Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01284


This item is only available as the following downloads:


Full Text
aimu mi. n. /.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.


yuAniM runA iu uc jAntmu ut iodo.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
*
PERNAMBUCO
FAC.VRKKtiADOS DA SPUSCRIPCA'o-
Recife, o propriotario M. F. de Faria ; Rio ila Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Marlitis ; Babia, o Sr. 1).
Duprad ; Maeei, o Sr. Joaquina Bernardo de Men-
donja ; Parahibe, o Sr. Gervaaio Viclur da Natir-
dade ; Natal, o Sr.Joaqnim Ignacio l'ereira Juuinr ;
Aracalx., o Sr. Amonio de Lomos Br.ua; Ceani, o Sr.
Victoriano Aususlo Borges ; Maranhao, o Sr.Joa-
qnim Marques Rodrigues ; Pas, o Sr. Justino Jos
Hamo- ; Amazonas o Sr. Joronymo da ('.osla.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 155000.
Pars, 32 rg. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebale.
Aceoes do banco 40 0/0 de premio.
da companliia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de ledras de 8 a 10 por 0/0.
MEffAES.
Onro.Oncas hespanholas- 298000
Modas de 65400 velhas. 160000
de 60400 novas. 109000
de4000. 90000
Prala.Patacoes brasileos. 1*940
Pesos columnarios, 19940
mexicanos..... 10860
PARTIDA DOS COKREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Cantar, bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, E\ eOuniwty, a 13e28.
Goianna e Parabiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRKAMAR Di: HOJE.
Primeira s 10 boras e t> minutos da manhaa.
Segunda s 10 boras e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commorcio, segundase quintas-feiras.
ftelacao, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas c sexias-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
! varadocivel, segundas e sextas ao mciodia.
2" vara do civel, quarlase sabbados ao meio dia.
KfMICMKRIDK.s.
Janeiro. 2 La cheia as 5 boras, 48 minuiose]
33 segundos da manhaa.
> 11 Ruarlo minguante s 2 horas, 7 mi-
nutos e 38 segundos da tarde.
18 La nova as 6 horas, 17 minutos
36 segundos da manhaa.
24 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutse 32 segundos da manhaa.

EXTERIOR.
RUSSIA.
A Gazeta de S. Pelersburgo publica os seguinlrs
boletn- :
Soticinsda Crimea.
' Resulta dos officios do ajudanle de campo ge-
neral, principe MenschikolT, de 1-> de novcinbro ul-
timo, que a* obras d<> assedio contra Sebastopol nilo
lem avanrado, e que as nossas ortificajcs conlinu-
ayam, como al aqui, a supporlar o foso da arlilha-
ria de cerco.
Toilas as nodos sao reparados nao s os estragos
recebidos, e su-hliluidas por oulras as pejas desmon-
ladas, romo lambem, a muilos respelos, lem sido
reforjadlos meios de defeza. O mimiso conlinna
a fortificar oseu flanco direilo alo a cidade de Bala-
klava.
Para completar a primeira e rpida noticia da
sanguinolenta haladla de .5 de n ivemhro, remelle
aaora o prucipe Mcnsrbikoff o seguinle dclalhe :
1," Officio do general de infaularia Dannenberg,
eommandanledo 4. rorpode infanlaiia, em da-
la de 8 de noiembro de 1854.
a Segundo a plano formado pelo exercito da Cri-
mea paraje di.i ."> de novembro, fiz as seguidlas dis-
posijfies:
O tenenle-zencral Soimnnoff, que commandava
a columna direita, leve ordem de por as suas tropas
cm ordem de halalha, antes do alvorocer, e fazer
um movimcnle ffensivo, apiando o seu/ flanco es-
querdo na marzem esquerda ilo barranco denomi-
nado Kilne Balka, afim de que, aproveilando a ea-
pacidade que o terreno olTerecia para os seus movi-
menlo*, e para a acj.lo, fizesse desviar as forjas1 ini-
migas, digposlaa no principio lesle barranco.
a A columna da equerda, sol o mando do len-
le general Pawlnfr, receben ordem de o oceupar, com
do/e baliilhis; do regimentos de caradores de Ok-
li".ik. Borodino, eTaroulino, e com duas eonipa-
nhias do 4." balalhn de arliradores, limpando os
desfiladoiros, cobertosde espesso mallo, que jazem
ali-iu do Tchernaia-Kelchaka, em quanlo o restante
da tropas avanzara pela nova estrada, chamada dos
sapadores. Depois, formaudo-sc em balallia cutre
o barranco Kilne-Balka. e os desfiladeiros de que
se [rala, devia esta columna operar na mesma altura
que a do lenenle-general Soimonoff.
Infelizmente, a columna do tenenle-sencrai
Soimonoff, em vez de tomar a direceo cima indi-
cada, passou para a margem direita do barranco Ki-
lne-Balka, e logo ao romper do dia. sem esperar a
chozada da columna da esquerda, marcliou rpida-
mente para a frente, endo lambem forjado a esle
movimentn pelo fego das carabinas do inimigo, que,
n.lo sendo ameajado pelo sen flanco esqnerdo, podia
conrenlrar todas as forjas entre o na-cente do Kil-
ne-Balka, c o valle- de Inkerman. mi terreno ex-
tremamente fcil de defender, e muilo sinuoso.
'< Na primeira linha estavam os regimentos de
TorMk c Koryvan, seguidos do regiment de infan-
lana de Catlierinebour. Por delr.is do flanco d-
rcito tiestas tropas achavnm-se, sobo mando do ma-
jor generalJabolirilsky, o regiment de infaularia ,ie
Bonlyr-ky, o dos caladores de Ouzlitrh, c a l. bri-
gadaila 16. divisao de infaularia, como reserva pa-
ra cobrir o fl.iuco direilo, sezuindoo plano de ataque
pela margen) Isquerda do Kileue-Balca.
Os regimentos de Toros k e Kol y van, para evita-
ren) o fogo destruidor das carabinas inimlsas, pre-
cedidos de urna forra de aliradores igualmente ar-
mados de carabinas, formaram-se em columna por
rompanbias, arrojando-'e ao inimigo,sustentados pe-
la batera de posicao xi.ii, da I0.-1 brizada de artilha-
ria. pela batera de posicSo n. 1. da 16." brigada, e
pela batera ligeira n. 4. da 17." tu izada.
Os caladores persegoiram o inimigo sem des-
canso. O 2.o bitalhao do regiment de Tornsk, o
dous primeiros balalhoes do de Kolvvan, avanjaram
contra urna hatera inimiza. encravando doas PCas-
Uepois avancaram o l.e 3. balalhoes do remen-
lo de infaularia ile Cathwinebourc ; e na direila a-
travez de kilenc-llalka,domando deassallo ama par-
le do campo inimigo, aonde encravaram qualro
pajas.
ir Esle movimenlo feliz foi interrompido pela
perda quasi simuUanea do tenente-general Soimo-
nuff. inorlalincnle ferido ; do major-gmeral de Vil-
lebois. eommandanle da 2.a brigada da 10. riivisilo
de Intentara ; do coronel Zagoskne, eommandanle
da ltl.< brigada de aililharia, e do commandanles
dos reeimenloa de Catherinebourg. Tom-k, e Kolv-
van, que perder m ao mesmo lempo os seos cem-
mandanles de balallio, e grande numero de ofllciaes
morios c feridos.
Os rezirnenlos da brisada de cacadores da 10."
diviso, e os_2.e 4." halallies do regiment de in-
fantari.i de Catherinebourg viramse obrigados a des-
cer par a parlo superior do barranco, aonde se acba
urna pedreira.
Empenlioii-so entilo um fogo muilo vivo ueste
poni. Por ordem do maior general Jabckrilskv a
batera de pusirUo n. i, da 10." brigada de arlilha-
ria, e a balera de posico numero 1 da 1G brigada,
com as baleras ligeiras ns. 4 e 5, da 7" brigada.
ocenparam urna altura que demora por delraz do
barranco do Kileue-Balka, e, a' direila, paralela-
mente a' suadirerclio. O regiment de infaularia de
Bonlyrak postou se no flanco esqnerdo da balera ;
.n de lacadores d'Uusliieh no flanco direilo, e a 1.'
brigada da 16. divisAo de infamara flcou na reserva,
por delraz do flanco direilo.
Quasi simultneamente com o ataque da 10." di-
visan de infaularia. os regimentos 'de cacadores de
Taroulino, e Boro-lino, em parle formados em co-
lumna, por companhias, e precedidos de duas com-
panhias do i. halalhao de aliradores, e de Inda
a sua gente armada de carabinas, tomavam pane
na aejAo.
O movimenlo deslas Iropasconcorreu para que
o inimigo recua-se diante do aiaque raui lo da co-
lumna da direila. Uepois, quando os rezirnenlos da
10." ilivisAo de infaularia desreram para o barranco,
os cima nomeado* tomaran) igualmente parle no fo-
go contra o inimigo, acalorando-sc o combate, com
varia fortuna, i'or mais de urna vez se vio o inihi-
go comprimido de mu perto, e repelldo no seu
flaneo direilo. Mas lendo elle abi as suas forcas con-
centradas resisti ao novo ataque.
Pelas oilo horasda manhaa, depois de urna mar-
cha inlerrompida por grandes obstculos, o resto das
Iropai da columna da esqnerda subi s alturas es-
carpada', isto hi>. o rezmiento de cacadores d'Ok-
olsk, os de infaularia d'Vakouslh. Selioghink, com
as bateras de posicao n. 3 da 11. brigada de arti-
Ibana. o n. t di 10." brigada, o 8 pecas da balera
de posicao. o n. .1, da 17." brizada. Colloquei eslas
bateras no n i-sn flanco esqnerdo, em cuja extremi-
dade chezaram depois duas bateras de artilbaria
ligeira a cavallu. do Don, que nao po leram lomar
parle no combar por causa da muilo grande distan-
cia da posifgo ocrupada pelo inimigo.
Durante o cmbale, a balera de posijAo n. 2 da
10." liria na de arlilluria ; 8 prjas da batera de po-
sicao ii. :l. e a balero ligeira n. da 17." brzala,
que (inham perdido mulla gente e ravallos, foram
substituidas pela baleras ligeiras ns. 1 e 2, la 10."
brigada, e n. :t da II., que ticaram emposicSo al
o lim do combate.
Para suslcniara acra o, que conlinuava no bar-
ranco, adianle do nos-a lian "o eiqucrd, liz marchar
para ele poni o rezimenlo xle caladores Je Okh-
0 PAR4IZ0 DAS Il'LHERES. (*)
Par Paulo Feval
rOrr>tT.rr1rT>^tra:>-l
O PHikROL.
CAPITULO OITAVO.
A I.AIUIMIA. DE NOSSA SKNHORA.
iCo/inufffo.i
Victoria nao linha mais o manto, e os cabellos nio-
lliados cahiam-lhe em desorden! robre o Icuro bran-
co, pobre e lindo lenjo de fil, que Antonia Ihe de-
ra em urna entrevista, e que ella linha poslo no pes-
cojo justamente nessadia, porque pensava que An-
tonio hara de volla
lloras delirios., echaras lembrancas! Creio que
ao do-lo. Antonio lomara em troca o primeiro beijo.
Oucm sabe o que o futuro reserva, quando o scio
palpita e o corceo transborda? A felicidade minio,
ra o sorriso com as lagrimas. (Juem pode adevinhar
a allliccan nnliimiar .lesse paraizo de amor?
Ah '. ella linha peccado, Tapanza frgil e mui a-
morosa, nao pmlera reler sua alma, que lancava-se
para elle, para elle lambem trmulo o paludo, para
elle que lambem domado pelo amor eslava aos ps
dol.i com os olhos banhados de lagrimas.
() Vide o Diario n. 6.
oslsk.que formando os 3." e 4. balalhoes, em co-
lumnas por companhias, avanjou com resoluto pa-
ra a frenle, tomando um reduelo inimigo com urnas
nove pecas. Iros das quaes foram tomadas, e levadas
para o barranco, e as oulras encravadas. O general
llilukoff, cnmuiandanledo corpo, o a maior parle de
seos ofliciaes superiores subalternos ticaram feridos
ueste atqoe.
O inimigo da sua parle conlinuava a apresen-
lar novas forjas no campo, aondechegou urna parte
das tropas francezas, que obrigou o rezimenlo de
Okhosl-k a recuar. Aprovcilaudo um barranco pro-
fundo, que cobria o flanco i nosa posicao, fizsuc-
eesaivamenle avanjar os regimentos de Yakoutsk e
de Selinzhiusk para susleular o nosso flanco esquer-
do no barranco.
O rezimenlo dcVakoulsk rarregou com impe-
to os luzlczes, que tintura repelldo o regiment de
rajadores de Okhostsk, e depois de haver derrotado
o inimco com grande vanlagcm. viu-se lambem
nbnzado a abandonar a batera de que se liara a-
possado, sendo conslrangido a' retirada por um fogo
violento de carabinas, e pelas tropas francezas viu-
das em auxilio dos lucieres.
N8o ha vendo mais tropas de reserva no flanco
esquerdu, mandei vir a 1." brigada da 16." diviso
de infamara, O inimigo conlinuava ao mesmo
lempo a defender-se com singular pertinacia ; e,
como Ihe chezavam reforjos de novas tropas fran-
cezas, romos obrigados a ceder a' superioridade des-
tas forjas. As tropas que bavjam combalido no bar-
ranco diriziram-se cm parle ai. valle de Inkerman,
na passagom do Tcbernaia. Relcka, e a demais
forja roenon para a po'ij.lo principal.
ii Para cobrir o movimenlo do flanco esquerdo no
valle de Inkerman. mandei lambem vir o rezimen-
lo do infamara de l'ladmir, que desempenhou
perfeilamenle a sua misslo, sendo lambem ferido o
seu eommandanle, o coronel barilo Uelwig. Dentro
em pouco o fogo destruidor da artilbaria inimiga
nos obrigou a' retirada sobre a cidade. Esle movi-
menlo se effectuou sem obstculo, e sem que o ini-
migo nos ntacasse.
Xesla arrio todas as tropas, desde os comman-
danles atos simples soldados, cnmbaleram com en-
Ihusiasino digno dos overcilos de S. M. o impe-
rador.
2. fixlracto do of/icio ao general Timofeieff,
em 26 de outabro.
Pelas dez horasda manhaa. quando o combale,
as alturas de Inkerman, eslava na maior arlivida-
de, major-general Timufeiefl. com o rezimenlo
de infaularia de Minsk, e qualro peca* da balera
liseira n. I, fez urna sor I ida de Sebastopol contra o
flanco esquerdu das fortificajes inimigas. S.ihindu
esta columna pela porta siluada na direila do bas-
li3o n. 6. atravessou o barranco da Ouarentaine,
deiando o cemilerio mais a' esquerdo. e comrjando
a aportar o inimigo de perto.Na frente marcha-
vam dous balalhoes em columna, por companhias,
cuberas pr nina lileira de aliadorvs, levando pe-
as dearlilharia entra os balalhoes. Eram secui-
dos de dous oulros balalhoes em columna de ataque.
a Estes rorpos, depois de haverem repelldo o
inimigo al ss suas proprias trncheiras, carrega-
ram a bayoneta, olacando as baleras.L"ns per-
seguiram o inimigo passo a passo, os oulros arreme-
jaram-se as suas pejas, quinze das quaes foram
encravadas.
A esle lempo o inimigo, voltaudo di sua sor-
preza. coincjou a enviar tropas. O major-gcneral
Timofeicfl pedio reforjo.Dous balalhes da 13"
brisada de reserva (o .">.< do regiment de Brziesc.
e.o 6. de Wilna) e as seis ultimas pejas se reuni-
rn) a elle. Teudo formado esles balatlies em co-
lumnas, por companhias, c poslado a arlilharia en-
tre elles na direita do barranco de Quaranlaine, o
major-gcneral TiuiofeicIT. vendo que o inimigo pre-
tenda rerca-lo com forjas cmfcjderaveis, ordenou
aos balalhoes de Minsk que se relirassem.
" ElTecluou-se esta letirada lao lejitamente e cm
lito perfidia ordem. que nao i Ion- os nossos fe-
ridos, mas lambem algn* feridos' uimigos, en-
trando nesle numero dous ofliciaes, poderam ser
transferidos.
O inimigo, lendo-se na sua fuga aproximado
ao alcance de melralha das pejas da praja e mos-
quelaria do muro de defeza, leve enorme perda, e
fugio.
O general Timofeieff recommenda o valor ma-
nifestado por todo o regiment de Minsk, e em par-
ticular pelo major Yersparloff, seu eommandanle ;
capillo I.iapounoir, eommandanle do4. batalhao ;
capujes commandanles de companhias Joukorshv,
Malskevilch ; lenle Vorobiefl", alferes ZagovskV,
capao Portolsky, ajudanle do regiment, o qu'al
enrravnii com as suas proprias maos duas pecas, sen-
do ferido no brajo. n
Alm deslas parlicipajoes complementares, sobre
o conibalc de 21 de oulubro, receban lambem S.
M. u imperador do ajudanle de campo-general prin-
cipe Menschikor os dous ollicios seguintes em data
de 31 de oulubro.
I.
Indepenlentemonic das benvolas expressiies,
que V. M. emprega pira com o seu exercito, e
guarnirao de Sebastopol .palavras que en Ibes
Iransmitliem ordem do dia especial, em excciirao
das reaes ordena de V. M, o principe Cm tschakff,
ajudanlede campo de V. M.|I., salisfez completamen-
te a misso, que Ihe era confiada-Percorreu lodos
os bastios e bateras defendidas pelos marinheiros.
Os agradecimeulos. e a animaran dada pelo so-
berano, que o principe Galilzvne leve a honra de
ser enrarresado do dirizir a seus valentes marinhei-
ros, cnt nome de V. M. I, nao Ibes duplicaram o
valor, como lambem os eniibiliuraro ale o fundo
da alma. Ouviram elles, com lagrimas de tema-
ra, as palavras do sou monarcha e pai, cheio de sol-
li' iludo por seus lilbos muilo prezadns :expressOes
que V. M. I. se dignou empregar no rescripto, com
que me honroi. emdata de 19 do correle.
Koi com izna' senlimenlo de piedosa e reco-
nhecida vencrajao que as tropas receheram a da-
diva c a benjao de S. M. a imperalriz. Depois
de urna ceremonia religiosa foi a imagem do Sal-
vador eonduxida pelo principe Galilzync, acompa-
sada pelos babilanles da cidade, do templo de S3o
Miguel para a balera Nicolao, e dalli conveniente-
mente levada, rom o ceremonial religioso, a lodos
os baslies e bateras para Ibes abencoar os deten
sores.
A forja prsenle, ouvindo com piedosa atlen-
5*0 a allocujao do padre, orava com fervor, bei-
jando a Sania Imagem do Salvador.
Esta Imazem esta agora dcposilada no locnl que
Ihe foi preparado, junto a' porta de entrada da ba-
tera Nicolao.
2."
No meuofllrio dirigido a V, M. I., logo depois
da grande sorlida de Sebastopol, em 2 de oulubro,
tive j a honra de participar que SS. AA. II. os
graos-duques Nicolao Nicolaiewilch, e Miguel Ni-
cnlaieunilcb se haviam mostrado no campo de ba-
lalhlo. debaiso do mais vivo fogo do inimigo. nAo
so em ludo danos da suael vada jerarchia, afl'ron-
lando o perigo com a maior preseuja de animo, com
o que tamhem dorara e*emplos de valor verdadei-
ramenic goerroiro. A sua preseuja no meio do
fogo exulava a lodos em geral, e a cada um em
particular a preenchercm os seus deveres para com o
soberano, e para com a patria.
DIAS DA SEMAXA.
8 Segunda. S. Lourenco.Iustinianno Patrian ,i.
9 Terca. Ss. Jnlio e Bazilissia, sua esposa.
10 Quarta. S. Fanla primeiro Lrimila.
11 (Quinta. S. Hyfinio p. m. ; S. Salvio.
12 Sexta. S. Satyro b. m. ; S. Aroadio m.
13 Sabbado. S. Hilario b. ; S. Hermillo.
14 Domingo. 2.' depois de Reis; O SS. Sorae;
S. Flix m.; S. Macrinav. ; S. Malaquias.
E azora la sosiuha neasa noitc sombra e triste. A
pequea Mara, envnlla em seu manto, o anjo ado-
rado, a osperanea do longo hymineo, fura deixada
debaixodo rarvalho pe Saim Casi. \ cabra era a
guarda, a a veta aceaa aos pea da Virgem Santitr-
ma disia aos que passavam : ChrisUos, adoptai a
orphBa.
Ella relrava-se vacillante, ebria de angotlias,
lendo a caheja inclinada e os olhos afogados em la-
grimas.
Adosa, Mara, minba pobre aleara'. Alos,
minlia filil di i! Para que elles lenliam piedade de
li, he misler que cu morra !
I'ma vez, o pastor Sulpicio conlenle e ufano de
Icr sido c-rolhido, levra-lhc em segredo um rosa-
rio lenlo, de ouro, com urna cruz.
Vicloria anles de dar o ultimo beijo Alna, po/.e-
ra-lhe no pe-cojo o rosario, o qual era como a ben-
jao poslhuma da pai.
I'orquanlo linha innrrido, ah elle t,1o joven, e
i forte! tirando Dos! ella cnlrava na vida rodea-
da de desesperos, c muilo de-emparada. A Virgen)
Sauli-sima Ihe servira de mai.
A estrada dcscia de SamCasl. praia. Victoria li-
nha deisado a lilhioha adormecida, e quando nao
ouvio mais a cabra borrar, apressou o pa-so.
As lagrimas Impediam-na de ver o caminho; mas
ella nao s enganava ; alauma cousa ,\ rraslava. Ou-
via ao tonga o marolbo sardo do mar, e essa voz a
ehamava. E em saber, repela a ladainha corneja-
da, quando sabio da tirla das (aivolas.
Santa Alara, rogai por ns Virgcm das vir-
gens, Virgem clemente. Virgen fiel, rogai pomos!
Quando era menina em urna bella manhaa de oii-
tono, o pai veslio se para a cajada o disse: Meu so-
brinlin Antonio lia de vir. Toda a casa eslava em al-
vorojo, porque Antonio de Maurop.ir representara
o As tropas confiadas ao meu mando foram disto
testemunhas, e a intrepidez com que se linuveram
nesle combate, lo encarnijado de urna e outra par-
te, era, corto, o frnclo do peusamento de que fi-
Ihos lao charos ao monarcha e a' Bussia seachavam
em nossas lilciras, e de que rada um devia ir buscar
excluidos a' abnezajao desloa principes.
o Na minba ordem do dia de 29 de oulubro jul-
cuei ser dever meo recordar a's nossas tropas as vir-
tudes guerreiras do gros-duques, e lomei a liber-
dade de dizer que debaixn de lodo o fogo do inimigo
se haviam elles portado como valentes soldados
roana,
ti Nao prcencheria o meu dever sagrado, e de
leal subdito para com V. M. I e toda a Rosna,
se zuardasse em silencio algtimas particularidades
acerca dos perigos a que SS. AA. se acharan) ex-
poslos.
o OsSrs. araos-duques, depois de haverem mos-
trado toda a forja da sua coragem e preseuja de ani-
mo, quizeram visitar neasa mesmo din os baslies
e baleras, para darem de viva voz aos valentes ma-
rinheirus o agradecimcnlo do monarcha, 'em execu-
jAo das ordena de V. M. I. Nesle momento quasi
todas as hateras eslavam em acjSu, e principalmen-
te na balera Malakoff, o fogo nao ressava, a ponto
deque osibilar das bailas das pejas ccarabinas a-
companhnu os zra .s-duques cm lodo o caminho,
que conriuz a osle basliao.
a Na balara Malakofl" oflercceu o immizo aos
defensoresde Sebastopol ptima occasiao de un-
rem a sua coraaem experimentada primeira ma-
nifestajaode um dos lilbos bem amados da Rnssia.
Em preseuja de Ss.|AA eqnasia seus ps, cahiram
duas balas inimigas no parapeitu ; urna (erceira ba-
la, que foi dar no merlao, cobrio de trra os art-
Iheiros ; e finalmente, uno para corear a provajao
veio urna bomba damnificar um edificio a alguns
passos de distancia do ponto neenpado por SS. AA.
II., que anima vam os comba lentos com as lisonjeiras
palavras de V. M.
n He escusado dizer que em lodos esles momen-
tos, que podiam ser morlaes. os Srs. grao-duques se
bou x era ni. ouso repcti-lo, como soldados russos va-
lentes e determinados.
, a V. M. I. dara completa salisfajao ao exercito
do meu mando ronferiudoa SS. AA. a condecorajao
da ordem do Mrito militar, que Ihes osla unnime-
mente decretada no pensamcuto de cada um de nos.
A ordem de S. Jorge da 4." ciaste, concedida por
V. M. a SS. AA., que a merecern) com loda a jus-
lica. foi lambem um subido e napreciavel favor s
tropas que me esUlo confiadas, leslemnnhas orcula-
ros da coragem c intrepidez dos grao-duques, com
qnem V. M. I., assim como loda a Russia. lecm a
ventura, com loda razao. de se ensoberbecer, e se a-
lezrar.
l"m te-iemnlio lao lisongeirn, dado pelo eomman-
danle em chele, das virtudes guerreiras manifestadas
pelos seus maisjnvcns filhiw, aos olhos de lodo o ex-
ercito, causou a mais viva alegra no paternal cora-
rao do imperador. S. M. I. em conformidade com a
propo-ia do ajudanle de campo general, principe
MenschikolT, dignou- duques Nicolao Nicolaxvilch e Miguel Nicolawi-
tch, a ordem de S. Jorae da i." classe.
( Diarto do toterno de Lisboa.)
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA Do ni A mu DE
PERNAMBUCO.
Maranha'o
2 de Janeiro.
Como v. escrevo-lhe do limiar da porta do no-
vo unno, que orase aprsenla. O dia d'honlem, que
foi o de sua aurora, passei-o em boa companhia,
onlrc as recordajoes do anno velho, e as doces cs-
peranjas .lo novo; o qual encontrar lambem Ab-
synios, que em seu occaso, o apedrejem, depois das
adorajoes que ora Ihe fazem, as quaes nao passam
de verdadeiras zumbaias feilas a sua mocidado, a
la do mel desse estranlio contrato entre a bumani-
dade e os dozc signos do que se compe a velhusca
e eterna eclptica.
Os annos.que se engolpham no no abysmo do pas-
sado, lem a sorle d'aquelles homens, que depois de
morios, sotlriam severo julgamcnto dos que c fica-
vam, segundo o qual, ou eram abenjoados ou amal-
dijoados. Eslou firmemente convencido, que o an-
no de 1851, be um dos pciores por q^ue tem passado
urna boa parle da triste hnmanidade. L est o Ori-
ente para recislra-lo com lodos os horrores da pesie,
da lome, e da guerra. ... de crueis guerras, muito
mais lerrivcs do que a de Tranimedes, a qual, se-
gundo diz a historia, em seu encarnjamenlo os com-
balenles nao perecheram o grande terremoto, que a
acompanhava, abrindo por loda a parte abysraos,
que engoliam os guerreiros d'ambos os lados.....
Sim, se nnquelles lempos dos capaceles e das coura-
jas, em que somenle se trabalhava com majase
espios armas brancastal aconleceu.quanlo mais
agora, nos lempos do progresso, em que o valor nao
be menor, e os caolines de 80 e 120, dos schapnelo,
dos Malsana, da roguetaria congrve, das explosoes
das minas, e cm fwn de todos esses artefactos da py-
ruthecnia moderna, devem em seu medonho estam-
pido sufocar ohramir da natureza em cataclismo !
Esperemos agora, que o novo anno nao soja pelo
menos, to sanguinolento; e que nos traga, abem da
humaiiidade mclbores humores ao cabejudo do
Nicolao.
Nao acabare] essa lirada, fela laia de exordio,
sem dar-lhe as minhas boas feslas, bem como ,i co-
mitiva dos seus lypographos.que algumas vezes, soja
dilo entre parenlhesis, me metem bem boas zangas
e ao grande numero de seus lelores, desejando-lhes,
ao mesmo lempo, que gozassem de boas sabidas do
velho, e livessem melhorcs entradas do novo, como
corriquerameule se costuma dizer.
Hoje mesmo cheguei do meu Pagela, da villa
do Pajo, e por isso desculpc-me se for alguma cou-
salaconico. Alm do cansajo da vagem, tenho as
m3os cheiraudo a agua beula dos dias sanios da
feta.
O que klc mais importante tenho i dizer-lhe, e
que, sem duvda alguma, ir assanhar a cobija de
muilos, he a noticia que acabam de dar os nge-
uheiros exploradores das minos do Tury-Ass. Esl
sabido que o El-Dourado existe ueste bello calilo
do Brasil, que se chama o Maranhao. A California,
ea Australia firam a perder do vista com as suas
lao falladas minas do louro metal, em face da ri-
queza de loda a especie, principalmente a do ouro,
que a cada canto, e a flor da Ierra, se enconlra em
urna abundancia que pasma I
o ramo primognito; mas Victoria linha quasi mo-
do. Ella o vio Uo brando e lao tmido que assentou-
se-lhe nos joclhos. O pai pergunlou-lhe ; Queres
que Antonio seja leu inaridiuho?...
Sania Mai de Dos, rogai por nos I Mai Purs-
ima, rogai por mis Mai de Divina Graja, rogai por
nos! Mai do Creador, Mai do Salvador, Mai admi-
ravel, Mai amavel. rogai por nos !
Na cidade de Dian todas as raparigas fallavam
del le; nao porque era rico. J nesse lempo Victoria
linha alegra, quando ouvia pronunciar o nome de
Antonio. Cborou um da occultamenle, porque ou-
vira dizer que Mazdalena seria sua mulher.
Foi elle que veo a casa vestido de lulo depois da
morle do velho conde, achou as duas pobres mojas
em lagrimas, chorno com ella, e aperlou-as ao co-
rajao dizende: Minba mai sera lambem a de vosss.
\ letona bem sabia que no meio de sua dr um so-
pro de aleara Ihe aqoecra a alma.
Mas do que servan) essas lembrancas? Na estrada
em que ella eslava, i orajao, aoraja'o !
Mai Immarnlada, rogai por nos! Espelho de
-Dstica e Sede da Sabedoria, roaii por nos! Cansa
de nossa alegra, rogai por nos Vaso Espiritual
Vaso...
No ca-lell i os dias linham sido tranquillos o tris-
tes. A vclha marqueza amava mais a Magdalena,
que era mais bella. Aslrea razia Victoria chorar di-
zendo-lhe: Es muilo pequea, la jrmla sera a
marqueza. Victoria responda: Seja minba irmaa
feliz, eu irei para o convenio.
Ah elle esleve bem prestes a amar Mazdalena !
Victoria era muilo pequea ; mas Mazdalena foi rou-
bada pelo grande lloslau.
Meu Dos, evos Virgem Sanlissima, consolai-a
nesle mundo... Magdalena, minba irmaa, agora fi-
cars chorando sosinlul
Junio Ihe envo lim numero do Observador n.
375 de 30 de dezembro, cm que vem, em seguida
d'ura excedente artigo, os documentos ofliciaes do
que cima Ihe fallo.
Por intermedio d'um amigo, pude obler os se-
cuinles apnnlamentos feilos pelo Illm. Sr. Jos Ru-
fino Rodrigues de Vasconcellos, que he o chefe da
commis-Ao exploradora.
Ei-los:
a Na nflnlia ullima viagem s minas de Maracas-
sum, depois de muitas diniciildadcs e privaees,
rumpendo excedentes malas virgen?, ricas em ma-
deiras, e grande varedade de producios vegelaes,
tacs como a zomma copal, almcsca, breu, mrv, es-
topa, cacao, cravo &. Elnrei as minas no lia 3
do correle mez de dezembro, e percorrendo com
os mcus engenlieiros um raio de seis leguas, nesse
espajo romprehendemos onze lavras, das quaes ,
quatro foram exploradas c analysadas; e sao: a mina
secca, falla d'azua, mas rica em terreno aurfero- a
I). Francisca, pouco abundante de agua, mas a-
bundanli-sima de ouro: A Monte-Chrislo; antes
l'iru-baguco, pouco mais abundante d'aaua, mas de
espantosa riqueza; e por fim, a do Prala, e anal-
mente rica c abundante, mas tambem escaja d'aaua;
O ouro, em lodo esle terreno abunda de urna ma-
neara inconcebivel; em urna carnada de dous a Ires
palmos de espessura; enconlrando-se por baito d'es-
la carnada a rocha de formajao quarlz, chisto
argilo, ferriizinosa, em carnadas levemenle inclina-
das. No dia 7 enconlramos urna pedra de seis pole-
gadas de comprimento, qualro de largura, e2 i[2
de altura, quasi ovoide, e tendo'i li2 a 4 libras de
pesoque alm do ouro, que anda se conserva ad-
herente aos fragmentos da pedra, que reservei para
indicar a formajao e qualidade da pedra, produzio
i" oilavas, que junio a 20. que se calcula existir a-
inda nos frazmentos, den em resultado 67 oilavas!..
O ouro examinado un Ihesouraria, deu 23 2S qui-
lates.
O cascalbo lavado pelos prelos quilombolas prc-
sume-se conler mais ouro do que o que os pretos
liravam, por isso que elles sii aproveilavam o ouro
em grao, o desprezavam o lino, que abunda em
maior quautidade.
As Ierras sao as melhores para a lavoura, por-
que lia Ierras proprias para o caf, arroz, mandioca,
cuma abastos. O clima he sadio, o da nao be ex-
tremamente quente ; mas note faz fro e bstan-
le ; alem do Tury-ass, Maracassumc e durupY e
alguna de seus confluente", com a Prarau, os ros
sao de pouco vulto, e a maior parle secam no verf.o,
mas sao respeilaveis no lempo das aguas.
As clima- dorante o verao suhslitucm a escoc
da agua em alguns lugares.
o Aos auxilios e coadjuvajao prestados, em pri-
meiro lugar pelo Exm. Sr. presidente da provincia,
e em sezundo lugar p^la pro.limosa cooperajo de
muilos Srs. Maranhenses, devo chegar lAo breve-
mente a ab nsar lao bellos resudados, s
Apresento-ihe agora o seguiute documento, tor-
nenlo pelo mesmo Sr.. acerca da qualidade d'uma
parle do ouro ale que falla.
ir deceb di Illm. Sr. Jos Rufino de Vasconcellos
chefe da coirmissao exploradora, Ires oilavas de
ouro em p, para eu por meio dos cnsaios proprios,
ver qual he sua quehra na fundijao e loque : o que
fiz minuciosamente, e achei o ouro de 22 quilates
3 graos, ou 0 millesimos, e lem de quebra 7 por
cenlo. Por ser por mim proprio ensatado, passo
este que vai por mim assignado. Maranhao 30 de
dezembro de 1854.Fernando Itibeiro do Ama-
ral. j>
Como que levo dilo e com a publicajao do artigo
do Observador, de que cima Ihe fallei, os seus
leitores ficaro subejamenle setenios do estado li-
songeiro que aspiramos com a descoberla do El-
Dorado.
