Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01282


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Full Text
ANNO XXXI. N. 5.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
^M&&A

Y

i
f
I
ENGARRE!.' VDOS DA SUBSCR1PC.VO-
Rerife, o propriel.Tio M. 1\ de Paria ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joan l'ereira Marlins; Babia, o Sr. I).
Duprad ; llace, u Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donra ; Parahiba, o Sr. Gerva/.io Virlor da Nativi-
dado ; Nalal, o Sr..luaquim Ignacio I'ereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Antonio le l.emos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borge; MarauhAo, n Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; I'ara, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeroiiymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 d. por 13*000.
a Paria, 3i> rs. por 1 f.
n Lisboa, 105 por 100.
c Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de relate.
Acres do banco 40 0/0 de premio.
da rompanhia de Beberibe ao par.
da eompanhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas bespanholas- 293000
Modas de C940O velhas. 165JOOO
do 03400 novas. I69OOO
de 4000. 9000
Trata.Palaces brasilciros. 19940
Pesos columnarios, 19940
mexicanos..... 13860
SEGUNDA FEIRA 8 DE JANEIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
mm---------
MBUGO
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanlmns nos dias 1 e 15.
A illa-liclla, Boa-\ isla, Ex e Ouricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas c sexlas-feiras.
Victoria e Nalal, as quintas-feiras.
PREAMAR DF. IIO.IK.
Primoira as 8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas c H4 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerr-io, segundase quintas-feiras.
Relar-o, lergas-feirase sabbados.
Fazenda, tcrras e sexlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1" vara do civel, segundas e sexias ao mciodia.
2' vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
PARTE OFFICIAL.
GOVEKNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 2 de Janeiro.
Officio Ao Ejtj. liaran da Boa-Vista, trans-
miltindn por copia o decreto n. 1493 de 20 de de-
zembro ullimo. pelo qual nao s se rnandott reilozir
a seis eompanhia o 6." halalhao de infanlaria da
guarda nacional desle municipio, mas lamlieui crear
nm liatallian da mesma arma com igual numero
de rompanhia-, na parochia de Sanlo~ Amaro Ja-
boa I .lo.
Dito Ao Exm. cnnsellieirn presidente da rela-
rao, cominiiiiii'aiidi que por decreto n. 1482. se-
gundo eongtou de avio cirrular da repartirlo la
justir.a de 20 de deiembro do annn prximo lindo,
ge coucedeu o (mmenlo de senhorin aos lesem-
hargadores das reiaroes e aos rliefes do polica.
Nesle sentido offlciou-se ao cliefe de polica dnqui.
Hilo Ao commandanle das armas, Iran-mil-
lindo para terem t convenienle destino as relaeoes
das occurrcncias que I i vera m lugar no mez de uo-
vembro ullimo acores dos capules Miguel Jerony-
mo de Novaes e Francisco Antonio de Carvalho,
e do lenle Jos Joaquina Nanea lodos perleucen-
les ao 1. baUlho de infanlaria.
Dito Ao mesmo, dizendo que, pela leitura do
aviso que remella por co|da da repariirAo da guer-
ra Qcara S. -S. olairado de que se man km servir
comn addido ao 13. halalhao de nfanlaria. o al-
teres dq 10. da inesma arma, Jeronymo Alves da
Assomp^ao. Coininunicou-se i lliesouraria de fa-
zenda.
Dito Ao mesmo, enviando por copia o aviso
da repartirn da querr de 21 de dezembro ultimo,
maullando corrgir a* differencas que segundo a o-
la que tambem remollo por copia, foram encontra-
das no mame a que se prnre leu nos mappas de ar-
mamento das fortalezas do Brum, llamarac e Bu-
raco.
Dito Ao mesmo, remetiendo por copia o aviso
da repartirlo da goerra le 21 de dezembro prolimo
lindo, do quil ccnsla que se etpedia ordem para vir
para esla provincia o capitAo da eompanhia lixa de
ra vallara. Leopoldo Augusto Ferreira. Cominu-
nicnu-se lliesouraria de fazenda.
Dilo Ao mesmn, para mandar por em lherda-
de, visto ler apiesentado isenr.in legal, o rerrula
liljppe Jos dos Santa*, que se acha recolhido ao
deposito do quattel do Hespida.
Dito Ao inspeclor da lliesouraria de fazenda,
inteirando-o ile haver o hacbarel Manoel Isidro de
Miranda, promotor publico da comarca de C-oiauna,
participado que em 29 de dezembro ultimo entrara
no gozo da licenca quelite loi concedida. Igual
eonimuiiicaro se fez Ihesouraria provincial.
Dilo Ao laesmn, declarando que. segundo
conslou de participadlo da secretaria de estado dos
negocios de jusliea, de 14 de dezembro ultimo, pr-
rognu-se por inais 3 mezes a liccnca concedida ao
bacliarel Francisco Elias do Reg Dantas, juii de
direilo da comarca do Cabo. Igual commuiiirarau
se fez ao Exm. presdeme da rolaran.
Dito ao mesmo, inlcirando-o de haverojuiz
municipal do termo do Brejo, bacharel Mauoel de
Albuquerque Machado, participando que no dia 20
de dezembro ultimo, entrara no ejercicio do seu
cago. Tambem se communicou ao Exm. consc-
Ilieiro presidente da retaran.
Dilo Ao cnmmanclaute ila estacan naval, di-
zemlu que pode fazer seguir ao seu destino o lu igue
de guerra Caliap, depois que eslivcrein embarca-
dos ns operarios < objeclos, de que trata o ofliria di
presidencia de 30 de dezembro do anno prximo
findo.
Dito An jaii relator da junta de justica,
Iransmilliudu para er relatado em sessao (la mes-
na junta o processo verbal do soldado do 8." bala-
llio de infamara, Antonio Francisco da Cosa.
Parlieipoo-ae ao Ex'n. presidente das Alngoas.
Dito Ao ebefe de polica, dizendo ipuv.para
poderem ser pacas as omitas que devolve das*ese-
zas feitas rom o sustento dos presos pobres da ca-
deia do l.imoeiro, f az-se preciso que Smc. expela
sitis ordens para que sejam olvidas as duvidas
constantes do parecer que remelle por copia da 3."
sessAo da couladoria da lliesouraria provincial.
Dito Ao dirertor das obras publica*, autori-
sando-o a mandar lavrar o termo de recebimenlo
definitivo da obra do empedrainenlo de 17. lauro
da estrada da Victoria, o declarando que expedir
ordem ao inspeclor da lliesouraria provincial para
que, vi'la do complanle cerlifiado, mande pagar
ao arremtenle daqu-l!a obra a quantia que elle
tein direilo.
Dilo Ao thesoureiro das lolciias da provincia.
Tendu nesla dala approvado o plano que Vmr.
me remelle com o seu lucio de 12 de dezembro
ullimo para exlraco da 1.a parle da 1. loleria con-
cedida a Filippc Mena Ciliado da Foneeca para a
cultura da am reir ecriaro do bicho da seda, as-
sim Ih'o rommuni, para seu coiiliecimenlo envian-
do-'lie copia do dilo plano, alim de que Icnlia c\"-
cncSo, Tirando Smc. na inlelligencia de que o re-
ferido plano servir para todas as dentis loteras,
salvo as que o liverem especialmente approvado pe-
la assembla provincial.Igual copia remellen-se
lliesouraria provincial.
Dilo A' cmara municipal de Nazaretb, dizen-
do que opporlunameutc serao levados ao conheci-
meiilo la assembla legislativa provincial as eonlas
de receita c despeza e o orcamenlo que acompa-
iiharam ao seu ollicio de 16 de novemhro ullimo.
Portara Ao agente da eompanhia das barcas
de vapor, recommendando a espedirlo de suas or-
dena para que sejam transportados no vopor Toran-
tiltt P'>r conla do govorno para a provincia do Para
nsililado do tl.o balalhAo Je Infantera, Manuel
Jeronymo da Silva, e para a da Parahiba, o solda-
do Jos Marques le Almeid, que foi preso nesla
provincia. Communicou-se ao coronel cotnman-
daute das armas.
3
OllicioAo Exm. presidente do Cear, remetien-
do, em resposla ao seu ollicio de 13 de dezembro
ullimo, as informarles ministradas pelo dirertor do
arsenal de suerra lenta provincia acerca da filia
encontrada na plvora transportada para ah no
liiatc Oavidmo.
DiloAo Exm. presidente da Parahiba, dizendo
que pela Miara I > oflicin que remelle, por copia,
ilo roniiiiandaiilc da e-la;;in naval dcsta provincia,
Gura S. Eic. iuleirado de que nao existe na mes-
natflac.an navio que possa ir buscar ah os presos
de que trata o cilado ollicio. .
DiloAo Exm. rommandanle superior da guar-
da nacional desle municipio, dizendo que para po-
der cuiiiprir o que foi exigido pelo Exm. Sr.
mioisiro da justica em aviso cirrular de 22 de
novemhro ultimo faz-se necessario que S. Exc. in-
forme com a possivel brevidade : I., se por aquel-
lo conimando superior se tez aos olliriaes da mesma
guanta nacional, que hcaram desempregados ou fo-
ram substituidos a rommuncniTio de que trata o
arl. 70 las iuslruc;oes de 25 de "outubro do 18.50 ;
2. scessa communca;;1o foi feila oftlcialmenle con-
formt he expresso no arl. 8.5 das riladas inslruc-
Ce, n quando n3o fnsse feila por escriplo seme-
Inanlc ronniiiinca;;lo, coiivcm que S. Exc. a man-
de fazer quanto antes aos odiciaes que anda nao
apresenlaram requerimentos pedindo serem refor-
mados ou addido* aos eorpos da nova guarda nacio-
nal.Ncstc sentido ofliciou-se ao commandante su-
peri-ir da guarda nacional dos municipios de Olin-
da e Izinrass.
DiloAo coronel rommandanle das armas inte-
rino, transmitanlo, por copia, o aviso circular da
repartidlo da guerra de 12 de dezembro ultimo, do
qual roosta que por decrelo n. 148i de 6 do mes-
mo mez se mandn que posam ser reconhecidos
cadetes os ftlhoi dos olliciaes honorarios do etercito
com suido, que, nos termos do decrelo n. 23 de 16
de agosto le 1838 liverem obliiro as suas paleles
em virlude le serviros prestados a ordem publica e
iulcgridade do imperio.
DiloAo mesmn, para informar com urgencia
sobre o incluso oflicin do inspector da Ihesouraria de
fazenda, n que acumpauha a labella la avaliaeo
dos et.ipes paia o semestre que lem de correr do"l
desle mez a 30 de junlio prximo vindouro.
DitoAo mesmo, Icclarando que a Ihesouraria
de fazenda lem ordem para pagar ao major Jlo
N'epomoceno da Silva Porlella, estando nos termos
legaes, osdocumenlosque Smc.'remelleu, a quanlia
le .2Jj800 que o mesmo major despendeu com alu
gueres de cavallos para conduc.lo do sua bagagem e
de urna porrAo de armamento da comarca de Flores
para esta capital
DiloAo mesmo, para mandar rereber a bordo
do vapor Tornntins, afim de ser tratado no hospi-
tal regimenlal. o soldado do hatalhilo do deposito
da corle, l.aurano Ribeirn, que se acha grave-
mente doenle. Communicou-sc ao commandanle
do sopradilo vapor.
DitoAo inspeclor da Ihesouraria de fazenda,
eommunieando que, por decrelo de 1.5 de dezembro
ullimo. segundo conslou de parlicipa;An da secreta-
ria de eslailo dos negocios da justica de 19 lo mes-
mo mez, fura removido o desemhargador AnUnio
Baptisla Citirana da relarAo do MarangAo para des-
la provincia.l'articipou-se ao Exm. presiilenle da
ultima das mencionadas relaeoes.
DiloAo mesmo, inleiraniln-o dehaver o hacha-
re Jos Qiiiiiliuo le Castro l.eao participado, que
no dia I do correnle mez entrara no exercicio da
vara de juiz municipal lo lermo de Olinda, para a
qual foi recondii/.ido por decrelo de 12 de ouluhro
do anno prximo pasado. Fizeram se as nutra*
coinniunicariiisa respeilo.
DiloAo mesmo declarando que por decreto de
11 de dezembro ullimo, segundo conslou de parti-
ciparan da secretaria de eslado dos negocios da jus-
ti;a de li do mesmo mez, fora rcconduzido ha-
rharel Manoel Clementino Carneiro da Cunha no
lugar do juiz municipal la primeira vara desle ter-
mo. N,-sle sentido fizeram-se as oulras commuui-
caces. '
DitoAo chefe de polica, inteirando-o de haver
expedido a convcnenles ordens para serem trans-
portados no vapor Toranliiu nao s os Ircs crimi-
nosos de que (rata o sen ollicio u. 082. mas tambem
qiiatm pracas do enrno de polica que lhe serAo
mandadas' presentar pelo respectivo commandann
le, sendo daas para esrollarem os dons criminosos
desuados provincia da Parahiba e as oulras daas
paia acoinpauharem ao que leu) le ser enviailo pa-
ra a do Mranhao. Exr> que se Irala. ,
DitoAo director das obras publica^, dizendo em
rcsposla aoseu ollicio n.651, que a S"r. como che-
fe daquella reparlicao compete conlieker das fallas
de eus empreados, como ex[ilica o avlo de -JH le
in.ire le 1818.
DitoAo mesmo, concedendn a aulotisar.'n que
pedio para despender a quantia de 1008 pouco mais
ou menos: rom os concerlos de que precisam os ein-
peilramcnlos da estrada da Escarta junio a ponle
de JaboalAoe bem assim com a substituir,! de al-
gumas estivos que se acbam podres na pnlede Se-
rafim Pinto.Commuuicou-se a Ihesouraria provin-
cial.
Dilo Ao mesmo, approvamlo a proposla que
Smc. fez lo proprietario Joo Mauricio le Barros
Wandertcv para se encarregar do pagamento das
despezas que houverem le ser feila com a obra da
ponte do Gindahy, e inteirando-o de haver expe-
dido ordem ao inspector da Ihesouraria provincial
para que por intermedio do coronel Francisco da
Silva Santiago mande entregar ao mencionado pro-
prietario a quanlia de 2:000, alim de que este
vista das contas que forera apresenta.las pelo enge-
nheiro encarregado daquella obra vi pagando ie-
melhanles despezas.Ollicion-se nesle sentido ao
referido inspeclor.
DiloAo juiz municipal do termo de Goianna,
eommunieando. afim de que faca constar ao agra-
ciado, que por decreto de 15 de dezembro ullimo,
segundo cofelou de participaran da secretaria le
eslado dos negocios la juslica le 19 do teferido mez,
fez-se merc a Joaquina Jos da Costa I.eile da ser-
venta vitalicia dosollicios. de escnvAo do civel ecri-
me e labelo do judicial e olas daquella comar-
ca.Tambem se communicou ao Exm. presiilenle
da relacSo.
DiloA' cmara municipal de Nazaretb, appro-
vandn a compra que fez de las casas para as suas
scssOcs, do tribunal do jury e audiencias publicas.
DiloAo presidente e secretario la cana econ-
mica establecida nesla ridade. eommunieando que,
segundo conslou de aviso do minieterio lo imperio
de 1 de dezembro ultimo, fra indefendo por im-
perial resolueflo de9Vn mesmo me/., o requerimen-
lo em que Ss. Ss. pediam auloi isa;a> para incor-
porar nesla capital yma sociedade anonyma para
o cslaholecimenlo le urna xa comincrci.il e ap-
provario los estatutos organisados paia a mesma
Cana, \islo nAa convir a incorporacAo da referida
sociedade.
PortaraAo agento da rompanhia das barcas de
vapor, para mandar lar passagem para o Para, por
conla do governo, no vapor 7ocm/u,ao soldado de-
sertor do balalhAo lt de infamara, Jos Joaqoim
francisco, que lhe sera mandado apresentar pelo
coronel commandante das armas__Communicou-sc a
este.
DitaAo mesmo, recommendando a expedirAo de
suas ordens para qu seja transportado para o Par
no vapor Tocanlins, a capilAo Benlo Jos Mar-
KI'IIKMERIDKS.
Janeiro. 2 Lua ebeia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manhaa.
11 Quaito minguanle s 2 horas, 7 mi-
nutos e 38 segundos da tarde.
18 Lua nova as 0 horas. 17 minutos e
36 segundos da manhaa.
24 Quarto crcsccnte a 1 hora, 48 mi-
nutos o 32 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
8 Segunda. S. LourencoJustiniannoPalriarcha.
!) Terca. Ss. Jnliao e Bazilissia, sua esposa.
10 Quarla. S. Panla primeiro Erimila.
11 (.hanla. S. Hyrjinio p. m. ; S. Salvio.
12 Sexta. S. Satyro b. m. ; S. Arcadio m^
13 Sabbado. S. Hilario b. ; S. Mermillo.
14 Domingo. 2." depois de Reis ; O SS. N'ome;
S. Flix m.; S. Macrina v. ; S. Malaquias.
0 PARADO DAS MIL1IERES. (*)
Per Panto Feval.
O PHARUL.
CAPITULO SEXTO.
O PBESEP10.
(Conlinuafao.l
Entretanto a vela de resina liuha-sc apagado, e
Antonio eslava na cscuridAo ; mas nAo o senta. NAo
eslava >> na grua ; porque a Morgalle, aproveilan-
do-se la noile repentina e profunda, approximava-
se sulililmeute sem que, o joven marquez a livesse
percehnlo.
Antonio linha a raheza entre :n inaos, e va pas-
sar na chanii'ca urna rapariga lemlo nm sorriso de
anjo nos labios, e urna alegra celeste nns nlhus.
na ; mas seu casamento lhe deiiaraUrisleza no co-
raran. Huanilo encontrn Viciara, firou consolado.
Que llic lisse. e qual "oi a primeira icena desse
Icrnn poema'.' EulAo Antonio ia-se deixando fasci-
nar pelo nlhar de Aslrea. Cimii) uin m Ihar de Vic-
toria bastn pira divperla-lo e cura-lo parasenipre'.'
E'lc encontrn Victoria em una larde le uuto-
no. Faia calor no Iiusqur, e o vento viudo dos cam-
pos que firam alm do Treguz, (razia o cheiro das
mar a maduras.
Crein que cnmei;ou fallan lo-Ihf* de Magdalena.
Ella vivi.-i.feli/.?
NAo.
Depois o amor que se ignora.
INo mez de jiuiho scuuinlc o amor diloso.
Depois novamente o exilio: nm sceulo, nove me-
zes.....
Ali! fallavs a alegra da \olla, a alegra sonhaila
c allagada. Victoria nao eslava alu eenlenle c tre-
mola nos bracos que a ehamavain. (Joem a rclinha'.'
Antonio abri os bilma e deu um grito le admira-
rlo arliandoe no ineu das treva-.
i) Video Diario n. i.
quesBrarize sua (amila, o qnal teuilo viudo da
corte com permissAo para se demorar nesla provin-
cia por alguns dias c depois seguir para a do Ama-
zonas, resignou semelhante permissao e quer con-
tinuar a sua viagem en dilo vapor.
Officio.Ao Exm. director geral interino da ins-
truccAo publica, devolvendo o seu ollicio de 7 do
passado, ao qual acompanham os papis relativos ao
fornecmenlo de objeclos precisos aula de inslruc-
cAo primaria dcNnssa Senbora do O'de Olinda, a
lim de que o respectivo pedido seja novamente orga-
nisado de conformidade com o orcamento, de que
se remelle copia, do qual consta" o preco porque
foram comprados'os ulencilios fornecidns' ao pro-
fessor da segunda cadeira do bairro de S. Antonio
desla cidade.
Dito.Ao commandanle das armas, inteirando-o
de que a Ihesouraria da fazenda lem ordem para
mandar pagar, estando nos termos legaes os docu-
mentos jjue acompanharam aos nflicios de honlem
ns. 6 e 7, nno s ao l.e tenenle Feliciano de goma
Aguiar a quanlia degiSliO. por elle despendida
com aliigueis le cavallos no seu regresso do desta-
camento do l.imoeiro para esta capital, e com o
fornecimcnlo de luzes para o quartel do mesmo les-
laeamenlo, mas tambem ao 2." halalhao de infanta-
lia, a do 1;00(), dispcndida com a inhumarao lo
cadver do cabo de esquailra Jos Antonio Doura-
do, que falleceu no hospital regimenlal.Expedio-
se a ordem supra.
Dito.Ao mesmo, para que baja de recommen-
d.-ir ao rapellao da repartirn ccclesaslira do exer-
rito I'r. David da Nalividade le Nossa Senbora.
que, com brevidade, trate de pagar na rerehedora
de rendas internas a imporlanria dos dircilos e
emolumentos corrcspomleules aos tres mezes de li-
renca de favor que lhe foram concedidos, devendo
leixar em seu lugar pira exercer o seu ministerio
no 9. lialalliAo de infanlaria a oulro sacerdote a
contento daquellc commando le armas.Communi-
cou-sc Ihesouraria de fazenda.
Dito.Ao mesmo, enviando copia do aviso la
guerra de 2. de novembro ullimo, no qnal se de-
termina que siga para a cirle o coronel Luiz An-
tonio Favilla.Communicou-se i lliesouraria de fa-
zenda
Dilo.Ao mesmo, recommendando a expedido
de suas ordens, fim deque vAo servir na colonia
militar de Pinenleiras, como colonos, o cabo de
esquadra do 9. batalbo de infanlaria Honorato
Piulo da Cosa, e o soldado Vicente Ferreira Alves
le A niorini.
Dilo.Ao mesmo, remetiendo copia do aviso da
guerra de 20 de dezembro ullimo, pelo qual se cou-
cedeu 3 mezes de licenca de favor ao cadete Lon-
renr;o Jusliuiano Jorge ~Gonr,alves, e dizendo que
ordene ao mesmo cadete, que trate quanto antes de
pagar na recebedoria de rendas desla provincia, a
vista da nota, de que tambem se remelle copia, a
importancia dos direitos e emolumentos correspon-
dentes i semelhante licenca. sem o que nAopode
ler execurAo o citaito aviso.Communicou-se i llie-
souraria de fazenda.
Dilo.Ao mesmo, pira enviar com brevidade a
este governo. 'ilim de ser transmillido ao Exm. pre-
sidente dasAlagoas o processo do conselho de dis-
ciplina lo soldado Antonio Domingues Correa, i que
se referem os papis que se remelle, e que scro
devolvidos a esta presidencia.
DiloAo inspeclor da Ihesouraria de fasenda. pa-
ra mandar foneccr i serrclaria le polica os objec-
los constantes la relarila junta, os quaes sAo preci-
sos para o expediente da inesma reparlicao, delega-
ca do 1,-districto, e do registro do porlo no 1. si-
mrslre do correle anuo.Communicon-scpao refe-
rido chefe de polica.
DiloAo mesmo. inteirando-o de que leudo sido
lispensailo lo exerrjcio de ajudanle le. inlens lesla
presidencia em 3 le dezembro ullimo 0 2. rommn
danta le polica Francisco Vrllnzo da Silveira Tulles,
passra na mesma data o substitu-lo o 3. romman-
danle lambem de polica Miguel da Fonseca Suarea
e Silva, que tein eslado em exerricinal o presente.
Dilo Aos directi res da eompanhia de seguros
martimos. Iransmillindo copia da consulta da sec-
cAo dos negocios do imperio do conselho de estallo
le 23 de novemhro ullimo. proferida sobre os esta-
tuios da eompanhia le seguros marilimos, que se
pretende estabelecer nesla capital sob o nome le
Indemnisadora, e declarando-Ibes, de confor-
midade com o aviso da reparlicao lo imperio de 13
do mez passado, que para ser favoravelmenlo defe-
rido o requerimeiilo que Ss. Ss. dirigirn! ao go-
verno imperial, compre que enven) um nuvoexem-
plar dos mesmos txtalutos com as allcracnes indi-
cadas em lila consulta.
DiloAo juiz de direilo do civel para que informe
com brevidade se os oflicios de partidores do termo
desla cidade foram criados por lei, e qual, a fim de
que possa este governo salisfazer o determinado em
aviso da justica de 23 de outubro utmo,
"iloAo inspector do arsenal de marinha, ap-
provanda a apprfhen'Ao que, segundo o seu oflicio
de honlem n. 882, lizera Smc. no pranchno de a-
marello que fora encontrado sem guia na barcara
Brachareitteviuda do porto de runa.
DiloAo bacharel Dellino Augusto Cavalcanti de
Albuquerque delegado do lermo do Bonito, eom-
munieando que acaba de expedir ordem i Ihesou-
raria provincial para mandar pagar i Antonio Pe-
dro Cav.1 P-auii do Albuquerque.a quanlia de 303rs.
constante los dons recibos que acompanharam ao
seu ollicio de 12 le novembro do anno prximo pas-
sado n. 17.Evpedio-se a ordem supradila.
PortaraAo director do arsenal pe guerra para
apromplar com brevidade, afim de serem transmit-
ilos para a provincia das Atagdu, conforme requi-
silon o respectivo Exm. presiilenle, os arligos de
fardamenln e mais objeclos mencionados nos pedi-
dos junios de ns. I a 8, assignailos pelo coronel
commandanle Jo 8. hatalhno le infanlaria Com-
mnnicou-se ao Exm. presidente da mesma.
DitaAo mesmo, para mandar concertar o es-
guicho da bomba de apagar incendios, existente no
quartel do coi po de policaCommunicou-se au res-
pectivo coinmanilantc.
'' HtBIII
S. Ex. o Sr. presidente da provincia manda publi-
car, para cunhecimento das pe ressar possa, o aviso, que pela secretaria Pesiado
lus negocios do imperio lhe foi expedido em dala
le 14 le d.-remhro ullimo, do Iheor seguinle:
. SecrAoRio le Janeiro. Ministerio dos nego-
cios do imperio em li de dezembro de 18-51Illm.
e Exm. Sr. Communico A V. Ex. para que fa;a
dar a conveniente publicarlo pela imprensa it'essa
provincia, que por ollicio do consol geral do Brasil
em Portugal,**. 42 le II de nnvembro ultimo, cons-
ta que a commissAo administrativa de embarque de
sal na Iha do sal offerece a gratificarlo de seis por
rento aos proprietarios, consignatarios ou capitana le
navios, que all frem comprar rarregamento l'a-
quelle genero, rojo pre;o lie le cinco pezo*, ou
4:800 rs. moeda insulana, por moio.Dos guante
a V. Ex. Lhz Perlreira do Coulo Ferra:Sr. pre-
sidente la previnria de Pernamhuco Cumpra-se.
Palacio do governo de Pernamhuco, 5 de Janeiro
le 1855Figueiredo.
Secretaria do governo de Pernambuco, 5 de Ja-
neiro de 1855.
Jnaqnim Pire* Machado PorlellaOfficial-maior
servindo de secretario.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel do commando das arma de Peraam-
bnco, na cidade do Recite, em 5 de Janeiro
de 1855.
ORDEM DO DIA N. 199.
O coronel commandante das armas interino, em
vista da rnmniutnraco que recebcu honlem da pre-
sidencia d'est provincia, lerlara para os lins con-
venientes, que u governo de S. M. o Imperador,
houve por bem determinar, em aviso expedido pelo
ministerio dos negocios da guerra a 25 le novemhro
ullimo, que siga para a corle o Sr. coronel com-
mandanle lo 9. balalhAo de infanlaria Luis Anto-
nio Favilla.
Em virliiilc de deliberaran da mesma presiden-
cia o referido halalhao 9. leixa de marchar para a
comarca de Flores, confrmese preven, em onlerr.
do lia 11. 180 de 12 de dezembro prximo finito; o
1. de arlilbaria a |> conlinuara a permauecer em
Olinda e o hospital regimenlal firar como d'anles
sob a alminislra;An do sohredilo balalhAo 9., que
passa a ser cnmmandadn interinamente pelo Sr.
major JoAo Nepomoceno la Silva Porlella, que se
leve considerar dispensado do rommando do desta-
camento volante de Flores, e da commissAo que alli
desempenhava. O Sr. lenle Manoel Claulino le
Oliveira Cruz que, pelo motivo leclarado na ordem
do lia 11. 19* foi mandailo addir ao 4. balalhAo de
arlilliaria a' p, fica d'clle desligado e regressa ao
servico do seu balalhAo.
Manoel Muniz Tarares.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do detalhe.
Aslrea immovel junio da porla esperava j desde
muito lempo. Al entilo Antonio nAo linda pronun-
ciado urna s palavra.
Aslrea viera para tentar sobre elle um esforro;
mas nao til,ha cntili,in;a.
Quando o nome de Victoria cabio pela primeira
vez dos labios de Antonio, a Morgalle forrio amar-
gamente, e dissecomsigo:
Muito bem !
Um menino! dizia o joven marquez sem sa-
ber que fallava, um filho ou una filha, que me im-
porta? lia algiima cousa em mim que me grita.:
Es pai!... Ella paileceu, sem luvida, meu Dos;
mas quaulo hei de fae-la feliz!
Porque ama-a elle assim pensava a Morgal-
le escutando-o, e porque nAo me amou'.'
Talvez nesle momento, lornava Antonio, ella
e-teja a raminlio para vir. Custou-lbe engaar a vi-
gilancia dos que a rodeiam. Sem duvida foi-lhe mis-
ll-r esperar que Magdalena se recoliiesse. Eslou lou-
co de lemer ; mas amo-a tanto !
Tu asmas muito! disse a Morgalle comsigo,
lano peior para li Eu le teria dado a preferencia.
Oiiviuilo Antonio levanlar-se, ella coiilinuou re-
pellindo niio sei que repugnancia :
Ei-a acabemos com isso... Meu grande Ros-
tan dar um tullo marquez.
E chegou-se a porla sem mais procauees.
Victoria exrlamnu Antonio, Victoria.
lie o senbor marquez? perguntou a Morgalle
abran tan !o a vo?.
Victoria minha Victoria querida !...
sao son Viciara, disse Aslrea : mas venho de
sua parle. Victoria o espera na Casa.
Ka Casal repeli Antonio, en casa le Fran-
cisco Koslan !
A Morgalle j eslava fura da fonda, c retirndo-
se proferto estas ultimas palavras :
Aprcssc-se, se lhe (em amor!
CAPITULO STIMO.
OHA IDEDA de AVEIA.
Duzenlos ou trezenlns passos listante da praia. ha-
ra mu rasehre roberlo de rolmo, que era a habita-
rlo commum de Tolo (iicquel, o marhinisla, e de
sen cavallo Bijon. Como o leilor pide pensar. Tolo
Girquel lulo era o proprichuiode Itijon ; ambos per-
leiiriaui a um merca lor da lamancos, que linha urna
sociedade em commandila para a empre/.a da con-
duccAo das ingbzas maduras ao cabo. Tolo devia
meuule de seu gauho ao especulador, e o resto servia-
lhe para quebrar seu jejum chronico. A palhora f-
ra construida para o cavallo, e Tolo aproveitava-a.
De quando em quando seu especulador dizia-lhe :
Se n.lo est- contente, ha mais le nma duzia
que cobicam teu lugar Reflecte partilha de lucros
e habilacao !
Tolo Uicquel era ainda obrigado a agradecer ao
especulador.
O especulador era JoAo Touril; Tolo (iicquel e
Bijon remliam-lhe lodos os anuos cinco a seis pecas
de cem suidos, as quaes elle mettia na marmita. JoAo
1 onril suspeitava a Tolo de engana-ln em suas con-
tas, e Tolo acrusava Juilo Touril le oppressAo e de
conrussAo. I.a Fonlaine disse: Nosso inimigo he
nosso amo. 11 Acresrenlando: k Nosso inimigo he
nosso servo; elle leria cimbado os dous lados da
medalha humana.
Pelas nove horas e meia da noile, bateram ruclc-
meole porta la palhora. Bijon que Sonhava com
eno em sua manjadnura vasia, acordou sobresalta-
do. Tolo (iicquel, que eslava dcilado sobre as pa-
Ihas entre as peritas do cavallo, e sonhava com pel-
le de toucinho sucruleula c papas de ccvadinha, sal-
lou em p. Dcmais a porla linha-se aberlo por si
mesma.
Quem esl ah? perguntou Tolo esfregando o9
al nos.
Ests sosinho ahi dentro? foi-lhe respondido.
A pergunla nAo era ociosa ; porque a palhora es-
lava na escondan.
Ah ah exclamou o maciiinista, he Vmr. ?
Seja bem viudo. En linha adormecido esperando-o.
O (dalgo nao vem ?
Desala leu cavallo, meu rapa/, he mislcr que
eu me ponba a raminbo.
Infeliz Bijon que sonhava com feno!
Porm essas avcnluras que se apresentam ms,
trazan s vezas comsigo gozos inesperados. Bijon
abanara as orelhas ; porque romprehendia positiva-
mente logo que se fallava de ra reiras. Repciilina-
menle fuugou com alegria, c sacudi as dinas em
desalinho. Seo sonhd era escedido, um clieiro em-
briagador subia-lhe ao cerebro. Feno Que Bijon
farejava nina medida de BVeia !
Elle nAo poda rrer Mas ventas. Era ainda um so-
nho? Se os cavallos li/.essem orgia, sera com aveia ;
porquanlo na aveia lia para os ravallns ao mesmo
1.....po as truas e o champagne. Bijon recnbrou urna
especie de relincho.
Dize-me, lornou o recem-chegado; leos um
coto de vela de resina ?
EXTERIOR.
A NAVECACA'O DO AMAZONAS.
Extractos da resposta a' memoria do tenente
Maury, pelo Sr. P. do Angells
Da nacegarao interior dos Fslados, segtindo o di-
reilo das gentes consuetudinario.
a As nacocs, diz Ortolnn (I), nAo eslAo rednzidas
pela lxarao dos seus direitos recprocos s luzes s-
menle da razio humana. A experiencia, a imilacAo
dos preccdenlcs, um longo uso pralcailo habitual
e geralmentc uhservailo introduzin cnlre ellas isso
que se chama um matante, que faz regra de
ronducla internacional, do qual derivam direitos po-
sitivos. A forra obligatoria do roslume funda-se no
conscnlimenlo e nu arrnrdo lacito das na;cs. As
nai/ies concordaran) nisso tcitamente; ligaram-se por
esse accordo larilo, pol que por muito lempo o Uto
geralmenle o tm pralicado. a
O coslume, como j vimos, impe dcveies.
