Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01267


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Full Text
ANNO DE 18.11. SEGUNDA FflftU 18 DE JULHO NUMERO 152.
DIARIO DE PERNAMBUGO.
Subscreve-ae raensalmente a 640rt. ', pacos adan fados, na Tipografa do Diario ra da Solidade N. 498 ; na loja delivroa do
Snr. Firuera, Pra ente I). 16; onde e recebera corrBep -nd-ncia, e anunci s ; cates inserem-se gratis sendo dos proprios assignantesomente, e\indo
asaignadoB, e serao publicados no da [inmediato ao da entrega, sendj eata feitaato' as 8 huiaa do da viodo rezumidua e bem escnptos
Oa anuncios, que nao f rem dis assignantes "deverSo a-
lem das de maia ondicoes, pagar por cada liona impreaaa 40 r.,
e ser entregues na loja de Livreiro da ra dj Livramento g-
nente,
. Tudo ag>>ra depende de noa meamos, danossa prudencia,
moderaco, eenerg'a; c >nti nuemog como principiamos, e ae-
remos apuntados cm admirado entre as Naresuiais- cultas.
Prtdama&o da Aitemblta Oeral do Brasil.
PeRNAMBCO NATirOGRAFIA DE ANTONLVO JoZE DE MlEANDA FALCA*.
...
P
EDEs-nos, que lembremos ao Governo, que
o destacamento de Fernando esta' ali a mais de
utn armo, e que o costume ser; este o prazo da
durarlo : que esta mudaoc-t deve ter lugar ate1
por filantropa; porque aquella gente est ainfft* ali
comandada segundo o governo, em cujo nome pa-
ra la foro; que la se achao condemnados, qu8 de*'
vem gozar do indulto concedido pela Regencia
Provisoria; que elles sj homens, so Brallei-
ro3; .e que rcforc.indo-ae reciprocamente estas ra-
zes nao deve pur mais tempo demotarse a via-
gem da embarcacao que dve levar aquelles nos
sos compitriotas a pAitecipacao da nossa geral a
legiia.
Avizamos ao Illustrisslmo Snr. Comnvan-
dante das Armas, que nesta Cidade ha um Offi-
cial, que muito e muito indebidamente esta' co-
mendo. o noaso dinheiro* fallamos de um tal
Pinto, conhecid> na Polica, onde servia, por
Pinto qujo. Este malvado alem de tudo quanto
o constitue digno deste epitheto, Portuguez ;'
veio para esta Provincia, como prisioneiro de guer-
ra, r'emettido da Bahia pelo General Labatut;
por um os quotidianos milagrea do nosso desgo-
verno aquij asentou praca, e ouvimos mesmo que
por uin engao de n:)ne passou a Official : faz-se
Uigno da contemplacao das nossas Auctoridadea
para nao continuar a furtar-nos $2$ rs. menaas
em prata em troco das gales, que bem mereca.
Fora com elle. g*
Hr je que a nossa Cmara Manicipalja n^|
aquella, que ante era, julgamos, que nao per..
deremos o nosso tempo chamando a sua attenr
cao para uin estabelecimento, que estando a sua
disjosico, da' um exemplo desgranado de immo-
ralidade, de indecencia, e de porcaria. A praca
feita ao lado da ribeua para venda da farinha,
legunifs, hortalice &c, div'-dida em cazinhas,
que indico terem sido estabelecdas para fa-
llecer um rdito infame tpara a Cmara Munici*
pal, a cusU da moral publica, e do gosto da
' limpeza^ e asaelo dos Cidadoa: nos' mesmos
lugares, em que seexpoe ao mercado os gneros,
de que fallamos, se apozentS>os mais nojentoa
mendigos, e as cazinhas se alojao as mais vis
prostitutas : quer de dia quer denoite aquelle lu-
gar sempre o peior deeta Cidade E nao llave-
ra* urna medida, que fossu obstar este mal ? Cie-
mos, que se a Cmara arremattasse essas caz'f
nhas com a condicao de aerem alugadas a quitan*
deiras somente, e obrigasse a estas e aos almo*
creves a vender dentro da arcada, ja que se fea
urna praca para tal fim por um modello nunca
visto, que se obteria nao se hospedarem ahi pros-
titutas sem outra oceupacao, que chamando a
noite soldados relaxados, balenos, gente n-
fima, e escravos, cauzao desordns continuas:
e njelhor seria, quanto a nos, reduzir a metade
do edificio a verdadeira praca, e a outra aceta-
ros pblicos sobre o que e' tempo de cuidar.
Quanto aos mendigos, podem as rondas serauc-
torisadns para os fazer despejar dalli, pois ha
nesta Cidade duas caas publicas de os reco-
llier.
Os mendigos so' por si exigem alguma pro-
videncia salutar, que segundo a lei parece star
ao alcance dos Snrs. Juizes de Paz: parte do m-
menso, numero dellea, quecobrem as ras deaft*/
Cidade, sao vados e occiosos, que devem ser cor-
rgidos, e paste escrave*, que tornando-se inu*
teis. e incommodos sao expulsos por senhores bar-
baros ; esta parece que devia ser recolhida aos
Hospitaes decaridade, e ah tratados i cuita de
seus aenhores, que por direito devem sustental-os
ate'a morte. Com esta primeira e mais prompta
providencia venamos diminuida esta gente des-
ncada. e nos rogamos ao Snrs. Juizes de Paz
L a' Cmara Municipal tomem em consideracuo
ib que levamos expendido, adoptando aquellas
medidas, que lhes occorrerem, e lhes parecerem
mais convenientes.
Tambera lembramos ameama Cmara Mu-
nicipal, ou ao Fiscal faca prohibir o ensino de
cavallos para carros, e sages pelas raas da Cida-
de : costuma aparecer aqui muitas vezes uina
carroca d grande pezo, que sem utilidade algu-
ma Publica atrpela o.Povo, e faz abalar ex-
traordinariamente a iraca Pojite da Boa-vista ;
porque o Snr. Fuo .quer mostrar a linda pare-
lha a todo o apaixnnado dos biemnhos, podendo
e devendo mandallos ensinar pelas estradas. Um
condemnano pseuniaria fara' easa gente^ entrar
no seu dever, ja que o amcr da civilisacao nao
lhe faz moca. ,
-Um nosso correspondente quer saber ; por
que hade estar deposse da-Capclla do Bom Je-
zus um Portuguez, como fe aquillo tora urna pro-
f





X
priedade de D. Miguel s diz elle, que essa ca-
pela rica, e que o tal Administrador talvez para
noterla dentro pessoa suspita lancou ra de
sachrista della um pobre Brasileiro velho honra-
do, que a muitos annos all servia. E* tempo de
que os Portugueses nada desfructem do que
deve ser so dos Brasileiros: Em Portugal os
Brasileiros nao se intromettem con: os Santos ri-
cos de la', que os nao conhecem : compren e Ven-
dSo, e deixem em paz os nossos Santos, sua? joi-
as, e alfaias. O nosso correspondente recUma
alguma providencia do Snr. Juiz das Cpelas a
respeito desta.
. Outro quer saber, porque razao se esta' a-
proveitiindo de parte do quintal da Madre de I)e
os, certo Fortuguez ou Brasileiro adoptivo,
fzendo muros, divisorios sob titulo de falsos
arrendamentoe, e se o Padre nomeado adminis-
trador daquella pode abrir comununicacs inte-
riores para casas particulares, ou coUsa que o va-
Iha : pergunta o que se teni feito do resto dos bens
que o Pmguello roubou*, e reparti com a cfila
columnatiea, cuja esfaimada barriga encina a
custa da santa ; que ainda nao vio um so1 edital
de alguma arrematacao de aluguel, venda, &c.
Nos nada sabemos deste negocio ; o que ouvimos
no principio do inventario dos bens dessa caza,
foi que ainda depois de se lhe dar principio des-
aparecero objectos de nao pequea importancia,
alem de niuitos, de cuja existencia se sabia com
toda a certeza, e que indagando-se por elle, des-
culpa va-se este com aquelle, e quer do Prepsito,
quer dos ou tros Padres so' se ou vi rao desprop-
sitos Cada um tirou o seu quinho; a roda era
grande, o furto era o distiuctivo dos columnas, a
caza era delles, se fcou alguma causa foi por mi-
lagre, que com o tempo hira' per deudo sua forcea,
eadeos bens manigrepos. *
Um litigante roga ao Snr. Doutor Ayres dig-
ne-se despachar alguris autos, que esto na sua
Concluso desde o anno passado ; que conhece os
inconvenientes, que por sua molestia oceorrerao ;
ms que sofre muito damno, e porisso redama
o defer ment.
n *
ie]
&

