Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01280


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Full Text
ANNO XXXI. N. 3.
i

QUITA FEIRA 4 DE JANEIRO DE 1855.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
S

r
t

Vi
KNCAUltFJGADOS DA SI llSCItlI'CVO.
Recife, o proprieterio M. F. de Varia ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marlins; U.iliia, n Si. I).
Duprad ; llacei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
toiiea ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativ-
dade ; Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira JuDiar ;
Arar.il). o Sr. Antonio de l.cmos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Rorges; MaranhAo, n Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino1 Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa.
CAMBIOS. .
Sobro Londres, a 28 d. por 1*5000.
Paris, ZVl rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Arges do honro 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibc ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de huirs do 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hcspanholas- 298000
Modas de 635400 volitas. 169000
de 69400 novas. 168000
de 48000. 99000
Prala.Patacocs brasileos. 18940
Pesos eolumnarios, ... 18940
mexicanos..... 19860
PARTIDA IMS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Uonib e Garanlmns nos dias 1 e 15.
\ illa-liella, ISoa-\ isto, E\ eOuriciiry, a 13 e 2S.
Goianna e Parahiba, segundas o sexlas-teiras.
Victoria e Nalal, as quinlas-eiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primcira as 5 horas e 18 mininos da manha.
Segunda s 5 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cqtiinlas-feiras.
Relami, lercas-feirase sahbados.
Fazenda, torras c sextas-feiras s 10 horas.
Juizo deorphos, segundas c quimas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas o sextas ao meiodia.
2* vara do civel, miarlas c sahbados ao incio dia.
KPIIEMERIOES.
Janeiro. 2 La cheia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manha.
11 Qoario minguanle s -l horas, 7 mi-
nutse 38 segundos da tarde.
18 I.ua nova as 6 horas, 17 minutos e
36 segundos da manha.
24 Quarto cre-cenle a 1 hora, 48 mi-
nutes e 32 segundos da manha.
PARTE OFFICIAL
MINISTERIO DA JUSTIQa.
DECKETON. 1487. DE 13 DE DEZEMBRO
DE 18:. i.
Declara que as toeiedaei em commandita naopo-
dem aicidir ten capital em acrSes.
Hei por bem usando da faruldaric que me con-
fere o arl. 102 j 12 da conslituicAo, c em ronformi-
dade com ininlii imperial e inmediata rcsolucAo
de 1H de dezembro correle, lomada sobre consulla
das secrdes reunidas dejuslira, imperio e fazenda
do consclho de estado, declarar que as sociedades em
coinmanda nAopodero dividir seu capital em acroes
e oulro sim, ordenar :
1. Que os tribunaes do commercio uto admit-
tam ao resislro os instrumentos de contratos das
ditas sociedades conleudo a referida rondico.
t. Que fique de uenhum ffeito os ro&islros dos
instrumentos de contratos de sociedades em com-
mandita existentes, que nesse caso scacharem.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conselho
ministro csecrelariode estado dos necocios da jusli-
ca, assim o tenlia entendido e faja escrutar.
Palacio do Rio de Janeiro, 13 de dezembro de
18.>, trigsimo terceiro da independencia c do im-
perio.Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jo-
t Thomaz Sabuco de Araujo.
Decreto n. 1486 de 13 de dezembro de 1851
Da nome nova frejuezia creaiia tiesta corle pelo
decreto n. 798 de 16 de setembro do corrente an-
no, e marca-lhe territorio.
Hei por bem em execucAo do arl. 1 do decreto
n.798 de 16 do setembro do corrente anno, lendo
ouvido o Rvd. bispo diocesano, decretar o sezninle :
Art. I. A fregnezia novameute creada nesla
corle pelo citado decreto ser denominada deSan-
to Antonio.
Arl. 2." Ter por (errilorio toda a ra do Larra-
dio e suas Iravessas direila, a ra dos Arcos, a de
Matacavallos e suas Iravessas. a ra Nova do Conde,
de*de o chafan? at sabir ao campo da Acclamacilo;
neste, toda a frente direita al ra do Conde, e to-
da esta ra ai praca da Cor.stiloteSo.
Jos Thomaz Nabuco de Araojo, do meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios da
juslica, o tenha assim entendido e faca executar. Pa-
lacio do Rio de Janeiro, em 13 de dezembro de is.Vi,
Irigesimo terceiro da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.JosTho-
maz Nabttco de Araujo.
Ministerio dos negocios da juslica.Rio de Janei-
ro, em 28 de novemhro de 18H.Illm. e Exm.
Sr.Manda S. M. Imperador que V. Etc. infor-
me se as ledras de cambio ou equellas que. confor-
ma o direito commercial, gozam da mesma forja, *
quaes pelo arl. 247 do cadiito competo a accSo de
assign scao dedo/, dias, lem sido neste foro ajuizadas
pela decentara, ou pela execulva. Dos goarde
a V. Esc Jos Tliomaz Sabuco de Araujo.Sr.
D. Manocl de Assis. Mascarenhas.
Na mesma ronformidade e dala a Jos Carlos I e-
rcira de Almeida Torres, e ao juiz de dircilo da ler-
ceira vara civel e commercial. >
Illm. e Exm. Sr.Em cumprimento da por-
(aria que V. Esc. me dirigi ndala do 28"do' mez
proximameule rindo, lenlio a honra de informar a
V. Esc. qneas ledras de cambio, ou as que confor-
mo o direito commercisl gozam da mesma forra, s
quaes pelo arl. 217 do regolameoto n. 737 de 25 de
novemhro de 1850 compete a acrAo de assgnarAo de
dez dias, lem sido ajuizadas neste juizo pela decen-
diaria, o nao pela e\ccutiva; sendo esla informaran
fundada no esaina a que mandei proceder pelos es-
crivaes do mesmo juizo.
Dos guarde a V. Etc. Rio de Janeiro em G de
dezembro de 1854.-Illm. e E\m. Sr. conselheiro
Jos Thomaz Nabuco de Araojo.D. Manoel de
Assb Mascarenhas.
Illm. e Exm. Sr.Salisfazendo ao que V. Esc.
ordenau-mc em portara de 28 de novembro prji-
mo passado a respeito do processo da accOes deri-
vadas das ledras de cambio ou da Ierra, Icnhn a in-
formar a V. Esc que na vara que sirvo as arcc*
derivadas desses ttulos lem sido somprc propostas
pelo meio da assIgnacSo de dez dias, e nem era pos-
sivil admltir-se a accSo executiva. qoe s compete
as arenes mencionadas no art. 308 do regolamenlo
n. 737de 23 do novembro de 1850. Se alguem lem
dito'o contrario, tal vez isso provenha de que na
opinio dos anligos prosistas a a-signacilo de dez dias
he considerada como accJo execnliva, como c pode
ter em Silva Lisboa. Direilo Mercantil, Tracl.
'S**, cap. 40.
Daos guarde a V. Exc. por muitos annos. Rio, 9
de dezembro de 1854.Illm.eEsm. Sr. r .Jos Tho-
maz Nabuco de Araujo, do conselho de S. M. o Im-
perador, ministro o secretario de estado dos negocios
da juslica.Carlos Antonio de Bul/toe* ftibeiro,
juiz de direilo da tercelra vara civel commercial.
Illm. e Esm. Sr.Em resposla ao aviso de
V. Esc de 28 de novembro prximo passado, lenho
a honra de informara V. Esc. que lem sido pratica
inalterada ueste foro ajuizarem.se as ledras de cam-
bio, e aquellas que gozam da me*ma forra,pela accan
decendiaria na forma do arl. 247 do cdigo com-
mercial, eque nflo me consta ler-se ainda usado pa-
ra as ditas ledras da aecAo execnliva.
Dees euarde a V. Esc. Rio, 9 de dezembro de
1854.Illm. c Exm. Sr. conselheiro Jos Thomaz
.Nabuco de Araujo, ministro e secretario de estado
dos nceorins da juslica. Jos Carlos Pereira de
Almeida Torres, juiz municipal da 2a vara.
Ministerio dos negocios da juslica.Rio de Ja-
neiro, em 9 de dezembro de 1854.Illm. e Exm.
Sr.Communico a V. Esc, para sen conhecimenlo
e devida cxecucAo, que nos commandos superiores
da guarda nacional dessa provincia onde csistircm
balalhes commandados por lenenles-coroncis, que
por perlenccrem i anlisa nrganisarAo, tenham as
honras de coronis, devem esles substituir os
cominandanlcs superiores nos seus impedimentos,
quando o cliefe ilo eslado-maior do mesmo rom-
mando nao Icnba igual patente ou graduarno.
Dos guarde a V. Esc.Jos Thomaz Sabuco de
Araujo.Sr. presidente da provincia da Babia.
Ministerio dos negocios da juslica.Rio de Ja-
neiro, em 9 de dezembro de 1854.Illm. e Exm.
Sr.Para regularidade do servico e disciplina ca
suarda nacional dessa provincia, riimpre que V.
Exc. nAo proponba para majores do corpos da mes-
ma guarda ofllciacs subalternos do cscrcito de dif-
ferenle arma do balalhao em que liverem do
servir.
Deossmr.le a V. EscJoti Thomaz Sabuco de
Araujo.Sr. presidente da provincia da Babia.
Ministerio dos negocios di juslica.Rio de
Janeiro, em 11 de dezembro de 1854.Illm. e Esm.
Sr.S. M. o Imperador houve por bem, por impe-
rial rcsolucAo datada de 8 de novemhro ultimo, to-
mada sobre consulta da eccilo dejuslira do conseibo
de eslado r!e 18 de outubro prximo passado, decidir
que os ofliciaps da guarda nacional reformados em
virtude de Icis provinciacs lem direilo reforma pe-
lo governo geral, aprcsenlandn os seus requerimen-
los no prazo marcado no arl. 85 do regulamento de
25 de outubru de 1850, e que aquelles cujos postos
sao vitalicios por aquellas leis, considerando-se exis-
tentes ao lempo da nova organisacao, e demididos
somenle do eserricio dos postos, tem direilo tamhem
como avulsos reforma dentro do prazo marcado no
dilo artigo, c lendo o lempo de cfleclivo exercicio e
mais requisitos exigidos nos arts. 83 e 91 do citado
resulamento ; o que communico a V. Exc. para seu
conhecimenlo.
Dos guarde a V. ExcJos Thomaz Sabuco de
Araujo.Sr. presidente da provincia da Baha.
3." SeccAo.Ministerio dus negocios da juslica.
Rio de Janeiro em 14 de dezembro de 1854.
Illm. e Exm. Sr.S. M. o Imperador houve por
bem decidir, em solucAo duvida suscitada pelo juiz
do civel da capital dessa provincia, que nos lugares
em que aluda ha jnizes do civel nao pudem os juizes
municipaes que com ellos exercem ciimulalivamente
a jurisdirrAo civil accumolar tamhem o carso de
prnvedor de capellas < residuos, q-.i esclu-ivamcnle
compete aos ditos juizes do civel. como he expresso
no arl. 479 do resulamento n. 11do3l de Janeiro
de 1842: que, oulrosiin, sendo o referido cargo de
natureza privativa, em r.izilo dajqrisdicao volunta-
ria e administrativa que Ihe compete; deve ser eser-
cido por uin juiz, sen lo que, por* conseqnencia,
nos tusares cin que ha mais de um ijglz do rivel ou
municipal, compre que por V. Esc- seja designado
aqnolleque ha de esercer a jnrisdicao de provedor,
O que communico a V. Exc. para sua intelligencia.
Dos guarde a V. ExcJos Thomaz Sobuco de
Araujo.Sr. presdeme da provincia de Pernam-
buco.
Na meima onformidade e dala aos presidentes
das provincias da Babia, Maranhao e S. Pedro do
Rio tirando do Sul.
DIAS DA SEV USA.
1 S -nula. -jSoJ Cirrumciso do Senhor.
2 Terca. S. Isidoro b. ; S. Arp m.
3 Quarta. S. Aprisio b. S. Antero p. in.
4 Quinta. S Tito b. ; S. Prisco psesb. m.
5 Sexta. (Vigilia da Kpiphania) S. Smro Y,.
6 Sabbado.tguj Epiphanii (Manifestar,, do Sr.)
7 Domingo, l.'depois de P.eis; regresso do
Menino Jess ao Kgypio ; S. Luciano prealt.
EXPEDIENTE DO DIA 16 DE SETEMBRO DE
185.
A' Ihesouraria da provincia de Pernamboro,
communicando que, allendendo s informaroes pres-
tadas pelo iuspector da mesma Ihesouraria. e pelo
inspector da alfaudega dessa provincia, resolveu que
continu a vigorar no anno financeiro 185418.5.5,
com as mesmas condiees e fianca, o contracto das
capalazias da mencionada alfandcga, celebrado com
Jos Thomaz de Campos Quaresma, no anno finan-
ceiro anterior.
MINISTERIO DA FAZENDA.
DECRETO N. 1490 DE 20 DE DEZEMBRO
DE 1854.
Approva os estatutos para o estabelecimento de urna
caira filial do Hunco do Brasil na imperial ci-
dude de Ouro l'relo, capital da provincia de Mi-
nas Ocraes.
Tomando em consideraran o que me representou
o conselho de direccijo do Banco do Brasil, e lendo
ouvido a seceo dos nesocios da fazenda do conselho
de eslado; hei por hom, de confonnidade com a mi-
nha imperial resnlue.lo de dezescis do rorrente mez,
approvar os estatutos a este aunexes, assignados pelo
presidente e secrelario do Banco do Brasil, para o
eslabelecimenlo de urna caixa filial do mesmo Banco
na imperial cidade de Ouro Prclo, capital da provin-
cia de MinasGcraes, com a seguinlc alteracAo na re-
dacrfio ilo 8. do arl. 3. dos mencionados esta-
tutos.
8." Emillir notas, isto he, bilbcles nAo inferio-
res a 109, pagaveis i vista na caixa filial, ou no Ban-
co, a arbitrio do portador.
O marquez de Paran, rooselbeiro de eslado, se-
nador do imperio, presidente do conselho de minis-
Iros, ministro e secretario de eslado dos negocios da
fazenda c presidente do tribunal do thesouro nacio-
nal, assim o tenha entendido e faca cvecular. Pa-
lacio do Rio de Janeiro, em 20 de dezembro de
18.54, trigsimo terceiro da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de Sua Mageslade o Impe-
rador.Mrquez de Paran.
0 PANIZO DAS MILHERES. (*)
Por Paulo Feval.
O PHABOL.
CAPITULO QUINTO.
O CORPO DA GUAROA.
A Morgalle e JoAo Touril linbam-so afaslado da
entrada da srnla, e cslavam em urna cavidade do
rocliedoao abrigo dos raios intermitientes do pliarol.
Ha doiis ninhos, di/ia Astrea, mn de qoiuhen-
los mil francos, e cse esta muito occulto, porque o
procuramos ha tres annos ; o oulro que conten o
preeo do rastello e da fazenda, he de d uzeo tes mil
francos. En rceeiava que o primeiro ntiihu cslivcsse
em Jersej...
Com elTeilo, diwe JoAo Touril inquieto, se cs-
(ivesse ein Jersey...
Esla cm Franca, inlerrompeu Astrea'Ko dia
que minha madrinha delirou. recommendou > in-
te vezes tdreessivamente que ninguem Ihe dcsar-
nMsse a cama de columnas.
Nos a desarmaremos, exclamou o curandeiro
alesi emente.
O segundo ninh >, rontinuuu a Morgalle, esta
no nsesQterio de IMouesaon.
CofllO sobes is.o, velhaq linlia ? disse o curan-
deiro recobrando seu Inm cariiiboso c admirativo.
Eu o sei, responden Astrea como da primeira
vez.
Tolavia o cura lie um santo homeni.
Elle tem um sobri'ibo.
loatomenle... Poderiamos contentar-nos rom
o sesnndo uinho.
Astrea fez um sesln de energa -A\asem, c disse:
(Juero ludo; ha peagoas ainda mais ricas !
Mas..... iulerrosourjoflo Touril tmidamente,
pensavaa no cura, quando fallaste de dous boinens
que luto de... enleudes-me bcm'.'i
Que luto ile morrerf
JoAo Touril acenou aflirmalivainonlc coni a cabe-
ja. Astrea ergucii os hombros, e disse:
Daqui a um quarto ou a meia hora quando
() Vide o Diario a. 2.
GOVEIINO DA PROVINCIA.
Expediente do da 29 de dezembro.
Officic. Ao Exm. presidente do Rio (irande do
Norte, aecusando a recepcAo de duas colleccOes dos
aclos legislativos da assemblea daquclla provincia,
promulgaitosno corrcnle anno.
Dito. Ao mesmo, aecusando recebidos dous ex-
cmplares impressos da falla dirigida por S. Esc. i
assemblea legislativa daquella provincia, no dia 4 de
jnllio deste anno, por uccasiAo de sua sess.to ordina-
ria.
Dito. Ao Exm. presidente do Cear. aecusan-
do | recepeo do officio de 3 do corrente, arompa-
nliado de exemplares do rclalorio apresenlado por
S. Exc. assemblea legislativa daquella provincia
na sua sessAo ordinaria do corrente Dito. Ao Exm. presidente de Minas, aecusan-
do a rcccpc,ao de dous exemplares do relalorio com
que o Exm. desembargador Jos Lopes da Silva Vi-
anna passra a ;S. Esc. a adminislrac.5o da mesma
provincia.
Dilo. Ao Exm. presidente do MaranhAo, aecu-
sando o recebimento da relarAo das aileracfies oceur-
ridas no mez de novembro ultimo, acerca do capilAo
do 10." balalhao de inrantaria, Antonio Caelano T>a-
vassos. Remelteii-se ao commandanle das armas.
Dito. Ao Exm. presidente da Parahiba, aecu-
sando a recepcAo de um exemplar impresso da ex-
pesiro feita pelo -2.0 vice-presidenle daquella pro-
vincia, Dr. Flavio Clemenlino da Silva Freir, por
occasiao de passar a administra(Ao da mesma ao 1.
vire-presidente, o commcodador Frederico de Al-
meida e Albuquerque.
Dito. Ao commandanle das armas, scienlifican-
do-o de liaver resolvido que ficasse sem effeilo o ti-
Inlo passadu Antonio Feniandes Castro, em 16
deste mez, para ser admiltido como voluntario ao
servido do exercito. Commuuicoii-se i Ihesoura-
ria de lazenda.
Dito. Ao mesmo, inteirando-o detque a Ihesou-
raria de fazenda lem ordem para pagar ao lenle do
9. balalhao de infantaria, Vicente de Paula Ros,
estando nos termos legaes os documentos que r.com-
panbaram ao seu oflicio de hoiilem n. lili, a quan-
tia de .579600 rs. por elle dispendida com alugueis
de cavados em sua marcha desta capital para a co-
mal ca de Flores. Expedio-se a ordem de que se
trata.
Dito. Ao mesmo, transmillindo o aviso de let-
tra n. 35, na importancia de 4009000 rs. saccada
pela Ihesouraria de fazenda do Rio Grande do Norte,
sobre aquella, e a favor de Carlos Joaquim Pinbei-
ro de Vasconcellos. Commiinicou-sc ao Exm. pre-
sidente da referida provincia.
Dito. Ao mesmo, remetiendo o aviso de ledra
na importancia de 20)9100 rs. sacada pela Ihesoura-
ria de rendas provinciaes do Rio Orando do Norte,
sobre aquella, en favor de JoAo Evangelista de Vas-
concellos Lima. Communicou-se ao Exm. presi-
dente da referida provincia.
Dito. Ao mesmo, dizendo que estando o inspec-
tor do arsenal de marinha a espera de cemento que,
em consequencia de autori*aca~o, encoiumeudoo pa-
ra as obras i cargo do mesmo arsenal, o convindo
que seja com brevidade despachado na alfandcga,
isenlo de dircilos, nos termos rio 3. arl. 1. do re-
gulamcnfo que haixou com o decreto n. 633 de '28
de agosto de 1849, expela S. S. neste sentido as con-
venientes orden, logo que peto mesmo inspector se-
ja previnido da viuda do referido cemento. Com-
municou-se ao inspector do arsenal de marinha.
Dilo. Ao desembargador juiz relator da junta
de juslica, enviando, para depois de vistos serem a-
presentados em sessAo da mesma junta, os processos
verbaes dos soldados Martinbo Ribeiro Pinto e Ma-
riano Ribeiro de Freilas, este perlencente ao meio
balalhao do Cear eaquellc ao da Parahiba. Com-
municou-se aos Exms. presidentes das mencionadas
provincias.
Dito. Ao Dr. -befe rio polica, communicando
Icr concedido dous mezes de lirenea. com ordenado,
para ir provincia de Sergipe, ao 2. amanuense.da
secretaria da polica, Carlos Auguslo Aulran da
Malta e Albuquerque, deixando cmscu lugar Pe-
dro Aulran da Malta e Albuquerque Jnior.
Communicou-se Ihesouraria de fazenda.
Dilo. Ao director do arsenal de guerra, para
fofneccr ao rammandanle do 10. balalhao de infan-
taria, para luzes da priso dos guardas naciunaes, o
azeile e fio de algodAo de que trata o pedido junto,
organisando a conla de semelhante despeza, em se-
parado, vislo que lem de ser paga por conta da re-
parlirao da juslica. Communicou-se Ihesouraria
de fazenda.
Dilo. Ao inspector da alfandega, recommen-
dando a expedirn das convenientesordens, para que
a escuna IJndoya saa a cruzar al o Cear, deven-
do locar nos portes intermediarios, e explorar o lil-
toral, bem romo levar seu bordo o capilAo de fra-
sala, Lourenco da Silva Araujo Amazonas, cujas re-
quisres serao satisfeilas dentro de taes lmites.
Ofliciou-sc Ihesouraria de fizcnria para ailianlar
os vencimenlos da guarnrAo da mesma eseuna cor-
respondentes ao prsenle mez.
Dito. Ao inspector da Ihesouraria provincial,
declarando que pode a junta dessa Ihe-onrana acei-
tar a proposta feita por Joaquim Augusto Ferreira
Jacobina para a arrcmalacAo da obra dos 5. li, 7 e
8. landos da estrada do norte, com a declaracAo po-
rcmdescr loda a sua importancia pasa cm apoiiecs
de ronformidade com as clausulas que servem de ba-
se a essa arremalacilo, e de o arrematante admitlir
no Irabalbu os bracos livres que Ihe for possivel.
Dilo."A'cmara municipal de Goianna. intei-
randu-a de que opportunamenle scrfio enviandas
assemblea legislativa provincial as cotilas de sua re-
reita e despeza do anno liuanreiro muniripal do 1
de oul ubru M 1853 ao ultimo de setembro deste an-
no, acnmnanharias dos necessaros documentos, e
hem assim o orramenlo para o anno de 185.518-56,
e a rclarao nominal de seus llovedores.
Portara. Considerando vaso, em vista do que
representa o Dr. chefe de polica, o lugar de sub-
delegado de 2. dislricto da freguezia de SirinhAem,
e nomcando para o dilo lugar ao eiriariao Manoel do
Nasrmenlo Wanderlcy. Communicou-se ao chefe
de polica.
1." seceso. Circular. Ministerio dos negocios
da juslica. Ro de Janeiro em 20 de dezembro de
1854.Illm. c Exm. Sr. S. M. o Imperador bou-
ve por bem, pelo seu imperial decreto n. 1482 A, de
2 deste mez, conceder o tratamenlo de senhoria aos
desembarsadoresdas relacftcs e aos chefes de polica.
O que communico a V. Exc. para sua inlelligcnca
e cxecucAo.
Dos guarde a V. Ex. Jos Thomaz Sabuco de .-/-
raiy'o. Sr. presidente da provincia de Pernam-
bneo.
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernambuco
2 de Janeiro de 1853. Figueircdo.
muilo, o palrAo Snlpieio saldr da grua, onde o se-
nhor Antonio ii'-.ir.t s..... Bem vejo que contavam
rom Victoria para saberem a que ponto o marquez
pode aveniurar-sc as ierras... Solpicio ira directa-
mente a Plnuesiion, e quando vollar Irara comsigo
us dtenlos mil francos em bilbetes de banco, como
se rhamam esses Irapos, que valem mais do que
nuro.
Como sabes isso .' repela machnalmenlc JoAo
Touril.
Se o ninfa grande nAo est debaixo da cama
de minlia madrinha, rnntinuou a Morgalle, Snlpi-
eio Irar os seteccnlos mil francos.
E trevessara a cimrneca?...
Alta noile.
Sosiiiho?...
Salvse o marquez Antonio o for encontrar.
JoAo Tnuiil lomou a Morgalle em seus bracos ro-
biistos. e levantando-a com enUinsiasma, cxrlamou :
Como sabes isso, velhaquinba? Ah velhaqu-
nha. minha flor, como sabes sso''!
O cura esrreveu sua carta no caslello, respon-
da Astrea. Tenho dito sempre a lodos que nAo se
Icr; assim cmqiiauto o cura procurava as obrcias li
a caria.
Tildo isso eslava nclla ?
Nclla eslava quanlo basta para adevinhar ludo
isso.
Oh! disse o curandeiro, parece que acenderam
luz na Grua das (iaivolas.
Com rffeilo um brando reflexo apparecia as bor-
das da feuria.
EslAo esperando, disse a Morgsttc; he lempo
de subir ao pliarol,
Os casar s verdes escarnecern de minhas cal-
cas rolas nos jnellins. tornou o curandeiro anda pre-
ncrupado de suas roturas; son iiiuilo zcloso de mi-
nha roopa, e Resto de vestir com aci. En polle-
ra correr casa,e lomar oulras calcas, que dizes?
Digo que eleve subir em liulia recia i (orre,
JoSTouril... E nAo se esqueca disto: o srande
Rostan f-i a mas nao arbar.i qoem Ib'o empiesle. Daqui a una
h ira, ou a luna o nseia, ha de vollar para a casa...
1110 quera que elle entre l.
Oh oh lembrn-me que a niulher delle esla
para parir. Vieram chamar-me boje, c se nao for
aparl -ja-la, |icrco Ires libras c dez sidos !
O curandeiro fez urna careta, porque a Morgalle
aperlava-lhe o braco com o vigor de um bomem.
NAo quera que elle entre em casa '. repeli el-
la. Ha duas estradas. Sahindo da torre, vosse ira
embuscar-se na cbarneca, emquanlo eu espreilarei
na vereda que alravessa o bosque de Maurepsr.
COMMftNDO DAS ARMAS.
Qnartel do coosmando das armas de Fernam-
bneo, na cidade do Recite, em 3 de Janeiro
de 18SS.
ORDEM DO DIA N. 197.
O coronel rommanriante das armas interino de-
clara para conhecimenlo da guarnirn c fins neces-
saros.
1." Que o governo de S. M. o I., Iiouve por bem
por aviso do ministerio dos negocios da guerra de 4
de dezembro do anuo prximo findo, distribuir pelos
differenlcs corpos do arlilharia do exercito, oa pri-
meiro! lenles da mesma arma promovidos por de-
creto lie 2 do dilo mez, e nessa distribuir liraram
perteuceiirio ao 1. balalhao de arlilharia ap o Sr.
1." lente l-'irmno llerriilauo de Monea Ancora,
e ao 4. dessa ncsmaarma os Srs. primeiros lenles
Francisco Maocl Pereira Fontes, e Candido Filicia-
110 Pereira de Carvalbo.
2. Que por aviso de 12 de dezembro foi mandado
servir no balalhao 13. -lo nfanlaria o Sr. alferes do
l.'da mesma arma, Jeronjmo Al ves da AssumpcAo,
que se achava na corle.
3. finalmente, que por aviso de 21, lambem de
dezembro, se mandou seguir para esla provincia o
Sr. capilAo Leopoldo Auguslo Ferreira, o qual nesta
data fez a sua apresentai;Ao,e entrara no exercicio do
commando da sua respectiva companhia lixa do ca-
vallaria, commauriada interinamente pelo Sr. l-
ente F'rancisco Ilcnrique de Noronha, que entre-
gar o commando com as formalidades que sao d<
eslyllo.
O mesmo coronel commandanle das armas slecla-
ra isualmcnte, que boje contrado novo engaja-
menlo por mais seis annos nos termos rio regula-
mento de qualorzo de dezembro 1852, e decreto n.
1401 deiOdejunho do auno passado, precedendo
inspeceo de saude, o soldado da 4. companhia do
4. balalhAo de arlilharia a pe Joao de Dos, o qual
perceber alm dos vencimenlos que por le Ibes
competrem, o premio de quatro ceios mil rs., pa-
gos na ronformidade do artigo 3. do citado decrelo.e
fiodo o engajamenlo urna data de Ierras de 22,500
bracas quadradas. Desertando, incorrera na perda
das vantagens do premio, e daquellas a que tiver
direilo, sera considerado recrutado, descontando-se
no lempo do engajamenlo o de prisSo em virtude de
sentenca, averbando-se este descont, e a perda da
vaniagens no respectivo (lulo como he de le.
Manoel Muniz Tai-aret.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudantc de
ordens cncarregado do dclalhe.
Esln dito. Bcija-me, velhaquinha, e ale breve-
mente.
Al brevemente, disse a Morgalle beijando-o
duas vezes as faces.
JoAo Touril lomou a vereda quo -suba orochedo
em zisuezasue. Se nAo fura as roturas das calcas,
elle leria holgado de ir aquecer-se um pouco no cor-
po da guarda do cabo. Tinha tratado mais de, um
guarda gratis; porque as autoridades tem sempre
privilegios, e nAo era mal vislo enlre clles ; mas um
homem graduado nunca esl vonlade leudo as cal-
ral furadas.
A Morgalle ficando sosinba na praia assenlou-se,
e abaixou o espolio do capole. Recolhendo-se em
si mesma, ella lanroo a vista no fundo de sua cons-
ciencia sem admirar-se ; pois nAo senta remorsos :
o que quera pareria-llie diflicil, mas nAo crimino-
so. Quando milo poderiamos dizer, que tinha a
tristeza solemne dos capitaes na hora que precede
balalba.
Era um roracao de bronze. O fogo ahranda, c
funde os nielaos; a paxAo nAo tinha locado esse
bronze.
Astrea s lnba orna paixao, desojo vago, mas im-
menso, aspiraco desordenada para o desconhecido.
Ella no tinha nenhum conhecimenlo das socie-
dades.
Ha raparisas do campo que adevinhain Pars.
Veeni atravez rie seossonhos nAo sei que festa pro
diciosa. festim de Ballhasar nos jardins de Armida,
um rio de ouro, foguetes rie diamantes laucando so-
bre o velludo a mullidaude suas faiscas, ebriedades
deliciosas, desordena rie sorriso, orsias de exlases ;
emlim seu cerebro cra o impossivel, e quando veem
Paris, o verriadeiro Paris, ajoelfanvse oanle rio do-
lo e cxrlamam : Nossos sonhos eram nada !
Aquelles ou aquellas que encaran lo Pars sem ad-
niiiaraodizem: Ilesa isso.' sAo grandes probidades
011 eslupldezas colossaes.
As glandes probidades sao raras, e a Providencia
multiplica as oulras. para qoe o universo inleiro
nao tenha enlulhar Paris, o que incommodaria os
Parisienses predcsliuados.
Os ursos l.i ancos vivem desgostosos enlre os trpi-
cos, as |iobres caigas unas treinem o morrem rie fro
na Russia. Caria ente lem seu meio para respirar
yonlarie: seu clima. Deisanrio de parl.e a multidAo
inerte, que be una musa assim como a calraria, o
asphallo, ou o macadam, nina cousa sobre que se
anda, Paris sii he bom para os crnnd.es virios ou
para as grande! virtudes. Os grandes vicios ah pros-
peram, as altas virtudes ah crescem.
Os que devem viver em Pars, o reronhecem pri-
meira vista. Quando chegam pela primeira vez aiu-
EXTERIOR.
Repblica do Paraguay.
QuestAo Hopkius.
Hesposta do Sr. Ilopkins
Consulado Americano na Repblica do Paraguay.
AssumpcAo 16 de agosto de 1834. Ao Sr. ministro
secretario de estado interino de relaroes exterio-
res da Repblica do Uruguav D." Jos Fal-
tn.
da que seja de mil leguas, senlem que qualqucr ou-
lro lugar seria o desterro ; aqui be a patria.
NAo a patria onde se nasce ; mas a patria onde se
vive de solfrimentos dobrados e de alegras exalta-
das, o campo das febres e das balalhas.
Essas raparigas de dezolo annos cstAo l bem Ion-
ge escondidas debaixo do colmo, com os hombros co-
berlos de hurel, seus ps dansam em sapalos mui
grandes. Urnas tem a alma bella como o corpa ; ou-
lras ha. ruja autopsia moral Hilaria um emigres-
so de diplmalas. Vero a Paris, seu centro c seu po-
lo em carreta ou a pe; viriam al de cabeca para
baixo. Sao a mazella e o lustre de Paris, o qual a-
ma-as, e abandona por ellas suas prnprias lidias.
Todava no longo caminho, que conriuz da aldeia
grande cidade, essas amazonas (roperam s vezes
nos bancos do jury, (he a sorle) fazcm empallideccr
os juradas, e tremer o auditorio. O tribunal (fga-
se quf rendo sondar esses abysmos sera fundo.
