Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01251


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Full Text
ANNO XXX. N. 298.
SEXTA FEIRA 29 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
------, tmmtm
Por anno adan t a do 15,000. -
Porte franco para o subscripto.
I
I*
i
DIARIO DE
EXCAItREGADOS DA SUBSCRIPCA'O.
Becife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
D uprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardode Men-
doza ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vidor da Nativi-
dfade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
y, o Sr AntoniodeLemosBraga ;Cear, e-Sr. Vic-
oriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 d. por 1*000.
Pars, 312 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
c Kio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* 299000
Modas de 639400 velhas. 1659000
de 659400 novas. 169000
de 49000. 959000
Prala.Paiaces brasileos. 19940
Pesos columnarios, 19940
mexicanos..... 159860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
> illa-Bella, Boa-Vista, ExeOuncury, a 13 e2
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas^feiras.
PRF.AMAR DE nOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos da raanhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relacao, tei^as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMER1DES.
Dezbr. 4 Lua cheia ao 44 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
i) 12 Quarto minguantc s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 Lua nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da tarde.
26 Quarto crescente a 1 hora. 21 mi-
nutos e 48segundos da tardt.
DIAS DA SEMANA.
25 Segunda. >5| Nascimento de N. S. J. C.
26 Terrea. S. l.'oitava. S. Estevao protomartyr.
27 Quarta. 2." oilava. S-Joo apostlo e evang.
S Quinta. 3.*oitava. Ss Innocentes mm.
29 Sexta. S. Thomaz-de Canutara are. m.
30 Sabbado. S. Sabino b. m. ; S. Venustianno.
31 Domingo. (Vago) S. Silvestre p. ; Ss. No-
minanda, Donata e Minervina mm.
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DOS NEGOCIOS ES-
TRANGEIRQS.
REPARTICAO HY DROGRAPHICA.
1. de setembrn .le 1854.
AVISO MARTIMO.
Phares fieos na ilha SrSiermonnik-oog, costa de
Frierlnnd.
O nvenlo de S. M. receben viso de que hoje es-
tabelecer-se-ha dous fares fixos na ilha denomina-
da Sebiermonik-oog, para servir da gui "a costa
adj-icentc o na entrad, .le Frfesfand Sea (al.
O ministril da m irinha dos l'ai/e- Baila* pro-
metlou furnecer maiores informaees.
A ;< -!.-!> d.i- luzes parece ser em lal. 53 28'
48" N., e long. 6 ff 55" E.
A de aetembro de 1854.
AVISO MARTIMO.
Pharol addicional no ilha I'inga Kaltegat, cotia
da Suecia.
O coverno sueca nolicia que no 1." de selembro
eslabeleceu-se um pharol fixo addici'iual, hrilliando
sbitamente a curtos internados na i I lia de \ inga,
em Kallegat, na cosa da Suecia. A nova lorre du
pharol est siluada em direccAu. NE 1|2 N. por bus-
sola, 400 ps di.Unte dn vellm pharol de Vinca.
A lu he da 4.' classe. Acha-se collocada h
altura de 87 ps cima dn mar, ou na inesma altu-
ra que a lu lita actual, c lio visivel em todas as
direcc,oes da bu-sola.
O pharol da ilba Buskar, que rita situado 2 1|2
milhas a E. de Vinca, fui lamben) alterado, de
maneira qoe parece vermelho para o lado do mar,
e brilhante para o ancoradnuro de Vinga.
Londres 10 de setembro de 1854.
AVISO MARTIMO.
Bltico, golpho de Bnthnia.
AperfeiQoamento do pharol de Holnio Gadd.
O coverno sueco noticia que no dia !i de agosto
passado, o pharol fixo era Holnio Gadd, no golpho
de Bolhnia, passou a ser de lu/. de azeile em vez de
si/, com reverberos.
A luz, que como anles, est collocada na altura
de 72 ps cima do mar, he \ isivel em ladas os di-
recles, excepto enlre S. S. O. 1|4 O. e occiden-
talmenteS. O. I|l O.
A luz hrilba mais forte na directo do rochedo
de fra ao lia.Muan do sul (5 ps somenle) don-
de a lux Tica em directo N. N.E. iyi. E distan-
cia de urna milha e um quarto.
A torre do pharol lira cm lat. 63 35' 50" N.,
loog. 20 46'. E de Greenwicti.
25 de Miembro de 1854.
AVISO MARTIMO.
Ilha* de Shelland. Pharol fixo em Unst Septen-
trional. (Temporario.)
Os encarregados no* phares do norte noliciam
que se acha erecto um pharol temporario ao norle
da Ilha de Unsl em Shelland, ficau.lo em visla o es-
tabelecimenlo de um pharol permanente no mesmo
local, eque de 11 de oulubro em diante apparecc-
r. ah um pharol Bao.
O pharol temporario esla collocado no rochedo de
Muckle Flugga, uro dos que forman) o grupo Bor-
ra Fiord, em Hermaness, exlremidade do noria da
ilha de Unsl. e rica em lal. 60 51' 20" V. e Ion-.
O., 53' 3" O.
O pequeo rochedo que se chama Onl Stjck. que
he o que lica mais ao uorle das ilhas de Shelland,
el em dirocrAn do pharol a E. por N. 1|2 N. por
buol<* na distancia de qua.i nina milha nutica.
O pharol eleva-se 150 ps acuna da maro clieia
nai marea de primavera ordinarias, e he vi-ivel na
distancia de 1'.) millias nutica*.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Espediente do da 23 de deiembro.
i inicio Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
communicando baver deferido o requerimenlo do
patr.lo mor Jos da Silva Neves, e autorisundo-o
ahonar-lbe mensalmente a gratificarlo do 309000 rs.
que venca Jos Faustino Porlo por estar, coui o
supplicanle, encarregado das ofcinas de Iroro e ve-
las do arsenal de marinha; sendo esa gratificado
contada do dia em que o mesmo supplicanle accu-
mulnu s funcc,oes de seu emprego o exercicio de
mcslre das ditas offleinasCommunicou-se ao inspec-
tor do arsenal de marinha.
DitoAo mesmo, transmitlindo para rs conveni-
entes exornes, copias das actas do conselho adminis-
trativo para fornecimento do arsenal de guerra,
datadas de 11, 12, c 14 do correle.
DitoAo mesmo, devolvendo o requerimenlo e
mais papis relativos ao pagamento, que pede o l-
ente do segundo balalhAo de infanlaria Jos Mar-
celino de Arado, do aluguel de cavallus para seu
transporte, quando em servido no destacamento vo-
lante do Rio Formo, e declarandn-lhe que proceda
.i re-pe i lo de conformidade com a sua informarlo de
hoje, n. 09 mandando pagar ao supplicante.somenle
a quantta de 49320 rs.Communicou-e ao coronel
ciiininandante das armas.
DitoAo me-mo, declarando em resposla ao sed
offirio de honlem n. 695 que pode autorisar o des-
lacho, livre de direitos, de 12 reimas de papel e 6
rseos de tinla para copias, que, tendo sido en cun-
mendados pela administrarlo do corrcio desla ci-
dade, para o seu expediente, aos neuociinle- Rosas
Braga & C", j se acham na alfandega desta cidade.
HiloAo mesmo, dizendo que, tendo ouvido au
inspector do arsenal de marinha arerca do seu ofli-
cio de 25 de agosto ultimo n. 851 acumpanhado da
consulta e mais papis, que devolve, relativos ao
terreno de marinha cojo aforamento pedio o falleci-
do Jos da Cunha Teixeira, dera elle a informaran,
com copia da qual responde ao seu cilado officio.
DitoA.u capitn do porto, enviando copia do avi-
so da marinha,determinando que se faca conslar aos
Platicas das barras e porto desla cidade sercm in-
fundadas as allrnares cuntida, no requerimenlo, de
que tambem se remelle copia, por elles encaminha-
do ao noverno imperial conlra o regulamcnlo de 28
de fevereiro desle auno.
DitoAo mesmo, outori tonio Kerroira de Aguiar para meslre da barcaca
a Primavera perleiiceutc ao arsenal de marinha.
DitoAo Ur. juiz do civel desla cidade, diiendo
que eslaudo a expirar prazo de 6 mezes marcado
por este governo para Antonio da Silva Gusmo J-
nior ejercer interinamente o oflicio de tabelliao do
registro geral de hypothecas desla cidade, compre
que Smc. recommende-lhe que, quanlo anles, trate
de requerer ao governo imperial a continuaran do
exerciem do dilo officio, em visla do decreto n.1294
de 16 de dezembro de 1853.
DitoAo juiz municipal de Kazareth dizendo
que, havendo opirado o prazo de 6 mezes marcado
por esle govcmu para Jos Maria Brayner de Sou-
za Rangel exercer inlerinamcnle o cilicio de 2. ta-
bellifto do publico judicial e noltas, e escrivilo do ci-
vel crime e privativo das execue*es d'aquella co-
marca, recommende Smc. ao mesmo lahelli-o qne
Irale de. quanlo antes, requerer ao sovernn imperial
a rof.rif.uarao (lo exercicio do dito oflicio em visla
do decrelo n. 1294 de 16 de dezembro de 1853.
DitoAo director das obras publicas, para infor-
mar com brevidade sobre a possibilidade e modo de
levar-se a efleilo quanlo anles qualro ramaes da es-
Irada do sul para os portos do Suape, Gamella, Ta-
mandar e Porto de Gallinhas, que lem de servir
de escalla aos vapores costeiros da companhiaPer-
namhucana, couvindo que mande logo levantar a
plaa e faier o orcaroenlo de cada um dos ditos
ramaes.
DiloAos directores da companhiaPernamhu-
ranaA fim de poder mandar medir, e proceder as
de mais formalidades para o aforameulo'dos terrenos
de marinha, em que se hAo de levantar o trapiches
e armazens da companhiaPernambucanade va-
pores costeiros, aoloriso a Vv.Ss. a escolherem desde
j em cada porto da ccalla dos mesmos vapores
dentro da provincia dez bragas de taes terrenos para
as dilai obra., devendo de ludo fazer-me circums-
lanciada parlicipaclo para ulterior proeediraanlo.
DiloA cmara municipal do Recite, communi-
carfflo (er apprnvado, menos a parle do artigo 16
que manda numerar os carros particulares, as pos-
turas que acompanharajn o seu oflicio de 9 do cr-
reme.
DiloA cmara municipal de Pao d'Alho, dizen-
do que, com as copias, que remelle, das nformacoes
ministradas pelo director das obras publicas, res-
ponde ao oflicio d'aquella cmara de 14 do roez ul-
timo relativamente a obra qne se est fazendu na
cadeia d'aquella villa.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
furnecer ao cnmmandaule da companhia de artfices
ns artigo de faldamento mencionados na nota una
por copia Commuuicou-se .ao commandanle das
armas.
DilaAo agente da companhia das barcas va-
por, para mandar dar passagem para a Bahia, no Ya-
par que se espera do norle, a Jos Alfredo Machado
caso exista lugar vago para passageiro de estado.
27
Officio.Ao coronel commandanle das armas,
communicando baver deferido o requerimenlo do
alferes de ravallaria M a noel Joaquim Machado, em
que pede 2 mezes de licenca coro sold por inleiro,
para tratar de sua saude.Communicou-sc i Ihe-
souraria de fazenda.
Dito.Ao mesmo, recomendando a expedirn de
suas ordens, para que o boticario do hospital regi-
ineulal, e um dos cirurgies do corpo da saude com-
parecam pecante o conselho administrativo lifim de
assislirem ao recebimenlo dos medicamentos conv-
prados para o mesmo hospital, e bem assim para o
presidio de Fernando a colonia militar de Pimen-
iena..r.oinniunicou-se ao presidente do referido
conselho.
Dilo.Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
enviando .-m duran ao seu oflino de 17 de novero-
hro ultimo li. 624. acompanhadn de oulro do ins-
pecclnr da alfaiidega, pediudo que a escunaLinioyn
lique isenla das regra establecidas nnregnlamenlo
do 28 de fevereiro ultimo, copia da inforinaciio que
a semelbaii'e respeito ministrara o 1 apilan d porlo
desta provincia.
Dilo.Ao juiz de direito da primeira vara, de-
clarando haver nrstn dala mandan por em liliw-
dade, vislo ler apresenlado iseucAo leual, o recrula-
llelarmino Jos de Andrade, i que se refere o seu
ofHcin de 16 do correle.
Dito.Ao director do arsenal de suerra. dizendo
em resposti ao seu officio de 23 do correte n. 268,
que pode dar cm consumo os ubjectos mencionados
na relai,ao que acoinpauhou ao cilado officio, lima
vez que, precedidos os necessarios exames, se reco-
nheca eslarem elles ab.olutameute inolilisados ; fi-
candoSrac. cerlo de que nesta data se officia ao pro-
curador fisciil da Ihesouraria da fazenda, para aasis-
lir A esse consumo, quando para iso for avisado
por aquella directora.Fez-se o officio de que se
traa. M
Portara.Nomeando ao barharel Francisco Go-
mes Vellozo de Albuquerque Lint, para interina-
mente exercer as funcees de procurador fiscal da
fazenda provincial, em quanlo durar o impedimen-
to do bacharel CypranoPenelon Guedes Alcoforado.
Communicou-se ao inspector da Ihesouraria pro-
vincial.
Dita.Ao senle da companhia das barcas va-
por, recomendando a expedirlo de suas ordens, a-
lim de qne, no primeiro vapor que se espera do nor-
le sejam transportados para a Bahia, como passagei-
ros de estada, caso eiislam vagas, Carlos Augusto
Autran da Malta e Albuquerque. e.uma sua mana.
Dita.Reformando no mesmo posto o lente
avulsu da guarda nacional do municipio de Olinda,
Jos .Nuiles de Oliveira.Communicou-se ao respi
PANIZO DAS MUJERES. (*)
Par Paulo Feral
livo commandanle superior.
1 ao respec-
COMMftlDO DAS ARDAS.
Qn^riel do conamando dais armas do Parnam-
bnco, na eldade do Recle, em 28 de daiem-
bro da 1864.
ORDEM DO DIA N. 193.
O coronel commandanle das armas interino decla-
ra para os flns convenientes, que a presidencia em
dala de hniileui, sobre parecer da junta de saude,
resolveu conceder don. mezes de licenca com o sol-
do por inleiro para cuidar do seu restabelecimento,
ao Sr. alferes do quarto regiment de cavallaria li-
geir, Manuel Joaquim Machado, que por ordem dn
noverno serve como addido na companhia fia de
ravallaria desla .narnirAn.
O mesmo coronel commandanle das armas deter-
mina que o Sr. lente Malinas Vieira de Aguiar
seja deslizado do quarlo balalhAo de artilharia a p,
ao qual esta addido, e que nessa qualidade fique li-
gado ao balalhAo dcimo de infanlaria.
Declara lambem aos senhores commandantes de
cornos, que nAo he licito s pracas de prel o uso
dos dislinctivos de cadete, ou de soldados parlicula-
res por lempo excdanle a aquelle que foi marcado
pelo comniando das armas para exhibirem suas jus-
O PHAROL.
CAPITULO PRIMEIRO.
O CABO TREHEL.
(Continuaco.)
O mar agitado e forle chegava sua maior altura.
Approximava-se o cquinnxio da primavera; as nu-
vens tumultuosas, precipitando sua carreira, occul-
tavam o sol que descia ao horisonlc.
Sulpicio vollava pensativo ao Treguz, e o minis-
tro Randounrau, reanimado por una ineia hora de
repnuso, lyrannisava anda mais seu povo deovclhas.
Victoria Rostan indo em sentido contrario, ntra-
vessava a charneca, e dirigia-se para o mar, onde o
vento e as ondas faziam motim a porfia. Ella tiulia
dito ao pastor, sen amiguiuho : vou .1 aldeiade Sainl
Casi fallar ao cura, meu confesor. Mas liuha men-
tido.
Havia de ircomeffailo essa noilc aldeia de Saint
isl. porm, rollada'. ignorava anda isso inleira-
menle.
Victoria eslava mais paUid.i Jo que no momenlo
em que o pastor a vira, parecia soffrer cruelmenle,
e seus passns toruavam-se cada vez mais lentos.
O vento acotitava-lhe violenlamcnle os cabellos
louros, e quem a tivesse vislo de perlo, tera obser-
vado em seus olhos firmes e seceos urna especie de
espantn.
NAo! murmurava ella sem saber o que dizia,
o palrAo Sulpicio nAo diz urna palavra sobre Anto-
nio em sua carta I'nrque?
Eslremecendo, ella meneou Irislemcnle a cabecn
como para rombaler a oppressAo de seu pensainenlu ;
mas era baldado ; mao grado seu, repela as ultimas
pafnra-^U carta :
a Aafnolicias nAo sAo boas.
Pastando difule da torre do pharol sem parar,
segujn una vereda que ennduzia a praia. Quando
via-.'i' em face do mar, ella Olava um longo olhar
no horisonte, eseu peilo opprimido erguia-se em um
() Vide o Diario u. 297.
soluco. A's vezes abria romo louca o brajos estn-
dolos, e seus labios descorados deixavpm escapar pa-
lavras sem seguimenlo.
Os mezes lem passado, elle anda nao vollou !
A menina morrera de fri... Santa Virgem, leude
piedadc de urna infeliz!... Antonio, meu charo ami-
go, has de vollar, porque me promcltesle !... Mas se
lardares muilo, acharas duas defuntas: tua filha e
lua mullier I
Parando, a moja pnz as mAos sobre a escarpa de
Ierra verm Iba para ver anda o mar, cujas ondas
quebravam-se a baixo da lorre do pharol.
Sua mulhei \ repeli ella, ah! se eu f.ise sua
mullier, esperara, e minha filha (eria um berco na
casa de seu pai... A que menino falla um eiovalJ,
e a proleccAo doteclo paterno"!... Ao men 1 ao meu.
meu Dos! Como dizer-lbes que son mAi, se nAo
me viram ajoelhada dianle do altar trocar rom o es-
poso o annel do casamento?
Oh lii! srnhoia Victoria griluu urna voz que-
brada cm liana da costa,
A rapariga estremecen, e vollando-se, vio o pobre
Tolo Girqurl envolln emsua coberla lislrada, e dei-
lado sobre a relvn junio de B'jou, o rnvallo triste e
(lente de pulmoeira que conduzia as Inglezas ao
pharol.
Toto Girquel levanlou-se com preguira e Bjou sa-
cudi lentamente as loiieas orelhas, como so tivesse
sentido que era ameacado de urna carreira.
NAo sabe'! lornouTolo; a senhora Magdalena
a procura do lado de Saint Casi.
Minha irniAa disse a rapariga, cojos olhos fi-
caram inquietos.
A Morgalte dis-e-lhe que adiara a senhora so-
bre a praia. arros-onloii Tolo, e dizendo isso, a Mor-
galte ria : desconue della
Asi rea lornou Victoria cslremecenilo, ella es-
lava iionlcn ao p do rochedo... bem perlo da Gru-
ta das Gaivnlas... Meu Dos! se ella soubesse o meu
segredo 1
Porque hei de desconfiar della, meu pobre ra-
paz-! pergnnlou a moca em voz alia, procurando
dominar sua perturbadlo.
NAo aci, respon.leu Toto Girquel; quando a
Morgattc ri, lenbo medo.
O rapaz observou, como conhecedor, as nuvens
que ini-liiravani-se no reo, e conlinuou :
Senhora Victoria, o lempo se alien-, quando a
maro vasar, oque (era lugar brevemenle, teremos
una borrasca. Ouer Bjou para vollar casa '.'
Eis o que lemia o pobre ravallo I
Victoria nAo respoudeu immedialamenle, e clie-
gou-se no machinisla. Ele Ihe sorria como urna boa
alma que era; mas quando vie-a junto a li, cessou
liflcacoes de nobrera : conseguinlcmenle, as coro-
prehendidas neala declaracdo. deixarAo de usar de
laes dslinctivos.
Manoel Muni: Tacaret.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajndaote de
ordens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
Buenos-Ayres. 2 de dezembro.
1.
Parece que a mAo da Providencia marrn este
paiz com o sello alo infortunio e da desgrana.
lia apenas um auno que se enllironisra en-
lre nos o espirilo de reparacAo e de amor ao Iraba-
Iho, e j de novo assoma em nosso solo a guerra
civil.
Para fazer urna narraco fiel dos Tactos que teem
lido lugar recentemenle, e dos qoo preoecupam a
al(eii{Ao das repblicas do Prala, sera preciso to-
mar grande espac.0 a sua folha pelo menos o de 20
columnas; desisto pois da empreza, e limito-me a es-
bozar rpidamente o que de mais importante por
aqu se lem passado.
Em urna das minhas carias anteriores annunciei
qne se preparara urna invasAn armada na provin-
cia de Santa F, e que, anda que lodo o mundo ti-
vesse conhecimento della, o nico que se deixava
embalar por urna criminosa confianza era o gover-
00; esle governo, que leve urna grande parle nos
successosque liveram e que eslo tendo lugar na ac-
toalidade.
"Es.a invaso realisou-se, e a 5 do panado urna co-
lumna de 500 homens pouco mais ou menos entiou
no territorio da provincia de Buenos-Ayres, s or-
dens dn general Jeronymo Costa, nomeado por l.'r-
quiza chefe do exercila nacional.
Esla columna linha podido sublevar o espirilo da
nossa campanha, apresentando-se era. seguida as
portas da cidade com prelenees iguaes as dos amo-
tinados de dezembro.
Porm a Providencia, que as vezes se conde de
nossos infortunios, quiz que o valenle general Hor-
nos, que se acbava perlo do pona* Por onde passa-
vam os invasores, os batesse completamente dando
urna gloriosa arcao nos campos Tala a vinte leguas
de Buenos-Ayres, onde fez urna infinidade de pri-
-inneiro-, tomando-lhes o parque, bagageos, muni-
jes e ludo quanto linham.
NAo posso resistir aqu aodesejo que lenbo de fa-
zer urna pequea compararAii enlre a balalha de
Tala e a que leve lugar em Alma !
Porm.... sigamos adianle.
Depois da balalha de Tala, que nAo leve oulro fim
senAo repellir urna horda de facinnras qoe a mAo
armada cahira sobre o nos*o territorio, o povo jul-
gou que o ministerio, anhelando o momento de re-
habilitar-se ante a opiniAo publica, adoptara nina
poltica anergica e vigorosa ; purm por dessraca do
liaiz lenbo que dizer e nAo sem vexame, que a ne-
gligencia do governo ameara envolver a narAo em
nina guerra gcral.
fiada lem absolutamente feito, pois todos ignoran)
alo acora qual he a poltica que elle seguir*
Entretanto a imprensa, comprimi com o llover
que impunha a grave siluarAo do paiz, Iralou de ini-
ciar urna poltica, e o Nacional, a Tribuna e a Cr-
nica soslenlaram-na com brio e lucidez.
Os dous primeiros aconselharam a poltica da
guerra, cora o fim de anniquilar o poder do ge-
neral Urquiza; o ultimo opinava pela paz ar-
mada.
He porm excusado dizer-lhe que nesle paiz as
discussdes da imprensa passam desapercebidas para
os governantes. que sAo os mais ineptos, e qoe se jul-
gam mais sabios que os anlgos Romanos.
Buenos-Ayres quer a guerra, porm nAo urna
guerra que comprometa o bem-estar do paiz e o
repouso das provincias confederadas, o que quer
he reparar o insulto que Ihe dirigi o general Ur-
quiza.
II.
Depois de escripias as linhas cima, parece que
a questAo da actualidade poderri lomar urna nova
face, porque acaba de chegar urna commissAo do
general Urquiza com o fim de cnlaholar negociabas
de paz com esle governo.
Creio entretanto que nada absolutamente pode-
remos fazer com Urquiza, iuimigo irrecoociliavel de
Buenos-A^res, e a quem interessa manler-se segre-
gado da nica provincia era que se respira o ar da
liberdade.
Buenos-Ayres quer a paz, mas nao urna paz ver-
gonhosa qoe a nbrigue .1 abdicar os litlos de gloria
que adquerio em cem combates.
Um dos commissaros de Urquiza acaba de re-
gressar immedialamenle a Santa F, depois de ha-
ver conferenciado largamente com o governo ; vere-
mos o que se intenta, anda que muilo temo que
esto governo nAo seja capaz de fazer cousa alguraa
de bom.
He este o estado da questAo que agita actualmen-
te os nimos em Buenos-Ayres, e em toda a Rep-
blica.
Passarei agora a dar conla de algumas nutras oc-
currenciasque podem ter iuleresse.
O invernador Obligado propoz-se manter a lodo
o transe o ministerio que hoje governa ; ministe-
rio composto de um meo medico e de nm fazen-
deiro honrado, porm pobre de espirito, e com o
de sorrir reparando em sua pallidez e na decoraposi-
eflo de suas fticoe-, e perguntou-lhe:
Que lem, senhora Victoria?
Ouve-me bem, meu rapaz, respondeu a moca ;
lenlio necessidade de ir i praia, nAo procures seguir-
me, e se minha irmAa Magdalena mi Astrea vierem
para esle lado, dize-lhes que lomci pela charneca, e
que eslou em casa.
Aceitando familiarmente com a cabrea, ella reli-
rou-se denandu Toto Gicquel de bocea aberta. No
fim de mais de um minuto, quando Vicloria desap-
pareceu atrs dos rochedos, o rapaz corou a orelba,
e disse comsigo:
Necessidade de ir ri praia a ttenhora Vicloria
com semelhanle mar e lAo mo lempo:... Emfim fa-
rei o que me disse.
Torn u a .leilar-se, e Bijou Iranquillisado ronli-
nuoii a pastar a mi relva qu> o tornava lAo magro.
Vicloria ch?god praia. Entre o mar e os ruche-
dos sil havia urna eslreila fila de areia, e as ondas
quebravam-se furiosamente contra a base do cabo.
O refluxo j se fazia sentirle segundo a predcrAo do
machinisla romera vam a cahir largas golas de chova.
Victoria observen anda o mar abrigada dehaixo
do ciganlesco alpendre dos rochedos. A tempeslade
vinha de lesle, e do lado do noroeste o horisonle fe-
chava-se por urna fila alaranjada. Urna vela de cor
encamado-escura resabia ao longe sobre esse fundo
brilhante : era um dos barros costeiros armados em
escunas, e conbecidns debaixo do nome de ftambarIt.
Vicloria liuha lagrimas nos olhos, e disse:
Se fos-e elle !...
Meu Jesus! acresccnlou cahindo de joelhos
rom um fervor apaixiinado, se he elle, faeo vol de
ir de ps ilcscalcos ein dia claro eapella de Erqui 1
A tempeslade coutinuava. O barco qoe parecia
manobrar para entrar cm Sainl Malo, uceultou-se
atrs da nuvein de chuva. Vicloria cnchugou os
olhos, levanlou-se, c rodeou um grande rochedo que
encubra urna especie de praja circular guarnecida
da bella areia domada que robre as praias da Man-
cha. No fundo dessa praca havia na rucha urna lar-
sa finida, e a areia seccae leve provava que o fluxu
na chocara ahi.
Vicloria Ianc.ou um olhar rpido sobre o cami-
nho que linha percorrdo. A praia eslava deserta, e
o rochedo erguia-se 11 prumo sobre sua cabera : niu-
guem poda v-la. Ella desappareceu na fenla. En-
tre o tumulto do mar, ouvio-se um grilinbo de me-
nino, e depois o berro alegre de urna cabra.
CAPITULO SEGUNDO.
OS ROSTAN.
A fenda em que Vicloria acabava de deiapparecer
qnal todo o povo esl descontente. NAo eslranha-
rei que, se o governador nao ceder s exigencias
da opiniAo, o povo se veja na necessidade de obri-
ga-lo a fazer sso pela forja, pois lodos vem qne o
paiz se per.le com esses homens frente de seus des-
tinos.
Buenos-Ayres est organisando seu exercilo, e ha
actualmente 500 homens em Arrecife/, que juico
devem marchar a sluar-so na fronteira de Santa F.
Commanda-os o valenle general'Hornos, e tem por
(in-re. rtoc-uH'n-mahir a nossa primeira capacidade,
o coronel Mitre.
A guarda nacional da cidade e da campanha
foi nnvamenle organisada, derndo formar A exer-
cilo de reserva, caso se invada o territorio Santafe-
zino.
Tenho o pezar de annunciar que o governo deu
honlem um golpe de listado, mandando fechar a
lypngraphia da Crnica. Semelhanle procedimen-
to, contrario juslra e s leis de um povo qne tem
urna constituirn qu- jurn sustentar, lie 13o brba-
ro como escandaloso. O redactor da Crnica, que
he representante, dirigi urna accusasAo s cmaras
contra o ministerio.
Ignoro o que resultar deate facto mutiva lo pelo
governo.
Pelo prximo paquete talvez posa)dar noticias de
importancia.
{Crrelo Mvrcantil do Rio.;
INTERIOR.
Rio de Janeiro.
13 de dezembro
I m amiso acaba de ubzequar-nos com duas car-
las particulares que receben de Buenos-Ayres pelo
paquete Camilla, com data de 2 do crrente*
Urna dellas, escripia por pessoa influente no mun-
do poltico, o queda Brande pezo as suas opiniocs,
pinta de urna maneira succinla e clara a verdadeira
siluarAo em que se acha Buenos-Ayres, era conse-
quencia da invasAo de novembro.
Seu nome como motolito importante e Ilustra lo
do partido que se acha no poder, sua moderar 1 co-
mo representante do povo e sua reconhecida dedi-
carn pela causa que defende Buenos-Ayres, isolada
da confederacao pelo negro vulto dnhomano vence-
dor de India Muerta e de Motile Caseros.levam-nos
crer que o espirito da imprensa ou nAohe o senli-
menlo que anima a maioria dapopulacAobonaerense,
ou nAo lie o quemethor se harmonisa com os olere*-
sesdo novo ciado.
A imprensa pede a guerra a lodo Iranse com dous
membrns do gabinete, sem consultaren) lalvea as
verdadeiras vanlagens que della podem resultar pa-
ra Buenos-Ayres, e dcslembrando os graves incon-
veniente, que ella pode Irazer para o futuro quando
a desapparicAo do aeloal dictador argentino da sce-
na poltica alaste o nico obstculo que impede a
cessassAo do isolamenlo provisorio que Buenus-Ay-
res adoplou em circumstancias anormacs e mui dif-
ficis.
A mprensa de Buenos-Ayres, de que ja 11A0 faz
parlo a Crnica, que foi suspensa arbitrariamente
pelo governo, e que suslentava a conveniencia da
pazarmmla, nAo motiva a euerra senAo com o odio
aass justificado que alimentam os Porteos contra
Urquiza. A caria que ahaim publicamos com vis-
las mais huidas e mais razoaveis, faz-nos crer que
otan, aliena nAo conven), o- mo.roo (|ui uyatAo
por parle de Buenos-Ayres nAo lera lugar.
Eis aqu nm trecho dessa caria :
2 o.....Depois da invasao e derrota de
novembro no Tala, os sueco-sos mudaram de aspec-
to, eas ideas tomam oulra direccAo, como acontece
sempre com as cousas que se romee.ni e postergara.
NAo havia elementos reunidos, naudieo para per-
seguir os loucos invasores, mas para invadir Sania
F, ou mesmo para triomphar de urna invasao for-
mal operada por tropas regulares. Os nimos estri-
aran), as diflicoldades comecam a apparecer e a ex-
pedirn. Dos sabe se se far. Eu creie qoe ella
n3o lera lugar, e creio mais que hoje he ella extem-
pornea e altamente impoltica. Era casos taes he
sempre mais conveniente arriscar nm passo decisivo
sem dar logar reflexAo, afim de nAo dar occasio
a que os inleresses se choquem, como succede na ac-
tualidade, tirando por isso parausada a invasao e
pronunciada a dissidencia enlre os membros do po-
der executivo, e mesmo entre a populacAo, couse-
quencias immediatas e inevilaveis dessa poltica
vacilante, ou anles de seno seguir poltica alguma.
O governador e o minilro do interior opinara pela
ocruparAo da Sania F ; os ministros da guenae
fazenda conlra; a maioria do senado vola pela
guerra, a maioria da cmara dos depulados contra ;
o commercio em geral pede a paz, os militares e os
advogadoa pedem a guerra ;o que prodoz um hor-
rendo chaos do qual ser bem difticil sahir. Este
estado de rousas he insupportavel para a popular >
e falal para o commercio que esl paralysado, e que
nunca pode ter confianca, e marchar bem quando
a situarn poltica do paiz nAo est bem definida,
quer pela paz, quer pela guerra : lodos querem sa-
ber o que (em a temer ou a esperar; a duvida he
um .estado cruel.
Para acabar de complicar a siluarAo, j por de-
mais penosa edifficil, vislo ter cabido em desgraea
o ministerio, e pedir o povo que seja demittido, "e
pretender elle conservar-ae firme em sua no-ir.io,
honlem pelo vapor Uruguay chegaram Cnllen e
Gowland, e estes senhores silo portadores de pro-
postas de paz por parte do congresso e do gener!
Urquiza. Ignora-se quaes sejam as bases ou gaian-
tias que nos offerecem, mas eu antecipo-lhe desde
ja minha opiniAo, ellas 0A0 tem oulro objecto que
parar o golpe previninrin a invasAo e ganhar o lem-
po necessario para preparar-. com elementos for-
les a capazes de resistir, que hoje nao possue a
confederacao, e que Ihe ser difilctl senflo impossi-
vel reunir com rapidez ; mas os bobos que hoje
que se achavam havia algum lempo em Cordova,
*8o capazes de comulgar com rueda' de carreta
sem a menor difliculdade, e creio que ja se bao de-
lineado a missao de paz senf ver orna linha alm
da pona do nariz. Se esses pobres homens imprc-
dava entrada para urna gruta natural, que poda ler
vinle e cinco a Irinla ps de profundidade. O chAo
ah era coberto de urna areia secca e fina, e a Clari-
dad* s penetrava pela fenda. Era a Grua das Ga-
votas.
A tempeslade caba sobre o cabo, e as ondas a-
coulavam o rochedo. As grandes gaivolas brancas
da Brelanha afuyentadas pela chuva chegavam do
largo mar s duzas, pairavam um oslante sobre os
rochedos, e depois agachavam-se as fracturas assim
como as gralbas das nos-as cidades as fendas dos
muros velbos. O lelegrapboestabelecido no cunte da
lorre de Trehel nAo gesliculava mais, c durante al-
guns minutos a nevoa scinlillantc que levanlam
as chuva. violentas, oceultou a Ierra e o mar.
