan, que veveslio cum trajos arllieiacs, com
um dialogo rechcado de epigrainmas os roslumes
que pretenda retratar c a quem lodo o espirito nao
pude fazer perdoar-lhe a falla de natureza. Assim
a decadencia do thealro iuglez nao he fado novo.
Diversas causas llie ha > sido assignadas, llazzlilt.
Coleridgc c Lamb.lendo ulgado descobri-las na inu-
taoao frauceza, procuraran chamar os aulores ingle-
ses ao esludo de Shakspeare e dos seus contempor-
neos. As primeiras tentativas oriundas do movimen-
lo operado por ellos quasi que nao foram mais do
que ti adocene-e imitacocs de Knlzebuc, de Goethe e
um poela hrco, antes moralista anaxonndo do que
verdadeiro engenho dramtico, nao hesito emeon-
sidcra-lo como o primeiro Campeo do thealro
ingle/.
Acabo de demonstrar que a arto dramtica est
falsificada na Inglaterra por lies influencias perni-
ciosas : a affeicao sentimental, aanalyse metaphy-
sica a empbasc pica. La os poetas reformado! es
da scena se esquecem mu voluntariamente que
perlence ,i ode-cmilar, phitosophra meditar,'c que
o thealro exige antes que ludo a accjte, Assim nao
ser^'i em Covent-Garden, eni Druiv-Lanc ou nas
obras que acabo de examinar, que conven! procu-
rar o drama real e vivo. Esle sera somenle encon-
trado no romance.
Nao devo fallar aqui nas innumeraves milaros
dos dramas e vaddevilles francezes que firuccem
aos Iheatros inglezes a parle mais importante do
seu repertorio scenico, c cujos aulores lem adque-
rido ante o publico giioranle de Londres certa ce-
Lebridade, olfereceudo-lbc cuino producios inglezes
puras falsificaces que so dillenun dos originaos por
una simples niudauca de ttulos ou por algumas
luodificacos insignificantes na dispusieao das .ce-
nas. Semelhaiites obras nao pertencein' a lilleralu-
ra. Dos permita que a convencAo lillcraria de
i de uoveinbro de 1851 livre a Inglaterra para
sempre desle mal!
VIH.
A historia esla fora dos limites que cu Iracei.
Com Indo julgn dever fazer justicaao tlenlo, de
M. Heiiriqoc Hallara, aulnr t\c um ijiiailro do es-
tado da Europa na idade media, de urna Historia
constitucional da Inglaterra, detde aatcenciode
Henriaue i'll at a morle de Oeorge II, c de urna
InlroduccSo litlernlura dot Meato* .XI, Mi,
t XI"II na Europa, na qual todava nao posso dei-
xar pas-ar sem protesto a censura dirigida por M.
Hallara a Moliere, de nao ter y rara;ileM. Archl-
bald Alison, que consagrou espirito precioso e recio.
mo se estova reservada Inglaterra a missao de rca-
lisar o reino de Dcoi no mundo,
(Alfredo ledouin.)
(Recue de Pars.)
COMMERGIO.
i'il.VCA DO ItECIFE \z> DE JANEIRO AS3
HOKAS DAT Alt DE.
LidarOes olliciaes.
Assucar braoco baixo13040 a i>?050 por arroba.
DlO i lascavatlO eSCOlbidOIJGIIO por arroba.
Dilodilo especiall>7(KI por arroba.
Descont de letlrasa 10',, ao auno.
ALEAN DEGA.
Keml menlododial a 11.....I22H399637
dem do da 12........l'J:50-2:J"i
de Scliller : por oxmnplo. o Coelz de lierlichingen \ eslj lo claro e animado a escrever urna Historia dn
de W. Scull, o ll'allenstein de Coleridgc, e os me-
lodramas de Lewis e de Malurin. Podcm-se tam-
bera juntar iulliicuria dn thealro allcin.10 os cn-
saios individuaos de Bvrou. rujas adrairaves trage-
dias s.lo por outro lado antes poemas do que dra-
mas.
Antes de examinar os cnsaios mais rcenles de re-
forma dramtica na Inglaterra, seja-me permllido
Europa mui completa c mu curiosa, desde 1789
at 1815 ;de Lord Mahon, autor de una Historia
la Inglaterra, desde a paz de Lllirecbl, e de urna
Historia da guerra de surcessaa na lles/ianlia ;
de M. Macaulay, que. depois de ter publicado na
Revista de Edimbaurg alguns Ensaios criticas c
histricos nolaveis, enlregou aos admiradores do
sou rpido juizo, do sen e-lyln colorido uina HittO-
i-a bravata, desle
qualquer parle das las
Irasle, dessa anlilliese
desalio que cnconlro em
obras !
Thoma/ Hood nasccra cnlhusiasta, amante, sv m
pallmo; a cruel necessdade somenle fui que Ihe iiii-
pir.ira este papel de lido que Ihe pesava, c cujo
amargo rcsentiincnlo o tornara nervoso, caprichoso
e irrilavel. I*o dehaixo da influencia desta odiosa
eseravidflo que elle zoinboudus lidiculose das mise-
rias liunnnas, que escarnecen dos mais graves infor-
tunios, que molejn das nossas enfermidadi physi-
cas ou nioraescom um cruel sangiie fri, urna irona
implaca,el.o ao nu-nio lempo nanile-lando una sen
ibllidadl tao fervorosa, una melancolia hlo verda-
deira, Irausporles de paixao, entliusiasmo tao siuce-
rida patria, que s um mlagre poderia arrancar ,ro, que ninguem talvez nunca o iguilou como li-
do de sangne e Ippellar para a dcsnlacau alim de
alcancar o alvo supremo imposto por lieos a l.iiina-
nidlde. Dando como preludio a feticidadc universal
a ruina universal, o poela desconltecido cabio i um i
extraordinaria aberrarlo de espirito, aberrarlo an-
da* maior, se quiz aprtsentar a matanca como o u-
nico meio do ebegar uiollior organisacao das socie-
dades. Nunca una instituidlo se fundou sobre o
sangne, nunca nada clavel so oroanisar pela des-
liuiio. Mas sem diivida me Iludo, e este poema
nao he un excitamenlo ii vinganea; he iiinsunlio pro-
pbetico destinado pelo poda, rales diziam os anti-
gos, a dispertara caridade e a boa vonlade dos ricos
em favor dos pobres, apresciilando-lhes o painel ler-
rivel dos aclos quo o desespera poderia inspirar um
dia e fazer commeller a infelizes que chamaran)
juslica ao homicidio.
dizer urna palavra acerca dos esfnrcos buivaveis de i rtu da Ilevolurao de 1(88, "que M. Eugenio l'elle-
M.M. liulwer e Macready, o romancista e o ador, '
para fazer desapparecer as causas puramente male-
riaes que se oppuoham ao reuascimenlo da scena iu-
gleza. Elles purificara,n os Iheatros, expcllindu os
mullieres de vida dissolula que nelles se apresenta-
vam vergonhosameule e aSastevam a boa compa-
nlii.i. Depois M. liulwer chegou a conseguir que o
parlamento adnptasse modilicaces imporlanles s
leis que regia.m a propriedade dramtica. Oulr'ora,
o maiiuscriplo una vez pago ao autor,lodos os lucros
reverliam enr favor do director. Iloje, em virtud
dos e-forcos de M. liulwer, os nleresses do poela
sao respeilados. He a dimitido na parlilha das reci-
tas, e se acha dest'arte pessoalmenle inleressado na
prosperidade do thealro. Os bomeus que tributo
aqui aos servicos prestados .ios cscriplores dramti-
cos sao lao sinceros, que em consciencia nao posso
deixar de considerar as suas obras dramticas senao
como ensaios, sem duvida re>peitaveis, ^ mas
nao felzes. Vi representar, em 1837, a limpie-
za de la Vallierc, e a leilura da Dama de Lyao, de
Richeeu, ele, confirmnii depois a imprcs-Ao que a
nole que passei em Coveiit-Ciardcu me havia deixa-
do acerca do valor de M. liulwer, como autor dra-
mtico.
Aclualmenlc tres escolas dividen! entre si o thea-
lro em Inglaterra : a escola sentimental, a escola
melaphysic ea escola archaica.
Shcridam Knoules he o representante mais bri-
Ibanle da primeira. Discpulo da llazzlilt edo Lamb,
depois de ler bebido as suas inspiradles em Shaks-
peare, chegou a n;lo ser mais que o rellexo do dra-
ma lacrimoso que remonta a Fletcher e lleaumont,
pas-ando por Olway. Knowles, bomem de tlenlo
sem duvida, que dramalisa e dialoga hbilmente as-
sumplns mais ou menos inleressanlcs, quasi queso
produzio melodramas elegiacos era que fallam o
estado da vida, a analyss dos caracleres, a varieda-
de das observaciies e a verosimilhanea dos planos.
As suas obras sao marradas com urna cor uniforme
que nem reproduz a verdade da natureza, nem a das
paixes. Comludo Knnwlesgon na Inglaterra de
uiua preeminencia popular que deve mo ao hris-
mo, a ternura, ao trgico que atltogio algumas" vc-
zes, mas simpiesinenle profunda sympathia que
consagra vida de familia, Uto chara aos Inglezes.
Os seus melhores dramas, l'irginio,que de ro-
mano s lem o titulo, os trajos e as decorajoes,
O Amor, i Filia e a Esposa, sao bascados sobre afT
fec,oes natural-, liram o principal inleresse dos
senlimeulos domsticos, cuja pintura Knowles con-
sagrou um cslvlo muilas vezes ridiculo, poslo que
repasado de eloquencia e de cerlo palhelico bur-
guex.
M. Henrique Taylor pJe, com razao, ser repula-
do o chele da escota melaphysic. Fui elle, como
j disse precedentemente, que em 1S:l arvorou o
eslandarto contra Byrou, Shelley, e coulra o que se
chama poetas do maginarao. Quer que esla facul
dade divina SOM modificada pela -ciencia e pela ob-
servante, e -ivige antes que ludo que o poela seja
un bomem ciiHuinspeclo. Tem fl prolenco de dar
una poesia aus pensadores, a aquellos que leem e
pralicam as rcaSlades, aos sabios, aos historiadores,
aos pbilosoplios ; e as suas obras deixam presentir
nina Ihcoria completa acerca da psychologa, da es-
Ihelica, da poltica e da philosophii da historia. Os
estiidus dramticos de M. Taylor, Isacc Comncne,
Pliilippe de Arleveld e Edwi Formoso, concebidos
o executadossegundo esles principios, sao frise sem
inleresse. Dimanara de um escriptor observador,
pilluresco, e colorista, mas lambem de am rhetori-
co sem imaginadlo e sera paixao.
M. Browning, iucnmparavelmcnte superior a M.
Taylor como poela e como philosopho, nao cxisle
mais do quo elle como dramaturgo, Paracelso,
Straffurd, vmanodoa sobre o eseudo, elrei Viciar
e el-rei Carlos, a colla dos Drusas, sao creai;es
sem futuro. Nullas como ensaios dramalicos, cons-
tituein nolaveis analyses psychologicas c moraes, nas
quacs a poesia das imagens cobre s mais das vezes
a subtleza dos pensamenlos, M. Browuing, mela-
physico como Words VVortli, plstico como Goe-
the, sceptico como Bjroii nfoga as suas qua-
lidades a energa npathelico a profunde-
za. em divagacoes iuuleis edisserUces do urna es-
thetici nublada deque stem sabido lirar o nada.
Sordclla, enlre antros, he um verdadeiro nigma
proposlo aos leilorcs dcvolados poesia mystca.
Nao deve causar aspanlo a ausencia de peripecias, de
calaslroplies, de acc.lo vizivel nas obras que acabo
de cilar, pois que M. Brnwiiing procurou retratar
aellas, u3oo que se passa enlre os homens, roas os
dramas que as suas ideas formaram ou representa-
ran! em sua presenta, o as einocoesque experimen-
ten. E com ludo possue um verdadeiro poder do
generalisaro ; smenle forc,a de contemplar as ae-
ros liiim mas sob o aspecto da significaban respecti-
va, chega a nao saber deque sen cm os fados e os
incidentes que, na vida, delerminam ou manifestara
as nossas sensaees.