A prisAo canha, Paris perde. Quando eu era ad-
vocado de dezenove anuos,, vi munstros de belleza e
rie enseuho.
A Morgatte dizia romsigo :
Se eu tivesse rresculo cm companhia de mi-
nha mAi, teria aprendido a amar, e seria traca co-
mo as nutras. As lidias do Grande Oirvalho sAo fe-
lizes, porque nAo conheceram as mais.
E cruzando os bracos, eslendeu-se Isobre o roche-
do, como se fosse um maciu tapete, murmurando:
Em Paris, quando eu tur bem rica, lalvez a-
marei !
O vento leste bavia varrido o reo, vasos elarOea
rnhiam do firmamento ondea vis lctea passava co-
mo um largo cinto sobre as profndete* do atul se-
meado de ouro. Ter-se-hia ilislinsuido o desenlio
firme e altivo do ror.li, rie Astrea, cujas linfas la-
vara cm repouso. l'm sorriso sereno biinrava-lhe em
lomo dos labios.
Depois (dizentos islo' para aquelles que eo-lnmam
lachar rie InveroSimes as colisas que nao rnnhieio .
ilepois ellas lornam-e miilberes. (I que be assusla-
rior as assosta, o que he afTectuoso ap.Tta-lhes o ro-
racAo, e as faz estremecer.
Aos dezoito anuos, so ainda. meninas, csaoj
demonios. A ignorancia he inflexivcl, como a expe-
riencia endurecida: imbaa poriem sorrir ao iidiino
momento. De lorias as nios que lem una arma, as
suas sao mais terriveis.
O curandeiro baleu blandamente i porla da sala
inferior da torre, e disse :
Sou cu Joao Touril, da aldeia de Plouesnon.
Oh! oh! he Bislouri! exclamaran! alguna
suardas.
E urna voz perguntou :
Que quer a eslas horas, vizinho Bislouri'!
Havendu a nota de V. S., rie 5 rio corrente. dalo
conheeiineulii do -alisfaelorio castiga do Roldado
Slvero. pelo ultraje fallo na pessna do Sr. Clemen-
te E. Ilopkins.'cidariAo americano, com a segaran-
cade que a correspondencia que o originen seria pu-
blicada no Semanario, ella leria passado sem mais
resposla da parle do ahaixo assignado, se nao fosse
recorrer-sc a nina allesacao especial, baseada em
leslemuuhas incriveis, para defender um arlo insus-
Icntavel, sesiiiu lo-se varias paginas de alaques pes-
soaes de nature/a a mais insullanle, dirigidos ao
ahaixo assisnado, alsuiis dellea inteirainente falsos.
c oulro* mutilados e desfigura los rom premeditada
malicia, de modo que diflicil seria acreditar que va
exi-tir um semelhante documento nos aniiaes da di-
plomacia !
Sem embargo, o abaixn assignado leve a honra de
dirigir V. S. as secuintes proponas, que foram en-
tregues s 3 .'. horas da larde do sita 7 do cor-
rele :
a O ahaixo assignado, cnsul dos Estados-Unidos,
leve a honra de recobcr a nota de V. S. com data Ue
5 do corrente:
Depois de urna pausada c esmerada ronsidera-
cAo do sen conteudo durante dous das, veo a re-
solver que ,1 sua extrema evlenso, evanedade de
pontos em que loca, imperiosamente exisem una
rathesorca resposla do ahaixo a-sisuadOjdarin o ca-
so deque a riia nota nAo seja por V. S. retirada.
o Tambera permittr mencionar a V. S.. afim de
que a cada parle fique toda a possihilidade rie ter-
minar esla correspondencia de um modo que seja a-
muovel que se limitar a uina simples puhlicacao,
sob a forma de uina ordem militar, do castigo do
soldado Slvero.
o Tem, pois, a honra, em proca sincera de sua
moderarii' "e de seus desejos amigaveis de propor
que V. S. mande fazer a ptihlicacAo citada, e se sir-
va retirara dita ola de ,5 de agosto, assim romo o
ahaixo assignado far.i oulro lano com a presente.
O ahaixo assignado aproveita esla occasiao pa-
ra renovar, ele., ote.
Porm V. S.jiilgnu 11A0 dever apreciaros amigar
veis offerecimenlosdo abaixo assignado, como cla-
ramente o Diestra a publicacAo feila no >emaiMr<(.
s 5 horas da tarde do dia 7 do corrente da corres-
pondencia anterior, e a liaguagem da resposla ,|e V.
S. de9 do corrente : acha-sc, pois, duplamente jus-
tificada a segninle resposla.
Em primeiro lugar he conveniente que V. S.
lonheca que o leslemunlio rie um reo acensado e
convicto junto ao de dous ou Ires individuos pede*
que por sua posirao na socicriade nao tivram a
educarlo moral e intelleclual dos que Ihe sAo ii|h
poslos. e que nflo gozam da replalo de seus tilos
antecedentes, nunca ser aceito pelo ahaixo assigna-
do como satisfactorio para o governo americano pa-
ra prnvar a fallade verdade atiesada mm tanta fre-
quenria e falla de delicadeza na nota de V.S. nAos
conlra D. Clemente E. Hopkius c M. Guillemol,
mas tamhem conlra o abaixo assignado, unicu repre-
sentante lo dito governo que reside neste paiz.
A maravilhosa exaclid.t.i das derlaracoes desla'
quatro Icsleinuiihas. al na* mesmas palvras. nAo
he oseu ras.'o menos nolavel, c por cerlo que sera
alguna cousa de muilo novo nos annaes judiciaes
de qualquer oulro paiz debaixo rio sol. Parecem
ler sido arrancadas por percnnlas susseslivas que
ro se tolerara era sia jurisprudencia durante um
exame, especialmenteq .nido nao se achava prsen-
le pesaos alguma para representar parte oppost.
Para evitar repelccs rie extrema extenrao da
nota de V.S., permita que suas serenes sejam nu-
meradas para -qorileuar as resposla-.
Basta o que tica dito para responder s seis pr
niciras eeceoes. Cfatamos a stima em que V. S.
convida o abaixo assisi.ario a renuihecer qV o Sr.
D. Clemente c sua prenla nflo pndem ser testemu-
nhas contra a pessna guc os ultrajan. Pilo conlra-
rio, a* leis americanas determinan] que, no caso de
ataque c as-ulio como irriiibilavcluiente este he, a
peesoa ollendida o seus eompanheiros r.nistituam o
lesternunho primario, o mais alto e tnelhor que qual-
quer causa admiti.
V. S. qualifca rie sorprendente novriaile ter o
abaixo assignado lomado declararao juramentada i
inesm 1 Guilleii'ot sem cousenlimento de seu mari-
do. Sorprendente novidade |causou semelhanle
opiniAo ao ahaixo assisnado, que nAo tem a menor
pretcneao de exercer autori.larie alguma sobre a rii-
lascnhnra. Elle iiileiramenle ignora rom cine au-
lordadeV. S. emilte semelhante opiniao, 011 com
que direito as leis americanas ou fiancezas pode o
marido impedir quo sua mulher sirva de leslcinu-
nlia quando presencia ultrajes ou crimes. Nem lao
pouco comprehendo porque sjslema de raciocinio V.
S. adrede esqueccu a palavr voluntariamente
expressamente posta na declararlo da mesma Guil-
lemol, para provar que o cnsul* americano nAo po-
de ler autoridade para compellir .i sua presenca a
esposa de um agente j subdito fraucez.
Emquanlo s formulas dos domnenlos que ema-
nam deste consulado, fique V. S. urna vez por tod?s
saliendo, que s daquellas que as leis e costantes a-
iiiencanes sanecionam, se podem usar. Quanto ao
que he relativo ao seu descansando na inleyer-
rma justificacSt do gocerno da repblica, e urna
simples exposiio verdadeira -do caso o abaixo
assignado simplesmenle dir que est Innge de riese-
jar toda a correspondencia que se possa evitar. Com
esto fim pessoalinenle referi este negocio ao Sr. pre-
sidente da repblica, pedindo-lh Mensa eccasISojns-
li;a e satisfarAo. Nunca suiliou que uina violacAu
da disciplina e da ordem por um soldado raso q'ue
em qualquer oulro paiz o seu commandanle, para
salvar sua repularao, se teria apressado em Castigar
a primeira qucixa. se converleria cm um negocio de
eslado. Assim o resolveu S. Exc. c assim ha de ir
al o fim. Quanlo ao mais, compele ao governo pa-
raguayo resolver se o ahaixo assisnado descansa ou
nAo devidaineule tiosenlimenlo de juslica daquelle.
V. S. queixa-se dos actos do abaixo assignado pa-
ra com o soldado Surero, e se admira de que seu
irmAo nao des-e Iranquillamenlc parle da ana con-
duela polica, c accrescenta que osestrangeiros nao
vieram ao Paraguay para dar esemplas de iusubor-
dinacAo.
OscidadAos americanos nao cstAo acoslumados a
levar |iranrhadas, e ficar humildemente com ellas.
Aquello que assim fizer, pouca probahlidarie de res-
peito c protecrAo ter da parte de seus conciriadaos
no do seu governo. A conduela do ahaixo assisna-
do, ainda como V.S. a aprsenla, est suhmeliida
sem temor algum ao juizo do seu governo, como um
modelo de moderaeao em rircumslancias de tao ul-
trajantes insultos. Se seu irmAo eslivesse armado na
: -i o, em .p.e leven a pranch.da, se leria vi-tojus-1 mes detestaveis o nieram temer pela eaoaa da
teauoanie o mundo emlisado, c seria defendido lidade, do progresso, edo* inleresses dos ci
do seu Enverne se hvesse eoleudidd morlo a seus: americanos a seu cargo. (11
acc
til
pe
ps o soldado", e ceilauciite que depois de ler rete-
nido sobre sua pes-oa a prova ria h >a condurla da-
mora -
cidad.ios
Nem se quer pedio rasliso corporal sen.io para os
meninas empresarios na fabrica de charnlos, e nao
......... -.--.u. .... !. ((.? B IIIIUI<.il quedes a quem o governo paraguay, perinille Ira-' para us caixeiro. como V. S. se compraz t r ai 111 is. que consol, raram a honra, e laKez a vi- Tamhem he diflicil uber como pode V. S.
ila de um cidadAo americano doentio de menos cou-
seqnencia que a disperso, de urna botado perttmten-
leao gocerno paraguayo, seacha plenamente ins-
liflcado por Ira/er armas, c as tr.iz por ordem rio
ahaixo assisnado.
Depois riest.is observaees o abaixo assignado pas-
sa a parle pe.soal di.....la rie V. S.. a qual he de 111,1
carcter anula mais nolavel do que quanlo precede ;
e lenha-se presente que bavendo V. S. consignado
semelhanles injurias em urna nota .liplomatca en-
Iregnel nnbliciriarie rio mundo, esta be a nica ex-
cusa que pode desculpar o aluno assignado de res-
ponder a dita ola pelo mesmo mudo.
- as sccroe de 16 e 17 amargamente se qucixa
V. S. de que o abaixo assignado nao se apresen!,1.-
se ao chefe do departamento de Santo Antonio,
onde tem su, residencia de campo; que o man-..
do chamar por um escravo, tralou- com rie-1 de sent sejam to adverso* ao .
scalo e neson-lbco direito de contrariar as or-
dens quo o ahaixo assisnado den ao feitor do seu es-
labelecimenlo. Que t i'iihein mandou pedir ao Sr.
chefe rie polica delta cidade peoes para varrer a fa-
brica de charnlos da companhia de navegaran dos
Estados-Unidos o Paraguay, e que por Ihe lerin sido
recusados deixou de corresponder aos cumprimentos
que Ihs dirigi as ras.
Primeramente oformarei a V. S. de que os
aceules dos Estados-L'nilos, romo os de qualqucr
oulra naci, nao coslumam apresenlar-se s auto-
ridades policiaes da sua residencia. Revestidos de
um carcter publico, seos movimenlos sAo lainl.oin
de urna natureza publica e notoria.
O abaixo assignado convencido ria dgnidade que
Ihe lie inherente, nunca consentir na sua minsua.
As relacoes de mutua benevolencia que sempre
tem existido entre as primeiras autoridades do de-
partamento de Santo Antonio e o abaixo assigna-
do, nAo lem exigido a exorbitante deferencia que
V. S. qaer exisir agora. O diere e*tava na praia
em frente da casa. O abaixo assisnado mandou um
escravo do seu servico pedir-lhe qoe se aproxi-
mas-e aocercado, e o abaixo assignado fo a seu
enconlro e a conversarlo assim leve tusar com o
ceceado de permein. Naturalmente o abaixo assig-
nado nao conviden o chefe para que se sejMasae na
coica. Demasiada* vezes lem estado na casa do
ahaixo assignado para poder quexar-se da mancra
por que nella era recebdo. O abaixo assignado
disse-lhe que nao permidiiia que as autoridades
do paiz interviessem enlre elle e seus criados era
nesocios privados. V. S. pode ficar certo de que
sempre sustentare! o qu.- asora Ihe riiso. Porque
he bem certo que nenhum homem razuavel se n-
Iromedera com as autoridades do paiz em que re-
side com carcter publico ou sem elle, em> quanlo
ellas souberem conservar-te nos limite reeonheci-
dos pela le universal. t> abaUo assigoade mandou
corlar alguna ramos em Ierras rie sua reconheriil.i
propredsde, e a ninguem prejudirou por esse fado.
Devem aeaso as autoridades castigar o criado por
obedecer a seu amo em ura acto como este"! EnlAo
lambem se poda dizer que ellas fixarAo as hers
em que o abaixo assignado leve comer,
A informaran dada pelo chore de polica he plena
e cathegoricaraenle falsa. Parece suppor quo he
parle dos deveres do abaixo assisnado cuidar em
quescvarr.ia fabrica rio charutos da romp nina
de iiavegaco dos Eslarins-Iindos e Paraguaj ?
O dilo Sr. chefaria polica provavclmenle* foi vic-
tima de alsuma graca pegada. Nao se lembr.i o
abana assisnado de ler-se encontrado rom o dilo
chefe na ru.i desde que rollan de Buenos -A\ res.
Nunca sabe .< capital senAo para seus negocios;
o tem cnlAo o costme de olhar direilo para diante,
sem deixar por isso ,|e corlezinenle corresponder aos
cumprimentos que se Ihe fazera sem excepcao pela
condicao do inilividiio.
SeccAo 18..Menciona um acto de inadverten-
cia do abaixo assisnado por icr-se apresenlado com
um peqneuo chicote diaule de S. Exc. o Sr. presi-
dente. Acontecen jslo pela maniAa bstanle cedo,
em que o mandou chamar a loda a pressa para
negocios mcrcanlns. e quando estaxa despachando
o vapor Fanny. Escusas foram debidamente feilas
na mesma occasiao. e s se levou o chiclo na mAo
.10 concluir-se esta inlervisla que durou 15 ou 20
minutos.
Quanto ao mais, o abaixo assignado bastante lem
pessoalmeule Iralado com presidentes, ministros e
oulros empresa los de dilTcrenles governos para nAo
necesslar de urna hcaode urhanidade c vestuario
dada por V. S. Ela be a primeira vez que se v ac-
ensado de urna falla de deferencia; e de conducta
propria de seinelbanles rircum'slancias. Basta rii/eV
que nunca rieixou de manifestar o rievrio respeito
e rivildade a lorias as autoridades deste.paiz ; e era
lodo o lempo, romo espera continuar, sem que ja-
mis tivesse com ellas a menor difliculdado, mas
nunca consentir cm transigir rom os deveres de
una conducta varonil e nina independencia de
carcter que destingnem os seus compatriotas, e
que lambem a su posirao exige, particularmente
com o fim de es-ravisar a sua reputacAo e a sua
inlelligencia para ceder a preteuces exagerada.
as secedles de 111 c 20, V. S. excedeu-se al ap
ponto de fazer observarf.es sobre a conduela c
relacoes do ahaixo assisnado com os sens proprlo-
roncidadaos. Teria parecido ao menos mi* diplo-
mtico que V. S. consiriera-se que narii tinha em
que o ahaixo assignado aceilasse ou nao o convite
para visitar um navio de suerra americano, Nem
lao ponco tinha de inlromeder-se o abaixo assig-
nado com a aceitaran do; demais consoles nesla
ciria.le.
Chamo-mc Jo3o Touril. replicn o curandeiro
seriamente, assim como Vmc. lem nome de Pedro
Gandeau. Se alguem quizesse, furia l'rcandeau de
Pedro Gandeau, bem como Bislouri de Joao Tou-
ril... Abra-me a porla.
Os guardas desataran! a rir.
Ei-a! disseram muilas vezes, Fricandcau va
abrir a porla a Bislouri.
Esses mandries ssabem zomhar da gente!
dizia comsigo o curandeiro. Aposto que bao de re-
parar-me logo nos joelhos !
He para negocio do servico? pergonlou Pedro
Gandeau antes de abrir.
Sim, he para negocio do servico... Procurarci
por o chapeo diaule das roturas.
A porta ui.issira syrou sobre seus gonzos, ejn.io
Tonril enlrou cobriudo, o melhor que poda, os joe-
lhos com o chapeo.
Tenham boa noile ossenhores lodos, disse elle.
O vento est fresco, a chuva passou, leremos bom
lempo; salvse lomar a corromper-se, quando a
mar encher.
Ilavia nina meia duzia de casacas verdes em lor-
no da grande rhamin, onde arda um fogo alimen-
tado com os fragmentos reinadora, que as ondas
lanc,am sobre .1 praia. JoAo Touril fui convidado a
as*entar-se cm um banco.
Era um corpo de suarda com larimba de campa-
nha e rabldc para as armas.
EnlAo, compadre Touril, disse Pe IroGaiiricau.
que era o rabo, nao quer que o rhamem Bistonrir'
Vmc. (icaria lisongeado se o rhamassem Fri-
candeau '.' Cada um lem o seu nome..... que ha de
novo \>
He a Vmc. que se pergunla isso, respondeu o
sargento que commandava o posto.
Eulre nos, di-se o curandeiro tirando o ca-
chimbo, i. trigo neeessila de bom lempo.
Scnlia-so nene posto da alfandcga un excedente
rbeiro de fumo de contrabando. O sargento otlcre-
ceunacaixa, rujo eonledo nada IhecnsteTa, t
Joao Touril procuron encher o cachimbo sem soltar
o chapeo protector da dignidade de seus joelhos.
l'oiiba esse chapeo sobre a cabera., disse Pedro
Gandeau.
Oh I nao, responden vivamente o curandeiro.
Os guardas quizaran) violntalo por potidez; mas
ello d-.'feudeu-sc com bom socces*0,
Que fumo excedente! ds-e elle entre duas
baforadas. Veo do Reguin .'
Nao, veo ria l'lie, que levara um earrega-
mento por prero nao man.
Se eu fosse ainda nio^o, me empregaria cerla-
menle na alfanriesa..... O capilAo Moran esta por
aqui ?
as serenes 21, 22, 23 e 2t, V. S. vitupera o a-
baixo assignado pelo tratamenlo e salario do* pees
rie Santo Antonio e fabrica de charutos, voluntaria-
mente disligurando a verdade, e preleudendn oppdr
o dito de umi porfo de indios embrutecidos e vi-
ciosos ao do ahaixo assignado.
O odio ao (rabalha, e apego .10 virio nessa rlasse
de gente que o abaixo Resignada leve de contratar
para continuar seus trabadlos no Paraguay, sao lac-
ios bstanle notorios em lodo o paiz e na* repbli-
cas vizinbas para dar lugar explicacAo dos de-gos-
los e difliculriades constantes, contra as quaes a ho-
nesta perseveranca do abaixo assignado lem conti-
nuado a lular. Se pedio castigos, s foi quando urna
lonsa serie de impunidades nos seus usos e costu-
auimar-
-e a ri.licularisar o abaixo assisnado relativamente
ao misera el alario de tres pesos mnisaes aos pesie,
riesrontaiirio-lhe dous mezes por causas acciden-
taos. Se nesla capital existe um lacle ma< notorio
do que oulros, he o de haver sempre o ahaixo a#-
isnado pago aos srns empre.-.i I.- te todas as ra
ses com mais ponlualiriarie do qoe nenhnm ouim
nesla Ierra e at boje. De n>\o se v \. S. acensa-
do de mutilar soas asser^^s. \mh que os pees,
alm do seu salario de Ires peso, s", sempre ^us
tentados. O Tacto de descontar -1 reae* par dia Ui
una convenci verbal e especial enlre S. Exc...
Sr. presidente e o abaixo aasiguario para ambo* *
eslaltelerimenlos de Sanio Antonio e fabrica de cha-
rnlos, e isso como um ensaio inlioilnsMii para im-
pedir as frequenles ausencias sem licenra. poique
ellas fazem que os roslumes vagabundos dea cla-e
1 -eu p-oprio liem es-
lar como i seguranza das Iransaecesi inerranKs.
lie cousa nova para o abaixn assisnado sorpren-
der a \ S. no acto de animar nos que venia esta
Ierra para liiLr rom riiflicublade como e-las. pe
posto de recebar una nata romo a que se esta re*-
poiidenrin, procurando nella defender habito, con-
trarios propria orsanis.,c;,n da s .rieriade. renii
leeendo os que se aprcseolam na brecha para cor-
rigi-los. (>)
Podi suppor-se que tinharaos rhesado ; ao cu-
mulo da lgica e subHbsa'.de V. S. : perece! nAo
he a-sim ; porque na sercao 25 da sua nota Irala
V. S. de privar, ao absixo assignado da sua reputa-
cAo, bem duramente adquirida, de haver sustenta-
do a causa da Repblica do Paraguas durante an-
nos. erara a mais nesra iearalidae diz que nflo le-
ve lal missao : que nada sabe de sen* estere**, me-
nos talvez a mera puhlicacao de um papel sobre seu*
producios, no que nao fo o primeiro nem o ulti-
mo.
Islo excede a quanlo o baixo assignado poda
esperar do mais maligno dos seus inimiso. e por
urna vez Ihe faz saber qual o merecimenlu que aos
odios de V. S. tem urna condurla hpnrosa e con<-
cenciosa. Acaso paSM por nad a miu. especial
do abaixo assisnado a este paiz em 1845, seus ser-
viros voluntario*, suas viacens a Biienos-Ayres que
0 inimisaram cora Rosas, e al com os empresario*
do sen propro governo, porque julzava cm mu
1 o- ienria que o* direitos da independencia e da
naiesacAo par.iguava, abandonado* e sem amigo*,
raziara sua colisa santa e jnst Parece qoe ludo
isto ficon esquecido.
{Correin Mercantil do Rio.,/
BATALHA DO DIA 5 DE NOVEMBRO DE MU.
Acampamento diente de Sebastopol. 5 de no-
vembro de 1854.
liava cbovido quasi iiicr.-antemenle na noile
antecedente, c a madrugada nAo promedia a cesu-
rAo das torrente* de agua que linhan cabido doran-
te Ji horas. Espes-o nevoeiro^descera sobre as al-
lurase robria o valle de lnkerman. Os niqueles
dos postas avancados tinbam as armas inleiraminle
molha las, apezar de lorias as precancOes ; e nao era
muilo rie admirar que alcnns soldado* nao estives-
sem tao vigilantes como rieviam estar as vdelas
dianle do inimigo, pois nAo deve c-qucccr que o
nosso pequeo exercito esl quisi estafado rom Ira-
balhos inressanles. e que os piquetes sAo eeeapotlua
muilas vezes de soldados que liverana apenas um
pequeo descanso dos Irabalhos das trincheiras nu
do servieo do regiment.
A neblina e a chuva eram la espessas quan.lo
rompen o dia que nada se poda avistar a mais de
dua*jardas de dislanria. As 4 horas o laque dos
sinos das igrejasde Sebastopol snava tristemente,
alravcs do ar fro da noile, mas essa occurrencia li-
nha-K dado lanas veres que nao nos mcrccco miior
atlenrao.
He rerdade qoe durante a noile o sargento de oa
piquete das lnhas avancadas da divisan liseira on-
vio rodar no valle em direeran as posiroes da col-
lina, e assim o parlicipoaachujar Rutnburg ; mas
suppoz-se que esse rodar prorinba da pasaacem algum carro de munic.es qoe a para Sebastopol
pelaeslrada de Inkennann. Ninguem suspeiloa
nem por um momelo que mansas enormes de Ru*-
sossubiam pelas ingremes encoslas das alteras que
dominamo ralle de lnkerman no flanco aberlo da
2." divisAo.
All ludo era segoranca e repouso. As lropas,dnr-
minilo, eslavam bem longo de pensar que ura ini-
migo subll, incai-.savel, trazia urna arlilharia
prompla a jogar sobre o seu acampamento ao roes-
per do da.
eve-se observar qoe sir de I.acy Evans tinha
notado navia nimio lempo a nonea segoranca desta
parle da nossa posirao. o qoe por vezes o mostrara
aquelles cujo dever era preserva-la dos pongo que
nos aineacsvam. Era o nico terreno em qoe esla-
vamos a eorpreza, porque srande numere de bar-
rancos e de aspreusdo terreno no declive da c,di-
na para o vallecooduzem ao runo do ledo em que
se apoiava o noesu flanco direito, sem arlilharia,
Irinchetra, abatizes on defezas de qualquer especie.
I odosjreconlieciam a verdade das represcnlace*
riiriedasa autoridades sobre este ponto : mas a
indolencia ou um senlimenlo de falsa sesuranri. e
una excessiva eonlianea cooduzio indifferenea e a
procra-liiiafao.
Esl em Saim Malo.
E o lente Gerand ?
Cruzando no patacho.
Ah! exclamou JoAo Touril, he o lenle que
anda no patacho'*
Os guardas pozeram-se a rr.
Ilavia milito lempo, disse Gandeau piscando
os ollios, que o lenle nao tinha visto sua moca,
que mora em Dinarl.
Bem 1 bem!... Por issoeu dizia comiso...
Que Vmc. enconlrou-o '.'
E o segundo lenle Rouaix ? conlinuoo o
curandeiro em vez de responder.
Est dormiudo.
EnlAo, meus amigos, riisse JoAo Touril tirando
o cachimbo da horca, he misler ir acorda-lo.
Os guardas encararan! -se pergunlanrio
He alsuma cousa srave '.'
Sem duvida! responden o curandeiro.
Foram acordar o joven ndcial, o qual deseen com
mo humor. JoAo Touril levanloii-sc sem incomnio-
dar o chapeo, saudoii-o dignamente*, e riisse :
Senhor lente, desculpe-me! O dever de to-
rio o bom eidadao be vigiar a fazenda, para que o
governo nAo fique no cmharaco...
EnlAo nao se Irala de fraude'.' inlerrompeu o
lenle Kouaix.
Pei.loe-me, trata-sede ludo. N3o nasc hon-
teni. o bem sei oque be fallar. Quera esta na minha
posicAo trata os pobres as-an como os ricos"? A -o->
niiura marquesa va relirar-se deste mundo, e eu a
ha pouco ao Trrguz visitar a Mino i. a qual nunca
pagou-mo 11111 dinheiro pelo meu Irahallin. No ca-
minho vi oque o senhor leria desojado ver; Ires
bellee rapares que deeembarcavara lio .la Escoria e
rendasen! Roche Guxotte.
Anda he lempo de apanb-loj? persunlou o
lente.
lio sempre lempo de tentar, ineu offl lal;
mas foi no mez de mareo rio auno passado que fo-
ram merlos os Ires guardas..... Vi lambem nutra
cousa.
Acur.lem lulos! orden.ni o joven oflicial; to-
ini'tn as armas !
Foi por e.....Ura cousa que fique! admirado,
quando me dieram que o tllenle Geiaud esteva
no patacho. Se o lenle hauvesee estado a bordo,
o peladlo 11.10 le lena deixado engaar pela ap|ia-
rencia.
Que apparenra, senhor Touril*
Oh o patacho corra com vento cm popa co-
mo um navio exceden!.' que be, c fallavamlhe tres
minuto* para rahr sobro o barco dos coutraluii-
di-las. Cheguei borda do rchelo pura veriso ;
mas debaixo de mira urna voz grilou tortemente :
(1) (ola do Semanario. 1 Alerta Paraguavns!rmm
este requinte de insulto a honra nacional'. Ihili-
eilincnte se poderia crer na pos-ioildadc de dar ara
igual documento aos annaes da diplomacia.
(2) (Nota do Semanario. Com o chicle aa man.
c. leria
Oh! do patacho! > a-sim romo Vmc leria pasu-
do rater, senhor Rooaix. porque lem um peilo sali-
do. O patacho perguntou : -Quera falla ? O l-
enle do poslo respondeu o paute, o qoal enlrou a
conversar cora dcsembraco, e tanto fez que o pa-
tacho vollou para ir procurar os contrabandistas atrs
de Saim Cas!.
O tenenle proferio urna praga, segundo a eireums-
lancia.
0 senhor comprehende qoe en nao pedia dizer
una palavra. coulinuou o ruraudeiro. Os palileses-
tavam armados at aos denles.
Tornera seus lugares '. ordenan o oflicial.
Toda a guarda eslava debaixo de arma*.
Hava com eiles alguem do lugar "! lomon o
lenle.
Oh a noile est escara...e a rlaririide do pha-
rol nao penetra entre os rocho lo*...Somenle posso di-
zer-lhe que desconfi rio pastor Sulpicioede Tolo
Giei|uel, a vil crealura.
O lenle chegou-se a Joan touril. c disse-lhe em
voz haixa :
No caslello donde Vmc. sabio asora, nao se fal-
la do joven marque/. Antonio J
Oh] exclamou o ruraudeiro, nAo lhc ani.un-
cei iss .' o pobre Amonio he merlo.
Tirou da alcibeira sem en-ominodar o chapeo a
caria do pairan Sulpino que Astrea Ihe confiara, c
emquanlo Rouaix lia. arrrescenloii :
Eis o grande tolo de ito-lan que xai andar de
ciriuageiii !...A pequea Victoria be senlil. -enlior
Rouaix, va poaseiar para o lado da rasa, ella e a ir-
niaa sao as tnicas horricir.as.
O poslo foi ilividi lo em d.ias palrulhas, e liraram
quatro homensde suarda. O sargenlo leve nma | a-
I: illia. e o lenle a outra. J0.I0 Touril foi convi-
dado para sentir rie guia ; mas rispondeu :
Tepho dous doenles une me esperan, um jun-
io ria rharneca perlo rie Saim Casi entro em Ploues-
non. S' fo.scm rices, en d.ria que ha |eni|K : roas
devora aos infelizes. Rom successo roen l-
enle.
Ohrsado pelo aviso, hei de mencinalo no
raen relalorio.
Boa imite, bo noile. compadre Ristoori !
As duas palrulhas descerara a cliarneca sem fazer
rumor.
Todava hllei a verdade a respette do pata-
cho, disse comsigo o curandeiro, nao jmsso nunca
mentir !
Depois accrcscenlou esfregaudo a barba rom ar vic-
torioso :
Felizmente uo repararam nos meus joelhos !
( Con(iNHar-se-fa.)
J
MiiTimnn


y
DIARIO DE PERNAMBLO, QUINTA FEIRI 4 DE JANEIRO DE 1855.
Lev iiiIoii-m; sobre o lalucle que domina .1 leste o
valle le lukcrinan urna Itiocheira cum saceos ile
rea, cosles o fachinas ; mas na se monlou alli
arllnria alguma porque ir tic l.acj Evans pensuii
que (I las peras em semelhanle poi(So sem, rienliu-
ma ni ra para sustenta-las s serviriam para culli-
dor o inimigo ,\ loma-las.
Na accilo de 6 de mililitro o inimigo experimen-
lnu a- wat Curcas quasi no mesmo lugar por elle
escollado ella macha i. Podemos dizer agora que
nada mais quena entilo do que fazer um roconhe-
cimoi lo em forra, e que esperava reforros para as-
saltar a posirao onde era mais vulneravel e onde
rom i Luin.i cerleza podia contar o inimigo com 09
etFf il..* le ana surpreza em um acampamento ador-
mecido ii'unia manli.'i.i de invern.
Ai ida que as disposicoCt de sir l.ary Eran* para
repetir aquella sortida fossem declaradas por lord
Ragln 13o perfeitas que nao podiam deixar de ser
bem sucedidas, era evidente que una forca inaior
do que a que mandaran) os Rnssus nessa occasio o
Icria olirigado a abandonar o campo, ou a defender
o terreno com o auxilio das oulra* divisos do exer-
rilo. E todavia nada se fez '. Grande responsabi-
lidaile pesa sobro aquelles cuja negligencia deu lu-
gar a que o inimigo nos atacasse onde eslavamos
menos propinados para rccebe-lo, e cuja indifleren-
<:a llies fezdesprezar precaurOes que tomadas em
lempo leriam salvado militas vidas e triplicado a
penla do inimigo se ella livesse lido a audacia de
lar ar-nus pela retaguarda das nossas trincheiras.
>So temos motivo de regozijar-nos ; temos pelo
contrario muito que deplorar na batalha de Inter-
ina i. Derrotamos o inimigo, he verdade, mas
11.I1 adianlamos um passo para a cidadella de Se-
bastopol.
