Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01283


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXXI. N. 6.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
TERCA FEIRA 9 DE JANEIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripta.
\
1
KM.AIUvKG.YIfOS ll.V SVHSl.Hll': \. >.
Kccife, o prnpiieterio M. F. de Paria ; Rio le Ja-
neiro, o 3r. Joan Pereira Mirlins; Babia, o Sr. I).
uprad ; Macelo, o Sr. Joaquim Remani ,lo Men-
dnnea ; Parahiba, o Sr. (jervazio Vctor da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Juuior ;
Aracaty, o Sr. Antonio de l.einos Uraga; C.eara, o Sr.
Victoriano Augusto Borgej ; MaranhAq, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronvmo da Cosa.

i
.
i
I
'
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 d. por 19000.
Pars, 3i2 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Kio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acrocs do banco 40 0/0 de premio.
da conipaniiia de Beberibe ao par.
da compatihia de seguros ao par.
Discontode leltras do 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hcspanholas- 98000
Modas de 69400 volitas. 169000
de 6900 novas. 163000
de 4900o. 99000
Prata.l'ataces btasileiros. 19040
Pesos columnarios, ... 19940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS COBBEIOS.
Oliiida, todos os das.
Cnruani, Bonito e Garanliuns nos dias 1 e 15.
V illa-Bella, lioa-\ isla, Ex eOuricury, a 1 .'$ e 28,
Goianna e Paraliiba, segundas e sextas-foiras.
Victoria e Natal, as qttintas-feiras.
PREAMAR DE ll.IK.
Primeira s 9 horas e 18 minutos da manlia.
Segunda as 9 horas e 42 minutos da tarde.
* AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequinlas-feiras.
Relami, terras-feiras e sabbados.
Fazenda, tarjas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de otpbos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varado civel, segundas e sextas ao mciodia.
2* vara do civel, quarlase sabbados ao meto dia.
EPHEHEHIDES.
Janeiro. 2 La cBeia as ;V horas, 48 minutos e
33 segundos-da inaiihaa.
11 Quarto minguanlo s 2 horas, 7 mi-
nutos e 38 segundos da larde.
18 La nova as 6 horas. 17 minutos e
30 segundos da manhaa.
24 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 32 segundos da maulla
DAS DA SK1IWA.
8 Segunda. S. Loiirenro lu-timanno Palriaici.
9 Turca. Ss. Julin e Hazilissia, sua esposa.
10 Quarla. S- Paula primeiro Erimila.
I I Quima. S. Hy;itiiop. m. ; S. Salvia,
19 Sexta. S. Stiro b. in. ; S. Aread ni.
13 Sabbado. 8. Hilario b. ; S. Ilermillo.
14 Domingo. -2.- depois de Res; O SS. V,mc;
S. Pelixm.; S. Macrinav. ; S. Mala.pa-.
PARTE OFFiCiAL.
GOVEI'.NO HA PROVINCIA.
Expeliente do da 4 de Janeiro.
Oflicio Ao inspector da the-ouraria de fazen-
da. Remetiendo inclusa a V. S. n nota dos ilircdos e
emolumentos que leein de pajar os cidadAos, que
por decretos de t2 de dezembro ultimo foram no-
nicados para o estado-maiordus commandos superio-
res da cuarda nacional dos municipios de Goianna,
Po-d'Alho, llonilo e Caruar, Icnbo a rcciuimen-
dar-llie a expedico das convenientes ordens, para
que laes dircitos e emolumentos sejam recolhidos na
recebedoria de rendas interna". fliciou-se ueste
sentido aos respectivoscommandaules superiores.
-Vota << que se refere o officio supra.
Municipio de (loianna.
Major ajudante de ordens do commando superior,
Armiuio Americo lavares da Cunha.
Direilos. "O3OOO
Sello..... 9(60
Enolumeulos. 1*9000
8*9160
Major .i|iidanlo de ordens do commando superior,
Honorato Olimpio da Cunda llego Barros.
Direilos. 709900
Sello..... 9160
Emolumentos 1S50
8*9160
Capitao secretario geral, Dr. J0A0 l-Toripes Dias Bar-
reto.
Direilos. 50*000
Sello..... 8160
Emolumentos. 109000
609160
(jpilAo quarlel-meslre, l'elismino Francisco Fer-
nandes.
Direilos. OSOOO
SeHo..... 9160
Emolumentos lOoOOO
603160
C, pi Au cirurgiu-mur, Dr. Jos Joaquim Firmino.
Dircitos.
Sello. .
Emolumentos
509000
9160
109000
69I60
Municipio do Pao-d'Allio.
Major ajudante de ordens do commando superior,
ivehasliAo Jus de Barros Brrelo.
Direilos. 709000
Sello..... 9160
Emolumentos. 1*9000
moliendo para os convenieiilcs ames, copias das
actas do consellio administrativo para fornecimenlo
do arsenal de guerra, datadas de 16, 21, 22 e 27 de
dezembro ultimo.
DitoAo mesme, dcvnlveudo o requerimenlo em
que llartliolonieo Francisco de Souza, pede se llic
passe titulo de7:1 palmos de lerrenn de marinlia que
comprara a Rosa Maria Serpa, os quacs fazem parle
do terreno n. 3!) B na ra de Sanio Amaro desla ci-
dade, e recommendando que proceda a respailo, de
conformiiladc rom a Ma iitformarAo de 2") de agoste
do anno prximo pavada, sob n. it.
DitoAo inspector da thcsoiirariu provincial, para
que, vista do pedida que remelle, mande adiantar
ao Ibosourciro pisador das obras publica a qnan-
lia ile l*:-2IMt3O00 rs.. para conliiuiacAo das obras
por administraran a carao daquella reparlirao no
rorrente niez. Cominunicou-se ao respectivo di-
rector.
DitoAo delegado do termo do Brejo, recommen-
dando. que em occaaMO opportuna, remeta Smc.
para esta capital, alim de ler o convenieule destino,
o desertor de niarinba Antonio Lourcnro de Souza,
que se acba recolbido a cadea daquelle termo.
Communicou-sc 00 commndaule do destacamento.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
fazer recolbcr aos armazens do mesmo arsenal as .10
armas e igual numero de corre.unes, que se maudou
fornecer por empreslimo ao commndnilc do sexto
liatalhAn de infiiilara da guarda nacional deste mu-
nicipio.Parlicipou-sc ao respectivo coininandaute
superior.
Illm. c Exm. Sr. -Na endiente de gracas que S.
M. o Imperador bouve por bein de derramar sobre
seus subditos un sentare niemnravel dia 2 de dezem-
bro, nos os l'ernambocanos fomos generosamente
contemplados. Seja-ma porlauto licito, na efloslo
do mcu agradcrimento, rogar mui subniissamenlc a
V. E\c. o assignalado favor ile por aos ps do thro-
nn imperial, os senlimenlosdo mais vivo amor e sin-
cera liomcnagein, que lodos nos rendemos mAo
bemfazejn e magnnima que se nos estendeu, e que
reverentemente beijamos.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de
Pcrnambiico 20 de dezembro de 18.H.Illm. c Exm.
Sr. Luiz Pedreira do Coulo Ferraz. ministro e secre-
tario de estado dos negocios do imperio.Jos Denlo
da Cunha c Figuciredo.
Di o dito dilo, Caelano Correa de Amorim.
Direilos .
Sello.....
Emolumentos. .
8*9160
709000
9160
49000
8*1160
Capitao secrelario geral, Francisco Brasileiro de Al-
tuquerque.
Direilos. 509000
Sello..... 9160
Enolumeulos tOcHXX)
EXTERIOR.
609160
Capitao quariel-mcdrc. Antonio Joaquim Camello. I
Direilos .
Sello. .
Emolumentos.
Municipios do Bonito e Caruar.
Major ajudaule de ordens do commando
Jisc Francisco Coclliu da Silva Vieira.
Dircitos ,
Sello.....
Emolumentos. .
50900O
160
lOVOOO
-r
(i!;,9l60
sup?"
7W0
9160
1*9000
8*9160
Dito dito dilo, Jo,io ezerra de Vasconcellos Franco.
Dircitos. 7090!Ki
Selb....... 9160
Emolumentos 1*9000
8*5160
Cap o secretario geral. Quinlino da Silva Vieira.
Direilos. 309000
Sello..... 3160
Emolumentos. IO9OOO
60160
Capillo quarlel-mcslrc, Josino ezerra de Vascon-
cellos Torres.
Direilos. 5O9OOO
Sello..... 9160
Emolumenlos. 109000
603I6O
OficioAo Exm. cninmaudaulc superior da guar-
da nacional deslc municipio, inleiraudo-n de haver
dado ciencia a Ibcsouraria de fazenda. ile ler sido
dcs|H(lido do servir do balalhAo de rutilara da
mesu a guarda nacional, o tambor da tereeira eom-
panlua do mesmo batalhao, Manoel Joaquim deSanl'-
Aniii.Ofliciou-50 ueste sentido meucionada tlie-
sourina.
Di'oAo Exm. conselbeiro presidente da rclacao,
para asignar um de-emhargador para fazer parle da
junta de ju-liea na ucranio em que liouver de ser
julga lo, o proces-o criminal a que respondern! os
pt-cdSciaes do carpo de noticia, visto que declarou-
se suf peito no dito processo, o desembargador Bernar-
do R ibello da Silva Pereira.
Di oAo coronel commandanlc das armas, recom-
meui ando que mande inspeccionar de saude ao rlnu-
tor em medicina, Augusto Carneiro Moutciro da Silva
Sanft.
Di oAo inspector da lliesouraria de fazenda, rc-
ACADEMIA FRANCEZA.
Sessn publi.ia annuat.
Discurso pronunciado por Mr. de Salvaudy prn-
dente da mesma academia sobre os premios de
virtude.
Sciiliores.
He bein penosa a tarefa que me impe o dever,
de lomar a p-lavra tiesta suleniuidade depois das
grandes colisas que acabamos de ouvir e que deso-
jaramos escolar anda, edepois da promes-a que >e
nos fe/, de bellos verso-, nos qoaes se espera encon-
trar o talento, e se encontrar um digno tributo
Grecia anuda, um nobre e liej ollererimeiiln a (jre-
cia moderna. Pedir alguus mumenlos a um audito-
rio tao profiudaioenle abalado, lao justamente im-
paciente, be ao ineu ver muitoousar : lie exigir um
acto de virtude.
Chamado pela quarla vez, por una preciosa be-
nevolencia, a dcsempeiiliar este dever, eui eircums-
laniiase siliiacoen.ui diversas, coiiheco que ilesas
occasies lico agitado e sempre perturbado. Qoem
estar por ventura habilitado para distribuir laes
louros? Oue coiisc.iencia ba racao bstanle despido das pal\'s humanas, deixa-
ra desenlir-se bomil'iado_iliaoie daquelles quede-
remos coroar ? A in>lilii;io lera a vaula^em de en-
sinar acaitcmia, T( ao menos ao s%n inlerprele. a
modestia qaeiec|ainos;i virtude. ,
-^Vaigfc ap^djaasiiiiitiis, que uesle iL:cinio, uin ve*
llia aiilmi da iniulii infancia, o couiAdeCessar. .111-
ligo ministro do imperio e contemporneo deM.de
Mon(\on, admirava-se de que fossem uecessarios
Irinia Securas paiaqueo genero humano passasse dos
premios oiympicos pura os premios Monlyou, das
reiiompcnsas petas n.anopla* e barras de [erro para
iismri'rompensa< pela tirtude. Ousare ra' o genero humano errado lauto quanlo suppc-sc.
Todos sabem em que consiste a victoria nos com-
bates da* manoplas c das barras ; porm quacs sAo
esses traeos constantes pelos quaes devenios reconlie-
cer sempre eles rombales e esla victoria da alma quo
ronstitue a virtude'.' Quaes sao os elementos pre-1
risos cfne eiilram na sua composirao ? Quaes sao as
iuiperfeicOes humanas que ella pode soflier sem per-
der sen nnme c seus dii ritos '.' Descobriram porven-
lura os olbos dos boinens os movis occullos que
constitocm o venia tpiro carcter e a moralidaile
das asriVs humanas? Que oulrojuiz podera' pene-
(ra-lo-. mais segiiramcnic lo que aquello que ludo
sabe e ludo v? Foi por lodas estas ra/.ocs que as so-
ciedades cliristaas nSoqailpram almiilir al entao
para a remuneracilo das obra- humanas, oulro ar-
bitro que nao fos-c o proprio Dos. O juiz era i,-
fallivel, o inerilo cedo, a recompensa infinita. Ella
iucitava ao1 bein lodos os hoin n-, durante toda a
vida, smente (telo atlraclivo do mesmo bem. A rc-
ligi.lo enca"reava-so de fazer-nos ouvir todos os
dias e todas a- horas, o hymno destinad > a ser 011-
\ido por toda a eternidade.
Appareceram porcui nulios lempos e oulros pen-
amenlos. A le moral separou- a nica que Hieda una base solida. Tildo ceda aos 'premio da virlude.
arrastranientos deste scalo que acaba de ser cnu-
demnado altamente, menos pela severidade dos jui-
zos do que pela grandeza do contra-te e eloquente
opposic.io das mximas: seculo mprevidenle, que
cumer.'u por cliiineras, continuou por sopliismas,
lermiuou por holocaustos, sempre ca vAo, e inlitu-
lando-sc sempre com espantosa boa f o seculo das
luzes e da verdade; seculo inleirainente franrez
pelo espirito e coragem, porque lodo o inundo he
considerado como l'rjro pelo no-so paiz, por isso
mesmo que lizeiuos as ultima- conquistas que te-
mos conservado ale na Algeria, c porque inscreve-
0 PARAIZO DAS 11LHERES. C
*^
Por Paulo 2*eal
O E'UAOJ..
CAPITULO STIMO.
UHA MEDIDA DE AVEIA.
fConlinuarao.:
Eiiliclanlo Slllpicin pensa\a :
O pequeo nao quiz qoarenla francos (inr mcz.
Preltre anioar a lilha de Magdalena. Ah! antes
quero saber isso do que adiar um, rtous ou tres I ni -
*{s ds ouro na e-lrada Se en viver, seremos don- :
um 1 ara Victoria e Antonio, oulro para Magdalena;
se cu morrer o pequeo far, oque leria feilo o pai...
Ei-a, lijon !... Dos he bom, paga-nic pelo ineu
nihu.
I Solpiclo alfasava debaizo do capote um bello
caivete ingle/, de qnatio folhas, limTivro adorna-
do dr imageiis, e um orulo em sua baiuha decouro
dourido: ludo isso para o pequeo!
E-p, Itijon !
Bljon linlia o diabo no corpo : sua propria mili
nao i leria recouhecido. Dava salios sobre a char-
ncra orcenda para aqu c para all seus rins desor-
nado*. As vezes levanlava repenlinantenlq a caliera
e Uni.ava pelas ventas ilooaeones de funiaca ; nutras
vetes provocara lodos os jumentc* da parudiia com
repentinos relinctio>. Como sua boa ndoleproliibia-
Ihe o: cunees, ell lenloii um passo descoulieci !n,
leniH m lio entre a galope eoinmunt, e a dai
cavallos sabio*. Sa algiim dia esse passo nosvollar
aperf-coado da Inglaterra, saihamos que foi inven-
lado por mu cavatlo francez. Quanlas dcscoberlas
impoi lanles no- leu) sido loma las pelos nosso- vi/.i-
lihos muco delicado*'.
lili 11 eslava ebria, proeurava sebes que saltar,
obsta'iilos que vencer. Suas tongas [icrnas de came-
lo da isavaiu *ohre a chameca. Sen in-tinclo dizia-
llie q>ic nao linh sobre .1- cosas nenhuma Ingleza
de elida avanv.1 la 3 elle seulia-se ufano e alegre.
Alravessou o lojal em monis de um quarla de hora.
Cheganrioao bosque, Sulpicioque deixava ocas-
lello le Maurcpar a direila para ir em linba recta
PI'Ui' snoii, oiuio grilarein-llie: Quelll vetn l Era
a patrulha do segundo lente Rouaiv, quetiiiba le-
vado ate ah sen recouhrciinenlo. Sulpicio naj res-
pondan. Os guardas aliraram sobre He.
IIi in lanniu-se no bosque riucliinlo, lossiulo o
fumcianie. O lenle Kooaiv cansignou na memo-
ria e itre os materiacs de seu Tuturo relatorio, que
() Vide o Diario n. 5.
mos nos nossos fastos, com os nomes de Foutenoy.
de Rerglien de Flcurus, 110-sas ultimas grandes
victorias navaes at em Novariuo; seculo brillante,
generoso, seductor, que deva perder lodos aquelles
que enrantoii, que encantara quasi lodos aquelles
que perdeu, e ruusa e-lranba, que os cncantava an-
da, quacs raros e crdulos nufragos ao sabir dos
abismos; secuto prospero e Itvre como nenhum nu-
tro o foi na historia; e que vollou todas as suas for-
ras contra si mesmo vollando-as sem discricao con-
tra todas as bases do estado social; que parti da
innocente utopia do reino de Slenlo para ebegar
repblica que lodos coulieceinos, que uceupon-sc em
celebrar o e-tadn selvageni na Franca inteira c em
Versalbcs, sem imaginar que poda crear em seu
seio as furores e as miserias, que foi um drama de
ojenla anuos sobre o amor da nalureza, o amor dos
lioinens, o amor das luzes e da virtude, para che-
nar ao Terror; seculo infeliz que 11A0 poda ter ou-
lro deslino porque quiz sulTocar na alma humana o
principio sanio, a uecessidade da fe c da esperanca
divina, que a pliilosupbia anliga nclla rcconbeceu
e celebrou sem poder satisfaz-lo, que a lei christla
satiaTcr. e constitnio, principio que lie o fundamento
ra villa dos hornees e o fundamento da vida los
Estados. E como elle repudien ao mesmo lempo
todas as tradiccoes, ideas, e instiluic.es que cram
os pontos de apoio da autordade e m pontos cmj
que devianr coiilcr-se as naroes, devia Igualmente
lomar mpossves sobre o solo movedico que esco-
Ibera assim o poder como a liberdade: o poder, nos
dias de auitacAo, a maior parle do lempo sem lim
e sem causa; a liberdade, nos temos dedesarmainen-
lo, de Hiedo ou de descaneo. Nunca o pensimeuln
humano foi 13o ousado nunca foi lio confuuilido !
Devenios confessar que a sociedade lianceza, na
meio dif carreira a que era arraslada, sem temer o
sua marcha, todava lirn agitada. Iiiantc desle
grande vacuo da religiao alsenle, ella quiz alguma
cousaque o cnebes-e.
Abalendo a arvore que abrigava o muido espera-
va lodavia os seus fiuclos. Como a razo humana
linba substituido a razan divina, jnlgoii-*e consoli-
dar a ordein social substituindo a rcligido pela vir-
tude. A virlude tornou-se a sollicitude, a prelen-
{3o, a idolatra da sociedade menos zelosa em cttm-
prir os seos deveres. O trabalhar para elevar-se
mais foi a bandeira da virlude, entre as opiniOes,
entre as classes. enirc os partidos. NSO acharemos
um lvro daquella poca no qual a palavra sacra-
raculal ii3o estoja escripia em lodas as paginas,*
entretanto essa virlude indefinida, sem cdigo esem
sancilo, era una palavra v que nada exprima.
Ella n;to prescrevia nem proscrevia cousa alguma.
Accommodava-sc com todas as desordens;em caso de
uecessidade, incensava os Ihronos que tomavam par-
le na obra da demolicAo universal. Dcstbronando o
verdadeiro Dos, o bomem, segnndo o oso, punba
em seu lugar falsos deoses, sem considerar sobre a
suavaidade. Aquelles mesinos que anda o usa va 111
combatc-los serviam-se indillerentemente da Kngua-
guetn de lodos. L"m grande athleta da igreja fran-
ceza, na sessao da academia IV.me /.a, felicitava-se.
muilo menos, dizia elle, por cer em torno de si os
/tjmens mais iUtutret da lilterutttra os mais eirtttotat dos homns. Nao fallava-se de ou-
Ira sorle entre os nossos felizes antepassados. Nin-
guem o imaginaria.
Esta apparenria eilranha dos espirilos leve como
resoltado o encantar realmente e animar as almas
elevadas ; ella indicou-lhes que deviam parar em
nina tiansfoimacao social presentida c aceeila por
lodo o mundo. As ordens religiosas desapparcec-
ram. Julgou-se conservar a orden) moral por nina
ancora solida. Foi entao que una 111,10 desconbe-
eida que revelou-se mais larde, para dar'ao menos
alguma consistencia, se fosse pos-ivel, quillo que
nao a liuli 1, instituio pela primeira vez um premio
para a virlude. Esla crear.lo causou urna satisfa-
cao universal. A'creditou-sc em urna innovaran in-
mensa, l'ropbelisou-se altamente a prxima aboh-
e,o das le- repressivas. Vio-sc a leirivel necessida-
dc de punir substituida em breva pelo cuidado fcil
ile recompensar. Aqoelles que gtoriavam-se com o
marchar a frente das ideas novas, o duque de Pen-
Ibievro; a joven e nobre duqueza de Cbartres, a au-
gusta ramlia Maria Anlonielle, essa raiulia encanta-
dora, heroica e inartyr, teslemunliaram sua admira-
cao. Admiltia-se geralmenlc que o reinado d'As-
Irea ia rome^ar. Ne-ta poca lodos, sem exceptuar
as le-las coreadas,olhavam o reinado de Aslrea curan
urna bella perspectiva para o genero humano.
O generoso M. de Munlyon, (porque era elle) tor-
nara a s.ia creacAo mais popular,dan.lo all ilonc.-ei a
academia o jiilgamenlo de um concurso lAo novo por
lodosos ttulos. As leltras cram as grandes poten-
cias do seculo. Os humen- de leltras, sob o nome
de philosophos, viam os Ihronos baixarem-se ajante
de si. Elles linbain lido reis, e os mais poderosos,
por cortrzao. Elles coiisliluiam a aristocracia do
espirilo, atante da qual cXirvavam-se lodas as oulras,
priiicipaluiente quando o-- seus membros tambem
perlenriain as oulras : porque julgavam assegurar na
nobreza do siiigiieTou dos empregos o seu lugar fa-
zendo-se mais di-luiclos com a do espirilo. A ab-
dicarlo n1o prejudicava. O que os lisongeadores das
leltras celebravam principalmente nellas, era muilo
menos o talento, ou mesmo o genio, do que o amor
da virlu le. As palavras que citamos eram asmis
moderadas de todas. Nao fallava-se da academia
sem chama-la urna assembla de sabios. Vu- reller-
liase que quarenla sabios era um numero muito
grande. A anligoidade nao coutouseno sete.e islo
110 c-paco de inultos seculo-. Minios d'aquelles li-
cariam embararados se se quzesse eslabelecer o
Porm indagou-se quaes os
motivos da esculla : ei-los: Pralicar actos de joslica
c ler deferencia pitra com a grande autordade da
poca.
Islo aconteca 110 reinado do mais virtuoso dos
reis, como dizia-se entao, e como havia lautas ra-
zesde dizer-se desta vez ; em 1782 na occasiao da
paz da America, no momento da alegra Iriuinphal
em que a moiiarcliia franceza, mais que nunca po-
derosa, mais que nunca tranquilla sobre seus desti-
nos, dominava sem rival o anligo e o novo mundo
pela sua ascendencia c pelas suas victorias. Enlre
estas prosperidades acabara.de nascer, como para
urna tropa numerosa de conlrabandislas cavallo li-
nba pasudo alta imite Pira de alcanse.
Tolo (iicqucl licaudo s, fecbou o nielbor que po-
de a porta e sabio, pois nlo podia deixar ile pensar
110 maulo de merino anda novo.
As raparigas nobres nao obraui romo as filbas
do pavo, dizia elle comsigo repetindo as palavras do
palillo Sulpicio. Dos o queira'. Mas lenho visto fi-
lbas do povo choraran, e vi chorar a senbra Vic-
loria ; be absolutamente a mesma cousa.
O vento coulinuava a vir do leste. Tolo (iicqucl
julgou ouvir entre o sussurro um canto longinqu,, ou
antes nina lamenlacao : a ladainlia da Yirgcm San-
li-sima. que elle ja tinha ouvido no primeiro som-
110. Cliamou gente, l.ln viva fui a impressao; mas
ninguem responden. To los sabem que a Charneta
d longos suspios ao vento nocliiroo.
Victoria! grilou o marhiiiista subindo a escar-
pa em que se arrimara sua choupana. Senhora Vic-
toria !
A escarpa guarneca um camiulio baixo qoe con-
dona de Saim Cist au mar. Nessas estradas cohertai
e cavadas pelo aso secular produz-so umitas vezes
um efteilo de acstica. O rumor dos paasas c o som
das vozes chegain-iios ao* ouvidos sem que saibamos
donde. Quem escuta percebe o som ; mas nSo pode
di/.er em que direccAo. Sobindo a escarpa, Tolo
Uirquel outio mais .ii-liiiclainenle a psalnnula 1110-
nolona e branda, ejulgou rccoiibeccr a vu* de Vic-
toria.
Recbrate! o lempo perdido! disse elle saltan-
do sobre o eaniinho. Antes de cinco minutos alran-
sarei a rapariga. e ineui ouvidos nao me engaan...
e miiilia coinuiissAo ser e 11.
Elle rorreo. Talvez os ouvidos o livessem enga-
ado, porque cinco minutes depois parnu c 11A0 ou-
vio mais nada. Talvez fosse oefl'eito dasdesviacSes
de som, que tcni lugar nos camiulios cobeilos. Ein-
quauto elle suba a Saim Cast, Victoria podia des-
eer o praia...
C enliii'.iou acorrer. O silencio o nlimidava. No
lim o caininbo cavado ha una paslagem plantada
de salguelrosdecotados, que precede iiiinicdialamen-
te a aldeia de Saim Casi. Um do- muios do cemile-
rio lora a paslagrm. Tota liicqnel vio nina clarida-
de no cennterio, e seas olhos sfloitoa a csruiidao dis-
linguirain o gigantesco perfil do carvalbo dianle da
torre puntuda.
Pedro (lamie,u: tinha dito a verdade, alguma me-
nina tora expueta debtiie do rarvallio. O machiuis-
la a|ire--uii o pisto, 6 passou de 11111 salto a escada
do reoiilerio.
No Dicho, onde soi ria a imasem pintada da Vir-
bciii airas da grade de ferro, acubava de consumir-
se una vela; mas nada havia sobre a pedra, co
campo dos merlos eslava vasio. Toto Gicqucl uAo
acbon a menina nem o maulo novo de merino.
Assenteu-se saine a pedia para deixar bater o co-
rac.to.
De Saim Cast ao Tresna conla-se bem urna hora
de caiiiiubo, r a Cusa ficava anda mais longe do que
o Treguz. O niacliiiiislu tirou os soceos para correr
perpetua-las, o primeiro filbo de l.uiz XVI, o irinAo
mais vellio do infante real cuja historia doleroMj pre-
miaremos em lempo conveniente. O marf|ue/. de
Coudorcet entrava ueste momento na academia fran-
ceza. Elle sabia mais do quea Franca al onde ii ia,
c em nada mais pensava do que naquillo em que
peiisavam lodos. Pt is-,0 no seu discurso de recep-
Ao. sauda os dous aconleciinenlos : o nasciincnlo
real e os premios para a virtud.
Elle exclama quanlo he nqradneel para a Fran-
ra, lar o seu joicn ( era l.uiz XVI) dar oexemplo
de querer todas as liberdades que tonaturas* ao
homcm elleexpe os numerosos actos que jo-tilira-
vam e-te louvor. De|>ois sgradece o destino da
Franca por conceder aos nossos votos um neto de
llemiyuc IV e de Leopoldo de I.orraine. que cre<-
cer para a /elicidade da naroo. Elle entrev,
sob os auspicios do feliz|incuiuo, hori-onles muilo
alem da virtude; porque cinlim a virlude -uppe
obstculos vencidos ; a e as luzes, diz elle, fa/.ein a
virtude fcil. I'orque razio nao veremus n- crear-
se, para nina geracao afortunada, um methodo de
educarlo e um syslema de lei que Inrncni quasi in-
til a coragem da virtude ?
Presentemente o homein ji ouviudo a vnzdo seu
coracao e da sua razAo.upe na serie dos criines o fu-
ror das conquistas As guerras serao mais raras.
I'orque nao leremos luis a certeza consoladora de
que 11A1 havcrAo mais ligas de facciosos, de que
dcsapparecerao as proscripcoes esarao extinctas as
malancas ?....
Nao os parece, senbnres, que estas palavras, pro-
nuuciailis entao lao pedo dos aconteciinenlos que
deviam desmentidas, fazem tremer! Nascidu em
um seculo esclarecido, dizia anda o presumpeosoin-
lerpule do seculo das illu-es, no meio de urna 111-
cAo eiuque os conlieciineiilos achain-se ignalmenle
dilfiinddos portlos, o filho de Luiz XVI sera o
bemfeitor 1I0 -eu secuto ; e aprender de sua mAi a
preferirnos respeims devidos ao peder,ashomena-
gens voluntarias quo o coraco sent prazer em tri-
butar a hiindadc como sua uiAi, elle nSose lenibra-
r da sua grandeza senAo para perdnar as injurias..
Paro aqu, senhores. De tantas predicc,cs, s aul-
lima devia reali-ar-sc.
Es as prome-sas no meio das quacs cresciam os
augustos e infelices: principes, eujn destinos sAo lAo
conhecidos por mis; eis os caminlios matiza los de
llores pelos quaes nina sociedade inteira march iva
paraos abysmos! Como nao espantar- nos quando
meditamos as series de delirios, de mentirn, de
choleras, de med is de sujeicoes que podem eslabele-
cer-se, impetuosa e invencivelmente, no seiode um
povo cheio de coragem e de genio que nao reconbece
oulro preccito, oulralei suprema, oulras credas -e-
nAo aquellas que Ibe sAo dictadas pelas suas luzes.
pelo seu bom sensoe pelos seus direilos, de surte
que nlp solfrera mais nem freio nem barreira algu-
ma a
Todos ficariam admirados, se cu demonslrassc bo-
je pelo perigos das nossas coreas n perigo funda-
mental das definiro-s arbitraras da virlude, quando
se na loma por base, como o facemos, grecas a
Dos, dados invariaveis c iinmorlaes. A anliguida-
de disse admiravelnienle que 11A0 Havia insliluices
sem bous cosiiunes. e bateon-se lirmemenle neste
principio. Ella 11A0 poda firmar os bous coslumes
as religioes que ensinavam os systemas do inundo e
na o I moral. Pelo contrario, era de proposito que
o espirilo novo privava-se deste apoio. Havia um
regre de dous mil anuos en) nome do progresso!
l)eixando--e os lempos da de-lrnicrio de 11111 muiitlo,
cdilicava-se outro novo.... para possnir ludo o que
estes lempos linhara produzido Cimefleito, a vir-
tude leve oilicialmente altare-, como enlre os anli-
go*, no lempo do directorio. A razao acabara de ter
templos, durante o delirio selvanem que espirara.
Nunca estes airgustos nomes retumbaram lano ro-
mo quando niram ultrajadas por um dcsconliccido
entre os liomejs.
Nesla douiuiistrartlo universal que fura e que Con-
liiiuava ser a embriaguez cninmuin, elles eram lvi-
dos poueo pouca s ultimas profanaces. Urna
das cousas dolorosas entre oulras, nos Eiinaes do Ter-
ror, be ver-sa os maiores criminosos enviaren! una
aos oulros ao cadafalso invocando o nome da \ii lu-
de. A virtude be a prctencAo dos vencedores do dia,
a consolaran dos da vespera.o orgulhu lerrivel de lo-
dos. Porm, cousa extraulia, eu devia dizer mais
dolorosa, uAo havia nisso hypocrisia.
TSo profundo fora o trabalbo para devastar as
conscencas.para falsear e perverlcr os espirilos, que
a demagogia, julgando ser o direilo de lodos e o de-
ver de cada uin, inlilulavt-se sinceramente a virtu-
de. O crime senlia-se com o direilo de reinar de-
balso desle manto ; elle feria com seguranza deeons-
riencia debaixo desle abrigo, pois nunca o mal be
chamado pelo seu proprio nome. Se ello o fura,
ea os aria horror ; talvez se se ronhecesse com antece-
dencia, se horrorisnse de si mesmo. Os povos serlo
salvos quando, Torca de numerosas experiencias
extremas onde mximas sas poderem deaeobrir o
mal debaixo dos nomes engaadores que o encobren!,
e pararem no primeiro passo que conduz aos altamos!
Mudaram-se porm os lempos. Os vocabularios
da revolucaii pereceram com ella, grabas a Dos, e
as palavras lomaram o sen verdadeiro semillo ; po-
im qaem nao reennhece donde parle a mais pro-
funda desorden de ideas que lem apparecido no
universo ? Como existem anda espirilos que se dei-
xem Iludir e qne nao conhecara que a sociedade
inteira perece por ler quebrado as suas ancoras ? O
seculo dezoito causou um mal maior anda que as
suas mximas : esse mal foi ler lisonjeado lio mais
inliao das almas, as paixoes generosas que as enra-
deiam anda, foi fazer viver anda depois de i as
ideas e os principios que foram c queseriam anda,
se exislissem nossos obstculos iuvencives. foi crear
apologistas que sem se Ibe pareccrem em cousa al-
guma, todava prolegcm-no no meio de nossas im-
possibilidades e de nossas dores cuja colpa recabe
sobre elle. Mancebos, que cultivis vossos espirilos,
nao chamis grandes generacs a cises comhaientes
a lodo o transe e em completa paz, a estes assallado
res que empregarain o fero e fogo, que alara ram
o chrislianismo e o proprio Dos sobre os altares
para (azara guerra, segundo diziam, supersticin
ou que deslruiram o llirono e as leis. e li/.eram rei-
nar em sen lugar os cadafalsos para combaler os
abusos Fallis -las grandes balalhas que ganha-
ran mas quaes sao ellas ? As alcanzadas contra a
Providencia, contra as crencas e respeilos do inundo'
contra as consolares de tudo o que sotfre. coolra as
esperancas. refugio, forca digntdaue d'alm.i hu-J
mana ? Essas balalhas que canliarain, loruaram a
perd-las, gracas a Dos. Tudo o que abaleram,
principio religioso, poder soberano, ludo reappare-
eeo. F.inquauto con-ervarmo< taes cultos, vivereinos
sempre entre os perigos das deslruices.
i'ois que \ uno tercuios por ventura experimenta-
do j a intlueiicia aussa propria historia? Todos os sculos tcm urna
missAo e um espirilo particular, tmenle o nosso
inda nao manitcsloii o seu carcter proprio. Cliega-
dos ao meio da nossa carreira, per-untamos a
mis msmw com inquietadlo qual sera o verda-
deiro sentido da poca contradictoria, de qoe so-
mos adulces admirados? Vemos as geracAe* presen-
tes proseguirem alternativaotenle nos maiores de-
signios deste. mundo, designios de gigante, cwise-
gui-los, c depois vemos tudo desvaneeer-se. A obra
impossivel da inonarchia universal pela victoria, a
obra diflicil e gloriosa da mon.ircbia constitucional
pelo direilo dos Ihronos, amis diflicil o mal. pe-
rigosa pelo direilo dos poros, liveram o mesmo des-
Uno, OCcessos admirareis c urna quila repentina !
