Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01281


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Full Text
ANNO XXXI. N. 4.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
SEXTA FEIRA 5 DE JANEIRO DE 1855.
Por armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
ENCARREGADOS DA SliBSCRlPCA'O-
Recifc, o prnprielaio M. F. de Fari ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Jlo Pireira Marlins; Babia, o Sr. I).
Duprad ; Marei, o Sr.. Joaquim Bernardo de Mcn-
Jnnra ; Parahiba, c Sr. Gervazio Vctor da Nalivi-
dade ; Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pcreira Jnior ;
Aracaiy, o Sr. ou niu de Lentos (traga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maranh.lo, o Sr. Joa-
qun) Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazona- o Sr. Jcronyino da Costa.
CAMBIOS.
Sobre landres, a 28 d. por liJOOO.
Paris, 3i2 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate
AcQes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lellras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 29JOO0
Modas de 63>400 velhas. 165000
de 655400 novas. 16JJ000
de 49000. 9S5000
Prata.I'atacoes brasileiros. 13040
Pesos columnarios, J8940
mexicanos..... 1D800
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olimla/ todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanluins nos dias 1 e 15.
^illa-Helia, l?oa-\ isla, Ex eOuricury, a 13e2S.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Nalal, as quintas-eiras.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira s 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s 6 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas c quintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quarlase sabbados ao meio dia.
EPBEMERfbES.
Janeiro. 2 La cheia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manha.
11 Quarto minguante s 2 horas, 7 mi-
nutse 38 segundos da tarde.
18 Lut nova as 6 horas. 17 minutos e
36 segundos da manhaa.
24 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 32 segundos da manhaa.
S PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO SO IMPERIO.
S. M. o Imperador lia por liem, que no Imperial
Institua de Meuii o Cegos se observe'provisoria-
mente o seguinte :
v Regiment interno
TITULO I.
. Dos empregados.
CAPITULO I.
Do contmsario do gorern.
Art. 1. Ao i'oiur iiss.1Tio do governo compele :
1. Inspeccionar i educarlo moral c religiosa, o
eusido das leltras < arles, c disciplina e economa do
Instituto.
S 2. Assislir aos exames dos alumnos, e dar conta
ao governo, em relatorio annual, do juizo que formar
a respeilodo seu aproveilamenlo, do mrito dos mes-
Ires, e da adminislracao do mesmo Instilulo.
S 3. Propor em ualquer tompo ts medidas que
julgar convenientes para a repressao de abusos, ou
corrercao de disposicOes regulatnentares, conforme a
experiencia melliur aconselhar.
t Arl. 2. Poder entrar no instituto a qualquer hora,
examina-lo, e exigir os eselarecimentus que julgar
convenientes, que lite serlo dados pelo director e
mais empregados re m promplidao e franqueza.
CAPITULO II.
Do director.
Arl. 3. Alem das illribuirrs conferidas pelo rc-
gulamenlo de 12 desetembro do correute anno ao
director, incumhe-llie :
>. I. Propor ao ministro do imperio a Hornearan
'\ dos repetidores e inspectores dos alumnos.
S2.|Suspende-losi oui privacao de vencimcnlos por
i at 8 diar, dando logo conta ao governo do motivo
da suspensjo.
S 3. Ajuslar serv ntrs, dentro do numere que llie
for prescriplo. e despedi-los quando mal servirem.
S 4. Advertir os professores e mais empregados,
que fallaren s suas obrisaroes, dando parle ao go-
verno das faltas mais graves, e da9 reincidencias.
i. .">. Examinar os relalorios diarios dos inspecto-
res, ouvir as quexas dos respetidores e providenciar
como lhe parecer acertado.
6. Aconselliar, reprehender, e punir os alumnos,
segundo a gravidade das fallas que cominetlcrem.
7. Propor ao governo a despedida de qualquer
alumno, cuja onservacSo no Instituto for incompa-
li vel com a disciplina do estabelecimeiilo.
8. Informar por escripto, de 3 em 3 mezss, so-
bre o procedimenlo, progresso e saude dos alum-
nos aos paisdestes cu a quem suas vezes fizer.
9. Dirigir em geral lodo o pessoal, c inspeccio-
nar o material do Instituto.
CAPLULO III.
fo capellao.
Arl. 4. Cumpre ao capella, alem dos deveres que
* lhe impoem o regulimenlo :
% 1 Ter em boa suarda os vasos sagrados, alfaias
e ornamentos da car ella, e propor annualmenle ao
director o orcainenti da despeza indispensavcl para
o servico do eolio divino.
2. Dirigir aos alumnos, as lioras que lhe forcm
marcadas, pralicas ( leiluras religiosas, o ins'fruf los
dos dogmas e preceiiosda religio do estado.
i 3. Preparar os inesmos alumnos opportunamen-
le para rcceb'rem a primeira communhao, e a coo-
firmarao, e eosinar-'hes as preces que devam fazer
por occasiao ile assisliretn missa, ou receberem os
Sacramentos, e de concorrerem aorefcilorio.s tulas
e aos dormitorios.
4. Dar inslroccoes aos inspectores para que pos-
sam desempenhar satisfactoriamente, na parle reli-
giosa, as obritaces ilos seus cargos.
5. Solicitar do d reclor todas as providencias ne-
aessarias para o effic.iz desempenho das suas fonc;6e<
evanglicas.
CAPITULO IV.
Do medico.
Arl. 5. Alem das ohrigac,es proscriptas pelo re-
gulamentoto medien, compele-lhc :
S 1. Apresenlar ai director no principio de cada
mez um relalorio sobre as molestias dos alumnos
que liouver tratado no mez antecedente, declarando
as causas qce as liverem produzido, os meios que
empregra para combale-las, e com que xito.
g 1. Participar ao director qualquer indicio de
molestia contagiosa que se manifestar em individuo
perleocente ao Insti po, indicando o meio de rcali-
sar-se immediata, e cfticazmenle a sus separarlo.
^f- S 3. Designar as drogas, medicamentos com que
deve eslar provida a bolica particular do Instilulo
para casos de urgencia.
54. Dai inslrucedes por escripto aoenfermeiro a
respailo da applicar.io dos remedios, da dieta e do
mais que convier ao tralamento dos doenles.
.>. K'?cl miar ao director, nos casos graves, a con*
. vocacito de oulros facultativos com que deva con-
ferir.
CAPITULO V.
Do theiourciro.
Art. 6. He dever do thesoureiro receher lodas as
quantias provenientes da renda do Instilulo { arl. 75)
e pagar lodas as contas perlenccnles sua despe/.a
( arl. 80).
Art. 7. filo teco! era quantia alguma sem dar um
recibo de lalao. onde ficar inscripta a sua importan-
cia, o nome da pessoa de quem foi recebida, e a da-
la do recehimenlo.
Arl. 8. Da regra antecedente sao exceptuadas as
nuantias que receher do lliesouro, por conta do su-
sidio volado pela assemblea geral.
Art. 9. Nao pagara conta alguma de despeza ordi-
naria, sem nella estar escripto o Visto e pague-
Arl. 2.. Obedecern aos inspectores dos alumnos
em ludo que for concernenle ao servico deslcs.
Arl. 26. NiMilium delles ter a menor familiari-
dade com os alumnos, uem aceitar destes, ou de
seus pais, tutores, ou proleclores retribuirn ou
prsenle, nem se encarregar a pedido de alumno
algum de recado ou commjsso para dentro ou fura
se com assignatura do director ; e se for conta da do Instilulo, sem previa Uceara do director : pena
t"
despeza extraordinaria, sem que, alem da prece-
dente formalidade. se ache nella declarado pelo mes-
mo director, que fora aolorisado pelo governo para
fze-la ( arl. 88.)
Arl. 10. Os portadores das conlas, aulorisados pa-
ra a sua cobranza, passarao nasmesmas os competen-
tes recibos,
Art. II. Tambem nao pagar os ordenados e sa-
larios dos empregados e srvenles, senjo vista da
folha, que lhe for mensalmenle remedida, nos ter-
mos do art. 82.
Cada empregado ou srvenle assignar o comp-
leme recibo ua mesma folha.
Arl. 12. Em livro proprio assenlar ludo quanlo
receher e pagar, dia por dia, referindo-se aos nme-
ros dos recibos de lailo e das cantas.
Art. 13. Ser obrigado a prestar flanea de valor
correspondente 4. parle da renda do Instituto.
Arl. 14. O cargo de thesoureiro sera exercido de
preferencia por um dos professores ou empregados.
CAPITULO VI.
Dos pro/estoves.
Arl. 15. Devem os professores :
1. Eiisinar aos alumnos as materias das respec-
tivas aulas, explicando-as convenientemente.
2. Lembrnr-lbes, em qualquer occasiao oppor-
luna, os seusdeveres como cidadaos, e dar-lhes con-
selbos otis, sempre que delles rarecam.
g 3. Tratar com goal desvelo todos os seus a-
lumnos, louvando os que derem boa conla de si, ad-
moestando os que forem negligentes, e eslimulan-
do-os i que nao desprezem o beneficio que se Ibes
quer fazer.
Art. 16. N,1o podem aceitar dos alumnos, nem de
seus pais, bulares ou protectores, relribuicao ou pre-
sente de Miaran alguna, nem debaixo de qualquer
pretexto, pena dedemisso.
Arl. 17. Serao submettidos. nos impedimentos
lemporarios, uns pelos oulros, ou pelos repelidores,
e na falla ilcsles por quem o director designar, com
approvacao do minislro do imperio.
Capitulo vil
Dos repetidores.
Art. 18. He da obrigacao dos repetidores :
1. Dirigir os alumnos no cstudo preparatorio
das suas lices, explicando-lhes u que fr de mais
dilcil intelligencia, lembrandn-Ilies o que tiverem
esquerido, c levando-os pelo raciocinio cabal com-
prehenso das materias do mesmo ensino.
2. Cuinprir, para com os alumnos durante o es-
ludo preparalorio, os mesmos deveres proscriptos
aos professores no arl. 15.
Arl. 19. Serao substituidos ns pelos oulros, sen-
do possivel, ou quandu nao, por quem designar o di-
rector. ""N
Art. 20. Ile-lhcs applicavel a ^isposicao do
arl. 16.
CAPITULO VIII. v
Dos inspectores dos alumnos.
Arl. 21. Cada inspeclor dever :
1. Residir no instilulo, c velar sobre os alum-
nos da sua turma (arl. 28}, acompanhando-os as
lloras ile recreio, e passein, adverlindo-os com mode-
raran das fallas que commellerein, e dando parte das
mais graves ao director para serem reprimidas.
2. Comer mesa com os alumnos respectivos,
o dormir em aposento que communique com o dor-
mitorio para que possa sempre vigia-los e diri-
gi-los.
3. NSo se recolher anlcs de liaver verificado
que lodos os alumnos da sua turma se acham accom-
modados nos rfspeclivos leitos.
liar parle por escripto ao director, logo pe-
la manhaa, do que liver occorrido na turma a seu
cargo, e do procedimenlo c applicacao dos alamnos
no dia antecedente.
5. Cuidar no as-eio dos alumnos, e inspeccio-
nar o seo vestuario, nconselhando-lhes que nao
cslraguem a sua roopa, e dando parle ao director de
qualquer defeilo que observar, a'sim no uniforme,
como as oulras roupas e calcado, para que seja
remediado.
ti. Por Iodo o esmero em que seus alumnos
manlenliam o silencio e recolhimento as lioras
das aulas, das refeircs, das preces e aclos reli-
giosos.
Arl. 22. Nao podem sabir do Instituto em licen-
ca do director, e he-Ibes tambem applicavel a dispo-
sicao do arl. 16.
CAPITULO IX.
Dos serrenlcf.
Arl. 23. o numero dos serventes, e os seos sala-
rios ser,lo marcados pelo guveroo sobre proposta do
director.
Art. 21. Os que mcrececcm mais conuanra serao
applicados ao servico dos dormitorios, e terao per-
to destes seos aposentos para cudirem a qualquer
hora em que sejam chamados.
Os oulros sern empregados na cozinha, dispen-
sa, enfermara, casa de banho, asseio da casa e con-
servacao do jardim c da chcara.
0 PARAMO' DAS MtLHERES. (*)
Por Paulo Feral.
O l'HtROL.
CAPITULO SEXTO.
?

-
r
O PBESEPIO.
Einquanto Astrea conversava rom Jnao Touril,
seu to presumplivo, c seu futuro caixeiro, o jovem
marquez Antonio o o paira? Sulpicio procuravam
orienlar-se ua grua, onde reinava una profunda es--
curiiiao.
Ol! ella nao vio 1 dse com despeito o mar-
quez, que linha chamado Victoria de/, vezes pelo
meno-. Defende ainda as mulbe/M, velbo Sulpicio !
Eis como ellas sao Lmquanto nao leve noticias mi-
abas, clinrou c orou lalvez; agora escrevo-llic 'li-
zendo-llie a hora c o lia de ininlia chegada, e adi-
me sosinlio no ponto marcado 1
(Juem sabe se ella recc'.ien a caria'.' tprnou o
pairan pensativo. O grande Rostan hr.om palife, c
si- elle livesse oulro n me, cu dira que he um ve-
Ihaco. A isa vai mal. Os mercailores ile renda dis-
seram-me que elle linha furlndn o pobre-dinlieirn
de Victoria. Pena o s'iihnrque semellianlc homem
nao p le abrir urna caria '.'
Ali disse Amonio inspirando, as qoc ani.im
bem, adevinham. Se (nando cheguei, a livesse arba-
ilo aqui rom lagrimas oe alegra nos nlhos, leria sido
isso um presagio mui toce de felicidade. Ella roe
leria dilo suspensa ao men pesroco: Sua av ca
inelhor, Antonio...
A noila occullou o movimento de Sulpicio, o qu.il
meniou a eabega,
Quanlo es;, boa i.olicia leria sido nHhor em
sua bocea 1 prosesuioo joven marquez. Ou cutan el-
la t*ria vindo trislc di/.,rme : a Antonio, loa av...
Elle nao acabou; um grande suspiro levanlou-lhe
o peito.
Sua av linha a idade de morrer, disse Sul-
I"
Ella linha substituido meu pai e minha mai,
() Vide o Diario n. 3.
de ser suspenso com perda dos salarios, ou despedi-
do conforme a gravidade do caso.
Arl. 27. Todos ellos ou viran, nos dias, e horas que
Ibes forem marcadas, a explicacao do catbecisrao, e
das verdades Evanglicas, que ser feita pelo ca-
pellao.
TITULO II.
Dos alumnos.
CAPITULO X.
Da classificarao dos alumnos.
Arl. 28. Serao classilicados alumnos :
S 1. Em relajau ao seu estado, em conlribnintes
e gratuitos.
2. Em relaco idade. em 3 classes ou turmas :
a 1." composla dos de 6 a 10 annos.a 2." dos de 10
a 14:e a 3. a dos maiore de 14.
S 3. Em relacao ao ensino, em 2 classes, a saber
a l.i dos que fiequentarem as aulas nos primeiros 3
anuos:e a 2." dos que liverem concluido com apro-
vellmenlo o referido Iriennio.
CAPITULO XI.
Da inslrucrao religiosa.
Arl. 29. A explicaban do cathecmo, e o ensino
religioso em geral terao logar oas horas que o di-
rector marcar nos dias (criados; e nos dias lectivos,
em urna das 3 horas destinadas para as aulas da ma-
nhaa durante o primeiro Iriennio.
Arl. 30. Poder o capellao dividir os meninos em
seccOes conforme o prograsso que fizerem, e confiar
oenslnodaque for composla do> principiantes ao
cuidado de algum repetidor, mas sempre debaixo da
sua iiispcci-ao.
CAPITULO XII.
Do ensino e exames.
Arl. 31. Ncnhdma alterarlo se far uo melhodo
do ensino, provisoriamente adoptado, sem previa
proposla do director, que para isso ouvir os pro-
fessores por escripto, parecer do commissario, e ap-
provacao do governo.
Art. 32. As aulas serao aherlas no dia 7 de Ja-
neiro, e fechadas no dia l de novembro de cada
anno.
Art. 33. Nos primeiros tres annos de ensino, as
HeOes de primeiras lellras e de ioslruccao religiosa,
terao lugar de manha, e de larde as de msica eoffi-
cios mchameos.
Arl. 34. Do quarto anno lectivo cm dianle pode-
rto ser era dias alternados as licoes, sendo enlao dis-
tribuidas como for mais conveniente, pelo director
com approvacao do governo.
Art. 35. Fechadas as aulas, e no dia que for mar-
cado pelo minislro do imperio, comecarao os ex-
mes, que serio pblicos, e Teilos segundo o program-
la annualmeule organisado pelo direclor, ouvi-
dos os professores e de accordo com o commis-
sario.
Arl. 36. Concluidos os exames, o director, o ca-
pellao e os prefessores, reunidos em presenca do
commissario, julgarao do mrito dos alumnos, lendo
em aitencao os exames feilos e as respectivas notas
dorante o anno.
Arl. 37. Os alamnos que nao merecerem appro-
vacao, serao obligados repelir o enno al duas ve-
zes mais. Aquelles que, apezar dessas repelieses,
nenhum progresso Bzerem, lerao o deslino que" ul-
Icriormenle lhes der o governo, ouvidos o commissa-
rio e o director.
CAPITULO XIII.
Do mocimento dos alumno.
No verito.
Arl. 38. Os alumnos das 5 is 6 horas da manhaa
deverao levantar-se, vestir-se e orar em commum
na rapella, e terao :
Das 6 s 7repclico das lc pera. v
Das" s 8almoea, e recreio.
Das 8is 11lices de primeiras lellras, e religiao
as diversas nulas.
Das 11 sll 1|2recreio.
Das 11 1|2 1 da tardeesluJo preparalorio das
liC&es de msica.*
De 1 s 2 1|2jantar e recreio.
Das 2 1i2s4 1|2licoes demosica as segundas,
quartas c sextas feiras, e de ouicios mchameos uas
trras, quintas c sabbados.
Das41r2s 5 1|2leitnra inslructiva.
Das j 1[2 s61|2passeio na chcara e gymnas-
lica.
Das 6 1|2 *s8 1i2estudo preparatorio das ligoes
para o dia seguinle, e, havendo lempo, leitura ins-
tructiva ou religiosa, como delerminar o director de
accordo com o capellao.
Das8 1|2 s9 1|2ceia, oracaoem commum, en-
trada para os dormitorios.
No invern.
O alumnos levanlar-se-ho s 6 horas da manhaa
e al s 7 devem vestir-se e preparar-se ; e orar em
commum na capella; e lerao :
Das7 s 8repetirn das licoes da vespera.
Das 8 s 9almoco e recreio.
Das 9 s 12licoes de primeiras leltras e de reli-
giao as diversas aulas.
amigo. Era grosseira e altiva para com todos; mas
lembras-tc quanlo era boa para mim ? Dizcs que li-
nha a idade de morrer I Ella sabia anda amar-me
melhnr do que as mucas. A ullima vez que vientos,
eslava esperando-me na praia.
Era urna Rostan prouunciou gravemente o
patrao, se Dos no-la conservar, seja Dos louvado !
se ella esl em um mundo melliur, rngarei, por ella,
como he meu dever, al ao ultimo dia de minha vi-
da ; porcm nao perderei o lempo boje cm chorar os
morios, porque os vivos bao misler de serem ajud.i-
los. O seuhor he a nica vergontea varonil da ve-
Iba arvore, c Victoria sua noiva he a lilha do meu
querido amo, o conde Rostan do lioseq. Se nilo po-
demos reparar a queda de Magdalena ao menos seja
Victoria salva, viudo a ser sna niulher. O bom lem-
po renascer, e farei sallar sobre os meus joelbos
seus flhos e fiihas na sala grande de Maurepar. O
senhor vera isso !
Quem salie'.' niurmurou Antonio, os ausentes
nunca leein razao...
Acaso n senhor desconfa de minha Victorinba 1
pergunlou Sulpiciu escandalisadn.
Antonio nao responden ; achuu s apalpadcllas a
pedra em que Victoria se linha assentado ao anoile-
cer, e repousou nella.
He causa extraordinaria disse o pairan qne-
rendo mudar a conversacao; senle-secomo um chei-
ro de presepio...
O Caracho das mulheres muda... dizia Antonio
em voz alia.
Eu jurara, exilamou Sulpicio, que esla grua
servio de apnsoiilo a urna cabra !
Enmntrbu com os ps um objeclo macio no chao,
Das 12 i horarecreio.
Da } hora s 2esludo preparatorio das licoes
de msica.
Das 2 s 3jantar c recreio.
Das 3 s.'vlicoes de msica, uas segundas, quar-
tas e sextas, e de odicios mechnnicos, as tercas,
quintas e sabbados.
Das 5 s 6passeio e gymnastira.
Das 6 s 8esludn preparatorio das lires para o
dia seguinle.
Das 8 s8 ,"leilura inslructiva ou religiosa.
Das 8 < s 9 ', ceia, orac.lo em commum e en-
trada para os dormitorios.
CAPITULO XIV.
Dos feriados e ferias.
Art. 39. Sao dias feriados os domingos, dias san-
tos de guarda e de fesla, ou lulo nacionacs e os da se-
mana santa, da quarta-feira ao sabbado da alleluia.
Arl. 40. Nos dias declarados uo artigo anteceden-
te observsr-se-ha a ordem prescripla no art. 38, me-
nos quanlo s horas do ensino, que serao limitadas s
seguinles :
Das 9ao meio-dininslrccao religiosa.
Das 4 s 5exercicios de msica.
Das 7 s8esludo preparatorio das lices. O lem-
po restante ser dado ao recreio, ou leilura, ou tra-
balho mechanico, conforme a inclinacao particular
dos alumnos, que ser altendida pelo direclor.
Arl. 41. As ferias comecarao no dia em que se
conrluirem os exames, e duraran at 6 de Janeiro se-
guinte. Durante ellas ser permillidu aos alumnos
irem para as casas de seus pais, tutores ou protec-
tores.
Arl. 42. Os alumnos, porm, que licarcm no ins-
tituto sujeitar-se-hau ao que lien disposto no arl. 40.
TITULO III.
Do disciplina.
CAPITULO XV.
Da separaeo dos alumnos.
Art. 43. As meninas cegas, seja qual for a sua ida-
de, serSo completamente separadas dos meninos : te-
rao i parle aulas, casa de trabalho, lugar de rerrea-
cao e passeio, refeitorio e dormitorio.
Urna das meslras, debaixo dasordens do direclor,
far as vezes deslc na parle do edificio do instlala,
que lhe fr exclusivamente destinada.
Art. 44 As turmas, quer de um quer de oulro se-
xo, deverao ser, quanlo possivel, separadas entre si:
cada urna ter, em regra, dormitorio e refeilorio
parte. Na enllocaran dos leitos nos dormitorios guar-
dar-se-ha a distancia pelo menos de i palmos de ons
para oulros.
CAPITULO XVI.
Do vestuario e reunioes.
Arl. 45. O uniforme dos alumnos ser, para os
dias festivos ou quando sahircn, sobrecasaca de pan-
no verde escuro, de gola cm pe e aboloada com bo-
les amarellos, calcas da mesma fazenda, grvala c
bonete pretos, botins de vaqueta : e para os dias or-
dinarios, jaquefa ou rodaque de laa escura aboloada
com boles prelns, calcas da mesma fazenda, grvala
de chita, boiielc preto e sapalos de vaqueta, devendo
no vero as raais ser de linho escuro.
Art. 46. O traje das meninas consistir, no 1" ca-
so, em vestido de cassa verde escura, afogado, cnlla-
rnhos brancos c lisos, cintos, botins pretos e veos
bramos : e no 2 caso, em vestido de chita escura
e sapalos, lendo o accrescimo de uro chale de laa no
invern.
Art. 47. Toda a roupa branca de corpo e de cama
ser do linho ou algodo ; sendo os cobertores de chi-
ta na eslaro quenle, o de la ou algodao grosso na
fra.
Art. 48. Sempre que os alumnos se reonircm as
aulas e refeitorios ou na entrada e sabida desses lu-
gares, dever reinar entre cllcs o mais profundo si-
lencio.
Antes de comecdiem e depois de acabarem as li-
C&cs e refeices dirigirn lodos em alta voz ou can-
tando adequadas preces ao Altissimo.
CAPITULO XVII.
Da communicaco com externos.
Arl. 49. Os alumnos so poderlo receher visitas de
seus pais ou de quem suas vezes fizer, ou de pessoas
expressamenle autorisadas por elles, ecom previa li-
cenca do direclor.
Arl. 50. Estas visitas s lerao lugar nos domingos
e quintas-feiras, as lloras de recreio e em sala des-
tinada para locutorio.
Art. 51. No aclo de dar licenra, o director far
aviso ao inspeclor da turma competente para que a-
companhe, ou faca acompanhar por pessoa segara o
alumno que tiver de ir ao locutorio.
Arl. 52. A nenhum alumno he pcrmillido reee-
ber livro ou dadiva alguma, sem que primeiro faca
apresenlar o objecto ao direclor, e ohlenha desle au-
Im i-aran para possui-lo.
Qualquer objeclo, nao aolorisado. que for encon-
trado em poder dos alumnos, ser apprehenddn e
remedido aos respectivos pais ou a quem snas vezes
fizer; sendo alm disso punidos os infractores.
Arl. 53. Os alumnos poderao sabir para as casas
de seus paisou das pessoas que os representaren), no
Io domingo de cada mez, c nos dias de fesla nacional,
precedendn sempre licenra do direclor.
Art. 31. Esla licenra ser concedida debaixo da
condicao de ser o alumno reeebido porta do insti-
lulo por pessoa de rnnlianca que baja de cnnduzi-lo,
e se obrigue a reconduzi-lo noile, ou na manhaa
. DIAS DA SEMANA.
1 Segunda. %tf* Circumcisao do Senhor.
2 Terca. S. Isidoro b. ; S. Argeo m.
3 Quarla. S- Aprigio b. S. Antero p. m.
4 (Quinta. S Tito b. ; S. l'risco presb. m.
5 Sexta. ( Vigilia da Epiphania) S. Simeao E.
6 Sabbado. guji Epiphania (Manifesiaeo do Sr.)
7 Domingo. 1.* depois de Reis; regresso do
Menino Jess ao Egypto ; S. Luciano presb.
ridade; mas quando o fogo pegou no paulo, Sulpi-
cio exclaman :
Eu eslava cerlo disso, n.lo rae enganei fallan-
do ilc presepio!
Antonio arrcgaloo os olhos com admiraran. Junio
delle eslava um rcslo forrado de algodo, que pare-
ca preparado para herco, a >eus ps urna porco de
relva com urna tigclla cheia de leilc, e perto desse
logar roupinhas de menino enchugavam as pare-
des da gruta.
Oh disse Sulpicio tomando urna vela de resi-
na, qne eslava medida na areia, cu jurara que ella
passun a noile ullima aqui !
O patrao acedeu a vela, Antonio levantnu-se e
balhuciou passando a mao pelos olhos deslumhra-
dos :
Quem? Ella'?
Emcima da pedra, onde elle repousra, havia um
lenco de panno fino mnlhado como se livesse sido re-
cenlemente medido n'agua.
V. R.! exclamou Antonio vendo a marca; he
ella!
Chegou o lenco aos labios, depois repcllio-o vio-
lentamente, disse cmpallidecciido:
Sao lagrimas!
Sulpicio eslava ajoelhado na distancia de dous
passos, c mtirmurava:
Saiiguc!
Elle assi-iia. pelo pensamenlo ao drama solitario e
sublime que se linha paseado nasa lugar, va ajo-
ven mai aOlicta com as dores sem nome, c com sua
propria innocencia.
Dos a ter sorcorrido! disse elle pondo as
mans para orar.
Antonio tamben) njnelhou, c unindo o lenco hu-
.iliauou-se, e levanlanilo a mao cheia de relva fres- mido aos labios, disse :
ca, dtsse com urna cun.eao singular : Nove mezes be verdad. Jnrei-lhe aqui mes-
Senhor Antonio, ha um mez que os mercado-1 rao pela minha honra, que ella seria minha niulher
res de rendas vollando a Jersey rcpeliam-mc : ase- As lagrimas vieram-lbe aos olhos uando acre '
nhiia Victoria esla mu paluda e mudada...
Tu me iircullasle isso inlcrmmpcu vivamen-
te o joven marquez.
Espere! lernnu o patrao com voz trmula, o
senhor vai deixar-me adevinhar endo eu j quasi
velho!
Adrvinharo que?
Os mercadores de rendas diziam-me : a senhn-
ra Victoria vai chorar sosinba na greja ; ella he o-
hrigada a parar duas ou tres vezes alravcsssaudo a
charneca; nao ri nem canta mais... Coilada! quero
ter o eoraco tranquillo a seu respeilo !
Antonio ouvio o rumor secco de urna mecha cr-
mica que seaeende, o phosphoro ardsu sem dar cla-
centou
Sosinba!... debaixo dcsla abobada fra... Oh !
se eu livesse sabido isso, meu Dos !
Como srn amado esse filho, nao be assim, se-
nhor Anlenio ?
Mas onde esl elle? exclamou o joven mar-
quez, e onde esU ella'.'
Applicaram o ouvido porque percebiam fra um
leve rumor. Sulpicio laneMi-*0 chcio le esperaura u
entrada ila grua, e percorreu vidamente a praia
ruin a vista ; mas nada vio. O rumor linha eessado.
Era Joan Touril que suba 8o corpo da guarda de
Trebel para encommendar os liros de que a Jorgat-
le havia misler aquella noile.
seguinle, antes da abertura das aulas, sob pena de
ficar privado de sabir nos dous mezes seguinles.
, CAPITULO XVIII.
Das penas.
Arl. 55. As penas a que ficam sujeilos os alumnos
sao:
1.a Reprehensao cm particular.
2." Dita em presenca dos oulros alumnos.
3." Privaran do recreio e passeio.
4." Privacao com trabalho de recreio e passeio.
5." Prohibirn de sabir.
6." Conservar-sede joelhos por algum lempo.
7.a Prisao simples.
8. Dita com trabalho proporcionado s suas
forcas.
9." Privacao dos feriados e das ferias.
10. Expolsao do instilulo.
Ar. 56. Estas penas, excepeo da ullima, serao
applicadas de modo que nao fique o alumno privado
de assistir s lices.
Art. 57. As 3 primeiras poderao ser applicadas
pelos inspectores c professores, e as oulras pelo direc-
lor, devendo a imposieo da ultima preceder appro-
vacao do governo.
Arl. 58. Aquelles a quem se incumbe a applica-
C3o deslas penas terao sempre o maior cuidada
em proporciona-las gravidade das fallas commel-
lidas.
Art. 59. Os alumnos condemnados privacao de
recreio ou de passeio, com ou sem trabalho, reunir-
se-h.lo em nina sala debaixo da inspeccao de um re-
petidor OU inspector.
CAPITULO XIX.
Dos premios.
Arl. 60. Julgado o mrito dos alumnos, como Ti-
ca determinado no arl. 36, proceder-sc-ha em aclo
successivo a adjudicarlo dos premios.
Ail. 61. llavera' annualmenle 3 premioso de
lelraso de msicae o de odiciospara os meni-
nos, e oulros tantos para as meninas.
Consistir' cada premio em um objecto til ao
alumno, cujo valor nao exceder' de 20SO0O-
Esles premios serlo adjudicados pelos julgadores
do mrito, aquelles que as respectivas classea de-
rara melhnr conta de si.
Arl. 62. llavera' tamhem annualmenle um pre-
mio deprocedimenlo excedentepara o menino,
e oulro igual para a menina, quemis se distin-
guirn, durante o anno, por sua docilidade, eir-
cumspeci;ao. prudeucia e applicacao.
Consistir' igualmente cada um desles premios
em um objecto til do valor cima declarado e na
sua adjudicaco dcverjlu inlervir, alm dos referi-
dos julgadores, lodos os repetidores e. inspectores,
votando cm escrutinio secreto, que sera' apurado
pelo comnmissario.
Arl. 63. Qaaiidn qualquer dos ditos premios for
adjudicado a algum alumno gratuito, poder o
director propor que lhe seja pago em dinbeiro para
ter o destino que lhe da' o arl. 37 do regolamento.
Arl. 6i. I-'eila a adjudicaran dos premios, o mi-
nistro do imperio os distribuir', no dia qoc marcar,
c era aclo publico e solemne.
Arl. 65. Esse aclo romecara' por um discurso re-
citado pelo alumno, que o direclor designar, sobre
aasumpto nllusvo a solemnidade do dia. Seguir-se-
ha a leitura em voz alia dos nomes dos premiados,
e a entrega dos respectivos premios, e acabara' por
ootrn discurso, lidojpelo director, ou por algum pro-
fesor designado por elle, sobre a historia, progres-
so e estado do instituto.
TITULO IV.
Da administracuo econmica..
CAPITCO. XX.
Da bibliotheca.
Ar. 66. A bibliotheca contera', alm das obras
que ja lhe foram doadas pelo bemfeilor Alvares de
Azevcdo, lodos os livros, quadros, mappas e mais
objeclos necessarins para o eosino geral.
Arl. 67. Sera' annualmenle augmentada com oo-
Iras obras das mais correctas e uteis, que serao com-
pradas pelo direclor, precedendo propona sua, e au-
lorisaco do governo, e tendn-sesempre alienlo ao
estado econmico de Instituto.
