Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01286


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Full Text
s
ANNO XXXI. N. 9.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
*
t
SEXTA FEIRA 12 DE JANEIRO DE 1855.
--------
Por armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
KXC.\uib<;.\i>os DA siIBSCRIPCA'O.
Hccife, o proprietero M. F. de Paria ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Jobo Pereira Marlin*; Babia, o Sr. I).
Doprad ; Macci, o Sr. Joaqun) Bernardo de Men-
Ponca ; Parahiha, o Sr. Gervasio Vctor ila Nalvi-
ilade ; Natal, o Sr. Joaqun) Ignacio Pereira Jnior ;
tracal), o Sr. Antonio de Lomos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Angosto ltorges; Maranliilo, o Sr. Joa-
qun) Marques Rodrsues ; Vara, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa.'
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 19000.
Pars, f,2 r-5- por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Kio de Joneiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate
Acucies do banco 40 0/0 de premio.
da companliia de Bcberibe ao par.
da companhia de.seguros ao par.
Disconio de Ictlras de 8 a 10 por 0/0.
HETAES.
Ouro.Oocas hespanholas' .
Modas de 6-3400 ralbas
de 69-i 00 novas
de4000. .
Prala.PatacGes brasileos. .
Tesos columnarios,
mexicanos. ,
208000
IGOOO
163000
95000
18040
1940
PARTIDA DOS COKIVKIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos ilias 1 c 15.
V illa-Helia, Iioa-\ isla, ExcOurieiny, a I3e28,
Goianna o Paralaba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quinta-s-feiras.
PREAMAB DK HOJE.
Primeira s 11 boras e 42 minutos da manliaa.
Segunda s 12 boras c 6 minutos da larde.
ALD1EXCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas c quintas-furas.
RelaQao, tcivas-fciras e sabbados.
Fazenda, lonjas e sextas-feiras as 10 boras.
Juizo de orpbaos, segundas c quimas s 10 horas.
1* varadocivel, segundas e sexias ao meiodia.
2* vara do civel, qnarlase sabbados ao nieio dia.
EPIIEMERIDES.
Janeiro. 2 La ebeia as 5 horas, 48 minutos e
33 segundos da roanhaa.
11 Qnarto minguante s 2 boras, 7 mi-
nutse 38 segundos da tarde.
18 La nova as 6 horas, i? minutos e
36 segundos da manbaa.
24 (Ruarlo rresccnle a 1 hora, -iS mi-
nutse 32 segundos da manlia.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda.S. LurencoJuftinlanno Patriara.
9 Terra. Ss. Jnlio o Bazilissia, sua esposa.
10 (Juana. S-Fanla primeiro Erimita.
11 Quinta. S. Hyfftniop. m.; S. Sabio.
12 Sexta. S. Satjro b. m. ; S. Arcadio m.
13 Sabbado. S. Hilario b. ; S. liermillo.
14 Domingo. 2." depois de Rcis; O SS. Nome;
S. Flix m.; S. Nlacrinav. ; S. Malaquia?.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedante do da 8 de Janeiro.
_ OfllcioAo Exm. presidente do Kio Gran-ledo
N'orlle, remetiendo o coselho de disciplina feilo ao
toldado Anlonio lio mingues Correa.
DiloAo Exm. connnaadaiite superior da coarda
acional do mnniciplo do Recife, Irausmlliudn por
copia o decreto n. 1*71 de ida novembro de 18i,
siaheleccndo a organisaco para oscorpos de arli-
Iharia da guarda nacional o marcando o armamento
de quedeveni usar taescorpos.
OiloAo coronel commandanle das armas, dizen-
dn, que com este lhe ser apreseulado paraler o con-;
veniente destino, o desertor do eitnclo8." balalhao
de caladores Itomualdo Jos Ferrera, que foi preso
ara Ipojura. Coinmunicou-se ao jmz de direilo da
comarca do Cabo.
OiloAo mesmo, inleirando-o de liaver expedido
ordem a Ihes-iurarie de fazenda1, para que estando nos
leaos legaes os documentas que S. S. remel'.eu, seja
pasa ao majar Joan Nepomocenoda Silva Porlella.a
quanlia de io;:t2l) rs., que foi por elle despendida
rom alugueres ,lc cavaltos para transporto o sua
legasen) e oulms objeclos.
DiloAo consol francez nesla cidade, remetiendo
tm resposla ao ofliro em que S. S." reprsenla con-
tra a mulla de cen mil res que foi imposta ao ca-
pillo da barca fraucczi denominada Joii, copias da
informarlo que respclto foi ministrada pelo ins-
pector da alfaodoga, e bem assim do parocer do pro-
curador fiscal da Ihesouraria de fazenda, com o qual
Crncorda o respeclivo inspector.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda, in-
teiranda-o de llavero hacliarel Miguel ArchanjoMou-
leirod Andradc Jnior, jais municipal rio lermode
Cimbrea, participando que no da 28de dezembro ul-
timo, entrara no rozo da licenca de quareuta dias
que ltie foi concedida.Igual commiinicacAo se fez
ao ronsellieiro presidente da relacio.
Dito\o inspector do arsenal de onrinni, appro-
van lo a deliberarlo que Smc. lomin. de mandar ap-
plicir ao fornecimenlo dos navios da armada, a
agurdenle apprehendla no presidio de Fernando,
entiesando a respectiva importancia na lliesourana
de f.izendt, vi.lo nio ler apparecidopessoa que qui-
zess. arrematar a referida agurdenle por preco ra-
soav-d. Coramnnicou-se ao inspector di mesma
Ihesourario.
DitoAo capilao do porto, inlciran lo-o de haver
ni vista de sua iiiformacao, concedido ao pratico
Anlonio llenriques Mafra, 3 mezes de licenca sem
ven-imanlos, para ir a provincia do Kio Grande do
Sul
1 itoAo juiz de direilo da comarca do Rio For-
moto.Nao lendo es-e juizo remettido al agora a
relacSo nominal que esig em ofllcio circular de (i
do-elembro do auno prximo pascado, dos indivi-
duo! que tiesa cunares exerrem officios de juslira,
cumpre que o f.iri quanlo anles, dovemlo Bemllian-
le ri'lac.lo ser orgaataada de coulormi lade com o
modsllo que remalle.Nesla sent lo oniciou-se aos
juizfsde direilo do Cabo, Goianna, Nazarelb, Li-
mi-.'iro, Pao d'Allio, Bmito, Boa-Vista ; ao juiz do
cive eaodeorphaos de,la cidade.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial,
{ransoailtindo para o lim Conveniente a rntelo das
despezas feilas pira o espe lenlo da repart{ao das
obras publicas no crranle mcz.
DiloAo mesm i, para que, vista da conla que
remelle, mande pagar a Cruz & Gomes nlquanlia de
10>3i'J) rs. em que- imporlam os objeclos fornecidos
a diretliiria Rural da insinenlo publica para o seu
expedivale. Coinmunicou-se ao referido director.
DitoAo commandanle do coep depnlichi, com-
miiiiican lo qne mo s6 parlicipoo ao Esm. presiden-
te da Paraliiba, o fallecimenlo do soldado de polica
daquella provincia DamiDo Andr das Nevos, mas
lamben) solicilon a iudemnisaciln da quanlia de
105.j60 r>., que se despendeu com a inhumado ih)
cadver d> dilo soldado. (llliciou-se nestesentido
ao mencio lado presidente.
Dito-Ao capitilo Domingoi de l.una Veiga, con-
cedemioos S dias de licenca, que Smc. pedio para
vir a esla capitalCommuuicou-fie ao commandanle
das armas.
DiloAo commandanle superior da guarda na-
cionaldos municipios de Olinda e Ignarass, aecu-
san.lo recelii lis as copias queSmc-reraclleu das re-
lardea dos guardas nacionaes perlencenles as lisias
do servidoMctis-u e de reserva, das Ifes parocliias do
municipio det'linda.e bem assim a da acia dos Iraba-
Ihos do constitu de revista do me Dito A administradlo do patrimonio fH or-
phos, liileiranlo-a de liaver mandado ailinilfr no
rollesio dos orpbilos o menor Juvenal fillio de Ger-
trudes Mas na de Jess, casada que foi rom o falleci-
do Marcolino Jcr invino (ionjalves dos Sanios.
Dilo Ao majiir Jofi i epomuceno da Silva
Porlella. Comniunicando-llie que, por portara
desla dala, resolv conceder a dispensa que Vmc.
solicilon do cargo de delegado de polica do termo
da villa Bella na comarca de Pajc de Flores, ap-
proveilu a ocrasiao para dar-llie os merecidus lou-
vores pelos relevantes servicos que presin na di-
ta conurca, e espero que continuara a prestar lao
valiosos no eliminando do balolbdo ).> deinfauta-
ria, a que he chamado. Fez-se o necessario expo-
diente a respeilo.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
recolher aos armazens daquclle arsenal o armamen-
to arrumado que llie foi apresenlado por parle do
eomman l me do corpo de polica, fornecendo cairo
era bom estado para e servico do dilo corpo. Com-
muiiicou-se ao respeclivo commandanle.
DitaA mesmo, recommendando que frne;a u
JoSo Donsley. mediaute a competente indemnsacao,
5 barris de plvora.
DitaAoagenle da companhia das barcas de va-
por, recommendando a expedc'u de suas ordciis,
afim de quo no primeiro Vapor que seguir para o sul,
seja transportado para o Rio de Jarfeiro como pas-
snReirode eslido, o padre francez Beasa.
-9
UlUcio Ao Exm. presdeme das Alagoas, rcmet-
lendo as medalhas que compft'em aos alferesdo oi-
tavo balallnlo de infantera tistevao Jos Paes Brre-
lo e Amalo Maia, por lerem felo a campauha Ar-
gentina.
Dilo Ao Exm. conselheiro presdeme da rela-
<;.lo, para desuar oulro desembarsador para prcen-
cher o numero dos vogaes logados da junla de jusli-
ra, visto liaver o desembarsador Severo tmorim do
Valle declarado que lem de averbar-s'< de suspelo
no processo criminal dos ex-ofliciaes d ^corpo de po-
lica o qual lem de ser submellido ^ITconhecimeiilo
da mesma joiita.
Dito Ao coronel commandanle das armas, re-
commendando a expedir,ao de suas ordens, para que
o commandinlcda companhia fixa de cavallaria pres-
te urna ordenanra a cavallo Iotas as vezes que por
necessidadij do serHeo llie for requisitada pelo sub-
delegado dt fresue/.ii da Boa Vista.Communicou-
s ao cliefe de polica.
Dito i\o inspector da Ihesouraria de fazenda,
IransmillinMo pira o lim eonveuienle o aviso de le-
Ira n. 39 Waimportincia de 3:369g200 sacada pela
lliesoiirarJi de faAnda da provincia do Rio Grande
do norle lolire e.lesla e a favor de Barroca & C.
Parliripod-seao Exm. presidente daquella provincia.
Dilo I Ao mesmo, pira mandar levar em conla
ao almoiarife do arsenal de marinlia a quanlia de
513 que se de-pendeu com o suslenlo no s de seis
operarios cslrangciros vindos de llamburgo com des-
tino a provincia do Para, mas tambem das familias
dos me remelle por copia. Picando S. S. cerlo de que acaba
de solicl(ar-se do Exm. presidente daquella provin-
cia, a cspcdicilo das convenientes ordens para cr in-
demnisada semollianle quanlia. Ofliciou-se ueste
sentido ao supradilo presidente e ao inspector do re-
ferido arsenal.
Dilo Ao chefo ds polica, nteirando-o de ha-
ver expe lido orden), nSo s ao agente da companhia
dos paquetes de vapor, para fazer receber e transpor-
tar al a provincia das Alagoas no vapor Gaanaba-
ra o criminoso Manuel ^Francisco dos Sanios e as
duas pracas quo foram escollan lo ao referido cri-
minoso, mas Innlifm ao rommau lanle do corpo de
policio, para prestar as mencionadas pracas.Expc-
diram:se as ordens deque se trata.
Dito Ara-liara municipal desla cidade. Em
respoMa ao officio que Vmc. me dirigirn) em dala
le 3 do crrenlo, representando sobre a difliculda-
de d fazercm-se as lisuras de anjos que a plaa do
cemil'-rio publico, approvada poresleguverno, man-
da enllocar nos espacos entre as calacumbas, lenlio a
dcclarar-llies que concedo a aulorisaejlo que pedem
Vmcs. para alteraren) nesla parle a referida planta,
substitu!! i aquelles cmUcmas por floroes.
Borlara Ao agente da companhia das barcas
le vapor, recommendando a expedirn de suas or-
dens para quesejam transportados no vapor Ciiuna-
baira para a corle, o coronel de primcira linha l.uiz
Anlonio Favilla, sua mulher e duasescravas.Man-
dou-sc passar guia de soccorrmeulo ao mencionado
coronel.
juila Ao mesmo, recommeinhndu que faca
Irfnsportar para a corle, por conla do governo, no
vapor Guanabara o primeiru srjenlo do primeiro
regiment de estallara, Manuel Correa da Cosa e o
soldado Antonio Jaciolho Leodoro e para as Alagoas
o soldado desertor do oilavo balalhau de infaulara.
Joaquim de Sanl'Anna. Communicou-se ao coro-
nel commandanle das armas.
Dita Ao mesmo, para mandar dar transporte
pira a corle por conla do soverno no vapor (luana-
bara aos cadetes do 9. balalbSo de infamara. Pe-
dro de II-irros Cavalcanli de Laccrda e Alfredo de
Barros Cavalcanli de l.acerda.
EXTERIOR.
certa quo iHva o sigoal contra o dominio Iheocrali-
co, que .linear i\.i opprimir a Europa.
Para que a ndole dos dous povos fosse nlera-
mi'iite idntica, falloa-nos c irlo lamentamos esaa
falla, a in.ii de Ptulippo II para assimilar inleira-
ni Mil osnossos destinos. Pz na caber,.*, a cora de
Portugal, lie verdade, mas foi necessario arranca-la
dos braco? dos heroicos populares, que coinbaleram
com o prior do Cralo. Os nobres poderam ir beijar
a mo que os havia corrompido : o povo guardou
intacta a sua T, at au cerco de El vas, al a bala-
llia de Montes-Claros.
Foi menos o espirito da independencia, do que a
anlip ilhi.i de carcter entre os dous povos, que
tornou lao rpido o seu dominio. Sessenla anuos,
islo lie, a vida media de duas gerares, bastaran)
para absorto* inlciraoienle Portugal, e apagar lodo
o rastodasua nacionalidade, se por ventora fos-
sem idnticas as suas aspirarles e a sua ind de.
1CW nao se explica pela ambicio de um principe,
e pelo desconlentamcnlo de alsun ti.laicos : lOil)
exprime eloqiientemeiite a antinomia social entre
Portugal c llespanhi. A revolurilo ncbou echo em
lodo o territorio. Na India e na America mesmo
o estandarte das quinas flucluou rpida e como con-
tagiosamente.
Evaggcrados e mal dirig los, o rea religioso c o
herosmo hespanhol, produziram a iu.p isiri i e o
despotismo. O povo aceilava e sympalhisava com o
fanatismo de Philippc II. Depondo a espada com
que vencer o cresccnle, o sen amor pela cruz, ele
vou-se al a feroc.iadc. So o rei asdstia impas-ivel
aos finios de f, o povo mo dcstitava tambem os
ollios das victimas que se eslorciam nos arrancos
da agona.
O calholicsmo. diz um moderno escriplor, dei-
xou o seu rasto na Pennsula, em cada momento da
sua duraro : e como elle fui na media idade um
elemeulo de liberda,'e, e desde o XVI seculo um
elemento de reacc,o imprimi esse duplo carcter
na alma do hespanhol. Ha dous homens em rada
hespanhol ; um independente da poca das commu-
n,is, c um vas-alio fabricado por Pliilppe II : deste
mixto de independencia e de obedieucia nascem ce-
sas contradiccoes que nos admiram. O mesmo ho-
mem que anda hontem eslava ancioso de respeilo,
existe asora ancioso de obediencia, para nao dizer
de servidilo. Acredilaes que lie iiiconsequeule, que
renega o seu carcter. Nao o poderos acensar dis-
so ; elle consubslancia em si duas pessoas, duas
pocas, a idade inedia e a reacc,a"o do seculo XVI ;
o equilibrio do mundo moderno nao se completou
na sua i'iiliil.idi". n
He cxaclamente por cu arredilar qne em Portu-
gal existe melhor fundado esse equilibrio, que cu
nao acoln) com tanto rntliusiasmo a dea ibrica.
Coltejem-se passo a passn os acontecimeulos c ver-
se-ba se me engao. () espirito publico entre nos
auxilia lodas as evoluces da civilisacao e da liber-
dade. Em llespanlia fnzilam-se os frades, e elles
apparecem depois engrandecidos pelo martyro. Em
P rlugal expulsam-se dos convenios c nunca mais
um habito ousou alTrnnlar-nos a vista. A lolerancia
au he s um principio sacrosanto, he urna prova de
enersia e de foica para os partidos vencedores, A
Ilcspanha receia um levantamento carlista : Portu-
gal, deixando ao partido retrogrado o uso de todas
as garantas liberaes, nao tem a temer que esse par-
tido conquiste nunca o poder que perdeu. A idea
le Philippc II
Iransparece
ca. Moderados, carlistas e at o enligo partido pro
e II mj.Tlada pelas iradires nos partidos, "* eommissao militar d,. Diel
e, a cada passo, nos actos da vida polili- deliberarnos com a fjrca e cfli
ados. carlistas e al o antigo partido pro- i ouemos asegurar que o conde
fratricidas. Independencia administrativa de cada
estado, e 3 nacioualdade peninsular forlemenle
consliluida pelo rgimen da centralsac.lo pulilca,
lie s a evolucao que lia de salvar inleiramcnte a
Hespaulia do stiguia, que Ihe imprimi i realeza da
Plulippe II, e dos seus successores, c congrarar o
espirito liberal ra idade media com as vena lea da
civilisacao moderna.
Mas nos somos solidarios com a Europa : he em
vista das modificaijes que podem nella acontecer,
que llevemos apressar ou retardar o inomculo da
nossa iiuiao. Poderosos, e. podemos di/.er, inveii-
civeis na resistencia, nao nos cumpre entretanto lo-
mar iniciativas que p-rturbariam a paz, a faram
correr e sangue, sem prosimas vantagens para o
Iriumplin da causa democrtica.
A miuha idea, lie por conseguinlc, n de um a I-
diamenlo mais ou menos prolonsado Segundo as cir-
cumslancias. Mas os fogosos sectarios do ioeraM
nao a bao de aceitar fcilmente : quercm oblcr o
fim, sem he impoilarem os meios: qaerem a Pe-
nin-uli unida, pondo romo queslao secundaria a
forma da enr.orporae.oo.
A dea e a forma aqu identiticam-se. A uni.'io
herir sem federaco democralica pode lomar-se
n m faci, mas ha d. ser um faclu desaslroso par
amtios ns pases.
Estas coiiviccoes que aqu emprimo nao sao noval
em mim. Mauifcsle-as h i quitro anuos n'um jan-
lar, a que me convidara um personagem hespanhol,
que he linje em Madrid um dos mais strenuos pro-
pasadores do iberismo.
Julso prematuras, en que he mais, imitis eilas
explosoes. A nniao material c econmica li.ao de
consegu-la os caminhos de ferro : a uniao moral e
poltica os acoiileciinentos que ter.lo de transformar
a Europa. Lope* de Mcndoura,
l'ma caria de Francfort de 9 de novembro cx-
prime-se ncsles termos:
Podemos annnnciar por boa va que as relacOes
acluacs entre a Austria e a Prusaia, enlram cm ti-
ma nova phrase, pruvavelmcnle feliz para a Alema-
nha. He quasi (ora de duvida que estas duas Do-
lencias chcsaraiii a um accordo. A Prussia lem cun-
iritiuido para i No da :ll) de oulubroexpedio-se ileBerlim a Vi eo-
lia urna resposta au despacho austraco de 2i que
j US tinca plenamente estas esperancas. Assenta na
sua parle principal cinco pontos que resumidos r-
fram-se no seguinle:em primeiru losar a Prussia
acquiesre aos quatro artigos das garantas exigidas
Russia ; porem em segundo lugar pe por cond-
cao que a Austria nao ira alem daquplles qualrn
ponto*, qualquer que sepi n desfecho da guerra ac-
tual; em lerceiro tugar menciona-ae um a proposta
commum, que apresentada Dela germnica pela
Auslria e a Prussia, alim de convidar a confedera-
cao a aceitar as qoalro garantas; enl.lo a confede-
rado, a Austria e a Prussia declararan ao gabinete
le S. Petcrsbiirgo que he neressaria a acceitacao des-
sas bases para u re-lalieleciineule de uinn paz Sali-
da e diiridoara ni Europa; em quarto lugar a con-
federacao germnica a Prussia prometlem loceor-
rer a aslria, nao s no caso de ser atacada nn sen
propriu territorio, mas ta;nbm no cao de ser ala-
cada nos principados; por ultimo, e em quiulo lugar,
tratase das disposicei preparatorias que devralo-
Dtela para firmar esl-is
acia convcoienles.
lonja, ao passo que us a repulamos como urna
mais graves ameacas.
Ca la da se desembarace mais a situadlo o se a-
clara tal qual lie, por isso nao nos resta in.us do que
exprimir de novo a noata eonliaacana certeza, que
por vezes repelidas nos foi dada, de que sua mases-
la le o rei da Prussia comprehende os deveres que
lhe impio em tolas as evenlaatidades a sua solllri-
lude por firmar a seguranea da Alerainha ua parle
de leste.
a Como sempre liavemos feilo, damos boje a m or
iiuporlaiiria a um, atlilude coininuiii por parle da
Prussia e da Austria, peranle a Dieta, Com a inaior
persaversnfa us temos esforcado em m lulcr-nos
n'uma liuia de pronediaiento em que deveri m a
ebar-se tambem comnosco a Prussia e os demais es-
tados alem: es.
n No a-sumplo de Ilolslein a que se refere o ga-
linele real, uccessos enlraordinanos impediram a
Prussia de observar suidamente scmelhaiite proce-
dimenlo; ser pjis precisa eonseqnencia do xito do
assumpto r-conliecer o quanlo he inaprecisvel para
toda a Allemanlia a unio da Auslria e da Prussia.
i No aetnal estado das consas,julgamoapoder pre-
por l-imhciu i Prussia cooperarmus para que seja
completamente uniforme a arcan dos rcprescul mies
das duas potencias na Diela germnica.
i P ira esle cfl'eilo, vos communicamo, Srs. mi ais-
tros, as ustriiccoes provisorias que redigimos para
o cmbaixador imperial junto Diela, aulorisin lo-
von para roinmoiiica-ta- confidencialmente ao Sr.
Ii uao do .Mauteiill'ol, accrescentando que nao farc-
inos uso deste documento em quinto o gabinete
prussiano nto se explicar pira comnosco,
V. E\. se servir reniinelter copia deste despa-
cho ao Si% ministro presidente. |Aceilai os lesle-
inunhos ele. Asignado ) De lluol.
Escrevem de l.eipsick : a Muito se tem fallado
nesies ltimos lempos dasvantageni agrenlas e'com-
mcrriaes da naveg.ieilo do Danubio, assim como dos
servido* que poderia prestar a Auslria em caso de
guerra com o Oriente. Julgar-se ha disto por um es-
Indo rapi lodos recursos de que di-p? a comp mine
que oliievc o privilegio densa navegaeio,
o A companhia danubiana possuia em 31 de de-
zemliro de I853trnta e si}|e vapores para passigei-
ros. 17 dilos para mercadorias, IS dilos de reboque,
ao lodo ~J embarcaces com a torca de 8.I26 caval-
los, o que, da termo medio, ISfJcavallos por barco:
os grandes para passageros lem machinas da fur^a de
150 eavallos. Aclualmenle ascend o numeru de
barcos a S, e a sua torea media nao se allerou de
nn. lo se i-ivel. O material da companhia se aug-
mentar de auno para anno.
( Os barcos de pscasenos nao sao tolos da mes-
ma dimensa ; pela maior parte sao dispostosromo es
Americanos, lem mu dormitorio em tiaxo, e por ci-
ma salas fechadas e coberlas; poderiam con luzir at
t.-JOU homens de infaulara ; porem, os outrus que
formam o niaior numero, nao levar.lo mais cada um. Afora os vapores, a companhia possne
I2 linclies de ferro, e una barca de lOtoncladas.
Cada lanchao poderla levar 500 liomens.
Se lodo o material da companhia se reunsse e
earrezasse de tropas de ufantaria, poderla condzir
I I0:INI!) homciK. Os lanches sao tambem appro-
priados para transporte de cavalloa, bagageas,e mais
tremque acompanfiam um excercilo.
s que esle valor foi desenvolvido e estes triomphos se I ligas leis. A admiuisiraiao da Polonia, he separa-
ganharam apar das tropas d'uma nac.lo, cujo valor Ida da do imperio. No entretanto, os es torcos para
em pocas precedentes tem caselo assninbro no I umfermr a administrara da diversas provincias,
campada baialha; e que pela primeira vez agora se vao diariamente produzm lo os seas resultados. Os
assignalon na briosa emufaelo de urna intima con- I privilegios da Itessarabia.e os dos Cossaros acabaran!
fraternidade de armas. S. M. confia que o sangne anda lia poucu, e u mesmu succedera por cerlo s
das duas nac/ies em lana copia derramado na lala- demais provincias.
Miado Alma, dcs.-raca que S. M. e o sen povo de-1 A Kussia divdese administrativamente em gover-
plorara piorundainenle, poder cimentar urna allian
ca que durar para felicidade
LISBOA
23 de novembro de ",S54.
A QDESHAO IBRICA.
Mcu charo amigo.lia quesles melindrosas em
qne um escriplor se uo pode" iajjar aulon-ado a
fallar em mime do sen partido, m^Lcni que llic
compre iiiauifeslar leal e francamml > sua opiniao.
A qoeslilo ibrica, que parece asi'ar-se com en-
Knusiasmo na nacao viziuha, he daqubllas que ctisle
exactamente ueste ciso. A miuha pessua. lao obs-
cura como he, lem sido cilada u'atguns joniaes, e
por alguns trechos do arligos leem-me querido in-
culcar como parlilaro de urna fulura fusao polilica
enlre os dous pases. Por isso mesmo que poucu
avullo nos pegocios publico--, mais urna razao me
obriga a nao consentir que abusem da miuha humil-
de cnlidade.
Eu sou dos que nilo acredlam na homosenei lade
completa, que se diz existir entre Portugal e Hespa-
n lia Separados politicamente durante muilos se-
culos, n.lo admira que o carcter dos dous paizes se
distancie, e nao ser diflicil desrnbri a causa phi-
losophica que determina oslas dITereneas de ndole
e de coslumes. Livre mais cedo do dumnio rabe,
dirigamos o n isso estorbo para a India e para a
frica, emquanto a !lespanha, que acabava de ex-
pulsar de Granada o ultimo dos Ahcncerr.ige?, era-
penhava rom a Europa urna grande lula, e usando
o despotismo poltico ao fanatismo religioso, oppu-
uha as invasOesdu espirito moderno o tremendo tri-
bunal da inqusicao. Tambem o tivemos mais tarde
entre nos ; mas comparc-se a historia de um e
le oulro : contem-se as vctimas, e ver-se-ha que
era mais o genio da imil ir.io do que o da intole-
rancia, que l'iliava entre nos cssa horrivel inslilui-
e i. a que se deve era grande parle, nos lempos
modernos, as carnificinas sanguinolentas que des-
botam os annaes da liberdade cm Ilcspanha. Ncssas
eras adevinha-sc por fados solados as diversas ten-
dencias dos dous paizes. Gil Vicente, o grande
poeta cmico, applacava em Sanlarem urna revolla
contra os rhrisiaos novos, invocando o espirito evan-
glico do rhrisliaiiismo : anuos depois Cervantes c
l.opez de Vega, os dous maiores genios de Ilespa-
uha, app'.auiam com alvoroco a evpulso dos GOO
mil mouros, que deixavam entregues desolarao as
feriis campias, que haviam enriquecido cum a
sua industria. Os Quesos e-criplores vinham mal
reridos da frica c da India, e inorriain, alguns ao
desamparo, com os olhos filos na cruz porque ha-
viam pelejado, na espada que haviam enuobreridn:
nenhum, que me lembre, inscrevia no rotulo das
suas obras, como l.opez de Vega, entre os seus pri-
mnos litlos, o ser familiar do santo-officio.
Portugal, apezir da inferinridaile relativa da sua
civilisacao, foi mais accessivel sempre s conquistas
do espirito moderno. Em lempo? remolos D. Diniz
havia suspendido o culello sobre a cabeca dos tem-
plarios : era a realeza oppondo-se nobremenle a
reaccao : em eras rcenles tomos nos que demos o
sisnal para a distruicao da companhia de Jess :
era a realeza tambem de nslnclo, ou de sciencia
Buol, ministro dos
sres-isla," que eizuj-nle se~t7astorn)7 agora"" todos I "e podem por em cxoosieo os martyres que mutua- postas daProssia com muila sal.slacao, leudo ja da-
ineiite sacrilicarai s suas desvaradas paixoes. Em : do resposla ., Prussia neste sentido.
0 PARAIZO DAS IIJLUERES. (*)
Por Panto Peval.
o pn*noL.
CAPITULO DCIMO.
Portugal o partido exaltado miguelsla, que o ha-
via tambem mais cordato, e quo deplorava os seus
excessos, cabio sobretodo por se tornar perseguidor.
O horror ao sangue que o chrislianismo e a pliloso-
phia moderna, que delle se deriva, lao altamente
proclamam, como um preceilo sublime, be entre
i\'. podemos dize-lo com nrgulhu, um senlimenlo
nacional. Existe esrrpto no coracao, antes do se
haver imposto ao espirito como o'priineiro dever do
liomem rivilisado.
De todas estas reflexcs solas, 'qual he o peDsa-
mcnlo que en extraio, como conclusao lgica e im-
prelervej? LTm s, simples e conciso. He que exis-
timos anda mu verdes para urna completa fusao
polilica : he que precisamos deixar ao lempo, ao
progresso das ideas, aos mellioramentos da civiLi-
saCSo, o cuidado de identificar os nossos deslinos.
Mas n uniao poltica tic nma queslao complexa e
immansa. Para a realisar bao de entrar de novo em
lula os dogmas que dividem os partidos. O iberis-
mo pode compreheuder lodos os malizes das opi-
nioes desde a absolutismo at repblica. He du-
pl.menle pergoso entao enloar focic* a urna idea,
que branse em s talvez longos anuos de discordias.
e de irremediaveis conflictos.
Para que havemos de aprestar a solucao de um
problema, que o futuro melhor poder.i resolver, em
beneficio cummum dos dous paizes? He o desen-
volvimenlo da civilisacao que tem de aproximar ine-
viUvelnienle a ideniili arao das duas nacionalidades.
Portugal e Hespanlia enconlrar-se-hu por iul^resses
e por principios, unidos, sem o haverem presentido.
Quanlo mais Ilcspanha moralmenle se modificar pe-
to inflnxo das doutrinas humanitarias, quanlo mais
Portugal progredir pela evolucao dos progresos
econmicos, mais fcil se tornar essa encorpora^ao,
que boje seria fatal, porque encontrara lio espirito
publico invencives repugnancias.
Eu desadoro profundamente o alvilre dos que
pretndelo obler esse grandioso resultado, por ma-
trimonios de prncipes, c por subversao de dynas-
lias. He fazer recuar a poltica at aos lempos de
l.uiz XIV, e tentar substituir as intrigas de urna di-
plomacia (acanlia, ao rasgado inovimeulo das causas
pliilosopbicas que si'is explicam as revnluc.es da so-
ciedad*. Portugal vendo reinar na Pennsula um
re porlugnez, nao se julgaria por isso nobillado na
sua pessoa. Os res podem aprsenlas o sen prin-
cipio, mas uaoconsubstanciam de cerlo as aspiraces
de um povo. A uniao ibrica operada por um en-
lace conjugal, nao me parece s ume idea absurda,
creio que he nma idea fostil e ridicula. Outr'ora
putera loniir-sc um penliorserio de allianca: hoje
seria apenaS um acto puramente physiologico, quo
nada tem que ver com os altos inlcresses de urna po-
ltica ele*.ola e sisude.
Quanlo a mim, o iberismo nao pode assumir, de
futuro, senilo urna formaoda repblica federal-
das gefaofies futuras,
que em razao das onsequencias e do gloriosa es-
plendor da virioria, liem tiran com reconhecimenlo
a memoria deste campo de baialha.
Nos limiles de um ollicio V. S. encerrou todas
as rircurr.slaneias que sao necesarias para fazer cum-
prcliendcr o jilano de opera^es formado pelo asare-
chai M. Arniiii I e por vos, c b modo porque a pe-
ricia dos olliciaes co valor dos soldados dos exerc-
los alliados execularam esse plano.
.< Guardis silencio sobre um ponto, slo he, so-
bre o lirillianle servico que leudes feilo. Sem em-
bargo disso, chegou por onlra via ao conhecimento
le S. M., que esta bem convencida .le que. se o seu
exerciio se tornou digno de sua amiga nomeada. o
eu chele se moslrou capaz de sustcnla-la, e com-
provou a profeca, escripia ha qoarenla anuos por
aquelle de quem aprendestes a arte da guerra, cuja
perda anda deploramos; profeca que aannneiava
que algum .lia darieis honra o vosas patria.
Rereb de S. M. ordem de exprimir a V. S a
sincera ilor que leve ao ler a extensa lisia dos olli-
ciaes e soldados que f iran morios ou feridos nesla
arca, memoravel. SemcHiante victoria nao pode
obler-se seno a cusa de graves per las, c ha moti-
vos para rrer que iicuhiiin i onlra disposicao das nos-
sas tropas tea evitado tal sacrificio e ao mesmo te n-
po leria conseguido um resultado que de tusara es-
perar-se que na baja de futuro igual cliusio de san-
gue.
S. M. esnera que aquelle? de seus subditos, a
quera i perda de sen- prenles ou amigos suhniersio
no lato, se consolaran pensando qae os que nao v-
veram para a.sisnr au Iriumpbo dos seus camarades
pereceram em defeca de urna causa justa, e que os
seos nomei sarao inscriptos nos annaes da cloria do
sen paiz. S. M. desejkria continuar a receber par-
ticipaces de V. S., destinadas a acalmar as inquie-
(a(6as auteluosas do amigos dos feridos; e espera
que grande numera destes valentes podaran cm bre-
ve lempo vollar ns fileiras do exerco e desfrurlar
com a paz totora as honras devidas a sua valenta.
A paciencia com que os ofliriaes dos regimen-
tse n~ soldadas supporlam sem murmurar as priva-
ees extraordinarias a que so teem visto evpuslos
lesde o desembarque na Crimea, mereceu a rdeme
nos, e estes suhdividem-sc em dislricloron crculos.
O governador lem a seu cargo a gerencia civil, e
impera sobre as autoridades do governo. Cm coro-
nel de gendarmera, chele de policie, dependente
do ministro, e nao do sovernador, est adjunto a ca-
da governo.
Em eeral, os empres idos russos sAo apegados as
formalidades, raturras, insolentes, e cubicosos ; es-