CORRESPONDENCIAS.
dos Brasileiro* a beTpr*zer da canalha chumbo
columnatiea, nao sei como me contenha E os
c*smurros com o Olindense na mo nao tein um
pinguinho de vergonha Querem experimentar a-
- te' onde chega a nossa moderacao; e nao tari a o
Olindense melhor servido a esta Provincia, se a-
roncelhasse aos seos protegidos a nos deixarem
em paz ?. A se hirem, ainda que fosse para o In-
ferno ? Ora meninos, andem la', facao-me este
favor, em quanto nao temos ca' a federagaozinha,
queen.tao teremos tudo em caza e comezinho !
Nada ; nao querem : pois bem, nao queiro mui-
to embora. Vamos ca' Senhor Editor.
Vim eu aos seusps, meu caro Amigo e Snr. di*
zerlhe, que o Illustrissimo Snr. Col ajunta nos
Domingos e dias Santos toda a malta columnati-
ca e/nua casa aupara o Monteiro, e entao em
altobomsom la se poltica columnatcamente,
concerto-se intrigas que se deveni fomentar en-
tre nos, marca-se o prazo da durago da
nossa liberdade, a vinda do Ladro mor, a ale-
gra dos seus ladrSes satlites, e provavelmente
ja la se tem determinado quem deve jurar na de-
vassa" geral porque modo &c. o que nao novo
no Monteiro. Assim o dizem os viandantes da es-
trada daquelle arraial; mas oqueeagabo a bel-
la sucia O ar de corpo com que se dizvamos
para o Monteiro nao vas h je a caza do Co-
l.'?fcc 8lc. !!!!! Uns tatambas da morgadia
da lenha ( os morgados esto muito doentea) uns
cavalleiros do capim, a gente de moeda foite, ves*
got, tortos, cambados, coco, tots, tinos, 'mam-
be 's, fungues, o ranheta, o facada, e o seu ca
marada, tudo vae, tudo aparece, e forma-se. ali
urna vistosa asscmblea da gente de bem desta
Provincia, gente lljustrissima Q ando tal vi
exclamei estupefactobello bonito l! bravo !!
E nao se podera' renovar a columna, o Ci uzo.ro,
dispor tudo, para ou depois de algumas cabeza-
das entre os Liberaes, vir o Pedro Ladro decepar
aa ca becas dos que ficarem com vida, ou conse-
gu r-se que Pedro 2. seja 2. Pedro ? .. .
Tudo podera' ser : ajes contio muito com as
nossas divkoes, com os nossos aristcratas da
borra ; mas* se eu nao me engao, coitados del-
les, se a nossa paz se altera coitados delles, se
chego a ver consumados os seus desejus Esta
alegra ser tilo momentnea .... Meu caro a*
mig, este negocio nao delllustrissimos ; nao
de cavalleiros : esta idea me tranquillisa e he
para desabafar que eu ree dirijo a Vin.; mas fico*
sefapre de olho vivo, mosquete prvido, e baio*
neta armada continuando a vigiar as cazas a/hei-
>-N. Editor Nao esta' as mnhas maos,
nao posso ver que columnas se ajuntem, parlem,
fnci> clubs &c sem que Ihes va' ao pello : pon-
en me importa para o fazer, que os Olindenses
lllustrissimos nao goetem ; qualquer que seja a
sua presumpcao, elles com o seu peridico nao^ neta armada continuando a vtgtar as cazas affiei-
meairapalho as vozes, que o Povo ouve bem e*wT^at que se for preciso, os va' cagando, e espe-
distinctamente. Fallei sobre o Illustrissimo Lo.
menha, ees Illms. que la hio cohibiro-se, hei-
de fallar, hei de gritar, que nao peuco fcarem
estes paes trabadores todos todcs sem o mais
leve beliscao (lrgal mente, vade retro alguma no-
va aceusa cao dos Illms. da alinda; para cierna'
is nos achincalharem, intrigarem, insultarem &c,
&c. Ora quaiul.) encaro a lata do alveitar do
19 naquellas mesmas paragens, com os mesmos
sugeitinhos, que determinamo o c-dangro infor<
cad da Praga da Unio, (1) que rirao e mofarao
(I) Lembrani de caminho a' nossa Cmara
Municipal, que fVga n.uda esse nome oditso de
Pr ga (ia un'o ( que se refere a' da ant'ga me-
tro, ole com o lir zil ) por outro, que nos fura
recordar a guiri objetto, que nos seja caro.
O S. P.
{pido, para os mandar de presente a quem delles
gosta, e que lhes faga muito bora proveito. A
leus, meu caro.

O Stntinella Pernambucano.
P
Snr. Editor.
Osto que em cauza propria qne vou filar,
cOm tudo amados Pern*mbucanos tomai muito
sentido no antigor.fo que diz quando vires as
barbas de ten vizinho ardendo, langa as Uias de
mlho. Ora ja estaes ao alcance de que tenho
sido victima do furor dos togados (como na mi-
nhi correspondencia inserida no Diario de 5 do
correte se v) do Maranho, que me pnsrguio
at onde se poder i a em Argel perseguir hum ho
mera o mais fminoroso s porque tendo sido con*


