Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01252


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Full Text
ANNO XXX. N. 299.

Por 3 mezss adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBAD 30 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
i:\C.VRREG.VUOS DA SntSCRH'CA'Q..^
Rccife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja^
njiro, oSr. Joao Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Rnprad; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardode Mon-
donga ; Paralii!)a, oSr. Gervazio Vctor da Navi-
dade ; Natal, o Sr. Joaqiiim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr AnloniodoLemosBr3ga;Cear,oSr. Vic-
loriano Augusto Borgos; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Bodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 d. por 15000.
Paris, 312 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Bio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Accoes- do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beber i bu ao par.
da companhia de seguros ao par.
Uisconio de lottras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 29J000
Modas de 65400 velhas. 163000
de 63400 novas. 169000
de4000. 93000
Prala.Patacoes brasileiros. 1*940
Pesos columnarios, 1*940
mexicanos..... 13860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruai, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-\ ista, Ex eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Paralaba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
. PREAMAR DE nOJE.
Primeira 1 hora e 18 minutos da lardea---------
Segunda 1 hora, e 42 minutos da maullan.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas c quinlas-fuiras.
Relarao, terras-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orplos, segundas e quintas s 10 horas.'
1* varadocivel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Dezbr. 4 La cheia ao 44 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarto niinguante s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da larde.
19 La nova as ? horas', 48 minutse
48 segundos da tarde.
S6 Quarto crescente a 1 hora, 21 mi-
nutos e 48segundos da tarde.
PARTE OFriEUL
GOVERNO DA- PROVINCIA.
Expediente do da 2K de dezembro.
Oflcio Ao Exm. presiilente do Rio Grande do
Norte, di/i'ii lo que leudo ouvido ao inspector da
thesouraria de fazenda acerca do eu pfucio de 22
dn corrcnle, declarara elle que. pelo primein va-
por qoe passar pira o norte, serAn remedido* Ihe-
s .ur.ini de fazenda daquella provincia os 10:0009
rs.. do que (rala o rilado officio.
Dito Aj coronel cominandanto das armas,
sricnlifirindo de liaver espadillo ordem Ihrsou-
raria de fazenda para pagar ao tcncnic do 2. bala-
lliiu de infamara, Jos Manoel de Souza, a quan-
lia de 13781 rs., qae, segundo os documentos, que
' acumpanliaram ao citado officio, dispendera elle
c un o furueciiiienlo de luzes para o quartel do des-
Htmwit de Goianna, e com o alaguel de caval-
los para o scu transporte a esta capital.Expcdio-
se a ordem de que se Irata.
Dito Ao mesmo, para mandar por eni liber-
dade. visln ter sido julgado incapaz para o servido
ein inspeccoo de saude, o recrula Joaquim Jos de
Sanl'Anna.
Dilo Ao inspector da thesouraria de fazenda,
antorisandn-o a adianlar a Jo Augusto de Souza
Pilanca, ullimamcnte nomeado 'i.fcirurgao alfc-
res do enrpo ile saude, tres mezes de sold para a
f.idura do sen fardamcnlo, que deverao serdescon-
lados pela quinta parte, noi termos da lei do 28 de
outuliro de IH4S.Communicou-se ao commandan-
te das armas.
Dilo Ao misma, recommendsndo a expedir)
de suas ordens para que o inspector da alfandega
consinla no de ricas de cemento, viudas no brigue hamhurguez
(iil tu, por conta do contrato que celebraran! com
o ioaeclor do arsenal de marmita os negociantes
It iih Ov iidoi ir.Communicou-se ao inspector do
arsenal de marinlu.
Dito Ao mesmo, enviando para os convenien-
tes exames, a arla ta sessao do consellio administra-
lito para fomecimente do.arsenal de guerra, data-
da de 15 do rorrenle.
Dilo Ao mesmo, transmiilindo o aviso de lel-
Ira o. 32. na importancia de 401)9 rs., sacada pela
thesouraria de fazenda da provincia do Rio Grande
do Norte sobre aquella, e a favor de Joao Clirisos-
lomo de Oliveira.Communicou-se ao Eim. presi-
dente da referida provincia.
Dilo Ao commandante da eslarao rywal, para
que informe com brevidade, se ha inconveniente
ein serrm transportados para a provincia do Para,
no brigue de guerra Catiope. que tem d fazer par-
le da estar, io du norle, os artistas estrangeiros e ob-
jeclo! mencionados na nota que a esle acompanh.
Dito i A' companhia Pcrnaniltucaoa.Achan-
do-se prompla'a embarcarn, de que necessita a
companhia de vapores cosleiros para a explorarlo
dos p, rio. do sol da provincia. Logo qua Vs. S.
indicaren) odia, em que ella deva sabir, expedirei
as necessarias ordens.
Dilo Ao desenibargador juiz relator da junta
de Justina, Ironsinillindo, para depois de visto ser
relatado em sessuo da inesma junta, o processo ver-
bal do soldado do quarlo balalhao do arlilltaria a
p, Jos Francisco. Communicou-se a coronel
commindaiilc de arman.
I ja il rciiiettcndo o processo do soldado do 2.
balalhao de infamara, Segisuiund i de Alincida.
(jommunicou-se ao coinmaudaule das armas.
Dilo Ao inspector do arsenal de mariulta, au-
lorisaudo-o a comprar aos machimsIas-C. Slarr &
.*, visto serrn necesarias para os ceacerlus da
b.ircj de eamvefo, as 12 arrobas o 8 libras do fer-
ro em vargalhw, de qoe Irala o seu offlcio em 1G
to corrcnle.Uoiomuuicou-te a Uistonraria de fa-
zenda.
Dito -m. Ao mesmo, approvaudo as apprehensOes
que lizora Smc. nos praiichue. de amarello mencio-
nados em seu omVio de 26 do corrcnle, n. 87.j.
Dilo Ao mesmo, para mandar desembarcar
do navio (Maro, rapilAo Thoruiohlen, os seis es-
trangeiros inenciouados na relarao junla, os quaes
sentlo contratados na Europa, em conseqnencia de
recommendacao do Exm. presidente do Part, de-
vem ser para all remeltidot na primeira oppoilu-
dade.
Relarao dos artistas a que se refere o officio su-
pra.
1 Wolfgango Slumm, mcslre carpinlciro com
su a mulher e um lilho.
2. Ernesto Rouge, ofliciai d carpinlciro.
3. Jolianu Cari Hausslen, dilo dito.
*. Johann Trangolt Ktlgen, meslre pedreiro
com sna mulher.
5.* Juliano Aneusl Pohle, ofliciai tic pedreiro.
6." Frederich llenscl, dito dilo.uminunicou-
se n Ihesourarin de fazenda.
Dito Ao direclor das obras publicas, Irans-
miltindo, para sua exer.ucAn nd parte que lite loca,
copia do rcgulamunlo de22 do corrente, eslabele-
eendo. de conformidade com a lei proviucial n.
3)0 de 22 de maio deste anno, o modo por que de-
ve ser feilo o callntenlo das ras tiesta cidatle.
Igual copia te remelteu ao ipspector da thesouraria
provincial.
Dilo Ao mesmo, dizen.lo que, visto j.'t se a-
char concluida, e em estado de ser recebidu defini-
tivamente a obra da terceira parle dos reparos da
estrada do Pao d'Allio, da qul he arrematante A-
m.iro I ernainles Dnltro, o aulorisa a lavrar o res-
pcrlivo termo, e paisar o compeleule certificado,
afim tle que o mesmo 'arrematante possa receber na
lliesouraria provincial, para oqxie se expede a con-
veniente ordem, a quaniia que leradireito.V.\
pedise a uniera supracilsda.
Dilo Ao coinmandanlc do corpo dp polica,
para que ponlta em liberdade o paisano Francisco
Aninnin de Paula, que se acha recolhido no cala-
liotion do quartel daquelle corpo.
Dito A' cmara municipal da R)a-Visla, de-
clarando que oppoitunamenle serao enviados i as-
s inliiiM legislativa provincial as i.iludas da receila
o despeza do auno Iludo, e o orramenlo da receila
e des|teza do i. de oulubro deste anno ao ultimo
de seleinhro de 18V>, a que se refere o oflicio da-
quella cmara de 29 do inez passado.
Dilo A' cmara inunicip'l da Victoria, inlei-
rindo-a tle qun oppurlunamelite seiflo enviadas i
assembla legislativa provincial as colitis que remel-
teram com o seu officio de 19 do corrente, u. 35,
ta receit.t c despeza do auno municipal prximo
(indo, arompanliadas nao j dos docutnentos para
sua legalidade, como tambem da relarao tos deve-
dores, a li'in aaaia) pa orenmont* J. roccit., o ,ln*-
peta para o ai.no de 1855 a 1856.
Portara. Concedeiido, em visln to que ponde-
ro u a adtninislracao dos eslabaleciineusos de cari-,
dade, licenca a Luir. Jos de Miranda eajStl" /vinL
corlar as mallas da colonia JPimenteirai, 30 dufl^r
de praorhoes de amarello para as obrasdo haopilal
Pedro IICommunicou-se ao inspector Tarse-
nal tle ni irinlia.
O presidente da provincia ordena que na execu-
r.lo da lei provincial n. 350 de 22 de maio desle an-
uo se observe o seguinte
REGUI.AMENTO.
Art. 1. Para o calciiuiciilo das ras, becro, pra-
as c mais Itigarct de passeios dcsla eidatlc, confor-
me determina a loi provincial n. 350, a directora
das obras publicas proceder ao uivelainento da ci-
dade e mais trabalhos preliminares: c esludadn o
yslema mais couvenenle a sua localidade, com al-
lenc.lo aos pontos em que so acharem as bacas, o
propor.i ao guveruo.
Art. 2. O rali-amento dever ser feito por secses
que se dounminarn bacas principiando pelas
ras, que mais precisam ser calcadas; porm nao
lera logar a sna ete.-nrio, sem que o syslema seja
approvado pelo governo.
Arl. 3. Terminados e.les (rabalhos, e resolvido o
syslema que se deve seguir, mandara o governo ef-
(ertti.tr o cale imulo, remtllondo nota dos lugares
ein que se for cxaculandu .i thesonraria provincial
para proceder a cebranea da contribuido, que de-
vem pagar os proprielarios dos predios, observando
o disposlo nos paragrapluM 1 e 2 da citada lei.
Arl. 4. Esta contribuicao era paga medanle o
competente recibo tle quitacSo, e o scu producto re-
colliido urna caixa especial, qual lambm serao
levadas nao so as quanlias consignadas para o cal-
camenlo na lei do orcainenlo vigente e as anterio-
res, como as que para o futuro forem votadas; frau-
do dependente dcsta caixa, sem dislinccAo de eterci-
cio, loda a despeza de nivclamcnto, plaas, cahja-
menlo, cauos de esgolo, depsitos, suini lourositu
quaesquer obras subierraneas.
Arl. 5. A quola que deve pagar o proprietario do
predio que depois d j calraineulu for edificado, ser
cobraxla quando se cobrar a dcima do segando se-
mestre do primeiro nnno em que esle predio for col-
lectado. O consulado provincial nAo dar o conhe-
cimenlo do pagamento, desla ducima. sem que se
prove por documento acluir-se paga aquella cunlri-
buicao.
Art. (i. O proprelario, qne no praso contados da publicarn do annuiicio, que tleve fazer
a Ibesouratia, nao salislizer a sua quola, licarti sjjc-
lo pagar o lobro do sua iniporlancia c a ser de-
mandado execnlivaineiite; mas evitar esle excosso
de despeza, se depois de uolilicado pira pagar o fuer
serr, conlra lira ,,. .me, da senlenca, ficauJo em tal
caso siijeiin a deapetaa jadicia smente.
Arl. 7. Os processos correrAo perante o juizo dos
feitos da fazenda, servindo-llies dbase as contas
que viereni da thesouraria. Ao governo da provin-
cia compele relevar as mullas ein circiimstanrias al-
tendiveis.
Art. 8. Na execurAo ilocal^ameiiln observai-sc-ha
ein ludo quanio (or roiicernanlea factura da obla, c
*s dnpeaM delta provenleMea, o que dnpoe a le
provincial n. 2H6, que rege as obras publicas, na
parle que fur aplieavel, sendo feilus os pagamentos
pelo thesourero pagador daquella reparticAo, segun-
do o disposlo no 1 c seguintes do artigo 61 da di-
la le.
Arl. 9. Feilo o calcamenlo das ras, a directora
tas obras publicas propor ao governo o syslema
mais conveniente para as bicas de esgolo das aguas
'lo Id liados das casas; e ouvid.t a cmara municipal
determinara o governo o seu eslabelecmento. que
ser feilo por cada um dos proprielarios e sua cus-
a, lxantlu-sc para isto o prao razoavel. Fndo es-
te praso, se far por administrarn aquellas obras,
quo nAo liverem sido feitas, sendo os proprielarios
das respectivas casas obligados a pagar a despeza que
se tizer, e mais a inulta da decima parle desta des-
peza.
Arl. 10. He permellido aos proprielarios fazer ra-
mifcaedea de cannns, que roinmiiniquem com os can-
nos ilc esgolo, paratlar sabida as aguas de seus quio-
taes, sujeilando-seao methodo que lhe for da Jo pe-
lo ennenlteiro.
Palacio do governo de Pernambuco 22 de dezem-
bro de I8.1A.
Jote Rento da Cunha e Figueiredo.
------ in*~'
DIAS DA SEMANA.
25 Segunda, jgnf? Nascimenlo de N. S. J. C.
26 Terrea. S. 1." oilava. S. Estevo protomariyr.
27 Quaria. 1.' oiuva. S. Joao apostlo e evang.
8 Quinta. 3.* oilava. Ss Innocentes mm.
29 Sexta. S. Thofnaz de Cantuaria are m.
30 Sebbado. S. Sabino b. m. ; S. Venusiianno.
31 Domingo. (Vago; S. Silvestre p. ; Ss. No-
minanda, Jnala c Minervina mm.
fazer grandes marchas, conforme declararam os fa-
cultativos que o insiieccionaram a 26 do corrente, de-
termina que esle Sr. ofliciai fique addido ao quarlo
balalbAo tle arlharia a pe, para nelle fazeroservi-
co que compalivcl fr com o seu eslado de saude.
Determina igualmente que no 1 de Janeiro do an-
no prximo viudoiiro. seja exonerado do servido do
hospilal regimenlal o Sr. segundo cirurgiaodo corpo
de saude doexercilo, Dr. Miguel Joaquim de Caslro
Mascareohas, visto qne tem- de arompatihar o bala-
Ihao nono a que pertence como addido en saa mar-
cha para a comarca de Flores.
Manoel Mu: Tarares.
, -,"" ('andido Aal FerrHra, ajudante de
ordens encarregado do dealhe. '
INTERIOR.
~.1 -11 >tt"iiini 1111 .i,
Por exeiuplo : um sugeilo ronlicco eu, que, i
do nm dia deslcs de um janlar do annos, foi
0 PANIZO DAS MILHERES. (*)
Por Paulo Feral.
O IMIVUOl
COflirtAPJDO DAS ARSXAS.
Quartel do commando das arma de Fernam-
bnco, na cidade do Redie, em 39 de dtxem-
bro de 1854.
ORDEM"l)0 DIA N. I9i.
O coronel coniman.lano das armas interino, de-
clara para t fins convenientes, que o governo foi
servido por aviso do ministerio dos negocios ta guer-
ra de 13 de iiovembro ultimo, conceder 4 me /es de
licenca com suido simples para ir a provincia da Ba-
hia. ao Sr. lenle do nono balalhao d infaularia.
Leopoldina da Silva Azi-vedo, o qual entra boje no
gozo tle sciuelliaiite licenca.
O mesmo coronel commandanle tas armas, leudo
em cousideracao que o Sr. lente do referido bala-
lhao Manoel Claudino de Oliveira Cruz, nao pode
CAPITULO SEGUNDO.
OS ROSTAN.
(Conttnuacao.)
Em 1832 o joven marques Antonio arate son um
dia o bosque qne separava o caslrllo da Casa. Des-
de o rasamenlo de Magdalona elle nao liulia fallado
ao grande Rostan, e einpalluleceu veudo-a emballar
a lilliiiiha adormecida. Victoria correu-llie ao en-
contr 1 lancou-se-lhc nos loaros cliaiuaiido-o meu
primo, e disse-lhe :
(Jnandn po irrcmos vollar caa de minha boa
lia paia abrat;a-la como a amamos'*
Virloria era ntui formosa. Antonio suspirn c
beijou-llie a fronte olhando para Magdalena, a qual
lambem tuspirou,
O granito Rostan franzio as sobrancellias o per*
gnalM
Que vem fazer aqui, senhor Antonio?
N'ettho dizcr-llie que a rainba osla na Vcudea,
re-pon leu o joven marquez.
Quemis? lornou o grande Roslau.
Scu avo morrea combatendo pelo rei.
Ha vinle anuos que aconleccu isso.....Que
mais?
Parlo para reunir-me o raiulia : queracompa-
nliar-me?
O grande Rostan ergueu os hombros, e disse-lhe :
Boa vingem.
Antonio parlio, sendo apenas acompanhado por
Sulpirio, o qual znmhava ta poltica assim como to
anno 10, e leria seguido o joven marquez al ao fun-
do do Inferno. Amonio foi um dos quarenla du cas-
talio de l'eiu-siere. Todossabein qual fSi o resultado
da insiirrnicao. Antonio foi denunciado, jnlgado e
rondemnado unirte por contornara ; mas relu-
giou-se na Inglaterra.
Urna noila o grande Koslan vollou ebeio de Ic-
gna, o di.se mulher :
Anianhaa h is de ir ao castello.
Maglaltna eucarou-o admirada.
A vellia licar muito conlnlc de lornar a ver-
le, coniinuou o grande Roslan. Alm disto es agora
herdeira. e convm vigiar a fazenda,
I'111 advocado explicara ao grande Rostan os ctfei-
los da morlc civjj, em que [acorrer o joven mar-
quez Antonio/ue Maurepar, seu primo. O grande
Itosiyn comnrou orna pelle de cabra nova, e fez fal-
(; Vidto/Xunon. 298.
lar de si tinas leguas mais louse: graeas a. Dos, po-
dia comer u tlote tic Magdalena. O futuro era de
ouro.
Magdalena obedecen s ordens do marido, e foi ao
castello ; mas nao foi recebida, porque a marqueza
eslava gravemente doenlc.
EnlAo Joo Touril comprou orna rasara prcla, e
depois ta visita do medico ordinario da casa, Aslrea
o fez cnlrar por unta porla particular. Elle piomel-
leu i marqueza faze-la viver cem anuos, e nao es-
queceu-se tle sangra-la. A viuva deu-lhe um luiz
pela visila: Joo Touril s san^rava os docules por
dozc sidos.
Ouaudo o grande Roslan vio que a entrada do cas-
tello fora recusada sua imilher, euviou Victoria, a
qual fra ouii'ora a favorita da velha; mas Victo-
ria leve a mesroa sorleque Magdalena. Pela primei-
ra vez de sua vida, Rostan lembrnu-se ta Morgalle,
c sen inslinclode herdeiro disse lhe que abi eslava
o obstculo. *
Se ao menos elle snubesse omlo eslava escondido
o dinheiro da velha 1 Havia urna espada de Demu-
eles, cuja pona amcacava sen bello sonho. O tli-
nlieiro liec-seiirialinenle porttil; assim O da mar-
queza viuva poda ir-so com ella ou mesmo sem el-
la para paiz cstrangeirn.
Ora, sao enormes os gozos que um homem igual
ao gratule Rostan pode ter com quinlienlos mil flan-
cos, e mesmo com muilo menos, l 110 fim do mun-
do entre Matignon e u cabo Treltel! Ptle-se nutrir
caes em quaulidade, traficar com inuumeraveis ca-
vallos, lanzar ao mar hiutes de recrcio, como o prin-
cipe Albcrlo c a rainlia Victoria ; pode se quebrar os
seixostle todas as estradas dcbaixo das rodas tle urna
sege invejada, fazer opposicSo 00 scio do conscllio
municipal, presidir inlcrinamenlc Comicios agrco-
las, intentar demandas tle amador, e seguidas al ao
tribuna! tle cassat-no. aira vez dajuslica de paz, do
Iribnnal de primeira instancia, e do ile appellarao;
pt'ide-se ter mesa franca, reinar tlespnlicamcnle sobre
um povo de papa-pintares, comer como qoatro, be-
ber como oilo, opprimir os vizinhos sobremesa ;
ptide-sc atacar todas as mulheres desde a que so con-
sola com um pequeo escudo at subprefeita viu-
da tle Paris, e inclinada a experimentar os sel-
v.iens.
Nao he essa urna sorte mni agradavcl? E convem
notar qne pi.le-se passar essa vida livre com iiinlhcr
c lilliossem deraltir na eslima publica. O rpilbelo
de libertino nppMta ig ao mime, e nada mais. A
consideraran so se perde pela falla de dinheiro.
O grande Rostan foi um domingo missa de pro-
posito para Icr eccasila tle lirar o chapeo a Morgal-
le. Esla crescia, era maravilbosainenle bella, c com
sua roifa c sen vestido de laa, o nome tle Aslrea li-
cava-llie bcm.
No lim do anno Joo Touril tinha um bom punha-
do de Itnzcs na marmita. A marqueza ouvia-o como
um orculo, c elle tftva-lhc por medicamentos agua
clara. A marqueza langucscia: de cerlo seu antigo
medico te-la-hia niorlo mais brevemenla. Desde o
motlenlo em que um curan.Ii-iro receila agua tle
podra, entra na via do expiarao. Aslrea e Joao Tou-
ril Iraballiavam conscicnciosamenle, ajaugmenlavam
cada vez mais o vacuo em torno da velha. Aslrea
governava a casa, e uoyas caras substituan) osanli-
Rio de Janeiro
13 de dezembrn.
MOSAICO.
Nao icm po'lido jiaver Ihcalro l.yrico desde que o
Rohcrlo sumio-se ao soir eslrepiloso dos ron ros da
platea, que ja se ochava no seu sumno d madru-
gada.
Mm,' Charlon estadoentc. Nao be coma de cuida-
do, he apenas urna gaslrile, pela larga dse de opio
que lornou na noile do Roberto
Quanln s onlras primas-donas, essas n3o teem
operas preparadas. J. no ha quem queira. perder
urna nuite e seu dinheiro s para ouvir o rond da
Cenerentola ; ou para nao ouvir a aria de Elvira no
lirnani.
Anda nao eslaoqueimadas pelo gaz as arvores do
patseio publico.
Parece que a sciencia trucou.de falso.
Mas se o Sr. ministro do imperio se resolved a
ser envenenador de arvores; cunipre diter que o po-
vo dojRio de Janeiro he lodo elle cmplice da S. Exc.
porque tem applauddo a novidade.
.Ningiiem boje, locando as aele horas, deixa-se flear
em casa.
lloniem vi eu urna familia completa, desde a
sala al a cozinha, que a processionalmenle para o
passcio.
A dimite a mucama com o nene : mais airas os
meninos; depois as meninorias ; e nu couce o respel-
lavel par, de braco dado, caen a sequeocia das escra-
vas e dos cscravoa.
E cuino o publico nao ha de agradecer e applau-
dir, se esto he o nico diverlimento gratuito que so
lhe proporciona?
I meo, nao : ainda ha ouiro : o de ver acender os
lampeoes de gaz s ave-marias: mas este dura pouco
lempo.

A queslo do dia quo temos de mais interesse he
a econmico-policial da caresta dos alimentos o da
minsua das carnes verdes. Eslivemos quasi para
fazer o gosio aos indiopliilos que lano pedem a re-
habililacao nacional dos aborgenes anlropophagos.
J alguna sugeilos barrigudos andavam procurando
e-ci ndt ijos onde os nao fossem cacar, no desespero
da fonie, giianabarenses a quem Tupa fallava cura
as carnes verdes. Mas a polica, com a sua cosluma-
da \aiinli 1 de cundan, lornuu a fazci o milagre
Siqueira, de abastecer da noile para o da lano os
arougties monslros, como os ordinaaios.

Felizmente n'o vivemos no lempo de Mil3o tle
Grclona que coma nm boi por da ; nem de Erisich-
lou que devorr^pin urna hora um janlar homrico
preparado para .*} pessoas ; nem tle Arlidamas, rei
da l.vdia, que coma sasaenta libras tle carne, oulras
tantas de pao e beba quiuze pichis de vinlio ; uem
do principe africano Cambies, que urna noile, acor-
dan lo com IBme, nTTvDTOU S piupila unwhur.----------
Seeslivessemos nesses lempos, o que seria de nos
rom os eclipses da carne, ou mesmo com a cime
magra qoe se nos da com factura .'

O lempo da polvphagia passou : boje s reina a
gastronoma lina.
sabio-
tomar
urna sopa de tartaruga a um hotel, para poder es-
perar pela cea.

Nanea acredite, apezar de o dizer um prncipe
da igrej, que Calypso se repulasse infeliz por ser
immorlal. Qaando todos morrem por ganhar a im-
mortalidadc, a aquella fejliceira lie que havia de
querer perde-la por saudades !
Chagou tambem o uosso dia de sermos immorlaes:
quando digo nosso, refiro-me i imprensa que breve-
mente vai ser a ranlia dai perpetuas ou immortelles
na lingua franceza. Sabe-se que o preco do Irapo
he hoje excessivamenle alto, lauto quasi como u do
papel. O canhamn be cusloso como o linho. Era
nocessaro. pon, ver-se oulra materia apropriada c
menos dispendiosa. Ja os proprielarios do Times t-
nham offerecido 5,000 libras para quem fizesse o des-
cobrimenlo ; mnitos industriaos Irabalbam nisso,
mas at agora ninguem tinha apanhado os cobres do
rtmes.
Finalmente, segundo um jornal de Quebec, um Sr.
Audrew do Moutreal, ohservou que a perpetua ( nao
sei se erro na Iradurco ; os bolanicus que a emen-
tlem ) he muito propra para se fazer papel. Nos
Eslados-llnida j se fez o ensaio ; o papel anda nao
sabio perfeito; mas acredita-se na perfectibilidad!)
das perpetuas, por beni da America, onde nascem es-
panlnsamenle.
Ha colisas nesle mundo Como o botnico que
baplisot aquellas fiorinhas de immortelles teve urna
previsao de que, reduzidas a papel, haviam de levar
immorlalidade tanto nome, lana censa o tanta
nullidade lambem !
'
. Na Blgica, em Franca e na Inglaterra leeraj-se
apprehcndido urna sucia de especuladores imraoraes
gos servo. Procurava-se parientemente o niobo de
ouro, o escondrijo, e este permaneca desconhecido.
O ultimo murro que J0.I0 Touril deu na Morgal-
le foi merecido pela pooca inteligencia desla. O ja-
veu marguez Antonio tinha viudo ao castello em Ja-
neiro de 1833, Joao foi casualmente inicirado disso,
e Aslrea nada linha sabido. O murro proporcionado
ao delicio foi applicado rudemenle, e a Murgattc dis-
se ao curan leiro :
Nao me deixarei mais bater.
JoSo Touril levaiitou a mo. a Morgalle erguen-
se dianle dellr, e Juan Touril recuou.
No dia seguinte Aslrea e o curandeiro disputaram
nao sei a que respeilo; Joao Touril recebeu urna
bofetada e guardou-a. Dahi em dianle o curandeiro
foi batido. Milita gente pensava ffue elle era pai da
Morgalle.
Ambos concordaran) em cspreilar a volla do jo-
ven marquez Antonio, o qual devia saber do grande
segredo. Quem tem dezeseis annos, diza o philoso-
plio Joao Touril affagaudn 6 queixo da Morgalle,
nao deixa tic arrancar o segredo de um homem I
Mas entretanto conlinuavam a procurar.
lie um sacerdote quo nos falla exclamen
Joao Touril um dia que a cacada dos escudos se pro-
longara intilmente al ao tocio do castello. Tua
madrinlia nada nccullara ao seu confessor.
Seu confessor, disse a Morgalle, he o cura de
Plouesnon.
Vai confessar-te I concluio o curandeiro.
A Morgalle foi conf-s-ar-se. O cora era um santo
homem.
Muda de confesor, disse-lhe JoaO Touril; a-
chars cnifim um que uo convenha.
Os patifes niaiores que ha em Paris lambem sa-
hem tas provincias.
Em urna sombra noile de invern, nm pequeo
brigue cosleiro aporlou alcm da pona deSainl Cast,
e pelas nove horas a marqueza disse a sua afilhada
Aslrea :
Vai descansar; lenho somnn.
Joao Touril esperava a Morgalle em seu quarlo, e
disse-lne vendo-a entrar:
Elle chegou!
tem sei, respnndeu a Morgalte.
Oue vas fazer ?
Voss ver.
Alou alguma roupa em um lenco, lornou esse pa-
cole dcbaixo do braco, calruii saplos grossos, c lau-
cando o manto sobre us hombros, de.ron a escada se-
guida de Joao Touril.
Chezaiido porta da alcova da marqueza, ouvi-
ram fallir cm voz haixa, Joo Touril quiz applicar
o tiuvdn fechatlura; masa Morgalle empurrou ro-
solulamente a porta c entrou.
Antonio Rustan de Maurepar ah eslava. A av
nao pode couler um grito. Aslrea ajoelhou junio do
Icilo, laucn um lotizo olhar ao joven marquez, o
qual admirava-lhe a bclle|a, e depois enchiigou as
lagrimas, venladeiras lagrimas, que podan) molhar
a mo deilando a face hmida.
Minha madriuhs, disse ella, d-me sua ben-
cao. J quo nao lem confiarla em mim, vou procu
rar minha vida em oolra parle.
Estas louca, pequea 1 balbuciou a marqueza
commovida.
que se haviam assnciado con) eslabeleciinenlos bcm
montados para traficaren) sobro meninas bonitas.
Se na Inglaterra a vida de familia he com razo
citada como modcllo, tambem por nutro lado os ra-
pazes e os rapages ja idosos sotlciros e casados J se
indrmnisam da reserva que guaniam deatro de casa,
praticando as maiores excentricidades. Para csses
genllemen eslragatlos sao necessarios excilantos tle
grande valor, o sos infernos de Pak-Moll e de Mizh-
Slrcet C!.lo anuexus harens omlo he desconhecido
aleo respeilo devido infancia I
O abastectmeiito tiestas casas iminoracs he o olijec-
lo de especulacoes mltiplas. Cada eslaliclerimenlo
deste genero tem seus correspondextes fura da Ingla-
torr.. .,. sanies o viajantes, coj" Iraballio le pago
com.srfenados lixos, cujo zio re .iimnlado por
premios maiores ou menores segundo a importancia
de anas remessas. JL.
DCoTdirlaro he por meio de annuncos nos jornaes
que romeram as oparartVs. Petlem-sc meninas pa^
ra viajarem com urna dama de alia classe, ou para
servirem de cama re ras, ou decustureiras, rom gran-
des salarios e esperancas de fuluro. Aos pas," aos
liroteclores, scofferecem apparenleinenle as mclho-
res garantas. A menina nao deixarsua familia ( he
o que tlizem ) senao para encontrar oulra nova que
cuidar dobem estar material e moral do enleconlia-
do a sua soiicilude.'
Todo ungido de santdade e de dolara, o senle
promelle mundos e fundos ; mas elle he severo de-
haixo do poni tle vista dos principios lie neces-
sarioquese lhe prove que a meniua foi educada por
um modo iseuto de suspeila, longe de toda a leu-
laciln perigosa. Elle prev lodos as objccjOcs, tras
.baila os noines us mais coiisdcraveis, e quando
oblen) ocoiisenlimeulo, faz aceitar urna somm a l-
talo de indeninis.ir.lo ou de esmola ; depois relira-se
com a sna presa, tleixando a familia no jubilo da fe-
licidade que lhe rabio do co.
Se por acaso estes meios arteiramenle emprea-
dos nao dao bom resultado, recorren) entao ao rap-
to e violencia.
A justica de Londresoccupou~se ha pouco lempo
rom o processo de urna celebre aMlrunassa, directora
principal de um estahelecimeulo desta ordem. Ora-
ras ao talento com que escolhia us seus agentes, era-
jas principalmente ao conhecisBento que ella linha
dos coslumes e hbitos parisienses, a lal sugeila, que
era franceza, linha podido salistazer todas as phau-
lasias da pouco lempo urna fortuna consiicravel.
Um de seus prncipacs agentes era 11 m sugeilo,
especie de proteo, que representava todos us papis
e lomava todas as feirjjes, mesmo da respeitavel vc-
lliiee. O Xforn'ng Herald auonnciou a prisau desle
individuo, aecusado de haver .raplatlo una menina
tle 1 i annos, dorara belleza e pcrlenceule a urna fa-
milia importante. He incrvel o modo por que essa
crealura foi entregue a forja a um lord libertino.
Inquerilos se abrram logo em Londres e Paris.
Soube-sc que o lal proteo havia seduzido grande nu-
mero de raparigas izadas para o cSlabelccimenlo
da malronassa, e para a satisfarn dos appcliles lor-
descos.
Urna das vctimas rcvelou grandes infamias, e
compromclteu a reputacJIo derniiilo lidalgo inelez. e
mesmo de muita nolabildada poltica. Um aboli-
cionista to trafico lia Cesta d'Africa figurava como o
mais cuntante frcquonladordi feilona de meninas
brancas !
Quantas vetes nao saldra elle do hordel, onde a-
cabra de violentar urna moca rapt.nla de sua patria
c familia, e nao ni no parlamento esligmalisai* os
infames negreiros que arrancan! da Cosa d'Afrira os
miseros clliiopps-para os re lii/arein a ean.liro de es-
rravos.
Olanlos mvslcrins de infamia no coraran dos pai-
tes civilisados Quanla mascara de probidade .'

__Nqloii-se na. noi'e do RnheJIo houvc duas estrasv
ITdc um muer alisol-i.; H"u 11 ot papel -,.-,..,,,;,,-.
rio, ea tle una prima-duna que tambem se resig-
nuu a ser comprimaria Eslava decidido no livro
dos destinos que lodos os cantores haviam rebaixar-se.

Desde o mntilamento de Meyerbeer, ninguem
passa pelo Provisorio sem muito cuidado.
Ha all gente que lem animo endiabrado. Sup-
pc que todos sao gatos. Que fortuna nao fnriam
em Constanlinopla boje, que o sultn lem man-
dado para a guerra lodos os guardas do seu serra-
Ihol
Omcr-Pach diz em urna de suas ultimas procla-
mar-Ocs : a Soldados, nao afrouxeis ; a causa que de-
fendemos be a de nossa religiao 1
He por isso que os protestantes e os cntholicas o
ajudam na cruzada 1 Allah he grande, e Mohomel
he seu prophela.

