Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01285


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Full Text
Por 3 mezes adiantados 4,000.
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Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!,
Y
r
i:m.\iiki;i..mos da subscripca'o-
Recito, o proprieterio M. F. do Faria ; Rio lo Ja-
neiro, o f-r. loao I'ercira Martini Babia, o Sr. I).
Duprad ; Macci, o Sr. Joaquim Herminio de Men-
donja ; Paralaba, o Sr. Gervazio Virlor da Nalivi-
dado ; NaUl, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Araoalv, o Sr. Antonio de Lcinos Braga; Cear, o Sr.
Yicliiriano Augusto Borges; Maranbao, n Sr. Joa-
qun! Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas o Sr. Jeronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, di 2S 1/4 d. por 19000.
Paris, 3 M rs. por 1 f.
Lisboa, lt>5 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acoses do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibc ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de icitras de 8 a 10 por 0/0.
META ES. .
Ou.ro.Oncas hespanholas- .
Mo'das de 65400 velhos.
de 05400 novas
de 49000. ,
Prala.Pataeiics brasileiros.
Pesos columnarios,
mexicanos. ,
293000
160000
163000
95000
19940
19940
15S60
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Helia, I5oa-\ ista, Ex eOuricury, a 13 c 28
Goianna e Parahiha, segundas c sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quinlas-feiras.
PREAMAB ni; BOJE.
Primciras 10 horas e Si minutos da manha.
Segunda s 11 horas e 1S minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasc quinlas-feiras.
Heladio, lercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orpbios, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mciodia.
2* vara do civel, quartase sabbados ao meto dia.
EI'IIEMEHIDES.
Janeiro. 2 Lna cheia as 5 horas, 48 minutos e
33 segundos da manha.
11 Quarlo minguante s 2 horas, 7 mi-
nutos c 38 segundos da tarde.
18 La nova as 6 horas, 17 minutos e
30 segundos da manha.
24 Quario crescente a 1 hora, 4S mi-
nutos e 32 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda. S. Lourenco.Tustinianno Patriara.
9 Terca. Ss. Jnlio c liazilissia, sua esposa.
10 Quarta. S. Panla primeiro Erimita.
11 Quinta. S. Hvjjinio p. m. ; S. Salvio.
12 Sexta". S. Satjro b. m. ; S. Arradio m.
13 Sabbado. S. Hilario b. ; S. Ilermillo.
14 Domingo. 2.* depois de Piis; O SS. Nome;
S. Flix m.; S. niaerinav. ; S. Malaquias.
PARTE 0FF1CUL.
(OVERNO DA PROVINCIA.
2. Sacco. Transmiti, por copia, Ymc-
para ler execujao, na parle que llic loca, as inslrnc-
ees qne convetn observar nos casos de incendio..
eos guarde a Vine. Palacio do governo do Per-
namburo .S de Janeiro de 1855. Jos Bento da Cu-
nta e Figueiredo. -Sr. chefe de polica.
Iguaet ao capilao do porto, director das obras
publicas director do arsenal de guerra, inspector
da alfandega e commandanie do corpo le polica.
Para inc haja a maior regularidade possivel no
servijolre soccorroem casos de incendio,convir ob-
serar-se provisoriamente o seguinle emquanto ou-
tras medidas nao forem ruis curopridamenle esta be-
lecidas.
Logo que se manifestar incendio em qiialqucr
parle dnsta cidade, a igreja que mais prxima Me Pi-
car, dai imnicdialamciile signal |>or mcio do sino
maior que liver, e o repetir em quanlo durar o
incendio. O signal constar bairaladas so o
incendio for na freguezia do Recife, de se se or
na de Santo Antonio, de sele se for na de S. Jos,
e de oilo se for na da Boa-Vista.
O acristfo ou guarda da igreja, que primeiro
annunoiar o incendio, lomara urna nula du nome,
ni.ir.11 a, qiir pessoa. que der-lhe o aviso, quaniiu nao seja possi-
vel detela, o una vez que a pessoa nao lite soja
condecida. Em lodo o caso apresenlar a nota, ou
a pessea detida, ou declaradlo de quein ella soja.
ao chufe de polica, alim desle providenciar con-
venientemente, premiando o individuo cora 103 rs.,
quand) o aviso seja verdadeiro, ou corrigindo-a e
fazendo-o punir, quando se verifique que o aviso
fui fallo.
As ilemaU grejas da cidade, quer da freguezia,
onde for o incendio, quer das oulras, repehrau o
siena! com o mesino numero de badajadas, que li-
ver dado aquella, qne primeiro annunciou o incen-
dio, porm cum pequeos inlervallos.
En* cada freguezia da cidade serao pela polica
orgausados em capatazias os prelos ganhadores, ca-
da um dos quaes trar pendente ao pescoco urna
chapa de follia com a designaran em leitras iniciac*
da freguezia i que pcrleiicer.'
Logo que se iler o annuncio de incendio, concor-
rer, i ao limar o director das obras publica* com os
eus eogenheiros e Iraballiadores, c tomar a di-
reeja do Irabalho relativo n exlincjo do fogo, em-
preando os ineos. que a arte aconselbar em casos
taes, dando a presidencia parte ollkial do quanlo
liver occarrido.
Ao signal de incendio o inspector do arsenal de
iii.-irinli.-i mandar com a possivel promptido o seu
ajudanle com a bomba e Irahalhadori-s respectivos.
director do arsenal de guerra lambem enviar
com igual promptido a companhia de artfices e a
bonilla. Apreseniar-se-b sem demora no lugar do
incendio o capataz da alfandega com a bomba e Ira-
bald ulnres da capalazia, devendo os operarios e Ira-
balhidore* destas Ires estajoes levar com sigo esca-
das 'i baldes para carregflr agua. O commandanie
do corpo de polica com a bomba e pravas que fo-
rem batanle* : o chefe de polica, delegado, sub-
delegados, com seos respectivos inspectores, c o r-
pala da freguezia com a gente de sua capatazia
munida de vazilhame para condu/ir agua.
Kll repartija das obras publicas llavera urna bom-
ba prompla para ser empreada, acudindo a qual-
quer incendio, romo as de que traa o artigo aulecc-
denlj, assim como liaver nina espada de mlus do
eomprimcnlo ile 50 palmos pelo menos.
0< subdelegados da* freguezias, que nao forem da
do incendio, permanecerao vigilantes com os seus
agenles nos seus respectivos dislricles ale segunda
orden da presidencia ou chefe de polica.
A polica occtipar se-da em lomar as medidas de
seguranja, c auxiliar a execurio das providencias
dadas, nao coosenlimlo no logar do incendio pes-
soa* (loe nao possam ser empregadas no Irabalho de
aua osiinccao. j|
() corpo da guarda nacional ao signal do incen-
dio l'ormaro nos lugares de suas paradas, e ahi per-
manecerao al segunda ordem da presidencia} en-
viando algum reforjo ao chefe de polica, logo que
o reclame.
Na inesina occasifto a forja de 1. linha e conspr-
var prompla em seus quarteis at ulterior, deler-
minaeao, e da companhia de cavallaria erao m-
medi llmenle destacados um ordenanza dispisi-
co do direclor das obras publicas, e mais dous
do chefe de polica.
Em quanlo o direclor das obras publicas nSo se
aprcsitar no lugar do incendio, lomar a diretco
dos Inhalos o ofTtcialdo exercito, ou da armada
mais uraduado, que se adiar presente e em Ma talla
a pes l.ogo que houver annuncio de fogo, todos os cha-
farizes da freguezia, em que elle s dar, catarfto
aberlos, e os seus encarregados promptos para forne-
cer a nena precisa.
Pahiciu do governo de Pernambucn 8 de jantiro
de 185).Josi Bentoda Cunha e Figueiredo.
EXTERIOR.
J^
Coamiuao porlugueza para a e.rposinto uteersal
de Paris.
A commissao central porlugueza, a quera S. M.
el-re, regente em nome do rei, confou o honroso
encargo de organisar a exposicao dos prndaclos da
agrien tura e da industria fabril de Portugal na ex-
posic.An universal de Franja, por este meio se dirige
ao pair, de quem essencialmenle depende o bom xi-
to da sua nii--rio.
A commissao espera, que sendo condecidos os
fins gn lidiosos do encargo que Ibc foi incumbido,
bem como as suas inlencOes acerca dos deveres que
lhe i mue, o paiz lhe prestar o aovillo franco e de-
cidido :om que a mesma commissao contnu ao acei-
tar una responsabilidade, superior aos meios pro-
prios ce que poderla dispr, afim de correspon-
der conhanca com que foi honrada pelo governo
de S. VI.
A eiposjao universal de Paris, sera, nssim como
foi a ejposijo universal de Londres ama exposi-
rao sera! do estado da civilisajao do mundo, re-
presentado pelos recursos que as najoes possuem no
solo o no Irabalho.
A commissau, depois de ler examinado os docu-
mentos que lem recebidn da commissao imperial
de Franca, pn le a>segurai ao pai, que o carcter
peculiar e iniporlanlc da solemne exposij.To para
que o convida he o de urna verdadeira represen-
laj.lo dessesigrandcs recursos, que resullam do agru-
pamentos de urea variedade infinila de producios
naluracs c da poderosa aejao das liln variadas for-
jas do Irabalho. A exposijao de Paris representa-
r por esta forma, os elementos essenriaes da vi-
da e do poder, que ao prsenle constiluem c for-
talccem as nacionalidades. Existe portanlo urna
differenja rapilal e patente a todas as iutelligenrias
entre as esposirOes universacs, a que a commissao
so refere, e as exposirocs nacinnaes ou locaes, que
eramcondecidas anles da exposicAo de Londres.
Os producios que se nao admiltem, por comrons e
dcinasiadamcnlc ennheridos as cxposijcs de cada
paiz, aquelles para que se nSo volta a altenjAo dos
seus proorios pnisnidores ou productores, podem ser
o objeclo de serio esludo do sabio, na exposijao dos
productos do mundo, causando at novidade a mui-
las das iicsoas que ah concorrerem para compa-
rar, naops productos de urna mesma najao, mas
os de qoanlas concorrerem a expor o estado da sua
industria.
A commissao julga iudipensavel que o paiz, pon-
suido completamente destas ideas, se nao tenha por
impossbililado de aceitar o convite bonroso, que a
Franja lhe dirigi, e que a mesma commissao tem
a honra de, por esle meio, mais aulhenticamenle le-
var ao sen conhecimenlo.
A commissao, fallando ao paiz a lioguagem da
verdade, entende ser possivel que Portugal figure
honrsamenle na exposijao de Paris, e esla sua
opiniAohe consequencia de um esludo previo e de-
morado acerca dos meios que lomos para que assim
acoijleca.
A.commissao nao assevera que remetiera para
Franja primores de goslo, nem phanlasiasdo genio ;
mas confia que a industria lhe fornecera primores
de irabalho, c oplimas applirajes de invenios alis;
nio pensa em fazer demonstrar em Paris os prodi-
gios dasciencia e do capital applirados agricultu-
ra ; mas lem a certeza de que o'paiz lhe pode faci-
litar os meios de formar urna das mais valiosas e
apreciaveis rolleriles de productos agrcolas que se
pussam admirar em Paris. Nao exporemos inven-
ios que revolucionen] a induslria, ou deem urna no-
va dirercao ao commercio ; rnas nao nos ser difli-
ril provar, que empreamos com vanlagem c discri-
rSo asinvenrps importantes, que o genio das na-
jes mais adianlodas tem posto ao servijo da inlel-
ligencia e do Irabalho.
A commissao enlende que, firmes na forja de
nosa vonlade, devenios ser mo.lrslos nos nossos dc-
tjos, nao querendn rada expositor julgar-sc desde
logo com direito a Um premio. Figurar naquella
exposijao, oslar habilitado para ler um lugar em
que o seu nome se inscreva ao lado de um produe-
lo, em 1,1o magestosa reuniao dos Irophcos memora-
veis da* victoria* do talento e da vnntadc lie ja
mais do que um premio, he um litlo oue ennobre-
ce, pojuiie significa que o expositor he/iilil i hiima-
,iidadc,"ev que sabe honrar o nome da nacAo a que
perlcuce.^-frJtaslam pouros excmplos para esplnro-
cimcnlu da idea fundamental de UhIuS os Irabalhos
da commissao.
Urna medida de trigo portuguez sobre um appa-
rador marchelado de composijoes, que se confun-
dam com o metal, rom a tartaruga c com o esmalte,
ao p ilas sedas maravildosas de I.y.lo, cercada dos
bromes em que o goslo do desenlio se manifcsla em
caprichos plianlasticos, significa para o economista
um poni serio de esludo, dizendo-lhe que Portugal
produz cereacs para o sen consumo, e que j tem
ido por vetes alimentar os mercados faminlos da
Europa, elle que ahi levou o ouro das minas de um
imperio porque nao linha Irabalho para dar em (ro-
ca do pilo de qne se alimcnlava, e porque havia jul-
gadoque esse ouro, capital que se consom e acaba,
podia substituir o capital do Irabalho, que de indes-
Iruclivel, sobrevivendo a urna geraj.lo para enri-
quecer a que se lhe segiie.
Esa mesma medida e a sua significarn econmi-
ca explicara como exislindo em Portugal, no an-
no do 1835, urna s machina de vapor da forja de
dezescis cavallos, j o presente exislem setenta com
a forja de novecentns ojenla e nove cavallos. Isto
he, a agricullura, augmenlando o alimento da vida,
achou consumos no Irabalho fabril qoe ao lado do
seu inc emento se foi desenvolvendo, e a povoajao
industrial crescendo, apresenlou o incentivo eflicaz
a prodnrco agrcola, o qual foi dando valores a (er-
ras que o nao tinham. E assim, perdido o Brasil
pela poltica, acabado o monopolio dos gneros co-
loniaes pelas revolucoes do commercio. as minas de
ouro, que daviamos perdido, foram novamenlc a-
rhadas pelo arado na Ierra que a inercia tinha dei-
xado inculta, pelo brajo no lear qc sedeixava a-
podrecer no ocio, e finalmente, pela|gerajao em que
eslnmos, nessas columnas de vapor que parecen! des-
tinadas a guiar o bomcm a urna era emque a indi-
ligencia quebr na Ierra o ultimo nnnel da cadeia
que a prende i servidno. Semelhanlcmcnle um

0 PAIAIZO DAS MILHERES. (*)
Por Paulo Fcval.
na?' i=< rrvr^rirx^r-T^.
O PH.1ROL.
CAPITULO NONO.
4
A HABITAQAO DO PASTOB.
(Conlinuarao.l
Em menos de um quarto de hora o pastor do Tre-
guz rhegou ao bo antes a conversajao do grande Rostan e da Morgat-
(e. Era um menino na verdade; mas sua alma j
era forte. A solidAo linha desenvolvido a coragem
serena de sua natbrtca.
Dnrinie o caminho, ou anles, durante a carreira,
elle rellcrtia.
A Mprgalte e o grande Roslan linham vanlagem
contra um proscripto ; mas nao linham precisamen-
te o niesmo interesse. aslava Rostan que a he-
ranja da viuva li>-,-ise em Franja. A lei despojan-
do n mnrto civil, klava a gnccessu aos collateraes;
asim Magdalena 6 Victoria herdavam naturalmen-
te, eo grande Roslan tomava a enriquecer.
Mas i Morgatte .' Pouco lhe imporlava qne a de-
ranja passasse Inglaterra, ou cabase as mans das
dnas fildas do conde. Que faria ella para reduzir a
servir de in da esperar e abater-'se 7
Dcbal le o menino he inlplligenle e precocc, qua-
si ii'iiua adevinha o mgico poder da paixo.
Aqu um bonieui leria hesitado lalvez linio quan-
lo o monino, porque lodos s lan, apezar dyua conduela dissoluta, linha grande
adeijAi sua miilder Magdalena.
Appioximaiido-*e do easlel'o, Sulpicio, o paslor,
senta o enracao mais triste, c linda fro as veas.
la enlr.ir em urna casa inortuaria, e imaginava o
grande silencio, as salas lgubres c vasias, os criados
mudos e Instes reunidos em circulo no vestbulo,
onde o esquife lalvez j esperava.
Na Cicada principal velas 0 agua lienta no fondo
do vasi de prala ; no quarlo da defunla oulras velas,
eo forro branco emendo de lagrimas negras.
() Vide o Diario n. 7.
frasco de vinhodo Douro significara aolado dos pri-
mores de arle de Sevres, urna proeminencia rom-
mercial de (al ordem, um privilegio natural lao m-
piiri.inic. que nao pode ser dispulado. E sendo a
sua apparenria bem modesta ao lado de um desses
gigantes de ferro, que depois de aquecdos pelo va-
por, vio, com a forja de qiiinhcntos ou seteceolos
cavallos, por em movimenlo urna das tantas puvoa-
Joos industriaos, que se admira ni em Inglaterra ; os
valores produzidos por essas machinas collossaes nao
excede os que tem produzido em Portugal o liquido
desse frasco.
L'ma das laranjas que se produzem as povo.ices
que ficam as abas de Lisboa, ou das que enrque-
rern a nossa iIh.i de S. Miguel, dar idea de avulla-
dos capilaes, ainda que fique mal escondida entre
os variados e lindos artefactos da bijnutcria france-
za. Um frasco do nosso azeile ser considerado pe-
lo negocianlc iulelligenle como veio de urna nova
mina aborta a explorajan do sea capital, e preferir
o seu exame ao de muilos oulros productos, que,
primera vista possam parecer mais dignos de figu-
rar na exposijao. E depois do expositor portuguez,
pela concurrencia dos seus producios exposijao de
Franja, ter dado lugar a mullas oulras considera-
coes, que a commissao se abslem de juntar s que fi-
cam expostas, mas todas tendentes a fazer apreciar
com vanlagem a sitaajo econmica do paiz, nao de-
vera elle julgar-se bem premiado c salisfeilo ?
A commissao observar, qoe alem dos productos
que sao apreciaveis pelo capital que represcnlam,
he misler considerar os que caracterisam o paiz, e
lem a seu favor o passnrem por um exame sem com-
parajao, o que lhe d um valor muilo superior ao
que habilnalmcule lhe arbitramos.
Este valor de novidade, por um capricho da moda,
pode-se lornarem um importante valor commerrial.
Uescendo a exemplos bastara notar, que as nossas es-
leirs, que, semelhanja de tapete cm Inglaterra,
sao em Portugal usadas na casa do rico e na do
pouco abastado, compjam a ler grande voga no im-
perio britnico, ao lado das esleirs de Italia, qne
ahi lano se apreciavam. Ao pe dos linhos inglezes
assetinados, a que as machinas d.lo urna largura ex-
traordinaria, a nossa eslrcita teia de liuho lem va-
lor e he admirada, quando ?e sabe qne ella repr-
senla o Irabalho monitador da familia, e que re-
sulla do zelo raro com que a povoajao laboriosa das
maispovoadas Ierras de Portugal, se entrega aorude,
mais sanio misler do Irabalho, as horas em que
habilualmentese dcscanjaou se caminda. Aquelles
tecidos grosseiros que vestem os povos que se eslen-
dem em volta da serra da Estrella, aetBo vislos com
prazrr junto ao mais primoroso artefacto em que o
lear mechauico transforma a lila de Saxonia, por
que a l.la desses boreis proveio de gados, que s,lo o
palrimnnin do pobre, porque foi lecido pela familia;
pudendo s assim dar conforto c vida a povoacoes
que por oulra forma nao teriam que dar em Iroca
do vestuario que as livra do desagasaiho o da mi-
seria.
O commissario iria mais longo tiestas suas exem-
plificacies, te nio julgasse bastante as que ficam a-
ponladas, afim de accordarem no espirito de todos
maito ideal de ollidade e de valor que se ligam
tantos dos nossos producios, que a sua vul.gurdade
mis faz j desconhecer.
A commissao chama mui parlicularmenlea allen-
j.lo do paiz sobre as vanlagens que ha de tirar pelo
esludo que forjusamenle se far enlre os producios
porluguezes, e os de oulras najoes, porque desse es-
ludo rousciericiosamenle feto, e convenientemente
dirigido, rcsultanlo vanlagens para a esculla dasma-
terias primas empregadas na induslria, para os me-
thodosde fabrico, e finalmente para loda a serie de
processos naluracs ou arlificiaes, que dao origem ao
producto da induslria agrcola ou da induslria fa-
bril.
A commissao, em virtudc das communicajoes que
se lem recela lo da commissao imperial franceza, lem
a levar ao conhecimenlo do paiz:
Que a exposijao universal de Paris recebe os pro-
ductos agrcolas, iudustriacs, e oblas de arle de to-
das as najes;
Que londo o governo de S. M. nomeado urna com-
missao especial para ludo quanlo respeila as bellas-
arles, a commisso s lem a seu cargo a exposijao
dos producios porluguezes da agricullura e da in
duslria fabril.
Que a exposijao universal de Paris sujeila in-
mediata iusppccao do governo do S. M. I., he di-
rigida por urna commissao de que fazem parte os
horneas mais emiueulcs d'aquellc paiz, olferecendo
assim urna garanda moral de subido valor para os
expositores das diflerenlcs najoes com relarilo aos
seus inleresses;
Que Portugal foi convidado a formar urna com-
missao para a escolda. exame e remessa dos produc-
tos porluguezes que lenham de figurar naquella ex-
posijao; e queem virlude desle convite a commis-
sao porlugueza leve a donra de ser nomeada porel-
rei, rcenle em nome do rei, para estar em commn-
nicajao directa com a commisiAo imperial c com os
expositores do paiz;
Que a commissao imperial estaluio no seu regula-
mcoto, approvado pelo governo fraucez, que nao
tem nem aceita nenduma correspondencia com os
expositores, ou oulros quaesquer particulares das na-
joes estrangeiras, poisque em ludo quanlo se refe-
re exposijao nicamente se corresponde com a
commissAo central de cada paiz;
Que ncnlium producto eslrangeiro ser admiltido
na exposijao, em virlude do j citado regulamenlo,
se nao for enviado com a respeclva aulorisarAo do
paiz a quoperlenca, e authenlicado com o sello da
mesma commissao;
Que deixam nicamente de ser admitlidos expo-
sijao :
1." Os animacs e [dani; no altada de vida;
2." As in llenas vegelaes c animaes, no estado de
fresco, suscepliveis de alleracAo;
t." As materias explosivas, e geralmenle lodas
as substancias que forem condecidas como peri-
gosas;
4. Os producios que pela sua quanldade excedam
os fins da exposijao,
Que logo que a commissao tenha lindado o Irada
Ido da Iraducjo e classificaj.lo de lodos os objeetOS
que podem ser remedidos para a exposijao de Paris.
lhe dar pulilicidade, arompanhando-a das conside-
rajesque julgar convenientes.
A commissao cslA autorisada pelo governo de S.
M., para assegorar aos expositores que aceitaren) o
convite que por esta forma lhe dirige :
Que o governo presla r.onduccAo graluila de ida e
volta para Franca, a lodos os producios, que de en-
tre os que concorrerem forem por elle separados para
a exposijao de Paris;
Que esla conduejao ser considerada a ida de
Lisboa para Franja, c a volla de Franja para Lis-
boa;
Que a guarda c boa conservajao dos producios
denlro do palacio da exposijao ser feta por conta
do eoverno;
Que todos osarranjosdecollocajao dos producios
no local destinado a Portugal serao feilos porconla
do governo;
Que por conla do governo ser tambem o seguro
de ida e volla dos producios;
Que al ao local onde em Lisboa se recebem os
productos, a eonducefo e por conla dos exposilures,
quando laes productos nAo sejam entregues s cum-
misscsfiliaes, ou aos agentes da commissAo;
Que o local para a rcccpjao dos productos cm
Lisboa he o arsenal de marinha, casa denominada da
fazenda;
Que nicamente al ao dia 15 de fevereiro prxi-
mo, a comejar desde ja, os productos serao recebi-
dos em Lisboa, porque cm 15 de marco finrta o pra-
zo para a sua reccpjAo em Paris;
Que os productos devem \ir bem acondicionados
c acompanhados de nina guia em duplicado, conlen-
do as circiiinstancias que lhe dgam respeilo, c com
especialidade o nome do expositor, o seu domicilio.
0 valor do producto, eo seu prejo corren te no com-
mercio, quando o tenha;
Que ;, lodos os expositores se passar recibo do
produelo ou productos que remoller a commi-s.lo,
visla do qual serAo resliluidos finda que seja a ex-
posijao, ou antes, se nao forem separados para
ella;
Que a commissao so rene no ministerio das
obras publicas, commercio e induslria, c que ahi re-
cebe lodas as canimunicacCcs relativas aos seus Ira-
balhos, on\ unicf nos das das suas sessoes as pessoas
que lhe quizerem pedir ou preslar quaesquer escla-
rec men los;
Que os dias das suas sessoes roiularao sempre no
mesmo ministerio.
A commissAo confia plenamente no paiz para o
desempenho da sua missao verdaderamente nacio-
nal; e tendo recelado do governo de S. M. lodo o au-
xilio que julgou necessario, espera que a naju al-
canjar um bom xito nesta solemne empreza, para
1 qual a commissAo s "pode offerecer o zelo da sua
dedicajAo e os desejos de seu palriotismo.
Sala das sessoes da commissAo central porlugue-
za para a exposij.lo universal de Paris, 17 do no-
vembro de 1851.Marque; de Ficalho, presidente
Jos Jorge Loureiro.Jos Ferreira Pinto Basto.
Ayresdc S Sogueira.Julio Mximo de Oliie-
ra Pimentel.Jos Pedro Collares.S. J. Ribeiro
de Sa, vogal, secretario.
(fietolufio de Setembro.)
Lisboa 10 de dezembro. de 1851.
........Tranquillo direi : morro !
abrajado sua cruz. Com o ultimo espinho do
seu diadema, lao farlo delles como de flores, com
o golpe desse ultimo espinho que lhe eulrou mais
fundo no roraj.lo rebculou a f. Esta agona do
genio he dos seus hx nios lucidores ; cantou-o a
alma, ouvio-o Dos, receheu-o a cterndade.
Qucbrou-se boje lambem enlre nos um sccplro e
urna cora, descem os creps sobre urna purpura :
o pocla peninsular viveu !
Nao se admircm se tomamos lulo por esta reale-
za, mis. que lodas acatamos, mas que nunca nos
chegamos aos Himnos senAo quando. sentada nel-
les, a dor revela a humaiiidade :nAo se admircm
juslo he que a imprensa, as arles, e as letlras pa-
trias, as nossas mais desderdadas cianea, se curvem
dianle do que fui seu edefe e deixa vago o lugar !
Nao teem ellas ontro tridulo ; mas este de o da
disloria que principia !
Nos lodos, que somos seus legatarios, apresse-
mo-nosa fazer as honras da mortc ao que deu a vi-
da a muilos !
Nao temos missao especial; exercemos porcm
una iniciativa que por ninguem ser rstranliada.
O funeral deve effecluar-sc na prxima segunda-
feira. Ignoramos ainda a dora. A lodos os ins-
tituios artsticos e luteranos compele um lugar no
cortejo funedre. Nao de este dos sadimenlos para
que se fazem convites. Enlilcirem-sc na guarda
de lloara dessa triste solemnidade aquelles a quem
lano deu o seu espirito.
Em dreve e locante resumo damos a sentida nar-
najAo dos seus ullimos momentos, escripia, enlre
lagrimas, pela m,lo trmula do amigo quo Ide cer-
roa os odospela mAo daquellc de quem elle, se
agora pudesse vc-lo, dira como, pela sua bocea, dizia
o grande antecessor de que o separam trezentos
annos :
Que me resta /agora ?.......
Neccssilava de loda a sua coragem para adiantar-
se. Era HrelAo, c as solemnidades que acompandam
a morle fazem spmpre una impressAo profunda so-
bre a genlc da Brelanlia. Ahi est a poesia local;
os poetas dreloes sAo cantores do lulo.
Quando Sulpicio avisiou por enlre os ramos as ja-
ncllas allumiadas do castello, eslremeceu, e parou
involuntariamente.
O castello de Maurepar era um edificio grande e
masjo, cujas primeiras ronslrucres dala va ni do se-
clo XV!; mas que llova crescido successvamenle
como a familia Rostan, e npresenlava em diMcren-
les parles os caracleres de cinco ou seis gneros de
arcliilrdura. As alas eram enormes relativamente
ao corpo do edificio.
Desde ofim do reinado de Luz XV a familia Ros-
lan comecira a diminuir. No (empo da revolujo
foi urna casa rica ; mas rlassificada irrevogavelmeu-
le enlre a nohreza camponeza.
Em 1S2II as alas foram abandonadas, e o corpo do
edificio reparado servio sopara a lialiilacAo da fami-
lia. Assim ficou al morle damaiqueza viuva.
Era as jancllas do corpo do edificio que Sulpicio
via nrilhar luzea.
Elle persgnon-sc pensando as volas depois fez
um esforjo sobre s mesmo, e pasmo a extremidade
do bosque.
Dianle do castello havia urna paslagem plantada
de salgueiros, que Icrminava no fosso, em parle en-
lulda lo, airas do qual eslava a grade.
Sulpicio vio logo que a grade eslava abarla, e jul-
gou ouvr um rumor confuso no olerior. Isso nao
podia ser senao cantos fnebres, e todava o pastor
perecida de quando em quando risadas
Sulpicio entrn na paslagem. A rclva sulTocava-
Ide os passos, el e dem sabia que ninguem o ouvia,
e cumilo adianlava-sc lentamente. Chegando
grade, parou segunda viv, porque linda modo e re-
morsos de entrar assim furtivamente na habitactfo
da defunla.
Boj sendora, murmurou elle cm forma de des-
culpa, he para servir aquelles que vos eram charos.
Nao pudn mais enganar-se : ria-se c canlava-se
no andar terreo. Sombras loucamentc agitadas de-
sendavam-se as vidrajas Danjava-se !
Uando Sulpicio alravcssava o pateo deserto, a
pona silo.ida no alio do paiol adiio-se repenlina-
menle, c nm liomem em Irage de eclesistico des-
cea os degraos ,le qualro cm qualro.
Sulpicio rcconheccu osobrinho'do cura de i'loues-
non, que era sulmiacono na paroedia, e pergun-
(ou-lhe:
Nao fica velando junio da definid-, sendor Vi-
ren le ?
eos nos salve! respoodeu o joven sacerdole,
cujos denles rangiaro. NAo enlres la, pequeo, he a
casa do demonio!
O subdiarono lendo dilo islo, desappareceu a loda
a pressa.
Urna luz passou de janella em jaoella ao primei-
ro andar, e na loja um choro de vozes ebrias entoou
o Dies irw.
CAPITULO DCIMO.
OSDE NADA CUSTA.
Em um paiz como a Rretanha, onde a relgiao rei-
na sobcranamenle as impiedades sAn mais raras;
porm lomam um carcter muilo mais sacrilego do
que nos paizes incrdulos ou smenle indifTerenles.
Islo nao sabe da ordem lgica. Ninguem blasphema
(o descaradamente como um frade perverso ou um
mo sacerdote. Danle Ihes reservou um lugar esco-
llado ao seu Inferno.
Em Pars una orgia de criados em casa de um dc-
fuoto esl longc de passar os limilcs da vcrosimillian-
ja. Os palitos do-Inundo a adega raolam o Itheno
tttlrmo ou a MSi Godichon, Berangcr, Dupon, De-
brans ou Nadaud, lalvez madainesclla Luiza Pa-
gel, ele.
Porque caulariam completas uu malinas"? A igre-
ja nao os condece. Paia cantar Convel! saber.
Mas na Krelanda a misa opprime os palfes, e pi-
les aborrecen! as aolipdonas. Na lindando quando
alguem mello os pes no lodajal do vicio, a cadeja
lambem entra, a bocea avinbada vomita parodias ce
l'saliuo, e fatalmente o sacrilegio descarado brame
no fundo das e que o campo be mais devalo que a cidade.
Esses estpidos que teem lano medo do diabo,
nao podem deixar de insudar o bom Dos quando
eslo embriagados.
Convcm nolar isla : a orgia lem regras, c sobe se-
gundo corlas formulas conheridas. A orgia de taber-
na de sempre paluda relativamente orgia quo af-
fronla um lugar lioucslo, ou urna dora soleme : de
a lei da rearjao.
Como j* dissemos, a Morgatte nao linha deixado
um s criado honesto no castello de Maurepar. To-
dos e todas que faziam essa noito inolira, eiam scr-
vos de acaso.
Dausavaai para afugenlar as ideas Irisles, bediam
para afogar o m.io humor, cantavam Libera ale-
gremenlp, e achavam nisso um deliciosobrinquedo.
Vendo fugir o snbrindo do cura que lapava o:, on-
vdos, es*a gcnlalda poz-se a rir.
Es.lamos agora senhores da casa exclamou
I.oupin, o cozinheiro.
Acendaiu a sala de janlar, ordenou Nieu I, o
vira-espelo.
.............Eu socegado
Na trra de meus pas hei de encostar-mo. .
Ja me sinto ao lioiiar da clernidade |
Veo, que cnudla, na vida, os olhos do liomem
Se adelgaja : rasgado, os scios me abre
Do escondido porvir.........
......o que me resta
Sobre a Ierra dos vivos ".' 1,'m amigo,
Um amigo ueste arillo deserto.
E esle amigo nao era ncnlium dos grandes da
Ierra que hombrearam com elle, sem serem seus
iguaes. Oldai a assignalura dcssi narrajao succiil-
la, que lano diz, cachareis o nome de Francisco
(lomes de Amorim. um poeta lamhem, que brilha
pelo esplendor do talento c do coracAo, e nAo ac-
cresccnla oulras pompas a esle, dons que s recedeu
de Dos.
Os digoitarios, que o foram muilos ;i cusios do
seu espirito, esses nao cstavam ao lado do mori-
bundo.
Ao nome da Sr. Amorim elevemos ainda reunir
o ile oulro auiigo, que o nAo foi dos dias de prospe-
ridade, e que o sonde ser nos da provajAo^eslp
nome he o do Sr. Mano. 1 Jos lionjalves, um
liomem de espirilo que se compra/, ua modeslia.
Se a esles enlistantes companheiros da agona do
poela junlarmos alguns liis, que ainda se lemdra-
raio delle. torcaos apenas quanlo Inste para provar
que nem lodos',1o ingratos nesta Ierra, que vio vi-
ver, c deixou inorrer, como uiorreu, o hroe desee
mesmo queja boje he do futuro.
Quanlo a nos nao podamos fazer mais do qne
salvara imprensa porlugueza da nota do daver dei-
xado penar esquecido o seu maior geoio potico
desle serillo. Era um slriclo dever: foi o seu ge-
nio que nos. despcrlou cslimulos c nponlou a car-
reira.
Dianle da sua morle oulros mcldores se levanta-
rle para Ide celebrar a memoria, porque, como diz
o nosso eseu excellenle amigoamanbAa ja elle he
da posteridad?. Fomos para sauda-lo pela ullima
vez, e recolhemos a Iristc nova que damos.