tes deleito? prejudram mullo a acTmini-lrarao du
paiz. e paralysam al os bous desejos do governo.
Em cada cabeca de soverno exisle um tribunal
superior de Justina, dividido em duas serenes, civil e
criminal; das suas senteuras cabe appellaro para o
senado. Cada districlo tem um tribunal de districlo.
ou de primeira instancia, dividido tambem em duas
seccoe?, urna civil, oulra criminal. Apezar da boa
voniaile do governo, a juslira he mal administrada ;
a fallado nublicidade, a incrivel venalidadedosjtti-
zes, a sua ignorancia, e confuso da legislacao. ua
as causas desse deploravel estado da adminislracao
da juslira, que a omnipatente vontade do czar anda
nSo pode remediar.
Na Kussia uao ha cdigos: porm, ha annos pu-
blica-se, por ordem do impendor Nicolao, nma col-
lecc.lo de leis aallgat e modernas, especie de Dises-
lo, em 50 volomes, em i., ronlendo 50,000 ukases,
eque anda continua a publicar-se.
A pene de marte nao existo ni Russia, segando
disem, desde osecillo t8.n ; osupplicio do kuoull,
dizem os escriplores russos, he hoje apenas um cs-
panlalho. A nica pena para os crimes graves, lie
o degredo para a Slberie.
Fui cm 1S22. que o governador da Sitiera, conde
Spevonski, reurgauisou o syslema geral de deporta-
5 o : desde essa poca, as colonias penaos teem ad-
quirido um grande descnvolvimenlo, e nra cerlo
grao de perfeicilo. Os condemnados quanlo che-
gam a Siberia, sao divididos em cinco classes. Os
grandes criminosos, condemnados a Irabalhos torea-
dos as minas, mis nanea perpetuamente; ao cabo
de 0 anno?, o condemuado a< minas, tica livre, e be
colono. Outros operarios Irabalham pelo espado de
seis anuos, em toda a qualidade de Irahalho, e fi-
cem livres depois. Os da lerceira classe servem 8
annos, romo criados de servir. Os da quarla, os
lavradores empresem-se pm arrntear a Siberia de-
ven) ser casados; o governo fornpee Ihfcs os necessa-
bramdo eomprimecto dos seus deveres.
i A mancir.i all'ecluosa por que V. S. reconliece
os serviros prestados por sir Edmun I I.yons c pelos
olliciaes e mar nli iros da marinlu real, sera apre-
ciado com edes valentes merecem. Privado..:.;
occasiao de mostrar a sua bizarra cnica una esqua-
dra que se roe isa sabir ao mar, apoiaram com ludas
as suas torcas as operaees do exetrit i, e o seu ga-
Ihardo proceder no campo de batslha, onde minora-
.. 0"material' llucluanlc da companhia nfio he o ram 'H^imenlos dos feridos, c comprram o
nico recurso que ministrar, dado o raso de ser pre-orrro v" paf com os morios, ser sempre
ci. Excepto o fabrico da plvora, nao lia Irahallm |,'"'a eMts "'" t,t"1" '>"orifico, que estrellara cada
le arlilharia ou do engenheiroa, que as suas offieina* ve""nis M l"-" q<-- ligam os exercilos de mar e de
sxmpalhia c a anpruva;ao de S. M. Os sullrimen- I rios adiaiilamentos |ira se cslebelecerem. Concluida
tos que ns enf rmidales j ibes linliam causado po- a pena, sao tratados como colonos da cora, bem co-
deriam desfallecer tropa? menos valorusas; porm, I nao lodos os deportadas depois de livres. A quinta
serviras para demonstrar anda mais quequandoldasse, a do invlidos, emposta de enfermos e ve-
.u a hora do embale, os nossos soldados s se lera- | Ibus, est espalhada polos coramunas, onde se em-
presem em varios mistere. Em 1840, sesundo
Tchlul-Cbofl havia i:l'(,f>:l!l colonos, e ume grande
quanldade de deportados, nao computados. Hax-
thaiisiMiavalia em 10,000 o termo medio auuiml dos
dcnort'ados .peridico .le 1H-J2 a tS:2i, e Mr. Demi-
dnireni 10,000 a 20,000, sem determinar poc.i.
(mprttua e Le.)
ONDE NADA CUSTA.
(Conlinuarao.
Havia cm Ionio do saino nma fileira de retratos
de familia. Os quadros isuae de forma uval cram
roroados de ni', que dcixavem caliir direila e
csqiierda suas punas um tanto iuleiricadas. Enlre
dous rolos mas olios via-se sempre o semblante de
urna mullier, assim como a mesa em um jantar bem
ordenado, onde os sexos allcriiem-sc simtrica-
mente.
Os vesfuarios muluain j mis os semblantes per-
inaiieciam quasi os inesuios. Comecavam pelas armas
brancas. Rostan, cavalleiro c senhor do Bosoq, que
salivera na primeira cruzada, eslava adianto com
sua inulher Yol.md de Goulaine ; depois viuli i An-
tonio, eu llho, marido de Reine Porhoel, c ligado
por ella aos duques soberanos da Brelanha. Depois
oulros ale Antonio III cuiileiiiporaueo de Bertiand
de Gucsclin, e ruja mullier Joaniia conhccia Tiplia-
lie a l'a.la. As utas ilc-ses anligos retratos eslavam
denegridos e tinhain inscripcocs [irolxas cora carac-
teres encarnados meto apagados,
O Rostan que linha o Irage de Francisco I era j
conde. Junio delle eslava um quadro vasto, que era
nma historia. Anna, condsasele Rostan, tiuna ido
corle de Pars, e o rei a linha ai hado bella: os ba-
tees da Brelanha nao zomliam com a honra.
Amado V fez a guerra da l.ga as cotias de Mer-
coeur. Antonio V| agarrou o duque de Chaulne?
pela gola na praea do palacio de Itenues, e desafien
o r.i-sd l.uiz XIV. Anlonio VII enlroii na fiorft-
ta, assim ilizia-sedaqiielles que conspiraram com o
principe de Cellamare contra o regente I'elippe de
Qrleans, e seu Ribo leve o titulo de marquez.
O nllimo Amado ecompenliou o conde, de Proven-
ga ao desierro, o foi seu enviado junto do impera-
"() Video Diario n. 8.
dor da Austria. A marqneza vuva, cujos funeraes
rclcbravam-se ISo alegremente era sua mnlhcr.
Ella eslava ah em seu quadro oval, cujo dnurado
pareca novo cm cumparacilo dos doura los mais en-
tiuos apagados pela fumace, trajando esse vestido de
seda verde semeado de rainalheies de que Suzetle se
approprira essa noile. Junio dclla sobre urna mesa
eslava o famoso chale de casimira da India, que co-
lina nesse momento as espaduas carnudas de l.oison
Clanchcl.
Anda nao fallamos sufiirientomente desse l.oison
Clanchcl. Mr. I.apierre bcsilava enlre ella e Suzel-
le. Suzetle era mais moca; porm l.oison Clancbel
linha cum que.
Em seu retrato a marqueza viuva linlie na m.lo
urna rusa, junto dos labios, o os labios da marqueza
eovergoohavam a rosa.
Todas as oulms mulheres desde a marquez.3 viuva
al Volend linliam igualmente nma rosa. Quanlo
mais se suba essa esrada de dalas tanto mais desco-
rados estavam os labios e as rosas, o que prova que
desde os lempos barbaros os retratistas feziam o que
podam.
Todas as rosas estavam direila? sobre as basteas,
e lodas as evos linliam a cabeca alte, o sorriso calmo
e a fronlc serena. Rcronieciam-se nellas as dignas
espesas desses soldados que estavam, desde o primei-
ro al ao ultimo, apoiados nos copos triguciros da
espada.
O salo era grande e linha quatro janellas soth-
eas, quedavara para o paleo da honra. O torro das
paredes piulado no comeen do seculo realcava suas
molduras com largos los de ouro, que se eru/ivaiu
na altura de um homcm.ciam rodear os escudos de
allianca de cobre esmaltado suspensos sobre cada re-
trato. O fnrro do ledo nll'erecia um fundo de azul,
e supporlava Ires Brandes lustro- de busi.is, que se
relleeli.ii'1 no assoalho de milo do carvalho unido c
liso como um espelho.
O sali de Haurcpar linha visto lodos esses Ilus-
tres casannnlos, emque linha entrado toda a nol.re-
za da Brelanha. Rostan linha casado mais de nma
vez suas lillias com os lilhos de sangue ducal. Ros-
tan era pruno de Itieux, de Roban, de Avauguur,
de lireux, de Chateaubriand e de la Hoossaye.
Tinha ouviilo graves e galantes poesas, "c seus
erhos nunca linliam repelido senao ConversaeOes al-
liva,
Grilai C dai camb.ilholas, patudos! E vos, pnrea-
Ihonas, deisai ver a runpa soja debaiso da seda mal
assentada, lie lempo. A defunla que est em cima
nao pode desccr, neni seu retrato podo fat'e-, E^sa
galera muda que vos encara nao iinpi, lir'v 10 di-
verliinento. Agilai-vos; he a primeira ve; que esse
assoalho v dan-a desuero". Escorrcgai,calii no meio
das gargalhadas, levanlai-vos para lomar a cahir.
Para que isto melhor se cnteiida Iransrrevemos o
despacho aus|iaco de 2'1 de outuhro. dirigido ao
ministro da mesma nacao na corle de iierlim; e que
he nina resposla a nota do gabinete prussiano du
dia 13:
O gabinete real nao fez mais do que salisfazet
os nossos proprios desejos, quando, enmo observa em
seu despacho do dia 13. examina o eonjunrto de
nossas commiinicacoes do 1. de oulubro. Podemos
provocar esse exame com a seguranza de que os
seus resultados, anda que de grandes consecuencias
para todas as parles iiiteressadas, nao dariain motivo
a que se allribuissem a nossa manejra de obrar as
caus.is de ume separacao, que apenas nos resolve-
ramos a considerar possivel.
Eslivemos senqire mili longe de querer restrin-
gir de modo alaum o direilo da Prusa para deci-
dir livremenle e por si mesma acerca dos arlos, que
nos mesraos consignamos de maueira independente.
Tanto no convenio de abril, como em as negociacoes
que precederam, reservamos a liberdade de lomar
medidas iudependciiles, e de obrar segundo a? cir-
cuinsiencias, com lano que eslas fosserr, conforme
com os principios do mencionado convenio.
n Para que se diz, pois, com lana Insistencia, que
mis procedemos independemos, quando esle modo de
obrar eslava sufiicienleinente motivado? Porque se
nao ha de dizer que us procedemos sempre vigoro-
sa e consequentemcnlo com os principios do tratado,
e afim de asegnrar a realisaejto do assumpto que se
tinha em vista?O convcuio com a Porte era a con-
dii;,lo previa e necessara do cumprimento do artigo
supplementar de 20 de abril; a nossa atlilude ..gura
nos principados he cunsequencia igualmente neces-
sara.
Quando se celebron o (rulado de allianca otlcn-
siva e defensiva, a Prussia pedio-nns que us nliri-
sassemos a nao cooperar com os adversarios da Rus-
sia, se esla potencia recusesse evacuar ns principa-
dos. .\esie caso, as operac.es naquelles nao teriam
por objeclo exclusivo proteger ns nteresses alemaes.
Para que era, pois, eslabejecer essa condco im-
possivejl Se havemos de manifestar a impreasau
que em geral nos causaram as ultimas declaraces
da Prussia, diremos que entre ella e nos aehainns
antes urna particular maneira de compreheuder os
tactos, do que urna differenca de principios, ou una
divergencia no modo de compreheuder ns direitos e
deveres resultantes do tratado de abril. Os fados fo-
ram considerados pelo governo prussiano de modo
distinelo do que nos os entendemos; e he nessa cir-
cumslanca mesmo que nos fundamos a esperanca de
um prximo accordo.
i O gallineto prussiano parece dar retirada do
exercilo rosso dos principados nma significaran poli-
tica, que nao podemos admittr, Alem disso, o ga-
binete de Berlm v na dcclaracan de Hastia, de
limitar-se a defensiva, urna garanta que nos mo a-
nao pnssam fornecer rom abistanea, e dara lodo o
necessario para a constroccKn de urna esqua Irillia.
destinada a manobrar no Danubio inferior, servindo
ueste ponto r.omu o melhor arsenal martimo.
k Esta? ofllcinas, na para nielhor dizer, arsenal
da companhia, acham-se estabeleeidas era frente de
Alt-Ofeii, n'uma illia do Danubio; obra de Ires
quarlos de lesna para la da ponte pensil de Peslh.
Comprehende fundicao, carpintaries, e cordoarias, o
mais completo qne se podem desrjar ; os Htaleiros
e docas estao sempre no eslado mais perfeito ; os
utensilios sao excellenles, a organisa^o ptima ; os
operarios, vindos ilc loda a parte da Europa, a-
cham-se mu exercitados e p '-sem de mil.
Os precc'lentes dados bstanlo psra mostrar a
moorlanria de cooperaolo que a companhia impe-
rial e real do Danubio pode prestar soperacoes mi-
litares. Esta companhia estabeleceu-se em virlude
de um privilegio exclusivo concedido pelo imperador
e assim se mantem. Tanto pela composicao do sen
pessoal, como pelas coudicijes da sna existencia as
maos do soverno austraco, acha-se cm- eslado de
servir aclualmenle no caso de guerra.
Segundo as ultimas partiripaeesde Varna, as tro-
pas tiincsinas cmniii.iinl.il is por Gussin-bey, dirigi-
r m-se para Sebastopol en) 12 vapores, 8 dcTuus c
i Turco?.
ISTERICR.
va. Todas as lenlalivas tora desla idea sern ou chainos. Por outra parle nada tem de assuftador para
lenlativas baldadas, ou fecunda sement de lulas elle a reuniao das melhorcs tropas da Ru-sie na Pu-
Murrus e cabezadas, heijos e risadas, solucos e
juias!
Inclinai-vos quando ver a fadiga, e enrhusai o
suor com as mansas; as marquetas nao f.izi.mi jssu ;
mas morreram.
Dai tres rosas s Ires Caliches, que j leem vesti-
dos, e veris Ires retratos animados. Que diilerenea
ha entre o capiUIo de marinha que esla nesse qua-
dro, c l.oiseau, o de estribara ? He que I.oiseau sal-
ta e grile, e o conde est seis ps debaixo da Ierra.
Loisean, o alimpador, lem as calcas de seda de um
marquez. Que vale semelhante marquez 1 l.oiseau,
o alimpador, anda pode beber.
Oh a idea das satiirnaes he antiga como o mun-
do. Nobres dama? e grandes senliores, marquezc? e
marquezas ride um pouco. Vossos suarda-roupas
conservados com um respeilo piedoso ha seculus e-
Ireniecem agora para sacudir a poeira antiga. Que
mal ha nisso"?
Deixai passar os manequins vivo, que fazem o
carnaval cora vossos despojos. Representasles a gran-
de peca, senliores e senhoras, agora a canalha vai
reiiresenlar a comedia. Masn vi I O seculo caminha,
e debaixo dessas profanaees v-sen pona de orelha
philosopliica. O ii t I nii-lura-se com o asradavel.
Nao terieis representado a comedia sem o saber an-
les da srande peco que comeen? >
Oh! os patitos tralavara de commercio dansando
a Sapateira.
Que (cns, mcu l.oiseau !
Cheguci muilo larde... Dous laliieres de pra-
la... O copo do marquez... naosei qoantos lencoes...
E tu, minha Caliche, que liveste?
Os caslieaes da alcove, os saleiros, alfdias, e
poneos escudos.
Queres misturar?
Nao leus bastante, meu l.oiseau.
Caso comtigo, minha Caliche.
Nieuil leve mais.
Nieuil havia (du um montan de ras-arolas, casacas
bordadas, o grande vaso de pate e a caldeirinlia de
asna lenla da marqueza.
I.oupin Uvera mais que Nieuil. e l.oiseau, o alim-
pnobr, mais do que Lonpn. Nada cu-lava.
Mas Mr. I.apierre linha ulirado srandemente. S
Suzetle e I.uiza Clanrhel podiam pretender ea alta
allianca. Suzetle eccollava no fundo da hocete de
tartaruga embutida brincos de orellias de diamantes,
e I.uiza Clancliel. alem do? productos que lhe toca-
ra ni na parlilhe, linha posto em lugar de seguan-
te um alforge cheio destinado s despezas de cada
dia. .Mr. I.apierre procurava meio de casar com
ambas.
Era urna fera de casamentes. Tolos podem ca-
sar-se logo que lem posto honestamente de parle al-
ilEGVEl
guma cousa para matar a tome. Tal he a regra pre-
gada pelos espirites prudentes.
Quanlo ao periso que cada um poda correr por
causa desses furtos pessoaes e da pilhagem geral,
nngucm pensava nisso. O senhor legitimo desses
lien era um proscripto, c a lei protega indirerla-
menle os saqueadores. Havia Magdalena c Victoria ;
mas Rostan eslave em cima e nao se queixeve. Era
ume presa abandonada : os restos le um navio des-
amparado, que as ondas lancam sobre a praia, per-
lencem a quem primeiro ehega.
Sera duvide muilos clamariam conlra esse escn-
dalo ; mas s por toseja.
Todava que fa/.iam no andar superior o grande
Rostane a Morgatte? Que razia loloTouril que en-
trara as dez horas de noile occiillameiite. Algum
l.oiseau, e mais de ume Caliche teriam querido -a-
b-lo; porem Mr. I.apierre havia proferido esle de-
creto justo :
J que elles nos dito a pez aqu, deisemo-los
tranquillos h cm cima. Estado! c cidra c agur-
dente a comezana que loma a comecar no meio do
baile giotesco, a embriaguez que sebe para cahir, o
psalino fnebre que se obstina, montono e lucubre
ntreos eslribilhos de taberna, as risadas eos gri-
tos; us oaropeia que se rasgam cada vez mais para
mostrar o burel, a seda e o velludo deshonrados n.is
lulas vi-, as rendas convertidas em trapos 0 arresta-
das aos ps, e os sceos que sallara e fallam, os pa-
re? que c.ihein para nao se tornaren) a levantar.
E os lastres que brilham sempre; porque nao ha
umy inao para laucar ao menos o veo da noile sobre
es-as immandas convulsOes.
l o circulo dos senliores qae roniempiaui a casa
mancha.la, mpassiveis no fundo de seus quadros pal-
jidns e sementantes phanlasmas debru^ados as ja-
nellas do nutro mando, as damas sorrindn e respi-
rando o eterno perfume de sua rosa, os homens non-
sativos e graves com a inao sobre a espada, que nao
pode mais ving i-l '....
CAPULLO UNDCIMO.
0 (JUAUTO DE ASTRF.A.
O pequeo Snlpicio vio e--? .pa lio pelas janellas,
que devam pare o pateo, porque todas es carlinas
haviam sido arrancadas. Sulpicio comprehenda ein-
Inn porque o robtinho do cure linha fgido, e di/ia
eoin-igo : ra/o de mais para firar a pe firme junto
do leilo da defunla. O paslorzi:tho assim leria feilo,
se livesse sido seminarista cembalende a blasphcmia
com a oraeito, e respondeud.i pelasupplica ao sacri-
legio estpido ; maso sobrinho do cura livera niedii.
Sutpicio nfio tinha anda visto ludo. Parou s-
menle dez minutos no paleo para aguardar o mo-
mento de entrar uo vestbulo sem ser perrebido. Es-
sa occasiao nSo-chegou, porque os novos donos do
V
Em Vicnna fallava-sc em que brevemente toma-
ra conta da pasta dos nesocios da fazenda Mr. Ban-
nganer, liomem que por seus reconliecidos talentos e
muila enersia inspira grande confianza.
Eis a felicUa{a<) que em nome da rainha Victoria
dirisio o soverno inglez ao exercilo da Crimea.
o Ministerio da guerra II) de oulubro. Mvluril ;
Q mejor lord Burhersh chegou aqu no dia 8 do cor-
rele de manliae cedo, e enlr. gou-ine o ollicio de
V. S. delado de 23 de selembro ultimo, em que
communica as particularidades da iinpurlanlo e glo-
riosa victoria alcanzada ns margens do Alma, ede
queja eslave prevenido pelo vosso despecho tele-
grapliico, recebido doi. do corrente.
Apressei-me a Iransmiltir logo a S. M. a nar-
rarlo intcrcssaiile c bem escripia desla grande baia-
lha ; ecompra/.-me levar hoje ao conhecimento de
V. S. quaodisnamenle aprecia o servico que lle-
vis prestado Inglaterra, assim como causa dos
alijados, e quanlo lhe Spraz lamcem applaudr o
brilhanle valor das tropas que romtnandais, a sua
disciplina que feria honra al a s-.ldados veteranos,
e a sua irresstivel intrepidez.
Ordena-me a rainha que transmita por \ S.
oseiogios de S. M. e os agradecimenlosda sua par-
te ao lenenle-sencral sir George Brnwn, aos mais
lenles ajenetaas. e a todos os olliciaes, sarsentos,
e soldados do exercilo, que ncssas circumslanrias
Dieran reviver as reeordactSes das enligas lorias
dos exercilos inglezes, e accrescenlarem novo es-
plendor reputacao militar da Inglaterra.
S. M. se contempla anda mais setisfeila ao re-
conhecer a nobre ou-adia dos seus suldados, e asso-
ciar-se de lodo o seu cniaeao saa victoria, notando
Ierra.
Tenlio a honra, etc. Ao general lord Ragln.
,.',ssigiiado. Xeirca.it le.
{/erolueo de Selembro.)
Diz o Jornal do Commercio, de Lisboa, que un
peridico exlnlic de obra de Mr. l.ouis Dussieus,
nlitulade Forra e frai/ac:a da llussia. os seguales
promenores acerca do governo e adminislracao do
imperio masa;
a O governo da Roana he a monarchia desptica.
O imperador iem o titulo de Samo tenjelz, que sig-
nifica autcrata. A suaautoridadeheillimila le.a sua
vontade omnipotente. A cora he hereditaria na linha
masculina, segundo a ordem de primogenitor.-! : s
dado o caso ds complete extioccilo da linlia varonil,
lie que as mulherc? sao chamadas successan. Estas
i]ispose8<>s de Paulo I. foram confirmadas pelos uka-
ses de 1807. I8i). e t>l>\ O impendor deve per-
leie-erao mltu ealholico orlhodoxo, e he o chele da
igreja grego-russa.
Tres grandes ciniselhos, cujos membros s3o no-
meados pelo imperador, o ajudam no exercico do
poder:
O consol lio do imperio (poder legislativo};
O senado poder judicial ;
11 santo s\ nodo ("poder ecclesiaslco} ;
Doze ministro?, conslitundo um coselho, s3o os
agentes do poder executivo.
O coselho do imperio, cuja actual organisac,ao
dala ile 1810, divide-sc em 5 secees, a saber : legis-
lativa, mili!.i;- ou da guerra, dos negocios civis e ec-
elesasli.-os, e:onomia politice, negocios da Polonia.
As pijncipac!. altribuc,ucs deste coselho sao :a
dsenno a mdaeolo das leis e decretos, a interpr-
tenlo textual des leis, pare reformar as seiitencas
dns Iribunaes; a approvajao do orcamenlo da recei-
te c despeze, os negocios diplomticos, os tratados,
a rescisao dos relatnos enormaes dos ministros etc.
O senado, que, por muilo lempo foi a primeira
corporiento do estado, e que, apparenlemeiile, anda
boje o lie (posto que o coselho do imperio goze ef-
feclivamento desse honra foi creado em 1711, e in-
vestido n'uma grande auloridadc. Hoje lie um tri-
bunal supremo, poltico c civil ; vela na execurtto
das leis. e julga em instancia os nesocios contencio-
sos Criminaos e civis ; viga u proceder da lodos os
fonecionario-t no exercicio dos seus cargos, incluindo
os ministros, o eompete-lhe julgar os que sao proces-
sados. Cinn)o nosso lribiiu.il de conlas, lem direilo
de inspeccionar sobre a arrecadaeao dos impostas, e
sobre as dcsj ezas. O senado divide-sc em nove sec-
es, ou tribiinees, que residein cm S. Pelersburgo
e em Moscou.
A administraren na Russia est muito longe de ser
uniforme, epezer dos cnersieos esforc,os que o go-
verno lem fe to para a centralsar completamente.
Na Livonis, i_a Esthonia. exislem deputaces pro-
vnciaea; na Corlanda, a nobreza anda "se rene
em e-sembla ; a Finlendie goza de urna adminis-
trarlo especial, e em parle, he resida pela? suas an-
R10 SC JANEIRO.
Duas palarras.
Sobre a navesacao do rio Amazonas, a proposito da
obra do Sr. Pedro de Angel?, publicada em Mon-
tevideo e intitulada
De la nacigalion de I'Amazonas.
I.
A navesacao do Amazonas tem, ncsles ltimos
tres anuos, attrahido a alinelo dos homens de es-
lado de lodos os paizes; comeeou a ser agitada pela
aprensa dos Estados-Unidos \a America do Norle ;
passou a Europa, e ha ahi sido tratada mais ou me-
nos desenvolvidamenle em dillercnles peridicos:
as repblicas da America do Sul a teem aprsenla-
do sob o aspecto mais favoravel aos seus inleresses e
preiences ; e o Brasil, a qoem mais de perto ella
atcela, be infelizmente a ultima nacao que lera po-
curado esclarece la e popularsa-la. .'
He lempo, he tempo de chamar o estudo do nos-
so povo para quesles como esta, que imporlam o
presente do paiz, deciden) mesmo do seu futuro.
Que proporc,0cs lem ella tomado '. Como a en-
caran) diversamente, segundo os injeresses de cada
um .' Como a exageradlo de uns arrastra a exage-
rarlo dos outros I Como a verdade e os principios
perdem-se nesse labyrinlho de asserc,fes e preten-
des extravasantes E nao he eslaa verdadeira po-
lilica do paiz ; a politice que lem creado as circums-
lanrias, o os fectos que se lem dado entre nos ? Di-
remos duas palavras no intuito nicamente de inci-
tar a disciisssao pela imprensa brasileira, c de pro-
voca-la para um debate serio, que sirva ao direilo e
aos inleresses do paiz.
Foi durante o ministerio de it de selembro da i
1858 que o governo brasileiro lancou vistas sobre o
Amazonas, c conheceu a immensa riqueza que se
esconda para o commercio c para a navegaQSo nes-
sesferlilssmos valles banhados pelo reidos rise
por seus innumeraveis tributarios.
O Brasil possuc ambas as suas margens inferiores:
Venezuela, Equador, Nova Granada, Per e Bolivia
oceupam suas margens superiores ou as de seus tri-'
Imlarios : todava a maior exlensao de seu curso he
cm territorio brasileiro ; os mais importantes de
seus tributarios sao bresileiros ; as nasecntes do Ta-
pajoz, do Xing, do Tocanlius, do Trombelas saliem
do solo brasileiro.
Semelhante e um altenosn cedro, suas ramilica-
c.0essao tanto mais vigorosas c robustas, quanlo mais
prximas do tronce.
O ministerio que naquelle poca se achava a les-
easlello iem conliniiamenle do saleo para a sala de
jantar. Sulpirio desesperen de cnganar-lhes a al-
ienlo, roden a ala direila, seltou o muro, e ap-
proximou-se de manso aos geraes.
Todas as portas estavam abertas desse lado, como
ja dissemos. Sulpico eulrou na cozinlia, onde nao
achou ninsuem. Deb nada era mais fcil do que
chegar oseada gran le.
. Sutpicio caminliando de ps descalcos para nSo fa-
zer rumor, chegou no corredor du primeiro andar.
Nao se linha gasto muitas velas; a recada c a galera
estavam mcrgnlli.idas em orna profunda escurdao.
Sulpicio, que n3o condeca muito bem a distribu-
cao interior do caslello, seguio o corredor ao acaso,
apalpando as paredes pare echar a? portas, e appli-
cando o uuvido Techadora de r ida urna.
Mas o rumor que vinha de baixo tomava-o surdo,
e elle mo vi i nenhum.i luzalrevez da fechadora,
Assim (diegou al ao fim do corredor, e vendo urna
claridade sabir da ultima porta, parou para escutar.
Quando iaapplicar oouvido fechadora, aporta
ebrio-se repenlinameiite, c ello mal leve o lempo de
encostar-so a parede..
Joo Touril sabio com urna candela na meo, e Snl-
picio reparou que elle eslava mu paludo e violen-
tamente preoecupado. Jallo Touril pareca mais gor-
do que de ordinario, audeva difiieilmeule como se o
ventre ees peinas lhe livcssem inchadosbitamente.
Que endemouinhiidos 1 que endemoninhados!
resmunsou elle applicando o ouvdo ao tumulto;
por quanlo dinheiro teem elles bebido e comido?...
A vclhaquinlia diz que nada lhe imporlam essa*
miudezas. Oh! com que se fazem ossoldas? com
dnheiros... Eos francos? com suidos... Eos luizes?
com os francos... Assim os dinboirnS /.em inilhes
quando sSo bstanles... Islo he claro!
Sem contar o que destruirn)! continuou elle
camnbando pelo corredor com voz triste. Nao echo
mais nada nos quarlos: a caifa esta fela, resta res-
pigar !
Snlpicio o segua encoslando-se sempre prele.
Joao Touril parou iioliiimar de ume das portas que
o menino j linha examinado, poz a inao sobre o
boln", mas nao ebrio-a, c niurniiir.iii :
Ouainlo a liverem levado...
Snlpicio romprehendeu que era esse o qnarto da
defunla. Joao Touril reiirou-se rom pesar. Havia
ah alsuma musa a fazer; mas faltava-lhe a cu-
ragem,
Passou ao oulro lado do corredor, eempurrou com
o [" a porl i que fie.ive em frcnle do quarto da mer-
que/ i. i) pastor tcou fre. Pela abertura da porta,
que o ciirendeiro nao quiz fechar, elle vio una vas-
te alcova, a qual reconheceu por aquella em que li-
nha viudo com lodos os vassallos de Rostan ajnelbar-
se e orar cinquantosc dava a exlrema uncao ao con-
de de Haore| ar, lillio da marqueza e pai de Anto-
nio. O rheiro particular que exhalara os quarlos
muito lempo echados, cliesave al Snlpicio. O quar-
to eslava tal qual elle o vire oulr'ora ; smenle o bo-
toto eslava ari ombado, c as gavetas da commoda es-
palhades sobre o assoalho coberto de p.
Joo Touril poz a cendeie sobre e commoda vasia,
c disse paludo de iidignacjo :
Isso he urna enormidade; se eu fosse a velha-
qiiinhe ou esse tolo de Rostan desccria c Caria calar
esses miseraveis... Que fazem Rostan e Aslrea des-
de lano lemp '.'
Dizendo iso, o rurandeiro mencou a cabeca com
ar de mo humor.
Eia isso precisamente o que Snlpicio quera saber.
Tinha entrad'! no caslello para adiar Aslrea e o
Srande Rostan, e sesuia ocurandeiro esperando que
este o ronduziria mui naturalmente ao reti dos
dous cmplices.
O pastor eslava cerlo de que se preparava um cri-
me, e s receiava que a Morgalte e Rostan livcssem
|a sabido do caslello.
Mas porque nao eslava Joao Touril com a Morg.il-
le c Rostan? Ocurandeiro Irahalhava. Snlpicio vio-
n arrancar um pedaeo de cortina, e servir-te delle
para ajunlar os restos de loda a sor'c que juncavam
o chao do quarto.
Esses peste nem mesmo saliem sen oflicin, res-
munsou elle abaixando-se a cada instante ; ha an-
da aqu muilas c uis is boas !
Apanhava areolas de cortinas, plecas, chaves,
pregos, cordSes, pedacos de franjas de galn sujo-
ele., fazia um monlao de ludo e Irahalhava d" tal
maneira. que lirn o lenco de litlras para enchugar
o su ir da fronte.
Depois de ler feilo eonscienciosamete sna esco-
llia, quizcarregar as algibeiras, masas algibeiras es-
tavam j encas, s eis porque o pastor o liaba adia-
do mais gordo quede ordinario; Os bolsos da casaca,
do collele e des celdas ir.in-hordevani. Seu emban-
co era vltivel. Elle linha o desespero dos gulosos,
que devoraran) sem medida, e cujo estomaga j es!
satnrado. Onde uiet'er os assados e a sobremesa ?
Juvenal eosina diversos meios pralirados cm seu
lempo, lodos fundados no principio de que convem
eliminar a antigo antea da alojar o nevo. Joao Tou-
ril esvasioa es bolsos pare ver se n.lo haviam alguns
objeclos, que devessem ser sacrificados em sna pre-
cedente pilhagem. Seo came foi mparetal e seve-
ro; lolavia recmbolsou ludo, e consesuio tambera
fazer .leapparecer es reliquias postas a parte sobre
a commoda. Entao lamenlou u resto, e lancou un
olhar melanclico sobre ai coasas sem nome, que co-
briam o assoallio.
Vamos a oulro! disse tornando a tomar a can-
deia. I le de ir procurar um cesto na cozinha para
nao perder nade.
Empurrou tima porta interior e desappareceu.
Sulpico bcsilava emsegui-lo quando ouvindo um
leve rumor atrs de si, voltou-se. e vio um rain de
luz atravezda 'echadura, que firava-lhe na altura
dos olhus. Havia entao luz uo querlo da defunla.
. Sulpico ouvio fallar, e reconheceu logo a voz do
grande Rostan. Aslrea nao poda estar tongo.O pas-
tor linha enilm chegado ao termo de suas pesquizas.
Abandonen Joao Touril sorte de sna colbeila
nocturna, e den um sallo para o oulro lado do cor-
redor. Appcou um olho fechadora; mas nesse
mesmo momento a chave rangeu. deu duas vollas vi-
gorosa,e lcou verlicalmenle poste impedndoa vista.
Sutpicio applicou o ouvido cm lugar do olho, ou-
vio um rumor coufuso, e palavras que se cruzavam ;
mas nao pode perceber nenhuma.
A' direila e csqiierda do quarto fnebre nutras
porlas abriam-se para o corredor. Sulpicio lomou a
primeira, a qual eslava fechada smenle com o fer-
rolliii, e'cnlrou em mu quarto completamente escu-
ro. Seu ps embaraearam-se cm urna especie de
rede nvisivel e elle rabio; mas sem rumor, porque
liavi i um colchan sobre o assoalho. A porta que se-
parava esse quarto do da defunla eslava cntreaber-
ta. Era por ah sem duvida que Rostan o a Morgatto
tiuham entrado.
Pelo augmento do tumulto que suba do andar
terreo, Sulpicie adevinhou que o -aleo icava im-
me.lialamenle cm baixo de si. Anda que o colchan
salvador livesse estado no leilo, a Snlpicio tivesse
cabido nn assoalho : cua queda se leria perdido no
alando. .
Entretanto um rumor de.vozes sabia pela porto
entreaberla, c s vezes um largo raio de luz passava
formando no forro do leciu um loque voluvel, o
qoasj temare depon renasciao) as brevas. Era evi-
dente pera Sulpicio que a luz desappareccria de
quando em quando aires des cortinas do leilo mor*
Ujario.
Elle rezou urna Ate. Malta, porque o rorarjo lia-
lia-flie. e os terroresdessa aventura eram superiores
a ua idade. Entregou a alinea Dos, persignou-se o
levan (Ou-se.
" leqne luminoso eslava no assoalho. Sulpicio
pode ver que o quarto era que eslava tinha soffridn
bem como os oulros a devastaban, apezar de sua
terrivel vi/iuhanca. Favorecido pelo niotim da or-
gia, o pestor saltn pannos, len^.'ies o colcboes, re-
lendo a reipir.ieo e seatiado o pelo aperlado como
em um torno. .
Nao Dodemot dizer o que elle esperava ver; ma?
o que vio, quando chegou ao lumiar, impressiooou-o
(.lo violentamente que cabio de joelhus cobrindo o
rosto com as mos, 'Continuar-se-ka.)