Sinose Granadas revelara em M. Browuing urna
completa mudHiira de proceder, urna tendencia em
alliar a poesa eloquencia e um rclrocesso i sensa-
c,lo. Assuasfaculdades impressiouaveis, sem duvi-
da, se levollaram contra o dominio absoluto da re-
flexao, e poslo que as personagens sejam sempre cu-
tes particulares composlos d? elementos geraes, elle
represenla-os boje por meios c maneiras que se di-
rigem aos sentido-. A impoleneia de M. Browning
em produzir obras scenicas he para mm ura fado
irrecusavel. O seu espirito, a quera o eslro dram-
tico o a paixao nao fallam completamente, vive mui
exclusivamente na rellexao para se abrir ao senli-
menlo da realidade. Todava farei observar que a
severidade do meu juizo, pido provir de ruie .11.
Browning se dirige a urna facnldade desconhecida e
nao uomeada em Franca, e que se chama na Ingla-
terra o s'ntido da admirar-So.
Poslo que a rellexao anda domine a acolo na
morle de Christovao Colombeno Cosme de Medi-
is, de M. II.U. Horno, o elemento dramtico
ahi apparece um pouco mais pronunciado do que em
M. Browuing. De, que M. Home, homem de t-
lenlo, abuse da melaphora, da allcgoria e da anti-
these.
Dei o nome de arrhaicas, perdoc-se-me o em-
presa desle vocabulo que a Academia nao admille,
masque he o nico que Iraduz o meu pensamenlo.
s tragedias de M. Koon Talfourd, concebidas se-
gundo as ideas classicas francezas, c cuja forma de-
susada Iraz lem branca lien Johnson, Dvden, e
Adili-un. A originalidade de.M. Talfourd reside no
recolhimcnto o na aspiracao belleza moral. Toraou
somenle a Eurpides o titulo e a situacao principal
da sua primeira tragedia, Ion, pois nada he menos
enligo do que os caracleres e as personagens conven-
cionaea de M. Talfourd, cojos soulimciitos moder-
nos, envolvidos era trajes gregos. se revollam canlra
semelhante di-farce. Criminalista dislincto, orador
e poela nos niniiieulos desuecupados, M. Talfourd,
dolado de sensibilidade c de alma, s reproduz na
realidade as formas c as pralicas da anligoidade. Os
seo- hroes ndo s.lo homens laes como us vio em tor-
no de si, ou laes como no-Ios reprsenla a lradic,ao ;
m is erealuras, ideas.sera paixdes, sem carne, sera os-
sos, que nao leem vida em lempo aigum c'nao per-
leoceni a especie aUuma humana definida, fon,
segundo dito proprio Talfourd, nao he propria-
incnie fallando, se nao o phantasma de urna trage-
dia. Ka Caplioa aUunitnt e na Matanca de
(llene, que de moderno s tem o assumpto', a
ausencia de calor que anime a sua primognita deixa
completamente mi o esqueleto, isto he, o facticio, a
eropbase e o systoai i%
.M. .Marsion lem o mrito de nem imitar os tire-
gos nem Shakspeare. Espirito ayeulureiro, vido de
em. i o- e de estro iuteiramente juvenil, a paixao
domina nelle, e, como as naturezaa infaiiies. colo-
rou o seu ideal na energa que allroula o inipos-
sivcl, e un saciilicio. lie desliluido de mmlcrac.io ;
le sem duvida exagerado; mas em breve vira a
dade applacar-lbe o enlhsiasmo e o ardor, por
is O CorarSo e o Mundo, e Strathmore repousam so-
bre una anlithese. sobre a lula dedous principios .
o .M. Marston procurou dar a eftes tres dramas
limplicidade e nnidade, lornando apenis sensivel
lima nica figura, un uilicu sen lmenlo. Nao re-
ceia beber os seus assiimptes nos cosliimcs nioilcr-
IKX, e sustentar que a nos-a vida concentrada lam-
bem lem dedicacocs, angustias e herosmos mais
diversos que no passado, e lambem dignos das prc-
orcupace- da poesia. M. .Marston he abundante
e poderoso ; interesal e seduz ; e posto que seja
Uf:CU|e83
Descarregam hoje 13 de Janeiro.
Barca inglezaMelcorbacalho.
Barca iuglezaReliedem,
II igae inglesAnn Vortercarvao.
iirguc iaglezEoerton Mata.
Escuna inglezaArrowcerveja.
Escuna inglezaKenncto resto.
Barca americanaComadmcrcadorias.
Barca americana/Viisaor/Afarinha do trigo.
Bricue hamburguezotaracemento.
Brigne porluguez l,aia IIsal.
Falucho portuguezDesunodiversos gneros.
CONSULADO GEItAL.
Kendimenlodo da 1 a 11......10:6085798
Llera do dia 12........2:l:.rJI(.i
18:7.i2?OI7
da sua ulilidade, o seu fundo responsavel be de mil
conlos de reis fortes: a quera inleressar ou convier
ellccluar ditos seguros, poder dirigir-so ra
cima citada, a Manocl Duarte Rodrigues.
l'ela delegaci.i do I .o distrete do Kccfo foi
preso a recothido cadea desla cdade o prelo Boa-
ventura, que dizserescravo de Jos Aulonio Comes,
morador na cdade de Nazarelh. Oulro sim foi ap-
pieliendido a um prelo ilJ Lusla um relogio de ouro
crin corrente igualmente de ouru : quem fr seu
dono conipareca munido de documentos legaes, que
Ihe ser entregue. Delegada desle 1.' districto do
Itccife aos 'j de Janeiro de 1855,O delegado,
F, i. de Carvallio.
IHVEUSAS PROVINCIAS.
Kcndimeiito do dia la II.....98lj>.V.7
dem do dia 12........ 795G6I
tan analvsou c apreciou dignameiilii no Sierle.
Os iiinunieraveis viajantes on turistas inglezes
dos dona sexos que, lodos os anuos, publicara im-
pressOes de viageui, indagaees e esludos conscien-
oiosos,on faleis,entram lodos n'uma das eathe-
aorias do viajantes enumerad.is por Slcrue. Depois
de maduro exame, o torista scnlimenlal foi o ni-
co que me pareceu ter direilo de hospilabilidade
neste bosquejo, c com grande pozar meu descubr,
M. Kinglakc que, em virlude das suas facecias de-
licadas, possne ahjam lac,o de parentesco cora Yorik.
O bom acoihimento que obleve em Franca Eothcn
dispensa-me que me estn la sobre o inerilo desle
livro e do seu uulor.
As revistas peridicas leem exercilo mu grande
influencia sobre a litleratura na Inglaterra, por isso
ser-me-ha permllido esboear rpidamente a res-
pectiva historia. A primeira colleccao desle Rane-
ro, o Geiitleman't Magazine, appareceu em 17.11.
Pandada por um impreasor, M. Ed. Cave, no prin-
cipio liniilou-se a ollerecer aos seus leilores ui.i
resumo das discoseSes c das noticias publicadas nos
jnrnaes do inez, mas depois de alguns anuos abri
suas columnas a artigos de lilteralura c de archeo-
logia. Foi enfilo que o vocabulo magazine, app'.i-
cado al entao a colleccoes de extractos de jomaos,
se etlendea s miscelneas luteranas men-aes. Cal-
mo a empreza de M. Cave leve bom xito, appa-
ceram os concurrentes, c a Lterary-Magazine de
Chamber (1735\ o London-Magazine, o Brltith-
Magazine, o Toie and Country-Magazine forara
mais ou menos felizes nos reinados de licurgo II c
de ticorge III.
A Moiitlilij-Rrvii'ir, foi a primeira que se OCCU-
pou de crilica lilteraria. Eslabelecida em 1749 sob
a |,ioleccao dos whigs, provocou da parle dos tir\s
o nasciuicnln do Critical-Review, que, durante al-
guns aiinn-, f,) dirigida por Smollett.
Eslas diversas puhlicac,cs, de mediocro vlor.
gozavam de urna popularulade mui limitada, quan-
do era 18(12 SidneySmiIb,Jctlrrv.Miirrav cBrouguam
lancaram ao publico o primeiro numero da E'im-
barg Rrcicw e abrram nova estrada a esle
genero de publicaces. A esla poca he que re-
mnnta a existencia da critica ingleza acluil. Como
a fecisla de Edmburg defenda a poltica dos
whigs, os lorys llie nppozeram, em 1809 a Qnarler-
ly-Recieto, e, em 18."H, os radicaos lambem conse-
guirara crear, sob adirecc.lo de Beulbara, a Revista
de ll'cslminster, que lem boje o lilulo do Eovdon
and Ilcstminslcr-Review.
t) Blackwooil-Magaziiic (1817) servio de poni de
parlula c de modelo aos Kew-Munthly, l'razer's,
Taitl, Metropolitan, ele. Magazines aae nao livc-
ram dfliculiladp em laur-ar no csquecimenlo os
seus tristes predecessores.
Toda a lillcratura ingleza emigron para as revis-
ta-, e lodos os I,liento- nolaveis da poca lera con-
tribuido para a redaccao dolas. Beulhain, Mac
Cullorb, Cruker, llazlilt, Ch. Lamb, \V. Scoll, Sou-
they. Coleridgc, Campbell, Jeffrey, Sidney Simtli,
Til. Moors, Csrlyle, llickens. Tbackcray, llrouglinm,
Macaulay, lodos vierain pcdir-lhes una publicida-
de mais extensa, mais rpida. As Revistas lem in-
vadido ludo, historia, poesia, o proprio romance, e
lorn..i\>m-se verdadeiros resumos das opinies e -los
progressos da Inglaterra desde o comeco do seculo
XIX. Por ventura o desenvolvimenlo'que bao ad-
quirido mo lera' prejudicado as grandes obras'.' > an
lerao contribuido para o eufraquecineiito inlellec-
lual da lilteralura, absorveudo toda a torca de idtia,
loda a fluidez de eslylo, toda a habilidado de dis-
cussao".' Os espirilos que n.lo tem podido libertar-
se do patronato deltas, nao se lerao extinguido e
agoreulado, habiluaudo-sc a proiuzir smenle bos-
quejos .' Deixo a juizes de competencia inelhor es-
labelecida do que a minha o cuidado de resolver
semelhaules duvidas ; todava sou obrgado a etta-
belccer que, se, em virlude das Revistas, o tlen-
lo se lem tornado mais gcral na Inglaterra, 'icio
contrario as fortes individualidades, as obras podero-
sas la' tem desapparecido,com poucas excepeoes.
No proprio seiodeslas compilac,Ocs, a massa dos ta-
lentos cada vez mais se tera disseminado, os artigos
nolaveis se leem (ornado mais raros, e os rticos sof-
frves ou interesantes mais numerosos. Os pro-
ductos se leem multiplicado, mas era compeusacan,
as capacidades parecem terse enfraquecido ; c as
intelligencias nivelado.
As revistas in_b;za-, em que se cncnnlram mais
gravidade. fados novos, bosquejos eslhelcos, do
que crearftes e poesia, lem commellido um erro gra-
ve, em minha opniao, o de representar um partido
poltica, c nao drigir-se por este modo se nao a una
classe especial de leilores. W. Scoll linha notado
esle inconveniente, e havia pedido que se desse na
Recisla de Eilimburg, una parte mais ampia a" lil-
teralura. JefTrey respondeu-Uie : o A Revista ca-
in i i: lia sobre duas peritas ; a lilteralura be nina,
sem duvida, masa poltica he a perua direila. Da-
h resulla que a crilica iugleza nao he imparcial, c
censura ou louva urna obra segundo a respectiva
tendencia, fazeudo-se abslraccao do seu mcrilo in-
trnseco. Semelhante parcialidade lorna-se llagran-
le a respeito dos aulores francezes. Assim algumas
Revistas nao tcmem desapreciar o tlenlo de La-
martine. V. Hugo, G. Sand, Balzac, Laniennais,
L. Illanc. etc. cujas tendencias os desagradam, e
por na linha dos nossos prmeiros escriplores .11.
Paulo de Kock, pela razao peremptoria de que elle
exprime apenas urna allegria ino/fensica.