A gloria das arma-, a gloria das leltras, a gloria
das srieurias, a gloria das arles, a gloria das indos-
Illas, a loria da eloqiiencia, a gloria das conquis-
tas foram-nos prodigalisadas e niml.i o sAo. E ludas
va 11A0 nos lica orgulho algum por lAo grandes
cousas, nao sentimos alegra alguma por tai los
dous do reo Teslcinunlns e autores de prodigios ad-
miraveis, nao ouvimos fallar senlo de fraqneta c
de impotencia!
Porque acontecer isso, quando tal he a nossa f'r-
ca que cada um dos iiussos inovimentos contrarios
arrastra o mundo ? Forca gloriosa apezar de ludo !
I'orque oque temes realisado de extraordinario he
obra nossa e nos faz honra ; o qu- temos tentado
sem successo legitimo e sensato tcm perecido por
fados de oulros, por Tactos de nossos antepassados.
O- biimensd 1 poca querem que a obra da recon*-
truccao moral soja n Iralialho do seclo em que vi-
vemos. N'Ao ob-la'Jle a iuterrupcAo que ella lem
sollrido por lodos os alalos, esperamos que progre-
dr.i. Todos nos somos seus obreiros, o trabalho de
que acbamu-no- cncarregados aqu, por mni Mini-
as ctas-es, rematando o espago oceupado por cadei- 1 discpulos em geral, as menina- eiiloaram om -an-
ras en um semicrculo, em cujo centro se arhavam lico de prazer com aquella satisfazlo propria da sua
S. Ex. Rvm. o Exm. presidente da provincia, com- idade.
mandante das armas, presidenta' de cooselbo da ins-
truccao publica, direclor dos estados, inspector da
thesonraria de fazenda, padre superior e oulras pes-
soas notareis, e os mcrubros da contraria de S. Vi-
cenle de Paulo.
Dos lados em amentos um pouco elevados eslavam
as alumnas do COllegio Indas Irajadaa de brinco,len-
to as internas pendente ao .-olio urna fila azul, e as
externas cur de rosa rom ., mcdalba milagraai de
tanto e-te cntica como o da entrada achara> m
leitores ueste numero.
Em urna outra sala eslavam expostosas vistas e ex-
ames de todos iinumeraveis obiecloa fritos prla- a-
lumnas ; e cada uin apre-eulava o nome de sua au-
tora.
Enlre oulras militas cousas, que seria longo enu-
merar, viam-se as escripias em primorosos cedernos
de diversas cores, e com le Ira.le diflerenles carac-
Nossa Seiiliora. Junio a ellas, como mais solicitas c leres, algumas das quaes pareciam impre-a- ou li-
diosas, viam-se as virtuosas e dignas irmAas da Ihograpliadas: arailes mappat geograpbico- d 1 p-o-
caridade, em cojos semblantes se observaras m.ns
alivel modestia ; eCom tal moderacao. certeza, si-
lencio o gravidade dirigiam ludo qu pareciam exe-
cutar as ordens que um ente de-conhecidoe iavisivel
rouimunicava ao mesmo lampo a todas.
Em frente de to>to esse concurso c 110 lado nppos-
to da sala elevava-se um tablado, para onde snbia-ee
por diins pequeas escadas forradas de lartele e da-
masco.
Em cima viam-se de um lado ditas mesas com os
premios destinados as alumnas, c que constavam de
viiicia da Babia, que, parece iucrivel." ter obra dal-
las, masque o san com rffeito das lilha. doSr. Cou-
to e Punce de l.eAo ; varios lrabalhut.de costura,
bordados e lapessaria.
Ahi esta luda essa inmensa mullido de peanas
de lodas as classes que conrorreram su acto, para ai-
testar nAo s a verdade do que dizemot, mat que
tudo quanlo temos dilo esla muilo qtiem da rea 1-
dade.
De bocea em bocea ouviam-se palavras de espanta
de rontentamenlo ; de espanto por obrat Uta |>r-
pre 10-os e ricos livros.elegantes quadros. primorosas feilas execuladas por menina-, que .peuasli a 11 nw-
1:1 .1 'li'l. <,:.noi,o ._ (> ,11.,,.' .1. .1.1-----....... (1l.._-____,1 ... k..__ J J_______.- .
imagen-, pequeas mangas de viilm com fllores arli-
liri,es estampase oulros objertos proprio* a salisfa-
zcr o iiinoceiile goslo das meninas.
Em roda de lodo e-se espato, que acabamos de
descrever, e por lodas as rolladas do salan apinba-
va-sc anda nina iiinumeravel mullido de passeas
para ver e lomar liarle naquella scena, como ja dis-
temos, original e nova 1:0 meio de mis.
Ao entrar S.Exc. Revm. e o Exm. presidente da
sesoaprendem ; de ronlenlaniento por serem estas
meninas, nosas patricias : honra poit ao tlenlo
das jovens Baliianas, e .as suas diinas professoran
que o lem sabido desenvolver.
S. Exr. o Sr. pre-idenle da provincia como ami-
go das leltras e da piovinria, que Ibe den o r
dignamente adinlaltira, apreciando i- prosn das
alumnos, anmi-as com aecluosas e\presides,1 e 111-
lere-se, c dirigimla a'sirmas da candad* cumpr-
proviHcia, coininaiiib.:ile das armas, e as de mais montos de benevolencia, inosdava a satitfarAo, de
personagens, as alumnas levantando se respeitosas | que se achara no-sudo.
enloarain em francez um melodioso hymno de .-auda-
eAo acompiinbado 11 piano por duas drllas.
l.io harinoniosos sons, que se desprendalo dos la-
bios desse Innocente choro das virgens, pareciam ar-
rebatar os enviles :is moradas cele-les, onde os aojos
Cantara perenemente em doces colices as glorias
do Allis-iinii.
(Jue elTcilo nao produzirain ellas nos coraraies
dos pais e da- inAis de familia de tao felizes billas,
quando lo profiin,lamente ab ilavam os carayaes dos
exlranhus! Esse primeiro elTeiln augmeiito o iu-
leresse c a curiosdade de todos os espectadores.
huido ohyiniin algumas alumnas exccularam no
piaa comgeral admirare difiieeis c agradaveis pe-
melhor, e foi alalhando o caminho alravez dos esm-
pos. Tinha o roracao mais leve porque pensava:
A senhora Victoria lera lomado a lomar a me-
nina. A Vngem Sanlissima deu-lhc um bom con-
sellio.
Das duas cousas urna ; ou Vicloria tinha voltado
para a Gruta das tiavolas. ou eslava em casa. a
primeiro caso havia de cncoiilrar-se naturalmente
com o joven marqutz Antonio, que a esperava ; no
segundo Toto Gicqnel deva aprtssar-se.
Havia una tereeira hypolhese, o emquaiil i o po-
bre machiuisla corra, seus ouviduso enganavam ca-
da vez mais. Ello ouvia urna voz branda echorosa
que cantava a ladainhade .NossaSenhora, dizia com-
sigo :
Ah meu Dos! quando as raparigas nobles
nlo sin 1'ss.is fortes para sourcrem, obram como as
lilhas do povo...
CAPITULO OITAVO.
A I .vLi.UMIA DE NOSSA SENHORA.
O niacliiiiisla rhegoii chameca de Treticl banha-
do em suor. So live-se sido urna dessas noites de
agosto propicias lesapeslade. as quaes o Irovao
relenla repentinaineiile. Tolo (icquel leria julgado
ouvir o Irovao; mas os lemporaes do mez de marco
s lem vento o chuva. NAo era trovan o que Tolo
iiequcl ouvia,
O rumor prolongou-se surdo c largo de echo em
echo pelos rochados, e depois luuve um grande si-
lencio. O machiuisla havia parado ao acaso periodo
lo-so, que liniilava os municipio- de Saim Cast e de
Ploucsnon.
Ah! ah ah disse timidamenle urna voz es-
carnecedora do oulro lado da escarpa. Eis-ahi os
guardas deseuferrujando as armas !
O rumor provinba de urna descarga de mosquela-
ria do lado do cabo a borda do mar.
Aliraram sobre o Roblo!! couliuuou a voz.
Ab! disse comsigo o machiuisla, meu pobre
primo que canlava lao bellamente !
lolo approvimoue rom precaucao, e mellen a
caliera enlre os ramos de siesta espmbota. O pha-
rol musirn um instante seu disco verrnclho, ; Tolo
tiicqoel rcconbeceu Ires pa-sos (lisiante do si seu se-
uhor J0A0 Tourit, empresario da condcelo das In-
glezas maduras, o qual passeava na chameca, duen-
do comsigo:
Oh! a velhaquiiha quera tiros; cis-abi mais
do que ella ncrc-sitt* !
Gicqucl leve au principio a idea de que Joo Tou-
ril era contrabandista.
Setccenlos mil francos! lornou este, em peras
de cen sidos postes em linba chegari.iin al i'lciie-
rel!... Pela rniuha parte os preferira em escudos de
seis libras; porque se gasla mais lempo ein con-
la-los.
Toto applicava allcnlanicnlc os ouvidos; mas nao
comprclieiidi.'t.
Selecenlos mil francos! repeli o ciirandeiro
affagando cada sitiaba desse numero; seriam neces-
sartas ao menos duas iluzias de marmitas... Em ou-
ro ludo isso caberia em Ires... Oh! certamen te cu
lado que seja, faz parle da obra commum. A ac- cas de muzica.
eRo que grandes fundares nos chaman a exercer Depois subiram algumas ao tablado, de que j fal-
eneontra de hojeem dianle as nossas crencas una lasaos, e ah rom o maior desembarazo, elegancia e
base firme. O publico sabe como eumprehen lem
nossos deveres. Todos mis ja ouvimos fallar do de-
ver, de of/iciis, de um grande corpo que lem a I1011-
ra de representar as ledras em utna nacAo sensata e
eloquente. As sociedades 11A0 vivem nunca sean
com estas coinlicoes.
Pastada a tempeslade, M. de Moniyon coalinubo
ebein ilcronlianra a obra da sua inor.idade. Elle
ilesenvolveu-a ejaugraenloo-n. Tudo o que pensara e
quizern antes da emigraco e do terror, elle o pen-
sava e quena anda. Sob a rude experiencia dos
acnnlccimeiiliis, nao lanr,uu ao mar nenhuma das
suas esperancas, nenhuma das suas convicc.s.
fConrinuar-sr-Aa.)
INTERIOR.
nlo pedira mais do que mcu brrele de alguiiao
bem ebeio le luizcs.
baha.
Coltegio de Nossa Senhora ios AnjosWba direc-
r-rto tas muios rf,/ earldade na Halda.
Itrilbante centre nos, novo e original espectculo
observoii 10 dia 17 do|correntK no colloilio danirinaas
lia car idade 11 m lusido a numeroso eonsnrcoi das mais
nolaveis pessoas desta capital, qoer de um quer de
nutro sexo.
Com aquella modestia, que Ibe- he lio natural, a
digna superiora dessas boas irinaas havia designado
aqnelle da para a dislribuirSo dos premios.
lu estn simples objecto do convite, que ella
em petaos fizera ao Exm. pre-idenle da provincia,
commndaule das armas, presidente do couselho de
instruccAo publica, direclor dos estados, e as de mais
pessoas, a queni Ibe cuinpria faze-lo por dever ou
curtezia.
0 resultado porem desee acto fui urna solemne,
publica c authenlica prora da iililidade dessa insli-
luiCAo e da capacidade de suas directoras.
Foi o mais completo exanie do habilitarn, por-
que tanto se clamava com apparencias de" ardente
zelo pela exccu^Ao dasleis. c at mesmo com furor
e alguma vez, curamos de u dizer. com injurias, a
que as humildes (Ibas de S. Vicente de Paulo s
respondern! com resignarlo e cari la,le. E S. Ex:
Rvm. quo concebera c minara esse projecto, assim
como os membros da confraria, sobre cujas pessoas
reflcctiam essas injurias e aceusacoes, ludo solTrcram
animados pela viva esperanza do resultado de sua
obra.
Esse dia rhegou, e fui 17 do rorrenle.
As irmAas da caridade'deram a mais exbuberante
slisfacAo as leis do paiz, as autoridades e ao pu-
blico.
Suas alumnas passaram por um solemne exame
exhihindo as prnvas de seu aprnveilamenlo, c da ca-
pacidade de suas professoras. Indas as pessoas que
assisliram esse aclo sahiram 11A0 so MUafeitas, mas
ciithusiasmadas.
Daremos delle nma succinla idea ja que nAo nos
be possivel apreseular urna exposicAo de lodo oceur-
ndo, e a impressAo dos diversos senlimeiilos, qne
escalara, porque islo he superior nossas forjas.
Em una grande sala da rasa n dir do Sr. (lero-
moabo, que do bom grado e generosamente a pres-
tara, leve lugar o arto, de que fallamos. No fundo
da referida sala eslava rollocada a candida iraagem
da immacuiada virgem Nossa Senhora e Kainha dos
Aojos, quo como Padreeira do collegio, inspirara e
presidia a aquella ceremonia.
Tina mullido iiiimerosissiina de Sras. da mais
alia calhegoria oceupava os astentoa collocados desde
osiihpeilaueo do lliruuo da mai de Dos at melado
do longo da sala. Seguiam-so os liomeus de todas
promplidAo cslabellercram una especie de redame
luterano no qual desenvolver un mu espantoso apro-
veilainenlo no calhecismo e principios de moral, c
sobre lodas as materias da imlruccAo primaria, espe-
cialmenlesobrea gramiiialica porlugueza, mostrando
perfeito conhecimenlo desla, nao s na exposicAo de
suas regras. mas no uso pralico das mesmas.
Vio pois o publico quanto infundados cram os
necios dos que pensaran que as alumnas de um col-
legiodirigido pur esliangeiras uAu fallariam j mais
perfeilamenle a lingos pertagnza.
Nem mesmo o acecnio francez desfigura va a pro-
niinciarao do bello idioma de Camics. |"oi um so-
lemne desmentido essas aceusacoes banacs que alei-
vosamenle se faiiam.
Seguio-se a dislribuicao dos premios, a qual foi fei-
la por S. Exc Revm., pelos Exm-. presidente da
provincia, coinmaii.lauto das armas, presidente do
eonselbo de Inslruccao Publica, direclor dos estados
e nutras inai- pea a-para is-o copviJa.las pelas di-
recloras ;e ao recebercada orna o premio que Ihe
competa era igualmente cingida por urna corda de
llore. Aquellas que liuliam presentes seus pais ou
par otes receaiam das lilaos driles o premio de seu
mrito ; e o que experimentaran! nessa orcasiao o*\
cor., roes desses pai* e dessas mai* he fcil de-tderi-
nii ar, mas nao de o exprimir : as lagrimas inimuda-
vain seus nlhos, os sculos e os abramos convulsivos
em que apgrlavain su ,s lilhas eram sgnacs bem e\-
pressvos dos senliiiienlos de sua alma.
Estas alomnes nlo haviam aprendido -rnenle as
materias de seus estados, coiiiprchendiam tamlicm a
importancia de urna lao solida e vanlajosa cducarAo,
e por i-so seus coracocs nAo poiliam deixar de seolir
a mais viva gralidAn p ira c un o zeloso pastor que
coin paternal di-velo Ibes havia pioporcionado essa
relicdade. l'ossuid.i deslcs eiilimenlos urna joven,
em nome de lodas, se appresenla a S. Exc. e com a
maior gravidade e presenca de espiritorheiade aOa-
bilnUile e de respeilo recita na lingua franceza um
discurso de felicilacAo e agradecimculo.
Publicamos essa eloquente peca para que o leilor
por si mesmo a apprecie.
Algumas meninas das mais pequeas foram por
sua vez recitar diflerenles fbulas em Irancea e por-
lunuez, u que faziam com tal propriedade e gracioso
garbo que desafiavam a admiraran e o applauso.
Por lim um grupo de otras da mesma idade for-
maram um dialogo em qne com aquella graca pro-
pria da innocencia c da infancia manifestaran! o
prazer por suas ferias, e disculiam o modo de cm-
pregar o lempo deltas, e sobre a infclicidado dos me-
ninos da China que privados da ventura e alegra
que ellas iam gozar junto a seus pais, silo pelo con-
trario laucados a voracidade dos aiiimaes; e suas
declsr.es eram mximas de religiao e de moral, que
libala firmemente gravadas na memoria.
O Exm. e Revm. Sr. arcebispu, causa primaria
de ludo quanlo se admirava iiaquclle aclo, e sobre
cuja fronte veneranda reflecliam todas as glorias de
lAo venturoso dia, eiperiatentara sem alarida as mais
doces e agradaveis sensaees de prazer : cram os pr-
m oros fructos dessa arvnie. que nos empenlios de
sua soliciliide pastoral elle havia feilo Iransplantar
liara a sua diocese : seus votos eslavam completos ;
por vezes vimos as lagrimas em seus olbos denunci-
ando a commocAo de sua alma. Elle mesmo 11A0 se
I", leudo contar dirigi eloqueules palavras de feli-
citm;Ao ao paiz epadiciilarmeiilc aos pas de familia.
Bem quizramos dar nina idea desse discurso, mas
11A0 nos aniuainos com o receio de amortecer as
suas vivas cores com as nossas fraaas expresses.
Auiiunciou-se que as ferias lindaran! no ultimo
de Janeiro : ao ouvir essa noticia lAo agradare! aos
Corou a fronte dando um suspiro, e lornou :
Eis-ahi! se h genlc os emprega. 11A0 o- lem
mais i man.....so nAo os emprega, perde o lucro....
Aposto qne esse Sulpicio esta armado, opatlfe nao
sobar o parole sem morder.
Tolo ap non as mais no peito.
Selecenlos mil francos! pronuncien ocuran-
deiropela lerceira vez; vale a pena arriscar-se tudo
por ludo!
Qucm vem l grilou a voz de Pedro flandeau
na distancia de uns cincoenla pasSOS 110 lojal.
Um bomem em traje de marinheiro corra com le-
da a forca ao longo da escarpa. Tolo e Jlo Touril
ouviram levantar o cao de una arma de fogo. e de-
pois um liro. O houieni cabio no fosso; mas lornou
logo a levanlar-sp. e couliuuou a correr.
Joo Touril liuha-sc laucado com o v entre em Ier-
ra, e o machinisla eslava agachado enlre duas mon-
tas de tojo.
tiraras a Dos a Morgalle tinha essa noile tiros de
sobra!
I'eri-n! excli-mou Pedro tiandeau.
Oh disse o sargento, ci-lo 1 un en lo alli co-
mo una lebre!
Os guardas parliram ao mesmo lempo.
Ei-a, tenhor Antonio 1 avante! dizia comsigo
Tolo (iicqucl. Corra para o bosque, e elles se can-
saran debaldc!
O bomem em Irage de maiinieiro ja ijuha paisa-
do a exlremidade do bosque. J0A0 Touril levantou-
sc, e resmuugou olhando para os joelhos:
Quanlo a estas calcas, eslao perdidas..... Os
guardas correin como cudenioiiiuhados!.....Vnte-
quizera estar no meu leilo do que aqui... Onde vai
o senhor Antonio'.' ao Caslello ? a Cas.r'.. v ve
Iba Imniiu lano emtico e sanguesugas como se os
burros de diploma Ibe livessem ganbo mil asrudos...
Se esse Antonio for Casa, nao nos incommodara.
Oh! iiilerrompeuse..... Ella quer ser mar-
quza!
1-ora m eslas a- ullimas palavras que o mariini-la | freza:
onvio. Os guardas eslavam longe. loto (iicqucl .les-; NAo sei, crcio
de Maurepar una vereda que servia de alalho para
ir do Tregua e da Casa cidade de Malignon. Tolo
loinou essa vereda, e eotrou 110 bosque. A noile es-
lava lAo escura que nada se poda ver na distancia
de duas toezas, e o machiuisla que leona os guar-
das caminhava -'0111 preeaurAo.
Bendito Jess! disse selle parando repentina-
mente e appiicando o ouvido ; acaso cu leria felici-
dade nina vez em miaba vida '.'
Algans pasaos distante delle, um bomem o urna
mu I he r Cuiiversavam na vereda. Tolo julgou reco-
nhecer a voz do grande Rostan a quein proeurava, e
o coracAo batia-lbe, porque a compauheird do gran-
de RosUn podia ser Vicloria.
Toto escutou cheio de esperanca ; mas estreme-
cen s primen as palawai que ouvi.
Essa he boa di/.a a voz de mulhar, os guar-
das fazem seu dever, e vo-s nada lem que perder;
pois lhe lomaram todo o seu ultimo rarresamenlo.
Rostan (pois era elle mesmo lornou :
Elles silo a causa de que dorinirei amaiiha ao
sereno como um cAo sem dono ; mas espero que al-
-11111 dia ajustare! minhas cuntas.
A coronha de urna espingarda baten no chito pe-
dregoso.
lie com o espa que rosn deve regalar suas
cuntas. Francisco, mcu pobre Francisco! disse a voz
de inulber.
A Morgalle disse Tolo Cicquel approximau-
do-se cun precauc.Au nara ouvir melhor.
(juem he o espa'.' perguntou o gruje Rostan.
Os mercadores de rendas nAo Ib'o disseram ?
O patriko Sulpicio esl em Jersey com o marquezi-
nho que vai bordar selecenlos mil francos.
Selecenlos mil francos repeli o lidalgole dan-
do um grande suspiro.
O palrAo Sulpicio, conlinunu a Morgalle, sabia
sempre quando sen barco carregava em Auviguv ou
em ("iiieriiesev.... Pergunto aos mercadores de ren-
das!.... e os suardas eram sempre prevenidos....
Voss tinha feilo alguma cou-a a e-e Sulpicio".'
O Don Juan campnos e-pmdeu rindo com
ecu pelo fo-so, e depois caminhou atravez da ciar-
neca deivando o curaudeiro alri- do -i. Toto havia
feilo quanlo podera para comprehender o sentido
1I0 monologo do amo ; mas Jo.io Touril que fallava
para si me-mo proceda por elipses. Tolo adevinha-
va smeiilc que havia uns trama urdida para apo-
derarle da heranca de Antonio Rostan, marques de
Maurepar.
Tolo rconhecra o oven marqaei na momento
em que osle cahira no fotso, c sua pobre caber 1 ei
lava atbela; porque pensava que o- guardas li-
nliain a-sallado a Gruta das liaivoUs. Em tudo o ca-
so sua mis-ao miidava de ob;ccto; porque nao podia
mais enviar Victoria gruta. Se coulinuava seu ca-
ininho para a Casa, era alim de advertir o grande
Koslau dos perigos qoe seu primo corra. O erando
Rostan passava por um palife; mas que importa is-
so, quando Irata-se de vida e de morle '.'
Havia ua exlremidade da chame .-a para o bosque
que elle liaba urna linda mu-
Uno-.
Iluuve 11111 silencio. A Morgatle nao poda cnco-
lerin-loessa n ole : seo abatiiiieuio o entorpecia.
Oh deixe- ne pas-ar, ininha bella Aslrea, lor-
nou elle com vi./, um lauto trilla. Magdalena en-
viou-me um rapanho a cidade para annunciar-me
que e-lava com dores.... Ella faz bem parir esta
noile!
Decididamente, ludo ha de ser vendido ama
l.baa !
Decid lmente.... Salvo, se vosse me empres-
tar ilinbeiro. rotuna bella .'.-rea.
Porque nao'.'.... pronunciou cin voz b.tixa a
Horgalte.
o grande Rostan tornou a rir; porm dolorosa
mente. (Juan lo o desesperado tem adormecido na
apalbia, a esperanca quo lenta nascer he como o
primeiro eforc,o da vida vo.lando a um membro
paralvsado : he urna dor.
A Morgalle lomou-lhe o brarn, e disse com um
accenlo de ternura quo Tolo Gicquet nAu lile co-
nbecia :
Ah meu pobra Francisco 11A0 he o desejo
de saiva-lo que me falta.
lie o poder f disse Rostan.
Se so menos vosse lives-e a coragem de ajudar
a m iiiesmu. tornou a Morgalle suspirando.
Eia, Aslrea eiclamou o lidalgole, deixe-me
passar.... Parere-mo ouvir os gritos de Magdalena.
\ o-s ama-a !.... Rostan, Magdalena pode es-
perar anda.
D um minuto a sua salvacAo 1
Tolo (icguel pode onvir como uip rumor de lula.
' Se vo-s me reliver mais lempo, exclamou o
grande Rostan recobrando seu natural, lie 1 de abra-
ca-la. miaba bella Aslrea !
Abracc-me, Francisco, e fique!
Oh que torpente, disse comsigo o machiuisla.
cojos piinhos -e aperlavam.
L'm rucie beijo retii na c-ouridao, e depois Ros-
tan lornou:
Magdalena esl sn.-inha.
Nao esla l sua criada Rcnolte?
Renolte he surda e muilo velha.
Nao esla a imiAa della Vicloria?
Voss tem reparado como esla rapariga esla
mudada? perguntou repentinamente o grande
Roslan.
Aslrea poz-sc a rir, e respondeu :
Voss lem visto mudas raparigas miid.ircm as-
sim, Roslan? Nao adeviuhou?
Que vbora .' disse o pobre machinisla.
-- Traiiquillise-se, Francisco, meu amigo, lornou
Atlrea. a pequea Victoria sabe o que he uecessario
s mullieres paridas.
Koslau suilou una jura, e depois di-se :
Nao lenho mais animo de agaslar-me por isso...
DeUe-niD passar.
Nao. lornou Aslrea balendo com o p, nao o
deixarei passar. Sua ventura 011 sua deSgrOCS o-l.io
na lialanea esta noile. Minha madrioha be murta.
O machinisla esiremeczm, e persgnoo-se.
Ab .'... disse Koslau com vo/ sombra, renao
rwr.1,0 alsuma diabrura lerei a melada por parta
de miaba malher. ,
Metida de que ?
O dinheiro pode e-lar longe; maso caslello?
O caslello be diulieiro ha um nir/.
OuPadrcs ; que bandidos! exclamou o fi-
iil.eie ; a lei era por nos!
rodos aragara a lei, quandn por acaso a le os
serve.
I.evaram ludo? perguntou elle tirando o br-
rele para enchufar o suor da fronte.
Vem coinigo, que o sabaras, re-ponileu As-
lrea.
O mesmo faziam o Exm. commndaule das ar-
mas, presidente do couselho de iu dos esludos, e esle sobre ludo devia estar salisfeiin,
alienta a dcdiracAo cora que promove as vanlagent
do ensillo publico.
Terminou-sc lodo o aclo a- 3 horas da larde.
AS II1MAS DE CARIDADE.
Um cirrespon lente do Times escreveo o egnin-
le : He impossivel nao ser tocado da extraordinaria
propriedade do Instituto Religioso das IrmAas da
Caridadc para as necessida les do exriciln do
Oriente.
Nos somos informados, que os soldados franre/s
rercb'm nos Ilosptaespclo ministerio deltas nao sno
alivio espirilual.cuinn o corporal ; em verdade olas
molbcres servem a me-mo lempo da mdicos da
sacerdotes. Se islo lio assim, porque au pwlem os
nossos pobres cidadaos ler o mesmo ou igual oc-
corro em seus crucis soffrimenlos ? Eu creio que al-
giimus de-las irmAas, se as podrssemns alc.inrar. va-
leriam qaasi lano como inuilos cirurgies assislen-
les, e ao me-mo lempo seriam una fonle de conw-
laees para o- nossos so'dados ralbiilicos, qoe leca
alguma raza) dequeiiar-sc da falla de sorcorros es-
pritu 10-. E nem duvido que se achassem irmAas
que quizessem corresponder a um tal convite. Por-
que se nAo manda algumas rom pannos de lindos a
los, que alli agora lAn fcilmente se inlroduiem ?
Se o duque nao julga convenieule dar Ibes pasaa-
sem no primeiro navio, porque 11A0 emprega o fun-
do especial que se est sgora colligindo para esta
fim, ou ao menos cm parle f
Seria urna piedade mal entendida, se algnns pre-
juizot religiosos fizessem reonor no caminho de um
bem publico lAo mauifeslo.
O seguinle he do correspondente de Coustantino-
pla do Mvrning Chroni:le :
Os feridos franeczes em Pisa ro indo* a melhor,
o mesmo acontece com os seos duent -. e anda que
com falla dos o ocelarios esspreaados. e-taoem urna
proporcAo muilo mais lavoravrl; leiUH, cohertas,
atadura-, fios, ele, leeni sido preparados de anle-
mao. O numero de seus feridos he de 1,100 > l.."i(IO.
mas seus doentes sao muilo numeroso-, lia aqu
um conveolo de IrmAas da Ciri lade fr, nrezas. que
pieslam os mais importantes servidos nos ho-pilaes
de sua naejo. pn lereis ver eslas aenhora< caminhan-
do pelas mas de Pisa, complana las por dous sol-
dados, condiizindo ce-tas com remedios, e quando
ellas passar, com seus longos ve-lulos prelot e alvo
chapeos, os Turcos ficarem de bocea abena e espan-
tados ao avistaren) etas novas especies de Guiar
genus femininu- cachorros, m.me com que os Tor-
cos designam os Europeas.) Ellas sAo nos hopil u-
urna grande felicidade. e os feriaos sabem apreciar
oyiue he a man de urna malher para mitigar seos
soflrimenlo?. Um medico francez rom qaem I11
pouco fallei, me as-egurou que urna deslas mnlbe-
res era de mais utilidade. do qne twlos os aotisteutes
reunidos, que leem sido destinados au ser viro do
hospital, e que nonca sabem aclur alguma cousa,
ou quando ministra-la.
Nos sabemos que ha presentemente irmAas da
Misericordia no ynveuto da roa Raggol, cas ce-
ir! do instituto ni Irlanda, preparadas para a pri-
meira noticia parlirem para o Oriente alim de sor-
virem de amasaos soldados doentes c feudos. Algu-
mas deslas devoladas senderas acompatinadas pela
superiora lem viudo de Weslport, e oulras do con-
vento da Misericordia em Kinsale, por i-so que da
casa central se Ibes teem dirigido convite, em no-
me da caridadc para virem com toda presta liu-
blim, e eslarem disposla* para a primeira ucasiAo.
Uoje (lerc-i-feira ) tres religiosas do convento da
Misericordia das Mercs em Kutsale, nnmeadamentn
assenhoras Bridgeman, uperiora. a irmaa Maria
Clara e a innaa Maria Jos uirigiram-se a Duhlim
em caminho para Coiislautiiiopta para minitlrarrm
aos nossos bravos soldados e (iarinheiros. que
sam ser feridos na guerra do Oriente, lie a pedido
do governo por meio da auloriuade ecclesaslica,
que eslas devoladas senboras se destinan! volunta-
riamente essa missan do misericordia. Ellas sa
reunirAo ( pensamos nos ) em Liverpool com
0 ou JO de tua me.ma ..rdem, e com um capelln
calholico, que as acompanbarao-silio da cuerr...
Cork fep'irler.
{Soticiador Calholico.)
O grande Roslan 1
que Aslrea soleara, e disse
Mas parou repentinamente,
perava.
Alguma mentira? acaliou elle. Oh.' taHias
ludo, e nada me disseste Agora necettibs de mim,
e nao adevinhn para que... O J0A0 Touril oao pode
maisscrvir-lc?
O JoAo Touril, lornou a Morgalle, como te
deixasse escapar um segredo, lem na marmita bs-
tanles luizes de ouro e moedas brancas para impedir
que la casa seja vendida.
E elle nf as dai.
Se eu o quzcr.
Para que o quererlas?
O machinisla ouvio
enlre os denles:
A Morgalle ella pegou-o. e nAo o sellara !
Para que eu o quercria? repela Astros. In-
grato! incralol Para quem lenho Irabalbado ha un
anno noile e dia?
Quanto a isso, voss deu-me bons conselhos !
Fallemos a esse respeilo, ininha rica Elles me cns-
tarain os ltimos escudos.
Aslrea repellio-o violenlamenle. dizeaalo :
He assim. Francisco .' Va para a rompanhij de
sua mulher, va !
Tolo liicquel respirou. Poros agora qne era re-
pcllidj, o grande Roslan nAo eslava mais U ancio-
so de relirar-se.
Eu o havia cscolhido, rouinuou a Morgalle,
para faze-lo rico, poderoso e feliz.
En lo s aun fada ? iuterrompeo Rostan, o
qual capitulava.
Voss nAo qner. esl livre. O boaln que corre
a respeilo do sua mulher, talvez nao seja vtrdadcuo;
porque o pnvo he maldizenle....
Que diz o povo ?
V ver sua mulher!
Rostan nAo s^ mova.
Aslrea, pronunciou elle em voz bato, cslou na
hora em que urna pessoa entrega-se ao diabo ; res-
pond.iiiie francamente, Antonio esU aqui J
Sun. responden .1 Morgalle sem hesitar.
O dinheiro da suCcestao 11A0 passou o mar ?
Talvez.
Votae sabe onde he o escondrijo ?
Espero acba-lo.
Dme urna hura para ver minha mulhn, o
depois vollarei.
N'Ao Iba darei um minuto.
Deixe-me ao menos depor a carabina em cata.
Eu nAo oqueieria sem sua carabina !
Isto foi dilo resolutamente. Ilouve um lon"o si-
lencio, durante o qual pde-se ouvir a respuacu op-
primida do liberlino rampnncz.
loto liicquel Iremia por lodos os inemhros.
Onde quer condu/ir-ine .' |ierguntou emlim o
Era a primeira ve/ que ella assim o listara.
Queres condemnar-me esta noile, Aslrea, dis- grande Roslan.
se o fidalgote, tenbo medo do ti! Ao caslello. ao meu quarto.
A Morgalle laueou-sc-lho ao pescoco exclamando : Estaremos sos?
Ah I mcu pobre Francisco, scnSo estires tao Ssinhos!...
triste, eu te dira....
1
.Coninaur-c-fto.)
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
MUTILADO


Ulniu' ut rtrtnanicu'.u. tenida reino, a ut jMtinu
UMltESPOMiEXCIA DO DIARIO DE
PKltNAMBLCO.
Sergipe.