I......1
MSI

vidado pelo Majar do Batlho 93 de Caladores
Picaluga (que se intitula meu primo, e p;lo Dou-
tor Domingos Nunes Ramos Ferreira que era (>a
vidor do Crime qwando fui prezo) para entrar na
Sociedade columnatica intitulada Romana
que tinha por fim attentar o mais formalmente
cintra a Constituidlo do Imperio, contra as vi-
das-de muito8 Depilado, e ate' mesmo contra a
do ex Imperador por elle ja nao haver destruido
a Reprezentacao Nacional como outr'ora, che-
gando a tal ponto a malignidade d'aquelles infa-
mes que athe se atreverlo a mandar emissarios a
D. Miguel para lhes entregarem as Provincias do
Maranhaq, e Para', afim de verem (Como escan-
dalozamente sedescobrio) cemecar pelo Norte
do Brasil o restabelecimento da tyrania! athe en-
viando-Ibes a estatistica da forrea Lusitana exis-
tente as duas Provincias, e todas os de ais par-
tidistas e encorporados aos columnas (*) ni ar-
cando os lugares do dezeoabarque no Maranho*
para e tim de se fazerem fo^fe e seguir na dahsae-
us fins pelo Norte para que gs columnas do Sul
os imitassem e coadjuvassem. Foi pois nesta hor-
rivel chryse que com mais denodo eecrevi em f vor
da Liberdade e foi por servir a raes roa Liberdade
que corajozamente me dirig a Palacio, e cornea
maior firmeza denunciei aqueta infame associacao
cujas e*bec quela Provincia Antonio El'siario de Miranda e
Brito, o Cbanceler da Relaco Francisco de Paula
Pereira Duarte, o Doutor M a noel Ignacio Cayal-
c"ante de Lacerda, o actual Ouvidor do Criwie
Cypriano Jos Velo-o e os de mH6 .Desembarga*
dores da RelecaO (ments o Dootor Barata e A-
zevedo) o Negociante Joze Gonsalvee Teixeira^e
immensos outros empregados Pblicos da primei-
ra classe &c. que todos seachavao assignadosde
seus proprios punho9 em os papis que pevtencio
aquela Socbdade pois queseu archivo me foi en-
tregue depois da morte do Cirurglo Conceico
(que em seu poder o ccnservava) para eu. poder di-
zer a tul r^speiio algUma couza peta imprensa, eu
que me achava,constituido defensor da Liberda-
de e que er.i hum seguro pedestal em o qual os li-
beraes daquela Provincia se escoravao ser hui
traidor 6e m denunciasse'aquela associaf >, por
isso -que dirigindo me a S. Ex. o Prezidente Ibe
dei aqnela formal denunc*mcontra os supratiitos
Cheles entregando-Ibes os documentos firmados
de seus proprios* punhos, e reconhecidos seus si-
naeee letras pelo Tabehao Cardias, e assim mes-
rtio nunca se devassou ou conheceo de tal atten-
tado e to somente por plataforma se comecou
hum illegal e coacto exame em hurta acta de ju-
ramentos e por fim sem mais averiguaco quatro
daquellcs Dezembargadores denunciados cahem
sobre mim (que sempre estive prezo, e na mais
violenta coacco) acuzome e o reato dos Dezem-
bargadores condeno-me por prezumpcao e hypo
tese, nunca me consentira defeza alguma, cal
cao todas as*Leis para me condemnarern degra*
daome para Fernando por 5 annos, soil enviado
mesmo tendo interposto Revista para o Supremo
Tribunal, e s*ou posto abordo de madrugada sem
squer me ser permitido o dizer adeos a minha
triste familia ch-goaqui e vejo com estranheza
a guia directa *o Illustrissimo Snr. Ouvidor do
Crime (quejulgo nenhuma ingerencia devia ter
sobre mim porern tito comente S. E. o Snr. Pre
zidente como agente do poder executivo segundo
. .^__ ----~ ^.^^
(*) Do Maranho, v,
aConstituicao T3. Artigo Q.# pois os poderaa
se acho divididos, e s querendo admitir a e-
xUtencia do aniigojugo do* Capites Generaes?
que Snr. Ouvidor do Crime era Juis dos De-
gredados, porem segundo a Constituico depois
da Sentenca passada em Julgado s a S. Ex. sou
submetido) deeta Relaco cuidando que me en-
tregavao as garras do Beca Gustavo!! porem
nao posso deixar de notar que querendo 8. S.
merecer o conceito de Liberal, tenha (apezar do
conhecer o direito que me assiste) querido envol-
ver-Be na Jurisdico do Poder Executivo, e pu>
blicado que eu havia de ser infalivelmente manda-
do para Fernando para de l recorrer para onde
me'conviesse!!! Fernambucanos! nao consinta-
es por mais tempo a pessima dministracao da
Justica que desgracadamente vos oprime l Ju-
rados, Jurados, e sem demora, e em quanto nao
outros si'rvo os da Liberdade da Imprensa,
quando nao estes perdidos, e veris desfeixarso-
bre vos tyranos, e sulapados golpes que sedingi-
rao a destruir-vos s.em remedio, isto vo lo asse
gura o firme Liberal, ex Redactor da Cigarra
Antonio Joaquim Picaluga.
Cadeia de Pernambuco 6 de Julho 1831.
E
LEILAQ.
-IMl Ricoue Boilleau, iazem Leilo Terca
feira 19 do correte as 10 horas, de filas assetina-
das, limpas, e a variadas.

,
VENDAS.
Mi armacao de venda com alguma louca
por pre^o cmodo, ou a u-oco de Roeros de ex-
portaco : na ra do Rozario D. la.
m ous bicudos, 1 crio, e m alambique de
cobre : na ra do Arago D. 1$.^
rm Dous negros, nm com ofiioio de padeiro,
outro para todo o servico fc* capim de planta pos*
to na porta, arroba a 160 rs. ; no Pateo da S.
Cruz venda que faz esquina para a ra velha.
uas escravas, urna cozinbeira, e lavadej-
ra, 9 a outra propria para vendedeira, ou servi-
50 de campo :.na ra do Collegio, loja de louca,
e vidros. m
Urna cama com colxes, e ourros .trastes,
tudo em bom uzo, e por procoommodo; na ra"
do Collegio D. W. J;m
Na lnjede livros da Praca da nio N*
SO, os seguintes lmpressos
Taboadas de unidades *
1 Cartas de Syllabas *
1 Pautas *
> Receita de Tayuya' *
Telgrafos de bandeiras a
Mappas menfaes da9 Companhias de Caca-
dores da segunda Linha ft
Ditos tobem mensaes para Regimentos de
Cavallaria. a
Icarios Nuticos o cento a
~ 'Bandas de seda, e gallSes de ouro, e prata,
largos, e estreitos ; fio de ourd, e prata; 5a"""1"
da mesraa qualidade: na Praca da Unifio N.
14.
m O Botequim da ra do Rosario, denomina*
do Cova da Onca D. 6.
j Urna preta que sabe bem coz.mhar, lavar, e
^engomar, e um preto moco prompto para qual
80
100
60
120
60
60
500






[ 624 i
da Santa Cruzhindo
quer eervico ; na praca da santa ruz tundo pe-
la rita do Arago sobrado D. 27 -- Na mesma
da-se 263$rs. no Rio de Janeiro com rebate de
42 por 100 a quem der aqu moeda.

ARREMATADO.
IoCUarta feiraSO docorrente pelas 11 hora9
da manh na praca co Comercio se hade arrema-
tar a quem mais conta fizer 408 caixas deas9ucar,
pertencentes a caza do finado Manoel Mathias de
Frenas, a requerimento'do Curador do posthamo
in uteru filho do mesmo finado.
u,
ALUGUEIS.
M sitio pequeo com duas expelientes ca-
zas na Ponte de Uxoa a' margena do Capibaribe :
era: casa de Bento Joze Alves ra da Cadeia velha
.tf 17


U,
PERDAS.


Ma canoa de carreira com um remend a
proa; paneiro a re' banco de vela, c corrente ve-
lha : no manguinho. olaria de Manoel Correia
Macjel.


A VIZOS PARTICULARES.


\^f Colector da Decima do Bairro do Recife e
Fon de Portas, participa aos Srs Propietarios,
que se acha findo o praso estipulado para a co-
branza da dita Decima, e todos aquelles que dei-
xaro de comparecer esto sujeitos as penas que
determina a Lei.
* O Colector do Bairro da Boa-vista, faz sciente
aosi proprietarios que tiverem predios no mesmo
Bairro, que estando a se lindar o tempo detena
nudo para acobrancada Decima, o qual se linda a
20 deste corrente mez, de ver a concorrer com os
pagamentos, para arreciuhcao da mesma Decima.
nh A pesso't, queananciou querer arrendar u-
ma casa no Bairro de S. Antonio, redificada, com
quintal murado, e poco, anuncie a sua morada,
para ser viste a referida casa.
*-< Quem quizerpropor.se acaxeiro de venda,
sendo rapaz, que tenha boas qualidades, dirjase
a venda defronte da Ribeir da Boa-vista N. c
3o: na mesma trocarse urna negra ladina por um
moleque.
N Preciza-se fallar ao Sr. Joao Jos Lopes,
queteve loje de sirgueiro na ra do Cabueal.
para negocio de seu interesse; por isso roga-se-lhe
anuncie a sua morada.
~ Francisco Manoel de Castro Araujo de Car-
valno pertend ir a Lisboa tratar da sua saude *
e por tanto quem tiver comas com elle queir
procralo na ra do Rosario n. 14 dentro do
praso de tres dias.
hh Jos Fornandes faz saber aos seus credores
que por todo este mez sero indemnisados, *
Rodi igo Joz dos Santos, chegado a pouco
a esta Cidade, anuncia que peitende nestes 4, ou
5 dias retirar se para Portugal.
pm A pessoa que anunciou no Diario de Sbado
o de'Julio, ter completado o crral derefaser
gado, declare a sua morada.
-i Pedro Joaquim Ribeiro da Mota faz publi-
co que se retira para Portugal ; e posto que nada
deve, anuncia para cumprir a ordem do Governo.
-4 A pessoa, que precisar de urna ama, a qual
sepropOe a zelar bem urna casa, e a faser*toda a
qualidade de guizados, dirija-se a ra da Larangei-
i a O. 4.