Abalemos, humilhamos e derrotamos um inimi-
go forte pelo seu numero, seu fanatismo, pela sua
le acidarte, pela sua coragem e Horneada, pela pre-
serva dos f'llios dai|uelleque lies tem em conla de
vire regente de Dos na Ierra ; mas soOremos urna
pe da horrivel, e nao estamos em posi^o de perder
geile.
V Inglaterra deve mandar-nos osseus lillios, deve
ser prodiga delles, como tem sido do seu dinheiroe
das suas naos, da mesma maneira que elles tem li-
as orden de sir Coln f.ampbefl em Balaklava. Es-
las magnificas tropas rom a inaior rapidez c ardor
Miar un para a frente direila da M diviso e Imna-
rnm o cuno da* tollinas, ande se arliavain duas co-
lumnas ile Russos.
A :l." divisao, as ordens de sir Richard England,
ficou de reserva, mas urna porra.) delta forca, com-
post-a do regiment SO e parlo do 2i o do 4." empe-
nhou-se depois na peleja.
Comecoa entilo a lula mais sauguinole na de to-
das quantas tem havido desdo que a guerra assola
o mundo. Os historiadores militares duvdarAo de
que os inimigo* pudessem resistir a urna carga de
baioneta, mas aqu a baioneta foi nimias vezes a
nica armn em pregada em combate* do carcter
mais obstinado e mais destruidor. Acreditavaraos
que nenlium ioimigo podia resistir ao soldado inglez
armado de baioneta, e que somenle cm Maida he
que o inimigo cruzava baioneta* com elle ; mas na
batallia de Inkerman nAo smente carregamos em
Mu, n.l i somenle furam sustentadas i baioneta lu-
las desesperadas entre massas de liomens, mas fo-
iinis obligados a resistir baioneta contra baioneta, e
por muilas vezes, i infantaria rutsa medida que
no* carregava com resolucilo e furia incriveis.
Nilo he possivel dcscrever a batalha de Inker-
man. Foi urna serie de lerrivei* feitos de ousadia,
de sanguinarios combates de homem a homem, de
assallos desesperados em fossos, em valles, em bos-
ques, escondidos vista humana, c donde os vence-
dores, Russns ou Inglezes, sahiam para encontrar
novo9 inimigos, at que a nossa amiga supremaca
runqui-lou o seu lugar, e que os haladme* do czar
rederam diante da nossa coragem e do cavalleiresco
ardor da Franca.
.Ninguem, qnalquer que fosse a posifao qne occu-
passe, poderia presenciar nem mesmo urna pequea
parle dos felos desse grande dia, por isso que os
vapores, a neblina, a cerracao e a chava lancavam
um 13o espesso veo sobre o terreno em que se deu
a peleja, que impossivel era distinguir cousa alguma
na distancia do poucas jardas. Alcm de que, a na-
tureza irregular do terreno, o declive da collina do
lado de Iukerman, onde leve lugar o mortfero
combate, leriam obstado a que qualquer observador,
debaixo das mais favoraveis circumslancias, pudesse
Ira.
Acabavam de dar cinco horas da manliila, quando
o general Codriuglon, segundo o seu costume, cor
ri i os postos ayancados da sua brigada da divisan
ligeira. Dizeudo-se-lheque n3o havia novidade co-
roecuu o general a conversar com o capitn l'rely-
do prdigos das sua* vidas para servido da pa- *ver mais do que urna parte muito insignificante da
horrivel hita.
Davam G horas quando todo o acampamento foi
acordado pela fuzilaria na direila, e pelo ribombo
das pecas de camp.inha. Lord Ragln foi logo avi-
O velho general conservou urna phvsionoinia im-
paseivel; disso simplcsinonlo, seni alterar a vez
Oucrer alguem Icr a bondade de apcar-medo
meo cavallo ? Deilarani-o no chao, e depois leva-
ram-opara a retaguarda ; mas o vidente velho nao
levo forra para supporlar a nperaco e duas horas
depon (inha expirado levando comsigo urna recor-
dajio que ser sempre chara a lodo o exercilo.
A bata junto a batera a que fz allusSo cm oulra
parte desta carta foi muito sanguinaria. N3o havia
banqueta, e os nrlilhc.ros nSa podiam fazer logo so-
bre os inimigos Massas de infantaria avanr,avam
urnas apot outras. jala que eslava destrocada urna
columna lomava outra o seu lugar. Dorante tres
longas horas 8.500 infantes inglezes baleram-se con-
tra um numero quatro vezes maior. Nao he para
admirar que por veze* fossem compellido* a reti-
rarse. Mas vollavam carga.
A admiravel dcdcac3o dos ofliciaes que sabiam
ser o alvo especial do ataquo nunca poder ser de-
masiadamente elogiada : tamben! n3o se pode sufti-
cjenlemenle admirar a coragem e firmeza dos poucos
humen- que subreviverain. Em urna orca*i3o con-
segnram os Russos appro\imar-se das pecas dosca-
piaes Wodehouse e Turner. Os nussos artilheiros
hesilavain em fazer logo, porque na cerracao da
manhila iguoravam se tinliam na frente amigos oo
inimigos. Os Rnssos carregam repentinamente so-
bre elles ; repelliram ou malaram a baioneta os ar-
tilheiros e conseguirn) encravaralgumas peras. As
suas columnas alcancavam o cume da collina. e por
alguns momentos a surte do dia oscillou. As
brigadas de Adams, de -Pennfalher, e a divino li-
geira, deram orna carga desesperada, emquanto as
pe^as de Dickson varriam as columnas inimigas, c
os guardas, com um valore urna firmeza inahalavcis.
se bem que dizimados pela morle, aliravam-se no-
vamenle ao encontr dos seus mais encarnizados ini-
migos. As descargas de fimbria, o estridor das es-
padas, o rbombo das pecas eram atordoadores, e os
Rusos, ao galgarem as alturas, uvuvam como de-
monios. Avine avam, paraVam, avancavam ainda,
recehiam as descargas queima-roupa e respondan!
com nm fogo mortfero ; mas a espingarda Mini
he o re da* armas ; provou-o Iukerman.
Os regiment* da quarta divis3o, armados rom
a velha espingarda 13o afamada, nada podiam fazer
rom a sua linha de fogo escassa, contra as massas
da infantaria moscovita, mas as descargas das es-
pingardas Mini abriam por entre ellas largas cla-
rciras como a m3o doanjo da destruido, e os ini-
sado de que o inimigo avancava em grande numero,' migo* rahiam como as Tullas no oulono.
o s 7 horas corra para o lugar do combate com o
man do regiment 3:1 que eslava deservido naquel- seu eslado-maior, e com os generaes sir John Bul-
le poulu, e disse-se nesta conversa que nao seria de
admirar que os Russos se aproveitassem da neblina
d i iiiauliila para alacarem as nossas posiedes, con-
tundo com os elidios da chuva para desarmar a
nossa vigilancia einutilisar as nossas armas.
O general, que he um dos nossos melbores ofli-
ciaes, deu de redea ao cavallo para tornar a correr
as lindas; apenas porm linha dado alguns passos,
euvio um vivo fogo de inos quetaria embaixo da
collina e a esquerda dos piquetes da divisa ligeira.
All he que se achavam postados os piquetes da
segunda divisAo.
O general Codrington corren logo em direccao ao
figo, e em poucos momentos voUou para ordenar a
s ia divisao que pegaste em armas. O* Russos a-
vanravam sobre nos em grande forca! Os seus ca-
potes cinzenlos tornavam-os quasi invisiveis mesmo
a pequea distancia.
Os piquetes da segunda divisao logo ao avistar a
I nha avancada de infaularia, que suba pela colli-
na apezar da copiosa chuva que caba, foram obri-
g idos a relirar-se pelas descargas ( militas vezes qua-
s a' qneima-roupa ) da mosquelaria, e repellidos
para a altura da colliua, defendenrto o terreno pal-
mo a palmo, e faiendo fogo emquanlo liveram niu-
nicoes sobre a vanguarda russiana. Os piquetes da
' divisAo ligeira forana)atacados poucodepois, c obri-
gidos tambero a retirar sobre o grosso da mesma
divisar.
Turiiou-se entilo- evidente que se affecluara orna
gi ando surtida sobre a direila da posicao dos excr-
allados, com o Iim de faze-los levantar o sitio,
e, se (osse possivel, obriga-los a embarcar:
. Ao ursino lempo que leve lugar o alaque dos
Rjssos no nosso flanco direito, urna forca dn caval-
la ia, arlilharia e alguma infantaria fatin urna de-
monslracao no valle que se eslende para Balaklava
ai m ec ailrahir a. aticnc.ao dos Francezeseda bri-
gada da marinlia. Mas este ataque nAo passou de
un tirolcio, eo inimigo coiilenlou-se com Ir.i/.er a
ao i cavallaria cm orden de batalha e sustentada por
ar ilharia de campaoha, a' garganta do valle, promp-
ta para correr sobre as collina*, afim de corlar a
retrala as nossas tropas e dcslroca-las se o ataque
sobre a nossa direila fosse bem succeddo.
Tiulia-se collorado as alturas de Iukerman nm
tel igraplio em communicaijao com outro na colliua
omle se achava o inimigo, donde podia ser levada
ao general inimigo a noticiii da nossa derrota, e com-
munieada por igual meio a Sebastopol para auimar
a guarnicao a fazer ama sertida geral em toda a sua
Ir Ue.
1 ni vapor russo com pecas de grosso calibre e
moi luiros linha sido mandado durante a noile para
a euseada de Iukerman, o causn mnitodamno du-
ran e lodo o dia com as balas c bombas que lancou
sobre a nossa gente.
Tado rinanto podia assagurar a victoria aos Rus-
sos, linha sido aproveitadu pelos generaes. A pre-
sen; a do gr3o-duque Miguel Nicolavitch, que Ihes
li-s que o czar havia dado ordetn para que lodo o
Francez e Inglez fosse alirado para o mar antes do
Iim do anno, deu grande cnlhusaamo aos toldados,
que olham para o hlho do imperador como urna
em nacao da presenca divina- Tinliam lamhem
em abundancia um rstimulautc mais forle c mais
positivo que Ihe foi adiado nos cantis ; e de mais
a n ais os padrea da igreja cathlica grega os ha-
viai i ahcnrdhdu antes demarrharem, asseguraudo-
llies auxilio e prolccjao du Todo Poderoso.
Celebrou-e urna miss? para o exercilo ; o rei-
no do eco foi francamente prometlido aquellos que
tivessem de suecumbir neste combate santo, e os
favires do imperador for.nn largamente afianeados
iiqu 'lies que sobrevvessem as balas de nm inimigo
hertico.
A gente do nosso acampamento ia principiando a
acei der o fogo para o almoco, quando foi dado o
alarrna de que os Kusso, vinham sobre nos com
grandes forcas. O general Pennfalher, a quem a
doei ja de sir de l.ary Evans dern temporariamente
o coi ornando da segunda divisao, poz logo a sua for-
ja debaixo de armas, lima brigada s ordenado
general Adams, composta dos regimenlos 41, *7 c
49. i larchou para a plataforma da collina, afim de
oppor-se i marcha do inimigo pela estrada quevem
do v< lie. A oulra brigada, a do general Pennfalliei
composta dos regimenlos 30, 55 e 95, marchou a
flanquear o inimigo. Foram logo recebidas com nm
fogo tremendo de arlilharia, que o inimigo linha
a-ses ado as alturas sobre a nossa direila, em nume-
ro d 40 pecas de grosso calibre.
Entretanto, o alarma tinha-se espaUado por todo
o campo. Sir tieorge C.alheart levou ao alaque,
com a maior prumpldao, (oda a gente da sua di-
visao qu n ei eslava empregida as Irinchciras,
e toda a forra que havia dispooivel dos regimenlo*
'M, il, 4t. 57, 63 c US, dirigindo-os para a es-
querda no terreno dfeupa do pelas columnas da i."
divif.lo.
Tinha-se decidido que urna brigada s ordena do
general Trreos marchara em auxilio da brigada
as o ilcns do general tioldic ; mas conheceu-se logo
que o inimigo eslava cm 13o grande forca, que o
todo da divisao, que se compunha somonte do 2,200
hum mis, apenas poderia repelli-lo.
Si. George Brown voara para a frente com os seus
m bravos companbeiros da divisao ligeira, que eram o
rost, do 7.." de fuzileiros e dos regimenlos 19, 23,
8 l, ~ e H8, js ordena dos brigadeiros Codriuglon c
Rullsr. Assim que principiaram a atraveaer "
npamento da i." divisao adiarain-se debaixo do
fogo de um inimigo invisivel.
O aspecto tenebroso da raanliaa conlinuava ; lor-
reniesde chuva ciliiain alravez da neblina c torna-
van- o terreno lamacenloromoum campo lavraiio de
fres :o pelo arado ; c os Russos, que tinliam sem du-
vdi lomado conhecimenlo do terreno antes de po-
tarem a arlilharia, faziam fogo, na verdade ao araso,
mat com liros muilo ccrleiros sobre as nossas colum-
nas avancada*.
mquanlo o excrcito eslava assim em movimento,
o duque de Cambridge approximava para fazer en-
Irar em accao. a brigada das guarda* ordens do
tirii adeiro Benlinck, que he toda a forca que Ihe
resla da suadivisAo, pois que os Escosjezcs cstavam
goyne, e Strangways e varios ajudantcs de campo.
A' medida que chegavam, o volume do som, o in-
cestante troar da arlilharia c mosquelaria, anniiu-
eiavam que j combale eslava no seu apogeo.
As granadas dos Russos laucadas com grande
ireritAo, faziam 13o amiuiladas explusiles no meio
das tropas, que pareciam descargas regulares de ar-
lilharia, e os eslilliaco- semeavam a morte por loda a
parle.
Urna das primeiras consas que fizeram os Rnsso-
quaudo, levantando a cerraran,puderam ver o acam-|
pamenlo da segunda divisao, foi abrir fogo sobre as
barracas com balas c granadas. Foram todas des-
truidas, urna por urna, e todos os liomens e cavallos
que alli se achavam morios ou mutilados.
O coronal Gambior recebcu immedilamenle or-
dem de levar para o alio da collina duas pecas de
grosso calibre para responder a um fogo muito su-
perior ao da nossa arlilharia ligeira. Emquanlo se
oceupava neste misler, foi gravemente ferido e obri-
gado a rolirar-se. Foi substituido pelo (enente-co-
roncl Dikson. O com porta ment deste ofllcial no
servico dessas duas pecas, que produziou ellilo mais
uolavel na sorle desse dia, foi tal que exciten a ad-
miracao do exercto e merereu os agradecimentosde
todos quantos se acharam empenhados no sanguina-
rio conflicto. Mas muito antes que essas duas pacas
preslassem servicos linha havido grande matanca do
inimigo, assim como grande perda da nossa parle.
Os nossos generaes n3o viam para onde linham de
dirieir os seus passos. N3o podiam saber onde esta-
\ .un os inimigos, de que lado vinham, nem _que for-
ca linham de encontrar.
Na escuridflo, na* Irsvas e debaixo de chuva, ti-
nliam de dirigir a nossa cenle por meio de moulas
de arbustos e de espinhos que rompan, as nossas fi-
leiras c irrilavam os liomens, ao mesmo lempo que
cada passo era marcado por um cadver ou por nm
homem ferido pelo inimigo, coja pnsicAo era indica-
da sumen le pela descarga da fuzilaria.
Sir George Catitean, vendo os seus soldados des-
trocados pelo fogo de urna forte columna de infan-
taria rus-a que os alacava de flanco, emquanlo por-
Ces de virios regimenlos que compunham a sua di-
visao sustentavam um combate desigual com urna
divisao muito superior, deseen ao barranco onde es-
lava travada a luta para reunir a sua gente. Co-
ulieceu no mesmo momento que os Rnssos linliam-
se apoderado de parle da .collina na retaguarda de
urna das alas de sua divisao ; mas, apezar dislo, a
sua coragem nao o abandonou por um momento.
Poz-se i frente da sua tropa, e quando se Ihe grilou
que fallavam as muirnos, responden tranquilamen-
te : u Nao leudes as vossas baionelas''
Observeu entilo que outro troco de soldados tinha
alcancado a altura da collina qne lhes ficava :i direila
na retaguarda; masera impossivel dizer seessa forca
se compunha de amigos ou inimigos. I'ma descarga
A's 10 horrs um corpo de infaularia franceza ap-
pareceu i nossa direila, vista agradavel para os nos-
sos regimenlos empenhados no combate. Os zona-
ves rhegaram a marche-tnnrrhe. A arlilharia fran-
ceza j havia principiado a jogar sobre a ala direi-
la das Russos. Tres balalhes de cacadnres do Or-
leans, em cujo roslo transloiia o ardor do combale,
atiraram-se i peleja. Vinham acompanhadus por
um b.ildbao de cacadores indgenas de Argel. O
clangor dus seus clarins dominava o alvoroto da ba-
talha, c quando vimos o modo impetuoso rom que
ataravam o flanco do inimigo, conhecemos que o
dia era nosso. Atacados de frente pela nossa gente,
rolas as suas fileras em varios lugares pela impe-
tuosidade da* nossas cargas sempre repetidas, ata-
cados pela infantaria franceza direila, e pela ar-
lilharia cm toda a linha, os Russos enmeraram a
reliiar-se, e ao meio dia foram atirados em desor-
dem para o valle, onde teria sido loucura persegui-
lo, porque as estradas estavam coberlas com a sua
arlilharia.
Minio antes que fusissem, carregaram-o* os c3-
radore* d'Africa da maneira mais bullanle, por
um terreno escabroso e corlado, e causaram-lhes
muilo damno, ao passo que o etTcito deste ataque
repentino, ajudado pela marcha das nossas tropa*,
restituio-nos as nossas pecas que estavain encrava-
das com madeira somenle, c que foram logo postas
em oslado de servir.
A nossa cavallaria, resto da brigada ligeira foi
postada n'um lugar onde se esperava que pudesse
prestar servico, mas o seu numero era muito dimi-
nuto para que pudesse tentar cousa alguma, e na
occasio cm que foram oceupar a sua posiftto per-
deram algnus liomens e alguna cavallos. Rcstam
apenas dous ofilciaes e poucus soldados do 17 de lan-
ceiros.
Ao meio dia pareca estar ganha a batalha de
Iukerman, mas o da que havia clareado urna bo-
ro ante-, de maneira a nos deiiar ver o'inimigo,
lornou a escurecer. Triocipou novamenle a cer-
racao e a chuva, e como n3o pudessemos perseguir
os Russos, que se rcliravam abrigados pela sua ar-
lilharia, formamos em frente das nossas linhas, no
campo de batalha, 13o enrgicamente contestado.
Nesta occasio o inimigo lirou partido do nosso des-
canco, avanrou novamenle com a sua arlilharia,
e abri sobre nos um fogo lerrivei.
O general Canrobert, que do manhAa nunca se
separou de lord Ragln, ordenou que os Francezes
avancassem e flanquea9sera o inimigo. Nos seus
esforcos foi mui hbilmente secundado pelo general
Bosquet, cuja dedicarao nHo leve limites I A sua es-
colta foi quasi loda mora ao seu lado.
O general Canroberl ficou levemente ferido. Dos
seus njudantes de ordens poucos ficaram inclumes.
O novo assallo foi lito admiravelmenle repellido que
os Russas se reliraram logo, protegidos ainda pela
sua esmagante arlilharia.
A's 10 horas da manli3a fizeram os Russos urna
ser a disparidade da coragem c da disciplina, se-
ria m absolutamente aniquiladoras '.'
De nada serve apresentar com cures falsas a ver-
dadeira natitreza da nossa posicao nem depredar o
vaior dos nossos inimigos. Estamos redutdos
defeza, e temos de resistir aos ataques de enormes
corpos de tropas prvidos rom a mais lemivel ar-
lilharia, e que ousaram atacara baiouela os no.sus
invenciveis granadejros.
A nossa posicao nao admilte tmidas, nem hesita-
cao, itera alternativa. Um reembarque est fora da
questao. Nilo lemos os mcios de transportar os nos-
sos alliados, e anles sacrificar todos os nossos solda-
dos, toda a nossa arlilharia, do que abaudoua-los as-
sim vilmente. E cm verdade, ainda que eslivesse-
mos a sos, urna tal operaran em pre-enea de um tal
inimigo era impossivel.
Por muito grave que seja a nossa siluirao DSo le-
mos as durtuaees da duvida nemas agonas de con-
tedlos incerlos. Nada resta aos exordios alliados
da Crimea senao manlerem pelo seu valor a posicao
que tomaran), ou perecerem sob o peso de urna for-
Ca numrica muito superior. A alternativa banal
de conquistar ou morrer nunca foi aprescnlada a um
exercilo por modo mais peremptorio. He este o seu
dever c nAo duvidamos de que o cumprir. Sabem
como se conquista, e sabem lamhem como se morre.
He este o seu dever ; mas qual he o nosso ".' Ser
o de mandar alcuns militare- de liomens para ren-
der guaruees, que por seu turno, em numero pe-
queo e por itinerarios vagarosos, cheguera s prai-
as da Crimea? Podemos nssuppor que os ataques de
um inimigo, que he refurradn na razAo de 30,000
liomens por dia, serao repellidos cora reforcos que
ehrgam por semanas aos ceios ou mesmo aos mi-
litares ?
At emergencias desesperadas da." poca aguarda-
rfni por ventura que nos seja dado satisfazer a* ne-
cessidades desle ou daquelle rcgimenlo, e que ao
passo'que dixamos lodas as nossas fortalezas ta
completamente guarnecidas como deviam estar seja
nao fossemos senhores dos mares, mandemos para a
Crimea somenle as forras que poderemos dispensar
das nossas estacocs militares ?
Esse procedimenle, por muito recommendado que
eja pelo espirito de rotina, nao convem i grandeza
da naci, raagniludc dos iitlercsscs comproraetti-
dos, e a natureza da crise em que nos adiamos. Por
nossa parle admira-nos que as coramoJlade* e lu-
sos de que gozamos, os clcheles machis em quo dor-
mimos, as mesas lautas a que nos assenlamos, nao
nos revollem os sentidos quando nos lerabramos de
que deixamos os filhos mais bravos e melhoies da
nossa trra no fro, na miseria e no desanimo, lutan-
do contra forcas immcii*auieule superiores, sem fa-
zermus um e-furru digno de nos mesmos para au-
xilia-Ios.
Nao precisamos smente de meia duzia de regi-
menlos, mas sim de 30 ou 40 mil liomens para sal-
var o nosso exercilo da deslruicao, c para que elle
conserve a posicao que oceupa. Queremos que se
diga que a Franca republicana, embriagada com a
furia da sua revolucAo, pode mandar para as sua*
fronleiras um excrcito que repellio e derrolou ver-
gouhosamente a Europa unida ; ou que Nspoleao,
aps o sorvedouro de urna guerra de vinte annos e
das perdas lrriveis da campanha de Moscow, pode
apparecer na primavera seguinle nos campos da AI-
lemanha a frente de50,000 liomens ; eque nos com
os nossos 26 iiiilln.es de almas, nossa riqueza illimi-
lada, nosso espirito marcial, e nossa unanintidade
na approvariio da guerra, nao temos meios de soc-
correr eflicatmente e ja o nosso exercilo com um re-
for?o de 30,(KK liomens ?
Chamem-*e ao servico os ofliciaes deserapregados;
couvide-se a milicia a fazer o servico de guarncilo
ou mesmo o servico aclivo, a, preencheras fallas que
ha as nossas filciras, mesmo lirados os soldados
sorte se isso for necessario \ lancemos mAo de lodos
os rcursos pussiveis e mandemos os rerrulas com-
pletar a sua i'ilui'.icao militar na escola ardua porem
eflicaz do servico da campanha ; liremos de lodas
as colonias e estacos lodos os soldados que all nao
forera absolutamente ucees-arios, e appellemos p ira
o patriotismo do paiz afim do que nos ajude oeste
perigo repentino : cis alguns dos meios que devem
ser empregadosse naoquizermos abandonar o pos-
to que oceupamos entre as naracs, e apresenlarmo-
nos como um povo que ambiciona o primeiro lugar,
mas que poucos desejos lera de fazeri os sacrificios
necessarios para assegura-lo.
O nosso exercilo deve ser cflicazmenle soccorrido
custe o que cuslar, e nao pode ser ellicazmenlc soc-
corrido com as medidas que adoptamos. A guerra
he um dominador diflicil que reserva os seut favo-
res para aquelles que ousadamenle aventuran nesse
jogo Urrivcl urna parada igual aquella que esperam
ganhar.
(Times.)
O resultado de nina batalha desta natureza, pele-
jada em circumrtaneiai lo peculiares, he necessaria-
menle de carador negativo. Os Russos foram com-
pletamente derrotados mis operares que tenlaram,
e mal encendidos no grande ubjeclo que levou Cri-
mea com lauta ecleridade a divisao do general Dan-
nciubcrg.
Na primeira accao dada por esle general perderam
a vaiil igein que canliarain com os sena reforcos. Por
outro lado se os Russos receiavam um assallo a Se-
bastopol, esta accAo retardar aquelle aconterimen-
lo. De uenhum lado se tomaram pecas ou handei-
ras, en inimigo relirn.i os seu* desfalcados balalhOes
cm boa ordem sob o abrigo das sua* baleras.
Se urna aecio tilo reunida como esla fosse dada era
outras circiiinstiiiicias. lera lido resultados muilo
maiores. A posc3o dos dous exercilos deve ser con-
siderada como a de dous vastos campos entrinrhei-
rados um sobre o outro, e divididos smenle pelos
riachos que convercem para a cidade. Amitos os ex-
ercilos sAo ao mesmo lempo sitiadores c sitiados, pois
que ao passo que inveslimos Sebastopol pelo sul, as
nossas coniniuuicacGes esto cortadas por trra, pois
que as montanhas em derredor de Balaklava es!3o
cercadas de poslos russiaoos que inlerceptam todas
as estradas para o interior e ao longo da costa.
A posicao dos exercilos alliados he de lelo mais
anmala c sincular do que a dos Russo*. porquanlo,
com tropas interiores em numero, atacamos e sitia-
mos urna prarja rodeada de campos militares e guar-
necida por un exercilo; e ao passo que as operares
de um assedia regular lem sido feita* com grande
trabadlo e energa contra o lado meridional do porlO'
o lado septentrional, rom n* saas obras defensivas <
com eslradas trancas para o interior, esl aberto, nao
so para os reflrcns, como larabem para a retirada.
Os (rabalhoi felos recentcmente na practi prote-
gem-a contra m ataque directo e tornam-a lemivel,
gracas ao inexnurivel supprimenlo de pecas de gros-
so calibre e d monieoes accumuladas nos arsenae*.
Mas a principa) defeza de Sebastopol esti na forca
do exercilo quje conlm, o qual, dado o assallo, se
aproveilara pruvavelmente do* edificios e das obras
da cidade para resistir a todo o transe.
O general Canrobert orea as forca* do principe
Menschikoll'em 100,000 liomens. Presumimos lia-
ver neste calclo grande exageradlo, porque duvida-
mos que esse general livesse jimais 13o grande nu-
mero de soldados na Crimea, indurado mesmo lodos
os que tem perdido, qur por molestias, qur no
campo. Mas mesmo .50,000 liomens he urna forra
immensa para defender urna nosicAo fortificada que
nao p le ser regularmente privada de supprmen-
los. Nao nos recordamos de exemplo algum de um
assedio, se assedio se prte chamar, em escala lao
vasta e tio exlraordinaria.
O resultado final de urna tal luta deve depender
conseguinleineiitc meuos do herosmo das nossas (ro-
pas do que da possibilidade de eollocar os exercilos
alliados em estado de comecarem de novo e de con-
tinuaren as nperacoes oflensivas.
As privaces causadas pelo invern, recahem em
giande forra sobre os nossos soldados ; mas os Rus-
sos nao scfTrem menos. Ja se disse que a divisao
annemherg. que foi mandada par a Crimea em or-
dem do marcha ligeira para chegar mais depressa,
leve de dcixar toda a sua blgagem na Bessarabia.
Esl conseguintementeexposla s maiores privaces.
Alera disso as eslradas na Crimea v3o-se tornando
intransitaveis, ao pas0 que os nossos reforcos portera
ser mandados por mar.
Na aclualidade a teane^te temporaria de hostili-
dades activas, como essa que se deu desde o dia 5 al
14 do crrente, he urna circumstancia favoravel a
nossa empreza, pois que nos permute reparar as nos-
sas quasi exhaustas forcas.
O inimigo, cujas ambiciosas esperancas se desva-
necern cora a derrota de Inkerman, relirou-se
desanimado, e bem que nao nos seja dado esperar
urna icrm-.ii.- cre muito prompta desla luta, saltemos
que nao ser preciso muilo lempo para que os adia-
rlos a possam renovar com probabilidades de um lr-
umpho final.
(dem.)
e com dignidad! desde soldado al aos mais emi-
nentea cargos da Roveroanca, um vario einiim
que pralira sem discrpeanciii os diciame* cunti-
dos na indiciosa mxima do sabio marque/, de Ma-
rica : honra ao* bous para quo le honrm. e aos
mace para que le nao deslinnrem. Pode ser,
ii3o oiistmos aflirma-lo, porque como ja ditsemot,
n3o sabemos quem |,e 0 e*cri|lt.r da Semana pu-
de 9er. dizemos que, se te lanrar urna visla de
odios sobre o plano da vida do escriplur da Sema-
na iiAo se encoulre. um lugar linipo on le possa ca-
ber a ace.au menos meritoria do Sr. general Ame-
ro. Ha homens Kmeltunlesao sanlAo de llamas-
en, de que falla o priucipe Ali-Bey na narrativa
de sua peregrinaran, que sendo a inania de andar
sempre coherlo de lama, nao deixava de eulamear
loda pessoa que elle podesse alcancar.
O inajor do eslado-maior de |.a clatsc, l'iraqi-
be.Rio de Janeiro, 21 de deiembte de 1854.
CORRESPONDC3VCIA DOIHAUO DK
PERNAMBUCO
Maceio'.
23 de dezembro.
Somos dtegado s ferias do Natal ; o anno de
1854, moribundo, agonisante e na* vascas da morle
v impvido soar a sua hora derradeira, man nm
solciin.i,, e deiig.Mii i.i iie s. Ex., por cuj. eaaeMae
instanrias foi eslabelecer-se naquella provincia um
habilissimo merhanico. que inuntaudo liuin numeic.
deeiaciihos com machinas de moderno inveiilit. e-
13o prodii/iiido resudados que admirara o- prepnee
donos. Nflo estamos loime de receber os mismos be-
nelicios : consta-nos que s. Ex. convidara doutac-
iihures de engenho iiilcllisentes para irem com elle
i corle e alli vereca, examinaren! o rsludarem os
invenios e melhorameiilos que te h.l f.-iio uluma-
mente lias iiiacltinas de cnarnlin dr fabricar a-ucir.
afim de seren adoptados e inlrnduziilos na provin-
cia, se for possivel. a se a experiencia mostiar que
s.lo proveilosns. As pessoa* cmiv id jilas s.io o->r-.
Jos Vieira de Araujo Peixolo e Dr. Jote Rodrigues
l.eite Oilicica : o primeiro he um propriclario mu
inlelligenle e atiladn. sendo alin dis-o ruriow cm
nicchanica, como allcslam vi ria obras por rile m
mu delineadas em seu engenlio ; o segundo b- mr-
dico, rene o e-a* qualidailes. os estudos acadmi-
cos : creio que elles ir.lo i expensas da provincia,
como enmmisionados par aquelle fin. A* Minla-
gens que se pdenlo colher des-a cnnimi-
obvia que di-peii-o-me de eniiinera-lat. I.embri-
inos a S. Ex. que lance tan bem -uas vistas sobre a
nossa lavoura do alaodAo que run>tlue um do ra-
mos de nossa riqueza agrcola, u qun i de |..do o
imperio, se h.ssc melhorada a tua callara, lambem
eraosi de ara na ampull.ela de palurno e perlence- i o caf nao veaeta nem produz menos em n..-o cli-
i nlln i.i ....i il. .. I _vi.^..t.l_ II.. o-nlinn -------- I i '.
ni elle ao dominio do passado. lio enliga usa oca
de redadores de kalendanos a folhiulias, chronislas,
nolicia.lores e garalujadores de epstolas fazerem a
resenta das occiirrencias do anno que se linda, e
procurareiii levantar a densa c cspes*a cortina do
viiiduiiro : nAo lenlarui essa diflicil tarel.j, primeiro
porque sigo as cegas o couselho que d.i o epicurista
Horacio a seu amigo l.eucouoe :
Tu ne quatierti isare tufa) quem mihi, quem tfbi
Vnem DI deierint........... ;
Segundo porque conlo que seus numeroso* e illus-
tradissimos correspondentes lumaraoa si esse traba-
dlo e o descmpcnharAo rabalinentc ; se porem
uenhum delles o emprehender (o que nao he rrivel).
entilo abra Vine, a primeira folhinlia de l.ncuimerl
que encontrar para o anno que vem, e leia, que ha
de goslar. o que diz o redactor delta a respeilo do
anno velho e do que vaticina no prximo futuro :
.punto a mm, humilde chronisla, cinjo-rae ao mu
ubi, fugindo de lomar alto* vos, pois sempre lenho
muito em visla aquellas celebres azas mylhologcas
pegadas com cera, deque se -virara Ddalo e seu
filho para fugirem da ilha de Creta; o hora moco
Icaro, desprezando os prudentes conselhos do eipc-
rienle pai, approximou-se em demasa do sol, e a
cousequencia foi derreier-se a cera, c dar elle um
bom mergulho no mar Egeo, onde raorreu legan-
do-lhe seu nome. Com quanto sej muilo apele-
civel semelhaitle gloria, nao a quero alcancar a tro-
co de urna afogadura ; alea disso lenho sempre em
lembrauca a mxima grega gnoti se auton, que o
Moura o qual lera suas presumpees de saber grego
me disse que corresponda ao rtotce e nao me abalunco assim cora duas razes a arroslar
com a furiade assolierhados mares. Deixando pois
margem os ponlapt e pateo do valente Napier no
ma que no Sul, lendo sobre a raima a vanlngem de
exigir menos bracos, prrpararoes c machinas nicuot
complicadas e dispendiosas.