MUTILADO



fc
DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 12 DE JANEIRO DE 1855.

ta il.t administraran publica comern jior destarar
a parle interior da provincia o na nova provincia do Amazona*, creando as*im
am cenlro de aulordade e de vida para as popula-
r,6es espalhadas pea margen* do Amazonas ; man-
dn ao Per. A Solivia, ao Equador, a Nova Ora-
nada o a Venezuela emisarios que eonvcncionassem
com aquellos scivernos sobre a navegaran do Ama-
zonas, qnc a elles e a nos convinlia que se rcgulari-
sasse por mutuas concessoes a hein do commerrio,
da industria e da civilisacao, que nao se tinham po-
dido ainda internar nesses ermos adrados no centro
da America Meridional, que, pelo .rio Amazonas e
seu tributarios, pnderiam communicar-sc com o
mundo, ligando assim, pelos inleresse* e pelas rela-
ftes, povos que all vivan) quasi em perfeito isola-
menlo.
Eslava i*lo no procramma poltico do ministerio,
que depois de haver firmado a ordem publica e pres-
tado grandes serviros quer na orcanisaeflo interior
do paiz, quer as vistas c nos actos de urna polilica
externa firme, elevada e generosa, desojando diri-
gir o espirito publico para o progreso co desenvol-
v ir.ei, lo material do solo, c atlcntando nesses im-
mensos e ferlilrssimos terrenos que possuo o Brasil,
nesses producios admiraveis que espontneamente
brotara do seu seio, nesses ros gigantescos que o
regam, as extraordinarias riquezas que elle encerra;
recoubeceu que era lempo de sabir-se do circulo de
discussoes puramente polticas para se dar expau-
sSo aos elementos de verdadeira grandeza e prospe-
ridade, quelos partidos era lula delirante deixavam
em abandono.
Havia, sin, llera de interesses commerciaes e in-
duslriaes, um grande pensamenlo politico, mais sem
duvida do futuro, do que do presente, que todava
demonstrava a previdencia de verdadeiros estadis-
tas. Um tratado se qelebrou elTccIivamenlc rom o
governo peruano em oulubro de 1851 : urna com-
panhia de vapores se cslabclcceu, que da cidade do
Para segnisse regularmente para a povoaro de Man-
ta, no territorio do Per.
O vapor he o grande elemento moderno da cvi
lisacao, e, gr.icas ao governo hrasileiro, pode elle
atravessar aquellas massas vaslissimas de agua e le-
var a acro e vida a paragens, que igooravam as im-
mensas riquezas que receberam da nalureza.
No enlanlo lembraram-se algun Norte-America-
nos que deviara querer para si o direito da navega-
gao do Amazonas.
O lenle da marinha americana Heradon nos d,
na sua memoria presentada em 1853 ao enado
dos Estados-Unidos pelo presidente da repblica,
impressa depois em Wasliingtsu, e intitulada Ex-
ploracin ofthe Walley of Ihe Amazone made un-
der direcelonoflhe Xary Department, as noces
mais francas e.clarasda origem de scmelbantes prc-
lences. .
Achava-se em Valparaizo embarcado a bordo da
fragata Vandalia, quando, em finsde 1850, recebeu
urna carta do tenente M.mry, superintendente do
observatorio nacional, prevenindo-o de que pelo se-
guinte vapor lbe seriam enviadas ordens para ir ex-
plorar o valle do Amazonas.
Cora efleilo, recebeu do governo americano ordens
datadas de 30 de oulubro de 1850, para atravessar
a Bolivia e o Per, e descer o rio Amazonas at o
ocano.
He curioso ler-.se alguns arligos das inslrueces
que Hie transmiltio o governo de Washington :
Quera o gaverno ler informacoes exactas
do valle do Amazonas, da extensao da sua hacia e
ilac suas aguas, hem como de lodos os seus tribua-
nos, em relarilo navigabilidade delles ; do nume-
ro, condico industrial e social de seus habitanlcs ;
do commerrio, producres e clima ; da capacidade
do terreno para n agricultura, carcter e extensao
dos recursos commerciaes a desenvolver, qoer em
campos, qner em bosques, serras, etc., etc.
Querendo o geverno habititar-se com lo-
W^,. das as norOes e c csclarecimenios para formar juizo
cerca da importancia presente e futura da livre n-
^ vegacao de um paiz, exiga por isso conhecer lam-
ben) a condiciio das minas de prala ou de qualquerJ
oolro metal, seu produelo, como e por quein Iraba-
Ihndas, com que instrumentos, e ri'onde obtidos e co-
mo transportados. i
Descjava tambem o governo saber qual o nu-
mero e o carcter da popularlo all existente ; que
acolliimcnlo receberiam os emigrantes que para la
fossem eslabelecer-sc, e como se poderiam all fun-
dar povoaces.
Precisava tambem o governo saber que pro-
dceles eram as do solo, de que clase eram os tra-
bajadores, quanto valia o trabalho diario, e qual o
producto de cada acre de Ierra, c por que preco ob-
ldo ele. >
Far o tciienlc erndon as observaocs geo-
graphicas e scieutificasque possam concorrer para o
objeclo da expedidlo ; mas considerando-as com ac-
cidenta e nao como parle dosobjectos principaes
meira spporlunidade para os Estados-Unidos e de
ludo informe o governo.
Ao raesmo lempo, oulro tenle Gibbon, que tam-
bera no Chile seachava, receben iguaes inslruc^ocs.
Uerndon deveri seguir pelo Per para enlrar no
Amazonas. A liibbon compria subir Bolivia, c
de l procurar os tributarios daquelle rio, e com
espccialidade o Maileira, para descer suas aguas, c
enlrar como Herndon no rio Amazonas.
Com efleilo, munidos deslas inslrueces, lomou o
leneute llcnilun o caminho de Pasco, procurando
o ro Hualaga. e por ele o Amazonas, ao mesmo
lempo que liibbon seguio o de Bolivia, c procurou
descer pelo rio Madeira. Tendo cumprido a su
a_ roinmis.au e voltado aos Estados-Unidos, ah se en-
teuderamamboscomo lenenteMaury, que Iratnu de
publicar um folhelo, prdigamente espalhado por
toda a Uniao Americana, e que tinha por fim chamar
1 a atlcnrvo dos Americanos para a navegacao do A-
mazonas.
He este o prime'ro folhelo que abri a dscus*an,
e queja foi traduzido o impresso no Kio de Janeiro,
em 1853, com o litulj O Amazonas e a* [Co'las
Atlntica* da America Meridional pelo lente
Maury.
A memoria do lenle Herndon, deque cima
fallamos, s posteriormente foi publicada.
Desde logo a imprensa dos Estados-Unidos lomou
a si a discussao : a allencao daquelle povo especu-
lador, que o amor das riquezas arrasla a toda a par-
te, fo' altrabda para o valle do Amazonas. Nao
era possivel, na opiuiao dos jornilislas americanos,
encontrar em pars alguma do mondo maior fertili-
dade do solo, clima mais saudavel e ameno, enmmu-
nirarfies mais facis, e um fulnro mais esperanzoso e
minas de prala, de ouro, de toda a especie de me-
lles, acham-se em abundancia ; os rios arrastam
diamantes e pedras preciosas ; s falla o hornero, po-
rm o homem americano, o Iankee com o seu ma-
chado, o seu arado, a sua carabina c as suas machi-
nas industriaes.
Para i) americano dos Estados-Unidos o homem, a
Itumanidadc be o Iankee, e s o Iankee. Elle ni-
camente he o homem pralico, do trabalho, do pro-
grsso, da industria, do commerrio e da civilisacao ;
o Iankee nao se apega ao solo em que nasreu, Ierra
em qur reponsam os ossos de seus pas ; rasa em
que nasceu seu filh, arvore que plantn, ;i coba"
ua que edifirou, igreja em que foi baptisado, en-
cola em que reeebcu-a educarlo : nao. Tenha em-
bora a rara latina essessenlimenlo". O Iankee, des-
fc,,_ gn1iinii da raja Anglo-Saxonia, requintou as quali-
dades que linha na Europa ; lomou mais distincta
>ua phv-iononiia, mais egostas seus senlimenlos,
mais arlivo o seu rorpo, mais audaz o seu genio,
mais empreliendedora a sua imaginario. O Iankee
fconsidera-se o povo do seculo que representa nie-
lbor as ideas do trabalho, que sao as ideas do se-
culo.
Tantos Irabalhos, tantos perigos correm na Cali-
fornia, queem poucos annos mudaramde face, e
all, ao p delles, locando no Orinoco com caberei-
ras dos seus tribuir ios pelo canal Ca-siquare
quasi descarregandp as suas aguas no mar das Anli-
llias, o Amazonas, com ouro, prala, diamantes, islo
lie, ludo o que a California possue, c lenta a amh-
{3o do homem ; com terrenos para o arado, para a
loiee, e n marhado americano ; com Indios a fazer
desapparecer da superficie do globo ao cstouro da
carabina Iankee ; com tolas as sedceles, emfim,
de um novo Eld irado ; como nao excitara seme-
lbante paiz 11 auri-sarrafa-mesdos Americanos,
e nao os acra-tari i loga a mandar para elle emigra-
ran, vapores e machinas '.'
Nao nos devemos admirar, porlanlo, da impressao
que rausou naUnio Arneriraua a publicarlo do es-
criplos sobre o rio Amazonas: oque sedevia espe-
rar de trechos como osseguinles ?
O pltano, dizia Hcrdon, produz por 50 ou
60 annos surcessivos ; o algodao da em 6 mezes ; o
arroz cm 5mezrs ; o milhoem 3 ; o ail crescc es-
pontneamente, etc. O pao rete as arvores no
Brasil ; o mel adiase nos seus bosques. Ila.thi urna
arvore que sendo golpeada verle em abundanria um
suco excedente, de que se pode fazer uso cm vez de
le le.
o paiz regado pelo Amazona, dizia Maury,
una vez destocado do selcagens e do* animan fe-
rozes, e sugeibi rultura, seria rapaz de sustentar
rom os seus producios a popularan loda do mundo.
Produz qnarenta por um em arroz. Em rinco mezes
colhe-se, o em qual pi-r lempo do auno so pode
plantar. O lavrador, que boje semeia um alqucirc
de arroz, colhe quarcnla daqui a cinco mezes ; se-
meandn estes 10, dentro de outros ciuco mezes,
eolher 1,000 alqueires; em de/, mezes a Ierra pro-
duz all um augmento de mil por um e mais. Po-
de-se cm qualquer lempo plantar milhn, que ama-
durcee em Ires mezes, de modo que o lavrador pode
all fazer quatro colheilas annuaes de inilho : reu-
na um vento inalleravel, com urna perpetua succes-
sHo de scaras. a
He csse paiz, contina Maury, de grande im-
portancia para sua colonisarao,para a necessidadede
enviar para all emigrantes, barcas de vapor, macha-
dos e arados, com mensageiros e agencias de com
mercio. a
a He as margens superiores do Madeira, tributa-
rio do Amazonas, dizia Gibbon, que se achara as
minas perdidas de Urucumaguan com Ihesouros
iauaesem valor fabulosa riqueza da cidade mura-
da da Manoa.
Urna grande porr,io de prala, accresccntava
llerudon.que constitue n meio circulante do mundo,
extrahio-se da encosla da serrana, cojas vertcnles
vao desaguar no Amazonas.
nas montanlias do Amazonas, contina Hern-
don, podis cavar prala, ferro, cobre, carvao, azou-
gue e zinco ; das ardas dos seus tributarios podis
extrahir ouro, diamantes e pedras preciosas ; das
suas rclvas podis colher drogas das mais raras virtu-
des, especiara do mais exquisito aroma, gommas r
rezinas das mais uteis propriedades, tintas dos mais
brilhantes matizes, madeiras de marcinaria c cons-
truccao do mais bello pollimculn e perduravel nalu-
reza.
a Cuyba,publica nerudnn, est no cenlro da re-
gi.lo aurfera desse paiz soherbo. Enconlra-se o ou-
ro em veas entre os scixos, no fundo dos arroios, c
em graosinhos sobre a superficie da trra. No fim
de cada ebuva que carie, correm os esrravos e os
meninos a apanba-lo das lavagens das ras da cida-
de. No Diamantino he certo que se encontrara dia-
mantes misturados com a Ierra, como o ouro nas es-
cavaroes da California. Segundo Carlelevau, um
homem procurando fincar no chao un pao, achnu
um diamante de 9 quilates. Algumas ve/es encon-
(ram-sc diamantes no papo das aves.
Tcmpo vira, assim finalisa o lente Manry
no sen folhelo, em que a livre navegarao do Amazo-
nas ha de ser considerada pelo povo dos Estados-Uni-
dos romo segunda cm importancia, comparada com
a acquisirao da I.uiziania.se he que for segunda,
porque nos parece que ha de vir a ser a vlvula da
segurancada Uniao-Americana. Nao nos estende-
remos mais sobre este assumpto, porque suppomos
que os estadistas hao de concordar na opinin de
que esta questao do Amazonas oflercce um bri-
Ibanlc campo aos olhos pertpicazes dos patrio-
tas.
Esta linguagem levanlou, e devia com efleilo le-
vantar grande celcuma na opiiiau publica. A Uniao-
Americana he a democracia personificada. O go-
verno be dominado, dirigido, absorvido por urna
opiuiao publica qualquer que se improvise, justa ou
injusta, raas que exprima aforrada maioria. O
governo n.1o lem poder ante ella ; e a questao da
navegarao do Amazeuas lornou-se popular.
Kcunio-se a Conveurao de Mcmphis nos fins do
anno de 1853. He urna assoriar.lo ou club, como os
da revolueo franreza, que de muita influencia go-
za no paiz, o quese relaccionae trata como governo,
com o rorpo legislativo c cora as autoridades. A na-
vegaran livre do Amazonas foi a ordem do dia : de-
liberon-se : n 1., que a livre navegaeo do Amazo-
nas he uina das mais importantes questes do secu-
lo, e que, para fazc-la effectiva, devem esforcar-se
os estadistas Americanos ; -2.", que nesle sentido fi-
cava o tenente Maury encarregado do chamar a al-
lencao do governo. em nnme da Convenro, sobre
este assumpto, fazendo-llic conhecer a importante
urgencia de procurar abrir a livre navegacao do A-
mazuuas, para as relaces commerciaes por vapor, e
de qualquer modo, na bocea deste rio, e dentro del-
le, com todos os habitantes das margens delle e de
seus tributarios ; 3., que os memhros da Conven-
ro de Memphis declaram que amara a paz, e leem
em alio valor as rclaesjdc amizade que sempre
exisliram entre os Estados-Unidos e o Brasil ; que
julgam que he urna virlude conserva-las, e conse-
guinlemcnlepnra que conlinuem, nada mais pedem
ao rongresso e ao aoverno americano se nflo assegu-
rar a navegaran do Amazonas como amigavel con-
sentimento do Brasil amigare/mente te podermot
por forca te precixarmo*{peaceably if we can-
forcibly ifwe must.)
Tralou-sc entao na Inglaterra e na Franra de
preparar a impiensa em combater semeihantes pre-
len^Oes ; mulos peridicos se orruparam em mos-
trar o absurdo das ideas que nos Estados-Unidos se
popularis.im ; o Economtsl e o Daily-Xew ,espe-
rialmentese te t do Brasil.
No Brasil um ou oulro artijo se tem publirado
oeste ou naquelle peridico, sem mclhodo, sem sys-
Icma. Apenas um (rahalho, nolavcl em muilos
pontos, se distrbuio em refularao i memoria do l-
ente Maury, devido i peona do Sr. Moraes Antas ;
e mesmo a isso pouca attencao parecen prestar o pu-
blico. Eis que agora na cidade de Montevideo se
deu aoprelo um livre do Sr. Pedro de AnselK Ila-
liann.que ha mullos annos habita as margens do Pra-
la, e tem all conseguido una justa e merecida n-
meada de litteratoe de p'ublicsla.
He o Amazonas, a sua navegarao, os direlos do
Brasil, as prelences dos Americanos do Norte, que
formam o objeclo desse livro, que nos chegou pelo
ultimo paquete do Prala.
Em arligos posteriores proseguiremos, analysando
a questao era si, e nas obras que teem sido sobre ella
publicadas.
II.
Sim, leem raziio os Americanos exploradores do
valle do Amazonas. Um admiravel terreno se deixa
all banhar por lima immensa porreo de aguas, que
formara o magestoso ro, o rei dos rios, o primeiro
rio do mundo. A navegarao a vapor pode subir nao
s o Amazonas propriamente dito, mas tambem
um grande numero de seus tributarios, rada um
dos quacs he maior do que os raaiores rios da F.u-
ropa ; alguns iguaes, outros maiores do que o Mis-
souri.
Mas nao he o ouro, nao he a prala, nao sao os dia-
mantea e nem as porcias que dao o mais subido va-
lor e realce ao valle do Amazouas : he a prodigiosa
uberdade de um solo que ludo produz, graras i
sua liumidaite c ao calor do clima, que o faz pri-
mar cm merecimento ; auricultura e ao com-
mercio, industria e a colonisarao, be que o Ama-
e de ordem, c s.lo verdadeiras garantas que se dao
ao paiz.
Aqui lucra o espirito social, o Uro de familia de-
senvolve-se, e esta expressao patrios lares que
nos poetas se descanta, m.n nao se define, porque
est cima mesmo da mais bello poesa, esta ex-
pressaopatrios lareshe roinprehendida, c eucon-
Ira echo em lodos os coraees.
O estaliolecimcnto nos paizes aurferos be de an-
nos, be de mezes, he de dias, be de horas ; dura em-
quanto dura a salisfario da Cubcate o individuo
que se refez nos sonhos dourados de sua sede de ou-
ro, ahandona-o incontinente, que aquella vida foi
paradle um meio, una Iransico, um exilio.
O eslabelerimenlo agrcola he lixo, permanente e
cierno : passa de pas a lillios, do prsenle ao fu-
turo.
Que importa o ouro, as pedras preciosas, a pra-
la, ainda mesmo que verdadeiros fossem lodos es-
spsconlosdcCaslelneau. de Maury, de Herndon e
de liibhen, que sAu verdadeiros ronlns, nos quaes a
imaginarlo orcupa o principal papel"' Ser.lo subsi-
diarias, mas nao as riquezas principaes do valle da
Amazonas, que sobresali mais pelos verdadeiros ca-,
raelcres e elementos que encerra para solidos csla-
belcymcnlos aercolas, que aperfeicnem a industria,
desenvolvam o espirito do commerco o recebara a
civilisarao que Ihe Iraz vida e fuluro.
Kealmcnte qucni lanrar os olhos sobre a caria
gcograpbica da America Meridional deve extasi-
arse notando que, pouca distancia entre si, e se-
parada por urna pequea cordilbera, brotam as
aguas que alimntame formara os graudesros Ama-
zonas e Prata.
0< venios sueste e nordeste, que acnulam quasi
que permancnlemcnlo o Atlntico sobre as cosas
da America meridional, carregando em vapores as
aguas do ocano, e levando-as para alm da inr
mensa cordilbera, que separa os famosos Andes
das costas martimas, dao nascimento i enorme mas-
sa de aguas, que nao podendo, pela couslrucrao das
altas serranas, eorrer em linha recta paraomar,
dividem-se segundo os declives e conslruccao do
solo, para o uorle e para o sul, procurando caminho
para alirar-se no ocano, e assim formando o Ama-
zonas e o Prata.
Por um lado o Hualaga, quechega quasi n Pasco
no Per, o Uciyali que vem das proximidades do
Cusco eda Paz por caminho* diversos; o Javary,
o Julahy, o Jurua, o Tefe, o Coari, o Purus, o sober-
b Madeira, que se interna na Bolivia pelos bra$os
Mamor e Ubay, c na provincia hrasileiradeMatto-
Grosso pelo braco Guaporc; o Tapajs, o Xing, o
Tocanlins, que ahsorve no sen curso opiltresco
Araguaya ; por oulro lado o Morona.o Pastaza, o Ti-
gre, o magnifico apo, que nasce nas proximidades
de Quito,o .lupina, o Putumujoc o vasto Hio-Negro
que recebe no seu seio o rio Branco, e loca nas nas-
cencas do Orinoco pelo passo Essiquiare; e mais
abaixo o Trombetas e alguns outros, cis-ah os prin-
cipaes tributarios do Amazonas ; lodos elles leem
cscalas, quedas immensas, difficuldades enormes,
que por ora tornara mpossivcl urna navegado re-
gular em loda a sua exlenso, mas offerecem lodavia
assim mesmo vaslo esparo para a navegacao a va-
por, que va dar nova vida e existencia a Ierras tilo
proJigamenle enriquecidas pelo aulor do Universo.
Nao ha a facilidade logo do primeira viagem,
como pretenden) os modernos navegantes America-
nos ; a esse respeito, a respeito da verdade, mais dig-
nos sao os viajantes como scillali, Smilh, Disrur-
sino, Valdezy Palacios, Mause, c tantos outros, que
sera a menor idea de ambi(3o pelo ouro, a prala c
as pedras preciosas, osera a mais pequea pretendo
de ver o Iankee tratar o paiz como trata a California
e o Novo Mxico, s reroiitam o que virara e exami-
naran]. Mas com o lempo, com o desenvolvimcn-
to da colonisarao, com una regular navegado, como
a que comer a compa-.iliia denominada do Amazo-
nas, todos essesvantajosos resultados,que se desejam,
hao de ser de rerto obtidos.
E j odissemos, e o viraos; so a parle do Peni
queni dos Andes ; se o interior de Venezuela, de
Nova-Granada, de Bolivia edo Equador podem, pelo
Amazonas, fazer o seu commerrio de importacao e
exportac/io, porque possucm ilguns tributarios, ou
as margena superiores dealuns tributario* do Ama-
zonas, o Brasil he o quemis tem a ganhar, porque
na sua maior quanlidade de aguas e de esparo per-
corrido, he o Amazonas mais seu, e mais enriquece o
sen solo e o seu lerrilorio.
Felizmente que parece que o lempo lomou a si
justificar o Brasil contra as aecusaeesdo lente
Maury. Segundo este, o Brasil nao linha forjas e
nem vonlade para fazer navegar nenhum barco de
vapor pelo Amazona-, e, procurando estorvar os
Americanos e Europeos que o pudessera fazer, e
adiar e procrastinar os desejos dos Peruanos, estipu-
lara o tratado de oulubro de 1851 com o governo de
Lima, que cahira no laro de o aceitar.
Os vapores que comecaram acerca de um anno a
navegar da cidade do Par at Nauta, com loda a re-
gularidades com cujo auxilio o comraercio sede-
senvolve progrc-sivamenle c a olhos vistos, justifi-
cara a poltica, as forjas.e a vonlade do Brasil, c
tomara desnecessaria urna resposla ao folhelo do le-
ucnte Maury, cas memorias dos seus dous amigos
Herndon c Gibbon.
Ainda nos documentos annexos ao rotatorio da re-
parlir.io do imperio apresenlado ao corpo legisla-
tivo na sessao do anno corrente, nos documentos
com que lera instruido os seus relalorios dirigidos
assembla provincial do Alio Amazonas o seu illus-
Irado presidente, o senador Penna, cnrunlram-se
lodos os pormenores da navegacao a vapor da cida-
de de Hilera, no Par.i, \ cidade de Nauta, no Pe-
r, com designarlo de distancias e de lempo des-
pendido, e rom especificaran do, producios que lera
creado e vao creando novas lransacc,oes mercanlis
que se eslalielecerarn : nola-se tambem o cuidado
que lem havido em mandar-se proceder a explora-
rnos e exames nos lugares e pontos ainda nao co-
ohecidos.
E nem pode lambcm prevalecer a accasacao cs-
tabelecida ao governo purtuguez durante o dominio
colonial do Brasil. Nao foram smenle os Hespa-
nhes, desde Orell.ina, e Pedro de Orsua, que per-
correram o Amazonas, e alguns dos seus tributarios,
por ordem do seu governo. O governo portuguez
applicou bastante allenrflo s explorare* deslcs
ros, fe-Ios examinar e reconheccr, e levantar pla-
as, em diversas pocas, por astrnomos de Hornea-
da, como Jos Simos deCarvalho, Jos Joaquina
Victnrio da Cosa, Francisco Jos de l.arerda, An-
tonio l.uiz Fortes, Pedro Teixeira, Melchor Men-
des, Seraphim Jos Lopes, Estanislao Antonio dos
Santos Faleixn, Pedro Alexandrino Pinto de Sou-
za, etc., etc. ; diversos govornadores por si mes-
mos, como Francisco Xavier Furlado da Mendon-
ra, e Manuel da Gama Lobo de Audrada, pereor-
reram os rios e Ierras da enliga capitana : as rarlas
e as memorias ah andam, que se podem consul-
tar, quer no Instituto Histrico c Gcographico Hra-
sileiro, quer no archivo militar desla corle, rico,
muito rico de raappas anligos c importantes.
Com prudencia e com lempo he que se podem le-
var ao inlerior do valle do Amazonas a colonisarao
e a vida. Da colonisarao Iralou o governo hrasilei-
ro, quando rompanbia incumbida da navegacao
do Amazonas inipoz a cundidlo de tancar em diffe-
renles portos colonias formadas de emigrados euro-
Ha duas faces nesta questao ; o fado c o direilo.
Conven discrimina-las, e dar a rada nina o que be
seu, o que lbe pertence.
QfMM s.to os aclos do governo do Brasil que po-
dem justificar a veracidade de seinclbanle acensa-
ran '.' Pode elle na sua orcanisacao polilica, nas
suas Icis rivis e administrativas, no seu svslcma al-
fandecal e de imposlos, nos coslumcs dos seus ha-
bitantes, na ndole dos seus nilones, ser compara-
do ao Japo ? Fogo elle das rclarOes commerciaes,
do contacto intimo com as narOes esirangeiras?
Nao encontrara no seu seio o comraercio europcu,
a industria europea, as sciencias, as lellnts, as ar-
les da Europa todo o acolliimcnlo, ludas as svmpa-
Ihias t
Confcssa-se ludo islo ; lie mesmo na Europa o
Brasil elogiado pela generosidade e liberalidade da
sua polilica nas margens do Rio da Prala ; mas
prclende-se po-lo em conlradirrao romsigo mes-
mo, apresentando o seu systema relativamente H
navegacao do Amazonas como o antipoda ou a cxc.c-
pr.lo de lodo o seu cnmporlamcnto.
Mas quem est curando jle fazer explorar os tri-
butarios do Amazonas, no seu curso pelo Brasil,
senao o governo hrasileiro'.' Quem tem precurado
saber os lugares e pontos navegaveis a vapor, para
alli o applicsr 1 Quem fundn a primeira compa-
nhia de navegarao a vapor, que j percorre regu-
larmente um espado enorme de acias, romo he lodo
o iutervallb entre a cidade de Belm, no Pai, e a
de Nauta no Per, nas proximidades do Ucayal ?
Quem cuida seriamenlc de promover a colonisarao
europea, com subsidios e com largas concessoes de
Ierras, para que dirija sua corrente para as mar-
gens do Amazonas ?
Nao poda o Brasil fazer navegar todas as aguas
encravadas no seu lerritcrio, por si o independente
de combinacao ou arcordo rom nenhuma oulra na-
r.lo ettrangeira ? Entretanto nao foi o Brasil quem
mandou convidar o Per para abrir a navegarao da
parle do Amazonas que ello possue, offerecendo-lhe
a navegarao das margens iulrriores'.' Nao foi o Bra-
sil quem mandou convidar a Venezuela, a Nova-
Granada, a Repblica do Equador, c a Bolivia, que
pelo Japur, pelo apo, pelo Ocayali, pelo Ma-
deira, pelo Hualaga, c por tantos outros tributa-
rios do Amazonas podem communicar-sc com o A-
llantico t
Com um j se celebrarara tratados, com oulro
esl-sc em vesperas de o fazer, c proporrSo que
concordarmos com os Estados-Americanos, aos quaes
pode servir a navegaban do Amazonas, o commer-
co e a civilisarao irlo progredindo por esses ermos
do seu magestoso valle: e com o runimerro, e a
civilisarao, com o lempo e a industria se farao des-
apparecer as catadupas, os salios, as cscalas al-
canliladas, a correnle demasiadamente forte, que
actoalmenle se encontrara em lodos os tributarios
do Amazonas, e que por ora impedem a navegacao
a vapor, adrallindo apenas, e em alguns lugares,
urna navegacao por pequeas canoas; com o lem-
po ea industria, com o commerco e a civilisacao
se lornarao saudaveis c proprios para o estabeleci-
menlo e vida'do homem muilos desses terrenos alias
fcrlilissimos, que banhara aquellas aguas, mas que
sao por ora postlenlos c morliferos, e repeliera o
cnnlaclo dellc.
Quem lia ahi mai inlcressado do que o Brasil
em lodo esse progrsso, em loda essa prosperidade
que o futuro ha de Irazer necessariamente, e que o
Brasil lodo almeja do coraran '.' A bella provinria
do Para, a novissiina provincia do Alto Amazonas-,
o norte da rica provincia de Malto Grosso. e grande
parle da de Govaz, acharan vial facis de commu-
nicarao para seusimmensus producios ; nao ha s o
eaco, o algodao, a salsaparrilha, a gomma, a quina,
a borracha, o assucar, o arroz c o milho ; nao he
rnenle a grande quanlidade de eado, com que
pode enriquecer as povoaces martimas ; nao sao
smente diamantes e metaes que encerrara em seu
seio.; as maissoherbas madeiras para loda a quali-
dade de cunslrurrao, para linlas c usos medirinaes,
e quo actualmente se perdem pela difliculdadc, se-
nao impossiblidade de transporte ; lodos esses re-
cursos en,lira ser.lo larga e limpiamenteaproveilados
pelo commerco c pela industria.
Como nois poderia o Brasii seguir a polilica japo-
neza, inlcressado como he elle, na navegacao dos
zonas ha de dever principalmente o seu progrsso, a j peiis, c para as quaes Ihe conceden Ierras rahlcien-
sua riqueza, e a sua prosperidade futura.
A cubica m faz ver o ouro, as pedras, os metaos
preriosos, que se pintam dispersos pelas ras das ci-
dades, pelos arroios, aonde podem al as rrianras
ir apanha-los: lie urna sercian cubica, e ahi est a
tes e diversos favores ; da colonisarao liatn o go-
verno hrasileiro, quando cxeculaudo a le de 1850,
a respeito das Ierras devolntas olhot primeirarnciite
para a nova provincia, creada com o titulo de Alio
Amaitinas, para l nomcando a reparlicao que lem
California coa Sitas mina* a chamar aquellas que |de ,14iilr c demarcar as Ierras do dominio pu-
anceiam em curio espaco c com pequeo (rahalho (,ijril
amonloar grandes fortunas. Asjm ,, que sp rc;r,nn,,c ,cncn| Maty ,
Maso commerco regular, a industria mansa e Tactos bastara por si para destruir todas as allcga-
fadigosa agricultura, sao os verdadeiros mauan-
ciaes de prosperidade c riqueza de um paiz, e maior
somma de cuidados devem merecer dos estadistas.
A prosperidade dos paizes aurferos he quasi que
cphemera ; o improviso da California nao lbe d
ssenlo permanente, e nem base firme de fuluro.
Os eslabelecimenlos nao sao duradouros ; o homem
nao se liga ao solo, nao forma a propriedade que
lem de Iransmllir a seus descendentes, e qual
res.
Mas o Brasil, disse-o elle, e essa arensarao vemo-
pi grassar mesmo na Europa, c convcni raosirar a
su i fal.sidade : t) Brasil, dizcm, seguo a polilica
japonesa, f|uer trancar as perlas da navegaeio do
Amazonas e dosseus tributarios, quer fechar a en-
trada da civilisarao para aqnelles infeli/es povos al-
li internados.
Ainda no Annuuire des dru.i mondes de 1853
lega sen nome e sua memoria ; n.lo lie o corpo s- a 1851 se produz a niesma arcusarAo. Diz-sc que o
Brasil lulou contra o dictador de tiienos-Ayrcs,
|i. Jlo Manoel de losas, porque uao pennillia a
entrada dos rios Paran c Uruguay, nem mesmo
as naces rbeirinhas, e cnlrelenln relativamente ao
Amazonas pralira o llra-il a mesma rousa, (ue nAo
poda tolerar no chefe da Confederarlo Argentina.
Gr.ne, por demais grave, he de cerlo esta aecu-
sarao, perante o mundo civilisado, na presenra do
seculo actual.
mente que ;e nao apega Ierra c ao clima, he lam-
bem o espirito, que, salisfcito na sna anibic.io, va
para lugares aonde possa uielhor gozar da rique-
