Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01254


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Full Text

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ANNO DE 18*f.

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Fft&Attft nftJLHO NtTVfEnO f*&
IO DE' PERNAMBCO.
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-ras &i> uaa-i'ii
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Su^erte-se
o> Joze Jiiaquim X
e tes inen-m-ae jtrati
entrega-
,u <. --------- -i-
mentea 64Qra. pa*o*a/llantido*. na Tipo.fr illi d. Diiriorui di S ,|idi l? S. #8 t-o Lt\% Mvreftg
e Al>*eo, roa dr Livr-imfirto I id > do Nucen-e I) IS,; j* P*l>|lfndo doapropri aunantes somente, e to4 asignado*, e icrao publicada* no da inmediata oda
d-> esta fe.ti ate a* 8 h >>a d da vi.i Jj re/.an.Jj* e bem eicriptua.
-X-

\
Os miuiciog, qe na- i rem di ass'sruntes devera ;V i Tudo ajrra depende de no* mesra *, danos** prudencia,
lemaasderoatec.ndicW nasar po* cada inte iinprea 4l)nji, i! mnderacao, energa t c^ntlno-m, c >m> principiara a, e -
>r entrcjue* na li.ja rfe Livreiro da roa dj Livrameuto so- I realza apuntadj oro admiraba entre a Nac5ei mai* rulta*.
!' i Proclamad"1 o da Atsemb'ea Geral do Bra&il. ,
-. ..-.. ..... # ...,,..,; i: ; ; .- T a:;>-

Pernambucoja Tipografa de Antnimo Joze ob Miranda FalcAo.
Sessutt extraordinaria de 18 de.Junho de 1831.
Prtzidtncia do Snr. Cuidas.
Srn
na prezentes os ^nrs V randores Pao!!,
Ivn.vs, Br t, B.**rra, Cavalcaote, Costa Ju
,t>iur, ti-xoio e L .tt{rro ; faltando com cauza o .
Siir. Vferaor. M raes, actHul Prezi lente da Ca-
tl**!*.
Kes lveo a Cmara^ que d' hc.j? em dtn,te
kava benito Kss;?nante 4 Da.io, parido em
u ri. ila fumar d vigiase no Re () ii.Svr.das.
Hfiebeo-sfe bsm.cnVio do Es rellerttissi hp .
Sur. Piezidante do Gov.rao, en que de 1 raba-
va ordenado ao Intendente, q teeitiegass* a dis-
po-s c,o da Cantara ms pedras ex'sten'e* no Arce
n.l, pura ckIc, r is ru8; etp consequencia di_
que re/olvej a Cai.ara, que-o Procjratlor as re*
CiHM|SMn> e q'te o fiscal tmnasse a iol aa oessoas
que se ot>rg) a fallir as roas a sua costa, p.ira
iinturmar a Uairfara. e de acord con p Procara
^or Ihes fizessetn entrega das dt is pedral.
lies.>lveo mais, que o Procurador comprarse
um Iivropari orsgisto dos D.^spic'ios r i; enca regando ao Secretario, da os fazer r-
gisthr.
Hezolveo igaalmente avista de um oflicio do
Coronel Vlanoej Crrea de Araujo, em resp-rata
ao que o Fiscal Iho dr^io, relativamente ao ter*
reno, q ;e a Uam ira pra^iza para edificar es tnr-
r-iea, p.ra depozito dos irados fira l > mitdori
ddssiiuo Puiit s, e avista da rezoln^a ja tomada
obre a propsa do Sur. Verea or Bezerra Ca-
valante; que o meBu.o Sar. Ver^ador, iuna-
ipente com o Frs al Cor a m marcar o terrena, que h* preciso para o re
feridos enrraes, e po.ier-se depoia rezolvet mhr
a edificado doa mcsinos enrrats no lugar da Ca-
lanla.
KtaV l eo maiam contequencia do cue bro
poz o Snr, Verfdor unto, que a Cmara ptaii
dsse atixur Editis, proh binlo o esiend r e
couoa saigaog pelas ras; pel mo theiro, e
iiicou odo, que causo aos transitadonrs, e mo-
radores das uiesma ruas des; h Cidude : e coifjjo
dtlibtv. ^es jr. raes da O (ha ni pelo rt. 71 da Lci
a resueno da saude publica.
i
Tieso1 vo, q>ie ae paff^sse ao Redactor 4o!
Diario 20$0Q0 rs. pe'os Editaea e inaia papis
que a Cmara tea manda lo inserir no dito Dia-
rio.
Resol veo av:sa da que propoz o Snr. Varea-
dor Piua. sSre o estxda ruinoso em que est.a a
wrte dos A(foiads, esoSre o que propoz o ?nr.
V read r Csti Jnior, sobre a da Maffdalena,
ol'ar 8" aos Mestip, queforo dls obras pu-
blicas. M-rinho, eAnonm, para rem examinar
o esta !o d .s ditas pontes, or^arem a dispeza oi
reparos, que necesn'ur, e :nfbrnarem a Cainnra,
para este poiler resolver s bre os indispensaveis
reparos : a qu o Secrtario offiuiasae uoa mencio*
nados IVIeatrea. .
O Arre natante da obra da oonte do K'cife,
reoiezentoiT'a Cmara, que hivia arrematado a
obra da dita p nte, com a cond cao de nao dar u-
zo as madei'as da P*ctqra da m?ama Ponte, 8em
on*estive acb?m \k curttdis, e a chegarem nafta Cdade
al l da Jubo prximo, nease caso pedia
arreHi'ass confirmando o trato ; rcsolveo a C-
mara receber, e/inrovar^ huma vez Sue clie-
irassem ate* o dia 15 do referido roez ye Julho ;
votando contra, o Snr. Vejador L'!dntf(i,0
por qqr?r e cumpr. literalmente aS coadi-
Coens. Por er dada a bora declaro11 o Sar,.
Pr-z*dente feixada a Sessao ; e para constar man-
dar i fzer *sta acra em que aasignarSo, e eu Jo
r.f Waria d'Albu^Ueraue Mcl!o Secretario da
Cmara a esrrvi. Catlns, P. ; Estoves, Puu-
W,' Bererra, Cavafriinte, Costa Jnior, l.udu-
gto, Peixoto, Brito.