ESCRAVOS FGIDOS.
1^1 O da SO de Maio fugio um negro de nome
Joaquim Angola com os signaes seguintes : esta*
tura mediana, buco de barba, urna marca/ia tes-
ta ao pe' da fonte do lado direito, urna pinta pre-
ta na ponta da lingua, mos, e pea grandes, per-
nas finas, andar pezado. levou vestido, umac.ilcu
de pao azul, ja velliadJB camisa de pao de linho;
quem o-aprehender l^Jro as 5 pontas no armasem
de coiros do Fradellps, que sera' bem recompon.
cado do seu trabalho.
*-i No dia 9 do corrente mez desapareceu huma
escrava por nome Antonia, angola, baixa, grossa,
meia fulla, levou dois vestidos, um de riscado
novo azul, e outro de chita ja ve!ho,,e urna bae-
ta nova asul inbainhada, tem alguna pannos pe-
los bracos ; quem da mesma souber, pode man-
dar entregada a seu Sr. liua larga do Rozario D.
7. que sera' re^ompencado do seu trabalho.
f* Fugio urna eacrava preta, por nome Mari a
Rita, de Angola, estatura ordinaria, el km i do
corpo, bracos grossos, cabega, e o!los grandes,
dentet limados, e representa ter trinta e seis an
nosdeidade: acha s fgida desde Domingo de
Piscoa e tem sido vista aqui, e na Cidade de
Olinda : na Boa Vista, ra do Tambia', casa D.
24.
No dia 9 do corrente mez de Julho, fugio
do Deposito geral desta Cidade do Recife o cabra
de nome Dionisio, escravo de Francisco de Paula
Esteves Clemente, ^mbargado por Francisco de
Carvalho Paes d' Andrade, o qual escravo he de
-estatura ordinaria, sem barba, representa 19 a
^0 anuos, e muito conhecido por ter um* talho no
rosto, q&c se comunica ate' o nariz, protestase
contra toda, e queques pessoa, que o oceultr,
desencaminhar, ou me der fuga ; assim como
contra qualquer pessoa, que "o vftnder, ou com-
prar. Recomendase a toao e qualquer Capjtao
de campo que o possa desco]>rir; que o pegue, e
leve a caza dr Depozitario Gral na ra do Li
vramento, que sera' bem rec&mponr;ado.
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado no dia 15.
AVlo GrandedoSul ; 20 dias : 8. Rainha dos
Anjos, M Manoel Luiz dos Santos, caiga carne,
a Manoel Gonc,alves Pereira.

G
Navio saludo no dia 15.
de
oii\VA ; C. Lealdade, S. Joaquim Joze
Castro, carga fazendws. e 2 passageiros.
Dia 16.
f Rio Formozo; M Cal vari de S. Cruz, M
J. dos Anjos, em lastro.
PER.NAMBCO NA TYPOGliAFlAU O DIARIO, UA DA SOLEQaDE N.o 498. 1831
o
?.


1 SUPLEMENTO AO DIARIO N. 152

Pernanuco naTyp*grafi* de Antojo Jote de Mvand* Falco,

*S*&SB2S -'S &&Z -t-S
XlL.Mtor.ir> vunuu u .., t ra Sn deiawiV
vina uc w>r"T l,0V~v ,'
Certifico que o theor da indifacao, que
fez o Veieador Manuel Paulino de
Cruvea no Senado desla Villa, he da
forma, e maneira seguate Vendo,
me. na preciza necessidade de emitlir
a minlia opinio sobre huma materiaj*
discutida por este Senado, e fendo esta
abruma coza singula J |q a VV. SS, t-dlvez envoiP alguma cou-
tradica ; nao tive outro remedio sena
lanr mo da penna, e pedir aVV.
SS. que me prestem por hum pougo as
attencSea. Quando e.te Senado <5mou
a deliberado de dar exacto compn-
mentoao Decreto de 11 de Sembr na
parte que diz espeito aos Juizes de
Paz, fui eu o nico Membro que me
,,uz as medidas que W SS. accor.
daroentao tomar, fundado nao tenho
peio de confessar na pouca remetida
l'ico desse Decreto, e nao sei porque
fdtilidade paralisou as .audaveis e justas
delliberaces de VV. e*sa mmha pon-
co reflectida objeca filha ma.s de hum
crescido dezejo de acertar, do que de
...aldade de coraco: ate que final-
mente 8en raso deS Ex.cvSnr. Prezidende em
Le- nos chama os nossos deveres, e
L manda que campamos ngorosa.
mente o Decreto de 11 deSetqgibro:
accordou o Senado Ihandar pr ceder a
eleico dejuiz de Paz para algreja
Filial Curada de N Uore, officiandoao Juis de Paz Ele-
to lra a da Conceico, que no (lia
JZ Eleicao expirava MWM;
Lo; quem o dira ? aquelle ja de ne-
?,hum effeito Ju,z de Paz eaudoso de
eu emprego, avarento criminoso de
hum JL\' ja nao lhe compel* ins-
"Ul"." .i J.,l/.taa fin SOCeffO
SX^V-^esalectasdosocego
Public, empunhou a vara e calcando
ao, oes a Le, e as delliberacoes desta
MunWHidade est de Publico no cha-
r t
One veo cobrira' a pubiicidade de acto,
nara o qual procedeo Editaes deste Se-
nado? Deixaremos de comprar a Le co-
mettida aoe divllos do Senado para
eontemponsar-mos co-n hum hoaiem
oequioso de poder ? Que conceito me-
receria-mo de no-sos Concidadaos ?
Que dirioo, no*os mesmos in.ra.gr..,
os inimigos dessas saudaveis inatitu^coes
concelhero des-es e d' outros cndilos,
r-rehao vend-nos sucumbidos aos
Nao meus Colegas a Mummpalida
de de Goianna sabe curapnr com se.
deveres, sabe pesar em fiel tolano* a
razo a ustica, e he chegado o m -
ment de fazermos ver aoPubhcj que
deWssos acordaos e| bera o^-
nao ae,rem passada* tusas, filhaa da
precipicio, e do-engao. He P>r
Sor tanto me,, parecer que m oficie a es-
e Juiz deP. extranhando lhe o seu.pr.
Pedimento ; e assegurando U,. e^ovo
que, nao parando na earreim Smnessa-
oa fica responsavel p?las nulidades ,,ra.
tildas eZ sen offlcio desoe o d.a 6 de
Madreo. Snrs. a Cmara de huma cor.
Sao meramenteadmiii.strat.va na.
ewefuncaS alguma contenciosa a
Sran^pole'depor Authondad^
mas no presenta cjo a L di 11 d.
SeUmb"o he que depe es Antho
ridade ; a Lei he que d'S^a.rente
' Art 6 = Fico sem eftcit> as E-
le^cSes de Juizes de Paz que se hverem
feUoParaCapellasF,aeSoquenaoJo:
rem Curadas n^ forma do.AU-*.
A Cmara obra\m nome da Le, qua
comelie as Municipalidades acorran,
la dessas elei95es. e rum emenda, es-
ta'por tanto respondido a qual quero
bie^o qne |ssa apparecer a e,s. res
ptito. He igualmente o meu^parece
que se represente a S. Ex. So V
Zidenta tudo quanlo se ha fe.to em
mmmmmm


%\

II
[*]

comprimento da Le, e mesmo pela re*^> tracodos Sacramentos; por ess% mes-
comendacjo de S. Ex. He tambem ma razao consegu o Capelln da-
meu pareeer que se officie ao novo Ju- quella Ermida o ser Estallado; esses
iz de Paz Eleito, e seu Suplente ve
. nho quanto antes prestar o juramen-
to do estillo, e tomar posSe. Agora so
me resta rasgar o veo o tenebroso veo
que a milito tempo tein condenado es-
ta questao a perpetua excuridade ; a
gora so. me resta deecrever em. vivas
cores a razao d minha opiniao, as so
ltdas bazesem que a tenho firmado, e
para milficr conseguir o meu intento
principiarei fasendo hum esboco do co-
messo dessasduas Capellas, e seu an-
damento. Quando o Ajudante Mano*
el Rodrigues Baracho impellido de hum
Santo fervor Religioso, ajudadd de hu-
mas patacas que avia grangeade nao
tendo de seu consorcio legtimos euc*
cessores tencionou a beneficio dos
habitantes de Goiahinha, e seus
contornos fundar hum templo, ede
Jacto lancou es fundamentos delle.
nao sei por que desgrana segrega rao-
se dessa Coniunhao (digamos assim)
mea duzia de homens, e a toda a preca
tratarn de anShavar huma pequea
Ermida dentro da mesma Povoac^o pe-
diado aoSnr. do Engenho Retiro a
porco de terreno que essa cecupasse,
eeste vendo que com pouco trabalho
consegua huma Capella em seu En-
genho por motivo de Santa economa
nao teve duvida acceder a esse pedido,
tanto assim queathecedeo a beniticio
dessa Ermida alguma madeira, e ma*
terial que havia ja junto para a crea,
cao de nutra Capella mais perto do
Engnho, e compwva esta verdade
a res posta que de rao ao Juiz de Fora
Farias quando os chamou a dar contas.
Aquelle devoto Mancel Rodrigues a-
pesar dessa diminuicSo cnntinuou na
factura do templo consegrado a S. das
Dores, e chegou a conseguir ver bem
acabada huma Igreja de cal, e lijlo,
com sufficiente Patrimonio Cannico,
e huma Irmandade do SS. Sacramento
ja bastante enrequissida com todos os
utettctlios percisos, Nao nosheestra-
nhoa fcil id ade com que Os pa rocho re*
partem os traba Ihos da Estoila ate com
osCapellaes de Engenho n'huma es-
tenca Freguesia para melhor adminis-

