Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01278


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Full Text
/--
ANNO XXXI. N. I.
-Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
ieaiw
DIARIO

TERCA FEIRA 2 DE JANEIRO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.

RNAMBIJCO
ENC&KM3GAD06 DA StTiSUtlPC.VO-
Recito, o proprietaio M. K. de Faria ; Itio ilc Ja-
neiro, o 'r. Joo PY-reira M.irlm- ; Rabia, o Sr. 1".
Doprad; Mce, o Sr. Jo.qoim Remani de Men-
d noca ; l'.ir.tlulm, o Sr. Gervasio Virlor da Pialivi-
dade ;fialal, o Sr. Joaqurm lunario Pereira ; Arara-
ly, o Sr. Antonio de 1.eraos Braga ; Cear, o Sr. Vic-
toriano Auuusto Rorges ; Marandan, o Sr. Joaquim
M. Rodrigue* ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos ;
Amazonas, Jernimo da Costa.
CAMBIOS.
Sobro Londres, a 28 d. por 1000.
Paria, 3V2 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
< Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beben lio ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discanto de lettras de 3 a 10 por 0/0.
UETAES.
Ouro.Oncas liespanholas* 298000
Modas de 69400 vellias. IGOOOO
de 65 i00 novas. 16J000
de4000. 95000
Prala.Pa taces brasileiros. 19940
Pesos columnarios, S'.MO
mexicanos..... 15860
PARTIIiA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanliuns nos dias 1 c 15.
\ illa-Bella, loa-N ista, Ex e. Oaricury, a 13 c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextavfeiras.
Victoria e Natal, as qninlas-eiras.
PREMIAR DE nOJK.
Primeira as 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e 6 minutos da manliaa.
aitii encas*.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-leiras s 10 horas.
Juizo de orpbaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mciodia.
2" vara do civel, quarta? e sabbados ao meio dia.
i PinMii'.mi>. *
Janeiro. 2 La cheia as 5 bor 48 minutos
33 segundos da n ,-nhaa.
i) 11 Qtiarto mingnnn/ie s 2 horas, 7 mi
nulose 38 segiMndus da tard--
18 La nova as 6> horas. 17 m'iutos e
30 segundos dai mandan.
n 24 Quariocrescent8.fr hora, 48 mi-
nulos e 32 segundos da manbaa.
DIAS DA SEMANA.
1 Secunda. >2oJi Circumcisao do Senhor.
2 Terca. S. Isidoro b. ; S. Argeo ni.
3 Quarta. S. Aprigiob. S. Antero p. ni.
4 Quinta. S Tito b. ; S: Prisco presh. m.
5 Sexta. ( Vigilia da Lpiphania) S. Simeao E.
6 Sal>bado.>5:i 7 Domingo 1.* depois de Reis; regresso do
Menino Jess ao Egypto ; S. Luciano presb.

PARTE OmCIAL.
GOHMANDO SAS ARMAS.
Qaarlel do con mando afaa a'raa, de Fernam-
bnco, na cidade do Red le, im 30 de dezeoa-
hro d. 1854.
OKI 'KM DO DIA N. 195.
O lllm. Sr. coronel Manoel Muniz lavares,
commandante dat armas interino, determina que na
manha do dia 2 de Janeiro do anno prximo vin-
rioorna se passe revista de mostra em eos respec-
tivos quarlis aos cornos do exerciln estacionados
nesla proviucia. e as couepanbias- lins pela ordem
M'-umle :
.Va ti horas i companhia de artfices, as fi e r a
de cavatlara. as 7 ao hatalhao n. 10 de infanlaria,
s H ao -J- halalli.lo da mesma arma e ao recrotas
em deposito no i|uartel do Hospicio, s 8 e %,' ao
halallian '> tamhem de ftifantaria e *9 e '4 ao 4*
balalhan Conforme. Candi de Leal Ferrcira, ajudante de
ontoiu encarregado do Iclalhe.

'
EXTERIOR.
PORTO CE NON EMBHO.
Quaesqoor que ten!inw*id os d*efeiloa de S. Exc.
o Sr. Ministro da fazerda e obras publicas : qual-
quer que toaba sido aprecipilacJn de alguma* das
suas raediilas, que poico depois c lem visto ni ne-
cessidado de reformar; o que he ccrlo he .que S.
Exe. leve um pensammlo poltico, e temado te-
naz em o levar a vane. Fallamos das obras.das cs-
Iradas, e dos camin Je ferro : foi esle sempre o
. pensamento do nobe ministro, e Iropecanrio de
difficufldade em dillcnldade. surdo os clamores e
vilapariiis da oppusic.o, S. Exc. mostrou ao paiz
roe tiulia un pcntaneulo nohre. um pensamento
de suuima ulifijjije.i nacao, e moslroii que tinha
a corauem not^jsnil para desenvolve-hi
Em todas as,j-)\ncias sC trabalha ou em estra-
das nova, ou 'm rorma das anlisas. As do Mi-
iihojacsMo em omero; a d( Coimbra a l.isbo:
quasi ]>rwmpla ; e prece queja pira Janeiro traba-
litar a mala-posta ie Coimbra a Lisboa. Ocaminho
de ferro de Leste, So combatido, c tAo. achtncalha-
do est em exemeSt : e as tres lesnas de Saeavem a
Villa-Franca, ja sai alierta,.a.) transito publie
para o qnalja cbe^Tam as carrn.iaetis. Ja se acliam
contratados os camiilios de ferro das Vendas-novas
no Alemlejo, e di Cintra a partir de Helero. Ve-
ta l>is qoc Jia cnnshiicia e animcno.
I.raa liona ilc raninhos de ferro, que communi-
casse Lisboa com Piris pelos PyreMns, era una
obra cnloftsal ede stmina vaaHgen para o nomo
'paiz, e paVIieul.inieile para o porto de Lisboa. Esta
grande, c Mgesloaa i poi ogoveroo bespinliol acaba denomearuma com-
missilo de%eiienlei.os para te reunir em Elvas
aos engenhalros por nene*, c decidirem c rombi-
narem a direee-io delta estrada frrea, to til aos
.'liras .letal macnitude, e de lauta difflculdade.
inesino internataoial, nao sefaiemcom a xelocida-
de que impoiaoga imos. <) i ITMnlios .te r.-rro
c as novas estradas ttSo se impratisam, nein to cou-
nas que venlia em barrada : be preciso lempo, paci-
encia acoratBUl, e os meios^essarios para taes
empretas.. Hoje lodos con^oVdaii na necessidade de
unir o liooiVJ ao Tejo por urna tii.lia frrea, e be de
certo e-se onensanienlo do nolir minUtro. -j,"
Quande^egaroiliacm qne xirmosfaris, Ma-
drid, e liisbua apmimarem-sc em snas relares
commerciaes e de prar-er ; quaodo virmos os habi-
tantes do Parlo e Lisboa eslarem no raesnw dia em
ambas as cidades, eiiao so afiencoar o nome do mi-
nistro fonientador, e se dario por bem eraprecados
os sacrilirins qne nos tem costado, e ainia hao de
costar semelhanlas .|bra.
' '..
HESPANHA.
n lllm. SrEntie as.lindas le caminlits de fer-
ro da primeira ordem |iara Hapanba sojresahem
pela sua importancia para o p,n>:, debaixodo ponto
de vista do sen adimmenlo mnlcrial, dofomehlo
de algosua .Je suas provincias imais Terlas, e mui
especialmente das relacoei interriarionaes, i de Ma-
drid a Franca, que nos lia de wr em faci(conimu-
nicaclo com ocouliientc eurorleu, e a di Madrid
a Lisboa, laro de urn com W nossos imiaos de
PortugaL (,
Alm lica de eslreilar as relacoes cnjWe ambos \s povos.
de dar aman aos -[lie no-la r [crerem, U-ilmcnle
se comprelienderao oa incalcuut'cis bens qie ha de
auferir a panintoU iberio.da \>nstrucco de urna
via frrea nao interrompid.i d^fde oa Pirineos ao
Mauzanares e fea do Teja. Ambas ai ames
roinprehenderam Mo, e os seus vernos empregam
esfoys para a realiac.ln de tuna idea dio crala,
convindo denle ja, depois dos cnsiios feilos no ter-
ritorio dos d.ois rciios, esludar a ligacAo que de-
Tem ler asti-Hias rosp,olivas par brmarem orna s.
a_ Cbm o intuito po s de lixar o ponto de innlaclo
na fronteira e o melhor trabado das linhas pnrtu-
gaeza e hespanbola para eflectuar o dito entronra-
menlii, segando as direccoes que d'enlre as que teem
sido examinadas, os dnus paites adoptarem S. M. a
a rainha que Dos zuarde, foi servida ordenar, que
os Srs. 1). Carlos Maria de Ostro, chefe euzenliciro
de f.a elasse, e D. Jos Barco, chefe engenheirn da
2.", passem a esludar estas qxieatas e as demais que
possam suseitar-se, juntamente com os engenliciros
que desicnar o govemo do S. M. F., cujas iuleiirr.es
favoraveis ao prosegaimento desla idea Ibe sao hem
conheridas.
He tamhem .la vootade de. S. M. <> cora a
roaior brevidade possivet se apresentem ot sobredi-
tos engenlieiros com os auxiliares que fnnm neces-
sarios na eidaile de Elvas, do visiuho reno, onde
se rounirAo com os que desicnar o goverro portu-
guez. e com os Srs. inspectores do dislricto, do cor-
no di; engenbeiros de minas. I). Ramn Pallico e
D. Jos de Aidama, primeiro ensenheiro d mesmo
corpo. encajregados de fazer um asliidn seoloaico
da parle correspondente do terreno da fronteira, en-
raminliandosifnellior resolueflo do objec'o coromet-
lido disrussiV..
Para esle lirn Ihes fornecer V. S. at nslriiccoes
que julsar m.ifs convenientes para o cas, c quantns
meios possam cqnlribuir para n melhurexilo do ob-
jeclo a que se-jj^pc nsnverno, rechinando o au-
efUejiz de; lo.^s os autoridades tks provinciss
ijas povoarfles S. M. nii. duvida que
,iela sua parte o maisgue poderem
para o rnesmo intento, auxiliando en todas as oc-
casioesa cbmmi tanto mior inleresse para ellas, quaita Ibes tocam
de mais porto os beneficios da cnstricrjo do rami-
nuo de ferro internadonaf.
a O que de real ordem Ibe comromico para sen
conhecimento eelTeitos necessarios. .Madrid, 23 de
oulubr^de 18.">i.Lujan.
probidade no caminho que tracamns, e que pdna os
que onsarem separar-se delle.
( Bra: Titano.
PERNAMBUCO.
=?=
TURQUA
Hatti-shcrif imperial lido em conslho sob a pre-
sidencia do lrao vizir.
Meu digno vizir : lie eonheciio de todos que
a prosperidade do nosso imperio, o bem estar e fe-
lirjdade de lodos o nossos subdito) tem sido sem-
pre oohjeeln dos nossos votos mas ardentes, e que
para rcalisar estes diversos objeilos que foi con-
cebida c fcr"nulgada a Iranzimatlaria.
' a He verclade que os principies da reforma se
leem consolidado; mas os rcsnlimenlns. que sao
a ronsequencia, acbam-sc afl'ortal s da incerteza ;
resullam, por tanto, em lodos o ramns do systema
administrativo deferios e laruna.s, c laes silo os prin-
cipies obstculos que impeder o conseguirraos o
verdadeico fin.
a Assim tornou-se neres.s.irio sKrar a nossa allenrno a maislmri.i, 1fcm de reme-
diarmos un scmelliantc csladoile duvida c de ron-
fusilo.
(i He preciso, todava, di/.erque a cansa princi-
pal da nao realisarao de lodN os melhoramcnlos
pblicos nao be oulra senao acorrupt;ao; e a etpe-
TlenCta demonstra que, apezardos maiores esforros,
ncnhun resulamento ntil s> peder adnptnr em
quanlo cae mal existir. Urge por tanto determinar,
pela adoprflo de urna nova l.i que nSo leja suscep-
tivo! nem de excap^ao nemde falsa interprelarAo
um meio de impedir n contiiuarao de um estado de
cousas lio ceusuravel. :,
a A appiicacao plena *lnleira das- dispesices
dasleis pelos Iriliuiiaes. .
A fui ca do gnveruo nr pai:.
a O prpgresso do bem.-estar e da prosperidade
piiblic. ?
a A ordem as unancaa.
a O melhoramento da sorle de todas as classes dos
nossos subditos.
Taes sao as importantes qnestoes que deve
ser successivameiite discutid e'resolvidas.
a Como esles diversos nliprloi s3o todos da mais
alta irfrporlancia e loda a leciso a resneilo de ca-
da um delles exiae maduras reflezoes e um minu-
cioso examc, oulro consdho, composlo de cin-
co ou seis membros ntegros e entendidos dever ser
conslituido para os discutir regular.
Taes sao os pontos sobre os quaes se concen-
tran! os nossos desejos. A religiao, o zelo pelo bem
estar gcral, e o patriotismo exisem qne cada um
trate al com ardor a riedicaco a solurao de qnes-
toes Uto uleis.i causa publica.
a Ser, porlanlo, necesario que os ministros e os
funecionarios, esquecendo os sen interesses particu-
lares, cousagrem lodos os esforros aos interesses ge-
racs, inlcesscs nos quaes cada um tem naturalmen-
te a sua parle.
a Que dediquen!, puis, sincera n lealmcnte, sua
atlenrAo c todo o.zelo pnssivcl org.-inisar.ao dos re-
gujamentos necessarios.
a Que o Muito Alio recompense neslc mundo
como no oulro aquelles que marcharem com zelo
1ETI3
0 PAR.UZ0 DAS HtUERES. (*)
Por Paulo Ttmi.
O PIIIROI..
CAPITULO TEUCLIliO.
A GRUTA RAS GA1VQTAS.
Astrca linla o rosto vollado para o sol que se
pniiha. As nuvens que foaiam (ara osudoeste dei-
xav.un BO rc.j grandes espagus i zues. |>ara (lorj_
onta nina India ile m veus superiores e itnmnveis
tornaia-se rr de Biso, o mar pareca nma iinnien-
sidade de lava em fiiso, e o rosto de Aslrra rtebia
plenamenle e*>s relle-.os anlenles e profundos.
Eslava encottta.fa au rorhedo. Sua coila molliada
couiprimia a almndencia de seus calmllos, os quaes
r.ihiam-llii' ao longo d. s faces remo inassas conip'ac-
fm de a/evirhe. A rlu va thllia-llis humedecido o
manto, cojas lohras hrillianlcs o hronzeadas ira-
/lain memoria a -alii i 4ffitpa das eslalies antza.
Seus iiiaros .Jn.^fi n' Mdoi sobre o pello, e sen
Corpo pe-iva Miare .i j'nTdireila, eniquanlo a es-
querla ertndia-Wo%fu%j8nenle para dianle.
Um pintor liria quer do imitar essa altitude ou-
sada r. cheia ib -i.ara nboato. Nossas acirizes Icn-
lam aprender issi.-; mas io podein. para p sim, he rpsler um corpo valeroso u Vootade debaixo
das roupisjjesadas de a: na. um corpo exerrila tu,
iiiu.i sondo generosa, mu-culos Itexloeis c fortes co-
.ii o ac.
tenlo do marsoprav.i e arouluva a saia hrimida
e mui curta da rapariga ; mas nimoem teria sor-
' preodid.. um eslremecinc i'r. ao longo des-as pernas,
\ qc oj|facjioa tiilhadas no uwrronre,
Vslrea rai alta, sua esta tira estala formada sem
alcanear todavin > eomplelo desonvulvimenlo de sua
RECIFE 30 DE DEZEMBRO DE 185*
AS' 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
Como veem os leilores pela data cima, vamos
escrever a nnsa ultima revista semanal do anno da
'iraca de IK.Vi, e a diflicicncia de farlos deva quasi
rediizi-la a um simples encerramento.
Todos em geral acham-se embebidos as distrac-
es e prazeres da fesla, e i*lo como que lia suspen-
dido integramente o curso ordinario dos aconteci-
mentos de certa or.lem, nao tendo mesmo rhegado
ao nosso conhecimento disturbio algum, o que nao
*e ponca fecidade.
Os nossos templos como nos demais annos foram
grandemente concorridos pela popularan em a noilC
de 21 para 23, sahindn das casas ambos os sexos e
lodas as idades a onvir pressuroso a missa do gallo,
que em varias igrejas foi cantada.
Nessa noilefoi a cidade bastantemente poHciada,
percorrendo as roas grandes palrulhas, mostrando-se
as mesmas antoridades em arlivid^rde, e sendo al
visto em diversos lasares, segundo nos consta, o Sr.
chefe de polica ; o que ludo nao deixou "de dar
noile nin carcter alaum tanto sombro, dispertando
na popularn a desconfianza enlrclida pelos rumo-
rea desasradaveis que desde l."> do passado nao dei-
xaram de circular mais ou menos.
Tamhem concorreu para aquello resultado o boato
de um projecto de desuniera concebido por lt tercei-
ros cadetes, qualro soldados e um tambor do segan-
do liatallio de fuzileiros, projecto que felizmente
nao chegou a rr comero de execuc;ao ficando ape-
nas em actos preparatorios, mas que devia princi-
piar no dia 21 noile, pelo barro da lloa-Visla.
Descoberlo e aveiiguado o caso, foram castigados os
soldados e o tambor, rebaixadose presos dous dos
particulares, tendo desertado o oulro, qne nos di-
zem ter sido o esliera do nesocio.
Damos conla deste faci, no s porque aesim o
exige a nossa fidelidade para com o poltico, romo
tambera porque desejamos tranquillisa-lo de todo,
fazendo-lbe ver que a solicitude e promplas mnlida*
das antoridadas rievem inspirar-nos a coufianc,a de
que o socego publico nao ser perturbado. Os ma-
lvolos e os Ignorantes, olhando por um prisma dif-
ferenle, chamar-nos-hao talvez pessimistas e exage-
radores ; porm nao Ibes daremos ouvidns. Se as
autoridades publicas lo nealigenlcs, a publicidade
serve de despertadas c arauletar o publico ; se es-
1.1o no seu posto c alerta, que mal pode ella cauar ?
Por mais iiMsniticanles que sejam o ficto referido
c os rumores e-plibados, servem todava de confir-
mara verdade o justeza do nosso juizo acerca* do
niolim de 1 do passado ; e que a polica
nao olba para essaa cousas como para fareas,
bem o prova a sua altitude. Louvores Ihe se-
jam tributados. Dadas certas circomstancias,
as mesmaspneri/i Wcsassumem importancia, ej-
mais devem ser desprezadas por qoem condece x
homens e lem alguma lr.lo da historia. Quando
urna mina se acba formada, basta urna scenlelha le-
vada por mao de meuino, para occasionar a ex-
plos.io.
Desejamos aos nossos leilores urna endiente de
venturas e prosperidades em o novo anno de 1855,
estimando tamhem muito que tenbam todos passa-
do boas fesla-. Vale.
Eutraram durante a semana 21 embarcarles e sa-
hiram 20.
Retideu a alfandega 28:83837:24 rs.
Falleceram :l" pessoas : 10 homens, 7 muflieres, e
17 prvulos, livres; 1 mulher e 2 prvulos escravos.
---------anoam i--------
COMARCA DE GOIANNA.
26 de dezembro.
Antes que inleressc-me na narrativa dos laclo-,
objecto desla e oulias missivas, be de mister que, at-
ientas as regias da etiqueta a os principios da civili-
dade, o comprmeme dando-lhe as boas Testas, se-
guidas de felizes entradas do novo anno, o qual se-
ja-nos mais propicio do que este, que j nos vai to-
mando a popa.
Permitam os cos que assim seja! I
Sendo a liberdade na phrase de Frilot. um direlo
'mprescruptivel e sagrado, sendo urna das causas, e
um dos lins da sociedade, scgue-c que nao s deve
ella respeila-la, como tambem fazer resprila-la. As-
sim, pois. ludo quantn tender a coarcta-la, ser um
rrime. ser .ima offensa.
Sendo principios de dircito natural que observava
a doulrina de qui jure tue nliliir, tmini fcil in-
jnriam, nada ha que contrariar possa o desenvolvi-
mentoe applicacao do direlo de rada um, concluc-
se que qualquer privacao nada mais he do que nma
Tinha deioito arnos, e era no ponto de pendo-se a si mesma:

""ine.^
lisia ,i,Tistiro a formosura m.is rart e mais perfeita
que -o pode sonliar. Potnos allirnuo qne entre os
que a rodeavain ningliem s acba va i m estado de a-
prcriar-llie devidamente as perreces physiraa ; por
aso -cu orgulbo padecia. Asina era daquellas que
nao soffrem coill paciencia: o soffriir.cnto dava-lhe
Odio.
Tinha a fronle pensativa t soberlia, a lu/. brinca-
ta-llie araciosainenle as fonles quasi planas, onde
nariz levemente aquilino entumecia-lbe as venias
rosillas na colera ou no prazer, e snus labios barmo-
niosos, mas severos, parecan unidos para esperar.
Essa flor nao tinha as raizes na Ierra, que devia
desabrorhar-lhe o calx.
Os aldcoes cliama\am-na Morgalle muito antes de
ella aferrar-se aaonia da marqueza ; pois lemiam-
na. INessa creatuyi exislia um mjsterio; porque o
iuslincto dos ranpouez.es nunca se engaa.
Victoria pareca orna menina s vi-la .lells. Ers
branda e tmida ; mas linha sangue de lidalgos as
veas ; assim ouvin Id as ultimas palavras de Aslrea,
encarou-a c disse-lbc :
A senhora es(|iioce a quem falla, e quem he!
Nao esquteo nada, tomn a Morgalle com du-
reza; sei que sou urna rapariga honesla.
As lagrimas vicram aos olhos de Victoria, a qual
balbuciuu :
As apparencias sao contra mim...
Nao minia iulerrompeu a Morgalle franzindo
as soliraurelha..
Victoria abtixon nnvamenle a cabeca, e Astrea
r.onliiuoii :
He intil mentir antes de vir aqui eu sabia
que a stvjtnora era mai.
Vine, pdc perder-me... mnrmurou Victoria
cnlri' -oluros.
Para que? inlerrompcu Aslrea.
Depois acresecntou :
Quem he p pai da menina ?
Victoria guardou o silencio. Aslrea suspirn, e
sua voz luniiui inflexoes mais lernas.
Sei o aorne daqoelle que a senhora ama. Que-
ai saber se alguem Iciia emlim confianca em mim.
>ovo suspiro.
Se alguem tivesse conlianra em mim, tornou
Astrea mais rayiihosa, sinto que seria boa, e que
amana. ^
Espern nma resposta ; mas Victoria eslava muda.
' Ah oxcl-moii s Morgatte com gesto involun-
lanainenle airea, ador ; a senhora nao quer!... Nin-
aoem quer!... lodos deteslani-m, lodos desoce-
/.ain-nie.... r
E passando a- rostas da man pela fronte, lanrou
ara Ir.- as barbas da coila, c rontiiiuou inlerrom-
oflensa ao circulo da justa cfliriencia em que se acha
nm ente para com oulro.
Portanto, lomando a mim a larefa de transmitlir-
llie o que por aqu houver de occorrer sb o carc-
ter de correspondenle, oulra cousa nao sendo seuAo
nm direito de que uso, loda vez que eslorvo e bice
para com elle dar-sc, resulla offensa. conseguinle-
mente estou no meu dircito repelindo-a.
Lendo o Liberal de 22 desle, depare com urna
rousa cujo titulo era acrstico, en que o seu insulso
e ignaro autor fez ver que Antea, correspondente
ilesla enmmarca era o Dr. RiiLA" Faria. Com que
arrojo tonra-se ur.i patela as paamas de um jornal
calumniando ? Com que cynismo ridirutarisa-se a
um venerando anriao, como o Dr. Bernardo Jos
Fcrnnndes de S, avii daquellet
Illudio-se, senhor manemhro, assim o pensando,
e fazend crer ao publico !!!
O Dr. Rocha liria nem ao menos parle passiva
lem as correspondencias desla comarca, pois que
alem de diversas razoes que mililam de sua parle,
para que asim seja, urna lia de lodo o peso, qne he
o seu eslado morboso, que o impossihilita de qual-
quer trabadlo, an'a que momentneo, como bem
nao ignora. Corrija-se, nao se exceda das raas do
justo e do honesto.
Quando apertar-lhe a pancada para um oulro des-
perte, eslude os rudimentos do acrstico. Nao se
desacredite mais com taes prodncc,es.
Se o rnica em sua honrosa missAo ha molestado
alguem, ainda que nao lenba consciencia de assim
o lerfeito nppareca e o acensa, pois que a precisa
energa Ihe assiste a repellir qualquer afronta. Na-
da de rebuco e ridculo, sement armas de infames
e vis delralnrcs. ^
Lembre-se cada um do rif.lo quem nao quer ser
lobo nao Ihe veste a pelle ; logo, quem n.lo quizer
ser notado em cus actos nao fac,a por onde.
Deu-se nesta cidade noile de fesla estrondosa
sem que novidade alguma appareeesse.
Daudo-se missas em lodos os templos que aqui ha
(menos em um que se acba em ruinas), foram alga-
mal solemnes, j com pnstorinhas, j com orchesla,
j;i com pancadaria, j com fugeles e j finalmente
com o estampido dos hronses.
Honlem, segundo he aqui costme, e julgo ser ge-
ral, abriram-se noile as lapinhas, em Brande nu-
mero, sendo apenas duas arompanhadas de encanta-
doras paslorinlias.
Rercorrendo as ras da cidadt, com o fim de visi-
ta-las, veltei casa satisfcil), pois que era nenluiina
fui ter, que naoadmirasse a magnificencia e hrilhan-
lismo de que as revrstiram.
Pasma o aoslo c dedcac'o qot consagra esle po-
vo as solemnidades do Messias. A rapaziada prela
acha-se loda entregue a folt;anea, como tambera por
alii succede.
Passemns a oulra materia.
Oh! meu charo, desenvolveu-se um vulcAo por
meio do /Vocra! conlra as autoridades desta comarca,
que seaundn parece-me, serlo brevemente consumi-
das pcl i- sojoa lavas. i
A respeilo fare apenas urna obscrvac,ao.
Em urnas das correspondencias ltimamente inse-
ridas no Liberal, he o Dr. Caelano Estellla Caval-
canl Pessoa, argido como fa/.endo parle de urna
Irindade infernal, ao passo que em urna oulra ante-
riormente apparecida no mesmo jornal, da mesma
penna ou do mesmo circulo, foi elle excessivamentc
endeosado. Oh '. que incoherencia !" Honlem bom,
hoje mo.
O digno delegado tambem desla feila nao foi pou-
pado, erabora nao se lenhn desviado mu pice do
syslema que sempre adoptara. Honlem merecedor
de encomios, boje analhematisado. Que ordem de
rousas! Tmpora mnlantur el nos mulamut in il-
Hf!.'.' Quedo como nm brome sem badalo.
Apenas dsposto a applicar alguma dose no caso
de ser alguem afectado de congestao cerebral, anles
que chegue ao completo eslado de calor febril.
O digno c honrado corumandanle do destacamento
aqni e capital no dia 2i desle, acompanhado da forra que
sa achava sb o seu enramando. Sua partida foi sen-
tida por todos qne o roraniu uicirara, em cujo rol ve-
jo-me, por ler apreciado as suas boas qualidades.
Ficou substituido pelo capillo Caraisao ao mando
da sua forca volante.
Seguiram na forc,a tres desertores.
Chegou nesla cidade o capo cima referido, vin-
do de Pedras de Fogo, e pelo que acaba o Mesquita
de dizer-me, no seu regresso cercara o engenho Ca-
chocira em captura de tres criminosos de mnrle.
Maloarou-se a diligencia, lendo elle sido auxiliado
pelo alferes Azevedo, commandante do destacamen-
to de Timbauha, o qual trouxe dous manetos para
averiguariSes policiaes.
Em nma diligencia feila pela forca de Timbauha
para a captura de um criminoso de morte, foi grave-
mente ferido, por se haver dado resistencia, um sol-
dado da mesma, lendo sido possivel a ivaso do cri-
minoso.
Marchando n mesmo capitn em 22 para (ioiaiini-
nha, regressou no dia seguinte, trazendo um deser-
tor de marinha.
Relativamente ao cerco do engenbo Caehoeira ha
i dzor-lhe que, se por ventura all exislem taes cri-
minosos, nao he porque os que nelle residem com
elles paclucro, c sira pela ignorancia em que jasem a
respeilo; quanlo mais parece-me que semclhante
historia nAo he verdica.
Se. assim he continu o bravo e intrpido capital
em suas correras al l, al que Ihe seja possivel
trancatiar os eapadocios.
A fatal e eslracadora bexiaa continua, embora
em pequea esraia a fazer victimas.
A :l fa2lleceu na cadeia desla cidade um prco de
nome Jos Matheu<, crioulo. Um oulro acba-se a
fazer o mesmo ablativo de viaacm.
Forte nealiaencia acerca das devidas providencias
para rom a cadeia, onde fez a bexiaa deposito!
Alguns individuos desla comarca poderam embar-
car as suas biscas na fraaala do dia 2. sendo uns com-
mendadores, oulros ravallciros. Indos da ordem de
Girisln, e finalmente um pilboo o oflicalalo da
Rosa.
Acha-se na Ierra natal a pastar a fesla o Ilustra-
do Dr. F. C. Rraiiilo, onde lem grandes sxmpathias.
Vai sendo muito obsequiado pelos seos amigos.
O Dr. Manoel Isidro de Miranda, promotor desla
comarca, acha-se com o p no estribo para essa cida-
de. Asscvera-me o Mesquita. que o lira de sua vie-
sen! be suhmelter-se aos lacos do hx mineo rom orna
Exm.'. abi re-idente. Que Ihe far,a bom provelo,
sendo venturoso he'o mais que Ihe posso desejar.
Adeos, estou de partida, sendo indubilavelmente
a rainha derrota lonaa. e muito lonaa desta feila.
O mercado continua em quanlidade, mormenle o
da Rihcirn boje, em virtude da endiento de pastis.
Ao terminareis que me record de um penanmen-
to que j ha empo heilido, relativo ao bafro sexo,
deqoem sou um perro.
O coraran de urna joven he como um ninho, onde
as pequeas audorinbas gorgeiam, mostrao as cabe-
ras, experimentara as azas e espretam o momela
de voar.
O eoracao de urna joven amante he apavxonado
he um santuario de ouro, onde reina muilas vezes
um dolo de barro.
Que blasphemi! Que escaldada mente de quem
assim pensou 1
Au rcooir. rnica.
(Carta particular.)
------- -alo Moni
MAPPA demonstran en dos ioentt* tratados un
hospital regimental nomez de dezeinbro de IK5.
REPARTItJAO DA POLICA.
Parle do dia 30 de dezembro.
lllm. e Em. Sr.Participo a V. Exc. que, das
differentcs participarles hoje recebidas nesta re-
partirn, consta lerem sido presos :
Pelo juizo municipal da primeira vara, Manoel
Gonralves da Silva, por se adiar senlenciado.
Pela subdelegacia da fregu ezia do Recife, Valen-
lim Jos por suspeilo.
Pela suhdeleaacia da freguezia de S. Jos, J os
Eduardo dos Sanios e Antonio Fruneisco Ferreira,
ambos por seren dezerlores, Aetono Jos do Sa-
cramento para rorreer.lo. c lleno lido Eugenio por
fermenlos feilos em sua propria mulher.
Pela subdelegacia da freauezia da Rol Visla, Be-
nedicta Mara da t'.oneeico e Maria das Merc*
para correcrao.
Pela subdelegacia da freguezia do Poco- da Pa-
nella, o preto escravo Seratm por fgido.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de Pe*-
namhuco M) de dezembro de 1K55. Hlm. e Exm-
Sr. conselheiro Jos Bentoila Cunha e Fisueircdo
presidente da provincia,O chefe de polica, Luiz
Carlos de /'aira Teixeira.
vinliain morrer. confundinde-se quasi, a punta .las Eu o sei, repeli a Morsatte. Ah meu Dos!
de nada serve cr rica e ler um nome nnhre. \ boa
ron.turlabe lodo. A senhora est aanra com nina
llllnnlia nos bracos, e fa/la lia qualro anuos sua pri-
mara rommuuli.m Cerlamcnle as raparigas de
sua ida le sao mais dignas de compaix.io que de cen-
sura ; mas o mundo nflo he cardo*o para com as no-
Mtrrancelhas, esse pello -apoi^o que rresce de-
baixo das jnvensrabellciras. Ella snr-i i raras vezes ;
mas nundo sorria. a alma senlia um sabor amarao.
Ni sol taiui-eii.lia manchas
Sehs olii^ko#'<' aial somliria cram allractn i-, o
I taiiil-ei llJ 11
s olbiYgdlftr:
- O Vida o mirto n. 299.
Porm nflo pono odia-la, senhora Victoria.
Ano sei porque lm i5Su; lalvez seja por v-la tAo
desaiacada.
N.lo Ihe pero sua piedade, pronunciou a rana-
nga era ioz liana. '
Porque anda nao sabe quanlo he desaracada.
tu ti sei.
Victoria crgucu para ella os olhos cheios de es-
panto.
bres encanadas...
Elle vnltar, disse Victoria, lenlio sen jura-
mento.
A Morgatte cruzou os bracos sobre o peilo e lor-
ii'iu lentamente:
A Virgen Sanlissima a proleja, minha pobre
mocinha !
Em nome de Dos! exclamou Victoria tortu-
rada, se lem alguma desgraca que annunciar-me,
ralo me faca morrer assim a fogo lento !
Eiironlrei ha pouco sua rada Magdalena pro-
rftranda-a, disse a Moraalle em vez de responder.
Ella tambem me detesta. Depois de minha morte
me farao juslica. Sua irmaa Magdalena est muito
mudada Cicquel rnganou-a c disse-lhc que a i,
nhora eslava na Casa, e fez bem lalvez, porque Mag-
dalena devia oslar de cama. Seu lermo he chegado,
os dons meninos Icraoa mesma idade... e o ti I lio dol-
a nascer lambem as lagrimas.
Para que me procurava minha irmaa Magda-
lena'.' pergunlou Victoria.
Comecam a fallar era voz lima em Plooes-
non, era Saint Casi e no Treguz: no luaar nao fal-
lara mas lnguas. Militas pessoas lem reparado romo
Vmr. esl pallida desde algum lempo. A senlmra
Victoria tem bom rorarao, e nao podia ler cscollii-
do sem motivo o instante em que a irmaa docnle
precisa dclla para aosenlar-se duas ou tres vezes por
dia".'... Magdalena nada sabe ainda; mas ha de
saber.
Victoria estremecen.
Quanlo a isso, Iranquillise-se, lornnu a Mor-
aalle ; sua irmaa Magdalena ser hreveraciile obri-
aada a orcupar-se comsigo mesma, e as ms lingual
do luaar acharao amntala (.lo grande trela que po-
rao de parle sua aventura como una historia do an-
no passado. A morte de minha madrinha ha de fa-
zer rumor.
Enlao nao lia mais esperanzas para minha pn-
bre lia?
Oiira-me e julaue-me depois, senhora Viclo-
ria. Ucixei aaonisanle minha madrinha, que be mi-
nha ama e minha liemfeilora. afin de vir servi-la.
Dehalde digo a mira mesma : isso nada te importa,
son arrestada pelo raen roraeo. Vine, nao quer mi-
nha piedade, dou-lti'a, mo arado seu... As desara-
ras andain era bandos como os corvos no oulono.....
II.i tres dias que o grande Rustan, seu cunha.lo, le-
vanla-se pela madrugada para arrancar o edilal de
venda, que o mcirinlio de Pidiere! vem preaar-lhe
na porla da casa : porm baldado he arrancar o edi-
lal, i-so nada impede, nem mesmo as conicrsac,es
dos vizinbos. O grande Rostan pa m boa' vida. "
Magdalena e eu eslavamos em casa, quando
chegaram os meirinhos, disse Victoria.
E julaaram que ludo se tinha acabado ; porque
elles nao levavam mesa nem a massera? Vmcs.
nito conhecera a juslica. Rostan deve dinheiro, seus
movis serlo vendidos anianha em leil.lo, e depois
.1 amanlia, peranlc o notorio de Malignou, quem
mais fferecer lera Casa.
II.- possivel! disse Victoria, que nao tinha ne-
iiliuina idea dessas cousas; mas enlo onde fica-
remos?
.*L#
MUTILADO
A Morgalle corou e desviou os olhos : na verdade
lemeu ler piedade.
Minha irma linha um dote, tornou a rapa-
riga.
Rostan tambem nao era mendigo. Os bens de
Rostan foram-se com o dol da mulher.
E mcus bens? pergunlou Victoria.
Seguirao os bens de Roslan e o dol de Mag-
dalena.
Mas elles nao eram de Roslan !
Pobre Victoria disse Aslrea em lom de since-
ra roinmiserarn. eis porque vim aqui. Minha ma-
drinha nao precisa mais de mim, desde o mcio-dia
nao ouve nem x mais, e o cura de Plouesnon esl
junio dalla... Vim dizcr-lhe, senhora Victoria, que
a Providencia Ihe enva oulros bens em lugar dos
qne Vmc. perdn.
Victoria arregalou os olhos; porque al entilo s
ouvia fallar de desgranas.
Vmc. vai ter urna rica lier.inri. proseguio a
Morgatte.
Eu exclamou a rapariga admirada e quasi
aleare.
Ella sentia-se vida de possuir porque era mai.
A Morgalle at esse momento prodigalisra as pa-
laxras, o que nao era seu coslume. Pareca que nen-
ie dia quera prolongar a conversara.), e retardar
nao sei que desenlace lerrivel.
Refleclio un momento. As palpeliras descerarn-
Ihe como um vn sobre os olhos, e a cor de suas fa-
ces desappareceu. Todo o seu ser revelava um es-
forro violento.
De certo, ella liavia previamente medido o lerri-
vel alcance do golpe que ia dar no rorarao da rapa-
riga ; mas linha dezoiln anuos apenas, e esteve pres-
tes a reruar. Todava uao recuou, e dominando sua
perturbarn, respondeu :
Vmr. mesma, Vmc. e sua irmaa. Nao lia ou-
tras sobrinhas.
Sobrinhas de quem? disse Victoria que nao
ousava coraprehender.
Da marqueza de Maurcpar, minha madrinha.
Victoria sorrio, a fronte rohrio-se-lhe de rubor, e
ella lornou:
A marqueza tem oulro berdern mais prximo.
Como a Morgatte desviava a visla com aneciaran.
Victoria pergunlou vivamente:
Teria ella desherdado Antonio Rostan, seu
neto'.'
O marquez de Maurcpar era seu nico amor
sobre a trra, responden Astrea.
Era !... repeli Victoria ompallidecendo.
Os mancebos vao-se as vezes antes dos velbos,
disse a Morgalle era voz baixa.
Os denles de Victoria rangeram.
A noticia da morte do marquez Antonio, con-
tinan a Moraalle, deu o ultimo golpe om minha
pobre inadiinba.
A raoile... de Antonio !... repeli ainda Victo-
ria com renlo de pasmo.,
Aslrea proseguio com repentina volubilidade.
Pensei logo era Vmc... Disse i-omigo : a po-
bre moca esl as mw de Roslan..... Se o patrio
Hospital na So- jjj B 1
edade 1" de ja- ^ a. S i
neirode 1K.V5. '3 ~ H 1
H j- **; H
Numero 89 97 1S! 98 i 8li|
DIARIO DE PER1.41BIC0.
Fallecen I de varilas confluentes e I de gastro-
entcio hepalile.
Dr. Prxedes Gnmet de Souza Pilonga,
Io eirurgio enrarregado.
MAPPA dos doentcs tratados no hospital regimen-
lal no 4 trimestre de 185.
Hospital na So- B te E
ledade lde Janeiro de 18J5. 5 -z o 6- s o
t a (A - -
291 283 371 278 "io 86,
Dos 10 fallecidos foram de tubrculos pulmo-
nares.) de cerehrile chronira, 1 de fehre amarell,
1 46milas,contluenles, I de gasbro-hepalita e 1 de
gaslro entero hepalile.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitonga,
a) 1cirurgiao encarregado.
MAPPA dosdoenles tratados no hospital regimen-
tal no anno de 1834.
Hospital na
Soledadel0
de jane ro
de 1833.
1 rz m h