O ciislume est unido ao direilo natural por lagos
ntimos que as cofltradicoes e os erros nio podein
romper. O direilo internacional consuetudinario
nlo lem oulra bese sena a razao universal; os pre-
jnfatos, as paisSes^ plantaran) hbitos barbaros ; mas
os principios transformaran! < coslume, que leude
coiilinuamcnle a collocar-se em harmona perfeita
com el les.
O direilo das gentes consuetudinario niio he pois
sanio a applicai-Ao inslinctiva a principio, e depois
raciocinada, do lireito das gentes natural ; todas as
naciies ohcdecem s suas prescripces voluntara e
espontneamente; e este concurso de vonlaileslivres
he que di ao coslume torca irresislvcl.
O direilo das gente, consuetudinario d queslAo
la navcEacao dos rios a mesma solm-iio que j' nos
deu o direifo das genles natural.
Os direitos de igualdade, de soberana c de conser-
varilo inspiram os actos delodasasnares. Mas aquel-
le que domina mais que lodos he o direilo de ronser-
va.no, he elle que regula o costume das nan.es sobre
a navegaran dos rios.
Esle direilo de conservarlo he por lal modo abso-
luto esuperior a lodos os outros, que introduzio no
coslume iuleruarinnal urna pralica estranha, e com-
tudo nnversalmenteadmltiila, reconhecida e incon-
lestada; loda narAo exerce a sua soberana sobre a
parle do mar que hanha as suas costas.
Dominar o mar nAo seria sso um desafio ousado
lanij.-ulo pelo homem ;i potencia le Dos ? Esse re-
servalorio inesgotavcl no meio do qual collocou a
Providencia todas as narfies, he o la;o que une o
povos mais longinquos; he a estrada real da humani-
dade; he a via de commimicac.Ao que pe em con-
tacto todas as partes do mundo, que permitle que o
commercio. e com elle o prngresso, cheguc aos pon-
tos mais nacccssivcs e mais remotos. Destinado s
necessidades de todos os povos, o mar he commum
a todos.
A ambiro do homem procurou protestar contra
esta verdaile evi lente, mas os seus esfon-os lem si-
do (lo impotentes como os de Xerxes, que mandn
aroutar o mar com varas para o castigar, por ler-
Ihe devorado a sua esquadra. Os Porluguezes,
orgulhosos por ierem acbailo a estrada das Indias
pelo Cabo la Roa Esperaura, quizeram cm lins do
sceulo XVI exercer no mar das Indias uin di-
reilo exclusivo, prohibir o seu accesso as oulras na-
rftc.
Posteriormente a Inglalerra, cujas esquadras sal-
(I) Diplomara do mar, livro 1., cap. i."
Euo leria enlao furlado, meiibom senbor Sul-
picio, responden Tolo (iicquel. Entre, se quer des-
cansar, eis alli o cepo.
Sulpirio lomou-lhe a mAo na sombra.
Oh lisse o maciiinista, que Iraz Vmr. nesse
sacco? Sem duvida he aveia? He poV isso que Bi-
jon esl tAo alegre.
D-lhe sto sem demora.
Ah! s Bijon foi feliz. O palrAo Snlpicio nAo le-
vava papas de cevndinha ncm pelle te toocinho!
Vmc. fez bem tnrnou Tolo (iicquel, ha min-
io lempo que esse pobre animal nao come holinhns.
Elle ha de correr como louco.
Ouvia-se ja Bijon quebrar os graos no fundo das
queixadas.
Meu primo Boblol vira ver-nos? perguntou o
marhinisla.
Elle ficoil guardando n barro abaixo do Treguz.
Meu primo Roblot sabe lindas caetes. He
gorlo, e quando vem, passo um dia cnnlent.
Dize-me o quese passa no caslello, inlerrom-
peu o palrAo Snlpicio.
A velha eslava para morrer honlem. Ila dous
dias que lhe fui levado oVialim. Em outro lempo
isso teria rausado grande rumor ; mas corre voz le
que o Castalio c o Treguz eslao vendidos. Todos se
oceupam com quem ha de vir.
E esquerem-sednsque se vilo, arrescentoil Sul-
pirio : essa he a regra.
NAo sei, disse Tolo (iicquel.
E a Casa ?
I'n Mnrin-Meleiro da aldeia de Plchncl que
emprestou linheiro ao grande Rostan, lornou o ma-
ciiinista ; RHIan nao pode pagar. Havemos I ve-
lo mendigar o pAo pelas estradas.
Elle inl"rrompeu-se e arrescentou cm voz baila :
Salvo se li/.cr algutna vnlhacack !
E csc Morin-Molciro o persegue? insisti
Snlpicio.
Tudo esta acabado. Os movis c a casa sefSo
vendidos en leilAo.
Mas .Magdalena .'...
Ah! roitada! sen lagar nlo era ahi I Rostan
so rernllie-se casa pela madrueada. ecom o venlre
cheio le vinbo. Va cacar al l'lanciicl para nAo en-
conlrar os que o ronbercm. Urna vez elle lisse :
Quando tixer acabado de comer tudo, lirarei as
polainas e puxarei a lingucla da espingarda com o
dedo lo p. 11
E Vicloria?
cavara o mundo inleiro, pretenden arrogar-sc um di-
reilo de soberana sobre os mares; os povos protes-
taran), e o mar licou aquillo que Dos o fez, o patri-
monio commum la humanilade.
O mar, nAo s para o fim evidente a que (ni desti-
nado, mas tambem por sua propria nalurcza, escapa
iluminaran. Toda a dominarAo se compile de dous
elcmenlosjj a propriedade e o imperio.
O mar nAo pode ser propriedade de urna narAo so-
nrio rom a candirn do que essa narjlo possa lomar e
conservara sua posse. Ora. o que lie a posse de urna
cousa? He, responde Savigney 2\ ocslado que per-
mitle exercer physicamente sobre a cousa urna acrAo
pessoal, e desviar della loda a acrAo estranha. He
assim que o arraes possue a sua barca, mas nSo a
agua sobre a qual ella se desusa, bem que urna c
oulra sirvan para o mesmo lim.
Se he impnssivel a urna uacao lomar posse domar,
como exercera sobre elle esse oulro clnenlo neces-
sario soberana, o imperio? Como defender ella
a suasupposla soberana em todos os pontos ao mes-
mo lempo sobro um elemento Icrrivel, que umitas
vezesse torna alliadndaquclles que o atacara? O que
lie urna dominadlo que nAo podeconservar-se scnAo
com urna forra martima que nunca haver no mun-
do, c com um concurso impossivcl de circumslancias
continuadamente favoraveis ?
Interroguemos Cliilti, o mais moderno defensor
dcsta orgulhosa theoria. Parle elle leste principio,
cujo erro j demonstramos : O mar pode ser apro-
priado ; e a despeito desla hypotbeseloda gratuita,
eis como elle resume o seu syslema : a O Ocano e
os onlros mares perlencem, como todas as cousas
apropriaveis, quelles que, sem se valeremde meios
illicitos, lem a forra necessaria para occupa-los c de-
fende-los..1 .o pflo se condena um syslema quando
seconfessa que nAo pode elle abrigar-se seno sob a
eai le de urna lei impa, a lei do mais forle ? O pu-
blicista inglez nada mais fez do que parapbrasear as
palavras lAo tristemente celebren que Guilherme da
Hollanda pronunciara dous seculos antes : O meu
direilo he o direilo do canhiio. n
O mar repelle loda a soberana, nao se submclte
an imperio de nenhum povo; as tentativas vaase am-
biciosas nada mais lem feilo do que estabelecer cada
vez mais esta profunda verdade, e hoje lodos os po-
vos reconheecm unnimemente este principio que a
repblica franceza fez inscreverem !Til as bandei-
ras dos seus navios que parliam para combater a
Inglaterra : Uberdarle dos mares.
Esta donlrina, univers lmenle reconhecida, de-
via comludo ceder ante o primeiro de lodos os di-
rcilos que possucm as uarcs, o direilo le conserva-
rjio. Depois la orsanisa;o das sociedades lodosos
estados lem exercido urna jurisdirrAo necessaria so-
bre a parle dos mares que banha as suas cosas. A
liberdade dos mares tcm por limites, nao a rosta on-
de vAo expirar as vagas, mas sim urna linha imagi-
naria que se chama linha de respeilo. Entre esta li-
nha e a rusia, a nacSo exeluc ou ailmille os eslran-
geiros, exerre a policio inmediata, dicta leis cm vir-
lude da sua ventadsoberana, ordena como senbora
ab-oluta. Este csp.iro be por lal modo considerado
como parte do territorio la narao, que os publicis-
las llic dAo o nome de Otar tcnilnrinl.
Urna narao (*l pode apropriar-se as eousas cujo
uso commum lhe seria nocivo 011 perigoso. He por
essa razio Jjue ella eslende o seu poder sobre o mar
0 ao longo das rustas ale ao ponto chique possa pro-
teger os seus direitos. Importa seguranca c "ao
bem do estado que nAo seja permitlidoo lodo o mun-
do chegar Ulo perto, das suas pososses, sobrclhdo
om vasos de guerra, que possa impedir o accesso
i 1 nares commerciacs c perturbar alli a sua nave-
gfSao. Durante as guerras dos liepanhnes com os
1 aizei-Uaixos, Jacques I, rei de Inglaterra, fez de-
rharcar ao longo das suas cosas cortos limites, den-
Iro dos qoacs declarou que nao permitliria que ne-
iuma das potencias bclligeranlcs perseguisse os
us inimigos, ncm mesmo que os navios armados
3Mi se demorassem para espiarem os navios que qui-
essem enlrar ou sabir dos seus porlus (5). Estas
arles de mar assim snjeilas a urna nacAo estaoeom-
rehendidas no seu territorio, nao se pode ate-
ar nellai contra a sua tontade. Mas ella nao po-
e recusar o seu accesso a embarcacfies nAo suspei-
I as para fins innocentes sem peccar contra os seus
devores, pois que lodos es proprietarios sAo obriga-
Oslimites do mar territorial lem variado segn-1 as nares podem punir os aclos que violarem os re-
lio as leis e as envenenes .reciprocas das potencias, | gulamentos estahelecidos por ellas em nome da sua
mas o que nunca variou fui a pralica universal dos
povos, o sen cnnsentimenlo unnime em reconhecer
m todas as naces o direilo de mando soberano so-
bre as soas costas.
Os publicistas nAo eslao le accordo sobre a exlen-
sAo do mar territorial. Querem uns que a rosta se
soberana, sobre ns mares que banham as suas costas.
As convenees da pesca enlre as nac/ies contm
habitualmenle disposices penaos que assentam to-
das no direilo do dominio sobre as cosas, a Ingla-
lerra declarou que (13): a as embarcacoes enron-
Iradas no limito de nma legua da cosa, quer fun-
limile hlente do mar nas mares mais alias ; he deadas, qoer sobre a vela, que nao singrassem para
esta a definirlo dada por Cicero segundo as leis ro-! seu deslino quando o lempo o permitle, deviara
manas ; Qualenu* hgbermt fiuitu ma.rimus e.r-
currit. Valin, rommenlador da ordenanca marti-
ma le 1(181, sustenta que se emende por mar terri-
torial toda a KEfento d< mar adjarenle onde se
posta arhar fundo. Bodin estendea dominaran de
urna naci sobre o mar atf a distancia de 30 le-
guas da costa. Cerard de Rayval d-lhe como limi-
te o horisonte real. Mas a opiniao que ceralmen-,
lem prevalecido be a exposta por Rynkcrshocck :
Terra iominium finitur ubi fmitur armorum eis.
He a opin-Ao adopta la por quasi todos os publi-
cistas modernos (7). Todo o espaco de mar ao alcan-
ce do cnnh.lo ao longo las cosas lie considerado co-
mo razando parle do territorio.
O conscnlimenlo unnime a soberana dorada na-
eo sobre o mar que hanha as suas cosas revelou-se
nas leis de lodos os povos e nos (rolados pblicos.
retirar-sc dentro de is horas depois da intimarn
que lhe fosse feita ; e que no caso de eslarem car-
regadas de mercadorias prohibidas, e nAo obe)eces-
sem inlimacAo. seriam confinadas.
Assim lodos os povos reconheecm que o mar, desti-
nado ao mundo inleiro, nao pode ser propriedade
de ninguem, e se inclinam unnimemente anlc o
principio da liherdade dos mares : admillindo lam-
bem unnimemente a soberana absoluta de todas
as nar-es sobre o mar territorial. E he i(o assim,
porque o primeiro direilo, o mais perfei'o de todos
os direitos. tanto para as sociedades, como para os in-
dividuos, he o le assegurar a sua, cooservarAo, a sua
existencia. Esse direilo he que os levou a modificar
no interesse commum o principio absoluto da liber-
dade do mares.
Essa soberana sobre o mar lerrilorial, adraillida
AsnacOes submcllem-sc .1 esta lei, que reconhecem pelo consenlmenlo lacito e universal dos povos, es-
por um arcordolacilo, e algtimas vetas fazendo-se
conressOcs reciprocas que sao urna nova consagrarlo
do direilo.
Em li le fevereiro de 16i3 cclcbrou-se um tra-
tado enlre a Franra c a Dinamarca, no qual asduas
nariles reconheceram mutuamente a cada urna del-
tas o direilo de dominarem absolutamente sobre as
uas costas. Os navios te guerra de ambas as n-
celes, diz o arl. 30 desse tralado, podem entrar nas
enscadas, rios e portes urna da oulra, e alli se demo-
raron o lempo que quizercm, sem ftcarem sujeitos
a nenhuma visita, com a condigno porm de que nlo
lerao alli urna demora long e sem necessidade,
que possa causar suspeila aos governadores locaes,
aos quaes serilo abrigados os capitAes a declarar a
causa da sua entrada e demora (8).
A ordenanca da marinha de 1681, que pnr lano
lempo governou cm F'ranra, e cujes principios ser-
viram de base as legislarles modernas sobre a nave-
gado, consagrava o direilo que linha a Franra de
dominar exclusivamente sobre as suas costas, eda-a
a signilicar.no soguinte das rostas :
Ser reputada borda c rosta de mar tudo o que
este cobrir c lescobrir durante as loas novase rheias,
e al onde chegarem as grandes mares de marco.
O prembulo do ediclo de I.uiz XIV do mez de
fevereiro de 1710 confirma nesle ponto a ordenan-
$a delKl.
O tralado de allianra de 11 de Janeiro de 1787
il enlre a Prfenoa e a Bussi.i eslipulou no arl.
S que cada urna das parles contraanles se obri-
garia a nunca atacar o seu inimigo seno fiira do
alcance das cosas de seu alliado. Que mais brilhan-
e hoineiiageiu poderiam prestar cssas naciles ao di-
reilo absoluto que lem cada nafao sobre o mar ler-
rilorial !
O tratado celebrado cm 1791 entre os Eslados-
L'nidos e a tira-Bretanha f I0,i eucerra no seu art. i",
urna dispnsicao anloga.
O direilo de limitar o numero los navios de guer-
ra de urna nacAo amiga que possam achar-se n'um
porlo, direilo que importa o da exclusAo em casos de
necessidade, acha-se oslaheleriilo uestes termos em
urna eonvcnso celebrada enlre a Franca e as ua*
Sicilias: Toda a seguranza e protcc;no a favor e
contra lodos scrAo oulorcadas nos portos e ensea-
das das Dnas Sicilias a todas as embarcacaV. mer-
cantes francezas que ahi se achcm, qualquer que
seja o sen numero, c a todos os vasos de guerra da
repblica, cujo numero nunca poder exceder a
quiln II.;
Esta unanimidade nunca soffreo al boje a menor
coniradiccao ; lodos os dias as naces por tratados e
por aclos dSo a esla doutrina universal urna nova
consagradlo. Se o uso quer que lodas as naces per-
millam aos navios de guerra dos estados amigos de
estacionaron em seus portos, o uso permitle lambem
a lodas as naces, em virlude do direilo de alteude-
rem sua propria conservacAo, de seopporem a nma
estada permanente de navios de guerra, ainda que
dos a conceder passagem aos estrangeirns, mesmo pertencam a urna na;o amiga. Em 1823 o almirante
por trra, quando dahi Ibes nao resulte perigo.
( Verdade he, porm, que s a ella compele jnl-
;ar o que deve fazer em todos os casos particulares
oue se apresentarem ; se julgar mal pecca, mas os
giros devem sjjellar-se. ><
Ja citamos um trecho nolavel de Kluher, no qual
Me declara que urna nar.lo ion o uso exclusivodas
' uas aguas, e que lem direilo de impedir a passagem
los navios pela cosa ale ao alcance da sua arlilha-
ia, e a sua entrada e e-la la nos seus portos e bahas.
Bello niio be menos explcito :
i Os cnvlos do dominio do marsAo : 1., o dirci-
0 exclusivo i pesca c a lodos os productos ordna-
ios ou accilcnlaes ; 2.", o direilo de prohibir aos
slrangciros a uavegacAo e entrada nos seus portos,
salvo os lireilos le necessidade c le uso innocente,
11 os direitos estahelecidos por costume ou por Ira-
ados. (6).
(2) Tralado da possctsiio, -j 1.
(3) l.eis commerciaes, vol. |., cap. i."
I Valel, Drorf des Gens, livro 2, $288.
(.1 Selden, Mare rlausum. livro 2.
(G) Principios do Direilo da* Genles, cap. (i. 5.
Tolo (iicquel levou algum lempo sem responder,
1 depois pergunloii :
Vmc. nAo encontrn a seuhora Vicloria ?
Nao. toruou Snlpicio. cujo acento revelava a
I liquidadlo.
Se ella me livesse confiado sau segredo, conti-
liuou o maciiinista com urna hesilac.Ao visivel, eu
1 ao o revelara a ninguem... Mas Vmc., senbor
Snlpicio, he quasi pai lella... Se o joven marquez
I Ao vollar, a senbora Vicloria se desgranar!
Porque dizc s isso ?
Porque segui-a al praia... Ella poza gran-
de cabra loura junio da crianra la na Grua das ai-
volas.
Vcnho la rula das Gai,volas, niurmuroii Sol-
picio.
I Enlo vio ludo?
Adevinhei ludo; nao hara mais nada.
Ah! disse o maciiinista, durante loda a noile
passada ella chamou o marquez Antonio chorando...
Balen na fronte e exclamou :
Ainda ha punco eu n;ln sonhava !... Ouvi sua
triste rm na caminho... Ella recitara a ladouha da
Virgem Sanlissima. a crianca chorava, e a cabra
berrava...
Quando a viste pela ultima vez? perguntou o
palrAo Sulpicio.
Ao anoitecer. Ella ia ver o filho. Eu disse-lbe
que sua irmaa Magdalena e a Morgalle a procura-
vam...
E arharam-na ?
-< Magdalena, nao; mas a Morgalle.
Sulpicio nao fallou mais. Ouvlam-se da parle le
fura do lado lo raminbo le Saini Casi passos pesa-
dos c rompassados batemlo o chito cm calencia.
Os guardas! murmurou o maciiinista com
susto.
F.lles rondan) assim todas asnoitcs? pergun-
tou Sulpicio. '
Quasi nunca !
O rumor los passos approximava-se rapid,menle,
c podia-se perreher a rlariiladc sur.la, que sabia pe-
las fendas la lanlerna fechada*
Escndase, senbor Sulpicio, disse Tolo (iic-
quel, elles I1A0 de abrir a lanlerna, quando che-
garem.
Onde qneres que eu me esconda ?
Aqui airas da viga.
futo niel leu o pairan em nm huraco, c 3 fisin al-
guna paos para dar-lhe lugar.
Jurieu apresentou-se na entrada do porlo da lla-
vana com a sua esquadra, o numero dos navios ex-
cilou as suspeilas do governador de Cuba, que deu
ordem esquadra franceza para 11A0 enlrar ; o al-
mirante conformou-se com esla ordem, e nAo enlrou
na llavana scnAo depois de ler explicado ao go-
vernador os motivos que ahi o levavam com urna es-
quadra (Ao numerosa (12.; O governador hespanhol
nada mais fez do que usar de um direilo reconhecido
por lodas as na;iles, o almirante francez nao pode
deixar de conformar-se com esse direilo.
Todo o direilo suppe urna sanerjio ; assim lodas
(7) Valel. Droit des Gens, livro 2, cap. 33.
Ajmu'i, Droit marilime, iomo-2. art. 2. 81*.Klu-
her, Droit des Gens moderne. 130.De Martens,
Droit des Gens, 4.Wheaton, Historia do Pro
gresso do Direilo das Gentes, tomo 1, cap. I. 7.
(8) D'llaulcville, lomo 1, parte l..
(9) Wheaton,. Historia do Progresso do Direilo
das Genles, tom. 2.. parle l.l
(10) Wliealon, idem, tomo 2., cap. 3 S 9.
(11) Tralado de 10 de outubro de 1796.'
(12) Wliealon, idem, tomo 2., cap. 8.
Oh! Tolo! grilou o sargento de Trehel, bre-
me a porla!
Pelo amor de Dos acresrentou Gaudeau.
O maciiinista fingi roncar. Gaudeau den um cou-
ce le arma na porto, e > enrontrou o vacuo.
Eis como Fricandeau arrumba as portas abr-
las! lisse o sargento dando urna risada. Moslra tua
lanlerna, Jouas!... Pedio, meu amigo, Bistouri he
leu padrinho, esse nome le Fricandeau le ficar.
Joas abri a lanlerna e o sargento laucn um
nlnar pelo interior da palhoca.
Quem esl ahi* gnIon Tolo representando na-
turalmente o papel de quem acorda.
Eis-aqui um que niio teme os ladroes! murmu-
rou o sargento.
Tolo, meu rapaz, escondes contrabando?
O machinisla rio com ar de tolo.
Ei-a, marchemos! ordennu o sargento. Tolo,
foi Bistouri quem nos deu mas informardes a ten
respeilo. Boa noile I
Boa noile, meus bons senhores! respondeu To-
lo Iranquillamenle.
Esperem exclamou Gaudeau no momento da
partida ; parece-mc que Bijon masliga alguina cou-
sa ; sso nao he natural.
- Sulpicio estremecen em sen escondrijo. Gaudeau
lornou a lanlerna e foi examinar a manpnloura. Bi-
jon lamba o fundo, onle nao havia mais um grao
de aveia.
Muito liem, lisse (inudeau, tudo est ernre-
gra. Bijoa finge comer para fa/er-nos vir agua a
bocea. He um hasofio ; esla cm jejum!... Tolo,, pe-
lo incoinmoilo que le damos de acordar-le, vou di-
zcr-tc mide acharas algum 1 rousa Loa.
Aonde? en que nanea acbo nada!
.No Grande Carvalho le Sairo Casi... Ha urna
vela acesa no nicho, e urna limla inocinh > envotla
011 manto de merinrt novo.
Gaudeau correu a reunir-so aos companheiros que
j iam longo.
Segue-os, disse o palrAo Snlpicio, e v se vio
para o lado da Gruta das Gaivotas.
Quando Tolo \olloii, aclioii no lumiar da porta o
patrao, que linha ja o cavaUfl pela redea.
Vollaram pela vereda do Cabo, disse elle. O
senbor Antonio esto na bruta
Sim, respondeu Sulpicio, e orre lambem ra-
sa para dizeres senbora Vicloria que volle gru-
ta, onde seu noivo a espera.
Mas... balbuciou Tolo (iicquel, Vmc. nao ou-
lende-se com muito mais razo aos golfos, ns ensea-
das e s babias ; elles fazcm parle do dominio abso-
luto do estado senbor do territorio que os encerra ; o
mesmo se d a respeilo dos mares interiores : Os
porlos e as enscadas, diz Valel, sao manifeslamen-
le urna dependencia e urna parte mesmo do paiz,
e por consequencia perlencem de propriedade na-
rao. Pode-se-lhes applicar, quanto aos erTeilos do
dominio e do imperio, rudo o qoe se diz da propria
trra. (14)
Se um mar, arrrescenla o mesmo autor (15), te
acha inteiramenle encravado nas Ierras de urna na-
rAo, eommunieando somenle com o Ocano por um
canal de que essa nac,ao pode apossar-se, parece que
nm lal mar 11A0 he menos susceplivel de occupac,ao e
de propriedade do que a Ierra ; elle deve seguir a
-orle dos paizes que o cercam.
O mar Caspio he um lago exclusivamenle russo.
Urna das mais nolaveis applie.ar.des los direitos de
soberana e de conservado que o coslume, inspi-
rado pela razan, lem reconhecido emeada nacao, he
o dominio cslahelerido sobre os eslreitos, quando os
navios nlo podem passa-los senAo ao alcance das
baleras que os defender. A pralica universal dos
povos lem estatielecido esle dominio, mesmo nos
estreilns que formam a unir passagem que junta
dous mares. Todas as nares lem consagrado, por
um accordo (arito, em proveilo de urna s dellas,
um privilegio necessario ana rnnscrvacSo, pelo
qnal Indas as oulras deviam Tirar prejudicadas. E
o admiravel he que os povos que gozam de-tes pri-
vilegios nunca foram potencias de primeira ordem,
que tcm lido visinhos temiveis, e qne apezar disso
nunca csses direitos foram seriamente contestados.
He porque as naques comprehendiam que, fraras 011
fortes, lodas sao iguaes, e que existe urna solidarie-
daile que as une (Ao intimamente que o direilo de
lodas he desconhecido por nma violarlo do direilo
da mais pequea deltas.
A Dinamarca percebe direitos dos navios qne pas-
sam pelos eslreitos lo Sania, do Grande Belt e lo
Pequeo Belt, posto que orna das cosas do Suuda
perlenja 1 Sueria, porque as embarcarnos sAo obli-
gadas a afastr-se da costa da Soeria, cheia de hai-
xios, a encoslar-se da ilha de .Seeland e a pasoar
debaixo da artilbaria de Cronemhurgo. Esses direi-
tos s.lo um verdailcirn tributo cobrado de lodas as na-
ques, oneroso principalmente para a Prossia s para
a Russia, cuja capital est situada no fundo do golfo
de Finlandia, nAo lendo o principal porto militar,
Cronstadt, oulra sabida scnAo esses eslreilos. A Kus-
sia, potencia muito mais forle do que a Dinamarca,
reconhece esse direilo e snjeila-se a elle. A cma-
ra dcBcrlim fez reclamares sem resultado, a resig-
nou-se. Nenhuma nacAo proleslou contra esse tri-
buto cobrado pela Dinamarca : (aos direilo foram
pelo contrario (vados por tratados pblicos em IJ4,
em 1663, em 1742, c em 9 de fevereiro de 18i2.
A Porla Ollomana exerce um dominio reconheci-
do pelo coslume sobre os eslreitos do Bosphoro e dos
Dardanellos ; nenhum vaso de guerra pode passar
por esses eslreitos. que formam a nica entrada lo
mar Negro ; e a Russia, cujas provincias oerupara
grande parte do lilloral do mar Negro, obedece a es-
sa prohibirn consagrada por um uso immemorial,
reconheceu-a mesmo por um tratado solemne sssig-
nailo em Londres em 13 de julho de 1811- O texto
leste tralado be significativo, e prnva a aotoridade
de que o direilo consuetudinario goza entre as na-
ces :
< CiiuveurAo celebrada em Londres, aos 13dejn-
Hioile18i1, enlreS. M. el-rei dos Franrezes e SS.
MM. o Imperador da Austria, a rainha da Gra-
Bretanha e Irlanda, el-rei da Prussia e o impera-
dor le lodas as Russias de urna parte, e S. A. o
Sultn de oulra parte, tendo pnr fim garantir o fe.
chmenlo dos eslreitos dos Dardanellos c do Bos-
phoro nos navios de guerra.
SS. MM. ele, querendo certificar o seu accor-
do, dando a S. A. o Sull.lo urna prova manifesta do
(13 Lei de 28 de agosto de 1838.
("14) Di'cito das Gentes, livro 2, 6 290.
15 dem, dem. S291.
vio os guardas?... A senbora Victoria linha um man-
i de merino anda novo.
Sulpicio linha nrgulho pelos seu amo-, e n3n podo
admillir a dea de que a filha do conde Ito-lau do
Boscq tivesse cxposlo debaixo do carvalho de Saim
Casi o filho do joven marquez Rostan de Maurrpar.
Rio com r incrdulo, e montn no cavallo dizendo :
Ah meu pobre rapaz, as raparigas nobres nlo
obram como as filhas do povo... Pasando pelo Tre-
guz, dizc ao meu pequeo qoe aqueta-rae a sopa...
Elle tcm rrescido ?
Oh! es-ahi um que dar rontentimcntn ao
pai! Elle he forte como um torquinho ; he bravo,
honesto e de bom coraeAo! Ha de sorpreade-lo, pois
ji condece as ledras.
De veras! exclamoo o palrAo, cujo sorriso en-
ternecido fcilmente se pode adevinh.ir ; j conhe-
ce as lettras?
Fiz mal em revclar-lhe seu segredo... n.lu fe
moslra de sab-lo.
Sim, meu pobre Tolo, (nrnnu Sulpicio eslen-
dendo a mao ao marhiuisia ; leus boa alma.., nao
darci moslra de saber... e
E alm dslo elle talhnu um cabo de chicote,
smenle com a faquinha, c poz-llie em ren um
rao, carneiro*, passaro, um moinho de vento e a
torre do Cabo... O fabricante de armas de Saim Ma-
lo vio o cabo do chirote, c veio de proposito ao Tre-
nos para di/er an pastor que lhe pagara quareuu
francos por mez se quzesae adornar-lhe coronhas.
E que respondeu o pequeo J
Vou dicer-lbe. Todas as noile* ania Irene,
emqiianlo cu lico guardan.In-lhe a ac. Saim Mal
he muito louge, ea pequea Irene nlfe pdc dormir
sem elle.
Ei-a, Bijon, exclamou Snlpicio alegremente;
be mislcr atravessar a charneca 1 pressa ; porque
eis-aqui boas noticias, e quero ler o lempo de ahra-
Sr meu pequeo... Al oulra vista, Tolo, c obri-
do!
At onlrn visla. senhor Sulpicio, e seja feliz !
Bijon ppz em movimenln suas nemas muras
nervosas, e como a vereda sabia esrabroa
bem urnas doze vezes nas |iedras ; mas seos jncliios
liulrm pnr egide urna coi.'ia de rallos, liepois de
ler Imperado asim doze vc/es, romcrou a ler lirnie
zl, poz-se 10 Irotc por s mesmo, e loaski (riomph>l-
menie como 11111 sendeiro valeroso, que vai fazer uro
extraordinario.
{Continuar-st-ha.)
Mil ni itnn



DIARIO OE PERNMIBULO. SEGUNDA FIRA 8 DE JANEiRO DE 1855.
y
U.


respeito que prnfessam involablidadde e seus di-
reilos soboraoos, assim cmodo sincero desejo que
lem do vorconsolidar-se o|socego do seu imperio,re-
solvern! prest;r-se ao convite deS. A.o SuUo.afim
deestabelrcerea em cominum, por um aclo formal
a sua determinarlo Jo se conformaren i anliga re-
gra di> imperio oltomaiio, segundo a qual os estrelos
dos Dardanellos c do Bosphoro devem sempre eslar
redi idos aos navios de guerra eslrangeiros cmquan.
lo a Porta se achar em paz etc.
que est na firme resolucao de manler para o futu-
ro o principio invariavelinenleeslabelecido comoan-
tiga regra de sou imperio, e em virlude do qual foi
sempre prohibido aos navios de guerra das potencias
eslrangeiras entrar no eslreilo dos Dardanellos e do
Bosp'ioro, e que, emquanto a Porta se achar em
paz, S. A. nao admittr neuhun) navio de guerra
estrangeiro nos ditos eslreitos ; e SS. JIM. etc., de
oulra parle, se obrigam a respeilar esta resoluto do
Sultao, e ii obrar de conformidade com o principio
enunciado .
O terinndesle acto provam evidenlemente que o
direiln exercido pela Turqua no canal de Conslanli-
nopla nao emana de urna concessAo voluntaria Coila
pelas naede* da Europa, mas sin do ilominio legili-
im exercido por toda a nacao em suas praias. He
n reronhf cimento mais Cornial do dominio eminente
da Turqua sobre o sea mar territorial. Este domi-
nio (em tile pouco por base um aclo pohiico emana-
do das mc,0es europeas que um tratado mais anli-
go conten a soguinte disposioo (16^ :
Como em lodos os lempos foi prohibido aos vasos
de guerra entrar no canal do Conslanlinopla, a sa-
ber : no eslreilo dos Dardanellos e no eslreilo do
mar Negro ; e como esla anliga regra do imperio
uttomai o deve aer observada do mesmo modo de ora
em diai.le, em lempo do paz, com qualquer poten-
cia quo seja, acorte britnica prometle lambem con-
formar-ie com lal privilegio. Qual he a origem
desle coslume observado em lodos os lempos, desta
anli ja regra, quo deve servir de base para o futuro '.'
O IralJii ? nao, poisqne elle a admille como exis-
tente ; a coslume'.' por certo ; mas as naees nao
deixaram estabelecer-se c subsistir esse uso, nao llie
deram nsse consenlimenlo tcito e invariavel, scno
porque era fundado em um direilu que perlence a
toda a nacao organisada : o de reger o mar terrilo-
rial ses nulo sua nica vontade, como senhora ab-
soluta, mesmo impondo condicoes desfavoraveis as
naees eslrangeiras, mesmo prohibindo-lhes a apro-
ximaciici de seus navios.
O Suida e o Bosphoro sao nada menos do que
una paile ilesse mai patrimonio commum da liiiina-
nidade unid) laco de commnnicao.l) dos povos; Gran-
des e temiveis na;0cs tem o maior interesse em for-
rar essa porta que Ibes fecha a entrada de seus me-
Ihores porlos, em libertar o seu commercio desse
imposto oneroso queo grava ; mas a Dinamarca e a
Turqua nao fazem mais do que exercer um direito
inherente a toda a nacao, c este prinripio da sobera-
na de um estado sobre o mar territorial he tao iu-
contestavel que as naos de Ires ponlcs do czar saivam
com sua .irlilharia a bandeira dinamarqueza que
flucta samo senhora por cima das aguas do eslreilo,
que a Pi'ussia paga o imposto pesado da passagem
do Suma, e que o imperador de todas as Russas so-
licita do sultao um firman que permita aos seus
navios sahirem pelo Bosphoro dos seas arsenaes de
Sebastopol.
