Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01249


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Full Text
ANNO XXX. N. 296.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
iwm ------
QUARTA FEIRA 27 DE OEZEIYIBRO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
i

I
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXC.VKUEU.VDOS DA St'BSCUlPC.VO-
Recito, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doza ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viciorda Nativi-
dade ; Natnl,*fSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araea-
ly, o Sr Antonio de LemosBraga ;Ccar, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Ilodrignes ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 d. por 13000.
Paris, 3i' rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebalc.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da coinpaiihia de Beberibe ao par. .
da companhia de seguros ao par.
Disconio de lellras de 8 a 10 por 0/0.
I MET.VES.
Ouro.Oncas hespanholas* 299000
Modas de 63400 velhas. 169000
de 63400 novas. 169000
de 49000. 93000
Prala.Paiacoes brasileos. 19940
Pesos columnarios, ... 19940
mexicanos..... 13860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 1 5.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HflE.
Primeira s 11 boras e 42 minutos da manhaa.
Segunda s 12 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras. | De/.br.
Relacao, terras-feiras e sabbados.
Fazenda, torras e sextas-feiras s 10 horas.
Jui/.o de orphaos, segundas e quintas s 10 horas. |
l* varado civel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia. |
EP1IEMERIDES.
4 La cheia ao 44 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarto minguante s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 La nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da tarde.
26 Quarto crescente a 1 hora, 21 mi-
nutse 48segundos da tarde.
DAS da semana.
25 Segunda, igag Nascimento de N. S. J. C.
26 Terca. S. I.* oilava. S. Kstevao protomartyr.
27 Quarta. 2.* nitava. S- Jlo apostlo e evang.
28 Quinta. 3." oitava. Ss Innocente mm.
29 Sexta. S. Thomaz de Cantuaria are. m. .
30 Sabbado. S. Sabino b. m. ; S. Venusiianno.
31 Domingo. (Vago) S. Silvestre p. ; Ss. No-
minanda, Donata e Minervina mm.
PARTE ornciAL.
GOVERJO DA PROVINCIA.
Expedienta do da 2 de deiembro.
Ollicio Ao Exm. presidente lo Kio (irande do
Norte, devolvcndo. julgados pela junta de justica,
o proressns verbaes do cadete Carnudo Jos da Cos-
ta Pereira, e din saldados Henriquc Jos de Araujo,
Francisco Antonio l.eda^Aotonio'jos de Sanl'An-
na, Manoel Francisco da Trindade e Jote Miguel do
Andrade, perlenrcntes companhia fi\a de primei-
ra linha daqucll.i provincia.
Dito Ao Exm. presidente das Alagas, remet-
iendo, julaarios pela junta de justica, os processos
verbae dos soldados Francisco Borges, Jos Conni-
ves e Manoel Antonio titilarle, perlencenlesao oila-
vohalalhao de infanlaria estacionado naquella pro-
vincia.laual ao Etm. presidente da Parahiba, re-
metiendo os processos dos soldados Manoel Hilario,
Podro Jos de Sint'Auna e Joflo Jos dos Santos.
Dito Ao enmmandante das armas, inleirando-o
de baver expedido ordem thesonraria de fazenda
para mandar pasar a qnantia de l"-"-00 rs., que,
seaundo os documentos que aconipanharam ao seu
oflicio de Irmtem, di do cadver do soldado do seaun lo halnlho de in-
tentara, Francisco Eugenio Ferreira, fallecido na
comarca de Flores. Expedio-se a ordem supra-
dila.
Dito Ao mesmo, devolvendo, julgados pela jun-
ta de juslica, Ireze prorossos verbaesMas pravas men-
ciona las na reanlo, que este acompanha, aliui de
que S. S. mande exondar as senlent-as proferidas
pela moma junte.
felacao n que se refere o of/irio supra.
Secundo batalhao de infanlaria.
SoldadoRulino Xavier da Franca.
Manoel Victoriano.
Qoarto batalhao de artilbaria p.
SoldadoManoel doeis es da Silva.
Francisco Xavier Victoriano.
Kozendo Jos Pedro.
Alferes iddidoMatbias Vieira deAguiar.
Nono batalhao de infanlaria.
SoldadoJoAo Climaco da Silva QuinUte.
d Joan Francisco.
Calisto Rodrigues dos Santos.
Laurentino Fernandes da Silva.
Dcimo batalhao de infanlaria.
SoldadoI! a inundo Jos Coelho.
Companhia de artfices.
SoldadoPedro Gomes dos Sanios.
Companhia de ("avallara.
Sol ladoJos de Almeida Han ira.
Alferes reformadoJos M Dito Ao inspector da thesouraria da fazenda,
dizentto que leudo deferi lo o requerimento do l-
ente da armada. Francisco Duartc da Costa Vidal,
ein que pede permissao para consignar nesla provin-
cia o sen sold de (erra com abate da quantia que se
descorr para o inoule pi, o autnrisa a mandar a-
bonar meiisalmente esse vencimenlo a pessoa que a-
quelle oflicial designar para o rcreber.
Dito Ao mesmo, rerommenriando que mande
adiantar. com brevidade, ao guarda do almoxarifado
do arsenal de marinha, (edcao l-'nrjaz de l.acerda,
a quaulia de OOoOOO rs. para occorrer ao pagamen-
to das despezas da obra do lazareto de observadlo,
que se esla edificando no-Pina-pequeno. Cominu-
nicou-se i respeilo ao inspector do arsenal de ma-
rinha.
Dito Ao mesmo,. recommendandn que mande
'ndemnisar o lliesourefro das loteras da importan-
ca de mil verbas do sello de bilheles, que paaou em
19 de setembro ultimo, visto ter sido alterado o pla-
no apresenlado para a extrarcAo da primeira parle
da primeira lotera em beneficio das obras da igre-
ja matriz de S. Jos.Communicou-se thesouraria
provincial.
Dilo Ao mesmo, para mandar fornecer ao com-
mandanle superior da guarda nacional dos munici-
pios do Brejo e Cimbre os livros mencionados na
relac,1o junta. Communicou-sc ao re/erido com-
mandante superior.
Dito Ao mesmo, communicando ler concedido
un rnez de licenea, com ordenado, para vir a esta
capital tratar de sua sade, ao promotor da comar-
ca de Goianna, haokarel Manoel lzidro de Miranda,
marrando-lite o prazo de 7 das para entrar no gozo
ila mesma.Fizeram-se as convenientes commuui-
raoies.
Dilo Ao juiz relator da junta de justica, remel-
lemlo, para depois de vistos sercm relatados em ses-
s.to da mesma junta, os processos verbaes dos solda-
dos Anelo Anglico efTIieodoro Jos Rodrigues de
Barros, este da companhia (Ha de cavallaria, e a-
quelle perlenccnle ao segundo batalhao de infanla-
ria. Communicou-se ao commandanled'as armas.
Dilo Ao director do arsenal de guerra, para
mandar eliminar da companh^i de aprendizes da-
quulle arsenal Joaquim Ignacio de Albuqaerque,
vislo sollrcr elle molestias incuraveis.
Dito Ao iii'-mo, para que baja de recommon-
dar ni metre de primeiras ledras daquclle arsenal,
Joaquim Jos llai mundo de Meiulonca, que trale,
qiiaulo antes, de pagar na recebedoria de rendas
dosla provincia a importancia do sello de que trata a
nota, de que se remelle copia, apresentando na se-
cretoria da presidencia o respectivo conhecmento
para ser encaminhado i rcpailinio da guerra.
Cominiiniriiu-se i Ihesouraria de fazenda.
Dito Ao inspector da alfan.leaa desla cidade,
arommonicando que, i bem do servioo publico, re-
solver manda-lo dcsanojar.
Dilo Ao director das obra publica, aulorisan-
do-o lavrar o termo de recebimento definitivo da
obra da rampa de desembarque em frenle ra Ve
Iba no bairro da B la-Vista, e bem assim das l bra-
cas de cano de.essoln, lambem em frente mesma
ra, vislo que, segundo comboso lerceira dos con-
tratos dessa obras, o respectivo arrematante tafo
lein um anno de responsabildade por ellas.Com-
manicou-se Ihesourarii provincial.
Dilo Ao hachare! Nabor Cameiro liezerra Ca-
valcanli. Sao havendo Vmc. feilo entrega do ex-
pedicnte |iertenceiite aojuiz de direito da comarca
do Umoeiro por ocrasiao dt pasear o exerricio da
vara ao segunda supplente, recommendo-lho que o
faca com a possivel brevidnde, visto ler de ser revis-
ta al 1 de Janeiro vindouro a lista dosjuradns
qu ilificados, ;\ qual deve de existir enlre o mencio-
nado espediente. Officion-se ne-te sentido aore-
feriilo jni/.
Dito Ao inspector da Ihesouraria provincial,
para mandar pagar ao arrematante d.i ponte sobre o
rio Capibarilie na estrada de Pao d'Alho, Jos Lopes
liuinaracs, pelas sobras de que traa o artigo 54 ta
le do oreanienlo vsenle, rmitonnn indica o direc-
tor das obras publicas no final do ollicio de 20 do
correijte, que rcm-lle por copia, a quantia de res
1 ;U.">9UOO por baver empregado ucsta obra Ires bra-
,.is cubica de pedra de camarn, sendo 7.V)S r. im-
|iorlaucia da referida pedra, e :IOOJ rs. para sua
comliicc/io. Cominunicou se ao director das obras
publicas.
Portara O presidente da provincia, lendo em
visla o dispostoiy decreto n. I.'lxsde 3 de mao
desle anno, rafnqual se deu nova iirganisai;ao i
guarda nacional dor municipios do Brejo e Cim-
lire-. resolvo que na exeeueo do citado decreto se
ghfarte o srjuinte :
1. O csquadiao de cavallaria, que antes da nova
nrganisac,ao exislia no municipio de Cimbres, ser
considerado exlinctn.
2. O enrpo de cavallaria, os balalhes de infan-
laria, e bem assim as wccAes de batalhao do servico
da reserva, que se organisarem em vrlude do refe-
rido decreto, lefio as suas paradas nos lugares in-
dicados na tabella junta.
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COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel do commando dat armas de Pernam-
bneo, na cidade do Reclf e, ana 24 de dosem-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. 192.
O coronel commaudante das armas interino lem
por conveniente i disciplina prohibir que as pravas
de prct dos corpos do exercilo estacionados nesla
provincia, imd'i-ive ns cadetes, Irajem uniformes,
que nao sejam militares: os Srs. eommandantes dos
mesmos corpos empregarAo lodo o cuidado para que
a presente ordem leojia plena exeroc.ao.
Assignado.SUtnnel Muniz Tacares.
Conforme. Candido Leal ftrrcira, ajudanle de
orden encarregado do dclalhc.
EXTERIOR.
rOI.lTK.A COLONIAL DE IMiLATERRA.
II
Temos analysado ns boas razes dadas por ir Ge-
nrge (irey em apoio da opniAn que pretende susten-
tar as rejacoes de Inglaterra com as suas colonias,
lima vez admillido este principio, apresenlonaquel-
le esladisla duas rpgras alias simples que estabele-
cem o p em que essas relacOes devem continuar.
A primeira he que a melropele nao deve ter ne-
nhuin inlcresse eni exercer maior influencia nos ne-
gocios de orna colonia do quolliohe uecrssario. quer
seja para impedir que es*n colunia adopte medidas
prejndiciaes n qualquer outra ou ao imperio, quer
para favorecer o progresso do enverno interior da
mesma colunia, auxiliando os habitantes a governa-
rem-se por si niesmos, especialmente quando eslao
em suffieiente estado de civilisacao para o fazerem
com vantaeem, e ussegurando a garanta de ama
adminisIracSo justa e imparcial aquella parle da po-
pularan isnoraote c pouco esclarecida para s por si
Jirisir os seas proprios nesocios.
A seeunda reara a dednzir, he que no momento
em que a mai patria, sem fazer oscotivenienles en-
saios. pretender levantar tributos comrnerciaes sobre
as colonias por meio de' um syslema de restrlccao,
ou intervcuha sem ncres-idade nos seus negocios in-
ternos, deve semprc esperar que as colonias se anle-
cipem nos seus proprius recursos, em urna ennside-
ravcl propnr^io para occorrer s despezas do seu
servico. ?
Iloj- em geral o zoverno metropolitano do im-
perio britnico excrce a auloridade as suas colonias
dednatmaneiras : uomeando os governadores, sanc-
cionando ou desippriivaado as medidas dos aovemos
loe.es. i'i (e-ta dos quas eslo collocados os seus
fuoccionarios ; e alguims vezes, mas ponen, pres-
crevendo a marcha que se deve seguir na adoprAo
dessas medidas. A natureta e extensao dos poderes
confiados aos governadores, e por consequencia o
carcter de qualquergoverno colonial dill'erem mu-
lo pelas rircumslancias. Nos eslabelecimenlos da
costa occidental de frica, os governadores exercem
realmeule a duplicada auloridade eieculiva e legis-
lativa, que he apenas limitada pela appellse.io para
o governo melropolilano. No Canad urna assembla
reprcseuliva lem, nao s a auloridade especial de fa-
zer as lei, mas tambem implcitamente urna gran-
de parte da anloridade execuliva ; por isso que be
necessario que os membros do ronselho ejecutivo
possuain a sua confianza. Entre estes dous extremos,
existe urna multidffn de graos intermediarios, em
consequencia dos poderesmais ou menos latos, exer-
cidos pelos governadores das dillerenles colonias.
A exlensao da auloridade que o respectivo secre-
tario de oslado, orgao do governo melropolilano,
lema exercer sobre as autoridades loeae-, deve evi-
dentemente depender muilo da exlensao maor ou
menor do> poderes de que os governadores das difl'e-
renles colonias estao investidos. Em urna colonia
como o Canad, aundeas insliluoOes representativa
lem chegado ao maior desenvofvimenlo, e onde o
eovernador lie assislidn, no cumprimento das suas
funrcries adininislrativas, de ministros quc necessa-
ramente lem a confianc,a da legislatura, resta urna
insignificante parte i aerlo do governo melropolila-
no ; no entretanto a influencia que elle exerec de
momento he ronsideravel. e pode ser de grande
vanlagem colonia. as lulas dos partidos, que sao
a ossencia dos governos livres, a existencia de urna
auloridaileimpairi.il serve de freio i violencia ex-
cessiva, com que muilas vezes se desenvolvem as pai-
xOcs polticas ; a eipcrieucia e a posicAo de um
agente da mai patria, ueste paiz, Iho furnece fre-
quentemente ns meios de abrir um camioho vanta-
joso is legislaturas cnloniaes".
(liras colonias ha un le existe o enverno repre-
sentativo, mas de nina maneira apprnpriada ao es-
lado menos vaneado dasociedade, e onde ogovenio
tem consou-uiilemenle noces.idade de ser investido
de poderes mais ampios, do qucdebaixo do syslema
de que acabamos de fallar ; finalmente oulras lia
em que esto syslema anda nao existe. Nestas colo-
nias, onde neuhuina especie de n-liluicoes repre-
sentativas vem reslrinsir o poder dos governadores,
he do dever do secretario de estado exercer sobre
os seus arlos a maior visilancia.
Combatendo a npiniao daquelles querepellem toda
a intervoneao da parle do governo me|ro|iolilano,
uos ncaorios interiores das colonias, sir Ceorge Grey,
sosl.nla que a appliraciu testa reara de nina ma-
neira absoluta, seria enllocar iniplicilameole as
maos de nina facan, e pode ser mesmo que de urna
miitbria dominante, u poder de governar, sem ne-
nhiinia especio de freio, o resto da sociedade colo-
nial.Por ciemplo, emquanlo o governo metro-
piditano nflo tomn inleresse na con lccao da po-
puia^no negra das Indias Occidenlaes, nA encontruu
a menor o|iposielo da parle das assembleas de Ja-
maica e das onlras Aulillias ; mas no momento em
que cmprehendeii levar a elleilo, desde logo a re-
loluoa de Irtil, relativa ao mrlhoramenla da con-
licfla dos esrravos, e cm ultimo logar a sua eman-
ciparan, vio-so em oppo4i;ao com a classe dominante
dessas coloiriM e as ditlieuldadcs que provieram
dessa siliiaeno, estao anda lonae de cheuar ao seu
termo. Anida que essas colonia po-suain inslitui-
tfles reprosenlativiis, a inrtropolc continua semprc
^a vigiar com aclividade os actos das legislaturas,
afim de reprimir o" quo ellas possam tentar, para
fa/er pa-sar teis prejndiciaes as classes laboriosas.
Considerando pois coiim do dever e do inleresse
lo sen pai/, extender as inslilui(Oes representativas
a cada nina das^depciiJencias aonde anda nao es-
tao establecidas, ou aonde podein s-lo tem peri-
go, e aproveilar ao mesmo lempo todas as ocecsiftes
de desenvolver essas instituicajes nos pontos onde
apenas existem de una forma imperfeita, he
sir Genrae Grey de opinio, de que devem ser ex-
perimentadas naquellascolonias, cuja popularan em
Brande parte nao seja nem de rafa europea, nem
13o avanzada em civilisac.u para exercer com van-
lagem os privlecios do zoverno representativo.
JCeylao tornero o mais solido exemplo das colonias
constituidas debaixo de urna tal base. All no
meio de lima immensa populacao azialica enllocada
no ultimo grao da esraila da civilisacao, acha-sc
eslabelecido um piinbadn de europeas, engajados
temporariamente no cnmmprcio ou naasricultura.
As insli.....airs rcpresenlativas nao conviriam de ma-
neira alauma naquella colonia ; porque so ellas
conferem o poder arando ina'sa do poyo, o ensaio
seria acompanhado de todos o perigos possiveis, ouse
malosraria ; se, pelo conlrario chegasse a cahir as
maos da maioria europea, daria lugar a rreacao de
umaoligarchia limitada a um pequeo numero de in-
dividuos, e pouco favoravel a exlensao do bem estar
dospovos. 0 mesmo estado d cousas ponen nais ou
menos existe na Mauricia na ilha da Trindade.
Santa Lucia, e Natal; porque ainda que as meas
nao rvilisadas alli sejam menos numerosas do que
em Ceylao, os habitantes d'origem europea nao
compoe senao nina frarcao da populacao inleira.
Concluiremos pois dizendo, que as despezas das
colonias brilanniras, sem comprehender as Indias
Orieniaes, sao, seaundo os nllimos documentos a-
presenlados oo parlamento 220,983:000 rancos, e o
seu rendimenlo 117,901:000 francos. Ha por conse-
quencia urna dfferenca contra a metrpoli de
103,079:000 francos.
( Jornal do Commercio de Lisboa.)
-latosB.
Em sessao de 14 de fevereiro de 1854, da cmara
dos communs. M. Olivcira calculen a producan ac-
tual do vinho no continente da Europa em...........
2,145,041,6Cfi salOesimperiaes, fazendo a divisao
desia maneira :
Franca. 900,000,000 gal. 40.500,000 hect.
II espanha e Por-
I uga I 600,000,000 27,000,000
A11 e m a n h a e
Austria. 5i5.0i1.ri66 24,530.000
Italia e Grecia 100,000.000 4,500,000
Tolal. 2.145,0*1,666 96,530,000
Desles 96,530,000 hectolitros, a Inelaterra nao
consom animalmente mais de 270,000 aproxi-
madamente, calculando pelo termo medio dos lti-
mos dnze anuos ; nesla quanlidade, como adanle
se ver, os vinhos francezes foram admlttidos com
21,608 hectolitros no anno de 1852. A fraqueza
desle consumo prnvm de duas causas: augmento
de direitos de entrada t fabrico de bebidas a que
se enlendou dar o nome de vinhos inglczes ( Bri-
titeh trine), podendo considerar-se esle fabrico
como urna consequencia necessaria dessa exagera-
cao da paula.
Anda que este liquido se ennsumma na suo ver-
dadeira qoalidade, um grande Homero de fabricantes
pouco escrupulosos vendem, rom o nome de Porto,
Cherez, Champanha, etc., bebidas compostas com
sueco de toda a especie de frurtas mais ou menos
conuptas. Esla industria nacional he prejudicial
uo umenle a saude publica, mas tambem as ren-
das do Estado e ao desenvolvimiento do commercio
exterior de Inglaterra. He iropnssivel que os vinhos
ualuraes eslranacms deuem de ser opprimidns por
direitos etorbilantes.
No Canad, onde a legislatura enlenden dever
rednzir o imposto sobre os vinhos, o consumo an-
rtual de cada individuo est calculado em 5 pintes e
meio (3 litros (24) enguanto.icede apenas um
litro na Grao Bretanha. onde a populadlo he muilo
mais amadora desla bebida.
No Reino-Unido foram importados vinhos proce-
dentes de lodos os paizes :
Em 1850 9.30i,312 cales imp. 422,415 hecl.
Em 1851 9,008,151 408,970
Deslas quantidades o consumo inglez foi :
Em 1850 6,437,222 gales |imp. 292,250 hect.
Em 1851 6.270,759 285,101
Quaulo a 1852, um documento parlamentar esla-
beleceu da seguinle maneira o commercio dos vi-
nhos no Reino Unido.
P1H
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CO MISOA.U
MaS-ti-i-js*-
5V
A importacao dos vinhos em Inglaterra soffreu
por lano em 1852. comparativamente A 1851, orna
diminnicao de2,215,847 galOes. A cifra de 1852,
he a menos elevada & que este commercio lem che-
gado ha muilo anuos, e he 1,492,250 anies mais
inferior do que o termo medio annual que havia
produzido aimporlacao durante o periodo de 1853
1854.
A quanlidade entregue a consumo levo peto
conlrario um augmento cm 185*,--ms em urna
proporcao muilo fraca (65,408 gatee), as reexpor-
lacies sonreram a alterarlo de 120,615 gales. Quan-
to ns existencias em depsitos, em 5 de Janeiro de
1852, ainda que sejam enormes, oCTerecem, compa-
rativamente, mesma poca do anno anterior urna
Hierenr para menos de 1,647,300 gales.
Os vinhos de Hespnha ligurarnm no consumo de
185e na razao de 41 p. c. ; os de Portugal na raio
le 39 p. c. A proporcSto dos vii.hos de Franca nao
he menos de 7 e meio p. c. Parece comludo* que-
rer augmentar, porque lendo chegado a 5 p. c. ni-
camente em 1850, tem-se manlido nesla proporcao
de 7 e meio nos anuos de 1851 e 1852, em parallelo
ao aogmenlo do debito de muilas quanlidades con-
currentes.
Vejamos qnal lem sido, seaundo os domnenlos n-
steles, o consumo effectivo dos vinhos francezes no
Reino Unido em cada um dos triennios abaixo men-
cionados :
Termo medio 17881790 716,612 gal. 32,334 !iect.
17981800 116,063 5,289
18081810 194,397 i) 8,826
18181820 212.362 9.641
1828-1830 303,033 16,572
18381840 379.253 17,218
18481850 342,747 15,572
Dcsta maneira u ultimo termo medio (1848 a 1850)
da apenas melado das remessas para Inglaterra
durante o primeiro Iriennio (1788 a 1790), isto he,
60 anuos antes. J mencionamos que a enlreea a
consumo, em 1852, linha sido de 21,608 hec-
tolitros.
Adianto (ranscrevemos um mappa com as remes-
sas dos vinhos e aeuas ai denles franrezas para In-
glaterra, nos anuos de 1819 a 1852, segundo os
quadres do commercio de Franca.
VINHO. AGURDENTE.
Annos. Quanlidades. Valores. Quanlidades. Valore.
Iierlolil. flancos, heclolil. franco.
1819 28.251 4,305,000 127.514 22.315,000
1850 32,903 4,311,000 85.107 16,681,000
1851 52,9:18 6,751,000 85,822 16.932,000
1852 41,915 (,254,000 120,150 31,479,00(1
Nota-se lambem, coma ja se vio quanlo aus vi-
nhos, nos dous ultimoanuos,especialmente em185l.
Mas, se nos referidnos aos periodos anteriores, ob-
serva-so igualmente urna grande alleracAu.
No anuo de 1811, linha j efectivamente produ-
zido 37.662 hectolitros ; em 1847, 39,215 ; em
1828,41,310; em 1823, 51,321 ; finalmente em
1825 linha cheaido a importacao do vinho em In-
glaterra a 63,784 hectolitros.
A importacao geral das bebidas espirituosas no
Reino Unido i liuin, genehra e oulras), no anno de
1852, aprsenla umauzmenlo nolavel em relacao a
1851. O consumo das bebidas espirituosas proprias
do paizofferere, pela sua parte, as segundes pro-
porees :
1850. 23,862,585 gales.
1851. 23,976.596
1852. 25.200,879
Calculado oullinmannu na razao do hectolitros
produz 1,144.120.
O consumo total de Inglaterra, no anuo de 1852,
figura por 9,820,608 gales ; o da Escocia por
7,172,015 ; e o da Irlanda por 8.218,256.
Os ilelalhes seauinies foram exlrahidns de um do-
cumento publicado por ordem do parlamento.
O quadro das quanlidades de bebidas espiritos
dislilladas em Inglaterra, no periodo comprehendido
enlre 1800 e 1825. offerecc um resultado muilo no-
lavel. A cifra mais superior que se enconira, he
a do anno de 1800(4,352,788 aales).em quanlo cm
1825 ficou muilo inferior is dos annos anteceden-
tes (2,039,771 gales). Esla differenca nao se pode
explicar, senao pelas miidanras e peia, que cora
frequeules inlervallos tem ajffrldo o rgimen dos
impostes.
Desde 1826 o direito baixou, e ha om lempo a
esla parle, tem permanecido quasi invariavel. A
duplicada influencia de urna legislacao permanente
e de urna pauta moderada, manifestou-se por um
augmente cousideravel, lano na cifra das quanli-
dades dis'illadas, como no productos dos imposto.
O fabrico subi de 3.209,044 aales em 1826. a
6,363,276 em 1852 ; apresentando um ausmento de
porto de 100 fr. A receita de impostes, sem com-
ludo seguir a mesma proporcao. resenlio-se favora-
vclmenle dos favores concedidos didillaces in-
dgenas.
Se at 1824, o qoadro relativo i Escocia, lonze de
accxsar, como os que dizem respeilo a Inglaterra,
um movimenlo diminutivo, aprsenla pelo contra-
rio um prosresso notavel ; isto provem de nao ler a
industria, naquella parte do Imperio britnico, sido
sujeila aos mesmas encargse s mesinas restricres
fisraee. EfTeclivamenle de 1800 a 1824. o direito
sobre os espirites extrahidos do grao, nunca excede-
rn! a 9 sh, 4 1|2 pences, e em 1833 desceu a 2 sh.
4 3|4 pences.
Ao abrigo do favor desle rgimen moderado, o
fabrico dos espritus na Escocia lomou um desenvol-
vimento rpido, e durante a nova poca que se
abri em 1825, o melhoramenfo manleve-se. Deve
notarle que a partir de 1825 unicameufe, a quan-
lidade entregue ao consumo ciimecou a sor nimio
inferior as quanlidades impostas. Esta apparcnlc
anomala explica-se pela crcumstancia de que a
quanlidades que nilo sao consumidas no paiz, sao
levadas para Inglaterra.
Sabe-so comludo quo a paula, votada na ultima
sessSo, oslaheloeou nm direito addronal de 1 sh.
por galio sobre os espirites dislillados na Escocia,
mas este augmento, perfeilamente motivado, nao
parece ser de nalureza a resenlir-se no movimenlo
progressivo do fabrico. A caresta d semenleex-
crcer sem duvida este auno (1853) urna influencia
muilo reslriclva.
..latales do Commerce exlerieur,)
(dem.)
EMIGRACAO EUROPEA.
Um pbenomeno social de grande inleresse lem
despertado desde alu,ans amujs .i nlleucao e^ solici-
nde dos estadistas'. O movimeulo da emigraeflo cs-
tende-se e regularsa-se. Ja uta he a instinclos
vagos e tumultuosos que obedecem as populaces
que almidonan lo em massa por assim dizer a trra
natal procuram alom mar, novas condicoes de exis-
tencia : ellas mdium, calculam as vanlagens d
suas emigraces, cujo fluxo serapre crescente roub
assim lodos os annos Europa meio milhao de ho-
mens.