Arl. 68. Picara' debaixo da guarda immediaia do
director, e ninguem poder' atli entrar nem con-
sultar qualquer obra sem sua permissao.
Arl. 69. Nenhuma obra ou objeclo satura' della
s=m permisao por esrriptodo director, e recibo da
pessoa a quem for confiado, obrigando-se a resli-
lui-lo em bom eslado. ou a pagar o seu cusi.
CAPITULO XXI.
Da rouparia.
Arl. 70. Toda a roopa do corpo, cama, mesa, e
cozinha, e o calcado em reserva, pertencentes aos
alumnos, serao guardados em sala propria, revestida
dos armarios uecessarios, em que estejam arruma
dos os diversos objeclos.
Arl. 71. Na arrumarlo devem ficar separadas nao
s as roupas do corpo dos alumnos de um e de ou-
lro sexo, contribuinles e gratuitos, como lodas as
oulras, conforme o seu respectivo destino.
Os botins e sapatos, novos ou concertarlos, serao
tambem arrumadas em lugar proprio, com a sepa-
raran recommendada quanlo ao sexo c condicao dos
alumnos.
Arl. 72. Os serviros de costura, lavagem, een-
jgommado serao feilos dentro do estabelecimento. S
em caso de necessidade, on grande conveniencia se
lo-hao fra, precedendo annuncios, e ajuste com
Sulpirio vollou e disse :
Esperemos; nao he larde.
Antonio e elle linham o mesmo vestuario porque
o joven marquez se havia disfarrado em msrinheiro.
O patrao Sulpicio era um homem anda moco, de
semblante honesto e serio. Sua physionomia 'reflec-
lia como timespelho a nohre sinipliridade de sua
alma. Antonio tinha vinle e seis annos, porm seus
cabellos almelados e sua lez alva Taziam-no parecer
mais moco. Tinha as feices regulares, e urna ihii-
le cheia de dislinccao; masseuolhar era lnguido.
Naoseique brandara feminina iiavia nelle. A
bravura temeraria qne mostrara em mais de urna
occasiao nao exclua cssa fraqueza quasi infantil. O
venlu do mar nao havia podido denegrir-lhe a pede
do roslo, nem o ar do exilio dar-lhe ao carador cssa
cor varonil que he o prsenle ordinario do infor-
tunio.
Tinha bom corac.lo e amava; mas Sulpicio era sua
rorea.
O lempo passava. Os objeclos deixados por Victo-
ria na (rula das liaivolas fallavam com lauta eln-
quencia, que na se poda duvidar; o berro, a relva
fresra, a tigclla deleite e ss roupinhas ronlavan a
dolorosa e enteroecedora historia. O lento ainda bu-
mido de lagrimas revclVa a presenca recente da po-
bre rapariga.
Mas porque tinha ella deixadn a crnla? Porque
linha levado o lidio"f Al a cabra nao eslava mais
alii. Tcria sido Victoria sorprendida em seu retiro ?
Ou fallaiidn-lbe a rnragem e nao leudo recelado a
caria de Antonio, leria afrontado emfim a vergo-
nha levando o lilbo para a Casa '.'
Antonio parava nesla idea ; mas Sulpicio que co-
nhecia melhnr Victoria, dizia-lhe :
Ella ha ile vollar ; sem duvida aronleceii al-
guma cousa que nao pdenlos romprehonder. Do-
mis supponhamos que ella perden o segredo. Que
importa? Sua vergonha s lera durado um dia, e
desgranado daquelle que ainanhaa sorrir-se de en-
carnen pronunciando o nome da joven marqueza de
Maurepar !
Ella esta no poder do grande Rostan, lornoii
Antonio, lie misler que cu v Casa esla noile.
E o senhor nao vollar de l exclamou Sul-
picio ; c deixara nina viuva c um orph.lo!
Antonio abaixou a cabera. A vela de resina ia-;e
terminando.
Se quer promeller-me ficsr aqui, disse Sulpi-
cio, irei procura-la.
As oulras tres vezes, replicou AnIonio, pude
ir ao caslello sem que me acontecesse desgrana.
Iloje a causa vigia! interrompeu Sulpicio.
Prometa, senao fico!
Nao podes exigir que eu volle sem (er vislo
minha av.
Exijo qne espere minha volla para arriscar-sc
no interior* ^ada sabemos, e convem que saibamos.
O castello esla talvez rodeado de emboscadas. Meu
Sulpicinbn tem apenas doze anuos; nas se eslivesse
aqui, n3o oslaramos afilelos. He misler que eu lhe
falle... He misler que me dirija ao cura para rece-
ber o dinbeiro... Ali! ah 1 senhor marquez, esse
menino nasceu sobre a dureza ; mas crescer sobre
as delicias! Facamn-ln rico para que elle traga com
altivez o nome de Rostan, quando for homem !
Antonio nao linha erguido a fronte, e murmnrou :
Nao sei porque creio que o menino morreu !
O lenco banhado de lagrimas... a cabra que nao es-
l mais aqui... o berro vasin...
Sulpicio cmpallideceu, c di'se levanlando-sc :
Senhor Antonio, s temos urna norte, ludo se
far se Dos for sonido, e amanh.i o senhor lera
comsigo sua mnllicr e seu filho.....ambos ricos.....
Restan nao pode deixar de ser rico. Sei que (eraos
contra nos o marido de Magdalena, c cssa rapariga
que sua av recolbeo uo castello.
A Morgalle?
Sim.
Ella teslemunhoti-meoutr'ora alguma afleicao.
Dcos o livre da sua affeirao mais que de seu
odio Os meicadorcs de renda e lodo o, paiz saliera
o qno ella faz. Tornou louco o marido de Magda-
lena.
Devenios notar que Sulpicio nao davade boa von-
lade a c-se o nome de Rostan.
Ella he causa, contiouou o patrao, de sua po-
bre avn ter morrillo ou eslar morrendo as maos de
um raiseravel rharlalao como urna mendiga. .Yin
ha mais bous servos mi caslello; ella tem posto ve-
lmeos no lugar de lodos os criados onveili'ciclos no
servico de Rostan... l-'oi por isso bom como para os
guardas da alfaadega que escrevi a caria em que an-
linitcio sua iiiortc.'
Sulpicio aperlava o cinto, e lirmava as pistolas de-
baixo do forro de sua vesta, c abaixanfto-se no lu-
gar Cm que a vela de resina arahava de consumir-se
para consultar o relogio, disse depois :
Al brevemente, senhor Antonio, se eu nao li-
vor vollado i meia-noile, ganhe o Eperon teguindo
a praia, e nao Icnlia cuidado de mim.
Antonio pcgou-lhena mao, eapertando-a cordial-
mente, tornou :
Se n3o liveres vollado meia-noile irei ver o
que le relem. Atravcssei o mar pira receher a ben-
pessoas que se ubriguem a presta-Ios com maisxan-
lagcm.
Art. 73. O direclor enearregm' a pessoa zelosa e
diligente, a guarda c cuidado da rouparia, a direc-
eiio especial dos referidos servicos.
Arl. 74. O mesmo director visitara' frequente-
menle a rouparia, c verificara' se all se guarda a
ordem necessaria, c se os servicos sao regolarmenle
feilos.
CAPULLO XXII.
Das rendas..
Arl. 73. A renda do Instituto compoe-se :
i 1. Do subsidio do lliesouro publico, que for n-
nualmentc vnlado pelo poder legislativo.
2. Das mesadas dos alumnos contribuinles.
S 3. Has doare< que lhe forem Tejas.
Arl 76. O subsidio ser arreeadado mensalmenle
na razie da duodcima parle do total volado para o
auno, e reeebido pelo thesoureiro, precedendo or-
dem do minislro do imperio.
Arl. 77. As mesadas serao cobradas por trimes-
tres adiantados, passando o thesoureiro um recibo
de lalao (arl. 6.\
Art. 78. Qualquer somma, ou objeclo, oflerecido
ou deixado ao Instlalo, ser assentado no livro das
doanies e assignado o respectivo assento pelo direc-
tor, e pela pessoa encarregada da entrega, que lla-
vera alm disso do thesoureiro o competente reci-
bo (arl. 7).
Arl. 79. Os saldos que se realisarcm no lim do
anno, serao de preferencia applicados, com previa
aut'ii i-arao do ministro do imperio, compra de
apolices da divida publica fundada.
CAPITULO XXIII.
Das despezas.
Arl. 80. A despeza do Instilulo compe-sc das
seguinles verbas:
1. Pessoal.
2. Alimenlarao.
3. Rouparia.
4. Enfermara.
5. Diversas.
6. Extraordinaria.
Arl. 81. A despezas do pessoal comprelien le os
seguinles artigos : Ordenados dos empregados e
salarios dos serventes.
Art. 82. O director far organisar no fira de cada
mez a folha dos ordenados, e salarios vencidos, que
ser verificada e assiznada por elle, c remedida no
1. dia til do mez seguiulc ao ministro do imperio.
Vollando approvada ser a mesma folha entregue ao
thesoureiro, que pagara a vista della os respectivos
vencimenlos.
Arl. 83. A despeza de alimentado comprehen-
de : os gneros necessarios para o sustento dos
alumnos, e -dos empregados, e serventes que tive-
rem mesa no Institu,,: e combustivel.
Arl. 81. Taes objeclos serao fornecidos por con-
Iralo, precedendo annuncios, e aceitando-se a pro-
posla que mais vanlagens oerecer, sem prejuizo to-
davi i ila boa qoalidade dos mesmos objeclos.
Os nomes dos conlraladnres preferidos serao pu-
blicados e declarada a razao da preferencia.
S no caso de uo liaver concurrentes, ou de nao
serem vantajosas as proposlas oll'erecidas, poder o
direclor prover ao forneeimenlo por oulro meio, que
submeticr a approvacao do minislro do imperio.
Art. 85. A despeza da rouparia coinprelieude:
fazendas c feitio de roupa nova:concertos ila j i
servida:lavagem e engommado:calcado novo:
repararan do usado:e miudezas. A compra das fa-
zendas e do calcado ser tambem contratada, se mais
conveniente for; guardndole quanlo ao mais a dis-
po-iran do arl. 72.
Art. 86. A despeza da enfermara comprehende:
medicamentos:dietas:e conferencia de mdi-
cos cm casos graves.
O forneeimenlo dos remedios e das dietas se far
igualmente por contrato, sendo possivel.
Art. 87. A despeza sob a rubrica dediversas
comprehende:guizamento da capella:Ilumina-
ra o da casa: carias, mappas e o mais qne for in-
dlspensavel para u ensino, c leuha de ser renovado:
livros, papel c outros objeclos necessarios para a
esrripiuiacao ( arl. 89 }, e para o expediente da di-
rccrfio.
Em regra ser feilo por contrato, como dilo tica,
o forneeimenlo dos artigos de maior consumo que en-
tran) nesla verba de despeza.
Arl. 38. A despeza extraordinaria comprebende
qualquer outra nao classilicada que se tornar ne-
cessaria, e s poder ser feila com previa autorisa-
rao escripia do minislro do imperio.
TITULO V.
Da contabilidade
CAPITULO XXIV.
Da escripturacao.
Arl. 39. llavera no instituto os livros seguinles:
1. Da matricula dos alumnos: devendo cidalermo
conter o nome, idade, liliacan. naluralidade, causa
e lempo da cegueira; assim como o nome e condicao
de quem responder pelas mesadas do alumno se for
cuntribiiinle, ou deva ser informado do seu estado se
for gratuito.
2. Das doacoes que se fizerem ao Instilulo: cam-
prindo que em cada assenlo se especifique a quantia
ou se d2screva a cousa duada, e se declare o nome
do doaCor, observada alm disso a disposic^o final
do arl. 78.
3. i enfermara: no qual, em columnas dislinc-
5.1o de minha av, e para levar a que deve ser mi-
nha muiher. Eu poderia envar-te sosinho se se tra-
lasse sinente de receher a he ranea das maos do cu-
ra de Pouesnon... Lemhra-lc disto: quero ajoe-
Ihar-me caheceira de minha av, nao quero vollar
sem Victoria, e nao quero partir sem ti... Vai ago-
ra e fazo o que poderes.
Ahrararam-se. Sulpicio canbou a entrada da
gruta, e depois de se ter certificado que a praia es-
lava deserta, sabio e tornou npressadamcnle a vere-
da por onde Victoria chegra poucas lioras antes i
praia depois que deixara o pobre machinista de
Trehel.
Apenas elle passou a volla do roebedo, bouve um
movimento as rochas entre a Urota das li,volas e
a base do cabo. O silencio coiiliuuava ; mas ter-se-
hia podido ver urna forma sombra dirigir-ic lenta-
mente pira a gruta. Quando a luz do pharnl bri-
Ihava, a forma sombra parava perdida entre as gran-
des sombras das rochas, e quando havia eclypse,
continua va a ailar. Chegando junto da ftida, ella
enlrou siblmenle, e a claridade moribunda da ve-
la de resina alumiou as barbas brancas da roifa de
Astrea, que lluctuavam ao vento do mar.
Sen odiar vido pcnelrnu al ao fundo da gruta, e
depois ella relirou-s vendo que a vela a apagar-se.
Desde pie o patrao Sulpicio salara, Antonio per-
maneca immovel, assentado sobre a pedra, e lendo
a caneca inclinada. Eslava lodo entregue as suas
meditares. Mal o pai e a mai passavam-lhe pela
Icmbianra como dous phantasmas risouhos e palu-
dos inclinados sobre o seu herco: ambos linham
morrillo ;om o inlcrvalln de alguns mezes, e Anto-
nio s Ibes roiiheria os tmulos. Seu vrrdadciro
pai era o marquez Rostan de Maurepar, e sna xer-
dadeira mai a marqueza viuva ;* pois linham vigiada
sobre sua infancia e guiado sua mocidade.
Antonio lornava a ver o marquez Joao com seu
grande perfil severo, que o sorriso obrand.iva. Una
vez quando Antonio tinha doze annos, o conde Ros-
tan do Boscq velo de Dian com suas duas lilha- :
Magdalena que era urna linda menina, e Victoria
que a ama tinha nos bracos. Foi esse um fesla.
Antonio arrancn ao jantar os olhos de nm peixe
monstruoso comprado pela marqoe/a, e fez delles
perillas para a luida Magdalena. Victoria leve era-
ntes ; mas era 18o pequea !
A marqueza disse ao ronde sorrindn :
Meu pruno, >e quer, nosso Antonio casar rom
sua Magdalena.
Com nalo gasto, minha bella prima, respon-
den o eoude.
las, se assenlar o nome do alumo enfermo, dia de
sua entrada, causa e eslado da molestia; e se nola-
ro todos os Tactos principaesque occorrerem al que
ronvalc-ra ou surruniba.
4. Do inventario: onde serao descriplns lodos os
movis, alfaias, e mais objeclos do uso especial da
capella e da casa do Instituto; e se tomara nota da
quanlidade, qualidade e eslado da roupa e calcado
existente na touparia, rom dislinccao da que esli-
ver em uso, e da que se achar em reserva.
5. Da receita e despeza ; seguindo-se por em-
olanlo o syslema simples.
Arl. 90. Todos estes livros serao aberlos, rubri-
cados e encerrados pelo commissario: e seo numero
nao sera alterado sem autor sarao do governo.
Art. 91. O 1. e 2. livros serSo escriturados pelo
direclor, eu por um proessor designado por elle, e
debaixo de sua immediaia inspeccao: e o 3. o ser
pelo medico, ou por pessoa do lustitulo, indicada
por elle, qus o faca debaixo de sua direccao.
Arl. 92. A escripturacao do 4. e 5. livros, al
ulterior deliberarlo do governo, sera encarregada
quelle des empregados do Instilulo, que o direclor
julgar mais habilitado para esle genero de trabalho.
CAPITULO XXV.
Das contas e.orcamentos.
Arl. 93. O direclor uo fira de cada mez, visla
do caderno do thesoureiro (arl. 12), dos recibos de
lalao (art. 7.), das conlas pairas (arls. 9. e 10 ), e
da folha dos ordenados ( art. 11), far organisar a
sonta da receita e despeza realisada. Ser formali-
cada secando os S do art. 75 quanlo a rece.ila, e
segundo as verbas do arl. 80 quanlo a despeza, es-
pecificando os artigos comprehendidos em cada ver-
ba cap. XXIII ), c declarando o que se liver dei-
xado de receher e pagar, dentro e por conta do
mesmo mez.
Esle balancele, depois do verificado c assignado
pelo direclor e thesoureiro, ser remedido ao mi-
nislro do imperio al 8 dia 5 do mez seguinle.
Art. 91. Pelo mesmo metbodo far.i tambem orga-
nisar no fim do 1. semestre do auno, oolra contada
reccila e despeza nelle realisadas, que ser acoropa-
n bada de todos os documentos justificativos, e remet-
tida secretaria de estado do imperio at o dia 10
do mez seguinle.
Art. 95. Oulrosim far igoalmente organisar no
fim de cada anno a conta geral ou bataneo da recei-
ta e despeza do Instituto, segundo as indiraeOcs dos
dous artigos precedentes que ser remedido ao mi-
nislro do imperio at o dia 15 do mez de junho.
Art, 96. O balaucete mensal e do semestre, e o
b.ilaneo do anno ser cada um acompanbado do or-
Camenlo do mez do semestre, e do anno futuro, or-
gauisados pelo mesmo theor.
Nesles orcamentos o direclor ter sempieem vis-
la, que a despeza a que he desuado o subsidio nun-
ca exceda parte correspondente da somma votada
pelo poder legislativo.
Arl. 97. A' vista do balaucele do mez findo, e do
orcamento do futuro, o minislro do imperio depois
de faze-los verificar, expedir ordem para que na
eslaco ciiiiipeteuic seja entregue ao director ou llie-
sooreiro a duodcima parle do subsidio, ou a quan-
tia que for precisa para a despeza oreada.
Arl. 98. O balancele do semestre e o bataneo do
anno com os documentos respectivos passaraoao llie-
souro publico para serem liquidados, e satisfeitas as
solemnidades fiscaes.
TITULO VI.
Dhposicet geraes.
CAPITULO NICO.
Art. 99. As portas do Instillo serSo aberlas s 5
da nianbaa, e fechadas s 9 da noile.
Arl. 100. Um dos serventes de maior conlianra
servir por em quanlo da porleiro, debaixo da vigi-
lancia do direclor, a quem competir nomea-lu, e
dispensa-lo.
Arl. 101. Ninguem poder sabir do Instituto an-
tes de ser aberto, ou entrar nelle depois de lechado
sem expressa licenca do director.
Arl. 102. A entrada do Instilulo poder ser fre-
quentada, com permissao do director, somcote as
quintas-feiras.
Art. 103. O direclor annunciara' a sOa permis-
sao, c a horada visita, em rotulo porttil, que fari
coltocar no porlao da chcara s 5 da manhaa de ca-
da quinla-feira : primeiro de cada mez pelas folhas
publicas.
Arl. 104. Quando seja inconveniente a referida
visita, a ausencia do rotulo servir' de annuncio
contrario.
Arl. 105. A qualidade e qaaulidade dos alimentos,
para as refeirSes diarias, assim nos refeitorios, ro-
mo fora delles. serao reguladas por tabellas, que
direclor organisar, altendendo as regrashygienicas,
e'a' necessaria economa.
Art. 106. Estas tabellas serao feitas de maneira,
que possam ser colloradas nos refeitorios, e lidas por
todos, que liverem de velar na sua execuco, ou de-
sejarem consulta-las.
Palacio do Rio de Janeiro, em fft de dezembro de
1854. l.uiz Peireira do Coulo Ferraz.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do di* 30 de deiembro.
Oflicio Ao Exm. presidente do Rio Grande do
Sul, enviando, conforme a sua reqaisiel, a guia
de assenlamenloa do 1. cadete do regiment n. 5
de cavadaria, Manoet tionralves Pereira Lima Jo-
nior, a qual tem de substituir a que acompanhou
Esle era um digno fidalgo qne senlia virem as mu-
dancas de lempo par urna nicia du/ia de feridas.
Na verdade, elle linha razao, a marqueza era ainda
bella, apezar de ter sessenla annos. Seu rosto com-
prido e serio era mui graciosamente guarnecido de
cabellos brancos frisados.
Quando ella sorria, o marquez Jo3o sonhava a pri-
mavera do fundo de seo inverna : va em torno des-
sas fontes descarnadas^) ouro inquieto dos cachos
louros, via debaixo do.colletc o seio de nev baixar
e levanlar-se, c seus labios roiumovidos toravam ga-
lantemente a mao om lantuseccade sua fiel compa-
nbeira.
Sulpirio eslava ah. J tinha fcito das suas no
mar, e o conde o rjiaraava seu amigo. O marquez
Joao o fez assentar-se mesa.
O grande Rostan vcio com o pai, e ambos foram
poslos no fim da mesa. Os criados do castello con-
sideravam-se mui superiores a esses Rostans da Ca-
sa, e serviam-nos pela amor de Dos.
Aliiix.ii desse pobres Rostans eslava a rapariga
arhada, a orphaa do grande rarvalhn de Saim Casi.
.\1 idai:lena. orgulhosa nao quera folgar com ella.
O ronde fez dansar a marqueta, e Jo.lo Rostan
admirava de cosas para o fogo. Foi a ullima vez
que a marqueza daDSoo.
Snlnirio canlou para os meninos dansarem. An-
lonio deu o braco a Mag lalen. e o Rnslan da Casa
leve de contentar-sc com Astrea. Isso o envergo-
nhava.
O conde disse:
Esta pequea ser a mais genlil das tres.
Ilouve muita alegra ; creio que a marqueza afi-
nou a harpa e cantn una aria da testal.
Quanlo lempo havia passado desle enlao! Anto-
nio lemhrava-se de ludo, como se livesse acontecido
no dia anlecedenle.
Qnantas cousas se linham mudado Que rcslava ?
As paredes velhas da sala de jantar, e as antigs ta- "
peririas do salJo. Quaiito ao mais, o marquez Joao
e o bravo conde eslavam no ccmilerio, e era pela
marqueza que Antonio nao linha lagrimas nos olhos.
Os rabellos de Sulpicio comeeavam a pintar. Mag-
dalena, a noiva, para rir. rhorava na casa do gran-
de Rostan; Astrea. a orphaa. tinha rcalisado n prc-
dirr.lo.dn ronde: era a mais formo-a. Victoria__
Oh.' lodos os oulros sonbos voaram como a nevoa
da manhaa ao primeiro sopro da brisa. Victoria.'
Victoria Antonio nao cuidoa mais senSo em Vic-
toria.
( Coninuar-se-nn.)
~
-
V
mu tu ti nn


DIARIO DE PERNAMBUtO, SEXTA FEIRA 5 DE JANEIRO DE 1855.
ao mcsmo cadete quando seguio para essa provin-tveies por una'forma solemne o objecto das suas df-1 O dominio de um rio pirteuce pois ao Estado
ftreiifas. E-las manifeslafftrs publicas da contend- propriolarin das suas dual margena : era virlude dcs-
dade de senilmente* de minias nafftes chamam-se se dominio absoluto (:) o dircilo 'inronleslavel de


Dito Ao cammandanle das armas, recommen-
daiidn a expedirlo de anas ordens pira que o com-
mand.me do \." balalhlo de arlilliaria a p, quau-
do iiver dr rerolher-se a osla capital rom o mes-
nio batalhio, dci\e na eilidi. de Olinda, dispo-
siclo do respectivo delegado, vinlc pracas Jde prel
coroniaiidaOas por um olTicial subalterno. Com-
municou-se ao chefe de polica.
Dito Ao mesmo, communicando ter o 1_. ci-
rurgilo do corpo de ande, Dr. Prxedes Gomes
de Souza Pitanga, apreseotado ua secretaria desle
governo conbecimenlo do ler pago na rerebeduria
de renitis memas dual preslafes por conla da im-
portancia dos direilos e emolumento corresponden-
tes a sua nomeaflo de delegado do cirurgilo-mtir
do exercito.
Dito A) mesmo, scientificando-o de ler dife-
rido orequerimento do I. cadete secundo sargen-
to, Laurenliuo Antonio Moreira de Carvnllio, em
que solicita tos mezea di licenca registrada.
Dilo Ao iMperlor da IhesOuraria de fazen-
da, transmitludo os dous avisos, de lellras ns. 33
e 34 Da importancia da L321JJO0O rs. sacadas pe-
las tliesouraria de fazenta do Rio Grande do Nor-
te sobre aquella, e a favor de Fernando Cerquei-
ra Carvalbo, e Antonio Joaqoim tiomos. Com-
municou-ie ao Exro. presidente da referida pro-
vincia.
Dilo Ao neira>, remetiendo o aviso de lellra.
sob n. 36, na importancia de 0705880 rs. sacada
pela tbesouraria de fazenda do Rio Grande do I\or-
te sobre aquella, e a favor de Pedro Jos de Carva-
llio.Communi'ou-se ao Exm. presidente da men-
cionada provincia.
Dilo Ao mesmo, communicando. afim de que
o faca constar ao inspector da alfandega, e ao ad-
ministrador da mesa do consulado, que nesta dala
pozera o compra-se na carta pria qual S. M.
o Imperador houve po: bem confirmar a Jean Jac-
qnes Lappaclier no emprego de cnsul da confede-
rarlo Smssa nesla provincia. Iguaei communica-
fes se liicram ao cap tilo do porto, e ao Dr. ebefe
de polica.
Dilo Ao coinmandanle da estaflo naval, in.
teirando-o de baver expedido ordem ao inspector
do arsenal de marinbi par embarcar no briaue
Caliope com deslino provincia do Par, 15 bar-
ra de plvora, 3 ditoi de alcalrio, 10 caixoes com
armamenlo, e os seis artistas estrangeiros a que se
refere o offlciu desta presidencia, de 28 do corren-
te, e declarando que as despegas com o sustento
dos mencionados artillas e suas familias devem ser
indemniaadas pel(is*cofres provinciaes do Para.
Expedio-SB a ordein upradila.
Dito Ao inspector do arsenal de marnba. an-
torisando-o a mandar prestar D. Henrquela Sle-
ple da Silva o qtiinhi que se acha de-oecupado,
perlencenle aquelle arsenal, conforme dispe.
Dito ,vo dipitlor do lyceu, communicando
que. por porlaria &ela dala, conceder Ires mezes
de licenra, ua furria da le, ao guarda da bibliote-
ca publica desta cidade, Manod Rodrigues do Pas-
so.Comir.miicou-se a tbesouraria provincial. *
Dilo Ao procurador fiscal interino da thesou-
raria provincial, Iransinilliudo, em addilamento
ao oflicio de II do correle, copia do que dirigi
o juiz municipal t.o lermo deGaranbuns, relalva-
menle a vuva Felicia, que. para nlo dar a inven-
tario os liens deixa los por sen finado marido, eva-
dirn-se de Caruar, onde resida, para aqnelle ter-
mo, levando comiigo 10 esclavos do seo casal.
Dito A' cmara municipal do Bonito, acen-
sando ,i rorcpcAo do seo oflicio de 13 do corren le
ii. t, communicnn lo baverem sido arrematados os
diversos ramos .1 is -ondas daquella raunicipalidade
.pela quaulia de 1.2339000 n edizendoem respos-
la que approva semelliantes urremalarocs.
Dilo A' misma, inlerando-a de que oppor-
(uuamcnle ser enviado assemblea legislativa pro-
vincial, orelatoio, que acompanhou o seu uflicio
do l.o do correle, das necessidades mais urgentes,
de que se rsenle aquelle municipio.
Dilo Ao capillo Feliciano de Souza Aguiar.
)>rija-sc Vmr. colonia militar de Pimcnleiras
para se entender com o director da mesma, afmi de
entregar-lhe o plano gcral da colonia, examinar os
lialialbos da etlilicacao, e o estado de disciplina c
boa ordem em que ella se adiar, de modo que me
posta iururniar bem de suas necessidades, segundo
as vistas dos respectivos regulamcnlos.
Dito Ao director di colonia de Pimenleiras.
Para que se guarde desde o principio a melbor re-
Gularidade e symelria po-sivel na cdilicafu da
eapelln, quarl.-i's, c maisobrai dessa colonia, jnl-
guci conveuie He mandar levantar a planta gcral c
parrial de todas ellas, eremeller-lbe para que Vine,
as faca li-lmenle execntarsem a menor alterarlo,
devendo ficar a prara toda nivellada, assirn como
a solcira de todas as casas.
Dilo Aojuiz de direiloda romarca do Limoei-
ro, dizemlo, tan addilamcnlo ao oflicio de 22Mo cor-
renle, que o juiz municipal daquclle lermo hacha-
re! Nabor (.arneiro Bezerra Cavalcanli, declarou
que no da 17 de novembro ullimo, quando partir
para esta ca| ilal, remetiera i Smc. o expediente re-
lalivo a aquelle juizo, como ludo consta do oflicio
que na mesma dala Ihe dirigir por intermedio do
respedivo escrivo, o Icuenle coronel Francisco Lo-
pes de Va-cmcellns Galvao.
Dilo Ao commandantc do corpo de polica.
Tendo ouvido ao director do arsenal de snerraacer-
ca do armamento que Vmc. diz em sen oflicio de 22
do correle aehar-se em concert no mesmo arsenal,
live em rseosla que 201 armas all recolliidas pelo
seu antecessor, forano 67 julgadas incapai.es de con-
cert, e que as 134 ja forano, por Vmc. recebidas,
das quaes 20 foram as de que trate em met officio
de 3 de ai-oslo ullimo, e que segundo elle "informa,
foram entregues do dito mez,
Portara borneando, em vista do que represen-
ton o Dr. chefe de polica, para o lugar vago de de-
legado do lermo de Barreiro's, ao bacharel Anlero
Manoel tle Medciros Furlado. Communicou-sc
ao referido chefe de polica.
Dila Nomeando Julo Ignacio de Medeiros
Reg para exercer as funcfftes de secretario do tri-
bunal do comniercio. Communicou-sc ao respec-
tivo presidente. *
Dita Ao agente da companhia dos paquetes de
vapor, recomniendando acxpedifAod suas ordeus
para qu seja transportado para a Babia, no vapor
lmperai'or,o preso de juslira Antonio Bapliiti Lima
que sert remedido para bordo do mesmo vapor pelo
juiz municipal da primeira vara desta cidade.
Communirou-se ao mencionado juiz.
Irala los.
Ja vimos que a raan prescreve deveres obrgalo-
rios entre as nafft-s, que c-ses deveres nada lem de
vano, c que es-e direilo das gentes natural tinha una
sanelo.
O direilo consuetudinario impfte lambem obriga-
fftes de que uAo pildem lurar-se as naces. O cos-
prohibr aos eslraQgeiros a naveizacAo desse rio.
Esta conseqiiencia necessaria do dominio exclusi-
va nanea foi seriamente atacada. Comludo alguns
.Hilaros lem prorurado sustentar que quando um riu
lem as suas c.iliecciras no territorio de nina u.irao o
percorre depois o lerrjloro de outra ou mais Da-
fnes, a nat;Ao proprictaria das cabecciras lem abso-
lumc tem sido, he verdade, muilas veies o reflexo lutainenteo direito de navegar o rio era lodo o sei
das paixOes edoserrosque lem agitado o genero hu-
GOMIWANDO DAS ARMAS.
Quartel do coamaado das arma* de Pernam-
buco, ma cidade alo Recite, em 4 da Janeiro
de 1855.
ORDEM DO DA N. 198.
Ortroael coinmandanle tas armas interino d
pulilicidade para scieucia da guarnicao e fins neces-
sarios, a seguinle
CIRCULAR.
Rio tle Janeiro. Ministerio dos negocios da guerra
em 1: de dezenilirn de IS'ii.
Illm. e Exrri. Sr.llaveutlo por bem S. M. o Im-
perador, do couformidaile com o parecer do cnnselbo
sopreno ir.ililar. exarado em consulta de6-dc mart;o
do correte anuo, mandar por decreto n. li.S de 6
desle mez, qoe pussam ser reconhecidos cadetes os
lillios dos officiacs honorarios do exercilo co n sold,
que, nos termos do decreto n. 23 de 16 de agosto de
ISS. tiveretn ohltlo as S'ias patentes eni virlude de
mt\ itjos rclo\ antes prpstntlos a ordem publica e in-
teui'ilaile do imperio, as-im o declaro i V. Exc. para
seu conlicrlmculo e coverto.
Dos guarde V. Exc Pedro & Alcntara Dtilc-
artit. Sr. presMeule da provincia de Pemam-
liueo.
M.iioel Mu: Tarara.