segundos pseudos devotos nao sei
porque encanto conseguir! da Cma-
ra transacta ser levada aquella Ermi-
da a cathegori a de Igreja filia! Cora
da e*zer'se nlla hum Juiedu, f\ife
deixando em negro esqueciment a*
quella outra Igreja (pie a todos os res-%
peitos era a que mereca es*a deUo-
mina cao. Senhores o demo da intriga
chegou a ter guarida ate no? templo*,
Ministros de hum Dos de Paz planta
rao cizania entre os fiis, e chegarai
a ver fructificaren criminoso germem:
que se de vial Aerar daqui ? Loucos
caprixos de hl |t*us furiosos, e dsr.r-
rusoads que preferem a perda do San-
to sacrificio da Missa, preffem,
que ^ri me, que altentado Morre
rem privados de todo3 os Sacramentos,
antes do que receberem daquella outra
Igreja da Senhora das Dores : basta...
Ainda nao satisfeitos tencionarao 'a-
arer a Cmara corre de seus erro*, e
loncos caprixos, eo terio conseguido
senao encpntrassem o forte antemural
da Le, e decedida prudencia de um
Presidente respeiiavel, e Membro3 dig*
nos desta Municipalidade. E. po's o
breve, mais fiel esboco do come-sa, e
andamento de&tas Capella?, que resta
agora, se nao mostrar o fon lamento e n
que tenho collocado as minina asser-
soes. Sim a Lei de II de Setembro
parece que foi o farol que nos devia
guiar pelos escuros laberint >s desta
questao, o Decreto de II de Setembro
foi sancionado nicamente para sanar
oserros desta natursa, que se tivetsenv
commettido na Eleicao pas- a.la, os Le
gisladores meus collegas, parece quft
exarando aquella Lei so'ti vera o em vis-
tas reniedia rem o erro coroettido pela
Cmara transacta naquella EleicSo,
so' pretenderao cumprir aquelle axi*
ma de Moral dar stium cui que dar
a cada um o que Ihe pertence, pagar
aquella Capella da S. das Dores ajusta
attribuicao que se lhe deve enllocara
naquella aetitude, e prerogativa que
de justica merece.
Diz a Lei no Artigo I. No mear- *
seao Juise* de Paz em todas as Capel-


r



#3]
. 1aa Filmes curadas, aomBe por qual-
quer motivo nao re tenhao athe agora
nomeado. Diz o rtico 2,*-Sao
. CduelUa FelisasCuradla <|uel las diath
ijadas a A Iministrar Sacramento ao
Pov de tim certo Dertrlcto. Quem
j negar queso na Capella Filial da S.
das Dotts casa a defiftfyao da Le !
Quem negara que naqtiella Povoa$ao,
e tal vez em toda a Parocha &6 si acha
e^sa Caperla divinada a Ad minara cao
do Sacramento ao Povo daquele Df>B-
tricto Que dfedpuo de Upano pie*
.tender inda tecr sopul a vista de
verdades tao evidentes: est por t*nto
demonstrada a r&saAn que me estrico
l>ara votar desta maMira, restando me
* penas era concluso assegurar a o*
meus corapanheirfe que se nao querem
dar paco falc, fc nao querem ser ta.
chados de inconsecuentes pealkm, -e o.
brem con prudencia n'buma materia ja
discutida por este Sensdo a fim de que
nao |ia ja ao i tasque diga da Cmara
deGoiaMia o que ja piincip'o a ouvir
dizer *-#. Manoei Paulino de GoVea.
Em fe' do que pa^ei a oriente e*n. eb-
servancia do Artigo 79 da Carta de
Ledo 1. de Outubro de 1828, nesta
Villa de Goanna aos 2 d Junh d
1831. Em rV do verdade.
Antonio Rujmo da Siltfa Barbosa.
N, B. esta indicado foi frita em Ca*
niara em a Sesso de 11 re Abril de*t
armo de 1831 e a 12 do mesmo mez, e
anuo tommi posse o Alfers Luiz de
Franca a do Jugado de
Paz da Capella Filial Curada de N, &
da's Dnres da Povoa$ac> de Goianinha;
e ficou fora da vara de Jais de Paz o
Alferes Joao Ferreira de Almeida se*
gunda o Decreto de M de Setemhro de
1830, comotaobem en virtude do dito
Decreto ficou sem ereito mais tres Jal-
gados de Jusea de Paz no Termo da
Villa de Goianna. O tfrto estricto do
Juiso de Paz da Ca^elaf Filial Curada
de N. S. das Dores de Goianinha como
Asde mais julgados de Juizes de Paz
do Termo da forao devididos pella Respectiva Cama*
-ra da mesma Villa.
A


Ntonio Rufino da Silva Barbosa
Secretario da Cmara Municipal da
Villa de Goianna por S M, Le C, ^rtiBco, qoe do livro des accorda*s
deste benado consta terem sido aboli-
dos os Julgede de Jui,es de Paz da
CapeHa deiN, Senhora da Conceieo
I* *<$*>* Goianinha, da Cpala
de N. Senhora da* Dores da Alinea,
da Capilla de N. Sonora do Ro*a.
rio das Anglicas da Capella da Poioa.
^ao de Poata de Pedra. e d Capella
da Fovoacao^d Tijucupapo, em ob,
senrancia db Ar*go 6. do decreto de
lldeSetembrodel830, e do msmo
Jvro consta ter-se precedido eleicao pa>
ra Juiz de Paz da Capella filial Cura,
da de N. Senh >ra das Dores daquefla
Pvoaclo de Goianinha. em virtude
dos ArfTgos l 2. do citado Decr-
tb, e no dia 12 de Abril do correte an.
no, tomou rosse do cargo fe Jui| de
Paz desta Capella Luiz de Franca de
Aratip Peiga, fui dividido o Dcotric
todeste julgado,ed t '4o os mm's bet*.
teneentes a esteMtmici. i n) dia 6 d
Maio do present anuo, a cojo livro me
report, Er fe' do que pa* ei a pre^
znteg observancia do Artigo 79 d^
Le ddl. de Outubro de 1828, nest
Villa de Goiahnaap? 18 de Junha de
1831 Em fe de verdade.
Antonio Rufino la Silva Barbosa.

&
CORRESPONDENCIA,

W. Editor Metade de huma
Bussola tetutadoura ameassadoura, ins*
ihtotira, do Salrnura, dedicada a res
ponder a%ua carta no Diario 142 ape*
zar de ser taxadade pedantesca, foi
lium completo triumfo do pendantfsoio *
odesenvolvimento de tantos sbterfu!
gios, retorcendo raciocinios claros caja
evidenbia patenteia a mais mediccre
percep^ao, o absurdo revoltanteda ncti
l.da Bussola I.; desentreixo das
tres ociosas proposicoes, que em ar de
de^cobetta^fanauente me otfaj-esse, o
armipotente Padre Redactor ; a evasi-
va detrair-se a liberdade... p >r ventu*
ra na Barra grande se proclamou o ab
solutwmo ? ? f A traieao aos jota-


......

>
T
1
-4.
2
\ f
[43%
aero deci
ra' sin '**" "....."" tm ~
dir ai he pilono, ou catralhe.ro.