Man foi o anno para os navios, alcm da tremenda
aova que levaram e continan a levar o* vasos de
guerra liirco, francezes, iuslezes e russos nos ma-
res Bltico e Negro, bom numero de rmbarcareii
mercantes foram victimas de lemporaese desabridos
ventos, que remaram no Iim do anno. Pelo, peri-
dicos havia \ ,nr. ver que honve varios naufragios:
alem dos dous que orrorreram nesta provincia, lia
mais um ueste mee. No dia 15 as hor.s e meia da
larde leve a presidencia parlicipacao de que a bar-
ca sueca AHrea que segua vagem para Coik. car-
regada de guano se achava presles a uanfiagareii-
calhada nos arrecifes de Taluba. urna legua au -ul
de S. Antonio t.rande. Deu S. Ex. immedialamente
as providencias iiccessarias pira que fosse prompta-
mente soccorrida, eipedin.lo suas ordent neste sen-
tido a alfandega e cepitaate : al agora ainda n.u.
regressaram as pesoas que foram em soccorro da
barca ; romta-me porm particularmente que a Iri-
polacao e carga se aeham salvas.
No da 16 a noile leven a tociedade dramtica Ma-
ceioense u scena a tragedia o Poeta e a Inquitinio,
obra prima dramtica do.iii'tgne Dr. J. G. de Ma-
galhaet, p..r sera duvida o primeiro poeta bratileiro.
Com quanlo seja a tragedia muito roiiliecidq c re-
presentada por divertas veiet na corle, tem ella a
propriedade di todas a* bellas produce/, a gran-
des genios, quanto mais se v, mais bellezas se aae-
cobrein : a meloda c pureza do verso, o interestan-
te assumpto, os bellos a sublimes pensamentot de
que estilo recheiadas a* rallas, desaliara a atlcnca c
interesse mesmi. daquelle* espectadores que a lera
visto representar por varias veze*. os quaes sorpren-
altico, a Itatallia de Almae a prosaica morte | didos ainda aaboream os poticos e philosuph
de l.eroy de Sanl'Aruaiiil no mar Negro, o dempon- pensamenlos ; como os bons bebedores san r
INTERIOR.
lamento de l.uiz Napoleao a respeilo da lomada de
Sebastopol, o palacio de chrvsUl de Svdenham, a
ro\oliic,io da Hespauha, a viagem de el-ri I). Pedro
5., as peregrinacoesde Jos Antonio de Mendonca
pela Europa, a quesiaocora o Paraguay, a inaugu-
raran da primeita vil frrea de Brasil, a illuminarito
n gazda corle, a alta pendencia eosaloni charlan, o
generoda cholera-morbui,os prodigios da coiicilucao
e as condecoraciles do dia '2, adsriiigir-me-hei as
cousas da provincia, e como estou com preguica vou-
meservir de um trabadlo que asemelhaute respeilo
fez o condescendente senhor do Philangelho : nao
rae ulilsarei do Tempo, poique Vmc. muilo bem sa-
be que o Jos Angelo he maiiesturradiuno, e pode
zangar-se c repetir-rae aquelles versinhos de Vir-
gilio :
los ego verciculox feci,
Tulit aller honores
Segundo pois aquelle senhor, ( que larabem foi
cont nplado na longa lisia do dia 2 comocavalleiro
da ordera da Rosa, apezar de j o ser do cavallo
melado, como com muilo sal e graca disse Padre
Mello na thesouraria) durante esle auno recebeu a
provincia grandes beneficios e experimentan impor-
tantes melhorameiitos dos dous ltimos administra-
dores e do actual.
Parece, (conlina o senhor de Philangellio, de
cujas palavras me servirci em falta de melhor cabe-
dal)j que os 3 ullimos administradores da provincia
lucos
cream
gole a gole um copo do velho e generoso ITokiv.
Chypre ou Lacnma-ChriUi. Tivemos mais esta oc-
casio de avahar o grande talento do lente Berar-
do, que nada dciaou a desejar no diflicil papel de
Antonio Jos: parte de M iri rana foi lambem det-
empeiihada comsumna perfeic/io: os papen de Frei
Gilc conde de Ericeira foram bem romprchendidos e
execulados. Nunca vimos a nossa platea to electr-
sada ; bravos e palma* bem merecidas rhoviam a ca
da passo, desla vez comeifeilo moslrou ella qui o-
lia e comprehendia os padecimentos e senlimenlo-
do infeliz poeta, victima da execranda inqnisicao ,t
nem poda succeder de oulra maneira. pois docoa-
Irariu dir-se-hia que era in'tciavel. O especlacuk
da noite de IB leve ainda urna vanlagem, foi termi-
nar cedo, e serem cortos es intervallos: i meia noila
eslava tudo acabado : cada um recolheu-se soe
casa scismando com o horrivel lempo da inqui-u-au,
que por d c aquella pal.'ia assava urna pobre crea-
tura como sefo-se urna rastanha. En mesmo levei
todo o resto da noite a tonhar com frailes dominica-
nos, sambenitos e fogueiras : e o mais engracado lie
que eramos nos dous, Sr. correspondente, victimas
destinadas ao fogo; eu por eserever lanas ninkarias
e parvoices, e Vmc. por cahr na atneira de publi-
ca-las.
No dia 15 do crrenlo aqu chegou o vapor Santa
Cruz da companhia do mesme nome ; como oExm.
presidente da provincia projectava seguir nelle ale
Ulo illuslradosquao perspicazes recouheram que o o Penedo, demorou-se no porlo al 17 em que S.
mortfera cabio sobre os nossos regimenlos dissemina- sorlida sobre as linha* franrezas, e atravessaram
dos.Sir George Callicarl aninou-oscomapalavraef-
los retroceder para a rollina, mas urna descarga cer-
rada do inimigo derribou-odu cavallo junto as colum-
nas russas. A gente de sir George leve de abrir cami-
nhoatravs de urna horda de inimigos que Ibes cau-
sou o maior damno. Viram-se rodeados e foram fe-
ridos baiuuelii por todos os lados ; morreram alli
cerca de 500 liomens, O corpo de sir George Catit-
ear! foi adiado depois da batalha linha urna bala na
cabecil; e tros baionetadas no corpo.
Neste combale, em que os Russost^ porlaram com
a maior ferocidide e malaram os feridos baioneta,
duas parallelas anles que pudessem ser contidos.
Por fim foram repellidos com grande perda, e ao
retiraren! se fizeram voar algumas minas alera do
forle do Pao da Pandeira, receiosos evidentemente
de que os Francezes enlrassem de cnvolta com elles
na prara.
(Corresp. do Times.)
POSICAO DOS ALLIADOS EM SEBASTOPOL.
Londres 24 de novembro de 1854.
A Inglaterra nunca prelenJeu ser urna grande
potencia militar. A sua -iluacn insular, o seu do-
morreram o coronel Swvuy.o lenle Downing e ou- mi,,io n0 mar c "s SUi" ''"" livres ornam-a
Iros ofliciaes ; nesse mesmo lugar recebeu o general Pnuco amlc'os; de uma ,al danco.
Goldie as feridas de que velo a morrer depois.
A peleja direila foi igualmente incerta e san-
guinaria. Na divisao ligeira o regiment 88 adan- 0'000 l,omens no maior eslio de "sciplina
foi pequea honra para as nossas reparlices mili-
tares o poderem ellas expedir em Ulo pouco lempo
de
lou-se tanto que ficou rodeado e foi posto em con-
fusao. Entao quatro cumpanhias do regiment 77,
s ordent do major Slralon, carregaram os Russos.
deslroraram-os, e salvaramscus enmarada'.
Logo no comee o da batalha conheceu-se que o'
Russos linham recebido ordem de fazer fogo a lodos
os ofliciaes montados. Sir George Brown foi ferido
por uma bala que Ihe alravessou o brac,o e Ihe ficou
no peilo. Vi com graude pezar esse roslo paludo e
severo quandocarregavamoso seu corpo n'uina pa-
diola ; os seus cabellos brancos flucluavam com a
briza.
Mais adianlc havia um conflicto, comolalvez nun-
ca se desse. entre a guarda real e iisdensas columnas
de infantaria russa, cinco vezes mais numerosas do
que anala gente. Os soldados da guarda linliam-
as carregado e repellido, quando conhcccram que os
Russos os haviam tomado de flanco. Tinham-se-
ibos acabado as niunc,0es. Ignoravam se linham
amigos ou inimigos na retaguarda.
Nao linham ipuio nem reserva ; combaliam
baioneta contra um inimigo que defenda obstina-
damente cada pe llegada de terreno, quando appare-
ceu i direila, na sua retaguarda, oulra columna
russa. Cabio eniao a melladla sobre elles c foram
ileslrocados ; linham deitado no campo 14 ofliciaes e
nilale da sua gente, c reliravam-se pelo caminho
inferior do valle. Todavia foram logo reforcados e
tomaram promptamcittc a sua desforra. Os Fran-
kcezes chegaram as 10 horas e rodearan o flanco do
'nimigo.
A segunda .divisao no centro da linha nchou-sc
muito aperlada. O regiment II era particular fi-
cou exposto a um fogo lerrivei,*e o !)5 soflrcu des-
cargas lAo iiioitifer.i-, que so se apresenlaram ( lio-
mens quando se Ihe passou reviste s 2 horas. A
ilni-o linha smenle 300 liomens quando o major
Eman a formn na retaguarda do acampamento de-
pois da batalha.
A's *J horas c meia lord Hielan e o seu eslado-
maior cstavam na pequea eminencia cora a espe-
ranee va de presenciar a batalha que se pelejava
pouco abaixo da postilo que oceupavam. Alli foi
morlalmenle ferido o general Strangwayi. I'ma
granada que cabio no meio do eslado-maior reben-
lou no cavado do capilAo Soraersel, e nm e-lilliaeo
rasgon-lhca calca, malou o cavado do capilAo Gor-
dou, e quasi separou uma das pernas do general
Strangways, que ficou pendurada por un fragmento
de carne.
elucin da, c abastecidos cora tudo quanto podia re-
querer um exercilo para auxiliar a causa da Tur-
qua no Oriente. Medrado o* nossos esforcos pelo
padrao das guerras ordinarias larabem nao lemos
sido remissos em mandar reforcos s nossas tropas.
Confesse-se islo ja, e confesse-sc lamhem que nao
havia previso Iraniana que pudesse estar inteira-
menlc preparada para a posicao exlraordinaria em
que nos adiamos.
N"3o he nossp fim laucar a menor exprobracao a
nenhum ministro ou general; o que rtesejamos, a
ser possivel. he fazer sentir ao governo e ao paiz
a nossa verdadeira peeifae e evitar que elles Ihe
appliquem uma mxima applicavel smenla s e-
mergencias ordinarias de uma ca'mpauhn.
Nao nos coolcnlamos com o que era preciso fazer
para livrar ns Turros de urna invasao. De accordo
com o imperador dos I-'rancezes lomamos lunada-
mente a offensiva, e por uma singular nniao de le-
mcrdade c de boa fortuna enllocamos a* nossas (ro-
pas as costas da Crimea, e sitiamos, sem com tu-
do podrrmos investir, a prara de Sebastopol.
N.lo sabamos quaes erara os recursos da defensa
ou os reforcos que podiam ser mandados do interior
do imperio. Confiamos, como deviaraos confiar, na
nossa coragem e disciplina e na dos nossos adiados.
Deixamos os Auslriacos oceupando os Principados ;
um exercilo lurco ; e victorioso as margens do
Danubio; os Russos desanimados, podamos razoa-
vdmenle esperar, seiwlo triumphos hrilhanles, ao
menos uma diversAo que inhihisse os generis Gor-
Ischakoll c Dannemberg de auxiliaren! a praca si-
liada.
Mas desde o momento cm que entramos na
Crimea cessou absolutamente a guerra em todos os
ponto.--. A esquadra do Radico nada fez pare des-
truir o inimigo ; os Turcos ficaram completamen-
te inactivos, e o ruido da halalha deeeppareceu
cm loda a parle para que lodos podeassem contem-
plar a seu enmurado cUe conlliclo tremendo. Aban-
donados assim aos nussos recursos, tivemos de fazer
frenle c de derrotar dous exercilos, c lelve dentro
de poucos dias tenhamos de pelejar uma halalha
ainda mais desigual contra um lerceiro excrcito que
j se diz cslar cm marcha.
J nAo se trata de saher-sc se tomamos ou n.lo
Sebastopol. Com a enorme disparidade de nume-
ro que ha entre ns c os Russos essa presa seria mais
diflicil de guardar do quede lomar. A questao re-
duz-se boje ae seguinle : Que cumpre fazer para
proteger o nosso exercilo coulra forras que a nao
O exertito inglez na jomada de inkerman.
'Londres 11 de novembro de 1854.
As numerosas e incessanles communicaces que
continuamos a receber, tanto tde foules publicas
como particulares, sobre os aconleciraentos do dia 5
nao podem deixar de augmentar a admirarlo do
mundo pela resistencia heroica do exercilo inglez
as alturas de Inkerman.
Tinha-se tornado habitual a assercao de que a
guerra moderna transferira os huiro- da victoria do
valor individual para a forca collectiva, e que as
massas inimigas que alacavam e escnlhiam a horae
o modo de alaque, e que apoiavam esse ataque com
o peso lerrivei da arlilharia moderna, deviam ven-
cer toda e qualquer forca inferior em numero e en
meios de defensa. Mas a batalha de Inkerman foi
dada com o valor c com o resudado dos soldados ro-
manos que defendiam um enlrincheiramenlo contra
um inimigo brbaro. Peilo a peilo, o baioneta a
baioneta, sustentaran! os nossos soldados por muilas
horas a lula desigual desse dia lerrivei.
As Iropas rnsas eslavam formadas em columnas
cerradas de 50 de fundo c eram impedidas para a
frenle pelas massas al que chegavam ao ponto fatal
em que as tropas inglezas defendiam um pequeo
reduelo na extrema direita da soa posicao. Quando
alli chegavam, as descargas incestantes dos relies
Mim varriam-ot com incrivel rapidez.
O batalhao dos granadeirus da guarda entura em
acco naquella manhSa com 430 pracas. Apoiava o
batnlhSo de fuzileiros da guarda em numero igual.
Obalalbilo das guardas coldslreara chegou poucode-
pois, mas ainda assim a brigada loda nao coutava
mais de-1.100 liomens.
E comludo este punhado de soldados, ajudados so-
menle pelo seu valor, conservou o reduelo contra
militares do inimigo desde as 7 horas da mauliAn.
al 1 da larde. As suas mnnices fallaram-lhes
mais de uma vez, mas soppriram-as com as carln-
i-boiras dos morios e at alirar.un pedias aos Russos
que siihiam as alturas.
Durante grande parte do dia a arlilharia russiana
postada as alluras opposlas fui superior a nossa,
mas por fin os nossos ofliciaes conseguiram asseslar
larrhcm as alturas 2 peca* de 18 que causaran per-
das tremenda* ao inimigo pois que as balas abriam
caminho por entre as columnas cerradas, dcixando
hienas inleiras e-tendidas no campo, aonde foram
encontradas depois da halalha.
A neblina, a posicao de ambos os exercilos em
um terreno tilo accidentado, e o caracler singular
deste ataque, nao permilliara que lord Ragln nem
nenhum oulro general visteo que orcurria, ou lizes-
semaisdoque oppnr uma resi-tencia ohslinada c
invcncivel ao inimigo.
Se os generaes russos tivessem podido vencer a nos-
sa direila, as suas columnas ler-se-hiao desenvolvi-
do ao ganharem ns alturas, c cercariam loda a posi-
c.lo dos exercilos sitiantes. O alaque sobre as linhas
maceras ne esqnerda e a demonstrarao conlra Ka-
dikoi, perto de Balaklava, erara indicios do movi-
mento que ia ler lugar; mas a chave da podran fui
valenlcincnlc defendida pelos destacamentos do ex-
ordio brilannioo, a cuja coragem fura confiada.
A batalha durava j.t havia quasi I res horas quando
pela volla das 1(1 da manh.ia cheguu a infantaria
franceza, e o hrilhaiilc alaque das tropas ligeiras da
divisao do general Bosquel v'eio rc-laiteleccr oulra
vez a batanea cnlre os dous evercitos contcndcnlcs.
A perda enorme que soffrcrain os nossos batalhas
e o cin-ac" physicn daquelles que sohrcviveram,
mudes dos quaes linham passado a noile as Irinchei-
ras e eslavam ainda em jejuin, nao permitliram que
a forca ingleza complclasse a sua victoria persegui-
do o inimigo. O! Francezes, purera, huleram-sc as
ullimas horas da luta com a maior animaran, e con-
seguiram por fim flanquear e rcpellir luda a forca
russiana. E, pois, ambos os exercilos adiados pres-
larain naquella occasio um grande servir) segii-
ranja da nossa posicao e ao Iriumpho das nossat ar-
mas.
Rio de Janeiro.
25 de dezembro de 1854.
REVISTA MILITAR.
Offerta de espada ao Sr. general AtUero.
A obediencia o o respeilo aos superiores sAo uma
ira posicao salutar do artigo '. dos de guerra, para
a mairatene.'o da ordem e da disciplina militar.
A amisade e a e-liniacao nenhuma le as impe :
consagram-nns os subalternos ao* seus superiores
quando esles, na gerencia de suas funecoes ofli-
ciaes, mirara smenle a juslica, quer na inlliec.io
das penas, quer na distribuirn das recompensas ; e
quando no Irato com seus subalternos, elles se ma-
nifestara urbanos, aflaveis e coudescandeutes, sem
olbarem para a escala das calhegorias ; contentan-
do-sc apenas com o respeilo que Ibes garante o su-
premo elemento da vida normal dos exercilosa
disciplina.
A obediencia c o respeilo dos subalternos, quan-
do os superiores carecem das virtudes filhas dajus-
lCa e da urbraidade, pude manler na forca arma-
da' o equilibrio da disciplina ; mas um equilibrio
semelhaute a aquelle que em mecnica se chama
equilibrio instantneo. A razAo he obvia. Se pn-
rui a obediencia e o respeilo dos subalternos as-
seulam na juslica c na urbouidade dos superiores,
entao a forra armada possue as condices essenciaes
de capacdade para o bom desempenho de sua glo-
riosa missao social : sua disciplina maniera, em
equilibrio, nesse equilibrio que larabem em me-
canica-se denomina equilibrio eslavel. Como po-
rm -e conheco em qual destes equilibrio* est a
disciplina nos corpo* da Torea armada "! O primeiro
conhece-se pela anlipathia razada dos commanda-
dos para os commandantes; anlipathia que ins-
liuclivainenle transi! ua execucan mais fiel de suas
ordent. na mais calhegorica demonstrarlo do res-
peilo ofllcial para rom elles. O segundo conhece-
se fcilmente i pela boa vonlade e dedicacAo que
Iransparece no cumprimenlo dat ordens dos superio-
res ; pela especie de reverencia, de venerac.lo que
tollos os subalternos lhes Iributam cordial e since-
ramente ; e pelas reciprocas demonstradles ostensi-
vas de amisade, de considerara.i, de fraternidade,
de cainaradacein.
Se essas derannslraces se manifeslam da parte do*
tuhdilot para os superiores em um corpo, em uma
giiiimc3o, onde leem sido religiosamente manti-
llos ent toda sua plcnitudc os grandes preceilos dis-
ciplinares da forca armada, a ennsequencia he que
os superiores pratieam fielmente os principios da
juslica, e mo se afastam dos louvaveis diclnmes
da virlude c da urbaitidade. Lisonjeamo-nos de
encontrar a nalidade de nossa hypothese em lo-
da a sua plcnilude na briosa guarniera da corle,
e no seu Ilustre rhcfa o Exm. Sr. teneiite-gcne-
ral Antero Jos Ferrcira de Brito. S. Exc. ha
seu maior mal era a pouca garanta da vida do ci-
dadao ; e persuadidos do que o maior bem que Ihe
poderiam fazer era por a etnteaeia de seus habitan-
te* ao abrigo do punhal e bacainarle do sicario, por-
liarara com toda* as forcas em niel lunar o hediondo
e lastimoso eslado da segu-anca individual.
Nao queremos dizer que as adinini-lraces ante-
riores ndiflerenles a esse mal nada fizeram para
sana-lo ; pelo conlraro fomos lettemunhas de seus
esforcose bous dese;os asemelhante respeilo : porem
outros empenhos de nao menor interesse e impor-
tancia absorviam-lhcs principalmente a allencao ;
iiingiiem ignora que o alvn primordial das adminis-
tracesdo Exm.Sr. coronel Antonio Nunes de A-
guiar.e do Exm. conselheiro Jos Bcnlo da Cunha
e l-'igueiie-lii era restabelecer a tranquillidadc pu-
blica aderada, e aniquillar a hydra revolucionaria
ca lor :
com effeito elles
que alciivu o eolio antea;
desempenharanf cabalmule sua ardua larefa.
Quando o Exm.Sr, Dr. Jo' Antonio Saraiva che-
gou, nada mais tinha a fazer nesse sentido; pois que
a provincia achata-se em perfeila paz e socego, sen-
do alm disso j passada a quadra cleiloral sempre
frtil em agilaces c perigosos embates, de maneira
que volveu elle toda a altene.lo, e empregou loda a
sua actividade e energa especialmente neste ramo
do servico publico, de que fez o sen alvo principal.
Foi assim que aplaudimos as enrgicas e acertadas
medidas e providencias dada* por esle eximio admi-
nistrador, sustentadas e vigoradas pelo Exm. vice-
presidente Calheiros, que nellal prseguio con per-
severanra ; veno* agora enm prazer merecercm el-
las o assenen e approvacao da actual adminisiraco,
que longe de as revogar ou reprovar da-lhes mais
forca e vigor corroborando-as com toda a eflicacia !
Nao podemos deixar de congralular-rros com os bou*
Alagoanos pelo muilo que ja se tem conseguido nes-
le un porta ule ramo administrativo.
Os criminosos que vagayam oulrora impunes edes-
assombrados pelos raunicipiosconfinanles com a pro-
vincia de Peruambuco, nao adiando mais guarida
alli pelas resine tas medidas que lera sabido tomar o
mui digno presidente, conselliciro Jos Benlo para
a represso do crime, e sendo eflicazmcnte persegui-
dos pelas autoridades pulidnos daqui, enlregam-se
voluntariamente a prisAo dcsacoroeoando de esca-
parcm vigilancia c aclividade ltimamente desen-
volvidas pela polica. Havia porem um obstculo
que pareca insuperavel; era o jubileo do jury de
que Umlo sequeixava o ex-presidente Saraiva : o
remedio que aquelle alilado adinini-lrador julgon
conveniente applicaraomal foi o augmento de duas
novas comarcas na provincia, eiisandodafaculdadeque
Ihe confera o acto addicional conslluicao do im-
perio, convocou exlraordinarianienle a assembla
provincial de que obteve temelhanle creacao : hoje
acha-se a adminisiraco de juslica repartida por 8
comarcas que estilo todas providas de magistrados
probos, inlelligenle- e Ilustrados, o se esles magis-
trados exercerem sobre o jury a benfica influencia
que lhes oulorgara nossas leis ha toda esperauen de
que bem cedo se convcrla o malfico jubilen em
severa, porm salular condemnac.-o. O laclo ulti-
mo oceurrido na Imperatriz denota que este tribunal
vai-se compenetrand-i da indeclinavel necessidade
de punir o crime, quer esteja elle personificado no
desvalido quer no potentado. Pedro Manoel. o cri-
minoso de grande Horneada, o lerror da antiga co-
marca da Atalaia, depois de M haver entregado vo-
ltmlariamenle a' prisfio foi subinellidoao julgaracii-
lo do jury, e quando se coutava cora a infallivel ab-
rois de quatro annos quo cominanda as armas, i solviera, eis que nielarte dos juizes de facto se pro-
pela tcrccira vez, n'esla guarnicao; e a con- nunria contra, muslrando-se tuflexiveis e sordos a-
serva no p desejavel de disciplina e de ordem. i vozes do patronato : esse preniraciaiiicnlo conlra
A sympalhia c amisade que Ihe consagram seus
cnminandadot n.lo he um problema a resolver : en-
tretanto a niiiguein he licito negar a S. Exc. o*
foros de severo mantenedor dos salutares preceilos
da disciplina militar ; miasSe que alit elle desem-
penba grangeando a estima e a alleicln da seus
tuhditos pela iipplicae3o dos principios da juslica,
e dos dilames da honra, da prohidade e da r-
baiiidnde.
A subida asliina que a guarncilo da corle tri-
bua a S. Ex. acaba de rctfeber nina prova osten-
siva da part da oflicialidade do i. natalicio de
infaularia. Etses mocos, educados quasi lodos sob
a rispidez disciplinar do* exercilos ein campeona,
apreciando por isso devilamei.te as virtudes mili-
lares de s ra esclarecido general, lizerara a S. Exa.
a ollera de uraa dadiva ateaz lisongcira para n
honiein de guerrauma espada. Essa rspad i n,m
he uma espaija de luxo era de nstenlacilo ; he uma
esjtada do nokro nniformede general. He una espa-
da pobre de alor intrnseco, mas rica de li-ou js-ira-
recordaees ara o n dir geueral a quem foi olierl.i-
da ; rica de aprativeitieotimenlo) para a respeitavel
oflicialidade oflertante.
S. .\. com sua reconbedda modestia pedio per-
missao a S. M. 0 Impender, por intermeilio do mi-
nisterio da guerra, para acedar aquella espada, e
usar delht ; p S. M. 0 Imperador bou ve por bem
coiiceder-llie lal permissAo, por aviso do citado
ministerio dh 15 ilo mez rnrrente. Ninguem deio
lera de ver I na nflerta urna solemne deraonstr.ie.l-
de reciproci conliaoea entre o general coinman-
danle da loica armada, e essa mesma forra: nin-
guem deixai a de ver Da olTerta nina garanta de dis.
ciplina e de ordem nos corpos da giiaruicAo. Ilou-
ve, porem, piera torturas-i: sua roiivircao, e (rans-
futraasse a laturalidnd de urna neglo, quanto a
no*, io loivavel, cm inslruraenlo da mais me*-
quinlia. de inai. miseravel inlnga ; e assim a ati-
rasse ao publico tas paginas de tuna gazela deeta
cu le. que :oza dos furos de hem cnncciluada. i-'c-
pneceu isso no arligo hebdomadario
que cosluma ler por titulo a Semana.
aquelle, de quem ha un anno ninguem cosaria nem
em voz baila fallar mal, he um verdadeiro Irium-
pho que se acaba de conseguir sobre o crime, e cla-
ramente demonstra a eflicacia dosnieio* empregados
para a sua repressln, a desmtiralisarAo quo vai in-
tensamente grassando pe'a numerosa lileira dos pa-
tronos do* criminosos, eoaniquilamei.to da influen-
cia adquirida pelo I.acamarle c punhal, rujo reinado
esla' nos paroxismo*.
Assim pois a segurani;a individual acha-sc em
mui liiongciro eslado : o actual ulniiiii-trador des-
vela-te cm conseguir a completa repressilo do cri-
me. e para isso nao omille providenria alguma :
nesse uobre cinpenbo continua elle a ser cflicazmen-
le coadjuvadn pelo raui digno chete de patete, Dr.
Manuel Jos da Silva Nciva, que cm nada lem des-
mentido o valioso concedo em que o trabamos
Exc, emharcou, indo acompanha-ln ale o embarque
varias pessoas de consideraro : consla-ine que S.
Exc. pretende demorar-se muilo pouco lempo na-
quella cidade, cque [endona achar-sena canital no
dia -23.
Esqueci-me de dizer-llie na cpitlola pastada que
no vapor Tneanlins ve.o o inspector da Ihesouraria
geral Jo3o Severiano Riheiro, o qual |,. se ocha em
exercicio : pareceu-nos ser homem de maneirat deli-
cadas e polidat.
No dia 21 do crrente a flexa de um ligete oa a
incuria de uma pobre velha occasiouon o incendio
de 17 casatde palha na ra de Sania Mara qae Ara
nos aubuibio*. A' aclividade e diligencia daa auto-
ridades policiaes e militares que acudirn) logo ao
lugar, deve-se nAo haver maior descrece. Por feli-
cidadade ninguem pereceu, nem houvr queimtdu-
rat graves. Consta-nos que se promove umt ub-
rripcao em favor dos miseros mora-lores daquetlas
choupanas. osquaessendo pauprrimos, liraram re-
duiilos a ultima extreinidade, privados ele da pa-
lha- que ns abrigavam da intemperie.
Nao terminare! esta sem dizer alguma couta ao col-
lega correspondente desta provincia no Liberal, que
tanto me roimoseou em tua mi'tiva de 9 do mea pas-
tado. Nio sou atsignanle daquelle peridico,e tena
obrado a grosseria de n.lo dar ao collega oa compe-
tenlet aaraderimenlns. ae um raridoo amigo me nao
mostraste o numero 631! dnquclla folha. No final da
sohredila correspondencia dirifindo-se o ambelisi-
mo collega a este seu huinilissimo servo, principia
mui polida e delicadamente dizendo : Menliu o
correspondente do Diario etc. 13o tmenle porque
eu havia dito.Contaram-me que muilo* amigo* do
Dr. Manoel Joaquim vieram capital filicila-lo pela
sua noinearao e acompanha-lo ale o Passo omle se
preparava um grande j.inlar de reccpclo !!Tenlm
primeiramente a advenir ao collega que a corres-
pondente do Diario de Pernambueo nAo mente ; pa-
de ser mal informado sobre un ou outro faci iiwig-
nilicanle, porem n3o cosluma fallar i verdade :
Quando por si mesmo nao sabe ou nao v, asi da
expressaoconsta-me ou contaram-me: a netsa qae
me informou acerca do acompanbamento do Dr. Ma-
noel Joaquim, e do jantar que Ihe preparavam, he
fidedigna tanto n-im que o pmprio collega nio nega
o aruiiip inliamenle. nem o poda faaer porque mui-
lat pestoas o Icstemiinharam ; cifra-te pois a barro-
sosa mentira no jantar qae te preparava ; porem
que prove aprsenla o collega para lachar o facto de
falsof Creio qu cullega ojio esteve no Passo. e por
contcqucnca lambem leve iuf..rraaci.e. c senam
ellas mais verdicas que as nossa *". Permita o col-
lega que cu dnvide.
Se eu quizesseser 13o polillo e delirado comoo col-
lega, poderia lambemjdizero collega mentio des-
pejadamente quando nessa mesma riirretpnihlenria,
fallando das lebrel do Pilar, esaevrra que o Irr.
A. C. Raposo pedir ao enverno uma protidenna
e pretende alli edificar um cemelerio mas nio
usarci daquella 13o mimo rei simplesmeulc :o cullega cuganoii-s ou foi mal
informado a semelb inte reapeito, e prova de u
engao he o expediente da folha uflidnl do* da- 17
e 25de novembro, publiradooot l'tiangrlh < ib- nu-
mero 91 e 98 Dilecto collega, quem perl'cipae i
presidencia que nb Pilar eslavam araautMio una*
febres de mo caracler foi o Dr. Silverio Pernea lesi
du Araujo Jorge, digno jniz de direila da comarca
da Allele : S. Exc. deu logo ai mais prompla, pro-
videncia e fez seeuir para alli o hbil medico J.
Teletpliom Kerreira l.npet Vianna. que foi qoeca re-
quisituu o empreco de mediJai preventiva, entra
as quaes a ronfeccao de um cemilrrio provisoria.
i>.1o duviilamos que o preslimoso Dt. Rapom le-
lil i coadjuvarto os commitsionadot pdo eavemo na
conslruccilo desa obra; porm appell nm. p ira es*e
mesmo Dr. que diga aolrollcca se pedio alguma pro-
videncia como avance o verdico collega.