Senlia-se urna dcsla noles nm cheiro desagra-
davel aa varanda do Passeio Publico. Dizia-se que
era cantiga de tigres ; mas um eslodanle de bot-
nica observou logo que haviam de ser as flores do
Campo dos l-'rades.
Como sera prove I oso que o Sr. fiscal da cmara
fosse amigo do pasteio noile I

Leudo ha das a vida de Fontenelle, deparci enm
esla ancdota applicavel a ludo o que he mon-
tono.
Eslava Fontenelle a morrer. O scu confessor
querendn eihorla-lo a que conlinuasse nobomca-
minho, dzia-lhe : nMe filho, sjue fclicidade inef-
favcl que alegra sem inierrupco baveis de con-
templar a Dos de frente por tuda elernidade !
De frente, replicn o agonisanle ? por toda
a elernidade "> Ali meu padre, e n5o poderia eu
v-lo algumas vezes de perfil ? a

O numero dos processos de divorcio cm Franca,
em 1833, foi de 1,377. Cousa nolavel! Desses pro-
cessos, s 10-i furam intentados pelos maridos : os
oulros 1,273 partirn) das mulheres. Os trihunacs
Jo3o Touril permaneca airas da porla petrificado
de admirarn.
Aslrea lancou nm segundo olhar ao joven mar-
quez, e depois erguendo es olhos ao co, disse-lbe:
O sauhor Antonio lambem! julgou que eu po-
da trahi-lo!
llouve tnlo urna pequea scena decnlerneri-
menln, qual Joao Touril associou-se atrs da por-
la. (i resulla lo foi : t., que Aslrea nao deixou o
castello ; 2.", que passeiou muito lempo na noile se-
guinte sobre a praia deserto em companhia do joveu
marquez Antonio.
Da (irula das Camilas ter-se-hia podido ouvir a
voz penetrable e lerna da Morgalte, que murmu-
ra va :
Nao sei o qne he amar; pens no senhor do-
rante o da, e de noile o vejo nos ineus sonhns...
Cerlamcnlc se nao fra o acaso que fas Antonio
encontrar Victoria de Roslan, a Morgalle nao leria
dcixado de arrancar-lhe o segredo. Victoria foi a
sal vaguarda do joven marquez, e seu amor puro deu-
lhe como urna armadura impenelravel contra os en-
cantos da Morgalle. Elle lornou a partir sem ler fal-
lado, smenle prometleu vollar, e nao pretenda fal-
tar i sua promessa ; porque Victoria o esperava.
Aslrea soubc smenle que o pairan Sulpicio a-
companhava Antonio em suas excurses fra to exi-
lio, e que o viga da alfandega, Nicolao Moruel,
antigo servo de Maurepar, favurecia o desembarque.
Entretanto o grande Rostan linha comido com
prazer o doto de sua mulher Magdalena, e dispunha-
se a comer a pequea fortuna de Victoria, que nao
lhe potencia. O grande Rostan era assim ; .quanlo
mais coma, tanto inaior appelilc lhe vinha, lauto
mais desejava lambem saber, onde a marqueza viu-
va guardava seus escudos. Elle ignorav completa-
mente as visitas qae o joven marquez razia ao cas-
tello ; mas quanlo ao dinheiro, pensava que Aslrea
sabia mais do que elle. A Morgalle nao era ein Mio-
ma mais du que una criada ; assim o grande Roslan
alacou-a sem ceremonia, c com a firmeza de quem
coslumava ser bem succedido.
O paiz eslava positivamente cheio de molciras.
rendeiras, segadoras, co-lureiras e criadas de hospe-
darla que ellesulijugra. A primeira vez que encon-
trn a Morgalle aoanoilccer na estrada, passou-lhe
a man pelo queixo c quiz fazer anda mais. A Mor-
galle dissc-lhc que se acaulelasse, elle prosegtiin cm
seu intento com valor, senlin-se bride entre os olhos
e o sangue queule corred-lhc bocea. AJJaoraalla
servira-so de sua llie-oura tle costura como tle um
ptinhnl.
Irra nao se deve brincar com essa O grande
Roslan tlcu-se por advertido, c sua fronle ficuu cun
nina cicatriz, que havia de Irazer-lhe memuria a
Morgalle al ao lim da vida. O Lovclacio camponez
gusta das raparigas que munlcn ; assim o grande
Roslan conservou conlra Aslrea um rancor, que as-
semclhava-se muilo ao amor. Tornou a alara-I., mis
raudamente, Aslrea fez-se esquiva ; porm nao le-
ve mais punhal. Emfim o grande Roslan que linha
encelado a balalha como conquistador, foi vencido,
lirn lonco por Aslrea, e nao receben della favores
nem segredos. A Morgalle conlava anda com An-
tonio.
deferirn) era 1,103 casos; e negaram o divorcio
cm 181.
S38 acabaran) por conci 1 iaea. 1 on morle de um
dos conjuges!
Uo coosa bem diflicil conciliar mulher c marido,
observa um cscriplor fiaucez, dando aquella no-
ticia.
I'undou-se cm Liverpool urna soriedade singu-
lar; com o ululo tic I'eallh's tribute Sucielg. Seu
objeclo he proporcionar a lodos os seus memoro* a
niaiur porcao do saude c de prazer. Cada anno, o
membro que goza du saulc a mais robusta e que
recorren menos vezes ao medico, he obrigado a ban-
quetear os oulros niembros em numero de 21. Es-
la sociedade j se vai rainifiviando por oulras ci-
dadw.
S
Chesaram do M.xlaggscar a Paris para o muscu
de historia natural urna porcao de ovos, em pre-
senta dos quaes os de avestruz sao cousa in.-guifi-
canlc. As folhas refeicmque o sabio Geoffroy Sainl-
11 Man e fizera lugo o calculo do lamanho giganlcsco
dos p 1aros a que perleneiam laes ovos.
II pouro se ailmiram os europeo. Nao se lem-
bram que desde pequenus se nos dizque esle mundo
he nm 000. A' visla deste. o que sao todos os ou-
lros. al mesmo o dio da poltica dos estados da Al-
lemanha.

-Duas repulares eurojias, duas mulheres ce-
lebres dosIhealrns de Paris, urna romo actriz, oulra
como cantora,dao presentemente que fazer aos
ilvogados e ao foro.
Mademoiselle Rarhel, a aclrizqne 110 comeen des-
le auno foi receber ta regia munificencia to impe-
rador da Russia um preseule pequenino, pouco mais
ou menos um milhau. desgoslou-se da mesquinliaria
do lhe,uro francez, queapenas lhe lem dado o nc-
nessaro para edificar palacios c viver coo-o Aspasia
recebentln o tributo de todos os hnmrus da genio. E
cumo Matlemoiselle Rachel enleodesfe que devia
rclirar-se da scena franceza. lal vez para vir ganhar
californias nos EsUidos-ilnidos, im 11-011 esludar,
nos ltimos tlias desen reapparecimeulo 110 thealro
de Paris, urna peca nova de Legouv que ella linha
promcMi lo lepia sentar.
Mas Lecouv he lena/. : e sem se importar cniu t,r
caprichos da enjoada aclriz,\liainou-a aos tribnnae*
e estes, rom urna barbarid.de inqualificavel, resol-
veram que a Ruisa, apezar lo enjo, lomasse a dosc
que o dramaturgo lhe pretenda impiugir.
A nova pera de Legouv intilula-se Menea. Ora,
quem sabe que Matlemoiselle Rachel, apezar de ma-
gra e fcia, he terna de mais, coiiiprehende a repug-
nancia que tila leria em representar o papel de urna
furia, que segundo Horacio deve sempre na scena
moslrar ferocitladc : .V/7 Meda ferox.
A oulra herona do llieatro e dos Inhumes he a
illuslre cantora Cruvelli, que desappareccu de Pa-
rs na hora cm que o publico a esperava na opera
para oovi-ln nos Iluguenotes. A administraran da
opera inlenlou-llie o processo. A Cruvelli nao ha-
via por certo ter Jugido sem alguma grare rallo,
porque nao he por qualquer cousa quo se abandona
um contrato de cem mil francos, para cantar
oilo mezes em cada anuo.
Ah 1 quem nos dera qoe essas luidas ou capri-
chos artsticos fusscm imitados, tle sorte que os ar-
tista) da America sesafassem par a Europa, e os da
Europa ftizissem para c 1

Em Pelropolis ha (res coasas que caracterisam a
localidade : o trie ghh, o prato de rins, e os amo-
res per fe i I os.
Aiitlai por qualquer parte ; urna menina, um
traballiador, um carroceiro, una velha, um benga-
leiio, vos dirn, um apos oulros : ll'iegltts-
Enlrai ein qualquer hotel, bom ou mo, hura
do alniaro 011 to janlar, de mauhAa ou de larde :
r !*?* Hw ne ealMr*ira d:i me? nm nralo de rins
ensopados.
Sahi ra, passa pelas gargantas ou pelas mon-
tanhas, entrai nos jardins patlicnlaics. oorre aos
campos agrestes ; encontrareis a indefcclivel mni-
to tle amores perfeitos que se alaslram, como indi-
cando que em Pelropols, na falla do senlimcnto,
ha a flor em abundancia.
s
O ccmilcrio de Pelropols lambem lem moitas de
amores perfeilos.
He verdade que poucas vi eu cultivadas : quasi
todas er,1o silvestres.
Cousa nolavel que me fizeramobservar algnns jar-
dineros velhos da colonia : nos lugares onde se
enterra alguma pesaos casada nao nasce o amor per-
feito ; pelo contrario no lorrao que cobro os restos
dos solteiros quasi sempre os ha 1
Mas allemla-se a que isto he um capricho de flor,
scom o fim de contrastar a verdade.

De onde vira esle nome de amor perfeilo dado
aquella florzinha raslcira ? Os sabios a chaitiam
viola tricolor (porque nao lem visto as de Pelropo-
ls, de orna so cor); os franrezes lhe dao o nome de
pense (pensamento), alludindo (diz um botnico
phikionomia expressiva que a flor recebe tle sua for-
ma e de suas cores: os inglezes a appellidain he-
or'* eate (socego d'alma, tranqiiillidade to cora-
cao), por seu avelludado suave de ver-se, que faz as
delicias do aduoislai.
Porque he que a chamamos mis amor perfeilo ?
Ser pela predominancia do rxo e do amarello
as suas cores, dando assim a entender que o verda-
tleiro amor he tristes c que defitha por mal com-
prcliendido ?
Ser por causa da inclinarn du seu pednculo,
que revela'a submissau e o respeilo ?
Sera pelo seu heliolropsmo que a faz sempre
olhar para o sol, como o amante dedicado olha para
o objeclo do seu culto ? j^_
5
Perdoem-nos os poetas, mas nao podemos deixar
de avisar aos leilores qoe o amor perfeilo silvestre
Foi no moz de juoho de 1831 que Aslrea desco-
brio a uniao do joven marquez e de Victoria, e ju-
rn logo a peda da pobre' rapariga. Nao podemos
dizer que Aslrea Irarou de una vez seu plano tha-
bolicou ; mas comerou a Irabalhar nelle orcult..-
meiilf, e scmeoii desde cnlao surdas dcsconliancas
no coraro cioso do grande Roslan.
As duas irmaes eiani suas iiiiiin^as pelo mesmo
Ululo, primen-amento por causa de sua belleza, e
em segundo lugar porque Magdalena era a mulher
do grande Roslan, e Victoria a noiva do joven mar-
quez. Assim impediam-lhe o caminho direila ea
esquerda ; porm a Murgatle delcslava lalvez Mag-
dalena ainda mais do que Victoria.
Iit'sin vez Anlouio passou duas semana nleiras
no castello. Durante esse lempa Joao Touril segnio-
Ihe a pisla como um sabujn ; mas foi trabalhu jier-
di lo, e apenas |todc ndevinhar que a marqueza nu-
tria vasos projeclcs tle emigracao.
Houvc um da de tempesta le, lempestade tle ve-
rao debaixo do co quelite e rarregadn. A borrasca
sorprenden Antonio o Victoria, quando vagavam so-
bre a praia conversando acerca de fuluro e de amor,
e ambos enlraram na Grilla das tiaivolas, abrigo
cerlo contra o temporal, e nao contra os culevos do
coracao.
Que lerriveis relmpagos O ocano ahrasava-sc,
os troves abalavam o rochedo; a poltra Victoria re-
fugou-sc nos bracos do amante.
(Juan lo a lempeslatle applacou-se, Antonio disse i
Victoria que chorava:
Es minha mulher dianle de Dos. D-me o
tempo de preparar minha av, a qual lem para mim
oulros desicnius. Voltarei brevcmcnle, e se nAo po-
der ficar em I-'ianca comligo, juro-te pela minha
honra que le levarei!
Antonio era um cavalleiro. Viciara enciiugou as
lagrimas, e nao duvidou um instante de sua pa-
lavra.
Antonio parlio, Victoria nao lamia ; mas nao rc-
cobrava seu alegre sorriso de menina.
Amava sua irma Magdalena como urna ma ; as-
sim quando seulio no lim de alguna mezes essas do-
res tlesconhecdas, m.irlyrio agrailavel da joven es-
posa, nao alreveu-se a coular-se a ella. Espern,
rogot a Deus c a Viigcm tpie lhe lornassem a levar
o noivo.
....o Toniil, o grande Roslan c a Morsatle for-
mavam cnlo um lerno perfeilainenle acorde. Joao
Touril lave no principio a idea de laaear alguma
cousa 110 copo to grande Roslan, porque linha ciu-
ines de Morgaflc ; mas osla imn/.-lite sua vnuladc
de turnar u li lalgole por socio 011 complico. Touril a-
vrenlo, Rostan prodigo, crain igualmenle vasaalloa
da Morgalle.
Roslan sobretodo eslava ai. nina lo, eslava brutal
c apasionadamente ennmnrado della ; todava Aslrea
bcm senta que elle nAo lhe pertencia anida iitlcira-
menle, v conservava por Magdalena, sua mulher,
tima aff-ijilo solida c respeilosa. Junto da chamiu,
Magdalena, a bella sania, subjugava essa natureza
anles grosseira c dc-gradada que m cm principio.
Convinha cuilar nisso.
Magdalena eslava pejada, e Dos abe que a po-
bre Victoria livera umitas vezes inveja da irmaa que
he considerado ineiliriualmente cuino depurativo e
serve para curar as allccc,des de pelle.

Estamos no lempo dos planclinhas.
No dia 1" de setcinhro tiesto anno quando mal
pensavamos, eslava o Sr. Fergusson, no observato-
rio nacional de Washington, desrobrinilo um Irge-
simo primeiro planclinha na vizinliaura deFJgeria,
cora um brilho quasi igual ao desla princezinha do
reo. Nao se pode duvidar to faci porque ja foi
i-oiiiiniiiiirado .1 ara leona das sciencia em Irania
por urna pessna entendida em planetas, o celebre
l.cveriier.
Mas anda aqu nao fica.
Cada dia um astrnomo sobe ao observatorio c
apanha inais urna estrella para augmentar a sua
planetera. Na noile tle Ti de outubro, o Sr. Oods-
chiindl anaol.oii una que fui hanligada com tiuoma
''::1"' -,"">2 o Sr. haeornae apanhou
oulra que se chamara a s.-nii... Poivnlllia
Estamos por (auto rom 33 planetnhas..". no c*o -.
porque se os laes astrnomos applicasseg a lente pa-
ra a Ierra, oh que m--jadas, que milliSes de mi-
niares ile planrlinlia- ( scobrir 1
Smenle em vez de'ielescopio, liuliam de fazer as
observarles com microscopio.
{Correio Mercantil do Ro;.
COBRESPONDESGIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Para'
llelein 15 de dezembro.
SUMMARIO.O dia J de dezembroA medalha
da campanha do UruguayTe-Deum, parada e
cortejoRaileO Obse tadorO padre Eulhy-
guio Pereira da RochaKleifoesO chefe de po-
lical'risoesRepresentaraRendimenlo.
I.
O da > de dezemhro, annversario natalicio de
S. M. o Imperador foi dignamenle festejado entre
nos. Na vespera algumas bandas tle msica percor-
reram, tteitondo fogoeles, as roas da cidade, dando
enlhusiaelktM viva. Ht.dve llieatro nessa noile;
Cii-loo-sa o liymiio c deram-se os vivafdo coslume.
.V ; dia 2 boiive Te-Dtum na ralhedral a que s-
-i.lirapi todas as autoridades, corpo consular e pes-
cas mais gradas da cidade.
Nesso mesmo dia anles da parada c cortejo S. Ex.
o Sr. Reg Uarros dislribuio pelos olliciaes do II.
balalhao de catadores a medalha na campanha do
Lruguay.
A para,la compunha-se de 6 balalhrs, formando
una divjtto ao iqando do Sr. commandaiile das ar-
mas, c diii brigadas ao maiuln a 1. do Sr. coronel
Torres, 11 ^ do Sr. lenle coronel Iuooccncio.
II.
A quadra em que ullimamcnte temos vivido fem
sido da damas o folguedos; todos se lem dividido
entre o llieatro e os bailes. Hoje oceupar-me-hei do
baile dado por S. Ex. o Sr. Reg Barros na noile tic
2 de tlezeinbro. .Nao o remeti para a deferipejb
que tlelle fez o 7V:e dfi Main porque julgo qne sem
querer ou de proposito o amesqdnhoa.
Coiiteiilou-se ein fallar das sumpluosas jarras tle
flores, e de accresceular que o edificiu olhado de
fora, a algoma dislancia, representara um grande
foco de luz Toda a desenpr lo. que alias s'eucerra
em ntcia duzia de linlias, he oeste goslu.
Deixarei porem em paz os pobres, qUc nao abem
elevar suas vistas al o bello; que nao csqitecem ala-
da nesses momentos de ventura a prelein.-o baluufa
de urna ephemera inllucncia que cifram a 110-
licia de um ma^nficu baile na lembranra de que
S. Ex. o Sr. presidente da provincia com a .en/io-
ra un Sr. presidente da assembia, rompen o baile
iansanio de eta-a-ota ao Sr. presidente da assem-
bia, que por sru lado dotftava com a senhora do
Sr. presidente da cmara municipal !
Lugo o enlrair no edificio nolava-se o irreprehen-
svel nee'\n-a aptttado en''-- cun que elle eslava pre-
parado. A illuminaro Siillianle, o rulgur tle mu
roslos anglicos, a roaiiinceaeia tos Irages o ador-
nos, e, o que mais s- aprecia em laes rcunies, li-
ma completa sati-firoem lodosos scniblanles, pro-
ilu/i un no espirito um temo sculimculo de ventora.
Imagine-so esle quadro combiuando-se com o vol-
lejar das quadrilhas, Valsa, rhedowas e scholishes,
com o sussurro das risadinhas, brancas, ainarellas,
verdes e 'algumas al mull,urc-, das coulissoes a
meia voz e incmplelas, ,. das graciosas reprehen-
sOes com que as nossas encantadoras patricias mime.
eam sempre em laes occasioes os seus apaixonados
adoradores, c teremos urna idea do ar de ambiente
e ambrosia, que nesse baile deleitava os scnlidos
dos tiumerosos convidados.
Nulei que u passado bem como o presente c o fu-
luro liiiliain seus representantes no baile, a serie la-
do dos primeiro, a astucia dos segundos e a boa f
c sinceridade do ltimos audavam de braco-dado,
e como que adiavam por momelos a lula'em que
pa-saui o tempo.
It, p a re i n'um bello rosto, sympatico e melanc-
lico, que sentado e embebido em profundas medita-
es nao lrava a visla de om oilo delerminado.
Nesse momento disse a um amigo, que duveria ha-
ver una lei forlissima, que prohibisse o ingresso,
nos bailes, da tristeza.
I'ois haver alguem triste atiui'.' perguulou-ine
elle.
Keparai naquella menina, que fila seus arden-
tes olhos nesse cavalleiro, que rende finezas aquella
bel lado,vede como aspalpeliras lhe Ireniulam. como
seus labios descoram, como briiham nos canlinhos
dos bellos olhos dous brlhautes prestos a humedece-
rem-lhe as faces tssetiuadiis! llavera baile sem
sylphdcs, sylphides sem amor, amor sem cumes,
came* sem pesares?
. S. Ex. "o Sr. Reg Barros mulliplicava-sc para
obsequiar os seus convidados. Era sempre o pri-
meiro em tlar o cxcmplo, aos oulros cavalleiros, das
allcucTies, que se devem tributar ao madamismo en-
cantador.
O serviro durante todo o baile foi feto com a
maior profustio. Era madragada quando os convi-
dados se rcliraram penhorados da generosiilatle e de-
licadeza com que S. Ex. os linha obsequiado.
III.
O mundo de boje corre por lal forma, que ja nao
se pode salisfazer ao desojo de um amigo, ainda
com a luuvavel inleneo de se levar alera mar a
fama de urna nolubilidade. Vmc. pedib-me em sua
caria particular que lhe fallasse das raridades desla
minha boa Ierra : fallei-lhe uo grandiloco Observa-
dor ; enlrclanlo elle acha quo sujei columnas do
seu Diario '. Ha maor hiimildade,maior modestia ?
N.lo era preciso lano abalimento para o rnnside-
rannos ja mais cordato c menos vaidoso. L'ma ic-
commeudacfto lhe faro, e espero car allendido.
Quando imprimir o grandiloco,- qoe ani vao escar-
ranchado no (aserrador, a feieo de sobrecarga,
ponha-llie um acento bem distiucto no di para que
nae.acitnle^.qiiciilgitein menos versado Iciinm-
de lonco. iNflu esquera ; olheque os redactles du
Observador sao cscriptores de alto quilate, como
indican) os seus escriplos, o cscriptores da moda, islo
he, nao se canora ,., respouder aos arligos que os
incommodam ;*pei>sa,n bem.
A' sua leima em mandar para ca as minha cor-
respondencia devo um prazer bem grande. Que
comedias do fazer rir se representaran* nc*U scena
de pnliticOes Eulendem os observadores, que s os
que ldam como elles nessa arana se oceupam do
suas desfrulaveis personagens I Assim he bom, por-
que cm quaulu l se ficam elles a amuarem-se, vou
dando os meas passeios no Jjello quadrilongo do
meu qtiano, e da guando em tez diego a janella,
nulo a luneta e rio-mc do (ouroa a luiorem.
0 meu faror a capa e prejuizo aos rnfres, rio
que tralei n'uma de'minhas correspondencias por
desenfado e porque nessa occaso (entou-mc o ge-
nio de Vollaire, foi urna bocadinho de ouro. l'or
ser, cm verdade um bocadinlio de ouro, e nao nm
liocado de ferro, he que o queixinlo arabo de anto-
lliosdesenfreou-se por csses ares fora eslouva,la-
mente. O homem dos clculos ca|culou assim .
don o correspondente do Diario por amigo to E.
1*. R. e a este aprsenlo como honrrando-sede ter
a a saa bolina lomeada ( eu c dira enlameada )
it com tanto que passe por amigo dos amigos e
a por luzia: por esle modo inlrigoo com os padres
Se o lal calculista exigisseo gimbnngo adiantado
por esla cslrangeiriiiha nao perdera seu lempo j
mas se osla vez abaudonou a manha velha e quiz es-
perar pelo resultado para exigir maior retribuirn,
pobre calculista! lera de morder de despeito os ser-
pentinos beicos.
Quem ha que leudo seguido os passo do padre
Euthyqttio Pereira da Rocha, desde que aqui che-
gou para reger a cadeira de insumirnos cmiomicas,
poder, sem fallar a verdade despejadamente e sem
abalar o grito da sua conscienria, atfirmar que elle
se honrar em ver a sua batioa enlameada "! Como
r.illuu elle honrosamente do clero no discurso com
que abri a sua aula, o qual logo a todos deu urna
provada sua apldao ? porque foi que elle leve de
lularcomo Vclho Rrad''., Foi para enlamear ou
para fazer cahir sobre Si a lama, que aliravam sobro
o clero, ou pessoa do seu representante, esses1 a
quem a Trombela disse: lem loda raxau'. Callon-
se por ventura quando, ha pouco lempo, por occa-
so de queslors sobre direitos se lancou sobre o
clero o sligina de ignorante a ponto de mal Ira-
duzir o lul'm ? Se uestes e n'outrosescriplos.qiie le-
moslidocom gusto, assignados pelas suas be rf. coirheci-
da iniciaesE. P. R.elle lem defendido, quan-
lo liie cumpria, a igreja e o clero, como dizer que
elle se honra com os insultos a hatina V Qnerem
com essa inlriguinlia, que elle Irace impertinente
linha divisoria entre u clrigo e o secular instrui-
do Seria urna loarura reviver odios, que as luzes o
o lempo van cxtinguudo. Quercm, infuu.lindo a
suspeila de que esses snnhados insultos a^ sua classe
parten de seus amigos, separa-lo delles, que sempre
o foram. para oni-lo aos Pipaiotes c l'elhos Prados*.
M- "--' -ni t-i.tj koiniaaiie. tiiiliaivtr. que u
luinra-se com a bjiina enlameada seja devido a
uus Enleios do Analista, e que lhe alribucm. Nao
posso dizer se he elle o autor desses enleios, nem
quero anora entrar na apreciaran dos motivos dessa
publicar 1 1 ; nas, se reprovar, como ah so lez, a
embirrancia de um padre acouselhar-lhe que
evite derruas vergonhosas e aplaudidas por amigos,
queja foram inimigos encarnizados, he insultar a
balina, nao sei o quesera chamar, a mais de um
padre, ignorante 1 sem coslumes. Ou dar-se-ha
caso que loda a ciarse se cifre na pessna de um s
padre? Quem sabe se tal nao peusa o calculista ?
Ainda mais, qoe o Sr. padre Eulhvrhio se honre
coro os insultos sua batioa para passar por amigo
dos amigos, v ; ha ainda a vanlagem de ser amigo
dos qoe o sao delle e sempre o foram ; mas para
passar por luzia, que vanlagem ha nisso, quando os
luzias mo dominam Nao concebo que ninguem
se resigne a sotfrer urna injuria para ler era relri-
buico um prejuizo. O correspondente nao vio o
descoco da sua descahidela ; quiz alarrachar a mar-
lello a denuncia de laziismo para sem fins! .. ho
bom discpulo do estlido Correio dos Verdades,
que deu por enftico luzia o Sr. padre Eulhychio,
porque se nppoz a sua plantaran departidos! He
a intriga a arma favorita desses argumentadores.
1 1...1 couta nao quero deixar de contar-lhe : he a
pachorra com que oE. P. R. escreve as resposlas a
(Ais daloguilos com que os observadores o lem ag-
gredido, depois to desappurecimenlo do Analys'u
(que Icaldade ) e nao as imprime. Diz elle que
as escrove para seguir o seu syilema de nao deixar
sem 1 esposta as aggressdes que lhe fazcm ; e nao as
publica porque assim Ih'o ordenaram e poique tem
paciencia de esperar opporlunidade para esla o ou-
lra publicacoes.
Bstanle lempo lhe lenho tomado com o E. P. R.;
e mais dira ainda se nao temesse exacerbar cu-
mes... e porque o que lenho dito moslra que me
n3o fazem desconhecer a verdade urnas zanguinhas
que me elle mellcu com um artigo do Grao-Part.
IV.
L'ma nolcia cm opposictio que lhe dei n'ama
nada tinha a orctiltar aos olhos do mundo. Magda-
lena ia ser mi pela segunda vez.
Urna noile Aslrea disse com negligencia :
A marqueza esla muidoenle, e nao se ouve fal-
lar do senhor Antonio I
Nao foi em maio passado que elle veio '! per-
mntoii I! isln. Ignoro lo Jas essas cousas, nao se
lem coiifian^a em mim.
Em maio ou em junde, responden a Morgalte ;
tua mulher pedera dizer-nos isso.
O grande Roslan franzio as sobrancelhas. Aslrea
continuou sem fazer raso:
Desde quanlo (ua mulher conla sua gravidez "'
Desde o fim de juihn, respuudeu Rostan em-
pallideccndo.
I'ois bem exclamou a Morgalle, o senhor An
Ionio eslava aqui no lim de juuho.
He para aecusar Magdalena que dizes isso ?
pergunlou Roslan com a voz alterada.
Aslrea poz-se a rir, o respnndeu :
Digo o que be. nao acfliso a ninguem.
Roslan vollou para a casa mui pensativo, c com
um agoilMa no corarao. Sempre se pode lalhar um
olhello imbcil do passo de Donjun eslupido.
Com cITcilo a marqueza eslava doenle, 111 a talmen-
te docnle desla vez. parece que a Morgalle n.lo ti-
nha adiado no lugar um s sacerdote Le sea gosto;
poiso cura de Plouesnon roiitinuava a ser o confes-
sor da marqueza. Elle lenlou chamar para junio
della suas duas sobrinhas Magdalena e Victoria ;
mas a vejha resisti obstinadamente; pois eslava
prevenida.
O cura s pode esrrever loda .1 pressa ao joven
marquez para aniiuiiciar-lhe o lim prximo de sua
av. A Morgalte esperava isso, leria poduiu fazer
com que o marquez chegasse larde; mas de que le-
ria servido? O dinheiro da venda ainda niu linha si-
tio achailo.
Na nittevospcra do dia cm que comer nossa his-
toria, o empregado da alfandega, Nicolao Meruel,
foi ao caslIlo. A Morgalle previnio a Joo Touril,
e nata disse ao grande Roslan. Meruel Irazia urna
caria, Aslrea sabia que o marquez nao lardara ; mas
n.lo pode furlar a carta no primeiro dia.
O grande-Rostan nao eslava nunca uu casa. Aslrea,
sua egeria o linha laucado em nao sei que coiumor-
rio de contrabando para Combaler a ruina que o aiues-
eava; porm o mande Roslan arrt:in.iva-se cada vez
mais c mais brevemente. Corra j a voz de que a
casa ia ser vendida. Magdalena e Victoria viviam
smenle com o pastor du Tregtiz, o qual ia lalas as
noiles embalar a pequea Irene.
Nessa 10 inhaa tle I de mnrcn, emqiianto Magdale-
na fra procurar milicias da marqueza, Victoria fui
atorada tas dores to parto. Sabio como urna louca.
alrtvessoii peuiveimuiile a charneca, c foi tWviada
ieia sraca de Dos nessa grua das tiaivutas. que f-
ra sua cmara nupcial Dea luz una menina, a
qual collocou debaixo da invoca,.o da virgem Ma-
na, liirquel, u marhuisla, cmprcslou-llie >eu ca-
vallo Bijou para.vullar casa. Victoria linha pre-
viamente levado para a gruta um cesto cheio de al-
goil.in, a pequea Mara licou sosiuha nesse leilo, e
o vento do mar affagnu-lhe o primeiro sumno.
Nesse mesmo dia Victoria vollou com a cabra Bi-
quetle: era a ama.
Victoria nao morreu de failiga nem de ioquietarao;
um pensamento a sasliuha: Antonio nao poda tar-
dar; urna consolaco lhe restas,1; ninguem sabia
seu segredo.
O dia 5 passou, e Magdaleoa inqiiielava-se pelas
ausencias da irmaa.
No tlia 6 Magdalena senlio as primeira dores, c
sabio da casa para procurar Victoria. Gicqnel fez o
que Victoria lhe dissera: mentin a Magdalena, a
qual vollou apress 1 Hlenle para a casa; menlio
lambem Morgalle; mas esla runliouou scu cami-
nho para a praia.
Havia meia hora que Victoria eslava na gruta das
Gaivolas. a lempestade linha passado, c um raio de
sol iieni-li.ua.pela tonda.
O sorriso da pequea Maria responda a este sor-
riso ila tarde. He o remedio supremo para as triste-
za tas 111,11- Ijne soflrmiento resisto a essa alcana?
E que se pode temer oanle,dessa chara promesas?
Victoria nao cuidava mai as noticias ms de que
fallava a carta to palr-lo Sulpicio, linha enchugado
as lagrimas, e urna alegria ntima e mvsleriosa cn-
cha-lhc o corceo.
Ri, meu Ihcsourn, murmura)a ella aninando a
filhiiiha sobro os joelltos, ri, sers feliz, nao le vi
chorar ainda. fi fillia to bom Dco, a Virgem le
guarda. R, minha Mara amada, leras rcus bellos
cabellos Ionio-, o scu olhar 1,1o Icroo que me allra-
he, mao gratn meu.... eslcnders para el e leu bra-
ciuhos qiiainlo te chamir sua fillia?...
Oh quanln elle le amar '. E qu.lo boa ser la
vida entre leu pa c la mai !
A rapariga beijou a rabia,a qual com cime mel-
lia sua cabera barbuda sobre as roupinhas da luc-
ilina.
Obligada, ama, disse ella algremenlc, leras
um collar de prala, c seras da familia.
As lagrimas tornaram-lhc a vir ao olhos emquanto
cnnlcmplava a lilhinha ; mas brilliaram no Sorriso.
licitando repciiliiiaiiiente a pequea Mara no cesto,
a rapariga disse :
O lempo pasta, adeo meu Ihesouro querido.
sahirei atnitamente esta noile e vrei dormir com-
ligo.... itiuelle, bel de trazer-le leilc e relva.....
Como sao bellos os ulmos raios dcsne sol! Isso deve
er um presagio....
Mara, minha pequea Mara ir.terrompcti
illa devoran lo-a do liejos. iso deve aiinunriar que
leu pai e-l.i no caminh...... Seremos fellzcs sere-
mos felizes-1.... Nao a dei ves, Biqiclle At esla
noile!
Arapaiiga dirgio-sc para a tanda. Ninguem a
leria reennhecido, tanto a esperanza a mudava !
Mas no momento em que a sahindo, deu um gnl 1
de terror e esleve preste* a calur para traz.
Aslrea disso com voz suffocada.
A Morgalle eslava cm pe encostada u entrada da
gruta, o snrria dcbaixo de sua grande coifa ruolhada
pela chuva.
Boa lardo, rcnhor.i Victoria, disse ella, nao
admira mais v-la lito paluda este lempos....
Victoria cobrio o rosto com as maos.
A menina he bcm nascida, tornou a Murgalto,
se lhe apraz serei sua roadrinha.
( Continuar-se-ha.)
mm