Os analbemas laucados coulra os nomes illuslres
que acabo de cilar, inlo lem nada por oulro lado que
devara sorprender ou molestar aquellos a quera se
dirigem. Dos* me livre de prolongar por meio de
cilacoes numerosas esle bosquejo, ja demasiado lon-
go, poslo que incompleto Mas se a memoria me
u,lo falla, Ii, na Revista de 'Edimburg, urna
queixa eloqueute contra aquellos queousavam apre-
setilar como modelo do espirito inglez o misero pn-
lavrorio de Slerne ; e esle juizo profundo sobre Bv-
ron : a A poesa do nos o joven lord he da classe da-
q ii da que nem os deosesnem os homens loleram. As
suas iuspracoes s,lo 1.1o inspidas, que poderiain ser
comparadas agua eslagnada...Entre dez csludanles,
nove podem fazer oulro lauto ou melhor que L. By-
ron... Acoiiselhanios-lhe que abandone a poesia pa-
ra empregar melhor o seu tlenlo; a e na Quarler-
ly-Revier, esla amavel appreciacdo de Charles
Lamb; a Nao creo dever nomear nina especie de
idiota que camiiili i cauda dos reformadores, e que
lem feito sonetos dignos da sua prosa, c prosa digna
dos seus sonetos.
Tenho para mim que um dia as revistas e as cri-
ticas da Inglaterra bao de eomprehender e pralicar
esle seguinte principio estabelecido por V. Hugo:
L'iu e-crplor deve ser de lodosos partidos pelo seu
lado generoso, e nao ser de ncnhuiii pelo seu lado
mo. O seu poder rcsulla da independencia.
I\.
Neste bosquejo lillerario fui obrgado a nao tratar
das piiblicaoes publicas, socialistas, carlistas, eco-
nmicas, desuadas, unas propaganda dos
principios radcaes, dos a>-temas de reforma social
planos deeduracao, projeclos de associacao, mode-
los de governo unirs esposifao "da situacao
material da Inglaterra. Entretanto os romancistas
e os podas, cujas obras tive de julgar, pareceram-me
com raras excepeoes, imbuidos nas ideas reformado-
ras. O sentiraealo. que escapa dos livros delles he
moderno,,! moral nova, os principios lambem no-
vos. Eslabelccem quesliies que nunca preoruparam
a sociedade ingleza, ou que ella linha sullocado e
recusado obstinadamente examinar. E o que nos
diztin elles".' O (ue pregan! em prosa, em verso, no
frmalo de iii-cclavn ou de in-dnze '.' Disparaos o
homem velho.abandoncmosa tradieo, sejamos do se-
cuto XIX e nao do XVIII e XVII, tendamos o espi-
rilode juslica em rclacan com o uusso lempo, 0 cs-
pirito de caridade em relacao com os solVrimenlos da
ii i poca. Releva contessar que esles senlimeu-
los van exercendo um imperio real c profundo na In-
glaterra. O passado leude a desapparecer, e a ne-
g.u.lo dos velhos preronceitoa se val c-ieudendo lodos
os das. Lina vida nova cmica a desponlar, e pi-
receque la a sociedade assisle ao levantar da aurora
de euslumes e de opintSes religiosas c polilicas dille-
rentes das de hontem e de boje. A llora das allir-
maees ainda nio he chegada, mas ludo indica que
nao lardara a soar,
Em presenta da siiuac.io intelleclual desle nobre
paiz. as palavras seguinlesdo hispo Berkeiev me vie-
rara ineinor'
1:061f208
BECEBEDORU DE RENDAS INTERNAS E-
HAES DE l'KIlNAMBliCO.
Itendiuienlo do dia 1 a II
Mcm do dia 12. .
2:3609631
1:58l;728
4:06!359
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlodo da t a II.....26:2555100
dem do da 12........2:008j941
28.-26*1041
MOTDfENTO DO PORTO.
Savias entrados >u din 12.
Assii6 dias. hiale brasileirn lAngelica*, de 82 to-
neladas, meslre Jos Joaquim Alves da Silva,
equpagem 6, carga sal e mais gneros ; a Anto-
nio Joaquim Scvc.
I'hiladelphia5 dias, barca americana Elisabelh,
de 167 toneladas, capilla Eduard Kenny, equipa-
geni 10, carga familia de Irigo e mais gneros ; a
Malheus Ausln & Companhia.
Terra Nova38 dias, barca ingl-za nElsa, de 192
toneladas, capillo John Clemcnl, equpagem 12,
carjia 2,500 barricas com bacalho; a Me. Cal-
moni c\ Companhia.
Navios taidos no mesmo]dia.
MnranbaoCalera ingleza l-'atima, cm lastro,
Suspenden do l.imcirao.
demBarca ingleza uCamhrian, em laslro. Sus-
pendeu do lamcir.lo.
I'orlos do norteBrgue de guerra inglez oExprcss,
'......ii..Mdante Boys.
BabiaGatela hellandexa sCuracoa, capillo A.
Ouwrhand, com parle da carga quo Iroaxe.
Rio Grande de SolBarca brasileira Sania Mara
Boa-Sortea, capillo Joaquim Dias de Azevedo,
carga sal c assucar. l'assageiro, J oao Francisco.
AVISOS MARTIMOS.
I'AKAOCEAILV
segu nesles dias o hiale Correio do Sorte, ainda
recebe carga : a tratar com Caelano Cyriaco da C.
M., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
VAHA 0 RIO DE JANEIRO-
o hiale Venus, recebe carga c escravos a frele : Ira-
la-se com Caelano Cvriaco da C. M. ao lado do
Corpo Sanio n. 25,
A barca Gratidaoo segu viagem impreleri-
velmiale no dia t'J para Lisboa : quera na mesma
quizer ir de passagem, para o que lem bons comm'o-
dos, enlenda-se com os consignatarios Thomaz de
Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
MAKNIIA"O E PARA'.
Se;ui: em poucos lias o liiate nacioi-al
uAdelaide, ja' tem a maior parte da car-
pa engajada : para o resto c passageiros
lrala-se eoin o consignatario J. B- da
Fonseca Jnior ra do Vigario n. 4.
Para o Rio de Janeiro pretende sahir com a
possivel brevidade o patacho nacional ol). Pedro V:
para carga e escravos a frele, trata-se com os consig-
natarios Thomaz de Aquino I-'enseca & Fillio, na ra
do \ igario u. 19, primeiro andar.
Para o l'orto, segu mpreterivelmentc evia-
gem no dia 17 do corrente, a veleira galera Ilralm-
rense : quem nella quizer carregar ou ir de passa-
gem, para o que lem os mais aceiados commodos,
entenda-se com os consignatarios Thomaz de Aqui-
no Fonseca & 1 illui. na ra do Vigario u. 19, pri-
meiro andar, ou com o capilao na iraca.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Assii por esles dias a barca brasilei-
ra Imperatriz do Brasil, a qual seguir para o Itio
be escravos a frele e passageiros, para o que Icio ex-
cellcnles commodos: a tratar na ra do Trapiche n.
Ii, com o consignatario Manoel Alies Guerra Ju-
nior.
l'ara o Porlo pretende salr com a maior bri-
vidade o brgue. porluguez Bom Sucresso, de primei-
ra marcha : quera no mesmo quizer carregir ou ir
de passagem, enlenda-se rom os consignatarios Tho-
maz de Aquino Fonseca & lilbo, na ra do Vigario
ii. 19, piimciro andar, ou com o Sr. Manuel Gomes
dos mu- Sena, capilao do mesmo, na praca.
EDITAES.
Para a Bahia segu em poucos dias
por ter a maior parte da carga a bordo, a
veleira e bem condecida sumaca Uor-
tenciau, da qual liecapitao Sebastiao Lo-
pes da Costa : para o resto da carga tra-
ta-se com seu consignatario Domingos A.
Matheus, na ra da Cruz n. 54.
PABA A BAHA
Saliira' impreterivelmente no dia lj-
elo corrente o patacho Alfredo pode
receber algutna carga para completar o
seu carregamento : trata-si oom o con-
signatario J. B- da Fonseca Jnior, ruado
Vigario n. i.
RIO DE JANEIRO.
O brigtte nacional Damao segu no
da 14 do corrente, s recebe escravos e
passageiros : trata-te com Machado e Pi-
nheiro na ruado Vigario n. 11) segundo
andar.
O Illm. Sr. inspector di lliesmiraria provincial,
cmcumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprielarios ab.ii-
xo mencionados, a entregaren! na raesma Ihesoura-
ri.i no prazo de lid dias, a contar do dia da primeira
publicacAo do presente, a importancia das quolas
com que devem entrar para o ealcamcnto das casas
dos largos da Pcnha e Ribeira, conforme o disposto
na lei provincial n. 350. Advcrliudo, que a falta
da entrega voluntara sera punida com o duplo das
referidas quolas na conformidade do arl. 6o do regu-
lamenlo de -22 de dezembro de 18.
Largo da Peona,
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. .
4. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Tcixcira Cavalcauti...........
6. Mara Joaquina Machado Cavalcanli. .
8. Joaquina Machado Pnrlella......
10. Andr Alves da Fonseca........ 368000
12. Francisco Jos da Silva Maia..... 125600
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuva e herdeiros de Maralino Jos
GalvSo...............
3. Ignacia Claodiua de Miranda. .
>. Anna Joaquina da ConccicSo. .
7. Joaquim Bernardo de Figueiredo .
9. O mesmo................ 219600
11. Viuva e herdeiros de Caelano Carvalho
Rapozo ................. 2IS600
13. Os mesmos.............. 215600
15. Caelano Jos Rapozo......... 605000
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Sanio 2.">o20O
19. Joao Francisco Regs Coelho..... 25500
21. Antonio Machado de Jess...... 100800
23. Jos Fernandes da Cruz........ IOjOOO
23. Joaquim Jos Baplista........ 115800
605000
5500
95yaoo
215600
303000
205200
4150O
215600
>7i5800
E para constar se mandou allxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreir d'AnnunciarSo.
Pata o Rio de Janeiro sahe com
muita brevidade o muito veteiro brigue
uRecieiio (pialja'temprompta a maior
parte do" seu carregamento,'para o res-
tante e passageiros trata-se com Manoel
Francisco da Silva Ca rico na rita do Co-
legio n. 17 segundo andar, ou com o ca-
pitao Manoel Jos Ribciro.
PARA O ARACATY,
Segucem poucos das o bem condecido hiale Ca-
pibaribe, de primeira marcha, pregado e forrado de
cobre : para o reslo da carga, (rala-sc na ra do Vi-
gario n. 5.
Para o Rio Grande lo Sul,
segu viagem al o dia 20do corrente o veleiro pa-
tacho nacional Sania Cruz, capilao Manoel Joa-
quim Lobato : para passageiros, trata-se no escri-
torio de Eduardo Ferreira Rallar, ra do Vigario
n. 5.
LZILO ES ~
O agente Boriu, de ordem do lllm.
Sr. Dr. juiz do civel e commercio, disto- -
dio da Silva Xluimaraes, a requer ment
do curador scal da massa fallida de
Victorino & Moreira, fara' leilaoda loja
de miudezas, que foi daxiuellet senhores,
sita na ra dos Quarteis 11. 22, e- nao
tendo lugar quarta eira 10, (ica transfe-
rido para sabbado 15 do corrente, as 10
oras em ponto, pelo maior preco que
for oirerecido.
Timm Mousen & Vinassa faro lelo por in-
lervciiao do agenle Oliveira, de grande sorlunenlo
de fazendas ltimamente importadas e despachadas,
e as mais proprias do mercado : seguuda-feira, 15do
correnle, as 10 horas da mauhaa, no sen arinazcm,
largo do Corpo Santo.
DECLARACO'ES.
(1) Lameuais, Esquisie i'une pltosophie.
Carlas seguras existentes na adminisIracHo do
correio para os senhores : Carlos Augusto Ferraz
Abren, D. Francisca Senhorinha Mello Albuquerque,
I). tielrudes Francisca de Miranda, tiaspar Soares
\ ianna, cadete Henrique Eraldiuo Ritaucourl, (e-
neute Jos Antonio Ferreira Adriao, Jos Dornellas
Correa, Ludgero tiunralves Silva, ausente Antonio
Gamas Leal Res, Lino Jos de Castro Araojo, Miguel
Anlonio M,illieir,.-s Jnior, Manocl Flix da Silva,
l'ersevcrana Mara Waudcrley, Sevcriuo Facundo
tioncalves.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secralaria do tribunal do commercio desla
provincia se faz publico, que se matrculou nesle
tribunal na qualidade de commerciaule de grosso
trato, a firma social frauceza dos Srs. Len l.ecomle
Perol & Companhia, domiciliada nesta praja. Se-
cretaria do tribunal do commercio da provincia de
Pernambuco 11 de Janeiro de 1855.No impedimen-
to do secretario, Joao Pinto de Lemos.