Conforme. Candido Lttil Ferreira, ajutlante de
ordeus enrarregado do detalbe.
mano ; mas sempre que um principio da razao eter-
na apparecia no mundo, ditaudo aos individuos e is
nares novo- deveres, o costme snflria pouco a pou-
co esla benfica inlluencia, modilicava-sc e harmo-
nisnva-se rada vez mais com a verdade. Esla varia-
bilidade do costume nada prova conlra a necessida-
de que lem as narres de conformaren) os seus aclos
aos hbitos que lem forja de lei. O coslume segu
necesariamente a marcha da verdade, e nAo pode
lomar-llie o passo. Alm disso, os erros que o cos-
lume ronsagrou oulr'ora. feridosde morte pela reve-
lac'iii succes-iva dos principios eternos de dircilo,nao
ptidem reviver. Nenhuma forja humana lem po-
der pan po-l.is de novo em vigor. Por muilos secu-
Ins us prisiuueiros tle guerra tnrnavam-se vscravos do
vencedor ; tal era o costume das nacoes. A cons-
ciencia da humanitlade indignou-sc um dia, e esse
costume brbaro desappareceu completamenle. Que
narAo ira boje, em nome desses anligoscostumes,
reivindicar o direilo de escravisar os seus prisionei-
ros de guerra? Al osprimeiros lempos ta historia
moderna as ridades lomadas de assallo eram entre-
gues ao saquee os seus habitantes passados espada.
Se urna nacao quizesse boje apoiar-sc uestes exem-
plose proclamasse o direito do stque de urna cidade
tomada tle assallo. excitara a indignajAo do univer-
so. E comludo o costume tolerava outr'ora este ac-
to de barbaria; mas o costume mudou com os hbi-
tos morae-, e as nacftes lem de sujeilar-sc ao seu im-
perio. O costume impoe pois aos povos deveres im-
prescripliveis.
Olanlo aos tratados, como sAo actos voluntarios,
contractos solemnes pelos quaes muitas naeos se
comprometiera mutuamente a cerlos actos, nenhuma
iluvida n le baver sobre a validada dos tratados pa-
rados nacoes que os fazem.
Assim os direilos e os deveres das nacoes enlre si
lem tres fontcs:
1." A ra:So que d o conliccimcnto puramente
abstracto do juslo e do injusto enlre as nacftes, inde-
pciideiitemenle (le toda e qualquer prcscripjAo po-
sitiva.
2." O co 8. Os tratados pblicos (i).
Enlodemos a qoeslao da navegacao dos rios no pon-
to de vista da razao, du costume o dos tratados p-
blicos, e veremos quaes sao as prctencOei justas, se
as do Sr. Manrv, se as do Brasil.
Da navegarao dos ros interiores de um estado se-
gundo o direito das gentes natural.
As afitea sao individualidades poliltca, pessoas
maraes; como taes obedecem a essa primeira lei da
thiimauidade que prohibe o solamente, tanto para
os individuos coran para os povos. D.'slas relaces
necessarias entre as nacTies deriva-c a necessidade
do aclos que urnas sAo' forradas a aceilar, c que ou-
Irai podem reclamar; sAo os direilos c os deveres
das narres entre si.
Esses direilos sAo de duas sorlcs : uns estilo sujei-
tos a coudces, a um accordo preliminar enlre os
povo< que dellcs tpi-rem usar; mas ha tlircitos que
urna nagAo possue spelo fado de existir, direilos
permanentes, indepcndenlcs de toda a siluajAo espe-
cial ; sAo direilos absolutos e perfeitos.
Taes sAo os direilos qoe asseguram a independen-
cia,a igualdade e a soberana de todas as nacoes.
Toda a nacao lem direilo proprin e exclusivo a
soberana, ao dominio de todo o territorio que ella
occopar.
E'te direilo, diz Valel (3), comprchende duas
ennsas ; l.o, o dominio, em virlude do qual su a na-
(So pode usar desse paiz para as suas necessidades,
delle tlispor c dclle tirar toda a vaulagem que Ihe
lie propna : 2., o imperio ou o direito do mando
soberano, pelo qual ordena e dispc sua vonlade
de ludo quanlo occorre no p.iiz.u
Alm do dominio eminente, a soberana da lam-
bem o imperio ou o direilo de mantlar em lodosos
lugares do paiz quepertencem naeao ti).
a Os rios interiores sao propriedade inconlesta-
tel das nacoes cujos territorios banham (5).
a O imperio ou jurisdicrAo sobre os lagos c rios
segu as mesmas regras da propriedade. Pcrlence
naturalmente a cada estado sobre a porcAo ou sobre
o todo que elle domina, pois que a nacao manda em
lodosos lugares que possue (0;.
Todas as nacaics lem a propriedade absoluta de
linio quanlo esta' comprchendido no territoiio que
ellas oceupara. Esta propriedade confunde-se com a
propria soberana da naci. A propriedade particu-
lar pode estar sujcila s necessidades do estado, pode
ser sacrificada, medanle indemnisacAo previa, a'
ulilidade geral, porque os cdadAos sAo obrigados a
fazer o sacrificio dosseus direilos quando o interes-
se do estado o exige ; mas a propriedade de um es-
tado nao pode ficar sujeita tle modo algum a's pre-
lenjftcs dos uniros estados, pois que urna nacAo lem
por principal dever o da sua conservacao, o os seus
deveres para com ella mesma sAo superiores incou-
leslavelineule aos seus deveres para com as ouira-.
Os rios interiores fazem essenrialmenle parle da
propriedade publica das nacftes e seguem cssa pro-
priedade.
a Os estados lem nAo s o direilo de soberana,
islo he, o complexo do< direilos ou poderes sobera-
nos necessario' para obler o fim do estado, como
tambera o de adquirir e de possuir propriedades. O
direilo de propriedade de estado Ijus in palrimo-
nittm re publicw, consiste na faculdade de exrluir
todos os estados ou individuos eslranhos do uso e da
apropriajAo do territorio o de lodas as cousas nelle
situadas.
A propriedade do estado eslende-se sobre o ter-
ritorio de lodo o estado, islo he, sobre essa parle da
Ierra, com as suas dependencias, sobre a qual o
estadoexerce independenie e exclusivamente o di-
reilo de soberana. NAo sa Ierra raalmenlc lubila-
da, mas lambem os dislrictos nAo cultivados e os
mares encracados nug fronteiras do estado, fazem
parle do seu territorio, bem como ludo quanlo en-
corra esse territorio, quer seja produelo da nalureza,
quer da industria.
A independencia dos estados faz-se particular-
mente notar no uso liare e earclusieo do direilo das
aguas em toda a sua extensao, tanto no territorio
martimo do estado, como nos rios, canaes, lagos e
albufeiras. Esle uso nAo se restringe seuao quando o
esia lo a elle renuncia, pur convenci, no lodo ou
em parle, ou secnmprnmelle a que oulro esladu par-
ticipe tambem delle. Nao pode mesmo ser acensado
de injuslica se prohibir aos barcos estraugeiros a
passagem dos ros, canaes ou lagos do seu territorio,
a passagem dos navios por mar sob a arlilliaria di
suas cosas, e a sua entrada nos seus porlos e
bahas (7).
curso.
Tal he a opiniAo sustentada pelo Sr. Bello (11),
repelida recentemente por um jurisconsulto hespa-
nhol, o Sr. Estevan ,le Ferraler (12).
superior de um rio navegavel, lem direilo a que a
nac.ilo proprictaria da parle inferior Ihe dcixe nave-
gar o rio al ao mar a nacao proprielaria ta parle
inferior do rio nao pode lambem gravar essa nave-
aacAo com condiees e regulainenlos que nAo sejam
absolutamente necessarios sua seguranca.
Bello nAo rellei-lio que cslcsupposlotlircito daua-
r"o proprielaria da parle superior do ro poda ser
completamente paralysado pelo direilo que elle re-
conhece i ouira naci de allendcr sua propria se-
guranza. A necessida lo da conservarlo, necessida-
de absoluta segundo o proprio Bello (14), pode exi-
gir nAo smenle que essa naco sujeitc a regulainen-
los a parle do rio que percorre o seu territorio, senao
tambem que prohiba essa navegacao aos estrangei-
ros. Orara! ser o juiz dessa necessidade'! Ella e
ella somenlc, pois que he soberana, e nAo pode ad-
millir ni'iihum poder a ella superior (1.1). E pois
esse direilo de navegado que Bello da naci se-
nhora ta parle superior do rio he essencialmenlc
imperfeito.
Bello, alm disso admitte o dominio exclusivo
da naco sobre o territorio que ella oceupa. EsTe
territorio, diz elle(l(i, compfte-se de toda a parle
da superficie do globo de que he senhora essa nacAo,
e sobre o qual eslende a sua soberana.
tt Comprchende os rios, os lagos e os mares inte-
riores.
O dominio exclusivo de tima afio sobre os seos
rios interiores d evidentemente a essa liarlo o direi-
lo de prohibir aos estrangeiros a navegafAo dos seus
rios. O atilor tos Principios do Direito das Gentes
cabio em urna conlradirctlo llagranle.
O Sr. Ferraler nao se d ao Iraballio de discutir,
nfiirma ; no projerlo do cdigo de dircilo inlerna-
cional com qne termina a sua obra copia litleral-
mente o Sr. Bello: Arl. 47(i. O Estado propietario
da parle superior de um rio navegavel lem direilo a
que a narao proprielaria da parle inferior nAo Ihe
prohiba a navegaran desse rio al o mar, etc. (17)
Desgraciadamente para a opinilo que lAo precisa-
mente fonnulou, eslabeleceu o Sr. Ferraler anle-
rnrmenle principios que tle nenhum modo se con-
formara com o direilo que elle quer consagrar no
seu arl. 476. Recoiihecc elle lambem o dominio
exclusivo tic cada narao sobretodo o territorio que
oceupa. bem como sobre os rios e lagos iattrioru
IN. He esse o priineiru artigo do seu projeclo tic
cdigo, e esqueceu-se completamenle tic nos expli-
car como duus direilos opposlos, que se evrluein
mutuamente, podem ser ambos direilos perfeitos.
Eslaconlradicciio, que arruina o s>slema apresen-
lado pelos dous jurisconsultos, provein evidente-
mente do lerein elles confundido duas cousas dis-
linclas : o direilo c o exercicio do direilo.
Totlns as nacoes podem fechar aos estrangeiros os
seus rios interiores, nascam ou nao no seu territorio;
mas podem lambem, quando a is'o nao se opponha
a soa seguranra, renunciar a esse direilo exclusivo
em favor de oulras incoe. ; e esle abandono volun-
tario e espontaneo nada mais faz do que confirmar o
proprio direilo.
Eslaronfuslndeduas rousasindcpcndenlesuma da
outra he que levou os Srs. Bello c Ferraler a emillir
esta opiniao errnea.
Se semelbanle syslcma fosse admiltido, chegaria-
mos a consequencias singulares.
Um rio banha o territorio dos dous eslados ; o A-
mazouas, por exemplo, que corre pelo Per e pelo
Brasil. Appliquemos-lbea theoria de Bello.
O Per, propriclario d,is nasrenles, lena o dirci-
lo da navegacao sobre lodo o curso do rio al a sua
foz ; os seus naviospnderiam solear o rio entre duas
margeos brasileiras, e a sna bamleira. lreiuul.itia no
centro do imperio do Brasil, nao em virlude de urna
coucessAo que dimanasse da soberana do Brasil, mas
sim to pleno direilo. Admitamos esta hypolhese
impnssivcl.
0 Brasil, lesado em urna parle do sen direito, le-
ria pelo menos, por urna justa reciprocidade, o di-
reito de navegar na parle do Amazonas portenrente
ao Per ? Nao ; ou pelu menos o Per teria direilo
do rcciK.'ir-lh'o. Assim o Per, cujas embarcaees
altravessariam o imperio do Brasil, podia repllir
das suas margena as.enibarcacftes brasileiras ; a na-
ci proprictaria da parte superior tle um rio que
banha dous oslados conservara o dominio exclamo
sobre Indas as partes do sen territorio, e excrceria
mesmo o seu imperio sobre urna parle do territorio
ta naci proprielaria ^la parte inferior desse rio.
Esl afio soberana nao exerecria realmente a sua
soberana inleira e absoluta !
Esse syslema produziria mu los uniros resultados
inadmissiveis
Se a propriedade das nasceutesda direito nave-
gacao de lodo o rio, o Per, para seguir a nossa hy-
polhese, loria em qualquer situaran o direilo de na-
vegar no Amazonas. O proprio dever c o principal
direilo de lodas as iiares be o da sua conservafflo ; e
o Brasil para exerrer esle direito pcrfeilo, esle di-
reilo absoluto, o to curar da sua existencia e da sua
inlegridade, nao pedera fechar o interior to seu ter-
ritorio aos Peruanos! Desl'arle o seu direilo de
conservafAo nao seria mais do que nm direito Ilu-
sorio.
Eis aqu, comludo. as consequencias desse suppos-
lo direilo de navegacAo em lodo rio, resultante da
propriedade das nascencas. Reconbece-lo he privar
urna nacao tle parle da sua soberana, e colloca-la
na iiupiissibilidade de assegurar a sua inlegridade :
he porlanto risca-la do numero das nafftes.
0 syslema do Sr. Bollo he pois contrario razio
e a juslica.
O direilo das gcnlcs, quanlo aiprnpriedadc e ana-
vegac.ao tos rios, coiifiintle-so pois com o dominio;
como dominio,he elle completo sobre lodo o territorio
possudo por urna naci, c expira somenle onde a
afio cesa de exercer o sen imperio. Que impor-
ta o lugar onde o rio lem a sua origem t Esle facto
nao pode ser a base de nenhum direito. O rio he
um parte esseucial dos lerrilorios que percorre ; se
banha succcssivamenlc dillcreules nares, faz parle
successivamenletlo territorio, e por conseqiiencia da
propriedade dessas nafftes. He o que o Sr. de Mar-
leus exprimi muilo claramente (19)
i Os ros que allravessam estallos ribeirinhos per-
lenrem a cada um desses eslados na proporfio do
seo territorio, n
Tal he o dircilo absoluto primilivo. Se por mo-
tivo de circiimstancias diversas permittir urna nafao
s haniieiras eslrangciras a entrada dos seus rios in-
EXTERIOR.
A NAVEGACAO* DO AMAZONAS.
ExtiMctm dorespot-. a' memoria d1 lente x,|, u-
ry, pelo Sr. P. de Angel*.
Va naicgacao rfos rios segundo o direilo inter-
nacional.
X ineuoria do Sr. Maury n.lo he. em substancia,
senlo um temerario appcllo a essa loi do mais forte
que o sel ero humano repudiou para sempre. Esla
tloiiliina nao se slenla all por cerlo luz do da,
porque leria oscilado a indignaclo ; occulla-se po-
len, sb os mais pomposos protestos tle amor ao pro-
grosso. Para se proclamar boje urna tal moral rum-
prs nao a moslrar tal qual ella he; poi isso falla o
Sr. Haury em-Indas as paginas no seu zelo pela ci-
vi isarAo e pela hiimanidade, mas estas aspirafftes
do em resultado a negafAo de todos os direilos e o
Iriiimpho da forra.
O Sr. Maury procura escapar a esla conseqiiencia
fl tal. Invoca ahumas vezes o direito internacional,
rocouliei-end i vagamente a existencia de certos prin-
c.pius a Imilliilis pat todas as nacftes civilisadas, e
decala que lie em nome desses principios violados
felo Brasil que os Estados L'nidos reclamara a aber-
tura do rio Aini-zona'. Se a suslafllafo do direilo
iiitcriiacional he a unir base ta prelencAo dos Esta-
lla* (nidos, porque se esquiva o Sr. M lurj aflttar os
nrincipios desse direilo sobre a navegacAo dos nos'.'
|ue nao faz e lesohresahir ao mesmo lempo i in
a pralicatla pelo invern do Bra-il e a legilimi-
l.i inlervencAo que elle acon>cllia ao govertke
de Washington? Porque? Porque he mais fcil af-
lirmar do que provar.
Prcenrli ,mos n lacinia que mu tlr proposito dei-
XOU o Sr. Maury ; o erro ahriga-se fcilmente tletraz
tle uina verdade mal definida'. Por una roafloslo
que cscapou no (menle norlc-americano o tlircilo
das aeutfs he o nico que deve solver a qui-l.'r
tullecemos, pois, poi estabelecer de orna inaneira Indo quanio occorre no paiz.
clara e precisaos principios reconhecidos pelo direi-
to internacional sobre a naveizaeao dos rios; a dis-
rii--ao ler lo.tiu nma liase certa.
O senlimento do juslo e do injusto, fonle primili-
va e perfeila di direilo, indirou os deveres tas na-
roes enlre si; as nacoes nem sempre olM-dceeram a
isla voz iniperio-Xala con ciencia, mas punco a pon-
fo a idea do dever forlilicou-se c dominou as rela-
. i o-, dos pavn.. que tcitamente se prohibirn cer-
lo-aclos e iiiipozeram rerhs olirigafoes por accordo
rninmum sem declararlo expressa; eslas prescrip-
eoes lanas, mas consideradas como nbrigalorias,
formam o direilo das gentes consuetudinario.
F'naltnenle as nafftes, depois de coiilestacoes mui-
las vezes ensaiiguentadassobre prclcnfftes mutuas, e
pata avilar a repeinan dessas discusses que compro-
,v ,. I Mtiimni J v-ll ti i 1 i I il.- [llllilllU lili" 7- ni i IU1 B Pi
. Q.lando urna naci, diz Marlens;), oceupa de- teriores, he por um aclo da sua vonlade soberana,
vidameule um lemlorio, o direilo de propriedade e cs|a col,ces5ao ata serve senao para provarpque s
que adquire por isso mesmo sobre todas as parles a eHi, pcr(ence o direito de regular como entender
desse territorio a autor.sa a servir-se delle com ex- a navcgarlo dos seus rios.
clusao dos estrangeiros, e a dispor dello por lodos |
os modos que nAo ollendain direilos de lercciro. i
Taes alo os principios indicados pelo dircilo nalu- i
ral tas gentes sobre a naveu.if lo dos rios, principios I
inconlestaveis, porque sAo a conseqneucia do direilo
a!.solnlo da soberana das nacoes em toda a extensito
do seu territorio. E pmi, lodas as narftes podem, a
seu hel-prazer, scgujido os seus inlcresses ou as suas
necessidades, prohibir ou permittir a navegaf ao dos
rios que correm pelo seu territorio. Nlo pode re-
nunciar a esse direito de exclusao senlo por um acto
da sua vonlade soberana, aclo expontaneo, concessao
voluntaria, de cuja opporliinidade s ella pode ser
juiz. (Jualquer que seja a ulilidade que os povos vi-
sinlios possam tirar da liberdade de navegaren! nos
seus rios, essa ulilidade nlo pode prevalecer contra
o direilo absoluto, permanente c perfeilo da afio
senhora do territorio banhado pelo rio : o contrario
seria negar a soberana tle una nacao.
it O dominio absoluto (9) be necessariamcnlc um
direilo proprio e exclusivo, porque quando so lem
pleno direilo de dispor de urna cansa segue-se que os
uniros nenhum direito lem sobre ella, pois se o ti-
vessem nao se poderia dispar dalla livremcnlc. O
dominio particular tos citlados pode ser limitado
ou restricto de diversas maneiras pelas lea du esta-
do, e de feilo o he sempre pelo dominio ramale
do soberano ; mas o dominio geral da afio be com-
plela e absoluto, visto que nlo existe na Ierra an-
toridade alguma que possa limita.lo. Conseguinlc-
menle exelue elle lodo o direiloda parle dos estran-
geiros ; o como os direilos de urna afio devem ser
respeilados por todas as oulras, nenhuma pode pre-
tender a menor cousa no paiz do outra, nem
lispor de cousa alguma quo essa pair. encerr, sem o
sen consenlmenlo. O dominio da afio eslende-sc
sobre ludo quanlo ella |iossiie, comprehendendo as
suas possessftes antigs e originaras, c ludas as suas
arquisifoes fritas por meio de lilulos justos em si
mesnios, ou a Imiltidosroinn laes pelas nafftes ; por
exemplo, coiiressftes, compras, conquistas, ele. ; c
por possesses nAu secnlendc somenle as trras, mas
sim lodos- os direilos de que ellas gozam.
O dominio exclusivo da naci, que se exerce so-
bre l ido o territorio compreheiide os ros qae cor-
rem por esse lerrilorio, e da conseguintemeule o
direito de excluir dalles os eslrangeirtn ; dircilo ab-
solulu que s pode ser limitado pela vonlade da na-
c io que o p issiic.
u O [i.iiz habilitado por una afio que furnia um
corpo tle sueiedado poltica, tliz Olmeda (10). nlu
nerlonce senAo a ella, com um direilo exclusivo so-
bre lo las as oulras. Este direilo comprehende duas
cousas bem easenciaes : o dominio, pelo qual s a
n icio pode servir-S do paiz para as suas necessida-
des edelle dispor para ludo quaiilo Ihe for necessa-
rio; o o imperio ou dircilo de soberana e de maii-
Peranle este prinripi inconlcslavel he que um
ministro do Inglaterra aconselhava naflu que im-
molasse prelenfftes injustas.
Tratava-se na cmara dos lords da quesllo do
Prala, e alguns meinbros daquella nobre assemblea
no seu zelo pelo tlescnvolvimenlo do commercio ta
sua patria, suslenlavam que o gabinele de fondees
devia exigir abertura du Paran a lodas as bamleiras
cslraugeiras. Nao podemos pretender, respondeu
o conde de Aberdeen. exercer nenhum direito sobre
a navegafao do Paran, cujas margens se achara am-
bas emlerralorrio;argenuno. F.ssa preleiifloseriacon-
traria ahiossa pratica universal, e aos principios das
nafftes (30).
Km resumo, o direilo natural das gentes indica
urna regra mnilo simples para a navegafAo interior
dos rios.
Urna naca.i lem o dircilo exclusivo da navegafAo
ile toda a parte do rio cujas margens Ihe pcrlcncem.
Regula esse direito como bem Ihe parece, con-
scrvatido-o exclusivamente para si. ou parlilhan io-o
com oulras nacftes.
A applicarao desle principio mnilo claro reduz-sc
a una quesllo de georaphia. Desde o poni onde
as amias do Amazonas correm em territorio do Bra-
sil, at ao ponto em que ellas o tleixam, seguom a
lei do territorio tle que fazem parle ; cllo pois su-
jeitas ao dominio exclusivo do Brasil. O Brasil lem
pois o dircilo absoluto tle regular a sua navegacao,
tic reserva-la para si.ou de admitlir a ella os eslran-
geiros.
Tal he a duela indicada pela razao, tal he o di-
rcilo absoluto ; vejamos se elle esta em harmona
cora a pralica das nacftes.
'Continuarse ha.
Jornal do Commercio to Rio.)
anda mesmo conservando ttulos semeihautes, ca in
telligencia, sempre em movimenlo, nlo faz algumas
vezes oulros progressos mais duque um relrocesso
Batatar. Em urna poca do amigo poder absoluto
temperado pela opni.in, em anuos de paz, de bello
ocio e engenhosa moleza, seulio-se urna grave falla
nesla snriedade floresccnle ; ella nAo experimeula-
va bastante a inspirarlo e o freio da disciplina mo-
ral ; procurou-se supprir esla falla ; e, segundo a
expressAo do lempo, propoz-se como fim ao espirito
fu nar-se til aos bons coslumes. Porm nAo llave-
ra nada mais entre eslas duas cousas assim aproxi-
madas, enlre o Iraballio do pon-amento estudioso e
0 procetlimenlo da vida '! Nao asistirlo as crencas,
as iustituifftes, a rcligilo, a virlude civil, emfim,
ludo o que eleva aesperanra do hornera, e faz ba-
ler-lho o coraflo '.' Sim, islo he certo; e nosso secu-
to ao menos descubri esla verdade alravez de lan-
as vicissiludcs. Da moral dos cnslumes recommen-
datla pelo bom senso e inleresse bem enlendidu,
elle remonlou-se fonle de leda moral, ao puro
esplritualismo ; e pelo esplritualismo chegou natu-
ralmente a religiAo.unde cnronlrou os mesmos prin-
cipios sobre urna saticcAo sublime e saula. Assim
confirmou-se de novo esta experiencia da anliga
sabeduria, que as manifeslarftes da iutelligencia,
o ulil be o itleal ; que, para que o bomem sere-
conhefa inleiramente. deve procurar o seu priuci-
pio em Dos ; que para viver bem na Ierra deve
fazer volos c ler uina firme crenfa, e que o bom sen-
so, assim como a elevarlo da alma, lera suas raizes
no co.
Esla marcha do senlimento moral entre nos, qua-
si que podia ser verificada, poca por poca no
mesmo Irabalho tiestas secres. Nos a vimos partir
ao principio do alguns cousclbos tic moderafao, de
scieucia econmica, e por assim dizer de hygiene
moral, depois chegar al ascoutemplafftes docemeu-
te enthusiasta, e ja inteiramenle cbiislaas do nosso
antigo candidato c veneravel companheiro, o falle-
cido M. Droz, depois de Icr-se com grande biilho
as applirafftes do espirito religioso e do evange-
Iho na vida publica, laes quaes o joven c raro t-
lenlo, M. de Tocquevillc as reunin e descrevera
admiravelmenle sobre o modelo vivo dos lisiados-
Unidos ta America, onde ellas sao o equilibrio e a
salva-guarda da maior libcrdade que tem oblido
a especie humana ; finalmente depois podemos co-
mo boje, ver dehaxo de urna forma scienlifica c
especulativa neslas mesmas scenos, seguir-se luz
ta tradicflu e da razio purificada, os mais altos pro-
blemas da existencia ranial e da le divina.
Socic lade bullanle do secuto XVIII, espirites
muitas vezes Iludidos, porcm brandes c philanlro-
picos, que julgaslcs transformar e dirigir o mundo
por raeio tle sublis analyses ta sensacao transfor-
mada, e pela indagaflo do bcmcslar privado, que-
ris saber o que sulistituio gradualmente vossas dou-
trinas nas nstiluieftes preparadas por vos mesmo t
Esrutai o que a academia prcmeia boje, um livro
asctico e sabio sobre o conhecimento de Dos, por
um padre do povo oratorio ; um halado abstracto
e cloquete sobre as ohrigafes muraes do bomem,
sobre, a origem, essencia e necessidade divina do
dever, por um celebre professor to ensino secular.
Quanlo estamos longe, senhores, das Conversantes
do Kmilio, das Ibeorias anli-moraes de Diderol e
Saint-Lambed, c alo mcsmo da refutaran das mes-
mas que preparava Rosseau, o qual tendo um pou-
co de complasccule fraqueza para com seus adver-
sarios, a intitulara .l/orai Sensitiva ou Materia-
lismo do Sabio! Que horisonte mais nobre se offe-
cerece aos nossos olhos !
Sem duxida, senhores, urna ouira quesllo pode
snscilar-se era presenfa de urna das obras premia-
das boje, o desle priuieiro titulo que citei, menos
completo na apparencia do que o de um immortal
Iralado do serillo dezesele, o Conhecimento de Dos
e de si mesmo, por Bossuel llavera necessidade,
dir-me-hAo, de compor urna nova obra sobro lal ver-
dsde E quem ousar compor esla obra depois tle
Bossuel e F'enelon? Sim, responderemos nos, a eter-
na verdade, anda mesmo que tenha recebido a
brilhanle demonslrafAo do genio, pode sempre re-
ceber cloquelos tcstemunhos de catla um dos se-
cutas que passam.
Os contradictores tiesta verdade nao se subsli-
loeui com elleito uns aos outros para combale-la?
NAo encomia ella dianle de si outros pretextos,
nutras Icntafftcs de erru ; e nao seo bom desde ja
variar o anudlo, para apropra-lo aos novos scnli-
menlos do mal'! Perto de nos deu-se um exemplu
deste perpetuo renascimeuto de urna lula idntica
e diversa : islo leve lugar quando Iratou-se do
adianlamenlo das sciencias physicas c de seu impe-
rio mais vasto cada dia, emquanlo que o nosso im-
morlal Cuvier euconlrava com certeza as idades
renes do mundo, c decompondo as carnadas da su-
perficie terrestre enumerava as diversas ordens de
existencias que linham precedido especie humana,
um illuslre cscriptor, cujas generosas ideas cram
ron.aliadas pela sua riqueza, inquielou-se um mo-
mento por causa de urna iiivesligacAo lio ousada, c
quiz verificar os seus resallados com as Uadifftes
sagradas. Renovando com maior grandeza a cele-
bre fuudaflo de Roberto Boyle, elle soscilou entre
oulros Irabalhos estes magnficos estudos geolgicos
de Buckland, cuja saba IradufAo foi benignamen-
te acolhida por vos. Desde enlAo a verdade religio-
sa tem resplandecido por si mesma em todos os
phciiomciios que a evadidlo ilimitada da observaf Ao
moderna descobrira, investigando o passado do uni-
verso ; c os lilulos genealgicos do homem lem
augmentado por assim dizer, pelo esludo das ruinas
immemoraes, to mundo que elle habita, e das re-
volufes maleriacs anteriores exaltarlo da sua in-
(clligencia. NAo parece que com menos mudanf as nlo
seria possivel haver igual progresso de demonslra-
fAo na pura abslraf Ao applicada s idasessenciaes da
moral primitiva? Seria necessario para islo, unir
a eru lelo sagacidad,- melhodica, conhecer a fun-
do o que tinha pensado a philosophia anliga, fazer
uina ronfrniitae.Vi entre ella a sabedoria revelada, e
saber eseular esle teslemunbo eterno da razAo hu-
mana interrogada sobre Dos c sobre si mesma.
Taes slo com efleito os soccorros reunidos pelo pa-
dre calholico e philosopho, cuja obra foi por nos
julgada, a estes esforfos de esltido c de reflexAo. el-
le ajuntava ainda o que a scieucia nao d, o que
folla ao melhodo do Clarke, esse ardor ingenuo daj
alma, essa candura persuasiva de um puro eu/Viu-j
siasmo que lem seus motivos que a razio po si s nAi
descubra.
Todava, o carcter eminente do livro do Sr. ab
hade Gralrv, he a justa e grande bomenagem ren
dida ao discernimenlo livre do homem, sua lu
natural no esludo ta verdade. Nossa poca leu
podido avahar o perigo da prelenflo conlrari
No meio do movimenlo religioso que a honra, el
vio ao principio esla feliz mudanf a dos espirilos ani-
mada, recommendada, pregada em nome de um
principio, o principio da atiloridade. Era esta, ha Iri
la anuos, a bamleira da cruzada inaugurada por u
cscriptor eloqucnle, cuja palavra imperiosa alacant
as almas intlillercntes pareca antes castiga-las i lo
que convence-las. Irritado contra a razio, em vir-
lude dos erros que muilas vezes Ihe cscapam, elle
nlo aspirava senao a eximir-so della por urna
ACADEMIA FRANCEZA.
Seccao publica animal.
Rclalorio de M. Villcmain secrelario perpetuo da
mesma sobre o mercrimculo das obras philosophi-
cas, hi-loricas c poticas ltimamente publicadas
em Franca.
Senhores.
Quando no seculo passado um sabio denlre os
pliilosoplios tle ailo, um homem honrado que
prorurava o ulil, quorendo lambem o honesto e ra-
sme!, ioslituio os premios para as obras uteis aos
baa roslumes, c quando conferio-se a primeira co-
ra a obra profana "e grave de Madama d'Epinay.
as l'oncersaciies do Emilio o fundador, e lalvez lam-
bem aquellos que servirn de juzes, eslavam bem
lo, pelo qual ordena c tlispOc a seu bel-praxer de '"nge tic prever lodos os destinos futuros desta nova
d quanlo occorre no paiz. reuniao, e que graves estados, que religiosos trala-
Quando uina nafao seles abe ere em um naiz j ,. ,. "
oce, ludo q.i.o c paii encerra. nAo s as ler- 1 ^rW*" al" "' <"">
mplicila e sem reserva. Porem o que aronlec u
em virlude tiesta llieoria incxoravcl? O espir
apenas ler desprezado um dos luzeiros da idade
inedia que brilhava antes de S. Thomaz, e que li-
bre grande fado do conbecimenlo de Dos, descu-
bri no intimo to espirito humano o mais nobre,
como o mais rresislivel argumento, aquellos que
Descartes e Leibnilz herdaram em virlude de nlo
poderem inventar nada de mais. Dcixaremos o Sr.
abbade (iratry responder ou salisfazer a crilice do
eloquenlc historiador de Sanio Anselmo.
Talvezno seu esquecimcnlo voluntario, o sabio
padre do Oratorio pensassequea bella |irov'ade Dos
aprcsenlada pelo bispo de Canluaria fosse urna des-
las verdades anlogas ao espirito humano por lerein
urna dala e por nAo (ercm sido encontradas muitas
vezes, como a America foi dcscoberts e perdida mui
lo lempo antes de Colombo.
Urna objcflo mais grave Bascara para nos, nAo de
um csquecimeiito do sabio autor, enlre lautos estu-
dos profundos, porcm antes de urna reminiscencia
mui viva daquelles mesmos esludos que menos se
refercra i rraiidc e popular verdade que elle rmpre-
hendi-u lomar mais evidente boje. Ser verdade
como elle disse algumas vezes, e como eslabeleceu
ouira vez sob a forma de equacAo algbrica, que o
calculo nfmilesimal, descobcrla silmulauea de
Newlon e tic Leibnilz concorrera para a demons-
Irafao da existencia tle Dos ? Seria menor a este
respelo a cunvcclodc seu predecessor Desearles e
do seculo que elle euchcu com suas luzes? A chave
das verdades maraes estara dependente de um pro-
blema geomtrico? Sem davia.como disse Leibnilz
a geometra apparece por loda a parle; e muilo an-
tes de Leibnilz, Pa lAo proclamava a mesma verda-
de, quando dizia que Dos era o cierno gemetra,
purera desta relnfAo enlre a lei suprema dasinlelli-
gencias e as leis immutaveis que regem a materia,de-
veremos concluir como fez o autor, e dar urna des-
coberla malhemalica, mesmo a mais sublime, para o
fundamento da primeira das verdades moracs ? Nao
devenimos antes distinguir com Pascal o que este
grande genio chamara o espirito da geometra, e o
que oh,un.iva o espirito tle 6ublileza, comprehenden-
do debaixo tiesta ullima insulliceule expressAo lodas
as arles do raciocinio delicado e profundo, e, se lle-
vemos fallar do infinito, da alma e do corarlo?