3 .2
V* ~ r- 0 <
tf * SB w
- 1lri7 12,38 1100 32 86
1238
Os .32 fallecidos foram de molestias constantes do
raappa aoe ser publicado.
Dr. Prxedes Comes de S urja Pitonga,
Io cirurgiau encarregado.
Nao vimos hoje renovar peranto o publico a nosso
programma, fazer aos leilores novas promessas. O
anno passado, nrsse mesmo dia, elevando o nosso
jornal ao frmalo em que se ada, necessario no*
foi lalvez exprimir-nos naquelle sentido ; presente-
mente apenas pederamos fallar rom alguma con-
fiancu dos nossos esforros constantemente emprega-
dos para cumprir o promellido, congratulando-nos
ao mesmo lempo com os nossos assignautes pelo lu-
gar distinelo que na imprensa peridica seria do
Brasil oceupa o Diario de Pernambueo.
Encelando o novo anuo de 183-3, quesera' o Irige-
lioio primeiro do nosso jornal, somos naturalmente
Itvadu. segundo o coslume, a lancar urna rpida
(Mu ifolhos para o anno que exprou, procurando
inleirar-nos do que elle produzio de til, e apre-
ciar, se nos fr possivel, os mellioramenlos reali-
sa-tns.
ahindo do nosso paiz, e rnncenlrando as vislas
v-nre o vellio mundo, esse grande centro de civili-
.., {fio o riqueza, encontramos ainda como faci prc-
wminantc a guerra do Oriente em proaresso, e com
eniisequencias desse farto o consumo improductivo
dos capitaes, o enfraquecimentn da industria, as
bancarrotas, asrrises commerciaes, a desolacao, em-
fim e a morle. Ligado pela le providencial da s-
ldariedade sorle das nacc*\ o Brasil nao podia
eicapar inlluencia perniciosa da guerra europea,
c ao passo que as quebras de Londres arrastran) mi-
tras em algumas das nossaa pracas, o eslado do
mercado nacional torna-sc cada dia menos lisongei-
ro aos abastados, mais cruel e insuportavel popu-
laran indigente.
Mais urna rcvolocao poltica ensnngiientou n Eu-
ropa, e assianalou para a llespanha o anno de 1831;
jreduzida, porm, aos limites daquelle reino c loao
terminada, na i pode ser vasto o seu alcance, nao
lendo sido grandes os seus resultados. A consltui-
ro poltica dos Ilespanlu.es sera quando muito al-
terada orlo rouare-so consliluinle. no inleresse des-
la ou daquella parcialidade ; mas o mecanismo do
corpo social continuar provavelmente entorpecido
por ms paixoes, por vclhos abusos, por leis res-
trictivas ou Hibernes ; e nesla hypolhese o que te-
ro ganho a nacao ? Alguma cousa anda assim, se a
lie,.! da experiencia ebegar a ser aproveitada.
Desle modo, nada de grande e de til pela Eu-
ropa era 1831 ; e quando todos se moslram preoc-
cnpados pelos assedios. pelos successos das bata
Ihas, pelo Iriiimpho de om ou oulro partido que as-
pira doniinac.10, os pequeos progresos, os me-
llioramenlos de localidades n,1o podem mesmo ler
importancia pelo numero. As torcas vitaes das so-
ciedades, valladas para a destruirn e para o mal,
deixam sempre enfraquecida ou parausada a ranei-
ra da produccao til e do bem.
Sem apresentar, he verdade, aconlecimenlo al-
gum extraordinario, a que se possa altribuir alta
signieacan, o nosso paiz offerece todava um as-
pecto novo que nao deve passar desapercehidi, e
que, tornando-te mais pronunciada no correr de
1831, promelte-nos de hoje em dianle um futuro li-
songeiro, cojo cumprimenlo devemos appressar por
nossos votos c accoes. Gozando de paz externa, c
vendo-se cercado de lodosos elementos de grandeza,
que a Providencia pode libcralisar a um povo, o
Brasil s necessilava, anles de ludo, ver-se livre do
pesaddlo horrivel que Ihe lolhia o pensamento e a
aceite, do phantasma alerrador, creatina do genio
do mal, quccausaiido-lhe desvarios, apenas perml-
lia que fossem empregados em manter a discordia
nlerna, o atraso moral e material, os momentos de
Sulpicio se nchasse aqni... esse he um amiso solido
e prudente... mas Sulpicio navega, s Dos sabe on-
de... Quando o paslor do Treauz liver a idade de
bnmem ser alilado romo o pai; mas ainda he me-
nino... Se a senhora Victoria nao liver quem (leren-
da seus interesses seni esbulhada segunda vez. Que-
ro preveni-la, e depois procuraremos juntamente...
Antonio... mnrto lornou a rapariga com os
olhos allonilos e sem saber mais oque Ihe ditia a
Morgalle.
Esta bem nsuspeilava ; mas fall.ua para si mes-
ma ; pois a nao ser a dislraecao que davam-lhe suas
palavras, loria lalvez esmorecido.
Eis o que disse a mim mesma, eonlinnnu ella
emquanlo seu peilo arquejava como depois de um
esforco desesperado, e vim logo correndo. Vmc. con-
fiar -eos inleresses a algum bomem honrado...
Vicloi a poz as mitos sobre o rniacao desfallecido,
e disse com voz supplicantc:
Aslrea! Aslrea! oiivi mal, nao he assim?....
Antonio... Nao he do marquez de Maurcpar que ros-
os falla !
E de quem fallara eu?
Nao! oh! nao!... vesa mente! voss mente !
Pronunciando eslas palavras, a rapariga acarrala-
se ao rorhedo para nao rahir.
Meu Dos! lornou Aslrea. nao lenho direito a
successo ; para qoe pois mentira ? Nao (euho ue-
nhum inleresse nis-o... Oh '. fui eu que l a caria a
minha madrinha... Creio que ainda a tenho.
O eoracao de Victoria cessou de bater. Astrea re-
volveu precipitadamente os bolsos, e tirando um pa-
pel com o sello do correio disse:
Ei-la justamente Quer que tb'a leia ?
Quero l-la cu me-ma, respondeu Victoria.
E arrancando o papel das raaos da Moraalle, a
qual nao tenloii retc-lo, procuruu ao principio de-
balde decifrar os cararlercs ; porque seus olhos li-
nhain um veo. A Morgalle dizia-lhe marhiual-
menle :
Tronquillise-se lranquillisc-sc !
Era a primeira vez que Victoria ia (OriaiDejlle ao
fogo, depois liavia de aguerrii-se ; ella leu alravez
das lagrimas:
ii Senhora marqneza:
n Tenho a dr de anuunriar-lhe o fim desarara-
do de seu nelo Jacques Antonio de Roslan, marquez
de Maurcpar. Tendo tentado desembarcar na praia
de Olonno na noile de 28 de fevereh-o ao 1. de
marco, foi perseauido pela brigada de Chaiime, c fe-
rido com um liro. Morreu nos meus luaros depois
de alaumas horas de agona.
Victoria senlia-se morrer. Prnrurou a assienatura,
que era a mesma da caria do pastor: patriio Sul-
picio, reconbeceu a Ictlra, c lembrou-se destas pala-
vras da primeira mensagem : /f noticias nao so
bnas. Quena duvidar ainda ; mas era impnssivel.
Se liavia nm enle dedicado Del e profundamente o
-familia Roslan. rra Sulpicio. Elle linha servido de-
baixo das ordens do conde Rostan do Roscq, pai de
Victoria e de Magdalena, c quando o velho com-
mandaiile relormou-se, Sulpicio tornou-se seu confi-
dente. Amava Magdalena e Victoria com toda a
aclividade e energa qoe Ihe reslavam. Esse pesa-
delo era a poltica de controversia e de recrimina-
res; esse phantasma o predominio devastador e
infaliivel de qualquer dos partidos vencedores ; e
de ambos felizmente comeca o Brasil a liherlar-se.
Com effeilo, se eicepluarmos duas ou Ires provin-
cias, nao donaremos de reconhecer quanlo a situa-
co geral do nosso paiz se acha melhorada : o apa-
ziguamenlo das paixes fazendo ressar as esraramu-
cas polticas quasi por Inda parte, tem dado lugar as
discussics, aos trahalhos pacifico* e regulares, que
necessariamenle precedem o reinado da -industria,
activara o da inlclligencia, e chamam o da mor.i-
lidadc ; todos se preocrupam de assocaces e em-
prezas proveilosas, aqui para a navegacao a vapor,
costeira ou fluvial, all para os caminho* de ferro,
mais alm para a abertura e melhoramento de estra-
das, para urna fabrica, um banco, ou oulro qual-
quer meio cuifim da tornar mais productivo o tr-
bame, mais fcil o augmento da riqueza a o pro-
gresso das luzes.
Acontece com os povos o mesmo que com os indi-
viduos: uns e oulro-, em sua infancia, nero-sitam
de urna eduoacan severa, esclarecida e ampia, que
os ponha em estado forras, e de osarcm mais larde sem perign de loda
sua liberdade. He nesse primeiro periodo, caracle-
risado pela ignorancia, pela indecisao, pelas paixoes
cegas e vilenlas, qoe os povos precisam da inciali-
va, da direejao e^lasollicilude constante dos que os
governam, porque sem ellas nada emprehenderiam
ou smenle desatinos. Ora, al aqu liiihamo* vis-
to os differenles governos que frcquenlemenle se
bao succedido no Brasil (tillamos em gcral), assumi-
rem nao o carcter de conductores sabios e impar-
ciaes, mas de lisongeiros e cmplices, por inleresse
on necessidade, dos diversos partidos, qoe se dis-
pulavain eimplesnienlc a exphracao exclusiva do
paiz, a oceupacao dos lugares rendosos : pretenda-
se governar com um partido contra o oulro, e a
massa industriosa da nacao era esqnecida e tratada
como victima das intrigas e da cubija dos vencedo-
res. Fazer deputados, arranjar posiees, mudar
empregados pblicos era pouco mais ou menos lodo
o negocio, e o alvo de lodas as diligencias, emqoan-
loos interesses geraes eram abandonados.
De 1833 1851 a si loaran principien a mudar
lendendo os esforcos para oulros lins ; e a mudanra
de rumo be cerlamcnle devida ao impulso benfi-
co do actual governo. O gabinete de 7 de setem-
bro, idenlifirado com o pensamento do throno im-
perial, prnrlamou i poltica de conciliario, e pro-
poz-se a desviar os partidos uovernando o Brasil
no inleresse de lodos os Brasileiros; o antagonismo
e a preponderancia daquelles neotralisava ou per-
verta a areno do poder publico, e o governo cons-
ejo de sua mis-o quer pr-se sohranccoo e suhju-
ga-los lei.
Urna vez anleposlo francamenle o inleresse do
Brasil, aos inleresses dos partidos, a verdadei-
ra poltica liberal, aquella que considera e esti-
la os homens s por snas qualidades e m-
ritos pananas, principiou a desenvolver-se. Dahi
esse amainar das paixoes acerbas, e todas es-
sas medidas de inleresse geral, que opporttinnmenle
h.lo sido lomadas. A instrurcao publica fn melho-
rada poi meio de reformas que, senao tem o ru-
nlio da perfeicao, conduzem todava a outras mais
completas; acanalisaco e navegacao dos rios tem
ido devidamente consideradas; as emprezas de va-
pores rosleiros e de caminhos de ferro tem recehido
animarnos e auxilios mui valiosos; as leis regula-
ra en la res em summa, tendo ja soffrido modificafes,
aguar .nn mais ampias reformas no sentido de fir-
mar-se a garanta e realidade dos direitos na pro-
lecco que do alto lhcs deve vir.
Que o governo imperial persevere no seu louvavel
empenho, sem deslisar-e do programma trarado.
A juslica na phrase do Sr. Cuizot he Orna baja po-
ltica ; e ruis pensamos que sai ella pude convir
igualmente a todos. Ora, na- l ;oslica possivel
com governos partidarios. v-ler lie j*.1* que os di-
reitos do cidadao snbslituam os direihn, do cor-
religionario, e que. Inorados os partido-, pro-
cure o governo apoiar-se ''"a grande massa da
nacao onde reside a verdad'e'.w torca, obrando
smenle no inleresse della. Nao be s o nico meio
de felicitar o Brasil, he lambem a nica cundirlo de
longevidade para qualquer governo.
OiVoquiarnm-nos com um numero do Courier de
22 de nnvembro Irazdo pelo navio inglez Kcertoicn.
entrado honlem ueste porlo. do qual exlrabimos
as noticias seguinles:
Segundo as ultimas dalas de Conslanlinopla de
10, os Russos a 5 em numero de 3.3,000 atacaran! a
ala direita dos Ingieres, junto de Inkermann. As
balaras inglezas foram lomadas e retomadas por va-
rias vezes. Pela volla de meio dia os Russos fizeram
urna sorlda de Sebastopol conlrn as posiees fran-
eczas, mas foram repelalos. Alinal os Russos foram
bravura ale seu eoracao ; porm amava lalvez anda
mais Antonio Rustan, seu joven amo.
Sulpicio era da parochia de Plouesnon, antes de
entrar no navio do conde, vira nascer o filho do
marquez. c lora quem Ihe madera pela primeira vez
na mao a espada e o sabr mui pesados para o me-
nino. Depois da guerra mal succedida de 1832, Sul-
picio linha vollado ao mar de proposito para lancar
urna ponte ao uso do joven marque. Antonia enre
a Ierra do exilio e o raslelln de .Maurcpar.
Vinba de lempos em lempos ver o filho e exhorta-
va-o assim : S bom christAo, ama a senhora Magda-
lena e a senhora Virloria, o aprende a ler e escre-
ver para me enviares milicias dellas.
O paslor do Treguz obedeca a ludo isso, c adra-
la quasi no mesmo grao a Dos, ao pai. as duas li-
dias do ronde, o a pequea Irene, sua Ima amiga, a
qual nao dorma, quando elle na i ia anina-la.
Era o pairan Sulpicio quem annunriava a mnrle
de.Vnlo:iio! Victoria deixou cahir a carta, a Mor-
gatte a paulo.ii-,i. e melleu-a no bolso. Os olhos de
Victoria eslavam firmes e louros, c um suor Iro ror-
ria-lbe pelas loni A Morgatte fez como se Ihe ti-
vesse viudo nina idea repentinamente :
Enlao era ello ?...
Depois aciesrenlou lomando as mos de Victoria :
Ah! minha pobre moca! se en livesse sabido!
As raaos de.Victoria eslavam rgida e geladas;
pareciam marmorc.
Retire se daqui disse ella com urna voz 13o
profandaineutc alterada, que a Morgalle vollou a
caheca procurando quem linha fallado.
Ao mesmo lempo Victoria deixou cahir as m.los
ao longo do corpo, c repeli :
Kelire-se por favor. Sua vista aflliae-me.
A Morgalle atoslou-se lentamente,edirigio-se para
a base do cabo donde o mar se linha apartado. O
dia declinavn, a sombra do promontorio alongara-te
ea noile coitiecava a invadir osrorbedns xizinhos da
'ruladas Gravlas. A Morgatte nao foi longe, parou
i volla do ci.bo c lcou escondida alraz de una sal-
liencia rio rodaerio. Ergueo a rabera, apoiou-se as
pedras hmidas, c seu olhar curioso vollou-se pira a
sua victima.
O leilor lera visto muilas vezes os meninos crois
contemplarein a agouia le um passarinho ferido.
>enhum msculo raoxia-se mais no roslo de Aslrea.
Victoria julgando-se s com Dos, ajoelhou-se, esle-
ve alaum lempo de mo- postas na altitude da ora-
rn, e depois lodo o seu corpo cabio ; porque sua alma
eslava vencida.
Poz sua pebre fronte, sobre a rea, c Aslrea podia
ouvir de torce seus soluros dolorosos. De vez em
quando nm eslrcmccimenlo convulsivo dizia-lhe que
o punhal movia-sc na ferida. Oulras leriam fgido ;
mas Aslrea -uslentava o pungente horror desse es-
clio. A Morgalle enxeraava-lhe anda o roslo meio
perdido na sombra, e dizia comsigo :
Ella vai en.toodecer.
t'.onxinha vir aqoi. mormuran Victoria com
urna voz lerna e fagueira, eo le teria occulladn atraz
do berro, e elles me leriam mnrto anles de cheaar a
ti...Demais, be nada morrermos todos juntes...
Quem disse isso ? iulerrompeu ella a si mesma
soltando em p ealvanisada, j live esse sondo, eleoi-
bro-me bem delle Vi seu corpo ferido na agua mor-
a que fica entre as rochas...
Torrendo seus bellos cabellos as mans paludos e
contralllas, ella gritn :
Antonio I Antonio he verdade ludo isso ? Es-
lavas mnrto quando nasreii tua lilha '
Sua caheca meneou-se loucamenle sobre o peilo
balanrando-lho os cabellos. Sahiram-lhe da bocea es-
las palavras, e foram as ultimas :
Vi a carta a caria Antonio he morlo I
Arraslando-se para a tonda, A Morgalle inclinou-
se para ve-la mais lerr.pn. l.'ma mao poz-se-llie por
ira/ sobre o hombro.
Ella padece muilo disse Joao Toiiril, qne es-
lava mui paludo, e estremeca.
A Morgalle nao se vollou ; mas pergunlou :
Voss asta ah ha muilo lempo t
Vin quando ella rabia de joelhos, respundeu
o curandeiro ; isso alnigio-me.
Onde esl o Flambart ?
Elle fez-se muilo ao largo, e bordeja para ilo-
hrar a pona do Treguz.
Quanlo lempo gastar para ebegar aqui ?
Cmameia hora por causa do vento.
Victoria tera partido, mnrmurou a Morgalle.
Partido para iraonde? pergunlou Jo.l.i T.ioi I.
A Morgatte abaixou os olhos c nao respondeo.
Coiladinha tornou o curandeiro ; ora alegra
que Dos linha-lhc preparado hoje I
Victoria desapparecia Man momento entre as bor-
las da ftida. Aslrea eucaron Joao Touril, e dis-
se-lhe :
Ha mais quindenio* mil franco*, o preco do
caslello e dn casal de Treauz que estilo vendidos des-
le o invern. Nada sainamos. Sulpicio o marinhei-
ro passou tres dia* em casa do cura no mez de de-
zembro.
Ah ah disse Joao Touril, esse Sulpicio '.,..
Porquanlo veuderam o caslello e o casal ?
Ao menos por drenlos mil francos.
ludo isso foi pago '.'
Sim...Minha madrinha esperava lodo* os dias
algum melhoramento para passar a Jersey.
Como sabes isso, velhaqiiinha ?
Sei.
Escapamos de boa, mnrmurou Joao Touril ; cu
ectaculo c respirava luaisaiiressadaiueulebein como I suspeilaia isso nie-ruo : Aanra temos selecentiv nn
.. m
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
. -a logistas vidas de emouo que v3o no domingo
ver aaoni-.ir Ricardo III ou msrtyrisar n marino ta
mulher de SdiulTrope/.
Victoria teve difllculdadc em levanl.ir-se< e ficou
mais de um minuto com os coluvelos apoiados no
P
traucos. Se eu n-se l.. lo esse dinheiro ah reunido,
minha rabera sallara !
A menina que riorme na tirilla das (iai'i'olas,
disse a Morgalle, teria sido bem rica !
. ( Contitmar-sc-ha. >