O engenheiro Julis Anders, que se achava no
Mearlo, tirando as plantas necessarias ao canal, que
deve remover daquelle rio a lage grande, acaba
de chegar muri no dia 31 do p. p. mez. Fallecen
em viagem na altura do Tau. Sezes que all
adquiri, c das quaes leve pessimo Iratamenlo, de-
zeneraram-se em urna ictericia preta, que assim cor-
lou a vida um joven cheio de espernnjas, o de
cujos talentos mis j o haramos apreciado.
Na vespera do dia da chegada do cadver do Sr.
Anders, na ra da Palma desta cidade enforcou-se
o marrnciro alloman Frederico Pharr. Ignora-sc
que desgostos o levaram a esse tcrrivel passo. O pri-
meiro delles. a pedido do Exm. presidente da pro-
vincia, para com o consol de S. 51. Rrilar.ca. foi
enterrado no ccmiteiio protestante. Abi creio que
lambem se sepullou o segundo. .
S. Exc. Rvm. ha dias que parti para o cenlro da
ilha em visita e chrisina. Demorou-se, julgo, que
dous dias em l'inhes, eactualmenlcacha-se na villa
do Paco. Creio que ahiS. Exc. chrismou quasi lodos
os babilanles, por causa de um artigo ou cousa que
o valha, impresso no Cearense, quando pelo Cear.i
passou o celebre J. Mariani que como ltimamente
Ihe nntcie, seauio viagem para a corle, consla-me
que o Sr. Angelo Muniz laucara de sua casa a loque
de calcanhares, o celebrrimo Cazuza'dos bois, a
quem se allribue aquelle artizo, recheado de c-
logios ate das agouros, e anda mais recheado de
prfidas allusoes que iam ferir aquello nobre sena-
dor, estabelecendo parallelos entre elle, e o tal vam-
piro dos lempos do llcaidin Foi bom que esse
facise desse para que pouco a pouco se abram os
olhos de rerlos individuos que anda por mera com-
placencia lem ventas pira alurarem esses restos
ptridos, que anda conlememsio immuudorauo da
ra da Estrella.
OSr. senador Muniz, que boje lem urna excellenle
posij.lo na ociedade, cuja esculla na lista trplice
foi nicamente devida aos seus merecimenlos, que
de maneira alguma admillcm compararnos com os
da ave sini-lra o agoureira, deve conhecer agora
mais do que nunca, o que vale essa cibilda, em cajo
topo se assenta o Cazuza dos bois, nolavel no an-
Vicloria parou para apoiar-se desfallecida ao tron-
co de urna macieira.
Magdalena dir coni'izo, lornon a rapariga :
Foi por isso que ella abrajou-me lao forlementc
honlom larde.
O mar eslava prximo, Victoria deu um longo sus-
piro, e conliuuoo a camiflhar psalmeaudo em voz
alia:
Roa Mxstica, rogai por nos! Torre de Mar-
ti m. roaai por nos! Tabernculo de Ouro, rnsai por
nos I Arca da Allianja, Porta do Co, roaai por
nos!...
Quando elle voltoii depois da guerra, achou Vic-
toria j grande, e disse-lbe:
Como vose esl bella, minba prima !
Victoria passou a ultima sebe, o vento do mar Ic-
vanlou-lhe ale aos labios o lenjo que Antonio Ihe le-
vara da Inglaterra, e ella parou.
O corajao halia-lbe. Vendo dianle de si o mar
immenso. erzueu os olhos para o co, e disse :
Estrellada Manhaa, rogai por nos!
O co eslava toldado de prelo. A pobre Victoria
solujoii e cabio de joclhos balbuciando :
Meu Dos! meu Dos! eu nao linha anda
de/o-ei- anuos, e elle me amava... elle padeca.....
meu Dos! Nao me casliaueis alm dos limites desla
vida : vou reunir-me a elle, nao nos separis !
I.ev.'intou-se e rontinuou a caminhar. Os pea es-
Iremeccram-lhc ao locar a areia da praia. Eila mur-
murara :
Saiide dos Enfermos, rogai por nos! Refugio
dos Percadores, roeai por nos Consoladora dos Af-
flictos, rogai por nos!
Dislinziiia ja a liuha curva e brilhanle. que a es-
cuma das ondas marca sobre a praia. No fim de al-
guns passos avistou o pharol.
A pobre Victoria pallida como urna estatua de a-
naes das inmoralidades, por urna que repuzna a
lodos os sentidos, o poder-se acreditar...
Faja o Sr. senador o mesmo que fez o seu colle-
ga o Sr. Viveiros.
Como sabe, o Maranhao foi contemplado soffri-
vclmenlo no decreto de 2 de dezembro, que tantas
grajas conferio. Os cofres dos favores imperiaes
ha muilo trancados, deviam em Bm abrir-te um dia,
o irem buscar o merecimcnlo e zalardoa-lo. Pe-
demos dizer, que lodos os despachos foram bem
acertados. Os mexilhoes da Hslrella, foram os ni-
cos que e zangaram com a tal Materia, tiritaran,
espojaram-se e exhalaran) alzuns miasmas, que in-
felizmente l se vio reunir aos aeradores da bexi-
ga, que, depois de haver ec&sado por um momen-
to, ha da que reapparercu. Durante o mez ulli-
manenle (Jado, morreram desse mal 52 pessoas. A
mortalidade geral foi de 127.
Segu neste vapor com tres mezes de licenea, e
com deslino ao Rio, o denodado l. lenle Pedro
Thom de Castro Araujo, eommandanle do brigue
escuna de guerra Mndarinha. Ese bravo officia1
que j por mais de urna vez tem alVronlado as iras
de Nepluno c os furores dos inimigo* da ordem e
do seceso publico, dolado de qualidados eminente-'
mente apreriaveis, aparta-fe de nos, deiando vi-
vas saudades. En, etalvex que culras pessoas an-
da mais devotas, rogamos a Dos que elle estoja
quanlo anles de falla, vindo a commandar, como
espora, um vaso melhor do que esse em que actu-
almente se acha. Elle que venha cm breve sanar
a grande falla que dexa no ampio circulo dos seus
amigos! Assim o esperamos
Adeos, que sem o querer ia-me alargando demaisi
sem me lembrar que a reparlijflo me espera.
MARANHAO 27 DE DEZEMBRO DE 1854.
O anligo sonho do El-Dourado convertido em rea-
lidade.
O El-Dourado, o o paz do ouro, era um sonho
mauuiiico com que se prcoecuparam muitas cabejas
nos lempos inmediatos ao descobrimeulo e primei-
ra coluin-.ie.i.i do Novo Mundo. Suppunba-se que
esso pai/, de que se contavam cousas incriveis, e
cujo cascalbo era de ouro, exisla na America do
Sul, enlre o Orenoco e o Amazonas, uu no ror.icao
da (iuyana. Nio poneos aventureiros leolarai a
empreza do seu desrobrimenlo ; alguns al Helia
perecern) ; iienhum com ludo chegou a ver a re-
giau privilegiada, a nova ierra de proaMsaao/ O so-
I nho paren) de enlAn esl boje convertido em reali-
dadt : o El-Dourado existe na mesma America do
Sid ; nao entre o Orenoco e o Amazonas, mas enlre
o Tury-ass o o orupy. ou melhor no valle do
Mar aunir, que corre quasi parallelo entre os l-
timos ; nao naruxana, onde o Tabularan), mas no
Maranhao, ou na noasa provincia, mas no Brasil
em summa, que ja tem contado outras californias
em Minas tieraes, em Coyaz, em Mallo-Crosso, e
que Ite a verdadeira Ierra do ouro, e dos diaman-
tes.
A existencia deslc prodigio he alteslada, nao ja
pelo ouro. que os pretos fgidos exlrabiaqaem abun-
dancia flor da Ierra, e davam a troco de geueros
aos mscales do Tury-ass e de Sania Helena, com
quem commcrciavain ; nao js pelo Icsloinunho e
relajao dos habitantes daqucllas localidades ; na.ij
pelas parlicipajoes ofliciaes dos commandanles das
eipedijdcs enviadas contra os referidos pretos ; mas
pelas informajes positivas das pessoas prolissio-
naes, qne acabam de visitar as minas, e asseveram
que a sua riqueza he alada superior ao que dclla.'
apreaoava a mesma fama.
Em 20 de oulubro do correle anno diziamos nes-
la folha : Chegou ltimamente da curie no vapor
imperalriz urna commisso, que vem, por conla de
urna companhia anonyma, cujo capital nio sera in-
ferior a 500,0005 rs., explorar os terrenos aurferos,
comprehendidos entre os ros Tury-ass e (iurupy ;
compe-se de pessoas profissinaes, acha-se munida
de inslrumentus proprios, e brevemente parle para
o seu destino, auxiliada pelo governo provincial
com um destacamento de primeira linha.u Pos bem,
essa commisso, que parti para o seu destino logo
no dia seguinle ao em que islo escreviamosf ja esta
boje de volla a esta capital com abundantes amos-
tras de lins-imn ouro, depois de ler concluido o
seu examc em poucos dias : i3o grande be a riqueza
das minas !
Eslas amostras, cujo ouro he do toque de 2i qui-
lates, foram obidas quasi sem trabadloalgum de et-
plorajao ; e, alienta a grande facilidade com que
all se enconlra esse metal procioso, que esta, para
assim- dizer, como por si mesmo oflerecendo-se a
nao do raineiro, e comparada a vaslssima arca dos
terrenos aurferos visitados, arredilan) os entende-
dores que esta regulo deve ser anda mais abundan-
te erica, que a California e a Australia.
Eis-aqui urna resumida noticia das explorajes :
No dia l. do correte chegou a commisso as
minas, e abi esperou dous das, porque foi preciso
apromptar baleas, fazer provisto de manlinentos
e oulras disposijoes.
No dia 3 larde parti do Jacarqura, e lu ar-
ranchar-so na minaD. Francisca.
No dia i bservar.-im-se a principio minas seccas ;
reconbeccii-se que o terreno era rico, mas nao se
pode determinar a abundancia do mclal par falta
absoluta d'asua. Continan lo-c depois a examinar
a referida lavra D. Francisra verificwi-sc que lodo
o lerreuo he aurfero ; que cm urna carnada de 2
ou 3 palmos de espessura existe ouro em quanlida-
de espantosa ; que por bailo- desla carnada esla a
rocha do formajao quarlzchistoargiloferrugi-
nosa em carnadas iizeiramcnle iuclinadas. As aguas
nesla lavra sao muilo escassas.
No dia 5 dirigio-se a commissan ao Monle-Chris-
to. O terreno he igualmente rico e abundante de
ouro, mas de muito maior valor e comprehensao,
porque lia mais asna, posto que aimla esrassa. Nes-
la lavra desoobrio-sc na formajao do chisto orna
veia de quarlz por tal forma rica, que annuncia a
preseuja mui prxima do veeiro aurfero. Ha lam-
bem major abundancia de ouro finissimo, ou em p.
No dia 6 parlio ella para ,i lavra do Rio da Prala.
salisfetssima das explorajes dos das antecedentes.
O terreno desla abunda como o das oulras minas
em metal precioso ; esl mais excavado, que o das
oulras ; mas o cascalbo lavado pelos niocambeiros
presumen) os engenheiros ser anda mu rico, por-
que os prelos s,i apanhavam o ouro grosso, des-
prezavam o lino ou cm p.
Escollien-se esta lavra para principia das explora-
jes e trabadlos mineracs, nao s por ser ella a mais
abundante de aguas, mas porque, sendo o cenlro de
(odas as lavras ora conbecidas, era tambem o local
mais a-ado para assenlo da poxoajao, quartel da
tropa, e ponto de partida de urna picada, que se
dirigisse em linha recta a Urubqura Estrada do
Freilas), encurtan.lo um da de viagem o caminho
que se faz por piradas tortuosas e terrenos apaula-
dos. Este servijo foi comejado no mesmo dia.
No da 7 aprosenlou-se commisso Irabalha-
dor Frederico Marianno Lopes com urna pedra, que
achira borla de urna calumba em que e linha ido
lavar. Tinha essa pedra (i pollega las de comprimen-
lo. i de largura, 2 l|2 de altura ; o, alm dos fraa-
menlus reservados para a analxse na corle, produ-
zio 47 oilavas de ouro.
A' esla noticia, cuja exaclidan afianjamns, add-
rionaremo. a opiniao dos proprios engenheiros ex-
plora lores sobre a riqueza e exten-ao dos terrenos
aurfero*. E-la, dada em respoda s quesles pro-
poslas pelo presidente da commisso :
Tendo de escrever para a curte, e de dar conla
dos trabadlos de que eslamosoncarregados, informen)
nsSrs. I. MineiroJoao llcurques Cramer, e Au-
zii-ii Srhramm sobre os seauiules pontos:
1. Sobr a riqueza das lavras 1). Francisca,Monte
C.hri-lo. e Prala.
2.' Sobre a qualidade dos jazigos das dita* la-
vras.
3.' Sobre o aspecto do terreno aurfero, e pro-
biliili la le de sua exlens.10.
i.' Sobre os obstculos que oerece a roineracito
das lavras e terrenos aurferos conhecidos.
5.' Sobre os ineios e facilidade de os remover.
C. Se haver ou nao inlercs-e em continuar as
exploracOes.
7.' Qual a probabildadc ou certeza dos lucros
que poder dar o emprego de um grande caplal na
lavra dosjazgo. e terrenos aurferos.
Lavra de D. Francisca 7 de dezembro de 1851.
Jos llufino Rodrigues I 'nsconrellos.
Chefe da commisso exploradora.
a Tendo V. S. solicitado a nossa opiniao sobre
as lavras ale hoje por nos exploradas e denominadas
I). Francisca, MooleChristo, e Piala, temosa hon-
ra de responder aos selequesitos que V. S. marca na
ordem supra, o seguinle :
Ao l. Que adiamos a riqueza das Ires lavras re-
feridas ser igual.
Ai 2." Que o jazigo das mesmas lavras he a cha-
mado de grnpiara .> que he um mixto de quarlz e
chisto quebrados e ligados porargila ferruginosa.
Ao 3." Sobre o aspecto do terreno aurfero e pro-
babilidade de sua exlensao, temos a dizer que lodo o
terreno al agora por nos vislo he coberl de mato
Virgem, que forma varios oileiros, e cada um delles
varii s grolas, aonde se acba a carnada aurfera na es-
pessura de dous palmus mais oh menos, tant) no alto
como as grolas c sem inlerrupjao. Emquanlo
eilensao do terreno aurfero, ainda nao podemos de-
terminar definitivamente, porm julgamos que lodo
o tcireno eompreheiidido entre os ros (iurupy e
Manicassum, e talvez al as marzens do Tury-ass
seja aurfero, temi a sua oriaem com quasi certeza
na serra Calharina, ou aqui mais vulgarmente co-
nbec da pelo nome de serra do Aricambu (anda ha-
hilada de gentos bravios' aonde suppomos um gran-
de deposito de ouro. e d'omlc vieram provavelmenle
as rimadas de grupira que equi encontramos, e
d'ahi se exlende com mais ou menos riqu za al as
praia- do mar.
Ao 4. Sobre os obstculo- de se Irabalhar o refe-
rido terreno, temos a dizer que smente pode ser
Irabalbado no lempo das chuva, por ser u-ras-o d-
agota.
Ao 5." A falla de asua suflicicnle, que notamos
no ail. precedente pode ser supprida, buscando-se
por meio de um rogo nos ros Maracassum ou Gu-
rupy, cujo trabadlo nos parece de pouco cusi, salvo
se encontrrmela obstculos imprevistos, v. g. duras
rochas ou fundas gruas sobre as quaes ser necessa-
rio a o induce,).) Ja agua em bicame.
Ao (i. Sobre o inleresse da conliuuac..o da explo-
raran das Ierras aurferas, somos de opiniao que de-
vem continuar visto o lerrcno ser rico e haver pro-
babihdade de nao s cobrir asdespezas al agora fei-
las e por fazer, como de haver um excedente a fa-
vor da exploradle, accrescendo mais termos bem
fondadas esperanjas de, na coplinunjAo destes servi-
jos,descubridnos um ou mais veeiros aurferos que ao
depois podem assegurar um servijo mais regular e
comanlo.
Ao7." Que como o lerrcno aurfero lie grande em
exlensao, o admlte muitosservijos regularese lucra-
tivos em varios lugares ao mesmo lempo, julgamos
ser de rriuilo inleresse o emprego de um grande ca-
bedal.
Temos mais a dizer a V. S. que no momenlo que
acabamos de escrever esla, nos apparecen Frederico
Marianno Lopes, trabalhadurda comniissao.trazendo
urna pedra, cujos fragmentos junio remellemos, que
inostrim a existencia de veeirosriquissimos.nos quaes
j haramos fallado: compre paranlo fazerem-se a?
inainres diligencias para o descobrmeulu dos mea-
mos, ? quenas ennvecemos cada vez mais de jaze-
rem elles na serra j mencionada. Tambem junio
reme temos o mais ouro que deu a mesma pedra.
Lavra do Prala em 7 de dezembro de 1851.
Jorge Henriques Cramer.
Augusto Schramm.n
Em visla de lana riqueza, como a que se oflere-
ce em perspectiva, he indubilavel que a lavra das
minas de Maracassum nao s dar anillados lucros
coinpaiiliia, que se organisou para cmprehende-la,
mas abrir lambem urna nova poca de prosperidade
para a provincia, imprimindo visoroso impulso ao
seu progresso material. Tal he a infloencia vivifica-
dora, que deve ella exercer em seus resultados, que
pode milito bem ser que n'uma dezena de annos es-
toja inleirameote mudada entre nos a face das coa-
sas no que se refere a inda-tria, a engrandoeimento,
e a Civliaacao. O rpido c a-sombroso incremento.
que tem lido aCalifornia e a Australia, he um pode-
rosissimo argumento cm favor desla opiniao, qae a
alguns parecer talvez exagerada, mas que em rea-
lidade o nao he.
E com cflen, quem he que podera calcular o de-
senvolvimento |que, com a extraejao de parte nica-
mente dessa riqueza, que all jaz sepultada na Ierra,
lero entre nos acolonisajao eslrangeira, os mrlho-
ramenlo malcriaes, a produejao c o consumo, o
commorcio, a industria em geral, senao tomando por
termo de comparajSo os fados anlogos, ou anles
idnticos, de nossos dias ? Por isso a' previsao, que
nos augura um futuro tao brilhanle romo prximo,
logo que lenha lugar a explorajao o lavra das minas,
longe do ser aerea, esl pelo contrario em perfeila
harmona com oque actualmente se observa em ou-
lros pontos do globo, cujos terrenos aurferos, com
quanlo sejam ricos, n3o o sao sem duvida mais que
o do Tirry-assii, a julgar pelos dados que acerca
dedo ja possuimos.
Podem ohjcclar-nos que a California o a Austra-
lia pertencem a duas poderosissimas iiaoue.ns quaes
foi apenas bstanle nespajode3uu i annos para con-
verter deserlos em cidades e povoajes, ou operar o
mlaare, que lodos observamos com pasmo. Esla
objeccao lera de cerlo muito menos forjj, se se allen-
der que arando parlcda emiarajao ipi concurre para
aquellos pontos, atlrahda pelo irrcsislivcl incentivo
do ouro, e nao por oulro, he eslrangeira, c de diver-
sas parles do mundo. n3o procurada, mas esponta-
nea. Suppoudo porm que lenha loda, quanla se
Ihe querdar, eu que a admiravel focuu.lidade mine-
ral do nosso El-Dorado seja nicamente aproveitada
em relajao aos nossos meios e recursos naconaes.
ainda assim nos prometi ella um m.izmfico pnrvir
uc prosperidade c de riqueza, que romo brasileiro e
maranhense nao podemos deixar do saudar com cn-
Ihusiasmo, mormente quando passamos pelos odioso
qualro da actual -itoae.io industrial da provincia,
i|Ue 13o pouco lem de lisongeiro.
A regi.lo emfim, qne, pela exlraordinara abun-
dancia de seu ouro, merece o nome de verdadeiro
El-Dorado, nao foi menos bem aquinhoada em pro-
ducios veselaes de toda a especie. Figuram entre na
id linios, de que a commisso Irouxe lambem diversa,
amostras, o balsamo ou oleo de cupaiba, a almece ;as
a zomma copal, o cravo, o breu prelo e o branco, a
estopa da Ierra, o mery, oangirne oulros muilos.em
lana quanlidade, que podem constituir importantes
artizas de commercio e exportajao. A natureza favo-
receu-a em ludo com mao lAo larga, que abi a ri-
queza vesetal parece correr parodias com a mineral,
e que Ires ros navegaveis s esperan) pelos barcos,
que devem carregar (antas preciosidades,e transpor-
ta-las aos principal1- mercados do mundo. De que
immriisa importancia nao ser para o Brasil um lal
territorio, quando o sen olo esliver semeado de ci-
dades e povoajes, as larras de suas minas c campos
se acharen em constante aclividade, e as aguas de
seus ros e cosas forem percorridas pelos vaporea?
E pos nao esl longe semelhante poca, a atraccAo
do ouro ha de traze-la ainda mais cedo, que se pre-
sume. ____ 'O Observador.)
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal.
7 de Janeiro.
Quasi que nao tenho que dizer-lhe, mas como me
parece que sera urna falta imperdoavel deixar de
csrrever-lbe pelo primeiro vapor que passa no cr-
reme anno, vejamos o que Ihe dire.
Primeiramenle passou-se, ou passaram-se todos os
das sanios da fesla sem que aqui, ou por fura hou-
vesse oceurrdo nenhum facto qne revele allenlado
algum contra a sezuranja individual, pelo que mil
louvores sejam dados aos nossos rom-provincianos :
todava para que. isso nao fosse geral, ou para a con-
firinajo de anligo axiomanao ha reara em excep-
jaohonlem a imite um individuo por nome Ma-
noel ('. itanbia, deu urna tremenda paulada em um
prelo escravo do nosso ajudanle d'ordens. Manoet
Ferrcira Nobre Snior, que o poz em risco de vida ;
o aulor desse crrne foi logo capturado quasi em 11a-
sranle pela polica, o que revela que ella nao lie
tao negligente quanlo diz o seu novo corresponden-
te de S. Jos, que por nao ser talvez d'aqui laucn
essa inmerecida censura a nossa polica ; o collrsa
se deixou levar, segundo diz, pelas informaces do
tionzaga, que aqu para nos nao he autor muilo se-
guido, principalmente como chrotiisla ; lenha poia
um pouco de cautela e prevenjAo em saas infor-
me jes.
A proposito do collega de S. Jos, continan) as
sibillas d'aqui a darem mil autores a essas corres-
pondencias, e he lal o furor de adernhar.que segun-
do mullos, poucas sao as pessoas aqui que nao tem
a honra de serem o seo correspondente, alguns ha
porm desses adevinhos lao estulles, qne por forja
quercm que seja o Dr. Rabello'o uulor de taes car-
las, e aleja apostam a cabeja. Esse mojo parece
que lem queda para marlyr ; ja responda pelas mi-
nhas c irlas, e agora Ihe empreslam mais as de S.
Jos, com as quaes parece qne elle d um pouco o
cavaco, com quanlo creio que elle nao desconhece-
ra, que naodie a cnnvccJIo de que seja elle o cor-
respondente de S. Jos que faz com que certa suzia
islo aprogoe; mas sim para verem se consegoem
iudispo-lo com aquellas pessoas, que all sao tozadas,
algumas sem duvida que inmerecidamente; pois
admira que baja alguem tao netcio, que nao veja
que se lendo dado, como Ihe dao, a palerudade das
minhas amaveis epstolas, nao precisava elle recor-
rer a urna nova plirateologia, n om novo lugar para
Ihe escrever repetindo farios j noticiados, e nem
Vmc. solfroria essa massada de um mosmaj individuo;
por isso, digo eu.s um proposil) deliberado,s para
um cerlo fim se allribue ao Dr. as carias de S. Jos,
basta para quem livor um dedo de bom senso.
Apezar das prohibijes do nosso diocesano Ove-
mos lapinhas, e mais de urna paslorinha bella.
lara quem nada linha que dizer-lhe j disse
muilo.
Saude e pataquinhas he o que llie desoja, etc.,
etc.
lainaatr, tendo os eabpdos sollos ao vento e os bra-*
Iros cruzados sobre o pedo, desceu lentamente para
o mar, e nao rhrou nem mesmo quaudo seulio o fro
da agua nos ps.
Auxilio dos Chrisiaos, rogai por nos ; rogai por
nos, Ranha dos Anjea!...
O pharol soffria enlao seu eclipse peridico. Quan-
do tornou a allumiar, a rapariga tinha agua al aos
peilos.
Ergueu as mans postas e rontinuou a andar.
S feliz, Mara, minba querida Mara !...
O peso da agua a fez vacillar ; as ondas loravam-
Ibe a barba, o os aunis de seus cabellos ucluavam.
O pharol apagou-se oulra vez, e quando tornou a
aceuder-se, Victoria linha desapparecido.
CAPITULO NONO.
A HAMTAgO DO PASTOB.
Tolo liicquel linha lirado confuso no mesmo lu-
gar ouvindo os passos de Aslrea e do grande Rostan,
que enlranliavara-se no bosque. Sua cabera nes-c
momenlo nao eslava mui sadia. e elleaperd'ia-se no
rabos dos pcnsamculos, que Ihe aasaltavam o espiri- '
to. Essa MorgaltO ora o demonio, tinha tomado
Francisco Kostan pelas suas paixes brulaes, e o le-
vava vencido e rondemnado. Para que? Alguma
cousa tcrrivel ia passar-se. Urna especie de lempcs-
ladc moral eslava desencadeada essa noile. Rostan e
a Moraalle no rastel lo que nao tinha mais dono,
Magdalena e Antonio na Casa, Victoria ah s Dos
sabia onde.'
Os suardas espreila, o pairan Sulpicio forrado
a alraveasar oulra veza charueca onde Joao Touril
rondava sua espera.
liara Wleenlua mil francos, que parcriam ser a
parada des-a terrixel partida. Tolo Ccquel nao li-
nha ccrUmcnle urna idea exacla de semelhanle
snmma ; mas emfim era para elle lodo o ouro do
mundo, e isso ha.lava.
Que resolvera 1 O machinisla linha boavontaJe
de fazer o bem e de oppnr-se ao mal; mas nao sabia
o que lizesse. Sezuir Aslrea e Francisco Hoslan *
De que servira ? Rostan tinha sua espingarda de
dous catinos. Correr Casa ? Nao era laucar o joven
marqnez no perigo? Era melhor conserva-lo aballa-
do do casledo. Prevenir os guardas que alias eram
boas almas!' Isso lera sido o ma seguro; porm
as populajes cosleiras aborrecen! os guantas, e Tolo
Gicqncl nao linha confiaiija nelles. Heais orna
enndemnajao capital pesava sobre Antonio Rostan
deMaurepar.
O machinisla leve orna idea, e sallou em p d-
zendo:
(.orrorei a Moteada do Tregua, e alransarei o
barco de meu primo Koblota nado.
Koblol era um marinhciro completo, cautava bel-
lamente loda a sorle de canjoes, e devia ser atilado.
Sem conl.ir que era dedicado ao nalrao Sulpicio em
corpo e alma.
Tolo tornou a tomar na mao os soceos, e parti co-
mo una hjre. No caminho diija comsigo :
Knlrwei de passasem no casal e farei ai
no a commisso de seu pai.
Esla idea Irouxe oulra .
O pequeo lem jnizo como quatro, e ver tal-
vez claramente onde nada perecbo.
Em poucos minutos o machinisla chozan fazen-
da do Trcsuz. Todas as casas eslavam fechadas. A
fazen.da ora alm da aldeia enlre as ultimas caae
osrorhedos: bom lugar para os carneiros. Era um
arande caschrcem mao estado c um parque lechado
por muros de pedra ensossa. Dianle do ca-ebre fica-
va a hahilajao do pastor.
A casa do pastor do Treguz nao era muilo mais al-
Parahiba.
8 de Janeiro de t855.
Que Uves-e gozado feslas felizes, com saude, di-
nheiro. e amavel companhia, assas eslimo ; astiai co-
mo bstanle inveja lerei se por ventura me com-
municar, que teve sua disposijao urna bem surti-
da dispensa, e um lerreiro beir povoado de aves de
pennas, companheirafjadispensaveis, e victimas in-
separaveis do individuo, que passa a fe-la.
Pelo que me diz respeito, gozei saude, e conlen-
le-me, por todo o gozo festival,'em mudar de ares-
ver conhecidos anligus, e apreciar a folganja popu-
lar de nossos homens do matto.
Bifurquei-me n'omaalimaria, que me honra a ra-
ja riiichanle nao chamare catallo,alurei com resig-
najao franciscana, ou de msico de aldia, o frof
largo de qualro ps balidos, com que resol ve u-se a
fazer-me transpor o espajo com ligeireza de cagado,
cntreguei-me com denudo ao destino, e dei a popa
aos ventos.
Sigui ramo de O. E., psssei a chnealheira ponto
do Sanhau, lomei a estrada geral, vinguei os pon-
loes traijoeiros dos Sanios Amaro |e Andr. que pa-
recem querer engor os que trabalham nos dias
santos dispensados, cortei de meio a meio a decaden-
te povoaj.lo de Santa Rita, deixei por este bordo o
lindo Oileiro, e navegoei sacudido como por urna
tempeslape as feriis margens do picloresco Parahi-
ba, que, qual experto corteao, em quanlo fraco hu-
milhado lornea qualquer munliculo de areia, mas
rico e potente arrasa edestroe tudo quanlo se Ihe
anlepe. ^
Lancei ancora nesse dia n'uma pequea enseada,
apezar di bella la, qae se reflectia as lmpidas
azuas do famoso rio, e que fazia fulgurar ai mara-
caxclas das alvas areia?,como oolras tantas estrellas.
O meu burro, honra Ihe seja feila, lem um genio
um pouco romanlico, ou potico, e applandio com
om rincbo em cadencia a minha lembranja de artis-
ta, de pernoitar naquellas margens|em nada s me-
nos a outras, que tem merecido os cantos suaves de
notaveis cysnes.
Ainda tenho duvida, em conscicncia o direi, se
aquelle linchar de alegra foi lho do genio, e apre-
ciajao de entendedor, ou de eznismo, que sobresalte
em Indas as rajas, qne podem senlir e gozar.
Passei urna noite comtcraplaliva s enlre a natu-
reza, e esquecido do restante do mundo, at mesmo
de mea vehculo de conduejo, de sorle que elle,
abusando da confianca, quasi roe queimar o navio,
como fez Cortez.e me dexa sem meios de retirada, i
O prazer .1 aquella noile foi indefuivel. Afogado
por urna fresca brisa, depois de um dia caloroso, es-
lendtdo. cm lodo o rigor da accepcao, em branca
fina areia, visitado frequenleraenlc pelas aves noc-
ao peque-
la nem mais larga que a de Tolo Gicqoel; mas li-
nha um bom teclo de ardosias e urna verdadeira ja-
nella onde poda caber urna caheja. Tudo no inte-
rior da habilajao eslava limpo e brilhanle: as pare-
des, a mesa, o bancos, o bahii, e o leit. Nao hara
oulra cousa seuo urna frigideira de bolos () e dous
rolos de pao broto debaiso da chamin.
Entramos em casa do paslor do Tresuz um pouco
anta da chegada de encamarada TotoGicquef. El-
le eslava contente como um Icnlilhao, linha lirado
sua vesta de alzodo fedrado e tratava alegremente
da cozinha. O paira fizera mal em euviar-lhe um
mensageiro para recommendar a sopa; o pequeo Sul-
picio cuidava em I mo.
Hara orna marmita no fozo e raassa de farinha
de trigo negro na gameHinha de pao. Sobre a fri-
gideira cozia um bom bolo, que enchia o ar de fu-
maja appelitosa. O sal ahi eslava em om copo que-
brado, a mauleiga em ama tcela ferida e deiiois
curada. O pao endureca sobre a maceira junto de
um pedajo de loucinho trigoeiro. O vaso da cidra
eslava cheio, e em urna garrafa sem pescojo qualro
sidos de acuardenle esperavam o feliz palrao.
Onde havia acha lo o paslorzinho os elementos de
emelhanle fc ella linha lano juizo^pmava tanto o pai!
Vigiava o bolo sobre a frigideira, c o cheiro da fu-
maja diza-lhe quandoconvinha volla-lo. Ah que
bello rapazinho!
Kandonneau, o cao serio c pensativo, nenhuma
parle lena nellc, e como sabia disso, dorma branda-
menle junto da cnza sem inquietar urna meia duzia
de carneiros predilectos que se entrelinluim em urna
moula de relva fresca do outrolado do quarto. Quan-
bolos.
Folha de ferro redonda que serve de cozer
MUTILADO


turnas, que cm seu veo irregular, e ao deslino, vol-
tijavam em derredor de mim, como para me persu-
ndircni, que nao silo de mo agauro, festejadlo pelos
grillos,que einjininlia houra li/.erain urna symphonia
deliciosa, c-quecido das miserias da vida, c leudo
dianle de mim desdobrado o rico painel da nalure-
xa, o meu espirito eslendeu as azas, e perdeu-sc no
espajo... E'se he o gozo terreno, que mais se apro-
xima i hemavenluraiijn.
E querer algum gastrnomo, algnm sequiaso,
algum sensualista, algum jogador, algum amante
das impressocs hule--, algum avnrentn, algum per-
verso, conveneer-inc| que o verd.i leiro goza conss-
- te na mesa, viste no bojo de um frasco de Tocar,
lie dado por Cupido, concedido pelo azar, encontra-
do entre os perigos, mergulliado entre o ouro, ou es-
condido as veas de suas victimas ?. Talvez ; mas
eu, sem queslionar, deiiarei a cada um com o que
maij gostar, e quererei passar urna noilo de loar,
tendo por colchSo fina areia, por cpula as aboba-
das celestes, por cortinas o borisonte, e por lampa-
da a la. Foi a cama feita pela'Ornnpolcnca para
o rei da crearan. Durnio nella melhor de que o
suliao no scu liaren.de que Nicolao cm sua cmara,
do que Victoria no seu paco, do qno Napolcao no
scu hotel.
Juando a matutina estrella desponlou no borison-
te procurei u burro, mas elle, cedendo ao positivo
da vida, linba comecado o almoco no mesmo lugar
cm que Un lara a ceia : e, infelizmente para-mim,
nao foi muito perlo do lugar em que a comecou. He
o vvente, que leiri a mesa mais extensa ; c que gas-
ta nove decimos de sna vida comendo.