A
?
CARTA AO Pv-VO.

Spss\o do dia 25 do rjissado foi na Cmara
dos Snr. D *p tadis bastante calurosa, e arden te
n *einpo da'prorojfa^So concedida para se tratar
da Indicaba" > do *nr. Xavier da Ctrvalho. Este
nobre Populado propo que se nomeasse huma
Com iiiaso oara tr .tar dos meios de restablecer
a a!jMrani pubuca, e individual perturbada pe-
las commocwi praticadas em a note antecd*1!?'*
por a'fjuna gr pos ile ij^ntc, que divagarfio pelas
rjas dando vo-es sediciosas. Falluu se pro,
c >ntra a indicia.): al^u:s Snrs. seenunciarao
d.'huth bdo ".oaciliatorio, s fizero justica ao

I


II .11
/


v I r.T
c
<
carcter suave, e bbm senso do Poto Fluminense.
e asseveraro, que a persuaco, e convencimento
O faria entrar 9a ordem, de que o haviao feito sa-
hir" espirito ral intencionados. Outros porm
por huma equivoca^o de ideas crero, que ex-
tremos do energa, e vigor forte era seos discursos
serio o meio mais aproprado para fazer entrar
em seo deveros es^ ir tos ng'tados. Ein verdade
nao se podecom razo aprovar baralhos, quede-
sassoi-egao o repouzo das familias, e pein em
perigo a segurarla individual, que he o primeiro
ohjecto, quequalquer Povo anhela no estabeleci-
ment, ou na reforma do seo governo. Mas to-
bem nao he justo que maltratemos os nossos por
caua daquelles, que sempre tem sido nossos cru-
eis inimigos: he mui curto o tempo para que se
tenlio ja de todo ext'ncto no coraco de nossos
Compatriotas as impressSe* tfio .vehementes, que
elles deixaro os escriptos insultuosos dos Peri-
odistas da faecao rerolonisadora ; os ataques vio-
lentos dos dias 12, 13, 14, 15, 16, e subseqnen-
tes das luctuosas luminarias de Mar90, e aquella
repreeentaco to verdica, como vigorosa, e e-
nergicaasiinada por vinte quatro dos nossos Re-
presentantes : anda he mui curto o tempo para
qae a serenidade tenha ja ntroduzdo a bonanza
nos espiritos agitados pelo choque violento, que
nos trouxe as glorias do sempre rnsmoravel 7 de
Abril; glorias para que tanto concorrento esees
mesmos,.que lioje por huma luzo fazem o mal,
pensando promover o bem; mas por huma illi-zo.
Para que pois tanta vehemencia de expressoes
contra aquelles, que nosajudarao nos momentos,
em que a Independa perigra, e em favor de ou-
tros, a quem, salvas as excepo?s honrosas, sem-
pre temos tidq que debelar.
He certo que o apoio, a que elles Re arnir.a-
vao e que a seu turno se apoiava nelles, ja nao
existe; que elles esto desemparados sem outro a
brigo mais do que a generosidade Brasileira ; que
suas perten9es mesmo, ja nao tem object o : h
certo,e o Povoo sabe ; mas ainda lhe resta humre.
ceio, que lhe poderia ser bem serio, e he oex-
emplo de bum Iturbide, a quem huui partido e-
vocou do seu retiro par.i perturbar a tranuilida-
de Mexicana ; he o exemplo de hum Napoleao
mandado vir da filia d'Elba para ensanguentar
fnultilmente a Fran9, he preciso, he de Justina
arredemos de seu espirito esta desear.Hanca,
este receo. Digamos aos nossos Compatriotas,
que os Portuguezes iem levado huma Ii9a0.de.
mestre; que o abandono, em que os deixaro, os
que os Iluda), e aptiliavp ; que o .reconheci-
niento, do que exigsm seus mais caros nteres-
ses ; que a vista claiia da diferenc;a bem frisante,
que ha entre a gua, e a r.oss pcsicfio, os obriga
por for9a a etta tranquilos, e atratar da sua vida,
em se entremeter em nada do que dicer respeilo
ao nosso arranjamento interno. Digamos aos nos-
sos irn aos, que abdic^ao voluntaria, e nao pe-
dida do Snt". D, Pedro de Alcntara, os interesses
de seus pequeos filhos confiados a nissa tutella ;
e finalmente, que os exemplos mesmos de Na-
poleao, e Iturbide, lhe tiraro toda a vontade,
todo o desejo de tornar a aparecer no meio de