IIFRVFI



\
tambem repel idus al Inkermann, depois do urna
sanguinolenta balulha, que durott oilo horas. A
perda del les foi de .9,000 morios e ferido's. A
perda dos Ingieres lamben) foi grande. Qualro ge-
neraes: Cathcarl, Strangways, Galdie e Trreos fo-
ram morios, c quatru feridos, Crovvu, Benlinck, Bul-
ler e Adms. Uilenla Ires olliciaes ingiere foram
morios, % ferido, e doos cujo deslino anda se nao
conhece ; \ soldados de linha foram morios, 1,760
feridos c 156 anda n.io appareceram.
Os France/.es liverom um general morlo, 2 fe-
dos; li olliciaes morios e (2 feridos. ^
Os guarda inilezes perderam 20 ofllciaes. OiJorphaos nu se devem aqui rezidir som lulor?
Kussos aliraram sobre os iDglezes feridos, assim eo- "> Rogo-!'
IARIOOE PtRHAMUCO. TERCA FIRA i DE JANEIRO DE 1855.
Iho, mu desconfiado: pagados alguns das veio meu
cunhado coni o termo para cu assignar, disse-lhe eu
que eslava rexilvido a Dio assignar, dizendo-lhc n
molivo, elle quiz despersuadir-me. eu lbe disse que
os segredos quaudo passavam do dous ese nao pres-
lamjuramcnloile osguardarsempre sAorcvelados.que
ou elle ou ojtiiz, o linha coiniiiunicado na villa, a
lignina pessoa, c por tanto que ti vase paciencia, e
logo que fiquei restabeleridn me relirei para minha
residencia. Agora a benelirio dos orphAos pergun-
lo eu auSr. juiz, so esles orphAos estando aqui na
comarca do Limoeiro, e que por causa de sua saude,
aqui beque querem fazer sua residencia, se nesle
ceso se tornam da jusdiccAo do juiz de orphaos do
Limoeiro, e se este deve ou nAo prover a tutela dos
mii obre os destacamentos que foram mandados pu-
ra enterrar os morios no di i 7. O general Cauro*
bel ficou ferido. Os Russos chegavam cmgranli
qnanlidade do uorle. Os alliados linbam precisAo
de reforcus quinto anles. O general russo Soimo-
iiofT morreti das feridasque recebera na balalhu.
Tudo eslava promplo para o assallo, mas os allia-
doi esperavam soccorros. O Sapoleao sahio de Cons-
tanlinopla no dia 7 com 2,000 homens, e o .Son
com 1,100.
Koi recebido um despacho lelegraphico de lord
Stialford de KedclilTe, dizendo que no dia 9 princi-
piara outra haladla enlre os Russos e o exercilo ai-
liado. O resultado desla batalha nAo era conhecido
no momento ila par(ida#do ultimo vapor da Crimea.
Carlas particulares de San Pelersburgo recebidas
por oIBciaes na Crimea nao apresentam o eilado das
comas mu favoravel s ardenles esperanzas. Em-
pregavam-se todos os meios para manter o enlhusias-
ino do ejercito. Os proprios generaes se expdem os-
lemvamenlo ao perigo. Cartas assiguadas pelo im-
perador silo inderessadas conslanlemenle is tropas.
O clero he incansavcl era aconselbar do pulpito ani-
mo aos soldados; e por este motivo os araos duques
fornm mandados para Sebastopol. Todava as espe-
ranzas O Commtrrai Daily I.ist diz qoc o governo in-
gle;: conlavfi com a coadjnvacAo d'AosIria e dos prin-
cipies estados da Allemanha, se acaso a guerra com
a Bussia cantinuasse al a primavera.
CORRESPONDENCIA.
.i'enhores redaclorts.Eslava cu persuadido, que
os joizes de orphaos, lodos em geral faziam as vezes
de pas, para com Indos aquelles que linham a info-
lio dade. de ficarem orphaos, promovendo ludo
quintil fosne a beneficio dos mesmos, o que muilo
Ihi* he recommendado pelas leis ; porem ja eslou
convencido que esta regra uo he geral,porque sem-
MU apparece nlgum que apenas faz as vezes de pa-
drtslo pouco zeloso com os inlcressesde seus enli-
ados.
Far seis anuos,punco maisou menos, que na vil-
la do Bonito, falleceram Loureuro Comes Cabral.
e tua mullier Maa do Carino, e'deixaram qualro
lilhos menores, eum prente se cncarregou de pa-
guro funeral, c todas as mais despezas que be de
Uto da arija, a esle mesmo o juiz nomeou por tutor,
O foi o inventarame dos beni, e suppnnho que por
ignorancia so deu a inventario os esernvos, e as
piucas obras que havia de nuro e prala, e laxos de
otbrc, e detxando de dar a inventario, (segundo fui
informado) oilo ou dez saccas de algodAo, nove al-
qncires de feijao, os rorados de algodneiros, milho e
mandioca, um cavallo, c uns av mentas de fazer
f irinha, e urna pequea casa de vivenda, nutro sim
mandn dizer missas, e fez algumu dadivas.bem co-
mo duas saccas de algodao,a duas alilha las da fina-
da Maa lo Carmn, sendo urna de-las filha do mes-
no tutor, e ludo islo elle fazia dizendo que a ta-
la Mara do Carmo.lhc linha pedido, nAo havendo
testamunlias desle pedido, e nem testamento, qs es-
cravos quo pertenciam aos orphaos, empregou-os em
sen scrvic,o rural, sem haver alguma separacAo, nao
se podendo desla maneira saber os rendimentos que
os orphaos liiiliam.
Eu nada lenho a notar no tutor, pois o conllevo
muilo de perlo, e muilo inteirado'estoii de sua pro-
hidade.e ludo altribuo a sua simplicidad?; o que
mais me ulmia lie, que sendo lao perlo da villa,
(pois que pouco mais dista de meia legua) nao hou-
vesse um juiz, que csmerilhasse esles fados, e orien-
tarse o lutor da maneira como se devia cunduzir,
alim de que os orphaos, senao resenlissem de prc-
juizo. PissadBS dous anuos pouco mais ou menos,
foi pedida una orphaa para casar como de facto se
casou, ealem de oulros escravos que Ihe perten-
ciam de sua legitima, linha tambem sido laucada pa-
ra ella nnia escravinha que linha sidn avahada na
factura do inventario por duzentos mil reis, para
ella repor a dous orphaos cenlo e tantos mil reis. c
como o marido da orphaa na occasiao nao tivesse di-
nheiro para a reposirao.linibem nao etigiodo ludir
a dita escravinha. porem nAo se passaram muitos
lias qoe o juiz exigisse nao s osceuto e lanos mil
reis que perlenciam aos orphaos, como tambem cin-
roeuta e teios mil reis, que o lulor disse ler depen-
dido para apromptar a orphaa; vexado o marido
com esta exigencia do juiz, offereceu-llie um fiador
idneo,que naosaflianrava a reposicao.mas lamhem
se obrigava a pagar juros, mas o juiz a nada quiz.
manir, e o recurso foi o marido da orphaa vender
a escrava por Irezentns e oitenla mil reis, e qoe va-
lia quinhenlos, e de presente eu dara seis ceios;
isto nao admira, que bens ufferecidos lodos qurrem
comprar por menos do seu valor, e nao me cumia
que os orphaos percebes na venda da escrava. Vamos ao cnlremez que he
baslanle dilatado e enfadonbo para lodos aquelles
qoe nao inl?ressam.
Morando en na comarca do Limoeiro, c estando
cm minha casa de manca e pacifica posse, descan-
tado sem cousa que perturbas.se men espirito, cui-
dando IAo<(>mente em meu servico rural, ei> quau-
do no dia 2i de abril de 1833 chega em minha ca-
sa, um portador com carias de minha angra 1). Ma-
noela do Nutrimento de Jess, c de minlia cunhada
I. Maa do Sacramento, aquella muilo avanrada
em idade. e osli-wu'vi.o achicada de molestias chrni-
eas, resideny'nos b-. -rbios da villa dn Bonito, ex-
poii.lo-njjr que cima i, vo dita, de que eu ja es-
lava ir-rorraado) e dizendo-me que o lutor de seus
netos orphaos eslava prximo a entregar a tutela, e
que u,1u linha uaquelle>>gar prenle que (omasse
ronla, e que seus natos eslavam alguns afielados
de molestia rhroarSa, e como assim me pediam mui-
lo encarecidamente que por caridade, eufosse aqticl-
le Ittiar alim de tomar conla, c condiizir os orphaos
para minha rasa,a ver se com a mudanca de ares,
e applirarAo de remedios, melboravam de sua sao-
de. Nesla occasiao. por ineonvcnienlcs nao me foi
possivel aniiuir ao chamado, porem escrevi a meu
cunhado Jos Comes Cahral, dizendo-llie que sendo
qne o lulor entreaasse anles de en la oheaaf, que el-
'e lomas-e conta, que com a minha ida, elle nao po-
dendo cnnliiiuar com a tutela, nesle caso a remove-
ra para mini com lanto qu n.lo passasse a eslranho.
Em principios de junho dirigi-mc a cosa de mi-
i ha soara. e all me entend com meu rundido, el-
M me disse que ainda nao tinda fiualisado de lomar
nula da tutela, c que o ct-lutor ainda nao linha
a abailo de prestar as conlas ao juiz, e quo ja linha
f; liado con- o juiz para remuver a tutella para mim.
li.:ando elle por fiador por ser para fora da comarca;
meu cunhado, para se ver livre da carga ludo an-
uira.
Dirigimo-nos a villa e fomos a casa do juiz. e cm
conversa eu Ihe persuntei se aquella escrava que o
inirdn da orphaa linha vendido, se podia ser vendi-
da sem ser em lias'a publica; disse-llie mais, que da
maneira que ns bens dos orphaos linham sido ad-
ministrados, se assim conlinnasse no fim de mais
alguns anuos, os orphaos firariam sem nada; pas-
sailos algnnsinslanles me desped e tornei a relirar-
mu para casa de minha sogra: com pnuca demora
chegou meu cndano, dizendo-me que o juiz nAo
conceda mais a remocAo, pergunlei cu qual o mo-
liMi,dissf-me que era |M>rquc eu linha censurado,e
que so concedia conduzir osqrphaosparaverse com h
mudanca de ares, melboravam desaude. {)h!Sr. Dr.
Xiiizdeorphaos minhas intenci's nAo foram de oll'en ler
sen melindro cuma peiguuta que lile fiz.e como se deu
por offeiuHdo, en Me (iec.0 perdAo, lembraudo-se que
eu puno por orphaos sohrinhos de minha mulher,
c que o tinado pai dos mesmos, era om cunhado
miiu, a quem sempre muilo estimei, epor isso quem
ama a frade deve amar o r apello,
Como o Sr. jniz nao annnio a reniosailn para mim,
licou meu cuuliado com a tutela, eb oxlurlor Ira-
ton de arranj.ir suas conlas para aprescnlar ao juiz,
como apresenlou, em que moslrava os nrphos Ihe
rcslarem oitenla mil ris. porm dizem-me que o
juiz fazendo um exame minucioso, disse a meu cu
nlado, qoe senaoconhecesse a ignnrancia Ao eilti-
loi', o faria repor mais de Irezenlos mil res, porm
que repnria rem mil ris. Meu runhado lomou en-
trega dos orphaos, us ecrus, c comoprecisava fazer
alguma despeza cm roupa para eu os conduzir, fez
Ibes, Srs. redactores, se sirvam de enscrir
seu acreditado jornal eslas mal trocadas liuhas,
peT~fTs%4nuilo ohrigarAo seu comanle leilor.
Joao Manoet de Souza Pianua.
Boin Jardn 18 de dezembro de 1851.
LITTERATUA.
dos propbelas,) personagem dolada de merecimen- i julgamos ler direilo de lirar. Combinando-as com as
ASOCIE DADE E OS CO VERNOS DOI.NDOSTO
NOS SECL'LOS XVI E XIX.
Insliluices e governo de Akbar.
IV.
Relar9es de Akbar com os jcsuilas. Seu carac-
lei como soberano e como bomem parlicular.
Para narrar a historia das relac,0es de Akbar
com os jesutas, consultamos lodas ai fontes a que
pareca razoavel reconer-se e com especialidade a
colleccAo de Pedro Do Jarric. Esta obra apezar da
falla absoluta de critica histrica, qoe nella sente-se,
Icm um carcter geral de exactidao e de boa f
( militas vezes crdula, sem duvida ), que nao ex-
clue de lempos em lempos urna certa vivacidade de
narraQo e urna appreciacflo bastante justa din lio-
mens e das cousas. O que desperla-nos a allenco
principalmente na narracao de Du Jarric, he que
ella comer pouco lempo depois da morte de Akbar
em 1G08, e termina dezannos depois, em 1611 ; que
elle a compoz sobre as carias, dos missionarins que
vviam na corle de Akbar, carias estas recolhidas de
dous em dous annos pelo padre Fernando (iuerreiro.
Porluguez, bomem de juizo claro e solido, e bem
versado neslas historias como o diz Du Jarric, he
emim, o seremos priucipaesfados mencionados por
Du Jarric confirmados pelo leslemiinho dos histori-
adores nacionaes. Resulla claramente do exame cri-
tico que lcmo"s feito deslas diversas autoridades que
o imperador, independcnlemenlc das rela^oes e con-
ferencias que leve com missionajios solados, pedio
e obleve em Ires occasics difierentes que fossem
enviados de Goa missionarios jcsuilas aulorisados a
residir um cerlo numero de annos na corte. A pri-
meira niissaa)composta dos padres Rodolpho d'Aqua-
viva ( sem duvida o padre Redef mencionado no
Akbar-Namch ) Antonio de Monserrat c Hcnrique,
chegou a Fallchpur Sikry ( residencia favorita d'Ak-
bar 1 cm fevereiro de 1380, e Rodolpho d'Alquaviva
ficou junio do imperador at 1383. A segunda mis-
sao confiada aos padres Eduardo I.eilo, Chrislovam
da Veiga, c oulro que ainda nao linha recebido as
ordens sacras, chegon a corle mogbol em 1391 ; ella
nilo (lemorou-sc alii senSo pelo esparo de um anno.
A lerceira emlim deixou Coa no fim do auno de 1591
e rennio-se ao imperador no dia 3 de maio de 1593
em Labore, onde eslava eslabelecida a corle ha rtu-
los anuos.
Foi no inlervallo que passou-se entre a primeira
c segunda misso dos jcsuilas. que Akbar resolvido a
approfundar os dogmas da religao deChrislo, escre-
veu ao rcide Portugal urna carta que nos foi conser-
vada na euleceo de Abul-F'azl. Nos a vamos fa-
zer eonhecer segundo as versees de ITruser Hanway
e a Iraduccao lilleral que devemos ao obsequio do
sabio traductor do AlcurAo.
a Derramamos o trbulo de nossos louvores ao p
do llirono do verdadeiro rei, cujo poder estii ao abrigo
da desgraca dadecadencia o rujo imperio be marecs-
sivel ao golpe das revnlurOes.
u A exlcnsao da Ierra e do co visivel nao be se-
an um pequeo recanto de suacreacAo, e o es paco
infinito um fragmento de snas obras.
He elle que governac tuautem por preceilos im-
mulaveis a ordem deste universo, e que dirige a so-
ciedade humana pelo oraam da alia razo dos sobe-
ranos, cuja juslca e firmeza asseguram a execucao
das leis. He elle cuja vonladc omnipolenle deu a
cada individualidade a necessidade da tTeico e do
amor, que une a immensa variedade dos seres por
nina inrlinarau mutua, e faz sabir desla tendencia
commum a barmunia e o la^o da creando.
Louvores infinitos sejam lambem dados s almas
puras de lodas as callicgorias de prophelas e de en-
viados qoe tem ronstantemenlc caminhado segundo
os|preceilos do Senhnr, e lera guiado seus scmelhan-
tesnas veredas da verdade '.
Dos liomens sensatos aquelles que procuran) suas
luzes nasanlidade sabemque ueste mundo, onde ap-
parece o mundo espiritual como em um espelho.
nada he preferivel ao amor, era mais sagrado que a
amizade. Assim atlbiiem elles a economa e dis-
posican admiravel do universo u a flora o e barmonia.
Onando o sol do amor esclarece nossos coraefles,
dissipa no fundo d'alma as Irevas da vida mortal, c
isto he sobre ludo desejavel para os principios, cuja
boa intelligcncia mulua he a garanta da felicidadc
dospovos. He por isso que todos os esforvos de
tima inlclligencia elevada leu Icm a favorecer, a en-
Irelcr estes seniimentos de uniao c de araisade enlre
os servidores de Dos, e principalmente enlre os
reis que o favor divino collorou frente da bumani-
dade. Mais particularmente devemos apertir os
lacnsde fraternidade que nos unem a um principe,
cujo espirito esclarecido c zelo que o anima na pro-
pagarlo dos preceilos de Jess slao cima de toda a
desrnpcao e de todo o elogio.
A \ isitihanra de nossosesldos com os de um prin-
cipe lao distincto lorna esla allianra mais indispen-
savel ainda, porem ja que muilos obstculos e razes
mais fortes tornam urna conferencia pessoal impra-
liravel, n.lo pode-se stipprir a islo senao por embai-
xi las e por correspondencias. J que he este o tni-
co meio de substituirs vantagens de urna entrevis-
ta o de urna conversac.lo intima, recorremos a elle,
com a e-peranr.i de que eslas communicares nio
soffreao.inlcrrtiprao alguma, c que assim se estabe-,
lecer tima manifestaran mulua de nossos seniimen-
tos ede nossos desrjos no que diz respeilo a nossos
inleresses recprocos.
Vossa magesladc nAo ignora que os sabios e os
Idelogos de lodos os lempos o de lodos os paizes,
apezar da diversidade de suas opinies sobre o mun-
do exterior, sobre o mundo inlellrctnal, conformam.
se sobre esle ponto, que o mundo exterior nAo tem
importancia, alguma cm relarao ao outro, e entre-
tanto os pretendidos sabios de todas as naeOes e os
grandes da Ierra .enlregam-se a um mal infinito par.i
melhorarsuas condic,ocs neste mundo transitorio, on-
de ludo nao he senao apparencias, c consagram a
mclbor parle de suas vidas e seu lempo o mais pre-
cioso icquisirao de delicias engaadoras, de, vaos
prazeres e de alearas passageiras que os consume
moramente. O Altissimn, emsua bondade infi-
nita c pelo effeilo de sua grat;a eterna, permiltio que
no meio de lanos obstculos e do turbilbao dos ne-
tos que uos tem dado muilas provasde Bdelidadee
de urna completa dedicarlo, gayad Mazaller, que
be o ohjecto do nosso favor e dp nossa dislincrao par-
licular. Ello be cncarregado de Iransinillir-vos al-
gumas palavras da naasa parle.Accrcdita o que
elle disser.Tende sempre .iberias as portas da cor-
respondencia e das embaixadas reciprocas, e que a
paz esteja com aquello que segu o divino guia !
Escripia no mczderabblv al avval 990 (abril de
1832.
Esta bella caria nAu precisa de comracntarios; ella
prova claramente que, em Akbar, o desejode instruir
le na religao diriga era um iJa fixa que jtislificava
as tentativas feitas em diversas occasioes para a sua
conversao. Um seculo c meio depois, oulro grande
soberano conquisla,dor, cujo nomo deve sua celebri-
dade falul aos inslinclos de dcsli uiro e de sacco que
o levaram a tivadiro imperio moghole massaerar os
babilanlcs de Dchly, Nadar-Shab, pretenda instru-
ir-sc nos dogmas da religao chrisla cum a inlenrao
de substituir s cretinas do islamismo um cullo raixlo
de sua invenco. Como Akbar, elle fez traduzir
nossassanias Escripluras, c qnand esle grande Ira-
balho foi terminado, fez-se conduzir ao seu campo
( perto de Theran ) no mez de maio de 1741, pelos
principa membros da cnmmissaoque instituir pa-
ra este efleilo, e que se compilaba de mollahs, de
padres judeos, armenios e chrislos. Nadar os rece-
beuquasi corlczmente, e laiu;i o os odos sobre a sua
versao. Elle fez ler depois cerlas passagens, o que fez
que bouvessemde sua parle alguns gracejos sobre os
mysteos da religiao chstia. Na mesma uccasiao
elle escarneceu dos judeos e rdicularisou Mohim-
med e Ali. Nolou que os evangelistas nao coucor-
davam mais nos seus escriplos do que o faziam os
padres chrislos e dotitores mussulmanos: concluio
did que devia permaneeer nis mesmas duvidas que
anteriormente, porem accrescentou que se Dos lite
desse aande, ohrigava-se a fazur das duas crenc;as
urna religiao muilo melbor do que nenhtima daquel-
las que linham sido alentao pralicadas pela buraa-
nidade.
Elle despedio depois os Ihetdogos Iraduclores fa-
zendo-lhes alguns prsenles cujo valor nao baslava
para pagar as despezas da viagem. Oque parece-nos
com effeilo bem digno de observarlo, he o contras-
te que forma o procedimento de Nadar-Shab, nesla
occasiao, com a moderarAo, dignidade e sincerdade
que Akbar conslanlemenle manifestou em suas fre-
qucnles relarOes com os minislros do cullo calholico,
Os dous soberanos parecen), be. verdade, ler mostra-
do a mesma independencia em materia de religiao,
e Nadar ShAli afieclava a prelenrAo de lornar-se,
como Akbar, o fundador de urna crenra nova. S-
menle o fim de Nadar lbe era exclusivamente indi-
cado pela sua ambiro e poltica social ; aquello a
que se propunba Akbar era, no pensamcnlo desle
grande bomem, inseparavel dos escrpulos de sua
consciencia c da felcidade da humanidade.
Akbar, quando chegou a terceira mssilo partida
de Coa para sua corle, a qual dirigio-se a Labore
cm 1595, receben o padre Jcronymo Xavier e seus
companbeiros com grandes i.emonslrares de ale-
gra ; moslrou-lhes os livro? com que as missOes
precdanles o linbam presentado, enlre os quaes ci-
taremos, indepcndenlcmenle das Santas Escripluras,
as Ordcnaces de Portugal e as ConslituicOes da So-
ciedade de Jess. O imperador fez mais honras a
seus novos hospedes do que costumava fazer a seus
priucipaes homrah*, e al raesmo parece que em
nma receprao solemne, os ; rolden com mais allen-
rnes anda do que aos principes soberanos seus vas-
salios, que vinham rcnder-lde f e bomenagem. El-
le roncedeu aos missionarios todas as facilidades que
podia dar-Ibes sem ohrisar directamente seu governo,
e cnmprometler intilmente sua propria seguranca.
Conversou pessoalmenle por muilas vezes com os
missionarios, assislio militas vezes s ceremonias do
sen cullo com as demuiislrares de tima humildadee
de urna veneraro sincera, e com lodas is apparen-
cias de una conversan prxima ; porm por esta vez
ainda as esperanzas dos chrislAos deviam ser Iludi-
das. Entretanto nada linda sido desprezado pelos
missionarios para assegurar o Iriumpdo de suas ar-
mas espirilunes.
O mais profundo respeilo tcslemunliadn cm lodas
asrircnmsiancias ao imperador c sua familia ou
aoi Brandes personasen* d> sua corle, a nbervarao
das formas da etiqueta oriental levada at proslra-
r,io as occasies solemnes, o empenho mais gracioso
em preslar-sc j decises e aos caprichos da corle
mais hrilhanlc que havia enlAo no mondo, o exem-
plo das virtudes clins.ta.is, do zelo e do desinleresse
do apostolado, o enlhuslasmo ardcnle e calmo ao
mesmo lempo de urna convicro sincera, os recursos
da iuslrucrao europea, ludo foi posto em uso c ap-
preciado sem duvida alguma pela intelligcncia e
bondade de Akbar. Todava as mesmas objecces ra-
dicaes appresenlavam-se sempre ao espirito do pb-
losophuc s medaci'ies do soberano.
Procuremos ebegar ao (ermo desla lula moral que
foi lambem o termo dacarreira desle grande homem.
O padre Jeronymo Xavier e seu companlieiro Be-
nedicto de Coes nAo deixaram mais o imperador t
acliavam-se com elles quando parlio para a sua gran-
de expediccao do DakkdAn ;I599). Foi a 16 de jnlho
desle anno queteve lugar a conferencia referida por
Xavier, que tinda pedido ao imperador a permissan
de submelter-lhe as carias que acabava de receber
do padre provincial, as quaes Ihe era ordenado
que apressasse sua volla para Coa, caso o impera-
dor demoras mente pela religiao catholica. Akbar,respeilosamen-
le sollicilado por Xavier alim de que fizesse mohe-
cer suas inlenres sobre este ponto importante, res-
pomlen : o Confeso que cbamei-vos com a inlenrao
de ronhecer a verdade, alim dedcterininar-mc mais
larde a abracar a ertica que parecesse-me mais con-
forme com a razAo. Marcho para o DakkdAn e esla-
bellecerei meu quarlel general nao longe de Goa.
Eu me desembaracarci dos negocios mais urgentes,
e no primeiro momento de folga que liycr, escular-
vos-hci voluiilaimenle. Depois accrescentou :
a Chaniei-voscom esle pcnsanienlo sem duvida, po-
rm resolv conferenciar com vosco sem interprete,
e ouvir os vossos ronselhos. Por acaso vos parecer
quenada leudes gaulio quando podis livremenle e
sem temor coufessar a Jess Chrislo e pregar a sua
donlriua cm um paiz rm que os mahometanos do-
minam, e onde, antes do meu reinado, lodo aquelle
que declarasse que Jess Chrislo era o verdadeiro
Dos seria immediatamente morlo cordou que na verdade assim linda acontecido, e
que a este respeilo devi.im-lde actes de gracas par-
ticulares ; porm sapplicou-llic que pelo interesse
de sua sal vaco, os ouvisso com bondade. Akbar
promclleu faze-lo e despedio os padres com novos
protestos de sua proleccAo. Foi esla a ultima confe-
rencia intima que houve a este respeilo entre Akbar
e os missionarios.
Toilos sabem que elles procararam ve-lo no seu
leilo de morte, e que nS poleram penetrar ale
sua pessoa.
O lodo dos fados c das opinies qne acabamos de
expor crcou nos nossos espritus convicces que de-
aocos, men coraran o procurasse sempre; e bem que vemos pr0l;urar resumir_ A m,ior e dos
elle lenha submeltido ao mtii poder tantos estados qiie ror;1
ninsidoraveis, fa^o todos os esforcos por governar da
melhor maneira pessivel procunndo tornar lodos
os meus subditos ron lentes e felizes, o fazendo ,'bem
dilo seja o seu santo nome ) de sua vonlade a minha
reara, e do cnmprjmcnto dos meus deveres para com
elle, n fim constante de minhas acrics e de meus
desejos. Considerando ao mesmo lempo que a
rcquerimcnio ao juiz para lbe mandar entregar os mi'or parle dos liomens. enradeados pelos seus,cos-
rcni mil ris que O ex-lutor linha de repor, e o de- | turnes hereditarios, ou arrastrados pelo erempbi, se-
imir que seriara recolhidos ao cofre, ali- iraoaliiode pezar no sen espirilo o justo valor
p. cha foi que cnlreanssc
rccelieu. e os
be de pre nal retire-me para minha casa, trazendo em minha
cooiptnhia os orphaos,e aqu seacham residindo lia
17 raezes e lustuile melhorados de saude. Nao se
enfaden), Srs. redactores, falla narrar a ultima
siena, na qual o Sr. juiz enlenileu que eu devia fa-
/or Bajura de prneiaMe; meu cuuhado como muilo
dwja yer-s- livre da ltela, nao cessou de instar
r un o ju/. afim de annuir a remorAo, e como an-
liusse. men i undulo nao perdn lempo.
Em principios do mez de outudro desle frrenle
amo recebo urna caria do meu cimbado, petando-
me para cu ir lomar ronla, pois que o jniz o.lava
ntaonride a enlreaar-mc. Com poneos das de de-
mora derigi-me a casa tle minha sogra, aonde rbe-
gjei bastante doenle de una constiparAo.que me foi
preciso estar de rama 15 di;i. Veio meu cimbado
o ilender-se comiao. eu Ide disse que fosse tratar da
romocAo e qoe Ironxesse o termo de luida
dos argumentos ou das provas que cada um invoca
Mo favor de suas crencas, e sao assim privados da
cxcellencia da verdade cujo descodrimenlo he o fim
leailimo de lodo espirito rarionavel, pinto grande
prazer conversaiido com os liomens mais inslroidos
ramemitlidossobre Akbar, como fundador de
seita, com o cundo dos preronreilos mnssulmanos e
chrisIJos, patenteam nma ignorancia mais on
menos completa dos fados sobre que deviam ser
formados estes juizos. Nenhunia censura desla na-
Inreza be applicavel a apprcciarAo, IAo clara e IAo
luminosa em geral, que Elphinslonc deu-nos da re-
forma religiosa tentada por este, grande bomem. Se-
riamos levados antes a crerqu; Elphislone allrbue
ao imperador mogbol nesle negocio nma pureza de
inlenres mui absoluta, una auzenria cmplela de
loda preorruparao vaidosa, de luda pretcnrAo a ins-
piraeDaa privilegiadas. Fma alma vida do lodos os
gneros de gloria romo o era a de Akbar. devia difli-
cilmcnte resistir teiilacAo ate imitar a Providencia
na dirercao espiritual dos povos entregues ao seu
nidada, como elle esforrava-se por imita-la na pro-
das diversas rel.g.nes e Uro proveilo ,1a conversado lecS,, de seus inleresses mate. iaes. Elphinslone nao
de cada um delles.
Como a dilfcrcnra das liltguH be um ubslaculo
entre nos. sea para desejar que mefenviasseis ama
pessua que eslivesse cm estado de fazer com que eu
comprebeudesse todas as quesles. alim de qoe po-
desse grava-las em meu espirito.
Tendo otivido dizer que os lhrn< dirim, laes co-
mo o Pcnlal-uco. os Psalmos c os Evangelbos, fo-
.Ign.r.e em qi.anlo elle andava pela villa'razendo "" lri"lu'i'Jn",'' ""he ou do persa ; se por
M n- arranjos, chegon-me a noticia deque o Sr. juiz aCi,S0 ,e Pdr enmnlrer no vosso paiz oslas Iradur-
Iraha dito amen ninbado que se elle eslivesse em i v* >' as de lodosos oulros livros de urna ullidade
meu luaar que eiitrcgavai a luida sem nai)a,porem geral e perfeita, fazei com nue ellas sein-me re-
que a nitro nao, pois me fazia enlendido. e que nao I rnellidas
gnstava de quem se fazia enlendido, e mais me dis- I ?
seram que linha dlc a meu cunhado que enlregava e frncnlar nossa amizadeje de dar urna
abtela pelo servir, mas que loso a liravn, co~nao ns uiais solida afleicflo que deve unir-nos, mis
asjever, .Juelodo seja vefrixl*, porm como sou ve- vos enviamos o proleclar da .aj,rfa ( descendencia
pesou siillicienlcmente a influencia exerrida sobre as
dciermiiiacfs de Akbar pela uxallarao de suasidas,
pelo meio sopersticioM em que viva, pelo habito do
poder, emlim pela admrracao exagerada de qne era
objecln ; elle nAo observnu, como o podia azer, o
lado poltico .da quesillo. I) autor iuglez observa, he
verdade, que a religiAn de Akbar era muilo espiri-
tual e muilo abstracta, e nAo podio ser bem recebida
das massas, descontentandomesn.o a milita genio ;
elle reconheceu que Akbar se moslrava superior a
todos os innovadores seus prederessores, pela sua
concepcSo da nalureza divina, eque sua lolctancia
em materia de dogmas provava, em um monarcha
ab-ol ito, pensamenlos elevados, ideas liberaes bem
exlraordinariaspara a poca e rara a que perlencia ;
porm nao tirou deslcs tactos as consequencias que
ILEGIVEL
cousideraroes do outra nalureza que indicamos ha
pouco, chega-se ao conhcciinenlo dos motivos que
determinaran) o reformador, e da pnuca durarAo das
novas insliluiriies reliaiosas que elle rucomincndava
antes que impozesse aquelles cujas crenras pretenda
mudar.
y que mais sobresali nesla conceprAo myslica de
Akbar, he que fra o tesullado de urna lula que
exislia nelle entre o seulimento e a razSo, enlre o
inslinclo religioso e o espirito philosopbico. Vcmo-Io
primerameiiie compenetrado sinceramente da per-
feicAo, da omnipotencia e da bondadeSnfinita do
Creador, e nAo menos sinceramente convencido de
que os soberanos devem considerar-se como delega-
dos de Dos na Ierra. Observamos que chegada a
poca noque se aedava na posse de lodo o vigor de
sua iiitelligencia, condemna abo Lmenlo a religiao
em que dir educado como manchada de ignorancia,
do phanalismo mais ceg e dgscr.sualismo maisgros-
seiro. Afirmamos, segundo A?in-.Vkbary, e Dabis-
lan, segundo o leslemunbo dos viajantes edos mis-
sionarios, que urna cuosidnde sena e infatigavel o
linha levado cm boa occasiao a esludar e comparar
as crenras religiosasdos differenles povos, c que elle
fora particularmente locado pela pureza e grandeza
dos dogmas exposlos nos livrossagrados dos Hindus
e dos adoradores do fogo. Arrastrado depois para o
chrislianismo pela simplicidade e elevacAo de suas
doulrinas, pelo seulimento de caridade e de fraler-
ndade universal que he o altributo dislnclvo do
mesmo, equeacbava echo na sua bella alma, retido
entretanto por dilliculdades iusuperaveis que apre-
sentavam a seu espirilo o dogma absoluto da Irinda-
de c o da enramaran, hesituu em deelarar-se pu-
blicamente pela religiao de Jess. Elle achava-se
alm disso embarazado para conciliar a humildade,
dnrura e desinleresse mundano que ndmirava nos
missionarios jesuiiai_chamados sua corte, com os
rigores da inquisirao e sua InlervenrSo lerrivel na
sociedade chrisla desla poca. Persuadido, mfim,
pelo pouco successo das pregarnos emprehendidas
pelos jesuilas com o apoio mais leal do sua prolec-
cAo e de sua auloridade, de que a introducciio do
chrislianismo nos seus estados encoulrava una op-
posico formidavel, c aprcseulava consequenteraen-
te graves inconvenientes no ponto de vistagoverna-
mental, elle chegou, nao sem novas hesil.icu*. eo
plano que concebera cm 1575, e julgou dar urna ba-
se moral sullicienle realisaco da unidade poltica
e social que quera cslabellecer no seu vaslo impe-
rio, adoptando nina profissAo de f e algumas pra-
licas exteriores de devorao que podessem ser acolhi-
das pelas duas grandes classes de seus subditos. Se-
guiodo as inspiracoes de seu corucAo essencialmente
humano c as convicees de sua razio, quiz innocu-
lar nos homens as nocOes elevadas de seos direilos e
de seus deveres religiosos sem perder de visla as exi-
gencias de na poltica, proclamnu o cullo ilalii, cul-
lo sem templo, sem aliar esemmiuislro !
Assim, dominado pela bondade de sua nalureza,
pela pureza de suas nteiires c por sua iuclinacAo
pelo esplritualismo, Akbar pedia a seu seculo sym-
pathias e virtudes que era imptfssivel obter. Elle
nAo comprebendeu lambem, como o fuera Maho-
roet com sua inspiracAo pralca IAo maravilhosa .
que os povos podiam ser dirigidos e coudos pelo
dogma, nunca pela moral. Para elle o homem, es-
sencialmente bom e sinceramente religioso, preju-
dica ao soberano.
He com efleilo a seu abandono das formas e das
pralcasdo islamismo, o qual quiz substituir por um
desmo complicado, como o vimos com a a$trola-
iria, que se devem altribuir cm parle as dflicul-
dades contra as quaes seu governo leve que lutar
durante os ltimos anuos. He a esta causa que se
deve cm parlicular fazer remontar a opposcAo que
Akbar encontrou no seu propro filho. Da parle
d'esle principe, isso nAo foi, he verdade, senAo um
pretexto, porque ao mesmo lempo que faria assas-
sinar Abu'l Fazl, porque esle grande ministro,dizia
elle, linha corrompido o espirilo de seu pai desvian-
do-o da conanca cega e do respeilo que devia
reliaiAo dos seus antepassarlos, acoln a pessoalmea-
te os missionarios chrislAos e muslrava-se disposlo >
abracar pessoalmenle suas doulrinas. Entretanto esle
pretexto linha urna importancia poltica das mais
reaes assegurando ao principe Selim as secretas
sympalhias dos omkrasi e dos moullahs. Foi pois
nma falla grave a iutro !u.-r.in do cullo ilahi, e fo
neeainria loda a energa de Akbar, lodo o respeilo
e admirar;o que elle inspirava a seus subditos, para
contrabalancar o mo efieiln desla innovarao. Sua
reforma devia morrer e morreu com elle.
Eis, se nAo nos engaamos, o verdadeiro poni de
vista sob que convem observar esta grande questao,
lanto no que diz respeilo ao carcter de Akbar co-
mo influencia que esta tentativa inopportuna de
reforma religiosa devia ler c leve com effeilo sobre
sna poltica.
Os seus motivos foram honrosos; os elidios porem
foram perniciosos. Todas as soas otitras medidas
governamentaes, setn exceptu, parecem-nos ao
contrario selladas com o cunho do genio, ellas re-
velan) um sentmenlo admiravel do carcter e das
uecessidades de seu seclo e das, condices a que
seu governo devia salisfazer para merecer a appro-
var;Ao e o concurso de seus contemporneos como
a ailmirarao da posterdade.
Cosamos de esludar o homem no soberano, quan-
do este soberano be um Alexamlre, um Trajano,
um Carlos Magno ou um Akbar.
As descripees que nos d o Ayin-Akbary sobre