I'oi .iiiii com elleito. ini por esta marcha da in-
tclligencia humana que se adianlaram no conheci-
uieiilo tle Dos todos estes precursores do Sr. abbade
Gralrv, cojos esrriplossAo por elle recolhidos depois
dos dos i liilosojdios ,-iuligosjaos quaes slo algumas ve-
zes preferidos. E enlreesles poderosos interpretes do
Chrisliansmo e o genio christlo dos Bacon c Descar-
tes, diante desle immorlal Pascal que o Sr. abbade
(iratry nao deveria, assim o creio, por nenhuns ino-
livoa humanos,acensar tic espirito desvairado por ler
feilo as l'roii-icialcs, seja-uos pennittido pedir a
completa demonstrado de Dos, as nicas nofftes que
appresenlam Plallo, Sanio Agoslinhn, Descartes, e
Newlon no seu sublime Scholie, no lira de sua p-
tica, Eulevem em suas cadas metapltisicas, Bossuel
c Fenelon em loilas as suas obras, e todos os bons
espirilos no que observara c no que cscrevem, se-
gundo o melhodo tiestos grandes homens O campo
be bstanle vasto, porque elle abraca o infinito mo-
ral maior anda que o infinito geomtrico.
Esle signaes, ou antea eslas duvidas, nao prejudi-
cara, senhores, o Irabalho do sabio religioso que nos
atiesta boje por urna obra chcia de movimenlo e de
vida o renascimeiilo da anliga ordem du Oratorio.
Amigo da ciencia o da verdade elle nao pode deixar
de honrar estas vidas santamente estudiosas, que do
meio desle inundo lio movel e lio laborioso, dedi-
carao na solidan a edificantes Irabalhos. Porque
nAo nos parecer o reliro monstico lAo leeitimo e
algumas vezes lio necessario presentemente quanlo
o foi nas pocas passadasl Como a barbaria tumul-
tuosa, a extrema civilisaflo tem sus collises, seus
desgostos, seus perigos que faligam certas almas, he
necessario para dar-lhes em paz a plena posso de si
mesmas para cnvia-las para o deserto ou somenle
obriga-las a apartarem-se do mundo pelo preceilo e
pelo estado no meio de lodo o barullio dos inleres-
ses agitados nas cidades.
Antes da idatlc media, o mundo vio semelhanlcs
exemplos na louga durafao de Roma e de Byzancio.
Nesso lempo pode tornar a v-los e ser-Ibes deve-
dor. quer tic pacientes Irabalhos paraos quaes nao
basta a vida d.slrahi.lae laboriosa do seculo, quer de
sabias e n.dices obras laes como o livro do Sr. abba-
de (jralry, digno presente que o claustro fez a aca-
demia, e que a academia comnraz-se em honrar com
urna das duas primeiras medalhai do premio Mon -
Ivon.
Depois desla obra melapbysica escripia com roAo
firme com loda a forra da razio, e todo o fervor da
f, devemos tratar de um severo esludo da inlelligen-
cia pbilosopliica sobre a quesllo mais decisiva da vi-
da. Com efleito, encerram urna virlude pralica eslas
bellas doiilianas que,da erenc,i em lieos,na providen-
cia, na mmorluli fule d'alms.nas ideas necessarias do
juslo e do bello, conduzem a direcflo interior do
hornera a seus deveres e a sen fim. Tomar um par-
tido sobre lodas eslas coasas, eis precisamente a edu-
cacAo moral; despreza-las, nAo crer ou nAo pensar
nellas he precisamente a estpida insensibilidade de
que Pascal aecusava urna grande parle de seu secu-
lo que elle procurava principalmente corrigir pela|f.
Quanlo menos urna afio contar destes espirilos
vacillanles, fracos.mergulhados na materia, escravos
do eleresse, julgando-se positivos porque sao lim-
lados, tanto mais esla afio ser capaz de acfftes no-
bres, de dedicarlo religiosa e civil do amor esclare-
cido das leis,lanas mais occasiftes lera ella de honrar-
se cora os Irabalhos da inlelligencia e augmentar a
lisia dos homens charos liumanidade.
Se por muilas leiluras e ensillos?'dizia um dia no
formo o orador romano, eu nlo estivesse covencido
dei le a infancia que nada ha que seja sumraamente
desejavel navidaseuloa gloriae ahoneslidade.quc to-
dos o- sofi nenio, maleriae-, lodos os perigos de morle
e lie exilio devem ser lidos em pouca conla,nlu me teria
laiifado por causa de vossa salvafo entre lanas lu-
las, nem me leria entregue aos assallos quoldianos
dos raaos. Igual Icstemunho, semelbanle orgulbo
la pratira do dever nAo apparece seno em mu pou-
os homens no mundo. Porem o principio donde
'elle dimana esta'ao alrancedo todas as intelligencias
integras e firmes, e pode em proporrftes intitula-
mente variadas servir de animarlo t de apoio ; por-
que o dever existe era lodas as phases da vida; e no
lugar em que slo destruidas as hycerarchias, elle he
ainda a nica regra poderosa da estima publica.
Ja se lem dito ludo sobre os coslumes, ohservava
La Bruyere, lia sete mil anuo que ha homens e que
se peii-u. Entretanto o dever, sua origem unca, suas
leis inflexiveis, suas aplicaeftes ioumcravcis, sua re-
compensa assegurada c santa como elle mesmo, po-
dem parecer anda una fonle fecunda de verdades
presentes.
O homem de tlenlo que acaba de Iralar esle as-
sumplo como favor publico, prcparoti-s? para islo,e
lornara-sc digno riese favor por suflicienlcs estudos
Muitosauno-de ensino superior sustentado em urna
cadeira celebre com grande brillio de saber pbiioso-
pbico, e de palavra improvisa la, um livro erudito,
impnre ial, sensalo, sobre a escola de Alexandria, es-
te ullimo centro da scicncia e dos erros do inundo
antigo, um longo noviciado de reliro e de estudos,
um honroso e curio ensaio tle vida publica eram li-
lulos que rccommendavam a alinelo a nova obra, a
obra substancial e sevcia tic Me. Julio Simao. Um
lo
orgulboso que a propagan como dircilo divino, i e- I M pre^gl0 ua0 fo | |,ii,|.
gundo osen motlo de penaar. sendo um dia contra-
riado pela auloridadc suprema que adorara al a! i,
mudou de repente a forma c oobjeclo deseu di g-
ma sempre absolulo ; c passou grossciramenle
iiif.dibilidade do papo para a do povo. Memorare!
exemplo de um bomem de genio desencamiiiliat
que por ler exagerado a doulrina da submissao
telleclu.il, acabou por calii em scisma cora a
como com a r,-.ao !
Igual perigo, porem, nAo ptide prejudicar osa do
inlerprelc da CongrcgacAo do Oratorio.
Como elle er no poder da razao, procura
ras, senlo lmbemeos rios, os lagos c as cosa.
I Bynkcrshti-k, tjttcsttonum juris publici, |jv.
I.". cap. K).
>' Ortolan, Diploma/ir de la mcr, liv. I., cap. .
Valel, Droit de* Geni, liv. I.. cap. :(, B 04.
(I)
,4) Valel, Droit [5 Valel, Di oil des Gene, livro l., cap. i-2 i-im.
(fi; Valel, Droit des (?ris. livro l.o, cap. 12, S"S.
[7 Kliiber. tomo 1.".
s Droit (9) Valel, Droit des Gens, livro 2., caii. 7, S
79 e S(l.
'ili Olmeda, Intrnenlos do Direilo Publico, lomo
ineltiim a sua Iranquilltdade, ajuslarara algumas l. pags. 197 a II.
Assim muda ludo com o lempo ; ludo se renova,
, ^__________
(11) Bello, Principio do Diriilo das tientes.
(12) Ferraler, Cdigo do Direilo Internacional.
l:t Bello, cap. <. S 4.0
I Bello, cap. i. ji 1.
ll."i Bello, cap. >.< t ~.o
(l(i Bello, cap. :t.o j 1."
(17 Codigu do Dircilo internacional, lil. 3.a,
arl. I7fi.
18
sec
monumentos mesmo to espirito humano os primei VM
tlegros da longa dedUCfio que desenvolve sob si
olhos, e que liga as bases immorlaes da f revela
Plallo, Arisloleles,|ilepois os tli-cipiilos|chrislatis i
les dous homens, Sanio Agoslinlio, e na Bocee
dos senles S. Thomaz de Aquino, slo para
mestres assiduos, que nlerroga e compara, e
quaes ilislncn- com grande penetrarlo o que
contra na mesma inlelligencia creada por Dect, o
o que Dos Ihe disse depois: A obra natural do
pirito e a promulgarlo tlivna que ella recebe.
Esla sabia revista ser por ventura romple a ?
I'.niimerando alravez dos secutes as numerosas crtn-
l.o secto,1h;od0l),re"o"'lt:*<'n'- HU. cap. cas humanas, nlo lera o aulor onil.ido algum gr|m-
19 Direilo das Gentes noJerno, lomo I., pag. \Ar no"", alguma eslarlo digna de ser lembratla?
141. Nao pens assim. lina aolnridatle philosophida e
1 generosa que nos he bstanle chara, censurou Ihe
U Sessao de 19 de feverero tle 1846.
Duas cousas mui tlislinclas olTerecc esla obra : o
rigor, a firmeza do senso pliilosnphico. a inlelligen-
cia. o respeilo. a pregarlo indirecta ta verdade reli-
giosa, nobre accordo que lo tteve ser somenle urna
Ircoa, ora tratado tle paz, poremuma approximaclo
dtiravel e sincera na-cda do dever c da experiencia
fundada sobre urna philosophia nao mais tmida,
porem mais elevada,e por aso mesmo inleraincnlc
conforme com a mxima famosa de Bacou e com o
testamento religioso de Leibnilz !
Cem effeilo lio nolavel qoe tratando da theoria e
da lei do dever, o autor, discpulo tic Kant em al-
earas pontos, sem proceder com rigorosa anulv-c nas
cousas tic seulimeiitn e de f, chegasse a rt-conhecer
la. c livesse prazer em as-igualar as rolarnos profundas
es- da crenfa chrislAa cdo seu eolio mais completo com
lo a nalureza intima do hmem. E para o leilor esta
lngaagem he. nao urna corlczia, mas a confissao de
um espirito meditalivoe convencido de que o faz as-
sislr a seu estudoe coinparlilhar sua emoelo.
Salular e poderoso exemplo he um semclhanlc
Irabalho ta scieucia, quer o comparemos com os cx-
cassos recentes do atheismo ante-social em que ca-
biram alguns adeptos desvairados da philosophia cs-
trangeira, quer o poiihamus ein opposirAo com essa
imlillerenra ilobem e do mal, cora essa duvida de
ludas as cousas,excepto do successo, onde se refugiara
tantos espirilos gastes pela perpetua iuslabilidadc do
mundo!
lie
nos
en-
A obra de M. Julio Simio nao satisfar sempre os
maiszclososleilorcs.das paginas mas aflcctuosasdoSr.
abbade Gralrv ; porem ha nos dous livros, aqu
coma cguranei c calma da f, all cora a candura
da indagaelosiuccra,um fundo comuum de clevaflo
moral e de pureza especulativa. A academia nlo
juica recompensar suficientemente os dous nobres.
escriplores pelo bem que faro aos espirilos c as
almas ; porem julga ser fiel ao carcter tas letlras,
honrando publicamente as duas obra e conceden-
do-lhes as duas primeiras me fallas do concurso.
Depois destes esforfos da sciehcia e do talento
npplicado is grandes verdades moracs, a academia
quiz enllocar emuma ordem a parle, e recompensar
com urna medalha de segunda ordem, um livro que
hmenos um monumento d'arlcque urna obra de
exemplar piedad pela desgraca, e urna fnebre in-
quirirlo sobre o maiorcrime que na rcdlidadecom-
melteu a lyrannia demaggica.
O publico tem litio suflicienlenle a obra de M. de
Bcanchesnc : l.uiz Xl'll, sua vida, sua agona^
sua morle e nlo se tem queixado do excesso de
emofo e de afflico moral causada por esse palheti-
co espantoso da rcalidade, este longo supplicio de
um joven martyr nascido para o llirono e morto a
sangue fri por vis malfeitores sob o peso de lodos
os males e de degradafoes anda peiores, cuja fero-
cidade eslupda arruinou e destruo um fraco e deli-
cado menino que trazia em si com o sangue de seu
virtuoso pai, algumas gotas do sangue heroico de
Mara There/.a, transmltidas alravez to coraflo de
muliier c de mli mais dilacerado quejnvais houve.
Por mais revollanlc que possa ser a narrado des'
les horrores quando cxislem laes fados ua vida dos
povos, a historia mais roagcslosa c mais severa alo
se excuza a narra-Ios.
O grande instrumento da juslifa tle Dos c da liu-
manidade sob os Cezares do Koma, Tcito, refere
com cuidado como, depais do captiveiro c da morle
na prisao de 11 m dos ltimos, fillios de Cor minie,
Tiberio quereodo certificar esla morle, fez ler no
senado o diario em que o Cenluriiio guarda do jo-
ven principe, notava quasi de hora em hora seus
soirrimeulos, seus murmurios, lodas as angustias de
sua agouia.e todas as maldirftesrie seu desespero at
ultima hora acempanbado de seu ullimo suspiro.
Os padres conscriptos, diz o historiador, inler-
rompiam com um murmurio confuso essa leilura
como em signa! de protesto. Porm em todas as al-
mas ]mil drava urna especie tle terror e todos sead-
miravam de quo Tiberio, at enlAo lio astillo, e lio
tenebroso em occullar seus crimes, concebesse tan-
ta confianfa que ahalendo por assim dizer os muros.
moslrasse seu neto debaixo doazorrague de cenluriAo
sendo balido pelos escravos e solicitando em vao os
ltimos alimentes da vida.
A tragedia ocoulla atraz tas pareder da torre do
Templo era airma maic locante, como devem s-lo
a extrema inoncencia e a extrema fraqueza debaixo
de urna oppresslo que consom lentamente para nAo
ser aecusada de homicida. Era o renovamento da
scena da morle do joven Arlliur 110 re Joao de
Shakspeare.
Porm o grande poeta inglez achon este horror
muito forte ; e qaando aprsenla o guarda encarre-
gado do supplicio conversando com o menino real
recebendo suas queixas, suas censuras misturadas
com inocentos gracinhas, raoslra este mesmo ho-
mem mao vencido nlo sci de que piedade, chaman-
do com um sign.il os execulores que o deviam aju-
dar e despedindo-os machinalmenle sem ousar aca-
bar, e depois o poeta faz com que nm desses homens
sclvagens que servem somenle para o crime diga :
Sinlo bastante piazer em nao ser enrarregado deste
negocio. Aqui. nos instrumentos grosseiros como
nos ordenadores do crime, ninguem leve esla pieda-
de ; ou ao menos quando alguns subalternos apre-
senlam-da, j una longa agona (em lomado a mor-
le infallivcl. Conservemos, senhores, a descriprAo
minuciosa c comoleta desle horrivcl crime commet-
lido pelos Tiberios da anarchia, que entre tanto nao
ouzaram oslenla-lo em publico. Para as indagar fies
relisiosasosescrupulosos esforfos da historia, e sua
narraclo devem ser cunservados como tima sania e
doluroza legenda.
O poder e a poesa j despertaram eslas lembran-
fes de urna poca espaniosa com expressftes que
conservara seu immorlal horror.sem exagera-lo nelii
enfraquece-lo.
Na variedade dos fados e das cilafftes que Mr. de
Bcauchesne reurfio hbilmente aoseu assumplo, elle
lembrou a pro/osito segundo as verdicas e preciosas
memorias do donde Mollicn. a bella expressAo de
Napolelp-etmnando a princeza estrangeira, enln
esposa de um soberauo, o mais sagrado dosrefens, c
adiando assim nf morle de Maria-Antoniela algu-
ma cousa de mais que o regicidio. Lamentamos
que o autor nlo lenha fallado igualmente com o
mesmo culto de a ImirafAo luterana, d ode tao bel-
la e to pura consagrada em nossos riias memoria
do principe real upliciado sem cadafalfo a quem
chamou-se Luiz XVII.
C'etai tun bel enl'anl qul fuyail de la Ierre :
Sou oeil doox du malheur porlait le signe auslere,
Ses blonds cheveux lloltait-nl sur ses trails palissans,
E lesvierges du (el, avec dcschanls de file
Aux palmes du martvre nnissaienl sur sa lelo
La couronne des innocens.
On entcndil desvoix qui disaienl daus la nue :
Jeune ange, Dieusouril a ta gloirc ngenue ;
Vens, renlrc dann ses bras pour n'cn plus ressorlir;
Et vous qui du Tres Haut rocootez les louangei,
Seraphins, proplieles, archauges,
Courbcz-vous, c'est nn roi; chanlez, c'esl un marlyr.
Au done ai-je regu ? demandail la jeune orabre ;
Je suis prisOnier, je no suis poinl un roi,
llierjc ni'endorniis au fon le d'uue tour sombre.
Ou done ai-je rign, Seigneur diles le moi ?
Helas! mon pere'esl mor d'unemort bien amere.
Ses bourreaux. 6 m,cn Dicu I m'unl abreuv de fiel;
Je suis un orphelin ; je vien cherrher ma mere,
Qu'en mis rve j'ai vue au ciel.
Kecordemos, senhores, ludo o que lem o cunho tle
urna grande juslifa, d'urna nobre rcprovarlu na-
cional ; e se somos coeslrangidos a recolhcr e con-
servar estas tengas actas das desgrafas e dos crimes,
oAodciiemos de enllocar ao lado os nobres senli-
menlos do corarlo, as immorlaes reclamantes mo-
racs que os mesmos crimes uspiraram ao genio do
principe ou do poeta. Sabimos deslas magens pr-
senles das desgrafas que vio a nosso seculo para vol-
tar as lirones menos directas que no. oflerece a his-
toria de todos os lempos ; e, eslas licfftes mcraes ges-
tamos de enconlra-las confundidas com o esludo das
grandes obras da arte.' I'oi sob esle ponto desista,
senhores, que a academia fisou sua alteiifAo sobre
um Irabalho que adiaramos mpossivel. se o aulor
uAo tivesse algumas vezes alanfado bons resultados.
Um joven escriptor de urna llleratara variada, po-
rcm que at boje niio era considerado como poeta em-
prebeiideu iraduzir em verso francez os ingenuos c
sublimes tercetos de Danto e esle stylo tao natural e
tao forte, tao antigo e to novo nascido segundo pa-
rece da mesma origem que a lingua italiana, da
qual he ao mesmo lempo a base e o cume. Mr. Luiz
Kalisbonna nAo execulou ainda este Irabalho senlo
sobre o Inferno ; e apenas lerminou esle lerrivcl
prtico da epopca de Dante. Bulln, no ultimo se-
cute louvava muilo a um hnlhunle espirito de enlAo
o ler tentado esle mesmo Irabalho em proza. Elle
chamava a Iraducfao do Inferno, por Rivarol urna
serie de creaeftes. Este juizo uAo pode ser confir-
mado nos nossos das, nao vemos nlii senlo o pri-
meiro e grande efleito da sorpreza com que algumas
bellezas naturaes do poeta, transparentes sob o co-
lorido enlejiado do interpetre feria o nosso gusto
classico. Rivarol peceava quasi sempre pela pari-
phrase c falsa elegancia em lugar da enrgica ver-
dade. Somonte nao linha deixado exlinguir-sc esla
vea do poeta que hrilhava como a luz do tlia, que
esraparrdo-sc por enlre as nuvens iuflamma e em-
hellcza os mesmos vapores que a cncobrem. A arle
do novo traductor he meramente diOerenle ; elle
nlo orculla nem intercepta cousa alguma ; procura
mostrar o que Dante fora por sen reo, sua Ierra na-
tal, sna alma alliva, sua voz nova, sen genio sem
escrpulos, e sem veo.
Porm estarlo momos olhos bastante preparados
para esla vis 01 de gloria, estar o proprio traduc-
tor bem senhor de si. e bem certo nas cores para
aproprar sempre seus Iracos aos grandes elleito- que
qiierapresenlar ? Nao o eremos; se pensas-t-in<- de
ouira sorle.com que horaeuagens nlo o san.laara 1-,
que coras nAo Ihe uftereccriamos? Entretanto ju-
zes delicados, pessoas entendidas na poesa tem
aplaudido algumas vezes a arte mui feliz do fiel Ira-
doctor, Urna das cousas cutre oulras que o dslin-
juslamente louvado quando o he parcialmente, he
adiiiiravel quasi em lodos os lugares, e nas suas vas-
las narrarues nos dotvn nos logares menos esperados
por niaravilhozas sorprezas de energa, tle grandeza
ou de graca-, assim o novo traductor lem laucado
e por assim dizer occullado nas menores discripfftes
do sen lab to/ Irabalhos um verso feliz e simples,
um reflexo digno do poeta. Parece smenteque seu
Irabalho de imlaflo exacta, sua prerisln imitada so-
bre lAogranije modelo allingiam melbor a forrado
que a grafa e a dofura, estes oulros poderes* nlo
menos visiveisdo Homero toscano.
Elle deve redobrar tle esforfo, de orig'malidade,
de cuidado, e de harmouia se pur acaso tentar ipro-
ximar-se tamhem das bellezas mais melodiozai tos
oulros dous mundos poticos cercados por Dante de
mui inaccessivel e serena luz.
Porm, antes de Iranspor estes ltimos horizontes
do ceo potico, que nobre e-ludo, que inspiradora
prenecupaclo nlo be para um joven escriptor o ler
ayancado al alii.o ler amado o glande e o bellu com
esle paciente amor c o ter manifestado alcumas ve-
zes cm seus versos em ciarlo longinquo dos mrsinos.
Um dos deverrs desle concurso, senhores, he arco-
Iher ludo o que moslra urna Vocaeio pura e por as-
sim dizer, gusto elevado nas letlras. Por este (lulo
os estudos mesmo impcrfi-aincnte eruditos, os en-
sates de indagafftes curioza reclamara urna jusla al-
inelo da nossa parle, e quando elles earece-sem de
um pouco de evadidlo severa e de methodo, mere-
ceriam ainda pelas minuciosas discrpfttes screm
proposlos I clima publica, foi esle o pensameuto
que justificou para nos o came ltenlo da obra in-
titulada : S. Paulo Sneca, ou indaga/oes sobre as
relaces do philosopho como o apostlo.
Nlo ignoramos os perigos ta imagiiiacio e mesmo
do zelo piedoso na critica. Sabemos que lie perigo
para um escriplor estudioso o querer demonstrar em
dous voluntes o paradoxo brilhanle, a rpida viste,
a assercAo imperativa e eurla de um escriptor de ge-
nio ; entretanto, senhores, depois de ler relido al-
gumas paginas dos Soires de Saiiit-Pelersburgo,
reconhcccndo os lados fracos, as tilacoes pouco con-
elluiente-, a- inlucco.es algumas vezes etcessivas de
M. Amde Fleury, he impossivel nao inleressar-nos
no problema especioso que elle reproduzio, e nao
seguir as desrripcOes, as hypolhese, as solurOes
apparentes to mesmo. Koma e o Calvario, ero,
Seera, S. Paulo, que lemhranra-, que enconlros
indeleveis na memoria do mundo O apostelo que
n'Achaia comparecer no tribunal do preteilo Gallio,
o mesmo irmAo de Sneca e que linha oblido a m-
punid 1 h-un o esquecmentu, esle mesmo apostelo
conduzido alguns annos mais tarde ainda por aecu-
sadores judeos dianle de oulro governador romano
que da Juda o remelle para Huma sob a guarda de
um cenluriAo, para ser entregue ao tribuno militar
Burrhus, e dahi como cidadlo romano, ser apresen-
tado au tribunal de Cezar, este apostlo a quem laes
circumslancias paredao approximar do preceptor e
do ministra de ero, deste philosopho lio curioso de
loda scieucia, lAo indagador de toda novidade. seria
com efleito ronheridn por Sneca ? Existiriam re-
laces enlre elles? Urna especie de vcrosimilhaiif
favorece, e a imasinafAo deseja semelhante entr-
vista to mundo antigo e do moderno, do stoico e do
christlo, em fim dos dous marlyei de ero. Dis-
sc-se ao principio que, segundo o texto da epislola
do apostlo, havia christlos enlre a mullidlo dos
escravos, dos estraugeiros e dos artistas que viviam
na caa de Cesar. Dizem anda que em urna epis-
lola do apostlo, na sua epstola de despedida antes
do suplicio, o lelo dianle do qual comparecer, e de
cujas garras conseguir escapar, nlo pode ser oulro
que o proprio ero, e suppftem voluntariamente S-
neca como accessor do joven lyranno e lalvez bastan-
te commovido pelas palavras to apostelo, pois gracas
a elle, ao menos nesse momento um aecusado sobre-
vivera ao interrogatorio de ero.
Depois vem as legendas da poca, a lradicc.10 an-
lgameiile vulgar do clu i-liani-rao de Sneca, as ex-
pressftes de alguns padres, Sneca prope noster, a
correspondencia evidentemente apocryplia de Sneca
e de S. Paulo ; porem lambem es -emelhanf as, as
analogas tle liuguagem entre certas passageus do
apostlo certas mximas, certas expressftes dos es-
cripias do philosopho- diiii.-il, e militas vezes enga-
ador esludo, tunle uina dcscripfo de philologia
servia para demonstrar om grande e curioso proble-
ma de historia 1 Esle problema, senhores, ao me-
nos Oca indeciso, assim o eremos, depois do Irabalho
deM. A. I-ieury. Algumas vezes mesmo sua con-
fianfa mui aflirmativa. a pressa com que loma fracos
ciarnos como urna luz completa, o erro manifest de
algumas de suas censuras enfraquererara as primei-
ras presumpres. Nao nos admiramos mais enlAo
de qoe grandes espirites nao lenlnm antes delle
adoplado esla opinilo, e qne Bossuel por exemplu,
(lo versado em loda a anliaiiidade, leudo nina ima-
einacao lo amiga de lodan grandeza, nada lenha dilo
desla pretendida comiiiuniracao nas paginas, incom-
paraveis e completamente cheias de alluzftes roma-
nas que tsrrevera sobre S. Paulo.
Adune.uno-no- anda menos que recentemente
dous sabios doutores da igreja auglicana, na obra
erudila e penetrante que acabaran) cm commum
sobre a oiigem, vida c viagens de S. Paolo, appli-
cando a esle esludo (oda habilidade ta critica moder-
na, e o conbecimenlo profundo dos textos, dos mo-
numentos e dos lugares, nAo deem lugar algum no,
seu vasto Irabalho i unilo hipothelica de Sneca o
de S. Paulo. Maiiifeslamentc o qne os primeiros
indicios fazem suppor, orna scicncia mais profunda
o desmente, ou au menos, para esta scieucia esla con-
-.-dura nao he um facto demonstrado. Esludando
as dalas, as circumslancias du facto, a siluaflo das
pessoas, a evidencia critica n^o apparece em parle
algma. Sciilimcntos, mximas que suppftem-se di-
rigidas directamente pete philosopho au apostlo sAo
encomiadas cnl uma Jala anterior a um e a oulro
uas memorias da philosophia grega. Quanlo s anc-
dotas, aquellas que foram recolliidas pelo aulor e
oulras por elleesquecidas, nada mais fazem que en-
treler a duvida, porem nlo produzem a cunvcflo
como o exige a critica moderna. Em lugar de ver
por exemplo na narraclo de licito sobre os ltimos
diasde Sneca o que o grande pnilosopho redmenle
ulosuspeilava, ama preparafio loda chrislAa para a
morle, rumo M. Fleury n.lo cilou. interprelou (al
passagem do mesmo Sneca sobre suas primeiras aus-
teridades phlosophicas, sua abstinencia pilhagorica
e a suspeila que ella excitou ? O lempo de me-
aba mocidade, diz Sneca em um lugar, encoatra-
va-se com a poca de Tiberio em que os cultos es-
trangeiros erara banidos de Boma. Entre os signa-
es de afiliaflo supersticiosa collocava-se a abstinen-
cia decerlas carnes. A' instancias de meu pai que
nlo linha tanto medo das suspeilas quanla aversAo
pela philosophia, voltei para o anligo OSO. Assim
Sneca muilo anles de S. Paulo, e sob oulros aus-
picios linha apalpado pelas suas extremidades eslas
trencas do Oriente que nlo adopten nunca, e dianle
das quaes anda um raeio seculo depois delle, s pre-
conceilo romano fecbava os olhos perspcazes de T-
cito e de Plinio o 1110..0.
Porem o que pode fallar pobre alguns pontos de
critica do autor nlo dimnue o inleresse moral do
livro. O problema biograplnco nlo esl resolvdo,
porem sobre a queslAo geral do estado do mundo,
de sua aspirafao para uma melbor ordem, das sala-
tares emanafftas da fonle divina aborta na Juda.
da afluenciaja sentida da rhrstaudade primitiva-.
pela reforma da vida, e o cuidado na morle, que
Incautes doscripfftes. bellas e puras licfftes colindas
pelo autor eapresenladas por toda a parte em uma
linguagem sincera e simples!
A academia est certa de merecer o assentimeulo
do saber mais esclarecido con le indo a este Irabalho
incmplete, porem honesto e puro, urna medalha de
honra. Dedique-se ainda o aulor, se este teslemu-
n 110 o lisongea, a eslas inspirares estudiosas, resuma,
fortifique sua obra e medilando sobre eslas relafes
maravilhosas da consciencia hnmana com a f do
Evangclho e sobre esle progresso de soflrimentos por
onde ,1- alma- c .iiiiuliam para a luz, consalte mai
os primeiros apologistas clirisl.'os c e-perialmenle
aquelle que dizia cm memoria de ero, no lira do
segundo seculo :
o (iloriamo-nosrom 11111 lal in nango ra lerda noM
proscripfAo ; lodo aquelle que o couhece pode cum-
prebe nder que o que era co nd em nado por ero era
um grande beneficio para o genero humano. i> Este
analhema em nome da liumanidade, esta emancipa-
cao chrislAa que se honrava de dalar de ero, cuino
do representante da loucura desptica e barbara rou-
(ra a liberdade do Evaneelbo, he principalmente a
lirio de historia religiosa e social que o autor tem
necessidade de completar no seu livro.
A allcnfloda academia dirigio-se ainda para ou-
tros esludos de iuteresse menor, pois oque poderemos
comparar com taes lemhrauras ? Que faci, que
aconlecimento, que hornera ra asedia idatlc pode
inleressar ueste grao o sentinienlo humano? Mui-
los mimes, muilas cousas a offuscar-se com o pro-
gresso do lempo, eo qne o zelo das indaaacdes his-
tricas descobre ou rehabilita no passado pdela
muilas vezes perder-se de novo no augmento conti-
nuo da historia geral. Animemos entretanto todo
o evame escrupuloso c livre, que da um carcter
digno de memoria, eleva alguma virlude ou alguma
verdade por muilo lempo opprimida, o faz principal-
naanlc solirrsahir em qualquer epora que seja .1 no-
breza dos Irabalhos do espirito e o premio inalle-
ravel da dedicafAu scicncia.
He esle lado moral ta biographia que lem apre-
senlado anda aos sufragios ta academia (res obras
de assiiinnios mui diversos : tima historia da vida
singular e tos escriplos quasi desroiihecidos de Sa-
vtmarola, uma historia extensa de Jacques Otear,
um esiudo sobre llcnriquc Etieimc.
Deslas obras a mais nova para observarlo, aquel-
la que cuche uma lacinia n gatera j Un cerrada
da historia, hea vida desle rcligin-o do I lorenca,
persouagem por moilo lempo problemtica, enlre o
charlalo eo martyr. Savonarala, reformador antes
que faccinoso. porm por isso me-nio destinadu cm
um seculo corrompido a ser punido por uma empie-
za toda moral como por um allantado contra a li-
berdade commum. A'sim explicain-se o poder ephe-
mero e o abandono absolulo. cujo nome he anda
charu alguns roracoe- Italianos. Ter esiudado es-
la Iradiflo sobre os mesnios lugares por meio da
communicafAo cem alguns dos doulos c piedosos
successores do temerario dominicano, ler procurado
por loda a parle os Iracos desfigurados de sua histe-
ria, e os restos inditos de sua poderosa palavra,
reunir emliin toda-es-as limites Prn unla oarracao
imparrial, lal he o Irobiibo de Si. Perrcns, |>a-ta
que o lomemos com puncas palavras, porm para o
futuro sera ncce-aaio constilla-lo como uma lesle-
inuiiba indispeusavel sobre esle ponto curioso da
histeria da seculo W.