Tendo-scde proceder a matricula dos prelos re-
sidentes ncsla fregueza, que oceupam-se notervico
de ganhadores, segundo as nslrurc.oes da presiden-
cia para regularisac.flo de auxios prestado no caso de
incendio ullimaiuenle publicadas, ronvida-se aos
referidos individuos para que, por si ou por seus se-
nhores os que forem escravos, aprcsenlcm-se nesla
subdelegada dentro do prazo deoilo dias. ,i conlar-
destadata. Subdelegacia da Eregaazia da Boa-Vista,
12 de Janeiro de 18 Vi,O subdelegado sopplente cm
exercicio, ./. /. Martins Ribeiro.
De ordem do Iaui. Sr. director geral da ins-
truccao publica, faco saber a quem convier, que esl:
concurso a cadeira de iustruccan elcmenlar do se-
gundo grao de l'ao-d'Alho, com o prazo de 50 das,
oonlados da data desle. Directora gcral 9 de Janei-
ro de 1855.Candido Eustaquio Cesar de Mello,
amanuense archivista.
r.OTANIIA M SEGUROS.
EOUIDADE.
FSTARFLECinv KA CDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO, HLA DO TR-
KICHE .N. 26.
O abaixo assignado, agenle nomeado desla compa-
nhia, c lormalmenlc autorisado pela diiecru, acei-
tar seguros martimos em qualqucr bandeara, o
para todos os portes conhecidos, em vasos ou merca-
AVISOS DIVERSOS.
. (Jualro arlos da tragedia huma- ,
na esUo representadas, a faadarllo, a lula, o eneran-1 o.r'i|s- c sol) respectivas eondiciies ; o elevado
declnenlo, a civiisacaD; resta o ultimo a ser repre- crdito de que lem gosado esla companhia e as van-
senlado : a fraleruidade. E pergunlei a mim mes- I lagcnsque olTercce, fara convencer aos concurrentes


TROCA-SE urna imagem de San Sebaslio de
tres palmos para rima, anda mesmo nao estando
pe tei 1,1: na travessa de Sau Pedro casa do pintor
Antonio Firmo.
Prccisa-se de um caisciro que tenha pralica
de taberna, c que saiba ler, de idade de 10 a 15 an-
uo-: na ra da Senzalla Vcllia 11. i6.
LOTEKI .S Di PKOVIiCH.
Iloje, pelas lOborasdaraanha, andam
as rodas da loteria a beneficio da cultura
d'amoreira, no consistorio da igreja da
Conceicao dos Militares : os bilhetes de
cem mil res para cima serao pagos na
tliesourariadas loteras, os mais sao pa-
gos na Praca da Independencia loja n.
4 do Sr. Fortunato Pereira da Fonseca
Bastos.O tliesoureiro, Francisca Anto-
nio de Oliveira.
LOTERA da provincia.
O cautelista Antonio Ferreira' de Lima
Mello avisa ao respetlavcl publico, tjue
sabbado 1" do corrente as 1(1 horas andam
as rodas da presente loteria no consisto-
rio da igreja de N. S. da Conceicao, e por
isso (pianlo antes venham comprar o
resto dos seus bilhetes ecautelas que estao
nos lugares seguinles : ra da Cadeia do
Itecife n. 11, ra larga do Rosario n. 26,
. dita Direita 11. (i2, dita estreita do Rosa-
rio ii. 17, travessa do Qucimadon. 18 c,
aterro da boa Vista n. .~8, e na povoacao
do Monteiro, e {tata loja da ra Nova 11.
V.'aonde podeio vir receber i|iial(|ucr
premio que sabir, logo que liaja a extrac-
cao das listas.
O remedio contra a liydropbobia,
conservado em segredo pela familia do
Ii nado padre Miguel do Sacramento Lo-
pes Gama, ecom o qual esla lem curado
auin infinito numero de pessoas nesta
provincia, o que be geralmente Sabido,
nao s pela sita eficacia, como pela anti-
guidadedetua aplicacao, contina a ex-
istir na mesma lamilia, e a ser por esta
aplicado : as pessoas que clelle tiverem
precisao dirijam-se a qualqucr das so-
brinhas do dito finado padre Miguel nesta
cidade e no lugar da Capunga, e fora da
cidade no lugar das Candelas em casa do an-
nuncianteJoao SergioCezar d' Andradp.
iiitii ann
1


ll CPIIICI


DIARIO OE PERNMHBUC, SBADO 13 DE JANEIRO DE 1855.
CASA HE COMMISSAO DE ESCUAVOS.,
Na na Direita sobrado de o andares
defronte do becco deS. Pedro n. 3, rece-
bein-se escravos de ambos os sexos para
se vcnderum de commissao, nao se levando
por ene trabamonutUdo que 2 porcento,
e sem se levar cousa alguma de comedo-
rias, ollerecendo-se para isto toda a segu-
ranza precisa para os ditos escravos.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
qnemuilou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11. onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por me-
dico pr;ro rntno lie publico: (juem se
quizer utilisar deseu pequeo prestimo o,
podeprocurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer liora dosdias uteis.
HOTEL
DE
JABOATA.
Sufficientemcnte se lem demostrado que nao ha
sido exagerada a deserpc,So que e lem feilo desle
eslabelecimenlo: por lano o respeilavel publico lie
convidado a passar o dia domingo H do crrente no
liolel do ipra/.itel JaboaWto, para oque se acha elle
dccenleu.enlc preparado.
Prrcisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
lazer todo mais servido de ama casa : no largo do
Terco n. 27, segundo andar.
Prijcisa-se de urna ama para casa de pouca fa
milia, que saiba cozinhar e engommar: na ra Bel-
la n. 1-2.
Precisa-se de ofnciaes de calc,a : na ra Nova
esquina da ponle.
Piecisa-se de dous caixeiros para padaria c de-
posito e que dm fiadora sua conducta, qnem se adiar
habilita lo dirija-se ao pale do Terco n. 10, que
achara n quem tratar.
Ni dia 9 do eorrente desappareceu nma preta
da Costa, de estatura regular, secca do corpo, no ros-
to e as costas marcas de nnrao, riscos muilo finos,
de idade de 20 anuos pouen mais ou menos, levou
no corpo camisa de algodiioziiilio e duas saias nma
branca e oulra preta, consta que anda vendendo tril-
las Mal i prar;a, quem a pegar leve a estrada de Joiio
de Barros Jefronle da cascata que ser gratificado.
Nilo se tendo reunido em lempo os credores
dos fallidos Victorino jj Moreira, sao de novo con-
velidos comparecer! lerea-feira 16 do eorrente,
as 10 h iras da manhaa, na casa de residencia do
Illm. Sr. f)r. juizde direito do commercio. Cus-
todio Manoel da Silva ultimantes na ra da Con-
cordia, obrado n. par verificaran dos crditos c
romearlo de administrador ou adminislradores.fi-
cando os meamos credores advertidos, que nao se
.fio adm Itidos procuradores, se estes nao apresnta-
reni procuraban com poderes especiaos para o aclo,
o que a jrocura^So nao pode ser dada a pessoa que
seja devedor aos fallidos, nem om mesmo procu-
rador piule representar por dous diversos credores.
Cidade d> Recife 12 de jancijo de 1855. O escri-
vao, Santos.
Desappareceu da cidade de Goianna na noite
d10 do torrente, urna escrava crioula, de nonie
Kila, de idade 18 de annos, cor fula, altura e corpo
regalar, rara comprida. nariz afilado, olhos razos,
bocea era ide, peitos em p, ps um tanto apalhela-
dos egraiMes, lem urna tortura em urna das pernas
por ler si lo quebrada e mal encanada, cujo defei'o
nao se descobre pelo andar, e s vendo-se-lhe as
nemas ; quando falla fecha os olhos e fica como dor-
mindo ; toga-se portanlo, as autoridades policiaca,
eapilaesde campo, e especialmente as pessoas encar-
regadas d > registro da barra, iiipecciunem as barca -
Cs, canoas, etc., viudas daquelle porto, porquanlo
ha bem fiindadas suspeitas de que el la vem para es-
ta capital embarcada, lalvez iutitiilando-se forra ou
coniliizid i poralguem para ser vendida aqu ; esta
escrava perlence ao abaixo assignado, e ficam en-
carregades de fazer qualquer despeza para sua cap-
tura, e lo narcm posseos Srs. : Rocha & Lima, na
ruada Cadeia Vellia, ouo Sr. Joiio Jos Gomes Pi-
nheiro, na rua do Queimado casa n. :18, os quaes
generosamente gratificarte sn Ihe apresenlarem
a dila esi rava.Jos Joaquim Tacares.
*** Na prarinha do l.ivramcnto loja n. 1 se dir
quem d.iriinheirusa juros em piquenas quanlias so-
bre penhares de ouro e prata.
FESTA DE SANTO ANTAO* NA CIDADE DV
VICTORIA.
Acorrmissao encarregada de festejar, o glorioso
Santo AntAo, padroeiro desta cidade da Victoria, faz
scienle;. lodos os devotos do mesmo santo, que a
fesla ptr poderosas circunstancias foi transferida
para o < ia 8do eorrente mcz. Esta solemnidade se
far da maneira seguinte : no dia 18, as horas do
costme, ser a baudeira,coUorada esta sobre esplen-
dida charola, e condnzida por 4 meninas ricamente
ataviadii c ornadas com brilhanles faias de -chin.
preced las de mitras, correr alaomas ras desta ci-
dade. As nuiles da novena, que foram distribuidas
pelas pissoas de di Hercules classes e estados, serao
dempdiadas com toda pompa, havendo em cada
urna de las pralica, fogo d vi-la, e alm de msica
de orcheslra duas bandas de pancadaria : no fim, de-
pois de decorada primorosamente a igreja, ser a
fesla, que se far com vesperas, terca, procissflo a
tarde e Te-eum a noite, e com scrnies. A com-
missSo roga a lodos os moradores das ras por onde
lem de passar a bandeira e procissilo, queiram lim-
par aa frentes de suas casas : isto pede a decencia
desles dos. A mesma commissao em prega lodos os
esforco-i afim de piesenlar urna solemnidade digna
do seu ladrociro. as lardes dos dia* 26 e 27 liave-
ro cax Birladas, corridas pelos insignes cavalleiros
desla rilade.Padre Joaquim dos Prazeres Bray-
ner lint, Manoel da Costa Ventura, Francisco de
Amorir,\ Lima, Alexandre Jos de Hollando Caval-
canti.
Aroanha, domingo, haver a muilo superior
carne di vileUa, defronte do quartcl qne foi da po-
lica n. 13.
Na ra eslreila do Rosario n. 11 ainda existe o
resto dn bella maca, por prec,o commodo.
O r. Carolino Francisco de Lima Santos mo-
ra na na das Cruzes n. 18, pnmeiro andar, onde,
no eiercicio de sua profissao de medico, di consult-is
aos pobres das 7 as I) horas da manhaa.
Roga-so ao autor do annuncio do Diario n.....
cm o qual convida a Joiio Caocio para comparecer i
- ra da Cruz n. 60, se digne declarar se o referido
nnuncio se enleodc com o abaiio assignado.
Jlo Canelo Prospero Montanha,
O Srs. abaixo declarados tenham a hondade de
vir ra da Senzala Vclha n. 91, concluirem o
negocie que nao ignoram, do contrario passar-se-ha
a usar los meios que a lei nos faculta, para o que
Ibes san concedidos 30 dias a contar da dala desle :
Joaquim da Silva Muurao, Antonio Alves de Lima
Cadut que leve casa de pasto), Manoel Lopes Gui-
roaraes, Henriques Payante, Joi Marlins do Reg
de ."oilo Calvo), Anlooio Jos Comea, Manoel Fi-
gueira da Silva de (Goianna\ Antonio Barlwsa de
Frailas, Antonio Bernardo de Lemos e Silva.