I.arangeiras 23 'lo dezembro.
oSr. doulnre..e.liiiar a mira .1.. magUtraio-jher! Mr. de Alemb-rt! O nonohornera. Vullou-* dadopelo-.herni.o juit. quecsl.. nosem ;*eala
re; ma-. cono de*liiie-e, ser grande ventura 'o- e so encontrn nao em desejo de rir eom a lgura
quellps que olivnnm enlrc si romo rmprcgado.; algum tanto cquisa de Vollaire. Trazei-ims Oide-
Allencioso, esclarecido e nlelliitcnle, Un sao ..s rnt, meu do Alemberl. porque anda o nAo vil rom
Amice. A po-icnu pi linaria, que merec lamen- qua,ida lo, >le que se adorna, e que, me parece, os diabos nio lie a-sun que e Iva la os amigo!! En


le lem tanho na impren-a brasilea n scu jornal ja
pela mil mu 'le sua re I rcAo, j' pelos sen impuilaii-
e por roueguiiite milicias lo novo e ve-
lho mu lo ; eu fillio ilevul oto de-la cidade, que vi-
ne enlrc as ile mata, como desconherida, prrtendo,
no raso de seren minlias linlias aceita as colum-
nas de gil Diario, encelar urna correspondencia,
narra Di lo osvjactosaqui occorridos. danos de meci-
onar-si, assim cumn me oceuparei algumas vetea de
toda pi oviicm, para que tiesta surie, iinilaudo ella*s
de inaiiaLlades.a venha ser jaleada rom conhecimcii-
lo de causa, e mereja no circulo de suai raas
um laxar mala dislinclo do que aquelle que errada-
mente llie d;lo : por certo se esse nao i ust meu
iiilinli n 10 m.' arrojara a eserever para um jornal
de cenceilo, qual o seu lie, nao .s pela neuhu-
ma ortica e conlieeimcnlo que ilenho, 'como
porque reunida esla inhabilitacAo com o pouco lem-
po qi e me resla de mens trabamos da lavoura, na-
da posso fazer em desempenho de urna misso 13o
nobre; alem disso acreice que de oulra parle encon-
tr elo sua mesma follia escriptos de corresponden-
tes hnbillissimus, ede pcrfeila vocaco para materia
dessa ordem, o que cada vez me torna mais acanita-
do e temeroso a appresentar-roe a campo, porem a-
padr uhado com o amigo axioma .Verti dat quod
non rabel, ne que plusquam habet continuo uo
meu intento, pedindo-lhedesculpa das faltas,em que
naturalmente bei de acorrer, juntamente aos seu
correspondentes, qua sejam benvolos para com o
buvi correspondente, que vacillante se colloca a
sena lados.
Viu dar comeco a minha larefa, principiando pe-
la agricultura, por dclla ser apaizonado.
A safra de assjcar este anno be mesquinha, e tem
porttnlo de gemer loda a provincia, poia he ease o
seu irncipal produelo ; eu nao seicomo me hei de
arr* ijar com os moos credores, porque esperanca-
va-o com boa safra, e agora me vejo alordoado com
senvibante falla inexperada, porem sigo o rifAo dos
antios mal de muitos consolo he.
S. Ezc. Barbosa vai proseguindo no goveroo
da provincia, quando nao sali-fatorio a todos, lam-
beni nao desagradavel. por esle lado seus lilhos se
ach m accommodadoa. Dos queira que elle nao
tropec na marcha, emque vai, na occasiao das pr-
ximas eleices provinciacs.
A minlia encantadora e potica cidade vai a mi,
mainvilhas, as laranjas apparecero em abundancial
e doces cirio o favo de mel.
A manhaa lem lugar na forma do coslume, na por-
ta r a capellado Senhor do Bom Fim o grande leilAo,
liavendo depois a missa do gallo, para onde coucor-
rerr as bellezas larangeirenses, e la hei de ir com o
me i gibjo, alim de verse, assim mesmo vellio,alja-
ma das diviudadea terrestres me quercr diminuir os
Ira'ialhos no resto da vida.
-- Foi solcmnisado com a pompa e eolhusiasmo
do ostiime o dia 2 do correte. Alguns dos meus
patricios alcancaram suas medallias na allluencia dos
deipachos expedidos nesle dia pela secretaria do im-
perio, porem infelnmeiilo mallos oulros, que de-
viam ser olhados com mais altencAo pelos seus mcre-
cir lentos para entrar em tal numero, deixaram (fe
ser, talvez guardados para outra honanra. mas a pro-
vincia nunca desconhecer os seus relevantes ser-
vi os,
O governo continua a empregar os meios necessa-
rii s para a limpeza das estradas. Queira Deoa que
et j veja isso concluido, para cessarem os continuos
al usos, que por esta causa apparecem por c.i.
As podras pe/.am sbreos procesaos de circnmslnn-
c i, principalmente onde ha desconfianza de acha-
re m-se complicadas pessoas .bastadas. Aqui infe-
lizmente o patronato para essas he immoderado.
Ocommercin sotTre bastante, he immenso o
climor sobre a caresta dos vveres, e a pobreza ge-
ne em quanlo que as nacSea poderosas dan expan-
sio aoseu genio egosta.
Orendimenlo da alfaodrga tem diminuido algu-
na can-a, e|diversos euipregados seus, por suas inso-
b irdinaces, lem voluntaria e involuntariamente ai-
. di derollidos.
A velbaoponle Maranduba, segundo adisposicAo
da presidencia, tem de vir aser urna das princpaes
da provincia.
tirarasans cus, que instroccAo secundaria j vai
lindo aqui algum impulso, e assim com mais facil-
dade seus lilhos se lialulilarAo a entrar era qualqucr
academia sem ser neceasario recorrer a outra provin-
cia, como outr'era succedin.
A barra,comosemprc, se acba disposla a chamar a
as embarcarle*, quea vsilarem lendo mais de rem
toneladas oudemandarem mais de 12 palmos d'agua.
A. companliia S. Cruz ia decabindo de scu
contrato, quanlo ao ponto em que deviam ancorar
s;us vapores. Tem-se dado as providencias neces-
trias, e ludo vira a ser rigorosamente observado.
Ha dous para Ires mezes que perdemos um dos
noas'is comprovincianos, que bastante honra dava a
nossa provincia, o doulnr Joaqnim Esleves da Sil
veira, formado na faculdade de medicina da Babia
O anno paasado. O talento, o lugaf distinelo que
sa-mpre leve enlrc seus c'llegas, a considerarlo que
t nlii de seos lentes, e finalmente a dedicacAo aos
e-ludo, ludo Ibes sonhava om futuro ebeio de espe-
r. incas para si, e iodo o Brasil. Quem o conheceu e
h u osseus escriptos anda prantea e prantcar sua
perda.
Todos so preparam com furor c enlhusiasmo pa-
r a festa, e ancosos esperam pelo novo anno que
diveser niaia generOso-para com a minha potire c-
d ule, que nao fui esto, que principia a largar as velas
e a sulcar as ondas.
Aqui paro pela-jncerleza que lenho de serem a-
c-i'.as e. publicadas"r\u scu Diario as minlias linbas.
a ;'jardaodo-me para >utra vez no caso afilrma-
livo.
Boas feslas, encerramenlo desle, que me torna
q linquageiiario, e entrada do novo anno lhe desejo,
aisirncnmci aos seus operarios, licando ccrlo de que
si rei um fiel execulor de suaa ordens.
o agricultor.
muito poderao auivis.ir as
qoo precisara de litigar.
Apparece na auhdelegacia desla cidade um novo
monstro. o qual nao he mais nein menos do que
um proc-sso comecado no joiio muoMpal, e con-
cluid em dita subdelegad*, aera que se saiba como,
uem porque, eis o caso :
l.t'inhra in estar de que em urna de minhas pre-
cedentes {se bem me record, foi isso no mez deju-
nho prximo paasado', dei-lhe noticia de t*r nm tal
Xico JoAo dado urna surra em Mara de tal, ambos
moradores nesta cidade. Pois bem : a Mara de lal
apre-ciitoii sua qnexa em regra ao Dr. juiz muni-
cipal, e esle accelindu-a niandod que se procedesse
nos termos do processo. Depois apossando-ae o sub-
delegado dessa pelico de qnexa j despachada por
urna aulordade superior, enlendcu que podia lomar
conhecimento, edefeilo, inquiri una teslemunba,
depois do que poz tima pedra era cima de ludo,
como se costuma dizer. Agora, porm, depois de
seis ou sete mezes, e quando j ninguem de lal se
lembrava, manda minha aulordade notificar a quei-
xosa. (Tome ola, a qucixosa !'. '. ) c mais lesle-
munhas, e inquire-as.
Aslestcraiinhas, como era niuilo de suppor, por-
que easas couaaa sempre trazcm agua no bico, nada
disseram, e por conseeunle, pareen-me, que ser a
qnexa jnlgada improcedente'
Ora, lomara ver conrluido semelhanle arranjo,
para ficarsabendn que o sublelceado pode tomar co-
nhecimento de urna qucixa intentada peranto o jui-
zo municipal, sem nem ao menos haver despacho,
que a dcrlnasse deslc para aquelle juizo. Outro
sim, toma'r.t saber lambem quem pagara' as rustas.
Consta que aleuns processus se hao sumido dos car-
torios respectivos. Oucm os sumira Eu nao fui.
A carne luye ven itu-sc a ^)()0 res a arroba, a
farinba "5680 ris o alqueire. A".
Al mais ver.
[Carla particular.)
COMARCA DO BOMTO.
1." de Janeiro.
Quero, Sir compadre, recomecar minha larefa do
dia de anno bom, para lhe eserever todo anno, o que
de certo nao sera novdade, porque o pretendo fa-
zerse asSras. D. Parcas n.lo se amerciarem demim,
Embor-i as apprehenscs que lhe disse ler contra o
n. .'i na mi-sha com que fechei a era que acaben ;
nada quero aventurar sobre a que principia, porque
u.to desejo licar do mentiroso. Olhe o passado...
din* ai tanta cousa boa no sen niiscimento, e al
vos-isuorin o crismou na sua fnlbnha de anno da
aol, e por conseguinle de felicidades, e mesmo eu
rabisquc lambem qtielqttc chose em seu favor; e o
que suctedeu ?desacredilou completamente as pro-
pheciaa, e foi o peior possivcl, pois alagou ludo com
auaa r lu va-, cansando-nos males incalculaveis; e
nao foi s aqu no nosso mundinho, assim mesmo
mais feliz que o velho continente, no qual houvc
tambera alem de umita agua, peste e guerra. Tai-
vez que o filho de Caloa vaidoso de tantos elogios,
e com a presidencia do 5f, cntendesse que um rei
nao devia conduzir com suas raaos o carro, e eutre-
ga'Se i dreccin do tal Sr. Eaelonto que j urna vez
o oofrntt, quando quiz provar a Epapho o seu asc-
menlo ;e por signal que ia deitando ludo em raa-
barriz, pois os Elontes lomando o freo nos denles,
orase avisinbovam da Ierra, e ludo se abraaava de
calor, e ora se a faslava della, e ninguem se agnen-
lava com o fri.Mas raro custou o negocio, diz a
fbula, ao lal sugeitinho que foi dar por ordem de
Jpiter com os n.iri/es no Eridano, boje P, rio da
Dalia.
Aeho, Sir compadre, muito dillicil e espinhosa a
larefa desses 365, que alm de todo, tem a resolver
a importante questao TurcoAngloFrancoRus-
-oAustro1 russo (anda que os ltimos andam
com paos de dous bicos.)
Porlanto direi do 55 como dizem os Srs. polticos
dos ministerios e presidencias, que na i sao l muilo
do seu goslo, mas de quera anda justamente n,v>
devein ler razoea de queixas, esperemos pelos seus
actos. ;
Assim aguardo a maneira, porque se portara o Sr.
anno novo, para enlfio fazer seu juizo definitivo a
seu respeito. S por ora lhe desejo urna prospera
viagem, e que nao nos d os mesmos desgoslos do
seu succedido.
Vamos ao que importa : passou-se a festa sem no-
vdade alguma por estes lares, e s em Pimenleiras
malou a um Valenliui Flix Correa, que gracas ao
activo e diligente subdelegado, director da colonia
se acha na cadete desla villa. Ao criminoso est
processando o delegado, que j inquerio todas as tes-
lemnnbas. Tambem prendeu a polica deslc termo a
Prisciliano por desertor, e Antonio Simes pronun-
ciado como introductor de sedulas; falsas esle quis-
que he socio e primo do bom Halalo,a cellenle apanhador de cavallos.
elle nao fallei quando lhe communiquei o resul-
tado do processo das sedulas, por s convir publicar
o nome do que eiilSo eslava capturado, e Coi com es
sa condicao que me cooliaram o segredo.
Foram anda presos mais quatro birhinhot, um
por crime de furto, dous para averiguaces, c outro
finalmente porque, leudo ajustado um mariage e es-
lado dous mezes como he uso entre gente de certa
ordem'; a leuda e manlendamenle para lhe fallar na
phrase de ordenado, comen as favinhas e poz-se ao
(resco ; o pobre pai recorreu ao juiz municipal que
meleu o pHilofacas na ruja, donde saldr ad rece-
nii.uras ii'aqtieihs, j (reanlo a janell.i se fechou ruin um novo ruido, e
! os p..ssaiicirus rujo camuhar hari i sido inlerrmnpi-
do por essa inniiienlanea arena, s virara entilo ir
pouco a pouco des-inpar.'cen lo o bonete ile velludo
do velho philosopho, e o vest lo preto do acadmico
evitar com rapidez a cliuva preparada na almos-
pbera.
Nesse mesmo da as duas horas da larda enlrava
de Alemberl em casa de Dderol. Fui levado para
u gabinete de s-u amigo, quem encontrn em
urna poltrona do damasco encarnado, e marchetado
de grandas brochas douradas.Sobre urna seorela
ra de acaiou vlam se n'um pele-melevros, ma-
nusrriplos, estampas etc.. etc. Todos os quadros do
quarlo erara collocados de um lado. Una tpalos de
fivellas c velbas ralbas cor de avella poslas vonta-
de em umi adaira, entrelanlo que urna grnasa ben-
galla de caslao de maifim estiva sobre um in/oUo
que dorma mansamente em una almofada. A de-
sorden! eloqucnlc do artista se maiiifeslava sobera-
nament no interior dessa pequea peca. Alii se
lia a prcocupacao e o deleixo do grande escrplor,
que cuidava era ludo, excepto no que diza respeilo
a sua vida material.
No meio de urna reprcsenlacao que ao menos em
miniatura,pareca ochaos, Diderol follieava com cer-
ta graviiladc um S. Chisoslomo qcc seus bracos ape-
nas suslnhara. D'Alembert cheeou-so a elle, e
pondo-lhe de ieve a inao no hombro dsse em voz al-
ia: como vais, meu charo philosopho? Diderol co-
rou, esabindo do sua ronlemplacao, era lugar de
responder a perfuma, se ronleulou de dizer enlrc
denles, e com sgnaes de indieiiacilo : Philosophos !
ousmo-nos inlitular pliilosoplios, nos os lilhos per-
didos de um seculo abastardo Philosophos Como
se luda a pnosophi* do mundo ulo eslivesse na-
quelles livros D'Alemberl conlicca i fundo a
mana de seu collega e n.lo iguorava que suas ideas
extremamente vivas e voluvcisseguiam direcees as
vezes bem opposlas.
Demaissabia quanlo era ardente a imagnacAo do
scu amigo a quem em algumasoccasies entliusias-
raavam at as cousas j esquecidas e patudas... Nao
era portanto de admirar v-lo gabar lao excessiva-
inenle ohras, que havain talvez na vespera sondo
asna inflexivelcrilica. D'Alembert nao pode evi-
tar um riso, vendo-o tirar o leni;o para enchugar
urna lagrima sincera, arrancada por suas piedosai
leilnras.
Bofe, meu charo Diniz,exclamou d'Alemberl abrin-
do um dos in-folios, que jaziain no chao, lenho para
mim que estes volumosoa e mpoeirados lvrns devem
pezar tanto no espirito, como as mos. O geme-
tra esperou em vo urna rcsposla. A excessiva preo-
cupado de Diderot o impacientava, puxou urna
cadeira e sentou-se no lado do amigo sem dizer urna
s palavra. Depois de alguns instantes, conlieccudo
e-te quA > sineular era a receptan que fazia a um
confrade, virou-se para elle, o apezar de distrado
dsse-lha: sim, senhor, meu bom acadmico! que
me das de novo deslc muodo.' o qua ha dounvo,clia-
ro Diderol, respondeu o gemetra encantado de o
ver tornar a razao, o que ha de novo he que o maior
dos poetas, o mais profundo dos philosophos, e o
principe dos homens do tlenlo, est ha um mez em
Pars, he emfim que o Ilustre Mr. de Voltiira se
admira, e se atllige de nao ler ainda sido visitado
pelo sen querido Diderol ; ccrtamenl* exclamou
Diderot com especial vivacidade he lempa de ras-
car o rea de miro.
D'Alembert nao comprehendendo o senlido de lao
vehemente cxpressAo qniz aprovcilar as boas dispo-
sices do seu amigo,ajudou-o a vestr-sc e nlguns mo-
mentos depois lomaram ambos a dreccAo da casa
de Vollaire. Durante o caminho o pobre Diderot
lalUva em voz baita cora phsionoma animada, e
de quando era quando repelja: um bello philoaopho
que deseja ser marquez Um philosopho que nao
lorme de noite edia, porque nao pas-a de um par-
ven como eu.
Taes phrases e oulras do mesmo jaez fizeram des-
coufiar o ofltjiosn corlesilo da Vollaire, que receiava
um escndalo da parle de Diderol, porem como nAo
era lempo de recuar, apenas (ratn de lorna-lo mais
razoavel; ufelizmenlc uAo conseguio o desejo, pois
no momento em que elle o deixava dous passos do
hotel ?filete para ir comprimenlar a Mr. de Con-
dorect (que sucia do tarugcs! 1 que alravessava a
ra e vinlia a scu encontr, murmurou Diderotvou
rasgar o veo de ouro.
Em frente da porta, na qual Diderot ia entrar
viam-se parados dous carros: um de rara elegancia
Ira/.ia brasSo de armas ; o cobre era assas polido, a
douradurae a prala on leavam de lodosos' lados, as
portinholas estando, como eslavam aberlAs,' deixa-
vam aos olhoa toda a liberdadc para olhar o inlc-
rior, e apreciar as suas deliciosas riquezas. Um es-
tofo de seda cor de rosa lapisava caixa ; os cochina
erara de um bello velludo encarnado com grandes
borlas de ouro: essa magnfica sege devia perlencer
a alguma dama do alio coturno, ou a alguma par-
rante (filha da fortuna! de bom goslo. A oulra ao
contrario era em extremo simples, usada e cnegre-
cda. Pareca ser de alguma viuva inconsolavel d
avarcuto ou de alguin medico. Um pequeo bolie-
ro tiritando de fro, e vestido i burgueza.lancava do
sen assenlo de coro vistas nm pouco invejosas para
os bellos lacaios empoados, e de luvas brincas que
davam muitas gargalhadas em roda dos inquietos ca-
vallos da primeira sege.
Semelhanle espectculo nao ciplivnu a altenriio
do nosso philosopho, que passuu sem levantar os
daquelles, que hao vivido ao mesmo lempo que tu,
ruto vieren) nos leus ltimos in-lanles recordar os
ttulos que leus a seus odios, o desprezos. De den-
tro de-la c-mara silenciosa, c mal lumiada, rnln
ouves cousa alguma 1 naoouves suspiros e gritos le
desespero? Esies muros sAo lAo compactos que au
repelem neiihumas ilasliiiiprerajocs rom que o gene-
ro humano envolve o leu nume, e al accorda com
a Iromliela do juizo final ? Approvimai-vos, pas
degenerado*, mais clpalas, filho* maldito* 1 Avan-
jai oh lamenta' el cortejo de crea'uras condeiiailas
ha ronlinuos rciiion;oa, suspeudei o curso de vossas
lagrimas ; fazei calar por alguns momentos essa*
vozes me lonlias e angustiadas que choram sem lim
urna infancia de innocencia. Vinde, ebristos des-
pojados de vosso Dos c da heranca releste; uAo fal-
lis a meu appello. Oh vos que nAo cahisles ainda,
porem que caininliaiscora um passojiapido e firme
para o profundo ahvsmo, vinde vinde! vinde I
Cercai o leiln deste moribundo. Eis aqu vosso
grande inimigo n a desarmado. Arranrai-lhc es-a
cora de ouropel, que as vossas horas de loucura
cingistes na sua fronte. Kotihai-lhc essa gloria mun-
dana, com que o cobiislcs para esconder a vossos
proprios olhos sua hedionda nudez. Approxima-
vos .' augracntai vosso circulo em torno de sua ca-
ma fnebre, e depois cabi a seus pes agradecc-lhe
o ter allrahido sobre vos os raios do cen, de vos ler
perdido, deshonrado, condenado. Nesta passagem
fez Vollaire um supremo esforco para gritar ; M.
Dubarry empalidiccu de medo, Tronchin dei-
xou cahir as inHos no roslo. E ainda ludo nAo ter-
minar para ti oh grande inimigo da raca humana ?
urna nova geracAo se levantado nada para sub-litnir
nesle mundo a que vai desaparecer. Quando elle*
pcrgunlarem por osles orphaos, a historia de seus
pais. Ibes ser respondido : elles foram desgranados,
e Vollaire causn lodas as suas desgracas. EntSo
araaldiroarAo leu nome, alirarAo tuas cinzas ao ven-
to, quciinarAo (cus perniciosos livros exclamando
Salan Vollaire !
Mas o lempo urge; minha misso esta preenchida;
e-lc medico, que he velho e cheio de experiencia,
pode querer enganar-tc a respeilo de leu estado :
esta mulber prostituida,que leus o direito de reivin-
dicar como urna de las vctimas, podc-le lembrar
urna gloria, que se escurece para sempre, urna re-
putarlo que se apaga ; tu conheces a verdade do
que lenho dito. Adeos, porlanto ; brevemente te
acharas face a face com leu juiz, cora esse Dos ler-
rivcl, contra quein'tanto blasfemaste. Islo dilo, Di-
derot sabio correntn.
Vollaire nao lardn em revislir-se de sua presen-
Ca de espirito ; elle quiz suspirar, e seus msculos
nao se preslaram a esse esforz.
Tronchin levantou-se com gravidade, disse algu-
rnas palavras ao ouvido do doenle, e ctlerecendo o
braco a M. Dubarry sabio com ella.
M., disse para a amalla de l.uiz 15, este philoso-
pho he um pouco eiipbalico.algum lano louco, mas
disse tambem muilas verdades no seu sermAo.
E Wiltaire morrera com medo dclle, replcou M.
Dubarry.
Sim, raadame, passadosdous das, o sucesso mos-
trar que Diderot se nAo enganou em suas predi-
ces.... o grande homem lera succiimbido.
M. Dubarry subi sua plegante sege um lano
pensativa, Mr. Tronchin eutrou para a sua, dizen-
do ao seu cocheiro : vou para minha casa, e nao sa-
brei mais boje. Traduzido.) (dem.)
Gonralvea, Hahoel Pedro Pereirn, por suspeilo, o
preto e-i lavo Boa Venlura por fgido, o preto es-
crnvo Jo.opiim sem dec'aracAo do motivo, o pardo
Joao de tal c Lourenco Jo- do Bego, amhus para
averigua'.oc- puliciac.
Pela *ub li'l-gacia da iregueitl de Santo Anlonio,
o prelo escravo Kibeilo, requTiuenlo de seu Sr..
Vicente, escravo, sem declaracao do motivo, Manoel
Mrlius Marques e JoAo Barbosa dos Passos por
furto.
Pela subdelegada da fregueza de S. Jo-, o prelo
escravo Bernardo, por ser encontrado armado.
Francisco Carneiro, Antonio Correa de Mello, por
seren encontrado armados de espada, Manoel Jo-
aquin da ('.mili i para averiguaces pnliciacs c I.au-
rianno da Porciuncula IVreira da Silva para cor-
reccAo.
Pela subdelegacia da fregueza da Boa-Vista, o
preto escravo Antonio, por oppr-so a ser corrido, o
bolieiro Pompeo, por haver pisado com o carro a
um individuo, os pretos ecravos Malhcus c Bafael
este por ebrio e aquelle por fgido.
Pela subdelegacia da fregueza dos Afogados, Ber-
nardino de Sena lavares, e Cuiz escravo, por dcs-
ordem, Francisco das Cbagat, para averiguaees pn-
liciaes, e a prcta e-crava Antonia, por Tupida.
Deoa guarde a V. Ex. Secretaria da polica de Pec-
namluico 8 de Janeiro de 1855. Illm. e Exio.
Sr. conselheiro Jos liento da Cimba e Figueiredo
presidente da provincia,O chefe de polica, l.uiz
Carlos de Paira Teixeira.
ERRATAS.
No mappa do hospital regimenlal publicado no
da do crrante, deram-so ossegainlea errns :
O lilulo era lugar de ser o que l se l, dpve ser :
Mappa das pracas que falleceram no hospital rc-
gimental no anno de 1854.
E na rasa de molestias ossegninles :
Francisco Manuel da CostaMolestiaAscile.
Andr Francisco do .NascimenloMolestiaDia-
these purulenta.
Jos Fiel S. T"MolestiaHvdro-pericordio.
Anlonio MnrhadoMolestia Cesebrilc ebrouica.
COMUNICADO
piendum esse a dita, que naturalmente ter o seu j olllo5> e Si\ga\ acouclitmenl antes do nono mez. Entre os recem ".ando chegou a entrada do quarlo oceupado por
PERNAMBICO.
COflVRCl DE NAZAKETIt.
6 da Janeiro de 1855.
nca he, e muilo antiga. darmos as boas festas
is pessoas, a quem respailamos e acatamos ; por-
lanto, venho hoje cumprir com este dever, desejan-
do-lhe enclienlea de venturas, e que mnilose diver-
lisse, na forma indicada na missiva da Parahiha.
Outro sim, desejo que principiasse bem o novo anno.
o que os cos rae permillam fazer-lhe o mesmo cum-
plimento por longos e dilatados annos. Amen.
. Tambem passamos por c nma fesla soffrivel, se-
r.ao pelo lado de intrelenimcnlos, que foram poucos,
ao menos por passar-se ludo da inelhor forma, e
sem algura incidente desagradavel. A missa, vulgo
lo gallo, foi solemnisada com msica, fogos e urnas
intituladas paslorinhas. Na noile da 1." oitava,
lioiive urna partida em urna casa particular, a qual
ditem-me rivals.ira bem com as do Cassino Flumi-
nense : dir alguem que isso he urna byperbnle in-
loleravel; psis n;io senhor; mulalis mulanilis,
como dira cerlo pedante do meu conlieeimcnlo,
ludo vcio a ser o mesmo.
O novo anno lambem principio!! por uinaMcsIa
istrondosa, no lugar dcTerra-nova, Digo cslron-
dosa, porque nao fallou bicho careta, que a ella nAo
-encorrease ; ao menos desta cidade bem pnucas
loram na pessoas, que deixaram de ir, lendo para
isso um duplo motivo, qual o de aplaudir a festa. e
cngaiolados ha um Hcnovato.que vcio como diere de
escolta trazo:-outro no delegado, que j tend-* re-
commendarOes contra o mea Benovato mandn a
guarda da cadeia tambera recolbcr da patrulha o
commandanle, o qual presentemente afiirma que
nunca mais bodas ao co, islo he, que era lempo al-
gura ser elle Irazedor de pretos.
Estou com presta; porque esta madrugada sabe o
portador para ah, e nao quero pcrde-lo.
Terci assaz de gaudio, se soubcr que tosiignoria
leve boas feslas, e melbores entradas de anno.
Esquecia-me dizcr-lhe que bei tido meus receios
de se haver desencaminhado a minha ultima carta,
por queja li o Diario al 21 i!e dezembro e nAo li-
ve o inefaxel de a ver as columnas do seu apre-
ciavel jornal. ,
.-/ revoir.
VA HIEDA OES,
Um termao de Diderol.
Vollaire acahava de deixar sua residencia de Fcr-
ney (eram 10 de feverciro de 1778) rom o duplo fim
de assistir asrepresentacoes de lreuu, e avivar no
coracAndos parisienses um enlhusiasmo que o lempo,
e a ausencia j baviam raodernJo.
Des le a hora de sua chegada ao hotel do marquez
de Villele, se espalhuu a noticia pela capital. Os
amigos se apressarara em vsila-lo, e seus inimigos
se vexaram um pouco; o por alguns das uo hotel
do caes dos The.ilinsse notava urna vozeria sem
ex"mplo. Os ricos coches all se cruzavam cm as
modestas carruageiis de alugiiel, e os pobres peoes
se olbavau. espantados dessa perpetua conlusilo de
homens e cavallos.
No lim de um me/, a enrotidade gcral c-tiva mais
desanimada ; o rodar das equipagens, as dispulas dos
lacaios, c o relincho dos cavallos ja nAo perlurbavam
o valetudinario e nervoso hotel de Mr.de Villele.
Um grande silencio succedeu a primeira sufocaclo
publica.
\ fallar a verdade Vollaire nao se (leu por acba*
o mesmo lempo cumprir com o dever religioso de i do desse esfriamentode zelo : elle eslava cheio de
uivir missa, visto como nesla cidade a nap houvc
resse dia.
Ha cousa de tres das, chegou-nos dessa cidade
una rnmpanbia dramtica, sob a dreccAo do Sr.
Sma Bosa, a qual pretenda dar amanhaa asna
|i metra representacAo, o que nAo sei se poder ter
.lugar, por coincidir com a segunda partida do Cas-
si io Nazareno, (endorse ja levantado, por isso, suas
ri .alid.nlcs enlre os apreciadores de un e de outro
dicrliiiunU,. Desejo cordialmento ao Sr. Santa
ll'-aa, que nao Icnha motivo de arrepender-seda sua
ciiipre/a ; e bem assim. que encontr a prolecrAo
le todos, ltenlo o sacrificio que fez, para vir obse-
quiar-noa com algumas noiles de divertimenlo.
imbem (vemos a venlura de virem passar a
fesla enlre nos alguna mocos dessa capital, entre os
qu. es nolarci o Sr. Dr. Arislidea da Bocha Baslos.
mo ;o sympathico, e de urna educacAo acurada
todaaprova, que por suas boas maneiras rende e
Captiva a lados que delle seapproximam. NSoseise
fadigas; laiirava sangue, e seus pobres ervos de poe-
ta se achavam em um oslado digno de la-lima. De
mais, por maior que fo-se a cegueira de seu orgulho,
nao lie crivel que nm cspirilo (Ao (no e de lana pc-
uctracAo deixasse de ver na sofreguidao dos visitan-
tes, mais urna curio.ulade banal e vA, que um tribu-
to ao genio.
Em um dos primeirus das de marco, n'iima dea-
tas manhaas disputadas pelo sol e pela chava, um
homem com 60 aunos mais ou menos, vestido de pre-
to, sabio do hotel Villeie, aules de volir o caes, o
prudente personagem obaervou o co para se aste-
eurar de urna niivemdubia e que ameacava alguma
cliuva, e depois com um p ainda ligeiro para sua
idade lomou a dreccAo da Ponte nova. Tena ape-
nas andado 10 passos, quan lo a janella de urna casa
por onde passara se abri enm algum estrepito, e
Vollaire veio reccbc-lo M. Dinyz. A boa Sra. oac-
coibcucom perfeila polidez ; ella bem sabia que seu
lie linlia grande unizade a Diderot, cuja eloqueu-
cia, espirito enesgolavel e vea salrica eram muilas
vezes tciuivcis. Miilo se alegrar meu lio vende-
ros, Mr. Diderol. disse ella rnm'ura surriso gracio-
so, conheco quanlo vos ama Ainda nao bavia
concluido as ultimas palavras desla phrase,h> Diderot
piusaJanto porta do quarlo de dormir de M. Vol-
laire. Espera!, gritOaM. Diuvs, eu vos devo pre-
vinir que meu pobre (o est doenle, e muilo doen-
te, Mr. Tronchin prohibi expressamente de o exci-
taren! a fallar; de resto o bom Mr. Tronchin la se
acba. e isso mesmo vo dir. Diderot aTOa i sobri-
nba do grande Vollaire um olhar inleiramcntc c-
mico. Eslejais tranquilla a esse respeito M. Dinys,
conlo azer Unios os gastos da convereacao ; hei mul-
to que dizer ao Sr. vosso to.
Abrio-sea porla do lal quarlo de dormir, e en-
Irou. Nao obstante serem ja 3 horas depois de meio
dia os fmulos anda eslavam retirados, c as corti-
nas decidas ; um candiciro collocado sobre a cha-
min, onde bavia um fogj meiu apagado derrama-
va tr-le e lacerta claridad*. O Ilustre doente re-
pouzavaem largo leilo.de rico snbrc-ceu.sua cabe-
ra se reclinara em maciei travesseiros ; e de lem-
po cui lempos se ooviain suspiros icoinpanbados
desles expressivoi monostillabos ah ab :que as-
sas mcslravam sollrimenlos vivos e reilcirados.
lu velho e una mulber moca proiuravam con-
solido, e o rcaniniavain faUando-lhe de sua glorla.e
do imnicnso suecesto queha pouco ohliverano Ihea-
tro ranee/, o velho guardava, e eslava calado.
libha umseinlilaiilc melanclico, lean a vi-la bai-
la dava a modo que com impaciencia limas panca-
diuhas rom a bengalla no astoalue. Os don- perso-
nagens crao : um o famoso medico Tronchin, e nu-
tro nada menos, que a celebcirima condesa* Dubar-
ry. Diderol dirigio-se gravemente para o meio do
quarlo. saudou com um ar solemne a compaohia ;
c depois de conlemplar em silencio a scena lgubre
que linlia (liante dos olhos, c da qual parecen tirar
una nspirarAo.exclaineucora exaltnro prophetica:
Salve o grandn prevaricador Salve o ultimo dos
pag&oa Venho cmiiomede las victimas, em no-
me daqiiellesiqui! arremcssasle aouial.assislir tos tena
derradeiros sotTrimenlos dizer(e o eterno adeos co-
mo o fogo que uAo aquece mais, conloas villas que
ja nao aliimiam, leu corno ai exiiguir-se. Atien-
de : a noile da cterndade principia a cal.ir sobre
la cabeca, e os miirmurinhos do muudo vio pouco
e pouco lindar-se para leus ouvidos, semelhanle a
e--c ruido que ouro ao longo : Diderol se incli-
nen, e como que eseulou n movimenlo de nina car-
ruagem que passara com rapidez por balso das ja-
nellas; Vollaire te bavia levantado sobre o a* para chamar gente ; M. Dubarrv enrarav.i Diderot
CMARA MUNICIPAL DO RCCIFE.
Sessao' extraordinaria de 20 de dezembro
do 1854.