Quintos nao desejaran ser burros ? Honorarios
lia moitos; mas isso n5o satisfaz.
Relomei a derrota, e acompanhandosempre o tor-
tuoso leilo do rio, passei lugares verdaderamente
aprasiveis. pomares de am verde negro.o carregados
dos aoreos pomos, engenbos mais o menos impor-
tantes, al que finalmente cheguei na arengueira
povoacao do Espirito Santo.
Sua ra orlando a estrada e tortuosa como ella,
lera solTrivois catas, boas vendas, onde at vi mudos
boles de Meuron, apparclhos e louca entrefina, vi-
nbo do Estrcito, conserva, pilulas vegetaes, eagua
dos amante".
No centro da povoacao existe sua pequea, mas
nova c graciosa ermida, com o indispensavel estan-
darte da RcdempjAo, servindo de emblema ao po-
voedo.
Tem all um padre, que lieao metra lempo mes-
Ire escola. Eu quiier.1 poder dizer, que elle he um
desses velhos curas de romance, com a sua velha
Domingas, que Ihe preparasse a olba. casamenteiro
o caridoso, quanto a Domingas resingueira e vren-
la ; mas nao me be permitlido fingir ; o padre he
>mojo, nao me consta que tenlia Domingas, e impor-
ta-se pouco cornos mait.
Da as beuraos a quem quer casar.baptisa a qnanlos
ncha com as qualidades de materia apta, encommen-
da os que morrem, deia qne a polica accommode
os que brigam, diz mssa em quanto as ovclhas Jr-
duzirem o 46 u( des, e guarda a |seu dinheiro para
mellnr oceasio. lie um verdadeiro padre e nm
honesto cdadao.
Pouco adianle daqnella pnvoajao dcixc i direila
a estrada da culada de Areia, csegu pela da villa do
Pilar. Transpuz o engenho Santo-Antonio, allra-
vessei pela segunda vez o no Parahiba, c cheguei ao
lugar CnnsolacSes, onde mora, prximo a urna capel-
la daquella invocirAo, o coadjutor do Taip.
A capaila est reparada de novo e linda, a expen-
sas do mesmo coadjutor, ajudado pelo povo.
He aquella sacerdote um verdadeiro tvpodo Evan-
gelio. Resignado, humilde, caridoso e dedicado ao
servijo da religiao, da qual he um vtenle campeao.
Quando as cans povoarcm aquello, cabeja, sera elle
um sacerdote (al qual a mesm a impiedade costuma
respailar. Felizes seriam os povos, se lodos os pa-
dres que se empregam na cura das almas, tivessem
aquellas qualidades, abnegaran e inlMIigcncin.
Atlravessei pooco adiante uovanienle o ro. no la-
gar Passagem do podre, ond.c elle formando um
simicirculo tem urna crescida largura, o rctomei a
estrada que se volta toda ao sal. Dexei a esqnerda
osengenliosjlassangano e Santa-Anna, passei urna
ponlinha que forma o epilnphio cmara munici-
pal do Yiltr em concumilaucia com a estrada, que
esta inlransitavel, e depois de levar urnas duziasde
ajoiles pelo rosto de ramoslde caorriran, marcadores,
callas, e oulros quejandos esptuhosos, que hcni
serviran! de colchan aos fiscaes da munipalidade
Pilareuse, cheguei ao engenho Marn, dos fradei
Benedictino!, termo de minha vlagem.
He aquelle um dos boas engenhos das margensdo
Parahiba, com terreno para dous, com mais de cem
escravos, dispostos e indios crioulos, e com bem sof-
nada live para me qucixar de minha resol-
*
>
Lrveiubra*.
O actual D. abbade he activo, adoso e honrado ;
mais alguns tem havdo, que, apezar das pequeas
depezas c grandes rendimentns |do moslero, o lecm
deixado na espinha. DaqueMes he o reino do
mando.
Fui muito bem acolhido por S. Rvm." e U assisli
a vnssa do gallo em* um concurso miior de tres mil
pessoas.
Admirei a extraordinaria populacho daquellcs lu-
gares ; c adioi incrivel quando me dsseram, que
ein un quadrado de qualro leguas tnham sido mor-
ios na vespera de fosla quasi cem hois !
Anda mais admirei a tranquillidadc que reinen
entre aquella gente, que exgoloa bastantes ancore-
las de vnho das amhitlanciis chamadas hotequins.
Creioqae devenios Isso em parte adminislrajao do
Exm. Pacs Brrelo ; porque sendo a noile do Natal
uint em que mais aconlecimentos se dio, al boje
nao consta que houvesse na paella noite a menor dcs-
ordem cm toda a provincia.
Assisli novena e fasta da senhora do Remedio
naquelle engenho, e ao jantar que no da de anno-
bom, o da Testa, dea o D. abbade. .
Fiz algumis excursas, e em todas ellas enconlra-
va nos caminhos montes de ramos verdes, que indi-
cap o lugar cm qne cahio urna victimando punhal,
ou bacamarle.
Horrorisam aquellos mudos signaes com qne os
homens do matto perpeluam, por anoos esquecidos,
a lembranj de umactodepervertid.nl?. Quanlos
passsm por .aquelle lugar, emvez de am Valer rios-
ter, atiram um ramo, que cubra aquelle terreno em-
bebido de singue humano. Creio que o mesmo nssas-
siun depositar sua offrenda do ramo de paz sobre o
altar em que immolou a victima, se os remorsos lhe
consentircm passar por aquelle lugar.
Quando passava por uro daquelles tmulos de fa-
llas, tristes refleviV's de mim se apodciavam.e ao
menor rumor das folhas, feito pelo verde lagarto.
me (obretallava. l'aracin-me que o sicario eslava
all de esprcil para descarregar o mortfero golpe
sobre quem deixasse rociar suas palpcbras por una
lagrima de compaixao '.
I-ogo que me ,iralmava,nilo poda licitar de rogar,
.no pe do lumulo da victima, ao Dos de juslica pela
cnnscrvaj.io do li uncin. que mais tem perseguido a
* rara de Cains. Mas o qne '.' '. Nao lardara milito,
que o verflo da poltica faca marchar as arvores da
punirn, que elle com tanto Irabalho, tem plantado
na provincia.
Afora essas nuvens, que me assombravan as ve-
res,
jao.
Findo o lempo, que linha delerinnado ao passcio,
vollci a esli eapilal, leudo apreciado quanto ha de
inlcressaiitc, de innocente e de burlesco, nos- nlro-
lenimenlos feslivaes do nossos agricultores.
Enlrou no dominio do passado o auno de IS'ii. c
CObtrlO de mais maldcoes, do que bciir'os.
I.egou lerrivel heranca a seu sueeessor. A peste,
a morle, o incendio, a devastarn, o pranlo, a dor o
a miseria, faram os dona de boa viuda, que elle re-
servn para o de I8V1, em que entramos.
A Europa, quas toda, empenhada na. maior c
mais sangrenta lula, de que ha memoria ; e a parte
que nao tem figurado activamente nessa quesillo de
orgulho, hypecrisia, phanatismo, arbitrio c embirao
torpe, ahysmada na epidemia ou em oscilarn de
guerra intestina.
A America cm desordem, ambicio, corrupta, c
sabe Dos mais o que.
Foi elle ferlil cm aconlecimentos do todas as es-
pecies, e assas notaveis ; mas o maicr'numcro nas-
cidos da perversidade dos homens ou de lances d.i
Desventura.
Aprcsentou notaveis descoberlas, mas a mnior
parle tendentes a augmentara miseria da rara huma-
na, ou a adanlar sua deslruirao.
Foi negro como o passado cm que enlrou, carre-
ando de infelicidades, fecundo em desgranas, foi,
quanto a mim, o dominio dos velhacos e per-
versos.
Urna s cousa boa para a humanidade nellc appa-
receu, foi o comero do abatimento do orgulho de
urna naci ambiciosa.
Praza aos cos que o de 1855 complete aquel-
la grande obra, porque s entao perdoarei lodos os
males de seu antecessor.
Estamos livres das influen.as malignas daqaelle
auno, que completou seu curso ; c ser-nos-ha mais
favoravel o em que estamos '?
U futuro a Dos pcrlence.
Agora que lenho concluido o memento o tal fi-
nado, permilla-me que lhe per guate, o que tem ha-
vdo pelo paiz dosgcllos.
As ultimas noticias do sea Diario nao sao satisfac-
torias a aucedade publica, e mesmo parecem asis
contradictorias.
Os Russns dar urna batalha, sao balidos por oilo
horas, muito sangrados, c finalmente repel idos en-
tretanto, que os adiados pcrdeni qualro generaes por
um dos Russos ; e estes, poucos das dcpois,repe(em
i brincadeira, cojo resultado anda he x.
Nao era tao pouco importante aquelle resultado,
que nao valesse a pena de fazer demorar por mais
nm dia o correio para traze-ln.
QuorerAo occulta-lo por mais algum lempo. Nts-
cio.
Est.i-me parecendo que j vai havendo algum pe"
rigo em ser general, porque j boje morrein aos pa-
res, quando nos tempos passados murria um ou ou-
Iro, quando apparecia ama bala nimiamente arist-
crata.
Eu devo dize-lo, e Meirclcs, ja estamos mais ani-
madinhns, e Benliiiho carregado de spleen,e, mulo
em segredo lhe diao, com nina porjao de opio para
lomar urna boa cachimbada, se por ventora Sebasto-
pol liver o arrojo de resistir s tres potencias reuni-
das: Mereles sustenla^jue nao he possvel, que Ni-
colao fique inferior a Kosas, que zoinbou de duas
das tres.
Espero novas noticias para dizer-lho mais alguma
oousa.
Chegou a Linaoia, e a sen bordo o Sr. capilio de
Trgala Amazonas, que veo tratar da navegado a
vapor da linha intermediaria. Creio que ypale o
Cear. / ^f
Tenho estado de honlcm para c com afgumas
clicas, porque me disseram que est no lundeador
um brigue de guerra iuglez, c eu nao eslou la
muito correnle com os laes meus senhores.
Eu julgava que elle em Sebastopol prestara mais
iuiporlantcs servidos ; e certamente elle deve estar
muito mil salsfeito pela inace3o a que o condem-
narain.
Se ao menos elle podcsse'cntalar urna de J as
tripas de lodos os Russos, qae ha por aqu.
Meircles pede-me que faca urna recticacao, islo
he, que lhe diga, qua os facas que lhe refiri do
dentada e corle de orelha, que soffreram duas filhas
de Eva, nao sao rcenles, como pircce ; mas de da-
la trazada, porm ltimamente ebegados leu co-
nhecimento.
O mez de dezembro ultimo passou sera novidade,
e durante elle foram trancafiados 29 thuggs, mais
ou menos importanlcs.
A cadeia desla capital j rcgorgilii.'c mulo breve
o Chagas nao lera commodos oflcrecer a seus Trc-
guezes.
Ante-houtem um doudo que se acbava com urna
camisa de forja no hospital militar, pode caladho
dcseinbarajar-sc da tal camisola, e laucar man de
urna travessa de cama de vento, e com ella arrumar
duas fortes pauladas em dous 'cantaradas, que dor-
roiam.
Um soffreu nm grande golpe sobre o olho, o oulro
urna furiosa bordoada na nuca, da qual tem estado
a decidir.
O tal doudo faz as cousas limpamenl ; e, pela
primeira vez em que aprcsentou disposicCes sangui-
narias, nao comecou mal.
O Meireles foi bontem para a fesla da Guia, que
reuni bstanles pessoas dsla cidade ; espero por
elle para dizer-lh o que se passou por ti,
Eu com bstanle pezar dcixei de ir, porque be
um dos lugares mais pilorescos, que conbero, e a
viagem deve ser muilo agradavel.
Fica aqaella igreja, que pertence aos Carmelitas,
c onde reside um religioso, em um alio dreita
da barra, onde quercm os entendidos, que se col-
loque mu pharol. Domina ella pela vista grande
parle da costa, do rio e todo o mar ; e serve de
balisa aes que demandam a barra.
A viagem melhor desla cidade he embarcado al
a pona de Santo Antonio, fronteira fortaleza do
Cabedello, e dahi por trra, o que pode ser mesmo
a p, visto que a distancia n3o he longa.
A constanle viracho, que all corre, a linda visla,
e mais que ludo o concurso, com visos de arraia!,
devein tornar importante aquelle passeo, mais
aprasivel, quanto a mim, do que o da l'enha.
Nao vamos mal de saluhrdade publica,com quan-
to o calor tenlia crescido extraordinariamente. As
chuvas cessaram ; e apenas temos lido alguns pre-
paras.
As linancas continuara mis, e Meireles renitente
em ni declarar seu systoraa finanoiro. O mando
he dos monopolios, e nao sei al onde iremos com
elles.
As lapinhas teem estado muito Tras, e la u'uma
ou n'oulra apparece, como peroraran, o gracioso
bahiano.
Se o seu Ilustrado correspondente di Baha anda
naoseguio para scu destino,pode dar-lhca caria para
mim, cerlo d que tereimuita honra cm receblo
era iiosso pobre alvercuc c apresiila-lo ao Meireles.
O meu incoento cessa para homens do quilate da-
quellc ; e me he tan honroso o desojo, qae elle rna-
niTesla em conhecer-me, qne jamis, embora a mo-
destia, podorei dcixar de satisfaze lo. Eu tambera
nao nleresso pouco era rclacionar-me com um bo-
mem de illuslrajao.
Infelizmente vim a lr, por eslar fura, o seu
Diario de :(, um da depois da p.issagei do primei-
rn vapor do correnle, ultimo prazo por elle mar-
cado para sua viagem ; e por i.so temo que ello
nao lenba pastado desapercebdo, como cosluinam
as notabilidades.
Se fdra urna dessas mediocridades phlaurentas e
impostoras, certo que tal eslrepido leria felo, que
deivaria signaes de si.
Conclure agradecendo o Tdvoravel, embora exa-
serado, juizo que elle forma de mim, e detrjaBdo-
Ihe urna feliz agem para aquelle fecuudo paiz,
para onde o mandaram.
He um sicrilieio doloroso que elle Taz em provei-
lo de*cus lilbos, porque o futuro do Para he bri-
Ihanle.
Fortuna reputare! se elle continuar de l suas i ti
lercssanles raissivas ; porquanlo aquella provincia
anda he mu pouco condecida, o s um honium de
genio p le pnlar-uos em toda a sua magostada
aquelle gigaule da crearlo.
I Ion lem assisli reprcscnlacao do latido sangui-
nario no theatro Klelponicnensc.
A per;a nao correu mal, e alguns do? representan-
tes eslveiam soflriveis. O Valido, o Carcerero e
mais dous desempenharam, dispensada alauma exa-
gerajSo ou impropricdade, seus papis. A I). Mara
encarregou se da parte de AlTunso de Laura, de-
xandn a de primeira dama a um moca, que leudb
bem soflrivel apparencia, malou complelamenle a
parte, e nao pode clK-gar ;i sua importancia.
O delirio esteve pcssmo, e nelle D. Mara poda
melhurraeulc moslrar-nos seu talento artstico, do
que nos delirios de D. Aflbnso.
Qualqucr, como cu, ficaria muilo prevenido con-
tra o bora gosto daquelles dous campees. que lan-
os excessos fazinm por una raulber, que ncn ao
menos sabia ser douda a carcter.
Urna bainbn'li.ii.i de soldados, com que findou o
espectculo tocou o sublime do pessimo e ridculo.
Samle e quanto he bum lhe desejo.
Cidade de Souza. 10 de dezembro de 1854.
Quas dous inezes ha decorrido, depois que tome
a lbciilade de dirigir-lhc a minha primeira miss'i-
va- e nao pense Vmc. que a desidia, alias tao natu-
ral aos velhos, ou a deficiencia de materias commu-
ncaves tenham sido a causa do meu diulurno si-
lencio. Quanlas vezes durante csse lonan intersti-
cio nao tenho eu enfiado os meus oculos favoritos, e
empunbado a minha carunclins penna para \ ollar
carga com noticias mais fresras '! Mas, crea meu
charo Sr., que era baldada qualquer tentativa de mi-
oha parle a'esle sentido, em quanto permanec cm
estado de duvida respeito da sorlc de minha pri-
moenla : mil pensamentos sinistros vinham como
um tropel iMallar omeu'espirlo preoecupado ; ora
Qgurava-se-Iue ver essa frlba mimosa exposta a vistas
profanas, e cxlraviada antes de abrigar-se i sua
sombro tutellar ; ora pareria-rae que, nao lhe inere-
cendo ella as honras dapublicado, era posla mar-
gero, e condenada i perpetuas trevas; ora.... cmtim
absorto o meu dbil espirito na conlemplacao d'cs-
ses e oulros semelhanles espectros, forcoso me era
guardar involuntario silencio, e conservar-me na
mais displicente expectativa, at que finalmente,
aln indo o ninnero 'V do scu inleressanle Diario,
n'cltc vejo estampado o charo objerlo de minhascons-
lanles apprehensocs. Foi a Iransic/io da morlc \
vida, da enfermidade satc; imme linlamente
sent renascer cm mim a perdida serenidade de es-
pirito, e todo cheio de satisTacao, c nobre orgulho,
nao pela preciosidade do meu Irabalho, queconbeen
ser mu defectivo c mperfeito, mas por ver a mi-
nha pobre e de-lembrada Ierra figurar na grande
exposicao do scu jornal, j? nenhum obstculo se
oppe ao meu prurido d'escrcver-lhe, c vou boje
cumprr a promessa, que lhe fiz, de continuar dar-
1 lie noticias d'eslc canlnho do globo.
Antes porm d'cntrar em malcri, permita que
me queixe de Vmc. i Vmc. mesmo, por haver n-
senlido. que os seus compositores me compromel-
vera preso muilo lempo ni cadeia da cidade d'Ara,
e alejatotl tambera embarcado para a inarinha,
mas de ludo se lera sabido bem cora suas astucias, e
ardil. He um segundo (iil-llraz dos nossos dia*,
contra o qual he preciso a polica abrir o olho, e nos
oulros vvermos acautelados.
O segundo facto foi pralcado na povoacao de S.
Jos de Prranhas, desle termo, pnrum ralonciro de
uonie Jos Joaquim de Souza, o qual invadiudo
noiteuma cas.i cm occasao que seu dono linha
ido novena, [uniera empalmar a quanlia de cenlo
e lanos mil res em moeda papel e cobre, c mais
adianle levara a pescara, senao fosse presentido por
uina mulhcr, e tratasse dse por ao fresco, anlesque
o dono da casa, sendo avisado, como Toi, lhe viesse
ajustar as cuntas, mas nao se pode haver em sua Tu-
ga o lal magano com lamanha suhlileza, que n.lo
desse alguma copia de si para dcixar de ser reconhe-
ci lo ; pelo que fora preso, e leudo conTessado o
scu crime.fora remedido ao digno delegadode poliria.
n qual mandara por dehaixo de coberla enchuta.
Quanto quanta runfiada, confessou o cuja have-
la entregado a oulro, que se lhe oTfereceu para o
defender com a condrao de parlilharcm a presa, e
como (odas as presumpces conspirassem contra esse
generoso defensor, a parle trafou de haver delle a
herdeiros necessarios devera mostrar mais desapego
aos hens iniiudanos.
Quando cm minha primeira missiva Iralei da
elevaco desle lugar a cataegoria de cidade csca-
pou-uic diicr-lhe, que este termo rom o do Pianc
conslituc boje uina comarca independen!* da de
Pomhal.em virtudcda nova cirnimseripctfcfeila pela
assembla provincial na sessao do crrenle anuo,
sendo esta cidade a rabera da nova comarca. Agora
porem, que, supprindo essa lacinia, pretenda aven-
lurir algumas considerates acera da morosidade.
que lera haviilo no provimenln dosta e das mais co-
marcas novamente creadas na provincia, quasi que
me considero dispensado dessa tareTa em vista das
judiciosas rcTlexoes, emit ida- por um dos seus Ilus-
trados correspondentesO (inleirode Mamangua-
pe na sua missiva Impresa* no Diario de 17 de no-
vembro ullimo. Na verdadnada mais seria preci-
so dizer-se para fazer sentir a necessidade de serem
qnanlo antes providas as novas comarcas, cuja crea-
rao era sem duvida alguma reclamada pelos inte-
resses da juslira. osquaesnaoera absolulamcnle pos-
svel que fossem bem consultados, prevalecendn a
anliga divhlSo das comarcas ; e a respeo da uova
cirrumscriptao direi, que, a nao sequerer crear mais
nutra comarca, ella n.lo poda ser melhor. c cm lodo
nado no referido lermo de Pianc, deiiou na pri-
s,1o dous criminosos de tentativa da morlc disposi-
cao du delegado liedeiros, o qual os entregara a'
guarda de dous paisanos.e dando estes escpula um
dos criminosos em pleno nao da, liverara urna ave-
maria ile penitencia, porque o Dr. Joao l.eile, qun
he a nio direit* do delegado, prolrgia-os. Este
facto foi-ine ha pouco coinmunicadn por pessoa mui-
to imparrial, e de inleiro crdito.
Bem contra minha vontade paro aqu, porque
anda linha muilo que communicar-lhe, mas a
pressa do porlador urge, e nao posso por isso ser
mais exlenso.
Ja d'anle mao me vou recelando dos golpes, que
o seus compositores desfecharao sobre esta, como ja
fizeram com a primeira, mas de ludo os desculpa-
rei, atlciidendo m labyrinlho.em que elles se veem,
e sobre ludo a diflculdade, qne cnrnntrnrao para
decifrarem os caracteres, com que apressadamenle
cscrevo esta.
Saude, e ludo quanto ha de melhor lhe deseja o
Serlanejo.
sua ndemnisacao, o final vieram convencionar- caso aaui '" entro a mais justa, e acertada divisao
/
lessem eouiJi raeu amigo branles, denunciando-o
ao publico como o meu cicenini, uu porta-noticias,
quando eu tanto Ihfl recommendci o incgnito res-
peilo dn seu nome, porque clli inipoz-me, como lhe
disse, ella condieo. quando prcmelleu-me auxiliar-
me com su? especialidade. Saibc Vmc. o que ia
sorlindo d'cssa indiscreta rcvclaeao 1 Amuou-se co-
ntigo o dito meu amigo, protestando em represalia
nao s negar-me lodos os recursos da sua omnisci-
encia, como al dnuncar-me ;i mim tambera, de
sirte que ,live de recorrer i todos os mios etlicos,
e pnlheticos pira demov-lo de lili borrivel propo-
sito, e anda assm nada conseguira, se nao toraasse
o expediente de prover-lhe a caixa por varias vezes
de bora torrado 'cloque elle he tao apaixonado como
gato por coco), pos foi s por este mco, que pude
acalnur a sua ira, c ohlcr d'elle o nao rompimenlo
de nossa anliga nmisade. Veja pos Vmc. em que
all.ala me iam metindoos seus compositores; que-
ram elles aproveilar-se d'esla lir;ao para o fu-
turo.
Varaos s noticias.Continuamos soffrer a ar-
dencia do vero, poi-, que a Exm." Sr." D. Pluvia
ainda nao nos quiz honrar rom a sua nmavel pre-
senta ; apenas o mez passado apparecerara nlguinas
preparaee, que nos encherain d'esperancas, mas
nao Irouxeram para mis seno neblinas", que em cer-
los lugares engrossaram mais, sendo que n'esles
mesmos de pouco podera servir, porque o iracundo
Phebo mais ardenle c orgulhoso se tem mostrado,
depois que appareceu,aquelh leve nieara contra
a sua absoluta e tyrannic.i dominaran. Estamos
afpellando para o raez de jineiro prximo vindou-
ro, se bsra que mulos agoui am mal do novo anno
pela razilo de que asniaiores seccas, que leinos sof-
frilo, furam nos annos, qne lem ldo a lellra, e
como o vindouro rene logo dous 55, cntendem os
agoureros, que a secca n'esse auno eslara na razao
dos 55, e por isso deve ser raaior, que qualquer das
oulras, em que se deu um s 5. Mas eu c, ape/,ar
de velho, Icio por oulra cartilla!, e nao sou dos que
rrem nos agouros, adevinhacoes, fciticos, e oulras
brucharias semelhanles, que a boa razao reprova, e
a religiao condena; pelo que sem a menor ndisposi-
cSo contra o novo auno, o aguardo ebeio d'espe-
rancas.
A tranquilldade publica contina inaltera^d. e
nlo consla, que tenham bnvido grave* dentados
contra a seguran;,-! individii.il, e de propriedade em
nosso termo depois de rara ia primeira missiva ; o
branles apenas me communicou dous factos dignos
de lhe serem Irausmittidos. O primeiro he de um
celebre falsificador de firmas, natural do termo do
Catle do Rocha, de nome Antonio Alves de tal,
o qual veo ler a casa do raajor Jos Francisco de
Souza, eaprescnlando-lhe urna caria com lettra si-
mulada de um seu amigo, recebra d'elle por esse
meio fraudulento a quanlia de quarenla, ou cinco-
enla rail ris, e podendo n'c^sa occasao conbecer a
firma do mesmo major Jos Francisco, fingir ama
carta de iccommcndacao d'este para o barao do
Ico, morador no Sahoeiro, provincia do Cear, com
lal perfeirao, que pode fcilmente oblcr do mesmo
barao ludo, quanto quiz com essa fingida recommen-
larAo. Qd% iol o menino '! D'eslas tem elle feito
muilissimas em oulras occasies, pelo que j esti-
llo um dclles era devipossado pelos mnvimentos dos
collegas, roolinuav a masligarem vio pacientemen-
te, al que oulro movinieutn lhe tivesse resliluido o
lugar. Randnuneau respeilava muilo esses seis car-
iieiroscorlezaos mais alvos que a nev, e s os morda
na ausencia dn pastor.
Depois de ler voliado o bolo, o pequeo Sulpcio
cuidou na marinit;. Mellen iidh colber de pao,
deixou esfi iar e nrovQii. Fez urna careta de rozi-
nheiro salisfeilo, o fui bu-car o pedaco de loucinho.
O loucinho nao deve eozer muilo, sb pena de |ior-'
dcrlodoosal. Sulpicio metku-o as couves, e-a -
lou junto da mesa para beijar a caita do pai que es-
lava aherta ao lado do alTarrabio.
No anno prximo Tularo, disse elle comsigo,
lic de escrever-lbe ceilamcnle Nao lio dillicil es-
crever a quem sabe lr bem. Meu hom pai ficar.i
contente quando vir meu nome emhaii? de urna pa-
gina .'
Ali! nlurrompcu-se elle, isso andara mais U-
geiramenle, se cu podesse ir ti escola.... Mas quera
guardara as iwrclhas? Ouv contar a historia de um
pastor que veo a sr sabio por si mesmo...
Dzendo isso, o rapaz trouda al^ilieira um objec-
loqnepoz-se a observar a*J%la nenie rlain.ale
da vela. Era urna bncela raNnda de milo de pe-
reira lomeada como as de que usam os marinbeiros
das nossas costas orcidenlaes para guardaren! Tumo ;
porm as bocetos dos marinbeiros nao lera bellas
esculpiuras qne ornavain a cobertura da do peque-
no Sulpcio. Ahi via-se o castello de Maurcpar rom
suas qualro torriuhns redondas, de grandes lectos
se, receheudo a mesma parle a quanlia de oilenta
mil re, qUe por honra da firma lhe dra o lal de-
fensor. He pena que elle, assm como quiz sociar
com o oulro no roubo, n.io fotn tambera sociar com
elle na habitaran da casa barata ; mascomo o olTen-
dido recebendo a mencionada quanlia. com isto se
contentara, e nao quizesse proceder coutra elle, fi-
cou por isso impune.
Uraa oulra acquisicao importante acabo de Tazer a
polici* desle lermo. l'oi preso na povoarto de S.
Joao pelo respectivo inspector, o criminoso do ter-
mo do Ico, chamado Miguel Coriseo, procesado por
crinie de morle, e contra n qual haviam as maisex-
pressas e terminantes orilens do cheTe de polica des-
la provincia. Sendo remedido ao subdelegado, esle
o mandara rerolher i cadeia desla cidade, que he
um quarl pequeo e mal seguro aunexo a' rasa da
cmara, al que o remedesse para a cadeia de Pom-
bal ; apparecerara enlretanlo muilos empenhos de
protectores do preso para ser este sollo, e como lo-
dos Tossem baldados, prelendeu-sc recorrer ao meio
da evasao, que veio tambeni a mallograr-se de urna
maneira digna de reTerir-se. Einquantoum dos pro-
lectores do preso confcreneuva cora oulra pessoa em
um hocen, a' imite, sobre os meios da pretendida
evasao, o subdelegado, que se acbava em urna calca-
da prxima a conversar, o esprcilava, e, perceben-
do o ubjecto da conferencia, iranio Indamente deu to-
das as providencias que ocaso pedia para seguran -
ca do preso, e nao tendo 1 asanlo cunfianca nos
paisanos para o couduzirem i cadeia de Pombal. re-
quisitou da forra que all se acbava, o numero de
pnras necessario, e por estas fez a re inessa do mesmo
preso. Continu o Sr. subdelegado Pedro Tavires a
proceder desla maneira, que merecer' sempro os
nossos louvores e o apoio das pessoas honestas.
Havendo aqu semprc um destacamento para o
servido da polica, que nao he pequeo nesla cida-
de, por ora estamos sem elic, porque o vce-presi-
dente, Dr. Flavio, assentou de imitar o presidente
dessa provincia na creacao de destacamentos volan-
tes, e mandou por isso que o pequeo destacamento
daqu sp rennisse a' forra de Pianc para formar
una conipanhia volante ao mando do capitao Paria*.
De hom grado nos daramos por compensados da
falla que nos faz o nosso destacamenlo, se porventu-
ra vUsemos que da lal companbia volante resulla-
vam maiores vanlaeens ao publico, mas 0r aqoi
nao nos consla, que ella lenba felo coua alguma,
apesar de estar organsada, e cm exercicio ja' ha al-
gum lempo. Da qui se nao conclua, que condena-
mos nteiramctite a idea de turcas volantes para os
msleres da polica ; mas cnlendo que lal medida se
nao devo tomar a esmo, e s por imitara i. em con-
sultar se as crcumslaucias peculiares de cada co-
marca exigem antes, que as forras sejain permanen-
tes do que ambulantes ; e em todo o caso, para que
estas possam ser coroadas de bons resultados, he ne-
cessario sobre ludo, quesejara commandadas c diri-
gidas por um oflicial inlelligente, activo e intrpido,
como be o dislinclo Sr. capitao Camisan, que Uto as-
signalados serviros tem prestado a' essa provincia,
niasura oflicial cora todas cs-as qualidades nao he
fcil encontrar-sc. i
Havia sido convocado o jury desle lermo para o
da 5 do correnle, mas deixou de funecionar, por-
que, apresentando-sc o juiz de dreilo para presidi-
lo, aclinu que o sorleio se linha procedido irregu-
larmenle, e por isso houve de adiar a sesso. O
branles, que me rcTerio esle facto ipsis rerbis,
muilo o lem estranhado, por ler sido Tclo osorleio.
cajas irregularidades deram lugar a nao rcunio do
jory, pelo juiz municipal formado, e n,1o por um
leigo como cu, que niio sabe onde tem as ventas.
Este branles he na verdade muito critico, mas o
caso lie, que elle quasi senipre lem razao em suas
crilicas.
Nesse mesmo dia, inniversario da infausta mor-
le do sempre lembrado major Joao Gualberto Gomes
de Sa', um dos membros mais dislinrtos da familia
denominada l.agoa Tapada desle municipio.
celebrou-se um oflicio solemne pela alma daqnelle
Ilustre finado, a que assislo numeroso concurso de
povo. O padre Izidro Gomes de Sa', filho do mesmo
finado, tendo chegado lia pouco da provincia da
Babia, onde ordenara-se, equerendo dar uraa pro-
va do quanto sabia amar c venerar as cinzas de 1.1o
digno pai, foi quem preparou-lhe mais esses sufra-
gios, nada poupando para que o acto se tornasse o
mais solemne. I.ouvores no filho, que la o bem sabe
apreciar o amor que deve a seu pai ainda atrazez
do lumulo.
Falleceu ha poucos dias a senhora do coronel Jos
Ferreira da Nobrcga, hornera septuagenario, e
um dos proprietarios mais abastados d'esle ter-
mo. Nao exislindo lilbos desse matrimonio, tem
do psssar a meiacao da finada a sua mai, linda viva
mas o coronel, que era toda sna vida mostrara ido-
latra pdo ouro, nao poderia ver de hora grado
pa-sar a'oulras raaos parte de sua fazenda, anda
qne por legtimo dreilo ; e assm, nao salisfeilo cm
haver induzido sua finada inulher a' subscrever um
testamento, que o declara berdeiro de sua terca, lora
alera dislo excogitado lodos os meios exbulhar para sua
sogra da heranca, quejustamenlc lhe pcrlence. Ainda
sua raulber se acbava nos derradeiros momentos da
vida, eja' elle comerava a por em cxecucSo c seu
plano, fazendo vendidos alguns bens do monte, c
uzando de oulras estrategas;como porem os inte-
ressados se appDzcssem a' semilhanles extravos, n-
Torma-me o branles, que ltimamente o dito coro-
nel adoptoi o expediente de simular muitas dividas
passivaspara carrega-las. cm seu inventario, quan-
do todos tabem que elle nada deve. O negocio
vai tomando un carcter serio, porque os iuleres-
sados nao est.ao de humores a engulirera a pilula,
e parecem dispostos a lanrar mao de todos os
meios contra scmclbanle cpoliacaoNa verdade o
Taclo he revoltantc, e lano mais. sendo pralcado
por um septuagenario, cm quera os estmulos da
consciencia deveriam excrcer ir.i'iur imperio, e que
pela sua avancada idade. a rircumslancia de nao ler
rawASBim
seria a que realmente se Tez. Uno pois os meus
humildes votos aos Ilustre correspondente de Ma-
manguapc, para que o enverno deS. M.o Impera-
dor, adheriiulo as ideas da patritica, e esclarecida
assembla desla provincia, trate de prover quanto
antes as novas comarcas, dotando-as com bons ma-
gistrados.