Se o rostume unnime consagra a legitmidade do
dominio absoluto de um estado oo mar vilinho de
suas praias, com muilo mais razao deve reconhecer
0 direito mais evidente, mais incontestavcl ainda,
que tem toda a nacSo deestabelecer. conforme sna
nica vontade, o rgimen de suas aguas interiores,
a iiavegujao dos rios quo. corren no seu territorio.
Todas as condicoes se acham reunidas para assegu-
rar cssasiberania : a propriedaile real e o imperio ;
a possibilidade de defender o seu direito. E lm-
balo a prtilici geral das nacoes est perfeitamente
em harmona com o principio do direito natural das
gentes qua demonstramos. Todo o oslado, confor-
me o direito consuetudinario, possuo o dominio ex-
clusivo de seus rios interiores, exclue 011 admitte os
esliangcros, sem ler mi Ira lei sean a de seus prc-
prios inleresses, de qae elle he o nico e absoluto
jui/.
O enloiae dita de longe ; Ilumina autem publica
UBI (17), ilizera as institua-. O direito romano con-
funda o direito das gentes e.o direito civil, on an-
tes contentava-so com indicar os principios do di-
reito nata .'til que regem os individuos e as socieda-
des, sem se embaracar muilo com a differenra que
ha entre airelacSes das naeese as relajees entre os
individuos. He por n3o terem altendido a este erro,
que algum publicistas pretendern qne os Romanos
consideraban os ros na ordem das cousas communs
a lodos, corro o ar, o ceo e o mar. As cousas com-
muns a te des os horneas n9o sao sascepliveis de ser
possuidas n.im dominadas ; os rios sao apropriaveis,
e pode-se-Ilies fcilmente defender o accesso. Os
Romanos nao os faziam cousas communs, mas cou-
sas publicas, como os caminhos, como os porlos ; el-
le* compnnluim a propriedade da naeo, sobre a quai
o estado eiercia um dominio exclusivo. A lei do
Digesto : tu qu'iHn loco publico nao deixa, demais
disso, a ineror duvda sobre o verdadero sentido da
passagetr das Instituas.
Esle turne esbeleceu-se entre os poros que li-
nham sd) siibmeltidos.i domiincao romana ; os ros
lizeram parle do dominio do estado. Em Franca a
ordenano das aguas e des bosques, promulgada no
mez de agoso de 1669, diz oo arl. 41 do til. 27: o De-
claramos qu; a propriedade dos rios c ribeiras ibrma
parte dos dominios da nossa corda. Sob o regi-
raenda nmn irchiaahsolnlao estado era personificado
"o re ; i licns da coroa eran os bens do estado.
Depois estabsleceu-se urna dislinccao entre a narao
1 e o rei ;os lew da .coroa erara os bens do estado, e
os ros n<;ar dominio poltico. Os rios e ribeiras navegareis,
as praias e os terrenos de alluvio, sao considerados
como dependencias do dominio publico (18\ n O
dominio publico, diz Merlin (19), he aquello de que
o estado leu an mesmo tempo a propriedade e gozo
O prembulo da lei de 22 do novembro de 1790 (20;
declara c dominio publico inilieuavel sem o consen-
limenlo da nacao. So a nac,3o poda renunciar i
propriedade oo o posse dos rios; exercia portanto
nellcs a soberana mais absoluta, mais exclusiva c
mais completa.
.V lleipanlia segu a mesma pratica que a Franca
e as ootras nacoes ; a navegacAo dos rios, mesmo dos
qae bao lain os territorios de varias nacoes, segu a
lei desses territorios. Tratados pblicos (21) celebra-
dos por occ.isao de certas difuculdades censagram
estapralica cunslanle.
O Establo banhava no X.VH secuto, como boje, o
territor o do varias nacoes. As provincias belgas nao
tuliam iiilri sbila para seus producios senao a foz
desse ri ; es Hollandezes estabeleceram barreirai na
entrada do Escalda, e postaran) giiarnires as duas
margeos ; as proviucias belgas foram obrgadas a
sopporlir HM e.cravidao que pesou sobre o seo
rommeicn. Jos II, em 1785, pedio a abertura do
Escal,- parseus subditos ; rtjiculou a guerra, e o
tratado de Kontainebleau de 8 de novembro de 1785
consagioa odireitodos Hollandezes, que mantiveram
o fechamcnlo do Escalda.
Esle principio nunca foi contestado.
Acor tecea algumas vezes que dous estados vizi-
nhos, I anhndos pelos mesmos-rios, livessem inte-
resse mutuo na concessao reciproca do direito de
navegarem em lodo ocurso desses rios. EnlAo con-
signan m an obrgares mutuas que voluntariamen-
te se i npui ham em acto publico e solemne.
Que provam estos (rafados de navegacAo '.' Que a
nacao propiielaria da parle superior dos ros com-
muns lenh ira direilo lem a navegacao da parle in-
ferior, pois que lie Toreada a soiicilar e a oblcr o
con.cntmenlo previo da nacao propiielaria da par-
le inferior ; que rst.i exclua por direito seu o po-
da coi lnuitr a excluir a nacao visinha, pois que
esta exclusao niio cessava senao em virludo de um
aclo da sua vonj^dc. E, pois, estes tratados sao ama
ailirmacao -\denle do principio que eslabclecc-
mos. \ Dtcewdade de os celebrar prova que as
coadiet.es i[ue encerravam eram urna derrogario
dos nriiieipios de direito internacional e do coslume
estabelccido. Sem csses tratados a parte inferior des-
ses rios licava fechada a nacSo proprietaria da par-
le superior ; o dominio exclusivo be pois reconhe-
cdo pela pratica constante das naciies.
Por occasiAo da paz de 10 de Tevereiro de 1763 a
Franja e a Inglaterra lixaram os limiles das suas
poessdes na America. Conveio-se que sriam
separadas por urna linha de demarcado imagi-
naria que seguira pelo centro do curso do Mississipi,
desdo a sna orgein al ao rio Iberville, ese pro-
longara at ao mar pelo centro desse rio e dos la-
gos Maurapas e Pont-Charlrain. A navegado do
rio ficon commum as duas nacoes. Veio depois a
independencia do Estados-Luidos, e a posic,ao con-
linuou a mesma at que a Hespanha se tornou pro-
prietaria das duas margens da foz do rio. A Untto
era proprietaria das duas margens da maicr paite do
Mississipi e dos seus afiluentes, o Oho, o Kcnlu-
cky eo Tenesse ; o Mississipi era a via natural e
nica de cnmmunicacjjo de provincias immensas com
ornar ;os direilos que resultavam da nova posicao
da Hespanha paralysavam quasi inteiramente o
commercio desses paizes, cuja prosperidade e exis-
tencia se achavam a'sim amearadas.
Os Eslados-Unidbs linham eslado de posse do di-
reito de fazer sabir os seus productos pelas boceas do
Mississipi. A Torca destas graves consideraces ex-
pirava antes o direilo quo rcsultava para a Hespa-
nhada propredadedas duas margens da embeocadu-
ra do ro. O govemo da l'niao inclinou-se ante
este direito iucontestavel, apasiijnou o desconlenla-
mentodas provincias occidenlaes ; e roinprelicn leu-
do que s<> o consentmento da Hespanha podia abrir
ao seu commercio as boceas do Mississipi, solicitou
desta potencia, e oblevc mediante allomas conces-
ses, o direilo de navegar na parte inferior do Mis-
sissipi. Este privilegio foi outorgado a UoiiO pelo
tratado assignado dm 27 de ouliibro de 1795 em S.
l..orenzo-el-Rcal por Thomaz Pinckney e pelo prin-
cipe da Paz.
Que rcsulla deste tratado'.' Que os Estados-Uni-
dos reconheceram solemnemente que a propriedade
das duas margens da parle inferior de um rio da
O direilo de prohibir a sua navegacao, mesmo aos
subditos da nacao proprietaria da parte superior do
mesmo rio. A Uni.lo pedindo a Hespanha que a-
brisse aosseusnavios as boceas do Mississipi, confei-
sava iinpli ilamenle que a Hespanha podia respon-
der-lhe com urna negativa. Alm disso os proprios
termos do tratado moslram at a evidencia que a
Hespanha regnlou a sea bel-prazer a navegaijao
desse rio : A navegaco desle rio, diz nm dos ar-
ligosjie livreal a emboccadura para os Hespanhes
e para os Americanos smente, saleo te S. M. Ca-
Iholica quizer estender este privilegio a outra*. po-
lencias, por meio de urna conrencao especial, o A
mesma convencao concedeu a Jicw-Orleans um en-
Irrposlo por 3 anuos para os cidaihlos dos Eslados-
linidos, mas a Hespanha podia fazer cessar essa con-
cessao, marcando amenlreposlo equivalente em ou-
Iro ponto das margen* do Missiisipi. A Hespa-
nha era sempre senhora absoluta do rio cujas mar-
gens possuia ; s ella, em virlude do seu direilo, per-
millia ou reensaya a sua navegaco as nacoes es-
Irangciras, segundo as condicoes que lhe coiivinha
inipor.
Este principio s urna nica vez parecen soflrer
contradic^lo.
O tratado assignado em Paris aos :lt) de maio
de 1814 entre a tiraa-Brelanha e a Franca con-
tralla.
Arl. 5. A navegacSo do Khenodesdeo ponto
em que se torna navegavel al ao mar, e reciproca-
mente, sera' livre, de sorte que a ninguem possa
ser interdicta ; c no futuro con'gressose tratara' dos
principios segundo os quacsserAo regulados os di-
reilos que lem de pagar os estados ribeirinhos, da
inaneira a mais igual e mais Tavoravel ao commer-
cio das naees.
Do mesmo modo se examinara' e decidir' no
Tuluro congresso de que maneira, para facilitar as
cominiiiiii-ares entre os povos e torna-Ios sempre
menos eslranhos uns aos oulros, a disposicao cima
se podera' lambem estender a lodos os rios, que nos
seus cursos navegareis separem ou ntravesscm dif-
fercules esladus. n
Os plenipotenciarios das nacoes da Europa, reu-
levado pelo desejo de enriqueccr-se, on de prejudi-
cara um rival, elevava a sua tarifa, lodos os oulros o
imitavam. (Juan lo, por exemplo, o cleilor Palati-
no augmentava o direilo sobre o trico de Moiiuncia,
o arcebispn testa cidade ausmenlava os direitos s-
breos lililes do Palalinado, e enlrc Moguncia e Co-
blenlz, em urna distancia de 8 leguas, nao havia
menos de nove barreiras. A anarrhia era perma-
nenlc. O congresso reduzio tanto quanlo podo o
numero dos estados, e reunio-os com um laco fede-
ral. Mas o seu l i ni nao se conseguira se elle nao
proenrasse destruir as rivalidades que linham divi-
dido cssas nacionalidades Jeslruindo a sua causa. A-
brio pois o Rhenn a todas as bandeiras.
Tal foi o nico fim da declararan do congresso de
Vienna. Se os plenipotenciarios lhe deram a for-
ma de um principio geral, de urna regra que devia
servir de base para as relaces ulteriores das poten-
cias, he porque era dilflcil, ou pelo menos impru-
dente, impor urna lei, a qual apparenlcmcnte nao
se sujeitassem elles. Os estados ribeirinhos do Rhc-
no, do Escalda, etc., salisfeilos com esta promessa
de reciprocidade, compromelliam-se abrir os seus
rios, ao mesmo lempo que as demais potencias nao
ficavam ligadas senao por urna promessa vaga, cuja
rcalisacAo podiam adiar indefinidamente. He isso,
com elleilo. o que aconlcreu.
A conferencia de Vienna nao acreditava na pos-
sibilidade de por em pralira o principio qne ella se
via na necessidade de proclamar. O relator da
commissao do congresso sobre a questao da nave-
vegacao, o Sr. tiuilherme de llumholdt, na sua
memoria apresenlada em 7 de Tevereiro de 1815,
levo o cuidado de dizer que era inulil provar a
impossibilidadc de celebrar cnnvencOes amo essas
da na\ ogacA i do Rheno, c de applira-las a lodos os
rios durante as sessocs da conferencia. (Iracas a
esla feliz impossibilidade, as grandes potencias che-
garam ao seu fim sem rorrercm o menor perigo.
Para nos servirmos de urna expressAo da memoria
do Sr. o llumliol.lt. linham ellas dado um gran-
de passo ras vias do progresso, passo que pouco Ibes
cusloii, pois que se contenlaram comas vanlagensque
Ibes rcsullavam dos sacrificios por ellas impostos s
outras potencias.
Mas noui por isso o Sr. Maury deixa de fazer do
aclo do congresso de Vienna o seu principal argu-
mento a favor da liberdade da navecacAo. Em sua
opiniAo he a base do direilo das gentes interno sobre
a navcgacAo. Comludo, ja' vimos que o nico re-
sollado do principio proclamado pelo congresso de
Vienna foi o de obter das naees ribeiriulias do
Khcno, do Escalda, ele, o seu consenlimenlo li-
vre navcgacAo desses rios. Os plenipotenciarios nao
consideraran essa livre navegaco como um direito,
pois que reclamaran a adhesao dos Estados ribei-
rinhos, que tinliam o direilo do fechar ou de abrir
ese rios, e nao podiam ser ligados senAo pela sua
propria vontade. He o que fez sobresabir Whea-
tnn. Estas estipulacoes. diz o publicista ameri-
cano (22',ao o resollado de um consenlimenlo mutuo
Cumiado sobre os inleresses dos dilTcrenles Estados
ribeirinhos. t Os plenipotenciarios praticaram um
aclo de soberana, impiizeram navcgacAo as con-
diefies qae quzeram ; confirmaran o seu direilo.
dispondo dola sua vonlade.
tteleve-se-nos o termos insistido tanto sobre a de-
claracAo conlda nos tratados de Vienna : o Sr.
Maury faz della a base principal do sen syslema ;
devemospoisprovar-lhe que sem razAo invocava este
exemplo para impo-lo an Brasil.
A insistencia do Sr. Maury sobre o aclo 16." do
congresso de 1815 he singular. Ja' mostramos que
esle principio vago por neulium modo tinlia ligado
as naees que o proclamaran) ; mas qualquer que
seja o alcance que se queira dar a esla declararlo,
nao comprehendemos como o Sr. Maury a quer
applicar a' navegacAo do Amazonas. As cslipula-
5es de um Iralado nao sao obrigalorias senao para
as nacoes que as aceitaram ; Estados da America n3o
eslavam representados em Vienua; nao foram nem
podiam ser mesmo convidados a mandar para all os
seus planipoleiiciaros. E de facto, qual foi o fim
desta celebre nsscmbla ?
A repblica franceza. proclamando novos prin-
cipios, tinlia quasi renovado o face da Europa. As
velhas monarrhias, abaladas al aos alicerces.tinham
clarar que a navegado do Douro sera Um para os
subditos dos dout reino, accrescenta: Esla liber-
dade se eslender si'unente de reino a reino, em to-
da a exlensao do rio para as embarcaijoes das duas
nacoes. A navegado de cabolagcm que se fizer na
parle dorio cujas margens perlencerem ambas a um
dos dous reinos continuar a ser do dominio da na-
cAo qual perlencerem essas margens.
Que singular applicacao do principio proclamado
em 1815 .
A Inglaterra linha lomado urna perle activa as
conferencias de Vienna; o (raalo de 30 de maio de
1814, que coutm a primeira declararan da liber-
dade da navegaco, foi assignado cm Paris, em bo-
om de S. M. Britnica, pelos ministros plenipoten-
ciarios Lords Castlereagh, Abcrdeen, Cathcart e sir
Charles Slewarl, Lord Clancarly reprcsentoii a In-
glaterra no congresso de Vienna e assignou o Irata-
do geral de 19 de junho de 1815, e o acto 16 do
congresso que repele, quasi textualmente, a decla-
radlo do tratado de Paris relativa liberdade da
navegajao. A Inglaterra propz essa declaradlo,
doten.leu-a e formalmente a proclamou; essa decla-
racao he, por assim dizer, obra sua. I'-la ella em
pratica urna s vez '.' Nao.
Os actos de navegacAo de Ricardo III e de Ilenri-
que VII, os estatutos de Isabel e de Jorge II, a
caria marilimade Carlos II. regulam ainda boje a
navegaco dos rios interioras da Inglaterra, e os fe-
chan bandeiras cstrangeiras. (lacio I ii do con-
gresso de Vienna nao pode diminuir a severidade das
suas prescripertes. A Inglaterra moslra-se boje 18o
ciosa como oulr'ora do direito de dominar exclusi-
vamente os rios que banham o seu territorio ou as
1826 discusses diplomticas a este respeito, apre-
sentou successivamcnle todas as razes e lodos os
pretextos.
11c a nica pas ricanos, que pode abrir ao commercio do mundo os
nossos estados de noroeste. A Inglaterra niio ne-
gou a ulilidade, mas invorou o seu direilo. Procu-
rou a Uniao contestar esse direito? Allegou ella que
a propriedade das nascentes e de urna immensa ex-
tcnsAo das margens meridionacs do San Loureni-o
llic asseguravam a navcgacAo desse rio al ao mar ?
N"2o. Os diplmala- recordaran o tratado de Vienna,
e a GrAa Brelanha respondeu que n.lo julgava a pro.
psito applicar ao San Lourcoro os principios que
admiltio o Iralado de 1815.
Havia entretanto consideraces poderosas qae m-
litavam a favor das prelenc,oes da 1,'niAo. Antes da
independencia, os Americanos. cniAo subditos bri-
tanuicos, exerriam o direilo de navegaco no San
I.uurenco, linham cooperado para a couquista do
Canad, nAo reclamavam em 1826 seno um direito
que linham lido anleriormcnle. e a parlicipacao as
vanlagens do territorio qne elles linham ajudado a
conquistar.
A eslas razes, que nao deixavam de ler valor, ac-
crescenlavam os Americanos oulras mais engenln-
sas do que fundadas. Consideravam os grandes la-
gos como mares, c o San l.ourenco como um eslrej-
to que una esse- mares interiores ao Atlaulico.
A Inglaterra foi inflexivel ; os direilos anleriores
nao podiam prevalecer de modo algum contra o di-
reito novo, nascido da propriedade inconleslada das
duas margens. Como direito da innocente ulilidade
era por sua nalureza imperfeilo e sujeito ao juizo da
Tratado de 23 de outubro de 1851.
Assenlados os principios i sua applicacao, como
ja dissemos, reduz-se a urna simples questao degeo-
graphia.
O Amazonas e os seus numerosos Ir biliarios ba-
nham successivamente os territorios perlencentes ao
imperio do Brasil eas repblicas de Venezuela, No-
va (ranada, Equador, Per c Bolivia. O Amazo-
nas, propriamenledito, grande rio onde os a Mnenles
vao lancar as suas aguas, he quasi inteiramente bra-
sileiro; os mais imporlanles desses affluenles, o Ma-
deira, o Rio-Negro e o Tapajoz, correm na sua m-
xima parle enlre margens brasileiras.
Apoiado no direito das gentes, no coslume das
nacoes e no Iralado de Sanio Ildefonso, pode o Bra-
sil reservar-se o direito exclusivo de navegar nos
seus rios interiores e excluir delles todas as poten-
cias eslrangeiras, mesmo as repnbliras hispauo-amc-
ricanas. As nacoes Imam de respeitar a sua von-
tade soberana. Os Estados-Unidos sobreludo le i un
reconhecido por sem duvida, nestas medidas severas,
a applicacao do principio lAo firmemente proclama-
do por elles em 182:1. Os direitos exclusivos da
Hespanha, dizia o Sr. A lanis cm ama nota que se
tornou justamente celebre 26 sobre urna parle qual-
quer do continente cessaram...... Como inherente o
Resta-nos examinar algn erros de que essa me-
moria est ebea.
Nao nos occupnmos senao com a prelenees que
querem consagrar um direito contrario aquellc ra-
ja verdade demonstramos. NAo podemos notar In-
das as inexaclidoes rnmmcllidas pelo Sr. Maux
sobre o clima, prodcenos e riquezas do valle do
Amazonas. N.lo foi a esle respeito que caliininiou
0 Brasil. Elle se compraz. pelo ronlraiio, em de-
crever as maravilhas daqucllas regules, em eiage-
rar-lhes mesmo as y-nlagens. Devrcvc jioelirj-
mcnle as bellezas do valle, reii clima o mais !/1-
ve do mundo, sua primmera eterna, uii flores
e frutas deliciosas, os ribeirot rotando palfieta* de
ouro por um lefio de 'diamantes. A cr-lo, lodos
os aMliionics do urande rio sS navegaveis por bar-
cos de vapor ; as rocbas que se erguem de sob as
ondas, as cachoeiras sao mui ptlloresro* acciden-
tes, infelizmeulo mais favoraveis a poesa do que a
navegaco. O Sr. Maurx enumera com tanta com-
placencia os producios que cubrem u solo, os the-
suuros soterrados na minas, que se poderia tup-
pr ler elle ouvido oht as palavras scdurlnras da
tentacao : Tudo tsto he ten '. Nio temos de mos-
trarlas exageraroes que lhe arranrr o seu enthoia>mo
inleressado ; esta larefa ja foi desempenbada coro
mAo de mestre por um eseriplor brasileiro 28 ; li-
milar-nos-beinns a refutar os raros argumentos que
o Sr. Maury aprsenla em apoio do seu sxstema.
Do direilo de passagem.
a O ar livre dos cor, diz o Sr. Maurx, as aguas
da torra, foram creadas pelo Omnipotente para oso
e deleite do genero humano.
O ar e a agua, que
condicito de independencia o de soberana nacional, nunca poden esgotar-se pelo uso, sao proprieaaa
commum de lodos os homens.
A Bolivia e sele oulras nacoes independeolr
possuem rios navegaveis que deuauam no Amazo-
nas e no l'rala. mas ellas oo po.suem as emboca- '
suas colonias. Em 1842, vinle e sete anuos depois ; naeiloquo o conceda, c por isso declarou a faiglater-
do Iralado de 1815. den a Inglaterra urna nova pro- [ ra que o recusaxa aos Estados Unidos.
Era essa a regra que seguia a Inglaterra no mo-
mento em que o Sr. Maury escrevia a sua memoria.
va da enrgica obstinac.30 com que deCendecsse do-
minio.
O Senegal he a parle da frica com a qual os Eu-
ropeus maniera as relacesrommerciaesmais antigs
e mais imporlanles. Este paiz he hanhado por um
rio immenso, o Gambia ; as margens desse no sao
habitadas por tribus nmadas, que nunca se lembra-
ram de proclamar os seus direitos de soberana so-
bro o vasto territorio que abandonara ao primetro oc-
cupador. He a sede de ura commercio importante
dos produelos do interior do continente africano,
sendo a gomma o mais precioso desses producios.
Em um dos lugares mais largos desse grande rio es
labeleceram os Ingle-zes oulr'ora o forlc James, des-
tinado n proteger o commercio britannicn. O go-
Couservou esle porem o mais profundo silencio sobre
a navegaco do9. I.ourenco, e sem se inquiclarcom
o desmentido formal que a pralica da sua allii nia-
co,repele que o coslume universal ronsagrou a livre
navegaco dos rios.
NAo lia ainda muilos mezes juluou a Inglaterra
conveniente aosseus inleresses fazer a Uniao algumas
cnncesses em troca de oulras vanlagens que ella lhe
oulorgava ; mas longe de reconhecer o principio da
livre navegaco do S. I.ourenco, consagran a Ingla-
terra solemnemente o seu direito soberana abso-
luta da parte inferior desse rio.
A convencao de 5 dejunho de 1851, entre os go-
vorno francez levautou oulro em um lugar mais pro-1 vernos dos Eslados-Unidns e da Inglaterra, diz;
nidos em Vienna, declararan! livre a navegarao do se levantado para sotTocar o inimigo lerrixcl que as
lliTralado ile.' de Janeiro, de 1809 cntrea (,rAa-
Brelania a a Porta, art 11.
IV i 2. e rerttm dicisione.
\t l.eue-2-1 de norembro de t"!M)
I" Merlin. Repertorio y, Dominio publico.
20 ./r/. S do prembulo da lei de22 de Miem-
bro de 1790. ,
21 Iralado de 20 de dezembro de 16R5snbra
navegacio lo lid.issoa, rio commum Franca e a
Hespanha. Tratado de S. Idelfonso em 1777 so-
bre a u vegacllo do Amazonas.
Rheuo, do Necker, de Meno, Mosella, Moza e Es-
caldo ; c inscrevram no tratarlo geral, assignado
em Vienna aos 9 de junho de 1815, os artigos se-
guibles.
CVIH As potencias cajos estados sAo separados
ou atravessados por um mesmo rio navegavel, com-
promellem-se a ajfutar de commum accordo tudo
quanlo disser respeilu a navegaco desse rio. No-
mearao para este effeilo commissarios que se reu-
nirao, o .mais tardar, dentro de 6 mezes depois de
dissolvido o congresso, e que lomarao por base dos
seus (rabalhos os principios seguintes :
CIX. A navegaco em todo o curso dos rios in-
dicados no artigo precedente, desde o ponto em que
cada um delles se tornar navegavel at a sua emboc-
cadura, sera' inteiramenle livre, e n.lo podera' ser
interdicta a ninguem para usos commerciaes : bem
entendido que se ronformaram lodos aos regula-
menlos relalivosa polica dessa navegaco os quaes
serAo concebidos de urna inaneira uniforme para to-
llos, e 130 favoraveis quanlo possivel tor ao com-
mercio de todas as nacoes.
Tal he a declararao do congresso de Vienna ;
exaininemo-la com cuidado e veremos que nao ferio
nem o principio que rege a navegacAo dos rios, nem
o rstame seguido pelas nacoes.
Alm disso o principio est cima de todas as de-
rlaracoes possiveis. 1,'ina naco pode renunciara
om direilo, mas o sen exemplo mi liga de modo
algum as outras nacoes. Obedece piaso aos seus in-
leresses, as suas vistas particulares, mas a sua pol-
tica uAo se torna por isso urna regra do direilo das
gentes. E pois ficaria em p o principio mesmo
quando inuitas naces tivcssem abdicado o direilo
que elle tbes conferc.
Esla abdicaran Bao se dcu. As nacoes represen-
tadas em Vienna, e cujos plenipotenciarios solem-
nemente proclamaran! que a liberdade da navegacAo
dos rios devia servir de base a todos os Iratados ul-
teriores, nem por isso dei xaram de conseivar o cos-
ime de fechar os seus rios as bandeiras eslrangei-
ras. Esla contra lircao apparenle explica-se facil-
menle quando se procara descubrir o lim do Iralado
de Vienna.
Havia no centro mesmo da Europa, no centro de
grandes nacoes, Estados pequeos, sem Torca, sem
peso, e sem acc.lo. A existencia deslas nacionalida-
des impotentes, sempre divididas enlrc si, compro-
mellia inccssanlemenle a paz da Europa. Os gran-
des Estados comprehenderam que era passada a
poca dos poderes secundarios e sempre subordina-
dos ; que era preciso, como pralirra Napoleao,
oppr inassas s massas, organisar nacoes Torios,
rapazes de resislirem com suas proprias Torcas e sera
lerem necessidade. a cada momento, de implora-
ren) o soecorro dos povos visinhos. O equilibrio eu-
ropeu nao podia subsistir senao com essas con-
dicoes.
Riscar do mappa todas essas pequeas individua-
lidades, Taz-las ilcsapparcceresuhstitui-las por urna
s nacilo creada sbitamente, de um s jacto,
de tantos elementos oppostos, nao eslava as
Torcas do congresso : urna narionalidade nAo se
Coima nem se perde em um dia. Forcoso Toi pois
aos plenipotenciarios ronlentarem-se com a reuniAo
de alguns desses territorios. Compellidos a respei-
lar a exisleucia da maior parle desses Eslados, pro-
curaran svlda-los uns aos oulros, creando umacoo-
fedetaeSo. Era essa, de feilo, idea indicada pelo
tratado de Paris, que estipulara que os Estados da
Allcmanha seriam todos wdoi por um taro fe-
deral.
Ocnngresso procuran fazer de lodosestes peque-
os Eslados allem.ic:- urna massa compacta, unida c
poderosa ; devia pois repcllir todas as causas de dis-
senses, sempre lao numerosas enlre eslades fracos.
Baslava tancar um olhar para a historia do seculo
passado para ver que as lulas continuas dessas pe-
quenas nacionalidades tiuham nascido quasi sempre
de dilTerencas relativas a navcgacAo do Rheno e do
Escaldo.
Ja vimos quo posices tinham dado os trata-
dos de 'iVeslphalia e de Fonlainebleau as provin-
cias belgas. A se-uranca dos Hollandezes exigia
o encerramenlo do Escalda, e a existencia com
uiercial das provincias flamengas ficava corapro-
mellida com esla medida necessaria. No Rheno es-
lavara as colisas n'urua desordem ainda maior. Pe-
queos principes, seculares ouecclesia'ticos, abusa-
vam da posse de orna parte mnima das margens do
rio para aiibnielterein as embarraroes dos eslados
vizinhos a direilos exorbitantes. Se um dos eslados
ameacava. A Conven(,Ao lanr.ua a cabeca de um
rei aos pos dos reis conjurados, o encarregara-se
de propagar, a tiros do canhAo, os principios repu-
blicanos. Posteriormente conlinuou NapoleAo a
obra revolucionaria : soldado, fizera-sa imperador
pelo direilo da sua espada, e apandara a sua coroa
no campo da batalha ; era inimigo das antigs dy-
uastias, derribara-as e fizan sabir ao throno solda-
dos de fortuna, como Beruardotle e Mural.
Quando cabio esse gigante das halalhas, a velha
Europa levantnu-sc ; as monarchias, escapadas ao
perigo, quizeram lirmar-se sobre as suas bases cam-
baleantes, e o congresso de Vienna leve por mis-
sao levantar um dique forte contra a torrente des-
viada, mas sempre ameacadora.
Era um congresso lodo europeo aonde nao se agi-
tavam senao as questes da grande familia dos mo-
narchas da Europa.
Para conjurar a volta da tempesta te revolucio-
naria he que as grandes potencias fizeram desap-
parecercom urna jiennada alguns Eslados pequeos:
a Polonia foi retalhada; as nacionalidades allomaos,
demasiadamente numerosas para serem supprimidas,
foram reunidas em coufederacAo, e a prorlamacAo
da liberdade da navegaco nAo foi senao um dos
meios empregados para asscgtirar a paz entre csses
Estados, divididos em inleresses e reunidos pela
vontade das grandes nafas! em iiome da (ranquilli-
dade europea.
O acto do congresso nao foi senao urna precaueAo
tomada pelos plenipotenciarios para consolidaren a
obra immensa do equilibrio europio, qne quizeram
assentar sobre bases iuabalavcis. S as potencias
europeas podiam ser chamadas a pronunciar sobre
os seus proprios deslinus ; os Eslados americanos
nenhum interesse linham as deliberanles de Vien-
na. Como pretender pois que as declararles do con-
gresso iloves-era exercer imperio fra da Europa,
que as fez para si so?
As declaracoes do congresso de Vienna nan|podem
pois abrigar o Brasil; o proprio Sr. Maury o reco-
nhocer. O Sr. Maury n3o pode invoca-las senao
como um exemplo que o Brasil podera seguir es-
pontneamente, de sua livre vontade. as confe-
rencias de Vienna, os partidos iuteressados na na-
vegacAo do Rheno, do Escalda e do Moza, consulta-
ra n os seus inleresses mutuos, c em nomo desses
inleresses decidiram o que s elles linham direilo de
decidir: a abertura dos rios a todas as bandeiras.
O Brasil, nico juiedaquillo que conven aos seus
inleresses, pesando-os, medilando-os, pode muilo
bem anegar a urna soluco inteiramenle contraria,
e conservar.fechada a porta do Amazonas. Tai he
o direilo que confirmou o congresso de Vienna; s
a nacao proprietaria de um territorio alravasssado
por um rio he que compele regular, de conformida-
de com os seus inleresses, a navegacAo desse rio.
Proclamado o principio cm Vienna, moslraram
por ventura as nacoes a sua adhesAo unnime, adop-
tando-o ou fazendo delie a base das suas retacoM '.'
Nao; o coslume dos povos contina a ser o mesmo;
as potencias qno piepararam, volaram e assiguaram
os actos do eonaresso, que inscreveran no alto des-
ses aclos a liberdade da navcgacAo, cunlinuam a fe-
char os seus rios s bandeiras eslrangeiras. Mas nem
por isso deixa de allirmar o Sr. Maury que a decla-
racao de Vicua se tornou a regra do direito das
genios.
O Danubio, esse grande rio que banha a Baviera,
a Austria e a Turqoia, est ainda sob o dominio ex-
clusivo dos propriclarios das suas margens.
A Franca fecha o Rhodano Suissa, no centro
da qual tem aquello rio a sua origem.
A Hespanha e Portugal conlinuam a guardar a
navegacAo exclusiva do Douro o do Tejo. Coiivcn-
Ces ioalas as obligara a concedcrcm-so reciproca-
mente a navegaco ronimnni desses dous rios: mas
esses tratados conten a reserva do principio diame-
Ir.ilmcnic opposlo derlaracAo do congresso de Vi-
enna. O Tejo banha sticcessivamenle os territorios
das duas nacoes; que rcgularam a sua navegaco
pelo Iralado de 30 de agosto de 18:19; e um dos ar-
tigos dessa coovencTiu estabelece que he ella um di-
reilo ce.lii.'icu s duas nacoes; que cada nma ilel-
las pode dispr, como entender, da parle do rio cu-
jas margens possuc, e que em virlude desle direilo
inconlestavel c por conveniencia reciproca cada urna
deltas concede oulra o direito de navegar as suas
aguas.