.Huea-se urna das melhores c mais bem afre-
guezad is lujas d,i rua do Queimado n. 57, com urna
nova e mui fina armario para iniudezas: quem a
preleinler, dirija-se ao pateo do Collegio n. 6, pri-
meiro lindar.
leudo-se ausentado do Recife, cm 22 de maio
do aun j prximo passado 4 escravos, como consta dos
annuiKios eno impressos nos jornaes desta cidade,
destes tpenas se recolheram 2, e acham-se nioda au-
seute os uniros 2, sendo os mais desejados porque
foram os aulores da fuga de lodos ; pede-se paranlo
a appreheusao do preto Jos, de alta estatura, idade
mais ee 30 annos, com falta do olho esquerdo, cor
bastante negra, e muilo prognoslico. Jorge, cor fola,
alto, tambem de boa figura, idade de 25 a 30 anuos,
com um pequeo taino em um dos cantos da bocea ;
ambo;, estes escravos sao crionlos e tilhos do serlao, e
na muilo pouco lempo estavam nesla praca ; pelo
CONSULTORIO DOS POBRES
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O Dr.P. A. Lobo Moscnzo d consultas homeopathicas lodos os dias aos pobres, depile
manliaa ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece^se igualmente para praticar qualquer operacao de cirurcia. e acudir promplanicnlo
quer niulher que esteja mal de parto, e cujascircumstani-ias nao permitan) pagar ao medico.
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NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicioa homeopalhica do I)r. G. II. Jahr, Iraduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes encadernados em dous c acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurcia, anatoma, etc., ele.....'. 20?O(i0
que
MENTOS NO
Esla obra, a mais importante de todas as que i rala m do esludo e pratica da homeopalhia, por ser a nica
conlm abase fundamental r>*la doulrinaA PATHOUENSIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
ORGANISMO EM ESTADO DE SAI' DEcnuhocimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequercm dedicar i pralica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mediros que quizerem
experimentar a 'outrina de Ilahnemann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'clla : a todos oa
fazendeiros e senhores de engenho que estaolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos capules de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripulanles:
a todos os pais de familia que por circiimslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar in conlinenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou traduceao da medicina domestica do Dr. Herinc,
obra lamliem til s pessoas que se dedicam ao estudo da homeopalhia, um volu- .
me grande, acompanhxdo do diccionario dos lerna Je medicina ...... IO5OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirnrgia, anatoma, ele, ele, encardenado. :ij}000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalhia, e o proprietario desle eslabelecimenlo se sonceia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem dnvida hoje da srande superioridade dos scus medicamentos.
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 129 e 152)000 rs.
- Ditas 36 ditos a.................. 2O5OOO
Duas 48 dilos a................. 2.">o0O0
Ditas 60 ditos a..............., 30QO00
Ditas 144 dilos a.................. 6090UU
Tubos avulsus......................... 12)000
Frascos de meia onca de lindura................... 25000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crvstal de diversos lmannos,
vidros para medicamento?, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
O BRASIL MARTIMO.
Al o dia 15 desle me/, acho abciia nesla lypo-
Rraphia a renovac.io de asslgnatura 'lo segundo anuo
desle inleros-.nilr peridico, drdrado iinicaiiienle
propagacHo dos conlieciroanloi marilimog, organisa-
{5o c ailiiiinislrarao etc. da ni.irinba de guerra e
mermla nacional, sendo redigido pelo Sr. lenle
da aunada Eu/ebio Jos Aniones, auxiliado pela
cnllahtirarai) deaUiiuas pessoas liln.lia las *\.\ nie--
ma corporacSo. Pnblica-ae doas vezas por mes em
dia* indeterminados, ciiendo 12 paginas em quar-
lo, sendo s destinadas as material do progrmala, o
t exclusivamente publiraeao das regras inlerna-
cionaes e diplomacia do mai de Orlolan, ohr.i c-la
assas importante e necessaria a ludes que suleam es
Ocanos. O cr.slo da Maisnalura be de 5-30(10 an-
nuaes paeos adianlado, e de 85OO para o (enhorca
subscriptores que quizerem ponauir quasi lodo O |iri-
meiro vuluine iia olira referida, ja aunexa ao priinei-
ro auno do peridico.
LEITURA REPENTINA.
METIIODO CAST1LHO.
A eseola se acha transferida para a rua
chronicas, 4 vo-
. 2OJO00
. 6100
. 75000
. 65000
. I60OOO
. 62)000
82XXK)
162)000
109000
82)000
78000
iisOOO
4S000
102)000
309000
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
(odas de summa importancia :
Uahncmann, tratado das molestias
lumes............
Teste, rroleslias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. ...
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pe le.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Uarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a de-ei i pean
de todas as partes do corpo humano .
vedem-sc Iodos esles livros 110 consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio n. 25,
primeiro sudar.
PIBLICaCAO' DO IXST.TITO HOMEOPA-
TIIICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Methodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
pathicamente todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que re-
nam no Brasil, redieido segundo os melhores Ira-
lados de homeopalhia, lauto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgero Pinho. Esla obra he hoje
recouhecida co,. o a melhor de (odas que Iratam da
applicacao homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podeni dar um pas-
so seRiiro sem possui-la e consulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capilcs de navios, sertauejosele. etc., devem
te-la mao para occorrer promplamenle a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em brochura por I09OOO
encadenados 112>000
vende-se nicamente cm casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
8 J. JANE, DENTISTA, S
|$ contina a residir na rua Nova n. 19, primei-
,'.-> ro andar. 5
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, proessor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na rua Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta piara cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente ollere-
cera'.
DENTISTA FKA.NCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na rua larga
do Rosario n. 36, segnndoandar, colima den-
tes com gengivas arlificiaes, e dentadura com-
pleta, ou parte delta, com a pressao do ar.
9 Tambem tem para vender agua denlifrcedo
j| T)r. Pierre, e po para denles. Rna larga do
4$ Rosario n. 36 segundo andar.
LOTERA da provincia.
Aos 5:000i'000, 2:()O$000, l:000ij000.
O canleli-la Antonio Rodrigues de Souza Junior
avisa ao respeilavel publico, que os.seus bilheles e
cautelas nao soflrem o descont dos oilo porcento
nos tres premios graudes, os quaes se acham venda
na*seguales lejas: praca da Independencia 11. 4,
do Sr. Fortnalo, 13 e 15 do Sr. Arantes, e 40 do
Sr. Faria Machado ; rua do Queimado u. 37 A, do
Sr. Freir ; rua da Praia, loja de fazendas do Sr.
Sanios ; rua larga do Rosario n. 40, do Sr. Manoel
Jos Lopes; eprajada Boa-Vista, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Baplista, cuja lolcria tem o seu
andamento infallivel cm 13 do futuro Janeiro.
Bilheles 50500 recebe por iuleiro 5:000:000
Meios 29800 o 2:5009000
liarlos 19500 1:2309000
Oilavos 800 62.59000
Decimos 700 OUjjXJO
Vigsimos 400 2509000
Lava-se e engomma-se com toda a per feieao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
iiueira mandar receber urna encommen-
da na livraria n. G e 8 da praca da Inde-
larga lo Rosario 11. 48, principia a lecci-
onar do dia 8 de Janeiro, As lices para
as pessoas oceupadas de dia serao das 7 as
!? da noite.
l'recisa-sede una ama quesaibacozi-
nhar e 'azer as compras para urna mui
pequea familia : na rua da Conceicao 11.
i) ; prelere-se escrava.
Sao convidados os senhores accionistas da
eornp inliia para o estatielecimeuto da fabrica de le-
cidos de al|:udao nesla cidade, para compareccrein
na casa do banco desla mesma cidade, pelas 11 ho-
ras da manhaa do dia 15 do eorrente mcz de Janeiro,
para se Iratar, nao soda nomeaeao provisoria da di-
rectora da mesma companbia, como da commissao,
para organisacao dos estatutos e da pelicaoa S. M.
o Imperador, para se pedir a encorporacao da mes-
ma cumpa u:un e confirmadlo dos seus estatutos.
Dilo-se a fazer caixilhos de cmpreilada : na 0-
bra da rua do Crespo.
LOTERA DA PROVINCIA.
Aos .OOsOOO, 2:000s()00, 1 :U()0.S000.
O cautelista Saliislano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que a lotera corre iudubila-
velmcnle sabbado, 13 do correnle me/., as 10 horas
da manhaa, no consistorio da igreja da (auireiean
dos Militares. Os seus aforlunailos bilheles e caute-
las cstao isentos do imposto de oito por ceulo nos
ires primeiros grandes premios, e esUo i venda as
lojas seguintes : rna da Cadeia do Recife 11. 24, loja
de cambio do Sr. Vieira ; lojas de iniudezas 11. 31 ue
11.....1.. .1 .. 1'.......... o te j
MEGEANISMO PARA EB5E-
NHO.
NA FNDICAO DE FERRO DO ENCE-
NHEIR DAVID W. OWMAX. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
EARl/.,
ha sempre um grande snrtimento dos scguinlcs oh-
jeclos de nieelianisnins proproa para ingnitos, a sa-
ber : moendas e ineias mocnda da mais moderna
eonslrocfo : laiva- .le ferro fundido e balido, ile
superior qualidade, c de bulos os lamanbos ; indas
dentadas para agua OU aninae-, de todas as propor-
coes ; crivoa e buceas de lornalna e reaislros de boei-
10, auiiillies,brou/.es parafusos c ca\ilhoes, nioiulio
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FNDICAO
se execulan todas as encoiiimendas enm a superiori
dade ja condecida, a com a devida presteza e comino
didade em pre^o.
5:0005000
2:5009000
1:2509000
6259000
5OU900O
2509000

f
depoi nenio dos chegados cousla que seguiramos f-
gidos pela estrada do Limoeiro al Cariri-Velho, lili
se separaram, e depois rontinuaram para Paje de
llores, d'oude Jos he natural, dizendo que ia ver
os prenles, e depois provavelmente seguiriam para
o So ira], as Calingas de I'iauhy, d'ondc Jorge be na-
tural ; he o mais que se pode indicar a quem pos'.i
dellcs lirar parlido : pede-se, porlanlo, a todas a-
auteridades poliriaes e rapiaes de campo a appre-
hensao dos referidos escravos, e se offerece a qiianlia
de '.OO9OOO por cada um, ou 2509000 vindo ambos
junios, a quem os trouxer a ela praca a viuva Aino-
riir i Filho, rua da Cruz n. 45 ; na Parahiba aos
Srs. Jos l.uiz pereira Lima & C.; no Rio Grande
do Norte ao Sr. Thcolonin Coelho ile Cerqueira ; 110
Cearnao Sr. Manoel Caelano deCouveia ; e no Ma-
ranli.ni ao Sr. Caelano Cesar da Silva Rosa.
Fuizin da casa do abaixo assienado, na madru-
glda da 3 do correnle, om seu escravo, crioulo. de
r.ome Amaro, nllicial de napaleiro, de idade 30 an-
uos, pouco mai* ou menos, altura regular, barba
pooca, denles limaoos, os olhos enfumacados, anda
calcado, lem as maos calejadas do lio lem a tesla rom os canto descoberlo, he bem fal-
lante ; osle escravo quando rugi levou comsiso um
cavallo castanlio.arreiado com umscllim inglezcom-
prido e muilo estrello, cabreada lamben) insleza, o
cavallo lem 10 annos, pouco mais uu menos, anda-
dor de baixo a meio, frente abarla, com um calnm-
biuho no e-pinhaco c mncollio ; o dilo escravo foi
do sr. Manoel Pinto Borba, morador no Camela
quem o penar ou delle der milicia, dirija-se i rua da
Senzala \elha, rocheira 11. 111, que ser cenerosa-
menle recompensado. Joai/uim Paes Pereira da
Silva.
Jos Peslana da Silva, subdito porluguez, re-
ttra-se para o Ceani.
Precisase de urna escrava para urna casa : na
rua do Trapiche Novo n. 2S.
L'ma niulher se incumbe de Uvar eengommsr
roana com toda a perfeie.lo : no principio da rua de
Santa Ihereza n.7. v
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
achaem grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. 6e 8
da praca da Independencia.
_ O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramento tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
I.'irnle Italiana, revista artstica, scienlifica e
Iliteraria, dehaixo do inmediato patrocinio de S. M.
o Imperador, redislda em duas linguas pelas mais
condecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Caleauo-Ravara. Subscreve-so em Per-
r.ambuco, na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Lotera da Provincia.