Quem da parte de fura tivesse tentado tancar um
olhar curioso no interior da grua, leria perdido o
Irabalbo; pois ahi reiuava urna uoile perfeila. No
meo dessas Irevas, Victoria assenlada sobre mua
pedra, linha una chanca nos bracos; sua direila
eslava um berro de vimesou anles umccslo com um
Iraveseiroe roupinhas ; o asna esquerda havia urna
srande cabra lonra, que lamhia-lhc as mAos herran-
do brandamenle. A cabra linha o ar de urna ama.
A menina sorria nos bracos da mAi. Entrando na
vida, ella nAo linha chorado; assim a mAi chorara
por duas! Ah ella era lambem urna menina, li-
nha apenas dezeseis anuos. Com urna mAo affagava
Biquelle, a cabra loura, e com a outra aperlava a
pequea Mara ao corac,Ao.
Victoria linha utn semblante bello c brando, c por
baixo do veo de pallidez que o recente soffrinieiilo
lAnrava-lbe sobre as leiroes, adevinliava-sc o liiilho
da sade juvenil. Urna gota de alegra faria desa-
brochar mais brilhante essa flor de mocdade. No
canlAo os entendidos em formosura rollocavani-na
na lerceira linha depois de sua irma primocenila
Magdalena, a qual lambem era julgada inferior
Morgatte.
Nada havia cima de Morgalte, e na verdade pa-
ra serem preferidas assim a Vicloria era mislcr que
Maadalena c Aslrea fossem moilo bellas I
Magdalena cnmplelava vinte e dous aunos, linha
urna lilbinha do qualro anuos chamada Irene, e ero
rasada com o grande lio-tan, o qual morava na Ca-
sa, nAo longe do raslelln.
Cabo-nos fallar aqu da familia de Rostan, qual
perlencem do perlo ou de lonse todas as nossas per-
sonagens. Havia os Hoslans de Maitrop.ir, proprie-
laros do caslello: era o ramo primognito; havia
em segundo logar os Roslaus do lloscq, ramo mais
moco que se extingua por falla de homens, c era rc-
videntcs 011 ceos nAo consegucm ver isto que a to-
dos os nlhcs he lAo claro como a luz meridiana, ro-
mo acreditareis vos, meu amigo, que elles possam
lubricar alravcz de apparencias engaadoras o peu-
samenlo desse governo, nem comprehender o alcan-
ce das inlencies que tem esse paiz com a cxpedicAo
que prepara para o Paraguay, e menos calcular os
resultados que ella pode ser cm redaran a nos e aos
oulros povos das duas margeos do Prala ? Eslou
persuadido relevar minha franqueza, lenho esla
opiniAo e nAo quero ncrultar-vo-la :Estou persua-
dido que essa expedirn lem cauda e mui compri-
da, que se descubrir mais larde, quando souber-
mos se ha mi nAo motivo que justifique o agsressivo
npparalo bellico que vem cruzar nossas aguas rom
proa na cidade da Assnmpclo. Posso engaar-me ;
mas, por mais que dieam os Hra-ileno. o contrario,
arho-lhes nesla emergencia moila semelhanc,.-) com
os Nortes-americanos e a sua poltica em rolar 1
ao Paraguay o mesmo aspecto que apresentou a dos
Eslados-I!nidos com o Mxico e. Cuba. Creio maise
pens que com razAo, se Buenos-Ayres nAo procura*
rom lempo iomar-lhe o passo franca e lealmenle
com razes que Ihe assislem, e que o Brasil nao
desatienden!, quando os povos voltem a si, pensem,
vejaTtre queiram entAo faze-lo, sera muilo larde e
nAo poderAo fazer nada, pois ier-e-ha consumma-
do ou nao se poder mais impedir a conqni.la do
Paraguay e sua annexacan ao imperio, sobqualquer
titulo que seja, mais ou menos especob. He esla
urna esperanza fasueira, urna ambicio eonslante e
um sonhn dourado de urna parle da populac.10
do imperio, alimentado e acariciado asombra dos
homens de estado dosabinele de Sania Cruz.
Rogo-vos meu amigo qne despindo-vos de qual-
quer pareialidade me comrouniqueis quaesquer no-
ticias positivas que cheguem ao vosso eenhecimenlo
sobre este objecto manifeslando-me a vossa rpinAo
que eu considero sempre e saberei respeilar mesmo
quando seja cm opposi^Ao com a minha. Sabis que
respeito lodasaajopiniAes sempre que lenho fnasan-
tidade das intenroes de quem as manifesta, como re-
sultado de urna convicrAo qualquer. i>
Poslo que o objecto que o gabinete do Brasil lem
em visla com a esquaalra que se esla reunindo no
Rio da Prala sob o commando do rhefe de esquadr
Pedro ferreira de Oliveira.seja anda para nos seata*
do de calimete, estamos todava persuadidos que at
reflexoes qm se acabara de ler, apezar de reconue-
cermos que podem julgar-se juslilicaveis da parle
de um riiladAo argentino, 11A0 sAo comludo aulort-
sadas pelo" ronsideravel armamento qne o Brasil
lem feilo.
A alisorpcao do Paraguay pelo imperio nAo passa
de urna chimera que assnsla as imacinaees .'os fi-
Ihos das pequeas repuhiras do Prala mas esl bem
longe de preorcupar o espirito dos Brasileiros: nAo
ha talvez um s que abraee de coracAo a idea da
conquista.
Em nenhuma poca a poltica do Brasil lem me-
recido ser comparada nesle poni rom a dos Esla-
dos-Unidos. A prova ahi esl em Montevideo.
Acreditamos qoe o Sr- Pedro l'erreira vai ao Pa-
raguay com alsuns dos navios de sua divisAo r.inda
que nAo sabemos qual o objeclo de sua viagem ou o
fim de sua missAo.mas estamos convencidos que nAo
vai fazer urna conquista que nAo pode realisar-se,
nem offerecer um prnlecloradn que o Paraguay nao
aceita, nem negociar urna aun n n;"in a qual iodos
ns inleresses se oppe.
AmissAodo Sr. Pedro Ferreira deve ler um fim
de menor importancia, visto ler sido confiada nica-
mente a elle c alguns vapores de guerra. Seja co-
mo for, Dos a fade bem.
(Diario do Rio deJanciro.)
RIO GRANDE SO SUXa.
Porlo \lrerc. 1." de dezembro de t85*.
.Vnica foi 1,1o difflcil como boje escrever para
um jornal da corle, mesmo sob a modesta forma de
carta particular, pois nunca lAo rica de pelmas
habis se moslrou a imprensa fluminense. Ao lado
desses Ilustrados escriplores, desasa bhlhanles pro-
sadores, aranha-sc anda mais o acanbado correspon-
dente da provincia ; e, como eu agora, presles esla
a mandar, em lugar de urna carta, orna desculpa.
Mas emfim revcsle-se de estoica resignarlo, e ao
brigo do anouymo affronla as pouco lisongeiras com
paraces.
Nada de grande importancia occorreu nesla pro-
vincia depois da minha carta anterior, roas nAo se
pode dizer que he totalmente insgnificanle a chro-
nica do mez de novembro.
Comecarei, como de direito, e como do costme
as minhas mssivas, pelas suramidades sociaes e po-
lticas.
Trabalhou lodo o mez a assembla provincial,
nao tenho noticia de ama sessAo ISo animada, sem
lodavia sahir do carcter dessa corporarlo e das
formulas egaes.
A maioria austenlou bem a sua posirAo, por.ti
ainda melhor a sustentou a minora. Aquella mos-
troo-se compacta, e se adianlou a fazer conces-
sOes (odas as vezes que se suppunha fraca para re-
sislir.
A mi noria pela sua parle contando lanos orado-
res como membros, pois nAo ha um s delles que
com mais ou menos habilidade nao possa sustentar
na tribuna ascuas idees ; a minora, dgu, nAo dei
xou passar sem debate urna s queslAo, e n'algumas
se achou lAo bem baseada que reduzio ao mais com-
pleto silencio o lado contrario.
Mas todos esses debates se limilaram aos pontos
administrativos que se discoliam ; nunca a poltica,
e anida menos as 'recrimiiiarr.es pessoaes, se acha-
ran) subsliluindo a materia da ordem dodia.
Se recordantes a historia da assembla provincial
Rio-Grandense em annos passados, quando osan-
lagonislas esludavama noileas dialribes e injurias
que no oulro dia deviam cambiar eulre si ; se com-
parardes 05 debates verdadeirameole inuleis do 1845,
1816, etc., com os desle anno acharis urna dille-
renca immensa, inexplicavcl, inexplicavel, sim,
porque a que a podeneis atlrihuir ? Ser a toleran-
cia de opinies que a administra, o do Sr. Sinimbo
excmplifica, e que a imprensa proclama ? Pare-
cer-me-ha demasiado completo ese resultado. Ou
o atlribiiircis a nAo terem lomado asscnlo homens
como o Sr. Pedro Chaves, a se terem retirado da as-
sembla{ por desgosto com seus amigos) homens
como o Sr. SayAo '!Poderia baver injustira neste
pensar ; por isso, c para mais nAo demorar-me nes-
le poni, aeeilemos o facto. sera Ihe investigar
a causa, elogiemo-Io sem Ihe per a un lar a origera.
NAo me enganava quando ha hoje um mez vos
dzia que nAo eram provaveis novas escaramuzas de
um dos lados da assembla conlra o digno presi-
dente da provincia ; depois do parecer sobre um
oflicio da presidencia, de que dei noticia na minha
anterior, nem mais urna palavra se lem ouvido na
tribuna provincial conlra a adminislrac.Ao, contra as
ideas, ou conlra a pessoa do Sr. CansasAo de Sinim-
bu. Ao contrario a mesma maioria, a mesma com-
missAo de orcamenlo, em cujo seo se acham os
dous homens mais desrfTeclosa S. Exc, leem tci-
tamente rendidohomenagem a sua capacidade e sAas
inlensf.es, consignando em projeclos de lei, no de
orcamenlo provincial sobre ludo, muitas Ideas do
Sr. Cansas3o de Sinimbu', uiai.de urna vez invoern-
do as suas epimes em auxilio da que suslentavam.
Dahi resulta que se algn, amigos do nobre pre-
sidente temeram ve-lo em positao menos segara,
em miaran a assembla, taes anpcebenses sahiram
totalmente infundadas ; porque se alguma cousa
pode demonstrar dentro e tarada provincia o pres-
tigio do Sr. Sinimbu' he essa deferencia da maioria
da assembla para com S. Exc.
De facto, que lugar mais asado, que reduelo mais
seguro, que ponto maisecoantedo que a Iribuna
provincial para formular accusares, ao menos cen-
suras, ao administrador da provincia? Pois bem,
dai-xos ao irabalbo de percorrer ns debales da nos-
a assembla, c nem urnas, nem oulras acharis.
No cnlanto 11A0 c.queris que nessa mesma assem-
bla (oi injuriado o Sr. Marquoz de Caxias, satjri-
sado n Sr. GalvAn, insultado o Sr. Andrea, ridcu-
larisado o Sr. Pntenla Bueno, c aecusado o Sr.
Bello !
Das diversas leit Tetadas pela assembla dar-vos-
hei a relacAo na prxima caria ; limitando-me ago-
ra a dizer que pela do orcamenlo he o presidente da
provincia aulorisado a compaar Ierras, nAo haven-
do-as devolulas, c a vende-las aos colonos que aqu
chegarcm a prazoi longos ; e bem assim a dar 50?
de auxilio para a j^uageni a cada colono de qual-
quer sexoou idade' qne vier espontneamente para
esla provincia. Tambem foi a presidencia autori-
ada para contratar um engenheiro eslrangeiro, com
preferencia inglez ou norte-americano, para diri-
gir as obras provinciaes.
O presidenle devolveu sem sanccAo duas leis
da assembla; urna que elevava a freguezias Ires
parochias, que nAo tinham nenhuma condicAo para
isso, obrigando lodavia os cofres provinciaes cons-
IrurrAo de mal /es. quando lanas oulras eslAo ca-
hindo em ruinas por nAo haver fundos para as au-
xiliar.
A oulra lei, 011 anles projeclo, era o que des-
membrava do municipio de Algrele, para o elevar
villa, o districlo de Sanl'Anna do l.vramcnlo. Fi-
lha talvez esta idea de um desejo de viuganca con-
tra aquelle monicipio, ella era de toda inconveni-
encia, pois quasi nmada a populacAo de Sanl'Anna
por is.o que estando sobre a linha da fronteira he
esse lugar abandonado ao primeiro movimenlo re-
volucionario do Estado Oriental, uo ha all pessoas
habilitadas para a decima parle dos cargos policiaes
e municipaes. A assembla ainda 0A0 tomou em
consideacAo as razes da presidencia, mas nAo resta
duvida que os projeclos serao modificados no senti-
do dellas.
l'as-nmlo da Iribuna imprensa, ahi nada a-
charcis digno de menean. O Mercantil se oceupa
com urna conslancia igual eslerilidade de sua pre-
dica em pedir reformas e apuntar melhoramenlos
praticos: o Correio do Sul al agora nao nos deu
oulra cousa do que o resumo das sesses da assem-
bla, e o Diario Commercial contina com suas ba-
nalidades em eslylo jeremiaco, que passam da forja
ao olvido sem merecer um commentario. Os dous
jornacs da cidade doio Grande, o Diario e Rio-
Gindense, bem como o minimo de Pellas, sAo de
urna insignificancia completa. Apenas o Rio Gran-
dense mostra momentneas veleidades de vida e
pensamenlo.
O seguinle facto be digno de notar-se; o jornalis-
mo esl reduzido nesla provinria s qualro cidades
e algumas villas mais importantes; municipios moi-
lo populosos ha onde nao se le um s jornal. Es-
perai educar para o syslcma representativo um povo
que vive de tal forma Eu nao sei porque o go-
verno nAo procurara algum meio de levar a essas
paragens por meio das folhas peridicas ao menos
seus arlos mais nolaveis.
He lempo que eu enlre na -incida narrarn dos
faelos c successos que liveram lugar 110 mez de no-
vembro.
Tendo o Sr. Arnisaud lomado conla do lugar de
inspeclor da Ihesouraria da fazenda, organisoo logo
o seu pessoal por secees com os empregados vindos
ltimamente, e com os nutre promovidos. A res-
peito desles letn bavldo qucixas sobre prelerices.
A proposito da Ihesouraria lem a imprensa daqui
presentado por Magdalena e Victoria ; havia emfim
Rostan simplesmente.
Os Roslaus de Maurepar eram marque/es, os da
Boscq condes, os Roslaus simplesmente nada eram.
Comludo eram reennhecidos por lidalaos e pren-
les dos oulros dous ramos, assim como o carreiro es-
cossez 1 hamado Mac Gregor he prente de Camp-
bell, duque de Argyll. SAo nesocios de tribus. As
antigs rai; Anles da primeira revolucaoconlavarn-se bem tre-
zenlas caberas de Rostans desde o cabo Trehel al
Sainl Un ene. A guerra malou Iresquarlos desse nu-
mero, o resto emigrou. De toda a Irib s restava
era IKI.i o grande Rostan, marido de Magdalena.
O ramo primognito s conlava dous membros >
a marqueza, viuva, de noventa e Ires anuos de ida-
de, e seu nelo o marqoez Antonio Rustan de Mau-
repar.
A riqueza da viuva era ronsideravel. apezar das
peritas que snrcra sb o dominio.lo Terror. O con-
de Rostan do Boscq, antigo capitn de marinha, dei-
xra pela sua morle sduasfilhas urna modesta abas-
tanca. O grande Rostan bordara do pai e da mAi
mui boas rendas; mas nada sabia guardar.
Corra drsde miiilo lempo no lugar a voz de que
a Casa bypolhecada, sohrecarrrgada de dividas, e
meio vendida s eslava lias mAos de Roslan presa
por um fio.
Havia bem quarcnla anuos que a marqueza era
viuva. Assim como lodos aquelle-. cuja vida dura
muito, ella linha perdido surce-n.menle Indos os
entes que lite eram charos, os lilbos c as filhas; as-
sim lodoo ara amor lnha-se concentrado sobre sen
neto Antonio.
O conde Rostan do lloscq, sen primo, halulava a
cidade de Dian, e linha, segundo di/.iam. um ir-
mo, que viva lias Indias 011 na America ; mas que
11A0 dava noticias de si. Esse irinao era puuro mais
idoso que a filha primognita do conde. Por morlc
desle, a marqueza chamen para o caslello as duas
orpbAas Magdalena e Vicloria.
O joven marquez Antonio tiuba cnlAo vinle an-
nos, justamente a mesma ida.le que o grande Ros-
lan, o qual acabava de perder o pai. Antonio era
um cavalleiro bello, inslriiidn, bravo c brilhante ;
Francisco, o grande Roslan, liuha cinco ps e oilo
pollegadas de altura, levanlava na man rento e cin-
co uta libras, e aanbava o coraran de lodas as rapa-
rigas pela sua lepulaeo de libertino.
Kra o Don Joan camponez, sabia cacar de todas
as especiesj c beber cm lodos os copos. 1 inha bali-
do j lodos os maridos do lugar, e quando apparecia
ao longe sua pellc de cobra ruca com sua espingar-
da de dous canos, que brilhava surdaraenle ao sol,
o coracAo das rendeiras honestas, trema debaixo de
seu vestido de lAa. ,
Certamenle nunca viera a ninguem a idea de que
esse bomem poderle casar com a filha do conde Ros-
lan do Boscq, a linda e nobre Magdalena que uceu-
pava lAo altivamente seu lugar ao lado da marque-
za no banco de fidalguia na parorhia de Plouesnon.
Isso locav a anles ao oven marquez Antonio. A
marqueza viuva linha esse pensamenlo, apezar da
lisproporcAo dos heos, e Antnnio achava sua prima
Magdalena muilo bella ; mas o grande Roslan linha
u mesmo aoslo. Urna larde que Magdalena vollava
sosiuha e sem desronfaura para o caslello, o gran-
de Roslan lnmou-a nos bracos e lcvou-a para a Ca-
sa. Eslas maneiras de obrar abrevian) os prelimi-
nares.
No domingo seguinle os banhos do grande Ros-
tan e de Magdalena fnram publicados na parochia
de Plnuesiiflii. A marqueza adneceu de colera, An-
tonio firu triste; mas nAo ciiidou em vng.ir-se do
primo. Vicloria, que era urna menina de dez anuos,
nao quiz separar-sc da irmAa, c foi ninrr cm sua
companhia. O grande Roslan loniou-sc pai de fa-
milia, e porlou-sc seriamente durante mais de Ires
semanas.
Aqu apparere pela primeira vez a orpha do
glande rarvallin de Saint Casi. Astrea linha passa-
do a primeira infancia no caslello na qualidade de
afilbada la marqueza, e havia sidn expellida pnr
furtos reiteados c mentiras inniuiieravcis. Desde
enlan, Astrea audava vagabunda com os pes descal-
cos p pedia smala. Os rendeiros breloes sAo carita-
tivos; assim Astrea achou muilo lempo lugar me-
sa em lomo das papas de cevadinba. e na granja
sobre a boa palha fresca ; mas os rendeiros bretes
sAo supersticiosos.
Coineraram a dizer que a bella vagabunda causa-
va desgracas, en appeliidn de Morgalte Ihe foi pos-
lo, ninguem sabe como. Ella infundio terror em
vez de infundir piedade; as ponas fecharam-se n
sua appmximacAo, e os ces de guarda fnram cnsi-
nados a ladrar conlra ella. Famiula e desmaiada, As-
trea 1 iioini ou um asylo al em casa de J0A0 Touril,
rurandeirn, que era oulro personagem temido de lo-
dos e notado de infamia. Os curandeiros da Brela-
nha sAo mediros rbarlalaes.'que Iralam pelo menor
prero as doeneas dos homens. das vaccas e dos ra-
vallo;. Para malar a gente, elles nan tem qualida-
de nem diploma; passam sem isso. O ramponez de-
lesta-os e loma suas drogas pela paix.io que lem
de morrer a bom mercado-
censurado com violencia o fado, que ella qualificou
de escandaloso, de eslar a na?Ao pagando 4:0009000
de aluguel pela casa em qne est aquella rcparlicAo
e que cuslou ao seu proprielario 20:0009000. Sendo
assim, o aluguel correspondera a 20 por cento an-
nual, quando aqai o geral das casas apenas d 6 por
cenlo. O qoe be rerto he qoe com os 26:0009000 que
j lem sido pagos de aluguel por essa asa, ler-se-
hia felo urna excellcnle para a Ihesouraria.
Contina, se bem em pequea escala, a emigra-
cao allcmaa espontanea para esta provincia; no mez
passado chegaram 2n colonos vindos de Tlambargo.
Foi entregue s autoridades orientaos da fron-
teira a prela Rufina, que com seos qualro filhos, li-
nha sido arrebatada do Estado vizinho ha mezes.
Foi peritamente tratada desde que a autoridade
publica, descobrindo o fado, tomou conla desses
infelizes.
No dia 9' de novembro foi enforcado um prelo
de nome Manoel, que ha quasi dous annos assassinou
um seu companheiro e ferio gravemente uniros
dous.
Um flagello bstanle cruel para a agricultura
appareceu esle anno na provincia, lima praga de
gafanholos cobrio os municipios mais agrcolas, de-
vastando as plantarles de milho feijAo, btalas,
etc. t.alcul i-se que essa circumstancia fara subir
muilo o preco dos farinceos.
A academia militar leve seas exames duraute o
mez, sendo reprovados diversos alumnos, alm dos
que nAo quiteram entrar em exame.
As selvosas margens dos rios da provinria dao
lugar a que nelles se formen) fortes quilombos de
escravos fgidos, que resislem com armas na mAo
quando sao atacados. ltimamente houve combate
em am qoe exista no mnnicipio da villa da Cacho-
eir, resollando malarera-se um a oulro chefe do
quilombo, que era um humem branco (I) salteador
de profissAo, c um soldado i partida que alacou o
quilombo.
Foram vendidos em hasta publica 10 carneiros
merinos do rebudio da provincia ao preco de 519
cada um.
Em crimes de homicidio houve alguns doran,
le n mez. Em Jaguaro foi assassinado o ex-selda
do Domingos Francisco de Faria ; o sea assassino,
que era um oulro soldado, foi preso e meltido em
processo.
i m correnlino, Feliciano Sena, que vinha da
Uruguayana, foi gravemente ferido. deixando-o por
muri no campo, por individuos que se julcam
Orientaes, pois in conlinenli passaram para aquelle
paiz.
O homicidio porem mais horroroso foi o de Theo-
ilolino Jos dos Santos, a quem seii_proprio irmAo
Joaquim Jos dos Santos disparoo um tiro, deixan.
do-o instantneamente morlo. A causa desle crime
horrendo foram quesloes de inleresses. O assas*ino
conseguid evadir--e.
Por ordem do delegado de S. Gabriel, foi pre-
so em sua propria rasa um facinora, que conlava
loda a especie de crimes, e que ltimamente linha
feito as filhas surrarem so* propria mAi, por es-
la nAo querer preslar-se a urna facecia delle, que
era, segundo se exprimi o Mercantil, servir de Pa-
sephae a um cAo !
Conlra esa familia de grandes criminosos, que
infeslavam o interior da provincia, se lem nos l-
timos lempos procedido com tanta energa que, os
que nAo estAo presos, liveram de passar as frontei-
ra. ; se restam alguns, poucos sAo.
Seguram desla cidade pira S. Gabriel as duas
pessoas encarregadas de dirigir os Irabalbos de
desobslruccAo do rio Vaccacahy, que ser feilo por
cem homens Irahalhando simultneamente em diver-
sos pontos do rio.
A companhia de pontoneiros allemAes foi, par-
te, construir orna ponte de madeira no arroio do
Saleo, monicipio de S. Gabriel, e a oulra trahalhar
na casa da plvora que se vai construir n'uma ilha
defronle da cidade do Rio Grande.
Acabam de armar-se nesta cidade tres peque-
nos vapores de ferro, chegados ha pouco de Alle-
mauha. Um ja fez (res viagens redondas de Porto-
Alegre a S. Leopoldo, outro navegar daqui a Ro-
Pardo, c o tereciro he para a carreira enlre Ro
Grande e JaguarAo.
A barra do Rio Grande tem eslado pessima em
todo o mez de novembro ; i.lo, e a affooteza dos
meslres das cmbarraces, deu lugar a que se perder-
se um barco que vinha da Europa carregsdo de sal,
e que oulros tres estivessem encalhados, concguin-
do,.lodavia, safar com auxilio dos vapores de rebo-
que, que exislem naquella barra.
Falleceu o anciAo sacerdote JoAo Ignacio de Mel-
lo, que ha lougos annos era capelln da Santa casa
da Misericordia de Porlo-Alegre.
Suicidou-se em Algrele o velho hespanhol I).
Francisco Marlins; e, n'um escriplo que.deixou,
declara que lal fazia por (erem-lhe uns escravos mu-
liado lodo o dinbeiro que possuia.
Na cadeia de Porlo-Alegre existen), segundo
urna pequea eslali.lica que aqui publicou um jor-
nal, 165 presos, a saber :
Brancos 55
Indios ... 16
Pardos. 45
Cabra ... 1
Negros. 48
JoAo Touril permillio Morgalte compartilbar sua
rama e sua mesa debaino da rondirjlo de qoe Ihe
concertara a roupa velha, esedcixaria baler. O
rurandeiro era um lypo de avarenlo ; mas dava
muila pancada : eis sua nica prndigalidade. As-
Ira conservou sempre delle boa Icnibranra.
Quando Magdalena e Vicloria deixaram o Caslello,
a Morgalte, segundo o conselho do proprio Joflo
Touril,foi solliritar o perdi de sua velha madrinha.
O momento era favoravel. A marqueza sntia as
prmeiras tristezas da solidAo. teve compaixao da afi-
lbada, c disse a Aslrea que chorava aos seus ps : Se
queres porlar-le bem, sers minha camarista. Aslrea
promelleu maravilhas; com efleilo emendnu-se no-
tavclmente e foi dahi em dianle urna rapariga pru-
dente. Quando sabia oecullamente do caslello depois
de ler agasalhado a marqueza. era para ir concertar
a roupa velha de JoAo Touril, o qual conlinuava a
bal-la apezar de sua nova dignidade. Esse JoAo
l'ouril, feio, porco.e grosseiro, linha enfeili-
ado.
Durante a revolorAo de 1830 a marqueza qussi
morre de suslo. O grande Rostan enconlron-a urna
vez 110 caminho da parochia, e rhamou-a minlrj.
lia. Era misler que se eslvesse dehaixo do domi-
nio do Terror, para que as classes so mislurassem
assim: 93 linha vollado. A viuva cuidou seriamente
em deixar a 1 ranea com o joven marquez Antonio,
seu nelo, e para esse fim vendeu bens considera-
veis, que pnssuia nos arrednres de I.amballe. Cor-
reu o boato de que apezar da baila dos precos, ella
lrou dessa venia quinheutos mil francos ; mas nin-
cuem.ouvio dizer que tivesse peposHedo essa som-
ma em casa'de seu notario.
O rastelln, suas dependencias e o casal do Treguz
valiam bem duzcnlos mil francos. O joven marquez
Antonio era um bello hecdeirn. JoAo Touril ha-
va dilo mais de una vez a Morgalte, a qual nAo
linha ainda qnalorze annos : Se lu podesses apa-
nha-lo !
A Morgalte responda : llei de tentar quando for
grande.
JoAo Touril tornava : Cnnvm saber onde lua ma-
drinha orculla o dinbeiro da venda.
E a Morgalte responda : Eslou fazendo por
isso.
Esse JoAo Touril leria aceitado dez sold para
sangrar qualquer pessoa rom sua lanceta velha, o
qual amolava sobre urna botija ; elle linha qualro-.
ceios pecas de cinco francos cm una marmita de- "
baixo da pedra azul, queformavan lumiar de sua
porta. Aslrea sabia de ludo.
( Coulinuar-se-ha.)
i-rii

%


^1
DIARIO DE PERNAMBUtO, SEXTA FElRft 29 DE DEZEMBRO DE 1854.
Desses esl.io rondemnados : i morle 10, gales
perpetuas 1(, a prisa perpetua i, dila eom trabalho
*8, dita simples >, ahsolvidoscm appellacAo .1. pro-
nunciados 8, que se ignora o crime e sciitciiCH 17,
cm procedo 3.
A guarda nacional da comarca do Porlo-Alcgre
te compOe de 2 batalhtes de infamara, 1 cqna-
drAo e 9 corpos de eavallaril, com as donomlnaciies
segunles: EtquadrAo dos Suburbios, carpo de S.
Leopoldo, das Dores, das Pedras Brancas, da Aldei*,
de Sanio Antonio, da Vaccaria, de Taquary, do
Triumplio, de Viamiloy a sua forra lolal be de
1-2.K0O hontens.
Havcndo na provincia 7 comarcas, calcalai que
forca numerosa dessa arma poderia apresenlar o Rio
Grande, em caso de periso.
Ja vai por domis longa la caria, e por isso lhe
porei termo com utn facto que nao be sem significa-
do. So dia 20 de novembro, sendo o natalicio do
Sr. CansausAo de Sinmhi't, um numeroso concurso
le cidadaos se reuni defronle da sua residencia com
bandas de msica e lanzando.ao ar intcrminavelse-
rie de fogucles. Como esla demonstrado foi im-
provisada, un ao menos poneos eslavam no segredo,
i entlnisiasmo do povo Porlo-Algrense nessa noile
tinha um carcter de siuceridade, qae de cerlo nin-
guem poda desconhecer.
Sao talvez cpbemeras estas satisfaees ; mas ellas
dan coragem aos que as recebem, e dao confianca na
forte futura do Rio Grande aos que com imparciali-
dade as meditara.
(CorreioMercantil do Kio.)
CORRESPONDEtVCAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Rio Grande do Norte.
Cidade da Imperatriz ->~i de novembro.
Quando a palria chrisma o homem eom o nome de
11 Lula,i, mpoe-lhe o dever de concorrer como em si
r.iubcr para a vatitagera e prosperidad da inesma
patria ; vende o Ululo pomposo CidadSo em tro-
co dos servicos que o individuo lite puder prestar.
Ora, eu lenlio observado, que um grande servico e
nm grande concurso para o lugar, a que cada "um
perlencc, lem prestado os diversos correspondentes,
que per meio docouceituado Diario de Pcrnumbu-
co, leem feilo contiendas suas provincias, suas co-
maicas, suas cidades, suas villas e suas localidades,
que de vantagens nflo resuilam de conhecer-se por
tuda a parte do Imperio, c ale por lodo o mundo de
met Dos, que cada lugar desses existe ; que lem
tan e taes eroporcAts, laes necessidades que o solici-
to govertio imperial c seus delegados vo muitat ve-
zes satisfazendo. medida que os recursos cotisen-
lem ? E alm disso, que garbo nAo tem cada lusar
desses de circular por ahi afora em leltra re-
donda.
Urna noile de*u% ccordando em meu solitario
l> ilo, smiliei que poda lambem eu pagar ao lugar em
que Itabiln, um -em -1 li:nt<> tributo, e. faier o servi-
do de po-lo circular pelos labios dos illuslres leilo-
res do Diario de Pernambuco, j que minios desoo-
nherem, que Miste na provincia Nortea cidade da Iinpcratriz, sede da comarcada
Maioridade. Como, porm, realisar lal soiibo? co-
mo merecer de Vmc. um canto em seu lAo importan-
ti- jornal, eu pobre ninguem. de urna heira do
mundo'! E de mats, o que bei de dizer, sendo urna
Kilapor cnlre la uolavcis correspendenles,
^_^ loriros e bem torneados di-cursos audaces fortu-
na juca! ; quem nao coinmelte perigo, lio canta
victoria : a Ilustrarlo dos seus correspondentes apa-
drinba minba ignorancia ; a paciencia dos seus lei-
toressupporla minba impertinencia ; opriinciro que
ludo, que be o de que ntaiscareco.a reconbecida ge-
ncroci.laric de Vmc. pd" ser que me d um canto
em seu Diario, e enlAo |telos santos se beijant s
aliares : os leilores do Diario lendo osoulros, lo-
rio tambem a mim ; e quando conheccrem, que
niio mcrei.o as Itouras da leitura, j eslarei lido, que
be o que eu quero.
E, se Vmc. nAo estando tao generoso como coslu-
ma, no dia em que me receber. itAo me quizer acei-
tar por seu correspondente'! contra isso nao argu-
menlo : foi mais urna hora perdida das mudas que
II 'os nos den ; foi um sonlio, e os soubos sAo phan-
por ladrlo de cavallos, dos quites um lhe foi tomado
no logar Araruna ; em consequencia do que, e de
mais oulras gentilezas, leudo sido preso pelo subde-
legado da villa de San-Uenloilesla provincia, arrom-
bara a prisa, c se evadir ? Ignorar que por esla
razA me foi wllieitada a captura do luesmo, como
vera V. Exc. do ollicio sol ti. d. do subdelegado
de San-Bcnlo ; e o que mais he (como afllrma a-
quella aiitoriilarie) determinada esla captura por or-
dem ilo digno antecessor de V. Eic, de 3dejan bo
do auno passado? Como appellidar de bous cos-
lumi's a um perverso que lem deflorado ditas pri-
mas, que para ejercer a profissao do jogotem vendi-
do bens do seu pai, c qae sobre tudo be reeonltecido
por ladrlo de cnvallos? Exm. Sr. Alo be so ncsle
districlo, no de Arta e San-Bvnlo que Malinas Bar-
bosa, ohomem de bous rostumes, lem feilo po-
ca : o delegado de Villa Flor lamben me soliritou
a sua pritao, como ver V. Esc. do ollicio sob n.