Unimos finalmente os nossos votos aos desse ami-
go ja cilado. O visconde de Almeida Uarretl deixa
urna tilda. As najoes decrclam monumentos aos
que, muila vez, morreram desamparados, por falla
de um pundado desse ouro que s se prodigalisa
sua memoria. Saiba esle paiz ser igual a essa glo-
ria que sabe mais viva do Inmolo. Adople a fi-
Iha, e levantar o monumento mais agradavel ao
pai
{Imprensa e Lei.)
he ludo
a palria
...........Exlinclo
Nesta mansAo de lagrimas e dores;
..........ludo ; mas
Da eternidade so a perde o impo.
Dos e a virlude reslam : consolai-vos !
Garrelt.Camoes.Canlo X.
Abandonou o mundo um dos maiores espirito-
desta Ierra. O visconde de Almeida (iarrelt ja nAo
exisle. Foi bella a morle que poz o sello e a cora
a ama vida to cheia. O poeta chrislAo acadou
Acendam o sabio 1 ordenou Loiseau, o encar-
regario de alimpar os sapatos, lavar a louca, etc.
F'anrhon, a vaqueira, dizia :
J hidi muilo bom vinho delles, Iragam cidra !
Como se chama isso, pergunlava Suzetlc, ra-
pariga morena e bem apessoada, o que fumega no
copo grande de prala com agurdenle, assucar e
limAo, que se revolve, que se revolve?...
Ponche? respondeu l.apierre, o camarista, fa-
jamos ponche !
Nao. viudo quenle !
Ambas as cousas 1
E cha deolro, c caf e canda !
Poisque nada cusa!
Su/elle olfereceu labaco ao camarista l.apierre em
una magnifica hcela de tartaruga embutida, que
devia ler ido corle oo lempo de l.uiz XV.
Nada enclava. Dcmais, a hcela nao eslava em
grande deshannonia com os atavos de madamesella
Su/ella ; pois esla acdava-seossa noile mui dem ves-
tida, e leria oceupado um lugar donroso nos dalles
mascarados da opera.
I.oupin, Nieuil, Loiseau, l.apierre, Fanchon, Ca-
liche, a remendeira das metas, Luiza Clauchel, e a
grave madama Rio, que Iralava da roupa branca,
eslavam da mesma maneira.
Suzette Irajava vestido de se.da verde-claro semea-
da de ramalheles; linha levantado a frente para os-
lar mais h vonlade, e oavenlal de servijo apparecia-
Ibe um pouco ; m.i3 nao muilo. Luiza Clanrhcl en-
volva soas largas espaduas cm um rico chale de ca-
simira da India, qoe davia servido pela primcira vez
no casamento da Irroga da marque/a.
Caliche, a remendeira das meias, linda um mau-
lo de tlela furia-cores com capello ornado de cinco
ordena de deorea. Suas ponas grossas eslavam ral-
jadas de mojas aderlas, c romo nAo podera meller
os ps cm nendum dos sapatos aristocrticos, que
davia no guarda-mapa, dansava com os soceos.
Quasl todas as criadas disfai jadas eslavam no mes-
mo caso ; rnenle Suzetlc dansava com os soceos qne
a marqueta viuva coslumava caljar por cima dos
spalos.
Alem de Caliche, a remendeira das meias, davia
Calicdc que fazia inantciga e Oilicde que Iradalda-
vi na fazenda. A mor parle das raparigas feias cha-
mam-se Caliche as cosas do Norte.
A viuva Rio que Iralava da roupa branca, linda
una pellica forrada, urna coifa de renda c um meio
corno de seda rom a saia de velludo-escuro guarne-
cido de chinchilla. A viuva Rio linda ar do-ei ai-
minia cousa. Era una mullier baixa e socca, que fi-
zera acjoes ms em una dospedaria de Saim Bripnc.
Nada cuslava. I.oupin e Nieuil pavnneavam-se de-
baixo de casacas franceza : Nieuil era avela, Lou-
ldam lt de dezembro de Is54.
Acabamos de acompanhar ao jazigo o cadver
de um dos maiores poetas de Pennsula, de unidos
Millos mais nolaveis da Europa moderna. Perita
rreparavel para a poca, em que as vocajes inlel-
Iecluaes e desvairam nos conflictos da vida mil-
lanlc e activa ; em que as vozes inspiradas se ex-
tinguen), urna aps oulra. no ruido de um scalo
que hesita perante os problemas do seu proprio des-
lino.
No fnebre cortejo da despedida extrema iam
individuos de lodas as elasses de lodas as profis-
ses, de lodos os paitidos. He qoe horneas daquel-
la valia, lornam-se, segundo a eloquenlc expressAo
de Mad de Slael, os comtempnraneos dos seculos
futuros. O seu nome representara' a nossa gerajAo
perante a disloria, e in-crcver-so-lia enlre as mais
gloriosas tradijes de Portugal.
Ja' para elle, em vida, se ergucra a voz da pos-
teridade. Mais feliz do que Cames, rujo miseran-
do deslinn elle engrandeceu em versos immorlacs,
a coroa da sua inconleslavel realeza nao Ih'a ds-
putavam invejas, nem paxes mesquinhas. Poela,
lodos admiravam osen eslro portentoso : orador.
tolos escutavam a sua palavra eloqucme : roman-
cisla. lodos applaudiam a sin imaginajflo fecunda.
Pode expirar, saliendo que a palria o exaliara co-
mo o sen mais illiislrc fildo : e se mais cedo se des-
viasse do campo das discordias poltica*, lAo apaxo-
nadas a injustas sempre, mais cedo lamhem a sua
gloria drildaria sem sombra nos dilatados dorison-
les do fui uro, que ja' o sea olhar adrajava.
Ouiz Dos, como para provar oo muodo que a
igualdade he lao omnipotente na vida como no t-
mulo, que aquella luminosa indiligencia, que se
elevava sobranreira pela energa das suas courepjes
se nivclassc com o resto dos horneas pela commu-
rdiAo das mesma* fragilidades.
Poelas immorlacs, para que cubijaos oulro po-
der, que nAo seja o do VOKO preprio genio, poder j
que exlrade do nada as phanlasias do mundo ideal,
como a mAo do eterno as harmonas da nalureza |
viva ? Para que quizcsles, gigantas, descer do pe-
destal, para serdes ministros deum dia, de urna ho-
ra, tragando as amarguras que todos provam nessas
regies tormentosas '.'
A luz daquella grande inteligencia, qne produ-
zio o Camoes e o Fre Luis de Souza nAo podia
brilhar dcsalTronlada no resfrelo Iheatro para aonde
a laucara a Providencia. ,
Esses alalos profundos que agitan a sociedade
ooderna, apenas aqui fazem estremecer levemente
a Ierra. Para genios daquella e-pdera nAo bevia
seno dous caminhos para coiiseguircm ua existen-
cia poltica urna gloria aproximada da que realisa-
vam na rea das letra*. He a voz de um parlamen-
to, ou de urna insurreijao que invesle os enlodaos
superiores da miss.lo allissima de dirigir salvara
fortuna do oslado.
A ambijAo be legitima quando se conquista o po-
der as lulas da tribuna, como o alcanjaram os
Pilis, os Caunings, e os Peis : ou quando elle be
offerecido no clamor eiilbusiaslico do povo victo-
rioso, o poder dos Lamarlines e dos Aragos, poder
que o suifragio publico santifica, que recebe o hap-
lismo sacrosanto da necessidade, que he glorioso
porque he arriscado, poder que Mirabeau grandio-
samente defina, quando bradava na a'sembla na-
cional : Do Capitolio a Rocha Tarpeia dista apenas
um passo
Mas talentos como o do illuslre pocla obram cen
vcz"s mais na sua acjAo Iliteraria, do que os decre-
tos e portaras, que a mAo de ministerios epheme-
ros rubrican!, na sua pssagem rpida e fugitiva.
Essas revolujcs moraes, em ruja mysleriosa matriz
se geran as revolujes sociaes c polticas, sAq filhas
quasi sempre deslas vocajes soberanas. Debaixo
deste ponto de visla, devenios ndsabencoar aquello
que illuslrou a liberdade de imprensa pela magni-
ficencia dos seus escriplos, a liberdade da tribuna,
pela cxccllencia das suas orajes ; aquello que avi-
ventou a nossa nacionalidade, aos raios poderosos do
seu engendo, que herdeiro de Camoes, pode hom-
brear com os mais superiores poelas eslrangeiros da
sua poca.
Para que he que nos ullimos dia* da sua vida, se
inquielavaclle com a idea de deixar orphAa a ber-
deira do seu nome T Que dosconlianca injusta li-
nda elle do carcter da nacAo que lio candidamen-
(e oadmirava'.' Porque duvidava elle que a aureo-
la que o.engradecia nao livesse luz sodeja para Ilu-
minar a fronlc da lilda por quem se eslremecia de
aaior intimo e profundo?
'Os affeclos excessivos de pai escureciam o juizo su-
perior do liomem. Das margens do Tejo al a<
beiras douadiana, todos adoptam nocnracAoa her-
deira do poeta. A palria pode, na* agonas de
Alcaccr-Quilnr, e amcajada pela amdijo licspanho-
la, nao o-miar o arranco extremo do poeta, que ex-
pirou desamparado e s na enverga de nm hospital.
Mas nos agora sabemos aonde repousam as cinzas do
cantor de Cames: mas nos lodos, poderosos e hu-
mildes, fomos a p dizer o ullimo adeos ao cor-
po daquella grande alma : mas a palria nAo pode
ser esquecida, porque esculava palpitante os gemi-
dos da dr, que abalavam o peilo do nobre enfermo,
e rccolheu anciosa o suspiro derradeiro que o sepa-
rou da trra !
He oulro o sol que uos allumia agora, be outro o
ar que os respiramos Eramos eolAo um povo
que desca com o poela para as regies fnebres da
morle : somos agora um povo, que oos elevamos
como poeta, para as perspectivas sublimes da iro-
morlaliiladc !
Descanre o poela cm paz Esta geico, e esla
Ierra, que lanto Ide devem nao podem ser injusta
com elle. A filda do corajao da de lembrar-nos a
par das filhas do sen engenho : e as vozes eloqnen-
les que perlo do seu tmulo se (ornaram inlrepre-
les ila nossa saudade, /.eram descer as heneaos da
palria sobre a cabeja da orphan, que lenla o sen
glorioso nome !
Lopes de Mendonra.
( Retolurao de Setembro. )
Prale da imprensa do reino visinho lem tratado
de encarecer as vanlagens da encorporajAo de Por-
tugal Hespanba, soh a denominaran de L'nio
Ibrica, e afadiga-sc por mostrar os beneficios, que
resillariam de semelhanle laro aos dous povos da
pennsula !
Na opinao dos publicistas daquella escola ludo
sAo proveilo e felicidades no sentido do seu vaslo
plano.
Nao cnnlam com os obstculos, e se alguns indicam
be para os coosiderarem insignificantes.
Qnem os ouvir ha de suppor qoe dos Pyrineos
al Lisboa soa urna voz unnime, e que o desejo
mais fervoroso dos Porluguezes o Castelhanos be
riscarem asduas nacionalidades, levantando no va-
go de urna combnajao audaz o novo imperio.
Parece-nos que o zelo excede rail vezes a reali-
dade ; o que estamos muito mais. longe, do que
julgam, de abdicarmos sem saudade e resistencia
as glorias, as Iradicjes e ossenlimentos que her-
damo* no berjo, e que nossos maiores com lanto
esforjo religiosamente gravaran) no corajao de fi-
Ihos e netos.
A encorporajAo de Portugal He*panda, aporque
nao vemos no faci oulra cousa, embora o corem
de alegres esperancas'; encontra as repugnancias de
muilos seculos, e a experiencia dolorosa de urna
triste poca.
Sabemos que as ideas e os costumes hoje eslAo
a immensa distancia de 1585 e de 1C40 ; mas nao
ignoramos lambem que as condijes dos dods rei-
nos, e as leis do seu equilibrio poltico nAo va-
riaran!.
Acreditamos, que nao se repetira pelos mesmos
termos a opprcsso -> slemalh-a dos tres Philippes ;
porem nao* ardamos provavel que o paiz mais pe-
queo evilasse por longo lempo a absorpjAo, e dei-
xasse de rahir inscusivrlmeote na pnsijAo subalter-
na de provincia, como oArago, a Calalnha, Va-
lencia c Murcia.
Urna federaran (dizem-nos) cohibira as tenden-
cias absorventes, e pelo interesse commum, osten-
tara a individualidade dos diversos estados. A
America est provando, que se pode existir ligado
c independente'.
Se nos permitiera, opporcmos urna so observajan.
Repulamos o parallelo forjado, e a analoga pouco
solida.
Para nos persuadirem devem comejar demons-
trando a idenlidade de circumslancias e de costu-
mes enlre as sociedades uasceules libertadas pela es-
pada de Washington, e as popolajdes da velha
Europa, c sobre ludo dos dous reaos da penn-
sula !
Al l a davida he mais do que legitima ; e na
incerteza do exilo e da durajAo do vinculo federal,
nao cuslar a negar o perigo de Porlugal apenas de-
cahida a forma poltica, adoptada para lhe servir
de garanta.
Tocamos o de leve por agora esla rrflexo, e
offerecemo-la ao exame das opinies opposlas ; mas
ainda mesmo que nao mereresse peso, e fosse con-
vencida de-pouco sisud.i, oulras razoes mililam for-
lemcntc (a nosso ver) contra a uniilo que nos incul-
came nos pinlam como a melhor c mais prompla
solujao ilc lodas as difliculdades.
Se para nos restauraron da decadencia arliial ca-
recemos do auxilio da Hespanha, e sem elle nada
valioso podemos tentar ; se a nossa debilidade he
tal que so a mAo do cstrangeiro nos pode alenlar os
passos, o que ha de esperar para a independencia
futura de um paiz rcduzido a semelhanle ahatimen-
to, e incapaz de existir e de merecer a vida como
liarlo 7
Quando loca esla pbase de*grajada o nome de um
povo risca-se do mappa, c fica na historia como epi-
taphio !
Embora se busquem subterfugios e paliativos pa-
ra lhe adujar a agona ; embora se lhe promella
urna ressurreijAo brilhanle, a verdade resiste, e cla-
ma, que o aclo, em que elle se despedio de si mes-
mo, das suas crenjas patriticas e das suas glorias
nalaes, he o (estamento de um moribundo,e que
o seu cadver, quaesquer que sejam as honras fne-
bres, nao passa de cadver. 1
Felizmente estamos a faslados de urna siliiacao lao
lastimosa ; e por isso maga mais aioda que se figu-
re aoscslranhos, nAo exislindo,
Desojamos, como os que mais o anceiam, que se
aperlem as relajes commerriaes com a Hespanba ;
e que sj apaguem pelo influxo da civilisaj.io a* ao-
tigas repugnancias ; mas d'abi por dianle, s encon-
tramos riscos, esquecimento culpado de nos mesmos,
e um erro fatal, do qual depressa, mas larde, viria
o arrependimento castigar-nos.
A Blgica apezar de pequea manleve a sua io-
dependencia, e nao careceu de tornar a enrorpo-
rar-se .i Franja para prosperar. A revoluj.lo de
1818 passou por ella sem a abalar, porque a achou
di losa.
Portugal, tambem, sem se encorporar, ou unir i
Hespanba, pode restabelecer-se e floresrer ; e para
sermos visinhos e amigos nao neeessilamos de que
as mesmas cores se quarleiem as respeclivas bsn-
deiras.
Durante os quarenta annos da occupajAo castelha-
na nAo crescemos, declinamos.
A nossa marinha, os nossos arsenaes, e as nossas
conquistas.enlreguesao poder e.-irangeiro decidirm;
e foram precisos dons reinados nacionacs para se
repararem as perdas mais crois.
Possuimos os documentos, e he fcil prnva-lo!
N.lo redarguam que hojo succederia o con-
trario.
Sem ofl'cnsa d'elles, os nossos visinhos n.lo se ad-
pin folha secca. O cozinheiro linha urna bella cami-
sa de cambraia, o vira-espeto liuha no pescojo una
grvala de cassa branca, e Loiseau, o alimpador,
muslrava com orgollio suas ponas camhaias vesti-
das decalcas curias de selim amarello-claro.
Loiseau, o da estribarla, pois davia dous Loiseau,
assim como as Caliches eram Ires, luha nm vestua-
rio completo de capilao de marinlia, que perleoce-
ra ao fallecido conde Roslan do Ito-cq.
Mr. l.apierre liaba urna casara de corle de vellu-
do encarnado com doloes de agalda adornados de pe-
rolas finas, c Iraza a tiracollo o cordao do Espirilo
Sanio, que Luir. XVI dera cm 1070 ao marquez de
Maurepar governador de Saintunge. Nada cuslava.
Todos eslavam uniformemente embriagados ; po-
rm as mulheres algum tanto mais que os homens.
Amigamente havia no caslello duas pessoa* respei-
lav.-i-: o intendente Rooger, que nao era inteira-
uiente ladrAo; c o capellAo Saulnoy. qup era um
sanio liomem. O intendeiile eslava WMtitoido por
Astrea, a qual fazia as despeza* com muilo mais e-
ronomia, c o capcldlo liuda-se enqiregado na paro-
citia; assim a nica pessoa que oiu'ervuva urna es-
pecie de auloridade era Aslrea.
Esla linda interesse em que os criados de Maure-
par se divertissem essa ooile de lodo o corajao, e os
havia incitado a isso. din jando as chaves da adega
sobre a mesa da cozinha. 0 viudo linha lomen to a
audacia necessaria para a pUhagem.
Os criados regalavam-se vonlade nossa rasa con-
quislada, c nao sci se o despenar inesperado da de-
funla leria feito retirar esses vencedores.
Nao davia mais ninguem na rozinda. cuja porla
eslava iberia como a grade. Todas as provsoea es-
lavam amontoadas sobra a mesa da sala de janlar.
As veneraveis garrafas, que os annos linham coberlo
de rendas de poeira. eslavam dispnslas em balalhlo
entre os frascos de cidra, e as botijas de agurdenlo,
O cozinheiro beba Ch.imherlin s hadadas, eo vi-
ra-espelo aferrava-sc ao vinho do castalio l.arosc.
Loiseau, o alimpador, fazia para si urna debida es-
pecial de cidra, agurdenle e Jolinnnisdcrg, que o
principe de Melleruicd enviara cm prsenle ao fal-
lecido marquez depois da conferencia de Dresdp. O
marquez linda sido amigo de l.uiz XVIII dester-
rado.
Loiseau, oda estribara, prefera o champagne
sempre rom agurdenle, c Mr. l.apierre o puro vi-
ndo de Medoc.
Ncnlium chimbo pnderia dcscrover as misluras
prodigiosas debidas pelos Ires Caliches, Panchn das
vareas e nutras cien ou seis petifes, cujos nouesi
disloria ignorar. Suzelle aferrava-so ao licor de ri-
dcs negro, e a viuva Rio ia alternativamente do de
herva-doce ao vespclro.
Ilonipiis e mulheres todos fumavam como cm um
feslin do bairro illuslrado de Paris. '
A sala do janlar era grande e orgulhosamcnle for-
rada de carvalho prelo.
Os dous cofres abortos moslravam a haixella mar-
cada com as armas de Roslan. Tinha em cima das
qualro perlas qualro paincis piulados por Coue-
loux, un mostr UrelAo, que Jonvenet formn quan-
do foi pintar sala grande do palacio dejustijacm
Rennes. Tinha lambem Iropheos de caja, e na pa-
rada que niera para o oriente eslava'um graude
Turilixo de bano.
Os Rstaos linham vivido austeros, bous para com
os traeos, duros para com o* fortes, hospitaleros co-
mo verdadeiros fidalgos homens, e caritativo, como
verdadeiros ebrisUos.
Essa sala de janlar linha visto nohres feslas.
Em 179:1 as boas lemhranja* haviam miniado
guarda porta do castello, c a casa de Rostan frn
rcspeilada.
Era esse o primeiro insulto e a primeira orgia.
El-* .' artou Loiseau, o da estribara, com a
bocea cheia ; hasta de Libera '. Cantemos os rapares
de I.ormino !
Loiseau, o alampador, nao foi dessa opinao, e
disse:
He Fanfan a Tulipa, que (levemos cantar.
Dansemos antes, dase Mr. l.apierre que linda
bins jarreilos.
Que daaremos? perguntou Caliche, a re-
rrendpra das meias.
A Litra, patleguine '. respondeu Fanchon das
VBI cas.
E porque n.lo a Sapateiral replicn Caliche,
a fazedoia de manleiga.
Comamos! lornou Caliche, a da fazenda.
Debamos! dhweo vira-espeto Nieuil.
Veio a lodos a idea de que nao linham hrigado
anda. Todava do esse o pra/.er. Os olhos brilhi-
ram e as vozes irrilaram-sc.
D< rapazesde Locmiu !
Fanfan a Tulipa !
Dansemos a l.itra, lilralilanderc!
Dansemos a sapaleira de l.amdallc!
Tornemos a comer 1
Tornemos a beber !
I.oupin. o cosinbeiro, separava-sc ao libera, o
qual ps.dmeava com voz cavernosa. Os dous Loiseau
Icvantarain-se vacillando.
NAo queros que cantemos Fanfan a Tulipa?
disse Loiseau, a alimpador.
Nao ipieres que cantemos os rapazes de Loc-
n-iii'.' disse Loiseau, o dos cavallos.
E sem esperaren! a resposta reciproca, as caljas
i
m...

/
j

amarillas cabiram hcroicamenle sobre o vesluario
do capilao de marinha.
Immediatamenteas Caliches de loda a sorte, Ticn-
neltc, J ulule, Perrine, ele, que eram urnas pela Li-
tra, dans de carcter, outras pela sapaleira de Lam-
dalle, passo rustico e sem prelenjAo, investiram-se
como raparigas corajosas. As mAos procuraram os
olhos' e os cabellos, o sangue correu sobre os lenjos
furlados, e alguns denles fracos cahiram.
O perigo est nos frascos e garrafas que se arre-
messam departo a parle.
A viuva Rio, e Suzelle teniendo comprometler se
no tumulto foram disputar ua antecmara. I.ou-
pin ces-ou de cantar o Libera porque receben no ros-
to um pralo de barro.
A pintura dos cosame camponezes eleva a alma,
c remoja o corajao !
Na verdade i festa s necessilava desse leve esti-
mulante pan- reanimar-se. Depois de se lerem mor-
dido durante um quarlo de hora, abrararam-sc cho-
rando : a paz sincera foi feila. Cada nm lavou suas
foridas ou inll innnarocs com agurdenle pura : na-
da cuslava. Todos os copos eneberam-se, as mulhe-
res ajustaran o nielhnr que poderam os vestidos de
seda mailralados, e um grande grilo de alegra fez
tremer as vidracas da sala.
Ouvia-se ama rabera. Donde vlnha? NSo im-
porta. Todos os candelabros do salAo eslavam ace-
sos, e um grao de amor ia fazer sorrir a orgia. Kor-
maram-se os pars. I.oupin c os dous Loiseau foram
para as tres Caliche*.Nieuil apoderou-se le l-'anchon.
Os que tomaran Tienoelle. Jalolle e Perrina cba-
mavam-se Pelo, Nicolc e Joson. Mr. l.apierre so-
licilou a m.lo de madamesella Suzetlc, c a viuva Rio
couquistou um helio rapazinbo de qunze annos, ao
qual ensinou a malicia.
F.i-a. ao lao, verdadeiros dansadores! Vollai os
ps para denlro se queris agradar as raparigas en-
tendidas, curvai-vos e lialei forlemcute com os la-
les. O tumulto he urna boa melade da alegra.
I.cvanlai a mo para que vosa dsma vos passe por
baixo do colovello, e aproveitai o momenti\paradar-
llie um murro nos ras. Isso move o riso. Pausan-
do junio dos amigos, sollai-ldes um cambap. Ahi
esta o prazer, u nada calendo di*so. yunto mais
cahem, maior be a alegra. Porque be inspida a
dansa dos meslres".' Porque nao lem o cambap.
Toca, ralieca, gordas raparigas vermelhas, estou-
raide riso, paletas, sede galantes, deliscai os bracos
e as per-nas, c rerebei rindo bofetadas que cst?lm
como o chicle dos coedeiros. F'-mapai os ps uns
dos oulros, meus rapazes, e se ellas se firerem gra-
ves, passai-lhes o brajo pelo corpo, pesai-lhts sobre
os rins c alirai-as ao chao !
Ellas bem o mereceml (Con/imiar-se-Au.)
HfClfl
MUTILADO


I
[
anlamn (anlo, que a cada sobresalto |)r>\ilico nilo os
vejarais de novo balbucanlo os rudimentos do
>> -ten a.
lia poiico anda o sangue chava as suas lulas ; e se inedissemos os poderes pe-
los rehilados, em \in|i> anuos de lyrocioo cons-
I i lucio nal. em pouco mais, ou afiles em quasi nada,
nos eiccderam na pratica do governo represen-
lalivo.
N'in suppomos.quo niuguem premediloas facanlias
le Ghlislovuode Moura ; mas sinccramenlo pedimos
a Den* quo nos concedan) orrermos portocuezes co-
mo aci bnram nossos pais.
A cija do leo com o veado lie fecunda em li-
cocs ; nao sera' por nosso vol que lera' do repetir-
se a ci ponencia.
Se i ni ministro houvesse de assignar o acto de
uniao comprelicndeinos as agonas da sua alma n'es-
se momento, mesmo violentado.
Esp mlaneameote custa-nns a crer que alsuem,
depois de bem esludadas e apreciadas as cousas,
quzcs-e sacrificar a pobreza honrada do yellio Por-
tugal ii mcnliro-a e passageira opulencia de uina il-
lusorii uniaoem breve convenida em absoluta
absorj cao.
Es. em curtas pbraes. o nosso Densamente a es-
to respeilo ; o u que respondemos da nossa parle ao.
emprasamcnlo proposlo pela Sarao a lodaa impren-
sa lilii ral.
Desdamos a maior intimidado commercial, inlel-
lcctual, c moral entro os poyos de Castella o de Por
lugal. <
Kerellimus a idea da encorporajao, e julgamn-la
f.ital i) desastrosa. Nao discutimos os meios de rea-
lisar, neni divergimos sobre elles, porque para nos a
baso, o factu da uniao, he que be altamcnto anli-
pallii o.
Keipeilandoos que pensam de diverso modo, sus-
tentamos para nos igual direito ; e appellando para
a experiencia e para a verdade, nao s julgamos an-
lecipi da, mas inexequiel a idea, quo preoecupa al-
guna jornalistas de Madrid, e alguns collegas lios-
as d; Lisboa.
Ei:) seguida transcrevemos o artigo da .Vafo, que
mollvau as nossas observajes.
Vimos quasi lodaa imprenta chamada liberal en-
trai na questlo ra melhor forma porque Portugal
se ( evera' unir a' llespanha, mas vemo-la silenciosa
de|iois que nos viemos collocar a questSo no poni
cssenciil de partida.
sera' milito conveniente, nao o duvidamos, discu-
tii qual seja a melhor forma da encorporajao de Por-
tugal naHcspanha depois de asseolada definitiva-
mente essa encorporajao, e depois de dada a seuten-
ja final contra a nossa nacionaldade, contra a nos-
ll independencia, contra o nosso conquistado reuo-
Oe, contra a nossa gloria, econtra a nossa libordade
de sete seculos ; mas antes de quo se asse'ule essa
base, antes de se manifestar a opiniao do paiz a tal
itspeilo; antes do povo poder ajuizar das razOesque
>n ico ; antes que os luminares da opiniao publica
iisclareoam da yantasen) da encorporajao cdo suici-
dio, Dio podemos dexsr de a tachar de urna ques-
illo va e intil pelo lado lgico ; aul-patrolica pelo
lado politico ; c trairoeira pelo lado moral so ella
tem por fim arraslar os povos por sorpreza para a
sua deshonra alur lindo-os com os meios e dando
Tor" assenlado o fim.
Estamos na imprensa todos os que formamos a
iinprcns peridica para cuniprirmos grandes de-
vores.
Nao nos cumpre armarmos lajos a' najao para
qtiem escrevemos, sem sermos instrumentos dos que
os pretenden) armar.
A exlincjlo da naci porlugueza. o anquila-
moiilo da sua independencia, a sentenja contra a
libardade eslabelecido as corles de l.amego e de
Lisboa, c nos dias de Aljabarrola. Ameixial e Mon-
tes-claros, nlo sao rousas quese tratem encapotadas,
e que se agarren) de assallo.
A iniprc isa peridica tem do ser primeiro orgao
lauta patria do que dos eslrangeiros, e muilo me-
nos dos mulos ou adversarios della.
Concebe-se como urna naj,lo visinha maior do
que a nossa em territorio, insultado sempre na po-
llict de l'ilippe II para com Porlucal, do mesmo
modo que s czares na poliliea de Calharina para
com o Oriente, nos qneira sorprender dcixando-nos
a tsoolha do genero demorteque los vem dar, mas
nao se pode conceber como a parte da uaj.lo que
aceitiu o encargo de a illucidar no andamento dos
negocios pblicos pareja tornar-ie cmplice nesles
manejos sem clareza, sem sinecridade, nem boa f.
He para a eonsiderajlo desta posicao falsa que
cham irnos a altenjo da imprensa peridica que por
si, ou por communicados tem admittido e publicado
a discussao da melhor forma da nossa cucorporacao
na llespanha.
Esti discos-ai suppe implcitamente a annuen-
cn da base principal que lie o aniquilamiento da
nossa independencia como iiurao livre, e por isso
nao wde desligiir-sc, ou de dar ao paiz urna com-
pleta satisfazlo dos uolivos porque admilte a con-
fionL.r.lo do aniqoilainenlo da nacionaldade sem
que :e admita o iiniquilamcnto : ou de illucidar o
p.iiz las vaulagens que lem de a deixar aniquilar,
toma ide claramente a defeza da nossa entrega
Hesranha.
Ueste ponto delicado de inleresse nacional, de
lionrt do paiz, de dignidade e de boa f, nao
po le ja scrs-itlicienle para os povos de Portugal o
filen :io sc'ire a conliouac.lo da discussao da melhor
fortn de nos cntregannos a Castella. I.ancn se no
publ co a ida da entrega com a discussao da m;-
Huir form.i de se levar a effeilo, he preciso que se
diga ao publico o que islo quer dizer.
Ni o devenios suppor da imprensa porlugoeza se-
na > .luasintcnjdes. Essas n3o deve liaver vergonha
nem receio de as expender.
8c una parle, ou luda a imprensa que se di/, li-
beral volar pelu aniquilamcnlo da nossa naciona-
lidada e do nosso nome ; nenhuma duvida temos
de declarar desde ja que havemos de pugnar por
essa narionaliilade, c este nome emqunnto nos du-
rar aignm alent.
leramos. porem, que a imprensa liberal nos
nao ijnerer dar mais urna prova da razo com que
o fiz descoofiava dos fautores de revolujes, e
pmc amadores do engradecimenlo do paiz que ins-
litulando-se patrilas toinaram hoje o nome das di-
verts fricjes polticas em que os herdeiros das tres
na res nossas conquistadoras se dividirn!.
O poyo porluguez precisa saber se a imprensa e
os ei redadores secretos tralam de o vender i Hes-
padn.
N ale negocio depois de se entrar na questao de
pref -reacia deforma, mo basta o subsequenlc si-
lencio.
E por isso instamos novamente para que os nos-
sos 'allegas se expliquen).
S nao se cxplicarem, o que nao devemos sup-
por entraremos enlao na quesillo dehaixo da cun-
xicjto de que a sua idea e os seos esforc.os (So pa-
ra i aiiiquilainenlo da nacionalidadc porlugueza.
{imprenta je Lei.)
ii A brisada das guardas, mandada por S. A. II.
o duque de Cambridge n pelo major-general Ben-
linrk, dirigio-se tambem para a frente, tomando om
ponto milito importante mi extrema direita do ali-
iiliainenlo da leguuda difislo, mas separado della
por un barranco muito pi nfundo, ligando a sua ar-
tillara da segunda divisao.
i A i.1 divislo. c iiiinaudada pelo tcnciite-sene-
ral Sir Jorge Callirarl, sabio do seu acoinpaiiien-
lo a\a:ic,indo para a ilireila do ponto atacado. A I."
brigada, sol o mando do niajor-sener.il (ioldie, to-
mn pela esquerdn da estrada de Inkermnu ; e a sc-
sunda dita, commandada pelo lirigadeiro eneral
Ionios, poslou-se na dircila da inc-ina estrada, t
oas alturas que dominam o valle de Tcbernaia.
A :).a divisao do commando do (eiicnlc-gcncial
Sir Richard Ensland, occnpou, em parle, o terreno
abandonado pela i.' divi-ao, e apoiou a diviso li-
geira com dous regimentos, lis ordens do brigadeiro-
general Sir John Campbell. O brigadeiro-gcneial
Byre commandava as tropas da trinebeira.
' A manla eslava mullo escura, e cabi.i chuva
muitn fra, de modo tal quo se nao podia quasi dis-
tinguir o foso e fumo da arlilharia, e o fogo de rnos-
quelaria. Tornou-sc, roinludo, evidente, que o un
migo, ruberto por nuvens de aliradores, e sustenta-
do por fortes columnas de infanlaria, linha condu-
zido canboes de grosso ealibre, jiara terrenos levan-
lados na esquerda, em frente da 2.a diviso, em
qnauto fortes columnas de infanlaria alacavam com
grande visor a brigada das suardas.
Novas baleras de grosso calibre furam conslrui-
das pi ininiso em terrenos inclinados a nossa es-
querda. As piras, postas em posico, eram 110ao to-
do, alom das pec,as de artilliaria de inarinha, o das
da prara. As columnas russas, protegidas por am
fogo terrivcl, e|acainpanhadas de balas, bombase
obuzes, avancavam em grande forca, tornando-sc
necessario que as nossas tropas fizessem grandes es-
forjos de valenta para Ibes resistir.
ii Pela manhaa resol\po-se que se desse un ata-
que vigoroso na nossa extrema esquerda. e por uin
(i Ao mesmo lempo urna torlida vigorosa snxilla-
ria eslas operares. Kcsolvpu-se que osla se verifi-
eaase entre o forte de la Qnaraulaiue, c o forte do
tul.lima parlo da auariiicilo da oblado o do forte
do sul, atacarla e destruir a |. e >:< baleras fran-
nv.v. que fazeni uin guinde mal cidade.
ir K-i.indo s'roosis a'sim delineadas reservn o
principe Menscliikoll para si o commando da cid i
de, e o das columnas da surtida. O exerrito e os
retornos chegadus furam confiados ao mando do
genorid Gorlscbakofl. Ocxercilo de operac.lo devia
tambem receber tropas perlencenles guarniro de
Sebastopol. Os grao-duques faziam parle do es'lado-
maior general.