O governo do imperador tem-se oceupado cora
este faci. Os ministros dos negocios eslraogeiros
do commercio, da marinha, do interior, cada um na
esphera de suas atlribuices, promovern) esludos;
no mez ultimo foi nomeada urna commissao para
examinar com cuidado todas as qoesles que ligam-
se a esle interessanle problema.
He pois occasiao opportuna de recordar os traba-
llio que a qestao da emiaraeao lem provocado.
Ja em Janeiro de 1850 o ministro do interior
confiara a M. l'aganelli de /.cavo a mis-.iu de es-
tudar na luglalerra a acrao da beneficencia publi-
ca, applicada emigrarlo e a influencia desla sobre
a c.lincean do pauperismo. Nao poder a emigra
cao lornar-se urna verdadelra instilui;ao de carida-
de ? O ore.miento dos socenrros pblicos nao pode-
r, favorecendo a expatriarlo das familias pobres,
diminuir e talvcz curar as chagas do pauperismo ?
O problema valia a pena de ser encelado em sua so-
lucao, que inleressa no ultimo ponto i moral, assim
como a sciencia econmica.
Amissao deM. Paganelli deZicavo foi facilitada
pelo benvolo acollumento e commonicarao dos
mais dislinclo personagens da loglalerrn, do entre
os quaes devemos fazer expressa roencao de lord
Dudley-Slaart, lord Ashley. lord Monleagle, sir Si-
duey-llerbart, actual ministro do commercio, sir
Franci Scott, M. Simen, anliao depuUdo da ilha
de Wighl, M. Merivale, subsecretario de estado no
ministerio das colonias, e M. Mordoek, director da
secretaria de omiaraeo.
Depois desla missflo, differentes reltenos foram
dirigidos por M. Paganelli de Zicavo a S. Eir. o
ministro do interior. Eis, o facto desses dorumen-
los que oQerecem mais inleresse para a Franja.
A emigrarlo na Inglaterra recebe um impulso
mltiplo, 1. pela colonias; 2. pela parochia
e eslabelecimenlos de caridade publica; 3." pelas
insliluise, de beneficencia especialmente creadas
para as familias pobres; 4." finalmente pela acciJo
dos particulares.
Quanto ao governo inglez, nao exerce por si mes-
mo nenhuma influencia dVecla sobre a emigracao.
Limita-se i iiispcccionar-' hom miprcao e ajusta
distribuijao dos fundos cafooiaes destinados a esse
ohjeclo, e a lomar a beai dos emigrados medidas de
ordem e de polica. Esla medidas de ordfm c de
polica sao determinadas por nm aclo do parlamen-
te que prev todas as condicoes de seguranza, de
installac.ao, commodidade, e de hygiene durante a
viaaem.
Todos os annos os conselhoscoloniaes liram parle
de suas rendas, e euviam a metropole sommas, cuja
cifra vara segundo a importancia e as necessidades
de cada colonia, afim deque o governo possa man-
dar-lhes lambem animalmente cerlo numero de emi-
grados. Ora, come importo i prosperidade das co-
lonias quo os notos Irabalbadoros que cntram para
seu scio e-lojam em boas condicoes, de moralidade,
de vigor phisico, e de especialidades induslriaes, o
governo noincou nina commissao das Ierras colo-
niaes c de emiaracAo, composta de cinco membros
com o titulo de Commiuariot reaes, para observar
e regularisar o emprego daquelles fundo. He a
esta commissao, representada nos porto principacs
por agencias, quo dirigera-se as pessoas que prelen-
dem emigrar. Afim de alliviar os sacrificios dos
conselhos cnloniaes, oscommissariosexiaem dos emi-
grados a entrada de certa somma que varia segun-
do a idade dos individuos. Os operarios que teem
menos de quarenta e cinco annos paaam de 25 a ,50
francos, e dos que teem mais dessa idade eiige-se
urna 111111111 de 125 e 250 francos.
Resultara deslas eiigenrias, com quanlo tan mo-
deradas, que muilas familias indigentes nao pode-
riam participar dos beneficios da emigracao, se a
beneficencia publica nao iuterviesse enlre a com-
missao e os emigrados. Nislo consisto a accan das
parochias, dos eslabelecimenlos de caridade c dos
simples particulares.
As parochias ou os cnnsellios municipaes {rom-
miines: concodem aos emigrados pobres soccorros,
cuja dislribuioao he feita pela commitsao do paupe-
rismo (por law hoard.) He preciso notar lambem
que em cortos casos, e sem consultar a commissao
do pauperismo, o conselho da parochia concede a
aquello que soffreu prejuizn inexperado urna som-
ma maior, por exemplo, 250 francos para occorrer
as despezas da emiaraeao.
Segue-se depois a acrao das instituirnos de bene-
ficencia, especialmente creadas para i mulheres
pobres. Sahe-se qn d era ha poucos annos na In-
glaterra a miseria das classes operaras e especial-
mente das mulicres dadas ao trahalhos de asiilha.
sir Sidncy Herbert e Madama Chisholm promove-
rn! eolio a fun.laofio de sociedades pbilanlropioas
lendo por lim favorecer o movimciito ila emigracao,
e facultaran! assim o meio de salvaco a essa parte
interessanle da populacao operara do reino unido.
Abriram-se suhseripces, cuja lisias receberam os
nomes das pessoas mais consideraveis. Na cabeca
deslas lisias, a rainha e o principe Alberto subscr.-
veram 500 lih.; sir Sidney-IIerbert concorreu tam-
bem com 500 libras, e logo a suhucripcao chegou a
dous mi Hies de francos ; ella conserva-so a hera,
e os donativos nao cessam de affluir. Hoje o nu-
mero das nperaiias desgranadas tem diminuido
na Inglaterra e conseguintemenle outro resultado
importante se ha oblido; o enfraquecimento da
concurrencia dos bracos lem augmentado a laxa dos
salarios e a condirao das operaras que permanecen!
na mai patria ha melhorado muilo.
Madama Carolina Chisholm fez na Inglaterra
prodigios de caridade. Providencia do pobres, po-
de di/er-se sem exagerarlo que foi entre os nossos
visinhos para os emigrados, o que S. Vicente de
Paulo fra em Franca para com os meninos cnae-
tadoi. Apostla da extinrcao do pauperismo. Ma-
dama Chisholm visitn primriramenle todas ns co-
lonias para estudar as condicoes de acclimaiacao o
as vantaacus que os diversos seeros do industria
podiam offerecer aos emigrados. Tornando o Grao-
Bretanha depois de fadigas inauditos, esla mulher
euerosa percorreu a luglalerra, a Escossia, a Ir-
landa, promovendo meetings, tirando subscrpc,es
e applicando-se principalmente em dar um carcter
de alia moralidade a sua sociedade de emiaraeao.
donla-e ainda, alm da vasta associaco creada
por Madama Carolina Chisholm, a sociedade de be-
neficencia de Edimburao fundada por sir John Mee-
nille (Highlanders socely) e ruja sede foi depois
ransferida para Londres. Seu fim he favorecer a
emigracao dos escosjtezes indigentes, e existe sob a
proteccao e a presidencia do principe Alberto.
A acc,ao dos particulares finalmente excrce urna
influencia, a que lambem se nao pode deixar de
atlender. Mudas sociedades ou emprezas particu-
lares lendo a cotonisacan por ohjeclo,. bao servido
mais ou menos directamente inleresses gerats da
emiaraeao o concurrido assim para a extincrito do
pauperismo na Inglaterra. Devemos citar a Com-
panhia da Nova Zelandia, a Sociedade de Canlorbe-
ry, a sociedade para a colonsacao de Natal na cos-
as d'.Vrica. Eslas diversas sociedades movidas
somonte pelo Inleresse particular,' teem chegado a
formar as possessOes inglezas aldeas, cidades mes-
mo florcsceutes, onde populaces inleiraarrancada
as miserias da melropole lulo encontrado moralsa-
cao eahastanca.
Tal be a analvse dos documentos submetlidos ao
ministro do interior por M. I'a$anell de Zincavo,
depois de ua missao.
Em resumo, resulla dos esludos feitos sobre a or-
aanisac,ao dada na Inglaterra an movimenlo da emi-
gracao, que os soflrimentos que outr'ora mortifica-
vam tao cruelmente as classes operaras, teem dimi-
nuido i proporcao que lem crescido o movimenlo
da emiaraeao, secundado pelassyrapathias do gover-
no, pela acrao incessanle das sociedades philanlro-
picas, pela beneficencia publica e privada. A laxa
dos pobres, esla chaga que ia alargando-.se progres-
sivaraente, achar-se-ha em breve rcduzida i pro-
por50es que a humani lado e a razao econmica ad-
millem em lodos o paizes. Emlim, o pauperismo.
ohjeclo das emulantes preoccupacsies dos estadistas
do reino anido, deixou de ser a carga esmagadora
do presente e a ameaea do futuro.
{Monitor Vnieertal.)
m si m m
As tabellas do censo da populacSo ingleza tem fei-
lo publicarem-se fados curiosos, que os leilures es-
timarte saber. Foi por esle modo que averiguou-se
que em Londres a populacao adulta niio he origina-
ria da cidade, mas viuda dos campo. Ha condados
que tem em Londres mais representantes do que os
habitantes que posuein suas capitaes. Londres tem
mais rida daos do condado de Glocestcrdoquc a mes-
ma capital desle condado. O mesmo acontece a res-
peilo do Warwicksbirc. Quanlo ao Harpnshire. for-
nece a Londres mais do dobro do habitantes ; de
Winchester, e quasi nnmero igual ao da populacao
da grande cidade de Sonlhamplon. Sufiolk ternero
tantos habitantes quantos possue Ipswick ; Devon
quasi lanosquanlos tornero Exeter ; Wilt.hu o qua-
si o]dobro de Salisbury ; Her quasi quatro vezes a
populacao de II er I lord ; Itruks, mais do que Buc-
Iringbam c Aylcsbury juntas-, Somersetmais que
Well, Tanton e Kridgewaler reunidas; Susscx mais
que Lenes e Hastings Dorsel mais do que qualquer
cidade do condado.
A populacao viuda para Londres de diversas par-
tes da Inglaterra, do paiz de Galles, da Irlanda c
do eslrangeiro rnmpe-se em sois stimos de adultos.
O numero dos emigrantes cleva-sc a 723, 156, alm
de 182, 353 colonos irlandezes, cscocezes e estran-
aeiro e forma urna parte muilo' importante dos
2:362:236 habitantes da capital. De 1841 a 1851 o
crcscimenlo medio da populacao de Londres pela sua
emiaraeao foi de 27:000 por anno, e o cresciinenlo
medio dos nascimenlos foi de 14:500 pelo mesmo
lempo. O campo nao rouba capital numero cousi-
deravel de habitantes.
Na poca do censo nao havia na Inalatcrra e no
paiz de Galles senao 231,593 londrinos (naluraes
de Londres} dos quaes 6i:683 haviam-se eslabeleci-
do em torno da capital, em Mujelese, Surrey e
Ilel. Grande parte desles ltimos tinbam anda oc-
eopaeu cm Londres, assim como alguns daquelle*
que haviam lirado sua residencia em Essesi
Hers.
O Lancashire, esse paiz da manufactura, appre-
senta um quadro semelhanle au de Londres. Nos-
sas duas cidades gigantes de Manchester e de Liver-
pool, os Ires quarlos dos adultos slo emigrantes.
Esle fluxo viudo de fora lemengrossadodesdea po-
ca do rercnseaniento precedente ao ponto de igualar
o numero dos liase,montos no Lancashire e no Ches-
bire. Grande parle dos emicrantosbedo norte.
A einiaratao, como he fcil de comprender,'des-
envolvc-se por lodo o reino. Assim, por um lado,
de meio milhao de naluraes de Norfolk, 90.000 dei-
vira m esle condado c habilam boje cm oulros con-
dados de Inalalerra, ou do paiz de Galles, c'por nu-
tro, Norfolk conta 50:000 habitantes nascidos fora de
seu territorio.
Do mesmo modo nWiltshirc lem teniendo para
os outios condados 16,211 habitante,, Snflolk,
i7, 2:11 J Esscx 37,961 ; Slcropsbire, 11,775 ; Sor-
sel 38,836 ; Devon 37,121, e os outros condados
nmeros menos consideraveis.
Asrelares de familia eonlrbnem ao menos lano
quanlo as razes de inleresse para esla emigracao,
comcflcilo, he digno de reparo que em neulium dos
condados encoulram-se naluraes de lodosos oulros
dislrictiis. He analmente notavel quanto a emiara-
eao he ronsideravel nos condados visinhos. Dos,
90:000 naluraes do Norfolk que procuraran, forln-
na por oulros loa ires de Inglaterra, um terco existe
em Londres e mais do segando terco nos discriptns
de Canibri lae.ibiro, Saffolk, e Lincolnsbire, que Bo
visinhos de Norfolk. Da mesma sorte em Nortemp-
lomshirc, que lira no corante do reino, dos 66,000
emiarantes do condado, dous tercos se tem lirado
nos condados circomvisinhos. Todava ama parle
ronsideravel dos que deixam o lares paterno vao
para Londres e para os districlo manufactreteos ou
de mina.
No Lancashire o numero da populacao excede de
378:300 numero do naluraes do rondado que ha-
bilam outro dislrirlos na Inalalerra e no paiz de
Galles. Igualmente Londres encerra 673:916 habi-
tantes mais que os naluraes ; Durham 65:024 ; War-
wckshre .50:395 ; Cheshre 43:753 ; Monlmou-
Ilafc.re38.i38 ; Slaffordshire 39:728.
Em Londres e as61 cidades principacs da Ingla-
terra e do paiz de Galle, c na 10 cidade princ-
cpaes da Escossia, o censo verificou exslirem
3:767:626 adultos de mais de 20 annos, e desles
2:288,577 nascidos fora deslas cidades. Na 61 cida-
de da Inglaterra e de Galles, a proporcao do emi-
grado be qnasi de dou terco.
Eatriem na Grao-Bretanha 70 cidade que lem
urna ppnlacao de maisde 20:000 almas. Em 1801 a
populacao deslas cidades nie formava um quarto da
do reino, cm 1851 formava mai do terco :
Tomandu maor numero de cidades 212com-
prebendida nelle as capilaes, as cidades martimas,
os centros manufacturnos, as minas ele, adiamos
os fados (eguinte): Desde 1801 emquanlo a popu-
lacao dq i orlo da Grao-Bretanha creseeu 6790 (de
7.-532."r-( 1 .48:456), a populacao dessas cidades
augmrntojJlTfl y m de 3:016:371 a 8:410:021.
Resulta que na primeira mtodo desle secute a
populacao iloscampos tem duplicado, entretanto que
a das grande cidades lem quasi triplicado. O cre-
*m\ fu :
Londres. : llCl',
QpHpea, .... 122,1
Porto de mar 195,1
Cidade de minas, e quinqui-
llera....... 217,3
Cidados mano i arl ii re ras. 224,2 n
Cidades de banhos. 254,1
as cidades onde o algodao fabrica-se em grande
escala o crescimenlo foi de 282,4 *,, e as de quin-
quillera de 289,9*,. A populado inleira da GrSo-
Urelanha he considerada como dividida Igualmente
enlre as cidades e os campos de/, milhr e meio em
cada calhegnria.
A proporcao dos jovens eseossezes menores de vin-
le annos que habilam a Inalalerra he pequea, nao
conslilue o quarlo do adultos.
A proporcao dos jovens inglezes existentes na Es-
cossia he maior qnasi duas vezes. A emigracao da
Escossia tornerc a Inalalerra quasi 5,000 habitantes
lodosos annos ; a da Inglaterra temer a Escossia
1,700 habitantes por anno. Ha na Escossia 1 estren-
geim por 11 naluraes, na Inalalerra 1 por 23.
Em 1841 exisliam 419.256 Irlandezes na Gro-
Brclanha ; cml85l exisliam 7:13:866. O termo me-
dio da emigracao dos Irlandezes para Inglaterra he
de 40,000 por anno ; mas recentemente esta emi-
gracao s he dirigida para a America. Os emigran-
tes Irlandezes vem de preferencia para as grandes
cidades da Inglaterra, Ha 108:518 Irlandezes, em
Londres, 83:313 em Liverpool, e 52:304 em Man-
chester, encontra-se grande numero dclles (144:1551
nos condados do meio dia da Escossia. (Times.)
LITTERATIRA.
A SOCIDADE E OS GOVERNOS DO INDOSTO
NOS SECLOS XVIE XIX.
( Continuar.ao )
Insiiluices do governo de Akbar.
1. t) Iiidoslo esnas insliluicies depois da con-
quista mussulmana.
As memorias de Bahar e a primeiras reformas de
Akbar.
O chefe da aldeia ( grmdupati em snscrito,
palrl no DakkhSn e no Indostao central, mandel em
Bengala ) he ao mesmo lempo agente da commnna e
do governo. Ilaserulos estas funcres alo heredi-
tarias. Em considerado da sua aualidade de pri-
meiro magistrado, o governo abona-lhe urna cerla
exlensao de terreno e ronccde-lhe um ordenado an-
nual ; porem a mclhor parle dcste ordenado consis-
te as rendas que recebe dos chefes de familia. He
elle que com o governo recebem o excedente do im-
posto lurrilnri.il c o reparten) enlre os ramponezes,
segundo a nalureza e exlensao de saas (erras. Elle
alluga os terrenos que estao sem cultivadores, dis-
fume as aguas pela irriaac.te, decide as questes,
prende os malfeilores, remetle-os para o oflicial do
deslriclo.
Eslas funefes municipaes sao exercidas em pu-
blico em um lugar designado para este elleilo, e a
respeilo de ludas as questes que alfeclam o inleres-
se da commiinidadc. os camponezes tomam livre-
menle parle na diseuss3o. O chefe da aldeia he a-
companhado por diversos ofliciaes, os principaes sao:
0 responsavcl da aldeia i condecido geralmente no
1 ii'I os i.i i pelo nome de palnari ) e o guarda cam-
pcslrc. O Cambista, que he ao mesmo lempo o ou-
rives da rommuna, o padre e o astrlogo ( um desles
dou he ordinariamente o mestre-escola, ) o ferreiro
o carpinleiro, o oleteo, barheiro.'o corlidor-de-pelles,
algumas vezes adansarna ea cantera publica, com-
plclam geralmenleo pessoal dosempregados da com-
mnna.
Estas minuciosidades baslam para dar urna idea do
Koverno de urna aldeia india envernada pur um che-
fe, nico intermediario entre o|governo e os cultiva-
dores. Todava, em um crande numero de commu-
nas, eiislem propriclarios priucipaes cornos quaes o
governo deve tratar, quer seja conectivamente, quer
seja individualmente, e nesla aldeias dislinaucm-se
abaixo dos grandes proprielarios, os rendeiro per-
manentes, os rendeiros temporarios, os Irabalbado-
ros. emlim os artistas que se eslabellercm na aldeia
porque ah acbam un morcado para os productos da
sua industria.
Aquellos cultivadores que arrendam trras, quer
soja aos proprietario quer soja ao governo, sao co-
tilleados geralmente na India pelo nome de rayal,
e os pequonns cultivadores mais particularmente pe-
te de assani.Os verdadeiros rajis ou rendeiros per-
manentes transmittem o campo que cullivam a seus
Ribos. A doscripcao dos direilos que confere ao cul-
tivador a cultura permanente do solo e as obrigaces
que ella Ihe impe, direilos e obi iaacocs que variam
segundo as localidades, levar-nos-hia alem dn nossn
lim II-!n.ii.lt i-l.i queaflirmemos que a admini-lracao
do imposto territorial, em Inda a extencao da India
aanaelica ( c mesmo em toda a exlromidadc do Ori-
ente ), bazcava-se, ante da invaso mahometana,
no principio que as teis de Manu exprimem pela ma-
neira seguinle : a Os sabios, que conberem os lem-
pos anliao, olhm sempre esla Ierra (I'rilhivi )co-
mo a esposa do rci I'riihu. e decidiram que o cam-
po cultivado he a propriedade daquelle que*foio
prinieiro a deitar abaixo o bosques para rotea-lo.
Oromporlamentn desla rrgra, debaixo do ponto de
visla aoveruamenlal, cha-se om um velho adagio
dos Radjputs, que procuramos Iradozir por eslas pa-
lavras; A Ierra pertenre-me, a renda he do rei !
A unci dodireilo do soberano sobre a proprieda-
de do solo nao existe na India senao depois da in-
vaso mahometana. A lei mahometana, tal qnal a
comprehendia urna grande auloridade legal da esco-
la hani/a, Shans-oul-Aima ( de Sarakhs ), deitava
sement ao infeliz cultivador com qne nutrir a H a
tua familia durante um anno, e com que temear
suat trras; ella o submettia alem ditso a capitana.
Os primeiro soberano mussulmano exerceram cru-
elmente esle pretendido direito, e o mesmo Aurng-
zeb, neto de Akbar, nao enversonhou-se de ordenar,
por um Timan que no foi conservado, que se cobras-
so o kharadj (imposto territorial ) seguindo a santa
lei e os comraentaros de Abn-Uahifa! Outra eram,
segundo acabamos de mostrar, as condicoes funda-
mentaos a que devia tatisfazer um governo sabio, e
mai particularmente uro governo imposto pela con-
quisto, na rcparlinte e percepcao do imposto terri-
torial, primeira tente de sua renda. Shere-Sbah
foi o primeiro a comprehender e per em pratica, no
Indostao. om syslema de administrante que podo
coociiliar os inleresses do fisco com o do cultivado-
res ; porem a corla duradlo de seu reinado nao per-
miltio que se desse a esse syslema senflo um comeco
de execuco. Ao imperador Akbar eslava reserva-
da a gloria de assenlara administrarn territorio obre
largas e duraveis base. Eis o qne elle fez. Propoz-
e : primeiro i obler urna medida exacto da Ierra ;
segundo, determinar o producto medio de cada bijah
d (erra, e a proporcao deste producto que cada cul-
tivador deveria pagar ao governo; terceiro, fixar um
equivalente em prala par esla proporcao urna vez
determinada. '
Para alcancar seguramente o primeiro fim. Akbar
rosidveu e eslabelleceu um novo syslema de medidas
uniformes par todo o imperio, idea simples e fecun-
da, cuja applicaca devia necessariamenle resentir-
se da imperfeioao dos conlircimenlos mathemaUeos
e dosinstrumentosdessa poca, porem quem por isso
deixou de ler em resultado a simplificaran e reau-
lamento das relacoes do cultivadores para com o go-
verno e entre si. A base do novo syslema mtrico
introduzido por Akbar para este elleilo foi o ilahy
gaz, de 41 dedo, que servio lambem para formar o
akbary bigah, de 3.600 gaz qoadrados. Akbar a-
perfeicoou os insimlenlo de agrimensura, e oflici-
aes intelligenles foram enviados para todo o imperio
afim de presidirn, i operaces cadastrae*.
A determinacao relativa do imposte era ama o-
porac.lo mais delicada que a agrimensura, [e pedia
mai precaures.
As trras foram divididasem tres classes, segando
osen ar..o de fertilidade. Determinou-sc o produc-
to medio de bigah para cada classe ; eo medio desles
Ires producios foi considerado como representando o
producto do bigah. Um terco dete producto cons-
tituio o direilo do governo ou imposto territorial.
Admillido ama vez o principio, o governo nao dei-
xou de recoohecer cm cada cultivador que julgava-
se muilo onerado, o direito de reclamar urna nova
medico de suas Ierras com a parlillia dacolheila que
era o seu producto.
Alem disso. afim de conciliar os direilos do. fisco
com a juslica devida aos cultivadores, decidio-te qne
as Ierras que nao linliam ncerssidade de descanco
pagaran, a lolalidade do imposte todos o anno,
e que as) Ierras de pousio nte pagaran) senao quan-
do fossem cultivadas, que as Ierras inundadas, ou.
que eslivessem ireze annos sem cultura e exigissem
algumas despezas para que tivessem valor.no pasa-
ran) senao dous quinlos no primeiro anno, tres quin-
tos no segando, quatro quintos nos dous annos se-
grales e o imposto inteiro no quinte anno.
Toda trra finalmente que niio produzia durable o
espaco de mai de cinco annosobtinha condicoes mais
favuraveis ainda.
Estes pontos sendo assim regalados, resteva de-
terminar como na maior parte dos casos, o modo
porque o pagamente do imposto era productos seria
substituido por um pagamento em dinheiro.
O governo verificou pois os preeos correles da
mercaduras em cada commnna, nos dezehove annos
anteriores i medilo das Ierras. E o valor da co-
Ihcilas fui estimado segundo o medio dos preeos of-
ferecidos nestes documento. No fim de dez annos
o imposto foi eslabelecido sesundo o medio das per-
cepedes tedas durante esses dez annos.e determinou-
sc que para o futuro regulasse assim de dez em dez
annos.
Este syslema de cadaslro e de percepcao esto ain-
da err uso hoje, mesmo as partes do Indostao que
Akbar nao pode submetter i sua auloridade, as
quaes as vanlagem que dislingnem este modo de per-
eepi.ao o fizeram adoptar.
No mesmo lempo que esta grande medida recebia
a sua eierucjlo, Akbar aboli um numero infinito de
mposires indirectas e de honorarios exigidos pelos
agentes da administrante, e que peiavam da manei-
ra a mai vexaloria sobre a classes inferiora. O re-
sallado desla diversa mudancas foi redozir cousi-
dorav cimente as demandas do fisco, isto, herecenu
brut, poiem diminuir em urna proporcao maior ain-
da, a despezas de perreprte e das cobrances retar-
dadas.
As rendas reaes do estado licarm assim pouco
mais ou menos naquillo que tinbam sido na hyporhe-
se mais favoravel realisacjto deste producto sobo
antigo reaimen, e os poyos ficaram alliviado. Ahu'l-
Fazl observa mesmo a esle respeilo que o imposto
eaa menos pesado no governo de Akbar do qne o
era no lempo do usurpador Shere-Shah, ainda que
esle prelendesse, nao exigir do cultivador senao o
quarto producto de sna trra emquanlo Akbr exiga
o terco.
A instrucees de Akbar a seas governadores re-
cebedores goraes nos foram conservadas) no Jyelu-Ak
bary, e mostram teda a solicitude do mesmo pela
applicacao justa e liberal do seu sistema, como em
geral, pela seauranca e bem estar do seus subditos.
.\enhuin ramo das rendas publicas foi cedido medi-
ante paga durante o seu reinado ; elle ordena aos
seo recebedoresgeraes que tralassera directo mente
tanto quanto fosse possivel com os cultivadores, e
que nao confiassem cegamenle no chefe da aldeia e
no palnari. A inslrucces de Akbar redigidas com
particular cuidado por Abu'l-Fazl, san bem dignas
de seren e-1udadas e meditadas por quem quizer ter
nma idea exacta da capacidade administrativa desse
hbil ministro, diano interprete de um monarcha
justo c bemfeitor.
As convieses do imperador Akbar em materia de
enverno e os principios fnndamentaes que elle adop-
tara como regrasde conducta deduzem-se de sua cor-
respondencia, do teslemunbo d'Abu'l-Fazl.e de ou-
lros escriplores mahometanos dos secutes XVI e
XVII de Dabisiantm particular. Para Akbar, como
para iodos o principes de sua rara, i um rei he a
sombra de Deo sobre a (erra alem disso um sobe-
rano nao pode bem governar senao sendo ajudado
pelo conselho de sabios ministros, mostrando-se cui-
dadoso da, honra e da dignidade das grandes fa-
milias.
O imperador Akbar, diz o Dabistan (3. volunte,
pag. 136 e 137) escreveu um Itera inteiro de con-
selhos para o rei da l'ersia. e esse livro foi ecripto
peto milo do sharkh Abn'l-Fazl, Alguns preroilos
desle livro dizem : o Os grandes entre o povo que
sao depositarios dos segredos divinos, devem ser con-
siderado com nma admiradlo benvola, e conser-
var o seu lugar nos nossos coracoes. O Creador do
universo ronfiou-lhes a dirercao do mundo, para que
elle* viaiem sobre a feliridade dospovos sem despre-
zar principalmente a honra e gloria das grandes fa-
milias, e Esla passagem ho nolavel. Quer Akbar
tenha sido levado pelas suas proprias reflexes a
considerar a maoutensao das grandes familias e de
MMTli Ann
ii cY^iv/ri