Presidencia do Sr. iaro de Capibaribe.
Presentes os Srs. Vianna, Mamcde, Dr. S Pe-
rera, Oliveira, Gamero, Reg e Amorira, abro-se
a sessAo, e foi lida o apprnvada a acta da antece-
dente.
Foi tido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um ollicio do Evm. presidente (la provincia, com-
muurando que, em I-ido crrenle Iransniillira ao
director das obras publicas o ollicio que esta cmara
lhe enviara em o 1 de novembru ultimo, alim de
ser salisfcita a sua rcquisicAo relativa aos perfiz c
plantas das obras i fazer-se com o calca ment da es-
Irada da ponte d'Uchda.inteirada.
Oulro do mesmo, dizendo que, para poder resol-
ver i cerra do conleudo no ollicio quei esta cmara
lhe dirigir em 9 do corrente. fazia-se necessario
que se lhe informasse quanlo existe em cofre para
a obra do maladouro.Que se informasse.
Oulro do mesmo, enviando copia da postura addi-
cional, que approvra provisoriamente acerca da
remocAo dos fornos de padarias do centro da cidade
para lugares conveniente'.Inteirada : que se pu-
blicassc a poslun, e se remeilesscm copias della aos
fiscacs para a fazerem cumprir.
Onlro do procurador, informando acerca do rc-
qncrimento de Manoel F'igueiroa de laria, que
quanlo a despeza dos domnenlos n*. 1,2*3 podia
ser paga, e n.lo assim a do documento n. 4, por ser
relativa impressao de editas* para a ro -ao da
guarda nacional, que nao est a cargo da cmara.
Dcfero-se nesle sentido ao peticionario.
Oulro do administrador do rcmilerio, participando
o facto de haver Francisco Lucas I ei reir manda-
do rondjjzir para alli no diati do correle, o cadver
de urna donzella em carro de seguuda classe do !;2
art. 53 do regulamento respectivo, liavendo a parle
contratado a conduccao em carro de primeira classe,
como tudo constava do termo que remetlia.Man-
dou-se remoller ao advogado com a copla do con-
trato que assignou o mesmo Curas, alim de proceder
cumn for de direito.
Oulro do mesmo, participando a oceurremia, que
na noile de 13 para 15 do corrente se dera no ce-
inilerio.Que fosse rcraetlido ao vereador cncarre-
gado dos negocios do cemilerio, e se inaodasse copia
ao Dr. chefe de polica, afim de dar as providencias
que julgar conveniente-.
Oulro do fiscal de S. Jos el) remetiendo os map-
pas do gado mnrlo para consumo desta cidade as
semanas de 4 i 10 e de II a 17 do corrente ( 1236
rezes).Que se archivasse.
Oulro do fiscal do Poco, expon 'o a necessidade
de dous cbafarizes nos povoados do Mooteiro e Api-
pucos.Adiado.
Outro do fiscal da Varzea, diicudo que no mez
de novembro ultimo se mataram 22 rezes para con-
sumo da mesma Ireguezia.Que se archivasse.
Oulro do mesmo, dizendo em resposta a portara
do primeiro do correr.te, que examinando o ro c in-
formando-se dos moradores, nAo lhe constou que
bouvesse tapagem ou impedimento por oulro modo
no curso das aguas.Inteirada.
Oulro do fiscal de JabualAo (3) remetiendo a nota
das rezes moras para consumo da fregueza, nos
mezes do selembro, oulubro c novembro ltimos
(190 rete*).Que sa archivasse
Outro do fiscal de S. Courenco, remetiendo a nota
do gado umi lo para consumo da fregueza no mez de
novembro allimo jW rezes. O mesmo deslino.
AutonioJoi Firmo fea declaracao por peticao ele
haver inonljdo um cslabclccimcuto de carros fne-
bres na ra Augusta n. 21, com todas as condi-
coes do regulamento respectivo.Mandoii-sc ins-
crever, lavrar termo e mnunciar, bem como par-
ticipar ao administrador do cemilerio u ao procu-
rador.
Despacharain-se as petices de Antonio Jos Cr-
rela, de Antonio Jos Alvos, de Clorindo Ferrara
Clao 12', de Francisco Jos dos Sanlos.ilc Firmiano
Jos Bodrigues F'erreira, do padre Francisco Co-
clhu de Fem- c Silva, de Francisco Ignacio da
Cruz, de Joaqnim Mara do Carvalho, de Joan Fa-
cundo da Silva Guimsrfie*, i>e Joo Manoel de S-
queira, de Jos da Costa llibeiro, de Juao Jos do
llego, de Mara Cordeira .Xavier de Brilo, de Ma-
noel Flix Moiileiro, de Manoel da PaixAo Paz (2),
de Manuel Jos Mauricio de Sena, de Manoel l-
gucira .le Faria, de Manoel Coellm Cintra, de Ma-
noel Jess Monteito, dcTheolonio l'elix de Mello, c
levantou-se a scss'o.
Eu Joao Jos Fcrreira de Aguiar, secretario a
subscrevi.Bario de Capibaribr, presidente..Ua-
mede.llaralade Almeida.Oameiro.llego.Aid
Per eir.
rom ura espanto misturado de lenior; Tronchin es-
deiiou ver urna cabera de velba, cubera com um lava immnvcl.
bonete de velludo, e ao mes.no lempo cchoou una Oh! cruel eductor cunlinuou Diderol, o secuto Joaquim Galvlo, para averigoacOes policiaes.
voz imperiosa, po.-lo que fraea. Oh I Mr. de Alem-1 que te lem adorado ha .le s?r cvndemuado sara pie- I Pela subdelegada da freguezia de S. Fre Pedro
REPARTIDAS SA POLICA.
Parte do dia 8 de Janeiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dl'erenles participacoes recebidas nesla reparli-
c.'io, desde o dia (> at boje, consta que foram
presos:
Pela delegaca do primeiro dislriclo desle termo,
A extraern de um calculo da bexiga, de pollega-
da e meia de dimetro, por meio da lithotricia.
operario que consiste na pulrerisariio da pedra,
t sua sahidapela urethra. pralicadapele Dr. Ca-
rolina Francisco de Lima Sanios.
A importancia de um proceder operatorio,bem cer
lo, n,ln esta na opinin dos que o gnoram c proc-
ralo dar valot s ao que aprendern!, a cusa da
alheia reputaro.
Dma verdade lio sempre urna verdade : ella nao
recua, e camiuha mesmo a despeilo quantos obst-
culos se lhe anleponha.
Se a lilholriria ha nina operaran joven compa-
rativamente a ilba. que dala de lempos immemo-
raves. ou quando menos de liippocrales.e (.aleo
nAo deixa de ser urna grande nvencAo, um bem
immcn-u que lodos os das toma corpo, e progrede
deixando beneficios e proslitos. No estado acta!
da scienca, dizer em Ibeae que a lithotricia be in-
ferior a lalha be ura erro imperdoavel ; como que,
dizer, que a lalha be inferior a lilbolricia oulro
erro nAo menos grave. Da escolha don casos he qu*
depende a preferencia deste ou d'aquellc proceder ;
da escolha doa casos be que resulla em aeral o bou)
ou ruo exlo da operacAo. Do que se segu que lo-
do aquelle que. leudo de exlrabir urna pedra da be-
xiga, usar cega e exclusivamente de um das duas
operacc ha de mnilas ve/es malar,po leudo salvar,
e vida dar a scu semelhanle ; sendo rerlo que
se para o vulgo lano mais imporlanria, e valor lem
urna operario quanlo mais sangne ella derrama,
maislormeiilos occasiona e repugnancias pro.luz
para o homem da arle o valor real, e importancia
s esl as dilliculiladca que vence, poupando vi-
da, o sangue, as agonas e as dores.
Debaixo desle ponto de vista, a lalha. geralmen-
lo fallando, nAo pode deixar de ser inferior a' li-
lholriria.
Dcmaia : um bom resollado pela lalha pude depen-
der do animo, e do aecato ; enlre lano que os bon
elTeilos da lilhotricia s dependem da prudencia, e
do esludo do operador.
Offerc-eudo ao publico esta historia nao temos por
fim alardear ; e vislo loda a importancia eslar na
nalureza da "pera{lo, a' scienca compele a eloria,
se glora existe... quea mis nao cabe senao a satisfa-
rn de publica-la, mostrando, que, e de quem fraco
no tlenlo naa m.los o lithocaslrn ou u instrumento
Iriuraphuu de nAo pequeo calculo, e a vida deu a
um homem ja' condemnado a murlecom quanlo
mais razao nao Iritunpliaria elle dirigido por la-
lentos que aqui nao silo sii'peitos, c que s o velho
proceder empregam por falla de cstudoa relativa-
mente ao novo '.' Vamos ao caso.
Benedicto das Chagas Coellio, natural de Pernam-
buco, de dezoto annos de idade, solteiro, fraco de
consltuicao, de lemperamento nervoso, fui entregue
a nossos cuidados no dia 17 de agoslo do anno pr-
ximo passado. Disse e allirmar.ini lodos de sua ca-
sa, que desde a idade de seis annos soffra das via-
ourinarias ; que estes soffrimentos consislam em
dores sobre o baixo ventre, prisao as ouriuas, be-
maluria ou cxcreccAo de saague pela urethra, e pe-
so considcravel ; que apezar desle calado, a cusi,
conseguir aprender a ler e a eserever, e dera-se ao o li-
rio de alfaiale, mas sempre comrcserva.esujeitoor.ia
bobea ora i remedios cazeiros quelite ensinavam;que
ha (res para qua(ro ,annos, porm, vendo qua. se
aggravavam seus males reccorreu de novo aos fa-
cultativos desla cidade, dos quaes uns lhe havi;..n
dilo que lodos osseus padecimcutos provinham de
urna nepbrilc-inflammacAo dos nns ; oulros que de
urna inflammacAo da bexiga-cyslite ; e oulros an-
ual que a nAo existencia de um calculo, sendo indu-
bitavel, reconhecam lAo smente a presenca de
urna chronica inllammacao da mesma bexiga. O
cerlo he que quando us foi entregue o doenle j
desengan ido a conselho dos mdicos que o assisliram, seu
estado era o seguinle : magrem considcravel ou
quas um estado de cachexia, febre continua, cal--
frios de vez um quando, pella aecca, sede, a nore-
xia, dores excessivaa pelo ventre exacerbaudo-se a
mais ligeira pressao e uobre ludo na parle corres-
pondente a bexiga, peso consideravet no recto e na
mesma bexiga a poni do enfermo dizer que urna arroba
lhe impedia os movimenlos, dores acerbas quando ia
nmnai mormente depois que acabava, interrupfAo
brusca as vezes ao sabir da cunta, a seuac,Ao da
queda de ura corpo srmpre que se vollava de um
pata oulro lado, ouriuas lurvas as mais das vezes, e
oulras vezes vermelhas depositando no vaso ura se-
dimento quando nAo vnham carregadas de mucnsi-
dade, e com a propriedade de fcilmente se ilie-
rarern. e laucar um chairo ptrido, ilysuria as vezes
facilmenle substituida por cslraiiguria, e esta pela
ischuria, islo he, a ourina ora corren.lo livreineule
masenm dilllculdadc, ora golla a gotla com dores
alrozes, ora com impnssibidade completa de ser
excretada.
Nesle estado, e com semelhanles dados deviamos
logo diagnosticar ? Se os symptomas de una rvstile
ou simples inllammacao da bexiga existiam, alguma
cousa mais nAo deixava tambera de haver, que nos
levasse a procurar a causa efi;eu(e de-sa inllam-
macAo. O felo do doenle asseverar que a scnsacSo
de um corpo que caba, ao vollar-se elle de um pa-
ra oulro lado, siiscilou-nos logo a idea de una pe-
dra ; e quanlo ba-lava, alera de oulras considera-
00*0*, para que nos vis-emos obrigndo a levar urna
sonda bexiga com o lira de explora-la.
Com e.'ito : no dia 20 de agosto sondamos a be-
xiga ; mas lal era sua sensibilidade, a dr que expe-
rimntala o doente, e a cnntraclildadc que a
muilo cusi penetrando-a. Tomos obrigados a retirar
o iiisrnmentusaiii resultado algum por nao termos
encontrado a pedra ; mas nem por isto a dea de
sua existencia em nos arrefeceu ; c pelo contrario
uppozemoi logo o que mais larde se vcricou. isto
he, quea bexiga em conscqucncia de sua contradi*
hidadc irregular, e anormal bavia formado como
que duas lujas, urna inferior quo o calculo escond;
engaslando-o, e oulra superior onde penelrava a
sonda.
Nislo, entendemos que mellior seria nao violen-
tar, e antes acalmar a irritabilidade, e combaler a
infiammarao par.i mais larde, injeelando algum li-
quido, mcihor cnlAo explorar. O que felo por meio
de bitas no perineo, bandos repetidos, cataplas-
mas emolientes e 1 audanisadas, clysleres calmantes,
corpo duro, e o soni multante do bico da me-ma
contra a pe Ira nAo nos poda raaa deixar ficar em
dolida rerr.i de sia cxisiencia reai.
Assim reeonbeefda a pedra, rcslava medi-la cora
o fim de sdi r qual -crii o lamanho, e resolvermu-
nos na escolha dos neios para sua exlrareilo, cnndi-
(Re sine qua ena comraeller urna falla reprebensi-
vel. Ma para islo eia mister dilatara urethra, e pre-
para-la areceber n instrumento proprio. Alera de
confinar o doenle no uso dos emolientes, e cal-
mantes ordenamos feicees ,le pomada slibiadasubre
a regiAo peclinea com o fim de remover ou diminuir
a tranle irritabilidade dorlo da bexiga .e da ure-
th,-a.Com elleilo : logo que a supp,iracAo se cslabele-
cen, um melhoramsnl manifest leve lugar, eo
doenle comecnu a rnelbor se prestar a introdurcAo
da sonda ; e(Ao poeroso foi o emprtgo da pomada
(tibiada que al su eslado g"ral se lornnu maia li-
ongeiro, a febrediminuio, a lingua lornou-sc rat-
Ihur, c o apelile apparereu. No dia 8 de seleinl.ro
enlAo iulroduzmns o dilaclador do Sr. Civiale (pti-
mo instrumento pe.a facildade rom que depois de
ser iutroduzido na urethra se abre gradualmente,
prodii/indu o mximo de dilatacAo) e feila a dilata-
cAo quanlo bastasse para a inlroduccAode um peque-
no lilbolrictor, cinco das depois que foi no da
13 do mesmo mez conseguimos medir a pedra. a
qual em sen maior dimetro den bem pollegada e
meia de extensAo ; do q:ie rcsultou-noa a idea de que
a pedra era quasj do lainanho de um ovo ordinario.
J nao era pois o calculo pequeo : linhamns de
lular com immensis ditliculdades. atienta a uflam-
ma^ao da bexiga, sua chruiiiridade, o estado seral
do enfermo, a irritabilidade, e exquisita sensibilida-
de do coluda bexiga e da iirelhr.' ; mas lindamos
lambem por mis a conlianca no nosso esludo, a re-
signa^ao do enfermo, a nossa prudencia, os meios de
combaler os accideiles, e emfim liiiharr.os por nos
a lilholriria.
Medida ^ifinal a pe Ira, e recanbciilo o seu
voluine, chamamos a dous de nossos collegas
| que Icstemunhassem o facto, restando lie'somenle
preparar de novo o doenle, e marcar o dia da pri-
meira operacAo ; mas era preciso anda por algum
lempo deixar de parte o que liuhamos ouvido na
Franca dos dous mais habis operadores, os Srs. Ci-
viale, e Caudmnnl; era mister ver de novo u que
dizem os livros, e de novo consultar ao eslado peral
lo doente, e particular das viasouriuarias ;e alinal
depois de muilocogilarmos, e ler vencido a lilbo-
lricia que alacava os factos que lhe eram em con-
trario com a imprudencia, iuhabilidade, e impaci-
encia dos que apralicatMin em sua origen, e boje
ainda pratiram ; e igualmente recordaiido-no< de ler
vislo o Sr. Caudmont exlrabir de um velho de 60
annos um enorme calculo por meio della resol-
vemo-nos a poupar o horror do caivete c do san-
gue ao pobre eufermo ; salvandn-o igualmente de
um pergo irrernediavel, c subdividindo-lbe asdo-
res e os soffrimenlos.
J se v pois que nem fot ocui persecta lethale
de llypocrales, nem os temores dos mais ardiscirur-
gies gregos, ou cousa seinelhaute que nos fizeram
regeilar a lalha, mas sim urna convircao baseada em
principios, c em fados que observamos.
O que pasto: continuamos a dilatar a urethra,
renovaudo sempre o emprego da pomada stibiada, e
subrnellendo o enfermo ao uso dos calmantes.
Completa que fui a dilatacAo, no dia 27 de se-
lembro, depois de convenientemente collocado o do-
enle, e jnjectado lhe ter na bexiga urna porreo de
agua morna laudanizada at que provoca-so ligeira
vontade de normar, segundo Malgaigne. iirtroduzi-
inos o lilhoca-lio de Heurleluip modificado por
Charrirc ; e islo era couseqiiencia de ser este ins-
trumento de Torca maior do que o chamadobiro
le palo. I.ogo que o instrumento ganhou o fundo
la bexiga pela pressao que lhe filemos, e que foi
iberio, a pedra cahio sobre a concavidade da porc.ao
curva do ramo riacho; seguramo-la, verificamos por
meio de movimenlos laleraes se a bexiga estara ou
nao presa (coudiccau essencial e sem a qual se pode
dar a morte) a trouxemos ao centro da ravidade da
bexiga, abaixamns o instrumento, e cora a niAo di-
reila intrnduziinos o piao o a quebramos cm parle.
Quebrada a pedra, diminuida j ficava a sua tar-
ca por islo que, em geral,.a resistencia dos clculos
esl na razAo do vol-ame. Fechado o instrumento,
e de novo aberto, tornamos a segurar o calculo ou
um dos grandes pedaros, e o esmagamos. Esle pro-
cesso foi repelido miris duas vezes at que marcando
o relogio j cines minlo* de (mora, retiramos o
orna sofBpe olhos grau-
a para dar saTiTcfJJp? por-
cAo pulvarisila do calculo; e o que de facto succe-
deu seno no lodo ao menos em parle como fra
lestemunha um dos nossos collegas.
A retirada do instrumento logo depois de cinco
minutos he una necessidade, visto ser de nbserva-
c,Ao que mais lempo de demora occasiona accidentes
as vezes difficeis de combaler, como febre forle, c
iiilammacOes.
Claro be que scmelhantes manobras o doenle
nao podia ser indilTereiilc; e linio mais que sua ti-
midez era naluralm-nle excessiva; elle senlio dores
he verdade, mas nao dores de desespero, dores de
instrumento, iiipoduzimos u
des, c injeciamls mais agua
xiga como pela presteza cum que agarrara o grando
pe i,,co de pedra, e neamagra.
Logo depois da operacio. ourinando o doente, lan-
'.ou urna boa porcao de areia que mostramos aoa
mesmos collegas; nesle dia nao leve Trios nem febre,
pasou bem. As dez horas da noile porm fomos
chamados pira exlrabir da urcUna um e-lilhaco enor-
me, anguloso que u'rlla se bavia alravessado, e
sempre como ramo macho do lilhoca-tro urclhral u
<-ouspguimos ; no da seguinle o doenle leve alguma
proslracao, e pouca febre que cedeu logo porm com
o DIO de laranjadas, a dela.
Passados os miiv iiiienios da 3.a operacAo, explora-
mos de novo a bexiga; e ao entrar da sonda sentimos
que ella passava por sobre pequeos pe.lacos que se
apinboavam nu eolio da bexiga, e igualmeule veri-
ficamos que o maior pedago eria do lammho de
urna grande azeilona. J pois n.lo era possivet tttj*
o lilliocaslro a piao, e mesmo scu emprego dara df-
li.luiente algum resultado, visto serem pequeos
os pedacos da pedra, e pela disposicAo do iii-lru-
mentu cu-toso de o seguiar. Eolio marcamos o dia
22 le novembro para a 4." teulativa ; e nesle dia
inlroluzido o lithocaslro a bico de palo, e durante
cinco minutos, podemos destruir os mais pequeos
pedaros que davam que fazer ao eolio da bexiga e o
irrilavam, mesmo mais quo o grande, por serem
mais ou menos alongados, e por islo como que *er-
viam constantemente de rotha ao ourificiointerno da
urethra; razAo porque tambem nesla i. manobra com
elles nos orcupamos de preferencia.
Finda a operacAo nesse dia, conlinuou o doenle
na expulsao de pos e areias mediante a* ouriuas,
e ainda tivemos no dia immediato de lular com
urna nova extraerlo de um grande e anguloso es-
lilhaco que na urelhra ficara preso ao abir. De to-
dos quanlo extrahimos foi esle o que mais graves
conaequencias Irouxe, por i-lo que. mediante urna
pona, pode em sua passagem ferir a urethra; e
tanto que das depois sohreveio urna suppurarao
alm da febre, e irritabilidade que nAo tardou a sa
manifestar logo depois de sua sabida. Mas ludo
islo fui combatido com vantagem, nAo s por meio
do Iratamento ja indicado, como medanle injec-
ces de agua camphorada; sendo de notar que a
suppuracAo exhalava um cheiro desagradavel que
nos nAo a-siisiou todava, pela conscienria que ti-
nb uiio- de nAo ter lezadu a bexiga na operacao, e
mesmo a urethra na exlraccao do calclo, e suppor-
mos anles com razao que aquelle cheiro nao era
mais do que partculas insignificante* da maco
que mortificadas iam sen lo eliminadas.
Passados esles inconvenientes, e que nao podiam
deixar de retardar a 5.' uperacao, marcamos o dia
1. de dezembro; nesse dia, introduzimos ainda o ,
lithocaslro a bico de pato ; mas ao chegar o instru-
mento ua porcAo membranosa da urethra cnconlrou
resistencia ; e como muilas fossem as dores do doen-
le o retiramos, convencido de que a urelhra se ba-
via contratado um pouco, o que mister fra no dia
stgalnle introduzir o dilatador, e de novo dar-lhe
o grao sullicienlo de dilatacAo. O que feilo : no
dia 5 do mesmo mez 'conseguimos introduzir na
bexiga o ferro, e pegar* o maior pedaco de calculo
porem au aperlarmos a manivella escapou-se elle;
e ao abrir de novo o inslrumento seguramos cnl.lo
algous oulros menores pedacos, e osreduzimosa p.
Soando cinco minutos retiramos o instrumento,
injertamos de novo a bexiga, e tudo mais se passou
sem novdade. O doenle laui-on por espado de
dous dias seis partculas de pedra, mas que em na-
da offcn-leram a urelhra; nao leve fri nem febre, e o
apetite se conservou ; o dcixamos descani-ar alguns
dias, e tratamos de no da 12 procurar o grande
pedaco ; e de facto introduzido nesse dia o mesmo
inslrumento, leamos seguramente cinco minutos a
procura-lo ; e nao o adiando, ao retirar o lithocas-
lro o sentimos rocar na couvexidade desle ; o que
nos dexou ver que ao lempo que o procuravamos,
elle se achava protegido no ngulo formado por
urna porcao recta do inslrumento e o plano do tr-
gono vesical.' Sendo certo que nem por islo dci-
xamos de conseguir a pu!veraco de alguns oulros
pequeniuos pedamos ; como que isso succedeu nessa
occasiao por nos ter esquecido de levantar a baca
do doenle como be de regra e de necessidade.
Vislo que, em consequencia dessa 6- tentativa
nenhuma alleracao leve o doenle, o preparamos pa-
ra dar um novo alaque, o qual leve lugar logo no
dia 16, mas com nenhum resultado, visto que uo
adiamos o calculo O que pensar '? que nao exis-
tia nao era possivel: nAo s porque o lindamos
como porque o doenle senlia sempre no acto
inar ; e os restos dos sutlrimeulos que elle
mc'itava, ille'tavam sua existencia. Entilo
suppozomos que por ser o pedaco pequeo, e a be-
xiga resislir as njecces, e se nao dilatar sufiicien-
lemente, dava lugar a quese escondesse em alga-
mas de suas dobras, nu nellas se prendesse por al-
gumas de suas extremidades.
Eniao nos resolvemos por esparn de tres dias a
fazer largas injecces de agua moma laudanisada,
com o fim de habituar a ffexiga a injecroe* remo-
res. Esle meio ajudado do uso de pilulas o ba-
nhos, deu om cxcellente resultada, norquanto
no dia 22 de dezembro, depois de collocarmos con-
vf^Kcn
e\ penin
morle, dores de um ferro corlante que rasga al rls | venienleruente o doenle, e fazer utna grande in-
jeecono shrirmos o lithocaslro e carregar obre o
baixo rundo da bexiga, seguramos o calculo, c o
quebramos completamente.
Ahi enlAo terminaram os longos soflrimenlos do
nosso doenle !... Ahi fiulou-se a "operacSo, a lida
lautos annos para elle, e de tantos dias para nos !...
Com effeilo : logo que esse pe \;;o de pedra foi es-
magado, o enfermo laucn urna porcAo; na noile des-
se mesmo dia exlrabio elle mesmo um ; edaco que
linlia esbarrado na fossa navicular ;no di* aeguinte
ainda deitou algumas pancula...e nAo deitou mais.
Fizemos anda ama forte utjecrfo com o fim de aju-
lar a cicrec^Ao de alguma porreta que por ventura
bouvesse. e nada conseguimos Introduzimos no
dia 26 a sonda depois de fazer urna boa injeccAn. e
percorrendo allenlivamcnle toda a superficie inlerna
da bexiganada, e absolutamente nada encontra-
mos Nao he para se contar, be para se ver... a
mudanca rpida de urna scena triste para urna acens
de prazer... ao ver um doente anda no dia it2 da
dezembro, nAo consentir que lhe tocassem a man un
baixo ventre, gemer ao laucar as ourinas, sentir jin-
da algum peso na bexiga, impossibilitado nos mo-
vimenlos e sem poder se conservar de pe...de relen-
le dizereu estou perfeiUmento bom, me acliileve,
nAo lenho dore no ventre, ourina de pe, indo per-
feitamente, euada sinlo!... E be islo bstanle para
espantar *o cirurgiSo nao: o cirurg;0 sabe que csmi
pedaco de pedra podia a( dar a morle, quanlo m ,i-
occasionar esses sollrimenlos que olTria u feliz dueu-
enlranhas paulalinamenle, e tanto que se nAo rao-
veo do lugar, nem nu-ler foi que o segorassem.
I.ogo depois da operacAo demos-lhe duas pilulas
compostaa de camphora e ludano, e o melemos
i'in um b.inho morno prolongado; dez minutos de-
pois leve vontade de ourinar, e ne-sa occasiao lan-
eu mais algumas areias; Ires horas depois da ope-
racAo senlio fro, sohreveio-lhe febro e sede; poz-*e
em uso de agua a-snearada e na la mais; quando na
noile d'esse mesmo da fomos chamados para exlra-
bir ura bom pedaro da pedra que tiuba engasgado
a urethra. O nico instrumento que nos foi til
n'essa occasiao foi o ramo macho do quebra pedra
urethral, que nada mais he do que ura pequenino
lilbolrictor,- e podemos mesm asseverar que be o
mcihor inslrtiineulo para a evlraccao dos clculos
da urelhra.
Desembaracado o doente desle inciden le, nilen-
se em um seguudo bando, e nesta mesma noile lo-
mou urna outra pilula. No da seguinle a febre
tinha declinado e tudo mais, e o doenle passou bem
lae indo sempre que ourinava, partculas de pedra.
Sem duvida que oulro operador tralaria logo de fa-
zer urna segunda manobra; mas era preciso respe-
lar a nalureza do doenle, seu estado de debilidade,
ascirciimslaucias de um i bexiga qucsollria ha Ircze
para quatorze anuos, c as conaequencias da opera-
cao. Pelo que esperamos e deixamos socegar o en-
fermo, sempre em uso dus banhoi. .le pilulas, de
clisteres calmantes e do dieta mais conveniente.
A segunda tentativa enlAo leve lugar no dia te, no dia 22 de dezembro Como sabe o iliuinjiio
17 de oulubro, e sempre em presenca de colle-
ga'.
O instrumento que introduzimos foi o lilbocastru
a bico de palo, e sem piao; a pedia j eslava enfra-
queci la, i'j-i ni o exiga (aula fjrra ; e mesmo o li-
Ihoraslro a bcu de patu tinha a vantagem de mellior
segurar os pequeos pedamos, c mais fcilmente re-
duzi-los a p ou a porrees que ao sahirem nao se
preudessera na urelhra. Depois desta segunda ope-
racAo j os incidentes foiara mais fracos; a allerac,lo
gcral do enfermo mais diminuida, c as dores meno-
res comparativamente ; mas sucediendo que no dia
mesmo da operario uenhunia porcio do calcul"
laiir,.isse o doente,Dio obstante ler sabido o lilho-
castro carregado de p e do areias do dia I!) em
liante fui que comecou a '.anear enlao cm abundan-
cia. nAo s areias como mesmo Torios pelaros da
carnada mais superficial da pedra, c que bem Ir.i'.ialho
leram para sua extraccSo; e cm consequencia das es-
enriaees que fzcrain os grandes estilhacos ao sahi-
rem pela urethra depois desla segunda tentativa, ver-
dade he que o enfermo snffieu batante, lendo por
varias vezes accessos febris, mas que n.lo passavam
de algumas horas. EnlAo quan.lo j mais nada tan-
cava, e o que leve lugar cinco dias depois, nos. fiel
sempre ai I is da prudencia c modcrac,Ao, deixamos
descansar o paciente, sujeitando-o sempre aos anli-
phlogisticos e calmantes. Depois marcamos o dia
S de novembro para a 3,a m inobra, e islo em con-
sequencia das raIhoras manife-l is que se va, e o
mesmo doente reronhera, por i-to quea medida que
calculo diminua de voluine e de pesi, o enfer-
mo como que se ia erguende de seu leito de dor, e
a alegra se divisav c;n scu temblaste. Mas ante-
de fazer a 3.* tentativa julgamos rouvcnienle de
novo explorar a bexiga, o que leve lugar no dia 6
do referido mez ; c podemos colligir entao que
e bebidas mucilaginosas oilo dias depois (no dia quasi metade da pedra se ochava anda intacta.
211 do j mencionado mez) lendo feilo um.i injecrao
de agua moma com algumas gollas de ludano, ao
entrar a sonda na bexiga. encontramos logo o cal-
culo que nos nflo parecen pequeo. EnlAo a sensa-
co que resullou da cxtreinidadc da sonda contra um
De fado no dia 8 de novembro estando presente o
Sr. Dr. Pontea e outro collega mais, alramos o resto
da pedra com o lithocaslro a piao. Nunca o inslru-
mento produzio mellior resultado do que ues-a oc-
casiAoj tanto pela facildade com que cahira na be-
que a exlraccao do pedaco dessa pedra devia. dei-
xando de perseguir o colo,frril-lo e aggrava-li.,dir-
Ihe lodo o alivio possivel. E tanto ni lis que o me-
mo liuhamos visto sucredercm Franca com e-s- >,,-
xagenario...operado pelo Dr. Ceaodmont, e deqnein
ja Tillamos.
Hoje s o qucresla a este homem h a imacem passado; como um louco elle admira n seu estada-
como um homem elle d gra^a- a Dos.
A cada passo lhe ligan ,-, jjn empe lindo de
andar ; oulras vezes represenla-llic ans ouvidos o
soin de seus gemidos; a noile, acorda nssuslado, cor-
rea ourinar como que inda por ella perseguido, lem-
bra se que ja nao existe, e respira. Elle ahi esii tu
ra da Mangncira n. 1, onde todos que, doente o
conbeceram e o vrcni, o admiram.
J se v pois que a operario be difticile tonga, mas
nao precipitada, o terr.vrl; ja ,r v. a, -, wl^
do que urna c nica operacAo r mo oulra qual"m-r.
comadincrcncade ser dividida em vario, le.npos
segundo as rircuinstanrias.com a grandeza de-ubdi-
vid.r as dores e os tormentos ao arrancar una rifa
das mos de orna morte cruel.
A pedra, slo be, a porc.io polvetrasd* que nade-
mos reunir pesou qualro u.lavas e meia. Com o qua
se perdeueopquesabira asourinas.eque s-nao vio.
calculamos bem doce *MavH >c na* otafaq .na oen-
aislencia nao en das mais Iracas : e sua nalureza do
oxatalode cal. c phospbalo terroso. Sendo rerlo
que um calculo desle lamanbo nao nos eotnta que
por esle .nethodo lenba s'ido enlre nos des ruido ;
o.1o fallamos aqui onde nunca foi t ton gado, rele-
riino-nos mesmo i Babia e ao Kio.le Janeiro; lata
porque tem duvida c se nAo lo n dado a importancia
que lantb merece.
Di: (arrtlino Fraivisco '.e Lima Sanins.
wmmmmT
f
t

Illm. Sr. Dr. Carolina Francisco de Cima e San-
ios.Tendorhegado ao meu ronherimenln que B.
tem asoalbado qaa fui eu o causador das mas ron-
sequencias que se seguiram ao parlo forrado, pur-
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
V
Tin?


uahiu ut rtnnamuLU itnyA hiha 3 it usANtlHO DE 1855.


que leve lo pa>sar a Sra Flamuia, moradora na ra
do Hosario eslreila, e de que veio ella a succum-
bir, e como eu jaique S. S. incapaz de 19o negra
infamia, eu o conjura a que por ele Diario faja ao
respeitavel e Ilustrado publico desla cidade urna
expo*irfo ful e imparcial do que com a me senhora se passou, afim rie que se possa julg.r, se
levo culpa quem passou seis ou sele horas ao pe
do leil i da paciente sem uada fazer, alem de pu-
tar peljs bracos da cranla, ou se quem veio de-
pois e, em menos de meia hora, extrahin-a methodi-
camenle, e livrou assim a mari dos soffrimentos hor-
riveis que a alormenlavam ha quasi viute e qtialro
horiis.
O silencio dn Sr. Dr. Carolino me levar a pensar
que he verdade o que se me lem dito, e peco-lhe
por muilo favor que nao nos deixe de faier a nar-
rado desla historia, sob pena de expor-se a ser
consii.rtdu como ura covarde e infame calumnia-
dor e de urpador do crdito de seus collcgas ; e des-
de ja peco ao respeilavel publico que lenha um
pouco d > paciencia, porque, se o Sr. Dr. Carolino
nao contar a historia, eu a conlarei tal qual ella se
passou, e moslrarei luz do dia quem fui que com-
melleu es-e erro, so permissivel mais crassa igno-
rancia, dos principios mais comesinlms da arle de
partejar; felizmente que temos o teslemunho do meu
collega e amigo o Sr. Dr. Prxedes (jomes de Sou-
za Pilanga que fui quem me mandnu chamar, > da
parteira e pessoas de casa que na"o me deixaro
mentir.