3 Tomarain-sc loso todas as disposicoes para asse-
sorar a biia exeoucao destes planos.
o.Nojdia i bouve grande s.ileiiinidaile. Celebraran]
missa, cojn grande pompa.os bisnos ohegados cem os
srlo-duques Misuel c.Nicolio. Fiada a missa reuni-
ram-se a*tropa*,e mndos prelados priocipion a orar.
Comecnii o seu discurso, terebrando ios tolda os os
seus ileveres para cera o ciar e a patria, c mos-
trando-lhes os jovens principes, que acibavain de
parliibar lodos os perigo. Kallou-lhes depois mis
suus iuimisos, dando eselarecinientos sobre a bala-
llia de Alma, que salisfaziam o amor proprio, e rea-
uimavam a corasern do exerrito imperial. os [o-
glezes roulie grande parle deste discurso. O bispo,
que nilo vira os uossos bravos cni Alma, oarapre-
senlim como soldados fracos. sem energa e inimigus
a rausti lie Peo*. Pelo qaedil respeilo aos l'iaiue-
/es, empreaoii ele o eslribilho das pr.n-l iinacoes
do czar : Motete 1812 e la Beretina.
.... O ollicial que me da laes informacocs be
Blho do urna grande familia que liabitou em l'ianea.
c me assegura que osla tcena fui verdadeirameiile
grande; inuito sensihilisadiira ; e inuilo propria pa-
ra commover o soldado, se a lembranca da recente
balalha de Alma nao deaasse nos nimos uin ver-
dadeiro lerror. Ha oerlo, porm, que as exliorla-
cOes dos bispos, a presenca dos principes e a cobiea
de dinhero, ou quaesquer oulros motivos, Qzeram
liulezes linbain o maior empciihi em lomar a posi-
5*0 que liaviam perdido : rom. nm rasgo prodigioso
derrotaram os Riissos, Gortschakoff, que appareceu
ueste poni, forma de novo as columnas cerradas, e
arreroefa-se i altura.
ii Os Ingle/es icen iran lambem, e o reducto f >i
nutra ve/ perdido. Os nosos heroicos alliados dei-
xar-se biaiu moirer at a ultimo, se os ooinin.iudan-
lesein i befe nao nrdena'sein ao general respectivo
que fizesse un iiuvimenlo de flanco, o qual apre
sentn uin regiment de linha e os zouavcs na frente
do reducto. N'um v.dver d'olhos fui lomada a altu-
ra; e os soldados, sem pararan), descerara a rampa op-
pusla. levando o inimisn diaute de si.
A reserva russa, que chesava nesie moineuloao
campo de balalha, uflo produ/io elleito alsiim. Os
lialalhocs abalados pelo moviinenlo da retaguarda,
impresa* as primeva* columnas, nao poderam abrir
caminho e operar contia mis. loi necessario abri-
reui-se para dar passasem s tropas em retirada, que
cobriam pela sua disciplina, e slida residencia.
Foram, porem, imreediatamente atacados pela artf-
lliaria anslo-iraiue/.a. Cliegando borda de mu
barranco profundo e escarpado, que iieviam alra-
vessar, detceram em lumulio, acossado* de frenle
lelos liigle/.es o l-'rancezes, e por una balera de ur-
lilhara cavallo, cuja metralha cobria o barranco
obrisalos pelas bajonelas. c por un foso incestan-
o mus do cometo do seculn, algiimas figuras que se-
[lararaiii-se gradualmente da mullidrio, c conven^a-
ino-nosdc que no jiilsamento da posleridadc, deve-
dare a Dos por nascermos cm uin grande paiz, de-
veiiio-lo ser anda por vvennos cm urna grande po-
ca c na sociedade das estatua immurlaes.
O mesmo acontece na ordem moral. O meio se-
culo que acabou be marcado por uin carcter geral
que lodo o homeiu inlciligeule deve apreciar, he a
apposraoao espirito do iillinio seculo, oppositao que
be por si s un leslemiiuho nolavel do reslabelecl-
menlo das grandes condicoes da moralidad* humana
enlre nos. No ineiodo vai-vem das emprezase dos
pensainentos, a ordem foi a idea dominante ha cin-
cuenta anuos, nao nos esqoeceudo dos numerosos es-
forcos feitos em prol da* liberdades publicas, regu-
lares e razoaveis, que sao a ultima exprcss.lo da or-
dem. porm que o sao semiente com ;i coudicSo de
screm possiveis, islo he, deserem regulares e razoa-
veis, de apoiarem-sa cm Indos os principios sociaes,
poderosos o respeilados.
As incertezas, as fraqnezas, as mudaneai appre-
lo, viram-se na ncsildad d precipilar-se nesla'ienramnm carcter de abandono dos velaos prc-
passagein e-lreila. donde s poderam sabir dcbaixo
de muilo mortferas descargas.
A derrota tornou-sc geral. Os Uossos rompe-
rn! entilo as lilas, fusindo em Indas as direreoes ;
laucando armas e maulas ao campo, para fiisireni
mais rpidamente. O chao deste barranco nunca
mais foi visto, por estar cobcrlo de morios e fondos.
Scena sanguinosa, nao se pode imaginar: fora pre-
riso presonci,i-l.!. A maior parle das tropa* rus-is,
momento esteve o inimiso senbor de qualro pecas rom que os Russos so balesscm valenlemeiile no da
nossas, tres das qnaes furam retomadas pelo regi-
ment n. 88, sendo a quarU recuperada pelo 77.
commandado pelo tenente-cnronel Escrton. Do
segniule
No dia ."> urna nevoa etpessa cobria todo o ter-
reno. Pelas quatrohoras da manhaa o general Bo*
lado opposlo, a brigada das guardas, do mando de quel leve noticia da approxiinaco dos Itussos. Se-
S. A.H. o duque de Cambridge, eslava empenhada
cm mui forte lula. '
a O ininign, coberlo por espessas balsas, avancu-
va em duas forles coliimnas, e alacava com muila
resolo^To, uin pequeo rejileto construido para duas
pecis, nas nao armado.
a O combate foi vigoroso, e a brigada depois de
ler mostrado muila forja e valenta, foi obrigada a
relirar-sc na fronte de um inimiso superior cm nu-
mero, ale que, sustentada por um dcslaoamenlo do
regiment n. 20 da 1.a divisao, avanijou retomando
o reducto.
Esta posicao foi depois valeiilementc oocupada
pelos l'rancezes; formando-sc novamente as guardas
no flanco direito da 2. divisan. Coinliido o lenlo
general Sir Jorge Callicart com algumas corapanliias
do regiment n. 68. entendondo que po>leria fazer
urna dWertO desecado o valle, C atacando ah o in-
migo pelo flanco, avanrou rpidamente. Porm es-
tando as alturas oceupadas pelos Kussos, vio-se elle
envolvido por toreas superiores, e quaiido quera re-
lirar-sc foi morlalmenle ferid >.
'i Um pouco antes tinba o brigadeiro Tovvinssido
perigosamente ferido, na frenle do 68.
A balalha conlinuou depois sem enfraquecer, e
sem resallado definitivo, metiendo o inimiso em li-
nha durante a larde nao so todas as suas hateras de
campanha, como lambem as da praca, e peras da
inarinha.
ir Os Kussos comcoaram eniao a rnoslrar-se fracos;
e logodepois, ainda que nao livesseccssado o fogo,
tornou-sc geral a retirada, vallando grandes mas-
sas para a parle de Inkerman, subiinlo as colinas op-
poslas. edeixandu no campo de balalha S a 6.01)0
morios e ferido* leudo j antes transportado do cam-
po grande numero dos ltimos. Nunca vi espect-
culo semelhanle em campo de balalha, c sobre este
ponto nada mais digo.
a Tendo descriplo, posto que nao completamente,
a V. Exo. esta sanguinolenta balalha, lia inda dous
deveres que lenho que cumprir: um driles he para
mim extremamente igradavcl, outro extremamente
penoso.
a Tcnlio a mais viva salisfaoao em chamar a alten-
c de V. Exo. para o ptimo proceder das tropas
alliadas. Os Franco/es e Ingle/es leem rivalsa lo
em bravura e patriotismo, posto h ijam lido que lu-
lar coro forras infinitamente superiores, achando-se
exposlos, por largas horas, a fogo assaz mortfero.-
Cumpre n.lo perder de vista que, no espaoo de
algumas semanas, lem elles suppoftado grandes e dia-
rias fadisas; equo mullos delles bavijm passado a
noile antecedente as Irinclieiras.
Nilo enlrarei na minuciosa narracin do movi-
mento das tropas francezas. pelo receio de fazer una
exposi^ao menos exacta. Sinto. norm, orgulhu cm
tributar homenagcn ao sen valor, e aos servidos que
prestarnm com tanta valenta, pagando assim uin jus-
to tributo de admiradlo ao proceder do seu immedia-
lo c.iuiin imlante, o general Bosqucl.
Tambem muilo precio o poder altamente dizer,
que recebi do cominandanle cm ebefe, general Can-
roberl, o miis valioso auxilio, estando elle constan-
temente no campo cm communicaoao comiso, c n.lu
lenho cxpresoes para lecer elogios a sua cordoal
cooperado a todos os respeilos.
V. xc. se lenibrani, sem duvida, de que aquel-
lo general foi forillo na balalha de Alma. Tambem
o foi ello na de .; mas espero que fique cm breve
curado dos seus ferimentos.
No meu seguinte oflicio declarare! a V. Exo. os
nomes dos olficiacs, cujos servicos chegaram'ao meu
conhecimento. Nao quero retardar agora a partida
do correio ; mas nao poso dcixar de fallar no ad-
mlravcl proceder do tenenle-general sir Jorge
Brovvn, que foi desgraciadamente ferido uo braco
(porm tai melhor). do lencnlc-seneral S. A. R.,"o
conoeittis, de repudio das prclcncies extremas, de
Voila para as dastaa*, de approximarao dos diver-
sos elementos da sociedade bancaza que oonstilucm
um oslado mora) onde o bem he possivol mais do que
o tem s,lo realmente entre mis, em qoalquer poca
de nosso tempestuoso passado. Perdoem-mc pro-
rurar o bem nos meus proprios errse licar conteii-
cahida* no campo de balalha, perecen nesta espan- : lc Pr abi eucoii(ra-lo. O optimismo desinlereesado
tosa carnageni. he uina ollera que podemos sempre dedicar ao nos-
a A gi ando distancia, a que restava das Ii. c 7. so p:ll/
divisos, dirigise, fugindo para Sebastopol, aonde i' ,
este* restos desgracadosacharam um asxlo. depois Independenlcmenle dos nosso*senbmenlosezclo.
de haverem perdido muila cenlo, fusilada pelos sivos, de nossas ualuracs c gloriosas parcialidades
ou* balalhoes, c pelo :i, de zouves; fulminado, por experimentamos, qiundo queremos appreciar
",';';' ":""'" fi1?artV, *r?g,dS <1,m"'0 u'n Q"^- difficuldade profundamente moral
gando as suas vdelas o innnigo avancava para a
direita do excrcilo alliado, formada na linha exlre-
ma pela 2. divisao francesa.Lord Ragln e u ge-
neral Cauroberl, sendo avisados, chegaraill logo ao
terreno, recoberam os eaetarecimenlo* do competen-
te general e fiteram avaluar os seus rehreos.
_ Durante estes apercehimenlos sabiain a 6." c
7." divisOes russas de Sebastopol; e se reoniam
nos limites lo bosque as 10.a, II." e 12.a divisos.
Suba osen exercilo a 50,000 homens cmn Sil
pecas.Cniiiniiaram elles na -ua marcha contra mis
para Inkerman, Na i passava ludo isto de urna
dissimulaeao, que, cumpre confessar, produiio boni
elleito. Cliegando abi obliquaram direita, o em voz
de seguirem a direocao que os devia conduzr a
3* divisan trancen, >vant;araro para ama altara
fortificada, armada de alguns cannfies, sendo dous
delles de grosso calibre, c defendida por \IM) Iu-
glezes.
u Esle piinbado de bomens. sorprendido por gran-
des forcas, fez o sen dever. Alguns delles foram
morios as suas propria* barracas, c oeoolrotse foc-
maramem linha dehaixo do logo do inimiso, fazen-
do a lais enrgica resistencia. Os Rnsso conbece-
ram cm breve que nAo tinbam dianle de si mais do
que um pequeno numero de soldados,* atacaran de
frenle a poficao. Os Ingle/es tenlaram corajosainen-
te esta lula imposnivel e de coitt duracile. Foram
iodos viclimas das bailas e das bayoneta* dos Rus-
sos.Nenhuii) delles aliaudouou, porm, o seu pos-
to.)ei\ar.im-se sorpren ler... mas a ua dedica-
cao heroica nao perniille que Ihe censuremos a im-
prudencia.
a Os Russos senhores desla ailura avancaram pa-
ra outro corpo inglez com a c.nimacao que di o pri-
meiro Iriintpho e o atacaran) corajosmenle na*
suas pasiones. Esle corpo, fa/cudo parle da 2.a di-
visan ingleza cnulava 2,000 homens. A sua residen.
cia foi admiravel, c foz parar na Kussos. Pelo es-
paco de mais de urna hora, o iiumiso, julgando tor
dianle de si grandes forca*, nao ouson desenvolver-
se, perdendo com esla hesilioao lodo o friicl do
seu brilhante principie.
a Eram de/, horas da manbaa. O duque de Cim-
hridge foi o primeiro quo appareceu com os hijlan-
dert e os grauadeiros da ranilla, na forca do 2,000
homens. Depois lord Calbrart com 2,060 homens
da 1.a divisao, e o general llrovvn rom 2,500 ho-
mens e mais a arlilhariad] Estas columnas reunidas
furmavam quasi nina forca de 7,000 homens.
Os Kussos receberam, sem recuar urna sii pol-
legada, o primeiro aloque. O combale animou se
o se desenvolveii ; e no cabo de meia hora bavia
urna lula borrivel. Os Ingle/os o Rosaos se acotn-
inelliam bayoneta cmn inexplicavel eucarni(a-
menli.
a Ciim ludo os commr.ndanles om cliefe muilo in-
quieto*, esperando silenciosamente o inimiso, c ig-
norando a limitnea de direccBo mandarain para to-
da a parle os seus ajudanlcs de campo. A noticia
do que se passava, euviaram exploradores para 88-
berem com certeza se os Russos cslavain na sua
freule, ou se ja Ibes liaviam pasudo avante, e man-
daram pergeniar a lord Catkcarl se tinba precisan
de reforjo.
Assegura se que o general inglez, com a segu-
ranca que I ha devia inspirar o valor dos soldados
que commandava, responleu ao ajudante de cam-
po do general Bosquel:Siin, senhor, mas nao le-
nhais presea. O ollicial Irancez que posania um
pe fcilo conhecimento do oslado das cousas, dirigi-
te, -em demora, aos commandanles em chele ", e o
general Bosqnet recebeu do general Canrobert a or-
dem de partir immedia,taniente om auxilio do corpo
de exercilo empenhado em accilo, y
A esle lempo bavia o iuimigo j i feilo progros-
sos sensiveis. Tinha tacado as duas columnas dos
Os oulros foram peisegui-
que
los ato grande distancia do campo de balalha, co- "'ostra que o mal nos projudica mais do que o bem
brindo de morios a estrada que perrorriain. I nos admira.
ci Foi arhado entre os mortw o hetmn Kokiilofl.' He este o mal que notamos: sito as sombras
Lm fado, cuja exaclidao vos afliauco. vos dar
nina idea desla debandada. Reunimos entre 18
20,000 espingardas. Para desembargar o campo de
balalha mndame* vir marinheiros dos transportes
queosiio no ancoradonro de Tehorchina c Balakla-
va. Um boin numero das espingardas foi dlspeda-
tado as foriosas pelejas deste dia. Os uossos solda-
das tiveram muila Iciiha para ro/.crem a sopa nesles
tres dias.
Os grao-duques osliveran .
n'uina ailura, cercados du grande estado maior, leu-
do prximo a si uina grande nandeira rotsa. Sluilo
bem os divisamos a liom alcaller da nrlilharia.
Nada lenho que alterar na cifra da perda dos
alliados que antecedentemente indique!. Enterra-
mos ollicialmenle porto de 6,000 Russos. Mas nesla
cifra deveis arredilar com grande reserva ua parle
que diz respeilo torlida em que perdemos, julgo
eu. 600 hoiiions. Temos aqui poucas parliculariila-
des desla accao. Achamo-nos em distancia de tres
leguas, c apesar ilisso elles levam os seus feri.los e
doenles pela babia de Kamier.li. Em resumo: os al-
liados livorain perlo de ,000 horneas fura de com-
bale.
u as iiossaslileiraso general Canrobert leve urna
11uilii.ao na miio, e o general Bosque! leve o son
cavallo morlo: o general Bourbaki foi ferido, lo-
mando u seo ferimenlo um carcter grave. Do lado
do forle Quarinlaine parece que livemos grandes
perdas om ollioiaos. J vos oitei o general de l.o-
urmekainda perdemos mais ofliciaes superiores.
n Em loda a acego perdemos mis 27 olliciaes.
o Fi/omos 1,000 prisioneiros Kussos, pouco mais
do quadro que ferein os uossos olbos, que se deseu-
volvem, que nos iinporlunam. Nao allenlainos bem
para a luz, qiiando vemos claramente ; mas percor-
ramoscondii/ios pelos guias mais favoraveis e mais
illustros a primara nielarle do grande seculo, que
nilo foi nunca mais admirado do que boje, bem quo
suas conipticaces oheguem apenas al aos primeiros
uraiile a balalha, moviineutos das tempestades, cujos furores e incons-
tancias osgoiamos, e podaremos afflrmar que os ca-
radores encoiitrau-se em nosso lempo mais forle-
menlc confundidos, que as almas lem sustentado
com mais facilidada mais diflicieis provas, que somos
injustos para com nosco, nao notando em mui grande,
numero as accoes, os sontimeulos e as ideas que en-
niibrccem una poca da historia, cujos louvores po-
den) ser aceites por lodo o mundo, porque sao urna
parle da riqueza publica. Nunca a adversidade,
que he a grande prova do valor moral das pocas
histricas, nao fui lao bem sufrida. Algumas vezes
heroica, lem sido sempre digna. Ella tem sido cai-
ma c patritica fazendo sempre votos pela felici-
rtade da Franca. Comclleriainos urna falla se es-
quecessemos os dias em que damos a gloria vil lu-
de. Pois temos a felliridade de que ella teuba sido
quasi invariavelmeiile, depois de 1789, urna das glo-
rias da Franca. Conde hoje nao se separara de sua
Mulheres de todas m condicoes, vos nao sen lis
bastante quintos ser vicos podis prestar, que males
lillercnles podis curiar, qae infidencia Miz podis
evorcor, quanlas alm'.-.s in piiplas, ociosas, arrastra-
das por mos caminnos, podem ser reguladas pelo
v isso imperio natural lo falal as sociedades iracas
e corromp la-, Ito bem I ta lorie-. Exista um
proselylismo do dever e da honra, <\t dignidade
pessoal, do bom e do nobre cinprcsn da vida, da
siiicilude sobre as obrigso&r-s da posicao o da for-
Inna, da cultura seria da* indiligencias c das al-
mas, que podis realisar rom tonto fruclo quaiiln
oblendcs no apostolado da candarle. He urna obra
digna de espirilos e de rm,-..... .-, larecidos por
uina sania luz. Nao a julgucis nem superior is
vnssas forjas, uem inferior vi. -.; missao ; ella he
a vosea propria minio. Irmaas <.|a caridade, dos
males que o mundo ignora ou Jespreza, o que o
ferem no coracao sem que elle presta alinelo ;
soccorrei a fraqueza que e abandona e a forca que
so desvia. Deve ser aaralavel guiar cortos coraces
para os lugares para onde sa devem dirigir, e dirigir
oulros para os lugares para onde nao podiam ir sos,
Sim duvida. ludas nao torno a fortuna de Beatriz ;
ellas nao encontrarlo sempre osse liante bullanlo
e lerrivel, para iospira-lo ; porem crearlo costu-
nies serios e dignos. Em todos os casos os males
que evitarlo Serta are real c grande bem. Nos Ibes
lomos restituido, ou antes ellas tem reconquistado,
o respeilo que o ultimo seculo Ibes rouhara, sai-
bara pois juntar a esse respeilo, nobre e puro, a in-
fluencia que elle Ibes fuera perder. As vicissilu-
des diversas e terriveis a que clla-i lem assitlido
como nos, as grandes insliluicocs que lem alraves-
sado, os grandes aconlecimenlus que nao doixatn de
rodear-nos, nao sao vlos espeelaculoa, Ajudem-
nos pois ellas a preparar na segunda melado deste
grande seculo XIX, digo grande sem evitar, anda
que lenba sido alternativamente ousado a bem tmi-
do o sen verdadeiro sentido.
A ordem mural lora firmada pelo MkCQ eflcilo
las nossas desgrana. A ordem religiosa arha-se
mais firme. Esla reuuiao anniial prova sso pelo
que diz respeilo os classee populares. Furlilique-
mos rada vez mais em todas as clas columnas do templo, para restitair plcn.imeole
sociedade mui frac.a ainda o apoio de ambas. Obra
de sabedoria sesuramente obra de lempo obra
de regresso sobre mis meamos, qual arha-se ligado
lodo o futuro da Franea .'
(Confinnar-xe-Aa.
(Journal ilrs Pebals.'
ISTERIOR.
ou menos, o que, reunido aos que ja linhamus, c os I casa para reunir-se aos inimigos. Elle nao teria que
que estn em Cabo Chersoneso, eleva o mesmo nu-
mero a :1,00o ou 3,500 homens.
duque de Cambridge, quo particularmente se distin- I Inglezes ; e logo depois o grande dcseiivolvimento
Al.
.wMPAMENTo EM FRENTE DE SEBASTO-
l'OI. A S DE NOVEMHRO DE 185*.
B. duque.Tcnhoa honra do participar a V.
que o exerrito do meu commando poderosa-
mente auxiliado pelo corpo de observacao do exer-
rito franco/, romiiiaiidado por um ollicial mui disimi-
lo, i general los piel, repelliu na manhaa do dia ">
il i c irront". o alaque mui vigoroso c resoluto do
ign a nossa posicao, qae domina as ruinas de
luk trinan, bateado o luetran-inimigo.
No meu ollicio ilo da 3 iuformei "a V. Esc. de
que o inimim se linha consideravelmenle relcrcado
na alie de Tchennia. No dia s?guinlc o aaguien-
lo i.e suas forras toruou-e mais apparente; pode-
ros. massas de tropas linham chesado do noit" ; o
por duas vezes foram vistas entrar no acampamonlj
iu--o mu disliucl.i. pusonagens.
Soiibe eu depois que o quArto corpo de exerri
lo, couilu po sivcl, em carros do paiz, linha vollado da aJol-
lavia, e devia sor imniedialamenle seguido pelo ler-
oairo corpo do exerrito.. Era, pois, de esperar que
se leulasse alguin grande mnviinenlo.
i No dia .">, um pouco antes de amanlicrer, grau-
dc> columnas alafi^ram os nostos posto* avalizados,
que cobriam a direita da ponilo. F>les posto com-
b. leram com admiravel valor, e defenderm o Ier-
re no palmo a palmo contra forcas muilo superiores,
al que a segunda divisan, commandada pelo major-
g. neral Pcnuefalher, que correr inmediatamente
armas, rhegoit ao poni proprio, tomando pesirAo
c mi as suas peras de campanha.
o Adivino liseira, mandada pelo lenente-zeno-
rd Sir Jorge Brovvn, ocenrrou lambem -em perla da
Impu. A primeara brigada Commandada pelo iii-
jnr-Beneral Codringlon, oceupava a esquerda o ter-
rino mclinado que desee para Sebastopol, cobrinde
; nossa balerii da direita: en scsiinil.i brigada.
i laudada pelo bngadeiro-g"neral Buller. formou-sc
i direita da tseanda divisao, levando na frenle o
uiio n. 88, do commanio di leneule coronel
, cifren, ,
guio; do iiiijor-gcneral Pennefather, oommandanlc
da segunda divisan, o primeiro atacado, o qual luloii
rom os maiores ohslaciilos nesla lula prolongada ;
do major general Beiilinrk, gravemente ferido; do
major-general Condringlou ; do brigadeiro-general
Adama ; do brigad*h*o-geaeral Towins, lambem gra-
vomonle ferido; e do brigadeiro-general Ruller,
igualmente ferido, porm menos gravemenle.
ii Trubo grande* agradecimentos a dar ao len-
le general sir Ricardo Enslanil. pela ptima dbpotis
jilo das suas tropas, c pelo auxilio que me deu na es-
queida da divisao ligeira, anude o brigadeiro gene-
ral sir John Campbell, foi muilo bem postado ;"dan-
do-me clleclivo apoio o major-general Condringlou.
Sinlo grande salisfajdo em dizer, que o hrigalrim-
general Eyre dcscinpenlioii bem o importante servi-
00 de proteger as trinche iras contra qualqucr alaque
do Indo da cidade.
O tenenle-general sir de l.acy-Evans, obrigado
por urna sera iadisposicao a ir para bordo alguns
dias antes, levanloii-se da cania anonas recebeu no-
lcia do alaque, collocaodo-se, desde logo, no seu
posto; e ainda que se nao achare* em perfeito esta-
do de reassumir o commando da divisao mandada
interinamente pelo general Pennefather, naodeixou,
por iso, de Ihe dar os seus coiiselhos e auxilio.
Muilo sensivel me he tor que submeltcr a V.
Exea lisia dos morios, ftido! e ausentes nesla me-
nioravel nocasiao. A perda foi muilo
servico de S. M. perdeu excellentes affieie* o solda-
dos. Entre o nome dos morios achara V. Exc. o do
tenenle-general, o honrado sir G. Calhcarl, e os dos
brigadeiros Strangnas o Goldie.
o Hequatj supeilluo fallar dos servijosdo primei-
ro destes individuos. Sao ellos coubecidos em todo
o reino de Inglaterra ; e ainda reeentemeiile praliea-
ra elle feilos de grande hnlho no Cabo da Boa Es-
peranza, d'onde acabava de chegar quando recebeu
ordem de se reunir ao nosso exercilo. A sua morlo
roubou a S. M. um servidor fiel, e um ollicial do
maior mrito. Quanto a mim, deploro a perda de
um amigo leal e verdadeiro.
a O brigadeiro Strangvvais distinguio-se logo no
principio da sua carreira, e em i lado madura linha
continuado a dislinguir-secom os melhorcs servidos.
ii O brigadeiro Goldie era ofiicial de grandes es-
peranzas, e dera sempre salsfajao aos ofliciaes, sb
cuja ordem servia.
ii He diflicil calcular a forra que o inimiso apre-
seutou no campo de balalha.
c A conliguraQao do terreno u3o permittio que as
suas forcas se de-envolvessem muilo. A acjo con-
sisti n anta serie de ataques repelidos por grandes
massas formadas em columnas ; porm a julgar pelo
numero que vimos na planicie qiaudo o inimiso so
relirava deve oppor-se que elle nao podia ter me-
nos de 60,000 homens.
Foi mui grande a sua perd, e te calcula que
dexar no campo de balalha quasi 5.000 morios, e
que a sua perda total em morios, feridos e prisio-
neros nilo desceu de 15,000 homens.
o V. Exc. ceriaincnie te admirar de sabe* que o
numero das tropas insle/.as que entrn em acr.io
pouco excedeu a 8,000 homeus; e que a divisao do
general Bosqucl era apenas de 6,000 homens. As
domis tropas francezas de que se podia dispor con-
servaram-se de reserva.
Devo aqui declarar, qae einqnantu o inimigo
alacava a nossa direita, aeommellia elle lambem a
esquerda das Irinrhciras francezas entrando nas duas
balarlas. Foi porm vivamente repellido, pelo mo-
do mais corajoso, rom grande perda. -en.lo vivamen-
te perseguido al as muralhas de Sebastopol.
o Teiiho a honra, ele. Ragln.
o A S. Exc. o duque deNevvcistle. ele.
[dem.)
i Pens que j vos diese que os Russos, apesar do
convito do* commandanles em chele, nao se linham
apresenlado para sepultar os morios, e que sendo
nos os abrigados a d isempenhar e-la larefa, foram
aislo espeei.lmenle empregado* os Turcos, que nao
ousamus mcllor novamente em linha depois do mo-
do como procedern! na balalha de Balaklava.
ir Julgo que tambera vos fallc, na rr.inba pri-
mara caria, no major filandez Aloxandrc Anghe-
loupoulos. O nome deste miseravcl deve ser conbe-
cido Desceude de uina familia grega, que manda-
va a seus soldados que malassem oa nossos feridos:
foi elle agora, porem, tambem ferido, o sendo feilo
prisioneiro, fura reconliecido na nossa ambulancia
por um ofiicial inglez. Diz-se cm Balaklava que o
general Canrobert cscreveu urna carta ao general
(iortscliakoll queixandu-se de aclo lao infame, e de-
clarando-roa que os prisioiieiros russos seriain pas-
sados ao lio da espada, urna vez que os prisioiieiros
fraueczes e inglezes nao fossem convenientemente
tratados.
O general russo responden qiic ignorava o faci
deque era aecu-ado o major Angheloupoulos; que
repellia rom indignaran a respuusahilidade do odio-
so proceder do ofiicial deque se tralava, e que d'ora
avante seriam os prisioiieiros tratados como solda-
dos. Accrescenla-se quo o general Canrobert uffere-
cera por em libordade o major de que se traa, se
por ventura o general Gorlschakolt se obrigasso.
pela sua palavra de honra, a sujeitl-lo a um con-
selbo de guerra. Tambem se diz, pyr oulra parle,
que lord Ragln o mandara cufurcartdepois de una
senteura summaria.
a Vemos passar mnilos feridos cm direcrao ao*
hospilacs de Coiislantinopla. ...
( Diario do Uoremo de Lisboa
de urna columna russa, capitaneada, segundo pare
re, pelo general Gorlscbakofl, o* onvolveu ooinplc-
tamenle. Os Inglezes, formadusem qnadrado. rece-
hiam rom loda a presenra do animo as cargas dos
Uussos. Estes os acossavam cada vez mais, c a lula
se turnou borrivel.
()s_ Inglezes viam-se perdidos. I.ord Calhcarl
rclirava-se do combale por nao poder continuar
nclle ; ao duque de Cambridge, ao general Brovvn
e oulros, aconteca, o mesmo, c os soccorros nao
chegavam. Os esfoceos descspcradais de lio heroicos
sol lados ua podiam romper o circulo de fogo que
aperlava cada vez mais. Cumpria ais soldados en-
tregarem-se ou morrer Em se entregar ora oousa
em que niiiguem ponsava. Arrojam-se elles como
furiosos lileiras nimiga* : despedaoam-se o se lor-
eem as bayonetas ; c as rorunhas das espingardas
r.iziam as vezes desta*. Montos de morios forma-
vam una Irincbeira na fenle do inimigo.
ii Esie drama borrivel durou perlo de tres horas.
F'iualnienlo ouvio-se um grande clamor. : Cora-
7';n, btgUstt] I iva o imperador : iicom os Ingle-
zes '. Era a calleja da columna do general Basque!,
por elle precedida, c que vinha a passo accelerado,
coinposla de qualro conipanhias de cajadores ; seis
coiiipaiibins do 2." baialhao do :K) de zouaves; cinco
corapanhiaa de Turcos, uuvbalalhaoo 20.", julgo
eu, de linha, apoi ido pelos <>. e 7. de ligeiros.
raodo, e o Uurrahl respondorain por*lres vezes us Inglezes ; c
reanimados pela olicgada de seus valcntes compa-
nheiros, rcinelterameolito lecs, rompendo com um
osforjo sobre hiiinaao as fileiras russas. Eslas, po-
rem, uo cedern). Do ponto por onde acuda o ge-
neral Bosquel, apenas se distingua atravsdos tojos
urna mutlidao de gente. As nossas tropas chega-
ramjj, sen po lercm respirar, e se formavam em li-
aba debaixu do fogo de 42 pecas de. nrlilharia.
i Nao disparis, meus lilhns, hradou o general. Nao
alireis. porque matareis os Inglezes. ,(bayoneta \
I ira o Imperador \
a L'ma acclamarao hnmensa, a que os Inglezes
correspondern), sullorou o estridor da balalh.i, ac-
coniin -tiendo todos, ao rufar dos tambores e loque
dos clarius, os Kussos como um tufan. As lileiras
fraquejaram e foram rolas por este choque formi-
davol. Os gcoeraes russos quizeram, em balde, rc-
sislir a laiiianho impelo. Os seus lutalhoes recua-
vam para dcixar passar os oossos terriveis soldados.
Em breve lodo o corpo de exercilo do general Bos-
quel se reuni, e um alaque de frente obrsou os
Kussos a tomar a defensiva, ca retroceder. Eram
dez lloras da manilla.
Uimve aqui um incidente que en na pule pes-
sojlmenle observar, e que me foi contado diversa-
mente ; c delle vos don a verti mais acreditivel.
Silo apenas decorridas Tinte e qualro lloras depois
deste dia tormentoso, eruditos dos oossos cantaradas
que nos poderiam contar as cousas romo ellas se
pasearan), suecumbiram gloriosamente, honrando a
nossa nandeira. O ofiicial que levara a b-m Irirado
i." avancen para a frenle com o lim de arrastar
comsigo 08 soldados ; porm urna halla o oslen leu
mirlo no campo. aRusso* a.anrararn, e conse-
siiirain levar a bandeira, laucan loa para a rela-
guarda, fazende-a passar de mao em mao al as ul-
limas lilas.
M Imagina! o elleito que este inctJenlc causarla
nos nossos soldados do 6A O coronel Mr. Filhol
de Camas, remellen ao centro das fileiras russas,
sonde cabio raorto s bayonetedas russas. Todos o
ACADEMIA FKANCE/.A.
Sessao publica annual.
Discurso pronunciado por Mr. de Salvandx presi-
dente da mesma academia sobre os premios de
virludc.
{ConlimiacSo.)
Eu o conheci na mtiili i mueblado. Havia algu-
ma coosa de magcsloso o de leroo nesla fidelidade
de urna existencia lao exereilada em todas as ideas
de liumanidade, dejustijp de civilisaoao, do libor-
dade, de virtude, que encantarara sua moeldade, en-
tendidas no sen verdadeiro sentido. At us seus
vestidos anliquados e severos, o* quacs fazia respei-
tar, o nobre anciao linha permanecido filo semelhan-
le a si mesmo sobre as duas margeus opposlas da
oorrente lerrivel, de modo que poder-se-hia crer que
nada csquecea nem nada adgmeulra de novo.