os difierentes servidos do palacio e sobre a vida in-
terior do imperador parecem-nos dignas de um in-
teresse parlicular: ellas dAo urna alia ideia do poder
e do esplendor do monarcha,da nobre simplicidade,
da adividade infatigavel, da bondade do homem
parlicular.
Akbar animou extraordinariamente as manufac-
turas de eslofos de todas as especies e o fabrico dos
chales; elle esludava pessoalmenle os diversos pro-
cessos de fabru aran. O Ayin-Akbary conlem des-
cripc,es minuciosas sobre todos esles objectos. Era
necessao para os naluraes do IndostAo nm gover-
no forle o paternal, mas era-lhes necessao lam-
hem ( como a muilos povos do Occidente, e talvez a
nos mesmos) a pompa eo esplendor de urna cen-
IrahsarAo poderosa c respetavel, donde laiassem os
beneficios do presente e as esperanzas do futuro.
Eis o que foi a corte mogbol no lempo de Akbar;
esle prncipe nao moslrnti menos grandeza, habili-
dade e sabedoa na administrarAo d'csta corle ver-
dadeirimenle imperial, e em suas relames com os
seus subditos de lodas as classes do que na directo dos
negocios polticos. A ordem, a economa, nm tino
inlelligenle e minucioso e entretanto liberal, carac-
lerisam as medidas adoptadas por Akbar e |>or seu
ministro nos difierentes ramos do servico particular
como nos do servico publico. Nao encontramos des-
cripQes precisas sobre lodas as fontes que alimcnla-
vam o Ibcsouro imperial, mas ja vimos que o im-
posto lerriloal produzia, somente para elle, mais
de dous millies de nossa mneda ( valor mui supe-
rior aquelle que exprimira o mesmo algarismo
boje ).
Oa trbulos c os nazers ( prsenles ) ofierecdos ao
imperador, segundo o tizo dessa poca, elevavam-se
animalmente a urna -omina muilo mais considera-
vel. Enconlram-se as memorias de Djahan-Uuir
ndcarries evidentemente exageradas sobre as im-
mensas riquezas de seu pai em ouro c podras pre-
ciosas, porem as ndicactjes mais serias de Abnu'l
Fazl e de F'erishla lulo poderiam deixar duvida al-
auma sobre a arcuiiiulacAo verdaderamente ex-
traordinaria de miro e le prala amoedada e em
barras, de diamantes, rubios, pedras, ^, que este
longo reinado linha realisado. He igualmente cerlo
que ao mesmo lempo que Akbar podia passar pelo
solierano mais rico que havia enlao no mundo, era
tambem o mais liberal e bem fazejo de todos.
O acolhimento
coj
testen
que o atgurmo das pensiies, soccorros, esmollas,
igualmente mencionado em muilos capilulos do
Ayin-Akbary, d urna Meia mui elevada d'esia be-
neliri'iuia sempre acliva e previdentc que caracle-
ri*ava particularmente o fundador do imperio mog-
bol. Fershta confirma plenamente as asserres de
Abu'l Fazl sobre lodos os pontos; elle appresenla-
nos Akbar como maniendo um eslabellecimento de
cinco a seis mil elcphantes, de doze mil cavallos,
de mil camellos, de perlo de mil leapardos, para a I'
caca. Nunca urna corle imperial ou real desenvol- '
ven lana grandeza e magnificencia. O mundo asi-
tico n.lo esta mais nas condir;es cm que esta cxbu-
beranria de rcprcsent.ic.ao 'sumptuosa possa oa deva
reprodnzir-se, mas os povos-jln IndostAo, apezar da
simplicidade de muitos dc^eus habitantes-, serfio
ainda por muilo lempo amigos do fausto e do cere-
o.nial mais cusloso, em certas occasioes para elles
mesmos, em lodas para seus dictes.
Akbar era musicu, elle linha composlo mais de
duzenlas modas musicaes qu faziam as delicias de
todos o yi Fazl, que cila Ires d'eslas inveurs ou composirSes
do imperador. Elle era mui vido de nslrucr;ao, e
linha formado una das mais ricas bibliotecas de seu
lempo, a mais rica segundo loda a prohabilidade.
Couvem ler no Ayin-Akbary lodo o capitulo inli-
lulido Tasvir kliuneh ( manuscriptos e pinturas, que
conlem a dcscripcAo das medidas adoptadas para a
formarao e crescimenlo d'esta collerao. Adi encon-
tramos a passagem seguinle: Lina pessoa de capaci-
dad* le todos os dias a sua magesladc lodas as obras
( que elle lein designado ) desde o cunero al ao
fim. Marca-se o lugar em que se para, com a dala
do mez, e o leilor he pago segundo o numero de
do Ente supremo, de huir em dianle Den ( expres-
sAo de 93;. Quando se quer invorai as leis bem es-
labelecidas do possivel e inpo*sivel, apresenla-se
como adversario a imagnarAo. que sempre prompla
a admillir ludo, nao deixa lugar a lgica ala, as de-
dcenos rigorosas da experiencia, finalmente ao
simples bom nenio.
Foi na America, na aldeia de llydesville, junio a
cidadeda Arcadia, condado de Wayul, eslado de
New-York, que a familia Fox viuda de llochosler
oceupara um casa anteriormente habitada por Mi-
guel VVeekman. Esta occupaeAo leve lugar a II
de dezembro de 1817, c foi no fim de marro de
1818 que comecaram a maiiifeslar-se os prodigios
que fizeram depois IAo grande estrondo nos dous
mundos.
Por muitas vezes temos feilo remontar as pri-
meiras manifeilardet americanas ao anno de 1817
ou mesmo 1816, porque tima larde, cuja dala se nao
sabe exaclamenle, M. Weekman, que durante esles
dous annos oceupou a caa de llydesville, ouvio
batlcr porta da ra, e indo abri-la, nao encontrou
ninguem. Havendo-se reiterado o mesmo fado se-
e pe
. W
paginas que leu. NAo ha obra de historia, de scien-1 gunda vez, o resultado foi o mesmo, ms o astuto
ca ou de alta lilleralura que nao lenha sido lida M. Weekman, Mistificado duas vezes, lembrou-se
sua mageslade. Elle as manda muilas vezes reler e1 de co"servar-se junio porla, de modo que apenas
esrn i ,..,. .,.____ ,, ; baleram lerceira vez, ahrio-a sbitamente, mas
fccula empre com a ma.or allenco. Segu urna ainiljl lliIi:;iIeme..con.rou.M. Weekman lembrou-se
lista tas principaes obras de que o imperador fazia | desla ancdota depois das eslrondosas manifeslar/>es
sua leilura favorita, depois a enumerarlo das obras: de espirilo. que tornaran) tao celebre a familia que
em linguas eslrangeiras Iraduzidas por sua ordem. substituir em llydesville : elle nada enterra de
i,,.i.. i m..,.. j- ,.'maravilhoso nem pode estabelecer para esla casa a
As carias dos missionarios, que resid.ram, como ja rei,ul,cao de |usar ,r,quenlart0 poVr e,pirilos ma.
Vimos, na corle de Akbar, em Ires pocas difieren- i lignos. porque he muilo simples admillir que o ga-
les, completara as noticias que nos deixaram os bis- rolo que balia na porla do meslre duas vezes mysli-
loriadores mussulmanos sobre o carcter c hbitos rMMdo',,alvez l,or ""'" de uma ',o1" de cl,u"m'>o
d'esle 'Tao,i i,,,i,., i\ ..i l'resa "m cordel, previsse que pel lerceira elle se
u este grande homem. Quando os jesutas virnm
Akbar pela primeira vez, eslej linha qnarenla an-
nos. Elles o desrrevcm como sendo de conslituicao
robusla e estatura media, de physionomia nobre e
agradare!, odos vivos e notavelmenle inlelligentes.
Du Jarric conservou-nos alguns trajos curiosos so-
bre este principe. Elle descreve os seus vestidos, e
menciona que trazia uma cahellcira de forma par-
ticular, de sua mfnriio. Elle goslava de vestir-se
de lempos em lempos europea, segundo a moda
porlugueza, de seda prela, porem nao o fazia senao
dentro de casa. Tinha sempre a espada cinla, ou
ao alcance da mAo. Seus guardas eram mudados
lodos os dias, assim como os olliciaes e homens do
servico junto de sua pessoa, de maneira todava que
lornassem a exercer suas fuoroes de oilo em oilo
dias. Elle era affavel e alegre no commercio habi-
tual, sem nunca aparlar-sc da decencia e da gravi-
tada real. Cercava-se de liomens instruidos que
tratavam dianle delle de lodas as especies de qoes-
les e refcriam-lhe ludo o que podia intcressa-lo ou
inslrui-ln: Esperava, dzem os jesutas, suppr por
estes sabios cirnaos sua falla de lellras. Era hbil
e experimentado lulo s na guerra e poltica, mas
em todas as arles mecnicas do atierra, e linha no
'interior mesmo do seu palacio, oflcinas destinadas
para esle Irabalho. Era naturalmente de um carac- ,orano- Mai marido, que em todas as circumstau-
vo gargalhadas na ra, foi pela essencial difl*erenr,a
que existe entre o garoto francez o o garolo inglez
ou transatlntico, sempre prvido largamente djaaa
humor que o autor de Alala designara admiravel-
uicn e pela expressao de rireza triste (1;.
Era 18 de marro de 1818 a tarde cotnmecaram
eses rumores estranhos que perssliram depois IAo
abstincamente. A familia Fox ouvio um rumor,
que pareca partir dos quartos de dormida, e que
assemellava-se a golpes dados no assoalho desses
quartos on ao que produziria o arraslamento de
caileiras. Eslavam presentes qualro ou cinco pes-
soas da lmilia quesubiram .ios quartos para reco-
nhecerere donde provinha esse eslrondo. Correu-
se loda a casa, mas nada piide. descohrir-sc. Ape-
nas exptrimenlava-so um ligeiro eslremccimcuto,
collocaulii a mAo sobre a madeira da cama, ou so-
bre as cideiras, ou mesmo conservndose em p
sobre o issoalnn. O eslrondo foi oovido esta ma-
nhAaemquanlo na casa existi alguem acordado.
Na tarde do dia seguinle nuvramse os mesmos
sons cono danles, e s no lerceiro dia pela manhaa
os visjnlns foram chamados para servirem de les-
lemunha-. Eis a narraran que Madame Fox fazia
pela primera vez logo depois que este acoulerimenlo
Uvera lugai.
No dia eguinle ao deslas manifeslares resol-
vemos agasdar-nos cedo, e nAo donar-dos pcrlar-
nar por coub alguma. Concordamos que e o es-
trondo se reiovassc nao nos impqjrfjriamos rom elle
procurando gozar o repouso de^na boa noile de
ler melanclico e sugeilo a epilepsia. Tambem era-
Ihe necessario recorrer, para dislrahir-se e descan-
sar o espirito, a diversos jogos e diverlimentos; d'ahi
o prazer que tomava nas brigas dos depilantes, dos
camellos,'dos bfalos, dos gallos, dos carneiros, &.
Uma de suas dislracces favoritas consista em ver
os depilantes e os camellos baianceando-se com ca-
dencia. Os combates dos gladiadores e os exercicioi
dos luladorcs ( pahebwans) eram lambem de seu
goslo; mas o que pareca digno de admirarlo ao1*
mussulmanos, be que, tomando parle nestes diverli-
mentos nao deixava de tratar os negocios mais
serios.
Antes de terminar este e-boro de uma poca, de
um reinado e de um bomem lao nolavel a lodos ns
respeilos. resta-nos dar conlas cm poucas oalavras
da impressAo que nos deixou o eslndo d'esta existen-
cia excepcional.
Referiodo-nos a poca cm que viva Akbar, cul-
locando-nos pelo pensamcnlo sobre a scena cm que
a sua misso se execulou. c onde caminhamos hu-
mildemente no meio das grandes lembrancas, q ie
deixara somos ao mesmo lempo sorprendidos e
locados pela superioridade inlcllecliial e moral que
carActerisa esle mortal privilegiado.
Ficamos sorprendidos porque a raca a que elle
perlencia pode negar-lhe sem duvida a nlelligeu-
cia a coragem, com o inslinclo militar, c o espi-
rito de conquista, mas nao o genio de organisacAo na
maia vusa escalla co espirilo conservador, na histo-
ria de seus predreessores, elle encoulrava os hbitos
crueis do despotismo e phanalismo religioso, mas
nao a tolerancia e humanidade, a inclinar,ao para as
voluptuosidades grosseiras, mas nao a rrugalidadoe
pureza dos costumes ; E entretanto Akbar finid m
sobre bases duraveis, o imperio mais poderoso
que havia enlao n'Asia, foi tolerante, humano, sobrio
e frugal.Adrairaino-nos, ja o dissemos.da sua supe-
rioridade inlelledtial, porque no ponto a que li-
nham ebegado os negocios do IndostAo na occasiAo
da morle de Houmayoun, em virlude das desordens
que amearavam o eslado de una desorgancelo
completa, este rapaz de H annos, nascido no de-
serlo, educado no campo, soube collocar-se peloo-
nheclincnlo dos grandes negocios c pelo amor da
humanidade, oa allura do grande trabalho, a que o
edamava a Providencia.
Nada para nos he mais maravilhoso do que esla
apparAo a proposito de um principe dolado de to-
da* as qoalidades que linham Ilustrado seus ante-
passados, e de todas as virtudes que elles nao pos-
suiam. Vemos esle homem intrpido pela sua cons
Ulaicto, divertindn-se no meio das mais vivas cmj-
jes da guerra e da caca, e aprocurando-as algumas
vezes com om ardor mais digno de um paladim lo
que de nm rei, preferir sempre as emoces de uma
ordem superior que Ihe grangeam actos de generosi-
dade e beneficencia, a sabia direr.Ao dos negocios
publicos.as combinaees polticas, e o commercio dos
liomens mais instruidos do eu lempo. Elle sou-
be desembaracar-se em lempo appnrluno.c com fir-
meza, e moderacao superiores a lodo o elogio, da or-
gulhosa lulel de Behram-Khan ; elle soube igual-
mente conservar a cooperaran inlelligenle de sen
vrlnoso amigo, e digno conselheiro Abo'cl-Fazl ale
morte trgica desle sabio illuslre, o desle grande
minislro cm Ib02. Dotado de um temperamenlo
irassivcl, muilas vezes provocado pela igratidAn,
Akbar nao pode sempre dominaros transpones de sua
colera ; Devemos deplorar esla frqueza sempre IAo
cias precedentes empre eslivera coronse, ouvio
o eslrondo dis pancadas, e comeron a examinar sua
causa. Apatas havia anoilecidn quando fomos
deilar-nos ; ce nenhum repooso cw.ari.imos na noi-
le antecedcnliao ponto que aduva-me <\z*%i doenle.
O eslrondo -omecou como de ordinario ;.eu o re-
conbecia perriiamenle c o distingua tle lodos os
mais ruidos qie filbas que dorniam em oulra cama do mesmo quar-
to, ouviram o -uido e procuraram imila-lo batendo
com os dedos A mais moca linha quasidoze anuos.
Quando ella balia com os dedos ou orna mAo contra
oulra, ouvia-se!orrespondernma pancada no quarlo.
O eslrondo era s mesmo que precedcnlemenle.com
a nica diflereica de que dava o mesmo numero
de pancadas qui a menina.
Quando esta larava, as pancadas suspendan por
algum lempo. 4 outra minha lilhi que tem seus
quinze annos, dsse zombando : Fazei como en, dai
umi, duas, tres,qualro etc. e ao mesanu lempo.ia
batendo com suas mAos uma na oulra. Eslas pan-
cadas foram correspondidas como ao principio : pa-
reca que o agene mysterioso era atiento em res-
ponder a cada una dellas. Esle Vinquedo porm
nAo conlinuou pu-que a men na comecou a crear
medo. Tomei enno a palavra e disse :' Conla al
dez i) Com efleib soarain dez pateadas successivas.
Pergunlei enlAo asidades de meuj lldos, cada uma
de per si, e soaram pancadas currespondenles i ida-
de do cada um. lergunlei enlAo se era ser humano
quem dava essas pateadas, e pedi que, se o fasse. re*-
pondesse-me por una dellas: hoive o silencio mais
cmplelo. Pergunei se era espirito, e que seofosse
repondesse-me por duas pancadas: apenas pronun-
ciadas esla>apala\r;s, otiviram-m duas pancadas.
PcrEunlei-lhe se Invii recehid alguma olTensa,
e pedi-lhe que nesle caso inanfeslasse-o por duas
pancadas; ouviramse muilo dUtinctamente duas
pancadas; se a ofiein. fura feila nesla casa, sons af-
firmalivos; e seo ufi>nsor era ainda vivo, a mesma
resposla. Couiiuuaido a interrgalo desle modo,
sube que os despojo, morlaes diqueile a quem fal-
lava eslavam enterrad no solu da casa, que elle li-
nha trinta anos. era homem, e deixara uma fami-
lia de cinco lilhos lolos vivos. Pergunlei se sua
mulher era viva; liouvi silencio negativo ; pergunlei
se mora; respoiideu-rre que sir; da qnantos annos,
soaram dnas pancadas.
Bostn, encontravam-se qnarenla L c\,,cl", !
dito,. Fina.raeuu. no ra'ez da .elemh "5""ikw ,
julgava-se q,o en, toja a exten.ao dos Eiad:
I. nidos o numero dos znecflanc de irinla mi,. qe o numero da," pISoVa'qTarn"
ram tle teslemui.liasdessas mainfestacflcs paav
qu.nbentas mil. Como o eslado de medianenc"e
segundo uma exprcssAo inglez, a eiisiccarempo.de"
datare, nao de para admirar que tantas peasoai n
Icnliam aliradn a essa fcil prolissAo. .Sorpreende"
me mesmo muilo o ver que nAo lenham feilo .pi-
ntos rallaren) a linguagem ordinaria dos humeiis, li-
milando-se a provocar repostas por meio deuaiira-
tias indicativas dos nmeros, das lellras, ou das af-
lirniaces e negaees. Sem duvida nAo quizurain as-
semelliar-se aos nossos ventriluquos, que fazem ba-
ter a porta com a maior facilidade. mas que alem
uislo fazem que de fora chame-sc linguigem ordi-
naria, que se reclame soccorro do fondo de um po-
co ou do alto de uma chamn, do mesmo mudo que
emprestan a patarra i uma boneca, aum cio, a
nm carneiro. qua elles mesmos ou outra pcssas
conservara entre os bracos. A antiguidade, a meia
idade, a Europa, o mundo inteiro e os seres de M.
Cumple tem suas arvores que prodozem orculos, e
seus anmaos fallantes. Nao ha nada novo no mun-
do, que j nao o fosse cm algum lempo (!,. Tudo
quanto apresenla-se a observadlo calma ou apaixe-
nada das liomens deve ler-se renovado muilas vezes
no decurso dos seculos. 0 que nao he mais novo que
os aclos acluaes he o amor do maravilhoso quedes-
perla-se tao vivo nos seculos acluaes como nos pri-
meiros lempos da humanidade.
A obra inaleza de, M. Henry Opieer inlitiilada
Stglels aud Sounds, themytery of theday (o que
se ve e o que se ouve, ou o myslerio do dia) conlem
lodos os delalhes desejaves sobre a vasta eileusAo
que eslis manifeslacoes suppostas sobrenaturaes, tem
tomado nos Estados-Unidos, c sabe-se que ebegaram
a Europa por Brernen, Hamburgo e Allemanha cm
I8.)2, donde em 1853 passaram para a Franca e In-
glaterra.
Na Europa as manifeslacoes liveram principal-
mente por interpretes mesas ou objectos suscepli-
veis tle girarem sobre si mesmos. NAo se sabe esac-
tamente como de solpes dado* invisivelmente pas-
sou-se para os golpe* dados pelo levantamento dos
ps de uma mesa, e depois ao movimenlo circular
d mesma mesa. Observaremos que he iifiuilameiile
mais fcil dissirouUr a impressau produzida pelos
dedos sobre um odjeclo motel do que as evolures
do orgAo da voz que prodizem os effeitos da ven-
triloquia. Quanto energa que podem produzii os
impulsos combinados de minias pessoas Irabalhando
de accordo, pode allirmar-se, segundo a mecnica e
a phsiolog, que estas forjas sao mais que suflici-
enles para produz.rem todos os effeihis obsetvanos.
So resta obscuridade acerca lo accordo que se era-
belece enlre o pensamenlo ibs operadores eos n.u-
vi men tos queimprimem noseorpos movis. Sobes-
te ponto de visla as mesaa europeas sAo mais cu-
riosas que as grosseiras pancadas americanas.
II .
Anles de considerar as meas como seres inlelli-
gentes ou que receben) moraailaneamenle o dom da
inlclligencia. o effeilo mais mravilhoso na apparen-
cia era ver produzr-se um petendido movimenlo
nicamente pela accAo da vonade. He ainda a pre-
icnrAodaqucllesque nao quenm admillir que os de-
dos poslos sobre a mesa exercan pressAo netla, mes-
mo conlra a vonlade daquelle que a locim, e que
se produz verdadeirameute un e/feito sem cauta,
pois que a experiencia lein esabelecido que lodo o
movimenlo exige uma Torca qie obre por meio de
corpo dolado de massa, de peso de substancia mate-
rial emlim, e admillindo-sealhese contraria che-
gar-se-hia ao movimenlo pepetoo, o qual exige
uma creacAo continua de mnvinento para compen-
sar as perdas e o emprego da foi;a. Tem-se ciudo
como fado averiguado o exempb da mora elctrica,
Anglica Coltin, que obrara, segindo dizem. nobre
corpos movis, para po-los em nnvimento por sua
umci vonlade. Eis s fados, srgundo foram verifi-
cados pelos acadmicos encarreg.dos de observar os
pretendidos prodigios magntico dessa moca, fuma
nalurezasomiiQlenla, de pouca i.lura, mas baslanle
robusla, e na apparencia de un apathia extrema
quanto ao pbysicoe o moral, fenhuma palavra sa-
hi de sua bocea,e sen pensameito pareca IAo enlor- .
pecido como sua lingua i mas cimo segundo o pro-
verbio znio ha besta que nao tea manha, os lei-
lores verAo o que se tlescobrio. Confesso que yen-
do admillir como cousa positiva is manifeslacoes da
mora elctrica, conceb grande desconfianza* a res-
peilo de oulros mil relaloos di sesses sobrenatu-
raes feitas por lesleraunhas prcvinidas ou engaitadas.
Nole-se quo nesla poca a mpraisa em lugar de dar,
como boje.o signa I da cruelcUdecega sociedade que
recusa acompanha-la sobre esle terreno, professava
um sceplicismo completo.
Em face da exposicao feila na academia das scieu-
cias pelo propro M.Arago. nom;ou-se u,ma commis-
sAo para verificar os fados. Ccmpre notar que M.
Arago, nao linha o direilo de recusar levar ao co-
tihecimento da sabia corporacilo de que era secreta-
rio, os pretendidos fados que ihsejava-se submeller
a um exame scicnlilico. A Humearan da commissAo
era lambem de direilo. Al aqui, pois, nAo ha nada
que aulori-e os prodigios anniinciado*. Ora, romo
os membros da ooinmssAo nio podessem erificar
nenbuma das parlicularidades annunciadas, nao so
fez relatoo, e os pas de Aadir, pessoas de pro-
bidade exemplar, vltaram com ella para o seu paiz.
A boa fe dos esposo Collin e de um amigo que os
perigosa em um soberano, porem be impossivel ^^^Vork, as manifertacOes lomaraman-
AteenlAo os sons sorespondiam por sim ou nAo, acompanhava davii-me interessado muilo, pelo que
ou por golpes repelidos que deiignatam o numero, linda grandes desejos de descobr alguma realidade
Comludo a altencAo foi^esperlada depois, e haven- "
do-se imaginado difl'ererles meios de rommunicar
cora o espirilo, dos assisentes occorreu a um a idea
de interrogar o fazedor te liulha por meio de um
alphabelo. Em conseqnencia perguntou-se ao espi-
rito se percorrendo-se o alphabelo commum, elle
preslar-se-bia a indicar por una pancada cada nma
das lellras que compunham tea nome. a passo que a
pona de nma penna ou de um lapis fosse marcando
as lellras do alphabelo; e sendo adoptada esta con-
vpncAo, o nome de Carlos rtayn foi soletrado lellra
por lellra. Depois, quando o espirilo eslava fatiga-
do de responder pela ifllrmativa ou negativa, elle
mesmo reclamava o usodo alphabelo por cinco pan-
cadas dadas successivameule. Urnas raaos passava-
se sobre om alphabelo cscriplo ou impresso o dedo
ou oulro qoalquer poaleiro ; ootras racilava-se de
viva voz a serie das lellras, e quando chegava-sc a
lellra desejada pelo espirito, soava uma pancada, e
tomava-so a lellra. Coraerando de novo o alpha-
belo, oblinha-se uma segunda lellra, e assim por
dianle.
H desnecessario dizer que loda e-la bella mani-
feslacso nada ofierecia d novo, e que nAo fosse dar
nas velbas historias de phanlasitias, ao menos assim
o leem mostrado com evidencia aquelles que escre-
veram a respeilo. Qoalquer que fosse a causa na-
loral ou sobrenatural que o aulor assignasso d ma-
nireslacAo de llydesville, como tartos completa-
mente anlogos pa-saram-se mais recenlemente em
uma aldeia da Normandia rlumula Cideville, sem
nenbuma connexAo rom os prodigios americanos e
anles que esles fossem condecidos na Europa, (leve-
mos previnir os leilores que lalvez nAo lenham co-
nhecimento perfeito dessa demonologia (demonio no
greco quer dizer espirito) afim de que nAo facam
confusao. Deraais, como a familia Fox Iranspor-
lou-sc depois para a cidade de Kochesler, do mesmo
deixar de rernnhecer que sua bondade natural e a
recudan de seu juizo conservavam-no em geral em
uma simplicidade, cm nma dignidade de alliludee de
maneiras qne lizeram a admirarlo dos grandes em
sua corle romo dos mais humildes de seos subdito-,e
dos e-lran.-eiros que acolbia cm seu palacio e em
sua leuda. Emsumma os talentos militarese con-
quistas de Akbar, sen genio como fundador de um
vaslo imperio, a sabedoa de seu governo. suas gran-
des qualidades pessoaes deram-lhc um logar env-
nenle na historia; mais de lodos os monumentos que
allestnm sua passagem sobre a Ierra, o mais glorioso
aquelle que zombar das deslruir,es do lempo, he,
o AvenAkbary. Esles admiraveis regularmenlos
lesleinunharAn s geraroes fulura. o ardenle amor
da humanidade e a nobre inlelligencia que illtistra-
ram esle reinado de meio serilloAJibar honrot
dignamente o seu nome, pois foi verdaderamente
grande em lo laa as cousas, o recouhecimenlo ; dos
povos Ihe d a nica immorialidade que nm princi-
pe podo desejar.
D. de Jarcignv.
licu des deux monde:)
SITOMS E ARTES.
as SCIENCIAS OQCITLfAS NO SECLT.t) XIX.
As mesas ilansanles e as pretendidas manirestarOes
sobrenaluraes consideradas relativamente "aos
principios que regulan) nas cieucias de obser-
vacAo.
1 Sighls and Sotind, lbe Myslcry of Ihe dav, bv
Henry spicer, Th. Itosworlh, Londn. 1853.
[I Fados e haitianas, pelo mesmo.
III Como o espirilo rominunica-se as mesas.
A Magia no scalo A/.V, por A Morn, Paris 1853
a eidade do que o da aldeia do Hy
desville onde haviam (ido origem. Enconlra-se a
historia minuciosa de Carlos Kayn em muilo bom es-
lylo nas carias de Plinio o Moro, com a d(ferenr,a de
que osossosdo plianlasina rorrano foram eptiltadns
convenicntemenle [inane rite irpulli) entretanto que
depois de baverein cavado a sepultura para desco-
hrirem osossos do batedor amiricano abantlonaram
a tarefa.
Si totre am( '*' peine el cherche des prieres,
las I je xous en promelt el de tomes manieres!
NAo se havendo cumprido estas supplcas, eslas
expiarOes aos manes chrislAos ou nAo chrislAos de
Carlos Rn> n, suirodeu que uma das raparigas Fox,
de nome Margarida, tendo arompanhado a Koches-
ler uma irmAa mais velha, viuva, e que era abi esti-
belecida, o m>?u ingsteriosos.acompanharam-a em
toda a parte como se eslivessem Tediados no seu
guarda-roupa de viagem. Ella tnha entila perlo de
quatorze anuos. Ped a alguns daquellrs que fazem
avocaroes com as mesas eque conversam com N'apo-
leu I, com W'ashinglon, Sucrale, Moliere, com
lodosos hroese liomens entnenles de lodos os se-
culos. que sedianassem avocar csse malicilo Cario-
K.ivn.c pergunlar Ihe porque nAo esla inicuamente
tranquillo, c se he para vinaar-se da pouca adivi-
dade com que se ha procurado descubrir seus ossos
que elle occasiiuiou todo o movimenlo que lem-se
manifestarlo. JVb> Uve noticia alguma '. 0 velhaco
rio-se comsiao do eslrondo que lem excitado na
America e na Europa com a representarAo ja lao
nos pretendidos milagros.
Assim prelend-'a-sa que a joven Anglica dislin-
gui-se com o laclo o polo do imn encerrad dentro
da caixa. Nio aconteca, porm. assim ; eapresen-
lando-lde mesmo a ciixa sem o imn, a pretendida
sensarAo era igual. NAO obstante todas as contra-
rias assererar/ies de ensaios anteriores, o pretendido
fluido dessa rapariga nAo pode fazer mover um ligei-
ro tornqiete, formado de fohas de papel sobre um
eixo. Eu disse outr'ora que a nica evolucAo nota-
ve! que ella executava era levanlar-se o mais soce-
gadamen'c possivel da cadeira em que eslava senta-
da, e laica-la ao mesmo tempo para traz com lal
forca qtu muitas vagas quebrava-se contra a puede ;
a experiaicia capita-l porm, aquella em qoe, segun-
do os pai diziam, rievelava-se o milagre de pro.ln-
zr mnvinento sem' locar nos objectos, era a seguin-
le. Cilocavam-nal em p. diante de uma pequea
mcaiuha-oberta ile'um ligeiro e-lofo de seda ; e pn-
nham soire a mesir)ba seu avental formado tambera
de seda nuilofins Cjqoasi transparente, cundirn es-
la que rao era rigorosa ; cnto quando a artudt
eleclricamanifestata-se. a mesinba cabia por Ierra
eniquanm a mojajeleclrica fonservava-se em sul
firme inpassibilidajle ordinaria.
Nunc presencieabom resultado ne-le seero, nem
eu, nem meos colegas da commissAo rio Instituto,
nem os Itedicos, natn alguns escriplores que tndatn
eguidn :om muilalassiduiladc Indas as sesieies indi-
cadas ni domicilinjdos pais. Quanlo mim, hara
passado os limilesjde uma complacencia benvola,
quando uma I ard estes viera m pedir-me cm nomo
do inletesse que ei llies Ic-lemiinlira, qoe lliescon-
cedesse mais nmajvisla, porque a virlude elctrica
acabava de declarai-se de novo com grande energa.
Chcgnei pelas oilo horas da noile casa em qua mo-
rava a lainilia C lin. Tivc a desagradavel sorpreza
de em uma sessao destinada a mim s e aquelles
que contigo con laz.ia, encontrar a sala invadida por
numen-a reuoiao de medicse dejornalislas allra-
hidns pelo annancio de futuros prodigios que iim
continuar sen cuwo. Dadas as dcsculpas. dz.eruin-
me entrar em uro quarlo do lado posterior da casa,
que servia de sala de janlar, e abi enconlrei uma
grande mesa de euzinda formada de epessa madei-
ra de carvalho de gro-sura e peso enormes. Na oc-
casiao de janlar a moca elctrica tinha por um acto
de sua vonlade derribado essa mesa massisja, e as im
quebrado lodos o'pratos e garralasque e-tavam so-
bre ella ; essa boa geule, porm, nAo laslimava essa
perda nem o m;ut janlar su consequenria, pela
csperani-a de qfc as proprie lades maravilhosas da
pobre idiota, iarnmanifestar-se de um modo aulhen-
tico. Nao seria possivel dnvidar da veraridade les- .
sas leslemunhas honestas. I m veldo, ocloaenaiii.
o maisseeplico dos homens. M. M.....|ue me acor-
pa ndra, acredilou nessa historia como eo ; mas r,-
Iraudo comiao na sala em que a reunan era nume-
rosa, esle observador desconfiado permanecen aje-
zar do fri na psrta, pretextando que sala eslava
cheia, e rollorou-sc de modo que obervava de ludo
filha elerlca com sua mesinha dianle de si. A
rwnanga eslava de frente para aquelles que oceupa-
vam o rundo c os lados di sala. Pepnht de uma ho-
ra de paciente espera, nA e in.inife-lanilo cousa al-
guma, rttirei-me leslemaiiliamlo minhas simpalhias
o meus pozare. M. M. conservou-se ohslnadimen-
le em seu poslo ; elle conlemplava absorlo a mar
elctrica, assim como a senielhauca do rao que es-
preita a perdiz. Finalmente, depois de mais uma
J acolhimento feito por elle aos mansabdam e a "83*.IV Qitarc el intente, ParU 1SSI.V Dos
a descripr-io nos foi Iransmillda por Abu'l Fazl B*PritM ? *ua' manifeslacoes magnticas, pelo
. ... marque/. Cciidcs de M...... Pars 1853.VI l/.nc,.
lemu iban, a sua muii.liccuiia, ao mesmo lempo ra .obre o somnatmthmo c o magnetismo animal.
pelo general Noizel. Paiis 1851.VII Costumes
c pratir-t* iln* demonios on dos espirilo* visilanlcs,
pelo cavalleiro lougnnot Des Mosseaux, Paris 1X51.
'---cu
Ignari quid queat esse,
{Lucrecio.)
Elles n.ui Babean enndecer o que de possivel e o
que nAo o de. No lint do periodo revolucionario do
seculo passado Delisle de Sales publicando sua fa-
mosa obra singularmente intitulada Memoria em
favor de Dospedia mullo sinceramente perdAo
le baver osrolliido ou aceito causa senielhanle.
Bem sei, dizia elle, que meu cliente nAo goza bo-
je de furor n Que cliente I ) Eu posso dizer oulro
tanto procurando advagar nesla iu enlo a causa
da razao. Vendo o desnfreiamento de todas as
preleileu.-smct,i|ihisicas, Iheoloaicas, phsiologicas e
mgicas contra essa pobre razAo, quasi desespera-
mos de sua causa, como Salles desespera) a da causa
velha e IAo Intua de antigs po ligios de mecnica e dora, eslando a reunlAo dislradi veiilriloqnio al doje loleradosem Franca nos Idea- narfles e davendo-se eslalTUt^cidu jtuineros.iscoiiver-
Iros de Comte c de Koherto Houdin, succettores de sajes, de repente operon-*G o jimagnj, a mesinha
Filz. James e de Borel. r;,bio por lena. Todos fitafa'rfab Continuando a historia das manifestarnos chaina- | lao soar os bravos. quane>KM7?l*>. aproxhnaiidn-se
com a auloridade da idade oda verdade, deriarou
que vira Aadir por mu inoviinenlo convulsivo do
jodbo emporrar mesinha que e-lava diante de si.
coiicluiido dahi que o esforco feilo antes fio janlar
pata impellir ufa mes pesada de rozinb^.le> u. ter.
oecasionado no juelho forle conlusAo, a qual etVcii-
tainoule verilicou-se exsliir. .,
Assim ar-ibuii essa Inste historia em que (anta
genle deixou-se engaar por uma pobre idiota, lo.
davia bastante maligna para (iludir por sua mesma
ralma.Sequizessenios comparar lodas as naraijrs de
fados maravillis.* n historia de Anglica Cdin,
chegariamas inrredulidade roi absoluta. Todos
quanlos lcrem nos reiaforf.Mda Afadcmia dasJmien-
rias, aspropriedades maravilhosasajoeasa ntn>~ihros
da commissAo timpria cx-minar, devrrAo observar
qoc o aniiuBclo des-as maravilbas nAo he sua au-
llienlici la le. E em muilos outros casos :
Ou commence par clre dupe,
Ou finil par Hre dupant.
Na mesma collerrAo Irata-se ainda de tima enm-
das de Hocdcsler, onde reuniram-se assomblcas c
nomearam-se duas commi-sdes para iudagarm a
cansa dos novos milagres, diremos que em oulra-
casaa alm daquella cm que habit.iv.uii Margarida
Fox e sua irmAa mais velha, as tniinifcslares lepro-
duziram-se, c que estando de vi-iii em uma lercei-
ra cidade do mesmo e-lado de New-Vork, Auburn.
a mais moradas raparigas Fox, e Cathlrini de quasi'
doze allos, as pancadas asaruinpauharam lamliem :
Desde enlAo as maniresLico n luziramsc em IAo
arando numero de pontos que seria longo ennuine-
ra-los. Ne-Vork, a cidtde de nilo cenias mil al-
mas, o quarlo lugar em que os prodigios nianifes-
lavam-se. foi iiiimeili.ii.imeiite arompanhada d on-
Iras Irinla cidades comn Roslon, C.iticinnalj. Saint
l.uiz, Bllalo. Su a cilade de Philadelplii conlou
Ire/.enlos circuios ou feasdadea orrupadas com e-las
iiiamle-iacu>s de Bipirito*. Cada sociedade (i-
nda seu medianciro mdium, islo de, uma pessoa |
cuja fonsliluirA especial se presta mais lavo.
ravclmenle rommiinicaroes com os esnirilos : be
.'ti iiii -viiiit Lili
o que se chama sinet na liiianagem do magnetismo i m;-. .,___,
animal. E-ta palavra m*neiro secundo sua ely- SSSiJ%E?V?. V"^,' *** ,,8*'',re ob-
mologa, sianilca um inlerinediao. como ,, magir* I ,"', J""ln de i"a"'1""''llcl 'm casa de um pro-
ou a pvllioni.-a o eran, oulrora enlre o interroga-1P." .1? .rB*"'"*tilre'ro' ruJ05 vaaos p,rliam-se cm
dur co orculo. Este ,Milo on m-dianeiro pode "' Pf?S!t "J* ser bomem ou mulher, porm mais commomente e TaMS de melal de *r""ie **
he uma mulher ou rapariga. Cilain-sc algunus me-
I
MELHOR EXEMPIAR ENCDNTRAnn
(1) A rfr:a rrtft de Chd.n no tala de Cha-
leaubriand..