3. Mas o delegado Villar sO encherga em Malinas
Barbosa, bons cos untes E dalti nascera lal
vez a razAo ilo baver-se lomado seu advogado, dan-
do com este seu reprovadissimo procedimento vulto
aos tristes boalos.qtte regularmente carrem de todo o
transe promover a sua sollura.cpor sem duvidaano
haver um incenlivo lAo poderoso como esseque se
lhe all i!...... para quem, como o delegado Villar,
est boje um verdadeiro proletario, cujos recursos
consislem na delegacia, pois que uniros empregos,
industria e bens de fortuna se lhe iijlo conhecem ;
uoso stijeilaria como se sujeilmi, a ir at a pro-
vincia ila^'ai'alnh i solicitar documentos em favor de
seu cliente o homem de bous coslumes descerni
da calhesoria de delegado para o lugar de procu-
rador de parles Milito poderia cu aqui aduanar
acerca da conducta e proceder do delegado Villar,
mas sendo meu ftm defiender-me, a islo me limito :
sendo milito para desojar, a bem da juslica e zelo
da administrad" de V. Exc,qne mandasse V. Exc
proceder i um inquirilo no termo ileGoianinlta,
aerea dos actos do sobre lilo delegado ; lindo o
qual V. Exc. se convencera, se he ou nAo verdade
o que geralmenle se diz e se publica no Diario de
Pernambuco.
a llvela de passagem locar em um ponto do offi-
cio do l)r. ebefe de polica, qne por cerlo muilo me
seiisibilisou, quando S. S." solictlando a minba de-
missAo, diz que lhe nao merejo confianca !! Em
quea desmerec,Em. Sr.? Por haverprendido a Ma-
lliias Barbosa'.' PoisjuSr. Ur. lierculano olvidou
os servicos por mim prestados, j com a minba pes-
soa. e j com o> rneus bens era prl da causa publi-
ca '! Pois uAo sou eu aquclle mesmo, a quem ha bem
potteo lempo CMiftou S, S.1 perlo de :W0pravas de
liaba e da guarda nacional, a manir parle por mim
reunida, para prender os assussinos, e facciuoras.
que as mallasrias l.agens se achavam acantonados?
havendo-ine ne-tas diligencias com aquella modera-
c,Ao, zelo e snliciludc. que sucm empregar |as aulo-
rid.tdes, que como eu, prezam a honra e exacto cum-
priineuto de seus deveres-
Pois lhe merec confianca, a poni de entregar
a .niulia diteriejn (ao melimlrosaa rtilicencias, o-
chan lo-so S. Seo praprlo delegado Villar presen-
tes ncsi.i povoacao de Nova Cruz; c j tilo depressa
deaneraH Parece inerivel, E\m. Sr.! Mas nAo
resta a menor duvida; e*l i laucada esla nodna na
intnlia reputaban : e\\ a li 1 .Nada mais leubo a dizer
acerca da malcra, E*m. Sr., senSo que sou inquie-
tado em meu 9orego, por prender Mathias Barbosa,
para o que tive requisito (lo subdelegado de Bana-
neiras, da provincia da Parabiba, do da villa de San
lenlo e do delegado de Villa Flor, desla provincia,
o que (admira !) Icrsdo sempre estranho ao delega-
do Villar !! o qual, porescarneo a moral publica, o
licuaba de bous costumes ; ao pasto que esiig-
malisa um seu collega, que tem merecido dos ante-
cesores de V. Eve, toda ronfianca, sendo o sus-
tentculo desle distrito, despeudend para isso parte
de sua pouca fortuna.
a Dos guarde a V. Eje. Pavoajao de Nova Cruz
em i .le novembro de 1854. Illm. e Eim. Sr. Dr.
Antonio Bernardo de Passos, presidente desla pro-
vincia.Jos Mara da Silieira, primeiro supplen-
te do subdelegado
Dos trechos desla resposta ver Vmc, que se disse
o mais que se podia dizer, tem era preciso mais. O
l'raganna me disse que o Villar flcoii de cabisbaixo,
nao lugoe nem mugi, quegaslou boas duas horas
charolando, depois de ler lido esla resposla, cuja
copia lhe foi remedida por um curiosa. Veja asora
Vine, que pouco a pouco os fados vAo clregando ao
cuiihcimento do governo: lia pouco lempo urna mai
mais que magoada queuou-seao presidente da pro-
vincia de ter sido o delegado o assassino de seus
- m------------- i----------------------------------------- i i j ii-'i '""' i"
lauas. u meu prngraiiima he a verdade, e smanle dous lilhos menores ; agora o subdelegado supplenle
- verdade; nAo serei um correspondcule regular em [ de .Nova Cruz em sua resposla arranca a mascara ao
lunillas tnissivas, porque nao ha maleria para issocm
um lugar pequeo, e. anda mais, porque rus|a-me
muilo arranjar o sennao ; porlanlo. s una
vez pur mez, se nAo for por bimestre, ahorrecerei a
Vmc. com noticias deste lugar : o meu lilo be conhe-
cer-se, que evislc esta comarca, de que boje s dao
noticias os que vao ler a tabella dasEnlrancias,
lalvez com segunda inlencAn ; e por isso, liinilo-me
a Iratar smenle da comarca, c sobretodo da cidade
da Imperalriz, unde. exerco o lugar de carcereiro ;
descreverei sua picau, seus recursos naluraes, e di-
to islo. coiiliuuarei a referir as oceurencias que
por aqui liouverQm ; bem v, Vmc, que para esta la-
rea nAo carero invadir o campo poltico, que abro-
mi nciei sempre, e menos as odiosidades para que n.lo
(enho geito ainda que quizesse ; promctlo-lhe com
palavra de honra, que nunca descreparei da verdade
r liilelliladu uas mmlias uarr.tnies, e se assnn sou a-
ceito, uncam :
Francisco Marlins Roriz, natural de'sa provincia,
posaoiq anlicamcnle a Scrra. que delle tirou o li-
me patronmico de Marlins: em 20 de agosto de
1717, dooii elle um porcao de Ierra no cuineda sor-
ra, onde habitava, para erigir urna capelln dedicada
a Nosa Stnhora da Conccicio, e asim se rcalisou.
medanle as formalidades de direilo : era a Serra do
Marlins un terreno fabuloso em producto e abun-
dancia, foi por isso augmentando ent populacho e
recursos, al que feila urna nova c recente igreja,
alcm da anliga capella do fundador Marlins, em
1840, foi elevada a calbegoria bem merecida de pa-
rnrhia, com a denominaran de Nossa Senltora da
I .n iri'ira i da Serra do Marlins, sendo enUlo des-
membrada da anliga parochia de Pao dos Ferros ;
logo em 1811 foi a nova freguezia elevada a villa, e
immediatamenlc comarca, com a dennminacAo de
comarca da Maioridade. sendo desmembrada da co-
marca do A, a que cnlo pertencia ; c finalmente,
em 1847. foi investida das honras de cidade, com o
lilulo signilicalivo dessa poca de Cidade da Int-
peralriz. Compoe-se, pois, a comarca do termo da
Iniperalriz. que he a sede, e que abrange urna paro-
cha do termo do Apudy ao norle, que abrange ou-
Ira freguezia no serian e do termo de Porto Alegre
ao puente, que abrange ditas fregnezias, a dele no-
me em uina serra do mesmo nome, onde esl a liti-
ga ebisloiica .illa de Porlo Alegre metrupole pa-
ra assim dizer desles serios o a freguezia de P.io
dos Ferros, extensa c importante pelas serras agrco-
las qae cunlm em si como logo descreverei ; cada
um desles tres termos tem Iribupal de jurados, foro
civel separado, cmara municipal, juix municipal e
de urphAos, subslilulos, havcndo um juiz municipal
'orinado, que abrange cid sua jurisdircao os tres t-r-
mos. A cidade da Imneralriz dista 80 leguas da ca-
pital de.la provincia, 2t do porlo da vill.i de Hoam-
ro, da rurnarca do Ass com quem cnmmercia, e 44
da cidade do Aracaly, para onde iaz seu eommereio,
exportan lo para all a 1,1a que h o artigo do maior
cxporlarAo, e oulrosccueros, couros, sola, legantes,
etc.
J vai esla extensa, continuaTci em oulra missiva.
se \'inc. admillir minba correspondencia, a descrip-
CAo desta cidade apta para melhoramenlos imiiorl li-
les.
Goza-seaqui de Iranquillidad?, a scguranQa indi-
vidual nao he das peiores. A polica nao deixa os
Iral cantes de crimes eslabelecer edificio pernicioso,
posio que nAo seja ella aqui das mais accordadas.
O carctreiro.
"mam
Goianinha 21 de dezembro.
Pude rtimp ir a ni i nha promessa, remetlcndo-lhe
i opa da peticlo, que a mulher de Pedro Praz.res
mi de duas victimas do chumbo policial fez subir
ao conhecimcnlo do presdeme desla provincia ; ago-
ra porcia vou salisfazer a palavra quedei. de iuslrui-
lo do que expendeu o 1. supplenle do subdelegado
de Nova-Cruz respondendo ,.o governo, sobre a de-
nuncia que contra aqualla aotor lacle enderecou o
delegado Jos da Costa Tillar Jnior. Para evitar
a rcprndurrlo da historia, cinj-uie a Iranscrcver nAo
loilarespnsla.se n.lo o que julgo mais inleressanle,
ou j do menos conducente a persuadilo de duas coo-
sas ; a pruneira da inleireza do carcter de I. up-
plente dosulwlelegado Jusc Mara ; a segunda da fal-
la da verdade, que selon a denuncia do delegado.
Para aviar-llie a memoria digo somenlc que o dlo-
gado aceusou o subdelegado supplenle, por ler feilo
prender e remaller para a provincia da Parabiba a
Malinas Barbosa Cabral, boiiicm qae o delegado hap-
UlM e cbrisiiiou por bom e honrado a toda prova.
Eis aqui mis periodos da resposta :
........ relova agora ponderar, Exm. Sr., qne se
nao presentaste o mesmo Mathias Barbosa, ou seu
pal, ou prenles, ou alguem por elle, queuan-ln-se
di: mnn, se oto o profiri delegado,que lomou a pei-
lii a soltara disse ro ]., niio admira ir o delegado
ao meu di-lriclo exigir de mira a peremploiia razio
do neo procedimento, se nao ir lambem i provincia
da Parabiba a casa lo subdelegado do Kiacha, o
qual nav se conle-ilou de responder por si, respon-
den lanihe-n pelo delegado de Bananeias Anda
tsl nSo he ludo, E\m. Si., digne-so V. Exe. de ro-
tor: ex as dalas de.-sas posas, c rorihercra o aan, que
, ilominoii ao delegado nesse rendosa negocio !
No dia (i de selemhm responda o delegado da
llananeira' a una carta particular q'oc a lal respeilo
lhe dirigir o delegado Villar, paiece-me que as
autoridades se devem corresponder otncialmeoto) ;
lio dia 8 j esto se me aprsenla nesta po\o.ic.1o de
Nova-Crux, exigiudo a razao do meu proredimenlo;
lio da 9. seguinle a'i de iiiinha roposta, ja o dele-
gado -;e queia de mim ao Dr. chele de polica, e, o
qui mais he, de pnsscda resposta do KiachAo. Sendo
muilo para admirar que do/lia 6 a 9 inclusives per-
corressem correios do 6ervico publico, naquellas di-
'eceflef enlrc Bananeinis e Goianinha 20 leguas, en-
tre bnianinha e Ri.irh.1o 16 leguas, c entre este la-
gar .Nova Cut e Goianinha 9 leguas, donde parti
a queixa contra mim !
Em sua represeulat.-Ao, disse o delegad Villar
que o sobrdalo Mathias era homem de bons cos-
iniii's; cat para eulcressar o l)r. chele de po-
lla na desojada noli ara. nao duvidou de, no final do
*c,i 'ifdci.i. dizer que S. S." offlciasse ao ebefe de
polica da Parabiba. para que fosse sollo aquelle nos-
so comprovinciano! Ignorara por ventura o de-
lega lo Villar qu* o seu homem de bons coslinnes.
Mallu.is Barbo.a j fui perseguido no Brejo de Ara
mesmo delegado, e depois de faze lo ver lal como
elle he. conjura o governo. para que mande proce-
der unuiqiieriiono termo desla villa, alim de
que appareca a verdade. sem que se digasao invec-
tivas escripias por urna penua inimiga.
A rarapuja aleproletariome fez recordar de
urna histeria, qne lhe vou contar: Tralava-se em Lis-
boa de nomear para cerlo emprego m individuo, e
Un indigilavam um e oulros oulro ; e porque o em-
prego era de transcendencia, cor.sullou-se ao mar-
quez de Pombal, queentao eslava fura da gerencia
dos negocios pblicos. O marquez respoudeu com
aquella sabedona que sempre o caraclcrisou : ne-
nlmni dos dous merece a nimearao, um pon/ue nada
lem, o oulro porque nada lhe'basta. Nolavel sen-
tenca Para empregos que nao trazem euiabichado
o ordenado, nao se dev*. nomear individuos quw fe.
cam do emprego meios de vida. Se os empregos de
polica, que eu chamo de meia ljela, islo he. de
delegado para baixo. acarrelam uispendios subidos
ao* individuos de alguma fortuna, quando estes que-
rem precucher suas obrigacoes, nao he pnssivel que
sem gravissimo prejuro dos particulares sejam no-
meados horneas prolelarios. visto que estes ou per
(as ou per nefas, hAo de fazer do emprego sua ama-
vel thesonraria.
Ueixando eslas condirOes, que sSo corolarios, quo
lodos sabein deduzir, digo-llie que ftco descaucan-
do, ( e o mesmo dizem lodos os habilantes deste ter-
mo ) nas providencias do governo da provincia : seu
genio jusiireiro nAo ha de consentir que por mais
lempo scsoQra um delegado, sobre qocm deviam re-
cahir as vistas e pesquizas da polica. Agora sao
mAos perdidas: dous scnlimenlos devem dominare
espirito de S. Exc, o de Justina e o de curiosidade :
se para obrar baslava o primeiro, o que nao obrar
unindo-se o primeiro ao segundo 1
A illuslrissiina cmara desta villa vai segoindo par
e passo a roliini das oulras camaris : o respectivo
presidente o padre Joao Jeronyino da Cunhs faz-se
cm pedaeos, para que a cmara trabalhe uniforme-
menle ; mas debalde, muilasvezes, a forca de rogos
seus, supplenles de dous o (res volos vSo oceupar um
assenlo no paco municipal Nao seria cmara, se
assitn nao aconteces*, porque se o contrario se ds-
se, ciara ella na exceprao e na na regra. O fis-
cal ( Dos nos ncuda ; s lem de li-cal o nome : as
tetradas) d municipio etilo inlransiUveis, as ras
desta villa sao lao inundas que, he preciso forcar
piolado divina obrar diariamente milagro-, para
que a pesie se n.1o desenvolva : animaos damninhos
percorrcm (odas as roas seu salvo, o lixo das casas
sao deposiladns nas frentes das inesmas : as posturas,
que obrigam os donos das casas a aplaiuar as frentes
das mesmas al o meio da ra rom inulta de 10J>1W0
rs., e ser feilo o trrica a expensas dos proprietarios,
nao liyeram aqui execucao, dorraem no archivo da
illuslrissima : as cslradas publicas, que cm virlude
de posturas deviam ler vinle palmos de largura, mal
se parecem eom estrellas veredas de gado: o fiscal
ainda nAo pode veros profundos rogos, que deixiio 6
invento nas duas sabidas desla villa no rio da penle
e no rio Brandan 1
J Dos nos vai ajudan.lo : temos agora neste mu-
nicipio um correio Iclcgraphico : o correio da polica
percoreeit de ida c valla etn Iresdias notenta leguas.
conforme as dmenses designadas na resposla do sub-
delegado supplenle de.NovaCruz.havendo o descont
i ittiral do lempo da comida, dormida e descanco!
NAo temos que invejar a sciencia europea, por c.i
lambem ha correios que engolem caminhus.
Caminbanios para a fesla do nalat, aqui vamos
ler urna fesla dupla ; parque aln) da do natal temos
nutra subsidiaria, a do S. S. CoracAo de Jess, que
lem de ser guapa pelo enlhii-iasmo, que de vespera
se observa. A moda em seu maior rigor he o que se
procura ; as velhas parecem nticas e as mojas pare-
tam meninas o as meninas....o diabo que rseuten-
da. NAo te tabe aiiida quem ser o pregador, aila
islo lao em logredo, que o mesmo Praganna uada
pode pescar ; mas romo no 1 de Janeiro ludo ha de
sr Tillo em scena, farei por conlar-lhepap
Sania Justa. r '
A mala est a fecitar-sc, o mais para oulra vez.
Aden.
a pirrara, estilo a esla hora bem no amago da rida-
della...
Se tal fizeran; lomaram a desforra comigo, e
Mereles.
Muilo desojara saber o resollado anles da fesla,
porque nAo gusto de ler consa alguma, que me pe-
zc no espirito, principalmente quando medisponho
a Colgar.
Parlecipo-lbe, que qner Sebastopol seja rusa,
quer inglesa, he esla a uilnna desle anuo ; porque
Icnho eseolhldoja um retiro potico para passar um
oilavarioda fesla; o Mcreles lem de ir. durante es-
te lempo, nos cajs, para o que ja den ferias na sua
academia, e lirenciou os quadrupedes cncarregados
das scicncias naluraes.
lia pouco cheio.le jubilo nnlicion-mi'ell ''.n nia.pnu-
cas de descohertas de 'ta academia ; c eiilre ellas,
que o cavullo quando nasre he com as peritas do la-
manho em que devem ficar.queos burros entre si se
enlendem ; que he urna a-neira dos philosophos
quando dizem, que o homem he o nico animal que
n. porque os asno lambem o fazem ; que a raca
dos macacos e ha de aperfeicoar com os sceulo, e
vir a constiluir mim grande nacAo, e lalvez snbsli-
iiir-nos,ueste mundo.
So a tal academia Mereles continu assim,
muilo breve nada ignoramos desle mundo.
Com quanlo minha au'eiicia nao seja loan, com-
tudo dcixoo Cyreneu encarregado de dar-lhe noti-
cias de quo for occurreudo.mcnos no arligo munici-
palidade, porque he suspeilo ; nao porque faja ac-
lualmente parle daquella Ilustre corporacAo, mas
porque ainda conserva uns reslos de saudades do
lempo, que a ella perlencem.
As rhuvas ces-aram, c reapp.ireceu o calor ; mas
as febres nAo lem lomailo peior carcter. Diz Me-
reles que vAo surratciramenle grassando na radeia
desla capital, que tem lanos presos, que os conser-
va como sardiulias em barrica.
Continua a collicila dos Ihuggs, e ullimamenle
vieram mais uns quatrode A Ihandra,oulros lautos de
Campia e algiins de Naluba. Pensar queellesteem
desanimado ? Pois nao SAo mais teimosos do
que formigas de rossa.
Ha pouco um Jelles cortn umi orelha a urna po-
bre mulher para tirar-lbe as argolas. arrancou-lhe
um cordao de ouro do pescoco com lAo pouco geilo,
que quasi a enforca, e deu-lhe urnas culiladas. A-
cha-se preso, e diz qu apenas deu-lhe unas jun-
cadas, porque falla muilo. Outro em Tamban, des-
la cidade, arrancou o labio inferior de outra mu-
lher com una dentada.
Diz um meu amigo, que d'orj em liante tem de
haver mais cuidado com certa cousa. Eu crcio que
esse ultimo critne foi commettido com abuso de
confianza.
So os dous tnicos fados uolavcis oceurridos da
parle dos Ihuggs.
Foram no da 19 excculados os dous condemna-
dos pelo n-sassinalo do major Jos Pereir H Cas-
tro, na Villa do Pilar. Um dos pctenles sitslenlou
em lodo o irajccto da radeia ao lugar do suplicio,
que nao tinha tido parle cm la) crime ; o que era
confirmado pelo oulro, que de sua parle se aecusa-
va, e a urna preta, com nicos criminosos; ea
coincidencia de parlir-se por duas vezes a corda, ia
pondo em movimento a mana dos curiosos, cuja
philanlropia nAo priva de assislir a urna lal scena.
Se he evada essa noticia, que me heasseverada
por Bcnliitbo, masque nao pude ainda verificar, de-
vem oslar bem vevados os juizes que os sentencia-
ran!, embora teuham por si as provas.
Eu enien lo que deviamos admillir, em nos/a le-
gislarlo, embargos a execucao em casos idnticos,
aliui .le evitar urna senlenra mcuo! justa e irrepa-
ravel.
lie cerlo que devera ser em muilo poneos casos,
fundados em razoes mui claras, o de primeira n-
luic-lo, e que deveriam s-r decididos in promplu pe-
lo juiz assisienle, sob sua responsahilidade. no caso
de admissAo dos embargos por motivos frivolos. Per-
doe-me se digo alguma asueira, porque nao sou ju-
rista, muilo menos legislador.
llonlem ehegon o Guanah'ira, e dea-nos boas no-
ticias do tal. Vimos em sen Diario a crescida lisia
das condecorabas, ltalos e grandezas distribuidas
no dia 2 de dezembro. c l vi seu Ilustre nome,
pelo que lhe don os devdos parabens. Eslimei mui-
lo, que os ttulos enlrassem na caria do b-ab,
porque ha mais facilidade de decora-los. Vi um
barAo do Tiele e admirei-me o comec,arem no
fim da caria ; mas assim mesmo quero ver se ad-
quiro ser bario do z-az, quando nAo por aqui.
por qualquer oulra parte. Se Scbaslopol nrto for
tomada, creio que serei baronisado, pelo meos,
por S. M. Nicolao.
Mnhas esnerancas sao fundadas, porque exacta-
mente cu nada lenlio feilo ua defeza da cidade.
Apezar das proporcoes um pouco desenvolvidas
da lista, ainda assim liouveram esperanzas mallogra-
das c desaponljnienlns. Isso esl ua ordem das cou-
sas.
Teulio esgolado a maleria... Ah sim... Mcreles
diz, que o Mereles de que trata seu Diario nao he
elle, que chama-so Meireles... E nao be bem lem-
brada ? Mande coirigir essa falla para que os vin-
douros por um i de nirnj... nAo ponbam em duvi-
da a ideiilidade dessa nossa notabilidade noliciosa.
Bstimarei que escolha um bom local no Po^o,
Monleiro, Cachang, nu outro qualquer dos lindos
e pdicos suburbios dessa bella cidade, e all com
meia dtizia de amigo, urnas duas duzias de periis,
cincoeula frangos, qualro presuntos, duas barricas
le paios, nn; ceios do garrafas do bom Porlo,
champagne, cherez c madeira secca, boas laranjas
c uvas, e .ligninas rompanheiras para arranjo do
interior, paste unas fcslas laes quaes eu pa-saria,
se tirette certa cousa, e moila gente deixa de pas-
sar jando- com sobra. Se lem o farnel neslas pro-
porpes avise-me, porque nesse caso, quando menos
me esperar, lem-nie sua por la ; porque, depois
de um anuo de lida, vem rauito a pello oilo dia de
foi gane.
Adeos al o annn da tirara de 1855, no qual le-
nliu de dizer algumas gracas pesadas au de 1854.
a i minora I id a lo, nAo o fazem menos ao modo Com-
pleto por que esto reproduzidas em todas as suas
magnihcenciai de engenhn e coloridos.
Acerca desla ultima producto aqui consignare-
mos algumas palavrasdocscriplor fraticez J. Baissas,
tratando sobre o phrenesi arli-lirnque elevou a ri-
validade de diversos meslres at devaslacito de al-
gnn primores d'arte : Lessuenr foi victima detsee-
nero de devaslacao na sua galera da vida de S.
Bruno, exislenle nn convenio dos Carluxos ; e ha-
vendo grande rivalidado enlre os seus discpulos e
os de l.chrun.jiilga-secom loda a razio estes que nao
foram eslranhos semelhanle facto. lano mais lorpe
quanlo a morle j tinha gel.tdo a niAo do artista. E
conlAo quo o iuvejoso l.ebrun achando-ie um da
n'um claustro entregue a cootemplacao da obra do
sea rival, nao podera deixar de exclamar, suppondo-
se Milano : QtUMtO Uto he bello quanlo he adml-
racel! quanlo he bem pensado '. mas vollando-se
apercebeu prximo si o gravador Simoneau, que
ah se achara anles delle, e que confiando estas ex-
clamaces de l.ehrunaobiograpbo Argenville, Irans-
millo a posteridade a express^o secreta da admi-
rado le um rival.
Comprehendemo* em toda a extensAo a admirado
de l.ebrun em presenca dessa* bellas composires ;
mas elle devia particularmente demorar-se "nesse
magnifico poema da morle de S. runo.
Sanio esl neilado em sea leilo austero, como se
fosse a lase de um tmulo, suas mAos conservam-
se anda na posicAo de supplica, a qual como que
a morle veio inlerromper. Em torno desle leilo f-
nebre esta enllocados os Carluxos, este ajoelhado e
beijando o chao que o sanio pisn, aquellos suppli-
cando em diversas altitudes. Um delles ergue os
olhos ao co, como para implorar ao sanio, que elle
jnlga j no numero dos bemavenlurados, outro em
admiragAo exlende at mAos ante esse rosto sobre que
j esta pintada a pai celeste. Um Cartuxo beija com
respeilo esses ps quej lem a rijeza do marmore,
um oulro, em pe, coro os bracos cabidos e as mAos
presas urna a outra, parece que na considerarlo de
S. Bruno medita sobre a fragilidad da vida huma-
na, indicando a sua phitionomia um pensamenlo re-
ligioso que nAo tem o simples enlevo da tnr parle
dos seus rompanbeiros; o qne produz um bello con-
traste. Einfim, una das personagens priiicipacs,
com o crucilxo lev.iulan lo cima do cadver,parece
exhortar com a oulra m.io seus conCrades a mor-
rcrein como o sen fundador.
Tudo isto produz um lod pathelico, em que o
sentimento, o pensamenlo, a energa e a profon-
deza de expressan circulam atlrabem, arreba-
tan! ; e todava todos esses efTeilos sao produzi-
dos sem cor por qnanto nao ha ahi oulras lilas
que nao sejam escuras, s quaes sAo pedidas pelo ha-
bito hranco das religiosos.
Quaulas sensares se nao tolTrem em presenca
desta bellissimn romposicJIo 1
tomo netta cela ludo aperta o coracao!
Esse assoalho arruinado, esse colchAo do qual sa-
ltera alguns podaros de palha, essa parede partida
em duas ftidas mostrando os lijlos do reparlimen-
to, esses pedaeos de madeira ajustados s mesmas pa-
redes como se ve na* moradas mais humildes, essa
pequea laboa sobre a qual eslAo todos os ornatos
da cela, islo be, urna ampulhela, um livro e urna
ctveira.
Ah quanla razAo tinha l.ebrun. o primeiro pin-
tor do rri, de admirar edizer : Quanlo itlo he bello!
quanto he bem pensado !
Seria, por lano, tima exrellente acquisicAoa pos-
ee deste quadro c do de Christo e Magdalena, para
ornar algura dos nosso* templos ; ao mesmo passo
que assim seria tambem retribuido o trabalho do mis-
te joven patricio eslimulando-) a proseguir em sua
earreira de gloria lAo bom encelada.
Cotihecemos porem que as arles estilo ainda no ber-
so enlre ns oulro* Brasilciros, que o aproen que
Ibes dAo he lodo nominal; e que por conseguale
tem elle de hilar com muitissimas dilllculdades na
sua vida arlislica ; mas deve lambem reflectir cm
que aos predestinados corre a obligado moral de
dcsenvolve-las, e de formar o goslo publico, amis-
tando as alternativas propria* e inherentes ao estado
da lula generosa da iulelligonria com os prrjnizos,
ignorancia e prvac,0es.
He esta a perspectiva que se lhe oflererc : con-
vm alo desanimar ante o peso da missao, ao cabo
esUlo os gozos e.as honras.
LITTER4TURA.
PERKAMBtCO.
REPARTIDO DA POLICA,
Parle do dia 28 de dezembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
difierentes participacOes boje recebdas nesta re-
parlicAo, consta lerem sido presos :
Pela delegacia do primeiro dUIricto desle termo
Mauoel Fraucisco de Quciroz, para averiguaces po-
liciaes:
Pela subdelegara da freguezia do Recito os pre-
lus escravos Feliciano, sem declaracAo do molivo,
Francisco para correcrAo e Pedro par'fugido, os ma-
rujos nglezes Charles William, Heury Pitons, Han-
dry roinliy. John Porienel, e William Knensy, lo-
dos por desobediencia:
Pela subdelegada da freguezia de San Jos o par-
do Bernardo Francisco de Paula para averiguacOts
policines:
Pela subdelegada da freguezia do Poco da Panel-
la os pardos Jo3o Peixolo e Ftliciano joaqum Go-
mes, ambos para correera.
O capilAo delegado do "termo do Rio Formoso, em
odi.-io de 20 desle mez, parlieipou-me com referen-
cia a communicacao que lhe fizera o subdelegado da
Iroguczia de Una. que em a notrde 17 fura assas-
siinido com Ires Tacadas Jos Soares da Silva por Vi-
Xenle Ferroira Gomes da Silva, e n.lo contente ots-
MSjsino de commeller o delicio arruinar o roslo do
morlo, depois do que ronseguio por-se em fuga, sen-
do que tirara o mesmo delegado procedeudo nos lor-
mos da lei. e einpregando as mais activas diligencias
alim de ser preso o fugitivo.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de Per.
namliuco 28 de dezembro de I854 Il|m. c Exm.
Sr. ronselheiro Jos Benloda Cmiha e Figueiredo
presidente da provincia,O choto de polica, Luiz
Carlos de Paa Teixeira.
Volre ami.
A.
TfitPHW
DIARIO DE PERMBICO.
Aprctenlararn-te o ficaram presos para respnnde-
rem ao jury .le' Villa Bella, os criminosos de mirle
Jos de Campos Barbosa, capilao Manoel Vieira Ba-
talha, Jar.intho Jos dos Santos e Francisco de Arru-
da Cmara; por tentativa, Flix Goncalves Ayres;
e por torimcnlos Marcos Alves Percira eCisemiro
Ferreira de Araujo.
Parahiba
22 de dezembro
Vmc. segundo sen louvavel coslume, estampou
em seu Diario inhibas observarles, em prosa e ver-
so, acerca da lomada do Sebastopol, esperaucas ma-
logra las, promesas tnlecipattat, ovaros prematu-
ras, carreiras, derrotas, assaltos, tiros"e bombas ; e
ellas inii pondo em efervescencia os Itussos e Turcos
es da lerriuha. de sorlc que qnasi ha soco ingleza
em mais de um grupo. Se n.lo toram as disposices
pacillcas de meut patricios, ido (criamos um Sebas-
topol cm minialura acate pequeo torr.lo? E quem
ore-punsavel ? En ceilamciite nAo, porque digo-
lhe aa musas muilo em agredo; Heroica lambem
nao. porque al SO vem minba rasa pela madru-
EDUARIX) GADAULT.
De volla de Franca, onde tora dar o Corto de pin-
tura para a qual espontneamente se manifestara a
sua tendencia, exide boje morando na ra da Cam-
bn do Carino o nosso nabilissimo palnrio Eduardo
Gadaull. cujo laleulo. inonneute na especialidade
de relr^los, j nos deixava antes ainda de sua ida
aquelle emporio das arl-s e scenciAs provas eviden-
tes do genio arlislico, que em lAo verdes anuos, sem
llieoria nem pralica, ja se .evelava Uo robusto, pre-
rursando assim esses elTci os da mora curiosidade, o
que elle loria de sor um dia com a arquUc.1o de
unta e do oulra dettaa auxiliares da habilidadc na-
tural.
NAo roram por corlo illndid is as legitimas espe-
raucas nelle deposita las, nssacrilicios felns por seu
velho pai foram plciiament
** r.......-. """ e-. ......ni uie reromiiensados, e esse
C,oticirid. w i" '1,e ",nB,T reS|""Mle P*" ** P* ''"ira palcmal e alfeido dos
las noli, las dmela noile. Nao rcslava para res-|s-us amigos cotifu '
ponsavcl, seno Sino, e mu justamente para al
ayeilisla.
Tenha, pois, cntela li'oi'avanle, alim de vilar
qneaUet pur negnos alhcios.
Smii, sennor, trinos aqui Russos e Turcos; t rada
qual smlenla rom alineo o sim e o nao, cm rolad.>
a Limada de Sebastopol ; c ha urnas pitucas de ca-
adas ile champaga em apoeuktlirar um e outro
lado.
O Mereles be perfeilamente roas, e o Benlinho
completamente turco, eat nAo como maisloucinho.
O Mereles sustenta et el armis. que os Bussos dao
grande sova nos I nglezes ; o Benlinho alianca pelas
barbas de Mafoma. e pelo cavallo de Esdrs, que
os luglezes lomar Sebastopol a socos seceos.
li lal ;e lao renhida queslAo lem havido, que
Benlinho ja arregacou as mangas para Mereles, e
osle preparo una bomba para aquello.
Entre essas quesles vivo eu em clicas ; porque
te, por arlet do diabo, Sebastopol he tomada, lico
mmto mal feilo de corpo, em vista do que temos
conversado. Parece-mo mesiiin, que me resolverei
a d-ivar de dar-lhe noticias. Ileide pensar seria-
mente sobro esse objeclo.
Paroce-me, que os Inglczcs, s para me fazerem
fundido nas raas de um hoeoaia
longinitiio raion por fim cm toda a sua belleza, Ira-
zendo-o n familia c palria, apea cerca de cinco
annot de aturados trabalnos c dovelada applicado,
lico de lates adquiridas naslicoes de unidos melho-
res meslres de Pars, sib cuja direcc.i lerminou o
curso elementar de pintura geral. e no eommereio
coiislanic das grandes pruduroaios artsticas.
Patenteando elle avista .lesnas obras,j lvemos
a honra de vitita-lo, loado por consogiiiiile oocasilo
.le ver as suas diversas prodcenos; as quaes sem que
podosseiuos avuliar com verdadeiro ciiihccimentode
arte, olzcinos tedavia cnmorrilerio proproquenAo
fallece ao bom senso em casos laes ; dislinguindo
enlre ellas o retrato rio seu proprio pai, ruja seme-
Ihanca completa e pcrfcicAo do acabado lem-lhc
conquistado merecidos clogiov' de pessoas entendidas
c iususpeitS na maleria.