das miiili.is correspondencias pa-sadas, corro lia i
olas, e he : que petar das ameaoas do chota do
polica, o do n,ne ello proclama or rolando sobre i
os seus cnulidalos senatoria, o nosso diocesano{
nao se prosela, e que assim tem respondido al-1
gomas consultas a este respeilo. He um acto de'
prudencia cm S. 1<- qoo muito Me lomamos, o
Dse o coacerve DeMe boa aviso, sem dar ooddoe
M races seductoras das aereas, que o cbamam para ;
um aliyumo.
Segando apreaa o Sr. l)r. M.rgalhaes, diere de i
polica, a sua dupa lia de vencer, e, que cuslc o
que cuslar, est anlorisado (por quem 1' a fazc-la
imimph.ir. Os (res candidatos s.lo Arcebispo, I
Angelo e hispo.
O JoAo Augusto agarra-se rom lodos os sanios e '
acatas para que o Sr. Sooz i Franco Ble seja eleilo,
0 por isso organisou, de accordo com o mencionado
cliefe, essa lisia. ,
O que porm he rcrlo he que a polica principiou
o ataque privideudo sem rasHe nem jn-tioa o juiz
de pan do >. di.(rielo ; lem demitliilu petto de 20
inipectorej de quarleirilo, quasi lodos imiRoi do Sr.
Souza Franco, e ameara Ierra c co, edeesmiga-
Iliar quem pretender hilar com ella.
Donde vcui cssa seguraura com quo o cliefe pre-
di o triumplio da chapa que elle vai impar popu-
lacho Elle que para sabir depnlado ia rhorar-se
ao Sr. Joao Augusto, e depois aoSr. Suuza Franco,
dizendo que guerreado por aquelle s com esle con-
lava Donde lhe vcio essa inlluencia, essa autori-
jtade para arvorar-se em prolertor o protesido de
ha dous airaos? Da chofatnra. nao; porque ja nesse
lempo elle policiava, e foi derrotado, c boje nao
pode contar com a presidencia para arbitrios. Es-
tar resolvido a gastar t gastar, elle ? para isso cs-
^ pera aluda um bom dia, que larde ou nunca chc-
*Sar'" Vem-lhe a influencia com os >eculares dos
bellos discursos com que se ostenlou o seu lalenlo
na assemblca geral em beneficio desla provincia ; e
vem-lhe a inlluencia com os padres da Minante de-
le contra as aecusacoes do or. Wilkens de Mallos
ao diocesano. Deve por lauto e com juslca domi-
nar o povo e o clero.
Para neutralisar porm o mo elTeito da repenti-
na aggresSo do Sr. Dr. MagalhAcs contra o Sr. Ma-
nuel Haymnndo Gomes, representou este S. Ex.
narrando-lbe lodo o success, e acrcscenlando que
estando preso por ordem do Sr. Dr. chefe de polica
pelo supposlo c.ime de injuria, nao liuha jo.il a
quem requerer flanea para livrar-se sollo. A re-
prcsentacAo produzio efleilo salular, porque honlem
receben o respectivo juir municipal os papis rela-
tivos a qoestito, conservando o Sr. Dr. MagalhAes,
sendo parle, o Sr. Gomes preso por um crime em
que selivra sollo, e sein dar-lite juii por quatro
dias Que espirito de judie,* !
Hasta por lioje.
^ neow alfandcga rendeu no mez passado
1M8799375 ron ; collccloria de rendas internas
2:795?->9,S; recebedoria de rendas provinciacs
2i:378f/.M3; ver o peso I:490&568.
. '......
Maxanhao
S. I.lliz 19 de den-rnl.ro.
c*mo ti.- multo j:< esiej,. csgoiada a materia do ca-
vaco, quesempre coslumo dar qnando lenlio poucas
noiirwt a narra-lhe ; cabirei boje de chofre sobro os
meus aponl.imcntos da quincena, e, descarnados,
apresenla-los-hc aos seus leilores, quedevem conten-
tar-se com o menos, ja que nao Ibes posso offerlar o
mais ; alm de que a indisposicAo enjoaliva em que
me collocou urna viagero, que honlem fiz i desden-
tada e calombosa Alcntara, nao me permillc ser ex-
tenso, ennrorme he o meu louvavcl coslume.
Com a ebegada do vapor Imperador dos portos do
sul, corren nipii a noticia de que o |)r. Lopes Nello,
que regressara do Rio para essa no dito vapor, con-
seguir realisar o contrato de navegara a vapor en-
tre o Ceara, Marnho e portos intermedios, dando
assim mais esse incremento companhii Pernambu-
caita. em mime de quem aquelle dunlor lano Ira-
halliou. .Nenbunia panirip irAo da corle da. conla
desle negocio ; antes lodos sao" concordes cm que u
Dr. Lupes Netto nada conseguir naquclle sentido.
Mo obstante, porm, o commandanle do vapor, se-
cundo me disseram, assevera que aquelle Dr. lhe
ronimunicara baver elle atrancado os seus desejos ris
3 horas da larde do dia 25 do prximo passado mez,
que foi oda partida do vapor.
Se esla noticia, como soppomos, fr verdadeira, ha
toda a razao para felicitar a cempanhia de Pernam-
huco, alera de oulras vantagens pela quanlidade de
consumidores, que devem para ah affluir de alguns
pontos do Cear e do Piauby.
Jaque para vergonha do'Maranhao, ouvindo a.voz
de nao sei que pessimo orculo, nao livemos vonla-
de bstanle para tomarmos sobre nossos hombros
urna empreza de lana magnitude, resta-nos ao me-
nos o triste consol de desenvolvcrmose cressermos
a sombra dessa praca, aoude o roovimenlo commor-
cial parece que dentro em puuco a collocar no gris
de praea de primeira ordem. Na verdade, que po-
demos dizfr, que deisamos fugir u occasao opporlu-
na de securar o nosso futuro eucorporando a com-
panhia que nos designara o decreto de I de selem-
bro de 18.il, nico ineio de altrabir ao nosso merca-
do os consumidores daquelles pontos, que ja em par-
le nos tem fgido, e de todo descriaran! com o en-
tro da liuha nema eslahclecido.
Jo na miiiba ollima lhe participei a sorpreza que
aqu causou a substluicao do Sr. Manoel Antonio
dos Sanios, agente da companhia brasileira de pa-
quetes a vdpor, e tanto maior foi ella quanlo silo re-
coilliecidus cprnlmenlc os bous scrvtjoa que aquelle
agente bavia prestado e continuara a prestar a res-
pecliva companhia, concillando os inlercsses del la
com os do publico em geral; de urna aclividade e in-
elligeucia inconlestaveis ; exercendo o lagar com
honra e probidade desde novembro de 1842, e o que
he mais, constando que an lempo cm que a compa-
nhia lomou aquella eslrauba medida, era o Sr. San-
ios scu credor. v
Permita aqui queeu lembre companhia ,'ernam-
buamn, que era essa a occasiAn de apruveilar aquel-
lo senhor para seu agente nesta provincia, se acaso
efectivamente lem de eslender al ci a sua linha.
lenho ouvido dizer, e eu mesmo o reconbeco que be
elle o bomem mais proprio que lemos, para Iralr
de urna empreza dcslas; lem a pralic de 12annos,
inlcllgeiicia c conbecimentos pralicos c Iheoricos do
comuiercio : seria pois elle urna boa irquisirflo para
essa companhia, cujos inleresses em sua mito j.i nao
cstariam em opposicao com os da actual companhia
Urasileira. Alm disso consla-me que (em muilas
rclajes nos diversos pontos, aonde deve tocar a li-
nha do Cear para o norte, e he isso j urna anta-
gen animadora para aquellos povos e para os inle-
rcsses da companhia, cujas agencias poderla elle
melhor que ninguem estabclecer nos respectivos
pontos.
A julgar-se pelo senlimenlo geral, que aqui se ma-
nitestou ao Sr. Santas, be ioconleslavel asvmpalhia
do qoe goza, bem merecida, na verdade,' pela sua
educarlo e maneiras delicadas.
Acredite, que nada mais do que a verdade, a jns-
tica h que me declaram essas poucas palavras, que
ah fieltro em favor do Sr. Santos. Se acaso uo (i-
vessemoso resultada de constar algumas provin-
cias, o contraste que com ellas fazemos. quasi que
nAo lhe repelera o chavAo. de que camiobamos cm
urna (ranquillidade e seguranca individual, realmen-
te dignas de inveja. Basle dizer-lhe, que dorante o
mez ltimamente lindo, nAo leve n polica que re-
gislrar.um nico facto tenlatorio aquelU secu-
ranra. h
O jury acaba de fechar-se, lendo apenas j'ulgado
lilis Ires uu qualro processos de crimes, mais dignos
do nm summano correccional do que do aparato so-
lemne de umjulgamenlo naquclle tribunal
A commissAo ene-irrogada do asseio da capital pro-
cede em seus (rabilaos, lindo osquaes estaremos pre-
parados para rercher decentemente o monslro do
cholera, se elle se dignar visitar-nos. A nossa cida-
do tajvez seja pela sua poscSo, collocar;Ao, largura
o calcamenio de suas ras, com rpidosesgolo, urna
das mais asseiadas do imperio, c be por isso que o
cosi do fortWie que se lhe esl fazendo seja dema-
siadamente mdico.
A pesie da betlga lem quasi dcsapparecido lolal-
nicnlc : alsuns altribucm isso mudanrada eslacao.
Cadaum tem seus molivos,e por uso peiisa romo bem
lhe apraz.
O Cazuza do* bois, depois da ausencia do cunha-
do, continua na pacala vida de agenciador de revis-
tas. Essa que actualmente prende a geral allenrAo,
iem-lhe (eilo ulular surdameule, como se costuma
dizer, em pai'o de cAo. O homem al cheg por
nma dessai compressoes ile consciencia, que smcnlc
elle em si eneonlra uui modelo, a empregar ora a
linmiagem sonante daquillo com que se compram os
meles, ora a palenlear como se fdra coosa sua. o
cofro inexanrivcl das lilas e dos pergamnhos !...
Os ulicos que Ibeservlmde inslrumcnto nessa es-
0I1RI0 DE PERNAMBUCO, SBADO 30 DE DEZEMBRQ DE 1854
i tAn
j"
ISO
ell
i dev
Iraiiba mercanca, sAo individuos de urna esphera
rel, que nem ao menos sio capazes de suportar
nao digo a odiosidade, mas ale o asco que o c;
lelizmente, porm, para honra nossa, o liomi
tentara dehalde. porque os lempos dessas horriv
inimoralidades, ha inuilo que l.i se foram de divo
rom os Traslenlos da ilcvassa roda da estrella.
Muita gente porm ha que dlzserem aquellos
nejos urna pura imstiiicaco, para melhor poder
engaropar o seu cliente as altas conlos, ouelbe
prestar
Consla-me porm ; que depois de decidid;
qoeslao, oJiom bero de cem cabalan, ou darj
I'i-eio ao Porto afnn de lralar-se de urna per-uni
ti* le que padece i longo lempo, ou entSo ira
Iriclo recolbcr-se s azas de um claustro....
Ncssa, |iorm. creio que elle nao rahira, por
que podem de algum mudo jpplicar-l!ie a reara
'".......' : (.""' nilio vilioium etl, non potest ti
tu temporil contaletcere.
1 udo isso conlo-lbc porque como um bom
pomlente, ckvo ser minucioso e ler por ci
mniba |iolici,i secreta.
Ja livemos noticias da chegada do Dr. Tboi
I jxias. Lonala que fora mu bem recelado, e
icm apreseniado-as melhorcs inlencOet ponivea
asa digno maaislrado soulie harmonisar-sii co
juiz de dircila c com as de mais autoridades, e
certa que Cen um excellenle lugar.
O Sr. capilAo llarreto Nello, que he o com
danle dodeslac.menlodjquellR cdade.ocaba de
all parlir. ilepuis de um mez de licenca quo
para vir capital'.
Esse digno militar foi um dos bravos defensores
da crdem no asna 2 de fevereiro aessa provin
ha .I anuos que vive enearcerado naqiiella co,
como um moldo de excellenle conducta e disc
ni'mililar.
Ser bom que o governo lance anas vsta9
todas aquelles que, como o capitao Ncllo sabem
a
um
unitri-
i con
laso
ca-
ric-
cs-
iseguinle
que
Se
i o
ou
i comman-
par..
leve
a,e
ade,
pu-
pa ra
em
luda a asientas da palavra canjorir com .>s s- ai de-
veres. A na boa reputac.1i>, apenas tem sido at bo-
je albocanliada por don, gozos, que com Uso alias,
lhe dio dobrido mercciruenlo.
t) da 2 do dezenibro, anniversario do nosso mo-
naielia, foi feslejado com una esplendida parado e
re-Denmdo coslume, o qual como nao sucrede i
inuilo lempo, esleve bastante concn i Jo. X noile
houve um megnilico especlaruli no Ihealro. J,i na
vespera a sociedade militar linha dado um baile. O
'/Vi../i no dia 3 esleve lambein em honra do dia an-
tecedente mu couenrrido, c entre varios de seus di-
veriimeulos houve um soffiivel fugo de arlillcio.
Depois de baver lomado posse na relacAo o Sr. de-
zcinbargador Espinla, queullimamcnle veio do sul,
para l.i volla a buscar, segundo me consta, sua fami-
lia.
Segu lambem com licenca para essa n Dr. Pedro
I essua, juiz municipal da I. vara da capital. Esse
disuo peruaiiiburaiio, ana lem sabida preheaclicr
al hoja com iulelligencia e probidade o lugar que
Decapa, relra-sc deitando-nos bem vivas saudades.
Resta dizer-lhe quo as proximidades da fesla Jo
natal leni Irazido na forma do autigo coslume algu-
ma emisracau do familias para o campo. Levado
pela mesma inania, ou antes pelos mesmos calores,
doii-lbe parle que depois de ter obido licenca por
15 dias do meu inspector, sigo amanhAa ou depois
pira a classica villa do Paco. I. ado me como o
.loso dos Bois no seu Paqucla !....
Tomo a praia do Aracagi. pela dos Frades ; a Cn-
rcicAo. pelo San-Hoque ; o alcaullado penhasco de
Sao-Jos, pela pedra da Cabeleira ; as barrocas do
I bamba, pela grua dos Amores; c finalmente a sa-
borosa Jucara, pelo mimoso Camhug.i... Com lodas
eatftS analogas, que curdas nAo fiz eu agora fibrar,
saudusamentc no lentfero enrabio do nosso liere
Em lugar compeleutedeixede narrar -lhe.i seguin-
Ic noticia, que aqui transcrevo do Observador de 17
do corrente, ci-la;
ti Aulorisado pelo governo a tirar das immedia-
(Oe* do Codo, os indios Malleiros Briunlins, que de
em volta com os prelos fgidos, que se aroutavam
eulre clles, eram o flagello dos lavradorcsdaquella
loe ilidade, o director parcial dos indios Manoel Ro-
drigues de Mello Ucha, lendo saludo da villa da
Barra da Corda, a 2 de novembro prximo passado ;
a lala de urna bandeira, composta de 5 pracas de
linha, 2 llhos seus, 3 fmulas e 50 indgenas, che-
gou com dous dias do marcha a campo largo, dis-
tante 22 leguas daquella villa, a abi se proveu de vi-
veres, que recebeu de casa do coronel Diogo Lopes
ile Aranjo Salles. Partiiulo leste lugar a 8, etiegou
!2ao JapAo, distante 32 leguas. A 13 marchou
para as cabecainis do Codo, que dislam 7 leguas do
JapAo. A 14 enronlrou pela primeira vez ranchos
abandonados i niargem de una laga, e depois ou-
tros no mesmo estado em mitro sitio. A 15 encon-
Irou novos ranchos, onde smente bavia duas prclas,
porque os indios e os prelos que os oceupavam, se
linbam posto em fuga, avisados por um prcto que vi-
ra a iropa. Tendo-os seguido e cnconlrado, vio-se
olirigado a dar combales, porque lhe oppuzeram viva
rcsislencia.
No conllicto morrrmm peswas da parle dclles,
o /un, aprisionados (i indios, 11 indias, 17 e me-
nores, 1 prelo e 2 pretas, sendo poucas os que se
eyadiram. Da. tropa licaram rnenle contusos 2 ca-
pilAes de indios. Entre os despojos foram encontra-
das 2 armas de fago e 1 machado americano. A 19 ja
eslava o Sr. Uchda de volla i sua habitadlo da Bar-
ra da Corda, com os prisioneros que fizera, leudo
partido n 16 por difireme raminlio com 32 leguas
de marcha : de 25 em dimite propuuba-se a desccr
para a capital. us logares que percorreu. as Ierras
cobertas de calingas seceos alo improprias para a cul-
tura, mas excedentes para a crearAodo gado.
Ficarajn pois os babilonias do Codo livres desses
prejudiciaes aliunllus, que Ibes salleavam os eslahc-
belecimenlos ; rouhando asescravas ; e que podem
em ontra parle ser chamados vida social, confun-
didos com qualquer dos nucleosocolonisadorcs, que
lem fundado o goveroo para indigenns.
Alfandega rendeu do dia 2 a 30do mez prximo
pasado lt.5:OI555C9 e o correio 5519295.
No cemterio 3a Sania Casa encrraram-se na-
quclle mez :
lAcres
Homens............ 28
Mulbrres..........27
47
Kteraeo*.
Uomens........... 13
Mulheres......... 18
31
78
Basla por hoje. Adeos.
PIAUHY.
Theresina, 30 de novembro.
Sade c venturas etc. Saba que a minlia missiva
de 15 de setembru produzio aqui alguma sonsacan;
a genio da Ibesouraria provincial se poz (oda em
movimcnlo, c o pobre de scu correspondente Icvou
morlaes ferioadas de suas afiadas lingunhas; maso
lluslre inspeelor, que nao da cavaco com pouca
cousadi/.em-me, que se prepara, para responder-
me.Venha Ir essa Irabiizana, que muilo me hade
alegrar : ser bom que es-c senhor me responda
logo, e me di} lambem a ratas por que ha quasi 2
annos tem sobre sua mesa as coala* de uu cimbado
o primo BrnnrfAo, e nAo as manda ajostar?
Por sua vezdescjo, queo inspector da geral, lam-
bem me responda, porque ha tanto lempo lem, feilo-
risando sua roa do Angelim, o continuo de sua re-
partiese JoAo Ecrnandes ? Pois a najao hade pagar
um continuo para ser feilor do Sr. inspeelor ?
Isso nAo he urna immoralidede ? Pois nao ouve
oSr. inspeelor Fernando as censuras do publico
esse respeilo; e por que se nAo quer corrigir ? Eu
eslimo muito aos dous inspectores; sAo boas pessoas ;
porm de vez em quando desvam-se do caminho.
que devem seguir, e enlao preciso he, que eu os
chame.i ordem; porque o escriplrr publico deve
cuidar muilo em acabar com os abu,os:o escriplor
publico be a palmatoria do mundo, como ja me
disse ccrlo sugeilo;o qoe lendo cerlo, eu peco
asses cavalleiros, que nAo ,e revoljem conlr as cor-
rc5es, que lhe voo ministrando:
Disse-lhe na minlu uilma, que os cofres provin-
ciaes snilViam de urna phlhysica do lerceiro grao ;
pois, meu charo, agora lhe digo, que o Sr. Pereira d
Carvallio he um excalleile medico Taes diagnsti-
cos lem applicado ao tal enfermo, queja vai sentiudo
muilas melhoras. Heceici que no Om do mez pas-
ado nao houvesse dinheiro para pagar-se aos em-
pegados, mas assim nao succedeu, e nao succeder
iiYsIc. com merc das acertadas medidas, que tem
tomado o nosso E\m. A^ obras publicas, que sao
umsorvedouro de dinheiro, nao tem peiorado, ape-
zar de todos os pezares:cstao em andamento a fei-
ra, a malriz desla cidade, o acude de Campo-maor,
e a cadeira da villa de Principe Imperial, e n3o sei
se mais alguma obra. O Sr. Carvalho tem dedo pa-
ra as nancas;Dos o queira ajudar, e lhe d lon-
gos annos de vida, e eu que o veja. Na marcha em
que \So os negocios dos fcos provinciaes, creio que
muito breve (eremos arrecadado a nossa eoorme di-
vida acliva.de que ja Vmc. tem exacta noticia.
Assim sncceJa, para que possa ver a Theresina do-
lada com lodas as obras publicas, de que earecemos,
como sejam, casa para ibesouraria, para lyceu, e
liara educandos, etc. Acerca de educandos linh
boas cousas, que dizer-lhe ; guardo-me para oulra
nccas.ao.e poraora basla que saiba. qnc he o esla-
belecimeulo mais imporlanle que lem a provincia c
que eslaria mais florescente, se o seu rgimen inter-
no n5o fosse tao defeiluoso. Prestara S. Eic. um
relvame servico ao l'iauhy, se dirigir para esse es-
labelecimenlo suas vistas palernaes, o se cuidar logo
em desarraigar muilos abusos que' all se praikam.
Ue cerlo q,le g. Exc. n3o pode acudir a ludo de urna
vez; porem o grande amor, que lenho esse or-
phaos, em que o proviuciSdeposila tantas esperancas,
me faz serexcessivamcnle exigente,
Tcnho o prazer de dizer-lhe, que os bcamarleiros
ensanlbaram as armas. Nao lem chegado ao meu
conbecimcnlo nm nico facto criminoso : Este ar-
misiicio he eerlanwajje devido as enrgicas medidas,
que a administracAo lem empregado, para acabar
com o predominio do bacamarle c da Taca de pona.
Por esse lado pois vo marchando as cousas conve-
nientemenle. Hcsta-me porem vez na cadeia alguns
assassinos d'esss grados, que boje j.i nao matAo, po-
rem quo protegetn as escancaras os mais ferozes as-
sassinos, que de ver em quando as sendo captura-
dos por diligencias da dona patela, que nem sera-
pro csl.i para condescender com o Sr.coroncl fulano.
c lenle coronel ticrano.
OSr. Carvalho, para completar sua obra.ou sua
cruzada contra o crime acaba de expedir duas cir-
culares as autoridades policiaes, que nAo me posso
feriar a.> prazer de da-las em toda a sua integra.
Circular de 5de novembro: Sr.delegado esubde-
legado *... Mostrando a experiencia, queo abuso
de andar armada grande parl^ dapopulacAo do in-
ferior, Ije occasau de 0c pralicarem muilos criines,
ordeno a Vmc., nAo s que aprehanda toda a arma
prohibida, que Tur conduzida por qiiacsquer indivi-
duos, como que faca processar i osles pelo crase
previsto no art. 3. da Ici de 2fi de oiitubro de 1831,
adverlindo-o de que os que forem presos com as
ditas armas, nao podem ser depronunciados; por-
'que a prisAocm llagante he sufliciente para provar
a existencia do crime.e de quem seja sen aulor.An-
tonio Frantiieo Ihreimx de Carealho.
Muilo tem que fazer os Srs. delegados e subdele-
gados e quaoloa meninories nao terao de ver no
cosladi o auno de Nosso Senhor Jess Chrislo 1 A
segunda circular diz asiiu :
Ao Si juiz municipal, delegado e subdelegado
de... Condado facilitar os mcios de capturar os
criminosos, ordeno a Vine, que no proresso da. for-
niacAo da culpa faca o escrivao cerlilicar depois do
aulo do qualiliracao os signaes raraclerislicos dos
mesmos; assmcoa)0, que, quando lanc.ir os seus no-
mesnorol dosrulpados.declare igualnienlcossignacs,
deixando no mencionado rol maigcm baslanle para
n'elle declarar o seguale : 1. Qual o arl. da le
em que User sido o reo pronunciado ou conJemna-
do: :.". Si esl preso ou ausente,e n'este caso si se ex-
pedio mandado ou preraloria para "ser capturado :
3. Si foi sollo por llanca, senlenca dcfiniliva, por
ler cuuiprido a pena, higa ou ohito :o que lhe
hei por muilo e muito recoinmcndado ele. A. /'. /'.
de Carealho.
O Dr. Jos Piaubyliio Mendos do MagalbAes juiz.
miiiiicipal.e orphosdos termos reunidos do S. Goo-
cul e Jei'umeulia entrn no dia 3 do corrente no
exercicio de suas funecoes. De ha muilo que S.
Concillo e Jerumenba precisa va Itl de uiz municipal
lellradn ; porque os lacs Srs. legos Oto deixavam
parar as balsas dos pobres requcrenlcs. Aflirmam-
qneoSr. Piaubylino he um excellenle nioco.cj
dado algumas provas de sua rapacidade, e de
amor pelos utere'se da juslica.
jury de Principe Imperial fuuccionoo de 13
18 do correle com a maior rcgularidade. Olo
criminosos responderam ao jury, pela ordem se-
guale :
ulonio Fcrrcira de Mello, aecusado por andar
i armas prohibidas; foi absolvido.
rancisco Irno Pcssoa, aecusado pela morte de
aco de Silvera Gadelha, foi segunda vez ron-
|
I
dd
di
de
dinheiro
me
tem
seu
O
morte, de cuj decisAo appellou o juiz
A
com
Fr
fen
demnado
ex-oflicio
Cosme Vicira do Espirito Santo, c Jos Soarcs das
iagas,accusados pela morte de Jos de Paiva Bczer-
i foram absolvidos Honra seja feila ao Sr. Dr.
Ibiapina por ler appcltadode lAo escandalosa absol-
vcao !
Cosme Veira do Espirito Santo, aecusado de len-
liva de morte dos Moreiras de Pcdra-lisa ,
i condemnado 20 annos de gales. O juiz
derminou, que a senlenca fosse cumprida cm Fer-
rado.
JosAlvcs Guilhcrminn, conhecido per Fcrrcira
Vianna, aecusado pela morte de Baptista Callaca, e
um lal Francisco de Oliveira, foi condemnado n ga-
los perpetuas, de etda docisao o juiz appellou ex-
Tcio.
E ullimamanle responden ao jury Cosme Viei-
i 1o Espirito Santo, pela tentativa de morle
> Domingos Jos Pereira, e sendo condemna-
> gales perpetuas, o juiz appelloa ex-oflicio.
Os ferozes assassinos Dota c Galdno Mello.presos
i cadeia de Oeira, e dos quaes por muilas vezes
e lenho fallado, nao quizeram ir ao Principe lm-
-rial prelcsto de doenra ; e o famgerado Jos de
Barros, depois de l estar, nao quiz ir ao jury por
igual motivo de molesla.
Foram pronuncia-dos em recurso pelo juiz de di-
rcilo de Campo-maior Severo Jos Machado, Bene-
dicto Odorico de Oliveira, e Justino Mximo Ro-
Irigucs, de quej lhe fallci.
Foram rccolhidos cadeia de Oeiras Maranno
los Rodrigues, e Francisca Maria do Espirito
Sanio, persos no 2.o dislriclo d'aquelle termo
onde se acoavam pronunciados como aulores do
assassinalo de Angela HcnedcU do Valle.
Foi preso em Jaicoz. e rccolhido respectiva
cadeia, Alesandrc Jos Pereira, pronunciado como
autor do assassinalo, que em 1848 perpelrou na pcs-
soa de Jos Camelo da Silva.
No dia 20 de oulubro foi recolhido cadeia d'cs-
la cidade Jos Amando Vieira do O', preso na fa-
zenda-Corral-queimado, indiciado em um crime de
morte.
Foi rccolhido i cadeia de Jaicoz Manoel Jos Pe
rora, que em 1848 assassiuou n'aqadle termo Jo
s Camelo da Silva.
Vou concluir esla dizendo-lbe que os habitaoles
da nossa povoacao de Sania Philomcna, situada n?
margen do Parnahiba, de que ha lempos lhe lallei,
ja sao em grande nnmero Essa dea porcecu-ine
ao principio nao poder ser levada cffelo sem gran-
des obstculos ; mas vejo que se vai levando i
efleilo com muila facili lade o prompli'dao.
J.i se principia i edificar casa d lelha na fu-
tura villa de S. Jos, defroole d'csta cidade.
Oizera queo Oeirense j nao exisla. Rese-lne
pela alma, que s a cusi de muilo tuOraaio pniUr
salvar-se. Adeos. &
N.B. Depois de haver dado esla por Anda, che-
gou men cuiihecimento o scguinlc:
Foi preso na povoaeAo dos Piros Joso Gomes de
Lacerda, aecusado de ter assassinado a seu ogro
Luil da Silva : foi pronunciado.
Foi preso cm Campo-maior, Pedro Ferrera de
Souza, aecusado de ler assassinado em 1844 a Fran-
cisco Ferreira.
Foi lambem preso em S. Goncalo c esl seudo
processado pelo respectivo juiz municipal um (al
Antonio Lisboa Barros, iniciado de haver perpe-
trado um assassinalo em 1(41.
Foi finalmente preso em Campo-maior, Valen-
lim de tal, que se acha pronunciado no lermo
das Barras pela morle feila em Antonio de lal.
Finalmente anda urna vez, foi preso em Princi-
pe Imperial Jos de Barros Mello Jnior, por crime
de (ci menlos cm n.lo sei quem.
Rio Grande do Norte.
Natal 25 de dezembro.
Talvez que Vmc. esleja snppondo<|ue eu eslot a
esla hora passando urna festa de rosas, em algum
sitio agradavel, cercado de grandes dverlimenlos,
dislrahdo pela amavel companhia de.bellas Naiades,
e que assim csteja esquecido do meu amigo; pois nao,
senhoa, eslou aqui mesmo na nossa cidade de Natal
soffrendo grande calor que apenas he niligado pelos
bandos do nosso baldo, e pelos ponches de caj que
agora lemos com grande abundancia, e assim mesmo
eslou contente e satisfelo por que lenho 'aude.
O sen Diario de 7 do corrente foi para os Pitony-
zo iraqu um novo campo que se abri para conjec-
lurs, porque nclle veio incerla a carta do seu novo
correspondente da cidade de S. Jos, fue ja tem
mais de 30 autores; pois nao ha bicho careta a quem
se nao allribuio.scm fallar no oonzag, que em cada
canlo prolesta contra o also qu lhe levantavam; pois
que diz elle, nunca escreveupara S. Jos a viva alma
nao por falta de capacidade;al ja tora havido caberas
lao oucas, que dizem ser eu o aulor daquella carta !
tue vaslas nlellgencas Porque razao mudara
eu de nome, e de lugar, para dizer-lhe muilas cou-
sas que j.i em oulras lhe disse? S pelo goslo de
repzar? He muilo feliz a lembraura Como quer
que seja, eu o felicilo pela acquisicao do scu novo
correspondente, otjaizera qne lhe mandasse dizer,
que continu sempre com a mesma imparcialidade
com que eslreou sua larefa, mas declare, que nAo sou
eu o aulor de suas cartas, pois fico contente cm res'g n
der pelas minhas, sempre que o pulidsimo collega
do Liberal me quer chamar a coaitas.
A seguranza individual continua imilteravel, pois
creio que em attenc.Au a proximidade da fesla, os
ManoAros, oslAo em armisticio.
Do cenlro consla-me que o delegado de Mossor
Uvera nAo sei quedesconlianra do destacamento, que
o desarmara, e o enviara para a capital. Anda
ignoro a causa uislo, porem logo que souber noli -
ciarei.
Falla-se que o Exm. Sr. Passos ir muito breve
examinaro rio Cear-Mcrim, para con) maior conhe-
cimcnlo cuidar da obra do dcssecamenlo. as mar-
geos deste rio rtsidc a riqueza desla provincia, c o
governo nAo deve consentir que ella cunlinuo na
impossbilidrde de ser aproveilada.
Pesias felzcs. c melhor entrada de novo anuo he
o quo muilo lhe desojo ele, etc.
levi
and
rcnle;
do
m
a
lo
le.
de
as
ar
lo-me
leu.. i
grande quanlidade de dinheiro, enlendeu o dito
-'i (c enlendeu muilo bem, quanlu a mim) que
'a ir por parle dos urphAos, para evilar alguma
apidacao, muilo fcil em lacs occasies; e man-
ido proceder as buscas necessarias cm preseuca
lodos que prsenles eslavam, nao se euconlrou "o
lieiro preconisado. Els o que foi :
Muito tarde me chegou o /Mario do 1. do cor-
; e por isso so agora deparei com a missiva
seu correspondente de Goianna, onde vem algu.
a cousa que me diz respeilo, sobre o que passarei
fazer urna ligeira analysc, nAo sem deplorar mui-
que a inldcldade da memoria do correspondeu-
ou anles o desejo de que talvez se deixou possuir.
apanhar-me em conlradcc.oes, fazendo-o dar
miohas palavras mais elaslerio, do que convinha,
irrastrasse-mo a urna dscussAo, para a qual sin-
me com baslanle acanbamciilo, pois nao he in-
caO minha fazer dispertar as fibras, como que
de despeno, que soarem as palavras do Ilustre cor-
respondente.
Diz este cm sua missiva: a A infeliz povoacao
de Goianninha anda nAo se acha pacificada, como
lhe fez ver um oulro seu correspondente em urna
de suas passadas, tanto que a 18 desle mez urna
porcao de capangas capitaneada pelo celebre Ma-
< noel Mana investir a casa de um lal Nasciraen-
conlrado, pelo que ficou esperado primeira.
Nao me record de ler dilo jamis que a povoacao
de Goianninha eslava pacificada, nem tao pouco
que eslava cm guerra : por all rcuniam-se alguns
desordeiros, os quaes pralicavam desalios que de-
ram em vislas da polica, c esla muito naturalmente
procurou oppor-se-lhes. Eu levei em minhas ms-
sivas algumas orcurrencas por all havidas ; e l-
timamente disse que o Sr. tcncnle-roronel Amaro
Gomes, leudo entrado no exercicio da subdelegacia
daquella povoacao, n.lo dara qu artel, como era
muilo de esperar, ios desordeiros que atnfestsram :
em oulra posterior eu disse anda, que o Sr. capitao
Camiso, lendo alegado aqui (de Goianna) deixara
aquella localidade em paz, e mls dcsassombrada
dos bravos de Goianninha.
Querer isso dizer que aquella povoacao achava-
se pacificada i Ou eu au conheco a forca dos ler-
mos por mim empregados, ou del les nao se poder
concluir semelh.nnlc assercAo.
Agora, porem, asina o lluslre correspondente
que a dita povoacao acha-se cm paz ; e qne essa in-
vasao feila por Manosl Muan nao vale a pena, pa-
ra se dizer que urna Ierra nAo esl pacificada, visto
como, dentro das caplaes mesmo nao ie pode mui-
las vezes prevenir urna sorpreza, do que temos
Instes cxemplos ; e nem por isso se hade dizer, que
lal ou lal cidade esta em desordem Manoel Mu-
an approvcitando-se da crcumslancia de nao ha-
ver destacamento em dita povoacAo, e de nao que-
rerem ou nao poderem os seus moradores oppor-se-
Ihe, invadi a casa do Nascimento, lie verdade, re.
lirando-se logo para lugares nao sabidos da polica,
e continuando a povoacao em suas praticas habi-
tuaes. Ser isso ao estar pacificada? Parece-me
que nao. ,
O muilo Ilustre correspondente vai anda por
dianle, dizendo : Tarabem perdoe o mesmo
a correspondente, nao he exacla a noticia qoe lhe
Iransmiltio de acharem-se extnclas as desavencas
por aqui havidas a eslorces, lauto da primeira,
a como da segunda, do capitao CamisSo, sendo ape-
onas cerlo que elle ha empregado lodo o necessa-
rio para consecueAo da paz na referida povoacjlo ;
e que nesle lugar ha-se portado com muila ur-
bauidade. nunca se lendo lembrado de semelhan-
le cousa.
lie fado averiguado, e sobre que nAo pode haver
a menor conteslacao, terem dons Ilustres persona-
gens da cidade de Goianna congracado-se em casa
do Sr. Dr. juiz municipal da mesma cidade, peran-
te muilas pessoas de qualificacAo, e entre estas o
secretario (Ja presidencia, o honrado Sr. Dr. Porlel-