i'2 He o quelemos em Ovid ijS^^klorrtoii"-
porem o ultim acrescenla : yuidtUI/uod/i.ttil
rum est ? Hoc, quod faclum est antea, O quo se-
r o futuro'.' O que foi o passado.
MHTHAnn _


JlARIO OE PtRNAmBCO, TERQA FEIRA 2 DE JANEIRO DE 1855.
S
sio, lyoavam igualmente cm pedacos com grande
prejuizo do pr,prii;lirio. cujos embaraces cessaram
cora a despedida de um criado que enlcudia-se com
aquelle que dexiaoccupnr a fabrica, afim de ol>(e-la
por mellwr prcco. lie lodsxia para senlir que o
ncBucio terminasje anles de se poder conhecer o po
fulininanle, por meio do qual se produziara esses ef-
fcilos tan curiosos, 1.1o novos, e na appirencia lAo
liem aullienlicadoi.
m.
A memoria sobre o somnambulismo do general
Noiret, que forma uma obra consideravel de mais
de-qualrocsnlas paginas, contem urna ola sobre as
mesas dansanles, ondo vi com prazer, direi mesmo,
com orgulho, que eslava deuccordo com esse excel-
lente espirito a cerca da causa das rolaroes observa-
das as mesa-, e acerca da prodcelo destes mesmos
efl'eos allieios a iiil.>nr.io,los operadores. U gene-
ral Noirel analuou (om muila soperioridadu e ana-
logia que aqu econtra-se entre a causa involunta-
ria da rotscAo da,n,esas c o modo de acr.lo senie-
Dimite do magnetismo animal, sem que seja.por is-
lo neeessario admit'ir que um fluido particular
emane de nossos cortos,e renha accidentalmente ani-
mar uma substancia inorgnacia. O autor aceres-
cenia : Esta circnnslancia que reputo verdadeira
em lodos os pontos, te lira o maravilhoso dos fados,
nao faz quo t'eixem de ser extremamente notaveis.
Desde muilo observou-se que considerado o mag-
netismo animal ( de que nAo tratamos aqu 1 como
meio de procurar no pensamento colisas que por as-
sim dizer, ah exislinm sem se saber como, nao se
poda jamis tirar de uma faculdade pensante senAo
o que all fora .interiormente depusto.
j)o mesmo modo admi(lindo-se que os experimen-
tadores involuntariamente e sem saber explicar,pro-
du/.am as mesas movimentos que corresponden! a
certas indicaees, estas indicaees nito pdenlo sabir
fora do quadro dos fados e dos pensamentos qae
formamo dominio intelleclual desses experimentado-
res. Desse modo por um meiii inf dlivel uppreciam-
se exactamente os casos de decharlatauismo reduziu-
do-os a absurdo tito fcil, quanlo cominodamenle,
p explica-se ao mesmi lempo a razAo porque nAo
oh-lanle o pretendido maravilboso desias mauifesla-
cors que, segundo se diz, lem-nos posto em relaco
com o mundo dos espirito*, a scicncla, mesmo a sci-
encis psychologica, ha beneficiado lAo pouco pela
conquista desses novos procesaos de observacao tilo
gabados e Uo esteris na realidade. Tudu quanlo
os orculos dos espirilos batedores e das mesas fillan-
les enslnaram, j se sabia em cada sociedade e em
c.ida naci ein que cram consultados, como era de
esperar segundo o grande principio de que nAo* ha
elVeilo sem causa.
Cumpre observar em honra da sociedade franceza.
que o interesse pecuniario foi eslranho a essa crise
de credulidadc publica, de amor lo maravilhoso, de
curiosidade do futuro, paixf.es que cream de ordina-
rio grande quanlidade de mercadorias que se nAo
pesam na batanea, mas que nem por islo sao pagas
por mais baixn proco, os medianeiro 011 os subditos
francezes cm geral nao tiveram por fim a enthesourar
dollars. Se nem sempre respeilou-sc a boa fe ri-
gorosamente, foi muitas vezes antes o desejo de ler
razAo que o de cnsamir.que suiou os contraventores.
11; bem difticil quando suslenta-se apaxonadamen-
(e urna Ihese que se contesta, o nao querer Irium-
pliar a lodo o custo. O arrsstsmeoto da discussao
Iraz as experencias,como as pellicas religiosas.o que
outr'ora dc.ignava-se sub o uome de fraudes piedo-
sas; mas ueste ponto como em oulras cousas,podem-
se eslabelecer os principios, e abrigar aquelles que
aspirara ao sobrenatural a responder sira ou nAo As
provas indicadas.
Ja distemos qae para a imaginarAo nao exislcm
regras, nao exislem principios, nao existe nem im-
possibilidade. fio mundo phanlastico dessa iruiAa es-
torteada da razAo calma, iiguram-se fcilmente ani-
maes rallantes, lees algeros, ruchedos suspensos
nos ares, cavallos que pronunciara orculos, final-
mente ludo quanto a mylhulogia e a poesa de todas
as uacoes lem poslo em jogo para o recreio do pen-
sameuto. As legendas da meia i la le, asjhislorias de
fadas, phanlasmas mgicos, os contos de mil e uma
noitet embalando-nos na infancia habituam-uosa nao
revoltar-nos cootra ludo quanlo rierroga as leis da na-
tureza. D'ahi para cre" u'uma verdadeira inversao
daordem do universo nao ha senAo um paso ; mas
este passo, considerado o negocio sol lodos os pontos
de vista, he impossivel. Admillida a grande idea
do poder creador que produzio e coordonou o univer-
so, nAo se pode deixar de reconhecer que a mesma
omnipotencia hesugeila as leis que elle proprio fixou
porque de oulro modo seria, forcoso admitlir
una imprevidencia ou uma ignorancia que re-
>
da accAo do peso he um carcter miraruloso. .. Os
tmulos dos santos, diz Santo Hilario, curara as do-
enraj, e he digno do admirarAo ver corpus suspensos
sem corda que os sustente, w Mostrcm-uo os adep-
tos do mysterio da dia (mvsterj of day o corpo pe-
sado, de que falla Santo Hilario, suspenso sem cor-
da e sem moviraeulo, que seremos promptos cm
reconhecer um milagre real.
IV.
Algumas almas timoratas, ao menos da mais Ion-
vavel boa fe, eda mais evanglica benevolencia pa-
recem receiar que pelo exame criliro dos novos c
supposlos milagres chegue-se a atacar os admillidos
pelos nossos dogmas christAos ; foi este senlimenlo
senil, que na America, onde pulliilam mil sedas
clirisl.las, acolheu os velhos pro lisios novamenle
reprodiizi los. Obispo de S. I.uiz chegou a laucar
contra elles os raios ila igrej ; era, como na Enei-
da, fulminar phanlasmas.
Irruilet /rustra ferro direrberal timbra.
O clero francs proceden mais digna e pruden-
temente, recorreu razio, c todos appluudiram.
Como deveis suppnr, cem vezes (era sc-me pej"-
gunlado qual soja meu parecer sihrc eslas materias.
islo, como no mais, nAo lenho o menor desejo de
occullar minha opiniAo : A sciencia nunca deve
ser agaressiva; e a queslo dos milagres he queslAo
de controversia religiosa desde muito esgotada, c
sobre a qual os corypheos do espirilo humano leem
dilo ludo quanlo havia pro e cootra. Sol esle pon-
i de vista a sciencia dos fados, a sciencia positiva
nada lem com ella ; se porem por nein de preten-
didos milagres rcenles espiritas do primeiro alr-.m-
ce primesauliers (cxpressAo de Montaigne que cm
biim francez significa cstoovados elnurdis) procuram
tacar os principios que asseguram os progressos
das sciencias de observara,,, he preciso defender
encrsicameule cslcs principios fundainenlaes da ra-
zAo pralica. c mostrar aos aggressores imprudentes
gue o machado com que se quer cortar o ferro nao
poder depois tem mesmo rarhar a lenha. He o
que Uleper dizia corajosamente aos Iheologos que
lAo imprudentemente lomaram a iniciativa e a mis-
sAo de atacar a doulrina phisica de Copernico c de
Galilco. Na dedicatoria da sua obra ao papa, Co-
pernico os tratara de homens que fatlam a torio e
a direilo sobre materias que ignoram. i Os livros
de scieocia sAo escriplos para'sercm lidos pelos sa-
bios ; mathemalica mathemaliris seribuniur. A
sciencia moderna popular-isando-se segundo a ex-
pressito receida, abri as portas n mu i los sabios
sem titulo oflicial ou racional, e para o lado destes
foi que passaram as pretenc/jes c o pedanlismo de
que as escolas e as academias linham outr'ora o nri-
vilesiu exclusivo.
Mas, dir-se-ha, aquelles que nAo crecm nos mila-
gres reconhccidos pelas diversas seitas chrislAas, de-
venain alaca-los no interesse da vcr.tade e da razAo,
salvo aos Iheologos de diversos ritos o direilo de
defende-los. He o que se lem reilu uma c mais
vezes. Alera disto, suppondo qnc houvesse nisso
a ulilnlade que parecem reconhecer os preccplores
sceplicos das naces, nAo deveriam ler alsuma con-
descendencia para com araullidao immensa daquel-
Irs que podem crer nesses milagres ? E ainda que
devam esles ser considerados como case*, seria pro-
va de bom gosto, ou anles de caridad, nAo escarne-
cer de sua enrermidad, principalmente liavondo
lo puncas probabilidades de a curar.
Muitos Ilieologos serios e perfcitatnenle orlliodo-
xos, o que lalvez se ignore, procurarais assisnar
causas naluraes a milagres reconhecidos aulhenlicos.
A mesma estrella que guiou os res Magos no berco
de Clinslo no momento era que romera foi identi-
ficada ora cora um cometa, ora com uma dessas
estrellas lemporarias, que, como a famosa peregri-
na (peregrina) de 1573 brilhou com luz sem icual
duranle alguiis mezes para eitinguir-se logo, e sem
duvida reapparecer depois.
Estes llieologus nAo vcem o milazre senAo na cir-
cunstancia, segundo elles nAo rorluita, que conduz
o pheuomcno natural juslamentc na mesma occasiAo
em que se d o successo histrico que elle he desti-
nado a marcar com o sello do maravilhoso. Koi as-
Sim que em uma aldela os arredores de Poiliers,
no momento em que plantava-se uma cruz, a frente
de numerosa procissAo era campo aberlo, ao por do
ol e quando soavam os cantos da consagracilu do
piedoso munumeoln, appareceu no co a visla de
lodos a cruz aeria de um bello (anlhelio) meteorol-
gico, vcnlideiro milagre para todos os espectadores.
M. ltravais deu-nos ha poocos annos a Ihcoria desse
curioso c raro meteoro, por muilo lempo procurada
intilmente. V-se na cxposi;Ao do milagre de
icn, publicada pelo clero do hispado de Poitiers,
a indicaran expressa de que o maravilhoso consista
pugnam ao mais simples bom seuso. Deos.scguindo na apparicAo do phenoraeuo no momento preciso da
a bella expressao de Sneca fallnu uma vez para de-1 consagracao da cruz.
pois obedecer sempre a si proprio. Semit ussil,, Eu poderia citar mil exemplos semelianles; nada
semprr /"re'. Adinilli a nalure/.a organisaudo-sc porm lenho com islo, nao be a minha causa uem a
sb o imperio das propiedades innatas da raalcriaidns principios scienlili.-os quese alaca boje.
eterna eda vida : neslecaso quem pode ordenar orna
derogado as leis que resallara nessas proprieilades,
porque nAo exisle uenlium poder director, niuguem
que d ordens para suspender ou contrariar o curso
fdlal dos aconlecimentos ? NAo examino aqui o caso
de um milaure absurdo, immoral, ou ridiculo, que o
samo rommura rejeila em (odas as hypelheses.
isto poslo, podemos eslabelecer principios que
para as leis da nalureza devem ser tirados da obser-
varlo dos felos. Para saber o que existe, he preciso
observar. Os complexos de fados conduzeni a in-
tlncces, que verificadas cm todos os casos a que a
nhservacAo pode atliugtr tormam-nc leis, principios
de tanta certeza quanla comporta o assumplo: As-
sim lem-sc reconhecido que lodos os corpos sao pe-
sados, movis, resistentes, lectricos, e capazes de
obrar sobre os orgos do laclo, da oura, e da vis-
la. Em lugar de procurar com Descailes acdviohar
aspropriedades queconslituema e-sencia da materia,
tem-se reconhecido emedido expermentalmenle com
Uai-on todas as suas propriadades phjsicas.
Quanlo aos corpos suspensos nos ares sem cordas,
sem nos. sem lacos que os susteiiham {elerata sine
taquis corpora) seriara os mais miravilhososde lo-
dos os milagros, .porque conlrariariam a primeiro
das leis da creacAo. Bales milagrea sAo menciona-
dos por muitos autores. Santo Hilario, Sao Jero-
nymo. San Paulino, e Sulpicio Severo os referen! co-
mo ordinarios nos tmulos dos santos edus marlv-
res em geral, c cspecialmenle nos do-Elyseo, do
ropliela Aldius, deS. Joio Baplista, deS.Marlinho
de S. Flix. Mas esles milagres, como os leilorcr
w-rAo. nada leem de commum com o milagre que
desafio aos thaumaturgos faQam em minha preseuca
a saber ; suslcr uma pequea pe^a de ouro de
francos, que nao pesa duas grammas. nos ares e im-
iovI algunscenlimetros cima de uma mesa, eiu-
ora cercada de sessenla mil medianeiro amerira-
jos machos ou femneas. Com efleilo, os quatro
historiadores desses milagres dizem clarainenle que
eram corpos vivos de homens ou mullicas que esta-
vam (ou pereciam estar) suspensos nos ares. Ac-
Por exemplo.em lugar de consurairem-se em vAos icrescentam que era para admirar ver os vestidos das
esforcos para saber o que he e elaslicidade. prende- Imulhcres assim dependuradas e com os ps para ci-
ram no ferro o vapor elstico da agua produzido pe- :">a nAo cahirem sobre a caliera, c que este segundo
lo fogo.e formou-se a machina de vapor. A surama milagre tinha por fim fazer enfurecer-se o diabo
dos resultados das sciencias de observarlo he porlan-fque estimara ver o milagre offen ler ao pudor. Sa-
lo o verdadeiro cdigo da nalureza, cdigo que pode/ 'anaz realmente irrita-se ainda mais quando a lio-
ser incompleto, mas que nAo admille lci falsa. H| ncslidadc nao he comprometld ;itlaeso grana*
por este cdigo, producto do melhodo de indcelos lorquetur honesto.Este complemento do milagre,
de observarAo paciente, c da lgica malhemalici? essas saias que nao caliiam sobre a cabeca parecem
queadmitte a razAo romo um complexo de leis irre-
rragaveis, cuja violacAo imporlaria urna verdadeir?
reduccA ao absurdo.
Sirvaino-nos de om exemplo do nosso assumplo]
Todos os corpos sAo pozados, lodos nAo sendo susten-
tados, preciplam-se para a trra. NAo hexcepcA
nem varie.lade no exercicio tiesta propriedade i
mais geral de todas. Um klogramma de pedrr,
de prata, de ferro, d'agua, um kilosrammade ole,
de ar mesmo, pezam todos da mesma maneira. N;u
ha maior nem menor grao neala forra, nem Intef-
millencia, nem especialidade. Ora.se vierem dizer-
rae qua os subditos ou os medianeiros as manifea-
i:m;ihs amiTirah.is r.i/.cni mover objectos sera os lo-
car, e conservam nos ares e sem arrimo corpos ira-
leriaes immoveis, immedialamenlc reconhet;o a im-
possihilidade do fado annunciado e o erro ou a im-
poslura do narrador. Nao refiro-mc smenle ao :a-
so e que tem-se visto horneas elevarem-se al lo-
car no ledo com a cabera e descerem depois seado
puxados pelas pernas ; mas uma vez admillido que
se pns;i conservar nos ares urna per,a de ouro, um
tlnllar americano, ou a pequea mo'eda franceza de
cinco francos, nAo se poder jbiais recusar f aqual-
quer oulra maoifaMajtlo sobr*nalural qae se pre-
tenda fazer acreditar.
He desnreessario dizer que jaeuardamos esse rni-
lagre positivo, e que sem (juvida o guardan le
clernamente (3 ; nolai porm a que eraban ros
abrs a porta com vnssas preledcoesao sobrenalu !l!
Admmillo que oblentiats por dm momento um e-
feto conlrario ns leis cslahcUcidas ; gedir-vos ilo
que expliquis o raolivo desse funjo dfloucun da
nalureza. dend,i-se-vos que Repugna a razl l i
mais simples inlelligencia admitlir que pela voi ale
de um individuo possa arr cojkrariado o edilici lAo
Itera coordenado do mundo pinero, c lanos arsui en-
loi irrrsisliveis vos apresenlarAo que ser-vos ha ne-
iios" tlittlcil acredilar em erro,, cm illu-Ao de vossa
parle do que em urna incousequencia no svstema
to mundo de fado, um astrnomo que visse" a |ua
eclipsar a estrella polar nao arredilarla em geus
olhos. Nada he iuipossivcl como milagro abstrdo
i reparai que quando dezeis milagres ol facU&so^
abeja parecem
a aulor jansenista dos Milagres de San-MeiorA
inteirainenle indispensaveis; de oulro modo.diz elle,
nAo seria seno um prodigio de indecencia e de im-
modeslla. Sou inleiramenle de sua opiniAo, poslo
que nAo seja jansenista.
O milagre de que se Irala he dos que perlencem
colleccAo bem conhecida das illuses chamadas
oolr ora magia branca, e que nAo eram mesmo pec-
cado venial; enlrelanlo que a magia diablica era
neceado mais quemorlal c classificado pelos ca-
snislas na calhegoria de casos reservados. Nada lie
mais fcil para explicar on reproduzir do que esta
apparenria curiosa. Sabe-se serulmenlc que os
(renos esludaram cora prnfundeza os elidios tos es-
pelhos, lodos lem vislo cm agoa Iranquilla as arvo-
res e os homens enllocados na margem opposla ap-
parecerem de cabeca para baixo no potico espelho
das aguas. Pois bem, deilai-vos de lati sobre um
canap em um quarlo um pouco escurode modo
que possaes ersuer farilmenle os olhos para um es-
pelho rollocado horisonlalmcnlc sobre vos e preso
no (ecto por cordas, que o suslcm ao nivel, com o
lado aceirado para baixo, se neslas circumstancias
collocardcs qnalqucr figura, homem ou mullier, no
meio de grande luz ddronte de um fundo bem es-
curo, veris nesse espelho esta figura andar de cabe-
ja para Jmixo e pos para cima, fnclinando-se o es-
pelho 4 graos, um homem em p e cora um Iraves-
Miro sobre a calleja, parecer um homem deilado.
\de as obras inliluladas: Descripro de um gabi-
nete de pUtica, e bradareis logo: He verdade, he
verdade! Vamos a oulras difliculdades Em ma-
teria de milagres.
Ilnous f.ml du nooveau, n'en ful-il plus ao
monde !
V.
O objecto tlesle estado be considerar os novos phe-
nomeiios ou os phenomenos repelidos dos seculos
preredcnles relalivamenle aos principios da sciencia
experimental, principios desconhecidos e atacados
por grande numero de cscriplores, que cm ludo
quanlo escreveram sobre as mesas dansanles e suas
manirestacoes metaphisicas foram guiados pela ima-
auiajAo. He-nos porUnto eslranho emprehender o
dos fados curiosos qoe leem prestado perigo-
io a magia, i superslirao e i velhacaria.
somnambnlismoc o magnelismo que em breve
-se uma bella e positiva sciencia pliisiolosica
enfilo de legitimas esse motivo; vosso pretendido fac- leudo por su la os principios d ciencia inductiva
lo sobrenatural vos leva a tiviar-vos logicaiucnlc quando a esla orden de leis da nalureza nAo sene-
responsaveis pela nlenrAo qm o |lrwntuzio, e aesie.
raso leudes que evilar os molaos insuflickeiueeien-
le vulgare, ou ridiculos.
Abr lodos os livros que nferem fados miligro-
sos. esperialmcnlc os milagre dos convulsiojiarics
tle San-Medard no lumulo de Pars; ahi enc/iiira-
reis a Ihese de milagres maleitc* examinad,! pro-
fundamente e admillida sem reserva. Oj.autor
Talla i dai|iielles que se revollaii la i indecenttmen-
(c oppoudo dilliruldades, e negando clar.imeille que
ti |ioder de Heos possa acaar-sc por loda a paftc on-
da elles so iwauinajn enccnlrar piicrilidadcs.fbaise-
za e iti.iRcenriaf- a- O que poileri.a fazer t\ peior
contra o pojer divino o mais obstinado, scptCo ?
K ludo isso era para chesar-se a conclorjque os
jan cnislas linham razAo contra os moliiivisiils o
livro he de IT.'l. yue miseria os Icores me dis-
peiw,irjo que faja iaiiaes citares liradas publicadas ein iH->>. I.i:l e.lSil.
, .Hiles tle deixar esla unlem de quesles, meucio-
nare cora elogio os Irabalhos de crmlirln (|0s au-
. torea qoe iovetlioaraai em lodos os eKrtpti s di an-
ligoidade sagredi ou profana o que pertenre aos
pretendidos fados sobrcnaluracs. NA o descubr ne|.
les todava essa indicarlo de Santo Hilario, e de al-
guita cscriplores sagrado, a aater que a sopretsAo
1 M 'fi'10 mah arimaijiie linlii o exp t nenta-
tlor linha odirciio, senAo o-cripln ao menos lacila-
inrnlc reconhecido, le provoraf um exame na a-
ratlemia das sciencias. sobre qualipier resultado
oblido por una oliservarlo conscieiiciuaa. As per-
las esto .iberia* ao publico cm luds as sestees das
seguildas-feima, e um experiineiilailor onalquer
pode pedir a palavra para aprc-ClSi- ,eus |ra|,a.
Iho pela leilura de nma raemoriijnx,,lic*liva. Puis
bem, qualquer um daquelles qujtnin aUmitlem os
principios -deduzidos dos fados rd)|.cj,J0S :i| aqU
aprcsenle-se c declare que por Iqiu-s ijnedaneros
quanlos quizer, porm *m co/i^-.'o hlqum e em
certa distancia, suspender no arn-m ulro apoio
mais do que a sua vonladc. um cfp,, p-Mj0 mais
. rtmi^acuiido que o ar e nteiramtk|e eii, renouso :
se ^MjRerc.10 for reconharida 4mo Lcrd'ajeira,
ser proclamado o primeiro dos nios do mundo
inltiro. i
tade. Eis pois ao mesmo lempo o possvel e o ira-
possivcl. O possivtl he o que existe ; oiinpossivcl
he oque se oppe ao que exisle, islo be, aos fados.
Ora a esle resfieilo os fados fallara muilo alio: nAo
podis obrar sobre a sub-laucia material senlo pela
malcra mesma. O choque ou a aceto de um cor-
po sobre oulro, he lano mais fraca'quanlo menor
he o corpo tue bale, de sorlc que com um motor
mnimo a airAo seria quati milla. Se reduzirmos i
o motor a arte sem corpo, como a vontade, o pen- j
smenlo, o eircito produzido sobre a materia ser i
perrdtamcr.tr nenhum. Tacs sAo os prnripios cla-
ramente csoibclecidos e plenamente confirmados cm
toda a par'e.
Archme les Uasonav tle com um poni de apnio
fuzer mover a Ierra. ||3ni ; elle mover a larra,
mas como? O calculo indica que a far mover em
mullos ralbares de aanos lano quanlo he a srossu-
ra de una ollia de papel. Elle pode cnllo ficar
Iranquilb e dispensar a nalureza de forneccr-mc
ponto tle opoio filo orgnlhosaraente reclamado para
um resu lado filo insignificante !
Mas se be absurdo esperar que con Ira as leis
plnsica as mesas e os objectos inertes obederara
vonladc, n.lo he menos para lastimar que esl'e po-
der fos-c recusado ao homem e asoa nlelligeniia.
Mo laido esse poder, cumpre que limilcrao-nos a
i --**# aoanui <_ i,(i 11 tu i fifi DI* -
tl.r ma.sdt.quc ella pode dar.-;nireleem ron, a
raus, dos efleilos proAzidos sobre as mcsas,analogia
I i'r0 PT- "^Ul in,p,,iK minucios.samente.
Lmitarme-lK., a dizer que s, no magnetismo ohser-
v, -se a aceAo myslenos de um ser animado sobre
oulro ser anima,lo, transmiltida de .n modo que po-
de tlizerse occollo, deve perecer cousa mai, *imples
a Iransraissao da acra,, de ,,, corpo vivo a um cor-
po inanimado. '
Tildo indica que a IransmissAo faz-se contra a in-
lenjAo do operador, e por uma aceAo de que elle
nAo lem con-ciencia : mas crer rom Mr. Carlos Jul-
lien que a nlluenca imlubilavelmenlc magntica
que o masnelisatlor excrce sobre seu somnmbulo
nicamente por sua vontade pnsla em relarlo com
elle sem contacto, que esla influencia, dizemos, se
transmita to mesmo modo .em contacto do opera-
dor s mesas i lie dcsconhecer ueste poni a ques-
lAo que cumpre resolver, por quanlo, admiliida a
arcao masnetica, basl que o magnetisador obre
sem conlacto sobre o pensamenlo de sen somnm-
bulo, vate como be o pensamento que suia as ar-
ene, do somnmbulo ; mas suppondo se a mesa ira-
pressuiiada de nutro modo que nAo pelo contado,
qual seria o principio predominante que rece-
licndo esla acjAo sem ronl-to la transmillirio ii
mesa i IHr-ta-na, porm, urna ponan da vonladc
do operador ptide persistir momentneamente na
mesa, e faze-la obedecer. A mesma forja, diz M.
Julhen, que arrasla e tlirise as pessoas, pruduz ab-
sitliitamenle os mesmos resultados sobre os objectos
"inanimados. Eis o que he impossivel e contra
'oda a analoga. Para que a vonladc do magneli-
sador 'ara obrar o somnmbulo, deve traiismitlir.se
ao pcnsiraenlo desle, pensamento que depois laz-
M obedecer pelo admiravel apparelbo do cerebro,
tos ervos e los msculos. Se imaeinarmos que o
pensamcnlo do operador fix.i-se na mesa de modo
que eommunica-lhe uma especie de inslinclo vital
sera preciso .inda Tazer nasrer na mesa o svsiema
de cerebro, tle fluido elctrico c.....luzido pelos er-
vos da forja e os da sensibilidade, finalmente de
msculos contradi*, de tendoes, de parles solidas
que sirvam como de alavancas para obedecerem aos
ervos do mesmo modo que esles obedecen! ao cere-
bro, e o cerebro mesmo he sujeilo ao poder da vou-
cstudar com cuidado (odas
as aceves curiosas que
por hiio de nos.ios ornaos, imaginarlo c a vonlilde
do homem possam produzir sobre os objectos ani-
mados ou sobre os objeclos maleriaes. Aqui rcsla-
belera a queslAo sobre o modo por que a vonlade
traiisrniltindo sua acj3o por impulsos que vao nas-
cendo e tornando-se enrgicos produz na mesa mo-
vimentos tle que os operadores nao lem conheci-
menlo, quer quanlo ao sentido, quer quanlo in-
lonsidade do movimenlo '? Donde vem .essa fasciua-
jAo que os faz crer que sao arraslads pela mesa
que elles mesmos conduzem ?
Pode-se desenvolver magnticamente nos seres
dolados de vonlade, mas nao de razAo. isto he, nos
bnilns, os mesmos phenomenos de accAo sem cons-
cincia que se observam nos homens ? Se allender-
mos aos fados bem averiguados de fascinaran, de
terror, de inclinajio inslincliva, esta acro pode
fazer-se senlir em dislancia e sem contado como no
somnambulismo humano. Os brutos e especial-
mente os ces de cara sAo como homens agitados por
sonhos, scrAo elles suscepliveis de somnambulis-
mo "! I.onge de rebaixar o mrito de scmelhanles
pesquizas, e de estrellar o circulo da investigarlo,
convem e(ende-!o o mais lousc possivcl. Compre
mesmo que sacrifiquemos sem cusi opinies ligci-
ramenlR a Innlli l,i. por opinies mais bem fundadas,
mas he preciso sisuir um raminho que condn a
resullados positivos para nAo gyrar ronslantemenle,
no.mesmo circulo de rircuraslaiicias que se repro-"
duzem sempre debaixo do mesmo apeclo.
ti Toda a difliculdade da plulosophia da nalureza,
diz Newton, parece consistir em verificar por ccrlo
numero de phenomenos as leis da nalureza e dc-
monslrar depois por meio tiestas leis os mais phenu-
in en os.
Quando ,i respeilo dos phenomenos das mesas
dansanles se liouvcr seguido esla marcha prudente
e segura, poderemos saber alguma coua sera a
men enro dos espirilos, sem o maravilhoso e o so-
brenatural. Ser na verdade menos bello, menos
potico, menos Iranscendenle. porm mais seguro.
Sentirei mais que iimsuera renunciar a commiiui-
carao com os espirilos de loda a bumanilade, coin-
raunicajan alias qne nos nAo lem ensinado muila
cousa ; mas consolar-me-hei tiesta perda lembran-
do-me de que he mclhur nata saber do que saber
cousas falsas, e que no esludo da nalureza a pri-
raeira de todas as sciencias he saber ignorar.
7oiiiinuar-sc-/ia.)
TKANSMISSAOELECTKICADAPAI.AVRA.
Em 1848 um mancebo sabio e modesto, rouhado
a seus esludoS pacficos, foi ser soldado do exercilo
de frica ; mas apaixouado pela sciencia e dolado de
uma dessas iilelligencias privilegiadas que permit-
iera pangar a todas as alturas da mesma, elle nao
desesperou. a NAo lenho mais meus professores. dis-
sc elle, porm lenho anda meus livros ; elles serlo
meus omisos, meus guias, meus consoladores.
Em 18!l em fim o joven Carlos Bourseiil, filho de
um olcial do exerclo, e soldado do regimenlo 4:1
de linha, leu a seus camamilas da guarnirlo tle Al-
ger um curso de nialhemalcas que altraiio sobre si
a allenjAoe henelo Inlereese do governador geral
daAlgeria. Niuguem linha recoinmcndalo o sim-
ples soldado ao general; elle recoraraeudara-se por
si mesmo eo general reconheceudo seu mrito, es-
lendeu-lhe senernsamenlc mAo protectora e amiga.
Ha nesse simples aclo um lerno elogio do soldado e
do general.
I.ivre boje do servia militar. Mr. Carlos llourseul
reside em Pars o he o aulor do arligo carioso que
segu.
.Nos Ihcdasejamus lodo o successo que elle proprio
ousa entrever, e migaramos tle ver seu nomc ligado
a maravilhosa deseoberla da Iransraissao elctrica da
palavra !
A eleclricidade lem fcilo ltimamente lanos mi-
lagros porque razAo nao far anda esse, a despe-
lo da academia na qual Irala-sc tle loucura, ou
quando se quer ser polido, do utopia, ludo o que
nao (cm sido ainda applicado l he sso o que anima
os inventores, esses .sublimes iniciadores sera os
quaes a academia nao seria senlo urna collecjlo de
fossis. Kepitamo-lo, para sustentar o ardor dos ge-
nios na investigarlo to desconbecido : nada ha niais
que esperar desses iabelliAes da ciencia senAo um
sorriso inslenle. Fullou e muilos oulroso lera ei-
penmcnlado sua cusa, raas se se falla boje a um
acadmico sobre o vapor, esobre o lelegrapho elc-
trico, elle responde logo que a cousa o era mu sim-
ples e que se a academia tivesse querido dar-se ao
Iraballio, a dcscoberta leria sido feilo ha muilo mais
lempo. Pois bem savanlissimi doctores, eis aqui
um problema. I.de a ola de Mr. Carlos Bour-
Quem nAo fosse mudo r surdo, poderia servir-sc
desse modo de IransmissAo, que nao exige ne-
uliu.ma especie de apparelbos. lima pilha elctri-
ca, duas chapas vibrantes c um fi metlico baila-
ran*.
Em uma mullidAo ,1c casos, nos vastos eslabeleci-
nientot industriaos, por exemplo, poder-se-hia, por
esse meio, Ir.iusmittir em distaucia uma ordem ou
una advertencia ; enlrelanlo ninguem cuidar era
operar essa transinissao pela eleclricidade em quan-
lo for necessario proceder lettra por Icltra e com o
sociorro de tclegraphos que exigeui um liriocnio c
habito.
Aconlera o que aconleccr, he cerlo que era um
fuluro mais ou menos remlo, a pnlavra sera irans-
millida em tlislancia.pela eleclricidade.Eu come-
ce as experiencias.; ellas sao tlelirad.is e exigem
lempo c paciencia ; mas as approximaces oblidas
fazem entrever um resultado favoravel.
Paris 18 de agosto de 18",i.
Carlos llourseul.
(I Ilustra! ion.)
seul.
(fautin.)
He sabido que o principio sobre o qual se fun-
da a lelcgraphia elctrica he o segniule :
tt lima correle elctrica,passando por um fio me-
lallco chega em torno de um pedaco de ferro, o
qual converle em magnete.
tr l.ogo que a crreme nao lem mais lugar,o mz-
nete ileixa de existir.
tt Esse magnele que loma o mime de electro-mag-
nete, pode pois allernalvamenle atlrahir e soltar
urna chapa movel que, por seu movimenlo de va e
vem, prodaz os signaes de convencAo empregados
no telegrapho.
o Algumas vezes utlsa-sc diredamenle esse movi-
menlo e faz-se que produza pontos ou trajos sobre
uma tira que descnrola-se por um movimenlo de re-
lojoana. Os signaes de convcnjAo sAo culo forma-
dos por combinaees desses trajos e desses pontos.
Tal he o telegrapho americano que (em o nome de
Morse, seu inventor.
l. mas vezes convertc-se esse movimenlo de va c
vem em um movimenlo de rolajo. EnlAo lem-se
ou os elesraphos dequadranlc dos raininhosde fer-
ro, ou os lelegraplios do eslado, os quaes por meio
de dous fios e dous ponteiros indicadores reprodu-
zem lodos os signaes to telegrapho acrio oulr'ora em
uso.
Imaginemos agora que se dispoem sobre um cir-
culo honsonlal movel, as letlras, os alijaramos, os
signaes de pon u.irlo. ele. :,conccbc-se que o prin-
cipio enunciado poder servir para escolher cm dis-
lancia esle on aquello carcter, para determinar seu
movimciilo c por consesuinle para imprimi-lo sobre
uma folba collocada para este lira. Tal he o lele-
gra impressor.
Terae ido mais longe. Por meio to mesmo
principio e de um mechauismoassscomplicadotem-
se chegadoao seguinle resultado que primeira vis-
ta parece prodigioso; a propria escritura se repro-
duz em dislancia: e nao s a escritura mais um
trajo, uma curva qualquer ; de surte que estando
em Paris pode-se desenliar um perfil pelos meios
ordinarios e o mesmo perfil desenha-se ao mesmo
lempo em l-rancforl.
Os eusaios feitos neste genero foram bem succe-
didos ; os apparelhos figuraram na exposicAo de
Londres, faltam-lhes lodavia alguns aperfeijoamen-
tos de delalhes.
Parece impossivel ir mais longe as regies do
maravilhoso ; tentemos com lulo dar alguns pas-
sos mais. Muilas vezes lenho pergunlado a mira
mesmo se a palavra nao poderia ser transmiltida
pela eleclricidade; em sarama se uma pessoa
nAo poderia fallar cm Vicua e fazer-se ouvir cm
ParisA cousa be pralicavel ; eis aqui como :
Os soiis, sabem lodos que sAo formados por vi-
brajfies e Irazidos ao ouvido por essas mesraas vi-
brajiies reproduzi los nos meios inlermediarios. Mas
a inlensidade dessas vibrajes diininue mui rapida-
mente com a dislancia, de sorle que ha, mesmo por
meio dos porla-vozes, tubo* e cornetas acuslicas, li-
mites assaz restriclos que se pode transpor. Imag-
nese que se falla junio de uma chapa movel filo
flexivel que nAo perca neiihiuiia das vibracoes pro-
dnzi.las pela voz ; que essa chapa eslabelera e inter-
rumpa snccessivamenlc a coromunicajAo coiii urna
palha, poder-se-ha ler cm distancia outra chapa
que ex.-rcutaram ao mesmo lempo exactamente as
mesmas vibracties.
He vertale que a inlensidade dos sons pruduzi-
dos sem variavel no poni de partida onde a rliapa
vibra pela voz, e conslanlc no poni de rhegada ..n-
| de ella vibra pela eleclricidade, mas esla demons-
tratlo queis-,i nln pode aderar os sons.
He evidente que os sons se reproduzlriam com a
mesma altura na gamma.
O estado actual da sciencia da acstica nao per-
miile dizer, u priori, se acontecer inleiramenle o
mesmo com as s\ labas articuladas pela voz humana.
.MiiKuemse lem anula orcupado siiflicienlemenle da
maneira iwla qual essas sxliabas sao protluzidas.
lem-se observado, he verdade. que urnas proiiun-
m,,a?<0!n"-Vlc,"es wrtnw <" "s l'eios ele. ;
mas a laso limila-se ludo.
Hi.^in Z'"" '""""Prepensarquc assv dabas repro-
du,era-seexarfi,m.:nle ; sn,ei' pelas-vibra, nes,los
neios inlermediarios reproduzao-se pois'exarla-
nente es-as vibracoe, c sereprodozlro exactamente
tambera as svllahas.
Em totlos os casos, he impossivel, no eslado actual
da.sc.cucia demonslrar que a IransmissAo elctrica
dos sons he impos-ivul. lu(ia9 as probtbllUadei
pelo conlrario, sAo em favor da possibilidade.
Quando pela primeira vez fallou-se de applicar o
ecleclro-masnelisino i IransmissAo,losdespHcho,um
hornera, admenle collocadu na sciencia. Iralou ess,
idea de sublime utopia c lodavia boje communica-.e
a gente directamente do I.onbres a Vienna por um
simples lio metlico. Oisse-se que isso nao era dos-
sivel, c isso be.
Nao ha necessidade que digamos que applicares
sem numero e da mais alia importancia sursen'am
imniedialamenle da IransmissAo di palavra pela elec-
lricidade.
VARIEDADES.
ABOKTO.
Moslra-se em Pona Delgada dentro de um frasco
era alcool um leil.lo nascido ha poucolera o nariz
humano, mas sem ventas ; ura to odios he era fur-
nia tle cruz; do alio da cabeja dcsce-lhe ao foci-
nliouma Iromba com respiradouro no lira.
UM HOMEM RARO.
Exisle no hospilalde Aslrakan. ura corcovado ta
Persia que tem 137 anuos! foi casado oito vezes; a
ultima fi!ha lem 18 anuos, quando nasceu linha o
Sr. seu pai 119 anuos!! l>iz-se que reformara os
denles Ires vezes.
UM DENTE FORA DOTEMPO-
I. m velho na cidade tic Kenlukv (Estados-Uni-
dos), de 8. anuos de ilade, deendo-lhe a bocea e nao
pudendo dormir, mandnii chamar um medico, que
descubri que Ihe eslava naseenJo um denle !
CARRGAGEM MONSTKO.
1 m ricajo de Madrid, para fugir colera man-
dn construir uma earruagem monstro, Esla nova
locomotiva lem dous andaresuma salaum gabi-
netealcovas para oilo pessoasco/inhac sala de
coslura ; cabem nclla lli pessoas !
.CHOCOLATE COM SARDINIIAS.
Ires homens do rampo entraram era ura botet|uim
cm llarcellona, c pediiam ires chavenas tle chocola-
teera vez tle pAo ou bisroulo lancaram era cada
rliavena tinas sardinhas salgadas, c tendo lomado
ludo, beberam-lhe cm cima om copo de viubo .'
poucos minutos depois gozavsm o snmnn cierno.
NAO SE ACABA O MUNDO.
No mez de julh., houveram era Antuerpia 89
casamentos,-e em Bru\ellas9.> ; nasceram rm An-
loerpia naquelle mez VI criaucas, e cm Bruxcl-
las 409.
O JOVEN AHTIIl II NAPOi.EAO.
I.-se no Oailij .tdcerliser de 25 de sclem-
bro :
Os maiores professores rm piano-forle que leem
apparecido, salisfizem-se por locar Ires ou quatro
peras em publico, c repeli-las cm cada cidade em
que tlAo concerlos. Qae dirn Thalberg, D'lloler,
l.ilz. Her, etc., quando lerera a seguinle lisia de
lli solos de cor, execulados de noite soccessivameiilc
por Aitliur NapoleAo durante o seu controlo de U)
nuiles, na sala de musir em Dubdu ?
Thalberg.
II. lierz.
J. Acshcr.
di Siviglia.
D'lloler.
D'lloler.
II. davina.
Kenne l'avarger.
I', lio ll'roi I.
L. Welly,
.1. 141 ii mi- ii I
II. Kosolin.
al.
J. Cbulhoff.
W. Wallacc.
ollschalk.
Uerold.
A Kraus.
PbanlasiaMose in Egilo,
PhanlasiaLes Huguenols.
I'hanlasia1.a Stranicra. .
Varialionsl.e Siege de Corinle.
Variad,iosCarnival de Venize.
VarialionsBravura sur les molifs
ded'Joscph.....
Lucrecia Borgia,......
Lacia di l.ammermoor. .
Dance Andalouse......
Dance Espagoulc......
Dance Slave........
Les llirondelles.......
Les Goults d'Eau......
L'Orgio.........
Hardi Boheme.......
Tlieme Russc.......
La l'iteuse........
Reverie.........
l.e Papillon........
Taranlella........
Nocturna in 1) Fiat.....
Norlurne in U Fiat.....
I'hanlasiaOberun.....
PhanlasiaBarbjcre
Nuils d'Espasne .
I.es Cloches de Monaslcre. .
La Source ........
Phanlasia Don Pasquale. .
Phanlasia Lucia di l.ammermoor.
I'liinlasia La Favorita. .
Phanlasia I Purialaiii.....l
Marche Cliararlerislique. .
Pbanlasia on Iiishand Scolth Aris. Osborne.
Phanlasia Le Diable Amoureux.i
tirando Elude.......|J. Massus.
Lucia di l.ammermoor. E. Prudenl.
La somnmbula......
Le Reved Fees.......
Le Carneval de V'enice. .
lirand Polka tle Concerl. .
Seconde Oraiidc Polka tle Concerl.
La Brunclle Valse Brillan!,- .
I'liaulasia \jt Cracovienne. .
Le Bannamer.......
Overlurc Zampa......
Pbanlasia Maebelh........
Sem coatar as pecas classicas executadas as Phi-
larmonicas de Dublin, Londres eParis.
D1SSOLUCAO'.
Acamara dos depulados da Dinamarca foijdis-
solvida pela lerceira vez no esparo de O mezes.
As novas eleijfles slo no I. de dezembru.O mi-
nisterio em uma proclamaran ameara o povo.os em-
pregados, e o rlcro se nao volarem na lisia minis-
terialquando a enmara loi dissolvida o povo as
galerias grilouabaixo o rainislerio.
. EMIGKCAO.
>' Embarcaram em Bremen para os Eslados-Uni-
os no mez de setembro 1:1,576 pessoas.
E\PECTACUIX)S EM PARS.
Rcnderara em agoslo ultimo :H,104 francos, e
em setembro 7(0.583 francos.
. ESCRIOTTRA.
A actriz trgica Rachel, assignoupor seis mezes
uma escnplura paraosEslailos-Unidosporlb. 16,000
Sjmal,000 lib. do que Mario, c Gri/.i.
RECONCILIADO.
Corre o boato tle se ter reconciliado o general
Narvaex com a rainba Chrbtioa.
CONVERSO'ES.
Convcrlerani-sc ao calbolicismo M. Pope, ercle-
siaslico ingle/. e duas meninas, uma de Abyssiuia,
evulra tle N.ibia.
EXPERIENCIAS MEDICAS.
Nos anuos de I8">0, 18,1 c 18.V2 mataram-sc cm
\ lenua d'AusIria .Vi.tMKI aniraacs para experiencias
pl.vsi.iloaicasncslc numero enlram -26,000 cAes,
15,000 roclhos e galos, e 5,000 mamferos.
GRANDB INCENDIO.
No sahbado as 6 di noilc rebenlou em Lisboa um
incendio, no eslaleiro ,1o Sr. Abren, que eslava
enri de materias corabusliveis ; coramunicou-se
grande fabrica de fiuidicAo dos Srs. Collares, que
foi devorada pelas el,amina- Era um dos melhnres
eslabelccimenlos da capilal ; be no largo .lo Con-
de-!) ,rao. Acudiram ao Incendio SS. MM. EL-REI,
e seu augusto pai ;os ministros do reino e marinba.
governador civil, rominandanle da divisA c mais
aulnrriatlcs. A mariuha de guerra nacional e
franceza preslaram grandes servijos. NAo morreu
pessoa alguma ; o prejuizo be de muilos conlos de
res. A meia noile inda o incendio era espantoso.
JLSTICA ROMANA.
Foram condemnados morle pelo tribunal de Ro-
ma, romo pcrleiicentes a um club de descontentes
o advocado PcrronyRodriguesLocalelloCaso-
lanoRosellie I.epri : os mais que sAo -21, a pri-
sAo.
UMA MULHER DE PRESTIMO.
Madame Neshiingale, direcltn-a de um hospital
em Londres, olTereceu-se ao governo inglez, e esle
aceilou, a formar uma rompanbia de guartla-do-
enles para o servir,, do cxcrcilo do rlenle.
O BRACO DE LORD RAGLN.
Este lord perdeu o braco direilo na balalna de
xValerlot,agora na haladla du Alma o exercito
francci Ihe sustentou a ala dircila tos lualezes.He
o pagamento tle uma divida, tiisse o lord, a Fran-
ja lirou-rae um brajo. c agora m'o reslitue.
COMMISSAO.
A rainba Viclpria nomeou uma commissao para
SJTecadar e distribuir as conlribuijes voluula-
rias para as viuvas e orphlos dos soldados, e ma-
nnheiros mortos no Oriente ; sAo coramissarios :
o princepe Alberto loque de Newraslleduque de
Welmslonlord Sev moorconde de Derltxconde
de ShaltcrburyGeorce llamillonconde de Aber-
deen.
UM GRANDE RANCHO.
Exislem em Madrid e na mesma casa, dous espo-
sos que lera l filhos vivos17 casados2 viu-
vose I solleiro. Os rasados c viuvos lem 17 lillios!
Coiucm lodos a mesma mesa.