Continuaeamavel collegabrindando-rae cora ot li-
osngeiros epilhelos dabestapaleta.eboin; a ludo isso
responderei como o l)r. "ranea.de Bahia a um .-iu-
dan 1 eque Ihe fez eerlo mimoniiia umtlo qae tem:
nem lodos portera ser labio-, Mpertee e atiladn- canee
o collega Nao veja razo suflicienlc para q
azedasse lanto a bilis rto rnllega so torque li)|Kilh<-
licamenle rallamos no conselboquedariamo a.. J..-e
Angelo, se fusae seu amigo Quera .lime que JW
Angelo be deraais na provincia, que era ave de r-
ribacao ? Longe do mim lal pcnsaniend.. fiqae a
ouerosissimo cargo ; mas larabem deve elle eslar sa-
tisfeilo, pois v os benficos resaltados das diligencias
empregadas. Os alternados graves contra a vida c
propriedade carta vez te tornarn raais raro*, crimi-
nosos de morle oulr'ora, chegam do interior du-
zias capturados pelas aulori lude- policiaes ; oulrus
deliiiqiienles de importancia e influencia enlregam-
se espontneamente prisa., desamrocoado* de po-
Nao entend bem o que aoct D cullega duer rom
a sua pergunta .Manoel JoaquimeCawd.. -,,n abra?*
parece que o col lesa os cnnsideri roma iiulii lade.
caro.nio, ie agaelle- d ns .enhor,,. ,,e -, ,.,.1,,-
reis lorrai.los, que everrrin i iiini .ilanlis-iin lugar
de jniz de direito. que lera por veze, ranreBalada a
nac.lo, sendo anda n lualraenie o t.n epuUda, e o
2." 1." aupplenle, na* alo obra, n que mermo* naa
derem mais subtrahir-se vigilancia c aclividade da 'l0'" ******* g iralujadores de epi-
pnlicia. No mez passado s liouvc um assa-sinalo,
que j Ihe refer: durante tsle me/ al e-la dala,
apenas lia noticia du ass.i-sin.ile de nina mull", de
Olanlo i anieacn qe 0 men illiislraln c imhre col-
lega sC dignou de lazcr-ine ,|,. |, ,.r.,r .,>. ,|4
minlia avn-lorta. se eu c.ralii.ui,< na. crin.-... Ic-
lizinenie
de-sn ga/ct
Dizemoi fe
nome Cecilia, perpetrado por uraa prela de nome i *' dieer-tt que aquella a*bt malhec aenhaia
Mirhaella. a M*tiui ioinnielteu o crime cora nma|*. heinaveiiluran a eterna,M o ralieta fia diaamij
fouce no lugar Uirro-xermelht era Ouebrangul... e -1 lr t tu lao smenle cwai louvavrl
pude evadir-sc.
Mais Irauquilbi a rc*|teilo da seguranra indivi-
dual, vendo earantida a vida do ridadio, porte ago-
ra o presidente da provincia laucar -uas viatet lieiu-
fazejas sobro oulros ramas da admiiiisirac.lo. Como'
Vmc. n.lo ignora, ha mudo que reflerlin lo no imini-
nenlc mal que iras amenca falta de braco para >c' sejij o collega vrrpr .
SPSHU
.ntent.i de
Ira/r-ine nova- ,1 il i. iiiuit-. agradecer -o c. llega
os boaa nfiicos, e crea que larei grande aiisf,.,!io
em ouvi-las ; IMS duvida inuiin que Ci-llea
grc--e. se cmpnb n-ler Uo .iitii.-i! llaglia. pa
ria o primeiro, \ ule c n.....ni......-idlig.i un,- !,. MM.
xiiua dos anligos spintus eai (,,.,i' ridlfl i ,|.
izmenle, porque a iii-iguilic.uicia desse a /coico cogita S. Ex. not meras mais |iruinplos
arligo he j lilamente appreciada pelo bem senso dale efflcaiea para reraedia-lo, c nesse empenho tem
seus leiloros. Nilo sabemos quem he o escriplor da
Semana ; mas estamos convencida de que, quem
quer que tille sej.i, carece muilo dos principios do
cavalleiro a do hora culadAo. O cavallciro. o hora
cida.iao nunca empunha a arma imniiinda da in-
triga o dd ridiculo para ferir o-n ridadao respeita-
vel |HT su.-1 virtudes, ura grande dignitarin de im-
perio, nm merahro das altas jnrarchiat do excrcito,
um generil que ostenta honrosas provas da cralidilo
nacional em recorapen-a de quarenta e seis anuos
i de valiosos servicos patria, prestados con honra,
se esforcado Iheorica c praliramente como depn-
ladoergueu a voz na cantara qu.ili lennal, diagira-u-
camloii e indinado a Iherapeuthica adequarta ; co-
mo presideute fez na provincia
Aran el .'dilecto cullega, fique eerle que i,.i,, |f.
nho medn de pepee*, nem d almas d'oatr* rnaatt*
-.....-"ileg-i me eaiiaeeesae maai da parla vera n>
uno-..o ,1o-mais rae.Iroso.; e peca-IKe venia pira
diier-lbe que ola en erro acerr dat mitkaa .'-n-
f
que adminislrava rore.., c eneiiion- ensillos cujos resnliulos cvuneraulemenle prev- presta rulot futura e largas lu-rm-e o WW
rara que nao era um utopista ; queremos fallar da Iraca., a sera, Ibanie respeil,,. |.,a, de mim 15
provincia da larahiha. que boje j vai gozando dos! posas v islas, de hora grado as deivn pan ,.
sazonado* inicios provenintes da benfica influencia pienlissimo, eeperliaeima, alila lissimo
do*presidente Se e Albnquerque: o inelhoramenln quem nsseguro que
que lem alli experimentado ltimamente as machi- (ce a etlcs versos do men, atmpra lemhr-1
n'as dos eiigcnhus de fabricar assucnr lie devido 1 racio.
c*-
n prri-
iii'-u -a-
"llrga. a
u unta liaquella- raras ricef-
Ito-
miiti fln


DIARIO UE PERIUMBUCO. QUINTA FIRA 4 OE JANEIRO OE 1855.
Qui ,1, Mtrrenat, u.( nemo. quam tibi tortem nao ser riscada do mappa das nares como deseja
.ser. ralio dederiL seu fots objecerit, illa o czar.
Perdoe-me Vmc. se me atrevo a tocar nossas cou-
sas, eu ignoro o que vai por aquello mundo, porque
nSo enxcrgo mais para ler ; o mea especial he quem
me faz o obsequio de informar-me do que sabe. as-
sim como de cscrever estas.tolices.que eu lite dicto.
Saude no corpo, paz no espirito, e diubeiro na
bolsa, eis o que llie sei desejar.
dem.)
Coixlenlut vicat ?......
ese por in.eliridade calisse eu na sandice e toleima
dealimeut.ir tittt larga e futuro, desojara entAo
ser acremente guerreado pelo meu sapientissimo
colica, a uem por- ultimo desejn as mais felizes
feslas, equ no Hnno vilMtot.ro continu a ajudar-
me a carrejar o oneroso fardo de ooliciador, que
por mal de ineus peccados tomri s cosas sendo tAo
nesta, bobo u paleta ; cont porpm que as luzes, es-
perlezas e allaeOes do rellena supprirao as lacunas
e omisses passadas, prsenles e (aturas. Vale.
P. S. Nao sube o jubilo que de mim ae apossou,
quam! deparei com o sen nome entre Os MSSMM
'/' dos na lista dn da 2 de de/.emhio, creio que como
meu prazer mesrlava-se boa (tose de egosmo, pois
sempre he uira honrara esrrever a gente constan-
temente para um official da Ordem la Rosa ; e com
quanto Vine, jcomu muilos sojeilinhos que eu co-
nhero, nao responda s innmeras epstolas que se
lbe eiiderecain, apezar de ludo nao quero passar
por incivil, e aproveilo esle caulinho de papel para
dar-lbe osmeus sinceos o cordeaes emboras.
Saldo.
Em cobre.
notas .
t laura
HI.S5U0I)
l:OI8s273
1:0182273
i
COMARCA DE PAO DALIIO.
37 de dezembro.
Mais val tarde que nunca; e por isso seja-nos li-
cito boje consignar aqui duas palavras acerca le u-
ma correspondencia publicada no sen Diario de 13
do andante sob a ass.guiitura do l'odalhouse a
-' qua! dizendo respeito este scu criado V, tocava na
polica desla comarca. Nao era jamis nosso propo-
silc responder ao tal Podalhense que lalvez seja
l'aodalliense, como nos ltusso, ou Turco e nem
mesrn lenba o seu umbigo euterrado ncsla boa
comarca, onde umitas vejes nao possue se quer um
palmo le Ierra; mas desprezandu ludo quanlo na-
quella correspondencia a nos se refere, por nao ser-
ros catt de fila, que ladramos e avancemos estimo-
lados por siguen), e neirl lAo pouco por nao preci-
cisarmos de um tal Mentor no detempenho da nossa
honrosa tarefa de correspondente do Diarto de Per-
nambuco, nao podemos todava I citar passar in lac-
la a parle na referida correspondencia que censura
a actual polica desta comarca; por quanlo o noss
silencio nesse caso servira de sanedonar o juizo me-
nos verdadeiro lo apocrvpho Paodalhcnse pela rc-
gra qitit tacet, consentir videlur.
Cora elTeilo, que o Paodalhcnse accommcltcsse
ao pobre correspondente de Pao d'Alho por este, ou
aquello motivo, seria|islo mui natural cat louvavel;
porem que levasse a sua aggresso ao ponto se re-
prochar a polica actual desta comarca e inculca-la
aos olhos do publco,como urna polica mi e imbcil,
he o que nao podemos soffrer, o uem devemos con-
sentir, pois que estamos convencidos que a actual
polica da comarca em nada lem desmerecido at
boje, como vamos demonslra-lo.
Deplorou o aulor da correspondencia a poca da
adrr.inislrar.3o policial do commandanle superior,
Francisco do Reg e Albiquerque.porque, dizia elle.
o furto de cavallos eslava agora em scu auge por
terem sido furlados as feiras tantos e quantos ca-
vallos; ah.' ou enganou-se o Podalhense, on en-
tao nao viveu nesta comarca durante o lempo da
polica do commandanle superior I!! Porvenlura
ignorar o Piodalhense que os cavallos do capitao
Manocl Fraucisco Ramos e do altares Francisco
Joaquim Padillia foram roubados na villa de dentro
das estribaras das casa-; daquclles seuhores no lem-
po daquella administradlo policial, empregando-se
o arrmbamelo na lirada desses auimaes ? I Nao
cerlamente, porque esses fados foram de nolorieda-
de publica na villa e comarca de Pao d'Alho. En-
tretanto alguem por isso acoimou de fraca aquella
polica f Parece-nos que nao.
Ora, se em presenta de fados desla ordem a po-
lica daquelle lempo he eodeosada e chorada pelo
Podalhense como se lia de censurar .1 polica do
lenle coronel Laurencia Cavalcanli de Alhuquur-
que a ler-se dado o facto de se furlarem alguns ca-
vallos em das de feira ? Nesse cas tambera seria
censuravel a polica da cidade do Recife, vislo que
all lambem se furlam e.ivallos, Irazendo ao Po-
dlheuse para eiemplo o cavallo que alli furtaram
ha pooco a um labrador do eugenho Bello Monte
desta comarca em pleno lia, e anda nao foi appa-
recido. E poder-se-ha contestar que a policio do Re-
rife he bastante activa e enrgica 1 Portaalo da-
qui se infere o pensame.ilo que presidio ao Po-
dalhense na confcccao de isua correspondencia!
qual o seu fin),
Alm disto, como pode ser m a polica actual
Pao d Alho, se o seu pcasoal nao foi alterado
de
?
pelo novo delegado, se o sub.lelegados e inspeclo-
re* de quartcirAo de boje sao os meamos de oulr'ora.
porque nao foi anda demitlido um inspector de
quarleirao ao menos_! Se esses encarregados da po
licia cumpriam enlo cora os seus ieveres, deve-
mos suppor que elles anda hoja os cumprem, seudo
que se alguma gloria cabe a polica do ex-delega-
do, tambera merece a mesma gloria a polica ac-
tual cranosla los mesmos empregados, tanto mais
quanto, o conimtnddiitc superior pelo seu estado
le molestia eslava quasi snpre fora do ejercicio
da delegacia, a qual ero ejercida pelos seus sun-
plenles. r
Convimos que haja dspardade entre a adminis-
Iracao policial actual e a pretrita, tmenle n'um
poolo, e vera a ser este : que sendo o novo dele-
gado dolado de acetenles predicados, falli-llie
todava um, que he o da retciencia afilada que
o Podalhense oulorgou ao ei-delegado.
Assim, pois, he justo que urna vez que se reco-
nhece que a polica do commandanle superior foi
boa, deve-se tambem eonfeitar, que a do novo de-
legado he boa ; c esse respeito somos imparciaes,
eappellamos para o juizo queemiitimos em ootu-
bro quando traamos da enmirac,o do ei-delegado.
poit estimamos que se di; a Oaar o qoe he de Cesar,
e nSo desojando incensar a 1 Igucm, temos nica
meule em vista presentemente oamicus Plato,
sed magH amica venta'.
Fiualmenle, convem ponderar que o Podalhen-
se tal vez faca parte de um circulo muito pequeo
que dizero existir na villa, o qual projecla plautar
a intriga eutre dous cidadaos respeilaveis da comarca,
que sempre viveriam em ntima amisade e harmona;
o qual almeja ver esses dous senhores desunidos
c intrigados para luerar.-ra com o-sa desunan. E
aprovciamos a opporluudade para fazerraos sentir
a esses disliiidos cidaddos que nao decm ouvdos
aos autores de taes intrigas, e lerabrem-se que da
uniAo resulla a forra. Virtu unita crescit. Islo
posto, pastemos a oulro assurapto.
Nada de nolavel nos consta que tenha oceurrido
ulliinameule contra a seguranza puMual e de pro-
predade nesta comarca. O que muito abona a po-
lica do nosso digno delegado.
A missa do gallo foi muito concurrida de povn,
lano na matriz, como na igreja do Rosario, reli-
raudo-se depois algumas pessoas da villa para os
engenhos, alim de passarem regaladamente os dias
de fesla.
Muilo folgarei que fruste Teslas felizes. e que o
rcsianle do anno lhe rorra propicio, e bem assim,
que o novo anuo de I8.")3 inga uma euchente de
prosperidades para Vmc, seus benvolos asignan-
tes e para este seu velho amigo o Y.
{Carla particular.)
tan**...
J ; c z 3. ' fiiPfffrfif so.-......0. flecrutas. TI a. a 3 0 a t C. O O. a 3 >. n -" 1 B:eS*.c,!8S3g8l8*
i l \ S-4S.ok$SSi!SSI8aD Promptot.
= -v 0 C *li ^- SKJW S fncapazes.
9 ^ -UUMUtn"IOIClt!-M i" batalhCiode arlilharia.
z 1 -IJWi,_Kli Promptot.
^ z : .* B 5 - fncapaze*.
as s 0 - CS>io=CnloiOa M 2 batalhao de infamara.
J sbs-m!i0,k_s_u Promptot.
oc -s - 9 lXStnBO-*-*DH*. Incapaze.
1 0 i ' O^SiUkiub^ 0 batalhao de infantaria. Promptot.
5 ; a - S uaetBio, bk)
i = ='< =" BBBBtn Incapazet.
> 6 -0 ; 3 _ 0:-.MB B*S|0|i-s B B 10. bata'hao de infant.
2 c - ft1 Stn-SBIO-ss Promptot.
^ -*WBB(WBBBBB s 5 Incapazet.
- l ; s u r cs:= Cavallaria.
< flUes-BBsu- Promptot. 03
? BIOBBNIBBKJBBBB Incapazet. B O
0 3 - B*.BBCiB-.--BB Artfice. 3" O ES "S.
sil O _ -* BI^BBtwsBB^BBB Promptot.
i - BlSOBMe B BB Incapaze. g
3 .1 as a. . S M~iBMnSlooiSi>x~rss Voluntario!. " B
p 5 *t,i3 e)-iSx-**ifto Promptot. a)
O UIC= rr-lC:-------r Incapazet. D
^ >s>=sst&Ta~&-*-'S'^*. Marinha. w
-* BBBBBB^B-*BB-^ Promptot. 0
t" BBBBBS = BKB-*W Incapazet.
W BBB8"^B-^B8B-^ Guarda nacional. ae
^ BBBBBB-"BBBBB Promptot.
IO &S2SX~*3!SSi;&&~' Incapaze.
** BBBBBBSB^BBB limpregadot publtcot.
"* SBBBBVBB^BBB Promptot.
B BSBBBBBBBBBO Incapazet.
KJ xasvsssstosisss's Corpo de policio.
*0 BBBB8BI08BB9B Promptot.
B &&!SI3'SSSS3iSISS3&V Incapazet.
O Ihcsoiireiro,
Thomaz .Inte da Silva GutmSo Jnior.
O escrivto da rcreila o despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz FontecOy
Demonstrarao do caldo existente na csixa de dep-
sitos em 30 de de/.emhro de lJi.
Sabio em 30 de nnvembro
prximo passado. 352:2128383
Receita no corrcnlc me/. 9
----------------352:2129:188
Despeza dem .... 3i:0.5ftjiM)(l
Saldo.
Em notas.
d letras. .
1.5-5000
3I8:1'|5:
3l8:15ti?!88
318:151*188
O Ihesoureiro,
Thomaz Jo da Silva (utmo Jnior.
O escrivao da receita e despeza,
Autonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
DIARIO DE PEHM1BIC0.
E eu ro-me dos lolos, passeaudo
As noites mnh.is a fumar contente ;
Namnro-a sem inoslrar-lhe o meu fuciuho,
(juesou toilo um poeta iudependcule.
E goslo desla vida assim vivida
No silencio da noile sol comigo ;
Vivo pobre e feliz, cont as estrellas
E lenlio um violao por meu amigo.
Encostado ao portal la iniuli 1 amada
Horas inteiras passo alli cantando ;
Cuido ouvir que me chamameu poeta '.
Quando apenas dnriniudo esl.i roncando !
Son pobre sem vinleo, mas sou pncla,
Rico de esp'ranca, sem futuro anda ;
Vivo contente, porque lenlin amores,
Amando umadonzella doce e linda.
Recife 27 de dezembro de 185'..
Por um academiro de direito.
STIEMIS E ARTES.
Incendiou-seanleliiintem, das 7 para as 8 horas da
note, uma fabrica de distillacao perlcnccnle ao Sr
Joaquim Lobato Ferreira, sita na freguezia de S.
Jos margem de Manuel Fraucisco, fronletro aos Coelhos, c pr-
ximo a casa de detenc.o.
Denunciado o incendio pelos sinos das igrejas. acu-
dirn) as bombas do corpo de polica, da alfandega,
dosarsenaes de guerra e marinha, e acharan) se pre-
sentes no lugar o Sr. chefe de polica, cominan te superior da guarda nacional, as autoridades poli-
ciaes e militares, as pravas do corpo de polica, as-
sim como grande numero de cidadaos de todas as
classes, estando os hatalluies da guarda nacional for-
mados at segunda ordem ; porem todas as diligen-
cias foram quasi inuleis, porque a violencia do fogo
alimenlado pela grande quanlidade de espritus e
favorecido pelo vento, dentro em uma hora deslruio
completamente todo o interior da fabrica, deixando
apenas em peo caix.'n guio-se que oulro lano nao succedesse casa con-
tigua, onde existe um moinho de mlho, a qual so-
meute cou arruinada.
Dea causa ao incendio a explosao de uma caldei-
ra. O prejuizo do propriclario dizem-uos que foi
consideravel; mas felizmente alm delle, nala mais
houve a lamentar, nao estando aquelles predios ha-
bitados por familias, e achaudo-se em lugar reti-
rado.
A repetirlo dos incendios ncsla capital parece
exigir om regulamento especial desuado a facilitar
o aervico que em taes occasiOes se cosluma preslar,
evitando-se cerlos inconvenientes bem conhecidos,
segularisando-se o (oque dos sinos, lendo-se sobre-
ludo as bombas em calado de seren proveilosas etc.
etc. Rogamos ao Sr. chefe de polica se ligue de
lomar em cousdcra;ao esta nossa simples lem-
branca.
I loniem, pelas 4 horas e mcia da larde, c quando
mal tullamos principiado a trocar as liiihas cima,
locaram de novo a incendio os sinos da freguezia de
Santo Antonio, lendo-se manifestado o fogo em uma
fabrica de charutos da ra das Trincbciras, por ha-
ver sido demasiadamente aqiecila a respectiva es-
lufa, donde se commumeou o fogo ao sobrado, cujas
escadas e o soalho do lado posieriur ficaram em par-
le queimados. Soccorri.la em lempo a casa, foi o
incendio alalhado, lendo-se salvado inclume a fa-
milia que a hahitava pela varan a. Comparecern)
as autoridades civis c militares, e foi nolavel a dedi-
cado com que os mesmos particulares houveram-se
no soccorro prestado.
PIBLICAJES A PEDIDO.
X

VILLA DE ll.lU.ASSr.
l.dc Janeiro de 1855.
Principiare a niinlia primeira nrs-iva cle-le anno
por fazer-lbe senlir, que mullo eslmarei, que lenba
Vine, li.lo innilo boas feslas e felizes entradas de an-
uo. Feilo islo passo ao empenho de noliciador des-
tc recanlo.
Declaro-llie com loda a sinceridade de que sou
rapa/, que o Diario que publicou o autem genuit
dos agraciados do da 2, trouxe orna forle agilarAo
para os nimos dos habitantes desla muilo nab're,
tempre leal, e a nios antijt villa de Iguarassii ;
principalmente porque livemos dous despachos para
nos-1 Ierra ; o liaronat do Rio Formoso para o Sr.
coronel Manocl Thomaz Rodrigues ('.ampollo, c uma
commeoda para o Sr. Francisco Honorio lie/erra de
Menezes. Escuso lizer-lhc, que ten) essas unmea-
r6es sido bem aceitas ; porque todos saben) que o Sr.
Manoel Thomaz honra o ttulo, com que o agraciou
S. M- o Imperador, e que n Sr. Honorio nao desme-
rece a condecoracAo. Manifesla-se nesset despachos
a nlencA 1 lo eoverno de conciliar; porque o Sr.
Iiaro do Rio l'urmoso, bem que nao seja guiihini
no que faz muito hem, he leccdidamente saquare-
ma, e o Sr. Honorio he praieiro alerrado, e at di-
zem que republicano. Nao crci en, humilde ma-
tulo, que de poltica pesco ainda menos do que de
greco, que vmetlcr o meu bedelho nessa grande
questao le conciliario, que agita as cabecas esta-
lllas. Quem q 11 izer esluda-la, que lea a VniSo e
o /,/6cral,que se debalem por cansa do um artigo de
Ma rdac dous jomaos a L'niao faz o papel de opposicionisla
ao pensamenhr-slo governo, o o Liberal esqueceu
por momentos o seu posto: elles la se enteiihui.
I'nim vollando aos despacios, sempre lhe 4>et!irei
liccni;a para fazer uma oliservacAo; nolei qu entre
(antas iioiiiea^es. a elasse menos aquinhoada foi a
magistratura, a nao se querer fallar uos magistrados
poltico-, que por essa cireumslaiiria sao lembrados.
Dos melivre de, mesquuho como son, censurar o
governo, qoe alias muilo e muito venero o estimo;
mas caiisou-rncslranlieza ver, que a elasse que mais
respeitos merece pe seu carcter sacerdotal, e pe-
los seus serviros, 11A0 seja mais considerada. Hasta
de atneirar em materias que me nao importara.
N lia 8 lo prounio lindo leve lugar como lhe
annunriei a fe-la da Concci;Ao no reeolhimenlo das
freirs. Ja em ma das miabas passidas Uve occa-
siAo de di/er, c ora repilo : o governo leve proteger
esse esl.ibileeimenlo, que mullo bem pode .ser con-
vertido cm un asylu de educaran para as orphaas
pobres. Pnleccs>einos ler colle^ios para ensiuo do
sexo femenino disseminados pela provincia, que nao
veramos com pezar, quanto se aclia anda atrasado
i-nlre nos o aniavel sexo, que em sua maor parle
fazem abrindo a bocea, ilesapparccer toda a poesa,
que inspira, como nolava o' finado padre Lopes
dama.
Nao sabi-mos por aqui em que para a guerra do
Oriente; se os alijados ou os Russos lem tido as van-
tagens. Ha lias espalhou-se por aqui a segunda
c iic;Ao la peta trtara: um turco Irouxe tl'alii a
falsa noticia de que Sebastopol tinha sido lomada, e
que essa cidade linln-se Iluminad em signal le re-
cosijo. O ccrlo he que a COttia nAo be lAo fcil, com
se dizia, eque os Inglezes nSo lem correspondido s
bravatas do Napier. Eu ainda continuo a esperar,
que a causa da jusliea Irumphara, e que a Turqua
BEPARTigAO DA POLICA.
Parte do dia 3 de Janeiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
differe.iles parliciparoes boje recebidas nesta re-
parlirAo, consla (erem sido presos :
Pela delegacia do I" idislricto leste termo, Fran-
cisco (iouealves Carneira, por ser criminoso, Anto-
nio Alves da Silva, por suspeilo, e Antonio Francisco
Ferreira, para remita.
Pela subdelegada da freguezia da Roa-Vista. I.eo-
poldno Jos Francisco, para avergui;.'es policiaes.
Pela subdelegada da freguezia de JnboalAo, o par-
do Antonio da Silva, por ser criminosa de morte.
Honlem pelas 7 horas da nnue pouisauntais ou me-
nos, manilo.tone um incendio na fabrica de dis-
tillacao de Joaquim Lobato Ferreira, sita na fregue-
zia le S. Jos a margem do ro e na ponta denomi-
nada deManoel Francisco defronte dos Coelbos.
Achava-se ha lias sosinlio na mesma fabrica o prelo
Antonio, escravo do dito Lobato, encarregado dos
trabadlos do alambique, o qual tendo pouco anles da
referida hora locado fogo na respectiva caldeira para
concluir uma dislillacAo que eslava fazerdo, enessa
oecasiao dirig ndo-sc beira do rio onde o levara uma
precisa, acnnteceu arrebenlar-se a dila caldeira e
fazer uma explosao, que promplamenle communi-
caudo-se a man le quanlidade de espirilos que exis-
tan) na fabrica, produzin o incendio que ...lo pJe
aer evitado pelo prelo, apezar dos esforcos que em-
pregou e dos brados que dava por soccorro, lirados
que uo podiam ser ouvidos, seudo como he a fabri-
ca situada em um lugar retirado e quasi que solado.
Apenas porni o incendio se paleuleou, as torres das
Braja* deram delle signal, e minedialamenle liri-
g-mc ao lugar, onde igualmente comparecern! to-
das as autoridades cvis e militares, concorrendo
igualmente as praeaa do corpo de polica, a guarda
nacional, muilos cidadaos e as bombas de polica, da
alfandega c dos arsenaes de guerra e marinha, sen-
do esla ultima bem dirigida pelos seus operarios, a
que mais trabalhoii para extinccAo do fogo, visto que
aquellas outras sofireram logo avarias que as lorna-
ram incpazesde operar com vaulagem. Ueralmen-
te foram por todos empregados os mais denodados
esforcis, mas infelizmente o incendio alimentado
cora a grande porreo de espirilos e ajudadodo ven-
to, tomou-se superior a todas as diligencias feitas
para o extinguir, e apenas consegoio-se vedar que
ello s;comraunicasseao predio que (cava junio a fa-
brica, o qual (con alguma cousa arruinado.
Quasi a uma hora da noile depois de ter lomado
todas as providencias para evitar extravos, retirei-me
deixando algumas pravas de guarda ao edificio, vis-
lo que esle eslava era portas e janellas e reduzido
Minente a paredes. Felizmente ..Ao se deu um s
desastre, e segundo sou informado,he calculado o pre-
juizo do proprelaro daquella fabrica em 30:0005 rs.
pouco mais ou menos.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de Per-
naiobuco 3 de Janeiro de 1855. Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Joe Rento da Cunha e Figueiredo
presidente da provincia,0 chefe de polica, Luiz
Cirios de Poica Teixeira.
AOS BRAVOS EM FRENTE OE SEBASTOPOL.
Improviso dedicado a todos os cidada'oi
Francezei e Ingleze*.
|.or
A. M. O'Connell Jersey.
Nos gelos do Norte
O llus. enterrado
L mesmo acossailo
Ser por Mavorte.
Ao Turco indolente,
Que SOIlha fumando,
0 Kiisso inslenle
la anniquilaudo ;
Cohorles famo-as
De A lina, da Franca
Com grande pujanza
O Turco animaran),
E 0 Russo ali ellai ,1111.
Cossacos do Don
Nao resistomt nao,
Aos bravos da patria
De Napoleo ;
Aos f.lhus briosos
J)a Grande Albino.
Em Sebastopol
De 1*.mimes coberla
Se julgnvam livres
Da ruma certa ;
Por I rairus-ltivir'ios
Sao logo cercados
E bombardeados.
E o Russo assomado
Foi encorralado.
Cossacos do Don
Nao resistem, na,
Aos bravos da patria
De Na polea ;
Aos filhos briosos
Da Graude AlbiAo.
Astutos sclvagens
Com brolal furor
Sorlhlas lenlaram
Contra o invasor ;
E logo balida
Por grossa metrall.a
A russa canalha
A (role enxolada
1 con dizimada.
Cn.s-irns do Don
Nao resisten), na.
Aos bravos da palria
De .Vapulean ;
Aos tilhus briosos
Da Grande AlbiAo.
THESOURARIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
Demonstrarlo do saldo existente na caixa do exerci-
cio de 18.54 a 1855 em 30 dezembro de 1851.
Saldo em 30de]novembrn
prximo passado 29:679^619
Receita no correte'mex 124:492!>868
Dcs|>ezaidem.
Saldo.
Em obre.
11 notas.
151:l7is4S7
79:9725081
Com dous rail caolines
Na Sebastopol
Nicolao suppoz-se
Do mundo o pharol ;
Mas Francos-Rreldes,
Soldados vlenles,
Quebrara m os denles
Do tigre do Norte
Desprczando a morte.
Cossacos do Don
Nao resisten), nao,
Aos bravos da patria
De Napuleo ;
Aos filhos brhisos
Da tirande Alindo.
Os bravos do Alma,
Hroes dTnkcrman
IlAo de quebranlar
Russo talismn ;
Bayonetas cem mil
Nao podem salvar
Cossaco solar.
Cantemos victoria,
Valenlcs !... gloria.
T'biir.t
7i:12l90U0
74:2005103
71:200siW3
O Ihesoureiro,
Thomaz Jote da Silva Gusmao Jnior.
O escrivao da receita c despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Demonstrar.! do saldo exislenle na caita especial
das lolerias desta provincia em 30 de dezembro de
1851.
Saldo em 30 de novembro
prximo passado 1609000
Receita nq correle mez. 1050UO0
Despeza idem. .
Saldo.
Em nulas ,
5655000
IjOOO
Cossacos do Don
Nao semedem, nao,
Com bravos da palria
De > a palean ;
Com filhos briosos
Da Gran.le AlbiAo.
55O5OOO
55O3OOO
O Uiewareiro,
Thomaz Jote 1U1 Silva Gusmao' Junior.
O escrivao la n-ceila e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Ili'inonsiracao do sabio existente na caixa especial
da Miisini'-ra da ponte lo Recife em 30 de de-
zembro de 1854.
Sabio em 30 de novembro
prximo passado. 16:3375103
Receita no crrenle mez. 41:625j930
Despoza idem. .
Saldo. .
Em cobre. .
Itilas. .
57:963333
:i:70O5000
1065333
54:1575000
51:2635333
a"
54:263333
O Ihesoureiro,
Thomaz Jos da Silva Gusmao' Junior.
O escrivao da ratala e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Demonstrado do saldo existente na caixa especial
do cal;.menlo da- ras desla cidade em 30 de
dezembro de 1851.
Saldo em 30 de novembro
prximo passado. 6:609S633
Rcreila no rorrele mez. 8&610
---------------- 6:6183273
Despeza idem .... 5:6003000
Avante, prngresso !
Nao mais recuar,
Nicolao nao pode
Tin passo atalhar ;
Que o bravo France/.
E o firme BrelAo
NAo consentir;'
Cossacos marchar.
- iiaat i
O VADIO.
Ao amij'o P. Saldaoha.
Sou pobre sem vintn., mas son pola,
Rico de esp'ranca, sem futuro anda ;
Vivo conteni, porque Idilio amores,
Amando uma don/ella, loce c linda.
Fumo c meu charuto, qaando o filo
De algum collega como eu fumante ;
Zombo do llo sem furor, uem taiva,
E sou na paluscada um hora traante.
Odeio a luz do lia ; -o sol me fere
Os olhos morios de velar raneados ;
A' noile saio a na meditando
Sempre e-n cousas... na digo os mcus peccados.
Como poeta adoro mil deidades
Creadas por n.im na phanlasia,
A todas dou incens, a lodas amo,
E tenho cada vez a alma vasia.
E' que goslo das deosas leste mundo
De carne e osso, como eu sou feilo ;
Essas (era seu gozar, para quem sabe
Levar a vida com cuidado e geito.