O cautelista Antonio Ferreira de Lima c Mello,
avisa ao publico que tem as suas caulellas da lotera
da amoreira e criacSo do bicho da seda, que corre
no dia 13 de Janeiro, no Recife loja n. 11, rua do
Rosario n. 26, dila Direita n. 62, alerroda Boa-Vis-
ta n. 58, na povoacao do Monleiro em casa do Sr.
Nicolao, e em sua loja rua Nova 11. 4, pelos precos
abaixo declarados.
Bilheles 5JS000
Meios 29800
Quarlos 19500
Decimos 700
Vigsimos 400
COMPAMIIA PERN'AMBUCANA DE
VAPORES.
O ranselho da direcrao.de conformidade comoart.
4.. lit. 1. dos estatutos da companhia, convida aos
senhores accionistas a realisarem mais 15 ", sobre o
numero deaceesque subscreveram ate 15 de Janeiro
' de 1855, afim de serem fcilas com regularidade para
Inglaterra as rcmessas de fondos com que lem de
allcnder os prazos do pagamento do primeiro vapor
em ronslruccao ; os pagameulos devem ser faitos cm
casa do Sr. F. Coulon, rua da Cruz 11. 26.
Na rua das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhores e mais modernas bichas hambur-
guezas para vender-se em graudes porcOcs e a reta-
lio, e I iinbein se aluna.
O abaixo assignado, professor particular de
insinu-eao elementar do segundo aro, residente no
lerceiro andar da rasa 11. 58 da rua Nova, parlicipa
ao respeilavel publico e mxime aos senhores pais de
seus alumnos, que abre sua aula a 15 do rorrelo, c
nesse mesmo recinto lecciona tambem a lincua lati-
na e fraureza a alumnos inlernos c externos. De-
clara porlanlo que lem sempre prodisalisadn esmero
no adianlamento deseos discpulos, como pode pro-
var com o termo de exames, tanto do anuo prximo
passado como dos anteriores.
Jos Alaria Machado de Figueircdo.
Precisa-se de urna ama para com-
prar e cozinliar para urna casa de pouca
familia : na travessa da Concordia, indo
para a cadeia nova, n. 17.
Precisa-se de tima prela escrava, de boa con-
ducta, para tratar de nma rrianca : quem a liver e
quizer alugar, di-ija-se ao sobrado n. 8 da rua de S.
Francisco, ou ao porteiro da alfandega desla cidade,
na mesma repart cao.
Casa de educaciio.
Jeronymo Pereira Villar, devidamenle aulorisa-
do. abri de novo em 8 do correnle a sua aula de
insIriireSn primara, na rua larca do Rosario n. 16,
a qual reuni oulra de lincoa latina, dirisida pelo!
Sr. Profiro daCunba Moreira Al\es, professor pu-
blico do bairro da Boa-Vsla, c um corso de lingos
france/a, professf.do pelo Sr. Dr Jos Soarcs de
Azevedo, lente calhedratiro do hceu.
Precisa-se llagar una prela captiva para urna
ca VSPORA, DOMINO", E DAMAS.
Chegoii loja le mudezas da rua do Collegio n.
I, um soilimeiito dejogof de vspera, domin c da-
mas, que se vende muilo barato para acabar.
Pracitagte al.iear por arrendamciiio de 3 annos
umsilio que seja perto da praca ; ua rua da Gloria
n. 85.
a na livraria n. G e 8 da praca
pendencia.
NO GELLO, '
existe 5 barris com macaes,os quaes seabrem vista
do comprador.
ARMACAO E LOJA.
Traspassa-se a chave e armaeao de una casa pro-
pria para fazendas, mudezas, nutro qualquer ne-
cocio, na rua da Cadeia do Recife. Vende-se lam-
ben) aarmacSo e balean de urna laherua, ludo islo
trala-se no Recife, rua da Cadeia, ns. 18, 23.
Na ru esireita do Rosario 11. II, ainda existe o
resto das bellas macac-. precos commodos.
FARRICA DE SARA O.
Continua no seu trabaII10 e aclia-se
aberto um deposito na rua da Senzala ve-
llia n. 140, aonde acharao sempre do
milito acreditado sabao amarello, cinzen-
to e preto, os precos serao sempre o mais
commodo possivel : Irata-secom Dellino
Goncalves Pereira Lima no mesmo de-
po/.ito.
Oescripturario da companliia de
Reberibe encarrega-se de comprar e ven-
der aceites da mesma companhia : na rua
Nova n. 7 primeiro andar.
Deseja-se fallar ao Sr. Alexandre
Maclou Tessier, vindo de Lisboa no auno
de 1841, pouco mais 011 menos, ou a al-
gtiem por elle, e consta ter estado no en-
genho Saue : na rua do Vigario n.7.
L. Delouche faz saber ao respeilavel publico,
principalmente aos seus frecuezes, que acaba de
comprar a relojoariade Mr. Lacaze, na rua Nova 11.
22, para onde ja Iransferio o seu eslabelecimenlo,
convidando-os a que ah o prncurem, na certeza de
lerem-no sempre prompl a deseinpenhar o seu Ira-
balito de maneira a salisfazer ,1 confianza nelle de-
positada.
Precisa-se de urna ama com bom e bstanle
leile, e seja forra : na rua larga do Rosario 11. 16,
sobrado de um andar, junio a padaiia do Sr. Manoel
Antonio de Jess.
Aluga-se urna casa terrea na Boa-Visla, ni rua
dos Coelhos, com 6 quarlos, 2 salas, cozinha fura,
concertada e pintada de novo : quem a pretender,
dirija-se rua do Queimado, loja n. 10.
A viuva de Fortunato Correa de Menczes roga
a lodosos seus devedores tenham a bondade de vi-
rem salisfazer seus dbitos na piac da independen-
cia n. 17. A mesma declara qoe a nica pessoa en-
carregada do dilo recebiuicnto he seu mano Thomaz
Jos Marinho.
Do primeiro andar da rua do Cabug 11. 1 B,
forln-se um rclogio de ouro de vidm, horisontal, 11.
0823 : quem o achar, leve-o sua do Cabuga, luja
de 4 portas n. 1 B, que ser bem recompensado.
Offerece-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de qualquer eslabelecimenlo, excepto taberna 011 pa-
daria, o qual d fiador de sua conduela : quem o
preteuder, annuncie por este jornal.
Agencia de passaportes, titulo de resi-
dencia e lollias corridas.
Claudinodo Reg Lima, despachaule pela repar-
tirlo da polica, despacha passapurtes para dentro e
fura do imperio, titulo de residencia e tulla corrida,
por preco commodo e com presteza : na rua da
Praia, primeiro andar n. 1.1.
Erna pessoa habilitada a' ensinar
primeiras lettras se oll'erece a dar licoes
Domingos Teixeira Bastos, e 11. 45 de Jos Fortnalo
dos Santos Porto ; na praca da Independencia, loja
de calcados n. 37 e3'J de Antonio Augusto dos San-
tos Porto ; rua do Queimado. lojas de fazendas de
Manoel Florencio Alves de Horaes n. 39, e de Ber-
nsrJir.o Jos Monleiro 1$; Companhia 11. 41 ; rua do
Livramento, botica de Francisco Antonio das Cha-
gas ; ruadoCabii 11. 11, botica de Moreira &
fragoso ; rua Nova 11. 16, loja de fazendas de Josc
Luiz Pereira iV. Filho ; e no aterro da Boa-Visla n.
72 A, casada Fortuna de Gregorio Auluncs de Oli-
veira.
Bilheles .59500 recebera por inleiro 5
Meios 29800
Quarlos -90OO ,,
Oilavos 800 (i
Decimos 700
Vigsimos 400
' Avisa-se ao respeilavel publico, que na rua da
Glora n. 106 eusinam-se meninas com loda perfei-
?o, a 1er, escre\er e contar, nao as quatro ope-
ra?es fuidamenlaes de ariihinelica, mas tambem
juros, quebrados, regra de proporr,ao, e a gramm-
lica da litigoa nacional; e igualmente ensina-se a
bordar, marcar de lodas as qualidades, e a fazer la-
hyrinlho, por prer;o commouo.
ATTENCAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
cao de Santo Amaro de Jaboatao.
acha-secom um complelo sorlimenio de bebidas de
todas as qualidades, cei veja cm meias garrafas c gar-
rafas, licores fraucezes, vinbo tinto e branco, quoiios
novos, sardiiiliasdeNantes, iiiaiiteigaingleza e fran-
ceza, da niellior que se pode enconlrar nu mercado,
cha da ludia e de S. Paulo, dilo prelo, chocolate,
as-ucar de todas as qualidades. bolachinha ingleza,
dita de ararula, cliaruUa para os amigos do bom gos-
to, das melhores marcas, S. 1-elix, Figueircdo Ro-
cha, c oulros mullos que se pedirem, alelria. ma-
carlo, lalhanm para sopa ; pedmos tambem aos
senhores de engenho mais prximos que nos quei-
ram honrar nono novo eetabclecimento com suas
freguezias, adiando ludo pelo preeo da praca e a sa-
lislacao do comprador.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Brunn Praegeri C., na ruada Cruz
n. 1 receberam e vendem umsortimen-
to de globos de espelbo de diversos tama-
nlios e cores, que formam o mais lindo
'panorama, postos em urna columna no
meio do jardim, como se usa boje na Eu-
ropa, nos jardins de bom gosto.
Brunn Praeger&C, na sua casa rita da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto borizontas como verticaes,
dos melhores autores-
Obras de ouro de 18 quiL do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com moldu-
ra donrada
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terracos e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinlio de Champagne.
Licores de dill'erentes qualidades.
Presuntos.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundico de C. Starr & Companbia
Santo Amaro, acha-se para vender
Na rua de Apollo n. 10, vende-se pnlassa mui-
lo nova, clwgada iillimamenlc do Rio de Janeiro,
por menos prei;o do que em oulra qualquer parle.
\ endem-se ricos e moderno! pianoa, recentc-
menli' chegados, ile excellenles vozea, e presos rom-
mod's: em rasa de N. O. Un her ,\ Cnmpanlua. rua
ila Croa ii- '
IAIIIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brgue CoticeirBo, enlrado
de Sania Calharina, e fondeado na volla do Forle do
Mallos, a mais nova familia qne existe l|oje mi mer-
cado, c para perenes a tratar no escriplorio de Ma-
nuel Ahcs Guerra Juuiur, oa rua do Trapiche
n. I.
t Deposito de vinho de cha 111- pagne Cliateau-Ay, primeiraqua- -.5
^ lidade, de propriedade do conde tQ) de liarcuil, rua da Cruz do Re-
Ggi cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a ICsOOO rs. cada caixa, acha-se
tnicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
rjoConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
I"endrm-sr na holira de llarlholomm Francisco
i/e .S'eicn. rua larga do Rosario 11. 36, por menor
prern ue em oulra qualquer parle.
NA VALAS A CONTENTO E TESO IRAS.
Na rua da Cadeia do Recife 11. i,N, primeiro a-
ilar, escriplorio de Alaoslo C. de Abren, coDli-
niiaiiie a vender a K9000 o par (preco h\o as ja
bem conhecidaa e afamada na\albas de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiada na exposir,ao
de Londres, as quaes alm de doraren) eilraordina-
riamenle, nSosesentem no rosta na arcan de corlar ;
vendem-se rom a rundirn de, nao agradando, po-
derern os compradores devolve-las al 15 das depois
pa compra restiloiiido-?e o imporle. Na mesma ca-
sa lia ricas lesourinhaa para un has, feilas pelo mes
mo fal 'cante.
gnra.
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
MOVAS INDIANAS DE SEDA
ESCOCEZA A 800 RS. O COVADU
Na rua do Queimado. loja n. 10.
CAQAS ESCOCEZAS
A 400 RS. O COVADO
Na rua do (Jueimado, loja n. 10.
Vende-se cognac em caixas de du-
zia: no armazem de Brunn Praegcr &
C, ruada Cruz n. 10.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
tou & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Seliins inglezes.
Relogios de ouro, patente nglez.
Chicotes de carro c de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Cobre de forro.
Chumbo em lencol, barra e municSO,
Fa relio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vendem-se doos escravos moros de bonitas fi-
guras: na rua l'iicila n. 3.
S3o do comprador.
O padre JoaoJosda Costa Ribeiro,
substituto das cadeiras de laliiu desta ci-
dade, abre a sua aula particular no dia 1
de levereiro.
CAIXAS PARA COSTURA.