O Iralado de 31 de agoslo de 1835, depois de de-
ximo da foz do rio, onde se achava eslahelecida a
fciloriade Albrda. Um Iralado nlerveio em 1783,
no qual recontieceu a Franca Inglaterra o direilo
de posse do rio tiambia, alm do forte James. A
Inglaterra apresenlou presientes ao dominio de lodo
o curso do rio, e para apoia-las fundn mitra forta-
leza, a de Sania Maria de Balhurst, enlre a feiloria
de Albreda c a foz do (lamba.
Desde eniao dominou ella realmente o rio ; bas-
lou-lhe a oceupncao de nm ionio sobre urna das
margens do rio para que ella pudesse impr na-
vegaco dessa parte do Cambia as condicoes que le-
ve por bem diciar, e essas condicoes tornaram-se
obrigalorias, mesmo para a saja eslabelecida sobre
a parle superior do rio, e que, de feilo, linha desde
muito lempo a posse do ponto occopado pelo forle
de Sania Maria de Balhurst e das bocas do Gambia.
Em virlude desta occupae.lo, apprehendiaa Ingla-
terra os navios que rerusavam salvar a bandeira in-
gleza que tremulava no forte por ella construido.
Um navio francez, o Sencgambia, fretado pelo go-
vernador do Senegal, c comboiado por nm navio de
guerra, entrou as aguas do forle. O vaso de guerra
que comboiava o navio mercante recebeu ordem do
commandante da fortaleza de salvar a bandeira de
Inglaterra ; recusen submeller-se a essa exigencia,
e nao passou por dianle do forte, mas o Senegam-
bia foi tomado.
Em dezembro de 1812 o vapor (alibi, que lexava
a seu bordo um dos lilhos do rei dos Francezes, o
principe de Joinville, transpz a barra do Gambia, e
para nao reconhecer a soberana da Inglaterra nao
salvou o forte de Santa Mara de Balhurst. Esle
facto deu lugar a urna correspondencia enlre os mi-
nistros dos negocios eslrangeiras das duas nacoes, o
conde Aberdeen eM. (iuizol. As notas diplomti-
cas enlao (rocadas moslram como duas nacoes signa-
tarias dos tratados de Vienna enteadem a applica-
cao do principio proclamado no trnAdo de 1815. O
ministro inglez, dspois (le narrar os Tactos, accres-
cenla em urna nota do mez de fcverero de I83 :
soberana seja respeita da, queos regulamentos que
em rirlude dessa soberana julgar a proposito fa-
zer sobre a navegaco do Gambia sejao respeilados.
O que o governo inglez exige he que o direlo incon-
testatel e inconlestado daGra-Bretenha soberana
do i,arabia seja reconhecidoe respeilado. Desta ma-
neira asdes inlelligeiiciasecollisoes pederaoevitar-se.
Mas se os ofliciaes francezes perseveraren no proce-
dmento inconveniente que tem tido, podera isso arrec-
iar seriamente o bom accordo qae tao felizmente
existe enlre os dous paizes.
O Sr. i iuizol curvou-se perantc eslas razes: eis o
lexlo da nota que elle dirigi em 21 de marco de
1813 ao conded'Aberdecn : a O baxo assignado es-
t encarregado de annunciar a lord Aberdeen que
as observarnos p,,r elle Celias parecern) ao governo
Tranccz peritamente Cumiadas, e que, em conse-
quencia disso, j Toram expedidas ordeus ao gover-
nador do Senegal para que soja desapprovado o pro-
ce! i ment do ollicial enraman d; ule do vapor Galibi,
Este direilo inconleslavet de que fallou o coude
de Aberdeen, e que o governo francez considerou co-
mo perfoilamcnlo fundado, em que he que assenta?
Na simples oceupacao de um ponto do territorio na
foz do rio; esla possessao sem importancia foi quan-
lo bastou para que a Inglaterra reclamasse c a Fran-
ca reconhecesse o dominio exclusivo do rio que ba-
nha o forle. A Inglaterra manda all como senhora;
forca os eslrangeiras a reconhccercm a sua sobera-
na, e o filho de um rei Iranccz nao pude passar pela
frente de Santa Maria de Balhurst sem que veja in-
clinar-se a bandeira tricolor ante o pavilhAo inglez .'
Eslas duas grandes naees eslavam representadas
no congresso da Vienna, c o Iralado de 19 de junho
de 1815 nAo as impede de reivindicar os seus direi-
que os Americanos, alera dos diieitos que Ibes sao
rcconhccidos pela convencao de 1818 (23), poderao
pescar cm todas seoslas das provincias britaunicas
da America do Norte, e desembarcar para seccare n
as suas redes c prepararcm o seu peixe, ama vez que
nao usurpem os direilos dos prnprielarios ribeiri-
nhos nem os dos pescadores brilannicos. Esta facul-
dade nao se applicar.i senAo pesca do mar, e por
nenhum modo do salmao e do savel, nem aquella
que se faz nos rios oa na sua foz, cujo privilegio ex-
clusivo he reservado aos pescadores brilannicos. Os
privilegios concedidos aos pescadores americanos as
costas das provincias brilannicas sao lambem parli-
ihados pelos cidadaos brilannicos as costas dos Es-
lados Unidos ao norte da latitude 36,- em ambos os
casos as rcstriccies serAo as mesmas.
Os cidadaos dos Eslados Unidos, declara a mes-
ma convencao, lem o direilo de navegar no San Lou-
renco c nos canica do Canad qae fazem communi-
car os grandes lagos com o Atlntico, pagaudo os
mesuios direitos que pagara os subditos brilannicos e
sujeilando-se aos mesmos regulameutos. Por oulro
lado o governo americano concede aos subditos bri-
lannicos a livre navegaco do Michigan, e se com-
prometi a convidar os Estados a pcrmillirem a esses
mesmos subditos a navegaco nos seus respectivos
canaes.
O governo britannico rescrva-se a faculdade de ti-
rar aos Americanos o privilegio de navegarem no
Canad, e os Estados Unidos podem tambem privar
os subditos brilannicos do direito de navegarem no
lago Michigan.
Este derroto ficar cm vigor por espaco de 10
annos e por mais lempo, salvo nolifieacao contraria
dada com 12 mezes de anlicipacao a urna das daas
parles contratantes.
A Inglaterra adquire vanlagens para o commerrio
da sua colonia, cedendo urna parte dos seus direitos;
mas, longe de abdicar o seu direilo de soberana ex-
clusiva sobre a foz do San I.ourenco da concessao
feita aos Estados Unidos um carcter lodo proviso-
rio. As vanlagens mutuas que se outorgam as duas
potencias nao durarao senao 10 annos. Passado esle
prazo, cessarAo medanle unta simples nolifieacao
feita por urna das partes. A Gr3a Brelanha quera
conservar por tal modo a faculdade de prohibir aos
eslrangeiras a navegaco do San Lourenco, que se
reservou, por meio de urna clausula formal, a facul-
dade de tirar aos Americanos o privilegio que Ibes
concedeu por um tempo limitado, e para o nico
fim de obter da Uniao certas vanlagens uteis ao com-
mercio das suas pssesses.
O ministro dos negocios eslrangeiras do governo
britannico poz em pratica em 18>i o principio j
proclsmado na tribuna da cmara hereditaria da In-
glaterra em 18*5 f24): Buenos Ayres, possuindo a
soberana das duas margens do Paran, lem direito
de impedir s naees eslrangeiras que entrera no in-
terior desse rio ; assim como nos temos direito de
prohibir a navegaco do San Lourenco a toda e qual-
quer potencia eslrangeira.s
A convencao celebrada enlre os Estados Unidos c
a Inglaterra, conforme o coslume de todas as nacoes,
he urna nova prova do erro singular commeltido pe-
lo Sr. Maurx-.
los e soberana absoluta sobre os rios que ellas pos-
suem!
(22) Historia do Progresso do Direito das Gen-
tes, tomo 2.- cap. 4.
N3o ha nacao alguma qae por tratados oa por ac-
tos seus n.^o tcnba reconhecido este prinripio. O Sr.
Maury fecha os olbos evidencia, e affirma que a li-
vre navegaco dos ros he boje nma verdade qne re-
salla do coslume de todas as nacoes, affirmacAo tan-
to mais singular quanlo he certo que o official da
marinha dos Eslados Unidos tem todos os dias vis-
ta a prova de que a Inglaterra n3o abandona o direi-
lo do dominio exclusivo que lhe assegura a proprie-
dade das duas margens da parle inferior do rio que
banha os Eslados Seplcnlrionaesda Uniao, o S. I.ou-
renco. Melhor que ninguem podia dar-nos o Sr.
Maury informarocs preciosas sobre a navegaco des-
se rio. Trataremos, de reparar esla omissao impor-
tante, e, queremos acreditar, involuntaria.
O rio San Lourenco he esse rio vasto que d com-
raunicaro para o Ocano Atlaulico aos lagos .Supe-
rior, Michigan, OriUi, Eric e Ontario. As mar-
gens septenlrinnacs dos lagos c do rio perlcuciam
Franca, proprietaria do Canad ; as margens meri-
dionaes Inglaterra. Em 10 de revereiro de 1763,
a pos urna guerra dcsaslrosa, cedeu a Franca Tnda-
lerra o Canad. Picoa assim a Inglaterra propriela-
ria das duas margens do rio San I.ourenco.
Os Estados Unidos -acudir,un o jugo da melropole
e a Inglaterra rcconhccen a sua independencia. Os
limites das duas potencias foram lixados pela conven-
cao de 30 de novembro de 17S2. A Inglaterra nAo
coiiservou senao o Canad e a Nova Escossia.
Os Eslados Unidos possuem as margens meridio-
naes dos grandes lagos o do San Lourenco at aos
confras ila Nova Escossia. A Inglaterra pnssue as
margen aeplenlrionaes dos lagos e do rio, bem como
as margens meridionaes desde 15" latitude al a sua
fz, de sorle que desde esse ponto at ao mar per-
tenccm-lhe as duas margens do rio.
Todos os eslados do norlc o do nordeste da Uniao
sao bandados por esse grande rio, esliada natural
por onde os seus producios podiam descer desses es-
lados fcilmente para o ocano, mas a foz do rio he
dominada pola Inglaterra; ella conserva osen di-
reilo de navegaco sobre esla parle do rio e exclue
della os Eslados Unidos.
Esses productos n.lo podem sabir desses estados
senao por urna via mais longa e mais dispendiosa.
Devia nois o governo da l niAo tralar de obler o di-
reilo de navegacAo na parle inferior do Sin Lonren-
Co: era isso do maior interesse para nito eslados c
para todo o commercio da Uniao. O governo de
Washington enlabolou com o governo inglez cm
De lodos estes Tactos constantes, solemnemente
provados em tnUdos pblicos, resulla evidentemen-
te qae o coslume das nacoes recouhece a cada estado
o direilo de regular a navegaco dos rios cujas mar-
gens possue. e de excluir della os eslrangeiros, sejam
ou nao proprielarios da parle superior desses rios.
Em v3o se allegou o exemplo do Iratado do Vien-
na. Se alguns tratados particulares derrogaram em
casos especiaes o coslume universal, a necessidade
de consagrar essas raras exceptes por meio de actos
solemnes he urna prava de respeito para com a lei
geral das nacoes.
Um ou dous tratados que se desviam desle cos-
lume, diz um pablicista hollandez qae j ci(amos:23),
nao muda o direilo das gentes.
O principio indicado pelo direito dasgenles natu-
ral esta pois pleuamenlo confirmado pelo direito
das gentes consuetudinario.
Da navegaco do Amazonas segundo os tratados
pblicos.
Por seu proprio interesse podem renunciaras na-
COes parle dos seus direilos, obrigando-se cniao
por tratados pblicos. Sao leis que ellas fazem pa-
ra si e que s,lo obrigalorias para lodas as partes conlrac-
tanles. O Brasil,propietario da parle inferior do Ama-
zonas.lem direilo absoluto de prohibir a sua navcgacAo
a lodas as potencias eslrangeiras : tal he o principio
que nos demonstramos. A derogaran a esta lei ge-
ral nAo podo dimanar senao da vontade daquella que
renuncia a um direito; e pois, se nao ha tratado al-
gam qae obrigae o Brasil a deixar navegar os seus
rios interiores, acha-se o Brasil sob o imperio do di-
reilo commum.
o direilo de navegacAo nos rios interiores pertence a
cada urna das nacoes americanas no seu lerritorio
respectivo.
Esta resposla calma e altiva dada a prelenc&es il-
legilimas.csla attitude enrgica dos Estados-Unidos,
resolvidos a n3o consentir na violaeu dos seus direi-
los, sao o exemplo que o Brasil poda imitar.
Longe de se armar com o rigor de um direilo in-
conteslavel, apressou-se o Brasil a fazer todas as con-
ccsses compativeis com os sens deveres para com-
sigo mesmo. Povoar solidos vastas, propagar nos
Ir-ortos da America do Sul os beneficios da civilisa-
c3o e do progresso, convidar a agricultura e a indus-
Iria a eolherem ea multiplicaren), por meio de es-
forcos felizes, as riquezas de um solo j prodigo, lal
he a amhicAo do governo do imperio. Para assegu-
rarosuccesso desta grande empreza, devia tomar ao
mesmo tempo medidas liberaos para allrahir a emi-
gracAo europea, e medidas prudentes para nao com-
prometler a segiiranca do Eslado. Unido por lacos
de solidariedade a nacoes visinhas, emancipadas de
hontem c devoradas como elle pela leda do progres-
so, re-olveu auxiliar com lo las as suas Coreas os no-
bres desejos que parlilhava, propoz espontneamente
s repblicas hispano-americanas Irabalharem de
commum accordo para a prosperidade da America
do Sul; otl'ereeeu abrir s suas bandeiras essa immen-
sa via de communicaclo, o Amazonas. Gracas ao
desinteresse do Brasil, podem essas naees fazer
descer com despezas pequeas os productos do seu
territorio at ao Atlntico c envia-los dalla a todos os
continentes.
Para esse fim propoz ama convencao aos governos
das repblicas hispano-americanas ; enlabolaram-se
negociares diplomticas, e o Per assignou em 23
de outubro de 1851 um tratado de navegaran.
Esle Iralado foi ratificado pelo imperador do Bra-
sil em 16 de marco de 1852, pelo governo do Per,
no I. de dezembro de 1851, e a troca das ratifica-
ra es teve lugar no Rio de Janeiro em 18 de ou labro
de 1852.
O Brasil, no interesse do progresso e do commer-
cio, abri osseus rios interiores ao Per ; mas como
lhe cumpria allender a que urna medida liberal nao
se Iransformasse em um perigo continuo para a saa
seguranca, n.io chamon o Brasil navegaco da par-
te do Amazonas que lhe perleuce sen3o as naees
ribeirinhas. Senhor de regalar essa navegaco se-
gundo os seus inleresses, concede um direilo s na-
ees amigas e visinhas, para as quaes esta concessao
he urna riqueza inesperada ; mas mantem a cxclu-
s3o para as naees eslrangeiras, nao por conselhos de
urna poltica mesquiuha, mas pela necessidade de
allenlar sua propria seguranca. N3o priva as
naees de nenhuma vanlagem; o que faz soraentc he
nao Ibes conceder urna parle nos beneficios que ou-
lorga a oulras.
Por cerlo he um espectculo digno de interesse ver
urna nac3o nova, sabida apenas das difficuldades da
sua orcanisacao nascente, entrar valenlemcnte as
vias do progresso; por essa eorajosa tentativa merecen
o Brasil os elogios de todas as potencias.
Por que motive esla-medida deinleressada he pre-
cisamente aquella que atlrahio, como logo veremos,
da parle do sf. Maurx as exprobraces mais injus-
tas e mais acsjrbas?
Po4etfmos parar aqui. Estabelecmos os prin-
cipios do direito internacional sobre a navegaco
interior dos rios; vimos que o rostume universal das
iiac,o*sest em harmona com o direito das gentes na-
tural ; mostramos que o direilo convencional, longe
de (razer a menor demgacao a estes principios, con-
firma o direilo commum relativamente navegacAo
do Amazonas.
O Brasil, senhor da parle inferior do rio, tem o
direito absoluto do regular i sua navegaco a sen
bel-prazer. As prelenees das nacoes devem que-
brar-se contra essa conseqaencia lgica dos princi-
pios mais incontestaveis.
Vemos que o Brazil, pelo louvavel desejo de
apressar o progresso da civilisacAo, e de imprimir ao
seu imperio um impulso commercial, sacrilicou par-
te do seu direito exclusivo o abri os seus rioi s
naees ribeirinhas.
Dir-se-ha que nao ha evidencia para cerlos espi-
ritos que a ambicAo nacional cega. O Sr. Maury
sustenta que o direilo das gentes nao Herminia ao
Brasil exercer a sua soberana sobre o Amazonas ;
que a navegaco do grande rio he livre para lodas as
bandeiras cm geral, e especialmente para a da
Uni3o ; que o Iratado de 23 de outubro de 1851,
que permute aoPeru' navegar no rio brasileiro, he
urna barreira levantada pelo Brasil contra o pro-
gresso da civilisacilo '....
- Para completar a nossa larefa vamos refutar as
pretendes do Sr. Maury. Tiremos sua doutrina
lodas as declamaras pomposas com que a cobre, e
veremos que ella se reduz definitivamente a um ap-
pello n violencia.
Quando urna Iheoria se enauncia claramente he
fcil aprecia-la e fazer sobresahir o que ella conten
de conformidade e contrario aos principios reconhe-
duras desses rios. Nao lem ella direito de seguir
o curso de seus rios e de descer al ao mar ? Os in-
leresses do commercio nao exigem que se faca alcr
e-le direito, afim de que se alguma daquella oilo
naees desejar roinmerciar comnosro, ou rom o ren-
to do mundo, possa faze-ln por meio dess vias oa-
luraes de communicaclo ?
Os Estados Unidos nAo alo ribeirinhos do Ama-
zonas ; suppondo mesmo que a pmpriedade das
nasrentas da direilo navegaran de iodo o ror-o
do rio, a UniAo nAo lem nem ao menos esle pretex-
to para invocar ; he urna queslo qne se deve baler enlre povos vizinhos e amigos ; mi' o Sr.
Maury acha bom mslrr a conveniencia da lotrr-
veneao dos Estados-Unidos n'uin dbale em que el-
les nada tem que fazer !
Mais adianto he para o mundo inteiro que elle pe-
de a livre navegacAo do Amazonas ; nAo he a princi-
pio senao urna concessao cuja ulilidade elle prova ao
Brasil:
O Brasil dara prova de digerirn, nio n brin-
do o Amazonas a todas as bandeiras, mas anda per-
millindo ao commercio elrangeiro entrar un loran-
tins e om lodos os afiluentes do Amazonas.
Se alguma na repblicas hnpiiio-americanas a-
brisse a todas as incoes amigas os portos sainado- no
sea lerritorio sobre os aruucnlcsdo Amazonas, ea
nm navio americano ou inglez, navegando s di sua
propria bandeira, emprehrndesse para fim commer-
cial urna viagem al esses portos. o Brasil nAo que-
rerla cortamente, nesie seculo Ilustrado,ser um *-
gundo Japo, trancando a passagem a esse navio.
Aconselhando ao Brasil a adopcAn de orna medida
que julgavanlajnsa.o Sr. Maury rende homenacem ao
nireilo de soberana que temo imperio sobre eus
rios ; nAo reivindica menos como ora direito absolu-
to ama concessao que ainda ha pouco solieilava da li-
beralidade do Brasil.
Esle direito de uso innocente, longo de existir a
favonios Estados-Unidos, nAo poderia mesmo er In-
vocado pelas naees ribeirinhas do Amazona*.
O Sr. Maury allegando o direilo de uso Innocen-
te, copia qaas textualmente urna passagem celebre
de um anligo jurisconsulto, lirotuis pretende real-
mente que por um resto da commanilade primiti-
va dos povos, as coosas de uso inesgolaxel esto
ainda a' disposicAo de lodos. Sao, diz elle, as
cousas cuja exlensao he lal que rhegam para uso
de todos os povos : tal he o mar par delle tirar
agua e para navegar, fes quorum lana est mag-
nitudo iif ad usum mnibus ppalos tvfficiant, I
mnre ad quam hauriendam, ad navigalinnem 2*1.
lirolius, parlilhando o erro dos juriscoosallos ro-
manos, confunda as coosas communs e a rmisai
publicas: ja' insistimos sobre esta dittincrao ne-
cessaria.
Mas Grotius n3o e*labelece de forma alguma qua
o direilo de uso i n nocen te seja absohitoe sem limi-
te ; sobmelle-o pelo contrario a conde sexcra-,
restringe-o a casos de extrema necessidade.
A origem desle direilo he i lei da nalureza. que
nos ordena que amemos o nosso prximo romo a mn
mesmos, e qae lhe sejamos uteis ; em nma urgen-
te necessidade (in grarissima necessilale, lem direi-
to de servr-se do qne he meo como se en nAo o po-
suisse. Em oulro Ircrho elle aerrescenl qne esla
direilo n3o pode nunca ser exercido em prejuizo da
quem qiier que seja.
Grotius nunca pretenden.alem disso.dar a esle di-
reilo um carcter perpetuo, permanente. Desa-
se deixar pasar os eslrangeiros pelas Ierras, rio* a
pontos martimos que podem perlenrer-nos. quando,
sendo expelldosde seu paiz, procuram estabelecer-
se em alguma Ierra inhabitada,ouquandov.lo traficar
com um povo aTaslado, ou quando lem emprehen-
dido urna guerra justa, a
Estes exemplos indicam bem que (jroliosron'ide-
rava esse dercito de passagem como essenrialmenle
eueiiiy.il. Subor tina-lhe pois a existencia a daas
condicoes ndispen*a\eis : 1. um oso accidental,
momentneo ; 2., urna ulilidade inocnenle.islo be,
que a vantagem procurada pela nacAo estraugeiri
nunca deva prejudicar a nacAo proprietaria.
O mesmo Grotius declara que a nacAo propriea-
ria he a nica que pode decidir se o oso qae se qaer
fazer ds sua pmpriedade pode ou nAo prrju lici-l.i.
a O ellei lo da propriedade he proceder de modo que
a conveniencia do proprielario prevaleca a de lodo*
os oulros ; que o direilo qne temos de osar das coa-
sas que perleneem a oulro nio dexe causar-llie era
perdas nem inconvenientes ; c que n direito de ata
innocente nao he um direito perfeilo como o de ne-
cessidade, pois que he ao possnidor que compele
julgar se o uso que pretendemos fazer e umacomm
que Ihepertenc lhe causar damnos ou embara-
eos. B
A nacao proprietaria conserva portanto o direilo
eminente e perfeilo de decidir em que cana passa-
gem he innocente oo nociva a seus inleresses. Urna
nacAo quer passar por um lerritorio, esta passagem
he uecessaria aos seus inleresses: a nacao proprie-
taria, para manler sua seguranca, tem nereidaaJe
le sustentar n seu direilo exclusivo de soberana ;
eis-ahi presentes daas necessidade, a do litado nAo
senhor do lerrilorio, e a do Eslado senhor ; qual
deve prevalecer ? Sempre a do Estado prnprietario ;
porque antes de pensar nos oulros compre pensar
em si: prima causa est sui ipsiui, secunda proj-i-
mi.
Tees sao is restriccoes que Grnlios pAe to direilo
de uso innocenle. Os publicistas considerara un.i-
nimemeute esle direile como esencialmente im-
perfeilo.
'Contina.' -
BATALHA DE INhERMAN.
Itelalorio do general CanroLtrl.
O marechal ministro da guerra receben da gene-
ral commandante em chefe do exercilo do Oriente,
o seguinlc relalorio:
Quartel general, em frcnlc de Sebastopol, 7 de
novembro de 1851.
Senhor marechal, lenho a honra de confirmar a
UC ItflllUMIlluouv c vwiiii.hiw o\3 i. i i ii i i i >,, i iL.iiiiiic- ar a- i
cidos por verdadeiros. Com o Sr. Maury nao he \ h%- .meund"Pac'r> "1<*r'l>1": ''""'o em fi
possivel empregar este methodo muito simples. An- de novembro, que comecava da maneira scame-
les do refutar a sua donlrina ha um Irabalho pre- "fCI''""?' -"* ><" -foroos che-
Ura s Iratado regatara a navegaco do Ama zonas
antes de 1*51 : era o tratado de Sanio IldeTonso, ce-
ebrado em 1777 enlrc a Hespanha ePorlugal. Por-
tugal era euUlo proprietario da fz do to, cuja parle
superior banhava as colonias bespanholas. A na-
vegaco, diz o arl. 13 desse Iratado, dos rios por ou-
de pus* a fronleira ou o limite das duas Dtglea ser-
llies-ha commom cm todo o espaco que o rio per-
corre enlrc as duas margens perlencentes s duas
nacoes; mas a navegaco o o uso dos ditos; rios serAo
propriedade exclosiva da nago propretarid das
daas margens a partir do ponto onde coniecar esse
dominio.
O Brasil e as repblicas hispann-amcricanas snbs-
titoiram as duas naees europeas; as e-tiputarnes do
Iralado de Sanio Ildefonso obrigam os novos Eslados
que succcdcram Hespanha o a Portugal, emqnan-
lo una estipularan nova, feita de commum accordo,
nAo annullar o Iralado de 1777.
Nao so o direito natural e o direito consuetudina-
rio das gentes dAo ao Brasil o direito de regalar u sua
vonlade a navegacAo da parle do Amazonas que lhe
pertence, senao que os iratados pblicos consagra-
ran! solemnemente esse direilo.
pre
liminar necessario, lie delini-la. Ao ver-se o cuida-
do com que o aulor da memoria o tmazonas en-
volveu a sua theoria uas mais espantosas contradic-
roos crer-se-hia que leve vergonha de exp-la
toda a luz.
Ora pode a abertura do Amazonas para as rep-
blicas hispano-americanas, ora falla cm nome do
mundo inteiro; mas no sen arrazoadoa favor da Bo-
livia ou a favor da humanidade, nunca se esquece
de marcar para a UiiiAoAmericana um bomquinhAo
as vanlagens que elle reclama. Reronhece s ve-
zes implcitamente a soberana do Brasil sobre seus
rios interiores; depois exige imperiosamente como
om direito absoluto o que sollicilava como um
favor.
Do meio de lodos estes rodeius, de lodas eslas am-
hkiiid.-n es, sahe urna pretenrAo iuaudila. A nica
conclusAo que se pode tirar da memoria do Sr.
Maury be que lodas as naees tem direilo de nave-
gar no Amazonas como no alio mar. A prctenro
nao he por certo destituida de importancia, e me-
reca ser apoada em algumas razes, err, alguns ar-
gumentos. O Sr. Maury pensou que bastnvt a sua
aflirmativa.
Empresa elle um meio mais commodo do qae l-
gico para assentar a sua doutrina; urna phrasc vaga
e invariavel serve ao mesmo lempo de prova a lo-
das as suas as.erros o de resposla a todas as objec
coes. Sustenta, por exemplo, que a nacao proprio
aadas nascenles de um rio lem direilo a navega-
CAo desso ro al a foz; mas n.lo perde o lempo em
demunstrar sua aflirmaliva; conlenla-c com dizer
que esta prelencAo be conforme justira, polica
do commercio, s luzes do secui> e aos principios
do direito natural das gentes. Reivindica para to-
tas as naees em geral. e particularmente para os \
Estados-Unidos, a facnldaile do entrar nos rios do
Brasil; mas be ainda em nome dajFiMfica, da ciri-
lisaco, ii dos principios eternos do aireilo. Se pre-
londe que o Brasil, fechando a entrada do A mazo- .
as as ht-ndeiras eslrangeiras, insulta o povo aineri- e" "Prendeu o ponto daS ciiiiiicnr.a.dc la.
cano. he sempre em nome da justiro, da cvitisunlo ***** '"e-0 "?> 'mha psxe
e do direilo Mas quanlo a estabelecer claramente
os principios que indica, he no queo Sr. Maurx
parece que nem pensou Dir-se-hiaque emprehen-
deu a larefa de merecer estas severas palavras de
Benlham: NSote pode^disrorrer com phanalicos ar-
mados con o direito natural, que cada um entende
como lhe conven), do qual nao quer ceder nem sub-
Irahirnaca. que he inintclligivel e ao mesmo lempo \ ,'|'s'a^ru"a
inflexivel (27;. "
23 CotivenrAo sobre o direilo da pesca das duas
naees, conforme a convcncAo de 30 de novembro
de 1782.
(211 Discurso de lord Aberdeen em 17 dejunho
de I s 5,
(25!) B'rakershoek, De rebus bellicis, cap, 10.
gados do Danubio, e pelas reseas reunidas i,as
provincias meridionaes, e animado pela presen, a
dos graos duques Miguel e Nicolao, alaron hontem
a direla da posicao ingleza em frente da prara, O
exercilo inglez sustentou o combate com a man no-
lavel firmeza, sendo coadjuvado pela divisAo da ce-
neaal Bosquel, a qualajwlrjou com admiraxel valor,
e pelas tropas que se arhaxam mais parlo, (I inimi-
go em muilo maior numero do que naa, relirou-e
com enorme perda, calculada em 8,0tKI uu '.l.uio ho-
mens. Este confhclo desesperado dnrou todo o dia.
A minha esquerda o general Forsey teve de repcllir,
ao mesmo lempo, urna soriida da guarnicao. As
tropas, enrgicamente dlricidas por elle, repelliram
o inimigo al a prara, e rausaram lhe ama perda da
mil homens. Este grande da, nAo rompa.lo sem
perda pelos alliados, faz a maior honra as iiossh
armas. i>
A accAo summariamente referida pelo despacho
cima mencionado foi disputada rom maior vehe-
mencia e desespero. Desde os prunciros i,r, de
inosqiielaria qne foram disparados, e pelo interme-
dio dos desertores que chesaram, podemos rnmpre-
hender o xerdadeim eslado do exercilo rusto retali-
xamenle sua torca effecltva, e enlao nos foi pos-
sivel calcular os reforcos que elle lom receblo ur-
cessivamenlc depois da hnlalha do Aira
alguns contingente- da costa asitica, de korlcb a
Kalla; 2. seis baUlhos e alguns Oeslacamentos de
raarinheiros de Nicolaiell; 3. qualm balalhe. dea
co-sacos do Mar Negro; 1. srande parle do exenta
do Danubio; 10, II e 12. algumas dms-.es <;e in-
fantaria. formando o 1. corpo, -oininaudado pelo
general Dannenberg. Ellas tres dixi e facasa Iran-
portadas por diligencia*, rom .i artKhara, de 11
sa a Simferopol, cm poucos das, linalmenl rhe-
garam os grAos duque, alterad c Nicolao, cuja ara
sanca Ao poda ieixer do entho*.raiar o iiaiiWa.
que forma com a guarn, ao ,1c Sefclltepol a souima
de qua-i llKJ.Ofln hosoeiw.
I o nestas comilones que l.i.tHKl homens desle
p.....
orcupar com torcas siiflrienles. Apenas K.OOt* 1n-
glczes lomaPfc-n parle na acrao, pota que o resto
e-l.na empregado'nus Irahalhos do |se |o; -n-ion-
laram denodadamente o alaque ale. que o general
Bosquel, rliegaiid'n Cora urna parle da sua d
prestou-llie- tal roidjuvaro que asieg ,, ||IC,
Iriumpho. Nusuem sabe o que atis se dexe lo-
xar: se a enrgica Arnera com que os nos. atlia-
ilaram por muilo lempo o exalto, oo se
o vigor inlelligenlc desenvolvido pelo griir-i'al llea-
l-oi pata evitar a mesma exprobracjlo que come- |qnei, dirgindo una parte das bu., las BaoAaUa
Camas reaordaada nregris do direilo internacional
sobre a navegacAo dos rios. Tendo partido de urna
base lixa, chegamns a una conclu-Ao inteiramente
opposla da memoria do Sr. Maury.
d'Autemarre, alim de atacar
tenda alera dolas a direla.
instigo, que sel
O 3. regiment de /.ouaxes, sob o enramando df
rhefes ,!c tafafMe Monlaudon c Du h., ahi jusli*-
(26) .Vola de 22 de julho de 1823 do Sr. I.lams ao
Sr. Hush.
(i) J. Benlham. SIaneiras falsas de discorrer llera natofacio ata Awtmznm.
em materias de legislara. \ ,29) Grotius. Ihrro 2, cap. 2,; i.
28 O Sr. Moraes Aula, re.r re.po.ia rt mt-
0 lenle JJaWy oore as lanlugent i*
UiiTitiinn




DIARIO DE PERNJURBUCO SEGUNDA FEIRA 8 DE JANEIRO DE 1855.
s
a?
s
I
.
caramda man eir mais assignalada a velharepularao
da arma. Os c amadores d'Algeria, commar.dados pelo
rornnel Wini iilcn; um lialallio do 7. de infantaria
ligeira, lendo trente o commandanln Vaissier; e
06. regiment de linha dirigido pelo coronel Ca-
ma, rivalisar im com elles em valcnlia. Tre vezes
cruzaran) as bayonetas com o inimigo, o qual so-
monte cedcu o terreno depois do lerceiro ataqu,
em que deixnii-o janeado com o seu* morios e fe-
rido. A arlilharia pesada dos Kussos e as sua* pe-
cas de rampai lia eram inui superiores em numero, c
oceupavaro u na posico que nos dnminava. Uuas
hateras ncavallo.de que era commandante dla
Bou-siniere, e una balera da 2. divisao de infanta-
taha, comin.ii ilad.t por Itarral, lodas sob as ordens
do coronel Forgeol, coodjuvado pela artilliaria in-
gleza, sosten! iran a lula durante todo o da.
O inimigo ielimu-se, dcixando apos s mais de
tres mil mor! is, grande nuimrro de leridos, alguns
centenares do prisioneiros e varios caixes de pl-
vora, as iiiao* dos alliados. A perda do inimigo
pode ser calculada da 8,000 a 10,000 homens.