DIARIO DE PRIUMBUCO. OUARTA FEIRA 27 DE DEZEMBRO DE 1854.

i.
Ma influencia romo un dos priucipaes meio- tic'
bom goveruo, quer lenlia encontrado a dea desse
principio na- coligas n -liluiric* (los Uindus, o que
he cerlo lie que fez constantemente appracao dclle
ao paiz que a conquista puz sob sen dominio. Os
omralis na corle moghol representan) historicaraen-
ta o paiialo na Inglaterra codi esla difleretira s-
menle.que u.lo transmuten) a seus descendentes nem
seus lilulus nem suas dignidades. Esla circumslan-
cia lie digna de alcnrao ; ella mo lo quena infinita variedade dos governos, sob que
as grande* incoes lem prosperado al i uossa poca,
o principio da igualdailo civil das Familias pode ser
manilo com vanlagcm em um estado desptico, en-
treunto que a instituidlo da nobreza hereditaria e
os privilegios de nascimcnlos se lem combinado sem
inconvenientes sensiveis, em urna monarchia repu-
blicana com urna rcprcsenlac,ao nacional restrictiva
do poder soberano e da liberdade da imprensa. O
cerlo lie que a orcanisacSo do vasto imperio moghol,
tal qual a concelicu e realisou o genio de Akbar, dif-
teria esseucialmente de lodos os governns que
precedern! o seu. Era urna monarchia desptica,
temperada pelo protectorado, pelos privilegios das
coinmanas, e subsiJiarimento em nm grande nume-
ro de casas, pelos direitos da feodalidade heredita-
ria, pelo poder teohorial concedido por cerlo
lempo.
II
LAyin-Akbary e as theoriasgocernamentaes de
Akbar.
A fonle principal em que devenios procurar nao
si'i os dados precisos sobre o goveruo de Akbar, po-
rm anda as noticias positivas sobre o espirito e cos-
tumes da sua poca he sem conlradicc.lo o Ayin-Ak-
baiv. As justas censuras que foram fcilas i redac-
r.lo desla grande obra, e que Elphinstone em parti-
cular julcnu com sabia critica e grande imparciali-
dade, devem advertir-nos contra os testemunhos de
Abu'l-Fazl em ludo o que diz respeito a narrado
dos fados que podem affeclar a repulacAo de pru-
dencia, sabedoria, impeccabilidade relativa que elle
reivindica por toda a parle para o seu hroe ; porm
a respeilo das nstituices governamenlaes, dos re-
gulamenlos administrativos, da vida publica do so-
berano e dos coslumesoTa sua vida privada, o Ayin-
Akbary, apoiado como o he o seu teslemunho por
todas as autoridades contemporneas sem excepeo.
deve ser considerado como o momento mais precio-
so que nos fora transmiltido pelo seculo XVI sobre
0 esUdo poltico c social do extremo Oriente. Ei-
tamos longe de pensar entretanto que a traduc^ao
de (iladwin Taca conhecer plenamente esse admira-
vel livro.
Esta pretendida tradcelo (como o diz Duncan
1 orbes publicada ha sessenta e nove anuos, nao he
sen.in urna versflo mesqoinha o incompleta a lodos
os respeilos, antes um eilraclo do que urna tradc-
elo, c sendo esse mesmo extracto cheio de omisses
importantes, de erros e de negligencias palpaveis.
Ue necessario concordar ao mesmo lempo que a
traducan de urna senielhante obra era um Irabalho
de extrema diflculdade na poca em que Gladwin
a emprehendeu, mesmo com o soccorro de Warren-
llaslings que comprehendia entretanto toda a ua
importancia. Este grande estadista na minuta em
que, em sua qualidade de governador geral, recom-
menda a publicarlo da tradcelo de Gladwin pro-
tecrao do conselho das Indias, assim se emprime :
Esla obra ser urna nrquisicao tanlo mais preciosa
para a scencia europea, quauto ella expo a prunci-
r constituicao do imperio moghol, leudo sido es-
criplo o original na presenra do fundador d'esteim-
perio. Ella ajudar o juizo dos directores sobre
inuilos pontos importantes para os inleresses da com-
panhia ; mostrar em que a administradlo actual
se aproxima dos principios do antigo goveruo in-
dicena, principio que talvez pareram superiores
quelles sobre cuja ruinas foram bascados, e cer-
tamente de uraa applicarao muito mais fcil como
sendo mais familiares ao espirito dos povos da In-
dia ; ella far ver igualmente as consequenrias pro-
xaveisde um desvio qualquerd'estcs principios.
Tiesta mesma minuta Warren llaslings exprime
urna opiniao mu favoravet sobre o trabalho de (jlad-
in. Nao lia duvida alguma que se deve levar em
conl a Gadwiu o reto e talento que mustrou na
cxecuc,ao desla versflo, por mais imperfeila quo teja,
assim como franqueza com que faz allu*ao s
omisses e incertezas que podiam ser-lhe censura-
das. Os lempos mudaram-se : o esludo das linguas
asiticas e do Indoslilo lodo inlero lem feito taes
progresso?, que urna tradcelo completa de Akbar-
N'ameh e do Ayin Akbar) (que nao formam, pro-
priamenle fallando sean urna s obra) podera ser
executada hoje com successo consultando-se os annaes
indianos (os de Radjaslhan em particular) eos au-
torei mahometanos, cujos trabalhos enlraram no
dominio da scirncia histrica europea de nm quar-
lo de seculo para c. Realisada as condirdes plii-
lologicas que indicamos, com o concurso de um cer-
lo numero de sabios e de artistas, seria urna ein-
preza digna de urna grande iinc,ao, porque far-se-
hia ao mesmo lempo conhecer urna das pocas mais
ioteressantes da historia oriental,verilicar-se-hia,por
assim dizer, o que passou-se em ama das principaes
phases da huma ni dad e, e esclarecer-se-hin tal vez com
nova luz a elhoographia e n historia natural da
India.
O extractos qne j publicamos do Ayin-Akbary,
principalmente no que diz respeilo i reforma do cul-
to a i administraran das rendas territoriaes. bastam
para mostrar a mistura singular de enlliusasmo
religioso e de espirito phi losophico.dc vastos designios
ede minuciosa ponlualidadu na pratica dos negocios,
que distingue o carcter de Akbar e o de seu mi-
nistro. Algumas rilarnos relativas administra-
cao geral do imperio, i organisacao da corle mog-
hol, algumas noticias sobre os coslumes do impera-
dor, completaran) o lodo dos coohecimentos que nos
parecen) indispensaveis para a appreciarao geral do
governe de Akbar.
a He nobre enlre us, diz Abu'l-Fazl, aquelleque
sabe refrear suas paxes c conduzir-s* com um
igual decoro para com os homens de todas as clas-
ses da sociedade.... O mais nobre exercicio do poder
supremo, diz elle anda, consiste em melhorar os
coslumes, animar e aperfeicoar a agricultura e re-
cular convenienlemente os differenles ramos d'admi-
iiisir.irin. emanter um exercito bem disciplinado.
He impossvel conseguir estes resultados Iflo deseja-
veis sem procurar merecer a affeicao dos povos por
urna sabia administraran das llnaiira-, e pela mais
estricta econmica as despezas do estado. Qnando
se nao perdem da vista estas codicres indispensa-
veis. as differenles classes da sociedade gozam de
igual prosperidade. Esla theoria goveruamenlal
repousa evidentemente sobre a noe.io de um poder
absoluto, porm paternal. A pratica correspondeu
a iuo durante Indo o reinado de Akbar ; porm s
vinte anuos depuis do comero do sen reinado foi
que o imposto fui definitivamente eslalielcridn, e s
ipiuenia anuos depois foi que' lodo o systema do
goveruo beseou-se sobre rcgulamenlos c nstiluiees
regularmente promulgadas.
He a esla ultima poca que deremos referir a di-
vido do imperio em governos ou tttbahs. Nao ha-
via senilo doze em son origem. Eis caino Abu'l-
Fazl espite esla importante parlado trabalho gover-
iiamenlal d'Akbar : a quarenla annos depois de co-
mi'i'.i do reinado de sua mageslade, seus estados com-
prebendiam rento e quinze sirears (provincias), di-
vididas em duas mil sdleccntas c trinla e selle liabas
eid !!.'- cuja renda regulada por dez annns eleva-
va-se annualmenle a II arribs lr> rores 97 laks
-SovWS dans.
O imperio foi entilo dividido em doze grandes
partes e cada urna ueslas grandes parles confiada
ao goveruo de um subadar ouvice-rd.
O soberano do mundo (n imperador) fez distribuir
nesta orcasiao 12 laks de blels. Os nomes dos sn-
bahs ou lugar em que os vice-reis exerciam o sen
imperio'eram: Allahabad, Agr, Audh Adjneir,
Ahmedahad, Bahar, Beugal, Dehly. Kabul, Labore,
Mullan, Mal .1. Quando sua magestade cnnquistoii
e Berar, Khandcisli e Alimadnagar, formaram-se
tres subahs, que clevou n numero dos subahs a
t quin/e. O vire-roi lnha o titulo de ipali salar
( correspondente a general em chefe ). Elle entre-
pondia-se directamente com o imperador e reunia
o poderes civis e militares. O miis alto fuirciona-
110 mililar depois delle era o faodjar, commandaute
ein ebefe das milicias e das tropas regulares em cada
provincia, encarregndo da manutengan da polica
territorial, islo he, do ansetrurar a cobranza das eon-
tribuicOea territoriaes. A justira era feita em nomc
do soberano, por um tribunal competi do mir od"J
t grande juiz e do 71/0:1/ assistido em raso de ne-
cessidade pelos ministros das differenles religiOes;
segundo n trenca ila partes, nos casos liligiosos.
O recibedor das contribuices, amil gu:zar, era
o principal olli.-i.il das rendas publicas as provin-
cias : elle linha sob as suas orden os tcpaklchis ou
recbedores e os Ihesoureiros ( cujo nonio na lingun
da l'ersia nao he dado por liladnin. ) as gran-
des cilades, a polica era confiada a um funecona-
rio de orden elevada ronbecido anda boje sob o
nomc de kalwal ou Kutwal. As instrucees mui
minuciosas dadas c este magistrado collocam-no
lauto quanto he possivel, nas coudicOes da impor-
tancia poltica, da ulilidade e da influencia local
que dislingueni entre nos o profeilo de polica. Es-
las instruccOcs s3o em geral irreprchensiveis debaiio
do ponto de vista de liumauidade ede juslica. No-
tamos nellas um principio que devia ler sido mui-
las vezes desconhecido antes do reinado de Akbar,
e que o he linda cm nossos das em mui los paizes
civilisadosa inviotabilidadedo domicilio.
Esla disposicao Iflo honrosa para Akbar he espe-
cialmente lembrada no Dabistan. Ao lado de
altea preceilos de um carcter igualmente recom-
meudavel allligimo-nos e sommamente nos admi-
ramos de encontrar urna ordem ao koulual para
corlar a cabera daquelle que beber no .iiesmo copo
em que beber o carrascoou o dedo somcutese elle
comer alimentos cozidos por esle exerolor publico.
Nao podemos explicar este desvia inexperado dos
principios de juslica e dos hbitos essencialmenle
humanos d'Akbar, senilo pelo horror que lhc inspi-
ravam as proflsses ligadas de perlo ou de longc a
destruidlo das crea turas de Dos, Tambero nestas
mesmas instrucees ao Kuutnal Ihe heeipressamenle
recommendado que tome cuidado para que os car-
niceiros, aqucllesque lavam os corpos morios ou
entregam-se a oulras occupares impuras, morrem
em quartcires;aparlados dascasasdos oulroshomeus
os quaes, accrescentam as instrucrOes devem, evitar a
sociedade destes miseraveis de espirito aranhado e
de corarSo petrificado.Bem que os vice-reis ti-
vessem o poder do condenar a pena capital, era-
Ihes ordenado que nao recorressem a esla pena se-
lulo em caso de flagrante delicio, em caso de sedi-
ento por exemplo ; fra deslas circumslancias excep-
cionaes nao deviam ordenar a execurao do culpado
senao depois de confirmada a sentenra pelo impe-
rador.
A minian das nslrurcoes dadas aos principaes
ofliciaes do goveruo nas provincias, he repilimo-lo,
reliada com o cunlio da previdencia, da sabedoria,
Ja humanidade c da pi-tica. Alguns hbitos de des-
potismo mostram-se anda aqu e all, algumas ob-
servaeues frivolas 011 vaidosas, alguns prejuizos pue-
ris conlrastam com a elevaeao ordinaria do peala
monto e solidez do juizo ; maso systema governa-
mental de que ellas sao a expresan, garanta evi-
collocados pelo direito divino ou pola conquista sob
o sceplro de Akbar, as condieoes de liberdade, de
bem eslar e de progresso compaliveis com si/as eren-
cas, habitse grao de civilisaeao geral a que haviam
allingido.
( Continuar-se-ha. )
A I.ITTERATL'RA HESI'A.NIIOI.A E OS SEL'S
HISTORIAUORES MODERNOS.
( Continuar-iio do n. antecedente. )
II.
No vasto dominio da litleratura liespanhola, he
especialmeule o (healro do seculo XVI e do XVII,
depojs da poesa da idade media, que mais lem oc-
cunadu <>s hisloriadures e crticos.- A propria llcs-
panliii. lie foi-ca eonfes-ar, posto qii tenba limita-
vezes deixado aos cstrangeros o cuidado de exhu-
niar-lhe as riquezas, deu aqui o signal das exposi-
roes corajosas. Sabe-se que una pleiada de escrip-
tores, ha cousa de vinte anuos, bao tentado regene-
rar a scena de Caldern e de Lpez da Vega. Era
mui natural que esle cencroso movimento dos poe-
tas provocaste os trabalhos da ernilic.n. Ao passo
que dom Angelo de Saavedrn, duque de Rivas, e
ilnm Antonio (l Zarate, sacudiam alalo jugo da
imitarlo franceza, e rerouduziam a arte dramtica
s fonles nacionaes, os crticos nao deviam ficar sur-
dos a este appello, c era dado i scicncia encontrar
nos livrot a grande Iradico ciifranqueei.la, como o
autor da Fuerza del Sino a desperlava 110 intimo
ilas almas. Esle movimento se dcrlaroii quasi no da
seguinte em que o duque de Rivas mandou repre-
sentar o bello drama da Fuerza del Sino. O dra-
ma do duque de Kivas ( foi nina eventualidade na
historia Iliteraria do serillo XIX } he de 1835. Co-
meeava em ISilfi cm Madrid a publica^ao do lliea-
Iro antigo e moderno da llespanba, que j cont
mais de cem vnlumes: Calera dramtica, lliealro
(inti/jo, thealra mmlerno. O theatro antigo espe-
cialmente foi urna revolucao que aconlecia quando
dc-via acontecer. De entao para c, os trabalhos so-
bre Lpez, sobre Caldern, e at sobre os poetas
dramticos menos ronhecidos que precedern) os
seus triumphos, se succedem continuamente e satis-
farem a vi>a curiosidade dos espirito*. Em 1839, he
dom Agusliuho Duran que d ni /levista de Madrid
um bello esludo sobre Lpez da Vega; em isln.jlie
urna oollrerao mu digna de eslima, o Semanario
piltoresco espaol, que publica as investigar/Oes de
M. Jo lo Colon y Colon acerca dos predecessores de
Lopol, Noticias del Teatro espaol anterior a Ij>-
pez. Em 182, a Revista de Madrid um trabalho
substancial de M. Mesonero Romanos, intulado fa-
pido exame histrico sobre o theatro hespanhol. De
18i2 a Isi, M. Gonzalo Morn dava lamhem na
sua Revista de Bspana y del estrangero, um ensaio
Iliterario e pililo.opliieo sobre o mesmo assumplo.
Em fien M. Gil y Zarate, o mesmo que renovava de
urna maueira mui brilhante sobre a scena a vehe-
mencia e audacia de Lpez, publicava no segundo
volme do seu Manual de Litleratura paginas sc-
enlifcas acerca do seu querido meslre. Nao omita-
mos o primeiro (alvez de todos estes crticos, o ce-
lebre poeta dom Alberto Lista y Aragn, que, no
secundo volume dos seus Ensayos itterarios y cri-
ticas /Madrid 1814,1, deu urna serie de excedentes
captulos acerca dos meslres da scena. Anda podra
citar oulros trabalhos que perlencein a este periodo;
podra assignalar a bella Dibliolheca dos autores
hespanhoes cujo segundo volume reproduz com
militas notas e a.Miros indispensaveis, a disserla-
cao de Moralin acerca das origens do thealru em
llespanba. V-se cabalmente pm e-U- concurso de
crticos e poelas, a quantas sympalhias apaixonadas
deu lugar a lons.i indiflerenoa da Hcspauha para o
seu lliealro nacional.
Entretanto releva que estes trabalhos dos crticos
hespanhoes possam dar urna idea completa do anti-
go theatro. Haviam curiosos esludos particulares ou
coiisideracoes gernes repassadas de enlhusiasmo in-
telligenle; mas quem linda procurado tragar a his-
toria iuleira desla scena hespanhola, segui-la no seu
comeco, nas suas primeiras tentativas, na sua auda-
cia que se desperta, nas suas IransfonnacOes capri-
chosas, na sua passagein da inspirac^lo ecclesiastica
uispirarao romntica, e no seu retrocesso do ro-
mance igreja? Scmelhanle trabalho he daquelles
que exigem urna vida iuleira de paciencia. Quan-
tas nvesligaccs laboriosas Quanlas lacunas a en-
cher e quantas Irevas a illuminar '. Ver.lade he que
o resultado a que se aspira val a pena les esbirros.
O theatro hespanhol he ao mesmo lempo um dos
mais curiosos problemas que lemos a resolver e uma
das mais ricas conquistas que lemos a lazer na his-
toria da poesa. Tal lem sido a ambicao'de um sa-
bio escriptor da Allemanha M. Adolpho Frederic de
Schack, e o bom xito da sua obra sem duvida o
lem recompensado. Nilo dirci que ella tenba resol-
vido o problema, que Icnha proferido um juizo de-
cisivo sobre esta parle tao original e anda tao con-
trovertida da lilteralura moderna, mas cerlamenlc
fez a esle respeilo as mais seras descobertas, e ou
saja ini-l.-r desprezar os seus arrestos, ou um da,
com o intermedio de novos documentos, alguem en-
clia as snaslarunasiiicvilaveis, ser sempre impossi-
vel nao lomar-se em cousideraeao o que elle fet.
As mui graves censuras que sonios obrigados a diri-
gir ao autor nilo prejndicara cm nada s victorias da
sua erudieao. Aquellc que cscrcvcu semelhanle li-
vro se apn-soii para sempre da historia do theatro
liespanliol.
A obra de M. de Schack, Historia da Lilteralu-
ra e da arle dramtica na llcspanlut, se compe
de tres volumes; o primeiro nos conduz at Lpez
da Vesa; n segundo be cousaerado a Lpez e bri-
llianle pleiada que o cerca; o terceiro, cheio quasi
lodo por Caldern, eipe depois a longa decaden-
cia do lliealro e os ensaios de regenerarlo que bao
sido tentados nos nossos dias. Depois .le rpida in-
Irodiiceao sobre a origem do lliealro moderno, in-
Iroduceao em que M. de Scbaik cnconlra necessa-
riamenle as iloulas iuvestigagoes de M. iMaguin, nos
faz alravessar os dous curiosos periodos que v;lo dos
primeiros lempos do povo hespanhol ao reinado de
Fernando e de Isabel, e do reinado de Fernando c
de Isabel ao reinado lilterarin de Lopes da Vega.
M. de Schack n;lo linha um su cuia que consullasse:
Moraim poda sem duvida ministrar-llie algumas in-
deaees; mas a llespanba nao possiua uenhuin dos
repertorios semellianles nos que cnnipozeran Ollicr
para a Inglaterra, Rievoban para a Italia, e os ir-
nAos l'arf.iirl para a Franca; era preciso enconlr.r
ludo no primen 1 inovirncnlo, .1 cusa de sagacidade
c ardor. A torca nao assu-lou a M. de Schack, e
e-les dous periodos que prccedeni Lpez da Vega
nao silo os menos interesantes do seu livro; abi se
forman) poseo e pouco lodos os elementos populares
d'oiide os poetas ib) seculo XVI c do seculo XVII
salo-i ao exlrabir num.
He especialmeule a influencia da igreja que K
manifestara desde o comeen. Na llespanba assim
como em luda a parle, a igreja foi a instituidora do
lliealro. O desrovolviineulo das represen taces dra-
mticas soba egide e direccAo da igreja ja clava
adiautndo no serillo XIII
perdeudo pouco e pouco a pnmeira ealhegnria, e os
dous oulros elementos da litleratura dramtica na
idade media, a charlalanaria senlioril e a cbailala-
naria forasteira popular, para anda empregar as
formulas do sabio escriptor trance/, se subsliluein
manifcstaincnte ao drama ccclcsiaslieo. Em Frani;a
na Alleiuaiiha, na Inglaterra, esle desenvolvimenlo
naliiral seguc pouco e pouco o mesmo curso. Nada
semelbiinle alem dos l'yreueos. Exislcm all sem
duvida, aanni como entre ni, cnulrarios de cmi-
cos que Irabalham para emancipar a arle Ihealral;
mas ao mesmo lempo que a auloridade ecclesiasti-
ca reprova as represcnia^Oes profanas, aulorisa e
proleae as representaeoes edificaules, ulilisando
desl'arle em proveito da f o insliuclo miniico
que he ( anda rito M. Magnin ) um dos nttribulos
da ims-a nalureza, c que se desenvolva mais do
que em parte alguma nessas enercicas iinaginarOes
do meio-dia. Na poca em que Alfonso Sabio con-
demnava os espectculos demasiado livres e per-
millia que se represenlassem scenas do Evaugelho. a
fesla do Sanlissimo Sncramenln, instituida por Ur-
bano IV, era aclliida na llespanba com devoro
fervorosa. Foi esla urna oceasiilo nova para os es-
pectculos ecclesiastieos. He impossivcl acreditar
que estes espectculos lenham sido sempre fiis ao
seu programma; o ardor espontaneo da arte anda
infantil eondu/.ia-o incesantemente fora dos limites
Iracados, e lodo esle periodo no offerere uma lula
continua entre u inslinclo dramtico que quer que-
brar-lbc os I neos e o poder religioso que o reprime.
0 que he nolavel he que a allianca destes dous es-
pirito-, altianca ha muilo rola no resto da Europa,
nunca se rompe completamente. A igreja nao a-
maldieon a arle dramtica quer somonte morali-
sa-la e cmprega-la em seu proveilo; nao a expelle,
e se ella se Iransvia, leva-a de novo aos pos dos al-
tTh-es. O concilio d'Aranda, cm 1473, renovando ao
mesmo teinpo com vigor as prohibieres das Siete
Partidas, faz lambem as mesmas reservas em favor
1I0 drama religioso.
Eis pois dous fados mui expressivos qne este pri-
meiro periodo torna evidentes. O lliealro hespa-
nhol lem rrlares prolongadas com a igreja, intro-
duz-se no culto, serve-lhe de accessorio importante
e ao mesmo lempo a necessidade de liberdade, sem
que a arte 11,1.1 existe, arrasla-o incessautemenlc,
anda debaixo das abobadas dessas cathedraes aco-
lliem-no de uma maueira mui agradavel, a obras
profanas em que as paixdes mundanas reclamam ,0
seu lugar, lie esla uma face particular do carc-
ter hespanhol, c qne se eneuntra at no ullimo dia
da sua historia. Caldern, com os seus autos mys-
licos e longos romances dialoaados, he o produelo
bullanle das candidas coutradices desle velho
lliealro.
He admiravel quanln esle duptice caracler se vai
tornando mais dislincto de seculo a seculo O pri-
meiro periodo Iliterario succede a este periodo dos
instinclos primitivos. O escriplor que o inaugura he
um cerlo joao del Encina, que fiorescia sob o rei-
nado .le Fernando e de Isabel ; depois de uma vida
agitada, tornou-se padre romo Lpez da Vega e Tirso
de Molina, como Caldern e Antonio Sulis, e morreu
em I Vl em Salamanca, cm coja velha catbedral se
Ihe v o tomillo. Estes poetas dramticos, revesti-
dos do habito do padre ou do frade. nao sao raros na
historia Iliterario da Hespanha. A maor parle da
vida inlclleclnal de Joao del Encina se passra a
sombra da igreja ; poela, linha abi felo representar
seus dramas; padre, exercia abi o santo ministerio,
e muilas vezes aconlccia-lhe pralicar estas duas
funcres : visia disso, no convinha que a calhe-
dral de Salamanca Ihe prestas-. o seu ullimo asilo "?
As pecas que iizeram a reputaran de Joao del En-
cina sao dramas religiosos. De ordinario o quadro
he mui simplesc a composieflo inteiramenle infan-
til ; pastores se reunem em Ionio do ber^o de Chris-
10 ou porla do presepio ; communicam uns aos
oulros a grata noticia, celebran) a gloria do menino
niiracnloso e exprimen) asemocoes piedosasque os
espectadores deviam sentir. Entretanto algumas
vezes o poeta se vaienthusiasmaiido pouco a pouco;
anima a scena e procura o interesse, se nao na ac-
hilo, ao menos na variedade das personagens. As-
sim, urna deslas pejas nos mostra dous eremitas que
vilo ao Sanio Sepulcro e conversam sobre a inorle
de Christo com dor piedosa. Sania Vernica appa-
rece e junla suas lasrimas s queixas dol dous; ehe-
gam ao tmulo, ajoelliam-sc. e apparece um anjo
que Ihes annoucia a ressurreicilo prxima do Salva-
dor. Nao ha arcan ; sao antes grupos do que dra-
mas; dissereis algum quadru de fra Anglico cujas
personagens lomim de repente uma voz. O mrito
deslas obras infantil he a terna ingeuuidadc da
inspirac.lo. Pois bem. esle mesmo poeta tao beni-
gno, tao religioso nos seus dramas evanglicos, lam-
bem escreveu pecas profanas, e ora sao estas chocar-
riecs que mais tarde se tornramos enlremezes de
Lpez c de Caldern, ora sao aventuras romnticas,
galantes historias d'anior como na obra que elle in-
lilulou Fileno e Zambardo. Da inspirac.au monacal
11 inspiraeo mundana a distancia.nao era longa pa-
ra poetas que obedeciam tao belmente, a lodos os ins-
tluetos de sua alma.
Uma evenlnalidade Iliteraria que perlcnce ao pe-
i riodu de Joao del Encina ronlribuio singularmente
1 para derramar o goslo das pinturas prufmias sem di-
I miiiuir por isso o numero das penas religiosas aca-
bava ile appareeer a Celestina, no anuo de l.iO), em
Salamanca. Todos couherem o carcter desla obra
extravagante; coiiheeem-se as vivas cores com que
elle pinta as loucuras, os desvarios, as miserias da
paixilo, de sorte que ss vezes a gente se cquece do
rynismo do assumplo para ver soineule o espirito e
a fina observaeo das parlirnlaridades. J no secu-
lo XIV Jo3o Ruys, o audacioso arcipreste de Hila,
linha lomado os mesnios quadros a uma comedia
latina da i lade madia, comedia falsamente atlribui-
da a Ovidio, e que antes recorra as lubricas inven-
res de l'etrone. O aulor da Celestina nao poz em
versos o Pamphilus que inspirara Joio Ruys; fez
dislo nm romance, meio narrac.lo, meio dialogo,
que xeeceu grande influencia na lilteralura drama-
tica. Ao passe que pecas religiosas como as de Joao
del Encina continan! a edificar os fiis na festa de
Natal ou do Sanlissimo Sacramento, nao deve admi-
rar que os autores destes singelos autos sacramen-
taes comecem a pintar livrerueiile todas as peripecias
das aventuras galantes ; a Celistina he que lhc mi-
nistra modellos. Comparai esles dramas de Joao
del Encina com as compo-iees do piedoso domini-
cano de Fiesole, o que he extraordinario para nos,
e o qne he todava sem duvida hespanhol he ver reu-
nidos n'nm.i mesma pesso o pintor ingenuo d Da-
lia do seculo XIV e o poela licencioso do XVI, Or-
gagna e o cardeal Bbieua, fra Anglico e Ma-
chiavel !
Algumai vezes esla mistura, nao s no mesmo es-
criptor, mas, o que anda he mais nolavel, na mes-
ma obra. Gil Vicente a esle respeilo nos d hcr.es
curiosas, (l Vrenle, poela porluguez, perUnce
historia do lliealro hespanhol, e pela influencia que
oxercou em Madrid, c pelas percas caslelhanas que
esrrevcu. Ao mesmo lempo aulur dramtico e ac-
tor, obleve gloriosos Iriumphos nos fins do seculo
XV, c elevou-se logo a uma reputaran europea : Di-
zem que Erasmo aprenden o porluguez nicamen-
te para ler as suas comedias, (iil Vicente he o pri-
meiro que den onome d'an(o, s suas composices
religiosas; fazia-as de duas sorles, urnas especies
de eclogias sagradas como os dramas de Joan del
Encina, as oulras mais complicadas e representando
allesorias myslicas. Ora. estasallegorias roiilinham
muilas m'z.-s um amalgama -singular du sagrado e
do profano, da in-piracao religiosa e das pintoras
mundanas. Cil Vicente esrreven grande nu-
mero de comedias romnticas onde a influencia
da Celistina lie visivcl. He esle com efleilo o mo-
mento em que o lliealro secular cometa a eman-
ciparse de dia a dia. Durante toda a pnmeira rae-
lade do seculo XVI, esle theatro se desenvolve, se
organisa e assegura a sua libcr<>ade. Eis-aqui Tor-
res Niiharrocom a sua colleccao do comedias intitu-
ladas Propaladia,e Lupez de Rueda cum as suas co-
medias, seus dramas e suas pe^as bullas (pasos), An-
tes que as invesligaeues de M. de Schack tivessem
revelado as obras de Joan del Encina, Torres de
Nabarro e Lpez de Rueda eram considerados romo
os fundadores do lliealro hespsnhol; Cervantes e
Lpez da Vega mais de uma vez deram-lhe este 110-
me, e anda he desla maueira que os designa M.
Tieknor, poslo que elle tenha aprovelado nao s
das lirne- de M. de Schack, como de uma Ilustra-
da biograpbia de Joao del Encina, por M. Fernando
W ol". Se Torres Naharro e Lpez de Rueda nao
fuudaram o lliealro hespanhol, sao elle- ao menos
que mais lem contribu.lo para emaucipa-lo da lu-
idla ecclesiastica. Nao se encnnlra nas obras de
Lpez de Rueda um s desles autos religiosos que
eram a principal inspirarlo dos seus predecessores.
Querer islo dizer que as relaedes do theatro e da
igreja vo ser interrumpidas t Nao cerlamenle ; c
esle lie anda um caracler particular da Hespanha.
No momento cm que o insiinrlo dramtico recua os
liinilies do seu dominio, a igreja lem cuidado de
nilo deixar dcsatar-se os laeos que unan) a arle da
scena predica das cousas santas. O concilio de
Toledo em 136 e 1566, renovando as prescrip-
ees de Aflonso A e dO concilio d'Aranda, lixa
mais regularmente o uso das rvpresenlac,ei
sairadas : oiaguem poder mais representar 011-
tus nas grojas sem que os tenlia submelli-
do a auloridade religiosa ; as represenlaces nun-
ca lean lugar durante a missa, san probidas lam-
bem em eri ios tilas, por eseniplo o da dos Innocen-
tes, c especialmente he vedadolos padres represen-
lar papel algum. Assim se exprime o concilio, mas
lem cautela do nilo proscrever o uso dos dramas
qne uden) reanimar pur vivas magens a piedade
dos (eis. Aindamis, dou< anuos depois, em 1568,
a propria auliirnlade relisiosa invoca eslo precioso
soccorro : decide que Corpo de Dos, arrio representados dous aules li-
rados II.- pois un faci esTabelceilo que os dous de-
monios do lliealro liespanlinl, a inspirarn sacerdo-
tal e a inspirarn romntica, nascem, rrescein, tri-
iinipliam justos o que se por instantes a sua intimi-
dada parece rola, cm breve os lac;os sao hbilmente
renovados. Ha oslo mauifeslamente um duplice
inatinelo nacional a que os poelas salisfaziani. As
vetea lambem os mealrra da scena se aarviafn do
drama religioso romo de um meio para proteger a
audacia das represnlaees prolanas ; he assim que
un secunda no-la.le do seculo XVI os dramas religio-
sos, reservados al eniao as igrejas e aos pequeos
E ja que segundo M. de Schack as comedias dir-
Kossao muilo posteriores aos autos, nao ser natu-
ral pensar que os ailloa represenlam especialmente
pe^as representadas nas igrejas, ao passo que os
dramas, lambem religiosos, porem mais complicados,
mais luterano., e execulados nos Ihealros, lomavam
o nomo de comedias divinas Que mais larde o
nome consagrado de autos teuha sido applicado a
obras composlas para a scena, especialmente por
poetas que eram, como Caldern, a personificacjlo
brilhante da i.la.le media, nao pens que este
fado tire nada a validada da nosss conjeclura.
Como quer que seja, eis lodos os elementos do
lliealro hespanhol reunidos pelo trabalho continuo
do insiinclo eda imaginacao popular : os successo-
res de Torres Naharro e de Lpez de Rueda se ani-
man) de hora em hora ; oulras tentativas de Ihea-
Iros seculares se operam em Sevilha, em Vainica,
em Madrid. A escola de Sevilha he uma escola iI-
luslradii que lenta imilar o Ihcalro antigo ; a esco-
la ae Valcncn lambem paocura novas emn(es fo-
ra das ti i.li.-c.ir. nacionaes ; mas nem urna nem
oulra, apezar dos homens de talento que as susten-
tan), niio consegucm se fazer aceitar. Em toda a
parte Iriumpham a in-piraco irreligiosa e a inspi-
racJto romntica. Cervantes putdica as suas novel-
las que serao para esle lliealro mais cultivado oque
foi a Celestina para o lliealro nascenle, e as come-
dias divinas passam da sombra discreta do sanclua-
rio grande claridade da scena. Estes elementos
anda silo mui confusos, assim como atiestan) as se-
veras censuras de Cervantes litleratura dramtica
do seu lempo ; mas emfim ludo est promplo, lu-
do se agita ; o chaos s espera u sopro do espirito ;
Lpez da Vega e Guillen de Castro, Alarcou e Tirso
de Molina, Morelo, Solis e Caldern podem appa-
reeer.
Alguem muito se lem oceupado com lodos esles
brilhantes poetas, particularmenle com Lpez da
Vega. Sem remontarmos al os dous volumes qne
lord Hoiland Ihe consagrar em 1817, sem remon-
tarmos al a biographia que um lilleralo conscien-
cioso, M. da Beaumelle, insera em 1822 nos Chefs-
d'Oeucre des Theatres etrangers, biographia bebi-
da nas fuiese de que M. de Schack se servio mais
de urna vez, os trabalhos nao fallam em Franca, em
Hespanha, na Allemanha, na Inglaterra, acerca do
liomein que Cervantes diama o milagre da nature-
za. Os poelas seus comtemporaneos e quelles que
o seguirn) inmediatamente lem sido tambem o ob-
jeelo de curiosas ndagaees ; as lires cnlhusiastas
de t'iiiilbermc de Srhlegel deitavam os seus fruclos,
e o theatro hespanhol du seculo XVII, pelo que pos-
sue bnlhanle e mysterioso, aguilhoava a curiosidade
dos historiadores' llerarios. NSo venho repetir
o que ha sido dito aqui mesmo on em outras
paragens a respeilo de Lpez e dos seus mu-
los; quero saber somenlc se o livro de M. de Scha-
rk modifica sobre alguns pontos os resultados
adquerdos. A orcasiao he opporluna : M. de
Schak he sem duvida de lodosos crticos da nossaera
o que penelrou mais adiaute na obra do poeta de
Madrid. Nao se Lpez da Vega enlre os seus con-
temporneos, islo he. enlre os seus admiradores apai-
xonados, contou muilos que tivessem lido ou visto
representar os seus mil e quinhentos dramas, os seus
quatro ceios autos, e as suas innumeraveis chocarri
ees conhecidas sob o nome de intrrmcdes ; o que sei
cabalmente, lie que os Irezcnlns dramas que nos res-
lam do poda, sem fallar em uns quinze autos e
n'uma curta serie d'inteimedes, so tem sido lidus
todos por om mui pequeo numero do amadores
intrpidos. Talvez fosse mais fcil ver represontar
os mil e quinlienlo- dramas do seculo XVII do que
ler no XIX os trezentos escapes ao naufragio; alem
dos laeos que unem o poda aos homens d sua po-
ca, alem da coiimuiihao delinguagem.de recordacOes,
de in-pir.ices, que faziam de semelhanle esludo um
praier sem esforco, apenas as obras de Lpez app-
reciam em scena, provocavam a enrinsidade sympa-
Ihica da mu'llidao ; hoje alguns dramas smente do
prodigioso meslre se lem sustentado no theatro de
Madrid, e se alguem quizer ler ns suas obras impres-
sas, ser obrigado procurar aqui e all os lomos
truncados, este no llritsh Musum, na bibliotheca
imperial de Paris, aquelleoutro em Madrid, em Se-
vilha, em Vienna, em Goelingue, em Boston. M.
de Schack naodesprczou nada para chegar ao fim da
sua 1,-iref.i ; vigilias, fadigas, viagens, sacrificios de
san.1,- e dinbeiro, nada Ihe pude embargar o ardor,
e leu enm elleilo, leu, com a penna na mao, com a
atienrn de um navegante que marca (odas as pas-
sagens dos mares inexploradas, leu os trezentos dra-
mas ou comedias de Lpez da Vega. Anda repilo;
quaes sao os novos resultados desle laborioso inque-
rito !
A idea que domina toda a obra de M. de Schack,
que he a sua inspiraran continua, que Ihe explica as
exageraeoes e os erros,. se pode resumir em puucas
palavras. Segundo o escriptor allemao, so ha Ihea-
Iros verdaderamente modernos, verdadeiramenle
originaes, dous thcalrns qne exprimen) com fran-
queza o genio nacional do paiz onde nasceram :he
o theatro hespanhol e o lliealro inglez,e o theatro
hespanhol, em virtude da sua riqueza, do sen desin-
volvimento completo em todos os sentidos, he mui
superior de Shaltspeare. Por tanto o theatro hespa-
nhol he o primeiro de lodos, c o liomem que repre-
senta esle lliealro ; o escriptor em quem se personi-
fica esta glnjia 111 -oiiipiravel, li- Lpez da Vega.
Tal ha a Ibese que sustenta M. de Ichark, lal he a
inspiraeo das suas profundas ndagaees e analyses
seductoras. Resumo a opiniao de M. de Schack a
fim de dircnli-la mus precisamente. Para refutar os
erros que M. de Schack misturou com as ndagaees
ileum valor intstimavel, foramisler recomer;ar o seu
livro, e esta compararan dos Ihealros de Inglaterra e
de Hespanha exigira volumes ; quero ser claro sobre
esle as-iiinpln, obscurecido pelo enlhusiasmo irre-
fle.elido dos Alintaos, quero ser breve e preciso
n'uma materia inmensa. Ora M. de Schack, em
conseqiiencia da etactidao e imparcialidade da sua
anah.o, mu ministra amplamcntc materia para rec-
tificar as suas Iheonas), Nunca houveram tantas li-
nes luminosas sobre as obras de Lpez da Vega,
nunca fora lao commodo penetrar na inspiracJo do
grande poeta drama'.ico hespanhol, seguir-lho os ca-
prichos, medir-lhe a allnra e a exlensao. Estas ana-
lyses lao numerosas, estas cilaeoes tao bem escolhi-
das, he o systema mais completo que se possa dese-
jar para por lim-a este grande processo ; so pedire-
mos ao proprio M. de Schack os meios 'de edmba-
te-lo.
Suspelav-se ha muiio lempo que Lpez da Vega
enlre os prodigios da sua fecondidade, nao se elevara
uma so vez ao fastigio supremo da sua arle, que ne-
nhuma das suas obras realisava a belleza maravi-
llosa em qne a naluresa, interpretada pelo talento,
torna-se um ideal sagrado, ao mesmo ttmpo charo
e veneravel a todos os lempos, assim como a lodos os
paizes. Suspeitava-seque nestaphalange innumera-
veldu composices dramticas nao liavia um Othel-
lo, um Cinna, uma Athalia, um Egmont, um iVal-
lenstein. As aadlyes tao completas de M. de Scha-
ck ja naodclxavam duvida alguma sobre esle ponto
Cerlamenle nao me esqueno do respeilo com que se
deve fallar em um horaem como Lpez da Vega ;
qnando o vemos, dorante meio seculo, de 1585 a