Cbcgou a loja da rua do Collegio 11 A, um rico sor-
limenlo de caixas para Costura, pelo diminuto preco
de 3, 4, e <;*/00 rs. 1 -
Perdeu-se da cocheira defruine do porto das
canoas da rua Nova at a rua Direita, orna manta de
cavallo de panno azul ainda nova, que um prelo
condiizia em cuna de um lellim que [razia na cabe-
ca, d onde cahto, a qual maula alm do circulo de
ourello prelo tem uina lila de ca-emira encamada, e
por cima da mesma um enfeile de tranca; quema
achon, querendo reslitui-la, pode entregar na rua
Direita n. 17, que se recompensar.
I'recisa-se de nma ama de leite sadia, de boa
on duela : na rua dn Vigario armazem de cabos nu-
mero 1.
_ Roga-se a lodas as autoridades policaes da ca-
pital desla provincia ou de qualquer oulra comarca
de fora a captura de um escravo cabra, fgido do
engenho Caluanda. fregnezia da Luz o lermo de l'o
d'Alho, no dia 17 de selembro do prximo passado
anuo, visto que se presume, que dilo cabra lenha
procurado se occullar em algum lugar com o titulo
de forro, illudmdo a boa f de alguem. O referido
cabra por nmne Antonio Francisco lera de idade em
rigor 18 anuos, de pouco corpo e esUluia mediana,
olhos pequeos e um lano papudos, nariz aquilino,
bocea e beicos sllenles e conserva urna cicatriz en-
tre um pello e outro, procedido de um signal que ar-
rancara ; este he um signal que tirar a lodos de
qualquer duvida :. lambem presume-sc que elle te-
lilla procurado nccullar-se no Recife, onde resi-
di por algum lempo ou nesies arrabaldes: igual-
mente se recumeuiia a todos us capille de campo,
a quem o conhecimenlo desle annuncio deva inte-
ressar, promelteudo-se urna paga generosa a quem o
prender c leva-lo ao dilo engenho Caluanda ao seu
seahor Francisco Xavier Caineiro da Cnnha Cam-
pello ; rugir com bonete de panno, calca de risca-
do ecamisa de madapoln.
D. Bernarda Mara dosl'razeres legalmenteao-
lorisada' com aula particular na rua do Sebo n. 13,
participa aos pais de suasalumnasque lea (de rea-
brir a sua aula no da 15 de janeirn crreme, e que
continuar a fazer todos os earoreaa paia bem corres-
ponder a conlianca que nella deponan) ; assim como
faz scienle aquellas pessoas que llic quizerem encar-
regar o entino do suas menina-a,que estas -eran tra-
tadas coin lodo o esmero e melindres, e apreuderao
CAL VIRGEM.
em casas particulares : quem quizer uti- a ler, escrever, contar, coser, labannlar, marcar,
bordar de maliz, ouro, "*' -'
MUTILADO
lisar-se $0 seu prestimo pode dirigir-se
a esta Typographia que se dir' quem he.
I'recisa-se de um prelo escravo, de meia idade,
e boa conduela, que emenda de compras de rua e de
servico de casa : jquem o liver e quizer alugar, diri-
ja-se a rua Direita n. 12, seguudo andar, ou 110
aterro da Boa-Vista, sobrado de um audar n. si.
A pessoa que se achar doenle e que se queira
tratar, fazendo as despezas, dirija-se rua da Senza-
la \ ellia 11. 88, para ajuslar com a pessoa que o lem
de tratar, com toda perfeiean e amor.
O padre Juo Capistrano de Mendonra, pro-
fessor de geographia, rhrouologia e historia do l\ceu
desla cidade, pretende abrir 110 1. de fevereiro' um
curso particular de rc.thnnci. e outro de geographia
para lodo o anno lectivo: os senhores csludaules
que os quizerem frequentar, poderao dirigir-se a casa
u. 51 da rua Nova, a qualquer hura, alim dedarem
seus nomes matrcula.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da rua
da Senzala Velha n. 08; a tratar 110 seguudo andar
do mesmo.
Anida el fgida a negra Franciscaj \elliae
magra, falla muilo fauliosa, e lem nos pes signaes de
ler e.i.aln nos ferros : roga-se, porlanlo, as auloii-
dadespoliciaes e capujes de campo a captura da di-
la escrava, e levem-a a rua da Senzala Vclha 11. 68,
que sero recompensado.
Diz o abaixo as-iguado, que lendo de curar-
se para fura desla provincia, faz scienle a quem liver
penhores em seu poder, queira resgala-los lio prazo
de t dias.Jos Pinto Jlibeiro.
Quem precisar de una ama escrava, ruc sabe
cozinhar o diario de urna casa e fazer o tervicu da
mesma, a qual lem minio boa conduela, duijase a
rua do Queimado 11. 14, loja.
l.ava-se e engomma-se com toda ptrfeirflo c
aceio. e enlrcga-sea roupa lodos os oilo dias ; n lo-
ja do sobrado 11. 10, rua da Autora.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira, cabalmente convencido que os
seus bilhetese cautelas hao de alcatifar a
mais brilhante victoria nos dou primei-
ros premios grandes, na lotera d'amo-
reiras e bicho de seda, que ha de correr
indubitavelmentesabbado 13 do crtente
a's 10 liorasda inaniaa ; a' ell
tfio-se acabando.
Lava-se c engomnia-sc roupa de Inda a qna-
lidadc por preso commodo : no becco do Quiabo nu-
mero 5.
I'erdeu-sc 110 dia '.I do correnle, das 7 para as
K horas da noile, desde o Recife seguindo pelo aler-
roda Boa-Vista, Ponte Velha, rua da (loria al p
Moiulego, urna carteira de algibeira. presa por um
laro de borracha, c conlendo 7ilf000 am sdalas e
um soberano, moda inglesa ; leudo contciencia
quema liver achadn, e querendo reslilui-la, pode
dirigir-se rua do Vigario 11. 3, dando-se a inelade
de alvcaras.
praia, etc., e todas us de
mais minuciosidades proprias da idade esexo.
COMPRAS.
Compra-sc prata brasilciraouhcspauhola: na
rua da Cadeia do Recife 11. 54.
Coiiipr.i--e toda porciin de praia velha ou nova,
que possa apparecer, a peso conforme sua qiilidade:
na rua da Senzala Velha n. 70, segundo aidar, se
dir quem compra.
Compram-se escravos de ambos os sexos, lendo
boa figura ; paga-se bem: na rua Ilireila n. (i(i.
Ccmpra-se um negro cozinheiro e comprador,
nao se nllu a idade nem a Da{o ; quem o liver, di-
rija-se rua do Crespo, loja n. 3, prxima ao arco
de Sanio Antonio.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
inans.
Vende-se a casa lerrea da rua da Paz ou anliga
rna do Caimo n. 38 ; a tratar na rua das Trinchei-
ras n. 10, segundo andar.
Vende-se um carro americano, novo, de i ro-
das, rhegado ltimamente da America : os pretcn-
dcnles dinjam-se rua deS. Fraucisco, cocheira do
Sr. Raymundo.
Vende-se o sitio denominado Genipapeiro, no
lugar da Embiribcirn, confronte a caixinha das al-
mas, contendo grande quaulidade de coqueiros dei-
lando fructo, e algumas oulras arvores, quatro vi-
veiros e proporcilo para mais oulros, terreno para
plantarles de capim, mandioca ele, grande cxlen-
eflo ile terreno proprio para criacSo de gado por ser
muilo frtil, casa de vivenda ainda nova, com urna
rua de oulras rasas menores, c um grande armazem
com grande estribara proprio para rancho, ludo
qnasi novo: a tratar com Francisco Rodrigues Car-
doso de Barros, dono do mesmo, no lugar mencio-
nado.
Vendem-se cxcellentcs cavallinhas de Lisboa,
em barris de 175 cada um, a 5-3000 o cenlo oa rua
da Praia n. 4.
Vendem-se sacros com gomma cora 4 W arro-
bas a 98000 : no Forle do Matlos n. 20, em frente
ao trapiche do algodao.
Vndese supeiior vinho muscilel de Setabal,
em ancorelas ile-j \ ranadas e 5 cada urna ; na rua
do Vigario n. 19, primeiro andar.
Vende-se urna prela de naso, de .meia idade,
pelo prego de 350000 ; o motivo he por querer
vender na rua, e nao o querer servir em casa : a Ira-
lar na rua eslreila do Rosario 11. 11.
MAAPOLAO' COM TOQUE UE AVARIA
A 2$, 2$500, r>.s, e 5,500 a peca !! !
A dinheiro \ isla.
Vende-se na rua do Queimado n. 17, loja ao p da
botica, madapoloes linos com toque de avaria de
agua doce.
Vende-se cal virgem de Lisboa, a mais nova e
melhur que ha no mercado, a 4;000 a barrica : na
rua do Collegio n.l.
Vende-se a loja de calcados da rua do Livra-
mento n. 12, a qual he bem afreguezada. ecom pou-
cos fundos : a tratar na mesma rua 11. 29.
Vende-se una negrinha de 10 anuos, muito lin-
da e esperta, urna mulalinha rom 8 anuos, tambem
muito linda, c dous molcquinhosde 8 a 10 annos:
na rua larga do Rosario 11. >, segundo andar.
AOS NEGOCIANTES.
Vende-sc ua vida de Mamaiigiiape a melhor casa
que all existe, lano pela ni.lo d'nbia c lanianho, co-
mo pela posirao para commercio, leudo sido feila
para este lim, e por mdico prego : quem a preten-
der, ditija-se ao seu pioprielario, na capital desla
provincia, o Ihesnureiro da alfandega Joan Carlos de
Almeida e Albiiquerque, e nesla villa ao Dr. Anlo-
oio Carlos de Almeida e Albuqucrque.
Para senhoras.
Superiores chapeos de palha c eda para passeio,
fazenda iuleiramenle moderna e de bom goslo, por
preco muilo i'.'inniniln : na praca da independencia
n. -JA, 20, 28 e 30.
MEMO ROHAM BWMO.
V ende-se cemenlo romano branco, chegado a.
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : atraz do theatro, arma-
zem de taimas de pinho.
Vende-se um cabriolel com coberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, lodo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iratar no Recife rua do Trapi-
che 11. 14, primeiro andar
@3S&SJS59S:e@
I RUA DO CRESPO N. 12. 9
j) Vcnde-sa nesla loja superior damasco de @
Q seda de cores, sendo branco, encarnado, roxo, ;:;
@ pur preeo razoavel.
@feeS:@(gg
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz n. \. "
Ajnela de Edwln Haw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bons sorl
menlos de taixas de ferro rnado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, acoa, ate., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forca de
eavallos, cocos, passadeiras de ferro cslaiihado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de (landres ; ludo por barato preco.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de seliins che-,
gada recenlemenle da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he par fechar cenias.
Uevoto Cbtistao-
Sahio a luz a 2. edicao do livrinho denominado-
Devoto Chri-Iao.mais correcto e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca aa In-
dependencia a 640 rs. cada etcmplar.
PUBLICACAO" RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nda desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da ConceicAo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. e 8 da praga da
independencia, a IgOOO.
Moinhos de vento
ombombasde repuso para regar borlase baixa,
decipim, na fundicaodo l>. \Y Bowman : na rua
doBrumns. 6,8e10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Jpieiro.
AOS SENHORES UE ENGENHO.
libra
/
VENDAS
PLCEIRAS.
Chego a loja de mudezas da rua do Collegio n. I,
um rico sorlimriito de pulceiras da ultima mo la,
que se vende muilo barato.
Vende-se urna prela, crioula, de algumas ha-
bilidades, com urna cria ; na rua de Copiares, sobra-
do I!. 3.
les, que es-
ALMASAK PARV i8:io.
Sahiram a' luz as olhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria 11. e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
olhinhas impressas nesta typographia,
de algibeira a 320, de porta a 160. eec-
clesiasticas a VSOrs., vendem-se nica-
mente na livraria n. 0 e 8 da praca da
Independencia.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se em asa de Brunn Praegcr i.V
Companhia : ua rua da Cruz n. 10 por
mdico preco.
Vende-sc a casa que foi incendiada no dia 1 do
correnle, com a frenle para o rio. contendo varias
ra-as, e juntamente o terreno rom varios ps de
frucleiras, o terreno lem 1,500 palmas de comprido
c 100 de largo ; vende-se junio ou em separado, li-
vre e desemhararado : para tratar, na rua da Sen-
zala Vclha n. Ili).