Alm deste retrato e de nutras pinturas mais que
lia feilo depois do sua chegada, apreciamos igual-
mente diversas oulras copiadas do* primeiros mes-
tres da escola fraaceza, e de difierenles dimensOes,
cujas bellezas oslAo cima de lodo o elogio. A As-
sumprao da Urgem por foseen, Chrisln e Magda-
lena |ior l.essiieur, a Morle rfr S. Ilruno pelo mes-
A LITrERATURA HESPANHOI.A E OS SEUS
HISTORIADORES MODERNOS.
( C'onciUo. I
III
Depois das dnas grandes pocas-cuja gloria he o
melhor palrimonio da Hespanha, he o movimenlo
Iliterario da nossa idade que oceupou a attencAo da
Europa. Para que estudariamos o seculo XVIII ?
Oseculo XVIII na Hespanha he um longo eclipse do
genio nacional. Id tigto Xt'III mat nuestra na-
cionalidad literaria, lirada dom Agoslinho Duran.
Aquelles que lamenlam para lodos os povos moder-
nos a feliz iiinuriiria da idade meda deveriam dar-
se ao trabalho de reflectir nos deslinos da Hespanha.
Segundo a opuiao dilles, parece que a idade media
tinha as mAos cheias de Ihetooroa, e a litleralura,
bem como a soriedade poltica, bouvera gerado pro-
digios se o fatal espirito da renascenr,.) nao viesse
estancar as fonles maravilhosas. Existe d.-sgrara.ia-
nionlo um fado mui simples que desmorona eslas
Iheorias extraordinarias, he que a renasceura nao
pode malar a idade media ; a idade media morrera
baria muilo lempo em Franca e em Inglaterra, na
Italia e na Allemanaa, quando um espirito novo veio
tomar-llic o lugar. Elle facto, que atcapou aot hit-
Im adores Iliterarios, he especialmente manifest
alm dos Pyreneos. N'oulras paragens, acredilou-
se que a reoatcenca substituir com violencia a ida-
de media, e dahi ot pezares e at queixat desses can-
didos cspirilos que van repetindo lodos os dias :
Porque razAo o despertar das lellras antigs compri-
mi o .losenvolvintenio da idea christAa? Porque ra-
zao o ral bol cismo nao lem podido realisar todas at
suas promessas ?Considerem-se os destinos inlellec-
luaes da Hespanha ; e ver-te-ha o que tornou-se
esla illu-ao de um paraizo perdido. Cerlamenle,
ninguem dir aqui que a renascenca malou a ida.ffe
media : de todas as regics romano-germnicas, a
Hespanha he a nica qae nAo tenha experimentado
a aeco desta litleralura anliga que diva Europa
inleira o -igual de novo descnvolvimenlo. Debalde
alguns sabios solados merecern) ot elogios e as ani-
maroes de Erasmo, debalde alguns poetas eruditos
lenlavam inlroduzir sobre a scena as milaees da ar-
le grega e latina : a influencia da antiguidade nunca
foi l como no resto da Europa um aconlecimenlo
universal. .Nimia palavra, a Hespanha nao leve re-
nascenca, e a idade meda, manlda com urna fideli-
dade obslinada, pode ahi fazer florescere prosperar
lo lo- os germen- que runlinba : que aconteceu 1 Mor-
r.-u rumo em toda a parle, como na Italia, como em
Franca, como na Allemauha ; concedo que morresse
um pouco nais larde, porque a sua existencia tinha
sido prolongada pelo tribunal do Sanlo-oflicio e pelo
governo de Fiippe II, mas afinal morreu, morro
naturalmente, sem sorpreza, sem violencia, morreu
de manido c decrepitude, e arrscenlo que, como
a renascenca nao lancou novot germens, morreu sem
deixar herdeiros.
As grandes lulas do romero desle seculo nao pode-
rain despertar esta nobre raca e arranca-la ao seu
funesto is.llmenlo. Havla enta um ebeto poderoso
que renovavn a Europa inleira, ou fazendo penetrar
apus das suas aguias os principios de 89, ou provo-
cando heroicas resistencias' nas quaes se agilavam as
nacionalidades adormecidas. A influencia que elle
leve, sem querer, sobre os povos alintaos, exer-
ceu-a tambem sobre a Hespanha ; alm dos Pyreneos
assim como alm do Rheuo, NapoleAo foi o lerrivel
Iniciador dos lempos novas. Estes bonitos que nos
tiuham combatido com desespero nos desfiladeiros
das suas sierras deviam ler feilo causa commum com
a Europa. O odioso rgimen de Fernando VII se es-
forro intilmente para sulTocar o espirito que te
levantava, a Hespanha*se astncira d'ora em vante
obra da soriedade moderna, tinha os mesmot pro-
blemas a resolver, nutria no peito a mesma esperan-
ca e o mesmo tormento sublime; esta foi a sua renas-
cenja.
O movimenlo Iliterario da Hespanha do seculo
XIX se produzira no meio das lagrimas ; Quinlana
eslava encerrado na prisao de Pampeluna, Moralin,
evitando a miseria, se extingui tristemente cm Pa-
rs ; Antonio Conde eslava proscripto, Martnez de
l.a Rosa passava cinco anuos n fundo de urna mas-
morra debaixo do co abrazador .1'frica, Alcal Ga-
liano era cotidcmua.lo morle no momento em que,
refugiado em Londres, dava para viver lioSes de Ha-
go* hetpanhola ; Gallego, Hermosilla, Mauri.'quasi
lodos emlim desfallecan! nas prses, eu eniaoeram
ongado-, como Danle, a subir e detcer as escutas
dos eslrangeiros. lindes provaces v nlmeule sup-
pnrladas, e que alleslavam, no meio de tantos causas
de desanimo, os recursos das geracOes novas Ha
urna brochura panucada em Londres de I82i a 1827,
Ocios de Espaoles emigrados, que he para a Hes-
panha um verdadeiro titulo de honra ; he ahi que se
v appareeer, do fundo da Ierra de exilio, os pri-
meiros symploraas desta renovarlo lilteraria que
lem cresrido rom esplendor desde 1830. Afinal Fer-
nando VII morreu em 1833, e o rgimen constitucio-
nal se eslabeleceu para proteger o llirono de um me-
nino cotilra as reivndicaoOesde um absolutismo de-
testado. Ser.o fnn da clise ".' Nao, he o comeco de
um periodo em que o pastado e o futuro se debalem
nas brevas. Depois -desla idade media prolongada
por lano leiinio. a emancipado clicgou mui depres-
sa ; esse infeliz povo n.lo sabe o que faja de urna 1-
berdade que o embriaga. Obriga a defender-se pal-
mo a palmo contra a lacejb) do direilo divino, a rea-
leza liberal lambem devia manler-se no meio das
agilaces do seu partido. Insurrer,6es de quartel,
sublevados democrticas, iirnhum episodio revol-'
cionario falla a estes tristes anuos, e v-se o poder
passar successivamcnlc para as mos de lodos os par-
tidos, igualmente incapazes de usar delle em favor
da salvacAo commum. Cerlamenle, se em algum
lempo houvc direilo de se desesperar de um povo,
foi durante estes turbulentos imbroglios : o que se ti-
nha reputado o acordar de melhor existencia pare-
cia-sc algumas vezes com urna louga agona, e disse-
reis que a Hespanha nem podia viver, uem morrer.
Com ludo vivia, e he neste mesmo momento, he nn
meio de-la triste anarchia poltica o social que um
hrilhantcdesenvolvimeulodosespiritos vem consolar
os observadores alientos. Por ventura arreditava al-
guem que a Hespanha nAo Iransporia um dia o peri-
guso desliladeiro que cotidoz da idade media, era
moderna, quando ella creava urna litleralura inlei-
ra, atravez de lanlis agitaces c tempestades t Esse
"teatro que reedificava as suas ruinas, essa poesa
eruditos, esses philosophos, que desenvolviam o do-
minio da litleralura do seculo XVI c XVII, eram
para o futuro garantas mais certas do que as cons-
lituices e as carias. Ao passo que ministros sem
experiencia deixavam perigar enlre suas mAos a cau-
sa da revoliie.lo da Hespanha, poetas como o duque
de Rivas c M. Gil y Zarate, eruditos como dom Agos-
linho Dura e dom Pascual de Gayangos, pensado-
res como Jacques Balines e Donoso' Corts, Iributa-
vam hniucnagem a seu paiz e o associavam para sem-
pre ao movimenlo intelleclual da nossa idade.
Os cscriptores que se tem oceupado da historia
lilteraria da Hespanha nesles ltimos anuos nao
lem desconherido esla importancia da nova escola.
M,Edooard Brinckmeier, sob a forma de conli-
nuacjto de Bouterwerk, pubcou um volume em
que se poderia desojar mais methodo e talento, mas
que pelo menos he animado de urna f viva nos
destinos desta litleralura renovada. Atravez das re-
volucoes de 1820, de 183* e de 183C. M. Brinck-
meier segu com olhos syinpaticos o trabalho dos
partidos llerarios ; a lra r .'./.' sur. ele poucoa pouco um grupo de esrripto-
res disiinclos que se inspiram livremeote em Lpez,
Caldern c Cervantes. Nao reproduzem estes velbos
meslres, estudam-lhes a lingua, pedem-lhes os sen-
tmenlos generosos que tem direilo a sobreviver a
um passado desapparecido para sempre ; reassumem
n'uma palavra o movimenlo interrompido no fim
do scula XVII, e nao ser este um feliz symptoma
ver este scnlimo das Iradldes nacionaes servir de
correctivo em grande numero de espirito* ao impa-
ciente desojo das innovados polticas? M. de Sclia-
ck. tAo develado como be litleralura dramtica da
idade media, se associa lambem as esperanzas que
promelte o despertar da scena, e depo.s de loteros-
sanies captulos consagrados a Gorostiza, a Martnez
de la Rosa, a Breion de los Herreros, a Gil y Za-
rate, ao duque de Rivas, a Eugenio Harlztnbusch e
a Jos de Larra, termina a sua obra por animacoes
e votos. M. Ticknor tambem nao duvida do futuro
da Hespanha o da sua litleralura. Seguramente,
diz elle, ninguem ver reflorescer nem os velbos ro-
mances, nem as velhas rhronicas. nem os brilhanles
dramas do seculo XVI e do XVII : novo lempo
inspirar novas obras. E para que eslas novas
obras possam corresponder a ^aaoctativ- pbli,
o escriptor americano dirige enrgicos conselhosao
espirito hespanhol. Talvez nao fosse mui necesa-
rio previnir a Hespanha conlra unja submissao ser-
vil auloridade prlilica e religiosa ; agr ler .-lhe
anles ter assigualado entre as virtudes cujo desen-
volvimento viril Tara a gloria da Hespanha a velha
uobreza do genio catlelhano, islo he, o allivo senti-
mento da honra e profunda aversao para ludo quan-
lo he vulgar e baixo. M. Ticknor faz bem em iu-
sislirsobic esle ponto; cada povo lem o seu papel
especial no Irabalho commum da cmlisado, e se
he verdade quo etle receben mais particularmente
o instinclo do que he nobre e elevado, se he verda-
dade que essas almas ainda maiores do que loucas,
como dzia La Fonlainr, tenham sido enorregadas
de guardar em deposito a Iradioio" do herosmo e o
desprezo dos pensameutos grosseiros, lio evidente,
que o sed papel nao est Concluido. N'um lempo
que nAo he atormentado pela paix3o da honra, a
ardo da Hespanha regenerada nSo seria superfina.
e assim que os historiadores Iliterarios conser-
vavam obstinadamente a espranos no momento em
que lanos espirilot refleclidos julgavam a Hespa-
nha condemnada a urna impotencia irremediavel.
Releva confessar qae symptomas sinislros se raulli-
plcavam : oh como explicar a profunda negli-
gencia deste paiz no meio das guerras civis c das in-
surreiroes militares'.' Esla negligencia he aindt
urna das faces da Hespanha da idade media. A
Hespanha tem consumido quasi oilocenlos annos a
se deseiubaracar da invaso africana ; dissereis que
ella sosia de brincar com os perigos, e que no fondo
de lodos as suas colpas ha au sei que imperlurba-
vel coi.banca no seu destino fulnro. Candida teme-
ridade que boje recordarla excetsivamenle as proe-
zas do hroe de Cervantes I Li n'um via-
jante inglez urna tradicao hespanhol. em que
se pinta cabalmente esta negligencia de que fal-
lo. Depois das gloriosas conquistas de Sevilha e
Cdiz, el-rei Fernando Sanio morreo ; ao entrar
no paraso encontra o grande padroero da Hespa-
nha que se reverenaja em Composlella, e pede-lite
que assegure par sempre a prosperidade da sua
taina.Que lhe desejas lu ? responde S. Thiagn.
rimeiramerile um bello clima.Concedido.lima
ferli tidade inexgolavel ; que o Irigo, a vinha ea
oliveira llio .leem lodos os annos magnificas colhei-
tas.ConcedidoD ai suas filhas a formosura, e
o valor a seus lilliosConcedido.Da-lhe emftm,
para coroar ludo, um bom governo.Nao, nao, tres
vezes nao, nove vezes nao I hrada S. Thiago. Se
a Hespanha tivesse um bom governo, lodos os anjos
deixariam o eco para vir habita-la.
Eis a altivez da Hespanha ; consoli-se por niio
ser bem governada, consola-se por nao ter urna
existencia politira regularmente eslabelecida ;he
13o rica e 13o feliz, que esta felicidade, juntada
as oulras, causara inveja aos habitantes do co !
O escriplor inglez assevera que esla leoda ainda vo-
ga boje mesmo, e que recolheu-a da bocea do povo.
Ser una queixa debaixo de forma poelira ? Sera
urna illusiio e ulna fanforronada ? lia sem din ida
um pouco de tudo islo, mata illusAo ja nao seria
permitti la. O cmpobrecimenlo deste grande paiz
he um syinptnma mui oxpressiva ; sem a urdem e a
lbenla le regular', os dons de S. Thiago de Compos-
lella nAo preservara o reino de reinando Santo de
urna queda irreparavel. O movimenlo luterano dos
ltimos anuos tora sido para os polticos um exem-
plo -ahilar ; foi entilo que se camiuhou para um al-
vo sem differenra e sem precipitado, foi enlao que
se vn.un nohres espirilos inaugurar dcoodadamen-
le a poca moderna sem renegar os elementos im-
mortaes que existem na Ira.lido do passado, Con-
sohde-sea Hespanha nesla estrada, e Oque certa
que ngo ha do perecer. Ainda podert passar por
muitasprovactes, porque na passagem da idade me-
dia ao mundo moderno ella foi-sorprendida por pre-
maturas revolucfles, nSo leve como os povos do nor-
te a educado de tres seclos que seguio a renas-
ceura. Ha vinle annos apenaa be que ella se c-
mancipou da idade media : como not admirarmus
das suas agitados c das toas quedas iocessanles ?
Com todo nada esla perdido ; o espirito poltico se
vai formando, e um amor laborioso pela palria vai
succedendo a negligencia de oulr'ora ; o brn senso
publico compreheiideru que rivalidades de generae-
amhicosos ou sublevares de anarchittis conduzi-
ri.im a Hespanha aos mais tristes diaa dessa idade
media de que se quer libertar. A Hespanha pos-
sue urna realeza constitucional, islo he, a melhor das
salva-guardas para o desenvolvimento dos seas di-
reitos. Posta ella, atravez das inevitaveis prova-
ces do futuro, conservar belmente esle principio !
Com esta cornudo smente, o paiz de Caldern ede
Lopezr recobrar um lugar glorioso enlre os deno-
dados representantes do espirito moderno.
Sainl-Ren-Taillandier.
( lene des DeuJ! Mondes.)
mo, sao prodceles que honrando a conceprao com lyrica que recobrava o seu veo, esses oradores, esses
A SOCIEDADE E OS GOVERNOS DO INDOS-
TO NOS SECCLOS ,XVI E XIX.
fnsttuirdes e gocemos de Akbar.
III
Instituicfies religiosas dadas por Akbar ao IndoslAo.
No meio dasagilac,6es prodigiosas de que a India
foi iheatro no lempo do imperador Akbar, durante
esse reinado de meio seculo, sente-se urna viva sa-
li-farao ao divisar-so um pensamenlo perseverante
de bumanidade,dcorgaiiisacaoedcpaz.He consolador
reconliecer que as qualidades que dAo a Akbar um
logar elevado entre os maiores mouarrhas sao de
nahireza civil, e que elle distinguio-se menos pelos
seus feilos militares do que pela sabedoria de seu
governo. Se urna bravura levada at temeridade,
se o vivo conhecimcnlo das cousas da guerra, sea ra-
pidez da vista na aceto, a energa arrastadora no al-
laque, a clemencia depois da victoria, sAo as virtu-
des do conquistador, Akbar possuio-as sem duvida
em alio grao, porm seu valor real como sobera-
no de um vasto imperio, organisado pelo seu genio,
resume-se essencialmeiite nos adotde sua admiois-
Iracao interior. Nao seremos os aicos n aflirma-lo,
porm seremos lalvez os primeiros a fazer assenlar
esta aflirmacAo sobre as discuisOes dos fados qoe a
critica histrica lem separado dot annaes panegy-
rislas dos contemporneos ou das narraefles dos via-
jantes. Akbar era ambicioso : se a inclinado s emo-
ces da balalha e aos gozos da conquista lhe foi Irans-
miltda pelos seus aolepassados, desenvolveu-se na-
turalmente em urna alma lao ardente, em unta cons-
tituido 1,1o viril como a sua. Dot cincoenla an-
nos do seu reinado, elle passou Irinla e seis na In-
dia gangelica e qualorzescm intorrupe".o na caldel-
r.i .1.. Iu ni- nu no Afghanislan. Era para l sem
duvida, independenlemenlc das alias razOes polti-
cas que o chamaran) e retiveram por longo lempo
uestes paizes. que elle senta-so involuntariamente
aiirahidn pelas lembrancas de sua mocidade e pela
vizinhanca do berco de Habar, cuja raca e imperio
conlinuou, e cujo poder c gloria exceden. Distemos
quo depois de ler firmado seu dominio no norle,
elle dirigir a sua atiendo para o sol, resolvido a
empreheiider a conquista do Dakkh.in. Muilo se
lhe lem censurado o ler querido etlcnder o seu po-
der por esle lado ; porm Elpbinslone observa, rom
sna justoza ordinaria e com seu conhecimenlo dos
povos e dos coslumes do Oriente, que os paizes que
Akbar invadi linbam sido oulr'ora subiiioi lulus a
cornado Dehly, e que eile incorreria anles nacen-
sura do que obleria os louvores de seus contempo-
rneos, se tivesse desprezado a occasiAo de eslcndcr
as frouleiras do sen imperio para alcm da Narbada.
Como quer que seja, uAo poderia haver duvida al-
guma, segundo os seus aclos, que Akbar collocava
sua verdadeira gloria na boa administraran de seus
estados, c que quera principalmente confiar ao te-
conliecimeiito dos povos a immorlaliila ic de seu
nome.
Os sabios rcgulamenlos que poz em vigor, e em
cuja e\ecuo,Ao vigava pessoalmcnte com o zelo mais
infaligavcl c minucioso, abracaran) lodos os ramos
do servico publico c srrviro da casa imperial. Se-
melhanle neste ponto ao nosso Carlos-Magno (que
moslron Unto genio com menos conhecimenlo e res-
peilo da human!.!.lo. em um seculo, he verdade,
mais visinho da barbaria, porm cnlre om povo
mais compacto, mais homogneo e mais forte,) elle
n.1o desprezara cousa alguma por menor que fosse
pareca tAo cuidadoso da m niulencAo dos seus jar-
dins, da prosperidade das suas cavalladeas, dosseut
curraes, dot seut pombaes, do bom etlado de suas
marcinarias e oflicinas de armeiros, como da boa or-
ganisacao de suas tropas, dot Iriumphos de suas ar-
mas ouda tua polilica, da vigilancia de sua polica,
da Iranquillidade o bem estar dot seas subditos;. 0
Ayen-Akbary, redigido por sua ordem e sob teut
olhos, Irantmiltio-not estet rcgulamenlos ou insti.
tuicBes com as exposicoes dos seus motivos trabados
por mSo de mestre. Bem que a redaedo desta bel-
la obra resente-te dos hbitos de adulado que
uniam-se no espirito de Abu'l-Fazl (como no de to-
das as personagens desse lempo) a urna admirara
sincera do grande imperador, todava he impossivel
l-la com altencao sem qae nos convengamos de que
Akbar era nm homem de alta iolelligencia, de nma
bondade ede urna magnanimidaile que deviam ga-
libar- lhe lodot os corarnos e mait de urna piedade
exaltada. Debaixo desle ultimo ponto de vista, o
carcter de Akbar merece ser ettudado com particu-
lar cuidado, porque etse ar religioso de seu espirito
exerceu grande influencia sobre suas delerminaces
como soberano, e parece-nos que nao lem tido suf-
ficienlemenle appreciado nem pelos historiadores na-
cionaes nem pelos europeos.
A immensa serie de crencat religiosas que reinam
desde a Persia e anliga Barlriana al is margeos do
Brahma-Pultra, ofTerece um dos assumplos de eslu-
dos mais vastos e mais cariosos que o philosopho c o
moralista poden) abracar. Eslas crencat tem qui-
los pontos deconlac^o, porm pode-se assignalar
lambem as divergencias as mais singulares, de sorte
que doos tyslemat de crencas partidas claramente da
metma fonle chegam a resultados nppnsloa, ou qoe
encontrad lo-se, conl.indindo-so por assim dizer, em
um ponto capital appartam-se, ou coolradizem-se de
modo a Iranslornar lodat at in.lagace=. Somos al-
gumas vezes abalados pela mistura dos dogmas ou
pela perversAo dos principios : ao lado de nma eou-
cepeo que te not torna sensivel pela sita sublimida-
de apparecem manifestaees de ama credolidade de-
gradante ; ar lado do ascetismo mais rigoroso, da
pureza e da simplicidade dos costumes. surgen) o
materialismo mais ousado. a sensualidade mais de-
senfreada. Os elementos mais diversos ahi eslan
como misturados e confundidos. No meio deste
caitos, urna especie de poesa supersticiosa.paira so-
bre todas as existencias, penetra todas as intelligen-
ciat e une-as por um laco mysterioso. Um Indio
vivo e respira na atmosphera do sobrenatural: um
dos, um espirito, ora anjo, ooi diabo, urna toda ou
urna bruta oeapreila, por assim dizer, occolla airas
de cada monta ou de cada rochedo. O qoe notsas
iolelligencias occidenlaes consideram como absurdas
legendas tem aqui um carcter divino : sio fados
nao smente proraveis, porm certos, atlesladospor
sabios tnonnis, e alm ditso em perfeila harmona
com o estado do mondo na poca em qde viviam es-
le divinot ascticos e com o que a natureza conserva
ainda desse estado primitivo. O velho pandit exta-
siare pelas facanhas amorosas de Krshna, que, na
Europa, o lancariam nas gales. As idat que ser-
vem de bate aot nossos juizos e i nossa provado
moral sao destruidas por etsa ingenua e imperlur-
bavel admiraeio. Queopiniaa poder i formar-te so-
bre o valor inlelleclu.il dettes Minrenles enlhnsias-
las! E entretanto na pralica, nem a razao, nem a
conscieucia do Hind n.lo parecem alTecladat pela
admissao deslas puerilidades. Not podemos com-
padecer-nos e zombar delle como de urna especie de
dom Quitte espiritualista : porm nos negocios
ordinarios da vida vemos que nAo lhe hila nem sen-
so, nem tino, e que moslra-se em geral tao honesto,
lAo moral como sus juizes. Das suas romanas c das
ceremonias qneestAo ligadas as suas crencas, elle li-
ra urna salisfacAo interior e direilos sempre respec-
tados pela consideraran publica, que oindemnisam
largamente de sua ignorancia pbilosophica. Su-
bindo o Pounaguiri, diz um viajante do qual extra-
himos urna parle deslas noticias, encoulrei urna fa-
milia que vollava depois de ler visitad'o um lugar de
romaria ; a mai de familia caminhava com passo
mal seguro, e alguma eraodo, ao longo dos preci-
picios, porm seut olhos brilhavam com a chamma
da f mais ardeute, e testemonhavam a convice,ao de
qne ella acabava de assegurar sua felicidade eterna !
Nao seria cruel procurar desengana-laf NAo dissi-
mulamos qae, para estes pobres Indios, as legendas
religiosas, as IradircOes liradas do Ramayana, do
Mahabharata, subsiiucm nossos dramas, nosta ope-
ra, nossos romances, nossos poemas, nossos peridi-
cos, e ludo bem considerado, nao tem ellas am ca-
rcter de verdade e de exaclidlo relativa lao satis-
factorias como as narraresavenlnrosas com que con-
ten la-so o Occidente? He pnssivel, senAo provavel,
que Ram e Krishn, taes cornos Hindut ot represen-
tara, nao tenham jtmait correspondido a typot
reaes, porm o que podemos concluir dahi nos ou-
lros occidenlaes? Se analisarmot nossos propros
sentimenlos, acharemos que dom Juan, dom Qui-
tle, Rolando, Renaud, FalsiafT e tantas oulras
creaces da imaginaca hunrona, existem tanto c
talvez mais no nosso espirito e nos nonos discursos
qoanto Cesar, Atoxandre e NapoleAo. Etta ordem
de idat, cultivada com preferencia pelat imagina-
foei vidas do maravilhoso, he lalvez a principal
causa, digamo-lo de passagem, da ausencia quasi to-
tal de historiadores na India propriamente dila. Os
escriptores indios desprezaram a historia verdadeira,
racional, exacta em urna palavra, c eiilregram-se
com preferencia poesia pica c ao romance.
Os mahometanos estabellecidos ha. muilo lempo na
India gangelica nu no Dakkhan partecipam das con-
viccOes dos Hindut a respeilo da existencia e da in-
lervencAo dos espirilos,sobre a efflcacia das rumanas.
sobre o poder sobrenatural que as santas persona-
gens adquiriram pelos aclos de devocSo e de me-
dilario, pela penitencia e pela oracao.
Atracas a que perlenciam os conquistadores ou os
usurpadores que exerceram urna influencia tao no-
lavel sobre os deslinos do IndoslAo, conservaran) as
tra.ledes de seus anlepassadot sobre a natureza
mysleriosa dos astros, sobre o culto devido a estas
eternas foules de fogo, de luz e de vidt. A conver-
sAodotMoghols e dos Turcos ao islamismo nao po-
de desviar sua imaginado desles sublimes delirios.
Ellos enconlravam alem disso no lu Instan crencas
semelhanles t suas sobre as relacoes intimas que li-
gan) o destino do homem aos movimeotos e aa quali-
dades oceultas dos planetas e das estrellas, a Os sa-
bios, diz o Dabisln, julgam que cada prophela era
dedicado au m aslro particular: Moyses a Salomo por
exemplo, Jetas ao sol, Molime! Venus, Tchcn
guiz-Khan ( Geugiskan ) adorava ot asiros, e muilat
circumttanciat maravilhosas observavm-se em tua
pessot. Ha necessario colloc.tr em primeiro lugar
a crise exttica conhecida sob o nome de waslit, du-
rante a qual certos espirilos das estrellas uniam-se
a elle, a O autor do Dahistan diz ainda o seguinle
do imperador Akhar. Elle venerara a imagem do
senhor dos fogosou luzes ( o sol 1 at que tivesse le-
vado este exercicio de meditaco/ lo lingo, qunto
fosse necessario para que se vis-e obrigado a resguar-
dar os olhos, eenl,1o o grando conecto apparecia-Ihe.
Qualquer que seja a potencia ou illuslre oeraonagem
do Hind, Irn, ou Grecia, ou de qualquer oulro paiz
que desojo ver, esta personogom apresenta-se
sua visla, e dle v luzes, explora as estradas no-
vas e i n uniera \ os. e lorna-se senhor do terrestre e
do eterno, s
Esla passrgem he curiosa quando a comparamos
com a uarr.icAc dos fados mais ou menos averigua-
dos que o somnambulismo magntico offerece em
nossos dias a curiosidade do publico. Mais longe, o
autor do Dahistan, referindo a morle do philosopho
K.imrn de Shiraz quo fura contemporneo de Akbar
assim se exprime : Katnran, vendo approximar-
se a sua ultima hora, disse aos discpulos qne o ccr-
cavam : u Eu creio na divindadedo soberano Cre-
ador, na prophecia da inlelligcncia. na santidade
( iniamet : do espirito, no co estrellado como kiblab
( templo, altar, o ponto para o qual lodos devem
vollar no acto da oracAo ua rodempdo filial pela
philosophia, e detesto os livres pensadores e todas as
outras rcligies. a No momento de morrer, Kamra'n
pnm uncin os nomos do ser que existe por si mesmo
da inlelligencia, do espirito dos astros; os assislenles
repetiram cm coro suat palavras al que elle deixou
ot seas despojos ntorl.ies. Sua vida etlendcu-se alem
de cem annos, conservando ello at ao ultimo mo-
mento suas Torcas e suas facilidades intactas. Quiz
serqoeimado depois de sua murte ; porem, preven-
do que isso soflreria opposic,ao, recommendou a sen
amigo Hushiar que o euterrasse lendo o cuidado de
MI ITII TST~
li c-r_i\/tTi
1
voltar-lhe os ps para o occidente, como se fez com
Aritleclete seus discpulos. Hushiarconformou-te
com a sua vontade a esle respeilo. Segundo seu de-
sojo, elle acenden tambera urna alampada qae dei-
xou arder dianle do cado durante urna semana in-
leira, em honra do planeta (o senhor Mashterry,
Jpiter ) quegovernava enlio teu dettino, edittri-
bnio os alimentos e vestidos approprrados a esle as-
iros os hralhiruiiici e tnondigot, os quaet lodos^roga-
ram qae Jpiter se moslrasse propicio, afim de que
a alma de liakim KamrAn podesse ter reunida aot
espirilos paros. A prosperidade da raes de Gen-
gitkan pareca (So intimamente ligada a eslas cren-
cas Ira.'iccionaes, que o mesmo autor declara em
outro logar, a que durante lodo o lempo que ot sal-
tees dos Moghols protossaram o culto dos astros, ven-
ceram os habilantes do mundo ; porem logo qne a-
bandonaram esse culto, perderam moitos paizes, e
aquelles que conservaram ficaram tem forca e tem
valor, n
Se nos recordarmos da* pralicas supersticiosas de
Humayuan como elle soprou sobre a fronte de ten
filho lendo em alta voz, ao pdr da loa, alguns vrte-
los do AleorAo, ele, comprebenderemos a razio por-
que Akbar, educado no meio de mossulmaoos zelo-
sos e fanticos, ditposto alem ditso a aaaixonar-te
por urna religio a qual cria revelada a Mahomet pe-
lo proprio Dos, foi itincerameute dedicado a prin-
cipio lei do Alcoro. Casado mai cedo, porem
cargando idade de vinle e oilo annos tem ter filhos
qne livessem vivido alem de urna hora astronmi-
ca, diz DjAhAn-Guir em suas Memorias, dirigise
aldeia de Sikry.a dez coss de Agr, para visitar om
santo derviche, Sheikh-Sellm, e sollicilon a inter-
veni.ao de tuat supplicas para o effeilo de obter do
Todo-Poderoso que lhe concedetse ao menos um her-
deiio. Em presenca desle sanio pertonagem, elle
faz voto de que se tivesse um filho toria a p a roma
ria de Agr ao tmulo de Kho adjah Moyin-ed-dio,
na cidade d'Adjmtr. Urna de suas begums ( prince-
zasdo IndosUo) achava-t mai adianlada em sua pro
nhez nesla poca, elle a envin para a casa do
sheikh, em Sikry onde ella pari um principe, tol-
lan Sellm, e no mesmo anno(1569) Akbar cumprio
a romaria annnnciada.
Elle visilou por maitas vezes o lmalo do pir
( guia etpiritnal, tanto ) Moyin-ed-din e outros lu-
geret santificados pela residencia ou morle de algum
entnenla ronfestor da f mussulmana. Parece mes-
mo que leve, vinle e um annos depois do cometo
do seu reinado, a intencao de fazer a romaria de
Meca ; porem j tua tolerancia manifesla por oulras
opiniet religiosas, e tua inclinacao para informar-
se das particularidades quecaracteritam as diversas
crticas adoptadas pela hnmanidade, linham pertur-
bado a susperstido mussulmana.
Vfnle annos passaram-se tem que Akbar julgasse a
proposito exprimir publicamente suat duvidas sobre a
legitimidde das crencas do islamismo. Seo lempo
tinha sido de lal torle absorvido neste intervallo, pe-
la guerra e pela polilica, que nao lhe foi possivel
oceupar-se do exame das quesles religiosas, etame
a que o levava entretanto a inclinacao nalural de
sea espirito. Elle se tinha mostrado ha mailo lem-
po tolerante por principio e por carcter, e quando
introduzio nos tratados que coneluio com muilos
radjas a clausula de que urna de toas filhas entrara
no harem imperial, deixou a eslas prneczas a liberT
dade de praliear at ceremonias de tul religlo. O
concurto esclarecido e enrgico que achou not seut
contelheiros predilectos, Sheikh-Abu'l-Ftzl e sen r-
mao mait velho, Sheikh-Feizy, horneas de grande
liberdade de senlimentos e de nma liberdade reco-
nhecida, nao conlribuio pouco para deslroir tua pri-
meira confianza na excellentiada doulrina do Alco-
ro, c fazer presentir as vantagens que poderiam
resudar, para a seguranca do seu imperio, de adop-
?5o de urna cren^a qae abracaste, conciliandn-ot, os
principaes dogmas do mahometismo e da revelara.)
de Brthma. Entretanto nem elle nem seus conse-
Iheiros podiam dissimular as dilliculdades que en-
i 'Mitrara a introdcelo de urna nova ordem de ideas
e de praticat religiosas.
Nao foi pois senao com extrema prudencia e evi-
tando ao antagonismo das diversas crencas asocca-
siOcs de manifestarem-ie sobre um terreno cm que a
violencia fantica devia necessariamonle dar lugar a
urna di-cussao racional, islo he, em presenta mesmo
do soberano, que Akba e seus amigos enme^aram
a laucar os fundamentos da reforma projeclada.
O imperador approveilou o primeiro pretexto fa-
voravel que se offereceu, para chamar a atiendo dot
personagens da sua corte sobre a insulTiciencia dat
prescripcOes do AleorAo. Islo leve lugar em 1575.
Urna controversia mui viva tinha-se travado entre o
doulores mussulmauos a respeilo da importante ques-
lo do matrimonio. Dnt tuttentavam que o texto
do AleorAo permittia a lodo o verdadeiro renle ter
al qualro mulheres legitimas, porem niio mais; ou-
tros suslentavam pelo contrario que o texto conce-
da que cada crete tivesse al nove mulheres legi-
timas, e uns assim como os oulros apoiavam a sua
convicrao sobre cilaQei liradas dos doulores mais dis-
iinclos. Oulro ponto, nao menos vivamente contro-
vertido, era o da legalidade do casamento tempora-
rio chamado mitlalt, e conscquentemanle da legiti-
midde dos filhos nascidos de semelhanle casa-
mento.
A respeilo desle poni como de muiUt outros ain-
da relativos ao casamento, as opiuiOes e autoridades
varavam de maneara mui sensivel para nao abalar a
f mais robusto na iufallibilidade da lei mussulmtua.
Akbar desde esta poca em dianle nao oceultou sua
opinlo, sobre a incerteza perigosa dot textos e das
doulrinas do Aleudo ; elle mulliplicou suas entre-
vistas e suat conferencias eom os lameos intlruidos
de todas as sei las o de todas as religioes; pareceu obe-
lecer alem r/isso, ou julgou ceder lalvez a urna ins-
pirado secreta, proclamando desde esse lempo a
missao qoe julgava-se chamado a eiecatar. Eis.
como Abu'l-Fazl explioa e justifica esta determi-
nado.
Qoando chega a hora em qne, para felicidade da
hnmanidade, a verdade deve ter manifestada, am
homem apparece de repente dolad deste taber so-
brenatural e revestido por Deot do manto imperial,
afim de qae tenha a auloridade para guiar os ootrot
no verdaeiro caminho. Tal heem nossos dias o im-
perador Akbar. Desde a hora do seu nascimeuto os
attrologot foram instruidos dot seus altos deslinos, e
communicaram em voz baita unt aos outros esla
grande c triumphante nolieia. Sua magestade julgou
por muilo lempo conveniente occulltr a todos os
olhos esla vocacao misteriosa, mas como evitar o
que o Senhor lodo poderoso tem resolvido em soa
sabedoria f Ainda menino, Akbar fozia involunta-
riamente cousas que sorprenda aquelles que es-
lavam presentes, e quando emftm ettes aclos mara-
vilhosns lomaram, mo grado sen, nm carcter de tal
sorte evidente, que os menos intelligenles toram to-
cados por elles, o reconheceu qae a vootade do To-
do Poderoso o tinha destinado para gaiar os homens
no caminho da salvacAo, e comern a ensinar cora
extrema satitfaco daqucllet que ettavam vidot de
sabor, etc. O Akbar-Naraeh nio diz nada oo quasi
nada a respeilo da rriigilo inlroduzida na India pe-
lo imperadorJAkbar, lendo Abu'l-Fazl deixado de
tratar etle assumplo no Ayiu-Akbary de urna manei-
ra geral reservando-se para f.tze-lo ( como el le mes-
mo disso ) em um escriplo especial que sua morte
prematura nao permit i que publicaste.
Nao temos a e nocoes mui incompletas ; porem o Dahistan e o
Muntaklabal Tawarikh de Sheikh-Ah.lul Radar Ba-
dauni, citadas por Kennedy em tua nnlicit sobre
as instituirnos religiosas de Akbar, permiltem-nos
formar um juizo bastante exacto sobre as convicc,oea
particulares que delerminaram Akbar a permanecer
not novos principios de crencas que proclamo, e
nas formas de adorad0 que poz em oso. Entre as
suppostas conferencias religiosas que not Iransmil-
lio o Dabittan, ha nma batanle extensa que leve
lugar enlre um philosopho, um brahmane, um mus-
sulmano, um idolatra, um Judeo c um chrislao, con-
ferencia na qual o mesmo Akbar he considerado
como tomando parle. O philosopho resume ahi a
discussao por urna exposicao geral da nova doulri-
na, e conclue com calis palavras: Assim, pira
lodo o sabio, deve ser evidente que o nico cami-
nho de salvado he aquello que nos foi tracado pelo
Ilustre Akbar; aquelle que quizer segoi-lo deve
abster-se de tudo o aclo de lascivia e de sensualida-
de, deve abster-se de destruir tudo o que lem vida,
de altenlar contra a ptopriedade de oulipui, deve
ahslcr-te do adulterio, da mentira, da,calumnia, da
violencia, da injustira e de procedimentos inslen-
le!. Os meios de obter a felicidade eterna sao cora-
prehendidos no exercicio dat virtudes teguinlet:
liheralidade, indulgencia e tolerancia, caslidade, de-
vorlc, tempornea, coragem, mancido, polidez,
*

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DIARIO DE PERMMBUCO. SEXTA FIRA 29 OE OEZtMBRO DI 1854
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firme rc-nlurao ile agradar a I)eos, antes que aos
homens, e emlim resignado a vontade do Crea-
dor.
Akh.ir nao admillia a authenlicidade das roissOes
divinas nem na pessoa de Um Dos encarnado, ncm
na da um bomem inspirado ; he pois provavel que
o autor do Dadista", concedendo a Akbar os nomes
de apostlo e de mensageiro ou enviado de Dos,
nflo quiz senaoconformur-se com a linguagem adop-
tada a respeito de Mahomel. He ao menos cerlo
que Akbar nao tomou nenhiim .lestes titulo ; po-
rem, como era necessario distinguir a f nova e eu
fundador por desiuiiiirr.es esperiaes, elle se fez cha-
mar Khali-Ullah ou vice-regente de Dos, e quiz
que a religiao que pretenda ensinar fosse designada
pelo epilhrlo i7aA< (divina), ou mais exactamente
de Dos. He de notar que, como prova deci-
siva ou crtlerium de sua crenra, Akbar allegava
que ella eslava cm ludo de acrordo com a razao.
Somonte pe razilo, poda e devia ser comprehen-
dida e firmada, pois era de sua essencia que fosse
propagada aomeule pela persuaslo e nSo pela forra.
Em 1578, querendo dar urna saneen brilhante s
reformas que meditava, Akbar fez publicar um
decreto revestido dos sellos dos prineipaes doutores
em Ideologa das personagens mais dislinctas pelo
seu saber, declarando que o interesse e prosperidade
da religiao eiigiam que o imperador fosse conside-
rad e reconhecido como o nico director supremo
da f.
Era imitar, sem o saber, porem por nobres mo-
tivos a conducta de Henrique VIII da Inglaterra.
Dcsla poca em dianle, a famosa formula do tai-
ma : So Dos he Dos, e Mahomel lie o seu pro-
pheta, o fui substituida pela formula seguinle : So
Dos he Dos, e Akbar lie seu khalif. Era inlrc-
duzir o desmo puro e negar nao s a missao divi-
na do Mahomel, porem toda a interposicao, toda a
mediagao a titulo de proj.hccia ou de apostolado
eutre o homem e Dos. Anta, nos vinte e sele
annus que se passaram entre o famoso decreto de
1578 e a morle de Akbar, a abolido gradual de to-
das as insliluicOes particulares ao mahometismo oc-
cupou quasi eiclusivamenle o imperador. Dalii a
adupea de urna era nova que comecava do momen-
to em que Akbar fui elevado ao Ihrono do Indostao,
e as numerosas modificac,oes inlrodozidas na lei
mussulmana, al ent.io a nica applicavel s fami-
lias dessa creda. He nolavel que Akbar nao fi-
zesse alterarlo alguma no culto hind, apezar de
sua aversao a todas as pralicas da idolalria. A an-
liguidade dessas pralicas e de sua nllianra intima
e constante com a vida publica e privada dos Hin-
dus nao .permiltia, com efleilo, que um soberano
humano e bom poltico como o ora Akbar, corresse
o risco de perder a confianza e afeicAo da maior
parle de seus subditos, procurando atacar suas tren-
tas pelo lado mais inexpugnavcl, o dos hbitos in-
veterados. A perfeicflo da religiao nova nao con-
sislia alem disso, segundo*Jkbar, em certas formu-
las de supplieas e em as ceremonias, porem na
pureza de urna vida sem mancha, na pratica cons-
tante do bem, na ube.rdinae.ao das inclinares mun-
danas ao amor da humanidade, c principalmente no
habito de referir a Dos cada pensamento, cada
determinaban, cada aclo de vida.
Nao nos faltam descripces sobre a forma difini-
livr*dada por Akbar ao culto ilahi. Urna religiao
13o espiritual e 13o abstracta nao admittia prova-
velmente, as convirrOei dcslc grande homem, for-
mas litrgicas ou demonstrares exteriores compli-
cadas. Tambem Akbar foi o nico pontfice e o
iinieo ministro do novo cullu, c csse culto nao leve
templos.
Os estorbos de Akbar e dos seus amigos lenderam
constantemente a desacreditar o prophefa arabo c
suas doulrinas, assim como as pralicas do Islamismo ;
mas a ohrigacao por elles proclamada de nao servir
cansa de sua grande reforma sanio pela persuasa,
oppunha-se a que violentase alertamente os mus-
sulmanos no ejercicio de sua religiao e a que imilas-
se os sectarios do Alora ou dos Vedas lenvanlando
altar cnnlra altar e confiando a ministros particula-
res o ensino e a propagarlo da f nova. Comprob -
dend todava que po lia ser iudispensavel ao fin a
que se propunha popularisar suadoulrina pela adop-
co de algumas ceremonias que se dirigam a objec-
los exteriores ligados da urna maneira evidente e
intima a adoracSo do Creador, recorreu a certas pra-
licas da astrolalria que lhe pareciam. conciliar o que
Ihe dictava sua consciencia com a necessidade de
preslar-se nos limites razoaveis as fraqoezas e ss
(endencias materiaes da mullidAo. Os sabios podiam
ter opinies dilterenles a respeito da existencia dos
espiritos, da unidade divina, do ser existente por si
raesmo, algumas aeitas poiliam admillir a legitimi-
dad dcslas nocOes, outras podiam nega-las ; porm,
nao havia negado possivel a respeito da existencia
do fogo, do esplendor e da henificencia do .sol. Ra-
ciocinando segundo estas premissas, Abu'1-Fazl ex-
prime nos termos segu ntes a importancia do grande
ciemplo, que Akbar qaiz dar cada dia a seus sub-
ditos : ,
a O imperador nao perroltllr jmais que se ridi-
cularise as opiuioes de nenhuma cita ou religiao ;
elle n3o cuida sena em fazer bom emprego do seu
lempo e em nao desprezar nenhum dos seus deveres
religiosos, de sorte que, grecas pureza de suas in-
lenees, cada accAo da sua vida pode ser considerada
como urna liomeuageni Divindade. Chelo de reco-
nhecimenlo para a Providencia, elle pede-lhe sem
cessar, que o guie no exame de sua propria condue-
la ; porem, implora particularmente esle favor em
certas horas do dia. Assim, ao nasccr do din, no mo-
mento cm que o sol aprsenla os seus primeiros
raios, ao mel dia quando esse astro do universo
resplandece com lodo oseu brillio, e i noile quando
occulla-se s vistas dos habitantes de nosso globo, a
meia-noitc emfim quando vai comerar a sua .marcha
ascendenteesles grandes mv-terios sio celebrados
em honra do Todo-Poderoso, e sao para lamentar as
inteligencias obscurecidas pela ignorancia ao ponto
de nao comprehenderem a sua significac3o. Jaique
he um dever indispeusavel para lodos proporcionar
o reeonhecimento ao beneficio, quein negar que
devemos homenagens sem lim a este distribuidor de
bons ci no mondo, a esta fonle eterna de luz 1 E
sAo principalmente os principes da Ierra, qae deven)
inclinar-se dianle desle soberano dos cos, symbolo
da divina influencia que os protege 1 Sua mageslade
professa urna grande venerarlo pelo fogo em gara I,
e pela luz artificial, que se deve considerar como
urna emanara da luz natural, o
De conformidade com esles principios, Akbar pros-
Irava-se dianle do sol ou dianle de urna imagem de-
le asir, e recommendava aseos discpulos a prati-
ca constante clesla adorara mysleriosa..
A formula da iniciarn no culto ilahi foi-nos ron-
servada no Ayin-Akbary, e nao deixani de ter inlc-
i resse a reprodcelo dos termos com que Abo'l-Fazl
exprime-se a esle respeilo:
a O imperador, %m sus sabedora, presta-se diffl-
rilmenle ao desejo daquelles que procuran) os bene-
ficios da iniciarlo.Como poderei eu ensinar, diz
sua magestade,quando eu mesmo simo a necessidade
de ser instruido ?Entrelanto, se o peticionario da
signaes evidentes le sinceridade, e se insiste com
importunidade, lie admilldo um domingo no mo-
mento em que o sol vai passar pelo meridiano. O
candidato proslra-se diante do imperador, tendo a
cabera descoberla e o (urbana as palmas das
maos; pronuncia entao a formula seguinle : Eu des-
prezo a presumpcAo e o egosmo, cansa de lanos
males, e venho aqu humildemente fazer voto de
consagrar o resto da miulia vida nesle mundo a me-
recer a immortalidade. Soa mageslade eslende en.
tao a mi para o candidato, ajuda-o a levantar-se,
lorna a prjr-lhe o tubanle sobro a rabera, e diz :
< Minhas supplieas Ao dirigidas ao e0 era V09SO
favor, afim de que vossas aspiracOei sejam onvidns,
c oblenhais a vida real depois da vida apparenlc
V
deste mundo. Elled-lheao depois o fias/ sobre
o qual est gravado a dos grande nomo de Dos
o ai palavras Allah-Akbar, de sorte que elle possa
comprehender o sentido do verso seguinle :
Overdadeiro shasl e os olhos puro* nao deiiam
de iltiimir ao lim. o
O iniciado recebia depois algumas inslruccdes 0n
rdens especian, que sao mencionadas no Ayen-Ak-
bary. .
A todas estas ordens positivas, Akbar fazia una
reeommendaeAoetpressa, a lodosos verdadeiros dis-
cpulos para que trouiesscm as barqas cortadas. Nao
poderiamo encontrar outra explicarlo para esla es-
Iranha ratpugnangja de Akbar senAo no desejo pai-
xonado, que liafia de contrariar todos os preceilos
do Aleorao.
Parece mesmo, segundo o leslemunlio dos jesutas
e do outras pessoas, que a anlipalhia da Akbar pa-
ra cura todo* o* sigua! exteriores e praticus da reli-
siao mussulmnna, o levou a animar seus subditos
mussulqianos a nao frequeutar mais as mosquitas, c
elle uAn exilou em profanar muilos (lestes lem-
plos do islamismo convertendo-os em cavallaricas,
cm armazens, e fez abaler os minaretos, etc. Entre-
tranto tstas demonslrarcs intolerantes e apaixona-
das parecem-nos de tal sorle opposlas ao carcater
de Akbar, que duvidamos da exaclidao deslas as-
serc,oes.
J tivemosoccasiao de nolar que Akbar respeilou
singularmente os hbitos religiosos e os prejuizos
dos Hindiis. O principe Slim (depois Djahan-GuirJ
lendo perguntado a seu pai qual era o molivo deste
procedimento para com os idolatras, Akbar lhe res-
pondeu : ti Meu charo lilho, sou um poderoso mo-
narclia, a sombra de Dos sobre a Ierra. Vejo que o
Todo Po loros concede os beneficios de sua graciosa
providencia a todas as criaturas sem distineco, eu
rumprina mal os deveres da posico em que me
acho, se por acaso desviasse mnha compaixao ou
ininlia indulgencia de algn- daquelles que sao con-
fiados ao meu encargo. Eslou cm paz com a grande
familia humana, com lodas as crealuras de Dos :
porque, pos, lornar-me-liei a causa, por qualquer
molivo que seja, de oOensas ou aggressoes contra al-
guma pessoa? Alem disso os cinco sextos da huma-
nidade n,1o compoem-se de Hinds ou de outros
inlieis? ese eu enlregasse-me aos senlimentos que
indica a qneslao que me propes, que oulra alterna-
tiva me restara seuao exlermina-lns a lodos ? Jul-
uei, pos, que o parlido mais sabio a tomar era
deixa-los tranquillos.Nao convm alm disso es-
quecer que a elasse de que fallamos, assim
como os outros habitantes d'Agra, oceupa-sc util-
mente, quer com o estudo das scicncias, quer
com a pralira o aperfeicoameulo das arles uleis i
humanidade. Um uramtc numero < Ulndus (em
chegado as mais altas.distincr.des no estado, c en-
ronlram-se, a fallar a rerdade, nesta capital ho-
mens de lodas ai rajas e de todas as religioes que
exislem sobre a superficie do globo, s quaes devo
igual prolecca. Podemos comparar esla admira-
vel resposla, que nos foi transmittida por Djahan-
tiuir as suas Memorias, com a caria ao rci de Por-
tugal,queja reproduzimos e nos conveceremos de
que o espirito de tolerancia que distingui la emi-
nentemente Akbar unia-se nelle ao sentimenlo mais
claro e mais elevado de seus deveres como sobera-
no. Se elle fez inlervir sua auloridade para modifi-
car algumas das instituices dos Hiudus, ou para
mclbor dizer, de seus coslumes supersticiosos, islo
fui exclusivamente no interesse da humanidade. Koj
assim quo elle nao qoiz sofircr que urna viuva fos-
se queimada, contra a sua vontade, com o corpo do
marido, que permillio as viuvas tornaren) a casar,
que prohibi Que m rerorresse aos juizoi de Dos,
que as moras so r.sa.-L'in antes da idade da puber-
dade, que se malassem os animaes para os sacrifi-
cios, etc. Ao mesmo lempo deixou de desacreditar,
como fez com o mahometismo, as doutrinas funda-
menlaes da religno dos Vedas e as prineipaes cere-
monias ou coslumes innocentes ligados, 'no syslema
hind, ao i umprimento dos deveres domsticos. In-
dependenlemenle dos motivos polticos, que o de-
terminaram a moslrar-se assim tolerante para com
os Huidos, he de presumir que fo-se tocado pela vi-
lalidade librenle a essa grande organisarAo social,
cujas profundas raizes entranbavam-se pela anligui-
dade mais remla. A este respeilo nao podemos dei-
x ir de nolar o pheiiomcno particular que aprsen-
la a sociedade hindii, observada no ponto de vista de
aas Brencas c de seus hbil, religiosos. Das prin-
eipaes relUioes que floresciam outr'ora na Asia oc-
cidental, cinco desappareceram, deixnram de ser
dominantes, ou emlim nao eoslem mais sena no
oslado espordico : sano saheismo, o cullo hebraico,
o paganismo propriamenle dito, o cullo de Zardhnst
i /.oroaslro) e ochrislianismo. Esles diferentes sis-
temas de rrenras religiosas foram subsliluidos, como
nm meio de gocerno, por urna religiao comparativa-
mente nova: das costas do Mediterraeeo at s
margens do Sirr ( o .laxarles dos anligos ), a nica
fu uaciiiual remolienda lio a do Mahomel. Ora, ne-
nhum dos paizes compreheadidos nesle immenso es-
pado repellio enrgicamente as primeiras iuvases
dos mussulmanos e suas tentativas de proselylismo.
O Indostao s, invadido por clles, tambem soube
conserva! sua anliga religiao. Selccentos annos de
guerras ou de perseguic&es ou de tentativas de con-
versos pelo altrativo das honras e das riquezas,
nao poderam abalar a rrenr hind, desde a priraei-
ra invasao mahometana por Mahmud, em 1001 al
a ultima por Ahmad-Shah em 1761. Um senil de
cnsaios teulados pelo dominio chrislao com as ma-
ravillas de sua fr.;a material, as sedueres de seu
commercio, de seu luto, de suas arles, de suas
scicncias, de suas pregact)es pacientes, nAo fizeram
a este respeilo a menor imprssso. Akbar recusan-
do imitar seus predecessores em sua intolerancia
sanguinaria, mostrou pois sua superioridad sobre o
espirito da seu secuto e deu a seu neto, Aurang-
zebe, umexemplo de que ate mussnlmano fanti-
co nao soube nproveitar-se o que produzio a queda
do imperio moghol.
Este grande faci politioo e religioso bastou para
demonstrar quanlo sao falsas as ideias, por lano
lempo acreditadas na Europa, da fraqueza constitu-
cional das raQas hindus. Aopiniao formadasobreain-
lerioridadc inlclleclual cale gradacAo moral dos Hin-
dus nao repouza sobre melhores fundamentos. O les-
lemunho dos homens mais eminentes e mais dignos
de confianza pola sua experiencia e liberdade de su-
is ideias, Warren Hasliugs, sir John Malcolm, etc.
nao delta duvida algnma a esle respeilo. Em 1815
principalmente, sir John Malcolm, que depois foi
commandanle em chefe na ludia e governador de
Bumbaym, assim exprimia-se oa cmara dos com-
inuus :
Desde o momento em que um homem entra no
Biliar ou noanlesdistrictodoBanarcs.assimcomnnos
territores do Nwb d'Aude, no Dub e em lodos os
paizes suhmellido* ao poder da companhia d'esla cos-
a, enconlra nos Hindus nma rara de homens nao
menos distinctos, geralmente fallando, pela sua csla-
lura, a qual be anles superior que inferior dos eu-
ropeos, e pelo vigor de ana constituir (desenvolvi-
da em quasi lodos pelo habito dos exercicios gym-
naslicos ) como pelas mais nobres qualidades d'alma.
Vallo mais particularmente do R Ijpnts, que fur-
mam urna porcao consideravel da populara}. Elles
sao valenles, generosos e humanos e nao se lornao
menos notaveis pela sua veracidade do que pela sua
coragem. O exercilo de Bengala compe-se em
grande parle, deslcs homens, o he um fado digno de
obsenraeflo, que poncas vezes he necessario recorrer
nesse corpo a puniees corporaes: a menor reprehon-
sao produz lano clTeilo sobre elles quanlo as penas
mais severas sobre as tropa das oulras nan.es. d
A elasse militar pode, na verdade, ser considera-
da na India como a flor da populscAo, porem he de
nolar qne o lodo da populaeao hindu tem sido jul-
gado lano mais favoravelmcnle quanlo o juizo feito
sobre ella lem sido o frucln de urna mais -longa
experiencia,
O coronel Munro tambem exprimi na cmara
dos communs a alta opiniao que liulia formado da
moralidade dos Hindus de ambos os sexos e da civi-
lisara hind em geral. Suas conclusoes sAo dignas
de urna atleucAo particular, s Os Hindus, diz elle,
n3o sao inferiores s nacAcs da Europa, e se a civi-
lisarfo podesse tornar-se um arligo de commercio
entre os dous paizes, eslou convencido de que a ba-
lanza das importadnos seria a favor do Indostao !!
Pondo de parte urna certa exagerarlo liberal que
com dircilo poderianos censurar uas infurmac,es
que temos invocado, nao poderemos deixar de re-
conbecer que lodos os leslemunlios, emanados como
o sflo de homens eminenles pela sua inlclligencia.
inslrurrAn e parte que tomaram no governo do paiz,
decidem peremploriamenle a questao da pretendida
inferioridade das ragas hindus. One estas raras le-
nbam degenerado em curios lugares jla India, que as
rlassefl privilegiadas tenham. ja ha muito lempo, ces-
sado de manter a pureza relativa de seu sangue e de
suas insttuir,es, e que a ii\ili-arao hindu em geral
purera anles relrogadar do que permanecer eslar.io-
naria desde o lempo de Akbar,ludo islo podo ser
mais ou menossusccplivel de demonstrara, porem
os argumentos que se poderiam lirar d'esles fados
para sustentar a (bese exlranha da inferioridade a
priori nao nos parecem mais concludenles do que
os argumentos que se prelendesse fundar sobre Tac-
tos anlogos no que diz respeito a cerlos povns do
Occidente, la dilterenles por si mesmos em diver-
sas pocas de sua historia.
O que he cerlo, he que no Indostao a carta sacer-
dotal e a caria guerreira ligam-se por suas Iradiccoes,
crenras e hbitos especiaos, i grandes ramificac,es
do Caucase. As secretas sympalhias de urna origeni
commum deviam revelar promplamenle a urna alia
~
inteligencia, como a de Akbar, o forle e o fraco
dos povos sobre que aspiran dominar. Tambem
vemos esle principe, educado na religiao mussulma-
na, cercado exclusivamente de mussulmanos em sua
chegada ao Indostao, firmado sobre seu thronn pelo
enrgico BehrmKhan e pelos seus irmAos ,1'armas
e de crenra, procurar logo a alliaora das grandes
familias hindus,chamar os rhcfeshindus para os seus
conselhos c para o commando das suas tropas, e for-
mar dos intrpidos Kadjpulsa flor da sua cavallaria.
Anda ma, recoohecendo que o respeilo s mnlbc-
res a fidelidade vigilante, a dedicara mais heroica,
c o fanatismo da honra eram os alribulos dislincti-
vos dcsla raja, confiou aos K idjpuls a guarda do re-
cnlo interior do haram : os omrahs de serviro os
adhins ( humeas d'armas)e outros corpos da guarda
imperial acampavam-se fura das porta. So admi-
rara a bravura cavalleiresca e a inlelligenca mili-
lar entre os Radjpuls, sabia apreciar a aptidilo m-
ravilhosa de oulras classes da grande familia brali-
manira as minuciosidades da adminislracco inle-
riore as combinarOesfiscaes.bcm como sua inlelli-
genca dos processos de agricultura e do industria.
Cum os pandits. por mais destituidos que fossem da
erudiccao primitiva de sua carta, elle procuravaen-
Ireler se a respeilo da scienca e da philoaophia dos
seus antepassados.
Collocava um MaunSingu, nm Tadar Mal, no-
bres hindus, na frente dos seus exercilos mahometa-
nos ou da sua grande reforma administrativa, e en-
carregava graves mullahs. mnssnlmanos santificados
pela romaria de Meca, um sheikh Feizy, um AbiVl
Fazl, um liadjy Hibrahim, ele. de Iraduzr nalingua
persa os livros sagrados da India gangelica.
Assim Hindus e mussulmanos foram chamados a
juda-lo nos seus esforcos para creara nnidade go-
veo.uonl.1. A..lm o.tc ,rnnH. homem encontrn
elementos de orgamsanio.de forra ede prosresse nes-
sa dversidade de raras, de hbitos e de crticas que
pareciam nao poder constituir sendo elementos de
duscordia, de desorden) ede ruina. ElleJIeria que-
rido cimentar a uniao politra c social que linha
chegado a eslabelecer enlre os seus subditos emigra-
dos e indgenas como socorro de urna transare lo reli-
giosa, c vimoi que foi esle o fim da reforma que in-
Iroduzio ao principio as classes superiores da socie-
dade com a esperanea de que ella se infiltrara pou
en a pouco as massas : falla de um corceo leruo e
de um alio pensamenlo !
Foi no mesmo momento em que elle dava a esle
desmo puro, temperado peloisabeismo. um caracler
oflicial, qqe os clares do chrislianismo appareceram
pela prmeira vez sua vasta intelligencia, e fizeram
nascer nelle a esperanza de rb-gar pelas revelaroes
do cvangelbo descoberla das verdades absolutas,
que podem somenle guiar os individuos e os povos
no conliecimenlo c no rumprimenlo de seus deveres.
He d'esla poca, em urna palavra, quo dalams uas
rdares com os jesutas.
(Conlinuar-tc-ha.)
Barca ingleza A'orcal, rinda de Terra Nova, con-
signada a Jolin-ton l'aler e\ (',., manifestou o se-
guinle :
2,J60 barricas bacalh-n ; aos mesmos cr/nsignala-
rs.
Hiale A'oro Olinda. vindoda Babia, consignado a
Tasso-A; Irmaos, nianif.'itou o seguinle :
i caixa diversas mercaduras, 1 dita vidros de nia-
ra-, i ; Feidel Pinto Aj C
5 duzUs e '2 toros de Jacaranda, 21 saceos caf, .")
pipasazeile de peixe ; a ordem.
Escuna prussiana Ilannel Kingtford, vnda de
Antuerpia, consignada a C. J. Astley A; C, manifes-
lou o seguinle:
40Caltas papel, 1 dita amostras, 1-2 caitas pedrs
marmore, 160caitas vtdro, I dita ferragens ;a N
O. Bicber.
1 caixa fazendas, 1 cmbrnlh amostras, 100 raixas
velas, 362 ditas vidros, 123 barril pregos, 55 raixas
armas de fogo, 100 raixas qncijos, 18 ditas obras de
vidro, lO calase 17 barris linlas, 2i raixas podra
marmore, 100 barris cemento; a C. J. Alley &
Companhia.
2 caitas livros, 2 de fogo, ."iO gigos vidro ; a ordem.
290 caitas vidros, 2 fardos panno ; a J. Keller &
Companhia.
H't barris pregos; a Rolh Bidoular.
3 caitas ferragons, 10 dilas anuas. 1 dila esporas;
a B. A. Brendis.
fardos fazenda ; a Timra Mouscn & Vinassa.
CONSULADO UEKAL.
Reudimento do dia I a 27.....40:6793031
dem do dia 28........l:.Y72243
47::;ii527S
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 27 4:806S6.'il
dem do dia 28........ :!tili;3iil
yabiedahe.
5:17.Vj9.")2
Exportacao .
Marselha, brigne francez Jaci/xiet Anlnnin. de
18i toneladas, couduzio o seguinle : 3.o.V> volu-
mes II.. le arrul.a. agurdenle.
Buenos-Ayres por Montevideo, brigue dinamnr-
quez If'on Broch, de2l8 toneladas, couduzio o se-
guinle:1.335 barricas, 110 barriquinlias e 50 sac-
eos com 3,888 arrobas e 37 libras de assucar.
Grao Para, hiale nacional l.igeim, de 78 tonela-
das, couduzio o rguinle '. 8 caitas diversas miu-
dezas, 9 dilas fazendas. 1 dila chapeos de paltia e
tranca de laa, 70 saccas caf pilado, 430 barriqui-
nlias, 40 barricas e 40 accos rom 2,400 arrobas e 26
libras de acucar. 4 latas oleo de ricino, 1 pacole ipe-
cacuanha, 50 garrafes e 10 barris espirilo, 1 caixa
latas com oleo de mamona, 1O0 pedias do amolar,
1,270 caixinhas, 2 caitas e7 fardos com 187,900
charuto', 1 caixa barrilinhos com doce.
KECEREDOKIA DEtE.NDAS INTERNAS liE-
RAES DE l'KRNAMBUCO.
Rendimento'do dia 1 a 27.....19:822^)41
dem do dia 28.........1:1730882
20:9961523
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia I a 27.....60:978^107
dem do da 28........ I:767f200
82r745j807
DA INTRODliCCAO- DO ARROZ NO PAO'.
Una.] o pao torna-s caro, surgeni sempre muilas
proposicoes, lendo por objocto diminuir o proco do
mesmo pela mistura de materias nutritivas mais ba-
ratas que a familia de trigo.
Ao mesmo lempo levaula-se tambem a queslAo de
saber seuao seria raelhor deixa-lo tal qual he, dimi-
nuir a raejo diaria e supprir a insulllcicncia que re-
sulla disso pelo emprego directo das substancias ali-
mentarias que se nropoe ajuntar massa.
Minh.i inlene.ln nAo hediscolir a fonda essas dif-
ferenta proposiciie, as quaes bem entendido podem
ser atacadas e defendidas com mais ou menos suc-
cesso. Quero smenle etpor alguns fados que rc-
sullam de experiencias fetas por pessoas de minlia
familia, que nAo lem nenhuma pretenra idea pri-
mejra, nem primeira applicacAo do proce-so de
que se Iraia, mas que (endo-o posto por obra ha
muilos mezes, lem a Iquerido urna certa esperiencia.
Iiis portantn o que escreve-me Mr. Prospero Milel
dos arrabaldes de Tours :
Envio-Ie duas amostras do nosso pao : o pri-
meiro he feil com familia de Iriso e cevada, partes
iguaes, e um quiulo de arroz : be o nosso pao asmo;
O segundo be feilo com brinda ile trigo pura e
tambem um quinto de arroz: he o pao do caslello.
o Desde o meado de dezembro que fabricamos
lodos os das esse pao asmo, o qual cedemos por phi-
laolropta aos necessilados do nosso municipio e dos
vi/.inhos.
a Esse pAo sabe de 30 a 32 cntimos o kilogram-
ma, >cii.lem-noa: a compra do trigo, da cevada e do arroz foi foila no
momento da maior carestia. Depois os trigos des-
ceran) a 14 francos por hectolitro meio. O araoz
que temos comprado de 45 francos a 50 francos e 50
cntimos por 109 kilogrammas, nao val hoje (20 de
marco) senao 35 francos e 60 cntimos.
En como empregamo! o arroz : Cometamos por
lava-lo bem, pirquanlo o arroz de Bengala e de Ho-
nnghy que empregamoa, conlcm muita Ierra. Para
cada kilogramma de arroz lomamos 10 litros d'ngua
e fazemo-los cozer duranfe duas horas ou duas horas
e mein, pouco mais ou menos, a fogo lento, al
que o arroz, lendo absorvido toda agua, forma urna
massa bem espessa. Deitamos esfriar al tempe-
ratura necessaria para a amasadura; demasiado ca-
lor impedira o pao de leve lar como conveuj ; de-
pois amassamos atroz e farinha sem nenhuma nova
adijAo d'agua empregando o fermento cmodo or-
dinario.
Resla agora a quesiao das vanlagcns que o emore-
go do arroz no pao pode apresenlar. Temos feilo
muita experiencias a este respeito e sempre temos
adiado um rendimento mais considravel.
Sei que em Nantes o consellio municipal mandou
tambem fazer oxperiencias e contra o que adiamos
aqui, os resultados foram negativos, islo lie, que nao
ha vanlagem em empregar o arroz no pao. Mr.
rrcdeiico de Coninck, o qual importa arroz da In-
dia e de Pegu, sabendo dos ensaios feilos em Nantes
e dos quo lizemos aqui, pedime urna nota que foi
publicada no Jornal do Havre e servio de resposta
publicacao feila pelo conselho municipal de Nantes.