llEGIVrl
ESTAIISTICA.
Ha em Inslalerra 8S mulliei es autoras, 843 actri-
ces, t:ti daasarinas, e 16 picadoras.
PREJUIZO.
Orja-se jaem rinco ou seis milhr.es de cruzados o
prejuizo do linlio e canhamo, ilestruitlu no incen-
dio de Memel.
IRM.Us DACARIDADE.
Embarcaram era Marselhs a bordo to Ganges :<0
nulas de caridade para Cnnslanlinopla.
TEMPESTAD!:.
Ilonve uma grande lempesladc na Nazarelh ; o
mar invadi alguioas ras, e as ondas subirn, a
grande allura.
IM PHENOMENO.
I na mullier de Anvcr deu luz uma menina,
muilo -ada e 21 horas depois ura menino cm boa
disposijAo !
A STOI.TZ.
Protectora dos jornalislas.
Discurso proferido pela celebre madama Slollz,
n'uma grande rcunio em Paris, a respeilo da r-
cenle deliberajAo que nega aos jornasfi.s os coslu-
inados bilheles graluilos.
No mundo da arle, he onde encontr a maior
gloria desle mundo.
it ijuantlo canto, csqaejo-me de lodos ossolTri-
menlos, de todas as-morlilicaces, que muitas vezes
alormenlam profndameulc a minha alma. Deve,
pois, combaler todas as unirpaettea que Bmeacam
na sua independencia a anal\c sobre a arte, pon-
do limites sua guia liel, a meslra tle todos os que
a exercilam.
" Que restara eolio ao verdadeiro arlista, ni o
especulativo, como recompensa pela sua arlo, so
lile, be rnul.ada assim a sua gloria '.' Na grande O-
pera de Paris nlo se caula por dinheiro, ranla-sc
pela gloria, e sem jornalismn uln ha gloria. Ouro,
ganho cu por loda a parle, e aiotla em maior quan-
lidade do que aqui.
tt Estes meus senlimenlos jac lenho manifesta-
do por escriplo a S. M., o noaao adorado imperador
reinante, ruja alma poclica filo calorosamente pro-
tege a propria arle. S. M. nao tolerar- o limite do
jornalismn acerca da arle ; limite que Ihe roubar
o seu sol, o seu carmhn do reo, c as suas estrellas
fulgentes, envolvendo-a era sambras, senAo em uma
lolal obscuridade.
a O imperador apreciar esles meus seuliinenlos,
c o seu animo liberal dissipar as Irevas do jorna-
lismo, resliluindo por esle modo arte a sua au-
rora, o (Piral i, 28 de setembro.)
DEPUTADOS DEMCRATAS.
Sao Irinla os deputados demcratas, que foram
cleilos cm Despatilla para o novo congresso consli-
lui.le, entre esles o marque/. d'Albaida Revero
Pignoras c Avecilla.
PIANO NOVO.
Liszt fez construir era Paris um novo piano
lem Ires teclados, uns sobre os oulro. O primeiro
produz os sons tle piano furle commumo segun-
do os do orgao melotliiim o lerceiro os sons for-
tes e profundos do orgAo.
CONSERVATORIO REAL.
Frequenlaram esle anuo o conservatorio 190 a-
lumnus ultimaran) o curso 17 premiados .">
approvados 79reprovados 16 perderamo auno
7:t. Os premiados foram Carolina Elosa Sopbia,
Daniel Pirara da Cosa. Ernesto Roque, Eloj da
Silva, Joan Fiiipp- da Silva Cama.
COMPANIIIA DE SALTEADORES.
Descobrio-se cm Vallon, Franca, uma quatlrilha
de salteadores incendiario'. Foram preso pela sen-
ilarmaria o linha 22. sendo morlo o chele.
CUPIDO A FA/ER DAS SUAS.
No dia 21 um joven tle Lisboa no Campo Grande
tleu um tiro de pistola na sua amante infiel, csla-
belecida cm uma barraca, e disparnu oulra contra
si, ferindudepois o peilo com nma faca! as feridas
nao sao moraos : o joven ful pieao c pedio que nlo
culpasscm asna ConceicAo.
ASSASSTNATOS.
Progridc na Blgica a inania dos aisassioalOS ; ul-
limamenle Pedro Jos Janssens assas-inou sua ir-
mlo Carolina Janssens no carccrc, onde a chamara
para se despedir della I Ao abraca-la en terrn-Ihe
uma faca no veulre. Ele Janssens be uma idiis-
Irar.io nos Irihunaes belgas: lem sido condemnado
sote vezes prisao, duas vezes a Irabalhos forrados
e duas vezes a pena iidima Parece que est em
guerra aberla com a soriedade.
MATRICULA.
Malricularain se esle auno na universidade de
Coimbra 1,051 esliiilanlcs em tlireilo 164mcli-
cina 57Ibeulnsia 113 mathemalica 1:14 pbilo-
sophia 262 lireilo administrativo 21.
UM CHALE IMPERIAL.
Era I.eao, Franca, fez-sc um chale para a impe-
ralriz dos Francezes que custou 10,000 francos !
lem as armas de Franja e Inglaterra.
NOTICIAS DE MOZAMBIQUE.
Pela Trgala Fernando se receberam noticias
de Mojambique, que sjo dcsagradaieis : o coin-
mercio eslava paralysado, e linha rebenlado a auer-
ra no dislriclo de Tele, e se receiava que a cidade
caliisse em poder dos rebeldes.
3.0 SARAO POTICO.
Il.uive anle-hunlem o .,. sarao pdico do r.
Caslilho, na sala da sociedade l'hilarmonica, que
generosamente a cedeu para esle fim ; e que pela
sna capacidade e illuminacAo lornou a funcjAo mais
brilhaule.
A concurrencia foi mui grande, estando para ci-
ma de sessesla senhnras ; assislio igualmente o Sr.
governador civil interino Jos Lourenro Piulo.
Os vales que recitaran! foram os Srs. Caslilho
(uma poesa do Virlor-Hugoj Alexandre Braga, S ta-
res Pasaos, l.uzos Henrique e Augusto, Correa Leal,
Rangel, Moulinho. Nogueira Lima ; e uma meni-
na de 10 annos, irmAa do Sr. Macedo, que reciluu
una pequea poesa ; c leudo litio una caria que
os professores do curso normal, desle dislriclo di-
rigirn, ao Sr. Caslilho. t.llerecendo-lhes uma me-
lladla de honra, a menina Ihe laucn a dila meda-
Iha ao pescoco, o que causou viva sensajAo nos es-
pectadore*, que romperam em geras applausos ao
Sr. Caslilho, que se moslrou baslanle sensibilisado
e asradereu.
Tocaram-se diversas peras de msica duelo de
rebeca e piano, pelos filho elida to Sr. Marques
Pinlo,terceto de rebeca, piano e llanta pelos Srs.
Marques, Jos Justina, c Guichard ; duelo de Ulu-
la e piano pelos Srs. Arrotos ; solo tle piano pelo
Sr. Lopes ; e por lira o Sr. Dubini, que emule.-
cendeu com a assembea, apzar de estar impedido
do brajo direilo, locando so com a mo esquerda,
e maravilhosaraenlc uma peja no piano, que eu-
(husiasniou a lodos os espectadores.
Todas as poesias e pejas de msica receberam
geracs applausos.
VTNHO DE MACA AS.
Em Ponte de Lima lem-se feilo pcrlo de 400 pi-
pas tlevinho de majaas, e fabricadoigranrie quanli-
dade d'asuardenle desle violto. He ura grande re-
curso para compensar o mal produzido pelo oidium
as viuhas.
NOVO COMETA.
Mr. Brulius, de Berln, descobrio no dia 12 no
observatorio daquella capital um novo cometa.
[Ilraz Tizona.)
aaeaai
PACTO COM O BIABO.
Em Marquetlc, nos arrabal les tle Boucliain (Fran-
ja) um individuo chamado Ribeaurourl exercia
prolissAo de feilireiro. Muitos lavradores dcram-llie
dinheiro para que, serviudo de intermediario en-
tre elles e o diabo, lizesse com que esle Ihes desse
fortuna.
Eis aqui os paclos que dous desses pobres homens
assiguaram, a insligajAo do feiliceiro.
Primeiro paci.
No ano de mile oilo cenlu e ampenla e tres, aos
qualro de houlubro, ler ledo paci comligo, Satanaz,
pela .--omina de cenlo e dez mile francos era oro e
pealas, todos os oros e pralas de Fracasa, bom e va-
lioso para usar delles minha vonlade. Faz podo
com ligo com a condlso de que nAo me faras ne-
nhum raale sobre mim nem em meu corpo. Dou-
le minha halma depos da morle.
tt Atinado: .Indrc Joseph /)....
Segundo pacto.
No ano de mil oilo cenlo e cinquenla e Ires, aos
Ires da hnlubro, faz paci comligo, Salanaz, pida
somma tle :i00.000 franco, a melado em oro em peras
de tinco frauquos, lodos os oros e pralas de Prensa,
ludo bom c valioso para eu usar i minha vontade.
Peso-le que In me dos o pudor de causar doenjas a
quem bem me parecer e tic cura-las eu mesmo ; que
nenhum lioinmciii vivo nAo posa cura-las nem ler
nenhum couhesinienlo para curar do raale e das do-
ensa, seja o male que for, que eu posa cura-la ca-
anlo me agradare.
Faso paci com tlgo com a rondisao de nAo me fa-
zer nenhum male, nem sobre mim neu cm meu cor-
po. Se lu me concede o pedido que nano, dou-le
minha halma depos da morle o ei a pinna asigna-
tura, com a condisAo que lu me aparears Indas as
vezes queeu le xaraar para coniprir minha vonlade,
e meu desejo he que me tasas ganharc em todos os
jogos, quando isa me agradare.
Asignado : l'hilipeJoseph. II.... a
O feiliceiro fui condemnado a um anuo e um dia
de prisao e rauda de SO francos.
(I'retse.)
Nos teguinle especies.
Dinheiro..... 1:1339150
Lelras......11:5309720
Conlribuicao de caridade.
Rondiinenlo ueste mez.........
1941675
Alfandega dePeru imbuco 30dedezembrade lx:,i.
o eseriviO)
Faustino /ot dos Sanio*.
importa cao'.
Galera inglesa RoMmond,' viuda de Liverpool,
consignado a John-ton Paler & C, manifcslou o se-
guinle :
100 molhos a reo i tle ferro,2:l barrica sferragens, 36
mullios pis; aSouza & [man.
340 molhos arcos de ferro, !I78 barras de dilo. 35
barris anudas, 61 fogareiros, 2 barricas ferragera, 1
caixa lecidos de algodAo ; a Barroca t\ t'.aslro.
12 barricas cnxadas; a Brender a Braudis & C.
27 caixas e 32 fardos tecid >s de algodAo, 1 embru-
Iho lecidos de fila : a II. Gibson,
1.1 caixas e i f.-./dos lecidos de algodo, j caixas
lecidos tle algodAo e laia ; a J. Kelleer y. C.
2(1 ciixss e 2 faidos lecidos de alsodAo, 1 caixa le-
cidos de algodAo e laia, 30 gisos c I barrica lonja, 1
caixa quinquilharias; a Russell Ifellorsdj C.
2 fardos lecidos de liulio, 42 caixas c 25 fardos le-
cidos de alsuilao, 1 giao queijos; a Fox Brolhers.
50 gisos e 1 cesto lonja, H lardos lecidos de algo-
dAo e laia, 2 fardos, 2S caitas e I enibrnlho leci-
dos tle algodo, 9 caixas lecidos de liuho, 12 fardo,
bseta, 1 caixa sapalo, 2,111 barris inanleisa, I ein-
brulhu cadeiras do halan jo, 50 toneladas carvAo de
pedra ; a Jolmslon Paler & C.
85 barris cerveja ; a C. J. Aslley & C.
2 caixas verniz; a N. O. Bichero C.
I barrica lijlos ; a J. Carroll.
1 bairica cerveja, 1 lila btalas, 1 laia queijos, 1
caita conservas ; a Sarment.
26 caixas e 60 fardos lecidos de algodAo, 4 caixas
lecidosd lindo, 3 dilas (, |5 molhos cordo, 1 ar-
do lona; a Adamson Honda & C.
207 barra, lili molhos c 1 chapas ferro, 2 fardos
lonas, 113 fardes e 10 caixas lecidos de algodAo, 1
barrica cerveja, I barril carne, 1 laia queijos. S cai-
xas fio, 5eaixas chapos de sol de alsodAo ; a Patn
Nash 4 C.
9 caixas ferro, 50 gigOS loura, 12 caixas c 13 far-
dos ii-ri.io .is ainoiiio, lo-.ios garrafas, 2 .-.uvas
queijos, I sig jarros, 1 barrica conservas c mu.lar-
da, I barril agurdenle, 1 caixa bolacha. 2 barricas
cerveja; a ordem.
3 caixas m,minenlos; a (',. Nesl.ilt.
1 caixa lecidos tle linho, 2 fardos lecidos tle algo-
dAo; a Rosas Braga & C.
i caixa inrias,le algodlo; a Feidcl Pinlo lvC.
3 caixas pellos e faien.la tle seda ; a Deinessc I c-
clere & C.
8 caixas e S Tardos te-idos de algodi i; a A. Cesar
de Abren.
2 lardos fio, 5 fardos lecidos tle lAa, 36 raixs e 11
fardos dilos de algodAo, 1 caixa perleurcs para es-
criplorio, I embrulho livros, I dito roopa eita, I
dilo amostras; a J. Crablree & C.
50 barris inanl-isa. .'II eatSM e 30 fardos lecidos
de alsodAo; a J. Ryder & C.
2 caitas cliji. J "barrica vidro c lonja ; a C. C.
Roberto.
I caixa limas; a I). XV. Bivcmann.
I embrullio pintura-; a E. II. Wyall.
1 caita roupa; a Demingos Max.
.13 volumes cha. 10 caixas metal. 12 fardos leci-
dos de algo lao, I barrica breaos; a J. Curio c\ C.
1 caixa doce, 20 caixas queijos. 6 barricas entila-
ra, 12 gigos b ilalas,7 caixas perlences para sedeiro.
12 barris huta. 7 barricas e I caixa ferrageni, 2 bar-
ris carne, 4 folies, 174 molhos e.116 barras Trro, 30
barricas salitre, 20 bairicas munirAu; a S. P. Jo-
lmslon & C.
1 embrulho sapalose miu.le/..is, 1 caixa lampees.
1 embrulho (apele ; a E. Feotn.
correles, 100 barris manlciga; a M. Calmonl
&C.
2 caixas biscoilos, 2 barricas proemios, 4 caixas
queijos, 3 ililas conservas, 2 dilas passas ; a Timm
Mousen & Vinassa.
19 caixas e 26 lardos lecidos de algodAo ; a Ros-
tron Rooker & C.
6 barricas inanlimenlos; ao capillo.
3 caixas cha ; a J. J. Youle.
4- sarcos amostras; a diversos:
Vapor nacional Imperador, viudo dos porlos do
norle. nianifcslou o seguinle:
1 caixole ; a viuva Air.orira i\ Filho.
1 embrulho; a JoAo Baplista Pregeos.
1 caixa ; a Lecoote I->rnn 4 C.
I lata ; a Thomaz Lourenjo da Cosa c Silva.
1 embrulho ; a Novaes & t.
1 caixao ; a Antonio Francisco Pereira.
CONSULADO GEItAL.
Rendimenlo do dia I a 29......1 0:502871
dem do dia 30........ 16;100
COMMERCIO.
PKACA DO RECIPE30 DE DE/.EMBRO AS3
HORAS DATABDE.
Culaces ofllriaes.
Cambio sobre Londresa 28 MI div.
ALPANDEGA.
Rendimenlo do dia i a-29 .
dem do dia 30......
226:9K3S90(I
(:H9aiK3
2:13:1539.183
Descarregamhoje 2 de Janeiro.
Barca inglcza/osamondmercadorias.
Barca inglcza//indooferro.
Barca ingleza.\orcalbacalii.o.
Brignc porlusucz Laia IIdiversos gneros.
Brue hamburguezO/acocemento.
Sumaca brasileira//or/e/iradiversos sentios.
RENDIMENTO DO MEZ DE DEZEMBRO.
Rendimenlo total desle mez......233:1.11)383
Resliluires............... j i> hki
Rs. 033:1339383
Imporlarao.
Dirt-iios de consumo..........
Ditos tle 1 por cento de reexpt.rlarAo
para os porlos eslraiisciros. .:.'..
Ditos dilo para ns porlos do imperio. .
Expediente de -1 por cenlo tos gneros
estraogeires despachados cora caria
de suia........
Dilo tic l|2 por r. dos gneros do par.
Dnode I l|2 por r. dos gneros livros.
Armazenagem das mercadorias. ^ .
Dila da plvora............
I'ifinin de l|2 por cento tos aasitinados
Multas ralculailas no despachos. .
Dilas diversas........
Interior.
Sello lixn...........
Pal.-nlt-siliisili'sparliaiili's i-rat-s. .' .' '.
Dilas dilos especiaos..........
Emolumentos de cerlidbes, \ ,
229:iU^004
600
8S-7II
7*79-235
:ii-i2l
689216
2363040
785885
1:5559097
<;-i84
3481
-J-S--II60
7.1NI0O
ssyom
ffl|440
233:l:l:l.-:isi
Na sri/uinie' especies.
Dinheiro .... |.Vi:S2:MM,
Assignados 79:3108217
Depsitos.
Em balaii.-n no allimo de
novembro.......16:72i.-'l It
Entrados no corrate mez 3:0013276
Sabidos.
19:7269309
7:0729339
/^*
Existentes..........12:653?870
50-.5I9J371
l-MVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do ida 1 a29.....5:409*455
dem do dit 30........ 30|661
5:ii0,*ll6
Rendimenlo tola) do semestre de judio a dezembro
de 18.11.
<;?l...........14.1:232-3789
Diversas provincias...... 14:4219891
RENDIMENTO DA MES i DO CONSULADO DE
PERNAMBUCO E.M O MEZ DE DEZEMBRO
DE 1854.
Consulado .le por cenlo. 5.1:38 i169
---------------- 45:3819569
Ancoragem.........
Direilos de 5 por reulo das
i-inbarcacf.es eslranseiras
que passaram a nacional
Dilo de 5 por cento na
compra e venda das cm-
barcaees.........
Expodienle das rapaiazias.
Multas...........
2:07i>S0!l
1:1679750
59000
7013400
69000
Sello lixo e proporcional. 1:1599172
Emolumentos de ccrlidoes. I6968O
.1:1349802
Dioeruu provincias.
Dizimo tloalsndo e oulros
gneros do Rio Grande do
Norle........... 979150
Dilo dito dilo dilo da Para-
, '''i. ....... 1:1529869
Dilo do assucar e oulros g-
neros da dita....... 819-122
Dilo dilo do Rio Grande do
, ->i("'ie............ 2449695
Dilo dilo das Alagoas. 3:1259880
50:5195371
5:44 OS 116
Dcposilos sabidos.....
Ditos existentes......
1215172
2:048290
55^599467
Mesa du ronsuladn de Pernamburt, 30 tle dezem-
bro do 1814.Pelo escrivAool." escripturario
Francisco de Paula Lopes liis.
RECEBEDOItlA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE rtJRNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 29^.....22:0:!0ftO
dem do dia 30.........1.9ll>'.Hil
23.-945904I
*
a'
REI-DIMENTO DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS INTERNASGERAES DE PERNAMBUCO
DO CRREME MEZ DE DE/.EMBRO, A SA-
BER :
Rendas da lypographia nacional. 309000
dem, dos proprios nacionaes .... 9800
Foros de terrenos e de marinha 1639042
I.audemios.............. M 79500
Siza dos bens de raiz......... 4:410-i>oi;
Decima addicional das corporajocs
de mAo morta........... 2:7679095
Dlreilos novos e velbos c de chan-
cellara .............. 2:1695196
Dirima da dila........... 1519109
Sello lito, e proporcional....... 6:2719364
Mullaspor infrarresdoregulamenlo 6-5000
Premio dos deposilos pblicos. 179265
Emolumentos das reparlijoes de fa-
zenda............... 1139880
Imposlo sobre lojas e casas de des-
como............... 5:4485140
Dilo sobre rasas de movis, roupas
ele, fabricados cm paiz eslrangei-
,................. 2005000
Dilo sobre barcos to interior. 14-5O0
Dilo de 8 por cenlo das premios das
_ loteras.............. 6109000
laxa tle escravos.......... 8649000
Divida adiva............. 5609834
23:91.0011
Kecchedoria tle Pcrnamhuco 30 de dezembro de
1854.O cscrivao,
.l/iiioel .Inlonio Simoes do .lmaral.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 29.....67:89ft->lo
ldemdodis30........1:2021003
69:101 #213
-aatoaiaau ------
PRACA DO RECIPE 30JDE DE/.EMBRO DE 181i,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Iterisla semanal.
Cambios- Nao consla bouvcssein Iransarjfies,
porm os saeadores esto firmes
cm 28 d. por 15.
Alendan F.nlraram smente 81 sacra', e re-
211I011 de 55i00 a .Vj7(KI rs. por
arroba de primeira sorle.
Assucar- ICin^-oiisequenra da festa do na-
til a eniiada foi pequea, o que
nao obstante o deposito regula por
50.000 sarcos, sendo a maior par-
le branca, o qual lem sido menos
procurado: os mssravados porm
foram procurados, c as entradas
tledi-s mais eacassas: vendeu-se o
branca de 2*030 a 25800 por ar-
roba, e o mascavado de 19300 1
19810 ; procos esles que nSo con-
vida a carregar para a Earopa,