Corra por aqu o boato de que todo oaclual ga-
bincle. ou o Exm. Sr. ministro da juslica somenle,
haviam a lopiado o principio de nao despachar para
os empregos da magistratura de urna rpovincia,
os lilbos da mesma provincia por enlenderem
que as relacoes de familia, e amisade os lor-
navam menos dneos para bem desempenha-
rem esses empregos. Nunca de inleiro crdito a
semelhante boato, por considerar aquelle principio
nao s iiiTuiiddo, como injusto, o al oppressor ;
infundado, porque vejo que um magistrado pode
muito hera deserapenhar na sua provincia os sagra-
dos deveres do scu cargo, sem embargo de quae'
quer relacoes (que alias podem ler em oulra qual-
quer parle ), urna vez que tenham prohidade, e in-
lelligcncia, c urna prova viva desla verdade acha-se
mesmo na pessoa do Exm. Sr. ministro da juslica,
que exercrndu por muito lempo o cargo .dejuiz de
direito nessa capital, onde cunta innmeros ami-
gos e prenles, nem por isso deixou de ser sempre
reputado como magistrado, qne Taz honra a sua clas-
se. Digo ainda, que be injusto e oppressor seme-
lhante principio, porque tenue a excluir da carrera
aquellos nieo*.que lendo aliaslodas as habililaces,
nao pn loriara por circumstancias especiaos acceitar
cargos, senao en suas inesmas provincias, lloje
parera Tolgo em crer qne lal boato era interamcnle
destituido de Tundamenlo, pois acc.ibo de ler entejen
estimavel Diario o despacho do Dr. Carlos l.uiz da
Silva Atoura parajuzdcde direito da comarca de
Jaics, na provincia do Piaiihy, sendo elle filho na-
tural do mesma provincia, ealli muito relacionado,
e como este, oulros casos idnticos lerao bavido, que
uosejamdo raeu conhrcimento.
Os aclos, com que o Exm. Sr. Dr. Paes Brrelo,
REPAHTICAO DA "POLICA.
Parle do dia 9 de Janeiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dilTercntes partiripaces recebidas nesla repirti-
cao, desde o dia (i at boje, consla que Toram
presos:
Pela subdelegara da Trceiiezia de S. Fre Pedro
iinucalveso marojo ingle/. John Speacei, a requesi-
cao do respectivo cnsul.
Por ofiirio de houtem datado' rommunicou-mc o
delegado do primeiro dbtrieto dele lermo, rom re-
ferencia a parlicipacao que lhe fizera o subdelega-
do da frcguczi.i do ATogados, que as duas horas da
madrugada do dia do correnle Tora gravemente Te-
rdo com urna Tacada (baque rcsullnu poucos minu-
tos depois a morle Emiliano Antonio Moreira, sen-
do autores do delicio o pardo Leoncio Pinto de Mel-
l, e Galdido de tal, os quaes consegoirara pr-se
em fuga immediatainenle que praiicaram o adema-
do e lendo aquelle sululegado procedido ao com-
pleme auto de vesloria, eslava Iratando de instau-
rar o respectivo summario, empregando logo as
mais activas >ieHgeilciai para serem presos os tugi-
livos para o que tenho expedido terminantes ordens.
Dos guarde a V. Ex. Secretara da polica de Per-
namhuco 9'de Janeiro de 1855. Illm. c Exm.
Sr. ronselheiro Jos Benloda Cunha e Fgueiredo
presdeme da provincia,O chele de polica, ui";
Carlos de Paita Teixeira.
DIARIO DE PERWMBICO.
Chegou bontem dos porlos do norle o vapor Cua-
nabura. Irasendo-nox jornaes do Amazonas at H
de dezembro protimo passado. do Para al IW, do
Maranhao at 2 do correnle. e do Cear al 3.
Todas essas provincias continuara a gozar de to-
cego, e quasi uada encontramos nos respectivos jor-
naes que se possa mencionar.
A Estrella do Amazotias d. a seguinte noticia :
o Sendo esperada ne-ta capital aleo mez de de-
zembro a primeira partida de Colonos, que a com-
panbia mandou contratar na Europa, resnlveu o
Exm. presidente da provincia incumbir aos Srs.
Wilkens de Mallos : conde Rnzwadowki. a escotba
de um lugar proprio para a edilicacao de ranchos,
em que se ologem os mesmos Colonos, at que se or-
ganise a repartido especial das Ierras publicas crea-
da, pelo decreto de 2:5 de setembro, e possa verificar-
se a mediclo das que por oulro decreto de 18 de
judio foram concedidas a mesma companbia entre
o lugar denominado Furo" abiixo das l.ages, e
as immediaces desla cidade.
O lugar eseolhido de accordo com o agente da
actual presidente desla.provincia, lem estriado a companhia he a maVgera direila do Ig,rap ,Te..umi-
nado da Guarda 'entre as l.ages e Marapal), que se
acha desoecupada, e inculta ; e, segundo nos cons-
la, traa o agente de fazer construir os ranchos com
a raaior brevidade.
NauTragou nos bailo* das Preguicas, segundo re-
Tere o Globo, a barra iogleza Lunik. Salvuu-se a
tripolar lo menos o moco da cmara, c linha chega-
do a S. l.uiz no dia :11 do passado.
Quanto ao mais, remellemos os leilorcs para as
cartas dos nossos correspondentes no Maranhao, Rio
Grande do Norle e Parahiba, as quaes vo trans-
criptas em oulro lugar.
sin administrarlo, vao justificando o alio conceito,
que d'elle Tormavamos por seus honrosos preceden-
tes. Se por um lado se lem mostrado inexoravel na
punirn c repressao do crinie, por oulro vai loman-
do medidas, que parecem do raaior alcance para os
interesses reaes da provincia ; n'esle caso eslao va-
rias circulares, que me consla haver elle dirigido as
cmaras inunicipaes exigindo inTormacoes cir-
cumstanciadas obre as estradas, e poules dos seas
dfferenles municipios, os seeros de industria, por
que elles mis se dislingaem, o estado de seus li-
mites com as provincias e municipios visinhos, etc.
Todos esses objectos sao da maior importancia, c
deniandam a mnis seria allcnrao do governo na nos-
sa provincia. Possa o Exm. Sr. Paes Brrelo cora
a aclividade. e idustracao, que lhe sao conhecidas,
levar efleilo os melhoramenlos, de que precisamos
sobre aquellos difterentes objerios, e o seu nome se-
r abeiicoadn por toda a provincia.
Nao realisou-se o jubilen, que era minha primei-
ra missiva annuncie ler de apparecer no Pianc
cm favor dos criminosos, e a razao fui, segundo
d'alli me communicaram, porque iam lavrando sor-
rateiramente certas discordias entre as altas poten-
'cias, que all boje ludo dominara depois da ominosa
polica do delegado Medeiros, de sorle que por cal-
, culos de um, que se quer arrogar a supremaca en-
j (re os dominadores, licou ainda retardado o dia da
: redempeao. Apenas enlrou em julgamenlo peran-
i le o jury o celebre farinora Julin, um dos assass-
nos do subdelegado Estanislao Lopes da Silva, mas'
nao sei porque razao deixou de responder por esle
crime, e smente foi arcusado por um dos oulros
mulos, que elle tem commellido, sendo apenas con-
demuado a dez annos de pris.lo.
O estado d'aquellc desgracado termo era sem du-
vida triste e deploravel, desde que Tora brbara-
mente assassinado aquelle dislincto subdelegado por
una quadrilha de 16 ou JO srcanos, de comhina^So
com alguns potentados do lugar, por quanto esses
audazes assassinos sombra de seus protectores /.em-
ba.un dos esforcos, que Taziam as autoridades para
puni-los ; porm al a chegada do delegado, o Sr.
Manocl de Medeiros hurlado, ao menos esses assas-
sinos viviam vida de verdadeirns culpados, porque
conlavam com o antagonismo da lei, e das autori-
dades, c atormentados pelo receio de serem persegu-
dos, nao podiara gozar d'aquella tranquilldade, e
soreg de espirito, que em urna sociedade bem or-
gansada sao da coudicao privativa do homem ho-
neste. Mas qual he hoje a situaran d'esse inTelz
lermo, depois que all chegou o Sr, Medeiros para
exercer o cargo de delegado, e juiz municipal 1."
suppleulc com a gratificacao de um cont de res,
que Hieda o governo'; Esle Sr. por espirito de
partido ou por Traqueza lancou-sec egamcnlc nos
bracos dos protectores, senao co-reos d'aquelles as-
sassinos, e para logo comecamm es'.es a gozar da
mais plena liherda.de. alardeando publicamente, e
sem o menor receio de seu crime. visla e Tace
da Tunda da lluslre victima por elles sacrificada,
e para maior escndalo o Sr. Medeiros, obedecen-
do aos nstineln* dos seus directores, persegue cru-
elmente lodos quanlos nao se achara lias boas
gracas de laes potentados, llavera por ventura um
eslado mais lameolavel, do que e*H que se acha
reduzidoo termo de Pianc? Seria para leva-lo
esse extremo de desgrana, que o governo mandou
para all o Sr. Medeiros por cerlo que nao ; e, pois,
finimos volos, para que o Exm. Sr. Dr. Paes Bar-
reto compadecendo-ie da sorte d'aquellc inTelz ter-
mo, e para ina'or gloria de sua feliz administrarlo,
trate quanto antes de substituir o Sr. Medeiros por
outro, que nao paclue com o crime, c saba melhor-
mente cumprr as suas ohrigar,cs.
Para quj Vine. fai;a tima idea, ainda que iraper-
feila. do que por all vai, lhe referir) entre outros
mulos o seguinlc facto.Retirando-se para a villa
de Pombal com a f-rca sob scu coinmando o eapi-
lao l'arias, commaiidar.tc do destacamento eslacio-
Pelo brigue Alegre entrado de Lisboa no dia 8,
mas que s bontem nos Toram entregues, recebemos
gazetas portuguezas al \i do passado e por ellas I i
vemosnolicias de Franca at 5, de Inglaterra at
i e de llespauha al 8.
Na Crimea nenhuma arc.lo de importancia linha
lido lugar depois da batalha de Inkerman, os Rus-
sos conservavam-se cm inaccao e os adiados nao se
alrevcndo a ataca-los, limilam-se a bombardear sem
cessar a orgulbosa Torlaleza de Sebastopol, talvez
maia com o designio de ocenpar o iniraigo do quo de
reduzi-la.
O Constitutio'nnel diz que em scu entender o cer-
co deSobaslopia acabara no dia cm que a chegada
docorpo do general Dannemberg elevara a 110,0(10
a Parece que as naos Jeminape* e Inflexible se-
rSo igualmente armadas em charras, para levarera
Iropai aq Oricnle.
Deixando assm de existir a rsquadra do Blti-
co, vao por tal motivo desembarcar o vice-almiranle
Parseval-Deschcnes, e o contra almirante Penand,
que s reembarcarao. qoando, na prxima primave-
ra, se renovaren! as hostilidades no norle.
a O vapor napolitano Sorrenlo pardo, no ati-
bado, de Marselha para Constanlinopla, cora 300
(iracas.
n No mesmo dia sabio do dilo porto o Marrocain,
com -210 homens, levando igual destino.
O Indus. com 175 caladores a p, parti tam-
hein para Constanlinopla, levando a seu bordo
Mr. de Monlebelle, ajudantc de campo do impe-
rador.
O paquete a vapor inglez /unen, ltimamente
chegado de Constantinopla'. sabio honlcm com tro-
pas para a Crimea.
No da I i de novemhro houve no mar Negro
urna tempestade extraordlnaiia que causou grandes
eslragos na esquadra alliada, nao obstante a pericia
e coragem de seus commandanles.
A Preste referindo-se a noticias de Trieste, diz
haverem encalhado por causa dessa tempestade ;(-J
transportes iuglezes c ccrescenla : que te diza
haverem tambera encalhado os vapores Bren-
la, Danubio, Mitin, e Sans Pareil. O vapor Prin-
re Sijnaph pe den-se com toda a tiipolacao. A Bri-
Vinnia nielleu 5 pos; de agua no porao. O Sampton
perdeu a machina. A Agamenn, que correu al-
gum perigo, logrn salvar-se. A fragata felribiilion
foi ubi igadi a laucar a o mar toda a ai lidiara. Os
Francczes perderam a nao llenrique //', e o paque-
te l'luton. n
As naus ti anco/as Relribution e Sapoleon solTre-
ram lambem multo, mas segundo Turma o general
Canroberl, este prejuiro nao influir' as opeiac,ocs
bolucas, ag quaei continuam o seu curso.
O t.fofce d a seguinlc relacAo dot navios in--
glezes que se perderam ou solTrcram varia no Mar-
Negro :
a Na baha de Katcha deram cosa o Pyrennu>,o
Canget,o fodwel,o Lordfaglan,o Tyranne; as equi-
pagens salvaram se. O Pyrennu Toi quemado; o
Dnnube perdeu-e na altura do cabo Chersoneso, po-
rm salvou-se a gente.
Em F.upatoria perderam os maslros/ os trans-
portes de S. M. ns. 3, 53, ;,;,, 61 e8l,| o Ulenda-
loagh, o Harbinger, o Georgiana. \
a Em Balaklava desTueram-se nos ochedos o
Prinre, n fesolute, a Kenitworlh, o Ifildecoce,
o Prngrest, o 11'andrer, o Malla : perderam-sc
muilos homens. trinla 011 quarenla ...h ararae as
rochas. Oulros navios padeceram avarias mais ou
menos graves.
O duque de Cambridge rclirara-se por (lenle da
Crimea para Couslaminupla onde anda te acha o
principe Napolcao, seudo lao grave o seu eslado de
saude que nao lhe lem sido possivel sabir do pala-
co da embavada de Franca para pagar a visita do
sullao, nem mesmo para ir ver os Teridos de sua
naci.
O parlamento inglez Toi ltimamente convocado
para l do passado, os peridicos respectivos fazein
dilferenles conjecluras sobre o assumplo que devera'
ser -ubnieUidn a' sua deliberarlo.
Uns inclinan-se a crer que a lei sobre a organ-
sar.'ui da milicia sera' o nico ubjecto das delibera-
(.-oes Jo mesmo, oulros pelo contraro pensara que o
primeiro assumplo de que as cmaras ii.ii.uao, sera'
o relativo as imprevistas urgencias do Ibesouro.
Entretanto a fcrolurtio de Setembro referiudo-se
folhas al 4 do passado, diz o segunde ;
As mais recentes comnjutiic.iroT de Londres
concordara em que a scisilo exlraordinaria a que foi
convocado o parlamento durara quando muito dez
das, islo he.de 12 a 22 do mez correnle ; passa
por cerlo que nao se apresenlar nem corno empres-
limo nem sob oulra qualquer forma pedido algnm
de, subsidios ; o parlamento ser depois adiado para
rettnir-se na coslumada poca das suas ses>es, islo
he, nos primeiros dias de fevereiro. >
Um edilal dos lords doalrairantado prohibe luda
a evporlacao de chumbo para qualquer ponto da Eu-
ropa ao uorle de Dunkerque sem ler precedido es-
pecial licenca.
As gazetas inglezas annunciam promoco de
lord Ragln ao posto de Teid maiechal, que he o
mais elevado no exercito ingle/.
Urna circular do ministro da guerra dirigida aos
coronis dos regimentos de milicias os convida a
Torneccrem voluntarios aos reaimenlos do exercito
de linha para os elevar ao seu eslado completo.
Dare-ha a cada voluntario a gratificacao de ele li-
bras esterlinas.
Acahava de fallecer era' Slorkolmo o dislincto
meinbro do parlamento inglez lord Dudley-Stnart.
u As correspondencias das gazetas inglezas fallara
de um conselho de guerra que houe no dia 7 do
crrenle na Crimea, em que se decidi, segunMo o
Morning Chronick, que iuvernassem alli as tropas
inglezas. llavera alguma alleraeao* na posrao do
oosso excrcilo. A 2. divisao er encorporada 1.".
a O Morning Herald diz, que o exercito ingle/,
receber o sold de um anno, cumogralificacjlo pela
victoria d'Alma. O mesmo peridico julga qoe
lords Ilardiuge, Cumhermere, Seaton e Gough, sa-
rao promovidos a feld-uiarechaes.
Em Franca o Monileur publica numerosas pro-
mocoes no eslado maior naval, e nomeacoes para a
legiao de honra a favor dos martimos que se distin-
guirn lano era frente de Sebastopol como em o
Bltico, e no combate de Petrupaulowski no kams-
chalka. Foram despachados almirantes os vicc-almi-
rantes Uamelin o Parseval-Deschenes. Transcreve
o numero das tropas deque dispoe o principio Mcns-
A Presse eiprime-se lambem a esle respeito da
maneira seguinte :
a As operaces militares continuam na nova pila-
se em que entraran, tendo hoje menos em visla a
praja de Sebastopol do que o exercito do principe
MenschikolT, Trata-se por agora de observar e con-
ler esse exercito, e derrota-!.1 quando a vinda de
lodos os Mienta nos perniiltir lomar urna oTTcnsiva
etllcaz. Depois de ter dispersado as Torcas russas,
que sustenlam o campo, o exercito adiado vollar
todos os seus esforcos, com probabilidades seguras
contra Sebastopol.
Da Franja, da Inglaterra e da Turqua ten par-
ldo diTfcrcoles reforcos para a Crimea, c avalia-se
que em chegando lodos elles, o exercito adiado su-
bir' a 100,000homens e Reara' asim hihililado
para lomar o oTTcnsiva contra os Rseos.
O czar, de sua parle, lambem nao se descuida de
mandar de quando em quando grandes cornos de
reTorcp aos que por elle pelejam dentro e diante de ,
Sebastopol. Alera das duas divisoe* commandadas
pelos generos Liprandi e Dannenberg ja alli ebe-
gadas, sabe-sc que urna lercci; a acha-se em mar-
cha para o mesmo lugar.
A guerra por lano toma de dia cm din proporces
mais assusladoras e parece que nao terminara' sem
primeiro ler posto em Combusiao toda a Europa.
Eisoque sel na Scntinelle loulunnaise subre os
rcTorcos enviados pela Franja.
Enlrou honlciii no arsenal deToulon, para ahi
depositar o armamento, am balalbao do 57. de li-
nha, na forja de (.50 homeos, levando na frente
msica e tambores. Esta Torca deve embarcar boje
para o Oriente.
o A crvela de vapor Daim ancorou bontem no
pequeo molhe de Toulon, viuda de Ilrest. A
larde eslava apparclbaudo afini de partir para o
Mar Negro.
a Cm balalbao do 18. de linha acaba de ebegar
a esta cidade vindo de Digne Alpes inTeriores) com
o fim de embarrar primeira ocrlem.
O 10. regiment de ligeiros enlrou hontem.
pelas 1t horas, nesle porto para depositar o arma-
mento c embarcar.
a O vapor mixto Fieurus vai sahir em breve para
o Mar Negro.
o Oulra embarcaran a hlice, a Santal Loui*. que
leve s meio armamento, receber carregajao de
Irem de guerra; bem como a Calypso.
As duas naos e as fragatas que se acham nesle
porto levaran a seu bordo as tropas da primeira bri-
gada, cuja partida be agora urgente.
A !' brigada lera pa*t*g*m na* fragatas de va-
por ltimamente chegada*. Desle modo toda a 7.
divisao se achara em marcha, dentro cu pouco, pa-
ra o Oriente.
A 8.a divisan he de crer que n siga de mu per-
tomliem as partes circumstanciadas dos generaes Fo-
rey e Bosquel, rommandauMk das tropas Trncelas
mais modernas do primeiro andar, c al as poca- ala-
das que serviam de calavenlos.
O pequeo Sulpcio observou isso dzendo com-
sigo :
Meu pai me reprehender talvez ; mas hci de
dizer-lhe que he um oflicio.
E depoisarrresceutou metiendo a bncela no Mso
das calcas.
Se en livese urna Taca melhor, isto seria mais
digno de servir de prsenle.
Se o fabricante de armas de S.iim Main tivesse
visto a bocelj, teria proposlo mais de quarenla Tran-
cos por mez ao pequeo Sulpcio ; porque a bncela
era urna obi:i prima de paciencia e de babilidade.
11 rapaz deu um salto, beijou a carta do pai e
tornou :
Eu antes quizera ser sabio que escultor ; ms
quero que meu pai seja rico em sna velbicc... Meu
Dos! sera Teliz meu pai em uina boa casa, quando
nao Tor mais ao mar, em nina rasa repartida e.111 di-
versos qtiurlns.... e rom papel lias paredes..,.'c un
gallinlieiro.... e ludo!
O rapaz deu oulro salto ainda maior ; mas sentio-
se sufTocado por urna fumaca espessa.^^ bolo lia-
na-- queimado.
O pastor lancou os reslns a Randouiiein, o qual
nao os deprezou. edeitnu nova carnada de mas-a so-
bren Irigideira. Eiuqtianln a igualava cora a ras-
padoura de pao, ouvio um rumor de passus fra.
Desla vez a sorlc do bolo licou entregue a Dcns.
O paslor lanenu-se porta como un louquiih", e
e*CMKiirou-a. Kandouneau nao pode fazer menos do
cnicos c agu loa, suas alas dcsiguacs e formadas de quo levantar-te rosnando. Os seis carneiros, aniroaes
edificios accumulados de seculo era seculo, seu poial justes e Deugmaticos cncararain-se cora os olhos car-
de asnelo nobre, esua grade susiida por dous pila- rogados de somno, continuaran a mastgar muilo
res coreados de paridlas. Distinguiam-se perfeila- tempo e sempre cora o mesmo prazer, posto que nao
mente asjanellas antigs do andar terreo, ajaneai I tivessem mais relva nc bocea.
Cbegiic. mculpai, chegiic ctclamou o paslor
sobre o lindar ; cheguc, chegue logo Ah Vine.
nao me tomar mais nos bracos como um menino !
Meu boro pai, reconheco seu passo!.... Vmc. nao
lem galochas.
Tcu pai nao est prcslr-s a vir, respon leu Tolo
(ilequel tornando a cale ir ns surcos.
Sulpcio baten cora o pe 110 chao de despeito, e
di-se :
Tinha-me esquecida de ti, nao preciso de ti
esla noile.
Oledor ale que o pobre marhinisla vnha subs-
tituir o pastor ciuquanto ia casa .minar a Blbinha
de Magdalena. Eia inisler lo lo o mo humor ins-
pirado a Sulpcio pela tardanza do pai para que re-
cebo-so assim a Tolo Gicquel.
Mas este nao deu por lal, entrn a pos do Sulpcio
c ferhou a perla. Randouneau disnoz-te cora ar al-
tivo a dac-Ibe lugar junio do l'ogo. Tuto assentou-se
era nm dos dous rolos de pao, c poz logo a cabera
entre os 111,00.
Oueicns'.' percunlou o pequeo Sulpcio j ar-
repcndiilo, por ventura le ollendi ?
Nao, responden o niacliiiiista, ralo Toi por mi-
nha culpa que nao vim a bora ordinaria.
Ja le disse que nao preciso de li, meu amigo.
Amia quando livesses viudo ha du. s horas, eu mo
lena podido ir auinar Irene...F.p-ro mee pai.
Cortamente, murniuroii o inarhinsta, muila
gcnlc se ha de lumbral desla noite !
E disrobrio entilo o rosto, o paslor recuou d-
zendo :
Como oslas pallhio
Nao vciibo das bodas, replicou Tolo Gicquel
lenlando snrrir.
Mas apezar de estar junio do fogo, elle treraia mui-
lo mais.
Kslrs com sezes. meu pobre amigo disse o
paslor ehegando-se a elle.
Tolo Gicquel ineiienii a cabera, e loruuu :
Vi leu pai ; ah meu Dos que noite !
Sulpcio licou de bocea aborta, e depois murmu-
ran empallideccndo maisado que o proprio maclu-
uila.
Vens annunriar-ine algum mal ?
Mal'! repeli e-tc, quem sabe o que acontece-
r '.'...O paira. Sulpcio eslava boui quando o vi.
Onando o vilte '.'
Ha urna hora.
Elle curren algum perigo depois ?
Tolo Gicquel nao responden imme.lialameiilc.
Nao sei. nao sei cvclamou balendo na Trente.
Minha cabrea est confusa...(I pairan deu aveia a
Hijou. pobre animal c parliu...
Para onde ? intei rompen o pequeo Sulpicio.
enjosemblante inlelligente e grave cnntraslava cora
o rosto perturbido de sea conip.inheiro.
Elle nao alrevcu-sc a r ao castello, conlinuou
este era vez oe responder; s pessoas que eslUo no ras-
lello nao Ihequeiein bem...Vou dizer le ludo por-
que leus mais jui/.o do que eu, e saberos talvez o que
devenios Tazer.
Dize-me ludo, tornou o pastor asseutando-sc
junto delle.
O marhinisla de Trehel nao era un orador ; mas
consegua Tallando simplc-uicnle exprimir eu pon-
imiento. Agora as ideas misturavam-se-lhe lio vio-
lentamente no cerebro que suas palavra*deviam ic-
senlir-se disso.
Que tornou elle, he pelos selccenlos Trancos
que lodos elh-s corren! esla norte...
Que selecenlos francos, meu amigo '.'
Ah nao me interrumps selecenlos Trancos !
Onde viste isso '.'...Setnenlo, mil Trancos '....Eu es-
to, visto que chegam lodos os dias embarcacoes e
transporte para abrcviarein o movimenlo das "tropas.
n Assim, em menos de 15 dias, o nosso exercito
do Oriente obler o augmento de duas divisfies, de
um grande Irem de guerra, sera contar c*.-ra os di-
versos destacamentos que teem partido e parlen
diariamente de diversos pontos; paia o preenchi-
inenlo das vagas nos curpos do nosso excrcilo da
Crimea.
A Ilereule. commandanlc Mr. Mallel, entrou
em Toulon, anude receber Iropai para o exercilo
da ('rimen.
lava junto da escarpa quando os guardas aliraraiu
sobre o seiibor Autonio...Joao, o curandeiro ra como
um pagao...
,0 mai bulista lirn sen brrele de Ida para passar
j mo pela Trolile, c conlinuou :
Ah agora leinbro-inc.O grande Rostan nao
queria ir com a Morgalte porque lem anda um res-
tinho de bro. Ella disse-lhe assm : Tua Magdalena
nao esl sosinha. tem junto de si a Victoria...
Porque, inlerronipeu-se Tolo Gieqocl. Magda-
lena est para parir esla noile, c o grande Rostan
dizia: Ella lem Renolte que he una...Mas a
Uorgille bem sabe que a eslas horas .Magdalena lem
oulra ronii unhiu...
Victoria t pcrgnnloii o paslor.
O machinista tirou do bolso un Irapo de panno
lislrado ecnchugoii os olhos, e depois exclamen cho-
rando :
Nao be o vente que canta a ladaiuha F.u nao
quera Taltar-te a respeito delta...Jolgo que a ama-
va- ainla oais do que a sua u in.ia Magdalena.
Amo ambas igualmente...One mais ?
Os olhos do-pastor inlerrog ivain vidamente a To-
lo Gicquel.
Sonhei que ella linha morrillo...halhuciou esle
al-aixaiKlo a vi-la.
Sulpicio Icvaiilou-se rcpelin.bi :
Tinha inorndo .'a senhora Victoria (...Mee pai
sabe is-o '.'
Depois exclamou revdladu ;
E como linha ella niorrido '' esls doudo ?
y,ie me importarii e-lar doudo ? tornou o ma-
chinista ; se eslou doudo lano melhor !
Mas poique dzes que a senhora Victoria he
mora'.'
Eslou ebrio, meu amigo, e todava nada beb.
Dzendo isso, elle repedio com a pona do soccoos
licesque ardiam no foglo. O enrarflo de Sulpicio
eslava aperlado, as raaos glida- a as fnico palpi-
tantes.
Nao era isso o qoe en queria dizcr-le, proe-
i
A
que enlrarain no da 5 nos combales de Inkermann.
serto no Monileur, se delega no general Canroberl,
enmmandante em chefe do exercito Trance/, na Cri-
mea, a Tacaldade de noraear provisoriameulo ofii-
ciaes al o posto de chefe de baialb u nclusive.D
O imperador convocou cslraordinariamenle o se-
nado e o corpo legislativo do paiz para o dia 28 do
passado, e corra que sua missao he volar a lei do
recrulamenlo.
O rei da Prussia, abrindo as cmaras dos seus es-
tados, pronuncien o seguinte disrur-o :
Senhores da primeira e segunda cmara.O co-
rnejo das vossas sesset concorda hiije cora um a-
contceimento da minha real casa. Meu sobrinho, o
principe Frederico Carlos, celebrou bontem o seu
casamento com urna princeza da minha casa alie-
moa, nossa prxima prenla e aficionada.
esejareis como eu, senhores, qne a graja de
Dcos ahonene era grande escala esla unan. He" com
satisfacAo qoe vejo reunir em volta do meu Ihronn
a primeira cmara novamente formada. Nulre-mo
a esperanja de que esle novo corpo, fundado no re-
conhecinienlo dos direilos adquiridos, e na conside-
rajAo de perduraveis relajees, ha de ser sempre o
linne apoio do meu governo nos esforjos, que este
faz a bem da prosperidade do paiz.
Ordenei o renovajao das sessoes do conselho de
estado, par* que os projeclos de le se submettam *
serios trahalhos preparatorios. Alguns destes prn-
ject. s foram feitos no conselho de estado, e Ido de
ser brevemente ollerecidos votta approvajao. Va-
rios oulros projeclos importantes, que dizein res-
peito ,1 orgauisao.lo dos cooselhos rucies e de poli-
ca as cis provincial orienlaes da mooarcba, e s
consliluijoes provinciaes em todo o reino, esto a-
inda suhraeltidos ao exame do conselho de estado,
(i Apenas se arharem concluidos esles trahalhos
ser-vos-bao igualmente apresenladoi, senhores. Os
documentos relativos ao eslado da fazeu la publica,
que lereis occasao de examinar, vo convencern
de que esle ramo se acha em eslado salisfalorio. A
fiel nianuteiioau dos principios de orden, e de pru-
dente economa, d lugar a esperar que poderemos
occorrer s desperas do servico ordinario, augmen-
tada em muilas verbas, recorrendo com hora etilo
e cmplela seguranra aoi recurso; de crdito para
saiisl'i/'T is necessidades extraordinarias.
b As cnmmunicajoese transarjes aprescnlam em
quasi Indos os seus ramos a mais progressiva activi-
dade. A receila dos postos e linhas lelegrapliicas,
bem como a dos caminhos de ferro do eslado e com-
paran; s, augmentara constantemente. Tera-se ap-
plicado grandes cabedaes a estas emprezas de in-
dustria, A exploradlo das minas eonla j grande
incremento. O eslado do coniraerco he geralmenle
salisfalorio.
laes phenomenos que dao dnplfeado prazer no
lempo cm que diversas crcumslaucias desfavoraveis
exercem terrivel influencia as relajees poltica* o
coinraerriacs, provam o bom estado econmico do
paiz, e dao a mais bem fundada esperanja de no-
vos nrogressos, e prospero desenvolviiuenlo.
a Nesle eslado das relajos eeracs, e com a soli-
citude do meu goveino em as fazer prosperar, ang-
mentando e mellmrando os meios de comniunicajao,
es|icro, sem a menor duvida, que nao falla'rao
110 futuro occasies para uleis empregos de capitacs,
o ludo islo me tranquidisa, c anda mais por ser
rerlo que as esperance* que havia, quanto ao prejo
A Morgalte fallou-lbe de Jo.lo Tounl c da marmita,
onde elle guarda os escudos. Roslan e,lu baldo ao
naipe.
e J^lSSl^iSSTifi C" deV,a le i'""
inlerrorapesle, e fiquei cofuo...Era que esta va 25-? S!rt.ii'. Sfi.1* **' ^ "al,Pr
;r ,K.,u, e a,c;u,ear a na- SgE ^Tk^T*' '" "^^ '* """4
O paslor luinou vivamente sua vesta de algodao
retirado ; porquanlo alravez de-sa nuvem confusa ti-
j do o barco em que raeu primo Koblol espera leu pai
c o seuhor Antonio.
Os guardas estilo na praia, objecin Sulpcio ;
os irmAos Jolvol trillaran! um desembarque de por-i
celarais e de rendas....Nao ouvisle os lirns'.'
Meus ouvidos anda resoaiu cen elle;...maslia-
ver ootroeante* de amanhecer.
E que queras dizer Koblol '!
Quera qae elle me proearute nm meio da
salvar o senhor Antonio e ten pai, porque nao acha
ueuhuiii.
O pequeo Sulpicio nosomoveu; tmente tep.
te-hil potido ver o sarrgue acodir-lhe o fronte, de-
pois do que sua pallidez lornou-se mais baca.
Serena-te nm pouco, meu amigo, pronunciou
elle resolutamente, anda nlo me disscsle que perigo
corra meu pai.
Al
ni.a Visto una rlaridade.
Fica aqui. disse o paslor en tora de commau-
dn. ap iga a vela c finge-te morto...Se os guardas ba-
lerem 11 porta, ralo resumas...(Junndo meu pai vier,
echegar antearle mira, fecha be 111 o casal, e v
dianle r!c!le para alluniiar-lhencaminho.itn praia...
Encarrcgo-me do senhor Antonio, porque meu pai
uao me perdoaria se lhe aronlecesse alguma des-
Sraca...Tu me respondes por meu pii !
Onde vas?
Ao castello.
Como o paslor dirigase para a porta, Randouneau
quiz segui-lo.
Prende-e, disse Sulpcio ao machinista e
I sah.
responden loto Gicqud admirado, --- Felizmenle Tolo Gicquel I i vera lido o lerano de
tenho dito entao de-de tanto leinpi ?...llc teu pai passar a eolleira era Kandonileao, o qual Doz-se, 1.
que ha de Ira/er os selecenlos mil francos. drar furiosamcnle. O pastor baleo na porta da'i.ar'
Sulpicio tena querido interrogar ; mas lemendo I le de fora. e disse : Cala-te '
romper novamente o lio calou se, e fez bem. Orna-, Randouneau abaixuu o Tocinho e calou-se O*
Chicistaeonlinoon: es carneiros predilectos continuaran! a ronsumir
Ella fez o diabo para que o grande Roslan nao honestamente sua mouta de relva. Tolo apagn a
volt**** Ca.-a. Elle bse-lbc : Deixa-me ao menos' vela, e tornou a asseiltar-se sobre o rolu de nao ion
depr a espingarda. Ella responden : Sem a espin- (o do fogo. p' J
garda de nada me serviras. {Conlinuar-se-ha.)
A Morgalle .' ""
E quera cuido ?...Ambos eslavara no bosque. |
IIEGIVEL
- -
I.JTUDR


OJARIO UE PERMMBUCO. QUARTA FIRA 10 DE JANEIRO DE 1855.
dos manlinienlos, cm raiSo da colheila, geralmeute | ciam, que o vicc-rei do Egyplo. havia parlido com
prospera do crrenle anuo, uilo se rcalisaram. A
carama dos gneros, que penosamente se nenie, me
determinan a permittir a livro entrada dos mais n-
dispcns.vi'i-. Tenho plena conliinea em que com
y esta providencia, fugindo de intervir na liberdade
das transarnos, nao llavera fali i de gneros, nem
so quer no anuo prximo.
o Hiiilos paites feriis soflrcram cruelmente no
presente verao por efleito dij dcsastrosas/inaunda-
ottes. Conheci a exlensao dos damnos, o a coragem
cheia de conlianca em Dos com que os habitantes,
victimas deste desastre, procurara repara-li. O raeu
governo lem-se esforcado por inmediatamente pro-
ver as neccssnlades mais urgentes, e prevenir m
ffulurss e desastrosas consequencias destas calami-
dades.