tomou parle na ana moridade. Eis as principaes pe-
tas histricas de Lpez da Vega, aquellas em que ello
mais se esforc,.ou para representar sob forma potica
os aconleciineutos rcaes, e ver-sa-ha que, desde os
lempos primitivos at o meiado do seclo XVI, nc-
nliuina poca desles annaes, nem o periodo romano,
nem o periodo golhico, nem a lula contra os Mauros,
nem a annrehia da idade media, nem os principios
da unidade moderna escaparan) a esla imaginario in-
trpida, lia nisto cerlamenle uma serie deassump-
tos brilhantes, mas quasi sempre as avenluras ro-
manlicas e as peripecias extravagentes vem alterar
a magestade da historia. Sao intrigas amorosas;
princezas encerradas em masmorras, descobertas,
sorprezas, ludo quanto pode ministrar necasifies
propicias > altivez dos senlimentos cavalleirnios.
Se o puela se priva algumas vezes deste recurso, f-
quemus cerlos ao menos que recorrer s ancdo-
tas ; em vez de larga pintura, encontraremos parti-
cularidades sem grandeza, e esle drama com a sua
vehemencia, com o seu brilhantismo, com as suas
palavras enrgicas, com as suas situarles singulares
e nolaveis. j nao ser muilas vezes senao uma
chronica dialogada. O que fallar sempre a Lpez
da Vega he^esta potente unidade que concentra os
raios n'um ponto e crea um figura immortal. A
colera de Achules dirigida com arte, como diz
Boileau, encheu todo a Iliada ; Lpez da Vega des-
confa da sna arte, gosla demasiadamente do nar-
rar, accommuda-se com muila facilidade ao goslo
do seu paiz c do seu seculo. As soas chronicas e
biographias dramticas scintillam bellezas de segun-
da ordem ; mas por ventura o poda periniltir que
se perceba nellas uma s deslas coocepcAes vigoro-
las que sao a suprema grandeza de Hamlet e de
Cinna, de Macbeth c de Athalia ?
{Continuar-se-ha.)
,1
O PODER DA INDUSTRIA.
O mundo novo e mundo velho.
Ha vinte annos exislia no condado agrcola
Wiliteshire, na Inglaterra uma pequea villa, que
ninguem condeca, habitada por algomas familias
daejas a agricultura, as quaes all viviam ealli mor-
riam, desde remolos lempos, entregues aos traba-
lhos do campo, lavrando, ceifando e colhendo tri-
go, luzrna, trovo e btalas, e tao eslr.-tnlias a vida
inlellcclual como os vegetaes ou os animaes que
respiravain o mesmo ar puro e beldara da mesma
agua lmpida. Davam-lhe o nome de Swindon :
anda boje existe esla pequea villa, e o viajante que
se dirice de Londres para Brislol pelo caminho de
ferro Greal-Weslern, avista as suas choupanas afu-
madas e roberas de amarellenlns colmos. Esta
povoacflo he hoje o qne sempre foi, c se as gerares
passadas volvessem a vida reconheceriamalli o ber-
ro da sua infancia e a Ierra que regaran) como o
snor do seu rosto : a nica differenra he que agora
chamam-lhe OldSwindun, a velha Swindon.
E de feito esta povoaeao envelheceu repenlina-
meule : em quanto o muudo 'progredia, ella flcou
o que era c o que linha sido, e quando o mundo
novo, a sociedade moderna se aproximou della con-
duzida (riumphalmenle na locomotiva a percorren-
do 80 kilmetros por hora, acharam-na tilo velha,
13o decrepita, lao longe do movimento das novas
ideas que foi mister abandona-la para ao p levan-
lar uma cidade nova, alegre, sociavel. e rcunindo as
condieoes exigidas pela moderna cix ilisscao ; esla
cidade levanlava-se para ser a oslaras do Greal-
Weslern.
Quando o comboy chega impelldo por toda a tor-
ca do vapor a Nova-Swindon, os empreados re-
pelen! de um a outro extremo da estaclo ,- Swindon 1
niiidiiuei de carruagem para Glouceater, Cliellc-
nlinrn e para a Galles do Sul. Dez minutos de de-
mora !...
Dez mnalos nao bastam para examinar e ob-
servar as grandezas da Nova-Swindon, por isso dei-
xaremos o comboy voar ao seu deslino, e nos vamos
esludar como he que se funda uma cidade no se-
clo XIX.
A compauhia do Great-Western estaheleceu na
Nova-Swindon o seu principal deposito de locomo-
tivas, bem como as ofllcinas necessarias para o fa-
brico e repararan das suas inmensas machinas.
As locomotivas deste caminho da ferro sao as miio-
res, e de mais forja al hojaconliecidas; porque es-
te caminho difere dos oulros em que o eapacu enlre
os dous carris da mesma va he de 7 pes inglezes, cm
vez de 4 pes a 8 pnllegadas o meia. Uma deslas lo-
comotivas o Lord of Ihe liles (o lord das ilhas ) es-
tove na exposicao universal de Londres : he uma
machinada forra de quasi mil cavallos, que poe
em movimento om comboy de cenlo e vinte tonela-
das com a velocidade de 80 kilmetros por hora.
Esla locomotiva pesa 31:000 kilug. e quando as cal-
deiras o.>lo rheias e as fnninlhas com o necessario
carvn, o seu peso he de 35:000 kilog. O wagn
de abastecimeuio que o acompanha pode levar per-
lo de 70 hectol de agua e 1:500 kilog. de carvo.
Esle tender e a locomotiva pesam mais de 50 mil
kilog.
U dimetro das rodas do Lord of Ihe Islet he de
8 ps inglezes, e o comprimento total da machina
24 ps. Comtudo a compauhia posue outras desu-
adas exclusivamente a rebocar os cumboys de mer-
caduras, cujas dimonses sao anda mais exlraor-
diuarias.
As odenlas de serralheria dn companhia oceu-
pam um esparo de quatorze a quinze geiras. O pri-
meiro edificio, quo aitr.be a vista he um mmenso
lelbcro com mais de 500 ps de cumprmenlo, on-
de podem accommodar-se 50 lncomoiivas com' os
seus tenderes, ao lado el um edificio que pode di-
zer-se o hospital do eslabelecimento, he para aqui
que sJo conduzidas as desgraeadas victimas da idade
e dos desastres do eaminho. Esto sempre aqui 40
ou 50 locomotivas em concert : varias vezes he nm
tubo da caldeira, que he mister substituir, outras
he a grelha das furnalhas que precisa ser con;erlada,
ou urna roda que carece de reparo,um cylindro ou um
pislon que se desconcertarais. Em pequea distan-
cia outro edificio serve para guardar as novas loco-
motivas, qoe ainda nao se e-trearam, urnas garri-
das e esbeltas, adornadas de brilhantes cores enver-
uisadas, oulras, e deslas he o maor numero anda
em emhriao passando pelas differenles pilases da sua
forinaoao. Estas agoardam que Ihes mella m as ro-
das, aquellas que montero 04 cylindrns, urnas espe-
ran) que Ihes ponham as grades, oulras s Ibes
falta a chamin de cobre polidp.
Bor delraz destes tres edificios, um oolro cons-
truido com maior solidez, he destinado a oflicinas ;
aqui militares de operarios torcem, encurvam, lgam
furam dilalam, 00 comprimem com a forja dos seus
nervosos bracos gigantescas massas de ferro, que
semelham outras tantas tomainas abrazadas; aqui
a vista perde-se por entre om labyriulho de assem-
hrnsas machinas. Basta dizer que ueste antro de
Vulcano n9o exislem menos de noventa e seis forjas,
tornos ou tomainas, rento e cincoenuf* machinas
para corlar, aplainar, tornear, cylindrar, etc., etc.,
edous valentes nial bus a vapor que com uma s pan-
cada achalam urna grande massa de ferro ou abrem
abrir e fechar de olhos se organisa um concedo, a-.
brem-se todas as bolsas, e o producto da fesla vai at
ao ullimo penny levar o consolo e o allivio a algum
infeliz.
Alm deslas associacoes destinadas ao prazer e
candado, ha oulras, cujo ohjecto sao as discu'sOes
scenlificas, o ensino mutuo, e o progresso dos co-
nhecimentos em mechanica, esUtistici e desenlio.
Hfl grande o futuro da Nova Swindon, e provavel-
/mente assislir ao completo desmoronaniento da ve-
lha Swindon, cuja memoria em breve se e-querer;
pois que nao sao menos do 350 as cranlas dos dous
sexos, que frequeiitam as escolas communaes. Sao
na maior parle os lilhos dos empregados o dos opera-
rios da companhia.
Todos estes milagrea se Iizeram no etpaco de dez
annos, porque antea disso nao havia uma s dioupa-
na no lugar onde boje existe a nova povoaeao.
Oulr'ora as cida les edificavam-se sombra das
alias muralhas de algum caslello, propriedade do
barao, que se dizia senhor dos terrenos, que alcanca-
va com os olhos do alto do seu caslello. Tambem se
construiam em redor dos conventos ricos, ou das ca-
thedraes, e ahi as casas agulomeravam-se, apinha-
vam-se urnas sobre as nutras, pequeas e humildes
como o vassallo ao p do seu senhor; porque lodos
aecudiam a bascar o apoto o a pmteccln do senhor
feudal, e quanto mais prximos eslavam do seu so-
lar, mais seguros se julgavam. Neslas pocas o di-
reito era a forja; e o senhor opprimia e avexava os
que nio reconheciam a sua soberana.
Hoje existe o direito-, se s vezes he calcado aos
ps, nao he isso como oulr'ora o resultado de um
principio genrico, he uma eicepclo, o por isso mais
tarde ou mais cedo Iriumpha.
A nica soberana he a soberana nacional: a as-
sociac.ao substituto o prolector clerical ou secular, e
apezar disso, o individualismo he bastante forte, pa-
ra que o homem goze da sua liberdade de accao, e
da sua propria independencia. He por isso que a
sociedade progride, e que mo grado do vozear in-
teresseirosdaquelles que desejam ressuscilar o pausa-
do, ella segu o seu caminho, deiando-os na reta-
guarda, estacionarios eesquecidos,
Tempo vira em que pasmaran de ver, qua o se-
clo passou por junto dellrs eos deixou no caminho,
sam para elles olhar sequer. e que junio da velha
Swindon surgi, como por encanto, Nova Swindon.
T. N. Bnard.
R.G.
{Jornal do Commerrio de Lisboa.)
EK-"" ---------- "".,""" ^ com summa delicadeza um avelia.
1b3j, alimentar a scena do mu paiz, despertar__ai Porm oqu0,a,vez maU dee sorprender, he
mu adiautndo no secuto XIII para que Aflonso
Sabio, no seu cdigo das Siete Partidas, Irnlia jul- espectculos l'ora-lciros, passam para osverdadeiros
gado necessario regular-es o einprego. Assigna- Ihealros c se tornan) urna das formas da litleratura
lemos um fado quejiao parece ler impresionado dramtica. Nao ser csln precisamente adillerenca
o espirito de M. ilc Schack: no mesmo momento em das Comedias divinas c dos autos sncramenlaes '!
qne a influcnria da igreja sobre o lliealro vai de-
appareeer quasi por toda a parle na Europa, regu-
lae e consolida-se na Hespanha. Desde o seculo
IX al o seculo XII, a veia-mulrix dramtica, como
tilo bem diz M. Magnin, be a inspirar.lo sacerdotal;
mas no meiado do secuto XIII, esla 'inspiraran vai
M. de Schack nao sabe como dava explicar se-
melh.iulo distincrao ; suppa smenle que ,-ts
Comedia divinas, correspondan) aos mysle-
rios e os auto morulidade da idado media;
mas porque razao esles dous gneros nao se desen-
volveran) quasi ao mesmo lempo, como enlre u ?
emoces da mullida, sustentar uma.admirac,ao sem
Ere ingente ; quando vemo-lo juntar a esle Ira-
albo espantoso obras poticas de toda a espe-
cie, poemas picos, poemas didadlcos, poemas
cmicos, epigrainmas, stiras, tratados de meditadlo
religiosa ; quando vemo-lu continuar o Ariusto, lu-
lar com a epopea italiana, escrever um poema sobre
Mara Stuarl, o sempre, cm todos os assumplo*, fal-
lar uma lingua mullas rrzes carregada de cores, he
verdade, mais chei< de vida, de suavidade e de mo-
cidade, o espirito Oca confundido diante da ferlili-
dado de sem-llianlo inspiraran. Inclinn-me, como
Cervantes, diante desle' milagre da natureza, mas
rcrordo-ine que Cervantes tambem censurou deno-
dadamente em Lpez o emprego destes dous incom-
paraveis. Eslou disposto*tanto quaclo ninguem, a
enlbusiasmar-me por esle engenho privilegiado, e
admiro ludo quanto elle tena podido fazer : entre-
tanto trala-se do qne fez. a O que fez diz M. de
Schack; crean o lliealro nacional, apresentou na
cana, em rentenares de obras-primas, todas as gran-
des recordacOes da historia d'Hespanha, chronicas,
Iradires, leudas, e fundou,para sempre, pela masia
da sua arle, o palriolismu sberbo dus seus concida-
daos. o Que gloria admiravel, se fosse possivel
coucede-la a Lpez! mas uo, elle nao fez mais que
submelter-se ao espirito doseu lempo, e vendo do-
minar o gusto romntico daousas romnticas, puz
em romance todas as tradires marav'.hosas que Ihe
mnistrava o passado do sen paiz. A materia eslava
em seu poder, a mais bella materia que em lempo
algum tenha sido dada a um poela, as mmortaes
rerorda^es de uma cruzada dsele ceios annos;
se Lpez da Vega .1 dn houvesso lirado o grande
drama, a srande tragedia, ao mesmo tempo h^spa-
bnliolii e humana, nacional e universal, nao havera
um poeta que se comparassea elle em toda a histo-
ria da poesa moderna. Pretorio curvarse ao espi-
rito lilterarin da sua poca, ao espirito prolongado
da idade inedia, ao goslo das aventaras, das ancdo-
tas, das sorprezas, da confusilo, eesta grande Iradi-
eilo pica do que devera apnderar-se como senhor,
nao foi para elle mais que i quadro cm que elle col-
locou os seus romances.
Ha no lliealro de Lope/, da Vega grande numero
de dramas histricos que podem illudir primeira
vista, Quasi Inda a historia de Hespanha desde a
sua origem miiiislrou assumptos a 0-1 1 imaginaeiy
prodiga. A Amulad pagada (a Amiaada recompen-
sada), sao as lulas dos Celtiberos c mira os Romanos;
el fey H'amba he o quadro das desordena que pre-
cedern) a ruina da inoaarchia golhica; el Postrer
Codo de Bspana, que recorda o titulo de Roberlo
Suulhex (Rodrigo, o ullimo dos Codos), he urna es-
pecio de triloga que representa primciramenle a
historia de Rodrigo e Florinda, depois a invasan dos
lloaro*! a em fim a rceouelitniego de un reinochris-
lilo no lempo de Pelagio. /-,'/ Primer rey de Espa-
a nos piula os piimeiros Iriumphos desla Hespanha
rhrislaa. Em las .limeas de Toro {as Amelas de
Toro), vemos as conlendas de Sanchas Valiente e
das suas innas. o assassinalo do re e alguns ti aros
da historia dn Cid ; em lo Cierto por lo Dudoso (o
cerlo pelo inverlo), a rivalidade de Pedro Justiceiro
e de Henrique de Translamara. til Milagro por los
Celos 10 Milagre do ciume) nsrra .1 queda de Alva-
ro de Luna no lempo de Joao II ; el Piadoso Ara-
gons 1 o Aragonez digno de piedade), a historia de
Carlos de Vianna, suas revollas, sua morte, apos da-
qual Fernando Calbolico se torna herdeiro d'Aragilo.
I.ea-se el Mejor mozo de Espaa (o melhor filho da
Hespanha), c ver-sc-ha o annunrio da fulura gran-
deza de Fernando ede Isabel;el Nuevo Mundo dis-
cnbierlo por Chrislobal Colon, he a maravilhosa
conquista do grande navegador Genoiez. Em lim
a l'itoria del marques de Santa Cruz he consa-
grada a um feito de armas em que Lpez da Vega
o grande trabalho que all se faz em o estrepitoso
maridar de oulr'ora ; formidaveis machinas aper-
lam, amalgamam a massa de ferro sem estrepito,
depois estendem-na, encurvam-na, amoldam-na
eomu he mister antes de ir para as maos do operario.
Porm deixeraos esle expectaeulodo trabalho na sua
maior aceito, c vamos visitar as habitares desla co-
lonia de operarios.
A compainlia do Greal Western conslruo, em
conveniente distancia da estacao, urnas duzenlase
cocoenta casas que aluga aos operarios e aos seus
empregados. por lal forma que a velha Swindon per-
manecer.) como uma memoria das eras, que j la
vilo, como uma memoria, no meio do mundo novo,
porque a desampararan), porque nao qoizeram so-
bre as suas ruinas levantar a nova povoaeao, para
que nao aecusassem a industria de accumular oa ope-
rarios n'um lugar infecto e insalubre.
A Nova Swindon nao he uma linda cidade ; mas
he pcrleilamenle acommodada s necessida les dos
sens habitadores. No meio de uraa prara que (lea
no centro da povoaclo levanla-se um templo cons-
truido no eslyio vulgar na Inglaterra no seculo XV,
e a que chamam Isabelmo. N'um dos Indos da pra-
ea ha uma escola para rapazes e oulra para rapari-
gas. 4 |,;l 'l'"' lica um pouco mais adianto, no
centro de um jardim he a residenda do cura ; e as
duas que alm estilo entre flores e arbustos perten-
ecen, uma ao director da estacan e a oulra ao direc-
tor ilas ofllcinas. Todos estes edificios sao de archi-
leelu 1 igual da capella.
As ras sao sj mtricamente abortas, formando um
parallelngramn oblongo, e dcraro-lbes os nomes das
principaes Ierras ou e-lac-Oe- com que o Great Wes-
tern coinmuiiica. Temos pois primeiro a ra de
Londres e a de Farrington, depois as de Oxford,
Exeter, Taunlon, Brislol, Bath, etc. Em cada casa
reside uma familia, e possue um pequeo jardim que
faz frente para a ra; uma passagem abena entre
cada duas fileras de casas, communica com as portas
trazeiras, de forma que por all se faz tosto o servir.
e despejo das casas, ficando as mas principaes inlei-
raineuie livres dos inconvenientes que d'iihi podiam
resultar.
A companhia he nao s liberal, mas ne tolerante,
a pouca distancia do templo do rilo anglicano, man-
dou construir duas capcllas, uma para os mdhodis-
las c oulra para os haplistas, c tola esla genle vive
em paz, porque o trabalho niln deixa lempo para
perder na discussilo das preferencias desses diversos
cultos.
O edificio mais importante que logo depois se en-
ronlra he o holel, hospedara, a que chamam o hu-
id da Locomotiva; difllcilmentc se Ihe adiara urna
ileiinininaea.i mais adequada. Ha nesta hospedara
urna sala bstanle espacnsa para ahi se levantar um
theatro, onde so represenlam algumas comedias de
coslumes, com que se entreten) asmullieres c os 11
llins dos grosseiros operarlos de Swindon.
Os empregados da companhia e os operarios, con-
tribuirn) parase formar nina bibliotheca n'uma sala
prxima das oflicinas. Com a proteccilo da compa-
nhia, conseguirn) juntar uma importante r llera.)
de obras de lilteralura, de historias, de viagens, de
historia natural, e principalmente de raecbanica.
Quinhentos operarios subscrevem para a manu-
teneao da biblinlheca, que possue ja 4,000 volumes:
e al.-ni disso he (asignante de quarenla publieaces
peridicas; he nesla biblinlheca que os mais inlelli-
geules e industriosos passam o tempo que Ihes sobra
dos seus rudes misteres.
De vez entonando, esta associatao cede a sua sala
a varias sociedades musicaes, que all dan concertos.
A genio da Nova Swindon gosla muito de msica,
pois quo nilo possuem menos de seis sociedades phy-
larnioiiicas. Quando he misler appellar para a ca-
ridiide publica, em favor de algum infortunio, n'um
SARAIl MARTIN.
Caisler he uma pequea villa do condado de Nor-
folk, situada a tres milhas de Yarmeulh, um dos por-
tos mais frecuentados de Inglaterra, e qoe por muito
tempo tem sido ponto de um contrabando activo.
Nesta villa vivi,ha 40 annos, uma pobre vhiva, cha-
mada Bennetl, fabricante de luvas, quasi septuage-
naria, e que subsisla do Irabalho de suas raaos, e de
orna pequea renda de 300 francos aproximadamen-
te. A filha desta obreira havia desposado um tal
Martin, que possuira uma pequea luja na villa ;
maso marido e a mulher linliam morrido ambos mui-
to mocos, deixando uma nica filha, que a.velha av
recolhera e educara. Sarah Martin, era o nome da
orphaa, qua sna av mandara e-cola para aprender
ludo quanto se pode ensillar em uma villa ; mais
tarde, a leitora fortificou a sua insirucc.au.
Quando linha 14 annos, foi posta de aprendiz, por
espaco de um anno, em casa de uma coslureira. A-
gradavel, simples e modesta, nio lendo belleza nem
em que oceupar os seus cuidados, empregava-se s-
menle em aprender o seu mister, e bem depressa se
fez uma hbil coslureira. Em consequeocia disto, o
Irabalho nunca Ihe faltava, uma vez que ella ae oc-
cupasse lodos os das. Durante a semana, alegre o
contento; levanlava-se com a aurora, ponha em or-
dem o seo aposento, abraca-iva sua av, e fosse qual
fosse o tempo, debaixo de chova, de vento e de ne-
v, parlia para Yarmoulh. Percurria Ires milhas
anles que chegasse ao armazem, e outras tantas na
volta. Andava esla distancia com pssso ligeiro, e o
contentamenlo interior que produz sempre o traba
Iho e a boa conducta. No domingo, depois do ser-
vic.o divino, chegava muilas vezes a fazer a classe s
enancas pobres, ou ia ao workhouse mais prximo
lera Biblia aos enfermos e doentas. Era efectiva-
mente uma creatura piedosa, ligada a lodos os seus
deveres, a sempre ocenpada na sua salvadlo e na do
prximo. Todas as vezes que enlrava em Yarmoath,
passando pelos sombros muros da prisa da villa,
nao podia deixar de pensar nos pobres presos, ex-
cloidos da sociedade que haviam ofTendido, e priva-
dos da instruccao religiosa, que nicamente os podia
consolar. Desejava poder penetrar onde elles esto-
van), e ler-lhes aEscriplura Santa.
Havia 3 annos, que Sarah Martin exercia as-i.lila-
mente o seu misler de coslureira ; tinha por conse-
qiiencia -28 annos, quando em agosto de 1819, pre-
seueiou om acoolecimento trgico, que se passava
em Yarmoulh. Uma n>ai, em accesso violento de
cholera, casligava cruelmente seu filho. Os vizinhoa
haviam corrida aos gritos da pobre crian;.-), e tinham
com grande dilTiculdade conseguido arranca-la cheia
de sangue das mos de sua mai. Depois de presa fo-
ra esla eondozida cadeia de Yarmoulh. As cir-
cnmslancias desle fado emudeceram todos aquel-
les.que o presenciaran!,mas ninguemsentio ama im-
pressao mais viva do que a joven coslureira. Seu
coraeo se comprimi, c, dominada pela sua com-
nioe 10, perguntou qual era o nomc da culpada,
conservou esse nome na memoria.
Um nico pensamento oceupava effeclivamenle o
espirito de Sarah Marliu ; como podia uraa mai dei-
xar de ler compaixSo do fruclo das suas entranhas ?
A que degradado moral nao aearrelava este crime
contra a nalureza Era necessario que esta mulher
nunca tivesse sido instruida dos deveresde rhrisl.1.1 ;
que nunca tivesse ouvido a pala v ra de Dos, para
assim ultrajar os senlimentos naturaes do seu sexo, e
para ser sur.la ao grito do amor maternal. Qual
seriao deploravel estado de uma alma desla maneira
achulada do verdadeiro caminho ? Podena ella ja-
mis voltar-se para Deos?_E se escapassen dureza
do corceo, nao sentira um remorso sem esperanza '.'
Sarah sentio um irresislivel desejo de tratar com es-
la mulher, afim de sondar o seu coraran e abrir u
seu espirito s luzes e s comolacoes de evangelho.
Peosava com acert, quando suppunha, que a en-
trada na prisao Ihe seria recusada, mas um irresisli-
vel irapulsoa guiava. o Nao dei.diz ella, as miohas
intenr,oes a saber a pessoa alguma. nem mesmo a mi-
nha querida av, porquo tema fazer nascer alguma
opposicao, 00 onvir Iralar meu projecto de quim-
rico. Gnando-me Dos, consullei nicamente a m-
nha vontade. Diricio-se, pois, a prisao, e tmida-
mente pedio permissao para ver a. mai desnaturada.
A licenra toi-lhe dleclivamente recusada. Sera des-
animar, Sarah Martin insisti, e por fim conseguio.
Conduziram-na presenca da mulher, qoe desejava
ver. Esta, de principio, manifeslouextrema snrpre-
za ; mas quando Sarah Ihe fez saber o motivo da sun
visita, ,e Ihe Tallou do seu crime, o da necessidade
qoe (inba da Misericordia Divina, aquella desgrana-
da, banhada em priinlo, oUercceu-lhc os seus agrade-
cimenlos. Sarah. enlao abri a sua Biblia, epara a-
nimar a culpadr, leu em voz alta o capilulo XXIII
de San Lucas, historiado malfeitor qne, anda que
justamente punido pelo julgamenlo dos homens, en-
contrara a graca dianle do Salvador.
Esta primeira visita decidi da vocacao da Sarah
Manlin ; havia sido bem acolhida, onde podia en-
contrar irrisilo e (alvez o insulto : vendo correr la-
grimas a uma simples insinuarlo, enlendeu que este
successo Ihe apresenlava o caminho que devia se-
guir, e Ihe impunha novos deveres. Renovou, pois,
o seu procedimenlo, para fortalecer rouvercao que
j havia operado ; depois dirigise a oulros presos,
e rnnsagrou a esla visita os curios intci vatios de des-
caneo, que o seu Irabalho Ihe ileixsva ; lia a Biblia
aos presos, escolhia as passagens proprias para Ihes
fazer impressao, ou que diziam/espeilo ao estado da
sua alma ; depois, para remedila sua extrema ig-
norancia, propoz-se a ensuaiMhes a ler e escrever,
mas as suas curtas visitas nao eram suflicienles Sa-
rah sahio desla diflculdade sacrificande-llies uma
parle do seu lempo Pensei. dizia ella, que seria
conveniente que euvoltasse um dia por semana ao
servido dos presos. Volando-lhe, pois, regularmen-
te um dia e muilos oulros, nao sent uenhuma con-
trario lade pdo preiui/1 que d'ahi me resullava ; ao
contrario, tinha glande satisfario porque a beneao
de Dos eslava sobre mim 1
Apezar das prescripeties da Ici, n3o havia enlao na
prisao de Yarmoulh nem instituidor para instruir os
pre-osnem capellao para Ihes pregar a palavra de
Dos. Os presos passavam o seu lempo a jogar ou
a queslionar ; nao se nuviam senao juras, imprope-
rios, gritos e injurias. Todos eslavam reunidos, e
os mais depravados acabavam de corromper aquel-
es, que nao baviam feilomas do que debutar no ca-
minho do crime ; os prenles e os amigos dos crimi-
nosos eram admillidos a visita-Ios quasi a toda a ho-
ra. Foi ao abrigo desta falla de regulandadc, que
Sarah Martin obleve-entrada na prisa, podendo al-
l voltar Uto trequrstemenle. Mais tarde, o bom re-
sultado das suas visitas e a salular influencia que el-
la exercicia sobre os presos, Ihe abriram todas as
portas ; Sarah oceupou-sc eolito de restabelecer as
orares do domingo, completamente csqiieeidas. Is-
to foi ohjecto de tongas e pacientes negociaces ;_afi-
nal, Sarah dicidio os presos a assislir no domiugo
pela manilla e de tarde, a uma leitura piedosa, que
devia ser feita porumdelles, Naolardourm reco-
nhecer, que nilo podia contar com a exactidao dos
presos, e para se assegurardo cumprmenlo desle de-
ver, impoz-lhes a obriga^ao de assislir regularmen-
te ao servido no domingo pela manhaa. Mas a lei-
Inra da larde, que tinha losar na sua ausencia era
desprezada, e dentro em pouco descontinuada ; Sa-'
ral), sempre infalgavel, tomou o partido de assislir
igualmente ao servir da larde.
Os dous oflirios do domingo reduziam-se enlao i
leitura de nlguns captulos da Biblia. Como naquel-
la prisao, quasi iiilciramente povuaila de conlranan-
di-la-, malfcitores, domsticos coudeinnados pelo
roubo, marinbeiros entregues a embriaaueze mulhe-
res publicas, uo fosse possivel encontrar um preso
que eslivesse habilitado a ler em voz alta, Sarah
Martin lomou sobre si o encargo de leitora. A Bi-
blia, Sarah substituto, e juilou como objecto da lei-
tura os sermOcs que extrahia dos autores ecclesiasti-
eos. Mas estes ermes eram raras vezes apropria-
dos iulelligencia, as urcessidades mnraes e silua-
ri das presos. No lim de algons anuos, Sarah, ca-
da vez mais familiarisada rom a-obrisacao a que se
havia ligado, lomou o partido de escrever todas as
semanas o semino que devia ler no domingo. Era
esla seguramente uma ardua larefa para uma mu-
lher, a quem, fallando quasi a iastruccao.apcnas po-
dia ser inspirada pela sua ardenle caridade ; mas
esle nao foi o ultimo melhoramenlo felo por Sarah.
Depois de 5 annos desle Irabalho, enlendeu qoe es-
lava habilitada a improvisar os seus sermes : a a
graja de Deus, dizia ell, me peratitlio poder diri-
gir a palavra aos presos, sem escrever anlecipada-
mente o que devia ler, simplosmentc. segundo os es-
rripos sanios, u Sarah, com elleilo, inpoz a i pro-
pria a obrigacto de ler completamente a Biblia qua-
tro vezes psr anuo. Havia redigido para seu uso
urna tabella analj lica da Escriplura, e o commerrio
continuo com os livros santos tinha esclarecido om
pouco assoas ideas e linguagem. Vejamos qual o
juizo que em (836 o inspector das prisoes fez em um
relatorio oOlcial, acarea dos sermoes da Sarah Mar-
tin.
a No domingo, 29 de novembro de 1835, assisli
ao offlciodivino oa prisSo de Yarmoulh. Eslavam
presentes nticamente os presos. Uma mulher, que
me disseram ser da villa, preenchia as funeces de
ministro; sua voz era singularmente melodiosa;
sua expressao assentnada e a pronuncia extrema-
mente correcta. O servido era conforme a lilturgia
da igreja : os presos cantaram dous psalmos com
uma uniao nolavel, muito melhor do que jamis ha-
via oovido em neiihuma das mais bem organisadas
igrejas. Aquella mulher Ihes la enlao um discurso
da sua propria composirao : este discurso, puramen-
te mural, sem tralar de nenhuma oulra doulrina, pa-
receu-me excellenlemeole apropriado ao seu audi-
torio. Os presos pareceu-me tomarem inleresse no
servico ; palo menos preslavam intima altencio, e
a sua apparencia era reservada respettosa. Depois
do meio da ella leu de nuvo aos presos,* offlcio da
(arde.
Havia 12 annos que Sarah Martin exereicia o seu
apostolado voluntario entre os presos daYarmouth,
quando o eapit.lo William assistio ao seu serman.
Ella linha adquirido enlao um per feito conheci me 11-
to dos hbitos e do caracler das pessoas a quem tinha
de dirigir-so : a longa pratica Ihe linha ensnado a
maueira porque devia tallar aquellas nstureznsgros-
sciras e depravadas, en caminho que devia seguir
para convence-los. Empregava ao mesmo lempo na
directo daquellas almas, as qualidados naturaes do
seu sexo.o tacto, a finara instinctivae a arle. Mas,
nao pode dovidar-e qua era sobretodo uma f viva a
uma vizivel caridade, que transformava em prosa-
dor hbil aquella filha do campo. Era o asaclo do *
coradlo que dava sua palavra o poder de commo-
ver ; era a perfeila sinceridade, a profunda ronvic-
c,1o de chrisla, que inspiran) coufiane.i na Misericor-
dia Divina quelles entes dearegrados, e os rehabili-
lava ao arrepeodimeoto.
Sarah Martin mo selimitosuisailoenedes piadosas,
nem leilura da Biblia. Bem depressa adquiri a
convi.-ean deque a ignorancia era frequenle causa da
.lepravar.io, e emprehendeu entinar a ler a lodos os
presos ignorantes; na sua ausencia loz-se substituir
pelos presos mais instruidos. Logo que um preso
saba ler, engajava-o a saber de cor nlguns versos da
Biblia e *ee suscilava alguma duvida sobre a nlili-
da.le desla pratica, Sarah Martin responda pelo seu
proprio exemplo ou peto menos Tecommendava ora
ensaio. Depois da leilura seguia-se a escripia, e to-
dos quelles, que sabiam escrever faziam extractos
das hnichuras religiosas e de livros instructivos que
Sarah Ihesemprestava ou fazia emprestar. Sem
nenhuma oulra auloridade alm da persuasao Sarah
Martin diego 11 ao termo de ludas as objecces, a de
todas as resistencias ; viam-se os mais endurecidos
criminosos conformar-so com docilidade s suas re-
commendieOes.
Sarah Martin enlendeu que o Irabalho era om in-
dispensavel meiodemoraliaacjto. Dorante o seu apos-
tolado, algumas pessoas caritativas Iba haviam dado
quarenla francos aproximadamente para applicaf em
iuteresse dos presos. Oecorreu-me desde logo, diz
ella, a ideiade empri-garaquellasommaemcomprar
ohjeclos para costura, e inmediatamente puz maos
obra ; consegu modelo.s talhei as pecas, e flxei os
presos ; por este meio muilas raparigas npreoderam a
coser, e as que eram industriosas e econmicas pod-
ra m reunir, uui pequeo peculio, para quando sahis-
sem da prisao. Esle fundo, que Sarah obteve, au ame il-
ion pouco a pouco, e Sarah ponde coosegojr Irabalho
nao so para as mulhcres como para 0* homenes. Es-
tes en Ira n^avam chapeos de palha, faziam pequeos
objectos de osso, ou artigos de vestir. Sarah recebia
com verdadeira saliifacito quaesquer pedacos de esto-
fo, que as pessoas caritativas punliam de parle para
Ihe entregar, ns quaes ella applicava aos osos, e ins-
truccao dos presos. Empregava as creanras em fazer
carnizas com quelles pequeos relalhos, com o fim
nico de as ensinar a cuser, epara as arrancar da wi-
osidade. Um pooco mais tarde Sarah Martin empre-
gon ume parle do dinbeiro, que Ihe era mandado,
em procurar Irabalho aos presos, depois de recobra-
ren) a sua liberdade, afim de prolongar a vigilancia,
qoe desejava ler sobre a sua conducta, e evitar-Ibes
a repetirn do crime.
Desla in uieira, Mra de todas as preoccupagues da
educac.lo, e de lodos os exames theoricos, a freqoen-
cia assidua dos presos, o esla.lo diario das suas ne-
cessidades, e a experiencia haviam levado uma po-
bre coslureira a resolver esse problema taodifflcil da
regenerarlo dos criminosos. O ensino da verdade re-
ligiosa, a cultura da iulelligencia, e o trabalho, lal
era a serie de meios, que Sarah havia proruradoem-
pregar para mudar gradualmente uma mal para o
bem. Cora va o seu Irabalh, fazendo succeder ex-
piaras uma protocolo, que ado^asse ao que oblinha
a liberdade, as prmeiras amarguras da sua entrada
na sociedade.
Mas Sarah |Marlin nao era nicamente admiravel
pelo bem, que desla maueira fazia ;era-o pelos sa-
crificios pessoaes, a que se sujeilava, e pelo preco
porque os puntia em pratica. Tres anuos depuis da
sus primeira visita prisao lioha infelizmente per-
dido sua av -. ento deixou a villa, em que habitara,
para vir alojar-se nas vizinhan^as de Yarmolub.
Uma senhora caritativa fhe dava todas as semanas o
valor de um dia de trabalho ; era este, assim como a
pequea renda de trezentos Trancos que herdara, o
nico recurso de Sarah Marlin. Ellectivamenle. as
suas visitas prisao haviam prejodicado a suas oceu-
paces ordinarias, e a-Jba rliciitclla. como costurei-
r, desaparecen quasi twirnmenle ; vio-se o.llora-
da na alternativa de rHeaSciar ,1 obrigacito, que se
havia imposto, ou de Ihe fallar moitas vezes o neces-
sario. Fez pois a escolha, e agora citaremos as suas
proprias palavras :
a Quando todo o meu lempo eslava oceupado eom
as mullas obras de costura, lnha tambem cuidado e
apprehensoes no futuro. Mas, logo quo esse Iraba-
lho me fallo, cenaran) os meus recejos. O Senhor
havia dito, cbaraando-me para a sua vioha : Eu te
darei ludo, quanto le Por necessario. Pela minfi.i
parte, tinha lido nos livros da verdade, que com o
seu auxilio nada faltara. Dos era orneo patrono, e
elle nao podia abandonara soa serva ; era o meu
pai, e nao podia esqoecer a soa filha. Sabia tambem
que elle julgava algumas vezes conveniente experi-
mentar a f e a paciencia dos seusservos, limilando-
Ihessingularmente os seus recursos. Vejamos Ruth,
e Noemi, EJi, e a viuva Sarepla ; e, pensando nes-
las provas, senlia a ininlia alma transportada por
uma energa sobrehumana, porque havia calculado
qua 11 lo me custaria, e a minha resnlucio eslava lo-
mada. Se, fazendo conhecer a verdade a meus ir-
Mdos, me achava em Iota com cedas necessidades
raateriaes, este soflrimeloo passageiro e individual
nao podia estar em paralello com a felici-
dade, qne expeninenlava de trabalbar para a salva-
co do meo prximo, e o bem quo dahi resullava.o
Esla alma heroica, que. l;lo corajosamente cooxpra-
va, a precede solTrinieutos e de privacSes, o otreito
de fazer o bem, alcaneava pelo menos a recompensa,
amhiclonava; o seu sacrificio nao foi estril. O seu de
sinteresse era tao manifest, sua sinceridade tao evi-
denle. sua caridade tan infaligavel, qoe os mais en-
durecios malfcitores senliam por ella um invenci-
m I respeilo. A sua boudade domava quelles, qua
os seus discursos nao convencan). O seu desejo era '
mais obedecido, rio que os mais severos regulamen-
los, e as mais rigorosas amearas. Apenas o mais pe-
queo tacho de luz apparecia em uma alma, logo
Sarah Martin se apYesenlava, iospiraiido-lhe a con-
fianza, que havia sido recusada ao oulros, arrancao-
do Ihe os ltimos escrupuloso, e fortalecen I.i-lhes
as boas rrsoluciies. Os apuolamentos que havia guar-
dado cerca dos presos de Yarmoulh, durante o es-
pado de 20 annos, mostrara quaulos desses malfeilu-
res suturara da prisao completamcnle reformados, e
depois viveram como pessoa honestas. Quando reco-
bravam asna liberdade, procuravam Sarah Martin,
ou Ihe esrreviam.para a por ao farloda sua conduna
para Ihe agradecer os seus beneficios, e para lite dar
parle das suas esperances. Mais om driles depois da
sollo,deven efleclivumcAte i instrucrJIo.quejhavia ad-
querido na prisao, os rocos de entrar cm una car-
reira, ede chegar a viver cinmodamenle pelo seu
Irabalho. Todos quelles que podiam, naodeixavam
jamis de Ihe enviar alguns pequeos prsenles enf
icstemunlio do seu reconliecimento.
Desde o mez de agosto de 1819. Sarah Marlin con-
sagrou inteiramenle a sua,vida obrigacao genero-
sa, a qoe se havia ligado. Sarah passava todos os
dias seis ou sele horas com os presos, a exorla-los, a
inslrui-los.a dirigir ou vigiar teus trabalhos. Quando
sabia da pri-ao, ia visitaros doenlesindigentes, quer
fosse na casa dos pobres, quer fosse na ci lade. Duas
noiles por semana fazia a classe em nma igreja as
i-i lamas oceupadas nas ofllcinas, misturando o seu
ensino de instrureao familiar, quelles que explica-
vam as verdades da rstignio, e os deveres da moral.
Muilos meslres nao deixavam deconduzir seus dis-
cpulos igreja, paraos fjzer apruveilar aquellas li-
ees nao s engenhosas, mas solidas. Terminada a
classe, Sarah nao deixava os seus educandos, eslava
sempre prompla para ouxir as suus roiifideucias, mi-
nislrar-lhes oa seus conselhos, e oceupava-se empro-
curar-lheso Irabalho, ou assegurar-lhes a proleetil.
Se alguns momentos Ihe reslavam livres, visilava as
pessoas caritativas de Yarmoulh para reclamar osen
apoio, e para reerber o que Ihe tivessem preparado ;
livros piedosos. brochuras instructivas, moldes de
fatu, objectos usados e relalhos, nada reeasava cena
de que todo se aproveitava no servido dos desgrana-
dos, a favor de quem volara a vida.
Era nicamente a noile, depois de quebradas as
toreas, que Sarah voltava ao seu modesta- alojanieii-
to. Eniilu tomava uma refeirao, o por lim oceupa-
va-se de si. Viva em uma pubreza absoluta, e mui-
las vezes Ihe (eria faltado o m-ce-s nn, se os protec-
tores nilo nrcorresteii) em parles s suas preeises.
Mandavam-lhe vestidos, roupa. e algumas vezes ns
prsprios alimentos : era porm necessario especificar
cuidadosamente, que aquellas remessas eram desti-
nadas ao seu uso pessoal ; se assim nao fosse, Sarah
iiuiicjejosiiava de o< dispor a favor dos pobres. Quan-
to as siibseripres parlicalarcs, que algumas pessoas
Ihe reme II i.-un. as pequeas sommaa, que depunham
em suas mos, Sarah Martin conservava dia por da
uma rigorosa coala da sua appticacao. Este dinbei-
ro era distribuido' cm asmlas, ou servia para a com-
pra de Biblias e oulros livros que^Mcili deslinava ao
aso dos presos.
Algumas tentativas se fizeram de diversas mnnei-
ras, para Ihe fazer aceitar un) subsidio pelos fundos
munirip.-ie-. Aquella nehre mulher havia sempre
recusado e-sasprnposlas com extrema vivad.lade. O
segredo de qualquer successo, dizia ella, esls 110cJ
I
l