Elle convencera-se de urna grande verdade que de
algn maneira d a conhecer Indas as oulras cou-
sas : a necessidide de urna direcrao moral para essa
potencia das telina, por lao longo lempo desregrada.
porque fora absoluta, porqne nao Uvera mais esses
o p: li'.ir.us da religiao, da autoiidade, das hierar-
chias sociaes, que sao neceaaarias em Indo entre as
na.os. A auloridade positiva destes premios da roo-
ralidadc litleraria, se assim nos podemos exprimir,
seria suficientemente estabelecida, quando a socie-
dade n.lolhe impozesse oulra obricacao mais do que
esle relalorio animal pelo qual vos acbais ainda com-
movidos; elle pro luz lodo* os anuos essa emoeao re-
paradora e fecunda em loda a repblica' das lellras,
e nao Irata-se smenle aqui daquelles que escrevem,
aquellos que lem s.lo a parte essencial, o verdadeiro
forum desla repblica, nica necessaria, grajas a
Dos, e universal.
Kestabelecendo no mesmo mntenlo os premios da
virludc c ausmentando-ns na poca e sb os auspi-
cios cm que o fez, M. de Montyou comprehendeu
sullieicnlemente que ligaramos com mao firme a le
moral ao principio e ao senlimenlo religioso, como
o exiga o lempo, como o lizcram inmediatamente
os primeiros interpretes d'academia, esles persona-
gens Ilustres, Dar, de Se/.c, Laplace, Segur, o bis-
po de Hermopdis, e lodos os outros que ii;lo posso
enumerar, As duas criacoa* eslavam ligadas urna a
oulra, e altesl.ivam.suIHcientemcnte um mesmo pen-
samento.
Seria urna grande cousa, se ao lado do inventario
de nossas riquezas ede nossas direooBes litter.irias,
podfse* le collocar um inventaro moral, quo des**
cunta a nm grande poyo de si mesinn, dos seus cos-
lumes, das suascreneis, das suas virtudes, epor c.on-
sequencia doqueennstilue ao mesmo lempo sua for-
ja e seu genio. Estou tao convencido de que con-
lemplando os grandes Irabalhos, as gran les deseo-
helas, as firmes repulaj-s do meio seculo que aca-
legairaro, levauUnda-se cm volta delle urna briga \ '"'" echaremos que o genio nacin il nao iraz em si
BV8SIA.
I.-Mi na i'iv. vi de P.uisdo dia 28 do passado :
Os novos reforcoa chegadot aos Kussos linham
sidojnniinciailos aos eommaiidanloscm chafe, polas
embarcae:'s ancoradas om Perrnp. Sabia-se due
esle exercilo. mandado pelo general Daiincmbcrg, o
mais hbil, segundo se diz, dos goneraes russos, o
pelos srao-diiqucs Miguel c Nicolao, so compile das
(O.*, II." o 12." div|-es.Cada urna desla* divises
lem 16 balalhoes do infanlaria c duas baleras de ar-
rullara. Nao se sabe qual boa forca total dacaval-
laria. A forca agora viuda sobe a 311.000 homens,
leudo-Ibes chegado as bagaecns a NicolaicIT.
^ a O exercilo, cliegando a um bosque ao nordeste de
Sebastopol fez alio ; e os dous grAo duques se poze-
rain em cominunicacao com o prncipe McnirhikolT,
que eio reunirse-llies.llouvo conselho de guerra,
no iba 3.a que estiveram sri proseles os grao-duques, j mo lempo 400 cajadores
os principes Menscliikoll, e Gorlsehakoff decidin-
ilo--o que os ailia los fossem atacados no da seguin-
te. O exercilo a vaneara para Inkerman. lomara
as fortilic.ij"s que coram as alturas, c bordam a
planicie de [nkerman, dirisindo-se dahi costa
oriciil.il d i def za dos Francezes, para a segn la
planicie de Balaklava.
espantosa : A' bandeira, meas liibos u hradou o
valenle coronel, antes de desfallecer. A' bandera,
ropoliram osolFi-iaes e sold.i I. s. Os Rossos foram
derroladus ueste glorioso ataque. Dous olliiiaes, o
: m ule-coronel, e um chele de balalhlo, Ion: iram a
bandeira aos brados de : eir imperador] mas
foram lambem feridos, e ealiiram com o estn Jarle
que liaviam rflomado. Ponfo d'pois lu esle nova-
mente visto m mi de Franceses, nas de nnrehefe
de baialhao. c lias de uin capillo que agitivam as
npssatUlntlres bandeiras nfrenle dos soldados
Foie-le o sisnal para a denota do inimiso.
Todo islo apenas durara al uns ilutantes. Foi
un dosles fados gloriosos que a* ouvcm e se contara,
palpitando o corar.lo; equo so niio podem desenliar,
Csorevendo.
i Appareceu ueste mnmenlo o general Moncl,
fenle de ama brigada da 3. divisao. O principe,
com a sua brisa.la, eslava promplo para 0 auxiliar se
fosse necessario. O general Honel faz avanzar qua-
lro companlnas de caradores, mi baialhao io2. de
zouavcs, e dous balalhoes de infanlaria de inarinha,
derrota os Russ .s que v na sua frenle. Ao mes-
de frica auxilala esle
movimenlo, c metiera dehaixo dos sea- ravallos In-
do o que se oppoe ao seu ataqoe impelaos,,O ini-
migo relira-seein grande desordem.
O general Gorlscliakolf, cliegando proximu ao
pequeo reilurto que havia loma lo no principio da
balalha, nui/. apoiar-se para reslabelerer a -rui or-
dem de balalha, e retomar a otlnsiva. Porm os
nenhum carcter do baixeza e deinferioridade, que
o nome de decadencia nao atlingir as geraroas que
lem sido faenada! o gloriosas, quinto folgo do pen-
sar igualmente quc.avaliando deviJamenle ludo, nao
prestando alteneJlo s superficialidades, aos acciden-
tes, a enojos quo passam, esse inventaro inoslra-
ra o estado moral la sociedade fraueczaem am pro-
gresso cheio de censolajoe* e de etperaneas. Quan-
do temos de proceder a uin uu a outro dcsles juizos,
levemos apartar-no* do poni do vista contempor-
neo falseado sempre pela mullidlo dos objeetoi e pela
vivacidade do* meamos. Assim nao vemos na histo-
ria os grandes homens s:n.1o cni certa distancia e no
vacuo que o lempo forma em Ionio delle--. Em sua
vida nao excediam sono um pouco mullidlo da-
quelles que mais sobrcsahiain ao seu lado. A prova
disto est en) que eram ileicunhecidoi. Presente-
mente dominan) o curso inteiro da historia. Povoam
sos, oomo estatuas iimnorlaet, lodo esse passado que
sem elles seria mudo e descro. Assim acontecer
com o lempo em que vivemos. Nao temos medida
rerla para lixar a estatura e ordem de nossos contem-
porneos Ilustre*. Achamo-nos mui prximos del-
les. Vemos us seus lados fracos, os grandes senlo
vistos pelo futuro. Cousilcrcmos j o que sio alguus i al Doos.
arrancar folhas i sua historia, nem scnlimcnlos ao
seu corajo. *
As proprias mulheres du seculo XVII, cstudadus
relativamente aos gramhs acoutccimenlos da vida,
pareccm inferiores aos modelos que oos oflcrece o
nosso lempo, llovido que eucoutre-se no mesioo
grao, entre as mais admiradas, este cunho de pureza
superior, de dignidade simples c forle, de facilidade
no sacrificio, de calma de existencia na aclividade
,|o espirito, de iaspiracilo sempre alia e generosa, de
virtudes domesticas com lodos os dons do mundo, que
he o encanto c a honra do seculo em que vivemus.
Nesie passado brilhante e Ilustre, que lira segu-
ramente urna parle do seu brilho dos lempos remo-
tos que esquecemos, e das bierarebias que (auto des-
prezamos, encontram-sc. inuitas partes deste uobre
cunho; purcm ellas devem ser procuradas muilas
vezes nos arrependinienlos.
O cuocurso de Mr. de Montyou, por exemplo, li
milaiia muilo a revista moral que indquei. Elle
nao devoria jamis cxlender-se ale as virtudes publi-
eaa mui manifestamente collucadas cima da nossa
jurisilicrilo. Elle nao para nas virtudes privadas
que silo os verdadeiros fundamentes do estado social,
c que podemos dize-lo, nao Uverara nunca maja in-
fluencia do que boje. A platica dos devores domesti-
co* coiitiluo o -Incito commum. Nilo somos cha-
mados a honrar as excepejoes.
Anda oslas excepcoes nao devem branser asclas-
ses elevadas, ricas, nem mesmo as abastadas. Era
urna rousequencia e urna infelicidade da insliluirao o
nao poder applicar-se as regies da sociedade onde
as virtudes mais distnctas ler.am maior influen-
cia. Ellas sorviriam para fazer culiir a barreira dos
velhos preconceilos e das ideas falsas que o espirite
de desordem em suas coinposijoes diarias, procura
anda manter entre o grande numero das classes que
tem sido fortificadas polas nossas desarajas nas quaes
as virtudes familiares, simples, ternas, bebidas cm
sua verdadoira fonle recommeudam por tuda a par-
to o respeilo daquelles, cujos (itulos anlgos sao sem
cessar vivificados pelos serviros novos, c cuja beoe-
tica arliridade iguala a forluua, c algumas vezes a
excede.
Esta onii.i-.io iuoviiavcl ollereco-nos ao menos a oc
casino de dizer que nao foram nunca mais dignas de
sua ordem. Seja este pencamente um dos elemen-
tos de satisfajao e de seguranja ; porque as najOel
tem necossidade de todas as suas forjas.
Muilas consequencias falnes seguemo divorcio en-
lre a illuslrajao secular, a forluua anlisa e honrada,
as influencias cansasradas ha muilo lempo, ludo
o que, faz parle do valor moral de um grande poyo e
dos elementes de eslahiliJade de uin vasto imperio.
(Jjucn poderia deixarde comprelieuder estas verda-
des em um lempo, no qual unidos nossos companbei-
ros Ilustres,chamado MalheosMole, disse aqui mes-
mo, com filo legitima altivez : Nao ha lugar em
que o rico viva mais perto do pobre ; mo ha lagar
algum em que elle Icmhrc-se mais deque he lilho
do mesmo Dos !
Assim o concurso sobre que deliberamos, acba-se
aberlo no seio das classes pobres, naquellas cm que
t* tentativa* pira corromper as ideas, e por conse-
quencia inevitavelmenle os bons coslumes, exerrem
ainda muilos dainos, mas lambem aquellas cm que
a fe religiosa acha-so forleincate bascada e produz
fruclos odmiraveis.
Muilas sfio as iiisprajes que essas classes encon-
Iram na religiao. Esta demonstrado que he este
um dos lados iiirlhores da insliluicao.
As virtudes exccpcionacj que devemos exigir 1-
milam-te exclosivamente a aelos de dedicaclo que
piodii/ein-so sob as duas formas, cujo Upo heroico
a sociedade encerr em si, urna na almogajao pa-
ciente do padre, da religiosa, da irma da caridade,
a oulra na ibnegajao sempre prompla, porem ins-
lantanea do soldado; esla que he o sacrificio re-
pentino e cmplelo da vida, a oulra que he o memo
sacrificio realisado lentamente lodos os dias, sem
emoeao, sem brilho, lano quanto as forcis o per-
miltem.
Niusuem se admirara de quo esta seja mais par
cularmcnte o apaaste e honra das mulherc-. A-
mnlheres cbristas le una mistlo o uin dever
particular. S ellas podiam mostrar ar inundo o
milasro perpeluoe vivo da dedicacau das irmaas da
caridade que admiran) nossas cidades; seus exemplus
parecen) una sement reliz que fecunda u sol com-
ptetamerile.
A bondade que sent os solTrimentos que Ihe sao
approscnlados, c que podendo miliga-os, he 13o na-
tural ao corajo das mull -res, quo nao lorna-sc
meritoria senlo pela perseveranja. A perseveran-
ca atiesta o interetse serio c duravel que he a me-
lhor das consoiares. He n porsevorauja que faz
da iniilbrr caritativa o bom unjo de outra existen-
cia, fie ella que Ihe grangea ooin elleito este nome
que m' exprime bom o que quer dizer, e tao natural
quo be sem cessar empregado. Almas ferdas pe-
la dor. feridas por rrueis e facis scmclhanoas, sen-
leni vivamente esla nsislencia que descc'sobre ellas,
e ipie chaiiiam anglicas, porque pareccm vir des
ecos. O dcjcanju no bem feria com que do mal
nascossoin maiores mates : e descontentamente, o
alian lono c o desespero. A bondade dedicada, que
nilo desanima, lem urna recompensa que lodos ni*
podem sentir, porem que coiivoin as nahire/.a< no*
bres, a recompensa de urna existencia consolada,
sustentada, e, accrosccnlo, bem dirigida. Porque r.
coracao recoiihecendo que se eleva para aquello,
cuja mao eitende-se sobre seus males nenravei*,
nilo para ah. Lina vez em caminho, elle dirige-*!
Maranha'o
lllm. c E.xin. Sr. Achamlo-se creadas nesla
provincia alsunns colonias ou iniss.-s de indios, e
lendo-se de crear oulras. c havondo falla de mi-sio-
uaros, a cujo zelo e caridade se commolta a itirec-
oilo deltas, rogo a V. Exo. o obsequio .lo contratar
ueste paiz, onde filo dignamente reprsenla o nos-
so, sftis religiosos csressos, ou padres, que se quei-
ram prestar i semelhanle Irabalbo, o qual, sem du-
vida nenhuma. constitu ama da* mais bellas Celo-
vadas ticjes do sacerdocio cbrisiao.
Da inclusa copia do regulamenlo, (ido qual s>>rao
regidas as colonias, vera V. Exc. quaes as obrigacOes
e vaulagens, que ronipclcm aos missionaros, ciri-
prindo-meaccresrenlar, que os lugares, om que se
acham ellas siluadas, sao excellentes. tanto pelakua
fonilida le e salubridade, como pela posicao a rlir-
seni de ros navegavois, e que lulo se rorreo mefor
pergo, visto como, alem.do auxilio da forja de li-
nha, a maior parlo dos indio, oujfo poueo demesti-
rados, ou de ndole pacifica, doed a preparar-se
vida social.
llvenlo esta provincia colber grandes vanlagens
de laes cslahelecimenlos, se porvenlura forem bem
dirigidos, juico escusado chamar a illuslrada at-
lenclo de S'. Exc. para a noc-dado de screm os
missionaros, por cuja conla lem de correr a ardua e
ieiicada larefa de catequista christao, pessoas capa-
/.es para essa instru-cao e moralidade.
Concilioeommtiniooiido a V. Exc. para seu conhe-
i ment, que nesla dala, e por intermedio da rasa
i'.mmi iei.il da viuva de Joan da Rucha Saulose Fi-
Ihos, mandei por disposicilo de V. Exc. para ser
allantada aos rnissonanos, a quanlia de ceuto e vio-
lo mil res forles ; bem como fornecer aos mesmos
os oecessarios meios de transporte.
Provalejo-me da opporlunidade para rcuovar a
V. Exc. a seguranja da minlia profunda estima e
d simla consideraran.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo do Ma-
ranhao 2 de novemhro de IMi.lllm. e Exni. Sr.
i-, ii-olheiro Antonio Peregrino Hariel Monleiro, en-
viado extraordinario c ministro plenipotencia-
rio do Brasil em Portugal. Eduardo Olimpio
Machado. (Do Publicador Maranheme.)
(O Globo).
-i-------- lataieo-n
COKUKil'OXIMCXClV DO DIARIO DE
v PERNAJ
...MltLCO
Ro Grande do Norte. J*~
Goiaiiinba 3 '" r""'"jiii -*
Be bem ne.'.'.irai que o scnsatnlgos Ihe Icnliam
manifestado com lisoujeiras expressocs o desojo que
nutren), de que Vmc. lenha lido urna fesla de rosas,
e que o cornejo do novo anuo Ib farilte o gozo de
mil venturas. Deverci eu seguir outro rumo, que
nao esle ? Na escolha dos bens que devo desejar-
lie, nao aehej oulros de melhor quilate do que o
tarjen!: podia desejar-lhe a saiide ; mas o que se-
ria 'isla sem aquello ? Nem mais, nem menos do
que urna facilidade para a mei.dicidadc. Podia dc-
sejai-lhe Iranquillidade ; e o que seria ella destitui-
da 111 pecunia lolum circumil orbem '.' Como se es-
tar tranquillo sem o subsidio monetario '.' Honras,
dignidades, psmlaiiine*, prazeres, amigos, e oulras
muilas cousas referidas no Novo Molhudo sem
o du boiro n.lo Icriain realidade ; logo, se o l'argenl
he a alma de ludo, se com elle ludo se emprehude
ese abanra. e sem elle nada tem vida, o que Ihe
posso desojar de mais subido aprejo be o diuheiro ;
elle c acoinpaiiho sempre.
Sopor peccado me vejo agora sem o amigo Pra-
aiuiii Melteu-se-lhe om caheca ir passar a festa
em Guarabira, e deixou-me sem a subyenjao de al-
gumas explicaroes. do que eu tanto iiecessiiava I l.a
se foi o hoincm, c porque uo era decente que um
eserivle interino do geral viajasse sem o estrepido
da ricueza, (iiide oidor de corto amigo purempres-
limo imcscravo, elratoudealnlnvar-lhe orna libr,
de pasom, c com tal embriiljio poz-se caminho !
Embora o fardanienlo fosse de algodaozinbo azul,
ao loige finge panuo lino.
Confie porem au Aloxaudre mostr de capella, a
sorte de licar sem os bolina, suprimise assim a fal-
ta do sapaleiro. Auezar das inslruciies em dupl-
cala, que o Praganna den ao pagem, este nao podia
dcixai de trocar o tralamenlo ; o afii mou-me u l.u-
sano ru urnas ve/os rhamava Ihe meu senhor.
e outras senhor Praganna. N-) enlamo, o ran-
jado no lio -acm la se foi por esle molido de meu
Dos excedeodo a Midas na riqueza Na defi-
ciencia de tao poniual amigo,recorr ao Joan de a-
uan, que tambem calende da liturgia da torra.
J.i sabe Vmc. que a demiss.o dos dias sanioscon-
correu muilo para que a festa do Natal Picaste menos
dade, procure ser moja a fortiori, e lambem gentil,
nSo ha menor disparato, nem sem razio mais inqiia-
lilieav. I I
O robique cm alguns rostes lamben fez seus mi-
l.igres ; e he lastima que du tao ..... vntadehsja
quem procure deteriorar a propr* cor a Ululo de
urna formusura Pulira A este respeilo cabe appli-
car asseguinles quadnnhas, queja ouvir cantar :
l.
.Nao cuide alguein,
(Jue se rehira,
Que sendo feia,
Formosa lie.
2."
Se he iimi ena,
Empallidece ;
Porque a fr
Se esvaece.
3."
Assim se he alva,
A mesma ahina
'Poma dacinza
A formusura.
.
l.lualquer de si
t^onleiile fique,
E para sempre
Deixe o rebique.
i ls r.inlorcs do aliar desempenharam todrvelmen-
1c o papel : o pregador, que foi o vigario de Ai oa,
apezar de rapar seus suslos, salisfezao auditorio. Ca-
he-ine agora dar-be a razao dos sustos em materia
do oratoria nesla freguezia. H aqui ion tribunal
do jurv romposlo de senhoras, o qual tem por ob|er-
lo julgar dos sermes. Por arle do diabo as mulhe-
re* a;ios-aram-se da Ihcnlmjia.e nao douam u pobre
ora lor por os ps em ramos verdes : o qne^scapa do
conhecimento de urna xai parar no cadinho da cen-
sura da outra, o corto he que nu pulpito desla matriz
tem naufragado alguns pregadores, que lias levan-
tan) proa de entendidos ; c istoou porque n.lo sabem
o que pregan, ou porque a prevenrlo Ihe* lira o
animo, e rom elle o saber. Sia muilo para detejar
que para o sorleio dcsle tribunal fossem quallicadas
as senltoras feiat : assim Picara a lid jury i'pso fado
dis-olvido, eos laes pregadores nao naufragaran)
em secco.
Como o concurso foi numeroso, era natural que
apiiareresse de ludo : eulrc todas as o quosjticos o
que mais ocrupou o espilo da analyse publica fui
um joven, que acoiopauhon a procisso de aqueta e
caira de nanga encamada, cllele e tpalos bran-
ro* Oujo dizer que nada be novu debaixo do-ol :
pois saibam quaulos este publico iuslrumento de es-
qdcsilicc virem.que foi novo e nunca pensado o Irt-
j.ir do joven. Elle linha com queso apreseulasse
decentemente, mas entendeu que nina jai/tutu e cai-
ra ae ganga encarnada era profcrivcl boa casaca
e uniforme prelo. Os que assignaram crditos pura
pagaren) com a vind* do re D. Sebaslilo. preparem
os cobres, pois o seu einbaixador ja anda na Ierra.
Ha poneos dias eslava cu na sala do vigario, quaiir
do oiivnnos em voz trmula dizerd licencia, se-
nhor reverendo ?Era um velho, que, ao que parc-
ceu, podia contar seus'oltenl* Janeiro*. Apresenlou
elle um papel, que era disse elle ) o titulo de suas
Ierras para ser registrado : coube-me receber o pa-
pel, que pela leitiira conheci ser a ciipia de urna car-
ta de N.S. Jess Chrislo : eu vou lran*creve-la. para
que Vine, n.lo fique privado do gozo de 13o inesti-
maiellhesouro, vai com a mesmissima orlhographia :
ii Carta de aviso de N. S. Jess Xp. que foi an-
da nos brasso da S. Cruz de S. Amaro para se-esla-
balisser por loudu fiel chrisfilo. Filhos meo muitn
amado e remido com meo percldo sangue o qual
remi nos brasso da S. Craz do Carvalho dos peccadot
que meleiis agravado i ofendido em paga dosbeni-
licio que vos-lenho feilo que se mi foura o amor
com qoe vos-crici a minba imaccn e si man ja vos-
renn com o meo porcuno sangue ja vos-lcria castiga-
do om bom castigo rigorouso e vos-leria sepultados
no inferno pella vossa iiiunla culpa com que ine-len-
des agarvado e si nao forao a inlercejao e inereci-
menlo de ininha bendita M.l Maria Sanlissima c o
Anjio da vossa guarda e os sanio da vossa iiitercessao
erogo de S. Thereisa de Jess eS. Calharina o S.
Francisco das Chagas que esto pediiulo de confino
ao meo Eterno Pai vos-hav era ler sumergido nas
profunda dos inferno e se cun esle meo aviso vos-
nao emendaren) das vossas culpa liserem penitencia
o ovindo missa nos domingo e diassarlo eassim como
manda a santa Madre Igrejs nao Irabalbiaudo Botes
dias eiiem fasendo traiaiar os seos lilho e creado dan-
do esmola aos pober e ponteando os agarvos e pe-
diiulo perdao aos quo agravou e aprendeudo a don-
trina chritlan ensuiaado os seus tilhos e creado se
assim n3o o-lisorom os lenle castig com hom casti-
go di foago e fume e seide e nSo posaran mais das coi-
sas sobre a Ierra raos e peste nas casa com esle meo
aviso oa-permera .semana seguinte em I ov da mi-
nba sagarda Pacbao liserem Kegorosa Penitencia e
dercm da vossa Fazenda esmola aos pobre pelo meo
Amor lembraniloc do mee sanio nome apilican lo
as alma do Purgatoro do vosso Ie e das vossas ohri-
sac.'io se islo liserem eo yos-cnncederei ludo quanto
me pediroiu por vosso bem corporar e esprituii e se
fur humilde e nao tiverem odio aos seos prximo e
usarem com elle a misericordia derramarei a minba
benra e di meo Eterno Pai c si por este meo aviso
tiverem emenda espcrroenlarO saade e graja e glo-
ria eterna e loudos que esta carta lerem saiba que
nao foi fela por mao de peccado e sim por inu di-
vina e nao pensando assim serlo trocidos como foi
Salanlo e toda sua gerassao e todas pessda qoe nao '
sber l ueni cscrever peja a nutro para tresiadar e
levar.-i de huma parle para oulra e Ihe ser.io perdua-
do todos seos pecado e a casa que liver lera bens da
lisxluna ser afienjoada e quem nflo sber escrever
dn,i liiim vintem aquem Iresladar equem assim liser
o porei da parte da minha mo direita no dia de Jui-
zo c tbe mostrare! o meo SS. Rosto e livraroi de to-
dolosperigo e se nao emendaren) verlo este sinal ve-
rao correr o sol na premura seguoda fera de Agoste
com grande admirajao e os porei em estado que nao
coidiecero huns aos outro nem mesmo os pais aos
llllins c assim para adevertencia coro lempo don os
neos conselho e aquelle que mangar alo lera mais
fur I una e comungue com munta devoj.lo a S. There-
sa a S. Francisco da Chaga e >. Catliarina que oslan
pedindo de conlino e lodos que troxer com sigo esta
caria nao morrer.i de morte spita c sera manso e
pacifico. Consstoro do Ceo no piuo do meio dia para
que lodlos Anjo digao amera.
Entendido tica que l nu co nao s:-us3o os ponlos
e virgulas. E quem sera lao sando que nlo crea
/irmifimamenle no que nesla carta de aviso se con-
ten ? Da minha parle crcio, porque nao quero per-
der o co.
A ii -truecan primara nesta villa lem lido um des-
eiivolvirnenio maruiitltoso, o seu melhoilo lio supe-
rior, perder de vista, ao de Caslillio. O delegado
d'aula ileu sua demissao. i seu exemplo ninguoiu mais
aceilnii a nomeaolo. Foi creada una cadeira de la-
tim nesja villa, e ale a dala desta nao fui posta con-
curso : dizem alguns que he por causado min-
goantonos cofres da provincia, mas eu liego que
assim seja, e vuu dar a razio. O imposto sobre a ex-
portaj3 de escravos ueste municipio pode render
nada menos de rs. 2:005HO, mas aqui n.lo se tem
cobrado: daqui concilio eu que as rendas da provin-
cia nlotorTremmingoanles, tirada lgicamente
osla conilusau, anda lamento n falta de economa
ua nao mbranja daquelle imposto, cujo producto de
um auno pode corresponder precisamente ao orde-
nado de um professor de laliin durante um quiuquen-
nio. E j que as rendas da provincia vivero, sempre
em preanar. nao sera couvrnieulissimn que o ex-
ci -o do "nposlo, deduzdo o ordenado do professor.
fosse apptcado nalgona obra publica nesla villa .'
Nao esla ei obra a igreja matriz, na qual se poderia
empregar e>sa somma ilo excessu, visto que a Ihe-
sourari, p4r sobejameute farta.
ledigua-se do fazer
efTecliva a flobranra '.' Este municipio por sem duvi-
da abastece mais os cofres provincaCs do que o de S.
aprasiveJ ; esla lactina licou remediada com a festa [ Jos de Mipib ; mas, na di-liibuijao das regalas,
do SS. Cnraoao de^ Jess, cuja novena comejou 2:! \ coube i aquella cidade o gozo de duas cadeiras do
ensillo primario dos sexos masculino c femenino e
urna de latir, ao passo em que n esta villa escaca-
meute tocou una cadeira de primeiras lellras do se-
xo masculina .' Nilo sei coniprebonder, c monos ex-
plicar a razio, ou sem razao de semelhanle dispa-
ndade. Se eu fAra um dos amaveis i a provincial,
volara sempre contra qualqucr augmento nos diflc-
rentes ramos da recoila, e acastellado na lgica, for-
mariaassim o meu dilcmma : ou a receila prorin-
cial he superior, ou inferior despeza : he supe-
rior, desneceasario se torna o augmento, se infe-
rior, porgue razao se nao cobram os impostas j
creados'! No meu humilde peosar, este nilemiiia se-
ra nina rolha para os creadores de impostes.
Corre por certo que breve haver aqu reuni.io de
jurados, islo he, um tribunal piedosissimo, no qu.il
os mais hediondos rriines sao qualifu ado- romo vil-
ludes. Ao menos o Sr. Dr. Lobo lem de presidi-lo,
oas as suas luzos e reetidlo Dio liriim a magir.i forra
de inoralisarosjurailus : todava rilo ser u escoiii,
onde se quebrarSo as ondas das absolvieses uidev-
das. Droso traga, e cmn animo dc abrir a correi-
cao, nico meio de remediar certas rousinbas, une
oSr. Dr. Rabel lo. apezar de sua iliostrajo e justija,
mo pode remediar no jurv do anuo passado.
Nao quero que fique enislcncio o quesiuto a res-
peilo do correspondente da cidade de S. Jos de Mi-
pib : eu me congratulo com elle, e o cubro de hen-
eaos pnr ler procurado sacrificar o sen commodo ao"
pesado vai e vem das rissiv** em beneficio do seu
municipio. Apezar das sentas que Irajo para ter
conheci lo, mo posso sabor quera elle seja : srj-. islo
effeilo de miuha ignorancia. Praza a Dos uue ou-
iros alblelas apparocessem nas demais cidades e vil-
las desla provincia !
(Juando roniecei esla rartt. fencionei na Iralar
do, negocios pnluia ; mas sou obligado a mudar
de rumo, por causa de urna noticia, que enisupri-
inenlo de outras me rhegou agora, dizem que o de-
legado de polica pude olilor dojuiz municipaltup-
plete o tenenlecoroncl Manocl Andr I ono-dalvao,
cinco alleslados para destruiros criines, que bacom-
meltido !!!!! su va rala um ponto de admirarlo pan
cada um dos Itestadn- Quero mais vivo mais apren-
de : nunca nuvi di/er que em actos elimos os alies-
do mez passado. No que respeila solemnidad* ex-
terior, a fesla podia ser melhor, porque aqui, i ex-
cepjilo do lempo de mis-oes. nunca se reuni um
concurso lao numeroso, e ao mesmo lempo lusdo,
priiu i|.alenle o bello sexo, que presume de Irajar
melhor que o de qoalquer outro ponte da provincia.
A msica, que segundo o alte prejo do ajaste pro-
melteu grandes cousas, n.lo ta separou de antigs
solfas, no que muilo dcsagradou ao auditorio. A
excepc. o de llores nas velas, nada houvc que cheiras-
se a ai i acao L'ma diquela me desatino a admi-
rajao : apenas os msicos acabavam de niastgaros
kvros, muilos senhores reliravam-se da igrpja para
a urris ia ; nao querendo trucar ibi falso, acampa*
nbei-as na persuasilo de que iiiam ao sorvle, enga-
nei-mc. nlo havia bebidas frescas, entao eonultei
aoNanau, que servio-M dc dizer-me que, aquella
retirada era um feriado para os laesassfstent**. Aqui
rerordei-me de ter ou,i lo dizer que. tirando Moiss
o povode Israel do capliveiro do Egipio, Dos tn-
pria diariamente ao mesmo povocom a remessa do
mana ; mais apezar ilcslf c de outros assignalados
henclirios. que nem antes nem depois a bondade di-
vina Ul< lihcralmenle prodigalisou, o povo lirou-se
dos seu euidados, e disse em alio e huiu som : nau-
sea/ anima noslra luper islo Cibo. Da mesma sorte
aoiii 0 11 Goianninha. luto obstante a [iudisivcl
ventura da assislenria real de Dos no divinumn*
Sacrtnenin, apenas os kiries vilo dando o ullimo
suspiro, muilos dos adoradores, a iniilacAo dos ingra-
tos Isreelitas, dizem l com -igo : nausea! anima
noslra super islo ribo; c para logo se poem ao fres-
co! Nao seise islo se compadecer con o carcter
siiblimsdorhrislao Vamos ao mais, que fui obser-
vando.
Como ja Ihe aflirntci, aqui olnxo he- o fraco da lo-
dos; cm hvperbole digo que as ricas rciihiiras noo
levav.ni vanlagem, as de mediocre pos-i sm'io ; as mes-
mas ve Ibas so parecan) v clhas na ahora dos cabel-
los ; algumas vi eu, *que arleiramante Rzeram dcs-
apparecer as ruga* das faces ; o Nanan me conPiou
esle sesredo imporlanlissimo com caljos do glgodld
em ploma (dl**e-m elle}incliam as banrclias.e de-
parte so deevanere..... estradas, que avanjaaa ida-
de esc ilpio.no ro-lo de cada urna. O cuso lie que ae
laes tenas enfeilndas, ou moras coofeitada* pare-
ciam menina* de 15 annos. Que nina moca, que
por gorda parecu obra do Corlo, se tacriflqne aosar-
nichos de um fenco esparlilho para oslentar-se
delgada, lem para isto nina I icen ja, dc que pagoo o
competente sello na reparlijao da lotice : que aquel-
la oua. que lem cabellos de espeque, os ponha em
ferros por semanas etqoecidat, alo rue ellos tontera
a cnnfiguraoaodemadeixascacheadas.pode achar
lados deslroissom as provas Irrtemunhaes !
Se o delegado me quzetse ouvir, eu Ihe dira que
a mudez era o inclhor partido que devetia lomar ;
porque, sem recorrer a leslcmunlios eslranhus, nas.
mesmas tropas, de que se elle tcir! servido, apparo-
ceai depomealiis que em nenhuin sentido Iha ...r-
firlo. A cairla dos cinco alleslados me fez recor-
dar das cinco pedras, que o rei David lomou para a
ua funda, quando quiz rombnler o gizanle tioliat.
,~~*
apoio na ceguera de seus adoradores ; que esla, que I Tuve muila razo aquelle re ; lomou cinco pedn
por demasiadamente magra tem o aspecto do poc i porque nao sabia se seria feliz no arremero da pri-
mesa, se enrole em eiisaiicha- de grosso hrm, he meira ; mas o delegado nilo esli
i no roosino caso, por
-lo un einprestimo uesculpavel, porque ailerum- que sabe qoe, indcpciidcnlemenle
pre supprir os delleilos da natnrea. Masque urna s.-u procedimenlo esl.i jatlineado ...
vel^ia ulo querendo roirr-sr; na cerlidao da propria j cedo; o vulto gigante dos crines, que a voz
de alleslados. o
niaisque ji.slili-
publica
IIEGIVEI


MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
MUTILADO


apcegda j.i cliiu ; e se mo levou n bnque. enlflo de-
ve oslar convencido de que nada far, porque, alem
de oulras razies, commeltea o erro dn querer pro-
v.ir de imis. So nSo sabe, procure suber do seu es-
crivao Mannlio. se. ,. Florencio da Cosa Palma, in-
cumbid., di pristo dos Nery Uoncalves, era ou nao
criminoso ? 81 sic de ete toril. Soria conveniente
que pedise atistalos sobre tu lo quanto se diz ; mas
elle he macar vellio, oto melle a mao am cujan-
mica. Esperemos ver a applicaco do cinco attes-
Udns que o delegado lomou p.ira a sua funda.
Disse-me o Nanan que o deleitado ia lirar o pro-
oes-o conlra o subdelegado supplenle '.le Nova-Cruz
Jtosc Mara da Silveirn, era crimo de respousaboli-
dade. Bem me disseram que os delegados tcom al-
uda no crime e civel Va na ma hora esta alfada ;
o queme admiro he qae seja autoridade processanle
o delegado, contra quem p Jos Maria em ina ros-
lo-i i ao governo disso verdades bem amargas ; o que
te espera de seniclliaule procesno ser possivel que
Mlte apparer, iiinceilil dejuslion ? llovido com S.