Lina ouira phisionomia menosdiflicil de definir-
y
guem he que nao llevemos procurar esla arle so- d<:poi.', dinias sabias memorias da academia das
____,____,___,_____u 1 inscripcues, o negociante, o ministro, o rundemna lo
mente em lugates celebres, lugares co.nmuns cm to- Jlicqil r,r, v,ce ,uo ^ ^ ^J
das as memorias. Do mesmo modo que Dante in- vo irabalho ao escriptor de quem tres academias j
MUTIlflln



.
DIARIO DE PERMMBUCO. SEXTA FiRA 5 DE JANEIRO DE 1855.
3
I

loslinguirana as i mugares originaes, o saber pre-
ciso, a jadiciosa s.igaeidade sobre tres oulras ques-
loM.
Todos n devenios a M. Pedro Clemente, eonhc-
ermos melliur e nodermos admirar o enio de Cri-
ben e sua parlo no reinado de Luiz XIV : o Iraba-
lho desle judicioso eseriplor, com a gloria de um li-
me lao celehre, lem parecido aos rnais habis
nimias vezes ama descobcrta, c no lodo
urna juslir,,! nacional noblemente pralicada
Sobre Jacques Co?ur e sobre oseculoXV. sobre as
(juaneas, comniercio e arles dessa poca, M. Pedro
Clemente fezlalvez menos indagartles.eobteve menos
resultados do que mais prximo de nos sobre o secu-
lo XVII, e os primeiros lempos que u seguir a,
porm a objecio nao deslroe o mrito. Se o aulor
desta vez uadaj aucmeolou n scicncia do sabio,
ao menos escrevcu un liwo verdico no qual o in-
leresse nato* da exaclidao, e entre muilas desrrip-
c8es lalvez liradas da historia geral apresenla-se de
urna maneira iuslrucliva o exemplo do liorrKm de
Im'iii c do bomcm publiro mais adianlado que o
sen lempo, e por isso mesmo punido por suas luzss
c por seus serviros como oulros o foram por suas
falla*.
l'or estes Ututos diversos a academia a prove toa e
distingui esle ultimo Irabalho de M. Pedro Cle-
mente, h quem a sciencia econmica e a as critica
da historia lem direilo de pedir rnuitos outrus es-
tados anda, e verdades mais raras.
Esta lidelidade aos deveres conlrahidos por um
primeiro successo. Colgamos de honra-la no encl-
lenle Irabalho de M. Fengere sobre Henrique Etj-
enne e sua vida de Irabalho* lillcrarios o persegui-
rles. Senlior das linguas anligs e esludaudo com
cuidado ns origens de alguns annos para c, a este secuto XVI que,
inetmo lias leltras devc ser considerado por elle
como um dos grandes seculos da nossa historia pela
''extensao da sciencia, altivez dos espirito, iogenui-
dade daspaixoese sonlimenlos das provaresreaesda
vida, no meio dos profundos estudos e da crudico
curiosa. Oualqucr que seja com elfeilo a elevadlo
das lellras francezas as duas grandes melades do
seculo dezesele. qualquer quo seja seu brlho cn-
linun c seu poder em urna parle do scalo segua-
te, grande deve ser o espaco que devemus reservar
na nossa historia to seculo de Amyot, de Kabeliais,
de ('.alvino, de D'Aubigne, do Montaigne, de I.'llo-
pital, de Margaride e por assin dizer a esta veia do genio francez de
filian, i,io agitadoe lao allivo, tan nio em sua ne-
gligencia, 13o espiriluosn na saa rudo rudeza resen-
tindn-se muilo daanliguiiade, e sendo todava 13o
orisiual e lao livre !
Esludar parle algumas phisionomias desla po-
ca tumultuosa, doro conveniente deslino a algn*
Irabalhos, bem compreheuder c fazer conhecer sua
lingua expressiva, eis o Irabalho que M. Feugere
lem realisado o que altribue felizmente ao lime
de Henrique Elieune, a esse nome immortal, como
a mesma arle da imprensa, o inseparavel das duas
ideas inlimas de sciencia o de liberdade de exame.
Henrique Etienne, pelo sen ardor movel, por
suas imprudencias, por suas maravillas de Irabalho
e de sagacidade em urna vida lao porlurbada, nao
parece acaso um pouco a imagein do espirito francez
des-a poca c de um pouco mais tarde ? Accrcs-
cenle o autor a esle quadro oulras phisionomias do
mesmo lempo, alguns daqoeltesgrandes magistrados
a quem o cstudoda antiguidade dava una alma ro-
mana que uossa historia Iliteraria e nossos annaes
polticos Un" serao siimmamenle devedores, ronhe-
ceniln os lacos poderosos que os ane.
A nossa academia houra cada urna das obras do
que acabamos de fallar com urna medalha de mil
e qiiinhentus francos.
Pela lihcralidade de um novo fundador, M. Bor-
diii, ella lera logo a occasiao e o dever de honrar
ihas alguns Irabalhos de urna critica illustrada e de
historia, duas carreiras qu u lempo parece abrir-
nos mais particularmente. J devenios a urna in-
lenrao semelbaule a felicidade de poder ha doze an-
nos immobilisar por as.im dizer o mesmo pre-
mio animal sobre o mesmo Ululo umversalmente
honrado.
1 Im dia, nao o duvdamos, esta just;a da acade-
mia e do publico em favor de M. Agoslinho Thier-
rv.,esla excepto tao singular c iucouleslavel deque
eilegozara, sseraocila las como um exemplo do amor
eclarecido de nosso seculo pelas lellras.e desta equi-
dade que se enconlrava em lodos os espirilos. para
salvar a Ilustraban e consolar soffrimenlos de um il-
lusire tlenlo.
Dando buje s consiIrradies sobre a historia da
Franca de M. Agoslinho Thierry o gnmdu premio
Cnlbert. a academia julga-se obngada desla vez a
urna juslica igual para com o Ulular actual do se-
gundo premio, M. Henrique Marlins, cajo nola-
vel Irabalho sobre a Franca de l.uiz XIV foi aug-
mentado com mais um volme cscriplo as mesmas
rundidles de urna atienta indagaran c de verdadei-
tos seiilinientns.
A academia, scnbores, procura preparar jovens
mulos no caminho que condoz a lae suecc-sos: el-
la propoz premios extraordinarios pira alguns es-
tudos sobre a anliga idade esobre a 'idade media ;
ella nao recciou parecer muilo classica pedindo um
Irabalho de erudicao e de goslo sobre Tilo-Livio, e
abri nutro concurso debaixn de oulros pontos de
vista nao menos instructivos sobre Froissart.
Entre estes dous Irabalhos lio diversos, o appello
sobre a anliguidade foi mais altendido.
Entro as obras appresenladas, ha urna que deno-
ta grande saber de umanisla e um espirito asneado
o livre : he um discurso ou antes um volume sobre
Tilo-Livio com esla epigraplie: In historia, Orator.
O que falln ao aulor para obler o premio que nuis
de um sulTragio quera coiifcrir-lhe' l.'m pouco de
gravidade na forma, c urna admirarlo mais sentida
e mais exprimida pelas grandes lembranc,as. c eleva-
do genio que tinha de julgar.
Nao se conelue dahi que entre esles estados pro-
postos depois de algum lempo emulado lilte-
raria, prefiramos aquelles que obliveram os elogios
academiros. Mas o cnihecimenlo da grandeza na
vida humana e do bello na arte, o esludo romano,
em um historiador que se achava compenetrado dis-
to, he por si mesmo urna obra onde a sciencia, a
reflexao e a mesma critica, dando valor a lodas as
descripc,es. e nada dcixando de superficial, deviam
derramar nao a exageracao do louvor, mas a sere-
dade e vida da elocuencia. Urna parle deste Iraba-
lho poda ser a mesma reprodurao de algumas das
narrarnos de Tilo-l.ivio, c como que o echo de sua
voz. O cuidado severo do eslylo, a dignidade dalin-
guagem deviam manifestar pelo sentimenlo profun-
do do aulor o respeilo de que se achava possuido
para com o seu assumpto.
Um novo esforz mais meditado sobre algnns
pontos, um sentimenlo mais vivo procedente algu-
mas vezes de urna analise mais curia, assegurar o
surcesso de om Irabalho oudo se iwlam j mullas
qualidaries felzes, e a academia se felicitar por 1er
suscitado em proveilo dos esludos classicos, urna boa
UecSo e um bom exemplo de mais.
O ensaio dos esludos proposlo sobre Frossard foi
mi'ii i Teliz. Ser qi{c j nao lenliamos goslo pe-
la media idade esludada com lano ardoi ha vinle
annos .' Estas bellas narradles, esla liuguagem feliz,
esla natureza encaaladora de Frossard que agrada-
va lano ao genio aoligo e polido de Feielou, nao
merecem por acaso antier rao de nosso seculo curioso
do passado ? Quando a instiluirao lao feliz da es-
colla de Chartres promello as nossas anliguidadesna-
cinnaes urna successao de habis interpretes nao
achiremos um homcmde saber e de goslo, cuja cri-
tica nos d a conhecer o nosso imcoroparavel chro-
nisla '.'
A academia prorroga para os annos prximos os
concursos sobre Tito-I.ivio o sobre Frossard.
Ella entrega-s mesma severidade sobre oulro
assumplo mais rcenle, porm nao menos fcil, cujo
Ululo allrahira numerosos concurrentes. As Memo-
rias de Sao-Simon, esse Ihesouro poslhumo do secu-
lo XVII lano mais ineslimavel para nos, quanto
sendo descolarlo quasi em nossos lempos, lisongca-
va por assim dizer, o espirito novo pela sua franca
altivez e genio, ao mesmo lempo que nos offerecia
grande e curiosa imagen) de um lempo 13o aparta-
do do nosso.
Sao-Simon um seculo depois de Luiz XIV dis-
tinguio-se cutre os escriplores creadores do seculo
XVll por urna originalidade difl'ercntc e (oda sua,
mais anligo e mais novo do que a maior parle del-
le, lgando-so por um dos termos de sua longa car-
n-ir.i as recordarles do reinado de l.uiz XIII e por
oulro a ltcgencia. Quer pela historia dos aconleci-
menlos. quer pelo esludo da liuguagem e de todos
os miivimeulus a que o sujeita a paixo, 1180 ha em
nossa lilteralura lypo mais exprc>sivo c mais inesgo-
lavel. IV reii compreliende-lo bem, acompanha-lo
em lodas nscircumsla acias em que segu os oulros,
sera' acaso obra da inesperiencia ajudada mesmo
pelo talento ? Para rever osjuizos de Sao-Simon,
que e-ludo do seculo XVII,que conliecimento de lo-
dos os fados, de lodos os monumentos nao parece
necessario ".' Para a analyse soincnle de seu genio
de pintor e de eseriplor, quantas cousas nao deve-
nios saber dos usos ednliugua da auliga Franca 1
'Enlrrlanto hesitou a academia eui ddr este assump-
lo '! Nao ; porem he necessario grande Irabalho
para responder a esle appello e para satisface-la ; he
necessaria esla variedade precoce queapparece com
o ardor du esludo e que da' as cores da verdade das
cousas a reflexao c ao estyllo de um joven eseriplor.
A academia entro qualnrze discursos que receheu
distingui nos nmeros 9, e 12, 4, e 7, verdadeiros
presagios de lalenlo e mais de urna boa obra ja
mu adianlad. Nesla espeelaliva proroga o con-
carso para o anuo prximo.
Dos -eis premios ordinarios, a academia nao con-
cede este anuo senaoo premio de poesia, duas ve-
zes propolo sobre um a-suuiplo lao grande na me-
moria de todos os lempos, e contemporneo para
in. pelas recordares de 182> o pelos contecimeu-
lusdehoje, .teropole t.tthcnas.
Sem presumir muilo de alguma influencia de a-
niuurao o de consclho para animar esla grande ar-
le da poesia que nasce por s mesmo, e nao cuconlra
o poder senao na liberdade, a academia procura lu-
da a occasi.lo para reeonliecc-la c h anifesla-11. Foi
satn que desde o anuo passado apregoara fura de
lodo o concurso o lalenlo grave c nohre de um joven
eseriplor inlerameulc preorcupado com a lingua, e
harmona dos (regos, o atlrbuiudo-lhc dehaixodo
Ututo de Pdemai auigos, alguns hclljs ensaius ele
forma muilas vezes austera ou graciosa. Esle anuo
ella ennfere ao aulor desta cotlecc.ao quecntao de-
signara a M. I.ecoule Uelisle, o premio Maillic de
A Tour Lantlry, generosamente proposlo para o
comeco da carreira diftlcildas lellras. Posta a lem-
liranca perseverante da academia animar um nobre
espirito c sustentar sua esperance de que devera' um
da alcanr.ir o favor publico,
Porm voltemos, senbores, ao concurso mesmo
deslc auno, ao Acropotc d'Athenai, entre os nume-
rosos ensata* que allrahira o nome poelico de Alhe-
nas, mullos inleressaram vivamente os juizes, quer
nos limites do assumpto sumiiiamenlo desenvolvido,
quer Tora do assumplo por certos traeos de imagi-
nario pnllirlica.
Assim o accessil mesmo do premio e duas menees
obtidas oflcrecem a par das fallas e das negligencias
um sentimenlo elevado e alguns versos inspirados por
um sopro de genio anligo lalqual o dao algumas ve-
zes a talentos novic/is o primeiro fervor, e o primei-
ro encanto do esludo. O joven autor da cullocrilo
numero 48. designada pelo accessil, he M. Arlhur
Iloissieu.
A impressao das grandes recordaees. lonsivel
ncslc ensaio apparece anda mais na obra de um la-
lenlo mais forte e roanos regulado, que abandonar-
se aoeslro eaosonho.au ponto de aparlar-se para
longo do Alhenas, porm para encontrar um locante
e mislico enthusiasmo que remonta de Alhenas ao
Thabor, e de Scrates a Jess Chrislo. A academia
aoclassificou esla obra; porm deixando-a forado
concurso, quiz por ama excepto bem rara e espe-
cialmente aolorisada olferecer urna recompensa pu-
blica, urna medalha dislincla do premio a algumas
das bellezas desla obra desigual e locante que re-
commenda anda o nome de M. Adolplio Dumas. O
premio, o nico premio era reservado para um poe-
ma inscripto soh o numero te sob a invocacao de al-
guns versos de lh ron. Ah, seiihores, a inspirarlo
do lalenlo c do esludo encerrou em um quadro feliz
a variedade natural do assumplo c soube lambem
confundir alguns traco.i originaes com urna compo-
sitao original severa e pura. A analyse e o elogio
nao sao necessrios a esla obra de Madama Luiza
Collet, muilas vezes rnroada. O publico logo ojul-
gara por seus applausos; o nico panegirista ulil
para os bons versos que se devem ouvr ler he um
bom Icilor.
(Journal des Debat.)
eslava amarrado u:n lijlo, e que procedendo-se a
necessaria visloria, declararan! os facultativos que
por eslar a epiderme toda despregada e largando ao
menor contacto, pareca ler mais de j,s horas a per-
da da vida, c que pelo fado do lijlo preso a corda
que eslava extremamente aperlada ao pescoco a
poni de apresenlar um sulco de quasi urna polesa-
adinulado eslado de palrcnic/io do cadver, so pro-
rurou investigar se era ronlierido, mas que mo se
leudo islo conseguido, eontfnuiva a polica a fazer
as r invenientes pesquitM para conhecer quem fos-
so n referido pardiulio, c bem assim o aulor de tao
brbaro delicio.
Honlem as 5 horas da larde pouco maisou menos
em um sobrado da ra das Trnchelras ila rreguczia
e enegrecnlo da lingua, que se achava fura da arca- de Santo Antonio em que mora Bernardiuo Frau-
da dentaria, concluiam que a morle fora o resulta- j cisco de Azevcdo Campos, manfeslou-se um incen-
do de violencia. | dio produzido por urna esluf.i de seccar charutos que
Accrcscenta o mesmo delegado, que apezar do pegan fogo no corredor terreo do mesmo sobrado.
da de profundidade. assim como pelo esladolargid'1
:ido da lingu
Apenas Uve nulicia de semcllianle oceurrencia
comparec no lugtr do incendio, onde lambem ron-
correram as autoridades civil e militares, e com o
prnmpti) socorro da bomba do arsenal de guerra, n
admiravel esforco dos particulares conseguio-se ex-
tinguir o incendio em menos de urna hora, do qual
apenas rcsullou alguma ruina ao predio.
Dco guarde a V. E\. Secretaria da polica de Pe'-
njinbueo 5 de Janeiro de 18V>. lllm. c Exm.
Sr. ronselheiro Jos, liento da Cunha e Figueiredn
presidenle da provincia,O chefe do polica, Luiz
Carlos de Patea Tcixrira.
MAPPA demonstrativo das inspecco'es feitas no hospital ivgimental no anno de 1854.
3
a
INTERIOR.
CORRESPONUEXCIA DO DIAUIO UE
PERXA.1IIHTCO.
Parahiba.
Mamanguape ->6 de dezerabro.
Mon chcrissable ami. Honlem chegou o ultimo pos-
tilhao que d'alii parti, senda portador dos ns. do seu
Diario: he preciso fazer jn-ln; 1 a ponlualdade dos
nossos correios. que sao quasi infalliveis as segun-
das-feiras: assim livessem as ageucias mais cuidado
com a pleadede nigromnticos, que com suas sub-
lis magias invadem os lugares onde os profano!, nao
deviam ler iugresso, o tornam-so falacs as corres-
pondencias particulares. A uossa ultima anda nao
deu -igual de si; receiamos que ella Uuha mudado
de rumo, arribando em porto pouco feliz, pois que
na sua remessa circunstancias deram-se, que agnu-
ramos mal da sua derrob:os ns. do Diario A se-
mana futura nos dirao.
F"oi-no sobremanera dolorosa c infausta noticia
que livemos do passamenlo do dislinclo c honrado
cidadao t'es-a provincia o Sr. Ignacio do Barros Bar-
rello: livemos occasiao de enlreter relaees rom esle
preslimoso homem; fomos admiradores de suas su-
periores qualidades, prestamos mesmo a maior de-
vucao e respeilo a um varao, que, por lanos ttu-
los nula veis, soube ansariar a eslima publica, c crear
um nome assignalado entre os mais conspicuos da
sua Ierra: severo observador das doutrinas do cliris-
lianismo; slrenuo propugnador dos rtleresses sucia-
es; modelo dos cheles de familias, elle soube com-
preheuder e exercitar cabalmente lodos os deverrs
adstriclos ao homcm christao, ao homem social e
ao homem particular; e boje, em remunerado das
suas eminentes virtudes, acha-se na mausio dos
justos, gozando da eterna beinave'.iluranca. deixan-
do sua familia, seus amigos, e lodos que tiveram a
fortuna de cnnhcce-lo mergulhados na mais inten-
sa dr, tragando ocalix da amargura que Ihe deu a
beber eisa horrivel separarilo. Nos, que carpimos
por este successo lao deploravel, nos, qne acompa-
nliamos a sua cslimavel familia na acerba e profun-
da dr que a opprime, cumprimos um dever sagra-
do pato ileaiidu as nossas condolencias, nossos poza-
res. A viva rrene.i nos ceos, a sania rcligiao de Je-
ss sirva de conforto c venha serenar as magoas, e
diminuir as lorturas de lamanhas angustias.
Foi por aqu objeclo do maior reparo a grande
prafosio de condecorarles ltimamente dadas, e o
esqueciineulo quasi total d'e*ta nossa provincia;
pois em verdade quando quasi lodosos depulados
geraes foram condecorados, quando mil c lanas
coiidcurarOes foram e>palhada*, he de nolai* que
n.lo se leinbrassem da nossa dt-pulacao, havendo tres
depulados_que anda nada liveram, e de lanos cida-
daos preslimo-r, que leem-se sacrificado pela causa
publica: a nossa provincia he pequea, he pobre,
mas lem filbos mu nobres, que nao sabein deslus-
Irar-sc, procurando remunera^ao de servidos, que
constiluem seus deveres; se acaso tao pequeo nu-
mero foi temblado, rdo he por falla de bnmens dis-
liuclos e qualifleados, mas la--, snmente porque as
cousas s3o assim mesmo: alem d'islo ncm lodas as
pessuas, nem lodas as provincias podem ser alten-
didas ao mesmo lempo; ah (emos um exemplo vivo
d'islo: o ronselheiro Euzebio de Queiroz Coulinho
Matloso Cmara, o homem popular por excellen-
ca, o Cicero brasileiro o estadista consumado ,
urna das mais bellas e-trellas que fulgem, dan urgu-
Ihn e honran", ao nasso paiz. e. em favor de quem
quasi lodo imperio lem-se erguido para proclamar
a sua importancia e o seu mrito, naejpnle lambem
d'esta vez ser considerado a par de seu*, collegas:
nem ludo pode-se fazer de chofre: jarnos com o
lempo.
Occupa por aqu a alinelo publica a guerra eu-
ropea; ha partidarios de parle a parle, que com an-
ria esperam desfeche favoravel ao lado a que se
inclinam: o partido russo he o maior, os alliados
conlam seus asseclas: as ultimas noticias de Sebasto-
pol encheram de prazer aos partidarios russos, que
conlam ja com loda seguridade a victoria: a mu von-
lade que geralmeolo se lem aos breloes explica o
inleresse que bao lomado a prol da causa russa ,
por isso que, ninguem saliendo da integra dos trata-
dos, e assim dos direilos e justica que por ventura
Ipossara ler as parles coinbalenles, decidem se pelas
"nspira^es e sonlimenlos de sympalhia e anlipathia:
amante e religioso observador da justica, como so-
mos, por ora nao nos cabe oulra posican que a neu-
tra, anda que nao lenhamos inleresse immedialo
n'eslas questOea de alem-mar: temos, he verdade,
amargas queixas do government, and frorn 0/'f peo-
pie british, porem temos lambem disposic,oes as
mais favoraveis em favor du jtacau el clair peaple
(raneis.
Com satisfacen soubemos da chegada do nosso che-
fe de polica; todos que d'aqui o lem communicado,
lecem-lhe os mainres encomios; e se as tradic.Oes c
os precedentes valem d'alguma causa, esperamos
com a f a mais robusta, que elle se tornar digno
do importante cargo de que acha-se encarregado;
nos, pois com lodo o respeilo o comprimenlamos;
e fazemos juslica ao Sr. Ur, Bazilio Quaresma Tor-
reao Jnior paleoleando os servidos importantes que
fez a provincia, durante o lempo que exerceu aquella
lugar. Acaba de concluir o lenle coronel Amaro
Jos Coclbo, senlior do engenbo l'iabus-, um ine-
Ihoramenlo nolavel na sua machina de espremer
cannas, seguindo as rearas do syslema hydraulico; a
perfeii-ao da obra, feila sob sua nica inspeccjlo e
direccSo, a eronomia espantosa que a presidio, di-
zom sobremodo da sua inlelligencia, e o lorna re-
cummendavel como um dos nossos fazendeiros mais
habis, e cujo futuro promellc ser o mais prospero.
Iluuve um d'estes das um quer que seja entre o
sub delegado e o capitao l.uiz Antonio oncalves,
do qual pendem queslOes diplomticas: o sub dele-
gado mandou prender a tim qudam, a escolla quiz
varejar a casa le Luiz Antonio, esle puguou con-
tra a illegalidade do aclo, n'islo deu-se um conflicto
de palavras, Loil Antonio julga-so oOeudido e in-
juriado, prende em flagrante um dos nacionaes da
escolla ordem do delegado, c ludo entretanto ter-
miuou do dito pelo nao dito: consln-nos que ambas
as partes belligerantes Iralam de liquidar as conse-
queucias: vejamos o que resulla. Foi mullida a
casa do negocame Vieira; nao sabemos ao justo em
quanto monta o roubo; mas sendo verdade que elle
lie um dos primeiros commercianles d'esta villa, boa
prza deviam ter feilo os laes ralonciros.
Estamos 110 meio da fesla, e goza-so dos passa-
lempos proprios do lugar eda occasiao: a populacao
brinca conlenle, e niio nos consta al aqu: algum
disturbio, como soe apparecer n'estes folgares do
lempo. O nosso commercio lem declinado n'esles
ltimos ibas, entreunto os gneros do paiz e cslran-
geiros eslo por preces extraordinarios.
Continua o prurido de conliecer-nos, cada um
deila a sua verde, e com loda injuslir.i aecusam a
lana genio, aflirmando o que nao leram ou nao en-
tenderam; e com um desplante superior au pejo cx-
cilam o riso a lodos que nao sao ouropl de ccrla
mercadoriii, podem ter ingresso nos laes collo-
quios: os meninos nao entendem do riscado.
He esla a ultima que Ihe escrevemos no correte
anuo, que'j esta despedindo-se; e sendo o auno fu-
turo da la, lemos nossas apprehenses, e mo sabe-
mos se sera permitilo ao genero humano seguir o
seu caminho sem algum movimento desconhecido,
por issu apressamo-nns em escrever-llia esla pelo
seguro.
Toilas as delicias que se gozam nos vergeis que
marginan) o mases toso Capibihhe, e infinitos oulros
bcus nos almejamos-lbc.
O Ordeiro.
Soldado .
Dito. .
Dito. .
Dito. .
Becruta.
Soldado.
Hilo. .
Dito. .
Dilo. .
Hilo. .
Cabo .
Soldado .
hilo. .
l)lo. .
ilo. .
Dito. .
Dilo'. .
Becrula .
Soldado,
Dilo. .
Dito. .
Dilo. ,
I'Un. ,
Dilo. .
Dilo. .
Dilo. .
Dilo. .
Dilo. .
Dilo. .
Becrula.
Furriel
Soldado.
Dilo. .
Dito. .
Furriel
Soldado
Cabo .
Soldado.
Dito. .
Dilo. .
Msico
Becrula
Soldado
Dito. .
Parlicul.
Beform
Soldado
Msico
Soldado
Dito. .
Cabo .
Corpoi a que pertencem.
'2 h.iiulliao de infamara .
o .
Beformado.........
balalhio de artiiharia. .
2" balalho! .'!!'.!!.".
n .........
9 balalhao de infanlaria. .
.
Cavallaria.........
Io balalhao........
.......,
'.1 balalhn de infanlaria. .
10 balalhao de infanlaria .
Beformado.........
.........
balalhao de arlilharia ,
2" balalhao de infanlaria. .
10" balalhao de infamara
i balalhao de arlilharia ,
! balalhao de infanlaria.
10 balalhao de infanlaria .
'> balalhao de infanlaria .
10 balalhao de infanlaria .
'i0 balalhao de arlilharia .
2 balalhao de infanlaria .
9 balalhao de infanlaria .
.
4 balalhao de arlilharia .
2" balalhao de infanlaria .
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9 balalhao de infanlaria
10 balalhao de infanlaria
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3.
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4 balalluln de arlilharia . <>.
2" balalhao de infanlaria . 5.'
9 balalhao de infanlaria . 4.
2 balalhao de infanlaria . i.
... t.
10" balalhao de infanlaria . 8."
. 4.
2" balalhao de infanlaria . 3.
Soldado.O" balalhao de infanlaria.
(iiiilherme Jos.........
Jos Pinto das Dores.......
Jos Pedro Celestino.......
Flix Pereira dos Sanios ....
Jniln Rodrigues Pereira.....
Benedicto Alves dos Sanios .
Marcelino Franca........
Francisco Marlins Cummissario.
Jns Albino...........
Manoel Pereira da Silva.....
Francisco Manoel da Cosa .
Cyrillo Sudr..........
Firmino Bandeira........
Manoel Francisco Nascmenlo .
Antonio Francisco Vaz......
Manoel das Candelas.......
Domingos Jos Pereira.....
Mannei .Inaquim de Oliveira .
Conslaiiliun linne ilve-......
Antonio Baymundo de Oliveira.
Jos Justino...........
Eslanislo Nuiles.........
Manoel da Silva Rodrigues .
Benedicto Aulonio........
Francisca Antonio Araujo. .
Pedro Celestino..........
Carlos Fraqcisco de Oliveira. .
Joaquim Alves de Almeida .
Jeremas Pereira de l.ucena .
Estanislao l.cile.........
Pedro Gomes da Silva......
Antonio F'eliciano da Cruz .
Firmino Ferreira da Silva. .
Antonio Pedro de Godov.....
Justino Antonio Cavalcauli .
Antonio Flix Cantalire.....
Simplicio Itibciro de Faria. .
Manoel Antonio Rosario.....
Maxmiano Dias da Silva.....
Andr Francisco do Nascmenlo .
Jos Fiel Siginaringue Ferreira .
Izidro Jos Ignacio.......
Aulonio Jaciutho........
Silvestre (jomes da Silva.....
Francisco l.uiz Vialles Jnior .
Manoel Joaquim Jorge.....
Antonio Machado .1......
Jos Joaquim dos Sanios.....
Viclorino de Senna........
Manoel Antonio de Campos .
Jos Antonio Dourado......
Jos Francisco de Oliveira. .
MOLESTIAS.
Tubrculos .
11 .
n ...
...
Febre amarellla .
Tubrculos ...
...
Febre amarclla .
Tubrculos .
...
Ascetc......
Tubrculos .
Dynrrhca .
Febre amarella .
Febre perniciosa.
Tubrculos. .
Dia do falleci-
mento.
Did que leve baixa.
Febre amarella
Tiibciculos .
Varila confluente .
Tubrculos......
Varila confluente. .
Tubrculos......
pebre amarella ....
Castro entero hcpalile.
IHarrlia.......
Gastro entero hepatite.
r'cbre amarella ....
i) .....
Tubrculos.......
Varila confluente. .
llyarrha repentina .
llydrn pencordile .
. Febre amarella .
. Tubrculos.......
......
. .a-l'-i-o licpaUle. .
Tubrculos.......
C.erebranle chronico .
Tubrculos. ......
Febre amarella ....
Tubrculos......
Varila coufluenle. .
(iaslro-enlero-hepatile
1. de Janeiro .
22 .
31 do .
1 de fevereiro.
IS de
10 de ro8re,o .
1.1 do
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10 de dezembro .
28 de .
31 de julho de 1833.
20 de novembro de 1813.
6 de de/embro de 18.13
1 de novembro do 1853
12 de fevereiro.
10 de dezembro de 1853
28 de julho de 1859.
23 de fevereiro.
3 de novembro de 1853
27 de fev. enlrou monb.
5 de dezembro de 1853
i de novembro de 1853
. 17 de fevereiro.
4 de abril.
1 de
7 de marro.
3 de marro de 1833.
Is de abril.
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5 de
22 de fevereiro.
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3 de abril.
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15 de dezembro de 185:!
12 de julho
2 de
1 de agosto.
3 de maio.
10 ile dezembro de 1853
i de agosto.
19 de julho.
12 de Janeiro.
5 de maio.
27 de abril.
12 de selembro.
31 do agosto.
11 .1 de o
21 de fevereiro.
11 de selembro
20 de abril.
1 de selembro.
3 de agosto.
3 de 11
19 de novembro.
9 ile agosto.
2 de novembro.
2 de
riqueza do gabinete das medalliasda Bibliotheea im-
perial da ra de Bichelieu. A que nos occupa ei.ee-
de-aem dimenrio e aipecle por suasondulafoao opa-
licss.
Depois que a Russia lign relaees com a China,
os diversos emhaixadorcs dos ciara de Moscovia,
d'lshraiiilites em 1695, lemailoffem 1719, eo cunde
Wladislavilrh em 1728 Irouxcram corle de seus
soberanos lacas de esmeralda o acata, prsenles dos
imperadores Kang-hi e Kien-long; mu esaw lajas
que alleslam a habildade dos ohrciros de Pe-Kiug r
qu" eslao esposlas un palacio da Ermida no meio das
maiores riquezas em pedras preciosas da corle da
Russia, nao apresenlam ncnbuin ootru Irabaiho quo
o da forma, sem as diineuses, gravuras e caracteres
de anlisuidade desla.
No palacio do Yuen mn yuen, a mais primoro-
sa murada real do mundo, ha uina agala de qna-
Iro ps, que reprsenla urna paisagemem ramnfeu ;
mas sua espessura be apenas de tres dedos. Essa
agala foi Iratialbada 110 reinado do imperador Kang-
hi.
A lata de que nos occupaims remonla aos pri-
meiros lempos da monnrrhia chineza. Os annaes
da afio respondem por isso, com urna certeza que
nao se acha em ncnhiima parte na historia dos pri-
meiros seculos.