1
<

MUTILADO


racler ilisioleressado do seu desenvotvimenlo A
menor remunerar, o liravatoda a Torca da cua o:
as suas exhorlaces n3o serian), seno o cumprimen-
In de tim mandado alaciado. A ole respeilo cscre-
via : I'n-sl.uilo nie a um arnnjo, que eu consi-
dero como contrario ao inlereese do* presos, encor-
reria no desagrado de Dos, os reproche da minlia
ennscienein, porloda a parle rae segueriam. Quanto
c minha posicao, lenho ludo quanlo me henecessa-
rio, c acho-me sufficieiitemente contente. .Vi en-
tretanto a commissao das pritoes conseguio triuni-
phar das recusas de Sarah Martin,mas foi unicnmenle
por mein da violencia : nulificou-lhe que a autorisa-
ro para entrar na prisa n3o Ihe sena conservada,
mnlo com a rendirn de aceitar urna relribuicao.
Eslc proredimento brutal, e a cifra irrisoria do abo-
no (300 francos por anno) dflo urna triste idea da
inteligencia e da delicadeza du magitlrado'de Var-
munili. Era antes urna eslranha aberrarlo de es-
pirito, do que a idea de pasar -ervicoi de semilhanle
nalureza : estima-Ios em lal preco era o cumulo do
insu.io. A alma verdaderamente chrlsla de Sa-
rah Martin elevava-se cima do scu ministerio ; va
uniciimente o bem, que tinlu a Tazer, e continuava a
sua ibrigacSo, como antes da remuneraran muni-
cipal.
Inteiraojente osdias de Sarah estavam conlados ;
antes da concluidos dous anuos depois dcsle inciden-
te, om consequencia do invern de 1842, foi presa
de urna extrema Traqueza. qual soccederam inten-
sas dores. No dia 17 de abril de 1843, fez a ultima
visita aos presos, e depois de haver jazido 6 mezes
no seu aposento solitario, victima de grandes soflri-
menlos, que nicamente o opio podia calmar, dei-
xou de exi-lir a 13 de outubro. A soa occupacjto,
dorante a enfermidade, linha sido compr versos re-
ligiosos, dos quaes alguns foram colligidos e publi-
cados. Aceiloua morlecoraoum alivio, agradeccodo
a Dos.
Em contormidade com a sua ultima vontade,
Toi enterrada no territorio dasua villa.ao lado de soa
avo, e na pedra, que cobrio o seu corpo, foram gra-
vados Mmente o seu nome, a dade, e a poca da
sua niorle. U* habitantes de Yarmouth nunca cui-
daram em perpetuar com o mais insignilicaote mo-
numento a lemhranca daquella que no mein delles
' vi. dado o exemplo de tantas e 13o eminentes vir-
tudes parece que n3o haviara percebido a que um
juslo saqira desle mundo, d
Se temos narrado <--f i nobro vida, he antes para
apresenta-la adinirac.au, do que ai imitar o dos le-
meos ; porque um juizo raro, faculdades eminentes
e urna eloqueneia natural, unidos em um grande co-
rarlo, guiaran) urna simples costureira a resultados,
que cxeedeni os que os philusuphos ousaram promel-
Icr, posto que uo julgas-em, que o mais sincero
zelo tosse suffeienle para transformar os elemeutos
criminosos da sociedade. Nao nos fundamos em um
exemplo isolado, para pedir, que se abram as pri-
sesa lodos aquelles, qun una vocacSo bem ou mal
entendida levem a modificar a npiniao dos presos.
l)a narrarlo, que acabamos de fazer, tiramos a tni-
ca murlu-ao legitima, de que um mo resultado,
13o frcquenle como inevitavel, fruslra-se pelos mais
bem dirigidos estarcos. A Franca nao tem anda
emittado o exemplo de Inglaterra, concorrendo para
a regenerr.cao dus culpados na instruccao religiosa,
na iustruci;ao material e trabalho : as suas prisOes
n3o se asseraelham de Varmoulh. A maior parte
dos criminosos all permanecen) rebeldes a todos os
' ensaios de reforma. Nao basla fecundar as melliores
i palavras, e os mais sabios conselhos, lie necessoro
juntar esla mysleriosa scenlelha, e ligar, ainda que
por momentos, duas almas. Nos vivemos pelo cu-
rar,."! i, he elle que se eleva, e que nos fallece, e pa-
ra aquerer ao seu contacto um coraco endureci-
do e gelado no-crime he preciso ler o que o ceu raras
vezes concede, e de que parlilhava a costureira de
Varmoulh: um reflexo do amor divino, e o togo de
urna ardeute cridado.Cuchecal Clarigny{Mo-
ni/tur Uniterml). (dem.)
CARTA l)E BRAZ TISANA. BOTICARIO DE LIS-
BOA, AO BAKBEIRO.
Oilul.ro 17.
Mon cher.Tenho a honra de lhe escrever no dia
de Santa Edwiges, viuva, duqueza de Polonia. A
respeilo desta senhora dir-lhe-hei que foi lia da nos-
sa rainha Isabel : aos doze annos de idade ca o Sr. Ilenrique. duque de Polonia, de quem leve
prole. Para de lodo se entregar aos cilicios divinos
propoz. seu marido a separarn do leilo ; o duque
aonuio e desde enlAo dormiram parte. Eu se es-
tivesse no lugar do Sr. duque lalvez oio annuisse,
porm elle que cunseutiu la leve os seus motivos.
O duque morreu e a senhora duqueza tomou o ha-
bito cislercicnse.
Esta senhora,de quem hoje resa a igreja,n3o linha
a prosapia dasduquezas: passava osdias e as noites
em oraces, jejuus, e penitencias, e achava prazer
em macerar as linas, Irazia-as da peior estopa di Polonia, e o seu
corpo ducal coberto de celicios. Dizem que ressos-
citara um menino afosado, e feilo em cavaros pela
roda de um moinho. Eu, meslre, o que lhe posso
'lizer desta duqueza santa, he que foi mAi do duque
llenriqoe de Silesia, moro na guerra contra os Tr-
taros.
A minha (iertrudes, que lie tambem muilo te-
menle a Dos, que jejua, da e-molas, e oove a sua
missa nao concorda em que para servir a Dos seja
preciso macerar as carites que Dos llic lera ; nem
cobrir o corpinho de chagas, nem de celicios, mesmu
em alten;3o ao aceto e a hxgiene. Ea acho que a
minha (iertrudes falla com cabera, mas desde ja-
aposto em como nao ressnteUar meninos pequeo,
feilos em pedaros pelas rodas de moinho, nem mes-
mo pelas de aigoma sege, deslas que a todo o trote
esmagam por essas ras a Traca humanidade.
Saliera, mo charo, que domiugo passado, dia de
Santa Thereza de Jess, foi com a sobredila, minha
sobre todas milito afiaafli e presada (iertrudes, a fei-
ra do Campo Grandor nao pede calcante, como os
aniigos frades franci-canos, mas sobre o lombo de
dous arrebatados jumentos, lao seguros, e 13o suaves
de piso que julguei ia no caminho de Trro. (Juan-
do cheguei a Arrotos enconlrei omeu pralicante que
ia n'un mnibus, iis-u-ci de sua pequea,que
aqoi para nos me pareceu bem boa Tazendinha. Se
a carinha nao mente, parece-me que nao pedir
como a duqueza de Polonia, a separaran, do leito
conjugal.
A reir, mostr, mellen sent que razia pasmar ;
o da esleve moito lindo, e o sol vestido em corpo e
de camisa lavada. As qoeijadas de Cintra exporta-
rani-se em quanlidsde espantosa para os paizes es-
tomacaes I O dos Baccho moslrou a la omnipo-
tencia, o a arlo culinaria o seu aperleicoameoto. \
proposito da arle culinaria dir-lhe-hei que vai em
progressivo adianlamento, gracas as lozes du seclo
o liberdade de que gozamos. Uoje ha pelucos e
pileus, que nunca os nossos axs encontraran) na
rl,i-sica mesa do Isidro.
A minha (iertrudes, depois de Icr dado que fazer
denluca, correo a reir, e comprou para o arranjo
dumeslico passas, e nozes: as paisas n 3)600 reis a
arroba, e as nozes a 540 o ilqueire. A mulher lie
milito econmica, e arranja-me a casa de urna ma-
neira admlravel. Tem um livrinho de receila e
despea, a nunca aprsenla delicil, nem recorre a
crditos sopplementares. Todos os sabbados lauca
ao mialheiro os sobejos argnteos da semaqa, e diz,
muilo senhora de si, que o seu mialheiro he a
sua cala deamorlisaro I DeosdAao tal mealhei-
ro mtlhor sorle do que leve a tal caita.
A nossa Lisboa est com pnico, por causa das
minias qoebras, ou Tallencias, que poraqui tem viu-
do ii tona d'agua. Diz-se geralmento que algumas
san naluracs, e oulras artificiaesl que algoni com-
merciantes se esleuderam por necessidade, e outros
por calclo! ludo pode ser, porque ludo esl no
goslo do seculo. Em ludo se especula, at as con-
crdalas. Meslre, eu nao me admiro do que estes
senderes quebrem, porque o luxo he muilo, e todos
querera ser millonarios, seja como Tur. Ha humen*
de lettras, e homens com lettras, os de letlras nao
quebrara nunca, porqueandam sempre i paz de pi-
rlo ; os homens com Icllras estes apresenlam a sua
f.ill -ncia sem vergonha nenhuma, porque i cusa
los padeceoles lem cabriolis, camarote de assigna-
lui.....1,1o jan lares e bailes.
A Sania Casa da Misericordia borroo-se com a
historia da lolerja, o que tem dado muilo que Tal-
lar as mol linauas, e mesmo as boas. Sahiu um
premio de 1009000 rs., e nao pode sahir o numero
correspondente porque o au havia na caixa 1 O
caso he oovo, mas tambem esl no goslo do socolo.
Os que linham comprado bilhetes herram que lem
diabo ; quem se ri s3n os cambistas, que desta vez
veideram bilheles cora 39600 rs. de premio 1 Pa-
rece que os tees cambistas Um amigo uacozioha, ou
sao agentes do lal amigo. Veremos o que Taz o go-
verno : se nomtia cummisso de inqoerito, j Tico
assi-ntando o meu juizo.
Meslre, quando om medico nao sabe o que ha de
recilar ao doenlo manda-u lomar banhos do mar ;
assim ogoverno, quando nao vsahida aos negocios,
noncia commisOes de inquerilo. He assim que
coMam o no gordio os delegados do procurador re-
gio ; quando nao mellem denle as queslOes, custo-
mam porfial justitiaque he o mesmo que dizer
late atenham. Bem dizia o velho raposa Ila-
liano :
Com arle e rom engao
Se vive meio anno;
Com engao, e com arle
Se vive a outra parte.
Mi charo. Assim como live o desgasto da assis-
lir morte do lenor Porti na Norma,passei pelo des-
costo de assislir ao seu enterro na l.ui/a de I.amer-
moor. Quem maln opolire homem foi o llollini,
quem o enterrou foi o Donizetli 1 morreo com cara
de l'oleon, eolerroo-se com cara do Edgard. Inda
nao assisli a enterro algum mais applaudido, e que
promovesse mafor gargalhada. t t|ieatro de S. Car
los foi o. seu cemiterio don Prazeret'. Em Om, des-
le estamos nos livres, pois consta que j pedir os
seos passapurtes, e que sali no paquete. Dos o
leve em paz.
A Castellao brilhoo como sempre, como a rainha
das recitas ordinarias. O Bartulini quando appa-
receu sobre escena, chuchon urna boa do-e de pal-
mas e bravos. Oucodizer que a condena Alboni,
viuva do conde Pepoli. adiara o su debut. Mr.
de1.j'lrycaba de aPerreitoar a arle dental, dando
solidez aos deoles artiTiciaes, que mastigam ludo,
como se Tossem naturaes. Um pequeo nrommodo
qu a minha ertrudes leve no ulero, me pnvou do
prazer dr assislir ao primeiro concert do Camillo
Sevor-prtn S. Orlos; e live pena, porque o hu-
mem* he cousa grande, o correspondeu aos alaridos
da fama,
l'essoas que ja ouviram tocar rabeca, anteada
viuda do Juiol, me informara que nunca ouviram
locar 13o lm I O respeitavel enlhusiasmou-se,
por yariis vezes interrumpea o grande artista com
DIARIO fl PEMUMBUCO, QUARTft FIRA 27 OE OEZEMBRO DE 1854
bravos e palmas. O meu praticanle, que assistio,
diz que o Carnaval de Cuba lhe ia quasi Tazendo
perder o juizo : o canto do passaro encheii-lheas
medidas. Hei de assislir ao segundo concert, an-
da que o ulero da minha Gerlrudes, o lodos os file-
ros de Lisboa me incommodem a botica nessa noi-
le. J n3o padece duvida a mnrle do marerhal
Sainl-Arnnud, o hroe do dous de dezembro. Mor-
reu como morrena o meu sapateirn Se morre de
urna bala na victoria do Alma, murria com a sua al-
ma cheia de gloria ; mas escapar das balas russas,
Iriumphar, e dous dias depois morrer de desintheria,
he de cerlo urna murle vulgar.
Recebi cartas da Crimea, que desmenlem a noti-
cia que nos deu o raiao do Trtaro, da entrega de
Sebastopol. A praca inda he rusa, e parece que
eslc usso nao he 13o Tacil de roer cuino por ahi se di-
zia. O lio Menschikofl dizcm que se encaixara den-
tro da praca, e qne ha de Tazcr suar o (opele aos al-
liadoc. OMalheus TorradoTT, que cjm a primeira
noticia do Trtaro, apresenlou urna beira, que aTu-
centava os Treguezes, lio,, j esta rison'ho, e ctula-
ccia com os amigos da Turqua que cada vez lem
mais esperanzas na senhora D. Austria, queme pare-
ce os est engodando a todos.
A minha correspondencia particular de Madrid,
me allirmaquc trila Demcratas conseguirn) sabir
depulados para o prximo congresso que parece se-
r a hcela de Pandora ; nesle numero entra o cele-
bre Orense, marquez de Albania. A rainha Isabel
canliiuia amuada no seu rcliro do Prado ; e, como
dito cura da mioha rreguezia.ProcuI negotiii. Di-
zem que l Madre del Pueblo, urna vez que nao
possa ler m3o no Ihrono de sua liha, se inclina a
seu primo Monlemolin, e que o Narvaez litera as
pazes com esta senhora. Se o cholera morbos der
licenea, e se o typho nao se oppozer, hei de ver o
desenlace desta comedia dynaslic, qoe nao ha de
ser Tea Adieu, que vou diner.
Sou, etc.
Seo amigo
saude. patacos
O Traleroidade.
Outubro 21.
te Ciloyen.
(Braz Tisana.)
Moa cher.Em quanto a mi lia lierlrpdes se do-. J CaJici com o Miragliaesleve aqui na bolica,
urn l.i par rorn, ilir-ihe-liri o que lia, que nao no ru inals o r. .le ci.^iilieim... <-. fo7no certo aue
uilo ; poit a Sr.o D. Poltica esl em calmaria pe- se evaporava o leuor Forti e o baiio ManTredi. os
da cholera nao ha'iiovidade ; o que reina s,lo as
desintherias, que sao a suxi guarda avanzada.
Sou, etc.
Seu amigo
saude. pataco?,
e I ral urn i dade. Le Citoycn.
(dem.)
Outubro 22.
Aln cher.A mioha (iertrudes anda nao esl
restabelecida do grande susto qne mamou com a ul-
limo trovoada a luz dos candieiros lhe parece re-
lmpagos e continua a resar a Santa Barbara, nao
pelos trnvoes passados porque csses j l v3o, mas
pelos Tuturos, purque segundu a upiniSo dos mais
abalisados astronmicos, havemos de ler mais desla
fazenda. Comtudo apesar do suslo a mulher us
enlre-aclos continua a toca'r rabeca, como qualquer
pecradora, islu hc.em hom porluguez. Taz a sua per-
ninli.i de ni.i linsua '. a mulher as vezes ha o diabo !
Tem vivido muilo e como he muilo curiosa sabe lu-
do, al se lemhra de uns amores que teve o visconde
de Mourau ha mais de 50 annos.
O leoor lielari esl no Lazaretto para se purificar
da sugdade suspeila. Sua Exc. oSr. bar3o de York
o mandn comprimenlar pelos cmprezarlos, elles l
Toram humildemeule tribiilar-llic os seus respeilos.
i libe, Meslre, he moito verdadeiro o diladose que-
rem vir o vill3o, meltam-lhe a vara na m3opara
prova ahi temos S. Etc. o Sr. York|; he om goslo
v-lo na caixa do thealm a ralbar cum os carpinlei-
ros, a baler o p e a dizer que elle he quem manda
e que pora no andar da ra ludo aquelle que com-
me'.ler a menor Talla!
Quem vio aqoelle mediocre e desengranado dan-
sarino e quem o v agora Tica pasmado !! Eu nao
me admira que de um alteres cummunsla se possa
Tazer om escriptor retrogrado, porque segundo os
entendedores de um inslrumento de suplicio Tez-se
o -yrabillo sagrado de urna religiao sublime; mas qoe
de um dansarino mnu se fizesse um homcm com
ares de alguem que vem d'alsures, pondo o cIhpco
para Iraz, e returcendo o bigode, essa, Meslre, l me
cusa a roer I puremdeixemos ir o mundo como vai.
O ceo he de quem o ganha, e o mundo de quem
mais apanda.
dre, e podre em todo o sentido. A minha ertru-
des sahiu para ir a Sania Marlha assislir Testa da
virgem marlyr Sania rsula o das suas companhei-
ras as Onze mil Virgens. A respeilo deslas unte mil
llores, dir-lhe-hei que eram inglezas o naturaes de
Inglaterra, Escocia e Irlanda. Os Hunos e os Bre-
Ies, qUe eram inimigos da pureza, julgaram que
ellas eram rnupa de Trancezes, porm ellas preTeri-
ram a morte deshonra, e Toram passadas a Go de
estallo.
Meslre, eu nao Oco por fiador que Tossem onze mil,
qoe com eTTeilo he muita genle, comtudo assim lem
passado de pais a Olhos. Nao fagamos que-lao disso.
.Viseen hoje a la de ouluhru, eram oito horas e
48 minutos da larde quando nasecu. Eu tenho um
calo que he luntico ; em o tal amiguinho entrando
a docr-me, he signal que temos mudanca de lu : ve-
remos que lal se comporta osla senhora que segundo
consta nos pasmatorios astronmicos ha de obsequiar-
nos com chuva e vento.
Na quinla-Teira 19, dia de S. Pedro de Alcntara,
morreu em 159. enTorcadn em Madrid o moito reve-
rendo padre meslre Fre Miguel dos Santos, confe.-
sore pregador de el-rei D. Sebastian, por quem inda
se espera em cerlas casas desla capital, menos na mi-
nha. Este pobre Fre Miguel era frade graciano e
natural de Sanlarem : dizem que.era muilo boa ra-
bera e por isso Ih'a liraram 1 e o motivo porque os
Srs. hespanhoes Ih'a separaram do corpo fei porque
o reverendo se implicnu na conspirado do pasteleiro
do Madrigal, Gabriel de Espinosa, natural de Tole-
do, que quera por forra ser el-rei D. Sebastian 1 Os
castellanos pelo sim pelo nao o arraslaram. enforca-
ram e esquarlejaram no dia 2 de agoslo do dito an-
no. Quem mandou o pobre paslelleiro melter-se em
cavallarias altas'?
Acaba de passar por cima dos nossos telhadns urna
Irovoada, que apresenlou urna carranca Iremebup-
da Lancou sobre a cidade urna Taisca eleelrca, que
feliz mente n.ln Tez mal a bicho vivo, ao menos que
me conste. A minha Gerlrudes lomou o caso serio ;
acendeu o cyno benlo e grilou por S. Jcronymo e
Santa Bgrbara, como boa christaa que hepelo con-
trario o meu pralicante, aprendiz de philosoplio, em
quanto a Irovoada passava assobiava urna peca do
trovador Eu como sou tolerante, segu o exemplo
do lo Rodrigo, Oz que nao ouvia.
Ainda se nao sabe quando debutar;! a condessa Al-
boni de Pepoli ; dizem porm que ir primeiro can-
tar ao Pajo das Neccssidades. A noticia mais im-
portante que lem corrido nos pasmatorios e eurhidQ
de prazer os habitantes he a chegada do lnor Mira-
glia, que vai cantar na Luiza de Lamermoor. De-
pois que se uivulgou 13o Teliz nolicia ninguem mais
Tallou a respeilo de Sebastopol. O nosso homem do
Quelhas acaba de enTcilar as casacas do Ayresde Sa
Nogueira e do Antonio Esteves de Carvalho com
dous pralos de estanto da ordem de Nosso Senhor Je-
ss Chrislo : Toram muilo bem empreados. Segun-
do o Dr. Gendron desde o principio do mundo lem
mnrrido 2(.628,8l3;075:8iO crealuras da nossa es-
pecie.
Depois de imanbaa temos erando 'iire.io na nova
igreja de S. Juliao, que debula depois do Talal in-
cendio de 1816. Ouvi dizer que assistiam suas ma-
geslades : o joven rei he joiz.O celebre republica-
no Barbes, que desde o dia 2 de dezembro eslava
sombra, escreveu urna caria a um seu amigo com
obrases palriolicas sobre os Francezes do Oriente. O
l.uiz exalloo-se com a leitura da epstola, e mandou
soltar o cidadao Barbes ; esle porm tendo posto os
pes na ra declarou que nao aceilava a graca qoe
quera tornar para a rhena, que se olTerecia de novo
i pris3o, ou enlao que se exilava nem lodos lhe
acharam razo.
Depois de tanta demora, de tantos preleodentes e
de lmannos empenhos a excellenlissima cmara do
municipio acaba de corlar o u gordio. Nomeou
para seu secretario ou eserivao o Nuno de S Pam-
plona, que serva interinamente Esle Nuno he em-
bregado da excellenlissima ha mais de 28 annos e
goza de crditos. Doze prelendentes flearam a chu-
char pelo dedo. Continua o pnico de Tallencias, e
lodos se lem admirado do Bala Iba, propietario do
(healro francez, pois todos acredtavam que o ho-
mem Batalha linha mundos e fundos bem dii a
minha Gerlrudes : o negociante o o porco depois de
morto.
O meu correspondente particular de Antuerpia,
d-me a nolicia d ttr all chegado o prncipe rus*)
de Woronzow, que ven de candelas s a restas com
o seu imperial amo, por nao ler triumphado dos
Circassianos. O tal Woronzow, pelo que se v, pre-
ferio Antuerpia Siberia, e julgo que obrou com
juizo. Um velho contrnregra do thealm de Ouro.
acaba de ser mimoseado com um par de bofetees le-
aos, que lhe prodigalisou o amantelico da menina
Gerlrudes, urna das virtuosas do (healro do pai S-
m3o. lie o caso.
Represenlava-se a Honra e o Dinkeiro de Mr.
Ponsard ; o velho conlraregra apilou ; Gertrudinhas
eslava no camarim; ao snm do apilo desee mais assa-
nhada do que urna gala,alira-ae ao contraregra! esle
pe-se em defeza ; a herona lauca m3o de urna ca-
deira ; o velho Toge-lho com o corpo e a cousa ficou
nislo pro inlerim, porque depois a menina assanha-
da exige que o descortez do velho seja mullado'para
sua emenda, exemplo de oulros e sati-,u;ao da re-
pblica oTTeudida ; e como o imperador siman nafc
eslivesse pelos autos, a vinganr.i lieou reduti la a
qualro bofclOes saludado thealro os quaes nem
Sanio Antonio he capaz de tirar das bochecas do po-
bre homem.
Acaba de concluir-so em Porlo-Brandao a cons-
lrucc3o de om uavio do Osorio ; foi couslructor a
meslre Silva, que lem dedo para a cousa. Houve
lunch, a que dizem assisliram os mioislrus do reino
e juslica, o Sampaio daBica, o Pai Celestino e ou-
tros Celestinos de que resa a historia. Corria em
Pars que nm alTaale tueco, que Tora o porta-voz do
general francez. lie boje senhor u possuidor de fio-
marsund. que o tal general lhe deu. Parece que o
lal meslre alfaiale, queso chama Berggren, ou o
quer qoe seja, vai Tazer reliquias do tal Bumarsund :
havemos de ler anneis de Bumarsund alGnelet de
peilo de Bumarsund 1 e at braceletes para as se-
nhoras ,
N3o he verdade o boato que se pallimi de ler AT-
foiisinho de Castro mandado lylhographaro seu To-
cinho para com elle presenlear'os povos de Sulor e
Timor. Ha gente que se dverte cusa dos oulros,
c por isso Irazem senjpre na ponta da lingua o nosso
Affbnsinho, que alias lie hom mocinho. O Swifl tem
sido applaudido nos Puritanos. O Funseca Telles
vai melhor, e segundo afilrmam os Tacultalivos, des-
la vez ainda escapa. Segundo me disse Mr. Delry,
por esles dias rhegam os uovos artistas Traucezes para
o thealro de D. Fernando.
Sabera que a filha do Wanzeller. acompanhada
de seu pai, vioha a cavatlo pela praca de D. Pedro;
o animal Impecou,' e a gentil menina cahio sobre
unas pedras e receben algumas feridas no rosto,
que era digna de melhor sorte ; todos logo lhe acu-
dirn) e a levaram sem sentidos para a botica do col-
lega Azevedo : loroou a si, e as feridas n,lo sao de
consequencia. O nosso Julio Cesar Machado acaba
de declarar-se contra os banhose contra as barcas na
loja Tulhelinislicada Bica. Sua seulioriainvocou lord
Byronmadames Montespan.e MainlenonMarin
DelonneVctor Huso McryCinq-MarsDidicr
adeosa Diana a Velhaa CholnaTriplione ; e faz
o elogio das barcas do caes do Sodr, sobre as suas
irraaas do,T'rreiro do Paco. As aguas do caes do So-
dr sao menos fras, e a raz3(j he purque se banham
all menos mulheres vclhas o menos feias.
Pode ler a certeza qoe o Sr. Ilenrique Shmidl,
cirurgiao dentista e documentado,* contina a curar
radicalmente todas a eufermidades da bocea ; ex-
trahe prependicularmenle os denles, esquirolas e
raizes, e faz ludo slo de dia e mesmo de noile sen-
do preciso. Os nossos junlas nao eslo muilo sa-
lisfeitos com o corpo de baile do regenerado Iheatro
de San-Carlos Ha quem diz que algumas Kto bo-
lillas de rara e do reliqua. mas que pelo que diz
respeilo Sr.a l). Therpsicore, pouco exceden) s
do balalhao Oto. que j devam ter a sua reforma,
memo com o sold por inleiro.
Hoje n3o recebi a minha correspondencia da
Crimea, o que nao admira, porque o lio MenschikofT
esl alrapalhado c n3o tem lempo de se rorar. A
respeilo de Sebastopol, ojeo dizer que inda esl
onde eslava. De Paris a me Tallara das exequias de
Sainl-Arnaud, que s3o estupendas. Da nossa viz-
nha 1). Iberia nada sei, alm das ultimas noticias ;
s para a reunan do soberano congresso he que
veremos os meninos orphaos a cavallo. A respeilo
assassinos da Normaparece que Toram Tazer oulros
estragos para oulra parte O Forti, como ja lhe
disse, assassinou a Norma, e o Manfredi Tez a me.-
ma graca aos Puritanos, que se nao morreram de to-
do ro porque a Casleltan e o Barlolini il caro pro-
feuore, como lhe chama o homem Lopes, o n3o
consenliram. Tenho pena, Meslre, que n3o ouvsse
cantar a Castellao no rond da Lucia, a mulher can
ta como um anjo! he pena que nao seja viuva do al-
gum conde acabtdu em i I
Meslre, alelura a que azora se entrega a maior
quanlidade de genle he a da descripcao da batalha
do Alma. O (al rio passava desapercebido, como
um depulado de provincia, se nao Tossea batalha !
O mesmo succedea ao Chao da Feira.O Matheus
TorradoTT anda apremiando geographia, e ja poz no
boleqolm um grande mappa em que os rrcsucr.es do
raT medemas leguas ou milhas do Alma a Sebasto-
pol; e aposta em como os alliado* nao mellem este
anno o nariz dentro da praca O lal Sebastopol e o
rapto sao os dous negociarrdesque d3o mais cuida-
do ao lalMalheus que jura que desta vez deila o
marerhal de pernas ao ar
O conselheiro Rosa parece nao ler alma, porque
me consla que deixa as pobres desgranadas que lem
preteneoes na ropartiefio a seu cargo a elerna espe-
ra do andamento dos seus negocios. Se he por ve-
Ihice ou pur falla de saude, peca a sua refurma ;
nao acha, meslre '! e nao engaite aquella pobru gen-
te infeliz.
O coronel Rehellinho esl como urna bix.i, por
causa do titulo do Jnaoznho. Dizem que o gover-
no vai Taze-lo har3o das Granadas, em atlencao aos
immensos servicos por elle prestados a patria, duran-
te a guerra que eslivemos para ter com a Hespa-
nha em 1812, e das grandes granadas que trazia na
farda, quando mandava o balalhao de arlilharia ao
lado do barao da Folgoza, que Dos lenha era
glora.
Saiba, meslre, que Sebastopol nao cahio, se eahir
ha de morrer muitistima gente, enao sera por em
quanlo. Disse-me nm Russo, que veio aqoi comprar
malvas, que Sebastopol e CronslaoU eram duas pra-
cas inconquistaveis, e mostruu-me os drsenhosdas
ditas ; eu digo que nn ha nada inconquistavel. No
Marrare laslima-seademorada eotrea da condessaPe-
poli, que dizem sera na Cenertnlola. Olhe, mes-
lre, l urna vez ainda en caio com qualro pinlainhos
duas vezes he possivel, mas para mais mo aceto la-
na,^ como dizem os radislas.
Fallecru o Sr. Caelano Mazziote, deixando incon-
sohivel a sua respeitabilissima familia ; era homem
muilo honrado, servio o paiz em mais de um car-
go de respousahilidade, e deu a alma a Dos, quan-
do eslava na Ameitoeira a lomar ares ; Toi enterra-
do no alio deS. Joao, acompanhado pelos seus ami-
gos, que naoeram poucos inimigos he que elle nao
linha.
Olhe que vi o tal pas0 calabrez, executado pela
Domiuicheles e pela Manuel. A primeira lie ja
ennhecida do nosso publico, ehe bailarina de me-
nte. A Dominirheles nao he urna belleza, mas dan-
m bem, ao mesmo lempo que a Marmol he bem
felainuthcr, mas pouco leve. O noiriador da A-
raulo poe-na as niiven-, mas se o homem --l i con-
vencido do que diz, pelo menos lem peneira nos
olhos.
O meu pralicante esta lonco pe!a Fleury; diz-me
que he linda ; disse-me mais que era a mais bonila
mulher que elle linha visto na sua vida. Aseve-
ram-me oulros que a mulher he pouco leve; hepessi-
ma cousa, como dizoT..
Esta he rresquiuha. Omer-Pacha trata de ala-
car os IIusso- no alto Danubio. A quesiao lurco-rns-
sa deve durar milito lempo ; he o opinio da gente
mais sensata. Agora por isso asseguro-Ihe qne o Kel-
ler dos quadros vivos continua a dar cavara por cau-
sa da Russia.
Ouvi dizer que ns reirn tes do Campo-grande pe-
diram mais alsuns dias de licenea para tiraren) a
drspeza que fueram, ou algum iuteresse, porque a
feira n3o lem estado muilo coucurrida.
No dia 21 ha o segundo concert pelo insigne ra-
bequisla Sivori. Quanlo dizia delle o Aboim, anda
era pnuco ; veja, meslre, ^o que diz a Imprenia e