A >-tinho. Lea a ultima carta que llie escrevi, e
que arompnihou a resposla do Js Maria, e eo-
lio conhecer.i se er poltico que o delegado seja a
aolondade processanle rica o mais para oulra oc-
cisin.
("oucluo ilizendo que he seu amigo
K.
PERVlMBim
COMi DO CABO.
IFOJUCA.
25 dedezembro.
(iNunca sou too orlhodoto.mcu amigo,como quan-
do chegam os grandes dias, que fazcm a gloria do
chitiamsmo, e que euchein de um santo e nobre
ore illiu o coracao do crente. Ho enlto. que a mi-
nha alma rcroltie-se toda em sou sanefoario pensa-
dor, e medita no objecto, que disperla mais que
nunca suas iulimas re flexiles, lie cuta, que brilha
no psaaamenlo essa idea consoladora deum Dos, ou
como P.ii, Creador de Indo ; ou cuino fillio, nos re-
iiiin I > da culpa, ou como Divino Espirito, gerado do
imito i amor do Pai e do Kilho, e inspirando seos
escolhidos. Hoje he um desses .lias. Meo espirito,
fraco n abatido vivilicou-se n'um pice. Elle esta
completamente absorto na coiilemplaro do sublime
misler.o, rujo resultado maravillosamente eslupen-
do, hojs o mundo calholico presla a mais subida ado-
rasflo : nesse misterio, oude tito vivamente se revella
a humildade de Jess, o Senhor Dos de Israel, que
a igreja, como flha mimosa Si3o coininemora, com-
lempla.e adora.
Enlen lo, meo amigo, que para o mundo catholico
o da de hoje deve ser eminentemente considerado,
porque nSo he u natalicio de um principe, rodeado
ao fausto da grandeza, un desses reaes meninos ci
da ierra, que a igreja rommemora, por nos vir dictar
leis que aasnein nossns vicios e ruins paixes ; no:
mais sim o humilde, e obscuro nasciiiicnl do fun-
dador do chrislianismo, que no berro da pobreza
quiz descansar entre os horqens, para onde, por al-
tos juizos lo Eterno fui enviado anos resgalar do do-
minio inern.il. Fui, pois meu amigo, em um pre-
sepe, en vi lio era pannos.que nasceu o Messias, o de-
sejado das naques.
Bcee evangelizo tulii gaudium magniim quod
erit omni populo, quia nata* etl tobi* hodie Sal-
rator: el ,ioc vobii signum.invenielis infantem pan-
ni* ineotutum, el positum inpraisepio. Como bem
ve, meu amigo, o signal mais caraclerislic para que
se continase o supremo legislador da lei natural, e
escripia, fci a humildade de seu berco, a obscurida-
de de sen nascimeulo I Oh Essc Dos poderoso
confundi ira sua infloila saliedoria a soberba dos
homens '. Promeltido desde o comeen dos seclos,
anonadad) pelos proplielas, anhelado pelos palriar-
rhas, que nunca eeisaraai de crer as divinas tospi-
rariies do Eternoque Ihes dizia dar em lempo de-
terminado um rertemptor, o Qual Iriumpliaudo do
peccade, e da morle nos viria libertar de nosso Ire-
mendocapliveiro o aplacar a olera divina conlra
nos armal i... Elle apparece entre nos, como um de
nos. como nosso irmilo, como filho de Adao. des-
viando a misera htimauidade do tarrivel caminho da
culpa, e sellando com seu precioso sangue l.i do alto
do (iolgolha o triumpho de suas sabias e sanias dou-
Iriiias, lio;, rulo desla arta, roen amigo, plaulada com
a Cruz do Salvador a reliadlo do Calvario.
Feliz, e mil vetes feliz tu, oh Belhlem, que visle
era teu se.o nascer aqoelle, que governa os res e
julga as Justinas 1
Jue importa, que ainda hoje bajara desses corlc-
ztos no llerodes ; esses Phariseus, e dootores da lci,
se contra elles existen, paraconfundi-los respeilaveis
testeiiiun.uisdosSS. PP. as sagradas lellras. caf
robusta do verdadeirocilholicir; He um misterio
a encarnara do Verbo, do qual resulluu a humano
nascimeulo do mesmo Verbo ? Sem duvida. Pois
enlio, ctinn diz S. Paulo, respeilemo-lo como um
segredo da Omnipotencia e curvemos f nossa ra-
llo.
Nao (naso, meu bom amigo, eslender-me sobre as-
sumplo*, de t;lo magnnima transcendencia : mo te-
nlie a l.'itura precisa do iicnhuns desses diticeisra-
mos de instruecllo ecclesiaslica ; mas leudo por ba-
liza a ninilia fe, e esta sempre acorde;om minha ra-
zao, nada ponho em duvida do que diz o meu sanio
alcorwi. Digo cornigoSe fosse dada ao homcm urna
intellii^ncia tal, que podesse descortinar os segredos
do Eterno, ou antes os misterios da nossa santa re-
ligio...ou Deus nio existira, ou os homens seriam
iguaes a Dos... Mas ilo, meu charo, como que nao
me entra ca no caro ?.. He um gesto*ouvir os so-,
pliistas-orelhudosdoseculo das lumiuanaa I OuviJ
los perorar adiante de um psdte a respeito dos dog*
mas religiosos So eu fosse lachigrapho, que kale'
dao de parvoices, que heresiaa iiMocenlet, que db-
curso lologii-os nao tomara para enriquecer -algi-
roa bblinlheca do fomento ? Deixemos porm a
margem esses empavesados ignorantes, veraadeiras
exermeenciat da tiumanidade, e ronsinlao meo ami-
ga, que diga algoma cousa sobre a lenda sagrada do
objecto dodia.
... Voltando aSS. Virgem a sua humilde habita-
cao da visita que fuera a sua prima santa Isabel,
priiiiipiou a sentir amargos dissabores ; por qoaiito
reco ihecendo-a grvida leo esposo S. Jos, elle, que
a air.ava saniamente, consagrando a D.'os sua casti-
dad^, sendo que sua imagtnacSo se peilurliava e"...
a le:rivel suspeila de um adulterio invadi com vio-
lencia sua alma candida, embora elle mesmo^usse
testiMDOnha da vida immaculada de sua esposa. Foi
maii um lapo do inferno, que a innocencia da SS.
Virzem, e sua Odelidade a Dos fiuslrou de perder
seu muito finado esposo. Ellasoffreu em sileiicio a
dar que op.ininia seu virginal coracAo, isento por
".ra;a do Flernoila culpa origiiial.eollereceuafmes-
mo Dos, por amor do divino" Inicio que Irazia em
suasenlranlias uutissimas.a huuiilliacaoa que se vio
reduzida. Seu esposo, o Santo Jos, 'lulando entre
a dordescjnlgar ludibriadu pela muiher que tanto
amara, e o casio amor quelao poramenle a utla dc-
dicava, resol eu anles abandonar sen domicilio do
ipi! rfvellar-llie suas'maguas, mostrando assim
ipj;, se fazia ao sen extremoso Cura cao -aqoelle im-
menso sacrilicio, era para mostrar que uina tal sus-
peila nao tomara corpo em sua imaginaba*. Quiz
partir, mas Deus obslou seus pastos, envindo-llie a
uoite um anjo que revcllou-llie todo segredo, o o
sanio confundio-se em presenta de tan gratule favor
f do co Chegado o lempo de Maria SS. dar a luz,
c (|uerendo Dos muda-la de Nazarelh para Belhlem,
niile haviam prediclo os Prophelas, que nasceria o
-M ;s.ias. penoillio que o imperador Auguslo baixasse
ni i edicto, delermiiiando o alislamenlo de' todas as
la indias de seu imperio, para o que a pobre familia
dn S. Jos seguio caminho a cumprir o mndalo de
mu soberano,desprezando os iucoiuinodos de urna
pouosa jornada. Ei-lns na cidade de Belhlem ; mas
sem amule, inda por momento de?caiisassem.
loraal desprezados, foraiu humilbados, finas sempre
resignados Aproxima-se a hora do uatscimeiilo do
filio de Dos, conde se elTecluaria ellejem urna ci
( ule ande a muguen conlieciam e lodo* os repudia
.. Eslava o mundo salvo do pbismo le-
la de dia, a de noite terco, c nos domingos e das I Que venha a reforma indiciara, al de ver so
sanios ; e so nos domingos depois que tobamos um Ulerimc ten, aiguma signifWclO no nono co-
da missa era que lindamos algmiu folga... Ora, que ^ digo penal '
eslou eu a dizer Bem pouco que Vmc. se importa Va,, passando de pato .-, ganso ja 50 sao os ra-
com n niii> nnssi'i I Se nnrnm n., .n a.\ i_____^ __... ... J1' ,rt" :k,u n!* r,t
i do peecado !e querenln Dos encfibrir dos po-
lenlados o tegrado daquelle misterio ilncomprtlien-
sivel, enviou aos pastores que por pertojpascentavam
seus rebaiilms um anjo para annunciad-lhes que era
nascidoo Filliodo Dos. Alonila ao Juvir urna tal
rmiravlma, essa mcltiur poroso do povl de Dos en-
caminliou-se para Bellilem ao logar/indicado pelo
anjo, e com effeiio. ncbaram o seu Deles sobre urna
mangedoura, enfaiado em pobres papos, rindo s
doces caricias de sua SS. Mai. Os pslorcs confun-
didos em presenta de lauta grandeza) e de tanta mi-
seria, pr..slraram-se ad.iraram o sil salvador of-
ferlando-llieinnnce'.il.s mimos de pinturea.
Eii, meu amigo, o qoa temple ikiiIio onvido aos
Srs. padres, o aos livros sanios, entro os quaes um
que Ihe rbamam Historia Sagrada ;*e juro-lhe, que
creio tanto nella. como qna txblo, |c que este mun-
do he uina perfeita tramoia. Logo que u meu in-
separavel ehronometro, (um caldciran s dircitas)
aiiniiiicioii as II da imite passada, e o plumoso vi-
gilante da lia lauslin.i ens iiava-se para linter asas
e cantar, grimpei do um sallo o meu pedrez, e' a
li ni xolo loquei-o povoara.. para ouvir a sania
i do gallo, a qual offereci pelos desinioladns
desta bella parca minha Ierra, pelos ociosos e
maldizenles, pelos fofos de impostura e tolos de cun-
dir i.
Do volla as ratonas qnalro paredes vim conside-
rando, com a fresca da ina dragada, cin muilas cou-
sas do nosso p issado. Lemlirei-me que em vida dos
meus deluntos o da de Natal era um dia clieio de
prazer, e de fesla puramente domestica. Logo que
a familia embicava para a capella, a panella do til-
moro ia para o fogo, e ainda uno ?c sonhava de
entrar em combate com elle j a loalha dos (lias
claasicos eslava estendida na mesa hereditaria, me-
sa de ptiyttonomia severa e de forma aspherica
com seus compelemos p< a modo de parafun de
prensa. Keleve insistir tiestas ninlurias ; acho nis-
to'diveilimenlo senao tanto, ao menos quanto. Era
para o aliiinijo que cominiimmcnte se couvi.lav.i o
Sr. padre cura, o li enejado da casa, os compadres
e prenles mais chegados. Era para almoco que
sceucliiain dual garrafas de loupa da India *ci>m o
precioso l'orlo. Era no almoro que se proincllia a
inin a a oulras crianras da casa beberem um po-
i.ii luto de vinho, em quanln lizesseinos aos convi-
vas urna saude de cnbeca baixa. Era no almoco
que apparecif.m ( cousa pouco vista i as moras da
casa d'ollios baixas e raaos cruzadas sobre os ven-
Ires. modas e com passos graves, quaes outros no-
Jteoa da celebre Carturha. Em fim. o armoro do
com o que passei Se porm nao e d.1o no lempo
actual, que he o lempo em que ludo se v, e ha de
ver, dessas scenas da vida mtima das familias lempo do rei-velho, lempo ou poca em que havia
menos civiiisacao e mais moral, menos liberdade e
mais religiAo. Hoje, meu charo. Todovai.isi.nl
naravllhaal Oque lignidca hoje a noite em casa
publica um rancho de raparigas do lom bailando
voluplui-ainenle adianle, de um simulacro de lapi-
ulia, onde se aclia enllocada urna imagem mais oa
menos perfeita do .M-,ino Jess O que siguilicam
esses avuiladijs presentes que recebem as bailarinas
insieras, que enlre ,si travam o encaruirado cer-
tamen da primasia ilns grai;as, ademanes, reque-
bros e simpalhias 1 'Pois'quem he tilo miope, que
Dio v neaaa sacrilega especularlo n.n chamariz
prosliluicau c aos escndalos, que, por experiencia,
se ha observado m desfechn dos preseprs? Ah
meu amigo, hein avisado andn o Exm. diocesano
quando eliminnu i!a ordem dns festejos publico-re-
ligiosos esta sorlo Je especlaculos. que sem signifi-
cacao alguma, balosde mural nto revelavam senao
a nossa irreligiosiilude. Dos nao me castigue, mu
sempre ahasei esses presepes, que s-i inanifcslavam
com visos de lliealro, e onde as bolsas dos ricos
eram bem sulTrivelnieiilc sangradas, Arando o ob-
jecto dclles seirLi'in real em sen pobre beicinliu !
Nao seria mais u/ii que o diuheiro, i|ue se gasta
em tal casia de dlveitimciilo, fosse empregado pelos
mesinos iiilliicul em urna missa solemne em honra
do Salvador do iiundo I Se he ao mesmo Senhor,
que se dirigem Is presepes, que acto mais po em
seu luuvordo qac o incruento sacrificio ?... Fagit
irreparabile teitpm.
Sei que clamo no deserlo, perro meu lempo, e
ainda em cima le ludo ha dse me ler m tontada,
e assim viremos folha, que quem fallou ja ilum c.-.
Passo agora a -eferir-lliu succinlameouj os porme-
nores de mu hllos .lias de bodas ; urna letia de fa-
milia nllerecid a um par, sem duvida, de Dos
abencoado.
No#lia l) dt passado o Sr. padre Paulo laucn as
hem;.ios nupcaes na capella do engenho Canto-
Escuro, do Sr, Jus Cavalcanli, aos nubenlet [drs-
cnlpc os lerntos lechnicos ) o Sr. I.uiz Paulino Ca-
valcanli e axm.< Sr. n. Filippa Cavalcanli, esta
(liba, e aquele mano do proprielario. t) casamen-
to foi celebrlo pelas II) l|2 horas do dia em pre-
ien{a de un nSo pequeo numero de prenles e
convivas, era cujo numero eucachei-mu, sera ser
convidado.
Tive o p/azerzinlio de me adiar cm uina sncieda-
de perl'eilailienlc tosida, mide rcinou durante qua-
Irn.lias un^i harmona deliciosa. No primeiro to-
mos serv,tus de um almoco e janlar sumpluosos,
cm o qual'nao fallou a delicadeza desej-vel e ri-
queza do lerdeo. Aos noivos. ao Sr. Jos Caval-
canli, a alciins de seus prenles e aos seus amigos
foram dirigidos os principaes brindes do feslim. A'
noite houve um alegre soires. onde eu, meu ami-
gn, bem dMBJOS tive da dar el i-terio s canelli.-H-
atai com aquelles Iregeitos do minuete do meo lem-
po ; mas Jiabo levara o meo gotoso, que, no me-
llior da fsla, d;i comn cm palanas. Depois. de
urr. expleiidido cha, que nos foi servid com toda
aquella diquela palaciana, deu-se por lindo o dia,
que na exlencao da palavra foi de immenso regozi-
jo. No eguinle acompaiihaniis lodos, us noivus ao
sen domicilio, no sitio deuoiniuado Pitada, onde
foinos rpceliid,,. da mesma manrira agradavel e fa-
gueira, apresentando se-jios, depois de algmnas
dislraccpes, um furmidavel juntar, onde a delicada
arle culinaria foi desenvolvida com apuro e muito
gasto, liao fallando (ja se sabe) o precioso champa-
gne, une nao se d com o meo estomago do pobre.
A' noife, um nutro cha nao menos espendido, p.z
lermo fesla do dia. No posierior vollamos todos,
inclusive os noivus, ao Canto-Escuro, e ahi pela se-
gunda vez: oiperimenlamos o tratar delicado e gene-
roso ,1o Sr. Jos Cavalcanli. Em fi:n, na quarla-
feira de manbta deilou a moer o engenho Canto-
Esculo, o qual fm benzido pelo Sr. padre Antonio
Jacone, depois da qu.d foi-nos ofTerccido um mag-
nifica almoco, para o qual houve empenho cm se
csgoBr o que ha de mellur cm urna rica uxaria e
gon| dispensa.
Hbliramn-nos bem saadogos, meu amigo, de Uto
fT.nV*-! o aprazivel ompahhia, que, para confirmar
aswndades, que traziamos e deixavamos vieram as
lagrimas em algana olhos. Nao cliorei, confesso,
poique tive vergonha, mas ao ver algumas Exms.
Icsjemunbarem suas saudades por um canal laosen-
sivel, qual o dos olhos, de um sallo grimpei as
6i raneas ; desprezei a sendeiro ..s cordeis do fer-
r leme, e a hom choto liz com que o animalcjn
d/sse as (raneas ao meu tugurio As nrinhas la-
crimas iriam agourar a la de niel do par riltoao, os
ftluvios de prazer do coracSo do Sr. Jos Cavalcan-
li, e o feliz bola-fon do engenho Canlo-Escuro :
nada, correr a bom correr al mais ver!
Vamos agora ao que para mira he urna realidade.
No dia 2 do p. p. falleceu pelas horas da ma-
bl o nosso bom parodio, o padre Joa > Mauricio
la Conceirao, de nina grave eufennilade que por
mezes lauto o marlyrisoo, zomhando de lodos os
recursos da arle.
Por espacn de 25 annosexerccu aqucllefinado as
funecoes de vigario n'esla freguezia. Se mo foi o
vmbolo da randa,le, lainhein nio o foi da avarza.
Se nao foi o exemplo dos parochos, lambem uio foi
delles a pedra de escndalo. Na sua vida de paro-
dio leve fallas de homcm, e quernlo as ter' Eile
leve des.iffeicoados, c Ihe bastn paraiXflo ser bom !
Que Ihe perdem lodos suas fallas, e m^taldizcntes,
.que pon peni suas dnzas. O povo cm^geral respei-
lava o finado vigario, e os seus amigo (gmeularam
seu passamento.
A Ierra lho seja leve.
Ficou na inlerinidade da pnrochia o Rvm. Fr.Ma-
noel do Monte Carmello, religioso de S. Francisco.
S. Ex. Hmii, fez juslica aos serviros e as boas qua-
lidades desse religioso, que tem sabido captar a es-
lima geral. Consln-nie, que h.i poro de Srs. sa-
cerdotes, oppositorcs ao concurso da freguezia. Esla
freguezia tem carencia de um pasior activo, e intel-
ligenle, que se esforc em levantar do p a sede da
parochia, curando sem usura dos iulercsses espiri-
luaes de seu rebauhn e dos melhnramcntos materia-
es da matriz, que jaz esquecida cm um montan de
ruinas.
Como velho, (enho o dircito de aconselhar a lodo
e (pulquee senhur ecclesiaslico, que liver a dita de
ser meu pastor, que antes de fruir o beneficio me-
dite bem na responssbilidade, que adiante de Dos,
e dos homens loma a seu cargoAmen.
Cada dia, meu charo, mais se aggravam os males
dos nossos agricultores Sobre ICrem de participar
das coiisequencias da guerra da Europa, porque he
no augmento do commcrcio, que se fundara suas es-
peranzas, veemm-se sobiecarregados de immensas
despezas para lucraren!quasi nada dos -oduclosde
sua- lavouras, com especialidade o assucar. Depois
de muilos despendi*, e desaoslos occasionados qua-
si sempre pelo capricho das eslaces para tiraren
urna safra, a rcmellem para essc mercado, pagando
cirissimos fretes de transporte, Chega o combov a
estrada do sul, ahi tem de contribuir para duas bar-
reiras; mais he de nolar, que os pobres almocreies
se assim tanto exigem no transporte dos coinbovs do
assucar, he porque realmente elles euconlram graves
dilliciilda le- na sua condurao pela pessimo estado
das estradas.
Nos armazens, alem de se sugeilarem ao preco,
que querem dar alguus enmmissarios que sempre
estao dispostos a especular com as calamidades
publicas,hra-se de cala carga i libras de bom peso:
e 60 rs. de balanza, islo he, do alluguel dos pesos!!!
Ora, ajuize Vmc. que somma ruorrac para- o pobre
proprielario no lim de urna safra? Oude sej vio
um comprador de qualquer genero exigir um tri-
buto as ana medidas e peso-? Por via le regra o lo-
gista devia lambem lirar uina porcenlagem do* seus
covados. e varas; laberneiro, de seus copos e me-
didas, e assim por dianle, al a griselte das agulhas,
allinetes, lindas, almofadas, e dedaes; a carcassa reu-
deira, dos ocnlus, bilros, e picados! Estou bem con-
vencido, que urna grande parle dos armazenarios
pouco se dariam que alguma lci provincial appa-
recesse no sentido de se nomcarem empregados ,
que liscalisassem essas arrecadacoes dn assucar, e o
modo pelo qual ella se faz. Todo islo, meu amigo,
vai arrefecendo o amor que nos outros lemos a a-
gricullura alem do atrazo em que ella jaz, pela
falla de esludos pralicos, com os quaes palpamos
saber o que seja essc grande ramo do riqueza nacio-
nal. Se por minha felicilade, ou mesmo em sonhos,
eu fosse administrador dcsla provincia mandara
(das ecentuaes ) a-signar os melhures jornaes da
Europa, que tratassem especialmente da industria,
c agricultura, afini de que transcriptos os melhores
arligos no sen ramoso Diario, podessem todos estar
O alcance dos progressos indusiriaes, e agrcolas do
velho mundo, e assim com mais facilidule podermos
camiunar ao aperMcoamenlo na qualidade, e aug-
incnlo das prouucc.es agrcolas e economa de
Iliacas,
A barra do Su upe se ada cm um cstdo lanion-
lavcl, ollercceudo conlinualamente perigo eminen-
te as barracas, e candas: dizem-me que grandes
bancos de areia Irazidos pela cheia de junlio obstan]
a navegado, Mais esle a,leudo sorte feliz dos se-
nhores de engenho.
A nossa guarda nacional jn se ada provida de
seus respectivos Icuenles-coroueis, os Srs. Manoel
Gamillo Pires, e Joa,. de S.i e Albuqucrpiie ; ambos
proprielarios e bem conecituados na freguezia. Bes-
ta agora, que suas senliorias sejam felizes na esco-
Iha diisolliciaes, lant,. quanto foi o guveruo em no-
inea-los. Ainda eslii a ficguezia desprovida de sup-
plenlcs da sub.lelcgaci
vallos, os que com lal sem ceremonia sao bil idos ;
os negnonos lambem vilo sendo agora mati (lie
nunca objecto do exportacao para cozinnas alheias.
A voz publica Indigita aaui netU freguezia nm per-
sooagem a alto bordo como um dos "mais aferrados
acolladores de rscravos de seus vi-inhus. Ha quem
se queixasse amargamente desse lo/itl por havertido
em sua casa, ou de genio sua,un sou escravo, mais
ile anuo. Na me queizeram dizer u uome des te ea-
rnarada para lia desdourar sua familia, de quem
dizein ser elle o Timalheo. Vaina a verdade;
mas he um defleilo vergonhoso, principulmente para
pessoas que, por sua posieo e familia, deviam ser
mais prudente*. \ proposito : Consta, que fura
presa urna prela vcllta, mii da um Memo furlado,
e ha confessado onde esla o lilliu Islo he mui-
to indecoroso, senhor. nslitua a seu dono o
negro, e mo queira versen nome mais enxovalha-
do : conlenle-se com o que he sen, e na lenha in-
veja das mere que Dos f.iz a oulreni. ... A
polica muilo tem feito a esle respeilo, pelo menos
ao quanto chegam seus recursos, mas diz I.acano :
Irono o bacharcl Carlos Eugenio Booarche Ma-
vignier,que se dcsenvolveii com a habilidade, e
tlenlo que Ihe sao proprios. O >.<, acensado por Icr
mnrlo a um seu pareeiro ; foi condemaado i pena
de I,4(M1 acoules, e andar com um ferro ao pesteooo
pelo esparo de dous anuos, conforme a disposeja do
arligojti do cod. ciiminal, que leve em vlstl o art.
I79) 19da coosUtoieAo do imperio. Foiadvegada a
bacharel Maximiano Francisco Duarle, que bem se
desenvolveu.
-No dia ;ll, prsenles apjuraiKfs. foram julga.los os
reos Joaquiiii Jos dns Sanios, e Malinas Ju.-e do lle-
go Baos. O 1. aecusado por ler mor a sua mu-
llier ; foi condemnado a pena de gales perpetuas,
grao medio du arl. lt do cod. criminal, c em virlii-
de do que determina o arl. 79 i >." da le de :t de
desamoro de ISII. o jais de direilo imerino appel-
Inii e.r-offirio para a rolaran do districto. Foi advo-
gasio Jos Paulo do llego Brrelo. O 2. acensado
por ler foi lo ferimonlos leves no cabo da palmilla,
que o fra prender por falla deservido de pulida
foi absolvido. Advogado Jos Paulo.
Allendendo-se fi circomslandas, leslemnnliai, c
mais piovas, que se deram noaaes fados, .. jury por-
lou-se com a independencia, e reclidto de uin Iri-
bunal inglez. Ser-meliia fcil, se eu niin livesse
^ ^/^ l^rZTJ:.!, ?.6 ,' qUe ""''' r',zer pal.'a cs, I i"'p""i|aJe e I""" rnnsequcncia des-a lisia aasom-
aonlros delirios pr.ticado. por pewoas grada, ? o brosa e horrive de irnos que sem interrUp}7o se
que mo se pode fazer ; porque uilo ha um destaca-
mento. Infelizmente he assim.
No dia 8 do correte festojou-se em sua capella
dos Dulciros a Senhora dest uome, na forma ros-
lumada de todo anuo. Ilouve nao pequea con-
currencia, eesteve a feslivida le bem sollrivel. A
capella dos dulciros Oca sol.re um monte, que do-
que sem inlerrupro se
vai pratieando em nossa ierra, desacreditando-uos ra-
da dia mais ao. olhos das nacocs culi is ; mas limi-
to-mc ule muilo bom go-tn) a rogar a meus patri-
cios da minha alma, que pelo amor de Dos e da
liiinianidade, e de si. qoaiuln liverem, como juizis
de fac, de pronunciarem seus votos, lembreni-se
pie o punhal mercenario do sicario nao senla nm
mais graduado, que se adiar prsenle, e, em sun fal-
la, a petsoa que for designado pelo chele de po-
lica.
Logo que houvcr annunrio de fogo, tedas os cha-
fa rizesj da freguezia em que elle se der, estarao
abertos eos sen encarrega los promptos para furne-
cer a agua precisa.
Palacio do governo de Pernambnco K de Janeiro
de 1835./ot liento da Ciinh'i I t'igueiretto.
Conforme, Antonio Leite de Pinho, O primeiro
amanuense, ./ose Xavier Faustino llamos.
na aspraias mais pitoreacas do nosso litoral doljoize. de faci, nm"j'izes"de direil""quTawii'
um pequen patrimonio que sempre '
sul.
rende para suas festividades, mas j vai careceodn
de alguus reparos. Preparam-se com ostenlacio as
novenas e fe-la do Senhor Santo Chrislo no l. de
Janeiro na puvvadh>. O It\. padre presidente do
convenio de S. Francisco, que desda o comeen de
sua administradlo tem desenvolvido muito telo, e
iclividade pelo bem de seu convenio, agora de maos
levem presidir aos votos daconaciencia a impar-
cialulade, energa e juslica cega de ambos os olhos...
Assim, por forra a nossa sorle melhor.ir. Vao com
islo.
O velho Cabo esl remorando, e Irala com serie-
dad desi. Ja se den principio a obra d concert
da radeia, que foi arrematada por Itoberlo Gomes
Pereira de l.ira ; mulro tanto se li/.esse no qu.irlel
. : ----- ...,., .,-.,,, uc maos i rereira ue 1.1ra inuti
liv ,,ad,",.,r0ei'l'r,C'VSS,,,:H Proc,,r*,ore.d fo- qneaeacha baal.....carminado. Agora lera os p,e-
em .^' '!"e ,c.i"",u,ella eja reita so. de aerara re metlidos para, a cadeia do ReciTe. e
Z a riT ."""'' nil "-a, C""-'a- ''" p'- r"nvm' I"" ""camama seja conservado para a
gramma da fesla haverem cavalhadas, mimca e ru- necesaaria garanta das autoridades.
o'om,^,','.','"- !'"!se f,"'""lu "? T ,Ul respeHo i Xi"la sci ;l resnei, *" ^""'^ nacional do Cabo,
ao ornamento do templo e son hrilhanl.smo. que mas li de crer, que estoja possoida a sua officiali-
ma de perlo loe. aos Rvms. Estamos cm um fer- dade daquelle ardor e bnns desejus, que se reouer
icr opus : compram-sc e trocom-sc lindos cavados I em um Ruarda da naego "
para apparecerem no dia das correras
um jaquel de velludo, em fim, meu ci.ar, os neg- i Basta por boje, me amigo, de lano enfadar-llie
bous
antes de cava los, os legisla, os selleiros e mod.s- a paciencia. Desejo-lhe feslas tranquillas, o
tas. que sepreparem para ganhar uuscohrinhos bem pastis. w
""\e'r., '' No ,,i,, do P'-csen'"- e, appresen-
L asi las cora suas cores emblemticas para os lo- | lou-sc no engenho Aralaugil o lenente-coronel Joan
pes das laucas vencedoras ? Oh cada Cor tem seu de Su Alhuquerqne, e mais pessoas de sua familia,
mislcrio na raijiuo do coraeHo; cada cor lera seu | a lomar posse do engenho, p,.r compra feila aos rre-
peiisamento, sua linguagem'ptica un lorneio. A
verdo indica esperancaa brancainclinaraua
rosapatitoa azulsati'fanna escarale h-
sejo ardenle ,1 cmzenlaprocure mitra 1 am irel-
\forquilhaa cor de palhapeua a meu pal
a enrde rozasou guabirit? as de cores mixtas
lenle-sempre Ora, pra/.a ao co que nao baja al-
guma auedinha. Kclcva notar, meu amigo,
que eu s fallo (com a devida venia) com as Exmas.
candidatos ao menino, que a loucura o fez ceg, a
esse diabrelo de facho, cldre, c flechas, que nao
eacolha hura para ferir miseros cor.ices humanos.
E quec Vmc. sabor como amor, leudo seus dous
olhos bem vivinhos, licou ceg ? Eis o que diz o fa-
bulista francez :
La Folie al l'Amonr jonaienl un jour ensamble :
Celui-ci n'lail pas encor priv des vcux:
une dispute vtot: l'Amour veui qu'on asscmble
La-dessus le conseil des dieux ;
L'autre n'et pas la patienre ;
Elle lu donne 1111 coup -i furieux,
Q'i'il en perd li larl des cieux.
Venus en demande vengeance.
l'Cinmcet mere, il sullit ponrjugerde sos cris:
l.es dieux en fnrent lourdis :
El Jopler. el Nemesia,
El les Jugos denfer, enfin lote la han,le
Elle rcprezeula l'iiormil du cas ;
Son fils, sana un baten, ne pouvait taire un pas:
Nulle peine n'lail pour ce crime assez grande :
Le dommage devait lre aussi repar.
Quand 00 eul bien consider
L'iutrl du public, celui de la parlie,
Le resulta! enfin de la supremeicour
Ful de coiidamuer la Folie
A servir de guide l'Amour.
Pois tiem ; foi assim que licou ceg o tal ciiineo,
c turemos de ve-lo em Ipojoca, como um pobre'zi-
nli de esmollas, com uina venda aos olhos, com
sen cldre as cosas, com seu arco a ma, guiado
por una rapariga eatonrad, de negros cabellos cres-
pos, agitando ao ar um molho de guizos para cha-
mar a altenrao dos namorados. rremos de ve-lu
enriendo na li;ada pari passu com algum joven
pretendente ao hymenco.
Teremos-de ve-lo nos circuios, na na, as casas,
e no templo .. sempre ceg, sempre junto
Loucura, sna fiel e jnsenaravel rompaiihoira. A
OAiem elle lizer o-TitcflrTia de ve-lo, mas nao o ha
de conhecer : elle a todos se mostrara, mas nin-
gucni o sentir, senao quando for tocad.
Amor '. ninguem o peicebe
He lodo contradicao,
Sao he real, ms existe
Exilie, mal he /iccao.
E quem ser a Kainha, Sultana ou Favorita da
fesla ? Para inim, como gesta de ver um .vallo
gordo e bom andador, ser quera se apresenlar em
algum que encha as vistas : para os vales quem
mais poesia liver : para os pretendenles quem for
mais engrarada, mais linda e mclhor dote liver.
Mudemos de assumplo.
libadas Mercz. meu amigo, he um edn, he
urna maravilha enlre nos. Agora esla aquelle en-
genho cheio de encantos. Sua capella muilissimo
aceada, suas borlas, seu jardim, suas poules mere-
cer ser vi-tas para mclhormeiite poder-se av aliar .lo
costo de seu proprielario, que nao lem poupad
diuheiro para a sua propriedade ter chegado ao grao
de grandeza e valor a que lem locado. O Sr. Costa
tem feilo ltimamente serviros espantosos uaquelle
seu engenho. Terrenos que parecwin nunca serem
cultivados, agora esla abertos, c appresenlam famo-
zos partidos, donde se lem de colher grandes vanla-
gens para a agricultura e utilidade para seu dono :
o que vi foi per summa capila, mais muilo breve
irei com mais vagar correr minndoumenfa lodas
aquellas obras para ser-lhe mas explcito. Bem
dizein que o Guerra c a liba sao rivaes ; c por inim
eslou perplexo ; que decidam os perilot.
I) iqui a algum anuos o Guerra c liba lera com-
petidores. Os engenhos continuara suas mnagens
e algn prometiendo grandes cnlheitas; entre estes
permiltam rae mencionar por ura S. Paulo, coj
arrendatario nSo se pnupa cm Irabalhar o Irabalhar
com niel lindo.