za que ajunlou, e doscabedaes que conseguio reunir
e amonloar.
Os eslabelecimenlos agrcolas,emopposicao aquel-
es, sao lixos ; prendera seus autores i Ierra que com
sen siinr e seu trabalho cullivaram, creo o ver-
dadeiro amor da patria, fundara a insliuclo de paz
Os fados, perianto, manife.tain as:falsidade da
accusacao:o ioleresse do Brasil,o sen grande e mxi-
mo intimo, a sua real e verdadeira polilica, Ihe acon-
sclbaram a marcha sabia e i.lustrada que se deu
colonisaco e navegado do Amazonas.
E nolai bem : ha grande differenca enlre o Iran-
silo simples e o commerco propriaracnie dito. O
Brasil nao foi dizer ao Equador, Bolivia, a Nova
Granada, Venezuellae ao Per, naroes rihcirinbas
da Amazonas, que Ihes faria a concessao de simples
Iranzilo pelas aguas enrravadas no seu lerrilorio :
nao ; foi propor-lhes o direilo de commercarem rom
as povoac5es silas nas margens brasileiras do Ama-
zonas, direilo que devia ser reciproco para o Brasil
em relaco s povoaroes silas nos territorios daqoel-
las repblica-. Nolai anda ; o Brasil offereco urna
exlenrao de aguas da cerca de 400 leguas, que
dislam da cidade de Belem al Tabalinga, qae he a
sua fronleira, com povoaces ja importantes, como
sao a cidade da Barra,Sanlarem,e varios oulros pon-
tos por urna navegarao por ora de cerra de 80 leguas,
em territorio peruano, o tocando apenas em logare-
jos novos ainda e pequeos, c o mesmo lbe succeder
se a navegarao so eslender para os lerrlorios que
se dirigem Bolivia, a Venczuclla, ao Equador e
Nova Granada.
Olratadocom oPer foi.e nempodiadeixarde ser,
temporario, c nao perpetuo, porque foi um i nsaio
mas o principio ficou eslabelecido e vigrala. Os
meos e as concessoes sao as que podem soffrer mo-
dificaras. Foi o Brasil quem oflereccu aos ribel-
rinhos do Amazonas abrir as aguas desle ro para
p'i lereai elles nao s por elle transitaren), ese com-
mmiicarcm com o Atlntico, mas tambem para com-
mercarem com as povoaces brasileirasquc hanham
suas famosas aguas. Eis ahi creada urna polilica
generosa c liberal, que excluc as ai-ensarnes do svs-
lcma japonez : a mesma polilica que o Brasil sus-
lenlava contra Bosas, que se negava a tratar sobre
a navegacao do Paran e do Uruguay : o Brasil pe-
dia-lhe que coucedesse aos ribeirinhos desses rios
o transito das suas aguas para o mar, regularisando
eonvenienlemenle, como senhor que era de arabas
as margens inferiores. Besas declarava que era seo
direilo negar esse (ransilo, c o negava empeada-
mente.
Ha para os ribeirinhos um direilo,mpcrfeilosim,
mas que por ser imperfeilo n.lo deixa de ser direilo,
de pedir u transito das aguas dos rios, de que pos-
suemalgumas margens. 11 para o propriclario
das margens inferiores o direito de regularisar esse
transito para os ribeirinhos, de accordo com estes.
Eis-aqui o que lio principio moderno do seculo
AIX, do seculo do vapor c dos caminhos de ferro.
Esle principio nunca foi pelo Brasil abandonado:
foi antes o Brasil, como ji vimos, que, regularisando
o direilo de transito para o ribeirinhos do Amazo-
nas, Ibes mandou oflerecor al o commerco inle-
rior do rio, com reciproco direilo de commercarem
os Brasleiros nas povoaroes que perlencem aquel-
las repblicas.
Al rnnveiices servem para lixar os direilos, os
limites c as condicOes do seu exercicio.
Entre ribeirinhos, porm, c naces que o nao sao
concebem lodos que dilfererica enorme nppareee :
estas nao teem aquclle direito imperfeilo de que
cima fallamos, c que perlencc aos ribeirinhos ;
mesmo diversos sao seus projeclos, suas inlcnres
seus interesses e suas necesidades.
Quaes sao os direilos do Brasil, e que conleslares
se Iheslcm felo : ser oobjerlo do artigo segrale.
III.
Qual he o direilo que rmpelo as nares, cm rujo
lerrilorio se achara cncravados rios na vega vea '.'
Ningucm ainda ousou dizer que, se os rios nave-
gareis correm nicamente pelo territorio de nina na-
rao, nao tem esta o direilo pleno e exclusivo de pro-
priedade sobre sua suas aguas. Actualmente os Es-
tados-Unidos pos.iiem o Mississipi, navegara-no ex-
clusivamente com seus vapores, bem romo os seus
confluentes, porque o curso de lodos elles he cm ler-
rilorio da L'oiSo Americana. A Franca lem o Sen-
na, o I.oire, o Bhodano, o Gironda ;oEbro eoGua-
dalquibir s.lo da Hcspanha ; o Dnister e o Dniper
perlencem a llussia ; o Severa Inglaterra. Jmila
se pretenden, lixar direito de navegarao para naces
estranbas nas aguas deslcs rios, c nem raesmo nas do
S. Francisco, do Mucury, do rio Doce, do llapicur,
e de muilos outros que correm nas Ierras do Brasil.
A questao, portanlo, he nicamente relativa aos
ros, cujas margens s.lo possuidas por duas ou mais
nacoeSi
Segundo os Americanos modernos, isto be, o l-
enle Maurv e seus coinpanheiros, lia para lodos- di-
reilo de naveaar por senielbaules rios, para assim
roinniuuirar-so rom os povos rom quem prelendem
ronimerriar. Podem, portanlo, os Americanos su-
bir o Amazonas, e lodos aquellos ronfluenlcs seus,
que coinmunicam com o Per, a Bolivia, Venezuela,
Equador e Nova Granada, c por suas margens lan-
rar colonial agrcolas e eslabelecimenlos commercia-
es, sera mesmo preceder n assenlimeulo do Brasil,
propriclario da maior parte das suas margens nave-
gaveis c margens inferiores.
Estas ideas, que o tenente Maury e seus amieos
chamara de direito das cenes, saoespalhadas por
enlre um povo avcnlureiro, iuvasor e expansivo, que
nao contente com a vasta cxlcnsao da Uniao Ameri-
cana, ainda nao pcrfelamenlc habitada, aliram-sc
sobre todas as Ierras que Ibes agradara e dellas ten-
tara apossar-sc annexando-as grande Bepublica.
Felizmente scmcllianles ideas nem mesmo sao ad-
millidas pelo proprio gabinete de Washington, que
cm despachos de dO deabril e 23 de setembro de 1853
deca i ou ao dinlomala hrasileiroque as autorida-
des da Uniiio nao facililarao scientemenle a sabida
de qualquer naci que se destinasse a violar as leis
do Brasil ; e que, em quanto nao decretas*? o lira-
sil a liirc nacegacao do Amazonas, urna emprez
(ne prelendesse forrar a entrada do rio.seria illcgal
e commetteria urna riolaro dos direilos do Rrasil.
Se o governo dos Estados Unidos nao se visse tan-
tas vezes ohrigado.como olcmsido,a curv.ir-sena exi-
gencias populares que se levanlam as vezes extrava-
gantemente ; se realmente dirigissea nacao, cuja
testa se ada, e se n.lo formasse urna administraran,
por assim dizer auomala e excepcional, a linguagem
do Sr. Maury, sccrclario dos negocios e bastara para abafar as vozes dos inventores do novo
direilo das gentes. Para o povo da Uniao Americana
porm, que se deixa arraslar pelos seus domagogos,e
forca o seu governo muilas vezes a arompauha-lo,
misler he mais alguma cousa ; paraobslar a projec-
los que esles mi aquellos turbulentos possam formar,
como j o lizeram relativamente a Texas c ilba de
Cuba, ronvein muilo illustrar a opiuiao publica e
combater doulrinas t.lo allenlalorias dos direilos
alheios, e t.lo contrarias s ideas recehidas em toda a
parte do mundo, como do direilo das genles.
Para desenvolver as Ibeorias do direilo das gentes
o applca-las ao rio Amazonas, ninguem em habil-
dade e Ilustrarlo excede do cerlo ao Sr. Pedro de
Angels no seu folbelo. Era tambera j qucslo ve-
Iha para elle ; sobre ella importantissimos arligos
havia o Sr. do Angelins publicado no ATchito Ame-
ricano, quando, por ordem do dictador D. Joo Ma-
noel de llosas, snstentava o direito da Confcderacao
Argentina, como ribeirinha inferior dos ros Paran
e Uruzuay, para negar a navegacao por suas aguas a
quaesquer oolras bandeirasque r.o fossem as da Con-
federaran.
O Sr. Pedro de Angelins he perfeitamenle lgico :
descjava roanler Ileso aquclle principio em favor do
dictador e chef da Confederarao Argentina, que
n3o quera por forma alguma tratar quer com naces
nao rbeirinhas, quer mesmo com naces rbeirinhas:
em favor do Brasil boje, relalivamcntc ao Amazonas,
sustenta as metmas doulrinas.
Nos porm, que por diversas vezes na tribuna par-
lamentar, em 18W, em 1850 e eiu 1851, combale-
mos as exageradas preleni-Oes do governador llosas.
quando fechara o transito dos rios raesmo as nares
rbeirinhas, a pretexto de seu pleno direito de pro-
priedade sobre suas margens inferiores, nao podemos
admitlir no sea rigor a applirarao dos principios es-
tablecidos pelo Sr. de Angelis.
Os principios eilabclecidos por Vatlel, liv. 1. cap.
8." S 99> cap. 22 2C6, liv. 2." cap. 7. $ 94, cap.
9. 126, 127 e 128, cap. 10 S'3I < 132 \ Pr Mar-
tens, liv. 2. cap. 1. 39, liv. 3. cap. 1. 72, e
liv. 4." cap. 3. 140 ; por Kluber, lil. 2. 2. parle,
cap. 2. 76, e lomo 2." cap. 1. g 124, j anterior-
mente enunciados por \Volff,ePuffendorf,sau: l.o que
as nascentes dos rios nao dclerminam a sua proprie-
dade, porque esta he s determinada pelo seu curso;
2.o que as naces teem propriedade na exlenso dos
rios que correm por seus respectivos lerrlorios ; 3.
que essa propriedade n.lo fica sujeita servidao ne-
hunia, como o est a propriedade particular pelo di- I ios pode abrir o
reiln civil, c que a na^ao possuidora das margens in-
feriores pode negar passagem e transito as que tirara
nas margens superiores; 4.que essa servidao so po-
de ser eslabelecida por convelieres, segundo as cou-
diees, e pelos termos nellas expressados.
A Inglaterra principalmente suslenlou estes prin-
cipios, quer na larga questao que leve com os Esta-
dos-Unidos acerca da navegarao do rio S. Lourenco,
questao que nao leve mais necessidadede ser resol-
vida, porque o Estado de New-Vorck com os seus ca-
nses e caminhos de ferro rliamou a si o commerco
dos terrenos bandados pelos lagos Superior, Michi-
gan, Hurn, Eri, Sl.-Clar, S. Pedro e Ontario, e
perdn lodo o inlcresse que enlau tinha em abrir
caminho para o Ocano pelo S. Lourenco ; quer nas
discussoes com a Franca ceres do rioGambia no Se-
negal, qner emfim nas suas relaces com o proprio
dictador Bosas respeito da navegarao dos rios que
formam o Prala.
Durante o seculo passado, e mesmo no comec.0 do
seculo corrente, receberam esses principios rigorosa
applirarao. Actualmente, porm as luzes, que por
loda a parle se teem dilTundido, a marcha accelera-
da do tcmpo em que se inventaram os caminhos de
ferro, os vapores, as vias elctricas, e lanos oulros
meos de commuuicacao, que fazem desapparecer o
espaco, c approximam as maiores distancias ; a ex-
pansao edesenvimcnlo da industria edo commerco,
que simplificara os systemas alfandeges, ecomba-
lera os imposlos denominados protectores, admitiera
por ventura a rigorosa applicaran desses principios'!
Nao de cerlo : os principios sao verdadeiros, mas
na applicac.lo ha duas faces a considerar, e na ap-
plirarao quer de urna das faces, que de oulra, mo-
dificares se lerr inlrodnzdu, para as quaes chama-
mos a nltencilo dos leilorts.
Quando se traa de naces rbeirinhas, ja moslra-
mos que ha nas que oceupam as margens superiores,
um direilo imperfeilo de trauzilo, e o. que cabe
naca i que p-.s-ue as margeos inferiores he regula-
risar o Iranzilo, marcando-lhe os modos e condi-
toes.
Quando se trata de commercar, e nao do simples
Iransilo, cada urna he livre de negar-se, ou recusar-
se a tratar, e pode prohibi-lo nas margens, que sao
suas, ou ludas as vezes que o conceda, nos porlos
nicamente que determinar.
Quando se traa de naces, que nenhuma proprie-
dade leem nos rios, muda inleiramenle a questao ;
o direito he perfelo e pleno da nacao, em cujo ler-
rilorio enconlra-se o rio com os mares que elle
procura.
Vc-se, pos, que no seculo dezenuve tem havido
modificaran na applirarao do direilo das naques r-
beirinhas.
He curioso nolar-se a marcha que lem segoido o
direito das genles na parle de que tratamos.
Grocio foi o primeiro publicista que suslenlou que
a lbenla le de Iranzilo be devida nao somenlc s
pessoas, mas lambrin aos gneros e raercadorias, por-
que ninguem pode privar urna nar.lo de commun-
rar-se rom oulra. rom lano que srja isso doinleres-
sc geral da sociedade, c de nenhum modo prejudi-
cial pessoa alguma :i sua navegarao al o mar.
Era I78'i Jos II d'Austria exigi praseos esta-
dos das margens superiores do Escalda a .sai nave-
gac gens inferiores, residi ; a guerra leve lusar. c nao
leve Jos II aventura do conseguir o resultado que
ilmejtva. O principio porem ficou laucado, e cm
1(1 ile iioveinbio de 17'.12, a eonvencao franecza pro-
clamen mais do que o simples Iranzilo do riheiriuho
qiiereclaniava Josll;fez, o que perded semprea re-
volueo franecza, islo he, exagerou ; proclamen o
direilo livre de navrgac.lo do Escalda.
O Iralado de 1(i de marro de 1795 cslendeii ain-
da a idea ; declara livres as navegaces do E'Calda,
do Rheno, do .\loca e do llondl.
Em 17'.!;! Jeflerson, na America, slabeleceu o di.
reilode Iranzilo para os riheirinhos relativamente
ao Mis-issipe, cujas margena inferiores possuia a
Hcspanha ; esta narao solveu a queslao, redolido
era 17'.lj as suas possessSwaos Esla los-Unidos. ^
Era 1815 o rougrsso de Vienna applicou a uberda-
de plena da navegarao para o Musella, o Mosa, o
Escalda, o Mer.o, o Bheno e o Neckar.
Era 13 de julhn de ISOa Kussia ca Austriaabrem
ao mu:.do a entrada do Danubio.
ti- autores modernos, como Whcalon, 1). Inl. T.
I. Kenl, LiWS of nations, Leclurs 2, n. 3t. I). Ar-
did Bello, Derecho internacional, cap. >Sj 5", Chi-
tj A Ircals on lbe liwi of commerre, ele, T.
II, rcsumcni esle progrsso nas segrales modilica-
res :
l. Direilo do riheiriuho para (Iranzilo.
2.1 Direilo imperfeilo (|ue cm;prebende todava
todos os direilos incidente- para sj i llectuar.
3.1 Direilo do poesaidor do margens rbeirinhas,
de regularisar o exercicio ,|0 moco a nao ser in-
commudado.
i.-1 O regulamento e exercicio devem establecer-
se por meio de convence.
O Brasil, porlanlo, razao tinha para exigirdo dic-
ta lor Rosas que regularisasse o direito de Iranzilo
sobre os continentes do Prata, porque o Brasil oc-
cupava as margens superiores do Uruguay,do Paran
e do Paraguay ; e Rosas, a pretexto do rigor dos
principios, recusandn-se a Iralar com o Brasil, fal-
lavas leis do progrsso e s ideas dosceulo ; funda-
va o svslcma japonez, e negava aos povos ribeiri-
nhos daquelles nos a civilisarao e a vida, que a
navegarao Ibes devia Irazer.
E para prova da coherencia de principios, respos-
la ao Ilustrado autor do Annuaireics Deu* Mon-
des o Brasil, senhor das margens inferiores do
Amazonas, foi quem procurou os rib'irinhos supe-
riores desle rio, para com elles regula-sar a sua na-
vegado, mandando missarios iNova tronada, Bo-
livia, ao Equador.Vi Venczuclla e ao ter.
O Brasil, porlanlo, lem marchado con o seculo, e
desistido dos direilos, queem rigor eperfeila ple-
nilude lbe cabiarn, segundo as doulrinas geraes de
direito das genles, admiltidas geralmenl?.
A respeito das nares, que nao sao rbeirinhas,
prorlama-sc que o Brasil se nega abrir-Mies a livre
navegarao do Amazonas.
Mas o Brasil lem liquido esse direilo, orno lem o
de marcar os porlos, que abre aocommerro e-tran-
geiro, como lem o de n3o permillir a navegarao de
cabolasem senao a handeira brasilea,
E por ventura as nares todas do muido, que
prohibem a cabolagem, pralicada por csl'angciros
em suas costas e bahas, c com o systema japonez,
soinimigas da civilisacao ?'
E mesmo como, com que fundamento se liz que o
Brasil n3o quer tratar com as naces estiangeiras
relativamente navegarao do Amazonas '! Que go-
vernos lem procurado enleu ler-se com o governo
hrasileiro ?
Esta navegac.lo nao se pode fazer senao por meio
de convenees e ajustes : de nada disto se ten trata-
do, c ja vem a arcusariu!
Bazear-se-ha ella em que o Brasil procurou os ri-
beirinhos, e nao as nares eslrangeiras, para Iralar?
Este fado prova nicamente o desejo vebneiile
que nutre o Brasil de apenar suas rclaces polticas
e commerciaes com os povos Americanos, cos os
quaes esl.i em contado pelas suas fronleiras ter-
restres.
O Brasil, pelo seu contacto com estes povos, mais
que nenhuma oulra nacao, lem interesse cm v;-lus
progredir na carreira dos melhoramentos malcraos
e moraes, que enlre elles exlirpem o espirito de
anarchia que lem assolado paizes dignos de raeUior
sorle ; a paz naquellcs paizes firmara a uniao dos po-
vos da America do Sul, e preparar esla parle'do
mundo para um futuro tao lisonjeiro como o que
espera a America Septentrional.
Nao declarou aida o Brasil livre ao muudo in-
teiro a navegarao do Amazonas : nao, e nem o de-
via declarar.
O Amazonas, propriamente dilo, rorla crea de
quatroceulas leguas de territorio do Brasil, comjis
seus tributarios larra exceda de mil leguas o si
curso hrasileiro, aquellas sao j navegaveis por va-
por ; as dos tributarios eslao ainda pouco conheci-
das. Depois do Brasil lie o Per' quem mais tem a
ganhar cora a navegarao interna desles rios, porque
possue vastas porrees de lerrilorio aquem dos An-
des, que mais fcilmente podem por elles roramu-
uicar-sccom o mundo,- apoz o Per' deveconlar-se
o Equador, se bem que excellentes porlos lenba no
Pacifico para a exportaran dos productos da maior
parle do seu lerrilorio, Venezuclla lucrar menos
do que o Per' o o Equador, porque maior conve-
niencia cncoiilrai.ln sempre era dirigir seus gneros
para os porlos do mar dos Caraibas, que Ihe dao f-
cil arre-so. A Bolivia he a nacao que menos lucra,
porque quasi que s cora parle da provincia de Mo-
urncrcio e navegarao do Amazo-
nas: para a BjfWa overdadeiro caminho de com-
merco be a^vegarao dos rios Bermejo e Pilco-
mayo, que desuguam no Paraguay ; he a navegando
do mesmo^urguay, que vai lancar-se no rio do
Paran; e" sabir pelo Prala no Ocano.
Todo, porm, esse inlerior do Brasil, do Pera, da
Bolivia, do Equador, de Venezuela, e de Nova Gra-
nada, he um deserlo de mallos e deaguns ,- o com-
merco, a industria c a civilisacao, s a pouco c
pouco pdenlo inlroduzir-tc ; regularisar conveni-
entemente a marcha que devem seguir, encaroinha-
loscora prudencia e lino, he o que cumpre ao Bra-
sil ; preparar os elementos, para que esse resultado
se consiga, he o que o Brasil faz, e o faz com todo
o zelo e esmero.
Creou a navegado por vapor por cima daqnellaa
aguas, que pareciara escondidas ao homem ; vai lan-
zando aqui e acola colonias agrcolas, poslos milla-
res e eslabelecimenlos commerciaes. Ainda nao po-
de ser a navegacao lucrativa, porque os productos da
Ierra nao chegam para abafar a despeza ; o governo
do Brasil concede animalmente um subsidio pecu-
niario companbia que leva o vapor a Tabalinga e
i Nauta ; ainda nao pode admillir-se concurrencia
de navegado porque, nao bastando para urna ein-
preza o commerco, a concurrencia pode destruir
ludo ; o governo concedeu n companbia um privile-
gio por cinco airaos, e assim garanle-lhe a exisleu-
cia, ao passo que, fazendo prosperar aquellos luga-
res, abre-os a maior commerco, e alimenla-os para
desenvolvimcnlo mais largo : o eslabelecimenlo de
colonias agrcolas e commerciaes niio podem ainda
dar vanlagcns a urna empreza, roncede-lhe o Brasil
Ierras e favores, para tornar-lhe possvcl a inlroduc-
cao de colonos, que formem a popularlo do valle
do Amazonas.
Todo islo fez o governo hrasileiro ; e para que
fim ".' Para preparar o valie do Amazonas ao com-
raercio e a' navegacao do mundo, quando, sem obs-
laculo para si, e j rom garantas para os estranbos,
Ihe convier declarar livre a navegacao.
Esla he que he a marcha verdadeira, a nica
acertada para se conseguir tao grande resultado.
Tudo o mais he pela precipitarlo sacrificar o fu-
toro.
Eslao (odas as costas do mundo snjelas ao com-
merrio estrangeiro ? Nao ; unieamenle o eslao a-
quellas que, pelas respectivas leis municipaes sao
assim declaradas. Nao he o maior interesse de um
paiz para auzmcnlar sna riqueza e fazer prosperar
suas linancas, abrir ao commercio do mundo maior
quanlidade do portas1? Ninguem por cerlo o con-
testara'.
He, pois, este tambem o interesse do Brasil, rela-
tivamente ao Amazonas, cuja navegara) se regula-
risa, e de cuja colonisarao trata actualmente ; oxa-
la' breve venha o lempo que elle ronlcnha cem por-
los para o commercio estrangeiro, que o Brasil se
apressara' cm abri-Ios.
Alm, portanlo, de ser a marcha que o Brasil se-
gu, a que ha conforme com n direilo das genles
moderno, arrordr rom a civilisarao do [sonrio, drsle
seculo o qual se alargam lodos os progressns, te
prostram lodos os privilegios, e se suicidam todas as de 3 dezembro de I85,
Palacio episcopal.
As obras desle palacio comeradas em oulubro de
1852 acham-se concluidas salisfaca.j do Exm. pre-
lado, que j est boje de posse de una babilacao
mais propria de sua alia posiro.
Alfandtga de*ta cidade.
Para dar-sc maior esparo e commodos a esla re-
partirlo, c facilitarle a fiscelisa^ao das rendas, de-
lerminei que se fizessem no seu respectivo edificio
e dependencias as obras e conrertos indispensaves,
e com quanlo j alguma cousa se lenba feilo, ainda
muilo falla para pr-se essa repartn-ao em es-
lado de bem preencher as uecessidades do ser-
vido. ^_
Obras militares.
A visla do estado de ruina dos quarleis desla cida-
de, e leudo de aquarlelar o 11." batalhao de i ufan li-
ria, pude conseguir para esse fim do respectivo prior
urna parle do convenio do Carmo, que inandei pre-
parar, e onde cora efleilo se ada boje conveniente-
mente accommodado esse balalhao.
No hospital regimental, cargo do 3. balalhao
d'arlilhara a p, fizeram-sc igualmente no semes-
tre ultimo os po-siveis melborameutos para lorna-lo
proprio a salisfazer seus fins, nao tendo ainda sido
conclaidos em razao das dilliruldadcs de que j vos
fallei.
I'izerara-seniilrnsim reparos na fortaleza da barra
e no arsenal de guern. e conslruio-se no cislello
da cidade, alm de nutras obras, urna rasa para labo-
ratorio pyrolechnico.
Tendo o governo imperial mandado levantar for-
lificacfles na villa de Obidos encarreguei os seus
Irabalhos ao major Marcos Pereira de Sales, que
alii se acha e j Ibes deu comeco. Na prara de Ma-
cap lem-se feito lambem importantes melhora-
mentos.
OBRAS PROVINCAES.
Concluidas.
Das obras provinciaes, que se achavam cm anda-
mento, on foram ordenadas no semestre lindo, con-
rluirara-se as segrales : as que mandei fazer no
pavimento terreo do palacio do governo para ae-
rommodar o Ihosouro provincial, e no edificio em
que se achava aiilnriormenle esla repartirlo c que
dcslinei para a de obras publicas ; as da cadeia desla
cidade, que boje, apar da uecessaria segoranra c
mpeza, oll'erece as devidas acrommodacoes aos
presos das diversas elasses ; e final raen le o aterro na
prara da ponte de pedras. contralado com Joa-
qnin Jos de I igueiredo ; e o das antigsdcas
adjacenles mesma, contratado com o barao d'A-
rary.
Em andamentoPonte dr pedras e continuadlo
do caes etc.
Os Irabalhos desta ponte progredem quanlo Ihes
permute a nalureza do local ea falla de maleriaes,
e de operarios proprios para aespecialidade da obra;
acba-se lodavia bstanle adiantada nao s no que
respeila ao leito e rampas da ponte, como a sua cu-
bertura para abrigo dos gneros, que ah tem de fa-
zer o embarque e desembarque. Na sua execurao
lem lido muilo em visla o respectivo engenheiro o
capitn Juvencio Manoel Cabra I de Menezes, o seu
bom planou solidez, e iiifurraa-rae elle, que ficar de
lodo acabada no fim do correnle anno.
Nao tem sido possivel dar-se andamento i con-
linuar.io do caes, que lem de fechar o espirar com-
preliendido enlre a dca do Ver-o-peso e o Gastcllo,
e su o ser talvez depois de lindos os Irabalhos da
pnnle.
Doca do reduelo.
Tendo-vos requerido o contraanle desla obra, o
cidadao Antonio Jo?c de Miranda, a rescisio do con-
trato, submettestes esle negocio minha deciso, a
havendo-o eu examinado, e ouvido o parecer dos en-
genheiros, vim ao conhermenlo de que nao s nao
cumpriraelle as condices a que se sugeibira, na
parle da obra que lizera, mas anda que i nao con-
cluir no prazo que Ihe foi marcado e a consrvala
puralysada, iinpuz-lhc a multa e os mais onus do
contrato; e nao leudo apparecido novo arrematante
deterrainei que fosse feila por adminstrac,au. Acha-.
se boje muilo adiantada com o serviro das pravas de
Irabalhadores, all empregadas, havendo-se elo
d'eniao para ca 56:000 palmos cbicos de escavarao
e 320 de estacada.
fallas da estrada do arsenal.
Nos ltimos mezes do semestre 'lindo fizernm-se
tres braras de muralha de pedra e cal com os com-
petentes taludes nos lugares das pontes, eslacaram-
se .(libraras de valla, fincaram-se esteios para susten-
tar o eslacamento de mais de Ireze, e escavaram-se
40 braras de terreno com a quarla parle de profuu-
didide.
Estrada do Pdul-d'agua.
Concloiram-se no sobredilo semestre Gl ; bra-
cas de estrada macadamisada, com os competentes
esgotos laleraes c o encanamento das aguas pan, o
Isarap do Reducto. Por esles dias deve estar esla
obra de todo prompli.
Caes da ra do Imperador.
Esl ba-laiile adianlado o seu aterro, foi porem
preciso prorogar-se por mais dous mezes o prazo
que havia sido marcado ao respectivo arrematante
pan o seu acabamenlo.
ykcllatnento dapiaca de Pedro If.
Continuou a ser feilo no ullimo semestre tinto
quanlo foi possivel com o pequeo pcs-oil, que nel-
le se lem podido empregar.
Quarlel do corpo de polica.
Proseguem as obras que se eslao a fazer para a
ronsl: iiccao das casas em que se lem de eslabelecer
a enfermara e suas dependencias, as eo/.inhas e
cavallarras do corpo, e acha-se ja feilo griude par-
le dos alicerccs e paredes, e das columnas que tem
de sustentar o Iravejamento, e lascado o corpo da
guarda e varanda em frente do paleo.
Projecladas.Edificio para os Pacos da assembla,
cmara, etc.
Pelo art. l.o da resolucao n. 224 de 3 de dezem-
bro do anno passado anlorisastes a presidencia para
fazer construir um edificio, que sirva para os paros
da assemb'a legislativa o da cmara municipal, pa-
ra Ihesouro e recebedoria provinciaes, e para do
lyceu paraense, tribunal do jury, etc. ; era con-e-
quenria disso encarreguei o rapilo de engenheiro;
Juvencio Manoel Cabral de Menezes de levantar a
planta do mesmo, e esla me foi aprcsenlada ha"pou-
co e por mm remetlida a reparlicao de obras pu-
blicas pandar seu parecer a respeito ; a quanlia a
despender-se com esla obra foi calculada pelo dlo
engenheiro era ris 1.50:0000000.
Mercado publico.
Foi igualmente incumbido o major Marcos Perei-
ra de Salles de apresenlar-me a planta desla obra, e
havendo-o elle feilo e oreado em a quanlia de ris
33:;i73j>268, a ronstruccao de seus alicerccs, nian-
dei-a por em arremataran e como nSo apparecesso
arrematante, ordenci que se lizesse poradmins-
trnc,ao. Nao pude porem ler ainda comeco a sua
execuc.lo.
Encanamento d'agua potacel.
A planta e orcamento desla obra foram cncarre-
gados ao major Brokenauss; nao me aprcseulou
elle ainda esses Irabalhos ; posse porem asseverar-
vos que eslao quasi promplos, e que brevemente o
serio.
Ohratdo largo de palacio.
Nao lem sido por ora possivel continuar-se com
o aterro, nivellaraenlo e mais obras do largo do
palacio do enverno de que ti ato a re-nlue.lo n. 174
ideas mesquinhas, r generosa e franca com as nares
americanas, com as quaes limita c confunde inte-
resses, be, demais a miis, ain la, esta marcha a ni-
ca que ronvera ao engran lerimciilo e prosperidade
do valle do Amazona, a'
aos inleresscs do imperio. /'. da Silra.
Correio Mercantil do Rio).
PARA'.
Conclnsao' do discurso com o qual o Exm,
Sr. consilhelro Sebastian' do Reg Ba ros
abri a assembla 1 jlslxi. provincial do
Para' em 15 de agosto de 1854.
(Continuarao do numero 221 de 27 de clembro
de 1834.)
OBRAS GERAES.
Palacio do gniinus.
Edificio contiguo an mesmo.
Enlendendo convenenle aproveilar a obra, que
se ada comerada ao lado do dilo palario. delermi-
nei que fosse posto em arrematacao o levanlaraonto
sua fotora grandeza, e das suas paredes e a cobertura, oreados em ris
-i:.'i(pl..-iX.).O nico concurrente, que appareceu,
foi o barao de Ararv, com o qual anda assim nao
foi possivel contralar-se a obra e por isso resolv
manda-la fazer por administradlo.
levereis, Srs., reconherer, que razao Uve para as-
sim proceder, por quanto nao be admissivcl, que
essa? quatro paredes rontiuiiem a subsistir indefi-
nidamente no lugar onde eslao, e a sua demolirau
importara talvez na mesma despeza, que o prepa-
ro da obra para um fim qualquer.
Caes doporlo de Camela.
Ja me foi lambem aprsenla.ta a sua planta pelo
major Marros Pereira de Salles, com n nrramento
Esle bello edificio achava-se cm pessimo eslado | do seu primeiro lauco na importancia do ris
quando cnlrei para a administradlo. Com os credi- j 17:7961950, pela qual o mandei por em arremta-
los ltimamente concedidos pelo governo imperial J cao ; acontecen porem com esla, o mesmo que as
lem-se feito consideraveis melhoramentos de piuiu- oulras cima mencionadas ; nao leve pretendenles.
ra, decuracao emobilia; e com quanto estojara era Incumb, pois, ao dito major de fazc-la sob sua ad-
andamenlo offerece elle j decente residencia i pri-
meira autordade da provincia. li/.-ram-sc lam-
bem e continuau-re a lazer os necessarios conccrlos
do scu pavimento terreo.