Lei : A rebeca de Sivori canta, chora, geme, ri,
suspira, arqueja, trina, remoreja, riboroba, iremeli-
ca, assobiaeresomna.... O que he verdade hejque
ninguem deve deitar de ouvir o Sivori, urna vez
pelo menos.
Hontem, indo o F. de D. na sua bonita seg pelo
Chiado abalxu, aconteceu vr em direccao contra-
ria urna carroca perlencenle a Sr. M. de Vallada,
puaxda a cusi por um cavallo doenle, que cabra
no chao pur nflo poder mais, quando a sege do D.
passava. Os cavollos dasege passaram por cima do
cavallo cabido, e passou tambem a roda, sem que o
Sr. D. sollresse, nem houvessem desgranas a lasti-
mar.
Por estravaganca, fui ra dos Condes, Aquelle
thealro he fojsimo, mais he muilo conrurdo, e o
publico que o frequenta he d'uma animaran espan-
tosa. A Fialho canta como urna screia, lem mf-
Ihdes d'apaixonados. O nico assigoaute que lem a
patela da ra dos Condes, chama-se Nheco ..
A Maria do Ceo, esl contente all e sem san lade
de S. Carlos, onde comec,ou a sua vida artstica co-
mo dansarina ; esta pequea tem boa voz, bom me-
tliodo de dizer o oaturalidade. No opio e bo cham-
panhe gole muito, me-mo muilo, de a ver !..
Adeos, meslre, al amanhaa. Antes de fechar
osla sempre lhe quero dizer que o Tasso veio aqui, e
deu-me um bilhete para o seu beneficio : leva o Odio
de nacas, drama cscriplo pelo Amorim, e Condessa
de Novon, que se diz imilaran do vnconde d'AI-
meda Garrell, que n3o lem passado l muilo bem
de saude.
Sou, ele.
saude, patacos.
e fraternidad!'.
Sen amigo
Le Citoyen
( dem.)
Novembso 5.
Afon cher. Na minha ultima linha-mc esqueci-
do dizer-lho que no dia 2 em 1512 o senhor duque
de Braganca, D. Jayne, assasiuara sua mulher a du-
queza D. Leonor, que enviou logo ao reino da Glo-
ria. Segundo a historia o duque padeca de dor de
colovelo, e por aso despachou a sua cara melade
para o reino da Glora. V-so pois queja em 1512
os senhores duques perdiara a caximonia como qual-
quer Jo3o Fernandas. Meslre, pessa a Dos que o li-
vre de ter ciumes, olhe que he urna moleslia mui-
lo mu.
Hontem Tez annos a Belemzada, Tavor da caria
constitucional; foi dia de lula e de sangue. A guar-
da nacional ucgociou no campo de Onque, e a co-
roa vio-se em srandes clicas. Foi neste dia e nes-
la occasiSoqueaisassinaramoAgoslinlio Jos Freir;
l)eos lhe Talle u'alma. Tambem hontem fui dia de
San Carlos Borromeu que leve o chapen cardimli-
cio. Hontem o que se dava com certeza astronmi-
ca he que a la leve o seu eochimemo soilo horas
da noite com mais ou menos 25 minutos. Em ne-
nhum dos nossos ministerios tem as las enchido
mais vezes do que nesle. Hontem houve ecclipse
parcial da la ; declaro-lhe que o n3o vi, e nem por
isso passei neommodado.
Correm boatos nupciaes que pem os milos em
agua aos nossos p.lilicos do direito divino. Dizem
que se trata de enlatar malrimouialmenle o princi-
po NapoteSo cora mu nela do Luiz Filippa Pare-
ce que o rei dos belgas d a mao de sua lilha ao her-
deiro presumptivo do senhor Naooleao III Vere-
mos se se verifica eslc boato que nao deixa de ser
gordiano. Esl chaman lo muita gente ao (healro
da Galera em Ilruxellas o drama Suzanne ou les
deux Sirurs, composic3o Trance/a ; brilham ncsla
pera madamas Marly, Cebe c Daulrive, que Vmc.
Bto conhece, nem eu.
Fiualmeute deridio-se a gravissima quesl3o da lo-
lera. O lo Rudrigo ouvindo o conselho de esta-
do resolveu que a ultima loleria que hava parido o
aborto Tusseriscada da familia das loteras, segundo
o cdigo francez, o que se proredesso a oulra uova !
Ergo quem linha conlado com os premios, licou
com i agua na bocea comtudo, Tallando a verdade,
u lio Rodrigo sahio-se dn embroglio o melhor pos-
sivel, e nem podia seguir oulra estrada. Sua Exc.
da urnas verdes oulras maduras. Esta he madura.
Araba de hyer na ra de Ciudade Rodrigo, Ma-
drid, um priinunriamento Temeniuo. A desorden)
foi entre as vendedoras. Houve palavriado inde-
cente, saias levantadas, aroutes. cabellos arrancailus,
arilos, blasphcmas, insultos i auloridade, e mulhe-
res arrasladas pelos cabellos. Foi preciso que inler-
vesse a Torca armada. He msis fcil acommodar os
Rus-os o os Turcos do que acommodar urna guerra
de mulheres! Segundo as minhas correspondencias
particulares da joven Iberia, o Pikenismo esl Ta-
zendo rpidos prugressns en) Madrid depois da re-
Miluran. Os pekeniques s3o diarios. A gaslrono-
mia lambcm narlicipa das evulures polilicas.
O nosso embaixador extraordinario a unan Ib-
rica participa nllima hora que as senhoras de Ma-
drid principiam a usar do piis na cabeca como I).
Branca de Caslilha. Urna noitc urna seuhora que
eslava n'um camarote sacudi a rabeca por acaso c
einpoeirou meia plaleia 1
Eslabelcceu-se cm Madrid urna casa que d cama
redonda aus gallegos desocupados e um barbeiro
estaheleceu um banco ambulante de tres ps na Cal-
le maior, onde Taz barbas a seis quarlos, com agua
quenlc e sab.lo branco! garante o esranhoar cora
sangre. A Kepes, mana, esl Tazendo Turor na villa
Caronada. A Kepes mmortalUa-se e pulula por
luda a parle! Ha Kepes assim : Kepesassado Ke-
pes iugleza Kepes Tranceza Kepes para os
dias de sol Kepes para os dias de chuva Kepes
para os campos Kepes para as povom;es e al
ha Kepes para dormir!! emlm Madrid he (oda um
Kepes. Certa senhorita namorou-se de um joven
s porque elle trazia Kepes!
Segundo as ultimas noticias perderjm-sc em Ma-
drid nos ltimos uito dias 27 c3es de ambos os sexos
enlre as ra (ellas perleram-so Ires ainda no esta-
do de donzelascbamam-se Linda, tala e Nor-
ma. Al que finalmente se resolvern) a incommo-
dar a senhora urna para os aupplimentaros que sao
13. O vaudeville eleiloral ha de represenlar-se no
dia 10 de dezembro, segundo domiugo do advento.
Ouco dizer que os TorradolTs fazem forja de vela
por levar cmara u Rebellinho: he muilo diguo
disso. O Lalinu Coelho desta vez senla-se no capi-
tolio ao lado do scu rolles i Antonio Pedro. Des-
confi que o acto ha de ser chocho: a maior parte
da gente esta com Taslio.
. Foi Dos servido chamar sua presenea a rainha
viuva da Baviera, que se rae nao engao, chamava-
se 1). Thereza Augusla Marn Frederica Amelia.
Fui casada com o ratSo do rei Luiz, que fazia versos
e deu o titulo de condessa nao sei de d'onde, Lol-
11 Montes, que me dizem reside agora na CaliTorna.
Segundo nolicias de Pars, o marerhal Sainl-Ar-
naud Toi enterrado de Tardalhao, chapeo de plumas,
"i""1' -fcMi'iio I fui embrulhado em urna bandeira
rom, lomada na batalha du Almn I Oue grande
figurara quando eulrar no outro mundo !
_ Esl decidido que os Anglo-gallos lomam coula de
Saint-Pelersburgo, por isso que o rio Nava, a cuja
margem esl esla capital, se compoe de qualro le-
Iras^, que querera dizerN. Napole3oE. Eugenia
V. VictoriaA. Alberto. Olhe que he urna gran-
de descoberta Tivemos na noile de sabbadn urna
segunda dala da Cenereutola em S. Carlos. Mada-
me a condessa de Pepole, foi coberla de applausos
que relribuio repelindo o rondo final, que realmen-
le he um pedaco de msica admiravel..
Sinlo dizer-lhe que nessa noile, na ra da Boa-
Vista, largo do Conde-baro, leve lugar um grande
incendio no estaleiro do Abren, e na fabrica dos Col-
lares : arden ludo, apezar dos esforcos das bombas e
do auxilio da marioha franceza e nacional. Ha quem
diz que loda a culpa he da Cenerenlola, que onde
apparece designa calainidadej Eu c nao como esla.
Por mais meiguces que o velho Evaristos. Miguel
fez guarda nacional de Madrid, de que he cora-
mandante, para que ella jurasse e proineltesse de-
fender a rainha I-ahel, os laes naciouaes fizeram
onvidns de racrcador! Parece que o tal Evaristo
amuara, c se ilemilliria aquillo por l cheira a os-
turro.
Houve na noile da 28 urna invasao do dos Bac-
cho, no baile nacional da Gua. Esta divindade v-
nha representada por qualro inglezcs, qual delles
mais quente da mnaTa os homens cambaleavam.
cahiam, esmurravam o nariz, e queriam llamar !
Acudi o Regedor.e cum muita cusi os foi agarran-
do, apezar de n3o eslar suspenso o Habeas-Corous l
O meu gallego acaba de, me mostrar urna carta de
su madre, na qual lhe diz que viveem Madrid urna
senhora, que tem cento e dezeuove annos j Cor-
covado seja eu, se n3o esliveram cacoaudo com o lor-
pa do meu gallego!
Saliera que o Antonio Augusto Teixcira de Vas-
concelos, poblicon un Arautouma caria, desmeniin-
do o que de S. Exc. disseram os homeus do Purlu-
guez. Diz S. Exc. que Taz um.i despeza mdica cm
Madrid, apezor de que podia gastar mais, por que
lem bolsa quenle, n.lo s pelo sen IimImIIio lille-
rio, mas pela alteican bondosa do ccrla pessoa, mui-
lo sua conjunta Aqui anda obra, por mais que
me digam I S. Exc. diz que vem breve. Tem an-
dado por ahi a cacoar o Araulo por ser mctlido no
esl.il.1o da Bica e ficar do mesmu lamanho, por cau-
sa da fnnii tura !
Com cll'eilo. o Araulo pareca o lambor-mr da
imprensa penodira! mas em igualar a despeza com a
receila ubrou bem : he melhor, como S. Exc. diz,
vver humilde, mas com dignidade, do que viver
com rausto, mas com calles; quem dcixar de adiar
razao ao humilde Araulo Era quanto ao joven Ri-
cardo Guimaraes, saiba que elle nao substtuio o AT-
Tousnho de Castro ; veio ajuda-lo na redaccao : era
um, agora -ao dous. Dizem que o Ricardo Tora en-
gajado na inricta por cerlo depulado influente. O
Ricardo nao deserlou ; conveuceu-se da iuju-lira
com que fazia oppu>ic.lo, e tratou de desmanchar
com os pos o que lizera com a cabeca.
Publicou-je u retalo- unido de mad. Alboni ; o
rer.ilo cusa 600 rs. Asi*li ao soire cm casa do
amiso I... ; esleve cousa grande : houve muito doce,
muito cha, moila agua c muilos palitos. Foram con-
vidadas muilas madamas, mas janola nem om para
urna niesinha O l'.-gn.la de Tazar o papel de pa-
vaodasala, e nao.deixa de ter seu geito. Urna
certa Ella, gabou-lhe muitu a camisa ide renda ;
Dos queira que o conjuge nao pesque, pas he capaz
de tomar o caso a seno, e lem pistolas de 6 tiros que
maian rl hombre oito veas por minuto! Houve
duello enlre dous lees por causa da Alboni ; nin-
guem morreu : os nossos lordt n3o so como os lon-
dnnos, e continan) a ralbar dus procos do nosso
Coiivenl-Garden Chegaram no vapor D. Maria II,
varios macacos o macacas, enlreestes animaes vinha
um barao !
Sou, ele. Seu amigo
saude, patacos
e Tralernidade, V Le Citoyen.
{dem.)
AVISO AO POVO.
O respelavel Sr. Dr. Nlo prestou um servgo
humanidade, publicando um opsculo sobre a cho-
lcra-morbus. He de tanto iuteresse, Ulo claro, e Lio
necessario este opsculo que nos julgamos de grande
ulilidade a publicaran no nosso jornal de alguns nr-
ligus da mesma obra, que podem servir ao povo.
Recommendamos esla obra, que se vende em Lisboa
na loja do Sr. Lavado.
CO.NSBLHOS PARA EVITAR A INVASO DO
CHOLERA-MORBUS.
Pertence as autoridades administrativas do di*,
trelos, de conselhos e cmaras municipaes, o fazer
remover das cidades, villas, aldeias, e lugares, lodos
os Teos de infeccao o miasmas___Mandar varrer as
ras.Mandar, por edilaes, que ninguem huice su-
midades jias ras: que os donos dos animaes doms-
ticos (caes, galos, gatlinhas, e quaetquer oulros)
que innrrerem em casa, os facam logo enterrar fora
Ja povoacao.Prohibir que os visinhos das aldeias
ou lugares manlenham parcos dentro de casa ou
prximo habilarilo da gente.Estabeleccr vasa-
douro de imiuundicias Tora das pnvoares, no lado
opposlo ao venlo que reina mais Trequentcraente na
localidade. As mesmas advertencias se devem fa-
zer, por caridade, aos lavradoros, que vivem em ca-
saes afaslados das povoaces. Para isso pode a au-
loridade chamar, a sua morada, osdonos dos casaes
e dar-Ibes esles ululares conselhos. as Treguezias
ruraes podem os Treguezes ser convidados pelo pa-
rodio, na occasiao da reuniao missa, para irem a
casa do resedor de parochia receber as inslrocces
convenientes sobre este objeclo. Pertence ainda s
autoridades administrativas promover, pela sua be-
nfica influencia, a Tormaco de juntas ou associa-
es de beneficencia, cujos membros adquirirn)
gbra e louvor, inspeccionando e visitando as habi-
tarles da genle pobre, aconselhando-lhe lodooaceu
compativel com os seus meios, e inTormandn as jun-
tas de beneficencia das neccssidades que, de promp-
to, devem ser remediadas, alim de eutreler a lodos
no melhor estado dp sanidade.
Todos se devem lembrar que por toda a parle,
a falla de aceto, de alimentos, e de agasalho do
corpo, teem -J.as principaes causas da grande
in a lauda b- durante a epidemia.
CONSELHOS A TODOS OS CHEFES DE
FAMILIA.
Os meios de prevencao que acabamos de lembrar
as autoridades administrativas, relativamente ao
aceo das povoaces devem necupar, constantemen-
te, a ni.nona de Indos os individuos. Todos os die-
res de familia, ou seja em suas casas, ou cm eslahc-
lecimenlosde qualquer nalureza, devem dar, aos
seus dependentes ou einpregados, o mais evidente
exemplo de aceo no seu corpo, e no seu IraTego.
Devem aconselhar a sua genle que lave acara pela
manhaa e noile : que lave os pos, pelo monos urna
vez cada'semaua, ni agua moma com sal; que vs-
I U roupa lavada duas vezes por semana, e mais se
Tur possivel.
Todas as pessoas favorecidas da fortuna deveri ira,
em todo o lempo, tomar banho geni, pelo menos
urna vez cada semana.
No lempo da epidemia, os banhos aromticos ou
olphurens, esobre ludo as fumig.-.res ou vapores
de emolre, sao dos melliores preservativos do chole-
ra-morbus; porque deslroeui os miasmas e o virus
particulardclla, fortifican) a pello, ea pe em esta-
do de resistir melhor penelrarao delles no corpo.
Os donos das casas devem mandar que ellas sc-
jam \ai ridas e lavadas frequenlcmente: casas pe-
quenas, e de muita frequencia, devem ser lavadas,
todas as semanas, urna ou du. vezes.
as Ierras onde lia limpeza publica, como em Lis-
boa, devem osdonos ou donas do casa mandar que
os criados estejfim alerta, quando passam os carros,
para uelles despejaren!, diariamenle, os barris do
lixo, c lava-Ios anles de os trazerem para casa. De-
vem vigiar incessinlemente que os criados nao dei-
lem cousa alguma para us saguacs. Nao podemos
dexar de lamentar aqui a coulinoa Ir ,n-gi -.: das
po-luras municipaes relativamenle aoaceio dos so-
gules. He urna vergonha ver os hbil anles da pri-
meira cidade do reino despresar as ordens que a au-
loridade municipal s'promulga cm beneficio dos
mesmos habitantes! S islo basta para provar o
alrazamenlo da nossa 'civilisacSo. Sem para nos
lomos!
E que diremos nos das cloacas abertas as cozi-
nhas?! Dalli sa estao exhalando continuamente
miasmas que infeclam a almosphera em que os al-
meulos sao preparados; e por esle vehculo sao
aquelles miasmas ingeridos no estomago, como se
nao Tosse ja bastante nocivo a sande a absorpcao que
delles se faz pela pelle e pela respraejo I
Desojaramos que contra esla lao geral e lo per-
niciosa origen) de iiiTecrSo loterviesse a auloridade
administrativa e municipal, compcllindo os senho-
rios ou inquilinos a eslabelecer lalriuas inodoras, ou
syphoes.
O custo de qualquer destas duas machinas he 13o
pequeo, que s a ignorancia, ou o deleixo pode fa-
zer que o seu uso nao ja geral. Esla medida he
urgeulissiina na nccasi3o le cstarmos, 13o de pcrlo,
ameacados pelo' cholera-morbus.
Os chefes de familia devem prohibir que os caes,
ou galos fiqticm de noite nos quarlos onde dorme
gente.
Todas as etlialares animaes so nocivas saude,
viciando o ar qde se respira. Islo he lao sabido, co-
mo mal apreciado. Muilos e mui desgracados excra-
plos, do quanlo s3o nocivas as exhalares animaes,
nos lem dado a accumulacao de pessoos as enxovias
a que Ivrannia lem por vete-, condemoado os mar-
tyres da ricura evanglicaigualdade de juslica pa-
ra lodos.
As victimas que nns masmorras teem suecumbido
por falla d'ar como vulgarmente se diz, morieni as-
phyxiadas, n.iu por falla absoluta d'ar, mas sim por-
que o pouco que respirara he inephilico, esl enve-
nenado pela propria respiracau dos individnos aecu-
mulados. He necessario que lodos aibam; que to-
das as exiaiares e etereces dn corpo sao venenosas
para o mesmo corpo ; que a nalureza, o principio vi-
tal, que preside cnsenmelo dos individuos,reseila
Tora do corpo ludo quanlo lhe seria nocivo se con-
tinuasse a consertar-se nclle. Em poucas palavras:
Tudo oque he excretado ou hincado Tora do corpo,
pode malar o mesmo corpo, se Delle tornar a entrar,
Por lauto, os dieres de familia devem rccominen-
dar que a sua gente nao escarre pelo chao, nem pe-
las paredes, no interior das casas; que|despeigera os
urinocs e bacins ; que os lavem bem e que Mies dei-
teni agua limpa, que cubra o Tundo, anles de os le-
varen! para os quarlos de dormir. Por este meio se
evita a formaran do sarro nos mesmos vasos e o mo
cheiro qoe infecta o ar que se respira. Da pureza
do ar independe a perteic3o da saude.
(dem.)
publicacOes a pedido.
A rainha do baile militar. (*
Cantara todos a seu geito
Do bailea sua rainha,
E eu que n.in sou suspeilo,
Vou cantar tambem a minha ;
Pois tambera tenho dircilo
Como oflieial de marraba.
I luean: l brada a orcheslra
Que a danta vai romerada ;
Kiwiapg. ai! ni n da Testa
Ei'nao vejo a ruinnin |,,___
Oh! o baile j nao presta,
Vai me cherando a massada !
Boa noile, minha senhora,
Ja tem par vossa oxcellenciaf...
Temo: mas s p'ra agora?
P'ra todas: sim ?... paciencia !...
Scholisarci, muilo emhora
Do mais Tara abstinencia.
Vejara como vai calado...
Nao me cuntiere, teen le .'
Ai! se eu vou desapuntado
Por um calo impertinente !...
J me julga desculpado?
Sempre o julguei innocente...
Que demonio, que empada !
Siiv... faz obsequio, senhor'.'
Eslou muilo incommodada...
Me veja, pois, por favor
I ni copo de limonada,
Que arrbenlo com o calur !
N3o agenlo... que caipora !
Das leas loda a caterva 1
Nada... ponho-mc fra,
Venham oulras p'ra reserva...
N.1o sou paio, vou-me emhora...
Todo o mundo se conserva !...^
Mas quem he a fidalgoaa
Que all vem13o requeslada ?
He a rainha pimpuna,
Que ficou, meu Dos! marcada
Por urna ruim dragona !...
He a rainha arrauhada !
Qual nos galhos se batanea
A gomosa pilanguinha.
Talabrindo o brarnsdanra
Minha bella yayazinha...
Arredem, mocos, a panca,
Deixem passar a rainha.
Dezembro 14 de 1854.
DECRETO N.o 1478 DE 22 DE NOVEMBRO DE
1854.
Altera as rnndires auucxas ao decrelo n." 111,1
de 31 ilc Janeiro de I8.">3que conceden companhia
Peruainliucaoa >'privilegio, exclusivo para a nave-
garan a vapor entre os porto- do Recite al os de Ma-
celo na linha do tule os da Fortaleza nos do norte.
Altendendo ao que represenlou por seu procura-
dor bstanle a direrc,ao da companhia Pernambuca-
na, que lem por empreza a navegaco a vapor enlre
os portos do Recita al o de Marera ao Sul, e da
Fortaleza ao norte : e conformando me. por minha
imperial resolui;3o de 21 do crrente cora o parecer
da seccao dos uegocios do imperio estado, exarado em consulta de 18 do mesmo mez :
Hei por bem alteraras cuudices annexas ao decre-
to n. 1113 de 31 de Janeiro de 1853, que conceden a
dita companhia o privilegio exclusivo para a referi-
da navegaco, segundo as que com este baixo assi-
gnadn por Luir. Pedreira do Couto Ferr.it, do meu
conselho, ministro e secretario d'estado dos negocios
do imperio, ficando porm dependentes de approva-
Cao do poder legislativo na parte em que careccrem
d'ella. O mesmo ministro a-sim o lenha entendido e
faca executar. Palacio do Rio de Janeiro em 22 de
noverabro de 1854, trigsimo lerceiro da indepen-
dencia e do imperio. Imperador com rubrica e
guarda, Luiz Pedreira do Couto Ferraz.Con-
forme. Fausto AugutlQ de Aquiar.Contarme.
Anlonto Leite de Pinho.
Condicoes a que te refere a decreto d'esta dala.
l. A subvenrao de sessenla conloa de reis, conce-
dida pelo governu imperial companhia Pernambu-
cana de navegara i a vapor enlre o porlo da ridado
do llecife e os de Macei ao sul, r :,la Fortaleza ao
norte, por decrelo n. 1113, de 31 do Janeiro de
1853, ser augmentada com a quantia animal de
vinle e qualro conlos de res.
2." A tabella pela qual se tem de regular os pre-
cos dos Tretas e passagens ser organhada pelo go-
verno imperial, de accordo coin a companhia nos
termos do art. 8 das condicoes annexas ao referido
decreto, cessando pnrm a base eslaheleeida no mes-
mo artigo e que consista em n3u poder o mximo
d'aqnclles precos exceder a dez ceoleziiDOs sobre o
que se pagar nos barcos de vella.
3. O governo imperial de accordo com a compa-
nhia designar os porlo* intermedios, em que devam
os vapores tazer escalla, a prnporc3o que se Torem
removenno os obstculos que ainda lomam alguns
iiaccessiveis, o a companhia por sua parle se habi-
litar a ler vapores capazes de enlrar nos menos im-
portantes, nfni p Hiendo os vapore-que empregar ler
rapaeidade menor de 400 tonelladas, salvo os que
ferem especialmente designados para portos que os
n.lo admit .ni.
4." Ficam concedidos companhia os mesmos ta-
vores, oulorgados companhia Bra-il-ira de paque-
tes a vapor organisnda n'etla corte e que couslam
do .derrelo de 10 de marco de I8.il.
5." Os nacionaes empreados nes vapores da
companhia gozar3o da isencSo do servico activo da
guarda nacional e do rerrutamenlo. Para esle fim
ser pela directora entregue ao presidente da
respectiva provincia de seis em seis mezes urna lisia
por ella assignada contando os nomes dos que se
acharen) n'eslas crcumstancias, e na qual depois do
primeiro semestre s pdenlo ser contemplados os
individuos que titerera pelo menos 3 mezes de eTfec-
tivo exerricio. Convencida a associarao de qualquer
abuso sobre esle objeclo em detrimento do servro
publico, ser-lbe-ha imposta administrativamente 'a
mulla de 1009000 ris a um cont de reis, ou pelo
governo ou pelo presidenta da provincia, com recur-
sos para aquelle.
Palacio do Rio de Janeiro em 22 de novembro de
1854.Luiz Pedreira do Couto Ferraz.Contar-
me, Fausto Augusto d'Aguiar.Cuiifarme, Antonio
lAile de Pinho.
1 r.m.'ra marmelada, I barril viudo ; a Rosas
Braga & C.
1 caixa cochint, 1 cunhele perfumadores e cane-
cas ; a David Ferrcira Ballhar.
2 caix&es mudezas, 1 dita brides; a Thoinnz
Fernandes da Cunha.
3 barris enchadas, 2 caitas tachaduras, 2 ditas
curdas de liuho : a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
caitas patitas, 1,000 Macis de vimes, 8cunhe-
les fauces, I barril prego-, | ruuhele machados; a
Joaquim Ferreira Mondes Guimaraes.
1 caixa alampadas de latan ; a Jos Baptista llra-
S*-_
7 pipas e 12 barris viuho ; a Fraucisco Alves da
Cuulia.
3 molhos maslros, 79 duzas garrunchos, (i mu-
llios arco, 18 lahoas de pinho, 732 re-leas de cebol-
las, 2,000 milheiros de sal ; a Manoel tirano, dos
Sanios Sena.
12 canaslras louro, i) re-leas rehollas, 1 caixa
figos, 72 balaios, 16 condeets ; a Luiz Jos da Cos-
ta Amorim.
12 cadeiras e 2 soTs de madeira ; a Antonio S.
do Reg Medeiros.
2 caixas peras e mar3as ; a* Joao Manoel de Bar-
ros.
1 pera panno de linho ; a Jos Duartc das Ne-
ves.
1 caxote ; a Jos Marques dos Santos Aguiar.
2 caixas mudezas; a Jos Alves da Silva Gui-
maraes.
1 pacota cnchins e loalhas; a Jos Antonio jda
Cunha & Irui3o.
1 caixa macaas c paios, 11 ditas caslnnbas, 1 bar-
ril paios ; a Manoel de Azevedo Andrade.
5 barris pregos, 1 caixao vasos ; a Ballhar & Oli-
veira.
3 caixas cochins, brides e escovas. 2 tardos mu-
dezas; a Antonio Joaquim dos Santos Andrade.
6 barris ouze, 2 caixas figos, G saccas amendoas;
a Fonte 16 canaslras albos, 6 ancorelas azeitonas, 7 ca-
naslras fr uria-, 60 caixntes velas de sebo ; a Ilen-
rique da S. Morena.
2 canaslras estantas, 4 ditas macaas ; a Domin-
gos Ribeiro da Cunha Oliveira.
3 barris viuho. 3 ditas vinagre, 2 ditas azele, 2
ditos salpicdes ; a Antonio Rodrigues Ferrcira
Vieira.
1 eaixao doce scrco ; a Manoel Goncalves da Sil-
va Jnior.
6 cimbeles machados, 5 barris enchadas, 13 cai-
xas miudezas ; a Benlo Candido de Momos.
I caixao miudezas; a Manoel J. DiasJCaslro.
3 caixas chapeos ; a Joaquim Antonio Pereira.
55 canaslras albos, 1 sacco batuques, 1 caita vel-
las de cera, 2 ditas macaas ; a Firminu da Costa
Morera.
1 cunhele linhas e semenles, 1 caixa cnchins e
tapetes, I canaslra raizes e semenles de flores ; a
Domingos Alves Malhens.
2 fardos fallas de louro ; a Jos Francisco Br-
relo.
5 barris presuntas ; a Antonio Cardoso de Gou-
8 cana-Iras' maraas-.-adita batatas, I pacota len-
Coes e meias ; a Jos Anluuio de OTtretrn.-
5 caitoes marAaos, 1 dito vinagre ; a Jos de Aze-
vedo Andrade.
1 caixa cochins; a Albino Jn- da Silva.
7 barris vinho ; n Jale Teitcira d* Souza Lima.
100 ancorelas azcilonas ; a Manoel Ferreira Gue-
des.
1 barril presuntas e paios, 3 canaslras rolhas; a
Jos Rodrigues Ferraira.
3 caixas caslanhas, il caixas e I cunhele peras,
40 canaslras macaas e caslanhas ; a Joao Pinto Re-
gis de Souza.
6 canaslras rolhas ; a Candido Alberto S. da
Multa.
1 caita escovas para calcado ; a Antonio ABonso
Novaes.
12 canaslra btalas, 20 ditas caslanhas, 13 ditas
macaas, 12 cadeiras de madeira, 4 caitas figos, 1
barril vinho, 3 canaslras e 2.127 resleas de cebollas ;
a Victorino Jos Corroa de Sa.
Meia pipa vinagre ; a Jos Baplsla Vieira Ri-
beiro.
3 caixas m.K.ias ; a Carneiro & Inn.ra.
1 caixola seda ; a T. A. Pereira de Vasconcellos.
2 canaslras macaas, 1 encoromenda, i embrulho,
I lala feijdes, 4 viveros canarios, 2 gaiollas metros,
1 sacca nozes, 2 barris peite salgado. 31 resleas ce-
bollas, 2 saceos molhos de louro, 1 sacca macaas,
1 embrulho figos ; ordem.
Male Sergipano, vndo de Cotngniba, consigna-
do a Jus Teixcira Bastas, loanife-luu o seguinte :
475 saceos assucar branco, 225 ditos dito matea-
vado ; a Balos Irmao ,\. C.
Patacho americano //. F. Ilyder, vindo de Bos
ton, consignado a Henry Forsler &C.", man Testan
o seguinte :
3 voluroes drogas, 21 caitas relogios, 8 caixas
salsa parrilha, I dila charutos : a R. Depperraam.
400 barricas Tarinha, 30 barris carne salgada, 20
rolos esleirs, 25 saceos sal, 199 barricas bacalho;
a H. Forsler 4 C.
5 caixas ara, I caixa d ferro ; a C. Starr & C.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia I a 83.....41:3778272
dem do dia 26...... I:933c877
43:3119149
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimeiito do dia I a 23.....4:490s785
dem do da 26........ 94*317
4:5859302
GOMMSRCIO.
PIUCA DO RECIFE26 DE DEZEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacOes oflicaes.
Hoje nao houvcram colaccs.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia I a 23 .
dem do dia26......
Exportncao.
Assu', Male nacional a Angelical), de 82 toneladas,
conduzio o -eguiitd : 60 volumes generas estran
geiros, 30 ditas ditos nacionaes.
RECEBEDOR1A DEPENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 23.....18:8849114
dem do dia 26......... 5939170
19:477314
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 23.
dem do dia 26 ... ,
54:0589453
2:097j930
56:1569383
PAUTA
dos preros correales do assucar, algodn, e maii
gneros do paiz, que se despachan!' na mesa do
consulado de Pernambuco, na temana de 26
a 30 de dezembro de 1854.
Assucar cm caixas branco 1.a qual i lado
o 2."
i) no mase.........
bar. e sac. branco.......
n t a mascavado.....
refinado ...........
Algodao era pluma de 1. qualidadc
2i -
o i i 3.a