Eu por mim tenho amor a certa joven
Linda, linda... e nao son, meu Dos, amado!....
Masque Importa T... sera foso de vala
A paxo que me Iraz alropelado.
Ella lem mil requehros, mil feilicos
Que mira me agradan), porque sao fingidos,
J cem apaixuna los, s le ve-la,
A' praia fram dar, quasi perdidos.
Relalorio enviado por Mr. Le Vcrrer ao ministro
da instrur;;io publica, e doscullos de Franca sobre
a determnatelo da difiTerenca le longilude enlrc o
observatorio real de Greenwlch, junto de Londres,
pelo intermediario do lelegrapbo elctrico sub-
marinlio.
Senhor ministro:
A determnacao exarla das dillerencas le longilu-
de cnlre os principaes punios do globo, [ao imporlan-
le para a geograpbia c navccacAo, lorna-se muito
mais ainda quando Iratae de observatorios de pri-
meira ordem como os le Pars c Grcenwich. A d-
visao do trahalho enlre ns csiabeleciinenlos scenti-
ficos das diversas.nadies suppe que a siluacAo relati-
va desses grandes centros de dvealisagOe* he perfei-
laiiienie conlieciila. Importa com edeito eliminar
por um calculo rigoroso ludo o que I-pende da di-
versidade das posi;ijes geographicas se quzermos
que as obser\acocs feitas em 11 ni observatorio qual-
quer possam ser reduzidas ao que seriara se tvessem
sido feitas em um sii, e mesmo ponto convencionado
do globo terrestre.
Heo observatorio de Paris que.eraras illustraijAo
franceza dos ltimos seculos, se lorna de ordinario
para esse centro ficticio ao qual se reduzem pelo
calculo as oberva;i)es feitas no mundo inteiro ; o se
cada narA para suas proprias Decesaidadcs, leni es-
colhido um primeiro meridiano particular, rosta ao
menos na sciencia um primeiro meridiano universal,
e be o do nosso observatorio imperial. Daqui o in-
leresse que liga-so a medida precisa dos ngulos
co:n pidindolo, enlre esse primeiro meridiano cien-
tfico e os prmeiros meridianos do rada naro.
Tem-se successivamenlc applicado a esta medida
litlcil lodos os recursos que o espirito humano lem
podiiro aprovejtar : os eclipses de sol, as occulla;ies
de estrellas pela la. os eclipses los satcliles de "jn-
piler, aa variares das coordenadas lunares, os sig-
naes le fogo produzidos pela explosao ,1o fugeles
que elevam-sc a grandes alturas, e roja luz se v a
grandes distancias, as triangulares geodsicas, cm-
fim o transporte simultaneo de um grande numer
le rologios marinbos levando llernalivamente a
Inra de Paris a Londres, e a hora de Londres a Pa-
ris, Indos estes mens siomui excedidos em precilo
e certeza pela IransmissAo elctrica dos signae*.
Quando cm 1850 se leu a notaos telegraphos elc-
tricos a primeira eatetKgo importante, a commissao
da a-sembla legislativa, da qual fui relator, ac-
crescentou minias lindas ao projeclo do governo e
entre outras o liuha de Dunkerque, sobre a qual
exprmo-se nos segunles (ermos :
A linha de Dunkerque aprsenla, alm dos in-
leresses gentes que lemas exposlo, um interesso sc-
enlilico. Diihkerque acha-so debaixo do meridiano
de Paris, c contnm urna das e-larOes extremas da
grande trangula,Ao que servio para a medida lo me-
ridiano de Franja. Ora, dando a propgatelo instan-
tnea do fluido elctrico o'meio de determinar as lon-
gitudes com precisa. ser til, logo que essa linha
for acabada, comparar a determnacao que o lele-
grapbo elctrico fornerer para a longilude de que
Dunkerque com os valores obli los, quer pela Iriaugu-
lacAo, quer pelas observares directas. >,
Logo depois temi sido construida a linha sub-
marioha que liga Doovre* a Calais, apezar las dif-
li -ni l.nles que a vonlade do imperador soube aplai-
nar, concebeu-se naturalmente o peusamenlo de
apiuvelar essa linha para leterminar a dilTerenca
de longilude enlre Paris c Grecnwich, e nesse desig-
nio collocou-se ha miiitnsannos a pedido Je meu il-
lustrepredecessiir, Mr. Arago.um fio enlre a adminis-
tracAo dos lelegraphos e o observatorio, bem como
os lis eapptrelhos de communicarao interior.
Foi nesse esta lo que achei a ques.Ao. quando em
fevereire pac-a.lo enlrei para o observatorio. Ape-
zar lo meu vivo desejo de ronduzir essa operario
com a maor rapidez possivel, pireceu-me necessa-
rio antes de todo estudar completamente o valor
real dos apparelhos lelegraphiros a empregar, prn-
cipalmenle as condicoes em que se ochava o instru-
mento das passagens destinado a dar a hora le Pa-
ris, leudo sido sempre esta delerminacAo a parle
fraca das medulas anteriores.
Depois de iiumnrixas e importan! modili -a.jii's
feitas na medid dos erros indriiiiieiitacs, a opera-
,-ao pode cmliiqserempreliendida pelos fins de maio:
Os resultados qptidos provaram que as delermina-
;es anteriores eelavam multoroaia apartadas da ver-
laile do que se teria podido crer ; e romo a discos..
sao dessas queslesinteressa nAo soinonle a' astro-
noma, senao tambem a' llieoria da figura da Ierra,
e verificacAo dos immensos trabalhos geodsicos
que lem servido de base s carias de Franca e In-
glaterra, he osseneial laucar primeiro uma vista de
olhos sobre as opciaces anteriores alim de mostrar
por onde ellas poderam percar, e a que condires
uma leiilro ellas podara' servir por sua combina-
cao com a medida recente.
OPEKACO'ES ANTERIORES ENTRE OS OB-
SERVATORIOS DE PARS E GREENWICH.
A primeira medida importante data de 1790. El-
la foi execnlada pelo general Roy por parte da In-
glaterra e por M. M. Cassini, Mechan e Leg>ndre
por parle da Franca. O mell.odo empregado con-
siste era ligar ns dous pontos extremos por uma se-
rie de grandes tringulos geodsicos passando por
cima do mar. Essa bella medida que abre a era da
geodesia moderna, l para a difireme de longilude
dos dous observatorios, 2. 19' 42"
Nessa poca a operacao principal, que consiste cm
orientar sobre o terreno um dos lados da rede de
Iriangiilos, teria podido lar ncrasiao a algumas cri-
ticas, por quanlo ella be ainda boje tirria las partes
mais delicadas da Geodesia ; mas se reflectirmosque
as estaees extremas cram observatorios, onde a di-
reccAo do meridiano he perfcila.nenle determinada,
concordaremos em que a medida de 1790 merece
anda boje figurar aqu com as medidas poste-
riores.
A segunda medida geodsica foi cxeculaila em
1822 o 1823 pelos capitAes Kater c Colby por parte da
Inglaterra, e de Calais a Paris pelos astrnomos fran-
cezes. Pederamos limilar-nus a esla simples men-
<;ao; pijis a par franceza dessas operarles, isto he,
a parle comprehi'ndida enlre Calais e Pars Maca
foi publicada. Depois de ler esperado debalde por
espaco de cinco anuos os resultados de clculos que
nAo leviaiii nunca sabir luz, nAo se sabe por que
motives, o capillo Kaler decidio-sc em 1828 a pu-
blicar a parte ingleza cujo resultado he o se-
gu ule :
Longilude de Greenwich ao oeste de Calais... 1.
51' 19" Depois afim de tirar um partido qualquer
leanlos trabalhos, na ausencia, dizrlle.dc mus alia
auloridade, tirn do Conhermento dot Tempot a
longilude de Calais. A somma desses dous ..lime-
ros deu-lhe 2. 20'l8"para a dilTerenca dos meridia-
nos dos dous observatorios.
O segundo resultado be mais forte que o primeiro
de 36" Sobre o paralleln de Paris. cada segundo
equivale a um pouco mais de 20 metros.
No ponto de vista da theoria da finura da
ra. he triste que se tenha lesconl.ccido a nec
Hade de publicar pelo menos, senAo de calcular
med llmenle a parle da triangularAo que
confiada nos astrnomos franrezes ; pois
he sean com a eondieJK) le comparar a lingi-
tude fornecida por essas medidas com a ling-
luilc determinada directamente, quer pelos sinaes
de fogo, quer pelo- sigoaei cledricos, que se polle-
ra tirar dahi alguma conclusAo til sobre a colligu-
racao local do globo lerreslrc. mas essas conctisOcs
nao podem ter valor, em quanlo as verificaco is es-
sensiaes que loda operacao geodsica compora e a-
presenla, nAo livercm sido oblidas. Por e\e nplo,
seria preciso que parlindo do azimut do pri neiro
lado, o de Greenv, ieh na eslarao visinha e cal ulan-
do siicces-ivameule de triangulo em triang lo os
ranlidns conlra as probabilidades le erro senflo rom
a rnudirao dt empregar um numero mu graude de
lironoinelres.
Os resultados fornecilos pelos lons me'.hodos pre-
cedentes A o viciados por uma causa de erro la
qual he singular que iiinguem se preorrupasse nem
em 1825 nem 18:18. Essa causa le erro reside na
lelerminac,Ao da hora por niliviiluos dllerentes nos
dona observatorios. S.ibc-se ha muito depois le Hat-
kelvne, Ilustre prodowssnr le Pon e de Mr. Airy,
astrnomo real actual de Inglaterra, que nAo basta
esludar os defeilos de nossos uslrunientos le cobre
e vidro ; que o organismo humano, considerado
como um apparelho le observacao, lem por s
mesmo seus erros mais ou menos reculares e cons-
I.mies, bem como um circulo dividido, nina pn-
dula ou uma rmela meridiana. Pecamos a hora a
11111 astrnomo, ello a determinara com uma preci-
san extrema, com 2 011 3 centesimos de segundo de
difjpreii;a, por exemplo, por uma serle de obser-
va;ics convenientes. FlcarOmot convencidos la
exaclidAo lo seus resultados pela concordancia nola-
vel que oUcrcccram enlre si. Applqueraos-lhe o
calculo las probabilidades, c acharemos que ha mil
ou da mil a apostar contra um que cs-c observa-
dor nAo se lera enganado na pequea quanlidade que
acabamos de enunciar; mas dirijamo-nos a oulro
astrnomo que se sirva da mesma pndula, da
mesma lmela meridiana, dos mesmos asiros, das
uo'-iii is formulas, dos mesmos elementos de calculo
e acharemos que os novos resultados, tAo cer-
los em apparencia como os primeiros, differirao en-
tretanto. nAo de 2 ou 3 centesimos de segundo, mas
sin. de um terco, da n.elaJe do segundo, mesmo
de um legando de lempo e mais. E heimpossvel
atlribuir essas dsconrnrdaucias aos orcos acddculaes
da observacSo ; essas disconcordancias sAo conslan-
les ; ellas sAo devidas a certas particularidades
plivsiologicas, a cerjas affercoes do apparelh ner-
voso que serve para coordenar nossos inovi.ncnlos
011 nosaas intoressoea.
Como eliminar esses erros singulares ? Proceden-
do a respeito do organismo humano como a respeito
le lodos os outros apparelhusoJe que uos servimos,
Quando Irala-se de determinar precisamente a lif-
fcren;a le duas quautidades, convem empregar os
mesmos instrumentos para meilir ambas porque na
sulitraccAo dos resultados desapparecem os erros
constantes c communs. Ora se cousiderarmos que
loda a medida resolve-sc em uma esliniacAo na qual
Hierven, o cerebro do observador, firaiu evidente
que ncnbiima dilTerenca pude sor exacla salvo se os
dous termos forera apreciados pelo mesmo individuo.
Disculindo debaixo leste poni de vi-la as medi-
das precedentes v-ae que na 1 lia razio para contar
com ellas de 15" a 20" pouco mais ou menos. Esta
conclusAo he extraordinariamente contnulieloria rom
as esperanzas ou apreciares da poca; mas he in-
conlestavel, e nao podemos admirar bastante que uAn
se tenha loin.doeni ron-i cracao uma fonle de r-
ros lao perfeilamente conhecida. Digamos todava
que a censura nao dte recaliir nem sobre os sanios
inglezes M. M. Herschele Sabino, ncii) sobre os -a-
hios fraucezesM. M. Ilonne e Largeleau, o< qunes
si lomaram parle em operaeiies irreprebensiveis, e
pie foram admiravelmaote c\ecutaias.
O Sr. llaiivard deleriniiou em 1821 a dillerenca
de longilude deque tratamos por um indliodo pu-
ramente nslronomico, pela Comparaban das asren-
sOes recias da la observadas nos dous observatorios.
llorante 9' 5" pouco mais ou menos de lempo luuar
que a la empresa para passar de nm meridiano a
oulro, sua asecucao recia augmenta obra de 19'.
Reciprocamente a medida desla variarlo far co
nhecer o inlervallo le lempo que separa os dous
meridianos; mascoucebe-se que dedil/indo a di,I -
renca do* meridianos por observares que lAo uma
variacAo trifila vezes menor, eolloca-se a gente en.
uma rondieao iM.n pouco favoravel, assim como lo-
das as vezes que Irala-se dc'coneluir do menor para
o maior. O melliodo seguido por Mr. llonvard, e
depois por Mr. Goujon com mo.lificaeiies aconselha-
das por Nicolai e Railv nao pode pois dar alguma
cxar.tiilAo senAo sendo accumulailas um grandi-siin
numero de observajoc*. Mas ahi esl a dilliculdade
real.
Tinha-se esperado eliminar assim os erros pes-
soaes los observadores, erros que vician) lao profun-
damente os dous resultados preceilenles. Esla espe-
ranza nao foi justificada pelos resudados. As fonles
de erros pessoaesou pl.ysiologicos.sAo to delicadas
que iingueiu se pode litoogear de que se reprodu-
zam idcuticameule, salvo se o observador lomar a
achar-sc as mesm.s rondiiu.e-. Ora a observaban
las bordas da la nAo he idntica de uma cilrella.
Tem-se provado assim dilTercneas exlraonlinarias c
constantes que podem exceder um quarto de segun-
do de lempo de um observador a oulro. Em seine-
llianle inaleiia esse i/uarto de seunndu de lempo pro-
dii/.ra sobre a dillerenca das longitudes que se tra-
a de leterminar, um erro de mais de cem segundos
de arco.
Nova deleninacio pela telegraphia elctrica.
He sabid que nao so COUta a mesma hora em
Paris e em Londres, que o excesso de pouco mais
de nove minutos que apre-enla a horade Paris sobre
a de Loudres prove.) la dillerenca dus' meridiauos,
e que assim se couseguirmos delcrraiuar exacta-
mente esse excesso, poderemos concluir dahi a df-
ferenca das duas cidade* cm longitude.
Ora como a eleclrieidadc percorre quasi instan-
tneamente uma linha melalhca igual a que vai de
Paris a Londres passando por bario do mar.he claro
que se l..iarmos o cuidado de verificar as horas da
parlJa de Pars e a da chegada em Greenwich le
ana signaf elctrico, a dflerenca deesas horas cundo -
rr. ao conhecimento procurado da dillerenca de
longilude.
Mas esla operarao he (Ao dflicil le realisar-se com
exaclid, quanto parece simples em principio ; por-
que be necessario eliminar ou apreciar os erros cons-
tantes que poilcm resollar tanto do mcliiodn de de-
terminado da hora como da mancira de observarlo
diissignaes. O cuidado com que lera sillo elimina-
dos lodos os erros constantes he 'em duvida o que
distingue a determnacao actual das que a precede-
rn). A operacao .foi dividida em duas series dis-
tinctas enlre as quaes fez-se de um observatorio a
oulro a troca dos observatorios.
Tendo o astrnomo real da Inglaterra Mr. Airy
enviado a Pars um de seus asistentes, Mr. Dunkin,
e lendo Mr. Faye astrnomo da observatorio de Pa-
rs ido aGreewch, as observaefles da prraeita serie
comecaram na larde de 26 de maio passad.
Nao foram favorecidas pelo estado da atmosphera:
asnuvens tem cstorvado muitas vezes as observaci'es
astronmicas necesarias i delerminacfo la hora e a
lempestade tem muitas vez-s impedido a Iransmis-
sAo dos signaes eleclricos. Todava prolongando ns
observacOes al 4 de junho poderam rcunir-se todos
os dados necessaros.
COMMERCIO.
PIUCA l)t> RECIFE3 DE JANEIRO AS3
HORAS DA TARDE.
Cotacr.es ofiiciam.
Cambio sobre Londreso 90 l|v. 2S d.
ALFANDEGA.
RemineiilD do dia 2
Idem do dia 3
8:698*953
I1:140J8I7
1!l:8:lH3770
De-'arregam hojei de Janeiro.
Barca ngle/.aRotamonimercadorias.
Brgue porlugiiey l.aia IIdiversos gneros.
Brgue haaenurgaez(Maronefas de rabo.
Brigoe americanoFrannis Jan bacalho.
Brigue brasiioiroDuque dit 'Icrceirafamilia de
trigo.
Brgue nglezFntlnsiatlcarvo.
Importa cao'.
Hiato nacional Fortuna, viudo da Babia, consig-
nado a Antonio de Almeida Gomes 5c C, mauifes-
tou o seguinle :
58 raMiesc 295 ca rnlias charutos, 1,000 mullios
pia-saba, tOOpedraa de amolar, l,0(K)quarlinhas ; a
Anionio le Almeida Gomes & C.
M -accos fio le algido, 20 fardos tabaco mano-
jo ; a onlem.
Brigoe nacional Duque da Terceira, vndo de
Honlevido, consignado a Amorim & Irmaos, mani-
fesou o segun(e :
363 barricas e 1.253 saccas farinha de trigo ; aos
memos con-igualnrio,.
lliale nacional Duviteso, vndo do Aracaty, con-
signado a Jos Manoel Martina, manifeslou o se-
guinle :
6 barricas o 1 quarlola sebo, 93 saccas fcjAo, 336
couros salgados, 11:1, icrai cera le carnauba, 20 mo-
Ihoa cournhos, 850 meioa do sola. 8 -arcas gamma,
2 fardo* sapalos ; a < r.lem.
lliale nacional Capilhtribe, vndo do Aracalv,
consignado a Luiz Berges de Siqucira, manifeslou"o
seeuinle :
333 motas le sola, 271 couros talgatMtt :l caxies
sapalos, 1 caixa e I pacole penuas le ema, 71 saecus
cera. 20 saccas feijSo, 3 barricas sebo, 21 mOlhos es-
leirs, 102 saccas e I barrica -anima, 8 mollina cour-
nhos, 106 couros de cabra ; a" ordem.
37 saccas cera, 71 ouros salsados, 35 caixas velas;
a Amonio Joaquim le Sonta Rbeiro.
10 caitas velas, ;) barrssebo, 70 mol Iras cour-
nhos, 13 ditoj esleir., 1 barrica cera de abelha 7
mems de sola : a Luiz Horres le Siqucira.
Vapor nacional Tocanlin, viada- dos portos do
sul, inanifestou o seguinle:
I ciixole ; a J. II. Deuker.
3 fardos e 1 caita ; a Timm Mousrn & Vi-
nassa. .
1 raixole ; a Ricardo ilc Frelas &
libia.
1 dito ; a Joaquim le Oliveira Maia.
2 pocotes ; a Amorn $ Irmaos.
I encapad ; a Siqu.-ua 4 Pereira.
1 lata ; a Novan ,\ G.
1 eaixote ; a Aniunio Joaquim de Moracs e
S)lv.
t dito ; a L. A. Aunes Jarome.
Ivolumc; a A. .lose Rodrigues de Sonza J-
nior.
I dilo ; a Luiz Gonn-s Ferreira.
1 canudo ; a Antn o de Souza Cirne Lima.
H.ate .iroffSo.vndt da Parabiba, maiiifeslon o
seguinle:
8 pipas varias, 50 barrs abatidos ; a Vicente Fer-
reira da (.isla.
600 toros de mangue; a Uernardioo Jos Ban-
deira.
Brigue nacional Kccfe, vindo do Rio de Janeiro,
consignado a Manoel Francisco da Silva Carriru,
manifeslou o seguinle :
250 caixas sabao, 32 meias barricas potass, 25
barrs toiicinho, 3 cav.ies chapeo, cVbarris cypreste,
110 caixiohas e 1 caita cli, loo pipas Varias, l paco-
te esleirs, 127 rolos c 30 latas fumo ; a or-
dem.
1 caixAocora 1 candiciro e mangas ; aSiqucira A
Pereira.
40 pipas nudas ; a Silva Carrico.
CONSUIADO GERAL.
Reudimento lo dia 2.....
Idem do dia 3.....
lados na povoaco de Mara, provincia da Parahiba:
quem fd" seus douos compaiera com docuraeulos Ic-
gaes, que lbe serio entregue-. Delegacia tctle I
dislriclo d Recife aos 29 le dezembro de 1851.(I
delegado. /". II. Corvalho.
CO.NSELIIO ADMINISTRA IIVO.
O conselho administrativo, eiu virtude le antori-
-ac.io do Eira, pre-idenlc da |>roviiiri, tem le com-
prar os*objeciot aegaiale:
Para o i.- batalhlode artJuriaa p-
Bllele-. 351 ; pannotarnie-iin para vivse (Tattoo,
rovailos 150 ; alilcira de fero fundido para 50 asn-
eas, 1 ; copo de vidro, I.
Couipanliia fila de avallara la provincia.
Bonetes redondos.lt; I uvas de camorra, pares
11 : maulas de fea, 11.
Arsenal de uerra.
Oleo le linlia-a, arroba ( ; 1 ellas de carnauba,
libras 142.
Colonia e Pimenleiras.
Limas mcia cana muras do8 polegadas. I; dil,.-
Irangulares do8ditas, .i ; ditas lilas le i lilas. 3 ;
limatesde 8, 3 ; dilosde 4, i ; e-quadros de ferro
com folha de 12 polegadas de coraprimcnla, 2 ; di-
tos pequeos, i ; tacos cota bainlia e riutiire, ii ;
parafusos de madeira para prensa de bancos, ^.
Botica lo hospital Regimental.
Apparelho a dc-lorainculo, 1 ; balites de dilleicu-
les capacidades, 5 : capsulas de porcelana de
bras, U; ditas de dita de :' ditas, i ; ditas de lila
de 2 ditas 2; dilas le dila le 1 lila, 2 ditas de
dita de 1 dita, 2 ; dilas de dila de Kpj, 2 : dita* de
vidro de differeiitca lamanhos, C; cnlitillos de I a
10, 12 ; copos grada los de 2 liliras, 2 : dilo ditos
le I dila, 2 : ditos dito do 8|0, i ; ditos de 4aO, 2 ;
caixat de podio forradas de folha para --.lardar ine-
lieainenlos le palmo e meio em quailio, e 2 eduas
polegadas de altm a con, as mu- competentes tan*
pas, 2fi ; llanela fina, covadas 12; garrafas prrlas
do 2i|(), 100; lilas brancas iancezas, 50 ; dilas pe-
las de 12|0, 100; uiairapolau. pecas 12; machina
para aguas inineiaes, 1 ; marmita de papim. I ;
dila de pres-Ao para agua, 4 ; machinla rom os seus
perlcnrcs, 1 ; malrazos, i; iNislilliador completa, I ;
retortas de dillerentes capacidades, i ; vaso de 4
libras, 24 ; ditos de 2 libras, 21 ; vidro a esmeril
de 4 libras, 2.
ijutm quizer vender estes ol.jeelos, aprsenle as
suas proposlasem cartas fechadas, na secretaria d*
conselho, as 10 horas lo dia 4 de Janeiro de 1855.
Secretaria do conselho admini-lralivo para forur-
cimenlo do arsenal le guerra 29 de dezembro de
1854.J"o*e de Brito Ingles, coronel presidenta.
Bernardo l'errira do Carmo Jnior, vogtl c sccre-
tario.
Compa-
AVISOS PARITIMOS
537*393
1:788*173
3:325*766
DIVERSA > PROVINCIAS.
lien liment do dia 2......
dem do dia 3......
2651758
116630
2775:88
JExporlacao'.
Marselba, barca fran:cza Palanquim, le292 tone-
ladas, conduzio o seguinle : 4,100 saceos com
20,500 arrobas de assuear.
Genova, barca dnamarquczi Preciosa, do 361 to-
neladas, conduzio o se;uinle : 3,500 saceos com
1,500 arrobas le assuear.
Rio le Janeiro, patacho nacional luiente, de 130
toneladas, conduzio o seguinle :2,76.5 volumes g-
neros nacionacs.
Marsrlha, barca franceza S. Louiz, de 326 lone-
ladas, conduzio o seciiinte : 4,49! saceos com
22,1)5 arrobas de assuc r.
RECKBEDORIA I>B RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE l'ERNAMBUCO.
Rendimento lo da 2 a .1.....698JI7
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendirnenlndo dia 2......1:4615035
dem do da 3....... 2:839416
Para Lisboa pretende roauirrom loda a brevi-
dadu a barca (Hirluuurza ir Graiidion : para carga e
pus-uLeiros, Ir.ua-se com os ronsignalar.os lhnisz
de Aipiino Fonseca i\ Filh, na ra do Viajaste 11.
19, primeiro andar, ou rom o capitn na praja.
Para o Rio de Janeiro prosea le siiur roui a
pu -ivel brcviiiade o patacho nacional para carga c esclavos .1 froto. Irala-se rom oscobmc-
n.itaiios Thomaz de Aqui.10 Fonseca tV lihe, na loa
do \ gario o. 19, primeiro andar.
i'ara l.i-boa pretende seuuir rom hrevidade o
brigue porluguez sKibeim le primeira marcha :
quem uelle quizer carreoot 00 ir le passagrm, u-
lenda-se con. os coiisi^ualarios Thomaz le Aquinn
Fonseca ; Pililo, 11.1 ra do Vlgario n. 19, primeiro
andar, ou com > rapilo ns prai^a.
PAUA A BAHA.
Sae nestes dias, por ter parte (i. car-
re(;amei)to pi onipto, o conhecidn hiale
Novo Olintla mostr Custod o loae
Vianna : a tratar com Jasso limaos.
Ptra o Rio de Janeiro
Salie iinjuvlerivelmcnte nodia 5 de Ja-
neiro o brigue nHbe, capitao Andix;
Antonio da Fonseca, quem quizer carre-
garo resto a fete ou embarcar eteravos
trate na rita do Trapiche n. 1 V, cem
o consignatario Manoel AI ves (tierra
Jnior.
PARA O CEARA"
seguir uestes dias o Male Cenco do Norton ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, Irala-se rom Ca*.
lao Cyriaco da C. M. ao lado do r.rpo Santo n. 25.
PARA O RIO DE JANEIRO,
segu com brevidade, por ler parle da carga protnp-
la, o hiale Venus: para o resto, passageiros e et-
cravos a frele, Irala-se com Caetano Cvraeo da C.
M., ao lado do Corpo Sanio loj.i de massamet
11. 25.
Para a Babia segu cm poneos das, por ter
parle le sna carca prompla, a vetoira sumara Has-
lenciae, da qual he capitao Sebastian l.op-s da Cos-
ta ; para o reslo da carga, Irala-se rom seu consig-
natario Domingos Atoes Malheus, na roa da Croa
n. 54.
PARA O RIO] DE JANEIRO
segu na prsenle srnuma o brgue nacional o lla-
mad n; para o reslu da carga, |ias*ageiros e escravno
a frele, traase com Machado & Pinheiro, ra do
Vigario n. 19, segundo andar.
ler-
!SS-
m-
fd
nAo
azimulos dos lados tegointet, se reproilnzissej o lo
ultimo lado que Anda no observalorto le Par 9. Se
se achasse uma dillerenca o se esse des\i fosse
conlirmado por nossa operarn recente, baver 1 uma
preciosa imlieaeso sobre a forma local do espl eroide
lerre-lre. I'ode-se lizer oulro tanto das la iludes
estrenas deesa eadeia de tringulos. Deso .onda-
mente al nao se sabe o que he feilo dos Iri; irolos
franrezes.
O coronel Boinie propoz delerminar direclameu-
le por signan de fogo essa diflercuca de lo iilude
que a aedida precdeme loria leviilo dar. As opo-
raeiies foram eveculadas em 1835 por M. M
cbel e S done por parle la Inglaterra c por
Ilonne e Largeteao por parle la l'ran;a. O
absoluto foi determinado em Grcenwich
pelo- BltroQOmos dos ious observalorios. T
publicado porsir J. Hersrl.el as 'i"riniacr|
lotophicas, eicepto os dados que o observa'l jrio'
l'aris lona de vid o fornecer. Anda aqu ful
los meioa esscuciaes ,1c inspeccio e verillcac
gunserro- se linliam|intrii lu/.i'do nos ralcul
em Grcenwich ; Mr. Uendersonquo o-| lecol
que a publicaeao era completa desse lado.
ra resultado final 2" 2(f 22" soppondo, c
obrigado a faze-lo na ausencia lis dulat ind
veis, diz elle, quena oulra eilremidade
uenliiim erro mo linha sido commeltulo.
Em isla. Mr. Delil. celebre relnjoe.ro de (.ondres,
transporloii doze de seus chronomelros de
"ieh a l'aris e lornou a leva-Ios da Paris 1
wrh depois de te-!os comparado cada vez Icom as
pndulas sideraes dos dous observatorios. X media
dos resollados fornecidos por esses chronomelros foi
de 2', 20', 31" para a ida e de 2, 2()', 7"lpara a
volla.
Esse processo nSo lera loda a evac lidio que lie v ira
desojar em (al malaria. Os resultados que elle for-
nece nilo Irazem em si mesmos inspeccio sullirien-
te c dependem muito la habilidade lo cons(ruclor.
Por isso os astrnomos que recorreram a este me-
Ihodo na Russa, por exemplo, nao se julgarim ga-
V
Hers-
M. M.
lempo
) Paris
ido foi
'es phi-
de
am cer-
n. Al-
is fcilos
rio.por-
der pa-
mo era
spensa-
.1 linha
Green-
(irccn-
As observares da segunda serie comecaram a 12
de junho. e foram feitas em Grcenwich por Mr. Dun-
kin, em Paris por Mr. Paye. Conlrariadas como ns
primeiras pelo oslado da almosphera, foram conli-
nuadas at 2 de junho.
Devo dizer que quanto ao que respoita as Irans-
misses felegrapiucas, acharaos na administraran li-
rigida por Mr. lo Viu.gy um concurso tan benvolo
e. esclarecido quanlo podanlos esperar. Nilo si os
fios necessaros aos nossos signaes foram poslos nos-
sa disposicAo dia e noile, sendo lodosos nossos des-
pachos promplamenle transmutlos; mas a admi-
nistraran felegraphica dignou-se de empregar esn-
cialmenle nessa operacao un. do seus inspectores Mr.
Faure; cujo concurso nos foi mni precioso, princi-
palmente para dar a procisao necessaria i inslallacao
de nossas communicaees elctricas.
lira a reunido de lodas eslas operacoes conduzio
os Ious observalorios a fijar definitivamente a dif-
ferenra em longilude de seus instrumentos como se
segae :
2.", 20' 9", 4,
Se quizessemos referir a postilo do observatorio
de Greenwich ao anlig meridiano de Franca, seria
preciso corlar do resultado precedente a quanlidade
i", 8 que representa a distancia enlre eise meridia-
no e a siluarao aclual da tunela das passagens do ob-
servatorio de Paris. .
Ter-se-hia assim :
2.o, 20" T 6.
Nossas operar/Bes deram alm sso a medida do
lempo necessario para a transmis-ao da correle eler-
trica. Esse lempo que achouse ser de oito eenteti-
mo de tegundo, islo he, extremamente considera-
vel em iMlenrlo enorme vebieidade da elcrlricda-
de as linbas ordinarias, nao he sem duvida tan lon-
go, senM por caus d disposicfln lo c:hii alrarez
do qual a rorrenle clccirica alr.ives'a o mar. Um
Jal resoltado parece-nos de nalureza propria a orde-
nar preraueoes particulares no c-tabcl'-rimentn das
linhas elctricas que fossem destinadas a prolongar-
se seguidamente alravez de uma grande exteasto
d'agua.
CONCLUSAO'.
