Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01253


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Full Text




\
\

)
ANJiO E m>. SEXTAFElli* i.' O JUIJTO NUVIETO 1M.
DIARIO DE PERN
S,creve-se eNalme-te a 640m. pa* adiando,, na ^^^^\^^^ tat nuSo
^STSSr^WUale' a, 8 Las do da viud, nua-idj. e ,be,n uenptat.
,
TT
Os anuncios, qne-nav f Tero d assignanles defW3 a-
lem das de mam c nd.cfie*. papar 4,or cada linha i.npresa 40 rs.,
T-r entregue na ...ja de Livreiro da roa dj Livrameta so-
stente /
Tuda ag'ra depende de no/mesraus, din-usa prudencia
moderava., eene ga; c ntinuetp, c -nio principan..*, e reroj. apuntad.,. cm admiraba. entre as Wtftt mau c Has.
Proclflmaqo da Jssmblea Geral do Brasil.

4*
Pamboco ha Tipografa bb Antoniko Joze dic MiaANDA FalcO.


.
ARTIGO DOFFICIO.
A


Vista da Ma infortra^ao em data de SI de
Ma'o. sobre c.a Ornaos do Vice Cnsul Portu-
gus, em que ae queix va de Ihe ser abrrto hum
Ofrieio, que ele dirgru'ao .luis da Altan lesa da
CVadedo Po to, tenho a significa.-Ih-; que na
oras.fi de visitar as Embarcar/).* Portuguesa?,
deve V. S. com el'as platicar o tresno, que
pratka com ai donis Emfcarcaces Bftt raiga-
tas, e qando-lhe i-a p- retenten) todos os Des-
pachos das Estceles competente, devera* sttap-n-
tur asabi a. ale' que I he sejo ai presentados,
mas nuno nbnr Oftki..?, ou Carta?, que es ron-
tem por sor nvklav. I o segredo d. curtas, como
dipoem I n 6sa Cortftwielo Poltica no Artigo
179 ^ 7. *M Gurele a V. 8. placi v.rno de Pernambuco 7 de.Junho de 1831 -- J a-
q.un .lose' Pmhe.ro de Vasconcelos Snr. Te-
e t Cun.man. ante do Registo do Porto, FeKpe
Jos' Ferreira.
CARTA AO P'CVO.