Ao passo qie Tactos se passavam a direitii, cerca
de 5,000 homens da guarnirlo li/.eram orna vigoro-
sa surtida sobr 1 a esquadra da nossa linha de ataque
do assedio, protegidos por denso nevoeiro e ao longo
dos fossos que lites faeilum a aproximarlo. As tro-
pas oceupadas as trinclieiras. sob as ordens do ge-
neral de 1 Mclterougo, marebaram contra o inimi-
go, que j linda invadido duas das nossas batterias,
rpellirau-nii, matando mais de "200 homens no re-
cinto deslas buleras. O lente general Forey .
que commanda o corpo do assedio, chegou por meio
de rpidas e se eulificas evolucOes com as tropas da
i." divisao em soccorro das suardas das triucheras,
e ella proprio inarchou frente do 5. balalho de
catadores a pe. Os Kussos, repellidos ao longo de
toda a linha, si retiraran) precipitadamente para a
fortificaran, com perda consideravel, quando o ge-
neral Lourmcl, vendo-os fugir dianle de si, levado
por urna valenta cavalleirosa, lancou-se precipa-
damente na retaguarda delles rom asna brigada, e
rabio ferido deaixo das muralhas da fortificaran.
O general Tere;' leve muita difdculdade em lira-lo
da mu avancanii posicSo em que, cedendo ao im-
pulso da sua superabundante coragem. Iiavia collo-
cado a sua bridada. A brigada de Aurelle. que
oceupra excedente posicSo a esqnerda, cobrio-lbe
a relagarda, o qu i nao foi pralicado sem cerla per-
da debaixo do logo das fortificarles. O coronel
Niol, do regiment "ti. de linha, que perdeu os
seus dous chefes de batalhao, lomou o commando
da brigada, cujo enrgico comporlamento excede a
todo o louvor. 0 inimigo nesla ultima sortida per-
deu mil homens morios, feridos ouifeilos presionei-
ros, e alm disto recebeu um mu consideravel re-
v* moral e physico.
A balalba de Inkeman, e a lula sustentada pelo
corpo dos sitiador, esparzio grande aloria sobre
os nossas soldados, e augmentou a forja moral que
os exercilo adiados sempre teem possuido. Ao
mestuo lempo oflremos perdas que devem ser la-
mentadas. O exei cito inglez perdeu 2,400 homens
morios ou feridos.unlre os quies devem ser contados
sete ge era es, Ires das quaes foram morios. O exer-
cilo francez soffreu a perda de 1,726 morios ou fe-
rinos. Temos amargamente delamenlar a perda do
general de Lourmal, que morreu depois em conse-
quencia das ferinas da balalha, cujas brilhantes
qualidades promeltiam um futuro magnifico. He
lambem do meu doloroso dever commuuicar a V.
Exc. a morle do eoronel de Camas, do 6. regimen-
t de linha, morto a frente da sua forca, no mes-
mo momento ein que se poz em contacto com o ini-
migo.
O valor das tropas adiadas, sugeitas como se a-
cham aos conftelos de um assedio de incomparavel
dftlculdadc, e <,e haladlas ajbe Irazem i memoria
as niiiores lulas da nossa historia militar, est a ci-
ma de qnalquer elogio.
Remello incluso V, Exc. a minlta ordena do
dia para a balalha de 5.Lllgne-se acceilar, etc.
O general em chefe Canroberl.
ORDEM DO DIA.
Su dados,Esle dia foi glorioso para v. '
Grande parle do exercito russo, favorecida pela
Boile e pela nevos conseguio eslabelecer-se, com
poderosa I orea de arlilharia, as emiuencias que
forman) a extrema direita da nossa posicu. Duas
divisoes de i'.irca ingleza suslentaram com a sua itn-
mnvel coustaniii que he o caracler dos nossos allia-
dos, urna lula desigual, at que parle da divisao de
Boaquel, conduzida pelo seu digno commandante,
juntamente com a artilliaria a cavado, foi em
seu soccorro, e lancou-se sobre o inimigo com um
gfSo de pericia e valor a que me dou pressa de tri-
butar aqui o maii completo testemunho.
Repelldo finalmente ateo valle do Techernaya,
o inimigo deixou no campo mais de 4,000 morios 011
feridos, leiiilu levado graude numero durante a
continuarlo da lula.
Ao passo que eslps Tactos titihnm lugar, a'auarni-
So de Sebastopol fez urna surtida sobre a nossa es-
qnerda, n queden urna oportunidade aos sitiadores,
e parlicularmcule 4.a divisao, dirigida com gran-
de energa pelo general Forey, para dar ao inimigo
urna licao severa. As tropas que embargaram a sor-
lida deram provas ce uina energa que nSo augmenta
pequeo grao a gloria que ellas j leem conseguido
por meio da constancia com que h'o supjjorlado os
arduos, mes heroicos trabadlos do assedio.
Eu podera nomear todas as divisdes, os soldados
de todas as armas c de lodas as calhegorias, que se
distinguirn.) altamente boje. Fa-lo-hei a Franca,
ao imperador e ao exercilo. Mas n mnlia intenra
hoje era agradecer-vos em seu nome, e aasevoram
vos que acrescontast graude pagina historia d^
difficl campanil.
Quarlel general em frente Sebaslopol, 5 de no-
vembro.di: 1851.
O general em chefe, Canroberl,
REI.ATORIO DO PRINCIPE MENSCHIAOFF.
(Do I'nralido Rusto.)
Esla manhita, 12 de novembro, sua mageslade o
imperador receben, das roaos do capitn de cavada-
ra,o ronde I.evascboff, o segunte relatorio do ge-
neral principe Mensrlukoff, em dala de ti de novem-
bro : Ilontem 5, foi fela urna sortida de Sebasto-
pol, do lado do baslio N. i; as tropas segundos to-
marum parle neste acto ;da 10 divisan de infanta-
ria : os regiment de Culherineboorg.Torask, e Ko-
lv vain. II.) ir divisao da infantaria : os regimen-
liis de Selinliinsk, Yakoolsh, o Okholsk. Da 16.'
divisao de infantaria : os regimenloide Vladimir,
Souzdal, e Ouglitch. E da 17 divisan de infantaria:
os relmenlos de Boulir-k, Borodino o Taroulino,
com as pecas que os soldados poderam levar, nao
obsta tile o grande I rabal lio que para esle fnn foi pre-
ciso empregar.
O commando das tropas foi confiado ao general
Dannenbcrg, o rommandanle em chefe do quarlo
corpo de infantaria.
O nosso primeiro alaque nasemliiencias foi mui feliz;
as fortificuc.es'inglezas foram lom.. : is,con/e das suas
pegas encravadas. Infelizmente riesle primeiro mo-
vimento, os commandanles das tropas, que eslavam
atacando as trincheiras e o> reducto?, foram feridos.
Ao passo qoe se verilicavant estas occurrcncias, che-
garain as forjas francezas em soccorro das inglezas.
A artimaa de assedio deslis ultimas fo'am acesta-
das no campo de balalha, e eniao ja n3o foi possivel
que as nossas pecas de campauba lulassem com ella
vantajosamenle. A numrica superioridade da iu-
fanlaria do inimigo, armada com acarluizcs. occasiu-
nou grandes ;ierdas na cavaliara, nos arlillteiros e
ofdciaes de infantaria.
Esta circunstancia tornuu impossiveis para mis
completar, excepto por grandes sacrificios de tropas,
os reductos que, durante a peleja, tinhamos corneja-
do a eslabelecer em pontnsquedominavam a posijao
do inimigo, anda na distancia da propria cidade de
Sebaslopol.
A retirada foi effecluada m boa ordem para Se-
baslopol e sobre a ponte de Inkerman.e as pecas des-
montadas foram conduzidas do campo de balalha
para a prara.
Os grio duques Nicolao Nicholaievilch e Miguel
Nirbolaievileb se arhavam no meio dcste terrivel fu-
go, apresenlaudo um exemplo de placida valenta.
Simultneamente com esla sortida o regiment de
infanlaria de Minsk, com urna ligeira balera de ar-
lilharia, sob n commando do major general de arti-
lliaria Timofeieff, cxerular; m oulra sdrlida contra
as baleras francezas, e rravaram 1.5 das suas pejas.
A nossa perda em morios inda nao he exactamen-
te conliecida, mas o numero dos feridos monta a
:V00 soldados e 101) oIBciaet. Entre estes ltimos
rontam-se o tenenle general Soimonofl, que Succum-
bio aos effeilos do ferimento que recebeu : os coro-
neis Alcxandrofl, que roinmamlava o regimenlo de
infanlaria de Calherinebnurg ; Poiistovoiloff, que
rnnimandava o regiment de infanlaria de Tomsk ;
Ribikoff, que commmtdav os caradores de Okholsk;
bario Delwic, que rommandava o regiment de in-
fantaria de Vladimir ; Vereu\kine-Sclielula II., que
commandava o regimenlo dos caladores de Boro-
dino.
O major general Kisrh nky, cliefe da arlilharia,
recebeu urna contusao doestilliaco d urna bomba ;
o major general principe Menschikoff, da comitiva
de votsa mageslade Imperial, BcOB contuso no Desco-
co ; o coronel Albedinsk%, o ajudante decampo de
vossa maseslade, c o rap'tao de cavallaria Greigb,
meu ajudanle de campo, soffreu urna lonluiao na
rabee.
O general Dannenberg leve don cavados morios
debaivn de si, c lodas as pessoas que o cercavam fo-
ram feridas.
A perda (lo inimigo n.lo pode ler sido menos con-
sideravel. e a sorlida do general Tiniofciefl custou
caro aos Francezes, porque, ao paasn que o perse-
sniam rom densan massas, se arbaram debaixo de
um fago vivo do bastillo numero (i.
Ao pantoque eslesnu vimcntoslinliam lugar,as (ro-
pas enllocadas sob o commando do principe Gortscha-
koff exerularam urna terrivel dcmoiutraro contra
Kadvkoi, < desta arto suslevo o destacamento do ini-
inigo em Balaklava u'tim estado de inacejo.
,'77ie Liverpool Mercury.)
ABATALHA DE INKEttMAN
(Do Times de honlcm.)
I.urd Kaglan refere, com digna simplicidade que
augmenta o esplendor dos seus Tedas, ums victoria
que cobre o seu exerciU- rom immortal renome, e
nm conflicto nao excedido na historia por aelos ca-
valleirosos, por inconlraslnvel paciencia, e pelo
Irtuinphn de um punliadn de bravos sobre as densas
.egicies o inimigo. O resaltado da balalha de In-
terinan servio para provar que, anda sob as cir-
cumstanrias mais adversas s novsaa IropH e mais
favoraveis aos nossos anlagunislas, tima forra que
nao excede a um terco dos exordios adiados foi suf-
iciente para resislir, e realmente destruir, as im-
meusas columnas rom que o general Dannenberg
alaron os nossos alliados, A superioridade das nos-
sas tropas, da nossa posijao, c das nossas armas nun-
ca foi mais victoriosamente demonstrada ; e os enor-
me ninnlies de cadveres russos que obstruirn) o
valle, apresenlaudo um espectculo mais lerrivel
do que nunca foi preseuciado pelos soldados vetera-
nos, atteslavam o valor e a obstinaran de um alaque
que Toi rnenle excedido pelo poder incomparavel
e triumplianle que repellio.
A iii.inha.i de.'i de novembro eslava escura em
ronseqnencia da uevoa que reinava sobre as emi-
nencias de Inkerman ; mas ja o exercito russo, aprn-
veitando-se das Irevas, dirigi a sua marcha da ex-
Iremdade oriental do assedio al n valle do Tcber-
naya. Segundo o relatorio do principe Menschi-
koff ao imperador, a forja que alacou consista de
Ires completos regimentos da 10", II*, 16*, e 17"
divisoes do exercito russo, o que motilara a 48 ha-
talhes de linha, e esla forja foi coadjuvada pela
arlilharia qoe o estado das estradas permitlia mo-
ver. Toda a operaran teve lugar sob o commando
do general Dannenberg, o chefe do quarlo corpo do
exercito, qoe linha recenlcmenle chegado com auas
(ropas da Moldavia, lendo sido conduzidas rom a
maior celeridade nos lgeiros vehculos do paiz. A
10* e 11 divisoes do exercilo russo perlencem ao 4*
corpo ; a lfi e 17* ao fi." He importante observar
que estes reforcos combaleram em Irkerman, e
chegaram ao Ihealro da guerra somenle para lomar
parle as perdas do dia, e na humiliarAo do desla-
ralo. Na crasiaoda chegada das principaes colum-
nas 1I0 exercilo russo em frenle das lindas inglezas,
os piqueles avanjados denodadamente resistirn) aos
primeiros ataques, e a canhonada acordou lodo o
exercilo para um dia de haladla Na formajao qoe
foi apressadamente execulada pelos generaes insle-
zes, em observancia das ordens previamenle dadas, a
divisao ligeira, sob o commando de Sir (ieorga
Brown, cobrio o ingreme terreno esquerda, quevai
dar em Sebastopol, ao passo que urna porjao da ler-
ceira divisao protegia as Irincheirasdo assallo da ci-
dade. A segunda divisao, sob o commando do ma-
jor general Pennefalher, avanjou ao mesmo tempn
para a frenle, onde o ataque inilia rumora lo. e foi
coadjuvada na sua bxlrema direita pelo duque de
Cambridge e pela brigada das guardas. A brigada
lligbland nao entrou na balalha, porque lcou esta-
cionada as linhas de Balaclava, oude o priucipe
Gorlschakoff teutn urna negaja contra o posto de
Kadikoi. A divisao do general Callicarl lambem se
apresenton, ficandn urna brigada esquerda da es-
Irada de Inkerman, e a oulra ao longo da margem
do Tchernaya. Tal era a posijao em que o exerci-
lo inglez esperava o mais prximo alaque do ini-
migo.
O resudado desta formojao foi, que toda a forja
das columnas russas de infanlaria, coadjuvadas pe-
las baleras pesadas as eminencias oppotlas, pri-
meramente lancou-se sobre o terreno oceupado pela
2 diviso o pela brigada dos guardas. Todava as
nossas tropas foram reforjadas nesle lugar e no prin-
cipio da balalha por dous halalliocs da divisao do
exercito francez do general Bosquct; e nao h esla
a oceurrencia menos gloriosa e memoravel deste dia
em que os soldados francezes e inglezes, peleijanio
par a par, se animavam reciprocamente atacavam
medida que o inimigo cahia prostrado debaixo das
suas descargas. Com ludo esla parle da acro loi o
mais feliz momenln do alaque russu. Elles couse-
guiram em consequencia de grande superioridade de
numero.expedir a brigada dos guardas de um peque-
no reduelo desarmado dimita, e foi ah que esle
valente emporqu pagou com algum do seu melhor
sanguo, Inglaterra a orgulhnsa dislucjao da sua
preeminencia no exercilo, e suslenlou uin cmbale
de severidade sem exemplo. Nao menos de 12 ofd-
ciaes dos guardas cahiram morios naquelle falal si-
tio, e mais de 19 san cundidos entre os feridos; dos
soldados perlencentes aos tres balalhes, C7 foram
morios, 386 feridos, e 9i) desappareceram depois da
aejao, de sorte que toda a perda da brigada be ava-
dada em 72 homens, ou quasi um Ierro da su.i for-
ja na manhaa da balalha. Um feilo mais cruel e
terrivel dillicultosamenle ser encor.lradn nos an-
naes da guerra, pois que ao principio os guardas c a
segunda divisao supporlaram sosinhos o impeto do
ataque. Un) assallo vigoroso foi simultneamente
dirigido contra a nossa extrema esquerda, onde qua-
Iro pecas, eslivcram perdidas por um mmenlo,
mas foram logo retomadas. A asserjao do prnci-
pe Mens'oikoff de que 11 das pecas malezas foram
encravadas pelos Russos he lotalmenlc destiluida de
fundamento.
Ao passo que estes ataques tinham lugar, Sir Geor-
ge Calhcart praticou urna denodada, mas infeliz, len
lativa para cercar o flanco do inimigo, descendo ao
valle do Tchernayamanobra que nao s nao leve
bom exilo, em consequencia das vanlagens da posi-
jao russa as eminencias, mas lambem desgrarada-
menle cuslou a vida ao valeroso e experimentado
commandante da quartav divi.ao, ao passo que o br-
gadeiro general Trreos lambem era severamente
ferido. O despacho de lord Ragln deixa-uos na in-
certeza quanlu au lempo exacto do dia em que estas
operaces liveram lugar, mas a balalha continuou
sem iulerrupjaodesde o nlvorecerdeuma manhaa de
novembro at depois de meio da, quairdo as pri-
meiras massas pesadas do inimigo comejaram a reli-
rar-se. O principe Meusrhikoll ntlribue o mo xi-
to da empreza severidade do fogo da uossa arlilha-
ria de assedio, a qual, diz elle, foi dirigida sobre as
tropas russas, e a sanguinaria precisao dos arcabu-
zes do exercilo adiado. A.|>erd-d_os Russos he re-
pnlada por elles propros como mui araude, ma he
calculado por Lord Ragln que elles fiao dexaram
menos ."i.tHlii morios no campo de bal ha, e que os
seus feridos e extraviados niontam a O,O0X). Esla
excessiva e lerrivel carncheina comprelicule-sc ccyii
mais facilidade, quando nos recordamos que as den-
sas columnas do inimigo esliveram encerradas du-
rante lodo odia em um estrello valle, e exposlasnos
declivios das colimas oppnslas, onde lodas as badas
das nossas pejas causavam um cililo irresislvel.
Releva que aguardemos ulteriores informajes
que nos habililctn a appreciar mais correctamente
os resultados provaveis desta aejao; entretanto estes
pontos anda suggerem urna ou duas observajes.
Lord Ragln presume que as forras do inimigo se
elevavam a 60,000 homens; o relatorio do principe
Menschikoff parece admillir 40,000 no ataque diri-
gido por Dannenberg, mas ataques simultneos lam-
bem liveram lugar em oulros ponlos, e com forja
consideiavel. Verdade he que somenle urna peque-
a porjao das forjas adiadas se oppoz n c-le enorme
corpo de tropas, e, extraordinario como deve parecer,
somenle 8,000 do exercito inglez e 6,000 do francez
lomaran) parle na lula. Na retirada dos Russos era
impossivet segui-losal desbarata-los completamen-
te, porque se collocaram ao mesmo lempo sob o abri-
go das suas pejas as eminencias e nos fortes. Mas,
posto que scmelhante acrao nao podesse ter resulta-
dos decisivos no senlido ordinario-do vocabulo, esla
feliz resistencia dos nossos exercilos a 19o poderoso
ataque leude a destruir as apprehensOes relativas i
seguranja do exercilo al que cheguem os reforjos.
Isio prova que urna pequea forja dos exercilos al-
liados pode sustentar urna forte posijao contra qual
quer numero do inimigo, e, posto que a necessidade
destes reforjos, em favor dos quaes temos clamado
com lauta vehemencia, retarde o progresso do asse-
dio, nao podemos duvidar que o exercilo que pele-
jou em Inkerman seja capaz de sustentarse a si
proprio, at que. .-impamente reforjado, possa ata-
car com a certeza de Iriumpho.
as provincias do sul. A expeejao de um on entro<
despacho, foram destituidas dc'inleressc as noticias
recebi las, e pur isso dispensamo-nos de as reca-
pitular aqui.
Os apaixonadns de Sebastopol conlinnam victi-
mas da mais penosa anciedade, arrepelando-se lo-
dos com a iulerrupcan das viagens dos vapores in-
glezes, que regularmente os alimenUvim. Todava.
anda esla semana livemos nolicias da guerra do
Oriente por um navio inglez, chesadocom 37 dias
de viagon), c es-as noticias embora puncas, foram
de alta importancia. Urna grande e cruenta hala-
dla foi peleja.la pe|,.s alliados e Russos junio de In-
kerman, conseguindo aquelles repcllir a estes para
dentro de Sebastopol. Os Kussos tinham recibido
consideraveis reforjos, e os adiados, ruja sluajao
torna-se cada dia mais critica, eslavam esperando
pelos seus, para tentaren! o assallo das forlifirajocs.
Ora, ludo islo s servio de redobrar a impaciencia
e anciedade dos nossos apaixnnados curiosos.
No dia 4 foram encontrados 11a freguezia da Boa-
Visl.) dous cadveres : o de nina predi que morrera
10 desamparo na la do Mondego : c o de um par-
dinho na ponle grande da ra da Aurora, com
ama cordi alada ao pescoeo, lendo aquella um li-
jlo amarrado, l'rocedcndo-se vistorio, declara-
ram os facultativos que a primeira morle fora na-
tural, masa segunda o resultado da violencia. Dous
crimes lilbos da falla de caridade, e um dos quaes
somenle he punido pela le humana !...
Enlraram 21 embarcaces, e sihiram 11.
Rendeu a alfandega 33:5449909.
Falleceram durante a semana 37 pessoas, a saber:
fi homens, !) mulberes, e 1:1 prvulos, livres; 7 ho-
mens, 1 mulher c um prvulo, escravos.
RSPARTIQAO DA POLICA.
Parle do da ."> de Janeiro.
Illm. e Etni. Sr.Parlieipo a V. Exc. qne, das
11 inrenles parlici paros boje recebidas nesla re-
partijao, consta que loram presos :
Pela subdelegada da freguezia de S. Frei Pedro
Gonjalve, os marojos inglezes Jonalhas Thomaz c
Wihilii llenry, a requisicao do respectivo cnsul.
Pela subdelegada da freguezia de Sanio Antonio,
o pardo Amaro, csrravo de Jos Francisco da Costa,
por espancar outro escravo.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Visla, o
pardo Jo,lo llnrlcnrio Malhias, por criine de feri-
menlos, e a prela Mara, escrava sem declaradlo do
niolivo.
Pela subdelegacia da freguezia da Varzea, a parda
Hilaria Mara da Conceij.lo, para carrccjAo.
E pela subdelegada da freg)iezia ila Muribeca,
Miguel F'rancisco dos Aujos, para averiguajoes po-
ln, ie-.
' Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de Pe--
nambuco 5 de Janeiro de 1K.V>. Illm. e Exm.
Sr. ronselheiru Jos liento da Ctiiiha e Figueiredo
presidente da provincia,O chefe de polica, f.ui:
Carlos de I'aia Teixeira.
REI.ACAO DOS BAPTISADOS DA FREGI K/.IA
DE S. AMONIO DO KECU-'E, DO ME/. DE
DE/EMBRO DE 1854.
Aos 3. Auna, branca, nascida a 2 de judio do
rorrenle auno.
Aos 4, Eugenia, branca, nascida aos 10 de julho
do coirenle auno.
Aos 6. Eleodoro, pardo, ii3scido a 3 de iulbo de
1836.
dem. Maria, branca, Santos leos, nascida a 17
anuos.
Aos 7. Manoel, branco, nascido a 24 de abril do
coi rente auno.
Aos 8. Maria, branca, nascida a 16 de oulubro
do correle auno,
dem. Jo.lo, branco, nascido a lo de agosto do
correle auno,
dem. Albino, branco, nascido a 27 de junlio do
corrente anuo,
dem. Maria, branca, nascida a 22 de mareo do
crenle anno.
dem. Amelia, branca nascida a 28 de maio do
correle auno,
dem. Jo.lo, branco, nascido a 6 de julho do cor-
rente auno.
dem. Joao, pardo, nascido, a 8 de agosto de
1852.
dem. Maximia, branca, nascida a nove de ju-
dio do crrenle anuo,
dem. .Manoel, branco, nascido a 20 de setembro
do rorrenle anno.
dem. Maria, branca, nascida a 3 de abril d o
crrenle atinono.
dem. Joao, branco, nascido a 7 de marro do cor-
rentj anno.
dem. Adriano, pardo, nascido a 3 mezes.
Aos 10. Lora, prclo, escravo, nascido a 23 de ou-
tubro do corrente armo,
dem.Hermeliuda, branca, nascida a 6 mezes.
dem. Edovirges, parda, escrava, nascida a 17 de
oulubro de 1852.
dem. Marta, preta, escrava, nascida a 15 de
marjo do rorrenle anno.
dem. Srvalo, branco, nascido a 3 mezes.
dem. Manoel; branco, nascido a 21) de marro do
. correle anno.
dem. Antonio, preto, escravo, nascido a 5
mezes.
dem. Jos, pardo.spb cundido 110,nascido a 13 de
oulubro de 1815.
Aos 15. Joaquiii, nascido a 20 de maio do cor-
rente anno.
Aos 17. Thereza, branca, nascida a 8 de feverei-
ro do corrente auno,
dem. F'loriano, preto, nascido a 16 de oulubro
do correle auno
dem. Joao, branco, nascido a 2 de agoslo do
correle anno.
Ider*. Auna, parda, escrava, nascida a 6 mezes.
dem. Graciana, parda, nascida a 18 do correnle
niez.
dem. I rajan 1. nreln.Santos leos, escravo. nas-
cido a 13 de judio do corrcnleanno.
Aos 23. Laurinda, parda, nascida a 9 anno.
Aos 24. Constancia, parda, nascida a um mez.
dem. Mtlilina, parda, nascida a 15 de setembro
do corrente anno.
dem.Rosa, parda, nascida a 31 do corrente
mez. ,
Aos 15.Constancia, nascida a 26 de agosto do
correle,
dem.Joaqun), branco, nascido a 14 de junho
do correnle anno.
Aos 30. Joao, branco, nascido a 14 mezes.
Aos 31. Filippe, prelo, escravo, nascido a 2 an-
uos, baplisado suli condilone.
dem. Gerlrudes, prela, escrava, uascida a 27 de
setembro do crrente anno.
Ao todo 41.
Freguezia de Sanio Antonio do Recife 31 de de-
zembro de IN.'ii.
P. Joao da Cotia Itibeiro. Pro parodio.
ees seguinlos. O cerebro, 011 para di/.er melhor, as J nature/.a dos deoses como vendo e ouvindo por toda
FERMMBIJCO.
RECIFE 6 DE JANEIRO DE 1855
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
I.ma boa nolicia temos que dar aos leitores, e fol-
gamos de eslrear com ella a nossa revista em o novo
anno que vai correr.
No dia l.i, dia da Circuracisao do Senhor, pelas
nove lloras da manhaa, achando-sc a igreja da Pe-
iil)i apnhada de povo, apreaenlsu-ta o Dr. Eduar-
do Srrader, prussianonatur.il de Berlim, do idadede
28 anuos, para solemnemente abjurar ao p do al-
tar a seda lulherana a que perleucia, fazer a pro-
fissau da f calhollca, e depois de abiolvido da ex-
communhao, receher o Sacramento da baplismo,
entrando assim no numero dos tille- da verdadeira
igreja.
Decentemente ornado o templo, o acezas as ban-
quetas de lodos os aliares, o Kev. prefela do hos-
picio, com aulurisacan do Exm. prelado diocesano,
sentado em urna cadeira dianle do altar mor, rece-
beu do convertido a abjuraran de sua seila, e pa-
lavra por palavra a profissao da fe, absolveudo-o da
excommunban. Concluido esle aclo interessanle,
declaran o R0\. prefeilo, que a Dr. em medicina,
o Sr. Eduardo Srrader, desejava receber o haptismo,
achando-sc presentes como padrinhos o Exm. Sr.
harto de Suassuna, e como nmlrinlia a Exma. Sra.
I). Francisca Tbcolonia llarlerv, mulher do Sr. Ni-
colao Ilarlery ; ao que seguio-se inmediatamente
a respeclva ceremonia.
As 10 horas e inea reliravam-se lodos osasssten-
tcs, admirados da modestia e contentamento do
convenido, e fortcmenlc locados do Iriumpho da
religiao calbolca em o 1." do anno de 1855, dessa
mfl universal que assm acolbia em seu telo mais
um filbo, deixando nos corares dos prsenles nina
das mais gratas e edificantes mprcsses.
O Dr. Eduardo, que boje se chama Francisco,
veo da Europa como medico dos regimenlo* ade-
maes encajados pelo Exm. Sr. conselhciro Sebas-
liao do llego Barros, e do Ro de Janeiro passou a
esla cidade, onde reside ha qualro para cinco me-
zes. Durante esse lempo frequentou a igreja da
Penba. sendo ahi Instruida no dogma catholco por
ordem do Exm. Sr. hispo, e finalmente, por despa-
cho de S. F^xc. recchido na igreja e baptizado, como
se araba de ver.
Passando a oulra ordem de fados, temos de men-
cionar aqui dous incendios oceurridos esta semana,
que mudos consderam como man agonro dos futu-
ros sueecssus do novo anno, c que nos desejaramos
fosem anlcs reputados como advertencias para maio-
res cautelas.
Em nosso n. de i ja demos cunta desses tristes
aconlecimenlos. e por isso abstemo-nos de os recon-
tar. Dizem-nos que a fabrica ele distilarao incen-
diada escapara por vozes sorle que iillimamentc
leve, e que a fabrica de charutos pertcnce ao mesmo
dono da da ra eslreila do Rosario, oude anda n.lo
ha muilo lempo botivo um cornejo de incendio,
lamben) por causa de urna estufa lida com pouco
cuidado. Foi miseravel
sentaran)
BELACO DAS PESSOAS FALLECIDAS. NA
FREGUEZIA DE SANTO ANTONIO, EM DE-
7.EMBRO DE 1854.
Joao, pardo, lidio de Agoslinha Maria da Concci-
ceijao ; 2 anuos. Pobre.)
Maria, crioula, escrava de Ignacio Nery da F'on-
ecca ; 28 anuos.
Auna Mara Ferreira, crunla, solteira ; 25 an-
nos.
Frunrelino Jos Joaqum Corroa, pardo, casado;
25 anuos.
Joaquina Florencia de San!'A una, parda soltei-
ra ; 30 annos.
Manoel, branco, filho de Luduvina Alvcs de Al-
monta ; 8 dias.
Julao Porlclla da Silva, pardo, casado ; 50 annos.
Bemvinda, Africana, escrava do F'rancisca iTheo-
dora F'erreira ; 26 annos.
Antonia, branca, lidia de Julia Rosa de Almeida ;
13 mezes.
F'rancisco F'ernandes de Sonza, branco, solteiro ;
16 annos.
dem, mendigo, i Pobre, i
Lourcnca Maria da Cuuceirao, parda, solleira ; 60
annos.
Adclaide, branca, lidia de Julia Rusa de Almeida
Pinto; 3 aiin-i-.
Clara, parda, lidia de Seraphiua Maria Felicia ; 4
mezes. (Podre.)
Antonia Umbelina Martin-, branca, solteira ; 37
annos.
Theodora Mara Figueiredo Souza, parda, solleira ;
30 annos.
Joatini, branca, lidia de Felismina Maria da An-
nunciarao ; mezes.
Maria da Assompjao. crioula, viuva ; 60 anno.
Antonio Honorio de Carvalho, branco, casado ; 41
annos.
Domingos Jos Rodrigues Braga, branco, casado ;
15 annos.
Joaqun), branco, filho de Lucio Antonio da Cu-
nha ; 5 annos.
Matheus dos Sanios. Africano, liberto ; 35 annos.
Manoel Jos Marques de Abreu, branco, solteiro ;
28 annos.
Anglica Maria da Conceijao, crioula, solteira ; 50
anuos.
Maria, branca, lidia de Maria Carolina Moreira de
Jess ; 1 dia.
Berlholeza Mara da Vera Cruz, crioula, solleira ;
10 annos.
Francisco, branco, filbo de Francelina Bandeira
de Mello ; .") annos. (Pobre.)
Antonio Jos Tbeoduro, pardo solteiro ; 30 annos.
'Pobre.)
Paulino, branco, lidio de Manoel Jos do Amaral;
8 dias. (Pobre.)
Genuino, pardo, filho de Lourenjo de Santiago ; 8
_ annos, (Pobre,)
Um prvulo, ignura-se. (Pobre.)
I lamina Maria Claudina, parda, solleira ; an-
uos.
Joan, crioulo, escravo de Maria Cedrina ; Olannos.
Padre Leonardo Joo {reg, prioste.
diversas parles do cerebro cspalham o fluidoeleclrico
nervoso por intermedio dos ervos, tanto os da sen-
sibilidade como os do movimenln, al aos msculos
que sob o imperio da electricidad-! cotilrabem-se ou
relaxam-se. Os lendes, os ossos. e as parles soli-
das do corpo srrvem depois de curdas ou de calibra-
dores para Iransmitlir o modificar meratiirainenle
es-,i f.irja produzida pelo impulso originario do ce-
rebro. Pode observar-se nos bellos Irabalhos de M.
Magendie o fracrionamenln sucressivu das diversa
'acuidades a prnporraoque parali/a-secslaou aquel-
la parle do cerebro. Parausada a parte anterior, o
animal nao pode mais recuar ; anda para dianle.
Parausada a parle posterior, recua sem cessar. Em
oulros casos nao pode mover-se seno rollando para
a direita ou para a esquerda, saltando, arrestndo-
se, ou al girando sobre s me>mo. Existe um fio
pelo qual o cerebro transmute suas ordens. Pde-
se lambem suprir em mudos casos as eominunica-
[Oea nervosas, substiluindo os ervos por los ou
conductores melallicos de eleclricidade. Dcixo em
silencio uniros mudos fados lao curiosos como im-
portantes.
Assim einqtianto os seres vivos necessilan em-
pregar um appaielho lao sabio, ln complicado, lio
delicado, 13o bem ordenado, para fazer moviuienlo
segundo a voulade ou anlcs is ordens da vontade,
queran! fazer-nos arredilar que pode-se ohter direc-
tamente, sem intermediario, sem iienbum dos meios
empregallus pela nalurcza, movimcnlos contra -uas
les : be p mesmo que querer ganhar na lotera sem
ter bilhetp (1).
l'assemos agora ao su ppnslo lado religioso da ques-
illo itas pretendidas apparicoes sobrenaturaes. Direi
piimeiimenle que au pardillo absolutamente 0 re-
reio de qoe o demonio, o principio do mal, espere
os liis no canio de urna mesa niovel como o assas-
sino no canto de um bosque, e nesla posirao extra-
vagante arme emboscadas talaos a sua f e a seus
punripios religiosos c mnraes. Todava aprovo inui-
lo os escripias cheios de alia sabeduria, pelos quaes
os rheles de nossa igreja leem previ nido os rbrisiaos
contra os pericos da superslicao.Estas advertencia,
dignas a lodos os respeilos da elevada posicao do cle-
ro secular francez, nada me dexam a dizer a esle
respeilo. Nao ha talvez neiihum arlo dessa cortio-
rajto, cujo poder director be lia extenso, que lenba
provocado approvacan mais geral c ausencia mais
coinplela de riclamajes interessadaa.