la, no dia 1. de oulubro ultimo. Ora, enlrelendo
0 Sr. CamisAo relaroes de mima amisade com qual-
quer das mencionadas personagens poder o llus-
lre corrcspondenle saber al que ponto os preds-
poz para chegarem a esse accordo A aflirmativa
parece-mc bastarte temeraria, quanlo mais querer
invadir a consci^iicia alhcia, dizendo que o capao
disso nunca se lembrou !
Quanlo a esses recelas, que pero licenca ao Ilustre
correspondente para qualilicar de pueris, manifes-
tados na nw.lv> a que me r.oir.. -. de nr c,it dis-
pensado muilo breve da lao ardua, como epinbosa
tnrefa de cscrever para o Diario, c isto pela parle
activa que (enlio lomado, e sem duvida irci toman-
do as occurrcncias relativas a comarca de Goian-
na b lenho a dizer que bastante infundados me pa-
recem; pois que nenhuma parle lenho tomado, nem
pretendo tomar cm ditas oceurrencias, limitndo-
me apenas a dar de quando cm vez algumas noti-
cias, por estar persuadido de que, milicias nao sao
propriedade de pessoa ilguma, sendo que quem
quer as pode commuuicar da Rusta, da Turqua,
do Japao, elt. etc.
1 Quanlo mais, bem convencida eslou de que a re-
daccao do Diario nao ha de querer dispensar nma
das melhores peonas que concorre para a illustracao
do publico : eu pens assim.
COMARCA DE lUZAHETII.
23 de dezembro.
Principiarci por arredar das palavras por mim
empregadas n'um tpico da mlnba precedente, toda
a ambiguidade que algucm queira ratuitamenle
enxcrgar, quando disse eu que o Dr. juiz munici-
pal drigira-se a caa de ccrlo finado, de quem a
fama apregeava ler deixade um bom espolio em di-
nheiro, pan. o fim de acaulelar algum lour de
pass. passe. De feilo, S. s- all foi, porem por Tor-
ca do seu oflicio ; porqnanlo^chegando aqui a no-
ticia de lercsscThesaurocrypsonyrliochysidesJiriado-
sc enlre cscravos e exlranbos, dexamlo*TousTnH-
deiros menores, o um oulro que a ease lempo exista
na cadein, donde talvez livesse bem poucas esperan-
rs de sabir, e dizendo-se, oulro sim, que deixira
-V comarca, segundo as informacoes mais moder-
nas, acha-se em perfeita paz, nada leudo uccorrdo
contra a seguran;* individual, nem de proprie-
dade.
Ja vou baslanle enfadonho, e por isso fico aqui,
reservando o mais para a futura.
At mais ver. x.
(Carla particular.)
COMARCi DESAMO ANTAO.
Villa da Escada 3 de dezembro.
J se escoou e foi-se de popa fora o feslivo (c pa-
ra nos oolrue Escadenses) novembro, e niuda nao
live o gqslinho de ler a minha ultima missivade 13
do prximo passado mez passada na son machina
de fazer Ictlra redonda. Quem sabe os incommo-
dos, privacese clicas, porque ella tem passado, se
he que anda iiao continua nesse estado, que a mim
lambem desagrada, antes de clicgar-llie s unhas!
Muilo feliz mesmo assim sera se afinal de conlas al-
lingr scu destino Mas se por ventura foi inter-
ceptada Virgem da benla hora Que peccado !
que aterradora idea!
Mudemos de polo, e de terreno; passeraos a novo
hemisplierio, e tratemos de oulra cousa : deiiemos
a minha cpislola enlregue as vicissiludes da forluna,
e sugeita aos azares da sorle, que persegue os Iris-
tes humanos, e tudo o que Ibes he relativo... Os
mimes a fadem bem Responda : Amen.
Valha-me o palriarcha Ahrahao, que morreo ve-
llio como agora o sou Quando bavia encelado es-
tafruclo como as oulras de minhas lucubrarles;
depois de muilo balalbar, revolver e quebrar a ca-
bersa ; quando emfim j mevinham acudndu as ideas
como o leite ao ubre da vacca forca das marradas
do bezerro; emboca-me pela porla dentro urna' su-
cia, que apenas pude occultar-lhe esle papel, que
eslava escrevinhando, evitando felizmente ser pua-
do en flagrante! Apage! Agrupar-sa em meu ga-
bincle urna duzia de hospedes, e sem ao menos es-
peraren o ser anonadados, he de cncaravilhar!
Por sem duvida esses meus scnliores nada tem de
poli l / !
Fiqueimaisdcsaponlado que o Pipilet,quaudo pe-
los vidrosdo caixlho do scu quarlolbe bruxuleava,
lhe apparccit inopidamcni.e a horrenda cara do seu
phantasmao malvolo Cabrion. Por forluna mi-
nha, he que ao contrario delle senAo paralisaram-mc
as faculdades. Senao... morlu* esl pinlus in cas-
ca ; que precisamente lia de ser urna morle um pou-
co desagradavd. Porm que lhe importara as mi-
ohas clicas!.. Era ptimo andar co causando ra-
vas, suslos c o mais quo se segu, e a meu turno
nao passar pela mesma prova.Quod Ubi non vis
fieri, altcri ne /acias.
Desla vez eslou vendo que apelar de lanas pala-
vras, que aqui hei aliuhavado e que impremidas nAo
deitamsucce, lerei a dizer-lhe o mesmo que Vmc-
achara em resultado, se tirar as provas dos 9 fhra
em o numero do cadente anuo de 1831, que vem a
sero.
Mas lenha nio! C o homem se oulra cousa lhe
nao livesse a referir, contar-llie-hia se qoer afeuma
historia de caiporas, e cabra-cabriola, que he diver-
tidsima !
Porm Vmc. s quer cousas serias: pois vamos i
ellas.
Mas por onde comec,arc? O que dir-lhc-liei'.'
.0 I au-iiiilia, dias, me au apparecc.
Oh! que homem sofreno he esle... Eslou fal-
lando com o por (ador desla, que me lem azoinado
cora o diabo da pressa I Valha-o Beelzebulh, que se-
gundo a applicacAo de minha av torta, era o prin-
cipe da legies inferr.aes: em quanlo a mim, igno-
ro radicalmente esses gros jerarchicos desses mocos
habiladores dos reinos escaros, a quem Dos lenha
eternamente aferrolhados, para vvennos nos mais
desamislados de suas Icnlaroes maligoas. Abre-
nuntio.
Insourivcl homem! Valha-o a paciencia do sanio
Job!
Nao sei, Sr. corrcspondenle, al qnando durar a
minha conlingencia e soffrimento relativamente s
remessas de minhas epstolas. Vi que te crearam
varias agencias de correios para diversas partes, mas
este lugarzoho ficou no rol dos esqoecidos : prtanlo
veja se por sua influencia, e amizades em a futura
isscmblase nos oulorga laidbem urna agencia,
porque s assim andaremos em da,eu com o seu
Diario, e Vmc. com as minhas missivas.
Oh he (an(o o atropello em que me lem poslo o
meu emissario, queja me nao record do que lhe ia
dizer.
Sim ; quero dar-lhe alguma nolida a respeilo da
festa do Orago desla freguezia, que por um tris este-
ve a gorar, n nao ser a intercessao da Senhora da
Escadanossa padroera.
B eu que cavaco nao dara, por ver perdidas e
inulilisadas as minhas despezas, assim como lam-
bem os esforeos e esmeros do Becks, que me lalhou
um fardaomesmo de quebra cambada! lo galan-
te, cujas abas me laminara os jrrelos, e mangas
que nao gauhavam as do habito do mais austero e
observante religioso. E os calenes! me ajustaran)
lano que me n.lo deixavam dobrar ao mesmo lempo
ambas as gambias. Com minha grvala de talAo fi-
que.comparando mal,o meslr Jadas em sabba-
do da allcluia!
Mas emfim houve a fesla, c com mais esplendor,
do que se esperava, segundo o bomiu
andn.
A selima noile foi solemnisada pelo corpo do
t^nmmercio da villa; houve fogo artificial, e sermAo,
sendo o orador o Rvd. Baudeira.
Aoitava compeli aos empregados, qne nada ficou
restando anterior; pregn o padre Bandeira.
A nona e vespera correu as espensas de dous par-
ticulares, que sobre-sahioas antecedentes, havendo
de mais a mais Ires excellenlesbalOes, dous de urna
grandeza enorme: foi o pregador dessa noile, assim
como da fesla, o nosso coafljutor.
Funccionou na solerauidade do da o Rvmd. Vi-
zilador. seu secretario, e Rvd. Fortunato, qoe ha-
viam chegado na vespera (sabbado 25 de novembro.)
No Te-Deum pregouo rtvd. Fr. Jo3o Baptista.
A armacao esleve bem soffrivel, alioquin bda. A
msica lano a militar, como a orcheslra lambem
nao desagraden, mas oulro tanto nAo podemos dizer
das vozes... Ohl Dos Ibes perdoe suas mi /.en as!
Eram urnas tabocas rasadas, e supponho que enlen-
diam tanto da arle que inculca vara professar, como
eu da astronoma. Nao deixo todava de confessar
que dellas nos resulten algum proveito : por quanlo
desde enlao pan cmea legua em circumfcreoca
da villa nao se eneonlra mais ama rapoza.. O Srs.
mosieo descnlpem a hyperbole, e em summa digam
comgo, que dcsempL-nhanim-se.... pessimamenl:
islo he que he verdadj.HeAro-meaos canlorcs.
Como cima dexo dito aqui chegou o Rvmd. Vi-
sitador no da 2"> .lo prximo passado, e abri chris-
ma ua segunda -feira inmediata17. Tem havido.
como presum, alguma affluenca, lano que talvez
j tenham-se chrismado perlo de 3 mil pessoas.
Dsejava dizer do Rvmd. Pedro Marinho o que
poderiam fazer oulra pennas mais bem aparadas,
que a minha, e que sOem dar ao mrito o encomio
de que se faz credor. Eu so accrescendrei ao que
ddxo dito, que a benevolencia, atlencao, aflabili-
dado, polidez, e bonhomiacaractersticos que lan-
o distingucm o Rvmd. Pedro Marinho Falco, tem
sobre man eir peuhorado os corarnos dos Escaden-
ses com especialidade os daquelles que mais eslrei-
ramcnlc o hao communicado; que cada palavra que
sabe da bocea de qualquer he precisamente um elogiu
que se lhe lece. Nao menos credor se lem feilo de
nossas sympathlas o Rvd. secrelario Firmino. Dei-
xarei o mais para quem melhor o Dzer.
Por aqui j ciiiecam a api eseniar- s- cm scena, e
a desempenhar o papel do que os e'jrar.egou a sua
m e-liellaos cabr.tus aferdos : a proximidade
da fesla fpor exceflenca) ncarrcla com sigo um
M desejo de dinheiro, que aquelles que nao o tem,
<- "-... -c ,|..ci .. i-pe.anca, vao laucando mi da
oracaodeS. Raymondo, e... soffr/quem soffrer,
chore quem chorar, venha a mola do mundo : sao
Irisles, c desharmoniosos preludios, que successiva-
menle se reproduzem.
Foram Arlados, no correr do mez prximo passa-
do, do engenho Dous Bracos de cima dous cavallos.
Ora, hecerlssimo queo execulorde tal meslranca
nao o disse a ninguem ; mas sei que la mora o sop-
plicanle, que tem o nome daquelle por quem enlrou
o peccado no mundo : se ha quem ignore ou se nao
lembre desse fado da historia, recorde-se de_ Adao.
Ha lempo que a minha peona se nao oceupa em
narrar-lhe factos, qu? indqucm alleracao ou que-
bra do socego publico nesle lorraozinbo, mas infe-
lizmente esle estado nao he perduravel.
No engenho Bom Jardim desla freguezia no dia
27 oa 28 do passado, um tal Jo3o Evangelista, por
motivos que anda me nao vier.un ao conhecimeulo,
pregou a um seu visillo Estanislao a peca de duas
facadas por cuja razao .consla-mc esl o Lo para
Iransporlar-se desle polo para aquelle hemisplierio.
No sabbado passado foram presos Jos Rumio e
oulro individuo, sendo este sorprendido com uraa
formidavd bicuda; porm foram soltos sem urna
Ave Mara de penitencia.
Os gneros alimeuiicios conlinuam quasi no tlatu
quo, havendo sempre alguma alterado as carnes
que lem dado a doze patacas e d'alii pouco menos.
Esqueca-me dizer-lhe que livemos no meado do
mez de novembro pretrito algumas chuva, que
foram paca slavouras, quejaiam senlindo com ex-
cesso a estiva eslacao, om balsamo reanimador.
Dos queira de vez cm quando applacar-nos oa
ardenle calores da eslacao prsenle com a suavida-
de de-as refrigrenles aguas.
Por or nada mais tenho senao desejar-lhe saude,
paz e dinheiro.
P. S. Vai esle resisto que a minha Andrcza offe-
recc a su senhora cm signal de eslima.
13
V mais isto em guiza de appendil.
Depoisdedez dias chega-me esla novamente as
maos. Aqui esl em que veio a dar a maldita pres-
sa do meu emissario. Parece-me que o hornera es-
lava com urna legiao de demonios no coa.-o para
aperriar-me.' Com o seu aude, ande; vamos, va-
mos, fez-me enviar-lhe, quic em vez de missiva,
urna colleccAo ou compendio de asuenas, e afinal de
conlasrecressa com ella, contando-me mil histore-
las, buscando eml>ac,ar-me com suas labias e tretas.
Agora apruveilo este novo emissario, e ante que
lhe ebegue a dor de barriga. Iralo de reenviar-lhe a
mesma lal qual j fora: expurgue-a dos -erros que
provavelmenle nAo serAo poucos.
Eis aqui porque lamento, e faco votos por urna
agencia le correio para ela sania terrinha,
Accrcsccntei estas linhas para dar-lhe satisfarn
da mora dcslas Miras.
Itcitcra-lbeos prole-Ios de eslima scu
l'el.'io Aldeiln.
(dem.)
-------uiawi-
COMARCA DE PAJEIT.
Villa do Tacaralu" 21 de novembro.
Mon cler, Salutem plarimum interesl le va-
lere.
O amor que lenho a patria que me vio nasccr e a
quem ludo devo o que sou, fez-mc aprcsenlar na re-
taguarda dos cus bons orrespondeules, sem espe-
rancas mesmo de dar conla da empreza que he supe-
rior as minhas forras, pois queja passarampor mim
qual.irze luslros, sempre cm graca e servico do nos-
so bom Dos, e quem, meu amigo, um tal fardo car-
rega, nAo pode militar as fileras a passo de marche
marche, rom aquelles bravos que, com lodo o vigor
de sua mocdade se nslcnlam. qual oulro Hercules,
ajudadns lambem do bom ar que respirara nesle se-
cuta de lanas luzes, qoe denomiuam XIX, e
poilano, som laes requizlos, acho-mc assim mesmo
voluntariamente alistado no numero dos seus corres-
pon lente-, porque diz o proverbio anligo cm ler
ra de ceg quem lem um olho com belide, eoxcrga
mais que lodos c apost, que a nAo ser en, Vmc.
nunca leria quem lhe dsse 'noticias regularmente
desle lermo, com lauta imparcialidade e recthlao, e
por isso coulenle-se como que lhe disser na minha
meia lingua. pois sou informado pelo Thomaz (sa-
crislAo) que foi da escola daquelles que eram lo
amantes da verdade, que nem zumbando mentiam.
Adeo ttrilatis diligens eral, etc. Devendo a igreja
andar -dianle era lodas as cousas, segando os conse-
Ihos que recela dos meus avs, por isso principiarci
peta nosso parocho, que tomando conta desla fregue-
zia no dia ai do agosto pa-sado, e j lendo sodado
em correc.o em toda ella, ou conforme a phrase do
Thomaz,eamais seguida, em desobriga, uau meenns-
la que alguns dos seos parochiano eslejam mal sa-
lisfeilos, pelo contrario, lodos se acham disposloi pa-
ra o ajudar com as forjas que permitlircm suas pe-
quenas fortunas, na compra dos remedios que preci-
sar para reslabelecer a sado de sua chara esposa, a
Santa Madre Igreja, qoe senao houver a applicacAo
do principii\obsta, tero medicina paralur, etc.,
ele., mais larde ver lina-la. pesando por conse-
cuencia sobre seus hombros,a censura dessa victima.
Seguindo melhodicamenle a minha narraco, passa-
rei a tratar do Sr. Dr. Tamarindo, juiz municipal e
orphAos desle termo : este empregado entrn no
exercicio das suas laucones no dia 19 de oulubro pas-
sado, depois de ter ofllciado a lodas as autoridades
da comarca, inclusivo o vigario, donde sobe por in-
termedio do nosso Thomaz, que o juiz linha cometa-
do a governar desde aquella dita. Nos estavamos
persuadidos de que um juiz municipal nao podesse
prender a pessoa alguma, e como nao leoho cdigo,
peco, a Vmc. esclarec menta a lal respeilo, pois ao
menos eslava inlroduzido esse mao habito pelos seus
supplenles, que s se lmi.lavam a fazer os inventa-
rios e iuilaurar algum processo crime, quando nao
era de ossos, icilicet daquelles que pagavam ai cui-
tas, e assim lemoseslranhado baslanle estas pristes.
alias bem juslatf.
O Sr. Dr. juiz municipal enlrou com o p direito
nesla comarca, segundo o entender do Thomaz, el
reliqua, mas para mim, que (enho o meo pedazo de
mo caminho, e os criminosos, achamos que foi com
'""h*m esqoofio, en por isso mesmo ja
lenho as barbas demollio, emquanloas'do vizinho
eslao ardendo ; nao faz um mez que o Sr. Dr. juiz
JJUinacipal est no termo, e acham-sc rccoihidoa an-
sa qae serve de cadeia 10 criminosos, sendo 8 de
morte t os matares sicarios do termo, e os oulros2
por armas prohibidas, esses mesmos que o altares
Capialrano, com a sua tarca volante, nunca os pode
capturar, apezar de todas as diligencias earlimanhas
empregadas para nm lal fim : he, na verdade, ad-
miravel, o modo de proceder do Sr. Dr. Tamarindo,
na captura dos criminosos, porque elle em pessoa a-
companha as diligencias, dizem que para nao mta-
los, como era coilume da polica desle lugar, com a
tropa de que se lem servido, sao dos mesmos homens
do lugar com esculha sua ; o Thomaz j chegou-me
a dizer, qoe suppunha o juiz escrevercom penua de
urub rei, pois que anda nao passou urna s ordem
deprsao para lal ou lal criminoso, qoe nao vivesse
no collele de couro o individuo indiglado.e estas or-
deus nao sAo aos inspectores smente. esleudem-se
mesmo aos particulares, de sorle qoe no dia 20, che-
gou um encolletado pelos seus proprio- compadres
e sein matares amigos, e Mim, se eu fosse crimino-
so hoje, desconfiara de mim proprio, vista das or-
dens secretas que ha, c tambera lhe as-eguro que tal
penna nao exista em poder do juiz, porque indo eu
a sua preseuca despachar urna petirAo. elle tirou do
seu tinleiro urna d'aco com que escreyeu, portante,
heoutroov.sgo meu Thomaz Quando eslava para
chegar o Sr. joiz municipal, dizia se que elle lam-
bem vinha nomeado delegado, mas foi falsa esla no-
ticia, porque depois da estada delta aqui, (enho visto
os ofllcios do delegado Porlella aos seui inspectores,
porque subdelegados nao ha ; nos fazemos volos pa-
ra que nutro nao teja nomeado senao elle, apezar de
queme informaran), sem ser o Thomaz, que o juiz
dissera que tal lagar nao aceilaria, pois que Tacara-
lu eslava no caso de ser governarde por um militar
enrgico, eque nee senlide linha ofliciadoaoExm.
Sr. presidente ; he um mal que nos vem fazer o Sr.
Dr. juiz municipal, e qualquer que seja o nomeado,
nao far mais que S. 6. com a sua brandura e ma-
neiras delicadas de que usa, e a prova ah temos do
Sr. altares Capislrauo, quo estando dous mezes nes-
la villa nenhum criminoso prendeu, nao duvido que
faca os mesmos empenhos, mas falla-llieapenna<;ue
o Thomaz disse o juiz ler.
O aldeiamenlodu Brejo dos Padres, um dos can-
lOes deile lermo, que mais criminosos tem dado as
pocas calamitosas, porque lem passado comarca,
devido nao r am ndole dosaldciados, como pela
falla absoluta da polica di parle dos di redores par-
ciaes, que al eUo os delxava passeiar na raissao,
viudo mesmo al esla villa os criminosos, como para
ostentar os seus crimes ; pde-se, por assim dizer,
que he hoje urna tanta de riqueza, que da esperan-
tas mu Ijsongeiras.para o engrandecimenlo do cem-
mercio desla villa, e ludo porque o Sr. Dr. juiz mu-
nicipal.indo fazer urna vizila aquelle lagar lomou
conhecimeulo nao s dos vadlos, como doi criminosos
qu* ahi se achavam homisiadei, aquelles poz a dis-
posicao do director, e estes os caplurou com muila
faclidade nos dias festivos dos seus (oris, porlanlo,
o resta dos aldeiados que he om povo laborioso, a-
cha-so applicado as ptanlac.oe>, e muilo cedo tere-
mos a abundancia dos vveres no mercado publico,
poii que he a Ierra um prodigio da vegetatSo. O
que anda nao pode remediar o Dr. juiz municipal,
foi a falta de um colleclor e correio, que anda esla
oa dependencia de Villa Bella, que dista desla 40
leguas, onde para se sellar um documenta com o sel-
lo fixo, paga-se ao portador 69000 rs. para o levar a
estatao competente; sendo, pois, ama dai medidas
que mais urgencia lem esle lermo, pedimos ao Exm.
Sr. presidente da provincia, nos atienda a este pri-
meiro reclamo como correspondente novo. Nao dei-
xs Vmc de ler eslranhado nesla minha epstola, o
tralamento que lenho dado da comarca de Tacara-
lu, pois saiba que se assim lhe escrevo, he porque a
Illm. cmara municipal, lendo reeebido ha poucos
dias a colleccao das leis provinciaes, disse ao porlei-
ro, e esta a Thomaz de quem soube, que ia-se pu-
blicar a le que creou esta comarca, e que os povos
se prepara \an para este felejo que eslava a inda na
dependencia de urna consulta quo (zeram nao sei se
aos Srs. Drs. residentes nesla villa.
Anles do concluir esla queja vai um pouco enfa-
donha, chegou-uos noticia de ler sido preso um
lal Jo3o Francisco Brauna,criminasode morte. mo
menos de duas) na comarca do (aranhuns, elles ror-
rem daquelles que lem a camisa grande e c.Hiera as
pequeas que sao estrellas, e maii dfiicil por conse-
quencia de sahir ; avante, Sr. Dr. juiz munici-
pal!
As chuvas deram sigua! de s nos dias 19 c20,mas
nao continuara! ; afarinha Ac por f^)0 ti. o sella-
mm ; o milho, a 320 ; o feijao, a 6SU rs. ; n carne,
29560.Vlele. (dem.)
-----*-.----_
REPARTigAO DA POLICA.
Parle do dia 29 de dezembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. qoe, das
dilfereules parlicipac,6es boje receladas nesla re-
parlico. nao consla que oceurresse novidade algu-
ma, senao segundo parlicipou o delegado do primei-
ro dislriclo deste lermo, em oflicio desla data, o ser
encontrado na porla da greja da Sania Cruz, o ca-
dver de um receinua-cidn do sexo masculillo, e que
procedendo-se vistura pelos facultativos, tai de-
clarado que o mesmo cadver denotava ser prove-
niente de um parlo prematuro, sem que houvesse
motivo pan crer quo a morte (osse pro luzida por
cansas externas, e que pelo contrario roncluU-ie ler
sido natural esurcedida no \entre materno.
Dco guarde a V. Ex. Secretaria da polica de Pe-.
lumnico 9 de dezembro de 1851. Illm. e Exm.
Sr. couselhero Jos lenlo da Cuaba e Figueiredo
presidente da provincia,O chefe de polica, Luiz
Carlos de Paira Teireira.
"IMTd permblco.
Temos concluido os nossos Irabalhos no prsenle
anno de 18-i, cora o qual completa o Diario o tri-
gsimo de sua existencia. Por esla occasiao nao po-
demos furtar-nos an grato dever de remercear aos
nossos subscriptores a coadjivacao que nos Icem con-
cedido, c confiados nicamente uella vamos conli-
nuar a nossa afanosa carreira, csfor(ando-nos sem-
pre por bem servi-los.
Agradecemos lambem aos nossos correspondentes
dcsta e das miis provincias do imperio o auxilio que
nos prestaran), rogando-Ibes a ronlinuacAo delle.
com o que, alm de nos obrigarem, prestaran um
valioso servico ao paiz. O Brasil he com efleilo mu
pouco conhecido do cslrangeiro, e o melhor meio de
proporcionar-llie o couhecimeiilo de nossa patria, lie
sem duvida palenlear pela mprensa ludo quanlo en-
cerra o seu territorio e ludo quanlo nelle se passa.
Desle mudo, preparando os elemental de urna boa
historia, daremos a conhecer o que somos e o que
valemos ; evitaremos muilas injostiras, e tiraremos
toda desculpa Uima ignorancia as vezes supina.
Nesle intuito rogamos aos referidos senderes o
obsequio de scrcm o mais minuciosos e exactas que
fr possirel relativamente aos productos, clima, re
cursos naluraes e curiosidades dos dilTerenlrs logares
que habilam, prescindindo sempre em suas carias
de personalidades odiosas e insinuaees oflensivaf.
Temos pelo menos a salisfatAode dizer que no
corrente anno ojo passou um s aconlecimenlo im-
portante no n|b que nao fosse publicado cm nos-
sas columnas fHfajg provincias do imperio ato os
mais pequeos nfejiin consignados.'
Chegou honlem doportoad" norte o' vapor Impe-
rador, Irazendo-nos a iPJWarat I > do cnen-
le, do Mtranhao at lf rtyu9mmf& 30 de novem-
bro, do Cear al 23. ajn^
lodas as provinciasjjesie laflo gozsm de Iranquil-
lidade.
Nada lendo qoe acqajcc'ntar, v*lnV das gazclas re-
cebidas, ao que nos'eommunicam offlesso corrcir
pon denles em suas cartas exaradas em oulra par|e,
para ellas remellemos os leilores.
Smenle no Cear, continuara anda a tabre ama-
relia a flagellar os habitantes da Granja, lendo suc-
cumbido a esse mal o major Francisco Ferreira Por-
ta, um dos cidadaos mais importante daquella villa.
ASSANTASJltSaO'ES NA COLONIA MILITAR
DE PIMENTE1HAS.
Era fallar a um dever nao s social, como lambem
justo e religioso, se cabendo-me felizmente o per-
tcncer ao grandioso numero dos ouvinles das santas
missoes que se fizeram nesla colonia de Pimenleiras,
me exhibisse manifestar ao publico urna, posta qoe
breve noticia acerca do acolhimenlo que lhe Irihu-
larara seas habitantes, induiive os de seo dislriclo ;
e do quanlo de impulso e moraldado deu esla co-
lonia, devendo seus habitantes c o governo dessa
poca por dianle os mdhorameotos deste lugar as
sabias delibrateos deS. Ex. o Sr. Jos Beuto da
Cunha eFigueiredo, em sua actual administracAo, e
as evanglicas praticas do piedoso rapiichinlio italia-
no o reverendissimo Sr. Fr. Sebastiao, banindo a
corruptao de coslumes que pareca existir aqui em
seu meor auge ; onde contra todo progresso, e leis
de nosso paiz le contavam feiliceiros, e al ol ver-
gonha 1 !! Fariseos que se incumbissem de os reunir
nocturnamente para celebrarAo de tal produelo de
ignorancia, de todos o mais ajenlo... gratas ao hu-
mano zeta, intalligencia e caridadedeste pregador
cipochioho italiano, explicando os mais apropria-
dos tallos de nossa santa religao, procurando pros-
crever lodas ai ideas em contrario, e pfomovendo
assim o bem de lodos, chamaodo parn o redando de
Dos nma porcao de individuos que (pode-se dizer)
pareca s ler leves e Iracas erenca* da preciosida-
de de suas almas, do ehrislianismoque nos dirige, e
da grandeza e bondade de nosso Creador: ao passo
que davam f a feiliceiros e phariseos... Seria fallar
a um dever dos matares, repito de ludo que nesla colonia se operou no curto esparo
de quatorze dias de santas missoes, ede que fui tes-
lemunha oceular, nao propalasse ao menos o quanlo
esl a mea alcance; peron emfim sou Brasileiro e
calholieo romano.
Quem liver vindo esta colonia da mais de cin-
co mezes, e dado um momento deet.encno ao estado
em que a encoulrou, mui principalmente de coslu-
mes, talvez cmico houvesse rido de ser esle logar
denominado lAo faustosamente, e oceupado por mail
de dous almos a allentao do governo. Porm te de
novo a ella regressasse, na verdade, sentira prazer
e admiraco; porque a veda no maior aceio possirel,
e seus colonos e habitantes de seu districio guiados
a melhor ordem de ventura ; e se indagasse a ori-
gem de tal melhoramento saberia que a religao,
lgando-se ao temporal, offerece mais esse exemplo
de sua harmona iodissuluvd, quando se trata da fe-
licidade dos homens, para grandeza de Dos, e li-
cAo dos governaoles.
Fallam-me expressfies para narrar a conlrccau,
liumilade. e dejocao qoe vi em loda essa porcao
de crealuras ; j.i pelo imincnso numero de dmense
mulheres que se confessaram o comungararo, c de
de grande quanlidade de calamentos, com particula-
ridade de pracas coloaos que parmanecam ha lempos
no mais escandaloso concubinato ; j pelos innme-
ros baplsados, no que com a maior dedicieo o
vonlade muilo e muilo coadjuvou ao sobredilo mis--
-ionario. .. reverendo cap-Jl.iu da colonia o Sr. Fr.
Jos de S. Thomaz de Aquno, a quem o deve urna
grande parte de Ue* beneficios em favor das almas
cdrisiaas ; o que lado prova o proveilo que obtive-
ram de partiiharem da voz exhorlalva, persuasiva
e evanglica desse missiooario, amigo de Jess
Chrislo, servo de sua le, e irmao dos humea* ; e
lambem admrou-me o jubilo qne lodos palcnlea-
ram por (erem nesse religioso missiooario um acr-
rimo censor da sua corrupcao, e gua segn para
sua direccao moral.
Talvez cnitar a crer que nao te conla hoje nesta
parle da provincia, 13o remola da capital, nem se
quer nm indidduo que permanec na lensualda-
de inimiga, da grandeza e liberdade do espirita;
vista haver esse mal collocado sua sede nesta mesmo
lugar, que possue agora (anta educacAo e religao ;
sim, digo que este povo depois das sanias missoes
ed corrigidb, religioso e (ratavel. Nao be menos
acredilavel o vera maneira com que te preslavam
incansaveii em construir um cemterio com la ca-
pellinha ludo de madeira, o qual j esl inteirameu-
le acabado e sagrado pelo mesmo misionario, a
onze de novembro correnta, bem como a capeIKoba
da qual he orago N. S. da Penhs, eo estar perfidia-
mente prompta a escava;ao do alicerce para a igre-
ja que aqu tem da.se couslroir.
Era curioso ver a presteza e devoco com que o
conlricloi de ambos os lexos, desde a maior juven-
tude al a iuerte velliice, se banhavam da iaor,eao-
duzindo pedrs e aris para a conslruccJo da igreja,
a qual esl consagrada a N. S. da Conceitao, e o
afn e dedicacAo com que Iraballiavaio no cenuterio
e sua capellinha, devendo parlirnlar meutAo mtis
do Irmla carpinas de S. Benedilo, que para dilo fim
de lao tange vieram prodigaliaar aqui servidos lio
valiosos a religao a a patria, sem paga alguma,
atara o prazer de sjudarem a seus irmlos aqui mo-
radores.
Terminando o que acabo de eipor, seja-me licita
junlar ama ntniha prece a bem do clero, com ex-
elusiva partieularidade aos religiosos capiichinlios
italianos, de cujas virludese prestimos ningoem cer-
lamente duvidar, se alleoder o quanlo elles sacri-
ficam-sc e Irabalham a merecer essa lao brlhan-
te auloridade que possuem sobre o povo ;desculpem
os mesmos rcvereadissimosSrs. capuchindos ilalia--
nos minhas palavras acerca de suas apreciaveis dr-
ades, altendendo que nada mais me dirige senAo
procurar consagrar virlude as mesmas homen.iccns
que se Iribulim itinoeencia e verdade.
Francisco Foligonio d .Souza Al.
Colonia Militar de Pimenleiras l de novembro
de 1854.
Illm. Sr. tenenle-eoronel Antonio Ln Caldas
A' eslaacompanha a einositao ou especie demrnm-
ria jurdica, deque V. S. tal servido encarregar-me
em nome dos consenhores de Apipucos. dau.ta-nie
assim um Icslemunho de consideratao qoe muilo
enrodero.
Pens ler tocado em todos os pontos mais impor-
tantes do assumpto, secundo as informacr.es que
voralniente me ininislrou V. S.; ese nao fui mais
minucioso c mais claro, creia que, nao fallando j na
minha insuflicieucia, pode ser isso lambem (tri-
buido falla de dado, niais pusiti\os, nssim como
rt'mpliracAo e obscuridade inherenles malcra da
com propriedade.
Nao rae he licito desvanecer-me de haver acer-
tado em Lulas as minhas asserees ; mas entretanto,
salvando sempre melhor juizo, eslou promplo a
siisteular o goe aventurei, al ser convencido por
argumentos que moslrcmser-me a verdade contraria.
Muilo csiimarei que o men fraro Irahalhe posta
ser de alguma olldade para V. S. e os mais sen lia-
re- a quera he desuado : he cs-a a relrihuicao que
mais ambiciono.
_ lenho a honra de ser com renpelloia estima De
Vi S. atiento venerador. Braz Florentino Henri-
ques de .Souza.
Recita, 25do oulubro de 1854.
1A propriedade Apipuros consistente em
torreos fertej c lavradios.-dislanles desla cidade
cerra de duas legua*, o grande parte dosqnaesa-
cham-se boje bemfeilorisadc.-. pcrleiiceu origina-
riamente a Pedro Velho Brrela, que delta era sc-
uhor e possuidor.
2. Pela morlo de Brrelo passou a propriedade
Apipiicos aoiseus herdeiros, qoe, nao tazendo
inventario nem partlhi, deixarain-na no estado de
indivisao continuando esta al o presente^
sem embargo da lubrogacdlo oa mudanca as pes-*
soa dos dirTerenles consenhores, em cnnsequeucia
de vendas e successOes hereditarias, realisadss den-
tro do prazo de cenlo e lanos ennos. *
3. ltimamente os referidos c*ni"liorel, fim
de remediaren) os multiplicados inciMlVenienle re-
sallante dn indMsao, letolverarrvVrear ama
arfmni.tfraciio que regesxe a propriedade
commum, e cssa adminislrscao foi c-coldida d'eotre