ILERIUFI

mmislrarao ; elle, porem, reprcscnlou-mc que nao
poda comera-la senao depois de roncluid a ma-
triz daquelle edade. por que so entao haveria al-
gun pes?oal dir-ponivel para os seus Irabalhos.
mu tu ann


OIARIO DE PERMMBUCO. SEXTA FEIRA 12 OE JANEIRO DEI859.

Esta raio de escasse/. de operarios e a de mate-
riacs, ja por ver indicadas, lia commuin i ledas
as obras ullimanienle referidas nesle litigo, a* quacs
pelo eu vulto e importancia deinandando-os em
maior quauliriaile, o achando-se empregados em ou-
tras os poneos que se oblem, (ornam-se por isso de
niiiis diflicil e lardin execucao.
Deixo de tralar aqu de outras militas obras, por
liave-lo ja feito nos arlisos em que ellas natural-
mente deviam entrar ; no entretanto rcmetto-vos
para os relalorios dos engenheros, e ao quadro an-
iii1.o a esle.sobn. 15, onde encontrareis relacionadas
todas ellas, quergeraes quer provinciaes, com os es-
clarecimentos necessarins.
CORPO DE TRABAI.HADORES.
Esta creaolo lio til, que lano bonra as legi-la-
turas que a instituirn?, e procuraran! melhorar. e
que lanos serviros ja' prestara a,(rovincia, achava-
se abandonada quando tomci ronla Ja ariminislra-
c,lo. em ronsei|ucncia da errnea e prejudicial in-
telligcncia pel.i qual cerlos espinlos pouco previ-
denles e demasiadamente suscepliveis enlraram a
propagara ido da sua incompalibilidade com a ins-
liluii;,v> da guarda nacional, reslabellecida nesta
provincia.
Mas eu entend desde logo, que era cssa urna ne-
cessidade vital, e que a medida de dar trabalho as
ClMMt ociosas e quasi proletarias, beneliciando-as e
ao mesmo lempo an publico, em nada repugnava
cora urna instituido para a qual, respeitado o espi-
rito senao a lellra da respectiva lei, so devem ser
chamados cidadaos, que lenham as competentes
qoaliiicacoese offereram a necetsaria garanta.
Colhendo pois as informaees, que me eram pre-
cizas sobre o sim estado e sobre os abuzo*, que em
grande parle lnviam concurrido para o descrdito
dos rorposde Irabalhadores, Iralei de os reorgani-
zar, tornando r-ITeclivas as leis, que os regolavam,
e que nao obsliule arharem-se em scu inleiro vigor
jasiam no esquecimcnlo.
Fcil vos sera' avaliardes os troperas, com que
nesse empenho lerei lulado e anda lulo, nao s da
parle daquellcs que alnd se recordam do iniquo
procodimenlo de que eram viclimas, a pretexto do
servico publico, mas tamben) dos que entendem de-
ver locupletar-se a cusa da sua simplicidade-
h'elizmente nilo tem sido perdidos os meus esfor-
cis, alguma censa lenlio ja conseguido, o muilo es-
pero anda conseguir no sentido de remover esses
abusos, precouceitose cslorvo, ede reorganisar con-
venientemente esses corpos, cuja necessidade sobe
actualmente de ponto a vista da caresta de bracos
e da mulliplicidade de obras publicas projecladas ou
cm andamento ; ja esta capital e mu i tos dislriclos
de fura sentem em parle os seiis beneficios e os pro-
prios Iribalha lores vao comprehendendo roelhor as
vanlagens que d'ahi Mies resulta. Hoja sao-Ibes pa-
gos os salarios em da, e flelmente respeilados os
praios marcados para o seu servico; voltam pois sa-
lisfeilos as suas casas levando algum fruclo do seu
trabalho : o mesmo Mies nao acontecera de cerlo
com os que lhes eram umitas vezes impostos pelos
seus acluaes oflciosos patronos, dos quaes sahiam
exhaustos de forras e sobrecarregados de empenhos.
Do mappa junto n. 27 veris o eslado em queja
se arham esses corpos e a que brevemente poderflo
chegar a visto dos alistamentos, que tenho mandado
fazer. cdos que lerSo de se-lo anda.
Opporlunanienle tratarei de regularisar, e distri-
buir o seu serviro de modo que seja detalhado com
a igualdadc possivcl pelos diflerenles pontos da
provincia.
POLICA rural da ii.ila de marajo.
A sorta dos creadores de gado nesla illia, que
como ja vos dhse continua pouco inais ou menos
as roesmas ciicumslancias que d'antes,reclama pro-
videncias.
O regulamenlo mandado observar por portara de
1 16 de dezembro de 1852, que leve por lim melho-
ra-la, garantindo os fazeodeiros contra o roubo cons-
I tanta de que eram viclimas as suas creicoes, infeliz-
mente lijo ten: produzido o beneficio desejado.
He cerlo que em grande parle concorrem para
so os proprios creadores, que liados nicamente
na lutella do governo, nao curam do empregar por
si os meios preprios a que alias poderiam sem gran-
de sacrificio por em pralira para acaulelar o fulu-
ro, Mas sem duvida a razao principal do nenhum
resultado d'aquelle regulamenlo consiste na impro-
priedade rio sv slema do polica all eslabelecida.
Logo que lomei cenia da ariminislrac.au da pro-
vincia procurci fazer efTccl ivas as suas disposiroes;
dirgi-me repelidas vezes, e quas em vio, as diver-
sas autoridades polciaes e cmaras d'aquella lha,
recommendando-lhes sua execucao. Reilerci ordens
para serem convocados os conselhos ruraes aos quaes
era ella espec alenle encarroada, e apenas conse-
gu que so reunsse o de Monsars ; a esse mesmo
s servio parr mais confirmar-me no receio em que
ja eslava a cerca da improficuidadedos esforros que
liouvesse de empregar nesse sentido.
Os corpos colleclivos nao sao os ruis proprios para
encargos de temelhanle nalureza. Conven) confa-
los a pessoas individualmente responsaveis por seus
actos, que |>ossam com facilidade mobilisar-se e
exercer urna nspeccao prompla e immediata em
qualquer potlo do scu d.'.rielo, eslrauhas aos inte-
resses c -ompIicaeOes locaes, com ordenados que as
incileni a empregarem-se exclusivamente e a serem
zelozas no sej misler, c com os agentes o mais re-
cursos necessarins para as diligencias de que es-
sencialmentf. depende esla especie de servico, e por
lim simplilicar-sa o, processo actualmente embara-
zado de formulas e ric julgadores.
Sob eslas bases pois enlendo que seria acertado
reformardes aquelle regulamenlo ou aulorisardes a
presidencia para isso, consignando verba suflicente
para fazer-su face s despezas nao s com o pessoal
como com o malcra! e ludo o mais que fr preciso
para sua execucao,inclusive alguma forca ou desta-
camento de jolicia local, quando seja indispensavel
crea-la na dila ilha.
Eslou convencido que estas medidas combinadas
com as que j propuz da c.rcajilo de urna comarca
all, e da comprado um vapor, que ponha em mais
freqiic-nlc e jcil communicacao alguns pontos da
mesma ilha entre si c com esla capital, quando nao
consigam eslirpar de todo o mal que lamentamos, e
prover-nos Je carne boa e abundante, poderao ao
menos minera-lo consideravelmenle.
EXECUCAO DE DIVERSAS LEIS.
Logo depois de encerrados os Irabalhos de vossa
ultima sesudo tratei de dar execucao s leis que pro-
mulgases.
J em diflerenles parles deste rclalorin vos tenho
feito ver a que livcram algumas; resta-me dar-vos
tonta da de- outras.
Em consoquencia do disposto na lei n. 223 de 29
de dezemb brasileiros um Barcellona e New-York pedindo-lhes
informarse* sobre a melhor maneira o condiccoes
para obler-so n'aquelles paizes os animaes das rajas
Tn lira las na dita lei, e ao ministro do Brasil em Pa-
rs acerca do engajamcnlo de um bum veterinario,
afim de estabeleccr-se a candelaria para cuja crea-
rio fui .tul irisado. Este responrieu-me ha pouco que
licava faze ido as diligencias para satisfazer o meu
pcriido;o cnsul de Barcellona remctleu-me lambem
ha pouco i ma infurmaeSo sobre a qual anda nada
pude delilierar, visto que sem conseguir primeiro o
veterinaric. para mmilar-se aquella cauriclaria, nada
se pode fizer a lal respeito; do cnsul em New-
York nao ve anda resposla alguma, lendo-lhc l-
timamente riitigi lo segunda va do meu oflieio.
Desojando realisar a grande medida que riecrctas-
les pela lei n. 10 de 20 de dezembro ultimo, pu-
hliquei eir. IGdejaueiro do correnle anno as liases
jimias. E; sob cujas cundiroes entend que devia ser
ella ellecli ada.
Aprescn!ou-c-me o gerente da companhia de na-
ve-n;,lo c commercio do Amazonas, propmido-se a
tomar sobre si a einpre/a, mas umiramcnle na parle
relativa a navegacao entre esta capilal c a cidade de
Omela. Ollcreccndo e*a parle da emprc/.a vanla-
geej, lalvet iiidepeiidenlcmcule de suhvenrito, e tlc-
vendo servir de alguma maneira como de compensa-
cao as demais linhas. nao annui aquella proposla,
rujo resultado seria neiitralisar de lodo os beneficios
> que livesl ;s mi Visto, ligados principalmente na-
vegaoao entre esla capital e a illia de Maraj; e
como nao ipparercssem oulros pretendentcs man lei
publicar as sohredilas bases as provincias de Per-
nambuco, Babia e Rio de Janeiro, mas por ora nao
pparacea ahi quem se propozesse a realisa-to. l-
timamente me Coi dirigida pelo cidadao dos Eslados-
(jnidos TliOmaz Rainav.uma proposla para esse fim;
porem a 'isla dos termos em que a mesma he con-
ceba nao me julguei autorisado a aceeila-la,e para
pelo como julgardes conveniente, ser-vos-lia ella
presentada.
Neslas cirrumslancias parece-me que n.lo devo-
mos contar por agora rom capilaa parlirulares para
a execucao d'aqnella medida, e que pois conviria que
habililasscis o governo da provincia com os meios
necessarins para acqniscao de um vapor alim de
ser empregado na coiidue.lo do gado de Marajo para
o abastecimenlo tiesta cidade; i(o potera ale con-
A reeeito para o anno lnanreiro de 1835 foi or.;a- | a minlia Andrea*, que nao fin senlo prega de al-
da por esta repartalo em.......I83:16i900| ({alu marTecos, cuja tejeri/a me ha laucado anallie-
e a despere em.............tV255309 "*86 "nprecarSes: em tal nao creio en. Mas o que
Saldo nrtNuiiivel 'IU-iohi'iii cerl he quc :l""la i'-1"'1 mt P0"0 menear esla
iel......t.itWWIl | penna, que a cusi sulenlo ; e se eu fossa lao ebeo
Este sabio, pon ni. que dever. ser muilo supe-
rior, se a receila do segundo semestre do correte
evercrio guardar a devida proporcao rom a do pri-
meiro, sera anda saalm absorbido palas eonaignaeBes
necesarias para se elTecluarem as medidas e melbn-
correr para animar os grandes fazendeiros d'aqnella lamentos, que vos proponho ncsle relalorio se me-
llia, que entao conheceriam melhor seus verdadei-
ros inleresses, a estabellccer no futuro igual mcio
de transporte para o gado de suas fazendas.
A nao adoplardes esla idea seria pelo menos pre-
ciso ampliardes a autorisacao do artigo A da citada
lei n. 2'M quanlo a subvenr^ao de que ah se (rata.
Pelo artigo ifida lei do orcamenlo vigente deler-
minasles que fossem vendidas as .10 accies da com-
panhia de navegaeSo e commercio do Amazonas
perlencenles a esta proviueia ; anlcs porm de dar
execucao a esta dispoticlo, foi de urgente necessi-
dade entrar-se com a segn Ja prcslaeao de reis
5:0009000, sem o que na forma dos estatutos d'aqnel-
la companhia loria a provincia de perrie-las. Fei-
to slo mande! po-las a venda uesta capital e como
enrressem os annuncios, eo nico pretenderle que
appareccu nao oflereresse vaiilaecns, recommendei
ao procurador da provincia na corle que as vendes-
sc all, depois derscebidn o segundo dividendo ; is-
(o nilo se bavia realisado anda em 10 do mez pas-
sado ; o primeiro dividendo j foi pago nesla cida-
de .i raz.lo de reis SgOOO por arcao.
A venda da rocinha em que oulr'ora esteve o
collegio de Educandos artistas, euectuuu-sccom >an-
tagem para os cofres pblicos, pela quanlia de reis
4:5003000, ficando assim cumprido o artigo ti da lei
cima mencionada.
A publcaclo c coordenado das leis e mais actos
oflicines de que trata o artigo 36 da mesma le ci-
tada, foi contratada rcparlidamenle com as tres ly-
pographias : do Treze de Mato, Aurora, t Ditrio
do Cro-Par.
Na forma da aulorisarao dada i presidencia pe-
lo artigo 42 8. dessa mesma lei, mandei entre-
gar pelo thesouro publico provincial, ao cidadao An-
dr Cursino Benjamn, sobre fianza, a quanlia de
reis 5(K)?000, para coadjuva-lo na impressao do seu
Repertorio ou ndice das leis provinciacs que se ada
j no prclo.
Das desapropriacGcs aulorisadaspela rcsoluc,aon."
293 de 28 de dezembro ultimo, acha-se eflecluada
a do predio pertencenle D. Maria Caroliua de Fi-
gueiredo e Vasconcellos na estrada de Nazareth ;
quanto aos de M. J. Rodrigues na mesma estrada,
e dusher leiros de l.avareda no Porto do Sal, cujos
valores foram arbitrados para o primeiro em reis
3005000, e para o segundo em reis 8:7 mnve-se os respectivos processos, qoe se acham em
termos de serem julga Jos. Seria conveniente decre-
lar-se lambem a desapropriarfln do predio arruina-
do, perlenceute aos berdeiros do commendador V.
A. ile Miranda, situado no largo da S, para de-
molir-se e regularisar-se o mesmo largo ; e bem as:
sim obler-so dos poderes geracs autorisacao para ser
desapropriada a parle do terreno c a pequea varea-
da do convento de S. Anlonio, cuja demoliran he
necessaria para alargar-se cendireilar-se a ra, que
vai do largo do mesmo ao do quartel do corpo de
polica.
Sendo nsuffcienles as rondas de Ierra e mar
para impedir o contrabando, que se faz em grande
escala no espaco entre o porto do Sal e o Castello,
determnei ha ponen ao thesouro publico e capitana
do porto, que dessem execura ao I. do art. (4 da
lei n. 183 de 9 dedezembio de 1850, em consequen-
cia do que foram os proprietarios das casas all si-
tuadas que lem cercas, varanrias etc. para o mar,
intimados para demol-las no prazo de um mez :
lano mais que se acham ellas aliu-v amen le collo-
eiolas em terrenos de marinbas. Esta providente
medida de liscalisacao desagradar de certo aos in-
teressailos na conlinuarao do contrabando.
Tendo ofciado aos cnsules brasileiros as di-
versas praeas cslrangeiras que com esla commer-
ciam, pedindo-lhes a remessa dos documentos de
qoe Iralao 81. do art. a le citados, obliveos lia
pouco dos de Cayenna, Lisboa, Liverpool, Havre, e
amburzo, e envici-os a thesouraria de fazenda e ao
Ihesuuro provincial para os devidos acames na al-
fandega e recebedora.
Por porlaria de 27 de marro do .orrenle anno
mandei sohr'eslar na execucao do ara. 21 da lei n.
212 de 30 de dezembro do passado.'" Tomci esla
dclberaeao em vista da pelirao e documentos que
me foram apresentados por Manoel Goncalves do
Reg em abono de soa posse, e com os quaes me
dcclarava que ia sustenta-la em juizo. Pareceu-me
este com elfeito o meio mais proprio e mais com-
petente para solver a quesUlo ; todava Vos resolve-
reis dilinilivameute a esle respeito como julgardes
mas acertado.
ADMINISTRADO DA FAZENDA.
O thesouro publico provincial acha-se actualmen-
te melhor accommodado no pavimento terreo do pa-
lacio do governo, que, como ja vos dsse, mandei
preparar para esse fim ; fnneciona elle regularmen-
te, porm os seus Irabalhos lem crescido de anno
para anno por tal forma, que o seu pessoal, apesar
de ltimamente augmentado com alguns emprega-
dos, ja nao basla para Ibes dar expediente, quer na
parte relativa sua escripturaco e contabilidad*,
quer a boa ordem do archivo, como tudo bem de-
monstrado se acha no relalorio do inspector dessa
reparliciio, onde encontrareis tambem o quadro do
pessoal, que na opiniau do mesmo llie he indispen-
savel.
Oulrn tanto se pode dizer a respeito da recebedo-
ra, nao s quanto ao accrescimo do servico, mas
lambem quanlo ao numero de empregados necessa-
ros para a boa arrecadacao e (iscalisarao da renda.
O respectivo administrador, no seu relalorio appen-
so aquelle, indica o augmento de pessoal, que igual-
mente se faz preciso a' sua reparlieao, e algumas
outras medidas de liscalisacao qno julga muilo con-
venientes. Tendo-me requerido os seus empregados,
que Ibes mandasse pagar suas porcenlagens, quando
doentes, e nao me julgndo para isso autorisado, in-
defiri a sua prelencao, deixandc-vos o dicidrdes se
em taes circunstancias, devem ellcs perceber essa
parle de seus vencimentos, como me parece ser de
toda a justiea.
Releva aqu dizer, que os chees de ambas as re-
parlicOes cima referidas desempenham seus deve-
res com aclividade e zelu.
O servico das colleclorias, com quanlo alguma
cousa melborado, todava esla' anda muilo longe de
salisfazer as necessidade* fiscaes nos diversos pon-
tos do interior da provincia. Cinvem regularisa-lo
melhor, c o relalorio citado do inspector do tbesuu-
ro provincial vos pode orientar sobre algumas medi-
das, que se deve ler cm vista para esse lim, e que
ahi -a eumpridamenlc fundamentadas.
A receila provincial fealisada nos excrcicios de
1852, 1853, ei. semestre do correnle foi a se-
gunle :
Em 1852...............303:30918121
183:>...............488:8209894
No 1." scmeslre de 1851.......3l7:6ifS821
A despeza nesses mesmos exercicios e
no dilo semestre foi :
Em 1852...............309:122--185
1853...............297:801:(93 I
No 1.a semestre de 18li......167-.789.-.12
Da comparado das cifras da receila entre si re-
sulla, que a de 1853 exceden a do auno anlerior em
reis 185:4299773 equeadnl.5 semestre do cor-
renle, nao obslanie a isenrao de varios impostos,
decretada na lei do ornamento vigente, chegou a
quasi 7|IOda renda total daquelle anno. O pro-
gressivo augmento que tem tidoa receila provincial,
he devido pala maior parte ao meio dizimo sobre a
gnmma-elaslica no desembarque e na exportado ;
s essas verbas tem contribuido n'aquelles periodos
cora as quanlias seguinles :
Meio dizimo no Meio dizimo na
desembarque exportarao Tolal.
Em 1852 5:ii7fi?vr/i 14:8399980 90:3069544
< ls:>:i l-.'J:9Koi70 112:2(11.-730 235:t78306
No 1 ,s semes-
tre de 1H.- 121:070-112 122:81(^112 215:92X^)21
Comparada a receila e a despeza do!. semestre
do correnle anno, resulla o saldo de reis 119:8519697
que reunido ao de ris 305:802^759, que se rceo-
nheceu no fim do anno de 1853, c ao de ris
16:5909711 da caixa addielonal do anno de 1852,
prefaz o de ris 72:245.-:107 : dos quaes ris
61:3939807 da cava addicional ao anno de 1853 no
fim do I. semestre do corrente, e res 110:851c559
da caisa eflecliva como se demonstra no relalorio
he de.
A saber
recerem ellas a vossa approvaeo.
A divida activa da provincia segundo cons-
ta do relalorio do inspector do thesouro publico
............119:0739361
Divida doex-lhe
sonreir Anlonio
Das Guerreiro. 73:6519289
Em cveeuro in-
clnidoa 5:0099717
de impostos que
se devem arreca-
dar em dobro. 16:499/496
Por cobrar. 58:922"i8t
----------------i 19:07:15301
Da quanlia de reis 58:922-181 foi liquidada al-
fim de junho do correnle anno pela rommissSo noc
meada cm 22 de fevereiro ultimo, em virtude do S
4. do artigo 12 da lei do orcamenlo vigente, a de
reis 5:0023.550, que, nm a de 300SI14 res de juros
de seis por rento da mora, prefaz a daris 5:302*i'.li.
A essa rommissao arbitre! pelo seu trabalho a gra-
tificaeao de 12*, das quanlias que liquidar, rcparli-
damenle pelos seus memhros.
Ao ex-lhesoureiro Antonio Dias duerreiro foi de-
siguado em 15 de fevereiro ultimo, por deliberaran
da jaula do thesouro publico, e por aulorisac.lo ra-
nha, o prazo de seis mezes para apresentar, nos ter-
mos da moratoria que llie foi concedida, o balanco
e relalorio do eslado de sua casa. Foram elles com
efleito nppresenlados, e vao annexos ao relalorio
d'aquella reparlieao : como porcm sao viessem cm
forma, foram llie novamente exigidos dentro do
mesmo prazo.
A divida passiva conslanle do quadro annexo a
|e do arcamenln vigenlo, na importancia de rais
20:7893787, acha-se redozida depois dos ltimos
pagamentos a reis I5V7639347, os quacs nao lem si-
do pagos por nao o haverem exigido os respectivos
credores, alguns dos quaes lem j fallecido sem dei-
xar successores ou berdeiros.
A maior parle pois desla mesma quanlia tem de
ficar prescriplae m o primeiro de Janeiro de 1859.
CORREIO.
Com quanlo seja esla urna reparlieao geni, toda-
va he tito intima a sua ligaco com os inleresses pro-
vinciacs, que julio dever dar-vos urna iricia, ainda
que de passagem, do estado em que ella se acha, e
de suas principaes necessidades.
Seos Irabalhos lem crescido a continuam a cres-
cer de anno a anno, n,1o sendo j suflicienle para a
sua expedidlo e boa ordem o lugar em que fnnecio-
na, nein o seu ptssoal, sobre ludo no que tora aos
empregados neressarios para o servico do mar, de
modo que muilas vezes aronlerc enlrarem c sahi-
rem embarcacOes, principalmenlc das que navegam
no interior da provincia, sem que o saiba aquella re-
parlieao. Procurei remediar esle mal ordenando a
capitana do porto, que n.lo Ibes nermiltisse a sabi-
da sem se mostraren) desembarazadas por alii.
Exislcm creadas agencias em Breves, (urup,
Prainba, Sanlarem, Obidos. Camela, Braganca e
Macap. A condue.lo das malas datcinco primeiras dade he dislareada hvpocrisia, a ami/.ade he embuste
i.. ,. .... rnm a ckv.i Ir, licnuii ll.l r^n- n .i...n.n -.ti-
le prejoiios, como cerlos coetneos que cuiihero.des-
le j dcixaria ilc mao a larefa to que sobrccarrrguei-
me lao de boin grado c espontneamente porm
i slc goalinho he o que eu Ibes n.lo don : ou bao de
cohibir-te de maos feilos, mi |io-los-hei tlesapiedada-
menle no olho da ra. Ouem falla assim nAo en-
galla.
lia pouco o Faustino sabio nina excurso pelos
limites da freguezia, alim de obler algumas noticia,
pois que nesla vuinhauca esla-se na maior estenli-
ilade, porm quas nada conseguio : no enlanlo pas-
so a referr-lhe o que pode elle obler, e ninguein se
agaslc contigo, que o caso narro, como fui-medilo.
Antes porcm que entre a noljciar-lhe, quero que
me responda, (se sabe) qual o motivo porque, temi-
se elevado esta povoacto villa para commodo, uli-
litlade ou vanlageui local, islo he, de nos habilantes
deste lugar, continuamos na mesma penuria, conli-
genria e dependencia 1 Qual o motivo porque ainda
estamos soflrenrio a falla .lo collertor das rendas pro-
vinciaes ? Qual o motivo porque ainda somos con-
tlemnados a recorrer a Victoria '.' Pois cria-se e prc-
enehi-se a rollectoria geral, e enlrelanto provin-
cial fica se dependente de urna vontade, ou de nm i
capricho '.'! Cbamar-me-ha curioso, ou abel'iudo ;
embora, desojo saber a razio, somos privados do que
em idntica circumslancia os demais gozam.
Yamos adianle.
Consla-me que, em nina das Miles prximas pas-
sadas, por esla villa passou um audaz e formidavel
galnno, levandosurripiados alguns cscravos. O Ca-
valcauti soube, mas neuhuma providencia deu. O
Sr. Cavalcanli va de dia cm da afrouxaiidode sua
primitiva energa : queixa-sc (e tem razao) que nao
I de deseinpenhar cabalmente o scu cargo por defi-
ciencia de recursos para as operaries polciaes. Eu
naocessarei de repetir enunciar a extrema prerisAo
que aqu temos de um destacamento, ou ao menos o
Exm. Sr. presidente faca que algum dos ambulantes
estenda as suas opcraees al c, onde espero pilhar
bons melros.
Tenho clamado, e clamarei para que sejamos re-
mediados, ou sequer nliaeirados desse mal, que nos
opprime. Ouseremos nos os mais immerecedores, a
cujas vozes sejam surdus lodos os ouvidos, afim de
que nao se nos oceorra com aquellos meios, cuja pri-
varlo se nos faz evidentemente sensivel, j em rela-
clo seguraura individual, e j filialmente mora-
lidade publica, que t.lo altamente reclamaos meios
de sua manulencao 'l A polica local (os ceronlas)
sao inhabeis e encxperlos para expurgar esla lerrinba
dos facnoras, que a infestara : no enlanlo devemos
estar condemnados a tolerar com resignadlo a prepo-
tencia dos magnalas e a malvadez dos sceleralos ? !
Oh praza aos reos que nao !
Joio Leilc, reiideiro ou lavrador do engenho
Carhoeira, ou porque se julgasse autorisado, em ra-
zao tle perlencer a familia de peni' de roda, ou por-
que estivesse assenli iriado do grande e folgazAn Bac-
cho de quem heDos me perdoe (diz o Fausti-
no; fiel e iusepar.ivel arieplu, acrrimo sectario, es-
pancou com urna tabica a um rapa/iuhn. cujo nico
defeilo be ser pobre, de lieos e de espirito (e destes
he o reino dos cos.)
O Sr. Leile se nao contenlou smente com o at-
(entado commellido, prosegue de mais a mais com
provocantes familia do infeliz, andando conslanle-
menle cruzatlo de armas !... Soube que se est for-
mando o processo, mas veremos o resultado, que pro-
vavelmenlc ser : Quem apanhou e nao deu, va cura
Dos.
Ah Sr. correspondente, como felizmente perten-
Co classe dos proletarios, nao posso doiv.tr de intlig-
uar-me quando presencio lao ignobil procedimenlo,
quando vejo ultrajado, (postcrgando-se as leis divina
a humana) um homem, s porque esse homcm he um
desvalido 1... Sotrre este um acto da perversidade,
estupidez, despeilo, ou embriaguez daquelleque
fica inclume, para quem a juslica nao tem accao.
a lei n.lo tem energa ncm vigor E porque '? h !
porque! Pelo respeilo a aqiiillu.aute quem se callam
todas as considrrares, allences, dedicaciesa ri-
queza, o tlinheiro! !...
Sim, sem elle a virlude he pesquizada, a religiosi-
.1* l... t, ......a.. !._...-!-_ __?__ _
he feita com regnlaridadc pelos vapores da compa-
nhia do Amazonas ; o servirlo da tle Camela qoe j
era sollrivelmenle felo fica ni perfeilo medanle a
navegac.lo a vapor ltimamente 'eslabelecida para
ahi, pela referida companhia ; quanlo porem ao de
Marapa e Braganca est muilo longe de salisfazer
as necessidades do publico c da adininislraclo ; Ira-
lei de melhorar o primeiro ordenando que a canoa
da Praca d'aquella villa fizesse duas viagens regu-
larmente por meza esla capilal, e o da segunda Ji-
cara lvre de siervos e delongas com a abertura d
estrada de que j vos fallei.
Por vezes se tem annunriado arrematarlo da
conducao das malas d'aquellesdous lugares, e como
ninguein se propuriesse mesma, determine! ao ad-
ministrador do rorrcio que a fizesse por administra-
cao na forma do respectivo regulamenlo ; assim
como para a da Viga que se prelende estabelecer.
He de absoluta necessidade crear-se novas agen-
cias, retribuir melhor os seus empregados, para que
seja possivcl have-los, e prover a repartido dos meios
indispensaveis de communicacao por agua, sera o
que jamis poder ella bem funecionar.
Sobre islo oflicici ltimamente ao Exm. ministro
do imperio e espero delle alguma providencia.
SECRETARIA DO GOVERNO.
Os Irabalhos desla reparlieao lem sido feitos com
regularidade nao obstante o seu diminuto pessol
que consta do mappa junio n. 28. Se confrontardes
este com o do seu expediente n. 29, desde o dia em
que tomei posse da administraran al o ultimo tle
olho lindo, puliereis bem calcular que esforcos nao
lerao sido precisos da parle de seus empregados pa-
ra vencerem-no. He oslo que melhoreis a sua sorle
rclribuindo-ns com ordenados mais em relelo com
o servico que sobre elles pesa, e com a careslia da
subsistencia nesta cidade. No dilo mappa n. 28 vos
appresenloa proposla que me parece adoptavel para
esse fim, bem como para o augmento de seus em-
pregados. Devcis comprchender fcilmente que nao
he possivel continuar a secretaria do governo com
um pessoal calculado para o seo expediente ha 16 an-
uos. O accrescimo de despeza que resultar deisa
medida ser apenas de ris 2:3480 com o qual sem
onerar-se o thesouro publico muilo ganhar a ad-
ministrarlo.
Tendo-se deixado de reproducir na lei to orca-
menlo vigente o arl. 8. da lei n. 183 de 9 de de-
zembro de 1850, pelo qual ficaram perlencendo aos
empregados desla reparlirao, os emolumentos qne
nella se cobram, e convencido de que nao foi vossa
inlencao priva-los dos mesmos, al porque nao llie
desles applicacao em verba alguma do orcamenlo.
delerminei qoe se conlinuassem a receber ficando
depositados em mao do ofikial-maior al que del-
berasseis acerca de sua distribuirlo pelos mesmos
empregados aos qoaes devem em todo caso perlen-
cer. O modo porm pelo qual al aqoi tem sido es-
labelecida essa di-triliiiieao niio me parece o mais
razoavel. nem o mais conforme com a pralicasegui-
do as demais secretarias ; enlendo que deve ser
feita com allencjo s calhegorias dos diversos em-
pregados.
Sera igualmente conveniente, qua autorisasseis
a organsaeio de urna nova tabella para a cobranca
desses emolumentos, porquanto a actual confeccio-
nada em 1842 nao s he defectiva em alguns pon-
tos, como al lemsusciladoduvidas na sua execucao.
Tenho cumprido, senbores. o preceilo da lei ;
dei-vos um esboco imperfeito do estado de cousas de
vossa provincia, do pouco que me lem sido possivcl
fazer cm seu beneficio no curto lapso da mnha ad-
miiistracflo,edos melhoramenlos que ella mais ur-
gentemente reclama. So me faltara as forjas neces-
sarias para bem preeneber a commiss,locom que me
honrou o governo imperial, snbra-me a vontade e
no empenho de realisar a; suas vistas benficas e
palernaes, c de cooperar quaulo possa para prepa-
rar o grande futuro que espera c de que be digna
esla bella parte do imp?rio, cont com o VQSSO
apoio porque vos farojusliea ; assim como deveis
contar roa o meu, porque vos assevero que he a-
quclle o meu nico desojo e o uuico inlcresse a que
aspiro como seu administrador.
Palacio do goveruo da provincia doGrSo Para II
de agosto de I8.il. SebatlWa do /iei/o narros.
cora a capa da lisonja,
humilde a juslica.
Onde falla a riqueza, calla
os conhecerdesdevidamenle e deiibcrardes a scu res-, do inspector do lliesooro.
PERNAIB11C0.
COMiRCi DE S.ANTAtt'.
Villa da Escad- 2 de Janeiro de 1855.
Nao pictcndia eu, nem lao pouco esperava escre-
vcr-llie lao depressa, e nesla rcsolucAo nem sequer
pensava em ir anlecipadamente redigindo e ronnle-
nando algumas ledas; eis senlo quawlo aprcsenle-
se-nieo Caustino.oOereeendo-se para apraca,e romo
os portadorn que ]iieiram ir ahi So incertos, ui-
conslactes e alo mesmo raros, aproveilo o meu Cice-
rone, que be rrealura de meu seiu, para dirigir-lhe a
liresciite. e dest'arta investigar de sua sautle, dar-
Ihe as boas ledas c prospera entrada do anno inci-
piente, tlevciiilo saber pois que o seu bem-eslar he
sempre para mim eonsa tle grande aprazimento. E
como onao reconhccocgosta.confesso-lhc que milito
regosije-me por ve-lo agraciadoofflcial tle rosa-
pelo que tluu-lhe os parbaos.
O seu caboelo velno nao lem passado muilo bem,
pois emqnanto lotlos desfrurlavam das delicias da
fesla, entre folias e cantares, geinia en sobre o meu
pobre giro, anude ariojou-me o malvolo rlieuma-
tismo para de una vez fazer-mc suteumbir forja
de incessanlcs e iusuliiivris dores, ou quicu para p-
~ificar-ine de alguns peccadiohns; apezar de que diz
Leis em favor dos reis se eslabelccrm,
As em favor do povo s perecen).
Verdade iiiconleslavel verdade lerrvel ; mas de
que lemos lodosos das exuberantes e convenienles
pruvas I
Nao me pronuncio desta forma, porque baja obser-
vado falla de applicac,,lo tle Justina por c, mas sim
pelo que lies Icslemuiibado, e o que nao desojo ver
reproduzir-se nesle lugar, ondeas auloridades ac-
luaes sabem coinpreheudcr e cumprir exaclamenle
com os seus deveres : procuro s desperla-las, e tle-
sejo que sobre ellas nao recaa o aiialheina publico,
c menos que me proporcionera occasiao de sv udicar
de suas acetes.
Queixei-me, e asss penalisou-me o eslado valetu-
dinario em queapunliou-me a fesla to Natal,obriga-
do a guardar una rigorosa dieta, cm lugar tle enlre-
gar-me as prolu-oes, que em laes lempos se nos offe-
recem ; porcu. algiicm houve que achou-seem peio-
res lenenes, porXanlo consolo-me dizeudo como a ave
engaiolada: _
Antes gaiola que um tiro,
Antes penar que morrer.
Eis o caso.
Um porluguez por nome Antonio, que depois de
isenlar-se da lentar.ro de ordenar-se, assumio se-
gundas nupcias, indo, ou mandando cilar a um mo-
rador do engenho Vicente Campelln, para este in-
ilemnisa-lo de certa quanlia de que llie era devedor,
foi cruelmente espancado por mandado (diz Fausti-
no) to Sr. Manoel Goncalves, que tomou em poni
de honra, juslicar-se um seu morador sem seu obvio
consenso!! Nao sei como qualificar lal proceder !
A l que poni subiru as prepontencias de laes e q ue-
jattdos reguos !! Dicant Paduani.
Ah esiao as autoridades, a nao desejamos, alias fa-
rcinos votos para que se nao reproduzam por aqu se-
mcllianles actos.