Wer.lo.ec.eU (oh lunarias !! i.) ap ^^a 0 constitu.
Em cotsequenciade que o ton,-nao oto ^ ^ crhnin08O 9em dec,.
era Ma^r n nao foi grande trador a
celebrrima increpado de *fi
ex-Imperador, pela morte do "l*
facto alia, que devera ser clacifioado
pord spolicn ; o silicio guardado so-
bre a opiriao publica do Brasil em
1824 ; e-roe deixe- que a "Bossote Je"
de, per nao poder coadunar ja a
nsluresa da pertendida traicao, com o
assentimento peral dospovosao *f*
to, boje Comtituicac do Imperio .. <">
IMPERIO, ouvio ? finalmente, o cies-
embrulha de todo este galante emoru-
lho de Salmoura babosa, dara ao aa-
mora huir, largo tampo para divertir, e
fa*er meiadusia de signaes sebre a ^
Ajgo, que segundo seu denodado tie-
dactor fica bordejando n'altur^de Per-
nambuco, ou no lameiaao.
Maso esttico palavriado, que muito
poyco aplaudido foi pelos crentes da
Bussola, pnr ser muito p^uco entendido,
seria completamente refutado com raci-
ocinios exacto* deduzidcs do facto his-
terico de 24, se a vista dos ameassn?,
dos uros de 2 por 100 ao mez .. ir-
a ? Com que o patritissiinr* Redac
tor envitta hvm seu antrgoniga lite-
rario, interpretando sinixtramente ter-
mos .communs cThi.ma r.rte mecbanica,
como ekgoricosd humessacinato (De-
ve onseituar icelhor seus patricios que
Ihe nao cedem em nenhuma das virtu-
des cvicas ) o Samora cede da polemi-
co. Ante quem se aprsenla no cam-
po poltico atreassador, e intolerante,
com hum Sacerdote, que prounre sem
hypocresia nao possuir a virtude des
Redactores do Constitucicnal, do Ui
ario, e Abelha, e que tao poitro se quer
assemelhar ao primero hroe da sua
epigaphe ; sem dar se por convencido,
abandona o duelo pela disparidade das
armas, des presa novas provocassoes, a
te despede para sempreda Bussola.
0 Samora Jnior*


P. SJDomo o Redactor da Bussola,
por tantas veses tem mostrado dezejo de
Sil Editor Vendo no Diario ck?
1S de Julho a advertencia de um seu
apaitldo, que diz respeito a^ Ma-
tricula das Tripulares das Embar-
coes Brasileira*, em quesequ ixa ae
SicuUrem Piloto. (M-> W>
irana-#iro^ precedendo sso ae tan
^Ts rndense la Marinha
Lrar e send#por elle encarrega-
dTna c JISB tol. l-bat'
mim, rogo Vm. haja d inforn ai ao
mencionldo seu apaixonado que ten,
eglr urna Portarla com a copia do
Aviso da Secretaria datada d Ma
rinhn de 7 de Desembro p. p. remet-
ido a Intendencia da Corte, em a
qual e ordena qe haja o maior es-
uplo em nao se matriculare. na,
Embarcas, B asileiras Me-tres se.
nao aquelles que mo trarero ser Ua-
daos Brasileiros, o que tero do |.or
mim executado com man restncoes do
que aquelle indica, nao ex^te Ley
nem ordem alguma, para o br. In-
tendente obrigar aoa Prnpnetanoj a
que nao ndmittao na Mas_embarca-
cea Pilotos de rutra Naqao ;_ veritlj
ada sal medida seria nm vexao.5 fe>.
to ao Comir.ercio, p.r quanto i:ao so
tal Aviso o nao determina, cgnio mes
mo nem o Tratados entre o Imperio
do Brasil, e aa Naqes eatrangeiraa ex.
igem, para se caracterizar a Naci,
nalidade de um va*o Brasileo, por
ora cousa mai, do que ser o dono, _e
Mestre Brasilero em atenco a nao
ter anda o Brasil aquelle N neees-
sario de Marinheiros para guarnecer
8Ua Marinha de Guerra, e Mercante.
Se minha exposicao galisfaser ao seo
apaixonado, muito lhe agradecer o
Seo amigo.
Jos Guedes Salgueiro.



PERN. NA TYP. DO DIARIO. BU A DA SOLEDAD, N. 498. 183,


x)
SUPLEMENTO AO DIARIO N. 152
Jt
mmmm**


Pernambuco na Typogroji de Antonino Joac de Miranda FakSo,

L

jUiz Custodio Correia lendo lido
no Dkrio N. 149 auuncio feto pelo
Depositario Geral, o Snr. Jos Mau-
ricio ele Oliveira Maciel, a respeito de
ura bilhete de coWe da quantia de
13*980, que elle meamo cmfecavolun.
teamente ter dadoem pagamento, e
vendo que dito anuncio lhe ,he oten
civel, e nao pode deixar de o convencer,
e destruirlo pela sustentaco de seu
crdito, no giro /Comercial; e o mes-
,o tempo para faser ver ao respeitave
Publico, que o Sor. Depositario Geral
fi muito precipitado era tal o enuncio,
devendo antes de o fazer refletir com
ir ai puoderaco, e madureza, a qual
sendo sempre perzo em negocio deste,
e outra Qul qu r qualidade; e
muito mmEnpregados Pblicos. 1
primeiro documente seve o termo do
Deposito que ee lavrou e o requenmen-
to meu pelo Despacho do Jiz da Ouv..
doria do Civel de 23 Janeiro de 1829,
da quantia de 60*059 rs.eque sea.
cha .asignado palo falescido Deposita-
rio Geral Villaca, e ahi ?e ve o molivo
porque Ibi feito tal deposito Dosegun.
do doco enfo eeve a certidao por onde
conste, que porordem da que W.
eprocedeo pinhoraem o referido bilhe-
te, e quantia que se constitua em hura
bhete de cobre ja mencionado de
60*059 assignnou o deposito derta pi;
Sra aquelle mesmo Villaca. Do ter,
ceiro documento, que he huma certidao
pas9ada pelo mesmo Sor. Depositar o
Geral Maciel, .e ve a cop.ado assei. o
e se acha no Livro jto falescido Vil-
laca seu antecessor, em que diz, que
aquelle bilhete esta pinhorado por man-
dado daquelle Juizo a requerimento
. Or, daquelle bilhete, equan-
4Ta"llevante!, eu daquelle deposito por
me pertencer 46*078 rs. como con*,
te daquella mesma certjdao passado pe-
lo Senhor Maciel, e fiepu exut.ndo no
deposito debaixo da esma pinhora
bilhete de 13*089 por m.m passado
naoccasio que alevanle os 46*07,.
que com os 13*079 prefas os 60*059
res para o alevantar quando muito
bem me convier: avista de toda esta
verdade, que o Snr. Maciel nao igno-
rava, porque tinha o livro em seu po-
der, e esteva ao facto dente negocio co-
mo podia elle dar este bilhete em paga-
mento a outros. ,
As preguntas que o dito Snr. me tez
no seu anunci sao as mesmas que a-
gora me compete fazer, a vista do que
tenho privado com documentos que
seguem ; tenho satisfeito o meu Jever :.
e como tenho provado com verdade,
cbnsidero o meu crdito no mesmo pe,
em que esteva, e deslrocido aquelle
precipilwlo ofenivo anuncio, sem ser
precioTrao Jury, e osconselhos que
o Snr. M.cielmedeo tome-s para M
receb o bilhete, satisfac o mandado,
com o dinheiro que lhe pertence, e nao
com o sujo papel, porque qundo eu
for por mandado do Juizo a levantar
a referida quantia com elle me satisfa-
re.,eentohe que elle hade ver a
Luz do Sol ;e nisto nao tem o cofre
prejuiso como o Snr. Depositario o qmz
enculcar, a despeito do abalat.vo de
viagem inesperadamente ; a este respe-
to ha quem lhe queira fazer huma per-
gunla. e nao sei que resposta o Snr.
Depositario dar'. Tome Juizo e bro
Senhor Depositario, aprenda a su* o-
brigaco, se quer ocupar este lugar, se
nao, iio faltara* quem oceupe com
delicadeza.
Luis Custodio Correia.
DOCUMENTOS, ,