Em vista da patritica decisSo da Dieta provin-
cial da Silesia, tem-se procurado os recuTsos ne-
cessarios para prestar valiosos auxilios as lerras-
? bailas de Oder. Manifeslou-9e ao mesmo lempo em
toda a raonarchia, e fra dos seus limites o mais vivo
^ zelo para acudir i miseria das victimas desgranadas
Senderes. Com grande seuiimento meu se Ira-
vou tima lula sanguinosa entre memhros poderosos
da familia dos estados europeos. Nilo ferio ella an-
da a nossa patria: a paz ainda mora entre nos.
Tenho novos motivos para esperar que Maja
dentro em pouco a tuse de un accordo que se es-
tenda mais longe. Eslreilameute unio a Austria
c ao resto da Allenianha, cnlendo, tanto no prsen-
le, como no que diz respeilo ao futuro, que a mi-
nha missao he de sustentar a paz, reconhecer a in-
dependencia dos deinais estados, c seguir principies
de moderarlo.
n Se a serie dos arontecimentos me obrigar a ei-
pressar mais claramente, o pensamenlo da Prussia,
e a carregar bii aspecto, o meu fiel povo supportar.i,
coma delirara", nelle tao provada, os inevilaveis sa-
crificios qne dola resaltaran.
Em vista de taes probabilidades foram augmen-
tados no meu exercilo os meios de guerra, sendo re-
forjados alguns corpos, e complelando-se o Irem de
guerra. Tamhem se ordenou a realismo do em-
prestimo, autoi isado pelas cmaras na ultima sessao.
A Prussia ha de entrar na peleja com confiaiica,
salvando os seus inlen-sscs, e conservando-o lugar
que Me compele entre as _nat;oes da Europa, em
quanto o exigir a direccao amencadora das circuns-
tancias polticas. Uar-se-vos-ha iul'eira conta das
trausaccoes relativas ao cinprestimo, do qual apenas
urna pequeuapa rte se acli i dispendido.
SennoresNo momento em que vos encarre-
gaes da tiref.i que vos lie imposta, i.u-o assegurar-
vos, queomeu governo -procurara' lornarvo-la o
mais fcil, que seja possivel. Alm disso, fio lam-
bem, postoque plenamente reconhera o direito que
outros tero a sua opiniao, que auxiliareis o meu
gni.-rno em lodas as questoes em que se tratar de
fazer ver as nao es eslrangeiras o perfeito accordo
que ha entro o governo e o paiz. Provareis assim de
modo verdaderamente prusiano, que somos fortes
pela uni.lo, c tanto mais fortes quanto mais crticos
sao os lempos. Queira o Todo Poderoso lanzar-nos
a sua benc.io.
Na segunda cmara foi nomeado presidente o Sr.
de Schwerin c vico-presidentes interinos os Srs. de
Arnin-llollem e Ili-Llimann. os quaes perlencem i
opinio liberal e anli-russa.
Os le lores ja snbem que em virtude de um trata-
do celebrado entre a Prussia ea Austria,,estas duas
nncies comprometteram-se'a coadjuvar-se recipro-
camente no caso de seren atacadas por qualquer po-
tencia eslrarrfeeira ; cis acora o texto de um artigo
addicional ltimamente conveneionado entre ellas,
qne alarga linda mais esse compromeiiimento :
n Toniando-sc cada vez mais imeacador o esta-
do dos negocios na Europa, entendern! as duas
corles de Berlim c Venrfa, que deviam lomar na
maior consideraran a conveuieucia de urna estipu-
larlo complementar do tratado de 20 de abril do
presente anuo. Os dous poderosos soberanos estilo
convencidos do que muilo importa a quem toma
parlo neste tratado, desenvolvido pela re-uluciio da
Dieta, de 24 de jullio, procurar, anles de ludo em
commum, que seja acreita urna base, que elles jni
Ruem conveniente as futuras negociaces de paz.
Encontrara ellas esta base nos quatro pontos preli-
! minares a respeito dos quaes a Austria e a Prussia
tem ja' negociado na corle da Russia, havendo, por
isso, o maior empeulio em que lal base preva-
les.
a Ainda que deva esperar-sc, de futuro, que se
entabolem lrainacr,es pacificas, coinludo, a gravi-
dade da presento situaran da Europa e a uecessida-
de de proseguir com etlicacia no que fr tendente
paz que se pretende, exigeo o ppnhor de segu-
. ranea que resulla da eslreita unio de toda a Alle-
manha.
rigos que um ataque a's tropas austracas, que se
verificara, nao sr> no territorio do imperio, como
J tamhem nos principados danubianos, poderia Irazer
consigo em relajo ;i Allemanha. S. M. cl-reide
Prussia obriga-se, pelo presente, para com S, Al. o
imperador da Austria, a urna defensa commum,
ainda mesmo no ultimo caso, c conta com conlianca,
em que outros confederados alleraaes provarSo, a'c-
ceitaudo o presente artiga addicional, e realisando,
sendo necessario as eslipulacoes, que elle conten,
que cslflo animados dos inesmos sentimentos.
Qoasi ao mesrao lempo que isso lnha lugar,
f
12,000 homens para o deserto, alim de ah os ej-
ercitar nos movimcnlos estrategias, habilitndoos
lis marcha mililare.
A Blgica gozava trnnquillidadc ; o parlamento
continuava em cus Irabalhos, podemlo resumr-se
da maneira seguinteoque uelle se lein passado de
maior importancia :
Na ses-ao de 16 do correnle, da cmara de re-
presentantes belga, Iralou-se da nomearao de pre-
sidente, sendo reeloilos o presidente e os dous vi-
ce presidentes, quasi por unanimidade. O presi-
dente M. Delfosse perlence esquerda da cmara,
e o prirnciro vice-presidcnle direila. Os Vepula-
dos que compoem commissao enrarregada de redi-
gir o discurso da cora, tomam todos asseulo na di-
reita da cmara, menos um. i
O ministro da fazenda piesentnu s cmaras o
projeclo de lei relativo is companhias anonymas,
em conformidade com as eslipulacoes do ultimo tra-
tado de commercio celebrado com a Franca. O
ministro do reino deu conta de nutro projeclo, au-
lorisanilo provisoriamente a livre entrada dos g-
neros alimenticios francezes, gado, etc., e conser-
vndole a prohibiclo da cxporlarao da hlala e ou-
Iros gneros.
A cmara de representantes roncluio, no da
26 do passado, a discussao do projeclo de resposla
ao discurso da rea. A mesma cmara resolveu,
qn a quesillo sobre o voto de ronfianra, licasse re-
lolvda com a volaran sobre o lodo do projeclo. O
prjecto de resposla foi approvado por 80 votos,
contra 11.
M. I.ebeau congeguio que fosse approvada urna
emenda concebida nos seguidle* lermus : que o
proceder das potencias eslrangeiras, para a Blgica,
da novo motivo para solemne approvasao da sua
iieulralidade.il.
As cmaras da Grceialdeviam reunir-se no dia
4 do correte. El-rei Othon recusou eanecionar
o decreto para a formariio de urna commissao de
inquerilo relativa aos fundos destinados por meio de
subscripto para os revoltosos.
Tinham enceldado nos Dardanellos Ircs navios
francezes que transporlavam iniiniriics ; e lambcrn
algumas embarcarles sardas, transportando i-aval-
lo.
Portugal fcra Iranquillo, mas a litteralura por-
tusueza suffrera urna mu grande perda.
O distinelo poeta lusitano, viseando de Almoid
(jarren, ji nao he desle mundo !
Eis aqui como um amigo dcscreve o sen passa-
nienlo no dia 9 de dezembro do anuo prttximo
lu lo :
O vise me de Almeida Garretl expirou lioje
is ti horas e > minulos da larde. Aquclle grande
espirito e-lava preparado para subir ao seiu do E-
ternn, puro como Dos o linda creado, lluvia dias
>que londo contiecido o scu estado reclamara todos
os sorcorros da reliciao e da ignja. Depois delles
esperou a morte com tuda a serenidade de urna
consciencia tranquilla, e ele urna alma que se re-
conciliara com Dos, despedindo-se de todas as pai-
xes da trra. Quem escreve estas linhas apartan-
do pela ullin.a vez a mo do Ilustre poeta ouvio-o
pron inriar useu nnme c di/.er-llie trj.i o nao vejo.
Foram s suas oltimas palavras. Quem as ouviu
bem sabe o que perdeu : um mestre, um- amigo
sincero, qnasi pai... Nao Ihe pude pagar senao cum
affecto, quasi filial (amhem, e com o sacrificio
enorme de assislir aos seos ollimos momentos...
Portugal nao sabe ainda u que perdeu ; quando
conhecer e avahar essa perda ha desenli-la. Ama-
nliaa romera a posleridaile para o autor do Camoes
e do Fre Lili; de Snuza. O poeta deixou urna li-
lli i orpdia ; se o governo, se os liomens desta Ierra,
os que podem, querem e sabem prestar liomena-
gem u memoria do maior.poela porluguez, depois
de Csmes, aquella menina deve ser adoptada pela
nielo. .1.
A Uespanha contina entregue inqoetarao in-
herente ao estado do oscilaran em que se arha".
A randa conceder una nova ainnlslia gral a lo-
dos os individuos ja processados ou que ostive*sm
sendo proces-ados cm qualquer parle do reino por
mino- polticos.
No Diario do (lucerno de 27 de noverabro 10-se o
seguinle:
as sessoes de 21 e 22 do congresso de depula-
dos prosezuio a discussao, sobre a legalidade das
actas elciloracs, sendo algumas dallas approvadas.
f O duque de Victoria, presidente do cunseldo
deiminislhis pronunciou, na sessaode 21, o seguinle
discurso :
Quando (oda a naeao resolveu, no mezdeju-
Iho lindo, recobrar os seus direilus, e extirpar os*
abusos que so havifm iniroduzido no governo do
estado, fui eu chamado pelo heroico povo de Sara-
roo, para dar forca e sustentar a revolusau que
com aquello lim se loha realisado uaquella capital,
e iras principacs povoasOes de Aragao. Acud,
em vacillar, para susleular e defender ISo nohre
iutenlo, prometiendo do modo mais solemne, em-
Vresar os meus esforcos, para que se cumprisse a
vontade nacional.
S. M. a reinita nomeon-me entao presidente
lo conseldo de "ministros ; e eu aceilei este cargo
com o firme intento de o.diur, logo qae as corles
conslituinlcs eslivessem reunidas, 'sendo esta nina
das peticfie. que fiz a S. M., e que esta me conce-
den sen repugnancia
ido em Vienna'enl'fL," A< s co""l'n|es os plenipotenciarios da Austria, Franca e Inglaterra,
e bem que nao se saiba ainda qual o seiilidodo mes-
mo, o correspondente da Presse na capilal austraca
Ihe escreve que o tratado ser definitivo para a uf-
fensiva,e defensiva e nao'a convenci transitoria de
que ha lempo se tem fallado; e arcrrscenla quesocJ-
mesaria a vigorar desile o 1. do prximo Janeiro.
o Quanto conlcailiccao apparenle (diz o jor-
nal francez,) que lindamos apuntado, entre a ga-
ranta decidida que a Austria acaba de dar s po-
tencias occidentaes e as concessOes que se vira obri-
gada a fazer i Prussia para ohler desta potencia a
assigualiira do novo artigo addicional. os jornaes de
Vienna eiplicam-na como a lindamos j explicado.
Un delles exprime se oestes termos. A ulti-
ma couvenrucelebrada enlre a Austria e a Prussia,
de nenlium nodo leve por efieilo, como pcrlendem
algumas fallas, tirar a Austria a sua liberdade de
acrio, uem fazer-lhe ronlradir urna ohrigacao ca-
paz de alterar as suas relacOes com as potencias oc-
cidentaes.
e A convenci enlre a Austria e a Prussia s-
menle se enlende por esla forma : a A Austria
alcencou approximar a Prussia ea ConfederacAo ger-
mnica da allianra com as potencias occidentaes;
essa convenro de maneira alguma se dirige a demo-
ver a Austria dessa allianca em que se acha empe-
ndada moralmenle, ainda que o nao fosse por esti-
pularles expres-a-. n
a Despachos de Vienna de sabbado 2 do corren te
dizem :
a O governo austraco acaba de decidir qne fose
levantado o estado de sitio ua Traruvylvania. Atlri-
bne-se e-ta medida ao tratado de alliaoca assignado
boje entre a Austria e as potencias occidentaes.
As noticias da Italia resumeni-.-e ssegointes:
l.e-M as S'ocedadet:
a Parece ccrlo que a guarnirn frauceza de lio-
na embarcara' para o Oriente. Fallava-se ja' na-
quella capital da partida do regiment de dragfles
* e dn ii. 0 do |nha. A gua'rnisao franceza Picara'
assim reduzida a 2:000 infames, aos gendarmas e
ravatlo, a anudara, para guarnecer os fortes de
Boma e CiviUa-Verchia.
a VJo chegaudo a Boina os hispos, que de todas
as partes do mundo tem sido convocados por sua san-
tidade.Aleo dia 9 de novembro segundo o que se
le na (inicia Of/icial daquella capital, suba ja' a
Irinla e se te o numero dos prelados eslrangeiros,
entre cardeaes, arcebispos, e hispas que all se acha-
vam.
o Conlam-se enlre esles, dous prelados hespa-
nlioes, que sao os Srs. arcebispo de Santiago, t o
hispo de Salamanca.O cardeal arcebispo de Tole-
do linda chegadn a Paris, e lalvez so aclie ja' em
Boma.
O dij 8 do prximo mez de dezembro, em que
a igrja celebra a fesla da ConceigAo de Nossa Se-
nliora, lien assignalailo para a publicarao da bulla,
qne a respeilo desta pia crenca sua sanlidade daJe
expedir, e para celebrar semeldanle acto se prepa-
ra m -ramio- festejos, n
a No dia 16 de novembro celehrou Sua Sanlidade
no Vaticano consi-torio publico, para impor o cha-
peo cardinalicio ao arcebispo de Slrigonia, rardca
Scitowak.I.ogo depois preconisou, em consistorio
secreto, diversos bispos.
No da 17 ja suba a 89 o numero dos bispos
que tinham chocado a Boma, para assistirem ao
concilio, em que se hi de declararo mvslerio da in-
maculada ConrcicSo.
a Annuuciava-se que haveria dentro em poneos
dias outro eonsi-lprio, em que provavelmente rece-
horiam o chapeo cardinalicio o arcebispo de Tole-
do, c o palriarclia de Lisboa, ambos cardeaes da San-
ia Icreja Bnmaua.
Una bulla pontificia, ultimamcnle publicada,
manda novamenle organisar a Ordcm de .Malta, mo-
dilicando-lde os c-talutos. Para o futuro so serie ad-
inillidos os candidatos, depois dos dc/.e*eis anuos de
idade, .os votos simples, prmillinilu se-lhes votos
definitivos, s passac.os dez anuos de noviciado.
Os votos, lano simples, como definitivos, polem
ser profitasados, quer peranle o grao-prior, quer pe-
ranlc nm simples cavalleiro; c tamliem peranle
um eapelWo, o ordinario, ou o parodio mais
prximo.
Fina caria de Boina, .(e :>l ,1o passado, diz
qne no dia antecedente linln havido a priineira
cengregarao g-ral dos hispos reunidos uaquella ca-
pilal, para deliberaren! cerca do imslerio da Im-
in icuiada ConceicHo. Esta eengregagra, que se
compuiilia de 94 hispo;, ah-ni dos ra les, foi presi-
dida pelo carie d Bonalli. a-sistindo-llie muros dous
inmbros Jo sacro rollecio. Parece que estas con-
gregafSas conlinuariain a celebrar-se at concluir
n iiiinucToso c\a:ne,do olijeclo da hulla, relativa
aquella rnyttero, sendo sujeilo o resultado defini-
tivo a' resolurao do Summo Pontfice. Havcra'por
c-la oeeaVlD grande solemnidade, que se suppe se-
ra a maior que se tem vslo al acora em liorna.
altendendo ao grande numero de hispos qu se
achara presentemente naquella capilal.
Na Dinamarca as eleices etreilnaram-se recular
e pacificamente, mas al i ultima dala o resultado
era contrario ao ministerio.
Em Conslanliiinpl.1 honra a > de novembro urna
modilicagao no ministerio. Bcsrhid pacha foi no-
meado crao-vizir e Ali-paeb ministro dos negocios
eslrangeiros. Esta combinaran nao fez mais que res-
tablecer na forma urna siluar,3o que na cssenca
no tinha mudado.
blica o seguinle cm conliniiacao ao quo fica (rans-
cripto :
Em razio de ler novamenle aceitado o general
Espartero a presidencia do conselha de minisiros, e
o general (l'Doimell a pastada guerra, lirarain vagos
os lugares de presidente do congresso e de vice-pre-
sidenle. Na sesato do dia 5 procedeu-sc i eleicao
e licaram elilos presidente por 170 votos o Sr. D.
PasclwalMadoz, prirnciro vice-prcsidcnlo por 12! o
Sr. general Infante.
a Dzia-se que o ministro da marmita, Sr. Al-
lende Solazar, se relrava do gabinete por mo es-
lado de saudc. Algana jornaes duvidam deMe
boato.
Parece que na m.iioria das seci-cs prcvaleceu a
npintao de que seja composta de 7 memhros a rom-
niissao qpe da ,le apresentar is bases da futura cons-
liluicao, e islo com o intuito de que a obra saia inais
uniforme e deixe toda a ampliludc nu dbale as
sesses publicas..
Diz a Bpoea de:..n Segando tinfaamos annun-
ciado, inlentou-se bnntem urna demonslracao demo-
crtica. I. mas cem pessoas. pela maior parle per-
leureiiles aosqu enodarain activamente nos SuCCesSOS
te 28 de agoslo, reuniram-se ao meio dia na praca
di Re e Circo de Paul.
A idea dominante alli era encamindarem-se s
corles, e a moda de Inglaterra pedirem ser admilti-
dos no recinto da assembla para llie appresentarem
um requerimcnlo. Segundo mis devia ser una fe-
hcitacao pelo voto de sabbado. conforme outros, se-
ria a aecusacao da raiulia Clirislina.ou a petjso pa-
ra serem supprimidas lodas as cunlribuirOes indi-
recias.
Estavatn preparadas as bandeiras e emblemas
para a prooissao, e tinham dilo por alguem que sc-
riam recebidos as portas do enneresso pelo Sr. Oren-
se e outros depulados. Cun elleito, cm redor do
palacio das corles notava-sc mais concurrencia que
de costume ; e as evadientes companhias do ba-
laldao da milicia, que csl.ivam de suarda ao mesmo
edificio, lindara lomado precauges opporlunas para
fazer respeilar este recinto e escarmentar deveras os
que intenlassem cohibir a vontade Ubrrima dos re-
presentantes da narao.
a As autoridades militares Je Madrid adoplaram
Blgamas pequeas providencias, e o govarnador ci-
vil, Sr. Sagasli, aprescnlou-se no circu de l'aul para
manifestar aos individuos alli reunidos que pudiain
fallar quanto quizessera : masque assim que sahis-
sem as ras com animo .le agitar o povo, ou para fa-
zer demonstrases contrarias a liberdade das corle,
se vera obrigado a empregar contra elles ludo o ri-
gor das Icis. Este conseldo c outros de prudencia
foram ouvidos, e nem por instantes se allcrou a com-
pleta Iranquillidade de qae goza a capilal da mo-
nareda.
O governo recebcu dillerenle; exposiees de is-
raelitas da Allemaiida. solicitando aulonsario para
se eslabelecerem na llespanln; neste numero ha
mu las familias ricas.
Na mesma gaceta de 12 de dezembro l-se ainda
o seguinle:
(( O ministro da marinha, Allende Salatar, expnz
no congresso os motivos da demhaao que tinha dado
ile sen cargo, e que erara as enfermdades c carencia
de vista ; por esta occasiao historieta o que se passira
quando vcio encarregado de nina rcprescnlasao do
general Espartero para a rainha logo depois do pro-
nunciameuto de Siragosa, e rcpellio o alcive i om
que alguns jornaes o tralaram de menos corlez c ca-
valleiro para com a soberana uesses momentos ^deu
por tustemunlias u general San Miguel e oulras pes-
soas conspicuas.
Parece que ser substituido na pasta pelo Sr.
Santa Cruz, general de marinha.
Vogava cm alguns crculos polticos que no caso
prpvavel de sabir do uiuislcrio da fazenda o Sr.
Collado, entrara para oseu lugar o Sr. D. Paschoal
Madoz.
So lanas as proposlas c os projeclos de lei,
que se aprcsenlam diariamente no congresso, que
nao he possivel inenciona-los, i- alm disso sao to-
dos de inleresse puramente local. O dbale mais
vivo corria sobre urna proposta do Sr. Calvo Asccn-
sio cnncemenle ao examo dos adose responsabilidn
do do ministerio das .18 horas nos dias 18 e 19 de ju-
Iho. Defenderam-se os Srs. I.aserna, Bios Bosas.
duque de Bivas. e deram ampias iiiforniases favo-
raveis a estes os Srs. Corradi e Sau Miguel.
a O Sr. D. Modesto Fafuente no principio da
sessao do tlia 7 leu o projeclo de resposla ao discur-
so da cora, cuja redaccao Ihe fura cncarregada.
CORUESIEMIA.
adaj o veldo
s mi
msleno a que leudo a honra de presidir vai pedir
a suademisso. para dcixar a r.dnba vm liberdade
de escolher os seus conselheiros resp"-nsaveis, em
conformidade com as pralicas parlamentares.
a Aproveilo esta uccasiao, sendores^ para de-
clarar aquino santuario das leis,- peranle Dos
e os liomens, que nao lendo prelenres de especie
alguma ( prolongados e repelidos applausos dos dis-
putados e dos espectadores, que oceupavam as tri-
bunas publicas e as resorvadas) ; que s desejo, e
que a minda nica vontade he viver como simples
eidadao. serapre obediente is leis. ( S. Ex. saudou
os Srs. depulados, e se retiran acompandado de es-
trepitosos applausos.)
No mesmo peridico de i de dezembro l-se ainda
o.scguiule :
Por decreto de 14 foi concedida a grandeza, de
Hespanha, de priineira classe, condessa de Mina,
em i euiiineracao dos servisos que prestou por occa-
siao da invasilo do cholera morbusem Hespanha.
Por iguacs servisos fot coucedida a grao-cruz de Isa-
bel a Calholrca ao hispo de Badajoz.
No congresso de depulados linda-so approvado
grande numero de arligos do regulamento, concluin-
do e>la discussao.Na sessao de 28 procedeudo-se i
votarlo para a consliluicio da mesa, sadio eleilo pre-
sidente do congresso o duque de Victoria, por 238
votos : vice-presideirle o general O' Donncll, por 149
votos ; general Dulce por 131; Pascoal Madoz,
128; e marquez de Perales por 116 votos ; e secre-
tarlos os depulados Huelves, Ascensio Calvo, mar-
quez de la Vega Armijo, c (onzales de la Vega.O
duque de Victoria, cecupaudo a cadeira da presiden-
cia dirigi ao congresso o seguinte discurso :
f Srs. depulados :Agradeso de lodo o meu cora-
Sao a subida honra que me acaba de fazer o congres-
so, nnmeando-mc seu presidente.
Sinlo nao ter as farsas necessarias para bem de-
sempenbar tao importante cargo ; mas cunto com a
niinha boa vontade, com n indulgencia do Srs. de-
pulados, o com o regulamculo de que jamis me se-
pararei.
a S--s. depulados :A patria, contando com osvos-
sos esforsos.e rom a Vossa solliciludc,espera que fasa-
es leis, que Ihe afliancem os direitos, e destruam'os
os abusos, que se tem inlrnduzido no governo do es-
tado. Fazei essas leis que a rainha as aeceitar com
salisfasao. e a nasao Ihes obedecer. Pelo que me
diz respeilo, Srs., heide semprc rcspeila-las. porque
sempre desejei que se cumpra a vontade nacional,
pois estou convencido de que sem essa obediencia he
impossivel a liberdade. {Bem, muilo bem.)
Proponho s corles consliluinlcs um vol de
agrodecimenlos ao meu antigo amigo e companhei-
ro, o general San-Miguel, e a lodos os de mais Srs,
da mesa interina, pelo bem que exerceram no seu
lugar.
a O congresso conceden por unanimidade este vo-
to de agradecimcnlo. O duque de Victoria disse
entao :a Declaro aherlas as curtes consUtuiotea ; e
assim se participar ao governo de S. M.
I. se as Xjcidadcs de 29 :
a Continua i scrprovavel, que Espartero, O'Don-
nell, Olosaga, Collado, Fujan e (jurrea, e lalvez La-
zuriaga, formeni parle de um novo ministerio, que
tenaindispulavel c grande inaioria as corles.
( A Independencia belijae 22 do passado as-egu-
ra, segundo se l as S'ovidade, que o conde de
Montmolin, lilho do pretndeme D. Carlos, tinha
partido do seu palacio de Ca apo di Monle. aonde
resida ha alguns mezes, julgan to-se que em direc-
Slo i Hespanha. Era tido como apocripno o mani-
rcslnallnliuido iquelle principe ; e islo mesmo he
Birnado |>or M. d'Agion, um dos secretarios do mes-
mo principe, na corta que. com dala de 10 do passa-
do. vein transcripta no Parlamento, peridico do
Turim.
comgo, qrlando me nao suppoz capaz de imparcia-
liil .ule.
Como esla ja vai muilo espitad, c (amhem por-
que esle hichinlio, chamado preguii;a (exceilenle pa-
ra cacar ralos.' ) ja me esteja visitan lo, suspendo a
peiina, desejando-lhes, Srs. redactles, que Vmcs.
nunca Icnhain senao rousis boas, DOnca tintan ao
menos um persovejo no rollarinho, ou pulgas nos
bolina: al logo.o Cgreno.
LITTERVTL'RA.
o radicaes. Veas! 'espuma de cei'M-ja dea res-io
(a i .--i-biila por kiugslo) sua supicnia ifiterroga-
{3o. Este romance he o quadro das iiid&rl <> e
dos sustos que allligem as suni iades da sociedade
Inglesa. as clasaes esclarecidas o* caracteres nlo
tem unidade. Ellas possuein a forlun i, a insIraecAo,
lodos os elemenlos da felicidad.? nc-de mundo, mas
ed.o tugeilas duvida, lorlura inleror. ellai
a aceto esta parausada, a crenca mora antes de
mauifestar-sc por uui.i faino continua, por ancic-
a Parece que na noilc de 28 do mez lindo se li-
nliam (ornado algunas precaucoes militares, e feilo
varias prisues. Com ludo a orden publica nao se
havia alterado.
F-se na .Xacion :
llonlem polas 10 horas da noilc, apresentaram-
se.no paso os ministros para expr a S. II. o resul-
tado da volaso do congresso. Parece que a rainha
Mies adinillio em seanida a demistlo, encarregando
o duque da Victoria da formaran do novo gabi-
nete. ^
Fura arriscado quanlo houvessemos de dizer re-
lalvainenle as pessoas que, segundo as informasOes
que temos, bao de figurar no dilo gabinete. He de
crer qne al boje i noile nada pos a Por decreto de 38 do passado foiarceita a denis-
sto que o duque de Victoria pedio da presidencia do
con-elbo de minialros ; e por decretos de 29 foi ac-
reita igualmente aos Srs. |). Joaquim Fraiic-s-o Pa-
checo, ministro dos negocios eatrangeiros ; I). Leo-
poldo O'Dounell, ministro da guerra ; I). Jos Ma-
nuel Collado, ministro da fazenda ; I). Jos Alonso,
ministro da jiistica ; |), Jos Allende Salasar. minis-
tro da marinha ; I). Francisco Santa Cruz, ministro
do reino ; c I). Francisco Fujan,ministro do fomento.
o Por decreto de 29 foram Horneados :
Ministro dos negocios eslrangeiros D. Claudio
Anin de Fu/uraga'.
Ministro da guerra 1). Feopoldo O'Dounell, con-
de Lacena.
grasa e juslisa. I). Joaquim Aguirre.
fazenda, 1). Jos Manuel Collado.
mariulia. 11. Jos Allende Salasar.
reino. D. Franrisco Santa Cruz.
fomento, D. Francisco Lujan.
A llevoturo de Sclembro de 10 de dezembro pu-
Parahiba
4 de Janeiro de 18
Srs. Redactores.J l vai a hom an
auno do.Vi. que para mim mo foi dos Teldores .
tenho umita-, razes para nao ler goslailo delle ; live
molestias, teve-as a miaba familia, nao Uve muito
dindeiro, nao acdei um bcilhaote, que pesasse ho
menos vintecinco oitavas, etc., etc., pessimo an-
uo Dos me fade melhor no presente, privando-me
do que n3o desejo, e coucedendo-me o que ldc pe-
So: amen. Pens que islo nao de muito pedir: seja
ou nao, vamos ao que imparta.
Esla quasi cunrluida a nova casa para o mercado
publico, a vista de exceilenle. corrida lodo de bellos
arcos, e com um formoso acrolerio; porm ficou
pouco espasosa.
Temos lido aqui alguns presidentes, que nos lem
dc^perdisado alguns contos de ris, ou principiando
obras para nao conclu-las, ou principiando-as mal,
que se nao podem acabar.
Um em 1829, (se nao falda a memoria ao Pesia-
a) principiou um caes, cuja odru foi adminislrada
por quem nao percebia da materia, e o resultado foi
que, depois de concluida a obra, por falla de hom
gradeamenlo e alicoree, abaleu loda, e esse ahali-
mento fui lal, quo deu com lodo o material no ca-
nal, onde hoje ainda existe, e, segundo o pensar do
amigo Pestaa, talvez se possa dalli cxlrabir muita
cantara.
Outro qoiz fazer um calabouso dentro do claustro
do convento do Carmo, principiou c deixou a obra
no estado dereceber o madeiramentn.
Oulro tambem fez obras na casa albeia, e fundou
um hospital militar no convento dos franciscanos ;
mas lugu que se nao precisou mais delle, fez-se a
competente entrega, e em que estado de ruina? Que
hom modo de vida Tmna-se .a minha propriedade
em hom estado, desmoronam-se paredes, quebrarn-
se portas, deteriora-se o soaldo, destroe-se a escada,
e por tira se diz: ah leudes a vossa casa, n3o no
estado em que me eutrcgasles, porm no eslado em
que eu vo-la devolvo, Iralai della. Quo lal ?
Oulro enterran alguns contos de res na edifica-
Slo do una casa para a tdesourari.i provincial ; mas
essa obra foi tambem mal funda,'a. que nunca foi
casa nova, e boje est vcllia; j:i so acha em eslado
de ruina, dizem que pela grande pressa que se deu
para sua conclosao.
Oulro lev ou a- lampas aos seus antecessores, nao
se contenten s com urna, quiz logo duas, e grandes:
o resultado he que urna vai manqui-jando, dando de
vez em quando uns pulinhos; e o Pestaa he de opi-
nio que sempre se tara nella o lermi de conclusau;
porm a outra... essa... mortus esl pin tus in casca.
Oulro, e esle foi o mais feliz, principiou lambem
duas, e ambas estn em andamento ; urna ho a de
que lile fallei no romero desla, a outra, dizem. que
se chuarahospital militar. Felizmente o Exm.
Sr. Paes Brrelo compreiiendcu meliior como em-
pregaria o dinheiro da provincia, louvores S. Exc.
A senhora dona polica, dizem que fura dar as
boas feslas ao redactor da Matraca; o Pestaa diz
que assim foi; mas que, apezar de t.r ella um olho
minio vivo. n,lo Ihe foi possivel avislar-se com a lal
senhora Matraca, ao menos ao ponto de Ihe aperlar
amao; porque, dizem un;, que a Matraca magne-
lispu a polica, eu nao vi; outros asseveram que o
lal instrumento eslava emprestado, uto sei ; e o maior
numero he de opinin que o dono desse instrumen-
to agarrara nelle, e como elle, sem o deixar, trepa-
ra cercas ao mudo dos galos, galgra muros, al que
se pude encoslar a algum canlo exquisito, e dadi,
fugil, ecaditi erupil, quer dizer : e ilahi foi lirar si-
po Deixando a dona polica o sua vigilancia bo-
quiaberla, confundida eem profunda pasniaceira!
Cumpre-me agora dizer ao meu nobre collega,
qne eu j conced troperos nos fiscaes. sao homens ;
mas que de corlas fallas, elles sao aecusados injus-
tamente.
Se eu pegar pela mijo- a um fiscal, como quer
o collega, e o levar ao arousue, nao se achara falta
alguma ; porque os carnicciros nao pesam com pe-
sos falsos, assim eram elles lulos Elles pesara com
pesos verdadciros; us de urna tal maneira, que il-
ludem os compradores, mnnenlc quando sao pes-
soas ineiperientes ou enancas; com ludo j alguns
team sido multados e ido i cadeia. v
Se o levar ao becco do Bosaro, ao oiUo da ordem
lerceira do Carmo, ao becco do es, etc., encon-
traremos lixos, ainda que leudara sido limpos esses
lugares im da antecedente, porque essas tropelas
se pralicain a laea desdoras, que os liscaes nao po-
dem ver: eu nao sei que liaja familia alguma que in-
dique a seus escravos ou fmulos onde devein ir lau-
car os lixos: al agora alguem ajunlava es-es |\s
em seu propriu quintal c alacava-lhea foso, lioje nao
pode sr mais assim ; porqua a cmara municipal,
por urna sua puslura novissiina, anles quer que se ta-
cara grandes monles de lixo, e quo pelo invern a-
podrerain e exdalem { liygieiiicjmetilc j um ar cor-
rupto, do que, queimados, o fugo os consum,
e assim se purifique o ar: nao os enlcndo, ou nao
me enieudo a mim mesmo.
i)iz-me o Pestaa, een muito o acredito, que ja
mu nmsageitinho sabir de sua casa a certa hora com
um caixao delixos costas, e fui lanca-lo no oiISo
de una casa.e bem perlindoda ra, e o que faro o
fiscal neste caso? M'u amigo, a immuralidade esta
em seu auge : ns sabemos e venios que os fi caes afli-
I*m um edilal da cmara is 8 horas da IMnhaa, I
n-..ve jo elle nao existe : o governo man,la fazer urna
Obra publica, e em pouco dcsapparerem os seos mais
bellos ornatos; aos particulares snccede o ni'-ino ;
o cliafariz dos milagrea de urna prova do que levo
dilo, c boje se aeda quasi sem serventa.