Segundo esses resultados, temos direito de con-
cluir que lodas as longitudes determinadas anterior-
mente podem estar erradas le 15 a 20 eque con-
sesui.ilemenle nao podem servir de bases aos clcu-
los precisos la astronoma lunar, era le jiispercSo
para as operaooea da alia geodesia. He esseneial
comeenr denovotoda as medidas deste genero I i-
taa em Franca, especialmente sobre o paralleio me-
dio ; pis as discordancias que se lem manifestado
enlre aa medidas directas de I jncilude c os resolla-
dos daslriangulr.cei, pulem depender doserros sys-
lemalieos das primeiras, lano, ou uiesm-) muilo
mais que las anomalas loraes de que tanlo se tem
rallado. A rede lelegraphica que cobre a Franja
permlUirJ aalendsr ao nosso territorio sem grandes
enstose em poneos anuos, o beneficio dessas novas
operaoBei que san chamadas a lar arande valor
scicntilico aos trabalhos dos dlieiaes empregados na
carta de Franca, i-ln lie, mais vasta Irianiinlaeao
que existe no mundo. Optranilo a jimcrao dos ob-
servatorios estrangeiros, rumprir--e-ha u":n deti-Ie-
ratiim astronmico e principalmente renur-se-hao,
romo em um vasto feive, todas as Iriangulaijes eu-
ropeas. Esses trabalhos ligar-se-bao aMm diana, a
eerlos prqjertos que os Inglezes lem ja reaisado cm
parle em scu paz para maiar vartlacem da navega-
, cao c da regularidade do servieo dos camiulms de
ferro. Heassim queos progressos das sciencias po-
ras arrastran) 011 Iros progressos na ordem datapplf-
cacoes diarias e de ama ulilidaile immediata ; pro-
gressos cuja rcalisijAo o observatorio de l'aris lem
por dever provocar c obre os quaes (cre a honra de
siibmeller brevemente i consideradlo de V. Evc,
Sr. ministro, algumas propostas.
If l'errier.
Director do observatorio imperial de Paris.
(Journal d DebaU.)
\ ''t(Hl"*K1
RENDIMENTO DA .MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL DO MEZ DE DEZEMBRO DE
Direilos de 3 por cenlo do assuear ex-
portado..........
Dilo de 5 por cont dos mais gneros.
Capalazia le 320 por sacca de algodao.
Dcima dos predios urbanos. .
Meiasiza de escravos......
Novos e velhoa direilos......
Sello le herancas e legados.....
Emolumentos de passaporles de polica
Escravos despachados. .
Imposto de 3 por cenlo.....
Dilo sobre casas de bilheles de lotera.
Dilo sobre casas de modas.....
Dilo de bilhar.........
Dilo de 20 por cenlo do consumo de a-
guardenle. *. .
Multas.........
Juros.....'..,.,
Cusas......"
29:1563353
&6H9clOC
6319680
25:2H',l;:-U)2
2:3093100
il#375
3:90Wii
(3600
SOO3OOO
.VJ63OU
9003001.
803000
2031100
129360:)
833775
963I5
933531
69:I00781
UE1LGES
.J*.3 u0 consulado provincial 2 de Janeiro de
,',-, O 2." cscripturario,
Luis dcAzevedo Souza.
O agente Borja, de ordem do Illm.
Sr. Dr. juiz de direito do civel e com-
mercio, Cuutodio Manoel da Silva Gui-
niai-des, a requerimento do Curador lia-
cal da massa fallida de Victorino i: Mo-
reira, fara' leilao da muito condecida
loja de miudezas, que loi daquel les se-
nhores, sita na ra dos (.luai teis n. 22,
consistindo em uma e.\cel|ente armacao
e todas as niiude/.as existentes na mesma
loja, as quaes sao muito moderna, e es-
tao em muila bom estado: quiuta-feira,
4 de Janeiro as lll Loras em ponto.
O agenta Vctor far leilao no sen armazn,
na da Cruz n. 25, de grande soriimenlo de abras do
marcineria, novas e usadas, eicellentes chpsM da
Chile, e oulros muilos objedos qoe estario a motlra
un dia do leilao. quinta-Cerra i Je janeir de J.xV>.
O agente Vctor Tara leilSo por aulonsarao
dos Srs. Guimarars& Alcanforado de lodosos, gene-
ros e arinae.io periencentrt a labern.i dr Jssc Ma-
nocl de Araujo, sila na ra do Aragao n. 16, seda
feira 5 do correnlc as 1,0 o >< horas da manhla na
indicada taberna, para pagamento dos rredores do
mesmo Araojo, cm un, s lote ou a contenta dos
licitantes,
AVISOS DIVERSOS^
MOVIMENTO DO PORTO.
yavio entrado not dia 3.
Parahiba2 horas, hiale hrasileiro Aragao, de 31
toneladas, ine-lre llernardino Jos Ramleira. cqoi-
pagem 4. carga loros le mangue; a Joaquim Fi-
lippe da Costa. Passageiros, Sabino Jos de Al-
meida, Rita Maria de Jess.
Ro do Janeiro18 das, brigue hrasileiro Recife, de
226 toneladas, capitao Manoel Jos Rbeiro. equi-
pagem 13, carga sabilo r mais gneros ; a Manoel
Francisco da Silva Carrito.
dem e Baha28 dias, patacho argentiuo Merce-
dilns, de 120 toneladas, capitao O. Lenchenlre,
cqi.ipagem 9, em lastro ; a Manoel do Naseimen-
lo Pereira.
Navios saliidot no mesmo dia.
Para e porlos intermediosVapor hrasileiro Tocan-
tiin, commandanle o capitao de fragata Gervasio
Mancebo. Passageiros desla provincia, Onofre
. Marlinbo da Costa, Antonio Joaquim da Costa,
Manoel da Costa Lima, Juvenal Xavier Torres,
capilSo Benlo Ferreira Marques Brasil c sna fa-
milia.
MarselbaBarca franceza S. Louis, capitao E. I.
Cruel, carga assocar.
demBarca franceza Palanquim, capilo Palau-
juc, caria assuear.
GenovaBarca dnamarqueza Preciosa, capitao J.
I. Kyar, carga assuear.
Porlos do SulBarca inglesa L'leanora, com a mes-
ma carga que Irouxe. Suspendeu do lameirao.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, que do la :5 por dianle,
se pagara os ordenados e mais lespezas prowncacs,
do mez de dezembro prximo finita.
Secretaria la tlii-s-niraria provincial de pernam-
liuco2 de Janeiro de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao. ~
eclAhaco ES.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripia e cobranen do importe doc
annuncios lie. superior ao valor dell'-s,
previne-seaos senhores .^signantes, deste
Diario que quando os mandarem, ii>
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao ser.'io publicados.
Jos Ignacio de Lovoila tendo
vendido o seu estabelecimento, 2
pede as pessoas qne lhe licaram a
a dever de llie pagarerjj neste J
oito dias, antes da sua relirada \
para fora do imperio, podendodi- fm
rigirem-se a mesma loja.
LOTERA DO KIO DE JANEIRO.
Temos e\ posto a" venda ot, novot bi I he-
tes da lotera de Iguassu', que correo em
29 de dezembro ; as lisias se esperam
pelos vapores "La Plata, ou D. Maria H.n
nodia deReis. sabbado 6 do corre:ile.
Os premios sao pa;os sem descont algum
logo que se iizer a distribuirlo das mes-
illas listas.
HBk^HtVI
- COKKEIO.
O hiale CotteeiV-o de Maria recebe a mala para
a Parahiba boje (i) as 11 horas do dia.
Pela mesa do consulado
blico, que os .11) lias ulci
pro- incial se faz pu-
jse Conralves Ferreira Costa -ummamenle
agradece a lodos os, Sr*. que se dignaran, as-
si-r .,0 foneral de sua tempre chorada esposa
D. Hirela Losa l',nn-a1ves Ferreira, n qual
so celebrou na groja Malriz do Corpo Sandi
nodia 27 de dsunihro p. p., e cora nMCit-
le o taz quellcs Si-, pie livrrnn. a bondade
aeoinpauba-ia ao reinilerio publico, sprvindo-
sea 1 mesir.o lemno ,!j~ columnas d^e Dmrm
para pedir esculp en. nao ir pessaaisnente
auiaderrr-U.es, inotivaa esla falta Uotssnente
porto acbar enfermo detde o lia 21 do refe-
rido mez.
0 cautelista Salusliano de Aqvino
Ferreira declara a's pessoas que compra-
para o pagamen(o a bocea 1 rain bilhetese cautelas das loterias d.i pro-
10 corre, la uerima urbana das freguezias desla ci-
l.ule c da los Alagados, lindam-
ue;ru pruiinio viiidouro.
no da 10 de ja-
C01P.MHIA DE SFJilRS.
EOUIDADE.
ESTABELEG11I\ KA CIDADE Dft PORTO.
AUENCIA EM PERNAMBUCO, RA 1)0 TRA-
PICHE N. 2B.
O abaiso assignado, agente moneado desla compa-
nhia, e formalmente aulorisado pela liierran, acei-
tar seunros martimos em qualquer bOndoirs, c
para lodos os porlos conlieeidos, cm vasos ou nm
lorias, o sob suas respectivas rondiciies ; o elevado
crdito le <|uc lem gosado esla companhia e as van-
lage.isque iiiferece, far convencer aos concuirenles
da sua ulilidade, o seu fundo responsanel he de mil
conlos de res fortes : a quem inleressar ou convier
eflectoar ditos legaros, poder.i dirigir-se ra
cima citada, 1 Manoel Duarte Rodrigues.
Pela delegacia do 1. dislriclo do Recife foram
apprehendidos e logo depositados, doas cavallosfar-
vjncia para nej:iiein, qne el 1' res ilvitj a
viMiflerpeiopreeoabaixodeclaiado.seniloa
quantia de cem m1 res para cima diDbciro
a'vista : as pesatHU qrie <|uizereoi tratar
a tal renpeito jiodom dTgir>se a ra do
Trapiche n. ~>l> segunde hadar das S a's
11 horas da manhia, c das .". a's 5 da
larde.
r.illieles S|3M
Metos sTOO
Qaartos IftOQ
Oilavos 700
Decimos C.OO
Vigsimos .~2(|
LOTERA DA PROVINCIA.
Na ra do l.ivramen(o n. 22, \cndem-se tercos da
loleria da Criaro do bicho de seOa a iSXX) re ca-
da um.
1.
imiiinn


DIARIO DE PERNAMBUCO, QU NTA FEIRA k DE JANEIRO DE 1855.
ESTnELECIMENTOS DE CAR IDADE.
O cautelisla SalustiaDO de Aquino Fe -
reir den gratuitamente sociedade ao Hos-
pital Pedro II. na metade dos premios
<|iK'sriliirem nos quatro liilhetes inteiros
ns. 2i8rJ,2&94, 3591, S-)', da pr,mei-
ra parte da priineira lotera a beneficio
, da einpreza da cultura d'araoreiras e cri-
ac.iodo bicho de seda, os quaes cam em
sen poder depositados : a inelade to que
nelles sabir sera' promptamente en-
tregue, aoSr. Jos Pires Ferreira, ihesou-
reiro do mesmo hospital.
ESCRAVO 1TG1D0.
Kugio da casa do a bailo assignado, 11.1 madrucada
de do correnlc, i\m seu escravo por nome Amaro,
oliirial de sapaleiru, de idade de ItO anuo, pone i
nailon menos, allura regular, barha poura, denles
limados, osolho* enfiimai;ados, anda calcado, lem as
Daos callejadas do fio de apaleiro ; esle escravo
quando fugio levou coinsigo nm "avallo caslanho,
de idade 10 anuos, poueo mais ou menos, andador
de haixn a roeio, frenle aberla, com' um calomhinho
no cspinliaco.p he roncolho; o dilo escravo fui do Sr.
Manoel Pinlo Barbosa, morador em Gamella : quem
o peoar ou delle der noticia, dirija-se .i ra da Sen-
sata Velha, cocheira n. 114, quesera generosamente
recompensado.Joaqtiim Paes Pereira da Silva.
jorge Augusto da Silveira declara ao publico,
em resposta ao aununcio do Sr. Joilo Manoel Rodri-
gues, que esle naila lem com a rasa de paslo da ra
larga do Rosario n.34, propriedade do anniinciante,
por a ter comprado ao Sr. Manuel |,eile (juimarilcs,
com lodos os seu perlcnces, rnmn consla dos docu-
mentos existentes em seu poder ; e poslo que seja
verdade, ler admitlido o Sr. Rodrigues a urna socie
dade sem candirn de lempo e ncni de cousa algu-
n, visto como entre ambos nao existe e nunca
evislio, papel de traclo publico ou particular, sendo
urna mera fbula ludo quanlo a respeilo avanrou o
Sr. Rodrigues, todava est prompto a restituir a cs-
se seubor, a quanlia que delle receben para asoeie-
dade, visto que esta Ibe n.lo convm mais, sugoilan-
do-se elle aos lucros, perdas ou dividas, conlrahidas
com sua anuencia, segundo o balan que na casase
der.
No i. de Janeiro perdeu-se um cachorrinho da
Estrada de Joao de Barros, vindo para a Boa-Vista;
he todo branco c so tem urna malha aopc do cabo
amarella, tem o cali muito frocado, que cahe-
Ihe pelas costas, parecendo ama pluma ; he pesu-
nlio e tem o cabello muilo alvo : quem o achou,
querendo reslitui-lo, leve-o ra Velha casa n. 22,
que seu dono ou dona Ihe Gcar asss agradecido.
OITercce-se um rapa/ porlugucz, que tem inul-
ta pralicade loja de miudezas, e mesmo para oulro
qualquer eslabelecimenlo nesta praca ou fra del-
ta : quem de seu presumo se quizer ulilisar, diri-
ja-se ra do Cabue n.t>.
Joilo Auguslode Vasconccllos I.cilao, com au-
la de inslruccao elementar no largo do Paraizn n.
II, fazsrienle aos pais de seus alumnos e a aquelles
que the lallaram para mandar seus filhos para sua
aula, que dar principio aos seus Irabslhos no da 11
do correte.
Oflerece-se um mo(o de 18 annos, para pada-
ria.de boa conduela, por ter chegado ha pouco do
Porto ; na ra das Crur.es n. 20.
Precisa-se de um cozioheiro para urna casa de
paslo ; quem pretender, dirija-se ao largo do Pani-
zo, casa u. 3.
Amorim Irmos avisam a quem inleressar, que
a contar ilo 1. de Janeiro do preseute anno, temos
concordado admillir para socio de nossa rasa ao nos-
so primo e anligo caixeiro Anlonio Joao de Amo-
rim ; em rnnsequencia (odas as transacees penden-
tes nesla praca como as de fra com quem as temos,
passam cargo da firma social que d ora em diaule
passa a gyrar.Amorim Irmos & Companbia.
Quem liver cootas com a galera ingleza Deer
Slayer, queira apresenia-las no escriplorio dos con-
signatarios at amanhaa 5, ao mcio dia, na ra do
Trapiche n. 3.
Joao Francisco, porlognez, menor, relin-se
desla para a provincia do Kio Grande do Sul.
Antonio Jos Barbosa, porluguez, retira-se pa-
ra o Rio Grando do Sul.
O Dr. Joaqoim de Otiveira e Soma lecciona
em sua rasa, rua loAragao, c por casas particula-
res, a ler. escrever e fallar a lingua frsnceza.
(iracas a Divina Providencia, proleclora omni-
potente do cidartau honesto, religioso e hemfazeju.
ja einliarcnu para a corte o Illm. Sr. Jos Candido
de Carvalho Medeiros, afim de oliler o eu direilo,
como herdeiro ie seus fallecidos pais Manoel de Car-
valho Medeiros el). Candida Julia de Moraes Lins,
iia causa de revista que Ihe moveraoi I). Candida
Agoslinha de Barros e Jos Candido de Barros. A
seulcnca que obleve da Ilustrada relacAc. prova qee
a virlude e o mrito nao eslao abandonados no Bra-
sil ; e integerr mos como sao, o supremo tribunal de
(ntica e a relaco da corte novo iriumpho alcanzar
o mesmo Sr. Jos Candido de Carvalho Medeiros.
Assim o espera oAmigo dajutlica.
Precisa-su alugar urna escrava para o servieo
de u^a casa ; na ra do Queimado, loja de fazen-
das n. til.
Manoel terreira da Silva Jnior faz publico,
que de hoje eir (liante se asignar Manoel Ferreira
Garrido por fiaver oulro de igual nome.
U abati assignado, professor particular de
inslrucc.lo elementar do segundo grao, residente no
lerceiro andar da casa n. 58 da ra Nova, participa
aorespcitavcl publico e mxime aos senhores pais de
eus alumnos, que abre sua aula a 15 docorrenle, e
nesse menino recinto lecciona tambem a lingua lati-
na e franceza a alumnos internos e externos. e-
clara porl.inlo iiue lem sempre prodigalisado esmero
no adiantamento de seus discpulos, como pode pro-
bar rom o termo de exames, lauto do anno prximo
passado como den anteriores.
Joi Mara Machado de FiguHrtdo.
.S'r.s. redac 'ore/.Tendo-se propalado a idea de
que eu fosse o aulor da poesa publicada em seu con-
ceiluado Diario de Pernambuco de........lanos de
dezembro, intitulada aKamlia do Baile Militar.
rogo a Vms. queiram pelo seu mesmo jornal publicar
ae fui eu o auloi de semelhanle poesa, e sede algu-
ma mancia live parle na sua publicarlo. Com estas
liabas agradecer ao seu constante leitar
Joaquim Ribeiro Guimaraes.
OSr. Joaqoim Rilieiro Guimaraes nao he o aulor,
nen nos consta livesse parte na poesa que men-
ciona.O. redactores.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO-
Resumo dos maiores premios da loteria
5. do conservatorio de msica, extra-
hida em22 de dezembro de 1854.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO COLLEGIO 1 MXJmAM. 25.
O Dr. P. A. l.obo Mosco/o d consultas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 1) horas da
maiihl i alo o meio dia, e cin casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
t)IIerere-se gualmenle para praticar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promptamente a qual-
quer mulher que estoja nial de parlo, e cujas circunstancias nao pennillam pasar a.....edico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Mosrozo, quatro voluntes encadernados em dous e acompanhadodc
um diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 20SOO0
Esta obra, a mais importante de loda* asquelralam do esludo e pralica da hnmenpalhia, por ser a nica
que conten abase fundamental desla doulrinaA PATHOCENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizcreiu
cxpcrimenlar a doulrina de llahnemann, e por si mesmos se convencercm da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhores de ensenho que estilo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capitesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circlimslancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar n conlinenli os primeiros soeforros em suas enfermidades,
O vade-mecum do homeopatlia ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lanibem til s neneoas que se dediram ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dds lermos de medicina...... 103000
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. :|>(KKI
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, c o proprielaro desle eslabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem motilado poasivel e
ninguem duvida hoje da grande superiordade dos seus medicamentos.
Bocas de '2i medicamentos em glbulos, a 10, 125 e IjWKIU rs.
................. 209000
............... 25J(000
............... 309000
................ (KtjOOO
................ 13000
................ 23000
Aa inesma casa ha sempre a venda grande numero de lubos de crystal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por presos muilo commndos.
1). I.ui/a Aunes de A. Leal C as suas manas D. I Perdeu-se una pulceira desde a ra de S, llen-
Scnhorinha c D. Tereaa de Jess Leal, fa/em saber lo al o Varadenro, ou do ehafariadeFra dePortas
aos pais desuas aliiiniias que as U'\j liudani-se no at a ra do Pilar : quem a adiar, querendo resli-
Dilas 36 ditos a
Ditas 48 ditos a
Dilas 60 ditos a
Ditas 144 ditos a
Tubos avulsos .
F'rascos de meia onc,a de lindura.
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa importancia : .
llahnemann, tratado das molestias chronicas, H- vo-
lumes............2OSO00
Teste, irnleslias dos meninos.....G&IKIO
Hering. homeopalhia domestica....."plKIO
Jahr, pharmacopa homeopalhica. 63OOO
Jahr, novo manual, 4 voluntes .... I63OOO
Jahr, molestias nervosas.......63000
Jahr, molestias da pelle.......S000
Rapou, historia da homeopalhia, 2 voluntes I69OO
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meniuos..........10!<000
A Teste, materia medica homeopalhica. 83000
De Favolle, doulrina medica homeopalhica "3000
Clnica de Staoneli........6JO00
Casting, verdade da homeopalhia. 49UOO
Diccionario de Njslen........IO3OOO
Afilas completo de aualomia com bellas es1'
tampas coloridas, cociendo~a descrp^ao
de todas as parles do corpo humano 30SO00
vedem-se lodos estes livros no consullorio homeopa-
lliico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
PlBLIGiCAO' DO INSTITUTO HOMEOPA-
TIIIGO DO BRASIL.
TIIESORO HOMEOPATIIICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Methodo conciso, claro c seguro de curar homeo-
patateamente Inda as molestias que afpigem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que re'
nam no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de homeopalhia, lauto europeos como ameri-
canos, e segundo a propra experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgero Pinhu. Esla obra he hoje
recoithecida como a raelhor de todas que tralam da
appliraeao bomeopalluca no curativo das ntoleslias.
Os curiosos, prucipalmenle, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulta-la. Os pas de
familias, os senhores de eogenho, sacerdotes, via-
jantes, capilacs de navios, serta nejos etc. ele, devem
le-la mao para occorrer proinplameute a qualquer
caso de moleslia.
Dous voluntes em brochiira por 10}>000
enendernadns lljOOO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco JUiiudo Novo) n. 68 A.
S- J. JANE, DENTISTA,
T.( contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
jg ro andar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albtiquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ruaDireita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos pu internos, tanto des-
ta piara cmodo mato, medame a razoa-
vel convencao que pessoalmente ollere-
cera'.
$*e
DENTISTA FRANCEZ. G
Paulo Gaignoui, estabelecido na ra larga $
do Rosario 11. 36, segnndo andar, collora den-
H les com gengivasarlilciaes, e dentadura com- @
pela, ou parte della, com a presso do ar. tj^
9 Tambem lem nara vender agua denlifriredo @
9 Dr. Pierre, e p para denles. Raa larga do >
JH Rosario n. 36 segundo andar. a>.
Os aliaxoassignados declarati teem dissolvido a sociedade que tinbam
na loja da rita da Cadeia do Recite 11. 47,
que girava sob alirma de llores c\ Sa',
licando inteiramente desligado da mesma
sociedade o Sr. Manoel Antonio Flores, e
todo o negocio agora corre somente a'
cargo e responsabilidade de Manoel Fer-
reira de Sa'. Aextincta irina de Flores
& Sa' declara que nada deve a' piara.
Pernambuco2de Janeiro de 1853.Ma-
noel Antonio Flotes.Manoel Ferreira
de Sa'.
LOTERIA DA PROVINCIA.
Aos 5:000^000, 2:000,s000, 1:0006000.
O cautelisla Anlonio Rodrigues de Souia Jnior
avisa ao respeitavel publico, que os seus bilheles c
cautelas nao sollrcm o descont dos oilo por cenlo
nos tres premios graudes, os quaes se acham venda
nasseguintes lojas : praca da Independencia n. 4,
do Sr. Fortunato, 13 e 15 do Sr. Aranles, c 40 do
Sr. Faria Machado ; ruado Queimado u. 37 A, do
Sr. Freir ; ra da Praia, loja de fazendas do Sr.
Sanios ; ra larga do Rosario n. 40, do Sr. Manoel
Jos Lopes; e prac,a da lina-Visla, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Baplisla, cuja loteria tem o seu
andamento infallivel cm 1.') do luluro Janeiro.
53500 recebe por iulciro 5:0003000
2:5003000
1:2503001)
6253000
50O3OOO
250)000
dia 7 de Janeiro, v principian os irahalhos de sua
aula no dia Sdo crrante: continuam recebar aiuin-
nas peiisioiiislas, meias pensionistas e externas. As
materias que se eiisinam s grammatica nacional, anthmelica, trances, inglez,
msica, dama, desenlio, geographia, coser, bordar,
corlar, labjrinlar, marcar, cacunde, e-oulras obras
de agitllia. Os pais de familias licarao salisfeitos pp-
lo desvelo com que suas lllias serfio tratadas, o pelo
augmento que ellas lerao em seus etludu* ; adver-
ando que as mensalidades sern pagas em quarlel
adiantado, lindo o (pial deverao arlianlar otttro. O
preco das pensionistas sao: 6O9OOO por quarlel, das
meias pensionistas 303U0, e as externas conforme o
ajuste. Os pais do familias lauto da praca como fura
ilella, que qnuerem honra-las com sua conlianca,
poderao ilirigir-sc ra do Fagundes n. 5, quem
vem ifa ribeira o segundo sobrado ao p do de va-
randa encarnada.
Arreada-He urna boa casa cm Apipucos : a
fallar na ra Augnsla n. 60.
N. O. llieber iV Companbia participan! que o
Sr. F. A. Zielz, desejando retirar-se do commercio,
cessa de hoje em danle de ser sucio do seu eslabele-
cimenlo, e que em seu lus.ir entra o Sr. J. II. II.
Boira.
O BRASIL MARTIMO.
Al o dia 15 desle mez acha-se aberla nesla l\po-
grapliia a renov.-icao de Btsignatora dp segando anno
ilesle inleressanle penoalico, dedicado nicamente
propagaran dos conhecimentos marilinn s, organs-
cao c ailmiuislraran ele. da marinlia de guerra e
mcrcaole nacional, sendo redigido pelo Sr. lenle
da armada Eitzebio Jos Anl'ines. auxiliado pela
collaboracao de aluumas peaaoaa Ilustradas da ines-
ma corporaco. Puhlica-se ditas veze* por mez cm
lias indeterminados, eonteudo 12 paginas em quar-
to, sendo S delinadas is materias do programla, c
4 exclusivamente ;i publiracao das regras inlerna-
cinnaes e diplomacia do mar de Orlolan, obra esta
aseas i.'iipni tante e necessaria i lodos que sulcam es
Ocanos. O cusi da assigiinlura he de 53OOO an-
nuaes pagos adianladn, e de SMVXI para o* senhores
suliscriplores qucquizerein jiossuir quasi loilo o pri-
meiro volme la obra referida, ja auitexa ao primei-
ro anno do peridico.
Quem precisar de qualquer escriptoracllo com-
mercial, oflerece-sc para a laxar una pessoa com a
necessaria pralica c desenvohimento ; a Iralar na
rita do Sebo, sobrado amarcllo, ou na ra do Viga-
rio n. 5, armazem.
Precisa-sc de tuna ama que saiba cozinbar e
ensommar com perfeicao. pagando-se bem : na rita
da Cadeia doRccifeu. 49, primeiro andar.
No hotel da Europa da ra da Aurora d-se
comida para rasas particulares inensalmcnte, por
pre<;o commodo.
No hotel da Europa da ra da Aurora lerq boas
salas e quarlos para alugoel, com comidr. ou sem
ella.
luir, leve-a a casa n. IOI, na rita do Pilar, ou na ra
de S. liento. 1111 (Muida, ao pe do liscal Jos Titeo-
doro, que sera gratificado,,
Os abaivo aasignadoa fa/em scienle ao respei-
lavel rnrpo de commercio desla placa, que amiua-
\elmiMiie dissolveram a sociedade que linham na
pallara, sila na ra Imperial n. 17:1. desle o da .'Mi
le de/.einlirii do 1854, a qii.il gyrava sol a lirnta le
Costa i\ Santos por assim o querer o socio Santos,
licando o mesmo Santos com a padaria, e a cargo do
mesmo lodo oacitvoe paaiivo da mesma sociedade ;
e os senhores credores liajiiin de apresenlar suas cun-
tas a qualquer dos socios para seren conferidas.
Kecife i de Janeiro le 1855.Joaquim Lu: dos
Santos I illa-I ente, Narciso Jos da Costa.
OlTerece-se una mnllicr parda para ama de ho-
meni solleiro ou de poura familia, cozinha e com-
pra : a tratar na ra de Santa Cecilia 11. 13.
Anlonio Pereira Vianna deixou de ser raixeiro
de Anlonio Ferreira Lima desde o dia 2 do correle.
COMPRAS.
Compra-se urna escrava que seja mora e bem
parecida, c que saiba cozinhar bem e eugommar :
quem a liver annuncic para ser procurado, ou pro-
cure ao ntajor Anlonio da Silva GnsmltO, no arma-
zem de illiiminacao, na ra da Praia, das!) horas da
manliaa as 10.
Compra-se urna negra do narflo, de meia idade,
cini algumas habilidades : na ra Augusta 11. 00.
Compram-se os ns. do Diario de junho do anno
passado l^ti. 129, 133, i:ti. 133. 136, t:)7 : a tratar
na livraria n. (ieK da prar;a da Independencia.
Compra-se um curso inlero de Lacrois, usado:
na ra do Queimado, loja n. ::1.
Veudem-sc ricos e modernos pianos, recettle-
inenle ohegadoa, de exceJtallM vo/es, e presos riuii-
modos : em casa de N. O. llieber i Companhia, ra
da Cruz n. 4.
FAIUMIA DE MANDIOCA.
\ eiule-se a burdo do briguc Conceiriio. entrado
le Santa Calharina, e landeade na volt do Forte I
.Mallos, a nuis nova farinlia que existe hoje liomer-
ralo, e para porjoaa a Iralar no escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapihe
11. l.
viudo
REMEDIO INCOMPARAEL
.!,
de ch.iin
meiratpia-
Deposito
pague Chateau-Ay, pri
lidade, de Marcuil," ra da Cruz do lie-
dle n. 20: este vinho, o mellior
de toda a Champagne, vende-te
a .IG&'OOO rs. cada calva, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companltia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
;oConde de Marcuile os r-
tulos das rrarrafas sao azues.
-m
*
Q
VENDAS
Bilheles
Meios
Quarlos
Oilavos
ecintos
Vigsimos
9)800
13500
800
700
400
COLMADA POR STASMBTIDES.
A' VERDADEIKA
A(.LA DOS AMANTES.
Quem fr amante nio p !e
Su'agua leixar de comprar,
Tira pannos, sardas, espinhas
Faz a pelle clarear.
Refresca, luslra e suavisa a culis.
Tira rugas, borloejas, que primor !
Quem com a Agua dos Amantes
NSo gozar do amor '.'
1
1
1
1
6
10
20
N. 4867.........
i> 5554.........
916.........
31.........
6*5, 831 1293 ,
309G 5338 4387 .
.. 180, 1007 1950 ,
2527 2521 2562 ,
2619, 4462 5126 ,
5595.........
812,922, 1205,2186,
20:000,s
10:000$
4:000$
2:000?
1:000$
400$
60
2196
2942
4301
5228
5645
5855.
26, 39,
2540
3061 ,
4552 ,
5508 ,
5779.,
2887
4179 ,
482 i
5492
5794
317, 404,
200$
653 641 741
755, 840 845
905 S39 955
1002, 1017 1625
2022, 2069, 2159
2162, 2203, 2226
2330 2566 2507
2515 2607 2667
2759, 2941 ,5115
. 5275 5-1-55 3494 ,
5.7i, 5704, 5899 ,
3925, 4072, 4146 ,
4267 4290 457* ,
4607 4825 4970 ,
5021 5065, 5090,
5177 51!Mi 5225,
5355 5161 5619,
5670 5737 5778 ,
5S50, 5945..... 100$
100 premios de......... 40x
1800 ditos de......... 20$
Foram vendidos nesta provincia os
dous meios nmeros 851 cl293, premia-
dos com 1:000$, os possudores queiram
vir peceber o competente premio que he
pago sem descont.
Temos exposto a' venda os novos billie-
tesdu 1. lotera de IgnaMa, que licava a
correr na casa da cmara municipal da
mperial eieade de Nicthcroy no da sex-
ta-feira 29 de dez,cmbro.
O vapor La Plata, que sabia do Rio
deJaneiroa31 de dezembro sera' o porta-
dor das listis e nao podera' tardar, rojea-
mos, pois, as pessoas que teem bilheles
encoinmendados queiram vir busca-Ios
boje.
O pagamento dos premio sera' eflec-
tuado logo (pie se lizer a distribuirao das
listas sem descont algum.

O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, haja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. 6 e 8
da praca da Independencia.
Aluga-se para o servieo de bolieiro um escra-
vo mualo com muila pralica desse olTicio. .Na ra
da Saudade fronteira a do Hqspicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourcnco Trigo de Lourciro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinlta do Livramenlo lem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Aloga-se urna casa lerrea na povoacjlo do Mon-
leiro, coma frenle para a igreja de-S. I'.kiI.iIc n,
muilo limpa, tresca, com commodos para familia re-
gular, lendouma porla e duas janellas na frenle: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues deSouza Jnior,
na mesma povoacAo, ou na na do Collegio o. 21, se-
gundo andar.
, L'iride Italiana, revista artstica, scienlilica e
Iliteraria, debaixo do immediato patrocinio de S. M.
o Iniperador, rediglda em duas linguas pelas mais
conheridas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Caleano-ltavara. Subscrevc-se em Per-
nambuco, m livraria 11. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Loteria da Provincia.
O cautelisla Anlonio Ferreira de Lima e Mello,
avisa ao publico que lem as suas caulellas da loteria
da antorcira o criaco do bicho da seda, que corre
no da 13 de Janeiro, no Kecife loja n. 11, ra do
Rosario n. 26, dla Direita n. 62, alerroda Boa-Vis-
la 11. 8, na povoar,ao do Monleiro em casa do Sr.