N.' I.
I >
- .
TVZ Luiz Custodio Correia que em
consequencra da execuco que apare-
relhovneste Juizo contra sed devedor
Jos Felis de Souza, e peo.hora^ que se
fez em urna parte da-caza na.rade
Hortes como nao houvesse lacador re-
1
i*m



\y




matn o suplicante dita 3. parte para-
seu pagamento com licenca deste Juizo
efi a rrematacao feta por 587$ rs.
com a condicaode por o duplicante em
Juizo o excesso smente que houvesse
depoi* de paga a sua divida. E parque
a exeuco do suplicante de principal
cnnfessad, juros Contados ate l de
Julho do auno passado, e custas xegon
a 430 jt 81 rs. edaqueil" quantia da
arrematado tm a tirar-se o pagamen>
to da Siza que 56#?60 rs.* vem a ser
o excesso que o suplicante tem de raco-
lher ae deposito 60^059 rs. pelo que
requer a V. S. mande que o EscfiVao
que Bahdefr passe mandado para b
Deposito Geralreceberdrlos 6D#059 rs~
ficando o Depositario entendido deif&o
entregar excutda eo Escrivao denlo
fwssar mandado para issO com pena de
responsobelidde visto que tm o stfrii*
carite de cobrar os juros que tem d
corrido e que nSo foraoalnd tbtitados,
e aquantia porque o suplicante fi con
emuado por Sentenca em outra cauza
da LbeTIo, as cust*s etn rlcforu em que
fcj bonaemnado, e nao forao anda con*
tadas P. a V. S. Sur. Dutor Desem
bargador Ovdor Geral do Civel se
sirva ofitiri Deferido passando-se o man-
dado requerido P. mandado, Reci-
te Janeifb fc, BS29. MeHo.
alterno qaaastgnouei Jli Li'z Ran-
gA no empedimento de Bao teira o es-
crivi. Dtaro que deposita heem
um bilhete de cobre passsad befo dito
Lui Custodio Correr de Mello, e eu
Joao Luis Rngel o delarei e escrevi.

Joze Ferrara Antunes Vla^t,





N.V
.


llstrissifio Snr. Villana
-.
Qira V. S. claree por entendido do
conleud-na jielicao que ctom estefhe
sera entregu, de ipie se dignara' res.
pbnder-me qnl rnesmo.
Seu venerador e Criado,

..Jo a o Luis Ragef.
f
Femia-e Deposito.
-
A
,Os 2 d Janeiro de mil oito
cantos e vinte e nove, nesta Cidade do
Recifeem casas de morada do Deposi-
tario Geral Jos Ferreica Antunet Vil*
Ia$a, onde u Escrivao vjm, ahi pelo
suplicante Luis Custodio Corris, ;f depositada em ma d tilo Depositario
a quantia descente mil ste'sentoS
vinte e cinco reis, na forma dedlarada
enYs petica > retro ;' e'tt Ctio o *&.
paritario se deo por entregue fiz este
Diz Luas Custodio Correia que se lhe
fdfc nercis que V* & mande que o Es
crivao Rangel a vista da execoeao do
Su ppl cante contra Jos Felis de So li-
za lhe d por certido o termo de pe*
hhora que se achasse nos meamos Auc*
tos \\ a V, S. o Snr. Dontor D*sem-
baTgador Ouvidor Geral do do civel a*
sim Ihedefira E. R. M. Passe ReeU
fe 14 de Julho 1831 Sdva Tavares.
Joao Lufa Range Escrivao Interina
da Ouvictoria Geral do civel da Relia*
cfc, de Perambuco por S. M. I. e G.
Defemsor Perpetuo do Imperio do Bra*
zil que Dos Guarde <&t\ Certifico que
a vista dos A netos mencionados na pe
tlcao retro consta ser o termo de peono*
r pedido por certido da torma modo
e maneira seguinte Termo de Pe
nhora Logo no mesmo da mez e
anno em virtnde da Sen ten 9 a retro, e o
reqnerimetrto do tupplicante ; o Me'ri*
ono ahaixo assignado coaiigo Escrivao
ao dfante iomeado o M^irinlio fez pe*
nhora lhadaeaprehensao e houve por
penhorado um bilhete de cobre da
quantia de sessenta mil e cincoenta e
nove ttU passado pelo exequenle La
Custodio Correia, ctijo he para paga*
iiento do prinipal acento destt exe
bucao, e dcjs mais cristas que ehresce*
rem o (jual e dito Meirpnho o deooi.
tou,e houve por depositado em nao e
poder do mesnb depositario Geral Jo*
se'Ferreirk Afilitnes Vif^a, aonde
Hito LuizCtistodio o tinha poitd o qual
seden por en tregoe,|ara dar e entre-
gar quando por ste Juisotbe for man*
dadlo sgetanle se as Lsis e fiel-depor*
Jsttario do Jos que fies sendo, e para
co'rrstar mandn o Mefrinho faser este
termo de fjinhora e-m que se ussignou
cnmtrdito Wepjsitario. Eo F0S1 Fk*
nandes Campos Escrivao o Esrevi Jj*

<
mmmmmmm


v-
.

r

i
.


se Perreira Antones Villaca Antonio
de Arauji PereiraNada roai* se
coiidiiha em dito termo de pinhora a>
qi copiado que eu jsobredito Escrivo
no principio desla declarado, e abaixo
assignudo bem e fielmente fis passar por
certido dos proprto*autos a que me re,
porto, evai na verdade semcoiza que
d iivid fa^a conferida e con seriada na
forma dor estillo : nesta Cidadte de Reei*
le de Pernambueo aos quirced'e Jnho
do Annodo Nascimento de tf Je.su Christo de mil oitocentos e triu<
13]

a e un Dcimo da Independencia e do
Iiperio do Brasil. Fis escrevi e assig.
nei. Em fe* de verdade e Castidade.


Joao 1/ats RangeL





N. 3.
M
Di Laiis Custodio Correia que* se
Hie faz a bem que V. &. mande que o
Depositario Ge ral lhe de por certido o
theor do acento que se acha Yeito pelo
falecido Villana do deposito que o sup*
pcante fes da quantia de scenla mil
noventa e cinco e se foj penhora referida quantia pelo upplicante pelo*
que Ibe devia Jos Felisde Suza assim
con se o deposito foi feite em djreito
de*moeda, ou foi em htwn bilbete do
supplicante = P. a V, 6. Snr. Doutor
Desembargado!- Ouvidor Geral doCtyel
sim lhe dif.ra El R, M. = P. Recife
J4deJulhode 831 = Silva Tavares,
Jos Ma noel d OJi reir Maciel, De*
posiiario Geral deata Cidade do Recife
de PeriMMiibuco, por S. M. I e C. o Sr,
D. Pepro segundo que DeosOuarde &?
Certifico que revendo o livro trinta, e
oito dos depsitos pblicos, em que ser-
lio o n eu antessessor, delle a folha do-
us verso seacua o iauc,*mento seguijjtf
te ==Em viiU.ee tres de Jaieiio de mij
oito cenes e 'vate e oito =^ Kscri vao
Bandeir = Recebi sessenta mil e pii
cuenta e nove reis que depositou Luis
Custodio Correiaetn fmm Mhetedadi-
sta quantia passado pelo mesaio, de ie.
j>OJao da arremalacao, que fes da ter?
4a parte Execuco do mesmo contra Jos Fjelis
de Sotna ~ Jka liwu billiete de cobre
Pinhora do dito Luiz Custodio nq dito
bilhete em dez d'Abril^Escrivao Ban*
deira -- Levantou Luis Custodio qua-
renta e seis m e setenta e oito reis em
trinta de Maio de mil oito centos e vin-
te e oito. E mais se nao continha em
dito lancamento do mencionado livro e
folhas, a que me reporto, e vai sem cot*
. aa que omita faca, escripia e ajeigna*
da nesta Cidade do Recife de Peruam-
buco aosquatorsedo Julho de mil oito
centos e trinta e hqm auna. O De-
positario Gerah
Jase Mauricio d'Ohvetra baciel. *
<