A cmara cm suas posturas mulla a quem nao
ruinprcoque ella determina; mas para acreditar o
(iscal quer duas (eslcniunlias ; e, fra de doras, co-
mo se cosluina dizer, onde se vio encontrar essas
teslemunlias Mesmo ao pino de meio-dia, qual he
o lillio de Eva, que lera sua camisa lavada, sua casa-
ca de panno, seu bolim de lustre, sua bengalinlia lle-
xivel, que se quer pre-dar a servir de leslcmunba
para que o Sr rnlam i Tal seja multado Ne-
nlium. Eis a raza > porque eu ja diese urna vez, que
certas mullas erara inexequiveis.
Na seguinte terei de tratar das novas poslura, e
cnlandiici minha opiniau, que loda ser, segundo
lioje pens, contra muitos arligos deltas, c enlilo lam-
bem ver o meu nobie colleja quanlo injusto fui
ESBOZO.
De um quadro da litteralura inglea
(Continuado do numero antecedente'
Nodier dsse, nao sei em que parte, que sao ge-
nio perlence crear l\ pos. Pois bem, esla facudade
suprema que faz do poela ou do romancista um ver-
dadeiro creador, Dickens a potaneem alio grao. M.
I'iekwii-k, o mcslre de primeiraa letlras Sgneers, o
judeo Fagin, o assassino Sykes, Bernab Budg Mark
Tapley, o arebiteelo Pecksniu", M. Dihe> e sua irmaa
Miss Coppcrlield, M. Miciwder, Miel Sumiiicrsun,
M. Jarndvce. o agente de polica llnckell. sao lypos
verdadeiros, originaes, imuiorlaes como os cie'ados
por Sbtikspearc, Babelais, Slerne ou Moliere.
Aos romancea da Dicksnsqae lenho citado, con-|
'-ni ,i, -i oseen lar. para completara lista das suas
obras, as suas rVofi de viageiu sobre a America, t\<
seus Quadro* d'Italia, os seus adoraves Conloada
Xital e as Patarras do lar, jornal hebdomadario
que, ha Ira anuos, v todos ea sahbados aprc.cnlar
a milliaresile leilores o quadro das luaravilhas da ci-
vili-asao,. fazer-liics conhecer o bem e n mal que
ella lem produzido, recordar-Ibes os progresos con-
sumados, ensinar-lhes a perseverancia no bem, a to-
lerancia para ontrn, a fe na marcha ascedente da
biiinanidaile, o recouhecimento para com Aquclle
que us fez nascer cm urna u mea,aurora de urna
nova era. Nao ha espirito algum de utilitarismo abso-
luto, nem pretencSu alguma readade puramente
pratica nesla pequea brochara que entre us mance-
bos e os albos, os ricos o os pobres, procura satisfa-
zos desenvolver a imaginadlo, esta parte preciosa c
neceaaaria da alma humana. Prnvar que as GOOias
mais familiares, aindajas mais repelientes, existe,
para quemnetlas sabe procurar, um ladu romntico;
ensillar ao*rudas Irabaldainres qae o scu quindao
nao lie mu faca brutal, excluido das sympalbias e
das preoecupases dos poetas ; aproximaros grandes
dos pequeos, insprar-llies mutua benevolencia, fa-
zendo-os ronhecer-se um aos outros, tal era-o pro-
gramma (rasado por Dickeus as Palacras do lar, e
do que se nao apartaran nm nstame. .
O alvo desta publicarlo, isto he, o progresso, o
melhoramentoda sorle das claases pobres e snffredo-
ras, a estilcelo daapaliota baixase mas. a axallaogo
da misericordia, a solidaricdade, ii'umu palatra, o
triumpho dos principios democrticos du Evaogeldo,
encontro-ono fundo de todos os escriptos de Dickens
He elle que os vivfica, que Ibes d.i essa ai iraca i
irresislivel, salutar e heuelica como 3 palavra divina
de que sao verdaderamente o echo, porqae Dickens
nao conbece o odio e sempre pregou o amor.
Aos felizes da Ierra, lemlira elle que os desgrasa-
dos sao seus irmaos, p pela piulara verdadeira, fiel;
sem declamaran das seussoQ>imentos,desp*rta a s> m-
pathia, commove, iinpe o desojo, a vontade de por
termo a eslas calamidades. A aquellos que a mise-
ria ou o cruel Irabalho curva debaixo do seu jugo,
desenvolve as dores oceultasdo rico, demonstra pelo
pasado que a sorle delles tem melhorado, e assigua-
la no horisonle o futuro que se levanta e camiuha
para suavisar, applacar c curar as suas chagas.
Aposlolp parifico do progresso, Dickeus prosegue
na sua missio por enlre as aeclanMfoes de um gran-
de povo. A posterida le nao lia de i'esaprova-las.
Ver que Dickens, a quem Dcotwtr.-i genio e tlen-
lo, cslylo encantador, veia cmica, espirito satrico,
dora de pranlo e de lagrimas, senlimento potico,
collocou estas qaalidades .liversase tao raramente
reunidas em um so liomem.no servico de urna cansa
justa e santa,a causa da humanidaile,e agradeci-
da para com as suas lulas contra o mal,para com
os seus cmbales em favor do bem, inscrever o li-
me delle enlre os maiores e os mais illu-lres.
A que preco Samuel Warreu adquiri a triste
experiencia dos homens que elle possue '.' Ignoro.
Sacerdote ou medico,dar-selu raso que elle durante
sessenta anuos se livesse sentado no coufessionario ou
a raheceira dos doenles para estudar, suavisar, con-
solar ou curar as miserias phvsicaso moracs que
pintn e analysoa com ver-la Jeiro talento e um lau-
ro il'olbos penetranle no Jornal de um antiqo medi-
co '! Nao sei dize-lo. Mas se nao he assim, esle
cscriplorhc enlao dolado de rara forca de IntoicBO
e adev inliaea-i para que tenha podido penetrar os se-
gredos queopeijooua norte csconlcm ordinaria-
mente e que elle revelou com urna severidade
inexoravel. Nao colillero nada mais triste, mas ao
mesmo lempo nada mais curioso,palhetico mais do que
o-esiuiios sobre a vehemencia de certas enfermidades
'fajina e do corpo, a cujo uasciin-nlo Warreu nos faz
assislir, e cujus desenvolvimeulos e devaslas&es nos
faz seguir passo a passo.
Knlre as reformas urgentes, imlispensaveis que a
Inglaterra reclama, se aprsenla em prirnciro lugar
da jurisprudencia,chaos inexlricavel que, segun-
do a confesso de Farlescuc e de Blakstone, urna vi-
lla inleira nao (lie sutlicieiita para deslindar. Os
advogados, us jiirislas da tiran lrel.inlia gozam l de
nina liberdade iaccao, >le urna audacia de que adu-
-ani de ii.na maneira algumas vezes extraordinaria.
InftressadS cm augmentar ainda mais a obscuiida-
de que envolve asoperaees jinliciarias, delatara sem
escrpulo os menores processos. sohrecarregando-os
rom palavras barbaras, com defloicOes rejndanles,
cora clausulas enigmticos, e se servem, nos seus
pleito--, de um engrim meo e deum formulario que
entrega inteiramentcnlesii.i boa fce simples equi-
dade do* jui/.e. a fortuna e a honra dos seus clien-
tes. Todas as qnestes litigiosas dos tres reinos sao
deciddias pordoze juizes supremos, cscolhidos entre
os advogados ou us mais velhos jurisconsultos. En-
tre as mos delles accuraulam-se os negocios, os car-
torios ficam amonloados, as ditaCjOM so surcedem. e
nao be raro ver na Inglaterra "um proresso durar
mais de vinle anuos, e absorver em cusas judicinri-
as o capilal cm litigio. Warren alacou i-nergica-
raenle semeldanle estado de cuusas em Dez mil li-
bras de rendas. Uma familia honesta privada de
urna lica horanra que habis allorne>s conseguem
que seja adjudicada a um miseravel caixeru de ar-
niazem, em virtude das subtilezas da- chican e lir-
mando-se em falsas ttulos genealgicos, tal he o
assumplo desle romaneo. O leilor assste cum uma
emocao pungente s peripecias desla lula enlre at-
tarneyi e solliciiors. Warren soub-i lomar inleres-
sanle esla narrar o de actos pela arle,pelo laclo,poli
verdade que desenvolveu ao trasar os caracteres, as
per-onagciis desle livro," no qual pinlou segundo a
natiircza as regios superiores e inferiores do foro
inglcz e os costuraos eleitorMS da Inglaterra, que
elle estigmalisa cora razao, pondo em sceno o faci,
infelizmente verdadeiro, da organisarfm do club para
a venda ctu gru*so dos suffragius de que dispe. Em
ultimo lugar, Warren collocou-se ntreos mais elo-
quentes adversarios la pena de morte, pela publica
Slu do Sow and Then agora e entao;, triste historia
de um i .".uncen lo. condemnado como assissino, em
virtude de circumslancias aalhentioas no m miento
do processo e reconhecidas depois como falsas.
Vi. Tdackeray, desenhador e romancista ao mes-
mo lempo, entrn un vida pela porta de ouro. Fildo
de um empregado superior da companliia das Indias
orientaos, passou os eus primeiros anuos de man-
cebo era brincar, fumar, ler e a fazer caricaturas.
Quando depois a vocacao,ou a necessidade,voio
lauca-Jo na carreira iiili-raria, o* Frazr's Maija-
zine. o Times e o Punch acolhcram com ardor os
arligos de critica, os contos, os esbocos cmicos (O
Journal pinche jaune, o Jornal de' um lacaio, O
Crande diamante lloqgarthy, etc.,) de um joven
escriplor edeio de enlhusiasmo, de gras e lacinia-
do, a riagem da ra Cornhill ao grande Cairo,
O llai'.e de Man. Perkins, A .\ossa ra, publica-
dos por Tdackeray ao vollar de uma viagem ao
Oriente augmenlaram-lde a reputarlo de narrador
intei-essanle, quando cmliin A Feira das taidades
veio provar a Inglaterra que ella possua um novo
romancista satvrico e plnlosopdo, dotado deanaK-
so delicada e inexoravel, de observaeM maravillo-
sa, e que a realidade d is seus re"tralos, das suas
personagens annuiiciavam um Iriumplio grande, le-
gitimo e llorador.
Tliackeray lomou por bandeira a verdade. De-
testa a mentira, a dvpocri-ia, o caii, asapparen-
was, a falsa severidade, a misa grandeza, a falsa
devocao, e, cm lodo a parto onde as encontr, ful-
mina-as sem piedade, flagela-as com um enlhusias-
mo eum vigor scniillanies. A sociedade inglesa
de I8I.J, soberha, orguldosa, original, edeia de
excenlricidadese de precouceilo. amigos, leve a hon-
ra de tragar o seu primeiro ataque < A Feira das vai-
dades e o fogo arden em lodo o edificio. Os acluaes
coslumes ingleses tambera nao encontraran mise-
ricordia ante osle lerrucl dador, e elle desenvol-
veu uma energa rarapara desmascara-los. paca des-
secados em'ludos os sentidos, capresenta-los despidos
aos olhoe do leilor [Pendennit. Tdackerav nao
inventa, observa, ve e narra. Nao piula, esculpe,
mas as suas figuras lem um relevo, uma precisio
que as torna vivas e fazem reconhecer os seus h-
roes i priineira vista. Na realidade, c Disto be
que reside a sua forca, nao de a Inglaterra smenle
que lliackeray pos cm scena nos seus romances.
Os vicios que fulmina, sbbre que cliora ou de que
n-se. perlencem a todas as nacftes, e de sem duvi-
da a liumanidade que elle lastima ao zumbar
delles.
Osperigos, os abysmos qae a Inglaterra contera
as enlranlias, (era sido o ohjecln das profundas
invcstig ices d Ci,. Kingsley. Elle deseeu ao in-
ferno dos proletaiius ingle/.;-., pereorrea as mara-
vilbas i],, parai/.o di aristocracia britnica, e i ma-
nen-a do Dante, em Floren-;;!, trouxc desta lerrivel
viagem graves lices, terrivei, revelacOes. Ali'm
l.ock he um verdadeiro inventario dos sollrimeulos
populares Iracado com um talento inconleslavel,
cora nos realidade e crueza que rasgan as entra-
ndas. Piulando os coslumes das claases inferiores,
hiu-siev proeorou penetrar os pensamenlos que as
dades sem numero que as desofenden do passado,
aniquilam no espirito lodi
nenatn a alegra e o amor
alian-
e adi enve-
Neile estado das almas, uns oppon lo a duvida .i
duviila,ilefeiiilcm-se por um septicismo meio religio-
so contra um septicismo mundano; oulros se preci|i
tam ao< psdos dolos quebrados por seus pas e clie-
gam ao calliolicismo. Una fundara syslenss mela-
pdisicos nos quaes prncuram uma certeza que llies
escapa; oulro, privados de qualquer principio mu-
ral, se lancam as empre/as iidiKrhos c as espe-
:ulac,es da llolsa. Fus rom receios de se desvia-
rein do camiulio recto, ficam immuveis; outros se
refugiara ao Ctttti e se ligara velia mxima: A fi
lie tuffieientetem as obras. Oulros em lim, unindo
0 orguldo i cliimera, cnver-nnliando-se da sua
inacsao, procuram uma larefa que se nao pode em-
prelieiider, um papel impossivel de represenlar-se,
o se santera possaidos de uiu susto indisvel ao pen-
sar que vio infringir as leis necessarias da existencia
c do destino.
Estas lerrivc molestias moraes que dilacerara as
classea superiores da Inglaterra, Kingslcv desi-reveu-
as e analvsou-as com elo-|ueucia c scnsibilidade.
Os retratos, o* caradores cm qae as encarnen sSo
de una verdade nolavel. Allribue falla de educa-
ran moral, ao cnfraqurrimeutn do sentimento reli-
gioso, us males da sociedade iugleza, o abandono
da vida de familia c crcscimenlo do pauperismo em
seu gremio. Christao.ameaca a sua patria cun a
decadencia, se na abandonar a lellra paraoceupor-
se com o espirito do clirisiainsmo;socialista, com-
bate a livre concurrencia e" parece pitildar as ideas
econmicas de I.. Blaur; philosopho, se apresen 11 co-
mo discpulo de Carlyle, e al abusa do direito de
eila-lo. mas f-lizmenle um abismo o separa do au-
tor dos F'ilhetoi dos ullimoi dias. Cim efieilo, he
ao espirito de carulade c nao an espirito de odio, em
que Kingsley beben as Ibeorias philaulropieas de
conlianca no hem e na misericordia d vina, que|icr-
lenccm felizmente os soflrimenlos e as inspira(fiesde
que elle se fes historiador em Alton Ijarke.
ii feorges Borran- he nm dos prosadores mais no-
laveis da Inglaleara actual. Aereseenlo a esle elo-
gio de Tdarkcray que o autor dos Xiucali, da fibtia
na Htpanha e de /.airengro he, alic. disto, un dos
caracteres mais originaes, um dos lypos mais curio-
sos da poca. Aventureiro na alma, mas de nume,
agente da Sociedade bblica de Londres, Barrow vi-
ven vida de missionario o de soldado, islo he, cer-
cado do perigos e difliciildades de luda a especie
No meio dos nasares em que o laucn a sua ndole
vagabunda, sempre ciiconlrou recursos iinprevis-
lus ; nao receaiulo nula. II&0 leineiidu nada, venceu
em qnalquer parte o perig por meio de audacia, e
domou a pdirez i pela pliilosopdia. Philotogo, eru-
dilo, poeta t utopista, quando o vcnlu para adi o
impelle, possue um espirito sublil, clicu de capri-
cho*, de gaslos extravagantes, de inslinrtus irrila-
veis, mas ospecialmenlc aiiaixunadu pela liberdade.
Ilirrow perteucesem duvida alguma, por corlo laso
de origcm, que ello ignora, a esla rasa eslranha viu-
da da ludia,, que se encontra na pruprla Uespanha,
na Bussia, na Hungra, na Allemanha. na Inglater-
ra, na Italia, soh o nome de ijilani, (iypsies, Ciga-
nos, Zingari, e i cuja obscrvacAo ct-usagrou elle
uma parle da sua existencia. Em qualquer paiz
que liabilem 09 /incal vivera de raudos, eulregam-
se a devassulao, adorrecein os civilisadiw,- mas mos-
lram-.e fortes, castos c caritativos eulie si. Elles
lem alravessado os coslumes dos oulros poros sera
que os contraiam, e lem permanecido inahalavel-
inenle ligados e liis os miserias, aos crines e s vir-
tudes dos s:us anlepassados. A' semelhanca desle*,
praticam o mal com austera rigidez, se euchein de
orgolho pelo vicio e preferem, a vida pobre,, errante
e criminosa i uma vida civilisada c honesta. Com
ludo, taes como sio, Borrow ainou-os, aioa-os com
verdadeiro amor, em todas us parage.is onde es-
perava encontra-lus, para la se dirigi alimdeestu-
dar-lhes a fundo us rusluines, a lingus o os dialec-
tos. A sua priineira obra (0< /.incal, se compe
de nm Ensato histrico acerca da orgein das popu-
larnos emanas, de um Tratado do dialecto reaman;
e da poesa gitana, com o respectivo vocabulario, "c
deum bosquejo das aventuras pessuaes do autor.
Nesle livro, perfumado com um aroma precioso, o
da verdade, Borrow arrastra o leilor pelas eslalagcns
da cosa "frica, por debaixo das aguas furladas de
Madrid,das tondas da Bussia, e fas curiosas con-
frontoe&esentre us eiganos russos, osGilanos da Hes-
panha, eusGypsies da tirao-Brelanha. Com elicito,
he as propnasfonlcs cm que elle bebeu as suas tra-
dieoes zincaliauas, os seus cnticos riganus, os seus
promanares latimos sobre os (ypdes, para quem
Iraduzio en puro roumany o Ev'angelho sgundo S.
Lacas, o qual Ibes serve, horre*co referens, de la-
lisman pruterior quando vflo roubar.
A Biblia na Hespanha he a narrafjto dos cinco
anuos euipregados por Borrow em fazer circular as
suas biblias em liespandul, em basque, om roumany.
Sobreest trra cafdolica, o proselylismo do protes-
tante Borrow conduzio-o algum is vez=s i cadeia. Mas
escudado com a sua f e com o titulo de subdito in-
glez, ahi passava alegremente o lempo mei guillado
no ame dos assassiuos. dos ladres que o cerravam,
c era com grande difliculdadc que as autoridades
despanholas, obedecen,lo s represenUciei do cnsul
de Inglaleini.'conseguiam fazer que ello aceitasse a
liberdade.
Sao igualmente memorias ou confisses que Bor-
ro publicou debaixo do (lulo de Lawengro. Mas
a iinagiuae.io, a pbantasia, os sonhos se confundem
l.-lizinenia com as recordasoes pessoaese com as rea-
lidades ueste livro eucanlador pelo carcter verda-
deiro, pelo senlimento exquisito da nalureza, pelas
paisagens admiravclmenlo referidas, pelos esbosos
dignos de Callnl e deoya, pelos caracteres singula-
res e encoulrus inesperados.
Exprobrem muilo embota a Borrow o ignorar a
arle de trasar um romance, de atar e desalar uma
intriga, o niio possuir n'uma palavra o dom de exe-
cular o traalho. podem ter razio; mas, pela minha
parle, em peesens do scu eslylo enrgico, gracioso,
colorido, do seu estro, da sua gras, da sua urigina-
lidade, da sua individualidade speramente aecusa-
da, esqueso-me do que llie pode fallar, para lem-
hrar-meque nelle especialmente enconlrei vida, na-
lureza e paixao.
Errata ao artigo antecedente :
Na ultima linda do artigo, cm lugar de o min-
rame ilo do seu talento, leia-se : o miuoramcnlo das
suas fallas.
^i7on/iiiuar-e-Aa.;
lores ja nao excitan), comooulr'ora uma cornpaixao
banal. Cala nm reflerlc nos meios] de remediar
uma situaraoque nao fas SOuVer smenle ios inven-
tores c que prejndiea lodo o genero humano ; puis a
svmpaldia que se Ibes concede nao de um puro mo-
vimenlo do coraslo; ella be ainda um elleil" do in-
leresse bem coiiiprelieinlido. O papel que elles re-
presentam no inundo, depois da Invenrjb dasscien-
cas, sa tem tornado t,io consderavel que ninguem
pu te mais desconhec-lo.
Sabemos lodos quo seus saccessos iiigmeiit.-im nos-
sa felicidads e que todo o embarace opposto ao
Iriumpho dos mesmos he um ataque feilo nossa
prnpri.i fecnlailc. Alem disso, gracas a dilluso
das sciencias, o iuvenlor lem cessejo ile ser um ho-
mem de especie particular, o numero das pesases
em eslado de apprec-lo e de julga-lo vai cresceudo
de dia cm dia; ainda mais, ca la um be mais ou
menos seu collega: quem he que no lempo presente
nao inventa um pouco '.'
Na poca cuique vveram os homens, cujos nomes
Ilustres rilamos ha pouco,nao havia como boje.nem
um publico compleme nem esso maravildoso m-
Almeida Anlunes, Antonio I.uiz dos Santos, Fran-
cisco liomes ros o Silva. Joan Bapiista de Oliveira Goimaraes,
Joan Jos Fcrreira do Aguiar, Matdas Vieira de
A guiar.
Pela delegara do I. -'.islrieto do Becife foi
preso e recoldido i cadeia desta cidade o prelo Boa-
ventnra, que dizserescrsvo de Jos,- Ai.Ionio Comes,
morador na cidade de Nazaretli. Outro sim foi ap-
prebeuilido a um prelo da Costa nm elogio do ouro
com correnle igualmente de ouro : quem for seu
dono comparec munido de documentos legaes, que
Ihe ser ciilrcgne. Delegara desle 1.- dslriclo du
Becife aos 9 de Janeiro de 18V>.O delegado,
F. B. de Carralho.
I) arsenal de marinha compra no dia 18 docor-
renle mez, pelas II horas da nianbaa.para prnvimen-
(o doalmexarifido, os segundes ubjectus: papel al-
marn de liilbo. -JO resinas.* dilo de peso, Itl ditas;
pennas d'aco, III caivas :nt.i de cscrever, 30 gar-
rafas ; ilvaiade grosso, i arrobas ; presos de assoa-
llio. 1 barrica ; ditos de batel pequeos, 1 dila ; so-
la, :u meios ; cola da Haba, 2 arrobas ; piassaba.
hmenlo de progresso, a imprensa, para levar ins- "i niobios ; bandeiras imperiaes de 6 pannos, 6;
tantlicamente suas proposlas ao conbecimento do lio |de vela, 2 anakp ; broiizes de ferro de (res
mundo inleiro : todas as suas esperancas repousa- I qualidades, 600 ; Wme em folha tino, 50 Toldas ;
vam por lauto neccssariamciile sobre o arcaso del pregos pira o dito cobre, .10 libras; ditos do mesmo
una academia dedicada an progresso, de um ini4ft nn.inbo para gasto. arrobas; dedacs de repuxo,
.10 ; linda ou merliiii, 2 arrobas ; tinla prela, 20 la-
las ; vares de ferro de :i, 'i, (i, 7, 8 e 9 oilsvas, .10 ;
foldas de sena para serrara dircclas e ciccularcs,
I quantidade que convencionar-se ; lijlo de alvena-
ria grossa. dem.
Os prclendenles venda desles ubjeclos sao con-
vidados pelo Illm. Sr. inspector, a apresenlarem
suas proposlas em cutas fechadas no dia menciona-
do al s 10 lloras da manhaa.
Secretara da inspecco do arsenal de marinha de
Pernambucn9 de Janeiro de 1855. O secretario,
Alejandre fodrii/nes dos Anjos.
Iiem eslahelccidos que nao diivido do concurso de i Resumo das obras que se lizeram no melhoramento '
au progresso,
nislra, cuja vida nao era absorvida pelas questes
paramente polticas, de um bomem pbeuomcnai
que ao mesmo lempo mu rico e mu inlelligente
eslivesse em estado de appreciar as novidsdes e de
fazer por ellas sacrificios de dinheiro. Daqui (antas
crueis derepcfs Parccc-me que essas cousas que
nao eiisliam entao c que evistem hojecream cundi-
{Oes iiileirameiilc novas que podem facilmenle con-
verlcr-se em vanlagem dos inventores e do publico.
Diremos que partido parece-nos possivel tirar dellas.
o Os resultados sSo lao bellos, diz Mr. Planaverg-
ne em sua admiravel broxura, c parecein-me lam-
igliain. e no intimo ilesas dores inexprinivei
dessas blasphemias horriveis, desses desesperos ilro-
/.es, desses andrajos hediondos, dess,-, embriaguez
brutal, dessa miseria invasora, s ciiconlrou Vivas
e em pe uma so e nica idea, a ida da desliuicSo,
da vinganea e d is represalias! Assustado cora razao
do resultado das suas pesquisas, voltea-se eniao
para as classes superiores, alim de pergunlar-lbo o
quo tiriain de oppor na hora do periuo ao furor dos
si-iis inimigos, e se tinham no curaco uma energa
baslantc ptenle, uma inlelligencia bastante viril
e uma caridade mui viva para allaslar ou previnir a
lempeslade por meio de reformas promplas, habis
mmm e artes.
OS INVENTOBES.
Quando o Clcrmnnt (1) emprebendeu sua pri-
ineira viagem (de New York a Albanv,, nenlium
passageiro ousou correr os riscos descjnhecidos da
empreza. Na volla, apenas um aprescnlou-se : era
um habitante de Ne York que vollava para casa.
Lamentamos ignorar o nome desse audacioso, pois
mereca nao perecer jamis. O habitante de New
York deseeu ao camarote e achou ahi um hornera
escreveudo, ao qual entregou o preso da i.assaaem
lixo em seis dollars. Esse hornera era Fullon. A
collecsao ingle/1 que Ir.uismillio-nos a leinbraora
desle episodio, continua da maneira seguinlo :
o Fullon contemplando o dinheiro entregue em
sua mao, pennanecia nnmovel e silencioso; pelo que
o passageiro teniendo ter-se engaado, disse-lhe:
a Nao he isso que o Sr. pedio-mc ?
A estas palavras, Fullon sahindu do seu sonlio,
levantou os olbos para o estranho e uma lagrima
miren-Ido cula i pola face.
Desculpe-me, respoudcu elle com voz altera-
da, eu cuidava que csses seis dollars sao o primeiro
salario oblido por meus longos trabalhos sobr a na-
vegaro a vapor. Desojara muilo, accrescenloii elle
apenando a mao do dcsconhecido, consagrar a lein-
bransa desle momento conviJando-o i bebermos
juilos uma garrafa de finito, mas sou mu pobre e
nao posso fazer tal. Esperu tuJavia que me icdarei
em eslado de in leramsar-me disso na primeara oc-
casiao em que los euconlrarmus.
Mais feliz que seus prederessores, Fullon pode pe-
lo menos assislir ao Iriumpliu da ida que havia fei-
lo lautos niarlyres. Elle viveu bastante para ver um
successu mais brilbantee duradouro do que o de cera
batatluH ginbas,e reduzir a nada a sciilcura pronun-
cala contra elle alguns aunos antes pelo primeiro
eapilad do seculu.
Doloros.1 historia a da iaveaelodoe barcos de va-
por at ao dia em que esleudcu-sc subre ella a pro-
leccao da repblica americana Pepino-, JooSroy,
Dallery inarcam suas principacs pbases. Papinb,
Victima das perseguires religiosas, no lenipj do
grande rei, terminando sua carreira nao so sabe on-
de; o marquez de Joiill'roy, dcscouhccido pela acade-
mia das sciencias e deveudo o nao inorier sobre a
palba, nao aos seus Irabalhos iinmoilaes, mas i sua
qualidade de emigrado. Dallery rcpcllido pelos
ministros ; < propno Fullon Ira tarto de cbarlalM e
de impostor pclu primeiro cnsul .- o que eumpre
lenbrar, nao para a pueril salisfaclo de apanhar em
falla ii.n bomem de capaeidada extraordinaria, mas
ptra mostrar por um exemplo concludenle quao
chimenro he querer fazer da inlelligencia de um so,
seja elle quem for, o arbitro e juiz da iilcllgencia
de todos : estas lembransas se nos oflcrecem no mo-
mento em que a invcncjlo das hvdro-loconiolivas,
operando na MVOgacie uma revoucAo pelo menos
igual i que nella pruduzio o emprego do vapor, vai
tr.iiisl'nniiar c-sa red/ de correnlas li'acua, rom que
a nalureza dutou nossa territorio, cm um systonw de
VISS de comiiiunicaco mais rpido, mais seguro, n-
eoroparayelmenle manas costoso quo os carninhos de
ferro. Clieio de conliansa em uma Iheoria lumi-
nosa, tao segura, ao nusso ver, quanto a experiencia,
0 prumutur dessa revolucan poe todas as su s e-pe-
raneasde gloria e felicidede no cumprimenln da
mesma. A sorte esta lausada '. Elle empunlia-se
com loda. as forcasuesss gresdeempreza. Qae des-
tino-er o seu? A qual de seus llutrcs prederes-
sores lera que ronipara-lo o seu futuro biographo ?
A Jouffroy, a Dallery ou a Fullon A's victimas ou
aos Iriumpbadores .' Dar elle leslcmunho cm favor
de seus couiidadaos e de sua palria pelos seis suc-
cessus. ou contra elles pelos seus reveses ?
Temos boa esperance. Os sollrimentos dos inven-
um grande numera de liomens dedicados ao pro-
_ri o. para enmprir a segunda das tarefas que me
lenho imposto: a BaperlmeniacSo:
" Quando mesrao essa egunda larefa esteja re-
servada a oulros, roiileular-se-hei com a lionra de
ler illradido os liomens especiaes para um princi-
pio dos mais fecundos em consequencias maiores. o
nico que pode inlrodu/.ir na navegaeso velocidades
superiores as dos eaminhosde ferro, velocidades que
se lera lomado urna verdadera necessidade na po-
ca actual. A espranos que o lionrado e u sabio au-
tor funda sobre o concurso de um grande numero
de liomens dedicado ao progresso n,lo sera Iludida.
} / ictor Mennier. )
( Preste.)
_______ COMMERCIO.'
i'HACA DO RECIPE? DK JANEIRO AS :i
HORAS DA TARDE.
Cotacf.es olliciaes.
Cambio sobre Londres, letlras ele furaa Gil drv. 28
1(4 d.
Dilo sobre Kio de Janeiro2 e 2 '. '.; de rebate.
Assacar branca 'u torte2sti.il por arroba.
Dilo Mimeiio19850 e l-:iil:l por arroba.
Dilo inasravado cholludolaijti e IsTO por ar-
roba.
Dito dilo regular homlySQO por arroba.
Couros seceos salgados do Aracalva 160 rs. por li-
bra. '
ALFANDEGA.
Kendimenlodn dia 1 a 8......V>:0di59%
dem do dia 9........9046tk#786
(1) Nome do primeiro navio a vspor construido
por l-ullou na America.
TtoSBBfm
Uescarregam hoje 10 dejr.neiro.
Hura portugui'zaD. Franciscaazeite de palma.
Barca ameiicii.oContadlarinba de trigo.
Barra inglevijRosgmondmercaderas.
Ilriguc ingleAnn l'orlercar*lo>
Barca iuglezaI-Uertondem.
Ilriguc inglesCobaassucar.
Itristie ingles Gazeletuu-aUo.
Barra nglezaRolhezaydem.
Barca porlusuezaAlegre rarinba e btalas.
GtleoU boHaodexaCuracomercadorias.
Escuna prussianaKenneldem.
Hiate im.-ricaii / .. lliale brasileiro Fortunao reslo.
Importacao'.
Brigue inglcz Gaxele, viado de Terra Nova, con-
signado a Scbrain & Companhia, manifeslou o se-
guinle :
2,098 barricas bacaldo ; aos mesmos consignata-
rios.
Brigue inalez Rothesag vindo de Terra Nova,
consignado a Me. Calmont&C, manifeslou o se-
guinle :
2,>S0 barricas bacalhn; aos mesmos consignata-
rios.
Vapor brasileiro Guanabnra, vindo dos portas do
norte, manifeslou < seguinle :
2 fardos e 1 baliu : a Viclorino Morrete.
I pacote; a Joaquim Fcrreira deSa.
I dito; a J. 11. (aensley.
I caizae I encapado ; a N. O. Bieber A; Comni-
ndia.
I varal de o irruido ; a Jos Baptista da F. J-
nior.
1 caixinha ; a Antonio Ferreira Ramos So-
breira.
1 dita; a Virgilio II. M. Feai.
Brigue porluguez Alegre, vindo de Lishua. con-
signado a Balhlar & Oliveira manifeslou o se-
guinle :
2 lil barricas Cariaba, 5 caizotcs bolacha ; a T. de
AquiuoFonseca & Filho.
I caisole bracos de ferro para batanea ; a Ber-
nardo Jos da Costa.
1 caiiLutc marmelada ; a Alejandre Jos Al-
ves. *
1 dilo ; a IrmandaJe do Saiilissimo Sacramenlo
da Boa-Visla.
72 mois de sal ; a Ballhar & Oliveira.
5 barricas cera branca ; i Moreira i Fragoso.
100 canaslras hlalas ; a Luiz Jos da Cosa Aino-
rim.
CONSULADO GEIIAI..
Rendimento do dia I a 8.....7:458o>i"
dem do dia 9 .......2:0l,isili
9:4?3M1
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlu do dia I a 8.a. .... 53S9905
dem do dis 9........ 1712761
709^966
Exportacao'.
Rio tirando do Sul, barca nacional (Santa Maria
Boa Sorteo, de 226 toneladas, cunduziu o seguiu-
le : 600 hlqueires de sal do Ass, 900 barricas com
6,379 arrobas e 48 libras de assucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia I ,is.....12:2Us7:l6
dem do da 9........ i:7!8328l
ao porto no anuo prximamente indo.
Escavasao.
Escavou-seo porlo aosul do ancoraJouro, da des-
carga no extremo i:orle da corra dos passarinbos,
conliiiuando a formar o canal do :10 bracas com a
profundidade de 2"i palmos, donde foram eitrahidas
H.426 toneladas de areia, sendo 40,178 para di-
versos atorros no liltoraldo porto, e 1,218 para las-
tro.
Dique da ilda do Nngucira.
Fez-se 208 brajas de estacadas sendo til enlabos-
da, ;).>0 palmos de muralda secca al tocia altura, e
110 deeslacada, I i.8t)0 palmos cbicos de imiraJha
secca ou :12 br-ca- correnle- de ba-e na altura de Ires
palmos.e 59 brasas de estacada enlabosda e aterrada
na ponte ilo Pina com 25 a 10 palmos de largura, e
8 de altura.
Recies.