B em carneo. .
Espirita de agurdente
Aguardcute cachaca .
1> de raima .
cunada
Gcnehra

Licor .
rcstilada
201:3149659
4:1859316
208:4999975
Detcarregam hoje 27 de dezembro.
Barca inclczallindoomerradorias.
Barca insierazYnrAu.tt'asf;carvao e alcalro.
Barca instazaItosamnndmercadorias.
Brigue porluguez/.ia //ceblas e btalas.
Importar; a o'.
Brigue porluguez Bom Successo, viudo do Porta.
consignado a Thomaz de Aquino Fonceca A Filho
manifestou o segunde:
50 rodas de arcos de pao ; a Dellino dos Aojos
teixeira.
120 rodas de pao ; a Luiz Jos deSa Araujo.
2 barricas nozes, I raitao marmelada, 1 dito
com um carrinho para eranra ; a Joao Domingues
Ramos.
12 barris enchadas, 3 Tardos pendras, 24 barris
presos, 60 dalias chumbo, 226 barras de chumbo ;
a Barroca (< Castro.
7 caixas tremoros ; a Joao Evangelista da Cosa e
Silva.
() Por um mero csquecimenlo ha deixado de sa-
bir esla pocsia, que esl em nosso poder ha oilo
0|>s- Os. un.
............. botija
.............caada
................ garrafa
Arroz piladu duas arrobas um alqueire
cm casca........... a
Azele de mamona........caada
mendobm c de coco
de peixe.........
Cacan............... @
Aves araras .........una
papagaios.........um
Bolachas.............. a.
Biscoitos..............
Caf hom............... n
o retlolho........... n
com casia........... o
n muido.............
Carne secca............
Cocos com casca..........cculo
Charutos bous........... a
o ordinarios........
regala e primor ....
Cera de carnauba......... ;p
em velas........... n
Cobre novo m3o d'ohra......
Couros do hoi salgados.......
o expixados.........
verdes...........
de ouca..........
cabra corldos......>
Doce de calda...........
ii goiaba..........
secco............ i>
o jalea ,........
Estaa nacional
eslrangeira
Espanadores grandes.
pequeos.......
lai iib.i de mandioca.......alqueire
n milho......... (^
aramia.........i
Fcijan...............alqueire
Fumo bom............ gl
ordinario.......... i>
* cm folha hom........
ii n ordinario......
n n restolho......
Ipecacuanha...........
Gomma..............alq.
Gensihre.............. a'
Lenha de echas grandes......ccnlo
* ii n pequeas.....
ii i> ii toros.......
Pranchas de amarelln de 2 costados urna
u ii louro......... u
Costado (!e aniaiello de 35 a iiip. de
c. e 2 ;/ a 3 de I.....
de dito usuaes....... n
Cosladinhn de dito........ s
Soalho de dilo...........
Ferro de dilo...........
Costado de louro.........
Cosladinho de dito........
Soalho de dilo...........
Forro de dilo...........
i cedro..........
Toros de (alajuba.........quintal
Varas de parreira.........duzia
m3o d'ohra
a)
11
um
29700
29300
19900
29500
19600
39200
W800
5S400
59(100
W2.
9.560
9330
9900
9*50
S480
9220
9180
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19200
9560
29200
19280
58000
IO9OOO
3S 59120
79680
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29800
4-9500
69400
5 Vi IX)
38000
18200
8600
3200
88500
109 9160
9160
8180
9090
158000
9200
9200
9160
8400
9320
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35200
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18500
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259000
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95000
65500
4.5OOO
69OOO
58200
3920O
29200
39000
18280
19280,
" 11 aguilhadas.....
quiris........
Em obras rodas de sicupira para c. par
11 eixos 11
Melaco............
Milho............
Pedra de amolar......
11 11 filtrar.......,
11 11 rebotas......
Ponas de bol.........
Piassava............
Sola 011 vaqueta.......
Sebo em rama........
Polles de carneiro......
Salsa parrilha........,
Tapioca...........
1'nha- de boi........
Salan......... .
Esleirs de perperi........urna
Vinagre pipa ..........
Caberas de cachimbo de barro.
19600
11 8960
par 4O9OOO
I69OO8
caada 9160
alqueire 19600
una 8640
69OOO
0 8800
cenlo 49OOO
molho 9320
meio 29IOO
9 520O
urna 9200
11 295OO
cento 9210
a, 9095
urna 8160
D 303000
milheirc 550IX)
MOVIMENTO DO PORTO.
Naciot entrados not dia 24.
Rio de Janeiro19 das, brigue porluguez l'iajanle,
de 258 luneladas, capilao Manoel dos Sanios, equi-
pasen! 12, em laslro ; no capitao.
Terra Nova44 dias, brigue inglez Runymede, de
2(K) toneladas, capitao Samuel Prowae, eqoipagem
13. carga baca lulo ; a Me. Calmonl & Compa-
nhia.
liba de Sania Helena10 dias, barca ingleza Cum-
braia, de 405 toneladas, capitao R. P. Bozoy,
equipagera 15, em laslro; a Me. Calmont 4 Com-
panhia.
Antuerpia35 dias, escuna prussaua Kennctt Am-
gtoford, le 185 toneladas, capiUu J. Ladenig,
equipagem 9, carga tazendas e mais gneros ; a
C. J. Astlcy & Companhia.
Hamburgo36 dias, brigue hamburguez Olava, de
348 toneladas, capitao J. Thormohlenr, equipa-
gem 12, carga cemento ; a Bidoulac. Com 9 pas-
sageiros.
Nados salalos no tnetmo dia.
DunckerquePatacho Trance/. Le Bom Pire, capi-
lao Tourneau, carga algodao e mais gneros.
ColiogoibaEscuna hambiirgucza Minerva, capil.io
T. Lollng, em laslro.
ventura Selerno, 1 filho, 1 criado e 1 escraro.
Nado entrado no dia 25.
Monlevido36 dias, esruua heapanhola Coulebra,
de 122 toneladas, capil3o Jos Ventura, equipa-
gem 9, em laslro a Aranaga Si Bryan.
Nado* tahidos no metmo dia.
ParaEscuna brasilcira Flora, capilao Jos Severo
Morera Rios. carga assucar c mais gneros.
HavreBarca Tranceza Jote, capitao Houdel, carga
assucar, alsod.1.1 ecouros.
Nados entrados no dia 26.
Colincuiba8 dia, hiato hrasilciro Sergipano, de
o4 toneladas, meslre Ilenrique Jos Vieira da Sil-
va, equipagem 7, rarga assucar ; a Jos Teixeira
Hade.
Rio de Janeiro10 dia, *iB, br*taro Flor do
/lio, de 250 luneladas, capitao Jusc Francisco Lo-
pes da Costa, equipagem It, em laslro ; a Isaac
Companhia. Veio receber pralico e segu para o
Ass.
Boston53 dia. patacho americano Ilelien F. Ily-
der, capilao G. B. Sniilh, rarga Tarinha do trigo ;
a Henry Korsier & Companhia.
Lisboa31 dias, brigue porluguez Laia, de 207 (o-
uelada. capitao Caelano da Costa Martns, equi-
pagem 16, carga vinho o mais gneros; Fran-
cisco Severauo Rabello & Filho. Passageiro, Jo-
s Lupes Oliveira.
Ass8 dias, hiate brasileiro Crrelo do Norte, de
37 toneladas, mclre Jos Joaquim Dnarle, equi-
pagem 6, carga sal. palha e mais gneros; a Oe-
tauu Cyriaco da Costa 11 reiia.
Nac>os iahidoi no metmo dia.
MarselhaPolaca Tranceza Le Jeune Barrou, capi-
lao Penellon Jcau Marie Lazar, carga assucar.
LiverpoolBarca ingleza Mida, capilao Wm. Au-
derson, carga assucar.
Rioda PrataEscuna nnrueguense IVerand, capi-
lao N. Trap, carga assucar e mais gneros,
MacetaBrigue escuna de guerra ioglez Spti, eom-
mandante R. F. Boyle.
EDITAIST
O Dr. FranciKO de Oliveira Maciel, juiz muniripil
da segunda vara desta cidade do Recita de Per-
nambuco, por S. M. o Imperador, que Deus guar-
de, etc.
Fajo saber aos que o prsenle cdilal vrem que
a requerimeulu de Jos Rodrigues da Silva Rocha,
commercianle eslabelecido nesla praca com loja de
feraseos sita na ra do Queimado n. 30, se acha
por este juizo aberta a sua fallencia pela senlenca
do Iheor seguinle :
A' vista da declararlo a fls. 2, julgo fallido Jos
Rodrigues da Silva Rocha, e declaro aberta a sua
fallencia desde o dia 15 de novembro prximo pas-
sado. que fecho para termo legal de sua existencia,
e por isto mando que se ponham sellos em todos os
seus hens, Ierras e papis ; e numeu para carador
fiscal da fallencia ao negociante Antonio Valentn
da Silva Barroca, que prestar o juramenta do es-
lx lo. Pague o Taludo as cusas. Recita 5 de de-
zembro de 1854. Francitco de Assit Oliceira Ma-
ciel.
Em cumprimenlo do que lodos os credores pr-
senles do referido Tullido compacam em casa da
minha residencia no segundo andar da ra do Ro-
sario estreita n. nu bairro de Santo Antonio do Re-
cita no dia 29 do crrenle, pelas 9 horas da ma-
nhaa, afiui le procederem a nomeac^ao de depositario
ou depositarios, que hio de receber e administrar
provisoriamente a casa Taluda.
E para que chegue a noticia de lodos, mandei
passar o presenta, que ser publicad 1 pela impren-
ta, e afiliado nos lugares designados no art. 129 do
rcgulamento n. 738 de 25 de novembro de 1850.
Dado e passado nesla cidade do Recita de Pernam-
buco 21 de dezembro de 1854. Eu Pedro Tertulia-
no da Cunha eserivao subscrevi.Francitco de As-
til Oliceira Maciel.
O Dr. Cuttodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz
de aireito da primeira cara do citel e commerdo,
tiesta ddade do fecffe e *eu termo por S. M. I.
e C. o Senhor D. Pedro II, que Deas guarde ele.
Faco saber aos que o presenta edilal virem, que
leudu-se ultimado a insliucrao do proceaso da fal-
lencia de Victorino & Morera, e devendo-se em
conformidade dos .misos 132 e 133 do respectivo re-
gulainenlo, convocar os credores dos mesmos falli-
dos, afim de se verificar os crditos ; por isso pelo
presente chamamos a Indos os credores dos referidos
lal .los, cojos domicilios se nao sabe, para que com-
parecen) no dia 27 do correnle, pelas 10 lloras da
manhaa, em casa de minha residencia, na ra da
Concordia, para dito fim, visto constar que nao exis-
lem credures Tora da provincia e do imperio, ficando
cerlo que pelo artigo 842 do cdigo commercial nao
pode ser admillldo credor algum por procurador se-
n3o tiver poderes especiaes para o acto, e que a pro-
rurarao nao pode ser lada pessoa qoe seja deve-
dora do fallido, e nem um sai procurador representar
por dous diversos credores.
E para que chegue nolicia de lodos maadei pas-
sar o prsenle, e mais outro do mesmo Iheor, sendo
um ahilado na praca do commerdo, e oolro publi-
cado pela imprensa.
Dado nesla cidade do Recita de Pernambuco em
22 de dezembro de 1854.Eu Joaquim Jos Pereira
dos Santos, eserivao u subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
Ignacio Jos Pinto, fiscal da Treguezia da Boa-
Vista du termo da cidade do Recita etc. ele.
Faco publico para conhecimento de qaem perten-
ece que pelo Exm. Sr. presidente da provincia foi
approvada a postura addiciooal abaixo transcripta,
contarme me tai commuuicado pela cmara munici-
pal desla cidade em ollici.i de20do correnle mer.
Postura addiclonal approvada em 16 de dezembro
de 1854.
Art 1." Ninguem poder.i eslabelecer d'ora em
diante padarias senSo nos lagares segoinles : ra do
Brum, desde a parle ainda nao edificada al a forta-
leza. Imperial, da casa do cidadlo Antonio da Silva
Gusmao para dianle. Cabanga e volta dos Coelho-,
ra do Caes piajeriada ao oeste da freguezia de S.
Jos, a partir da Ira ves-a do Mouleiro para o sul e
petas que ficam entre esla ultima e a Augusta, ter-
reno devrate comecar das edilicarAcs da praia de
Santa Rila, lado do leste em seguimento, praia de S.
Jos ao sahir no largo das Cinco Puna-, becco das
Barreiras, Soledade e Sanio Amaro. As diles pa-
darias lento os seus tornos cunslroidos segundo o
plano adoptado pela cmara, o que sera verificado
por meio de exame. Osinfractores ser3o multados
em 3O9OOO, solTrerao 4 "ias de prisao c lhe ser3o fe-
chadas as officinas.
Arl. 2. As que actualmente ctislcm no centro da
cidade serao removidas para os referidos lugares den-
Iro do prazo improrosavel de 6 mezes, sob pena do
pasarem a seus donos 303000, e de lhe sercm Techa-
das as rubricas. E para qoe nSo appareraa menor
ignorancia, mandei publicar o presente peto Diario.
F'reguezia da Boa-Visla 26 de dezembro de 1854.
O fiscal, Ignado Jos Piulo.
DECLARACOE9.
*- O conselho de admnistrac,ao do segundo bala-
lhao de intanlaria, precisando de conlraiar do pri-
meiro de Janeiro em diante, generus alimenticios de
melhor qualidade para o rancho das pravas do mes-
mo, convida por isso aquellas pessoas qne quizerem
tarnecer de p3o, assucar, cata, carne verde, dita sec-
ca, bacalho, tourinho, taijao. arroz, tarinha, azeite
doce, vinagre c lenha, dirijan) secretaria do re-
tando batalhao ato o dia 30 lo correnle as suas pro-
poslas em rarlas tachadas.Jos Manoel de Souza,
lenle agenta.
lVl.iailmini-lr.ir.nl do rorrein de-la cidade so
Taz publico a quem po-sa inleressar, que no dia 30
do correnle se vai proceder a rmisummo as carias em
ser do anuo de 1853 a 1854, routarme determina o
artigo 9do decreto de 15 de ntaiu de 1854. O ad-
ministrador interino. Domingos dos Passos ,l/-
razido.
Em cumprimenlo das ordens do Exm. Sr. pre-
sidente esta repartirn vender em bulan publico a
agurdenle desembarcada ltimamente do transporta
l'irapama, viuda da ilha de Fernando em conse-
quencia de haver all sido lomada como introdozda
em contraveneno as ordens do governo sendo a
quanlidade duas pipas, pouco mais ou menos, e a
renda euectuada com os respectivos vasilbames no
~
miitii Ano


-


'
4
da -Si rio roTcnlt mes, pcl.is II horas il.i mandila,
na porta do alinovaiifario. luspcccao do arsenal de
marinlia de Pernambuco \ de riezemhro de 1854.
0 secretario, Alcvundre, Rodriguen dos Anjos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho adminislralivo, em virturie da aulori-
sarflo do Exm. Sr. presidente da provincia, ten de
comprar os objectos seguintes :
Para o hospital militar.
Apparellio i desloeainenlo I, balines de riiflcrenlcs
calculados 6, capsulas de porcelana de 4 libs. a 2
>. ditas ditas de 3 libras 2, ditas ditas de 2 libras 2.
ditas ililas de t libra 2, ditas ditas de 8| 2, di-
ta-, rio viilro de riiflercntes lmannos (, cadiotos di
1 a 10. 12, copos graduados de 2 libras 2, ditos ditos
de I libra 2, ditos ditos de 8| 2, ditos ditos de 4|"
2. caixas de pinbo Torradas de follia para guardar
medicamentos, de palmo e meio em quadro, 2 pal-
mos e 2 pollegadas de alto, cun as suas competentes
lampas 2t>, llanella lina, covados 12, garrafas pretas
de 24|" 100, ditas brancas fra necias 50, ditas pretas
d I2i" ItK), madapoln, pecas 12, machina para
aguas minera.- 1, marmiladc papim 1, marmita de
pressflu pela agua 1, maqunela rom seus perlences
I,malrazes4. parlilhador completo I, retortas de
dilTerenles rapacidades 4, vasos de i libras 24, ditos
de 2 libras 2i. vidros esmeril de 4 libras 12 : quem
quizer vender estes objectos aprsenle as suas pro-
pollas em r.irlas fechadas, na secrelaria do rouselhn
adminislralivo, as 10 horas do dia 27 do correle
mez. Sala das sesscs do conseibo administrativo
Iiara fornecimenlo do arsenal de guerra 22 de dezem-
iro de 1851.los de Brito Inglez, coronel presi-
dente.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo em ciimprimtnto do
art. 22 do regulamento de 14 de dezemhro de 1852,
faz publico que fnram aceitas as propuslas de Bar-
tholomeu Francisco de Souza, Antonio A Ivs da
Fonscca. Joo Fernandes Prenle Vianna, Souza &
Irman, e Antonio Francisco Correa Carriuso, para
fornecerem : o 1." os medicamentos pedidos para
a botica rio hospital regimenlal, segundo j foi an-
nunciado na importancia de 7:195950 rs., e os pe-
didos para a colonia de Pimeuleiras na importancia
de :iiH~ >in rs. ;o 2. os ornamentos para a capella
da fortaleza do Brum. conforme o pedido j annun-
riado, no valor de ICU96IU rs.; o 3." 4 colheres de
pedreiro de 10 polegadas a tiiO rs., 2 dilai de 6 dilas
a 600 rs., i pinceis para catar a 1&2UO rs., 6 ferros de
capa para garlopa rom 2 'j palmos de largura a 800
rs., 6 ditos sem capa de I ', palmo a 240 rs., 6 di-
tos de I a 20o rs., 2 Irados de meia polegada a 1$200
rs., 12 librasde cola da Babia a 400 rs., 4 milheiros
de pregos eaixaes a 28600 rs., 5 libras de ditos de
rame de 1 polegada de comprimenlo a 180 rs., 10
arrobas de ferro sueco em barras chalas de 2 'j pal-
mos a 28700 rs., 4 ditos de I 'j palmo a 2?7tlO rs.:
o 4." 30 cuchadas calcadas de ac a 18000 rs., 24 pas
de ferro grandes a 14-3500 rs. a duzia, 12 ditas pe-
queas por II35OO rs., 3 duzias de formes do ajo
sortidos a 28950 rs., 6 omos com fuzil a 18180 rs'..
2 trinchas com I 'H pollegada de largura a 1S200
rs., 2 dilas com 1 pollegada a 18000 rs., 2 dilas de
3|4 a 800 rs.,6 compaoos de 12 pollegada* a 480 rs.,
2 Irados de 1 a 800 rs.. 2 ditos de 3|4 a 640 rs., 12
limas triangulares de grita lina para amolar serrotes
par9M(W ra-, |10 iniilieiros de pregos eaibraes a
58'200 rs., 11 ditos de ditos bateis grandes a 38500
rs., 3 ditos de ditos eaixaes a 25000 rs., 10 ditos de
ditos de assoalh 1 a 28360 rs., 2 ditos de ditos de
guarnirn grandes a 18200 rs., 5 dilot de ditos 'pe-
queos a 800 rs., 2 arrobas de ac de milito a 58500
rs 3 limas meia cana de 14 pollegadas a 610 rs., 3
ditas de 8 a 200 rs., 3 dilas de 4 a 80 rs. ; o 5. 36
verrumas surtidas a 70 rs., II milheiros de pregos
balel pequeos a 281100 rs., 4 ditos de ditos
caixaeaa 28600 rs., II dilos de ditos de for-
ro de sal a 18600 rs., 3 ditos de dilos de guarnirn
grande a lsJOO rs., 5 libras de dilos de rame de 1
pollegada de comprimento a 480 rs., 3 limas chalas
de 14 pollegadas a 600 rs., 3 dilas de 8 a 200 rs.,.3
ditas de 4 a 80 rs., 3 ditas muras de 8 a 440 rs., 3
limas triangulares de 4 polegadas a 200rs.; c avisa
.ios supradilos vendedores que deveni recolher os re-
feridos objectos ao arsenal de guerra no dia 27 do
corrente inez. Secretaria do conselho adminislra-
livo para fornecimenlo do arsenal .de guerra 23 de
dezembro de 1854.Bernardo Pereira do Carmo
Jnior, vogal e secretario.
AVISOS MARTIMOS.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Salte com muita brevidade, o bem co-
nhecido patacho nacional Yalcntc, ca-
pitao Ftanciseo Nicola'o de Arattjo: pa-
ra o resto da carga eescravos a frete, tra-
la-se'com os consignatarios Novaes & C,
ou com o capitao na praca.
Para Lisboa pretende seguir rom toda a brevi-
dade a barca porlugueza raliriao : para carga e
passageirus, Irala-se com os consignatarios Thuinaz
de Aquino Fonseca \ Filho, na ra do Vigaria n.
19, prlmeiro andar, 011 com o capitao na praca.
Para o Rio de Janeiro
Segu em poneos dias, obrigue nacional
Hbe, capitao Andre Antonio da Fon-
seca, por ter a maior parte do seu carre-
gamentoprorapto: para o resto e escra-
vos a frete, trata-se com Manoel Alves
(iuerra Jnior, na ra do Trapichen.
14.
Para o Rio de Janeiro pretende sahir com a
possivel hrevidade o patacho nacional para carga e escravns a frete. Irata-se com os consig-
natarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, na roa
do Vigario n. 19, pnmeiro andar.
- Para l.i-hua pretende^seguir com brevidade o
brigue porluguez nRibeiro de primeira marcha :
quem nelle quizer carregar 011 ir de passagem, en-
ti'iida-se com os consignatarios Thomaz de Aquino
Fonseca & Filho, na ra do Vigario n. 19, priineiro
andar, ou com o capitn na praca.
Para o Porto vai sahir com muita brevidade
por ter a maior parle da carga prompla, a veleira
galera Bracharense ; para carca e passageirns, tra-
ta-se com o consignatarios Thomaz de Aquino Fon-
soca i Filho, na rua do Vigario 11. 19, primeiro an-
dar, ou com o capitao na praca.
RIO DE JANEIRO.
O brigue mcional Damo segu
por estes dias; para carga e passageiros
para os qttaes tem ptimos commodos :
trata-se com Machado & Pinheiro, rua do
Vigario n. 19,segundo andar..
LSILOES.