. Patricio, cujo patriotismo ignoro em que con-
sisto, pardo, maltralou grosseiramenle a sua propria
consorte. Puz-se ao fresco immedatamenle, e nao
sei do resultado final.
Quando eu j bavia fechado a mnha ultima envia-
da, recebi do meu amigo collaborador esla carta, que
passo a Iranscrever-lhe lal qual:
Amice mi, tnon comprre,
Noticias miubas mu dar-vos,
E jumamente rogaf-vps
Novas vossas m'envieis:
Ingrato nao vos mostris.
II
Aussi a vossa comadre
Lembraucas vos dirige,
De mais a mais ella exige,
l.''apiesenlei- com largueza
Saudar comadre Audrcza.
III
Desande vamos indo
Em nosso astado normal,
Mas nao he em tudo igual ;
Perseguindo aos pecurruchos
'Tosses, calarrhos, dcfiuxos.
IV
Mormenle o bello Pepe
ll'edrinliu voaso slilhado),
Que sendu tilo eiigra;ado,
Moje est lao bezuntao !
1'eio, aborrido e choran !
V
Sahindo estao-lhe os qucixaes,
Q'os oulros j sao sabidos :
Padece dr nos ouvidos.
Por sobre as demais masellas :
Te' na cabeca boslellas.
VI
Por mais q' hei-lhe applicado
A geral humopalbia,
(Que nao passa d'agua fria
D'iuculcados gafanliolos
Como chamain-os alguns doulos)
VII
Cada vez vao peior :
Nem eu creio em lal palranha...
Tres oviculos de arauha,
Que efleilos poden ler ? !
He por certo escarnecer !
VIII
Recorr ao nosso Caldas,
Cuja casa he urna bolica ;
Sendo por certo a mais rica,
Por sua varitdade,
O'ba nesla localidade.
'X
Alera tic eorroptos drogas
Tem porgantes tle mamona ;
Pois essa. picaro luna
''rao veilha o llsbe capaz
De vender a Salanaz.
X
Sua casa be de forragem,
lie taberna, adega. un venda ;
lio bnteqiiiui e be leuda :
Vende lambem safadezas,
l'azeudas e miudezas.
XI
Qaereis saber o que fez
Esse sand >. esse a-luto ?
Impingio um malulo,
Sera reinorso e sem murmurio
Alvaiade por mercuiio.
XII
Nao be somonte ladran
(que tle pilhagem usa ;
le mais aquelle que abusa
Da boa l, sem ler pojo,
S p'ra cumprir seu Uescjo.
XIII
(.orno pedio-me o Faustino
Carlas noticias vos desse,
Eniquanto elle eslivesse
No balco mais ucrupado,
Continuo bom retado.
XIV
Deu o Cablas urna surra
En) urna sua negrinlia,
Depois com rerla msinha
Q'elle mesmo Iheapplicou,
Para logo a abrevion.
XV
Ja vos fallei tlessc horno :
Passo : corlo mequeirefe,
Que c'nm Irampho mangarefe,
Sem co' a sota vimportor,
(Juor s c'o basto Iruinpliar.
XVI
N.lo qniz locar cm tal mono,
Foi a penna, que errou ;
Mas jaquo nelie locon,
Proseguir he meu dever,
De l cnilini noque ,1er.
XVII
Mas que direi tlessc moco ?
Oue lie um bello arlenqoira .'
1 m completo manequim '.'
lim dandy, um elegante '.'
Lord, gamenho, chibante 1
XVIII
Tildo, nada, islo, aqullo '.
Ah vai levantar engenho,
Donde eu inferir venbo.
(J'o cunlio do seu tlinheiro
Passa por ser cerdadeiro.
XIX
Mas slo inda nao he linio
Moldures rousinhas ha !
De cortos lempos p'ra r.
Riquezas j nao ar rola :
'Sta fazeudo banca-iola.
XX
J n.lo da por pao-de-ls
Vestidos a rious tle fundo ;
Caja deve lorio o mundu...
Ja nao d por embingadas
As Inoras e as encarnadas.
XXI
Teulou trocar um escravo
Do son charissimn l.ins,
Por notas, francos, sequins;
Com que o Lins enfiou,
E por fim arripiou.
XXII
O negnrinho tas setlulas
l'cnho que mais Ibe nao rende ;
Pois me consta que prelende
Vender o sobrado c casas...
J o baslo nao faz vasas !
XXIII
O mesmo engenho q' ufano
Dizia ir levantar.
Vcio por fim asourar.
Seus arrojos vaos o vis
VSo dar era vasa-barris.
XXIV
Meu compadre, aqu termino ;
Que a mnha cantada musa,
Vai-se tornando profusa,
Relcvai lana largura
Je sais le votreVentura.
A salubrttlatlo publica continua bom andar.
O sol prosegue com rigor, lano que os campos cs-
lao excessivamenle crestados.
As carnes lem se conservado a 1:^)00 rs.; a familia
lem dado a 210 rs. cuia ; o milho 200 c 210 rs. ;
o feijao a 600 e 040 rs.
Venluras, bons patacos e gordura llie desoja
(l l'elhn .ilJeiio.
'Carl'i pnrlirtilar.)
REPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia II de Janeiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dilferenles parliripaces hojerecebidas nesla re-
drmelo, consta quo foram presos:
Pela subdelegada da freguezia tle S. Jo, o se-
gundo sargento do corpo de polica Jos Francisco
Lavra, por haver dado tinas estocadas em tuna mu-
Iber, os prelos escravos Jeronymo e Miguel, esle
para ser castigado, c aquelle sem declararlo do mo-
tivo, o pardo Miguel rim Anjos, por crime de roobo,
e a parda Rila Norberla do Espirito Santo, por ile-
sorrtem.
Pela subrielezacia da fregoezia da Boa-Visla, o
prelo escravo Anlonio, por andar fugido.
Por oflieio tle 23 de dezembro finrio, parlicipou-
mc o delegado do termo ric Garauliiius, que no dia
(i fora assssiuado no lugar Inhumas do primeiro
dislriclo to mesmo'.ermo, Baziliu to lal, com nina
pancada rieolhu de machado, por seu primo de
nome F'erreira ta Cosa, que apenas perpelroo o
delicio se paz cm fuga. O mesmo delegado bavia
dado as providencias precisas para ser capturado
criminoso contra o qual se bavia iuslauradu o com-
petente summariu.
O delegado do primeiro riistricto deslc lermo. vem
de parlieipar-me que leudo sirio apprebcudida pelo
subdelegado da freguezia tle Saulo Antonio, a um
balceiro urna ola falsa tle dous mil ris de papel
azul e eslampa encarnada, c declarando o dito bal-
ceiro have-la recibido du alfaiale Caj, cstahelecirio
ama Nova, iinmedialamente o mesmo subdelega-
do procedeu ao avnrejo nao s no dilo eslabeleci-
menlu, mas tambem as lojas tos portuguezes Pa-
rcule, \ launa e Jos Baptista Braga, que se torna-
'ain suspeitus, sendo na mesma occasiao varejada
pelo delegado a casa em que nos Abuzados mora o
dilo Caj, o qual sendo inlerrogado declarou haver
comprado urna balea do lenha e que por nao ler nes-
sa occasiao dinheiio pedir I6XXH) rs. cmpreslados
ao portnguez Prenle Vaiina, com que pagara ao
balceiro. cujo porluguez sendo lambem interroga-
do respondeu que era verdade ler feito o empresli-
ino da quanlia referida, mas que se nao lembrva
tle haver dado a sebredila ola falsa. A visia do
que nao se leudo conseguido dcscobrir cousa algu-
ma coolnuava a delegacia na diligencia de empre-
gar os convenientes meios psra chegar a um resui-
tado.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de Per-
nambuco 11 de Janeiro de 1855. Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlotla Cunha c Figueiredo
presidente da provincia,O chefe de polica, uic
Carlos de Paica Teixeira.
CORRESPONDENCIA.
conhecimento por sua bondade, o retiravam-se re-iisto he.os mancebos preparados para a ucarao. Os
ruando para Ira/. O principe piatirava eiHao artos tres mais anligosdruidas tlirigiam-se emparelhados
de hber la le, dando empregos a mis e vestidos oo aira/, dos novicos ; um levara o pao que lam ollcr-
adornos i oulros. Esta appresenlaco e permutas lar : n segundo, um vaso choto d'agua ; o lerceiro
continoavam i......ipacu de dezoilo das, como para urna maoderaarfun Duda na exlromidade d'nm;
recomerar o novo anno.
As feslas do anno bom trem-aeesnalhado por
iodos s novos, c teem-se perpetuad......
tlias.
Em Tnng-King, os habitantes no ultimo da do
anuo rollocam diantc da suas casas orna vareem
cuja eitremidade superior amarram um cesto or-
nado om rotla com papis piulados o doura I, s.
Imaginan) que osles papis lem a virtude du afTas-
lar o maos espiriios, e tle impedir que algnem seja
infeliz durante o anno que vai comeear. Tambem
u-ain oscolher esta occasulo para se reconciliar eoin
os seus iiiiinigo-, Nesle Blasmo da celebran a
memoria dos morios Ilustres. Levantara pelos cam-
pos Irophcos era que ioserevem os seus nomos, e
ajtares para os sacrificios. Milhares de soldados
sao mandados para esla fesla, na qual assisle o che-
fe da provincia com numeroso sequilo de eortezoes
Logo que o principe se apprescnla, proreric-se aos
sacrificial, queima se incens em honra tos morios.
c recitm-se preces appropriadas a ooeasiflO. Ter-
minado esta ceremonia, o principo eos saos man-
darina se inclinara profundamente qualro vezes tli-
anle de cada tropbeo. e aliram qualro (leas con-
tra os morios que caasaram disturbios contra o
eslado. As almas que foram Invocadas para a
solonwiidade sao enlao reenviadas para os seus
aposenlus celestes por descargas de arlilharia ;
queimam-sc os altares, os monumentos, OS papis
dour.idos que os ornavam, e os assis'enles rctiram-
se, altando altos grilos. No dia seguinte, primeiro
dia do anno, lodos cuidara cm se fecharen! em suas
casas ; ate os prenlos evitara trocar alguma pala-
vra cutre si, e so se commuiucam no caso do abso-
luta necessidade, tanto rcreiam nesta occasiao, fazer
qualquer cousa. do exporem-se qualquer loque,
conversa ou visla do um objeclo que lio considerado
le nuio agouru Mas, nos das seguinles, van visi-
tar os sous amigos. Ibes dirigen] felkilacoes pola
entrada to novo anno, e Ibes dao algumas da-
divas.
A festa maissumpluosa| dos Chine/os he a da re-
novacao do anno. Chamain-lbc o fecha dos sellas,
pnrque as pequeas caixas aonde se guardan) os
sellos dos tribunaessao nessa occasiao fechados cora
grande apparalo. Destle esle momento, lodos os
negocios cessam, os empregados do eslado suspen-
den! os seus trabalho-'. Trucam-se cnlo as visitas,
as felkilacoes e os prsenles, l'm viajante descre-
vcas ceremonias publicaqoe se fa/.em nesla festa,
pela maneira seguinte: A solemnidade corneca
na vespera a noile, na primera appariclo ila loa.
Primeiro que linio stia o grande sino to palacio Im-
perial ; rufam-se muilos tambores que servein
para esla occasiao, e dito numerosas descargas de
arlilharia. Apoz disto, o povo reunido os indi-
viduos tle lorias as chiss** manifeslain a sua alegra,
I.....ando logas de artificios ao (om dos insimule li-
jos. A oceupacao dos sacerdote*, cujo numero lie
incrivel. lio locar clarim neo templos a no claus-
tros. .No dia seguinte, torios se fechara em suas
casas, cuino om Tong-King ; e no da iinmcdalu,
ha grande repecrao na cuite. As ras enchem-se
de |iro,isses, que Ira/em o.tainas de urna mull Mu
ile ticosos ; sendo precedidas c acompanhadas por
um grande numero tle lamas c sacerdotes com Inu-
ribulos e rosarios. E-la fesla dura tres tlias.
Colebra-se nu Jap.lo a rcnovaeao du anuo com
grande solemnidade. O primeiro dia se passa em
fazer visitas, em ciimprimentos, era veneraces, era
homenagens reciprocas. As tladivas, quo mutua-
mente se trocan), consisten! principalmente cm H-
celas, cometida toques, nos quaes sao atados pedaeos
tle carne secca da BJabi auris mourina.) O nome
ila pessoa queollercce o prsenle he inscrito sobra
a lempa da boceto, alim que. a pessoa quem he
destinada possa saber donde vem ; so ella se acha
ausenle, collocam-a sobre a lumiar ila porta. Al-
gumas vezes mandam presentes tle arroz, lendo cm
rima um oaranguejti, una laranja ou urna couve
artificial. O carangut-jo be, segundo os Japone/.s,
o emblema da fecundidade, porque creem que as
peritas lornam a crescer, 'quando as arrancara.
Tambera acreditam ser um emblema da saurie, por
causa da sua cor encarnada. A laranja o a couve
sao para elles tle nm valor symbolico, em virlude
di doce significae.lo das palavras que designara es-
tes rious vegetaes: o nome tle laranja. rfaf dai,
significa igualmenle prosperiria lo ; e o da couve,
tumi se eraprega alera tlisso no senlido de rqoeza.
O reslo do me/, he ludo gaslo em festins e divert-
mente.
Semelhanle coslume se encontia al a exlremda-
de Ja Siberia, cutre as tribus dos Bralskains. To-
dos os anuos este puyo celebra una fesla que lera
por objeclo alcanzar to co um anuo feliz e fecun-
do. A ccrcinonii, cumeca ao romper lo sol. Um
sacerdote sustenta horisonlalinenle um ramo rie bu-
lula ilirigiJa para esle aslro, c, se ajoelhautlo, in-
voca os rienses ^m alias vozes. Oulros dous estilo
de pe seu lado, tendo cada um na ino urna ligCI-
la tle madeira ebeia de leile de besla c de agur-
denle. Ambos se dirigem para o lado rio sol, lau-
cando ao ar as ligellas cora Indo que ella conten,
enlrel mo. que o sacerdote que esla ajoelhado reci-
ta alguma oracSo. A ceremonia se termina cora o
Sacrificio tle um carueiro que os sacerdote e os as-
sistcnles dividera entre si os pedaos, e o reate do
da he. consagrado cnticos, a dansas e fclicita-
Senhores redactores : Havenrio ale o presente
gosado desima repulaclo sem nota, nesla praja, on-
de lia lautos annos commercio, nao nosso deixar de
levar ao conhecimento do publico Um facto que Conti-
go acaba de dar-se e de que pude felizmente sabir
coofuuriiudo completamente a quem quer que, con-
vertenrio-se em meu gratuito iuimigo, rcsolveu oflus-
car o nieuconceito.
No dia 9 do correle foram varejadas a mnha ca-
sa e a mnha loja pelos senbores delegado e subde-
legado, acompanhados de for^a de polica, pelo fun-
damento de exislirem era meu poder sedulas falsas.
Tendo-se procedido buscas minuciosas, nada se eu-
conlrou e nem mesmo indicio algum de que me des-
se i bumilhaole trafico. Qual foi porm a origcm
desse procedimenlo da polica para comigo, que at
hoje tenho vivido no goso de um i repulacao illiba-
da? lima circumslaucla mu simples ; o haver eu
felo ijim barcacero de lenha o pagamento de
303500, enlre os quaes foi urna sedula de 29 que se
diz falsa por um Porluguez de nome Pocas, com
taberna na Iravcssa do Rosario 1
Sabem lodos que, se o mercado se acha ornado tle
sedulas falsas, nao sao eslas por certo fabricadas nes-
ta Ierra, e a experiencia e os processos leem demons-
trado que 11S0 sao Brasileiras os que regularmente
se dao um trafico lao infame.
Ficarei entretanto aqui, senbores redactores, tran-
quillo na miuha consciencia e alirando face do mi-
soravel que ousou manchar-me com a infamia de
que s elle seria capaz.
Dgnem-se, senbores redactores, de dar poblicidi-
de as prsenles linhas em seu conceiluado jornal,
com ques ficar obrigado o etc.
Manoel Jo Amparo Caj.
PlBLICiriAO A PEDIO.
OCONSLLJOAQU1M BAPTISTA MOREIRA, E
AS CONTAS DA HERANCA RODRIGUES
COSTA!!
Estamos a 11 de Janeiro de 1855, e lendo decorri-
do mais de dous annos depois que fallecen o Porlu-
guez Manoel Rodrigues Cosa, tleixando de heranca
mais de 120:0003 era bom dinbeirinbo, sedulas, ti-
lulos, ouro, prala e predios, do que ludo se mtleu
de pos-e o consol .loa |nira Baptista Moreira em 10
de dcr.enibro de 1852, al hoje nao leem os herdei-
ros do finado, representados em Pernambuco por ne-
gociantes ricos c poderosos, podido arrancar da bur-
ra consular o restante da mesma heranca, que lalvcz
exceda a quanlia de 60:000!! Como he islo, senhor
ronsul porluguez'.' Como solfrer islo, senhor Jervis e
senhor Rodrigo'.'
Na presenca de fados laes e tle argui^es lao gra-
ves, duruiiiculadas e mesmo confesadas pelo cnsul
que ellas se conserva silencioso, n.lo ousando cha-
mar a responsabiliriarie quem quer que seja o pu-
blicatlor tle semclhanlos argyos ; como conservar
o governo porluguez um empresario eoalra quem
clamara cenlenares tle porluguezes?|Ser porvantura
necessarlo un exorrito alliado. ama esquadra com-
binada para abrir brexa, tleraolir e laucar por Ierra
um empregado a quera se pide cora propriedaric
appellitlar o Sebastopol de carne e Otm?
Senbores ministros ria coroa he ja lempo de acor-
dares aos lirados ,1a juslica, que clama pela tlesliliii-
e.lo tic uro empregado, que nao romprehEiide os flus
de sua misaSo! Os Portucueies nao querera em paiz
estranho, longe ila sua patria, tor por curador um
padrasto. que sobre nao cuiriar em seus deveres, ne-
nbuma confianza Ibes inspira.
r.
(oes acerca da ventura que Ibes ha de porvir da
execucao daquelle sacrificio.
O auno, que era no anligo Mxico, composlo de
dezoito mezes e vinte dias, se lerminava por cinco
tlias 1 c cnigralulact'ies.
Huanle estes cinco das o povo se enlregava to-
da quiildade de prazeres. Os Irabalbatlores larga-
vam as suas occupacos ; as lojas se fechavaui ; os
trihuraes tinham ferias, e al os sacerdotes alian lo-
navam os seus altaros. No primeiro dia do novo
anno, todos visilavam-se, dando dadivas unsaos ou-
lros, e cntregavam-se alegra, da usa, aos ban-
quetes, para compensar d'ante mao, segundo elles
dizian), as tristezas e as miserias que Ibes reservava
o anuo que ia comeear.
Os Persas celebram cora feslas c prsenles, o prin-
cipio de cada anno. Davam uns aos oulros dadivas
de ovos pintados de dilferenles cores 011 dourados,
em al'usao ao dogma dos magos, que o mundo havia
sabido d'um ovo furado pela chifrada de um louro
de Mitra.
Os Persas conservaran! pur longo^lempo urna cele-
bre fesla euja creacao vera da mais remota antigui-
dade, a qual linha lugar no dia do novo anno, sen-
do conhecida pelo nome de Sauruz, ou a nova luz.
Na larde do quinto da, diz um historiador, leva-
vam io palacio um bello mancebo, que passava a
noile na ante-cmara do monarcha. Pela inauba 1,
enlrava ua cmara sera ser annunciado. O priucipe
pergunlava-lhe quem elle era. O mancebo respon-
da : Sou Almobarek, islo he, o abollonado. Ve-
nbo da parle rie Dos, c Irago o novo anuo. Ape-
nas ui'ibava de pronunciar eslas palavras. e os che-
fes du povo eutravam, Irazendo todos na mao um
vaso do prala, que continua dilferenles especies de
graos, urna canna d'assucar e duas pocas ri'ouro.
Eslis olleras erara para o rei.
Ao terminar a ceremonia, traziam um grande pSo;
o principe coma alguns bocados e conviriava aos as-
sislcules a imitar o seu exemplo, dirigindo-lhes es-
las palavras. Eis aqui um novo dia que he o ca-
mero de um novo mez, e de um novo anno. He jus-
to que renovemo sreciprocamenle as boas obras alim
que uua*iio-nos uns aos oulros. i> Depois, veslintlo-
se ri'r.m manto real, lanoava aos assislentes a sua
bancao. e os despeda com ricos presentes. Ainda
encoulram-se vestigios d'esles anligos usos entre os
Persas d'hoje. O novo auno he festejado ainda por
elles com muilo espleudor. A troca dos ovos pinta-
dos a dourados be relebrada como no lempo dos
raago. O shah deslribue urna iuimensidarie d'el-
les aos seus dalgos. I.uiz XIV. ta mesma manei-
ra, os riava no da de Paschua todas as pessoas que
se arhavam prsenles quando se levaulava ria cama
pela inauhila. Os ovos, que nos paizes chrisiaos,
se davam no lempo da Paschoa, tem a sua origen)
na Persia : esla fesla enmecava por longo lempo o
anno as Dantas chrlsblas, as quaes conservaran!
al a leculo \ outras muilas praticas do culto mi-
trico. mu espalhadas durante o baixu imperio.
Na R ssia, as feslas de Paschoa lem conservado a
mesma forma que linbain quando comecavam o an-
uo. Vjsitam-se, abracani-se e fazem prsenles de
ovos.
Al ceremonias que terminan) a poca do pequeo
beyrandosTurcoslemalguma semellianea cora aquel-
las que se fazem em quasi lotlos os paizes, na occa-
siao rio primeiro da.tlo anno : a fasta para tres tlias
durante os quaes cessa lodo Irabalbo ; fazem-se vi-
sitas, dadivas e fclicitac.ot-s pela chegaria do novo
anno, e, depois da celebradlo do culto as mosqui-
tas que he no ultimo dia ta festa, ahrac,am-se, c
perdoam-sc as injurias que por ventura possam ler
ora do outro.
Os mahometanos da ilha de Java lem urna fesla
especial para celebrar o novo anno, conhecida pelo
nome de putti. Eis aqu como elles proceriem.
Ornam de (aperara as paredes, o soalho e o forro
de nina sala. Na frenle. e a alguma distancia da
parede. armam um aliar, sobre o qual se levanta
una columna cuja oxlremiriade toca 110 forro, enr-
ama.
vara. O rei pontfice, una grao sacerdote, tambem
volido de branco. caminhanrio p, fechava o cor-
tejo com O resto dos druidas. A 11 direza 1: o povo
seguiain alraz d'elle. (guando a procisse chegsva
junio ao carvalho orulc deviam corlar o visco,o gran-
de sfliTorrinto prutiiinci.lv a urna oraeao, queimavao
pao, espalhava a agua pelo, lugo distribua um eOll-
tro ao assistente, depuis suba a arvore, cortava o
visco com urna foocinha d'ouro, eo lancava na tn-
nica d'um dos druidas que o cxpuuha sobre o aliar
.1 vi.la das pessoas devotas Entilo o grao sacerdote
deseia, fa/ia una tuilra orarlo, e lerminava a cere-
monia com o sacrificio to dous touros. Duranle o
dia, os druidas tl'nma ordem inferior distribuan! ao
povo, a titulo tle tladivas p -daros devisen quo o grao
sacerdote tinha cortado. D'ahi vem o cosliimt*, sem
duvida, de chamar o anuo do c/sco os prsenles que
se fazem no primeiro dia to anno nos paizes icli-
giosos.
Mas porque be qne os tlrui lis se enlregavam lo-
I tos os anuos a busca do visco ? Porque, logo que
o hiiviain encontra lo, iam elles corlar com esse ius-
| Irumcnlo '! Em una palavra, qual a Rignihcacta
que tlavilo esta cerera na misteriosa f Tal be o
problema que, al o prsenle, lera desaliado a saga-
cidade de lodos hisloriadores, que por um acaso feliz
nos he permitlido dar a solucao respectiva.
Nao he so entreo Gaullezei que a religittodroidica
se acbava eslabelecida. Ella eslava igualmenle em
vigor na Oriiiania, na Itrelanha e ha Scandin.n 11.
A ci latie d'Upsal e a ilha tle Alona erara os principaes
lugares dos seus cullegios- Destruido na Gajlia. na
Gemiana e na grandeBrelanha, o culto riruidieo
se conserven no norte ald o secuto XII. Em este
poca, os dogmas, os ritos, os preceilos, at cnlSo
confiados memoria tos iniciados, foram consigna-
dos por eseripto no fdda,c foi permitilo aos profa-
nos icvanlar o eanewo veo rom que a inioiacSo se
havia coberlo. He ah que acharaos a explieaeao da
busca to visco e da ceremonia que a lerminava.
Ainda boje encontramos vestigios desle uso reli-
gioso. Em alguna lagares Junte a Bordos mance-
bos extravagantemente vestidos vao em bandos, 110
primeiro de Janeiro, corlar ramos tle carvalho, de
que fazem coras. c vollao cntoando cantigas que
chamao guilanu*. Em muilos lugares da alia Alle-
riianb 1, be rn.-tume ir bater as norias c lias jancl-
las das casas, gritando, (ulhtjl islo he, carvalho.
Os povos tle llolsllein e dos puzes vi'ziiiboslem con-
servado osla plaa o nome di njarenta-Ren, ra-
mos dos espcclros. devido sem duvida por causa das
proprieriades mgicas que Ibe allrihuiam desde
lempo dos druidas palos nao iniciado'. Os romanos
linham a mesma crenca. I.-se no Apoho alguns
versos ilo poela Lelio nos quaes o carvalho he citado
como limadas rotisas que podem lomar um homem
mgico.
Duranle o ullimo me/ do anuo, os anille* jtiricns
seentregavsra aos artosile tlcvocao e tle penitencia
para expiarn tos pecrados que linham commelli-
do. O primeiro riia du novo anno era aiiniiuciariu
publicamente pelo som ta Irombeta: unme li.ttamen-
Ic lorio Irahalbi era interrompida, e sacrilicavameui
bolocauslo a lieos um vilello, riosrstrneiros, o selle -
-rorrioiros, aos quaes ajiiolavan ofiertas ordinarias de
farnha e tle vinbo Hoje. esla fesla he solemne-
mente aiinnnciaria no interior das sjnagogas pelo
som da Irombeta. O sireiriolo, encarregado de fa-
zer retumbar este instrumento, se enlloca no mesmo
lugar onile se leem as leis. \ lardo, quando voltam
synagoea, os jadeos dirigem-se reciprocamente.
felicilsees empreganrio estas palavras ; Sejais as-
signalatlo pelo bom anno. o iulcrlocnlar respon-
de : tt E vos tambem. o Depois, caria nm retira-se
para sua casae so faz servir de oulros alimentos.como
mel, pao de fermento, c tle tudo que pode dar um
anno abundante e feliz.
No primeiro dia das calendas rie Janeiro, os Roma-
nos enviavam rcciprorainenle presentes, que elles
fhamavam stremr, dadivas. Dizem qne esle coslume
linha sitio inlroriuzi.lo pelo rei Talio, porque bavia
sido o primeiro que linha colindo nos bosques sa-
grarios da deosa Slrenia, ramos veriles, presagio fe-
liz, do novo anno ; e accressenlavam que anligamen-
te as dadivas consisliam nicamente de siinpiices ra-
mos. Talvez que esle uso fosse tomado ceremonia
do corle rio carvalho entre as naresrie origem cim-
brica. Pelo correr to lempo, nao pralicaram mais
pompa alguma ; davam se algumas vezes objeelosde
grande valor, e era preciso ser muilo fallo de fortu-
na p ira se limitar a ufferecer figos, ameixas ou mel,
que nao fossem embriilliatlas em urna folba d'ouro.
No lempo tle Augusto, se inlroduzto o uso de dar,
como na India, presenlcsao imperador.
Ningucm julgava poder riispensar-sc disto, ncm o
senado, nem os cavalleiros, ncm o povo : O importe
tiestas olleras era applicado a levantar estatuas que
decora vamos lemplos.',las o que nSo ora enlnoeilei-
(od'umsenlimenlo de afiiejlo ou rie respeilo lornou-
sc urna obrigacSoabsoluta no reinadode Caligula.Es-
le impendor puhlicnu urna ordem que obrigava aos
ciriadaos a vir depositar as suas olleras, no primeiro
tle Janeiro, no vestbulo Jo sen palacio ; e.nem pen-
sou avillar adignidadeda sua posiro suprema exer-
cendo elle mesmo o oflrio de collcclar. Claudio
reiiuiiciuu este trbulo lyrannico : cuntieron quanlo
era injusto, segurado oscostumes dos seus prerieces-
sores ; e tema ainda mais o resentimento do povo
do que era vido e nao do sen ouro.
Posto que Claudio liouvesse reproduzdo o edicto
de Caligula acerca das dadivas do primeiro do anno,
os imperadores na depois delle.As ceremonias usadas nesla occasiilo,mis-
laravam-so com certas praticas qoe, nos primeiros se-
culos da igreja, lizoram despertar as pedosas sus-
ceptibilidades dos bispos. Estes prelados nao ,ies-
denharain conferida- era concilios, e prohibirn! aos
Cesares a faculdadc de recebe-las para o futuro. O
uso, enlrelanlo se conservon entro o povo, e lem as-
sim chegado at os nossos diis.
Os sacerdotes, lio escrupulosos no que dizia a res-
peilo as oflertas. nao trepidaran) cm instituir na ida-
de media a celebre fesla dos dundos, que se celebra-
vano primeiro riia tic Janeiro, e que era de alguma
maneira cheia de ideas pagaas.
Nesla occasiao, reunidos aos clrigos, elles se
ajunlavam em grande numero.elegiam irnicamente
um papaou um hispo, e o cortluziam com pompa
igreja onde enlravam tlausando mascarados ou ves-
tidos de mulheres, com (rajos extravagantes ou sob a
forma de auiraacs.como se pralicava as saturnaesde
Roma, e, mais antiearaente ainda, na ludia e no
Jap.lo, as /estas do comec.0 ou no fim do anno.
Canlavam versos obcenes, faziam do aliar um apa-
rador sobre o qual comame hebiam durante.a cele-
brado dos myslerios, all jogavam a dados, queima-
. vamem lugar de incens, o couro das velhas sanda-
lias; cornam, sallavam na igreja fazendomil conlor-
ses ridicula. Depois, o clero que havia eslabele-
cido esta fesla, leve grande difticulriade em sop-
primi-la.
Alguns vestigios deste uso, menos as profanarnos,
se tem conservario com especialidade na Suissa, em
Berne. He coslurat se mascararem na vespora do
primeiro la to anno, percorrendo as ras em altos
gritos, e de se enlregarem depois aos prazeres da
mesa, No dia seguinte, lem lugar, como em todas
as partes a troca dos presentes
Sob a primera raca dos nossos reis, era coslume
dsfarcarcm-se no primeiro dia do anno. Cobriam-
se de pellos de animaes e particularmente as de via-
rio e de bos. Neslo dia nao respeilavam cousa al-
guma do vizinho ; nem al Ibes davam lame. Cada
11111 collorava rilante da porta mesas abundantemente
cheias de carne e oulros alimentos desuados aos
viandantes. Misluravam tambem nella prsenles,so-
bre os quaes haviam felo conjnraccs para afaslar
sobre aquellos que se apoderavara delles, as desgra-
sas que os poderiam amoacar. Esles prfidos prsen-
les que ilenomnavara dadivas diablicas,foram mui-
las vezes o objeclo tle censuras da igreja.
Anles da revolticao franceza. as feslas do primei-
ro de Janeiro eram para a corte urna coosa de estu-
penda grandeza. Muilos arruinavam-secoraossump-
tnosos presentes que faziam. Vase o marque/ de
Choiseu.appellidadoo bom daosarinopara animar
a sua esposa que morrari'uma molestia de languidez,
dar-lhe no primeiro dia do anno, um adereep de dia-
mantes que llie havia cnsta.lo quarenla mil francos.
Cunta se abla que o marechal de Luxemburgo
deu como dadiva um collar do cincocula mil francos
sua neta, a tlnque/a tle Lauzun. Ocartleal Duboi,
distribua lambem magnficos prsenles. As pessoas
de sua casa s linham a esse respeito motivos para
elogiado, c al o seu mordonio a quem elle dizia
regularmente lodos os anuos :
(Clavel )
VARIEDM.
COMMERCIO. *
PRACA DO RECIFEU DE JANEIRO AS 3
HORAS DATAROS.
leitaci'e olliciaes.
Assucar branco somenoI^SOOpor arroba.
Dilo mascavade escolhide19650 e 13750 por ar-
roba.
Frele para o Canal tle Parahiha.1 5| c 5", |>or ar-
roba ric assucar.
imaila de tiras semelhaole. a renda ou de papel I ."f."1"" ;le J* ** ym V*<-** J ao an"-
.....;,...,___, c... 1........o_________!.,_' 1 Cambio sobre Londres a SO das28 d.
Al.FANDEGA.
douriu o o rio sedas. Eni bati, colloeam gnala- c
ramallieles de flores. Os homens, qne se achara
prsenles a esta ceremonia, vestidos com mapas tle
seria 1111 de chita, assenlam-se cm almofadas com as
pernas ernzada. As mulheres collocara-e junto a
porta. O altar be perfumado tle incens, e algumas
tochas tle cera amarclla aluiniara a esle acto. E
(.111 lo assim Indo afranjado, os sacerdotes eautam
hvmnos religiosos que os assislentes repiten! em
coro, l'm tos officianlos fiv depois difl Tenles ver-
sculos do Alcorao, aos qoaos a assemhla responde
de vez em quando em alias vozes. Durarte a can-
tona, urna ou mais pessoas presentes accompanbam
as vozes com urna rabeen. A ceremonia termina,
todos su retiram, c vao visitar seus amigos, a' quem
olferecim folicilaeeso dadivas rie pouco valor.
A busca do visco de carvalho que linha lugar no
primeiro de Janeiro, era, para os Guaiczes, na.....
antepassado assim como para torios os oulros povos
leorigem cimbrica, unidas feslas mais solemnes.
Em osla grande occasiao, chamada dos druidas,
rio palacio to re nm alto e efpaeoso labiado, Jqoe faziam retiir 0 Gallos rom o arilo : Aw/ui, o
guarnecido rio una balaustrada, c cobcrla com ricas timo novo, a iiaeSo loria inleira -e diriga para as
lapecerias. Ao lado desle edificio, levaiilava-sc I lloresla- situadas" entre Charlres o Dreuv. A cere-
outra de madeira ornado de ma Ireperola, mas de I moni.i ronicQava por lima procissao. Os bardos, cujo
menor lamanho. O principe a os seu ministros eo-1 principal em'prego runsislia em cantar hvmnos nos
loravam-sc no primeiro ; alguns radias .le dislnc- | sacrificios, formavam um s coro. Os anligos .Irni-
A FESTA DO ANNO BOM.
Desdo a mais reinla antiguiriaile, os povos du
Inriosian leem o coslume de se reunirom no pri-
meiro dia do cada aiiiio : perdoam reciprt carnete
as suas onensas, vi-ilam-se, tiesejam-sc felicidades,
c fazem prsenles uns aos oulros. Das numerosas
ceremonias que oulr'ora acompanhava osla festa,
e que anda so encontrara vestigio em muilas pro-
vincias, rilaremos a seguinte. Formavam diente! Em esta grande occasiao, chamada
Rendimentodo dia 1 a 10.
dem do dial! .
08:9978927
23:1115710
122:l39c*37
cao estatani no segundo. A um igual dado, as
pessuas da corle co povo approximavam-sc cm at-
liludc de profundo respeito, lancavam-se aos ps
do moaarclia, manilestavim-llie etpresses de re-
{\
EelVEl
lassjeguiasn : eram ossaenfiradores o os prophelas.
Um uranio, vestido tle branco, cohollo d'um ligeiru
chapeo, e Irazendo na ma.i um ramo de verbena
com Juas serpentes enroscadas, conduzia os novijos,
Detcarregam hoje 12 ie Janeiro.
Barca ingleza/?of/ier/bacalbao.
Barca americana('onradfarinha.
Brigue ingle/.mi Vurtercarv.lo.
Brigue ingleztuertanidem.
Ilrigue hainbiirgiiezOblenmercadorias.
Escuna prussiauaAemip-idem.
Patacho porluguc/.Ofsfinodiversos geueros.
Importacao'.
Arrescimo do manifeslo do brigue porluguez Ale-
are, que por engao nao Col publicado.
20 barricas semeas ; a Anlonio Joaquim de Souza
Ribciro.
10 tlilas ditas ; a Jos Pereira da Cunha.
1 barrica gesso matle ; a Moreira & Fragoso.
1 dila dilo, 2 caixas drogas ; a J >8o Soum.
1 cnvi,'2 barricas c I pacole drogas ; a Vicente
Jos do Brilo.
2 saccas favas. 1 dita trigo, I presunto ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimentodo dia 1 a 10.
dem do dia 11
1
1(rJ7-l';!
3:Dr.l-t'>
1I.-C085798
MUTILADO