Pez-se 12,7^8 palmus cbicos de muralda ou 7j
brasas correles cora tres a quatro palmos de altura,
e 10 i 20 de largura, de alvenaria algaioasada com
cimento.
Caes do mirle.
1-ez-se il.ri.VT palmos cbicos ou 47brseas corre-
les de muralda de alvenaria c cantara cum 12 pal-
mos de profundidade e 8 a 6 de grossura, o 43 bra-
sas de e-tacad i, das quaes cutaboaram-sn 15.
Caldeira do norle.
Fer-so 29.110 pilmos cbicos ou IK bracas cor-
ren le- de muralda de alvenaria rom I', palmos de
largura e 2 a 9 dpaltura, faltatilo-lhe apenes para
coaclui-la as lilas du reveslimeiilo.
Pela secretaria do tribunal do commercio des-
la provincia se faz publico, que foram elidios dppu-
tados cominerciaes os senhorrs rommercisnlrs : Jos
Antonio Basto e Luis Antonio Siqueira, o suppleu-
tesos Srs.: Manuel Joaquim Hamose Silvae Ma-
nuel Ignacio de Oliveira, para o qualri -nm de lSj,
a 1858.
Secretaria do tribunal do commercio da provincia
de Pernambuco 8 do Janeiro de 1855. Jodo Pinto
de Lemos, no impedimento do secretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm cumprimenln do
nrl. 22 do regulamento de 14 de dezembro de 1852,
faz publico, que foram aceitas as proposlas de Fran-
cisco Avilla de Mendonca, Antonio Pereira de Oli-
veira Ramos, Jos da Cruz Sanios o JoSo Fernandos
Prenle Vianna, para foroererem : o 1., (arrobas
de oleo de linhasa, a 930011; o 2.", 351 bonetes parar
o 4. d-.t.ilhao de arlilliaria a pe, a lc"in rs. ; 11 di-
tos pan- a companhia fixa de ravallaria, a l;(100; o
3., os utensilios para a botica do hospital regimen-
lal, conforme o pedido j aiiiinnriado, na importan-
cia de .5O2jM]0Ors.; o 4.. 3 liman mcia caoa mucas
de 8 polegadas, a 610 rs. ; 3 ditas triangulares de 8
ditas, a 2iti rs. ; 3 ditas ditas de 4 ditas, a 100 rs :
:'. lim.it es de 8 ditas, a 32'l rs.; 3 ditos de \ dilas, a
160 rs. ; c avisa aos su pro 11 los vendedores que de-
vein rcrolher os referidos objeclos ao arsenal de
guerra uo dia 10 do correnle mez.
Secretaria do conselho xlminislralivo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 8 de Janeiro de 1850.
Bernardo fretro do Carmo Jnior, serreta-
" COMPAMIIi DE SEGIROS.
EOUIDADE.
ESTABELECID4 M CIDADE DI) PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO, RA DO TRA-
PICHE N. 26.
O abaiio assignado, agente nomeado desla compa-
nhia, e formalmente aulorisado pela diiecco, acei-
tara seguros martimos em qualquer bandeira. c
para todos os pnrlus condecidos, em vasos ou merca-
dorias, e soh suas respectivas condicOes ; o elevado
crdito de que tem gosado esta companhia e as van-
lagensque olferece, farn convencer aos coucui rentes
da sua ulilidade, o seu fundo responsavcl he de mil
contos de res fortes : a quem inleressar ou convier
eflectuar ditos seguros, poden dirigir-se i ra
cirfia citada, a Manoel Duarle Bodrigues.
O conselho de adminislrasao naval, contrata
para pagamento do semestre que venceram as pra-
cas dos corpos de imperiaes raarinheiros e fuzileiros
navaes destacadas nos uavics da estacao naval o se-
guinle : sapalos de couro de vaqueta e duas solas,
161 pares ; fardas de panno azul, 32 : frdelas da
dito, 13 ; dilasdebrim branco, 13 : calcas de panno
azul 44, polainas de panno prelo, 13 pares ; calcas
de brim branco. 26 ; camisas de dilo, 151 ; bonetes
de panno azul, 13; e tensos de seda prela 65 : con-
vida-se pulanlo, a quem inleressar dila venda, a
comparecer s 12 horasda inaiib.ia da 10 do corren-
le, na sala das respectivas sessoes, com as amostras
e proposlas declarando os ltimos prests.
Sal das sessoes do conselho de adminislrasao na-
val em Pernambuco 5 de jaueiro de 185. O se-
cretario do conselho,
CAriftoco Santiago de Oliveira .
'
16:9305017
MOITMENTO OO PORTO.
Navios entrados no dia 9.
Par e porlos intermedios9 dias, vapor brasileiro
Guanabara, conimandante o primciro-leneule Sa-
lom. Passageiros para esla provincia, Josc Pires
Ferreira Jnior e 1 escravo, Salusliano Ferreira
de Mcnezes e I escravo, Victorino Morrete, Jos
Joaquim da Silva Reg. Anlonio Barbosa Cordei-
ro, lia \ ni nudo Seraphim dos Anjos, sua runhida e
I menino, Rav mundo Carlos Leile.Jos Francisco
de S m/1. Seguem para o sul : Luiz Lopes Ri-
heiro, I." lenle Thom Pedro de Castro Araujo,
Florencio Jos dos Reis, altores Francisco Mariano
de Siquiira, Candido Franklin do Amaral, Aulo-
niu Josc Cainpello, Joaquim da Costa, cadete Joel
R-inig.i de Mello, Dr. Joilo Arnaud de Araujo
Lima, I i recrulas e 4.5 escravos a entregar.
Parahilia12 horas, hiate braileiro Tres Irmaos,
de 31 lindadas, mcslre Jos Duarte de Souza,
cquipag:m 4, carga loros de mangue ; a Joaquim
Duarle de Azevedo.
Terra Nova29 dias. barca ingleza Aletear, de 286
toneladas, capitao James Bojd, equipagem 15,
carga bacalhsn ; ajames Crab'lree & Compaa.
Bedfnrd28 dias, barca inglesa Hilen Sophia, de
219 blindadas, capilic lienry Ockender, equipa-
geni 13. em lastro; a James "Crablree & Cumpa-
lidia. Ficou de quarenleiia por 5 dias.
Navios sahidos no mesmo dia.
Liverpool pela Parahiha Galera ingleza Dear
Slayer, capitn J. Morris, carga ..ssuear e lastro.
Rio Grande do SulBrigue brasileiro Santa Bar-
bara, cjiiao Joau Viclorino d'Avellar, carga as-
sucar.
-.

EDITAES.
AVISOS MARTIMOS.
Segu com loda a brevidade para o Aracalv o
bem condecido veleiro pald?bole Duddmo, o qual
recebe carga desde o dia 8 em diante ; para carga e
passageiros, tratae na ra do Viganu n. 11, com
Jos Antonio Franca & Companhia! Para o mesmo
porlo os palliadoles Invendvel e Aurora.
l'ara Lisboa pretende seguir com Inda a brevi-
dade a barca portugueza Gralidu : para carga e
passageiros, Irala-se com os consignatarios Tlmiuaz
de Aquinii Fonseca & Filho, na ra do Vigario n.
19, primeiro andar, ou com o capitao na prare..
Para o Rio de Janeiro pretende sahir rom a
possivel brevidade o patacho nacioual al). Pedro Va:
para carga e escravos a frele. Irala-se com os consig-
iialaiio- Tliomaz de Aqiiiiin Fonseca Filho, lis ra
do Vigario u. 19, primeiro andar.
Para o_ Porlo, segu impreleri.velmenle via-
gem no dia 17 do crreme, a veleira galera Braclut-
rense : quem nella quizer carregar ou ir de pasca
gem, para o que lam os mais acciados commodos,
ntenda-se com os consignatarios Tliomaz de Aqui-
o Fonseca & F'ilho, na ra do Vigario n. 19, pri-
meiro andar, ou rom o capitao na prisa.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Ass por estes dias a barca brasilei-
ra Imperalriz do Brazil, a qual seg ira para o Rio
de Janeiro um dia depois da-sua cliegada. c t rece-
be escravos a frete e passageiros, para o que lem ei-
rellentes commodos: a tratar na ra Jo Trapiche n.
14, com u consignatario Manoel Al- es Guerra J-
nior.
Para o Porlo pretende sabir com a maior bre-
vidade o brigue portugus Bom Succesto, de priinei-
ra marcha : quem no mesmo quizer carregar ou ir
de passanem, cnlenda-s-- rom oscons gnaleriosTho-
maz de Aqunio Fonseca n. 19,' primeiro andar, ou rom o Sr. Manoel Gomes
dos Sanios Sena, capitao do mesmo, na praca.
COMPANillA BRASILEIRA DE PA-
LLETES DE VAPOR.
OvaporCuf-
nabera com-
iiiaudanlo Sa-
lom, deveche-
gar dos porlos
do norte II
do correnle
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em virlude da resolus.ao da junla da fazenda,
manda fazer publico que os conccrlos das ponte- da
estrada do .Norle rao uovamentc i praca no dia 18
do correle.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pcrnam-
bino s rte Janeiro de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira d'Annuncianio.
_ Os credores do fallecido Jos Martina Alves da
Cruz, e esienu-smo, rompau-cain no dia 12 do cr-
lente mez, is 11 horas da mandila, na rasa da resi-
dencia do Illm. Sr. Dr. Premuna de Asa! de Oli-
veira Maiicl. juiz do commercio da segunda vara,
na rua estrella do Rosario a. 31, para \erilicacao dos
crditos, so deliberar sobre a concrdala, se for pe-
lo fallido proposta, mi se formar oronlralo ilo uniAo
ese proceder a nomc'icao de administradores, lican-
do os mesiios credores advertidos, que au seiiu id-
millidos por procuradores,-!1 estes n.lo apresenlarem
|irocur,irac rom poderes especiaes para o acto, e qne
a procurarlo nao pude ser dada a pessoa que seja
devedora au fallido, nem um mesmo procurador re-
presentar por dous diversos credores.
Rccife S de Janeiro de IS.5.5.O escrivao inlcri- Fonseca Jnior rua do Vi "ario n i
no, Manoel Joaquim Baplisla. ...... _____57.
DECLARADO '3.
As malas que tem de conduzir o vapor Guana-
bnra para os porlos du sul sern fechadas hoje (10'
ao meio dia ; as correSpomleiicijs que vierem de-
pois desta hora, pagaran o porte duplo : os jornaes
dever.lo ai dar- uo correio i horas antes.
Carlas seguras para os senderes: Antonio de
me?, c seguir
iara os do sul
rapiebe n. 40
segundo andar.
Para a Baha segut- em poucos dias
por ter a maior paite du carga u l>ordo, ;t
veleira e bem cotilleada snmaca Har*1
teociaii, daqnal liecapito Sebattio Lo-
pes da Costa : pan: o resto ti,i carga tra-
la-se com sen consignatario Domingos; A.
M theus, na rita da Cruz n. 54.
MARANHA'O E PARA'.
Sejruc em jjoucos dias o hiate nacional
Adelaide, ja' tetn a maior parle da car-
ga engajada : para o resto e passageiros
lrata-se com*o consignatario J. B. da
PARA A BAHA
Sahua' impreterivelmente no dia li-
do crlente o patacho Alfredo jKide
rccelies. alguma carpa para completar O
seu cairegamcnto : trata-e oom o con-
signatario J. B. da Fonseca Jtinior, rua do
Vigario n. 4.
I1EG1UEI
r
Mu. n Ann



DIARIO DE PERNIMBUCO, QUARTA FEIRA 10 DE JANEIRO OE 1855.
RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Damo segu no
lia 14 do crrante, s recebe escravos e
pussageiros : trata-se com Machado e Pi-
nlieiro na ra do Vigario n. 1!) segundo
andar.
Para o Rio de Janeiro alie com
muita brevidade o muito veleiro brigue
"Recite o qual ja' temprorapta a maior
parte do seu carregamento, para o res-
tante e passageiros trata-se com Manoel
Francisco da Sdva Carricg na ra do Co-
legio n. 17 segundo andar, ou com o ca-
pltao Manoel Jos Rjfceiro.
JPAHAOARACATV,
Segueem poucos dias o hem conhecido hiate Ca-\
pibaribe, de primeira niirclm. presado e forrado do Manual
cobre : para o reslo da carga, trata-se na ra do Vi-
gario n, 3.
LEILOES
O agente Rorja fara' leilao no sen
armazem ra doCollegio n. 15, de dille-
rentes objectos : no mesmo armazeic
quinta feira 11 do correr.tc.
O agente Rorja, de ordem do Illm.
Sr. Dr. juiz de direito do eivel e commer-
ciov Custodio Manoel da Silva Guimaraes,
a lequerimeiito do curador liscal da mas-
sa fallida de Victorino & Moreira, fara'
leilao da muita conhecida loja de miude-
zas, que foi daquelles senhores, sita na
rua dos Quarteis n. 22, consistindo em
Tima armacao e todas miudezas existentes
na mesma, as quaes sao muito modernas
eestaoem muito bom estado: quarta-1'ei-
ia, 10 de Janeiro do corrente, as 10 horas
cm ponto.
O senle Vctor fari leilao no sen armazem da
na da Cruz n. 2.3. de grande sortimento de obras
demarceneria novas e usada,de differeulesqaalida-
dei, cliarulos de Havana, ditos da Bahia, e oulros
ra .los objectos : ao meio dia em ponise vender
' lambem um escravo possanle, de idade de :i e pon-
eos aonos, e juntamenteum cavallo alazao muito no-
vo lum Irulador. proprio para carro.
CONSULTORIO DOS POBRES
26 RA DO COLLEGIO 1 AltDAH 25.
O Dr. 1*. A. Lobo Moscozo d consullas liomeopalbicas Codos os das aos pobres, desde 9 horas da
manlia al o meio dia, e em cisos extraordinarios a qualquer hora do dia ou nuile.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operacao de cirurcia, e acudir promplamen'.c a qual-
qner mullierque esleja mal de parlo, e cujascircumstancias nao permiltam papar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO HOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGINTE:
completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. II. Jalir, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatrn voluntes encadernados em dnus c acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 2050 mi
Esta obra, a mais importante de toda; asquelratam do esludo e pralicadahomenpalliia, por sera nica
qiieconlcm abase fundamental d'esla doulrinaA l'ATIIOGENESIA OU EFFE1TUS DOSMEUIC4-
ENTOS NO OlUiAMSMOEM ESTADO DE SALDEconbecimenlos que nilo podem dispensar as pes-
as que sequerem dedicar pralica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mdicos que quizerem
experimentar a doulrina de llahnemann, e por si memos se convencereui da verdade ci'ella: a todos os
tazendeirose senhores de ensenbo que estaolooge dos recursos dos mdicos: a lodosos capites de uavio,
que urna ou outra vez no podem deixar de acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pas de /amilia que por circumstancias, que ntm sempre podem ser preveuidas, silo abriga-
dos a prcslar in continenti os primeiros soccorros em suas enTcrmidades.
O vade-roecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lamliem til s pessoas que se dedieam ao esludo da bomenpatliia. um volu-
BMfraude, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 1080001
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, etc., etc., encardenaiio. :ic000|
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um paisa seguro na pralira da
homeopatas, e o proprielario deslc estahelecimenlo se lisonaeia de te-Io o mais bem montado possivel e
uinguem duvida boje da Brande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 21 medicamentos cm glbulos, a 10&, 125 e 152000 rs.
Dille 36 ditos a................... 21I5OOO
Ditas 48 Ditas 60 ditos a................. 300000
Dilas 144 dlos a.................. 6O3OOO
Tubos avulsos......................... IgOOO
Frascos de meia onca de lindura................... 28000
Na mesma casa ba sempre i venda grande numero de tubos de cr\stal de diversos lamanbos,
vdros para medicamenlos, e aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por presos muilo commodos.
O BRASIL MARTIMO.
Al o dia t.'idcste mez acba-se aherta nesla Ijpo-
grapnia a rnovajao de aisignaturi do segundo anuo
propaiiicao do* coiiberimenlos niarilmos. orgamsa-
cao e administraran ele. ila marinba mere.tule nacional, sendo redigido pelo Sr. lenle
da armada Ku/.ehio Jos Antones, auxiliado pela
collaborarfto dealgumas pessoas Ilustradas da mc--
ma corporaclo. Publica-te daas vezes por mei eq
dial indeterminados, contendo 12 paginas cm quar-
to, seodo 8 destinadas i'm materias do programan, e
4 exclusivamente .1 publicaco das rearas iuleroa-
cionaea e diplomacia do mar ilc Oilolan, obra e-la
agSM importante e necessaria lodos que suleam es
Oeeanos. O costo da assignitara he de 59000 an-
anaes paaos ailianlado, e de 8;'HHI para o* senbores
subscriptores que quizerem potsoir quasi ledo o pri-
meiro volme da obra referida, j aunexa aa prniei-
ro nnnodo peridico.
O padre Dmaso da AssiimpeHo Pires embarca
para o Rio de Janeiro a aua cscrava, parda, de nome
Horinda.
COMPRAS.
Compra-se prala hrasileira 00 bespnnliola : na
ra da Cadeia do Iterife 11. "ii.
Compra-fe urna cscrava que teja moca c bem
parecida, e que seiba cozinhar bem o engommar :
quem a livor anniincie para ser procurado, ou pro-
cure ao major Antonio da Silva Glltmao, no arma-
zem de illuminacao, na ra da Praia, dts'J horas da
manba as 10. .
Ciiniprani-se escravoi de ambos os sexos, leudo
boa li-:ni,i ; paga-ee hein : na rua Drela u. ((i.
Compra-se inda poreSn >te prala velha ou nova,
que poste apparecer. a peso conforme sua qualidade:
iih roa da Senzala Velha n. 70, segundo andar, se
dir quem
Vendein-se ricos c modernos pianos, rccenlc-
rnenlc ebegados, ilc evrcllenles \ozes, e preces com- i
modoi: em cate de N. O. Bitber A Companliia, rua
da Ciuz n. 4.
I AIUM1A DE MANDIOCA.
Vende-Mi bordo do brigue ConceifO, entrado
de Sania Calhariiu, e Tundeado lia Tolla do Forle do
Mallos, i mais nova farinba que exislc boje no mer-
cado, e para porches a tratar no cscriplorio de Ma-
liuerra Jnior
noel Abes
u. 14.
~0',-eI-?,.-B5^_.',-a!aaJ"A^ te-* '''l^Vni'-sem'. rua do Oueimado n. 21. urna
arammalira franceza da ultima edicilo, por L. A.
Novos livrosde bomeopatbia mefrancez, obras
(odas de summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias cbrnnicas, vo-
AVISOS DIVERSOS.
Desappareceu de bordo do brigue nacional Flor
do Hu um mulato escravo, por nome Pedro, mar-
nlieiro, reprsenla ler 25 anuos de idade, pouca bar-
ba, cal ello crespo, e lem a cabera de um dos dedos
das mos de menos, em urna das pernas lei.i bastan-
tes maroas de cicalrizes, e no cachabo a mesma cou-
sa, usa Ijinar tabaco, tem a barriga um poucu gran-
de, cara redonda, cor plida ; levou calca e camisa
de alaod-n azul, barrete inglez maruja, e he de
suppr qi'c o ten ha mudado, por na occasiflo da fu-
ga ler carregado com toda a roupa de oulros de bur-
do do dito navio. Este mulato he filho da Parahiba
do Norte, de la (endo viudo para n Kio de Janeiro
ba poucas titmpos, e he boje escravo dos Srs. Tinoco
Medcros da mesma praca ; e por isso recommen-
la-sea ledas as auloridade.. policiaes. capites de
campo e quaesquer pessoas, que prendam o dilo es-
cravo e o quoiram levar a bordo do dilo navio, ou
aos consignatarios Isaac Curio & Companhia, rua da
Cruz ii. 40, onde serio generosamente recompen-
sado.
t

FESTA 1>E N. S. DA BOA VIAEM. '
A innandade de N. S. da Boa Viagem faz W
sentir ao respeitavel publico, mxime aos (3)
devotos da mesma Senhora, que no dia 21 Zi
do corrente mez tem de solemnisar a sua w
excelsa padroeir, sen festi\idade osegointe : J?
Na madrugada do dia 12 do corrente lera
logar o levaiHijBienlo do estandarte da mes- ^
roa Senhora, preceden lo a missa e percor- jg
I rendo alguns lugares desse arrahalde, logo \S)
I depois seguir-se-lio as novenas com a de- />*
vida olemnidade ; terminadas estas ler ?'
I lugar a festa com esplendor devido a 13o $
santo aclo, precedendo na madrugada uro ZZ
signal de tanto jubilo, urna salva de bom- W
IA'sIt horas do dia principiara a missa
solemne com msica de orchestra e marcial, taW
L sendo o orador do evangolho o revereudis- A
simo padre meslre ex-provincial dos carme-
) litas Fre Lino do Motile Carmcllo;conclu- O
i do esle llavera urna salva de bomnas e mos- u*.
' qaetaria, suhindo ao ar um balito com a w
| imagem eslampada de >". S. e um navio {$)
k pendente ao mesmo,,salvando em demous- 2>
trafilo de tanto prazer ; u tardehavero ca- W
valhadas, a cojo desempenbo por obsequio i
e dcvoeoa mesma Senhora sepreslam dis- 1
telas peraonagens, depois do que ter lu- v)
gar o Te Deom em accao de gracas, sem fcffc
mudanca de orador, segundo logo'a tirada j2
da bandi-ia solemnisada com msica mar- (&)
cial, concluindo todo o aclo um elegante
baliio e logo de vista elaborado pelo hbil
artista Gonealo Francisco Marlins.
A mesa regedora espera por tanto da re-
lieosdade dos devotos o comprecimenlo
nestes actos, (ornando-se dest'arle mais
pomposo. Recife 9 de Janeiro de 185.5.
O thesoureiro. Jote Ilibeiro Guimaraes.
lumes............ 203000
Teste, n ule-lias dos meninos..... 6:000
Ileriug, homeopatliia domestica..... 75000
Jalir, pharmacnpa homenpalhca. (5000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... ItiSKK
Jalir, molestias nervosas....... (.-mo
Jahr, molestias da pelle....... .s-ik.ii
Rapou, historia da bomeopalbia, 2 volumes 16:000
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos........*. lOjOOO
A Teste, materia medica bomeopalhica. 8^XXI
De Fayolle, doulrina medica homaopalbiea 7^X)0
Clnica de Slaoneli........ ;-iiih i
Caslng, verdade da bomeopatbis. 4:000
Diccionario de Nvsten '..... lOjWOO
Altlas completo de anatomia com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripjo
de todas as parles do corpo humano 30r000
vedem-se lodos estes livros no cousiillorio bomeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio n. 25,
primeiro audar.
PIBLICACAO' DO NSTITITO IIOHEOPA-
THICO DO BRASIL.
THESOLRO HOMEOPAT1I1CO
OU ,
VADE-MECUM DO KOMEO-
PATHA.
Methodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
pnlhicamenle todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nan no Brasil, redigido segundo os melhorcs tra-
tados de bomeopalbia, lano europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Pinbo. Esla obra he boje
recoiibecida como a melhor de todas que tratam da
anplieaeao homeopalluca no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so securo sem possui-la c ronsulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engcuho, sacerdotes, via-
jantes, capites de navios, serlanejos ele. etc., devem
te-la mao para occorrer promplamente a qualquer
caso de molestia.
Doos volumes em brochara por 103000
encadernados II5OOO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco vMundo Novo) n. 68 A.
LOTERA da provincia.
Aos .".:()00s000, 2:000.s000, 1:000$000.
O cautelisla Antonio Rodrigues de Souza Jnior
avisa ao respeilavel publico, que os seus bilbeles e
cautelas nao soffrem o descont dos oito por ceuto
nos tres premios grandes, os quaes se acham venda
as segundes lojas : pra?a da Independencia n. 4,
do Sr. Fortunato, 13 e 15 do Sr. Arantes, c 40 do
Sr. i'aria Machado ; rua do Queimado 11. 37 A, do
Sr. Freir ; rua da Praia, loja de fazendas do Sr.
Santos ; rua larga do Rosario n. 40, do Sr. Manuel
Jos Lopes; e praca da lioa-Vista, loja de cera dilo
Sr. Pedro Ignacio Baplista, cuja lotera tem o seu
andamento infallivel cm 1.1 do futuro Janeiro.
Bilbeles
Meios
"Juarlos
Oilavos
Decimos
Yisesimos
.53000
23XK)
I30OO
800
700
400
recebe por iuleiro
J. JANE, DENTISTA, t
continua a residir na rua Nova 11. 19, primei- @
*} ro andar, s-j,

t
Ro.irigo Jos Leilao purtuguez, relira-se p;
a i.idade do Porto.
Precisa-te de duas amas, orna de leile e outra
secca que eja de meia idade, para casa de pouca fa-
milia, para engommar e cozinhar : na rua dasCru-
zes n. 20.
O padre Joao Josda Costa Ribeiro,
substituto das ca deiras de latiin desdi ci-
dade, abre atua aula particular no dia 1
de fevereiro.
S@@$S:@ @@Sfz
% HE CARO, POREM HE BOM.
No armazem de Joaquim Francisco de
Alemno largo da Assembla, hechegado o
(Q afamado feijio do Aracaly : quem o pre-
t tender venha ver, porque apreciando a boa
qualidade deste legume nao dcixar de tr>-
zer na algibeira qnanlia sufliciente que
possa trocar por urna sacca. He dinheiro i
vista.
AliLA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, profesor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ruaDireita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalm'ente oll'ere-
cera'.
SS_
DENTISTA FRANCEZ. @
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na rua larga #J>
A do liosario n. :il, sesnndo andar, colloca den- *
W tes com gengivasarlificiaes, e dentadura com- 0
) pleta, ou parte della, com a pressao do ar. *j
9 Tambem lem para vender agua denfricc do f$
*j) Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do <
9 Rosario n. 36 segundo andar. e>
i
O abaixo assignado faz scienle a lodos os pais
de familia c pessoas que ioleressarem, que ja abri
a sua aula de n-IruceAo primaria e msica, em sua
casa na rua da Alegra n. 5, e prcmelle que dentro
em 6 mezes apresenlar em seus alumnos satisfacto-
rio adiamntenlo em relacao ao algdiii ou ueulium
priucipo que trouxerem, nao se oppondo a retirada
de qualquer que ueste espai.o de lempo prove o con-
trario. He po cerlo qoe muilo confia no facilimo
methodo e na sua muita assiduidade, com que em 7
annos tem adquirido o roaior conceito daquelles pais
que lha couarama edueaeau de seus linos, t) alum-
no que liver o preciso adiantamento daslettras, que-
rendo piide aprender a msica e a locar, e achara
all um piano disposto aos seus esludos, se porven-
lura o quizar aprender, mediante urna pequea gra-
tilicacao: aos pensionistas, porcm, nao se exigir na-
da mais por esle ensino.
Andri: Altes da Fonteca Jnior.
, Precisa-se alusar urna prcla captiva para urna
casa de pequea familia, que cozinbe : na rua do
Sebo n. J.
. Traspassa-se urna liypolhrca em om pequeo
sitio distante da praca duas leguas, do valor de 500:
rs. : na rua do Livramento, botica n. 22.
Qoem precisar de um caixeiro para taberna ou
outra qualquer arrumaran, mas de taberna Ije que
tem bstanle pralica, dirija-se rua de Moras n.
15. taberna.
GABINETE PORTIT.IEZ DE LE1TURA.
Movimento litterario do a nno
de 1851.
Livros sahidos.
Janeiro a mareo.......2,108
Abril a junbo........2.441
Julho a selembro......- :|,5|;
Oulubro a dezembro......3,554
Livros entrados.
Janeiro a mareo......1,050
Abril a junbo......, 2,379
Julho a selembro......8,05.1
Oulubro a dezembro. 9,382
Total
Frequcncia.
Janeiro a mareo......
Abril a junbo."......
Julho a selembro......
Oulubro a dezembro.....
11,6lfi
10,764
22,380 volumes
1.908
2,518
4.250
2,.56'J
Tolal 11,251 pessoas.
Recife 31 de dezembro de 1854 M. F. de Souza
Barbosa, seaundo secretario.
GABINETE PORTUGVEZ DE LEITURA.
Por ordem da directora roaa-se aos Srs. accionis-
tas, que conservan! em seu poder livros alm do
prazo mareado para a leitura, se dignem recolhe-los
a bibliolbeca no prazo de 8 das.M. F. de Souza
Barbosa, seguedo secretario.
A pessoa que Ihe fallar urna lacea com farinha,
dando os signaes eerios Ihe ser entregue ; na rua
da Senzala Nova o. 39.
Negocia-so Algebra, Geometra eTrigliomclria
por Lacroi, e uina obra de Georges Phillips, co
muilo bom estado : quem quizer, dirija-K ao paleo
do Collegio D. 2. j t~
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do o Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
aclia em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. 6 e 8
da praca da Independencia.
. O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja ua pra-
cinha do Livramento lem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da praea da Independencia.
. I.Mride Italiana, revista artstica, sceutifca e
Iliteraria, debaixo do immedialo patrocinio de S. M.
o Imperador, rediaida em duas linguas pelas mais
condecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Galeano-Kavara. Subscreve-se cm Per-
nambuco, na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Loteria da Provincia.
O cautelisla Antonio Ferreira de Lima e Mello,
avisa ao publico que lem as suas caulcllas da lotera
da amorcira e cnac.no do bicho da seda, que corre
no dia 13 de Janeiro, no Recife loja n. 11, rua do
Rosario n. 26, dita Direila n. 62, aterro da Boa-Vis-
ta o. 58, na povoaeao do Mouleiro em casa do Sr.
Nicolao, e em sua loja rua Nova n. 4, pelos preeos
abaixo declarados.
Bilhetes 58000
Meios 28800
Quarlos 1.;500
Decimos 700
Vigsimos 100
COMPANHIA PERNAMBL'CANA DE
VAPORES.
O canselhoda direcrao.deconformdadc coinoarl.
4.. til. 1. dos estatutos da companhia, convida aos
senhores accionistas a realisarem mais 15 sobre o
numero deaccoes que subscreveram al 15 de Janeiro
de 1855, afim de serem feilas com rcgularidade para
Inglaterra as remessas de fundos com que tem de
allcnder os prazos do pagamento do primeiro vapor
em conslruce.lo ; os pagameulos dc\om ser faitos em
casa do Sr. F. Coulon, rua da Cruz n. 26.
Na rua dasCruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhores e mais modernas bichas hambar-
guezas para vender-se em grandes porrees e a rela-
ho, e tambem se aluga.
O abaixo assignado, professor particular de
inslruccjlo elementar do segundo grao, residente no
lerceiro andar da casa n. 58 da rua Nova, participa
ao respeitavel publico t mxime ao9 senhores pais de
seusal'imoos, que abre sua aula a 15 do correte, e
nesse mesmo recinto lecciona lambem a lingua lati-
na e franceza a alumnos internos e externos. De-
clara portanlo que lem sempre prodigalisado esmero
no adiantamento de seus discpulos, romo pode pro-
var com o termo de exames, tanto do anno prximo
passado como dos anteriores.
. Jos Mara Machado de Figueiredo.
Precisa-se de tima ama para com-
prar e cozinhar para urna casa de pouca
familia : na travessa da Concordia, indo
para a cadeia nova, n. 17.
l'rccisa-se de urna prela cscrava, de boa con-
ducta, para tratar de urna enanca quem a liver e
quizar alugar, dirija-se au sobrado n. 8 da rua de S.
Francisco, ou ao porteiro da alfiudeaa desla cidade,
na mesma reparti(ito.
Precisa-se alugar urna prela que tenha pralica
de vender na rua ; paga-se 14:000 : na rua da Glo-
ria n. 85.
Diz o abaixo assignado. que quem for credo
da casa de patio da rua larga do Rosario denominar
da Cora da Onca n. 34, apresenlem no praz-
de 6 has suas contas leaaes que seao pagas : do
mesma forma quem dever.qucira vir pagar no me-a
nio prazo.Joao Manoel Rodrigues.
Casa de educarao.
Jeronymo Percira Villar, devdamcnlc aulorisa-
do. abri de novo cm 8 do correle a sua aula de
inslnicco primaria, na rua larga do Rosario n. 1K.
a qual reuni outra de lingoa latina, dirigida pelo
Sr. Profiro da Cunta Moreira Al\es, professor pu-
blico do bairro da Boa-Vala, e um curso de lingoa
franceza, professado pelo Sr. Dr. Jos Soares de
Azevedo, lenle ctlhedratico do hceu.
5:0008000
2:5003000
1:2508000
6258000
5008000
250:000
Lava-se e engomma-se com toda perleicao e
aceio: no largo da ribeira deS. Jos, na loja do so-
brado ii. 15.
Aluga-se um bom armazem, na rua da Praia
u. 76 : a tratar na rua doCollegio n. 15, ou com o
proprielario, no silio do Manguinlio.
Aluga-se urna excellente casa de sobrado a
margem do rioCapibaribe, na Ponte de L'cha, con-
fronte ao silio do Sr. liaran de Bebcrlie; a tratar
na rua do Collegio n. 15, ou na Ponle de l'cha, ca-
sa do proprielario Francisco Antonio de Oliveira.
O GRAVO.
Sabio o primeiro numero do segundo trimestre do
Ciato, e acba-se i venda na na Nova n. 52, loja
do Sr. Boavenlura Jos de Castro Azevedo. Ad-
veite-se aos senhores as-iguanles que eslo a dever o
importe de suas assiguaturas e que quizerem conti-
nuar, que Ibes nao ser entregue o primeiro numero
do segundo trimestre, sem que leuliam pago o pri-
meiro ; assini como que as assianaluras para o se-
gundo trimestre, sero pagas ; recepcao do pimeiro
numero. Os nmeros avulsos vendein-sc a 80 rs.
Precisa-se de uina ama com bom e bastante
leile, c seja forra : na rua larga do Rosario n. 16,
sobrado de um andar, junio a podara do Sr. Ma-
noel Antonio de Jess.
Amorm Irmos avisam a quem interesar, que
a contar do I. de Janeiro do presente anuo, temos
concordado admittir para socio de nossa casa ao nos-
so primo e auligo caixeiro Antonio Jo3u de Amo-
rm ; em consequencia Indas as transac^oespenden-
tes nesla pra{a como as de fora com quem as temos.
passam a-cargo da linna social* que u'ora em uianle
passa a gyrar.Amorm Irmflos & Companhia.
O Sr. Joao Nepomucetio Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
queira mandar receber urna eucommen-
da na livraria n. (i e 8 da praca da Inde-
pendencia.
Capta Me. Lean of the Brislish Schonner Ar-
roue havingreceived One hundred and fifi y Tons of
(.nal- at Glasgow shipped by V. R. Ray, and
consignad lo Order wi.es to Know it an> pariy
may havereceivedBills of Ladina or be Ule Cousig-
nee of the above Sliipmcnt.