Sci muito bem que se coosiderarmos o arroz de-
baixo da reac;Ao etelusiva de suas qualidades ali-
mentarias, nao poderemos compara-lo ao trigo, pois
que nao conlein no mesmo grao a malcra glutinosa
azotada que esse ultimo contm; mas prece-me
que a q.ie-i.o nao he smenle esta. Em lempos de
caresta nao importa muito aos pobres ser um pouco
mais ou um pouco menos bem nutridos, porem so-
lo suflicientemenle pelo menor prcr possivel. He
nisso que consiste a grande vanlagem do arroz.
O arroz nao d nenhum gosio particular ao pAo,
como a maior parle das substancias que se tem pro-
posloajuntar-lhe. As pessoas que nos n-ilam nao
perceberiatn nunca que lia arroz em nosso pao, se
disso nao fossem advertidas.
A gente do campo be extremamente inlercsseira,
por isso desde que ensillamos a arta do fazer o pAo
com a addira de arroz, nao podemos salisfazer a
procura desse grao. Urna pessoa em cuja casa es-
labeleceraos um deposito, vende de 100 a 150 kilo-
grammas por dia. He isso para os habitantes do
paiz um habito novo. A maior parle delles nAoco-
nheciam o arroz seno pelo seu emtu-ejzo etn tisana
c nunca o tiuham comido.
DirAo que he um erro que elles commetlcm e que
entupem o estomago em vez de nalrrelTVse; dirAo
que nao ha uisso nenhuma vanlagem. Crcio que a
experiencia ja responden a eslas questOes em favor
do arroz. Prevendo que lalvez o povo preferisse
empregar o arroz directamente em sopas, canja, etc.,
ele, mandamos buscar urna porcao de assucar bruto
para facilitar esse emprego ; mas o assucar nAo leve
extraerlo, c todo o arroz he consumido de mistura
com as farinlias do paiz. A experiencia parece-nos
decisiva. (Jonraul a"Agricullure Pralique.)
MOVIREENTO DO PORTO.
Hatio* entrado* no dia 28.
Camaragibc5 dias. hiato brasileir A'oro De*lno,
de 21 tone a las, meslre Eslevao Ribciro, cquipa-
gem 3, carga arroz Batanear : a Jos Mattoel Mar-
tins. Passagciro, Joaquim Francisco.
Babia12 dias, hiato brasileiro Olinda. de 85 tone-
ladas, nirsiro Custodio Jos Viaiina,' equipagem
8, carga Jacaranda n mais gneros ; a Tasso Ir-
mao. Passageiro, Marcolino Socrales de Moura
Poges.
dem12 dias, sumaca brnsileira llorleneia, de 94
toneladas, capitn SebastiAo Lopes da Costa, equi-
pasen) 9, carga varios gneros ; a Domingos Al-
ves Malheus.
Rio de Janeiro17 dias, brigue hespanbol Jovem
Eduardo, de 340 toneladas, r.ipilAo Jos Sensat,
equipagem 12, cm lastro ; a Amorim IrmAos.
Savio sahido no me*mo dia.
LiverpoolBarca ingleza Anne Baldun, com a
mrsm.i carga que Irouxe. Suspendeu .lo lameirao.
COMMERCIO.
EDITAE8.
PRACA DO RECIFE28 DE DEZEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
t'.olae."! s olliciae-.
Descont por 1 me/.1(1 % ao anno.
Al.FANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 27 .
dem do dia 28 .
2li:'.576lfi
5:9365616
220:39ij)262
Deiearregam hoje 29 de dezembro.
Barca inglezaHindooferro.
Barca inglezanorialbacalhio.
Barca inglezaRosamondmercadorias.
Brigue inglezEnlhuiiaslferro.
Patacho americanoII. F. Ryder farinha e mer-
cadorias.
Brisue portuguez Bom Successodiversos g-
neros.
Brigue porluguez Laia //ceblas, batatas e azei-
tonas.
Sumaca brasileirallorleneiafumo c charutos.
Importacao'.
Sumaca nacional lortenr.ia, viuda da Babia, con-
signada a Domingos Alves Malheus, manifeston o se-
guinle :
3 volumes davinas, 3,844 caitinha-, 5 fardos laba-
co, 8 duzias cossueiras de [jacarando, t barricas ra-
padura, 186 sacras caf, 2 caixOcs cha, 65 fardos
fumo, 20 dilos fio de algudao, 41 ditos algodAo ; n
ordem.
1 caixao chapeos c bonetes de palba de pind ; a
Jos M. de Freilas.
2 caixoes camisas fraucezas ; a A. L. da Oliveira
Azevedo.
1 Caixao miudezas ; a Antonio Lopes Pereira de
Mello & C.
6 vergalhcs ferro, 1 embrulbo rame ; a Francis-
co Ignacio Tinoco.
8 caixes rap ; a Domingos Alves Ma-
lheus.
7caixSes charutos, 8 saccas cola e >4' pipa azeilo do
palma ; a Anin i de Almeida Humes & l aun pi-
nina.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, manda fazer publico para couberimeiilo dus
coutribuinles abaixo declarados, do imposto da de-
cima urbana da frczueziadeSaul'Antouiopertenccn-
te aos exercicios de 1833 a 1852, queleudo-se con-
cluido a liquidara da divida activa deste imposto,
devem comparecer u# mencionada Ihesouraria den-
tro de 30 dias, contados do dia da pnbliracAo do
presente edilal, para se Ibes dar a nota .lo sen debi-
to, aliui ile que pasuem na mesa do cnnsulado pro-
vincial, iicando na in.telligencia d> que, lindo o di-
to prazo, scrAocxecutados.
E para constar se mandou afiliar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 27 de dezembro de I85L O secretario, Anto-
t'erreira da AmiunciaeSo.
RELACAO dos devcilores da dcima dos predios
urbanos do bairro de Sanl'Anlonio, desde o anno
fiianceiro de 1833 a 183 at o de 1851 a 1852.
Adminislracao do patrimonio dos orpbAos525$58l,
Anna Perpetua Ferreira Veras 49SI88, Antonio
Jos de Souza Tcixeira 1379206. Antonio Alves de
Souza Araujo 95$666, Antonio Pinto de Barros......
69S216, Antonio do Reg Barros 199834, Antonio
Joaquim de Sanl'Anna 499598, Antonio Hiplito
Vercoza 138JJ493, Antonioda CoslaMonleiro 87S526,
Antonio Valentim da Silva Barroca 17758, Ange-
la das Virgen do Sacramenlo 338596. Antonia Ma-
ra da Penha 40906, Antonia Maia Corles 119124.
Anlonia Nobrc de Almeida 139348, Antonio Jos
Dias 209023, Anna Joaquina Pereira 459104. Anto-
nio Manoel de Campos 159848. Anlonio Cordeiro
da Cunha 219127, Anna Loita Freir 729305. Ar-
chanja Mara de S. Miguel 35)457, Anna Joaquina
da Santa Cruz 319702, Antonio Jos de Magalbes
Bastos 409604, viuva e derdeiros de Agoslinho
Heuriques da Silva 280800. Anlonio Joaquim Fer-
reira de Souza 149987, derdeiros de Antonio Jos
Muniz 5059315, Anlonio Luiz de Freilas 429200,
Anlonio Jos de Oliveira 169509, derdeiros de An-
na Jo iqiiiua da Couccic.ao 3879234, Antonio Joa-
quim de Souza Riheiro 99410. Anlonio Lino da
Silva 389377, Anlonio Gonealves de Azevedo49838,
Anlonio da Silva Ferreira 149112, Herdeirosde An-
lonio Francisco Marques 89899, Anua Mara da
Coueeie'o 99676, Anna Maria de Souza 49328, Iler-
deiros de Antonio Miguel 289100, adminislracao
dos esta helor intentos de caridade 339868, herdeiros
de Amaro Francisco de Moura 19814. Antonio Jos
Rodrigues da Silva 4-J233, herdeirosde Auna Joa-
quina de Jess 1339522, Anlonio Maria Peixoto
29419, Anna Man dos Prazeres 29419. Antonio
Manoel de Souza 389188, Anna Rita do Sacramen-
to 129609. Antonio de Barros Reg 189863, Anlonio
Ferreira da Costa Braga 239166, Auna dos Passos
419948, Antonio Ferreira Luna 279350, Andre Apo-
linario 179185. Anlonio Aunes 179798, Auna l.ui/.a
da Fonseca 119902o, Albino Jos Ferreira da Cu-
nda 259329, A u Ion i 1 da Penda 29781. viuva c her-
deiros de Antonio Ail".o. Ferreira 179344, herdei-
ros de Anlonio Flcalo de Souza 29781, Anlonio Lu-
iz" Pereira Bastos 39628, Antonia Maria de Jess
Mello 79257, Amaro Gomes dus Sanios 19209, Pa-
dre Antonio Gonralvet Ferreira 19935, padre An-
lonio Jos Coeldo 189144, Alexandre Jos Dentellas
39024, Anlonio Broxado So.res GuimarSes 219772,
Anlonio Joaquim Alves dos Sanios 29119, derdei-
ros de Antonio Rodrigues Lima 199437, Anlonio
Piulo de Moraes 49838, Aga-linh Jos Ribeiro
H9I55, Anlonio Gonealves Ferreira 33970, Anlo-
nio Ferreira Braga 49233. Antonio Francisco de
Azevedo Campos 39628. Alexandre Jos Gomes
279986. Antonio Luiz Gonealves Ferreira 698O,
Antonio Francisco de .Sanl'Anna 35628, Andr Al-
ves da Fonseca 189354, padre Antonio Pedro de
Souza 169372, Auli.- Gonealves to Cabo 533395,
Auna Joaquina da Silva Freir oi i'J. derdeiros de
Anlonio Aunes Jacome Pires 2309994, Amaro An-
tonio de Farias 139S18, herdeiros de Antonio tos
Sanios Bemlica 53562, Antonio Lino de Castro
789424, Anua Francisca das Virgena 209023, Anto-
nio Jos Gomes de Carvallto 39337. Anlonio Mano-
el da PaixAo 69739, Anlonio Correa d'Annunciacilo
139905, Antonia Rutina da Cosa Monteiro 229218,
Antonio Tiburcio da Cosa Mnuleiro 229248, An-
tonio Jos da Fonseca........................2l9i72
Antonio Joaquim Baduem 163129, Antonio dos
Santos Ferreira 369153, Anlonio Pereira de Farias
59562, Antonio Jos Gomes 863150, Antonio Alves
da Fonsera 169686, viuva de Antonio Ferreira
de Mello 279810, Anlonio Francisco Macla if-9910,
Iterdeiio* de Anlonio Jos de Azevedo 229248, An-
tonio Jos Maciel 59">62, Auna Francisca das Cha-
gas 189910. Anna Joaquina Ferreira 69739, Anlo-
nia Maria da Penha e oulros 359040. Alexandre Jo-
s Pereira 49449, Antonio Nicolio ro Reg Barros
239360, Antonio Moreira Reis 59005, Anlonio Al-
ves da Cunha 23317, Aulonio Jos Guimarcs
74^160, Antonio Gonealves da Silva I99I7, Auna
Joaquina Maciel Moulciro & Itinil 22j2W, Anlo-
nio Joaquim dos Sanios Andrade 59562, Antonio de
Oliveira Guimarcs 494-44, Anlonio Heraldo do Sou-
za 89899, Anlonio Jos Pialo 89899, Antonio Fran-
cisco dos Sanios Braga 123653, Herdeiros de Auna
Maria de Jess 89899, Antonio Jos de Almeida
63674, Amia Eduardo Alves Ferreira 79786, Anto-
nio Ferreira dos Santos 89899, Anua A levan Irma
de Almeida 59005, Anlonio de Souza Barcellos
149-461. Antonio da Costa e oulros 53562, Antonio
Piulo Soares 109011, Anlonio 'lavares Ferreira
7378ti, Antonio Dias da Silva Cardeal 239175, Anlo-
nia Maria Monteiro 33337, Antonio Guticalvcs tic
.Moraes 309240, Anlonio Ferreira Piulo 1059304.
Anlonio Jos Feruaudes de Andrado 57.9248, An-
lonio Francisco de Carv.ilho 3-3137, Amaro Jos
Litis I09D62, Antonio Maria do Meu tonca i-i l'.i.
Anlonio Andr dos Sanios 999383, Anlonio Domin-
gues de Almeida Puuras 14.3-515, Asueda Luiza de
Abreu Lima 25902!!, Anna Candi la Rosa 30-3034,
Antonio Francisco Xavier 669187, Anua Joaquina
dos Santos 229248, Bernardo Jos da Costa Val ne
769045, Bernardo Henrique 331)05, herdeiros de
Bernardo Anlonio Domingues 559468, Braziliano da Costa 709533, herdeiros de Joaquim
Joto Baplista de Caslro I49551, derdeiros de Ben-1 Mouleiro 1209537, Jos Francisco lavare
(o Jos Alves 669744, Bernardo Anlonio de Miran-
da 26-3626, Benedicto c outros 299814, Benedicta
Maria da Trind.ule 19209, Bento Jos da Cosa
21-3691, Basilio Alves do Miranda Varejao 1159875,
herdeiros de Bernardo Luiz Ferreira 779*st8, Den-
lo dos Sanios Coelho 173212, herdeiros de Brgida
Maria de Castro 81899, lenla da ConceicA Ferrei-
ra II.3I2I. Bernardiuo Jos Leilao 239919, Padre
Bernardo Lorio Peixoto59"i02, Bernardiuo Anlonio
da Silva Lisboa 33337, Bernardo Jos Carneiro Mon-
teiro 8,3064, Cmara Municipal 779500. Cosme da
Luz 299907, Capella de N. S. da ConceirAo da Pon-
te 533396, Cosme Vicente Ferreira 259374, Caelanu
da Horda Pereira 349171, Castao Jos da Silva
Santiago 47975O, Cypriano Jo> Vital Ferreira Pin-
to 3SM53, derdeiros de Caelano Pereira Vianua
87-3976, Capella de Sanio Amaro do Cabo 489945,
Carolina Augusta Vires 91-3773. Constantino Jaein-
(ho da Molla 369229, Claudini Maria do Sacramen-
to 169396, Custodio Domingos Alves 25I9, viuva
de Caelano Machado Revoredo 18964, Carlota Joa-
quina Muniz Tavares 2103510, Can lid Jos da
Fonseca 83319, Santa Casada Mizericordia da Babia
99676, Claudio Dubeuv .55-3641, Clorndo Fe/reira
Caito 25029, Conslanliuo Jos Raposo 25419, Cela
Joaquina Machado Santiago 429271, Custodio Do-
mingues Codiceira 139.348, Candido Autran da Mal-
la e Albuquerque 48-3934. Candida Francisca 339928
Candida Maria Ferreira 59562. Caclana de Senta
das Virgena 2,236, Clara Maria de Caldas 163686,
herdeiros de Caelano Gonnilves Pereira da Cunha
11-121. filtros de Candida Maria da CouccicAo
83899. Clara Francisca de Miranda 99270, Carlos
Francisco Soares de Brilo 39893, Claudio da Silva
Ferreira 39337, Delphi na Maria da ConceirAo 289657,
Domingos Jos de Sania Anna 289970, Domingos
Rodrigues Barbosa 1319687, Domingos Jos dos
Santos 453740, herdeiros de Domingos Rodrigues
do Passo 1j 13427, Delpliino Gonealves Pereira Li-
ma 2019341, Dominaos. Antunes Villaca 319373, Da-
miao Rodrigues Scixas 133905, herdeiros de Do-
mingos Gareia Pirme 1*3983, Domingos Pereira
Lagos 539395, herdeiros de Padre Domingos Ger-
mano AfliHiM Rigueira 159656, Domingos Ncves
Ferreira 33-137, Evaristo Salgado 8i95t2, herdei-
ros il'K.-.-quiel Francisco de S 91-773, diio-
de Etequiel do Rogo Pes-01 209023, Esteva Casa-
do Lima 57977, Estevao Cavalcanli d'Alboquerque
129096, Estevao Jos das Cltagas 539513, derdeiros
de Euzebio Lopes Lima l!s97A~i, Kwolastira Joaqui-
na da Coiiceicao 3(i9219, Elias llapti-ta da Silva
99676, Emilia Lopese ottlrus 18,3540, Elias Francisco
Xavier 59562, Elena Maria tle S. Bento 999058,
Francisco Manoel da Silva Tavares Jnior 439903,
Francisco Ribeiro Pava 73,3012, Franrisro de Sou-
za Reg 719704, Feliciana Gomes Pereira de Sa
39021, Floriano Jos-de Carvalbo 289030, Francis-
co Antonio d'Olivcira Jnior 119101, Francisco
Antonio das Cliagas 443961, Francisco Jo ele Cam-
pos 363741, Francisco Maria do Rosario &399S,
Francisco Casado Lima 19-9301. F'rancheo Jo-e M -
lins da Costa 1799715, Francisco de Paula Siqueira
559074, Francisco Gonealves do Cabo "3711, Fran-
cisca Luiza de Mello 93676, herdeiros tle Filippa
da FtallacAo 139639, Francisco p, < Irigta Barbosa
43.9I0&, herdeiros de Francisco de Miranda Pessoa
789817, Francisco Pereira d'Aguiar 89638. F'iancisca
Ibiicz de Jess 169628, Francisco de Carvalbo Ra-
poso 123096. Francisca Anglica 4599S5, Francisca
Joaquina Macedo 49-33, Francisca Roqtaua Sal-
unir 299651, herdeiros do Padre Francisco Dias
d'Olivcira 1393513. ditos de Franrisro to Sacramen-
lo Tavares 483666. dilos do Francisco Gonealves
Rodrigues :lli9,058,FraiiciscoAirno Ferreira .50,51 .
Felietdade Perpelua e Maria da ConceirAo Or2il),
Filisbiuo tle Carvalbo Raposo 533395, Francisca dos
Prazeres 719719, Francisco de Salles da Costa Mon-
teiro 129-527, herdeiros tle Franrisro Gonaalvea
Gurjo 779985. viuva e herdeiros de Francisco Va-
lerio t'.orri-ia 803707, Francisco da Cunha Gomes
219733, Franci.co le Barros Reg 339048, Francis-
co Jo dos Prazeres 139380, herdeiros do Pa-
dreFlix Jos do Araiqo 499351, Filipna Neri
769063, Fahiaua Mara 429827, Francisco das Cha-
gas 33893, Francisco Flix 183910, Francisco.Folix
e Anna dos Passos 518.331, Dr. Francisco Domin-
gues da Silva 459051, Francisra-Maria da ConceirAo
69674, Francisco Cordeiro Raposo 129792, Francisco
Alejandrino ta Silva -Rabello Caneca 309011,
Francisco Jos de Paula Carneiro 169407, Francis-
co das Cdag.as Oliveira 15.9840. F'rancisco Jos Vi-
anna e oulro 219135, Francisco dos Reis Nuues
Campello 169222, Franrisro do Prado 889992. der-
deiros de Francisca Maria d'Olivcira 229248, Fran-
cisco .las Cliagas e oulros 3:19372, Francisco Jos
da Costa 139905, Francisco Maciel de Souza I69686,
herdeiros de Flix Nones da Cosa I69686, dilos
de Francisca Mara do Espirito Sanio 119124, Pa-
dre Francisco Jos tle Lira 809537, Francisco das
Cliagas Portella 83227, Herdeirosde Francisco Pin-
lo Vianna 1129)67, F. Augusto de Lentos 1523911.
Francisco Jos Dias da Costa 363987, Francisco Jo-
s Vianna 469885, Francisco Jos Vieira 629479.
Francisco de Carvalbo Paes de Andrade 2II3".
Francisca Thomazia da Conceicao Cunha 5063378.
viuva tle Francisco Xavier das Cliagas 8fol Fran-
cisco Jos ta Costa Campello 159573, Franrisro Ro-
drigues da Cruz 559620. Francisco Marlins dos Ali-
jos 1090H, FranciscoBaplisla tle Almeida 263326,
padre Francisco Joaquim das Cliagas 673392, Fran-
cisco Jos Raposo 11-3160, Felit Manoel Henriques
163680, Francisco II tofo i.,, Marlins Carvallto
11-3124, herdeiros de Fraocisca tle Jess Petxolo
73786, Francisco Augusto da Custa GuimarAes
63952, Francisco Antonio GaiAo 89343, padre Fran-
cisco Xavier dos Santo 69674, Francisco Anlonio
Xavier e outros 579660, Francisca Marida das Cha-
gas 219631, Guillarme Soares Uotelho 57-3578, Gon-
calo F'rancisco Marlins 39095, Gabriel Antonio
495755, Geraldt dos Santos Mendonca 189141. Ger-
trudes de Barros 1353693. Gaspar Adolfo lleranger
60-3255, herdeiros de Goncale Francisco de Barros
239350, Gerlrudes Maria da Gloria 49893, viuva e
derdeiros de GiUtlino Agoslinho de Barros 119124,
Guilderme da Silva tiuiuiar.ie. 189540. .Germana
Maria dos Reis 109011, Henrique Jorge 149201,
dospilal da misericordia de Angula 293746. Hilara
Maria to Carmo 219685, irmandade dos Marlyrios
dos crioulos 49&2S5, dila das almas de Sanio Anlo-
nio 219344. dila do SS. de Santo Amaro de Ja-
budo 79978. dita das almas do Recito 279002, dita
de N. S. do Rosario de Sanio Antonia 3219020, dita
de Sania Rila 183910, dila de N. S. do Livramenlo
2399722, dila do Divino Espirilo Santo 359717, dila
dos Martirios da igreja do Rosario 469164, dila de
S. Jos 4O9602. dita de SS, da Bovista 129236,
dita de N. S. do Terco 349005, dita de Santa Eu-
genia da igreja do Rosario 1119281, dita do SS.
de Santo Anlonio 109080. dita do Sendor Bom Je-
ss das Dores 349257, dila de S. Benecdito 39993,
dila de S. Jos da Penda 49439, viuva de Ignacio
Pereira 659478, Ignacio Luiz de Brilo Tadorda
1109426. Ignacio Joaquim Ribeiro 26J697, Isabel
Kiheiro Pires Ferreira 909011, gnea Felicia da Cu-
nta 129128, herdeiros de Isabel Soares de Almeida
279183. Ignacio Jos Coelbo 49233, Ignacio Nery da
Fonseca 299664, Iguaria Jozepha de Jess 69560,
Iguana Maria tos Prazeres 389858. Izidro Marques
de Colonlta 109994. herdeiros de Ignacio dos Reis
Campello 329259, Isabel Alves Ferreira 539528,
Ignacio Joaquim de Sanl'Anna 229248. Dr. Iguagio
Nery da Fonseca 829503, Ignacia Claudiua do Mi-
randa 49449. Iguana Maria da Canatelo 159573,
herdeiros de Iguaria Mara Xavier 169372, Izidio
Jos Duarte 14-3161, 'Isabel Mara Padilha 119124,
Idorina Pessoa de Lacerda 2J78I, Iguaria Julia
Gonealves de Carvalbo 119121, Ignacio Jo- da Sil-
va .59562, Ignacio JoAo Ribeiro o oulro 229248, pa-
dre Ignacio Francisco dos Sanios 19390. Ignacio
Francisco da Silva 189282, orphAos de lian Rodri-
gues Lima 99270, JoAo da Silva Loureiro 139.15, JoAo
los da Cruz 19935, Jeronyma Candida de Mello
Pacheco 29419, Jos Pedro do Espirito Santo 653922,
Joaquina Candida d Miranda 79570, Joaquina Jo-
seplia de Figueiredo 49233, Jos Piulo da Cosa
1489423, Jos Pedro Baplista 819309. Josepha Pe-
reira "9251, JoAo Rodrigues Baudeira 399-519, lllhos
de Jos Maria de Jess Muniz 135-3910, Joaquim
Bernardo de Figueiredo 279171, Jos Anlonio Cor-
rea Jnior 209585, JoAo Pedro da Rocha Pereira
8-3167, viuva e herdeiros de Jos Marques Vi nina
I5JM95, Jos Dia. da Silva 2I9PJI, Jos da Silva
PavAo 253177, JoAo L"ile Pila Orligueira 1239360,
Jo da Silva Seraiva 89175, Jos d Carvalbo Me-
deiros e outros 25-3055, Jos Verissimo dos Alijos
59443, Jos Fernandes da Silva 59313, Jos Lino
Be/erra 49148, Jos Ignacio Xavier 203822, Joa-
quim Anlonio de Oliveira 59443, Joaquim Anlonio
dos Santos Andrade 39893, herdeiros de Joaiiua The-
reza de J^siis 23119. viuva e lierd-iros de Jos da
Silva Coimhra <3S, JoAo Ferreira dos Santos
IO9886, Jo- Antonio Marques 35321, herdeiros de
Jeronyma Joaquina 883587, Jo Rodrigues do Pa-
ro 4539843, Jo.lode Medeiros Raposo 229540, viu-
va de Joaquim Luiz de Mello Carioca 589S67, Jos
Luiz de Souza Barbosa 359078. JoAo Moreira Mar-
ques 8132*5. Jos llvgino de Miranda 9149551, Joao
Antonio Torres 9909.3, JoAo Pereira Lagos 229517,
Jorge Borges Alves 719572, viuva de Joaquim Leo-
cadio de Oliveira GuimarAes 1279690, Joaquim Jos
Vieira 29419, herdeiros de Joaquim Canuto deSan-
l'Auna 1679021. Jos Bermr.lo Salgueiro 319117,
herdeiros de Jos Lopes de Albuquerque 619857,
Josepha Coiitiuh GusinAo 79473, herdeiros de Jo
Anlonio Lopes 19209, Jos Loureur, Bastos 193105,
viuva de Joaquim Jos da Cnnceit;A 77-3743. p 1 re
JA> Antonio Gaiflo 39024, Jos Maria da Palta*
23119, herdeiros do Jaciulbo Ferreira lloinein 19547,
Josepha Thereza de Jess PavAo 819258, derdeiros
de Joao Duarte tle Fara 4039752, dilos de Joaquim
Francisco tle Azevedo 2663371, Joaquim Jo- Fer-
reira 113829, Joao de Barros Araujo 19511, Joa-
quim Machado Paridla 179610, Ju.lino Antonio
Baplista 93676, JoAo Antonio de Saboia 459468,pa.-
dre Jos Mara de Jess V. 25olO, Jos
Fernandes 105.3050, Joaquina Maria da Rocha
99143, JoAo Hermenegildo Bares Diniz 49233,
Joanna Mara dos Santos 59443, Joaepha Maria do
Monte 1619967, Joanna Baplista Pereira Prenles
39628, JoSO Jos do Reso 1793652, Jos da Cosa
Honrado 159179, Joao Carneiro Piulo 1291)96, Ja-
nuario Ferreira Carda val 79257, Jos Gonralves
Ferreira da Silva 489805, Jos Lopes do Antaral
70916, Joaquim Alves de Ca Ferreira tos Passos 73-3781, JoAo Jos tle Carvaldo
Moraes 9.3676, viuva de JAo Pinto dos S a.nis 1:1.-'12
Jos Pinto MaalhAes 1079804, Jos Maria de Amo-
rim 1719138, Jos Antonio de Souza Queiroz 30B6I7,
-I i-epha liosa 513229. Joao Uorues Alves 969241.
padre Jeronymo BaneirosRaugel 10332(7, Joaquim
Pereira de Mendonca 719532, JoAo Ilioni/ao Barbosa
979760, Joo Silveno 133801, Jos da Cosa Lima
33028, JoAo Vieira da Cunha 69048, Joaquim Coe-
lbo Cinlra 4673856, Joanna Francisca 17074, JoAo
Baplista Fernandes 59562, viuva de Jos Valerio
da Cosa
s 169734,
Joao Evangelista 589362, Joaquim Alves tos "Reis
299131, Joaquina Marn Pereira Vianna 139629,
Jos Joaquim Alves Teitnira 359910. JoAo l.eil de
Azevedo Maia 103205, Jos Ferreira 829254. her-
deiros de Jiionymo Sebastian de A encastro i l.-71.
JoAo Auaslario "Pessoa 1679-514. Jos Carrea de An-
drade Lima 13-3300. Jos Cerdoso dos Reis 439939.
tiuva.de Joaquim Jo. Valerio.....669743
Jos Francisco Pinto 773868, viuva de JoAo LetlAo
l-'daueira 10S3643,Joaqum Teixeira Penlo579261,'
Jos Narciso Camello 839430, Jo- Marcellino da
Costa 2922, Joa Baplisla dos GuimarAes Peixoto
403315, Jlo da Cruz tle Mallo 55-3063. Jos da
Cosa e outros 999575, In-rdeiros de Joaquim Ribeiro
da Coneeir 559063. viuva de JoAo Francisco tle
Sfiuza Peixe 959110, Jeronymo ('.aturra 359661, Jos
Francisco da Casta 1073810. herdeiros de Jos dos
Santos 699216. Jos de Med -iros Tavares 115-3578,
Joao Baplisla Soares 70-3509, Jo.lo Teixeira Guima-
rAes 2I9I35, Joaquim Garda 119962, herdeiros de
Joapna Maria da Silva 239916, JoAo Manoel tle Si-
queira 49149. Jos Antonio Pereira Ibiapina II9I21,
Jos Gonralves dos Sanios 33317. Joanna Maria to
Carmo o Souza 57-9811, Jrarhna Ferreira du Mene-
zes 279291, Joaquim dos I',, sos 63674. Joio Pinto
de Queiroz 179461, Joanna Maria tas Dores 719530.
Joaqnim Silwia tle So.iza 1619522, Joaquim de Fa-
rias Teixeira 12-3792, Joo Joaquim tle Figueiredo
SJ944. Jos Claudino l.eite 2363781, Jos Diniz ta
Silva 419195, Joaquim Jo- Vianna 219691. Jos
Pereira Vianna 63952, Joanna Francisca dos Sanios
ugei1", Joanna Mara dos Prazeres 30903i. Jos Ve-
rissimo 29119, Jos Antonio ile Araujo 239294, D-
Ihosde Josa Joaquim tle Abren 23119. ditos de Jos
Ramos de Oliveira 129600, Jo: Francisco Ferreira
Clao 7-3257, Jos Joaquim da Silva Maia 39028, Jo-
s Maria da Cosa Carvalbo 69868, Jo da Rocha
Parando* 299310, Jos Anlonio Bastos 395833, Jos
Alves da Silva GuimarAes e Manoel Jos Danta*
213192, derdeiros de Jos Pajil da Cruz e Silva
33213, J.i' Hermenegildo Leal Ferreira 159614,
Jos Marlins Copes 35-005, JoAo Bernardo do Car-
valbo Pinlo 3-9059, Joaquim dos Reis Gomes 936138,
Jo Fernandes Basles 23221, Dr. Joi Joaquim Ge-
minian tle Moraes Navarro 133903, Jos Alves ta
Silva GuimarAes 359782, J A Fdsueira de Menazes
159017, Joaquim Jos Alvo* de Albo pierquo 159388,
JoAo da Cunha Soares Guimare* 40-9324, Jos Gan-
dido tic Carvalbo Medeiro, G09285, Jos Bernardo
tle Sena 3093257, Jo' Vicente Ferreira Barros
3-3337, padre j j da Cosa Ribeiro 169685, Joa-
quim Rodrigue* de Almeida 193193, kerdeira de
JoAo Bautista Pereira tobo 809208, Joaquim Ma-
noel Ferreira de Souza 949747, J0R0 Ignacio to lle-
go .589101, JuiAo Beranger 229989, Jos Maria Pla-
cido MagilliAes 783238, Jos Francisco Ribeiro
199167, herdeiros de Jos Luiz de Albuquerque
239360. ditos de Jo5 tle Mallos 49449. viuva e her-
d ni, de Jo.quiii Jos tle Souza 269697. Jo?una
Gomes de Siqueira 333372, viuva e herdeiros de Jo-
la de Almeida Lima 729306, Joanna Mana do Rosa-
rio 26-9697. Iiardeirns lupa tro Jos G Mralo 279310,
viuva e nerdeiro* de Jos de Souza Teixeira (071.
Joaquim Can lid Ferreira 179798, Joaquim Jos
Ferreira da Almeida c Silva 263S97. viuva c her-
deiros de Jos Joaquim de Mctquila 163129, ber-
deirnt tle Joaquim BTiiar lo .la Silva 419715, dilos
de Joo Cirdti'o Ayres 353596, JoAo Thoinaz Pe-
reira 280916.1, JoAo Malheus 209321. viuva de Jos
da Oliveira 62329!. herdeirosde Joaquim Jos da
Costa 335653. viuva tl> J..ao Baplisla 57-3937, her-
deirosde JoA Pires Ferreira 379080, dito* d Jos
Mauricio do Oliveira Maciel 121*388, JoAo Fran-
cisco de Carvalbo Paes de Andrade I0J929I, herdei-
ros de .Jos Francisco Coliaros 39337, J0S0 da Mol-
la Bolelho 469453, Joanin da Soledade 969607,
Joanna Nepomureno da Silva 179798, Joaquim da
Silva Salles 67-3156, herdeiros de Jos da Boavenlu-
ra 119680, Joaquina Mara da ConceicAo 169686,
viuva c herdeiros de Juaquim Jas Lourenrn da
Coala 129236, herdeiros de JoAo Antonio tle Castro
219135, Jaciulbo Soares Bolelho 903475, Joaquim
Manoel de Bares 89313, Jus Pedro Vellom da Stl-
veira 14897S3, JoAo Gonealves Evangelista 17-3798,
JoAo Verissimo 539021, Joaquim Anlonio Viada
Marlins 89313, Jo nina Maria da Conreirio 59562.
herdeiros tle Jos Afronta lgiieira 153917. JoAo
Francisco d > Reg Mala I69686, -lose tle Barros Pi-
menlel 999652, Jos Domingu.s Codiceira 18J540,
herdeiros de Josepha Maria I69666, Joao Pedro da
Rocha 389377. JoAo Jos Barrozo 283366, JoAo La-
dislao da Cunha 683TH, viuva e herdeiros de JoAo
de Souza Teixeira 4.-110, Jos Francisco Pereira da
Silva 999899, JoAo Henriques .1 Silva 379980, Jos
Gonealves da Cruz e oulros 79230. Js Maria Seve
89899, JoAo de Brito Correa 469535. herdeiros de
Jos Domingues Neves 463332, Jacintlia Maria ua
ConceicAo 10-3948, viuva de JoAo Fernandes Vieira
139348, Jos Esiovds Vianna 79786, viuva de JoAo
Manoel Pereira de Abreu 289180, Jos Joaqnim Pe-
reira 379380, Jos dos Santos Nunes tle Oliveira
129978, viuva de JnsFranrisco Moreira 59562, her-
deiros de Jos Manuel Fiuza 63674, JoAo Ferreira
ta Silva 29781. Joaquim Anlonio da Silva 89343,
Joaquim Jus Ferreira da Penha 599037, JoSo Do-
mingues Codiceira .53005, Joanna Francisca Maciel
Monteiro 319117, Juaquim Maria de Carvallto
769655, JAo Evangelista da Costa o Silva 643701,
Joaquim Ribeiro tic Aguiar Mo.tlarroyos lOJtMw.Jo-
s Gonealves da Silva 49449, JoAo Francisco Puntes
229218, Jos tle Freilas Barbosa 139348, viuva de
Joao de Freilas GuimarAes 83899, Jos Framsco da
Trindade l1-Mi. viuva c herdeiros de Jos Dioso
ta Silva 139348, JoAo Anlonio Marques 119124,
Justino Pereira de Farias 39337, Jos da Costa Ma-
theos 359596, Joao Antonio Coellio 719775, JoAo
Antonio Marques 59562, Jos Moreira da Silva
4I7I5, JoAo Bernardo de Carvalbo Porto 3.39155,
viuva e derdeiros de Jos da Silva Camillo 3599.54,
Lino Joaquim de Sanl'Anna e oulro 999599, padre
Luiz de Arauju Barbosa 359450, Luiza Maria do Car-
mo 1(3550, Lourenro Cavalcanli de Albuquerque
89467, Lourenco Marlins das Ncves 29419, Luiz Go-
mes Silveno 24-3669, Leandro Marliqs Ftlgneira
139065, Luiza Antonia de Jess Siqueira 2539371,
Luiz de Franca da Cruz Ferreira 39337, viuv de
l.ui/ B-'zerra Monteiro Padilha 349484, dita de Lean-
dro Jos de Souza 379821. Luiz Jeronymo de Albu-
querque 349184, Luiz Francisco de "Paula 29781,
Leonor Luiza da Rocha 349299, Luiz da Costa Leile
I9668, Luiza Epiphauia da CouceicJlo 169(29, Lou-
renco Jos de Moraes Cirvalho 149832, Luiz Fran-
cisco Barbalho 1549994, Luiz Anlonio Muniz 409816,
Leandro Ferreira da Cunha 389007, derdeiros de
Manoel Macdado Teitcira Cavalcanli 1709869, Ma-
ra de Faria Vianna 53-9129, Marcelliua de Mello
208-556, Manoel Francisco da Silva Carneiro 149515,
Manoel Jos de Souza 123695, Maria Sabina Wan-
derlei 59300, viuva de Manoel Josa da Silva 529*18,
Manoel Luiz Gongalves Juuior 4519182, Manoel Gon-
ealves CascAo 359834. derdeiros de Miguel Nunes
Ferreira GuimarAes"389793, Manoel Joaquim da Paz
313167, Manoel Gregorio tle Alduquerque 96981)7
Manuel Figueiroa tle Faria 3729742, Maria Joaqui-
na Machado Cavalcanli 349110, Manoel Aulonio da
Stlva_Ros 39393, Manoel Jos lena-ira GusmAo
659971, Mana Joaquina de Miranda Henriques
439213, padre Marcelino Antonio Donadlas 339372,
Manoel Domingues Barbosa 4-3149, Manoel Antonio
de Jess Jnior 12.|!i, Margarita Francisca da
Silva 179-539 Manoel dos Anjos Ferreira 1563399,
filhos de Manoel Ferreira Diniz 389751, Margar, la
Francisca de Souza 263)38 Manoel Antonio Gon-
ealves 2J9I60, Mara Jos Pinheiro 39628, Manoel
Jos Carneiro 15933.5, Maria da Cunda Teixeira
89078, Manoel F'irmino Ferreira 363720, Manoel
Ferreira dos Sarrios 279713. Manoel Joaquim Bap-
lisla 9498:)6. Manoel da Cosa 419446. Maria da
ConceicAo 13l,9i99,Manoei Jos Tavares 819915, Ma-
noel Gomes da Silva 339800, Manoel Rezende do
Rogo Barro* 219530, herdeiros de Mara Benedicta
19209, Maria Thereza e Maria Joaquina 2923680,
Manoel Bezerra de Macedo 15-3120, viuva de Manuel
Gomes Chaves 193617, Maria Agoslinlia do Corceo
de Je buquerque 99$230, Manoel da Cunha GuimarAes
Ferreira 69048. Maria das Dores 29318, herdeirosde
Manoel Thomaz da Silva 3.53078, dilo de Manoel
Caelano de Albuquerque 51-3320, Manoel da Silva
Barros 489221, Manuel Gonealves da Silva 19209,
o mosteito deS. Bento27-3120, Manoel Anlonio Do-
mingues 94-3906, Mara Anlonia da l'untirac.i
823706, Manuel Pereira Lemo* 939133, herdeiros de
Mana Thereza de Jess 8949816% Monica Gonealves
de Franca I5H-271. Iierde.ros tlu Miguel Jos Ro-
drigue* 429336, ditos .1 Manoel Paulo Quinlella
529319, ditos de Manuel Vicente Ferreira 859S37,
Manoel do Barros 77-3862, Manoel Ferreira Lima
50iO, Manoel dos Ssnlos 3)3117, Manoel do Li-
vramenlo 68370, herdeiros de Manuela Joanna
979976, Manoel Jos Cabral 10(13112. Manoel do
Nascimenlo da Cusa Mouleiro 169128, Malinas da
Cotia Oliveira 429051, Mauoel Gonealves Ferreira
da Silva e Jo- da Cos 1 D miad .'3O8O, Martnian-
na Francisca A yres 1039218. Mauoel Teitcira Pei-
xoto 69S68, Maria ta An11unciar.Au 1019060, Mana
Luiza de 'ranea 589837, Manoel Albino Bezerra
223312, Maria Joaquina Vianna 213-587, Mana dos
Santos "3722, viuva de Manoel Jo- Pinto 193923,
herdeiros de Manoel do N'ascimento 179765, Matil-
des Bernardina da Conceicjla 3-3628, Manoel JoAo
Antunes Esteves 139904, Miguel Arcanjo Muntciro
de Andra le 49I9. Maria Joaquina da Conccica'o
7637.54, Maria Joaquina do Patrocinio Dullra .5-3005,
Maria Joaquina de Maura 203194, Manuel Ignacio
Pereira ta Silva 99-3903, Mauoel Coeldo Cintra
609l8\ Manad Jos de Magalh.les Bastos c Miguel
Gonealves It ..Irigiios 91927.5. Maria Luiza da P11-
rilirarAo 62o283, Manoel Joaquim Muniz 213135,
derdeiros de Maria Rita do Nascimenlo 619182, Ma-
noel Jos de Andrade 36-3708, Manoel tle Jess
30.3508, viuva e herdeiros de Marcelino JosGalvo
39628, Mana da Pie lado Toncs Galdido 49838, viu-
va do Manuel Jus dos Santos 56-575, derdeiros tle
Maria Jos dos Remedios 2519102, Mara do O
403602, Maria Viceacla de \hreu Lima 649518,
Maria Theodora da AssumprAo 85-3717. Manoel Coe-
lbo de Moraes IO.3OI6, Marcolino Alves da Silva
1-349, Maria l-'eliriauna Lopes 13-3132, Manuel
|gn icio da Silva Teixeira 79808, Maria das Dores de
Miranda Dril 353590, Manoel do Azevedo do Sas-
ciiiienlo I.3SH, Maria Beuedila Gomes 39870, Ma-
ra de Malernidade da hnfiif.ni da Sania Cruz
333372,Maiioel Ignacio 899848, Manoel Alves Guer-
ra Jnior................>................,...........1.59)73,
Manuel Jus da Molla 494-19, Manoel Joaquim da
Silva 429703. -Manoel Jos Vieira 3535%, Miguel
Gonealves Rodrigues 36915:), Manuel Alves dos
Sanios Julio 69)O. herdeiros de Mara Josepha de
Mallos 3)9586, dilos de Marlinho Jos de Sou/.a
319746, dilus de Miguel de Brilo Correa 1129.352,
Manoel Ribeiro da Cuoha Oliveira 639406, Maria
I-1 amosca de Almeida 1733U70, viova e herdeiros
de Miguel Bernardo Qtiinteiro 623294, Maria dos
Prazeres de Jess 66371 ,
Joaquina Machado Cavalcanli e oulros 139348. Ma-
noel Luiz Gonealves e oulros M43t. Maria Egipcia-
ca re Antojo 19149, Manoel da Silva Ferreira J-
nior 279HUI. Manoel Marques de Abren Piulo
j-lymi. Mauoel Ignacio Fialbo 139348, Manoel
Camello Pessoa .,.^,,1. jjRlle| Klln Corra 359040,
viuva de Manoel Ferreira Pinlo c outros 1189759,
Manoel Ignacio das Candelas 223H04, Migoel Fran-
cisco do Sooza Reg 269097. derdeiros de Maria
Francisca do Espirito Santo II9I2I, Manoel Jos
Fardero de Mello 319332. kttria Caeiana da Pnrifi- (*
cacAo 39893. viuva d Manuel ta Fonseca 123236,
Manoel Jos Pacheco 59.562, Maria Jos de Morar*
II912I, Manoel Ribeiro da ConceirAo 279810, her-
deiros de Manoel de Carvalbo Medeiros II3I2I, Ma-
noella da A*suinprAo 83899, Mara rsula 109016,
Mari 1 do Carmo do Rosario 29224. Maria da As-
umprto de Albuquerque Pila 39337, Maria Catha-
rina de Sea 213691, viuva c herdeiros de Manoel
di Silva Ferreira 8>899, Maria Franriscada Annun-
eiaco 69674, viuva de Manoel Flix da liosa 59502,
viuva de Mano 1 Gomes 03671. Manoel do* Anjos
1-9668, Manoel Pereira Lima 3#708, Maria das Vir-
gens 13935, Malheus Antonio de Miranda 259871,
Manoel Cordeiro da Fonseca 398.IO, Manoel Ferrei-
ra da Silva Hamos 879138, Mara Manoclln d'As-
sttmp;Ao 29539, Mara das Neves Leile 2 1) 1.
Nnno Maria de Seixa* 4009733, Narciso Jos da
Gasta 1119627, Nicolao Rodrigues da Cunha 2169718,
Ouofre Jos da Cosa 37986. ordem lerceira de S.
Francisco 179306. Paulo Jo Gomes 239585. Pedro
BezerraltJe Araujo BelirAo 89075, Porcina da Silva
lavare* 139,348. Patricio Jos da Silva Tavares
994.55, Patricio do Albuquerque 439365. Paula Ma-
na 279810, padre Pascual Carne 1.59572, Ponciana
Francisca do Espirito Santo 469233, herdeiros de
Pauto Pereira Smiles 73-560, Paula Joanna de Mi-
randa 499334, Pedro Ignacio da Cunda 149-3061,
Paula Maria dos Prazeres 329793, Pedro Jos da
Fonseca 73786. Pasroa Maria do Rosario 139318,
Pedro Alevn-trino (jdrign s Li 11* 59552, derdeiros
de Pedro Dias tl:<* Santos 1.59573, Pedro Gonealves
de Sanl'Anna 109911, Pedro Antonio Teixeira Gu-
ajarAe* 59362, Pedro de Alcntara Gomes Peinlo e
oulro 861697, Bita Maria d Sania Anna 349510,
Rosa Maria de Freilas Accioli.....69180
Rila Loorenca 1179910, derdeiros de Rosa Calliarina
de Sena 69854, Rosa Mara do Espirito Santo 99072,
rerilliimenlu da Iiuireir.lo de Olinda 19814, Rita dc"
Almeida Caslro 593705. Rila Maria de Lima 209516,
losa Isabel tle Oliveira Miranda 53-3950, Rila Rosa
Carneiro Mouleiro 1189192. Rosa Candida do Reg
Moli 453608, lierdeiros de Rosa Maria do Carino
169686. Rosa Mara ra ConceicAo 31970:1, herdeiros
de Rosa de Souza de Jess 1779H, Rosa .M ,, ,i,.
.les. 2-.s(. herdeiros de lila Maria dos Prazeres
1-3112, Rita Mana do Carmo I7{2I7, Ricardo Romu-
aldo da Silva 529985, herdeiros da Rila Ro* de
Macad..................................................499045
R.xa Maria Serpa I6&9S4, Seminario de Olinda
79257, Sebastian Mauricio Wamlerley 5bH3, viuva
de Severiuu de Albuquerque Araujo 359596. Sera-
fn) do Rosario e oulro 389834. viuva o herdeiros de
Silvestre Joaqotni do Nascimenlo 63671, Senhori-
llba Marta 1316I. Salwuiano Augunlo menta tle
Souza Peras 192.19, SetiastiAo Luiz Ferreira 79380,
Sebasliilo Jos.- (",..m*s Peona 249796, Simioda Ro-
cha Galano 339.372, Baverina Maria da ConceicAo
1089159, Td im.z Correa Peres 5975C.TIirtizia "Ma-
ra ile Jes. 29J849, Tlieoloni Pinto Leal 29224,
Thomaz Pereira Porlo 49S.18, l'heodoro Antonio de
Jess Burgos 8JS09, Thomaz Anloniu Maciel Mou-
leiro 563732. Tilomas Anlonio Marlins l79798,The-
reza Francisca Marlins 353596, Thomazia Mnria da
ConeeieA 199487, Thereza de Jesui Mara Gooveia
29224. Thomaz d< Aquno Fonjer. 33337
Thureza Maria de Jeana 59862, Thereza de Jess
Azevedo 119121, herdeirosde Thom Amonio Mar-
lins 7*230, Theodoi-o do Lago 63674, Thereza tle Je-
ss da Silva 39337, Thereza de Jess Maria 32-925'!,
rsula Maria das Virgen* 389620, 1 isula Paulina
das Viraens 989135, Umbelina da Silva (joeiroz
333172, Umbelina Leal Ferreira- 229301, viuv de
Vicente Ferreira Marinho 173)98, Vicente Thomaz
dos Sanios 46-3310, Victorino Jos Correa de S
109046, Victoria Mara daConreie-o 229248, Vicen-
te Manuel dos Espasorios 3.59596,'Vicente Alves Ri-
beiro 239360, Victorino Jos de Sooza Travassn
139690, Vicente Ferreira Gomes 719876, Victorino
Francisco dos Santos 319975.
O Dr. Francisco de Oliveira Maciel, juiz municipal
da segunda vara tiesta cidade do Recfe de Per-
nambuco, por S. M. o Imperador, qoe Dos gnar-
dc, ele.
Fajo saber aos que o prsenle edilal vrem que
a r.-. 1 iiar i meu I o de Jos Rodrigues da Silva Rocha,
rommercianle eslabelccido nesla (iraca com luja de
ferragens sila na ra do Quemailn n. 30, se acha
por esle juizo ahcrla a sua fallencia pela senlenca
do llieur seguinle :
A' vista da declararlo a lis. 2, julgo fallido Jos
Rodrigues da Silva Rueda, e dedaro aberta a sua
fallen-ia desde o dia 15 de novembro prximo pas-
sado, que fecdo para lermo legal de sua existencia,
e por islo mando que se pondam sellos em todos os
seus bens, Ierras c papis ; e nomeo para curador
fiscal da fallencia ao negociante Antonio Valeoliu
da Silva Barroca, que prestar o juramento do es-
l\ lo. Pague o fallido a* cusas. Herir .5 do de-
zembro de 1854. Francitco de Astis Oliveira Ma-
ciel.
Em cumprimenlo do que lodos os credore* pr-
senles to referido fallido compacum cm casa da
minha residencia no secundo andar da ra. do Ro-
sario estrena n. no bairro de Santo Anlonio do Re-
cite no dia 29 do correle, pelas 9 horas da ma-
nhAa, afim de prorederem anoinearao de depositario
ou depositarios, que dio de receber e administrar
provisoriamente a casa fallida.
E para que edegue a noticia de todos, mandei
passar o prsenle, que ser publicado pela impreu-
sa, e afiliado nos lugares designados no arl. 129 do
rcgulame.nl n. 738 de 25 de novembro de 1850.
Dado e passado nesta cidade do Recite de Pernam-
buco 21 de dezembro de 1854. Eu Pedro Tertulia-
no da Cunha escrivAn subscrevi.Franciico de An-
sie Oliveira Maciel.
Ignacio Jos Pinto, fiscal da freguezia da Boa-
Vista do termo da cidade do Recite ele. etc..
Fajo publico para conhecimenlo do quem perten-
ec", que pelo Exm. Sr. presidente da provincia foi
approvada a postura addirional abaixo transcripta,
conforme me*foi commuuicado pela cmara munici-
pal tiesta cidade em olTIcio de 20 do correte mez.
'oslara addicional approvada em 16 de dezembro
de 1854.
Arl. I. Ninguc-ni poder eslabelecer d'ora era
dianle padarias senAo nos lugares seguiules : ra do
Brum, desde a parle ainda nAo edificada al a forta-
leza. Imperial, da casa do cidadAo Anlonio da Silva
GusmAo para dianle, Cabanga e volta dos Coelhos,
ra do Caes prnjeclaila ao oeste da freguezia de S.
Jos, a partir da travessa to Mouleiro para osule
pelos que fleam enlre esla ultima e a Augusta, ter-
reno devolulo a comerar tias edificajes da praia de
Sania Rila, lado do lesle em seguimeulo, praia de S.
Jos ao sadir no largo das Cinco Puntas, becco das
B.11 reirs. Soledade e Sanio Amaro. As dites pa-
darias lerAo os seus fornos construidos secundo o
plano atloptado pela cmara, o qoe sera verificado
por meio de exame. Os infractores serAo multados
em 309000, soll'rerao i das de priaAo e lhe sera fe-
chadas as ollicinas.
Arl. 2. As que actualmente exislem no centro da
cidade sera removidas para os referidos lugares den-
tro do prazo mproroaavel de 6 mezes, sob pena de
pagaren) os seus donos 30-3000, e de lite serem fecha-
das as fabricas. E para que nAo apparecaa menor
ignorancia, mandei publicar o presente pelo Diario.
Freguezia da Boa-Vista 26 de dezembro de 1854.
O fiscal, Ignacio Jos Pinto.
DECLARARES.

,'CORREIO.
A mala para o hiale Liyeiro, com destino pro-
vincia do Par, fecba-se boje I, ao meio tlia.
CONSELUO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo cm cumprimenlo do ar-
ligo 22 do regulamento de 14 de dezembro de 1852,
faz publico que foram aceitas as propostas de Anto-
nio Rodrigues Pinlo, Joaquim Jos Dias Pereira e
Joaquim Lopes de Almeida, para fomecerem : o 1.a
506 caadas de azeile de carrapalo a. 720 r. ; o '2.a
29 t|2 dilas de azeile de coco a 29100, 6 duzias de
pavios a 100 rs 40 libras de fio de algodo a 550 rs.;
o 3. 30 duzias de taboas de assoalho de pinho, lar-
gas, a I69OOO; o avisa aos supraditos vendedores
que devem recolhcr os referidos ohjeelos ao arsenal
de guerra 110 tlia 29 do crrente mez. Secretaria
do conselho administrativo para fornecimeulo do ar-
senal de guerra 27 de dezembro de 1851.Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
AVISOS MAKITIMOS
PARA O RIO DE JANEIRO.
Snlie com muita brevidude, o bem co-
nliecidu jiataclio nncional Valente, ca-
pito Franciseo Nicola'o de Ara lijo: pa-
ra o resto da carfja e escravos a frete, tra-
ta-secom os consignatarios Novaes & C.,
ou com o cap tito na prac_a.
Para Lisboa preluide seguir rom toda a brevi-
da.le a barra porlugueza tt Gratfdaoa : para rarga o
passageiros, Irata-sa coni os consignatarios Thomaz
de Aquino Fonseca A; Filho, na ra do Visario n.
19, primeiro andar, ou com o capilAo na prac,a.
Para o Rio de Janeiro
Segu empotteos dias, O brigue nacional
Hebe, capito Andre Antonio da Fon-
seca, por ter a maior parle do seu carre-
jamentoprompto : para o resto e escra-
vos a frete, trala-se com Manoel Alves
Guerra Jnior, na na do Trapiche n-
I*.
Para o Rio de Janeiro pretende sabir com a
possivel brevidade o patacho nacional til). Pedro Vn:
para carga o escravns a frete, trala-se con) os consig-
natarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, na ra
do Vigario u. 19, primeiro andar.
Para Lisboa pretende^ seguir com brevidade o
brigue porluguez u Ribeiro)) tle primeira marcha :
quem nelle quizer carregar ou ir de passagein, en-
Maria de Santo Amaro lenda-se com os consignatarios Thomaz de Aquino
89899, viuva de Manoel Pinlo e oulros 27-9810, Ma- j Fonseca A Filho, na roa do Vigario n. 19, primeira
noel Rodrigues da Cosa e outros 1019970, Mana andar, ou cum o capitn na prara.
II Pi^lV/fl


DIARIO OE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRR '29 BE DEZEMBRO DE 1854.
-
va|)or.
RO DE JANEIRO.
O brigue oicional Damao segu
por esta das; para carga e panageires
para os quaes tem ptimos commodos:
trata-secom Machado i Piaheiro.rua do
Vigario n. 19, segando andar.
PAK.V O CBARA'
seguir nesles das o Imite cCorris do Norle ; pa-
ra ii rolo da arta o paeMesiroe, trala-se i-urn Cae.
tano Ciraco da C. II. a lado rtii Carpo Sanio n. 25.
Vara i> I'orlo vai sabir rom iiiuia hrcidade
por ler a maior parle ila ranga proinpia, a veleira
palera Rradiarciisc; para carga e passaaeiros, Ira-
U-sc cun o consignatarios Thoniaz de. Aquino Fon-
seca Filho, na na do Vinario n. 19, primeiro an-
dar, ou rom o eapitao na praca.
Companhia de oavegac&o a"
luso-hrasileira.
O vapor desla
en n, pa nli i,i D.
Mara Segunda
cumniaiiilanle n
primeiro len-
te Guimaraes,
devenilo aqu
cliesar dos por-
losdo siil no da
3 de Janeiro, se-
guir depon da
compleme de-
mora, para S. Vicente. Madeira e Lisboa, recebe
passageirus e enconimendas, devendo eslas eslar
despachada e depositadas no Trapiche Nvo at o
lia 2 : os inlercss.nto-dirijam-sc a ra do Trapiche
n. 24 a Iralar com Manoel lluarte Rodrigues.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O bem conhecido e veleiro patacho na-
cional Valente segu im pretervel-
mente no dia de Janeiro : para escra-
vosa fete Liata-se com Novaes & Com-
panhia na rua do Trapiche n. ."4.
Para a Baha segu em pourns das, por ler
parte de sua carga prompla, a veleira sumaca allor-
lenca, da qual he capillo Sebastiao |,ops da Cos-
a ; para o reslo da carga, trala-se com seu eonsic-
nalario Domingos Alves Malheus, na rua da Cruz
n.5t.
LK1LOES
O agente Rorja, de ordem do lllm.
Sr. Dr. juiz de direito do civel e com-
mercio, Custodio Manoel da Silva Gui-
maraes, a requerimento do Curador fis-
cal da massa fallida de Victorino & Mo-
reira, rara' leilao da milito condecida
loja de mmdezat, cpie foi daquelles se-
nhores, sita na rua dos Quarteis n. 22,
consistindo em urna excedente armacao
e todas ^as miudezas existentes na mesma
loja, as quaesso muito modernas, e es-
tilo em muito bom estado : quinta-feira,
4 de Janeiro as 10 horas em ponto.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripia e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
AOS ROMEIROSDA SANTA DO MONTE.
Um devoto da milagrosa Senhora do
Monte pede aos seus companheiros, se
dignem juntar-se ao a nnunciante na
manhaa do dia 31, no lugar do Varadouro
de Oiinda, para em procissao subirem a'
igreja da mesma Senhora, aim de Ihes
rogar de agua para beber aos miseros ha-
bitantes daquella malfadada cidade, po-
dendobem serque a algum delles d o
Pai Celeste o poder que deu a Moyse's de
ferira pedia,e della salnr urna fonte de
agua para saciar a sede dos Israelitas.
O abaixo assignado nao deve nada a
pessoa alguraa, directa ou indirectamente
nesta praca, ou tora della ; e se alguemse
julgar seu credor, aprsente o seu titulo,
que sendo legal sera* promptamentepago.
Antonio Domingos Pinto.
No dia 3l.do corrente parlem de
Marde dou MNIBUS para Oiinda,
_ o 1. sahir as 3 e )i horas, e o 2."
as 4 horas, e voltario dalli as 8 horas da noile do
mesmodia : qoem quizer bilhele de entrada dirja-
se a rua das Larangeiras n. 18.
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lv?',wmv,1 S2?, .r.'h?;e.lal ,''esla ,lou>na-A l'ATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MEMOS M> ORl.AMSMOEMESlADO DE SALDEcoiihecmentos que nao podem dispensar as pes-
soas que se quereni dedicar a pralca da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mdicos que quizerem
experimentara doulrina de Hahnemann, e por s mesmos se convencerem da verdade d'ella: a todos o
tazemteiros e senhores de enizenho que eslfloloiige dos recursos dos mdicos: a lodosos capiles de navio,
que uma ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumslancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar in conimenli os primeiros soccorros em suas eufermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Irsdurrflo da niedirina domestica do Pr. llering,
obra lamhem til s pessoas que se dedicam ao estudo da homeopalhia, um vol-
me grande, acnmpanliado do diccionario dos Icrmos de medicina......
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado'. .
Sem verdaileros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um paso
homeopathia, e o propietario deste eslahelerimenlo se lisonseia de le-lo o mais b
nincuem duvida hoje da grande superioridade dns seus medi
Boticas de 94 medicamentos em "lbulos, a 10, 123 v l.XMIII
Pilas 36 ditos a.....
Ditas 48 ditos a .
Ditas 60 ditos a .
Pitas 144 ditos a .
Tubos avulsos..........
Frascos de meia onja do lindura.....
Na mesma rasa ha sempre i venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanh,,-.
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
AnloniolJoaquim Sevedeclara que o Sr. Fran-
cisco Xavier Alves Quintal deixou de ser seu caixei-
ro desde o|dia 18 do corrente mez.
Antonio Jos Firmo, faz sciente ao
respeitavel publico que tem montado um
estabelecimennto de carros fnebres na
rua Augusta casa n. 21, freguezia de S.
Jos, com todos os pannos e mais utensi-
lios recommendados no regulamento do
cemiterio ; promette bem servir a todas
as pessoas que se dignarem incumbi-lo de
qualquer enterro, e tambem se compro-
inette a lornecer carros de passeio, cera,
msica, padres, etc. : espera, portanto,
ser coadjuvado pelo respitavel puhlicomo
seu novo estabeecimento.
Aluga-se uma casa e sitio na Capunga, com
bous commodos : na ruadoQoeimado n. 12.
O Dr. Carolino Francisco de Lima Santos mora
na i na i!a- Cruzea n. 18, primeiro andar, onde con-
tina no exercicio de sua profissao de medico; e
ulilisa-se da occasiflo para ue novo ao publico offc-
recer sen preslimo como medico parleiro, e habilita-
do as operarles das vias ouribahas, por se ler a el-
las dado com especialidade em Franca.
lotera da provincia.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira avisa ao respeitavel publico, que
a primeira parte da primeira lotera a
beneicio da cultura d'ainoreiras e bicho
de seda, corre induhitavelmente no dia
13 de Janeiro de 1855 debaixo de sua res-
ponsabilidade, seja qual for aquantidade
de bilhetes que licarem por vender, no
consistorio da igreja da Conceicao dos mi-
litares, as 8 para 9 horas da manhaa.
PernambuooSI dfedezembrode 1854.
O cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
reira.
Precsa-sedo um rapaz porluguez, de lia 16
anuos, para caixeiro de taberna : na rua da Concor-
dia n. 26.
LOTERA DA PROVINCIA.
Aos 5:0008000, 2:000000, i:000#000.
O cautelista Antonio Kodrigues de Souza Jnior
avisa ao respeitavel publico, que os seus bilheles c
cautelas nao sodrem o descont dos oto por cento
nos Ires premios graudes, os quaes se acham ri venda
as secundes loja*: praca da Independencia n. 4,
do Sr. I ni i n na i,,, 13 e 13 do Sr. Arantes, c 40 do
Sr. I'ara Machado ; rua do Queimado u. 37 A, do
Sr. Freir ; rua da l'raia, loja de fazendas do Sr.
Santos ; rua larga do Kosario o. 40, do Sr. Manoel
Jos Lopes; eprajada Boa-Vista, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Baplisla, cuja loleria lem o seu
an lamento infallivel cm 13 do luluro Janeiro.
5S00 recebe por iuleiro 5:0003000
A directora
rao annuncia aos
90|OM
6|000
75000
65000
169000
69000
f*sotx>
165000
103000
850011
75000
81000
45OOO
105000
lunes.
Teste, rroleslias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmaenpra homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapou, historia da homropaihia, : volumes
Unil,11,ni,11, tralado completo das molestias
dos meninos. '........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
Pe Fayolle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopathia. .
Piccionario de Nyslen.......
Aula- completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, enntendo a descrp^o
de toilas as partes do corpo humano 30000
vedem-se lodos esles livros no consultorio homcopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio n. 25,
primeiro andar.
CASA DA AFERICAO, PATEO DO TERCO,
N. 16.
O abaixo assiznado faz ver a quem interessar pos-
sa, que no da 31 du corrente liii.ili-.i--e o prazo
marcado pelo arl.2. do til. 11." das posturas da c-
mara municipal desla cidade, dentro do qual de-
vem ser ateridos os pesos e me'didas ; lindo este
incnrrerao os cootravenlorcs as penas do mesmo
arligo. Recite 13 de dezembro de 1854. Prxe-
des da Silca Gutrnao.
rilBLIGACAO' DO INSTITUTO HOBEOPA-
TIIICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Mtthodo concito, claro e seguro de curar homeo-
pathicamente lodas as molestias que af/ligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigino segundo os inelhores Ira-
lados de homeopalhia, lauto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgera Pinhu. Esta obra he boje
reconhecida como a melho; de lodas que Iratam da
applicacan homeopalhica n'curalivo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nilo podem dar um pas-
so seguro sem possu-la e consulta-la. Os pas de
familias, os senhores de engolillo, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, sertanejns ele. etc., devem
te-la mao para occorrer promptamenle a qualquer
caso de molestia.
Doos volumes em brochura por IO5OOO
encudernadns II5OOO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novol n. 68 A.
Na rua doRangel n. 42, lava-see $
engomma-secom toda a perfeicao ^
e aceio. E
Perdeu-se desde a rua de Horlas ale a rua da
praia de Santa Rila, um vale da quanlia de 8598O,
assignado por Rodrigo Mditto Leile a favor de Ma-
noel Jas da Molla : roga-se a quem o achar o favor
deo levar rua da Praia n. 37, ou annuncie que
paga-so a despeza.
ATTENCAO'.
Os senhores deescravos fngidos'venham ver na ca-
deia desta cidade do Recife um crionlinho que diz
rhamar-se Joao, Irabalha de alfaiale, e diz morar
nesla praja, porm nao veio esta cadeia alguem
por elle, tendo viudo preso das carvoeiras do Gini-
papo, freguezia do Poco, com lodos os vestigios de
escravo.
O Sr. Gervasio Pires Ferreira tem uma caria na
ruadoCabug n. 11.
O Sr. Joflo Filippe da Costa tem uma caria na
rua do Cabg n. 11.
i J. MI DfflSTA, I
@ continua a residir na rua Nova n. 19, primei- @
ro andar. ,,
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na rua Direita.sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediamea razoa-
vel convencao que pessoalmente olfere-
cera'.
8aa3f #e@ @
DENTISTA FRANCEZ. f
Paulo Gaignoux, estabelecido na rua larca 9
do Rosario n. 36, svgnndo andar, colloca den- )
41 tes com gengivasartificiaes, e dentadura com-
pleta, ou parle della, com a pressao do ar. g
9 Tambem lem para vender agua denlifricedo 0^
9 Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do 9
M Rosario n. 36 segundo andar. aa,
lideles
Meios
Quartos
ilavos
Decimos
Vigsimos
8)800
15500
800
700
400
2:5005000
1:2505000
6255000
5005000 1
2309OOO
lo collegio da Concei-
pajs das meninas (pie
lite foram eoniadas, e aquellas pessoas
quetratai'am de mandar meninas para o
mesmo collegio, que elle se torna a abrir
a 8 de Janeiro de 1855, por se lindarem
nessa data as le as dadas.
ROUBO.
No da 25 do correle, pelas 1 |i |i,ira 5 lloras da
mandan, roubaram da na dns A^ougiiinlios n. 4, ns
seauinlea objeclos de nuro : um Irancelim chato de
escarna enm urna caplela, leudo c-ta urna palma de
un lado, edo nutro be esmall.iila de buril, um alli-
neie de peilo esmaltado de branca c azul, e mais um
par de luvas de seda amarclla, 11111 leque, um lenco
de cassa rodeado de renda de igual fazenda. e bico'
francez, e 49OOO em dinheiro : roga-se a lodas as au-
toridades policiaet a ppreheusao de lacs objectoe ;
assim como tambem se ruga a lodos ns ourives a
quem os objeclos de ouro forem ollerecido*, o favor
de os apprehcnder ; oulro sim se recommenda a
qualquer pc"oa parllcnlar que dpsrubrir ditos ob-
jeclos, avise na rua das Anuas-Verdes n. 22, segundo
andar, quealem de se gratificar piomelle-se guardar
egredo.
Troca-se a residencia de um segundo andar na
rua estrella du Rosario, que pasa I.I5IHK1 rs. mensaes
de alusiiel, por nutra em primeiro 011 segundo an-
dar, as ras larca do Rosario, Queimado, Cadeia,
Collegio. Cruzea e pateo do Carino, cuja aluguel nao
exceda de2050OO: a fallar na rua estreila do Rosa-
rio n. 8. segundo andar, por cima ila loja de cera,
das 6 as 7 da larde.