Alguus proprielarios Iralam de mclhorar suas dis-
idanles e outros de asscnla-las ; signal evidente
que no mercado o espirito esta .laudo mais atarease
lo que o essucar relame
dores dn c'azal de uina hypolaca na n.e-iua proprie-
dade, e como corra haver gente armada, que pre-
ter Icsse oppor-se, o Sr. Su requi-ilou urna forca po-
licial para o auxiliar. Grande e lerna resistencia
encontrramos visitantes, mas toda ella limilou-sc
a calorosas disriis-oes, onde, diz-'iii,. priinaram asse-
niioras. conlra as quaes Inda persua-a,i f i baldada,
ti bello se.iu ahi porlou- e com aquelle denodo das
padeira* de Aljnbarrola '. O que sei dizer a Vine,
he que. se umanjo da guarda nao so pie de permein,
o negocio lomara oulras prouorc&cs. Bem ve, que
sou simples noliciador, c nio 1110 aireverci a com-
mentar factos para oa quaes na estou habilitado:
oSr. Sa' pur corlo nao viria lomar posse daAratan-
gil, se na sejuiganje com inaoferivel direilo o seo
"!"" mM oanlrario dizem os herdeiros de D.Ce-
cilia. S com muilo ecilo se arranj ira 03 negocios.
Consta que o ajferoi de polica, a cuja mando vi-
era a forca, varejara alguns engenhos desta fregue-
zia, a cuui|iriinen[o de ordena, mas que nada pode
ra colher, se bom que empregasse muila aclivida-
de. Mea amigo, quando chega no mallo algum des-
tacamento, ha um alarma geral, e parece que um
conductor ejeetrieo comraanca a nova aus que mo
estSo la muilo descarregados de couscioncia, e cu~
poeira no caso. Sem um destacamento iivo a polica
nada podera' conseguir, e ninguem mais 110 ca-o es-
lava de vir destacar no O'do que o alferes Goilber-
mino, queja' se fez couhecido da prole borbolela etc.
(Carta particular.)
REPARTIC/AO SA POX.ICIA.
Parte do dia 10 de Janeiro.
Illm. o Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
diuerenlea parlicIpaoDes boje receidas neste re-
parhcao, consta que foram presos:
Pelo juiz de direilo da primeira vara, o pardo Ma-
nuel I.uiz para rccrula.
Pela subdelegada da freguezia do S. Fre Pedro
Goncajves o manijo inglez James Smilh, a requesi-
e.\'^ do respectivo cnsul.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de Pc-
namhtirolOde Janeiro de 1855.Illm. c Exm.
Sr. conselheiro Jos liento da Cunha e Figueircdo
presidente da provincia,O dicto de polica, Luiz
Carlos de l'aica Teixeira.
Illm. Sr.TransmiltindoaV. S. a inclusa copia
das insIruccOes .ludas pela presidencia para terem
observadoi us tasos do incendio, e que me foram
rcmeltidas pcla'jnesma presidencia com ollicio de
8 do corrente. recommendaudo V. S. que no sen-
tido dellas dislribuindo suas urdens aos subdelegados
de sua jurisdiccao. Ibes recommende que Iralem
sem demora de nonvar oscapalazes dos prelos ga-
nhadore de suas freguexias, deque Irala as mesraas
tnstrucrfies, e proceder ao arrobnenlo dos mesmos
prelos por ordem numrica, a cada um dos quaes
se far deslrihuir urna chapa de folha que deve con-
ler era lellras iniciaos alem da dcsignacao da fre-
guezia a que perlenccr, o numero correspondente
ao individuo.
Logo que este (rabalho se liver concluido, devor
V. S. exigir dos mesmos subdelegados, e remoller
a esta secretaria a reanlo dos referidos capalazes,
e .tos prelos arrolados, na qual devera ser designado
o nome do Sr. do prelo, quando escravo, e a roa c
numero da casa ein que residir, nao s para conhe-
cimento desla reparticn, mais lambem para que por
ella sejam torneadas as ditas chapasen! propon-So
do numero dos arrutados.
Dos guarde a V. Ex. Sccrelaria na polica de
: eiiiambuco 10 de Janeiro de 1855.Illm. Sr. Dr.
Francisco Bernardo de Carvalho, drlr.ado do pri-
meiro districto desle termo.() clicfe de polica,
i(t; Carlos -te Paira Teixeira.
Para que haja a niaior regularulade possivel no
servico de socorro em casos de incendio, convira
observar-ae provisoriamenle o soguinle, em quanto
oulras medidas nao torem mais compridamciile cs-
labelecidas.
Logo que se manifestar incendio cm qualquer
parle desla cidade, a igreja que mais prxima Ihe
Mear, dar immedialamente signal por meto do sino
maior que liver, e o repetir em quanle durar o iu-
cendio. O signal constar de ."> badaladas so o 11-
cendio for na freguezia do Recita, de 6 se for na de
Santo Antonio, de 7 se for na de S. Jos, e de 8 se
na da Boa Viste.
O sacristn ou guarda da igreja que primeiro an-
Tendo no dia ."> de dezembro do annn prnximo
passado, servid de examinador das alumnas do col-
legto de Nossa Senhora da Divina Providencia, si-
tuado no aleiro da Boa-Visla 11.8, o derigulo pela
Bxm.'Sr.a I). Candida Rosa Me. Dermol da Cusa,
nao pnssn deixar de levar ao coiihecimeulo do pu-
lilicu, o elevado grao de aproveitameulo, que mos-
Iraram as alumnas do mesmo rollegio as materias,
que all so ensinam, e que s.5u : leilora, escripia,
grammalca porlugiieza, arilhmelca, gcographia c
fra.iccz, ao que opUioamenle responderara, dexan-
do inleiramente satisfeilos, nao s a inim, como aos
demais senhores examinadores.
Tive, pois, do observar cum minuciosi.lade alten-
cao, 11.10 s a iirbanidade, pulidez da Exm.' directo-
ra, que a lodos recebia cum especial alLbilidadc e
cortazia, propria d'uma acrisolada educacao, como
lambem o bora rgimen, aceto, regularidade e gran-
de numero do alumnas existentes em seu coUegio, 0
que ludo exhuberantemente prova o desvelo c cui-
da lo. .pie emprega no exacto enmprimeulo do sao
ministerio.
E,portento, a Exm.' Sr. D. Candida, merecedo-
ra dos maiores enrnmios pelos incancaveis esforcos,
que lem empregado no desenvolvimenlO das Icnias
intelllgencias dsjovens alumnas que lem sido con-
liulas aos seus malernacs cuidad., formando-as
desi'arle para virem a ser um da, o bullanle ornato
da nossa sociedade, como dignas mais de familias ;
adquerindo a mesma Exm., Sr. para si um nome
respeilavel no numero daquclles. que se entpregam
na ardua, c asss espinhosa larefa da educacao da
mondado.
Foi, porm. sentida a falla da assislencia aquelle
arlo.Ulaquelles senhores que lili lem suas filhas edu-
caiulo-se, ao menos a daquelles, cujas filhis Unham
de ser exaaainadas,poia que ^e assim otive-som feilo,
nilo su mais ahrilli.inlariam esse arlo com suas pre-
sentas, encoriijiiriam as examinandos, como seriam
lesteiniinlias occulares do bom adantamcnlo com
que se dlstinguiram naqurllsactu ossasjovens alum-
nas ; o que nicamente ei.. Illm, Sr. Dr. Alcanfo-
rado, pai de una das examinandos.
Receba, pois, a Exm. Sr. 1). Candida, meus sin-
ceros emhoras, pelo atan com que lem procurado dar
um subido grao de engrandecimento e esplendo) ao
seu bem conceilua lo e qui,;a, o principal eoltogio
do sexo feminino, ora existente cm nossa provincia,
o releve, se cu levado nicamente pelo impulso da
minha consciencia, publicamente Ihe trbulo ,.s lou-
vores, que com juslica sao devidos ao seu acrisolado
mrito. *
Bem conbeco no sor eu habilitado paralerer elo-
gios dignos da Exm.,. Sr. I). Candida, o que eerte-
menle licarci muito a quem do lim, a que me pro-
ponho, mas anima-mc a lembraoca do dito do anli-
go Vate de Sulmona : Olida fallam as forras su-
pre a vonlado.Ul desint vires, lamen est laudan-
da colunias.
Boa-Viste 8de Janeiro de 1855.
'irio da Cunha Moreira Alte.
Por/ii
LITTERATl'BA.
JaiT JSPKl Tenhr "or *<" "U/,cii,r ""*". ""'* ."mino, do nome, mV
f tem desratdito^Stl*?ITJ* '"" d<" "J* ""+. I*i*e e signaos caraclerislic, da poMoa
st lem escuidadn nesse genero de negocio, e bem
assim, que a sua distilltc o esla sendo feila cora al-
gum esmero
A propo-ilo. Talvez que Vmc. coiihccn por aqui
alguns engenhos que ni.Tec,am ser menciunados em
suas obras, Irabalhos etc., mas que cu nilo os lenha
mencionado em minhas missivas : nao duvido, mas
o que pusso asscverar-lhe he que os que por mim co-
ntieno, ou aquelles dos quaes sou informa lo por pes-
soas de criterio, sou promplo cm aponte-loa, dei-
xando de fazer o mesmo a respeilo de muilos oulros
por nao saber nem por mim, nem por alguem. Por-
lanto aproveito o en-ejo para pedir a aquelles Srs.
proprielarios, qiie me informen! por si, ou pelos
meus amigos a respeito dos mellioramenlos e estado
da agricultura de seus engenhos, e-tando estes no
caso de serem menciunados. Para este lim lenho a
minha pobre penna sempre prompla, e deixo antao
na consciencia dos que me quizerem fazer esl favor
a veracidade da narrarao.
Ainda n.lo se ada de toda construida a ponte do
Haranhao. O eonlratador da mesma, que licou de
da-la concluida no lim do corrente, tem-se demo-
rado bastante, o nu onlanlo ha de querer ponlual-
menle suas preslacfies o final pagamento !
Em diasdeste me/, des.bon h coberta do sobrado
do engenho Para, nao havendo fdizmenle que ..e
lamentar fracasso algum ; porqoanto a familia da
arrendataria se achava ha dias por cautela, agua-
ldada em oulra casa (|0 me-mo engenho.
Acha-sc moemlo o engenho Fernandas, depois de
quasi lodo reedificado. As obras que se acnam aca-
badas aformosoaram de urna bella manen a enge-
nho. Resta ainda a casa de vendaser concertada
c construida urna capella, (para cuja edificacao ha
urna promessa de qualro ceios mil reis ), e he de
presumir que o Sr. rap.l.io l.oiircnco n.lo deixe sle
vacuo em sua propriedade j de lano valor.
Arrefeceu se o ardor pelas lapinhas do O'.J
nSo 0115 fallar mais nos ensaioa ; l.ilvcz lenha ca-
ducado essa deenro.
0% assassinos passeiam em roda desla freguezia
com despejo inaudito, e levam a sua audacia em
frequentarem os mercados A polica est manic-
N0T1CJASE JURY DO CABO.
I01 convocado o jurv do Cabo para o dia 1\ de
outubro. |>lu juiz de dircil interino Dr. Joo
ul.. Monteiro do Amlrade. no impedimento do
JVSZESKXZ e.t.,,0r qUe ^'-rnrcaquc'empregue
daos com as habititefoei precisas para exorcerem
laes lugares.
Nada de imprtenle quanto a seguratici indivi-
dual neste mez. No dia -Ja do prximo passado, em
Ierras do engenho Maranh.lo foi brbaramente es-
ptica lo um escravo do proprielario- por moradores
do mesmo engenho c de Bemlica, o isto por haver o
mencionado escravo defendido
dos criminosos as caimas de se
va no atalaia. A polica fez a
rapluia dos delinqiienlcs, raa
dos mandaram-se mudar. E
Os partidos de cannaateo um
va,lia : lodo o cuidado he pouco !
..... pes'oa
que der-lhe oaviso, quando nio seja possivel det-la,
e urna vez que a pessoa nao Ihe seja conbecida. Era
todo o caso apresenlara a ola ou a pessoa dolida,
ou declararlo de quem ella soja ao chele de policia,
alto) deste providenciar convenientemente, premi-
ando o individuo com IO|OflO rs quando o aviso
seja verdadeiro, ou corrigiudo- e fazendo-o punir,
quando se verifique que o aviso foi falco.
As demais igrejas da cidade, quer da freguezia
onde for incendio, quer das outras, repetir o
signal com o mesmo numero de badaladas, que liver
dado aquella que primeiro amiunciar o meen lio,
porem cora pequeos inlervallos.
Em cada freguezia da cidade, sern pela polica
orgaiiisiidus em eapalasia os prelos ganhadores.rada
am dos quaes trara pendente ao pesroco um chapa
de fothacora a designaCfle em letras iicaes da fre-
guezia a que pertencer.
Logo que se der o aununcio do incendio, concir-
rera ao lugar o director das obras publicas com os
seus engenheiroso traballiadoros, e lomar a diroc-
c.",o do trahalho relativo a exlnccao do fogo, ompre-
gandoos meios que a arle acous'e'lhar em casos laes,
.lando a presidencia parte ollicial do quanto liver
oc corrido.
Ao signal do incendio o inspector do arsenal de
marinha mandar com a possivel promplida o seu
ajudante com a bomba C trabajadores respectivos.
O director do arsenal do guerra lambem enviara
com igual prnmplidao a eompanhia de artfices e a
b niiiii. Anresenlai-sol.a sem demora 110 lugar do
incendio o cpala/, da Alfandega cum a bomba e Ira-
balhadorea da capalazia, .levend os operarios e
'rabalhadoresdcslas tres estacos, levar rom sigo rs-
cadasebaldes para carregar agua, o comraan-
danle do coipo de policia cum a bomba c pracas
que forera bastantes ; o chele de polica, delegado,
subdelegad-i com seus inspectores respectivos, e o
cpalas, da freguezia com a gente de sua capal.izia
munida de vazilhame para rouduzir agua.
Na rep.irlico das obras publicas haver urna bom-
ba prompla para ser entongada, acudindo a qual-
quer incendio, como as de que Irala o artigo anleCo-
ilente, assim como haver urna oseada de mo do
compriinenlo de 50 palmos pelo menos.
Os subdelega los das freguezias, que nao forem da
do Incendio permanecer vigilantes com os seus
agentes nos seus respectivos di.-lriclos al segunda
ordem na presidencia ou chefe de indicia.
\ polica oceupar-se-ha em lomar as medidas de
c.chtoVTmm'^.....,a *'; ''" o rha seguranca, o auxiliara a exacnc.1o das providencias
iiiciiciaito. lomo sempre, no da Al nao se reun- dadas, nao cousenlinc'
malditos EK ura"do^o;i":nfes maVS'pa
reclame
Na mesma eccasi|o a forca de primeira linda se
iiipletar- conservara prompla c
ESBOZO.
De um quadro da lltteratura ngtexa
.(Conlinuaro do numero antecedente.)
As mulheres sao mais felizes 110 romance do que
os homens. i.i este axiomia na iteiuta iCEaHm-
'"""* '.....ca pudo cousidera-lo se nto romo um
acto do galantera da parlo do redactor. Dos me
livre te sustentar a opertoridade do hnmem sobre
a muiher Creio na igual,lado di iutelligencia e
dos direitos, mas a igualdadc na aera a panda.le
do aptidoes.eja missa para que a muiher be chamada,
por sua propria nalureza, a pnlieurher na socieda-
de. all'asta-a forcosamente do estudos e de gremios
necessarios ao desenvolvimenl das qualidades do
rorosnclsla. A educacao restringida, incmplela a
que as mulheres sao sugoilan des :e a infancia c que
so parere ler um alvo, o do embargai n.-llas a raa-
nfesuclo de eertoa sentimealos, de certas percep-
ces, lambem vera op lor-se a,, que as arles ou na
littoratora, revelaeOes deatesj seniimenios e siestas
percepces, as suas obras possuam valor ilaquellas
que saliera da mao ou do cerebro do hornera. Igno-
ro se para o futuro as cousas.Te pastarte de oulra
sorle, e nem quero negar de urna maneira absoluta
a pOMlbludade disto, mas esta qucslo he do domi-
nio da utopia,de que m nilo queropreoecupar aqui.
Ora limitando-me rcalidade.e por oulro lado incli-
nando-ma ante o genio e o talento de corlas mulheres
artistas, poelas ou oscriploras, vejo-me ohrigado a
reconhecer que ellas colinsluem na familia dos blue
slockings excepces cuja raridade vem confirmar a
regra.
A Inglaterra he por excedencia o paiz das mulhe-
resautores. Nao ha litteratura que conle lautos
representantes lmininos como a sua. Os catlogos
dos livreiros ingieres ahun.lam de annuncios. poe-
mas, romances, & porl.adj, Mars ou Miss Some-
liodij. Algumas doslas prodceles se fazcm notar
pela delicadeza do senlimenlo ou do gusto ; mais he
torca confessar, que a mor parle quasi que mo me-
recem sair dos keepsakes que muilas vezes Ibes lem
servido de introductores anleo publico. Tcnho dban-
se dos olhos os nomes de Miss Ferrier, de I.ady C.
l.amb, de Mars. Trollope, do Lady Blessingio, e
de viole oulras mulheres cujos romances ou novcllas
teem gosado em nossos dias, ua Inglaterra, da cerla
voga; pois bem, cm consciencia, eu nao puderia enn-
ceder aos seus escriplos um valor serio. Exceptu
deste juizo Mars. Shellej, o autor de Frankenstein
concepcao original e potente ; Miss Edgeworlh, a
quem expruhr.irei todava o sen lom um pouco pe-
dantesco, e Miss II. Martillean, que, nos seus con-
los sobre a economa poltica, n seu exame das
insliluces e dos coslumes nos Estados-Luidos, us
seus romances [ Deerbrook, A Hura co llomem ),
e os seus livros para os meninos, tem dado provas
de verdadeiro conhocimenlo do coradlo humano, de
lalenlo notavel,de descripco, de paixao.de eloquen-
cia e de energa de opinies 11'uraa muiher, mas
que nella nao excluein a graca.
Nesles ltimos anuos, Mars. Oaskell, Mis|Bronlv
i Currer Bell} e Lady O. Fullcrlou lambem vierai
lomar lugar enlre as exepces de que acabo de
fallar.
A obra de Mars. Gaakell he urna historia palhe-
tica. Muiher de um espirito noluvel, nunca linha
cuidado cm escrever; Indos os seus pensamenlus,
todas ts suas alloicos se concenlravam sobre a ca-
bera de urna filha. lim dia, romo diz V. lingo, a
morle com as suas frias maos tomn esta menina dos
bracos da mAi para adormece-la no sepulcro.
.Mars. (iaskeM cabio n'um desespero de que nada
pode distrahi-la. Atacada de una allucinac terri
vel,tiuha dianle dos olhos o pli.inlasnia, espectro dn
filha a qualquer hora dodia e da noile, acordada
ou dormuido. Esta visan nial.ivaa. quando o me-
dico que a Irateva, nao labendo mais o qae lizesse,
aconselbou-a que escrevesse. A infeliz mai obe-
decen, e foi 119 contacto das sfflicotVea humanas qne
ella foi beber as suas inspira;es. lA minha afli-
nidade he mais forte com os iufelizcs do que rom os
fetixes, 11 podia ella repetir depois de Sterne. Todos
os a III ic los Ihe inspiravain sympalhias, e muito mus
ainda as victimas do vicio ou do crime a qncm Jess
disse : Vai le embora. e nao peques mais Habi-
lava urna cidade manufacturera, c os flagellos ph) -
sicos e moraes que opprimem os pobres ministrarii-
Ihe o assumplo de ,1/iir;/ Hartn. Este romance, no
qual se manifesta e brilha em Indas as parlas a forc;a
do senlimenlo, he um espelho liel da agona do ope-
rario, dos horrores da prosltuicao, das epidemias
geradas pelo trabalho das fabricas e pelos habilus da
miseria. Mars. tiaskell, neste exposicao da sorle
dos operarios inglczes, regisirou sem dedamacao os
fados que penetrara o rorarlta de dor, na particula-
ridades repllenles, as desgranas iiremidiaveis, as-
sim como as dores delicadas, os accidentes, os casos
pOMiveU de penuria- Narran a colera sorda gerada
pelos solrimenlos populares o pola ndiffercnea dos
felizes da Ierra, e esla situnc.ln lerrivel, ebria de
censuras e de advertencias velha sociedade, e en-
, iniruii acrenlos verdadeiros e palhclicos para pin-
ta-la. Neala narrarao bem composla, autor de
Mni 1 Hartn soube eximir-se de loda a affeclacao
e h\ poerisia .le linguagem, deu a cada personagem
a sua cor propria e couservoii-tlns o idioma parti-
cular ao vicio, i colera, miseria."
Ilulh he a historia de urna expiarlo, de um longo
arrapen-.lmenlo, e um ataque sincero c cueto de
graca, mas talvez nm pouco candido de mais. conlra
ti, e era que dominara os sentimental d.i resdg-
nacSo, da mansuerode c :'.,< decadencia,
Miss Bronl) (Correr Bell, o autor de Jonna yre,
de Shirleyt .le l'illelle. leve a honra de ser compa-
rada ,. ti. Sand por eertos crticos piedosos da In-
glaterra. Excusado he dizer que, no pensamento
desle sanios homens, .1 eoropararaa equivala a urna
injuria, merecida na opiniao deiiesera conaequen-
ca dos ataques ao casamento e a hierarehla das con-
dices soeiaes, que elles linham julgado dascobrir
nos romances de Miss. Bronl;. Lancavam-lho em
i,.-lo anda o pregar o espirito de insibordinacil, a
legilimidade do d-seto, a eonanca ruga na liberda-
de, e ser inspirada por um individualismo exube-
ronle. Pela minha parte, c=ics raoralisadoresa io-
do transe ic tssusteram sem raza das asplraces
da independencia de Currer Hell e dos seus proes-
toscontra certas convencocs humanas. Miss. jtrontv
quiz simplesinenle piular a sorle das tubas ,|e lami"-
lias nolircs.forcadas.eni virtiidedodircilode progeni-
lura, a comer o pao da dependencia (ioami l'yre
das aias ou das me.tras I ,licite e das mulheres da
classe mediana Inglaterra Shirleif. Entretanto
convelido que ella ao relralar os accidentes desas
existencias tristes, mediocres e laboriosas, lenha dei-
xadu escapar alguns acecidos de revolla e revelasse
corlo espirito de desobediencia, e que altenba pro-
testedo em favor da liberdade moral e vibrado algu-
mas sellas Mricas ascravldao imposto muiher
na sociedade. Masa onde esta' o mal ? Nao sera'
permitliilo pleitear a causa dos infortunios immere-
recidos T Pela minha parle, ser-me-lua lauto mais
impossivel fazer disto am crime a Cuirer Bell,
quanto ella me perece animada polo senlimenlo d
um dever que deve ser alisfeto, ao qual as suas
obras tomam a inspirasao varonil, santa e moral
que as caraclerisa. Todas 1S0 escripias com a en-
ve.-meo accenlo do conOstOes inleiramente pes-
soaes. Dolada de um espirito vigoroso, original,
de urna mi-tura de ardor continuo e de irona de
111,1,1 especie do forra viril. Curre/ Bell he asnera
atormentada, um poueostlvageo e nerfeila as par-
licularidiides.postoqiie extravagantee phanlusiica na
sua maneira de reuni-la*. A narrac.lo he lnguida
mas os caradores rao enrgicos, accenluadoi, ver-
dadeiros. naturaes, e pelas combiuaces, netos con-
Irasles, pela habilidade com que s scenas sao dis-
peslas, ella da' aos incidente, mais vulgares da vi-
da real urna cor sliisul r c romntica. O es|\|o lem
perfume, poesia e audacia, mas falta-lne um dora,
o das lagrimas. Ella espanto, [njereasa, mas nao
inlernece ; n'iiiiia palavra, he protestante.
Lady Georgiana Fullerton he pelo contrario
emineulemenle femiuina, de urna tornara religiosa
que loca ao misticismo, ede urna imaginaran gra-
ciosa ;aquccid.i por uina. sensibilidade expsimsiva,
Ellen Middleton, Cranlleij Manar e Lady Ilird
sao emauaees lemas da silucc.lu moral das clasSH
superiores na Inglaterra ou do estado dos espintos
e dos coslumes de urna aristocracia cnvelbecida o
gasla no luxo, no poder o na consciencia da sua foi-
M. Fiiha de lord tiranvillc, auligii eubaixadordo
Keino-Lnidoeni Franca, Ladj (.. Iiilleilou devia
procurar os seus hroes c as "sua- aventuras as re-
gules que o sen nascimeulo a c.mdemiiiiva a habitar,
laso qae ella quasi que rae reconciliou como
O romanee de hiyh hfe, urna dai minlias mais mor-
aos aulipaltas. Verdade he que be n'um eslylo
harmonioso e puro e com unta emociTo au mesmo
I,'ipo femenina,polentae vordadeira'que l.adv l'ul-
leriun narra ascatestrophes da presompclo huma-
na ; que humilha e enternece o orgulli.a voate-
de, a liberdade do homcni sol. a sato do Dos ; que
abale os teus bornes polo infortunio, rehabUila-oa
pela religi.100 es iran-forma pe arrcpeudimenlo.
He excusado aecreseenlarqua ella he caihoiica.
A geracio dos podas contemporneos deBvron se
f.u evaporando pouco e pouco, homcm por hornera,
claran por danto. Wordsworlh, o ultimo, uex-
Unguto em 1850. Heuclleque se inspirara quasi
exclusivamente hoje os pelas inglezes. A reac-
c.io conlra llvron e a esoclla chamada satnica re-
mulla si 1834, poca na qual M. Ilcrique Tavlor,
no prefacio de um drama Filippe a'Arlecelde, "foi o
primeiro que laucn conlra os imitadores de Bvron
e -Je Sliell, y nm violeulo manile-to. Exprobr'ava-
Ihes o aboso das imagense a ausencia de observa-
cao, um orgulho in-ariavel e una personalidade
ambiciosa.a Era v-, dizia elle, nao ha nada sim-
ples, nem verdadeiro. nem razoavel. obris smenlo
sobre a imaginarlo o soiire os sentidos. Eslai, chel-
os de observar/es faotaslieas, do urna ignorancia
profunda o de urna vaidada -em remedio. .. Estes
censuras erara cabalmente justificadas. Como os dis-
cpulos de Bvron e deShelt.-v ralo lera ruino elles
a grande ympalhia para cora a humanidadeque faz
a sua torca e a sua gloria, foram levados a substi-
tuir 11 verdaie pela vintenia, pela exaseractoe
pelo capricho individual. Privados de pbilosophia,
so possuiam uina exaltacSo facticia c se fallam no-
lar por cerla riqoexa de fuima, mus ao mesmo lem-
po per urna pobreza e pur uina puerilidad de con-
cepta., dcpioravoi-. besgracadamente. a reaccao
provocada por M. lavlor nao leve resultados felizes.
t)s poetas inglezes pasaaramcom armas c bagagens
para o campo nos lakislasese tornaram os imitado-
res de Wordsworlh. O remedio era pcior que o
Wo.-dsworth, no meu entender, he urna reputa-
ran exagerada, e era lodo o caso, mais periguso dos
modellis que se pnlemseguir. He um poeta sub-
lil, gracioso pelo rhvlhnio e pelo peiisunenlo, e de
urna delicadeza que, querendo descer al a profun-
de/.:, cabe na obscundade. Vacilla roulintiainenlc
entre o siugeloe sublime, re.luz u vulgar ao ma-
ravilloso, transforma as cousas humildes em soasas
minias, e chega a fazer disto, nao poesia, mas as-
cetismo theolngico e analvso de psychologu. Os poe-
las lyrieosa dramticos actuaos anda rubdividiram
a analvso de Wuodswurlh, exageram-lhe a d.lici-
de/a. onfraquoreram-liie us vapores suhils e redu-
zirara a poesa a na ser mais que a sombra de una
sombra, ludavta mo deixam de ter a prelencao
do serem francamente humaoos, e he o homcm eaa
suasenf.rniidades iuvisiveis, oque he o o que deve
ser. que aflirmam ler tomado por assumplo. o Os
poelas. dizein elles, se romprazein em ouvir a m-
sica suave e queixosa da bumauidade. Com effeilo
elles silo melaphisicos e na poetos. Professam um
desprezo profundo para com os sonhos d'amor ou
para com a colora humanitaria de Bvron, que qual-
hhcam do ebuliciles .'.a juveiilude. Aa ouvi-los, o
autor de Joao perdeu o seu lempo cm adorar
phantesmas c eniJirritar-se|contra realidades. Na opi-
niao delles, nao leem illusoes, mo se iodignam e s
he que possuem a serenidade meditativa do pensa-
dor. \ erdade he que no leem estro, mas sabem
abracar o complexo das cousas e se gloriam, em fal-
la de paxes, de ler conviceese alfoices profun-
das. A esta escola sen mocidade, sean vivacidade
caucada pelo e-pirito. perteneci M. M. H. Tavlor,
Browning e lennjson.
As obraslyricas dcM. Tavlor nao possuem|um va-
lor lao grande que me abrigue a anlecipar o juizo
(pie a respeilo dellas lid fazer na parle deste tra-
balho reservada aos podas dramticos. Os peque-
nos poemas publicados por M. Browning, afora as
suas tragedias e comedias fantsticas, autorisam-me
peto Contrario a apreda-lo desde ja'
M. Browning he um desprezador do passado e um
pesquisador de formas novas, um espirito observa-
dor, abstracto e cheio dealTeirao e de affectaooes
pueris. A espera do Sala!, O Dia de l'aschoa,
u Laboratorio. O Confessionario, sao simples nar-
racoes ou leudas, e neste pequeo quadro, as quali-
dades H. Browning se desenvolvem mais fnvoravel-
rneote do que no drama, pois que ahi o esforc e a
falla de singeleza se facera menos sentir. M. Brow-
ning tem audacia e originalidade, o elylo he ner-
vosoe pitloresco; mas porque razilo Ihe fallam o
senlimenlo l)nco, o poder do estro e o enlhusiasmo?
Dar-se-ha caso que Ihe devamos acensar a nalureza,
ou a causa disto sera' a sua obstinado em tomar
auslraccoes philosophicas por poesia? Acredito de
boa vontade, recordando-medosassomos apaixonados
que notara em eertos dos seus poemas e que reve-
lara, talvez, mo grado seu, um verdadeiro artista.
Mas eu o lamento entao tanto mais vivamcnteqnan-
lo M. Browning, em consequencia da sua indepen-
dencia um pouco ulliva, da sua vida simples e seve-
ra, exclusivamente volada ao estudo e os Irabalhos
do pensamento he contado enlre os homens mais
dignos da lilleratura contempornea.
M. Alfredo leu:i\-011 lie boje poela-laurealo. A
ongem deste titulo, dos cargos e emolumentos que
Ihe sao inherentes, permaneceu al aqui mu obscu-
ra. Em piincipiu devora ser uina luuccau anloga
a de boube do rei. Cilam-se, como poelas laurea-
dos. (,uwor o Chauccr LIJOI lilS.) Os seus succes-
soresiuini- lalos na sao couhoridos, mas John kav,
autor de una Historia de Ithodes, assigoa a sua de-
dicatoria' dirigida a Eduardo IV 11711183 ),o
poeta lauralo de S. II.. a a nina caria latina de
Heiirique Vil (14851M9) pro poeta laureato.oto-
va que este principe, linha um poela addido s,ia
casa. Apos esle illus.re dcsconheeido vom Skellou
no lempo de Henrique VIH 13091329), Spen-er
M tempe de Elisabelh 15), e Samuel Daniel
(1599), a quem It-n-Jubeson succedia cm 1619. A
pensao do poeta-laureado era entilo de 100 marcos
de prata, em cambio do qae devia elle fornecer
annuslmeate duas odes unta 110 anniver ario
do nascimeulo do rei, a oulra na poca do
primeiro dia do anno. Lina caria de 2t 1c
marco de KtfO, fixou a pensa de Ben-Johnson
em 100 libras esterlinas. Depois de Ben-Johnson
vem Dryden 1637),que Guilherme III declarou mais
larde indigno do l.ouro como jacobila e o qual foi
siib-tiiuido por Sbadwell ,1688:. Os nomes de Na-
hum-Tale, Nicolao Kowe, L. Ensilen, Collcy-Cibber,
W hile-Head 1609-1783 perfeita e justamente es-
queridos, provam o cxcellcule goslo poelico dos
prmeiros soberanos da Casa de Ilanovre. Sem a
sua Historia nao concluida da poesia ingleza. Th.
Warton teria si.ffrido a mesma sorle que o seu pre-
dessor While-Head. M. Pye (1790). para se mos-
tear digno do favor real, procuro imitar contra 11
Franra os versos de Tv rico. Contam que o infeliz
poeta leve a dor de ver os anidados, aos quaes se
liam as suas odes gnerreiras, analta* a caheca. dei-
xar emir as espingardas e suecbamir ao somuo.
WallcrScoll, em 181.1, recuso substituir a M. Pie,
o o principe regente nomeou poela laureado a Sou-
lliev, que as suas opinies republicanas, a sua apo-
loga de um regicida c as suas odes insurreccionaos
pareciam dever afastar de scmelhaiites Tuneces.
Mas o principe regente julgara o homem pelo seu
valor moral, cSoulhev se im.slroii digno da escolha
daquelle que foi depois Gcoric- V, pelo estro apo-
logtico do seu realismo,le fresca dada. Al cheaou
denunciar, em nome da religiao o da moral, os
poetas que h>ai.nu liis a principiosoulr'ora seus__
o elle foi o primeiro que designcu Bvron como chc-
fe da escala satnica. Quando menos pen-oii,
aguia cabio subre elle, e n'uma parodia, a / i-i do
Julgamenlo, admiravel de e-lro e poesia, apert-.u
com as garras ao renegado S.nthev a apostates edei-
Xou-ocolierlocomlafsesligmasdeinr.iii-.ia.que Je-de
enln nem (ieorge IV o nem Guilherme IV poderam
arranrar-the em s verso. Na occasiao da sua mor-
le 1813, iWordsworlfa receben o lauro, e em ItJSO, a
rainha Victoria deu-lhe Teniivsnu por snecessor.
(Con/ii>(ar-.e-/sa.)
COMMESCIO.
L
PIUCA DO RECIPE 10 DK JANEIRO ASI
HORAS DA TARDE.
OlacOes otllciaes.
Cambio sotre o Rio do Janeiro2 de rebale.
Assucar branco 5. nortea0.VI e 2)106 por arroba.
Dito snmpiioIsOOO por arroba.
Dito mascavado escolhido1610 e 13700 por ar-
roba.
ALFANDEGA.
Rendimento dodia! a 9.....79'>0>7S '
dem dodialO........I9:t92a14
:997i9grr
Descarregam hoje II de Janeiro.
ltrigue porluguezAlegrearinhe e batatas,
tingue inglez ,'a;elebacalho.
Barca inglesaMeleordem.
Barra inglezaRothezaydem.
Barca americanaConradfarinha de trigo.
Brigue haraburguezO/aracemento. v
Cngue inglez Ann VurlercarvAo.
Brigue inglezFcerton idem.