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DIARIO OE PERNAMBUtO. SABAjQ O DE DEZEMBRO DE 1854.
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todos os que na mesma propriedade linliam parle,
quer por compra, qucr por sueeessao.
* Nao obstante porm esse alvitre lomado,
muilos daquelle* inconvenientes tem-se reproduci-
do ; e sobre ludo a unirle de um ou oulro conse-
nhor ha occasionado lelaios rtnoosos eprejudiciacs
aos direitos de cada consenhor em parlicalar, reco-
nhecendn-se comu fonle de lodo mal a falla de ideas
claras o precjwk sobre a ualuriia da comproprieda-
,de. c disposir^Juurdicas qui i regulara.
Eis ;iiii o multVdpresente^eiposii;ao.__
5. Sendo -porlanlo a ciar* e a precisan das
idea o flm que mais temos vista, cumpre-uos
evitar ludo quanto potMprejnKf-lo ; o por essa
causa preferimos a iejma d'*fccB de urna succn-
ta Expsito de principios{, Corma mais pro-
lixa e ilii'n-a de urna d|*ser(iQjo jaridica.
6. No silencio do direilo palrio'sohre esta male-
ria espccialissima, recorremos to dlrcilo romauo que
nos heub-idiario, e cuja disparos a respeilo, s
a inuilo cus, a* achara aquje ajli disseminadas.
Coni a citacao pois das leis romanas, ou com o li-
me de autoridades conhecidas e respeilaveis. arliar-
se-hao firmadas quasi lodas as nossas proposic,ocs.
i.Antes de entrarmos direilanieole no assump-
lo, julgamos conveniente dar nmt lgeira idea la
propriedade individual ou integral, por onde com
mais seguranca chegaremos a propriedade
commum. -
8.Em geral ch,ima-se propriedade tudoaquillo
que faz parle da nossa fortuna ou patrimonio, e nosj
perlence exclusivamente; mas ero sentido estrelo?
jurdico a propriedade ou dimiti lie o direilo
que temos do usar, fr;iir e dispor de una cousa com
exclusao dos outros, salvas as juilas limilai ;es da le:
Domii.iiun esl jus ulendi, fruendi el ahutrndi
quatemu juris ratio, palilur. Lagrange, Man. de
Dir. Rom.,h\. 2. lit. i .o
9. Sendo a propriedade, como se acaba de ver,
o direilu pelo qual urna cousa nos perlcnce com ex-
clusao dos oulros, seuue-se que he da (/senda desse
d.reilo nao pnderem duas ou mais pessoas ler, cada
urna pot inleiro, o dominio ou a propriedade de
urna mesma cousa ; e por isso di/, olcl. Celso:__
Duorum in toliitum daminium ene non poste; nec
qurnquam parts corporis dominum esse. I.. 5 17
Uig. Comnodali ; Blondeau, Chresle, liv. 2. secc.
S. lit. 1.o.
10.Com quanlo nao possa ra mullas pessoas ler a
propriedade da mesma censa no mu to*o, d'alii nao
se deve conludo iifi>n'r"quo nao possam ler essa
propriedade em commum, cada qual em urna cerla
parte; e sin longo de prejudicar a denicSu e essen-
cia da propriedade, pelo conlrario pude confrma-
la-, entendendo-se que om lal caso o direilo de pro-
priedade que lem es-as pessoas sobre cousa com-
mum, be o direilo em virtude do qual a cousa Ihc-
perlence em commum coin exclusa de todas as ou-
lras pesoas que nAo tem parle alguma ; e entre
aquellas, a parle qu cada una lem, pcrlcncc-lhe
exclusivamente, mc-ino a respeilo dos oulros cum-
propriclarins, nao sendo a parle de una o mesmo
que a parle de oulra, e pudendo cada qual dispor
livremciile da sua. l'othier, Trat. da Propr., par.
1., cap. 10 n." 17.
II.Todas as vezes que, o direilo de propriedade
sobre a mesma cousa compele a muilas pessoas, ex-
iste o que se chama comdominio compropriedade
ou propriedade commum, expreises synoni-
mas.
I-1.Quando nina cousa acha-se na propriedade
commum-de muilas pessoas, as partes de cada urna
d'ellas na cnusa commum s3o parles purameule
ideaes ou inlelecluaes, e nao parles reaes ou corpo-
raes* como erradamente se poderia pensar, pois que
eslas s se (hiI'iii formar e conhecer pela divisa re-
sillar da cousa, pedida por ncc,o propria e especial,
divisan que faria desapparecer a compropriedade.
He o que bem claramente eslabelece o Ict. Papi-
niano na I. 66 $ 2., Dig. de tegat. 2., quando di/.:
Piltres in uno fundo dominium, juris intelectu, non
ditisione corporis oblinenl. hloiidcao, Chrest.,
liv. 2 o, nec. >., t. l.;_Mackeldey, Man. de Dir.
Itom. $375; e PolMer, Trat. da Prop. part. 1.,
cap. 1. a)
13.lio cxposlo resulla :l.o, que a comproprie-
dade difiere da propriedade limitada, pirque nesta
cada pessoa exerce siu porcjlo da propnjjdade, ou
algom dos direttos r>r)tiaes de que ella se empoe
(n. 1), ao passo que u;c&>in propriedade ludas parti-
cipan! desses diversosdifcitos ; e, achando-se assim
em urna posiro cxacan*ente semelhanle, o direilo
dcada urna ronserv] cfnome de propriedade: eip
outros termos, na rropif iedade commum compete a
muila- pessoas, pro inaiviso, o mesmo iireilo ou
soja lolal ou parciaU_,s) nua Ce-o na lei citada, [pro indiviso pro parle do-
minium habere.io, qUe>, nao obstante adifleren-
ca notada, no casi A corupropriedade, ninguno se
pode dizer proprielario de toda a cousa. mis sm da
portlo ileal que n1la lera, eda qual s pode dispor
livremenle, o que exclue a venda, doaejo on ad-
judicarau por heran^a de urna parle reale deter-
minada da cousa commum, como adianle diremos
(ns. 39 a -2i: Mackeldey. Man. de Dir. Rom,8 275
Pcllal. l'rinc. lier. do Dir. de Prop., pat 2, ed.
de 18:17 ;e C. da Bocha, Dir. Civ. Port. S 1.ed.(b)
III.
H.l.mli t.-i nada l"iiba de commum i posse
com a propriedade, visto que se pode ler a pssse de
urna cousa, sem que se lenlia o dominio, e tice-
rersa ; todava, como a posse he um meio eilerior
necessario ao exercicio da propriedade, sendo urna
ronsequenria desla que so o proprietario tode em
regra geral, ler. exigir e defender pelas vas de di-
reilo a posse da cousa ; c como pnncipalnKule no
caso da compropriedade pode a posse darluear a
erros e quesles prejudicial-, o que de fa'lo lem
succedido entre os consenhores de Apipucos; mis-
ler he darmus aqu urna idc a respeilo, sob i poni
de vista especial que nos oceupa. {c)
15Era questao mui debatida entre os le. Ro-
manos, se duas pessoas podiam ler alauiii.isv.ve-.
cada urna por inleiro {in solidum), a pns-c di orna
mesma cousa ; e depoit de grandes confestacdte en-
tre as duas seilas dos Sabiniauos o Proculeanos,
assenlou-se que o principio derivado da nadreza
das cousa*, em virlude do qual nSo podiam nuitas
pessoas ler, cada urna por inleiro, a posse de nma
mesma cousa, era verdadeiro em toda sua exlensao,
0X nao romporlava distinecn alguma entre posse
jusla c posse injusta, prevalecendo deste modo o sen-
limenlu dos Procaleianos. He o que nos diz o Ict.
Paulo, na lei 3." 5, Dig. de adquerir possets:Pilt-
res eamdemrim in solidum potsidere nonpetsunt:
contra natttram quippe esl, ut quum ego aliquid
teneam, tu quoque id tenere videaris. E mais adi-

() E' justamente por se nao comprehender bem a na-
tural da parte de caja comproprielario na consa com-
mum, que os terrenos de Apipucoi tem sido objetto de
conteslacoes e litigios prejudiciaes aos direitos dosdilTe-
rentes cuiisenhorn, suppondu-se ora, que a porcoodes-
fructada por >im delles Ihe pertcnce integralmente, e que
della pode dispor ; ora que, pela ua morle, pode essa
mesmo porgao entrar no inventario de seus bens indivi-
duaes, e ser dada em portilha aos herdeiros ; o que, a ser
admittido, esubelecena um singular meio de diviso da
compropriedade, contrario le, e em que nao seriom ou-
vidos lodos os consenhores, etc., etc.
Os no*M9 leu. reinicolas coneorrem para a existencia
de um tal erro, pois que, tratando di compropriedade. e
das partes de cada consenhor. nem aprofundim a essen-
cia diquella, nem determinan! a nilureza dotas; Cor-
rea Telles, Coelbo da Hocha e Borges Cirneiro s fillim
eparles, sem mais epilheto algum qualificaiim ; e
I.oh.io o nico que se mostr mais claro e eiplieito,
quando diz (Obrig. Recipr. g 5tl) que, ni coiua indiei-
ta, tem cada um parlein qualibet mnima parte, quasi
totius dominus reputatur.
Pelo contrario os lela. Romanos nao deiio a menor
durida i esse respeilo, como se ve do texto citado.
E nao he s Papiniano : Piulo na L. 23, Dig. de vero.
lign., 1., diz mais .-(luintu Mucius ait, parts *p-
prllatione rem pro indiviso significar! ; nam quod pro
diviso nostrum sil, id nonpartem, sed lotum esse; e II-
piano na L. 35, Dig. do stip. serv.,pt., exprmele
tambem nestes termos :Sertiu communii sie omnium
tU, non quasi singutorum totus, sed pro parlibas utiqte
indivisis, ut intellectu magis partes habeanl quam cor-
pore. Or, a difTerenea entre um cscravo e urna porco
de ierra, como propriedade, nao altera em nadi i na tu
rexi das partes dos diversos consenhores ; a diviso do
escravo moralmente impossivel, c a do terreno physi-
camente praticavel ; mas, no estado do indivisao, influi-
r isso alguma cousa '.' Nao. I I piano concorda inteiri-
roens com Papnino.
(b) O direilo de propriedide he um direito complexo,
que eoroprehende outros muitos direitos elementares ; he
por isso suscepiirel de diviso, e os seus fragmentos po-
den perlencer a differentea pessoas. tieralinenlc coslu-
uiam reduzir tolos os direitos pirciies ou elementares di
propriedide ios tres comidos na dclinico que demo. sob
o n. 8: sto be, aos direitos de usar.de usufruir e de dispor
da substancia di cousa. Quando esses diversos direitos
e os que elles abrangem ou suppoem, acho-se reunidos
na mo do proprietario, diz-se ento que elle tem a pro-
priedade plena, ou o pleno dominio ; no caso contrario,
i propriedade ou dominio limitado. Assim, por exem-
plo, o dono de umi casi, emquanto esta se ocha alugadi,
tem iui propriedide limitada, porque o direito de uso
ou de hibitacu pertcnce durante o aluguel nutro. Mis
s o direito de dispor (jus abutendi) constiiue o direito
inminente da propriedide.
Avista do exposto melhor se poder comprehender a
difTerenea cnlre a propriedide limitada e a romproprie-
dtde, como a temos eiplicido tob o n. 13. Ni com-
propriedidc militas pessoas participam dos direitos ele-
nienlares do dominio, leudo cada um o direito de usar,
de usufruir e de dispor ; todas tem por coosequeocia i
plena-propricdade.
'.') A nosse, no sentido vulgar da palavra, be o tacto
pelo qual urna pessoa lem no seu poder um objecto cor
poreo, de nianeira que este fique inteirimente submetti-
do a sua do'minaco pbysica ; ou por oulra, de maneira
que dellc possa dispor sua vontade e com exclusao dos
mais. Essi relaco pbysica que eiiste entre urna pessoa
e umi cousa chami-sedrtenedo (mera custodia); entre-
unto da serve de base a toda idea de posse, e em certo
sentid* Umbem se chamaposse natural.
Para que porm esse estado puramente de ficto possi
ira informarse emposse jurdica, e fizer niscer
' Tiosdireitos, he necessario que o deleolor rena ao facto
da detenan a intenco (animus) de querer possuir a cou-
sa como sua propria. Assim, eu possuo jurdicamente
umi cousa quindo a teoho miotu isposico como m-
nha, quer seja na verdade proprietario dclli aur nao.
Pelo contrario detenho essi coull, ou tenho della smen
te a posse natural, quando nao tenho a pretencio de
rmiduzir-me seu respeilo como proprietario, reconhe-
rend onlrem como seu verdadeiro dono.
Distemosi que, em reara, s o proprietario pode ter, exi-
gir n defender posse da cousa, parque com effeito sopor
excep aoe quando motivos particulares sao aeoppoem.
he que,elle deua de poatuir, (voluotaria ou iovolun
tiramentc) ocr de ler o dimito de exigir e defender
poaae, estando estopan i propriedade. como o ele-
mento material r/c pan, o elemento legal, como o exer-
cicio da dirrt^e a possibilidade physca desse exerci.
co eitift part o mesmo direilo.
Julgamos sufficienie esta noci da nwse para iotelli-
geoda de que sobre ella diremos.
anlc, quando depois de ler cxposln as opinies de
de Sabino, Trabado e Labeilo, concille pelo parecer
lo ultimo, dizendo :(Juud esl verius, non enim
miti/is eadem pnssessio apud dos esse potett, quam
ut tu slare videaris in eo loco iu quu ego sto; vel
in quo sedeo, In sedere videaris.
10.Mas nao he necessario grande reflexao. para
conhecer-se que os IcLs. Romanos, na qucslo in-
dicada, smente podiam tratar da posse com refe-
rencia i propriedade individual, e nao proprieda-
de commum, porque du contrario Icriam destruido
a nocao desla, alias bem eslabelccida (n*. 12 e 13.)
Com efl'eln, ja vimos quo na propriedade todos os
consenliures participan) dos direitos especiacs cun-
tidos no direjto de propriedade ; e como a posse
conslilue iiidtiliilavelmenle um desses direitos, por-
que lie o meio physico necessario para se poder excr-
cer completamente a propriedade, claro lica que
delle tambern participam lodos os consenhores. Nao
obstante pois ser a posse exclusiva por sua ualu-
reza, assim como o he a propriedade, poden) com-
ludo muilas pessoas, ou possuir em cominum urna
cousa, cada qual por inleiro, quando essa cousa he
indivis-ivel por natureza, verbi-gralia. um direilo
de servidlo ; outer a posse commum da mesma cou-
sa por parles moralmente determinadas, quando
sendo divisivel, achar-se accidentalmen.o no estado
de indiviso:Ptures rem pro indiviso tice pro par-
ti bus indivisis possident,diziam os Romanos. Urna
lal posse, chamada por unscompossessao, e por
oulrosi/ii'i ipo.-fcorresponde exactamente ao
direilo de compropriedade. Mackeldev, Man. de
Dir Rom., 217; e Pothier, Tral. da Poss., n. 4, in
fine ; e Blondeau, Chrest. liv. 2., secc. 2, art 8."
pr-et.(d)
IV.
17.Os Icls. Romanos applicavam compro-
priedade os modos de acqiiisn;3o coiicernenles a
propriedade individual ou integral, sempre que a
natureza das cousas nao se oppuuha a isso ; e eflec-
livamente os aconlecimenlos que eslabeleciam .i
compropriedade, eram mais numerosos em direilo
Rimano, do que as legilaes modernas.cumo o de-
monstra Blondeau. Podemos porcm assignar aqui
compropriedade tres fontes diversas e princjpaes :
convencao, di*poMcao de lercciro, accidente for-
tuito. *
18-^Sea fftmprnpriaTlp l.m vrAom n'uma
convenedo, deve regu!ar-sc pelas clausulas estipu-
ladas entre as parles, e pelas regras seraes do con-
trato desociedade ;se em disposicao de lerceiro,
verbi Rralia, deador ou teslador, he pelas condices
dessas dsposii/ies que principalmeiite deve regu-
lar-se ;se finalmente em algum accidente fortuito,
como de ordinario acontece, enlao exislem regras
especiaos, pelas quaes deve reger-se, regras que alias
sao applicaveis as duas primeiras.no caso de as nao
lerem proprias. Blondeau, Chrest., liv. 2. secc 2.,
2. pag. 395 ; C. da Rocha. Dir. Civ. Por. -j 450.
I. ed.
19-Quando muilas pessoas sao chamadas a urna
heranca por successdo ou (calamento, d-se lambein
urna especie de propriedade commum entre ellasa
respeilo da massa heredilaria, compropriedatle essa
que lem suas regras peculiares, pelas quaes he re-
gida ate u momento do inventario e parlilha, que a
fazem ce-sar e desapparecer. C. da Rocha, no lug.
dil, e Curr. Telles, Dig. Purl. lom. I., 820.
20.Ora, pelo que disseraos no comeco delta ex-
posieao,coiilieccr-se-ha que aprupriedadeApinucns
leudo perleucido |irimilivamente a um s senhor,
converteu-se pela morle desle em propriedade com-
mum dos seus berdeirus, ficandu por conseguinlc
sujeila al um cerlo pn/.o as leis applicaveis a urna
uccessan ; mas nunca se havendo feilo o inventario
e parlilha, u lapso do lempo veio a extinguir esse ca-
rcter por assim dizer transitorio da mesma compro-
priedade, e a ii^primir-Uie diverso, sujelando-a as
regras da compropriedade fortuita, na ausencia de
oulras que justamente Ihc podessem ser applica-
das. (e)
21.O faci, ltimamente acontecidode liave-
rem os consenhores acluaes de Apipticos creado, de
communi.accordo, urna administracao pararegera
propriedade commum, altera Iho" sem duvida, de
cerlo modo, aquello carcter do eventual dado ; mas
mo leudo baviilo tambem una verdadeira conven-
cao, formal e explcita quanto aos direilosde cada
consenhor, ou antes quanto as regras a que (icaria
sujeila a compropriedade, segue-se ainda, quu, na
falta de oulras appropriadas, s Ihe pndem convr as
que o direilo prescreve para o caso de urna compro-
priedade resultante de accidente, (t)
He puis d..as regras que passamos a tratar ; e
romo a disposicao da cuusa heo direilo imminenle
entre os direitos elementares da propriedade, por
ella principiaremos.
V.
22.Nenhutn dos comproprielarios, nem ainda
a niaioria delles pode, ainda que lenlia o maior
quinhao, dispor validamenle da cousa commum por
inleiro, nem te pouco de urna parle corporal de-
terminudar sem uconseiitimeulo de todos os oulro-,
excepto no caso em que semelhanle disposicao for
necessaria a canservarao da cuusa, uu uao Iruxer o
menor prejuzo ans companheiros : 1.. 68 pro, Dig.
pro orio, e L. 28 Dig ad e.vltib. Mackeldev, Man.
de Dir. Bom.g 301. (m
23.Pode poietn qualquer delles allienar sua par-
le intelleclual na cousa a quem bem Ihe parecer
e do modo que Ihe convier ; e s essa parle pode
ser-lhe peuliorada earremalada, passando em am-
bos os casos o comprador ou arrematante a rompo
suir com os oulros companheiros, exactamente uo
seu lugar. Todava, no caso de um consenho que-
rer vender osen quinhao idea', cabe ceterit pari-
bus, a preferencia a qualquer dos companheiros que
o de-eiar cumpiar.Mackeldey, noluzar citado ;
Corr. Telles, Dig. Por., tom.l.'', atl. s:lli ;e Borg.
Carneiro, Dir. Ci. de Port., liv. 2., til. 13, 584 n,
4. (h)
24.Por consecuencia, fallecendo lambem algum
dos consenhores, he cvidenle que s a sua parle
intelleclual pode valiosamente figurar no invenla-
rio, parlilha ou adjudicacao de seus bens indivi-
duaes, mas nunca nma parte corporal c determi-
nada da cousa commum, parle esta que nao li-
nha o couseohur em sua vida, e que s pode ser co-
ndecida depois da divisa regular da cousa ; iVemo
plus jut in allum transferre polest, qum ipse ha
bet._ (i)
, 25.Como a compropriedade perleuce ao mesmo
lempo a nimios consenhore;, cada um destes lem
direilo a perceber os Tractos ou rendimentos que
della pruvem, em propurc.an de sua parle, sendo
?or oulro lado obrigado a concorrer na mesma ra-
xo para as despezas da conserva;Ao e reparos da
cousa que faz objcclo da compropriedade. -Mackel-
dey, lug. cit. ; e C. da Rocha, 451.
2S.--Se um consenhor voluntariamente se furia
okricac io de manler a cousa commum em estado
prntcilOMi, pode ser pelos oulros conslrangido a
veuler" ua parle judicialmeulc. Mas se nao pu-
der coucorrer para aquelle fim por falla de meios,
lirar-se-ba o sen conligcnle da parle do ron lmen-
lo fue Ihe locar ; e s quando nao for isso possi-
vel, lie que podern ser obligado venda judicial.
C. da Rocha, citad > ; e Dig. Port.. arls. 812
e 843.
27.No caso de que um consenhor, nao tendo
conrorrido em lempo para a repararan da cousa,
se ollereca mais tarde a pagara seu conlibgenle.deve
a isso ser recebidn, urna ve: que lambem sasfaca
o juro da quanlia que seus companheiros desembol-
saran!. Dig. Port., arl. 8iS.
28.Nao pode algum dos consenhores fazer na
cousa cummum, sem o consculimeulo dos oulros,
aclo que os prejudique, como impr-lhe servida,
ou ooera-la com hypolheca, sob pena de uullidade,
licandu em taes casus nicamente respousavel ao di-
reilo de Icrceiros a parte ideal que nella tem, ou a
material que Ihe tocar, depois de effcctuntla a divi-
so. I.. II, Dig. da servil, rus!., L. un. Cod. si
rommun. res pian, data sil ; Dig. Port., arls.
821 e 825.
29.Na cousa commum nenliiim consenhor po-
de regularmente fazer obra ou edificar coulra a Ton-
tada dos companheiros ; e devendo-sc sempre al-
lemlcr in.iis ,i Minia le do que recusa, i prohibi-
SSo de um s prevalece sobre o consenlimcnlo dos
mais. ('.limpie porm que isso se Inlenda especial-
mente da obra que muda a antiga forma da cousa,
e n.lo dorcpaio cu concert que a reslilue e cnu-
serva. L. 28. Dig. comm. dirid. ; Dig. Port., 840 ;
c Borg. Carneiro., no lugar citado, n. 5.
-10.Mas, ainda que na cousa commum possa
um socio impedir que oulro faca obra nova ; com-
ludo, se podeudo prohibi-la o nao fez, perde o di-
reilo de obriga-lo a que a supprima ; e o damno que
dahi Ihe resultar, s na divi-ao pode aervc-lhe re-
sarcido : Sed elsi in commum prohiberi socius
a socio, ne quid facial, polest, ut lamen factum
opus tolla!, cogi non potes!, si, quum prohibere
polerat, hoc praetermissil ; el ideo per commum di-
vidundo actionem sarciripolerit. Cit. I.. 28, Du:..
comm. dicto'.
31.Reconheceudo-se que a obra nova he ti MI
a lodos, poder-se-ha recorrer a auloridade do juiz,
o qual, com conhecimenlo de causa, supprir o
cousenlimento do companheiro dissensienle ou re-
csame. Cod. da Pruss., p. 1.a, lil. 17. arl. 17 ;
Dig. Port., arl. 841.
32.O uso e administrado da cousa commum de-
vem ser regulados pela maioria dos votos de to-
dos os comproprielarios, contados nao por cal,rea,
mas na razao do inleresse ou quinhao de cada um,
como se deduz da Ord. do liv. 4., til. 74, 3 ;
e no caso de empale pode-se obler a deci<3o por
meio de arbitros, ou recorrendo-se ao juiz. Tanto a
este, como nquelles cumpre entao ter em vistas o
que for mais vanlajoso a lodos o* consenhores, e
atlender especialmente ao uso que mais anlogo pa-
rece ao destino da cousa. L. 7.a, 19 e L. 8.",
Dig. de pac.; Dig. Porl., arls. 826'a 829 ; e C.
da Bocha. 452.
33.Os socios vencidos nao sao obrigados a acce-
der a maioria, quando se trali de innovaroes sobre
*"'1;"1..... ;o da raua, de heinfuiloriaa dis-
pendiosas, ou do deixar inculto o predio quo "-
lum.iva -er cultivado; salvo se a ulilidade da inno-
varlo fr palete, ou reconhecida pelo juiz, e pc-
Jueuo o prejuzo que causa aos recusantes. C. da
ocha, 8 452; e Lobao, Obr. Rerp., 518 c seg.
34.Nao querendo porm a minuria dos com-
proprielarios absolutamente uibmelter-se ix deciso
da maioria, ou do juiz, pode requerer a diviso ou
parlilha da cousa commum, nao havendo cirrums-
lancia alguma que a isso se oppo-iha, como adiante
diremos. Dig. Porl., arl. 830, e cit? Cod. da Pruss.,
arls. 13 e 14.
35.Em regra, cada consenhor pode imprecar a
cousa commum no uso a que he destinada, embo-
ra os outros o contradigan); mas se o uso que della
fizer excluir aos oulros de gosarem igualmente, de-
ve salisfazcr-lhes em rem lmenlo, segundo as parles
de cada um. Dig. Poil., arl. 831; Lobao, Obr. Re-
cipe, 511 e 513.
36.Se o predio commum cosluma arrendar-se,
e uns q.ierein que se arrend, e oulros nSo; ou se
cosluma ser cullivadu, o querem uus contra oulros
que se doixe inculto, deve prevalecer a volitado dos
queesiao pelo andgo destino da cousa, pois que este
sempre se presume mais vanlajoso a lodos. Dig.
Porl, arl. 832 e 834; Lob. 520 a 522.
37.Concorrendo algum dos consenhores para o
arrendamenlo do predio commum, qucr no lodo,
quer em parle.deve ser preferido aos esiranhn.,'.lle-
recendo se a pagar a mesma renda que e-les. Lo-
bao. 515; Dig, Port. arl. 835. Vid n. 43.
38Finalmente a qualquer dos consenhores com-
pele o direilo de, a Iodo o lempo, requerer a divi-
so o u parlilha da cousa commum, direilo esse que
lie impiescriplivel por sua natureza, sendo a coin-
munlijo foiile de discordias, e nuil i pur essa causa
a estipularlo de uunca dividir. Todava, se os con-
senhores por conveniencia reciproca, convencionam
prorogar a diviso al certo lempo, assim se deve
observar. L. 14 2, ie. comm. dicid.; C. da Rucha
S 451; Borg. Carueiro, 86, ns. 1 e 3.
39.Na parlilha da compropriedade deve-se tam-
bem incluir a diviso dos fruclos communs das
bemfeitorias ou despezas feilas para a conservaran
da cousa, e a indemnisac.au dos dainos causados.
Borc. Carueiro, n. 7.: Corr. Telles, Doulr. das Acc,
275.
40.S contra o consenhor que perde a posse, p
de ser invocada a prescripcao de 30 annos, para o,
excluir da ac^aocommuni dividundo Doulr. das
Acc. 227, ola 612; I.. l., 1. Cod. de anal
exeepc. '
VI.
41.Creada pelos consenhores de Apipuros
urna administraran para regera propriedade com-
mum, claro lica que a ella delegaran) seu direilo de
voto, e que d'esle modo ressou temporariamente a
administracao originaria que a todos competia, de
vendo-se entender com as limitaron- resultantes
d'esle novo dado, as regras concerueiiles ao uso ou
gerencia do predio, seu arrendamenlo ele.
42.N'essa parle, e n'ella smenle, revcsle a com-
propriedade o carcter de urna sociedade, como li-
zemos sentir ( n.21 ). A ailmini-ir.ira-i instituida,
em quanlo existir pelo accordn do comproprielarios,
be por assim dizer, virlualrhenlo, a nica possuido-
ra dos terrenos, cujo empreo e destino ihe compele
dar : a ella incumbe odever de prestar conlas da sua
gerencia, pagar aos oulros cousenhores o rendiioen-
o respectivo ; responder pelos damnos que por sua
'ulpa Ibes causar ; guiar-so em fim em lodos os seus
Celos pelas leis reguladoras do contrario de so-
ciedade.
43.Em presehc,a da administraran, os conse-
nhores devem ser equiparados a estranhos, e o ar-
rendamenlo que lizerem de urna parran de terreno
determinada, nao Ibes pode conferir outros direitos
alm dos que derivain da natureza d'esse conlraclo :
com ello nem adquircm a propriedade individual ou
inlegral do terreno arrendado, porque isso redun-
dara no mais excepcional e lesivo modo de parlilha,
conlra o nico que a lei admille ; nem tao pouco a
posse jurdica, porque he bem sabido que o rendeiro
s tem a simples detencoda cousa, e essa delenrao
jamis se pode considerar como verdadeira pos-e :
C'ui ex conducto postidel, quam vis corporaliler
tneeat, non lamen sibi, seddomino rei credilurpos-
dere. eque enim colono vel conduelan pradio-
run longae possesionit prwscripo acquiriurn L.
I', Cold., comm de usuc. 44. Ora, como na com-
propriedade a posse perleuce conjunclamenlea lodos
os consenhores; e como a adminislracao da de Api-
pucos reprsenla virlualmenle os consenhores d'ella
emos que um consenhor rendeiro possue a porrn
de lerrno arrendada em nome da mesma adminislra-
cao, du mesmo modo que conleceria com qualquer
oulro e-lianlio.
VARIEDADE.
(d) Sempre que hi compropriedade, ha compossessao :
os consnhores sao lambem compossuidores, pel maneira
que Oca dito ; mas a compossessao, embora corresponda,
como dissemos, compropriedade, pode nSo obstante exs-
tir sem ella.
(e) Sbese que os coherdeiros, os seus successores e os
compradores da harinea s tem aeco para pedida ou re-
querer a parlilha dentro do prazo de 30 anuos depois di
morle, do dcfunrlo : ora, esta nica consideragoo pode
tirar toda duvida acerca do que dizemos ueste n. 20
quinto ao carcter da compropriedade Apipucos.
(0 Tendo os coherdeiros de Apipucos vivido sempre
em comrnunhao. parecer, primein vala, que este fac-
i, reunido ao da creago da administracao, exclue toda
idea de eventualidade na concepeo do condominio delles,
tornando lmenle saliente a idea de sociedad-. Mas, alm
de oulras considcraccs, bastar lembrarmos, para des-
vanecer este engao, que sem convenci expressa nao ba
verdadeira sociedade, e que na falta della presume-se
antes comrnunhao fortuita de propriedade. L. 31,32, e
33, Dig. pro socio'; C. di Rocha, $894.
He pelo fado da comrnunhao em que os consenhores
lem permanecido, que Ihes assisle o direito de, a todo
empo, pedirem a diviso ou partidlo, como adiaule di-
remos, t
(g) Como cada consenhor nao tem mais do que um
parte ideal na compropriedade, slo urna certa quani-
'- do seu valor total, torna-se evidente que s essa
dade
pode alienar.- iVemo ex sociis plus parte'sua potest
alienare, etsi totorum bonorum socii sint, he o que no*
diz a citada le 08 do Dig. pro toe; alienando porm nma
parte corporal deteiminadi ultrapassi o seu direilo, c o
vicio de semelhanle alienacao smente no apparecer,
verificando se alguma das lies hypoaheses meiicionadls :
consentimento de lodos os consenhores, necessidade de
coiiservarjo di couaa, ausencia do menor prejuzo aos
companheiros. A razao dessa limtaces he obvia,each se
sanecionada as leis romanas que cita Mackeldey.
Quinto ao cousentmento cumpre advertir que elle
pode ter eipresso ou tcito ; e alm di-so que, quando
um consenhor aliena uma^iarte corprea c determinada
da cousa commum, tem opposico dos outros e guardan-
do osles silencio, a venda torna.se irrevogavel ao menos
pel prescripcao de 30 anuos : Si nulu uaucapionu,
praerrogativa vel dinturni silentii prescriptio emlorem
pnssessionis, quam a coheredibus patrui Iui distraclam
suggeris, pro portione la munit, in rem actio incolu-
mis perseverat. Const. 1., Cod. 1, 52.
Pude ser necessari a prescripcao tongissini temporis,
porque, nao tendo o consenhor direito de vender umi
pirte corponl da compropriedide intcs da diviso, i
posse do comprador que julgisae ser elle capaz de aliena-
la, seria insulhciente pordezou viole annos, para extin-
guir a aeco de reivndicaco dos uutros consenhores e
faze-lo adquirir o dominio : a ignorancia de direilo
ciara nete caso o titulo de sua posse. L. 7., Dig. de
jur. el. fact.
(h) Que o consenhor s pode validamente alienar sua
parle ideal da compropriedade, e nao urna parte real e
determinada, he doutrina fura de toda eontesUco ;_
Falso Ubi persuutum est, communis praedli loriioaem
pro indiviso, antequam communi dividundo judicium
dictetur, tunlum soda, non eliam extraneo posse distra-
ht. Const. 3., Cod. 4, Si.
() Succedeudo o contrario do que fica eiposlo sob
este numero, assim como sob o antecdeme, eremos que
nao hovera necessidade de demonstrar como os consenho-
res prejudicados conservoo salvo o seu direilo para em
lempo aneara peo hora, arreniaucio e parlilha que re-
cahirem sobre urna porco material da propriedade com-
mum, recorrendo aos competentes meios Icgies.
a familia.
(Por Mr. Dargaud.)
Acaba de apparecer um desses livros de voz baixa
que nao procuram o ruido nem a ninllidan, mas que
fallando comu ao ouvido de um publico escolhido,
dizcm-IKe dessas cousas que urna pessoa s commu-
nica aos leus mais ntimos confidentes. Esse livro
tem por Calo : A Familia, por Mr. Dargaud. Re-
sumindo-c, tememos deflora-lo. Importa l-lo lodo
nleiro, iiniarla le-lo como sem duvida foi compos-
lo, s ou na silencio de um lar. domestico, cheio das
dures allViries da familia, no campo, sombra das
ullias que brolam com a juvciiludc ou caben! com
os ltimos batios diassobre os tmulos.
Esse livro he com clfeilo a narrarn -imples, ter-
na, piedosa, jorm lauto mais torna quanlo he mais
simples, desst poema interior que passa-se em urna
familia virluosa entre a infancia e n maluridade de
um homem. loema que comer por ternuras c fe-
licidades e que icaba, como ludo, pur melancolas e
pezares. Os po;masdesra natureza nao podem ser
e^criplos arase om lagrimas. O que nellcs se pro-
cura nao sao as cares brilhanles, he a luz branda, o
rccolhimento. Pan cscrever e fazer que se lea des-
sas obras as quaes os nicos aconlecimenlos sao
senlimentos, cumpre um tlenlo que lire ludo de si
mesmo ; cumpre un tlenlo que saiba inieressar um
seculo inleiro no sucidio de um Werlher, no abali-
menlodeum Rcn.nas cofermidades d'alma deum
Oberman, as ctceilricidades das Confisses ; mas
aqu nao ha suicidio, nem abalimeuto, nem excen-
tricidades ; ludo he slo como um espirito senhor de
si mesmo, ludo he paro como urna alma que nao ve.
as lernuras e bellcais da natureza senSo degros
para subir sua allura.'
Respirando o perajme clessis paginas, lodus ad-
miram-se de que lenhim cabido como por dislracco
da penna de um historiador que deu o anuo p.issado
urna celebridade butrica lao nova c 15o lerna aos
infortunios de Maria S uart, e quo boje esla abisma-
do no csludo obstinado do seculo XVI para evocar
delle em um cotilo severo as mais rudes e grandio-
sas figuras. Esperava-ic da Mi. Dargaud presenle-
menle cousa differenlc e um diario de familia e de
urna reliquia de senlimenlo. Nao haver por lano
para aquellos que lerom esse livro sr-nao um prazer
de mais : a admirarao. Ninguem se queixar disso,
o mesmo ninguem lera rizao de o fazer. Por ser
hisloradur nao se deixa de ser homem. O cnelo
naosedeseccacomoospergaminhos na sombra das
bihliolecas. Parece pelo conlrario que se conserva
nellas mais joven, mais craulido, mais cheio de sei-
va. Os homensde eslodu tem mais quepa, oulros suas
virtudes que os preservan) da evaporadlo e desed-
camenlo d'alma, lio a solidan e olrabalho. De qoaa-
doemquandovollain-es segundas juventudes ines-
peradas, c suas di.lracroes slo desabafamenlos de co-
racao que nio sao sempre as menos immurlaes de
suas obras.
Um dia, Sanio Agoslnho lemhra-so de sua mai e
escreve seas Arrependimentos. Um da J. J. Rous-
seau essolado de ll.eorias polticas c de chimeras ci-
vis em seu Contrato Social, lembra-se de madama
de Varen*, seu primeiro amor e sua primeira ingrali-
dlo, e escreve suas Confissoes, seu nico livro, pois
naj he um livro, he ello proprio Um um dia Ber-
nardin do Sain-Picrre, inlcrrompendo seus slu-
dns da natureza, lembra-se do seus amores de me-
nino e escreve Paitloe I irginia. Um dia Chateau-
briand que sa ciinojava de ludo,' ennnja-sc de si pro-
prio, eiancaudo para longe as paginas magnificas,
porcm demasiadamente pomposas, do Genio do
Christianismo, lembra-se de sua irmaa e escreve
llen, sua pagina immortal. Um dia, do fundo de
seus esludos, Mr. Dargaud lembra-se de sua lia. es-
creve a Familia e a Franja conla um livro de mais.
Esla he a resposla que cumpre dar aquelles que
aecusam um historiador eminente por dar inopina-
damente, c sem os ler adverlido, um livro de inli-
midade e de sonlios a seus leilores.
Se o leilor est desorientado, que importa ? O
escriplorhe senhor, ou anlesenganamo-nos, nao he
0 escriplor que he senhor de seu assumplo, he o eo-
racAo que he senhor de ludo. Elle baile a sua ho-
ra e obriga os oulros coraces a biller unsonos com
suas leiiiliranras lao deliciosamente exprimidas -
mas par que fallamos 1 dcixemos fallar esse livri-
nhu. Citemos, lendo e relendo 400 paginas escrip-
ias e sentidas como as que vaiqos reproduzir nesta
paisagem. Quem llavera que aecuse a Mr. Dargaud
por nao ler sempre escriplo a historia ? E demais
nao he ainda historia, e a mais inlerressanle das his-
torias, a do Lar, da Familia e do coraran humano 1
(iMmartine.)
Leamos :
a Nesso lempo, minha lia Berln linlia pouco
mais ou menos 40 annos ; ella era a irmaa mais
moca demeu pai, e morova na villa de P... em casa
de sen lio o cura, irm'o de meu pai.
n Minha Ua Berlha nao fora uunca nem casqui-
Iha nem bonita, e entretanto agratlava a lodus. El-
la linha a graca da bondade. Essa bondaiie mistu-
rada de modestia e al de humildade, dava a sua
phisionomia urna etprcssao nao mudo clara bem que
pcticlranlc; sua alma,ingenuae profundamente reli-
giosa revelava-sc em seu sorriso c en seus ulhus
azues mais meigos que os de urna corra.
a Esla exeellenle pessoa governava o presbiterio*
punha ludo em ordem na casa : viajara ua criacao,
qual distribua migalhas de po, btalas e milho ;
cuidava da estribara que era dividida irmanamen-
(e cnlre o cavallo e a vacca. Urna criada moca c
um criado vclho obedecan) ao menur signal de sua
ama, nao por lemor, mais por afleieao.
u Minha lia Berlha oceupava-se principalmente
da cu/inii.1. A carne ora no presbiterio Iboa e de-
licada. \Omaire lioba mandado fazer nclle um
fumo no qual se cosa a melhor massa da Borgonha.
Minha tia nao descaneava ; ella execulava ale-
gremente sua larefa para que o cura eslives-e con-
lenlc. Recebia os pobres sobre o poial c nunca el-
les se rctiravam com o curaca,i Irisle ou com as maos
vasias. S os paires da (Hcese viuliam ao presbi-
terio, ella accolliia-os maravilhosamenle e conver-
sava com elles com urna cordial simplicidade no pe-
queo sabio a espera de seu lio. Logo que esle en-
Irava, minha tia Berlha levantava-se c relirava-se
respeilosamenle.
O cura era mui nobre emui respcilavel sem ri-
gidez. Urna graca encantadora, bem quo um pouco
severa, o distingua, quer no movimento, quer no
repouso.
Seu menor ceslo era expressivo. Sua fronte
espacosa e curva, quasi calva no vrtice e desguar-
imojala para as fnnles, pareca cheia de pensamenlos
que esrapavam-se-lhe pelo* olhos em olhares cham-
mejanles. Um surr.-o que pareca subir do coraran
lemperava por mumenlos esse ardor de espirito e at-
Irahia lodas ns almas. O cura linha as amizades
mais humildes c mais elevadas. Elle igradava aos
1 camponezes como aos ftdalgos. O arcebispo de Bur-
ges, um dos nomes mais illuslres da auiiga monar-
chia, linha una amizade apaxona.la a esse pobre
cura do campo c andava 80 lesuas para passar com
elle duus dias. Procurando despertar a ambicio do
irmiin de meu pai, o arcebispo dis-e-llie urna vez.
ce Pcrmilla-me que o leve daqui; vosse ser por um
anuo o meu vigario geral, depois do que ser Hu-
meado hispo. Esta villa he indigna de seus (aten-
tos, os quaes se exlinguirao debaixo do alqueire.
Venha comgo vosse he feilo para araslar os povos e
eduzir a corle para Jess Chrlslo.
A resposla do bom cura foi a seguinte :
Nao me lente. Medido nocaminhn da ambi-
cio, eu quereria ser Papa e flcaria desesperado pelo
nao conseguir. He melhor uao pr-me em busca
de boinas e permanecer vigario do mallo. Os cas-
lellos dos arredores passariam fcilmente sem mim,
mas as cabanas se senliriam afllictas. Ficarei pois
sombra desla igrejinha. ella he a minha calhedral.
Aquivivirei, aqui morrerei.
a Pois bem! disse o arcebispo, nao 'aliemos mais
nisso, e a conversarlo conlinuou entre elles com
inesgotavel in-pirarao e iutera liberdade.
Eu assislia a esla conversaran, a qual abracava
o co e a Ierra, contente de nao deixar meu lio
Cumia a sua mesa, dorma em sua casa, e acompa-
nhava-o i igreja, ao passeio, i casa do pobre o a
casa do rico, sem poder farlar-mc de v-lo, de ou-
vi-lo ahaixar-sc oo olevar-sc a proposito, segundo os
lugares, os lempos, as pessoas. Eu seula-me enler-
necido e encantado allernalivamenle, admirara com
felicidade aquelle a quem amava e mais venerava.
Quando diziam que o homem he feilo imagem de
Dos, eu peusava no nobre c sereno semblanle de
meu lio. Quando elle fallava, eu o esculava com
loda o atlenran ; sua eloquencia branda e natural
passava-me do ouvido ao corarflo e lanrava-me em
transportes inexplcaveis. Essas conversares de
um sabio culernecido e religioso exallavam pouco a
pouco minha joven alma c abriam-Ihc o infinito.
Eu sculia dcscer em mim urna msica desconhecida
e resplandecer as (revas da noite luzes repentinas.
Urna palavra, simples, in-pirada, dispunha desde
cniau e pela primeira vez no fundo de meu corarao
os germens divinos da poesa, da philosophia e da
Iheologia eternas.
O prcsbilciiu, situado sobre o declivio de urna
collina, a cem passos da villa, eslava affogado as
folhas de um bosque de cerejeiras. Essas cerejeiras,
em abril, sacudiam, ao menor sopro do venlo, seus
ramos sobre o lelhado que urna nove de flores em-
branquecia e embalsamavn ao mesmo lempo. Um
camiulio tortuoso conduzia do presbiterio igreja,
cujo paleo era assombrado por um olmo gigantesco
plantado no lempo de Sully. Os camponezes dan-
savam debaixo desse olmo nos dias sanios a algumas
'esas doccroilcrio.
a A casa do cura era simples e sem luxo como sua
igreja, mas minha lia Berlha conservava nella um
aceio raro. Essas paredes vclha-, sombras, alegra-
das pela risouha verdura de que eslavam cercada*
elevavam-se entre dous prados, sobre os quaes meu
lio linha conquislado um paleo ao norle e um jardim
ao sal.
o Esse jardim fui o meu Edn. Elle dcscia em
brando declivio al ao tarraga que o separava do
grande prado; dividase em oiio qundradus cerca-
dos de buxos. Urna inmensa ra plantada de pe-
reiras e ornada de cravos e rosas alravessava-o cm
todo seu comprimenlo. Um regato rpido e urna
Inlada de uvas corran) parallclamenle ao lerraro,
terminado as extremidades por duas nogueiras, as
mais bellas arvores dojard'-m. Eu vagara incessan-
lemente nesse lugar de encantos, s vezes com um
livrft, s vezes sem elle, des fructos para as flores,
da margen) do poco para a berva virosa das bacas
cavadas em reserva lorias. As carpas ah abunda-
ran), as margaridas cresciam na borda, os sal-
guciros chures banhavam ahi suas ralles e seus
ramos.
lanrarem nello lenha e cavacos, depois minha lia as-
sava bolos e massas excellenles.
Nos lraii-| nrt.iMiinus esses bolos enm as peras,
prcccos e uvas a sala de janlar ca una hora em
ponto sentavamos a mesa. O cura no deixava nun-
ca de (razer com sigo um oo dous visitantes : eram
seus hospedes. Os meus eram passarinhos que su-
ban) sallinhando os degraus do poial e enlravam
pela porta aberta na sala de janlar. Todos lhes ser-
riam e eu esmigalhava bolos frescos, cujo cheiro os
allrabia, mas apenas linham enchido o papo, voa-
\ a ni alegres para o eco.
Acabado o janlar, o cura saba para ir visitar os
doenlcs dos quaes era confidente, padre e medico ;
elle os nconselhava, soccorria, e consolav.i ; vigiava
com sollicilude em todas as necessidades de sua
igreja, prodigalisava-se com ternura as nlmas, res-
pondendo as que o chamavam em voz alia, aedvi-
nhando as que o desejavam em segredo. Era o pas-
tor evanglico, o homem de Dos enlre os homens
do seculo.
a Pelas cinco horas, elle vollava para levar-me
ao passeio, enchugava por momentos a fronte sobre
a qual o lempo linha corrido em suores, ao passo
que linha passado sobre a minha em lepidas traus-
pirres e sonhos ligeiros.
Nos sabamos ; andavamos ao principio sobre
urna plainura elevada edepois enlravamns em urna
gargaola da munlauha por um caminho de choupos,
e freixos, caminhando de vagar al Orna i apella ve-
Iba que o cura salvara da desIruirSo comprando-a.
Essa rapella restaurada com arte era o lngar onde
elle mais goslava de rerolner-se e orar.
a Depois dos Irabalhos do dia, o nobre padre
ajoclhava-se dianle do aliar e com Iremor e confu-
sao ohismava-senos'myslcrios, nos terrores e as
misericordias infinitas de Dos.
z Eu vagueava enlao em torno da rapella da
qual sem o saber, admirava os haiio-relcvos escul-
pidos e a rosa feila de vidros velhos, colina flores
sclvogcim, .Icilava-mo a horda da fonle, e sentava-
me junio do fugo dos paslorzinlios por iras .la
monta.
a Urna hora onduas passavam-se assim anles que
eu visse turnar a apparecer o cura.' Ello sabia em
cmfim, com a fronle banbada de esplendores divi-
nos e parava abrumas vezes dchaiio do porlico cm
em cima do qual a rosa brilhava de opalas, esmera I-
dase rubisnos ltimos raiosiio sol que se punha.
O cura ficava apoiado sobre sua lonco henala de
ra.i.i i de inarlim, alleulo a lodos os ruidos campes-
res e na iinmohilidade da medilarao ou da orarao.
Ellerogava sem dnvida a Providencia do co eda
trra que dcrraina-se seus beneficios sobre a noilc,
bem como os linha derramado-ubre o dia, o consi-
derava ati mesmo lempo com terne inleresse o ho-
risonle ao passo que os carreiros vollavam da cam-
1-iti.i. os porros das fioiesla- de Carvalhu e os bois
carrejados do jugo, es-a coroa rustica, rcrolhiam -se
ao curial.
E cu chegava-me ao cura, o qual locava-me
brandamente ruin a man. Desdamos cutan os dc-
graos da capclla e ranhavamos oulra vez a luz do
crepsculo o camiuho do presbiterio.
Dargaud.
' ( Preste.)
LITTER4TLRA.
n Fm de meus maores prazeres era subir sobre o
lcrrar.0 levando belerrabas e assucar. A vacca c o
cavallo appruximavam-se pouco a pouco alravez do
prado ; urna muziudo, o oulro linchando, levaula-
vam para mim as caberas. Eu dava-lhes minhas
pruvi-oes c deixava-me esenrregar sobre a c.lrupa do
cavallo. Eniau acuda um bom co de Terra Nova
chamado Black, o qual cu linha lido o cuidado de
soltar. Entretanto que eu enrria a calope e que a
vacca olhava para o cavallo com olhos de invrja,
Black acompanhava-nos, ou ia adiante enlregan-
du-sc a lodas as folias de urna liberdade que-me
derla.
Ouvindo c ruido, minha lia Berlha apparecia
alguina3 vezes no limiar de nin pequeo edificio que
prolongando o presbiterio dividia-se em duas pe-
as, urna para suardar os fruclos, a oulra para fazer
o pao. Logo que eu a avistava, enrria para ella,
apcava-mc eacompanhava-a, quer ao celleiro, quer
ao lomo. O asperlo do fomo em rhammas diver-
lia-me muilo. Eu ajudava a criada e o criado a
RUBENS, A SUA VIDA E AS SUAS OBRAS.
Antuerpia e Colouha di-putavam cutre si a honra
de ter dado nascimcnlo a Rubcus. Ele p'ocesso
jii durava ha dous seculos, quando M. Ilukhui-en van
ler Brink veio resolve-lo, reduzindo a nada as pre-
lencesde Colouha e de Antuerpia. Verdade he
que Antuerpia nunca produzio argumentos de gran-
de valor ; mas os direitos de Colouha parecan) s-
lidamente o-laljelecidus, porque se Rubens nao diz
em parte alguma : na-ci em Colonha, diz franca-
mente : Cologuc, onde fui educado at a idade de
dez annos. Ora sabe-se de urna maneira cerla que
seu pai Joao Rbeos julgou prudente deixar Antuer-
pia, sua ridade n.ilal, onde exorna as fiincces, de
almolacel em 1586. para ir esiabelecer-se em Colo-
nbe com sua inulber, Mara Pipeliug. Colonhaser-
via entao de refugio aos marlinslas, islo h aos lu-
llicrauos e a aquelles que eram suspeilos de prestar
adbetio s novas d.mirilla-. Como Rubeus nascera
em 1.587, c sua mai Maria Pipeling, s vollon para
Antuerpia cm 1587, depois da morle de Jo.1o Ruhens
baria logar para pensar-so quo Culouha reivintlicava
com justica a honra de ler dado nascimenlu a um
dos in,in,i,- pintores, cuja rccordae.lo a historia le-
nha guirdailo. Esla in\m ln-arao pareca Uo legi-
tima, que Colonha nao linha hesitado inscrve-lo
em tellras de ouro sobre urna lamina do marinare
preto. Com eOeilo, le-se cima da porla de urna
casa de mui modesta apparencia. na ra das Estrel-
las : Aqui nasceu Pedro Paulo fubtns, mais
longe : Aqui morreu Maria de Mediis ; mas as
invesligacrspacientes de M. Bakbuisen decidirn!
a questao em favor de Siegen, cidadedo durado de
Nassau. Em consequencia de actos jurdicos, em
consequencia da correspondencia de Mara Pipeling
fica e-tabelecido que em 1577, Islo he no mesmo
auno do nascmentodo Pedro P.iulo Rubens. habi-
tava Joao Rubens na cidade de Siegen, nao que
elle houvesse escolhido livremenle esla residencia,
mas porque Ihe fora assignada pela vootade de Gui-
lliernie Taciturno, depois de dous annos de reclusdo
n'uma fortaleza. Qual era a causa desta reclu-ao,
desla residencia forcada ni cidade de Siegen ? M.
Bakbuisen no-la noticia com os documentos as
maos, Joao Ruhens se deixara seduzir nao pela for-
inosura, mas pela gerarchia, de Auna de Saxooia,
casada com tjuilherme Taciturno. Parece ainda
Jemonstrado que a priuceza fizera as primeiras con-
cessesao almolacel de Antuerpia. A intriga foi
descoherla, eo marido engaado, de acord com a
familia da mnllier. resolveu abafar o escndalo, se-
parando os dous amantes.
Joao Rubens expiou cruelmente a sua fraqueza, e
at foi anieaeadn com pena capital. Maria Pipeling,
que resida em Colonha quando elle se tnrnou delin-
quente de inlidelidade, inlercedeu por elle durante
loda a durar.lo do seu capliveiro, ora ao duque de
Nassau, ora a Guilherme Taciturno e M. Bakbuisen
publicou numerosos extractos deslas carias suppli-
cantes, que nao tiveram porque Juo Ruhens nao
leria salvado a cabeca nem recobrado 1 liberdade
sem a morle de Joann.i de Saxonia, de quem Gui-
lherme se havia separado para casar-se de novo. As
carias de Maria Pipeling sao nolaveis pela expres-
-lo da dedicaco conjugal ; per I..a generosamente
ao marido, recurdando-se dos annos de felicidade
que Ihe deve e dos filhos nasci.los da sua uniao. A
ultima caria que sollicilava paraJo'oRubenso direi-
lo de vollar para a patria, ccrlameivte nao Ihe per-
leuce loda, posto que ella estoja assignada. lie
mais que provavel que Joao Rubens leve parle
nella, vislo que o lom das carias precedentes nao
concorda com o lum desla. Todas assupplicasdiri-
gidas por Maria Pipelinga Guilherme Taciturno se
reduzem a urna s:Perde-lhe vossa alteza, como
eu Ihe perdo-o.A ultima caria, salvo algumas
linhas em que se encunlra o accento da ternura e da
dedicacao, nao passa de va slenla;.m de erudicrao
mais capaz de irritar do que de applacar o marido
Iludido. Para commover, para enternecer, para
desarmar Guilherme, Mara Pipeling recorda-lhc
os nomes do lodos os homens illuslres que bao sido
Iludidos por suas mulla c-, e que lem usado de
clemencia. O argumento nao he feliz, e M. Bak-
buisen julga com razaoque Guilherme nao leu esla
uIIuii.i caria, lao sabia e tilo ridicula.
Depois de ler lido os documentos de que acabo
de fallar, j nao he pcrmitltido enllocar cm Colonha
o nascimento de Pedro Paulo Ruhens, pois que est
provado queem 1577 Joao Rubens ainda nao linha
obtido a (cuidado de deixar Siegen, e primeira
rei|uisira,i se devia apresenlarns autoridades lucaes.
Anles daprisau elle ja tinba 5 filhos. Pedro Paulo
Ruhens fulo sexlo. e o sen nascimento deinonslrou
aos mais inrredulus que Mara Pipeling au tnha
guardado odio ao marido, pois que nunca Ihc deu
ranimenloa menor uspeta de iufidelidade. De-
pois da morle de Joan Ruhens ella \olton para An-
tuerpia c deu provas de grande habilidade para re-
cuperara maior parle dos seus bens, que linham
sido confiscados.
Pedro-Paulo Rubens, a quem a mai linha dado
o nome dos dous apostlos, porque elle nascera no
dia em que a igreja festeja sua memoria, fui collo-
cado como pagem em casa da viuva do conde de La-
laina; mas borreceu-se bem depressa de seme-
lhanle ociosidade, |e deixou o servico para seguir a sua inclinaran e cnliegar-se ao estu-
do da pintura, O primeiro incslre que leve foi
Adain van Noorl, quo gozava enlao em Antuerpia
de grande celebridade, e cujo nome seria boje com-
pletamente esquecido, se nao livesse sido salvo pelu
nome du seu discpulo. O que Rubens aprrndcu
em casa do primeiro meslre. seria diilicrt delermi-
na-lo pois que nao possuimos quadro algum que se
retirt a esle primeiro periodo da sua educacao. Os
biographos nos noliciam que elle reisidiu em casa do
prcimeiro mestre p ir e-paco do qualro anuos, e que
senlio, apezar da sua lenra idade, loda a influencia
desle ensillo.
Ruhens abandunou as lices de Adam van Noorl
para entrar na oilicina d'Ollo Venio ou Van Veen.
Residi em casa desle novo meslre lano lempo
quanlo em casa do primeiro, islo he, durante qua-
lro anuos. AL uns i-.criptni,- allrniain que elle
contrahio em casa desle o goslo da allegoria e ac-
cresecutam candidamenle a esta primeira queiva
urna accusaeao que ao menos se recumuicnda pelu
mrito da singulardade. Olio Venio. nao contente
de inspirar ao discpulo o goslo da allegoria, anda
Ihc inoculara uina paix.to eveessiva pelas lellras. Se
esla acusaeao fusse provada. o segundo meslre de
Kiibens seria um grande criminoso ; felizmente pa-
ra sua memoria, a segunda qneixa nao pode ser
eslabelecida sobre provas decisivas. Quanlo pri-
meira queixa feila conlra elle, he mais que legiti-
ma, e temoso corpo de delicio, um tratado comple-
to da allegoria, assignado por Olio Venio, qae Rey-
nolds denuncou como uu livro bom quando muilo
para dislrabir meninos. Talvez fosse ueste livro
maldito que Rubens beben os primeirosaer*" "do
goslo pela allegoria. A su i p nvan e\-es-iva ,.elas
lellras, enfermidade nao monos perigosa certamen-
te, deveria ser imputada aos jesutas, que Ihc li-
nham rniiier.nlii a educado. A parle d'Ollo Venio
ja he mui pesada sem que se Ihc sobregarreguc a
memoria com esta nova censara. Assim deixejnos
aos jesutas toda a responsabilidade desle ullimo de-
licio.
Cumtudoa allegara nao he* a nica cousa que
Olio Venio lenha ensinado a seu discipulo. Os bio-
graphos nos asseveram que elle possuia cm gr.io su-
premo bellas maneiia-, que gostava dos veslidus es-
plendidos, e que Rubens contrado em casa delle a
paixSo pelo velludo c o selim : exemplo perignso,
perigoso modelo, que explicara, se lhes dermos rre-
dilo, o luxo das composires de Rubens. lie esla
sem duvida urna explicarlo mui digua de .iienr.ui.
Ha com lodo um factnlque desejaramos curonlrar e
que us falla. Olio Venio, dado ao vicio da alle-
goria,'ao vicio das lellras, ao vicio das bellas ma-
neira- e dos bellos vcslidos, anda era digno de cen-
sura por um vicio nao menos perigoso, e qjo de
ordinario nao he ir.euos contagioso que os prece-
dentes : amava, imitava Corregi. Como foi que
Rubens se preservou desle ultimo perigo ? He
questao quo os biographos nao lem resulvido, e que
com ludo mereca que excrce-se-1'ues a sagacidad?.
A recordacau de Corregi nao deixou vestigio as
i,liras de Rubens ; porlanlo Che provavel que
Olio Venio imitava com infelicidade eite meslre il-
luslree justamente admirado. Feliz a infeliz, a
imilaco nao podia seduzir o esperilo du seu dis-
cipulo, que aspirava a vjver vida indepeiiilenle.
Rubens senlia-se chamado para Italia ; quera beber
livremenle nesta fonte fecunda e generosa, interro-
gar a seu modo todas as escolas que nsseguram a es-
le bello paiz o primeiro lugar na historia da pinta-
ra. Apresentado por Olio Venio ao archeduque
Alberto e a ufana Isabel com seu discpulo favon-
io, scculhido com benevolencia cm razao do seu
mrito presumido, especialmente em razao das
uas maneiras, parlio para patria de Raphael,
de Leonardo, de Miguel-Aiijo ; o archeduque e a
infanta Ihe deram cartas de recommcnlarao para
os principaes soberanos da Halla. Bellori ssevera
que elle proprio possuia a mais poderosa das recom-
meiidaces : a elegancia do porle, a nobreza e ada-
belidade das maneiras, a abundancia e variodade da
conservar.au, cunciliavam-lbe lodos os -mira.i,,-. Se
me nao engao, he uin.-i reunan de cirenmstancias
allenuanleseiu favor d'Ollo Venio.
Em vez de correr a Parma, romo se podia pensar
segundo as lices do seu ullimo meslre, para esludar
com descanco a cupola decorada por Corregi. Ru-
bens dirigin-se primeiro Veneza, cujos mcslrcs
Ihe linham inspirado viva predilccr,ao. Ticiano e
Paulo Verouese allrabiain-no pelo esplendor e pela
harmona dassu.is composiees. Esludava-as rom
ardor e se esfurcava para sorprender-lhe u segredo.
Um fidalgo de Mantua, que assisliu na mesma hos-
pedara, pedin-lhe o Tavor de ve-lu Irabalhar ; ad-
uiillido na sua oilicina, foi scduzido ao mesmo lem-
po pela sua auahelidae pela rapidez do sen traba-
dlo. De volta para Mantua, esle fi.laluo recom-
mendou Ruhens aoseu suberanoem lermus Uloencr-
gicos, que o duque de Mantua resolveu juntar ojo-
ven pintor aoseu servico, e fez-lhc olleras brilhan-
les que furam acedas. A galera de principe enrer-
rava grande numeru de quadrns de Julio Rumano ;
por -so os biographos nato tem dcixado de allribuir
a Julio Romauo audacia que se manifest as
composires de Rubens, assim como allribuem a
Olio Venio o goslo du discpulo pela allegara.
Quanlo a mim, nao creo que o meslre m.iuliiano
lenha representado grande papel no drsenvolviinen-
to di tlenlo de Rubens. e nao encontr entre elles
traco algum de parentesco. Julio Romano, entre-
gue s suas proprias turcas, nem possue verdadeira
abundancia, nem verdadeira audacia, o Combate
dos iganles, que decora urna das salas do- palacio
de T, lao gahido pelos seus conlemporaueos, espan-
ta pela extravagancia, sem excitar ums instante de
admiraran. O espectculo de semelhanle obra au
era para Rubens, nem um motivo de emular.!,,.
nem urna fonle de ensiuo. Para explicar o en-
Ihusiasmu du meslre flamengo, nao he necessario re-
correra*Julio Rumano. Veneza c Roma no-lo ex-
lcariam, se as cumposices que elle prodigalisnu
nao fusseni marradas cum o carcter da csponlauei-
dade. Ticiano e Paulo Verouese Ihe olTereciain o
esplendore a harmona,Tinture! moslrava-lhc a au-
dacia elevada lemeridade. Mais tardo quando elle
vio Ruma, a capella Sixlua revelon-lhe al que
punto pode chegar a audacia justificada por urna
ssiencia profunda : em presenca ds Miguel Anjo, a
recordacande Tinturcl ja n.lo era um perigo. Sa-
bemos de urna maneira evidente que Rubens eslu-
dava na Italia lodas as escolas com o mesmo ardor,
posto que a nalureza do seu talento o arraslasse para
a escola veneziana. Em Milao, copiava elle a Cea
de Sania Mara das Grabas, ese nao roiibava a Leo-
nardo o segredo da belleza suprema, nao csludava-
Ihe as obras com menos aesiduida le do que as obras
de Ticiano c de Paulo Verouese. No esparo.de oi-
lo anuo,IGOO1608,visilou lonas as c'dades da
Italia que Ihe podiam oderecer lines. Eslava em
Genova, accumulado dchunras ; a uohreza ea bur-
guezia disputavam enlre si as sons obras, quando
elle fui chamado a Antuerpia por una caria que
Ihe commuiiicava a molestia da mai ; chegou muilo
larde para fechar-lhc os olhos.
A morle de Maria Pipeling foi para Rubens nm
golpe cruel ; relirou-se para o convenio de S. Mi-
guel, onde a mai liuha sido sepultada, e ahi residi
quatro mezes para enlregar-se a dor que o devora-
va. Nao poda esquecer ludo quanlo devia a esla
exrellenle mulher. Com elleilo. fora ella que diri-
gir os primeiros annos da sua cilur.ic.ui. e que. pela
habilidade do seu comporlamenln, soube reunir o*
deslroros do patrimonio confiseadu. Quando a dor
do filho recoohecido se achnu um pouco applacada,
vollou aos seus esludos queridos, aos Irabalhos que
Ihc deviam fundar o renome. Em virlude da vigi-
lancia da mai, seachava elle em estado de comprar
urna casa em urna das mais bellas ras da cidade.
Tinba Irazido da Italia thesouros preciosos, dignos
de causar inveja aos mais ricos amadores: quadros,
estatuas, camafeus, pedrns gravadas.* Quera col-
locar lodos estes thesouros de maneira que pudesse
gozar delles livremenle. Assim apenas se in-lalUra
na sua nova habilacao, resolveu demoii;la para re-
cnn-imi-la moda italiana, pois que, a 'exemplo de
lodos os grandes artistas da renascenta, nao separava
no seu peusamenlo as tres arles do desenlio, e pos-
suia norues extensas em architeclura. Tinba de-
senliado os mais bellos palacios do Genova, e esle
trabalbo importante, publicado depois da sua mor-
le, provaexhuberanlemenle que elle linha esludado
cum cuidado todasasdispiiscesrespeclivas.Os planos
e as dimenees deslea edificios, que gozam na Europa
de urna reputarlo mui legitima, Ihe linhamatlrahi-
do a altenr.iu assim como o aspecto pilloresco. As-
sim, roncebeu e desenhou para o seu uso una casa
que devia reunir una habilacao elegante ecommo-
d.-i. un inuseo e una oflicina- Qaandn langava os
faudamenlos da sua nova morada, tr.ir.-pn/ sem que
soubesse os limites de um terreno que linha com-
prado, e invadi o duminio da corapauhia dos ar-
cahuzeiros, que se chamava a companhia do Jura-
mento. A meara,11 de um processo que sem duvida
leria perdido, acommodou-se pelo intermedio de
seu amigo Rockox, e ohrigou-se a piular para seus
adversarios um quadro lirado da vida de S. Chrislo-
vao. He a esla ameaca de processo que devemus a
famosa Desdda da Cruz, collocada hoje na calhe-
dral de Antuerpia. Como a vida de S. Christovn
n3u Ihe offerecia grandes recursos, recorreu aos es-
ludos da sua primeira juvenlude para remover a dif-
lii ul.la le. Interrogando a etymuloga, tomou por
nssumpto principal o Christo descido da Cruz e le-
pado pelos alguzes. queodesprendem do iustrumen-
lo do supphcio, e piulou sobre os postigos a Vir-
gen) Mai, que o carregou naa cntranhas. o S. Chris-
lovilo, que o levou aos hombros. Era fazer da ely-
moloia urna applicacau ampia,e caprichosa. Ospli-
lologos polen)rir-se cin razao, a posteridade nSo
se ha de queixar.
Enlao senlio a necessidade de suavsar as suas
saudades, tomando urna coinpanhoira ; casuu-se com
urna furmosa mulher chamada Isabel llrandl, e en-
contrn na sua lmur-. Inda a felicidade que urna
mulher pode dar. Isabel amava u marido cora
amor sincero, e os biographos modernos que se dig-
n ara ni compararas dalas nao liveram dil'iculdade
em refutar, as malvolas asserroes de llouhrakcn e
de Weycrmaun. Nao he verdade, como ellesdisse-
ram c como alguem repeli, que Isabel lenha sido
a amante de Antonio Van Dyck, e que itubens,
lendo zelos do mais Ilustre dos seus discpulos co-
mo marido e como pinlor,aconseluara-lhc a viasem
da Italia para livrar-se de um amante c de um rival
na sua arte. Nao he verdade que Ihe tenha ofore-
cidu sua (Iba em casament, e que Van Dyck recu-
sara-a em consequencia do amor que consaurava
m, poisque Isabel Brandl matrera quando Van
Dyck parlio para Italia, e nao linha dado lilha ao
in nido; deixava apenas dous lilho. Alberto o Ni-
colao, cujos retratoe. Rubens reuni n'uma s tela.
Por nutro lado o discpulo quoridu deste aanile
meslre eslava apaixnnado por Auna Van Ophern,
que oceupava um emprrgo na corle da archjdu-
queza ; a soberana que Ihe moflir funcc,es que de
ordinario nitu -ao a parlilha das millierc-,o cuida-
do de vigar-lhe as malilhas. Anna Van Ophem es-
lava entao em Indo o esplendor, cm ludo o vico da
belleza, e Van Dyck, antes de transpor os Alpes,
demorou-se por vanos mezes na residencia da sua
amante, na aldca de Savenlhcm. Rubens soube en-
tao que o discpulo so esquecia da zloria nos bracos
de Anua Van Ophem, c au foi sem difli.-uldade que
o decidi a continuar a viagem.
Anda quan Iu eslas particularidades, CQnlirmadas
por numerosostcstcmuiihos, nao livessem ebegadu
al os notaos das, no loriamos necessidade de re-
correr au ciume para explicare, cuuselho dado a Van
Dyck pelo seu meslre. Depois dessa residencia de 8
anuos na Italia, de quo linha aprovcilndo larga-
mente, nao admira que Rubeus o lenha persuadi-
do a visitar essa Ierra lio fecunda em lices. Pea-
la que os seus com patrilas se comprazam cm repc-
lr que nem Roma, nem Florenra, nem Veneza.
nem Miln, nao contribuirn) para o de-envolvi-
menlo do sen talento, elle, ludia em mui lia esti-
ma a mease que rccolhcra, e por ij.io mo podia dei-
\arjle enviar o mais Imhil dos *eus discpulo- pa-
tria .le Leonardo c de Miguel Anjo. Pur lano esla
boje averiguado que as desaventuras cunjus.ies de
Ruhens sao urna fbula inventada pela inveja. Os
seus rivaes para se vingarem da^sua superiuridade
imaginaran urna calumnia que os ehronistas rape-
liram mui superficialmente, o que se acha desmen
lida pela compararan das dalas. A memoria de I-
sabel Brandt he una memoria sem mancha, assim-
como a de Mara Pipeling. Ella enmprchendia lodo
o valor do hornera que Ihe havia dado o nome, e
aerv? r lcm rnm raziio H"e a gloria nAo pre-
\nn, ,1, ",fo.r,u1nl0* jugacs, e a nfidelidad de
men .1 "J''rl "il0 lle 'nfezmenle o nico arg-
ir miiad-, JSPJT* talon, 'uma
a nueco'r "'"'niesilca ; mas nao no. de-
no^n h, eL'|UC Rubcn',inlia e (res an-
no deXvez .a^ Cm IW Brandt. ao me-
nos de.-la ver. nao eslava no mesmo caso em que se
aeiiava o atilor do Mitmhropu dando seu nome
a urna rapariga de quem podera Mr p.i. E alm
disso a *ua residencia atn ,.-, da condece de La-
laigne Ihe linha sido de algum proveilo; o arlisla an-
plaudido se recordava convcnieniemente uas |c0e5
reaolhidas pelo joven pagero. Conheca os perigos das
(enlacoes, e sabia a arle de desvia-la, sem tes|emil.
nhar desconlianra alguma. Qumido elle perdeu Isa-
bel, depois de dezescis anuos de urna felicidade
tranquilla, carpiu-a como havia carpido a mai, o
u'uma carta escripia poneos dias depois da sua
morle, fez-lhe plena juslica. Nao lamenlou-a so-
mente porque smava-a, por que ella corresponda
n sua ternura, mas porque era excellenle o mereca
a eslima c admirar;!,, de lodos pela elevado do seu
espirito, pela bnignidade inallcravel do sen carc-
ter, pela sua piedade sem oslenlaco. Se elle li-
vesse ciumes. se livesse sido Iludido, leria fallado
assim de Isabel t Dir-se-ha talvez que elle imitava
eeuerosidade de Mara Pipelins para com Jo3u
Rubens ; mas se o comporlarr.enlo da mi offerece
um exemplo diflicil de ser eguidu, nao he difficil
de comprehender-se, pois que Iralava-se de salvar
a cabeca de sea marido. Depois da morle de Isabel,
Itubens, sugeilo mesma pro vacuo que sua mai,
devia calar se : o proprio perdao nao Ihe prescrevia
a mentira.
Qualro annos depois desta perda, que Ihe pare-
cera irreparavol, nao receiou casar-se com uma
menina de de/.aeis annos, Helena Fourmcnl,
que era sua sohrinha, pur allianca ; linha elle en-
iau cincocnta c fres anuos ; era jogar urna partida
ayullada. Da parle de um Hiomem que linha
vivido na corle, que conhecia o mundo e a crranle
dos coslumes do seu lempo, lem-se difilculdade em
comprehender semelhanle imprudencia, e com ludo
parece que elle nao leve occasiao de arrepender se.
O marido de Armanda Bejarl linha quarenla annos
quando coininellcii a falla que devia envenenar-lhe
a vida. Rubens, chegado idade de cincoenta e Ires
anuos, nao recuou dianle da evidencia do perigo, e
da calumnia, que tratara tao cruelmente a memoria
de Isabel Brandl, nem torou levemeiitena de Hele-
na lourmenl. Esqueeia-se das rugua do marido,
coniemplando-lhe a inmortal mocidade do talento.
.^0 ospaco de dez annos deu-lhe cinco filhos, e os
le vtr'TT"* '" ll,e eP"-<>bram um s dia de
ZrZ'r Io',i,v,"'P!'-!"-'> mocidade que Ruhens
encnnirou no segundo casamento, eu nao Mo-
vera a propnr o seu exemplo a pessoa alguma. nem
anida aos homens de um talento inconlestavel. Es-
perar eneher pela gloria um inlervallo de Irinla e
sele anuos sempre sera gramle lemeridade. S o or-
gollio reprsenla muilas vezes grande papel no
amor, a feliridade de ter-se um nome bullanle mui
raras vezes he sufliceiile para contentar durante
Je ano. coracSo de uma moca. Assim a sorte
de Ruhens pode ^r romiderada como urna sorlc
privilegiada. A sua imprudencia rifo Ihe cusloii
um suspiro. A mocidade e formosuja de Helena
l'ounnent nao susciluu-lhe um rival. Cercado dos
seus lillios, divida os dias enlre a arle e os deveres do
familia. O seu talento nao deve nada a desgrarn.
tncuiitraram-s' enlre os seus biographos espirilos ca-
prichoaos.quoprocurarr.m-eaplicaro carcter das suas
composires pela felicidade constante dn ua vida.
Pouco fallou.que n enconlrassem nm motivo de
censura na paz inaeravol, que elle (ozon al o ul-
limudia. Aecusam no de nao ler sabido exprimir
dor, e veem as suas obras a imagem fiel da sua vi-
da. Por pouco que alguem lenha folheado a histo-
ria da pinlura, pode apreciar o gr de valor desla
theoria. Sem dnvida a dor lem matas vezes apres-
sado o desenvulvimeiilo do talento ; mas pode-se ci-
tar mais de um arlisla eminenle, que soube expri-
mi-la com rara eloquencia, e que com ludo nSo co-
nlieccu a desgrana. Que pintor jamis traduzio me-
lhor que Fra Anglico as engustias da Virgem ao p
da Cruz? E como se passou a vida inleira de Fra
Anglico? Todos os seos dias eram divididos entre a
arle c a oraran ; as horas que nao dava a Dos, da-
va-as a pinlura. Gioilo, que pela verdade, pela e-
iiL-rgia da expressao, nao cede a uinzuem, e que al
imillas vezes, nesta parle ta arle, se moslrou mais
hbil do que meslres chegadus depois delle, oque
pussuain uma sciencia mais profunda, Gioilo uno he
conhecido pelos seus solTrimeulos. A dor enconlrou
nellc um interprete eloquenle, poslo que os seus
das nao lenhamsdo perturbados. Porlanlo nao con-
ven) procurar na dr a condicao inevitavel do la-
lento,
Rubens, inlregue a tudas inquelares da pobreza
em consequencia da imprevidenria da mai, a lodos
os tormentos du ciume cm consequencia da inlide-
lidade de Isabel Braudel e de Helena Fuurmenl,
nao lena necesariamente excedido a Rubens que co-
nhecemos no dominio da expressao. Se a frequencia
das cortes pode desenvolver nclle o goslo do esplen-
dor, se a riqueza que conheceu anles da gloria Ihe
lornuu mais fcil a pratiea da arle, se a constante
felicidade que Ihe enrlieu loda a vida deixou Iracos
era algumas das suas composic.Ges, em qti- Inda" a
nalureza parece parlilhar a serenidade das persona-
gens, nao se deve crer quo a previdencia da mi, a
ternura e a fideldadedas duasmulheres Ihe livessem
empobrecido -tlenlo e roslbado a fonle de inspira-
cao. Incerto quanto ao dia seguidle. Iludido as
suas affeices, Irahalhando enlre as paredes unas- de
uma oilicina radiada no est demonstrado que elle
se collocasse pela expressao na primeira calhegoria
dos meslres da sua arle. As suas obras, menos nu-
merosas ; lorian? conservado sem duvida o carcter
explendido que nos espanta hoje.
(Continuar-ie-ha.)
COMMEHCIO.
PRACA DO RECIFE29 DE DEZEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Culares olliciaes.
Hoje nao houvcram colai;oe.s.
Al.FANDEGA.
Rendimenlodo dia 1 a 28 .
Idem'do dia29......
. S90:394|9G9
. 220:9838900
Descarregam hoje 30 de dezembro.
Barca inaleza//induoferro.
Barca ingierafrontalbacalho.
Brigue inglezlinthutiastmercadorias.
Brigue hamhurguezOlavocemeuln.
Brigue porluguez Bom Successomercadorias.
Hialo bra-ileirooco OlindaazeUe de peixe.
Sumaca brasileira//or/enci'apanno de algodao e
charutos.
CONSULADO GERAL.
Rendmeno do dia 1 a 28.....47:251*271
dem do dia 29........SSS|S87
50:."iO->8Wil
DIVERSAS PROVINCIAS.
Kcndimenlo do dia i a 28.....5:1758552
dem do diz 29........ 2338503
J
5:409J>455
RECEBEDORIA DF.RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PEKNAMBUCO.
Rendimenlodo dia 1 a 28
dem do dia 29.
20:9963323
1:0333537
22:0:!0tl80
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlodo dia 1 a 28.....62:7133307
tdem do dia 29........5:1559903
07:8993210

MOVIMENTO DO PORTO.
.Vario entrados no dia 29.
Para e portos intermedios13 dias e 6 horas, vapor
hrasileiro imperador, rnmmandanto o primeiro
lenle Torrezao. Passageiros para esla provin-
cia, Dr. Joaquim Antonio de Faria Abreu Lima e
1 cscravo, Dr. Pedro Camello Pessoa. Manuel da
Cosa Lima, JosdeAzevede Maia, Eugenio Mar-
ques de Amorim, Joaquim Manuel de .Melenos
Furlado, Ignacio Francisco de AlbHquerqne Pe-
reira. Antonio Ferreira Ramos Sobrinho, Antonio
Maria da Silva Pereira. Antonio Francisco das
Chagas, Josdo Porlo Vieira, Augusto /adiaras
de Carvalhu. Qiiinliiiano dn Santos Costa, Anto-
nio Jos de Snuza Caldas, James Ilion, Joaquim
Leocadio de Souza Cablas, 2 escravos a enlreear.
Seguem para o sul : desembargad.>r Manoel Jos
Espinla, Augusto Cesar Sampaio c 1 riiado, Jos
Ezequiel Gomes dos Sanlo, Antonio Correa Pa- "
checo c I criado, Luiz de 1-raoca Lima. Eslanis- i
lo Ferreira dos Sanios, Manoel Francisco da Sil-
va Xavier, 2 alferes, 3 c. deles, 37 pracas para o J
excrrilu, 2 ex-prac,as, sendo uma d; ma.inba e til"
escravos.
Londres39dias, brigue inglez Bianca, de 232 to-
neladas, capitao David Georse Thompson, equi-
pagem II, carga carvao, plvora e mais gneros;
a Johnslon Paler. Ficmi de quarenlena por 10das.
.Vacos sabidos no mesmo dia.
BoslonBarca americana U'agratn, com a mesma
carga que brome. Suspendeu du l.un -iiu.
MuroimEscuna hollandcza Jncobut, capaoA. I.
llro-t, em lastro.
MarselhaBrigue francez Jacquet Antonia, capihlo
Numdcdcu Jean Gabriel, carga assucarc mais g-
neros.
Bnenos-Ayres por MontevideoBrigue dinamar-
qus It'on Brock, capihlo I-. II. Jacobsen, carga
assurar.
DECLAilACOES.
COMPANHIA PERNAMBICANA DE VAPORES.
O conselhD de direc-
cao de contormiddo
com o rl. 4. lil. 1.,
des estatutos da cumpa-
nhia, convida os Srs'ac-
cionislas a rea I i-a rem mais 15 por reulo sohre o nu-
mero de accoes que subscreveram, alim de serem
feilas rom regularidade para Inslalerra as rcmes-
sas de fundos com que lem de atlender os prazos do
r

*|

pagamento do primeiro vapur cm conslruccan, sen-
do encarregado do reccbimcblo o Sr. F. Coulon:
nao sonhava n'oulra i- 1 i ida !e senao uu amurdeKuida Ciuz n. 26.
'


**
C0VANHIA DE SElil'ROS.
EOUID&DE.
F.ST4BELEC1IU KA CIMDE DO PORTO.
., ^-
DIARIO OE PERNAMBUCC, SA^OO 30 CE OEZEMBRO DE 135.
4
AGENCIA EM PEIt.YYMUl CO, KLA DO Tll.V-
1MCUE N. 2f>.
O abaixo assignado, agente nomeadu desla compa-
nlna, c lormalmeiite auloiisaclo |i"la iliiecrao, acci-
tara seuuros martimos em qualqucr handeira, e
para lodos os purlus cotiherdus, cni vasos uu ntorca-
dorias, e sol suas respectas 'oiidicoes ; o elevado
crdito de que icm usado esta companhia c as no*
lagensquc ull'ercce, para convencer aos conrurrenlcs
da HH nlilidade. o sen finid responsavel lie de mil
conlos de reis forles : a iiiein inleressar ou convier
ellerluar dilos seguros, peder dirigir-se i rua
cima ril.iiia, a Manocl Duarle Rodrigues.
Pala delegada do I. dislriclo do Recita foram
ap|ircliendidos c loso depositados, dous cavallosfur-
la.los na pavoacao de Mara. provincia da Paralaba:
quem eor seus donos comprela coip documcnlos le-
gaeo, que llie serio cnlrecue*. ^Delegara desle I.
dislriclo do Recita aos 11 de dezembro do 1851.O
delegado, t'. B. Carvalho.
As malas que lem de conduzir o vapor Impe-
rador para o- porlos do sul serAo Techadas lioje 30
ao meio dia, e as correspondencias que vierem de-
pois dessa hora pagarao o porto duplo al a entrega
das mesmas malas.
Carlas seKuras para os senhores : Augusto Ce-
sar de Abreu, Francisco JoAo de barros, JoAo Keller
fi Compauhia, l'edro de Alcntara Abreu l.ima, Xis-
10 Y eir Coelho.
CONSBLHO ADMINISTRATIVO.
O consellio admiuislrativo, em virlude de aulor-
sacAo do Exm. presidente da provincia, lem de com-
prar os objectos seguinle:
l'ara n 4." balalhao de artilharia a p.
Bonetes, 351 ; paiinocarutesim para vivse vislas,
covados 150 ; caldeira de ferro fundido para 30 pra-
'.is, I ; copo devidro, 1.
Companhia fixu decavallaria da provincia.
Bonetes redondos.lt; luvas de camorra, pares
11 ; manas de lAa, 11.
Arsenal de guerra.
Oleo de linli.i'.a. arrobas li ; vellas de carnauba,
libras lia.
Colonia de Pimenleiras,
Limas mcia cana mucos de8 polegadas, 3 ; dilas
triangulares deSdita*,3; lilas dilas de 4 dilas,3 ;
limaluesde 8, 3 ; ditosile 4, 3 ; esquadros de ferro
coin follia de 12 polegadas de comprimenle, 2 ; di-
tos pequeos, 4 ; facOescom baiuhuecinlurcs, 40;
parafusos de madeira para prensa de bancos, 4.
Botica lo hospital Kegimental.
Apparelho a destacamento, 1 ; balites de difieren-
tes capacidades, 5 ; capsulas de porcelana de 4 li-
bras, 2 ; ditas de dita de 3 dilas, 2 ; dilas de dita
de 2 dilas 2; dilas de dila de 1 dita, 2 ; ditasde
lita de 1 dita, 2 ; dilas de dita de 8|0, 2 ; dilas de
vidro de dillerenles lmannos, 6; cadnhos de 1 a
10, 12 ; copos graduados de 2 libras, 2 ; ditos ditos
de 1 dita, 2 ; ditos dito de 8|0, 2 ; dilo* de 4/0. 3 .-
raixasdo pinito forrad ote folli !>> guardar me-
dlcanwolo* da palmo e meio em quadro, e 2 e duas
polegadas de .aliara com as suas competentes t.au-
pas, 26 ; dela fina, covados 12; garrafas pretas
de 24|0,100; dilas brancas fraucezas, 50; dilas pre-
tas de 12|0, 100; madapoln, pecas 12 ; machina
para aguas mineraes, 1 ; marmita de papim, 1 ;
dita de pressao para agua, i ; machineta com os seus
pertence, 1 ; matrazos, 4 ; pastilhadnr completo, 1 ;
retortas de diferentes capacidades, 4 ; vasos de 4
libras, 24; ditos de 2 libras, 24* vidro a esmeril
de 4 libras, 12.
Quem quizer vender esles objectos, aprsenle as
suas propostas em carias fechadas, na secretaria do
conselho, s 10 horas do dia 4 de Janeiro do 1855.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 29 de dezembro de
1854../ose de Brilo Ingle:, coronel presidente.--
Bernardo Pereiru do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
CONSULTORIO DOS POBRES
2* &UA DO COX.X.SGIO 1 AVDA& 25.
O Dr. T. A. Lobo Moscozo l consultas homeopatbicas lodos os dios aos pobres, desda 9 horas da
inanl.'.i aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operara de cirurgia, e acudir promptamenlc a qual-
qucr mulherque esleja mal de paito, e cujascircumslancias nAo pennillam pagar ao medico.
M CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO I0SC0Z0.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
A directora
rio aiiniicia ios
Qie foram confiadas,
que trataran] de mam
do
pas
collegio Manual complelo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro voluntes encadernados em dous e acoiiipanhadode
uin diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele..... 205000
Esta obra, a mais importante de todas as que Iralam do estudo e pralica da homeopalhia, por ser a nica
queconlm abase fundamental 'esta doutrinaA l'.VTHOGENESIA OL EFKE1TOS IM)S MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimenlos que nAo podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizerem
o per unen lar a .'mili in.i de Hahnemanu, e por si mcsmos se convencerem da verdade d'ella : a lodos os
fazendeiros c senhores de engenho que eslAo longe dos recursos dos mdicos: a todos os capitcs de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualqucr incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumslancias, que era sempre podem ser prevenidas, sAo obriga-
dos a prcslar n continenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-meciim do homcopalha ou IraducrAo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lambem til as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
nte grande, acompauliado do diccionario dos termos lo mcdicjna...... 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analoraia, etc., etc., encardenado. 33000
Sem venladeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
Itomeopathia, e o proprielario desle estabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
I! >iira- de 21 medicamentos em glbulos, a 109, 125 e 155000 rs.
Dilas 3G dilos a................... 208000
Dilas 48 dilos a................. 258000
Dilas liO litas a...............; 308000
Dilas 144 dilos a.................. 608000
Tubos avulsos......................... 18000
Frascos de meia ouca de lindura.................. 2000
Na mesma casa ha sempre vcuda grande numero de tubos de rryslal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompla-sc qualquer eucommenda de medicamentos com loda a brevida-
de e por procos muilo commodos.
O Dr. Carolino Francisco de Lima Sanios mora
na ruadas Cruzes n. 18, priineiro ailar, onde con-
tina no exercicio de sua prolissAo de medico; e
ulilisa-se da occasiAo para te uovo ao publico o'c-
recer sen preslimo como medico parleiro, e habilita-
do as operacoes das vias ourinarias. por se ter a el-
las dado com especialidade em Fianca.
LOTERA da provincia
O cautelista Salustiano do Aijuino
AVISOS MARTIMOS.
Concei-
das meninas que
e a<|iicllas pessoas
ir meninas para o
mesmo collegio, que elle le toma a abrir
a S de Janeiro de 18."),">, por se imlurem
oona dala as ferias dadas.
O Sr. Fsancisco do Amparo Lopes Lima tem
unta caria viuda da Lagda to Monleiro, na prac da
Independencia, livraria n. Ge8.
l'recisa-se de um criado de meia idade, c de
um sitio grande distante desla cidade 1 a 4 legos x
na rita do Crespo n. 15.
O Sr. francisco de Paula Cosa, morador no
Cacli.iiig, queira dirigir-e loja da rua do Crespo
n. 10. a negocio que Ihe diz respeilo.
l'recisa-so de nina ama le Icile : na rua da
I'niAo, em casa de Jos Anlonioda Silva e Mello.
Um cslraugeirodc boa conduela desoja emprc-
car-se em aluum engenho como dislilador : quera o
preleinler antiiicie.
Na rua das Cruzes n. 40, taberna do Campos,"
ha ilas niflliorrs e mais modernas bichas Itamhur-
gaexai para vender-se em grandes porrees e a rela-
Iho, c lambem se aluga.
l'recisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
enaoiniiiar com pcrfeicAo, pagando-se bem : na rua
da Cadeia do Rceife n. 49, primeiro andar.
Aluga-se una escrava para o servieo interno c
exlerno le urna casa ; quem a pretender, dirija-sen
rua do Livramcnln n, 14. Na mesma rasa se dir
quem lavac engomnia com promplidAo, e commodo
pre;o.
No holcl la Europa la roa da Aurora d-se
comida para casas particulares mcnsalmcntc, por
prcro commodo.
No holcl da Europa da rua da Aurora lem boas
salas e quarlos para alugucl, cun comida ou sem
ella.
Novos livrosde honieopalltia tuefraniez, obras
lodasdc suinina imporlancia :
Hahncmann, (ralado das molestias chronicas, 4 vo-
208000
68000
78000
68000
168000
68000
88000
168008
103000
88OO0
78000
68000
48000
108O0
308000
Para Lisboa pretende seguir com toda a brevi-
dade a barca porlugucza Gratido : para carga e
passageiros, trata-se com os consignatarios Thynaz
de Apuno Fonsera & Filho, na rua do Vigano u.
19, primeiro andar, ou com o capilAo na praca.
l'ara o Rio de Janeiro pretende sabir com a
possivel brevidade o patacho nacional D. Pedro Vd:
para cama c escravns a frele, trata-se com os consig-
natarios TFomaz de Aquiuo Fonscca& Filho, ua rua
do \'ic::rio u. 19, primeiro andar.
l'ara Lisboa pretende seizuir com brevidade o
briguo portiiiaie/. Ribeiro de primeira marcha :
quem nclle quizer carreuar ou ir de passagem, en-
tenda-se com os consignatarios Thomaz de Aquioo
I''onscca St Filho, na rua do Vigario u. 19, primeiro
andar, ou com o capilAo na praja.
RIO DE JANEIRO.
O brigue nocional Damao t> serjue
por estes dias; para caiga e passageiros
paraosquaes tem ptimos commodos:
trata-se com Machado i Pin heiro, rua do
Vigario n. 19, segundo andar.
PARA A BAHA.
Sae uestes dias, por ter parte do car-
regamento prompto, o conliecido liiate
Novo Olinda mestre Custodio Jos
Vianna : a tratar com Tasso limaos.
Vende-se um talho para carne ver-
de na rua Imperial n. 1U0, por barato
ptero ; assim como o alugucl da casa tra-
ta-se delronte n, 107.
Para o Rio de Janeiro
Salie impreterivehnente no dia 5 de Ja-
neiro o brigue He'be, capitao Andr
Antonio daFonsca, quem quizer carre-
gar o resto a 'rete ou embarcar escravos
trate na rua do Trapiche n. 14, 'com
o consignatario Manoel Alves Guerra
Jnior.
PARA O CEARA' '
seguir nesles dias hiale o Corrcio do Norle ; pa-
ra o resto da carsa c passageiros, lralao com Cae.
laoo Cvriaco da C. M. ao lado do Corpo Santo u. 25.
Para o Porto vai sahir com nimia brevidade
por ter a maior parle da carga prnmpla, a veleira
galera Bracbarciise ; para carga e passageiros, Ira-
ta-se com os consignatarios Thomaz de Aquino Fon-
seca & Filho, na rua do Vigario n. 19, primeiro an-
dar, ou com o oapilo na prara.
Companhia de navegarao .a' vapor,
luso-brasileira.
O vapor desla
companltia.
Mara Segundo
cummandaute o
primeiro len-
le Guimares,
devendo a q ni
ebegar dos por-
los do sul no dia
>3 de Janeiro, se-
uir.i depois da
'compelente de-
mora, para S. Vicente. Madeira e Lisboa, recebe
passageiros e encommendas, devendo eslas estar
despachadas e depositadas no Trapiche Nvo at o
dia 2 : os inleressados dirijant-se a rua lo Trapiche
n. 24 a Iralar com Manoel Duarle Rodrigues.
PAKA O HIO DE JANEIRO
O bem conhecido e veleiro patacho na-
cional Valente segu impreterivel-
inente no dia 3 de Janeiro : para escra-
vos a frete trata-se com Novaes & Com-
panhia na rua do Trapiche n. 54.
Para a Baha segu em poucos dias, por ter
parte de sua carga prompta, a veleira sumaca llur-
teuciat', da qual he capilAo SebasliAo l.ops da Cos-
a ; para o reslo da carga, trala-sc com seu consig-
natario Domingos Alves Malheus, na rus da Cruz
D. 51.
LEILO'ES.
lumes.
Teste, iroleslias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmaco|ia homeopalhica.
Jahr, novo manual, 4 vulumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pello.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 vulumes
Haiihmann, tratado eomplv "i<-'"i
rfn. mtiiiii...........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fa> nlic, doutriua medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........
Casliiig, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Atllas completo do anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descriptao
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
tbico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio n. 25,
primeiro audar.
CASA DA AFERICAO, PATEO DO TERCO,
N. 16.
O abaivo assignado faz ver a quem inleressar pos-
sa, que no dia 31 do correle iinalisa-se o prazo
marcada pelo arl.2. do lit. II. das posturas da c-
mara municipal desla cidade, dentro do qual ds-
yem ser ateridos os pesos e medidas ; lindo esle
iiieoM ci.io os contraventores as penas do mesmo
artigo. Recite 13 le dezembro de 1854. Prxe-
des da Silva ivtmau.
PIBLIGACAO' DO lASTIUTO IIOHMPA-
THICO DO BRASIL.
THESOURO IIOMEOPATIIICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Melhodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
palhicamente lodos as molestias t/ue af/ligcm a es-
pecie humana, c particularmente aquellas que rei-
nan! no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de homeopalhia, lano europeos como ameri
canos, c segundo a prupria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Pinho. Esla obra be boje
reconhecida como a melhor de lodaa que Iralam da
applicacAo homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, primplmente, na podem dar um pas-
so tesoro sem possui-la ecousulta-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capttes de navios, serlauejos etc. ele, devem
le-la mAo para occorrer promplimentc a qualqucr
caso de molestia.
Dous voluntes em brochara por 108000
encadernados llgOOO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
i J. MI DENTISTA, I
9 contina a residir na rua Nova n. 19, primei- $
@ ro andar. m
&; *&
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, proessor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ruaDireita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta prara .cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente oll'ere-
cera'.
Bilbelcs 58JO0
Meios 28800
Quailos 18500
Oilavos 800
Derimos 700
\ isesimos 400
@J-?8
DENTISTA FRANCEZ.
lj) Paulo Gaignoui, estabelecido na rua larga 0
^f do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- @
3S tes com gengivasarlifciaes, e dentadura com- $
f} pela, ou parle dola, com a pressao do ar. A
T< Tambem tem para vender agua denlifricedo Z
j Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do fij>
O agente Borja, de ordemdo illm.
Sr. Dr. juiz de direito docivel ccom-
mercio, Custodio Manoel da Silva Cui-
maraes.t a rer|uerimento do Curador lis-
cal da massa fallida de Victorino &sMo-
reira, l'ara' leilao da minio conhecida
loja de miudezas, que foi daquclles se-
nhores, sita na rua dos Quarteis 11. 2,
consistindo em urna excedente armacao
c todas as miudezas existentes na mesma
loja, as quaes sao muito modernas, e es-
.lao em muito bom estado : (iitinta-feira,
4 de Janeiro as 10 horas em ponto.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de eteripta e cobranea do importe dos
anniificios he superior ao valor delies,
previiie-sc aos senhores assignantes deste
Diario <|tie (piando os mandarem, re-
mettam igualmente a surf importancia ;
alias nao serao publicados.
Jos Ignacio de Lo>olla tendo'
vendido o seu estabelecimento, A
pede as pessoas que Ihe Gcaram ja
a dever de Ihe pagarem nestes J
oito dias, antes da sua retirada \
para forado imperio, podendo di- f^
rigirem-se a mesma loja.
O r. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, haja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. (i e 8
da praca da Independencia.
Aluga-se'para o serviro de bolieiro um escra-
vo mualo com nimia pratica desse ofticio. Na rita
ta Saudade fronlcira to Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lnuroiieo Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
ci lia do Livramenlo tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Antonio Egidio da Silva, lente de geometra do
lycen desla cidade, abre no dia 2 de Janeiro do anno
un.Inoro, na casa de sua residencia, na rua Direila
n. 78, um curso de geometra por Euclidcs e La-
croi! : os scitbures esludanles que o quizerem fre-
quenUr, podcrSo dirgir-sc a mencionada casa, de
maiiba das 7 horas al as 9, e de larde das 3 al
as 5.
Lava-se e engomma-se com lodaa pcrfeic,ao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
Aluea-se urna casa terrea na povoarAo do Mon-
leiro, com a frenlc para a igreja de S. Panlalco,
muilo limpa. hosca, rom commodos para familia re-
gular, leudo nina parla e duas janellas na frenlc: a
Iralar com Antonio Jos Rodrigues deSouza Jnior;
na mesma povoa^Ao, 011 na rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
L'iride Italiana, revista artstica, scenlilica e
lilleraria, debaiio do intmedialo patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas linguas pelas mais
conhecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professorA. Galcano-Kavara. Subscreve-se em Per-
namhuco, na livraria u. 6 c 8 da praca da Indepen-
dencia.
Lotera da Provincia.
O caulelista Antonio Ferreira de Lima e Mello,
r.visa ao publico que lem as suas caulcilas da lotera
da tmorcira c rriarAo do bicho da seda, que corre
no dia 13 de Janeiro, no Rceife loja n. 11, rua do
Rosario 11. 26, dila Direila n. 62, alerroda lioa-Yis-
la n. 58, na povoacAo do Monteiro em casa do Sr.
Nicolao, e em sua loja rua Nova n. i, pelos procos
abati declarados.
Ililhcles 58000
Meios 28800
Oiiarlos 18500
Decimos 700
Vigsimos 400
Quem perdeu um par de amlas de orelh.l, o
qual julga-se ser de ouro, procuro na casa da roa
tas Aguas-Veides 11. 16, que dando os signaes Ihe
ser eutreuue, pnssando o competenl' recibo, e pa-
gando o importe do aniitincio.
Prccisa-se almiar urna prela que soja fiel e di-
ligente : na rua Direila, botica 11. 118.
O abaixo assignado nao deve nada a
pessoa alguma, directa ou indirectamente
uesta piara, ou lora della ; e se alguemse
jtilgar seu credor, aprsente o seu ttulo,
que sendo legal sera' promptamentepago.
Antonio Domingos Pinto.
O padrFrancisco Itochael Perera
Brilo de Medeiros vai ao Kio de Janeiro,
e nao podendo despedir-se pessoalmente
de todos os seus amigos o faz pelo pre-
sente, e oll'ercce aos mesmos seu diminuto
presumo.
Ferreira Irvtaa ao respeitavel publico, que
a primeira parte da primeira lotera a
benelicio da cultura d'amoreiras e bicho
de seda, corre indubitavelmente no da
13 de.jantro de 1855 debaixo de sua res-
ponsabilidade, seja qual for a quantdade
de bdhetes que licarem por vender, no
consistorio da igreja da Conceicao dos mi-
litares, as 8 para 9 horas da manhaa.
Pernambuco 21 de dezembro de 1854.
O cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
reira.
Prccisa-se do um rapaz portaguez, de 14 a 16
anuos, para caixeiro de taberna : na rua da Concor-
" LOTERA DA PROVINCIA.
Aos 5:000#000, 2:000000, 1 :<)00$000.
O cautelista Anlonio Rodrigues de Souza Jnior
avisa ao respeitavel publico, que os seus bilhclcs e
cautelas nAo sutlrem o descoulo dos oilo por ceuto
nos Ira premios graudes, os quaes se achata u venda
lias segundes lejas: praca da Independencia 11. ,
do Sr. Fortunato, 13 e 15 do Sr. Arantes, c 40 do
Sr. Faria Machado ; rua do" Queimado u. 37 A, do
Sr. F'reire ; rua da l'raia, loja de fazendas do Sr.
Santos ; rua larga do Rosario n. 40, lo Sr. Manoel
Jos' Lupes; e pra^a da Boa-Vista, loja do cera do
Sr. Pedro Ignacio liaplista, cuja lotera lem o seu
andamento inf.illivel cm 13 do fuloro Janeiro.
recebe por iiilcir 01OOO8OOO
2:5008000
1:2508000
6258000
)> 5008000
2508000
Perdeu-se oro eonlieoiincnto de 11. 90 da quan-
lia de 4008O0, recelado na Ibesouraria da fazeuda
desla provincia : quem o liver adiado, ou por qual-
quer modo delle esleja de posse, diiija-se a rna da
prai.t de Sania Rila n. 42, que sera generosamente
gratificado, alera do agradecimcnlu.
Lava-sc. engoiuma-se e cose-se, com perfei-
t;Ao : na rua da liuia, no finido to sobratlo 11. 44,
sendo a entrada pelo beceo <|uc vai sabir na rua de
Apollo.
Precsa-sealugar.um n?olet|ue para
o servido de um rapaz solteiro, que s'eja
iel, que nao beba, eque entenda do ser-
vico a que he destinado : na rua do Tra-
piche Novo, n. l, segundo andar.
O abaixo assignado deixou de vender charutos
desde ol.de dezembnt, no armazem de Candido Al-
berto Sodr da Molla, e contina a vender na rua
do Arnonin 11. 36, por preces commodos.
Agoslinho ferreira Stnra Guimares.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda as lojas do costu-
ine os blhetes da o.* lotera do conser-
vatorio de msica, a (pial corren cm 22
do presente, as listas se esperare de 2 a 5
de Janeiro pelo Tocantins ou San-
Salvador. Os premios sao pagos avista
e sem descont algum.
Precisa-se de ama ama para o servieo de urna
casa de familia, ou urna escrava, ou moleque para
se atugar para o servieo de casa : ua rua Direila n.
88, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama que Icnha bom e bas-
lameleilc, para crear um menino, pagaudo-se bem ;
na rua Direila n. 66.
Precisa-se de urna ama forra, que engnmme
perfeilameute, paga-so betu : no aterro da Boa-Vis-
ta loja u. 48.
11.1e. 5508000 a juros a premio de 1 112 por
cenlo; na roa da Assumpr,ao n. 18.
Bernardo Fernandes Vianna contina com sua
aula particular de primeiras lellras, do dia 8 de Ja-
neiro prximo futuro, nAo havendo feriados seoAo
dias santos le guarda ou molestia ; aulorisado pelo
Exm. Sr. Vctor de Olivcira ex-presidenle que fui
desla provincia ; aquelles seuhoresque Ihe quizerem
confiar o cnsino de seus lillos, podem vir matrcu-
la-Ios c verem o progrmma do enano. Tambem da-
r lices aquellas pessoas graudes que nAo poderem
vir de diadas 6 as 9 horas da noilc, sem isencau
de cor ; podem vir malricular-sc na rua da Cadeia
do Rceife n. 47, a qualquer hora.
AOS ROME1ROSDA SANTA DO MONTE.
Um devoto da milagrosa Senhora do
Monte pede aos seus companheiros, se
dignem juntar-se ao a anunciante na
manhaa do da 31, no lugar do Varadouro
de' Oinda, para em procissao subirem a'
igreja da mesma Senhora, airn de Ibes
rogar d agua para beber aos miseros ha-
bitantes daquella malfadada cidade, po-
dendo bem ser (pie a algum delies d o
Pai Celeste o poder (pie den a Moyss de
l'erir a pedra, e della sabir urna fonte de
agua para saciar a sede dos Israelitas.
No dia 31 do crreme parlem de
larde dous MNIBUS para Oliuda,
o 1. saldr as 3 e }% horas, e o 2.
as 4 horas, e vollarAo llalli as 8 horas da uoitc do
mesmo dia : quem quizer bilhelc de onlrada dirja-
se a rua das Larangeiras n. 18.
$ Na rua doRangel n. 42, lava-se e <$
0f engomma-sc com toda a perfeeao fc
( e aceio. tf^
^@@ :SSS@$$
Pertleu-se desde a rua de Hurlas ale a rua na
praia de Sania Rila, um vale da quanlia de 88980,
assignado por Rodrigo Medido l.cile a favor de Ma-
noel Jas ta Molla : roaa-se a quem o adiar o favor
de o levar rua dj. l'raia 11. 37, ou tiununcic que
na- i-e a di'-| 1 /.a.
ATTENCAO'.
Os senhores de escravos fugi Jos vcnbam ver na ca-
deia desla cidade do Recite um criouliuho que diz
chamar-sc JoAo, Irabalha le alfaiale, e diz morar
ncsla piac, porcia nAo vcio a esla cadeia afguem
par elle, leudo viudo preso das carvoeiras lo (jini-
papo, freguezia do Poco, coin todos os vesligios le
asento.
0 Sr. Gervasio Pires Ferreira lem urna caria na
rua do Cabus 11. 11.
O Sr. JoAo Filippc da Costa (em urna caria na
rua do Cabg O. 11.
Precisa-se de um ou dous canoeiros forros ou
raplivos, por mez ou por viagein, para conduzir li-
jlo cm una canoa tle 1,000 a 1,51X1 : quem preten-
der ompregar-sc ueste servieo, pode dirigir-se n rua
I.1T1.1 tlu Rosario, padaria n. 18, junio ao quarlel que
foi de polica, que achara com quem Iralar.
Prccisa-se de 2 ofliciaes de charoleiro ; na rua
da Guia 11. 36, laberua, se dir quem precisa.
Os r cloros da massa falluia tle Victorino Mo-
reira podem aprcsenlae os documentos de seus cr-
ditos na rua da Seuzala Nova 11. 42, al o da 2 tle
Janeiro prximo, alim de seren verificados'pela com-
utisso Humeada.
Zefcrino Carnciro de Almeida dcixou de ser
1 iiseiro dos Srs. L. Franca i\ Companhia destle o
dia 15 do correnle, e agradece o bom Iralametito que
recebcu durante o lempo que foi seu caixeiro.
CORDADA POR SL'AS VIRTIDES.
A' VERDADEIRA
AfaUA DOS AMANTES.
Quem ftir amante nAo pode
Su'atyua deixar tle comprar,
Tira pannos, sanias, espinbas
Faz a pclle clarear. *
Refresca, lustra e suavisa a cutis,
Tira rusas, borloejas, que primor !
Ouem com a Agua dos Amantes
Nao gozar do amor '.'
As nossas bellas patricias
Desla anua devem usar,
P'ra mais bellas licarem,
Mais bellas de fascinar.
He liquido saoespecifico,
Que deve ser procurado,
Pois loma o ente querido
Muilo mais forinoscailo.
bous mil ris a garraOklia,
Pode qualqucr comprar,
Ci na rua do Queimado,
Vinlc e sele procurar.
He o seu nico deposito,
Dcpoil inui afamado
Anude tal elixir
He por lodos procurado.
O duplo de importe se devolve
NAo sendo eflicaz em curar.
Urna s queita inda nao Imuve!
O que lodos podem apreciar.
Acha-sc venda na roa du Queimado n. 27, ni-
co deposito.
COSINHEIItO. *
D-se muilo bom ordenado por um cozinbeiro
francez : quem quizer aiinuurie para ser procurado.
No hotel ta Europa ta rua da Aurora lem
bons peliscos a loda a hora, pelos presos marcados na
tabella, muito razoaveis.
O baeharel LoideS. Iloavenlura Salerno, du-
rante a sita ausencia tem consliluido seus procura-
dores ao Sr. Dr. Joaquim de Uliveira e Souza e a
Sra. Mara da Peuha Carolina, com quem poderAo
Iralar validamente.
Aluga-se unta casa e silio na Capuuga, com
bous commolos: ua rua do Queimado 11. 12.
. O Sr. Fraucisco tle Paula Cosa, morador cm
Cacliang, queira diriir-se loja da rua do Crespo
11. 10, a negocio que Ihe diz respeilo.
MI COKllTORIO i
DO Da. CASA.NOVA,
RLA DAS CKLZESN. 28,
vendem-se carleras de hoineopatbia tle lo- v5
do os lamanhos, por precos muito em conla. W
Elementos de homeopalhia, i vols. 6000 B
Tinturas a csrolhcr, cada vidro. Ig0>)0 ^
Tubos avulsos a escolber a 5(X) e 300 '
G< Consullas gratis para os pobres. ^
D. I.uiza Tbcreza le Jess julga-se dispensada
de replicar ao aniiuiieio, que, tm res|iosla ao seu pu-
blicado por este jornal em o dia 22 do crrenle, Tez
Inserir sen mando o Sr. Anlonio Jos Bitancourl,
em o tlia 23 lambem do rorrele ; visto como lem
preoncliido o seu lint, que foi prevenir o publico a
respeilo to oslado 6 cousas de sua casa e proleslar
cunda qualquer acto ou negociarAo que em vista de
ludo possa a vir prejudica-la. Ella mesmo nAo qner
lesccr lima polmica pela imprensa, quaudo ah
eslao os Iribunaes que t'cvein decidir de seu direlo.
Todava julg.T-se obrigada a responder a dilo seo
mariilo, de nina vez c para sempre: 1." que seja
qual ftir .1 denoniinjcao que se d escriplura anli-
uupcial deque falla em tillo seu aununcio.he ella de
nalureza lal que 11.111 mesmo Iba concede a adminis-
traeAo deseos bens, sendo que o priva da meiacao
dos mesmos bous, verificado como esta o caso de
man Iralamcnlo de que na mesma escriplura se faz
menean : 2." que, felizmente para ella, ninguem que
couhecc dito seu marido e sabe que elle por occasiAo.
de seu casamento nAo Irouxe para o casal mais do
qoc meia duza de ps de tirar rea, acreditar que
elle pndesse ter pago essas dividas nao especificadas
de que falla em dilo seu aununcio, principalmente
leudo ella aiiiiuncianlo cm seu peder documento ra-
paz de contestar seinelhanle asserrAo ; 3." que, feliz-
mente para o mesmo seu marido ninguem acreditar
uessa fortuna que elle diz possuir em lettras, hypo-
theca*. escravos, 5:5008 em ouro e sedulas,ulm de
objectos de ouro c pratu ; porque nAn leudo o mes-
mo seu marido oulro negocio senAo urna pequea
serrara c essa montada com diulieiro lomado com
hvpolhccaem urna propriedade della annunciaule,
11A0 leudo cavado thesouro e ncm lirado premios de
Inicua, nAo poderia baver em IAo pouco lempo pelo
simples suor de sen rosto essa fortuna de que alar-
deia, e que por conseguinle haveria misler tle urna
explicacAo menos airosa para o mesmo seu marido ;
4.*finalmente, que quantoao dizer seu marido que
ella annunciaule se ausentara levando-lhe alm do
mais a quanlia imaginaria de 5:5003000, he esse um
procedimenlo que casa perfeilantecle com aquello
de um marido que, sem gralidAo para com os bene-
ficios que recebera de sua mulher, sem respeito ao
sexo c idade tiesta, oitsou insulta-la por mudas ve-
zes por palavras e por obras, acabando ltimamente
por cspanca-la de maneira i.to barbara jo.- .1 oiiri-
roo requerer deposito de sua pessoa, para ofi m de
intentar essa accAo de divorcio coro que elle se diz
ameacado. Isto posto, pode ello escrever para os
jornaes o que bem Ihe parecer, cerlo tle que ella an-
nunciaule nao mais Ihe responder sean em juizo
competente. Rceife 29 de dezembro de 1851.
JoAo Germano Ferreira de Mello faz publico,
que como osla reroiibcrido por esla assignatura, e
quer mudar para JoAo Germano Ferreira Lopes, as-
sim o annuncia para constar, que se elle muda o seu
nome nAo he por"vclhaoo, e sini porque seu pa tem
Lopes.
B. Q. P. A.
The Half ycarly mcetngoflhe British Clerks Pro-
vdent Associalion will be held on Friday 5 Janua-
ry, C. P. M., at Library Kooms, subscriplions re-
ceved on same day al Ihe usual hour sons wishing new sliares will please apply for them
011 Tuesday.Soares Treasurer.
Os rredores da massa taluda de Jos Martins
Alves da Cruz podem apreseni.tr os documentos de
seus crditos na rua da Cruz 11. 27, at o dia 3 de
Janeiro prximo, afim tic serem verilicadcs pelacom-
missAo nomeada.
FAlil.NHA DE MANDIOCA.
Vende-sc a bordo do brigue Ccnceico. enlrado
de Santa Calharina, e tundeado na volla do Forte lo
Mallos, a mais nova familia que exislo boje tioiner-
cailo, e para pnrries a Iralar no escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
11. 14.
PARA ACARAR.
Vendcm-se ciliai franrezas le cores fixas, e lin-
do padres, pelo baralissimo piet;o de 140 rs. o co-
vado : na loja do Guimares & llenriqoes, ruado
Crespo n. 5.
exceiljile labo
do da Imerica:
Vettde-sc
lmenle checad
trapiche do Ferreira,1 entend
Ira Inr do mesmo.
de pinho, recen-
ui de Apopo,
m oadminis-
Na rua:
cite n. 21
tcham-se
500. inei
1&500.
00
m
m
H
m
COMPRAS.
Compra-sc efTccIivamenle brunze, lalo e co
bre vclho : no deposito da fundirAo d'Aurora, na
rua to llrum, logo na entrada y. 28, c na mesma
fundicAo cm S. Amaro.
Compra-se um rcligiode ouro, patente inglez:
no aterro tlA Boa-Vista n. 47, segundo andar.
VENDAS
ALMANAfc PARA .835.
Sahiram a' luz as folliinlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido c accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 0 e 8 da prara da Indepen-
dencia.
rOLEINIAS PARA 1855.
Acham-se a venda as bem conjiecidas
iolliinhas impressas nesta typograjjlia,
de algliera a ~>2Q, de porta a 160. eec-
clesiasticas a 4S0 rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. e 8 da piara da
Independencia.
ffiLPOJffiNK m m ESCOCEZ
A 500 .S. O COVADO.
Na loja n. 17 da rua do Queimado, ao p da boti-
ca, vende-se alpaca tic laa escoce7a. chegada pelo ul
timo navio, a qual fazenda na Europa se d o nom-
de Mclpomene tle Escocia, muilo propria para roue
poes e vestidos de senhora e meninos por ser de mui
lo hrilliu, pelo commodo preco de 500 rs. cada co
va.lo ; dAo-se as aroeatraa com penhores.
Marmelada
de
iagne Cliateau-x\y, primeii-aqua-
dade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinhc, o melhor
de toda a Champagne, vende-sc
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
& B.As caixas sao marcadas a fo-
P goConde de Marcuile os ro-
tulos das garrafas sao azues. &
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior polassa da Russia e
Rio de Janqiro, e cal de Lisboa em pe,-
dra: tudo a preco que muito satisfar'
aos seus aniegos e novos fregu'es.
MOTO ROMAM) BRAMO.
Vende-se Cemento romano branco, ebegado agora,
de superior tpialitlade. muilo superior ao do consu-
mt. nm l^irtir^. q ^f Jiiu. iroz do llicatro, arma-
zem de taboas de pinho.
Vende-se um cabrioltl com coberla e os com-
petentes arreios para um cavado, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do- Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no llecde rua do Trapi-
che n. 15, primeiro andar.
9 KLA DO CKESPI) N. 12.
9 Vende-se nesta loja superior damasco de 9
seda de cores, sendo branco, encarnado, rio, (
9 por preco razoavel.
Vendem-se lonas da Russia por precio
commodo, e de superior qualdade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz n. 4.
OBRAS DE I.ABYRINTHO.'
Acham-se a venda por commodos precos rico len-
cos, loalhas e coeiros de labyrinlho, chegados lti-
mamente do Aracaty : na ro'a da Cruz do Rceife o.
34, primeiro andar.
Aiuaia de Edwia Haw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constan temen le bons sorli-
mentos de laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa conee fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelusosmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forc de
4 cavalhts, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos proco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, to-
ldas de flandres; Indo por barato preco.
Na rua do Vig ario n. IB primeiro andar, tem a
venda a superior flaoatla para forro de selfins che-
gada recenlemenlc da America. ,
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-sc muito superior polassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos b-
talos que be par fechar conlas. .
Devoto Clilistan..
Sabio a luz a 2.< etlicao do livrinho denominado
Devolo ChrislAo.mais correcto e acresecntado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca o* In-
dependencia a ro rs. cada exemplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padreseapucbinlios de N. S. da J?e-
nba desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da' ConceicAo, e-da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c deN. S..do Bom Conselho : ven-
de-se nuil-menlo na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a IcoOO.
_Vcude-se una labrna na rua do Rosario da
Boa-Visla n. 47, que vende muito para a Ierra,
seus fundos tuio cerca de l:200J00 rs., v.ende-se
porm com menos se o comprador assim Ihe convier :
a Iralar junio Alfandega, Iravcssa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Pernambuco 21 de
adeia do Re-
de cambio,
bilheles a
), quar-
800. deci-
stmosiOOr.,
da primeira pai-
ainoreiras. Esta ea-
srmpre tMo feliz
Utlhrles c camelas
"alusliano de
leira, e paga os
'os premios sem
8 por cenlu.
lint;
vmlo a
Alugam-se o lerceiro t- tiis.tr I o andares da casa
ta rua da Cadeia do Recite u. 4 : a Iralar no arma-
zem da mesma.
Aluga-se o lerceiro andar da casa da esquina
da rua larga do Rosario n. 30 : a Iralar ua rua da
Cadeia do Recife n. 4.
OfTerece-sc urna parda tle meia idade para ser
ama secca le urna casa de pouca familia : uu neceo
do Rosario u, 2.
Aluga-se um prelo alguma cousa velho, cos-
ta mado ao servieo de silio, por preco commodo : no
paleo do Carino, laberua u. 1.
Precisa-so de um huinem para lirar leile em
vaccas e carguejar: na rua du Oueimado, loja de
ourives n. 20.
Desencaminhou-se do poder do abaixo assig-
nado unta ledra sacada pelo Sr. Jos Ferreira da
Costa, e aceita pelos Srs. Manuel Ignacio de Azeve-
do Carvalho e Francisco Morcira da Costa, da quan-
lia de 1 :OOU>H)0, sacada em 20 de novembro do cor-
renle anno, ao prazo de 00 dias, e t-udoc.nla pelos
mesmos abaixo assignados ; porlanlo previne-sc ao
publico em gcral eaos dilos aceitanles, que uo fa-
cam Iransace.lo alguma com dila lellra sobro pena
de nullid.i.le, pois os abaixo assignados sao os legti-
mos proprictarius. Recife 27 de dezembro de l.s.Vi.
Jos da Silva Campos V Companhia
O abaixo assignado vai Macci, donde se di-
rige a diiTerentcs punios da mesma provincia, encar-
regado de alumas commisses como advogadu :
quem se quizer ulilisar de seu preslimo piide procu-
ra-lo ua rua do Crespo n. 0, tas 10 al as 2 horas da
tarde.Lourcnro Bezerra Carnciro da Cunha.
Em respo-la ao aununcio despido de provas,
do Sr. Joao Francisco l'aes Brrelo, senhor doeuge-
nho da I Iba, no Diario de 28 do correte, roga-se
ao muilo respcilavel publico asn-pencan do seu jui-
zo em quanto o abaixo assignado manda exlrabir
din autus, ua villa do Cabo, ascerlides para provar
que a penbora lias ron-la do dilo engenho fui feila
pela quanlia uppruximada a 9:U0J00, eque os em-
bargos que aprcseulou iizeudo ter pago 2:0009000,
nAo loram anda julgados.su pagou bem ou mal, noin
islo podia relaxar a penhor.: de maior quanlia. Re-
cife 28 de dezembro de 18.V4.
Antuiuo Gomes Ciliar.
Prccisa-se de um asignante para sociedatlc de
um carro, justo por preco commodo, partindo do
Recife as 5 da larde, e vollamlo de Apipucos as 7 da
manhaa : quem quizer, diriju-se a rua cslrcila do
Rosario n. 7.
No sitio denominado Torre, em Belui, appa-
receu um cavallo; quem for seu dono pode alli com-
parecer ; adverlindo-sc quo u morador do mesmo
silio nAo se responsabiliza pelo desappareciiuento do
mesmo cavallo.
l)llereee-se um rapaz btasileiro para caixeiro,
do que lem pralica bstanlo, nAo sendo laberua:
quem precisar pode procura-lo ua rua do Oueimado,
loja de chapeos tle Jos- Maiia Ferreira da Cunha.
Troca-se ou vende-sc um silio ua Passagem da
Magdalena ao pcdoCapibaiibe, cm lugar muitu fres-
co, casa nova e sitio grande, por casas na praca, tle
mais ou menos valor, asura tumo se pode incluir
neslu Iraca at 12 escravos le ambos os sexos, ludos
de flor, isto he, sendo o predio ou predios do mais
valor : quem Ihe convier fazer esle negocio annuu-
cie para ser procurad.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que os 30 dias ulcis para o pagamento a bocea
do cofre, ta dcima urbana das freguezias desla ci-
dade c da dos Aogados, liudam-se no da 10 de Ja-
neiro proviino viinlonro.
Da casa do subdelegado cm exercicio, da fre-
guezia ta Boa-Visla, desapparecou o menor Alejan-
drino (all reeelhitio por set encontrado ao desampa-
ro, conforme foi auuunciado pelo Diario n. 201 de
20 do correnle e seguimos ; o que se faz publico
para que as pcsoas que tlelle liictcni noticia com-
muuiquem aquella subdelegada, e pata sciencia das
pessoas a quem o mesmo menor perteuca. Subde-
legada ta fregut'ia da Boa-Vala 20 de dezembro de
IS.V.O subdelegado supplen|e em exercicio,
A. F, Martins fibciro.
Oflerccc-sc nina anta branca para casa de bo-
iiicni sollciro ou d pouca familia, mesmo anda para
algum silio perlo da praea ; quem precisar procure
na rua to Fugo n. 17.
O baeharel JoAo Barbosa Danlas, feudo dere-
lirar-se para a provincia de Sergipe, leva cm sua
companhia os seus escravos liil, Alcxanlrina e Mar-
colino.
No dia 30 do crtenle segu o mnibus n. 2
para Apipucos as .'> horas da lartle : as pessoas que
quizerem antiguar dirijanv-se cocheira do Raviiiun-
do.rua da Cadeia. O preco ta assign:tlurahe20^OO.
O mesmo mnibus segu para Olinda no dia 31, as 7
iior.i da raanliAa.
Precisa ne de um bomem para ailar com car-
roca, que bem entenda de-ta occupacAo ; uo arma-
zem de maleriaei ta rua da Concordia, de Jos Piu-
lo de Magalbae.
Alugam-se duas casas lencas com commodos
sudicienlcs para pequea familia, sendo unta sita na
rua do Sebo n. 52, e a oulra no principio da Soleda-
de n. 27 : a Iralar na rua da Aurora u. 26.
a mais fina e melhor do mercado, em caixinhas
urna ljia : vende-se na rua do Collegio n. 12.
Massa de tomates.
Empalasde4 libras, excellente para (empero, viu-
da receulemcnte de Lisboa : vende-se na rua do
Collegio n. 12.
Atteni^ao.
Vcndem-se 102 travs, no caes do Ramos: a tra-
tar na rua do Passcio, loja n. 13.
Vende-se bolachinha ingleza, Tina, muilo nova,
e bem torrada a 240 a libra, ch soperinr a 29300,
dilo a 2f2i0. queijos novos superiores a 1S920, loo-
cinbo de Lisboa a 400 rs., e tudo o mais por ctmmo-
tlns procos : na rua esircila do Rosario, taberna n.
47, ao vollar para o Carmo.
Vcndem-se saccas com milho ; na taberna da
rua das Flores n. 21, confronte ao porto das canoas.
Vende-se um mualo de bous coslumes e tra-
balbador, muilo moco : na rua Nova n. 42.
Vende-se um uesro bastante moco, o qual lem
oflicio de earreiro, he serrador, e muilo proprio para
o campo por 1er sido do mallo, e enlcnde de plan-
lacne. ; quem o pretender, dirija-se a qualquer ho-
ra to dia, na rua dos Prnzeres, no lian ro da Boa-
Vi-la, a ultima casa terrea pintada dcrdxo.
Vende-se caldo de lmales chegado ltima-
mente de l .cni.\ a, a 900 rs. a libra : em Fura de
Portas n.147, junio a intendencia, lerceiro andar.
Vende-se um carro novo e em bom estado de
(rabalbar, com prelos, por preco commodo : a Iralar
na rua L-ina do Rosario, taberna n. 39.
Vende-se sola muilo boa, pellcs de cabra, e
gomma muilo boa era saceos : na rua da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Vende-se no raes da alfandega, armazem n.7,
barris com potasa, viudos do Rio do Janeiro, por
preco mais cm conla do que em oulra qualquer
parle.
MACAAS.
Vendem-so no deposito do gello um resto de bar-
ricas com niara perfeilas, eabre-se para o compra-
dor ver que eslao boas : a Iralar no niestro.
MACaAS BARATAS.
Na rua estrella do Rosario n, II, vendem-sc ma-
ca.i a 2000, 33000 e 43OOO o cenlo. !
Vende-se urna escrava crioula, d
dade de 2i anuos, com alijiuras habili-
dades sem achaques nein vioo algum,
ao comprador se dir' o motivo por que se
vende: a pessoa tpte perdender dnja-se
a' rua Velha, venda da esquina r.. 07.
Vendem-se saccas com feijAo ptr barato preco,
courinhos tic cabra laV-, ancora- can mel e polassa
do Rio de Janeiro : na rua ta MadK de Dos n. 34.
Vende-se urna casa, sita na rua de Sania Ce-
cilia n. 13 ; a tratar na rua du R, mol n. 03.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recenle-
menlc chegados, tle excellcnles v.ues. e precos com-
modos: em casa de N. O. Hulier, Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Gomma de mandioca
em saceos de 4 arrobas e lanas libras ; vendcm-se
poi niuil 1 cninniilo proco para liquidar : na ruada
Cruz do Recife n. 3t, primeiro indar.
BARATISS1HA.
\ onde -se a 3: S. Malheus, dila de Minia Calnirina a 49000. dila
muilo lina para mesa a ."1-11,11 : na rua da Praia,
beceo do Carioca, armazem de Piulo n. 8.
Yciidem-sc 110 armazem a. CO, da rua da Ca-
deia du Recife, de llcnry liib-on, os mais superio-
res relouos fabricados cm Itglalerra, por precos
mdicos.
Vende-se no armazem de malcraos, le Jos
Pinto to Magalhle*, sito na ra da Concordia, lijlo
de ladrillio, dito ipiadrado, 11 \ enana crossa e bati-
da, atea groen c lina, barro, lelba, cal branca e pre-
la, upamente ele, ludo muilo bom. No mesmo alu-
gam-se carrocas.
Vcnde-st por cnmmotlo preco um piano cm
muilo bom uo : no Hospicio,casa n. 8, ciilre as das
viuva Cunha o Aicenio.
Na loja da rua da Cat'eia vclhaji. 27, ha para
vender urna porcAo tle seibas ingleses, lano de bu-
ranhas romo sem ellas, asahl como bous sellis pro-
prios para pageos lambem ingleses, por precos com-
modo .
Vendem-se libras de chocolate fran-
cez do mellior que tem apparecido no
mercado epor barato preco : na rua da
Cruz ii. ti pi-iim'iri: andar.
Veroem-se licores de absintli e Kis-
sch du mellior possivel e por commodo
preco : na rua da Cruz n. (i primeiro
andar.
Vende-seo verdadeirovinho Borde-
aux engarralatlo, tanto tinto como bran-
co, e por baratissitno preco-: na rita da
Cruz a. 2G primeiro andar.
Moinhos de vento
'ombombasde repuso para regar borlase baixa,
' c,..| un, na fundirn de II. W. IJowman : na roa
do Brumos. 6. Se 10.
Vende-se a bem afreguezada venda
na rua Nova n. 50, com dividas e gneros
constantes do bataneo, no estado em que
estive, aprasooua dinheiro a vista, con-
forme se convencional-. Os pretendentes
poderao examinar e fazer suas propostas,
deposdas quaes nenhuma reclamado se-
ra', ittendda aocomprador : a' tratar no
largo da Alfandega, com Guimares S
Alcoforado, Luiz Jos da Costa Amorim,
Vicente Ferreira da Costa & C.
Vendem-se relogios de ouro, prata,
prata chapeada, dourada, de patente In-
glez e horsontal, sahonete, tudo pelo pre^o
o mais cmodo possivel : na rua da Cruz
do Recife n. 26 primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, volao e flauta, como
sejam, quaarilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modnhas, tudo modernissimo
chegado do Ro deJpieiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inven^ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
izembro
LL 9 INGL
Vd.em-se os mtlfliiu sel-
para homem, Me tem
este mercado, com
seujcompetentes freos, etc.,
iniiiindo alguns para pa-
gefc recentemente despacna-
ios, tambem cocoles para carro, homem
e senhora, coi"Heneites de gosto moder-
no : no armazn de Eduardo H. Wyatt,
luado Trapicke-Novo n. 18.
NAVALHAS a CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cude do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio jt Aneusio C. de Abreu, conli-
nuam-se a sonda- a MjOOO o par (preco lixo) as ja
bem conhecida eifamadas navalhs de barba, feitas
pelo hbil rubricante que foi premiado na exposirAo
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nAoseatuli'iii ro rosto na acriio de corlar ;
vendem-se eom condicAo de, nAo agradaudo, po-
derem os compradores devolve-las al 15 lias depois
pa compra restilkjndo-se o importe. Na mesma ca-
se ha ricas leworinhas para ualias, feitas pelo mes
mo fai'icanle. ^_^_^
Nefjoa-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'ijclioa, com seis
salas, ooquartos ealcovas, cosinha, des-
pensa, com nm ptimo sitio com toda a
qualidade ie fruteiras, grande jardim
murado con militas flores, cocheira, es-
tribara, qeartopara feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicoes tiui favoraveis para o compra-
dor : a balar na rua da Cruzn. 10.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton S C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinlio doforto superior engarratido.
Sellins iniezes.
Relogios 4 ouro patente nglez.
Chicotes de carro. *
Farello e saccas de 3 arrobas.
Fornosdejfarinha.
Candelabps e candeiros bronceados.
Despence-a de ferro galvansado.
Ferro galanisado em folha para forro.
Cobre debrro.
MECHiNISMO PARA EUfiE-
NHl).
NA FUI4)1CA0 DE FERRO DO ENGE-
NHH*0 DAVID V- BOW.MAN. NA
RUA bO BRUM, PvSSANDO O CHA-
FARt,
ha sempr^um grande sorli^neilo dos seguintes ob-
jeclos de lechanismos proprics para engenhos, a sa-
ber : mondas e meias mojendJs da mais moderna
conslruceo ; lanas de ferro tundido < halido, de
supenornualidade, e de lodos os lamanhos; rodas
dentadastara agua ou animaes, de todas as propor-
CC3 ; ciios e boceas de fornallu e regislros de boei-
ro, aguilfies.bronzes parafusos e cavilbes, moinho
de mandoca, etc. etc.
NA MESMA FUND CAO
se execfam lodas as encommendas com a superiori
dade ja conhecida, e com a des ida presteza e comino
didade un preco.
Farello de arroi muilo novo e por preco com-
modo, tm saccas e barricas, cujn he saudaveis e de
muila iitlricAo para cavallos, xailinhas e cevados : a
Iralar na Praia de San Fraucisco cocheira de JoAo
da l.iulia Reis.
Na livraria danta do Coilegio n. 8.
vcndce urna escollada colleccaodas mus
brilhantes p3ras de msica para piano,
agquses sao as melhores que se podem a-
char jara fazer um rico presente.
RUA DO TRAPICHE N. 10.
Encasa de Patn Nash Si C, ha pa-
ra vender:
I SdiIi inento variado de ferragens.
i. marras de ferro de 3 quartos ate 1
! po legada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
(EMENTO ROMANO.
Venrle-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : atrado
thealro. armazem de Joaqui Lopes de Almeida.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu um mulato no dia 27 de dezem-
bro, la casa de seu senhor, com o titulo de procurar
senhor, nAo levando papel do mesmo senhor ; jul-
n.i-se ter fgido, c por iaso avisase as autoridades
policiaca ou capilAcs de campo a captura do dilo
mualo; lie j de idade de 40 e Untos anuos, .lu ha
rapada, calvo da frente para Iraz, o qual veio tle
l'ajeu' ; levou camisa de algod de listra c calca
zul, chapeo de palha : quem o pegar, l'.tt o favor
lomas inglezas e liollantie/.as, com gran- tle o levar no armazem de loin.a da roa Nora n. 51,
de vantarrein para O melhoramento do ao Pf da Conceicao, de Jos Mara Goncalvos Viei-
i r i i i ra GuimarAes, que sera recompensado.
assucar, acha-se a venda, em latas de 10 pe9appare.ieu honlem, 25 do' eorrenU, nma
libras, junto COm O metliodo de empre- negra le najao Congo, idade 10 annos, pouco mais
p-a-lo no iulnrna mirhiimm pm rasa dp uu.ineilos- com ossimiaes' seguinle* : allura regular,
ez, erx e 01OT i,uga|nadoSi muil0 vergnhosa, roslo marcado,
levou urna Irouxa d roupa, e como sabio de madiu-
cada ignora-se que vestido levou ; desroiifia-se que
fosse para o mallo de Santo Amaro de Jabn IAo ou
iiiiiiiodiacot's do engenho Macoje : quem a pegar,
ieve-a rua Direila n. 16, ou na villa do Cabo,.a
Ignacio Toleitlitio de Figueiredo Lima, que sera re-
compensado.
Ua casa perlcncenle ao Sr. Jos Leso de Cas-
Irn, oito no lugar denominado (".ordeno, fusiram as
7 horas da noileilo dia 15, duas escravas m.it e filha,
sendo a m cabra, de nome Mara, representa ler
"id annos, lem os cabellos branco, be corcovada,
lem um dedo da mAo esquerda muilo Tino c torio,
proveniente de um pintando ; filha de nome Rosa,
muala, de idade 24 annos, pouco mais ou menos, he
bstanle corpolenla,"cabellos carapinhos, olhos vea-
gos, v pouco por um delies; foram escravas do Sr.
coronel Seraphim da Silva Ferraz, morador no lugar
chamado Riacho do Navio, distante da Fazenda Gran-
de ou auliga villa de Floresta 5 leguas, hoje pcrlen-
i'i'in ao abaixo assignado que recompensa cora 10U9
rs. a quem as apprehcnder e levar na mesma casa,
ou n rua da Cadeia do Recife, loja n. 5.
Antonio Bernardo Vas de Carvalho.
Do engenho Mascalinho, silo na freguezia de
Una, fugioem um dos primeiros dias de iczembro,
um escravo rrioulo, de nome Salvador, ue idade de
20 annos pouco maisou menos, baixo, cor prela, lem
una cicatriz no rosto proveniente de orna aposieina
que arrebenlou : roga-se as autoridades policiaco e
cipiliies de campo, o pcuuem e levem-a ao referido
eimenho, ou no Uecile no pateo do CaruAi n. 17, que
se recompensara.
1009000 de graliliracAo.
Dosappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amoblado, de nome Antonio, que re-
prsenla ler :t0 a 35 annos, pouco tnais ou inem..,
nascido em Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, he
muilo ladino, roslunta trocar o nome e intitular--.:
forro ; foi preso em litis do anno de 1831 pelo Sr.
delegado tle polica do termo de Scriuhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo rc-
mcllitlo para a cadeia desta cidade a ordem do Illm.
Sr. tlescinbareador ebefede polica com oflicio de2de
Janeiro de 1852 se verHicou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sanl'Anna, morador
no encenho Cail, da comaira de Santo A iiliin, do
poder de qoem desappareceu, e sendo oulra vesrap-
Itir.ido e recolludo a cadeia desla cidade em 9 de
agoslo, foi ah embargado porexecueso de Jco Das
da Silva litiimarAcs, e ltimamente arrematado em
piara publica do juizo da secunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. Os
signaessAo os seguintes: idade de 30 a 35 anuos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e carapitiho-
ilo, cor amulatada, olhos escaros, nariz grande e
grosso, heiro* grossos, o semblante fechado, bem bar-
budo, com lodos os denles ua frente : rog se, por-
lanlo, as autoridades poliriaes, ApilAcs de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprehcnderem e
mandarem nesta praca do Recife, na*Tua larca do
Rosario n. 11. que recebemos MatificacAo^icima de
1005000 ; assim como prolesTo comea quem o liver
em seu .poder occullo.Manoel deAlkeida o/irs.
---------------.
PERN.: TYP. DE M. DE FARIA. ,1854
. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna riez mobla de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmoi e branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na uta do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenlc chegada.
Vende-se urna bal.mea romana com lodos os
saus pe lonco-, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n.4.
Vende-sc urna boa rasa terrea cm Oliuda, rua
da bica de S. Pedro, que faz esquiua com o cercado
ilematleira.com 2 portas e 2 janellas de frenle, 3
salas, 3 quarlos, cozinha grande, copiar, eslribaria,
grande quintal lodo murado, com porlAo e cacimba,
muito propria para se passar a fesla, mesmo para
morar lodo o anno : a tratar no Uecife, rua do Col-
legio u. 21, segundo andar.
FAIUNUA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5 e 7 defronte da escad-
tiha, c no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
Na rua do Vinario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Cra-
titlao.
Vendes.se eavalinhasem barris pequeos, ira-
zendo cenlo c lanas cada :im, chegadas ullimamen-
Ic de Lisboa, por commodo preco : na Iravessa da
Madre tic Dos, armazem n. 4 efi.
Vendcm-se 2 escravas de nacao. cam algumai
habilidades ; na rua da Cruz do Recife, casa n. II.
segundo andar.
Hlalas Inglesas a rclalho : no armazem tic re-
cnllier ii. 3, de Paula Lopes, no cues da alfandega,
a 1.3000 a arroba ; a ellas, totes que se acabem.
Vende-so gomma de engommar muilo supe-
rior, da melhor que lem viudo ao mercado, a 2i(KI
a arroba, c a 80 rs. a libra : na taberna da rua de
lionas 11. 4.
VINIIOS.
Vendem-se na rua do Trapiche Novo 11.
18, em casa de Eduardo II. Wyatt:
Cerveja branca em barricas de i e 6
du/.ias, em garrafas e meias garrafas, vi-
11I10 do PortoeXcrez, tanto em garrafas
coraoem barris de 4 em pipa, Iructas cm
conserva, cm caixas de 1 duzia de garra-
fas.

I
.<


.


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