O povo chiuez que invenan primeiro que as ou-
lras nacSeg do mundo lanas cousas preciosas ; que
acbou a imprensa, a bussula, a arle de fazer papel,
a tinta mais delicada c indelevel, a plvora, ogaz,
a seda, e o cha ; que oliservou a circulaclo do san-
sue dous mil anuos antes de Servet e de Har-
vey ; que descubri a arupiinclura, cuja origein
srienlihca foi esquecda, a feciindacao arlifirial dos
peixes a que chaman boje piscicultura, e o furo
dos pocos chamados artesianos; que sorprendeu 110
rstudo dos simplices cores linturiaes anda desco-
nhecidas Europa, cem plantas alimentarias a op-
por aos casos de fome que ignoramos, sem embar-
go de nossos faustosas conliecimentos botnico', e
dcscohrio mais sesredos na nalurcz.i do que lodos
os povos do universo junios ; que foi o primeiro
que aignalou a desgrara para a especie humana
da diversidado das linguas, por essa phrase do 1-
fli ('o primeiro livro entre os hmeos): Tien'
liten tao, (se ;/c, yeu lelii y.-. O universo foi des-
viado de seu caminho depois que as linguas furam
divididas como em ramos c fallas. E nao quiz inu-
dilii.ir sua lingua mon isylbihica para que essa lin-
gua dos scalos pastados, na qml 160,000 volumes
de livros classicos lem sido escriptos, fosse sempre
lingua viva para as idades luluras ; que faz do Ira-
balho a primeira, a mais santa c como a mais agra-
davel das leis, e da guerra mili grande ilesprezo,
bem quepaguj can suas tropas ; esse povo, emfim.
objeclo de tanta estima e desdea, como muilas
cousas escolenles neste inundo, liada lambem des-
dos primeiros lempos de sua existencia ach.ido a
arle de t.ilhar o diamanta ; bem como esse povo jo-
den que fui seu contemporneo um dia, e cujo le-
gislador Irazia em sea racional su modo chines,
o nome ilas doze tribus gravado em enl-lho sobre
ruliis. sapbiras e esmeraldas.
Na Europa foi soincule no seculo lf> que um fi-
CONSULADO GERAL.
Bemlimenlo do da 3......
(dem do dia i.......
3951766
774J8M
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendmenlo do dia 3......
dem do diz ':........
3:100;172
2778388
136*746
14*133
GE-
RECEBEDORIA DE RENDAS 1MEBNAS
KAES DE PEHNAMBUCO.
Rendimenln do dia 2 a 3..... 6985217
dem do dia 4......... 3215310
1:0195-127
CONSULADO
Henclimenlo do dia 3 .
dem do dia 4 .
PROVINCIAL.
i'.300481
1:7599650
6:060!31
MOVIMENTO DO JPOHTO.
Hospital regimenlal na Soledade, 1 de Janeiro de 1855.Dr.Po.redes (ornes de Souza Pitonga, i" cirursao encarregado.
PllBLICACOES A PEDIDO.
MINH&S SAUDADES
ZAN1A.
Se a pedra que veju podesse sentir,
Podesse comigo gemer e chorar.
De dura e pesada, e de firme que he
Se havia mover, e se bavia abrandar !
/ inia, onde estis '
Onde estis ? aonde ?
Zania... Zania...
Ninguem me responde !
Se os venios que sopram por esle arvnredo,
Podesscm levar meus dorozos gemidos,
No doce aposento de miabas saudades
Da dia e de noile seriam ouvidos!
Zania, onde eslais'!
Onde eslais ? aonde ?
Zania... Zania...
Ninguem me responde!
Mas ha urna pedra nao pode sentir ;
Os venios nao podem servir a mcus fados ;
Meus ternos suspiros, mcus tristes gemidos
No meu prnprio peito serao sepultados !
Zania, onde eslais ?
Onde eslais? aonde ?
Zania... Zania...
Ninguem me responde !
c. *
l.o de Janeiro 1855.
Carta dirigida ao Sr. Dr. Jos Nicolao figueira
Costa, sobre validades de atttstadot mdicos pe-
ranteojuiz de direito, disparando jurados por
motico de molestia, pelo Dr. Jos Joaquim P'ir-
mino.
lllm. Sr. Dr. Jos Nicolao Rigueira Cosa. Goian-
na 21 de dezembro de 1854.Sccedendo na ultima
sessao do jury deste anno nesla cidade, serem regei-
lados lodos os alleslados ou cerlili.-ados de molestias
de alguns senbores jurados, os quacs alleslados fo-
ram alguns passados por mim, e eslando em duvida
se devo ou nao continuar a dar esses documentos,
recorro a V. S. para esclarecer-mc a esse respeilo,
para nao eslar exlorquindo diuheiro, as parles, que
tanto importa dar por diuheiro um documento,
que de nada serve ; porm devo fazer a V. S. algu-
mas ponderacOes, fundado em medicina legal, scien-
cia que em nada be -ornnos a jurisprudencia, e da
qual V. S. comojuiz muilo deve usar.
Na admnislrncno da justica o medico pode ajudar
a levar o juiz a evidencia dos fados por meio de re-
latnos, certificados ou alleslados, e consullas-me-
dico-legaes. Os relatnos se dividen) em judicia-
rios, administrativos, e de estimacao, os quaes todos
deverSoser fomulados por ordem das autoridades es-
tando ellas presentes, em cujo prembulo ou prolo-
colo, se declara quem o jniz, que ordenen, a hora, o
lugar da reuniao e do delicio, e lodas as circunstan-
cias quer pessnaes, quer materiaes, qne possam in-
dicar, ou fazer chegar ao coubecimcnlo do facto,
que se examina.
A consullas mtdico-legaes devendo serfeilas por
corporacoes de mdicos ou facilidades de medi-
cina, posto que ordenadas por autoridade, nao ne-
ccasitam de que os magistrados a-sistam,pudendo gas-
lar-se nellas muilns dias e mezes.
Os certificados, porm, 011 alleslados, sendo docu-
mentos mais simplices, e que tem por lim dispensar
os individuos docntes de um servio qualqncr, nao
exigem juramento, nem ordem, nem a presenta dos
Iranbavel a classe dos mdicos (o que nao creio), ou
que nao quizdar a inlelligencia legilimaa Ictlra da
le a que se refere, (oque ulgo mais acertado) lor-
Uirando-ana sua integra, e osando de urna herme-
neulica, permilta-mc dizer, um pouco falseada e
discorde do sentido genuino das pbrases da legisla-
tilo.
Tendo fallado nisso, consinla que cu diga alguma
cousa respeilo.
As pnivas jurdicas ou gj,, juiliciacs 011 cxlrajud-
ciaes, e siihdividem-se emconns4o, inslriimenlo,
leslemunba, juramento,e presuuipcaoque sao pro-
vas ordinarias c extraordinarias o arbitramento e a
victoria. He a classifcacao do praxisla Pereira e
Souza. era que fundou-se V. S. em seu despacho,
segund eslou informado. Em qual dessas provas
serao incluidos os certificados mdicos'.' Certamen-
tc s.i o poderao ser nos instrumentos, lesleiniinhas,
e juramento. Sendo a prova leslemurhal dada por
pessoa chamada jalao para dizer o que sabe sobre
um facln, claro lira que um certificado medico nao
pode ser prova lesleinuuhal. Instrumento, porm,
senda uina escripia para nmprovaejto de um fado,
ou fados, c juramento a asseverarao da verdade de
um fado nvocaiido-sc s vnganca divina, segue-se
que os certificados mdicos participan! dessas duas
provas; porque nclle cxliibe-sc um fado, e ronfir-
roa-so pelo juramento a que se refere do grao rece-
lado, o qual jar iinimlii be prestado no aclo do dou-
toramento.
Estas duas provas podem ser a primeira publica
ou particular, e asesunda judicial ou exlrajudicial,
dada em prejuizn 011 fora delle. He cerlo que Pe-
reira e Souza tratando de It-temunhas appre-enla
na ola (476) o que se segu : as altealaeMs ou de-
clarares exlraj^dciaes, posto que juradas nao fa-
zem prova anda quesejam de pessoas caraclvrisa-
das mas nole-seque isso he referindo-se a leslemu-
nhas, que s podem jurar em juizo, e nao aos mdi-
cos, que era aclo, de sua prolis-a nao silo lestemu-
nbas meramcnle, sao verdadeiros juizes de faci,
que observan).
Como anlepor o juramento de duas, trez, dez,
vinle, ele, e mais pessoas leigas ao juizo de um s
medico em materia de medicina S porque jurou
dizer a verdade foi pela divindade Iluminado para
ler conliecimento do que nada intende ? Parece
que o Espirito Santo j nao desee para infundir
sciencia nos horneas, s se pode adquerir esla com
o Irabalho, he o nico meio que lemos presentemen-
te. Devendo as provas esclarecer o juiz para co-
nhecer a verdade da quesiao que se Ihe aprsenla,
elle deve laucar mao daquellas que forera mais in-
concussas e menos capazes de o iuduzir i erro. Se-
ria absurdo querer provar a divindade de Jesus-
Chri'Ho com um mnsauImano, a existencia de Dos
com um alheo, achar-se saa ou enferma urna pessoa
com outra que nada inler.de de molestia. O mes-
mo Pereira e Souza remidieren a isso, se exislisse.
assim como reconheceu serem provas allestadas de
P trochos em negocios da igreja, de escrivaosem cou-
sas tendentes a seos carinos, etc., porque esses in-
dividuos alleslam sob o juramento, que os mellen
em seus empregos, o que nao succede com as pessoas
raralerisadas de que falla o autor cima referido,
que nao tem prestado jur.ment > algum ohrigalorio
sobre o que alleslam seus ditos sao puramente gra-
ciosos.
Tenho ido jurado, Sr. Dr., desde 14 annos que
sou formado, 6 na capital das Alagos, quasi 8 aqui
nesla cidade c nao vi anda procurar-se pessoas es-
Iranhas a medicina para justificar falla de jurados
por molestia. e nem tal ouv anda dizer que se le-
nha feilo. He de nossa lei que o juiz dar aos al-
leslados o apret que elles merecerem, mas rejeilar
magistrados para sua feilura ; c permilla-me ins- lodos, nao conhecer boa f era medico algum, he
REPARTigAO DA POLICA.
Parle do dia 5 de Janeiro.
lllm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
difierenles participarocs boje recebidas nesla re-
partido, consta quo se deram as segundes oceur-
rencias:
Foram presos pela subdelegada da freguezia de
S. Fre Pedro (tontalves, o pardo Joo, escravo de
Manuel Flix Monleiro, a requisicao do scuhor.
Pela subdelegada da freguezia de Santo Antonio,
o preto Jorge Guilhcrmc. por crime de furto.
Em ulTicii) de boje refere o delegado do primeiro
districto dasle lermo, que o subdelegado da fregue-
zia da Boa-Vista Ihe participara que honlem foram
encontrados dous cadveres, um na ra Co .Man le-
go, sendo de uina prela forra de nome Rila, de ida-
do 40 anuos, pouco mais ou menos, que
crever aqu por inleira a opiniao de Orphila.com
que concordam lodosos autores de medicina legal.
Diz Orphila O certificado ou atlestado difiere"do
relalnrio por sua maior simplicidade, porque pode
ser dado por um oflicial de sadn, ou qualqner pes-
soa cslranba a arle de curar; he urna alleslarao pu-
ramente ofiiciosa, que nao exige nem a preslcao de
juramento, nem a presenta do magistrado, e que em
muitos casos nao he provocado pea justira. Dcsi-
gana-se mais parlicularmenle por alleslado de ex-
cusa um certificado passado a requisicao dos particu-
lares, ou por ordem de autoridade, e" qoc tem por
objeclo dispensar as pessoas doentcs de um servieo
qualquer : scmelhanlcs aclos podem ser relativos as
instituidles civis, crimnaes, religiosas c militares.
Eis psi.s certas o que diz Orphila.
V, pois, V. S., que fundado nos principios da
sciencia posso dar alleslados, para o que eslou com-
petentemente habilitado.
Vejamos o direito francez esse respeilo.
Todo jurado que nao se adiar em seu poslo sob a
citaran que Ihe for n!imada, ser condemuadn pelo
tribunal em urna mulla. (Cod. de insl. crim. arl.
396.)
Scrilo isenlos os que juslifirarem que eslavam im-
possibililados de ir a reuniao no dia indicado. (O
mesmo.arl. 397.)
Todo medico, cirurgian ou oulro oflicial de sade,
que para favorecer alguem.ceriificar falsamente mo-
lestias ou enfermidades proprias dispensar de um
serrtco publico, ser punido com pnsao de dous
ciuco annos. Se for movido por dadivas ou pro-
messas, ser punido de banimento. Os corruptores
lerao nesse caso as mesmas penas. CCod. pen. arl.
160.)
A' vista, paranlo, da legislaeao franceza e dos
principios de medicina legal, os mdicos podem e
devem dar alleslados que justifiquen! a impossptiili-
dade de um jurado poder roraparacer au tribunal. A
recta razao o mesmo aconselha, pois que sao esses os
individuos habilitados para conhecer es molestias e
enfermidades de seus semellianles; e nao pessoas
quaesquer liradas do meio do povo, que mais fcil-
mente c podem illudir, embora jurera em presenra
do magistrado ; he mais om crime que se quer -
hrigar um cidadao honesto e tmido, que recra fa-
zer recahir sobre si a sanha do senhorio das Ierras,
de que he fureiro. He pelo direilo cima diado
que a Franca, que marcha na dianleira da civilisa-
co moderna, castiga os mdicos que commellem er-
ros voluntarios, e nao Mpeainhando-oe e menospre-
saudo-os como infelizmente pralica-se entro mis.
Essa nobre classe, que alguma vez ja lera alliviado
a dor de V. S., 011 de alguns dos membrns de sua
nobre familia, devc-lhc merecer oulras atlences, os
KM serviros sao reaes, eslao a loda prova, e nao
submergi-la abaixo dessasUu predilectas leslemu-
nhas, que V. S. da tanto apceo c importan-
cia.
Nao pense V. S., que mejulgo nlfendido, nao ; s
quero por esle modo defender a honra de meus col-
legas, defender urna classe ultrajada. Se algum
medico ha que desrendo de sua disuade prodigalise
e-sos documentos seu bel prazcr.c V. S. por comi-
scraeo no Ihe quer impor as penas da lei. lie oulro
caso ; mas nao por maneira nenhuma cslender essa
por de mais, he muilo cynismu. Se os alleslados
nada provam, menos leslemuiihas, mas se os nossos
legisladores fossem de*se parecer diriun :Nao se-
rn a dimitidos alleslados. Dizia om justo: honora
medinim proptr.r neecssilatem. Nao sei se se possa
honrar e respeitar alguem lendo-o de m.i f, de per-
juro, que n lano importa o jttil, que fez V. S. dos
mediros na ulllma sessao do jury deste anno nesla
cidade.
Tamanho aranzcl redmenlo in.-ommodar a V.
S.; mais lenha paciencia, como juiz, dtf ouvr as
queixasde quem se julgi ofiendido. Consla-me ler
V. S. ndirmado que quoria terminar a safra, que
aqu havia na occasi.lo do jury ; protesto que por
esse lado pouco mal me fez, porque sou muilo ini-
migo do fornecer alteslad is. c quando muilo me im-
portunan), passo-os da maneira porque vio V. S.
nesla sessao dous por mm dados, os quaes pouca f
mcreciam por cu nao afiirmar de mim o conleudo
ilelles, porm referir-mo aos dlos dos doenles, por-
que receilei-os sem os ver, por informaeao, confir-
mando apenas um dos tres, que pas-ei com sceucia
certa do mal a que se refere.
Nao se offenda V. S. dessas minhas observaettes
proprias de quem presa sua repulaco medica 11*10
menos do que V. S. presa a sua de juiz, asseveran-
do-lhe que mo ver mais certificado meu por mais
anuos que por aqui se demore, (ioslo e amo o in-
leresse, mas sem quehra de miuha dignidade.
Desejo assas a saude de V. S. c nenhum obstculo
na administraran da juslica. Picando cerlo que a es-
pada de Aslra n.lo pode jamis ferir o templo de
lisciilaprio, as suas paredes sao mu rijas. De V.
S. alenlo venerador e criado.
Dr. Jote Joaquim Firmino.
V. S. Constou-me que urna pessoa da familia do
Sr. Dr. Riqueira Cosa Intercepten esla carta, leu-a
e qiieiinuii-a, recelando que I lie fosse entregue alim
de que o mesmo s"nhor nao se irritaste, nao sei de
que so irritara, porque ahi nao o oliendo, deffendo-
m -implesmenlc da injustic 1 que sol i, e como de-
sejo ler resposla, envio-lhe-a pela imprens onde
ninguem a queimar; ilesejo salierojuizu que de
mim faz o Sr. Dr. Rigueira Cosa.
os chefe dos insurgentes l.i-lchi-zin. O imperador
apparece logo com o semblante triste, cuino se o
veo do futuro se tiveeM por um instante rascado a
seus olhos na sala dos espirilos, e percorre a men-
sagem. l.i-lchi-zin ( o chefe dos insurgentes ) man-
da dizer a Koa-Uong que elle se lem lomado in-
digno do Ihrono ; que em vez de ser o pai e mai
dos povos como um filho do co, lem sido o opprcs-
sor dos mesmos ; que os olhos e bmfos de sua pro-
videncia ( os colaos e mandonas ) nao eram senao
homens corrompidos e servs, de um orgullio gros-
seiro ; que os cullegios do* bonzos, em vez de oc-
ruparem se da afta moral de Confucio, s lnliam
por suia o inleresse ; que nesse desastre terrivel da
patria, 500,000 homens impedidos pelo desespero
cercavam os muros da capital o inlimavam-lhe que
descesse de um Ihrono que seu chefe oceuparia me-
llior que elle.
A esla leitnra um fri modal parecen atacar to-
da a corte koai-lsong quiz mandar matar os dous
eunucos, porm as pessoas prsenles represenlrram-
Ihe que esse assassinalo era intil e injusto, pois que
ns dous eunucos 11,10 lnliam obrado senao por de-
dicarlo. Nesse perig 1 extremo,o imperador crque
o exterminio he seu meio de salvacao ; dirigc-sc a
sala dos vestidos, cobre-sc com um manto magni-
fico, faz Mar o grande sino da porta Florida do pa-
lacio ( si boa raen ). manda reuuir o restajile de
suas guardas no recinto da ( Tseu-kin Icheng ) ci-
dade interdicta, vai em pessoa a corle da impera-
triz Kiun-iiing-kuiig ) c conla-lbe a extremidade
em que se acha. Ouvndo essa narrarao, a impera-
triz prove a salvacilo de seus tres filbos e depois de
t-Ios recommendado a dedieac3o de olliciaes cora-
josos, mala-se : lodas as mulberes do palacio iaiitam
seu exemplo. O imperador seguido de uina escolla
de servns, cujo numero vai dimiiiuindn a cada ns-
tenle, corre as portas si tchi men portal direita do
Occident ( te ehinq men ( parla da evalt irn da
virludc ) e acba-as oceupadas pelas massas profun-
das das tropas de Li Ichi zin em vez de encontrar os
primeiros soccorros que esperava de seu general
V son Kue, o qual Uvera ordem de concluir a paz
com ns Trtaro* Mandjurs e Iraze-los em soccorro da
capll, triste e funesto recurso que deveria fazer a
desgrata da China,' enlregando-a por 200 annos as
lulas inteslinas, e lazendo-a descer de sua rivilisa-
c3o nesse lempo 13o elevada, comprometiendo em-
lim a nacionalidade do mais numeroso povo da trra
cadeia viva enlre os lempos modernos e anliguidade
do mundo.
O imperador lorna a entrar 110 pato, procura a
filha que tem apenas 15 annos de idade, e leva-a
paraojardim dos dez mil annos (ll'an sui citan)
e parando sobre a monlanha artificial coberta de
arvures odorferas fonle das nuvens ( Yun Yuan )
reprsenla a essa menina que n3o pode supportar a
idea da deshonra em que ella ha de cahir quando
o palacio for tomado, e cobrindu-lhe osolhos com a
mao esquerda, fere-a na garganta cuma sua cimi-
tarra, e depois escreve as seguinles lililes sobre a
saia do vestido de seda amarella da mesma.
o Tenho oceupado o Ihrono durante dezesete an-
nos; filbos rebeldes vem insullar-me al em rainba
capital. O que me acontece he um castigo de Tien
(Dos) Nao sou o nico culpado ; lodos os grandes
que lem oslado ao meu servieo o sao mais do que
eu; lies perderam-me occullando o que se passava.
(.ora que cara appareceria en depois da morle dianle
de meus antepassados vs que me reduzis ao triste
estado em que me acho, tomai o meu corpo e fazei-o
em pedaros, consinlo nsso, mas poupai meu povo e
nao Ihe fcais nenhum mal.
Elle desata eniao o cinto ornado de pedras pre-
ciosissimas e passaodo-o no pescoco, enforca-se em
um ci preste.
O eunuco Uang Tching nghen chegano momento
em que o imperador dava o ultimo suspiro ; despo-
ja-o dos vestidos imperiaes, reveslc-sc com elles, pft
os seus no cadver do amo e enforca-se para nao ex-
por os restos do imperador ao insulto. Em a noile
desse dia houve um dos mais vastos incendios que se
tem visto. As moulanhas da Tartaria que licam a
cinco leguas de distancia, licaram vermelhas com as
chammas que devoravam o palacio imperial. Toda
a planicie de Pe-che-li eslava esclarecida;'n fogo 011-
dulava como um mar sobre essa cidade loda feila de
madeira piulada, leridos de bamb, placas doura-
das, papel e seda. No meio do clarao deslumbrador
da immensa capital em fogo avistava-se um romboy
que eslcndia-se a 10 leguas carregado das riquezas
pilhadas nos diversos palacios de Tseti h'in tching
;cidde vermelha interdicta) Todava objectos pre-
ciosos linham sido sublrabidos s mos dos insur-
gentes para ser entregues aos desgratados herdeiros
do ultimo dos Ming. Ess's eh|esto* coiisisliam en-
tre oulros as mesas dos antepagados e nos vasos
que serviam para lunr.ir os espirilos dos mes-
mos.
A lata de que traamos neste artigo he de agala
oriental de urna s peta, lem 23 centmetros de di-
metro e fazia parle das lembrancas preciosas que se
quera Irausmillir aos filbos do imperador, ella es-
leve al 1810 na posso dos Vanos, ou principes da
familia deslhronada em 1644. Em urna conspirarilo
que rebenlou 110 lempo da Kiaking J8I0) o principe
que a possuia revelara aos seus servos o lugar em
que se achava, e esles foram obrigados com pezar a
vend la para remeller recursos a s 11 amo. Foi as--
sim que ella passou s mHos de um chefe das guardas
Navios entrado* nos dia i.
Rio de Janeiro32 dias, patacho brasileiro Santa
Cric, de 115 toneladas, capilo Manoel Jos Lo-
bato, equipagem 9, carga barricas vasias e lastro
de arfa ; a bduardo Ferreira Bailar.
dem23 dias, escuna hrasileira '/.elo**, de 131 to-
neladas, capitn Joaquim Antonio de Farias e Sil-
va, equipagem 9, em taslro ; a R. Isaac & Cora-
panhia
Calho de Lima65 dias, barra ingleza Gladiolus,
de .1-16 toneladas, capiiao Alexandre Tavlor, equi-
pagem 19, carga guano ; ao capitao. Veio refres-
car e segu para Cork.
rVaeso sahidos no mesmo dia.
Camaragibclliale brasileiro Voto Destitu, meslre
EstevAo Kibeiro, carga varios gneros. Passagci-
ros, Jos Joaquim Barbosa de Amorini, Francisco
da Rocha Pon nal.
ParabibaBrgue escuna do guerra inglez Spray,
commandanle R. F. Boy lie.
Rio de JaneiroPatacho brasileiro Calente, capitao
Francisco Nicolao de Araujo, carga varios g-
neros.
DEGLARACJO'ES.
COMPAMIA DE SEI.11.0S.
EQUIOADE.
ESTABELF.CID4 ^A !i)ADE 00 PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBCO, Rl,.\ UO TU.i-
1'U.IIE N. 26.
O abaixo assignado, agente Horneado desla compa-
nliia, e I iiuiiilmrnle aulorisado pela diteceo, acei-
tara seguros martimos m qoalqucr bandeira, e
para lodos os partos ronlifridoa, em vasos ou merra-
condifes ; o elevado
eompanliia e as vau-
icer aos roncurreiiles
ponsavcl be de mil
conlos de reis fortes : a quem iuteressar ou convier
ellccluar ilitos seguros, po lera ditigir-se ra
cima citada', a Manoel Duarte Rodrigues.
Pela delegada do l. districto do Recite foram
appreliendidos e lugo depositados, dous cavallosCur-
iados na pnvoacAo de Mara. provincia da Parahiba:
quem for seus dunas comparera com documentos le-
aaes, que Ihe serao entregue-. Delegara desle 1
districto do Recife aos 29 de dezembro de 1851.O
delegado, F. II. Careatlio.
O nono bntalliao de infantaria con-
vida ao* Srs. fornecedores de gneros a
contratarem o foi necimento dos que fo-
rem precisos para o ranxo do rresmo ba-
talho, devendo comparecer com suas
propostas no dia 8 do corren te as i) horas
da manliaa.
dalgo de Prage deVebrio por acaso esle segiedo. dorias, e sol, suas rispen;v ,; ,
Lntretanu no CAu Amo, nesses annaes, romo diz rreu <)e ne tem gos.id esta e
o padre du Halde, que mo tem ar de fibrila, como tag-nsque olferece, lai convenc
os doslaregos e Romanos, pois que os,la China sao ,,a ,aa u,i|,la,le, 0 eo fliI1 .i n,,
apoiaoos desde essa poca pelos eoiiliecimeul s mais
exactos ilj astronoma, vemos que Fo-lli, 2,700 an-
uos antes de Jess Chrislo, mandara fazer vasos,
porque he pelo viso que comeca a harmona ; pois
se lem a abertura cui bailo, he IcAuo um sino,
que be a base e buidamente da msica c se lem a
abertura em rima, Ueliiig, ou vaso para o sacrificio|
da imita. 300 annos mais larde f,7nin. assuciado
ao imperio de Yu. (endo adiado, par occasiao da
morle desle ultimo, grande ipnntidnde de ouro e
pedras preciosas no paco, mandou fazer urna es-
phera, e empregou as pedra* que sijmholisavam
melhur com cada planeta.
Trala-so enlao do tien kien, expressies qoe re-
prc-enlam, urna o co, a oulra urna pedra preciosa ;
ora, as ideas astronmicas do lempo, que so ra-
pressas sobre a laca, mostrara que pertencem a es-
sa poca e nao a lempos posteriores.
Das qualro figuras astronmicas que a tata re-
prsenla in enlalho, urna he o sol, a eulra'a la,
vem depois duas c.>ns(ellaces que syinbolisam o
lodo das estrellas. SSu estes justamente os tres lu-
zeiros, san kuang : iy, o sol ; tute, a la ; o pe
ten, o celeste alqueirc do norte, e o lian leu, oal-
queire celeste do sul, que resumen) ambos o esplen-
dor das estrellas; o vemos as obsercares mathe-
malieas, astronmicas, e pliyicas do sabio padre
Gaatbil sobre a astronoma dos polutos Chios desde
o principie da monarenia al .o anno 206 antes de
Jcsiis Chrislo qua tan kwwg era o svmnolo mais
venerado dos anligos Chinezes.
A prova disso est aluda na collercjlo dos bronzes
dessa primeira poca, rccolbida no musen do palacio
imperial de Pe-Kng, e cuja descripciio Ilustrada
o imperador Kien-Long mandn fazer debaixn do
Ululo de Tseit-sre-tung-hoa, obra, que se acha na
bihliollieca imperial del'aris. Enlre esses numerosos ,
bronzes dislinguem-se muitos que oflorecem opeteu,} Fonseca & Filho, na ra do Vigario n. 19, primeiro
AVISOS BIARITZMOS.
Para Lisboa prel, nde seguir com loda a brevi- '
dade a barca portagoeza a Gralido : para carga e
passaseiros, liala-se rom ns consignatarios Thnmaz
de Aquino Fonseca & Filho, na ra do \ gario n.
19, primeiro andar, ou cora o capilo na praca.
Para o Rio de Janeiro pretende sabir com a
potaivel brevidade o palacho nacional D. Pedro V:
para carga e esrravos a frele. trata-se rom osenusig^
notarios Tbomaz de Aquino Fonseca & Filho, na ra
do Vigario n. 19, primeiro andar.
Para Lisboa pretende seguir com brevidade o
brgue portuguez Kibeiro de primeira marcha :
quem nclle quizer curregar ou ir de passagem, en-
tenda-se com os consignatarios Tbomaz de Aquino
o nan leu com o sol e la representados pelos mes-
mos signases que os das tara e cercados dos famosos
Ingramos de fo hi, signaes cabalsticos nos quaes
se tornain a adiar os principios da escriptura e de
lodas as cousas ; em oulros vein-se os mesmos asiros
e as mesmas constellatocs cercadas do dragao reve-
lador de Fo-Ki.
Leem-se anda no capitulo 22, paragrapbo 19 ac
seguinles passageus do Chue King, as quaes leem
grande retaran com essa tara. Trata-se da ceremo-
nia fnebre do imperador Tching Cang no anno
2114 antes de J. C. e dos preparativos que se fize-
ram no palacio imperial.
Le o seguinte : As cinco sortes de pedras pre-
ciosas chamadas hong pi e yuen yu foram enlloca-
das no quarlo oceidcntal; as pedras preciosas cha-
madas laya t y yu com o lien Kieu e o ho tu foram
postas no qunrlo visinho, etc.
Paragrapho 20, o grande carro ornado de pe-
dras preciosas.
Paragrapho 23. e regente do reino levava o
grande Ititei e o tinha levantado para cima; o in-
tendente das ceremonias levava levantada a tat
- pedra preciosa. O grande historiador sabio a
alli se con-
servava antes de fallecer, em completo abandono e IabjecrAoa loda corporarao. Alleslados sempre fo-
indigencia o que procedendo-se a competente visto- j ram aJmillidos em lodos os jurvs e reparlices pu-
blicas, como documentos de escusa de jurados e rui-
na derlararam os facultativos ser a inorte natural
e oulro junto a ponte grande da ra da Aurora,
sendo de ura pardinho que represenlava ter 9 an-
nos de idade. vestido de camisa de algodao branca,
irazendo alada ao pescoro urna corda fina, em que
pregados, attendendo se a fonle dfmde elles ema-
nara. O que devo concluir do comporlamentn de V.
S. '! Ou que tem mais conhecimeulo de direito que
seus collegas, (o que nao din ido ou que lem odio in-
VARIEDADE.
TACA SAGRADA DOS IMPERADORES DA CHI-
NA PARA O CII.TO DOS ANTEPASSADOS.
Episodio da rcvolucilo de 1614.
Aos 9 olas da lerceira la de 1614,0 imperador
dirigio-se a sala dos Antepassados pelas horas
da manhia, hora na qual os soberanos do imperio
celeste eslo sempre de p. Elle ia proslar-se ( Ko-
Iheu i diante ih'iliiitlclioit ou assenlos dos espiri-
los de seus pas. Iltl'rcudas de fruclos deliciosos es-
lavam collocadas sobre pequeas mesas entre cas-
liraes carregados de velas de cera cor de rosa : o vi-
nlio de feliridade rcpnusavaem una laca preciosa
cujo uso bavia sido consagrado para essa ceroinania
por loda as gerares de imperadores al elle. Sis
perfumes mais suaves e\halavam-se em espraes azu-
ladas das cassuletas de broiizc esculpido, cuja anli-
gui la le reinoiila aos primeiros lempos da raonar-
rliia e iam alem da ling sala ) levar doces eraa-
nares aos mandarius da presenra, colloeados de
cada lado da porta exterior e penetrar seus cora-
coes dos sent,lenlos de piedade filial a que o sobe-
rano renda homenagem nesse momento.
De repente dous eunucos encarregados do com-
mando de duas das portas de IV-K1112, pedem para
fallar ao imperador ; elles Irazem urna roeusageui
da fronteira mongol e delle a nos.
Essa laca eslava encerrada em una especie de ta-
bernculo ornado de fruclos em relevo, cujas ricas
cores eram representadas por sapbiras, rubis, es-
meraldas, lopazios e suas marineas, boje na pos-
sessao de um dos proprietarios das minas do Allai.
O que se admira Mi lata he sua grandeza, sua
cor de opala, o Irabalho immensn que dexa suppor
ler costado e a quanlidade de p de diamante que
foi preciso empregar para a lalhar, pois a gata ori-
ental he tao dura como o diamante. Os caracte-
res de sua anliguidade o os documentos astronmi-
cos que ella i mi em enlalho sao considerados cm
segundo lugar.
lia s na India e China que acham-se essas agalas
nrienlaes. As primeiras que foram adiadas linham
o nome de calcedonias do paiz, onde os lapidarios as
desrobriram.
Em Kreusenack e nosarrabaldes d'Oberstein onde
se Irabalhamas salas ordinarias, nAo seouvio nunca
fallar de agalas dessa grandeza. Desde que os arre-
dores do Hheno nao offerecem mais que mui poucas
agalas. os industriosos de Kreusenack eslahelereram
retadles com o Brasil, e nunca vieram desse paiz,
rico cm rnmeraes, peras das quaes se podesse lirar
urna laca dessa dimcnsAo. Os obreirns mais habis
asscgurain nos que anda quando laes peras fossem
adiadas, n.lo se poderia conlar obler dentro dez uina
que permitsse execularas gravuras em relevo e en-
lalho c a extrema delicadeza das paredes dessa
laca.