j*
TVIaS em fin pfMcl nc'n tere seus limites.
Assim conclu ei, queri lo* Com:.-riotts, u<-
tim, que tire a honra de dif*gr-t<*. Anda
poim noBfulta incito par fi*'*. Preciso h
que a Regencia aparte de WI ConveM.ng aquej.
le cajo* noines infaustos rtluft.fi a*oXjuto* com
aa detgrafM do Brasil, ajilen que Wrlo e h-
cotoh.rao que i-e desss penes, posto, p ctu
-uremias ao ftinoroo P.nto Madeira, estando
e?te malvado pronunciado ira huma Devala de
inbrle peas umita* que a gangue fri,, e de nro-
pna autoridad* fs peo* Sertoes Ho flWiWb
Crar. I>>* mandar retirar do Moanho o
malvado IVford; que r comen^ou conde:-ori-
Vi fioBorificHR p*W *q'-e1 es d Oarfiata rio Jar-
dimqe o Hief^m a-jente de huma petco, etn
que se reMa o hbsolctisno. Preciso> he egirr o
esp'rito da;reo!uCo, e oue lo^o o Snr. Ministro
da .list'ca cuide em retiwr (ll Trtbunea ao
bt.r. NHbiqutiho, q -e estando j Primeiro \~
-gravinla ujhh de rer-o com hum ingar no Sn-
tpiuo '!' mj:m.! de Just;<;j, onde nudv.^ado,
como esta, inri continuar a sarrio r ao viI m-
^rresee, a honra, a vida* e a fasenda ddfl Cida-
-(1
dan. Previna o Snr. Ministro progresso da
revolucfio dando freq-e^tes, e vigorosos Lem-
bretesnema* barpias, grite qnem gritar, ^ap
escape o Snr. Gama Bernardo.
Fallando vos aW.m a r speito dos maos Ma-
gistrados, dbtmlQ Rnprgdos, eu d.qsejo
com tudo, qe a Aotorid .de legitima no uso de
fwas ntribuiqS s seja devidamtn'.e acatada,' nem
poo de nem hum modo aprovar o Arfgo bdi-
orial <\o R-.ru lico d- Sbado 2\ do correrte :
Se foi inatamePte estranl.avel, que o Bi.po de
PeTnarnbtKo nao ob^rquias^ h flcenla r.quist-
rr> do Jotl de Pas, como pode aer toleravel que
o R doctor do Reott'ico -e negu a obedecer a
hnma intim^cao do .luis do crime ? fee aqvtlle
Redactor en, como elle diz, parte que sos.,
fow a'eaar essa raso l'gl em ptwnc;a dn, Jui*,
po- nem hum privd.gi.) Ihe nraue a qua .dada
ile Redactor. Alrn de que so oJutk fo le jul-
ar da !<"! dade da escusa, e na., a parte sejn
ella, oi.naoqHe.xosa. Suponhamos, VM^
diS, ensa-el algun.a declar^fi^ des "f W;
te qW*a, com que drltrJ se pode elle: negar
excmulo, n3 uueiraes ser livrs eng.ndq.voj ej,
pequeos despotas contra as Autondades, quari-
5o ell s ob.o talmente como no ca.o presente
po,q:.e ento ellas devem YtifU Jf*J
bedeWr-se. Eis hl porque os ladroe., e facino-
SvUMi ivres daCad'a edepo-sclamao
cor"a ns AiVforidads! Ent-, eMmnh.^cssa
d*noiteeroubo-me, bou chamado pelo Juix, a
na" aero ir. porque sou parte que.xosa, 01.
E2 rea :euo humanos me md usem .iijjp, e
d,,as clamo contra o ju.x, >ue mandou, sol-
tar o reo. D.sto est o mundo cbeio, e vemo.
a cada passo. Aqui d'El Re, contra oa Bon,.
faci Depo'a, rra .loao Bonttacio he hum
pobre Dopois, aqui d'El-Rei contra o G o ver-
Z porque o'deixa'ficar. Porm g^fflf*
conversa, que outro shunto ma.s nobiesa aj.^
l0 Libertada de Colombia dis"a **??J
a,ngo. ro.Monem se corre.p "da qJ o*g
rador do Br >sil era o princ.pal e o me> c^
d.Sa-t:, \MHr9a na America *W**J
daSbri Ptr o r.firm- r,-cor ;.:e a Franca, que
le ^conlo^om ouiNa.Potencia, lite *^ J^
do coro a Coro* de Ccfcmbia, de necessu.aae o
fP"


1


r
r*
7
!
.