NO GELLO,
existe 5 barr- com macAes, os quaes se abrem vista
do comprador.
ARMACO E LOJA.
Traspassa-sc a chave e armacao de'urna casa pro-
pria para fazendas, miudezas, uutro qualquer ne-
gocio, na rua da Cadeia do Recife. Vende-se tam-
bem a armacAo e balcSo de urna laberua, ludo isto
trata-se no Recife, rua da Cadeia, ns. 18, 23.
Precsa-se de urna ama ou moleque que saiba
cozinhai e comprar, escravo ou forro : na rua Nova
n. II. primeiro andar.
Do poder do abaixo assignado, foi|descncami-
nhada urna letlra da quanlia de 4818300 rs., Meca-
da era 10 de novembro do auno lindo, a 4 inezes,
aceita por Manoel Ferreira Mendes Guimaraes, e
com qiianlo o mesmo abaixo assignado avisasseao
aceitante para nao paga-la a pessoa alguma, todava
ruga a quem a achou, o obsequio de restitu-la, visto
estar sem valiidade para qualquer que nao seja o
saccador. Francisco Joaquim Gaspar.
Na ruae-treita do Rosario n. II, anda existo o
resto das bellas macaos, preeos ommodos.
O Dr. Joaquim de Oliveira e Sou-
za lecciona em sua casa, rua do Aragao
eem casas particulares, a lr, escrever e
fallar a lingua franceza.
FABRICA UE SABA'O.
Continua no seu trabalbo e aclia-se
aberto um deposito na rua da Senzala ve-
lha n. 140, aonde acbarao sempre do
muito acreditado sabo ama relio, cinzen-
to e preto, os piceos serao sempre o mais
commodo oossivel : trata-se com Dellino
Lima no mesmo de-
comida para casas particulares mentalmente, por
proco commodo.
No hotel da Europa da rua da Aurora lem boas
salas e quartos para aluaucl, com comida ou sem
ella.
COSINHEIRO.
D-se milito bom ordenado por um cozinheiro
francez : quem quizer aniiincie para ser procurado.
No hotel da Europa da rua da Aurora lem
bous penseos a In la a hora, pelos preeos marcados na
tabella, muilo razoaves.
D. Bernarda Mara dos l'razeres, legalmenle
aulorisada, com aula particular na rua do Sebo, u.
13, participa ,-os pais ilc s.ias almonas, que lem de
reabrir a su aula no dia 15 de Janeiro corrale, e
que Continuara a fazer lodos os esbirros para bem
i-orresponder i confianza que nclla depositan) ; as-
si m como faz-cenle aquellas pessoas que Ihe qui-
zerem encarregar o ensilla de suas meninas, que
e-las serao tratadas com lodo o esmero e melindre,
e aprenderlo a ler, eterever, contar, doulrina
enfulla, coscr.labyrinlar. marear, bordar de matiz,
ouro, prsla, e todas as domis minuciosidades pro-
prias da idade e sexo.
LOTERAS D.V IMIOVINCU.
No da to do corrente me/, de Janeiro
pelas 10 lioras do dia andana impteteri-
velmente as rodas da primeira parte da
primeira loteria a benelicio da culturada
Amonara! os poucos bilbetes qnce\istem
aebam-sea' venda nos lugares do costume.
Praca da Independencia loja do Si. Fortu-
nato n. 4, Botica do Sr. Cliagas rua do
Livramento, rua Nova n. V, Boa Vista loja
n. 48 ena loja de cera nacio Baptista. Xesses lugares os Srs.
compradoi es acbarSo os bilhetes sem cam-
bio. Tiiesouraria das Loteras, 2 de Ja-
neiro de 18.V>.Othesoureiro; Francisco
Antonio de Oliveira.
LEITURA REPENTINA.
METHODO CASTiLBO.
A escola se aclia transferida para a rua
larga do Rosario n. 48, prideipia a Iccci-
onar no dia 8 de Janeiro, As lirespara
as pessoas oceupadas de dia serao das 7 a"s
'.) da noite.
Precisa-sede tima ama (tiesa iba cozi-
nhar c tzer aAomp as para uina inui
pequena familia : na rua da Conceicao n.
!) ; pref'ere-se escrava.
Sao convidados os senhores accionislas da
companhia para o eslabelecimenlo da fabrica de le-
cidos de ..!odao nesla cidade, para comparecerem
na caa do banco de-la incsina cidade, pelas 11 ho-
ras da manliaa do dia 15 do corrale mez de Janeiro,
para se tratar, lulo soda nomearao provisoria da di-
rectora da mesma companhia, como da commissAo,
para orsaoisaeao dos estatutos e da petic8xtaS.il;
o Imperador, para se pedir a ciicm imacan da mes-
ma companliia e coiirmario dos seus estatuios.
l);lo-se a fazer caixilhos de cmpreilada : na o-
bra da rua do Crespo.
Precisa-fe de urna pessoa capaz para ira Man-
maogttape receber urnas dividas : quem quizer, di-
rija-se a esla lvpgraphia que se dir quem quer.
O abaixo assiiinado comproii o bilhcle iuleiro e
dous meios u. .'182, 3857, 359 da primeira lolcria
ila casa da cmara e cadeia do Rio de Janeiro, e per-
tcncem ao Sr. Joao Vieira da Cuaba.
Joao Simies de Almeida.
O collegio particular l'criiambucauo, dirigido
por D. L'mbelina Wanderley Peixolo. abrio-se no
dia 1. de Janeiro, e recebe alumnas externas e in-
ternas, para o que a casa lem sollicienles coiuoiodos;
no 1. de fcvereiropriucipiarao ao mesmo collegio as
mas iledezenho, liaueez e geograpbia, dirigidas por
habis professores. No dia -JO de dezembro de an-
uo pausado foram exainiiisdas -20 alumnas do mes-
mo collegio aas materias seguales : leilura e escrip-
ia, aritlunelica, doulrina cliristaae jrammalica por-
tugueza, como consta do lermo assidiado pelos exa-
minadores os Srs. professores pnilicos Salvador
lleuriquede Albuquerque e Simplicio da Cruztti-
beiro.
Francisco Custodio de Sampaio protesta contra
quem (euha roubado do poder OoSr. Josa Alves Bar-
bosa duas lellras sacadas por elle e aceitas, urna de
3498660 por Sr. Adolpho de Souza Meuezes, e ou-
tra de t:38Kg7:! por Sr. Manoel Joaquim Maia, as
quaes letlras so vcuciveis em junbo prximo futu-
ro, licanilo de nenbum eifeilo qualquer trausaccao
feita com as mesmas, a nao ser pelo mesmo Sr. Bar-
bosa ou por elle.
Burgaiu.
Compra-se eoi meio oso urna rrhonolnsia pelo
autor ila historia sagrad! : no ultimo sobrado da rua
ilasCruzes, lado direito n. 9, quem vai para S.
I'ranci-co. Na me-ma casa se aluga m.ia loja com ar-
macAo para taberna, ou sem ella, quasi no paleo da
Sania Cruz.
VENDAS
\Li\Yik r\iu isiio.
Satura ni a luz as t'olhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas : vende-se a 500 rs., na li-
vraria ii. 0 e 8 da praca da Indejien-
dencia.
FOLHIIH.S PAR 1855.
Acham-se a venda as bem conliecidas
lolhinhas impressas nesla typographia,
de algibeiila a 30, de porta a ItiO. eec-
clesiasticas, a 480 rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. t e8 da praca da
Independencia.
Vende-te um negro de naeo para lodo servieo
de urna casa, e ganhador ; na rua da Senzala Velha
n.70, segundo andar, se dir quem vende
Veade-se una preta, crinla, de alzumas ha-
bilidades, com urna cria ; na rua de Copiares, sobra-
do n. 3.
Vendem-se un trastes de amarclln e modernos,
com pouco uso, por preeo commodo ; aa rua estrel-
la do Rosario, loja de barbeiro n. 19, se dir quem
vende.
Vende-se um sellim em meio uso ; na rua No-
va n. 18.
Na rua de Apollo n.19, vende-se pnlassa mui-
lo nova, chegadfi ltimamente do Rio de Janeiro,
por menos preco do que em outra qualquer parle.
Vendem-se 25 travs le mansue, no caes do
Rantps : a Irala.- na rua de Apollo n. 19.
Vende-te urna propriedade na l'assagem da
Magdalena, porque o proprielario muito deseja cum-
pnr deveres ponderosos ; quem pretender cmpra-
la far; o esperial favor diiiair-se rua estrella do
Rosario n. ;!(), secundo andar.
'$*) Pianos
<$) lidade.
tt Amarras de ferro.
ingiezes
le ptima q
qua- @
Roubaram do poder do abaixo assignado o se-
:ommodo possivel
Goncalves Pereira
po/.ito.
Oescripturario da comptenliia de
Beberibe encarrega-sc de comprar e ven-
der acces da mesma companhia : na rua
Nova n. 7 primeiro andar.
Ueseja-se fallar ao Sr. Alexandre
Haclou Tessier, vindode Lisboa no anno
de 1841, pouco maisou menos, ou a al-
guem por elle, e consta ter estado no en-
genho Sau : na rua do Vigario n. 7.
Quem liver una prcl.i para alagar, que venda
na rua, dirija-se ao aterro da Boa-Vista, sobrado n.
0, segundo andar, que se din quem he.
L. Delouche faz saber ao respeitavel publico,
principalmente aos seus freguezes, que acaba de
comprar a relojoariade Mr. I.acaze, na rua Nova n.
22, para onde j Iransferio o seu estabelecimeoto,
couvidando-os a que ah o procurcm, na certeza de
lercm-iio sempre prompto a dcsempenliar o seu Ira-
balho de maneira a satisfazer a conlianca nelle de
positada.
Joaquim I.olalo Ferreira embarca para o Rio
de Janeiro o seu escravo, crioulo, de nome Sera-
phim, odicial de pedreiro.
OITerece-se uina parda para ama de casa de ho-
rnero solteiro ou de pouca familia, para cozinhar :
quem pretender, procure na rua de Santa Cecilia
n. 13.
A substitua da< cadeira de instruccao elemen-
tar desla cidade faz sciente a quem convicr, que
abri a sua aula particular no dia X do corrale, na
rua do Rosario da Boa-Vista a. :IS.
Ouer-se alugar urna ama para casa de pouca
familia, que saiba cozinhar o diario, eugommar e
en-alioar : na rua do Colovello adiante da casa do
tinado Selle, defronle do sobrado onde morou o t)r.
Alcoforado.
Precisa-so de nina ama com bom e bastante
leile, c seja forra : na rua larga do Rosario n. 16,
sobrado de um andar, junto a padaria do Sr. Manoel
Antonio de Jess.
Aluga-se urna casa terrea na Boa-Vista, na rua
dos Coelbos, com 6 quarlos, J salas, corintia lora,
concerlada e piulada de novo : quem a pretender,
dirija-se rua do Queimado. loja a. 10.
A tinta de Fortnalo Correa de Meuezes rnga
a todos os seus devedores tenliam a hundido de vi-
rem satisfazer seus dbitos na praca da Independen-
cia a. 17. A mesma declara que a nica pessoa en-
earregada do dilo recebimento he seu mano Thomaz
Jos Mariuho.
Na noite de 6 do correnle dcseacamiiihou-se
um preto cooi um bahu' de 3 palmos de comprimen-
lo, pouco mais ou menos, contendo o seguinle : 9
camisas de mulher, I vestido de seda amarella, 1
dilo de sarja prela, 5 ditos de casta, 3 saias brancas,
I lenrol, 1 caixinha de folha com 2 aunis, 1 meda-
Ihi, 1 cordilo fino com umeoraco, I par de rozelas
gran les, 1 pequeo Irancelim fino, I par de luvas de
pellica, 1 lonlha de labvrintho c 3 dedaes de prala ;
leudo o preto sabido d Boa-Vista al Fura de Por-
tas : roga-se a qualquer pessoa a quem for ollcreci-
do se dirigir ao aterro da Boa-Vista u. 14, que te
grlificar.
guiute : 2 leltras saccadas por Sr. Francisco Custo-
dio de Sampaio, urna de 3i'.isi(ii) veucivel em 2 de
junbo aceila por Sr. Adolpho de Souza Meuezes, o
outra de 1:38807:23 cceila por Sr. Manoel Joaquim
Maia, vencivel em 6 de junlio, 2 pares de brincos de
diamantes, I par de pulceiras de ouro lisas, e I an-
uelao com brilhaule, ludo dentro de urna caixinha :
portento roga-se a qualquer pessoa a appreheucao de
ditos objectos, estando ja lano us aceitantes como o
ndossaiilc das dilas letlras prevenidos para nao pa-
sarela -cuo ao abaixo assignado, protestando de.-de
j contra quem tenha roubado ditos objectos. Recite
8 de Janeiro de 1855.Jote Alces Barbosa.
l'recisa-sc de um bolieiro ; no paleo do Hos-
pital o. 10, ao qual se d 305000 rs. por mez.
U abaixo assignado roga aos Srs. que oo dia 4
do corrate levaram a chave da casa da rua da do-
ria ii. 8 para ver a mesma casa, lieando de vollar no
mesmo oa, o que al o presente nao zeram, lealiam
a bondade de entregar a dita chave quanlo antes na
rua da Alegra n. II, onde a foram ornear, poisque
se est leudo prejuizo com a deinura.
Profiri da Cunlia .Moreira f/eai.
Mara Silveria do Monte Souza, professora par-
ticular do bairro da Boa-Vista, na rua da Soledade,
ca.-a ii. 7, participa aos pas de suas alumiias e os
mais que se quizerem ulilisardo seu eusuio, que des-
de o dia 8 do correle acba-se com sua aula abarla.
Aluga-se nina das melliores e mais bem afre-
guezadj loja da rua do Queimado n. 57, com urna
nova e mu lina armacao puja miudezas : quem a
pretender, dinja-se ao "paleo do Collegio u. 6, pri-
meiro andar.
LOTERA da provincia.
Aos .OO.sOOO, 2:000.s000, 1:000,s000.
U cautelisla Salustiauo de Aquiuo Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que a loteria corre iadubila-
velmeute sabbado, 13 do crreme mez, as 10 horas
da man;.1.1, no consistorio da igreja da Concedo
dos Militares. Os seus afortunados bilbeles e caute-
las cslSo isi-nlos do imposto de olio por cenlo nos
Ires primeiros grandes premios, e eaUo venda as
lojas seguinlcs : rua da Cadeia do Recife n. 2i, loja
de cambio do Sr. Vieira lojas de miudezas n. 31 de
Domingos Teixeira Baslos, e n. 15 de Jos Forluualo
dos Santos Porto ; na praca da Independencia, loja
de calcados u. 37 c 39 So Antonio Augusto dos San-
tos Po'lo ; rua do Queimado. lojas de fazendas de
Manoel Florencio Alves de Moraes n. 39, e de Ber-
u.ir Inai.io-e Monteiro & Companhia n. 1 ; rua do
l.ivrameiilo, botica de Francisco Antonio das Cha-
gas ; ruidoCabugi n. II, botica de Moreira &
Fragoso ; rua Nova n. 16, loja de fazendas de Jos
Luis Percira \ Filho ; e no aterro da Boa-Vista u.
~2 A, casa da Fortuna de Gregorio Anluncs de Oli-
veira.
) Ferragens sortidas : em casa de fcft
A Patn Nask i Companhia. /
iSMiti @@^^
Vendem-se cai vas com velas slea-
rinas de superior qualidade, ineias latas e
quartos de sardinhas, cognac em barril,
gigoscom garrafase meias de champagne
da ja'bem conhecida marca estrella, e
quartolascomoverdadeiro vinho de Bor-
deaux : na rua do Trapiche n 11.
^JJs?c'c:,n"se em casa ^e ^' ^' "'',IQS"
ton <& CT, na rua de Sen/.ala Nova n. 42.
Sellins ingiezes.
Relogios de ouro, patente inglez.
Chicotes de carro e de montaria.
Candieirose casticaes bron/.eados.
Cobre de forro.
Chumbo em lencol, barra e municao,
Farello de Lisboa.
Lonas ingle/as.
Fio de sapateiro.
No armazcni [da rua da Cruz n. 5, vende-se
repolbo conservado e salame, ebegado ha pouco de
llamburgo, por preco commodo.
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do no, edifica-
da ha pouco tenipo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira,
estribara, etc., etc. : quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara
qualquer negocio.
PANORAMAS PARAJARDIM.
Brunn Praeger & C. na rua da Cruz
n. 10, receberam e vendemumsortimen-
to de globos de espelho de diversos taa-
nnos e cores, que formam o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jardim, como se usa boje na Eu-
ropa, nos jardins de bom gsto.
Brunn Praeger Ov C, na sua casa#ua da
Cruz n. 10, teern a venda.
Pianos tanto horizontas como verlicaes,
dos melliores autores.
Obras de ouro de 18 nuil, do
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com moldu-
ra dourada-
Vistas de Pernambuco, geracs e espe-
ciaes.
Cadeiras e sof'a's para terracos e jardins.
Oleados de ricas pintaras para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de dill'erentes qualidades.
Presuntos.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
mais
MECEANISMO PARA ESSE
W deposito de vinho de cham-
pague Chateau-Av, primeira qua- ')
^ lidade, de propriedade do conde
(A de Marcuil, rua da Cruz do Re-
fffS cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a .sOOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
^ B.As caixas sao marcadas a fo- (A
Ql goConde de Marcuile os ro- ^|
Sg lulos das garrafas sao a/.ttes. dk
CEMENTO ROMANO BRAICO.
\endc-sc cernalo romano branco, rhegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as tinas : alraz do tbealro, arma-
zem de lalioas de pinho.
Vende-se um cabriole! com cubera e os com-
petentes arreios para um cavallo. ludo quasi novo :
par? ver, no aterro da Boa-Visla, nrmazem do Sr.
Miguel Seaeiro, e para tratar nolteciferua do Trapi-
che n. Ii, primeiro andar
@ RLA DO CBESPO N. 1. '""""J
> Vende-se nesla loja superior damasco de 5t
@ seda de cpres, sendo branco, encarnado, rxo, .J(
@ por preeo razoavel. .-.
*&mmm%*%mQ9m--9999'&9m**
\ endem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Rieber&C,, rua da
Cruz n. V.
jeael do Edwln Maw,
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia. acha-se constantemente bons sorti-
meulos de taixas de ferro coado e balido, taulo ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tainanlins e modelososmais moder-
nos, machina hnrisontal para vapor com forea de
4 cavallos, cocos, passndeiras de ferro cslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, csco-veus para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de llandres ; ludo por barato preco.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins clie-
gada rer'entemente da America.
Potassa.
No iinligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
eriptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
llus-ia, americana e do Kio de Janeiro, a presos ba-
ratos que be para fechar conlas.
Devoto Chiistao.
Sabio a luz a 2.' edicto do livrinho denominado
Devoto Chrisliio.mais correlo e acre-cenia lo: vnde-
se iinii- mente na livraria n. 6e 8 da praca tf In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
PUBL1CACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
revereudissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Cooceielo, e da noticia histrica ila me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se ricamente na livraria a. 6 e 8 da praca da
indepealencia. a 1S000.
Vcndc-se urna laberna na rua do liosario da
Boa-Vista n. 47, que vende muito para a Ierra, os
seus fundos sao cerca de 1 rMBOOU rs., vende-se
porm com menos se o comprador asim llicconvier :
I tratar junto aifandega, travessa da Madre de Dos
armazn n. 21.
Moinhos de vento
<*ombonibasderepuxopara regar hortas e baixa,
i'e e.ipim, na fumlicao de ll. W. liowman : na rua
do Brum ns. 6, 8e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e llauta, como
fcjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de J?ieiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Di. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantartbm para o melboramento do
assucar, a^ha-se a venda, em latas de 10
libras, jMj,n,to com o methodo de empre-
ga-Kr"ro idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
Confrmese a justar : a tratar na rua do
Collegio n. 2."), taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Vende-se urna halauca romana com iodos os
sus perleoces, em bom aso e de 2,000 Ijbras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n.4.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
uta dp Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ba' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
preeos sao' os mais commodos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saceas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
arma/.ens n. ."i, 5 e7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 54;
primeiro andar.
Na rua do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
Vende-se urna bonita casa terrea
com ptimos commodos para familia,
quintal cacimba echaos proprios, sita na
ruado Padre Floriano : a tratar na rua
do Vigario casa n. 7.
A BOX PITADA.
.Na rua do Oueimado, loja da quina rio berro da
na rua do Trapiche j Congregarlo o. 41, vende-se rape aovo de Lisboa, a
H rs. a nilava.
O FBEGUEZ VELHo
Sacias de farinha.
Vendem-se sareas com farinha da Ierra, nova e
bem torrada : vemtem-se tambem suecas com arroz :
apu-
Bilhetes 5*500 receben por iuleiro .":00090UO
Aleios -ijsui A'HWSliOO
Quarlos ljiOO o 1 :JO5000
(lila vos 80-1 '5000
Decimos 700 500-3000
Yigesioios SOI jjoaooo
Os dous bilbeles iuleiro- n. 3198 c 3994 da lo-
tera lia Amoreira e criaejo do bicho de seda desla
provincia, o abaixo assignado declara que perteucein
a Manoel Das remandes.
Firmino Moreira da Costa.
Quem aniiiincioii querer comprar o curso de
geometra, qiierendo a arilluiielea e Irisuomelria
por Lacroix, procure na ruado Rungeln. 21,a qual-
quer hora. *
Aehou-se um pequeo annel de ouro na cslra-
dade Joo de Barios : quem o liver perdido, diri-
ja-se i rua eslreita do Bosario n. 32 A, onde dando
os signaes cerlos llie ser entregue.
O Dr. I.uiz de Carvalho Paes ile Aodrade de-
soja fallar ao reverendo Sr. padre Antonio Francisco
Darnellas.
Avisa-se ao respeitavel publico, que na rua da
Gloria n. Itlli ensinam-sa meninas com toda perfei-
cjo. a ler, eseitver e contar, iiho s as qualro ope-
raoes fuudamcnlaes de ariibmetca, mas lambem
juros, quebrados, regra de pioporeAo, e a granini-
tica da lingoa nacional; e igualmente ensina-se a
bordar, marcar de lodains qualidadq|, e a fazer la-
bvrullin, por prei;o commodo.
Francisco da Silva Miguis relra-se para Por-
tugal.
Joaquim Lobato Ferreira vende o seu silio,
que a 2 do corrale foi incendiado, na travesa do
Monteiro, com a frente para o rio, contendo varias
casas englobadas 00 ca separadas, e Com diversas
frucleiras, o qual se aeli.i livre e descmbaraeac'o : a
tratar com o mesmo anuuncianle, na rua da Sen/ala
Velha n. 110.
Precisa-se de urna ama para eaa de pouca fa-
milia, que saiba cozinhar, enuoinmar e fazer o mais
arraujo de urna casa : na rua da Cruz do Recife n.
(Ki, loja de louja.
NA FUNDICAO DE FERRO 0 ENGE-
NIIE1RO DAVID W BOWMAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguales ob-
jectos de mechaaismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e ineias moendas da mais moderna
conslrucco ; taixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, c de lodos os lamanbos ; rodas
dentadas para agua ou animaos, de todas as propor-
COcs ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhoes,brouzes parafusos e cavilhocs, moinho
dtoiandiora, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se eieculam lodas as encommendas com a snperiori
dado j conhecida, e com a devida presteza e commo
didade em preco.
SAL DO ASSL"
vende-se abordo do hiate Adelavde
tundeado defronle do Trapiche do algo-
dao : a tratar com J. R. da Fonseca Jni-
or na ruado Vigario n. V.
PALHA DE CARNAUBA
vende-se a bordo do hiate a tratar com Jos Baptista da Fonseca
Jnior na rua do Vigario n. t,
Vende-se o sobrado de dous anda-
res e solfio, sito na rua larga do Rosario
n. I 'i : os pretendentes podem se dirigir
ao mesmo.
Vende-se papel pintado, enverni-
sado, com a paiticulaiidade de se poder
lavar, esempreesta' novo, deeoraees mui
lindas e modernas, e preco razoavel qua ti-
to a qualidade : vente-se narua da Cruz
do Recife it. "2~i, armazem de Victor
Lasne.
CEMENTO ROMANO.
A 11*000 a barrica.
Vende-se cemento romano cm barricas de i2 ar-
robas, as maiores que ha ao mercado, e chegado ul-
limamenli de Hamburgo : no Kecife, rua da Cruz,
armazem n. 13.
Vendem se 2 cscravas que engommam, cozi-
11I1..111 e lavam de sabio, c t preto da Cosa, ganha-
dor de rua : na rua das Cruzes n. 22 se dir quem
vende.
tUto,
$~> POTASSA BRASILEIRA. <$)
() Vende-se superior potassa, fa- (^
(A, bricada no Rio de Janeiro, che- ^
S gada recentemente, recommen- ^
?2 ila-se aos senhores de engeulios os ^
2 seus bons eli'eitos ja' experimen- W
v) lados: na rua da Cruz 11. 20, ar- W
@ mazem de L. Leconte Feron & W
($) Companhia. (*
Taixas part. engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em can o
sem despeza ao comprador.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor, Rua da
Senzala nva n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de trro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Em casa de J. KellenV C, na rua
da Cruzn. 55, ha para vender exced-
ientes pianos viudos ltimamente de llam-
burgo.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rita do Trapiche
n. 15, ha muilo superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
Vende-ce encllenle taimado de pinho, recen-
temenle chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enlender-sc com o adminis-
trador do mesmo.
na rua da Cadeia do Kecife n. 18 e 23.
Vende-sf'uma morada de rasa de 3 andares,
enm un Brande solSo, la na rua do Visario n. 8 :
o*precntenles dirijam-se loja do esquina da rua
do Crespo, vollando para a do Queimado, que se di-
r quem vende.
Vende-se um escravo prelo. moco e de bonita
figura, e proprio para Indo servieo : na rua do Quei-
mado. loja de Manoel lloreurio Alves de Moraes.
Vende-se urna escrava prela, moca e '.em pa-
recida, engomma com perfeirao. eos bem, cozinha
c faz doces, pnn-de-l e bolinbns aa rua Direila, no
lerceiro andar do sobrado n. :if>.
Lonas da Kussia, de boa qualidade. e por pre-
co commodo ; vendem Novaes & Companhia cm en
escriptorio. rut do Trapiche n. 34, primeiro andar. ,1
Vende-se a dinheiro ou a prazo a loja de fa-
zendas da rua da Madre de Dos 11. 9, lendo apenas
um 1:300&00t) de tundo, e nSo lem alcaide : a tra-
tar na me-ma rua n. :i.
Vende*! estrame de gado vacenm a 400 rs.a
csrroca. mdo-se buscar no silio do fallecido Cuilher-
me Patrele junto ao Remedio, oude lambem ha para
vender boas vaceas paridas ha poucos dias, novilhas
e garroles muilo mancos.
\ende-se um carro novo inglez de
i rodas, recentemente chegado, para
um ou dous cavallos, feito em Londres:
para ver na cocheira do Sr. Poirier no
aterro da Roa-Vista n. 55 ; epara tratar
na rua da Cruz n. i no escriptorio de
Crabtree &C.
LOTERA DO BICHO DA StDA.
Corre no dia 13.
Na casa da Fama, aterro da Boa-Visla n. i8, es-
tilo e\poslos i venda os bilhetes e cautelas desla lo-
tera.
Bilhetes SJOOO
Meios 2?)0
Quarlos Idilio
Decimos 871X1
Vigsimos 400
I ARINHA DE MANDIOCA
nos arma/.ens de Paula Lopes, Aunes
c Cazuza no caes da Alfandega a' preco
commodo : trata-se com Jos Baptista da
I'onseca Jnior, rua do Vigarion. 4.
CEMENTO NOVO EM BARRICAS
GRANDES.
Vende-se por preco muito commodo,
em casa deTiinm Mousen & Vinassa na
praca do Corpo Santn, lo.
Vende-se sola muito boa, pe lies de cabra, e
gomal muilo boa em saceos : ua rua da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ouro, prata,
prata chapeada, dourada, de patente In-
gle/, e liorisontal, sabonete, tt;do pelo preco
o mais cmodo possivel : na rua da Cruz
do Recife n. 26 primeiro andar.
Vendem-se no armazem 11. 60, da rua di Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais luperio- g
res relogios fabricados em Inglaterra, por presos ti
mdicos.
Cha hvson verdadeiro. o melhor que lem ap-
pai eeiilo neile mercado, e por que preco '.' 560 ca-
da libra, em caisinhas de duas lipras : no Bazar
Periiambiicano, na roa Nova.
No Bazar Peruambucano, vende-se a prodi-
giosa agua de malabar por Lascombe, para tengir
cabellos.
No Bazar Pernambncann, vemdem-se ricos ja-
ques bordados para meninos de 6 a 9 anuos, crep
de lodas as cores, toi.i as de lAa para seohoras, froco
de todas as grossuras e cores, ramizus de relroz bor-
dados nidliz, chapeos francezes para homens a 69,
e "3, selins de todas as cores a 880 rs. o covado,
paslilba para o peilo e estomago, e outras, multas
fazendas que se vndenlo baratas.
VESTIDOS A 23000.
\eiiilem-se cortes de vestido de liscado francez,
largo, padres bonitos e cores fixas, pelo barato prc-
50 de aoOOO cada corte : na loja de 4 portas da rua
do Queimado n. 10.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se umaescolhida collecriio das mais
rilhantes pec,as de msica, para piano,
s quaes sao as melliores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
. CE1EHT0 ROIAIO.
>ende-se superior cemento em barricas erandes ;
aadm como tambem vendem-se as linas : alraz do
Ifieatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Vendem-se libras de chocolate fran-
cez. do melhor que tem apparecido no
mercado por barato preco : na rua da
Cruz n. 26 primeiro andar.
Vendem-se licores de absinth e Kis-
sch do melhor possivel e por commodo
meco : na rua da Cruz n. 26 primeiro
andar.
-1- Vende-seo verdadeiro vinho Borde-
aux engarrafado, tanto tinto como bran-
co, e por baratissimo preco : na rua da
Cruz n. 20 primeiro andar.
Vende-se urna escrava crioula,
com idade de 26 annos, sem vicio nem
achaque :|na[rua da Gloria n, 60.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior fariulu de mandioca : no
armazem de Tasso Irmos.
Champagne da snperior marcj Cmela: uo arma-
zem de Tasso Irmos.
OLEO DE LINHACA
em barris c bolijOes : no armazem de Tasso Irmos.
GARRAFAS VASIAS
em gigos de grozi e de 110 garrafas : no armazem
de Tasso Irmos.
Vendem-se '2 vaceas paridas : no silio da Tor-
re, em Bclcm.
Vendem-se 4 casas terreaa cm Santo Amaro,
na rua da t'undiejo, por lodo o negocio, por ler o
seu dono de relirar-sc ; a fallar na mesma. rom Joito
Antonio da Veiga.
ESCRAVOS FGIDOS.
ESCRAVO FLGIDO.
Fugin da casa do abaixo assignado, na madrugada
de 3 do correnle. nm seu escravo por nome Amaro,
odicial de snpaleiro, de idade de 30 anuos, pouco
mais 011 menos, altura rrgular, barba pouca, denles
limados, os olhos eofumacados, anda calcado, tem as
maos callcjadas. do fio de sapateiro ; esle escravo
quando fugio levou comsigo um cavallo castanho,
de idade 1,1 annos, pouco mais ou menos, andador
de baiao a meio, frcie .iberia, com um cnlombinho
no espinbaco.e he roncolbo ; o dilo escravo foi do Sr.
.Manoel Pinto Barbosa, morador em Camella1: quem
o pegar ou delle der milicia, dirija-se a rua da S*n-
^zala Velha, cocheira n. 114, quesera generosamente
recompensado.Joaquim Paes Pereira da Silva.
Tendo fgido no dia do mez de dezembro do
anuo prximo lindo o preto l.uiz, escravo de Jero-
ovmo de Albuquerque Mello, proprielario do enge-
nho Hamos, na fieguezia de Po-d'Alho, como foi
aiinnii iailn pelo Diario de Peniam'iwotW 9 do mes-
mo mez ; o dito escravo foi a casa do Sr. Joilo de
Carvalho Siqueira, morador ao seu silio junto a ci'
dade de Olinda, e pedio ao mesmo uina caria para
apadriuhado com ella vir para casa de seu senlior,
e cm lugar de assim fazer poz-se 110 mondo, servin-
do-se ila sobredita carta como passa por te*: pede,
paranlo, o abaixo assignado, a todas as autoridades
policiars.capile de campo equaesquer pessoas, que
prendan dito escravo, pelo que graulicar.-i generosa-
mente.Jerongmo de Albuque) que Mello.
Fngio no dia 27 de oulubro do anuo passado,
urna cscrava de uoioe Clemenlim, crioula, de dade
2."> anuos, pouco mais ou menos, com os sigoaes se-
guales : olhos grandes, orelhn pequeoas, boa es-
lalura, pouco corpo, lem na puma direila o sigual
de una frula, e com alguos signaes de sipoadas pe-
las costa.; talvez ande para as parles do Kecife 011
engenho S Paulo: quem a pegar e a levar a seu sc-
uhor Caelatio .Marlins do Saulos, morador no enge-
nlio l'imciii.is. freguczia do Cabo, sera recompensa-
do do seu Iraballio.
GRATIFICACAO' GENEROSA.
^uaio 110 dia 31 do mez prximo passado um pre-
lo Alina, por nome Jlo, leudo o signaes seguintes:
estatura reuular, olhos pequenos, rasos e meios ver-
mellios, cor hem prela. C'>m algumas marcas de be-
xigas noroslo c non* (albos dos lados do rdVo, len-
do falla de 2 denles na frente do lado esquerdu, um
em ciiii.i e 011I10 em baixo, urna coroa ua cabeca
proveuieiile de carregar peso, cabellos bem loicnls
e meios vcrmelhos ; julga-se andar plas ras desla
cidade por ser encontrado as tabernas da rua da
Senzala Velha e Korade l'orlas : quemo pes>r, quei-
ra conduzi-lo ao .Mondego u. lij, que ser recom-
pensado.
Fngio no dia 7 do correnle um pardo de nome
Scvcriuo, com ossisnaes seguintes : bstanles sardas
110 rosto, una ferida debaixo do braco direito, e ci-
calrizes de mitras pelo pescoeo : quem o apprrhen-
der leve o \ rua do Crespo 11. 10, ou a Jos Maga-
lltesdi Silva l'orlo, no Brcjo da Madre de Dos, que
sera gratificado.
:(
PEBN.: TYP.DEM.F. DE FARIA. -1855-
ILFRUI
MiiTiiAnn


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E9JW7KDI1_6XC0WG INGEST_TIME 2013-03-25T14:14:04Z PACKAGE AA00011611_01284
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES