Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01279


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Full Text
ANRU UAI. II. 2.
QUARTA FEIRA 3 DE JANEIRO DE 1855.
i
f
f
f
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
DIARIO
Por armo adiantado 15,000.
Porte frauco para o subscriptoi.
KXCARREUAOOS DA SlTtSCRlPCA'O-
Recite, o proprieterio M. F. de Farin ; Rio do Ja-
neiro, o ir. Joao I'ercira Marlint ; Bahia, o Sr. I).
Duprid : Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donra ; Parahiha, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dad* ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio I'creira Juunr ;
Aracaiv, o Sr. Antonio de l.eino. Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Aocusto Borges ; MaranhAo, o Sr. Joa-
qiiim Marques Rodrigues ; Part, o Sr. Justino Jos
Hamos : Amazona*, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 d. por 19000.
Paris, 312 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Kio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lellras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 65400 velhas
de 65400 novas
de 49000. .
Prala.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
29J000
165*000
169000
95000
19040
19940
15860
PARTIDA DOS COUKEIOS.
Olinda, todos os dias.
Gnruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOurieury, a 13e28
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE 1IOJE.
Primeira s 4 horas e 30 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e 54 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, teic,as-feiras e sabbados.
Fazenda, torgas e sexlas-feiras s 10 horas.
Jui/.o de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
I* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMKRIDES.
Janeiro. 2 La cheia as 5 horas, 48 minutos e
33 segundos da manha.
11 Quarto minguante s 2 horas, 7 mi-
nutse 3S segundos da larde.
18 La nova as 6 horas. 17 minutos e
36 segundos da manha.
24 Qiarlo crescente a 1 hora, 48 mi-
nutse 32 segundos da manha.
PARTE 0FFIC1AL.
MINISTERIO DAFAZENDA.
. 1489 de 20 de deiembro de ls54.
Jpprova duas das modificar oes proposlas tu esta-
tutmdo Banco do Brasil pela assembla geral de
teus accionistas.
Sendo-me prsenles as modificarnos prnpostas aos
estatutos do Banco do Brasil pela assembla geni
de seas accionistas em sessAo de 20 de elembro ul-
lim-i, e ten lo ouvido sobre ellas a scelo dos n ego-
eies da hienda do conselho de estado : Hei pnr bent
de eeiiformidiule c.im a miulia imperial rcsolticAo
de 16 do correte mez, appruvar das modificaooes
proposlas, smente as seguintes:
l. Qae o Banco possa adantardinheiro em conta
carrente sobre cautelas da casi da moeda [de ouro
ella recolbido para ser candado al ao seu valor
liqui* j legal, ama vez que sejam previamente trans-
feridas do Banco.
2.* Qne o abalimento na importancia das lellras
qae forem recebidas como penhor seja pelo menos
de 10 for cenlo do seu valor liquido, ficando livre
ao faverno o direito de revocar esta conccssSn, se
del.a nstaltarem inconvenientes.
O marquez de Paran rons lliciro de estado, se-
ad ir de imperio, presidente do conselho de minis-
tros, ministro e secretario de estado dos negocios da
fazenda c presidente do tribunal do lliesouro nacio-
al as-im o tenha entendido e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro em 20 de dezembro de
1831, Irises imo lerceiro da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de S. M. o Imperador.
Mar juez d; Paran.
lOIBI
MINISTERIO DA MARINHA-
Aviso a. 84 de 39 de aoinbro de 1854.
Manda observar o regulamenlo relativo a corte
de maieiras de conslruceao nacal na provincia
do Pitra.
IHm. a Exm. Sr.Sna Magesladc o Imperador
houvc por bem ordenar que se abriste nessa provin-
cia, sobr as margeos do rio Acara, ou onde mais
ronvier, o corte de madeiras de conslruceao naval,
pan abislecimenlo do respectivo arsenal de rn.in-
nba, observando-so nesse servico o regulamenlo an-
exo ao presante aviso: o que coinmunico a V. Ex.
pora tua inlelligcncia e eiecoro. Dos guarde a
V. Ex.Jote Mara da Suca l'aranhos.Sr. pre-
sidente REGL1MENTO PARA O CORTE DE MADEI-
RAS DE CONSTRUCCAO NAVAL ABERTO
NA PROVINCIA UO PARA'.
Da adninistraclo c pe'soal do estabelecimrnln.
Arl. 1. O corle de inadciras do conslrurcAo na-
val aberto na provincia do Para car.i sujeilo n ins-
peccAo do arsenal demarinliada mesmn provincia,
e lera ama administrado especial, composla dos
scguinles empreados :
l'm director (official da armada).
Um ajudinte.
I'm escrivAo.
Um encarroado.
Art. 2.- O servico do corte, preparo das madeiras
le., ser feito por dous carpinteiros, dous erreiros
trinla Irabalhadores.
Arl. 3.- llavera mais no eslabelccimcnlo um des-
tacamento de dez pravas do exercito, da forr,a poli-
cial da provincia ou dos corpos de marinha, com-
mandado por um inferior.
Do director.
Arl. 4.' O director lie o cliefe e o principal res-
ponsavel pelo estabelecimento, sendo-llic subordi-
nados lodos osoutros eropregados daadminstracAo,
operarios, trabalbadures e o destacamento.
Compele ao director :
S l.- A direcc.Ao, fiscalisacu, economa e disci-
plina gem d estabelecimento.
S 2.' Informar lodos os mezes inspeooao do ar-
enal do marinha sobre as novidades que tenham
recorrido no estabelecimento, esobre o esladoe Ira-
lialhos deste, dar coala do cumprimentn das ordena
i|ua tiver recebido, e propr quaesquer medidas
ijue a pratica for indicando como convenientes.
S 9.' Regular a dvisAo do trahalho do modo mais
proficuo e econmico, e ordenar os corles, que nao
< cverAo effectuar-se na poca do brole das arvores
n sim prximamente antes.
S 4." Fiaealiiar a boa qualidade dos comesliveis e
mais objectos que se fornecerem ao estubeleciment,
bem como a sua arrccadacSo e consamo, afim
de evitar loda a fraude, deteriorado ou dis-
perdicios.
S j.- Attender a que o expeliente li a escripla-
i.ieai) amlem sempre em dia.
S >.' Cisligar correccinnalmente com suspenso
do exercicio, prlslo que nao exceda de oilo dias, e
perdirrenlo da rar,ao, aquelles dos seus subordina-
dos que o merecerein por m.'io comporlmento ou
falla de cumprimcnl'i de deveres ; salvos os casos
graves, em que dever dar logo parte autnrld.ide
compleme, conservando noenlretanlo o delinqueu-
le preso com as cautelas necessarias.
Do ajudante.
Arl. 5." Incumbe ao ajudante :
8 1." Substituir o director nos seus impedimentos
e coarijuva-lo em ludo quanto por elle for ordenado
e seja concernenle ao servico do estabelecimento.
2.- Vigiar e activar o servico, nSo s dos ope-
rarios e Irabalhadores. cmodo destacamento.
5 3.- Participar ao director quilqner oceurrencia,
providenciando de prompto se o caso o exigir.
4." Informar ao director sobre o pessol do es-
tabelecimento,'indicando aquelles que mais se dis-
linguireh por sua ptidao, aclividado e mora-
lidadc.
.- Fazer numerar, marcar e medir as madei-
ras preparadas, e depois avalia-las e conduzi-las
para os depsitos.
Do escricao.-
Arl. 6.- Incumbe ao escrivao :
I." O cumprimento das ordens que receber do
director, ou do ajudante no impedimento daquelle.
S 2.4 Trazer lodo o expediente e cxcripluracAo
sempre rm dia, como adianto se prescreve.
3.* Ouanisar as rel.icrics das madeiras prepa-
radas, todas as vezesque for necessario, ssim como
as folhas do pagamento dos empregados, feria
dos operarios e Irabalhadores, e o pret do des-
tacamento,
$ i.- Fazer'o ponto diario dos operarios e traba-
Ibadures i m ueettiAu de irem para o sorvic,o, e
rouferi-lo depois com o poni particular do
meslrc.
5.- Apresenlar ao director mensalmenlc, ou
por trimestres, a conta da receila e despeza do es-
tabelecimento, bem como B demonstrado do que
existir cm deposito.
6.- Encerrar as conlas e fazer a remessa dos
livros e docum<'nlos, no lempo competente, para
sercm liquidadas e revistas pelas reparlicOes res-
pectivas.
Do encarregado.
Arl. 7/ Incumbe ao encarregado :
!. Cuidar da arrecadaco c guarda das madei-
ras, e de ludo que for recebido no estabelecimento,
oa seja cm dinbeiro, ou em gneros, ficando respon-
savel por quatquer extravio ou damno que resulte
de negligencia ou abuso de sua parte.
S 2." Salisfazer mcnsalmcnle aos empregados.
operarios, Irabalhadores e pracas do destacamento
os seus venrimentos e refles, vista de folhas, prels
ou oulros documentos legaes.
S 3.- Receber (las reparliccs competentes as
quantias que forem necessarias para pagamento dos
vencimentos do pewoal doettabeleciroento ou qnal-
quer oulra despeza, ua forma dctcrmiiiaila neste re-
gulamento.
S 4.' Entregar ao meslre as ferramenlas e mais
aprestos para o servico, recebendo dellc as cautelas
precisas.
Dos operarios e trabalhadoret.
Arl. 8.- Um dos carpinteiros ser o meslre do
servico do corle c preparo das madeiras, c como tal
compete-lhe : ^
S I." Acompaohnr os operarios'e Irabalhadores
p.ira o lugar do corle, e dirigir este servico.
8 2." Alindar os paos derrubados, segundo aspe-
cas que ilcllcs se possam tirar, e vigiar qut sejam
falquejados com inlelligcncia e cuidado.
3.- Medir, contar c relacionar as pecas de ma-
deira que produzirem os paos derrabados, dando de-
puis conhecimento de ludo ao ajudante.
4.' Receber do encarregado a ferramenla e
mais objectos uecessarios para o corte, arraslo e fal-
quejamenlo das madeiras, passando-lhe as cautelas
precisas, e ficando responsavel pela sua guarda e
conservaban.
5." Designar os operarios que devam as oc-
casiOes propris, marcar e numerar s madeiras cor-
tadas ou preparadas.
Arl. 9.* O 2.'carptnleiro substituir oque serve
de meslre ms seus impedimentos, e sol a sua direc-
r.lu e vigilancia ser especialmente empregado no
falqiicjamenlo e preparo das madeiras.
Os ferreiros fcro'.odos os trbalhos do seu oflicio
que se toruarem uecessarios ao servido da fa-
brica.
Os Irabalhadores farAo, como os operarios, lodo o
servico que llies for ordenado pelo meslre, e serilo
especialmente empregados no corto o arrasto das ma-
deiras e no asscio das casase quarlel.
Arl. 10." Um dos Irabalhadores que for da confi-
anza do encarregado sera nomeado pelo director
para coadjuvAr aqucllc empregado na arrecadaco e
conservadlo dos ohjeclos seu cargo, ficando para
esse I'.m dispensado do mais servico.
Do destacamento.
Arl. II. O destacamento sera empregado na guar-
da e polica do eslalielecimento, conforme as ordens
do director cu do ajudante.
Delle se lirarAo, sempre que for preciso, algumas
DIAS DA SEMAXA.
1 Segunda, j-jfcigt Circumciso do Senhor.
2 Terca. S. Isidoro b. ; S. Argco m.
3 Quarta. S. Aprigiob. S. Anlero p. ni.
4 ()uinta. S Tilo b. ; S. Prisco preb. ni.
5 Sexta. (Vigilia da Kpiphania) S. Simeao E.
6 Sabbado. 5<>|i Enipbana (Manifesuctio do Sr.)
7 Domingo. 1.* depois de Reis; regresso do
-Menino Jess ao Egypto ; S. Luciano presb.
0 PARAIZO DAS MUHERES. (*)
Por Paulo Fe val
O I'IIVROI.
CAPITULO OLARTO.
A MOIIGATTE.
Joao louril era um homem de trinla e oilo anuos,
baiio e membrudo. Seu rolo era bem Inlhado, e
rogiquanlo nmeacado de oliesidadc. as linli.is de
suas faces permaueciam vivas e firmes. A' primeira
visia linlia o ar de um hom rampotiez. Cabellos an-
nellados caliiam-llic honestamente como orelhas de
c.io aos lados do rosto. O* aldeoes admiravam muito
sua sciettcia ; porque elle carava Indos aquelles que
nAo envava ao nutro mundo'. Tinha urna vesta de
Tosan prelo para ir mssa no domingo. Sangrava,
co no ja di'semos, os cavalio-, o os seiiboies por dozc
sidos cada um ; mas s lecclna melade iIjs criados
de laienda, e seis diulieiros dos mendigos. Ccrla-
menlc moslrava-se caritativo. No lento em que el-
le a bata, a Morgalle era mellior do quo presente-
menie. .
A noile eslava fachada ; a faxa luminosa, que fica
no liorisonle para fazer o crepsculo, ia,*e perden-
ilo cada vez mais as Irevas. () m ,r eslava enlAo du-
lentos passos louge do r chedo, e n quinto crescente
da loa deacia lenlamente ao Itorisonte.
Bcpcnlinamculc urna rlaridadc tingio.de purpu-
ra as rochas molhad.is, e vio-se a torre negra resa-
hr no cume do peuhasco : o pharol aceudia-se. Os
rdelos le purpura mirlaran .le lugar, os rubisdau-
saram, as sombras correram : o pharol gyrava. l>e-
pois ludo e\linoio--e para tornar a acender-se bre-
venienlc ? exlinguir-sc anda.
Joao Totiril e Astrea conversavam Ir.inquillamen-
te. O curandeiro assenldo em una sacada do ro-
cliedo tinha Aslrea sabr os {oHws, e passava.lhc a
ni.i > roce pelos aunis dos cabellos.
Serenos una familia, di/a elle com o lom que
se toma para edificar castellns no ar. Casars com
quem quizeres. leu marido me chamar lio, eeu'ad-
minislrarci a caxa... Para onde iremos?
Para Pars, respondeu a Morgalle pensativa.
Tflo longe!... A vida he deliciosa em Paris.
Aslrea sorna. Seus labios ontreabriram-se para
repetir como a seu pezar :
Para Pris I
Em Paris, como aqui, velliaquinha, sers a
() Videu Diario n. 1.
bella inurmiirou o curandeiro coolemplando-a com
adiniracao i clardade movediza dn pharol.
As-iui o espero, respondeu a Morgalle.
Aslrea desperlou repentinamente da medtac,ao,
e dis>e franzindo as sohrancelhas :
lie inislcr que os guardas do cabo deem alguns
(iros esta noile.
Para que'.' pergunlou Joao Tuuril.
Setccenlos mil francos custam caro, murmuron
ella passandu os dedos pela fronte ; pela minha par-
le sci que nAo lerei remorsos.
O curandeiro procurava comprehender.
Escute! tornou a Morgalle, ella chora l
denlro!
Com cffeilo o venlo Irazia as lamentarnos, quesa-
hiam da tjrula das tjaivnlas.
(Juc te havia ella feito"! disc Joao Tuuril.
. Amo-a mais do que a sua irmai Magdalena,
respondeu Aslrea. Ellas eram felizes, quaiido eu pa-
deca... Todas isvezes que vosse me balia, eu as
aborreca.
E pondo se em pe, a moga applicou a miio sobre
os idhos para alongar a vista. A luz dn plurol pro-
jcclava-se sobre o mar. Um navio pequeo de mas-
Iros inclinado- c carrrgados de velas corra com ven-
lo em popa, e passou como orna trecha. NAo era a
rudc quilha dos barcos coslciros ; pareca um brigue
de guerra visto pela pequea pona do telescopio.
Donde veein elles exclamou JoAo Touril en-
gaando se, e julgaiiilo ser o Flambarl.
Aslrea aperiiui-lhe fortemenle o brajo, e mur-
muron :
Vera de Saira Malo; lio o patacho da alfan-
dega.
O navio mudava de amuras para dobrar o cabo
Trehel.
Faja o que von dzer-lbe nrdenou a Morgal-
le, que eslava paluda. Nao quero que u inalein I.....
Chame o patacho falla, e nAo rcreie ser ouvido do
pharol: o \culo amorlere a voz.
Oh do patacho, oh grilou JoAo Touril com
voz eslenlorea.
Oh! oh! rospon Irram-lhe cm urna busina.
Depois veio esta pergiinla :
Quem falla'.'
Joan Touril nlhou pira a Morgalle, aqual dis-
te-1 he :
O (enrule do posto de Trbol.
O lente do posto de Trehel! grilou o curan-
deiro com tuda a forca do seus pulmOrs.
O paladn manolirava para por-se capa, apozar
da Resaca o do vento.
Dize-llies, tomn a Morgalle, que o Flambarl
est atrs de Saim Casi.
JoAo Tuuril poz as mitos em torno da bocea, e
grilou :
Voltem os senhores perdern) de vista os pas-
siros que estilo atrs de Saim Casi.
O vento trnuxe um a Muito obrigado!
NAo ha de que resmungou o curandeiro.
Ouvio-se o odicial dar a bordo do patacho a or-
dem de nieller de tu.
pracas para acompanharem ao servido os operarios
e Irabalhadores.
Ser rendido pelo menos de tres cm tres mezes,
podendo requisicao do director ser conservado por
mais lempo.
Da escripluracao do estabelecimento.
Arl. 12. A escripluracao do estabelecimento cons-
tar dos livros seguintes :
B !* Um escripiurado classificadamente e cm
forma de mappa, modello n. I, para o lanamente
da receila e despeza, lano em dinheiro como em
gneros, a cargo do encarregado.
2.- Um de talAo, modelo n. 2, para as guias de
condcelo que devem acompanhar as madeiras qoe
sabirem para os diversos deslinos, conforme as or-
dens que receber o director.
Neste livro se averbar margem as enlregas nos
didcrenles lugares, medida que ellas se forem ef-
fecluando.
3." Um, lamber classificado, modelo n. 3. para
registro das ordens recebidas e expedidas pelo direc-
tor, bem como a correspondencia odicial.
S i.' Um para o assenlamenlo de lodo o pessoal
do estahelerimcnlo, modelo n. 4.
Neste livro devem averbar todas as alleracScs e
pagamentos que se fizercm.
Arl. 13. De todas as folhas, ferias e prels ou ou-
lros quaesquer documentos que se organisarem para
o pagamentu do pessoal, se exIr.ihrAo segundas vas
que sern numeradase convenientemente archivadas
para solucao de quaesquer duvidas futuras.
Arl. 14. No fim de rada anno financeirose fecha-
rAo as conlas do livro de receila e deapaxa, se far o
inventario do que existir, o qual devera ser carrega-
do na conla nova, por despacho do director, exlra-
bindo-se depois o competente conbecimento em for-
ma para o encer ramenlo da conla anterior.
Se houver saldo em dinheiro ser elle entregue ua
Ihesouraria de fazenda ou recebedoria prxima ao
lugar do estabelecimento, ubtendo o encarregado o
compelen i o domnenlo para a sua descarga.
O livro de receila e despeza assim encerrado ser
enviado, com o livro de lalAo e os documentos, para
a conla lena da marinha, afim de proceder-se a ne-
cessaria liquidado e revisao pelo Ihesouro.
Da mediriio, numerario, marcarao e remessa das
madeiras.
Arl. 15. As madeiras serAo medidas, numeradas
e marcadas pouco antes ou na occasiAo do embarque,
conforme as regras seguintes :
S 1.: A medico sera feila pelo meslre, a nume-
radlo e a marcaran pelos oulros operarios sob a ins-
peccAo daquelle.
S 2." As marcas serAo feilas a fogo na cabeccira
on topo de cada pao ou tabea, c constarAo : !. da
Icllra indicativa do lugar do corte ; 2., da ledra que
corresponder a leuominacao do pao ou taboa, con-
forme a tabella n. .">: e 3., dos dons ltimos algalia-
mos do anuo em que se fuer a remessa.
3." A numeracAo ser escripia na caboceira ou
topo de cada pao ou laboa, com tinta encarnada a
oleo, formando-as taas series quantas forem as es-
pecies e formas tlUlinclaff.
Art. 16. A remessa das madeiras nunca se far
sem ir acompanliada de urna guia cxlrahida do livro
de talAo respectivo.
As guias dcverSo declarar o seguinle : 1., o porto
onde se embarcarem as madeiras e o logar da cor-
te ; 2., o numero, qualidade e dimenses de cada
pao ou laboa ; 3., o seu preco, segundo a avallaran
feita no estabelecimento.
Art. 17. O inspector do arsenal mandara examinar
e avaliar pelos meslres respectivos, no acto do des-
embarque, as madeiras que forem remedidas, para
fixar o seu valor, e verificar a sua quanlidade e qua-
lidade, conforme as'marcas e guias de condnccAo,
separando-se as que tenham racha, podridAo ou bro-
seo. Feito o exame, avaliacAo e e-col ha, as fara ar-
recadar em tclbeiros proprios, arranjando-as em to-
les de iguaes dimenses.
E uo livro proprio se far o competente la acmen-
lo das madeiras assim recebidas, e delle se extrahiri
conbecimento em forma para a conla do encarr-
gado.
Arl. 18. (I director requintar ao inspector do ar-
senal os fornecimenlos de que carecer, e sempre com
antecedencia, afim de nAo haver a menor falla.
Arl. 19. Os pedidos, quer sejam de dinheiro.quer
de gneros. deverAo ser fcilos pelo escrivAo.e assigna-
dos lano por elle, como pelo encarregado, leudo a
rubrica do director, oa do ajudante no caso de impe-
dimento daquelle.
Os pedidos de dinheiro, que serflo aalisfeilos pela
Ihesouraria, Icvar.lo lambem o visto do inspector do
arsenal.
Art. 20. llavera no estahelerimcnlo um livro in-
titulado de presenca a cargo do escrivAo, no qual to-
dos os empregados, exeepcAo do director, assigna-
ro diariamente osseus nomes por exleoso, por as-
sim provarem o seu exerricio edeclivo.
Desse livro exlrahir o escrivAo mensalmenlc o
ponto dos mesmos empregados para ser remedido ao
O navio approximou-se ,mais da praia, e cerrn
como bom veleiro que era em urna direcrAo obli-
qua vollando para Saim Casi.
A Morgatle eslendeu a mao para o mar, e mos-
trando um objerto que apparecia ao longe, disse:
Eis-abi o Flambarl; o palrAo Sulpicio sabe o
seu odicio.
Se os guardas da alfandega nos tivessem livra-
do do marquez... comecon o curandeiro.
A Morgalle ergueu os hombros, edisse:
Magdalena e Victoria herdariam. Acaso o cu-
ra de Plouesnon nos dira onde eslAo os escudos?
Dzeniln isso, ella tornou a assenlar-sc sobre os
joelhns do curandeiro simplesmente para estar mais
vonlade.
Com ludo, cu desejava comprehender mellior
esse negocio, resmungou JoAo Touril.
Temos lempo para isso, inlerrompeu Astrea ;
somos obrigadus a Bear aqui.
Porque?.
_ Porque se o Flambarl ebegar anles de Victo-
ria ler-se retirado, voss o afaslara, assim comoafas-
(ou o patacho.
Ah tornou JoAo Touril, explica-me tudo em-
quaiiln ests aqui.
Astrea vollou-se para elle rindo, c disse-lbe re-
quebrando-so :
Quero ser marqueza.
"Ah exclamou JoAo Touril, e acrescenlou lo-
go: (amecho isso.
O acaso lambem o quer, conlinuou a Morgal-
le; porque se Victoria se tivesse demorado mais cin-
co minutos na Casa, leria recebido a caria que Me
annunciava a volla de seu marque/.. A caria l es-
la onde o correio a deixou..... Recebemos duas no*
caslcllo, urna do marquez, oulra do palrAo Sulpicio.
A do marquez aniiuiiciava-nos sua cliegadaesla noi-
le, se nAo hoavesse algum accidente, edizia-nos que
lizessemos cahir sagazmente a carta de Sulpicio as
mitos dos guardas do cabo Trehel.
Para adormecer vigilancia? disse JoAo Tuu-
ril ufano de ter compreliendido.
Justamente... fo essa que moslrci a Victoria.
NAo me admiro mais de que ella parecesse um
cadver emquanto lhe tallaras.
Baldado me loria sido dizer-lo, prestguio As-
lrea ; sem a caria ella nao me leria crido. Foi urna
excedente idea que o palrAo Sulpicio leve.
Unii, rom I um n curandeiro. necessitas do
marquez Antonio para seres marqueza ?
Delle ou de vulto... A heranra lhe perlenc*
legtimamente ; he sempre mellior.
E mais seguro... Pormcom o marquez Anto-
nio nao irs Paris...
Por causa da condemnacsAo ? inlerrompeu a
Morgatle com um sorri-o orgulhoso. Cuidci em ludo
isso. O casamento ser feito em Jersev, e immedia-
lamente depois parlirei para (iraudville. I.ancar-
me-hi aos ps do rei com um veo de lulo. Serei
Ulo linda e lAo paluda! O rei me conceder o per-
inspeclor do arsenal, fazendoo competente descont
na rollan respectiva, todas as vezes que a falla nao
for justificada a juizo do director.
Arl. 21. Os empregados, operarios, Irabalhadores
c prarasdo destacamento lerAo os vencimentos cons-
tantes da tabella n. 6, annexa a esle regulamenlo.
Arl. 22. Tantos os individuos perlencenles i ad-
ministradlo, como os operarios e Irabalhadores, resi-
dirAo no eslabelecimenlo.do quid se nao pdenlo au-
sentar sem previa licenca do presidente da provin-
cia, ou do director, que smente a pndera conceder
al Ires dias,sem prejuizo do servido e dafisoalisacAo.
Arl. 23. O director, o ajudante, o escrivao e o en-
carregado serAo da nomeaco da secretaria de estado.
Os operarios e Irabalhadores serAo nomeados ou
contratados pela inspector do arsenal.
Palacio de Rio de Janeiro, em 20 de novembro de
1851. los ifaria da Silca Prannos.
Rio de Janeiro. Ministro dos negocios da
marinha, 11 de dezembro de 1834.IHm. e Exm.
Sr.Vencendo sold c anliguidade os ndicines do
corpo da armada que se acham rom licenca do en-
verno empregados nos vapores da companhia de pa-
queles, e nos de nutras rompanhias de oavegacao
narionaes por ser esse servico, conforme as disposi-
coes vigente, equiparado ao dos navios de guerra,
eslAo os dilos odiciacs snjeilos disciplina militar,
e assim devem comporlar-se para com os seus supe-
riores, e observar no dsempentio das referidas com-
msses os precetos do servico naval militar, em lu-
lo que forem compaliveis: Ordena poftanlo Sua
Magestnde o Imperador que V. Exc. assim o faca
sentir aos sobredilos officiaes, e designadamenle Ibes
advirla que devem remelter copia desuas derrotas
a esse quarlel-general para lerem o conveniente des-
tino, e ubi aprcscnlar-se sempre que entraren) on
sahirem deste porto, e as provincias aos respecti-
vos presidentes, e que nessas oeeasiots, h'em como a
bordo dos navios que comm-in larem ou em que ser-
virem, deverAo usar dos uniformes e Irajos minia-
res como se estivessem em servio a bordo de navios
de guerra. Dos guarde a V. ExcJos Maria da
Silca ParanJioi.Sr. Miguel de Souza Mello c
Alviiu.
COKDSANDQ DAS ARMAS.
Quartei do commando das armas de Pernam-
bnco.na cidade do BeciXc, em 2 de Janeiro
de 185S.
ORDEM DO DIA N. 196.
O coronel rommandanlc das armas interino faz
publico para scicncia da guarnicn, e devido edei-
lo, que o eoverno de S. M. o Imperador houve por
bem. por aviso do ministerio dos negocios da guerra,
del.", de julbo do auno lindo, numear delegado de
cirorgiAo-inr do exercilo nela provincia no Sr.
1. cirurgi.lo lenle dn corpo de saude de mesmo
exercilo, Dr. Prxedes Gomes de Souza Patanga.
M,inoel Miini: Tapares.
Conforme. Candido l.eal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do dclalhc.
INTERIOR.
Rio de Janeiro.
17 de dezembro de 1854.
Por decreto de II do corrente mez :
Foi recondu/.ido o hachare! Manoel Clemcntnn
Carneiro da Cunha, no lugar de juiz municipal da
1.a vara do lermo do Recifc.
Foram apresentados as freguezias :
Do Divino Espirito Santo, de Vai-vem, do bis-
pado de Goyaz, o padre Joaquim Ignacio Rodri-
gues.
De Nossa Senhora da Madre de Dos, do Cala-
lAo do mesmo bispado, o padre Luir. Antonio da
Cosa.
Foi concedida ao bacharel JoAo Carlos da Silva
Telles a dcmis cipal ede orpbAos dos termos reunidos de Atibaia c
lirag-inca, da provincia de S. Paulo.
Por decreto de 12 do mesmo mez :
Foi perdoada:
A Policarpu Jos Barbosa a pena de dous me-
zes de prisAo e mulla a que foi condemnado por
senlcnca do juiz muuicipal da segunda vara da
corle.
A Joaquim Marques dos Sanios a pena de um
mez de prisAo e mulla, a que foi condemnado por
senlencadn juiz municipal da 2. vara da corle.
Foi eommutadaemgales perpetuas a pena dentar-
te imposta ao reo Manoel, escravo, por senlenca
do jury da cidade de Santos, da provincia de S.
Paulo.
Foram nomeados:
Juiz municipal e de orpbAos dos termos reunidos
de Alihaia e Braganca, da provincia de S. Paulo, o
hachare) Joaquim Pedro Villaea.
Major commandaiile da segunda seecao do bala-
ii.icional d
aBahia, o
de Lima Pacheco Pilla e Argolo.
Majores ajudanles d'ordens do commando sope-
lhAo de reserva da guarda uicional do municipio de
Ilaparica, da provincia da Babia, o capilAo Manoel
dAo de meu marido, toda a cidade de Paris fallar
da joven marqueza Rostan de Maurepar, e quando
ella trouxer o esposo do desterro, os saines a dispu-
taras entre si.
JoAo Touril bocejou : isso lhe era indifTcrente.
Se depois nos agaslarmos, conlinuou a Mor-
galle, todos o accusarAo de ingratidAo, e as Tallas
lhe -eran imputadas.
Mas nAo he para li que o marquez volla, ob-
jeclou o curandeiro.
Peis nao adiar mais sua Victoria, disse a Mor-
galle com lerrivel Iranqulidade.
Se elle ama-a, ha de procura-la.
Creio que elle a amava ; mas ja passaram no-
ve mezes. e os horneas esquecem-se brevemente. El-
le ser obrigado a tornar a emharcar-se de madru-
gada, e daqui at l pde-se fazer muila cousa.
Emfim se elle nao le quizer? pergunlou JoAo
Touril.
Hei de saber isso no fim de nma hora, respon-
den a Morgalle; tanto prior para elle.
A la em seu primeiro quarto havia desappareci-
do airas ds rostas longinquas da Baixa Brelaulia, o
mar eslava na sombra, e somonte de minuto em mi-
nuto o pharol allumiava os primeirns plano- Nao
se via mais o Flambarl, nem o patacho, e um si-
lencio profundo reinava na praia.
Nao se ouve mais nada na Gruta das Gavolas,
disse JoAo Touril.
Nada, repeli a Morgalle dislrahida.
Se ella morreu la denlro !
Essa he boa !... tornou a Morgatle.
Depois conlinuou :
Se Antonio nAo quizer, casarei com o grande
Roslan.
Muito bem c.clamou o curandeiro rindo.
A Morgalle franzio as sohrancelhas, e disse :
He o que preliro.
Ebrio, carador, inandiiAo, sem nada possuir...
He o mais orle e o mais bello !
Casado, prosegua Joao Touril, pai de familia.
Pensei cm ludo isso, loniou a Morgalle. .Nao
he amauliAa que se ha de vender a casa delle?
Sim. Insliguei o meirinho de l'leherel, por-
que me dissesle que assim o fizesse, e nAo sei para
que.
Aslrea apoiou a cabera no hombro de JoAo Tou-
ril, e murmuron :
Queman eu for marqueza em Paris, se alguem
me vier contar|minha propria historia. nAo a crerci.
Mas o grande Roslan nAo he marquez, disse o
curandeiro.
Ha de sc-lo.
Ama.sua miilherMagdalena...
Ha de esquece-la.
Aslrea abotoava cuidadosamente de alto a baixo,
sem saber o que fazia. a vesta de fuslAo do curan-
deiro, murmurando:
Terei nm bello marquez. Acaso elle sabe a que
ponto me perlence .'Tero engaitado a todas; mas
hei de coraprar-lhe o que lhe resta de vonlade, de
rior da guarda nacional do municipio do Pao d'A-
Ihoda provincia de Pernambnco, Sebastin Jos de
Barros Brrelo c Caelano Correa de Ainorm.
CapilAo secretario geral do mesmo commando,
Francisco Brasileiro de Aibuquerque.
CapilAo quarlcl-meslre dilo lito, Antonio Joa-
quim Camello.
Majores ajudanles de ordens do commandn supo-
rior da guarda nacional dos municipios de Bonito
e l~iiii.ii ii da mesma provincia, JoAo Bezerra de j
Vasconcellos Franco e Jos Francisco Coelho da
Silva Vieira.
Capitn secretario geral do dito c mimando. Fran-
cisco (Jiiinliiin da Silva Vieira.
CapilAo quarlel-meslre dito dilo, Jozino Bezerra
de Vasconcellos Torres.
Majores ajudanles de ordens do commando supe-
rior da guarda nacional do municipio de Goianna
da mesma provincia, Ar minio A.nerim Ta vares d.t
Cunha Mello e Honorato Olimpio da Cunha Reg
Barros.
CapilAo tecrelario geral do dito commando, o
Dr. JoAo Floripes Dias Brrelo.
CapilAo quartei meslre dilo dilo, Felismino Fran-
cisco Fernandos.
CapilAo cirurgiao-mr dilo dilo, o Dr. Jos Joa-
quim Firmiun :
Por decretos de 15 do mesmo mez foram removi-
dos :
O desembargador Antonio Baplisla Gilirana, da
relaca.i do MaranhAo, para a de Pernambuco.
O juiz municipal e de orpbAos, Antonio de Sou-
za Mendos Jnior, dos termos reunidos do Principe
Imperial c MarvAo, para os da Barra e Valenra., da
provincia do Piauby, por o haver pedido.
Furam nomeados :
Desembargador da relacao do MaranhAo, o juiz
de direito Antonio Manoel Fernn les Jnior.
Juiz municipal e de orpbAos do lermo da Barra
Mansa na provincia do Rio de Janeiro, o bacharel
Carlos Augusto da Silveira Lobo.
dem, idem dos termos reunidos da Victoria e
Espirito Sanio, da provincia deste nome, o bacha-
rel Joan Cavalcanli de Aibuquerque.
dem, dem, aos dos Parahyhuna c Rio Prelo,
na provincia de Minas Cerne-, o bacharel Jos Fe-
liciano Dias de Goua, ficando sem elTeilo o decreto
que o nomrava para o lermo do Serr. "
dem, idem, dos de Viga e Cintra, na provincia
do Para, o bacharel Gratuliano da Silva Porto.
dem, idem de de Mau', na provincia dn Ama-
zonas, o hirlnrel Claudino Jos dos Sanios Leal.
dem, idem do da Barra do Rio Negro eBarrel-
los. da mesma provincia, o bacharel Gaspar de Mc-
nezes Vasconcellos de Drummond.
dem, idem dn de Cataln da provincia de Goyaz,
o bacharel Manoel dcOliveira Cavalcanli.
dem, idem lo de Cavalcanli, da mesma pro-
vincia, o bacharel Belarmir.o Peregrino da Gama
Mello.
dem, idem do de Oliveira, na provincia de Mi-
nas Geraes, o bacharel Francisco Antonio de
Barba.
dem, idem do do Serr na mesma provincia, o
bacharel Jos Joaquim dos Sanios Junior.
dem, idem do do Principe na provincia do Pa-
ran, o bacharel Manoel de Barros W'anderley
Lins.
dem, idem do de Algrele, na provincia de S.
Pedro do Rio Grande do Sul, o bacharel Francisco
Garcia do Amaral.
dem, idem do de Santo Antonio da mesma pro-
vincia, o bacharel Manoel Filippe da Fonseca.
dem, idem do da Cruz Alia, da mesma provin-
cia, o hachare! AbrahAo dos Sanios S.
O bacharel AbrahAo dos Sanios S, director dos
lelegraplios da corle e o 1." Icuente do corpo de
eugeiiheirns, SebastiAode Mello e Souza c Menezes,
lahelliAo do registro geral das bvpotbecas da comar-
ca de S. JoAo do Principe, o escrivAo de orpbAos
Jusliniano Maria dos Sanios.
Foi apresentado na freguezia da S. JoAo Baplisla
da cidade de Camota do bispado do Para, o padre
Seraphim dos Anjos Sacramento.
Tiveram merco da serventa vitalicia dos od-
elos de
Segundo labelliao do publico judicial e olas, e
escrivAo privativo do jury e evcuces criminaos da
cidado de Gniratinguel da provincia de S. Paulo,
.uitonio Casimiro de Macelo e Sampao.
EscrivAo do civel c crime c l.ibelliAo do judicial
e olas da comarca de Goianna, da provincia de
Pernambuco, Joaquim Jos da Costa Leile.
{Diario do lio de Janeiro.)
L-se na Revista Martima de 15 do corrente :
O VAPOR MARACANAN.
A quilha desle vaso, pcrlencenle armada brasi-
leira, foi posta no eslaleiro em o dia 17 de agosto ;
em o dia 18 de outubro se linha terminado a cons-
Irucco, e no dia 26 do mesmo mez. he provavel que
eslivessem concluidos os airanjos que se cosluma
pnsleriormenle fazer.
a O carvalho, a leca e o ferro, dAo ao casco a de-
sojada solidez. O syslemadc conslrurrAo he idenli-i
ramcnlco mesmo dMawn-hiad motetes destinados
ao servico de gera no II illico. Ha comludo urna
dillerenca nolavel no armamento do Maracanan em
compnracAo aos dos vapores que lhe servirn! de
modelo. Esles monlam pe^as de 56 de Lancasler,
emquanlo aquello apenas lem no convez rodizios de
32, que prnlnbiram abrir urna esenlilha indispensa-
vel para a praca de armas.
" O apparelho he semelhanle aos .dos qun-boats
citados.
c A experiem ia do Maracanan custou ao pri-
meiro lente I.cilAo, incumb.lo de inspeccionar a
conslruccao e arranjos internos, o indefectivel lun-
cheon, ao qual comparecern! possoas dislincl.ls. en-
tre ellas o nosso ministro em Londres e sua fami-
lia.
ii Consta-nos que o digno odicial da armada bra-
silera desempenhou a commissAoque lhe Toi incum-
bida com zelo, aclividade e pericia, equeo Sr. Ma-
cedo pralicou a Justina de recommenda-lo ao gover-
no imperial.
a O Maracanan deve em breve cnlrar flcsle por-
lo, procedente de Falmoiith.
(Jornal dn Commercio do Rio.)
21
Por deerei.n de 15 do correle :
Teve merr da serventa vitalicia do odicio de es-
rrivjjo da segunda vara municipal da corle, Antonio
Joaquim Xavier de Mello.
Por decreto de 18 do mesmo mez ;
Foi aprsenla lo na ilignadade de melre escola da
S Melropolilana, o ronego de prebenda inleira Ma-
noel Moreira dos Santos.
Por decretos de 19 do mesmo mez foram nomea-
dos :
Chele de cstado-maior do commando superior da
guarda nacional da capital da provincia da Bahia, o
major de primeira linha do exercilo, Antonio Joa-
quim de M.igalhAes Cistro.
Majores ajudanles do ordens do commando supe-
rior ila guarda nacin il do municipio de S. JoAn e
Cabaceira na provincia da Parahiba, Euzebio Joa-
quim da Silva e Luiz Gomes da Silveira.
CapilAo secrclariogeral, dito, dito, Dcodalo Villar
de Carvalho.
CapilAoquarlel-mestre, dilo .lito, Agoslinho Seve-
riano Gomes Brasileiro.
CapilAo cirurgio-mnr, dilo dilo, Clemente Alvos
Bezerra.
Por caria imperial de 21 do dilo mez, foi nomea-
do conego da Imperial Capella. o conego preben-
dado da S de San Paulo, Jos Carlos da Cruz
Paula.
Por decrelos da mesma dala :
Tiveram merc da serventa vitalicia dos oflicios
de escrivAo de orpbAos da villa de Carinhanha da
provincia da Babia, Jos Marques Pinto.
Segundo labelliAo e escrivAo de orpliAos e ausen-
tes da cidade de Maroim, na provincia de Sergipe,
Bclmiro Salyro de Carvalho.
Fscrivao do geral c labelliao de olas da villa
de Campia Grande, na provincia da Parahiba, Pe-
dro Aineriro de Almeida.
Foi aceita a de da Fonseca. dos odicios de escrivao de orphos e an-
nexosda villa de ltapecumerim,da provincia do Ma-
ranhAo.
Por decretos de 22 do dilo mez, foram nomea-
dos :
Major conUnrante do stimo esquadrao deca-
rallaria da guarda nacional da provincia de Minas,
Jos Francisco dcOliveira.
Major commandaiile da oilava seccAo de baUlhau
da reserva da guarda nacional da mesma provincia,
Manuel Rodrigues da Cosa.
CiriirgiAo-mnr do cninmando superior da guarda
nacional dosmauicpiosda ParnahibaePiraearaea da
provincia do Piauhyo Dr. Joo Ignacio Botelho de
MagalliAes.
Foram reformados nos mesmos poslos :
O coronel chefe da exlincla primeira legiao da
suarda nacional do municipio de Garanhuns, da
provincia de Pernambuco, Antonio Teixeira de Ma-
cedo.
O major ajudante de ordens do commando supe-
rior da guarda nacional do municipio do Brcjo,
U provincia do MaranhAo, Honorato Alves de
Souza.
O major do exlinclo segundo balalhAo da guarda
nacional do mesmo municipio, Manoel Francisco da
Silveira Mendonca.
O major do eitincto lerceiro balalhAo da guarda
nacional do municipio do Viauna da mesma provin-
cia, Antonio Fabririu Serejo.
Foi concedida a Jos Thomaz de Aquino Cabral,
i demissau que pedio do posto de lenle corouel
(befe de eslado-maior do commando superior da
mana nacional do municipio do Mar de Hespanha.
i a provincia de Minas.
(Diario do Ro de Jane iro.)
Renniram-se boje na casa da sociedade bancaria
icS-l Ml"" (,re!sor i^C" 9i) socios representando
4,63x0005. O Sr. barAo de Mana, como presiden-
lo, abri a sesso e lejpo seguinle discurso apresen-
Indo como rrlaturiii.-e-in rime dos gerentes :
Senhores.O poder execulivo promulgnu o de-
cido n. 1187 de l3*do corrente, de que lendes.co-
nhecimento, cque jier sues nolaveis disposres mo-
tiva a vussa actual reuuAo para rrsolverdes o que
enlemlerdes conveniente a bem de vossos inleresses.
O mesmo decreto nao s declara que as socieda-
des cm commandita nAo podem dividir o seu capital
em acones, porem annulla os registros dos contratos
das sociedades assim organisadas. NAo entraremos
na quesillo de direito com que se fulminan esta c nu-
tras minias associaces cnmmandilarias que opera-
vam naconfianca da lei. nem lAo pouco na aimljse
lo mudo porque se realisou semelhanle arlo, e as
graves conseqnencias que poderla mi poder ler so-
bre capilaes e inlercssis importantes que auxiliam o
bem estar de um paiz ; i-cenle.
Homens do commercio, da industria, de capital
e do trabadlo, compre-nos ludo confiar nos poderes
do Estado : a consiiliiicao poltica da mnnarebia for-
nece meios de seren de\ i lamente apreciados e jul-
fuluro e de consciencia pelo prcm de meu primeiro
beijo.
Oh! es a perola dos diabos! exclamou Joao
Tuuril fazeudo-a sallar sobre seusjoelhos robustos
como urna menina.
Silencio di-se a Morgalle pondo o dedo sobre
os labios.
Um leve rumor vinba do lado da grua. Aslrea
levantou-se brandamente dizendo :
F-lainus muito longe, e nAo veramos.
E deseen lo com prccaucAo al u arela da praia,
agachou-sc entre os ullimns rochedos. Victoria sa-
bia no-s momento da gruta tendo a filliiuha nos
bracos ; a cabra a segua.
Depois alravessou a praia lenta e penivelmcnle.
Podiam-se ouvir os Mneos, que rasgavam-lbc o pe-
la. A cabra ia de cabera baixa borrando com lon-
gos inlervallos. Aslrea suspenda a respirarlo.
Onde vai ella'.' murmurou o curandeiro que a
tinha seguido, e cuja voz trema.
A Morgalle guardou o silencio.
Victoria vollou o ngulo do roche lo, e lomou o
caniinlio por onde linha desodo praia.
JoAo Touril respiren, e disse enchugandu o suor
das Ionios :
Jnlguci que ella ia ao mar!
Aibda nao, respondeu a Morgalle em voz
baixa.
Anda nAo! repodo o curandeiro.
Depois baleu na fronte e tornou:
Ah linhas adevinbado isso?
Adevinbado o que ?
E la vai ao carvalho de Saim Casi!
A Morgalle inrlinou gravemente a cabera, c o cu-
randeiro eslremeceu.
Tcm havido muitas oulras! disse Aslrea. Sua
filba ser como cu; lera felicidade.
Agora, inlerrompeu ella a si mesma repenti-
namente, seu Antonio pode vir.
Como se tivesse sido urna evocacAo, ouvio-se o
rumor particular que fazem as conlas de un navio
rucando a madeira. A luz do pharol alluiuinn sbi-
tamente a sombra vela do barro, o qual appnnima-
va-se da cosa cun urna (enieri liulc, que provava
ao menos um perfeilo conhecimenlo do fundo.
Bombordo ao venlo, eslibordo amura orde-
nou una voz cuntid,i.
O Flambarl moderou a carreira, e depois parou :
eslava rapa. As roldanas rangeram na popa, a
quilha de um bote locou no mar, e quasi inmedia-
tamente depois chegoii praia o rumor surdo dos
reinos rodeados de palha. O Flambart vollou, e con-
linuou sua carreira fazendo-sc ao largo.
O boleencalhoii rincocnla passos distante de Joao
Touril e da Morgalte.
A noile est escura como dentro de um forno,
disse nina voz de rapaz.
He o marquez Antonio, observou Aslrea bai-
xinho.
Oulra voz mais voronil respondeu :
A gruta fica em nossa trente.
V.
He o palife desse palrAo Sulpicio! resmungou
o curandeiro.
Sulpicio lhe linba dado oulr'ora urna aova. JoAo
Touril era forte como um bni ; otas guardara as pan-
cadas que recebia para reslilui-las aos que nao se
defendtam.
Quando o pharol allumiar, tornou asegunda
voz. o senhor reconhecer a pequen,i prain.
A luz. viiihi csclarecendo nos denles do roebedo
os sargadas hmidos, e os charcos scinlillanlcs.
Venlre em Ierra orden ju a Morgalte dando
logo o exemplo.
JoAo Touril imitou-a precipitadamente. Entilo po-
iliam distinguir o joven marquez e Sulpicio cnvollos
cm seus capoles. S ficou um marinheiro no bule.
Bareccii-me otvir mover-se a'lguma cousa nos
rochedos, disse o palrAo Sulpicio.
Anlonio alravessava j a praia correado para ga-
nhara Grilladas Gavolas.
A caria que o correio linha levado Casa marca-
va a Victoria esse lugar para poni de reunan. O
coracAo de Antonio bata, elle julgava-se cerlo de
encontrar Victoria nessa gruta.
Sulpicio disse ao marinheiro do bole :
It,dilo!. meu filho, vai esperar-nos na pequea
enseadn do Gueulel. Tens leu relogio?
Sim. palrAo.
Se nAo tivermxs \ tillado meia noile, logo que
a mar eneber vai cruzar do oulro ladu .do cabo a-
baiio do Treguz.
Sun, palro.
Canta o menos que poderes, c cobre leu ca-
chimbo.
Sim. patrAo.
Sulpicio dirigio-sc Itmbem para a Grua das Ga-
volas.
Ilublol tirn fogo depois tle ler laucado a falcxa,
e enloou em falurdAo nma canean de seu reper-
torio.
Termn ida a copla, o cachimbo eslava aceso. Ro-
blol pox-lke a cobertura tle folha de I- landres, como
rapaz bom e obedienle que era, e envolveu-se no
capole para esperar na popa to bole.
Victoria! en amou o joven marquez a entrada
ta gruta.
Elle vinha directamente! murmuron JoAo
Touril.
A carta... disse a Morgatle adevinhando ; mas
i lili rrnnipcu-i- para arre-centar em voz mu baixa :
O palrAo Sulpicio nlh.t para esle lado.
Fslavain agachados e imnioves como as perdizes
s.iga/es que afruntam a vista do calador entre dous
lorres tle Ierra.
Victoria! Victoria! tornou a chamar o joven
marquez Anlonio.
Sulpicio parou Tinte e cinco passos distante dos ro-
chedos bem convencido de que ah s havia pedras
trigueiras caberlas de sargaco e de mexilhes, e en-
Irou na grua dizendo :
gados os actos do poder execulivo, e nflo he de espe-
rar qoe os direilos individuaes e grande inleresses
da sociedade brasileira deixem de ser allendidos.
que autoriseis: ou a liquidacAo da sociedade, oa a
sua rt'orgaiiisaca i em obediencia ao decrelo, segun-
do j o I gardos mais conveniente aos vossos inleresses.
Este be o llm para que a gerencia lem a honra da
convocar-vos. b
Como este relatorio propunha que como qncslo
preliminar se decidisse se se deveria tralar desde j
da liquidacAo da sociedade, entrn esta queslAo em
anciissao.e unanincinente fo deliberado que se nao
liquidaste a sociedade.
EnlAo o Sr. presidente apresentou as 'res seguin-
tes proposlas :
1.'Que a gerencia da sociedade fiqne autnrisa-
da a modificar o contrato social como julgar conve-
nienle para polo de accordo rom o decreto do go-
verno. afim tle qur nossa ser de novo registrado no
tribunal do commercio, c nao fique o capital da so-
ciedade fora ta proleccAo odicial;
o 2.' Que fique lambem aulorisada a gerencia a
entregar aos sucios commanditarios que por ventura
queiram relirar-se em consequencia das alleraroes
que se fizerem.o seu respectivo capital, e o pro rala
dos lucros realisados al 31 do corrente, pudendo,
caso alguns ocios commanditarios se retirem, ad-
miltir oulros para preencher o fundo eeclivu de
6,fK)0:t)00a;
tt 3." Que a mesma gerencia represente s c-
maras legislativas logo que ellas se reunirem contra
o acto do poder execulivo que anunllou o registro da
sociedade, como allentatorio de direilos firmados na
proleccAo da lei.
As duas primeras proposlas foram approvadas
sem dbale e unnimemente. Moveu-se pequea
lisciissn, a respeilo da lerceira. que tamhem foi ap-
provada contra os volos nicamente de sele socios.
EnlAo o Sr. Drummond propoz qoe se inseriste
na acia um voto de agradecimenlo aos til visires g-
renles, pelos esforcos que tem empregado a bem do
lesenvolvimenlo da sociedade. Foi esla proposla
unanimee imenie appnvada.
O Sr. pre-i lent agradeceu nos seguintes termos :
Se como Brasileiro mil vezes mais de que como
inleressado nesia sociedade. nao livesse de deplorar
uo acto do governo que mnlivou esla reuoiAo urna
medida fatal aos grandes inleresses rnmmerciaes n
industriaesdo paiz, eu s (cria de felicilar-me por
ler litio lugar esla reuniAo, e ler ssim mais nina
oceasiilti de apreciara sympalhia,benevolenciaecon-
fianca com que me honris. Agradero-vos de co-
rceo em meu nome e de mcus collegas da gerencia
tanta benevolencia, e assegnro-vos que continuare-
mos a trabalhar rom dedicacAo para merecermos
sempre a ronfianca coM que nos bonrjls.
Depois tle pronuncia lo esle agradecimenlb, o Sr.
presdeme levanlou a ses-n.
O paquete nglez La Piala Iraz dalas de Montevi-
deo al 15 e tle Buenos-Ayres al* 13 dn corrente.
O estado oriental conlinuava em perfeita paz, e a
cunlianca publica reslabeleci i-sc gradualmenle.
Em Buenos-Ayres havia fundadas epcrancas tle
evitar a guerra coro a Confederacin. O general Ur-
quza iniciara negoriacoes diplomticas que promet-
tem o arraiijo pacifico das quesles pendentes.
Aben i publicamos o odicio per elle dirigido no
governo de Buenos-Ayres e o projecln de convenrAo
que o ammpanhoii. > ministerio desle ullimo "es-
lado exigi que na ciuvencAo se uiserisse a clausula
de que o presidente da ConfederacAo faria sabir de
Santa Fe, por um lempo determinado, a lodos os
autores da iovasao de de novembro. Os commit-
sarios da general L'rquiza derlararam nAo estar au-
lorsailns a accetler qu-llu exigencia, mas quo ne-
nhuma duvida linliam de que a ella annuiria o ge-
neral, a quem iam consultar. Esperava-se a respos-
la ale o dia 20. e cria-s; geralmente que seria afir-
mativa.
Eis os documentos a que cima nos referimos :
O presidente da C vi federarlo Argentina ao
Bxm. Sr. gocernaaor da procinria de Buenos-
Ayfu.
a Paran,novembro de 1R5!.
Instruido dos aprestos militores que se fazem
nessa provincia, das ameacasde urna nvasao sobre a
de Santa Fe, e da aulorisacllo que lem V. Exc. pgra
assegurar n paz, levando as armas alcm dos lmites
do seu territorio, considero-me no imperioso dever
de declarar a V. Exc. que a paz be a primeira das
minh-is aspraqes, como lambem de lodo o paiz, ex-
hausto pelas lulas eivistfue tenho procurado extirpar,
fundando o governo na lei e acontentando e prali-
cando o principios tle fusAo e de olvido.
jt NAo descerei a justificar o meu governo da sua
nao p.n ticipacao nos successos recentes em que to-
maran! parle alguns filhos dessa provincia asylados
como einigradtis polticos no departamento du'Rosa-
rio. Sebre esle desgranado acoulecimento j dei s
informacOes que devia i representaco nacional e
aos povos da CoofederacAo com documenloi irrecu-
saveis. Presume igualmente que V. Exc. dtve es-
tar romplela e competentemente habilitado para
formar o mesmo juizo que forma o paiz inleiro so-
bre esle surcesso, pois que V. Exc. deve ler as in-
formaees precisas e conhecimenlo pleno dos papis
e correspondencias dos invasores.
n NAo pndem por conseguinle fundar-se sobre el-
le faci, os molivos que autorisam u > iolacan do ter-
ritorio dasprovincias confederadas pelas armas desse
governo.
Para que nAo fique dnvda nenhuma, pondo de
parte todas asconsiiteracOes que nAo sejam as de evi-
tar urna nova effusat) premeditada do sangne argen-
tino, derramado com insensatez tas dissensoes do-
mesticas, adianlc-me a fazer V. Exea declaracAo
com que c uucca esla nota ; declarando ao mesmo
lempo, que aceitara a guerra como urna fatalidad*
ultima, porm com a fume persuacilo de que a guer-
ra nAo daria resultado algum apreciavel, nem resol-
vera os problemas ociaos que nos dividem, ao pas-
so que poderiam consumar a roioa dos beligeran-
tes.
o A representaran das provincias confederadas, al-
lendendo atlitude ameacadora que assumio a pro-
y
^-
Estamos adiantados, a rapariga hade vir.
Aslrea tornan a levantar-se.
Eis o que acontece, dse o curandeiro apal-
pando os joelbos com mo humor ; a gente Ianra-se
de ventee no chao como doudo e rasga as calcas !
Eu as consertarei, prometleo Aslrea seria-
mente.
Ser misler remenda-las resmungou Joao
Touril.
Aslrea poz-lhe sobre a bocea sua mAo que ardia, e
disse :
Hei de remenda-las, isso nao apparecern.
Ella linba o accenlo que se toma para applarar
um menino arrufado. Sua voz mudou quando ac-
crescentou :.
Fro aqui: tenho que fazer. He lempo de vos-
s ir (orre.
Ensina-me, se queres que eu vi directamente.
tornou JoAo Touril.
A Morgatle nAo refieclio, poja tinha tudo na ca-
beQa claro e preciso ; mas pronunciou resolula-
menle:
_ ; J lhe disse que lindamos neccsidade de alguns
lirts esla noile. c agora que ouv Anlonio chamar
Nicloria, cerliliquei-me a seu respeilo. Reparou
corroa voz lhe trema '! Anda ama-a. No conlo
mais com elle ; (odavia lenlarei para desencargo de
minha consciencia. Quanlo aos tiros, os mercadores
de rendas hAo de descarregar esta noile em Roche
(uvolle. A barca delles fui visla ao por do sol.e o
patacho cruza para acha-los. Basta prevenir bran-
dainenle o chote do posto.
Isso nao me diz para que havemos misler de
liros.
Porqne morrer um homem.
JoAo Touril inrhou as lux hechas.
Ao menos um hoincni anles que nasea o sol da
mauliaa, cnnlinuou a Mnrgalle.
Que homem pergunlou o curandeiro.
Conven que a gente do lugar possa dizer : Os
guardas do cali aliraram recmente.
Que homem 1 repeli JoAo Touril.
Talvez dous homens, tornea a Morgalle. con-
forme o gelo que o negocio lomar.
E como Joao Touril contmuava a atormentar seus
joelhos, a Morgalle lirou Ires alunles, e fez um cu-
ralivo provisorio na ferida das velhas calcas.
i Isso nAo durar, resmungava o curandeiro.
Sempre peosci que lomaras o freio nn denles, e-
lhaquinha...A perna direila esl boa...Se rr neces-
sario combaler, bem sabes que d-rei-'"i'-!'' de-
missAo !
r
Selecenlos mil francos que
nhAa, disse a Morgatle. Seremos i
nunca !
...
( Confintmr-"'-1
oar ama-
iile mi

MUTILADO
-
-*--------------



^
uiamu uc rcnnAiHoutu, yunniH rcn* o ul dunimu ul ium.
<

vieta ii*"lluenos-Ayres, arada 1)0 autorisar o go-
verrypfTa ronfdrrooao par,, laier a paz ou a guerra,
martindo aronsrlhnrem as circunstancias. Esln au-
torisazao impite ao presidente a nhrigara de dirigir-
se ao governo da V. Exc, a quem depois desla aber-
tura, cumprin eslabelecer a siluazao em que o |0-
ve.rno argentino deva colloi-ar-sc. "
A opinia e osdesejos mais ardenles do men go-
verno e do pan sao pela pez, e pela paz eslavel c
dura lora. Mas so isla nao su fundasse em bases de
dignidade e jusilla, seriamos forzados por sem duvi-
da aceitar a guerra com tudas as snas consequen-
;ias e rom todas as Yantasen* qae lem aquellos que
ae defeudem depois de egntnrem os me;o* de
evitar o derrammenlo de cingue entre irmaos.
o Eslaudo o governo da Confederaran neslas dis-
posizes, resolvi acreditar junto do governo de V.
Exc. aos cnhorcs rommissarios D. Jos Cuiten e 1).
Daniel Cowland. para que apreaciilem em nomo ,do
governo da Confederar,-tu o projeclo de tratado junto
por copia.
n Esles commissarios podero Irorn-lo por oulro
goal de V. E\c, se esse governo liver por beni a-
coila-lo. Esla convengan poder posteriormente am-
pliar-se 011 explicar-su por mcio de outras que V.
Exc. ou o governo aigentino juigarem convenien-
tes,
o Dcos guarde a V. Fie. muilos.-rano*.
Justo Jos de Urquiza.
Projecto de convencao.
1. O governo das provincias confederadas e o
do Buenos-A)res, convem era prescindir da quesillo
|iolilica, re'couherendo-se mutuamente o stnlu quo,
c para este ctreito cm|ieuliam um ao outro a (o pu-
blica, c se comprometlem a nao fazer uso das armas
iem a permiltir que outros as tomem para decidir
a questao da reuniao de Buenos-Ayres com as de-
ntis provincias argentinas.
2." l'esde que se ratificar esta convenci cossa-
rao do ambos os lados todos os preparativos milita-
res, tomaodo as colisas ao estado em que se acbavam
antes da invasAo de de novembro.
3. Esta convencSo nao obsta a que por mcios
parificos e amigareis e trate de apressar a reuniao
de Buenos-Ayres s provincias suas irmaas naluraes,
para quo chegue o dia ein que, oUidartas todas as
prevencSes, os patrilas de todas as parles possam
saudtr a uacao argentina em sua verdadeira gran-
deza.
a Justo Jo' de Urqviza.
1 Santiago Derqui.
ccrla rlassc, talvez a inais ilesvjudada pela sorte,
espera com ancia a inslallarao do banco ; nao Tallo
do losisla >le retalhiis, do labcrneiro que quer que-
brar, nein, do padre quo vive da mina; he
de uutra elasse mais decaliida, daqnella que os po-
lilicoes chamara pensionistas do Estado, dos em-
pregados sem nome, dos que querem emprego, vc-
nha elle donde vier. Uestes vai o mundo chcio ;
cora especialidade o de S. Paulo, onde ha urna ten-
dencia irresislivel para os emprego*. Ora, o banco
precisa de empregado*, que a directora ou cousa
que o valha, achara em abundancia ; pelo menos
ver-sc-ha em tratos com os pretendemos, que mu-
las vetes lomam orna penna em vez de urna boa
envnda. E, pois, alii vem o banco e seus empre-
gos para acenmmodar meio mundo.
A policia do l)r. Almeida acaba de fazer rero-
Iher radeia os dous criminosos de que Ihe fallci l-
timamente. Acba-sc pois dcbaixo do poder da jus-
lica o famigerado desertor Manoel /.eme, o terror das
sentes que o conhecem. Vai responder ao jury da
capital pela cruenta inorle dada no mojo da Agua-
randa, Coi lomado em refens e posto na radeia para
della n.to sabir emquanlo nao apparecesse o escravo,
de cuja fuga, sem mas ambageni, se lhe deu a pa-
leruidade. Felizmente, depois de muilos dias, con-
seguio-se prender o assassino em Morreles; cnlrou
porlantn este c sabio aquello, cohcrlo de ridiculo pe-
la opiniao publica: notc-se que Miranda n3o era
senhor do escravo.
Vieram carias dando a*noticia da chegada a Para-
nagua do vapor Mcnsageiro, que Ira7. a seo bordo
o novo inspector da alfandega Bcrnardino Jos Bur-
ges, o l)r. Carvalhaes, juiz de direito da comarca de
Caslro e Feliciano Prales, engenheiro civil, sobrinho
dolanlo ileAulonina.
Ele ultimo vem exercer na provincia um duplo
encargo; he o delegado das Ierras publicas, e lem
de desempenhar dous contratos que fez com os se-
nhores ministros da guerra e da marinba, para con-
dcelo c transportes pela etrada do Paran, por es-
pado de Ir- anno<, de trena bellicos e de 1 ,200 colo-
nos para os cstabelccimenlos do Nioac e Brilhantc.
Somos o prmeiro em recotibcccr as hablilaees do
choca. Veremos que faz o tribunal, sendo que o Sr. Prales, e nao lhe fazemos a menor injuria lem-
7
-
S. PAULO.
12 de iezembro de 1854.
Vai nascer urna nstiluieao de crdito, levantada
pelos capitalistas da capital, com o fim do animar
e auxiliar a lavoura. Ora graca.
S. Paulo conta uma serie de homens de boa for-
tuna que, concillando seus interesses com os de seus
concilladnos, nao precisavam de auxilio estranho pa-
ra fundar uma associacao bancal. Todava, o desa-
nimo que sempre se nolou nos homens de nossa
Ierra, contribua para deiiar as fortunas parausa-
das. Agora, intervindo algumas casas monetarias,
acabou o aomno da indolencia, e alguma cousa se
vai faier sem que os capitalistas de alm-mar se ar-
mem de um aguilhao para fazer andar o commercio
c agricultura. He forra que se diga islo, ja que
assim he.
O leador-Queiroz convidou os Srs. bardes do
Tiei e Iguape (i alguns outros para a fundarlo de
um banco pauliftano, entre cujas operajcs figura-o
emprestimo sobre hypolheca de bens de raiz. Fez-se
reuniao preparatoria ; os Srs. baro do Ticte, Ribei-
ro e senador Queiroz, foram commissionados para
oflerecer os est; tolos.
Uizem-mc que a prolcllac.ao da instiluizao da ca-
xa filial do Barco do Brasil, nesta provincia, estmn-
lou aos provincianas, que v8o mostrar que he possi-
vel umainlluic3 bancal em S.Paulo sem ajuda dos
capitalistas de alto colhurno.
J eslo lomadas muilas aezoes ; as menores su
de 200J), para abrir as vanlag'ens ao maior numero.
Dos os abenre, ea mim tambera, que fico fazendo
votos para qoe nao d ludo em pantana, como di-
zem os medrosos; aquelles qoe chorara lagrimas de
sanguc sabida do dinheiro, anda que elle dcixc a
boira para multiplicar a fortuna de seu dono. Den-
les ha por aqu abundancia; sao economistas de
nova seila que cnlendem que o destino da moda
nao he a crr.ulac,ao ; he sir um espectculo encanta-
dor, de que goza o avaro qoe adora e apalpa o lhe-
louro.
Nao '.'oi possivel capturar o assassino do moco
da Agua-choca, que tanto alarma causou entro nos.
Uma escota bem enmmandada se dirigi ao lugar
auspeito ; mas o bom horaem ja lioha bom recato.
Ficara mais este Itomisiado para engrossar o numero
existente entre nos. Nem se diga que este mal proce-
de da policia quo nos rege ; elle vem da falla de
Torca nos quaritis: e mal chega a existenle para a
guarnirao da capital.
O major Matheus Coulnhocontina ua delegara.
mostrando a artividade cumpalivel com as circums-
tancias ; mas seus bonsdesejos quebram-se dianle da
ausencia de recursos. Como fazer diligencias impor-
'antcs se a policia s entrega forzosamente a dous ou
tres ps rapados, q je rauilo fcilmente se poem no
quarlel de saade se ronca o perigo? Ainda rendemos
(zracas i Providencia por nao haver quera nos quei-
ra matare roubar as abas dacidade, onde nao va-
ga a ronda publica, porque ronda publica nao ha.
O Sr. bispo agradecen pela imprensa s povoa-
crime est provadWsimo, pois que fui presenciado
por mais de nina teslemunba, O oulro assassino
tambera vai responder ao jury, e nao menos merece
o rigor da le : ambos malarama sangu-frio, ambos
foram capturados qua no mesmo dia, ambos deve-
r3o expiar seus crimes. Comiiiiinicar-lbe-hei a ile-
cisao destas duas causas, em que (anto se iuteressa a
mnralidade dos juizes da capital.
Ya de bocea em bocea o nome dos Srs. mar-
quez de Mont'Alegre e barao de Mau, em quem se
depositara as esperanzas da realisarao de estrada de
ferro- da capital a Santos ; pois que as gazetas, com
fundamento que ignoro, asseveram que esles senbo-
res pretenden) dolar a provincia dcslc melhoramen-
lo. Se assim for, deixo i sua consideraran o pro-
aresso cpanloso que reverter para esta provincia.
Mas, deixe que lhe diga que semelhanle melhora-
racnto o povo da provincia s julga verosmil sendo
estes rtous senhores os seus ebefes, e sendo a linha
nicamente entre S. Paulo e Santos. Ncsta exten-
s3o, dizem os conhecedores do terreno, dentro em
breve leremos linda frrea, que talvez nao possa,
como que lem um milagro da arle, cstender-se ao
Ro Claro, comoj se aventn.
As vautagens do semelhanle empteza sao incalcu-
laveis ; basla considerar que se far de S. Paulo um
porto secco, que os productos do interior virio ja
beneficiados, que descarno ao mercado todos os g-
neros da agricultura, que at aqu se guardavam
nasfazci! las ; pois as nossas estradas e mcios de
transporte n.to satisfazem as necesidades.
I)?pensem-me de disseriar lougamcntc as vnla-
gens da idea; estao ao alcance de todos, c eu s me
limito a dizer que os nomos dos Srs. marquez de
Mont'Alegre e barao de Mau se eternisurao na pro-
vincia, pois que a gigantesca dea, qae por ventura
vao realisar, elevar S. Paulo pojicao brilhanlc
que lhe compele pelos seus recursos.
No mar dasdislraccftcs vai a cidadem calma-
ra. A companhia do Sr. Quarlim relirou-se apsa
retirada dos acadmicos, e o Ihcalro fazia o principal
divertimenlo da capital. Querem alguns argumen-
tar com islo para se lhe negar o subsidio de 3:0005
que annnalmeute percebe, dizendo que, sendo o
tlicatro s para os acadmicos, estes que lhe dem o
subsidio. Mas he injusta a opiniao ; em quadra de
ferias a receila tlieatral nao he grande, e nao pode
manter-se a companhia. He razoavcl que por 3
me/.cs folgue a companhia, indo a oulro ponto. Se
querem (heatro permanente, augmenlem-lhe a quo-
la, que nao d para pagar o Sr. Joaquim Augusto e
ilenrique.
(Carta particular.)
PARAN'.
CARTA I.
Coritba 6 de dezembro de 185i.
Como o seu antigo correspondente parece ler ar-
ripiado carreira, guardando silencio sobre a provin-
cia, eu me pronouho a suppri-lo, sem comtudo ter a
prclenrao de o imitar.
Se me fosse permillido, cometaria estranhando
seu velbo noliciador, que me obriga assim a aban-
donar o saiilo ocio a que ase linha votado, para cor^
brando as grandes difliculdades que lera de vencer
para a resaludo das difliccis qucsles a que d:i lugar
a execucao pralica da le de 18 de selembro e seus
regulamentos; quesles mai embarazosas para elle
por nao ler conhecimciilo da nossa jarisnrudencia.
O presidente da provincia recebeu partir paoao de
Antonina de terem-se perdido as malas viudas no
vapor, no trajelo de Paranagu para Antonina.
Alagou-se a canoa por nao poderem resistir os con-
ductores i t1rac,8e do leste que soprava, e que deu
causo tamben) ao naufragio de um hiale c de mais
outra canoa e o alegmenlo de dous homens. Sea
estrada de Paranagu a Morreles nao cslivcse con-
demnada ao dcsapparecimcnlo, bem se podia ter evi-
tado laes Iranslornos proprios do mar e da bravia
baha de Antonina. Com 1 horas eslariam as ma-
las com toda a seguranza na capital.
A rivalidade que se lem alimentado adrede entre
as povoazoes do litoral com serra cima, e aquellas
enlrc si, deu origem a mil versoes gaialas, c at pue-
rilidades, a respeilo do Iransloruo das malas; uns
estao proraplos ajorar que laes malas foram de pro-
posito lanzadas ao mar. por desconfiar-se que ellas
Iraziara nomeazOes importantes ; outros dito por mo-
tivo Irazerem ellas a demissao do velbo inspcrlor da
alfandega; finalmente, al ha quem diga que foram
lanzadas para entulhar o canal de Antonina. Eu,
porm, que nao fazo coro a tacs preconceitos, cstou
firmemente convicto deque nao passou de um sinis-
tro. milito natural, que causou gualmeule o afoga-
mento de dous infelizes.
O presidente fez seguir immediatamente para An-
tonina e Paranagu o chefe de polica, os inspecto-
res geral do correio e da thesouraria ; c consta que
j rofiicraram as indaLv.nies a respeilc, O lugar do
naufragio fui rossegadti com busca-vidas, mas nao
se sabe porm se encontraran) as malas. Os canoei-
ros conductores ainda se acham presos; tem passado
por varios interrogatorios para verificar-se real-
mente tem criterio as apprchensOes populares; o
certo he que nada ainda ha de positivo, eje no pe-
ridico ollicial se le a suspensao e demissao do sen-
le do correio de Paranagu e do collector das rendas
provinciaes.
Seja-me permillido aproveitir o cnsejo para dizer
duas palavras de ronsolazao a este empregado, cuja
illuslrazoe probidade eslo muito cima da suspei-
la. F*ique o Sr. Kayp demissao nao he devida a errosque tenha commetli-
do; he effeito smente do vandalismo que fe lem
desenvolvido ha algum lempo contra certas povoa-
ZOcsda provincia.
Valha-nos o governo do Imperador.
P. S.Acabo de receher cartas do Antonina, onde
lodos eslo alerrorisados com a noticia de ter-se des-
envolvido o cholera a bordo de um barco proceden-
te da Hamborgo, com colonos para a colonia I).
Francisca. Fazemos votos para que n3o soja certa
tan luctuosa noticia.
{dem.)
pelas companbiasde mineracAo parecan) ale ao pre- I
senle as mais vanlajosas. Ellas se compromettinm a
pagar por cinco anuos o jornal do escravo quandn
este viesse a morrer dentro desse prazo, o que equi-
vala a 1:0003 para os cscravos da primeira elasse
razo de 2005 por auno, em um lempo em que elles
se compravam por muilo menos do que hoje.
Esta rondioao chairan.1 para os Irabalbos da mino-
raran muilos operarios, porque corresponda a um
seguro do vida. O senhor do escravo contava em
lodo caso cora o valor de 1:0005000 no prazo de 3
annns.
As vantagens desa condicao, porm, nos parecem
mas apparenles do que rcaes, uma vez que igual sa-
lario pode o operario perceber, empregado em servi-
Zos onde a vida nao corre perigo algum.
O trabalho d^rninerarao por sita propria nalure-
za, e quanlo mais se cnlranha pelo scio da trra, a-
pezar de lodas as precnuees tomadas pela sciencia,
be muito nocivo saude. A vida se torna muito con-
tingente. Nccessita-se de uma constiluizao robus-
tsima para ao cabo de limitado numero de anuos
nao se firar invalido. O segure da vida pois, em vez
de uma vautagein aprcciavcl nao he mais do que fra-
ca compensarilo, muito fraca sempre que iguaes van-
tagens se poderem perceber sem o menor risco.
A nalureza do servico que exige a companhia
t'niaoe Industria, servico deconslruccao de estrada,
torna este seguro desnecessario, e por sso temos
como muilo favoraveis as condifftes que ella offere-
ce, e sao as seguinles :
1.a Os operarios serflo divididos em Iros classes, e
a companhia pagar annualmcnlc por cada um es-
cravo trabalhador de primeira elasse 2005. aos de se-
gunda elasse at 1003, conforme as suas Coreas e da-
de, sera contar fallas.
2.a A companhia. sua propria cusa, sustentar
aos eseravos engajados, e dar-lhe-ha vestuario logo
que se forem deteriorando as duas mudas de roupa e
cubera que devem Irazer.
3.* A companhia tratar aos engajados em caso de
alguma enferinidade curavel c nao clironica ; fican-
do excluidos do contrato aquelles que, por qualquer
causa, se inititisarem paran servico.
A companhia tambem contrata o engajamento de
trabalhadores com as condiroes seguinles :
1. A companhia pagar por cada um escravo, tra-
balhador, robusto e de primeira elasse, mediante
contrato de engajamenlo pelo lempo que ronvicr
raesma companhia, o jornal de 800 rs. por dia til
em que se trabalhar, susteulaudu-os devidamenle,
sem mais oniii ou encargo de qualidade alguma ; ou
pagar um mil res sendo os escravos sustentados
Cusa do proprielario.
2. Se algumasescravas houverem dcserinlrndu-
zidas 00 contrato de engajamenlo, vencerao 400 rs.
por dia de trabalho. Aos menores de 10 annos para
cima far-se-ha um prceo que corresponda sua idade
e forza.
3.a Se algum dos escravos depois de engajado se
inutilisar para o en ico, devido a qualquer evento,
licar excluido do contrato.
4.' Os pagamentos de jornaes em ambos os casos
sern fcitos regular e pontualmcnle.
Os ageules, logo quetenbam eITceluado algum en-
gajamenlo, deverao fazer seguir os escravos engaja-
dos para esla elarao do Juiz de Fura acompanhados
do proprielario, ou pessuas de sua confianza, em cu-
jo caso deve vir munida dos necessarios poderes para,
verificada a robustez o forza dos ditos escravos, rali-
ficar-se o devido cntralo.
O director da companhia tem nomcailo agentes em
varios pontos da provincia para se incumbirera de
egenciar trabalhadores, offerecendo a gralilicaeao de
05 por cada escravo que fr engajado.
(Bom Senso.)
(Jornal do Commercio do Rio.)
Pela subdelegada da fregueza di Muribera, urna
prela que nao deelarou u nome, sem declararau do
motivo.
eo guarde a V. Ex. Secretaria da policia de Per-
nainhuco 2 dn Janeiro de 1855. Illin. e Exin.
Sr. conselheiro Jof liento da Cimba o Figueircdo
presidente da provincia,O chefe de policia, l.uiz
Carlos de l'aha Teixeira.
DIARIO DE rRMMBl'CO.
MINAS-QEJrVAES.
Ouro-Preto li de dezembro de 1854.
A aceao do governo vai difiicilmente chegando aos
pontos mais remolos da provincia, mas vai chegando
rer em seu auxilio, nesla occasiao, em que mas que sempre- q municipio de Paracal era tido como in-
nunca lem a provincia necessidade de quem active I govcrliave| no que por j a niIlsuem linha noticia,
roes do interior que lhe deram dinbeiro. Venha esse
encantado seminario, e regnere-se por uma vez n
clero, para que os nossos bisnelos vivam na bema-
venlnranza.
Mas preencham-se tambera as vigararias, que em
alio numero ahi estao vagas. O Sr. bspo nao o qaer
fazer; ahi estamos vendo os fiis fallecerem sem o
soccorros sacramenlaes, pois que nao ha parodio ;
nenlium sacerdote quer lomar uma vigaria sem be-
neficio algum, sem collaco. Santo Ignacio que nos
guie ncsta conligencia.
Pioseguc o governo da provincia as medidas
tendentes a firmar a seguranza individual no inte-
rior, onde he tao precaria. Os destacamentos ja tem
conseguido fazer respeitar a le; oscapangasdo -na-
to s se arreceiam da reiina. Mas at certo lempo
os destacamentos se iuutilisavam as povoazoes ; co-
mecava a relaxazao dcsile os commandanlcs que,
aclimatados em um ponto, adquirindo relacoes, es-
pesando mesmo os inlcresses de alguns desregrados,
so colloravam em potizao parcial,desprexando as or.
*dens transmitlidas. O Sr. Saraiva acaba de ordenar
a transferencia de cada um destacamento : he bom
que va cnloaudo ocos ore.,noco.s climas, em favor
dz le.
Nenhum aconlecimento lem vindo de nolavel
pela ultima mala d interior. Honlem parti o juiz
de direito interino, l)r. Segurado, e o promotor da
comarca para abrir o jury em Jundiahy. Este juiz
tem feilo uma como cxcepzao na regra das inlerni-
dades m que mtti'fc se faz. No pequeo esnazo de
lempo em que leve de funecionar, po> o Sr. T.
Bastos he esperado em fins de dezembro, abri o
jury na capital, o azora o vai fazer no Jundiahy.
Scja ao menos o fruclo do magistrado uma honrosa
mencao na imprensa, j que rnelhor sorte n3o lhe
dSoasleis, e quando muilo, lhe do uma furibun-
da beca, que cusa a ninharia de 2505, c um asso-
bio de garoto.
Por esse prezo mula gente mw quer o throno.
19
Parece que estamos em urna grande pra?a de
commercio ; nao se ouve fallar senao na assocac,3o
bancal, em acroes e nos avultados lucros que pode-
rii dar.
Vai ludo em oorliori/t/io. Os capitalistas abrem e
burra, ondedormiam tranquillos os potentescuntos
de rs, e se inscrcvenVafoolus na lista dos que lomam
centenas de aezes ; os remediados seguera na re-
taguarda, o l vio depositar os proveilos da econo-
ma, os fundos da reserva, ua insliluijao de crdito;
seus inleresses na corle; nesla occasiao de legitimo
enlhusiasmo, em que tantos c to variados melhora-
menlos se projeclam, j ensaiando o eslabelecimen-
lo de colonias militares imilazSo doquesepassa
nos confins da Austria e na Russia, que de um dia
para oulro como por encanto se transplantam popu_
larGes e se elevam cidades, rcsolvcndo assim o gran-
de problema econmico de applicacao do exercilo
cultura da Ierra, principal germen de riqueza de
nossas provincias, ao mesmo lempo que se adia a
crisc que se approxima pela falla de substituto dos
brazos escravos.
Nesla occasiao em que o governo geral aliaga a no-
va provincia promovendo novas vias de communica-
Z3o, nico meio que nos pude dar colonisazSo espon-
tanea, fazendo rolar pela estrada geral da provincia,
ainda mal conherida, pesados raohoes e outros Irens
bellicos, que esle mesmo mez devem ser collocados
no forte de Miranda, afim de fazer-nos respeitados
de nossos vizinhos do Paraguay ; neita occasiao em
que a poltica do governo vai abrindo espacn por en-
tre ts pbalangcs gregas c troyanai, dislriboindo o
poderoso narctico da conciliazao, que faz sacrificar
no aliar do egoismo as mais puras crenzas qoe ou-
Ir'ora defenderam rom encarnizamento; ncsta occa-
siao finalmeule he qoe o seu correspondente o aban-
dona e se recollie, levado talvez do sceplicismo,
vista do que se passa na provincia.
O presidente recolbeu--e ha dias da digressao que
fez pelas villas do ccnlro, lendo ido lambem cele-
bre villa de San Jos dos Pinhaes, onde demorou-se
pouco e onde vi os signaes do liroleio que a 7 de
novembro all leve lugar; pois ha umsacerdule que,
sem embargo de sua pureza evanglica, conserva
cora cuidado esses signaes, onde v a gloria dos re-
sistentes. S. Exc. Coi s freguezias do Campo Largo
da Palmeira e villa de Caslro, onde encontrou ain-
da o lenle Valle com o trem que leva paraCuiab;
passou-sc para a villa do Principe e vollou por Tin-
diquera. Esles passcios sao sempre muilo proveilo-
sos, mxime quando feilos nos pr'uneiros mezes da
administrarn, e em uma provincia como esla, tao
clieia de rivalidades locaes c preconceitos populares,
que cumpre eslirpar. Resli smenle a S. Exc. visi-
tar a villa de Morreles, que he sem eonlradircao o
lugar mas rico e industrioso da provincia.
Eslou bem certo que o estado em qoe se aeha a
educacao moral e religiosa na provincia (er mais de
uma occasiao oceupado a allcnco de S. Exc, pois
que uma viagem oflerece ensanchas que escapam
sempre ao cortejoofllcial dos inspectores dedistricto;
e as ordens ltimamente dadas para cuiislrueran de
um edificio para lyceu nesta capital induz a crcr que
o governo cuida Seriamente deste objeclo. E real-
mente de que serven) melboramcntos maleriaes
quando a mais vital das necessidades publicas, aquel-
la que lende a formar o cidadao, parece olvidada pe-
los poderes da provincia?
A inslruczSo popular, esse caminho do cnlendi-
inenlo, existe como dantos envolvido em iusoporla-
vel apparato official que nos legou a provincia de
San Paulo, e que nao pode tirar-nos das Irevas em
que nos adiamos, noque diz respeilo educacao mo-
ral e religiosa. Um lyceu iulernato na capital, regi-
do por le pralica, racional e previdcnle, noqual se
os quasi pobres reduzem alguma cousa 1 moeda, pois|,| ,truc.l0 conjuntamente com educacao; que a
que tambem querem ser banqueiros como Dos os um tynpo s0 forme da mocidade o coracao e a in-
a nao ser de algum homicidio horrivel, revestido de
circunstancias atrocissimas; as autoridades superio-
res se qucixavam da falta de communicazes ; pare-
ca em summa nao fazer parle desta provincia. Ho-
je ludo he pelo inverso, j impera a lei, e a autori-
dade he respeitada ; j a adminislrozao est em dia
com o que all se passa, e cada noticia que chega nao
he a noticir de um homicidio. Tal foi o resultado
das medidas muilo eflicazes que para all lomou a
admiuislrazao quando se .deram os altenlados que eu
lhe communiquei.
Hoje as secnas que liveram lugar no Paracal se
repreduzem em outros municipios, -nos do Rio Par-
do c Serra do Grao-Mogor, mrmente naquelles dis-
Irclos que confinara com a provincia da Babia, como
o Tremedal. Os criminosos arossados daquella pro-
vincia refugiam-se nesses lugares deserlos e lougin-
quo, desarmados de forza publica e cadeias seguras,
desberdados pela distancia de todos os beneficios da
civ ilisac.m, e ahi se acastellam contando com a im-
potencia da auloridade. Uns oreara por sesseula e
outros por cera o numero desses foragidos que por all
commctlem atlcnlados de toda a casta. Nesle anno
a audacia dos criminosos, que contara com a impu-
nidade como um direilo consocludinaro do exime,
subi de ponto.
Este estado de coosas que alurou por muito lem-
po vai felizmente cessar. Calando ma praca aqui
e oulra all, visto como a forza existente na provin-
cia he mais que iusufiicienle, pode o governo provin-
cial mandar percorrer esses asylos do crime por um
destacamento volante que deve estacionar tempora-
riamente nos lugares em que fr mais preciso, afim
de os policar. Oxal o digno chefe de policia da
provincia, sabendo desla medida, se prepare a rece-
her ro territorio de soa jarisdieco os que para l vol-
tarcm, fazendo regressar para esta provincia os que
; J
ainda ; com dozeiilos bithetes de mil res se be
banqueiro. No meio de ludo isto, o cuto amaldi-
cliado da creaz-ao (ja se sabe que fallo do pobre ) d
,iii diabo a aun sorte que nao lhe proporciona meio
p;ra ser accionista do banco, e suslenla com ardor
qie a propriedade foi uma invencao satnica.
Pcidocmos a esles ltimos degradados fillios de
Eva lodos os paradoxos oom que receben) a iiis-
toi-ao nascente, o assignalemos o que ahi vai em
mateiia de Banco l'aulislano, que naturalmente
assim ser chrsmado.
Ji se reuni a commissao qoe lhe annuuceie
ltimamente ; confeccionou e approvou os estatuios,
que tero de subir a coiuideracAo do governo.
Moilo boa cnusa deve 1er um banco, pois que
tomam-se ac;cs com uma vcloci.lade espantosa.
Nao te ria de mira ; olhe que he espantosa para a
trra. Chovcm os accionslas, e j l se foram ac-
ia importancia de mais de mil contos em mui-
lo poico' N<>t0' Pe' que j.i se pode aflirmar que
nao morrer,. \flor a divndade dos ricos, e que o
commercio e ... iullura da provincia vo turnar a
escala que lhe he devida.
N\p lhe pareja admiravel o eu dizer-Ihe que
lelligencia; parece que devia ter sido o primeiro cui-
dado da assembla provincial e da adminislrar.'io.
Nao he do progresso physico que lemos necessidade,
nao carecemos runenle de utilidad material, he-nos
indispensavcl primeiro que ludo o emprego de meios
para que a nslruczo geral se diffunda c pnpularise,
que os costumes pblicos se purifiquen) e se refor-
cem pela cultura da intelligcncia.
Entretanto, o faci da clevarao desla comarca a
provincia com lodo o seu corlcjo oflicial prodozo,
por assim dizer, corlo cataclisma nos linbilanles. Era
um lugar como esle, quo oceupon sempre ilitUoceJto
11a cstatistica pela fcililiilade de crimes, s bouve
depois dessa elevarao um homicidio no mez de oulu-
bro nas viziuhanzas desta cidade, perpetrado pelo
escravo Ignacio, da viuva Mir, de Morreles. Esle
esclavo trabalhava no engenho de socar herva mate
de Joao Silveira de Miranda. O furto de uns cuu-
rosmotivou uma certa desavenza entre o feilor, bo-
mem velho e o escravo, do que resullou ser aquello
assassinadn nessa mesma noile, em sua casa e a fa-
cadas, evadindo-se imraedialnmenle o escravo para
Morreles. A policia fez esforcus para o apanbar, e
um delles, forjoso he referir-se, Joao Silveira de M-
por l lambem se aroulam.
A dislribuzno da pequea forza que forma a guar-
nz3o desla provincia he uma das operazes mais
difliccis que eu condezo, e por mais econmico que
seseja, por mas que se rrroenre al tender sempre aos
lugares mais necessitados, o Mrvlcu publico padece.
He assim que a mor parle das cadeias. alcm de fra-
quissimas, nao lem guarda, que as evasoes se multi-
plicara e os obstculos ao recrutamento crescem in-
cessantemenle. Nao quero dizer que todas as autori-
dades sejain exaclissimas no cumprimento de seus
deveres, mas que em grande parte a culpa de se nao
dar inleiro cumprimento s ordens do governo em
malcra de recrutamento principalmente provm de
falla de meios de lefio. Se eu fosse fazer a somma
dos rccrulns que se evadiram das cadeias nesle anno,
o contingente designado a esta provincia de ha mui-
lo eslaria preenchido. S da cadeia do Patrocinio fu-
giram de uma vez dezescis 1
O corpo policial, que s se compile de iracas en-
gajadas, ainda nao foi possivel romplclar-se; a guar-
da das rerebedorias derramadas por uma linha ex-
lensissima de fronleiras, e a arrecadazao dos dinhei-
ros pblicos, lhe absorve grande numero de prajas ;
o que resta para a policia be mais que usunicienle
para as exigencias dcslc ramo do trrico publico.
O qoe nos vale he o bom senso dos nossos compro-
vincianos, a obediencia lei e o respeilo aulorida-
de que os distingue ; o que nos vale be esse amor no
Irabalho quo principalmente agora vai apparecendo
por toda a parle, que nos proguoslira um futuro me-
llior. A actividade que sempre os distingue em lu-
do quanto empreliendem, parece que se desloca in-
sensivelmenlc do terreno volcnico da poltica, em
que lanto primaran), para o terreno do Irabalho pro-
iloelivo, para o ierren da industria tomado na sua
acccpcao a mais genrica. Oxal a dcslocarao se ope-
re radicalmenlo o mais breve possivel. Seremos na
industria Uto grandes quanto o fomos na poltica.
10
A procura deliraros para os noves Irabalbos que se
lem promovido na provincia, despertando u concur-
rencia das grandes emprctas, lem produzdo o aug-
menlo do salario.
Atao prsenle cram as companbias inglezas de
mir.:racao onde so dava maior demanda de trabadlo
c por mais alio prez ; hoje a concurrencia est esla-
bclccida, apparecendo em campo a companhia t'ni'iu
c Industria, por um lado da provincia, e por oulro,
embora muilo mais remolo, a companhia do Mucu-
ry, alin do governo, qoe sempre lem necessidade de
operarios em maior ou menor numero para a cons-
Irucrao de estradas.
Das coiidices de que lemos nolicia a? oflerecidas
COIIBESPOXUENI'.I.V DO DIARIO DE I'ER-
XAMBIXO.
baha.
28 de dezembro.
A minha saude ainda nao restabelecida lem sido
a causa de ser inlerrompdo o meu trabalho epis-
tolar.
E decerlo: nao ha go'sto para cousa alguma quan-
do o physico soffre, inormcnle quem be ja pela Da-
taren dolado de melnncolia.
Vou encerrar os Irabalbos desle anno, que para
mim nao Coi dos mais inCelizes, e rttirar-mc para a
feira do Santa Auna, onde espero ver terminados os
ineus sofirimenlos.
Por aqui nada ha de nolavel, o que parece incri-
vel vista da posizao desla provincia em relae,ilo
muilas oulras do imperio.
Os partidos esto canzados, as lulas da imprensa
quasi que sao ficticias, as conciliacoes sao vistas to-
dos os dias, eos mais ardenles com um emprego de
40O5OOO callam-se, e com uma filinha tornam-se va-
lenlcs e extrenuos defensores do Paran. A visla
disto, meu charo senhor, quem naofugir boje des-
se campo de esperlezas chamado poltica, onde nao
ha crenzas?
Acabo de ser victima de mais uma remocao, c pa-
ra o Alio Amazonas! Nao me queixo do governo,
e sim da infelicidade que muito me persegue.
Encanecido *iu servizo do raeu paiz, ja sera for-
Zas, rodeado de qualro filhinhos e de minha com-
panbera, s leudo para deixar-lhes no dia do meu
passamento um nome que Ibes ha de dispertar sau-
dades. Confolo-me no enlanlo rom isto, porque
al hoje esla tem sido a parlilha dos bous servidores
do paiz.
Antes de fechar esla tenho qoe saldar tres contas.
A primeira he para com Vmc. que sem conhecer-
me at hoje, me fez o favor de admitlir nimbas cor-
respondencias no sen bem conceiluado Diario, e be
a elle a quem eu devo a honra de as ver lidas e pro-
curadas.
A segunda he com o seu correspondente da Pa-
rahiba, que sem o conhecer, rauilo o respeilo pelo
tlenlo, graca e fluidez com que escreve, era pro-
za e verso. He um dos mais valenles soldados
que conta o seu Diario, apezar de ser o mais velho
ou o decano dos correspondentes. Alm de ludo
quanlo delle lenho dilo, acresce que he hoje neces-
sario s suas columnas, porque quem l escriptus
sem sabor esquece-se dd perdido lempo, gastando e
rauilo bem alguns instantes era conversa com o nos-
so velbo amigo.
A terceira he com o sea correspondente de Ipo-
juca, que com a sua reconhecida bondade e capaci-
dad deu to boa noticia de minha viuda aos seus
prelos.
Era minha viagem para o meu desterro pretendo
procura-la, apenas saltar em Pernarabuco, e cntao
ser esta a occasiao propria de nos conhecermos de-
pois de eu lhe dar alguns signaes sobre a nossa
correspondencia.
Se puder ser, e se quizer o seu correspondente da
Parabba dar-se a conhecer para comigo, espero me-
recer lhe o favor de dar-me uma caria para elle-
porqu quero ler a honra de conhecer pessoalmente
o hornera a quem ha muilo eslimo, pelos seus la-
lentos.
No segundo vapor do fnn de dezembro, ou no
1." de feverciro l me lera as suas ordens.
Desejo-lhe muilo boas Cestas, e que o novo anno
sorria-sc para si com mais Celicidadc ainda do que
o prsenle. Junius.
PERMIBliCO.
Cbegou honlem dos porlos do sul o vapor Tocan-
tins, e por elle recebemns jornaes do Kio ile Ja-
neiro al25 do passado, da Babia al 29 e de Ma-
cei al 20.
Permauerem em Iranquillidinje (odasas provincias
desse lado do imperio. '
Alm dos despachos que em oulra parle vao trans-
criptos, tennis de reCcrir mais o segninle :
Foi agraciado cora o titulo de har do Rio Preto,
o Sr. rommendador Domingos Custodio duimaraes.
Foram condecorados ; com acommenda da ordem
da llosa, o Sr. Manoel Vieira de Aguiar, Cazendei-
ro em Ilacurussn ; e com a de CI111-I0. o Sr. Joa-
quim Mariano de Amoriin Carrao, Cay.cudciro era
San-tioncalo.
O Sr. I)r. Augusto Teixeira de Frcilas foi encar-
regado pelo governo imperial de colligr e regulari-
sar toila a leuislarao civil e criminal drasileira para
depois formular os competentes cdigo*.
Foi Horneado ajudante d'ordens do chefe de rs-
quadra enrarregado do quarlel general da inarinha,
o Sr. capiao-lcnente Antonio Aflonso Lima.
Foi reformado no mesmo posto, com o sold cor-
respondente ao lempo de servico. o Sr. 1 lente
dn armada Salyro tiomesCruz.
Installou-se no dia 17 do passado na corle, urna
nova associacao pdilanlropica, denominada Socie-
dade de beneficencia Italiana, sendo uma commis-
sao encarregada de confeccionar os respectivos es-
tatuios.
Acdava-se definilivamenle encorporada a compa-
ndia Reformadora, que lem por lira realisar a ader-
tura e alargamenloda ra do Cano, e edilcazao de
nuvos predios na mesma. O fondo capital de de
10,000:0005 divididos em .50,000 arenes de 2005 cada
uma. Foram distribuidas por 750 e lautas pessoas
25,000 dessas arenes, ficaudo as oulras para seren
repartidas pelos prupriclarios da sobredita ra, como
manda a lei.
Le-se no Correio Mercantil:
a Segundo o quadro eslalistico, qoe lemos em
man, dos Irabalbos do anno lectivo,que est a lindar,
da escola de direilo de S. Paulo, malriciilaram-sc es-
te anno naquella escola 254 esludanlcs : no primeiro
anuo 90. no segundo 51, no lerceiro 16, no quarlo
32 e no quinto 39 ; sendo 2 do Para, 3 do Maranhao,
2 do Cear, 1 de Pernarabuco. 3 de Sergipe, 7 da
Bahia, 82 do Kio de Janeiro, 83 de S. Paulo, 3 no
Paran. 3 de Santa Catharina, 57 de Minas, 2 de
Cioyaz, 3 de Mallo-tijojs, 9 de S.Pedro do Sul, 3
do Estado Oriental e 1 de Portugal.
Foram approvados plenamente 213 : no primeiro
anno 88, 11 eguud 51, no lerceiro 3, .no quarlo
32, no quinto 38 ; sendo 2 do Para, 3 doMaranha,2
do Cear, 1 de Pernambuco. 3 de Sergipe, 4 da Ba-
hia, 7.ido Kio de Janeiro, 80 de S. Paulo, 3 do Pa-
ran, 3 de Santa Caldarina,52 de Minas, 2 de Goyaz,
3 de .Mallo Groara, 8 de S. Pedro lu Sul, 3 do Eslado
Oriental e I de Portugal.
Foram approvados smpliciler 12 : no primeiro
anno 4 c no lerceiro 8; sendo 5 do Rio de Janeiro,
3 de S. Paulo, 3 de Minas e 1 de San-Pedro do
Sol.
Foram reprovados no primeiro anno 2,no lerceiro
3, no quinto 1. Total (i : sendo 5 da Babia e I de
Minas.
a Nao tez examc um esliidanle do 3 anno, natural
do Kio do Janeiro.
Perdern) o anuo 4 do primeiro ; sendo 3 do Rio
de Janeiro e 1 de Minas.
Tiraram caria 35 ; 1 do Para, 1 do Maranhao, 1
de Pernambnco, 7 d Rio de Janeiro, 11 deS. Pau-
lo, 1 do l'.n-ana, 1 de Sania Catharina, 9 do Minas,
I de S. Pedro do Sul e 2 do Estado Oriental.
Segundo o quadro eslalistico do resultado dos
Irabalbos da faculdade de medicina do Rio de Ja-
neiro no anno lectivo do 1854, frequenlaram as di-
versas aulas 283 es ldanles, sendo 253 alumnos do
curso medico e 50 do curso pharmaceolico. Dos
primeiros foram approvados optime cun laude 38,
nemiii; discrepante 129, simpliciler 63; foram re-
provados 3, perderam o anno 12, deixaram de fa-
zer acto 2, foram para a faculdade da Pahia 5, falle-
ceu 1, e doutoraram-se 31.
o Dos pharraaecuticos foram approvados optime
cun laude 4, nemine discrepante 27, smpliciler
6, foi reprovado I, perderam o auno 12, e conclui-
rn) o curso 8.
Dos 283 alumnos, 184 sao do Rio de Janeiro, 7
deS. Paul, 1 de do Sul, ii de Matlo-tirosso, 34 do Minas-Go-
raes, 5 do Para,. 2 do Maranhao, 1 d Piauliy, 13
do Cear, 1 do Kio Grande do Norte, 6 de Pernam-
duco, 3 das Alagoas, 16 da Balda, 1 Jo Espirito
Santo, 4 Francezes, 2 Porluguezcs e 1 Hespandol.
a No curso medico frequenlaram o l. ame 38
alumnos ; o 2. 56 ; o 3." 37 ; o 4. 33 ; o 5 53 ;
o 6. 36. No curso pharmareutico malricularam-se
no I. anno, 22 ; no 2. 13; e no 3., 15. "
L-se no Correio l'aulislano.
Parece que o projeclo de cstabelccer uma li-
nha frrea cnlre a cidade de Sanios e villa de S.
Joao do lliu Claro nao est abandonado. Consta-
Be) que os Exms. Srs. marquez de Monte-Alegre c
barao de Mau.i pediram a S. Ex. o Sr. presidente
da provincia infoi inaeoes sobre o numero de ani-
maes e valor dos gneros que passam animalmente
pela barreira do Cubaiao.
a A m'sma folha noticia que o dia 9 se haviam
reunido em casa do Sr. senador Francisco Antonio
de Souza Queiroz, em S. Paulo, varos.capitalislas
com o fim de crearen) um banco bypolhecario nesla
cidade. Foi nomeada uma commissn composta dos
Srs. : barao do Tiele, commendador Ribeiro da Sil-
va e senador Souzn Queiroz, para organisarem os
estatutos. A mesma comraitsao se acha encarre-
gada, por delihernen dessa associazo, de aceitar
a nssignaturn das pessoas quo quizerem lomar ac-
ee-, no prazo de 15 dias a contar do da 12, lindo
qual nao scrao aceitas mais assignaluras. O ban-
co entrar em exerccio logo que seus estatutos le-
nham sido approvados pelo governo impeiial ; o
seu capital he de 2,000 conloa, e as aezes san de
2003; esle fundo social porm poder ser elevado
at o dobro, quando a assembla geral dos accio-
nistas o julgar necessario.
tu Oesnecessario he, accrescenla o Correio
Paulistano, demonstrar aqui as vanlagens que a
nossa provinra ra colher desle e-tabelecimento ;
ellas estao ao alcance de lodas as inlelligencias.
Abrio-se, pois, uma nova era industria, em lo-
dos os seus ramos. Bem bajamos benemritos cida-
daos que para iso concorreram.
l."-se no Dezenove de Dezembro do Paran :
Consta-nos, e cm toda a certeza, que na bahia
de Paranagu naulragra a canoa em que viuda a
correspondencia da corle, perdendo-se Ires saceos de
cartas, e smenle se salvando um oulro em oue se
suppoc que vinha a correspondencia de S. Paulo.
Desle modo ficamos privados por mais um mez de
saber qualquer nolicia da corle.
a Nossa boa f nos faz acreditar que com efleilo
foi isso umacalamidade, que frcquenlemenle acn
lecc entre os homens; mas muila gente ver nisso
uma prfida mancira .le sublrahir, ou ler as carias e
olliei i do correio, inulilisando-ns depois. J he a
segunda vez que se perde a mala, e quando se espe-
ra correspondencia importante. E mais razao ler.i
cssa gente no seu modo de pensar, sa se allende)
que nao ha exemplo ainda de se ler virado randa na
bahia de Paranagu havendo viracao, principalmen-
te ainda se se considerar que os sacros vinham a-
marradns 110 banco da canoa, e que era preciso mais
do que a forza do mar para desamarrados, ao mes-
mo lempo que n;Vi bouve perigo algum de vida, nem
perda de qualquer oulro objeclo.
(i Dos se amercie de ns, e o governo atienda a
estes abusos, se em sua sabedoria entender que uao
Coi islo um acto casual, mas sim elTcilo da voulade
dos homens. o
A presidencia da provincia da Bahia linha
Horneado urna commissao composta do omina rula uto
superior Antonio Mariani (da villa da Barra do Kio
de S. Francisco) e de Antonio Marques de Almeida,
para se encarregar da abertura de uma estrada, que
pa-sicio pela serra Olbo d'Agua, va ler Cazeuda
da Boa-Visla, onde enconlra a estrada quo commu-
nica cora a comarca de Paranagu da provincia do
Pianby.
O major do engenheiros lnnoccncio Velloso Pc-
drrneiras. Coi incumbido d mandar construir lima
atalaja na barra das Canavieiras, para signal as cm-
barcazes que demandaren) aquello porto, onde
muilas se lem perdido por fulla de semelhanle pro-
videncia.
No dia 20 do passado amanbeceii enforcado na
capital, em casa do Sr. I)r. Soulo, um preto escravo
do Sr. visronde da Pcdra Branca, o qual lendo de
soflrer uma operaeao prga, deelarou na vespera
la fechrda por dentro com boa parede ainda apr-
senla vestigios da alavanca. Alguns moradores do
cima, ouvindo o barulho que faziam no arromba-
mento, atiraram garrafas e pedras, e conseguirn)
aCugenlar ns ladrees. Nolou-se que nessa occasiao
estavam encostados no
barcos, que talvez la
que nao deixam peusa
parece que B3o Ibes I
que para isso devem andar rondas 110 caes."
O Exm. presdeme da provincia d Alagoas li-
nha partido no dia 19 a bordo do vapor Santa Cruz,
para a cidade do Pcnedo.
O Sr. J0S0 Sevcri.in Kibciro ontrn no exercicio
do lugar de inspeclor da Ibes.iuraria geral da metma
provincia no da 11 do passado.
avera taberneiro, que seu pni, Joao Hboos, era o
primeiro que linda exercido uma profissao liberal.
Podia exercer funcr&es diplomticas um prubleu de
plebe lo averiguada 1 O duque d'Arschol era de
uma casa muilo boa, e nao poda arredlalo. No
Fomos obzequiados como Times de 24 de novem-
bro e com o supplemento ao Xorthern Daily Times
de 23. as quaes gazelas, confirmando a nolicia da
balalha de Inkerman dito mais algumas particulari-
dades a esle respeilo, e outros Cactos (pie 11 lo havia-
mos encontrado 110 Courier de lcerpoot de 22.
O //C'/'i/e.jornal'rus.o anniiiicia nli.ieilnioitte que
a perda russa em 5 de novembro era de \ olliciaes
e 2,99 homens morios, e 206 oficiaos e 5,791 ho-
mens le idos, vindo a somraar ludo 9,008 morios e
feridos.
Os generaos Torren e Benliuk e outros oflkiaes
feridos iiiiham ebegado a .Malla a 17 de novembro.
L'm despacho de Marselha da maubaa de 23, an-
nunciava a chegada das divisoes do exercilo franco/
c dos generaos respectivos Toulon, onde deviai
embarcar a burdo do 11111a flotilbn de vapores, com
destino Crimea.
O Maniteur puhlimu um relalorio official do ge-
neral Canrobert acerca da batalda de Inkerman.
O general elogia altamente o valor dos alliados, eda
muilos promenores sobre a victoria. Diz que os
Kussos monlam a 100,000 homens.
Segundo o notes morreram 2,21)0 Ingle/es e 1,700
Francezes. O ferimenlodo general Canrobert foi le-
ve. Continuava o bombardeameiilo, e a perda dos
Kussos era calculada diariamente em 150 homens.
Sahia-se por Vicua que segundo o relalorio do
Erincipe MenschikolT a perda russa na balalha de In-
erman era de 3,500 soldados e 109|oflcitic feridos ;
mas nao diz nada relativamente ao numero dos
morios.
Um despacho de S. Pelersburgo refere, que para
substituir os arlilheiros destruidos era Sebastopol
pelos alliados, o ministro russu da marinba lirou os
arlilheiros da esquadra do Ballicue os inandou para
o Sul. L'm especial e rpido servizo de waggons
foi preparado para conduzi-los.
IJizia.se que o assallo da cidade fora adiado at a
chegada dos reforzos que os adiados esperavam.
O Tiuirs falla em um reeontro que leve lugar en-
Ire a divisao naval inglcia 110 Pacifico e as (Tagala*
russas, que estavam no porto de Pelropaolnwsk 110
Kamslcbacka, protegidas por duas baleras de Ierra
de grande forza.
k Todos os que se lembrnm da ultima guerra, diz
a referida gazeta, conlieccm os seus Iriuinphos e re-
vezes. Nunca liveraosuma guerra ein elles, Cora
Ioucura contar com isto. Sera intil destarrar o
verdadeiro carcter do ataque de Peropaolovv'ki,lugar
de que a maior parle dos nossos leilures lalvez nun-
ca ouvisse fallar, ma de que agora se ha de lem-
brar como um porto fortificado na loiiginqua regia
do Kamstchalka.' O ataque se explica por si proprio.
Lma esquadra Iraca tentou platicar aquill a que
nao nos ludamos aventurado, nem no Bltico era
no Mar Negro ; islo he, lomar duas trgalas russas
que estavam tandeadas no porto sol) a proleccao de
forles baleras. Nao pode ronsegiii-1. Parece que
a esquadra. arre.litan.lu nas iiifornidcoes de alguns
Americanos, que sem excepzao de um s, s3o ami-
gos tos Kussos naquella parle do mundo, ao menos
pelo que loca lula actual, envin parte conside-
ravel da sua marinhagem a uma poiicje onde foi as-
sassinada pelos Kussos. lie evidente que temos
ainda que aprender nao s quanlo arle da guerra,
se nao quanlo experiencia, que he proverbialmen-
le cara.
Devemos depositar pouca confianza na suppos-
(a sympalhia de raza, de religiAo e de conslituicAn
entre luis e os Americanos do Norte. Elles nao leem
nada a receir dos Kussos, ao pasao que nos temen),
ou antes leem ciuines de ns. Por lano devemos
ler a certeza de que smenle se bao de lemhrar d
seu uteresse romo o cnlendem. e que quando for
necessario, poiao de parte as syrapalbias. Como de-
vevos suppor, n'podein ver com grande prazer
que os nossos navios sulquem o Pacifico, vizlem as
suas Ibas, entrera em negneiacao com os seus ebefes,
percorram as costas, entren nos portos e se consi-
deren) como era sua propria casa. Nesle ataque be
claro que o almirante Pnce nao era senhor das suas
aeces, c lalvez nem mesmo da sua razan. Deses-
perando do Iriumpho parece que sa suicido depois
dessa tentativa fatal. Este incidente linha de acon-
tecer, e a circunstancia de ter succedido n'uma
parle do mundo lao di-tanle, serve someule para nos
recordar quanlo esla guerra se parecer com a ulti-
ma, ale que ponto se eslendrr a sua influencia,
quflo grandes sera as suas vicissiludes, e quo gran-
des devem ser os noss esforrns. 11
As noticias que temos sobre a llespanha chegam
a 21 de novembro. Espartero nnnuncinn que o mi-
nisterio nprcsenlaria a sua demissa raiuha, se-
gundo o uso parlamentar, na abertura das corles
constiliiintes, de sorte que as corles devetn^escolher
os conselheiro* da rainha. A Iranquillidade publica
na linha sido perturbada.
nhecida e os ttulos de nobreza que recebera de el-
rei de llespanha nao apagavam para o duque d'Ars-
chol a sua qualidade de intruso. A embalsada em
Inglaterra foi coroada com um pleno Iriumpho: con-
scguio estaheleccr uma allianca entre a-corles do
Londres e de Madrid ; mas, nesla mesma occasiao,
apezar das honras com que foi acolmillado, deveu
comprehender que o nao reputavam de muito boa
casa, pois que, quando lanzou as bases da allianca,
oulro embaixador, um diplmala de velha nobreza,
foi encarregado de assignar o tratado. O seu pro-
prio laleuln para a pintura, se devemos a cslu res-
peilo dar credilo aos seus biograpbos, era conside-
rado pelos cortesa* de Cario I como derogarao s
suas funezoes diplomticas. Um bello espirito da
corle, mu encasquetado da sua raza, arhando-sc mu
dia oa sua otlieioa, lhe loria ditu : Velo que vejo,
o senhor emhaixador ce dislrabe algumas ve/es das
suas graves funcres, fazendu-se pintor, nao de as-
sim Nao, leria respondido Kubeus, dislradio-me
da pintura, fazendo-ine embaixador. Digam l o
que quizerem acerca desla replica, de de erer que o
pintor nao licaise mu lisongeado uo ver-se tratado
desta maneira.
Vollemos aos Iradallios que elle nunca devera ler
delude. Os biograpbos nos communicam como elle
divida o lempo. Levanlava-se muilo cedo e ia
sempre ouvir a primeira mista. Era islo da sua
parte piedade sincera ou acto de cortesao 1 A ultima
hypotbese he a que oflerece mais verotimillianza.
Ouvi.1,1,1 missa, punlia-se a trabalhar al meio dia.
Ao mcio da, janlava, segundo o uso do eu lempo ;
aodeixar a mesa, toruava a lomar a palhela, sem
sentir necessidade dedescanzar depois da comida,
pois que era niui sobrio por temperamento e por cal-
culo : sabia que uma nuliicao mu abundante dilli-
culta o exercicio da inlellgenria. Trabalhava ha-
bitualmenlc at cinco horas, depois escolbia na sua
estribara um dos numerosos cavallos que linda
comprado com o Inicio do seu Irabalho ou recebido
cuino presente, e ia pasear fora da cidade duranlo
uma ou duas horas. Nos seus passeios solitarios,
meditava cora descanco nas suas obras futuras ou
rontemplava a paisagera c oh-ervava lodos os acci-
dentes ila luz decrescenle. Foi dorante uma destas
curias ausenriai que os seus discpulos, lendo odlido,
cusa de supplicas, do guarda do sua uflicina a per-
mi-sao de verem uma obra au concluida, apaga-
rain, com os seus brinquedos rslouvados, a cabeza e
a roupagem de uma Virgen). Consternados por es-
la talla. consulUvam entre si acerca dos meios de
repara-la. Entao cobraram animo, e com voz un-
nime deci tu ara que Van Dyck era o uuico capaz de
tornar a piular a cabeza e a roupagem apagadas.
Van Dyck submetlcu-sc aos votos dos cantaradas e
juslficuu-lhes plenamente a contianen. No dia sc-
guinle Rubeus lornou a oceupar-se com a obra nao
concluida sem pensar que Antonio lhe liouvesse
posto mao-, e depois quando soubc da occurrcncia,
deivou de reprehender os nscipulos.
Entre os biograpbos de Kubeus, varios, em vez
de allribuir-lhe a prodigiosa fecundidade ao irresis-
livel impulso do seu talento, pretendern! explicar
pela nvareza, pela cubica, o numero incrivel da
suas obras. Toda a sua vida me parece desmentir
semelhanle aecusazao ou pelo menos refuta-la : elle
Tifia esplndidamente, Iralava-se como principe, e
a sua bolsa nunca estove fechada para os seus ami-
gos. Os seus numerosos rasgosde generosidade para
com seus discpulos e al para cora seus rivaes nao
pcrmiltcmqne se acredite na juslifa destas censuras.
Quando Van Dyck, ao voltar da Italia, ae queixava
da iridioronca dos seus compatriotas e confiava a
seu mostr o seu profundo desanimo, Kubeus com-
pr va-I he 110 mesmo instante todas as suas obras con-
cluidas e nao concluidas. A cubica que se revela
por semelhanle curaportamenlo he cerlamente uma
cohica mui innocente. Disseram que elle avaliava
em florins o Irabalho de cada dia, e lixava o proco
dos seus quadros segundo esle calculo. Casta-me a
crer que esta nolicia seja perfeilamente aollicnlica.
Se lanrm-lhe em rosto algumas contas que nos tem
sido conservadas, ver-se-ha que islo nao se accomo-
da cora o hora senso. Assim a Descida da Cruz,
pintada para a companhia dos arcabuseiros, cusiou
someule dous mil e qualro ceios florins, mais um
par de luvas de olo florins para Isabel Brandl. Se
Kubcns avaliava o dia de trabalho era cem florins,
devera ter concluido em vinte qualro dias esta obra
capital. Fosse qual fosse a sua presteza, a sua dex-
leridade, a cousa nao he crivel. Semelhanle pro-
digio s pode figurar nos contos de fadas. Os seus
T
ITTEB iTURA.
RUBENS A SLA VIDA E AS SUAS OBRAS.
(Conclusao.)
Os Irabalhos de Rubeus foram muilas vezes inler-
rompidoa por missoesdiplomalicas. Nao lenho nada
a dicr acerca da mi-sio que lhe foi confiada por
Vicente de Gonzaza, duque de Mantua, seu primei-
ro protector ua Italia,porque lie de tal sorle insigni-
ficante, que nao merece ser menciona.la. Kubeus,
segundo a opinia dos seus biographos, foi encarre-
gado de levar llespanha magnficos presentes que
o duque destinava a el-rei, isto de, una mui bella
carruagem e sele cavallos de raza. Em verdade,
paracumprir semelhanlemissao, lodus os dous que
possuiao protegido de Vicente de Gonznga eram
perfeilamente inoleis ; nao ha nislo nada que Ilus-
tre una carreira diplomtica. Com ludo quero crer
i(iie a funoees do emhaivador fossem um pouco
alm, e que elle livesse alguma cousa a dizer a el-
rei de llespanha ; mas os biographos nao se digna-
ran) noticiar-nos de que nalureza eram as negocia-
Zes que elle devia encelar 011 concluir. Aquellas
que empreheiideu para o archiduque Alberto ou para
Filippe IV teem uma importancia mui real, e a his-
tofia deve dar conla deltas. Nove annosaantes do
nascimenlo de Kubeus, o sangue dos condes d'Eg-
biographosna receiam aflirmar que elle piutou em
um s dia a Kermesse (feira animal na Hollanda),
que possuimos no l.ouvre. Taes dizem nao mere-
cen) um s momento de atlencao. Pela decorazao
de W'hile-Hall recebeu elle trez mil libras esterli-
nas; por tanto leria acabado esla obra immensa no
e-paco de un auno. Nao ha um jui/.o esclarecido que
se digne acreditar nislo.
Vemos n'uma carta de Kubens dirigida a Peircsc,
celebre antiquario da Proveuca, qae elle se queiva
de ainda nao ter recebido a paga dos aeus Irabalhos
do I.uxembourg, execulados para Maria de Mediis,
e que compara o procedimenlo da rainha mai para
cora sigo com a generosidade de Buckingham. To-
dava reconhece que o casamento de Delnquela de
franca occasinna mai grandes despezas, e que a
demora ein pagar-lhe nao lhe deve attralur a cen-
sura de'avarezi. Se he nesla caria que se bebern)
os elementos da accusacAo dirigida contra Rubeus,
se he ahi que pretcndein encontrar as provas da sua
cubica, elle na lem necessidade de ser defendido.
Por oulro lado, posto que soubesse administrar com
ordem o seu patrimonio e o fruclo dos seus Irabalho-,
elle nao eutdesourava. 'linda vendido ao duque do
lliickingliam a colleccdo que Irouxera da Italia por
de/, mil libras esterlinas, reservando todava para -i
os moldes das estatuas^ dos camafeus e da pedras
gravadas, e por sua morir- os herdeiros encontraran!
em casa delle uma eollecco nova coja venda exce-
den a quinbenlus mil francos. Um avarenlo quo
dispende para seus estudos, para o prazer dos seus
olhos, para a alegra da sua inlelligencia, tres quar-
tus de um milhao, he um avarenlo de nova especie ;
em todo o caso, nao perlcnce certamenle familia
d'Harpagon.
Kubens morrea na idade de scssenla e tres anuo-,
de um accesso de gotta recolhida. Pouces dias an-
tes da sua niorle, senlindo o seu fim aproxiinar-se,
escrevia aoseu compatriota Duquesnoy, que fez para
S. Pedro de Roma a estatua de Santo"Andr: ci Se-
nhor, a sua gloria e celebridade refieclem sobre to-
da a nossa naca. Se a niiulia idade e o gosto fu-
nesto que me devora nao me delivosein aqui, par-
tira agora mesmo erla admirar com os meus pro-
prios olhos cousas tilo dignas de elogios ; mis, visto
mont c de llorn lingira o ca ltale la pracada mu-
nicipalidade de Bruxellas. O inexoravel dominio que nao posso conseguir^esla salisfaSo, pco menos
REPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 2 de Janeiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dilTerentes partiriparoes hoje recebidas ncsta re-
parti, desde 31 de dezembro lindo al hoje cons-
ta lerem sido presos :
A minha ordem, Salusliano Francisco Severino, e
l.oui nc.i de la], e Manoel Joaquim do Nascimenlo,
lodos por furto.
Pola delegacia do primeiro distrelo desle termo,
Pedro Angelo Evangelista, por forte de cavallos.
Pela subdelegara da fregueza do Kecife, o mani-
jo francez Pellegrin Martin, a requsizao do res-
pectivo cnsul, Marcnlino Antonio (miealvos, por
desorden), os marojos Inglezes Charles Vecon, Tho-
maz Bron, Alcxamlrc Camuon, e Thomaz Honpons,
lodo- -ora declararan do motivo, Ilenrique Vieira,
por desobediencia, a preln escrava Maria, sera de-
claracao do motivo, c Joao Baplisla da Kosa, por
ser encontrado com urna faca de pona.
Pela subdelegada da fregueza de Sanio Antonio,
o preto escravo Manoel, por fgido.
Pela subdelecacia da fregueza de S. Jos, Jos
Marlinho Correa de Araujo, para recrula, limbelina
Maria da llora, por furto, Jos Hoque, Joaquim de
Sanl'Anna. Filippe Santiago, < Cosme Barbosa, esle
por tentativa de morir,e aquelles por ebrios, c Joao
Dias. sem declaraz^o "'o motivo.
Pela subdehgacia da fregueza da Boa-Vista, Jos
Antonio Rodrigues, sem dcclaraz-o do motivo, Ma-
ra Barbosa da Cruz, Martellina Brazida Maria do
I' irrao. Mara Florinda de Sanl'Anna. os prelos es-
cravos Beuediclo, Ada, e Paulo Jos Francisco, lo-
dos para correczio.
a alguns rompandeiros que prefera a morteaos sol-
fmnenlos porque ia pasar.
I.c-se no Jornal da llahia :
ii Ha um mez pouco mais ou menos, .por daver
falta de farinlia de Irgo nos depsitos, os padeiros
passaram vender por 80 rs. o pao que anles ven-
diam por 40 e por 40 o que anles vendiam por 20
etc. Esa falla, porm desapparecen, c se na da
abundancia de farinha, 011 se est ella ainda cara,
ora llovida por que lera fallado aos mercados da
Europa os trigos da Kussia, nem por isso da motivo
para se conservar o pfln lie caro como 11'aqiielle*
dias de grande falla. Infelizmente temos lilo fre-
quenles exemplos do mao coslume dos padeiros a es-
le respeilo. Quando uma vez encarecern) pao
rom justo motiva, embora este cesse, a caresta con-
tinua sempre.
Os biscoitos e a bolarha 1 feilos rom farinha
misturada e azeda, que devo causar grandes niales.
Nao queremos noraear as padarius que o tem fei-
lo, mas chamamos sobre esle segundo poni a alten-
cao da zelosa commissao de hygienc, e sobre o pri-
meiro a da policia. porque, he geral e muito justo o
clamor da populagan.
E mil africanos, que devia haver na noile de 24 para
25 do correte la para a Cruz do Cosme : dadas as
providencias necessarias re onlieeeu-su ser elle
falso.
h O Sr. l)r. rdefe de policia embarcou no domin-
go para Sanio Amaro ,1 Iralar de sua saude : ficou em
seu lugar o l)r. delegado do 1 dislricto.
ii Na noit de natal tenlaram arrombar orna porta
que lem tiara o hoce do Gaspar o armazem de caf
dos euhores Gomes & C. da ra da Enrola. A por-
do duque d'Alva deiv-ra era lodos os corazoes urna
iiidclcvel lembranza. Rubeus nao parece ler-se as- \,
sociado aos legtimos resenliinentos de seus compa-
triotas, pois qne elle submelleu sem escrpulo o seu
t denlo ao servico da munarchia hespanhola. Fez
varias viagens a Madrid, a Haya e a Londres, ora
para instruir el-rei de llespanha acerca do lado
dosespirilos nos Paizes Baixos, ora para sondar as
diposizoesda Inglaterra, enterrogando Gerbier, seu
agente diplomtico na Hollanda, ora em fim para
lanzar as bases de una allianca olTensiva e deflVnsi-
va entre as curies de Londres e Madrid. Nao se
pode negar que elle desenvolvesse neslas diversas
missoes verdadeira hahlidade. pois que conseguio
realisar os volos do soberano que o empregava. En-
tretanto nao se pode ver sem tristeza um homcm de
talento volar-se a servizo dos oppressorcs da sua
palria. Os resultados que obleve neslas funecoes
delicadas, que eiigem sempre flexibilidade, destre-
za, perseveranea, e especialmente ponolraca, nao
nospoderiam fascinar acerca do carcter deploran!
do seu papel diplomtico. Verdade he que Joao
Rubeus, que se roudemuara voluntariamente ao
exilio como suspeitu de adlicsilo as doutriiias proteg-
anles, abracara publicamenie a fe catholica para
tornar a entrar nas grazas do archiduque, equea
dedicaran ao dominio he-panhol era para o lilho
urna hora oca de familia ; mas Pedro-Paulo possuia
uma inlelligencia mi ampia, por isso na podia dei-
xar de comprehender toda a ltumli ueste domiuio, e os seus mais sinceros admiradures,
no pao que lhe rcconheccra aptidao singular para
as funezoes dplomalicas.nao podem eximir-sede de-
plorar que elle se deivasse dislralur dos seus Iraba-
lhos de predileeeao, daquellcsque lhe fundaran) re-
(ulazlo, para servir a um governo que Iralava de
uma maneira tao cruel a seu paiz.
Na sua missao a Madrid, foi accumulado de honras
e allences, c o embaixador, festciado por loda a
corle, empregava as horas de descaneo que lhe deixa-
ram as suas funezoes em piular el-rei, a raiuha c os
principan* fidalgos, que se apinhoavam lodos os da*
na sua offlcinn. Um dia, lele de Briganes, depois
que foi rei de Portugal, convidou Kubens a bzer-
Ibe urna visita na sua casi de recrcio cm Villa-Vi-
ciosa. Rui,cus part con) inna numerosa commi-
liva de fidalgos liespanhes e flamengos. O futuro
re, leudo nolicia da numerosa escolla que o acom-
panhava, enviou-lhe um dos seus corlesans para les-
teraunhar-lhe o pezarque linha de nao poder epe-
ra-lo; segundo dizia,lora chamado a Lisboa por ne-
gocios da ultima importancia. Em verdade, s a
avareza diclara estas desculpas mentirosas; recenva
ler de sustentar muila gente. Como o raensageire
do Joo de Itraaanca oflereresse a Rubeus uma bol-
sa com cincuenta piastras para as despezas da sua
viagem : Agradeza a sua alteza, respondeu o em-
baixador riudo-se, mclli mil pistolas nas algibeiras
anles de por-me a caminho. a
A sua ultima missao em Haya foi assignalada por
um episodio desagradare! cl" freu cruelmente. Como elle parta para seu po(o
com as inslruccocs escripias que a archiduqueza lhe
confiara, a nobreza llamo* -a reclamou enrgicamen-
te coutra a sua nomeaco, e o duque ifArschul foi
encarregado da substilui-ln. Kubens devia entre-
gar-lhc as inslruczcs. Nesla occasiao, o duque ea-
creveu-lhc uma caria que nos foi conservada, e que
de um verdadeiro modelo de impertinencia, senao
de bello eslylo : Espanta-mc, Ide diz elle, que to-
masse a liberdade de escrevrr-me, em vez de vir
prorurar-me em pesoa na lasca onde fui duas vezes
cspera-lo. Nao se esqueza para o futuro da distan-
cia que separa a pessoai da sua cathegoria cas pes-
soas da minda. llutieus devomu esla affronta e en-
trecot) as instrucees. Tinda sido enobrreido por
Filippe IV, e possuimos os seus brasrs d'annas ;
mas era apenas cavalleiro. e o duque d'Arscliol nao
ignorava que todos os anlepassadosde Kubeus,desde
1350 al seu av, liitham sido curtidores, que, seu
espero ler a satisfar de o tornar a ver iucessante-
mente entre mi-, c eslou cerlo que um dia a nossa
chara palria e glorificar das obras com que o seu
talento a-lem euriquecido. Praza aos ecos que islo
aconteca antes que a morle, que em breve me fe-
chara os blhos para sempre, me privedo prazer inex-
priraivel de contemplar as mar.ivillias que cxecula
essa mao hbil, qne beijo do intimo do meu coraran!
(Antuerpia, 17 de abril de 1640.) O receio mani-
festad nesla caria foi em breve justificado. Ru-
beus exprava a 30 da mai de 1640 ; fizeranr-se-lhe
magnificas exequias ; magistrados, clero, nobre/a,
burguezia, toda a popalacSo seguio o seu fretro al
a igreja d S. Thiago, onde foi enllocado no carueiro
da familia Fourmcut, e tres dias depois celcbrou-.se
em sua honra um servico ruja pompa lisongera o
orgulho das mais sobordas familias.
He esla cerlamente uma vida mui completa. Es-
le humera prodigioso nao esleve um s dia inactivo.
Enlrelinha uma correspondencia com os bumeus
mais omnenles da Europa. Como se livesse tema-
do por guia a phrasede Carlos Quinto sobre os ho-
mens que conhecem a fondo varias linguas, linha
aprendido cedo e fnllava familiarmente flamcngo,
iuglez, alloma, francez, italiano, he-panhol e latina.
Estudara quasi cora igual ardor quasi todas as par-
les da sciencia humana; era pintor primeiro que lu-
do, mas fallava romo hornera esclarecido sobre as
quesioos mais diversa-. Apezar do' immenso Harne-
ro das suas obras, nao he verdade que se liouvesse
abandonado aos azares do improviso, como se com-
pra/era cm repetir lanos espirilos frivolos. A me-
dilarao na lhe era desconbecida, e se saboriou to-
das as delicias do poder cre.idor,prepnrari-se;para ela
formidavcl actividade por longos estudos, pelateoli-
licidadc de lodos os instantes ; mas comprara e-la
felicidade, e nao a linha adiado na estrada. Se el-
le receben do ceo o genio, fecundou-n por um Ira-
balho obstinado. Interrogara com olhos vidos ro-
dos os meslres da escola italiana. Nao pnupara na-
da pira roubar-lbes o -ogredo, e abrarav.i rom o
pcnsamcnlo a historia iuteira da arle, desde l'hidias
ale Miguel Angelo. Entretanto nao uos devemos il-
ludir aceren dos limites da sua fecundidade. Por
maior que fosse o poder do seu talento, nunca le-
ria lempo para pintar todos os quadros que lem o
sen nome. Quando Irarava urna composizo, con-
fiara-a aos discpulo- que a esboravam, que muilas
vezes at a eieetavam quasi toda, ccomo sabia C6-
colher a proposito os seu auxiliares, poda acaha-l.i
em alguns dias. Esle inellHido, que he o nico
que pude explicar o numero das suas obra, tem por
mais de uma ve/, despertado a dcsronlaiica dos ig-
norantes. Cm conego que lhe hara encmmciida-
dnutnqudro de igreja, vendo tres quarlos da obra
feilos sem que o ne.stre apparecesse, escrcveu-lhe
para queixar-se : He um quadro da sua 111.10 quo
quero, di/.a-lhe elle ; o dono ajusle lea sem efleilo;
e o senhor abandonar a ohra ao seus discpulos, u
Kubens leve grande dilliculdade era Iranqinllsar o
conego. O comprador s compreliendrn a inju-iica
d,os seus receios, vendo a obra terminada ernsua
presenra pela mlo do mestre. .
Enumerar os quadrus a que elle deu o seu nome,
e que boje ornara as principara galeras da Europa,
fora um Irabalho sem proveilo para o leitor. O ca-
talogo de Sirilh, que servio de liase a lodas as
publicazes desle genero, eleva-os cima de
mil e trezentos. Ser-nns-ha suflkicule para
avallar-ihe o talento, para apauhar-lhe o cac-
ler, para delermnar-llie o alcance, csculher
ncs.le catalogo Imniense as compositor- que revelan)
de urna maneira brilbanle as direisai faces itela
vasta inlelligencia, que abracara com igual relicida-
dc lodas as parles da pinluia.
A primeira que se aprsenla ao pensamenlo, a
mais celebre ua historia, esi.i doje eollora la na ca-
Idedral de Antuerpia ; quero fallar da Descida da

miitii nnn


i c-iiiiithiuijbu, yuHiuu o rcinn ul jniifnu uc loau.
r
i
t
ii
Cru;. He da ordinario a esta composicao que os
admiradores o adversario de Rubens pedem os seus
argumento*. Esla obra he certaraente ama das mala
impdanles, urna das mais preciosas que elle pro-
daa o. Para nos servir de urna locuelo familiar os
escriplores italianos, a Descida da Cruz he por si
su urna escola de pin'ura. Se Ihc nao contem todo
o genio, pelo menos nos mostra a melhor parte del-
lo ; anda quando su livesse produiido esta obra,
sena contado enlre 03 maiures mestres da sita arle. A
composicjlo lie cheia de granden e de.simplicidade.
Dous operarios collocados no verlice da cruz, susten-
tara nos deules a mortallia do Christo, e enm as mAns
Iteres acompanham o corpo do crucificado. Jos
de Armalhea o Nicodemos suslenlam-o nos bracos.
S. Joilo em p junio a crin, delroulo da Yiraeni
.Ai, coadjuva-us no complemento desle pi dever.
Um dos pes de Christo descanta sobre o hombro de
Magdalena ajoelhada. Salom, acocorado por Irai
de Magdalena, comleuipla com olhosespavoridos es-
te doloroso espectculo, Fora difficil imaginar urna
scena mais palhelica e mais simplesmente Iraduiida.
O corpo deCliristo.modelada coni'rara,elegancia,nao
tom nsda lliealral. A cabera se inclina sobre o
peilo, todo o corpo se abate, e lodos os membros es-
lo inleiricados pela mortc.
A ronsollar-se somante a realidade, abstrahindo
do qualquer doulrina, releva confessar que Kubens,
"osla obra, se rollocou ao lado do pintores mais ha-
bis. Seja qual for a predilerro que nos arrnste,
quur a nossa sympall.ia perleura lloren.; 1 ou Ro-
ma, a Veneza, a I'arma ou a Milao, filamos des-
lumhrados pela audacia das altitudes, pela sciencia
profunda que se manifcsla em ludas asparles desle
quadro ; mas niu he esle o nico mrito que a re-
commenda. Dislinauir smenle na Den-ida da Crui
a expressu da realid.ide, he nao comprehende-la.
lia nesla composiciio alguma cou*a mais do que uina
exacta imitaran da forma humana. A dor da Virgem
he uma dor verdadeira, dor que rasga as cutranias.
Podi-se discutir com descanro a elegancia do ves-
tuario, nunca so podera negar com boa f o carcter
palhetico da rabera. A dor de Magdalena, tao ver-
dadeira como a dor da Virgem, he marcada com
oulro carcter; ha na peccadora convertida uma tris-
teza apaixonuda. O hombro que recebe o pe do
Christo suscitou iras que Gasta-roe a compreheuder.
Os puristas julgavam-na vutaar. Por mais que me-
dite nesta censura ioconcehivcl, nAo posso atinar o
modo porque poderiam ju-lilica-la. Vejo nesle mo-
vimenlo uina faisca de genio. A piodade de Magda-
lena nao pode assemelliar-se i de Mara asna dor
indi nao couliece a resiinarau. I)e joclhos aos ps
do Crajufiradu, com os cabellos esparsos, indigna-se
lano qoanto se affliao com a mortc do Chrislo ; as
sua- lacrimas ha quasi tanta colera quanta de-olacn...
Quer loctr no corpu do Chrislos ser um movmen-
lo que nuende ogoslo e revolla a piedado '.' Nao le-
vein a mal os espirilns impertinentes o que digo,
nem nislo vej 1 ni cousa que e pareca com lima pro-
fanarlo. Accusam S. JnAo, o discpulo querido, col-
Inca lo dianle do espectador em una altitude lliea-
lral. Esqnecem-se 011 lingem esquecer que a sua al-
titude su explica e justifica pela aeran que elle rea-
lisa. NSnse curva para ostentar a elegaucia das for-
mas, inclioa-se para Iraz para sustentar com mais
firmeza ni pernas do Christo. O otilar, litado sobre a
Virgem, prime ao mesmo lempo a affliceao e a
esperanen. Parece que diz Mi lacrimosa : a O
tea fdho rio rnorreu inleiramente ; resisna-le, um
dia ser-fo-ha restituido. Jos d'Anmalhea e Ni-
codemns precnchem o seu piedoso dever com tai
gravidade, que revela f profunda. O cadver que
sustentan) nos bracos, nao he para ellcs um cadver
qae a trra deva guardar, uma presa entregue i cor-
ruprjto. Crcem firmemente a resorreirao do Cru-
xilicado ; seu mestre nao est perdido para sempre.
A exprs*o dos seus semblantes nada aprsenla
que deva i-spantar-nos; a gravdade nao he a indif-
ferenca ; eperara, e, se anda nao eslao consolados
nao desanimaram. Ouantn aos operarios, colloca-
dos -obre verdee da cruz.deveremos admirar-nosque
os semblantes nao respirem a dor ? Para estes, o
Chrislo nao he mais que nm fardo que sustentara,
svem nesle cadver um salario a ganhar. A sua
total indifferen^a, que nao pretendo contestar, nao
poteisa de julilicac-o.
Assiro, enlre as nove figuras de que se compile
este quadro, nao ha uma que se nAo recommende
pela ventado: movmenlo de corpos, expressao de
caberas, lud he concebido com sciencia, traduzido
com adelidade. Deixemns em paz os declamadores
que so querco) ver na nacida da Cruz uma scena
pagua. N3o perturbemos n iriumplm pueril que pa-
rece turna-lc* tao soherhos. A ouvi-los, lamentan)
nao dcscobrir no corpo do Chrislo o sisones eviden-
tes de prxima rossurreicao. O que significa essa
engenhosa censura, se nao que desejariam um rada-
ver de natureza at aqu desconhcido, um cadver
que nao fossi> lolaimente invadido pela morte ? R-
beos seria uin pago, porque o corpo do Chrislo se
abale enlre Oraros de Nicodemuse de Jos, por
que as pernasja uao poden] suslenta-lo, por que o
sansue ja nao circula sob essa carne inanimada '.' O
sansue recolhido n'um vaso, o qual j est coalhado,
revolla a piecade dellcs. En nao lentaria applacar-
Ihes a tolera. Applaudam-se muilo embora per es-
sa m.ir.'.vilhns I descoherla, gloriliqncm-se da sua sa-
gacidad e: o p aanismo de Ruhens nAo chega at mi-
nha inlelligencia; para penetrar esse myslerio de
ii.iquidnde, h : misler snm duv la possuir um sen-
tido quo me I lita. Se pretenden) dizer que o Stbat
Maler do convenio de Marcos em Florenca res-
pira uma pieilade mais fervorosa que a Descida da
Cruz, coueeerei voluntariamente', mas entre esla
cnucessAo, qu'-o bom senso, que a evidencia me or-
dena, e a aa usarSo que. acabo de enunciar, o in-
lervallo he demasiado grande para que seja possjyol
enche-Ie. Ouer Rubn seja coislanlcmeiilc preoc-
cupado da sin arle, quir, na propria representaran
de uma scena consagrar a pela f chrislaa, nunca se
esquera de se luzr, de fascinar os olhos, reconheco-o
sem hesila~; toas son ferrado a aflirroar ao inesmo
lempo que na Descida niencia i Uun.a, que coinprendeu todas as condicAes
do objecio, que inlerpr;lou com eloquencia a dar de
Maris, de Magdalena e de S. Joao. Se a Descida
da Cruz da alhedral de Antuerpia nao commove
" tan profundamente como o Stabat .Water do con-
venio de S. Marcos, nio he culpa de Ruhens, he
culpa do sen lempo. I'ilippe II contara com o car-
rasco para lir oar com o inesmo golpe a autoridade
da igreja o a sua autor dade. A historia demonstra
mui claramente que elle se enganava. A sua inexo-
ravel crurldatle, Baixos, digo: da repnvaeio de lodos os coraroes
generosos, es|uta com razo a todos os espiritos
esclarecidos m um gresseiro dc desperta a f. A piedado de Ruhens nAo era a | le-
da.le de um anachoreta ou de um cruzado; mas nao
ha na Descida da Crui liada que pos-a assustar 011
espantar n pie lade mais sincera.
A Cruc/Scaroo de S. Pedro, collocada boje em
Colonha', nao na cathedial, como dime recenlemen-
to um cicriplir mal in orinado, mas na modesla
igrrja H S. P idro, nao oiTcrece um exame menos
iiileressanle qua a Descida da Cruz. Foi uma das
iiilimas obras, lalvez a ul'ima, do mslre flamengo ;
mas com oceupa um luear separado entre as suas
romposin)es religiosas, cono uo leni menos impor-
tancia qua a lelt de que Aulaerpia, e que se recoinmendaaltencao ilos co-
njiecedores por uma execucito inleirainenle difTeren-
e, nao ereio dev ir levar em conla a chronologia, e
de-do j van ten ar caraclerita-la. A fabrica de.S.
Pedro de Colonha comprjhende o immens 1 valor
desle quadro, fez de He um bjecto de especularan.
Os visitadores que entrara na igreja s observan! 110
altar mor uma copia da composieAo do Rbeos ;
um annuncio esrriplo emires linguas adveile aoa
curiosos que cites lem do pasar meiotbaler para ver
o original. M. Gacliel pnblieoii recenlemenle duas
carias de Kubens pie so referem i historia dcste
quadro e Ihe eipli-ain n carcter especial. Qualro
anuos antes da sea morte, reeebia elle uma caria
asignada cora u noinede Uenrce van Geldorp, pin-
tor flamengo, eslab-ilcc-du em Inglaterra bavia al-
gunsannos. Tratan se de um quadro de aliar tira-
do em vida de S. Pedro. Rubcus sohrecarregado d
eucommendas, nem seaipre p >dia responder imme-
di llmente ao-seus numernos correspondentes. S
respnn leu a (ieorge van Geldorp no anno seguinle,
e prupoz-lhe a Crucificaran de .S. Ped'o. Espera va
encontrar no suplid > desusado do marlyr novos ef-
feKos. Todava, anle do tomar uma resoluc.ao, per-
gunlava quaes seriam as dimonsoes da tela, julgnmlo
com razAo que esta cnndiriio, i'ileirameule material,
devia determinar a rscolba do assumplo. Ao princi-
pio se espantara de vnr clicgar-llie de Londres seme-
Ihante encommenda Nao compreliendia que uina
ridade protestante quizesso ler um quadro de altar.
i loando souho (pie (icorge van Geldorp Ihe escreve-
ra por parle de jabadi, celebre amador de Colouha,
resolveu c\coder-se. A Crueificarao de S. Pedro
Ihe liaba sednzido a imaginario ; preteudia traa-
la com dcicaneoc dar nesla obra a medida comple-
ta do seu saber, e por bao nAo se da,va presaa em
conclat-U. Apesarda prodigiosa rapidez que Ihe era
familiar, anda nAo a lerminou em 1SW. Genrge
van Geldorp convido J a um dos seus amigos de A11-
luerpi.., I.emens, paia ver em que estado eslava o
quadro proincllido a Jal k li. Ruhens desla vez se
den presea em responder. Eslava salisfeito com a
sua nova composirai; juluava ler conseguido um
bom resudado, e nenwva que ella seria contada en-
lre as suas mais bellas obras ; mas nao quera que
lhc dessem pressa, c pedia lempo para acabalan
seu modo. Depois da ma morle, os herdeiros cn-
eontraram a obra concluida na sua ollicina, en
Criicificirao de.S. Ptdro fui comprada porcoula de
Jahuel).
Nao rrelendo concluir (lascarlas publicadas por
M. Gacliet que Rabeas livesse Irnbalhadoqualro an-
uos nele quadro : seria desnaturar o sentidodestes
lorumentos. NAo era certainenle a nica c imposi-
1 ao (pie oceupasse ; mas como cite tinha de con-
iealar-M, c como as uicessidades da vida material
lio o obrisavara a s!|iarar-se da obra antea de ler
realisai'o toda a sua vunlade. tomava-a, deixavi-a c
lornav,-, a tomar, csqnecia-i durante algumas sema-
nas para preocrupar-so delta com mais inlcre-.se e
lihcrdade. He um moihodo excellenle ; infelizmen-
le-nAo be dado a lodos os artistas segui-lo ; a liher-
dade no Iralialho he um privilegio que s perlence
an pequeo numero. Kubens aprnveitou-se delle
dignamente. Todas a partes do seu quadro sao Ira-
la las rom um cuidado escrupuloso, com l.il oxacli-
dAo, con) lal precisan que espanta os seus mais fer-
vorosos admira lores. Sem que prelenda coiloear a
Cru-i'feariio de S. Pedro cima da Descida da
Cruz, pens que he preciso ler visto o primeiro
desles dous pedamos para apreciar jostamente o saber
deste poderoso mestre. A considerar someule a in-
venca.), elle produiio muilasobras da mcsnn or-
dein ; mas se quizermos fallar da cxecueAo, a mor
parle das suas obras, comparadas com a Crucifica-
; o t/i' S. Pedro, parecerAo nao acabadas. Pureza
dos contornos, delicadeza do modelo, conveniencia
dos movimenlos. ludo se acha reunido uesla adniira-
vel composieAo. NAo fallo do esplendor do colorido.
Seria fora de proposito comparar, sob esta rclacjlo, a
Crucificaran e a Descida da Cruz, pnrqne esle qua-
dro jnAo he hojeo que era ao sabir das m.los do
autor. Oh! elle soffreu como malta* outras obras
primas os nlh ase- de uma mao inhbil que preten-
da remoea-lo erestituir-lhe o primitivo hrilho. I'oi
reparado como entre nos Sesueur, .Nicolao I'oussin
e Andr del Sarlo. Portanlo nAo he permitlido boje
fallar do colorido da Descida da Cruz ; (cariamos
expostos a por na conla de lquens os estranhos ca-
prichos dos reparadores.
He escusadu recordar que S. Pedro foi erncificado
de cabera para baixo. Eis-aqui como sao dispostas
as personagens no quadro de Colonha : a esquerda
do martyr,. um algoz de joelhes linca a cruz no
chao ; oulro direila, sustenta a mAo esquerda do
supliciado ; outros Ircs atnm-lhe os ps c os pre-
gam cruz._ Como se v, esto dado aprsenla nu-
merosas difliculdades. Para que uiucuem commella
falla altima quando o analysa, (leve possuir uma
sciencia profunda, nAo isnorar iienlium dossesredos
da anatoma, eseprevinir muilo contra a exagora-
(io. Ora Ruhens nAo despre/.u nada para salisfa-
zer a todas eslas condieoes. NSo s soulio communi-
car ars alguzes a selvagem enersia que Ibes perlen-
ce, 11A0 s escreveu no rosln do marlyr a resigna-
rao e a f, mas Iraduzio com maraviliiosa lidelida-
de oenlumeciinenlo das veias e o movimento da luz
sobre o corpo de S. Pedro. NAo ha signal de exage-
raran ; toda a lisura se dislinguo pela simplicidade.
He evidente para todos aquelles que tcm esludado
com aiiencao esle quadro que Ruhens couservou at
os ltimos momentos todo o poder das suas facilida-
des ; Ticiano, que Iralou do inesmo assumplo na sua
velhice, nem sempre se mostra* igual a si mesmo ;
verdade he que elle linda pialara na idade de
nvenla e nove annos, quando foi roubado pela pes-
te. N'uma idade tao avanrada, be mui diflicil ma-
nejar o pincel com mao legara ; a composicao que
vi ha pouros anuos na academia de Veneza, e que es-
t boje collocada n'uma igreja, revela mui claramen-
te inaoja enfraquecida. Entre a Crucificaco de
Colonha c a Descida da Cruz de Antuerpia], nao
ha diilerene.i alguiiia para a riqueza da inveneao ;
a mAo do mestre sexagenario he lAo legara* lit fir-
me como a mAo do joven mestre ao vollar de Italia ;
o seu saber cresceu sem arrcfeccr-lhe a imaginarau.
Deveremos nos lamentar que Rabeos nAo hoa-
rosie ti atado todas as suas obras com o mesmo cui-
dado que a Crucificaran de S. Pedro '. Devore-
mos us deplorar a rapidez com quo elle cxecula-
va os sens Irabalhos ".' Eslou lonse de pensa-lo. Af-
Rigir-se alsuem com esla rapidez lAo prodiciosa.
que varios biographos ainda teem exaaerado.be nAo
compreheuder a verdadeira nalurcza deste feliz en-
senho. Para se revelar plcuamcnie, tinha ncres-
sida.lcde multiplicar as suas obras, de exprimir o
seu poder soh formas incessanlemcnle renovadas.
Para cortos espiritos, ainda de ordem mais elevada,
a lenlidAo he uma nece-sidade ; para outros espiri-
tos de ordem igual, a lenlidAo nao seria as mais das
vezes se nAo um soffrimento sem proveilo, c R-
beos era desles ltimos, pois quo nao nos (levemos
Iludir sobre a verdadeira duracAo dn seu ultimo
trabalhn : posta que e passasemquatro anuos inlei-
ros entre c comeco e o fin desle quadro, nao he
provavelqueo autor huiivesse renunciado, ao we-
cula-lo, os seus processos ordinarios. Cada uma
das figuras de que se compe foi sem duvida mo-
delada rpidamente, se levarmos somcnle em conla
o lempo empregado com cada pedaeo ; mas o pin-
tor os abandooavae os tornara lomar mais de uma
vez anles de acaba-los, e IrabalhanJo depressa, elle
parece ler Irabalhado de vagar.
Se fosse permitlido lomar em con na censura feila a Ruhens pelos seus detractores, se
fosse necessario provar por um argumento peremp-
torio a exlensao e profundeza do seu saber, se en-
contrara na Crucificneao de S. Pedro uma res-
posli victoriosa. Tem-sc dito muilas vezes e oueo
dizer lodos os das que o maiordos mestres fiame-
sos nito sabe dezenhar. Esla accusaro trivial seria
facilniculo refutada pela Descida da' Cruz ; mas o
quadro de Colonha demonslra ainda melhor que o
quadro de Antuerpia que em caso de necess-idade
o autor sabia sorprender o contorno das suas fi-
guras, modelar com mimo as parles mais delicadas
sem nada perder do seu esplendor habitual. A Cru-
cificacHo de S. Pedro be de nm dezenho enrgico,
elegante e puro ; para nega lo, be misler renunciar
a boa f. Compreucndo sem difliculdade que as
formas escolhidas pelo autor nlo asradam a lodos ;
be uma verdade reconbecida ha muilo lempo que
a forra se manifiesta as suas cnmposircs mais ve-
zes que a craca ; nem he permellido negar que mais
de uma vez criticara o contorno ao colorido, mas
nAo obrara asim pur ignorancia. Se prefera o es-
plendor a pitaflo, nAo tinha para com a escolha
das liuhaso desprezo que se Ihe altrhue as mais
das vezes ; condeca loda a Importancia do desenlio
e u estudara com ardor ; -rnenle ludia una ma-
neira de ver e Iraduzr a nalureza que Ihe pcrlen-
cia e que dava a todas as suas personagens um ca-
rcter especial. Entre os seus numerosos delracto-
rea, lia mais de um que loma a sua originalidade
por prova de ignorancia. Rubcus provou muilas
vezes que conhecia lodos o segredos da forma hu-
mana, mas uunca provou lAo claramente como na
Crucificaco de S. Pedro. A elegancia de S. Joilo
e de Salom, o Ironco inlairo do Chrislo na Desci-
da da Cruz, polcm ser avocados como tesleinu-
nhos brilhanles do seu saber. Ha-nesla obra im-
morlal uma escolha de linhas ojo cos^o mais severo
nao podara offender-se ; as proprias pernos do
Chrislo, rujo movimeulo aglou lana) colera enlre
aquelles que somcnle pretenden) poshiir o segredo
da harmonia linear. 11A0 parecem merecer a repro-
vacao que as fulminou, porque sao verdadeiras no
sentido dramtico e 110 sentido anatmico. Todava
a Crucificaran de S, Pedro, prova anda melhor a
iujusliea da accusacSo que recordei.
A galera do I.ouvro edificara os adversarios de
Rbeas, se se dlgotsaem contemplar, em vez de de-
clamar, desviando os olhos com desprezo; Antuer-
pia e Colonha acabariam a sna conversan, se nAo
estvessem resolvidosn negar syslcmiticamentc o sa-
ber deste mestre illuslre. A analyse dos dousqua-
dros do quo acabo de fallar 11A0 pode deixar duvida
alguma aos espiritos sinceros que se djo ao Irabalho
de esclarecer-se antes de aftirmar ou negar ; mas
este methodo, ensinado pelo hom senso, 11A0 convem
aos delractores de Ruhens ; acham mais commodo
coudemna-lo como ignorante, amaldiroa-lo como
um llegelo. sem ir visitar Autuerpia c Colonha. NAo
querem expor a pureza ilaa donlrinas que professam
aos'perisos de lal exame ; verdade he que a lgica
mais vulaar reprova seinelhinle ohstinacAo. De-
clarara venenozo o fruclo que recusam provar ;
mas porque razAo pro vari a m clles visto que sabem
de onlemao que he um veneno t E nem temem as
nossas pa'.avras por um brinco de imaginario : se
dou a discussAo a forma da zomharin, ha porque he
dlliril que a gente fique serio quando ouve dizer
que Ruhens nAo sabe desenliar.
Em 1620, Mara de Mediis, se tendo reconcilia-
do com seu (Ibo l.uiz XIII em Angoulme, quiz
consagrareste feli: acnntecimeuto n'uma serie de
quadros destinados a decorai a seu novo palacio do
l.nxemburg. Pela rerommendarao do barao de
Vicq, emhaixador dos Paizc*-Baixos em Pars, ella
fez.escolha de Kubens. Esla preciosa colleccao est
boje collocada na galera do l.ouvre. Cerlamenle
nAo se pode kiuvar ludo nesla serie de compusiroes;
ha mais de um episodio que o golo nSo poderia
a aprovar. A mistura das idiiaschrislAas e das ideas
pasAas be pelo menos um capricho singular. Com
ludo estou longe de partilhar a colera dos historia-
dores que censuran) de uina manen a absoluta o em-
prcuo da allegoria. Dnvdo muilo que a represen-
(arAo Iliteraria dos faclos livesse ministrado ao pin-
tor viole composirdes de grande nteresse. Se a
allesoria considerada do uma forma aeral offerece
ao pincel numeroso-penaos, ao espectador mais de
um enigma a adevinhar, "todava iiinsuem pode ne-
gar que ella nAo serve para poetisar fados as vezes
mui prosaicos. Maria de Mediis enconlrava na
sua vida o assumplo de uma epopea, Ruhens nAo
era totalmente da mesma opiniAo. Nao julgava po-
der realisar o voloda lainha-inAi sem o sorcorro da
alegora. Se algumas vezes se deixou amalar por
invenroes extravagante-, que se nao comprehen-
dem fcilmente sem a leitura do prosramma, com
ludo releva confessar que a biographia de Mana de
Medris, lomada no seu complexo, so recommenda
pela grandeza, pelo esplendor c pela novnlade. NAo
lentarei justificar a presenea de Nepluno em Marse-
lba defrontedo bispo ; mas asadmiraveis sercijs,
quo brinravain no mera das ondas cujos hom-
bros e cujas ancas revelara tanta,forra e moci-
dade, o peilo palpitante onde a luz 'scinlilla. os
olhos ardenles, as ventas dilatadas o voluptuosas que
convidara o desejo, os triles que Ibes servem de
comitiva, terae sempre um ohjeclo de espanto e a-
nalyse para aquelles quo gosl.nn da pintura. Nao
contesto que Nepluno e o hispo de Marsclha se a-
chem um puco espantados dse encontrar mas
como teria cfi animo decondemnar o capricho a que
llevemos c*tas encantadoras sereias, estes maravi-
llosos triles? Ruhens nunca creou nada mais
bello ; nunca a pintora exprimi a carne palpitante
o o esplendor da luz. Muilo embora se afflqam.es
puri-las por causa dessa munslruosa allianea, inuito
embora aecusem a obra de profanaran, nAo teman-i
tranquillisa-lns, porque o mais simples bom senso
ohriga-iue a dar-Ibes razAo no dominio das ideas.
Cerlamenle, Nepluno, os triles e as lereiasqoe cer-
cam a aalera queconduz para I-'rauea Mara de Me-
diis serao sempre paraos lumen, de R01I0 ama
phanlasia singular, e com ludo a cltegada da rainhu
he um dos mais admirareis quadros de que a histo-
ria faz menro. Poile-se eondemna-ioem nome das
conveniencias que a pintura deve espeilar, tssim
romo a poesa : se alleudcrmos -rnenle a belleza
das fisuras devenios absolve-ln a slorilica-lo.
NAo scrci mais indiilgenle para com a manera
porque Ruhens represcnlou a Cidade de f.yao indo
ao encontr de el-rei e da rainha. Dous lees jun-
gidos e conduzidos por amores sAo ccrlameule um
emblema siugular, o hom senso e o goslo poderiam
desojar alauma cousa melhor ; mas" llenrique IV
e Maria de Mediis, sob a figura de Jpiter c de
Juno, desarmara sem esforz os mais severos juizes.
Que l graca o magestade Nao se devera per-
doar esle cmpreslimo lomado ao Olympo, ao ver-se
o prodigioso partido qne o autor souho tirar da fal-
la que comnieltera '!
pa Como ordena, romo impOe o perd.lo pela an-
dara do desenlio, pelo esplendor do colorido !
NAo levarei mais longe esla apologa da allesoria,
porque e leilor acabar sem difliculdade oque co-
mecei. Em todas as composiroes em que o autor
violou as leis dos goslo, Iralou da juslificar-sn pela
energa da expressao, pelo encanlo da cor. Resol-
vido a poetisar lodos os assumptos que lhc mnis-
Irou a vida de Maria de .Mediis, 11A0 recua ante
lemeridade alguma : emblemas Mglos, emblemas
cbrislaos, ludo heboin para elle, com lano quD
aclie para mostrar o poder do seu pincel : Nicolao
I'oussin nunca hornera commellido semelhaulcs des-
prezos ; mas so Kubens rede o passo a Nicolao
Poussin no dominio da philosoplna, como elle o ex-
cede no dominio da pintara Em balde se Ilude,
multiplica as Tallas, ultraja o goslo: ha as suas fi-
suras da mulber lauta flexibildade* c graca, as
suas figuras de boniem lana energa e altivez, que
a gente he forrada a admira-lo, condcninando-lhe
ao mesmo lempo os Capricho'.
Ha na I ida de Maria de Medicii varios episodi-
os cm que o goslo nAo encontr nada quo censure.
Ser-me-ha sullieienlc citar llenrique II runflando
(i rainha o governn dn reino. (Jue terna c palhe-
lica mageslade no semblante, na altitude da rainha I
Ouo arodanienlo e confianza no movimento e na
phvsionomia de el-rei Deposita as maos da ra-
inha o globo, symholo do poder; ahandoiiaiulo-lhe
os destinos da l-'ranca sem inqiiii-larAo. sera hesila-
CAo, persuadido de que esle precioso deposito ser
lielmenle guardado. Dar-sc-ha que se possa dese-
jar, que se possa souhar dous mais bellos retratos?
Sera possvel dar mais verdade a expressao dos sen-
timenlos, mais natureza e vivacidade aos movmen-
losj? E como se poder louvar dianamcnle a figura
do mulber collocada a esquerda da rainha ? A bel-
leza dos hombros, a transparencia das faces, a fres-
cura dos labios, a serenidade do olhar, deslumhran)
lodas as vislas. Em presenea de taes maravilhas.
como 11A0 puderemos esqucci-r as fallas que o bom
senso revela na l'ida de Maria de Mediis '!
Esla serie de romposii.cs biographicas foi con-
cluida, segundo o leslemunho de Michel em dons
anuos, segundo Walpole em (res anuo-. Ja disse
o que se deve pensar desta prodigiosa fecundidade,
a que limites couvin rediizi-la. Os esbocos fcilos
em Paris por Ruhens, soh os olhos da rainha mal,
que ia muilas vezes visila-ln n.i oflicina, foram
execulados em Antuerpia pelos discpulo-. Ila-ta
rilar-ibes os uomes para reduiir o prodigio s pro-
porcoes da verosimilhani;a : Van Dyik, Jordaens,
Ga-pard, de Craver, vaa Egmont, Diepenbcrk. Cor-
neille Schul, Erasmo Guellvn, Momper, Vildets,
l.ucas van t.'den, Francisco' Sneyders, tradu/.iain
lielmenle o pcu-ainenlo do mslre." Com laes auxi-
liares, Kubens pedia conlenlar a lodos os soberanos
da Europa e decorar em poneos annos os palacios
de l.uxembours. do Escurial c de While-llall.
Enlre as mienta e seis cartas de Kubens publica-
das em Bruxellas por M. Gachel, cnconlram-se
varas que se referem .i galera de Mediis, e que
sAo dirigidas 011 a Pciresr, 011 a Valavs. O casa-
menlo.de Henriqncta dn Franca eom Carlos I. or-
cupava cnlo todos os pensaineulos da rainha mal,
e o protegido do bario de Vicq esperava a pasa dos
seus Irabalhos. Pcrsunla aos seus correspondentes
se Ihe podera dar noticias do abbade de S. Am-
brosio, personagem acreditada p.-ranle a rainha mai.
que devia aprestar o pagamento dos seus quadros.
He cerlo que eslas caria* to paciencia, mas nao provain a cubica de que fallara
alguns biographos. He dejagradavel que estes no-
vos documentos, por oulro lado lAo interesantes,
pois que dosmoitram a errodicjto eiievrlopcdica de
Kubens, nAo nos communique nada acerca da com-
posieAo da galern do l.uxembours. Ao lado de ama
(!isserlarAu sobre os IraliaibosnuuiismalicosdeGoll/.io,
desejaramos encontrar alsiuna-particularidades sobre
a vida de Ruhens em Par-, sobre as suas conversas
coma rainha mai cum as damas da curte. Fora cu-
rioso saber se a allegara cntrava nos gustos pessoaes
de alaria de Mediis, seo pintor seauio ou'comba-
leu lhc us cuuscllios, porque una rainha quasi que
nAo pode er.rar n'uma oflicina sem dar a sua opi-
niAo. Semclhanlo noticia teria para nos mais i nte-
resse do que a auecdola acerca da duqueza do Gu-
mne referida por um dos biographos de Ruhens.
Que M. de Raiilru lenha presentado Kubens ao
circulo da corte, que a rainha mAi Ihe lenha per-
gontado o nome da mais formosa, c que elle lenha
respondido : Se eu fosse Pris, dara o pomo
dnqueza de Gumne, esla narradlo prova que
Rubens, posto que hbil eorteaSo, nAo se julgava
ol usado a preferir a formosura da rainha a formo-
suradas suas damas d'lionor. Prefcriramos nuvi-lo
fallar da sua aile, c dizer-Uos porquo razao, ao re-
Iratar-nos a vida de Maria de Mediis, nao se limi-
lou ;i historia. Poslo que 11A0 seja dlIRcil adevinhar
o motivo que o decidi a lomar esle partido, a ex-
plicaclo dada por um hornera de semelhanle tempe-
ra, iniciado hava muilo lempo no conhecimenlo da
antisr.idadc, teria para nos um nteresse singular.
Rubeus, tentando justificar a mistura das ideas pa-
gAas e das ideas christaas n'um assumplo inleira-
mente moderno, nos interesara um pouco mais do
que um madrigal sobre Pars e a duqueza de Gu-
mne.
Cerlamenle, a tida de Maria de Mediis seria
uma escola perigusa para os jovens pintores que ain-
da nAo livessem esludado uniros modelos : nao he
ah com effeilo que elles poderiam beber os princi-
pios de um gosto puro ; mas digam la o que quize-
rem os partidarios exclusivos da Italia, ha nesla bio-
graphia,que susrilou iras.quemerece lanlascensuras,
se se considera somente o lado pbilosophico da arle,
lieoes sera numero para a uventa.de c para idade
madura. Os discpulos que anda nao dcixaram os
bancos, os pintores que ja lera enveihecido na pr.ui-
ca da sua profissilo nunca'consullaram sera proveilo
a ehegada da rainlia Marsclha e llenrique II',
enlregamlo-lhe o gocrno do reino. Ha neslas duas
romposices, para um hornera vcrdndcramenlc apai-
xonado da belleza, ama fonlc inexsntavel de emu-
lcio ; mas, para que o esludo acerca de Rubens
deite fructo*, he misler que seja comecado de boa
fe e continuado com sinceridade; be misler interro-
gar a sua pintura e copia-la, como se interroga,
como se copia o- modelo vivo, sem accepcao de syste-
ma on de escola. Se alguem se coiloear dianle des-
las obras com a resol ucAo anleripada de escapar ao
perigo que ellas apresenlam, fora o mesmo qne nao
contempla-las, porque um estado aesl'arle contem-
plado, desl'artc continuado, nunca passar de um es-
tado estril. O pintor qne quizer aprender a sua
profissAo, possuir-lhc todos os segredos, deve esque-
ccr-se por alguns dias da mistura das ideas chrislaa-
e das ideas pagjtai, c procure imitar os Iritocs e as
sereias de Rubens: se conseenir reprodoxi-las, lera
dado um passo immens, porque saliera exprimir
vida. Seuhor do semelhanle segredo, poder livre-
menlc exceular os mais diflices programmas. Em-
prehenda aoia lula corajosa, faca esforcos para Irans-
crever us retratos de Hcnrique" IVe'de Maria de
Mediis, e se nAo omiltir nada, se no Iraailoroar
nada neslas duas admiraveis (auras, pode ler con
flanea cm si inesmo e oceupar-se sem medo das mais
delicadas tarefas. Infelizmente, enlre os joven*
pintores, uns condemnam Rubens sob palavra para
agradar a seas meslres, para aa moslrarem. doce* ;
outros estiidnm-no como o re da pintura, como ho-
mem sem avs esefli descendentes, r. .1110 a expres-
sAo cnmplela e suprema da belleza ; nAo -odrera que
se discuta urna so das suas obras ; a admrarAo del-
lcs chega al a idolatra. Aquelles que o e-ludam
e pcrmitlem com ludo a discussao sAo em pequeo
numero. Fora para desejar que esla ultima calbe-
Roria fosse crescendo lodus os das, porque he a ella
que perlence o verdadeiro -cnlimcnto da arle.
Para mostrar loda a variedade desle feliz senio,
convem chamar a alinela sobie os dous quadros
colimados na galera do l.ouvre, quero fallar da
Kermesse o do Arco-Iris. Comparados com a De-
cida da Cruz e com a Crucificaco de S. Pedro,
esles dous quadros provam de uma mancira victorio-
sa que Rubens abracara lodos os gneros, que eslu-
dara com n mesmo ardor lodos os aspectos da nalu-
rcza. Nunca a aleara popular foi representada com
mais esplendor e mais culevo do que na Kermesse.
O lumullo e a ennfusau des'a fesla sao iraduzidos
com um enlhusiasino que minea fui excedido. To-
dos os ampos desta composicao expriniem a ebrieda-
de da aleara,o phrenesi do prazer. Todos persuu-
lam com espanto como he que a mAo i que (levemos
a Descida da Cruz pode excular essas dansa* joco-
sas, tumultuosa*, licenciosas. NAo ha uma (gura
inulil, nenuima personagem que nAo tome parte na
fesla. Qne inmenso inlervallo enlre esta Kermesse
e as composiees de David Teuiers lilho,-obre o mes-
mo assumplo Neslas ultimas, alias lAo dianas de
esludo, so lemos a realidade, a majen) fiel, mas
prosaica, da aleara popular. Kubens, como brin-
cando, sabe adiar nc-te dado um poema adiniravel.
Nao se contena cora pintar oque vio,nAo se limita as
suas recordaciies, eleva-.c cima da realidada J aug-
menta, transforma, cuohrece a scena oue Ihe cncan-
lou os olhos. O espectculo desta fesla dara visor
ao velho paralitico; dis-crcis que os dansarinos esto
attacados de vertigem. As mulheres. com fortes
aperlos de man, se deixam levar pelo larbilhlo.
Quanlo mais se estada este quadro, lauto mais se
admira a prodigiosa variedade dos episodios. Aja-
venliide e a idade madura eslo confundidas n'uma
ebriedad-i comimnn. Se me fosse necessario desia-
nar na obra de Ruhens uma cumpo'iiAu que se pos-
sa comparar com a Kermesse,e.a denominara os De-
monins prteipiaaoi nn mfemn par S. Miguel.
Com i-Heilo. esta alliroo quadro. que -e v em Gaud,
na galera de M. de Scamps, e qne chamara vulgar-
mente o CoiZO de ucas, he o uaieo que revela o
mesmo ardor de imasniarAo. Cun ludo fora pueril
ealabeleeer um parallelo e'ntre Kermesse c o Caixa
de ucas. A diversidade d% assumptos nao permjtle
pensar nsto. Se os comparo, he iiuicaiueute por-
que nos dao cada um a seu molo, o seiilimcnlo do
filin i lo : condemnadus e dansarinos abundam, e o
olho melhor exerrido nao poderia conla-los.
A passasem conhecidasoh o nome do Aren-Iris nos
espanta prinMiramenta pela sua profuudcza ; abra-
camos com os olhos um espiro imm -n-o. A harmo-
nia linear que liga enlre si Indas as parles desle
quadro nao he menor ohjeclo de ad nirarAo. A for-
ma elcsaute das arvores collocadas a direila do espec-
tador, os m ivin.cutos ondulados do terreno, a le-
nuidade dos fundse a transparencia do co serio o
desespero elerno dos paisagislas. Enlre os escrip-
toras que consasrarama vida iuieiraa esle genero
nico, nAo ha um que se lenha elevado mais alio
todos os .i--limpios que elle Iralou, lodos o* episodi-
os dn Antigo c do Novo 1 'estamento, da historia an-
lisa e da moderna, que succesiivamenle cxcrccram-
Ibe a imaginaran, e quo o seu pincel soubc Iraduzir
com igual felicidadc?
Ruhens, para encher rom seu nome a Europa in-
leira, formara na sua oflicina uma escola de grava-
doras que trahalhavam debaizo dos seus olhos. que
diriga, que animava com os seus conselhos. Enlre
estes interpretes habis edevelados que Ihevolga-
risavam o pensamento, exi-tem lies rojos nomes
sao associados alora do mslre: Paulo Dupont,
Bolswert e Vnslirmann. Eocontra-se as suas cs-
larapas'lodo o hlenlo de Kubens. Nanea pintor
enrunlroii buril mais obediente e mais fiel. Paulo
Dupont, Bolswert e Voslerinann nao se impnrlavam
com a reaularidadu <> mtrica dos corle*, que excita
cutre os ignorantes lAo enrgica admirarlo ; proco-
ravam era primeiro luaar Iraduzir a manera c o
estylo do mcslre. Nelles, nao bavia o-lentaeAo ai-
suma 110 manejo lo insimlenlo. NAo procurara
brilhar, nem abrir no cobre lisonjas irreprchensi-
veis ; so leem um desejo, ama nica ambicio,1
regam de responder a esla peraunla. Os espirilos
mimosas e delirados osaram utilmente dos novos
elemento*. Os espirilos de nalureza vulgar os cm-
pregaram sera conheccr o perigo o exaacraram o
que o mestre havii dito: he esla a sorle conimnm
de lodas as donlrinas. Enconlram-se para rerolher
as palavras. para ouvir o ensino dos homens illus-
lre-, nra ni.mi.tes penetrantes,ora discpulosdoces,
mas inrapazes de Interpretar as lircs que nuvirara.
Van Dyck rcprcsoula o lado sdulr, o lado fecundo
excrcido pelo mslre; Jordaens rcpresenta-lhe o lado
perigusa. NAo concebo oulra manera de exprimir o
sentido histrico do Ruhens.
Chego agora a calhegoria que convem assian.ir-
llie. Depois dos cinco grandes meslres da Italia ,
depois de Leonardo de Vuci, Miguei Angelo, Ra-
pharl. Ticiano e Corregi, o nome de Kubens he o
primeiro que se aprsenla ao pensameulo de lodos
os hnraens esclarecido*. Se nnmeio Ticiano rom
preferencia a Paulo Veranse, porque este ultimo
se arbe ligado ao nome flamenao por um parentes-
co raail elreilo, he porque os precedentes Icchni-
cos de Ticiano |io*siiein alauma cou*a mais pessoal, e
inlerprctacAo do mdelo ; vivera a vida do mestre ; por consequencianflerecem um Valor histricooae iie
11 lo (eom rvnlrn -...o. u..... I.. ....ir. .,..!...(.. .h...ta _.I. __: j. |_. ...
nao teem oulrn pen*ainenlo, oulra vonladc senao
lelle ; nAo discuten] o que ttt, eopiam-no. Car-
naees e roupasem, traduzem ludo o queveem.
sem que cnultam nada. NAo tenlam abraudar o
que Ibes parece demasiado spero, nem firmar o que
fies parece privado de solido/. Seja o que Tur o
que possam pensar acerca da obra confiada ao seu
buril, so se esforrara para deixar ver a propria obra.
Esta abiieaarAo enlistante nAo he um signal de
incdiocridade; longe disto, be a prova mais insigne de
inlellisenciaque umaravador pos-a dar porque he en-
carregado de Iraduzir e nAo de corrigr o modelo. O
melhudnseguido por Bolswerl, Paulo Dupont e Vos-
lermann cabio hoje em descrdito. A mor parle dos
sravadores se jolgam ohrisados a modificar o modelo
|ue sao encarresados a Iraduzir; ainfidelidade he pa-
ra elles um poni do honra. Ileuriqucl Duponl, Ca-
la ma I la e Mor mi quasi que sAo boje'os nicos que
rnmprehendem o metilo da fi.lelidade, e a esla con-
vicio he quo devem a uielhor parle do seu lalen-
to. I-a/ -ni consistir o oiaulJifr-em^ 11A0 exprimir
nada que nAo estoja 110 lexlo original, e os verda-
deiras conliccedores appl.iudem-lhes a modestia
mais fcil de determinar. Kubens perlence a'gran
de familia-que vai crescendo vagarosamente, cujos
membros tu.los servem para marcar pocas memora-
veis no desciivolvimenlo do ensenho humano, .Sao
o colloco na ludia dos arailes meslres italianos,
colloco-o inmediatamente apos elles. Poslo que
hnuvrsse pas-ado olio anuos na Italia, 11A0 he du-
viduso que Antuerpia 11A0 lenha representado gran-
de papel na escolha dosseus modelos. Tinha Irazido
numerosos desenhos de que poda usar; mas como
perlencia primeiro que ludo expressao da vida,
consultando 110 mesmo lempo os seos desenhos da
Italia, pinlava seaundo os modelos que tinha debai-
xo dos olho*. Ora, posto que seja fcil encontrar em
Antuerpia e especialmente cm Brugcs modelos ad-
miraveis, poslo que a mistara do *angue hespanhol
o do sansue flimenao offereca neslas duas cidades
typos perfeilos de vigor e juvenlu.lo, he forra re-
conhecer que as filhas d'Albano, de Frascali, da
Aricia, de Tivoli, de Gcna//.auo sAo mu superiores
as filhas de Orugas e de Antuerpia. Pela belleza das
linhas, pela nohreza da expres-Ao, pela altivez do
olhar, dominara de mui alto os modellos que Ku-
,-., .... -----.......t ......' "-""" ">" < ...ui ...... .i iiininij- (le Il;l-
Elles lera aproveiiado o exemplo de Bolswerl sera I beus liuha h.-baivo dos olhos depois da ana valla de
que leiilcm segmr-llie servilmente osvcsliaios. por- i Italia. Empenhado n'uma lula de todos os dias
que sabem que ha para cada mestre um genero de [ com a naiorc/a. olirieadu a con*iilla-la a lodos o*
gravara especial. O buril de Bolswert, que convera i instantes. operou prodigios. Ninaucm o exceden
a Kubens, nao coiiviria a Raphael ; o buril de Mar- ; ninauem se elevou lauto como elle na expressAo da
co Antonio Ra.mondi, que conven a Raphael, nao vida. Se os grande* meslres da Italia se enllocara
cima delle pela expressao da belleza, a sua parle
anda be mui rica para asscgurar a imiilorlalidade
do seu nome.
( Gustare Planche. )
( Recuc de ieux mondes. )
COMMEHCIO.
cnnviria a Rubn*. Igualmente liis, igualmente
doces, estes dous interpretes nlo fallara a meema
l.nsua, iiAn lera u inesmn acceulo, e a diversidade
de estylo he uma prova da sua sinceridade.
Ha Ires coasas que se devem considerar em Ru-
bens: as origen- do tlenlo, a accAo que desenvul-
vi-u da pintara, as vantagens e os perigos que apra-
senta o esludo da* sua? obras. He a unir man.-ira
de determinar com precisan, com jusiiea, a calhe-
goria que Ihe pertence, o lugar ruie oceupa na his-
toria. Ora, apezar da* dencaaej^s obslinadas da
niaior parle dos cus comp ilriota-, he cerlo que
elle deve minio ilalia. Os oTto minos que elle
passou alera dos Alpes inodiiicaram-lhc profunda-
mente, nao digo a nalureza do engenh 1, ma* a for-
ma do pensameulo. Nao he seguramente nem na
ollicina de Adam van Noort, nem na d'Otlo Venio
que elle beber os elementos du seu estylo ; o qua-
dro dcste ultimo que possoimos no l.ouvre di*pen-1 i{r'-ue !"""'";J""_t"/''
sa-mc do qualquer demonstrare
i.ellera ? Por ventura nao convira ao As personagens c os .inimacs (io primeiro daun'Vao
Bearnais a expressao marcial de Jpiter? NAo Iradu- hbilmente distribuidos e-repeosam a \Uli. Reina
Eira raagn.l.camei.le a alegra da nova esposa, o al-
tivo semhlantede Juno ? Supprima-se pelo peusa-
mcnlo o erapreao da allegoria, e ver-se-ba a que
elementos se reduz o fado consignado pela bislo-
ria. Sem duviia Rubens usou da allegoria com
orna liberdade que degenera s mais das vezes em
licenr.i ; mas quanlo he hbil em ruinir a sua cul-
repousam a vista, lien.a
em em toda esla eamposicjBl uma placidez, nina sere-
nidade que'traiisporlamupeiisanKiiilon idaded'ouro.
O homem que pdc conceber a Kermesse e o Arco-
Iris, anda que lives*e somcnle executado estes dous
quadros, seria contado enlre os meslres mais sabios.
Assim, o que se devern pensar da flexibildade e da
fecundidade do seu tlenlo, quaudo se examinara
\
O pintor emi-
nente que Antuerpia e Colonha dispulavam entre
si hava dous serillos, e que Sicgen acaba de con-
quistar pelas indagarles pacientes de M. Bakhui-
sen, deve Italia a inelhur parle da seu poder.
NAo precisa vollar a Mantua : 11A0 he a Julio Ro-
mano que Rubens pdc tomar o sea estylo. Roma
c Veneza sAo as nicas que nos podeiii explicar a
audacia, a abundancia e o esplendor das suas ron-
reprcs. Fallando assim, nAo pretendo risrar do
problema um dado capital, as suis laculdadc*
primitivas, quero concentrar a allcnra.i sobre o
deschvnlvimcnlo deslas facilidades e sobre os mes-
lres que as engrandecern). Pela minha parte,
e julgo|nao ser o nico da minha opiniAo, R-
beos procede de Roma e de Veneza. Florenca e
M1IA0 excilarara-lhe a curiasida.de sem que Ihe ein-
pre-lassem ao pensameato novas formas. Conhcccii
as obras de Leonardo, al copiou a Cea de Sania
Maria das (iracas, e osla copia, vulgarisa la pela
gravara, nos espanta com razan, porque seria difli-
cil imaginar uma imlaco mais infiel. Cmbeceii
os frescos de Raphael, mas n.lo parece ler lirado
dahi erando vanlagem, 011 pelo menos o S-mzi-> 11A0
il.ivuu vcslisio algum as suas obras. Paulo Vero-
uese c Miguel Alselo sAo os verdadeiros mestres,
os avs directos de Kubens. Cousnltou, estuduu Ti-
ciano e Giorgionc ; mas deve a Paulo Veronese o
goslo das grandes machina*, das immeusas decora-
res. Olanlo ;i audacia do sen desenlio, nao re-
cordara a audacia do Ji;(i final ? NAo ser o
Cai.ro de Ceas uma recordacao da capella Sixlina?
Sem querer contostar a independencia, a originali-
dade do mcslre flamengo, creio poder atlirmar que
elle procede de Paulo' Vcroucse o de Miguel An-
gelo. Menos elegante que o primeiro, menos sabio
que o segundo, lirou das lices de ambos um lucro
prodigioso. Para aquelles que conherem a Ilag,
para aquelles especialmente que lem esludado a ca-
pella Sixlina e visitado repelidas vezes a academia
das Boas-Altea de Veneza. pens que esta aflirmacao
nAo precisa ser demonstrada. Quanlo aquello-, pa-
ra qiicni a Italia.he desconliccida ou qne apenas pos-
sii.-in arena de Paulo Veronese e Miguel Angelo
iMi.-c* incmplela*, nao he fcil convncelos, por-
que os argumentos que se podem invocar repousam
subre faclos que clles ignorara. Entretanto, as
llodas de Cana, que temos no l.ouvre, e a copia do
Jviln final collocada na escoladas Boas-Arles de
Paris serAo um comeco de prova para lodos es ho-
mens de boa f. Poslo que as lindas de Cana le-
nham -nllrido o ullrage de urna restauraran, poslo
que Sigalon, desesperando de decifrar as figuras
enegrecidas pela fumaca das velas, lenha execulado
o terco inferior do Juiza final anle* segundo o mo-
delo vivo do que segundo a parede da Sixlina, eslas
duas telas minislram preciosas lices acerca do es-
lylo de Kubens. Elle rouhou a Paulo Veronese e
a Miguel Angelo o que roiivinha nalureza do seu
engenho, e assimilou de tal maneira que o fez sen.
No momento que os imita, guarda sempre um ac-
ccnlo que Ihe perlence. Se nao sabe fazer da ar-
chileclura um empreao lAo feliz como o autor das
lindas de Canoa, se nAo escreve a forma com lanta
precalo como o autor do Tnico final, ha as suas
nals bellas obras, as suas enmposicoes mais bri-
lhanles, alguma cousa que recorda succc-sivamenle
Roma c Veneza.
Para assgnar ao tlenlo de Ruhens esla duplico
origcni, nAo he necessario possuir uma penetrado
mui viva; basta examinar a quc-IAu com boa f, nAo
aceitar sob palavra urna opiniAo lolaimente fcita e
transmitila de mfio em mAo como moeda de bom
quilate. N >o permita Dos que cu contradiga o sen-
tmenlo recebido pelo prazer pueril de exprimir um
sculimenlo novo: o paradoxo he apenas para mira
um prazer de enanca; mas a histeria da pintura nos
mostra em Rubcus um discpulo de Roma e de Ve-
neza e nao permille ver nrllc um enanillo sem avs
e sera mslre. Pouco impoila que a opiniAo vulgar
Ihe altrihua uina.o.ijuali lade absoluta, pois qne he
peior para a opiniAo vulgar se ella 11A0 concorda
com a historia.. Por oulro lado, quanlo aos homeni
de hom senso, a opiniAo que enuncio 11A0 he uma
oflensa a gloria de Rubens. Se o mslre flamengo
procede de Paulo Veronese e de Miguel Angelo,
as cerarocs viudas depois delle proeedem lamben)
do seu potente engeoho. Se o conhecimenlo do pas-
udo nos prohibe de ver ncllc um homem inleira-
nienle novo no sentido radical do vocabuln, a sua
parle ainda be bastante bella, bstanle arando, bs-
tanle gloriosa bastante digna de oveja. Entrar
111 uma familia cm que ngoram Miauel Angelo e
Paulo Veronese, fora por ventura desdourar-se ?
Instruido por Veneza, pela capella Sixlina, fecun-
dado por esle duplico ensino, o cnaenho de Rubens
creou obras immorlaes. Querer que lenha lirado
ludo de si proprio he pretcncAo que a razAo repudia.
AaeClode Kubens sobre o de-euvolvimento da
pintura nao he dilfiril de determinar. Imprimi em
lodas as represenlarocs da nalureza humaua um
carcter de vida c de realidade que a pintura nao
conhecia anles delle. Encarada* soh esle asperlo
exclusivo,as suas obras nos nflerecem um carcter in-
leiramente novo. Nao ha em loda a historial da arle
antes do scculo XVII um s quadro que se posea
comparar com os -cus, quanlo a verdade lomada no
sentido prosaico do vorahulo. itubens, aproveilan-
do-se (Us lines dos seus pre.lccessores, se esfnrruu
para nos mostrar a carne lai como elle a via, e,
seja qual for a doulrina que se prelenda deflender.
he forra reconhecer que locou o alvo. Para mar-
car-lhe o lugar na historia, para mostrar os novos
elementos que elle iutroduzio na pintora, he MSiro
quo deve ser ron-iderado. Como pintor da carne,
cuino interprete da vida, nlo lem rival. Seja o que
for o que se possa pensar das formas que escolheu e
reproduzio, a evidencia orderana que se confesse que
anles delle ninguem exprimir a vida com lana e-
uergia. NAo he porque Iranscreva a realidade tal. qual
a percebe pero conirario elle se acautela disto;
-abe que o mais hbil pincel nao di.pe dos mea-
mos recursos que a nalureza. Assim nao lenta e.n-
penhar uina lula em que seria vencido; mas, de-
sesperando de altingir a bollen harmoniosa c pura
cojo mais perfe.lo modelo os meslres da Italia Ihe
ouereccram, ou lal vez arrastrado por sua propria
nalureza, liga-se resolutamente i expressao da \i.la.
Os seus dous niajs celebres discpulos, Van Dyck
e Jordaens, cederain ao asccndenle do seu enseiiho
e seguiram a mesma estrada seaundo a medida c o
carcter das suas facilidades pessoaes. Van Dyck .
applicando as lice- do mslre, se moslroii minias
vezes mais elegante, mais nobre do que elle. Se
nao (iiissuo a mesraa abundancia, se nao aprsenla
na luvciioffllanto vigor c e-ponlancidade, para di-
zer ludo n'iima palavra, se Ihe cede o pa-so 110 do-
minio pocliCo, i.cnnlcre-llic imitar a nalureza com
mais mimo. Jordaens trava cora a realidade uma
lula mais obslinad......,.s 10 mesmo lempo mais
imprudente. Algumas vezes naufraga, algumas ve-
zes he feliz, e quanilo o Iriumplio Ihe coroa os es-
forcos, lira ainda muilo abaito do mslre. Mais
real, mais exacto, mais lilleral, nunca ancontra o
esplendor barmonioso de Kubens. Com ludo, al-
guns ignorantes o proclamara superior ao raeslre.
Estes dous exemplus sAo suflicientes para marcar a
accAo exercida sobie o dasenvolvimcnlo da pinlura
pelo ebefe da escola (lamenaa. Todos os noraes que
eu podera citarme obriaariara a repetir o que eu
acabo de dizer. Por t.iulo limilemo-nos a Van
Dyck e a Jordaens.
Dar-se-ha caso que a aer.Ao de Rubens lenha sido
salular ? Tera ella augmentado, lera diminuido o
dominio da arle? Van Dyck e Jordaens se cncar-
i'l'.ACA O liECIFEi DE JANEIRO ASS
HORAS DA 1AHDE.
Colaeocs olliciaes.
Cambio sobre Londres-28 d. til e DO iliv.
-aI.FANDEGA.
Kendimcntodo dia >......8:69S1)>:
Ueseurregam hnje LI de Janeiro.
Barca ingiera\orcaliiacalluo.
Brsuc inglezEnllmsiastcemento.
liversos gneros.
Brigue h.iniburguezOlmocemenlo.
Briguc bia-ilciroDur/iic da 'lerceirufarinha de
Iran.
Ilialc lirasileiro<7opiBaWwe gneros do paiz.
Iliale iirasleiroucidosodem.
CONSULADO USKAL,
Kendimcnlo do dia ....... 5372593
t>l VERSAS PROVINCIAS.
Kcndimento do dia 2...... 26597.V4
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS -
KAES DE PEltNA M1HC0.
Kendimenlo do da >....... S7I4B9I
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlo do da 2 ...... 1:4619035
PAUTA
dos precos correnlet do assucar. algodo, e mais
gneros do miz, i/ue se despachan! na mesa do
consulado de Pcrnambuco, na semana de 2
"> de Janeiro de 8.V>.
da< foram do brigue brasileo Marta Rom 1,010
serros, e do bngue hespanhol Vompeyo 1,156 a
9 por arroba.
1^5P'pas viulio linio (pelabarcaliespaohola Uuion
de Cadizl alranrarain 1,7301): 150 quarlolasvinho
doce e secco 2,S20 9 a pipa ; 1,300 botijas azcfe 35
9, e 150 ranas de ma-sas bi .-; 115 bala* papel de
embrulbo, pelo mesmo navio. I5J,
Nos seeros da exportacAn houve e*ta semana aoo-
c.i animadlo; effectuaram-sc algumas vendas .le
carne a precos nm pouco mais moderados, mas
acre litase que lem da subir de novo por eerem fa-
voravris a c*lc artigo as noticias '.razadas pelo Plata.
As oiic,ig colara se a 334 -.
Cambio: 65 < a 65 { sobre Londres.
CAMBIOS.
Londres 27 3|4 a 28 a 60 c '.10 dias nominal.
Paris ,'!6 c 3S a 60 dias nominacs.
Lisboa nominal.
Bamburgo 645 a 650 ^ U) dias nominal,
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Oncas bespaiiholas
da patria. .
i Pecas de itiIHI velha
i> Moedas de i.-. .
i> Sohcrauus......
>> Pe-os bespauluies .
i) da palria .
Palacoes......
Apoliccs de (i.'V..........
provindaea.......
FUETES.
Antuerpia. 60 a 62)6
Canal ..... 60(.
Kslailos-I'iiidos 75 a 85 c
Bamburgo 60|.
Havre ... SO fr.
I 10 20-->00
28*700 1 283800
I69OOO
99OOO
89800 a 89900
19920 al9!l60ii.
Isi a I990O
19920
110 a 112 .
103 a 104 V
Liverpool. 45) 50|.
Londres (i|.
Marrelba 70f. e10'
Mndilerraneo 60| 7.">i
Trieste 65|.
- -- |.
Jornal do Commercio do Rio.)
\ssucar em caixa* hranro l. qual i.lade a. 2700
n n n o.., ,, 29300
n o mase....... . i> 15SMK1
29500
> mascavado . . I96OO
refinado......... . 39200
VlgodSo era pluma de l. qualidadc 59800
2.a o 594OO
)> 3.a o i> 59OOO
em caroro......... 19425
Espirito de agurdenle .*..... ranada 9600
9340
de canna ....... 9500
rosilla la ....... 94SO
0 9i8ii
botija ranada 9-220
9480
........... garrafa 9220
Arroz pilado duas arrobas um ; Iqueire 392OO
o 19206
Azeile de mamona..... caada 9560
mendubim e de coco . n 29200
o de peste......... 19280
Cacau ........ 590OO
Aves araras ......... uma 103000
papagaios .... 11 m 33000
Bolachas..... *!! 5*120
Biscoilos ........ 73680
Caf bom....... )> 19400
f 23x00
I95OO
6940O
Carne secca ..... 59408
ceulo 39000
Charutos bous....... a 1*200
ordinarios........ -iii.il
regala e primor . o 2>-1.
Cera de carnauba......... ai 83-500
em velas........... 11 103'.KK)
*I60
Couros de boi salgados . 3160
expiados....... 9180
verdes ....... .-(.'. 11 >
de onra .......... 153000
cabra curtidos..... 1200
Doce de calda........... 9200
aoiaba.......... n 9I6O
secco ............ n *400
9320
a 132811
eslrangeira, mao d'obra . f I3OOO
Espanadores arailes........ um 2*000
o 1-3000
Farinha de mandioca...... . alqueirc 2*560
nlilho......... @ 23001)
ararula ........ 5*500
alqucire 3*200
Fumo bom............ a K-IKK)
3*000
o cm folba bom........ 8.5000
u ordinario...... )) 131)00
rcslolho...... :i3(IOO
Ipccacuanha.......... . 32*000
< ..Mil 111 a.............. alq. 33000
Iicn-ilne.............. a 1*500
Lenha de achas arandes...... ccnlo 2-ltltl
peqnenas ..... 3800
n lirus....... 1) IOtOOO
Pranchas de amarello de 2 costados urna K30IHI
louro......... a 73000
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. c 2 _'. a 3 de 1..... o 259000
o de dito usuaes....... 1l).-(KK)
3000
69500
Ferro de di lo........... 49000
Costado de Inuro......... b.SMK)
Cosladinho de dilo........ 5*200
Soalho de dito........... n 3*200
Forro de dito........... 23200
cedro .......... :1900o
quintal 1*280
\ aras de paireara......... duzia I9281.)
.'..uilh.ula-........ o 1*600
n qmris.......... n 9960
Em obras rodas de sicupira para c. par 40*008
eixos 11 0 o u 163000
Mclaro............... caada 9160
Milho............... alqucire 1*600
Pedra de amolar......... urna *640
6,3000
rehuios......... f 38OO
Ponas de boi........... ceulo 49000
Piassava.............. niolho 9:20
Sola 011 vaqueta.......... meio 2*160
Sebo em rama........... | 54200
Pellos de carneiro......... nina
Salsa parrilba........... lapioca.............. 2*500
1 uhas de boi.......... rento *210
Salan ............ 11 *095
Esleirs de perneri........ uma *I60
11 30*000
Caberas do cachimbo de barro. . milhciro 5*000
Rio de Janeiro.
PRACA, 23 E UEXKMitRO, A'S 5 HORAS DA
TARDE.
Colariies offiriaes.
AcroesBanco do Brasil : 1159000 de premio.
As Irausac^ies em caf foram de pouca impor-
tancia.
l-'relou-se 11111 navio inalez de lolarao pequea a
65| para o Canal.
Foram inquiranles as negociariies em acedes do
Banco do Brasil as cotares.
MOVIMENTO DO POBTO.
Nucios entrados nos dia 2.
Itio de Janeiro e portos iiilermedioSr-O das, va-
por hra-ile.ro Tocinlins, cominan.lanle o capitn
do fragata Gervasio Mancebo. Paasageiro* para
e-la provincia, capilao Leopoldo Alaosla Fcrrci-
ra e -na familia, rapilao Beato Ferrcira .Marques
Brasil c sua familia. Jos da Rocha Pinto, I). Cla-
ra Magdalena de Aibnqoerqae Noronha e 2 mitos,
llermencaildo Antonio Mues Vianua. Jo* Virrt
do Carvatho Albiiquerque, Antonia Maria do Car-
ino, Joaquim Manci.. Macicl. Dr. Charles Cordn,
Joaqun) domes de Smiza. 1 recrula, 1 cv-praea
de marinlia e 1 do csercilo. c II naufraaadns do
brigue sueco (Astrca.i Segaam para a ..orle :
rapino-lenenle Achiles I.acombe, capilao Bonedi-
to Jos de Barros e ana familia, Francisco Coclho
da r..)*(a, Manuel Jos Pereira lavares e sua fa-
milia. li pacas de pret e 2 ei-praras de iiDrinha.
Terra Nova61) dias, briaue americano Frontil Ja-
me, de 168 Inicala*, capilflo J. l.Jvirch, cqui-
paaeiii.10, cara. 1,631 barrica* cora bac.illio ; a
Schramm Wl.aielv c\- Cemnanhia.
ffatiOS sahidos no mesinn dia.
Maranhao e Par.iBriaue de guerra bra*ilero Ca-
liope, comniamlauleo capiao-lcuenle Jos Alaria
Rndriaues.
Haba(.alera maleza Dolphim, em laslro. Snpen-
deil do lanieirAn.
DECLARACO'ES.
BUENOS-AVRES 12 DE DEZEMBRO.
Temos algumas partidas de vinho linio em ser qae
nao acham compradores por seren do qualidade in-
ferior. As cargas vendidas ulliinaincnte a ebegar
foram rcjeila.ias pela mesma razAo. Caaoa islo
grande prrjuizo ao mercado, que fica conseguinlc-
inente suplido, sera com ludo hai\arem os preces,
por estar esle geuero era mAo de especuladores que
s-jslenlam os presos allos, a vi-la das noticias de
uma m viudima na Europa.
Os carregamcnlos surtidos do Mediterrneo conti-
nuara a ser procurados, e particularmente os de Ma-
laga e de Genova, c.|os precos Mi-loi.iau.--e.
O mercado continua paralysado a respeilo dos g-
neros do Brasil, com excepcao do mate, que realisou
os preros das cheaadas anteriores. As ultimas ven-
Paca o Rio de Janeiro
Sahe imprcterivelmente no dia de Ja-
neiro o brigue Hebn, capilao Andr
Antonio daFonseca, quem qui/jer carre-
gar o resto a rete ou embarcar escraros
trate na ra ci Trapiclie t). 14, com
o comignatario Manoel Alves Guerra
Jmii.or.
i'AUA O CEARA'
seainr.i nestes dias o hiale a Correio do Norte ; pa-
ra o resto da cargo e passaaeirus. trata-se com Gie.
lao Cyriaca da C. M. ao lado do Corpo Sanio n. 23
PARA O RIO DE JANEIRO,
segua com brevidade, por ler parle da carga promp-
ta, o hiale l'enut: para o resto, passageiros e r?-
cravos a frete, Irata-se com Caelano Cvriaro da C.
M., ao lado do Corpo Santo loja'de uiassames
... 85.
PARA O RIO E JANEIRO.
O I)em conhecidq e veleiro patacho na-
cional Valente segu impreterh ci-
mente no dia de Janeiro : para esern-
v os a frete tiata-se com Novaes & Com-
panhia na ra do Trapiche n. 5i.
Para a Bahia scaue em poucos das, por ler
parle de sua carea prom.pt.-i, a veleira su...ara cllor-
lenciar-, da qual he capilao Sebasliao l.ops da Cos-
a ; para o reslo da carga, Irata-so com sea ftHisig-
nai.irio Dominaos Alvcs Matheus, na ra da Cruz
n. 5i.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu na prsenle semana o briaue nacional ( lla-
man n ; para o reslo da carga, passaseiros e cscravos
a frcle, tratase rom Machado iS Pioheiro, ra do
Vigario n. ID, segundo andar.
LEILO'ES.
O agente Uorja, de ordem do Hlm.
Sr. Dr. juiz de direilo do civel e com-
mercio, Custodio Manoel da Silva (ini-
mai-aes, a requerimento do Curador fis-
cal da massa fiillida de Victorino & Mo-
reira, tara' leilo da muilo conhecida
loja de miudezas, que l'oi daquelles sc-
nhores, sita na rita dos Quartei| n. il,
consislindo em uma escellente armacao
e todas as niiudc/.as existentes na mesma
loja, as quaes sao inulto modernas, e es-
tilo ein minto bom estado : quinta-feira,
i de Janeiro as IO horas em ponto.
O agente Vctor far leihlo no sea armasen),
ma da Cruz n. >,da Brande sonimeulo de obras de
marcineria, noves e usadas, cxcellenlcs chantas du
Chile, e oulro* muilos olii.clos que e-lar?lo .1 moslia
no dia do leilo. quinla-feira 4 de Janeiro de IKV5.
O aacnle Vctor far leililo por auloris
dosSrs. Gil i ma raes ^ Alcanforado de lodoso* gene-
ros v arniarao perlenceotn a labfvna de Josc Ma-
nuel de Araujo, sila na rea do Aragau n. l(i, seta
feira .> do crrenle as II) e M huras da manha .-,
indicada tabern, para paaamiilo dos credores do
mesmo Araujo, cm un, s lole ou a contento dos
licitantes.
A* malas que lem de rundu/.r o vapor tocan-
luis, para os purios do norte, serao fechadas h je 3
a uma horada larde, c as eoi.-e*pon,|. nciasqu vio-
rem depois deca hora, pagarao o porle duplo, os
jomaos devem achar-se no correio 4 horas antes.
Carlas segaras para os Srs.: Amonio Baptiita
llibero de Paria, Antonio Jo- Leal Res. Ferreira
Si Araujo, Caspar Mene/cs \ a-conc-llos l.rummond,
lle.uique E. de Bilhenmurl T.. Julio Aueusto da
Ciuilia Uiiimarnes, Joaquim Pereira de Castra Coe-
Iho. Jos Ave lino Sooza Jaque*, Leonardo Anlunes
Mcira Henriques, Lott (iomes Kcrrcira, Manort An-
tonio (".onealves, Manuel RuarqncM. Lima, Manoel
Jos (ionealves, Perseverana Maria Wanderlev.
Pela mesa do consulado pro- incial se iic pu-
blico, que os 30 dias uleis para o pagamento a bocea
do cofre, di dcima urbana das freguezia* desla ci-
dade e da dos Afugado*. ndam-se no dia 10 de Ja-
neiro prolimo vin.louro.
l casa do subdelegado cm excrcicio, da fre-
auczia da Boa-Visla, desappareceu o menor Alcxau-
ririno all recolhido por ser encontrado ao desampa-
ro. r l) do correle e seguales ; o que se fa publico
para que as pe*sons que delle liverem noticia com-
muniquem aquella siibdclea.icia, e para sriencia das
pessuas a quera o mesmo menor perlcnra. Subde-
legara da freaue/ia da Boa-Vista 29 de liczemhrode
l^'i.O subdelegado supplenle era exercico,
A. F. Marlins llibeiro.
COHPAMIIA I)E SElROS.
E0UIDADE.
ESTABELECID.\ NA CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBL'CO, RA DO THA-
PICBE 8. 26.
O abaixo assignado, agente numeado desla compa-
nhia, e (ormnlraenlc aulorisado pela ..iieccao. acei-
tar seguro*;(martimos em qualquer bandeira, e
para todos os portos condecidos, em vasos ou merca-
dorias, e soh suas respectivas condifes ; o elevado
crdito de que lem gosado esta companhia e as van-
tageasque uflerece, far convencer aos coucuireutes
da loa iililidade, o seu fundo responsavel he de mil
en n I os de rcis fortes : a quera ialeressr ou convicr
cflecluar ditos seguros, poder diriair-se i ra
cima citada, a Manoel Duarte Rodrigues.
Pela delegada do I. districte do llccifc foram
apprehendidos e logo depositados, dous cavados far-
bulos na pnvoaco de Mara. provincia da Paralaba:
quera for seus donos compareea rom documentos le-
gaes, que Ihe serflo enlreeues. Delccacia desle t
dislricto do Recite aos .29 de dezemhro de 4854.O
delegado, F. R. Carvatho.
CO.NSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlade de anlori-
saro do Exm. presidente da provincia, lera de com-
prar os objeclos seguinle:
Para o balalbao de aalilharia a p.
Bonetes, 35! ; pannocarniesim para vivse vistas,
covanos 150 ; caldeira de ferro fundido para 50 pra-
ras, I ; copo de vidro, 1.
Companhia fixa de cavallaria da provincia.
I'.onele* redondos, 11 ; luvas de camorra, pares
11 ; mantas de lila, 11.
Arsenal de guerra.
Oleo de linhaea, arrobas 6 ; vellas de carnauba;
libra* li-2.
Colonia de Pimenteiras,
Limas meia cana muras de 8 polegadas, 3 ; dilas
Iriangalire deSdias, : ; ditas ditas de dilas, :l ;
l.malesde 8, 3 ; dilesdc 4, .'i ; esquadrus de ferro
com folba de 12 polegadas de rorapriiiicule, i ; di-
tos pequenos, i ; faenes com bamba c rulurOes, 41);
parafusos de madeira para prensa de bancos, 4.
Botica no hospital Keginienlal.
Apparelho a deslocamenio, I ; baloesde dilTeren-
les rapacidad-.--, 5; capsulas de porcelana de 4 li-
bra*, 2: ditas de dila le :l dilas, 2; dilas de dita
de 2 dilas 2 ; ditas do dila de t dila, 2 ; dilas de
dita de 1 dila. 2 ; ditas de dila de8|0, 2; dilas de
vidro de diirercnlcs lmannos, 6; cadinhos de I a
II), l : copos graduados de 2libras, 2 ; dilos dilos
de 1 dila, 2 ; dilos dilo de S|0, 2 ; dilos de 4|0, 2 ;
caitas de pinho forradas de folba para guardar me-
dicamentos de palmo c meio em quadro, e 2 e duas
polegadas de altura com as suas competentes lam-
pa*, 2li ; Un.ola lina, cuvaih.s 12; garrafas prelas
de 24|t), 100; dilas brancas franec/.as, 50 ; dilas pre-
las de I2f), '.O'. ; madapoln, pecas 12; machina
para aguas miueracs, 1 ; miradla de papim, 1 ;
dila de pressao para agua, ; inarl.incla com os seus
perlence*, t ; malraios, ; paslilhador completo, 1 ;
retortas de dilTerentcs rapacidades, < ; vasos de 4
libra*, 2; dilos de 2 hras, 2i ; vidro a esmeril
de 4 liaras, 12.
Quero qui/.cr vender esles objeclos, aprsenle as
sua- pi .quistas em carias fechadas, na secretaria do
consol! o.... |n horas .|n dia S de Janeiro de 1855.
Secrjlaria do conselho administrativo para fnrne-
cimenlii do arsenal de guerra 29 de dezemhro de
18-54.Jos de Brito Ingle:, corouel presidente.
Bernardo Pereira do Cumio Jnior, vogal c secre-
tario.
AVISOS DIVERSOS.
AVISOS MARTIMOS.
Para Lisboa preU-nde seauir com loda a brevi-
dade a barca porluaueza n Gratidao : para raraa e
paasageiros, l.ata-*e rom os roiisianalarios Th.un./,
de Aqi IM) l'.m-oca ^ Kilho, na ma do Viaa.io n.
19, primeiro andar, ou com o capilao na prara.
Para o Ro de Janeiro pretende sabir eom a
pos-ivel brevidade o patacho nacional D. Pedro V
para c; rga e escravns a frele, trala-se com os consig-
nalariis Thomaz de Aquino Fonsecat\ l-'ilho, na ra
do Vigario n. 19, primeiro andar. .
-- Para l.i*boa pretende seauir com brevidade o
brigue porliiauez Ribciro de primeira marcha
quera nclle quizer carregar ou ir de pis.agein, en-
leuda--e cum os consicnalarios Thomaz de Aquino
Fonseca t\ l'ilbo, na ra du Vigario 11. 19, primeiro
andar, ou com 11 capilao na prara.
PAhA A BAHA..
Sue nestes dias, por er parle do ear-
regament prompto, o condecido liiate
u Novo Olinda mestre Custodio Jos
Vi.-iniia : ti tratar com Tacto Jrm.ios
Companliia de naveeac&o a
luso-brasileira.
va
por,
Tendo-se reconliecido que a despeu.
de escripia e cobranca do importe dos
annuncios lie superior ao valor delles,
prevlne-seaos senhores assignantes deste
Diario que piando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importan
1 is nao serao publicados.
<$ Jos Ignacio de Loyolla tendo
t vendido o sen estabelecimento, *|
pede as pessons (pie Ihe licaram 2
. a dever de llie pagar em nesles '
w oito dias, antes da sua retirada \
para fora do imperio, podendodi-
(0f rigirem-se a'mesma loja.
I). Bernarda Maria do* Prazerc*, legalmenle
anlorisada. com aula particular na ni 1 do Sebo, n.
13, participa ans pas de suas alumnas, que lem d;
reabrir a sua aula no da 15 le Janeiro crrente, e
que continuar a fazer todos u* estreos para bem
corresponder confianza que nella deposilam ; as-
sim como faz sriente aquellas pessoas que Ihe qui-
zerem encarregar o ensino de soai meninas, que
osla* serao (raladas eom lodo o esmero e melindre,
c aprendero a ler, escrever, contar, doulrina
chistaa, coser, labyrinlar. marrar, bordar de maliz,
ouro. prala, e lodas as demais minuciosidades pro-
priasda da idade' a seso.
Aluga-sea sala da frente do. primeiro andar
dn sobrado n. 17 da ra da Cruz, com commodos
a tratar no armazem n. 25 na
O vapor desta
companhia/).
Maria .Segundo
cummaudanle o
primeiro len-
le (iuimaiae*.
devendo a q u i
'liegar dos por-
nsdo mino dia
dejaneiro, se-
nir depois da
compelenle de-
mora, para S. Vicente. Madeua e Lisboa, recebe
passageiros e encornmendas, deveodn estas esUc
despachadas e depositadas no Trapicho Novo at o
dia i : os interessadosdrijara-se a raa do Trapiche
11. 4 a tralar enm Manoel Duarte Rodrigues.
para cscriplorio
iiie-nia ra.
FESTA NA CAPELLA DOS MILAGRES EM
OLINDA.
O abaixo assignado faz publico, que domingo 7 do
rorrele lem de celebrar-se fest ade N. S. da Con-
ceicao na capella do* milaares em Olinda, com la-
dainaa a noile, fogode vista, machiua, etc. : os de-
votos o devolas que qsizerem levar as suas esmolas
dinjam-se ao mesmo logar a entregar ao encarreg.i-
doda mesma fe-ia. Jauuario Antonio Costa.
Precisa-sede uma mulherforra ou captiva, pa-
ra cozinhar e engommar n'uma casa de familia : a
Iratar na loja de ferragons n. 50 A, da ra da Ca-
deia do Recife.
No dia :il do passado. vooudo sobrado n. 6,
de Malhias Ferreira ent> Olinda, um papagaio falla-
dor, levando una correle de prala no p : quein o
arhar, leve-o a dila rasa que sera gratificado.
D. Inilielina Wanderlcy Peixotu, directora do
collegio particular Pernarabucaoo, avisa aos pas de
suas alumnas e a quem mais convicr, que no dia >
de Janeiro principaram o* Irabalhos do collegio. No
dia -20 de dezemhro de 1854, fizeram exames 20 a-
lu ni un* do mesmo collegio ; as malcras dos exames
foram leitura,* escripia, doulrina chrisla. arilhme-
licae grammalica porluaue/a, sendo examinadores
os Srs. professores publico Salvador Henriques da
Alhuquorque e Simplicio da Crew Rilteiro ; foram
lodas approvadas plenamente. E para r.onslar nian-
dou a directora passar nm termo, em que assignou
com os examinadores.
O Sr. Jos Irinco da Silva Santos, morador na
ridade de Olinda, qneira apparecer no Recifc.rua da
Cruz n. bO, que muilo se Ihe desoja fallar.
Precisa-se de uma ama com bom e bailante
Ieile, c seja forra : na ra larga do Rosario n. 16,
sobrado de um andar, junio a padaria do Sr. Ma-
noel Antonio de Jess.
OCRAVO.
Sabio o primeiro numero do segundo trimestre do
Croco, e acha-se venda na ra Nova 11. 53, loja
do Sr. Bnavenlura Jos de Castro Azevcdo. Ad-
yeite-sc aos senhore. asignantes que e*lao a devera
importe de suas assigualuras e que quizerem conli-
nuar, que Ihes nao ser entregue o primeiro numero
do segundo trimeslre, sem qne leuham pago o pri-
meiro ; assim como que as a gundo trimestre, serao pagas recepeo do pimeiro
numero. Os numeres a\ ul*n* vendem-se a M0 r
PERDA.
. No dia .11 de dezemhro un Varadouro a ra lo Co-
xo, perdeu-se uma alaca de ouro com cravaflo, es-
maltada de azul e diamanta : qnem a achou, caso
queira unlreaa-la, dirja--c a Olinda, roa do Co-
m.a entregar a Miguel Venceslao, ou na ra da Ro-
da n. i, quesera recompensado.
Prerisa-seuliiaar uma rscrava de meia idade,
qne sirva para o serviro interno e externo de ama
casa de pouca familia, Iralar-sc-ha bem, mesmo em
alauma molestia passageira, com lano que n.lo ex-
ceda o alugoel de (soPOO racnsaes : na praca da In-
dependencia n. 33.
Diz o abaixo assignado, que (endo comprado
a rasa de pasto da ra larga do Ro*ario 11. 34, senda
a dila casa comprada no dia li de le/emhro d IK-ii
de sociedade com 9 Sr. Jorge Auguslo da Silveira,
entrando o dilo Sr. Jorge com us fundos cm dinhei-
ro 2(lu>ilM)<), c o abaixo assignado com :i430.i.
raudo a firma t papel da empra da casa cm Jorge
Augusto da Silveira ^ Companhia, pmlanlo fazsci-
rnte ,10 respclavel publico que ntnincni poder fa-
zer negocio algum rom o Sr. Jolito a respailo da
rasa sem o abaixo assiguadn ser ouvido, e se fuer
nada salera, por que o Sr. Jorte eseoodM o papel
da compra da ca ilezeinhru de 1854. e pedindo-lhe o abano assigna-
do para fazer um papel dn halo, o uito .irin.a disse
que mo assgnava papel algum, paranlo be islo com
algum dolo. Recife '2 de Janeiro le 1855.
Joo Manuel Rodrigues.
O tinlureiro da ra da Cadcia de Santo Anto-
nio offerece-se aos lojislas que vao dar bataneo e
quizerem lina luvas mofada*, meia*, fila, reiroz,
faxenoal tanto de seda corno de algodo, e nao s ans
lojislas como a qualquer oulra pessoa que do seu
pro-limo se quizerem aproveilar. O mesmo (inturci-
ro adverte que tinga de lodas as rores rom perfei-
eAo.
O Sr. JoSo Cancio, morad ir na ridade de O-
liula, (jueira apparcrer no Recife, ra da Cruz n.
60, para negocio que Ihe diz respailo.
(juera precisar de uma ama escrava. para todo
servico de uma casa, dirija-so ra do Oueimado.
loja n. ti.
Aluga-se nma excellenle casa de sobrado ,1
margem do riuCapibarihe, na Ponle d Frha, c .11-
fronle ao sitio do Sr. Bario de Beberibe; a Ir.lar
na ra do Collegio n. 15, ou na Pnilc de Onda, ca-
sa do proprielao Francisca Antonio de Oliveira.
Aluga-se nm bom arma/.ein, na ra i\\ 1'r.ii
11. 76 : a Iralar na ra do Collegio 11. 15, ou cora o
proprielario, no sitio do Uango.njio.
Precisa-se de uma ama que saiba bem cori-
nhar e engommar: na ra da (una 11. *.) se dir quera
preci*a.
Para mais commodid ule los devotos que con-
eojTein parea feslividade dn glorioso Sanio Amaro
em Jaboalo, lem-se re*nl\ido Iraosferir a fes(a,
que devia ser feila no dia 15 de Janeiro, para o da
28; para sciencia de todos faz-se esle aviso,
/
i MUTILADO


4
uia.hu ut rtnBAir.DUou, guAniA rtinw ut Jtuixinu uc ioaa.
LOTERA RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiorcs picaos da loteria
o. do conservatorio de musica,~cxtra-
hida ein22de dezembro de 1834.
1
1
1
1
I
(
10
20
\. 1867.........20:000$
5334......... 10:000s
916.........
31.........
(i.'., 831 1-293 .
3,096 5538 r>87 .
.180, 1007 1950 ,
:\->- 2521 25(12 ,
21 19 4*62 5120 ,
5595.........
812,922, 1205,2180,
4:00(
2:000?
1:000.V
400j
00
2100
2912
4301
322S
5045
5853. .
J6, 39,
2540,
3061 ,
4552
5308
5770
2887
4179 ,
4824
5492
5794
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOLUBGIO 1 ANDA 25.
O Dr. P. A. Lobo Mnscnzo di consullas hrmeopalhicas loilos os das aospobres, desde 9 horas da
manhaa alq meio da, e cm casos extraordinarios a qualquer hora do da ou noite.
OHerece-se Igualmente para pralicar qualquer operacao do cirareia. e acudir promplamenle a qual-
quer mulher quo esleja mal 1 COSSl'LTORIO DO DR. P. A. LOBO 10SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
317, 401,
200})
2O50M)
:

635, 641 741 ,
755, 840 845,
9CG 939 935 ,
1002, 1017 1025 ,
202, 2069, 2159 ,
2102, 2205 2220 ,
2550 2300 2507 ,
2513 2607 2667 ,
2750 29VI 3115 ,
3273 5433', 349 V ,
3574 370 V 3899 ,
3925, 4072, 4146 ,
4267 4290 4574 ,
4607 4825 4970 ,
3021 5065 5090 ,
5177 5196 5225,
5555 5461, 5619,
5670 5757 5778 ,
5850, 5945 ...... 100
100 premios de........ 40.S
1800 ditos de......... 20s
Foram vendidos nesta provincia os
dous meios numero 831 c 1293, premia-
dos com 1:000$, os possuidores queiram
vir receber o competente premio que he
pago sem descont.
, Temos exporto a' venda os no vos bil he-
tes da 1. loteria de lguassu, que licava a
correr na caa da-enmara municipal da
mperial cidade de Nictheroy no dia sex-
ta-feira29 de dezembro.
0 vapor La Plata, que sahia do Rio
de Janeiro a 31 de dezembro sera" o porta-
dor das listas e nao podera' tardar, roga-
mos, pois, as pessoas que teem billietes
encoinmendados queiram vir busca-Ios
hoje.
O pagamento dos premios sera' ell'ec-
tuado logo que se lizer a distribuicao das
listas sem descont algum.
Antonio Jos Rilancourt julga-se obrigado i di-
zer tinila alguma coosa em susltntaco do que ei-
pz em scu annunrio publicado no Diario de -23 do
mez pausado, em deferencia nicamente ao publico,
i quem se dirige, e nao a sua mulher a ira. O. Luiza
Thereza de Jess, que conscia da soa sem-razao se
quer snblrahir a discussfio, visto como em sua res-
posla ao mesino annuncio fem o Diario de sabbado)
proteslou nao voltar mais materia. Sua mulher
obriga-o a fazer urna exposi^ao, que lalvez a incom-
meuc ; nesse caso qoeixe-se de si mesma. e carr-
ale com as consequencias de suas provocic,cs. Ra-
tificando lodo scu annuncio, elle observa em primei-
ro lugar, que lodos que conhecem sua mulher sabem
perfeitamenlc que os bens Irazidos por ella quamlo
casou, foram apenas urna casa terrea em que tem
sempre mora ln. um raimo para oulra. no qual exis-
la n serrara, e 3 escravos, sendo que desles falleceu
loco um e venden-se oulro por 1598001); pelo que
sabem Umbem que ua haveres que apparecem de
Dais foram adqueridos com o Irabalho c suor do an-
nunrianle, por quauloaquelles nada podiam render,
nem sua mulher possuia dinheiro algum como
adiante se dir. Observa em secundo lugar que se
nenhiim direilo lem a meiacSojlaquelles bens, (na
opiuino.de sua mulher, que d aescriptura antenu-
pcial o sentid que Ibe ronvm e se diz injuriada e
maltratada por elle) n deve ella tambem perceber
a dos que elle por si so lem adquerido. Se esles ex-
cedercm a aquelles, lalvez que sua mulher, arrepen-
dida de ter feito valer a mesma racriplura no senti-
do de seas anuuncins, negu le-los feilo e publica-
do Nunca mallratou a sua mulher, sendo que ao
contrario fez I he sempre a> vunladcs. Nunca leve
em visla prejudica-la, tanto que era ella quem guar-
dava lodo o seu dinheiro e ttulos. Observa em ler-
ceiro lugar que he ama rcvollante mentira dizer-se
que elle por eccaslao de seu casamento nao trouxe
para o canal mais do-que meia duzia de ptis de ti-
rar arfa", por quanlo muito lempo antes de effec-
tua lo, j compra va madeiras, e as fazia serrar por
sba conla, uolando-icque na serrara dessa mesma
senhora elle fizera serrar nao pequea poreflo, o que
lalvez concorresse para ella ter a lembiaiica de que-
rer casar com elle, visto como durante um anuo,
pouco mais ou menos, que abi t- vira, nao descubri
nelle defeilo algum, esim muilo amor ao Irabalho.
Exilie m o Sr. Loaren; Jos das Neves e outras pes-
soas com qum elle leve lransacr;&es, proveanles de
compras e veudas de madeiras. Koi elle quem deu
a sua mulher a roapa precisa para o casamento, por-
que ella nao linba dinheiro. He exacto que elle pa-
cora s dividas de sua mulher que as havia conlra-
hido quanrio viuva. Ao Sr Manoel Joaquina da
Silva Figuciredn pagou 6OO9OOO que elle lomou-lhc
a joros; ao Sr. Vicente Alvos Machado 3003000 pe-
^--^la factura do caes, bem como a oulros diversas quait-
lias. Os recibos existan) no bah que ella carregou
quandci ajiscnlou se de casa. Observa cm quarlo
lagar que fiara adquerir os bens que apparecem de
mais nao era preciso que Uves-e cavado algum the-
ouro, bastou o seu ssiduo Irabalho. Muilas via-
gens para compra de madeiras em Camaragihe, na
provincia das Alagcas, mesmn em lempo de rigoroso
invern, pastando lios a nado, as boas vendas que
fazia dessas madeiras depois de serradas, e sua cons-
tante economa, o liabililaram a comprar G escravos,
a dar dinheiro a premio ele. ele. Nao trabalha ba
pouco lempo e sim lia annos, sem ainda haver des-
camado. Querera sua mulher negar ou por em
dovida a existencia das lellras, hypothecas e obriga-
i.cs passadas a favor delle, e existentes no baln que
ella levou' Nao conseguir seu fin, porque ella lem
mandado al protestar algumas latirs em que alias
nao figura sen uome ; eiistem os registros das hypo-
thecas aqui e no Rio-Kormoso, eelle invoca o leste-
miinlio do Sr. teneulo-coroncl Franca, em cuja casi
esta sos mulher, o qual provavelmeule lera vi-lo es-
tes ttulos. Nao he imaginaria a quantia de 5:5003
rs. que ella levou dentro do hah. Se nao exista
rooda, qual a razao por que logo que preleudeu sa-
bir de casa com o bahu' Iralou de mandar fazer urna
chave falsa ? O artista dcsconou, tanto pela reserva
com que se Ibe pedio essa encoininenda que foi par-
ticipar ao Illm. Sr. Dr. delegado. Esto artista fal-
lou-lbe, mas lalvez que oulro llie nao fallasse A
encommenda da chave e a lec|aracau de que nao ha-
1 ia dinheiro no bahu', prova muil cnnlra sua mu-
lher. Tem elle muilos muios par provnr que exis-
ta esse dinheiro, sen/lo que. alm desses meios, ah
existe urna pessoa mui fidedigna a quem ella (lava
olas de grande valor para Irocar em ouro, o que
fazia a mandado delle. Conlinuarei se for preciso.
Antonio Jote Bilancourt.
LOTERAS DA PROVINCIA.
No da 13 do cor rente mez de Janeiro
pelas 10 horas o da andam impreteri-
velinente as rodas da primeira parte da
primeira loteria a beneficio da cultura da
Amoreira: os poucos biihetes que existem
acham-sea" venda nos lugares do costume.
Praca da Independencia loja doSr. Fortu-
I nato n. 4, Botica do Sr. Cbagas ra do
Livramento, ra Nova n. 4, Boa Vista loja
n. 48 ena loja de cera do Sr. Pedro Ig-
nacio Baptista. Nesse lugares os Sis.
compradores acliaifio os bilhete sem cam-
bio. Thesotiraria das Loteras, 2 de Ja-
neiro de 1855.Otliesoureiro, Francisco
Antonio deOliveira.
' Precisa-se de urna ama para casa
de pouca familia, que saiba cozinhar, la-
var e engomar : a tratar na ra das Cru-
zes, na Typographia do Diario segundo
andar.
LEITUBA REPENTINA.
METHODO CASTILHO.
A escola se aclia transferida para a ra
lai-ga do Rosario n. 48, principia a lecci-
onar no dia 8 de Janeiro, As licoes para
as pessoas cecupadas de dia serao das 7a's
9 da noite.
Arrenda-se por pree,o eommodo o engenho
Roncador, na frenuezia de Barreiros, na beira do
rio de Una, em frente ao engenho Sau, tambem na
freguezia de l.'n, convenientemente obrado com
bom cercado, e ptimo terreno lano para cannas co-
mo para mandioca ; quem o pretender, dirija-se i
sea proprietario Jos l.uiz Salgado de Vascoucellos,
no engenho Salliolio da freguezia de Una.
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhadode
um diccionario dos Icrmos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc......
Fslaobra amaisimoorlaule de todas as que Iralam do esludu e pralica da homeopalbia, por ser a nica
que cont.,, a'l.ase fundameiilal .'esta doul.ina-A PATIlOliENESIA Ol" EKKEITOS DOS MEDICA-
MUNTOS NO ORGANISMO KM ESI\"" u" s-^'- lEcoiihecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pralica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mediros que quizercm
experimentara doctrina de llahnemann, e |ior si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazemleiros c senbores de engenho que esla l"ae dos recursos dos mdicos: a Iodos os capilacs de navio,
que urna ou oulra vei niio podem deixar 'le acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circnmslancias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar in conlinenli os primeiros soccorros ero suas cnfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradocc/o medicina domestica do Dr. Herine,
obra tambem til s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalbia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario <' termos de medicina...... 10^000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia.!,na,omia'c,c-'ele, encardenado. 33000
Sem verdadeiros e bem preparados med*an>enlos "ao PoJe dar um passo seguro na pralica da
homeopalbia, e o proprietario deste estahelec"ne,nl0 >* l'songeia de tc-lo o mais bem montado possivel e
ninsuem duvida hoje da grande superioridad* dos seus medicamenlos.
Boticas de 24 medicamentos cm glbulos, a 10?, ,:5 e '>900O rs.
Ditas 36 ditos a
Dilas 48 ditos a
Hilas 60 dilos a
Dilas 144 dilos a
Tubos avulsos .... ...
frascos de meia nuca de lindura.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualque'
de e por presos muilo commodos.
chronicas, 4 vo-
. 20JO00
. 63HO0
. 73000
. 63000
. I65OOO
. 63000
. 83OOO
163000
103000
85000
73000
03OOO
43000
10:000
Novos livros de homeopalbia mefrancez, obras
todas de summa importancia :
lialincmaim. tratado das molestias
lumes............
Teste, rroleslias dos meninos.....
Hering, homeopalbia domestica.....
Jahr, pharmacopcii homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalbia, 2 volumes
Harlhmann,*tralado completo das molestias
dos meninos..........'
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Staoneli........
Casling, verdade da homeopatas. .
Diccionario de Nysten.......
Alllas completo de analnjnia com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripcao
de todas as parles do corpo human 303000
vedem-sc todos osles livros 110 consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeirn audar.
PlBLICAilAO' DO INSTITUTO HOMEOPA-
THIGO DO BRASIL.
THESOBO HOMLOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Mtthodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
pathicamente todas as molestias* que af/ligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que re-
nam no Brasil, redigido segundo os melbores tra-
tados de homeopalbia, lano europeos como ameri-
canos, c segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgeru Pinhu. Esta obra he boje
reconhecida como a melhor de todas que Iralam da
applicacio homeopalhica no curativo das moleslias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la c cuiisulla-la. Os pais de
familias, os senhnres de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capilaes de navios, serlancjosetc. etc., devem
te-la a mHo rrara occorrar promptumente a qualquer
caso de molestia.
Dous voluntes em brorl 11ra por 103000
encaderrfHlos II3OOO
vende-se unicamenle em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco Mundo Novo) n. 68 A.
I J. JA^E, DENTISTA,
j\) conlimia a residir narualNova D. 19. prmei- *-J
Q ro andar. g|
8@@S@@S@3
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
ll
ROli I.AI lECTEUlt.
O nico autorisado pur decilao do cunselho real
e decreto imperial.
Os mdicos doshuspilaes ii'comincndam o arroba
lill'ecieur, romo sendo o nico aulorisado pelo go-
vernoe pela Real Sociedade 1 Me dicameutn d'um goalo tgradavel, e fcil a tomar
em setrrl. o-l.i em USO na niarinlia rt'al dosde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca ilespe/.a, sem mercurio, as allerces pelle, inwingens, as consequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos parios, da ida.lo critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; conven aos
calliarros, da betiga, as conlracros, c fraqne/.a
(losorgSos, pri'cc.iida de aboso das incecces ou de
sondas. Como anli-syphiliticu. o arrobe cura da
pouco lempo os limos recentes ou rebeldes, que vola
vem inci'ssaiiles sem consequencia de emprego da <-
paiba, da rubeba, uu ilas iiijeccoes que represen-
lam o virus sem nculralisa-lo. O arrobe l-allecleu-
he especialmente reconiiuendado contra as doenca-
invcleradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodurelo
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Itar-
ral, e de Antonio Feliciano Alvos de A/.evcdo, pra-
ra de D. I'edro n. 88, onde acaba de chocar una
grande porro de garrafas grandes e pequeas, viu-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Boyveaos
l.affecleuv 12, ru Ricbev ;i Taris. Os fnrmulario-
dam-sc cralis cm casa do agenle Silva, na prara ds
I). Pedro n. 82. No Porto, cm rasa de Joaquim
Anqjo: na Babia, l.inia y Irmaos; em l'ernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro. Rocha cV Filhos, e
Moreira, loja d drogas;-Villa-Nova, Joo Pcreira
de Macales l.eilc; Rio-Grande, Francisco de Tau-
la Couto ,\ C.
D. I.u/.a Annes de A. I.eal c as suas manas 1).
Senborinba e D. Teresa de Jess I.eal, fazem saber
aos pais de suas alumnas que as ferias lindam-sc no
da 7 de Janeiro, e piincipiam os Irahalhns de sua
aula no dia 8do correle: continan] receber alum-
nas pensionistas, lucias pensionistas e externas. As
materias que se entinan] s.o : lr, escrever, conlar,
crammatira nacional, anllimelira, francez, inclez.
msica, danta, desenlio, geogrsphia, coser, bordar,
corlar, labyrintar, marcar, cacund, e oulras obras
de agolha. Os pais ile familias ficarao satisfeilos pe-
lo desvelo com que soas Ribas sera > (raladas, e pelo
aucmento que ellas lerlo em seus esludos ; advrr-
lindo que as mensalidades scfo pacas em quarlel
ailianlado, lindo o qual dcvriao adianlar oulro. O
preni das pensionistas s.io: (113OOO por quarlel, das
meias pensionistas 3t)>tMIO, e as exlerna* conformn o
ajusle. Os pais de familias tanto da prara como fura
della, que quizercm honra-las rom sua conlianca,
poderAo dirigir-sc rua do Facundas 11. 5, qurn
vem da ribeira o segundo sobrado ao p do de va-
randa encarnada.
Arrenda-se urna boa rasa em Apipucos : a
fallar na rua Augusta n. 60.
N. O. Bieber & Companbia parlicpam que o
Sr. F. A. Zielz, deaejando retirar-se do coinmercio,
ceasa cimenlo, e que cm ten lugar entra o Sr. J. II. II.
Bolm.
O BRASIL MARTIMO.
Al o da 15 deste mez aclut-se iberia nesta hpo-
crapbia a renovara de assignalurs do secundo auno
deslc nleressante peridico, drilicado unicamenle
propagara dos conhecimenlos niarilinv s, organita-
rao c adminislrarao ele. da uiariiiha de cuerra e
a ba declara <|ue nana deve a praea. mercante nacional, sendo redigido pelo Sr. lenle
Pernambuco2de Janeiro de 1855.Ha- '.'".."'"""'i E."zehio Iot6 Anbines, auxiliado pela
. 209OOO
. 25000
, 30? .00
. 60J'J00
. I0IK)
. 23000
diversos lmannos,
encommenda de medicameoloscom loda j brevida-
O Dr. Carolino Francisco de Lima Santos mora
na ruadas Cruzes n. 18, primeiro andar, onde con-
lina no exercicio de sua prolissAo de medico; e
utilisa-se da occasi.lo para oe novo ao publico ollc-
recer seu presumo como medico parteiro, e habilita-
do as operacoes das vias ourinarias. por se ter a el-
las dado com especialidade em Fritura.
Os abaixoassignados declaram (pie
teem dissolvido a sociedade cjue tnliam
na loja da rua da Cadeiadollecil'e n. 47,
que girava sob afirma de Flores & Sa',
licando inteiramente desligado da mesma
sociedade o Sr. Manoel Antonio Flores, 8
todo o negocio agora corre gmente a'
cargo eresponsabilidade de Manoel Fer-
reiradeSa'- Aexlin ta lirma de Flores
Precisa s de um prelo de meia idade, sendo,
fiel, para servir a um liomein sullciro : na rua Ve- i
Iba, na lloa-V'isla, n. 123 fedirfl quem pretsa.
l)a-se lOgODO 11 l'orlo a quem dr aqui MUI;
rs. ; ua roa do Vicario 11. 21.
Perdeu-se urna Blaca Magdalena, iksde o viveiro ate a quina que volla
para retiro ; quem a arliou c qu/.cr restituir, a en-
Irecara ua padaria, na mesma l'as-aceni, que ser
beoj gratificado. *
Perde-se urna pulreira desde a rua de S. len-
lo al o \ aradoino. nu do rb ifari/.de l-i'ira tle Portas
al a rua do Pilar : quem a adiar, qnereedo lesli-
luir. Inca a rasa 11. 101, na rua do Pilar, ou na rua
de S. Brillo, en Olinda, m> pe do fiscal Jos I lleu-
dlo, que sera cralilirailo.
Luurenco I lomes da Cruz offerecc-se para ser
criado de urna casa inglc/.a ou francesa ; quem qui-
zcr annuncie.
FRONTISPICIO DO-CARMO.
Os meios bilheles em quailos de. 11. |0i).. 22*),,
3'>8."> e 387'J, perlenrein a sociedade do fronllspicio
do Carmo.
Oiiiiiii precisar de um rapaz porluguez para
caixeiro de taberna, do que lem bastante pralica, ou
niesmo para oulro qualquer estabeleciiucnto, dirja-
se a rua Direita, taberna 11. i, que achara com quem
tratar.
Os ahaixo assicnados fazem scienle ao respei-
lavel corpo de coinmercio testa prara, que amiga-
velmenie dissolveram a sociedade que liiiham ua
padaria,sila na rua Imperial n. 173, des le o da in
de de/.rmliro de t8."i, a pial cvrava sob a tirina de
Cosa ii Santos por assim o querer o socio Santos,
licando o mesmo Saulus com a padaria, c a cargo do
inesnio lodo o activo e passivo da mesma sociedade ;
e os senhnres credores bajam de apresenlar suas con-
las a qualquer dos ocio* para seren conferidas.
Recita 2 de Janeiro do 1855.loaquim Luiz das
Santos lilla-I erde, Sarciso Jos da Costa.
Olferece-se una mulher parda para ama de ho-
mem solleiro 011 de poura familia, co/.inha c com-
pra : Iralar ua rua de Sania Cecilia n. 13.
Antonio Pereira Vianna deixou de ser caixeiro
de Antonio Ferreira Lima desde o dia 2 do correle.
O0erece.se para ama de nina casa, para cozi-
nhar, urna mulher muilo capaz ; a tratar na rua de
S. Francisco, casa n. 22.
O abaixo assicnado, Ihesoureiro da sociedade
denominada Serr-Negra, lem comprado para a mes-
ma sociedade os bilheles a saber: ns. 1098. 1211,
1215, 2121, ::632, 3643, da 1.a parte da I .a lotera a
beneficio da criacAo dos bichos da seda.
Candido Ycrera Monteiro.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-c a bordo do brizne Conreirao, enlrado
de Santa Calbarina, e Tundead na volla U Porta do
Mallos, a mais nova familia que existe boje no mer-
cad, e para porces a Iralar no esrriplorio de Ma-
nuel Alvos Guerra Jnior, ua rua do Trapiche
11. 11.
PARA ACABAR.
Venden -se eassat franrezas de cores (has, e lin-
dos padrees, pelo baralissimo proco de l'iOrs. o eo-
vitlo: na loja do Cuimaracs i\ Henriques, ruado
Crespo n. ">
Deposito de vlnho de cham- W
pagne Chatcau-Ay, primeira qua- ib
(0) lidade, de propnedade do conde ^
de Marcul, rua da Cru?. do Re- A
vjj cife 11. 20: este vinlio, o melhor *
1 de toda a Champagne, vende-se J
W a ."Cs'OOO a. cada' caixa, icha-se
nicamente em casa de L. Le
9 comte Feron & Companliiji. N.
B B.As caixas sao marcadas a fo-
(p goConde de Marcuile os ro-
Mk lulos das garrafas sao azues* ?J
CE1EM0 ROMAB BR.4NC0.
Vemle-se caldo de lmales (breado ullima-
menle de (iennva, a 900 rs. a libra : em Pera de
Portas n. 147, junio a intendencia, lerceiro audar.