Esruna prussianahennelmercadorias.
Barca inglezafoiamondo resto.
Importacao'.
Palarho porlaguez Destino, viudo de Lisboa, con-
signado a Thomaz de Aquino Fonseca Filho. ma-
uito-lou o seguinlc :
70 caixas (icos ; a Jos Vicente Calaia.
13 pipas e .).-) barris vinho, 1,310 molhos ceblas,
9 caixas ditas, 27 barricas sardinhas; a Francisco
Severiano Raballo & Filho.
2 binis vinho ; a Xiio Vieira Coelho.
2caixae 6 fardos drogas; a Bartholomcu Fran-
cisco de Souza.
1 caixavidros e graes de pedra ; a lanada Joscdo
Cont.
l~> pipas vinagre. Id barris paios, 20 ditos chouri-
?as, .'10 ditos loucinlio, 1U barricas cera, 1 caUa
massa de lmales, 30 saceos tardo, 2 ditos aveia ; a
Ihdiiiaz do Aquino Fonseca ,5, Filho.
1 caia jmpressos; ao padre Ignacio Francisco dos
Santos.
10 barris linguijas, 20 barricas sardinhas ; a No-
vaos jC
1 caixa imprtssG--, i dita saboiicles ; a Miguel Jo-
s Alvo-.
1 caixoles figos, 1 dito dilos e araendoas, 1 fardo
amendoas ; a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
- caixas vidros, 1 barrica nioslarda, 2 ditas linha-
ea, 1 dila agaa ingleza, 2 fardos relalhos de pelli-
ca ; a Jo3u Soum.
1 fardo papel carlarho, 1 dito relalho de pellira,
barrica rezina de pinho; a Vicente Jos de
tirito.
I caixSfl chapeos, 1 sacca areia ; a Joaquim An-
tonio Pereira.
1 raixao livros; ao gabinete portugus.
100 rodas arcos de pao para pipas ; a Joaquim
Lucio Monteiro.
2 barris vinho ; a Carvalho & IrmAo.
2 dilos dito ; a Luiz Jos de S.i Araujo.
30 c.maslras batatas. 30 barris choaricas, t,(i barri-
cas sardinhas ; a Luiz Jos da Costa Amo-
rim.
10 barris vinho ; a Angosto Cesar de Abreu.
10 ditos vinagre, 10 ditos vinho. 10 ditos louri-
nho, 1 fardo peneiras de rame, 10 barrica sardi-
nhas ; a JuAo da Cunha Keves.
10 saceos semeas; a Manoel Ignacio do Oli-
veira.
t0 barris sardinlia, JO cana=lras batatas, 1 balle
rame ; a Antonio Alves Vitalia.
30 canaslras caslauhas, 30 barril sardinhas, 1 cai-
xa cera, 9 saceos enmitihos, i ditoservadoce ; a Bcu-
10 Candido de Moraes.
2 caixotinhos rap ; a Jos Velloso Soaras.
1 caixole marmelada, peras, nozes, amendoas e
massa de tomates; a Francisco Comes de Oli-
veira.
Iliale nacional Camoet. vindo da Parahiba, con-
signado a Francisco da Silva Radich, manifeslou o
segumle :
2!i pipas vaziaseinteiras; a Antonio Pereira
M,,les.
I na pr;o de arcos ue barricas ; a Viuva Amo-
riin A- Filho.
1 rodete e eixo de ferro quebrado ; a Me. Cal-
moni 4 C.
300 loros de mangue ; a Severiano da Cosa e
Silva.
Brigue inglez Mettor, viudo de Terra Nova, con-
signado a James Crahtrco & C. raanifestou o se-
guidle :
2,800 barricas bacalho; aos mesmos consignata-
rios.
CONSULADO ERAL.
rteudimenloiln da 1 a 9. ..... 9:4738%!
dem do dia io........3:I53102
1 27363
n ; DIVERSAS PROVINCIAS.""
Keudimento dodia la..... 709i'>6(i
dem do dis 10........ 904681
S00^6I7
KECKBEDORIA DE RENDAS INTER.NAS E-
RAES DK PF.RNAMBUCO.
Rendimento .lo dia I a 9 .... 1-9)88879
dem do dia 10.........'338p399
2:i97278
CONSULADO PROVINCIAlT-
Kendimoniodo .lia 1 a 9.....16-9303017
dem do dia 10........5:0275731
22:4075718
MOVIMEITO D JPOaTO.
Nadas entrados no dia 10.
Ierra NotaOdiar, brigue inglez Harkhill, de 175
toneladas, capujo Thomaz Eales, equipagem 11,
carga 2,220 barricas com bacalho ; a James Cra- .
htree f Companhia.
Parahiba2i horas, hiate hrasileiro Camoei, do 31
toneladas, mestre Severiano da Cosa e Silva,
equipagem 5. carga toros e pipas vasias ; a Fran-
cisco da Silva Kadeche. Passageiros, Nicolao
francisco da Costa, Jeronyrao Freir de Faria
Pedrosa. .
Rio de Janeiro21 dias, galera ingleza Falima, de
L.> toneladas, capilao John Bello, equipagem 16,
em lastro; a Roslron Booker Lisboa28 das, patacho porluguez Deslino, de 8.,
toneladas, capitn Francisco de Paulo Baplista Gi-
rl"' e Ihomazde Aquino Fonseca & Filho.
Navio* sahidas no mesmo dia. '
Rio de JaneiroBrigue inglex Barkhill. com a mes-
ma carga que Irouxe. Sospendeu do lameirao.
dem e portes intermediosVapor hrasileiro Gua-
nabara, commaudmite o 1.- lenle Salom. Pas-
sageiros desta provincia, James Brown, James
Hunter c soa senhora. Dr. Jos Alfredo Machado,
adiaras de Santa Isabel, 1. sargento Manoel
Correa da Costa, Jos Goncatves Malveira,- Dr.
Eduardo de Barros Falcao Cavalcauli de Albu-
querque, cadete Pedro de Barros Cavalcanli, ca-
dete Alfredo de Barros Cavalcanli, Antonio Joa-
quim de Vasconcellos, coronel Lois Antonio Fa-
villa, sua senhora e 2 escravos, Antonio Botelbo
Pacheco, Antonio Jacinto l.eodorio, desertor
JoaqnimdeSanl'Aniia, Antonio Henrique Malte,
criminoso Manoel Francisco dos Sanios, Luiz. par-
do, 2 pravas de policia, 5 escravos a entregar, es-
rravn. Joan Jos da ExaltacSo, remitas pira a
marinha.
EDITAES.
Os credores do fallecido Jos^larlins Alves da
Cruz, e este mesmo, comparecam no dia 12 do cr-
reme mez, s 11 horas da manlWla, na casa da resi-
dencia do Illm. Sr. Dr. Francisco-.de Assis de Oli-
veira Maciel. juiz. do commercio da segunda vara,
na ra eslreila do Rosario n. 31, para verificaos dos
crditos, se deliberar sobre a concrdala, se for pe-
lo fallido proposla, ou se formar o contrata de aniso
e se proceder a iiomeatfio de administradores, fican-
do os mesmos credores advertidos, que nilo serao ad-
mitilos por procuradores.se estas nao apresentarem
procurado com poderes esperiaes para o acto, e qne
a pm.-urarao nao pode ser dada a pessoa que seja
devedora ao fallido, nem um mesmo procurador re-
presentar por dous diversos credores.
Recita 8 de Janeiro de 1835.O escrivo tateri-
nn, Manoel Joaquim Baplista.
DECLARADO ES.
CAPITANA DO PORTO.
Importancia das mullas impostas pela
infraccio do regalamenlo das capitanas no
trimestre de outubro a dezembro prximo
passado..........
Importancia de sello des documentos*
exibidos pela dila repartir no mendona-
do lempo..........
71)3000
2358020
-. R- 3055020
De ordem do Exm. Sr. director peral da ins-
truccao publica, taco saber a qoem convier, que esto
a concurso a cadeira de iiutrocn elementar do se-
gundo grao de Pao-d'Alho, com o prazo de 50 dias.
uonlaos da data deste. DireCloria geral 9de Janei-
ro de 1855Candido Buttaquio Cesar de Mello,
amanuense archivista.
A cmara municipal desta cidade principia a
primeira sessao ordinaria do corrente annn no dia 15
do corrente.
A cmara municipal desla cidade fas publico,
que tem marcado o pr..z de 3 mezes. contados da
data deste, para a exorurao das posturas addicionaes
de 2.1 de dezembro ultimo, publicadas neste jornal
,.rx do mrente, ua parle 13o smeule que diz res-
peito as cavallaricas. Paco da cmara municipal do
Recite em sessao do Kldc Janeiro do 1855. flar.to
de Capiharibe, presidenle.-y05o Jos Ferreira de
A guiar, secretario.
Pala delcgaciu do 1.disiriclo do Recita foi
preso e reculbid a cadeia desla cidade o prelo Boa-
ventura, que diz ser escravo de Jos Antonio Comes,
morador na cidade de Nazarelh. Ouir. suri foi ap-
prehendido a um prelo da Cosa inn relogi de ouro
com corrente igualmente .le ouro : quem, for seu
dono compareca munido de documentos legaes, que-
me sera entregue. Delegada .leste 1.- dislrido do
Recito aos i. de Janeiro de 1855.O delegado,
F. B. de Carealho.
(MPAMIIA DE SEiilROS.
EOUIDADE.
ESTABELEGIDA NA CIDADE DO PORTO
AGENCIA EM PERNAMBI t;t), Kl A DO TRA-
PICHE N. 2(i.
O abaixo assignado, agente Horneado desta comna-
nlna, elormalmenlc autorisado peta diiccrao, acei-
tara seguros mariliinos em qualquer bandeira e
para todos os portos conhecidos, em vasos ou merca-
duras, e sol. suas respectivas rondires ; o elevado
rredilo de que lem gosado esla companhia e as vau-
lagcnsque offerece, far convencer aos concurrentes
da sua utilidade, o seu fundo responsavel he do mil
contos de res fortes : a quem interessar ou convier
odccluar ditos seguros, polera diriLir-se :. ra
cima diaria, a Manoel Duarle Rodrigues
AVISOS martimos.
^ rl
um k
Para Lisboa pretende seguir com toda a hrevi-
dade a barca porlugucza Grtela,, nar, ".,'
passageiros, lrala-e cora os consignatarios Thom
de Aquino Fonseca i Filho, na ra do Vigrio n.
U, primeiro andar, ou com o capilao na prata.
MOTILADO


-MAKAMIA E PARA'.
Segu em poneos dias o liiate nacional
Adelaide, ja' tem a maior parte da car-
ga engajada : para o resto e passageiros
trata-ce eom o consignatario J. 15. da
Fonseea Jnior ra.do Vigario n. V.
Par o Rio dr Janeiro pretende sabir coni a
poarivel brevidade o paladn nacional D. Pedro V:
pan carga e esrravns a frete, trala-M com os consig-
natarios Thomaz do Vinario n. 19, primeiro andar.
Para o Porto, segu iinprelorivelmentccvia-
gem no dia 17 do crreme, a veleira galera Brahti-
rense : quem nella qnizr carrejar ou ir de passa-
gem, para o que lem os mais areiado* commodos,
entenda-se com os consignatarios Tliomaz de Aqui-
no Fonseea & I-'ilho, na rua do Vigario n, 19, pri-
meiro andar, ou com o capitao na pra;a.
PARA O ItlODE JANEIRO.
Espera-se lo Ass por estes dias a barca brnsilei-
ra Imptratriz do Brazil, a qual seguir para o Rio
de Janeiro mu dia depois di sua chegada, e su rece-
be escravos a frete o passageiros, para o que lem es-
colenles commodns: a tratar na ra do Trapiche n.
11, com o consignatario Manoel Alvos Guerra J-
nior.
Para o Porlo pretende sabir com a maior bre-
vidade o brigue porluguez Bom Successo, de primei-
ra marcha : quem no mesmo quizer carregar ou ir
de psssagem, enlcnda-se com os consignatarios Tlio-
maz do Aquino Fonseea & Kilho, na ra do Vigario
ii. 19, primeiro andar, ou com o Sr. Manoel (lomes
dos sa utos Sena, capitao do mesino, na praca.
COMPANHIA BRASILEIRA DE PA-
QUETES DE VAPOR.
O vapor Gua-
nabera com-
mandante Sa-
lom, devechc-
gar dos portos
do norte II
do correte
mez, c seguir
para os do su I
no da ccuinte : agencia na ra do Trapiche o. 40
segando andar.
Para a Babia segu empoucos dias
por ter a maior parte da carga a bordo, a
veleira e bem conhecida snmaca Hor-
tencia, da qual lie capitao Sebastiao Lo-
pes da Costa : para o resto da carga tra-
ta-se com seu consignatario Domingos A.
Matheus, na ra da Cruz n. 54.
PARA A BAHA
Sahira impreterivelmente no dia li
do corrente o patacho Alfredo pode
receber alguma carga para completar o
seu carregamento : trata-se oom o con-
signatario J. B. da Fonseea Jnior, ra do
Vigario n. i.
RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Damao segu no
dia 14 do corrente, s recebe escravos e
passageiros : trata-se com Machado e Pi-
ulieiro na ruado Vigario n. 19 segundo
andar.
Para o Rio de Janeiro sahe com
militabrevidade o milito veleiro brigue
Recieo qual ja' temprompta a maior
parte do seu carregamento, para o res-
tante e passageiros trata-se com Manoel
Francisco da Silva Carneo na rua do Co-
legio n. 17 segundo andar, ou com o ca-
pitao Manoel Jos Ribeiro.
PARAOARACATV.
Segu em poneos dias o bem condecido hiate Ca-
pibartbe, de priroeira marcha, pregado e Torrado de
cobre : para o resto da carga, Irala-se na rua do Vi-
gario ii. .
LE1XQES
O agente Borja fara' leilao no seu
armazem rua doCollegio n. 15, de dille-
rentes objectos : no -mesmo armazem
quinta feira 11 do corrente.
O agente Vctor rara leilao r.o seu armazem da
rua na Cruz n. 2.1, de grande sortimenlo de odras
demarceiiena novas e usadai.de diflerentesqualida-
des. charutos de llavana, ditos da Radia, e oulro.
mullos objectos : ao meio dia em ponto se vender
.tamhem umescravo possanle. de idade de 30 e pou-
os anuos, e juntamente um cavallo alazSo muilo no-
vo bon. trotador, proprio para carro.
AVISOS DIVERSOS"
Urna pessoa habilitada a' ensinar
primaras lettras se olerece a dar lines
em casas particulares : quem quizer uti-
lisar-se do seu prestimo pode dirigir-se
a esta Typographia que se dir' quem he.
O bilhete inteiro da t. parle da 1.a Meris da
cultura da amoreira c criaoao do bicho de seda n.
197, pertence ao Illm. Sr. Deocliciann Ernesto de
Albuquerque, da ci.lade do Aracalv. provincia do
Leara, cuja lotera esla annunciado ter o seu anda-
mento no dia 13 do correnle.
(Juem annunciou comprar o curso de geome-
ma, trignometrta, e elementos do algebra, procure
na rua do Ranget n. 22, a qualquer hora do dia.
na mesma casa se vendem varios hvros usados, tan-
to espinluaes como em direito para toda a Asia.
lambem se vendem saccas com farinha por commo-
do preco, urna porfo de madeira para obra, urna
rotla nova, um heneo de carapina, novo, urna cal-
a com ferramenla do mesmo oOicio, ludo em conla
uo prec;o.
Precisa-se de um prelo escravo, demeia idade,
e boa conducta, qutenlenda de compras de rua e de
servio? de casa : quem o tiver e quizer alugar, diri-
ja-se a rua Direila n. 12. segundo andar, oo uo
aterro da Boa-Vista, sobrado de um andar n. 80.
A pessoa que se adiar doente e que se queira
ratar, fazendo as desperas, dirija-se a rua da Senza-
j la yelda n. 88, para ajuslar com a pessoa que o lem
oe tratar, com (oda perfeicflo e amor.
-r O coronel Luiz Antonio Favilla, tendo-se de
retirar para o Rio de Janeiro, e nao padendo despe-
dirle de lodosoaseus amigos pela brevidade de sua
viagem, o faz por este meio, olTerecendo o seu pres-
umo naquella cidade. O mesmo julga nada dever
roas se alguem sejulgar seu credor, queira apresen-
lar as suas contas na loja do Sr. Antonio Francisco
lereira, na rua do Crespo n. 4, para ser pago,
O padre Joao Capislrano de Mendonca, pro-
ressor de geographia, clironologia e historia do Ivceu
ilesta cidade, preteude abrir no 1. de fevereiro um
curso particular de rethorica, e oulro de geographia
liara lodo o anno lectivo: os sendores estudaales
<|ue os quizerem frequenlar, poderao dirigir-se i casa
ii. ->l da rua Nova, a qualquer hora, alim de darem
seus nomes a matricula.
ATTENCAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
rao de Santo Amaro de Jaboatao.
acha-se com um completo sortimenlo de bebidas de
todas as quahdades, cerveja em meias garrafas e r-
lalas, licores francezes, vinho tinlo c branco, que'ijos
hotos, sardinhas deNantes, manleiga ingleza e fran-
eza, da melhor que se pode encontrar no mercado,
ha da India e de S. Paulo, diln preto, chocolate,
ssucar de lodas as qualidades, bolachinha ingleza,
lila de ararola, charutos para os amigos do bom bos-
lo. das melhore marras, S. Flix, Figueiredo Ro-
ma, e oulros mulos que se pedirem, aletria, ma-
carrao, lalharim para sopa ; pedimos lambem aos
seudores de engenho mais pronimos que nos quei-
i;am honrar nosso novo estabelecimento com suas
ireguezias, achandu ludo pelo prero da praca e a sa-
lislacao do comprador.
Quem precisar de ama cxcellente ama de leile
costomadu a criar, dirija-se casa de frente amarel-
la. na ruado Jasmim, alraz deS. Goncallo, na Boa-
VIS13,
O padre JoaoJose'da Costa Ribeiro,
substituto das cadeiras de latim desta ci-
dade, abre a sua aula particular no dia 1
de fevereiro.
I HE CARO, POREI HE BOU.
A No armazem de Joaquim Francisco de
Alem no largo da Assembla, hechegado o W
afamado feijao do Aracaly : quem o pre- j>
lemler venha ver, porque apreciando a boa
qaalulade desle legume nao dei\ar;i de Ira- W
Mr na algibeira quanlia sudiciente que 9k
possa trocar por urna acca. He dinheiro i X
Precisa-se alugar urna prcla captiva para urna
casa de pequea familia, que cozinde : na rua do
*C UO II. KB.
-,~ Traspassa-so ama liypothe--a em um pequeo
"lio distante da praca duas legua, do valor de 5005
rs. ra rua do l.ivramento, botica n. 22.
,,nr I"' |,rcc',ar tl i1 ,"er arrum-ao, mas de taberna de que
icm bstanle pratica, dirija-se a rua de Horlas n.
lj,liberna.
liAHINETE PORTIGEZ lili I.EITUR4.
i or ordem da direcloria roga-se aos Srs. accionis-
ids, que conservam em seu podcilivros alem do
WMiilrCa para a '""ra. "c dignem recolde-los
Bar at, n", P"l ,,e 8 uia9'w- << Souza
Barbosa, segando secretario.
noTi ,rcranciasc Algebra, t.eomeria eTrignomelria
por Lacron, e urna obra de Ceorges Pl.illips, em
Kleglo T." -'. ->iJa-,eaoPPeo
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA DO COXaZaEGIO 1 ANDAR 25.
oras da
U consultas homeopaldicas lodos os dias aos podres, desde 0 h
manhaa aleo meio da, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operado de cirurgia. e acudir'promplamente a qual-
quer niullier que esleja mal de.parlo, e cujas circunstancias n3o permiltam pauar ao medico.
1 WILTORI DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual cmplelo de meddicina homeopalhira do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tugue/, polo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous c acoinpandadodo
um diccionario dos termos de medicina, ciruraia, anatoma, etc., etc......
10SOOO
:>CtKH)
. _- _......... ...%..,. ,,,,,, luaitssa n iiiutra U inniiiu> (IUC (1
experimentar a outrina de Ilal.nemann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella : a lodos os
fazende.ros e sendores deengenho qoe eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capilaes de navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus (ripulanles :
a lodos os pas de familia que por circnmstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
ilos a prestar m contmenti os pnmeiros soccorros em suas cnferuiidades.
O vade-mecum do homeopalha ou IraduccAo da medicina domestica do Dr. Ilerinc,
odra tamdem mil as pessoas que se dedicam ao esludo da liomeopaldia, um volu-
me grande, acompanliado do diccionario des termos de medicina ....
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia.elc, etc., cucardenado".
bem verdadeiros e bem preparados medicamenlos nao se pode dar um passo seguro na pralira da
homeopathia, e o proprielano deste estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivcl e
ninguem dnvida hoje da grande supenoridade dos eus medicamentos.
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 10, 1J c 133000 rs.
Ditas 36 ditos a......... -ki-jvia
a.........:::::::: S
a......... .III.NXH
60)000
IJKMK)
2JOO0
Dilas
48
60
ditos
Ditas 144
Tubos avulsos
Frascos de meia onc.a de tinctura.
Na mesma casa da sempre venda grande numero de tubos de rrvsla'l de diversos Is
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamenlos com toda a brevida-
de e por precos muilo rommndos.
Novos livros de domeopalhia mefrancez, odras
todas de summa importancia :
Hahncmann, tratado das molestias chroniras, 4 vo-
lumes............20,3000
Teste, rroleslias dos meninos.....63000
Ilering, homeopaldia domestica....."3000
Jahr, pliarmacnpahomeopalhica. 63OOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... Ki-joiM)
Jahr, molestias nervosas. ...... 64M)0
Jahr, molestias da pelle.......83000
Rapou, historia da domeopalhia, 2 volumes I63OOO
llarllimaiiii, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopathica. .
De Fayolle, doutrina medica homeopaldica
Clnica de Slaoneli........
Casting, verdade da homeopaldia. .
Diccionario de Nyslen.......
Altlas completo de anatoma com dellas es-
lampas coloridas, conlendo a descripc.o
de todas as parles do corpo dumano *****,
vedem-se lodos osles livros no consultorio domeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio 11. 2
primeiro audar.
103000
K3000
7,TOO0
6s000
43000
103000
.103000
PIBLICAAO DO NSTITITO IIOHEOPA-
TIIICO UO BRASIL.
THESOURO HOMEOPAT1HCO
OU '
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Mclhodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
palhicamente lodas at molestias que affiigem a es-
pecie humana, c particularmente aquellas que rei-
nan/ no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de homeop.-illiia, lano europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sadino Olegario l.udgeru Pinhu. Esla obra de doje
reconhecidacomoa.melhor de lodas que Iralam da
applicaeao homeopathica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro tem possni-la e ronsulli-la. Os pais de
familias, os sendores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capites de navios, scrlanejoselc. ele, devem
le-la a mao para occorrer promptamenle a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em hroedura por IO3OOO
encadernados H3OOO
vende-se uniramcnle em casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
I J. JA^E, HEMISTA.
9 continua a residir na rua Nova n. 19, primei- i
ro andar.
AULA 1)E LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, proessor jubilado de grammatica
latina, tem eslabelecido sua aula par-
ticular na ruaDireita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente olfere-
cera'.
s?* ;s #
DENTISTA FRANCEZ.
Panlo aignoui, eslabelecido na roa larga
do Rosario n. 36, segundo andar, collora den-
tes com gengivas articiaes, c dentadura com- gp
pela, ou parle della, com a presso do ar.
Tambem lem para vender auna den li frico do
Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do S
Rosario n. 36 segundo andar.
** A*^ lfc .^mii k jti m ^^ ^^ ^ .__ __ "
-)3O00
2SH00
lC.")O0
700
400
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Uiariode Pernam-
buco; para a mesma cmara, que se
acbaem grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferrara da Costa
Rraga tem urna carta na livraria ns. t e 8
da praca da Independencia.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramento tem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da praca da independencia.
l.'iride Italiana, revista artstica, scientifica e
Iliteraria, dedaixo do immediato patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em dnas linguas pelas mais
condecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professorA.Galcano-Ravara. Subscrevc-se em Pcr-
nambuco, na livraria u. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Loteria da Provincia.
O cautelisla Antonio Ferreira de Lima e Mello,
avisa ao publico que tem as suas cautcllas da loteria
da amoreira e criacSo do hiedo da seda, que corre
no dia 13 de Janeiro, no Recife loja n. 11, rua do
Rosario o. 26, dila Direita n. 62, alerroda Roa-Vis-
ta u. 58, na povoacao do Monleiro em casa do Sr.
Nicolao, e em sua loja roa Nova n. 4, pelos precos
abano declarados.
Hilbetes
Meios
Uarlos
Decimos
Vigsimos
COMPANHIA PERNAMRUCANA DE
VAPORES.
O canselhoda direccao.deconformidade com oarl.
4.. tit. 1." dos estatutos da compaiihia, convida aos
lendores accionistas a reaiissrem mais 15 % sobre o
numero de acciies que sudscreveram al 15de'janeiro
de 1855, alim de seren feilas com rcgularidade para
Inglaterra as remessas de fundos com que tem de
allender os prazos do pagamento do primeiro vapor
em conslruccao; os pagameulos devem ser faitos em
casa do Sr. F. Coulon, rua da Cruz 11. 26.
Na rua dasCruzes 11. 40, taberna do Campos,
ha das melhores e mais modernas bichas hamdnr-
guezas para vender-se em grandes porcoes e a reta-
do, c lambem se alusa.
O abaixo assignado, prnfessor particular de
inslruccao elementar do segundo cro, residente no
lerceiro andar da casa n. 58 da rua Nova, participa
ao respcitavel publico e mxime aos sendores pais de
eus alumnos, que adre sua aula a 15 do correnle, e
nesse mesmo recinto lecciona tamdem a lingaa lau-
na e franceza a alumnos internos c externos. De-
clara porlanlo que lem sempre prodisalisado esmero
no adianlamenlo de seis discpulos, como pode pro-
var com o lermo de exames, lauto do anuo prximo
passailo como dos anteriores.
Jote Mura Machado de Figueiredo.
Precisa-se de urna ama para com-
prar e cozinliar para urna casa de pouca
amilia : na travessa da Concordia, indo
para a cadeia nova, n. 17.
Precisa-se de orna prela esrrava, de boa con-
duela, para tratar de urna enanca : qaem a liver e
qui/er alugar, dirija-se ao sobrado n. 8 da rua de S.
Francisco, ou ao porleiro da alfandeea desta cidade,
na mesma reparticao.
Casa de educarSo.
Jcronymo Pereira Villar, devidamenlc aulorisa-
do. atino de novo em 8 do correnle a sua aula de
inslruecao primaria, na rua larga do Rosario 11. ir
a qual reuni mitra de lingoa latina, dirigida pelo
Sr. l'rofiro da Cunda Moreira Alves, profesor pu-
blico do bairro da Roa-Vista, e um curso de lingoa
rrance/a, profesado pelo Sr. Dr Jos Soarcs de
Azevedo, lente otdedratico do lyceu.
Rodrico Joso l.citao porluuez, relira-sc nara
a cidade do Porto. .
Precisase de duas amas, urna de leite e cmlra
secca que seja de meia idade, para casa -le pouca fa-
milia, para engommar e cozinliar : na rua dasCru-
zes n. 20.
A pessoa qne Ihe faltarumasacca com farinha,
dando 03 signaes cerlos lhe ser entregue ; na rua
da Senzala Nova 11. 39.
LOTERA DA PROVINCIA.
Aos 5:000,S000, 2:000,s000, l:000.s000.
O cautelisla Antonio Rodrigues de Souza Jnior
avisa ao respeitavel publico, que os seus bilheles c
cautelas n3o sulTrem o descont dus oilo por cenlo
nos tres premios giaudes, os quaesse acham ;i venda
as segundes lujas: praca da Independencia n. 4,
do Sr. I ortunato, 13 e 15 do Sr. Arantes, c 50 do
Sr. t aria Machado ; ruado Queimado 11. 37 A, do
Sr. Freir ; rua da Praia, loja de fazendas do Sr.
Santos ; rua larga do Rosario n. 40, do Sr. Manoel
Jos Lopes; e praca da Boa-Vista, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Raplista, cuja loteria lem o seu
andamento inlallivel cm 13 do futuro Janeiro.
Bilheles
Meios
Ouarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
5!tlO03O00
2:5003000
1:2503000
lV^MKI
.-.(MI.^NKI
250JOO0
I1EGIVE1
5351KI recebe por inleiro
23800
13")00
800
700 b
400 ,,
I.ava-se e engomma-se com (oda a perfeicao e
accio: no largo da ribeira deS. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
Aluga-se nm hora armazem, na rua da Praia
n. 76 : a Iralar na rua doCollegio 11. 15, 011 com o
proprielario, no sitio do Manguinho.
Aluga-se urna cxcellente casa de sobrado
margem do noCapibaribe, na Punte de Ucha, con-
fronte ao sitio do Sr. Rarao do Rederibe; a tratar
na rua do Collegio n. 15, ou na Ponlc de L'cha, ca-
sa do proprietano Francisco Antonio de Olivan.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
queira mandar receber urna encommen-
da na livraria n. (i e 8 da praca da Inde-
pendencia.
faptn Me. Lean of the Brislish Schonner ,/-
rou luvingreceived One liuudrcd and lirivTonsof
Coals al (lasaow shipped bj W, R. Ray. and
consigned lo Order wislics la kuow i I auy" pan\
may dave received Bills of Ladiug or be lhe Cunsig-
nce of the above Shipmenl.
NO GELI.O,
existe 5 barris cora macaes.os quaes se abrem vista
do comprador.
ARMACAO E LOJA.
Traspassa-se a chave e armacie de ama casa pro-
pnu para fazendas, mindeZnS, oulro qualquer ne-
gocio, na rua da Cadeia do Recife. Vende-se tam-
dem a armacao e dalcao de urna laberua, ludo islo
Halase no Recife, rua da Cadeia, ns. 18, 23.
Precisa-se de urna ama ou moleque que saiba
cozinhai e comprar, tscravo ou forro: na rua Nova
n. 41, primeiro andar.
Na ruaeslreila do Rosario 11. 11, anda existe o
resto das bellas majaes, precos ,-oinmodos.
O Dr. Joaquim de Oliveira e Sou-
za lecciona em sua casa, rua do Aragao
eem casas particulares, a lr, escrever e
fallar a lingia franceza.
FABRICA DE SARAO.
Continua no seu tiaballio e aclia-se
abei toum deposito na rua da Senzala ve-
llia n. 140, aonde acbarao sempre do
muito acreditado sabao amarello, cinzen-
to e preto, os precos scrao sempre o mais
commodo possivel : trata-se com Dellino
Goncalves Pereira Lima no mesmo de-
po/.ito.
O escripturario da companhia de
Beberibe encarrega-sc de comprar e ven-
der acees da mesma companbia : na rua
Nova n. 7 primeiro andar.
Deseja-se fallar ao Sr. Alexandre
Maclou Tessier, vindode Lisboa no anno
del8il, pouco maisou menos, ou a al-
guem por elle, e consta ter estado no en-
genho San : na rua do Vigario n. 7.
L. Delouche faz saber ao respeitavel publico,
principalmente aos sens freguezes, que acaba de
comprar a relojoariade Mr. Lacaze, 11a rua Nova 11.
22. para onde j Iransferio o sea estabelccimenlo,
convidando-os a que ah o procurem, na certeza de
lerem-no sempre promplo a desempenhar o sen Ira-
baldo de maneira a salisfazer a confiauca nelle de
posituda.
Joaquim Lobato Ferreira embarca para o Rio
de Janeiro o seu escravo, ciioulo, de nome Sera-
plum, oflical do pedreiro.
A substitua das cadeira de instrucc,ao clemen-
lar desta cidade faz sciente a quem convicr, que
abri a sua aula parlcular no dia 8 do correnle, na
rua do Rosario da Boa-Vista 11. 38.
Quer-se alugar urna ama para casa de pouca
lamida, que aiba cozinliar o diario, engommar e
ensalmar : na rua do Cotovcllo adianlc da casa do
hnado Selle, defronle do sobrado onde raorou o Dr.
Alcoforado.
Precisa-se de orna ama com bom e baslanle
leite.c seja forra : na rua larga do Rosario n. 16,
sobrad de um andar, junto a padaria do Sr. Manoel
Antonio de Jess.
"^ A!uSa-se urna casa terrea na Boa-Vista, na roa
dos Coelhos, com 6 quarlos, 2 salas, cozinda tora,
concertada e pintada de uovo : quem a pretender,
dirija-se a rua do Queimado, loja 11.10.
A viuva de Fortunato Correa de Menczes roga
a lodos os seus devedorestendam abundado de vi-
rem salisfazer seus dbitos na praca da Independen-
cia 11. 1/. A mesma declara que a nica pessoa en-
carroada do dito recebimento de seu mano Thomaz
Jos Manndo.
Na noile de 6 do correnle desencamindou-se
um prelo com um daliu' de 3 palmos de comprimen-
lo, pouco mais ou meuus, conlendo o seguinte : i)
camisas de mulher, 1 veslido do seda amarella, 1
lito de sarja prcla. 5 dilos de cassa, 3 saias drancas,
1 lencol, 1 caixinha de folha com 2 aunis. I meda-
llia. 1 cordao fino com umeoracao, I par de rozelas
grandes. 1 pequeo tranceln) fino, I par deluvas de
pellica, 1 loalha de ladyrinldo e 3 dedaes do praia ;
endo o preto sabido da Boa-Vi*(a al ldra de Por-
tas : roga -so a quaiquer pessoa a quem for ollereci-
do se dirigir ao aterro da Boa-Visla 11. Ii, qqe se
grtilicara. '
AO PDBU. I
No armazem de fazendas bara- M
tas, rua do CoUegio n. 2, gp
vende-se um completo sortimenlo k
de fazendas, linas ( grossas, por g
precos mais bai.xos lo queeinou- fj
tra tjualquer parte, lauto em por- g?
coes, como a retalho, affiancando i
se aos compradores um s prero
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaet
inglezas, rancezas, allemaas c suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta doque se lem vendido, epor
islo offerecendo elle maiores van-
tagens doque otitro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento Convida a' lodos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem los
seus inleresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Bolim.
O BRASIL MARTIMO.
Alo odia 15 dote un/ acha-se aberta nesta l\po-
grapdia a renovacao de assignatura .10 segundo ..uno
desle iitere-ssanie peridico, dedicado nicamente
propagarlo dos coiiheeimeiiloa martimos, organisa-
co e adininisiiacao ele. da marinha de guerra e
mercaole nacional, sendo redigido pelo Sr. lenlo
da armada Euzedio Jos Aniones, auxiliado pela
collaborarjSe-de algumaf pc-.ua- illnslradaa da me-
iiia corpurai.So. I'ulilica-se duas veuapormei em
dias indelerminados, cootaario 12 paginas em quar-
lo, sendo 8 destinadas as malen.is do prag anima, e
i exclusivamente publicaran das regras inlerna-
ciouars e diplomacia do mar de llrlolan, odia esta
aiMi importante e neoersaria iodos que aujeam es
Ocanos, o cusi da (asignatura lie deSgutlOan-
nuaei pagos adianlado, e de sjOiltl para o* (enhorca
subscriptores que quizerem posanr qvaai lodo o pri-
meiro volume da odra referida, ji amieva ao primei-
ro anuo do peridico.