i iJ

havia de ter iniciado nos misterios Calmonicos ;
e sto explica admiravelmente aspreteneoes de
certo partido, que intentava unir era hum s Es-
tado as tres Repblicas contiguas, e a* dissen-
soes civis, que acabrunhavao aquelles Potos, dis*
sens&es. que nascio da justa resistencia dos Pa-
triotas, mas que os baixos intrigantes do Gabi-
nete do Brasil, e seos Collegas alribuo a ambi-
cio dos espiritos republicanos; resistencia, que
elles nao pod;ao tolerar, que sacrificou alguns
humeas generosos, mas que salvou aquellas rep-
blicas de serein victimas da infame quadriga Vi-
lele, Meternith, Welington, e Calmon. Foi o
aventamento desta horrivel caballa, que induzio
os Plenipotenciarios do Congresso de Panam a
traii9ierirem.se para Tacobaia, onde a paz, e
prosperidad, de que naquella poca gozava a
.Repblica Mejicana atiancava, egaranta ali-
berdade das deliberares, mas que a intriga es-
tranjeira teve logo muito cuidado em transtomar.
Isto, queridos Compatriotas, qne nao era, nem
poda ser hum misterio para a scelerada Columna,
era-o com tudo para tos ; este misterio porm
deixa de o ser desde, que o Ministro dos Negoci-
os Estrangeiros tem remetido a Cmara dos Snrs.
Deputados as Cartas de Gabinete e Correspon-
dencia Secreta, que o malvadissimo Calmon (Mi-
gust) manejaTa com certos Gabinete* Estranjei-
ros, ora derrocados. Ahi, entre muitas outras
coisas, aparece em plena luz o projecto de Mo
narqmsar a America ; e com effeito pouco escru*
palazo dena ser acerca do nacimento da Espoza
encomendada aquelle, que tinha n mente re-
poslum talvez dar huma fiha a Simo Bolvar,
ou a algum outro, que Ihe sucedesse. Porm o
man soberado dos ilhos do Brasil, o mai* jgti
lozo tratante, que mais comprometeo os assun-
tos polticos, e finanreiros desua trahida Patris,
to ocaso inleiramente perdido, efugio para a
tranca, onderindo.se com hnm praser horrivel
sobre as calamidades publicas, zombara denos
de nossa raira impotente, e de nossa miseria,
r.-ssa o Bn-sil ser huma trra eternamente inhs-
pita para esse filho ingrato, e fugir-lhe debaixo
do pe, em qualquer ponto, em que elle pertenda
desembarcar. Aquelles papis, que derde logo
puderao ter sido lides pelo Seretario da Cmara
por huma escrupulosa prudencia se mandaro
pura a Lomissao, porque eua leitura poderia ex-
citar voso furor contfa os subditos aqu resi-
dentes de alguns dosGovernos complicados na*
quella atracada intriga. Mas eu vos faro ma-
is justica. Vos sabis por propria experiencia,
quecomummente os actos dessa sorte de Gover-
nos esto em contradigo com os sentimentos dos
seos subditos, e que eases subditos (petando hr,je
generosamente contra a perversidade de seos gL
Temos, tem feto cahir esses infames Ministerios :
os IngUzes mesmos estando boje em plena
U980 centra a sua Aristocracia, garanteni
,Wrn!Vp a,,berdade de arranjarrentos
intentos. BssesRBpeis por fim ho de ser o
pressos, e dietario ao fosso conhecimento.
Volvamos outra vez aos assuntos, que tra-
semns tt.ais immediaiamente entre ir Sos Na
Sessao do da 21 houve hum renhido debate so
bre asupreMio, ealguroas outras emend,s ao
10 da Le, que marca os limites da Au-
ll-geBcie, Ai ligo, que com t-fcito
a ordem, e que era, a meo ver,
-'dual. Vinha fon da cr
1 Btva ampliar Poderes
revo-