Snior Edi'ctor = Como una dos meas *
pnncipaes deveres cujtivar a Sagrada Ar-
vore da ; Liberdade, regando-a, e livrao
do-a da que venenosas planta a defi-
uhem, trabalh) este para miai gloriozo ;
pois que no decurso de 14: anuos inda
me nao infajlo, por mais que vergasse
sobre mn e enorme pezo do despotis-
mo ; e por issoftne 6 precizo para ewtudo
desempenhar esta tarefa, responder as
mal fundadas expreees do Senhor Bel*
larmiuo, no diario a. 146 desorezan.
do em Uido as expreses do Senhor Bel.
Lamino, tendentes a intriga, odio, vio-
gau?a, pertubador 4 ordew #c Diz o
Senhor Bellararino, Defender a Brazi-
leiroa de quein tenho provas de adhezo
a Causa da JLiberdade, urna arelo.
Respondo- Salvara Cauza da Liberdade,
tirando das uiaus de Brazileiros opresso
re, i ama viriude, e disto certo, psso
a mostrar ao Senhor Bellar.nino, qu^
ou eii engaado, ou qner afetar de pro
tetor. Em 1817. foi o boje Major Joa-
bJicano, e como tai delle se fez 'alguma
estima, e baquiando aquele nystema,
mudou o dito Sargento de republicano,
e passoii a oprimir a aqueles com quem
ontra-ora se jatava de bons sinti i entrs.
e foi.uin dos opressos o Padre Jgnacio
de Almeida Fortuna, que se achava p're-
7oua Ilha de ltamarae, onde se achava
aiada eu liberdade o nto Sargento Jo*
aquim Joze Luis. Ora foj este prezo,
e pela ma inconstancia de ideas chegou
a botrer nao pequeos desp.reies dos seos
Companheiros de prizao, pprein este
bomem que iem a (abilidad de apre-
zentur diferentes caras, manobra esta
propia do hornea X,rsu\or, pode com
p teiupo ajudado da soa astucN, eptrar
41 ooaftanca daq^eles cornpaubeiroa
e enta ninguein noais republcano q e
elle. Ora foi solt, o Sffiher ^argeuto

.
.
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i ii ^mummammKmtfC
;
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rm^f.
}
f 4
reagressou aWa Cidade, pore manho-
20, tanto que fio a trovoada de Goianna
de palenque. caziaS esta que todo o-
bom Pernambucano se expoi, J.porJg
nao foi admetido aquela grande propos.
UVeodo-M assim desprezado, o enta5
Sar-ento : leabrJ se de com suas pa-
lanas lizonjeira. eu.ganar aos irtggj
Parbanos eaigindo delles agaaalho
ir destapara aquela, onde se lhe^d eulogo
a Cadeira de Geometra, prestaneo se-
lhe igualmente estima, eos inais agaia-
Ihos que a hoapitalidade deve apresen-
ta r emaso tal. ipitUmL
Depois deu-se-ihe segundo Tente
ao Estada Maior, e depois primero le-
uante de Artilheria, I^M?""^.
cessava de fazer ver, querelle ter man-
do naquela Companhia, ?"}**"*"[
para sustentado da Csuxa da; L.berda-
5c. Estando ueste P o Senhor Tena-
te, que hade faaer? Ah! Senhor BeU
lamino, o sangue parea* yierer-te me
Kelar quando me lembro /esta passegem.
Priucipiou logo a atjaijM os bon. Pa-
faibenos, e foi o modo. as de.ereutes
pocas em que em Cmara se umao os
bons Cidadaos, para **jfw&*gi
ranea e milhoraroeuto a Canta a Lber-
dade, apareca o Senhor Teueate, entao
e nao deixava ningucm falar, poremna
ocaaia de aisiguar o termo do rebulla-
do a que havia expendido despareca o
Senhor Tenente ; centervando se desta
fl;a salvo, e complicando o aqueles
que haviaS aignado. o caso de que
a>arece.e um futuro trte, Entao Se.
ubor Bellarmino, aesim e que obrao os
horoene bonsY.E esta urna das proai
qle Vm tem do hoje M.jor Joaqu.m
.Ibte LJis? Acconteee o ex Imperador
disaolver a A.sembleia, e ser ao mesme
lempo despachado para Prexidente da
Paraiba, Felipe Neri Perreira, cuja no-
ticia divulgando se, na5 foi nada agr*
davel aos bons homens daquella*Prov.u-
cia, pois que ella traxia consigo a des-
taca nara a boa gente, a ponto de se
devular estar a tropa disposta para o
repudio do dito Felrae Nen Perreira.
Ora veudo o Senhor Joaqnnn Joxe LuiZ,
as couxaa neste estado, que hada faaer
Hara'tirar partido desta occaxiao, esque-
cendo ae dos deverea a que se aehava li-
gado? inventa um eaxamento na Babia,
e faz disto acapacitar aos bons Paraiba
nos: parte para esta Cidade consulta a
Palire Neri Perreira, e volta a rfquelU
desgranada Cidade, eo seu ^cuidado e
. tratar da hida, e posse de Felipe Ne-
ri. e quando lhe faziaS ver et desastro-
zos futuros, mitigava esta feo-brama
com a de que elle com Artilheria lhe ha-
via de cortar tonda a carreira, que nao
undfce para aumento do Systema Libe-
ral E.n fim empossado da Presiden-
cia Felipe Neri, comeeara a ver apa-
recer os boas Paraibsnos. agigantados
pasaos, par a eser.vida do Br-m.l |
Lohor Joaqun Jos Lu.z, com o S.^
nhor Trajano Antonio Gonoalve ae
Medciro.. e m. gente da .f..?o. M
a.6 hoje, o. que o Senhor Ballemmo jul-
Gonjalv.. de Medeiroa,co... o quee con-
cordo, maa isto nao os pode salvar, tra-
taratd. fa^eroaeu intere.se, chegan-
r. pnto de ..nbeberem easeos punha.
ee no Coracao da Patria, fatendo dnra
mar Rio. de sangue. Ah permros Ah
traidores, enlutaates o too+**.
ealcastesa pesa, caua maisSgradasJ
SCmorl.n.U Can.a da Ld,er da
.le E esta urna d.s proas que o Se-
hor Bellar...ino tem des.es mon.trosf
Querer.! o%r. Bellarmiuo vea.nda um a
ve. Lberdade e.piranuonaa mard.*
Z -.oDrto.? Na6, a poss.ve deve.
espiar com o desprezo o. seo w<*'"';
rao. crimes. Vemos agora ao Offic.o de
Cmara Municipal da Vdla do. Br..o. d
rea Cmara da V.lla Nova da R.mo..
Delle bem se conhece a falc.dade coni
que elle esta rexe.do ; po,. aendo bou-
ve.se ju.ti,a seria;.-Ihjjdo palo. .e.
timenoa diquela Cmara da Villa Nova
.rainha: an.es pelo con rano fo. de.,
nrevado como parto do Mejor Sergio.
I ."ad.:rCah.fi. do. Coronel Trajauo
?de Joaquim Joze Lu. ; conheeeudo se
mai, que elle tende, e P"^J'''^
forco, do que para o bem da ftw *
Uberdade" Nesta mesma occaziao dui-
jo o. meo. agradeci.nentos aos bons Pa-
rlbanos, o lan5arem fora de seo seio t?
ngraU gente, e praza aos Ceo. tenhao
.efnpre f"rt.s e oniao para o "
nd for mller. Advirto ao Senhor Joz.
de Coata Machado, da WlnMA P
.ntimentoscDnai m.lio, tenha Ioo o
cu dado com o M.jor Srg.o, po.s o se-
"iro q"e fr Besl- fa? U'n "" '
tendo verg. e .empo ; e .* a u.esma
P?r. o Senhor Bitancoor. ; deq.* ta
hem faco confian^.., que ve,., que gente
. est cercando, qne t**WfeE.
dem desacreditar nos uabalhos da Causa
d Uberdade. Eu passare. a falar do Co-
ronel Trajano An.onio Got.lves de Me.
deiro., breve. Queira perdoar.me Senhqr
Bellarmino, se com todo nao o tenho ,.,
tisfeito pois ua5 sao os termos deque
Vm. zou, que me conduzem, sun o a-
mor da Patria a quem me tenho sacrifica-
dSou" Senhor Editor seo obrigado. e
Patricio. ..
O Paroibano.
PERNAMBUCO Na TYP. 00 DIARIO.

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*Tp^^" "r" 'W


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