DIARIO DE PERNfiMBUCO, SEXTA FEIRA 12 D JANEIRO DE 1855.
Read dem un di l d IVr.ll> ln dia AS ti PROVINCIAS. 0..... SlHI-.iT 180)900

981*547
Exportacao*.
lienov, polar.i sarda Uaphaelmn, de 2W tonela-
da, cnndozin o scgutntc : 811 |>i|>a* agurdenle,
I.o:W vaquetas, 520 couros saleados, I.(70sueros e
barran rom K.:'.,"i8 arroba" c 12 libras le assucar.
itKCKHCDUKIA HK HUNDAS IMIilINAS CE-
RAES DE PKUNAMIU'CO.
liendimintodndia 1 a lo.....2:2!7l78
Mein dodia 11.........283&43

I
2:S(>5<3I
CONSULADO PROVINCIAL.
Kemlimt oto do dia 1 a 10.....22:4'V75718
dem do da 11........:S:77:t52

26:2559100
MOV1MENTO DO PORTO.
tiaric* entrado* no dia 11.
Terra Ncva35das, brigue incle/. Belle, de 200 to-
nelada!, rapilao Genrge llarlry, equipagem 12,
carca'.1,000 barricas rom bacalho. e 116 barris
rom vinho ; a Mr. Calmoni A Companhia.
Rio de Janeiro22 dias, calera ingleza City o/"
Kandi. de 392 loneladas. capita Slcplien wv-
Iher, eiuipacom lli, em lastro ; a C. J. Astlev &
Companhia.
Ass7 lias, liiate brasfteiro Castro, de 5i tonela-
das, n etre Francisco de Castro, equipagem (i,
carca sil e roais genero*; a Domneos Alves Ma-
llieus. Passageiro, Francisco Jos dos Santos.
Varo saliido no mesmo dia.
Baltimore pela Colinguiballiale americano Rosa-
mond, :api(ao N. L. Ellis. cm lastro.
DECLARACOES.
CORREIOCERAI..
O brigae nacional Hehe recebe mala para o Rio
de Janeirt hoje (12' do corrente ao meio dia.
De ordem do Eim. Sr. director geral da ins-
irurcao publica, faca saber a quem ronvier, que est
concurso a cadeira de instrorcan elementar do se-
cundo gran de Pao-d'Alho, com o prazo de 50 dias.
miniado* ra datadeslc. Directora coral 9 de Janei-
ro de 185Candido Eustaquio Cesar de Mello,
amanuense archivista.
- Pela delegacia do 1.o dislricto do Recite foi
preso e re-iolhidu i cadeia ilesta cidade o prelo Boa-
Yentora, q uc diz ser escravo de Jos Antonio Comes,
morador na cidade de Nazareth. Oulrn sim foi ap-
preliendido a um pre(o da Costa nm relocio de ouro
rom rorrete igualmente de ouro : qum for seu
rimo compareca munido dedorumcnlos legaes, que
Ihe sera entregue. Delegara desle 1.- dislricto do
Recite aoi 9 de Janeiro de 1855.O delegado,
F. B. de Carvalho.
CWAMIIA DE SEGUROS.
EOUIDADE.
ESTABELECI04 U CIDADE M PORTO.
AGENCIA EM PERNA.MhTCO, Rl'A DO TRA-
./ PICBE N. 2fi. .
- O b?iio assignado, agente nomeado desta compa-
nbia, e lornialmenle autorsado pela diieccao, acei-
tar.-! seguros martimos em qualquer handeira, c
para lodos os porlus conhecidos, cm vasos ou merca-
doria, e sob suas respeethas condie"oes ; o elevado
rdito de que tem gosado esta companhia e as van-
lacfnsque oflerere, far ronvencer aos concurrenles
da sua ulilidade, o cu fundo responsavel he de mil
conlos de reis Cortes : a quem interessar oo convier
effectuar ditos seguros, poden dirigir-se i ra
cima rilada, a Manoel Duarle Rodriguen.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 &UA DO COX.JLEGIO 1 AWWAH 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozod consultas honicopatbiras lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
mandila aleo meio dia, c em rasos extraordinarios a qualquer hora dodia ou noile.
Oflerece-se igualmente para pratiear qualquer operacao de cirurcia. e acudir proniplamenle a qual-
quor iiiulber que esleja mal de paito, e rujascircumstancias nao pcruiilljin pagar ao medico.
NO COllMORil) D DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SS O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina bomeopalbica do Dr. I. II. Jahr, Iradu/ido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados cm dous c arompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurcia. anatoma, etr., ele...... SOyWK)
Esla obra, amis importante de todas as que Iratam doesludo c pralirada hoinenpalhia, por sera unir
que conten abase fundamental d'csla doolrinaA PATHOGENESIA OU EI-'FEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORANISMftEM ESTADO DE SALDEcouhecimenlos que mo >odem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar ;i pratica da verdadeira medirina, interessa a lodos o mdicos que qui/.crein
experimentar a doulrina de llabnemann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: a lodos os
fazendeirosesenhores de_ encentra que esto lonco dos rerursosdos mediros: a lodosos eapilaesde navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de armlir a qualquer iurommodo sou m de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por cirrnmstaiicias, que nm semnre podem ser [revenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenli os primeiros toccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do bomeopalha ou traduceao da medirina domestica do Dr. Ilering,
obra tambera til as pessoas que se dediram ao esludo da homeopalbia, um vol-
me grande, acompanhadn do diccionario dos termos de medicina...... 103000
0 diccionario dos termos de medicina, cirurcia, anatomia, etc., ele., encardenado. :|000
Sem verdndeiros e bem pieparados medicamenlos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalbia, c o proprielario deslc eslabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seos mediramentos.
Boticas de 21 medicamentos cm glbulos, a 10, 12fJ e 1581)00 rs.
Ditas :!li ditos a ................... 203000
Ditas 48 ditos a.. ............... 258000
j!'"9 ,v? '109 a............'.'.'.','. 309000
Ditas 14* ditos a.................. 00.3OIH)
Tubos avulsos......................... l5000
1 1,i-rus de meia onca de lindura................... 29000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos tamaito*.
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eucommenda de mediramentos com toda a brevida-
de e por procos muito coramodos.
O RKAMI. M.MUTIMll.
M o dia 15 d< ale mw arba-sc aberla neila Ij po- Monleiro uma prela crioula, por nome Izabal, rom
No dia iodo mrenle fogio di povorodoi Na ra de Apollo 11. 19, vende-se pnlassa mui-
craphia a renovado de atsignalura do segundu auno
dcsle nleressantc peridico, dedicado nicamente .1
piopacariVi dos conlieciineii(*>s marilimos, oramsa-
rao e adminislrarflo etc. da marinlia de guerra e
merr.inle naci.....il, sendo redigidu pelo Sr. lenle
da armada Euxebio Jos Anl'incs, auxiliado pela
collalioracao dealaumai pessoas llluslradaa il ina corporarfio. Publira-se iluas vezes por mea am
dias iiideleiminados, conteudo 1'2 paginas em quar-
lo, sendo s destinadas m materias do programma, e
i exclusivamente a publicarlo das regras interna-
eionaes e diplomacia do mar de (li lolan, obra e-la
aasai importanie e neceaaaria iodos que aulcam es
Ocanos. O rnstu da assignatura lie .le .v-in.o ,-u-
niiaes pagos adianlado, e .le S-IKIO para o. senhores
subscriptores queqoizerem possuir quasi iodo o pri-
meiro volume .la obra referida, ja annexa ao prime-
ro anuo do periodiro.
LEITURA REPENTINA.
HETHOOO CASTILHO.
A escola se acha transferida para a ra
larga do Rosario n. 48, principia a lecci-
AV1SOS martimos.
PARA O CEARA*
sego'sneslesdiaso hiate Crrelo do Sortc, ainda
rerelje rarga : a tralar com Caetano Cyriaco da C.
M., ao lado do Corpo Santo n. 25.
PARA O RIO DE JANEIRO
o hiate l'enus, recebe carga e e-cravos a frete: tra-
la-s;rom Caetano Cvraco da C. M. ao lado do
Corpo Sanio n. 25.
A barra 11 (iraliiHo segu viagem impreleri-
vel-nenle no dia 19 para Lisbim : qiiem na mesma
qnier ir de passaccm, para o que tem bonscommo-
ilof, entenda-sc com os consignatarios Thomaz de
Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vicario n. 19,
prlmeiro andar.
MAKANIIA'O E PARA'.
Sej;uc em poucos dias o liiate nacional
Adelaide, ja' tem a maiorparte da car-
g;i engajada : para o resto e passageiros
li;i!.i-si' com o consignatario J. IJ. da
Fonseca Jnior ra do Yigario n. 4.
Para o Rio de Janeiro pretende sahir com a
possivel brevidade o patacho narional ni). Pedro V:
pira carga e escravns a frete, trata-sc rom osconsig-
11 nanos Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, na ra
d j \ igario 11.19, pnmeiro andar.
Para o_ Porto, s^cue inipretcrivelmenlecvia-
geni no dia 17 do corrente, a veleira galera Bralia-
rtnse : quem nella quizer rarregar ou ir de passa-
gem, para o que tem os mais aceiailos commodos,
enlenda-se rom os consignatarios Thomaz de Aqui-
no Fonseca A; Filho, na roa do Yigario o. 19, prl-
meiro andar, ou com o capillo na praca.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Ass por estes dias a barca brasilei-
ra Imperalriz do Brasil, a qual seguir para o Rio
t!e Janeiro am dia depois da sua chocada, e s rece-
l* escravos a frele c passageiros, para o que tem ex-
cellenles commodos: a tratar na ra do Trapiche n.
14, com o consignatario Manoel Alves Guerra J-
nior.
Para o Porto pretende sahir com a maior bre-
vidade o hrigue porluguez Bom Suceeuo, de primei-
ra marcha : quem no mesmo quizer rarregar ou ir
11 passageni, enleoda-se com os consignatariosTbo-
raz de Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vigario
ru 19, primeiro andar, ou com o Sr. Manoel Gomes
tiss Santos Sena, capit.lo do mesmo, na praca.
Para a Baha segu em poucos dias
por ter a maior parte da carga a bordo, a
veleira e bem conhecida snmaca llor-
lerjcia, da qual liecapitao Sebastiao Lo-
f s da Costa : para o resto da carga tra-
ti-se com seu consignatario Domingos A.
Bktlieus, na rita da Cruz. n. 54.
PAKA A BAHA
Sahira* impreterivelmente no dia 14
do corrente o patacho A Uredo pode
ntceber alguma carga para completar o
seu carregamenlo : trata-se oom o con-
signatario J. B. ila Fonseca Jnior, ra do
V. gario n. 4.
RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Damao segu no
da 14 do corrente, s recebe escravos e
passageiros : irata-secom Machado e P-
nbeiro na ra do Vigario n. 19 segundo
andar.
Para o Rio de Janeiro alie com
muita brevidade o muito veleiro brigue
'iRicifco ipialja'temprompta a maior
pai-te do seu carregamenlo. para o res-
tarle e passageiros trata-se com Manoel
Fnuaciscoda Silva Carneo na ra do Co-
legio 11. 17 segundo andar, ou com o ca-
pitio Manoel Jos Ribeiro.
PARAOARACATY.
Srgucem poneos das o bem conhecida hiale Ca-
pibinbr, de primeira marcha, pregado e forrado de
cobre : para o resto da carga, Irala-se na ra do Vi-
gano n. 5.
Novos livros de homeopalbia uiefranccz, obras
todas de summa importancia :
llalmemann, tratado das molestias chroniras, 4 vo-
lumes............ 2OSO0O
Tesler iroleslias dos meninos.....69000
Ileriic. bomcopalhia domestica.....7fl Jahr, pharmacopahomeopalhica. 6sOOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 16)000
Jahr, molestias nervosas.......6IOO0
Jahr, molestias da pelle.......SjOOO
Rapou, historia da homeopathia, 2 volumes I63OOO
Ilarlbmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........IO30OO
A Teste, materia medica homeopalhica. 85000
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 79000
Clnica de Slaoneli........(90IKI
Casting, verdade da homeopalbia. 49OUO
Diccionario de Nysten.......IO3OOO
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descrip^o
de todas as parles do corpo humano 308000
vedem-sc todos estes livros no consultorio bomeopa-
Ihico do Dr. Cobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro and ir.
PUBLICADO DO hSTITITO H0IE0PA-
TIIICO O BRASIL.
THESOUllO 1IOMEOPAT1I1CO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA
Methodo concito, claro e seguro de curar homco-
pathicamente todas as molestia* que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalbia, lano europeos romo amen
ranos, c segundo a propra eiperieneia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgeru Pinho. Esla obra he boje
remullen.la como a nielhor de lodas que Iralam da
applirarilo bonieiipaihira no curativo das molestias.
Os curiosos, prinripalinente, iiitn podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulla-la. Os pas de
familias, os senhores de engolillo, sacerdotes, via-
jantes, capilacs de navios, seriar ejos clr. etc., devem
le-la a mio para orcorrer promplamente a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em brorhura por 105000
encadernados 118000
vende-se nicamente era casa do aulor, no palacete
da ra de S. Francisco 'Mundo Novo) n. 68 A.
;
LOTERA DA PROVINCIA.
As ."kOOO.sOOO, 2:000s000, 1:000,s000.
O cautelisla Antonio Rodrigues de Souza jnior
avisa ao respeitavel publico, que os seus bilheles e
cautelas nao sollrem o descont dos oito porrelo
nos tres premios grandes, os quaesse acbam venda
as seguintes lejas : praca da Independencia n. 1,
do Sr. Forluoato, 13 e 15 do Sr. Arantes, e 40 do
Sr. Faria Machado ; ra do Queimado u. 37 A, do
Sr. Freir ; ra da Praia, loja de fazendas do Sr.
Santos ; ra larga do Rosario n. 40, do Sr. Manoel
Jos Lupes; e praca da lloa-Vista, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Baplisla. cuja lotera tem o seu
andamento infalli\el cm 13 do luluro Janeiro.
59500 recebe por iuleiro 5:0009000
-00 2:5009000
19500 1:2508000
800 259000
700 )i 50091)0(1
100 2508000
engomma-se com (oda a pcrfei;ao e
; I 1 >l l.,L. .... I .^ *_ I___m _._ I 2 __ -k_ .
Slbeles
Meios
Quarlos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
S J. JANE, DEMISTA.
continua a residir na ra Nova 11. 11), primei-
@S@@g@ @@g
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, cjuer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, medame a razoa-
vel convencao que pessoalmente ollere-
cera'.
Decirnos
Vigesimot
DENTISTA fRACEZ."
Paulo Gaignoui, estabelecido na ra larga
do Rosario n. 36, segnudo andar, enlloca den-
tes com gengivas arliliciaes, c dentadura com-
pleta, ou parte delta, com a presso do ar.
Tambem tem para vcndei agua denlifrieedo
Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do
Rosario n. 36 segundo andar.
LEILOES.
O agente Rorja, de ordem du lllm.
Sr. Dr. juiz dio da Silva Guimaraes, a requeri ment
do curador liscal da masa i'aClida de
Victorino & Moreira, fara' leilaoda loja
de mindezas, que foi daqiiclles senliores,
ta na ra dos Quarteis n. 1-1, (- nio
leadS lugar ipiarta feira 10, Qca transfe-
1 ido para salilido I ~t do corrente, as 10
lioras em ponto, pelo maior preco que
lorollerecido.
Hoje as 10 lioras c meia da manhaa
o agente Vctor fir IcilHo no seu armazem da
roa da Cruz n. 25. de grande sorlimenlo d obras
deniarr-Mieria novas e usadas.de ilillercnlesqualida-
dr<. ckaraioi da llavan.i, ditos da Babia, e
mui'iK objclos : ao mciu
laniham um escravo possa
( anuos, e jiinUmenleiim ravallo alazn muilo'-
vo bon. tratador, proprio pira carro.
Tirom Mousen ,\ Vinaasa (ario teilao por in-
Mrve ...a., do naanle Oliveira, de grande sorlimenlo
e lazendas ltimamente importadas c despachadas,
e as mais praprias do mercado : tegunda-feira, 15do
correle, as liilniras da maiihaa, no seu armazem
larso d.< Corpo Sanio.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acliaem grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem uma carta na livraria ns. 6e 8
da praca da Independencia.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Civramenlo lem urna carta na livraria ns.
6e 8 da praca da independencia.
I.'iride Italiana, revista artislica, scientfica e
lillcraria, debaiio do immedialo palrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas linguas pelas mais
conhecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Caleano-Ravara. Subscreve-se em Per-
nanibuco, na livraria n. 6 o 8 da praca da Indepen-
dencia.
Lotera da Provincia.
O canlelista Amonio Ferreira de l.ima e Mello,
avisa ao publico que lem as suas caulellas da lotera
da amoreira e cracao do bicho da seda, que corre
no dia 13 de Janeiro. 110 Recife loja n. II, na do
Rosario n. 26, dila Direila 11. 62, aterro da Boa-, is-
la n. 58, oa povoacilo do Monleiro em casa do Sr.
Nicolao, e em sua loja ra Nova n. 4, pelos preeos
abaixo declarados.
Bilheles .58000
Meios 28800
Quarlos lo00
Decimos 700
Vigsimos 400
COMPANHIA PERNAMBLCANA DE
VAPORES.
O canselho da direceSo.de conformidade com o arl.
\ til. 1." dos eslatulos da companhia, convida aos
senhores accionislas a realisarem mais 15 % sobre o
numero deacr,os que subscreveram al 15 de Janeiro
'le 1S55, afim de serem felas com regularidade para
Inglilerra as rcmessas de fundos com que tem de
altender os prazos do pagamento do primeiro vapor
ero eonstriirra.i; os pagamentos devem ser failos cm
casa do Sr. F. C011I011, roa da Cruz n. 26.
Na ra das Cruzes n. 40, laberua do Campos,
ha das melhores e mais modernas bichas hambur-
guezas para vender-se era grandes porrftes e a rela-
ho, e larobem se aluga.
O abano assignado. professor particular de
inslrucro elementar do segundo grao, residcnle no
terceiro andar da casa n. 58 da ra Nova, participa
aorespeilavel publico e mxime aos senhores pas de
scu alumnos, que abre sua aula a 15 do corrente. c
nease me-mu recintofecciona tambem a lingoa lau-
na e franceza a alumnos internos e externos. De-
clara portanln que tcmsen.pre prodigalisado esmero
110 adiaiilaiiientu deseos ilii.eipolos, como pode pro-
var com o termo de eiaaaef, tanto do anuo prximo
passado como dos aulcriorcs.
Jos Alaria Machado de Ftguetrtdo.
Precisa-se de uma ama para com-
prar e cozinbar para uma casa de poucii
familia : na travessa da Concordia, indo
para a cadeia nova, 11. 17.
Precisa-se de uma prela esrrava, de boa con-
duela, para tralar de nina enanca : quem a tiver e
Lava-se
aceio: no largo da nbeira de S. Jos, na'loja do so- uitavos
brado 11. 15.
Atusa-so um bom armazem, na na da Praia
11. 76 : a tralar na ra do Collegio n. 15, ou com o
proprielario, no sitio do Manguinlio.
Aluga-se orna excelleile casa de sobrado i
margen) do rioCapibaribe, na Ponte de L'chda, con-
fronte ao sitio do Sr. liaran de Beberibe; a tralar
na ra do Collegio n. 15, ou na Ponlc de Ucha, ca-
sa do proprielario Francisco Autooio de Oliveira.
O Sr. .lo. 1 o Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
queira mandar receber uma eucommen-
da na livraria n. 6 e 8 da piara da Inde-
pendencia.
NO GELLO,
existe 5 barris com maraes.os quaes se ahrem vista
do comprador.
ARMACAO E LOJA.
Iraspassa-se a chave e armado de uma casa pro-
pra para fazendas, miudezas, nutro qualquer ne-
corio, na ra da Cadeia do Recife. Vendc-sc lam-
bein a armaran e btelo de uma laberua, ludo islo
trata-se uo Recife, ra da Cadeia, ns. 18, 23.
Na ni esireita do Rosario 11. 11, nimia existo 0
resto das bellas manes, preeos commodos.
FABRICA JJE SABA'O.
Continua 110 seu trabalho e aelia-se
aberto um deposito na roa da Senzala ve-
llia n. 1-iO, aoudu acharSo sempre do
muilo acreditado sahao amarello, einzen-
to c prelo, os preeos serio sempre o mais
comirodo possivel : trata-se com eliino
Gonealves Pereira Lima no mesmo de-
pozito.
O escripturario da companliia de
Beberibe encarrega-se de comprar e ven-
der accet da mesma companhia: na ra
Nova n. 7 primeiro andar.
Deseja-se fallar ao Sr. Alexandre
Maclou Tessier, vindode Lisboa no anno
de 1841, pouco mais 011 menos, ou a al-
guem por elle, e consta ter estado no en-
genho San : na ra do Vigario n. 7.
L. Delouchc faz saber ao respeitavel publico,
principalmente aos seus freguezes, que acaba de
comprar a relojoariadc Mr. I.acaze, na ra Nova n.
22, para onde j Iransferio o seu eslabelecimento,
convidando-o< a que ahi o procuren!, na certeza de
terem-no sempre promptn a desempenhar o seu tra-
balho de maneira a satisfazer a conliauea nelle de
posiuda.
Joaquim Lobato Ferreira embarca para o Rio
de Janeiro o seu escravo, crioulo, de nome Sera-
phim, official de pedreiro.
Quer-se alugar ama ama para casa de pouca
familia, que -ada rozinhar o diario, eogommar e
ensaboar : na ra do Colovello adiante da casa do
Finado Selle, defronte do sobrado onde morou o Dr.
Alcoforado.
oiiai- no da S dejaneiro, AslicOespara
as pessoas oceupadas de dia serao das 7a's
!) da noite.
Precisa-sede uma ama quesaibaco/i-
nhar e fazer as compras para uma mui
pequea familia : na ra da Conceiraon.
9 ; prelre-se escrava.
S3o convidados os senhores accionislas da
rnmpanhia para o rslabelerimento da fabrica de le-
eidos de algodSo nesla cidade, para comparecerem
na casa do banco desta mesma cidade, pelas II ho-
ras da manhaa do dia 15 do rorrenle mez dejaneiro,
para se tratar, nao s da nomeanlo provisoria da di-
rectora da m.-111,1 companhia, romo da commissan,
para orgauisacilo dos estatutos o da pulirn a S. Al.
o Imperador, para se pedir a eneorporar,Ao da mes-
ma rumpania e conlirmac^lo do* seus estatutos.
Dao-se a fazer caminos de empreilada : na 0-
bra da ra do Cresno.
LOTEIUA DA "PROVINCIA.
Aos 5.00.S000, 2:000,sU00, 1:000^000.
O cautelisla Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que a lotera corre indubita-
velmenlo sabbado, 13 do correle mez, as lO.horas
da manhaa, no consistorio da Igreja da Coucei^ao
dos Militares. Os seus afortunados bilheles e caute-
las estn istmios do imposhi de oilo por cenlo nos
tres primeiros grandes premios, e esli 1 venda as
tojas seguiutes: ra da Cadeia do Recife n. 24, loja
de cambio do Sr. Vieira ; tojas de miudezas n. 31 ue
Domingos Teixeira Baslos, c 11. 45 de Jos Fortunato
dos Santos Porto ; na praja da Independencia, loja
de calcados n. 37 e39 de .Antonio Augusto dos San-
ios Porlo ; ra lo Queimado, lojas de fazendas de
.Manoel Florencio Alves de Maraes n. 39, e do Bcr-
narJi.o Jos Monleiro & Companhia 11. 44 ; ra do
Livruincnlo, botica de Francisco Aulcnio das Cha-
cas; ruadoCobug n. II, botica de Moreira g
Fragoso ; ra Nova 11. 16, loja de fazendas de Jos
Luiz Pereira & Filho ; e 110 aterro da Boa-Vista n.
72 A, casada Fortuna de Gregorio Antunes de Oli-
veira.
Bilheles .55500 recebera por iuleiro
Meios 23800
Ouarlos 1jf500
800
7(K)
leo
Os dous bilheles inlciros n. 3198 e 3991 da lo-
leriada Amoreira e criarao do bicho de seda desla
provincia, o abaixo assignado declara que perteilcem
a Manoel Dias Fcriiaudes.
Firmino Moreira da Costa.
...~ Avisa-se ao respeitavel publico, que na ra da
loria o. 100 eosuam-se meninas com toda perfe-
ao, a ler, escrever e rontar, au s as qualro ope-
racoes fuudamenlaes de arilhmelica, nio lambem
juros, queluadus, regra de proporr;ao, e a gramnia-
lica da lingoa nacional ; e imialinenle cnsina-se a
bordar, marcar de lodas as qualidades, e a fazer la-
byriBlba, por preco comiuooo.
Francisco da Silva Miguis relira-se para Por-
tugal.
Joaquim Lobato Ferreira vende o seu sitio,
que a 2 do crrenle foi incendiado, na travessa do
Monleiro, com a frente para o no, conieudn varias
casos englobadas ou em separadas, e cora diversas
Iruclciras, o qual se acha Inre.e desembaracac'o : a
tralar com o mesmo anuuneiaule, na ra da Senzala
1 el 1,1 11: III).
O abaixo assignado, aiferes do 9. balalhao de
mi.miara, leudo servido do agente do rancho do
mesmo balalhao em todo o anuo de 1851, esta con-
vencido que sempre pagou aos devidos lempos aos
senhores que forneccram os gcuens precisos para o
dito rancho cm o referido anuo ; mas se porveutura
assim nao leona acontecido, roga a qualipier que se-
ja cssa pessoa, de dirigir sua representario au lllm.
coiumandanlc do dilo balalhao, n quarlei da
o- signaes senoinles : baixa, e alguma cou-a prossa,
Inac,.- bem gr< --.-. as duas orelhas rassadas no la-
Kar .lii^ brincos, quando anda puta por urna poma,
os pea apalheMados, e um mais que oulro, lem marcas
de varina- nm ambos os liracn-; levou Ires vestidos,
un de chita escura, .miro de cansa de uadro?, e mi-
tro de dula de a-.i-nto brancocoio (lores encarnadas,
im chales amarello : quem a pegar, leve-a no Mou
l.irn, em casa do major Sebastian Antonio do Reg
Daros, que gralific. r,
Precisa-sede um dislilador para engenhoperlo
da iraca : quem des-e misier entender e quizer ser-
vir, diiija-sea ra da Cadeia do Itecife n. 38, para
tratar.
Fugio no dia -J7 de oulubro do auno pasead 1,
una esclava de nome Clcmeulina. crioula, idade2S
anuos, pouco mais nu meucs, ionios uanaes segoin-
lea : oliios grandes, orelhas pequeas, lioa e-tal 11ra e
pouro eorpo, lem na poma ilireita o signal de una
leri.la. e rom alguna signaos de ripoadas pelas ces-
tas ; lalvcz ande para as parles do Recife ou enge-
nho S. Paulo quem a pegar e levara sen senbor
Caetano Marlins ffos Sanios, morador no enuenho
Pimenlas, fregue/.ia do Cabo, ser recompensado do
seu trabalho.
VISPORA, DOMINO', E DAMAS.
Chegou loja de miudezas da ra do Collegio 11.
I. um sorlimenlo de jog.is de vispora, domin e da-
mas, que se vende muilo barato para acabar.
CAIXAS PARA COSTINA.
Chegou loja da ra do Collegio n. 1, um rico sor-
limenlo de canas para costura, pelo diminuto preco
de 3, 4, 5eS()00 rs.
Penleu-se da rocheira defronle do porlo das
canoas da ra Novante a roa Direila, uma maula de
cavillo de panno azul ainda nova, que um prelo
conduzia em rima de um sellim que (razia na rabe-
ra, d'onde cahio, a qual manta alm do circulo de
ourello prelo tem uma lita de caemira encarnada, e
por cima da mesma um enfeile de tranca ; quema
achou, quvrendo re-tilui-la, pode entregar na ra
Direila n. 17, que se recompensar.
Precisa-te alagar por arrendamcnio de 3 annos
um sitio que seja perlo da prac,a ; na ra da Cloria
n.85.
lo nova, chesada ltimamente do Rinde Janeiro,
por 1 asnos preso do que em putra qualquer parle.
\ eiideni--e ricos e modernos pianos, recenle-
menie chegados, ,ie excellcntea vocea, r presos com-
.....,i,!-: ''" fasa deN. O. Bieber4Companhia,roa
da Cruz 11. i.
FARINIIA DE MANDIOCA.
1linlr-'i' a1 bordo do brigae Conceirao, entrado
de W na Calhanna, e tundeado na VOlla'do I'orle .lo
Mallos, a mais nova farinha que eiUle buje no mer-
cado, epara p.irc.ns a Iralar 110 e.-rriplorio de Ma-
......I Alves Guerra Jnior, ua ra do Trapiche
11. 11.
COMPRAS.
5:0003000
2:5009000
1:2-03(S)0
(2."^30O0
OO^OtK)
25OJ00O
Compra-se praia brasileiraou bespanhola: na
ra da Cadeia do Recife 11. 54,
Compra-se lela porcao de praia velha ou nova,
que possa apparecer, a pesu ron forme sua qualdade:
na ra da Senzala Velha n. 70, segundo andar, se
dir quem compra.
Compram-se escravos de ambos os sexos, (endo
boa Figura ; paga-sc bem : na ra Direila n. 66.
Compra-se cm meio uso uma rrhonologia pelo
autor da historia sagrada : no ultimo sobrado da ra
das Cruzes lado ilireilo n. 9, quem vai para S.
Francisco. Na mesma casa se aluga uma loja com ar-
maran para taberna, ousem ella, quasi no paleo da
Santa Cruz.
Ccmpra-se um necro cozinheiro e romprador,
nao se olha a idade era a nanlo ; quem o tiver, di-
rija-se a ra do Crespo, loja n. 3, prxima ao arro
de Santo Antonio.
VENDAS
4LHAKAI PAR m*.
Sahiraui a' luz as ollunlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, arjricola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas : vende-se a 500 rs., na li-
vraria 11. (j e S da praca da Indepen-
dencia.
FOLHSHAS PARA 1855.
Acliam-se a' venda as bem conhecidas
olhinlias impressas nestti typoprapliia,
de alfjibeira a ."20, de porta a "160, eec-
clesiastcas a VSOrs., vendem-se nica-
mente na livraria n. ti e 8 da piara da
Independencia.
Deposito de vinho de cli.im-
O pagneChateau-Ay, primeira qua- i
'fy (idade, de propriedade do conde
(^ de Marcuil, ra da Cruz do He- 2
ftft cife n. 20: este vinho, o melhor
3 de toda a Champagne, vende-se
? a SGi'OOO rs. cada caixa, acha-te
w nicamente em casa de L. Le-
P comte Feron & Companhia. N.
W I'-As ca xas sao marcadas a b-
tjj) goConde de Marcuile os ro- M
f lulos das garrafas sao azu.es. A
CEMEMO ROMANO BILOCO.
*. ende-se cemento romano branca, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de labnas depinho.
Vende-so um cabriole! com robera e os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi oovo :
par ver, no aterro da lloa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Seseiro, e para tralar nolterife ra do Trapi-
che n. ti, primeiro andar
3iw@avsa:si2@