Mm
l*RI0 OE PERNAMBUCO, QUSRTA FEIRA 27 DE QEZEMBRO DE 1854.
2 RUA HO CQL.L1.GXO 1 ikltBAR 25.
s, desde 9 horas da
O Dr. P. A. Lobo Hoscoso d consullas homeopathicas lodos os dias ans pobres
manhaa ato o meio dia, o em casos extraordinarios a qiialqorr hora do dia ou noile.
Olloroce-sc igualmente para pralicar qualqucr operara., da cirurcia. e acudir proniplamenle a qual-
quer mulhcr que esleja mal de parlo, c cujas circunstancias n.lo permiltam pasar ao medico
\fl CISWliLiIO
LOBO 10SCBZO.
25 RUA DO COLUGiO 25
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual completo de meddicina homcopalhica do Dr. G. II. Jahr, tracluzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro voliimes encadernados em dous e aromnanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 208000
Esta obra, a mais importante de todas as que tralam do esludo e pralica da homeopalhia, por ser a nica
Sirv-r.!*.,'.' ,luf- v'V.1;?','!;! &? *,M-^* fA' HOGE.NESIA OL EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTO M> ORt.AMaMOLM LslAD DE SALDEconhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que qnuerem
experimentar a oulrina de llahnemanu, e por si meamos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
lazendetros e senhores de engenho que eslao longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capiles de navio,:
que una ou outra vez nao podem dcixar de acudir a qualqucr ineommodo seu ou de seus tripulantes
a todos os pas de familia que por circunstancias, que ncm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in conlmenli os primeiros soccorros ero suas enrermidades.
O vade-mecnm do hoineopalha ou Iradurrao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lainbem til as pessoas que se dediram ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acnmpanhadn do diccionario dos termos de medicina...... 108000
O diccionario dos termos de medirina, cirurgia, anatomia, ele, etc., encardenado. 38000
Sem verdadeiros e bem preparados medicjmenlos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
liomeopathi, e o propnelario deslc cslahelecimenlo se lisungeia de lelo o mais bem montado possivel e
mnguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 10.?, 123 e 155000 rs.
dl"'s a................... o,,^^
a................. 2.58(XtO
a..... '........... 308000
a.................. 60.MKX)
.. .................. 18000
lindura................... 2&000
Na inesma casa ha sempre a venda grande numero de lubos de rryslal de diversos lamanhos,
vidros para mcdicamenlos, e aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por presos mullo commodos.
lotera da provincia
O cautelista Salustiaio de A<[tiino
Ferrara avisa ao respeitavel publico, pie
a primeira parte da primeira loteria a
beneficio da cultura d .unoreiras e bicho
de seda, corre indubitavehnente no dia
13 de Janeiro de 185,") debaixo de sita res-
ponsabilidade, seja qttal l'or a quantidade
ck- bilheles <|ue licarem por vender, no
consistorio da igreja da Conceirao dos mi-
litares, as 8 para !> horas da manhaa.
Pernainbtico 21 de dezembro de 185 i.
O cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
rcira.
Ditas 48
Ditas 60
Ditas 144
Tubos avulsus ,
Frascos de meia 0115a
dilos
ditos
ditos
"de
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
lodasde summa importancia :
liahncmaiin, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
_lun>es............208000
Teste, rroleslias dos meninos.....68000
Hering, homeopalhia domestica.....78000
Jahr, pharmacopahomeopalhica. 68000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 168000
Jahr, molestias nervosas.......68000
Jahr, molestias da pollo.......88000
llapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 168000
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos...........1G00fl
A Teste, materia medica )iomeor">(liica. 88000
De Favolle. douirina medica liomeopalhica "8000
Clnica de Slaoneli........68000
Casling, verdade da homeopalhia. 4s<)00
Diccionario de Njsten.......IO5OOO
Altlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripejio
de todas as parles do corpo human 308000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio n. 25,
pnmeiro audar.
CASA DA aFERICAO, PATEO DO TERCO,
N. 16.
O abaixo assignado faz ver a quem inleressar pos-
sa. que no Hit 31 do corrente natisa-se o prazo
marcado pelo arl.2. do til. 11. das postaras da c-
mara municipal desta cidade. denlro do qual de-
yem ser aferidos os pesos e medidas ; lindo esle
incorrcriio os cootraventores as penas do mesmo
artigo. Recife 13 de dezembro del&">4___Prxe-
des da Silca Curmo.
PIMICACAO D0 1XSTITLT0 HOMEOPA-
TIIICO DO BISASIL.
THESOLRO HOMEOI'ATIIICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Mtthodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
palhicamenle todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, c particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de homeopalhia, tanto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgero Pinho. Esla obra he boje
reconhecida como a melhor de todas que tralam da
applicacau liomeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, sertanejos etc. etc., devem
te-la a m.1o para occorrer prompldinente a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em brochura por 108000
encadernados 118000
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
I AGUA DOS AMWTES. g
; Liquido sflo e especifico para tirar lodos os ^
4 pannos, as sardas e as espinhas (a estas uu as ffif
vX tira de lodo ou deseuilamina, segundo a sua j
ii qualidade;, refresra a cutis e faz desapparecer f>
$ a cor Irigueira em cinco dias, de um modo S
$ particular; augmenta o lustre e tira as rugas i
@ das pessoas qoe tem feito uso do solimao, que c|
jf he muilo prejudicial a culis e a sasidn cura (*
a* a borlueja com maa facildade. por ser mui-
-g- to fresca o sem prejudicar a saude. Em algu-
^ mas pessoas faz mudar os pannos em lautas S
jj pinlinhas brancas, que se turnam em urna so A
deciir natural; (cando desvanecidas todas as 2;
manchas, tanto das sardas como Je oulras 1
g quaesquer manchas de todo o corpoT
O niel ho.lo de a nsar he o seguiute : lavar
9 o rosto (ou qualquer parle do corpo) bem la-
K> vado, e com urna toalha lavada se limpa e eu- l
;- chuga-se bem ; deposila-se um pouco d'agua
u'uina colher de sopa, e com um Irapinho en- S
tef sopado nella se esfrega na parte afectada na K
occasio de deitar-se c de mandria. Esta ope- @
V racao ser feila deixando ficar o rosto e o cor- i{
'/i po untado at segunda frcelo, lendo sempre
o cuidado de lavar-se e enchugar-se bem an- 5t
5 les de untar-se. Q
S6 Volta-se o duplo do valor qnanrir> nao faja aj
@ efleilo, e vende-se no nico deposito da rua &
i$ do Oueimado n. 27, prejo fino 28 a ganafa. I
#gla QiGbm>&&ft$Q&
A11I.mi > Jnaquim Sevedeclara que o Sr. F'ran-
risro Xavier Alves Quintal deixou de ser seu caivei-
ro desde o dia 18 do corrente inez.
Precisa se lo urna ama para rasa de muilo
pouca familia : no becco da l.ingoela, taberna n. 1.
Prccisa-sc de urna ama livre para o servido iu-
lemo e externo de urna casa de familia : na rua
Dell n. 33.
A Sra. D. Candida Rufina dos Sanios queira
procurar urna carta de Importancia, viuda do Cralo:
na loja de ferAgen*, na rua do Qucimado 11. 13.
Precisase do um rapaz pm tugue/., de 14 a 16
anuos, para raixeiro de taberna : na rua da Concor-
dia u. 26.
Da-se ilinheiro a premio com hypolheca em
predios ncsla praja : queui prelender annuncie.
lotera da provincia.
Aos 5:000,(000, 2:000x000, 1:000^000.
O cautelista Antonio Rodrigues de Souza Jnior
avisa ao respeitavel publico, que os seus bilheles e
cautelas nao softrem o descont dos oito por cento
nos tres premios grandes, os quaesse acham i venda
as seguidles lojas: praja da Independencia n. 4
do Sr. Fortunato, 13 e 15 do Sr. Arantes, e 40 do
Sr. Faria Alachado ; rua do Qucimado u. 37 A, do
Sr. Freir ; rua da Praia, loja de Tazendas do Sr.
Santos ; rna larga do Rosario n. 40, do Sr. Manoel
Jos Lopes; e praca da Boa-Vista, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Daplisla. cuja lotera tem o seu
andamento infallivel cm 13 do futuro Janeiro!
Dilhetes 58500 recebe por inteiro 5:000000
Meios 28*400 ., B-.Mttc<*xr -5
guarios 1800 a 1:2508000
Oilavos 800 o 625*000
Herimos 700 a jOOsOOO
Vigsimos 400 .1 2508000
Perdeu-se umronhecimenlo den. 'JO da quan-
lia de 4008000, recebido na thesouraria da fazenda
desta provincia : quem o liver adiado, ou por qual-
quer molo delle esleja de posse, diiija-se ruada
praia de Santa Hila 11. 42, que ser generosamente
gratificado, alin do agradecimento.
J. UM. DENTISTA, I
59 continua a residir iiaruaMova n. 19, primei- @
ro andar. S
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na rua Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente oFere-
cera'.
Luiz Antonio Annes Jacome, como
liquidatario da casa de Domingos Ferreira
de Souza Vasconcellos, fara' leilao porin-
tervencao do agente Rorja, da armacao e
gneros existentes na taberna daquelle se-
nhor, sita no pateo do Terco n. 2, qninta
fcira 28 do corrente as 10 horas em
ponto.
AVISOS DIVERSOS?-
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e cobranca do importe dos
anuncios he superior ao valor delles,
previne-seaos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao sero publicados.
I.ava-se. engomma-se' e cose se, com perfei-
co : na rua da (juia, no fundo do sobrado n. 44,
sendo a entrada pelo becco que vai sabir na rua de
Apollo.
Precisa-se alttgar um moleqtte para
o servico de um rapaz solteiro, que seja
liel, que nao beba, ei|ue entenda do ser-
vido a tpte he destinado : na rua do Tra-
piche Novo, n. 16, segundo andar.
IftinV Domingo, 31 do corrente, lahinto
^^^^ilous mnibus para a cidade de Olili-
'l'i* HanlJ> d.i. o pnmeiro partir as II doras da
manhaa c o segundo as 7, e voltar.i d'alli o primei-
ro as 5 horas da tarde, e o segundo as 6 lloras :
quem quizer ver Nossa Senhnra do Monte aprovei-
te a OKMilo comprando bilheles no cscriplorio da
rua das Larangeiras n. 18; s 6 horas da manida,
do mesmo dia saldr um mnibus na direrrito de
Apipucos, c voltara as 7 horas da uoite para" o Re-
cife.
Precisa-se de urna ama de leite pa-
ra acabar de criar urna enanca de seis
raezes, que teuha bom leite, preferindo-
se sem filho: a tratar na praca da lnde-
|>endencia 11. 1, 011 na rua Relia n. 27.
Chegaraiu osselhns de Berreaba i
na rua da Senzalla Nova n. 42, em casa
de S. P. Johmton & C.
Perdeti-se na mista do Natal, na
madrugada do dia 2i para 25, desde a
perla da matriz da Roa-Vista ate o prin-
cipio da ponte, tuna p'ilceira de ouro
nova, degosto liancez ; roga-se a pessoa
que a liver adiado de mandar entregar
no segundo andar da casa n. no ater-
ro da Roa-Vista, quesera, gratificado, e
se Ihe licara' milito obligado,
O abaixo assignado deixou de vender charutos
desde o 1. de dezembro, no armazcm de Candido Al-
berto Sodr da Molla, e contina a vender na rua
do Ainoriir. n. 36, por procos commodos.
Aaostinho l-'errcira Senra Guimaraes.
O Sr. Dr. I.nurenco De/erra Carneiro da Cu-
nha tem urna carta na roa do Cabuga u. 11,
-5 DENTISTA FRANCS
Paulo Gaignoiu, estabelecido na roa larga
do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- 9
# tes com tensivas arliliciaes, e dentadura com- t
0 pela, ou parte della, com a pressao do ar. *
ft Tambem tem para vender agua denlifricedo A
J Dr. Picrre, c p para denles. Kna larga do fe
a Rosario n. 36segundo andar. m
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
achaem grandeatrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. 6 e 8
da praca da Independencia.
Aluga-se para o servico de bolieiro um cscra-
vo mulato com muita pralica desse oflk-io. Na rua
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourenco Trigo de l.ourciro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cnha do Livramento tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Antonio Egido da Silva, lente de geometra do
lyceu desta cidade. abre no dia 2 de Janeiro do auno
vinduiiro, na casa de sua residencia, na rua Direila
n. 78, um corso de geometra por Eurlidcs e La-
crois: os senhores esludanles que o quizerem fre-
quent.r, poderao dirigir-sc a mencionada casa, de
manhaa das 7 horas ale as 9, e de larde das 3 ate
as 5.
La\a-se e engomma-se com toda a perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja d'o so-
brado 11. 15.
Precisa-se fallar ao Sr. Jacintho Al-
fonso Botelho. que morou no aterro da
Boa-Vista, e ho c dizem que mora para as
batidas de Beberi^e, e como se nao seiba
o lugai de sua morada pede-se-Ihe annun-
cie, ou dirija-ce a esta typograpbia.
Aluga-se urna casa terrea na povoajao doMon-
Icrn, com a frente para a igreja de S. Pantaleno,
muilo limpa. Iresra. com commodos para familia re-
gular, lendo urna porta e rias janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoacilo, ou na rna do Collegio n. 21, se-
gundo ailar.
Na rua de S. Francisco, como quem vai para a
rua Della, sobrado n. 8, prcrisa-se de urna prela
escrava, que aaiba tratar de una manea : quem a
liver sendo liel, dirija-se au mesmo sobrado.
l-'iride Italiana, revista artstica, scienllica e
Iliteraria, debaixo do inmediato patrocinio de S. M.
o Imperador, redigida em duas linguas pelas mais
condecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Galcano-Ravarj. Subscrevc-se em Per-
iianihuco, na livraria 11. 6 c 8 da praca da Indepen-
dencia.
-- Aluga-se o primeiro andar do sobrado da rua
da Penha n. 17 : a tratar 110sobrado contiguo 11. 10.
A firma .le Eiras & Companhia foi duaolvida
no dia 20 do prsenle inez de dezembro de 1854, li-
eando o Sr. Eiras com a taberna, sita na rua de S.
Francisco 68, e obrigado aos paganienlos dos no-
dores que se dever al esla data ; e o Sr. Jos Pedro
Caio de Miranda com a taberna, sila no paleo do
Paraizo n. 14.
Loteria da Provincia.
O cautelista Amonio Ferreira de Lima e Mello,
avisa ao publico que lem as suas caulellas da lotera
da amorcira e eriac.lo do bicho da seda, que corre
no dia 13 de Janeiro, no Recife loja 11. 11, rua' do
Rosario n. 26. dita Direita n. 62, aterro da Boa-Vis-
ta n. ."18, oa |civo,ica'> do Monleiro em casa do Sr.
Nicolao, e cm sua loja rua Nova n. ',, pelos precos
abaixo declarados.
Bilheles 58000
Meios 2-siHi
Quartos 18500
Decimos 700
Vigsimos 400
HaMaMassiSSBBaasWaTaW
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s pre<"0
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemaas e sttis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto oll'erecendo elle raaiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietarto deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
ha ratas, no armazem da rua do I
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim. m
Antonio Jos Firmo, faz sciente ao
respeitavel publico que tem montado um
estabelecimennto de carros fnebres na
rua Augusta casa n. 24, freguezia de S.
Jos, com todos os pannos e mais utensi-
lios recommendados no regulamento do
cemiterio ; promette bem servir a todas
as pessoas que se dignarem incumbi-lo de
qualquer enterro, e tambem se compro-
mette a fornecer carros de passeio, cera,
msica, padres, etc.: espera, portanto,
ser coadjuvado pelo respitavel publicouis
seu novo estabelecimento.
Aluga-se urna casa e sitio na Capunga, com
bous commodos : na rua doQueimado n. 12.
Traspassa-se una boa loja na rua
Nova, quem pretender dirija-se a rua
Nova 11. 42.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda as lojas do costu-
me os bilhetes da .' loteria do conser-
vatorio de msica, a qual correu em 22
do presente, as listas se esperam de 2 a 5
de Janeiro pelo Tocantins ou San-
Salvador. Os premios sao pagos a vista
esem descont algum.
Precisa-se de urna ama para o servico de urna
casa de familia, ou urna escrava, ou moeque para
se alugar para o servico de casa : na rua Direila 11.
88, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama que teuha bom e bas-
lanteleite, para crear um menino, pagando-se bem :
na rua Uireita n. 66.
Precisa-se de orna ama forra, que engomme
perfeitamente, paga-se bem : no aterro da Boa-Vis-
ta loja n. 48.
A directora do collegio da Concei-
C50 annuncia aos pais das meninas que
Ihe foram eonfiadas, e aquellas pessoas
quetrataram de mandar meninas para o
mesmo collegio, que elle se torna a abrir
a 8 de Janeiro de 1855, por se findarem
nessa data as ferias dadas.
O Sr. Luiz Antonio da Cunha, pas-
sagetro do brigue portttguez Bom Suc-
cesso, chegado no dia 21 do corrente
mez, dirija-se a rua do Crespo loja n. 4,
a negocio.
Precisa-se de um prelo paro trabalhar no cam-
po e que sa.ha tirar leite em vareas : a tratar na rna
do Queimado n. 10. primeiro andar.
Da-se 5508000 a juros a premio de t 1i2 por
cento; na rua da Assuinpeau u. 18.
Precisa-se de urna ama que saiba bem cozi-
nliar. para rasa de hornera solteiro: na rua do
l.l'lellilail.p 11. 40.
Antonio Joaquim de Abren rctira-so para fura
do imperio.
ROLBO.
No dia 25 do crreme, pelas 4 1|2 para 5 horas da
manhaa, rouharam da rna dos Acoigiiinhos n. 4, os
segundes objectos do ouro : um tranceln) chato de
escama com urna easolela, leudo esta urna palma de
um lado, edo outro he amallada de buril, um alli-
nele de peito esmaltado .le hraiico c azul, e mais um
par de luvas de seda amarella, um leque, um lenco
de cassa rodeado de renda de igaal fazenda. e bico
francez, e 48000 em dinheiro : roga-se a todas as au-
toridades policiaes a pprehenso de lacs objectos ;
assim como tambem se ruga a todos os ourives a
quem os objectos de ouro forera i.flerecidos, o favor
de os apprehcnder ; outro sim se recomrmtnda a
qualquer pessoa particular que descubrir ditos ob-
jectos, avise na rua das Anas-Verdes 11. 22, segundo
andar, qualem dse gralihear promclte-sc guardar
segredo.
Jos Manoel de Araujo fas sciente ao respeita-
vel publico, que nilo tem e nunca leve parle algn
na socicdade que gvra debaixo da firma de Aranjo
& Filhos, na cidade do Penedo, provincia das Ala-
goas, pois na poca em que foi ella eslabelecida, se
achava o annuneianle na cidade do Rio de Janeiro
negociando por sua.conta ; o que provar se rr pre-
ciso com ns documentos existentes nesta cidade de
Pernambuco em nulo de seu procurador o Sr. Dr.
Manoel da Silva Reg.
Troca-se a residencia de um segando andar ua
rua estrella do Rosario, que paga 13S000 rs. mensaes
dealuguel, por outra em primeiro on segundo an-
dar, as ras larga do Rosario, Queimado, Cadeia,
Collegio, l.ruzes c paleo do Carmo, cuja aluguel nao
exceda de208000: a fallar na rua eslreila do Rosa-
no n. 8, segundo andar, por cima da loja de cera,
das6as7da tarde.
Francisco Lucas Ferreira, com ce
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macao na igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contrarlo tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
Desapparee.eu honlem, 25 do correnle, urna
negra de n.irao Congo, idade 40 annos, pouco mais
011 menos, com ossignaes seguintes : altura regular,
olhos bugalhados, muilo vergonhosa, rosto marcado,
lev un urna trouxa de roupa, e romo sabio de madiu-
garla ignora-se que vestido levou ; riescona-se que
I'iissh para o mallo de Sar.lo Amaro de Jaboalto ou
immediac.ocs do engenho Macuj : quem a pegar,
leve-a rua Direila n. 16,. ou na vilfa do Cabo, a
Ignacio Tnlenlino de r'igneiredo Lima, que ser re-
compensado.
O I> 1 C.andino Francisco de Lima Sanios mora
na ruadas Cruzes n. 18, primeiro andar, onde con-
tina 110 exercicio de sua prolissao de medico; e
ulilisa-sc da orrasino para oe novo ao publico olle-
rerer seu presumo como medico parteiro. e habilita-
do as nperares das vias ominaras, por se ter a el-
las dado com especialidade em Fritnca.
Da casa perlcnrenle ao Sr. Jos Leao de Cas-
tro, sil no lugar denominado Cordeiro, rugirn) as
7 horas da noitedodia 15, duas esrravasmai e filha,
sendo a nri cabra, de nnme Mara, representa ter
50 anuos, lem os cabellos brancos, he corcovada,
lem um dedo da mito esquerd* muilo lino e lorio,
proveniente de um panfi icio ; a lillia de nome Rosa,
muala, de idade 24 anuos, pouco mais ou menos, he
bstanle corpolcnla, rabellos carapinhos, olhos ves-
gos, ve punco por um delles; foram eseravasdo Sr.
coronel Seraphimda Silva Farras, morador no lugar
chamado Riacho do Navio, distanteda Pateada'Gran-
de ou anliga villa de Floresta 5 leguas, boje perlen-
cem ao abaixo assignado que recompensa com 1008
rs. a quem as apprehender e levar na mesma casa,
oua rua da Cadeia do Recife, loja n. 5.
Antonio Bernardo la: de Carralha.
Oiiem perdeu um par de argolas de orelha, o
qual julga-se er de ouro. procure na casa da rua
das Aguas-Verdes n. 16, que dardo os signaes Ihe
ser entregue, pnssando o competente recibo, e pa-
gando o importe do aununcio.
(ratificacao.
Perdeu-se urna carleira liomeopalhica na noite de
2i para 25 do correte na igreja matriz de Santo An-
tonio, em occasiiio da missa de Nafal; qoem a dver
adiado e entregar na rua do Collegio 11. 12, ser ge-
nerosamente gratificado.
COMPRAS.
Compra-se toda quantidade de praia "elha ou
nova, a peso, conforme, sua qualidade. preferindo-
sc maioi poreflo de lei :' na rua da Senxala Velba n.
70, se dir quem compra.
Compra-se prata brasileira ou hespanhola : na
rua da Cadeia do Recife 11.51, loja.
Compram-se canleiros para pipas j usados: na
rua das Cruzes 11. 35, segundo andar.
Compra-se ellectismfntetbrunze, lalSo eco
bre velho : no deposito da fundido d'Aurora, na
rua do Brum, logo na entrada n. 28, c na mesma
fundicao em S. Amaro.
VENDAS.
, AL1ANAI PARH800.
Sahiram a luz as llhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrico'a e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. C e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
folhinhas impressas nesta tvpographia,
de algibeira a 520, de porta'a lO. e ec-
clesiastieas aiSOrs., vendem-se nica-
mente na livraria n. ti e 8 da praca da
Independencia.
MELTOME DE \\ ESCOCEZ
A 500 RS O COVADO. .
Na loja n. 17 da rua do Qucimado, ao p da boli-
ca, vende-se alpaca de lia esroeeza. clwgada pelo ul
limo navio, a qual fazenda na Europa se da o nom-
de Melpomene de Escocia, minio propria para roue
pues e vestidos de senhora e meninos por ser de mui
to hrilho. pelo rommodo prero ,le .VK) rs. cada ro
vado ; dno-se as amostras com penbores.
MACAAS.
Vcndem-se no deposito do cello um reslo de bar-
ricas com niaraas perfeilas, cahre-se para o compra-
dor ver que esio boas : a Ira lar no mesmo.
MACAAS KARATAS.
Na na eslreila .lo Rosario n, II, vcndem-se ma-
cfias a 2.-MKK). 3SO00 e 4j000o ccnlo.
Vende-se urna toitrina parida ha
um mez, e da' 4 garrafas de leite. para
ver, na rua da Concordia em casa de
Pedro Guimaraes, c t tratar na rua da
Praia n. 45, segundo andar.
\ende-se urna escrava ct otila, de
idade de 5H annos, com algtimas habili-
dades sem achaques nem vicio algum,
ao comprador se dir' o motivo por que te
vende : a pessoa (pie perdender dirija-se
a' rua Velha, venda da esquina n. (37.
Fardo de Lisboa muito novo a G&OOO a sacca :
na rua da Cadeia, escriplorio de Manoel iom alvos
da Silva.
\ elas de cera de carnauba.
Vcndem-se velas de cVra de carnauba p ura do
Aracaty, pelo barato prero deit-jOOO a arroba: na rua
da Cruz, do Rerife D. 31, primeiro andar.
AMADOS DE FERUO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos c1' ferro de -r MOENDAS SLPEIUORES.
Na fundiciio de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiores.
TAIXAS DE FERRO.
. Na ftindicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' o mais commodos.
Na rua da Cadeia do Re-
cife n. 2 loja de cambio,
arli.un-se a venda bilheles a
5500, meios 20800, quar-
los IJ5500, oiiavos 800. deci-
mos 700 e vigsimos 400 rs.,
da lotera da primeira par-
te das amoreirus. Esla ca-
sa tem sempre sido feliz
com os bilbeles c cautelas
do cauleljsla falusliano de
Aquino Ferreira, e paga os
------------------~ Osconto dos 8 por cenlo.
rernambuco 21 de dezembro de 1854.Salustiano
de Aquino Ferreira.
Vende-se urna escrava criola, de 26 annos de
idade, rauilo sadia e sem vicio algum : na rua da
Gloria n. 69.
Vendem-c superiores qoeijos do serto, com o
peso de 4 libras o meia cada um, pelo preso de
l-!80 : ua rna da Santa Cruz, taberna n. 1.
Vendem-se saccas com feijo por barato preQo,
courinhos de cabra bons, ancoras com mel e polas-a
do Rio de Janeiro : na rua da Madre de Dos n. 34.
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do no, edifica-
da ha pouco tempo, em chaos prprios,
com bastantes commodidades, cocheira,
estribarla, etc., etc. : quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara_
qualquer negocio.
W Deposito de vinho de cham-
T* pagne Chateau-Av, primeiraqua- 'i-*
'$ I idade, de propriedade do conde $
0k de Marcuil, rua da Cruz do Re- &
A cife n. 20 : este vinho, o melhor 2|
q, de toda a Champagne, vende-se a.
? a6S000 rs. cada caixa, acha-se 5
t* nicamente em casa de L. Le- *
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
9 fjConde de Marcuile os i-o-
$k f'dos das garrafas sao azues.
ERUCTAS NOVAS.
Na rua estreita do Rosario n. 11.
Venlem-se mar5as e caslanhas, peras em latas
enfeitadas, damascos e ameixas, bolachinhas de mili-
tas qualidades, e uotras mui las cousas proprias para
mimse psra pas-amenlo de fcsla, vinho do Porto fi-
no c licores tambem linos, etc., ele
Vende-se om fngSo de ferro americano em
meio uso : a Iralar no hotel Europa.
Vende-se urna casa, sila na rua de Santa Ce-
cilia n. 13 ; a tratar na rua do Rangel n. 63.
\endem-se ricos e modernos pianos, recenle-
mentc chegados, de excellentes vnzes, e precos com-
modos: em casa de N. O. Ilieber& Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Na roa da Cruz, armazem n. 5, veyde-so mui-
lo superior queijo sni-so, rcpolho conservado, vinho
de Bordeaux o mais oulros gneros, por preco com-
modo.
\ emle-se una escrava de meia idade pora en-
genho ; a tratar na rua Imperial n.80.
PARA ACABAR.
Vcndcm-sc cassas francezas de cores fixas, e lin-
dos padrOes, pelo baratsimo preco de 140 rs. o co-
vado : na loja da Cuimaraes & Henriques, roa do
Crespo n. 5.
Vende-se cognac em caixas de du-
zia : no armazem de Brunn Praegcr &
C, ruada Cruz n. 10.
AVISA-SE AO PUBLICO,
queseacha venda grande porcilo de presuntos a-
mericanos, vendem-se em porcocs e a retalho, muilo
bom e barato : em casa do Davis Y C., rua da
Cruz n. 9.
SACCAS COM FARINHA.
Vpndem-se saccas com farinda da Ierra, nova e
bem lorala, e saccas com cera de carnauba : na rua
da Cadeia do Recife, loja n. 18.
Ver.dcm-se chapeos francezes da ullima
moda, a 7SO00 rs.: na luja de 4 porlas da
rua do Queimado n. 10.
ALPACAS ESCOSSEZAS A 400 RS. O COVADO,
na roa do Queimado n. 40.
Gomma de mandioca
em saceos de 4 arrobas e tantas libras ; .vendem-se
por muilo rommodo prec-o para liquidar : naruada
Cruz do Recife n. 34, primeiro andar.
BARATISSIIA.
Vende-se a 39000 a sacca de alqoeire de f.irnha de
S. Matheus. dita de Sania Calharina a 43000. dila
muilo fina para mesa a 58000 : na roa da Praia,
becco do Carioca, armazem do Piulo n. 8.
Relogios de ouro, sabonete patente
ingle/.,- cliegados agora : no armazem de
James Ilallidav, na rita da Cruz n. 2.
SELLINS INGLEZES.
Vendem-se os melhores sel-
lins para hoinem, que tem
vindo a este mercado, com
seus competentes freios, etc.,
ineluindo algttns para pa-
geos recentemente despacha-
dos, tambem chicotes para carro, hornern
e senhora, com eneites de gosto moder-
no: no armazem de Eduardo H. Wyatt,
toado Trapiche-Novo n. 18.
ESTOJOS.
Vendem-se elegantes estojos de toilette
para senhora e para hornern: no arma-
zem de Eduardo H. Wyatt, rua do Tra-
piche Novo n. 18.
VINHOS.
Vendem-se na rua do Trapiche Novo n.
18, em casa de Eduardo II. Wyatt:
Cerveja branca em barricas de 4 e 6
duzias, em garrafas e nielas garrafas, vi-
nho do PortoeXerez, tanto em garrafas
coinoem barris de 4 cm pipa, fructas era
conserva, em caixas de 1 duzia de garra-
las.
(si) Vendem-se romeiras, camizinhas e gallas ()
h* para senhora, ludo da ultima moda e por k
t5 lirC enmmodo: na loja de 4 porlas da W
!S) na do (Jucimado n. 10. (B
COM1ECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apolloarmazem n. 2 B, con-
tinua a ter superioi potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: ludo a prerjo que muito satisfar'
aos seus antigos e novos fregu es.
CEMENTO ROMANO BRAMO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do ruiisii-
mo, em barricas e as linas : alraz do Ibealro, arma-
zem de ladoas de pinho.
Na loja da rua do Crespo n. 6, lem um grande
sortimento de caixas para rap a emtanlo dus de
tartaruga, pelo mdico preco de 1JK0 cada urna.
Vende-se um cabriolel com cobcrla e os com-
petentes ai i.ios para um cavallu, tudo quasi novo :
para ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel vt ciin. e para tratar no Rerifa rua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
grande sortimento de brins para
calcas e palito's.
Vende-se brim trancado de lindo de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 70e 1000; dito mesclado a
18100 ; corles de fusila branco a 400 rs. ; dilos de
coras de bom gusto a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; cortes de cassa chita a
3000 e 28^00 ; lencos de cambra in de linlio gran-
des a 640; dilos pequeos a 360 ; Inalhas de panno
de linho do Porlo para rosto a HSOOO a dura ; di-
las alroioadas a 10JO00 ; guardauapos tambem alco-
xoados a :l3t00 : na rua do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
portanio, vendem-se cobertores de algodo com pel-
lo como os de lila a 18400; ditos sem pello a 1800;
dilos de tapete a I200 : na rua do Crespo n. 6.
&S3ssa':ti{ai3fes
9 RUA DO CRESPO N. 12.
# Vende-sa nesla loja superior damasco de
9 seda de cores, sendo brancov encarnado, rno, > A por prero razoavel. g
Vendem-se lonas da Russia por prero
commodo, e. de superior qualidade: lio
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruzn. 4.
CASEM1RAS E PANNOS.
Vende-se rasemira preta e de cor para palitos por
ser muilo leve a 2600 o covado. panno azul a 38 e
48000, dito prelo a 3, 38500, 4. 58 e 5500, corles
de rasemira de gestos modernos a 68000, setm pre-
lo de Maco a 3200 e 4000 o covado : na roa do
Crespo n. 6
OBRAS DE I.ABYRINTHO.
Acham-se venda por commodos precos ricos len-
cos, toalhas e coeiros de labyriulho, chegados lti-
mamente do Araealy : na rua da Cruz do Recife n.
34, primeiro andar.
geosla Eawla Btaw.
Na rua de Apollo n. 6. armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemenle bons sorli-
menlos de tai jas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., di tas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e raodclnsosmais moder-
nos, machina hnrisontal para vapor com forra de
4 ravallos. cocos, passndeiras de ferro estaiihado
para casa de purgar, por menos pre?o que os de
cobre, eseo-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de (landres; rudo por barato preco.
Vende-se excellente taboado de pinho, recen-
temento chegado da America : na rnj de Apollo,
trapiche do Kerreira, a entender se com o adminis-
trador do mesmo.
Na rua do Vig ario-n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanela para-forro desellinsche-
gada recenlemenle da America.
Potassa.
No anliso deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12. vende-sc muito superior potassa da
Rossia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que lie par fechar contas.
atepoiito da fabrica, de Todos oa lautos na Sabia
Vende-se.emcasadeN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprin para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
T>a Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinaste vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Devoto Clnistao.
Sabio a luz a 2." edicto do liv rindo denominado-
Devoto l.dri.'ao.in.iis correcto e acresecntado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da orara da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendsimos padres capochiiihos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a novena daSe-
nhora da Concejero, e da noticia histrica da rae-
dalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livcaria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 18000.
d .^rendc"se oma laberna na rua do Rosario da
Boa-v isla n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos silo cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porem com menos se o comprador assim Ihe convier : j
a tratar junto a aifandega, travesst da Madre de Dos
armazem n. 21.
Moinhos de vento
'orabombasderepuxopara regar horlas e baixa,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na rna
do Brum ns. 6, Se 10.
Taixas par engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cbafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cano
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violo e flauta, como
cjam, quadrilbas, valsas, rcdowas, schc-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpieiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e liollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Cruz. n. 4.
Vende-se urna ricr mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese a justar : a tratar na uta do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Vcndc-se urna balanca romna com todos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras : qoem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazam n. 4.
Vende-se oma boa casa terrea em Olinda, rua
da bica de S. Pedro, que faz esquiua com o cercado
dema.leira.com 2 porlas e 2 janellas de frente, 3
salas, 3 quarlos, cozinha grande, copiar, estribara,
grande quiulnl todo murado, com porllo e cacimba,
muilo propria para se passar a fesla, mesmo para'
morar lodo o anno : a tratar no Recife, rua do Col-
legio u. 21, segundo andar.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife. de Henry tiidson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
Vci.dem-se urnas hllras com ovecue.lo e pe-
nhora feita no engenho da Escaria Joiidia, perleu-
cenle ao Sr. Manoel Antonio Dias, que andarn
boje por 13:000;tl00 rs. punco mais ou menos: os
prelendeutea podem dirigir-sc ao Trapiche Novo ca-
sa n. 11, que arito qualqucr negocio.
Em casa de J. KellercvC, na rua
da Cruzn. ha para vender ."> c\cel-
lentes piano vindos ltimamente de 4Iam-
butgo.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA. ,
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
& POTASSA BRASILEIRA.
<$) Vende-se superior potassa, fa- M
(gj> bricada no Rio de Janeiro, che- fcft
^ gada recentemente, reeommen- gt
,a da-se aos senhores de engenhos os jj
g seus bons ell'eilos ja' experimen- M
S tudS: "a ""' 2 nwn' de L. Lcconte Feron A O
VJ Companfa. @
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no eseriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. ."H,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19. primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca ra-
lidao,
PANORAMAS PARA JARDIM.
Brunn Praeger & C., na rua da Cruz
n. 10, reoeberam e vendemum sortimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
itos e cores, que formam o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jardim, como se asa boje na Eu-
ropa, nos jardins do bom gosto.
Brunn Praeger & C., na sua casa uta da
Cruz n. 10. teem a venda.
Pianos tanto horizontaes como veiticacs,
dos melhores autores-
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens ecom moldu-
ra dourada.
Ntstas de Pernambuco, getaes e epe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terraeps e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de diirerentes qualidades.
Presuntos.
Gcnebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURA S.
Na ruada Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abren, cuoli-
nuam-se a vender a 80000 o par (prcCo fiio) as ia
bem conhecidas e afamadas navalluis de barba Mas
pelo hbil fabrcame que foi premiado na ejposirao
de Londres, as quaes alm de durarem ettraordiiia-
namente, nosesenlem no rosto na aceito de cortar
vcndem-se com a cndilo de, nilo agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepois
pa compra reslilumdo-M o importe. Na mesma ca-
sa lia ricas lesourinhas para unhas, feitas pelo mes
mofaMcante.
Negoeia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'lchoa, com seis
salas, oitoquartos ealcovas, cosinha, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de fruteiras, grande jardim
murado com muitas flores, cocheira, es-
tribarla, quarto para feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condit-oes mui favoraveis para o compra-
dor : a tratar na rua da Cruzn. 10.
~7 Ven-,e"M fio de apateiro, bom : em casa de S.
1. Johnslon & Companhia, rna da Sensala Nova
o.i-2.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
L'endem-te na botica de Bartholomeu Francisco
de su:a, rua largado Rosarion. 36,por menor
preco que em outra qualquer parte.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 2.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bromeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
MECHANISMO PARA EME-
IfBO.
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguintes ob-
jectos de mechanismos prprios pira engenhos. a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; taixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, e de todos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
tOes ; crivoa e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhoes.bronzes parafusos e cavilhoes, nioinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDIQAO
se executam todas as encommendas com a superior!
dade ja conliecida, e com a devida presteza e comino
didade em pre(o.
I-art lio de arroz muilo novo e por prec.o com-
modo, em saccas e barricas, cojo he saudaveis e de
muita nutrido para cavallos, gallinluis e cevados : a
Iralar na Praia de San Francisco cocheira de Joito
da Cunha Reis.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceicao, enlrado
de Santa Calharina, e fondeado na volla'do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe boje no mer-
cado, e para porr,oes a Iralar no escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 14. '
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se umaescolhida colleccaodas mais
btilhantes peras de msica para piano,
asquaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
m
RUA DO TRAPICHE N. 10.
Em cusa de Patn Nash & C., ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 3 quartos ate 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
, Um piano inglez dos melhores.
WBMSSBXKX SOS XfffiW8S3&J
CEMENTO ROIANO.
N ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : alraz do
Iheatro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
ESCRAVOS FGIDOS.
CINCOcNTA MIL RES DE URATIFICACAO.
Em abril do correnle anno desapparereo do abai-
xo s-ignadn um seu escravo por nome Sebastian, de
nac.ito.jii idoso, com algumas rugas no rosto, cor In-
la. alio, reforcado rio corpo, denles limados, pouca
barba, ps e inflo* grossos, anda e falla muilo des-
cansado ; levou camisa de algodflo azul de listra e
calja de algodao azul ; o qual escravo foi comprado
a Illma. Sra. D. Marianna da t'.onceieao Pereira, o
ha loda certeza de vagar pela Boa-Viagem al Santo
Amaro de Jaboalo, onde all j.i se conservou oito
mezes, e que he de presumir que seja amulado por
alguem ; o abaixo assignado protesta proceder rom
lodo o rigor da lei contra quem n possa ler aeoulario:
roga-se portanto as dignas autoridades policiaes e
capiles de campo a captura do mesmo. a entregar
na rua do Crespo n. 10.Jos (onralves Malceira.
Dcappareceu da rua da Senzala Velha n. 68,
urna prela ja velha, chamad Francisca, falla algu-
ma cousa fanhosa, lem nos pos signaes de ter estado
nos ferros ; levou vestido roxo : qoem a pegar la-
ve-a a dila casa cima, quesera bem recompen-
sado.
' Do engenho Mascalinho, silo na freguezia de
Una, rucio em um dos primeiros dias de dezembro,
um escravo crioulo, de nome Salvador, ue idade de
'M anuos p urna cicatriz no rosto proveniente de urna apostema
que arreheniou : roga-se as autoridades policiaes e
c,i|uiao. de campo, o pegucm e levem-a ao referido
engenho, ou no Recife no paleo do Carmo n. 17, que
se recompensara.
100t)OtWc gralilicacito.
Desappareceu no dia 8 de selemhro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 35 anuos, pouco mais ou menos,
uncido em Cariri Novo, d'oiide veio ha lempos, he
muito ladino, costuma trocar o nome e intilular-se
forro ; foi preso em fins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de pulira do lerrqu de Seriuhaem, rom o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
metlido paro a cadeia desta cidade a ordem do lllm.
Sr. ilesemd; rgadoi edele ile polica com ofticiode^de
Janeiro de 185 se verHicou ser e-rra v o, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de SanTAnna. morador
no engenho Caite, da comarca de Santo Anlao, do
peder de quem desappareceu, e sendo oulra vez cap-
turado c rerolhido i cadeia desla cidade cm 9 do
agosto, foi ahi embargado por evecneflo (Je Jos Dias
da Silva Guimaraes, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desta cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. Os
signaes sao os seguintes : idade de 30 a 35 anuos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e carapinha-
dus, rr amulatada, olhos escuro*, nariz grande e
grosso, beifos grossos, o sembl.inle fechado, bem bar-
hado, com todos o denles na frente : roga se, por-
tanto, as autoridades policiaes, rapilflcs de campo e
pessoas particulares, o favor de o ,ipprclunderem o
mandarem ncsla praca do Recife, na riialaVga do
Rosario n. 14. que receberflo a gralilirarao ania de
1009000 ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occullo.A/ajioe df Almeida Lopes.
PERN.: TYP. DE M. DE FARIA. 1854

t
1
i

i
A
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MI iTirAnn


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