Vende-se urna morada de casa de um andar e
snUo, sila na rua Aitusla desla eidrde, com 40 pal-
mos ile (renle : quem a pretender, dirija-se rua do
Collegio n. 10, primeiro andar.
Vende-se a maito afreguezada laberna daros
do Moudego n. t>8, enm poucos fuados, ou si a ar-
niaeao : a tratar na mesma, ou na rua de Apollo,
com o Sr. Francisco de Paula Dias l-eruandes.
SEDAS i
A l.sOOO as. O COVADO.
. fia loja da rua do Queimado n. 10.
BAREGE DE SEDA DE LIMAS CORES A
700 RS. 0 (OVADO.
Na rua do Queimado, loja n. 10.
IIISC4D0SESG0CEZES A 260 ES.0
. COVAO.
Na rua do Queimado, loja n. 10.
NA RUA|UO APOLLO N. 10,
vendem-se suecas com arinhade mandio-
ca, superior ipialidade por preco nunca
visto ; sendoporrao l'az-setodo o negocio.
FAIIIMI V DE MANDIOCA.
Na loja n. 20 da ruada Cadeia do le-
ci'e, estiuina lo heco Largo, vendem-se
saccascom superiorlarinha da trra por
menos preco do c[iie em otttra qualquer
pai te-
Vende-sa muilo bom dore de caj seccj, por
preco minino lo: nos tjuatro Cantos da Boa-Visla
numero I.
Vende-se 1 habito do cruzeiro ; na rua larga o
Rosario n. 17. junio no qoarlcl.
Vende-se um sitio Grande na estrada de Hcl-
lem pa-Miulo a pnnle/.iiilia o primeiro a direita, o
qual lem nina grande casa com lOlfiO ile pedra c cal,
dous viveirus e umitas arvores de fructo. Ierra para
plantar, ele.; os prelendeates dinjam-se ao abaixo
assignado na rua da Torres casa n. 10, lerceiro an-
dar, ou na rua do ltrum armazem n. I'i.
l.uiz Antonia Barbosa de Bri'o.
Nos Quatro Cantos da II 'a-Visla n. I, vemle-se
lina India de novelo -I por 10 r*. de lodos os uu-
mcros e cm libras da mesma numeraran por haralo
preeo, porcio ile palitos de denles linos e o roasso a
120rs., ludo isto he pechiucha.
Reduzido de 640 para 500 rs. a
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagm para o melhoramento do
assucar, acna-se a venda, em latas de 10
libras, hmjo com o methodo de empre-
ga-lo-no idioma portuguez, em casa de
N. O. Biebcr & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
' Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na na do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO I)E CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris rom cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Vende-se urna balancea romana com lodos os
seus pertenec, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ri rua da Cruz, armazem u. i.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundico' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brutn logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. i), 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farola novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
POTASSA BRASILEIRA. <$
(j$) Vende-sc superior potassa, fa- ^j)
& lineada no Rio de Janeiro, che- 9<
S gada i ecentemente, recommen- jk
* da-se aos senhores de engenhos os "^T
w seus bons ell'eitos ja' experimen- *'
W lados: na rna da Cruzn. 20, ar- v)
'&) mazem de L. Leconte Feron &
r^T) Companhia.
iw.>t$t^#8
Taixas pare, engenhos.
Na fundico' de ferro de D. \V.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
Na rua da Cadeia do Ke-
cife n. 24 loja de cambio,
acham-se a venda bilheles a
5c500. meios 2s0O, quar-
los 19300, oilavos 800, deci-
mos 700 e vigsimos 100 rs.,
da lotera da primeira par-
le das amoreiras. Esla ca-
sa lem sempre sido feliz
com os Inllieles c cautelas
do canlelisla .saluslian<> de
Aquino Ferreira, e paga os
Ires primeiros premios sem
o ilisconlo dos S por cenlo.
Vendem-se duas cabras, bicho, de muito bo *
qualidade, e muilo mansas : na rua da Cadeia de
Sanio Antonio n. 20.
Vende-se papel pintado, enverni-
sado, com a particularidade de se poder
lavar, esempre esta' novo, deeoracoes mui
lindas e modernas, e preco razoavel quan-
to a qualidade : vende-se na rua da Cruz
do Recife n. 27, armazem de Victor
Lame.
CEMENTO ROMANO.
A 11|KH a barrica.
Vende-se cemento romano em barricas de 12 ar-
robas, as maiores que ha no mercado, e chegado ul-
timnuientc- de Itamburgo s no Recife, rua da Cruz,
armazem n. 13.
Vende-se urna propriedade na Passagem da
Magdalena, porque o proprietario muilo deseja cum-
i- prir deveres ponderosos ; quem pretender compra-
i-1 a fr:i o especial favor dirigir-se a rua eslreila do .
Rosai io n. 30, secundo andar.
SAL DO ASSL"
vende-se abordo do hiate Adelavde
fundeado defronte do Trapiche do algo-
dao : a tratar com J. B. da Fonseca Juni-
or na ruado Vigario 4.
PALHA DE CARNAUBA
vende-se a bordo do hiate Adelaide :
a tratar com Jos Baptista da Fonseca
Jnior na rua do Vigario n. 4.
Vendem-se caixas com velas stea-
riuas de superior qualidade, meias latas e
quartos de sardinhas, cognac em barris,
gigoscom garrafa*e meias de champagne
da ja' bem condecida marca estrella, e
quartolascom o verdadeiro vinho de Bor-
deanx : na rua do Trapichen. 11.
Vende-se urna bonita casa terrea
com ptimos commodos para familia,
quintal cacimba e chaos proprios, sita na
rua do Padre Floriano : a tratar na rua
do Vigario casa n. 1.
A BOA riTADA.
Na rua do Queimado, loja da quina do becco da
Coneregaso n. 41, vende-se rape novo de Lisboa, a
40 rs. a oitava.
O FREQUZZ VELHO.
Saccas de farinha.
. Vendem-se saccas com farinha da Ierra, nova e
bem torrada ; vendem-se lamliem saccas com arroz
na la da Cadeia do Recife n. 18.e 23.
Vende-se urna morada de casa de 3 andares,
com um grande soto, sita na rua do Vigario n. 8 :
osprelendcnles dinjam-s* a Injayln esquina da rua
do Crespo, vollando para a do Queimado, que se di-
r quem vende.
Vende-sc um escravo prelo, mojo e de honila
figura, e proprio para lodo servico : na ruado Quei-
mado, loja de Manoel Florencio Alves de Moracs.
Vende-sc urna escrava prela, mo$a e bem pa-
recida, enqomma com perfeicHo, cose bem, cozinha
e faz doces, pao-de-l e bolinhos: na rua Direita, no
lerceiro andar do sobrado n. 36.
Lonas da Russia, de boa qualidade, e por pre-
co commodo ; vendem Novaes & Companhia em sea
escriptorio. rua do Trapiche n. 34, primeiro andar.
Vende-se um carro novo inglez de
i todas, recentemente chegado, para
um ou dous cavados, feito em Londres:
para ver na cocheira do Sr. l'oirier no
aterro da Boa-Vista n. 55 ; e para tratar
na rua da Cruz n. 42 no escriptorio de
Crabtree&C.
LOTERA do bicho da seda.
Corre nu dia 13.
Na casa da Fama, aterro da Boa-Visla n. 48, es-
13o ciposlos venda os bilheles e cautelas detla lo-
tera.
Bilheles 58000
Meios 29800 .
Quarlos 19500
Decimos JOO
Vigsimo olOO
FARINHA DE MANDIOCA
nos armazens de Paula Lopes, Annes
e Cazuza no caes da Alfandega a' preco
commodo : trata-se com Jos Baptista da
Fonseca Junior, rua do Vigarion. 4.
Vende-se sola muilo boa, pelles de cabra, e
gomma muilo boa em sarcos : ua rua da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Recife, de lienry Cibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8,
vende-se umaescolhida colleccao das mais
brilhantcs pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
cliar para fazer um rico presente.
CEMENTO ROMANO.
A ende-se superior cemenlo em harneas erandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : atraz do
theatro, armazem de Joaquiai Lopes de Almeida.
Vende-se urna escrava crioula,
cora idade de 26 annos, sem vicio nem
achaque : na rua da Gloria n, 69.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armazem de Tasso limaos.
I

Champagne da superior marca Cmela: uo arma-
zem do I asso Irmaos.
OLEO DE LINHACA
em barris c botijes : no armazem de Tasso Irmao.
GARRAFAS VASIAS
cmcigosdegrozaedellO garrafas: no armazem
de I asso Ir man-.
ESCRAVOS FGIDOS.
No
da 10 do correnle fugio da povonco do
Monleiro una prela crioula, por nome Uahal, com
os signaes seguintes : baixa, e alguma rousa grna,
lirar,.* bem grossos, as duas orelbas rasgadas no lu-
aar dos brincos, quando anda pina por uroa perna,
completo sortimento de taixas de ten o .os pes apalhetados, cum mais que outro, lern marras
fundido e batido de ,1 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cano
sem despeza ao comprador.
AGENCIA
Da Fundico' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos
dito.
Em casa de J. KellerivC, na i ua
da Cruza, a, ha para vender ."i execi-
lentes piano viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se um cicellontc silio muilo perlo da
praca. rom casa de vivenda offrivel, murado cm lo-
da a frenle, com ilicercM para urria casa de 10 pal-
mos de frente e 110 de fondo, com cacimba de a^ua
de beber, assim enino nin | oen rom asna isnal a do
Capibaribe, dierenlcs frucleiras de boas qualidades,
muilo boa baixa para capim com cambn no fondo,
que pode-sn bem fazer 1 opliinos viveirus etc.: a
rallar rom M. Carneiro, ou na entrada da estrada
dos Afilelos, primeiro sitio > ilireila.
N'ende-se e\rellenle taimado de pinho, recen:
teniente ehesado da America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira. a entender-se com o adminis-
trador do mesmo. i
de vacinas om ambos os bracos; levou Ires vestido,
um de dula escura, outro de caisa de qoadros, c ou-
iro de chita denssento branco com flores encarnadas,
um chales amarello : quema penar, leve-a no Mnu-
letro, em casa do major Sebasliao Antonio do Reg
Barros, que gratificar.
, Fugio no dia 27 de onluhro do anno passado,
urca escrava de nome Clemenlina, crioula, idade -'.>
anuos, pinjen mais ou menea, com os signaes seiviin-
les : olhos grandes, orelbas pequeas boa estatura e
pou.-o corpo, tem na perna ilireila o signal -te una
ferida. e com alguns signaes de cipnailas pelas ces-
tas ; lalvez ande para as parles do Recife ou euse-
nho S. Panto! quem a pee^r e levara sen seuhor
Caelano Marlins dos Santos, morador no engenho
l'imenl.ii, freguc/.ia do Cabo, sei recompensado do
seu trahatlio.
OS tamaullOS, para' No dia :(0 de dezembro prximo passado, as
lioras da larde, se au-enlnu o prelo Domingos, de
naca a Cnsla, idade 50 a (10 anuos, aleijado de nina
perna em rnii-eipieuca ile um lumor que lempos
leve nojoclho ; levou calca de alcodAo (raneado de
li-lia c camisa do mesmo, ludo novo ; o qal es-
cravo he perleiicenle ao casal do finado Iraiirisco
Dias Ferreira : quemo pegar nu ,lelle li\er noticia,
dirija se a rua ilo C.ibuta ao inveiilarianle Ma-
nuel lluarie 1'errAo, ou a rua da Roda n. 9, a Ma-
noel Jos Soares de Avallar, que sera recompensado.
Desappareceu honlem, 'j do correle, a necra
Frlieidade, de nacao Casia nao. ,1c 30 anuos, pouco
mais ou menos, com falla de denles na frente, altura
regalar, falla pouco explicada, levos um vestida pre-
lo e mitin rj,o, ambos velhos ; roga-se, porlanlo.as
autoridades poliiiae c eapiUet de campo a captura
da iiii'-uia. e levem-a au becco dn Espioheiro, em
tasa ila viuva do lenle Eslexilo da Cunba .Vendes,
que sera gratificado.
PERN.: TVP. DEM. F. DE FARIA. 1S55



IIFRIUFI


Full Text
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