anan
por isso j alsuus navios lera sa-'
bido era laslro.
Cauros ----- Venderam-se tle 150 a 1.15 rs. pur
libra dos seceos salgados, e urna
ou oulra partida a 160 rs.
Azeiledoce-------dem de 29200a 296OO por galio.
Bacalbo----------Tivemos dona earragameolos, dos
quaes um se^uio para o sul, e ou-
lro foi vendido aqu entre 139600
e 13)800 por barrica: ha em ser
cerca de 3,000 barricas e rclalhou-
se de 159 a 16-.
Carne-secca- A caresta lem feilo diminuir o
consumo, de sorle que apenas se
venderiam 1,000 arrobas duran!,;
a semana de 45400 a 59400 por
arroba; por coiisequencia bu em
SOS 1,000 arroba.
Familia de Irigo- Vendeu->e a 279 por barrica da de
Richmood, de 2.15500 a 265500 da
de Pliiladelphia, a28? da de Geno-
va, a 269 da de New-Vork, ,1 239
a franceza e da tle Lisboa, e a 225
da de Valparaso ;. li, ando era ser
3,100 barricas, e 1,500 saceos de
100 libras.
Vinliot-------------dem a 3IKI9 por pipa do de Lis-
boa PRR, e de 2809 a 320-5 de ou-
lros autores.
Vinagre----------dem a 1155 por pipa do tle Lis-
boa.
Deacontos--------Kebaleram-se letras de 8 a 10 por
cenlo ao anuo, c o banco nstenla
o ultimo, cora o que afugcula a
concurrencia.
Frclcs Os procos sAo qaasi uominaes pela
falla de concurrentes, c seo assu-
car nAo baixar 011 nao rhecareui
melhores noticias da Europa le-
rao de sabir muitos navios cm
lastro. "
Picaran) no prlo 83 embarcacOes: sendo. 5 ame-
ricanas, 1 austraca, 28 brasileras. 1 dinaraarqueza,
3 fr.1ncez.1s, 2 hamburguesas, 8 hespaaholas, 21 n-
glexas, S porlUL-uezas, 1 prussiaua c I sarda.
TvIOVIMENTO DO PORTO.
Vacio entrado no dia 30.
Aracaly10 das, hiale brasiteiro DueMoto, de 43
loi.eladas, meslre Joao Henrique de Alineida.
equipagem 5, carga couros e sola ; a Jos Manoel
Martina.
Sucios SOASOS no mesmo dia.
Rio de Janeiro e porlos intermediosVapor brasi-
leiro Imperador, commandnu o lenle Torre-
z.io. Passageiroi desla provincia, padre Francisco
Rochael P.-reira de Brilo Medeiros, Luiz Antonio
Monieiro, D. Amalia Monleifo, Manoel Joaquira
Meutfcs e sua seobora, Bernardino de Senna. Ma-
noel Jos Pinlo. Jo.lo .la (ir.ua Gentil, ioaqoim
lose Betarra, D Carila Rosa dos Sanios. D. Ma-
na Leopoldina lheiro Sanches, II. Leolinda Ri-
beiro Suiches Terluliauo Marlins dos Santos.
D. Lorza Amalia Uonleiro, D. Gabriela Amalia
Mnnteiro, D. Resina Amalia Monleiro, Pedro
Monleiro, Jos da Silva deis, Carlos Auguslo Au-
Iran da Malla. Albiiquerquc. D. Fabiano Filguei-
ras Aolran, Juslmo Francisco tle Assis, l.eopldi-
no da Silva Ateveds, Bartholomeu Perreira Lima,
AntoniaMaria Chives o Mello, Frailesco [.site da
Cosa Belem, II. Luisa da ConceicSo .Miranda, ex-
praca Manuel do Bomfitt). Rorlolpba Piulo Ribc-
ro Bulbo >s, aderes Antonio Madoso de Andrade
Cmara, sua senhora, 2 llns e I soldad que o
arompa.d.a, Antonio Maria Ramos, JoS Aulo-
' nio da Cosa e 6 filho. D. Anua Ursulina da Cos-
a c I criada, I). Antonia Candida .la Cosa, Fran-
cisco Ignacio Rilo, I.uiz Marques Pinlo, Jos
Caudillo de Carvalho Medeiros e 1 escravo, Joa-
quim Manoel tle Medeiros Hurtado, Malheus
Wyhe e 4 escravos a eulregar.
ParaHiale brasileiro Liaeiro, meslre Joaquina J-
se Alves das Ncves, carga assucar. Passageiros,
Seraphim de Senna Jorge c 1 escravo, Antonio
Pereira Lima.
CorkGalera nslcza IVood fridge, com n asesaos
carca que Irome. Suspenden do lameirao.
Natos entrados no dia 31.
Montevideo25 das, polaca hespauhola Modesta
de 2,15 toneladas, capilAo Agoslinho Maristaav
equipaceni 13, em lastro ; a ordem.
Terra Nova40 das, brigne inslez Dante, de 185
toneladas, capilAo James Ailkim. equipagem II,
corsa 2,500 barricas con, bacadnio ; a Jolmslon
Paler & Companhia.
Glasgow41 dias. escuna (najan .trrow, de 131
toneladas, capillo Grabare M. Laten, equipagem
7, carsa carvAo c cerveja; a ordem. Ficou de
quarenlena por ,1 dias.
Nano sahido no mesmo dia.
Em cnmmissAoEscuna nacional l.indcia, cominan-
tlanle Joaquim Alves Moreira. Condu/. o capilAo
de fragata Amazonas,
Salios entrados nos dia I.
Aracaly9 dias, hiale brasileiro Capiharibe. de 39
loneladas, meslre Antonio Jos Viaiina, equipa-
gem 7. carsa cera de carnauba c mais gneros ; a
I.uiz Borses de Cerqucira.
Babia21 dias, hiale brasileiro Fortuna, de 61 lo-
neladas. me-lre Pedro Vllele Filho. equipagem
7. carga pedra de amolar e mais gneros ; a An-
tonio de Almeid.-i Gomes & Compaubia.
Macei 2 dias.brisue escuna de guerra ingle/.
Spray, commandanle R. F. Boylle.
Liverpool35 tlias. brisue inglez" Aune Porler, de
219 loneladas, capilAo Wiliiam Me. Bride, equi-
pagem 12, carga carvAo; a Calmdnl & Compa-
nhia. Ficou de quareulcna por ,1 dias.
dem37 dias. brisue inslez Fcerton. de 204 lo-
neladas, capitao James King, equipagem II, car-
ga carvAo ; a Jolmslon Paler Companhia. Fi-
cou tle quarenlena por 5 dias.
Montevideo33 tlias, brigue brasileiro Duque da
Terceira, de 156 loneladas, capilAo Faustino
Marlins Bastos, equipagem 13, carga fariuha de
trigo ; a Amnrim rmeos.
Cdiz28 dias. barca iusleza Eleonora, de 319 lo-
neladas, capilAo Jolmslon Bell, equipagem 14,
corsa sal e carvAo de pedra ; n Jolmslon Paler
\ Companhia.
Ajuda31 dias, barca porlugueza I). Francisca, de
289 toneladas. capilAo Antonio Dias dos Santos,
equipagem 17. carga azeite de palma ; a Amonio
IrmAos. Arribou a esle porlo por avaria na carsa,
pois o seu desliuo era para Londres.
DECLARACOE3.
CDRREIO GERAL.
Pela adminisIrat.Ao do corrcio desla provincia so
faz publico, que en. conformidade do decreto n. 787
do tade mam de 1851, erespeclivas inslrucri.es. le-
ve boje lugar o processo de abertura das carias atra-
sadas perlencenlesao exercicio de 1853 a 185, con-
demnadas a consumo pelo arl. 138 do rcgulamento
dos corrcios de21 de dezembro de I8ii, ra-sisliram
aodilo processo ossenbores iiegocianles:Maiioel Joa-
quim Ramos e Silva e Antonio Marques de Amo-
rim. Desla abertura resullou acbarem-sc smenle 6
crias rom a quanlia c documentos segointcs. cujas
carias, iliubeiro e documentos arham-se descriplos
era livro pira esse lio, destinado, licando ludo rert-
Ihido conveniciileincnle para ser entregue a' quem
de direilo pertence. Unja caria de M. J. R. Vieira,
da vida, de Iguara-.u'. para l.uilliermina de Souza
Vieira, com a quanlia de 2O3OOO era sedulas ; duas
dilas de Juaquim Anlonio laboro Chaves, do Para,
para It,, mundo Joso Rebello Jnior, com uma lel-
1ra da quanlia de 2009000 ; uma dila de Joo Jos
M. Correa, da Parahiba, para Jos Ribciro Cosa,
com uma lettra da quanlia de 478-5000 ; uma dita de
Joao Vasco Cabial, de Mareiti, para Joio Huirle
Fcrreira llaslos, com um tica da quanlia de I279U00;
uma dita do padre Antonio Xavier de Castro e Silva,
do Cear, para t'.ouvea-c\- l.eile, cora uma ledra de
6009000. Por ultimo procedeu-se a queima das ou-
lras carias que 11A0 encerravam dinheiro 011 docu-
mentos de que se lanrou o respeclivo termo, cuja co-
pia abaixo se Iranscreve. Administrarlo do corro-,
de Pcrnambuco 30de dezembro de 1854. O admi-
nistrador interino, nominaos dos Passos Miranda.
COMPANHIA PER.NAMBI CANA DE VAPORES.
O conselho de tlirer-
c^o de conformidade
rom o arl. 4. Id. I.,
tos estatutos da compa-
nhia. convida os Srs. ac-
cionistas a realisarem mais 15 por cenlo sobre o nu-
mero de aceces que subscrcverain, afim de serem
felas cora resularidade para Inslalerra as reme-
sas de fundos com que lem de alleuder os pra/ot do
pagamento to primeo vapor era consIruc^Ao, sen-
do eucarregado do reccbimenlo o Sr. F. Coulon:
ra da Ciuz n. 26.
Pelamesa do consulado pro-incial se faz pu-
blico, que os 30 dias uleis para o pagamento a bocea
do cofre, da dcima urbana das fregnezias desla ci-
dade e da dos Afosados, findam-se no dia 10 de Ja-
neiro prximo xiiiilooro.
Da casa do subdelegado em exercicio, da fre-
guezia du Boa-Visla, desappareceu o menor Alexau-
drino di recolhido por ser encontrado ao desampa-
ro, conforme foi annunciado pelo Diario 11. 291 do
20 do correle c senuinlrs ; o que se faz publico
para que as pessoas que ,1 -lie liverem noticia com-
muuiquem aquella subdeb-sacia, e para sciencia das
pessoas a quem o mesmo menor pertenra. Subde-
lesacia da freguezia da Boa-Visia 29 de dezembro de
1854.O subdelegado supplente em exercicio,
A. F. Martin llibeiro.
C0MPAMII.1 DE SEWROS.
EQUIDADE.
ESTABKLECIDA N dftAM DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO, RA DO IRA-
PICHE N. X,
O abaixt- essignado, senle Horneado desla Compa-
nhia, e lornialiuenle aotoajsado | ola uiiercao. acei-
tara seguros maritimos em qualquer bandeira,,e
para lodos os porlos mohecidos, em vasos ou merca-
dorias, e sol. suas respectivas condiees ; o elevado
credilo tle que lera gosado esla companhia e as van-
lgensque offerece, para convencer aos concurrentes
da sua ulili.lade. o seu fundo repoiis,ivel he de mil
conlos de res forles : a quera inleressar ou convier
eflecluar dilos seguros, poder.i dirisir-sc n ra
cima rilada, a Manoel Duarte llodrigues.
Pela delegara do I. dislriclo do Rccife foram
apprehcnitidos c logo depositados, dous cavallos fur-
tadOS na povoacAo tle Mar.ni. provincia da Parahiba:
quem f.'.r seus donns ct.mparcca com documentos le-
gaes, que Ihe serAo enlrecues. Delegarla .desle 1.
dislriclo do Recite aos 29 de dezembro de' 1811.O
delegado, F. II. Carvalho.
MUTILADO


DIARIO DE PERKAMfiUCO, TERQA FEIRA 2 OE JANEIRO DE 1855.
GONSEI.O ADMINISTRATIVO.!
O contetlm administrativo, ein virludp sarao do Em. prcsi denle it.i provincia, lem prar os objeclo* segunde:
Para o i." IihUiIIiho de arlilhai i-i a p. I
Bonetes. 351 ; pannorarmesint para vivse vistas,
corados ISO ; caldeirade ferro rundido para 00 pra-
ras, I ; copo devidro, 1.
Companhia li\;i de ravallaria da provincia.
Bonetes redondos, 11 ; lnvas de cantaren, pares
II ; maulas de Ua, 11.
Arsenal de nann.
Oleo de buhara, arroba 6 ; ellas de carnauba,
libras I i i.
Colonia de Pimeuleiras,
Limas meia cana muras deS polcgadas, 3; dilas
triangulares de8dilas,3 ; limatoesda 8, ;t ; dilosde t, i ; esquadros de ferro
com folha de 12 polegadas de romprimenla, 2 ; di-
lu pequeos, h ; fciles com batata c einlures, il;
parafusos de madeira para prensa de bancos, 4.
Bolica do hospital Kegimenlal.
Apparelhn a deslocamcnlo. 1 ; baloesde difieren-
les capacidades, 5 ; capsulas de porcelana de 4 li-
bras, 2; dilas de dila de 3 ditas, 2 : ditas de dita
de 2 ditas 2; ditas de diln de 1 tila, 2 ; dilas de
dila de I dita, 2 ; dilas de dita de 8|0, 2 ; dilas de
vidro de dillerenles tamanlios, C; cadinhos de 1 a
II), 12 ; copos Eraduados de 2 libras, 2 ; ditos ditos
de 1 dila, 2 ; ditoi dito de 8|0, 2 ; ditos de 4|0, 2 ;
caixas de pinito forradas de folln para guardar me-
dicamentos de palmo e meio em quadro, e 2 e duns
polegadas de altura com os suas competentes lam-
pa, 2 de 24|, 100; dilas brancas fraucezas.'O; dilas pre-
las de 12)0,100; madapoln, pecas 12; machina
para aguas mineraes, 1 ; marmita de papim, I ;
dila de pres pertence, I ; malrazos, 4 ; paslilhadnr completo, 1 ;
retortas de diUerenles capacidades, 4 ; vasos de 4
libras, 2t; ditos de 2 libras, 21 ; vidro a esmeril
de 4 libras, 12.
Quem qttizer vender esles objeclos, aprsenle as
suas prnposlas em carias fechadas, na secretaria do
conselho, as 10 horas do da 4 de Janeiro de 1855.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de Guerra 29 de dezembro de
iKti.Jose de Brito Inglez, coronel presidente.
Heanlo I'ereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
AVISOS MARTIMOS.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 ANDAS 25.
0_ Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consullas Itomeopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
m.inhau aleo meio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ofierece-se igualmente para pralicar qualquer operara,) de murcia, e acudir promplamenlc a qual-
quer mulhrr que esleja mal de parlo, e cujas circunstancias n3o permillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. \\ A. LOBO X0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual cmplelo de meddiciua homeopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes encuadernados em dous c acoutpanhadode
mu dicciouario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele.
205000
A directora do collegio da Concei-
eao aiiniincia aos pas das meninas que
llie foram conliudas. e acuellas pessoas
que trata ram de mandar meninas para o
mesmo collegio, que elle se torna a abrir
a 8 de Janeiro de (55, por se lindaren!
nessa dala as le as dadas.
l'm ealrangeiro de boa condocta desoja empre-
quem 0
dislilador:
Esla obra, a maisimportante de todas as qnclratam do esludo e pralica da Itomeopalhia, por sor a nica
que conten a bise fundamental Cesta donlrinaA PATIlOliENESIA OL' EFFEITOS DOS MEDICA-
MIMOS NO OKI'.AMSMOEM ESTADO DE SAL DEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pratira da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que quizerem
experimentar a "oulrina de Hahnemann, e por si mesmo* se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhore de engenho que esOo Iones dos recursos dos mdicos: a lodosos capitesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iurommodo seu ou de seus tripulan!.-
a lodos os pas de familia que por circomstaiicias, que nm sempre po dos a prestar in conlinenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambem ulil s pesoas que se dediram ao esludo da homeopatltia, um vol-
me grande, acoinpanbado do diccionario dos termos de medicina...... tOjsOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirureia, anatoma, etc., ele, encardenado. 38000
Sem verdadeiros e hem preparados medicamentos nao se pode dar um passo Regara na pratira da
homeopathia, e o proprielario desle estabeleciinento se lisongeia de te-lo o mais bem motilado possivel c
niiuaieni riuvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 2i medicamentos cm glbulos, a 10, 125 e 1 jgOOO rs.
Dilas 36 ditos a................... 20JO00
Dilas 48 dilos a................. 253000
Dilas 60 ditos a ............. 3(N)00
Ditas 144 dilos a........'.....'.'.'.'.'. 60(MKl
Tubos avulsos......................... 1-sino
Frascos de meia 0115a de lindura................... 2Q0O0
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eucommenda de medicameoloscom toda a hrevida-
de e por presos muito commodo.
gar-se em algum ongenhn romo
prelcniler aniiuncie.
Na ra dasCruzes n. 50. taberna do (hampos,
ha das melhorrs e mais modernas bichas nimbar-
snezns para vender-se em grandes porefiea e a reta-
Ibo, e lambem se aluga.
Precisa-se de unta ama que saih rozinhar e
pneommar com perfeiean. pagando-se bem : na ra
ila Cadeia do Recife n. i'.l, prmeiro andar.
No hotel da Europa da roa da Aurora d-se
comida para casas particulares mensalmcnle. por
preco commodo.
No hotel da Europa da ra da Aurora tem boas
salas e quartos para aluguel, com comida ou sem
ella.
Para Lisboa pretende seguir com loda a brevi-
dade a barca porlogueza ratido : para carga e
passageiros, trala-se com os consignatarios Thninaz
de Aquiuo Fonseca & Filho, na ra do Vigariv 11.
19, prlnteiro andar, ou com o capilao na praea.
Para o Kio de Janeiro pretende sabir com a
possivel brevidade o patacho nacional D. Pedro V;
para carga e escravos a frele, Irata-se cora os cousig-
nalarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, na ra
do \ gario n. 19, pnmeiro andar.
Para Lisboa pretende seguir com brevidade o
brigue portuguez uKibeiro de prime ira marcha :
quem nelle quizer carregar ou ir de passagem, en-
lenda-se com os consignatarios Thomaz de Aquino
Fonseca A Filho, na ra do Vigario 11. 19, prmeiro
andar, ou com o capilao na praea.
KIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Damao segu
por estes dias; para carga e passageiros
para osquaes tena ptimos commodos:
trata-secom Machado & Pinlieiro, ra do
Vigario n. 19, segundo andar.
PARA A RAHIA.
Sae nestes dias, por ter parte do car*
regamento prompto, o conliecido hiate
Novo Olinda mestre Custodio Jos
Vianna : a tratar com Tasso limaos.
Para o Rio de Janeiro
Sahempreterivelmente no dia 5 de Ja-
neiro o brigue Hebe, capito Andr
Antonio da Fonseca, quem quizer carre-
gar o resto a frete ou embarcar escravos
trate na ra do Trapiche n. 14, com
o consignatario Manoel Alves Guerra
Jnior.
PARA O CEARA'
seguir neslcsdias o luale Corrcio doNorle ; pa-
ra o reslo da earaa c passageiros, lrata-e com Cae.
taoo Cariaco da C. M. ao lado do Ou po Santo 11. 25.
Para o Torio vai sabir com muila brevidade
por ler a ntaior parle da carga prompla, a veleira
galera Hrarharense ; para carca e passageiros, Ira-
l-se com os consignatarios Thomaz de Aquino Fon-
seca & Filho, na na do Vigario n. 19, prmeiro an-
dar, ou com o capitn na praea.
Companhia de navefjacio a
luso-brasileira.
O vapor desla
ompanhiaO.
Maa .Segunde
**>% Li < w coinmandaiile o
prmeiro len-
le Uuimaraes,
devendo a q u j
chorar dos por-
losdosulno dia
3dcJaneiro, se-
fauir.i depois da
'compelenle de-
mora, para S. Vicente. Madeira e Lisboa, recebe
passageiros e encommendas, devendo estas estar
despachadas e depositadas no Trapiche Novo al o
dia 2 : os interosados dirijam-se a ra do Trapiche
11. 24 tratar com Manoel Duarle Rodrigues.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O bem conliecido e veleiro patacho na-
cional Va lente segu i m preter vcl-
menle no dia 7> de jareiro : para escra-
vos a frete Uata-se com Novaes ti Com-
panhia na na do Trapiche n. 34.
Para a fiahia segu em poucos dias, por ler
parle de soa taran prompla. a veleira sumaca Hor-
Icnci.ie. da qual he capilao Sebastin l,ops da Cos-
a ; para o reslo da carga, Irata-se rom seu consig-
natario Domingos Alves Matheus, na ra da Cruz
n. ."ii.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu na presente emana o brigue nacional Da-
mao; para o reslo da carga, passageiros c escravos
a frele, traase com Machado & Pinheiro, ra do
Vigario n. 19, segundo andar.
Novos livros de Itomeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
2O9OOO
63COO
7}000
63000
165000
6&000
H8000
165OOO
IO5OOO
MsOOO
vapor,