Nicolao, e em sita loja ra Nova n. 4, pelos preros
Perdeu-se umronliccimcnlo de 11. 90 da quan-
lia de 4OO3OOO, recebido na lliesourara da fazenda
desla provincia : quem o liver adiado, ou por qual-
quer modo delle esteja de posse, dirija-se ra ,1a
praia de Sania Hila 11. 42, que sera generosamente
gratificado, alm do agradecmcnlo.
liernardo Fcinandcs Vianna contina com sua
aula particular de primeiras lellras, do da S de Ja-
neiro prximo foluro, nao havendo feriados scnio
lias sanios de guarda ou moleslia ; aulorisado pelo
Extn. Sr. Vctor de Olveira cx-presidenle que foi
desla provincia ; aquelles senhoresqoe Ihe qui/.erem
confiar o onsino de seus lillies, podem vir inatricu-
la-los e verein o progrmina lo eiisinu. Tambem da-
r lires aquellas pessoas grandes que nao poderem
vir de dia das 6 as 9 horas da noile, sem iseneao
decr; podem vir malricular-se na ra da Cadeia
do Kecife n. 47, a qualquer hora.
Olercce-se um rapaz brasileo, que da co-
nhccimenlo de sua pessoa, para caixeiro de qual-
quer eslabelecimenlo nesla pra(a ou lora della, ou
mesmo para cobrr dividas: a Iralar na roa linala
n. 52.
Jos Teixeira Bastos avisa ao com-
mercio desta praca, que lendo admittido
em sua casa commercial, na qualidade
de seu socio, o Sr. Gamillo Pinto de Le-
mos, continuara' suas transaccoes cotn-
merciaes do.primeiro de Janeiro em di-
ante, soba firma social deBastoA Letnos.
Recite 30 de dezembro de 1854.
Lava-se e engomma-se com loda 1 perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jus, na loja do so-
brado 11. 15.
O abaixo assignado declara que se lite aclta hy-
polhccada a escrava Gerlrudes, rrioula, perleuccnte
ao Sr. Augusto Candido de Alhaide Seixas, e para
que ninguem a compre na boa f, faz o presente au-
nuncio. Kecife 29 de dezembro de 1854.
Francisco da Cotia Amaral.
Precisa-se de urna ama para casa de punca fa-
milia, que saiba cozinhar eengommr : a Iralar no
paleo do Terco, sobrado de um andar 11. 11.
A directora do collegio da Concei-
riio annuncia aos pais das meninas que
Ihe foram eonliadas, e aquellas pessoas
que tratararn de mandar meninas para o
mesmo collegio, que elle se torna a abrir
a 8 de Janeiro de 1855, por se linda re m
nessa data as ferias dadas.
Aluga-se um bom armazem, na ra da Praia
n. 76 : a tratar na roa do Collegio n. 15, ou com o
proprielaro, no silio do Manguinlio.
Precisa-se de urna ama que saiba bem cozi-
nhar c eugommar: na ra da Guia n. 9 se dir quem
precisa.
Para mais commodidade dos devotos que con-
correm pare a festividade do glorioso Sanio Amaro
em Jaboaiao, lem-se resolvido transferir a fesla,
que deva serfeita no da 15 de Janeiro, para o da
' para silencia de lodos faz-se esle aviso.

abaixo declarados.
liilhetes 5SO0O
Meios 20800
Quarlos I50OO
Decimos 700
Vigsimos 400
.li-
Precisa-se alugar urna prela que seja fiel e
ligenle : na ra Direita, holica n. 118.
COMPANIIIA PEKNA.MBICANA DE
VAPORES.
O canselhoda direccAo.dccouformdade comoarl.
i.", til. l.o dos estatuios da companhia, convida aos
senhores accionistas a realisarem mais 1", J sobre o
numero deaccoes que subscreveram at 15 de Janeiro
de 1855, afim de serem felas com regularidade para
Inglaterra as remessas de fundos com que tem de
allcnder os prazos do pagamento do primeiro vapor
fm coiislriiccae ; os pagamentos devem ser fsilos em
Tasa do Sr. f". Coulon, rita da Cruz n. 26.
No da 27 do prsenle mez de dezembro, no
slo do cemilerio publico, desappareceu do Descoco
do um menino urna vara de cordflo grosso de our,
cm duas vollas, com urna meia dobla encasloada,
era'...da de um diamante, e suppOe-se que em alguns
briuquedosqueo dilo menino livesse com oulrosque
com elle foram aconipaiibar o enterro de um angi-
nho, se quebraste o corda.) e o perdesse com a meia
dobla : roga-se pois a quem liver diado laes ohjec-
los ou dalles liver noticia, lirija-se loja le chapen,
da ra da Madre de Dos, que ser recompensado.
D-se 1:51)05000 a juros sobre penlmres de eu-
ro o praia : no leposilo de pao da rua Nova se dir
quem da.
AVISO AOS SENHORES CAPITA'ES
DE CAMPO.
Fugio sabbado 50 de dezembro um
cabra escuro por nome Felippe, com
mullas marcas de bc\ir^as, gordo e de
si tullante carrgado, representa ter 25
annos de idade, cabello cortado rente :
quem o pegar leve-o a rua do Trapiche
n- 9, no Hotel Francisco, que recebera'
tima boa ?raticacao.
Na rua dasCrnzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhores e mais modernas bichas hambur-
guezas para vender-se em graudes porrees e a rela-
1 lio, e tambem se aluga.
28;
O Sr. Joao Cancio, morador na cidade de O-
linda, queira apparecer no Recfc, rua da Cruz 11.
60, para negocio que Ihe diz respeilo.
Quem precisar de unta ama escrava, para todo
servieo de una casa, dirija-se rua do Queimado,
loja n. 14.
Aluga-se urna cxrellenle casa le sobrado
margem do roCapibarbe, na Ponte le lichoa, con-
fronte ao silio do Sr. Barao de lleberibe; a Iralar
na rua do Collegio n. 15, ou na Ponte de L'chda, ca-
sa do proprielaro F'ranrsco Antonio de Oliveira.
O lintureiro da rua da Cadeia de Sanio Anto-
nio oflerece-se aos lojislas que vao dar balanco c
quizerem Ungir luvas mofadas, meias, filas, reiroz,
fazenda tanto de seda como de algodao, e nao so aos
lojislas como a qualquer oulra pessoa que do seu
preslmo se quizerem aproveitar. O mesmo linturei-
ro advcrle que tinge de lodas as cores com perfei-
cjto.
Diz o abaixo assignado, que lendo comprado
a casa de paslo da rua larga do Rosario n. 31, sendo
a dla casa comprada no dia 14 de dezembro de Is',;
de sociedade com a Sr. Jorge Augusto da Stlveira,
entrando o^dito Sr. Jorge com os fundos em dinhei-
ro 2003000, e o abaixo assignado com .'459000, py-
raiido a firma e papel da compra da casa em Jorge
Augusto da Silveira & Companbia, porlanlo faz sci-
enle ao respcilavcl publico que ninguem poder fa-
zer negocio algum com o Sr. Jorge a respeilo da
casa sem o abaixo assignado ser ouvido, c se ftzcr
nada valer, por que o Sr. Jorge escondeu o papel
da compra da casa e oulro que Dzemos no dia 27 de
dezembro de 1854, e pedindo-lhe o abaixo assigna-
do para fazer um papel de (rato, o dilo cima dase
quo nao as-ignava papel algum, porlanlo he islo com
algum dolo. Recite 2 de Janeiro le 1855.
Joilo Manoel Rodrigues.
PERDA.
No dia 3t de dezembro an Varadouro a rua do Co-
xo, perdeu-se urna alaca de ouro rom cravacao, es-
malta.la de azul e diamante : quem a achou, caso
queira entrega-la, dirija-se a Olittda, rua do Co-
xo,a entregar a Miguel Venceslao, ou na rua da Ro-
da n.4,quesera recompensado.
Precisa-sc alugar urna escrava de meia lado.
que sirva para o serviro interno e externo de urna
casa le punca familia, Iralar-se-ha bem, mesmo em
alguma molestia passageira, com lano que nao ex-
eeda o alnguel lo K-lHKI memae* : na praca da In-
dependencia n. 3.1.
O GRAVO.
Sabio o primeiro numero do segundo Irmcslrc do
Craco, e acha-sn venda na rua Nova 11. 52, loja
do Sr. B>a\enlura Jos de Castro Azevedo. Al-
veite-se aos senhores as-ignanles que eslo a dever o
importe de suas assgnaluras c que quizerem conti-
nuar, que Ibes n.o ser entregue o primeiro numero
do segundo trimestre, sem que teuham pago o pri-
meiro ; asm como que as assgnaluras para o se-
gundo trimestre, sero pagas recepcao lo pimeiro
numero. Os numeras avulsos vendcin-se a SO rs.
O Sr. Jos Irineo da Silva Sanios, morador na
cidade de 1)1 inda, queira apparecer no Kecife,rua da
Cruz n. 60, que muit(> se Ihe deseja fallar.
Precisa-sc de nma ama com bom c bstanle
leile, e seja forra : na rua larga do Rosario n. 16,
sobrado de m andar, jnnlo a padaria do Sr. Ma-
noel Antonio de Jess:";
As nossas bellas patricias
Desla agua devem usar,
PYa mais bellas lirarcm,
Mais bellas de fascinar,
lie liquido saoespecifico,
Que leve ser procurado,
Pois torna o enle querido
Muilo mais furmosemlo.
Dous mil ris a garralinha,
Pode qualqder comprar,
Ci na rua do Qiieiniado,
Vinle e sete procurar.
lie o s'u nico deposito.
Deposit mili afamado
Aiiu le lal elixir
He por lodos procurado.
I) luplu de importe se devolve
Nao sendo ellicaz ei 1 curar,
I ma su qucixa inda nao hiuivc !
O que lodos podem apreciar.
Acha-se venda na rua do Queimado 11." 27, ni-
co deposito.
COSLNHEIRO. [
D-se muilo bom ordenado por-rtm coznheiro
fraucez : quem quizer aniiuiicic para ser procurado.
No hotel da Europa da rua da Aurora tem
bons peliscos a toda a hora, pelos precos marcados na
tabella, muilo razoaveis.
No silio denominado Torre, cm Belm, app.v
receu uto cavallo; quem for seu dono pode alli com-
parecer ; advcrlindn-se que o morador do mesmo
silio nao se responsabilsa pelo deaapparecimento do
mesmo cavallo.
Troca-se ou vende-so um silio na Passagem da
Magdalena ao pdoCapibaiibe. em lugar muilo fres-
co, casa nova e silio grande, por casas na prar_a, de
mais ou menos valor, assim como se piule incluir
nesta traja al 12 escravos de anillos os sexos, lodos
de flor, islo he, sendo o predio ou predios de mais
valor : qoem Ihe convier fazer este negocio annun-
cie para ser pracurailo,
Alugam-se luas casas terreas com commodos
suflicienles para pequea familia, sendo urna sita na
rua do Sebo n. 52, e a oulra no principio da Soleda-
de n. 27 : a Iralar na rua da Aurora n. 26.
Precisa-se alugar um sitio distante da praca
.e urna a quatro leguas : na rua lo Crespo 11. 15.
Desappareceu no da 28 do passado mez, do
sobrado da rua da Cadeia Velha n. 52, um cao es-
traugeiro da raja chamado Water Spancel. he muilo
cabelludo, orelhas grandes escuras, cauda branca, e
a cor malhado de rxo, he muilo condecido nesla
praca : a pessoa que o descubrir tenha a bondade de
o levar ao sobredilo lugar, que ser recompensada.
Aluga-se a sala da frenle do primeiro andar
do sobrado n. 17 da rua da Cruz, com commodos
par escriplorio : a tratar no armazem n. 25 na
mesma rua.
Precsa-se de urna mulher forra 011 captiva, pa-
ra cozinhar e engommar n'uina casa de familia : a
Iralar na loja de ferragens 11. 56 A, da rua da Ca-
deia do Recife.
No dia 31 do passado, voou do sobrado n. 6,
de Malinas Ferreira cm Olinda, um papagaio ralla-
dor, levando una correte de praia 110 p : quem o
adiar, leve-o a dla rasa qu; sera gratificado.
D. Remana Mara los l'razeres, legalmenle
aulorisada, com aula particular na rua do Sebo, 11.
13, participa aos pais le suas alumnas, que lem de
reabrir a sua aula no dia 15 de Janeiro correte, e
que continuar a fazer todos os esforcos para bem
corresponder confianea que nelladeposilam ; as-
sim como faz scienle aquellas pessoas que Ihe qui-
zerem encarregar o enano do suas meninas, que
estas serao (raladas com lodo o esmero e melindre,
e aprendero a ler, escrever, contar, doulrina
Hiri-taa, coser.labyrinlar, marcar, bordar de maliz,
ouro, praia, e ledas as demais minuciosidades pro-
prias da idailc e sexo.
LOTEKIAS da proyocia.
No da 13 docorrente mez de Janeiro
pelas 10 lioras do dia andam impreteri-
velmenteas rodas da primeira parte da
primeira loteria a beneficio da cultura da
Amoreira: os poucos billietes quee\istem
acbam-se a' venda nos lugares do costume.
Praca da Independencia loja doSr. Fortu-
nato n. 4, Botica do Sr. Cliagas rua do
Livramento, rua Nova n. 4, Boa Vista loja
n. 48 ena loja de cera do Sr. Pedro Ig-
nacio Baptista. Nesses lugares os Srs.
compradores acbarao os bilbetes sem cam-
bio. Tliesouraria das Loteras, 2 de Ja-
neiro de 1855.0 tliesoureiro, Francisco
Antonio deOliveua.
Precisa-se de tima ama para casa
depopca familia, que saiba cozinhar, la-
var e engomar: a tratar na rua das Cru-
zes, na Typograpliia do Diario segundo
andar.
LEITTJ&A REPENTINA.
METHODO CASTILHO.
A escolase acha transferida para a rua
larga do Rosario n. H, principia a lecci-
onar no dia S dejaneiro. As llenes para
ns pessoas oceupadas de dia serao'das 7a's
'.ida noile.
AMANA! PARA 18So.
Sabirama luz as l'olliinltasde algibei-
ra com o almauak administrativo, mer-
cantil, agricola e industrial desta provin-
cia, corngido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. li e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acbam-se a venda as bem conbecidas
iothinhas mpressas nesta typographia,
de algibeira a 520, de porta*a lO. e ec-
clesiasticas a48()rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. (i e 8 da praca da
Independencia.
MELPOME^E DE LAH ESCOCEZ
A 600 RS. O COVASO.
Ka loja n. 17 da rus do Queimado, ao p da holi-
ca, vende-se alpaca de 13a escuce/a, chegada pelo ul
limo navio, a qual fazenda na Europa so da o nona-
da Melpomene de Escocia, muilo propra para roue
pues e vestido de tendera c meninos por ser de mu
to brilho, pelo commod preco de 600 rs. cada co
va lo ; dilo-sc as amostras com penhores.
Vende-se urna vacra parida ha poucos das,
cxcelleule parase criar por ser da primeira barrica
ede raca muilo boa : quem quizer compra-la, pode
ve-la no sitio do Sr. Ma noel Jos de Azevedo Amo-
rim, na estrada de lielin, c para ajuslar, na rua
Velha casa n. 22.
Vende-se urna laberna na rua dos Pescadores
aira/ de San Jos n. 38 : a tratar na mesma.
CEMENTO NOVO EM BABRICAS
GRANDES.
Vende-se por preco muito commodo,
em casa de Timm Mousen & Vinassa na
praca do Corpo Santn, lo.
Em casa de Timm Mousen & Vinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 13, lia para
vender:
l tu sortimento completo de livros em
branco de superior qualidade.
Vinlio de champagne.
Absintlie echerry cordial de superior qua-
lidade.
Licores de dillerenles qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : tudo
por pceo commodo.
FABINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior l'.irinln de mandioca : no
armazem de Tasso Irmos.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
> ende-se cemento romano branco, chegado acora,
de superior qualidade. muilo superior ao lo consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Ihcalro, afina-
zem de laboas de pinito.
\ ende-se um cabriolo! com robera e os com-
pelenles arreioa para um cavallo, lodo quasi novo :
pare ver, no alerro da Koa-Visla. armazem do Sr.
Miguel Sesciro, e para Iralar noKerilerua doTrapi-
che n. 1'i, primeiro andar
25&SS@@a:tSgg
%.
lAblEMO IKILLOHAY.
Milhares de individuos le tudas as n.u. ,-. ,.,',, m
teeteaunharas virtudes (teste re.....ii iii.'ump uawi.
e provar, em caso neceario. que, pelo u. na
delle llzerain. lem seu coi -por lui'iiil.i.- minranirnle
sao, lepoisile li.ivrr empreado intilmente oiln.s
tratamenlos.Cada peasoapodei--e-ha. on\erei deMM
curas maravilhosas pela le lua .los peridicos iue Ih'as
relalam lodos os das ha nimios auno*; e. a maior
parledellas sao lAo sorprendentes que .lmnaiii os
mdicos mais etebres. Quanlas pesMtas rerubraraai
rom esle soberano remedio o uso deseos braca*a
peinas, depoisde ler permanei uto loocu IctWU* a
hospilaes, ondedeviain sollrer a amputaran! IMIas
ha mullas que havendo deixado osea )'los le pa-
decimento, parase naosubmetlerrm a rM qicrarao
dolorosa, foram curadas roiiiplrtaniinl.', m.di.ii.lr
o uso ilrssc precioso remedio. Alcumasda- lae pata
soas, na i Tusan de seu reconhecimenlo, declaraiam
esles resultados benficos diaule do lord rorrecnli.i.
e oulros magistrado, m le mais aulenluarcni
sua all i malla.
Mmaiem desesperara do estado le sua saude se
livesse bstanle conlianca para ensatar este remedio
constantemente, secutndo alsum lempo o Iralamen-
to que necessilasse a nalure/a lo mal. rujo resulta-
ro seria provar inconteslavelineiilr : ne ludo cura !
O ungento he til mal partirularmente no*
seguintei casos.
matriz.
Champacne da snperor marca Cmela: no arma-
zemdo Tasso Irmilos.
OLEO DE LINHACA
em barris e bolijes : no armazem de Tasso Irmos.
GARRAFAS VASIAS
cm sros de croza e de 110 garrafas: no armazem
ue Tasso Irnios.
Vcndeni-se lalas com 4 libras de marmelada,
pelo diminuid preco de t;j<;00 CJfda urna, batatas a
IjOOO a arroba, e 10 rs. a libra, e vinho do Torio,
fino, engarrafado, a tdSO e IsGOO a carrafa : de-
fronlc da matriz da Boa-Visla n. SX, quina do Hos-
picio.
. Vende-se umeoeiro de casemira bordado, e um
limSo de seda para haptisado de menino : no pateo
do Terco, em casi de Domneos Coulioho.
Vendem-se vaccas paridas : no silio da Tor-
re, cm Belem.
Vende-se a casa da rua da Mocda n. 23, ou
lroca-se pnr outra no barro de Sanio Anlonio ou
Boa-Vista ; a Iralar na rua da Gloria n. 87, segun-
do andar.
Vende-se urna casa lerrea, tita na rua Impe-
rial, a qual he a lerccira passando o sobrado do Sr.
major usmao, lem 3 portas na frente. 2 salas, 3
grandes quarlos com corredor ao ladq e quintal mu-
rado com cacimba, e est ptima para padaria: os
pretendentes drijam-se rua eslreila do Rosario,
loja deourives n. 7. que se dir quem a vende.
Vendem se 4 casas terreas cm Sanio Amaro,
na rua da I-undic.no. por lodo o negocio, por ler o
sen dono de relirar-se ; a fallar nftiesma, com Joao
Aulonin da Veiga.
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica-
da lia pouco lempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, coebeira,
estribara, etc., etc.: quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruz. n. 10, que sendo possivel se fara
qualquer negocio.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROCHAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
t'endem-se na botica de Barlholomeu Francisco
de Suuza, rua larga do Rosario n. 36, por menor
preco que m oulra qualquer parle.
f Vende-se cognac em caixas de du-
zia: no armazem de Rrunn Praeger &
C, ruada Cruz n. 10.
Vende-se a hija de calcados, defronle dooilao
da igreja do l.ivraniento, muito afreguezada, e com
p.ittiMs fundos: a Iralar na rua do Livramenlo n.').
Vende-se una loja de miudezas em urna das
principaes nas desla cidade, a dinbeiro ou a prazo,
e bem ifreguezada, em ennsequencia do dono rcli-
rar-sc desla cidade a Iralar de sua saude : quem
prelendcr, dirjase ao aterro da Boa-Vistan. 82,
que he dir quem vende.
1 Vende-se urna prela de nac,ao, que cozinha,
engotnma c cose : na rua larga do Rosario n. 48,
segundo andar.
'Vende-se mercurio doce, chocado recenlcmen-
le de Lisboa ; no armazem de Tarroso & Compa-
nhia, rua de Apollo n. 18.
Vende-se urna bonita negra da Cosa, moc,a, e
de cvccllenle conducta, saliendo coser bem, engom-
mar, cozinhar, c muilo boa qulandcira : na rua dos
Martirios n. l.
Arrenda-se por preco rnmmndo o encenli
Roncador, na (resuena de Barreiros, na beira do
rio de Lila, em frente ao engenlio Sau, lamhcm na
frecue/.ia de Una, convenienlemenle obrado com
l.iiin cercado, e ptimo terreno lanlu para caimas co-
mo para mandioca ; quem o pretender, dirija-se
seu proprielario Jos Luil Saleado de Vaeconcellos,
no encubo Siillinho da fregoezia de lina.
Precisa-tedeum preto de meia uiade, sendo
Bel, para servir a um horaem solleiro : na rua Ve-
Iha, na Boa-Vista, n. 12! edira.oem precisa.
I)a-se 1009000 no Porto a quem dr aqui 300)
rs. ; na roa do Vicario n. 21.
Perdeu-se urna alaca de ouro na Passacem da
Magdalena, des le o viveiro ate a quina que volla
para o retiro ; quem a achou e quizer restituir, a en-
tregar na padaria, na mesma Passagem, que ser
bem gratificado.
rua do crespo n" 12T
H Vende-se nesla loja superior damasco de 9S
IS seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo,
f{ por preco razoavel. Z
:e@@@:3!Siget9s
Venderr.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Rieber&C,, rua da
Cruzn. i.
OBRAS DE I.ABYRINTHO.
Acham-se venda por commodos precos rico? len-
cos, loadlas e coeiros de labyrinlho, rhecados ull-
mamenlu do Aracaly : na rua da Cruz do Recife n.
34, |irimeiro andar.
Aencl de Edwln Mw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companbia, acha-se constantemente bons son-
menlos de laixas de ferro ruado c balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ncliras toilas de ferro pa-
ra animaes, acoa, etc., dilas para armar em made-
ra de lodosos tamanhos e modclososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
'i ravallos, cocos, passadeiras de ferro aaUtthado
para casa de purgar, por menos prcro que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de (landres ; tudo por barato pre;o.
Na rua do Vis ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior danclla para forro de sellins che-
gada recenlemenlc da America.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
raios que he para fechar conlas.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2.' edh-ao do livrinho denominado
Devolo Chrisiao.mais correlo e acrecentado: vende-
se unicamenle na livraria n. 6e 8 da prac,a da In-
dependencia a 610 rs. cada ejemplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendsimos padres capuchiuhos de N. S. da Pe-
nda desla ciilailc, aucmenlado com a novena da Se-
nhor da i:.iiicck,i,i. ,, da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da
inilepet! telina, a lyXX).
V ende-se orna taberna na rua do Rosario da
Boa-Visla n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cerca le 1:2003000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim Ihe convier :
a Iralar junto alfandeca, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar horlas c baixa,
doBrumns. 6, 8e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
ivejam, quadrillias, valsas,^redowas, sclio-
tickes, modnlias, tudo modernissimo ,
chegado doj Rio de Jeieiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O ateam) da invencao' do Dr. Eduar-
do Slolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, aclia-se a venda, em latas de 10
Miras, junto com o metliodo de einpre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rics mobilia de. jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinbeiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na na do
Collegio n. 23, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia /o Recife n. O lia para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenlc chegada.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dinja-se rua da Cruz, armazam n. i.
Vende-se jima boa casa terrea em Olinda, rua
da bica de S. Pedro, que faz esquina com o cercado
de ma leira, com 2 portas e 2 janellas de frenle, 3
salas, 3 quarlos, cozinhacrande, copiar, eslribaria,
erando quintal lodo murado, com porlao e cacimba,
muilo propria para se passar a fesla. mesmo para
morar lodo o anno : a tratar no Recife, rua do Col-
legio n. 21, segundo andar.
FARI.NHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. ?>, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novacs i C, na rua do Trapiche n. 7^^,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
titlao.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Csnceres.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis em
geni.
Enfermidades do anus.
Eruprocs escorbulicas.
I'islulas no abilomen.
t'riatdadc ou falla de ca-
lor as cxlreraidades.'
Friciras.
t.ensilas escaldadas.
lncha;H's.
lnli.iinu.acai> do ficado.
Lepra
Males das pernas.
dos |H'il.>-.
te asnee.
Morileduras le ri'plis.
Mea-tara* de mnaqiiilu*.
1'lllllllM -.
Oueima.lelas.
Sarna.
Sii|iuiar"ies puliida.
ludia, em qualquer parle
que seja.
Tremor Je nonos.
Ulceras na hocra.
lo lica.hi.
das arlirulaciVs.
Veiaslorc,ias-ouno,||
as pernas.
.,,
Massa de tomates.
Empatas de! libras, excellente para (empero, viu-
da rcceiileinenlc de Lisboa : vende-sa na rua do
Collegio n. 12.
AlletieaO. .
V'endcm-se 102 travs, no caes do Ramos : aira-
lar na rua do Paseio, loja n. 13.
Vende-se sola muilo boa, pelles de cabra, e
-imini! muilo boa em saceos : na rua da Cadeia do
Recife! n. 111, primeiro andar.
Veinte-s no raes da alfandeca, armazem n. 7,
barris com potassa, viudos lo Rio de Janeiro, por
preco [mais em conla que cm oulra qualquer
parte.
Vcndem-se relogios de ouro, piala,
praia ehajieaila, dourada, de patente In-
glez e horisontal,sahonete, ludo pelo preco
O mais cmodo possivel : na i na da Cruz
Vende-so gomma de encommar muilo supe-
rior, .ii mellior que lem rindo ao mercado, a 2> KM
a arroba, e a 80 rs. libra : na taberna da rua le
lluil,:- n. i.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de llenry Gibson, 09 mms superio-
res relocios fabricados em Inglaterra, por presos
mdico^. ,
Vende-se um preto c: i.mi i. ofliclal de pedrei-
ro, de idade 22 annos, bonita licura e sem vicio, sa-
sim como tambem mais 3 prelas ; na rua lo Cabug
n. 3, Mcundo andar.
Vende-te caldo de lmales chegado ullima-
meule de Genova, a 900 rs. a libra : em Fra de
Portas n. 117, junio a inleudencia, lerceiro andar.

8
8
i
Em<
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
Z la-se aos senhores de engenhos os
Xk sei|s hons elleitos ja' experimen-
'*" lados: na rua da Cruzn. 20, ar-
' mazem de L. Leconte Feron &
10) Companhia. Kja
Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowm.-^nn, na rua do Bru, passan-
do o chalan/. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido, de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preijo commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncstc cstabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c rucias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Em casa de J. Keller & C., na rua
da Cruzn. 55, ha para vender 3 med-
ientes piano viudos ltimamente de Ilam-
ht.igo.
AXTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
Yenile-sc evrellenle taimado de pinlio, recen-
temente checulo da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo.
cados,
casa
ESCRAVOS FGIDOS.
e por iiiliTNcncao do Illm. Sr
foientrecue ao Sr. I.uiz Cesarlo que cnlT era ".eu
senhor : quem o pecar, leve-o seu sehr. r'"
la Cadeia de Santo Aillo,,,,, 7, em casa j, 1
B. Taborda, que sera bem rccomiiei..u

la be\iga.
Vende-se esle uncuenlo no eslahelccimenln ceral
de Londres, 2ii, SI)and, e. na loja le lodos ~ |H.ii-
canos, droguistas e oulras pessoas enrarrecailat da
sua venda em loda a Viuerua do Sul. Ilavana e
llcspanha.
Vendem-se a 800rcis cada borelinha ronl;m urna
nslruccao em porlocuez para explicar o ncalo de
fazer uso desle unguenlo.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar
maceulico, na rna da Cruz n. 22, em Pernambarn
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Lchoa, com seis
salas, oito quarlos ealcovas, cosinha. des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de fruteiras, grande jardim
murado com militas flores, cocheira, es-
tribara, quartopara feitor, cacimba com
boinha. etc., etc. : vende-se debaixo ilc
condicoes mili favoraveis para o compra-
dor : a li alar na rua da Cruzn. 10.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 12.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.
Pomos de farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despeoceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em ful lia para fono.
Cobre de forro.
IEGHANISHO PARA- ERSE-
110.
NA FUNDICAO DE FERRO 1)0 F.NGK-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FA RIZ,
ha sempre um crande sorlimenlo dos seeiiinlesob-
teclos d.e niechanismos proprios para eucenhus, a -
ber : moendas e meias moemlas la mais moderna
conslruc;ao ; taixas de ierro fundido e balido, la
superior qualidade, c de lodotin lamanho* ; ro.1.
dentadas para agua ou animaes. de lod.s as liltptl
coes ; crivos e boceas de fornalba e recislros de boei-
ro, acuilhoes.bronzes parafusos e ravilliocs, moinbo
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se executain todas as encnmmendas com a superior i
dade ja conhecida, e com a devida presteza e comino
didade em preco.
Na livraria da rua do Coilcgio n. 8.
vende-se urnaescolhida colleccodas mais
brillantes pe^as de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
cliar para fazer um rico presente.
RUA ImTtRAPCHEN^iT^S-
casa de Patn Nash \ C, ha pa- g
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de o (piarlos ate 1 j
polegada.
Champagne da mellior qualidade
em garrafas e meias ditas,
l'm piano inglez dos melhores.
*" !
CEMENTO ROMANO.
V ende-se superior cemento em barraata rasalaa ;
assim como tambem vendem-se as linas : arraada
thealro. armazem de Joaquim Lopes le AI meida.
Na rumias Cruzes n. 41, vanla aa urna Caer*!
demudo, de idade 30 annos, ptima eneomma.leira
e enzinheira, e lava de sabio.
Na Iravessa da Madre de Dos n. 9, \rn le-seo
Hgonte : saccas com farellos novos, papel das se-
cuinles qualidades : perlina, almarn primeira e e-
Kiimla sorlc, machina, flurele, para chapclcirn*
para botica, do embrulhu de lo'as as qualil,|ev ,
tamanhos, caisas rom massas, barrica* rom farinha
muilo superior, dilas com genebra. lilas rom rerve-
ja. caixas com canda, saccaacom pimenla, barricas
com cravo, garrales vasiot de tolo o, UmanlH
canas cun licores, vinho linio e branco, ludo che-
gado receolcmenle, e por pre;os commodos: astim
como sabito amarcllo muilo secen.
Vendem-se libras de chocolate Iras
cezdo mellior que tem apparecido no
mercado e por barato preco : na rua da
Cruz n. 26 primeiro andar.
Vendem-se licores de absinth e Kis-
sch do melhor possivel c por commodo
preco : na ruada Cruz n. 20 primeiro
andar.
Vende-se o verdadeiro vinho Bnrde-
aux engarrafado, tanto tinto como bran-
co, e por baratissimo preco : na rua da
Cruz n. 26 primeiro andar.
Vende-se um mulato e urna mulata casado.:
no larca la Boa-Visla n. 8. sobrado de 2 andar
Vende-se um crande tillo de Ierras no lugar
la ponte dos Carvalhos. denomina !n llh,, |n Mar-
luis, oyn eslenMa de tres quarlos Ir ftsa_ rom rl.
Mdevivenda em mo eslado, rnnlendo lila nro-
priedade 4(KI p de coqoeiros |n.|0 de frucla e
oulrosarvoredos,e malla solllrienle que pada-at edi-
ficar om engenho, querendo, pois dita Ierra he boa
para puntarles: quem prelendcr. dirija-se aosAfo-
s, a tratar com Qtudio Pereira de Carvalho,
me/ prosinta passa-
No lia :10 de dezembro do ir
lo, ilesai
no. ila nomo Miguel, o qual prela foi con
r. i.ui/. Cosario do Kega ; tarea eaaaiaa rosa ,ie rat-
eado fracezj velha......um rer.i-mlo KTana aan>
rado de oulra chita, e calca branca reaa oulra ve
Iba escura por bailo, sera lalvcz la que..... -
chapi'.i. lem o ollhio de canoeirc. I. bonita fi-ura'
bem pulo, fallam Ihe Hlenles na frenle ln lad ,lr
nma, lem barba no boen e >. q,u.,v ,,. .
lem ja o coslumc de fugir. e ananda o f., c,isrrva-
- mi-roo denlre da clade oeeallo pelo, cnoeiros.),
rna >oya ; ou enl.lo val pan o. imme.li,,.,,., ,!,,
i mi o .1 a 1 leguas : e anula !,., ruc. ., |, *
ii-t la quo fez se conservo,, occollo. tcoM. a. li-
lormaram, algn, lempos ennho Miietarobteaia
r. Ir. Velloso he que
recompensado.
na.: TTP.WSM.". DE FAKIA. -1853
MHTllfinn


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