NAo lenho remedio, meu charo senhor, se nao fa-
zer alto aqui, e esperar que S. S. de alguma cousa
de si; o qte espero, pela sua honra e sahedoria,
que S. S. "no se escusar, pois isto interessi nao m
o crdito de nis que l.i eslivemos, como o hem da
humanidade, porque asim iicaremos conhecidos,
cada um pelo que for.
Fico is sua'. erdens al outra vez, que desejo que
teja breve, como aeu colleg
Dr. Lobo Moscozo.
Recife 8 de Janeiro de 1855.
PIBLICAfAO A PEDIO.
Saudades de Pernambuco.
San Jad'] gnslo amrco d'iufelizes.
Delicioso pungir de acerbo espinho,
Que me eslaes repastando o intimo d'alma !
Garren. (Camoes.)
I.nnse l...mui longe !...Qu'importa ?
Hade > meu canto saudoso
Transnillrii fej murta
Do trovador desditoso,
Aos entes que quero mais :
. A nicui amigos, meu pas !...
De Per lambuco i cidaile,
Se he pissivel fazer tanto.
Vai, o neu saudoso canlu,
Dizer um nome :Saudade .'...
Vai, sem medo, sobre as aguas
Do ocano assombroso;
I.eva os suspiros, as magoas
D'esle coiaclo saurio-o ;
Vai au mu lugar paterno,
Imprime nm beijo o mais lernu
Na faces ce meu irmfln ;
A meus pal d dous abracis,
Como se foee dos bracos
Do filho do coroedo.
Diz a men pai, que sea filho
O adora como a Dos,
E que semj re segu o Irilho
Dos sabios r.onselhas seus ;
i'.'int i-ihe a minha amizade,
Cmila-lhe a dr, a saudade
Que trago no corar.lo ;
Diz-llie quu a ausencia me alerra,
Mas a drque me desterra
Nao llio cuntes, isso nao.
Aos amigo-, diz lambem
# Qu'eu dell'-s nao m'esqueci ;
Que um n me, qu' ucnuto tem
No meu paito eu escrevi;
Bs*e noinif heAmizade,
Que para mun dizSaudade
Porque dilles 'stoodistante;
Mas deslembrados nao sio,
Porque o meu corarlo.
Os repele palpitarte.
Corre tainbem os lunares
Que maii encantos lein la ;
Visita o ro, os pomares
Da furmosa Cachanga ;
Vai o Monleiro e i Torre.
Por quem o meu peito morre,
Porque muilo l.i gozei I....
Vni, desfruta a fresca aragem
Da piloresca Vattaqem,
Qu'eu lambem ja"desi'ructei!
Eu en de longe penando
Urna dor que me consom,
Nos siinhus pronunciando
oPerpambuco! eterno unme,
Nomo bello, ahencoado,
Que trarei sempre gravado
Dentro do meu corarlo;
Non.e p'ra mim de magia,
Tan cheio de poesa,
D'eierna recordarlo!
I.oage ?.... mu longe !.... Qu'importa'.'...
Ili de o me.i canto saudoso
Trausmillir a f j mora
Do trovador desditoso
Aosenles que quero mais ;
A meus amigos, meus pais,
De Pernambuco cidade '....
Se hepossivel fazer tanto,
\ ai, o meu saodoso cauto
Dizer um nome : .Saudade I
Itio de Janeiro 18 de dezembro de 1854.
F. C. Braga.
(Marmota Fluminense.)
'
\
LITTERATIJRA.
ESBOCO
Do um quadr'o 4a lltteratara inflexa
( 1830189*. )
I.
A Inglaterra, durante a sua lula encarncada, im-
placavel contra a Franca republicana e imperial, viu
por assim dizer a sua litteratura reoascer das suas
cinzas. Debaixo da duplice influencia fatal e cor-
rosiva,la imilarAo franceza eomecada ao lempo
de Carlos II, concluida no lempo de Gnilllermee
Anna ;do proleI inlismo que penetrara definiti-
vamente em 1688 nos costumes e na lilleralura,
os escriplores ingieres, abandonando as tradcoes
nacionaes, desprezando Sh.kspeare. se fnram despo-
jando pouco e pouco de tuda a
poetas, eennomi-tas, ithilosophos, atacar a velha so-
ciedade inzleza, na aristocracia, nos Iribunaes, as
eleic/ies polticas, as ic irk Itouses, nos boipitacs,
as instituirnos de caridade ; sondar em todos os
sentidos as chagas da leda Inglaterra c descreve-la
rom trasica realidade ;pintar a miseria |C os sof-
frimenlns do povo, as atrocidades das manufacturas.
a penuria da populacho agrcola, e reclamar reme-
dios pmmplns e cfflcazes. Ora, he isto execular a
laref.i da democracia c do socialismo. Varios des-
le escriplores lalvez protstelo contra a minha as-
sen-io. Alguns ha que acerca de certos pontos da
nalu/OSI de cada um, se podem achar ein deshar-
moniu com o espirito do hem de quq sao os minis-
Iros ; mas, como diz SheHey,a negando e abju-
rando ao mesmo tempo, san obrigados l servir o po-
der quesenlou-se sobre o tlirouo das suas proprias
almas.
Poroulro lado hasta compararmos a Inglaterra
com a sua constituirlo aristocrtica c a sua proprie-
dade especialmente territorial e foodal, com a Fran-
ri democrtica tal como nos legaran a assembla
constituala e o imperio, para nos convencermosde
que os vocabulos democracia e socialismo nao pode-
riain ler o mesmo sentido nos don* paite', e que
alem da Mancha, se tornam pura e simplesmeute
synonv uios de reformas, reconhecidas por loJos in-
dispensaveis, nece-sarias e utei*.
Kxisle entre o espirilo da poca tlerariadaEncv-
clopedia, preludio e symptnma precursor de 1789,
e as tendencias acloaes d.i lilleralura ingleza,
urna analoga mui lensivsl que permute crer, que a
Inglaterra lambem vai caminhando para urna revo-
luc.lo social. A transformadlo que l sofTreram os
partidos polticos, orglM co:islituidos das differenles
classes da sociedade, vem iaualmeule augmentar as
probabilidades dista opiniio. Outi'ora represenla-
vam : os torys, os poderes ofliciaes elegaes, e a igre-
ja anzliraua ; os whigs, o liberalismo e um pro-
testantismo mais popular; os radicaes, una re-
forma geral do systema po ilico. Hoje repre-enlam ;
os primearos, a propriedade ca aristocracia feodaes :
os sezundos, os inleressos particulares da industria e
das classes medias;os ullimos, as queixas eos
votos das classes populares, industriaes e agrcolas.
Anda (levo saigoalar um fado nao menos impor-
lante ecujo deseuvolvmenio na Inglaterra ja re-
monta a Iguns anuos, o fado de urna reacio contra
as ideas protestantes. I., o (rabalho do protestan-
tismo, ao mesmo tempo de exame c de critica, j che-
isa ao seu termo ; e sobre as ruinas que causou,
Irata-se agora de reedificar e construir. o proprio
gremio da igreja official. uns (H. Milmann) ii3ooc-
cullam as suassvmpathias para com o racionalismo
allcmao ; c oulrosio doulor l'usev) arvoram a ban-
deira da aiiloridade.
A' vista da sluacao actual da Inslalcrra, lal como
acabo de Osbocar, seja-me pcrmiltido dizer o que
foram os eus pais iuletlccliiaes directos, Godwin,
Shelley, B>ron.
As obras, a vida de Byron sao mu conhecidas em
Franca, por isso basla-me recordar que por ter ata-
cado mui violentamente os vicios da aristocracia in-
gleza.por Ibe ler arrancado a mascara de by pocrisa,
achou-se proscripto pela propria familia c pela pa-
tria, e foi morrer na Grecia, no mcio de um povo
sublevado para reconquistar a independencia, e a
quem fora i:enernsameiile oferecer a coadjuvaco.do
eu braco, do'sea talento e da'sua fortuna.
Shelley, cujo retrato parece que llalzac lrac,.ra,
ao esbozar a physionomia de i; Lamben, mor-
reu igualmente em paiz eslrangeiro, na Italia, para
onde o expelliram o anadenla e os insultos que llie
attrahira a iufleiibilidade das snas opinics. Poela
por ori.Miiisac.io. vida, talento, candura, energa de
compo.c,o, ludo nelle fora potico, infancia, amor-
res, c al a propria murle. Na escola, se revoltava
contra a crueldadedos meslres e dos camaradas ; na
universidaile, sem embargo da sua nubreza, come-
(ra a pregar contra os oppressores dos povos. Na
idade do dezeseteanuos, sacrificava gerarchia, pa-
tria, honras, riquezas, la<;us de familia, ao quejul-
ava ser a verdade, e recusava curvar a cabecil ante
urna autoridad*, que reputara Ilegitima. Na idade
de dezesete annos, creava para -i um lypo ideal, o
de um li un.mu que se devota, solfre e morre em fa-
vor dos seus semelhanles; o de um Carillo privado
de di \ inda le; o de um pliilosopll. marlyr, de um
confessorda liberdado, e soubc confirmar sua vi la
rom este lypo. Nunca houve exislcncia mais pura,
mais santa, mais moral do que a de Shelley ; e com
ludo um dia, um arresto da chancellirln tiroo-Ihe os
filhos sol pretexto de immoralidadee albeismo!
O poder de Shelley, a meloda do eslylo, a auda-
cia da imaginado, a energa dos senlimentos gene-
roso, e das ci.n.-epi; ,es fazem da rainha Miib, de
Atanor ou o espirilo daiolidau. 'la recolta d'lslam,
de Promelheo libertado, poemas adtniraveis.
Quanto a Godwin, o sogro de Shellcv, o implaca-
vcl e victorioso adversario de )falias, era um d"S-
ses homens nasridos para a anunciar e cantar as ee--
quas de um mundo moribundo. Engenho revolu-
cionario, profundo, inflexivel, occu|ra como roman-
cista, como historiador, como philosoph, como ju-
risconsulto, como orador, o primeira locar cnlre os
escriplores iiiglcze* do cometo dn seculo XIX. Mas
a Inglaterra official recusava entao acreditar na sua
dissolurao prxima, e os an.dilemas de Godwin n.1o
Ihc periniltiraui fazer ampia jcilira s suas obras :
.i incestigarao lobre a jwtira poltica e sua influ-
encia sobre a cirluie r a felicidade, pleito cloque-
le em favor da philanlropia e benevolencia univer-
sal, da superiori late do espirito sobre a materia,
da perfeclibilidade do hornea* da* x(orma completa
da sociedade ;a Caleb H'iltiam*. otna obra-pri-
ma,narracao pung 111 < dos sollrimerkios, das per-
segni^oes que n'ura paiz arsloeralico ispor meiu de
leis (yrannieas ou parcialmente applicadas.o homem
poderoso pode applicar sobre a rabeca d; urn infe-
liz de quem lem inleresse de se defazer, eque inno-
cente jurou volar a infamia ou enviar ao suplicio;
s memorias de Mara Wolslonccra[l, autora da
defrza dos direilo* ; historii da repblica de
Inglaterra ; sua crilica fulminante as ideas impas
de Mallhus sobre a populadlo ; e emlim as seus
peniamenlos sobre o homem.
E agora, oh Godwin oh Shelley oh Byron no-
bres espirilos cujoa ttulos immurtalidade' acabo de
recordar ; reprovados por urna sociedade decrepita,
sede felizes, eslais vingados As vnssas palavras,
sement de verdade, bao deitado fructos. Qualquer
voz eloquenle queso levanta na vossi patria, usa da
palavra para amaldicoar o que amaldiciiasles, para
atacar o que leudos atacado, para conlessar o que
tendei enarenado. E a velha Inglaterra, que du-
rante vinte cinco anuos, sob a repblica e sobo im-
perio, gaslou soldados e milhes para extinguir em
Franca a democracia, el boje minada em todas as
parles e invadida pelo espirito dos lempos novo-, de
que fustes os verbos desconheridos.
Assim. antes de julgar o. escriplores que vos subs-
tituirn) sobre a scena luterana, julgjei dever esta-
belecer que a in-piracao, de que "lies sao os hero-
phaules. he a que vos animava ; que o futuro, cujas
sombras gigantescas elles projectam sobre o presente
be o mesmo que souhastes, e que lodos pelejain a
grande balalha, a batalha do progiesso cujo signal
vos desles 1,1o denodadamente.einhoratenham.ou dei-
sem de ler consciencia desle fado.
II
Existe em Inglaterra um publicista ao mesmo
tempo historiador, romancista, pbilosopho, econo-
mista, alguus al reputam-no propbeta, o qual pela
nalareza do seu espirilo e das suas obras escapa a
qualquer tentativa de ClKSiflcacSo. Estou longe de
parliiliar a admirarlo exclusiva que Ibe consagra-
ran) certos espiritos. na Inglaterra e na Franca. Cus-
la-me a explicara influencia allrbuida a um autor,
acerca do qual M. Piulareis Cbasles pode dizer mui
roes.' Em lim, depoil de urna critica veheinenlc ti
sociedade fedoal, desordenada, sgrenla o inliiiin; na,
sociedade indiislrial. queeufraqueceu a inteligen-
cia, dcslruio as arios, e d i materia um reinado so-
berano mais passageiro (O Panadoe Presente,'
M. Carlyle, as suas llroxura' dot u I linos dios,
em presenca do Inumpho prolimo da demoiT.icia,
lacle universal c ioevitavel dus das acmacs. -e
nioslra possuido de um odio indisivcl, c ataca a lodo
o transe as realezas e as aristocracias do passado, o
sufragio universal e as bases de qualquer governo
representativo. Os reis nao lera sido nuil do que
arremedo de res, reisde o-tenlacao, trejando as ves-
es do emprego, recebando os honorarios, sem exe-
cular a respectiva tarefa, e as urnas eleiloraes nao
tem elevado as superioridades rcaes. ,, \ Europa jaz
sobre um volcao, brada elle; autoridad! I aiiniaau-
londade! sempre auloridade! ou eniao caranliainos
para o abysmo.
E esta auloridadedeveserronliada smaos dnsma-
gnatasdn Omnipoleule, das capacidades aolhenlicas,
dos, hroes. A elles perlence pensar e decidir por
lodos, a elles perlence determinar a emprego que
cada om rete fazer da sna actvidade. iluanio aos
modo* de governar dos hroes de M. Corlyle, quanto
aos meios que empregarao para curar as chagai di
Inglaterra, eis-aquiomespcimen extrahidode urna
allocu(,ao aos prolelarios dos lies reinos, que pe
na bucea dn primeirn ministro, persaiiilicacAo do po-
der que elle sonha para sua patria.
O que se deve fazer de TOS '.' Nao sei.... Todo
quinto.' (em dilo sobre cintncpaa cia, direilos elelloraes, liberdade civil e religiosa,
au pa.sa de uini algaravia de palavras.... Meus
amigos indigeiiles, sois da rac,a dos escravns. Eman-
cipar-vos! a vos os leae* vssalos do desregrameoto
ceg da preguicosa e glulona imprevidencia, da gar-
rafi edo diabol Quem poderia eiumcipar homens
em semelliante estado !... Vejo que vos tralam como
Captivos, oflicialuienle captivos.... que (levo dirigir,
c em caso de necessidade dom ir e eonslranger. En-
Irc nos sil podem bavar eslas relacoe..... Terais tra-
b iibo, mas lambem tereii coronen indoilriaes, eon-
Ira-meslres. c nnmindante. jusloi com i Ituaoam lu-
lo, euillexiveis como elle. ArroUi-vos nos ineus
regiment! da ertnoca, uio para eombaler os Fran-
cezes, mas para lazer guerra a >s pantanos e s laudas
incnllas.... Os sargentos esli,i vossa espora. Ban-
didos nmadas da uciosidade, elles vos Iransfurma-
r.io em soldado, doceis <\o trabalbo. Seris eorrigi-
dose disciplinados. Obederei. soffrei, ahstende-vos,
como todos nos temos feto. A vossa tarefa ser-vo.-
ha designada ; se a s itisfzerdes com animo e poutua-
lidadc. nao vos faltara o salario. Rccusal obedecer ;
para comecar. cu vos aduiuesiarei ; se me nlo al-
lenderdes, furligar-vos-bei ;sc por este meio niio con-
seguir nada vos fusilare...
A este appello supremo auloridade sueco le esle
ras pira liindamenlar a sna doulrina dos esrolhidos
e reproeado, M. Carlyde da igualmente o fatalis-
mo da predestinaba por base ao sea Culto ooi h-
roes. Proclama rom evidente exagerado os direilos
da auloridade l.lo indi-pensivcis aos liomens como
o pilo, a agua, o sol e o ar .('.alvina.
Com Calvino, M. Carlvle ous.i pretender no cri-
minoso, o delicio be ao mesmo lempo necessario, o
todava impiilavel ,i VOlItade por nutro, termos,
que o homem nao he livre.o romludo he responsa-
vel pelos seus aclos. t'.om ('.alvino anda, nena elle
o livre arbitrio e reclama para datieioa mi erimes,
que declara impossiveia de ser evitados, castigo, ex-
cmplare ; em lioi, com ('.alvino, faz do o lio dos
reprovados, do. nimigo.de Dos, a medalla espi-
nlial, o proprio fundain -nlo de luda a religio ;
prega-a como o maior dever que Dos ordena a nos-
sa flaqueza, c s v salvarlo n'uma justira severa
applieada boa causa.
M. Carlyle trata os reprobados (os que nao sao os
escolhiitos, os hroes } romo Calvino os herticos,
K estas pesies morlaes da cbristandade que elle
opprimia com epithetos injuriosos, acooselbava que
fossem destruidos por todos os meios postiveis, ex-
pelidos, laucados ao mar, ipieimado.. pois que pen-
sar em eonverle-los lora chimera : SOO predestina-
dos. M. Carlyle parlilh.i o desprezo de Calvino pa-
ra com os misericordiosos, os quaes sio mu sim-
ples e de boa sorle para crerent qoc he mister
abandonar as condeannaetea e os suplicio-, e alle-
gar que semelhanle maneira nao he Conveniente ao
reinado do Chris(o, neni ao nosso (empo. n
Seguir a verilieaca dos emprestimo. lomados por
M. Carlyle a Calvino levar-me-hia mui longe. Ja
lenho dilo bastante a esle respeilo para pruvar que
as suas theorias eos seus principio, sao tmalos in
extenso, as obras do reformador (ienovez. Urna
VJM. lamento dei> de dezembro de 18,1.
10 barris tinta ; a James llajlidav. | aigo :~, Prnhn.
30 caixai eerveja, 2 .tila, chapa i tira foge ;a Bar-; Numero 1. Bernarda Antonio de Miranda.
pelo destosido, pela Incoherencia, pelo diffeilo de barrilinhoi chumbo, 6 leocoei de aro; a J. i. (lli-trcfcriJas qaolas na couformidade do srl.tido regu-
nnidade e pelo embale de elementos contrarios,
d'Iaraeli he um lypo curioso de urna conflanca em si
impeiliirhavf I. de nina torca de persistencia inron-
Iraslavel, de ora escriplor n'oma pilavr* (|ue sarri-
fieou ao imperioso desejo de sublevar um clamor
em tomo do seu nome, de ohler noloriedade em fal-
la de gloria,a*qoalidades positivas com que a nalu-
re/a o dolara. Estas qua'.ida !e silo enconlradas
rom prazer na pintura das recordarnos de infancia a
que M. d'Israeli consigna sempre larga parle nos
seus remanc-M a as scenasde pajslo que nellessahc
desenvolver com habilidad^ e energa real. Dofl
eniao que M. d'Israeli lenha cantado (e narrado a
historia da sua propria vida, e que procurando em s I coiisiguado a Me. Calntutil i!v ('.., manifatou o
so os seus hroes, em lugar de eseolhe-los entre os guinle
homens, lenha merecido a
nwa cV Castro.
80(1 barris plvora : i Fox rnllirrs.
266 toneladas cavao ; a Scliiamm i\ Compi-
nb'.a.
Brigue inglez Kecrtown, viudo de Liverpool, con-
signado a lohnslon Paier \ C, mauifestou o se-
giiinle :
J'il loniladas rarvn
rio..
Brigue inglez Annc Porter, viudo de Liverpool,
se-
ao! mesmos consgnala-
laatn
tMiJ.101
l^ftll
censura, talvez injusta,
de ter pouca invenrao evarieda le.
I'iiiin Grey IStill be a historia de um homem
sem conviceoes polticas, que aspira ao poder, nao
para melborar a sociedade, mas para conquistara
Importancia que ellarccu-a-lhe c para o qual, desde
enlao, todos os meios ago bous para reali-ar os seus
intentos. M. d'Israeli > confessou a paternidade
deste romance em 1831, e para nao deixar subsis-
tir duvida nlgnma sobre a idenlidade do seu hroe
romsigo. se apresentava como candidato radical as
eleicoes de IKtlJ.sob os auspicins de ||, M. V Con-
nell e Hume, e en(rava na cmara dos Ommun
em 183"). como tory, para ah atacar os seus antigos
proteciores. Em Contarini Fleming, confisase
de um i alma que recita a si a sua propria historia,
M. d'Israeli quiz piular em si a formarlo do carc-
ter potico.
Como estas duas obras nao hnnvessem ohlido a
reputarao que o autor aguaidava, elle pedio ao es-
raudaloe au attraelivo das personalidades occullas
ornea idea parece perleoeer a M. Carlyle, a de que um Iriumpho que nblcve :
a sociedade lie fundada sobre a noci dos vestidos,
e, se me nao engaito, entra na eathegoria das the-
oiias de M. Sliau.lv sobre a tiifliKinia dos noines,
etc.
.v-sim u que ha em resumo M. Carlyle '.'
Como pensador, he um homem que para e quer
parar a caravana humana ; um descontente sem
iradicao nem postendade. era lula com o passado,
o prsenle e o futuro, cuj senilmente Ibe falta, an
ponto de ir procurar no calvinismo um modelo para
reconstruir, lie daqoolles que pretenden) acabar
rom o lempo, e que o tempo. n'ura paseo da sua
ni icba, niergutha na sombra da mude.
Como escriplor, bu antes um commenlador do
que ura autor original. Nelle'o corarlo he rido,
o senlimenlo be triste, e o temperamento bilioso e
Por Coningiby, ou a Noca GerarSo, ataque di-
rigido contra a oligarchia inglesa c o ministerio de
lliihert Peel. e manifest de um novo partido polti-
co, que M. d'Israeli decorava como nome pompo-
so da Joem Inglaterra e do qual sspirava tornar-
se o ebefe.
Por Sybila, crtica acerba da actual organis
cao socii.1 e appello supremo i nma]allisnca|da reale-
za e do pavo para realisar a obra da regeneraco,
sob a direccio de M. d'Israeli e da ./oren liujli-
terra.
Escriptos com um eslylo vivo, ardente, colorido,
estes dousromances aprc.eulam um a mistura singular
de negocios de amor e de carlearas, de ternuras deli-
rarles e de intrigas politicaa. p -que razan be misler
que por Iral das di-ertacoes o das Srgumenlacoes80-
a consciencia. A sua conviceJo he ISo enrgica que
elle nunca duvida. A intelligencia devea ser pri-
mitivamente nelle alta e clara, mas se nublou e
nutro : lutifa justira \ Ora, lis-aqui agora como : obscurece i rom o contado da pbilosopbla a I lema i,
M. Carlyle Comprehende a juslic. A carida le, a ea indaga?,-o da originalidadc con lu/.i-o a crear
misericordia Ibe >,lo odiosas, fulmina-as sob o nome para si um eslylo e-lraubo, anglo-illemao, que o
de senlimenlalidade hgua: e ceqa. Se o chri-lia-1 torna niuita. vetes ncompreHensivel alo para os
nismo. as prega, aqu de el-rei conlra o cbn-li- seus compatriotas.
anismo e deve desapparecer da Ierra Neiihiima (orno revolucionario, lie em alto grao,existe
pedade para os reprovados'. Se alguem pretende | entre elle c M. Proadlion admiraveis punios de a-
melbora-los, torna-Ios bons Erro, sio predestina- ; nalogja. Dolado le um orgulho iiicominensuravei.
colrico. O que o exalta e d-llie rerla nobleza, he rialislas que contem, do amor da humanidade o
da svnipatilia genero-a para rom o povo queexbalaiii,
se escondan) um i ambicio raesquinha, um alvo pa-
ramente pessoal ; o de derribar um ministerio e
subsiiiui-lo! Este pensamenln deisa no coracao de
qjjalquer pessoa una inveiieivel tristezaqn anda
milis augmenta o retrata ultrajosamente verdadoiro,
Ir, r ido pelo proprio M. d'Israeli. des-a heroica in-
vena le arislecratira,enfadada, debilitada, incapaz
de resolufoes intrpida., de pensamenlosgraves,
copiar llensera.ie. Voltaire, Boileau, e siibdivididos
ao iulinilo para dirigirse cada um a urna classe es-
pecial de leilores: jacobilas, tmvs ou whigs. Ja
Covvper e apos elle Burus e Crabbe, deix u lo a
mylbologia e a anliguidade para vollarem i vida
domestica e real, tinham comecado urna feliz reac-
rgo conlra lilleralura das-ica e arlifcial dos Po-
pes, dos Drydens, dos Addison, coutra o genero
didctico, descriptivo c seniiinenuljde Gay, Soung,
Akensid, Gray, Bloomfield, quando urrebeotou a
revolucao francesa. Por um iuslanle a lnglalerra
hesitou. Dar-se-ha que ella fosse amiga ou inim-
ga do movimento eoraeca.lo pelo estados geraes em
inaia de 1789'! Sem duvida alguma licaria tran-
quilla espectadora das peiturbacie-, companheiras
inevilaveil das mudanc.as radicaes operadas pela
Franca ihs suas ioslituicoes. se, como entre ella,
esle trabalho de reuovin;aose realisasse em nome da
reforma religiosa e s livesse por alvo e como resul-
tado a ntroduccaonaordero poltica da liberdade
de ciinsciencia, proclamada pur Liilhcro na ordem
religiosa. Mas a aristocracia Inglesa coinprehen-
deu em breve que. como consequencia lgica de
urna revolucao phil>ophica, revoluto franceza
era liles que ludo social, e que os seus dogmas e
Erirfcipins, dirgiudo-se i.ao a um povo mas a
umanidad", nao (ardariam em pa-sar o mar e
ir ataca-la na sua Iba. Foi entao que lan-
eou conlra a Franca a serie de calumnias e ataques
que um nome lamoso, o de Burk. resume todas, e
sublevuu conlra o seu inimigo os instinctos de ri-
validadee nacionalidade da lnglalerra, apresentan-
do-lha como eminente urna inv.is.io franceza, e os
seus senlimentos de humanidade. enlernecendo-a
. sobro asirlo de l.uiz XVI,ella que havia deca-
pitado Carlos 1. com um laxo de Ilegalidades que
excede ludo qoanto os historiadores realistas nnuca
poderam laursr em rosto a Convcneao, no preeesso
que fez. nao a Om individuo qualquer masa um
principe. O odio alfaslou definitivamente os escrip-
lores inglezes da escola franceza, c foi sob a influ-
encia do estado na historia % da lilleralura nacional
do desejo de encontrar estradas novas e descoobe-
ci las, idea* laucadas ao mondo pela rcvolurjio. que
so produzrai) ecresceram Godwio, Coleridge, Shel-
ley, Soulhey, Byron, \V. Scolt, Savage Landor, Cb.
Laiib, J. Keals, Leigh Hunt, Wurdsworlh e lodos
o membros da illuslre pleiada de poetas, roman-
cistas c Iliteratos que, de 1799 a I8i)0, derranjaram
sobre a patria um esplendor que c la havia perdido
desde Shakspearee Milln.
Nao lenho neces.idade jle recordar aqui os Iraha-
lhos gloriosos dos atbelas dn pensameulo desla ge-
raedo. Todos eslo monos boje. Mas anles que
lente a apreciaran do talento daquelles que os subs-
tituirn), o meu pensamenln para inveucvelinenle
sobro Ir-sd'enlre elles, Godwin, Shelley, livrou.
Symli'dos e precursores da idea democrtica e social
que arrastra boje em sua carreira a lilleralura in-
glez.
N,lo e assuslem os leilores com as ultimas pala-
vras que acabo de cscrever. Apesar du desrredilo
com qje as caraclerisoii o abu-o que deltas se lem
feilo em Franca, sou abrigado a servir-me dellas,
para teriiiear a tendencia que me parece reunir
entre si, os escriplores inglezes artuaes de algom
mrito. Cum elfeilo, vejo-os, como romnenlas,
originaldivilc para i justamente, a osseus leilores a Imira-lo-hiam se po-
dessem comprehende-lo, a um escriplor cujo valor
principal consiste n'um chaos de deas contrarias, e
n'iiiu eslylo heleroclito.a um phlo-opliocujas theo-
rias. cuvelhecdas e gastas, Ibe dsfarc,am com gran-
de dilllculdade o nihilismo sob verdadeira logoma-
chia. Mas seja qual for a minha opinnlo pessoal
acerca dclle, esle homem que se chama Thomaz
Carlyle. oceupa preseutemeule na lilleralura ingle-
za urna posicao que, posto que para mim usurpada,
nao permute que o deixe no esquecimento. Por
nutro lado he um espirito singular, extravagante e
at absurdo, e por estes tilulos differenles me vejo
obrgado a tratar delle em primero lugar.
M. Tii. Carlyle nasceu em 1796, e nos limites da
Inglaterra e da Escossia. Depois de ler estudado a
fundo theologia, sciencias exactas, jurisprudencia,
melaphysica, se decidi em INJ.t a tornar-se homem
de leltras. prolissao anarrluca, nomadca, inlrira-
menle aerea e sem coudicoes. Possuido de ai mi-
raran sem limites pela piulosophia e litteratura alte-
rnase, as primeiras tentativas de.M. Carly'.e llraduc-
rao de IVilhetm Meiittr, l'ida de "chiller. Retratos
de y'oiialis ede Joao Paulo, etc., allrahindo a alien-
cao publica por meio de bellos e novos pcn-ameulos,
ricas imagen*, qualidades de observadlo c de aoaly-
ses reaes, rollocaram-no como inventor de nm idio-
ma anglo-germanico, iucorreclo, obacoro, singular
mistura de vocabulos lomados a philosopbia, o chy-
mica, astronoma, a algebra, ele.
Foi n'um ai ligo posterior, signaes cirartcristi-
cos do tempo. que M. Carlyle divulgan pela primei-
ra vezas suas pretencoes 'profundeza, s*gacida-
de. a prophecia. Depois de ler tracado o quadrn dos
soflrimeulos sociaes nascidos do desenvoivimento da
industria, predizia a prxima iii.urreicio das classes
laboriosas. Um Mnelo mui justo rio movimento
geral da humanidade se achava eseon litio sob ex-
pres-es laes.como fomocracia, sedorracia.elc.
O Sartor resarlus (o alfaiale esfarrapado.) ro-
mance mvslico-philosophico, que conlin em ger-
men lodos os escriplos suhsequeules de M. Carlyle,
servi-lo de quenco para fazer gravitar em torno de
urna e-pccie de aulobiographia o desenvoivimento
das snas doulriuas sobre a humanidade, islo he, que
as formas dos governos. das usUluicOes, das arles,
sao ve-tes modeladas sobre a estatura do homem,
ve-tes symbolicas o necessarias, variaves c reduc-
liveis a typos communs, cuja historia o Sortor re-
sartas apresentava aos seus leilores emhcveculos.
Todas as obras de M. Carlyle. evcepc.io de urna
Historia da recotncao fraw.ezn, das Cariase dos
discursos de Ulivier Cromwell, e de urna Biogra-
phia de M. G. Slerling, sobre que logo fallarei,
sao paraphrases dos Signaes caracterstico* do tem-
po e do Sartor retarlUS. Nestas obras analvsa elle
as ciifeunidades sociaes causadas pela industria e
pelo rommerro, sem ver para islo nutres remedios
mais do que a emigrarao e eduraran (O Carlismo);
depoisjulga descubrir a stilvacan da sociedade no
culto aos hroe*, examina os homens que lem diri-
gido a humanidade, poelas, legisladores, res, guer-
reiros fundadores de religigo, reconheco que a for?a
delles consislia n'uma sympalhia innata a respectiva
poca deseada um, e desde eolio prega o respeito,
I adniiracfio, o enlhiisiasmo e a obediencia absoluta
so Aerot, sera que lodavia casine a conhecer o sig-
nal pelo qual devera ser reconhecido [Culto aos Aci-
do-. Se alguem os odeia, e se um delles sobo ao pa-
tbulo, deve ajudar o sacrificio enforcando-o com as
suas proprias raaos. Nada de scnsibilidade aneciada,
persigam-se os rhnrlaiaes que fallam em p-rdao,
at que dexem o solo. Eis ah a obra sania ; assim,
unios a obra! E que o poder puna e reco apese
segundo osea senlwneulo proprio do justo e doin-
jnslo.
Tal apparece M. Carlyle cumo philosnpho, lal o
encontramos como historiador, islo he, extravagante.
confuso, obscuro, inexoravel, mpio, sem percepcao
alguma do fuluro, comprelieusao alguma do pas-
sado.
A liislori't da revolufSo franceza lie, propria-
mente fallando, um pamphleto apocalyplico, nies-
clado de irona drama, burlesco, onde os fac-
los sao anles indicados do que narrados, augmen-
tados quanto a sua importancia, accumulados e con-
fundidos sem mellio lo nem ordem. Ao ni-sn que
cen.ura a invasao da democracia, M. Carlyle reco-
nliere a necessidade da revoluru. na qual por oiilrn
lados v o Iriumpho da chirlnlanocracia. Em
1789, a Franca ie desembaracou dos seus velhos vc-
li los sociaes, c depois inhbil parn fabricar novos,
licoii noa, exposta a lodos os ventos sem cohllcs.
E.la evcnlualdade, tmulo de um mundo, berro
de outro, lera como resultado definitivo, nao o go-
verno constitucional, que s tem um valor de l.an-
sicao, nao o Iriumpho da democracia. Inste e inevi-
lavel lira das sociedades, mo a assenego das Classes
medias, nem a emancipaeSo das classes populares,
mas pura o -implesmenle a anarebia c u fans-culot-
tismo, preludios obrigados de novo organismo que
spole sabir da desuden) moral c do nlialimento
ntellecloai.
Para M. Carlvlo assim como para M. de Kalslre,
a revolucao franceza he urna expiacSo, nm castigo
infligido por Dos a urna nar.lo corrompida. Assim
no exame inteiramenie imaginario, exterior, que
faz dos liomens e das musas, nao se enconlra nada
acerca do direilo, da e.senria das ideas, do laco ge-
rador dos fados. Nao ha nada orgnico neslc livro ;
he o livro de uin artista, mas nao urna obra d'arle.