A laca de agala onyx que o imperador Carlos o
(ordo deu ao lliesouro deS. Diniz, e que vem de
Plolomeu-Philadclpho lem apenas 19 cenlimelros de
diamelro.
(I hisloriographo deS. Diniz diz quo ella cuslara
:10 annos de Irabalhos. Essa laca faz boje com o ce-
lebre camafeu a apolheose de Augusto desgra-
d
escada dos hospedes e enregou ao rei o testamento
que estava escriplo, etc.
2i. Nosso augusto principe apoiado sobre a pe-
quena mesa de pedras preciosas, declarou suas ulti-
mas vnnlades.
26. Depois o rei lomou a tata de pedrs precio-
sa, fez tre vezes a reverencia, derramou tres vezes
vinho no chao e otfereceu-o Ires vezes, ele.
o 27. O grande conservador tomuu a taca, deu-a
a um dos meslres de ceremonia.
Enlao o grande'conservador, tornando a lomar
a lata, derramon vinho no chao, esfregou com elle
osbets e depois de ler dado a laca a um dos ofii-
ciaes, saudou a lodos.
O padre (lbil, que era extremamente erudito e
cuja obra citada cima lem autoridade, diz que os
caracteres pe leu e non leu, a alqueire do norte e o
alqueire do sul, s3o muilo anligos, do mesmo modo
que o carader teu ping que designa as estrellas da
cauda da (jrande Ursa. O nomte de alqueiro vem
de servirem-se os anligos aslronomos c.'iius das ub-
servaeOes das estrellas da Grande Ursa para exami-
nar c regular o movimento dos asiros, e principal-
mente do sol.Que pelas observaroes do teu ping,
elles ralrul vain a entrada do sol nos signos celestes ;
e pelo calculo feilo sobre estas observados, sabia-se
o lempo da primeira la; conhecia-se a loa inter-
calar. Esses signos celestes eram pois os mais im-
portantes e serviam de medida.
A lucida humeri da Pequea Ursa era lambem
considerada como a estrella polar, e essa estrella li-
nha o nomo de lay, soberano, imperador :lay,
assenlo da grande unidade.....Dos.
Os glbulos petos quaes sao figuradas as constella-
{es sobre a laca foram sempre objeclo .le venera-
rao entre os anligos Chinezes p. 5. 1. 111.) c sao os
monumentos da anliguidade mais remota.
Os dous genios que servom de azas e que eslao
presos na massa ila pedra preciosa, sao dous cyno-
cephalos que marcam enlre os Egypcios as influen-
cias lunares e enlre os Chins os smbolos da piedade
filial; ou segundo alguns sabios, emblemas conheci-
dos na China debaixo donme de he dado a certos
magistrados sagrados debaixo da forma deheu que
quer dizer expectore. O lermo tchy heu signi-
fica e specuta obsen: tre, ver de um lugar eleva-
do. Certos cilindros babylonios que tem os mesmos
signos celestes, como principalmente o de Sir Ker
Porler, ofierecem lambem cvuocephalos, emblemas
de eseriptores que emprega'm a escripia chamada
imitativa, ou que figura os objcclo da nalureza.
Resta-nos observar que, segundo Paw autor das
fnuettigoeOet sobre os Egypcios e Chins (p. 266;,
a agala oriental era reservada para os objeclo, de
uso dos imperadores. Sabee que entre os (iregos,
Egypcin* e Romanos, as lacas de agala eram de-ti-
nadas aos reis, porque entre os anligos povos, ellas
passavam por lerem a virlude de neulralisar o vene-
no e a embriaguez, como o p da saphira dava cora-
gem, exallava o corceo ; o coral Uuha efleitos nao
menos admiraveis sobre as plantas e sobro os ho-
mens ; cada natureza de pedra tinha sus influencia
que (Exlrahido de uina viagem indita i China.)
Ilinstration.)
andar, ou com o capilo na praca.
PAHA A BAHA.
Sae nestes dias, por ter parte do car-
regamento prompto, o conhecido liiale
Novo Olinda mestre Custodio Jse
Via ana : a tratar com Tasso irmaos.
Para o Rio de Janeiro
Salie impreterivelmente no dia 5 de Ja-
neiro o brigue Hbe, capitao Andr
Antonio da Fonseca, quem quizer carre-
gar o resto a frete or embarcar escravos
trate na ra do Trapiche n. 14, com
o consignatario Manoel Alve Guerra
Jnior.
PARA O CEARA'
seguir nesledias o hiate oCorreio do Norte ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-se com Cae.
tao Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Santo u. 25.
PARA O RIO DE JANEIRO,
segu com brevidade, por ter parle da carga promp-
la, o hiale Cenus: para o resto, passageiros e es-
cravos a frele, Irala-se com Caetono Cvriaco da C.
M., ao lado do Corpo Sanio loja de uiassames
Para a Babia segu em pouros dias. por ler
parle de sua carga prompta, a velcira sumaca Hor-
teuciar, da qual he capirao Sebas.to l.op*s da Coa-
la ; para o resto da cerga, trata-se com seo coosig-
iiai.iri i Domingos Alves Malhens, na ra da Cruz
PARA O RIO] DE JANEIRO
segu na presente semana o brigue nacional Da-
imin o; para o resto da carga, passageiros e escravos
a frele, Irala-se com Machado & Pioheiro, ra do
Vigario n. 19, segundo andar.
Para o Porto, segu impreterivelmente via-
gem no dia 17 do crreme, a veleira galera Braclta-
rense : quem nella quizer rarregar oa ir de passa-
gem, para o que lera os mais aceiados commodos,
entenda-se rom os consignatarios Thomaz de Aqui-
no Fonseca & Filho, na rus do Vigario a. 19, pri-
meiro andar, ou com o capillo na praca.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Ass norestes das a barca hrasilei-
ra Imperatriz do Brasil, a qual seguir para o Rio
de Janeiro.um dia depois da sua chegada, e s rece-
be escravos a frete c passageiros, para o que tem ex-
cellenles commodos: a Iralar na ra do Trapiche n.
li, com o consignatario Manoel Alves Guerra J-
nior.
Para o Porto pretende sahir com a maior bre-
vidade o brigue porluguez Bom Suecetto, de primei-
ra marcha : quem no mesmo quizer carregar ou ir
de psssagem, entenda-se com os consignatarios Tho-
maz de Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vigario
n. 19, primeiro andar, ou rom o Sr. Manoel Gomes
dos Santos Sena, capitao do mesmo, na prora.
Para o Ass sahe nestes poucos dias, a ha-ca-
ra Josephina, recebendo carga a frete para o Rio
i ii aula e aquelle porte : a iralar rom o meslre a
bordo da barcac i (ondeada ao lado do trapiche do
algodao, ou na ra da Madre-de-Dos loja n. 34.
LEILO'ES.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE i DK JANEIRO AS3
HORAS DA TARDE.
ColatOes oficiaes.
Cambio sobre Londres60 e 90 dr*. 28 d.
Dito sobre dilo90 d|v. 7 3|J cora pr.-./n.
Assucar masravado escollado1700 por arroba.
Dilo somenoISSOO por arroba.
Cambio sobre Paris355 rs. por franco a 90 dias.
Assucar mascavade bomlj5S0por arroba.
Dito dilo inferiorIgO por arroba.
Descont 10 ", au auno.
AI.FANDEGA.
Rendimenln do dia 3......19:839f)770
dem do dia ........13:7059139
:i3:.ii:909
Descorregam hoje 5 de Janeiro.
Barca inglezaRosamonimercaderas.
Itrigue portuguez Utia IIpedras.
Barca portogoeuD. Franciscaazeile de palma.
ling no americanoFrancis Jamehacalhao.
Escuna prussiaoah'ennetmerca lorias.
lliale brasileiroFortunafumo e charutos.
Escuna hrasileira/.elosabarricas vasias.
cadamente radiado no iuceudio da Sania Cipella, a I Brigue brasileiroRecife pipa* vasias.
O agente Vctor fara leilao por aulorisacao
dos Srs. liiiimarAesrJi Alcanforado de lodosos gne-
ros e iinnacao perlenceut s a taberna de Jos Ma-
noel de Araujo, sita na ra do Aragao n. 16, setta
feira 5 do correnle as 10 c J horas da manliaa na
indicada taberna, para pagamento dos credores .do
mesmo Araujo, em um s lote ou a contente dos
lidiantes.
O agente Borja fara' leilao no sen
armnzem ra doCollegio n. 15, de dille-
rentes objectos : no mesmo armazem
quinta feira 11 do corrente.
avisos diversos!
Tendo-se reconhecido que a despeza.
de escripia e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previiuvse aos senhores asignantes deste
"Diario pie quando os mandaren), re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
tt Jos Ignacio de Lovolla tendo |
Z vendido o seu estabelecimento, y%
ja. pede as pessoas qne Ihe licaram
a devii de Ihe pagrem ueste
oito dias, antes da sua retirarla
para fora do imperio, podendo di-
ngirem-se a mesma loja.
i
8

Precisa-ve de um padeiro para amassadore
distribuidor de pSo na ra s freguezlas cedas :
aquelle que se achar nestas dreumstancias, pode di-
rigirle ra larga do Rosario n. IS, ijue achara
cun quem tratar.
De*c.1n-se fallar ao Sr. Ur.
renrenco Rezcrra Carnoiro da
Cunha: na ra lo tabn- n. II.
Ollerecese um rapaz brasileiro que tem prat
ca de caiieiro de cobranca. o qual da fiador a soa
conduela : quera o pretender, annuncie para ser
procurado.
MiiTiinn


DIARIO OE PERIUMBUCO, SfcXTA FEIRA 5 DE JANEIRO Ut I8b5.
OSr.'Joao Nepomuceno Ferreira
de M :11o, que mora para o Salgadinho,
quena m indar receber una cncommen-
da na vi aria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pencl eneia.
Faglo no dia 27 ilc ouloliro o anno passado,
urna iscrava de nome Clemenlina. croula, de iilade
i!5 asnos, ponen naais ou monos, cum ossienaes se-
luinl-s : ulhos grandes, nrelhas pequeas l>oa es-
l.itur;, poiico corpo, lem na perna direita o sicnal
de una frula, e enm alsuns signaes de sipoadas pe-
las asas; tal vez ande para as parles do itecife mi
engenho S l'.iulo: quein a pegar e a levar a seu se-
rhor ('.aciano Marlinsdos Sanios, morador no enge-
'imeulas, Irecuezia do Cabo, ser recompensa-
do d i sen trahalho.
l'edc-se ao Illm. Sr. l)r. cliefe de polica haja
ile l( mar era considerar, io a ron ln.-l.i do inspector
da I nberbeira, que lem cnmmellido differenles cri-
mea, e se espera de S. S. que liaja de dar as devidas
prov tiendas.Francisco Mauoel C.oellio.
Desappareceu no .lia 2~ do mez de dezernbro
prolimo passado, um cabriulia de nome Daniel, efc
i. % i, perlcncenle ao abaixo assignado, represen'
ler 2 a 13 anuos de iilade, rom os sinnaes scauintes:
ctii un lano escura, roslo descarnado, olhos vives,
nariz um lano afilado, bocea composla, p peque-
os, eeinum delles urna cicaliiz de mal de bobas,
cabillo lanzudo, foi vislo na noilo do mesmo dia em
que fiiRio em l'o-d'Alho : quein o capturar leve-o
ao engenho Alicia, na freguezia de Tracunhaem,
que ser geiierosameaile gratificado.
Jos Januario Soares Ferreira.
AULA DE PRIMEIRAS LEU RAS.
a anoel de Souza Cordeiro Simoes faz scicnle aos
pais de seus alumnos, que no da 8 do corrcnle ja-
neiio principiam os Irabalhos de sua aula particular
de primeiras lellras, na ra Travessa dos Eipnslos,
casi n. 16 ; assim como ao rcspeitavel publico, que
con ina a admitlir alumnos estemos e internos,
pendonistas e meios pensionistas, asscverainlo aos
pais de familias, que Ihe confia...... a c.liirae.io de
seus Sillos, que ellos encontraran um preceptor e
a ni go que cora amor, indulgencia e desvedo busca
seui adiantamcnlos dentro ilo menor lempo possivel;
int nimit do sobre ludo em seus corarte- sentimentos
de ia moral, civil e religiosa.
- D. Cla Francisca da Silva Coulinlio, profes-
soi a parlioular do hairro de Sanio Antonio, na ra
Di eila, segundo andar n. 43, participa aos pais de
Mlumas o as mais que se quizerem ulilisardn
se i nsino, que a 8 do correnle acha-se enm sua
av la abarla para continuar a ensinar, o que por ve-
z(S lemaniiunriado.

CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO COLLEGIO 1 ANDAH 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consultas homeopatliicar todos os dias aos pobres, desde 1) lioras da
manhl.i aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
OOerece-se igualmente para platicar qualquer operario de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
quer mullier que esleja mal de parlo, e cujascircumstancias nao perinillam pasar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. F. A. LODO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina liomeopathica do Dr. (j. H. Jalir, traduzido em por
luituez pelo Dr. Moscozo, quatro vultimes encadernados em dous e acompanhadnde
um diccionario dos termos de medicina, cirurcia, analomia, ele, ele...... 20*000
Esla obra, a mais importante de todas as quetratam do eslud e pralica da lioineopalliia, por ser a nica
qtieeonlm abase fundamental c'esta doulrinaA PA TI10GENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconberimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pratica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizerem
ex pe 'mentar a doulrina de Hahnemann, e por si mesmos se convencerem da \erdadc tiYIla : a lodos os
fazendeiros e senhores de encenlio que eslilolonce dos recursos dos mdicos: a lodosos espilles de navio,,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes : i co"aborarao dealaumas pessoas ilustradas da me
D. I.ui/a Ainirs de A. Leal e as suas mana I).
Senhorinlia e D. Teresa de Jess Leal, fa/em saber
aos pais desuai aluuiuas que as fi ras lindam-se no
dia 7 do Janeiro, e principiam os Irshalllos de sua
aula nodia Sdo coireuto: coiilinuam receber almo-
nas pen,cniisl.is, meias pensionlas e externas. ,\s
materias que se entinara sin : lr, esertver, contar,
".rammalica nacional, arrthmellca, francez, Inglez.
msica, dan-a, desenlio, geogrspiiia, coser, bordar,
corlar, lahvrinlar, marrar, oaennd, B nidias obras
de acalda. Os pais de familias ficarSo alisfeilos pe-
lo desvelo coin que suas fllias sera- tratadas, e pelo
auemento que ellas lerAo em asna esludua ; adver-
liuilo que as mensalidades serao pacas em qoirlel
atlianlatlo, lindo n qual devoran adiantar oulro. O
preco tas pcnsionisias sao- (09000 por qnarlcl, tltis
raeias pensionista] 309000, o as externas conforme a
ajaste. Os pais de familias lano ta praca como fra
della, que quizerem honra-las com sua conlianoa,
poderilo diriair-sc ra do PaBDDdra n. 5, qum
ven da ribeira o secundo sobrado ao pe do de va-
randa encarnada,
O IIRASII. MARTIMO.
Ale o dia ldesle mez acha-se aborta nesta Ijpo-
grapliia a renovacio de aasignalora to secundo auno
deale intereawnte penodice, dedicado nicamente
propagar.lo tos conliecimeulns marilirats, organiaa-
cao e auminislracao ele. da inariitba tle guerra e
inerranle nacional, sendo rcdiaido pelo Sr. lenle
da armada Euzebio Jos Aniones, auxiliado pela
Do primean andar do sobrado da ra do Cabo-1 Vandem-se ricos e modernos pianos, recenle-
a todos os pais tle familia que por circumslancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in conlinenli os primeiros .aocenrros em suas enfermidades.
O vade-mecum to homcopalha mi iradurcan da medicina domestica do Dr. llering,
obra lambem ulil as pessoas que se dedican) ao esludo da bomeopalbia, um volu-
me grande, acompanhadn do diccionario dos termos de medicina...... Ki-jOOO
0 diccionario dos termos de medicina, cirtiraia, anatomia, ele, ele, encardenado. 30000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopathia, e o proprielario deslc eslabelecimento se lisonaeia de le-lo o mais bem montado possivel e
nineuem duvida boje da crande superioridad dos seus medicamentos.
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 109, 12-5 e 153000 rs.
2(1-0! I,',
259000
30*000
601000
1 ubos avulsos......................... IplHIO
Frascos de meia 0115a de lindura................... 29000
Na mesma casa lia sempre i venda grande numero de lobos de rryslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por presos muilo commodos.
Ditas 36 ditos a
Hilas 48 ditos a
Ditas 60 ditos a
Ditas 144 ditos a
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
lltolcrneu Francisco de Souza, na ra larga do Rosa-
r 0 n. 36: carrafas grandcs53500 e pequeas33000.
IMPORTASTE PARA'0 PUBLICO.
Para cura de phtisica em lodos os seus diOerenles
graos, quer motivada por conslipaees, losse, aslh-
n.a, pleuriz, escarroe de sangue, dr de costados e
p Mln, palpitadlo no coracio, coqueluche, bronebite,
d ir na garganta, e todas a molestias dos orgaos pul-
monares.
O abaiio assignado tlcixou de ser raixeiro da
ci-a do Sr. Antonio Ferreira Lima desde o dia 2 do
trrenle, o qual agradece muilo o gerente da casa o
Sr. Jos Fcruandes Lima, pelo bom tralamento.
.Inlonio Perda Vianna.
Iternardino Francisco de Azevedo Campos
au'radece a todas as autoridades policiaes e militares,
bom como a companhia de artfices e a todos os cida-
dios que concorreram na Urde do dia 3 do correnle,
em que se manifestou o incendio em sua casa da roa
duaTriucheiras, e particularmente a seus visiones
e aos Srs. alferes de reserva Manoel Jos de Olivei-
ra, ,'ilarcolino dos Santos l'inheiro, e ao Sr. Vital, te-
iit n e de ni irinlia. e ao Sr. anspecada de arlifires
\ Jirveoiano Jos Amunes, que se prestaran! com o
nuior denodo nao a para a evlineeao do fogo como
ni,salvado de soa familia ; e aproveila a occasio
p; ra declarar que n,1o htmve extravio algum.
Colfegio de N. S da Divina Providencia,
no aterro da Boa-Vista n. 8.
A directora desle collegio D. Candida Rosa Me.
TM'mot da ('.osla, avisa aos pais de suas alumnas. e a
qi em mais convier, que no dia 15 de Janeiro corae-
eaio os Irabalhos. No dia 5 tle dezernbro foram
examinadas as discipulas desle collegio as materias
aeguinles: leilura. escripia, graramatica portugue-
za arillimelira, geocraphia e francez ; sendo exa-
minadores os Srs. conselheiro Dr. Pedro Aulran de
Avocastro, professor parlicular Candido Jos Lis-
no i, e o professor publico Porfirio da Cunha Morei-
ra Alves, c foram tods aprovadss plenamente, se-
guido consta o termo pissadoe assignado pelos exa-
mi nadares.
Desappareceu no dia 30 de dezernbro de 1854,
as 6 horas da larde, de bordo do hrigue naciona,
Flir do /lio, um prelo marinhetro, por nome Al
dro, croulo, reprsenla ter a idade 20 anuos, pitu-
ca barba, heicos grossot e esbranquiesdos, cor bem
pr< la, ps-rompritlos, e he um pouco capoeira ; le-
vou calca e camisa de lgodso azul, e brrele inglez
i riaroja ; esle prelo foi estrato tloSr. JoSo l'alrao,
nio-ador no Forle do Maltos, e consta que o dito
prelo lem permauecido nestes dias na dita casa por
l se ler encontrado, e ero Olinda : roga-se a quein
o encontrar de o reme ter pora bordo, ou enlreca-lo
aos consignatarios do dito uavio Isaac Curio & Com-
parhia, ra da Lruz o. 40, que ser recompensado.
Achou-se nm religio de ouro : quem for seu
leglimo dono, procuie-o na Treinpe ao vollar para
a Sdedade n. 31, que dando os signaes ccrlos llie se-
ra (nlregne.
Prceisa-se de nm professor de primeiras ledras
pan om collegio es Slacei, capital ta proviuria
das Alagoas : quem pois tiver as precisas habilila-
qoes c quizr rontralar, dirija-se a ra Direita n.
(ii, secundo andar, ou annuncie para ser procura-
I pestoa bem habilitada em portugaez e arilhmelica ;
tanlo melhor leudo pratica de ensino, prtferindo
, poMiu um sacerdote, pirque he lambem para servir
de censor do collegio, onde tleve morar.
Precisa-se contratar um criado para o servico
inlirno de um collegio m Macei, capital das Al-
goa. : a pessoa desla profissao, a quem convier ir
par aquella provincia, e poder aliancar sua con-
duela, pode dirigir-se ra Dreila n. 64, segundo
andar. Promelte-se bom salario seedo do agrado.
Tecemos elncio a directora do gabioela porlu-
cuiz do leilura, pela mili boa cscnlha qne fez do Sr.
Thomaz Pereira de Mallos Eslima, para caixeiro de
cobranca dcste eslabelecimento, porque reconhece-
mo. nellc loda aclividade e honradez.
O tubtcriplor.
LOTERA. DO RIO DE JANEIRO.
Temos exposto a' venda os novos billie-
tes da lotera de lguassu'. que correu em
29 de dezernbro ; as listas se esperam
pelos vapores La Plata, ouD. Mara II.
no dia de Res, sabbado (> do corrente.
Os premios sao pagos sem descont algum
log ) que se izer a distribuioao das mes-
mas listas.
10-5000
3000
"3000
63O00
43000
103000
303000
Novos livros de homeopathia uiefraniez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............203000
Tesle, rroleslias dos meninos.....63000
11 trine, homeopathia domestica....."3000
Jahr, pharmacnpahomenpalhica. 6:000
Jalir, novo manual, 4 volumes .... 163000
Jahr, molestias nervosas.......63OOO
Jahr, mQleslias da pelle.......JOOO
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 163000
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos........l .
A Tesle, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica liomeopathica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nyslen.......
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descrpc,ao
de todas as parles do rorpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio 11. 25,
prmeiro audar.
PIBLICACAO' DO IXSTITITO 1I0MF.0PA-
T1IIC0 DO BI1ASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO
PATHA.
Mcthodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
patliicamenle ludas a* molestias que affligem a es-
pecie humana, c particularmente aquellas que rei-
nam no frasil, redigido segundo os melhnres Ira-
lailos de homeopalhia, lano europeos como ameri-
canos, e secundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Pinho. Esla obra he boje
reconliecida como a melhor de todas que Iratam da
appliracAo homeopalhica no curativo das molestias.
Os cariosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capiles tle navios, serla nejos etc. etc., devem
te-la a m3o para occorrer promplamenle a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes cin brochura por 103000
> encadernados 113000
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68-A.
S J. mi DENTISTA, ;
@ contina a residir na ra Nova n. 19, primei- @
} ro andar. *
Os abaixoassignados declaram (jue
teem dissolvido a sociedade que tinliam
nalojada rtia da Cadeia do Recite 11. V,
que giravasob alirma de Flores & Sa',
licaodo inteiramentc desligado da mesma
sociedade o Sr. Manoel Antonio Flores, e
todo o negocio agora corre somente a'
cargo e responsabilidade de Manoel Fer-
reira de Sa'. Aextincta firma de Flores
& Sa' declara que naHa deve a' piara.
Pernambuco2de Janeiro de 1853.Ma-
noel Antonio Flores.Manoel Ferreira
de Sa'.
LOTERA DA PROVINCIA.
Aos 5:000|000, 2:000s000, 1:000,^000.
O caulelisla Antonio Krdrigues de Souza Jnior
avisa ao res>eitavel publico, que os seus bilheles e
cautelas nAb softrem o descont dos oilo por cenlo
nos tres premios grandes, os quaesse acham venda
litis secutles lojas : praca da Independencia n. i,
do Sr. Fortnalo, 13 e 15 do Sr. Arantes, e 40 do
Sr. Lana Machado ; roa do Queimado u. 37 A, do
Sr. Freir ; ra da Praia, loja de fazendas do Sr.
Santos ; ra larca do Rosario u. 40, do Sr. Manoel
Jos Lopes; e praca da Boa-Vista, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Baptisla, cuja lotera lem o seu
andamento infallivel cm 13 do futuro Janeiro.
' recebe por iuleiro
ga n. I Ii. fnrlaiaiii um relogio de ouro, vidr
orisonl.il, de n. 9.S21 : quem o adiar leve-o na
do Cabuga, leja tic 4 portas 11. 1 II, que sera bem
gralillcittlo.
Quem precisar de urna ama com bom leile para
criar, tlirija-se ao aterro da lloa-Visla n. 17. a Iralar
com a mesma.
Aterrada Boa-Vista, loja de miudezas
11. 7.
Gbegaram oHimamenle ricos Hnteiroa de porcela-
na, vidro e eslanlio, um variada sorlinienlo tle |ien-
nas tle neo, lio as canelas de lodas as Dualidades, ii-
cai pedraa de vidro para por em rima de papis rom
retraas de diversas personageng, porta-relngiosmal-
lo neos, realejos tle chaves di melhor qualidatle, e
alen) disto um completo sorlimenlo de miutlezas,
ludo por proco coinmodo.
Prerisa-st-de ama ama que.saibaco7.i-
nhai- e t'azer as compras para urna mui
pequea familia : na ra da Conceirao n.
9 ; prefere-te escrava.
COMPRA.S. I
Compram-se diarias para embriilho eflccliva-
nienle a :!>2(KI rs: na ra larga do Rosario n. 15 c
17, junio ao qnarlel.
Compra-se prala brasileiraouhcspanhola : na
na da Cadeia do Rerife 11. 51.
Compram-se oncaa bespanbolas c mexicanas,
cruzados novos, cinco francos e libras esterlinas : na
ra to Cabul; loja n. i.
Compra-se una escrava que seja moca c bem
parecida, e que saiba coziuhar bem c eng'ommar :
quem a liver annuncie para ser procurado, ou pro-
cureao major Antonio da Silva (iusmao, no arma-
zem 'le illuniinaeao, na ra da Praia, das9 horas da
manliaa a- 10.
Compram-se os ns. do Diario de jiinho do anno
paasado 126, 129, 133, 13. 133. 136, 137 : a tratar
na livraria 11. Ge 8 da praca da Independencia.
Compra-se um curso iuleiro de Lacrois, usado:
na ra do Queimado, loja 11. :'A .
VENDAS
Dilheles
Meios
(Juntos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
35500
ageoo
15500
800
700
400
3:0()0;00
J:5005000
1:2309000
625J000
.5005000
505000
ALL DE LATIM
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente ol ere-
cera'.
m DENTISTA FRANCEZ. i
a) Paulo Gaignoui, eslabelecido na ra larga
# do Rosario n. 3G, segnndo andar, colloca den- Q
OJ) tes com geiiiv.tsarliliciaes, e dentadura com- Aj>
K pela, ou parle della, com a presso do ar. J)
Tambem tem para vender agua dentfrico do @
fij) Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do A
m Rosario n. 36 secundo andar.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira decrara a's pessoasque compra-
ran 1 bilbetes e cautelas das loteras da pro-
vin;ia para negocio, que esta' resolvan a
ven der peio prero abaixo declai ado,sendo a
i|u; ntia decem mil res para cima dinlieiro
-a'vista : as pessoas que quizerem tratar
a til respeito podem dirigir-se a ra do
Trapicbe u. oti segundo andar das 8 a's
11 lioras da manhaa, e das 5 a's 5 da
tarde.
Rillietes .SOO
Meios 2S700
Quartos l$i00
Oitavos 700
Decimos 600
Vigsimos 020
LOTERA DA PROVINCIA.
Ji 1 ra do Livramenlo n. 22. vendem-se tercos da
lotei ia da Criaco do bicho de seda a jOOO res ca-
da l'Dl.
ESCRAVO FIGIDO.
Fugio da casa do abaixo a*gua.io, na madroaada
de 3 do corrente, nm sen escravo por nome Amaro,
oTic al de sapatt'iro, de idmle de O anuos, pouco
mais ou menos, altura regular, barba pouca, denles
lima los, os olhos enfumai-ados, anda calcado, lem as
mos callejadas do fio de sapaleiro ; e-lc escravo
quan lo fugio levou comsigo um ravallo ca-lanlto,
de itlide 10 anuos, pouco mais ou menos, andador
de bi ixo a meio, frente aberta, com om calombinlio
no espinhaco.e he roncolho; odilo escravo foi do Sr.
Mam el Pinto Barbosa, morador em Oamella : nu'in
o pg ir 011 tlell tler noticia, dirija-se ra da Sen-
zala '.'elha, cocheira n. 114, quesera cenerosarhenle
recoripensado.Joaquim Pues Pereira da Silva.
Jorge Augusto da Sveira declara ,w publico,
ero repos|a ao annnnt io to Sr. Jolo Manoel Rodri-
gues, que esle nada lem com a raja de pasto da ra
larga do Rosario n.3i, propriedade to annuncianle,
por a ler comprado ao Sr. Manoel Leile GnimarSes,
com I idos o seu pertrnces, como consta tos doca-
meiids evi-lenies em seo poder ; e posto que seja
verdade, ler admillido .1 Sr. Rodrigues a nina socie
dade (era condiro de lempo e nem de cnus algu-
na, vislo como en 1 re ambos nao existe c nunca
eiistio. papel de tracto publico ou parlicular, sendo
urna mera fbula ludo quanto a respeito avanrou o
Sr. Rcdrigues, todava est prompto a resillan a es-
se scnlior, a quanlia que delle recebeu para a socie-
dade, tslo qne esla Ihe nflo convm mais, sugeilan-
do-se elle aos lucros, perdas ou dividas, contrahidas
com sua anuencia, segunc'o o balanro que na casase
der.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
achaem grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Rraga tem urna carta na livraria ns. 6e 8
da praca da Independencia.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com muita pralica desse offcio. Na ra
da Saudade fronleira ,1 do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourencjo Trigo Je Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da prara da Independencia.
Aluga-se urna casa terrea na povoac/io do Mon-
leiro, com a frente para a igreja de S. Paulalco,
muilo limpa, Iresca, com commodos para familia re-
gular, lendouma porta e duas janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoacilo, ou na ra do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
L'iritle Italiana, revista artstica, scientifica e
lillerara, debaiio do immedialo patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas linguas pelas mais
conhecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. (aleano-Ravara. Subscreve-sc em Per-
nambuco, na livraria n. 6 c 8 da praca da Indepen-
dencia.
Lotera da Provincia.
O caulelisla Antonio Ferreira de Lima e Mello,
avisa ao publico que lem as suas caolcllas da lotera
da amoreira e criarilo do bicho da seda, que corre
no dia 13 de Janeiro, no Rccife loja n. 11, ra do
Rosario n. 26, dita Direita n. 62, aterrada Boa-Vis-
ta n. 58, na povoaean do Monlciro em casa do Sr.
Nicolao, e em sua loja ra Nova u. 4, pelos precos
abaiio declarados.
Bilheles ,39000
Meios 29800
Quartos I5.VOO
Decimos 700
Vigsimos 400
Precisa-se almiar urna prela que seja fiel e di-
ligente : na ra Direita, botica n. 118.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE
VAPORES.
O canselho da direccflo.de conformdade com o arl.
4.. til. I. dos estatutos d8 companhia, convida aos
senhores accionistas a realisarero mais 15 \ sobre o
numero de acedes que suhscreveram al I5de Janeiro
de 1833, afim de serem feilas cora rcgularidade para
Inglaterra as remessas de fundos com que tem de
atlcnder os presos do pagamento to prmeiro vapor
em cqnstauccao ; os pagamentos devem ser failos em
casa do Sr. F. Coulon, ra da Cruz 11. 26.
Na ra dasCruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhorts e mais modernas bichas hambur-
guezas para vender-se em grandes porpes e a rela-
I10, e Umbem se aluna.
O abaixo assignado, professor parlicular de
inslruccilo elementar do segundo grao, residente no
lerceiro andar da casa n. 58 da ra Nova, participa
aorcspeilavcl publico e mxime aos senhores pais ile
seus alumnos, que abre sua aula a 15 do correnle, e
nesse mesmo recinlo leccinna lambem a lingua lau-
na e franceza a alumnos internos e externos. De-
clara portadlo que lem sempre protlisalisatlo esmero
no adianlamenlo de seus discpulos, romo ptitle pro-
var com o lcrmn.de exames, lauto do anuo prximo
passarto como i!n anteriores.
Jos Mara Machado de Figuercdo.
Offerece-sc um mojo de 18 anuos, para palla-
ra, de boa conducta, por ter rbegado ha pouco do
Porlo : na ra das Crines 11. 20.
No 1. de Janeiro perdeu-se om rachorrinlio da
E-Iratla de Jolo de Barros, vinrio para a Bna-Vistaj
he lodo brancoe so tem urna malla ao pe do cabo
amarilla, tem o cabo milito frocado, quo cahe-
lhe pelas cosas, parecendo una pluma ; he pesu-
nho e tem o cabello muilo alvo : quein o achon,
queiendo reslilui-lo, leve-o ra Velha casa 11. 92,
que scu dono ou dona Ihe Picar assas agradecido.