CAL VIRGEN.
;. ,m ,"' e .r0' f""'' M"-',r- (liria-'e *" 8 da ra de S.
n.e de .ri r,.Seme,,',era *"*+ '"' P"> andega desta cidade.
ante, de ldde de .10 e pou- na mesma reparlicrio.
mu ravallo alazn muilo nu- r ,| 1
.-...... Lasa de educacao.
Jeronvmo Pereira Villar, devidamenle anlorsa-
do, almo de novo cm S do correnfe a sua aula de
inslruecao primaria, na ra larga du Rosario 11. If-,
a qual reuni outra de lingoa latina, dirigida pelo
Sr. I'roflro da Cimba Moreira Alves, professor pu-
blico do bairro d Boa-Vista, c um cur-o ile lingoa
franceza, professado pelo Sr. Dr. Jos Soares de
Azevcdo, lente olhedratico do ljceu.
Rodrigo Jos Leilao porluguez, relira-se para
a cidade do Porto.
l'recisa-sc de duas ama, uma de Icile e outra
secca que soja de meia idade, para rasa de poura fa-
milia, para engommar e rozinhar : na ra das Cru-
zes 11. 20.
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. residente na ra da Senzala, rasa n. 70.
que anuunriou no Diario de boje n. 8, querer rom-
prar pnrr.io de praia, lano nova como velha. que-
reiida comprar om grande laholeiro e um apparclho
de cha iuleiro, ludo daquelle metale ludo contrasta-
do, obra do Porlo, pode vir *er .-.justar na ra da
Aaroia o. 3, residencia de Jo^ Vieira Lima.
Precisa-se de uma ama com bom e bastante
leile, e seja forra : na ra larga do Rosario 11. 16,
sobrado de um andar, junio a padaria do Sr. Manoel
Antonio de Jess.
_ Aluga-se ama casa lerrea na Boa-Vista, ns ra
dos Coolhos, com 6 quartos, 2 salas, cozinha tora,
concertada e pintada de novo : quem a pretender,
dirija-se ra do Queimado, loja n. 10.
A vinva de fortnalo Correa de Menezes roga
a todos os seus devedores teuham a boudade de vi-
rem satisfazer seus dbitos na praca da Independen-
cia 11. 17. A mesma declara que a nica pessoa en-
earregada do dilo recebimenlo he seu mano Thomaz
Jos Marinho.
Do primeiro andar da ra do Cabug 11. 1 U,
furlou-se um relogio de ouro de vidro, horisonlal, 11.
982.1 : quem o achar, leve-o i sua do Cabug, loja
de 4 portas n. 1 B, que ser bem recompensado.
Oflerece-se um rapaz brasilciro para caixeiro
de qualquer eslabelecimento, escepto taberna ou pa-
llara, o qual da fiador de sua conduela : quem o
pretender, annuncie por este jornal.
Agencia de passaportes, titulo de resi-
dencia e folhas corridas.
1 .i indinado Regn Cima, despachante pela repar-
lieao da polica, despacha passaportes para dentro e
fora do imperio, titulo de residencia e l'ulha corrida,
por prejo rommodo e com presteza : na ra da
l'raia, primeiro audar n. i3.
Orna pessoa habilitada a' cnsinar
pnmeiras lettras se olferece a dar coes
em casas particulares ; quem quizer iti-
lisar-se do seu prestimo pode dirigir-se
a esta Typographia que se dir' quem he.
O bilhete iuleiro da 1. parte da l. lotera da
cultura da amoreira c criarao do bicho de seda 11.
2197, pertence ao lllm. Sr. Deocliciano Ernesto de
Albuquerque, da cidade do Araealy, provincia do
Ceara, ruja lotera esla annonciado ler o seu anda-
mento no dia 13 do correnle.
Quem annuncioii comprar o curso de geome-
tra, ti ignometria, e elementos de algebra, procure
na ra do Kangel n. 22, a qualquer hora do dia.
Na mesma casi se vendem varios livros usados, tan-
to etpiriluaes cuno cm direilo para toda a Asia.
lambem se vendem saccas com familia por commo-
do preco, uma percho de inadeira para obra, uma
rolla nova, um b?nco de carapina, novo, uma cai-
\a com ferramenla do mesmo oflicio, ludo cm conla
no prei;o.
Precisa-se de um prelo escravo, de meia idade,
e boa conducta, que emenda de compras de ra c de
sei vico de casa : quem o livor e quizer alagar, diri-
ja-se a ra Direila n. 12, segundo andar, ou no
alerro da Boa-Visla, Morado Je um andar 11. Si).
A pessoa que se achar doenle e que se queira
Iralar. fazendo as despezas, dirija-se i roa da Sen/a-
la Velha 11. 88, para ajuslar com a pessoa que o (em
de Iralar. com toda perfeicao e amor.
O padre Joan Capislrano de Mendonra, pro-
fessor degeographia, rhroiiologia c hiiloria o Ivceu
desla cidade, pretende abrir un I. de fevereiro" um
curso particular de relhorica, e nutro de geographia
para lodo o anno lectivo: os senhores exudantes
que oa quizerem frequcutar. poderSo dirigir-se ca-a
n. 51 da ra Nova, a qualquer hora, afim de darem
seus nonies matricula.
_ 7 Traspassa-se uma hypolheca em nm pequeo
sitie dislanleda praca dus leguas, do valor de Xl-J
rs. : na ra do l.ivrainenlo, botica 11. 22.
(Juem preMsar de um caixeiro para taberna ou
outra qualquer arrumaran, mas de taberna he que
lem bstanle pralica, dirija-se a ra de llorlas 11.
15. taberna.
GABINETE PORTTCl'EZ DE LEITURA.
Por ordem da directora roga-se aos Srs. accionis-
tas, que ronservam em sen poder livros alm
Snlcdaile. Manuel Carnciio Machado Freir.
Negoria-se Algebra, Geometra eTriguoinetria
por Lacrois, e ama obra de Georgei Phillips, em
muito bom eslado : quem quizer, diiija-se ao paleo
do Collegio i. 2. f
ATTENCAO'
A taberna nova do barateiro, na povoa-
<;.io de Santo Amaro de Jaboatao.
acha-sc com um completo sorlimenlo de bebidas de
todas as qualidades, cerveja em meias garrafas c gar-
rafas, licores francezes, vinho limo e brauro, queijos
novos, sardinhas deNanles, manleiga ingleza e fran-
ceza, da melhor que se pode encontrar no mercado,
cha da India e de S. Paulo, dito prelo, chocolate,
assucar de lodas as qualidades, bolachiuha ingleza,
dila de ararola, charutos para os amigos do bom pos-
to, das melhores marcas, S. Flix, Figoeiredo Ro-
cha, e outros muilos que se pe tumi, alelria, ma-
carrao, lalharim para sopa ; pedimos tambem aos
senhores de eugenho mais pioximos que nos quei-
ram honrar nosso novo eslabelecimento com suas
Ireguezias, adiando ludo pelo prejo da praca e a sa-
tisfazlo do comprador.
O padre JoaoJosda Costa Ribeiro,
substituto das cadeiras de latim desla ci-
dade, abre a sua aula particular no dia 1
de fevereiro.
{HE CARO, POREI HE BOM.
3
9
No armazem de Joaquim Francisco de
Alem no largo da Asseiuhla, hechegado o
afamado fcijao do Araealy : quera o pre-
tender venha ver, porque apreciando a boa
qualidade destelegume nao deixar de lr-
zer ua algibeira quantia sollicienle que
possa Irocar por uma sacra, lie diuheiro a
visla.
8
!, M MiuHfitH em seu poner livros alem do
1 recisa-se alugar orna prela captiva para uma prazo marcado para a leilura, se dignem recolhe-los
casa de pequea familia, que cozinhe : na ra do I a biblietheca 110 prazo de 8 dias.M. F. de Souza
Siebo n. \, 1 Barbosa, segundo secretario.
> '
Perdeu-se uo dia 9 do rorrele, das 7 para as
8 horas da noile, desde o Recife seguindo pelo aler-
ro da Boa-Vista, Ponte Velha, ra da Cloria al o
Mondego, uma carleira de algibeira, presa por um
laro de borracha, e conlendo 703000 em sedulas e
um soberano, moeda ingleza ; leudo conscienria
quema tiver arhado, e querendo reslilui-la, pode
dirigir-se ra do Vigario 11. 3, dando-se a metade
de alvicaras.
LOTERAS DA PROVINCIA.
Ainanhaa sabbado i 5 de Janeiro he o
indubitavel andamento da primeira parte
da primeira lotera damoreiras e bicho
de seda, a's 10 horas da manhaa, no con-
sistorio da igreja da ConceiCiio dos Mili-
tares. Os seus billietes e cautelas s estao
a'venda ate as 10 horas da manhaa do
dia 13 do corrente mez nos lugares do
costume.Pernainbuco 12 de Janeiro de
1855.O cautelisla, Salustiano de Aqui-
no Ferreira.
O cautelisia Salustiano de Aquino
Ferreira, cabalmente convencido que os
seus bilhetese cautelas bao de alcancar a
mais brilhante victoria nos dous primei-
ros premios grandes, na lotera d'amo-
reirasebicho de seda, que ba de correr
indubitavelmentesabbado 15 do correnle
a s 10 horasda manhaa ; a' elles, que es-
lao-se acabando.
Lava-se eengomma-se roapa de toda a qua-
lidade por puco rommodo : noberco do Uuiabo nu-
mero 5.
Precisa-se de nina ama de leile sadia, de boa
conduca : na ra do Vigario armasen) de cabos nu-
mero I.
Perdcu-se meio bilhelc em dous piarlos 11.
1683 di 1.-' par.- da |. luleria das amoreira- desla
provincia, no dia II do curente, e previne-so ao
Sr. thesoureiro da mesma e cautellas, de nao o pa-
garcm senan ao abaixo assignado.
J0U0 Jet Vuncj de Paula
O Sr. Juan Piulo dfi Mendoo^a, tsliidanle,
dirija-se ra da Cruz do Kecife 11. 3i, primeiro
andar, a negocio de sea inlOTCSSe.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da na
da Senzala Velha 11. lih; a Iralar DO segundo andar
do mesmo.
Ainda e-la fusila a negra Franciscana velha e
magra, falla muito anho-a, e lem no- pes sgnaesdo
ler eslado nos ferros : raga-ae, porlanto, as auloii-
dadespoliciaes e capitAes de campo a captura .la di-
ta eaerava, e Icyem-a < rua ta Senzala Velha 11. 08,
que serao recompensado-.
Dizoabaixo a-ignado, que leudo de retirar-
se para fura desla provincia, faz -cenle a quem liver
penhores em sen poder, qu.ir.i resgala-l.is no prazo
de l(i das.Jos Pinto Ribeiro.
Quem precisar de uma ama escrava, que sabe
coxinhar o diario de uma casa e fazer o lervifoda
mesma. a qual lera muitu boa conducta, dirija se
rua do Queimado n. 14, loja.
Lava-so e cugouiuia-se com toda perfeicao e
aceio, e enlreua-se a roupa lodos os oito dias ; na lo-
ja do sobrado 11. iO, rua da Aurora.
a mais nova que ba no mercado, a prcro commodo ;
na rua do Trapiche n. Ij, armazem de Bastos Ir-
ma. 1-.
Vende-se a casa terrea da rua da Paz 011 anliga
rua do Canno n. 38 : a tratar na rua das Trinchei-
ras n. 19, segundo andar.
Vende-se um carro americano, novo, de i ro-
das, rh'gado ltimamente da America : os prelen-
dentes dirijam-se 1 rua deS. Fraucisco. cocheira do
Sr. itaj mundo.
Vende-se o sitio denominado (icnipapeiro, no
lugar da lmbiribeira, confroule a raixinhadas al-
mas, contendo grande quaiilidade de coqueiros dei-
lando fru lo, e algumas nutras arvorrs, qualro vi-
veiros e proporco para mais outros, (erreuo para
planlarOes de rapim, mandioca ele., grande cxlen-
cao de terreno proprio para criacJo de gado por ser
muilo frtil, casa de vivenda ainda nova, cora uma
rua de oulras casas menores, e um grande armazem
com grande estribara proprio para rancho, ludo
quasi novo : a tratar com Francisco lladrigues Car-
doso de Barros, dono do mesmo, no lugar mencio-
nado.
Vendem-se excellentcs cavallinhas de Lisboa,
em barris de 17.> cada uro, a jjOOO o cenlo : na rua
da Praia n. 4.
> Vendem-se sarcos enm gomma com 4 J arro-
ba99000: no lorie do Mattos 11.20, em'freule
ao trapiche do algodao.
Vende se supeiior vinho mu-calel de Selubal,
em ancorelas de 2 !, caadas e 5 cada uma ; na rua
do Vigario n. 19, primeiro andar.
Vende-se uma pela de nanlo, de meia idade,
pelo preco de 3005000 ; o motivo he por querer
vender na rua, e nao o querer servir em casa : a Ira-
lar na rua eslreila do Rosario n. 11.
MAIJAI'LAU' COM TOQUE DE AVAR1A
A 2$, 2$500, 5.s\ e osOO a peca 1! !
A diuheiro a visla.
Vende-se ua rua do Queimado n. 17, toja ao pe da
botica, madapoloes linos com toque de avaria de
agua doce.
Vende-se cal virgem de Lisboa, a roais nova e
melhur que lia no mercado, a 40000 a barrica : na
rua do Collegio 11. 21.
Veode-se a loja de calcados da rua do Livra-
mcnlo 11. 42, a qual he bem afreguezada, e coro pou-
cos fundos : a Iralar na mesma rua 11. 29.
Vende-se uma negriuha de 10 annos, muilo lin-
da e esperta, uma mululinha com 8 annos, lambem
muito linda, e dous molequinhos de 8 a 10 annos:
na rua larga do Rosario n. 22, segundo andar.
AOS NEGOCIANTES,
Vende-se na villa de Mamansuapc a melhor casa
que all exista, tanto pela mao d'obra c tamanho, co-
mo pela pusirau para commercio, tendo sido feita
para este lim, e por mdico preco : quem a preten-
der, dirija-se ao seu proprielario, na capital desta
provincia, o Ihesnureiro da alfaudega Joan Carlos de
Almeida c Albuquerque, e nesta villa ao Dr. Anto-
nio Carlos de Almeida e Albuquerque.
Para senhoras.
Superiores chapeos de palba e seda para passcio,
fazenda inicuamente moderna e de bom gusto, por
preco muilo commodo : na praca da Independencia
n. 24,26, 28e30.
POLCEIRAS.
Chego a toja de miudezas da rua do Collegio n. 1,
um rieo sortimento de puleeras da ultima moda,
que se vende muilo barato,
Vende-se uma prela, crioula, de algumas ha-
bilidades, com uma cria ; na roa de Copiares, sobra-
OVAS INDIANAS DE SEDA ES-
C C:Za A 800 RS. 0 C0VA00.
Na rua do Queimado, luja n. 40.
SEAS ESMOEZS
A 1 000 RS. O COVADO
Na loja da rua do Queimado n. 10.
i!\KEGE DE SEDA DE LINDAS CORES A
700 IIS. 0 COVADO.
Na rua do Queimado, loja n. 4o.
ALPACAS bSCOCtZAS A 400 RS. 0 COVA JO.
Na roa doQoeintotlo, loj.i n. o.
NLSC4D0S ESCOCESES A WRS.0
C0VA00.
Na rua do Queimado, loja n. 10.
NA RUA |l)0 APOLLO N. 19,
vendem-se saccas com (arinJiade mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
visto ; sendo porro faz-setodo o negocio.
FAKINIIA DE MANDIOCA.
Na loja n. (i ila rua da Cadeia do lie-
dle, esquina do becoLargo, vendem-se
saccas com superior farinha da lena por
menos preeo do que em outra qualquer
pai le.
Vende-se muilo bom duce de eaj secco, por
nos Qualro
Cantos da lloa-Visla
na rua larga do
preco c.mimo,tu
numero I.
Vende-se I habito do cruzeiro
Rosario n. 17, junio ao quarlei.
Vende-se um sitio grande na estrada de Bel-
lem passando a puolczinha o primeiro a direa, o
qual lem uma grande ca-a com solio de pedia c cal,
uus vneiros e militas arvores de l'ruclo, Ierra para
plantar, etc.; os prelcudcnlcs dinjam-se ao abaixo
assignado no roa do Torres casa n. I), terceiro an-
dar, ou ua rua do lirum armazem n. 14. "*
iMU Antonio Barbosa de Brito.
Nos Qualro Cantos da ltoa-Visla n. I, vende-se
boa linha de novelo a 3 por 40 rs. de todos os n-
meros e em libras da mesma nuuicracao por barato
preco, pi.rcao de palitos de denles liuos c o masso a
120 rs., ludo islo he pecliincb.i.
RUA UO CRESPO N. 12. 9
Vende-se nesla loja superior damasco de
seda de cores, sendo hranco, encarnado, rolo, ;-
por jiimu razoavel. g
@@@&-@S:S@$:
Vendem-se lonas da Kussia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. Bieber&C,, rua da
Cnr/. 11. i.
Agencia de Edwla H>w.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acba-se constantemente bons sorli-
meutos de tai xas de ferro cnado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lmannos e modelnsosmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forea de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro esla libado
para :asa de pnrgar, por menos preco que os de
cobre, eseo-vens para navios, ferro da Succia, fo-
lhas de (landres ; ludo por haralo preco.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior llanda para forro de sellus che-
gada recentemenle da America.
Potassa.
No animo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russiu, americana c do Rio de Janeiro, a presos ba-
ralos que he para fechar conla?.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2. ediclo do livrinho denominado
Devoto Chrisiao.mais correcto e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac,a da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PUBL1CAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverondisimos padres capuchiubos de N. S. da l'e-
nha dsla cidade, augmentado com a novena da Se-
nbor da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalba milagrosa, cdeN. S. do Rom Conselho : ven-
de-se uniramenle na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1OO0.
Monhos de vento
'ombombasderepuiopara regar horlas e baixa,
decapim, nafundieaode D. W. Bowman : na'roa
doRrumns.fi, 8 e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
icjain, quadrillias, valsas, redowas, sclio-
tickis, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reuzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas c liollandezas, com gran-
de vantagm para o mellioramento do
assucar, acla-se a venda, em latas de 10
libras, juntfo com o methodo de empre-
ga-)o^titIpdoma portuguez, em casa de
N. O. Bicbcr Si Companhia, na rua da
Cruz.,n. 4.
Vende-se uma rics mobilia de jaca
randa', com consoles e mesa de tampo de
marmorebranco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegion. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Ns rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
banis com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Vende-se uma batanea romana com lodos os
sam perlcnees, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem 11. 4.
TAIXAS DE FERRO.
Va fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
raxas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
neas, ou carros livres de despeza. O
preeos sao' os mais commodos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ce, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
a'andega, ou a tratar do escriptorio de
Novaes i C, na rua do Trapiche n. 3A>,
primeiro andar.
, Na rua do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
d>-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
POTASSA BRAS1LEIRA. $
Vende-se superior potassa, fa- ^
bricada no Rio de Janeiro, che- *
gada iccentemente, recommen- /v
da-se aos senhores de engenhos os ?
seus bons efleitos ja' experimen- Jj
tados: na rua da Cruzn. 20, ar- "
mazem de L. Leconte Feron & O
(/) Companhia. tj)
Taixas par, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. VV.
Ilowmann, na rua do Brum, passan-
co 'o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asijiiaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
emkii'cain-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de
dilo.
Em casa de J. KelletiVC, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender excel-
leiUes piano viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se um escolenle *lo muilo perlo da
praca. com casa de vivenda snlirivel. murado em to-
da a frente, com alicerres para uma casa de tl pal-
mos de frente c 110 de fondo, com cacimba de flEiia
de lielier, assim como um poco com asua igual a do
Capibaribe, diflerenles frurleiras de boas quali.la.le>,
muilo boa baixa para capim rom cambn no fundo,
que pode-ee bem fazer 2 ptimos viveiros etc.: a
tallar com M. Carneiro, ou na entrada da estrada
dos Allliclos, primeiro sitio a direila.
Vemle-se evrellenlc taimado de pinho, rceen-
temente rhesado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enleoder-sc com o adminis-
trador do mesmo.
\ endem-se uns Irastes de amarello e modernos,
rom pouco uso, por preco commodo : na rua esirei-
la do Rosario, loja de barheiro n. 19, se dir quem
vende.
Vendem-se dous raisocs rom eauilho.proprios
de taberna : qum pretender annuncie para ser pro-
curado ; e juila.nenle ."> temos de medidas de folha
para liquido. '
Vendem-se dous escravos mocos de bonitas ri-
curas : na rua Direila n. :t.
Ven.!em--e duas cabras, bicho, de milito bol
qualidade. e muito mansas : na rua d< Cadeia d '
Santo Antonio n. 20.
Vende-se papel pintado,"wmverrji-
sado, com a particuiaridade de se poder
lavar, e sempre esta' novo, deeoracoes mui
lindas e modernas, e preijo razoavel iiian-
lo a qualidade : venle-se na rua da Cru/. <
do Recife n. 27, armazem de Vctor
Lasne.
CEMENTO ROMANO.
A llsOOO a barrica.
Vende-se cemento romano em barricas de 12 ar-
robas, as maiores que ha no mercado, e chegado ul-
limatnenlc de llamburgo : no Recife, rua da Croa,
armazern n. 13.
~ Vende-se uma propriedade na Passagem da
Magdalena, porque o proprielario muilo deseja cum-
prir devores ponderosos ; quem prelender cmpra-
la r.ra o especial favor diricir-se i rua estrella do
osario n. lio, ecundo andar.
SAL DO ASSU'
vende-se abordo do hiate Adelayde I
tundeado defronte do Trapiche do "algo-
dao : a tratar com .1. B. da Fonseca Juni- '
orna ruado Vigario n. 4.
PALHA DE CARNAUBA
vende-se a bordo do hiate < Adelaide :
a tratar com Jos Baptista da Fonseca
Jnior na rua do Vigario n. i.
Vendem-se cai.xas com velas stea-
rinasde superior qualidade. meias latas e
quartos de sardinhas, cognac em barris,
gigoseom garrafase meias de champagne
da ja' bem conhecida marca estrella, e
cpiartolascomoverdadeiro vinho de Bor-
deaux : na rua do Trapiche n 11.
No armazem da rua da Cruz n. .">, vende-se
rcpolho conservado e salame, rhesado ha pouco de
Ilaraburso, por preeii commodo.
Vende-se uma bonita casa terrea
com ptimos commodos para familia,
quintal cacimba e clios proprios, sita na
rua do Padre Floriano : a tratar na
do Vigario casa n. 7.
A ROA PITADA.
Na rua togucimado, loja da quina do berro da
Concregacao n. 41, veude-se rape novo de Lisboa, a
10 rs. a oitava___
O FBEQUEZ VELHO.
Saccas de farinha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra, nova e
bem torrada ; vendem-se lambem saccas com arroz
na rua da Cadeia do Recife n. IS e 23.
Vende-se uma murada de casa de 3 andares,
com um grande sotao, sita na rua do Vigario n. B :
osprelendcntcs dinjam-se i toja da esquina da rua
do Crespo, vollando para a do Queimado, que se di-
r quem vende.
Vende-se um escravo prelo. moco e de bonita
ficura, e proprio para lodoservico : na rua do Quei-
mado, leja de Manoel Florencio Alves de Moraes.
Vende-se uma escrava prela, mofa e bem pa-
recida, engomma com perfeicao. cose bem, cozinha
e Taz doces, p.lo-de-l e bolinbos: na rua Direila, no
terceiro andar do sobrado n. 36.
Lonas da Kussia, de boa qualidade, e por pre-
co commodo ; vendem Novaes c\ Companhia cm seu
escriplori. nu do Trapiche n. 34, primeiro andar.
Vende-se um carro novo inglez de
i rodas, recentemente chegado, para
um ou dous cavallos, feito em Londres:
para ver na cocheira do Sr. I'oirier no
aterro da Boa-Vista n. 55 ; epara tratar
na rua da Cruz n. 42 no escriptorio de
CrabtreexC. ,
LOTERA DO BICHO DA SKDA.
Corre no dia 13.
Na casa da Fama, aterro da Boa-Visla n. 48, es-
to cxposlos ,i venda os bilheles e cautelas desla lo-
tera.
Bilheles
Meios
Quartos
Decimos
Vigsimos
FARINHA DE
nos armazens de Paula Lopes, Aunes
e Cazuza no caes da Alfandega a* preco
commodo : trata-se com Jos Baptista da
Fonseca Jnior, rua do Vigarion. 4.
CEMENTO NOVO EM BARRICAS
GRANDES.
Vende-se por preco muito commodo,
em casa de Timm Mousen <& Vinassa na
praca do Corpo Santn. 15.
Vende-se sola muilo boa, pelles de cabra, e
coinma moito boa em saceos : na roa da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua- da Ca^
dea do Recife, de Henrv Cibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inslalerra, por preeos
mdicos. > r i v
rua
1
i
i
i
'A
5S000
25800
1M00
?700
6400
MANDIOCA
r
CU hyson verdadeiro, o melhor que lem ap-
parccidS neste mercado, e por que preco 1 2:360 ca-
rta linta, em cauuilias de duas libras: no Bazar
1 ernambucauo, na rua Nova.
No Bazar Pcrnambucano, vende-se a prodi-
giosa agoa de malabar por Lascomhe, para lencir
cabellos.
No Bazar Pernambucano, vemdem-se ricos ja-
ques bordados para meninos de 6 a 9 annos, crep
de lodas as cores, loucas de Ua para senhoras, troco
de todas as grossuras e cores, camizus de relroz bor-
dados a maliz, chapos francezes para homens a 6,
e iJJ, selins de (odas as cores a 880 rs. o rovado,
paslilha para o peilo e estomago, e oulras, umitas
fazendas que se venderSo baratas.
VESTIDOS A 29000.
Vendem-se corles de vestido de riscado francez,
largo, padres bonitos e cores iixas, pelo barato pre-
;o de 29000 cada corte : na loja de 4 norias da rua
do Queimado n. 10.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se umaescolhida colleccao das mais
brilhantes pe;as de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
CEMENTO ROMANO.
V ende-se superior cernelo em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as tinas : alraz do
thealro. armazem de Joaquim Lupes de Almeida.
Vende-se uma escrava crioula,
com idade de 26 annos, sem vicio nem
achaque : na rua da Gloria n, 09.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior fariulia de mandioca : no
armazem de Tasso Irinjos.
Champasne da snperior marca Cmela: no arma-
zem de Tasso Irmaos.
OLEO DE LINHACA
em barris e bolijocs : no armazem de Tasso Irmaos
CARRAFAS VASIAS
cmEigosdegrosaedeltO garrafas: no armazem
de lasso Irmao-,
ESCRAVOS FGIDOS.
da
todos os tamauhos, para
IIEGIVEI
Dcsappareceu de Iwrdo do brigue nacional Flor
do Rio um mualo escravo, por nome Pedro, mari-
nbcirn, representa ler 25 annos de idade, posea bar-
ba, cabello crespo, e lem caneca de um dos dedos
dan iiiAus de menos, em uma das pernea lem bastan-
tes marras de cicalrizcs, e no cachaco a mesma cou-
sa, usa lomar tabaco, lem a barriga um poucu gran-
de, rara redonda, cor plida ; levou calca e camisa
le al&odao azul, barrete inclc/. inaruj. c be de
suppor que o (enha mudado, por na occasiao da fu-
ca ler carrejado com loda a roupa (te^ulros de bor-
'lc........'" "">" Eslc mulato he filho da Paralaba
tu Norte, e de la leudo viudo para o Rj de Ja,iejro
ha poucas lempos, e he boje escravo dos Srs. Tinoco
(V UedeirnsdameaOM praca ; e por isso rccnmmen-
la-sea lodas as autoridades policiaes, capiae de
campo equaesquer pcsoas, que prendam o dito es-
cravo e oqueiram levar bordo do dito navio, bu
aos consianatarios Isaac Curio & Companhia, ru da
Cru/. ii. id, onde scrio geuerosameiile recompen-
sado. '
No dia :W) de dezembro protimo pesiado, as .">
horas da (arde, se ausenlou o prelo Domingos, de
"liaran Costa, ida,le 58 a (O anuos, aleiiado le unid
perna em comcquencia de un luinor que a lempos
.leve nnjoclho ; levou calca de alooiMo trancado de
ladra e camisa do mesmo, tudo novo ; o qa| es-
craNobepcrlencente ao casal do finado Francisco
Das refreir : quem o pecar ou delle liver noticia,
dirija -e ., rua do Cabnga ao iuvenlarianle Ma-
noel Duarle Ferr.lo, ou a rua da Roda n. I a Ma-
noel Jos Soares de Avellar, que ser recompensado.
Desappareceu honlem, Iclicidade, de nacao Cassauce. de 30 anuos, pouco
mai. mi menoi, com ralla de denles na frente, aliara
regular, ralla poneo explicada, levou iim vestido pre-
'"....."'" t"4". ambos velhos ; roga-ae, purlanto.as
aoloridades policiaes e capilaes de campo a caplora
la mesma. e levem-a ao becco do Espinbeiro, em
rasa da viuva do lente Este\Ao da Cunta Mendes,
que sera gratificado.
PERN.: TYP. DE M. F. DE FARIA. 1B55

...JTlUDf


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