Para M. Carlyle, a revoluc.au he o cemiterio de
Uamlel ; toma, pesa os crneos rom ura soriiso
amargo em que apparece militas vezes urna piedadn
irrisoria : esle he um rraneo de doudo, aquello um
crneo de bufo... A palavra he a de eeracjlo. n
Aos homens que liveram nm logar distinelo na
revolucao, M. Carlyle s concede um carcter : a
mediocridade, c salisfaz-se com pinta-Ios por ep-
Ihelos especiac. : o incorruplicel verde do mar
(Rohespierre), o lente oliceira preta (Buonapar-
te;, etc. Ai pocas ello as distingue por ttulos de
captulos lambem eslranhos :Aslrea de rolla sem di-
nAcirufos philusophos no poder.Primeiro ministe-
rio de Necker.) Pelirao hieroglgphira) Guerra
das rinhaa. Molina em Ventica, de maio de
1775.) Saceos de rento (invengas) dos balines.
Mesmerismo. etc.) Us arenques assadot (Balalhas
de pradial. Reaccao lliermedoriaua. ele.)
A aliiir.iciii de M. Carlyle para Cromwell eos
puritano, inglezes, confrontada com o seu desprezo
para cora os revoluriunarios de Franca, parece ac-
cusar nelle urna parcialidade manifest. Semelhan-
le censura fora injusla. M. Carlyle,calvinisla perdi-
do no miliario do seculo XIX, reconlieceu em Crom-
well o apostlo impl icavel das doulrin.is de Calvino,
encontrou nelle os caraeteses do escnlhido.do here :
o phanalismo, a inllexibilidade, o odio. Nada mais
natural do que ve-ln riahi em vente glorificar o pro-
lector e lodos os seus aclos. modo de Carlos I, ma-
langas da Irlanda, ele. e aiiathemilisar, sem peda-
de nem juslica alguma, tudo quanto oao he Oli-
vier.
Apezar desle holocausto dos homens c dos partidos
da revoluto de Inglaterra,offerecido por M. Carlyl
a ums individuo ; apezar da sua habilidade em con-
fundir e eseurecer os fados ; apezar do seu lora bur-
lesco c enigmalicu, e, posto que conslilua apenas um
moni io de materiaes grosseirose nao elaborados, i
publicaro das cartas c discursos de OUrier Crom
tcell, com esclarecimenlos, tem um valor real, no
sentido de que esclarece e aprsenla sob novo aspec-
to a figura do protector. De que M. Carlyle en-
lendesss dever manifestar para com os historiadores
que o precederam um desprezo a tal ponto, que nao
se digna disculir-llie. asopinies, e se limita a es-
oiaga-los com epilhetos insuituosos. Assim. Bis-
suel. Hume san homens sem calor, d'Israeli he una
monlanha de mentiras. Hallara h; secco eomop,
Healh he urna podridSo. etc. E. cora ludo, he por
va dos trabalho. desloa homens que o leilor checa a
apaubar o sentido dos romm manos de M. Carlvle,
verdadeiros hier.glyphos que exigiriara um Cham-
pollion.
M. Carlyle termina o seo livro, lamentando amar-
gamente que a Inglaterra nao tenha Picado ligada ao
puritanismo clei a le bblica, negando e fulminan-
do o desenvoivimento e progressoda Grao-Bretanha
desdeCromwell. S vsalvar.au para ella n'um re-
trocessn absoluto ao calvinismo. A Inglaterra ar-
lual, diz elle, n.lo he mais que um abeatrut gloiao,
mostrando ao sol oulra extrcmidade, e que em bre-
ve dispertara de urna maneira terrvel, poste-
riori.
A ultima obra de M.Carlyle he urna biograpbia de
um dos seus amigos, a qual, em virlnde da placidez,
da sobriedade das cores e da ordem, deve ser conta-
do I toneladas rarv.lo de pedra ; aos mesmos con-
signatarios.
Barca americana COnrad, vimla de Philadelpliin,
consignada a Koslrou Kouker & C,mauifestou o sc-
guinle ;
2,000 barricas familia de Irgn, 9,") meias ditas di-
ta de dilo, 1 caixa papel, 10 hariiras cera, I (Mi cal-
as Duendas dealgodao,335meias ditas cha; aos
consignis ros.
lli ate americano A'iimomf. vindo de Ballimore,
consignado a llenrv Forslcr & C, manifesloii o se-
guinle :
300 barriqoinhas bolachinha, 810 barricas faridha,
93 eaixas algodlo azul, ;10 ditas vellas ; aos consig-
natarios.
Galeota holiandeza Curaran, rinda de Kolbcr-
dam, entrada ueste pollo por tranquiza, consig-
nada a Bramler a Bran lis C, manifeslou o se-
guinle :
. Viuva e herdeiros de Mam el
M sebado Teiieira CaealeatiU
o ii. Mara Joaquina Marbadj Cav
i anli.......
o Jo |U n : M icado P :l. ila. .
u 10. AuneAlvesda Foasee*. .
1. Irniiri.co.l ..(:. Silva Maia. .
Lar:-1 da Ribesra.
Numero I. Viuva e herdeiros de Marcelino
Jos lialv.lo......lOstMKt
:i. Ignaeia Cludinn de Miranda .'';Jki
"i. Anna Joaquina da Conceiciln l!->M)n
K 7. Joaqun Bernardo de Figuei-
redo........ 21960B
< !> Diti.......... M|M
o II. Viuva e herdeiros de Caelanu
Carvalho Raposo .... 21
11. Dilos......... J\;t:isi
15. Saeta no Jof Raposo. GOgOOO
16. Jos Pedro da Silva do Espirilo
Sanio ........ "Ksl
o 19. Joa> Francisco Kegis Coelho .ViajOH
'2\. Antonio Machado de Jess. tOMSi
OCX. Jos Fernandos da Cruz. l!fc> ( l. Joaqun) Jos Baptisla ... 1 i-**M
.vri.TSon
E para constar se mandiu aixar o presente c pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesonraria provincial de Pernam-
195 eaixasqueljos flamengos, 10 ditas genebra, 50 buco.SdeJaneiro da 1855. o secretario, .tal
ditas velai de coniposicte, tK) botijas oleo de liona-
c. JO feixes de rolim, :K) garrafas va/.ias, 500 bar-
ras do ferro, (i:t bar is com pregOS, 17 eaixas com
papel, 130 ditas vidrns, S fardos coro lena, i eaixas
qninqnilhariai e carne ; aos mesaos censignala-
ros.
10 barris prego., > barricas hacas de lalao, 11
eaixas christees; a ordem-
CONSULADO GERAL,
Rendimenlodo dia 1 a."......e:'236S93
dem do da 8........:(:-i-
Ferreira da Alttuuiciwfma,
O Illm. Sr. inspector da thennrsria provin-
cial, era virtude da resolucao da junla da la/enda,
mim.la fazer publico que us roncertus das poiilcs d,i
estrada do Norte vio uovamenle aprima no dia 18
dn crrenle.
Secretaria da llipsouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario, nasudo
Ferreira a'.tnnunriarao.
Os credores do fallecido Jos Manas Alves da
Cruz, e eSlc mesmo, comparecen) no dia t'2 do Tor-
rente mez. is 1 doras da manliaa. na rasa da rei-
7:4589547 deneia do Illm. Sr. Dr. Francisco de Ads de Oli-
vera Maei.d. juta do cotumrrrio da segunda vara.
na ra estrella dn Rosario n. :if, para verificar i.i dea
i8"2v"-ii crditos, se deliberar sobre a concrdala, se fir pe-
5-J80 lo fallido pruposla, ou se formar ocontralo de umao
ese proceder a nome-cao de administradores, lican-
53820j dn os mesmos credores advenidos, que na sei Jo ad-
----------------millidos por procuradores.e c.le. nao apresenlaresa
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE- procuradlo com poderes e-periaes para o aclo, e qne
IMVKRSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia la.")......
Idt-m do dia 8....... .
da no numero das melhores produc;oes do aulor.
Com effeito, era neces.nro ura verriariero hlenlo
para tornar interessante um ente tao mediocre como
M. G. Slerling, que. soecesvamento radical, Sainl-
simoniano, alheo. dicono e Iliterato, divagou, de
paiz em paiz, em bu-ca da sade, de syslema em sys-
tema, em busca de urna creara. Mas" eslava reser-
vado igualmente a um e-pinlo tao enraybanle co-
mo o de M. Carlyle apresenlar como o lypo de um
bere M. Slerling. mono no momento em que elle
ia atrancar orna originalidades A mobilidade de
espirito, a ausencia de forra de carcter, das quali-
riedee paramente negaltvaa,n'uma palavra,nio pode-
nain constituir um hroe. De mais, lodos os senti-
inento- da honra e do dever se revoJtam era presen-
ca de nm faci da vida de M. Slerling. Vacillando
j na sua f democratira. julg.iu lolavia dever cons-
pirar rom o general Torrijos contra o guverno hes-
panliol. Arraslou a esla empresa um dos seus pri-
mos, M. R. Boyri, que, a instancias suas, consa-
grou a islo toda a sua fortuna, 5,000 libras esterli-
nas. Feilns os preparativos, chegado o mmenlo da
partida, M. Stnling dei.ou pirlir Torrijos e Rob
Boy d, os quaes, desembarrados e presos na llespa-
nba, foram fusilados, a Ella eiecucSo, dix U. Car-
lyle, leve como resultado extinguir tolo o radicalis-
mo no peilode M. Slerling. Dar-se-ha caso qu o
abandono de urna rrenra poltica seja s .Hiriente pa-
ra absolver ura homem, que (lepis de ler latiendo a
iim amigo, um prenle nos pongos de urna conspi-
raran, rieixa o partido e o enva sosinho a rr.orte ?
Eslabelecer a qnestai) he resolve-la.
F^u disse que M. Carlyle era um calvinisla perdi-
do no meia lo do seculo XIX. Anda vou mais lon-
ge. e sustento que na realidade elle nao passa de
om plagiario de Calvino. O papel que este ultimo
represenlou para com o prole-lantisrao, M. Car-
lyle rhamou-o a si para rom a democracia, cu-
jas ondas elle lem a pretencao de dirigir c conler.
O pens menlo fundamental dos seus escriplos se en-
eonlra as seguales palavras de ('.alvino dirigidas a
Francisco I : Cumpre estar ceg para uao ver o
estado actual do mundo. Varios mares de calami-
dades transbordaran) sobre a Ierra, e a sociedade se
M. Carlyle s proceda u i l-cusso por meio das
injurias, e despreza soberanamenle o passado, o
prsenle e o fuluro, n'unia palavra, ludo o que nao
he elle. Cheio de conlradiccoes, cada partido pol-
tico enconlra nelle armas, e, em caso de necessida-
le, podo reiviudica-lo para o seu. Na realidade
he um espirito deploravel, urna oeoacio e nada
mais.
III.
() romance reina boje na lnglalerra ; lem inva-
dido tudo, sbsorvido ludo, e depois de ter entrado
nos dominios da historia por Walter Scott e seus
imitadores, Iran.poz as fronleira., desmoronou as
inoralbas que o separavam da economa poltica,
da satyra, da biograpbia, da industria, docontmsr-
do, da poltica e da utopia. Serve de vehculo a
ludas as ideas, da arma de propaganda a lodos os
pan idos ; assim, nao se dirige a umj classe especial
de leilores, mas a lodos, e entra na cabana do po-
bre e no palacio do rico em licraroes mensaes ou
sob o ttulo geral de Circulaling l'ibranj, failway
library, ele.
Sera pengosa e deploravel a entrada que o ro-
mance adoptou'.' Por ventora devera reslringir-.e a
dar, cuino no pas-ado, simples narracoes de costu-
mes, d'amor ou de intrigas? Dar-se-ha caso que
Walter Scolt odesviassa da sua estrada natural au
lanca-lo na historia '.' Eslava elle destinado a ser-
vir de entreleniment, de distraerlo aos vadios, e
nao a moralizar e esclarecer as turbas t Graves
quesl&es, muilas vezes discutidas, nunca rsolv-
das, c que o faci sanente be que as resolve, como
Alexandre o mi gordiu. Evlarei debale-lai. To,lo-
as lamcnlacocs feilas a este respeilo por cerios e-pi-
ritos sempre me parecern) pueril, ou ao menos in-
uleil. A arle so perle, a lilleralura se a.-aba, o
romance desfalecel bradam elles om todos ustons.
Erro! a arle, a litteratura, o romance s transfor-
mara, eis tudo. as grandes poca, liltcrarini, pre-
ceden) a humanidade na sua marcha progressiva ;
as pocas criticas ou de transite, reflecten) as
opinoes e as idea, do lempo ; mas quando diegam
a nao ser mais que a souilira do pas-ado, estilo gan-
grenadot, e o fri da norte ja lem atacado as extre-
midades da n icao.i que perleucem. Paranlo a mis-
sao do critico nao he malar os vivos coni os morios,
mas procurar as condibes novas da arle e verificar
em que medida ao pos.udas pelos seus represen-
la ules.
Rehardsnn, Tielding, Sraolletl, Slerne e Gold-
srnith si'i liveram como successores escriplores rujas
obras informes, conhecidas sob o nome de Homans
de la Preste Minerce, mereciam o desprezo abso-
luto debaixo do qual desapparecerara. Com ludo
eslas indignas produrres anda gozavam de cedo
favor quando Godvvni publico o seu Caleb ll'il-
liams. O genio, o poder, a energa, nem sempre
s,lo suflicenles aos precursores para crearem esco
la, e a hora do romance priilico csocial anda nao
tinha soado. Eslava reservado a Walter Scolt a
gloria de condemnar ao esquecimelos as monstruo-
sidades da Presse Minera e abrir a nova era do
romance inglez.
Apoz elle se laucaran! numernsos miladores.
Uns pinlaram os costumes anligos o modernos da
Escos>i, como Gall e VVilson ; os oulros, como
II mim, pinlaram os costumes da Irlanda. A his-
toria di li-.i i-llri'l.inba fui urna mina para M.
M. II. Smiib, James, Bulvver, Ansvvorih. M. M
Morier e Frazer tcnlaram fazer coiiiiecer a vida
riomeslic,i_ na Persia ; M. liope, a dos habitan-
tes da (Irecia e da Turqua. Nao oego o t-
lenlo de.les romancistas, mas julgo ser juslo, li-
mitande-nae a rerordar os nomi-s de alguns de en-
tre elles e prole.lando contra o favor de que alguns
gnzarain e anda gozam na Inslalcrra.' taes, por
exeinplo, como M. Ward, culos romances sao um
Irchto de sermoos aborrecidos; romo M. James,
espirite rido, que narra histricamente fados sem
mlerrssa ; como M. Ainsworlh, escriplor brutal,
material, grosseiro, procurando a lodo o cusi as
e tira vagancias, a violencia, o extraordinario, em
quem ludo he facticio, o cujas personagens silo
de pedra e de mam-ira ; como M. Ilook, inven-
tor do romance da sociedade elegante ( bgh li-
fe ), pintor das tentativas ridiculas da cla.se
media para imitar as inaueiras dos lidalgos, eque,
desla mina fecunda, soube apenas exlrahir csindos
siiperliciaes, onde o vulgacho o dispula cum ledio ;
como M. Marryal. cojos romances martimos lulo
olTerecera outro inleresse mais do que aqudle que
lichera, na propria natoreza do as-umplo c ste des-
tituidos de qualquer valor luterano ; como M.
Bulwer... mas o autor de Eagene Aram, em v irlo-
de da facilidade e da pintura dos caracteres, he mui
superior aos escriplores que acabo de analysar san-
manamcnle, por is.o nao posso deixar de couceder-
Ihe aqu um lugar especial c distinti.
M. El. I.vitan Bulwer he um exemplo enlre
mil das replanles usurpadas da fama sem bazes
reaes, dos elogios pomposos decretados a comeros
de cerlo merilo, mas destinados a ser mmediala-
menle esquecidos. Elevado de.de o principio a'
ralhegoria do W. Scolt, designado al cuino seu suc-
reseor iinmcdalo, M. Bulwer lem ido decrescendo
depois do Eugenio Arnm. E-le romance, poslo que
nao seja mais que o desenvoivimento de um proces-
so criminal, e po-tiqneas situaroes mais enrgicas,
as melhores paginas perlcncain aos jornaes contem-
porneos, licara'e anda he hoje a mellinr obra de
.M. Bulwer. Com elf-ilo, o asstimpto desle livro be
um dos tuais hallo qu nm romancista possa
tratar, lie a historia verdadeira de um homem
pobre que quer cora prar o descanso da scicncia
a' custa de um crirae, que assassua para apren-
der ; a historia do laleulo comprimirio pela mi-
seria e que procura sabir dclla nao pelo sui-
cidio, como (.batidlo:!, mas pelo homicidio. Ha-
via em semelhanle darlo materia para urna glande
c bella fete psyrhoiogica, que M. Bulwer nao sou-
be Irarar na sua obra. Cora lodo, lal como he. dei-
xa longe de si os cus prcJeressore-, Pelham o Re-
negado, Paolo ClifforJ, e 01 poslenores Biensi,
Ernetlo MailMvers, Alise, &. De Falkland. ISf7
a Familia Ca.r'oit, a li-la completa .las obras de
M. Bulwer seria langa para organisir-sn. Todas
possuem a' mesmasaiualidades e os naesmos deffei-
Ios. M. Bulwer, vido de popularidade, sempre
osciliou do romance histrico, ao romanee elegante,
do romance elegante,ao romanee caprichoso, do
romance caprichoso ao romance de o.-tumos, de
W. Sroll a M. Ilook, de M. Boolt a Dickens,
de Dickens a Warren e a i'hackrav. Na sua
carreira Iliteraria, lmente soube ser fiel a um
entisenlo, o do orgulho, da vaidade e da fa-
loidade. Espirilo gracioso, fcil, delicado, mal
sem Torea nem profunden, M. Bulwer nunca sou-
be coordenar um romance. O seus capitulas nao
sao niai. que lima serie de arlgos ou de ensaiosrie
fa-es britnaiites, verdadeira interna mgica rio-li-
na,la a di-lrahir. e nada mais. Oseu eslylo lera
perfume, mal as suas suacoes sao tracas ; o'seu dia-
loco he rpido, enrgico, slgomas vezes Rracioso e
anima.lea mas caiarlercs nao lem solidez. Priva-
do de qualquer peusamenio philosuphco, M.
Bolwer nem por isso rieixa do ostentar vastas theo-
rias radicaes, por Iraz das rjuacs so abriga.... Mas
mo eslou obngadu ajolgaraqui o homem poltico
e o homem particular,e anda menos a apreciar o
valor do acto de arcu-arao feto conlra o maridojpnr
l.ariy Bulvver, sob o titulo de Chereley ou o Homem
de honra.
Nao acontece u mesmo para com M. d'Israeli. in-
RAES DE l'CRNAMBL'CO.
Rendimenlo do dia I a 5.....
dem do dia 8.........
cija proscnpcao e desierro elle invoca para cami-
n ar ao estallo do po ler. -e que elle chama para
n gener ir a patria.
.M. ri'1-rneii consegua reunir em torno de i al-
g in. liomens de mrito, i: he sua e-cola que se
|i enriein a L'speranni da Inglaterra e oulros poe-
n as de lord John Manners, e os Caprichos kili iri-
c is. de M. George Siileney Sinlli.
Estes duus escriplores, de verdadeiro tlenlo e
c inviccau sincera, como rae quero persuadir, se
a irisan em verdade sob as pregas do pavilhte da
. nen Inglaterra, e soolllin com a salvaran da
( rdo-Brelanha por meio de urna igreja populare
e urna raonarchia democrtica
Julguci que devia uceupar-mc em primeiro lugar
a Critica ; pa-su agura a tratar do sen elogio, e
i ao hesito acerca da eathegoria que convenaos
scriplores de quem anda lenho deoceupar-me.
Carlos Dickens, o mais democrtico e graudemen-
e popular de todos, nao lem igual entre os mds
lonleinporancos, e camiiiha emparrillado cora
is seus mais illiislres predecessores. Observador
irufundo, e humori-la encantador, no vasto caro-
lo da sociedade inglesa e lias suas cnthegonas mais
lleva las e mais intimas, he que Carlos Dickens
olbcu essa rica raesse de rclralo., scenas. avenid-
as, loucuras, excenlricidades, vicio., faltas, vir-
iries, que faz da sua obra um complexo digno de
er em sen frontispicio o feliz litlo de Comedia
iumana, dado por II ilzac colleccao das suas obras
iriroas. Admiravel piulor da vida real, Dickens
mi a um poder de olnersaelo e descripc.ao sem
glil um espirilo satrico, felizmente rila.locura
una ternura e cloqueada irresi-liveis. Os seus
leeiios,e qual he"o escriplor qne os nJo lem '?
Xtslem na superlicie. No C' rac.lo de lorias as
uas uarraees reside um sopro de bondade e ile
lenevolcncia que imprimen) os seus sueves'efluvioi
os producios de sua feliz imaginario e de sua rica
haotasa. A. suas viva-- pinturas deaolrimrntoi
lesconhecidos que abuodam as gran les cida les
em despertado, em favor dos obscuros habitantes
los quadeirOes pobres, urna sy inp.ilhia r|ue se ha
nauifeslario por meio de melhoramcutos prati
tos. Dickens poz a nvencCo is urdnsela hiim.i-
liilade, conservando como corapanlieiros, o espirilo
: o riso. A alegra cordial, a teruura, o fugo (fai-
na, o esiurio constante de ludo quanto enlretem
is seus semelliantes, o prazer radiante que elle ex-
lerimcuta era descrever a vida es alegras de fa-
milia dos humildes fazem amar a natoreza huma-
la no meio de circunislancias o de situadles que
a imaginario, antes delle, tinha raramente illumi-
lado. Dikens he un verdadeiro explorador do
nundo moral, c sobre as fronleiras e nos irilhos
la humanidade, em que os seus antecessores nao
iiiham encontrado se nao poeira ou cinzas, soube
lescobrir ura Eldourado, o nelle colhergrinaldas
le flores.
Poneos escriplores liveram a fortuna de allngir,
io curso de sua existencia, a urna repularaa tilo lu
Dante quanto a que Dickens a l-picnra cm alguns
unios. A lilleralura offerece poneos exeinplo. de
"estillado feliz coinparavel ao dos sed. roianWes.
Verdade he que, firmado, sobre a nalureza e a ver-
larie, elles se dirigen) ispaixes e aos senlimentos
pommuns i bumani.l.nle em todos os paizes ; que
uem grande originalidade, e sao tralados com
urna h ihiliriaile magistral. Aos ->b' annos, Dicken.,
eslenngrapho do Morning Chronicle, puhlicava,
-ob o u une de flo; nu licening Chronicle JS.'tli
bina seria de esboros, de scena., de retratos o de
(ontos sobre Londres, sua vida e seus costumes. A
mor parle dos seus lisbocos, cada um dos quaes
apenas tem algumas paginas, s,lo pequeas obras
primas, e em Sosso l'isinho, Meditaroes acercada
ra Monlmoiilh, Urna titila a Sewgate, Doente
do hospital, O Peo negro, A Morte do beberr'i. j.i
te distingue a rote do ineslre. Em IS.T7, appare-
ceram as Memorias posthumas do club Pickicck.
rerdadeira Odyssea alravez da sociedade inglesa,
acabada por M. Pickwiek,Ijpo de bondade lao ver-
il ideiro, hlu original quanto o do liu Toby,e seus
mniurlats companheiros : Winckle, o poeta, Snod-
(rass, o apaixonado Tupmanu, e s lacaio San Wel-
ter, resumo animado do espirilo e das qualiriades
boas nu mas do gaiato de Londres. A Inglaterra,
diante rio sea proprio qu.idi o. em que a salira, o ri-
diculo, nao Ibe tinham sido pnup.ido-, baleu p ri-
mas ; perdoou a Boj: as justas criticas, ou anles
Ib'as perdoou. para -ouien'e occopar-se com a be-
nevolencia universal csnalhad i sobre lorias as parles
da sua obra, e para applauriir ao tlenlo, ao espiri-
to, i h'.biliilarie. ao fago d'alma do romancista que,
luranle vinle mezes, soube conserva-la palptame c
arruta-la apoz si, por montea e valles, alravez dos
incidentes mais extravagantes, das scenas mais pa-
Ibelic.is al ao termo da carreira que havia pro-
iii."lulo. Os Pickicick papers foram impressos aos
nula mil cxemplares. Os Inglezes, obrigalos a
deixar a patria, periiram que se Ihes m ,n I i.-e. \
In lia, ;i Persia, ao Egyplo, China, a lorias as par-
les do mundo, para onde iam, a bemaventiirada li-
vrarao inen-al de rapa verde, cspiriluosamenle or-
nada por I'hiz, com os atlribulos do famoso club.
A vng, desta vez, nao segua urna falsa vereda, o
bom exilo coro.iv a o genio, e cerlo do seu de.lioo,
Boz, desappareceii, para deixar o lugar a Dickens,
Depois desta poca, cada um dos seus romances
foi para elle um Iriumpho. Nicolao Sickleby, Olli-
rerio Tteist, O Armazem do revendilo, Itarnabe
Itadge, Martinho Chuzzleicilt, Dombey, pai e fi-
lho, Dacia Copperfield, A Casa Illeak, vieran) una
apois oulros prever a ferundidade de Dickens. o
dcsenvolvimenln das sua; quali la les. o minra-
lo mi o progressiva do seu tlenlo.
i. Conlinuar-se-ha.
a prorurac.lu nao |ide -er dada a pessoa que seja
l:f!9i668 rievedora ao fallido, nem mu mesmo procurador re-
398*986 presentar por rinus diverso, ered res.
--------------- Recife ri rie Janeiro de I8j."i.O escrivte inleri-
I-.(i'.iJ-7.)l no, Manncl Joaquim Baplisla.
tl.7 i DECLARACO ES.
CONSEI.HO ADMINISTRATIVO.
o con-elbo administrativo, em rumpiimrnto >i >
1J:2II-7:|(! rt. > do regolamento de Ii de dezembro de ID .
faz pohliro, que foram aceitas as prop.st-s,(,. Praa-
csco A'illi de aleudoa?a, Antonio Pe eir de Oli-
veira llamos, Jos da Cruz Santos e Jote Fernn le-.
dos preros correntes do assurar. algodiio, e mais Prenle \iamia, para foracceeero : n t., f, arrobas
teneros do paiz, que se despachan na mesa do | do oleo de linhaca. >9aCM; o >.. :t:,1 banoUs pira
CONSULADO
Hendimenliiilo da I a.">
dem do dia H ,
8:03*9607
:IT73I29
l'Al'T.V
2.
u 3.
era Espirilo de Agurdente caroco. aguardei radiara lo *
s lenebra Licor . de catn resillada ':':
. *
consulado de Pernambuco, na semana
n 1:1 de Janeiro de 1855.
Atsucar cm eaixas branro |. qualidade
n ii '2.n )i
a u mase.........
s bar. esac. branro.......
n D mascavario.....
rclinario......... .
Algodlo em pluma de I." qualidade
canaria
botija
canaria
................garrafa
Arroz pilado duas arrobi'.s um alqucre
> em casca...........
Azetc de mamona ........ canaria
>i ii mcnriuliiin e de coco o
de pcixe.........
Girau............... |
Aviis oraras .......: urna
s papagiius......... um
Bolachas.............. |
Biscuitos..............
Cafe bom..............
reslolho...........
n com casta........... u
n inuirio.............
Carne secca............
Cocos cora casca.......... cculo
Charutos bons........*.
ordinarios........
i) regala e primor .... i*
Cera de carnauba......... la)
em velas...........
Cobre novo na o d'ohra...... S
Couros de boi salgados.......
n expixados.........
verdes........... >
ii de ouca..........
o cabra corlidos..... n
Doce de calda...........
a ii goiaba.......... n
n secco ............
jalea ,........ >
E.finia nacional .'....... |
ii eslrangeira
COMMERCIO.
RACAIK) RECIFE8 DE JANEIRO AS3
HORAS DA TARDE.
Colaces olliriaes.
Cambio sobre Londresa G d|V.!(7 3|l d. a preso.
A'sucar liranco sometiIsSIH, l950 e 15900 por
irruha.
Dilo mascavario escolhdoIJiiO por arroba.
ALFANDBUA.
Rendimenlo rio da I a .
dem do da 8.......
por va de remedios violemos. Jnstiluicao Chis-
tan.Prefacio.)
Calvino argumenta do dogma ria predeslinacao e
da voutade absolula de Dos sobre as suas cre.ilu-
iiaii rie um principij ou de urna i lea, mas de urna
acliv idade empreheuriedora e Sodaciosa. Vcrdadei-
ramenle fallando, i.s suas obras n1o sao esbozos
littemrins, cuja fbula, pouco interessaule, pecca
53:758884 I
(i:86sli8
59:OU996
Uescarregam hoje 9 de Janeiro.
ISarca inglczaHosamondmercadurasc carvilo.
Brigue inelezAnn Vortercirvao.
Brigue inglez(Jazelabacalhao.
Barra nglezaRotheznydem.
Barca americanaConrailfarnha de Irizo.
lli de americanoRosamondfarinha e bolachinha.
Escuna prussianaA,-anetnierra lorias.
Barca portuguezaO. Franciscaazeile de palma.
llrigue iuulezC'iilnias.ucar.
Escuna brasileir.igelosabarricas vasia..
Importacao'.
Sumaca Flor da tiigelim,' viada da Colinguiba,
consignada a Jos Tciuira Baslo, mauifestou o se-
guinic :
1,20" saceos deassucar, 60 barricas Vastas e abati-
da* ; ao mesmo con-ignalario.
lale nacional Adeloile, viudo do A'sii, consig-
nado a Jos Baplisla da Eonseca Jnior, manif&lou
o seguale :
696 alqueire. sal, :11 saceos cera de carnauba, Gil
uros
. -------------------- -......, ....... .v.u.,.. u -,,, tu, ,,, i ,1,^, .ir. i o,-1, i- srt i, ,,i -ucros cera oe car au na
ach corrompida por vanas pesies morlaes ; en. bre- lellgencia de primeira ordem, inriependente, fan- ^ mullios palha, 29 couros salgados, (18 molhos io
ve lorio lirara reduzdo l cinzas rie lal maneira que i laslco. (lutado de se.isibilidarie ede ImaglMrXo, curlidosTl parole penna* ; a ordem
he ueces.ano ou desesperar absolutamente das cou- que fes do romance do romance urna arma pura- 10 saceos cera de carnauba ; a Manoel Flore
s.is Humanas, ou orcorrer a torios sales males, e ate mcnlc po/i/ica, infelizmenle submcilida ao servico, Alves de Moraes
Brigue inglez llianca, vindo de Londres, consig-
na.lo a Johiislon l'ater & Companhia, manifeslou o
seguinte :
6 caitas biscoito e queijo, 50 ditas eerveja, 50
nio ri'obra
Espanadores grandes........um
o pequeos........
l".ii mli i de mandioca.......alqueire
u n inilbo......... ii
n n arar uta........
Feijao................alqueire
Fumo bol............ jp
ii ordinario..........
em folha bom........ a
ii ordinario......
ii reslolho......
Iperacuanha...........
(joinma..............alq.
(ieugibre...............i
Lenha de achas grandes......cculo
s pequeas..... a
u n o loros....... ii
Prendas de amaretlo de -2 costados uma
ii n huiro.........
Costado de imarel lo de ri a 10 p. de
c. e 2 t i 3 de 1.....
u de dilo usuaes....... i>
Costariinho ae dilo........
Soalho de dilo.......... u
Ferro de dito........... i>
Costado de luuru......... n
Cosladiiilio de dito........
Soalho de dito .'........
Forro de dilo........... n
n u cedro.......... >>
loros ri" I lajulia.........quintal
Varas rie parreira.........duzia
aguilbadas........ u
i> quins..........
Era obras rodas de sicupira para c. par
11 cixos II I) 11 D 11
Melaeo............... callada
Milbo............... alqueire
Pedra de amolar......... uma
n ii filtrar..........
rebolos.........
Ponas de boi........... ceuln
Piassava.............. molho
Sola ou vaqueta.......... meio
Sebo em rama........... i
Folies de earneiro......... uma
Salsa parrilba...........(
Tapioca.............. ii
L'nhas de boi...........cenlo
Sabio...............&
Esleirs de perperi........uma
Vinagre pipa .'..........
Caberas de cachimbo de barro. milbero
de S
-2-700
29300
19900
2&450
196OO
39200
59800
5**00
5300
194-25
9600
9340
S.500
5'i-V)
-.so
-J_.l
9(80
>2
30100
1?0()
19-280
.VjDOO
KfcOOO
WWO
59I-2O
79680
'i-(W)
298OO
39500
I i-100
59500
:;.-sooo
19300
300
5200
93000
M- 00
3100
SIGO
9180
3090
l.i.NMN)
3200
3200
3100
.-'.00
3-120
13280
I3OOO
23OOO
I3OO
29560
2*000
59500
39200
9-900
33000
9.3OOO
49000
f-jOlJO
329UOO
39OOO
19.300
23100
arjOO
IO.3OOI)
I63OOO
ToOO
259000
lltSHK)
99000
09.VK)
I9OOO
.3OOO
092OO
.'I92OO
29IOO
39OUO
I92MI
I320
I96OO
9900
403000
16-3000
9160
19600
96M
69000
9800
9000
9;l20
2-100
fcMO
goVJO
IS.-000
2950O
90
909.3
-Uil
3(13000
.33OOO
u \.o balalhau de ar|baria a li. a I9.V1O rs. ; 11 di-
lus para a 1- nipauhia fu de eavellaria, 1 IsHtld ;
i.'. os ii leu-: lio. para a botica do hospital reginen-
lal, conforme o pedido ja aniiniiciadn. na importan-
cia de .3029600.s.; o 4.". 3 limas meia raua muras
rie S poleaadas, a (10 rs. ; :i ditas triangulares d 8
ditas, 1 240 r.. : :t ditas ditas de 4 ditas, a 100 rs ;
3 limalCes de 8 ditas, a 3M rs. ; 3 dilos de 4 ditas, a
160 rs. ; e avisa aus supradilos vendedores que de-
vem recolher os referidos objectos ao arsenal de
guerra no da 10 do correte mez.
Secretaria do coas rihu rimini-lralvo para forne-
cimeuto do arsenal de guerra 8 de Janeiro de 1855.
Bernardo Fereira do (armo Jnior, serreta-
rio.
(MmiHA DE SEGUS.
EQUIDAD?.
ESTARELEGlDi NA CIDADE DO POITI.
AGENCIA EM PEKNAMB1 C(). 111 A IK) TKA-
P1CU8 ^. 6.