hum Povo por muitas e graves offengas inhabilita-
do i ntetramente para ser por el!; govrnado,se nao
de l:aixo do bamb, e de despotismo Asitico;
despotismo impo-sivel, absolutamente imoossi-
vel no Solo Americano. He isto o qne a simpa-
ta, a amisade, e o amor fraternal para aquelles,
que tem sufrido coc nosco, exige, qae se Ihes
\
-: T
diga, e nao os lastimemos rom cen uras acres,
quardo boas maneiras tudo tem at agora con*
segujfy de hum Povo por natufes manso e ge-
neroso. ;
Ainda majp he preciso diz#-vo3, amados
Compatriotas ;v eeu tomo.sol*... 1^- jffc. tareia.
Os nossos interesses, a prospertdyie da nossa Pa-
tria ; o augmento progressivo da Aossa popnla9ao,
da nossa'industria, da nossa riqfleza exigem que,
hum esquecimento generoso dejjpassadas injurias
restableca o crdito, e a confianza publica, da
que depende a nossa grandeza dentro, e a nossa
reputadlo, e respeito lora. Se pela mnior das
calamidades huma medida mal calculada, fizesse
sahir do nosso territorio todos os Portuguezes,
qual seria o resultado ? Os adoptivos mesmo
por huma prudencia bem pouco censuravel dei
xario tobem a nossa trra, e huns e outros ar-
rastario consigo inmensas familias de mulheres
e filhos Biazileiros, q tfe se:io forgados a mendi-
gar o pao de lagrimas em trra alheia, e a maldi-
zer em sua dor, e amargura a trra infausta, q ue
os vio na3cer. Os abastados levaran saos cabe-
daei: o mio circulante se acabarla de todo ; a
industria, e .0 commercio fugirio ; asoc^upa90t>3
naoachariio elementos; as rendas do Enado se
estancar ac ; es Empragad s, e pens;oni&as mor-
renao de fome; nos9 s for9as se dilibitario, e
nosros inimigos zombariD de nos, e fic?.ro im-
punes Oj ento os agitadores, que abuzao de
vossa boa fe', vos induz raj a outra violencia a-
inda mais cruel, e mais atroz. Elles vos dir :
os Poitugjezes devem sahir, mas com effeilo nos
nosmos 'pobres'e perdidos : que he pois o que fa-
remos ? S c filhos, queo Brusileiros ; deixem a ftaenda,
e a riqueza, qu > aqui adquirir ). E:s aqui como
hum abismo chama-outr!. E de injustiija em
inju',t9a vsVhegar'as a cometer os maiores ab-
surdos, e quebrantareis toi'os oslaros- da huma-
nida lej da natureza, da raza.), e di just 9.
Perdidos estes no bres sen i i mentos, queridos Pa-
tricios meos, que Faoos nicos vnculos da soci-
ededa ; formado o corac > aos actos de cruelda*
de, quando chegasse a rallar em qnem ceval-a, o
que firie.s ? ? Ah !! Corrain os hum fb a este
prospecto< horrive! do provir mais do.-*.strozo.#
Compatriotas, eu teaho.sori meos padecmentos sao osvoisos; mas tudo sa-
crifico no altar da Patria, por amor cUlli, e por
amor de vs
Nao zer com isto que algumas medidas
se nao tomen contra aquelles. cajos Crimea, cu-
jos atentados exeSiao da Aunoridadc a punico,
e exterminio/ Porem medicias geraes s sao nd-
miseives em caso de periga iminente da Inde-
pendencia, e Liberdade ; e estas, come vos di-
go cima, estao de todo desassombradas. Se
o perigo aparecesse, eu me poria a vosso lado,
e concurrira com nosco a arredar os inimigos.
Mas o perigo ja' passou, eos nossos inimigos invo-
ca) vojsa generosidade; e eu ves reputo nao uns
tigres e3laimados, e manhosos, que se aprazem
em destruir, e desolar; porem briosos le oes, que
perdoo, ou despreso os fiscos, e cabidos.
Urna s coisa me faz pezo, e que talvez os
Constitucionaes trinnfem em Portugal do Leo-
pardo feroz, que os dilacera, o que os visescra-
vos desse^onstro horrendo 9 venho abrigar
em nosso Imperio; e a fallar a verdade essa
gente damnada, nao convem. dista, e da I i
Marrocos Hco bem perto, e sao paizes, nda
U
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______k.