SYSTEMA MEDICO DE IIULLOWAY.
COMPRAS.
Compra-se nina escrava que seja rro^a e bem
parecida, c que saiba cozinhar bem e engommar :
quem a lver annuncie para ser procurado, ou pro-
cure ao major Anlonio da Silva (iusmao, no arma-
zem de illuinnarao, na rua da Praia, das9 horas da
111,mil.ui as !ii.
Compra-se urna negra de narSo, de meia idade,
em algomas habilidades : na rua Augusta 11. 60.
Compra-se um rcligiode our, patente inglez:
no aterro da Roa-Visla 11. 17, secundo andar.
VECDAS
Flores.Manoel Ferreira
noel Antonio
de Sa'.
LOTERA da provincia.
Aos 5:0000000, 2:000,s000, 1 OOOsOOO.
O cautelisla Antonio Rodrigues de Souza Jnior
avisa ao respeilavel publico, que os seus bilheles c
cautelas nao soflrem o descont dos oilo por centu
nos tres premios grandes, os quaes se acham venda
as seguidles lujas: praca da Independencia n. i,
do Sr. Fortnalo, 13 e 15 do Sr. Arantes, e O do
Sr. Faria Machado ; rua do Qucimad u. 37 A, do
Sr. F'reire ; rua da Praia, loja de duendas de Sr.
Santos ; rua larga do Rosario n. 40, d Sr. Manoel
Jos Lopes; e praca da Roa-Vista, loja de cera' do
Sr. Pedro Ignacio Baptista, cuja lotera tem o seu
andamento infallivel cm 13 do luluro Janeiro.
5:0003000
2:5003000
l:25O#OO0
(>2."moio
5009000
2509000
Perdcu-sc umconhccmcnlo de n. 90 da quan-
lia de 4009000, recebido na Ihesooraria da l'azenda
desla provincia : quem o liver adiado, ou por qual-
quer modo delle esleja dejMSSe, duija-se a ruada
praia ile Santa Rila n. 42, que ser generosamente
gratificado, alm do agradecimenlo.
atina, tem estabelecido sua aula par
ticularna rua Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao cpie pessoalmente oll'ere-
cera'.
liilbelcs 50500
Meios S0O
Ouailos 19500
Olavos 800
Decimos 700
Vicsimos 400
recebe por inlciro
da
roilaborara dealcumas pessoas Ilustradas da mes-
ma corporacao. Publica-.e duas vezes por mez em
das indeterminados, contendo 12 paginas cm quar-
lo, sendo 8 destinadas in materias do programma, e
4 exclusivamente publicarao das regras inlcrna-
eionaes e diplomacia do mar de Oilolan, obra esla
asss importante e necessaria i lodos que sulcam es
Ocanos. O costo da asscnatnra be de 53000 an-
uuaes pagos adantado, e de 83000 para os senbores
subscriptores quequizerem po-suir quasi lodo pri-
meiro volme da obra referida, j,i a:inc\a ao primei-
ro auno do peridico.
Quem prccisarde qualquer cscripluracao com-
mcrcial, ollcrece-se para a fazer urna pessoa com a
necessaria pralira e desenvolvimenlo ; a Iralar na
rua do Sebo, sobrado amarello, ou na rua do Vica-
rio 11. 5, arma/em.
' Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
engommar com perfeirfto. pacaudo-sc bem : na rua
da Cadeia do Recite 11. '.l, primeiro andar.
No hotel da Europa da rua da Aurora d-sa
comida para casas particulares meusalmenle, por
prcro rommodo.
No hotel da Europa da rua da Aurora lem boas
salas e quarlos para aluguel, rom comida ou sem
ella.
_ ss @ $e
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na rua larga
do Rosario n. 36, segundo andar, collora den-
tes com gengivas arlificiacs, e dentadura com-
pleta, ou parte della, com a presso do ar. Q
Tambem lem para vender agua denlifrice do ($
Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do ($
9 Rusario n. 36 segundo andar.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernaal-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria as. 6 e 8
da praca da Independencia.
Aluga-se para o servido de bolieiro um escra-
vo mulato com muila pratira desse oflicio. Na rua
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Louronro Trigo de I.oureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinba do Livramento lem urna rarla na livraria ns.
6 e 8 da praja da Independencia.
Aluga-se urna casa terrea na povoacSo do Mon-
leiro, com a trente para a igreja de S. Paniale'n,
muilo limpa. Iresca, com commodos para familia re-
cular, leudo urna perla e duas janellas na frente: a
Iralar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoarilo, ou na rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
. I.'iride Italiana, revista artstica, scienlifica e
Iliteraria, debaixo do immediolo patrocinio de S. M.
o Imperador, redigida em duas Inicuas pelas mais
mohecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Caleano-Ravara. Subscreve-se em Per-
nambuco, na livraria n. 6 c 8 da prara da Indepen-
dencia.
Loteria da Provincia.
O cautelisla Amonio Ferreira de Lima e Mello,
avisa o publico que lem as suas caolellas da luleria
da amoreira e eriarao do bicho da seda, que corre
no dia 13 de Janeiro, no Recife loja n. II, rua do
Rosario 11. 20, dita Direita n. 62, aterroda Roa-\ is-
ln. 58, na povoaran do Monteiro em casa do Sr.
Nicolao, e cm sua loja rua Nova n. 4, pelos precos
abaixo declarados.
Bilheles 59000
Meios 2.38UO
Quarlos I9500
Decimos 700
, Vigsimos 400
Precisa-se alugar urna preta que seja fiel e di-
ligente : na rua Direita, bobea n. 118.
Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva
para todo se^ir de urna casa de pouca familia : na
rua larga do Rosario n. 33, segundo andar.
COMPANHIA PERNAMBLCANA DE
VAPORES.
O canselboda direcr.ao,de conformidad com oart.
1.. lil. I. dos estatuios da companbia, convida aos
senbores arcionislas a rralisarem mais 15 ", sobre o
numero deacees que subscreveram al 15de Janeiro
de 1855, afim de serem fcilas com regularidade para
Inclalerra as rcinessas de fundos com que lem de
aliender os prazos do pagamento do primeiro vapor
cm construrr.au ; os pagamentos devem ser failos em
casa do Sr. F. Coulou, rua da Cruz 11. 26.
No dia 27 do |>rcsenle mez de dezembro, no
sitio do eemilerio publico, desappareceu do pescor
do um menino urna vara de cordilo grosso de oorc,
cm duas vollas, com. urna meia dobla encasloada,
cravada de um diamante, c suppfte-se que cm alguna
brinquedosqueo dilo menino livesse com oulros que
com elle forarri acompanhar o enlerro de um augi-
nho, se quebrasse o cordao e o perdesse com a meia
dobla : roca se pois a quem liver arhado lacs objer-
los ou delles liver noticia, dirija-se loja de chapeo)
da rua da Madre de Dos, que ser recompensad.
D-se 1:500^)00 a juros sobre penhores de ou-
ro e praia : no deposito de piio da rua Nova se dir
qoem d.
AVISO AOS SENIIORES CAPITA'ES
DE CAMPO.
Fugio sabbado .10 de dezembro um
cabra escuro por nome Felippe, com
militas marcas de bexigas, gordo e de
semblante carregado, representa ter 2">
annos de idade, cabello cortado rente :
quem o pegar leve-o a rua do Trapiche
ti. 9, no Hotel Francisco, que recebera'
urna boa gratiicacao.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda as lojas do costu-
me os bilbetes da o.' loteria do conser-
vatorio de msica, a qual correu em 22
dopresente, as listas se esprate de a
de Janeiro pelo Tocantins ou San-
Salvador. Os premios sao pagos a vista |
esem descont algum.
Bernardo Fernandos Vianna contina com sua
aula particular de primeiras lellras, do dia 8 de Ja-
neiro prximo futuro, nao bavcudo feriados seuo
das santos de guarda ou molestia ; aulorisado pelo
Exm. Sr. Vctor de Oliveira cx-presideute que oi
desla provincia ; aquelles senbores que Ibe qui/.erem
confiar o ensillo de seus filhos, podem vir malricu-
la-los e verem o progrmma do ciisino. Tambem da-
r licoes aquellas pessoas grandes que nao poderem
vir de dia das ti as 9 horas da noite, sem isenc,ao
de cor ; podem vir malricular-se na rua da Cadeia
do Recife 11. 47, a qualquer hora.
Precisa-se de um ou dous canoeiros forros ou
captivos, por mez ou por viagem, para conduzir li-
jlo em una canoa de 1,000 a 1,500 : quem preten-
der empregar-se nesle servido, pode dingir-se a rua
larga do Rosario, padaria n. 18, junio ao quarlel que
foi de polica, que achara com quem tratar.
Precisa-se de 2 officiaes de cbaruleiro ; na rua
da Guia n. 36, taberna, se dir quero precisa.
Oflerece-se um rapaz biasileiro, que da co-
nbecimenlo de sua pessoa, para caixeiro de qual-
quer eslabelecimenlo nesla praca ou fra della, ou
mesmo para cobrar dividas: a Iralar na rua Direita
n. 52.
Jos Teixeira Iiasto3 avisa ao coin-
mercio desta praca, (pie tendo admittido
em sua casa commercial, na quahdade
de seusocio.o Sr. Camillo Pinto de Lo-
mos, continuara' suas transaccoes com-
nierciaes do primeiro de Janeiro em di-
ante, soba lirma social de Basto & Leaos.
Recife 00 de dezembro de 1854.
Lava-se e eugomma-se coin loda a perfeicjlo e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
POR SI.VS .YIRTIDES.
A' VERDADEIRA
AGILi DOS AMANTES.
Quem for amante nao pode
S11 agua deixar de comprar.
Tira pannos, sardas, espinbas
Faz .1 pelle clarear.
Relreseai lustra e snavisa a culis,
Tira rugas, horloejas, que primor !
Quem rom a Agua los .manes
Nao gozar do amor ?
As nossas bellas palririas
Desla agua devem usar,
P'ra mais bellas icarem,
Mais bellas de fascinar.
He liquido saoespecifico,
Que deve ser procurado,
Pois (orna o ente querido
Muilo mais furmoseado.
Dous mil res a garrafinha,
Pode qualquer comprar.
C 1 na rua do Queiiuado,
\ inle e sele procurar.
He o seu nico deposito,
Deposito mui afanado
Anude lal elxir
He por lodos procurado.
(J duplo de imporle se devolve
Kilo sendo efliraz em curar,
Lina s queixa inda niio bouve !
O que lodos podem apreciar.
Acha-se venda na rua do Queimado n. 27, ni-
co deposito.
COSINHEIRO.
D-se muilo bom ordenado por um cozinheiro
francez: quem quizer annuncie para ser procurado.
No hotel da Europa da rua da Aurora lem
bous peliscos a toda a hora, pelos precos marrados na
tabella, muilo razoaveis.
No silio denominado Torre, em Belm, appa-
ALMAMk PAR! \m.
Salmain a luz as l'olliinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
i paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria 11. G e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHIHHAS PARA 1855.
Acham-se a venda as bem conhecidas
lolhinhas inpressas nesta tjpographia,
de algibeira a ,")0, de porta*a 160, e ec-
clesiasticas a 480 rs., vendem-se nica-
mente na livraria o. t e 8 da praca da
Independencia.
MELMOE DE LAN ESCOCEZ
A 500 RS. O COVADO.
Na loja n. 17 da roa do Qucimado, ao p da boti-
ca, vende-se alpaca .le laa eacoceza, chegada pelo ul
limo navio, a qual fazenda ua Europa se d o nom-
ite Melpomene de Escocia, muilo propria para rime
pe* e veslidos de senhora e meninos por ser de mui
(o brilho, pelo enmmodo preco de .'OU rs. cada ro
vado ; dilo-sc as amostras com penhores.
Vende-se a loja de calcados, defronle do oiliio
da igreja d l.ivramoolo, muilo afreguezada, e com
poucos fundos: a Iralar na rua do l.ivramcnl n.2!l.
Vendc-se urna loja de mudczas cm una das
principaes ras desla cidade. a dinheiro ou a prazo,
e bem arrebozada, cm consequencia do dono reli-
rar-sc desla cidade a Iralar de sua saule : quem
pretender, diija-se ao aterro da Boa-Visla 11. 82,
que se dir.i quem vende.
- Vende-se nina preta de iiarSo, que cozinha,
roa larga do Rosario n. 1S,
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : alraz do theatro, arma-
zem de laboai de pin lio.
Vende-se um cabriole! com cubera c os com-
petentes arreos para um cavall, ludo quasi novo :
par.- ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Higoel Segeiro, e para tratar no Her le rua do Trapi-
che n. li, primeiro andar
ItLA DO CRESPO N. 12. a
St Vende-se nesla loja superior damasco de S
1$ seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, i
f*, por prero razoavcl. }j
s@iec@e3@s:ae,c3$$3
Venderr.-se lonas da Rusta por preco
eommodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber &C rua da
Cruz n. i.
OBRAS DE LABYRINTHO.
Acham-se 1 venda por commodos presos ricos len-
ros, liialhas e coeiros de lahvrinlho, chesados ulli-
mamenle do Aracaly : na rua da Cruz do Recife 11.
:li, primeiro andar.
Afeada de Edwln Miw,
Na raa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companbi,-. acha-se conslanlemente bons sorti-
menlos de laixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa romo fund is, moendas inctiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamanbos e modclnsosmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forca de
i cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, escu-v?ns para navios, ferro da Suecia, ra-
lbas de (landres ; ludo por barato prero.
Na rua d > Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellios che-
gada recenlenenle da America.
Potassa.
No anliso deposito da rua da Cadeia Velha. es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Kossia, americana e do Rio de Janeiro, a preros ba-
ratos que he para fechar conlas.
Devoto Christao.
Cabio a luz a 2." ediea do livrinho denominado
Devoto Cbrslflo.mais correcto e acrescentado: vende-
se unicamenle na livraria n. 6c 8 da praca ai In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
PUBL1CAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
roverendlMimoS padres capucbinbos de N. S. da Pe
nha desla cicla le, augmentado com a novena da Se-
nhora da Concer*.n, e da noticia histrica d me-
dalba milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se onicamenln na livraria n.Ce 8 da praja da
independencia. 3 IjOOO.
Vende-se urna taberna na rua do Rosario da
lloa-Visl.'. n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos s.io cerca de 1:200-3000 rs., vende-se
norffl com menos se o comprador asim Ibe convier :
a Iralar junio fllfaudega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
PIULAS IIOLLOWAY.
Ele inestimavel especifico, romposlo inleiranien-
le de her\a-medicinaos, nao ronli in inerruiio. nrm
oulra ajgoma rabataocia delecterea. Beuiuno* mais
tenra infancia, e compleirao man delirada, be
igualmente promplo e seguro para desarraigar o
mal na compleicclo mais robusta; he inlciraitiriilr
innoreiile em suas operaees e elleilo>: pois busca e
ri'.'iu.w ,'S dooiiras dr ipialqui'r especie c grao, por
mais antigs e lena/es que sejarn.
En Ir militares de pessoas curadas com este reme-
dio, militas que j estavam s pollas da morle, pe,-
severando em seu uso, conseguiam recobrw a >ar
de e forras, depois de haver leulado inulilroenle-
lodos os oulros remedios.
Ai mais alDiclas mo devem entregar-se i deses-
perarlo: faram um rompelenle ensaio dos eflicazrs
rilnos desla assombrosa medicina, e presles recn-
peraro o beneficio da ssdr.
Nao se perca lempo em lomar esse rmedio para
qualquer das scauinlet eufermidades:
I Ai r. Irlllesjepilcpllros.
Al|mrcas.
Ainpolas.
Araas mal d'\
Aslhiua.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou extenua-
cio.
Debilidade ou falla de
torcas para qualquer
ceasa.
Dcsinleria.
Dor de garganta.
a de barriga.
nos rius.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ligado.
ce venreas.
Enxaquera.
Ilerysipela.
Pebres biliosas.
intermitientes.
de;tda especie.
Cola.
Hemorrhoidas.
ilvdropisia.
Ictericia.
Indiiie-loes.
Inflaminaroes.
Irregularidades da mens-
truarflo.
I.ombngas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas oa culis.
illisinn r,c de vculrr.
Phlhisica ouronsumpt.10
pulmonar.
Kelenrao d'ounna.
Rheumalismo.
Sxmplomas segundino.
Temores.
Tiro doloroso.
Lleers.
Venreo mal1.
O abaixo assignado declara que se Ule acha by- receu um cavallo; quem fr seu'dono pcide all cora-
polliecada a escrava Cerlrudcs, crioula, perleucenle
10 Sr. Augusto Candido de Alhaide Seixas, e para
que uinguem a compre na boa Ir. faz o prsenle an-
nuncio. Recife 29 de dezembro de 183*.
Francisco da Costa Amoral.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba cozinhar e engommar : a Iralar no
pateo do Ter(;o, sobrado de em andar n. II.
A directora do collegio da Concei-
cao annuncia aos pais das meninas (pie
parecer ; adverliudo-se que o morador do mesmo
silio nao se responsabilisa pelo desappsrccimeulo do
mesmo cavallo.
Troca-se ou vende-se um silio na Passasem da
Magdalena ao pdolapibarihe. em lugar muilo fres-
co, casa nova c silio grande, por casas ua prara. de
mais ou menos valor, assim como so pcide incluir
nesla Irara al \2 escravos le ambos os sexos, lodos
de flor, isto he, sendo o predio ou predios de mais
valor: quem Ibe convier fazer esle negocio annun-
llie foram eonliadas, e aquellas pessoas "* I3 ser procurado.
_ j______!____________ I OITercce-se urna ama branca para casa de ho-
mem solteiro 011 de poura familia, mesmo ainda para
que trataran de mandar meninas para o
mesmo collegio, que elle se torna a abrir
a 8 de Janeiro de 185", por se lindarem
nessa data as ferias dadas.
Na na das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
melbores e mais modernas
w
ha das mrlhores e mais modernas birbas hanibur-
guezas para vender-se em grandes porrOcs e a rela-
Iho, e (ambem se aluca.
^9Bg&3g&:988S:SX
g M) COMIJORI
DO DR. CAS ANO VA,
RLA DAS CRUZES N. 28, "
vendem-se carlciras de homeopalbia de lo- ^
dos os lamaubcis, por preros muilo em roula. w
Elemenlos de homeopalbia, i vota. 65000 jjj}
Tinluras aescolher, rada vidro. l^a(() tk
Tubos avulsos a escolhera 500 o 300 /
Consullas gralis para os pobres. )H
Franc sco Lucas Ferreira, com co-
clieira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona ig'eja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e alii en-
contrarao tudo com aceo, segundo dis-
poe o regulameato do cemiterio.
algum silio perlo da prara ; quem precisar procure
na rua do Fogo n. 17.
Alugam-sc duas casas terreas com commodos
sufucienles pura pequea familia, sendo una sita na
rua do Sebo n. 52. c a oulra no principio da Soleda-
de n. 27 : a tratar na rua da Aurora n. 26.
B. C. P. A.
The Ilalf yearly mceliugoflbe Brilish Clerks Pro-
videnl Associalion will be hcld ou Friday 5 Janua-
ry. C. P. M., at l.ibrary Rooms, subscriplions re-
ceived 011 same clay at the usual hour \ place, per-
sons wishing new abares will please applv for lliein
ou Tucsday.Sonre Treasnrer.
Os riedores da massa lallida ele Jos Martins
Al ves da Cruz podem apresenlar os dorume dos de
seus credilcis ua rua da Cruz 11. 27, al o da :t de
Janeiro prximo, afim de serem verilicadcs pe- com-
missao nomeada.
Precisa-se alugar um silio distante da praca
de una a qualro legua! : lia rua do Crespo 11. 15."
O abaixo assignado declara e fas scienle a
quem convier, que em consequencia do scu mno es-
lado desande, cteixou clesde o primeiro de Janeiro
de 1835 de ser son do eslabelecimenlo de botica,
na rua Direita n. 131, licando desde esse dia o mes- "j
1110 eslabelecimeiil perteiicondo, ea cargo smeme ''
do ir. Manoel Antonio Torres. Recife 31 dr dezem-
bro de 18'i.,/i/je .Minio de Memlom-n e Castro.
No dia :)!! de dezembro do mez prximo pasu-
do, desappareceu um prelo crioulo. bstanle ladi-
no, de nome .Miguel, qual pelo foi comprado ao
Sr. l.uiz Cosario do Reg ; levuu camisa ros* de ris-
rado francez j velha rom um remend grande cpia-
clrado de oulra rbila, e calca branca com oulra ve-
lha escura por baixo, sera lalvez da que use, e sem
chapeo, lem cdlieio de rauoeiro, he bonila denra,
bem prelo, fallaui Ibe :) denles na frente lo lado de
rima, lem barba no bur e no queixo ; esle prelo
leuj ja o cosime de fugir, o cjuaiid o faz conserva-
se mesmo clculro da cidade occullo pelos canoeiros da
I rua Nova ; ou entilo vai para s iininrdiaiaics desla
( cid.ule :l a 4 leguas ; e ainda ha pouco na ulduia
1 i i l.i que fez se ronservou occullo, segundme in- res relogic
I oiiiar.iin, alfiuiis lempos no engenho Mossambique,
e por inlervcncao do Illm. Sr. Dr. Velloso he que
fui entregue ao Sr. Luii Cesario que cnlSo era seu
senhor : quem o pegar, leve-o a seo senhor, na rua
da Cadeia de Sanio Antonio n. 7, em rasa de I. L.
It. Tahorda, quesera bem ferompensado.
Desappareceu 110 dia 2ri do pastado mez, do
sobrado da rua da Cadeia Velha n. 52, um rao es-
Iraucciro da rua chamad Water Spanrel. be muilo
cabelludo, orelbas grandes escuras, cauda branca, e
a cor malhado de runo, he muilo condecido nesla
prara : a pessoa que o descubrir le.ha a bondad de
o levar ao sobredilo lugar, que sera recompensada.
engomma e cuse : na
segundo andar.
V enclo-se mercurio doce, ebegado recentemen-
le de Lisboa ; no armazem de Tarroso A Compa-
nbia, rua de Apollo n. 18.'
Vende-se urna bonila negra da Cosa, moca, e
de exrellenlc conduela, saliendo coser bem, enuom-
roar, cozinhar, e muilo boa quilandeira : na rua dos
Marlyrios n. li.
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edilica-
da ba pouco lempo, em daos propros,
CDm bastantes commodidades, coebeira,
estribarla, etc., etc. : quem pretender
comprar esle predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara
qualquer negocio.
FRASCOS F VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLIIAS.
Novo sortimeoto do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendcm-se na botica de Bartholomeu Francisco
de Souza, rua larga do Rosario n. 36, por menor
prcro que cin oulra qualquer parle.
Vende-se cognac em caixas de du-
zia : 110 armazem de Bruno I'raegcr &
C, ruada Cruz n. 10.
Marmelada
a mais fina e melhor do mercad..'cm caivinbas de
urna libra : vendc-se na rua do Collegio n. 12,
Massa de tomates.
Emblasele libras, excellenle para tempero, rin-
da recenlemenle de Lisboa : vende-se na rua do
Collegio n. 12.
Attencao.
Vendem-se 102 travs, no raes do Ramos : a tra-
tar na rua do Passeio, loja 11. 13.
Vendc-se um negro bastante moro, o qual lem
oflicio de rarreiro. he serrador, e inulto proprio para
o campo por ter sido do mallo, e eulemle de plan-
taccies : quem o pretender, dirija-se a qualquer ho-
ra .lo dia, na rua dos Prazeres. no balrro da Boa-
Vista, a ultima casa lerrea pintada de roxo.
Vende-se sola muilo boa, pellos de cabra, e
gomma muito boa em saceos : na rua da Cadeia do
Recife n. ii), primeiro andar.
Vende-se no caes da alfandega, armazem n.7,
barris com polas-a. Mudos do Rio de Janeiro, por
prero mais em conla do que em oulra qualquer
parle.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menle chegados, de escolente! vozes, e precos com-
inod'.s: em casa de N. O. Bieber A. Companbia, rua
da Cruz n. i.
Veude-se a bem afreguezada venda
na rua Nova n. 50, com dividas e gneros
constantes do bataneo, no estado em que
estiver, apr.isooua dinheiro a vista, con-
forme se convencional-. Os pretendentes
poderao examinar e fazer suas propostas,
depois das quaes nenbuma reclamacao se-
ra nttendida ao comprador : a' tratar no
largo da Alfandega, com (iuimaraes .
Alcoforado, Luiz Jos da Costa Amorim,
Vicente Ferreira da Costa &C.
Vendem-se relogio* de ouro, prata,
prata chapeada, domada, de patente In-
gle/, e liorisontal, sa bonete, tudo pelo prero
o mais cmodo possivel : na rua da Cruz
20 primeiro andar.
Vendem-sc ravalinhasem barris pequeos, |ra-
zendo rento c lautas cada nm, chegadat ullimamen-
Ic de Lisboa, por rommodo prero: na Iravessa da
Madre de lieos, armazem 11. 1 c (>.
Vendem-se 2 escravas de narao, com alsumas
habilidades ; na rua da Cruz do Recife, casa 11. II,
segundo andar.
Btalas inglesas a retalho: no armazem de re-
colher n. :t. de Paula Lopes, 110 caes da alfandega,
a l^IMHI a arroba : a ellas, anles que se araliem.
Vende-se nmma de engommar muilo supe-
rior, da melhor qaelem viudo ao mercad, a 2~lllll
a arroba, c a Sil rs. a libra : na taberna da la de
Ilorlas n. ',.
Moinhos de vento
'ombombasdn reputo para regar borlase baixa,
de rapiii. na fundirn de I). W Bowman : na rua
doBrumus. 6,8el.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, '.em para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
icjam, quadrilha3, valsas, redowas, sclio-
tickes, na chullas tudo modernissimo ,
chegado diifiio de Janeiro.
AOS SipHORES DE ENGENHO.
O arcani da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglizas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acba-se a venda," em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. i.
Vende-se urna rice mobilia de jaca
randa', com cousolos e mesa de tampo de
marinte branco, a dinbeiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da t inicia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Vcnde-si! urna balanra romana com lodos o
ssus perlcnces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se \ rua da Cruz, armazem n.4.
Vende-se urna boa rasa terrea cm Olinda, rua
da bica de S. Pedro, que faz esquina com o cercado
de inadeira, coin 2 portas e 2 janellas de frente, 3
salas, 3 quarlus, cozinha grande, copiar, estribara,
grande quinlal lodo murado, rom porlao e cacimba,
muilo propria jara se passar a fesla, mesmo para
morar todo o anno: a Iralar 110 Recife, rua do Col-
legio u. 21, segundo andar.
FARIMIA DE MANDIOCA. .
Vende-se superior farinlia de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida vellia, por preco eommodo: nos
armazens n. 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. ,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro anclar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Ura-
lidao.
tttil
Vendem-se eslas pilulas no eslahelerimento geral
de Londres, n. 2il. Strand, e na loja de lodo o
bolicarios, droguistas e Oulras pessoas enrarrecadas
de sua venda cm loda a America do Sul, llavana e
lle-panha.
Vende-se asbocelinhas a 800 ris. Cada orna del-.
lasconlcm urna in-truccao em porlucuei para ex-
plicar o modo dse usaV (Pesias pilulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Sonm, phar
maceutico, na rua da Cruz 11. 22, em Pernambuco
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOIRAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 4H, primeiro an-
dar, esrriplorio de Aueuslo C. de Abreu, conli-
nuam-se a vender a 89OOU o par preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na evposir.io
de Londres, as quaes alm de duraren) extraordina-
riamente, 11S0 se sent'in no rosio na acra de cortar ;
vendem-se com a rundirn de, n3o agradando, po-
derem os compradores devolve laa al 15 das depois
pa compra reslilnindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ba ricas lesouriohas para unhas, fcilas pelo mes
mo lal "canle.
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'L'choa, com sfii
salas, oito quartos ealcovas, cosinha, des-
pensa, com um ptimo sitio com loda a
qualidade de fruteiras, grande jardim
murado com militas flores, cocheira, ei-
tibaria, quaitopara feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condiroes mui favoraveis para o compra-
dor : a tiatarna rua da Cruz n. 10.
Vendem-se em casa de S. P. Jolins
ton cSi C, na rua de Senzalla Nova n. hi.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e calchenos bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em foi ha para forro.
Cobre de forro.
Vendem-se no armazem n. (0. da rua da Ca-
Icia do Kecife, de llenrv tiibson, os mais superio-
fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
Vende-es pnr eommodo preco um piano em
muito bom u'n : 110 Hospicio,casa n. X, entre as das
viuva Cunba e Acerino.
Na loja -i la da Cadeia velha n. 27, ha para
vender urna porc;So de sellins inglezes, lano de bu-
ranhas como sem ellas, assim como bons sellins pro-
pros para pageos tambal inglezes. por precos com-
iiicnlo-.
Vende-se um prelo crioulo, otliclal de pedrei-
ro, de idade 22 anuos, bonila figura c sem vicio, as-
sim como tambem mais II prelas ; na rua do Cabuga
n. :i, segundo audar.
l POTASSA BRASILEIRA. ($
{) Vende-se superior potassa, fa- (j^.
(A, bricada no Rio de Janeiro, che- 9.
B at'a vecentemente, recommen- /g.
^e. da-se aos senhores de engeuhos os ^.
^ seus bons ell'eitos ja' experimen- 5
w tados: na rua da Cruzn. 20, ar- V'
(y mazem de L. Lecoute Feron & 9
($) Companhia. (&
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco eommodo e coin promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
.Veste estahelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das o meias moendas para engenho, ma-
chinas de" vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Em casa de J. KellercVC., na rua
da Cruz n. .>.">, ha para vender p cxcel-
lentes piano viudos ltimamente de llam-
Inugo.
AXT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 13, ha muito superior potassa da Rus-
ta e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco eommodo.
Vende-se excellenle taimado de pinho, recen-
lemenle chegado da America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enlendcr-se com o adminis-
trador do mesmo.
gados, a Iralar
casa n. 21.
ESCRAVOS FGIDOS.
i
IECHANISIO PARA EBSE-
10.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NIIEIKO DAVID W. BOWMAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CH-^
FARIZ,
ha sempre um grande rorlimenlo dos srgninlcs ob-
jeclos de mechanismos propros para engenho*, a sa-
ber : moendas e meiai moendas da mais moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido a balido, de
superior qualidade, e de Iodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lorias as propor-
oe ; crivos e boceas de furnalba e registros de boci-
ro, aguilhOes.brontes parafusos e cavilhes, moiubo
de maudioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se execntam lodas as encommendas com a superior
elide ja conhecida, e com a devida preste e commo
dtdade em prefo.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escollada collecQaodas mais
brillir.ntes peinas de msica para piano,
as quaes saoas melbores que se podem a-
char para fazer um rico .presente.
! PUADO^APICHE*^!^
Emcasa de Patn Nash cVC, ha pa- j
ra vender:
S Sortimento variado de ferragens.
. Amarras de ferro de 5 quartos ate 1 *
3 polegada.
v Champagne da melhor qualidade
^ em garrafas e meias ditas.
$ l'm piano inglez dos melbores.
8g$^SaBK3Qg X3SQK]QRES3
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento rm barricas grandes ;
asim como tambem vendem-se as linaa : alraz do
thealrn. armazem de Joaqoiai Lopes de Almeida
Na ruad.- Cruzes n. 4, vender nina escrava
deiiarao. de idade. anuos, ptima engommadeira
e coziuheira, e lava de sabio.
Na Iravessa da Madre de Dos n. 9, xule-seo
seguinle : saccas com larellos novos, papel das se-
goinlesqoalidades : perlina, almacn primeira e se-
sunda. serle, machina, florete, para chapeleiro.
para botica, de embrulhu de todas as qoalicUdrs e
tamanbos, canas rom massas. barricas rom familia
muilo superior, dilas com genebra, .lilas rom rerxe-
ja. caixas com canella, sacras com pimenla, barricas
com cravo. garrames vatios de lo.los os lmannos
canas com licores, vinho linio e branco, ludo rbe-
uado rcrenlemente. e por precos commodos; assta
como sabAo amarello muilo seren.
Vendem-se libras de chocolate fran-
cez do melhor que tem apparecido no
mercado e por barato prcro : na na da
Cruz 11. 2(5 primeiro andar.
Vendem-se licores de absinth e Kis-
sch do melhor possivel e por eommodo
preco: na rua da Cruz u. 26 prfanein
andar.
Vende-seo verdadeiro vinho Borde-
au\ engarrafado, tanto tinto como bran-
co, e por baratissimo pceo : na rua da
Cruz n. 2(i primeiro anclar.
Vende-se m muale e orna mulata cisadoa:
.10 lare,, de l..a-\ isla n. sobra 1 de andam.
Veiile-senm Brande sillo de ierras ., hsatf
da ponte dos Caivalbns. denominado llha .lo Mar-
t ns, con rsleasflo de Ir.- qoarl.-o de lesjna, eae ca-
sa de viveinla em m-o estado, coi.tourlo .lila m
priedade 4()ii pe- de cqir. lodos de troclas,
oulrosarvoredi malla suffirienle qoe p id*-se edi
Picar um rOKCBSM, qoerendo, pois dtla l.-rra be lx>a
para planlaccs : quem prclender, dirijas s**A*J>
Qandio l'ei.iradc Cirvalto,

^
ar
De ensciihu Hasraltnho, sita na Ireassula de
Boa, fugio em atndoi prisBeiros das ra rieiesakf*,
um esrraxo crioulo. de nmc Salvador, no idade ds
90 annos (topen mais en menos, balso, cor presa 1*
urna cicatriz no reste provenieiilc de unta II lili sil
qua irrenenloo : rojw se as auloridadea isliieam
capilaes de campo, o pesuere c levem-a a refe .do
engenho, oo no Kecifc no palco do Carmo n. 17, que
se recomi.citsara.
l'EKN.: TYP.DBM.S DE FAK1A. -ISi
MHTHflnn


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