O abaiio assignado, agente nomeado desla eooipa-
11I11.1, e lornialmentc anlorisado pela diierco. acei-
lar seguros martimos era qualquer bandeira, c
para lodos os portus conieririos, em vasos ou merra-
doria, e sob suas respectivas comlic/irs ; o elevado
crdito de que lem osado esla companhia e as van-
tagensque ufferece, far c, nvencer aos ronrurreuies
da sua uliliila le, o seu fundo responsavet ha de mil
cotilos de reis fortes : a quem inters.ar ou convier
cflerlunr ditos seguros, pooer.i dirnr-se 1 ra
acuna cilada, a Manoel Dimite Rodrigues.
Pela delegaeia,do I. disiriclo do Kerife foram
apprcheiididos e logo ilepoiilarios, dons ravaflosfar-
lados na povonco de M.ii.ui, provinria ria Parahiba:
quem for seus dunos romparera rom documentos le-
aos, que Ibe serio entregue*. Delegara anata I
dislriclo do Recife aos 29 de dezembro de IrVfct f>
delegado, F. B. Carralho.
O rnnselho de adraioistrar;3o naval, contrata
para pagamento do semestre que veoceram as pra-
vas dos enrpos de mperiaes marinheirns e faiileuo-
uavaes destacadas nos navics da estacJto naval e se-
grale : sapalos de couro de vaqueta e duas solas.
164 pares ; fardas de panno azul, 32 ; frdelas de
dito, |:| -, ditasdebrim hranco, 13 ; calcas de panno
azul 44, polainas de panno prelo, 13 pares ; raleas
de brim branro. 26 ; camisas de dilo, 151 ; bonetes
de panno azul, 13 ; e lencos de seda prela 65 : con-
vida-se porlanlo, a quera interessar dila venda, a
comparerer as 12 horas di mauhadia 10 do corren-
te, na sala das respectivas seisoes, com as amostras
e propostas declarando os ltimos presos.
Sala das sesses do cou'elho de administrarlo na-
val em Pernambuco 3 de Janeiro de 1855. O se-
cretario do conselho,
Christoco Santiago de OUreira.
MOVIMENTO DO PORTO.
AVISOS MARTIMOS.
Navios entrados no dia 8.
Ilaltimore42 das, hiato americano Kosamond,
de 130 toneladas, capilao .N". L. Ellis, cquipagem
6, carga farinha c mais gneros ; a llenr) For-ler
iV Companhia.
Babia10 riies, brigue rie guerra inglez Espress,
commnndante Bojrs.
Terra Nova33 da--, brigue inglez nGazclle, de
176 toneladas, capitilo Thomaz Cox, equipacem
II, carga bacalhao; a Schramm Wbalelx i Com-
panhia.
Parahiba5 das, brigue inglez Cuba, de 2I(> lo-
ne'adas,espito James II. Pascoe, cquipagem 9,
carga issuc.ir ; a C. J, Aslley & Coaipaujiia. Ar-
ribon a esle porto cora agua aberta, seu destino
era para Falmouth.
Terra Nova28 das, barca ngleza Kothesavn, de
204 toneladas, capilao Joui .Miiiiu, equipagcii) 12,
carga bacalhao ; a Me. Calmonl & Compauliia.
Rolhcrdam13 dial, galeota holiandeza Curaron,.,
de 126 toneladas, capilao A. Oweband, eqoipagm
8, carga queijus e mais gneros ; a Brander a
Brandes.
CardiD41 lias, brigue inglez Pialas, de M8 lone-
larias, rapilflo David Rowlaud, equipageui 1 car-
ga carv'i ; a Johnston Paler & Comparada.
Lisboa-2li (lias, brigue porlugu /. ((Alegren, de 219
loiicla I i-, lapit.i, i Manuel Josa (iavinho, equipi-
gem 13. carga sal, farinha c mais gneros ; a Bai-
lar & Oliveira.
EBZTAES.
O Illm.Sr. in.pcrlnrda Ihcsouraria provincial,
em cumpriinenlo da orriem do Esm. Sr. presdeme da
provincia, manda Convidar aos proprelarios abaivo
raencyinadns a entregarem na mr.ma tbesouraiia,
n i prazo de trala das, a contar do dia da primeira
publicacao do prsenle, a importancia das quolas
cora que rieveni entrar para o calcnenlo das casas
dos largos da lYnha c Ribeira, coufuraie o dispo-lo
na lei provincial n." 350. Adveriin.lu, que a falla
Segu com tola a brevriarie para o Aracalv o
hem conhecido veleiro palhebote Durioto, n qual
rec.be carga de-de o dia S em diente ; para carga o
passageiros, Irata-se na ra Jos Antonio Franca A Companhia! Para o mesmu
porlo os palhaholes Incencicel i Aurora.
Para Lisboa pret. nde seguir i -om toda a lirevi-
:dade a barca porlugueza (..rali lao : para carga e
passageiros, Irala-se com os consignatarios Thom-x
de Aquiiu Fonseca i\ Filho, na ra do Viearie n.
19, primeiro andar, ou com o capilao na piafa.
Para o Rio de Janeiro pretende sahir com a
possivel brevulade o paladn nacional D. Pedro V:
para carga c escravns a frete. Irala-se coa osraaj-
nn tai ios Thomaz de A quino Fonseca \ Filho, na ra
do Vigario n. 19, primeiro andar.
- Para L-boa pretende sc^ nr eem hrevidadeo
brigoe porluguez uKilieiroi. de primeira marcha :
quclu nelle quizer rarregar ou ir de paasagsm, rn-
lenda-se com os consignatarios Thomaz de Aqain..
Fonseca & Filho, na ra do Vigario n. 19, primeiro
andar, ou com o capilao na praca.
PARA O KIO 1)E JANEIKO,
segu rom hrevidade, por (er parle da carga promp-
la, o biate l'enus : para o rc*ln. paasagcirM e e
cravos a frete, Irala-se com Carlaoo Cvriaco da C.
M., ao lado do Corpo Sanio toja de ratsiamri
n. 25.
PARA O RUT DE JANEIRO
segu na presente semana o brigue nacional ma i ; para o resto da carga, passageiros e
a frete, trata se com Machado r3t Pnbeiro,
Vigario n. 19, segundo andar.
Para o Porlo, segu imprelenvelmenle via-
gem no da 17 do correla, a veleira galera Bractta-
rense : quera nclla quizer rarregar ou ir de pasea-
geni, para o que lem os mais area los rnmmadai.
enlenda-sc com us consignatarios Thomaz de Aqui-
no Fonseca & Filho, na ra do Vigario n. 19, pri-
meiro andar, ou com o capilao na praca.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Ass por estes das s barr brasri-
ra Imperalri; do Brazil, a qual seguir para o Kn
de Janeiro om dia depois da sua cbofada. e si rece-
be escravos a frele e passageiros, para o que tea es-
colenles coinmorios : a tratar na ra do Trapicha .
14, rom o consignatario Miiocl Alves i.orrra Ja-
uior.
Para o Porto pretende abir cata a masar bre-
v idade o brigue portaoaez Bom successo. de prieiei-
r marcha : qoem no memo qe,, ,, ,r
de passagem, cnlenda-s- rom o- r.msisnatanesl bo-
mas de Aquiuu Fonseca v\ Filho, na roa 4o Vigario
n. 19, piimciro andar, ou rom o Sr. Manoel Lomes
dos Santos Sena, capiUo do mesmo, na pora.
Para o Assn dio nesles pouco* das, a barra-
ca Joeeptna, rec >l en le carga a frcle para o Rio
tirando c aquello podo : a liatar cum o metre a
bordo da harc.iri fuudeada ao lado do trapiche do
i algodao. ou na ra da Ma Ire-rie leo* |oj. n. 34.
COMPANHIA W. VAPOKKS DE Ll-
YhKPOI.
Espera-se ho-
Re 4c Ja-
neiro o vas*-
La fala,
qual aVpris ala
nalida de-
moro caira
para a Europa :
par paswafraa
ou (rete trata-sc
a agencia, roa
da Cidria i
COMPANHIA ItRASILEIRA DE P\-
OUETES DE VAi'OH.
O vap<* <.-
4' nmbira cosa-
mandante Sa-
lome, dse. Sr-
| ir .los partos
dn iimle a II
dr rorreado
mez, e seenira
para os do sol
no da seguinle : agenrii na ra do TraiMche
o. H
eogondo andar.
Para a Baha segtic em |MMiroe das
da entrega volunlana, ser ponida com o duplo das | por ter i illiiof parte da Carga a Iionio,*
IIEGVI
i
..liliLADQ


DlnlO OE PEnNAMSUCQ, TfcKQA FEIRA 9 UE JANEIRO UE 1855.


velara tttcia, di<|(ial heeapilao Sebastiao Lo-
pes da Costa : para o resto da carga t l-
tase com seu consignatario Domingos A.
M;.tliet.s, na ra da Cruz, n. -Vi.
MAllAXHA'O E PARA*.
Segu ein |K>ucos diaso liiate nacional
Adelaule, ja' tein a maior parte da car-
ga engajada : para o resto c passageiros
tra!a-se com o consignatario J. 15. da
Fonseca Jnior ra do Vigario n. 4.
PARA A BAHA
Saldr' impreterivelointe no da t
do correle o patacho Alfredo pode
receber algnuia carga para completar o
scu curregamenlo : trata-se oom o con-
signatario J. B. da Fonseca Jnior, ra do
Vigario n. \.
LELO ES
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLBGIO 1 AND Al; 25.
O lr. I'. A. I.obo Moscojo di camuflas honienpalhicas lodos os das aos pobres, desde 9 huras da
manhaa aleo ineio da, e emcasos extraordinarios a qualquer hora do dia uu imite.
Ollerece-sa igualmente para platicar qualquer operario de cirurgia. e acudir prnmptamentc a qual-
quer mulhcr que esleja nial de parlo, e cujas circunstancias alo iicrniittam-p< SO COKSILTORIO D DR. P. L LOBO I0SG0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
O agente Borja fara' Ieilao no sen
arma/.em ra iloCollegio n. 15, de dili'e-
rente!. objectos : no mesmo armazem
quinti feira 11 do correte.
O agente Borja, de ordem do lllm.
Si. t-, juiz de direito do eivel ecommer-
cio, Custodio Manoel da Silva Guimaraes,
arequerimentodo curador final da mas-
sa fallida de Victorino & Moreira, fina'
Ieilao da muita conliecida loja de miude-
zas, que foi datpielles senbores, sita na
i na dos Quarteis n. 22, consistindo em
urna armacao e todas miudezas existentes
na mesma, as quaes sao muito modernas
eestoem muito bom estado: quarta-fei-
ra, 10 de janeiro-do corrente, as 10 horas
cm ponto.
Manual completo do meddicina boroeopalhica do Dr. ('. II. Jahr, (raduzido em por
luguez pelo l)r. Moscozo, qualro voluines encadernados cm dous c acoiupaiihadode
uin diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele...... -JO^KMI
Esta obra, a mais importante de toda* as que tratara do esludu e pralica da liomeopalhia, por ser a nica
que conii'-ui a base FendainenUl r>'esla doutrinaA PATHOGENES1 V MENTOS NO (MUAN ISMOEM ESTADO DE SAUDEcnohecimenlo que nao podem dispensar u pes-
soas que sequerem dedicar a pratica da verd.uleira medicina, inleressa a todos os mediros que qui/crem
eiperimeutar a doutrina de llahiiemann, e por si tnesmos se convencerem da verdade d'ell : a lodos os
lazendeiros c senbores de cnsenlio que eslao lotice dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
AVISOS DIVERSOS.
mercante nacional, sendo redigido polo Sr. lo
da armada Eugenio Jos Aniones, aasiliado
que urna ou oulra vez nao podem licitar de acudir a qualquer incornmodo seu ou de seus IripulaViIcs: i cn,>ora%o de alsumas pessoas Ilustradas da liics-
a lodos os pais de familia que por circumstancias, que utiu seinpre podem ser prevenidas, Silo nbriga- ".''' corl1"raeao. Publra-sc duas \e/es por me/, em
dosa preciar in rimtinenli os primeiros soccorros em suas cnfermiiladcs. indeterminados, ciiendo 12 paginasen quai-
I). I.uiza Aiioesde A. I.eal eas suas manaD.
Sonhorinha a D, Teresa de lesas Leal, fazem saber
aos Mis desuas aliimuas que as lenas lindam-se no
dia 7 do Janeiro, e principian! os trabadlos de sua
aula no dia 8 do correle: cuulinuam receber aliim-
nas pensionistas, meias pensionistas e esterna. As
materias que se eiisinain *'<> : ler, escrever, contar,
graounalica nacional, aritliinelica, franco/., fnglez,
msica, dansa, desenlio, geograpliia, coser, bordar,
rorlar, labvrinlar, marrar, escond, e onlras ulnas
de agunia. Os pais de Familias Rearas nusfeiios pe-
lo desvelo com que suas Blliae serfl i IraUdaa, e pelo
augmento que ella* terSo un seus eslisdoa ; adver-
ando (pie as inensalidade- serio pasas em qusrlel
adiaiitado. Ando o qual deverao adiantar oulro. O
preeo das pensionista iao: fiOjOQU por quarlel, das
meias pensionistas 308000, e ,1- eviena, confoi m 1 o
ajuste. Oapaia de familias lano da piara como fura
dalla, que qiii/.erein honra-las'rom sol ronOanca,
pdenlo dirisir-sc ra do Kacondf 11. ,">, quem
M'in da riheira o segundo obrado ao pe do de va-
randa encarnada,
O Hit ASI I. MARTIMO.
Al o dia 15 desle mes acha-se aherta nesia Ijpo-
iaphia a reuovae'io de assignatura do segando anuo
dcsie interessante peridico, dedicado nicamente u
propagaos* do* conliecimenlos martimos, organisa-
eao e administradlo etc. da marnha ile guerra e
nenie
_ pela
eollaborar.io dealgumaa pessoas
103000
:ijouo
na pratica da
Capln Inc. Lean of the Bristisli Schonner .Ir-
ron taving received One hundred and tfly Ions of
Coals .1 (ilasgow shipped by W, It. Kay. and
roiiMgned lo Order is anxioustn Know if any par'v
may have received Bills ofLadiog or be llie'Consia-
nce of theabove S'ipmenl.
NO GELLO,
cvisle i barris com mariies, os quaes se abrera vista
do comprador.
AltMACO E LOJA.
Iraspassa-se a chavee armacao de urna casa pro-
pria para fazeadas, miudez.is. outro qualquer ne-
gocio, 1a ra da Cadeia do Retire. Veude-se lani-
bemarmac;ao ebalcao de urna laberua, ludo islo
tratare no Iteeife, ra da Cadeia, os. Is, 23.
Pi-ecisa-se de urna ama ou moleque que saiba
cozmliai e comprar, escravo ou forro : na ra Nova
11. ti, primeiro andar.
Di poder do ahaixo assigrUdo, fni (deseucami-
nhada una ieltra da quanlia de 4819300 rs., saca-
da era ti de novembro do anuo lindo, a 4 mezes,
aceita 1 or Manoel Kerreira Mendos GuimarSes, e
com quinto o mesmo abaiso assignado avisasse ao
aceilanli para nao pa^a-la a pessoa alguma, todava
roaa a quem a achou, o obsequio de restilui-la, vislo
star sen valtidade para qualquer que nao seja o
saceadorFrancisco Joaquim Gaspar.
Na uaeslreita do Rosario 11. II, anda existe o
resto das bellas macaes, oreos oommodos.
O Dr. Joaquim de Oliveira e Sou-
za lecclonu em sua casa, ra do Aragao
eem casaS particulares, a lr, escrever e
fallar a lingua ranceza.
IAK1NHA DE MANDIOCA
nos armazens de Paula Lopes, nnes
e Cazuza no caes da Alfandega a' preco
conimo-lo : trata-se com Jos Baptista da
Fonseca Jnior, ra do Vigarion. 4.
FABRICA DE SABA'O.
Continua no seu traballio e aclia-se
abertotm deposito na na la Senzala ve-
llia n. 140, aonde ncharSo sempre do
muito acreditado sabao amaiello, cinzen-
to e preto, os'prcco serao sempreo mais
comrrodopossivel : trata-se com Dellino
Goneal' es Pereira Lima no mesmo de-
pozito-
Oescripturario da companliia de
Beberibe encarrega-se de comprar e ven-
der aerjes da mesma companhia : na ra
Nova n.7 primeiro andar,
Ilespja-te Callar ao Sr. Alexandre
Maclou Tessier, vindode Lisboa no anno
de 184!, puuco maisou menos, ou a al-
guijm por elle, e consta ter estado no en-
genho Sane : na ra do Vigario n.7. '
Quem tiver runa prela para lugar, que venda
na iua, dirija-c ao aterro da Boa-Visla, sobrado n.
O, segu ido andar, que se dir* quem he.
L. Delouche faz saber ao respeilavel publico,
principalmente aos seos fregue2es, que acaba de
comprar a relojoariade Mr. Lacaze, na ra Nova n.
2, para onde ja Iransferio o seu 'eslabclecimenlo,
convnlai-do-os a que ahi o procurem, na certeza de
lerem-nn sempre promplo a desempenhar o seu tra-
ballio do maneira a salisfazer a confianca nelle do
pusiUda
Pncisa-se de um menino de 12 a ii annos,
brasilein que d fiador de sua conduela, para cai-
xeire: na ra Nova 11. 22.
Ofterece-se urna parda para ama de casa de ho-
rnera solt.siro oo de pouca familia, para rozinhar :
quera prelender, procuro ua ra de Santa Cecilia
n. 13.
A substitua das cadra de instruccao elemen-
tar dista chlade faz scieole a quem convier, que
abri a Oji aula particular no dia 8 do corrente, na
ra do Rosario da Boa-Visla n. 38.
Quet-se alugar orna ama para casa de pouca
lamilH, que saiba cozinhar o diario, ngommar e
ensalmar : na ra do Colovcllo adianto da casa do
taado Selle, defronle do sobrado onde morou o Dr.
Alcoforado.
Na ca;a do becco do Quado n. ha urna mu-
lher qLe en,?omnia para tora e tambera lava ; qual-
quer pussoa que queira, dirija-se a mesma. O preeo
das pecas he, a 160, calca, de lavar e engoramar, ja-
quel o mesmo, camisas e rlleles a 100 rs.
Precisare de urna ama com boin e bstanle
leile, e seja orra : na ra larga do osario n. 16,
sobrado de um andar, junto a padaria do Sr. Manoel
Antonio de jess.
A. Laease tem a honra de participar ao res-
peilavel publico, que venden a sua casa de relojoa-
ria da ra Nova*n. 22, a .Mr. L. Delouche, conti-
nuando toda /ni a ueila trabalharjcomo d'autes ; pelo
que roga aos scus freguezes que Ihc continu, e ao
seu successor a confianeo que sempre Ihes mereceu.
Fugio 10 dia 30 do passado mez urna uegra
por nome Joanna, de oaeao Congo, de idade ,Vl a 53
unos, eslalu a regular, secca do corpo, peinas lina-,
tem os -ledos da mao esquerda meio fechados, urna
marca na cabsca, lem aa cosas alanhadas de chicote
ja antigs, he conliecida por Joanna Sauna, e Talla
explicado; levou duas saias, urna cora flores roas e
outra de riscado i velha, e panno da Costa ; Sabio
a vender lannjas : roga-se as autoridades policiaes
c capiises de catnpoque a pegueraelevem-a s.Cinco
Ponas 11. f, que se rao recompensados.
Aluga-so urna casa terrea na lija-Vista, na ra
dos Coelhus. com 6 quarlos, 2 salas, calinita tora,
concertada e 1 intada de novo; quem a pretender,
dirija-se 1 ra doQueiroado, loja 11. 10.
GRAVIFlC*CAO' GENEROSA'.
rugi no dia .11 do mez prximo passado um pre-
to Mina, por nome foflu, tendo os signaes seguintes:
estatua regular, olhos pequeas, rasos e meios ver-
melhos, cor bera prela, con algumas marcas de be-
xigas no rosto < uous Ullios dos la.los do rosto, ten-
do falla de 2 denles ua frente do lado esquerdo, um
em cima e oulro em baxo, urna coroa na cabera
proveniente de earregar peso, cabellos bera torcidos
e meios veriricllios ; julga-se andar p-las ras desla
cidade por ser encontrado as tabernas da ra da
Senzala Velha e Fra de Portas : quem o pegar, quei-
ra conduzi-lo au Mondego n. 140, que ser recom-
pensado.
Prccis-a-se de urna pessoa capaz para ir a Man-
manguape recebar urnas dividas : quem quizer, di-
rija-se a esta lypographia que se dir quem quer.
A viuva de- lorlunalo Correa de Menczes roga
a lodosos seus de vedores tenham abundado de vi-
ren) salisfazer seus dbitos na praca da Independen.
ca 11. 17. A menina declara que a nica pessoa en-
carregada do dito recebimenlo he seu mano Thomaz
Jos Marioho.
Na un te do 6 do corrente desencaminhou-se
um preto com um bahu' do 3 palmos de comprimen-
lo, pouco mais ou menos, conlendo o seguinle : 9
camisas de mulher, 1 vestido de se-la amarella, 1
dilo de saria prela. rulos de cassa. : saias brancas,
1 lencol, i eaixinln de folh.i com 2iuiieis, I ineda-
Iha, I rur.l.lo fino cora um roracio, I par de rozelas
grandes, I pequeo (ranrelim fino, 1 par de luvas de
pellica, I lo.dha de labyrinlhn e 3 deuaes de prala ;
lendo o preto sabido da Boa-Vista ale tora de Por-
tas : rosa-se a qualquer pes-oa a quem for ouereci-
do se dirigir ao at;rro da Jo-Visla 11. H, que se
grlilicara. W
Fugio no dia 7 do corrente um pardo de nome
sevcriio, com os slcvaes teeoinles : bstanles sardas
no rosto, urna terid.i debauodn braejo direilo, e c-
calrizes de futras pelo pescoro : quera o aprehen-
der Irve-o a ra do Crespo n." 16, 011 a Jos Maa-
Ihes da Silva Porto, no Brejo da Madre de Dos, que
sera gratificado.
Oabaixo assignado comprou obilhele inleiro c
dous meios n. 2382, 38,">7, 3129 da primeira lotera
da casa da cmara e cadeia do Rio de Janeiro, e per-
lencem ao Sr. JoSo Vieira da Canha.
Joao Simdet Je Mime da.
O vade-mecum do bomeopatha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Ilerins,
obra lambem uli! as pessoas que se dediram ao estudo da liomeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario ilos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encarden.:,U. .
Scm verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasco seguro
homeopathia, c o proprielario desle eslahelccimenlo se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivel e
uinguem dnvida boje da grande superiuridade dos seus medicamentos.
Boticas de 2i medicamentos era glbulos, a 105, 12o e ljOOO rs.
Ditas 36 ditos a................... 908000
Hilas 48 dilos a.............. 239000
Ditas 60 ditos a............... 3O9OOO
Ditas 1*4 ditos a.................. 6(15000
Tubos avulsos......................... 11000
Frascos de meia 0115a de tinctura..............." 29OUU
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crvstal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevda-
de e por procos muito commodos.
Novos livros de liomeopalhia uicfranccz, obras
todas de -uniina importancia i
llahiiemami, tratado das mole-lias
I111111-.........
Teslc, rroleslias dos mcuiDos.....
Bering, hmfopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. .
Jalir, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas. .......
Jahr, molestias da palle.......
Rapou, historia da homeopathia, 2 volumes
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica liomeopalhica. .
De Ftyotle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........
CtBting, verdade da liomeopalhia. .
Diccionario do N\ sien.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a deseripcao
de lodas as partes do corpo humano .
vedem-se lodos osles livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio 11. 25,
primeiro andar.
elimine,1-, 4 vo-
. 2O3OOO
. fisooo
. 73000
. 3OOO
. 163000
.. 63OOO
89000
I63OOO
103000
83000
73000
63OOO
43 IO3OO
30-3000
PIBIICACAO' DO KST1TIT0 H0.1E0PA-
TilICO DO BRASIL.
THESOUKO 1IO.MEPATMICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA
Melhodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
palhicamene ludas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente agellas que rei-
nara no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados do homeopathia, lauto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propra experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgeru Pnlio. Esta obra he'boje
recouhecida como a melhor de lodas qoe Iralam da
applicacao homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la o eonsiilta-Ja. Os pas de
familias, os senbores de engolillo, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, serlauejos etc. ele, devem
te-la m;lo para occorrer proinplaincnle a qualquer
caso de molestia.
Doos volumes em brochiira por OJOOO
>' encadernados 113OOO
veude-se nicamente em casa do autor, 110 palacete
da ra de S. Francisco Mundo Novo) n. 6S A.
LOTERA DA PROVINCIA.
Aos 5:00000O, 2:000$000, 1:000$000.
O caulelisla Antonio Uodrigues de Sorna Jnior
avisa ao respeilavel publico, que os seus bilbeles c
cautelas 11S0 soflrem o descont dos oito por cento
nos Ires premios grandes, os quaes se arham a venda
as segundes lejas: praea da Independencia n. 4,
do Sr. lorlunalo, 13 e 15 do Sr. Alantes e 40 do
Sr. tana Machado ; ra do Queimado 11. 37 A, do
Sr. Freir ; ra da Praia, leja de lazendas do Sr.
Santos ; ra larga do Rosario n. 10, do Sr. Mauoel
Jos Lopes; e praea da lloa-Vista, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio ltaptisla, cuja lotera tein o seu
andamento infallivel cm 13 do liiluro laueiro,
u:ii.^,... r^-,u, J
Bilheles
Meios
Quarlos
Olla vos
Decimos
Vigsimos
ScOO
39800
I300
800
700
400
recebe por inleiro
5:000:000
2:.">0O3O0O
l:250au
6259000
.vxigooo
250,1000
.1
DENTISTA.

;;
;; roiiliuiia a residir naruaNova n. 19, primei-
".; ro andar. *
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Alhuquer-
que, professor jubilado de jji-ammatica
latina, teui ettabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente oll'ere-
cera'.
Lava-se e engomma-se cora toda a perfeicao e
aceio: no largo da ribeira deS. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Aluga-se um hora armazem, na ra da Praia
11. 76 : a tratar na ra do Collegio n. 15, ou com o
proprielario, no sitio do Mauguiuho.
Aluga-se urna excediente casa de sobrado
iiiargem do rio Capibaribe, na Poni de l'clia, con-
fronle ao silio do Sr. Barao de Beberibe; a tratar
ua ra do Collegio n. 15, ou na Ponle de Lchda, ca-
sa do proprielario Francisco Aulouio de Oliveira.
OCHAVO.
Sihio o primeiro numero do segundo trimestre do
Craco, e acha-se venda na roa Nova n. 52, loja
do Sr. Boavenlura Jos de Castro Azevedo. Ad-
yeite-se aos seuhorcs as-ignanles que e-tao a dever o
importe do suas assignaluras c que quizereui conti-
nuar, que Ibes nao sera entregue o primeiro numero
do segundo trimestre, sem que tenliam pago o pri-
meiro ; assim como que as assiaualuras para o se-
gundo trimestre, sero pagas recepeo do pimeiro
numero. Os nmeros avulsos vendeui-sc a 80 rs.
Precisa-sc de una ama com bom e h,i>iuute
leile, e seja forra: na ra larga do Rosario u. 16,
sobrado de um andar, junto a podara do Sr. Ma-
noel Aulouio de Jess.
Amorini Irinos avisara a quera iuleressw,-que
a contar do 1. de Janeiro do presente auno, tomos
concordado admillir para sucio de nossa casa ao uos-
so primo e antigo caixeiro Antonio Joao de Anio-
rini ; em consequencia todas as lraosaC{04 penden-
tes nesta praca como as Ue fra com quem as temos,
passaiu a cargo da Urina social que u'ora em diaule
passa a cvrar.Amoruu Irnsaos i Companhia.
Precisa-se alugar una escrava para o servico
de una casa ; na ra do i'acunado, loja de lazen-
das u. 61.
O Sr.
Janeiro
impreteri-
la
DENTISTA FRANCEZ.
J3 Paulo Gaignoux, cstabelecido na ra larga
do Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den-
O tes com gengivosarliliciaes, e dentadura com- $
ib pela, ou parle della, com a prcsso do ar. &
Q Tambera lem para vender agua deulifricedo A
^ Dr. Picrre, c p para denles. Rna larga do
J$ "Rosario n. 36 segundo andar. ei
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do iariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acbaem grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Rragatem urna carta na livraria ns. 6e 8
da praca da Independencia.
Oflercce-se um rapaz brasileiro que lem prali-
ca de caiveiro de cobranza, o qual da fiador sua
conducta : quem o pretender, anuuncie para ser
procurado.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
ciuha do Livrameuto lem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da prac.a da Independencia.
. L'iride Italiana, revista artstica, scicntilica e
lilleraria, debaizo do inmediato patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas linnuas pelas mais
conhecida*capaci,iades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Galeano-Kavara. Subscrevc-se era Per-
cambuco, na livraria u. 6 e 8 da erara da Indepen-
dencia.
Lotera da Provincia.
O caulelisla Amonio Ferreira de Lima e Mello,
avisa ao publico que lem as suas caulellas da lotera
da amorcira e rriac.lo do bicho da seda, que corre
no dia 13 do Janeiro, no Recite loja u. II, ra do
[losarlo ii. 26, dita Direita n. 62, aterro da Boa-\ is-
la n. .58, na povoacao do Monteiro em casa do Sr
Nicolao, e em sua loja ra Nova u. 4, pelos preros
58000
23S00
13500
700
100
abaixo declarados.
Bilheles
Meios
(Jnarlos
Decimos
Vigsimos
COMPANHIA PEKNAMBL'CANA DE
VAPORES.
O canselhoda direccao.de couformidade com oarl.
4.. til. I.o des eslalulos da campanilla, convida aos
senbores accionistas a reaiisarem mais 15 sobre o
numero deaccoes que subscreveram al 15 de Janeiro
de 1S55, allin de seiem fcilas com regoUridade para
Inglaterra as remessas de fundos com que tein de
allender os prazosdo pasamento do primeiro vapor
em conslruccA" ; os pagamentos devem ser tailos em
casa do Sr. F Coulon, ra da Cruz n. 26.
Na ra dasCruzes'n. 40, laberua do Campos,
ha das melhons e mais modernas bichas hambur-
guezas para vender-Sc em grandes poreocs e a rea-'
lio, c lambem se aluga.
O abaixo assignado, professor particular de
instruccao elementar do seeuudo grao, residente no
terceiro andar da casa n. 58 da roa Nova, participa
ao respeilavel publico e mxime aossenhores pais de
seus alumnos, que abre sua aula a 15 do corrente, e
nesse nie-mo recintolecciona lambem a lingoa lau-
na e fraueeza a alumnos internos c externos. De-
clara portaran que tem sempre prodigalisado esmero
no adianlamenlo de seus discpulos, como pode pro-
var com o termo de exames, lauto do anuo prximo
passado como dos anteriores.
Jos Mara Machado de Figueircdo.
Precisa-se de urna ama para com-
prar ecozinliar para una casa de pouca
lamilla : na travesea da Concordia, indo
para a cadeia nova, n. 17.
Precisa-se de um padeiro para amassadore
di-lrihuidor de pao na ra s tieguezias certas :
aquelle que se echar ncsls circunstancias, pode di-
rigir-se roa lai
com quem tratar.
Precrsa-sc de una prela escrava, de hoa con-
duela, para tratar de urna enanca ; quem a liver e
quizer alugar, dirija-se ao sobrado n. 8 da ra de S.
Francisco, ou ao porleiro da alfandega desla cidade,
na mesma reparlicjlo.
, Precisa-se alugar urna prela que tenha platica
de vender na ra ; paga-se 113000 : na ra da Glo-
ria n.85.
Diz o abaixo assignado. que quem for credo
da casa de pasto da ra larga do Rosario denominar
da Cova da Oeja 11. 3. apresenlem 110 pra/.-
de 6 das suas contas legaes que serao pagas : do
mesma forma quem dever.queira vir pagar no mesa
nio prazo.'uo Manoel Rodrigues.
Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
queira mandar receber urna encommen-
da na livraria n. 6 e 8 da praea da Inde-
pendencia.
Fugio no dia 27 de oulubro do auno passado,
urna escrava de nome (llemenliiia, crioula, de idade
25 annos, pouco mais ou meuos, com os signaes se-
guintes : olhos grande-, orellias pequeas, boa es-
tatura, pouco corpo, lem na perna direita o signal
de urna [brida, e com alguns signaes de sipoadas pe-
Jas costar; talvez ande para as partes do Recifc ou
eugeulio S. Paulo : quem a pegar e a levar a seu sc-
nhor Caelano Marllus dos Santos, morador no euge-
nho Jmenlas, t'reguczia do Cabo, ser recompeiisa-
do do^cu trabalho.
AULA DE PIllMEIllAS I.ETTRAS.
Manoel de Souza Cordeiro Sirooes faz cieule aos
pais de scus alumnos, que no da 8 do concille Ja-
neiro principiara os Irabalhos de sua aula particular
de primeir.is lellras, na ra Travesea dos Exposlos,
casa n. 16 ; assim como ao respeilavel publico, ()ue
contina a admillir alumnos externos e internos,
pensionistas c meios pensionistas, aseverando aos
pas de familias, que Ihe couliarein a educacao de
seus fillios, que riles cncoutrarao 11ra precplor o
amigo que cora amor, indulgencia e desvello busca
seus adantaincnlcs dentro do menor lempo possivel;
imprimii.do sobre ludo em seus coi ares sentimenlos
de saa moral, civil e religiosa.
Collegio de N. S da Divina Providencia,
no aterro da Roa-Vista n. 8.
A directora desle collegio Caudida Rosa Me.
1 >ei mol da Cosa, avisa aos pais de suas alumuas. e a
quem mais convier, que no dia 15 de Janeiro romc-
carao os Irabalhos. No dia 5 de dezemhro foram
examinadas as discipulas deste collegio' as materia
seguintes: leilura, escripia, grammaflea poriugue-
za. arilhmelira, gcographia e francez ; sendo exa-
minadores os Srs. conselbeiro Dr. Pedro Autrau de
Aleucaslro, professor particular Candido Jos Lis-
boa, e o professor publico Porfiriu da Cunha Morei-
ra Alves, e foram ludas api uvadas plenamente, se-
gundo consta o termo passado c assignado pelos exa-
minadores.