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i*
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.
bem se acomodan o escravos abjectos de qu/l-
quer tirano. O nosso Governd pois 'devejuer
autorizado a fazer voltar as mbarcacoasfqae
e apresentem co
qun o temao, e
cessaria e
meo sentir, que
Na Sessn
bem malta renhid
car, para que se n
es 3
cu
a sorte de inercuiona, at
ircunstanc a faci desc-
oste Compatriotas, c
parece razoavel.
26 e 27 a discussao foi tan*
Obre a emenda do Snr, Alen-
dexasse a Regencia o po
der de dissolver a Caara dos Deputados. So
ni tos argumentos sepr Dduziri por una eoutra
partz, e o illuatre autor da emenda a sustenten!
magistral mente, sem que com tudodeixe de baver
muitos bons fundamentos tanto para a alirmativar
como para a negativa. Eu direi o que pens a
esse respeito. Todas as actua'es Constituicoes
se resentem mais, ou menos do seu mais aitigo
prototipo, a Constituido Ingleza, donde tem
dinvadn alguns piincipio, sam tere n as me3mas
rzoespara elles. Tal he o direito de disolver
a Caara electiva, que as C ntitu coe iMonar-
quicat inclusive a nossa, attr buem ao Chafe do
Estado. No principio o Parlamento Ingles se
c K-nrmnha de huma so Cmara em que se assen-
ta?a5 promiscuamente os Biroes, e 09 Proprie-
taos livrss (Fr^ehildsrs) ; mas com o andar,
dos te ai pos os ltimos, que nao podando apare-
cor com o mesmo esplendor, enumero! de Vas
Ba'os, nn tinha > os meios de se d ir igual im-
portancia, corridos de ver seus votos uvmos pro-
zaJos, deixaro de concorrer, eos Ba 5?s Sea-
ro sos compondo o Farlamen o Todas sabem
coma os liis manejarn o Clero a Nobresa", e
cs^Commun alternadamente suscitan lo ahuns
para comprimir a insubordina cu o cio3 ontros ; n-
tria esta que ir.a.uteve continuas guerra* des n maia remota anttguidade, em que os Res eos
Bardes eran outros lautos Caciques de rnaior, ou
menor cathegoria, ate que intro luzindo-se com
a.industria aopiiencia, o luxo, o denerdic'o. e
exigencias Jos liis, este* se viro (breados a
P'wJir dinheiros a s Conmins, pois que di par-
te dos Lorde nSii baria esptrancas: nestes ter-
mos convid.irlo ns Communs ao Parlamento na
fofiua anti*; por*m ests onhcevlo o mitivo
p>cqua os chama ufo, e lenbrad s dos amigos
dfzaf.-s as voncoo*, o qu? fiz -ra.* Fornfaro
rauzu c)ii'tvim, k> s> c">llciAo unirte, par*
<.*ta mane.ra tazaren ba-reir ra piulo, que s
delles dip lidia, contribuidles; minis*irem C*>m
o llei, e f ir^iire 0-0 usaim a ftwerdhes concessoes
de garantas. Es aqii a urg-em da Cmara Bai-
xa. Esta' pois ponhecido qae sendo 03 Bnoes
es Membr.s natos, nico elemento di Cmara
d >s Lords, esta nao p da ser nunca dissolvida :
pelo contta'io a dos Communs, que era electiva,,
e convocada en virtud; das dissipaco?a do Rei,
as quaes porque estavo satisfetas ou deixavo
de o ser, faziao excuzada a Cmara, e e*ta era
dimitid?. Esta e a respossta, que ha para dar
a aquelles, quepergunto a razo porque anda
quesejaa Cmara .Alta, ou o Senado em algumas
Constituicoes, o dissideute, e sempre a Cma-
ra dos Communs, ou de Deputados, que se
dissolve? Oide urna das Cmaras compoem se
de elementos romo a dos Lords a outra s e que
pode ser dissolvida, anda quo injustamente.
Mas* naque'les G ive-mos, onde ambas tem k
|hie3ma orige n ? Respondo: e um sabor de
nrincipio Inglez mal in^endido.
Ccntrahinao.meporem a nossa Constituido, j
a vitalicidade do Senado he hum espeque, qua
se quiz por a Monarqua, e he hum bice para a
dissolucao, e o Artigo 61 hedenatureaa a faser
indispen3Hvel o direito de dissolver a Cmara doa
Deputados, direito alias excusavel. Esta Cma-
ra ppefendo admitir Membros quase de meia ida-
de a respeito do, Ser adorea, he'alem de outros de*
eitos lmanos, communs em todos, mais sus-
ceptivel de paixoes ardentes, e do espirito de tei-
ma : neste caso huma Le ruinosa (o que he pos-
s'rvsl) tinha a aprovacao desta Cmara, mas o
Senado Iha negava, e se peda a exerucao do
Art. 61, eou elle tinha lugar, e licando entao o
Corpo Legislativor edusido a huma so Cmara
os teimosos venciao, como necessariamente deve
suceder, e este mal' so huma lissolucSo poda
preyinir, salvo o direito de voto ; ou o Senado
se negava a junco, e a luta deste3 dous Corpos
trarja a perturbaba o do Estado, e ento a disso-
lucao era precisa. Entretanto negouse essedi-
. reito a Regencia, e he preciso confessar queisto
he mais^ conforme aos principios Americanos :
mas ento lembrem-se os Legisladores de supri-
mir na reforma, que Hserem na Constituico, 6
Art. 61,que ali est com cara de omito libera,
mas que de tacto he hum principio ruinoso, qule
so o direito d dissolucao pode neutraisar-lhe os '
eFeitos. Quanlo a pertenderem alguns, que seja
o Senado dissolvido, quando delle viereui os in
convenientes isto pode ter lugar, mas he p eciso
aze lo temporario, que de outra sorte seria hum
fabsurdo.
(N. 8.;

Pede-se-nof a pubUcago dasgegnintes cartas.
A
Mio MR<;aio'2de Junho Ja Ihe co-
muniquei achegda do Snr. V.ellozo nesta Provin-
c;a, assim como a1guma3 pequeas altrales que
t'ver) lagar depois que che^aio as notician do
Rio ; e aquelle.bom c mceit) que eu, e outros or-
n ava-mos do.Snr. Velloso, rica por ora suspenso
te' verrnos o que *-)le perlende obrar com o fic.ne-
r .-zo Joo Bp'ista de Barra grande ; porque nos
consta queapezar das reiteiradas reprezent^edet
contra esse homem terrivel, inda assim o conerva
n > c> m> ndo de dois Corpos milicianos ; nos nao
podemos atribuir qual seja o motivo de to ma-
nif'sta injusti9a lo Snr. Velloso, porque embora
nosaiba elle os factos praticados em Barra gran-
de, e mandado praticar por esse monstro, embora
nao saiba elle dos assasinatos que elle tem man- '
dado faser as Praias do Abreo, eCoroa grande '
a diversas pessoas, nem to pouco a ultima des*
ordem que fez naquellas Praias donde elle me oo
mu: tos tiros cpm a su a escolta, em que foi ritt-
ma huma menina sega que ficou com um juelho
o;ped-tcudo de hum dos tiros, embora nao sa ba
el le que este homem turbulento tem promovido a
discordia entre es moradores de Barra grande, e
os daquellas Praa*, de que tem resultado umita
portibaca'-, evarios asSacinos, embora lhe seja
oculta a habilidadeque tem para se faser herdei '
ro, e testamenteiro dos que nao tem herdeiros
forcados, sem que o testador preste o seo consen-
timento, e nem o direito que tem para multar os
soldados de deis, a vinte mil rs. para serem dis- '
pensados de virem paia este lugar faser servido ac-
tivo ; embora finalmente nao saiba o Sur. Velloso
que elle esteva, de inos dadas com Manoel Af-
fonco de Mello e outros, ejusdem lurftiris' para
.
.


TV*
=.. /


mnr( harem con) o siroulai de 18$v para de vm-
tarem, e saquiarem o termo de innbem temi
ja mHndado algn roldados ao tal tyMlo para
resistir asrdeos do Juiz de Paz daquelle lugar,
quem, segundo dizem, piocura assadnar* por
que todas essas coizas tem acontec:do dpois que
este Snr. se retirou da qui para o Rio, mas de cer-
to Ihe nao occulto ser o tal Haptista un inaccia*
?el, e deshumano saquiadpr por ter hido con el-
le na divizo de 1824, onde se distingui na tna-
neiras de saquear, jorque sendo ento um pobre
meleiro, passou em poucoa mezes aer capitalista,'
com amitos es era vos, propriedades e etc. O Snr.
Velloso nao de'xara' de saber que este homem pe-
las suas maldades setem feito digno da execrado
publica tanto desta, como dessa Provincia, que
desde 1817 tem sido um acrrimo'perseguidor de
seos patricios, que tem a colhjdo ali quanto Euro-
peo malvado o procura, urna vez que leve coiza
ei que o possa disfrutar, e sabe hollnente que
elle um inimigo encarnizado da Constituido,
que um despota, que tem assumido a si ns atri-
btfccse de todas as Authoridades que ficao a seo
alcance ; como pois a vista do que venlio de dizer
Varo Snr. V Hozo conservando um tal malvado
no Conunando do Batalho de Milicia, c C iva'L-
ra ? Ac do dizem, e companheiro naquella divivo ? nos
nao o eremos, e inda capramos que nests dias
parecer' a sua demisso, pois do contrario temos
a ver Porto clvo em perturbado. O Vig.irio
, de Alagoas dejnilido so' porque fia rrephdo
c mu um oiiico logo que se ihe f lia em Con tita-
ic >, e por es> illiir que erada particular a mi.*
zade do Sor. D. Pedro, une lh? deo Varios en-
pregos sera l'oosperVtr, eq'he pedirar pitid as vete*
q'iossepara o Kio eiuOutubropara ter a satis I" cao
de ver o seo amigo naquelle din, este dito que nao
taasa de ser urna atendr, urna impostura pueril,
ezo corpo d<' delito pira adndsso deste toleirao
c!umbei;o, e tantas maldad1*, e tantas crim^s
nao basto p ra dimitido ser .leo Baptista O
&t)r. Velloso de su por que viesse bem inteirado
da marcha do G^verno, e da Assemblea que se-
gundo aqu nos dizem, nao querem, e nern deve:n
conservar em t es comandos homens de tao, pedi-
dos sent mentes Ao mesmo tempo nuo dixa de
mecauzar expecta^o o esquecimfnto em que os
'Peridicos Liberaes dessa Provincia tem conser-
vado estes notorios acontecmentos; mas eu e*tou
persuadido que a Ciuza p: 'imarta de um tal esque-
ciice-ilo, hivernesta Provincia poucas pssoas
que *' i o escrever.
Tendo ocasao Ihe direi mais algumaa coizas.
A Oi?os etc*
N-B. Depoi de ter escrito e ta nos dista pessoa
de verdadt vinda de Porto Calvo que ali *e pre-
para um partido para cou.a* armas na mao pedir
a dimiss > do Sor. Velloso eo seo compadre se
por aqui nassarem eu Ihe lembrarei qua uzem d >
direito de pietico erespeito desteS.ir., pois com
este proced ment bem mo&tra ser dos en perra-
das.
>* Asearlas que recebemos de Porto cdvo
nos afirma queo Velozo continua a ser renitente
em nao dimit ir a Joo Btptiata por mais justas
cue sej'd as retlamacens que se llie faca para
isso. Tem corrido para Barra grande varios
01 qut eneuJcarfio sa querirfo retirar par*
al, o Baptist i, tirou mra subscriba;) que
o nos' afirma >, exceder jU: um cont ch
en rm traen lo.
RTei
Po,
segwnd
res para se comprar mun'cao, ewrmti
ludo isso he lantreten-
do os tollos eom grandes pronudfs, fngintlo com-
municucSes serratas con os alunas dessa Pro-
vincia convidando parasen ca/ejn os antigefe in-
trixeiramentns de l*9ft Owuiz de Paz que e-
o CapitSo-lVIr Potingues ecm seo filho Vicenti-
nhp retirou-se do sen Engenho : e veio reunir-e
o Baptista ; e, nos afinvo que o partido do
Porto;calvo est em termos de se declarar para
se razer algumas daijuisioes. &e.
THEATUQ t .
/\;Manht. Domingo 5 ilf Julho se reprezencra'
i a muita Patritica peca O Cidaimo Libeial, on
i verdade:ro Patriota Cantar-se-ha modos mi-
I Ihores Duet s, e o mu''tp aplaudido Entre mez
: da Castauheina con; toda su muzipi: o preco
;e o do cosiume; princ'piara' as 8 oras e.n
ponto.


COMPRA.
\J N.Savi^Tentfwdeftri'ihi no7os, ou tizado!
por junio da casa forte : anuncie.
.
FUIiTO.
M btnitoho de tartaruga guarnecido de pra
t cm as persas segun s. Qiatnn vulni de
conti.nl as de ouro, S volts le corda i de onr,
urna volti de ti\ncelim i.om tiez pal :tos, uo
par de brincos ouro esmaltado com um cu"Ca > do c>rnltaa pen-
dente, uih annel de. maodnhas de ouro, un
annel de d amante, um niel de crisolita*, un
annel de minis novas, urna cuz ua, um corac/l > tle c rdmi branca er.ca>lon la
em ouro, um cora^o de coralina encamada e q
cas'oada em ouro, um par d ticas de ouro
fancez com pedraf rouxa. A peasoa que
o descobrir, ou a quem se oflrecee para com-
prar* tenha a bondade d>* o .d>clrar:ir-ni ruada
Caleia, velha, caza N. 8 segundo andar, onde
se.a generozamente recerr.pensado.
F.
ESCRA'VO FGIDO

Ugio no da 20 do correte um molequ
Camurdongo, por nome Joaqnin, f,j|a bem empa-
licado, e foi encontrado no di ^3 as curenranas,
com os igna-s seguintes altura proporcionada,
roato seco, barba rachada, denles abrtos, com a
orelha esquerda fnrada, duas cicatnzes na peftift
esipierda urna do tam inho de urna moeila de 40
rs. e outra procedida de urna can-'l ida ; u na mar-
ca de lalho nosan;r.dor do bi;co direito, p3
grandes, pernas Iim.s ; levou c le i de fiutao
b r anuo, ou ira de glQga parda, ch peo de palha
co.nlco prto, e carniza de pao inuito uzada,
e tem as mos con callos secos do Oficio d ct i ..a-
teiro, quem o pegar leve o a cinc ponas em c -
z\ de Mariana de Jezus. ou na loja D. 55 que se-
r bem rec Jinpencado.
PERNABCO NA TVPOGilAFIA DO DIARIO, RA DA SOLIDADE N. 49. 1S31.
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i
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