No hotel da Europa da rua da Aurora d- comida para casas particulares meusalmcnlc, por
preco commodo.
No hotel da Europa da rua da Aurora lem boas
salas c quarlos pura aluguel, com comida ou sem
ella.
COSINHEIRO.
Da-se muilo bom ordenado por um cozinheiro
francez: quem quizer aiuiuncie para ser procurado.
No dolel da Europa da rua da Aurora lem
bous peliscos a loda a dora, pelos precoa marcados na
tabella, muilo razoaveis.
LM1WAS DA PROYIMIA.
No da 15 do corrente mez de Janeiro
pelas 10 boras do dia andam impreteri-
velmenle as rodas da primeira parte da
primeiro lotera a beneficio da cultura da
Amoreira: os poucos billietes queexittem
acliam-sea' venda nos lugares do costme.
Praca da Independencia loja do Si. Fortu-
nato n. 4, Botica do Sr. Chagas rua do
Livramento, rita Nova n.i, Boa Vista loja
n. 48 ena loja de cera do Sr. Pedro Ig-
nacio Baptista. Nesses lugares os Srs.
compradores acbarao os bilbetes sem cam-
bio. Thesouraria das Loteras, 2 de Ja-
neiro de 1855.Othesoureiro, Francisco
Antonio de Oliveira.
LEITURA REPENTINA.
METHODO CASTILHO.
A escola se aclia transferida para a rua
larga do Rosario n. 48, principia a lecci-
onar no dia 8 dejaneiro, As liedespara
as pessoas occupkdas de dia serao das 7a's
0 da noite.
Precisa-sede urna ama quesaibacozi-
nliar e fazer as compras para urna mu i
pequea amilia : na rua da Conceicaon.
9 ; pretere-se escrava.
S3o convidados os sendores accionistas da
compandia para o eslahelecimcnlo da fabrica de lo-
ados de algodao nesta cidade, para comparecerem
na casa do banco desta mesma cidade, pelas II ho-
ras da manhaa do dia 15 do correnle mez dejaneiro
para se Iralar, nao soda nomeacjlo provisoria da di-
recloria da mesma companhia, como da eommissao
para orgainsacao dos estatuios c da pelicana S. M
o Imperador, para se pedir a eucorporarao da mes-
ma compaa e confirmacao dos seus estatutos.
Dao-ae a fazer caixilhos de empreilada : na o-
bra da rua do Crespo.
Francisco Custodio de Sampaio protesta contra
quem leuda mudado do poder do Sr. Josa Alves Bar-
bo-a duas lettras sacadas por elle c acedas, urna de
Ii996b0 por Sr. Adolpho de Souza Menezcs, e 011-
tra de 1:388|723 por Sr. Manoel Joaquim Maia. as
quaes lellras silo venciveis em jundo prximo futu-
ro, cando de neiilium eireilo qualqoer Iransaccao
reila com as meditas, a nao ser pelo mesmo Sr. Bar-
dosa .ni por elle.
Boubaram do poder do adaixo assignado o se-
gunde : > lellras saccadas por Sr. Francisco Custo-
dio de Sampaio, una de 3499660 vencivel em -1 de
jundo c aceila por Sr. Adolpho de Souza Menezes e
onlra de 1:3889723 cceitapor Sr. Manoel Joaquim
Maia, vencivel em (ide junlio, 2 pares de brincosde
diamantes, 1 par de pnlceiraa de ooro lisas, e I an-
nelao eom drllianle, ludo dentro de urna caixiiida :
porlanlo roga-se a qualquer pessoa a appredeiicao de
ditos objectos, estando ja lauto os arenantes cmo o
indossante das ditas lellras prevenidos para nao pa-
garem scnSo ao adaixo assignado, protestando desde
ja contra quem tcnlia roubado ditos objectos. llecifc
dejaneiro de 1S55.Josc, Uves Barbosa.
Precisare de um bolieiro ; no palco do Hos-
pital ii. 10. ao cjial se da 305000 rs. por mez.
O abaixo assignado roga aos Srs. oue no dia
do correle levaram a chaye da casa da 'rua da (ilo-
na n. S para ver a mesma rasa, licaudo de voltar no
mesmo na. o queate o pcenle nao lueram, lenham
a doudade le entregar a dila chave quanlo antea na
rua da Aleara u. II, onde a foram buscar, poisque
o esla leudo prejuizo cun a demora.
Profiri da Cunta M\ireira Aires.
Alua-se una das meldores e piis bem afre-
suezada loja da rua do CJueiniado ul 57, com urna
nova c mal lina armacao puja nuudczas : quem a
pretender, dirija-se ao pateo do Collegio n. (i, pri-
meiro andar.
LOTLBIA DA PROVINCIA.
Aos 5.Q0.S00, 2:000x000, 1:000.^000.
O cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que a lolcria corre indubita-
velmeiilo sabbado, 13 do correnle mez, as 10 horas
da manhaa, no consistorio da isreja da Conceicao
dos Militares. Os seus afortunados bilheles e caute-
las esto isentos do imposto de oilo por cenlo nos
tres primeiros grandes premios, e esto venda uas
lojas seguintes: rua da Cadeia do Kccife n. 2i, loja
de cambio dq Sr. Vieira ; lojas de miudezas n. 31 de
UomiiigosTeixeira Bastos, e n. 15 de Jos Fortunato
dos Santos Porlo ; na praca da Independencia, loja
de calcados n. 37 c39 de Antonio Aususlo dos San-
tos I'orto ; rua do Queimado. tojas de fazeudas de
Manoel Florencio Alves de Moraes n. 39, e de Ber-
uarJino Jos Monleiro & Companhia n. H ; rua do
l.ivramento, botica de Francisco Antonio das Cha-
cas ; ruadoCabug n. 11, bolica de Moreira &
fragoso ; rua Nova n. l, loja de fazendas de Josc
Luiz t'ereira i r-ilho ; e no aterro da Boa-Vista n.
r A, casa da Fortuna de Gregorio Anlunes de Oli-
veira.
recebera por inleiro
Oflerece-ae nm rapa/, braaileiro para caixeiro
de qualquor eslabelerintenlo, excepto taberna ou pa-
llara, o qual da Dador de -na conduela : quem o
pretender, annaacie por este tamal.
Al
Bilheles
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
59500
2BS0O
1}500
800
700
100
5:0005000
2:500eH)
1:2508000
6AVHIO0
5005000
2-55O00
Os dous bilheles inleiros n. 3198 e 3991 da lo-
tera da Amoreira e criacao do hiedo do seda desta
provincia, o adaixo assignado declara eme perlencem
a Manoel Das Fernandes.
Firminn Moreira da Costa.
Quem annnnciou querer comprar o curso de
zeomeiria, quereudo a arildmelica e Irisnomelria
por I.acrou, procure na ruado Rangeln. 21,a qual-
quer dora.
. Avisa-se ao respeitavel publico, que na rua da
Gloria n. 106 ensinam-se meninas com toda perfei-
cao, a ler, escrever c contar, uio s as qualro ope-
races fundamentaos de arildmelica, mas lambem
juros, quebrados, reara de propongo, e a gramm.-
tica da lingoa nacional ; e igualmente ensina-se a
bordar, marcar de ludas as qualidades, e a fazer la-
bynnlho, por preco commooo.
Francisco da Silva Miguis relira-se para Por-
tugal.
Joaquim Lobato Ferreira vende o seu sitio,
que a 2 do correle oi incendiado, na Iravessa do
Monleiro, eom a frente para o rio, conlendo varias
rasas cnglodadas ou em separadas, e eom diversas
frucleiras, o qual se aeda livre e descmbaraca'o : a
iralar com o mesmo aiinunciaule, na rua da Senzala
> elha n. 110.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, quesaiba cozinhar, engommar e fazer o mais
arranjo de urna casa : na rua da Cruz do Recite n.
OH, loja de Inuca.
CHAROPE
DO
BOSQUE
(> nico deposito contina a ser na botica 1c Bar-
tholomeu Francisco de Souza, na rua larga do Rosa-
' r.....:1,i! carrafas grandes5*500 0 pequenas35000.
IIPORTAUTE PAEA 0 HJBLMJO.
Para cura ile phhsiea em lodos os seus diOerentes
' eraos, quer motivada por conslipat;oes, tosse, asin-
ina, pleuriz. escaos de (aligue, Mr de cosladosje
peno, palpiiara i no coraejio, coqueluche, broehile,
dor na garganta, e todas as molestias dos orgaos pul-
c
tica
rri
por
ca d pussaportes, titulo le resi-
dencia e Tullas corridas.
Jaudinodo Regn Lima, despachante pcli repar-
m da polica, despacha passaporles pan dentro e
do impeli. Ululo de residencia folha corrida,
prero commodo e com presteza : na rua da
aia, primeiro andar u. 13.
No dia 30 de dezemliro prximo pasaado, as 5
as da larde, se ausenten o prelo Domingos, ele
_;*> Coala, idade 50 a 60 annoa, aleijado ,ie mna
perna em consequencia de nm tumor que i lempos
leve iiojoclho ; levou cale:: de algodao trancado de
I Ira e camisa do medito, ludo novo ; o qual es-
cravo he pertencente ao casal doliualo Irancisco
Ibas Ferreira : quemo penar ou delle liver noticia,
dirija-se a rua do Cabuga ao inventarianle Ma-
noel Uarle Ferrao, ou i rua da Roda n. 9, n Ma-
nuel Jos Soares de Avellar, que ser recompensado.
Do primeiro andar da rua do Obuca n. 1 \\,
liirtnu-se um relogio de ouro de vnlro, horizontal, n!
!isj:l : quem o achar, leve-osua do Cabugn, loja
de h portas u. I B, que sera bem recompensado.
Disapparereii linnlcm, 9 do correnle, a negra
Felicidade, de nacSo Cassange, de 30 anuos, pouco
mais ou menos, com falla de lentes na frente, altura
regular, falla pouco explicada, levou um veslido pre-
lo e i ulro roso, ambos velhoa : roga-se, porlanlo, as
autoridades policiaca e capilaes de campo a captura
da mesma. e levem-a ao de eco do Espinheiro, em
casa da viuva do lenle EftevSo da Cunda Mendos,
que sera gratificado.
Perdeu-se no dia 9 do corrente. das 7 para as
8 lloras da noile, desde o Recife seguindo pelo ater-
ro da Boa-Vista, Ponte Velha, rua da Gloria at o
Mnndego. urna carleira do algibeira, presa por um
laco de borracha, c conlendo 7U50II0 em sedlas e K
um soberano, moda Dglexi ; leudo roii lior
nac
Vendem-se ricos e modernos pianos, recen te-
niente chegariot, de excellenles \ozes, e precos com-
inod.s: em ca-a de N. O. Bichero Companhia, rua
da t.ru/. u. 'i.
FARINHA ni. MANDIOCA.
Vende-se a bordo do hriaue Conceicao, entrado
de Santa Calharina, e rundeado na vulta do Forte do
Mallo-, ,i mais nova familia que existe linje no mer-
cado, epaia porcoes a tralar no csrriptorio de Ma-
nuel Altes Guerra Janior, na rua do Trapiche
ii. I i.
Deposito le vinho de eli;im-
pi.IneChatea,..Av,3rin.eraq!,. U* com n 1 e *"?*
idade, de propriedaSe do conde ,.?,,, com,m pi"-'' fi'm'lla'
, M,.r-..l .,L,l,'r!., ..; .' I q'nj'c.iiinaechaos propnos, .t. h.
ta do Padre Floriano : a tralar na
do Vigario casa n. 7.
-__^...T ,.,fc., ,,._,,,< IIIKIW l l'IIM II III 1,1
quema livor adiado, e quereudo- reslitui-la, pfle SUm"' "' pr,meiro i,n Mriiir-se n rua do Vigario n. 3, dando-se a inela.le ^S^-S^^^Sa-l:S**J^gg
2 KLA DO CKESl'O N. 12. m
d
de alvicarai.
COMPRAS.
> entlerr.-se lonas da musa por prero
jruzn. 1.
Agencia de Edwla Maw.
Na raade Apollon. 6, armazem de Me. Calmon-
I I lllllllllllll'l IflIlA .- -------- -_____.1 I
Compra-se praia brasilciraou hcspanhola : na
rua da Cadeia do Becifc n. 51. i cuuciL-se lonas ua Utissia por prero
Comprase loila porcSo de praia velha ou nova, commodo, e de Superior mialidade- n
qne possa apparecer, a peso conforme sua qualidade: ...-rmrpm An \ C r;j, \ r .
na rua da Senzala Velha n. 70, segundo andar, se ^,ma/-e de rt- lebcriC,, rua da
ira quem compra.
Compram-se escravos de amdos os sexos, leudo
oa figura ; paga-se bem : na rua Direila n. 60. na raa le A pollo n. 6, a
Compra-se em ineu. urna crhonolosia pelo ^ Companhia,'acha-se eonstaiMementetm Zu
d rV, 1 h'? "Z no'"",nn S".110 da < renlos de taixas de ferro coadoe^ha.do, lano ra-
wZESPuSt "" '. qUCm *.* Pa" Sl sa,'0"">>das,moendasineliras lodas dt ferro na-
Franeiseo. Na mesma casa se alaga urna loja com ar- ra animaes, asoa. ele, ditas para armar tm mad
ZStXS "" e'"' q"aS Pi"e0 "a dC ,0,l0,0S ,amani;"s e n^derososmarmoder:
nos, machina borisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para rasa de purgar, por menos preco que os de
------. cobre, esco-vens para navios, ferro da Snecia, fo-
Ihas de flandres ; ludo por barato preco.
Na rua do Vis ario n. 19 primeiro" andar, lem a
VENDAS
ALNANAi PAR iS.io.
uaamu .. i.i.n, .va rua uo vis ario n. 19 pi
Salliram a' luz as iblliinllas de alpibei- ven mm n almnnak a,t,r.\r.;,t^t;, ~ ------- gada recenlemenle da America.
Potassa.
No anligo deposito da roa da Cadeia Velha.es
ra com o almanak administrado, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, eontendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
viana n. G e 8 da piara da Indepen-
dencia.
FOLENHAS PARA 1855.
Acliam-se a venda as bem conliecidas
(olhinhas impressas nesta typographia,
de algibeira a 320, de porta a ItiO. e ec-
clesiastieas a480rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. t e 8 da pra;a da
Independencia.
Ven.le-se fio de sapaleiro, bom : em casa de S.
I*. Jnhnslon & Compauhia, rua da Sensala Nova
n.42.
Vende-se urna necrinha de 10 annos, muilo lin-
da e esperla, urna mulalinha rom S annos, lambem
muito linda, e dous moleqiiinhos de 8 a 10 annos:
na rna larga do Rosario n. -Ji, segundo andar.
NOVAS INDIANAS DE SEDA ESCOCE/.A A
800 US. O COVA 1)0.
Na rua do Queimado. loja u. iO.
SEDAS ESCOCEZAS A IJO00O COVADO.
Na loja da rua do Queimado n. 10.
1IAKEGE DE SEDA DE LINDAS COK ES A 700
KS. O COVADO.
Na rua do Queimado, loja n. 40.
ALPACAS ESC()<;E/AS A ido RS. O COVADO.
Na rua doQueimadn. loja n. 10.
RJSCADOS ESCOCEZES A 260 O COVADO.
Na rua do Queimado, loja n. 40.
Vende-se a luja de calcados da rua do l.ivra-
mento n. ii, a qual de bem afreguetada. ecom pou-
cos fundos : a tralar ua mesma rna n. 9.
AOS NEGOCIANTES.
\ ende-se na illa de Mamanguape a meldor casa
que all cxisle, lauto pela mil o d'odra c (amando, co-
mo pela posicao para commcrcio, leudo sido feila
para esle lim, c por mdico preco : quem a prelcu-
ler, dirija se ao seu prnprietaii, na capital desla
Alroeida e Albuqueri|iic, o nesla villa ao Dr. Ante
mocarlos de Almeida e Albuquerque.
l'ara senlioras.
Superiores chapeos de paldae seda para passeio,
fazenda inleiramenlu moderna e de bom goslo. por
pro<;o muilo commodo : na praca da Independencia
n. S, 26,26 e 30.
Vendem-se dous caixes com caitilbos.proprios
-- .....-".. -i"' ni jMci-nuri .iniiumn.' para ser prt.
curado ; e juntamente 5 lernos de medidas de fold
para liquido.
Vendem-se dous escravos mocos de bonitas fi-
guras : na rua Direila n.3.
\endem-se duas cabras, bicho, de milito boa
qnalidadc. c muilo mansas : na roa da Cadeia do
Sanio Antonio n. 20.
PDLCEIRAS.
diego ;i loja de miudezas da rua do Collegio n.1
um rico sortimenlo de pulceiras da ultima moda
que se vende muilo daralo.
NO CO.MITOWO
DO DH. CASANOVA, B
RLA HAS CHIVES N. 28,
j^ vendem-se carteiras .le domeopalhia de lo- S
g- dos os lamanhos, por piceos muilo em conla. H
K Elementos de homeopalhia, 4 vols. I.^KKI <^
< Tinturas acsrolher. cada vidro. l(ani i
}g luhos a\ulsos a escolliera .500 c ;I00 S
K% (.....sullas sralis para os pobres. B
O padre Dama-o da A^suinpc.io Pires:embarca
para o Uio de Janeiro a sua escrava, parda, de nome
llorinda.
O abaijo assignado, alferes do 0. balalhao de
inlanlaria. leudo servido de senle do rancho do
mesmo balaldAo em todo o anno de 1854, esl con-
vencido que sempre pasou nos devidos lempos aos
senhoies que fornereram os uenerus precisos para o
dito rancho cm o referido anno ; mas se porvenlura
assim nflo lenha acontecido, rosa a qualquer que se-
ja essa pessoa, de dirigir sua represenlaco ao Illm.
Sr. commandanle do dito balalhao, no quarlel da
oledade.Manoel Cmaro Machado Freir,
Em casa de Timm Mousen& Vinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 13, ha para
vender :
Um sortimenlo completo de livros em
branco de superior qualidade.
Vinho de champagne.
Absintlie echen y cordial de superior qua-
lidade.
Licores de difieren tes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : ludo
por preco commodo.
Vende-se um nesro de nacao para todo servico
do_uma casa, e ganhador ; na rua da Senzala Velha
n. 70. secundo andar, se dir quem vende
Vende-se urna prela, crioula, de alsumas ha-
bilidades, com urna cria ; na rua de Copiares, sobra-
do n. .1.
Vendem-se mis trastes de amarello e modernos,
com pouco uso, por preco commodo ; na rua eslrei-
la do Rosario, loja de dardeiro n. l'J, se dir quem
vende.
Na rua de Apollo n. 19, vende-se polassa mui-
lo aova, chegada ulUmamenlc do Rio de Janeiro,
por menos preco do que em oulra qualquer parle.
Vendem-se 23 bravea de mangue, no caes do
llamos : a Iralar na rua de Apollo n. 19.
Vende-so urna propriedade na Passasem da
Magdalena, porque o proprietano muilo desoja cum-
plir deveres ponderosos ; quem pretender cmpra-
la far o especial favor dirigir-se i rua eslreita do
Rosario n. ;l, sesundo andar.
SAL DO ASSL"
vende-se abordo do hiate Adelayde
luncleado defronle do Trapiche do algo-
dao : a tralar eom .1. 1!. da Fonseea Juni-
or na rua lo Vigario n. .
PALMA l)F. CARNAUBA
vende-se a bordo do hiate Adelaide :
a tralar com Jos Baptista da Fonseea
Jnior na rua do Vigario n. 4.
Vende-seo sobrado de dous anda-
res e sotao, silo na rua larga lo Rosario
n. 1 i-: os pretendentes podem se dirigir
ao mesmo.
Vende-se papel pintado, enverni-
sado, com a particularidade de se poder
lavar, esempra esta* novo, deeoraoSes mu
lindas emodernas, e pre;orazoavaquan-
to a qualidade : venie-se na rua da Cruz
lo Recife n. 27, armazem le Vctor
l.asnc.
CEMENTO HOMANO.
A I.Sl'dlOa barrica.
Vende-se ci'ineulo romano en barricas do I-i ar-
robas, as maiores que ha no mercado, e chafado l-
timamente de Hamburgo : no Recife, rua da Cruz,
arma/em n. 13,
Vendem-se 2 estraves qne ensommam, co/i-
ndam e lavam de sabSo, e 1 prelo da Cosa, sanha-
dor de roa : na rua das Cruzes n. 22 se dir iiuem
veude.
de Mairuil, rua da'Cruz do Re- _
vjv cil'e n. 20: este vinho, o melhor 2
u* le toda a Champagne, vende-se 2
^ a ."(is'OO rS. cada cai*a, acha-se 2
3 nicamente em casa V9 comte Feron & Gompinhia. N. w
9 B.As caixas sao mareadas a lo- (^
W CConde de Marcuile os ro- ftt
^jp lulos das gaiTafas sao aznes. ^j
CEilFMOliiniAMUKWCO.
ende-se cemento romano branc rhegado acora,
de superior qualidade, muilo supe or ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz i o theatro, arma-
zem de taboas de pinho.
Vende-se um cabriole! rom cooerla e os com-
petenlcs arreios para um cavallo, tufo quasi novo .
par? ver, no aterro da Boa-Vista, atmazein do Sr.
uel Segeiro, e para Iralar noReriferua doTrapi
li, primeiro andar
Vende-se nesla loja superior damasco de
seda de cores, sendo branco, encartado, rxo
por preco razoavcl.
rnplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Rossia, americana e do Rio de Janeiro, a preros ba
ralos que he para fechar conla?.
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a 2. edicao do livrinho denominado-
Devoto Christao.mais correlo e acrescenlado: vende-
se unicamei.le na livraria n. 6e 8 da praca da In
dependencia a 6O rs. cada exemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuriiiuhos de N. S. da Pc-
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
ndera da Conceicao. e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-so nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 18000.
Vende-se orna taberna na rua do Rosarlo da
Boa-Vista a. 17. que vende muilo para a Ierra; os
seus fundos sao cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porm com menos se 0 comprador assim Iheconvier :
a Iralar junio alfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar horlas e haixa,
decapim. na fundiere.de D. W. Ilowman : na rua
do Brum ns. 6. 8e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpieiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Redimido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
Vendem-se caixas com velas stea-
i'inas de superior qualidade, meias latas e
quartos de sardinhas, cognac em barris,
gigOSCOm garral'ase meias de champagne
laja' bem conhecida marca estrella, e
quartolascomoverdadeiro vinho de lor-
deaii\ : na rua do Trapiche n 11.
No armazem da rua da Cruz n. vende-se
repoldo conservado e salame, chegado da pouco de
Hamburgo, por preco commodo.
Vende-se urna bonita casa terrea
na
rua
,.....j,. .-b .... .-,,. i M|-, ,.-i.n ,1-. na capital uesia ...*.. ^u._yg \j iiitiiiui >iiiiciliu lo
lirimo?i.:';01'ihOS"''r''iro''ill,lf'ndeK:,Joao(:;,rlo,"', ascar, ac,ha-se a venda, em latas de 10
Almeida c Albuiiueniue, e ne.-la vil la ao lie. Anlo- 1:1. T .' "
libras, juijjo com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N^CLJii^er & Companhia, na rua da
Vende-se ama rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
i i .'""" -"-"-i cun caikiinos.proprios i.inu.i eom eonsoios e mesa le tampo de
oe lanerna : quem pretender amiuncie para ser pro- msrmm, ur,ln ,i:i, _
curado; ejunlamenie 5 lernos de medidas de filha m'"mor'-> bramo, a dinheiro ou a prazo,
------------------------- ^ Uv.w, .. i i i i i i uu el IM.I/.ll.
confrmese justar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO l)E CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. O da para vender
barris rom cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Vende-se urna balanza romana com lodos os
(ios perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a prcleuder, dirija-se a rua da Cruz, armazem n.4.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
i Pianos iTglezTdTo^tin^aua- tr"a,,do ABrum ,io^ "a, entda ,e defr0)
^ lidade. ** Arsenal de Marinha ha'
0 Amarras de ferro.
Ferragens sorlidas : em casa de
<^ Patn Nask <& Companhia na rua
^k do Trapiche novo n. 10.
------ ...... .. sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequenas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
W r B existem quindastes, para carregar ca-
V9V8OO#:0 @S@^^ noa*' ou ^rros Iiv.re de despeza. O
KmraidTimm m..._ \r presos sao' os mais commcxlos.
FARINHA DE MANDIOCA.
A BOA PITADA.
->a rua do Queimado, loja da quina do brrro da
Concrete., n. 41, veude-se rap novo de Lisboa, a
wrs. a oilava.
OFREQUEZ VELHO
Sacras de farinha.
I. .ndcm,"se Sarcas com fari"ha < '"a. "ova e
,,-,V',r."'?:vc''rf'm-e lambem saccas con. arroz .
"J Cadeia do Recife n. 1H e 3.
rom m '"i" "m-a m"ra'li' n n,M B. ,de so,1,' sila na a <)u Vigario n. S :
o- prelendenle, dirijam-se loja da esquina da roa
t"^,TJ'"' vo,llanil Pa" a do Queimado, que se di-
r quem vende.
r,..7rav'n'le"0-um esfravo i'rc,- raoc e dc l,onila
m- lo 'ie-pr?',r'0 Par* 'ndoserviro : na rua do Quei-
do, loja de Manoel Florencio Alves de Moraes.
rwM. ?, ^!e Um" e,crava Pr recdaengiHnma com perfeicao. cose bem. cozinda
tcrceiro a. ,P i"*1'"1:' e boiinh^- roa Direila, no
lerceiro andar do sobrado n. 36.
Lonas da Russia, de boa qualidade e or nre-
eCS0crCi0pToro,,r.VHe,,';Cm ??"" & CompanhiaTm^eu
esrnptono. ru. do Trap.cbe n. 34, primeiro andar.
\ ende-se um carro novo inglez de
i rodas, recentemente chegado, para
um ou dous cavallos, frito em Londres:
])ara ver na cocheira do Sr. Poirier no
aterrada Boa-Vista n. 55 ;epara tratar
na rua da Cruz n. Vi no escriptorio de
Crabtree&C.
LOTERA uo bicho a seda.
v .- "te "odia 13.
!>a casa da tama, aterro da Boa-Vista n 48 es-
ao exposlos a venda os bilheles e cauT.a, de.ta
Bilheles .^000
Meios yj^o
"artos 15.500
Decimos 5700
v izesimos hjoo
FAKI.MIA DE MANDIOCA
nos armazens de Paula Lopes, Annrs
c Cazuza no caes da Alfandega a' preco
commodo : trata-se com Jos Baptista da
. Ionseca Jnior, rua do Vigarion, 4
CEMENTO NOVO EM BARRICAS
GRANDES.
\ ende-se por preco muito commodo,
em casa deTimm Mousen & Vinassa na
;- praca do Corpo Santn, lo.
Vende-se sola muilo boa, pelles de cabra, e
EffWiS.""!!' "a rua aCadewdo
Kecifc 11. 49. primeiro andar.
Vendem-se relogio? de ouro, prata,
prata chapeada, dourada, de patente In-
glez e honsontal, sabonete, tudo pelo preco
o mais cmodo possivel : na rua da Cruz
do Recife n. 26 primeiro andar.
1 ,v "'dem-se no armazem n. 60, da rua da .Ca-
deia do Kecfe de Henry ibson. os mais supero-
md,!ctg'0S al'ra,l0S Cm In",e. P^ I-eco
Cha hyson verdadeiro, o melhor que lem an-
daTihr m"1 mftf,l0 e Pr 1" Prceo 1 2:560 ca-
la libra em caiiinlin de duas libras : no Bazar
lernambucano, na rua Nova.
No Bazar Pernambucano, vende-se a prodi-
eabelS" n,alabf,r Por Lascombe, para tengir
No Bazar Pernamboeano, vemdem-se ricos ja-
ques bordados para meninos de 6 a 9 anuos, crep
. c odas as cores, loucas de Uta para senlioras. troco
* odas as P'ossuras e cores, camizus de relroz bor-
uados n matiz, chapeos francezes para liomc.is a 6,
c 15, setins de lodas as cores a 880 rs. o covado,
paslill.a para o peilo e estomago, e oulras, militas
lazendas que se venderilo baratas.
VESTIDOS A -J000.
vendem-se corles de vestido de riscado francez,
~, "i^SI** bn'i.os e c',re xas, pelo burato pre-
'o de 000 cada corle : na loja de 4 portas da rua
do Queimado n. 10.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida collea;aodas mais
brilhantes. pecas de msica para piano,
Hs quaes sao as melhores que se podem a-
har para fazer um rico jiresente.
v CEIEHTO ROIANO.
x ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : alraz do
theatro. armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
Vendem-se libras de chocolate fran-
cez do melhor que tem apparecido no
mercado epor barato pra;o : na rua da
Cruz n. 26 primeiro andar.
Vendem-se licores de absinth e Kis-
sch do melhor possivel e por commodo
pret : na rua da Cruz n. 26 primeiro
andar.
r Vende-seo verdadeiro vinho Borde-
aux engarrafado, tanto tinlo como bran-
co, ei por baratissimo preco : na rua da
Cruz n. 26 primeiro andar.
- Vende-se urna escrava crioula,
com adade de 26 annos, sem vicio nem
achante : na rua da Gloria n, 69.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccs com superior farinha de mandioca : no
armazerm de Tasso Irmaos.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas (jue tem um alqueire, me-
dida velha, por pre:o commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C.. na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
Na rua do Visarlo n. 19, primeiro andar, ven-
de-se Trelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
litlo.
i
i
i
POTASSA BRASILEIRA. tt
Vende-se superior polassa, fa- ^
bricada no Rio de Janeiro, che- A
gada recentemente, recommen- /g.
da-se aos senhores de engeiihos os 2?
seus bons ell'eilos ja' experimen- w
tados: na rua da Cruzn. 20, ar- W
mazem de L. Leconte Feron A O
Companhia
Cham
zem de
em barril
ine da snperior marca Cometa: 110 araia-
asso Irmaos.
OLEO DE LINIIAQA
e bolijOes : no armazem de Tasso Irmaos.
CARRAFAS VASIAS
emsiaosIdegrozaedeUO garrafas: no armazem
de Tasso Irmaos.
* entyem-se 2 vareas paridas : no sitio da Tor-
re, em Bcfem. '
\ i'inipni-se i casas terreas em Sanio Amaro,
na rua da l/undica'o, por lodo o negocio, por ter o
seu dono di relirar-se ; a fallar na mesma. com Joao
Antonio dalVeiga.
LVOS FGIDOS.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Mocr. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas le vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Em casa le J. KcllerivC, na rua
la Cruz 11. 55 ha para vender exced-
ientes piano viudos ltimamente de Ham-
burgo.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No anligo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior polassa da Rus-
sia e americana, ecal virgen!, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
Vende-te encllente taimado de pinho. recen-
temente cliesado da America: narui de Apollo,
trapiche do Ferreira. a enlender-se com o adminis-
trador ,mi no.
F t ESCRAVO FIT.ID0.
ruga da asa do abauo assignado, na madrugada
n- ,COrren e: '"" scu e'crv Pr nome Amaro,
oflicial de sapaleiro, de idade de :I0 anuos, pouco
mais ou menos, altura regular, barba pouca, denles
limados, os olhos enrumac;ados, anda calcado, lem as
maos calleja'as do lio de sapaleiro ; esle escravo
qoando rugM levou comsigo um cavallo ca de idade 10 anuos, pouco mais 011 menos, andador
le bailo a meio, frente aberta, rom um ealombinho
110 espinbaro.c he roncolho; o dito escravo foi do Sr.
Manoel Piulo Herbosa, morador em Camella : quem
Pecar ou rtelle der noticia, dirija-so a rua da Sen-
zala \elha, cocheira 11. \\\, quc,era 2eerosamenle
recompensado.Joaquim Paei Pereira da Silea
Desappareceu le bordo do brigue nacional Flor
do Itio um mulato escravo. por nome Pedro, mari-
nheiro reprsenla ler B aaMM de idade, pouca bar-
ba, cabello crespo, e lem a cabeca de um dos dedos
das mitos de menos, em orna das pernas lem bastan-
tes marcas de cicairizes, e no cachaco a mesma rou-
sa, u-a lomar lahaco, lem a barriga" um pouco gran-
de, rara rcdo;ida,\cir plida ; levou calc,a e camisa
de aluodilo azul, brrele inglez .1 maruja. c be do
suppor que o lenhii mudado, por na occasiao da fu-
ga ler rarregado com toda a roupa de oulros de bor-
do do dito navio. Esle mualo hc.ulho da Parahiba
do Norte, e de la leudo viudo para o Kio de Janeiro
ha pouras lempos, e he hoje escravo dos Srs. Tinoco
\ Medeirocda mesma praca ; e por isso recommen-
da-se a lodas as aulon.ladcs policiae, capilaes de
campo equaesquer pessoas, que prendam o dito es-
cravo e oqueiram levar bordo do dito navio, ou
aos consignatarios Isaac Curio & Companhia, rua da
i.ruz 11. tu, onde serio generosamente recompen-
f.RATIUCACAO' GENEROSA.
I-iiaio no da 31 do mez prximo patudo um pre-
lo Mina, por nome Joao, leudo os signaes seguintes:
estatura regular, olhos pequeos, rasos e meto ver-
melhos,cor bem prcla, con algumas marcas de he-
ligai no rosto e aous lalhos dos lados do rosto, ten-
do falla de > denles na frente do lado csquenlo, um
em rima c oulro em haixo, una corea na cabeca
proveniente de carregar peso, cabellos bem torcidos
c rucios vcrtnelhos ; julga-se andar pl.is ras desla
cidade por ser encontrado lias tabernas da rua da
Senzala Velha e I-ora de Portas : quem o pegar, quei-
ra coniluzi-lo ao Monden n. 1J.", quesera recom-
pensado.
lugio no dia 7 do rorrelo um pardo de nome
Severino, com os signaos seguinles : bstanles sardas
no rosto, urna ferida dtbaiiodo braco direito, e ci-
r.ilrizes de oulras pelo ptatuco : quem o apprehen-
der l.veo a na do Crespo n.'lli, ou a Jos llaga-
Ibes ila Silva Porlo, no Brejo da Madre de Dos, que
sera gralilicado.
PERV: TVP.EM. F. UE FAMA. ttj
/

. -
N
v
MUTILADO


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