Agora se noscamposcomo as cidades, as mesas
dansantes sao interrogadas rom perseverancia, con-
sultadas com ruulianra -ubre os negocios da vida mi
sobre as esperaucasdo futuro, se mesmo inconveni-
entes gravea podem resultar dos medianeiros de bai-
la ou alta rspbcra que fastm fallar as mesas, re-
lliclamosque uamoredo mar,ivilhoso,a euriosidado e
a esperanja, a impaciencia do aguardar o futuro -Ao
elementos que entram u'almi humana. Nao cuide-
mos em mpprimir, mas em esclarecer as nelinajoes
do ccrarao, e deixemos i lei a tarefa ilc reprimir os
aclos de artificio ou de espoliajo previstos pelo eo-
digo nos casos bem definidos do exercicio de feilica-
ria, magia ou app;.rii;es sobrenaturaes. Se fos>e
pieciso mais umu experiencia para couhecer quanlu
o corajao humano be accessivel ao ascendente co
mar tviiboso, bastara laucaros odios sobre os effei-
los que produzio as vastas provincias da Uniau Ame-
ricana urna apparijao cuja origen) foi o brinco de
un) menino ventriloquo que diverlia-se em respon-
der por meio de pancadas dadas no muro, na porta,
na viilraca ilu quarlo, c no pao da cama s palmadas
dadas per ana irmaa ou por elle propria, fiugn.io
ordenar ao espirito que seguisse suas indirajOes.
K--a linda farra de M. Cumie, de Robeito Iloudin e
de mudos oulros, interpreta.la ao arbitrio dos espi-
rito) mais positivos, porm os mais independenles d >
mundo, islo he, dos habitantes dos Estados-Unido,
lorna-se um immeuso aconleciuieulo. Apaiiona os
habilantu de nm paiz mais vaslo que a F.ur.ip i. e
quas laopovoado como a Franca. Trinla mil sub-
idlos ou medioneiros commuoicam-sc com os espi-
rilos bale '.ore-, elevando-se actualmente a numero
do; medioueiros a sessenla mil. Vapores lgeiros,
luzes pliospboricasapparecein e seguem os espirito.
Conversam com as almas de seus avs; e com os gran-
des homens que foram pela nlelligeiicia e pela ae-
jao os avs de loda a liuinanidade. Emliin esle fre-
nes, esta epidemia mural suslcnla-se por alguns an-
uos c invade depois toda a Europa. Qoe causal
que effeilo principalmente alten leudse que nao
ha nada de novo uessas apparijes americanas.
Oulros exemplo) alui dos exemptoi de acjes
ph.sicas provam bastante que a imaginaran nao co-
nhece impossiveis. Assim, depois da revolujao de
1830 grande numero de homens serios occuparain-se
com quesloes religiosas, c com us meios de chumar a
pratica* que julgam uleis mudos espiritos ele-
vados. Tralan de inlrodu/ir em Franja o uni-
(arismo iiiLlez e de elevar lemplos a Den- smenle.
soi Deo. Sonliao com a fralemsacAo de lodos us
nidos, e a admitalo do novo pproximando-o do ca-
Iholicismo, e pcohibindo-lhe todo o proaelitiamu.
Mudas pessoas cbamaui o novo cullo deUmo ehrit-
lao ; he a religado natural com o evangedio, he fi-
nalmente Indo quanlo parece mais adaptado is lu-
zes ilo secuto. Os fados succedem-se, e o que resul-
ta dn mnvimenlo religioso de ISIO he o ansmu-
nisino, essa saturnal pliilusupbca, palilica c religio-
sa que se encoulra com lodos os elementos eonstitn-
tivos d'alma humana,e que todava acba adeplus as
classes mais illuslradas da socedade Maia larde a
liberdadeconqislada pela revolujao de 1818 gera
projeclos de orynisaeao poltica menos applicaveis
anda ao homeru.que os projeclos dos san-smonia-
nus. nanlo.is mesas daiisnnlese todas as mais pre-
lenres dos partidarios dasmanifeslajes. pens que
a socedade de boje os lem tdo por baixo prejo ;
porm eu quereria antes o bom senso puro c sim-
ples.
VII
Ouaes sSo pois, em resumo, as regras de racioci-
nio que devem guiar-nus para a invesligajao expe-
rimcnlal das leis as sciencias de observajao '.' ,2
Nao estamos mais no lempo em queallribua-se a
aejao immediata da Divindade tudo qnanto pareca
extraordinario Ha nalureza. Os asiros, os meteoros
eram guiados por poderes superiores. Jpiter pre-
sidia i chuva, au lempo sereno, e principalmenle ao
Irovao. Cada meteoro dava um nome divindade :
havia Jpiter plucioso, Jpiter dominador das mi-
ren, Jpiter taante, Jpiter sereno. J a philo-
-upliia dos anligos admillira como regra que nao
conviuha recorrer acjilo immediala dos deoses sc-
nao quando estivesse averiguado que nenhuma cau-
sa natural poda explicar os phcnomcuos. Pens
que ninguem hoje raciocinar de outro modo. Des-
de que a causa plausivel de um effeilo observado
apresenta-se sem exigir um agente subreualural, be
absurdo recorrer a esles; e mesmo nos casos em que
sem se poder precisar os efieilos de urna causa pre-
sumida, ciicunlra-se a indicajao desla causa ao lado
do fado que pode referir-se a ella, pode-se esperar
sem muita impaciencia que as relajees que os unem
deenvolvam-se cada vez mais por observajes sub-
sequentes. Assim depois de se haver entrevisto que
as mares eslavam em relarao com a posijao do sul
e da la. chegou-se finalmente ,i Ibeoria completa
dos movimeiilos peridicos do mar, devidosa essas
duas causas, e islo por urna serie de progressos nao
inlerrompidos da observajao c da Ibeoria, que mos-
Ira vam cada vez mais a ligajao do movnieulo das
aguas terrestres com a marcha dos dous corpos co-
lesles que eram sua causa e nrgem.
Na queslao que nos oceupa, urna mesa que cerca-
se rom dedo-, loma moviinenlo. Ouem se persuadi-
r que a mesa nao recebe movimeulo das nulos que
puii-nm sobre ella ? E admiltida esla arjo, como
procurar um efleilo sobrenatural para explicar um
fado 1.1o simples c lio ordinal
He evidenle quo
nesla queslao o que (levemos inve-tigar iie a niauei-
ra porque o mnvimenlo Iransmille-se da mao a me-
sa.e nao oque he causa do movimenln. Admitldo
qne fosse om espirito, poder-se-hia aflirmar que um
espirito, causa geralmenle considerado romo ligeira
e pouco compacta, leria bastante forja, bastante im-
pulso, bstanle peso para mover urna mesa pesada .'
Mas. dirao, romo nao ha de ser assim se Dos o quer?
EnISe nao lerei mais nada a diter quanlo a poss-
bilidade ; he forroso porm confesar que serla me-
lhor gosto para a pobre especie humana procurar
tima causa menos (ranscctidenle do que ir importu-
nar e perturbar o poder supremo em favor de una
socedade de gamenhos que querem recrear-se com
as mesas dansantes. Na verdade llo bom he Dos,
cuino 13o exigentes sao os homens!
e lie uina necessidade, diz Lucrecio, conceller a
SriEMlAS E ARTES.
AS SCIENCIAS OCCULTAS NO SECULO XIX.
[Conclusao.)
VI
Nao possn dcixar passarsem maior desenvolvimen-
lo o quedisse acerca da mpnssibiddadc de por em
movimenlo corpo maleriaes c pesados pela simples
o estado em quescapre- acjAo do pansa ment. Sem recorrer aqu i razSo
ilgumas bombas, servindo somenle de.de efTeilo sem causa ou de crearao de movimenln
afuyentar os circumslanles, cnlrudando-os por inu- impossivel de comprebender, oble
meros orificios, e nilo podemlo as mangas levar agua
..o ponto desejado.
No dia 3 chegou do Rio de Janeiro e portos in-
termedios o veloz Torantins, lendo deixado em paz
rvemoso que exis-
te. Deste modo nao temos que receiar nenhum er-
ro de melaphisira.
Era lodos os animaes a vontade estamos longe de
dizer a alma) produz o movimeulo pela serie de ac-
vl) Esla idea de procurar o criterio da verdade na
observajao, idea quo com lauta feliddade ha dirigi-
do os honsc-pirilos as sciencias phisieas, nAo lem
menos importancia em mudos oulros ramos de nos-
sos conliecimenlos. Um escriplor que gostava de
approximaras quesloes moraes das ques'es scienli-
Hcas Riera applirarao della a organisajao social.
o Queris regular a socedade '.' dzia M. Aime Mar-
tin ; estdaj o homcm tal qual be, lal qual deve,
tal qual pode ser ; faze leis c syslemas de adncajlo
segundo us insidelos das massas que quizerdes gn-
vernar. O hemeu, be um enl social ; fazei-o go-
zar das vantagena ila ajaaoeiaclo, e de commuuhao
dos esforcos de lodos para o bem geral. Por oulro
lado o hornera lem o sentimento da independencia ;
nao exijis porlanto delle scnAo o sacrificio
daquella parle de libenlade necessarin para a nianu-
lengaoda ordem c qoe deve pagar as vantagena que
elle relira da associajilo a queperleure. I.via como
contrario a nalureza do homcm, nao ao despotis-
mo social que lira a independencia ndevidn.ll em
prnveilo da sociedade inuitn exigente como a anar-
cbia que destrne a sociedade no inlcresse mal enten-
dido da independencia individual. Obscrvai as leis
da nalureza. Numerosos exemplo veem em ap-
poio dessos ronvclhos. Se ha direilo conleslado por
muiloa iilopislas,he o da transmissflo hereditaria da
prnprieda le da Ierra quan lu lizerdes lei para a so-
riedade. a Pois bem essa Dio trantmissabili-
dade, afaslando as populacocs dos Irabalhos agrco-
las nos dominius de mao mora, hi despovoailo a
Turqua, a Grecia, a Asia-Menor, a Svria, a Arme-
nia, e Persia, a Arabia, o EgyptO dos paizes barba-
rescos. Nesles estados nao ha propiieda-le senao dos
valores movis, e nAn Irab dba para si c para os seus
aquello que culliva c melbora os frutos da Ierra
v-sc pois rumo o melhodo experimental pode ser-
vir em mudos casos para justificar os principios so-
bre que se basea a forlc organisacao daquellas de
nossas sociedades modernas que vivera era prosperi-
dade.
(2) Um musulmauo quixava-se-ine de que nossos
mdicos n.lo fossem hakins,cuino no Oriente, o que
quer dizer que exprolir.iva-lbes o ino serem algurr.a
cous.i mgicos. Nao ouso aflirmar que o charlatanis-
mo medico que administra ao docnte a Iherapeulica
da esperanja c aconsclha a hygicne de p possa ser
iiiuitds \ezes eflicaz.
sua iniuiorlalidade na calma de paz profunda, sepa-
rados por distancia immensa dos negocios humanes,
e eslranbos inleiramenle a elles ; poique nao recej-
ando dor lignina, cima de lodos os perigus, pode-
rosa por soa propria rnndijAo, e nAo lendo absolu-
tamente nenhuma neces-idade dos niorlaes, a Divin-
dade nem se deixa seduzir pelas bomenagens iule-
reaaadas. nem irritar |ielns resenliinenlos. o V.t% o
que dizia um pa'.'Ao que precedeu ao peclo de Au-
gnsin. tem parece um conselhu aot chritlaot so-
br* i/s mesas daiuanlet.
Mas, dir-se-ha, sendo lluso ln agradavel fazer
apparecerosespiritns dos grandes homens para com
elles enlrelermns una pobre conversajao no esljlo
dos Dialoijos dos morios de Luciano un dos de Fon-
lenelle, seja ao menos permillido o inrommudar a
osles ; nAo -.lenles 1,1o poderosos, e lalvez rumo o
famoso Aniadisde Gaule seahorrejamde eslar segre-
gados da bumanidade : por i-do lalvez cslimem ler
uma dislrarcao agradavel.Pois sim. avocai as al-
masdoa moriosecnnversaicotn ellas em quanlo du-
rar vossa crtica as manifestarnos dos espirites. Se-
r um enlrelenimenlo innocente*M. Bonvasl, di-
zia uma dama da curie de Luiz XVI ao celebre me-
dico daqaelle nome, nao julgais que rae far bera
tomar infusao de flores de espiubeiro 7 Toma, se-
nhora, e muilo, em quanlo o remedio curarEm
quanlo a mesas fallaren! pelos espiilns, procure-
mos conversar ruin elles. mas atindanlos quanlo fnr
possivel que esles espritus tejan) realmenle espi-
ri(o.
Depois' do movimeulo das mesas, o pliennmenn
mais curioso he o das pancadas dadas pelos espiri-
los. Pode conceber-sc o espanto de um honieni,
que ouvindo balcrem a porta abre-a o nao encnnlra
ninguem'.' O aulor da obra ii.lituladaComo oes.
pirita commuttirii-xG ) mesas, obra de grande
merecimenlo pelo pensamenlo e ueste assuuiplo u
penaamento he ludo parece allribuir os sons que se
ouvem, os eslrondos da saraiva e da chuva que ba-
len! no* vidros, as allucinares dos te-lemunbos da)
operaces sobrenaturaes. esla supposieao muilo dif-
ficl de admitid sera fcilmente desprezada se fallar-
mos em sons vcnlrloquos, de que tralou-ee timda-
menlc na Inglaterra 1 nos E-lados Luidos, onde
procurara entretanto nao provocar approximaoo ai-
gama entre as nianifestajes dos espritus e us mo-
vimcnlos dos peioliqueiros. Assim tiestas maniles-
lares nao lem bavidn u cuidado de apresenlar as
seenas bem condecidas de M. Comle c daquelles que
fazem fallar aos animaes e aos seres inanimados.
Os cealos e as pequeas mesas de escrever teem sua
especialidade e cerlo ar de uovida.le. Porm, roin-
(pi.mio as mesas mgicas j apparecesscni na antt-
guidade, as pedral que callen) nlo se sabe donde
e as pinjas que dansain, e viram-se de nm lado da
ebaminc para oulro com as pas e os poker*, os qua-
dros que se .le-prendeni, ou cujas figuras se ani-
inam, os relosios que caiitain, em fin lodo esse ve-
dio Ireni de visos nao merecem que se reprodu/.am
buje!'Nao sera mais de admirar o ver Ittar-se de
dentro de um chapeo, que entregamos a nm peloli-
queiro, uma fritada de ovos, un um coelho gordo e
vivo, do que o produzir-sc movimenlo em lima ine-a
leve, que reno sobre si os esforcos de meia duzia
de pessoas a quera am aborrecimento nervosu cansa
Irculores harmnicos '.' Vamos -, esperemos ; as ni.i-
nife-taces sobrenaluraes nao diaseram anda sua
ud ma patavra ; concordemos, porm, que em lu-
gar de mandarinos os fazedores de milagrea inagne-
licojeiaminarem-senai academias, mellmr seria que
os mandaesemos para os Ihealret de pbbnea. Km
snmiiia, be nisso que se assenielbain mudo as ren-
nioes americanas com os aeu* medianelros assala-
riados, as suas pancadas bem distinclanienle dadas,
cojos signaos licam gravados na madeira, em fin i
lodos essas rcprcsenlacoes (pr/ormtmce) hbilmen-
te executadas que distrahem por um mmenlo nos-
sos irmaos Iraiisallanlicus dos seus uegocios, desuas
conslrucces, de sua coloiiisaco interior, de sua
arlividade mariliiiia cinlin) de seus ambiciosos
projeclos polticos. Como quer que seja, conque
fazer juslija a uma najo que cm pouco oceupar o
primeiro lugar no inundn, ia> seriamente ella ha
cultivado as grandes srcncias, as malhemalicas, a
a>lrouumia, a meteorologa c a geograpbia, quanlu
menos allenlamenle considerado es espirito* qne a
invncacan de um medianeiro assarariado fazem sua
apparijlo por meio de golpes.
Nao lerraiuarei sem observar que, urna vez que
possuimos meios de produzir sons que parecem par-
tir de qnalquer poolo dado, be intil procurar a
causa dos rumores allrihnidos aos espirito) em oulra
parle, que nao um jogo de acstica pcrfeilamcnle
condecido.
VIII
Que (levemos concluir da observacio de lodos es-
ses fados '.' Serlo reaaa as pancadas de que trata-
mus? Sin.Estes golpes reapondem as pergunlas'
Respndelo.Ouaudn passa-se a pona do dedo 00
de um lapis sobre o alphabclo, essas pancadas cor-
respondem as ledrascsrolhidas pela inlelligenria.quc
par intermedio clu subdito ou Medianeiro responde
80 interrogante ? Corresponden).Estas ledras for-
man! um senlido? Quasi sempre ; mas o ole meo
desses pedajus de eloqucncia sobrenatural nao be
nunca muiln elevado.Qurm he que produz esles
suns ? ) medianeiro.Porque procean t" Pelo iro-
eesso ordinario jmr que os venlnloquos se fa/em ou-
vir.--Suppor-se-lua porm que esses sons fossem pro-
duziilos pelo estrepito ,dos dedos do p ou da nulo ?
NAo. porque nesle.caso os sons pareceriam partir do
mesmo ponto, o que nao acontece,As mesas mo-
vem-so pela imposcao das mios sulllcientemeule
prolongada ? Siin.Qual he a causa dos movimen-
los assim produzidos e que mudas veze* s;lo mudo
enrgicos'.' lio a simultaneidade da acjSo de lodos
os esforcos combinados, quando pouco, extensos co-
mo sao, esto em seu cornejo.Sera verdade que
as mesas levanlam-se de um lado ? I.evanlam-se
pur desigualdade de presso.Poder-sc-ba depois
da operajlo fazer a mesa levanlar-se e conserva-la
no ar, em repouso. sem que se precipite ? Nao, cem
vozes nao !As indicarOes ila mesa sin intelligen-
te ? Sao, porque responden! sob a influencia intet-
ligente dos dedos poslos sobre ella.llavero alauma
cousa de sobrenatural nessas evolujoes? Nada.
llavera alguma coma de novo, de curioso, de inte-
ressanle ? Ha rauiia roosa, e bem longe estamos
anda de couhecer lodos os promcuores da Iransmis-
sAo da vontade do chefe da cadeia magntica i mesa
que obedece a lodas as ordens.O que he mislcr
para o progresso desle ramo dos conliecimenlos ?
curapre observar verdadeiramenle tudo quanlo pode
pertcncer ao caso em que a mesa parece mover-se
sem contado immedato, e se por acato alguem po-
desse suslenlar e conservar nos ares em repouso uma
mesa ou um corpo qnalquer, podera gabar-se de
haver ledo a primeira de lodas asdescoberlas do se-
cuto. Newton he immorlal por haver descoberlo o
peso universal ; aquello que por uma acjo mecni-
ca podesse sublralnr um corpo a esse peso, leria fei-
lo mais : be verdade que enlAn todo se arruinara
na nalureza ; mas que importa? Nao obstante tudo
quanlo se pode esperar da scicncia nova, declaro
que eslou inleiramenle tranquillo quanlo i sorle
futura das leis do universo, apezar de lodos os exor-
cislas de mesas e de lodosos espiritos que fazem bu-
lla.
Talvez o tom deslas conclusrs cm assumplo anda
lao controvertido pareja um pouco arrogante. Co-
nhecendu que uma queslao bem e-lab -le, i la lira
meio resolvda esforeci-me principalmente por
precisar, o que llevemos sempre refutar ou defen-
der. ^Comtudo, as adraoeslaces que em eslylo pou-
co generoso me han prodgalisado os orgaos da im-
prensa crdula deveriam fazer-me mais modeslo.
Disse em oulra parle que com sorpreza e pesar Icnlio
visto espirites de primeira ordem lomaren) a si a de-
fesa de todos os prejoisos que nossus pas havilo rc-
pellido com lana superioridade. Devo eonfeasar-
ine vencido 1 Pois bem ; acredito ao mesmo lempo
nos espiritos que balem c roramunicam se madei-
ra, nos espiritos magnticos, n'.ilma do universo
e-lreilamente comprimida em urna laboa, no elhcr,
na eleclricidade, no magnelismo, em ludo quanlo
quizercm ; renuncio a lodas as nocGee das sciencias
exaclas, passo einfim para o campo inimigo com ar-
mas c bagagens. Grande embarajo poim se me
aprsenla : para que campo devo passar, pois que
exislem tantos campos quanlns os dillerenles auto-
res ? Desle modo corro o risco de ser puxado a
quatrosistemas, oque he peor que ser puxado a
qualro cavados.
Para fallar seriamente, devo fazer menean parti-
cular da obra intitulada 'Juereet inieniesrumo
quadro fiel de experiencias expnslas em sua natural
simplicidade. Veem-se nella espiritos ou medianei-
rot que escrevem todas as ledras sob a laboa de uma
gaveta, e golpes dados com tanto vigor que depois
do choque percebese o sgnal do martelo. Fazem-
se narracoes de respnslas mal dadas c do maravilboso
abortando alguma vezes. Ijuanlo ao ensaio da Ibeo-
ria que a obra conlem, nao parero anda rclleclida
com madoreza.
O aulor de oulro eseriplo uliluladu a como o
espirilo commniiica-se s mesas, o qual cun razio
nlo adradle espirilos que fajara apparijes, parece-
me haver cquecido em suas evplicacoes os elledos
acsticos, allribuiido muda cousa a influencia mo-
ral,cuja enrgica cooperarlo alias nao deixude rero-
nhccrr com elle. Ella lem foiloproduzir pela influen-
cia mural soniculeosefleilosordinarios domagtielismo
edas inanifeslares. He um importante resudado. Im-
porla oreconhccinienlu da mesma potencia que em me-
Jieinajproduzmilagrestendo a imaginadlo por aniili-
ar. O aulor dolivro cmqueslAo faz-me a exprubrarAo
de ler apresenladocoiuo minha sua Ibeoria que nan
admite causas sobrenaturaes, e segundo sua expres-
. o. de ter ajustado ao meu p 0 sapalo alheio. Bem
podcia notar as paginas que cllecon-agra-mc algu-
ma (alia de generosidade, direilo mesmo, alsiim de-
sejo de ferir-me ; poderla tambera fa/.cr reparo so-
bre anas singulares llieonas dynami as, porrin que-
ro mies reroubeeer algum mrito as intciicoe da
M. A. Moriu sem irritar a exprobrajilo de plagalo
que me faz. Parece-me que todos aquelles que nao
admiiiem os espii ilos rnmooaoaa do movimenlo das
niesasesllo de aceurdo quanlo ao poulo principal
da questao. Porlanto, em dcixar levar-me por
odio ou anftizade, nlo duvido teimnar com urna ri-
lajAo de M. Morto, reprodnzindo algomaa liobas de
uma prnlissAo tle fem que depois de haver reconhe-
cido us effeilos nblidus sobre as mesas e com os suns,
e continua assm em lermos um pouco'duros :
N'Ao creio que as mesa gtrem. andera ou se er-
gam impedidas por um ser iinmaleiial
a Nao creio que o espirilo, depois de desenvenri-
lhar-se do involucro du corpo humano, caa na bes-
lialidade de communicar-se a um pedaru de madei-
ra, e revelar sua presenja pur excrcicins de equili-
brio IAu absurdos como indignos da superioridade
que arroga-se sobre a materia pelo juslo lilulo de
inleldgencia.
au creio que vossos fallecidos prenles ou ami-
gos presados, no caso de quererem ou puderem com-
munirar romv cn. f.issem escollier .....io lo ridi-
culo para falhr-vns pois seempregais o dia em
vossos negocios, tendea......il" para que vos insi-
nueiu ao uu\i. o aeospensamenjos, ou misino ros
apparejam.
o Os fanalsinas que povoavam os rampns de nos-
sos pas, os espectros que frequenlavam as ruinas
dosvelbns cas ello, senao irlo maia verdadeiro
quo os da mesi sabiain ao menos impar certo res-
peilo.
Os espiritos de nosso reculo lio Irislemcnle em-
bueados na iioguera, no irajn e na palissandre
,madeira rxa qne serve para embutidos' nao ins-
piran! seuAo desprezo ; e far-nos biauos desesperar
de opporjamas barreira contra a demagogia do ig-
noiMneia supersticiosa e a ollgarrhia deteslavcl dos
que qnizessem alimentar a loperatijlo para explo-
ra-'a em seu prnveilo. se o mesmo excesso do ridien-
lu dus espiritos Ibes njo devesse dar o ultimo golpe!
Eslas exprcsses rio duras,'duru< ttt bic termo '.
sero ouvidas ? Em leudo o caso,a otteritidade das
antigs fascnares huje renovadas desagradar ao
publico, que as far.i lomar para onde exi-lam antes
da criseactual. Os bomens de imaginajAo reconbe-
cer.ini que perderara seu lempo correndo alraz de
cbmeras, e os espirites sisodos bem poderiam dis-
pender o seu demonstrando a vaidade das novas cs-
peranjas consideradas sob o ponto de vista dos me-
thndos ligeros is de investigacAo. a que se tevem os
progressos de odas as sciencias que lem por base a
observajao dos fados.
Ilobinet, do Instituto.)
(Heruc des Deu.r Afondes.]
Santos, equipagem 10. carga aaanrar ; a Jo*1
Mira Bastos. Passageire Marcos Schienker.
Piula lelphia:! da*, barre americana ( unrad. de
391 tonelad.,, eapitAo W. II. SaUabor), equipa-
geni 11, carga fariuha de Irigo c mais teneros ; a
Rn-lon Bunker C.
Safio u.'ii lo nn mesmo uta.
Colingniballiale hraaikiro Sergipnno, de SI to-
nelada, mclre llenrtque Jos Virira da Salva,
equipagem6, carga bacalliaoc mais gneros. Pas-
ageirOS Dr. Jlo Barbosa Dantas c 3 esrravns,
Joo Gomes Eerreira Vellozo, Francisco Leiic Bi-
lan.-i url c 1 criado.
Sovio tbido no din 7.
Vilparai/..--Brigue haniburguez Adler, de 300 to-
nelada-, capilAo J.B-Grcll, equipagem 12, carga
assucar.
ZDITAES.
COMMERCIO.
i'IIACAUO RECIPES DE JANEIRO AS3
DORAS DA TARDE.
<;oiarfies offlelaea.
Cambio sobre Londresa 90 dias28d. a dinheiro.
Assucar majeavadomcolbido1|630 c IsbSOpor ar-
roba, e 19700.
Hilo dito superiorl>7 Dito branco someoo 1)800 por arroba.
Descont de ledras por punco lempo 10 ap titm.
Assucar n>. senvado bom>mO por arroba.
ALFANDEGA.
Rendimenlx'ndia 1 a .....33:4Uj909
dem dod'aS........I9:223tr939
52:7588818
Utf.arregam boje H de Janeiro.
Barca inglezaRotamondmercaduras.
Brigue ingle/. Blancaplvora.
Brigne bra-ilcirn/,Vr>/e gneros dn pniz.
Galera porlugnea I). FranciscoUe de palmo.
Escuna prussiana A'unralanieir.uluiias.
Importacao'.
Pala.ho nacional Sania Cruz, viudo do Rio de
Janeiro, a ordem, manifeslou o wgninle :
I62volomea barriras vatias, 16 narria oleo de li-
nhaca, iti Chapas, (> fundos cobre, 50 saceos cale,
20I Islas, 10 malas barricas c Oqiiartts biaeoitesj a
ordem.
Brigue americano Frant James, viudo de Terra
Nova, consignado a Scltramm Wbaleiy & C., ntaot-
feslou u scaoitc :
1,631 barricas bacalb.io ; aos meamos consignata-
rios.
Escuna nacional /.clozn, viuda do Rio de Janei-
ro, consumada a Isaac, inaiiifcslnii o Mgoinle :
11 raixics com azulejas, 2M volumes Pnicas va-
lias, I calilo garrafas vzias, 3 caixes chapeos, lo
rolo fumo ; i ordem.
I Calile nm ella ; a A. L. dus Santos A.
Escuna .ingleza irruir, viuda de Glasgow, con-
signada a Scluamn Companbia, maiifesluu o se-
gunte :
150 toneladas carvAo, 900 barricas cerveja ; a or-
dem.
CONSOLADO GERAL.
Reudimenloito da I a 1......3:100957:2
dem dol dia 5........I:13e37l
:i)(W)i3
IM VERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia -Ja i.......140133
dem do dia S........ 889592
(83y73
Exportacao'.
Paco de Camaragibe, biate nacional AtaM Desti-
no, ooodnxin o segunte : 00 volumes gneros es-
IrangViros, -2 dilos dilos nacionaea,
Parabiba, Lale nacional /'lar do Ilrn.'il, conduzio
O segunde :3'25 volumes gneros eslraugeiros, (O
dltea dilos, ndonaes.
I'arabiba do Norte, hi.ile nacional Conreino de
Mara, de "27 toneladas, conduzio O segunde:538
volumes gneros eslraugeiros, 59 ditos dilos nacio-
naea.
Rio Grande do Sul, brigue Santa Barbara t'en-
cedora, de 233 toneladas, ronduziu o seguinle:
(K) saceos e 1,300 barricas com 113805 arrobas as-
sucar, 3,000 cocos com casca.
Liverpool pela Parabiba, galera ingleza Atara-
leyer, de 586 toneladas, ronduziu seguinle : 1,100
mullios piasanba, 1,500 saceos com 7,000 arrobasas-
surar.
Valparaizo, brigue bamburgiiez Adler, conduzio
o seguinle : 3,000 saceos com 16,875 arrobas Besu-
car.
11ECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
IIAES DE PERNAMBUCO.
ficndimenlododia-2 a 1.....l:Or,i^V27
dem do dia 5.........ijl 41
l:::'J'i668
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlndn dia 2 a 1 .
dem do dia 5
6:0603131
1 :'J74 }176
8:0315607
PRACA DORECIFE5 DE JANEIRO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Ilerisia semanal.
Cambios- Saruu-se sobre Londres a 27:1(4 d"
por Is centra prasos, e a 28 a di-
nheiro de contado. As transaceea
lem shlo pequeas, porquanto a
praca recenlc-se de languidez pela
falla de nolicias da Europa, o que
da lugar a reeeio.
Assucar- A entrada fui graude,e anda maior
devo ser na semana prxima, por
oslarem undosos festejos do natal:
ios quaes a popularlo nao lem
abandonado, bem que nao exi-dam
dias sanios, e as estaces publicas
eslivesaem abarlas. Calcula-s* de
10 a 50,000saceos ocxislenle boje.
As vendas regularan) : os brancos
melborcs de 256011 a 2-650, sof-
friveis de 25250 a 25*00, e os or-
dinarios de 15900 a 25150, os so-
menos a I5.S00; os ma escolhidos I5700 a 13800, bom
l)*580, c ordinarios de 15350 a
15150 por a rio ha.
Algodao----------Somenle enlraram 80 sacra--, e a
venda foi deminuta a 59300 por
arroba.
Couroj Pouco procurados de 150 a 160 rs.
S>or libra dos seceos salgados,
'endeu-se um carrcgamenln a
I39IOO por barrica; eem conse-
quencia da falla de carne, os prc-
cus sau firmes, e o consumo gran-
de.
Caue-secra------A sustentara.) do prero de I5IOO a
5.H100 por arroba, tem feilo pe-
queo consumo, exislndo boje
no mercado 3,000 arrobas.
Feriaba de trigo- NAo livemos carregamenlo algum
novo, e a vendas foram regulares,
a saber: de Richmond 27>. de
Pbiladclphia 255aXXl. de Baltimo-
re 25j>, e de Valparaizo em sacros
225 por seis arrobas : ha no mer-
cado 1,950 bairicase 2,600 saceos.
Fieles Sem transare/es: ha offerecimen-
losde 60para o Canal, poim os
Consignatarios de navios exigem
mais, c be provavel oblenham,
por quanlo o arresriino do depu-
silo do assucar deve fater batvar
o prero, e animar a especularlo.
Deacoulns--------Rebateram-se letras a 10 por eenlo
ao anno, e o branco tem bastantes
fundos em ser, purera sustenta o
disconto, e ha grande reserva na
esculla das firmas.
Ficaram no parlo92 embarcaces: sendo, I Argen-
tina, 7 americanas, I austraca, 31 brasilcras. I di-
namarquesa, I franreza, 2 l-.aniburgueza'. II) bes-
panbolaa, 27 ingle/as, H porluguezas, 1 prussiana,
e 2 sardas.
MOVIMENTO DO PORTO.
Natos mirada' no dia 5.
MaranhAn e Ass do ultimo porlo13 das, ltale
brasileo Adelai;'e, de 133 toneladas mostr Ma-
noel Luiz da Suva Louretro Rolha, equipagem!),
carga sal e mais gneros ; a lufa Baalistada Fen-
- <-.i Jnior. Passageiroa Domingos Nozucira ,
llenriq,e Luiz de Campos.
Buenos-Ayres30 dias, brigue liespanhol Victoria,
de 162 toneladas, capilo L. Juliao, equipagem
II, em ladro ; a ordem.
os uhidos no mrsmo ilia.
Parabiba lliale brasdeiro Coneeirao de Marta,
A cmara municipal desla cidade manda publi-
car para rnnheriineiilo doseus municipios, a pos-
turas ad tu-ion.ie abaixn transcriptas, as quaes foram
approvadas provisoriamente pcloF.vin. presidente da
provincia em 23 de dezemhrn ultimo, c eslo poi 1-
so era vigor.
Paco da cmara municipal do Re, i fe em sesrto d
3 de Janeiro do 1X55.ilaro de Capibaribr. presi
ilenle.Joo Jote Ferreira d'Aguiar, se'Telarie.
Dot estabeleeimenlot e criaran de animaes dnmetii-
rat in capital de Pernaim
Arl. I. Fica prohibida a criacao de animaes do-
mealieoe no interior da cidade.
Ail. 2. F'ica pcrmitlida a conservac.io do cavado,
boj, cao, carnero e cabra com as condic-es do arli-
gos adianle eslabelecidaa.
Dasrmallarirts dos rarallnt e bois.