Oscredores da massa fallida de Victorino Mo-
reira podem apresentar os documentos de sous cr-
ditos na rua da Senz.da Nova n. 42, al o dia 2 de
Janeiro prximo, afun descrem verificados pela com-
missilo nnmeada.
O Sr. l'-.-n,ci-ro do Amparo Lopes Lima lem
uma carta viuda da Lagoa do Mnnlciro, na piara da
Independencia, livraria n. 6e8-
Prer*a-se de um criado de meia idade, e de
um sitio grande dislanle desta cidade 1 ailcguis:
na rua do Crespo 11. 15.
O Sr. Francisco de Paula Cosa, morador no
Carhang. queira dirigir-se loja da rua do Crespo
n. 10, a negocio que llie diz respeiln.
Precisa-se de urna ama de lele : na rua da
Umilo. em casa de Jos Antonio da Silva e Mello.
Um eslrangeiro de boa conduela rieseja empre-
gar-se em algnm engenlio como dislilador : quem o
pretender annuncie.
Na rua do Rangel n.42, lava-se e engomma-se
com toda a perfeicao e aceio.
Na rua das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhores e mais modernas bichas bambur-
guezas para vender-se em grandes porces e a rela-
Iho, c 1 mliein se aluga.
Precisa-se de uma ama que saba cozinhar e
engommar com perfeicao, pasando-se bem : na rua
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Aluga-se uma esrrava pira o servido interno e
externo de urna casa ; quem a pretender, dirija-sen
rua do LivTamenlo n. 14. Na mesma casa se dir
quem lavac engomma com promplidao, e commod o
prec.o.
AO PUBLICO. I
No armazem de fazendas bara- E!
tas, roa do CoUegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment g*
de fazendas, finas e grossas, por |
precos mais baixos do que emou- H
tra qualquer parte, tanto em por- m
coes, como a retalbo, afiiancando- 9
se aos compradores um s preco B
para todos : este estabeecimento {
alirio-se de combinaco ^om a 5
maior parte das casas con. inercia es B
inglezas, francezas, allemaas e suis- ,
sas, para vender fazendas mais em g!
conta do que se tem vendido, epor J*
isto oll'erecendo elle maioi-es van- ^
tagens deque outro qualquer ; o ij
proprieta 11 o deste importante es- SI
tabelecimento convida a' todos os R
seus patricios, e ao publico em ge- 8j
ral, para que vcnliam (a' bem dos ||
seus inleresses) compiar fazendas \
baratas, no armazem da rua do ja
Collegio n. 2, de
Antonio Lniz dos Santos & Kolim. R
SEnDBBSBIBBCS
Compra-se loda quanlidade de praia "elha ou
nova, a peso, conforme sua qualidade. preferindo-
sc maior poicAo de lei : na rua da Senzala Velha n.
70, se dir quem compra.
Compram-sc ranleirns para pipas j usados: na
na das Cruzes n. 35, segundo andar.
VENDAS-
COROADA POR SHAS YIRTIDES.
A' VERDADEIRA
AGUA DOS AMANTES.
Uuem fdr amante nao pode
Su'd0ua deixar de comprar,
Tira pannos, sardas, espinhas
Faz a pelle clarear.
Refresca, luslra e suavisa a culis,
Tira ruga?, borloejas, que primor !
Quem com a Agua dos Amantes
Nao gozar do amor 1
As nossas bellas patricias
Desla agua devem usar,
P'ra mais bellas licarem,
Mais bellas de fascinar.
He liquido saoespecifico.
Que deve ser procurado,
Poi torna o ente querido
Muilo mais formoseado.
Dous mil ris a garrafinha,
Pode qualquer comprar.
C na rua do Queimado,
Vinle c sete procurar.
He o seu nico deposito,
Deposito mu afamado
Aonde lal elixir
He por todos procurado.
O duplo de importe se devolve
Nao sendo eflicaz em curar,
Uma s queixa inda nao houve !
O que lodos podem apreciar.
Acha-se 1 venda na rua do Queimado n. 27, ni-
co deposilo.
COMPAMIA DE SEGUROS.
EQUIOADE.
ESTABELECIDA NA CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMRI.CO, RUA DO TRA-
PICHE N. 2g.
O abaixo assignado, agente nomeado desla compa-
nhia, e lormalmentc autorisado pela diiecrao. acei-
tara sentiros maritimos em qualquer bandeara, e
para lodos os portus conhecidos, cm vasos ou merca-
dorias, e sob suas respectivas rondiees : a quem in-
leressar 011 convier CuYcluar dilos seguros, poder
dingir-se i rua cima citada, a
Manoel Vitarle /rodrigues.
COSINHEIRO.
Da-se muilo bom ordenado por um cozinbeiro
francez: quem quizer annuncie para ser procurado.
No liolel da Europa da rua da Aurora tem
bons peliscos a loda a hora, pelos precos marcados na
labell.i, muilo raznaveis.
O bacharel LuizdeS. Boaventura Salerno, du-
rante a sua ausencia lem constituido seus procura-
dores ao Sr. Dr. Joaquim de Oliveira c Souza c a
Sra. Mana da Fenha Carolina, com quem poderao
tratar validamente.
Aluga-se uma casa e sitio na Capunsa, com
Dons commodos : na rua do Queimado n. 12.
O Sr. Francisco de Paula Cosa, morador em
Lachanga, queira dirgir-se loja da rua do Crespo
n. 10, a negocio que Ihe diz respeilo.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acba em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Rraga tem uma carta na livraria ns. C e 8
da praqa da Independencia.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com muita pratica desse oflicio. Na rua
da Saudade fronteira n do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. LouraBCO Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramento tem uma caria na livraria ns.
6 e 8 da praeaa da Independencia.
AnlonioEgido da Silva, lente de geometra do
lyceu desta cidade, abre no dia 2 de Janeiro do anno
vindouro, na casa de sua residencia, na rua Direita
n. 78, um curso de geometra por Euclides e La-
croix : os senhores estudanles que o quizerem fre-
quenlar, poderao dirigir-se a mencionada casa, de
manhaa das 7 horas al as 9, e de larde das 3 al
as 5.
Lava-se e engomma-se com loda a perle^ao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
Precisa-se fallar ao Sr. Jacintlio Af-
fonso Rotellio. que morou no aterro da
Roa-Vista, e bo;e dizem que mora para as
bandas de Reberibe, e como se nao saiba
o lugai de sua morada pede-se-llie annun-
cie, ou dirija-se a esta typographia.
Aluga-se urna casa terrea "na povoacao doMon-
leiro, com a frente pora a igreja de S." I'aniale ,,.
muilo limpa, Iresca, com commodos para familia re-
gular, lendnuma porta e duas janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoacao, 011 na rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
~ '-'iride Italiana, revista artstica, scenlfica e
Iliteraria, debaixo do inmediato patrocinio de S. M.
o Imperador, redigida em duas lnguas pelas mais
contiendas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Ijalcano-ltavara. Subscreve-sc em Per-
nambuco, na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia. v
Loteria da Provincia.
O raulclisla Antonio Ferreira de Lima c Mello,
avisa ao publico que lem as suas caulcllas da lotera
da amoreira e rriacao do bicho da seda, que corre
no dia 13 de Janeiro, no Recife loja n. 11, rua do
Rosario n. ti, dita Direita n. 62. aterroda Boa-Vis-
la n. .,8, na povoacao do Monleiro eni casa do Sr.
Nicolao, e em sua toja rua Nova n. pelos precos
abano declarados.
Bilheles 5JJ000
Meios 2-3800
Quartos I55OO
Decimos 700
Vigsimos 400
Quem perdeu um par de argolas de nrelha, o
qual julga-se er de ouro, procure na casa da rua
das Auuas-Verdes n. 16, que dando os signaos Ihe
sera entregue, passando o competente recibo, c pa-
gando o importe do auniincio.
(iratiicarao.
Perdeu-se uma carleira hoieopalliica na noile de
2 para "1 do corrente na igreja malrizde Santo An-
tonio, em orcasiao da missa de Natal; quem a liver
adiado e entregar na rua do Collegio 11. 12, ser ge-
nerosamente gratificado.
Precisa-se alugar uma prela que seja fiel e di-
ligente : na rua Direita, bolica o. 118.
Perdeu-se uraconbeciniento den. 90 da quan-
lia de 4008000, recebido na thesouraria da fazenda
desla provincia : quem o liver adiado, ou por qual-
quer modo delle esleja de posse, duija-se a ruada
praia de Sania Rila 11. 42, que ser generosamente
gratificado, alm do agradecimenlu.
Lava-se, engomma-se. e cose-se, com perfei-
cao : na rua da Guia, no fundo do sobrado n. 44,
sendo a entrada pelo becco que vai sabir na rua de
Apollo.
Precisa-se alugar um iroleque para
o servico de um rapaz solteiro, que seja
fiel, que nao beba, eque entenda do ser-
vico a que be destinado : na rua do Tra-
piche Novo, n. 16, segundo andar.
Domingo, 3t do correle, sahirao
dous mnibus para a cidade de Oiin-
da, o primeiro partir s 6 horas da
manhaa e o segundo as 7, e voltara d'alli o primei-
ro s 5 horas da larde, e o segundo as 6 horas :
quem quizer ver Nossa Senhora do Monle aprovei-
le a occasiao comprando bilheles no escriplorio da
rua das Larangeiras o. 18; s 6 horas da manhaa,
do mesmo dia sahir um mnibus na direccao de
Apipucos, e vnllar s 7 horas da noile para" o Re-
cite.
Precisa-se de uma ama de leite pa-
ra acabar de criar uma crianca de seis
mezes, que tenba bom leite, preferindo-
se sem lilbo : a tratar na prac_a da Inde-
pendencia n. 1, ou na rua Relia n. 27.
Perdeu-se na missa do Natal, na
madrugada do dia 2i- para 25, desde a
porta da matriz da Roa-Vista at o prin-
cipio da ponte, uma pulceira de ouro
nova, degosto francez; roga-se a pessoa
que a tiver adiado de mandar entregar
no segundo andar da casa n. 3, no ater-
ro da Roa-Vista, quesera' gratificado, e
se Ihe Jicara' muito obrigado,
O abaixo assignado deixou de vender charutos
desde o 1. de dezembro, no armazem de Candido Al-
berto Sndr da Molla, e contina a vender na rua
do Aiiiuriiii n. 36, por precos commodos.
AgosUnho Ferreira Senra Guimaraes.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda as lojas do costu-
me os bilbetes da 5.* loteria do conser-
vatorio de msica, a qual correu em 22
do presente, as listas se esperare de 2 a 5
de Janeiro pelo Tocantins ou San-
Salvador. Os premios sao pagos avista
esem descont algum.
Precisa-se de uma ama para o servico de uma
casa de familia, ou uma cscrava, ou inoeque para
se alugar para o servido de casa : na rua Direita 11.
88, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama que tenba bnni e bas-
tante leile, para crear um menino, pagando-se bem :
ua rua Direila n. 66.
Precisa-se de uma ama forra, que engnmme
perfeilamente, paga-se bem : no aterro da B ia-Vis-
la loja n. 48.
Jo< Manoel de Arnujo faz scicnle ao respeita-
vel publico, que nao tem e nunca leve parle alsuma
na soriedade que gjra debaixo da firma de Araujo
flr Filhos. na cidade do Penedo. provincia das Ala-
goas, pois na poca em que foi ella estabelccida, se
arli.ua o annunriaiite na cidade do Rio de Janeiro
negociando por sua conta ; o que provar se fr pre-
ciso com ns documentos existentes nesla cidade de
l'ernambuco em mao de seu procurador o Sr. Dr.
Manuel da Silva Reg.
-se 550? ceulo; na rua da Assumpcao n. 18.
Antonio Joaquim de A bien retira-se para fiira
do imperio.
Bernardo l-'ernandes Vianna ronlina rom sua
aula particular de primeras leltras. do dia 8 de Ja-
neiro prximo futuro, nao havendo feriados sen.lo
das santos de guarda ou molestia ; autorisado pelo
Exm. Sr. Vctor de Oliveira ex-presidenle que foi
desta provincia ; aquelles senhores quo Ihe quizerem
confiar o cnsino de seus filhos, pudem vir inalricu-
la-los c verem o progrmma do ensino. Tambem da-
r lqoes aquellas pessoas grandes que nao poderem
vir de dia das 6 as 9 horas da noite, sem isenrao
de cor ; podem vir raatricular-se ua rua da Cadeia
do Recife n. 47, a qualquer hora.
Francisco Lucas Ferreira, com ce
ebeira d carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macao na igteja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e abi en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
No hotel da Europa da rua da Aurora d-se
comida para casas particulares mensalmenle, por
prcc,o commodo.
No hotel da Europa da roa da Aurora lem boas
salas e quartos pnra aluguel, com comida ou sem
ella.
Desappareccu nm mulato no dia 27 de dezem-
bro, da casa de seu senhor, com o titulo de procurar
scnhor, nao levando papel do mesmo senhor ; jul-
ga-se ler fgido, e por isso avisa se as autoridades
policiaes ou capiles de campo a captura do dito
mulato; he j de idade de 40 e tanlos anuos, barba
rapada, calvo da frente para traz, o qual veio de
Paju' ; levou camisa de algodao de listra e eslea
azul,chapeo de palha : quem o pegar, far o favor
de o levar no armazem de louca da rna Nova n. 51,
ao pe )da Conceicao, de Jos Mzria Goncalves Viei-
ra Guimaraes, que ser recompensado.
Alugam-se o lerceiro e quarto andares da casa
da rua da Cadeia du Recife n. 4 : a Iralar no arma-
zem da mesma.
Aluga-se o lerceiro andar da casa da esquina
da rua larga do Rosario 11. 39 : a Iralar na rua da
Cadeia do Recife n. 4.
Offerere-se uma parda de meia idade para ser
ama secca de uma casa de pouca familia : no becco
do Rosario n, 2.
Aluga-se um prelo alguma eousa velho, cos-
tumado ao servico de sitio, por preco commodo : no
paleo de Carino, taberna n. 1.
Precisa-se de um lioinem para tirar leite em
Vascas e carguejar : na rua do Queimado, loja de
ourives n. 26.
Descnraminhou-se do poder do abaixo assig-
nado uma lellra sacada pelo Sr. Jos Ferreira da
Cosa, e aceita pelos Srs. Manuel Ignacio de Azevc-
do Carvallio e Francisco Morena da Cosa, da quan-
lia de 1:0008000, sacada em 26 de noveinbro do cor-
rente anuo, ao prazo de 60 das, e endocada pelos
mesmos abaixo assiguados ; pnrlanlo previne-se ao
publico em geral eaos ditos aceitantes, que nao fa-
cam ir.in-areao alguma com dita lellra sobre pena
de nullidade, pois os abaixo assiguados sao os legti-
mos proprietarios. Recife 27 de dezembro de 1854.
Jote da Silla Campos & Companhia
O abaixo assignado vai Macei, donde se di-
rige a differeiites pontos da mesma provincia, encar-
regado de algumas commissoes como advogado:
quem se quizof ulili-ar de seu preslimo pode procu-
ra-Io na ruado Crespo n. 9, das 10 al as 2 lloras da
tarde./.oureheo llezerra Curneiro da Cunlia.
Em respo-la ao aiiniincin despido de provas,
doSr. Joao Francisco Paes Brrelo, senhor doenge-
nbo da liba, no Diario de i;S do corrente, roga-se
ao muilo respeitavel publico a su zo em quanlu o abaixo assignado manda ex*lrjlur
dns.aulos, na villa do Cabo, ascerlidoes para provar
que a penhora as rendas do dito engenno fui leita
pela quanlia approxiniada a '.1:0005000, eque os em-
bargos que au/eseuluti dizeii'lo ler pago 2:0002000,
nao foram anda julgados.se pagou bem ou mal, nein
i-lo poda relaxar a penhora de maior quanlia. Re-
cife 28 de dezembro de 1854.
Antonio Gomes I'lar.
Precsa-se de um a-signante para sociedade de
um carro, juslo por preco commodo, partindo do
Recife as 5 da larde, e voltando de Apipucos as 7 da
manhaa : quem quizer, dirija-se .1 rua estreila do
Rosario 11. 7.
No sitio denominado Torre, em Ilelin, appa-
receu um cavallo; quem fr sen dono pode all com-
parecer ; adverlindo-sc que o morador do mesmo
sitio nao se respousabilisa pelo desapparcciuienlo ,10
mesmo ravallo.
Oflerecc-se um rapaz brasileiro para caixeiro,
do que lem pratica bastme, nao sendo taberna :
quem precisar pode procura-lona rua do Queimado,
loja de chapeos de Jos Mara Ferreira da Cunha.
COMPRAS.
Compra-se praia brasileira 011 despalillla : na
rua da Cadeia do Recife n. 54, loja.
AUimK PARA .8;>;.
Sahiram a luz as folbinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido e acorescentado, contendo
iOO paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. (i e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHNHAS PARA 1855.
Acbam-se a' venda as bem conbecidas
folbinhas impressas nesta typographia,
de algibeira a 520, de porta a 160. e ec-
clesiasticas a 480 rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. t e 8 da praca da
Independencia.
MELP0ME\E DE LAN ESCOCEZ
A 500 RS O COVADO.
Na loja n. 17 da rua do Queimado, ao p da boti-
ca, vende-se alpaca de lia escoceza, chegada pelo ul
limo navio, a qual fazenda na Europa se d o nom-
de Melpomene de Es'-ncia, muito propria para roue
poe e vestidos de senhora e meninos por ser de mu
lo hrillin. pelo commodo preco de 500 rs. cada co
vado : dao-se as amnsiras rom penhores.
Vende-se excellente tahoado de pinho, recen-
lemenlo chegado da America : na rai de Apopo,
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Mar-melada
a mais fina e melhor do mercado, em caixnhas de
uma libra : vende-se na rua do Collegio n. 12.
Mn-ssa de tomates.
Envalasde4 libra, excellente para (empero, viri-
da recenlemenle de Lisboa : vende-sa na rua do
Collegio n. 12.
Attencao.
Vendem-se 102 Iravee, no caes do Ramos : a Ira-
lar na rua do Passeio, loja n. 13.
Vende-se uma taberna na rua dos Pescadores
n. 38: quema prelender, dirija-se mesma casa a
Iralar cora sen dono.
Vende-se bnlarhinha ingleza, fina, muito nova,
e bem torrada a 210 a libra, cha superior a 28560,
riilo a 2820. queijos novos superiores a IS920, lou-
cinbo de Lisboa a 100 rs.. e ludo o mais por commo-
dos preco* : m. rua estrella do Rosario, taberna n.
47. ao vollar para o Carmo.
Vendem-se saccas com milho ; na laberna da
rua das Flores n. 21. confronte ao porto das canoas.
PANORAMAS PARA JARDM.
Rrtinn Praeger & C, na rua da Cruz
n. 10, receberam e vendem um sortimen-
to de globos de espelbo de diversos tama-
itos e cores, que formam o mais lindo
panorama, postos em uma columna no
meio do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nos jardins do bon. gosto.
Rrunn Praeger & C, na sua casa rua da
Cruz n. 10. teem a venda.
Pianos tanto horizontaes como verticaes,
dos melhores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com moldu-
ra dourada.
Vistas de Pernambuco, geraes e spe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terracos e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de dilferentes qualidades.
Presuntos.
(ienebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
Vende-se um mualo de bous coslomes e Ira-
balhador, muito moco : na rua Nova n. 42.
Vende-se um negro bastante mojo, o qual (em
oflicio de carreiro, he serrador, e muilo proprio para
o campo por ler sido do mallo, e enlende de plan-
lacfies : quem o prelender, dirija-se a qualquer ho-
ra do dia, na rua dos Prazeres, no bairro da Boa-
Vista, a ultima casa terrea pintada de roto.
Vcn,ic-se calilo de tomates chesado ultima-
mente de Cenova, a 900 rs. a libra : em Fra de
I',irla- a. 147, junto a intendencia, lerceiro andar.
- Vende-se um carro novo e cm bom estado de
Irabalhar, com prelos, por preco commodo : a Iralar
na rua lerga do Rosario, laberna n. 39.
Vende-se sola muito boa, pelles de cabra, e
-annina muilo boa em sacros : na roa da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Vende-se no caes da alfandega, armazem n. 7,
barris com polasa, viudos do Ri de Janeiro, por
precri mais em conta do due em oulra qualquer
parte.
MACAAS.
Vendem-se no deposilo do gello um reslo de bar-
ricas com macan- perfeitas, eabre-sc para o compra-
dor ver qne eslo boas : a tratar no mesmo.
mavAas baratas.
Na roa r-ticila do Rosario n, 11, vendem-se ma-
caas a 2000, 36000 e 49000o cento.
Vende-se uma tourina parida lia
um mez, e da' 4 garrafas de leite, para
ver, na rua da Concordia em casa de
Pedro Guimaraes, e a tratar na rua da
Praia n. 45, segundo andar.
Vende-se uraa escrava crioula, de
idade de 21 annos, com algumas habili-
dades sem achaques nem vicio algum,
ao comprador se dir' o motivo por que se
vende: a pessoa que perdender dirija-se
a' na Velha, venda da esquina n. 67.
Farelo de Lisboa muilo novo a 6)000 a sacca :
na rua da Cadeia, escriptorio de Manoel Gonralves
da Silva.
Velas de cera de carnauba.
Vendem-se velas de cera de carnauba pura do
Aracaly, pelobaraloprero de9d000a arroba: na rua
da Cruz do Recife n. 34, primeiro andar.
Vende-se uma escrava crioula, de 26 annos de
idade, muito sadia e sem vicio algum : na rua da
Gloria n. 69.
Vendem-se saccas com feijao por barato preco,
conrinhos de cabra bous, ancoras com mel e potassa
do Rio de Janeiro : na rua da Maitre de Dos n. 34.
FRLCTAS NOVAS.
Na rua estreita do Rosario n. 11.
Vendem-se maceas e caslanhas, peras em latas
enfeiladas, damascos e ameixas, bolacliinhas de mili-
tas qualidades, e oulras moilas cousas proprias para
mimse para pas no e licores lamhem linos, ele, etc.
_ Vende-se uma casa, sila na rua de Santa Ce-
cilia n. 13 ; a Iralar na rua do Rangel n. 63.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, rcenle-
mente chegados, de excellentes vnzes, e prefos com-
modos : em easa de N. O. BieberrS Companhia, rua
da Cruz n. 4.
tiomma de mandioca
em saceos de 4 arrobas e tantas libras ; vendem-se
por muilo commodo preco para liquidar : na rua da
Cruz do Recife n. 34, primeiro andar.
BARATISSIMA.
Y ende-se a 3000 a sacca de alqueire de farinha de
S. Matheus, dita de .-anta Catharina a 49000, dila
muito fina para mesa a 58000 : na rua da Praia,
becco do Carioca, armazem do Piulo n. 8.
Relogios de ouro, slamete patente
inglez, chegados agora : no armazem de
James Hallidav, na rua da Cruz n. 2.
ESTOJOS.
Vendem-se elegantes eslojos de toilette
para senhora e para hoincm: no arma-
zem de Eduardo II. Wvatt, rita do Tra-
piche Novo n. 18.
VIN1IOS.
Vendem-se na rua do Trapiche Novo n.
18, em casa de Eduardo H. Wyatt:
Cerveja branca em barricas de 4 e t
duzas, em garrafas e ineias garrafas, vi-
nho do Portoe Xerez, lano em garrafas
comoem barris de 4 em pipa, huelas em
conserva, em cai.xas de 1 duzia de garra-
fas-
Vendem-se nn armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de llenry tiihson, os mais superio-
res relosios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
Em casa de J. KelIer&C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender 5 excel-
lentes piano viudos ultimamentede Ilam-
burgo.
AXTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superar potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 R, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos freguces.
CEMENTO ROMANO BRAXCO.
Vende-se cemenlo romano branco, chegado agora,
de superior qualidade. muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de laboas de pinho.
VeBda-te um cabriolel com robera e os com-
petentes arelo- para um cavallu, todo quasi novo :
pare ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iratar no Recife rua do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
9 RUA DO CRESPO N. 12. 0
9 Vende-se nesla loja superior damasco de 9
9 seda decores, sendo branco, encarnado, rxo, (
9 por prco razoavel. fi
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. Rieber&C,, rua da
Cruzu. 4.
OBRAS DE LABYRINTUO.
Acham-se venda por commodos preco* ricos len-
cos, loalhas e coeiros de labyrinlhn, chegados nlli-
maineule do Aracaly : na rua da Cruz do Recife n.
34, primeiro andar.
Agencia de Edwa Ha*.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bom sorti-
menlos de taixas de ferro cnado e balido, lano ra-
sa como fundas, moeudas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes. asna, etc., ditas para armar em madei-
ra de IsidoHo lanmiili,,- e rodelnaosmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forr.a de
4 cavallos, cocos, passndeirlJ de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que o de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
llias de (landres ; tudo por barato preco.
FRASCOS DE VIDRO DE ROCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendem-se na botica de Dartholomeu Francisco
de Smtza, rua larga do Rosario n. 36, por menor
preo que m oulra qualquer parte.
Vende-se uma casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica-
da ha pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira,
estribaria, etc., etc.: quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara<
qualquer negocio.
Vende-se cognac em caixas de du-
zia : no armazem de Rrunn Praeger &
C, ruada Cruz n. 10.
Ven Je-se fio de sapaleiro,|t>om : em casa de S.
P. Johnslon & Companhia, roa da Sepsala Nova
n.42.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos c"n ferro de >-orc" qualidade.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior Banella para forro de (cilios che-
gada recenlemenle da America.
Potassa.
No antigo deposilo da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e du Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conias.
epoiito da fabrioa de Todos os Sonto na Bahin
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, alendan (raneado d'aquclla fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabeecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das o meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito. '
Devoto Cbtistao.
Sardo a luz 2. edicjtn do livrinho denominado
Devoto Christilo.mais correlo e acrescentado: vende-
se uniramenle na livraria n. fie 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PURLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicjlo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c deN. S.,do Bom Couselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a IcOOO.
Vende-se uma laberna na roa do Rosario da
Boa-Visla n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fuudos san cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador as-im Ihe convier :
a Iratar junio ;i alfandega, IraVessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar horlaa e baixa,
decapim. ua fundicao de 1). W. Bowman : na roa
doBrumns. 6, 8el0.
PARA ACARAR.
Vendem-se cassa? francezas de cores fixas, e lin-
dos padres, pelo baralissimo preco de 140 rs. o co-
vado : na loja da (juimaraes V llnriques, rua do
Crespo o. 5.
Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de fepr de D. W.
Rowmann, na rua do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carre,gain-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpieiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
0 arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhorainento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se uma riez mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rna da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Vende-se uma balanca romana com lodos os
seus perlences. em bom uso e de2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se i rua da Cruz, armazam n.4.
Vende-se uma boa casa terrea em Oiinda, rua
da bica de S. Pedro, que faz esquiua com o cercado
de madeira, com 2 portas e 2 janellas de frente, 3
salas, 3 quartos, roziiha grande, copiar, estribara,
grande quintal lodo murado, rom parlan e cacimba,
muilo propria para se passar a fesla, mesmo para
morar lodo o anuo : a tratar no Recife, rua do Col-
legio n. 21. segundo andar.
a
i
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa- (&
bricada no Rio de Janeiro, che- Jj
gada recentemente, recommen- (&
da-te aos senhores de engenhos os
seus bons efleitos ja expenmen-
(3
: ;t:iis iiuii* cucitua ja c\permit! T*
P lados: na rna da Cruzn. 20, ar- W
W mazetn de L. Leconte Feron & @
() Companhia. &
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes C, na rua do Trapiche n. 5i,
primeiro andar.
-- Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
W Deposito de vinho de cham- &
tagne Chateau-Av, primeiraqua- j'5
idade, de propriedade do conde A
(A de Marcuil, rua da Cruz do Re- ggk
g* cife n. 20: este vinho, o melhor *
^j. de toda a Champagne, vende-se j
*| a 563000 rs. cada caixa, acha-se 1
vv nicamente em casa de L. Le- j
W com te Feron & Companhia. N. W
!$ R.As caixas sao marcadas a f'o- O
f goConde de Marcuile os ro- fl
tt tulo das garrafas sao azues- g|
SELLINS INGLEZES.
Vendem-se os melhores sel-
lins para homern, que tem
vindo a este mercado, com
seus competentes freios, etc.,
incluindo alguns para pa-
gens recentemente despacha-
dos, tambem chicotes para carro, homem
e senhora, com enfeites de gosto moder-
no : no armazem de Eduardo H. Wyatt,
uado Trapiche-Novo n. 18.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Aususlo C. de Abreu, conli-
nuam-se a vender a c!000 o par (preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, felas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposiran
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, naosesenlem ao rosto na aceio de cortar :
vendern-sa com a condicao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 10 diasdepois
pa compra resltoindo-e o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesouriuhas para unhas, fritas pelo me
mo fat'icante.
Negocia-se uma casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Uclioa, com seis
salas, oito quartos ealcovas, cosinha, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de fruteiras, grande jardim
murado com militas flores, cocheira, es-
tribaria, quai to para feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicoes mui favoraveis para o compra-
dor : a tratarna rua da Cruzn. 10.
Vendem-se em casa de S. P. Jobns
ton di C, na rua de Senzalla Nova n.42.
Vinho do Porto superior engarratado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro prente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e caudieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para fono.
Cobre de forro. *
MECHANISMO PARA ENSE-
NHO.
A FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. NA
RUADO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrucco ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qoalidade, e de todos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
coes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilboes.bronzes parafosos e cavilhes, moinbo
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDIQAO
se execulam lodas as encommendas enm a superiori
dada ja enlien,la. e coro a devida presteza e conimo
didade em preco.
Farello de arroz moilo novo e por preco com-
modo, em saccas e barricas, cjo he saudaveis e de
muila nnlnco para cavallos, gallinhas e cevados : a
Iralar na Praia de San Francisco cocheira de Joflo
da Cunha Res.
FARINHA DE MANDIOCA.
\ ende-se a bordo do brigue Conceicao, entrado
de Santa Calharina, e fundeado na volla do Forle do
Mallos, a mais nova farinha que existe hoje no mer-
cado, e para porces a Iralar no escriplorio de Ma-
uoel Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
u. 14. v
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se uma escolhida colleccao das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
cliar para fazer um rico presente.
10 RUA DO TRAPICHE N. 10. '
Em casa de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
Sortimento vanado deferragens. ^
Amarras de ferro de 5 quartos at 1 T
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
miitii Ann
CEMENTO ROMANO. *
\ ende-se superior cemenlo em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : airar do
Ihealro. armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu liontem, 25 do correnle, uma
negra de itacjo Congo, idade 40 annos, pouco mais
ou menos, com ossignaes seguinles : altura regular,
olhos bugalhados, muilo vergonhosa, rosto marcado,
levou urna Irona de roupa, e como sahio de madru-
tada ignora-se que vestido levou : desronfia-se que
fosse para o mallo de Santo Amaro de Jaboalao ou
nnini li.ire- do engenho Macuj : quem a pegar,
leve-a ii rua Direila n. 16, ou na villa do Cabe, a
Ignacio Tolenlino de Figaeiredo Lima, que ser re-
compensado.
Da casa perlcncenle ao Sr. Jo Leao de Cas-
tro, sita no lugar denominado' Cordeiro, fugiram as
7 horas da noile do dia 15, duas escravasmfli e filha,
sendo a m cabra, de nome Mara, representa ler
50 anuos, lem os cabellas brancas, he corcovada,
lem um dedo da mao esqoerdi muilo fino 'e torio,
proveniente de um panariclo ; a filha de nome Rosa,
mulata, de idade 24 annos, pouco mais ou menos, lie
bstanle corpolenla, cabellos carapiohos, olhos ves-
gos, v pouco por um delles; foram escrava- do Sr.
coronel Seraphim da Silva Ferraz, morador no logar
chamado Riacho do Navio, dislauleda Fazenda Gran-
de ou anliga villa de Florala 5 leguas, hoje perlen-
cem ao abaixs assignado que recompensa com 10XX9
rs. a quem as apprehender e levar na mesma casa,
ou rua da Cadeia do Recife, loja n. 5.
Antonio Bernardo luz de Cartalho.
Do engenho Mascalinho, sito-na freguezia de
Una, fugio em um dos primeiros das de dezembro,
um escravo crioulo, de nome Salvador, ue idade do
20 anuos pouco maisnu menos,bailo, cor prela, tem
urna cicatriz no rosto provcnienle de nma apostema
que nrrebenlou : roga-se as autoridades policiaes e
rapilfles de campo, o peguem e levem-a ao referido
eneenlio, ou 110 Recife no paleo do Carmo n. 17, que
se recompensara.
1009000 de gralificacflo.
Desappareceu no dia 8 de setembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta le .1(1 a :i."> anuos, pouco inais OU menos,
nasrido em Cariri Novo, d'nnde veio ha lempos, he
muilo ladino, costunia trocar o nome e intilular-se .
forro ; foi preso em fins do anno de 1851 pelo Sr.
delecadn de polica do termo de Seruhaem, com o
nome de l'edro Sereno, como deserlor, e sendo re-
mellido para a cadeia desla cidade a ordem do lllm.
Sr. desembargador chefe de petiria com oflicio detide
Janeiro de 1852 se vcrHicou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Anlouio Jos de Sant'Anna, morador
no engenho Cail. da comarca de Sanio Anlo, do
poder de quem desappareceu, c sendo oulra vez cap-
turado e recolhido a cadeia desla cidade em 9 de
acost, foi ah embargado per ex, curan de Jos Dias
da Silva dinrnanies. e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. Os
sisnaessilo os seguinles: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e rarapinha-
dos, cor amulatada, olhos oscuros, nariz grande e
grosso, beicos grossos, o semblante tediado, bem bar-
bado, com lodos os denles na frcnlc : roga se, por-
tanto, as autoridades policiaes, capilaes*de campo e
pessoas particulares, o favor de-o^pprehenderem o
mandarem nesla prac,a do Recife, rife rua larga do
Rosario n. 11, que recbenlo a liralilirncilo acjista de
IOO5OOO ; assim como proleslw contra quem o liver
em seu poder oceulto.Manoel de Almeida Lopes.
PERN.: TVP. DE M. ". DE FAK1A. ,185
\


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