a o.
t V 3
aos Presidentes ras Provincias em Concelho,
quando a Constitualo manda fazer aquella Lei,
paVa designar os Poderes de huma Antoridade
Extraordinaria, e de novo creaaa, que se bem
podia entrar no exercicio doa Podares, que com-
peten! ao Imperador, todava a Constituido de-
termina que huma Le lhe marqne os poderes,
sejo elles os mesmos 00 sejao mais, ou menos re-
dusidos, e nestes termos nada tem que entender
com Autoridades diferentes, cujos Poderes esto
j demarcados, parte na Constitualo, e parte na'
Lei de 20 de itubro de 1823, aqual por mais,
que se diga, nao est, nem podia estar derrogada
pela Constituido, assim como nao esiao outras
muitas da amiga Ligislaoto. Por exemplo'; a
Censtituiao, como bem notou hum Snr. Depu-
tado, estabeeceo osjuisos por Jurados no Crime
no Civel ; entretanto os Tribunaes seguem como
d'antes apezar me3mo do Cdigo Pennal, porque
falta a Le Regularaentar, qne organize o Jura-
do. O Artigo 165 diz Hatera en cada Pro-
vincia hum Ptesidente &c. e o Artigo 166 diz
A Lei designar assuas atribuicocs &c.
Se a Le de 20 de Oitubro nao estivesse em ple-
no vigor, os Presidentes nao poderiao obrar,
porque nem urna outra Lei lhe tem marcado as
atribuidos*, e a Constituido no referido Artigo
diz que a Lei,' Ibas marcar, e nada mais dispon
em acerca del les. Ora at hojesempre se enten
cleo que aqueUa Lei esta va em vigor, e tanto que
heem virtude della, que ha hum onselho Presi-
dencial ; e nada tisendo ella sobre Conselhos
Provinciaes, nem autorisando a sancionar seos
actos, que pela Constitualo s adm tem, o cum-
pra-ae provisorio do Imperador, resulta que o
artigo 16 da Lei aumenta os Poderes Polticos
dos Conselhos (verses, o que he inteiramente fo-
ra do Artigo 15, f. 2. Alm disto huma Lei
bem, ou mal organisada, d no mundo huma i*
o** mais, ou menos vantajoza dos talentos e ca
pncidade do Lejislador, eeu creio que ista na
he a coisa qne a nossa Assembla deve da' menor
cuidado. Todo o mundo adiar anomala em
que huma Lei puramente para a Regencia, con-
tenha dispusieres que lhe 6ao inteiramente es
tranhas.
He nocivo o Artigo porque sendo os Presi*
dentes de nomeaoo da Corte, huma negativa de
execugao de huma Hosolua'io dos Conselhos in
volver-lo-hia em conitos, eemperda de conti
anca ; a ou Conselhos em algumas Provincias se
recenten d 1 morganisacao de seus elementos,
eem algumas mesmo das mais importantes os
seos membros sao panos de armar todas as Sallas.
Em huna palavra a Cmara muito sabiamente
suprimi aquelle Artigo esuas dependencias.
Mas ficou outra a meo ver, desnecesearia a-
nomalia do Art. 17; e me parece que a razo,
foi a duvida, em que alguns quizeio por o actu-
al vigor da Lei de 20 de Oitubro. Hum abismo
invoca outro : vencimento deste trouxe comsi
go o autem genutt de disposices acarrretadas por
huma emenda do Snr Paulo Araujo. Em fim
Dos lhe ponha a virtude. Saia logo essa Lei,
b que o Brasil tanto reclama : ella foi sabia- en' e
anteposta a nomeaco da Itegcncia, mas ella no
de7c ser entiza de que muito se alongue essa elei-
ci. A actual Regencia Provisional est etu
urna falsa poz:ci e os que muito querem, co-i
nr-cu" > a combinar se rom o que querem peuco
para a desacreditar. Legisladores, a Patria pe-
1 ip
r<
em s*o nene que eu vos clamo
M
:



\
%

p5r j

*

prontidfo, inrgia!.!
Muita fernnentacao tem eauzado nos es-
pirit03 ardentes a soltura de algum dos prczos
por ocaziad dos |isulf s dos das, ou noites
das luminarlB'J^jl^lizem que o Carniceiro Vi-
vas tambero vai sabir: isto pode acantecer;
mas quem he que rem a culpa. Os agitadores
tem procurado tiraf partido disto, e atribuero
esse rezuliado todo judicial aos moderados da
Caroara dos Srs. Deputados. Mas eu que nad
tenho aprendido para tolo, vejo a origem daquel-
le, e outros possiveis resultados no Artigo Edi-
torial do Rpublico de Sbado 21 : em certas
coisas eusigo o aforismo escolstico quod dici'ur
de omn, dicitur de singulis e como a questao
daquelles das tomou o carcter da Nacionali-
dade, e Brasileirismo, todos os Brasileiros jun-
tos, e cada um de per si, julgou-se parte quei-
xosa, o que troxe cora sigo o glorioso desfeixo
de 7 de Abrit, e entre tanto se proseguio na
Devassa mandada tirar. O Juiz competente en-
trou a mandar intimar a Pedro, e a Paulo para
ir jurar, e elles respondero, nSo quero la ir,
porque sou paite ofendida, e o Sr. Juiz do
Crime faca-me o favor de me au encornudar com
notific9oens paraju ar: nestes termos nao apa-
rece prova centra o homem, o qtial di a sua
ustincacao em que sahe canonizado,- he solt ;
e eis aqui um clamor contra os moderados da
Cmara dos Deputados, a qual deve estar ah
para servir de instrumento ao canibolismo de
individuos, alguns dos quaes, prontos.para mo-
tins nocturnos, nao querem ser vistos de diaem
CJza d s Magistrados onde a Lei os chama:
alguns d;s quaes mesmo aduladores, como sai
das comoc,5"s n> ge atrevers a apparec r no
Campo da honra ero a noite de 6' para 7 de
Abril, e trepados no fundo dachumin, honra*
vo-so muito de ussocaf se aos Votos. Verdade
be que tendo sido reconhecida na reprezentacao
assignada por mimos djs Srs. ) pinado a
aparico repentina de uro paitido Portugez nes-
ta Capital, preciso he tomar sobre elles algu-
nas medidas preventivas: e eu creio, qtie a
Cmara nao he indiferente a isto ; mas tendo o
Ceo apartado de nos o principal, e tal vez nico
motivo desse partido, com rasao a Assembia
Re sent dezassombrada da iminencia do perigo
para dar-se aos trabalhos mais urgentes da Lei
da Regencia, e sua nomeaco; depois com mais
vagar cuidar de um assunto, que he demaziado
serio, pois tem relaco a direitos garantidos ero
mil maneiras, e nao he para atropelar-se atolei-
madamente ao bel przer dafluelles, que nao
sosto de comprometer seu no roe honrado.
(N.7.)
EDITAL.
A Cmara Municipal da Cidade do Recife e seo
Termo etc.
F
Az saber aos que este Edital vircm. ou delle
noticia tiverem, que recomendando a Cmara o
* Artigo 71 da Lei sobre a saude publica toda a vi-
gilancia, e cuidado sobre a sua observancia, t
sendo muito prejudicial o estenderern-se pelas
ras coiros salgados, pelo mi'o cheiro, que ex j-
lo, e encoroodo, que c-tuso (W trahzko, e sanie
pub'ica, por it o prohibe esta (Jamar-, que de ora
ludante se es.endo ditos coitos p.las uas d.-
i
ta Cidade, ftcando os transg estrs sngtifcos a
penas d*s Posturas a tal respeito promulgadas, sa
podando estender-se coiros nos lugares seguntes
No Retife noareal de (ora de portas, em S. Anto-
nio em Palacio veiho, e no areal das c neo pon tas
na Boa-vista no Cortume do Coelho. e par que
chegue a noticia de todos mandamos atfixar o
presente por no's assignado e selaJo com o ellox
das Armas Nac'ionaes. Casa da Cmara Muni-
cipal do Recife 18 de Junho de l^SI Jos* Ma-
ra de Albnquerque Secretario da Cmara o Su-*
bscrevi Tilomas Lins Caldas, P. Jos Joaquim
BiserraCavalcnti Francisco Ludgero da Pas
Bernardino Pereira de Brito-Bento Jos' da Coa
.. ta Jnior -- Vicente Ferreira dos Guimaaes Pe*
xoto.
ARREMATARES.

-JEgundA feira 4 do corrente Julho no aterra
da Boa-vista a porta das cazas do Dezembarga-
dor Thomas Antonio Maciel Monteiro pelas 10
oras da manh se hade arrematar de venda a
quem mais der, e aprezentar bens fiadores os Ci-
lios de beberibe que foro penhoradoa pelos Ad-
ministradores da extincta Companhia aos herdei-
ros do falecido Antonio Joze Souto. Tambera
sehadeanematar de venda a botica da Madre
de Dos.
H
VENDAS.


%
UM molato carpinaj na ra Direita D. II,
2. andar.
Veludo verde, azul, epreto lizoproprio pa-
kra coletes, e vestidos de Senhoras a 2$iO0 rs %
(e quem' tomar porcao de covados se abate no pre-
90, chapeos de seda a 2$ 560 re,; no largo de
N. S. do Terco.D. 10.
Urna caza terria eom quintal marado ; na
ra velha da Boa-vista N, 8, e na ra Direita
padaria D. 5.
Diamantes paja cortar vidro; na ra da
Cadeia loja da caza N 15.
Urna eaerava, idade 25 annos, propria pa-
ra o servica de ra; no Manguinho, lado eiquer-
do, venda de garapa. ^
Urna venda na ra do Rozario N. 12, a
dinheiro, ou a troco de gneros de exporta cao,
ou a prazo com letras de boaa firmas.
Parafora da trra urna preta, que sabe
lavar, engomar, e cozinhar ; beco da vira cao,
sobrado onde mora Joze Ferreira Ramos.
__ Um eacravo tanoeiro cestos grandes pa-
ra lavadeiras ; na Botica Franceza, ra da Cruz
N. 54.
- Urna negra da costa, representa ter 20 an
nos, boa vendedeira de ra: na ra da Gloria
N. ISO.
O Brigue Protector huma quinta com
trras lavradias, pomares, cazas de sobrado, e
terreas, ramadas, eir de pedra e cal, nra, e
dous grandes tanques na Freguesa de Santa Ma-
rinha de Villa-nova do Porto ; tobem se troca
por outro predio nesta Proviucia cera oAnfOM
plvora do Rio ; era caza de Antonio de Quei-
rs Monte:ro Regadas.
Sement de ortalice de todas as qualida-
des : na botica da ra da Cruz N. 23 dentro do
Recife : como o nascerero depende de as saberera
fjnear, adverte-se aexcepeo da do Rbano,
Rabanete, e espinnfre, nenh'ima o ttra .se cobre
de ierra. Preparada esta com, bom estreo, bas-



*"Wfc
mtmm
inifc
-*.

N


:7-
I

V
J


espnThar por cim* as ementes, continuando k
regalas ditas vesesao di i, na falta de chuya, tra-
tand i desta asaneira, responda o Tendedor pela
qj a'e das sementes, que atianca seren as
._* iajais fi escs possfel.
FURTO.
J^l A noite <\o dia 26 para 27 do p. p. mez de
Jonho furtaro bum cavado com os aignaes ae-
guintes castanho cabido dos quatro pez, fr mi te
. aberta, ciinas compridas, e cauda cortada ;
quem deletiver noticia ou Ihefor oferecido o pu-
der tomar, trazelln ra da Cadea velha to-
ja N. 41, que te lhe recompensar.
AVIAOS PARTICULARES.
J^i O forte do mato, ra do Amorim caza n.
122, 2. andar, se establece huma Aula de
primeiras letras para meninas a onde, se ensina a
cozer, marcar, bordar; e tamben! se dito lices
de lingua Jngleza, Arithmetica; os pas de fa-
milia que se qu seren utilizar deste estaheleci-
ment xiirijao-se a caza mencionada.
Alguma Hiu'.her branca, parda, ou preta,
que nao sendo peticionada de tainia, se quiz r
sur tijar emum Engnho, para tratar como enfer-
meira, de Esravos doei tes, nodet dirigirse a
ra do Vigtrio em c.za do Coronel Menezos,
Co i que.n devera entenderse sobre as precizas
convengoens; eptvcdido o ajuste, n > ter du-
vidaomesme annunciante .em admitiir eualquer
|>essoa, urna vez que d fianza idouea sobre sua
conducta.
Qum quizer dar c pim anualmente para
ni Cav.iio, qn-ia ir ajustarse, na Botica da
sua do -Hoy a o D. 7.
- Quem quizer dr 200$000 rs. p r r>ito tnezrs
a juros de dois por oento ao mez com hipotet ca
Piec;za,sede'200000 rs. quem os qufcef
dar dous por cent,', por.mez,.com hipottica
tn esclavos, enuncie.
-Quem quzer dar nm c"nto de' r-is aprensio
de luis por cent, por teutpo (ie seis mezes,
anuncie, que s pre tara' boa lirma ou epoteca
em uiiih popiied-i;e.
* "Luzi.! RibeiroGima, Senhora e possoidora
de miu morada le c ra na ra do : 9 ;uiu e n. ?
577, biiro da Boa vista, hipo.tecou o dito pre-
cio a .Roza 'Mara de Alaide; .moradora pesta
i idade, o que se anuncia para que tnguem mi-
tre em negocio com 1 referida Luisa ftibero Gt- j
a ubre, a mencionada ,cza sem ser pruneira [
_>
Jllit,
livj U n iiJee.ua H, Zd M ,ri a de Ataide.
Q en peiczur de iim caxeiro B azeiro pa-
ya cazi, ou ru ., o qnd sabe l?r, e$q ever, e
cont-.r sol v. Ltente, daador cpaz a sua con-
duca; amt.'cie rsrtia de Agoas ve-de D. 6*.
_ eti/a-ie de urna ca -terre,-cuo alttgjel
jio exceda de-aecetrta mil rs, por uno no lar-
gu do Vrmo, ou as rni .scg.untes: Oitig, Di-
ieita, lu'.-.r o,; quem a ti ver anuncie.
Qi.Cii se .nunc )r ste iitKiio ser.c*paz
par* a ss^riculiuiaj iju,u a apivsent-r-^e com
eu< hs ^ie-i, ou i-cr'to ite.1ioiMeus conhac'ulos,
qee rt .110 lr^*u du Theai x> eoi *aa il: :-cnif;ii Uoeih j,
r- QtialqHf-r S?nhor que precizar de urna ama
para o servir, que sabe coznharf emgomar, d-
rija-se a ra da Sanala Nova h. 14, segundo
andar. *V .
- Precisarse 600^000 rs. a.p'cmio, inoleca-ae
casas, ou escrovos : anuncie, f
Precisan de urna mult>er que seja cepaz
para ama de unta cas^ reqaena, de duas a tres
pessois cuja tomara a si todo o peso, b-m como
ver engomar e guardar a roupa, e qnanto a cos,
nha deve ser mestri d Cal officio, tendo para tudo
urna escrava as suas ord'ns : anuncie.
Preciza-se de 500^000 rs. por trez meses,
ofrecendo-se tr-. escravoi ou mais a tpoteca, e
da se irez por cento ao mez, quem o quizer an-
nuneie
O eilo de fitas (T Eml. Ricou, e Bodleau
fie transferido para hoje Sexta reir I. o de Ju-
lho.
Q-iam livor, equeira alugir Igurnas e-cra-
vas ladinnas, quesaiba tratar de miudosde Boi otl
oue seprop nha a Boa vista confronte a llibvira do pescado caza D.
32.
,-OSnt .To/ Antonio Cvalcanti queira a-
nuuciar olurr da sua morada para se lite entre-
gar ti m bilhete de 100^300 que foi eludo na
Bo-via.
^ No l. de.unho se on^o a pagar os
premios da p'tneir -rfela setlMn i Lote it em
cza do comp-tente Thezoureiro Manqel Citano
la Silva, a r-i das cu es Us 9 lior*^ da manha
athe Psdos dt t r le, e no me-uodit se con yf\o
a vender os b Ih tes d fin la pt- L >t h n 1 hot;c de .1 a Ma^'-a M-r.pi-8 l*rgo
diM'iiz oleS-.n'o Antonio, na u> d Crespo
loj" D 4 e no Re.ife na rus ca caicu Loje d
M n-el G JiisttUea da i v t.
ESCRAVO FGIDOS
.- Avnd-> desanareei-Jo da c de seu s?nhor
Francisco CeZ'.rio de M dio, morador en Apepil'-
co', uin pan I de nom" l#U;, d* Pft til,a Ordna-
ria. barba f^ix'da, a orelh e-qoeid fur*da, e
p'ii cabr- de nome L'-o. alguma oiza a caboco-
lado, estatura btixa e pone barba, e urna d;:9
pena*algumacoiza Tus'-ta, eiinm det*M,o no
olh ) esqueido, roga o inesmo Fr.-c^co Cezano
ne \lello aq-iem d'elles tiver nt)tic.i > h ja de o
a vi zar sem ileti.ira, e a sua cu la ; e prpm te a
(|>i>mo< aprehender agradecer generosamente o
seu trabillu. Por e3ta ocat&o o anun.inU
previne as pss(a do seu conheci neoto o amis t-
de, que nada entregue ao mes 11 pardo Lua em
vil tu le de recado, que elle apicscnte deba txo do
sen nome.
N > dia 22 do carente fogio um negro de
nome Ai ra um-t>nto picada de b'xi-j-n, c > s,it.<-as, fal-
la des.Mnxric;ido, levou vesti io cale br inca, p-
O'jeta de lilla p et, co'ete br nc t. ch pe > da fi-
n -ica preto |a uzido, edescontia se que ,a teulii
,muda lo de roup 1, porqne levou c tnsigo o que I12
pe tenca, o cure MU 11 na coherta *taJgdL>,
.f ita en S.C.-harina aj'lacio le damasco, t.>-
da^lesbotada : qiieiQO apteh n 'er !ev"-o a rm do
G \Hf > n.j armaeai de asaocar, e iccebe.a' 20$
rs.-degiatilica^o.
TS^?4ASi.rj}-;i*.N
,.;.
.wn w 11 :>.:>
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V A
(3*7 U :>... IJ-'
Z N. ,)8. 1851.
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