lumes.
Tesli, iroleslias dos meninos.....
llcring, homeopathia domestica.....
Jahr, pharmacnpa homeopalhica.
Jahr, novo manual, 4 voluntes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapnu, hisloria da homeopalhia, 2 voluntes
Harlhmann, Iralado completo das molestias
dos meninos..........IO5OOO
A Tesle, materia medica homeopalhica. 8000
De Favolle. doulrina medica homeopalhica 75000
Clnica de Staoneli '.......65OOO
Casting, verdade da homeopalhia. 45000
Diccionario de Nvslen.......
Aulas completo de analnmia com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripc,n
de todas as parles do corno humano .
vedem-se lodos esles livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio u. 25,
prmeiro audar.
PIBLICACAO' DO INSTITUTO H01E0PA-
i III t DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA
Melhodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
pathicamenle lodos as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os inelhores Ira-
lados de homeopalhia, lano europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgero Pinho. Esla obra he hoje
recouhecida como a melhor de lodas que trata m da
applicaeflo homeopalhica no curativo das molcslias.
Os coriosos. pructpaluienle, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la o consulU-ln. Os pas de
familias, os senbores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capilcs de navios, serlanejos etc. ele, devein
te-la nto para occorrer proinpttiiuente a qualquer
caso de m/deslia.
Dous voluntes em brochura por lOjiOOO
enrademados II3OOO
vende-se unicamenle em rasa do aulor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
J. JANE, DENTISTA, %
continua a residir na ra Nova n. 19, prime- $
ro andar. m
AULA DE LATIM.
O j^adre Vicente "Ferrer de Albuquer-
que, proessor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praea cmodo mato, media me a razoa-
vel conven<5o que pessoalmente oll'ere-
cera'.
O Dr.Carolino Francisco de Lima Sanios mora
na ruadas Cruzes n. 18, prmeiro audar, onde con-
tina no exercicio de sua prolisao de medico; e
ttlilisa-se da occasiAo para ue novo ao publico olle-
recer seu presumo como medico parleiro, e habitua-
do as operacoes das vas ourinarias, por se ter a el-
las dado com especialidade em Franca.
LOTERA da provincia
O cautelista Salustiauo de Aquino
Ferretra avisa ao respeitavel publico, que
a primeira parte da primeira lotera a
beneficio da cultura d*amoreiras e bicho
de seda, corre indnhitavelmente.no dia
17> de Janeiro de 1855 debaixo de sua res-
ponsabilidade, seja qual Ibr a quantidade
de billieles que iicarem por vender, no
consistorio da igreja da Conceieao dos mi-
litares, as 8 para i) horas da manhaa.
Pernambuco2l de dezembro de 1854.
O cautelista, Salustiauo de Aquino Fcr-
reira.
Precisa-se do um rapaz portoguez, de li a 16
anuos, para caixeiro de taberna : na ra da Concor-
dia n. 26.
LOTERA DA PROVINCIA.
Ao* 5:OOOPOO, 2:000.s000, l:000s000.
O cautelista Antonio Rodrigues de Souza Jnior
avisa ao respeitavel puhlicu, que os seus biibctes e
cautelas nao suflrem o descont dus oilo por ceulo
nos Ires premios grandes, os qnaesse acham venda
as seguinles lojas : prac,a da Independencia n. i,
do Sr. I nriiinnl". 13 e 15 do Sr. Arantes, e 10 do
Sr. Paria Machado ; roa do Queimado u. 37 A, do
Sr. Freir ; ra da Praia, loja de fazendas do Sr.
Sanios ; rita larga do Kosario n. 40, do Sr. Manuel
Jos Lopes; e praea da Loa-Visla, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio ilaplisla, cuja lotera lem o seu
andamento infallivel cm 13 do latino Janeiro.
ilillieles 55500 recebe por -- /-iuteiro 5:0005000
Melos 25800 2:5O0sO00
Quai tos I5500 1:2505000
pilaros 800 (i2.">O.KI
Decimos 700 atKIsOOO
\ igesimos 400 250JO0O
LEILO'ES.
O agente Borja, de ordem do lllm.
Sr. Dr. juiz de direito do civel e com-
mercio, Custodio Manoel da Silva Gui-
mar^es, a requerimento do Curador fis-
cal da massa fallida de Victorino & Mo-
reira, fara' leilo da' muito conhecida
loja de mitidezas, que foi da<|uelles se-
nbores, sita na ra dos Quarteis n. 22,
consistindo era urna excellente arma cao
e todas as miudezas existentes na mesma
loja, as quaessao muito modernas, e es-
tao em muito bom estado : ptinta-feira,
4 de Janeiro as 10 horas em ponto.
O agenle Vctor far leiro no seu armazem,
rna da Cruz n. 25, de grande sorlimenlo de obras de
marcineria. novas e usadas, encllenles chpeos do
Chile, e oulros muilos objectos que estarao i moslra
no dia do lelao, qointa-feira 4 de Janeiro de 1855.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripia e cobranza do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previnc-seaos senbores assignantes deste
Diario que quando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao seo publicados.
8
Jos Ignacio de Loyolla tendo
vendido o seu estabeleei ment,
ne lhe (icaram
nestes
oilo dias, antes da sua retirada
para lora do imperio, podendo di-
rigirem-se a mesma loja.
a* pede as pessoas qni
' a devet de lhe pagarem
Oft"erece- um rapaz brasiluiro, que da
nhecimento de sua panol, para caiieiro de qual-
qoer eslabclecinienlo nesla prac ou fra della, ou
mesmo para cohrr di\idas : a Iratar na ra Dircila
n. 52.
Jos Teiveira Bastos avisa ao com-
merciodesta praea, que tendo admittido
em sua cata cornmercial, na qualidade
de sen socio, o Sr. Camillo Pinto de l.e-
mos, continuara' si,as 11 ansacres com-
mcrciaes do prmeiro de Janeiro cm (li-
ante, soba (rma social deBastoA Leinos.
Eeciie 30 de dezembro de I s:> i.
AVISO AOS SENHORES CAPITA'ES
DE CAMPO.
Fugio labbado 50 de dezembro um
i alna escuro por nome Felippe, com
muitas marcas de bexigas, gordo e de
semblante carregado, representa ter 25
anuos de idade, cabello cortado rente :
quem o pegar leve-o a ra do Trapiche
n. 9, np Hotel Francisco, que recebera'
urna boa gratificarao.
DENTISTA FKA.NCEZ.
Paulo Gaignou\, estabelecido na ra larca 0
do Rosario n. 36,' segundo andar, collora den- 9
les com gensivasartiliciaes, e dentadura com- 0
pela, ou parle della, com a presso do ar.
Tambem lem para vender agua denlifricedo $
I)r. Picrre, o p para denles. Kna larga do 0
Rosario n. 36 segundo andar. t*
s@ 5
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. 6 e 8
da praea da Independencia.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com muila pralica desse oflicio. Na ra
da Saudade fronlcira do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourenco Trigo de l.oureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo lem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da pi ac da Independencia.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Aluca-sc urna casa terrea na povoacao doMon-
lero, cpm a frenle para a iRrcja de S. Pantaleio,
muilo limpa, (resca, com commodos para familia re-
gular, leudo nina porta e duas janellas na frenle: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Junior,
na mesma povoacao, ou na ra do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
L'irideItaliana, revista artstica, cientfica o
Iliteraria, dehaiio do immediatn patrocinio de S. M.
o Imperador, redigida em duas linguas pelas mais
mohecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. (ialeano-Ravara. Subscreve-se em Per-
uambuco, na livraria u. 6 e 8 da praea da Indepen-
dencia.
Lotera da Provincia.
O cautelista Amonio Ferreira de Lima e Mello,
avisa ao publico que lem as suas cautellas da lotera
da amoreira e criarlo do bicho da seda, que corre
no dia 13 de Janeiro, no Recife loja n. ti, ra do
Rosario n. 26, dila Direita n. 62, aterrada Boa-Vis-
ta n. 58, na povoacao do Monlciro em casa do Sr.
Nicolao, e em sua loja ra Nova n. 4, pelos precos
abaixo declarados.
Blheles
Meios
Quartos
Decimos
Vigsimos
Precisa-se alugar urna prela que soja fiel e di-
ligente : na ra Direila, botica n. 118.
Precisa-se alugar urna ama forra ou rapliva
ara todo ser\ieo de urna casa de pouca familia : na
ra larga do Kosario n. 33, segundo andar.
COMPANHIA PERNAMBL'CANA 1)F.
VAPORES.
O cansclhoda direccfio.deconfnrmidadc comoarl.
i. til. 1." dos estatutos da companhia, convida aos
senbores accionistas a reaiisarem mais 15 sobre o
numero de actes que subscreveram al 15 de Janeiro
de 1855, afim de serem fcil.ts com rcgularidade para
Inglaterra as remessas de fundos com que lem de
aliendiT o- pra/os do pagamento do prmeiro vapor
em corislruceao ; os pagamentos devein ser failos em
casa do Sr. F Coulon, ra da Cruz n. 26.
No dia 27 do presente mez^de dezembro, no
lio do eemilerio publico, desappareceu do pe*co;o
do um menino urna vara do eordSo crosso de ourc,
em duas vollas, rom urna meia dobla encastoada,
cravada de um diamante, c suppiic-sc que cm alguns
brinquedosqueo dilo menino Itveaac com oulros que
cotn elle foram acompauliar o enterro do um BBtgl-
nho, s:; quebrasse o eordilo e o perdesse rom a meia
dobla : roga se pois a quem liver rbado laes objec-
los ou delle liver noticia, dirija-te i loja de chapeos
da ra da Madre de Dos, que ser recoiupen-ado.
O aballo assgnado, leudo de empregar em apo-
iices da divida publica, fundada nos termos do re-
gulnmento de 28 de fevereiro deste auno, e das or-
dens do Sr. capilao do porlo. as quanlias destinadas
para fundo de soccorro em beneficio da associacao
dos pr i lieos das barras e porto ilesla cidade, roga" as
pissoas que posuirem laes ajiolices e as quizerem
di-por. annunciem por esla folha alim de seren pru-
'iii adas com brevidade para Iratar-se de seniclliante
negocio. Recife 29 de dezembro de 1854.O the-
soureiro da associacao
J"di/uim liodrigues de Almeida.
Il.i-se 1:5009U0 a juros sobre penhores de eu-
ro e prata : no deposito de pao da ra Nova se dir
quemd.
rooo
2?800
1t.50
700
400
, Perdeu-se uinconhecimcnlo den. 90 da quan-
lia de 1005000, receido na Ihesourana da fazenda
desla provincia : quem o liver adiado, ou por qual-
quer modo delle esleja de posse, dirija-se a ra da
praia de Santa Rila n. 42, que ser generosamente
gratificado, alm do agradecimenlu.
Lava-se. eugomma-se e cosc-se, com perfei--
co : na ra da liuia, no fundo do sobrado n. 4i,
sendo a entrada pelo beceo que vai sabir na ra de
Apollo.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda as lojas do costti-
me os bilhetes da ." lotera do conser-
vatorio de msica, a qual eorreu em 22
do presente, as listas se esprate de 2 a .")
de Janeiro pelo Tocantins ou San-
Salvador. Os premios sao pagos a vista
e sem descont algum.
Bernardo Fernandes Vianna contina com sua
aula particular de primeiras ledras, do dia 8 de Ja-
neiro protimo futuro, n9o havendn feriados senilo
dias sanios de guarda ou molestia ; aulorisado pelo
Exm. Sr. Victor de Oliveira ex-presidenle que foi
doria provincia ; aquelles senbores que lhe quizerem
confiar o ensillo de seus lilhos, poden vir malricu-
la-los e verem o progrmnta do ensino. Tambem da-
r lices aquellas pessoas grandes que nao poderem
vir de dia das 6 as 9 horas da noile, sem isenjao
de cor; podem vir malricular-se na ra da Cadia
do Recife n. 47, a qualquer hora.
Perdeu-se desde a ra de Hurtas alo a ra da
praia de Santa Rila, um vale da quaulia de tj$980,
assgnado por Rodrigo Mdillo Leile a favor de .Ma-
noel Jas da Molla : roga-se a quem o adiar o favor
de o levar ra da Praia n. 37, ou innuncie que
paga-se a despeza.
O Sr. Gervasio Pires Ferreira tem urna caria na
ra do Cabuga n. 11.
O Sr. Job Filippc da Costa lem uira caria na
ra do Cabg n. 11.
Precisa-se de um ou doos canoeiros forros ou
captivos, por mez ou por viagem, para conduzir li-
jlo cm urna canoa de 1,000 a 1,500 : quem preten-
der empregar-sc nesle servido, piule dirigr-se a ra
larga do Rosario, padaria n. 18, pililo ao quarlel que
foi de polica, que achara com quem Iralar.
Precisa-se de 2 olliciaes de charuteiro ; na ra
da Guia n. 36, taberna, se dir quem precisa.
AO PUBLICO. g
No armazem de fazendas bara- !
tas, ra do Collegio n. 2, m
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por ^
precos mais baixos do que em ou- t
traqualquer parte, tanto em por- M
coes, como a retalho, amaneando- 6
se aos compradores um s preco '<>
para todos : este estabeleei ment |
ahric-se de combinacao com a S
maior parte das casas commerciaes B
inglezas, rancezas, allemiias e suis- j
sas, para vender fazendas mais em R
conta do que se tem vendido, e por I
isto olerecendo elle maiores van- |g
tagens do que outix) qualquer ; o 4
proprietarto deste importante es- i
tabelecimento convida a' todos os ||
seus patricios, e ao publico em ge- gj
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas !
baratas, no armazem da ra do j
Collegio n. 2, de
82 Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Olierece-se um rapaz brasileiro para raiieiro.
do que lem pr.dica bstanla, nao sendo taberna:
quem precisar pude procura-lo na rua do Queimado,
loja de chapeos de Jos liarla Ferreira da Cuaba.
O abaiio assgnado declara que se lhe acha hy-
polhecadaa esclava Gertrades, crnala, perleucenle
ao Sr. Augusto Candido de Alhaide Sei\as, e para
que ningiiem n compre na boa fe, faz o prsenle an-
nuucio. Recife 29 de dezembro de 1851.
francisco da Costa .tmaral.
D. Lain Aunes de A. Leal e as suas manas D.
Senborinba c I). Tereza de Jess Leal, fazcm saber
aos pais de suas alumnos que as ferias ndam-sc no
dia 7 de Janeiro, e principiara os Irabalhns de sua
aula no dia 8 do oorrenle: continan) rereber almo-
nas pensionistas, raeias pensionistas e externas. As
moleras que se ensinant sao : ler, oscrever, conlar.
grammalira nacional, anthmelica. francez, indo/,
msica, dana. desenlio, geographia, coser, bordar,
corlar, labvrintar, marear, cacund, e "otra- obras
dcagiilha. Os pais de lamillas licarao satisfelos pe-
lo desvelo com que suas filhas sera > tratadas, c pelo
auemento que ellas lerflo em seus esludos ,- adver-
lindo que as mensalidades serio pasas em quarlel
adianlado, lindo o qual devoran adianlar oulro. O
preco das pensionistas ao- 6O5OOO por quarlel, das
nteias pensionistas :i(3000, e as externas conforme o
ajuste. Os pais de familias lano da praea como fra
della, que quizerem honra-las com ua coulianea,
pdenlo dirigir-se rua do Fagumles 11. 5, quem
vem da ribeira o segundo sobrado ao p do de va-
randa encarnada.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba cozinhar e engommar : a tralar no
pateo do Ter HEGIVfl
COROADA POR SI AS V1RTIDES.
A* VERDADEIRA
ACIA DOS AMANTES.
Qoem for amante nao pode
Su'a^Ha deixar de comprar.
Tira pannos, sardas, espiabas
Faz a pelle clarear.
Refresca, luslra e suavsa a culis,
Tira rusas, borloejas. que primor !
Ouem com a .4qua dos Amantes
Nao gozar do amor ?
As nossas bellas palricias
llesla atora devein usar,
P'ra mais bellas (icarein.
Mais bellas de fascinar.
lie liquido s3oespecifico,
Que deve ser procurado,
Pois loma o enle querido
Muilo mais formoseado.
Dous mil ris a garralioha,
Pode qualquer comprar,
C na rua do Queimado,
Vinlc e sele procurar.
He o seu nico deposito,
Deposito mui afamado
Aonde lal elixir
lie por todos procurado.
O duplo de iniporle se devolvo
.Nao sendo efficaz cm curar.
Urna s quena inda nao boiive !
O que lodos podem apreciar.
AdlltC venda na rua do Queimado n. 27, ni-
co deposilo.
COSINI1EIRO.
I)-se muilo bom ordenado por um cozinhero
francez: quem quizer annuucie para ser procurado.
No hotel da Europa da roa da Aurora lem
bons peliscos a loda a bota, [idos precos marcados na
tabella, muilo razoaveis.
O bacharel Luiz de S. Roaventura
Salerno durante a sua ausencia tem
constituido seus procuradores ao Sr. Dr.
Joaquim de Oliveira e Souza e a Sra.
Mara da Penlia Carolina, con? qncm po-
dero tratar validamente.
Aluga-se urna casa e slio na Capunga, com
bous commodos : na rua do Queimado n. 12.
O Sr. Francisco de Paula Cosa, morador cm
Carhangii, queira dirigir-se loja da rua do Crespo
n. 10, ,1 negocio que lhe diz espeilo.
Alugam-se o lerceiro e quarto andares da casa
da rua da Cadeia do Recite n. 4 : a Iralar no arma-
zem da me.ni...
Aluga-se o lerceiro andar da casa da esquina
da rua larga do Rosario n. J\) : a Iralar ua rua da
Cadeia do Recife 11. 4.
Offercce-sc una parda de meia idade para ser
ama seccu de urna casa de pouca familia : no beceo
do Rosario 11, 2.
Alaga-M um prelo alguma cousa vcllto, cos-
luniado ao servico de sitio, por prec,o commodo : no
paleo do Carmo. taberna n. 1.
Precisa-se de um homeiit para tirar leile em
voceas e carguejar : na rua do Queimado, loja de
ourives n. 2G.
1> -. ni ainiihoue do poder do abaixo assg-
nado urna lellra sacada pelo Sr. Jos Ferreira da
Coala, e aceita pelos Si-. Manuel Ignacio de Azeve-
do Carvalho e Francisco Moreira da Costa, da quan-
liade 1:000^000, sacada em 21! de iiovembro do cor-
rcnleauuo, ao pra/.o de OU dia-, e endonada pelos
ineMitosabaixo asignados ; porta 11 lo previne-.e ao
publico em geral e aos dilos aceitantes, que nao fa-
eam Iransace.lo alsuuia nun dila lellra sobre pena
de nullidade, pois os abaixo assignados sao os legti-
mos propretaiins. Recife 27 de dezembro de 1854.
Jos da Silva ('ampos & Companhia
O abaixu assignado vai Maceui, donde se di-
rige a ilillerenles pontos da mesma provincia, enrai -
regado de algutnas eamatissoM como advogado
quem se quizer iililisar de seu presumo pode procu.
ra-lo na rua do Crespo n. 9, das 10 al as 2 horas ,|;,
tarde./.ourenro fezerra Carneiro da Cunha.
Km resposta ao annnncio despido de pr0Vas
do Sr. Joao Francisco Paes Barreto.senhor do enge-
nho da ilha, no Diario de 28 do crrenle, roga-se
ao muito respeitavel publico a su.penco do seu jui-
zo em quanlo o abaixo assgnado manda exlrahir
dos autus, ua villa do Cabo, ascerlides para provar
que a peuhora as rendas do dito engenho foi feila
pela quantia approximada a 9:0003000, e que os em-
bargos que apresenlou dizeinlo ler pa|o 2:O0l);O0O,
nao Toram anda julgados.se pagua bem ou mal, tem
islo poda relaxar a peuhora de maior quantia. Re-
cife 28 de dezembro de 1851.
AntunLo Comes Villar.
No slio denominado Torre, em lielin, appa-
receu um vallo; quem lr seu dono pode all com-
parecer ; adverlindo-se que o morador do mesmo
silio nao se responsabilisa pelo desapparecimento do
mesmo cavallo.
Troca-se ou vende-se um silio na Passagem da
Magdalena ao pedo Lapibaribe, em lugar muilo fres-
co, casa nova e silio grande, por casas na praea, de
mais ou menos valor, assiui como s pode icluir
nesla traja at 12 escravos Je ambos os sexos, lodos
de llor, islo he, sendo o predio ou predios de mais
valor: quem lhe convicr fazer esle negocio annuu-
cie para ser procurado.
OITerece-se una ama branca para casa de ho-
mem solleiro on de pouca familia, mesmo anda para
algum silio perlo da praea ; quem precisar procure
na rua do Fugo n. 17,
O barliarel Joiio Barbosa Dantas, leudo dere-
lirar-se para a provincia de Sergipe, leva em sua
companhia os seus escravos Gil, Alexandrina e Mar-
colino.
Precsa-se de um homeni para audar com car-
roca, que bem cnlenda desla oecupac,ao ; uo arma-
zem de inaleriaes da rua da Concordia, de Jos Piu-
lo de Magalhaes.
Alugam-se duas casas tencas com commodos
sufiicienles para pequea familia, sendo unta sila na
rua do Sebo n. 52, e a oulra no principio da Soleda-
de n. 27 : a tralar ua roa da Aurora n. 2(i.
Joao Germano Ferreira de Mello faz publico,
que como esla reconhecido por esla assignatura, e
quer mudar para Jofio Germano Ferreira Lopes, as-
siin o annuncia para constar, que se elle muda o seu
nome nao he por vdhaco, c sun porque seu pai lem
Lopes.
B. C. P. A.
The llalfyearly mcetingoflbe Brilish Clerks Pro-
videnl Associalion will be held ou l'ridav 5 Jauua-
ry, C. P. M., al Librnry Kooms, sub-cplions rc-
ceived on same day al lhe usual bour ^ place, per-
sons wisbing nen sbares will picase apply for Ibem
on Tuesday.Soaret Treasurer.
Os redores da massa fallida de Jos Marlins
Alves da Cruz podem apreseular os documentos de
seus crditos na rua da Cruz u. 27. nt o dia.*ide
Janeiro prximo, alim de seren verilcades pelacom-
misslo nomeada.
Prccisa-se alugar um silio distante da praea
de urna a qualro leguas : ua roa ,1o Crespo n. 15."
O abaixo assignado declara e faz scienle a
quem convier, que em consequencia do sen mo ca-
lado de Mude, deisou desde o prmeiro de Janeiro
de 1835 de ser socio do eslabelechnenlo de bodca,
na rua Direita n. 131, Picando desde csse dia o mes-
mo e-labeleciinenln perlenceu lo, e a cargo sineule
doSr. Manoel Antonio Torre". Recife :tl ile dezem-
bro ile 1854.Jase Mara de Mendonca e Castro.
No da ItO de dezembro do mez prximo pama
do. desappareceu lint prelo rriouln. bstanle ladi-
no, de nome Miguel, o qual prelo foi comprado ao
Sr. Luiz Cosario do Reg ; levou camisa roxa de ris-
cado france/. ja xelha com um remend grande qua-
drado de oulra chita, e calca branca com oulra ve-
Iha escura por baixo, sera lalvez da que use, e sem
chapeo, lem o oflicio de eanoeiro, lio bonita ligura,
bem prelo, l'allain-lhe 3 denle- ua fenle do lado de
cima, lem barba no buen e no qiuixo ; esle prelo
leui ja o coslumc de fugir, o quando o faz conserva-
se mesnto dentro da rulado oecull pdos canoeiros da
rua .Nova ; ou eublo vai para os inunediacocs desla
cidade d a 4 leguas ; e anula ha pouco ua ultima
fgida que fez se couservuu oecull, segundme iu-
Inrinaram, alguns lempo, no enuenlioMossambiqie,
c por interveuc.a'o do lllm. Sr. Dr. Velloso he que
foi enlregiie ao Sr. Luiz Cesarlo que enlo era wa
senhor : qoem o pegar, levu-o seo senhor, na rua
da Cadeia de Sanio Antonio n. 7, en casa de I. L.
B. Taborda, que ser bem ; ee.impensado.
Desappareceu no dia 28 do aananda mez, do
sobrado da rua da Cadeia Vclha n. 52, um rao i .-
Irangeimda raea chainadn WaterSpancel. he inoiio
cabelludo, orelhas grandes escura, rauda branca, e
a cor malbado de roxo, he muilo conliecido nesla
praea : a pessoa que o descubrs leda a bondade de
o levar ao sobredilo lugar, que ser recompensada.
A .
.-' v.
Quem precisar de qualquer escriplnrac.lo com-,
meri'ial, oflerece-se para a Inzer una pessoa com a
eeeaaaria pralica c detenvolvimento; a iralar na
rua do Sebo, sobrado amarollo, ou na rua do Viga-
rio n. 5, armazem.
Desapparecea no dia .10 de dezembro prximo
passado um eseravo negro, da nome Tlrodoro, ida-
de 30 a io anuos, eriouio, baiso, eheio do carpo, es-
padando, lem alguns cabellos bramos na barba e pe-
los peifa, olflcial de pescador ; foi esenvo do lina-
do Jos Vital Nunes. carcereiro da raileia desla cilia-
do ; esle eseravo, foi vendido pelo Sr. Manuel Go-
mes Leal, mi dia anterior ao da sua fug>,: quem o
pegar, leve-o rua da Concordia, armazVn de ma-
leriaes n. 20, de Pedro Guinares, que ratificara
generosamente.
O BRASIL MARTIMO.
At o dia 15 desle me/, acha-so aberla nesla Ivpo-
graphia a renovarn de assignatura do segunlo anuo
desle iiileressanle peridico, deilieado nnic,mente i
propagaeflo dos ronheciinenlos niarJIiiims, trganisa-
cao e admnalrac*.o ele. da niarinlta de gteria e
roercaole nacional, sendo redigido pelo Sr. lenle
da armada Kiizchio Jos Aniones, auxiliado pela
rollaboracao de algumas pessoas Mostrada* ma corporacao. Publica-se duas vezes por mez em
das indeterminados, conlendo 12 paginas em quar-
to, sendo 8 desuadas s malcras do prograisma, e
i exclusivamente publicaran das regras in'etna-
ciouaes e diplomacia du mar de Orlolan. obra esla
aasaa importante e necessaria todos que soletan es
Ocanos. O cusi da assignatura he de 5800J an-
nuaes pagos adianlado, e de 89OT ) para os senaores
suhscriplores que quizerem possnir quasi lodo o pr-
meiro volme da obra referida, j atinexa ao pri nei-
ro auno do peridico.
Do silio da Imberiheira, do Sr. Antonio Plnlo
de Azcvedo, al a ponle dos Carvalhos, na larde do
dia 30 do mez prximo passado, perderam-se 3 lel-
tras, sendo 2 de 40050O cada nina, j vencidas
mais de 3 anuos, aceitas pelo Sr. Jos Cavalcanti de
l.aceid.i Campello, assiincomo varias carias e cotilas,
e urna procuracao bastante que se ia em cobranza
destas ledras nos engenhos Leflo, Primavera, Vira-
Cilo, Cachoeira Grande e Dous Bracos, e na villa da
Bocada com 4 lellras do Sr. Caclano Aggapito de
Souza, que juntas com estas cimo se perderam ;
previnc-se a lodos os senhores que bajara de nao
paga-las, visto que nellas nao lem perlence algum
pelos sacantes, e quem as apreseular he com dolo :
qoem "achnu dilas ledras, corlas e conlas, ludo
omaondo e embrulhado em um Dtario, e as queira
entregar, leve-as ao mesmo dono, no sitio da Imbe-
riheira, casa nova do dito Sr. Piulo Azevedo, ou no
Recife, na rua de Moras 11. 61, que ser bem re-
compensado.
Arrenda-se urna boa casa em Appucos : a
fallar na rua Angosta 11. 60.
N. O. Bieber & Companhia participara qn o
Sr. F. A. Zietz, dsejando relirar-c do commercio,
cessa de hoja ein (liante de ser socio do seu estabele-
cimcnlo, i: que em seu lugar entra o Sr. J. II. II.
Holm.
I AKI.M1A DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do hrigue Conceieao. entrado
de Sania Cathariiia, e tandeado na volla do Forte do
.Mallos, a mais nova farinha que existe boje no mer-
cado, e para porres a Iralar 110 esrriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, ua rua do Trapiche
n. l.
PAUA ACABAR.
Vendem-se rasos* francezas de cores fixas, e lin-
dos padrAes, pelo bnralissimo proco de 140 rs. oro-
vado : ua loja da Gumanles i\- l'lenriques, rua do
Crespo 11. 5.
@ Deposito de vinho de chain- ^
9 pagneChateau-Ay, primeiraqua- (t
(f lidade, de propnedade do conde
lA de Uarcuil, rua da Cruz do Re- &
Z* ci'e n. 20: este vinho, o melhor S
a de toda a Champagne, vende-se *
' a ."iosOOO rs. cada caixa, acha-se
W tnicamente em casa de L. Le-
" comte Feron & Companhia. N.
B-As caixas so marcadas a lo-
goConde de Marcuile os ro-
^ tulos das garrafas sao azues.
?
.'>
COMPRAS.
Compra-se urna negra de nacHo, de meia idade,
c-an algumas habilidades : na rua Augusta n. 60.
Compra-se elleclivamenle hronze, lalito e co
bre velho : no deposilo da fiiiidicAo dWnrora, na
rua do Bru, logo na entrada n. 28, e na mesma
fumlirrio em S. Amaro.
Compra-se unt rdigode ouro, palete inglez:
no aterro d" Boa-Vista 11. 47, segundo andar.
VENDAS
4LIAN4K PAR. \m.
Sahiram a' luz as folhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido c accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vrana n. lie S da praea da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-s a venda as bem conhecida!.
folhinhas mpressas nesta I ypographia,
de algibeira a 520, de porta a 160. e ec-
clesiasticas a 480 rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. ti e S da praea da
Independencia.
MELP(M.\E DE LAN ESCOCEZ
A S00 RS. O COVADO.
Na loja n, 17 da rua do Queimado, ao p da boti-
ca, vende-se alpaca de laa escoce/a, ebegada pelo ul
limo navio, a qual fazenda na Europa i-e da o inun-
de Melpomcne de Esi-ocia, muilo propria para roue
pues e vestidos de senhnra e meninos por ser de mui
lo brilho, pelo commodo preco de 500 rs. cada co
vatio ; dilo-se as amostras com penhores.
H rmela da
a mais fina e melhor do mercado.jfem caixinhas de
urna libra : veude-se na rua do Collegio n. 12,
Massa de tomates.
Entlalas de libras, excellente para tempero, in-
da rerenlcnienle de Lisboa : vende-se na rua do
Collegio n. \2.
Attencao.
Vendem-se 10-2 travs, no raes do Ramos : aira-
lar na roa do Bossao. loja n. 13.
Vende-se bolacbinha ingle/a, lina, muito nova,
e bem torrada a 210 a libra, cha superior a -.'ibO,
a ?2i0. queijos novos superiores a 1-3920, lou-
CEMEMO ROMANO BRAMO.
v ende-se cemeulo romano branco, rhegado a(ora.
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do tlieatro, arma-
zem de labnas de pinho.
Vende-se om cabriole! com coberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, Indo quasi novo :
par ver, no aterro da Ba-Vsla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che n. li, prmeiro ailar.
2&SH@a9S9*:4iaMSS@3
@ RLA DO CRESPO N. 12. -t
ti) Vende-ss nesla loja superior damasco de @
S seda de cores, sendo branco, encarnado, rio,
9 por preco ra/.oavel. .;j
;.; S u ;:; a k fj ;: ( (: aj y .>;::;:; ^ aj i,
Venden-.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber & C,, rua da
Cruz n. 4.
OBRAS DE I.ABYRINTHO.
Acham-se o venda por commodos presos ricos len-
cos, loalhas e coeiros de labyrinlho, rhegados ulli-
iiiaim ule do Araraly : na rua da Cruz do Kecife n.
31, prmeiro andar.
Agenda da Edwlat Bit,
Na rua de Apollo u. 6, armazem de Me. Calmon-
f Companhia, acha-se constantemente bous sorti-
mentos de laixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inctiras todas de ferro pa-
ra animaes, acoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos famanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com torca de
4 ravallos, cocos, passadeiras de ferro eslaiihado
para casa de purgar, por menos preso que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de flandres ; ludo por barato prec.
Na rua do Vig ario n. 19 prmeiro andar, tem a
venda a superior flanclla para forro desellinsche-
gada recenlemenlc da America.
Potassa.
No anligo deposilo da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Devoto Clnistao.
Sahio a luz a 2." edicao do livrinho denominado
Devoto Cbri-iao.mais correlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praea da In-
dependencia a tiO rs. cada eiemplar.
PBLICACAO" RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capiicbinhos de N. S. da Pe-
ona desla cidade, augmentado cora a novena da Se-
nhor da Conceieao, e da nolicia histrica da me-
dalba milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da prara da
independencia, a IJOOO.
Vende-se urna taberna na rna do Rosario da
Boa-Vista n. 47, que vende mullo para a Ierra, os
seus fundos s3o cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim lhe convier :
a Iralar junto a aifandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS. "
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
' endfm-sc na botica de Bartholomm Franeisrn
de Souza, rua larga do Rosario n. ;)6, por menor
preco que cm outraqualquer parte.
Na rita da Cadeia do Re-
cite n. 2 loja de cambio,
acbam-se a venda blheles a
58500. meios 23801), quar-
tos I900. oilavusSOO, deci-
mos 700 e vigsimos 400 rs.,
da lotera da primeira par-
le das amoreiras. Esla ca-
sa tem sempre sido feliz
com os bilkeles e cautelas
do cauleliita Salustiauo da
Aipino, Barre ira. e paga os
tres prian-iros premios sem
- o disceulo dos 8 por cenlo.
I ernambueo i de dezembro de 1854.
SELLINS INGLEZES.
Vendem-e os melhor es sel-
lins para homern, que tem
viudo a este mercado, com
seus competentes freiot, etc.,
nclundo aiguns para pa-
gens recentemente despacha-
dos, tambem chicotes para carro, liomem
e senhora, com enleites de gosto moder-
no : no armazem de Eduardo H. Wyatt,
1 uado Trapiche-Nevn. 18.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOLKAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
escriplono de Auaoslo C. de Abreu, couti-
- 4
' i
dar.
niiam-e a vender a 8JO00 o (ar (pre^jo fixo) .,
,[Z?"< fC, u S- ,fam80 '"vall'as de barba, feilas
pelo hab fabrtcanle que foi premiado na exposicao
(le l.nudres, as quaes alm de dutarem exlraVdina-
^,-nie",e naoesenlem noroslo na accao de cortar ;
dilo
cinhn de Lisboa a 400 rs.. e ludo o mais por commo-
dos precos: na rua eslreila do Rosario, taberna n.
47, ao vollar para o Carmo.
Vendem-se saccas com milbo ; na taberua da
rua das Flores n. 21, confronte ao porto das canoas.
Vende-se um negro baslanle mojo, o qoal lem
oflicio de carreiro. he serrador, e muilo proprio para
o campo por ler sido do mallo, e enlende de plan-
laces : quera o pretender, dirija-se a qualquer ho-
ra do dia, na rua dos l'razeres, no bairro da Boa-
Visla, a ultima casa terrea pintada de roxo.
Veude-se caldo de lmales chegado iillima-
menlc de Genova, a 900 rs. a libra : em Fra de
Portas 11.147, junto a intendencia, lerceiro andar.
Vende-se sola muilo boa, pellos de cabra, e
gomma muilo boa em saceos : na rua da Cadeia do
Recife 11. 19, prmeiro andar.
Vende-se no caes da alfandega, armazem n.7,
harris com polasaa, viudos do Rio de Janeiro, por
preco mais cm conla do que em oulra qualquer
parle.
MACAAS.
Vendem-se no deposito do gello um reslo de bar-
ricas com 111,ira,is perfeilas, e ah ee para o compra-
dor ver qne estao boas : a Iralar no mesmo.
MACaAS BARATAS.
Na rua eslreila do Rosario n, 11, vendem-se ma-
QSas a 2d00(), SV<>00 e 48000 o cenlo.
Veude-se urna escrava crioula, de
idade de 2i anuos,* com algumas habili-
dades sem achaques nem vicio algum,
ao comprador se dita' o motivo por que se
vende: a pessoa epte perdender dirija-se
a' rua Velha, venda da esquina s. 67.
Vendem-se ricos e modernos pianos, rccenle-
mcnle chegados, de encllenles vozes, e prec/ts com-
modos : em casa deN. Bieber iS. Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vende-se um talho para carne ver
dena rua Imperjal n. 100, por barato
precio ; assim como oaluguelda casa tra-
ta-se dei'ronte n, l(i7.
Vende-se a bem afreguezada venda
na rua Nova n. 50, com dividas c gneros
constantes do balaneo. no estado em <|tte
estive, aprasooua dnheiroa vista, con-
forme se convencional-. Os pretendentes
poderao examinar e fazer suas propostas,
depois das quaes nenbuma reclaraaco se-
ra' attendida ao comprador : a' tratar no
largo da Alandega, com Guimara.es &
Alcoforado, Luiz Jos da Costa Amorim,
Vicente Ferreira da.Costa & C.
Vendem-se relogios de ouro, prata,
prata chapeada, dourada, de patente In-
glez e horisontal, sabonete, tudo pelo preco
o mais cmodo possivel : na rua da Cruv
do Recife n. 20 primeiro anclar.
Vendem-se cavclinhascm harris pequeos, tra-
zendo rento e tantas rada nin, chegadas ultimamen-
le de Lisboa, por romiiiodo preco: na Iravessa da
Madre de Dos, armazem 11. i e ti.
Vendem-se 2 esrravas de naeao, cora algumas
habilidades ; na rua da Craz du Recife, casa n. II,
segundo andar.
Raalas ingle/as a rclalho : no armazem de re-
comer n3, de Paula topes, no raes da alfandega,
ti !.^K)) arroba ; a ella-, antes que se artibem.
Veude-se gomma de engommar muito supe-
rior, da melhor que lun vindo ao mercado, a 28100
a arroba, c a SO rs. a libra : ua taberna da la de
Borlas n. 4.
Veudem-sc no armazem n. CO, da roa da Ca-
deia do Keeifs, de lleory (iihson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precut
mdicos.
Vende-se no armaien) de malcriaes, de Jost-
Pinto de .Magalhaes. silo na rua da Concordia, lijlo
de Udiilbo. dito quadrado, alvrnaiia crossa e hall-
da, atea grossa e lina, barro, lelha, cal branca e pra-
ia, lapamenlo ele, ludo muito bom. No mesmo alu-
gant--e cariocas.
Vende-se por commodo preco um piano cm
muilo bom uso: no llospicio.casa'n. 8, eutre as dat
viuva Cunha e Arcenio.
Na loja da rua da Cadeia velha 0. 27, ha para
vender urna poreao de sellins inglezes, lano de bu -
tandas como sem ellas, assim como bons sellins pro-
prios para pageos lambem ingle/es, por precos com-
modos .
Vende-se um prelo rrioolo, oflicial de pedrei-
ro, de idade 22 annos, bonita ligura e sera vicio, as-
sim como tambera mais 3 prelas ; na roa do Cabugo
n. 3, segundo andar.
Moinhos de vento
'ombombasde reputo para regar borlase baixa,
decapim, na fundicaode D. W. Uowmaii : na ru;
do Brumns. 6, 8e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violSo e flauta, como
tejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpiero.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as col
lonias inglezas e hollandezas, com gran-l
de vantagein para o melhoramento de
assucar, acha-se a venda, em latas de lt
libras, junto com o methodo de empre-j
ga-lo no idioma portuguez, em casa d
. O. Bieber 4 Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recite n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, rccenlemenle chegada.
Vende-se urna balanza romana cora lodes os
ssus perlcnces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n.4.
Vende-se unta boa casa lerrea cm Olinda, rua
da Mea de S. Pedro, que faz esqniua com o cercado
demadeira.com 2 portas e 2 jaoellas de frente, 3
salas, 3 quarlos, cozinha grande, copiar, estribara,
grande quintal lo.lo murado, com portao e cacimba,
motila propria para se passar a fesla, mesmo para
morar todo o anno : a tratar no Recife, rua do Col-
legio u. 21, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alquere, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nba, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes i C. na rua do Trapiche n. 7>\,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19. primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Cra-
tidiio.
POTASSA BRAS1LEIRA. $
Vende-se superior potassa, fa- ($
lineada no Ro de Janeiro, che-
Sada recentemente, recommen-
a-se aos senhores de engenhos os
seus lions elleitos ja' e\perimen-
tados : na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Lecontc Feron Companhia.
'"' Cm YondiO de. nao agradando, pol
na eTm ,r.i"l0rr devol>"-'^ a' 15 diasdep-ais
baHP ," ,,"":,1 rao' i'UduT1 "* *"* u"'"!'reUas pe' n,es
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'lchoa, com seis
salas, otto quartos ealcovas, cosinha, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de fruteiras, grande jardim
murado com muitas flores, cocheira, es-
tribarla, quarto para feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicoes mui favoraveis para o compra-
dor : a tratar na rua da Cruzn. 10.
Vendem-se m casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente- nglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
MECHANISMO PARA EME-
im.
NA FNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID W. BOVVNfA.N. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FA R1Z,
ha sempre um grande sorlimenlo dos Mcuinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e nteias moendas da mais moderna
construc^ao ; lanas de ferro fundido e balido, da
superior qualidade, a de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
coes ; crivos e boceas de tornadla e registros de boei-
ro, aguilhoes.hronzea pararusos,e cavilhoes, momlio
de mandioca, etc. ele.
0)
Id
m
i
m
NA BIESMA FL'NDigAO
e execntam lodas as encommendas com a superior!
darle ja conhecida, e com a devida presteza e commo
didade em prec.0.
Xa hvrara da rua do Colegio n. 8.
vende-se umuescolhida colleeeaodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as inelhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
^^^3S3saSESK SE-38E XXjXjs1&3EE33
11LADO TRAP1CHETHL
Fracasa de Patn Nash &C., ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 3 quartos ate 1
>olegada.
lampagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
CEMENTO ROMANO.
V ende-se superior cemenlo em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
t'iealfo. armazem de Joaquina Lopes de Almeida.
Na rua das Cruzes n. 41, vende-se urna escrava
de naro, de idade 30 annos, ptima engommadeira
e cozinheira, e lava de sab-io.
Na iravessa da Madre de Dos n. 9, vende-se o
seguinle : sacras com farellos novos, papel das se-
gainlesqualidades : perlina, almajo primeira e se-
gunda sorie, machina, florete, para chapeleiros,
pira bolica, de embrulho de lodas as qoalidddes e
lamanhos, caias com inassas, barricas com farinha
muito superior, dilas com genebra, dilas com cerve-
ja, caixas com rancl a, saccas com piraenla, barricas
rom cravo, garraloes vasios de lodos os lamanhos,
caivas com licores, vinho linio e branco, ludo che-
gado rccenlemenle, e por precos commodos; assim
como sabao amarello niuilo secco.
Vendem-se libras de chocolate fran-
cez do melhor que tem apparecido no
mercado epor barato pre Cruz n. 26 primeiro andar.
Vendem-se licores de absnth e Eis-
sc^ do melhor possivel c por commodo
preco: na rua da Cruz n. 20 primeiro
andar.
Vende-se ^verdadeirovinlio Borde-
aux engarrafado, tanto tinto como bran-
co, epor baratissjimo preco : na rua da
Cruz n 20 primoiro andar.
Vende-se um mulato c urna muala rasados :
no largo da Boa-Visla n....., sobrado de 2 andares.
(i
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se ein can o
sem despeza ao comprador.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua-a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaitos, para
dito.
Em castttle J. Refiera C, na rua
da Cruz n. ">.">, ha para vender 3 excel-
entes piano* viudos ltimamente de Ham-
buigo.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
Vonde-'o excellente taimado de pinho, recen-
temente chegado da America : na ra de Apollo.
trapiche do Ferreira, a enlender-so com o adminis-
trador do mesmo.
'
)
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu um mulato no dia 27 de dezrm-
la casa de seu senhor, com o titulo de procurar
:ir. mo levando papel do mesmo senhor ; jul-
ga-sV ler fgido, c pnr isso avisase as autoridades
politiaes ou capilae-, de campo a captura do dilo
mulato ; he j doc'iTlae de M) c lanos annos, barba
rapada, g-.bto da fraile para Iraz, o qual veiu de
Paje) ; levou ramisade algodio de listra e caira
azul.lcbapo de palla : quero o pegar, far o favor
de o llevar no arnia/im de loiic.,1 da rua Nova n. 51,
ao pl da Conccic,bi, de Jos Mafia (onralvcs \ oi-
r tilimar.lcs, que ser recompensado.
I)esa|iparcceu bontere, 25 do correnlc, ma
negra jde nacao Congo, iilade I annos, pouco mam
ou mi.Vs, com ossitnaes siguiles ; Huta regular,
olhos lugalnodot, muilo vrrgoijhosa, rosto marcado,
levou tuna troiua de roupi, e rojno saUo de madru-
gada iiuora-se que vcii.to levqu i desconlia-se que
fosar i^ra o mallo de Santo Amaro de JalioalSo ou
iinun- ;i-".'oes do engenho Macrfj : qm a pegar,
leve-a si rua Dircila n. 16. ou na villa do Cabo, a
Igii.icni Tolenlino de Kiguviredo Lima, que sera re-
ronipeits :dii.
Da can perleucenle ao Sr. Jos I.eaotle Ras-
tro, sil* no lugar Denominado Cordeiro, rngirafh n 7 horas da noile do da 15, duas rscravasmAi e lillia *
sendo a m ii cabra, de nome Mara, reprsenla ler
30 anuos, lem os cabellos braneos, he corcovada *
tem um dedo da mo esquerda muilo lino e lorio'
proveniente de nm.pananclo ;a l'illta de nome lt,.-;..
muala, ileidade24 anuos, pouco raaisou menos, he
baslanle corpoktu*. cabellos earapihoa, ihos ves-
B s, ,, pouco por lun delles ; foram csrrovasdo Sr.
coronel Serapm.n*s .''ilva Ferraz. uiontdor no loen
chamado Hiachn d .Navio, distante da Faenada rau-
do ou -in ga villa He Floresta ."> leguas, hoje perten-
eem ao al aixa a-tgnado que recompensa com I00S
rs. a quem s pojerM-nder e levar na mesma rasa,
ou a rua da Urieuf do Recife, loja n. ...
.i/o,rt n-rnordu I a: de Cartalho.-
,. ~ ''"p"-e"'"l-Masratiiilio, silo na freguezia de
Lna, fngioem ui(.l. primnos das de dc/i-inliro,
um eseravo) ermuto, do nome Salvador, ue idade de
20 annos ptouco luiaou menos, baiso, cor prela. lera
urna ric;i[i|/ no rt,s|o proveniente de urna aposlema
que iirrebeytou : roga-se as onloiidades policiaes e
capiblis dn campo, o peguera c levem-a ao referido
engenho, rtu no Recife uo palco do Carinq-J. ITadJIe .
se recompensara, ^*W


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