Ai I. 3. Nenhum cavado ou boi ser conservada
denl 1 o da ridade sem que lenha um aloj miento cla-
ro, espaeosne ventilado, para sua habitaran diaria e
nocturna.
Arl. i. O alojamenln para om ou dous cavados de
uso particular peder ser contiguo a habilacAo, e
para mais de dous, separada da mesma, d-ixando en-
tre elles um espaco ao menos de 10 palmo* quadi.i-
dus, ladrilhado, exposloao sol e i chuva.
Arl. 5. Em raso nenhum ser permillido aloja-
menlo para mais de 10 ravallos no renlro da ridade :
esle numero poder elevar-se 50 as circumv/i-
ulianca da moma e nos provimi "a.tes do mar 011 rio.
Arl. 6. O alojamenlo para cada animal, quer den-
Irn da ridade, quer em sua circomvizinhanca. devo-
ra ser cuberln le Iclha aliara de 15 a 20 palmo,
rom nma proporcional inclinaran para o escomento
das aguas pluviaes e separado dos oulros aloiamen-
los : ler uma raanja Inura de 3 palmos de laara e
8 de rompnmenlo. c um i-solbo de laboa 00 railiros
da largura da uianjadoura e com 10 palmos ao me-
nos de comprimcnl.
Art. 7. A manjadonra deve estar 4 .*> palnv -
mado assoalho, o assoalho 2 palmus aVima do ierro-
no em sua maior llura, c o lt rreno devora ttt ladri-
diado sobre ral e area ania--ada, inclinado e com
0111 lego pouco mais 011 menos na altura da penlti-
ma estiva, para dar aacoamenU) asa liqui I i;ue so-
bre elle so derramaren). Os rogos de caua .aloj. -
menln rninmnnirarao uns com Mtros, s.-rao 1 1
ti de ral. s e irle daaORoar, o) em sumi.louro, que
lenha 1 palmos de agua naturalmente, a 1 ao no. ou
no mar.
All. S. Os SUmidooJOS r3o fechado, em al ba-
da, rujo enme es! ja ao nivel do lerreno, e nao deve- .
rao receber as aguas de el,
Arl. II. Os aiojaiiieidos erao>timiios a vanu a
ao menos du;>s \ e/es por dia : e duas vezfS |Kir ema-
na, sern liradas as val reduras drpioila las. t.luaii-
do porem bouverem alojados mai de 5 cavado-, a
remucho das varredora Ear todos osdioa.
Arl. 10. Todos os cavados serio lavados ao menos
uma vez por dia. ou pela aseaban, on a i.oite.
Arl. II. Nenhum animal podera ser retido dentro
da cidade : quando e-liver arrommeltido de molestia
contagiosa, ou de molestia que o impera de servia
por 3 mezes.
Arl. 12. Nenhum .nimal en-iuado, que eslivel
ferido no lugar em que empregar a sua forra, pode-
ra servir emquanto nao-e reslabelecer, o mesmo se
diz do animal cuja magreza for nolavcl. ouesliver
nianco, ou coxo.
Arl. 13. Fica prohibido denlro da ridade, o servi-
r em animaes rsanosos, como us enureirns, mor-
dedores, leadores, desembesladores, c. ; e bem as-
sim daquelles que nao eslivercm adcslrados paran
emprego, i que se os deslina.
Arl. 14. Verificado qu? um animal be manhoo,
para o que bala que pela -egunda vez elle moslrr o
vicio que tem, se far no Uazrirn direilo o sgnal
MC com um ferro em braza.
Dat cocheirat e teas administradores; Mt rarrot t
seus bolieiros e dos conductores de cacallos.
Arl. 15. Nenhuma cocheara poder ser estahele-'
cidasem que o proprielario, 011 administrador res-
punsavel por ella, pedindo licenfa a cmara manri- -
pal, aprsenle os carros para serem examioados em
sua seguranca e conslruc^ao, e nuraera-los.
Arl. 16. Todo, os carros de pio e serviro pu-
blico, ler.ln escripia a sua numeracito i.a caixa. na
parle posterior c nos lados, fela com tinta braura.
As numerarles lerSo duas podegadas de altura e a
largura proporcional.
Art. 17. O carro qu? fr julgado incapaz 1!
vico publico nilo lera numeracao, e a que existir sera
apagada.
Arl. 18. Todo o rcsponsavel de qualqoer cocheira
lera nm-vro, em qoe devem estar esciiptos os no-
mes dos bolieiros de seu eslabelecimenlo e o nume-
ro do carro de cada um bolieiro, e onde fara notar
lodas as mudanzas que nos mesmos fuer, aaqoaesiio
espaco de 21 horas dever communicar a cmara mu-
nicipal.
Arl. 19. Nenhum bolieiro podera largar as redeas
do carro que dirigir, e se o carro for puchado por
m.ii- de 3 cavados, nao poder descerda bolea para
abrir a porlinhola ou fazer oulro qualquer serviro,
sem que deixena bolea quemo sobslilua.
Arl. 20. Nenlrama pessoa era admiltida ao aer-
V50 de bolieiro sem que aprsenle um certificado
as-ignado por 3 bolieiros couhecidoi, pelo qual cons-
te ler ao menos boleado por om mei em lompanhia
de um delles, e que esla hahitado para esse servi-
co, e mostrar por certidao que he maior de 18 an-
uos, e allestados de pessoas fidedignas que pinvem
sua conducta civil e moral.
Art. 21. Os cavados que pucharen carros as ras
eslreilas e as ponles, andarao i passo ; e a trote on
i passo, nos demais lugares. Em nenhum caso he
pcrmitlida a carreira. O mesmo so diz dos cavatye*
sellados, ou encaugalhados.
Arl. 22. Os carros'de passeio noile Irarao duas
lan'crnas acezas, uma de cada lado : oscarroideeon-
duzir gneros IrarAo ao pesclo do animal que os pu-
char, uma canipainlia, que pelo loque ndvirla ao
viandante de sua presenta, c demais o qoe o dirigir
ira em frente emquanto andar no interior da ci-
dade.
Arl. 23. He prohibido dentro da cidade andarem
duas pessoas montados em um cavado, assim como
monlar-ae nos que esliverem com carga.
Arl. 21. F'ica prohibido alar cavados 011 bois em
argolas, nezos, portas, janellas, &c. as ras desla
cidade,
Arl. 25. Nenhum carro poder eslar expos'.o na
ra senao apparelbado para o servicu, e com o sea
bolieiro decentemente vestido.
Arl. 26. He prohibido ler-sc caes, |K>rcos, car-
neiros, cabras, vagando pelas ras ; animaron! a
criaran dos mesmos dentro da cidade. Igualmeule
fica prohibido o andar-se acompanhado de ce, que
n,ln esliverem alados a corda e acamado!..
Arl. 27. Fica permillido a conservacSo dos Ires
ltimos animaes somenle na circiinivijunanra da ci-
dade, e com as condices de ventilado e limpeza dos
arls. 3, 6, 7, 8 e 9. devendn os douos de dilos ani-
maes participaren! ao fiscal ei.carregado da execorso
deslas posluras o local de seo estabeleciincnlo o o
numero de animaes que prelendam rec;ber, calcu-
lando qualro delles para cada esparo, que oceupa o
boi, ou cavado.
Arl. 28. Enconlrando-se dilos animaes vagando
serSo presos a corda e levados a caa de seu dones.
ou aennipanhailo il l, os quaes pagar io porcada
um 55 rs. ; c nao se encontrando as pessoas 1 qaeaa
elles pertencam, os ejes soflrcrAo os effeilos funestos
da no/, vmica ; e os porco, carneros n cabras *e-
r.lo entregues ao Hospital de Caridade. para oso qne
melhor Ido ronvicr. (aun ludo se osciles presos Iroo-
xerem coleiras, que indiquen) <> nome n morada de
seu liiini. ou se furcm de quiddade e de rafa bella,
erara nesla ridade, se os conservara por S dtaa^H
rusia da mnniripalidade ou dos donos. o qoe
annonciado polo jornal da casa, depois do que poda-
ra dar-se a quem primeiro os procurar, pagando *>
despe/as ea inulta, e ninguem os querenlo, aoffrer.o
1 miz vmica. Esta garanda deivara de existir quan-
do e atacaren) os ces, que noile andarem vagan-
do pelas ra.
Arl. 29. Qualquer animal que e encontrar mor-
to denlro da cidade, ser inmediatamente rnndnzi-
do para ser enterrado alm da Cruz do Patrio. -
Todas as pesquzas serao feitas para se descobrir o
sen dono, o qual pagar lodas as dospezas fela.
alm da mulla de lUMHK) r. : o ro sera enterrado 5
palmos abaixo da superficie da ierra, e porro, car-
neiro ou rabra 6, o cavado on boi, K.
Arl. 30. Para observancia destaa postaras licam
criados dous empregados com o lilulo de fiscul e guar-
da equeslre. rom inspeccao em dilos estahelccimen-
tos, quer pblicos, quer partir alare*.
Arl. 31. A iiilra.elo deslas postura pratiradas
por almocreveaou proletarios, era punida coma pe-
na de liflOO rs., ou 10 horas de pris.lo : sendo por
pessoa abastada, ou por bolieiro, ou pelo admitu-tra-
dor das ravall.u ice ou rurbeiras sera punida com a
pena de 1V-000 rs.
Na reine- lencia lodas as mollas Bario (obradas.
Paro da cmara municipal do Recife rm esta* de
3 de novembro de 185.Bario de ( upibtnne, pre-
siden te.Antonio Marques ile f/noi im.Frmncit-
rn Alamcde de Alneida. Antonio J >" de OHtra.
. ,- ,, ,, 1 "' l asme de Au l'ereira. Vpurnvo ur,iv isoria-
de 2i linebnlas, meslre l/.n uin Bairelodc Me- d.iIj ,;"
lo, equipagem i. carga bacalbao e plvora. "" &?&. ^T" m,*""? ""
Parabiba 1 Ihale bra'ileiro Flor do Brasil, de 28 .e'}''""'VI k7 S'"''rf''0--r-onrorra'- ~
toneladas, mostr JoSo Frapci.co Marlins. equi- '">*> l.e,le de P.nho.
pagem 1,carga fazendas e mais gneros. Passagei
ro, Marcolino Socrate de MouraPogges.
CorkBuca inglezaGlaiMm, rom a mesma carga
que Imuxe. Suspenden do lameirao.
Natos entradas no dia 6.
Itiienns-.ivres33 dias, palacho dinamarqus Peter
l.nuriiz, de 111 toneladas, capitn C. Jorgensen,
equipagem 8, cm lastro.
Genova30 das, barca sarda Sepluno, de 211 to-
neladas, capito Geacomo Devoto, equipagem 12,
em lastro ; a N. O. Bieber ,\ C.
Colingulba8 das, sumaca brasilera Flor de Angc-
Um, de 98 toneladas, meslre Joao Rodrigues dos
DEGLAilA^OES.
O nono batalho de ioJanlaria Otan-
vida aos Sr. ornecedorot il<' general a
contratarem o foinecimento dos que fi*
rem precisos para o ranxo do mamo ba-
UlhJap, ilevrndo comparecer com suas
pi'oposlns no dia 8 do corrente as 9 lioras
da manha.
--*
UHTif iinn



DIARIO OE PERHAmSUCO, SEGUNDA FEJRA 8 DC JANEIRO DE 1855.
COIPAMHA DE SEGUIOS.
EOUIDADE.
liSTABUECllH M. CIDM DO PORTO.
AGENCU KM l'ERNAMBL'CO, Hl A DO TKA
PICHE N. 26. 0 r j,
O abaizo assignado, senlo Horneado desla rompa-! man|^a a|e
nhia, e loiinalmcnle aulorisado pela d ierran, nreiv
lar, seguro martimos em qualquer baudeira, c
para lodos os pnrlus condecidos, em vasos nu merca-
dorias, o ich suas respectivas rundieres ; o elc\ado
crdito, do que leni gnsado ola companhia e as vmi-
1 ig-nsque ollerere, faro oonvoncer los eonrurrtnl -
"la sna ulilida le. o sen fondo rcsponsavel lie de mil
ionios do res lories : a quem inleressar oo convier
i'llerluar ditos sesmos, poder., dirigir-sc a rua
acuna cilada, a Manoel fuarle Rodrigis.
JVIa delegacityln I. dislriclo do Recife foram
apprehendidos c logo depositados, dous cavados far-
lados o. povoa^flo de Mara, provinria fia Parahiha:
quem ft r seus donos comprela rom documentos Ic-
gacs, que Ule serlo enlroaues. Delegada desle t
districto do Recife aos :l de dezembro de I8S4.O
delegado, F. B. Carvalho.
O conselho de administraran naval, contraa
p,n a pagamento do semestre que venceram as pra-
vas dos rorpos de imperiacs niarinheirns e fozileiros
o.n aes destacadas nos navics fia eslacAo naval o se-
gninle : sapatos de couro de vaqueta eduas solas,
16 pares ; fardas de panno azul, :k> ; frdelas de
dilo, IB ; ditas de hrim liranco, 13 ; calcas de panno
Mu 4, polainas de panno preto, 1lt pares ; calcas
de brim branen. :>() ; camisas de dilo, 151 ; lemeles
tle panno azul, 13 ; e lencos de seda preta 65 : con-
vidare porlanlo, a qoem inleressar dita venda, a
coropirecer as \2 horas di man,aa da 10 do corren-
te, na sala das respectivas sestOes, ciim as amostras
e propostas declarando os ltimos precos.
Sala das sessOes do consellio de administrarlo na-
val em Pernambuco 5 de Janeiro de 1855. O se-
cretario do conselho,
Chriitotao Santiago de Oliveira
AVISOS MARTIMOS.
-
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA DO COX.X.BGIO 1 JLXTOJ.Il 25.
I'. A. Lobo Moscozo d consullas liomcopathicas lodos os di;,s aos pobres, desde 9 horas da
jo meio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflercce-se igualmente para praticar qualquer operara,) de cirorgia, e acudir promplamenle a qual-
qaer mullicrque esteja mal departo, c cojas circumstancias nao permittam pagar ao medico.
H8 CONSULTORIO DO HL P. L LOBO .I0SG0Z0.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE"
Manual completo de meildicinn homcopalhica do I)r. G. II. Jalir, tradu/.ido em por
tagnes pelo Dr. Moscozo, quiltro volumes encadernados em ilous e aronipanliado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele.
I), l.iii/.a Aunes de A. Leal e as SUSS manas D.
Senliorinlia e I). Tercia de lesna l.eal, fa/.ein sabio
aos pas Ocsn.is aluminas que as ferias tindain-sc no
da 7 de Janeiro, c prinepiam os iraballma da na
aula nodia 8do corrento: continuara receberalom-
nas pensionista*, meias pefisionistaa e externas. As
aleriat que so eiifinam s5o : |0r, escrever, contar,
grammatica nacional, aftlhmelica, franco/., ingle/.,
msica, ilan-a, desenlio, geographia, coser, Ion dar,
cortar, labvrinlar. marear. cacunde, e oalras obras
de asullia. Os pais de familias licarao sasieiloa pe-
la desvelo coin que suas hlha- se-iai tratadas, e pelo
ausmenloqne ellas lerao em wus estados ,- adver-
t,ido que as mensalidade* serio pagas em qoarlel
adianlado, lindo o qual deverflo a tianlar OUtro. f)
prcro das pensianislas sao: KKl por qoarlel, das
meias pensionistas 308000, c as externas conforme o
ajuste. Os pais de familias tanto da praca romo fra
delta, que quizerem honra-Jas rom ma eoefianca,
pdenlo ilirigir-se a rua do lagumles n. 5, quem
vem ila ribeira o segundo sobrado ao pe do de va-
randa encarnada.
O BRASIL MARTIMO.
Alo o dia ladate me/, aclia-se iberia nesli l\po-
um diccionario dos termos de medicina, cirursia, analomia, ele, ele...... 20S000 a ''' este me/. acha-e aheila nesla Ivpo-
Eslaobra, amaisimporlanle de todas asquetralam doesludoe pralirada homeopalliia, por ser a nica ^rapia a renovaran de assignatura do rejunda '.uno
ue conten a base fundamental d'esla doiilrinaA PATHOGENESIA OU BFFEITOS DOS MEDICA- ''''"''' "'lore-aiilo peridico, dedicado imii Mnenle
IENTOS NO ORGANISMOEM ESTADO DE SALDEconhccimenlos que nao podem dispensar as pea- P">pagao ">- conhecimentos nianlim s. organisa-
1
MENiv/j ../ unioaigauDa aoiAtiu "csAtiut,connecimentos que nao podem dispensar as |
soa que sequerem dedicar a pralica da verdadeira medicina, inlcressa a lodos os mediros que quizerem
evper imeiilar a <>oulrina de 11 almeinann. e por si mcsinos se convcnccrem da verdade d'ella : a todos "S
fazcndeiros e senhores de engento que eslaolouge dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deuar de acudir a qualquer inrommodo sen ou de seus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circumstancias, que iiam sempre podem ser [.revenidas, sao abriga-
dos, a prestar m enntinenti os primeiros soccorros em suas en tenuidades.
O vade-mecum do homeopalba ou trsdorcno da medicina domestica do Dr. Dering,
obra lambem ulil as posoas que se dediram ao esludo da bomeopalhia, un volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... libOOO
O diccionario dos termos de inedirinn, cirurgia, anatoma, etc., ele, encordonado'. il^Kiil
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro na pralica da '
homeopatlua, o o propnelano desle eslabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem dovida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Itlicas de i't medicamentos em glubulos, a 105, 15 e l.jJOOt) rs.
Ditas 3(i ditos a...........
Ditas W ditos a........ '.
Dilas 60 ditos a........
Ditas 144 dilos a.........\
Tubos avulsos ........
Segu com toda a brevidade para o Aracaly o
bem conhecido veleiro palhahole Duvido>o, o qual
recebe carga desde o dia 8 em dianle ; para carga e
passaseiros, Irala-se na rua do Vigario n. 11, com
Josij Antonio Franca & Companhia! Para o mesmo
por lo os palhaboles intencitel e aurora.
Para Lisboa pretende seguir com toda a brevi-
dade a barca portugueza Gralidao : para carga e
passageiros, lra(a-se com os consignatarios Tnomaz
de Aquino Fonseca & Filho, na rua do Vigario n.
^'^ prlmeiro andar, ou com o capilao na prafa.
Para o Rio de Janeiro pretende sahir com a
possivel brevidade o patacho nacional cil). Pedro Va:
para carga e escravos a frele, Irala-se com osconsig-
n,- tarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, na rua
do Vigario 11. I!), primeiro andar.
Para Lisboa pretende seguir com brevidade o
brigoe portugus Ribciro de primeira marcha :
qaem nelle quizer carregar ou ir de passagem, en-
lend-se com os consignatarios Thomaz de Aquino
Fonseca c5 Filho, na rua do Vigario n. 19, primeiro
andar, ou com o capilao na prara.
PAkA A BAHA.
Sae nestes dia, por er parte do car-
jegamento prompto, o conhecido hiate
< Novo Olind) mestre Custodio Jos
Viunna : a tratar com Tasso limaos.
PARA O CEA KA'
seguir nesles dias o hiate 11 Coireio do Norte ; pa-
ra o resto da carRa e passageiros, Irala-se com Cae.
lao Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Sanio u. -25.
PAKA O RIO DE JANEIRO,
segu com brevidade. por ler parte da carga promp-
la. o hiate Venus : para o resto, passageiros e es-
cravos a frele, Irala-se com Caelano Cyriaco da C.
M ao lado do Corpo Santo loja do uiassames
n. d5.
PARA O RIO] DE JANEIRO
segu na prsenle semana o brigue nacional Da-
mo 1; para o resto da carga, passaseiros e escravos
arele, tratase com Machado & Pinheiro, rua do
Vigario n. 19, segundo andar.
Para o Porlo, segu Impreterivelmenle via-
gem no dia 17 do crreme, a velcira galera Bracha-
rense : quem nella quizer carregar ou ir de passa-
gem, para o que (em os mais aceiados commudjs,
enlenda-se com os consignatarios Thomaz de Aqui-
no Fonseca & Filho, na rua do Vigario 11. 19, pri-
meiro andar, ou com o capillo na praca.
. PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Ass por estes das a batea brasilei-
ra Imperatri: do Brazit, a qual seguir para o Rio
de Janeiro um dia depon da sua cliegada, c so rece-
1 be escravos a frele e passageiros, para o que tem ex-
, relenles rommodns: a tratar na rua do Trapiche n.
14, com o consignatario Manoel Alves Guerra J-
nior.
Para o Porlo pretende sahir com a maior hrc-
,' ntdade o brigue portugoez Bom Succesio, de primei-
ra marcha : quem 110 mesmo quizer carregar ou ir
de passagem, enlenda-se rom os consignatarios Tho-
maz de Aquino Fonseca & Filho, na rua do Vis ano
n. 19, primeiro andar, ou com o Sr. Manoel Gomes
dos Santos Sena, capilao do mesmo, na praca.
Para o Ass sabe nesles poucos dias, a barra-
ca Jotephina, receheudo carga a frele para o Rio
Grande e aquelle porto : a tralsr rom o meslrc a
bordo da barcaca Tundeada ao lado do trapiche do
algodo, ou na roa da Mdre-de-Deos loja u. 34.
...... 'JtfcsOOO
...... 259000
...... 30*000
...... 6O9OOO
....... IflOOO
I-rseos de meia onrn de lindura................... -uno
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de rryslal de diversos lmannos,
yidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamenloscom toda a brevida-
de e por precos muilo rommodos.
Novos livros de bomeopalhia uiefrancez, obras
Indas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
OjOOO
60U0O
79OOO
(iStXHl
KteOOO1
(C 8?000
16JJ000
lOfJOOO
SJOOO
75000
-^(HK>
49OOO
10.-000
309000
LEILOES
O agente Borja fata' leilao no sen
.11'naz.em raa doCollegio 11. 15, de dill-
rentes objectos : no mesmo armazem
quinta feira 11 do corrente.
O agente Borja, dcordem do lllm.
Sr. Dr. jniz de direito do eivel e commcr-
cio, Custodio Manoel da Silva Guimaraes,
a requer ment do curador fiscal da mas-
si fallida de Victorino & Morcira, f'ara'
leilao da mnita conhecida loja de miude-
zas, que foi daqttelles senhores, sita na
i u.i dos Quarteis n. 22, consistindo em
urna armacao e todas miudezas existentes
na mesma, as quaes sao muito modernas
e estaoem muito bom estado: quarta-fei-
ra, 10 de Janeiro do corrente, as 10 horas
cm ponto.
lumes.
Tesle, rrolestias dos meninos.....
liering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pliai macope.i hnmeopathica. .
Jalir, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias ila pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, a volumes
IIarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos........, ,
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayollc, doulrina medica liomeopathira
Clinica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nj sien.......
Aulas completo de analomia com bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descripeo
de todas as partes do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homepa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio n. 3,
primeiro andar.
PliBLICACAO DO KSTITLTO IIOHEOPA-
TIICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA
Melhodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
pathicamente Indas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nal no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, lauto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria ejperiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Pinhu. Esla obra he boje
recouhecida como a melhor de todas que Iralam da
applicacSo homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulta-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capites de navios, serlanejoselc. ele, dcveui
le-la mao para occorrer promplamenle a qualquer
caso de molestia.
Dona volamos cm brochura por IO5OOO
a encadernados 119000
vende-se nicamente cm casa do aulor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
9 S 3 @m9<9Q9--&W999 &$
% J. HE, DENTISTA,
% continua a residir na rtia Nova n. 19, primei-
g ro andar. g.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na rua Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe tocios os alum-
nos, cjuer e\ternos"0ti internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente ollere-
cera'. *
LOTEBIA DA PROVINCIA.
Aos .">:000.<000, 2:0006000, l:000s000.
O caulelisla Antonio Rodrigues de Sonza Jnior
avisa ao respcitavel publico, que os seus bilhcles e
cautelas n.lo suflrem o descont dos oilo por centu
nos tres premios grandes, os quaes se achain a venda
as segundes lujas: [.rafa da Independencia 11. .
do Sr. lortunalo. 1.1 e IS do Sr. Arantes, c 40 do
Sr. Faria Machado ; rua do Queimado 11. 37 A, do
Sr. Freir ; rua da Praia, loja de fazemlas do Sr.
Sanios ; rua larga do Rosario n. 40, do Sr. Mauoel
Jos Lopes; e prara da lloa-Visla, loja de cera do
Sr. Pedro Ignaiio Ilaplisla, cuja lotera tem o seu
andamento infullivel cm 13 do lulurn Janeiro,
recebe por inteiro
Rilhelcs
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
59500
2W00
ICUO
800
7(10
400
5:0009000
:J0U5(I00
DENTISTA FRANGE/..
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na rua larca
V do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
ti les com gengivasarliliciaes, e dentadura com- @
pleta, ou parte d'ella, com a presso do ar.
Tambem tem para vender agua denlifriccilo
41 Dr. Pierrc, e p para denles. Rna larga do @
S5 Rosario n. 36 segunda andar.
AVISO DIVERSOS.
Precisa-se de urna ama para com-
prar e cozinhar para urna casa de pouca
familia : na travessa da Concordia, indo
para a cadeia nova, q. 17.
_. Prerisa-se de um padeiro para amassador e
distribuidor aqu-;lle que se achar nestas circumstancias, pode di-
ngn -se .1 rua larga do Rosario n. 18, que achara
com quem tratar.
U. UuMds Jgnea da SHvtira Bastos respT
lusamente agradece a lodos os senhores que e
dignaram assislir as ultimas exequias feitas pe-
la alma d 1 seu fallecidocousorte, Francisco Xa-
vier Marlins Bastos.
.ai^d 1 pre,a.e":rav'1' ue "oa con- d ncia.
duela, para tratar de urna enanca : qaem a (ver e
quizer alugar, d.nja-se .0 sobrado n. 8 da rua de S
de vender na rua ; pags-,e 145000 : na rua da Glo-
lid II. o.>.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
achaem grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. Ge 8
da praca da Independencia.
Otlerece-se um rapaz brasileiro qoe tem prali-
ca de caiveiro de cuhranca, o qual d fiador sua
conduela : quem o pretender, annuncie para ser
procurado.
. O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo lem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Aluga-se urna casa terrea na povoacjtn doMon-
leiro, com a frente para a igreja de S. Panlale^o,
muilo limpa. tresca, com rommodos para familia re-
gular, lendo urna porla e duas janellas na frente : a
Iralareom Antonio Jos Rodrigues de Souza Jiininr.
na mesma povoacito, 011 na rua doCollegio 11. 21, se-
gundo a -dar.
. L'iride Italiana, revista artstica, scienlifica e
hllorara, debaila do inmediato patrocinio de S. H.
o Imperador, rediaida em duas linguas pelas mais
conhecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Galeano-Ravara. Suhscreve-se em Per-
nambuco, na livraria u. 6 e 8 da praca da Indepen-
1:2509000
6259000
5OO9OO
2509000
Lava-se e engomma-se com loda a por(eic,ao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
. A directora do collegio da Concoi-
rao annuncia aos pais das meninas que
lite foram eoniadas, e aquellas pessoas
que trataran! de mandar meninas para o
mesmo collegio, que elle se torna a abrir
a 8 de Janeiro de 1855, por se lindarem
nessa data as ferias dadas.
Aluga-sc um bom armazem, na rua da Praia
n. 76 : a tratar na rua doCollegio n. 15, ou com o
proprielario. no sitio do Manguind.
Aluga-se ama escolenle casa de sobrado
margen do rioCapibaribe, na Ponte de L'choa, con-
fronte ao sitio do Sr. Barilo de Ilebeiibe; a tratar
ua rua do Collegio n. 15, ou na Ponte de Ccboa, ca-
sa do proprielario Francisco Antonio de Oliveira.
O GRAVO.
Sahio o primeiro numero do segundo trimestre do
Crato, e acha-se i venda na rua Nova n. 52, loja
do Sr. Boa ventura Jos de Castro Azevedo. Ad-
yeile-se aos senhores asolanantes que elao a dever o
importe de suas assisnaluras c que quizerem conti-
nuar, que Ibes nilo sera entregue o primeiro 'minero
do segundo trimestre, sem que lenham pago o pri-
meiro; aesim como que as assigoaloras para o se-
sundo trimestre, serao pagas recepcio do piroeiro
numero. Os nmeros avulsos vendem-se a SO rs.
O Sr. Jos Irinco da Silva Santos, morador na
cidade de Olinda, queira appareocr no Rccife.rua da
Cruz n. 60, que muilo se Ibe deseja fallar.
Precisa-se de urna ama com bom c bstanle
leite, e seja forra : na rua larga do Rosario n. Il,
sobrado de um andar, junto a padaria do Sr. Ma-
noel Antonio de Jess.
Amorim Irinos avisam a quem interessar, que
a contar do I. de Janeiro do prsenlo auno, temos
concordado admiltir para socio de nona casa ao nos-
so primo e antigo raixeiro Antonio Joo de Amo-
rim ; em consequencia todas as Iransarrocs penden-
tes nesta praca como as de fura cun qu'em as temos,
passam cargo da firma social que orn em dimite
passa a avrar.Amorim Irmaos i\- Companhia.
Jnio Francisco, portugtiez, menor, relira-sc
desla para a provincia do Rio Grande do Sul.
Antonio Jos Barbosa, porluguez, relira-se pa-
ra o Rio Grande do Sui.
O Dr. Joaquim de Oliveira e Souza lecriona
em sua c*sa, rua do Ar.ig.1o, c por rasas particula-
res, a lr, screver e Tallar a lingua franceza.
Precisa-se alugar urna esrrava para o servico
de urna casa ; na rua do Oueimado, loja de fazeu-
das n. 61.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
querr mandar receber urna encommen-
da na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
annT> 1^'?'^ di'' 5 d meZ de "mbro do
anno prox.mo findo o prelo Luiz. escravo de Jero-
XRn, qrerqUe Me"0' P^Prietario do eng-
nl.o Rapios, na freguezta de P.io-d'Alho, como foi
annanciado pelo Diario de Pernambuco de 9 do mes-
mo mez ; o dito escravo foi a casa do Se J0a0 de
ollr 1 "' 6 !fd". ao me8DW O" I* Para
apadr nbado com ella vir para casa de seu senhor
1 "SI".''^'fi? !!?.' P-- -undo. serv0,;:
do-se
para casa de seu senhor,
' poz-se no mundo, servin-
da sobredita caria como passaporte : pede,
%2S ."-'"aass,Kni"l- loOM autoridade
rind. r,P Mde Cam'0 eaui"1'"T pessoas, que
prendam dito escravo. pelo que graiilicar generosa-
m.nle.-7r0,mo de ,:llm,,uc,,,ue Mello.
r.,7TB^de ,am.!,so o'Assumpcao Pires embarca
Fiorind" de-J*n"ro a sua c,c"va- P'rda, de nome
Oabaixo acnado romprou o bilhele inteiro
doui meios n. 2382, 385T e 3529 da primeira loe-
na da casa da cmara, e cadeia do Rio de Janeiro,
o pcrlencem ao Sr. Jo.lo \ ierra da Cimba.
c. Jao Simes de Mendonca.
Sao convidados os senhores accionistas da
companlna para o eslabelecimento da fabrica de te-
cidos de alsodo nesta cidade, para comparecercm
na casa fio banco desla mesma cidade, pelas 11 ho-
ras da manlia do dia 15 do correle m-i de Janeiro
para se tratar, mo s,i da nomeaeflo provisoria da di-
rectoria da mesma companhia, como da rommissilo.
para organisacao dos estatutos e da pelic.loaS.M
o Imperador, para se pedir a encorporaca da mes^
ma companhia c confirmadlo dos seus estatuios.
D.lo-se a fazer caixilhos de empreitada : na 0-
bra da rua do Crespa.
\)\i. o abaixo assignado, que quem for crcdor
da cas., de pa,(0 da rua larga do Rosario denomina
da -(ova da Ooca n. 34, apresentem no praz'
deb ibas suas confaslegaes que sera p^,, dc
mesma forma qaem dever,queira vir'pasar ,10 mesa
mo prazo.Joao Manoel /Indrigues.
No I.,le janciro perdeu-se um cachorrinho da
Bllraila de Ju3o de Harros, vindo para a Boa-Vista;
lie lodo branco e so lem urna malha ao p do cabo
amarella, lem o cabo muito frorado, qoe cahe-
Ihe pelas oslas, parerendo urna pluma ; he pesu-
nho e tem o cabello muilo alvo : quem o achou,
quetendo rcslitui-lo, leve-0 rua Velha casa n. 92,
que seu dono ou dona llie licar asss agradecido.
""jOffecece-sa um moco de 18 anuos, para pada-
ria, de boa conduela, por ler chegado lia pouco do
Porto : na rua das Cruzes n. 20.
Lotera da Provincia. '
O caulelisla Antonio Ferreira de Lima e Mello,
avisa ao publico que lem as suas raulcllas da lotera
da amorcira e criacAo do bicho da seda, que corre
no dia 13 de Janeiro, no Kecife loja n. 11, rua do
Rosario n. 26, dita Direita n. 62, aterrada Boa-Vis-
ta 11. 58, na povoacflo do Monteiro em casa do Sr.
Nicolao, e em sna loja rua Nova n. 4, pelos precos
abaixo declarados.
Bilhetes 59OOO
Meios 23800
Quartos 19500
Decimos 700
Vigsimos 4(10
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE
VAPORES.
O canselho da direccao.de conformidade comoarl.
4.. til. I. dos estatutos da companhia, convida aos
senhores accionistas a realisarem mais 15 sobre o
numera de accocs que subscreveram al 15 de Janeiro
de 1855, aflea de serem feitas com rcgularidade para
Inglaterra as rcmessas de fundos com que lem de
altender os prazos do pagamento do primeiro vapor
cm cousIrurcAn; os pagamentos devem ser faitos cm
casa do Sr. F Coulon. rua da Cruz 11. 26.
Na rua das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhons e mais modernas bichas hambur-
gaezas para vender-se em grandes porcocs e a rcla-
bo, e lambem se alosa.
O abaixo assignado, professor particular de
inslruccao elementar do segando sro, residente no
Icrceiro andar da casa n. 58 da rua Nova, participa
aorcspeitivel publico e mxime aos senhores pais de
seus alumnos, que abre sua aula a 15 do corrente, e
nesse me',110 recinto lecciona lambem a lingua lati-
na e franceza a alumnos internos c externos. De-
clara porlanlo que lem sempre prodigalisado esmero
no adlanlamenlo de seos discpulos, como pode pro-
var com o termo ,ie exames, lano do anno prximo
passado como dos anteriores.
Jos Mara Machado de Figuetredo.
Jorge Augusto da Silvcira declara ao publico,
cm respusta ao anuuncio do Sr. ]oSo Mauoel Rodri-
gues, que esip nada lem com a casa de paslo da ma
larga do Rosario n.34, propriedade do aunuiirianle.
por a ter comprado ao Sr. Manoel Leite Guimaraes,
rom lodos os seus perTences, como consta dos docu-
mentos existentes cm seu poder ; e posto que seia
verdade, ler admiltido o Sr. Rodrigues a urna sorie
dude sem condirao ile lempo c nem de cousa algu-
ma, vislo como entre ambos nao existe e nunca
existi, papel de Irado publico ou particular, sendo
urna mera fbula Indo quanto a respe,(o avaiiOOU o
Sr. Rodrigues, todava esl prompto a restituir a es-
se senhor, a quanlia que delle recebeu para asocie-
dade, visto que esta Ibe n.lo convm mais, sugeitan-
do-se elle aos lucros, perdas ou dividas, conlrabidas
Fugo no dia 27 de oolubro do anno pateado,
urna escrava de nome Clementina, crioula, de idade
2) annos, pouco mais ou menos, com ossignaes se-
gnintes : olhos grandes, orelhas pequeas, boa es-
tatura, pouco corpo, lem na perna direita o signal
de urna ferida, e com alguns signaes de sipoadas pe-
las costas; talvez ande para as" parles do Recife 011
engenho S Paulo : quem a pegar e a levar a seu se-
nhor Caelano Martina dos Sanios, morador no enge-
uho Pmenlas, freguezia do Cabo, ser recompensa-
do do seu Irabalho.
Pede-se ao lllm. Sr. Dr. chefe de polica baja
de lomar cm consideradlo a conduela do inspector
da Imberheira, que lem rommeltidn difTerentes rri-
mes. c se espera de S. S. que baja de dar as devidas
providencias.Francisco Manoel Coelho.
AULA DE PRIMEIRaS LETTRAS.
Manoel de Souza Cnrdero Simoes faz icicnlc aos
pas de seus alumnos, que no dia 8 do corrente Ja-
neiro prinepiam os Irabalhos de soa aula particular
de primen-as Icllras, na rua Travessa dos Exposlos,
casa n. 16 ; assim como ao respcitavel publico, que
contina a admiltir alumnos externos e internos,
pensionistas e meios pensionistas, asseverando aos
pas de familias, que Ibe confiarem a educacao de
seos Albos, que ellcs eneonlrarao um'precplor e
amigo que com amor, indulgencia e desvello busca
seus adiantamcnlos dentro do menor lempo possivel;
imprimi, do sobre ludo em seus coraces senlimcnlos
ile ata moral, civil e religiosa.
Collegio de N. S da Divina Providencia,
no aterro da Boa-Vista n. 8.
A directora desle collesio I). Candida Rosa Me.
Dermnl da Costa, avisa aos pais de suas alumnos, e a
quem mais convier, que no dia 15 de Janeiro come-
Carao os Irabalhos. No dia 5 de dezembro foram
examinadas as discipulas desle collegio naa material
seguinles: leitura. escripia, grammatica porluguc-
za. aritl,mlica, geographia e francez ; sendo exa-
minadores os Srs. consol!,eiro Dr. Pedro Autrau de
Alencastro, professor particular Candido Jos Lis-
boa, e o professor publico Porfirio da Cimba Morei-
ra Alves, e foram todas aprovadjs plenamente, se-
gundo consta o Icrmo passadoe assignado pelos exa-
minadores.
Dcsappareceu no dia 30 de dezembro de IS-Vi,
as 6 horas da larde, de bordo do brigue nacinna,
Flor do Rio, um prelo marinhelrn, por nome Al
driio, rrionl, representa ler a idade 20 annos, pou-
ca barba, beicos grossos e esbranquic,ads, cor bem
prela, ps comprlo., e be um pouco capocira ; le-
vo,1 calca e camisa de algndaoazul, e brrele inslez
a manija ; esle prelo foi escravo doSr. J0A0 Patrio,
mor.-.dor no Forlo do Mallos, c consta que o dilo
preto tem permanecido nesles dias ua dita casa por
l se ter euro,lirado, c em Olinda : rosa-te a quem
o encontrar de o remoller para bordo, 011 entres., lo
aos consignatarios do dilo navio Isaac Curio & Com-
panhia, rua da Cruz n. 10, quesera recompensado.
LOTERA DO RIO Di: JANEIRO.
Temos exposto a' venda oj novos bilhe-
tes da lotera de Iguassu'. que curren cm
-2\) pelos vapores La Plata, 0111). Mana II.
no dia deReis, sabbado 0 do corrente.
Os premios sao pagos tem descont al"nm
logo cine se izer a distrilmicao das mes-
mas listas.
ESCRAVO FtGIDO.
l'iigio da casa do abaixo assignado, na madrugada
de :1 do corrente, um seu escravo por nome Amaro,
oftlcial de sapaleiro, de idade de 30 annos, poue,
mais ou menos, altura regular, barba pouca, denles
limados, os ol,os enlumacados, anda calcado, lem as
mSoi callejadas do fio ,1c sapaleiro ; esle escravo
qnando fugio levou comsigo um i-avallo caslanho,
de idade II) annos, pouco mais ou menos, andador
dc baixo a meio, frente aberta, com um calombinbo
no csplnbaco.e he r.,ncolho;o dilo isor.no foi do Sr.
Manoel Piulo Barbosa, morador em Gamella : quem
pegar ou delle der noticia, dirija-se a rua da Sen-
cao e adinmistracao etc. ila niarinba de, guerra
mercante nacional, sendo redigido pelo Sr. lenle
da armada Euzehin Jos Aniones, auxiliado pela
oollahoracilo dealmimas pessoas ,Ilustradas da incs-
ma corporacao. Publica-se duas se/es por mez em
das indeterminados, contendo l paginas era qnar-
lo, semlo S destinadas ; materias do pros,amina, e
4 exclusivamente poblicacSo das regras nlerna-
cenaes e diplomacia do mar de Orlla,,, obra esta
asss importante e necessaria i lodos que soleem os
Ocanos, o cusi da assignatura 1,0 deSfOOOan-
nuaes pagos adianlado, e de Sent!) para os senhores
subscriptores que quizerem po.su,r quasi lodo o pri-
meiro volume .la obra referida, j aunexa ao primei-
ro auno do peridico.
ynem precisar de qualquer escripluracBo com-
mercial, ollcrere-se para a lazer urna pessiia com a
necessaria pralica e desenvolvimenlo ; a tratar na
rua do Sebo, sobrado amarello, 011 na rua do Viga-
no n. 5, armazem.
No hotel da Europa da rua da Aurora d.i-se
comida para casas particulares incnsalmcnle, por
preco commodo.
No hotel da Europa da rua da Aurora tem boas
salas c quarlos para aluguel, rom comida ou sem
ella.
COSINBEIRO.
Da-se muilo bom ordenado por um enzinheiro
francez: quem quizer annuncie para ser procurado.
No batel Ja Europa da rua da Aurora tem
bous petiscos a (oda a hora, pelos precos marrados na
labella, muilo razoaveis.
I). Bernarda Alaria dos Prazercs, legalmenle
aulorisada, cun aula particular na rua do Sebo, n.
13, participa aos paisde -as alurnnas. que |ein j,.
reabrir asna aula no dia 15 de Janeiro crrente, e
que continuara a fazer lodos os esforros para bem
corresponder ronlianea que nelladeposilam: as-
sim romo Taz srienle aquellas pessoas que lite qui-
zerem encarregar o ensina de suas meninas, que
eslas sern Iraladas com lodo o esmero e melindre,
e aprenderao a ler, oscrever. roldar, doulrina
ebrislaa, coser.labj rnlar, marcar, bordar de matiz,
ouro. praia, e ludas as demais minuciosidades pro-
prias da idade e sexo.
LOTERAS da proykcia.
No da 15 do corrente mez de Janeiro
pela* K boras do dia andan mpreteri-
velmenteas rodas da primeira parte da
primeira lotera a beneficio da culturada
Atnoreira: os poucos bilhetes f|tiee\istem
acham-sea" venda nos lugares do costume.
Praca da Independencia loja doSr. Fortu-
nato n. 4, Botica do Sr. Chagas rna do
Livramento, rua Nova 11. \, Boa Vista loja
n. 48 e na loja de cera do Sr. Pedro Ig-
nacio Baptista. Nesse lugares os Sis.
compradores acliarao os bilhetes sem cam-
bio. Thesotiraria das Loteras, 2 de Ja-
neiro de 1855.O thesoureiro, Francisco
Antonio de Oliveira.
LEITURA REPENTINA.
METHOUO CASTILHO.
A escola se acha transferida para a rita
larga do Rosario n. 48, principia a lecci-
onar no dia 8 de Janeiro, As licOespara
as pessoas oceupadas de dia serao das 7a's
!) da noite.
Do primeiro andar do sobrado da rua doCabu-
ga n. I lf, follar.',,, um relogio de ouro, xdro
orisontal, de 11. 9,823 : qnem o achar leve-o i rua
lo (.almg, loja de i pollas 11. 1 11, que ser bem
gratificado.
Quem precisar de nina ama com bom Icilc para
criar, dinja-sc ao aterro da lio,-Vista n. 17, a tratar
com a mesma.
Aterro da Boa-Vista, loja dL> miudezas
n. ~\. "*
Chegaram ullimamenle ricos lnleiros de porcela-
na, vidro e e-tanbo. um vanado sorlimento de peo-
nas de ico, boas canelas de todas as qualidades, ri-
cas podras de vidro para por en, cima de papis com
relralos de diversas personagena, porta-relngius mul-
lo ricos, realejos de chaves da melhor qualidade, e
alm disto um completo sorlimento dc miudezns,
ludo por preco commodo.
Precisa-sede una ama(juesaibacozi-
nhar e lazer ;is compras para urna mili
pequea familia : amada Conceicaon.
i) ; preere-se escrava.
ESTABELECIMENTOS DE CAKIDADE.
O cautelista Salustiano de Aquino Fer-
reira deu gratuitamentesociedade ao Hos-
pital Pedro II. na nielade dos premios
qtiesabircmnos ([iiatro bilhetes inteiros
ns. 2486,2894,3591, 3834, da primei-
ra parte da primeira lotera a beneficio
da empre/.a da cultura d'amoreiras e cri-
acaodo bicho de seda, os quaes licam em
seu poder depositados : a metade do fjtie
nelles sahir sera' promptamente en-
tregoe ao Sr. Jos Pires Ferreira, thesou-
reiro do mesmo hospital.
Precisa-se dc um cozioheiro para urna casa de
paslo ; quem pretender, dirija-so ao largo do Para
zo, casa n.;).
O cautelisla Salustiano de Aquino
Ferreira declara a's pessoas que compra-
ran] bhetele cautelas das loteras da pro-
vincia para negocio, que esta' resolvido a
vender pelopreQO abaixo declarado.sendoa
quanta de cent mil n-is pari cima dinbeiro
a'vista : ;is pessoas que quizerem tratar
a tal respeito podem dirigr-se a rua do
Trapiche u. Titi segunde andar das S as
II horas da manbaa, e das a's 5 da
tarde.
Bilhetes 5j500
Meios 2^700
Quartos I.vi 00
O la vos 700
Decimos 000
Vigsimos 320
LOTERA l)A provincia.
Na rua do Livramenlo n. *2. vendem-ae lercosda
lotera da Criaoao do bicho de seda a J-000 res ra-
il;, um.
Vcudcm-se ricos e modernos pianos, recnte-
mele ebegadns, dc excellenles vozes, e precos com-
1.....>: ni casa de M. O. Itieber i Companhia, rua
da (., ,/. n. i.
IWUIMIA DE MANDIOCA.
\ en les,. ,-, |luri| ,|o iiriEue Conreiruo, enlrado
de Santa Calharina, e fiiudcado na volla'do Forte do
.Mallos, a mais nova farinha que existe boje no mer-
cado, e para percSe* a tratar no esrriptorio de Ma-
noel Alves l.uerra Jnior, na rua do Trapiche
. l.
COMPRAS.
Compra,use diarios para embrulbo eflecliva-
mente a 3^20(1 rs : na roa larca do Hnsario n. i."> e
17, junto ao qoarlel.
Compra-so praia hrasilcira ou hespanhola : na
rna da Cadeia do Kecife n. .Vi.
Compram-se ancas hespanholas c mexicanas,
cruzados novos, cinco francos c libras esterlinas : na
rua do Caltoga loja u. i.
Compra-se urna escrava que seja moca e bem
parecida, e que saiba cozinhar bem c engommar :
quem a livor annuncie para ser procurado, ou pro-
cure ao major Antonio da Silva liusinao, no arma-
zem de illuininacao, na rua da Praia, dss9 horas da
uianhia as lo.
Compram-se escravos de ambos o sexos, leudo
boa figura ; paga-se bem: na rua Direita n. fifi.
Compra-so elTorlivame ule bronze. lati eco
bre vclho : no deposito da fundicao d'Aurora, na
roa do Krtim. loco ua ciliada ,,. 'JHt c na mesma
fundicao em S. Amaro.
Deposito de violto de cham- &
pague Cbateau-Ay, primeirarpia- ^a>
lidade, de propriedade do conde S)
de Marcuil, rua da Cruz do Ue- @
ci'e n. 20: este vinho, o melhor ^
d<; toda a Champagne, vende-se
a .")6.S(>00 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. ,\.
B.As caixas sao marcadas a lo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.

VENDAS
4UAMK PAI4 W>:>.
Sahiram a luz as l'o'ihinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
viana n. e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLBIHHS PARA 1855,
Acham-se a venda as bem conhecidas
(olhinhas impressas nesta typograpbia,
de algibeira a 320, de porta"a 160, e ec-
desiasticas a 480 rs., vendem-sc nica-
mente na livraria n. ti e 8 da praca da
Independencia.
MELP0M\E DE LAN ESCOCEZ
A 500 RS. O COVADO.
Na loja n. 17 da ni* do Queimado, ao p da brfli-
ca, vende-se alpaca dc laa escoceza, chegada pelo ul
limo navio, a qual fazenda na Europa se d o nnm-
de Melpomene de Ksi-ocia, muilo propria para roue
pues e vestidos dc senhora e meninos por ser dc mu
lo brilho, pelo commodo preco dc OO rs. cada co
vado ; do-sc as amostras com pe,boros.
LOTERA DO BICHO l)A SfcUA.
Corre no da 13.
Na casa da Fama, aterra da Boa-Vista n. 48, cs-
1.1o exposlos i venda os bilhetes e cautelas desta lo-
tera.
Bilhetes SfCKNI
Meios 28K0O
(liarlos IjjljO
Decimos 5T(K)
Vigsimos -ion
Vende-se a dinbeiro ou a prazo a loja de fa-
zemlas da rua da .Madre de Dos n. 9, lendo apenas
um 1:3009000 de lando, e nilo lem alcaide : a Ira-
lar na mesma rua n. :\-2.
Vndeme estromo de gado vaceum a 100 rs. a
carroea, indu-se buscar no sitio ilo fallecido (juilhor-
mc Patricio junio ao Remedio, mide lambem lia para
vender boas vacas parida* ha poneos dias, novilhas
c garroles mnito mancos.
Vende-te um carro novo ingle/, de
\ rodas, recentemente chegado, para
um ou dotis cavallos, eito em Londres:
para ver na cocheira do Sr. poirer no
aterro da Boa-Vista n. 55 ;epara tratar
na rua da Cruz n. 'vi no escriptorio de
Crabtree &C.
Vende-se tima escrava crioula,
com idade de G anuos, sem vicio nem
achaque : na rua da Gloria n, 09.
com c
C. STARR & C.
respeitusamente aununciatn que no seu extenso es-
labelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicao e promplido.loda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo "de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
la na rua do Bnim, atraz do arsenal de marinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu estahelecimento.
All acliarao os compradores um completo sorli-
mento de muendas de raima, com todos os melho-
ramcnlos (alguns delies novos coriginacs) de que a
experiencia de muilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas dc vapor de bai\a e alta presso,
laixas de todo lamauho, tanto batidas romo fundidas,
carros de nio e dilos para conduzir formas dc assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fornos de Ierro balido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslrurcao, fundos para
alambiques, crivos c porlas para forn,,l!as, e urna
inliuidade de obras de ferro, que seria enfadonha
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
intcllicentc e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os aunuuciaules contan-
do com a capacidade de suas olliciuas e inacliinismo,
e pericia de seus ofBciaes, se compromellem a fazer
ejecutar, com a maior presteza. |ieifeiro, e exacta
conformidade com os modelos ou dcscnis, c in-trnc-
Oesque Ine foreinfornecidas.
VeaJe-n fio de sapaleiro, bom : em casa dcS.
P. Jobuslon & Companhia, rua da Scnsala Nova
n. ;i.
Vende-se urna varea parida ha poucos dias.
excedente para se criar por ser da primeira barriga
ede raca mnito boa: quem quizer coinnra-la, pode
ve-la no silio do Sr. Mauoel Jos de Azevedo Amo-
rim, na estrada de Belm, e para ajuslai, na rua
Velha casa n. ',!;>.
m
CEMENTO ROMANO BRANCO.
\ en le-se cemento romano branco, chegado agora,
de saparior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : alraz do tbealro, arma-
zem dc tabeas de pinho.
Vende-se um cabriole! rom cubera e o com-
petentes arreios para um cavado, Indo quasi nor*o :
n.ir? ver, noalerro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro. e para Iralar no Kecife rua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar
K3SS.-3$J5*.1*:i@@t#
9 BA DO CRESPO N. l. ^"""J
* Vende-sa nesla loja superior damasco de *$
& seda de cores, sendo branco, encarnado, rxc-, A
por prcro razoavcl.
Vendem-se lonas da Kussia por preco
commodo, e de superior qualidade: ro
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruzn. 'i.
OBKAS DE I.ABYRINTIIO.
Acham-se a venda por rommodos precos ricos len-
cos, toalhas e coeiros de lahyriulho, ch'egailos ulli-
mamenle do Aracaly : na rua da Cruz do Herir n.
3i, primeiro andar.
Ajnela de Edwls Mn,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
mentns de laixas de Ierro rnado e balido, lano ra-
sa romo fundas, moi-mlas iuetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodosos (amanhos c modclososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com torca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estahado
para rasa de purgar, por menos preco que os dc
cobre, eseo-vens para navios, ferro da Succia, fo-
Ibas de landres ; ludo por barato preco.
Na rua d,o Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flancla para forro de sellins clie-
gada recenlemenle da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana c do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar contas.
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a -i. edicao do livriuho denominado
Devoto Christilo,mais correlo c acresceulado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e S da pra^a da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar. .
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhor da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalba milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se nicamente na livraria u. 6 e 8 da praca da
independencia, a 15000.
Vende-se orna taberna na rna do Rosario da
Bna-Visla n. 47. que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porm con, menos se o comprador assim Ibe convier :
a tralar junto a illfandega, travessa da Madre de Dos
armazem n. 21. *
Moinhos de vento
'ombomb; silerepuxopara regar borlase baixa,
decapim, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brumns. 6,8e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
tjam, cp adrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio te-Jpneiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Heduzido fee 640 para 500 rs. a libra
Do ar-cuo da invencao' do Dr. Editar
do Stolle em Berln, empregado as co-"
lonias inglraas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acna-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de einpre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinbeiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na na do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Kecife n. 30 ha para vender
bar, i- rom cal dc Lisboa, recenlemenle chegada.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
seus pcrlences, em bom uso e dc 2,000 libras : qoem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
Vende-se urna boa casa terrea cm Olinda, rua
da bica de S. Pedro, que faz esquiua com o cercado
dc madeira, com 2 porlas e 2 janellas de frente, 3
salas,:) quarlos, rozinha grande, copiar, estribara,
grande quintal todo murado, com porlao e cacimba,
muilo propria para se passar a festa, mesmo para
morar lodo o anno : a tralar no Kecife, rua do Col-
legio u. 21, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Uckoa, com seis
salas, oito quartos ealcovas, cosinha, dea* *
pensa, com um ptimo sitio con, lod;, a
qualidade de l'niteiras, grande jardiai
murado com militas llores, coebeira, c*_
trinara, quartofMtra feitor,cactanba tnm
bonilla, etc., etc. : vende-se debai\o dc
condioii's mui lavoravcis para o compra-
dor : a halar na rua da Cru/. n. 10.
Vendem-se em casa re *. P. Johns
ton 4 C, na rua de Sencalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins iiijjlc/.i's.
Kelogiosde ouro palenlc inglez.
Chicles de carro.
I'a relio em saccas de 5 arrobas.
Fornos de farinha.
Candelabros e candieiros bronacadoi.
Dcspcnceira de ferro galvanisado.
Ferio galvanisado em folha para forro.
e de forro.
C
MECHANISMO PARA EHSL-
NHO.
VVIINDICAO DE FERRO IX) ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
I'ARIZ,
SHl2ifta* dos guinlesob-
eclos le inecbamsmos proprios para encenbos. sa-
ber moenda, e meias moenda, da mai. moderna
conslruccao ; ,aM rte ,, fundji,o *
superior qualidade, e de lodo, la.nanho. ; roda,
dentadas para agua ou animaes. de loda, a, rropor-
coes ; crivos e bocea, de fornalha e regi.lr.m de tL,-
ro. agu. hoes. bronze, parafuso, c cavUboes, m.iobo
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se execulam lodas as encommenda, com a superiori
dadeja conhecida, e cora a devida presteza e commo
niuade em pre^o.
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margeno do rio, edifica-
da ha pouco ternpo, em chaos proprios,
com bastantes comniodidades,
estribara, etc., etc.
>-
e
eh-
coinstta anuencia, segundo o balanco que na casase zal Velha, cocheira n. 114, quesera generosamente
der- I recompensado.Joaquim Paes Pereira da Silva.
Francisco Lucas Fcrrer;
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se dcqualqu
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macao na igieja ou em casa, carros
passeio e tirar guia da cmara, e ah
contrario ludo com aceio, segundo d
p6e o regulamento do cemiterio.
KOI1 LAFFECTEUB.
O nico aulorisado por decisiio do conselho ral
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recoimnendam o arrujba
Lalleclcur, como sendo o nico aulorisado pelo gu-
vernoe pela llcal Sociedade de Medicina. Esle me-
dicamenlo d'um gesto agradavel, e fcil a Ion ar
em secreto, esl cm uso na marinha real desde m ii-
dc GO annos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despea, sem mercurio, as adecenes d
pelle, impingens, asconsequencias das sarnas, l
ceras, e os accidentes dos parios, da idade critic e
da acrimonia hereditaria oosnumores; convm os
calbarros, da beslga, as conlraccoos, e fraqio u
dos orgaoa, precedida do abuso das ingec{6ea ou de
sondas. Como anli-svpl,Utico, o a, robe rula da
ponco lempo os fluvos iecenlcs ou rebeldes, que vpla
vera amasantes sem conaequencia do em prego da co-
paiba, da cubeba, ou das iiijercos que represen-
lam o virus sciu neulralisa-lo. (i arrobo Laeclau-
be especialmente reeommendado contra as do
inveteradas on rebeldes ao mercurio e ao odurtlo
de poiasio. Vciide-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alvos de Axevedo, pra-
ca de I). Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande-por^o de garrafaB grandes e pequeas, Mu-
das dilectamente dc Pars, de casa do Sr. Boyveos
Lalleeleuv 12, ruellichev a Taris. Os formulario-
dam-sc gratis em casa do agente Silva, na praca ds
II. redro n. Si!. ,\(, Porlo, cm asa de Joaqun,
Araujo; na Baha, Lima i^ Irmios; em Pernam
buco, Soum; Kio de Janeiro, Rocha i\ Filhoa, e
.Moreira, loja dedrogas; Villa-Nova, Joao l'ereira
de Magales Leite; Kio-liramle, Francisco de Pau-
la Coulo <\ C.
Oflercce-se um rapaz portuguez, que lem mui
la pratieade loja de miudezas, e mesmo para ouiru-
qualquer eslabeleriinetilo nesla praca ou fiira dol-
a : quem de seu presumo se quizer 'ulilisar, diri-
ja-se rua do Cabug n. G.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha dc mandioca : no
armazem de Tasso Irmaos.
Champagne da snperior marca Cmela: no arma-
zem do Tasso IrmAos.
OLEO DE LIMIACA
em barris c bolijoes : no armazem de Tasso Irmilos.
CARRAFAS VASIAS
em gigos de groza c dc 110 garrafas: no armazem
de Tasso Irmaos.
Vendem-se latas com 1 libras de marmelada,
pelo diminuto preco de IjGOO cada urna, hlalas a
l;00O a arroba, e 40 rs. a libra, c vinho do l'orlo,
lino, engarrafado, a lr-80 e IsGUO a garrafa : de-
froulc da matriz Ua Uua-Vista u. 88, quina do Hos-
picio.
Vendem-se 2 vaccas paridas : no silio da Tor-
re, em llclem.
Vende-se a rJM da rua da Moda n. 23, ou
Iroca-se por oulra no bairro de Saoto Antonio ou
Boa-Vista ; a tratar na rua da tiloria n. 87, segun-
do andar.
Vende-ea una casa terrea, sita na rua Impe-
rial, a qual be a terceira pasando o sobrado do Sr.
major Gtwmao, lem :i porlas na frente, -2 sala-, :i
grandes qaartlM con, corredor ao lado C quintal mu-
rado cem cacimba, a esl ptima para padaria : os
preleudentes dirijam-se rua eslreila do lio-ano,
loja de ourives n. 7, que se dir quem a vende.
Veudem se casal tornas em Santo Amaro,
na rua da Tondico, por todo o negocio, por ter o
seu dono de relirar-se ; a fallar ua mesma, enm Joao
Antonio da Valga.
Vndese urna preta de liaran, qoe cozinha,
engomma e cose : na rua larga do Rosario o. 48,
segundo andar.
Vende-se na rua larga do Rosario
sebo em rama:na venda da quina n. ">9.
Vende-e um escravo crioula, de bonita lisura,
com 22 anuos de idade, sem vicio nem achaque,
com tocio de padeiro, pais servio em urna padaria
<> anuos : quem o pretender, pode ir ver no deposi-
to geral, na rua eslreila do Rosario.
Vende-se un,a cocheira na rua de lloilas.rom
1 cavallos aricadose promptos: a .tratar na rua es-
lreila do Insano :i. 16.
Vende-se urna escrava bastante moca, do gen-
lio Costa : em Fra dc Portas, rua do rifar u. ,",y.
alandtga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. oi,
i
2
8
i
i
i
m
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-ye fardo novo, chegado da Lisboa pela barca (ira-
POTASSA BRAS1LEIRA. -^
Vende-se superior potassa, fa- (fa-
bricada no Rio de Janeiro, che- *&
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rita da Crtt/. n. 20, ar- '
nazetn de L. Lecontc Feron &
Companhia. (fr
Taixas part engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Rrum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo c com promptidao'
embar.am-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste eslahelecimento contina a ba-
ver un completo sortimento dc moen-
das c metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
de todos os tamauhos,
cocheira,
quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua d.
Cruz n. 10, que sendo possivel se trtv
qualquer negocio.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLIIAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
14 libras.
Vendem-se na botica de Barlholomeu Francisco
de Souza, rua larga do notario n. 36, or menor
preco que m oulra qualquer parte.
Vende-se cognac em caixas de du-
zta: no armazem de Brtinn Praegcr &
C, ruada Cruz n. 10.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para Tender
moendas de cannas todas de ferro, de um
raodello e construeco muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. era
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos <* ferro de -rir- qualidade.
Massa de tomates.
Embalas de 4 libras, excellente para tempero, via-
da recentemente de Lisboa : vendeja na rua do
Collegio n. 12.
Vende-se sola muito boa, pelles de cabra, e
gamma muilo boa cm saceos : na raa da Cadeia do
Kecife n. 19. primeiro andar.
Vendem-se relogios de ouro, prata,
piala chapeada, dourada, de patente In-
glez e horisontal, sabonete, tudo pelo preco
o mais cmodo possivel : na rua da Cruz
do Recife n. 20 primeiro andar.
Vende-se gomma de engommar muilo supe-
rior, da melhor que tem vindo o mercado, a -Jtwn
a arroba, c a 80 rs. a libra : na taberna da roa de
Norias n. <.
Vendem-sc no armazem n. GO, da rua da Ca-
deia do Kecife. de Ilenry Cibson, os mais superio-
res rebwios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
V^-^h hyson verdadeiro, o melhor qoe tem ap-
ISaWTifti nesle mercado, e por que preco ? 2:60 ca-
cia libra, em caijinhas de dnas libras: no Bazar
l'ernamb,cano, na rua Nova.
No Bazar l'eriiambucano, vende-se a prodi-
giosa agua de malabar por Lascombe, para lengir
cabellos.
N'n Bazar Pernambncann, vemdcm-e rico ja-
ques bordados para meninos de 6 a"9 anuos, crep
de lodas as cores, laucas de laa para wnlmras, troco
de lodas as grossuras e cares, carnizas de relroi bor-
dados i maii, chapeos franerzes para homeiis a fij,
e 79, selins de todas as cores a 8H0 r. o covado,
paslilba para o peilo e estomago, e nutras, minias
fazemlas que se venderSo baratas.
Vcnde-se um bonito moleqoe de 18 a JO anno*
dc ida Je, que cozinha o diario de ama casa, e sera
vicio : na rua dos Ouarteis n. 24.
Vendem-se chapeos de sol de armacao de ac,
com boa seda, pelo diminolo preco de gtiOO : na
rua do Crespo prximo ao arco de Sanio Antonio,
loja 11. 3.
VESTIDOS A 23000.
x endem-se corles de vestido de invado rrancet,
largo, padres bonitos e cores fizas, pelo barato pre-
co de 23000 cada corte : na loja de 4 porlas da roa
do IJiieimadn n. 10.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolliida colleocaodas mais
brilbantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico prsenle.
gaaaBaaEMK3.HKL_
K RUA DO TRAPICHE N. 10.
* Em casa de Patn Nash A: C., lia pa-
K 'a vender:
jg Sortimento variado deferragens.
^ AmaiTas de ferro de 5 quartos ate I :
^ polegada.
3 Cliampagne da melhor qu.didade V
g em garrafas e meias ditas.
SI ^ n'P'au0 inglez dos mellmrcs.
CEMENTO ROMANO.
\ endee superior remani nn barr-as grandes ;
assim como lambem vendem-se as tinas : atrada
tbealro. armazem de Jnaqui-n Lope* dc Alinrida.
Ma Iravrssa da Madre de l)eos n. 9.11ida n o
siuinle : saccas com farello. novos, paprl das se-
guinles qualidades : perlina, almaoo primeira 1
-.....'* *0,|p. machina, florete, para rlupeleiros,
para botica, dc embrulbo de lor"as as qoaliddo e
lamanho,alzas ca man, barricas com familia
muilo superior, dilas com genebra, ditas rom cene-
ja, caizas com cae] la, taccas com p,menta, han
com cravo, garraloes vasiai de lodos os tamanhos,
can is com licores, vinho linio e branco, tuda che-
gado receolemenlr. e por precos rommodos; assiai
como sabao amarello muilo terco.
Vendem-se libras de chocolate flan-
ee/, do melhor que tem apparecido no
mercado e por barato preco : na rua da
Cruz n. 26 primeiro andar.
; Vendem-se licores de absintli c Kis-
sch do melhor possivel e por commodo
preco : na rua da Cruz n. 2(i primeiro
andar.
Vende-ce o rerdadeiro vinho Borde-
aux engarraado, tanto tinto como bran-
co, e por baratissimo puro : na rua da
Cruz n. -2(i primeiro andar.
para
e coado,
dito.
Em casa de J. KcllcrAC, na rna
da Cruz n. j."i, ha para vender .1 exccl-
lentes piano* vindos ltimamente de Ram-
buigo.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. i."), ha mnito superior polassa da Rtis-
sia e americana, ccal virgem, chegadaba
pouco. tudo por preco commodo.
Vende-se Btceilenle laboado de pinho, reren-
lemenlo chegado da America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo.


ESCRAVOS FGIDOS.
No dia ;10 ile dezembro do mez provimo pasu-
do, dcsappareceu um preto rriouln. hasanle ladi-
no, <|e ,,0100 Miguel, o qual prelo toi comprad" ao
Sr. Luiz Ce-ario do Reg ; levou camisa rova do rip-
eado Trance/ j velha rom um teniendo grande qna-
di.ido de oulra 1 lula, c calca branca com oulia \t
Iba escura por bino, sera latea da naa .-. r srm
cli.-peo. tem o ofllcindc canoeiro, he badila luiir,
bem prelo. fallan. Uve 3 dental na frente dn l,,d ,1c
rima, lem barba no buco e 101 quevo ; e(r prelo
teui ja o costume de fugir. c quandn n ti rom
se meaaso Aanlra na enlode ocrulto |-elo raaiaa da
na Nova ; aa eni.io -,,ii para ,,s hnmedwcAea
o,dado :t a 4 leguas ; e anda ha postea M nllnna
tosida que i'/, e conscrvoii orrullo, sitando ata ,n-
lormaram, alguns lempo-. 110 engenho Mosaamluqne
e por inlervencao do lllm. Sr. l>r. Vellosa baaaa
foi eulregiie ao Sr. Luir Osario qae enl.lo era seo
senhor: quem o pegar. lc\e-<> en saauW, na rna
da Cadeia dc Sanio Antonia n. 7, enj rasa de I. L,
U- Taborda, que sera bem ieron,|vensado.
PBiUt.: TY1>. DE M. F. DE FARIA. -I8i
MU TU niin


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