Oflercce-se um rapaz purlu&uez, que lem mili-
ta pralica de loja de miutlezas, e mesmo para oulro
qualquer eslabelccimenlo nesla prac,a ou fra del-
la : quem de seu preslimo se quizer ulilisar, diri-
ja-se ra do Cabug n. 6.
Perdeu-se umronhecimenlo den. 90 da quan-
lia de 4OO9OOO, recebido na lliesouraria da fazenda
desla provincia : quein o tiver adiado, ou por qual-
quer modo delle esteja de posse, dirija-se a ruada
praia ile Sania Rila n. 12, que ser generosamente
gratificado, alera 'do agradecimentu.
Lava-se e engomma-se com loda a perfcic,Ko e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do su-
brado 11. 15.
A directora do Collegio da Concei-
rao annuncia aos pais das meninas que
Ihe foram eonliadas,
que trataram de mandar meninas pa
mesmo collegio, que elle se torna a abrir
a 8 de Janeiro de 1855, por selindarem
nessa data as ferias dadas.
Aluaa-se um bom armazem, na ra da Praia
n. 76 : a Iralar na ra do Collegio 11. !3, 011 com o
proprielario, no sitio do Mangiiinho.
Precisa-se de urna ama que saiba bem cozi-
nhar c engommar: na ra da Guia 11. 9 se dir quem
precisa.
Para mais commodidade dos devotos que con-
correm pare a festividade do glorioso Sanio Amaro
em Jahnalaii. tem-se resolvdo transferir a fesla.
que devia ser feila nodia 15 de Janeiro, para o da
28; para sciencia de todos faz-se este aviso.
O Sr. Joto Cancio, morador na cidade de 0-
linda. queira apparecer no Recifc, ra da Cruz 11.
60, para negocio que lhc diz respeito.
Quem precisar de urna ama escrava, para lodo
servico de urna casa, dirija-se ra do Queimado,
loja n. II.
-r- Aluga-se urna escolenle casa de sobrado i
maraem dorioCapibarihe, na Ponle de Lchda, con-
fronte ao silio do Sr. Barilo de Beberibe; a Iralar
na ra do Collegio n. 15, oo na Ponte de Cclioa, ca-
sa do proprielario Francisco Antonio de Oliveira.
O linlureiro da ra da Cadeia de Sanio Anto-
nio vfferece-se aos lojistas que vilo dar balanro e
quizerem Ungir luvas mofadas, meias, filas, rciroz,
fazenda tanto de seda como de algodao, e n io s aos
lojistas como a qualquer oulra pessoa que do seu
preslimo se quizerem aproveilar. O mesmo tinlurei-
ro adverte que tinge de todas as cores com perfei-
c,to.
Diz o abaixo assignado, que tendo comprado
a rasa de pasto da roa larga do Rosario n. 34, sendo
a dita casa comprada no dia 14 de dezernbro de 1851
de sociedade com 8 Sr. Jorge Augusto da Silveira,
entrando o dito Sr. Jorge com os fundos em diiihei-
ro 2005000, e o abaixo assignado com 3455000, gy-
randoa firma papel da compra da casa em Jorge
Auguslo da Silveira & Companhia, porlanto faz sn-
enle ao respcilavcl publico que uioguem pnder fa-
zcr negocio algum com o Sr. Jorge a respeilo da
casa sem o abaixo assignado ser ouvido, o se fizer
nada valera. por que o Sr. Jorge escondeu o papel
da compra da casa e oulro que fizemos no dia 27 de
dezernbro de 1854, e pedindo-lhe o abaixo assigna-
do para fazer um papel de trato, o dito cima tlisse
que nn assignava papel algum, porlanto he islo cora
algum dolo. Recife 2 de Janeiro de 1855.
Joiio Manoel Rodrigues.
PERDA.
No dia 31 de dezernbro uo Varadouro a ruado Co-
xo, perdeu-se urna ataca de ouro com cravac.ao, es-
maltada de azul e diamante : quem a achou, caso
queira enlrega-la. dirija-se a Olinda, ra do Ce-
lo, a entregar a Miguel Venceslao, ou na ra da Ro-
da 11. 4, quesera recompensado.
Precisa-se alagar urna escrava de meia idade.
que sirva para o servico interno c exlerno de urna
casa de pouca familia, Iralar-se-ha bem, mesmo em
ahuma moleslia passageira, con; lauto que nSo ex-
ceda o aluguel de S-jOOO mensaes : na praca da In-
dependencia n.33.
OCRAVO.
Sahio o prmeiro numero do segando trimestre da
Crato, e acha-se valida na 111a Nova n. 52, loja
do Sr. Boaveulura. Jos
ma corporar.io. Publicae duas vezes por mez em
dias indeterminados, conlendo 12 paginasen) quar-
lo, sendo 8 desuadas s materias do programla, e
I exclusivamente publicaco tas regras inlerna-
cionaes e diplomacia do mar de 1 Hiedan, obra esla
asssimportante e nocessaria todos que solean) es
Ocanos. O costo da aasignalora he de 59000 an-
anaes pacos atlianlado. e de 8s000 para os senhores
subscriplores que quizerem po-suir quasi Indo o pr-
meiro volme da obra referida, j aanexa ao prmei-
ro anno do peridico.
Quem precisar de qualquer escripluracSo com-
merei il, oflcrere-se para a fazer urna pessoa com a
i'ecessaria pralica e desenvolvimenlo; a balar na
ra do Sebo, sobrado amarcllo, ou na ra do Viga-
rio 11. S, armazem.
No hotel da Europa da ra da Aurori d-se
comida para casas particulares mensalmenle, por
prci;o coinmodo.
No hotel da Europa da ra da Aurora tem boas
salas e quartos para aluguel, com comida ou sem
ella.
COSINHEIUO.
D-se muilo bom ordenado por um rozinlieiro
france/.: quem quizer annuncie para ser procurado.
No hotel da Europa da ra da Aurora lem
bous peliscos a toda a hora, pelos precna marcados na 400 paginas : vende-se ;
tabella, muilo razoaveis. C 8 I
No silio denominado Torre, em Belm, appa-
receu um cavallo; quem for seu dono pode alli com-
parecer ; atlverlindo-se que o morador do mesmo
silio nflo se responsabilisa pela desapparecimeuto do
mesmo cavallo
Alugam-se duas casas lerreas com commodos
suffieienles para pequea familia, sendo urna sita na
ra do Sebo n. 52, e ti nutra no principio da Solcda-
de n. 27 : a Iralar na ra da Aurora 11. 2li.
Aluga-se a sala da frente do prmeiro andar
do sobrada n. 17 da roa da Cruz, com commodos
para escriplorio : a tratar no armazem 11. 25 na
mesma ra.
Precisa-sede urna mulherforra 011 captiva, pa-
ra coziuhar e engommar n'uma casa de familia : a
Iralar na loja de ferragens 11. 36 A, da ra da Ca-
deia do Rerife.
No dia 31 do passado. voou do sobrado 11. 6,
de Malinas Ferreira em Olinda, nfn papagaio talla-
dor, levando una correnle tle prala no pe : quem u
adiar, leve-o a dila casa que sera gratificado.
D. Bernarda Alaria das Prazercs, legalmenle
aotorsada, com aula particular na ra do Sebo, n.
13, participa aos paisilc suas alumnas, que lem de
reabrir a sua aula no dia 15 de Janeiro correnle, e
que Continuara a fazer lodos os aforeos para bem
corresponder confianca que nel!a depositara ; as-
sim como faz srieule aquellas pessoasque Ihe qui-
zerem encarregar o ensino de suas meninas, que
estas serao tratadas com lodo o esmero e melindre,
e aprenderao a- ler, escrever, contar, doulrina
rhrnlla, coser,labyrintar, marcar, bordar de matiz,
ouro, prala, e lodas as domis minuciosidades pro-
prias da idade e sexo.
LOTERAS da provincia.
No da 15 do corrente me/, de Janeiro
pelas 10 horas do dia andam impreter-
velmenteas rodas da primara parte da
primeira lotera a beneficio da cultura da
Amoreira: os poneos hilhetes que evistem
cliam-sea* venda nos Iu"ares do costume.
meule cltegadns, tle exccllenles voz.es, e precos com-
modos: em ra-a de N. O. Bieber A. Companhia, ra
da Cruz 11. 4.
FARINIIA DE MANDIOCA.
V ende-se a bordo do hrigue Cnnreiriio, entrado
de Santa Calharina. e fondeado na vnlla'do Forle d
NAV'ALHAS A CONTENTO E TESOL'RAS.
Na ra da Cadeia do Rerife n. 48, prmeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abren, conli-
nuam-se a vender a 80000 o par (prec,o liio) as ja
bem conhecidas e afamadas nav albas de barba, feilas
pelo babil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alm de durarem exlraordia-
.Mallos. a mais nova farinha que exisle boje numer-| riameule, nao se sentera ho roslu na aceflo de cortar :
cado, o para porees a Iralar no escriplorio de Ma-1 vemlein-se cora a cndilo de, nao agradaudo, po-
Doel Altes Guerra Jnior, na ra do Trapiche jdercm os compradores devolve-las al 15 "-'' pa compra resliluindo-se o imporle. Na mesma ra-
sa ha ricas Icsuuriuhas para uuhas, feitas pelo mes
1110 la i iranle.
mu de Castro Azevedo. Ad-
vei (e-sc aos senhores as-ignantes que eslflo a dever o
importe de suas assignaturas e que quizerem conli-
nuar, que lhes nao ser entregue o prmeiro numero
do segundo trimestre, sera que teuham pago o pr-
meiro ; assim como que as assignaturas para o se-
gundo trimestre, serao pagas recepcao do pimeiro
numero. Os numeras avulsos vendem-se a 80 rs.
O Sr. Jos Irineo da Silva Sanios, morador na
cidade de Olinda, queira apparecer no Recife,ra da
Croz n. 60, que muilo se Ihe deseja fallar.
Precisa-se de urna ama com bom e bstanle
leile, e seja forra : na ra larga do Rosario n. 1(>,
sobrado de um andar, junio a podara do Sr. Ma-
noel Antonio de Jess.
I NO COMITORIO
I DO DR. CASANOVA,
{ RIA DAS CRUZES N. 28,
jg? vendem-se carleiras de homeopalhia de to-
g dos os lmannos, por precos moitoem conla.
Elementos de homeopalhia, 4 vols. 65OOO
Tinturas a cscolhcr, catla vidro. 150 Tubos avalaos a escolher a 500 e 300
Consultas graba para os pohres.
e mellas pessoas **-*>* venda nos tugare
ar meninas para o fnV ''"Independencia l0)a doSr. Fortu-
nato n. i, Botica do Sr. Cnagas ra do
Livramento, ra Nova n.4, Boa Vista loja
n. 48 ena loja de cera do Sr. Pedro Ig-
nacio Baptista. Nesse* lugares os Sis.
compradores adianto os hilhetes sem cam-
bio. Tliesouraria das Loteras, -J. de Ja-
neiro de 1855.Otliesoureirb, Francisco
Antonio de Oliveira.
Precisa-se de urna ama para casa
de pouca familia, que saiba cozinhar, la-
var e engomar: a tratar na ra dasCru-
zes, na Typographa do Diario segundo
andar.
LEITURA REPENTINA.
METIIODO CASTILHO.
A escola se acha transferida para a ra
larga do Rosario n. 4S, principia a lecci-
onar no dia S de Janeiro. As liroespara
as pessoas oceupadas de da serao das 7 a's
9 da noite.
Arrenda-se por preco coinmodo o engenho
Roncador, na freguczia tle Barreiros, na beira do
rio de lina, em frente ao engenho Sau, tambem na
freguezia de Una. convenientemente obrado com
bom cercado, e ptimo terreno lano para Canoas co-
mo para mandioca ; quem o pretender, dirija se
seu proprielario Jos Luiz Salgado de Vasconcellos,
no engenho Sallinho da freguezia de 1,'na.
Precisa-se tic um prelo de meia idade,^endo
fiel, para servir a um homcm solleiro : na ra Ve-
lha, na Boa-Vista, n. lt se dir quem precisa.
l'erdcu-se urna alara de ouro ua l'assagem da
Magdalena, des le o viveiro al a quina que volla
para o retiro ; quem a achou e quizer restituir, a en-
tregar na padaria, na mesma l'assagem, que ser
bem gratificado.
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, finas e (jrossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estahelecmento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
nglezas, rancezas, allemaas e suis-
sas,para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante e$-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em fje-
ral, para que venham (a* bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luz dos Santos & Rolim.
^j^^WBBlff UlapifMfcJa
Perdeu-se urna pulceira desde a ru de S. Den-
lo ate o Varadouro, ou do chafarizdcFra de l'orlas
al a ra do Pilar : quem a adiar, querendo resti-
tuir, leve-a a rasa 11. 101, na ra to Pilar, ou na ra
de S. Denlo, em Olinda, o p do fiscal Jos Theo-
doro. que sera gratificado.
Os abaixo asignados fazera seienle ao respei-
tavel corpa tle cominercio tiesta prtiea, qne BDJliga-
velmente dissolveram a sociedade que tinliam na
padaria,sita na ra Imperial 11. 17:t, deslc o dia ;0
tle dezemliro do 1854, a qual gyrava sob a lirnia de
Coala & Sanios por assim o querer o socio Sanios,
ficaudo o mesmo Sanios com a padaria, c a cargo do
mesmo lodo o activo c pSavivo 'la mesma sociedade ;
e os senhores credores haj 1111 tic presentar suas emi-
tas a qualquer dos socios pira serem conferidas,
Recife -2 de Janeiro de 1855.Joaquim Luiz dos
Santos lilla-I erde, Narciso Jo$4da Cuita.
Antonio l'cr.ia Vianaa ileixou de ser caixeiro
de Antonio Ferreira Lima desde n tita J do correnle.
ESTABELECIMENTOS DE GARIDADE.
O cautelista Salustiano de Aquino Fer-
reira deu gratuitamente sociedade ao Hos-
pital Pedro II. na metade dos premios
quesalremnos quatro bilbetes inteiros
ns. 2486,2894,5591, 3834, da primei-
ra parte da primeira lotera a beneficio
da empieza da cultura d amotviras c cri-
acaodo bicho de seda, os quaes liedm em
seu poder depositados : a metade do que
nelles sabir sera' promptamente en-
Irege aoSr. Joi%'Pires Ferreira, thesou-
rero do mesmo hospital.
Precisa-se de um coziubeiro para urna casa de
paslo ; quem pretender, dirija-se ao largo do Parai-
zo, casa 11. 3.
ALHANAI PAR \800.
Sahiram a luz as folhinhas de algibe-
ra com o almanalv administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, pjrrigido e accrescentado, contendo
500 rs., na li-
vraria n. ij e 8 da praca ajjtt Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a venda as bem conhecidas
folhinhas impressas nesti tvpographia,
de algibeira a 020, de porta'a 1(30. e ec-
clesiasticas a 480 rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. ti e8 da piara da
Independencia.
Vende-se na ra larga do Rosario
sebo em rama: na venda da quina n. 7).
Vende-e um escravo crioulo. de bonita fisura,
com 22 annos de idade, sem vicio nem achaque,
com offcio de padeiru. pois servio em urna padaria
(i annos : quem o pretender, pode ir ver no deposi-
to geral. na na estreita do Rosario.
Vende-se um prelo crioulo oflicial de pedreiro,
de idade ue S8 annos. bonita fisura e sem vicios, as-
sim como lambem mais :l prelas : na, ra do (".abu-
s n. 'i, sesundo andar.
Vende-se urna corheira na ra de Horlas.com
i cavarlos arieadnse promplos: a iralar na ra das
I.nranseiras n. 16.
Vende-se urna escrava bstanle moca, do seu-
tio (".osla : )om lora de Portas, ra do Pilar n. 59.
HELP0ME\E 5)E \\ ESCOCEZ
A 500 RS. O COVADO.
Na loja n. 17 da ra do Queimado, ao pe da boti-
ca, vende-se alpaca de la escoceza, chegada pelo ul
limo navio, a qual fazenda na Europa se d o nom-
de Melpomene de Esencia, muilo propria para mu
poes e vestidos tle senhora e meninos por ser de mui
to britho, pelo commodo preco de 300 rs. cada co
vado ;_dlo-sc as amostras com peuhores.
Vende-se urna vacca parida ha poucos dias,
excellente parase criar por ser da primeira barrisa
c de raca muilo boa : quem quizer compra-la, pode
ve-la no silio do Sr. Manoel Jos de Azevedo Arao-
rim, na estrada de Belm, e para ajuslar, na ra
Velha rasa n. 92.
Vende-se urna (ahorna na ra dos Pescadores
alrazdeSan Jos n. 38 : a tratar na mesma.
CEMENTO XOVO EM BABBICAS
GRANDES.
Vende-se por preco muito commodo,
em casa deliinm Slousen & Vinassa na
praca do Corpo Santn. I .
Em casa de Timm Mousen& Yinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 1.3, lia para
vender :
Um sortimento completo de livros em
branco de superior qualidade.
Vinlio de champagne.
Ahsintlie echerry cordial de superior qua-
lidade.
Licores de dill'erentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : tudo
por preco comtiiodo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca
armazem de Tasso Irmos.
Deposite de v'mho de cliam- W,
W pagneCbateau-Ay, primeira qua-
) lidade, de propriedade do conde &
: de Marcul, ra da Cruz do Ke- s3
^v cie n. 20: este vinho, o melhor
m de toda a Champagne, vende-se S
? a 36SOO0 rs. cada caixa, acha-se
W nicamente em casa de L. Le- t
f comte Feron & Companhia. N.
tB.As caixas sao marradas a fo- ^
;oConde de Marcuile os ro- fig
A tnlos das garrafas sao azues. (h-
CEMENTO ROMO Bit AMO.
V entle-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vende-so um rabriolcl rom robera c os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi novo :
pare ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Misuel Sesciro, e para tratar no Itecife ra do Trapi-
che n. 1 i, prmeiro andar
*** J$3S *:*#
& RA 1)0 CRESPO N. 12. .;.
9 Vende-se nesla loja superior damasco de #
}:$ sctla de cores, sendo branco, encarnado, rozo, @
@ por preco razoavel. 5
Venden:-se lonas da Russa por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber &C ra da
Cruzn. i.
OBRAS DE I.ABVRINTIIO.
Acham-se a venda por commodos precos ricos len-
cos, losillas e coeiros de lahyrinlho, rhegados lti-
mamente do Aracaly : na ra da Cruz do Recife n.
:ti, prmeiro andar.
Acanala da Edwln ittaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taitas de ferro roado e batido, tanto ra-
sa como fnulas, moendas incliras todas de ferro pa-
ra animaes, asoa. etc., ditas para armar em inadei-
ra de tollosos lamanhos e modclososmais moder-
nos, machina borisonlal para vapor com forca de
| 4 cavallos, cocos, passndeiras de ferro cslaiihado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Saecia, fo-
Ibas de (landres ; ludo por barato prec,o.
Na ra do Vis ario n. 19 prmeiro andar, lem a
venda a superior flaneila para forro de sellins che-
gada rereiiit inenie da America.
Potassa.
!\'o anligo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Devoto Chtistao.
Sahio aluza 2.a edico do livrinho denominado
Devoto (.liri-lio.mais correcto e arrecentado: vende-
se nicamente na livraria n. Ge 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
PUBLICACO' RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendsimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
desta cidade, augmentado com a novena da Se-
PANORAMAS PARAA JRDIM.
Brunn Praeger V. C. na na da Cruz
n. 10, aceberam e vendem um sortimen-
to de globos de espelfio de diversos tama-
nilos e cores, que formam o mais lindo
panorama, pos tos em urna columna no
meio do jardim, como se usa boje na Eu-
ropa, nosjardins de borr. gosto.
Brunn Praeger & C, na sua casa ra* da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizontas como verlicaes,
dos melhores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens ecom moldu-
ra dourada.
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terracos e jardins. >
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de di'erentes qualidades.
Presuntos.
(lenebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
Na ra da Cadeia do He-
rir n. 2i loja de cambio.
acham-se a venda bilbetes a
58500, meios 2)M)0, quar-
tos l.-vVm. oilavos800, deci-
mos 700 e vigsimos 400 rs.,
da lotera da primeira par-
te das amoreiras. Esla ca-
sa lem sempre ido feliz
com os bilheles e cautelas
do caulelisla .^alusliaoo de
Aquino Ferreira, e paga os
tres primeiros premios sem
o disronto dos 8 por rento.
VenJe-se fio de sapaleiro, bom : em rasa deS.
P. Johuslon (J Companhia, ra da Sensata Nova
ii. 4.
Vcnde-se um bonilo muleque de 18 a 20 annos
de idade, que cozinha o diario de urna casa, e sem
vicio : na ra dus Quarleis n. 24.
Vendem-se chapeos de sol de armario de ac,
com boa seda, pelo diminuto preco de 5j)000 : na
ruadoCrespo prximo ao arco do Sanio Antonio,
loja u. 3.
VESTIDOS A 28000.
\ endem-se corles de vestido de i iscado francez,
largo, patlres bonitos e cores fras, pelo barato pre-
co de 2g000 rada corle : na loja de 4 portas da roa
do Queimado n. 10.
TAIXAS
Na fundicao'


m
Amorim Irmos avisam a quem inleressar, que
a contar to 1. de Janeiro do prsenle anno, temos
concordado admitlir para socio tle nos casa ao nos-
so primo e antigo caixeiro Antonio Joilo de Amo-
rim ; em conseqoencia lata- as Iransarees penden-
tes nesla prai;a como as de fura com quera as lemos,
pacsam cargo da lirma social que dora cm diauic
passa a ayrar.Amorim Irmilns f Companhia.
Joilo Francisco, portogoes, menor, relira-se
desta para a provincia do Rio Crande do Sul.
Antonio Jos Barbosa, porluguez, relira-se pa-
ra o Rio Crande do Sul.
O Dr. Joaquim de Olivrira e Souza leeeioaa
em sua casa, ra do Araglo, c por casas particula-
res, a ler, escrever e fallar a lincua franreza.
Precisa-se alugar urna escrava para o servico
de urna casa ; na ra do (Jueimado, loja de fazen-
das n. Gl.
Joilo Augusto de Vasconcellos Leilito. com au-
la de ins!ruc(So elementar no larao do Paraizn n.
II, fazseicnte aos pais de seus alumnos e a aquelles
que Ihe fallaram para mandar seus filhos para sua
aula, que dar principio aos seus Irabalhos no da II
do correte.
Champagne da superior marca Cometa: no arma-
zem de Tasso Irrnos.
OLEO DE LINHAfA
cm barris e botijOes : no armazem de Tasso Irmos.
CABRAFAS VASIAS
em jigos de grozi e de UO garrafas: no armazem
de Tasso Irmos.
Vendem-se latas com 4 libras de marmelada,
pelo diminuto preco de 1$fi00 cada urna, batatas a
15000 a arroba, e 10 rs. a libra, e vinho do Porto,
fino, engarrafado, a 15280 e I5GOO a nrrala : de-
fronle da matriz da Boa-Vista n. 88, quiua do Hos-
picio.
Vende-se um coeiro de casemira bordadr, e um
limao de seda para baplisado de menino : uo paleo
do Terco, em cav de Domingos Coulinho.
Vendem-se 2vaccas paridas : no silio da Tor-
re, em Ilelem.
Vende-se a casa da ra da Moda n. 23, ou
troca-se por oulra no hairro de Sanio Antonio ou
Boa-Vista ; a Iralar na ra da Cloria n. 87, segun-
do andar.
_ Veu.le-se urna casa terrea, sita na ra Impe-
rial, a qnal he a terceira passando o sobrado do Sr.
major (iusmao, lem 3 pollas na frente. 2 salas. 3
arailes quarlos rom corredor ao lado e quintal mu-
rado com cacimba, e est ptima para padaria : os
pretndanles dirijom-se a ra eslreila do Rosario,
loja de ourives 11. 7, que se dir quem a vende.
Ven.lein se 4 casas terreas cm Santo Amaro,
na ra da Fundicao, por lodo o negocio, por ler o
seu dono de relirar-se ; a fallar ua mesma. com Jo3o
Autonio da Veiga.
Vende-se a loja de calcados, defronle dooilo
da iareja do i.ivramenlo, muilo afreguezada, e com
poucos fundos: a Iralar na ra do Livramenlo 11.20.
Veiule-se urna loja tle miutlezas em urna das
principaes mas Jesla cidade, a dinheiro ou a pra/.o,
e bem afreauezada. em coitsequencia do dono rcli-
rar-se desla cidade a Iralar de sua saude : quem
pretender, dirjase ao aterro da Boa-Vista n. H,
que se dir quem ven le.
Vndese urna preta de nacSo, que cozinha,
ensomma e cose : na ra larga do Rosario n. 48,
segundo andar.
Vende-se mercurio doce, chegado recenlemen-
te de Lisboa ; 110 armazem do Tarroso & Compa-
nhia, ra tic Apollo n. 18.
Vende-se nina bonita negra da Cosa, mora, e
de excellente conduela, saliendo coser bem, cnaom-
111 ir. cozinhar, e muilo boa quilandeira : na ra dos
Marlyrio* n. 14.
Massa de tomates.
Emlalasde4 libras, excellente para (empero, viu-
da recentemenle tle Lisboa : veinle-sa na ra do
Collegio 11. 12.
Vende-se sola muilo boa, pelles de cabra, c
gomma muito boa em saceos : na ra da Cadeia do
Recife n. 19, primeiro andar.
Vendem-se relogio] de ouro, prata,
prata cbapeada, dourada, de patente In-
glez e borisontal, sabonete, l t;do pelo preco
0 mais cmodo possivel : na ra da Cruz
do Recife n. 2(i primeiro andar.
Vende-se gomma de engommar muilo supe-
rior, da melhor que lem Viudo ao mercado, a 2B4O0
a arroba, c a 80 rs. a libra : na taberna da ra de
Bertas n. .
V endem-se no armazem n. lio, da ra da Ca-
deia do Itecife, tle Henrv fjibson, 06 mais superio-
res relalos fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
Cha hvson verdedeiro, o melhor que lem ap-
pareeido ueste mercado, c por que preco '! 2:500 ca-
lla libra, em caixiuhis 'le duas libras: 110 Bazar
Periianibtirano. na iua Nova.
No Bazar Pcrnamhucano, vende-se a prodi-
giosa agua de malabar por Lascombe, para lengir
cabellos.
No Bazar Pernamburmo, vemdem-sc ricos ja-
ques burilados para meninos de (i a 0 anuos, crep
de lodas as cores, loucas de laa para senhoras, froco
de lodas as grotsurae e cores, rainizils tle relroz bor-
dados matiz, cliapcos francezes para homens a 63,
e 7-3, selius de lodas as cores a 880 rs. o covado,
paslilha para o peilo e estomago, c oulras, militas
1 fazendas que se venduta o baratas.
nha
nhor da Concejero, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se iinit'menle na livraria 11. 6 e 8 da prac,a da
independencia, a I5OOO.
Vende-ce orna taberna na ra do Rosario da
Boa-Vista n. 47. que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos silo cerca de 1:2003000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim Ihe convier:
a tratar junio lfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem 11. 21.
Moinhos de vento
"ombombasderepuxn para regar borlase baixa,
decapan, na fuudicro de U. W. Bowmau : na ra
do lirum ns. 6, tse 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e llauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modnhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio'de Jpiero.
AOS SEIIOHES DE ENGENHO.
Rduzido ele 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto cora o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rics mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegion. 2">, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal do Lisboa, recentemenle chegada.
Vende-se urna balanza romana com todos os
seus perlcuces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n.4.
Vende-se urna boa casa terrea cm Olinda, rua
da bica de S. Pedro, que faz esquiua com o cercado
demadeira.com 2 portas e 2 jauellas de frente, 3
salas, 3 quarlos, cozinha grande, copiar, estribarla,
grande quintal todo murado, rom porlao e cacimba,
muilo propria para se passar a fesla, mesmo para
morar lodo o anno : a Iralar no Recife, rua do Col-
legio U. -I -egnndo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da" escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. 5V,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
($ .POTASSA BRAS1LEIRA. (j$
^) Vende-se superior potassa, fa- (f^
Bk bricada no Rio de Janeiro, che- ajjt
BE FERRO.
d'Aurora em Santo
Amaro, e ta'mbem no DEPSITO na
rua d Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marmita ha' sempre
um grande sortimento de taiebas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evistem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
preerjs sao' os mais commodos.
STARR & C.
respetosamente annunciam que no seo extenso es
tabelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeirao e prompiido.toda a qualidade
de machinismo para o uso da aericultura, navega-
Cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus iiujnerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberro em um dos grandes armazens doSr-. M esqui-
la na rua do Brum, atraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no diloseu eslabelecimento.
Alli acbarao os compradores um completo sorli-
menlo de moendas de canoa, com lodos os melho-
1 aun nios (alguns delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de mullos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pi e-sao,
laisas de lodo lamauho, tanlo batidas como fundidas,
carros de mo e dilos para conduzir formas de assu-
*r, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fornos de ferro batido para farinha. arados de
ierro da mais approvada conslruccjio, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
ininidade de obras de ferro, que seria enfadoDha
enumerar. No mesmo deposito existe" ama pessoa
iutclligenle e habilitada para receber todas as en-
rommendas, etc., etc., que os annunciaiites contan-
do coma capacidadede suas oicinas e machinismo,
e periiia de seus ofliciaes, se comprometiera a fazer
ciecutar, com a maior presteza, perfeirao, e exacta
eonlormidade com os modelos ou drsenhs, e instrnc-
esque Ihe foremfornecidas.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se umaescolhida collecijo das mais
hrilliantes pe^as de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-"
cliar para fazer um rico presente.
i
'A Saa da-se aos senhores de engeuhos os ^
seus bons elfeitos ja' e\perimen- jB
tados: na rua da Cruzn. 20, ar- W
mazem de L. Leconte Feron & <&
($) Companhia. Q
Taixa pare engenhoa.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se cu carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estahelecmento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Em casado J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender ."> e\cel-
lentes pianos viudos ultiinamentede Ham-
burgo.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antifjo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, e cal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco coinmodo.
Vndese cxcellenle taimado de pinho, recen-
temenle chenado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender so com oadminis-
1 Irador do mesmo.
jai Em casa de Patn Nash & C, ha pa-
c ra vender:
^ Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 (Hartos ate 1
55 polegada.
5 Champagne da melhor qualidade
jjjl em garrafas e meias ditas.
aj Um piano inglez dos melhores.
XXSKSESEKK jss-xssnsssE;
CEIENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim romo lambem vendem-se as linas : alraz do
Ihealro. armazem de Joaqui-a Lopes de Almeida.
Na Iravessa da Madre de Dos n. 9, vende- o
aegoinle : saccas com farellos novos, papel das se-
guinles qualidades : perlina, almaeo primeira ese-,
guada sorle, machina, florete, para chapeleiros, "
para botica, de emhrulho de lodas as qualidades a
lamanhos, caixas com massas, barricas com familia
muilo superior, ditas com genebra, ditas com corve-
ja, caixas com eanella, saccas com pimeula, barricas
com cravo, garrafoes vaaios de todos os tamauhos,
caixas com licores, vinho tinto e branco, tudo che-
gado recenlcmenle, e por precos commodos; assim
como sahilo amarelln muilo serr,
Vendem-se libras de chocolate fran-
cez do melhor que tem npparccdo~'no"
mercado epor barato preco : na rua da
Cruz n. 26 primeiro andar.
Vendem-se licores de absinth e Kis-
sch do melhor possivel e por commodo"
preco : na rua da Cruz n. :2o'
andar.
primeiro
Vende-seo verdadeiro vinho Borde-
aux engarrafado, tanto tinto como brana-
co, epor baratissmo preco : na rua da
Cruz n. 26 primeiro andar.
Vemle-se um mulato c urna mulata rasados:
no lamo da Boa-Vista n. 88, sobrado de -2 andares.
ESCBAVOS FGIDOS.
No dia :10 de dezernbro do mez prximo passa-
do, desappareceu 11111 prelo crioulo. bstanle ladi-
no, de nome Miguel, o qual prelo foi comprado ao
Sr; l.ntz Cetario do lleco ; levmi camisa rxa de ris-
cado francez ji velha com um remend erando qua-
dradii de oulra chita, c calca branca com oulra ve-
lha escura por haUo, sera lalve da que use. sera
cbapio, trm n ofliciode canoeiro, he bonita figura,
bem prelo. fallam Ihe 3 denles na frente do lado tle
rima, lem barba no buc,o r no qncixo ; este prelo
Iciu ja o costume de fueir, e quainlo o faz conserva-
se memo.dentro da ridade orcullo pelosranoeirosda
rna Nova ; ou cnl.lo vai para os inimediacoes desla
ridade :! a I lesnas ; e ainda ha pouco a ultima
fuei la que fez >e conservou occulln, secundme in-
lormaram, aluuii" lempos no eiisrnho Mossamhique,
e por inlcrveiirao do Illm. Sr. Dr. Velloso beque
foi entregue ao Sr. Luiz Cesario que enISo era cu
senhor : quem o pegar, leve-o i seu scnlior. na rua
da Cadeia de Sanio Antonio n. 7. em casa de I. L.
II. Tabardo, que sera bem recompensado.
PERN.: TO?. DE M. F. DE FARIA. 41*55

Muriunn


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