Desappareceu no dia 30 de dezemhro de 1854,
as 6 horas da larde, de bordo do brizne uaciona,
'lor do Rio, um prelo marinhelro, por nome Al
driio, crioulo, representa ter a idade 20 anuos, pou-
ca barba, beieos grossos e esbranquicadns, cor bem
prela, ps compridos, e he um pouco capoeira ; le-
vou calca e camisa de algodlo azul, e brrele Ingles
manija ; osle prelo foi escravo do Si. Joo PalrSu,
morador no Forte do Mallos, c consta que o dilo
pelo tem permanecido ntslcs dias na dita casa por
l se ler encontrado, c em Olinda : rosa-te a quem
o encontrar de o remoller para bordo, ou entrega lo
aos consignatarios do dilo navio Isaac Corio & Com-
panhia, ra da cruz n. 40, que ser recompensado.
ESCRAVO FtGIDO.
Fugio da casa do abaixo assignado, na madrugada
de 3 do Correnta, um seu escravo por nome Amalo,
mais ou menos, altura regular, barba pouca, denles
limados, os olhos enrumaeados, amia calcado, lem as
maos callejadas do lio de sapaleiro ; ste escravo
quando fugio levan coinsigo um cavallo eaanho,
(le idade 10 anuos, pouco mais ou menos, andador
ile baixo a ineio, frenlc aherta, cora um calombinho
no espinhaco.e he roncolho; o dilo escravo Toi do Sr.
Manoel Pinto Barbosa, morador em Gamella : quera
o pegar ou delleder noticia, dirija-se 1 ra da Scii-
zala Velha, cocheira 11. IIi, quesera generosamente
recompensado.Joaquim Paes Pereira da Silva.
Tendo fgido no dia 5 do mez de dezemhro do
auno prximo lindo o prelo l.uiz, escravo de Jero-
nj,mo de .vlbiiquerque Mello, proprielario do enge-
1I10 llamos, na l'reuue/.ia de Po-d'Alho, como l,,i
annuiiciadopelo Diario de Pernam'jucodc'J do mes-
mo mez ; o dilo escravo foi casa do Sr. Joo de
Carvalho Siqueira, morador no seu silio junto a ci-
dade de Olinda, e pedio ao mesmo una carta para
apadrinhado com ella vir para casa de seu senhor,
e em lugar de assim fa/.er poz-ac no mundo, tervin-
do-se da sobredila caria como passnporte : pede,
porlanlo, o abaixo asttguado, a lodas as autoridades
policiaes,capil.ies de campo cquaesquer pessoas, que
prendara dilo escravo, pelo que gratificar generosa-
menle.Jerougmo de .llbuqueu/ue Mello.
O caulelista Salusliano de Aqviob
Ferreira declara a's pcssoasquc compra-
ra m oillieiese cautelas das loteras da
lo, sendo S destinadas materias do programma, e
i exclusivamente piihliraco das regras inlcrna-
cionaes e diplomacia do mar de Ortolan, obra osla
astas imprtanle e neceesaria todos que sulcam es
Ocanos. O rusto da assignatura he de5iW00an-
nuaes pasos adiantado, e de 85000 para os senbores
subscriptores quequizerem possuir qaasi lodo n pri-
meiro volme da obra referida, j, aanexa ao primei-
ro auno do peridico.
Quem precisar de qualquer oscripturarao com-
mercial, oflcrece-se para a lser urna pessoa com a
recessaria pralica e deseuvolviinento ; a tralar na
ra do Sebo, -obrado amarello, 011 na ra do Vica-
rio 11. 5, armazem.
No hotel da Europa da ra da Aurora d-se
comida para casas particulares enslmenle, por
preco eomuiodo.
No hotel da Europa da ra da Aurora lem boas
salas e quarlos para aluguel, com comida ou sem
ella.
COSINHEIRO.
Da-se Bailo bom ordenado por um cozinheiro
francez: quera quizer anniincie pora ser procurado.
No holel da Europa da roa da Aurora tem
bous peliscos a loda 1 hora, pelos precos marcados na
tabella, muito razoaveis.
I). Bernarda Alaria dos Prazeres, legalmente
aulorisada. com aula particular na ra do Sebo, n.
13, participa aos pais tic suas alumuas, que tein de
reabrir asna aula no dia t."> de Janeiro crrenle, e
que continuara a f.izer todos os e-forcos para bem
corresponder confianca que nella depositan); as-
sim como faz tricle aquellas pessoas que Ihe qui-
zerem cncarregar u ensira. de suas meninas, que
estas serao tratadas cora todo o esmero e melindre,
c aprendern a ler, escrever, cantor, doutrina
chrisiaa. coser,labvrinlar, marcar, bordar de matiz,
ouro, prala, e lodas os domis minuciosidades pro-
prias da idade < sexo.
LOTERIJS DA PHOVIMIA.
No da lo do corrente mez de
pelas 10 lioras do dia andain
vclmente as.rodas da primeira parte d:
primeira lotera a becio da culturada
Amoreira: os pouco billietes queexstem
acliaiu-sea' vei-da nos lugares do costume.
l'raca da Independencia loja do Si. Fortu-
nato n. 4, Botica do Sr. Cliagas ra do
Livrameuto, ra Nova n.V.Boa Vista loja
n. 48 ena loja de cera do Sr. Podro Ig-
nacio Baptista. Nenes tugares os Srs.
compradores acharao osbilhetes sem cam-
bio. Thesouraria das Loteras, 2 de Ja-
neiro do 1855.O thesoureiro, Francisco
Antonio de Oliveira.
LEITURA HEPENTINA.
MLTHOIJO CASTLLHO.
A escola se aclia transferida para a ra
larga do Rosario 11. 48, principia a lecci-
ouar no dia 8 de Janeiro. As Ii roes para
as pessoas oceupadas de dia seriio *das 7 a"s
da noite.
Aterro da Boa-Vista, loja de miudezas
n. -\.
Chegaram ltimamente ricos linleiros de porcela-
na, vidro e estanto, om variado soiiimeiilo de peo-
nas de aeo, boas relas de lodas as qualidades, ri-
cas podras de vidro para p,'.r em cima de 1 apeia com
relalos de diversas persouagns, pnrla-ielogios mui-
to neos, realejos de chaves da mellir qualidade, c
alera dkto um completo sorlinicnlf de miudezas,
ludo por preco commodo. \
Precisa-sede una ama quesaibacozi-
nhar e la/.er as compras para nina mui
pequea lamilia : na rita da Conccieao n.
!) ; pretere-se escrava.
Silo'convidados os senbores iiccionislas da
companhia para o eslabelerimenlo da fabrica de le-
cidos de algudgo nc-la cidade, para cmnparercrem
na casa do banco desla mesma cidade, pela 11 ho-
ras da manhaa do dia 15 do crrente mez de Janeiro,
para se tratar, nao soda uoincarao provisoria da di-
rectora da mesma companhia, como da coinmissAo,
para Ofjganisaeto dos estatutos c da petiraoa S. M.
o Imperador, para se pedir a encorpmara'i da mes-
ma corapaollia e eoulirmarao dos seus estatuas.
DAo-s a fa/.er caixilhos de einpreilada : na o-
bra da ra do Crespo.
DO DR. CAS ANO VA,
ra das cruzbsn.as,
vendem-se carteiras de huraeopalhia de lo-
dosos lamanhos, porpivcos muiloem conla.
Elementos de homeopathia. i vola. fcOO
Tinturas aeseolher, cada vidro. I5O1M)
Tubos avulsos a cscolhera 500 c 300
Consultas gratis para os pobres.
>2
O collegio parliculai PernambncaM, dirigido
por D. I inheliiia Wandedej l'eivolo. abrise no
dia 1. de Janeiro, e recebe alumuas externas c in-
terna-, para u que a casa tem ullicivntcs coniuiodos;
no I. de fevereiropriucipiarao no mesmo collegio as
aulas de deteuho. francez e geograpbfss, dii midas por
habe professo*. No dia -M ile dezemhro do ati-
no panado I iiain examinlas 30 alumftas do nes.
mo oollegi...... m,lien,:-, segainles : leil'ira a escrip-
ia, aiilhraetica. iliiulrina elinsla e 'Jiaramalica por-
lugucza, co.....consta do ter.........ignado pilos ,,\a-
mfiwdorea os Srs. profesaren pblicos Salvador
llenii,|iiede Albiiqiieique a Simplicio da Cruz Ki-
beiro.
I'ianeisco (ai-lolio de Sampaio protesta contra
quem lenlia roubado do poder bosa ilua- lellras sacadas por elle o acedas, uma de
IH9966Q por Sr. Aflolpho de Souza Menezes, e ou-
lra de I::ssj7-J:! porSr. Manoel Joaquim Uaia, as
quaes lellras flo venciveis em junho prximo fuiu-
ro, ficaudo de uenhum effeilo qualquer IransarcSo
eila com as mesraas, a nao ser pelo mesmo Sr. bar-
bosa ou por elle.
Buubaram do poder do abaixo assignado o ic-
uuiule : lellras sanadas por Sr. Francisco Custo-
dio de Sampaio, uma de 343S660 Veucivrl em de
junho eaceita poi Sr. Adolpho de Soasa Menezes, e
oolra de l:388$73 cceilapor Si. Manoel Joaquim
Maia, veucivcl em ii de junho, 2 pues de brincos de
diamantes, i par de pulcciras de ouro lisas, e I an-
nel.lo rom brilliaute, ludo dentro de uiih caixinha :
porlanlo rpga-se a qualquer pes-oa a apprehenrao de
dilos objectos, estando ja lano os aceitante! romo e
indossatiledas ditos lellras prevenidos para nao pa-
garen! senau ao abano asignado, protestando desde
ja contra quem tenha roubado dilos objectos. Recife
H de Janeiro de 1855./ote Alte* Barbota.
Precisa-se do um bolietro; no palco do Hos-
pital n. 10. ao qual se d 309000 rs. por mez.
OtTcrece-sc um rapaz natural do mallo para
caixeiro de qualquer eslabeleeimenlo, ou de laberua
por ja ler protira ha :t anuos nesta praca : quem
dclle precisar, dirija-se .. loja do Passei'o Publico
ii. 7.
O ahaixo assignado roga ao* Srs."qoe no dia 4
1 do corrente levaram a chave da casa da ra da (lio-
na n. H para ver a mesma rasa, lienndo de vollar no
mesmo iiia. o qoe al o presente nao Bieram, leuham
bondade de-enlregar a dita chave quanto antea na
ra da Airara n. 1t, onde a foram buscar, pois que
se esto leudo prejuizo com a demora.
Profiri da Cunha Moreira .tires.
Mara Silveria do .Monte Souza, professora par-
liculai -co hairro da Boa-Vista, na ruada Soledade,
rasa n. 7, parliripa aos pais de suas aluranas a os
mais que se quizerem ulilisar do seu entino, que des-
de o dia S do corrente acha-se com sua aula abena.
Aluga-se ama dai melhores c mais bem afre-
goeada loja da ra do Queimado ti. 57, com uma
nava a mui tina armario pa miudezas: quem
pretender, dirija-se aa paleo do Collegio n. (i, p
meiro andar.
Vcndem-sc ricos e modeenos pianos, rccenle-
menle chegadot, de escettentes voxes, e prctoscom-
nioit.s: em rasa de N. O. BiebcrA Companhia, ra
da Crui n. 4.
I-ARIM1A DE MANDIOCA.
Vende-te a bordo do brigue Conccieao, entrado
de Santa l.-lliai ina, e fondeado na volta'do Korle ili
Mallos, a uiats nova familia que exi'le hoje no mer-
cado, e para p ries a Iralar no escriplorio de Ma-
nuel AlvCS Guerra Jnior, na ra do Trapo he
ii. Ii.
m
W Deposito de vinlio de cltam-
pagne Cbateau-Ay, primeiraqua- I
t^ lidade, de propredade do conde @
^ de HarcuH, ra da Cruz do lie- ./i
f) cili: : csle v'"'io, o melhor .
uif. de toda a Champagne, vende-se
v' a O.SOO rs. cada caixa, acha-se
& nicamente em casa de L. I.e-
W comte Feron & Companhia, N. O
' B.As caixas sao marcadas a lo- ()
$ goConde de .Marcuile os ro- -J
^ tolos das garrafas sao azues. B
.CE.MEM0 RON A\0 BRACO.
\ ende-te cemento romano branco, cheg^do acora,
de superior qualidade, inulto superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : atraz do Ihealro, arma-
zem de tabeas depinho.
Vende-se um cabriole! com robera o os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
para ver, no aterro da Boa-Visto, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, o para Iralar no llecife ra do Trapi-
che n. 1 primeiro andar
t> \ ende-se nesta bija superior damasco de $
H seda de cores, sendo l.rauco, encarnado, rolo, (
@ por preco razoavel. S
rwfe$i@H>&99%9-.m M99m%m
Venden:-se lonas da Bussia por preco
commodo, e de superior <|ualidade: o
armazem de N. O. Bieber & C,, ra da
Cruz. n. \.
CEMENTO NOVO EM BABRICAS
GBANDES.
Vende-se por pirco muio (oiiiiikhI...
em casa deTiniui Mouseii >\ \ i ama na
piara do Corpo Sanio n. |.".
Navai.iiasa comkmi. e TESOTsUS.
.Na ra da tadeta do Rea fe n. ,u .
dar, escriplorio de Au-u- i Ibnw, enh-
niiam-se vasidcr a 800O p*i w
bem roiiheci.las c afn ,1 .-n,i\, lr\\t>
pelo hbil fabricante que tai pmuiad* na v|nira*
de I.on.lies, a- qtMea aleas de Jewateiii e&traanttBa
riameiHe, nao esenteiii nelM i dr mil
venileni-. ,-,,,,, ., ,,,;i |,._., ,u._ .,.-, .-,^.r.<<1^:..,
. os ron i,a,Ion- devnlve-las ale t". dut .
pac mpra lesMuinlo-e iuipoiie. N> mfi
st ha ricas te-niiriuhas pura unlia-, f< ii^s i|t ~
mo taican
Na mi da CadWa do ke-
dfe n. M h .. acl..iiii-,e a tejida I il!
HBS, <|ar-
l.s l-Vl. nilaVMSjSJB, 4c-
ino. Tmie vii;r->iinu MWrv.
da Inltna ,:.i pumeira pat-
te das amotrii Eata ca-
ta lem -r ni pie >mo IrUi
rom o billirte e rauria*
do c.inlelula >alMha*o de
Aquitu Ferreira, e paga '^
Ir. primeiro*
o discord dos H
MEDICO m: ll(Jl.LU\>.\i.
COMPRAS.
SVSTEMA
Comprara-se diarios para enibrulho ellccliva-
raentc a 39300 rs : na ra larga do Ilusario n. 15 c
1'. junio ao quailel.
Compra-ce prala hrasilciranu hespanhola : na
ra da Cadeia do Recite n. -u.
Comprain-se ancas hespanholas e mexicanas,
cruzados novo, cinco francos e libras esterlinas: na
roa doCabagaloja n. i.
Compra-se urna escrava nue seja moca e bem
parecida, e que saiba cozinhar bem o emioramar :
quem a liver anuuncie para ser procurado, uu pru-
cureaomajor Antonio da Silva (usmao, no arma-
zem de Iluminar,*), na ra da Praia, des'J horas da
manhaa as 1(1. -
Compram-so cscravos de ambos os sexos, leudo
boa figura ; paga-fe bem: na rna Direla n. 06.
VENDAS
. ALMWK PARA i 800.
Saniram a luz as iollnnlias de algibei-
ra com o almaaak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e acorescentado, contendo
400paginas: vende-se a 500 rs., na li-
viana u. (i c 8 da praca da Indepen-
dencia.
CHABOFE
O nico deposito contina a ser ua botica -ie Bar-
tholoraeu Francisco de Sonta, na rna larga do Re-
no ti. :(i; uarrafas Rrandcs J5JOO e pequeas rljOOO.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
fara cura de ptitisica en: lodus os seus diflercules
Rroa, quer motivada por constiparles, lo-se, asth-
ma, pleuri/.. escarros de sangoe, ilr de costados e
peito. paipilarSo no coracao. coqueluche, brouchite,
ddr na Rarvaula, e lodas s molestias dos orsaos pul-
i pro-
vincia para negocio, que estu'resolvido a
venderpeoprocoaba\odeclaiado,scn(!iia
.....----- ,III3| |WUC til- j .. .
ia lar.a do Itosjrio n. 18, que achar 'piantta de cem mu res para cima diulieiro
a'vista : as jiessoas quequizerem tratar
a talrespeito podem dirigir-se a rita do
Trapiche n. 3(i segundo .-indar das S a's
11 horas da manliaa, e das 3 a's da
tarde.
Bilbetes 5 Meios -2,s'7!t()
Qartos l.slOO
Oitavos 700
Decimos GOO
Vigsimos 320
AO PL
No armazem de azendas bara-
tes, ra do Collegio n. 2,
vende-te um completo sortimento
de lazendas, linas e grossas, por
procos mais haixos do (pie em ou-
tra qualquer parte, tanto om por-
*fl ^Oes, como a retallio, affiancando-
g| se aos compradores um s preco
*r para todos : este cstahelecimento
^|. aliricso de combinacao com a
jyi maior parlo das casas commerciacs
!! inglezas, Irancezas, allemaas e suis-
Sas, para vender fa/.endas mais om
conta doque so tem vendiio, epor
isto oli'ereccndo elle maioros van-
tagens c'oqtte outix) qualquer ; o
propi-ietario deste importante es-
tabelecimento convida a* todos os
fe? seus 1,'atricios, o ao publico em ge-
^ ral, para que ver.bam (a' bem dos
j seus interesses) comprar lazendas
m baratas, no armazem da ra do
j Collegio n. 2, de
M Antonio Luiy. dos Santos & Rolim.
I'.m casa de luum Mousen & Vinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 13, ha para
vender :
m sortimento completo de livros cm
branco de superior qualidade.
Vinno do cbampagne>
Absinllioc -iicrry cordial de Superior qua-
lidade.
Licores de dTerente qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tros pianos desupei-ior qualidade: ludo
por preco commodo.
Oabaixo awimiado comprou o bilhcle inleiro
e dous meios n. -2:\H>. 38>7 e :l.Vl da primeira lote-
ra da casa da cmara, e cadeia do Rio de Janeiro,
e pcrlencem ao Sr. JoSo Vieira da Cunha.
Joao Simiits de Mcndonca.
PA8A 185!i.
Acham-se a venda as bem conbocidas
olhinbas impressas nesta typographia,
de algibeira a 520, de porta a 160. eec-
clesiasticas a SO rs., vendem-so nica-
mente na livraria n. (i c8 da praca da
Independencia.
SAL D ASSU'
vende-se abordo do hiate Adelavde o
fundeado defronte do Trapiche do algo-
ao : a tratar com .!. 1. da Fonseca Juii-
oi na ra do Vigario n. .
PALHA DE CARNAUBA
vendse a bordo do hiate u Adeiaide :
a tratar com Jos baptista da Fonseca
Jnior na ra do Vigario n. i.
Vende-se o sobrado do dous anda-
res o soto, sito na ra larga do Rosario
n. IV: os pretendentes podem so dirigir
ao mesmo.
Vende-te papel pintado, enrverni-
sado.com a particularidado do so poder
lavar, esempreesta' novo, deeorac/ies mui
lindas e modernas, e preco razoavel quan-
to a qualidade : vende-se na ra da Cruz
do Recife n. 27, armazem He Vctor
Lasne.
Vende-se urna bonita casa terrea
com ptimos commodos para familia,
quintal cacimba echaos proprios, sita na
ma do Padre Floriano : a tratar na rita
do Vigario casa n. 7.
CEMENTO ROMANO.
AllsOOOabarrica.
Vende-so rcmento romano cm barricas de 12 ar-
robas, as maiores que ha no mercado, e cheaado ail-
limamenlc de Hambur^u : no Iteeife, ru da Cru'
arma/.ein u. 13.
Vendem-se S escravas que engommam, coz-
nham c lavam de sahflo, e 1 prelo da Cosa, ganhi-
dor de ra : na ra das Cruzes u. 22 se dir aueai
vende. ^
A 110A PITADA.
m ra do Queimado, loja da quina do heno la
t-onaregac io n. 41, vende-se rapo novo de Lisboa a
Wrs. a oitava.
O FHEQUEZ VELHO.
Casa de educacio.
Jeroiijinufereira Villar, dcudamenlc auloria-
do. abri de novo era S do corrente a sua aula de
inslrure.iii primaria, ua ra lama do Rosario u. ',(,
a qual reuni milia de lingoa latina, .dirigida p |
Sr. Profiro da Cunha Moreira Vives, professor pu-
blico do hairro d.i Boa-Vista, e ura cem de lincoa
rranceza, proreasedo pelo Sr. I)r Jos Soarcs de
Atevedo, lente oihedrallcfl Be Ivceo.
Saccas do fariiiba,
Vendcm-si- sircas cora farinha da Ierra, nova c
bem torrada; vendem-se tambera saccas com arroz :
na ra da Cadeia do Hccife n. 18 c 23.
Vendes uma escrava rauca por preeo commo-
do ; na roa Direita n. 32. primeiro andar."
Vende-e uma muralla de casa de 3 andares,
com um mande soto, sita na ra do Vigario n. S :
osprelendcnes dinj.im-se a loja da esquina da'iu
do Crespo, vollando para a do Queimado, que se li-
ra quem vende.
Vende-se um escravo prelo. moco e de bonila
lisura, e proprio para lodoeervice : na ruado uei-
mado.joja de Manoel Florencio Alvos de Montes.
Vende-se una e-crava prela, moca c bem pa-
recida, engomma com perfeicao. cose bem, coiinha
e ral doces, piln-de-l e holinhns: na roa Direita, no
terceiro andar do sobrado n. 3(i.
Linas da llus-la, de lina qualidade. c por pre-
co commodo ; vendean Novaos i\ Companhia era s;u
escriplorio. ru do Trapiche u. 34, primeiro andar.g
Vende-se a dinheiro ou a prazo a loja de la-
zendas da ra da Madre de Dos n. !), leudo apenas
un 1:3(KbtKK) de loado, e nao tem alcaide : a Ira-
lar ua mema ra n. 32.
Vende-e e-lmnie de fiado vacrum a iOO rs. a
carrosa, indo-s? buscar no silio do fallecido Guilher-
me Patricio junto au Keineilio, mide lambem ha par
vender boas voceas paridas lia poucos dias, novilh.i;
e g,u roles mili tu manco.
Vende-se jura carro novo ingle/ de
\ rodas, recentemente ebegado, para
um ou dous cavallos, feitoem Londres:
para ver na cocheira' do Sr. t'oirier no
aterro da Boa-Vista n. 55 epata tratar
ua ra da Cruz n. V2 no escriptorro de
Crahtree i!C.
MOENDAS SUPERIORES.
Na luiulinio de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vendei
moendas de caimas todas do Ierro, de um
modello econstruccao muito superiores.
FRASCOS OE VIBRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanbo de 1 a
12 libras.
Vndanse na bolita de larlholomea Francisco
de Sonsa, rna largad Rosarion. 36,por menor
prefO que tn nutra qualquer parte.
Vende-se cognac em caixas de du-
zia: no armazem de Brunn Pracgcr &
C, ruada Cruz n. 10.
Aseada do Edwlu ZSaw.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmn-
os Companhia, acha-se conslantemenle bous sorti-
menlus de laixaa de ferro roado e balido, tanto ra-
li- M cor." f'un'as, moendas ineliras tosas de ferro pa-
I ra auimaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisontaJ para vapor com forra de
cavallos. cocos, p.issadeiras de ferro estauhado
para casa de Purgar, por meaos preco que os de
cobre, esco-veus para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de lian,Ires ; ludo por barato prei;o. v -
Na rna do Vis ario n. 19 primeiro andar, lera a
venda a superior (lanea para forro deselluschc-
itada recenlemetilc da America.
Potassa.
No autillo deposito da ra da Cadeia Velha. es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Rauta, americana e do Rio de Janeiro, a preros ba-
ratos que he para fechar cotilas.
Devoto Chiistao.
Sabio a luz a 2.a edicAo do livrinho denominado
Devoto Christao.mais correctoe acresrctilado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca ua In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio o luz o novo Mez de Maria, adoplado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade. augmentado com a novena da Se-
nhor da Conceiclo, e da noticia histrica da me-
rialha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-sc unicamenle na livraria n.6e 8 da praca da
independencia, a IjOOO.
Vende-se_ uma taberna na ruado Rosario da
Boa-Vista n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos Silo cerca de 1:2008000 rs., vende-so
poreni com menos se o comprador assim Ihe convier :
a Iralar junto :i alfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Moinhos de
PILILVS HOLLOWAY.
Este iiicslimavcl especilico, roropoMo inlriraaarn-
Ic de hervas medii inae-, n.,n coulcia nwrrui 10. mrm
outra alglMM substancia deleelerea. Benigna a n.*i+
lenra infancia, e ron.pleicio Bwia UelirjMia. I<
igualmente promplo e seturo para dr-ariai.
mal ua rompieirdo mais robusta; he inirirasnenie
innocente cm suas opciai.es r rtleil.,-; | rernove as doeucas de qualquer especie c grao, pac
mais antigs e leuazes que sejain.
Entre tnilharcs de pessoas curad cora eaSt reate-
din, militas queja eslavaia s portas da ruoiie. pe.-
severando cm seu uso, 11 nseguitam ler.d.t.ir a ar
dee forras, depois de lo ver leulado .mutilaaeaSe-
lodos os oulrns remedios.
As mais alllicUs nAo de.em en'.recar-se dcim-
peracSo: facaea eea remfltale etssata doefliraiea
ellemis desla assoinhio-a medicina, e pirsle tera-
perarae o beuclicio da -ande.
.Nao se |ierca lempo em lomar esee rmedto par
qualqu.r das seauitiles enfcrraidaiirs: a
AcciUentcsepileplicos.
Alpoica-,
Atnpolas.
Areas (mal d').
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Dcliilulade uu eilenua-
c.io.
Uehilidadc ou talla de
lonas para qualquer
cou-a.
Uesiuleria.
llor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Eufermidadcsiiofgado.
a venreas.
Enxaqueca.
Ilcrjsipcla.
Kebtes biliosas.
iulcrraillenles.
de Iv* especie.
(ota.
Ilcmorrhoidas.
llMlioprsia.
Ictericia.
Indicc-;r>e<.
lnll.nimariir.
Irregularidades da aient-
trna, .ni,
Lotnbrigas de loda espe-
cie.
-Vi ,.1-de-prttra.
Manchas na cnti.
OhsSrsysjsje de vestir.
riillusica ou romwaiBtao
pulmonar.
Hclciirio d'oorina.
Rtieumaiisaao.
Symptoroaa segundaria.
leaiores.
Tico doloroso.
Iberas.
Venreo mal .
vento
'ombombasde repuso para regar borlase baia,
decapira, nafundieaode D. \V. Bownian : na ra
do Brum ns. 6, 8 e 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e lia i la, como
icjam, quadrillias, valsas, redovvas, sebo-
tickes, modinbas tudo modernissimo ,
ebegado do Rio de Jpneiro.
AOS SENHOKES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' io Di. Eduar-
do Stolle ejvr'Berlin, empreado as co-
lonias ngMzaS. e hollandezas, com gran-
de vantarjsm para o mellioramcnto do
assii^ai^diilia-se a venda, ein latas de 10
libras, junto"eoin o metliodo de einpre-
ga-lo no idiomti portuguez, em casa de
N. O. Bieber Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se uma rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiao ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegion. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenlc chegada.
Vende-se uma balanza romana com todos os
saus pertences. era bom uso e de2,000 libras : quera
a prelender, dirija-se ra da Cruz, annuzcm u.4.
LOTERA DO BICHO DA StDA.
Corre no dia 13.
Na casa da Fama, sierro da Boa-Visla n. 48, cs-
liio cipostos venda os bilheles e cautelas desta lo-
tera.
Bilheles 39000
Meios 2jHUl>
Quarlos 150u
Decimos 5"(KJ
Vicsimos 5400
Yendc-se urna cocheira na ra de Hurlas,eran
icavallus aricados e promplos : a [tratar na ra es-
trella ilo Rosario n. 16.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas (pie tem umalqueire. me-
dida velha, por preco commodo: nos
rmaseos n. 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes cv. C, na ra do Trapiche n. i,
primeiro andar.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, ebegado de Lisboa pela barca O'ra-
l'ilaa.
<$ POTASSA BRAS1LETRA. $)
f$) Vende-se superior potassa, fa- f^-
() bricada no Rio de Janeiro, cite- A
fA gada tecenteniente, recommen- ak.
,^v da-se aos senbores de engenhos os S
jS seus bons elfeitos ja' experimen- W
w tados: na ra da Cruzn. 20, ar- yj
y) mazem le L. Leconte Feron & Q
t) Companhia. (Q
Taixas par i. engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o chafar continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou carregam-se cm cari o
sem despeza ao comprador.
AGENCIA
10a Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Ncsie estabelecimento continua a ha-
v.i- um completo sortimento de moen-
das o meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro balido
e coado, de todos os lamauhos, para
dito.
Em casi de J. Kellerix C, na ra
da Cruzn. ."), lia para vender 5 exce-
lentes pianos \ indos ltimamente de Haiu-
burgo.
AMIGO DEPOSITO E CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da RuS-
sia e americana, e cal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
Vende-se cvrellcnle taboado de pinna, recen-
tcmentc rhesado da America: na mi de Ap Ua,
trapiche do Kerreira, a enteuder-sc com o adminis-
trador do mesmo.
QVendem-seeslaspiIuUsno stabeieorocnlo ceral
de Landres, n. -2H, Stravd, e na loja de lodo, o
holicanos, droguista* e outra* pessoas eiicaeErl.
de sua venda em loda a A menea do Sul. lUvaua e
lle-panha.
Veade-se as borelinhas \ 800 ris. Ca tascontera uma inrirac^i eoi potioeurx para c-
pticar o modo de se usar c'csl.s pillas.
O deposito geral he em ra-a du Sr. Soum. idiar
maceulico. na ra da Cruz n.!. cm I'einatnbuc
Alassa de tomates.
Embalasde4 libras, excellenle para lemt>cro.
da recentemcnle de Lisboa : veude-M aa tea do
Collegio n. 12.
Vende-se sola muilo boa, pellcs de cabra, e
Somma muito boa em arcos : na roa da Cadeia do
Rcci[e n. l'J, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ouro, prata,
prata chapeada, domada, de patente ln-
;;!czchorisontal,sitlHiiiete,tido | ein preco
0 mais cmodo possivel : nauta t\.\ Cruz
do. Reciten. 26 primeiro andar.
V ciidem-se no arraaiem n. CO, da la da Ca-
deia do llecife, de Ileoiv (iibson, os mais superio-
res rclosius fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos. r *
Cha hvson verdadeiro, o melhor que lem aa
parecido acate mercado, e por que preco .' fcatOra-
ila libra, em caisinkaa de nuas lluras: aa lla/ar
1 eriiainbiicano, na ra Nova.
No Basar I'ernambucano, cnde-se a pmli-
gioasagea de malabar por Lascorabe, paia leagv
cabellos. "^
No Bazar Pcrnambucano, vnidem-e tiro ja-
qus bordados para meninos de 6 a 9 anuos, trepa
da loilas as cores, loucas de laa pr. scuboraa, (roca
de odas as ro-suras e cores, camiius de relr h r-
dadoi a matiz, chapeos franerre, |wra borneas a l.-.
e O. sciins de todas as core a SKO rs. o cavado,
pastilita para o peito e estomago, r oulra. minies
faieodas que se vender., baraias.
Vcnde-w um bonito moleque de 18 a 311 annoa
de ida Je, que coiinha o diario de ama casa, e sem
virio: naruadosQaarteba.il.
VESTIDOS A ie10.
Vendem-se corles de vetlido de lisrado francez,
\^o, padres bonitos e core filas, pelo barato pre-
eo .le lijOOO cada corte : na loja de i portas da rea
do Queimado u. 1(1.
Na livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se umacscoihida colleciio das mais
brilhantes percas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fa/.cr um rico presente.
KLA ltO TIIAP.ICHE N. 10. M
Em casa de Patn Nash A C., ha pa- J
B ra vender :
, Sortimento variado de ferragens. fi
. Amarras de ferro de rpiarto ate I J
?5 polegada.
g Champagne da melhor qualidade 5
ein gai ralas e meias ditas,
l'm piano inglez dos mclh..r. s
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior ce mani un bornea* crar.de.
assim como lambem wdciaea m linas; aireada
Ihealro. armazem de J laqtii-a Lopes de Almeida.
Na Iravessa da Madre de lien n. 9, vmdaieo
(CgainU : saccas com rarcllo* nuvos, papel das sp-
auinles qualidades: perlina, alma, o piunrira r te-
sunda soilc, machina, llrele, jara chapclcire.
para botica, de erabtulhu de lat'as a qualid.de a
lamauhos, caitas rom roasaas, barricas com farinha
muilo superior, ditas com cenebra, ditas rom rerve-
j.i. caitas com raoella, acias coaa pimenla. I.arrieaa
com cravo. -arrafoes vastos de lodas o lamanhee,
caitas com licores, vii.lw Uelo e branca, ludo rhe-
gado rereilcmcnle, c por prrro commodo; iwa
como sabAo amarello muito secro.
Vendem-se libras de chocolate fran-
cez do melhor que tem apparecido no
mercado e por barato preco : na i ua da
Cruz n. 2li pi i meiro andar.
Vendem-se licores de al.siutl, e Kis-
scli do melhor powivel 6 por comttotlo
preco : na rna da Cruz. n. lili p, ,,
anclar.
Vende-seo verdadeiro vinho Ilorde-
au.\ engarrafado, tanto tinto como blan-
co, e por liaratissimo preco ; na rna da
Cruz n. :!; primeiro andar.
Vende-se una escrava ci-ioul
com idade de 2 annos, sem vicio
acha<|ue :jna[ma da Gloria n.till.
FARINHA UE MANDIOCA.
Sacra, cora mperler tarlalu .:e maudi.ira no
armazem de I assa Irsol
.
Cliamp^ni. da sn^iioi marcj CoOMU: no arnu-
7cni de Tuso lim.loo.
OLEO DE II NI I AC
cm banis c botijota : no Vma/cm de T i.mi
GARRAFAS VASIAS
cm si^ns de craa c de fio pairara- ;
o IrinAos.
V, :,.l,-m-e-J vareas patidas: no sj ,|a Tor_
re, era elem.
Vcndem-sel casa, terreas cm Santo \maro.
na ra ila luralic-o. por lo.!.. r:Mi,, ,,, ,rr
seo dono de rel.rar-se ; a fallar na mesma. com Joao
AOlOIH i da \ iwiiia^
Vede-se una eaerav Nstatrte moca, do ren-
tio Cus,a : ,., i-t. ,le Purla, rae do Pilar Ii. .VI.
PEHN.: TVP. DEM. I. DE FARU. fi*
a.
iieiil
IrniAo*.
no aima/em


MUTILADO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EHQPIU280_1ZBM10 INGEST_TIME 2013-03-25T13:23:07Z PACKAGE AA00011611_01283
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES