Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01247


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Full Text
ANNO XXX. N. 294.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
DIARIO
SABBADO 23 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
toi.
PERNAMBUCO
EACARREGAIHIS l)A Sl'BSCRIPCVO.
Recite, o proprieiario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neito, oSr. Joo Pereira Martin; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
dnii-a ; Parahilia, o Sr. Gnrvazio Victor da Nalivi-
dae; Nalal, o Sr. .Toaqiiira Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr AntoniodeLemosBraga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.! Disconlo de lettras de 8 a 10 por O/i).
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 d. por 19000.
i Paris, 32 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia-de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de G.5400 velhas.
de 05400 novas.
de 49000. .
Prata.Palacocs brasileiros. .
Pesos columnarios,
mexicanos. .
PARTIDA DOS COtRElOS.
2980001 Olinda, todos os dias.
165000 Caruar, Bonito e Garanhuns ios dias 1 e 15.
169000 \\ illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOiricury, a 13 e 28.
95000 Goianna c Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
1*940 Victoria e Nalal, as quintas-feiras.
19940 PRKAMAR DE 1IOJE.
15860 Primeira s 7 horas e 4 minutos da manhaa.
I Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde.
ALDIEXC1AS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orplvaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel,'segundas e sextas ao meiodia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Dez.br. i La cheia ao 44 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarto minguante s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 La nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da tarde.
26 Quarto crescente a 1 hora, 21 mi-
nutos e 48segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
18 Segunda. S. EspiridiSo c. ; S. Theolimo in.
19 Terca. S. Daro m. ; S. Fausta ; S. Paulilo.
20 Quarta. Jejum (Tmporas Vigilia) S.Liberato.
21 Quinta. S Thom Ap. ; S. Themistocles m.
22 Sexta. Jejum (Tmporas) S. Honorato m.
23 Sabbado. Jejum (Tmporas) S. Servlo adv.
24 Domingo. 4.* do Advento. S. Delfino b.; S.
Tharsila m.; S. Germina mu. S. Zeaobio-
i
T N
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da l de dexembro.
(inicioAo Evm. rommandanta superior da guar-
'l.i ii.irioii.il do municipio do Recite, dizendo que po-
de expedir as suas ordens, para que sejam dele j
dispensado* do servico, ate I.) de Janeiro prximo
vindouro, os corpos da guarda nacional soh seu com-
m.iiiiln superior.
DitoAo coronel commandantc das armas, envi-
ando para execucAo na parte que lite Inca, copia du
aviso til guerra de 6 do crrenle, o da informaertuda
repartir,, to quarlel-irieslre. enera!, sobce o pedido
junto de far lamento da companliia fu de cavada-
ra, que se refere o oTucio de S. S." n. 1009 de 21
de nulnbro ultimo.
DitoAo mesmo, IransmiUindo por copia, naos
o aviso Ja guerra de 6 do correle, mas lamliem a
informadlo da repartido do quartel-mestre general,
sobre o pedido de fardamento da coinpanla de ar-
tfices desla provincia, do 1." de julho de 1853 i 30
de junho desle auno.
DiloAo mesmo, dizendo que, liavcndo o inspec-
tor geral da medirn das Ierra na provincia do Par
Jnio Marlins da Silva Cuotinho, participado em mli-
cio de hontem que tirara doeule nesta provincia o
seu aj rdante lenle Anlohio Victor de S Brrelo,
recomniende S. S. ao referido oflicial que esleja
promptn a seguir para aquella provincia, no primet-
rn vapor que passar para o norte, se por ventura cs-
tiver livre do incommodn que soffre.
DitoAo mesmo, dizendo, em resposta ao nflicio
de hontem n. 1215, com que S. S. enviou o que
incluso sedevrfve, firmado pelo cirurgio encarrega-
do do hospital regimental, que se expedioordem ao
cunselhu idminislralivo para apressar a compra dos
medicamentos requiilados para a botica do mesmo
hospital, visto que efiecluada essa compra ficar o
respetivo bolicario habilitado para satisfacer o pedi-
do deque Irata o seu citado ofllcio. Eipedio-se a
nrdem de que se traa.
DitoAo director gerat interino da inslruccSo pu-
blica, para quanto antes por em concurso a cadoira
de inslrucco elementar da villa de Pao d'Alho.
DitoA' tbesooraria de fazenda, cotnmunicindo
ler concedido 30 das de licenca, com vencimculns.
ao juiz municipal e de nrphaos do termo da Boa-Vis-
ta, bichare! Miguel Goocalves l.nn.i. e marcado o
prazo de 50 dias para entrar no goio da mesmaFi-
zeram-se a necesarias communicacoes.
DitoAo director das obras publicas, concedendo
a aulonsaro para comprar pelos menores presos que
poder obler, os maleriaes precisos para os concerlos
da ponte do Cachangi.Communicou-se lltesoura-
ri provincial.
Hilo \.o mcsiii i, autorisando-o a conceder ao ar-
remaUnfe da ponte denominada do TanquiDho, na
cidade de Goianna, o prazo de 3 mezes para a con-
clu-o da roesma obra, o commuuicando que nesla
dala te recommenda ao inspector 'da thesouraria
provincial, que em vista do ornamento que acaba de
ser approvado, uutrale com aquelle arrematante a
laclara da obra que nimia he preciso fazer-se nasup-
pradila ponte, c dizendo que quanlo aos propriela-
rio dos terrenos viziuhos a mencionada obra nflo
coiwentirom que o mesmo nrrctiiilanlc tire a trra
precisa para ella, deve-se proceder respeito de con-
formidade com xAei. OTUciou-se ueste sentido ;i
lhi.--i.ir.iria provincial.
HiloAo de*erahargador juiz relator da junta de
instiga, enviando para 'depois de visto ser relatado
em sesio da ui.-ota junta, o processo verbal do sol-
dado do -2." b -iialhao de infamara Manoel Gomes.
Commnoicoo-su ao comniandaolo (la*_arn|as.
DiloAo capitao do porto, remetiendo em" respos-
ta ao seu o seu officiodo t. do correte u. 27'.).copia
do qne dirig., o juiz de direilo presidente da junta
revisara dos (orad >s desle termo, declaranJo os mo-
tivos por que np foram eliminados dajrespceUva lis-
ta os pralico* das barras e porto desla cidade.
DitoAo conselho de administrarlo naval, appro-
vando os contratos feitos com dilfereules pessoas,
para fornecimenlo dos generus necessarios pira a
barca de escavacao, enfermara de marinha c embar-
caces miudas do arsenal de marinba uo 1. trimes-
tre do anno prximo vindouro.
DitoAo commandante do presidio de Fernando,
dizendo em I. lugar, em resposla ao seu nflicio de
28 de novembro ultimo n. 159, que trata-se de alis-
tar alguos recrulas nos corpos em guarnicAo nesta
provincia, para serem enviados ao mesmo presidio
npportiiuameiitc, afim de reforjar o respectivo des-
tacamento, visto ser punca a Iropa existente uesta
capital para o servico da sua guarnirn : em 2. la-
gar, que pode Smc. laucar mito de alguns pravas
de inelbor conduela para auxiliar n mesmo destaca,
ment na guarda e mais servidos das praias daquella
ilha.
DitoA' cmara municipal di Boa-Visla, au
lando al esta dala recebido o resultado da eleicAo
de vereadores para a cmara municipal da villa de
Cab-ob, recommendo Vmcs. que me o enviem
com urgencia, conforme i exigi em ofilcio de 19 de
selembro ultimo.
DitoA' camari municipal de (-iranhuns, dizen-
do que,constandoa eslegoverno ter-sc j procedido a
eleieo de vereadores para a cmara municipal de
Buique.haja aquella camtra de,com urgencia,enviar
o resollado dessa eleicio.
DiloAo lenle Antonio Egidio da Silva, remet-
iendo em satisfaro i sua requisicdlo a planta em ori-
ginal coniprehenilendo os projeclos de inclli>,rameii-
lo- do porlo desta cidade, recommendando que de-
volva logo esle governo.
DiloAo major eucarregado das obras militares,
dizendo em additamcnlo ao olflcio de 18do crrenle,
que o director das obras publicis declarara, queja
tendo ojfiscal do bairrodo Recite recebido para o con-
cert das respectivas mas, a pedra vinda iillima-
mente do presidio de Fernando uo patacho Pirapa-
ma. nao pode ler lugar a enlrega queda mesma pe-
dra mandou-se fazer Smc, para o fim indicado
em seu o ofiicio de tli desle mez ; mas que Ihe ser
lomen la a que primeiro chegar daquelle presidio.
Por i anaAo agente da companhia das barcas
vapor, para mandar dar passagem para a provincia
das Alagas, por cunta do governo, no vapor que se
espera do norte, ao soldado do 8. batalhao de in-
faularia Joaquim de Santa-Anna, que ser re-
meltidn para bordo do mesmo vapor pelo coronel
comiiiainlme das armas.i lili mu -e a esle.
DitaMandando admillir nnvamcnle ao servico
do exerco como voluntario, pelo lempo de (i anuos,
i Kelisberlo Marinho l.izardo, que ja servio no mes-
mo exercitu o lempo porquo era obrigado, abonan-
do-lhe alm dos vencimentos que per tei Ihe coin-
pelirem, o premio de 1008 rs. Fizeram-se a respei-
to as communicacoes do estylo.
EXTERIOR.
A 1IESPAXIIA E A DINAMARCA.
A irregularidade com que ossucccssos nolaveis se
espalham uo correr do lempo he urna origem de
con.lano embarazo para o jornalisla escrupuloso.
Algumas vezes os acontecimientos que se passam pe-
lo mundo sao lito esteris e fallos de inlere se que
lem de revolver a memoria para adiar algum as-
sumplo com que cucha as innexoraveis columnas :
oulras vezes ve-se opprimido com urna mullidlo de
oceurrencias que apenas acharia lugar adequado pa-
ra relala-las. Em oulras occasiOes ada exislc que
excite o inleresse no interior ero lito pouco nos ou-
Iros paizes; urna s oceurrencia n.n apparecc que
anime esla monoloiia e eufraquecida perspeclivap,
nma a6 nuvem on refrescadora briza nao move a in-
flexivel c rarregada alinusphera do mundo pulilico.
Um anno, um mez, una semana mais larde, tai-
vez, os lerremoUs. as controversias, os conflictos, e
as revolucjles se condensam em torno de nos com
tanta rapidez c em lal confusAo que o palpitante
lempo esforra-se apos delles em vilo, o industria
algunia pode regislra-los, e s o daguerreotypo po-
llera com exaclidao pinta-Ios.
Oulras vezes atguma queslo ou coulenda de
grande masnilude e inleresse altrahe luda nossa
alinelo, c lauca os oulros successosem esquecimen-
lo. Debaixo de suas atlractivas influencias, as cir-
comstancias, as mudancas, e as discussoes, que, em
lempos ordinarios, chamariam a atiendo de (oda
Europa, passam quasi desaperrehidosse de algu-
ina luaneira s,1o registrados, he com impaciencia e
eepje/ivel rapidezniuguem los Tactos que enlo
se poblicam, e he s quando alguma grande nolicia
do dia tem appla ado e esquecido, que despertamos
para saber o que tem oceurrido durante o nosso x-
tasis de ignorancia e distraern. Eslamos agora nes-
ta mesma condicilolodosos espirilos acham-se oc-
cupados com a grande guerra' da Kussja. todos os
olhos cstao Minados para ver o que se passa no
Oriente ; lodos os ouvidos eslao alerla para apandar
o mais pequeo rumor que apparec* sobre a tomada
de Sebastopol; nao lemos nem ouvidos, nem olhos,
neiu entendendimento para nos oceupar com oulro
qualquer tpico osa com outra qualquer parle do
globo. Comludo ueste momenlo, dous importantes
paizes que se acham pouco distantes de nossas praias
estilo luanlo imu urna crisc que I'ira decidir de
seus destinos; nma revolu;fio se achaimminenle na
Dinamarca ; urna revolu^ao j foi consummada na
Hespanlia; todava apenas damo-nos ao trabadlo de
ler as curias e limitadas carias do nosso propro
correspondeiile, cujas imporlanles noticias nenhiim
s jornal ou revista anda achou digno que o publico
s-einpehn i.....ujwpyi|etnrlcn^Tlsr,^o xr-aspecloi-
dcslas duas rommoOes polticas.
Talvez soja inelbor para a llespanlia, e para a
Franca e Inglaterra, tamben] que a suarevoluco li-
vesse lido lugar na occaewjp que os seus vsinhus se
achavam minio oceupados para cuidar neMa. Se
livesse acontec.lo de outra maueira, he muilo ve-
rosmil que, desapcrcelmlo dos revezes d'outr'ora,
tenlassemos inlervr na conlenda ; que a Franca,
igualmente csquecida do passado, senlissc alguma
agitacHo de suislra ainbicao que a induzisse tentar
c ulilisar-se da confusa > peninsular ; o que os dis-
crepantes designios e principios das duas nacesnos
levaram urna collisiio desairosa e sem lucro, e per-
lurbariam'a harmoniosa allianra de que a paz e o
progresso da Europa tilo vitalmente depeude. Tam-
nein he felicidade para a llepauha, que Ihe seja
pcrmitlido experimentar sua propria forca em seus
proprios negocios; que ella deva eslabelecer o seu
destino sem a inlervencSo de elementos eslranhos ;
linalmcnte, que deva ter urna bella uccasio para
moslrar o que ella he, e o que be capaz de fazer.
Desejamos ardentemente que obtenha um bom re-
sultado, mas nao podemos deixar de prognoslica-lo
sem que baja priiueiramenic grande eflusao de sali-
gue. Urna grande mudanca linha-sc tornado absolu-
tameule necessaria, e apenas poda ser para o peior;
mas receiamns que lodo o systema da adminstralo,
organis.c.lo e linancas da Ilespanha se acha em es-
lado lAo corrupto.quemuitos anuos de conflicto, pe-
zares e confusio devem necessariamente passar an-
tes que um eslado inelbor de cousas possa finalmen-
te apparccer.ou chegue emlini a urna eslabilidade
e que somenle por meio de a muila perturbarn
poder gozar de prosperidadee de paz.
Provavclmcnle desdo o mciado do seculo passado
jamis liouve nma orle lito vil c infamemente pros-
tituida como a de Madrid durante esles ltimos seis
ou selle anuos. A ranilla vuva, hbil e resoluta,
atrevidamente velhaca, e d'uma srdida avareza
cubicosa de poder, de prazer, e sobre ludo de d-
nheiro. casada em lim com um amante, vil capitao
das guardas, de qiiem lem lido urna immensidade
de lillios, exerceu por longo lempo urna suprema e
falal influencia sobre o governoquando a sua ap-
parenlc regencia se finalisou pela maioridade e ca-
0 CHIMO DO DEVER. s>
Pr A. de Berii:iril.
CAPITULO DCIMO NONO.
Ce serail un trop tilainjeux
a De un dommage [aire deux. i>
(Chreslieu de Troves.)
fCoiUinuarao.
Entretanto madama do Saulieu, apezar de sua e-
moco. linha conseguido romper o sinele da caria, e
seus olhos tilos sobre o papel pareciam adiar alguma
difliculdadeem decifrar-lhe a escriptura, ouem com-
prehendcr-lhe o sentido.
Vamos, miiili.i filha, replicou madama Je Se-
neuil, o piular esfria esperando-nos.
Mas Benita nao ouva a mi, eslava absorta na
leitura, e seus olhos linhain lomado urna singular
expressan de orpreza. Seu semblante se havia tur-
nado mais palliduque dtiles, sua m.lo mais trmu-
la ; um suor fro inuiidava-llie a fronte, e ella va-
cillava, como se cslivesse para desmaiar,
Qoe he so? que leus? cxclamou a condessa
preripilando se para a filha.
Mr. de Oavilly ofTereceu-lhe urna cadeira, c Ati-
ce tle um lado e a condessa rio oulro ajudaram Ber-
tba a assentar-se. Esla pissou pelo rolo um len^o,
e retrou-o todo hmido.
Meu Dos esla carta d.i-le urna ma noticia "f
loruoii madama de Seiteuil com um aconto de an-
gustia.
Berlha linha o papel na m;lo esquerda ; poz a di-
reila sobre o peilo, e reuuin lo todas as suas torcas
par csso momento snpiemo, respoudeu com um
01 rilo anglico o um olbar que brilhava com inelfa-
vcl dncara :
Nao, minlia boa mi, esla carta he a cousa
mais feliz e inelbor que pode aconlecer-uos a In-
das... c a mm mesma. Permita que acabe de lela
Madama de Saulieu turneo a filar os olhos na
caria; mas duianlc muilo lempo nao pode ler una
pslavra ; par.r.1 que urna tiiivem pcrturhava-lhe a
vista. A condessa, Alicc e Mr. de Cliavilly, para os
quaes essa caria pareca um iiiyslerio extraordinario!
seguan) com viva aucia lodo, os movmeulos de
Berlha.
Enifiin esla chegou i ultima linha, e deiiaudoca-
hir o papel sobre os joellio;, passoit a mHo pela fron-
te como para expcllir a nuvem que a obscureca. De-
pois levanlou-c repenlnamenlo rom o semblante
radioso e osolhus brlhanles, deu um passo pata Gas-
lio, e dsse^fft com voz sonorS :
Mr? de Cliavilly, posto que o senhor nao poa'
romprehender-me aioda, agradeco llie de lodo o co-
rado ter-me entregue esla rarla, c bemdigo a Pro-
videncia que me pcrmllio l-la.
() Vide o Diario n. 293.
smenlo da filha. Comiedo anda continua a ser
poderosa directa ou indirectamente.
A sua despejada influencia foi trocada por intri-
gas do reposteiro, e o seu principal objeclo em am-
bos os casos era amontoar Ihesottrospara o seu iner-
me marido e dissolulos fiibos por meio das mais ver-
gonhosas Iransaroes e corrupcSo. Era semelhanlea
urna ulcera cancerosa que devrala a vida e as tor-
cas da nacHo. Fazia de seu palacio urna especie de
corte de Capel e Bolsa de Pars. Especulava cotn
lodos os fundos da Europa. Possna acues ern lu-
da, as emprezas de canae*, caininhos de ferro, c mi-
nas da llc.panha. Finalmente, urna somma incri-
vel de renda, cruelmente extorquiJa empobreci-
da populacilo. la saciar a sua ennnnu voracidade de
gaiiho. O servico publico era sacrificado afim de que
a familia de Kianzares se enchesse de riquezas. Esla
foi a causa immediala que precipilou a rcvoluc.io.
posto que oulras conlribussem em seu favor.
A joven rainba manifeslou-se lal como se podia
esperar de semelhante mai.
Nada pode ser peor do que o seu comporlamenlo
mas, merece muilas desculpas. Casada, por urna es-
pecie de maliciosa e lerrivcl iulrga combinada en-
tre Luiz Philipe e Chrislina, com um marido vil e
inhbil, ella vingou-se, comoasmulheres coslumain.
levada pelas lentaces c exemplns de sua mai. Os
escndalos da corle hnrrorisavam al na^ao mais Tra-
ca e dissolula. Senliam-se roubados e viam-sc des-
honrados. L:m valido succedia a nutro, o cada qual
Iralava de se enriquecer e ennobrerer; por chse-
quencia scmelhantes cousas nao podiam durar por
milito lempo, aioda na Hcspauha, sem queixa nem
oppnsic,Ao; pos ah anda havia um parlamento e
urna imprensa. Tornou-se necessario que um devia
ser suffocado e a outra reduzida. se possivel fosse,
a impotencia. Portanto, por muilos annos a cons-
tante tendencia tem sido para o absolulismo c para
o poder militar; soldados mais animosos e ministro
mais indignos succesivamente appareciam frente
dos negocios da uac,<1o; e lodos, a qu el les, cuja r i vali-
dado ou patritica opposico se tema eram demitli-
dos ou baoidos; e Sartorios pouco faltn para com-
pletar o qne Narvacz linha come^ado; quando os
soll'rimenlos do povo o os recalcilraules ministros
nlu podiam mais continuar, a revolurao de junho
finalmente arrebentou.
Ao principio foi apenas um movmento militar
comejado pelo general O'Donnel. A maior parte
da nacau.posln que estivesse desejosade ver aiguma
madan^a, eo.lo fosse contraria subslituico d'iini
celebre soldado por um odiado ministro.seulio gran-
de inleresse na insurreico, que d'alguma maneira
pareca triumphar. Mas, apenas O'Donnel procla-
mu que tencionava restabelecer um governo ver-
ladeiramente parlamentar, e laucar fra da corte
o validos e os concussionarios que por lio longo
lempo haviim-nn infestado; apenas prometteu a
restaoracao da constitiic^o de 1837 e a reorganisa-
cio da guarda nacional; apenas fez evidente per
esta maneira que era urna revolurao, e nao urna me-
ra mudanca d'um poder absoluto para oulro, que ten-
cionava,apenas, sobre ludo, foi elle seguido por
Espartero, quasi o nico homem em quem a Hes-
panba deposilava alguma confianra,immeriiale-
tneule toda as classes em lodos os lugares oniram-
se a sua bandeira, e a derrota do partido da corte
foi efiecluada quasi sem sangue ou resistencia.
Ao principio o povo insista que o principal e uni-
versal.inimigo, a rainha Chrislina, fosse punida e
obrigada a deixar ao menos alguma pvreao dos seus
mal adquirios ganhos; mas logo senlio-se que nao
s o seu julgamenlo seria seguido de perigos e em-
barazos, como sena de maior risco estar em Madrid
ou no exilio ; um embargo foi, portanlo, feto aos
seus hens, e consenlio-so que fugisse para Portugal.
Esla-difliilda ...in..l." Aa
novo governo ainda se acha cercado de riladas e pe-
rios. He composln das mais habis e respeitaveis
pessoas da Hespadha, O'Donnel. Pacheco, Collado e
Sania Cruz, enm Espartero sua frenle; mas a sua
larefa he dillcullosa, e os seus meos sao limita-
dos e fallos de recursos. As finanzas do patz nao po-
dem ser reslabelecidas sem grande dcsenvolviinenlo
da industria; semelhanle dcscnvolvimento pode s
mente proceder com a precisa rapidez sb um syste-
ma liberal e livre em seu commercio; c para alean-
car este fim, poucos individuos e menos inleresses
na Ilespanha esiao anda bastante esclarecidos. En-
io o novo parlamento ha de .ser escolhido quasi por
sufragio universal, e ser apparenlemente mais urna
convenci do qoe urna assembla, e he para (emer
que nao lenba a paciencia e criterio de absler-se de
alterar as mu lauca- orgnicas e limitar-se em me-
Ihorar e aperfeicoar a administraran, e decretar as
necessarias medidas legislativas. As juntas das de-
ferentes provincias, lambem j deram demonstra-
i;es de se revollarem: e em paz algum os ciumes
locaess.lo maissensiveis. eu as pretendes mais lou-
cas e desorganisadoras do que na Hcspanha.
He de recelar que a cla lao ignorantes, indolentese corruptas, que nSo pos-
sam supprir os indispensaveis agentes da adminis-
Iracilo, sem os quaes o melhor governo central tor-
na-se quasi impotente : anda lemos que ver se os
maltriacrpara o prospero trabalho de instituirnos
livres exislem na Hespanba. lim rgimen verda-
deramente eonstilucional nunca ah floresceu, desde
que consisti de urna federarlo de estados compara-
lvamente distnclos e independentes; quando livre
era dividido; quando unido um soberano, esle era
um despola; desde o pretendidoeslabelecimento de
um governo parlamentar, a sua historia lem sido
urna completa scena de intrigas, confuso. mullidos
e de-orden-. Finalmente, se a que-lo da dynastia
for provocada, leremos de ver a n.ico envolvida em
um per feto callos. A actual rainha, sem duvida, he
pouco digua de reinar, e talvez seja quasi impossi-
vel que um ministerio governo em seu nome ; com
ludo para depla, ou mesmo por um momento en-
Ircter a qucsiao de sua abdicarlo, abrira as portas i
numerosos pretendenle* e avenlureiros. Os novos
governadores da Ilespanha teem urna lerrvel larefa
dianle de si um problema inJissoluvel, Traeos re-
cursos, urna corle hostil, e um povo exigente, orgu-
Ihoso e pobre. O nosso graode cuidado he, que ne-
nbuma iilcrvencao deve ser permiltida. que os seus
elementos maleriaes lulem coaios seus obstculos na-
luraes. at que resulte do conflicto alguma cousa.
que sendo o resultado de una revolurao bespanhola,
possa ennvir constituirlo bespanhola, que sendo
do paiz, possa mostrar o carcter de sua nacao,
que tendo sido creada e nao nanoTacturada, possa
ler necasiao para resistir qualquer mudanca ou m-
po-iro que se per.lesse na primeira conlenda.
Em oulja occasiao nos occvparemos com a Dina-
marca. (The Economitt.)
INTERIOR.
(i.tsto encarava madama du Saulieu com admi-
raran.
Ella cnnlntiou em lom quasi jovial e familiar :
Mas osla caria, Gaslao, nao era dirigida a mim.
Veja, he para miiilia mai.
O ni......I remuneren a caria escripia pelo pai a
condessa. cs;a carta que nao havia de chegar ao seu
destino. Miniando a roupa, ello dexara por descui-
do a caria de Mr. de Saulieu na outra casaca.
Senhora, porTavor!... disse elle esleudendo
vivamente a mao para lomar a tomar o papel.
Nao, dsse madama de Saulieu, o senhor pode-
ria enganar-se novameule, permuta que a entregue
logo a quem he destinada.
Minba mai, acre-renlnu ella, esla cirta he di-
rigida a Vine, e pertenrc-lbe.
A mim disse a condessa admirada, que sig-
nifica isso'.'
A condessa lomou a caria e dispoz-se n l-la. Du-
rante esse intcrvallo, GaaUo corava c empallidecia
ao mesmo lempo, e seu olbar inquieto inlerrogava o
de Berlha. Esla poz o dedo sobre a bocea paraorde-
nar-lhe o silencio.
Madama de Seneuil leu a caria al ao fim ; me-
dida que ndianlav.t-se na leitura. seu rosto expan-
dia-se c suas Teices (omavam a expressao da mais
viva alegra.
S Alire, leudo seus grandes olhos azues filos so-
bre a mai, nada comprehendia da scena que se
passava.
Muilo hem, disse emfim a condessa mettendn
negligentemente a carta no bolso, veremos isso,
(asan, se vosa1 Tor sensato..-.
Senhora, inlerrompeu o mancebo...
Promelle s-lo d'ora em dianle Pois bem;
ma- conven que Alicc consiula, c no eslado em que
se acham as musas, n.'m respoudo mais por nada.
O que he entilo, niinba mai"? pergunlou a ra-
pariga.
A condessa em vez de responder filha, conli-
nuou ilirigitido-se a Mr. de Cliavilly :
Mas agora o negocio mais argente he o janlar.
Senhor i .a-la,>, offereja o brac,o a Berlha ; eu o se-
guirei.
11 i-i.io nbedereu e senlio o braco de madama de
Saulieu tremer sobre o seu.
Benita, que fez voss! disse elle com voz
surda.
Met dever, respondeu a mora, e voss GasUo
Tara o seu.
I.)ue me pede ?
O que lenlio o direilo de exigir; voss nflerc-
reu-me sua vida, mais ojuda. Inda a sua alma; sua
tontada perlence-me : <> unu-vez me uuvir appel-
lar para o seu amor, be para dizer-lhe : t'.asc com
Alice.
.Mas voss mesma esla inanha...
Esla manilla, Casino, eu eslava cga, culpada,
Dcos e-i I iiereii-nie, eairepeudi-inc.
Enlo quer ?...
Quero.
Durante esse rpido dialogo, eslahelecia-sc oulro
menos serio enlrc a condessa e a lilha.
De que fall.ua Vmc., minlia mai, quando di-
zia: Convein qne Alice consiula? a lornou a ra-
pariga quando vio-se s com a mi. Em que con-
vem que cu consiula?
Oh! em nada, ou ao menos em urna cousa,
na qual bem vejo que agora nao consentirs jamis.
Creio que nao llevemos pensar mais nisso, pois a-
borreces o senhor Gasiao, nao he assim ?
Oh sim,depoisdeludo oque elledisse-me!...
Eu suspeilava isso mesmo, cominuou a con-
dessa diminiando diflicilmeule seu sorriso ; assim
posso responder ao pai que recusas casar com
filho.
Que essa carta!... Enlo ello pedio a Vmc...
Pcdio-me, sim, a lu man para GasISo; mas de-
pois do que acabas de dizer-mc...
Que j5Sfi eu a Vmc?
O"* aborrecas a Gastao, e vou escrever a Mr.
de Cliavilly...
Nao, minha mai, nao escreva... ao menos nao
cscreva o que Vmc. acaba de dizer-me.
Oh que queres enian que eu diga ? Nao que-
ro violentar leus senlmentos, e ja que leu coraran
falln... contra Gastao...
Nao, nao, minha mai, asscvero-lhe qu foi um
erro.
Todava ouvi' bem. '
Sim, mas... mas era eu que enganava-me.
Oh! cxclamou a condessa abracando a filha ;
ao menos seja esla a ultima vez que te engaes des-
sa maneira.
Madama de Seneuil levou a lilha para a sala de
janlar; mas nao (o promptamenle que Alice nao
livesse lido o lempo de tornar a lomar sobre um
movel em qne Gasino o deixra seu ramalhcle de
centaureas, e de adornar novameule com elle a cin-
I ura.
. Eniao, i. i-i.n, disse a condessa assenlando-se,
ainda retirai; amanbaa ?
Nao, senhora, fico.
Nesse caso se quer escrever duas palavras a
seu pai, reservar-lhe-hoi um lugar na minha carta ;
respuinle-lhc esla nole.
Alice lanrou os olhos sobre a irma, e julgou ver
brilhar uina lagrima debaixo das palpebras da mo-
ca, e sentir debaixo da loalha urna milo gelada aper-
lar a sua.
Inclinu-se para a rmila, e lancando-lbe os bra-
cos em torno do pe da sem dzer urna palavra. Quando relirou a ca be-
ca, as faces de ambas eslavam hmidas, e os peilos
arTiivani-lhes com esforco.
A Telicidade de Alicc acabava de lempcrar-se lias
lagrimas de lierlba.
CAPITULO VIGSIMO E ULTIMO.
Soillifinriix i/uipeul,
o // lie Fet pas i/ui reut. a
(Antigo proverbio.;
Os ultimo-, combales que madama de Saulieu aca-
bava de dar ao seu coraran liubam-llic esgolado as
Torrase a corauem. Urna funesta proslraciio suecc-
deu energa que desenvolver, c ella cabio em
um triste estado tic abalimcnlo, que ameacava o
corpo assim como linha j feridn a alma. A condes-
sa assuslada quzera ao principio aTaslar a filha da
Tonle do mal, e induz-la a voltar pera Ostreval;
porm Mr. de Saulieu que linha seus planos e pro-
jeclos, manTeslou 13o vivamenle o desejo de que a
mulbcr licasse algom lempo em Seneuil, e lambem
a condessa senlio lana repugnancia em separar-se
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahiba
17 de dezembro de 1854.
Quem dissera, caro mi,
Quem podera adevinhar.
Que por querer calcular
Das sobret a rniirn
Me vissecm m posic/io?!
Se Ihe nib falla a memoria,
Dever eslar lembrado,
Que por mm foi calculado,
Como quer a geometra,
Dos casacos a mana.
Ora isso que he, pouco mais ou menos, urna des-
coberla como qualquer nutra, qoe lodos os dias ap-
parecc por esse inundo no seculo das invencajes, in-
dispoz contra mm alguns dos amigos do interior,
porque entendernm que os linha querido salyrisar !
Se em lal salyra huuvesse, enlo ella comecaria ca
por casa, porque, como por mafias vezes lenho con-
fessado, pos-no um d'aquelles Irastinhos, qne mere-
ce por todos os ttulos, as honras de assistir a mais
de um casamento na roca.
He verdade que a occasiao em que fiz aquella
descoberta foi a mais propicia, porque andavam en-
tao nesla cidade muilos de diflerentes pocas, e de
qualidades diflerentes, mas essa feliz circomslancia
nao me obrigaria a offender nem ainda de leve -
que cabio tilo desaslradaraanl1* que disparando-se i ra de sua folhinha para ver ojozoqoe Taz rotfig-
maln minha infeliz companheira. Eu que eslava noria desse muso periodo. Snlo com ludodizer-lhe
dormindo accordo com o tiro e corro cozinha, veio
a desgraca. pego na espingarda para ver como -relia
disparara; mas nesse momento chegam uns vzi-
nhose enconlram a mulher mora e eu coma espin-
garda na mao....
Quanla i o folie i I ule por causa de dous caes?!!
Em Naluba o lente Leoncio (em dado que Tazer
aos criminosos, com o que se bao incommodado as
autoridades vizinhas (algumas) que querain ler seus
arraiaesbem guarnecidos.
O lenle Alves lambem tem Telo limpa em Cam-
pia ; c o alTercs Fortnalo \io dando signaes de
si em llabaiana.
O capillo Farias em Pombal accommodouos aguer-
ridos desaTtonladorcs dos narizes, e lornou ludo
paz c harmona ; pelo que elle continua contra a
vontade das autoridades vizinhas do Cear, na per-
segucao dos criminosos.
He negavelmenle a admnislrarao do Exm. Paes
Brrelo da repressao e punicao. Contamos ver cm
breve drsassombrada a provincia dos criminosos, que
leudo enrraquecido um pouco dorante a admnislra-
rao do Exm. Si e Albuquerque. lomaram maior vi-
gor logo que i iran proclamado o principio derecuar
a forra publica, logo que houvesse resistencia, para
nilo ver derramado sangue.
Em Pedral de Fogo foram presos Manoel Francis-
co ila Silva, criminoso de morle no Pilar, que ten-
do respondido alli ao jury, e sendo condemnado, fu-
gtra ha mais de oilo annos, e se conservava de pu-
blico na Serrinha.
Marlinho Ribeiro Pinto, desertor da companhia
lixa, que esleve no Itamb, oceupado na lucrativa
industria de Turlar cavallos, que ainda boje sustenta
ser melhor, do que montar guarda.
Vicente Ferreira l.ima, que ha pouco lempo ven-
deu, sem procurarlo, urna escravinha alheia na In-
dependencia, e Tazia o mesmo com os quadrupedes,
para o que conduzia no malotao um Treio como tras-
te indispensavel a quem anda a p.
Joao da Costa Cabral por goslar moilo de andar
com um hacamarle, em disposiees guerreiras.
De obras thuggaes nada consta ao Mereles e simi-
Ihuggaei, apenas qoe em Alagoa Nova Manoel de
lal e Pedro Xamb deram urna sova em Francelina,
que segando Mereles, nao Toi inleiramenle mal em-
preeada.
Joao Baplisla morador em Vacca Brava, (ermo da
Areia, espiucou com um ccele a Anua (".niara,
abrindo-lh brecha na calmea, por onde diz elle,
tem de enlrar-lhe o juizo.
Em Baoaneiras ru-lumain abrir sem o maior in-
quelles respeitaveis monumentos, que para mim, que
son_ um pouco archeologico, sao dignos de veneraco.
Fique de urna vez dito para sentare, en respeito
muilo e muilo, como o meu digno collega de .v-
mangunpe. os amigos do centre, tenho por clles urna .commodo da ilhislrissima municipalidade, urnas mi-
ileruti |, predilercio, e nunca quercrei "lien le-los ira para tirar areia para construccao, que smenle se
nem ainda por pensamenlo, porque recouheco -ua
prcslabilidades, sinceridade e sizudez.
Eslamos de pazes Teilas, e como reTens, prometi
nunca mais Tazer esludos sobre usos e suas nligui-
dades.
Vista que taes descoberlas
Nao dao gloria, nem proveilo ;
E antes por seu respeito
Posso perder regueijSo,
E H/igutcas do sertao.
Vamos perTeitamenlc bem, emquanlo nao apparc-
ce alguma Tebrirula azul; mas mbora male como
a mais omarc'o, semnre he um consolo o morrer de
qualquer oulra cousa, que nao febre amarella ou
cholera-morhus, de qualquer;scxo.
Tivemos urnas chavas fortes, c se cnnliniiarcni le-
remos Tartura de graos minio cedo e grande safra de
cannas para o anno vindouro; mas fluencia ile al-
SQdau. ^.
~ *'" iou turt^K, o esperamos mw*
dous brevemente'; entretanto que existe carga para
mais de doze.
As entradas de algodn lem sido extraordinarias,
e n'itm Oestes dias enlraram quinhentas saccas. -
Devo ser um genero que d muilo dinheiro ueste
anno, porque os alliados devem estragar muila rou-
pa na viagem, c necessilam de muila mais por causa
do Trio.
Ainda lucamos com a penuria dos cofres, pelo
que as obras publicas nao tem podido ler andamenlo,
como S. Exc. desojara.
O Mereles tem-se zangado com essa Talla, que diz
elle, sanara com a maior facilidade ; mas nao me
quer ensinar a reccila, porque ainda espera entrar
na carreira administrativa. Dos o ouc,a.
O capitn Alfonso tem limpadoPodras do Fogo de
hacamartislas, aquistas, vadiose ladros de cavallos.
Sao os horneo mais innocentes que cu cotillero, os
recrulas e especuladores com os cavallos afheios.
Quem ouvir a qualquer delles admira-e, como ha-
bilam um mundo de iniquidades.
Quero a proposilocontar-lhe urna historia que nao
deixa de ler seu chiste. Foi i cadeia entemler-me
com o Cbagas, que j Toi enfermeiro no lazareto do
Tiriri, onde espicharam muilos Inglezes de Tebre
amarella, e por isso enlendo bstanle dos TebriTagos,
sobre os quaes ad cautelam queria consultar, e en-
contrei la um innocente que alli jazia, porque os
cites haviam morlo a mulher com urna espingarda.
Fiquei maravilhado quando ouvi lal impiilaro
caes, a primeira, sem duvida, nesse genero, que a-
quella ra^a soffre, e l rale i de indagar do Tacto para
me privinir,quando encuotrasss algum cao armado.
Eis pouco mais ou menos o qoe me disse aquella in-
inocenie victima da maldade de dous caes.
Era u casado com a melhor mulher do mundo
talvez nilo disses-e assim anles da cstralada dos cBes)
bonita ^que Ihe fizesse bom proveilo) ruidadosa (nao
disse do que) Irabalhadora, (nao declarou em que
servico) de moilo bom genio (parece incrivel, que o
nao fosse) em pouras palavras, um aujo (lermo de
compararan na apologa das muflieres moras. In-
felizmente (parece-me que engolio o in) Toi Irac-
lar uns peixinho, e os caes queriam cumer as tripas
(dospeixes); brigaram (como Tazem lodosos caes; e
no barulbo alraram com urna espingarda ao chao,
enconlri muilo no centro da Ierra. Os mineiros nao
se incoinmodam muilo com a seguranca da abobada,
pelo que muilos leom lirado soterrados, cora maior
ou menor lezn.
nimiamente Jos Antonio, da Silveiri encontrn
a morle n'um daquelles tunes.
Bom sera que a cmara lomasse ose objeclo sb
suas vistas, e que fizesse com que os escavsdores to-
massem algumas prevenc,es,
Ainda estou indeciso acerca do lugar em que pas-
saret a Testa ; outro tanto estou cerlo Ihe nao lera'
acontecido.
Nao he lano o lugar que me Talla, he o com
que Tazer o Tarnel; porque passar a Tesla Tora sem
lerdsponvel umacerla quola para lomar um copi-
nhodo mosto, trincar utn papo do aristocrala peni,
coslellelas do ante-nazareno cevado, e Tazer um Ta-
to de ver a Dos, be redmenle Irisle c proaico.
Dir-lhe-hei desla vez adeo em prosa para nao cs-
golar a vea, que deve ser empregada em objerlos
Saude e chrlpn Ihe desejo por muilo- anuos na paz
do Senhor. Amen.
que lenho minhas apprehenses conlra o n. ."> em
materias de annos, porque ainda com dr me recor-
d das seccas ile 93, 2~> e 1 ; emfim esperemos, e
vejamos como se conduz e com que cara surge o suc-
cessor do succedido, linda que esle deixa-lhe os dous
peiores legados, a peste e a guerra, que Dos tenha
semprc l para longo, onde nao faz Talla a gente que
morre, o que pelo contrario he urna nlilidade no
pensar de alguns economistas, que entendem daqui
f annos nao caber mais bpedes no territorio euro-
peo, a nao haver om meio de os consumir. Ainda
hem quec no Brasil dio cedo nao ha de vogarseme-
Ihanle doulrma, porque muilo carecemos de animar
o crescile et multiplicamini, para o qne j me nao
he dado concorrer, por Talla de bracos Ucres.
Ao que se lem evenluado nesle canlinho, nada
ainda appireceu, depois que principiou mover-se o
prsenle.
Hontem na Teira Toi agarrado um lal Manoel Ve-
Iho, r/uoique cune, que vagava por esla urbs e se
aranh iva e empallidecia, quando via approximar a
si alguma cousa ebeirando a pulira ; euiao nm que
havia notado esse pbennmeno nnisiofootco Toi dizer;no
delegado que semelhanle qudam ihe pareca sus-
peto, nao s pela razo supra, como porque andava
sempre com um Tormidavel qoe Tura, immeriiala-
menle Tot dito Manoelzinho para a cadeia, e consta
j que na Victoria Tez o quer que seja n'uma eslrala-
da que alli houve. Os que emigrara de Sanio Anlao
para esles bairros nao bao sido muilo Tclizes, por-
que apenas de-cem a ancora de seu barco l va i ler
a polica, que conla cm boa guarda tres daquelles
ares.
Nao sei mais o que Ihe referir. A Tarinha vai a
20 patacas, o milho a 8 (o alqueire) e o Teijao a 320
rs. a cuia. Muilo calor, mas o termmetro ha bai-
xado, por ter a senhora atmosphera descarregado um
pouco.
Adcos, Testas Telizes. Concluo com aquella can-
liga tas paslurinhas, porque com esla Techo a corres-
pondencia desle anno.
Adeos, meu menino,
Adcos, meu amor,
Ale para o anuo
Se nos Eira for.
VARIEDADES.
Preceilos hygienicos.
Segundo Vollaire bebamos quenle quando ha Trio,
Trio quando ha calma, nada de muilo e nem muilo
em ludo, digiramos, dorniam'os. Iridiamos prazer c
nao nos importemos com o mais.
O cavalleiro de Scaburboug, dzla a duqueza de
Porlland : ou vos comeris menoi, ou Taris mais
exercicio, ou lomareis remedios, ni) Meareis doeule.
Nao dou para essas coasas.
O pintor Vernel se Tazia amarrar n'um maslro para
melhor contemplar o espectculo de urna tempesta-
de no ocano.
Nao he bom apurar muilo a saude.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria o'a polica de Per-
lumhiicu -12 de dezembro de 1854. Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Beotoda Cuiiha e Figueiredo
presidente da provincia,O cheTe de polica, Luiz
Carlos de Paica Teixeira.
(OI.RESIMIMENV.
COMARCA DO BOMTO.
12 de dezembro de 1854.
5ir compadre, comeco esla noticiando-lhe boas no-
venas e urna Teslazinha asss concorrida, por conse-
guinlc uns dez das de Tolganca. As nuiles estiveram
mais ou menos esplendidas, algumas portas porm
bem merecer,mi o dislico daquelle molecorio de An-
tuerpia, pois por c houveram n3o direi ricos, mas
arremediados vizinhos que nao quizeram, apezar de
poderem, cabir com sua esmola. Tambem dei os
meus cumquibus. Felizmente durante todo o lem-
po do Testejo nada appareceu que nos despostaste :
louvores portanlo aos senhores concurrentes, e gra-
ras a nossa Senhora, que permilo ludo se acabasse
na sua sanlissima paz. Mudemos de conversa. Est
para deixar-nos o porle'trn dezembro, a quem pelo
seu ofiicio cabe o dever de Techar os olhos do 51 Es-
le senhor nao obstante ser auno do sol, ou ler vivi-
do sob a presidencia desle, nao Toi l essas coasas, e
lemos a dzer dril antes mal que bem, porque deu
materia para urna pagina de bem Irisle recordarn
na historia da nossos males, com aquella inunJacao
dejuulio que lanos prejuzos nos Irouxe. L para
as zonas Iransallanlicas nao Toi tambem muilo cltris-
tlo, quer verb. aguas, porque em alguns lugares ex-
cederam-se como conlaram-me os jomaos, qaer arti-
go guerra e peste, e notase, dsse a Imprenta e Lei,
, Tulla porlugueza ), que o anno de 5i Toi hem fatal
aos soberanos : a iraperatriz c o imperador da Aus-
tria se iam aTogando, por ler balido n'um cscolho o
hiale Aigle ; o rei da Saxonia morreu de um coice ;
o duque de Parma assassinado ; o re da Prussia deu
duas quedas graves ; e no fim do anno morreu de
parlo a rainha de Portugal. Portento, meu,rharu,
bonne coijage, Iransponha quanlo anles os umbraes
do passado, c aflirmo-lhe que logo que se ache alli
enm os seus doze mezes ficar inleiramenle impossi-
bililado para erguer-se conlra ns.miscra humaiida-
de. Nao sei o que ser do vindouro, e estou a espe-
da fllha nesses dias de angustia, que madama de
Saulieu prolongou sua assislencia at poca em
que havia de ser celebrado o casamento de Alice e
de Gastan.
Durante esse tempo as conslrucces do Mr. de
Saulieu liuham causado rumor no lugar. Foi o dou-
lor Marlinho o primeiro que levou essa noticia ao
caslelto.
Urna bella manhaa, Berlha vio despontar no fim
da avenida a nica orelba de Cocotte, o pouco de-
pois o oflicial de sade, de bolas novas e de espora
no p direilo, entrn no sabio ni hora em que o al-
inoro eslava immiuenle.
Seu criado, senhora condessa, disse elle, seu
criado. Seu criado, madama de Saulieu, seu criado.
Seo criado, madamesella, seu criado. Seu criado,
meu joven amigo, pois bem sabe que minha idade
pcrmille-me dar-lhe este nome, este nome, seu
criado.
O senhor Marlinho procurava ainda em todas as
cadeiras do sabio um prelexlo para esgotar a longa
lisia de l seu criado que liuha sua disposicao,
quando a coudessa o inlerrompeu no exercicio "in-
moderado de seus deveres de pulidez.
Diga-nos, doulor, vio Mr, de Saulieu esla ma-
nhaa ?
Certamente, senhora condessa, certamente.
Achei-n no meio de seus pedreiros, de seos pe-
dreiros.
Como, de seus pedreiros !
Sem duvida, sem duvida. Por ventura nao sa-
be, nao sabe? Mr. de Saulieu esl edificando nm
caslcllo moderno, um caslello moderno, um caslcllo
magnifico, magnifico. Es o que se pode chamar um
caslello. Quatro bellas paredes semeadas de grandes
e bellas janellas, una larga e bella porta, um bello
lecto a italiana, balaustradas, \ aramia-, um bello
poial de duas escadas, e ludo be quadrado, ludo qua-
drado. tallan.In francamente nunca vi nada mais
bello, nem mesmo a nova igreja de Ostreval, a no-
va igreja de Os...
E Domo Mr. de Saulieu n;"lo nos disse urna pa-
lavra de ludo isso? exclamo a condessa que nao
podia (ornar a si de sua admiracao.
Ab elle nuil Tazer s sonhoras urna sorpreza,
urna sorpreza. Tem envido dizer lanas vezes que a
torre de Ostreval nao be hahilavel, sobro ludo para
nma mulher mora, que... para urna mulher mnVa
que... Emlim eslon cerlo de que madama de Sau-
lieu ficar .uniente quando vir as conslrucroes, as
conslrucras.
Enlau ellas se acham ja Uto adianladas .'
At ao primeiro andar, al ao primeiro andar.
Que singular idea Tazer para nos um nsredo
de tilo grande empreza Mas, para que admir, disso? Nao colillero o carcter de Mr. de Saulieu?
Elle ama emnrc os myslerios, vive rodeado de se-
gredoi, e Taz segredos de ludo. Com ludo muilo cs-
imo de que elle lenba emlim seguido os cou-clhos
que lodos Ihe davam, e espero que essa nova habi-
tculo te sera mais agr la\ rl do que aquella borrivel
torre, nilo he assim minha filha ?
Sim, minha mai, disse madama de Saulieu com
voz Traca.
A condessa lanrou os olhos sobre a filha, e nao po-
de deixar de reparar rom inquielarao, que essa no-
ticia que um mez ante Icria enriado Berlha de ale-
gra, apenas pareca produzir sobre ella urna medio-
cre impressao.
Se queres, lornou a condessa,depois do almoco
iremos a Ostreval contemplar com nossos proprios
olhos esse magestoso monumento de que o doutur
acabado Tazer-nos urna descripraotilo pomposa. Alice,
esbis ouviudo ? cuida em aprompiar-le. E voss,
(aslilo, se nao quizer-nosacompanbar ir passeiar so-
zinho onde quizer, como o vemos Tazer muilas ve-
zes de algum lempo para c.
Oh Iiei de arompanha-las, exclaraou la-lo
laucando um olbar doloroso sobre madama de Sau-
lieu.
Doulor, proseguio a condessa, o Sr. ir junio
da porlinhola como um nobre escudeiro ; pois, sup-
ponho que fica para almorar, e que vollar depois
pel eslrada de Ostreval.
Sim, senhora condessa, sim, senhora condessa.
Sem duvida nao lerc tudas as qualidades requeridas
para blo bello emprego, para Un bello emprego ;
mas Tarei o melhor que puder, Tarei o melhor que
puder. e eslou persuadido de que Cocoltc nao acha-
ra difliculdade em seguir seus grandes cavallos alie-
ntes, seus grandes cavallos allemcs. A senhora
coudessa nao pode crer quanlo he precioso aquello
animal, aquello animal, nunca impera, nunca...
O doulor parou ; pois, vio o olbar de Gastao filo
sobre si, e lembrando-se de sua desgraca da eslrada
de Ostreval, julgou prudente para sua honra de es-
cudeiro nilo despertar a mesma lembranra na memo-
ria do mancebo.
O almoco nao lardou. O oflicial de saude n3o te-
ve desta vez occasiao de extasiar-se sobre o mereci-
meulo do exccllenle guizado de lebre, que lizera
poca nns Taslns de sua vida culinaria : mas, achou
dianle de si um grande pastel de perdiglos sobre o
qual vingou-se cruelmente da ausencia de seu gui-
zado predilecto. A erosta dourada grilava-lhe de-
baixo dos denles e pareca pedir misericordia ; mas,
impassivel, como um magislrado no exercicio de
suas Tuncces, elle filava um olbar .penetrante e de-
vorador us sombras arcadas, que o mordomo apre-
senlava ao seu appelile. F'eliz do pastel te o senhor
Marlinho s Ihe lilasse otilares!
Parliram lodos para Ostreval. Gastan, que linha
de escrever urna caria, promollcu alcanrar a carrua-
gem no meio do caminho. e s monloii a cavallo
ineia hora depois ; mas, para recuperar o lempo per-
dido cm vez de seguir a estrada, lomou pelo alalho,
que atravcs.ava o bosque, de que ja Tallamos. Esse
alalho lulo era sempre rommodo para os ps de um
cavallo, c posta qne /.'-gris livesse osjarreilos mais
firmes do que a Cocolle do doulor, o mancebo foi
obrigado a p-lo a passo.
Pinico depois Mr. de Cliavilly apressou o cavallo c
alrauroii emlim a carruagem, que Icvava a coudessa
e suas duas Albas a Oslreval. Ilcmais o cocheiro re-
linda os cavallos alini de permillir ao doutur conser-
var o (role da illuslre Cocotte.
A carruagem depol as mulbei-s cmbaxn da emi-
nencia rochosa, sobre que se elevava a ullima lorre
de Oslreval. Os dous cavalleiros apearam-se igual-
mente o confiaran] os cavallos a um criado. Toda a
suciedad!- dirigio-se para a construrcao romera la,
onde saba que havia de encontrar Mr. de Sau-
lieu.
Com efleilo viram-nocm urna campia, onde elc-
vavatn-se as qualro paredes do caslello moderno;
Senhores Redactoret Na parle offlcinl do Sr. Dr.
cheTe de polica, do dia 20 do andante mez, publicada
nodia 21 do mesmo, a onde diz a requ erimenln do
fiador, mandei recolher ao estadu-maior do quarlel
du enrpo de polica ao major Araerico Ja usen Telles
da Silva Lobo, nao se enlenda qoe a req uerimnlo
do 1. fiador Francisco Jorge deSouza, e .sim do 2.
fiador Joao Goocalves Ferreira, por este nilo querer
lambem dar o seu consenlimento para o ,Sr. major
ir veros seus pareules, e arranjos na sua provincia,
prometiendo voltar em lempo de cuidar de coa defe-
za, eda coutiuuarto dos seus esludos. etc.. e son o
observador certo. Franciscojorge de Sonsa.
Recite 22 de dezem o de 1854.
PUBLICACOES A PEDIDO.
tleicao dosjuizes, escricaes e mais empregados que
tem de festejar a N. Senhora da Conceiro do
Bonito para o anno de 1855.
Juiz prolector.
O Sr. coronel Marlinho de Mello e Albuquer-
que.
Juiz por ilevorao.
O Sr. Theotonio Jos de Fre las.
Juiz por eleirao.
O Sr. leen te-coronel Jos Joaquim Bexerra de
Mello.
Juiza por eleico.
A Sr.> D. Isabel mulher do Sr. Manoel Gomes da
Cunha Pedroza.
Jaiza por devoran.
A Sr. D. Mara Justina Carreira de Miranda.
Escrviio por eteic,ao.
O Sr. Joo Braulio Correa e Silva.
Ksrnvo por devorlo. .
O Sr. Manoel dos Sanios Bezerra i.eile.
Escriva per eleirao.
A Sr.* D. Anoa Senhorinha Cavalcanli Por-
Iclli.
Escriva por devoran.
A Sr. D. Mara Francisca Pacheco.
Mordomas.
Ai Srs. D. Senhorinha Joaquina Cavalcauli Pec-
nambuco.
Mara Capitalina de Oliveira Aragao.
Alexandrina Cherobina da FonsecaGalvlo.
Mara Francisca da Cos*.
Firma Alexandrina Bezerra da Lage.
Adelina Porlclla de Mattoj.
Emilia d^AiTm^oei^rnrtaveileM__
Mara Evangelista da Cunha Ferreira^
O cantea! Alexandre, diz Paulo Jov^ iffMOd^itttrfiiailhermina Gliceria Barrad
saude pelo cuidado extremo que della imav,i,e pelos
remedios trangeiros de que usnu
.Machiavel morreu de clicasproduzida pelo abu-
so de ptelas purgativas, que elle mesmo se admi-
nislrou.
O poete cmico Renard leudo urna iruligeslo, lo-
mou o mesmo purgante que urn canipoi. deu a seu
cavallo, do que Ihe resullou a morle.
O ganso.
as verdes margeos do Verde
Um feliz ganso viva
Mais a sua companheira '
-----------Oh que vida nao seria -
Em ludo c desle mundo
A sirle porm he varia.
O pobre ganso boje vive
Una vida bem contraria ;
No quinlal onde elle habita
Sem a sua companheirn
Todos veem a infeliz ave
A' carpir desla maneira :
Aqu o palo lem pala,
A galliuha lem seu gallo,
O porquinho a bacorinha,
Cada qual tem seu regalo.
S eu, mi lado Sozinhn
Vivo sozinho gemer,
Em cuidar que a -orlo dura
Conlra mim sempre ha de ser.
Ah meu senhor, tenha d,
Tenha d de seu gansinho.
Nao o deixe padecer
E morrer isoladinho.
Mande,' mande a companhia
Que meu senhor me deslina,
Do cunirario esle seu ganso
Caita vez mais se amotina.
Ninguem se julgue diloso
Nesle mundo de illuslo,
Do que succedeu ao ganso
Ninguem est isenlo, nao.
Au recoir.
(Carla particular.)
REPARTICAO DA POLICA.
Parle do dia 22 de dezembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dificrentes parlicipandes hoje receblas nesla re-
partirn, consta terem sido presos: pela delegada
do primeiro districlo desle termo, Jos Joaquim de
Sanl'Anna ; pela subdelegada da freguezia de San-
io Aiii.iiiio. Miguel Rodrigues Teixeira Candido ;
pela subdelegada da freguezia da Boa-Visla, Joa-
quim de lal, todos para averiguarles policiaes ; pela
subdelegacia da freguezia dos ATogados, o pardo es-
cravo Jorge, por Tugdo.
mas, o archeologo nao eslava s, um personagem
baixo, membrudo e de espaduas quadradas conver-
sva com elle de m3uscruzadas sobre as cosas : esse
personagem era Rigaud.
Voss nao quer crr-me, Saulieu, dizia o cri-
lico ; inda, ia assevero-lhc que isto he grave, sua mu-
lher esl doenle.
Sim, doenle de aborrecmento, bem sei. Fiz
mal lardar lano salisTazer seu desejo, he a habita-
r o muito prolongada do caslello de Oslreval, que
a lem tomado triste.... Ah se eu livesse sabido
mais cedo, qoe elle s dalava do scalo XIV !....
Mas, quem o lena suspelado ?
Nao, meu amigo, voss engana-se. Nao digo
que o aborrecmento dessa habitarn tenha dexado
de influir sobre sua iiragnaco : mas, creia-me, ha
uella urna doenca mais proTunda e mais diflicil de
curar-se.
Se voss fosse medico, me cncheria de medo.
Oh nao he msler ser medico para perceber
os progressos do mal.
Os progressos !
Sim, os progressos, e se voss a livesse viste
anle-hontem, como en depois de ter passado quinze
das sem v-la, leria podido perceber, como eu, o
deperecimenlo gradual c rpido de sua saude.
O que voss diz-mc assusla-me, meu charo
Kignu I. Collada! seria possivel '.... Mas nSo, voss
se exagtra sem duvida... Com ludo vou mandar sel-
lar um cavallo, e partir j para Seneuil.
He intil, lornou Bigaud vollando-se repenli-
nameule, porque vejo-a descer alli da carruagem
coma senhora condessa e madamesella Alice.
Ah meu Dos '. exclamou o archeologo es-
quecendo-se logo de todo* os seus temores para pen-
sar smente as mvsleriosas sorprezas, que prepara-
va. E eu que Ibes havia recommendado lano qoe
nao viessem a Oslreval Eu que quera causar-Ibes
lao gramle admiracao !
Tranquillise-sc. Saulieu, a admirarlo sera suT-
ficienlemenle grande.
Voss julga isso ? Todava se o trabalho dos
pedreiros estivesse terminado...
Vamos, vera sj me engao.
O archeologo c o critico Toram ao encontr das
senboras.
Oh meu charo Saulieu, cxclamou a condessa
do mais lunge. que |m'kIc ser ouvida ; que idea repen-
tina foi essa sua ? Felirilo-o e lamento smenlo que
ella tenha viudo lao (arde.
A roiiver-arilo Iravou-sc logo sobre a posicao. es-
lylo n distribuirn do edificio. A lodos os elogios
que receha, o archeologo sorria meneando a cabe-
ra. Era evidente que nao parlicpava Tacilmcitle da
opiniao de seus approvadnres.
Ah se eu nao livesse lemido nao salisTazer os
goslos do Berlha, exclamou elle emlim, dando livre
curso aos seus proprios pensamenlos, leria edificado
esla casa pelo plano de um pequeo caslello do se-
culo Mil. que visilei ha algum lempo nos arredo-
res de Drakenteld as margens do Kheno !
E lerii Telo urna obra primorosa, observou
itigaud. Enlo Tora o mosmo que ficar em Oslreval,
como um mocho no seu nuho.
Vuss lem sempre na bocea compararops des-
agradaveis, Bigaud, dsse o archeologo erguendo os
hombros.
O cerlo he, o cerlo he, accrcscentou o doator,
Venencia Mara dos Prazeres.
Mara Jos de Vasconcellos.
Joanna Francisca Ramos.
Mordomos.
OsSrs. Jos Joaquim lienrique*.
Joao Barbu-a da Silva.
Alteres Antonio Jost Pereira.
Joao Francisco da Fonseca Mello.
Jos Victorino de Vasconcellos.
.laciniho Jos de Mello.
Joao Severino de Barros.
Francisco de Paula da Cunha Baslos.
Jos Gomes Cabral Jnior.
-jnsrrrros ."samos 50117a.
Capililo .Malinas Ferreira do Mello.
Joao Gomes da Silva.
Irmo zelador.
O Rvm. Sr. Frei Lourenco da Imaculada Conceicao
e Silva.
Thesoureiro.
O Sr. Antonio Jos Henriques.
Mesarios. *
Joao Pacheco Alves.
Manool dos Santos Bezerra'I.ele.
Jos Victorino, de Vasconceilo*.
APIPUGOS.
O SIM DE AHOK.
Eis do Baldo o canlor brasileiro :
Da fortuna eu nao tenho em peuhor
Mais qoe seccas fulhiuhas de rosa,
Qoe me dao garantas de amor:
K nao quero no mundo outra joia,
So imploro do eco um favor,
Que as folhinhas de rosa nao minlam
Sim de amante fiel, sim de amor!...
Oh I que bello e romntico assumpto
Se das musas eu fosse cultor :
Dccifrar em canches pastoris
Esse myiho campeslre de amor !
Meas cantares iriam ao lago,
A's colimas de eterno verdor,
Echoando por lodo o Apipnco.
Harmonas repletas de amor.
E as margens do rio e do lago,
Das florestas ouviudo o canter,
Quando dizBem te vieu presumo
Que me dizBem ouvisim de amor...
Quando o sol grimpa o cimo dos montes
no rio scintilla esplendor ;
Quando a luz raretecea nebrina
So me alentara palpites de amor:
Quando o sino da Ermida resa
Dos fiis despertando o fervor,
E no atrio se agrupam ai jovens
Oh! que ideas do co e de amor I
que esle caslello moderno sera muito bello quando
estiver acabado, quando estiver acabado.
Sim, como sua igreja, disse Mr. de Saulieu.
Urna granja quadrado e de pedra de cantera.
Ah! perde-me, perde-me, teolou o medico,
nossa igreja ser muito commoda, muito com-
moda.
Commoda que he isso, commoda ? Tratava-
sc com efleilo de Tazer urna igreja commoda Con-
vinhi sobreludo fazer urna igreja christaa, e Vmcs.
fizeram um templo pagao, e que templo !
Mas permuta que o faca observar, que o faca
observar, que o senhor mesmo vio-se obrigado a re-
correr .1 architeclura moderna, archi...
Nao chame isso arcbleclora, inlerrompeu o
aicheologo, porm pedraria moderna. A palavra
archileclura he muito nobre e mo pode convir a
ama coustruccao desle genero, e se remontarme)-. 1
iletiniriio dessa palavra, veremos qoe applica-se a
urna arle, primeira de todas as arles, pois todas as
mais Ihe sin subordinadas, e que...
Oh Saulieu,intcrromdeu a condessa, deixe-sa
de definieres, e contesse qoe o doutor tem alguma
razo.
Tem alguma razio, repeli o medico levado
pelo seu maldito habito a repetir at as phrases dos
oulros interlocutores.
Nao, disse Mr. de Saulieu, nSo conTessarei lal ;
o que fiz Toi nicamente para agradar a Berlha.
Voss poda poupar lao grandes despeas por
meu respeito, disse com voz Traca e tom esignado
madama de Saulieu intervindo pela primeira vez
na conversado. Assevero-lhe, meu amigo, que
eslava muilo habituada a essas velhas torres.
Velhas ah! nao iao
recem.
Uo velhas quanlo pa-
Saulieu, dsse Kigaud ao ouvido do archeologo
chamaodo-o parle, veja como ina mulher eit pal-
uda.
He verdade, repondeu este.
Assevero-lhe que est doeote, moilo doenle, e
que convm leva-la para outro clima.
Como e minhas mnsirucces?
Enrarrego -me de vigia-las.
E minha grande obVa *
Oh ainda panal nisso?
Mais do que nunca. Estudei novamonle o que
voss chama dezenhos, c rslou convencido de que
aquolla sala sablerranea era ama sala de justira.
Se ao menos eu recebesse minha mio para as mar-
gens do Rheno!
Que as margens do Rheno cm semelhanle es-
(arSo '!
llovemos de tornar a Tallar a esse respeito.
Os passeadores depois de terem considerado as
conslrucroescomeeadas, poieram -se a caminho para
o caslello. Esse passeio ainda que um tanlo longo
Toi Tacil flara todos, excepto para madama de Sau-
lieu, a qual apenas chegou calilo ilesmaada nos bra-
cos da mai, como una flor locad: 1 pela Touce. Todos
rodearam-na e cuidados alientos fizeram-oa lomar
vida. Mas quanto sua fronte esb iva estivi paluda e
seu olbar Irisle I
Nao he nada, disse ella ; o calor, a Tadiga....
(Continuar-te-ha.)
MI ITII AHA
11 r-i
l\ #!


2


N'outrn parle nfoMn tao devolo,
Nao rao arroubo 13o preslo ao Senhor; %
Pois aqui della Cuido escolar
f>im de amante fiel, lim de amor.
Quando cm noile de brisa suave
Brilha a lila no eco rom langor,
Adoruicjo no paleo Tratatso,
D'ahi datara meus sonlios de amor...
(.essa, cessa emojau fascinante,
Deixa o Baldo dormir no Appuco,
P-este lar predilecto de mor
Que oulro igual nfln possue Pernambtico.
Af.
DIARIO DE PERMMBUO, SBADO 23 DE DEZMBRO DE 1854
L.TTERATIJRA.
A SOCIED.YDE E OS OOVERNOS 1)0 1ND0S-
TAO NOS SECI.OS XVI E XIX.
ir
n ,"sl'lu'Cil" e gortrno* d'.lkbar.
'" quista mussiilmann. As memorias de Babar e as
l'i itni'ii.-. lurmas de Akbar.
Ja vimos i i -1 a vida de Akbar, quacs as rajas em
quo divida-so o seu .imperio, c os ntorrsses diversos
ou hostisque nclle cteviam ser conciliador. Mossa al-
lonjao deve dirigir-so agora para a organisajao po-
lilica, que abi foi creada, c cojos (raros ainda exis-
tem. Antes ilc ludo conven indagar'qual era o r-
gimen a que obedecan a. popularnos do IndoaUo,
quando Akbar dotou as com suas sabias inslilujocs.
Babar acbou o Indostao em urna condijao ptlilj-
ca. que exiga reformas serias. A India era inda, no
momenlo da ocr-upaj.lo victoriosa do ebefe mughol,
o que tora antes das primeiras invasoes dos rabes.
Esse bello.paiz eia iiicossinlemeulc devastado pelas
revollas e pelas lulas intestinas dos principes indios.
A forma de goveruo era essenrialmenle desptica, c
as nstiluirfias de Mauu, que tanto approvam e exci-
tan) entre os reis o espirito de conquista, mostrara-
nos debaixo (lo um aspecto bstanle triste a siluaiao
geral dos povos da India.
Examinando com allenraoem quccrcumslancias
Babar apodi:rou-se do Indoslo, chesamos acata con-
olusflo, qua o successo definitivo da invasao do cte-
le moghol foi parlicularinenio devido i sua supe-
rioridad individual, e lantbem a forja que a mes-
ina rara conquistadora adquiri na sua aniao com
as popula j eslraugeiras, que tinham sido venci-
da*. Couvem lembrar aqui o que se tem dito aisles
de mis, mas que cita utna applicir.lo das mal* fri-
sles na formaran do imperio moghol. a mesma
Mirle que as Familias, cujos inembros csam-se sem-
pre entre si, depressa exlinguem-sc, assim lambem
as najes que ronservaio-se por milito lempo no 8o-
lamenln o repellem a mistura das rajas estrangeiras
enervam-sc e cufraquecem-se completamente. A
iniao das rajas pelo contrario, rom lano que sua
organisajao physica e suas insltuijes n,lo sejam
profundamente dfTereules, augmenta a forja de ac-
ojo e a iiil'oiencia das incsmas sobre os outros povos,
le modo proprio a lomar esta influencia irresisli-
vel, ainda que seja mui pouca a direcela emprogada
por um goveruo nico b iiitelligeule sobre os recor-
sos do estado assim constituido. 'Dasabia combina-
cao das diversas inslilujes Irazidas pelas rajas que
toucorreram paro a formajilo desle estado, resulta
igualmente a forja do govemo interior.
A couquista de Babar. a resolujao lomada por
elle, de eslabebjcer-sc no Indostao com os seus com-
patriotas (o que nao flzeram nem Mabmud, ncm
Teimur), puzrram em contacto duravel osl'urks, os
Mugnuls, os I'atbans e os llindus. A fundajao de-
liniliva do imperio mogliol por Akbar, aprseulou
em urna escalla gigantesca'a combinaran e o empre-
go das forj?.s vilacs. proprias dessas rajas diversas.
He este o si.-gredo do poder de Akbar, be este o seu
maior titulo de gloria. Para comprehender a diffi-
culdude da sua empreza, he necessario ler as me-
morias de Babar o curioso quadro que o conquista-
dor mogbol traja da condijAo poltica do Indoslao
no momenlo cm que la apoderar-sc delle. S assim
poitor-se-ia avaliar o grande (rabalbo que Babar
legava a seus successores. Depois de ler enumera-
do principes mussulmanos c 2 hindus que elle col-
loca cm frente dos numeroso? soberanos qne gover-
navam o Indoslao central c a peuinsula, Babar ex-
prime-se da mancra seguiule :
O principe Naweralh-Shab, rci da Bengala,
succedera a seu pai, Sayed-Su-tan-Allah-ud-din.
Bata trrnsmssao do ptfdPT-supxeme-psta successo
lioredilariahS-rsT em Bengala. Ha ubi um Ihrono
.desusado-pura 0 re, ba tambem um asseuto ou u
lugar destinado para cada um dos amrs, vazirs, e
mansabdars. lie este llirono, sao estes asientos ou
logares de honra, que sao o nico objeclo dos povos.
Cada urna deslas dignidades he acompauhada oe om
certo numero de ofliciaes, de algumas pessoas de co-
mitivas, e de servidores. Quando o rei nnmeava
para um posto ou substitua a pessoaqueo oceupava
aquello que por sua ordem assenlava-se no lugar va-
go, era immedialamente cercado e obedecido por lo-
dos os que depeBdiain desse lugar ou dignidade, e
esta reara oliserva-se lambem no que diz respeilo au
llirono real. Todo aquello que matar o rei e as-
fentar-se sobre o seu Ihrono he immedialamente re-
Coilllccido como ro. .Todof o* -.tice, vuti-s. unida-
do, camponezes sbbmeltem-se logo e consideran)
em eu solierano o novo oceupante pelo uiesmo
modo porque o faziam com o principe que oceupava
n Ihrono antes delle (I,'.
Babar observa que no seu lempo havia um gran-
de numero de ra ou radjas as fionleirus ou no
interior, cuja maior parle nao foram nunca submet-
lidos pelos mussulmanos cm virio.le dos obstculos
que apresenlava a distancia, ou das ilifliculdadcs
que apparecam quando tralava-se de penetrar no
seu paiz.
No lempo desse principe, a ferlilidade do Indos-
lao e a belleza do seu clima eram como boje, pro-
verbiaes; porm o que altrahia as hordas mussul-
manas. era menos a riqueza do solo do que as ri-
quezas mineraes e os producios preciosos da India ;
era menos a belleza do clima, celebrado por Abul-
Fazl, do quo a sede et esperauja do sacco. O faua-
lismo religioso, obrando como pretexto e como ex-
citante ao mesmo lempo, acabara de arrasla-los
conquista. Os primeirus conquistadores, e o mesmo
Babar nao formavam urna alia idea das ranlagens
que poda offerecer um eslabellerimenlo duravel
nesses paizes, e smenle um longo habito pode ven-
cer as suas repugnancias.
A dcscripjao, mui nolavel c singularmente exac-
ta a miiitos respeitos, que nos he dada polo rhefe
moghol do Indoslao, rescnle-se dos seus hbitos oc-
cidentes e dos seus prejuizos. Elle v no Indoslao
um mundo novo. O gelo que exisle eternamente
as alias monlanhas do Turan nao apparece nesae
paiz lao diflerente dos uniros. Seus innumeraveis
dislriclos, pargannas, estados e tribus carerem des-
sa reua cheia de frescura das fonles c dos regalos
que derramamum/encanto laoallralivosobreo Irn,
o Kalinh-lan e o Tiirkeslan. Grandes ros, ho ver-
dade, cheios consider.ivelmenleduranle a estajao das
cliuvas, Irasbordam de suas margeos elevadas e fer-
tilsam as planicies do Gar'm-sar (paiz queme), que
em consequencia disso tem suas arvores, seus ani-
inaesquelheso proprios, suas tribus nmadas e
seus coslumes particulares; porm Babar nao v ah
canal algum para irrigajao artificial. Elle trata s-
menle, qoando falla do Pandjab, do Sirhiml, de
Agr e de algnns uulros lugares, dos pojos, dos lau-
ques espalhados aqui c all e de alanos reservalorios
e de pitucos lugares em que exislcm aguas corre-
les. Elle admirou-se do grande numero de espacos
coberlos de abrolhos e de espinheros onde os ram-
ponezes das perganas encontram um asylo de d'if-
hcil accesso, quando qoerem fugir ao pagamento das
contribuijoes excessivas exigidas pelos colleclores :
sao estes os lugares designados no hinduvi pelas pa-
lavras djiugall Icri ou djangall tchellra, e mais lar-
de ivas listos das conlribuijes de Bengala, pelos de
_ djangall mahals. (dstricto florestal.) A amizade, a
troca dos seuliinentos liberae-, a vida familiar Ibes
sao segundo a sua opiniao desconhecidas. Elle nao
observa nos Iitdus nenlium genio, nenhuma delica-
deza de espirito, nenhuma capacidade para n archi-
lerlura. Enumera muilas cousas que nflo existein
n i India ao passo que as possula no seu paiz. Elle
suspira pelas boas ovas de Kabul, pelos seus melos
aitociadus, pelos seus fruclos deliciosos, ppla agua
fresca das suas monlanhas. Ah n.le existem bous
ravallos ; o alimento he inferior ; a carne e o pHo es-
tn longo de serem iguaes aos de Kabul, nao ba aln
nem banhos, nem ymnasios.a illnminajao he mise-
rasa o falla de aceio ; e nem ao menos sao cotille-
ados os lampeo ele.
O que resulla destas obserrajocs um pouco mitiu-
tusas.he que com efTeilo,iiestapoca-(poca de deca-
dencia, a minios respeitos para o Indoslao), os povos
de luran o de Irn eram mui civilisados nao do
que os Indus, senao lambem ainda do que o da
maior parle dos paizes europeos. Todava Babar Taz
justicn ao Indoslao debaixo de muilos pontos de vis-
ta : he um granito paiz, rico de ouro e de prala
sen clima durante o lempo das cliuvas he delicioso
o homem iiSosoflYe olli grandes calores nem grandes
frios como era Balklt e Kandahar ; a industria faz
grandes progresos, os arlislas de Indas as profuso
sito innumeraveis. Babar nol i rom que facilidade
as popnlaoes indias mudara de logar em um paiz
onde a cultura e rrigajo exigetn to pouca ndus-
Iria e esforjos, como oi.lados consideraveis sin com-
plelaincnle abantlonadas de um dia para o oulro.
como aldeias converlem-se proini.tamente em ci-
dades.
As imperfcijiies que Babar linha assgnalado na
rivilisajAo do Indusian tlcsaparereram em parle,
Braca* aos e-forros nl.migenles dos seus successores.
Elle linha comejado pessoalmente esta obra deaper-
feijoamenlo, c particularmente os jar luis lomaram
no seu reinado uto aspecto iiilciramente novo ; po-
rm dado o impulso, Akbar produzio resollados de
outra importancia. As cultoras cm vasta escalla, a
horticultura, a archileclura, etc. fizeram rpidos
progressos. Abu'l-Fazl cita cuidadosamenle as es-
pecies de arvores fructferas ou de arvoredos pro-
prios para cinbellesameulo, cuja cultura foi inlro-
duzida ou Minorada pelo imperador Akbar. A In-
dia tomou urna physionomia nova ; os animaes sel-
vagens foram destruidos, abriram-se caminlios em
todas as direcroes, as Ierras desurcunadas foram cul-
tivadas, populajocs errantes estabelleeeraai-sa de
um modo iiermanente. e de todas as parles edifica-
rani-se aldeias e cidades innumeraveis.
O sullo Babar, assim como outros grandes capi-
Uea, faziam medir exactamente os espacus atravev
sados pelas suas Iropaa no curso das sua< "expediroos:
este uso eonservou-se ainda no lempo dos impera-
dores segointes. Elle dea lambem urna alllenjao
particular ao servijo das porlas.As medidas liinera-
riasc agrarias o orruparam igualmente, e a principal
medida do romprimcnln.i/a; Slramlerii.usada depois
dosultad Sicainler Lode.'f.ii substituida pola gas lla-
tiery (vara de Babar),a qnal foi :-m parle empregada,
indi mesmo depois da reforma de Akbar, at ao
reinado de Djnhan-Guir. O usurpador Sherc-Shab
marchen resolutainenle ueste raminho de progres-
so e durante um reinado de pequea durajau reali-
zou grandes cousas. I.evanlou numerosos'edificios
pblicos, organisou cm maior cscalla o Irabalho das
postas, abri estradas estratgicas c cominerriaesque
alravessavam o imperio pelo espajo de muilas cen-
tenas de leguas, constrio estallagens para os vian-
dantes e urdenou que ahi recebessem hospedagens a
costa do estado, qoalooer que fosse a sua religiao.
Em fin pelo vigor de sua administra jao c pela sabe-
dori* de suas medidas polieiaes, Shere Sbah melho-
rou considcravelinente a condicoaogcraldo-i senssub-
dilos. Por isso esso reinado passageiro dcixou, como
poca de lraiisio:to, traeos honrados fel lembranra
io povos, e Akbar encontrn ao subir ao Ihroiin
r.m impulso dado j no dcscnvolvimenlo dos recur-
sos naturaes do paiz e do bem oslar das populajes.
Estes bellos o ricns paizes foram mais convenien-
temente apprcciados par Akbar e pelo seu digno
ministro, do que o podlao s?r por nadar. A des-
cripjao que Abu'l-Fazl nos deixou do Indoslao, bem
queapresenle-nos debaixo de um aspecto mui fa-
voravcl, a cerlos respeitos, os bomens e as colisas ;
lulo dcixa de ser por isso um Irabalho do mais alto
alcance, que nHo leve modelo em povo algum. e que
devo ser considerado como o resollado do immensas
ndagaces realizadas por um genio de primeira or-
dem. Em lodos os lugares Abu'l-Fazl encara o pre-
sente como base histrica do passado, honrando no
qne exista de til c de Brande anles do seu secuto,
o que era indgena e nacional. A' eslalislca de cada
um dos tubahs i grandes governos ou vice-realezas,)
elle accresrenla um quadro chronologico c geneal-
gico das antigs dymnaslias antes da conquista mi-
homeaiia, e um resumo da historia do paiz, cujas
fonles sao por elle citadas muilas vezes, descreve a
agricultura, a industria, o rommeroo, a populajao
indgena'! as prodcenos,as medidas locaes, os pesos
e moedas.As descripcfics das cidades.dus seus monu-
mentos e das cousas nolaveis de cada paiz conlcm
uina noticia das mais ricas sobre o estado das nojcs
histricas desla poca. Devemos al mesmo lamen-
lar que a philologia crtica e a philosophia das scien-
cias naturaes nao tenham ainda submetlido a um
esludo serio as indicaj numerosas e importantes
que oflerecem as nomenclaturas escripias lias lin-
go*! sancrila, hindwi, persiana o arabo, encerradas
no Ayin-Akbary. Abo'l-Fazl eleva-sc muilas ve-
zes, no curso dessa obra, a ronsiderajes que de-
monstrara sua instruccao profunda tanto quanlo va-
riada, o a superioridade das suas idea. Elleavala
cm muilo o Indus, e d urna analise completa de
suasinsliluijoes, as quacs esludou com'o maior cui-
dado livre inteiramentc de lodo o precedo. Elle
aprecia os recursos naturaes do paiz, e resume es-
la apreciajao debaixo do ponto de vista pratico
.ilajiianeira seguinle :
a Considerado no seu lodo, este vasto imperio be
superior aos ojlros paites pela exrellencia das suas
aguas, pela satubridade do ar, dojura do clima e
caracler dos indgenas. Elle he cultivado em toda a
sua exlenjao e tao povoado que ninguejn pode ca-
minhar um eoss du.is milhas) scmenconlrar aldeias,
cidades c boa agua. Mesmo no rigor da estajao fra,
a Ierra achare coberta l 'verdura, as arvores con-
servan) a sua rica folbagcm, e duranlo a estacao das
cliuvas que corneja no mez de juulio na maior par-
le das provincias do InJustAo e dura al seteinbro, o
ar he tao delicioso que da velhice o vigor da mo-
cidade. Os l n ius em geral sao religiosos, polidos
nara com os eslrangeirns, de um carcter aliavel e
alegre, vidos de iuslrm .,-,, iiuiin.a. < austerida-
des ascticas q vida retirada, no entretanto emi-
neutemenlc proprios para os negocios.... Ininiigos
lorriveis, sAo amigos fiis... Soldados intrpidos, cs-
Uo sempre prom)tos a sacrificar a vida quando sAo
levados ao desespero, quer se Irale da sua fortuita,
qtter de sua repuInjAo, quer da nccc>sidade da sua
exislenria para um amigo quer mesmo para um es-
Irangero desgrajado que reclama a sua protoc-
olo. >) ii
Tal era o paiz, laes eram os povos sobre os quaes
Akbar foi o primeiro a eslabelecer um dominio du-
ravel. Vejamos presentemente em que condicoes
estabeleceu elle este dominio.
Desde o cornejo do seu reinado, Akbar prcslou
una alIcncAu particular ,'t adminislrajao territorial:
entretanto au fui senao quinze anuos depois de ler
romecado essc reinado, o qnal dnrou um meio secu-
to, queAkbar ajudadupelu radjaTadcr-Mall c Mou-
zafler-Klian cstudou as bases antigs da renda ter-
ritorial do IndoslAo. e inlroduzio nellas as raoditica-
joes que as novas circunstancias em que o paiz
achava-se oollocado indicavam sua alia intellgcn-
cia. Das diviso lerritoriacs mencionadas por Sla-
nu. a que encerrava cem grama-i ou comunas foi
a nica que foi conservada quasi uas condljes pri-
mitivas do syslema de goveruo indio. Ella era co-
ulieciila, e o he anida, pelo mime de pargaunch. O
primeiro chele, ou magistrado do parganneh, he sem-
pre designado no Dakkhau pelo nonic de desmak on
dessa, e no Indoslao pelo iic (chaoderi. O oflicial
reapoosavel ebams-ee detpandi, e. o oflicial recebe-
<\or kanungo (3).
No meio ilas mndancas que o lempo e a conquis-
to operaran) no estado poltico 00 Indoslao, a com-
muna permanereu como o alomo indcslructivel, o
elemento inallcravel iloqual compoz se e edmpoe-
se ainda boje um eslado ou principado, um reino,
um imperio na India. Por tanto no quadro que va-
mos Irajar da organisajao das communas no Indos-
lo no reinado de Akbar, he a situajAo actual des-
sas que encoulraremus.
_A communa india comprehende urna certa exlen-
jao de terreno oceupada por orna assOciajao de fa-
milias que a possuem e cultivara, segundo as condi-
coes determinadas pelo uso immcmurial (adal da*-
lour.)
Qs limites do territorio da communa foram fixa-
dos com urna nrecsao toda cadastral e cuidadosa-
mente defendidas contra todas as iuva-es. As Ier-
ras sAo classifcadas segundo as qualidades do solo e
e rcparlidai-cnlro as familiasde modo que cada por-
(,1o soja descripla e que os seus limites sejam diflui-
dos com a inesma precisao qne o territorio commu-
nal. A exleujau de cada parto do terreno.a nalure-
za da produejo, u nome do proprielario, etc. silo
inscriptas sobre os registros da communa. Cada
communa adminislra-se por si inesma por interine-,
dio de um corlo numero de ofciaes muniripaes e'
de agentes inferiores. Esta'administraran local re-
parle e percebe o imposto devido ao goveruo, assim
como o excedente da* mpoijoes destinadas para as
despezas locaes, laes como as reparuoiies dos mu-
ro, e dos templos, as despezas dos sacrificios e ou-
Iras ceremonias ou Testas publicas, as esmuhs, etc.
Ella administra a juslca em primeira instancia,
pune os menores deudos, prov em geral a todas as
necessidades da communidade, de serte que, posto
ache-se suhmellida ao goveruo do eslado de que la*
parle, a communa india he muilos respeitos utna
pequea repblica rompila cm sua organisaiao,
Sua independencia e seus privilegios, ainda que
militas vezes violados, nao sAo jamis contesladus,
ainda itiesmo pelo poder mais lyranttiro, |e, no in-
terior da communa ao menos, us elementos de
dem existem e maulera urna urganisacAn forte
cupajes. Se urna provincia inieira he durante al-
gn* anuos o Ihealro da guerra, c devastada pelo sa-
co, pela morle e pelo incendio, de surte que as al-
deias liram abandonadas, os canipnnezcs dispersos
se reunirn Miliro o territorio da communa logo que
renasccr a esperanja de urna pusse tranquilla. Urna
un aean pude desapparecer, porem a cerajao seguin-
le vir habitar os lares por tanto lempo deserlos.
Os filhos orcuparAo os lugares dos pais; a aldeia
ser reedificada no mesmo lugar, as casas serAo rc-
coiisiruidas as posijoes que oceupavam, as mesmas
Ierras serAo cultivadas pelos descendentes daquelles
que a guerra banira, muilas vezes nAo he colisa f-
cil expelli-los da sua cnmmiina, e, nos lempus de
desorden* e de convulso intestinas, nao he raro
repellirem com successo os ataques e coiiseguirem
sublrahir-sc i oppressAo. Esla unio das familias cm
um pergo commiun, esta organisajl que faz de
cada communa una pequea repblica, tem contri-
huido mais do que outra qualqiier causa para man-
ler a nacionalidadc india intacta por assim .lizer no
meio das revolojoes c das miidanoas que lern alTec-
lado a cundirn poltica dos diversos oslados. Esta
eslabeldade relativa d i communa lem garanlidoem
todos os lempos m.issa da nadie um grao de liber-
dade, indepeadenci* c felicidide muilo mais con-
sideraveis do que he desuppor cm um paiz que lem
sido o Ihealro de tantos dominios eslabelcrdos pela
guerra ou pela violencia das revolujoes.
(CoH/imirir-.c-An.)
AGHHXLTIRA.
killog.
O CAFE.
O caf orcupa um dos primeiros lugares em mui-
los mercados, e a sua procura cresce lodos os dias, o
pin pin rao o iic se eslabelerem as cominiinicajes com
o interior dos dillerenles paizes; no mercado de
liainburgo, por exemplo, conslitue elle o ramo mais
forte do sen commercio.
A imporlajAo geral deslo aTligo nos anuos, que dc-
correain de 184!) a 1833, expressa-se da seguinle
mancra :
isii. 35,766.000
1850. :io,7:i.ikk)
1851. 41.000,000
Ki-2. 37.000,000 u
1853. 39,729,237
Ou por oulros termos, ueste ultimo anno:
Peso de 100 arralis. Valor em m. h.
8631902 2.6.ii?i2(i
Donde resulla que o termo medio da importaran
do caf, nos anuos cima expressados, reprsenla
.'t7,il",ii7 killng.. o u valor desla mercadoria no n-
no de 1853, em moeda norlogueza, S,.S:5:8()6SO0 Em lao extraordinario nioviinenlo, Portugal apre-
seota-ee directamente de per si com 731,343 killog.
de caf cuja nrigeui nAo podemos designar, porque
temos rumiada* raines para suppor que esto genero
nao perlence na sua tolalidade i produejao sas colonias, nem mesmo na verba rnmprehendida
na exporlaj.to da frica occidental, i-,08 killog,
podemos avancar ;, parle, que lomaram aquellas
possessoes, porque devo ueste cumputo comprchen-
der-sc algum caf da producego das colonias ingle-
sas naqiiella parle da frica", a saber. Castalio de
Cabo Corso, serra Leda, Auna Mabou, c Accar mais
especialmente de Cabo Cor aso e Accar que sao us
dous pontos ou mercados principaes das predielas
colonias.
O rareeiro, que parece indgena dos nossos ser-
les d-A frica, pelas mallas que delle existem cm S.
Jos de Encoge, e as jursdicjcs deAmhaca. Fem.
como cm Inhambaiie. lojamliique c mais porlos da
costa oriciitalaemquesc encontrara espontneos ca-
feeiros.poslo que mais pequeos que o du Brasil, nao
iie menos saboroso, nem menos eslimado, como des-
de longo lempo se observa com o caf de S. Thom
e de Cabo Verde, cada vez mais procurado no nos-
so mercado, e que o seriam tamnem no eslran-
Bciro, se a nossa cultura permillisse fazer largas cx-
portajes ; mas infelizmente nem he suflcienle pa-
ra sopprir as necessidades do nosso mercado, que
nao podem repular-se em menos de2,300,O0D arra-
lis animalmente.
Portugal desprezou por muilo lempo a cultura das
suas colonias ; boje mesmo nao trata dellas com o
esmero que era mislcr ; nunca soube, e parece que
ncm quer iirar partido dos productos que ellas Iheu
oflerecem, e por isso lambem larde ou nunca dera emancipar da dependencia em que est mcrica, para os gneros vulgarmente denominados
coloniacs. -~
O caf he urna prova do que levamos ponderado,
porque, indgena e espntanen em diflerenles par-
lesda frica occidental eoriental, nunca mereceu,
que se diligenciaste desenvolver a soa cultura, ncm
mesmo que so animasse esto ramo de commercio.
Xo lempo em que possuimos o Brasil. Iransporla-
ram-se da Guyana trncela para o MaranliAo e
Para, as primeiras plantos do caf; e dpois por
decreto de i do imio de 17G1 se isculou de direi-
lus os seus producios, e se propagou nessas provin-
cias americanas. No B:n de Janeiro, boje principal
poni da cultura do caf brasileiro, sahiram as pri-
meiras plantas dos viveirus da cerca do hospicio
dos frailes barhadinbos, e de una fazenda situada
alm le Malaporcos, em 1770 pouco mais ou me-
nos, e par lal forma se cuidou desla cultura, que,
'P'.oV su; ''*"."rluc-Ao apenaa, rheeado nu anuo
delSOO, a M arrobas, era 1817 rabio a 318,932 ar-
robas, em 1S0 a 539.000 arrobas, c no periodo de
3 anuos decorridos desde I87 a 1850, tormo medio,
1,544,671 arrobas.
Mas dos Irabalhos eslalisticos da mesa do consu-
lado geral, e de alguns outros torneados pela
mesa do consulado provincial, eommissAo encar-
regadn da revtaaa das tarifas do imperio, constou
que a cxporlajao geral do Kio de Janeiro, incluin-
do a produejao de unirs provincias, que por all
fizeram lambem a sua cxporlarAu, montara nos an-
uos de:
Arrobas
Valor em moeda
brasileira.
22,059l8f000
30,874:380-3000
:W.3-!():08S.3000
il) Por mui extranlin que pareja esto cosame, he
ecrloque al noo lempos modernos ohservava-se
um costme seroelhanle na costa de Masar. Nos es-
tados de Zumorin (soberano de Calicul) havia um ju-
bilen de 12 cm t annos : todo aquello que pdeme
enlAo chegar at pe n.iva em seu lugar. L'uii Icnlaliva desla especie
leve lugar nu anuo de 1695; oulra leve lugar lia 50
e tantos annos. porm sern successo. Durante muilos
seclos, a posse do Ihronu, do sello real ou imperial,
ou a salieran dada usurpacAo polo khulbah.
(OraeAc. as mosquitos ; era o Domine talcum fue
los .Mussulmanos.) tem sido siiffiriente< para exigir
o respeilo. stibmissao, n dedicaran lalvez dos povos
do ludoslAo. Estes fados iiiconteslavcis ligam-so
evideotemenlcas dUposfcnes particulares que temos
assignulo no raracler dos Orientacs, e que os levara
a observar o excrcicio do poder, debaixo do ponto
de vista da ralaliiUdc. I. m homem que nos honra-
mos de contar entre os hossok amigos, o illnslre phi-
losophu, o moralista indioRam-.\lo!iun-Koy, quees-
ludar a organisajao social do Indoslao, com lodo,
os monis de investigado que Ihe facnllavam a sua
p.isijao na aociedade indiana, a sua immensainslroc-
rao e a independencia de um espirito superior, di-
zi.i-nos qoe estova summamento convencido de que
os ha hilan los dos campos eram ainda, no IndoslAo, o
que foram no lempo de Babar. Inteiramente indi-
lerentes i forma do enverno sob que viviam, nao at-
tribuiam em geral a prolcccilo de que podiam gozar
ou a oppresto de que eram victimas, sendo ao pro-
cedimiento dos foKcrionarios pblicos, peto, quaes
eram administrados. Acc-intecem muilas cousas igua-
es entre no* outros eoropeus do secuto XIX.
1849 a 1850 5,700,833
1850 a IS5I 9,618,189
1851 a 185 9,507,550
D'onde resulta que, se a esla j extraordinaria
cxporlajao ajunlarmos a das provincias de Minas,
S. Paulo. Espirito Santo, Santa Catharina. Babia,
sem comprehender o da comarca de Caravellas
que se exporte pelo Rio, Goyaz, MaraiihAo e outros,
neccssariamenlebavemos de convir, que esla plan-
to de origem arbica lera sido a tonto mais poderosa
da riqueza do Brasil ; e se acreditarmos o que nos
diz John Crawford na sua historia do caf (1852), he
o Brasil o paiz oude se eflcelua a sua maior produe-
jao, que elle eslima em 176:000.000 milhoes de li-
bras annuaes; compulajao quanlo a nos' evidente-
mente falsa, urque s a cxporlajao geral do Kio
no auno de 1851 a 1rS5:>, excede de :i0i,241,600
libras, nao contando o seu consumo interno. O
Brasil anda nao lem una eslutislica scral das suas
produrjo, e por isso nao tomos aonde recorrer pa-
ra averiguar ponto lAo importante lastimamos sin-
ceramente osla falto; hoje em dia esla* sao absolu-
tamente indispensaveis a boa governanja dos esta-
dos, ao estudo econmico das suas riquezas e torcas
productivas, e ao exame do- todas as quesles me'r-
canlLs.
Volvendo outra vez os olhos para o nosso paiz,
obsrvame*, que poesoiado esla planta iudigena em
Encoge, S. Thom e oulms pontos d'Africa occi-
dental, iiilroduzida na ilha do S. Nicolao em 1790, e
poocos anuos anles na de S. Thi.-.go, cultivada loa
desde o principio desle secuto no de Saulo Anlao,
com pouquissimo cuidado em Arabaca, Mafrangann.
e Catango, he para pasmar que nunca se (cuba apro-
veilado esta dadiva da nalureza, cdella tirassemos o
mesmo proveito queu Brasil ; refleclir poruin pou-
co as consequeucias desle anligo e moderno delei-
to, causa, para quem ama o seu paiz, e o v pobre c
avexado, pela falla decapita** c ubrrimo de recur-
sos, urna verdadeira desesperajab.
Xo Brasil, a cnltura do caf em pouco mais de
i0 anuos prospera do modo que temos ponlado ;
as colonias de Portugal em igual periodo, mui
pouco adianta da negligencia que continuamente
as persegue.
E:n ISIS a importaran do caf do Brasil em Por-
lugil fui de 55,651 arrobas, das quaes compeliram
45,492 arrobas ao Rio, 3.719 Babia, 2,173 a Per-
namboco, o 4,267SO Par ; a mesma imporlajao em
!8I!> fui de 11,747 arrobas, reparlidas pelo Kio
36,820, pela Babia 3.545, e pelo Pan 1,382.
A cummissAo revisla da torito do Bra-il, no
seu relatorio datado do I .o ,to marco de 1833. diz
que a imporlajao do cato do Bras'il em Portugal
no auno de 1818, foi a estimada cm 5,613 arrobas,
o ora 1819 era 9,432; os dados que apreseiitainos,
piovain a menos cxarla informaran daquella com-
inissao, e garanlimos a veracidad'e dos nossos dados,
porque foram por mis inesmus lirados da batanea
do commercio de Portugal nos referidos anuos,
formulada pela estllela junta do commercio, tobri-
Ramon de La Sagri. na sua historia physica e
poltica da ilha de Gula, publicada em 1841, cal-
enlou a imporlajao geni da Europa e America em
196,023.749 killogramai, e o consumo da Grao Bre-
lanha, Franca e Estada-Unidos cm 82,000,000 de
killogrima*.
John Craroford, na historia rilada, avalia em
1852 a produejao minina do cafem todas as par-
tes do mundo, em 476,000,000 de libras inglczas.e
suppondo que toda e-l< quantidade seja esportada
por mar, domonstraqueso o seu Iransporle exigira
214,289 toneladas de navio.
Estos dados mustiam a imporlanria, que tem ad-
quirido a planto do caf ha pouco mais de 130 annos,
que da Arabia se difundi o seu conhecimcnlo e
uso.
O rpido progressn e riquezas que o Brasil lem
adquirido com u cif, comparado com o das nos-
sas possessoes, he un castigo bastante duro para a
nossa inercia, be una ljao que continuamos pa-
gando com pesar muso.
Seria preciso mais este fado, para justificar a
necessidade de olharinos para as nossas colonias ?
Faltarlo a Portugal recursos, para so libertar dos
encargos que o acab-onham ? Nao, mil vezes nao.
Porlugal est pobre de coragem e repcelo de iner-
cia : sao os seus micos males, mas remediaveis ;
menos panaceas fuumceiras, e mais estudo das suas
forjas productivas, que em menos de um quarlo d
seclo, as quinas pirluguczas Ircmularao radian-
tes e vigorosas como as pocas do Manuel o afor-
tunado.
Dissemos que o coasumn do caf se estende ca-
da vez ma;s ; vai j mui longo este arligo para Ic-
jardinagem, a arte de plantar, de enxort.ir, de podar.
Com vivo prazer admiramos as suas bellas taladas,
as suas pereiras Ma* carregadas de fruta, e
as suas parreiras que elle tem conseguido preservar
da molestia por meio do enxufrc. Seria para dese-
jar que os pais de familia de Neoilly melhor apreci-
assem os esforjos do Sr. Wnller para dirigir para a
agricultura pratica as ideas de seus filhos.
Um inesle do Orlcans, o Sr. Demond, que visita-
mos por ocrasilo do grande concuo que hoiivc nes-
sa cidado cm 1835 comprehendeu, elle lambem,
que o programla das escolas primaras linha nu-
merosas lacuuas, e que convinba quanlo antes sup-
pri-las. Sera ir bater porta da auloridade para pe-
dir-lhe um subsidio, s de per si encetou a obra, e
nos limites da sua forja eslendeu o seu cnsino ao
commercio, industria, i agricultura. No que diz
respeilo a e-se ultimo ramo, jontou i sua escolla um
terreno de 2 beclares, que esta as portas da cida-
de: 50 ares desse terreno -n consagrados ao cultivo
dos cereaes.
Ahi figurara esto anno doze especies de fromento
das mais nolaveis, semeadas em linha, com diversos
eslrumes, laes como pourelte (excremento conver-
tido cm po) carvao animal, residuos de maladouros,
ele. Cada cultivo disngue-se com. um lelreiroque
diz como foi semeado, qual o nome do frumento,
varmos o nosso exame ao consumo de oulros pai- qual o cslrumc, ele. O cenlcio, a cevsda, a aveia,
zes : a importancia da materia, tor.i rom que a ella
volvamos cm occasiao mais opportuiia, e por i-so
terminaremos esto esluda, com o mappa da respec-
tiva importancia uo mercado de Hamburgoem 1853.
Brasil
Por Aliona
Venezuela
Hait
Hollando
Porto rico
Grao-Brctanlia
Porlngal
Estados-Unidos
Franja
llamhurgn
America Oriental
frica Occidcutil
Aliona peto caminhn
de ferro de Kili 1,024
Cuba 994
l.uheek 834
Brcmeii poto Wezor 891
Java 799
Manilha 660
S. Thom 720
Blgica 5|S
Diversos 771
865,302
Pczo de 100
arralis
406,374
166,236
69,828
76.536
43,261
33,702
25,143
15,994
14,178
2,677
1,659
1,520
989
Valor cm
m, b.
11,366,810
5,088,850
2,302,990
2,184,140
1,413,430
1,149,280
877,170
419,960
412,100
74,710
i.KO
50,030
42,190
35,990
31,660
26,090
25,480
24,350
21,380
20.500
13,690
22,500
25,631,420
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
eslo sujeilos a iguaes experiencias.
Um quadrado especial be reservado s legumino-
sas, que representara papel tan cousdcravcl na eco-
noma do gado. O Sr. Demond procurou reunir lo-
dasasque existem e que podem ser fcilmente in-
Iroduzidas na grande cultura. Ao lado das legumi-
nosas (guram as plantos railes, que sao como o com-
plemento dellas. Assim nolam-se as diversas espe-
cies de beterrabas, de nabos, decenouras, ele. Mu-
tos ares sao exclusivamente consagrados as batatas ;
ahi nolam-sc as qualidades mais preciosas pela pre-
coeidade, pelo numero de tubrculos, peto rusli-
cidade.
As plantas lexlis, cuja ulilutado lio Uto considera-
vel, ocrupam lugar honroso no campo de experien-
cias do Sr. Demond : sol ares, dos quaes qualro sao
para qualro especies de canhamos, e tres para di"
versas especies de linho, Ihes sao consagrados. Os
discpulos nao se oceupam com esludar os promeoo-
re- desse cultivo ; acompanbam as diversas opera-
ron- reclamadas pelas plaas texlis, e que podem
ler lugar na herdade.
A vinha, que he um ramo importante na provin-
cia, devia i-wn!i un entrar no programma do Sr. De-
mond : 25 ares delln sao oflerecidos aos discpulos,
que podem iniciar-se em todas as opera jes desse de-
licado cultivo. Aprenden! successivamente a plan-
lar, a enxertar, a podar, fazem a vindima e prepa-
rara o vinho.
Alcm de lodos esses estudos 13o proprios para des-
envolver as vooajiies agrcolas nos discpulos, o Sr.
Demond consagra numerosos instantes arboricul-
tora, csseramo de crunumiarural que de tantas van-
tagons sera se o soubessemos tratar. Ensina elle a
podar as arvores, a dirigir o seu crescimento, a co-
Iber e a conservar a frucla. He por certo um exten-
sissimo programma para ser concebido e executado
por um s homem! O Sr. Demond dza-nos ainda
nllun.miento que prnjerlava fundar jiii collegioagr-
cola como os dos Estados-Unidos. Muilo desojamos
que insista nessa idea, c se conseguir realisa-la, vo-
lar-lhc-hemos profundo reconbecimenlo.
Eis os toctos que queramos cilar. Sem duvida ha
em nossa Ierra outros ei la daos dedicados agricul-
tura que pelo cxemplo dos Srs. Chalet e Psulhier
empregam a sua influencia para determinar os mes-
tres a oceupaxem-se de economa rural ; sem dnvi-
da ha ainda mestres de aldea que mandara escrever
lijo de agricultura, o applicam os seus discpulos a
operajocs anlogas ; mas nao temos conhecimento
pessoal delles, e por isso os nao mencionamos hoje.
Nada igualmente diremos dos mestres designados pa-
ra tcnlar ensaios, e que reccheram 500dos 20,000
francos dados pelo imperador, pois anda nAo jul-
gou a cornmissao opporluno publicar os resultados
lessas experiencias. Mas brevemente vnliuremos a
essa queslAo, que nos parece da maioi gravidade.
At aqui snos oceupamos dos discpulos das es-
colas primarias c dos meiosde dar-lhes ennhecimeti-
los apropriados ao seu destino. Antes de dizer nos-
sa opiniu sobre o merecinienlo dos diversos svslc-
mas que acabamos de examinar, resta-nos aecupar-
nos cum os adultos, que com os seus suores fecun-
dara o chao e vivem cm profunda ignorancia das des-
cobertas recentes. Como fazer penetrar a luz no seio
dessas trovas onde s a rutina reina soberana'.' He
por meio de proto-sores ambulantes que levaro al
s mais humildes aldeas as ideas novas e as pralicas
aperfeijoadas.
A insliluijAo dos professores ambulantes be j
velba em nossa Ierra ; acham-se vestigios dola no
tempo de Henrique IV, que a estabeleceu para um
ramo especial, o cultivo da amoreira, e a criajao do
bicho da seda. Esse principe, que fez louvaveis es-
forjos para desenvolver a sericicultura, depois de ter
plantado 100.000 amoreiras as couladas reaes, de-
pois de ler fundado urna casa de criajao modelo no
jardim das Tulhcrias, dirigi para as provincias
lodos os bomens capazes de ensnar a nova indus-
tria.
O mandamcnlo de 1603, dirigido aos magistrados
prepostos frente das elc/foes, consagra a lembran-
ja desse consideravcl aconlecmcnlo. a Fareis, alm
disso, saber s ditos parochias diz o mandamento,
que desde o i. de abril de 1603 ser mandado em
vossa dita elcijao, um ou minies peritos que resi-
dirao nesses lugares o espajo de 3 mezes, e mais se
AGRICULTURA AS ESCOLAS PRIMARIAS.
Um agrnomo da Raixa-Normandia, condecido
pelos seus uleis Irabalhos rerca da enfermidade da
batata, o Sr. Vctor Cltalel, he entre os nossos con-
temporneos um dos que mais se lem oceupado coma
ntroducjAo da agricultura Iheorica e pratica no pro-
gramma das nossas escolas primarias. Proprielario
na exlremidade do circuito de Caen, nos confus da
Mancha, desde 1849, dislribuio aos mestres de Csm-
pandre e de fionnc-Maisoii tratados elementares de
agricultura e de horticultura, convidando-os a ex-
tractar as parles mais salientes para dicta-las aos se-
us discpulos.
Tcndo excedido a toda a esperanja esto ensato, no
lim de 1850 quz o Sr. Chatel elende-lo a todo o
departamento dos Calvados. Mindcni pois a cada
mestre dous maane* elementares de economa ru-
ral e de jardnagem, mui proprios para anxilia-lo
em seus projectos. Dahi a alguns mezes. em 1851,
escrevia-lhes urna caria lembrando-lhes essa rcmes-
sa, e aconselhaiido-lhes aue imilassem aos seus col-
legas de Campandr e de Bonne-Maison, cujos lou-
vaveis esforjos assignalava. Depois de haver enu-
merado as vanlageus do novo eusino que devia fix3r
no solo asjovens gerajoes, moslrava os beneficios
que delle devam tirar os proprios adultos.
Ja nao vedes, dizia elle, recolher-se o menino
para a casa alegre e ufano por dar a 1er a seu pai,
ou por ler-lhe elle proprio o que Ihe honverdes dic-
tado, consliluindo-se assim um monitor domeslicu ?
Sim; digne repilo um monitor, pois o pai n,1o dexa-
r de ler ou de mandar ler o que diclardes, c assim
de longe o instruiris. A ronfiaujaque tem no mes-
tro .lo seus filhos Ihe faf acoltiei cum rcivui o que
vierde vos, eesse meio tao simples sera o melhor, o
nico lalvez para cspalhar retroactivamente a ins-
Irucjao borlicola e agrcola nessa too numerosa par-
te da gcrajo actual, que pouco sabe alora da anliga
rutina.
A essa carta ajunla urna collecoan do sementes
cscolhidas enlro as plantas de horla e as de forragem
mais eommuns, cujo cultivo recommendav.i como
ensato : A pequea porjao de terreno que Ibes
consagrareis, accrescenlava, poder ser considerada
como o jardim botnico agrcola. Podereis as-
ir sim, a bem da instrurjo dos vosea* discpulos, e a
bem dos cultivadores da vossa visinhanja, tcnlar o
cultivo de muilos cereaes, planta!., raizes e furra-
n gens novas, desconhecidas em nossas Ierras, que
a lalvez nellas se dariam muilo bom. Osvossosdis-
ripulos aprender-lbes-bo os nomes, o cultivo, e
o emprego. Propagareis ao redor de vos as me-
ir Hiere- e mus uleis dessas plantas, e quasi sem
Irabalhu assim prestaries grandes servijos s po-
n pillarnos com quem vivis. Nao ser necessaria
mais ciencia para fazer appliraco dessas ideas
do que a ma para vo-las submeller. O vosso
c zelo inlelligenle, a vossa boa vonlade baslarao dcs-
* deja : a sciencia vira com a pratica.
Certamenlc ahi esiao ideas eminentemente pro-
gressivas que em todo ponto|concordam com as do
goveruo. O Sr. Viclor Chatel he um apostlo cheiofncccss;'ril' for- Para instruiros habitantes me-
dous sexos, porm os Irabalhos manuaes se faram
em commuin. Como nos Asylot agrcolas soissos,
urna parle do lempo comprehenderia os esludos
theoricos, e o mais sera dado aos trabalhosjdo cam-i
po. Assim habiluar-se-biam os meninos a gostar da
lavoura, aprescnlar-se-lbes-hiam exemplos de boa
pratica ; as meninas consagrar-se-hiam especialmen-
te aos cuidados das aves e animaes domsticos, e do
interior; tornar-so hiam boas e prudentes casciras,
cousa importante em economa rural. Nesse primei-
ro systema o ensino nada cuslaria ao eslado nem
aos discpulos. Ha cm Franja 50,000 escolas prima-
ras, cuja despeza sobe a 11 milhes: lie em tormo
medio 200 fr. por escola. Se se realisarem os pro-
jectos qoe de ha muilo sao esludados, e que consis-
tiran! em liar o extremo limite do ordenado dos
mesmos em 600 fr., e o limite superior em2,400 fr.,
seria necessaria urna despeza maior de 70 milhes :
ora, utilisando a forja perdida dos discpulos no Ira-
balho de pequeas herdades, cuja renda fosse dada
ao mestre, poupar-se-hia essa despeza, e dar-se-liia
a urna elasse de funcionarios tilsima, boje na pe-
nuria, a abaslanra. Augmenlar-se-hia a despeza pu-
blica dequanto produzissem as escolas, e preparar-
se-hia brilhanle porvir para a lavoura.
O systema do aluguel de dous beclares de trra
exigira despeza quasi insignilicanle, a m.lia seria
de 100 fr. ; assim, para as 37,000 eommuns chegaria
a 3,700,000 fr. Com essa quanlia as 37,000 escolas
dariam pelo menos urna renda de 37 .milhes. A
somma gasto, ou pelas freguezas ou pelo eslado,
em alugueis, duplicara pelo Irabalho dos discpulos.
O nico inconveniente que apresentaria esse sys-
lema seria fazer nprovetar os proprietarios dos me-
Ihoramenlos lerriloriaes, inconveniente que desap-
pareceria pela compra da pequea herdade. Ha
mais : por esse ultimo systema os melhoraraenlos
deVdos ao Irabalho dos discpulos fariam muilas
vezes rerolher os gastos da compra pelo augmento
do valor.
Um modo mais simples se aprsenla para as com-
inniis pobres. Porque nao consagrar urna parle das
torras communaes dolajao do mestre "! Todas as
vezes que essas Ierras estivessem perto da aldea, po-
der-se-bia annexar escola, e servir-se dos discpu-
los para cultiva-las, a menos qoe so Ihe oppuzesse
a sua conformar o geolgica. He dea apresentada
por Miger as suas Obsercardes sobre as escolas de
Campitgne, e depois suslenlada por Francisco Neuf-
cbaleau na sua memoria sobre o linsino agrcola.
O aluguel de urna pequea herdade poderia ser
feto pelos proprios mestres, como na Inglaterra ; so-
mente esse syslema soffreria em Franja grandes dif-
flculdades em razao do eslado de penuria em que se
achara esses uteis funecionarios.
Todava, em algumas parles dos Alpes, onde o
mestre de escola he quasi sempre proprielario, sua
pratica seria das mais facis.
O syslema da Empreza, concebido pelo Sr. de
Rainevlle, e por elle com lana felicdade applica-
do na colonia de Alluuville, conviria especialmente
aos paizes pobres e cuja populajao est dissemi-
nada. Para realisa-lo bastara, como recommenda
seu autor, comprar pequeas enxada, ps muilo
leves, instrumentos em fin aceommodados s forjas
dos meninos. A despeza para 20 meninos mportou
em 30 fr.; he pois quasi nulls : nao ha commum to
pobre, nem meslre 13o fallo de recursos que nao
possam faz-la.
Qual dos tres- systemas sera de mais conveniente
adopjao ? Entendemos que a commissao nao deve
manifestar preferencias ; deve adptalos lodos e ap-
plica-los conforme as conveniencias locaes. Em urna
commum rica deve preferr-se o syslema suisso :
comprarlo couselho municipal urna herdade em que
se inslalle a escola primaria. as menos ricas re-
correr-se-ha ao aluguel. Emfim, as pobres ndop-
lar-se-hn a empreza. Em agricultora sao sempre
deleslaveis os syslemas absolutos, c s o relativo he
verdadeiro, porque variam ao infinito de urna para
outra localidade o chao, o clima, e as circumstancias
econmicas. Recapitulando as dcspezss que a re-
forma das escolas primarias e o ensino temporario
dos professores ambulantes exigem, obter-se-hia o
algarsmo de 3,800,000 fr. as Aluguel de 2 nctares de trra por com-
mam, a 100 francos ...... 3,700,000
Gralificajao a 86 protossores ambulan-
te, cuja miwdo aoabaria depoiit de ^0
annos ...........
pelas
suas Iradicjes seculares o pela sua siraplicidade, i "1""ilc'l
quando o memo eslado lie devastado pelas revoto- *"> HJOal periodo 1818 a
roes. Cm estadista familiarisado por urna tonga ha-
liilaco com os costumes c hbitos do Indoslao, ca-
paz de comprehender e de atoar, com toda a in-
dependencia de um espirito elevado e toda a auto-
ridad eda experiencia, a quesISo da importancia
queexerec a communa na existencia poltica do po-
vo da india, expriine-sc assim :
As populacoes das aldeias turnia ra pequeas re- i
1819, as possessoes
porlugiiezas d frica, nao cxporlaraui para a me-
tropole nem um sbago de cafe Em 1823 apenas
62 arrobas. Em 1824 subi a 812 arrobas, sendo
.i)< de Angola, e 108 de C.bo Verde ; em 1830 ja
chogou a ,276 arrobas, sondo 951 de Angola, c 725
de Cabo Verde, e nesle eslado pouco prospero se con-
serva cultura lao importante.
Desde 1836 para ca, mas alguina allcnjao, posto
de torna-La* indepciidentes de tudas as relajees es-
lraugeiras ; s ellas permanecen) onde nada' parece
duravel.|As dymnaslias desapparec-m. as revolujoes
urcedem-se uir.as as oolrai; llindus, Palhans,
.Iahrattcs. Cikhs. Inglese* lornam se senhores alter-
nativamente, porem a communa permanece sem-
pre mesma. Em lempos da pertarbajues, os ram-
pon ves lu,i,,,n as armas e dofen lem sias aldeias.
Se um evrcilo nimio* atraves o paiz, os reba-
naos entram para o recinto dos muros e deixa-se
que as tropas piasen! sem que sejam inquietadas.
Se o saco a deva-taen ameajam a communa, e
as forjas dirigidas contra ella sin irrosislive', os
habitantes refugiam-ee as aldeias amigas, e passado
que soja o perigu. voltam e continuara as suas OC-
punlicai possuin.lo era sen seio quasi ludo o que po- 1?e ""' 'imitada c alternada seteni prestado s colo-
nias; a> cultoras coinejam a querer dar signan de
vida, cas imporlajiies do caf desla provincia cres-
cem lenta, mas progrcssivaiucute como se deprchen-
dc do seguinle quadro :
8*2..... 2.522 arrobas.
3..... 9,708
lW..... |G,1S8
1851..... 19,030
A* imporlajes de S. Tbom regulara cnlre 1 a
I5,INK> arrobas; Cabo Verde que era 1830 oxporllva
lao aomentetnara Portugal 320 arroba*, j em 1848
chegoa a 1,711, e cm I8"il vi 2.490.: o caf vai ex-
lendendo a sua cultura neslas Ih.is. mas tuina maior
desenvolvimeolo na ilha ,1c Sanio Anillo, da qual se-
gundo os dados que podemos aloanear, no anno
econmico de 1833 n 1854, que acaba de lindar, se
IIuralioll em 1750, ojlculoii o consumo do caf
na Europa em 660 quintaos, c em 1811 em 1,113
ditos. Mac. Ciillocb ja em 1830 calcnlou o mesmo
consumo era 2,220.000 qnintaes, e na edirao do seu
diccionario cm 1835, avaliou em 1:18,500 toneladas
ingieras o de todo o mundo, porm na segunda edi-
eao do seulivro, em 1845 avaliou esse consumo em
07,000 toneladas ingle/ais.
I Adiamos nos lempos anlisos s desigualos
segrales applcadaa a autoridades eiic.irregndas da
adminislrajao lorritorial : Blmner-adhipali, sobera-
no senhor da torra ; Dewdhinali, governadorde un
deslriclo ;gramadhipali, ebeto da aldeia ou da
communa. Estos palavras en.-onlram-se ainda boje
cm Java com as mesmas signifioaroes pouco mais ou
menos.
de f, e cujos nobres esforjos mereceui os maores
elogios. J dan frurto os sous conselhos, ptimos e
exceilenles rcsullados osseus escriplos. No mez de
mato passado vcrificamo-lo mis mesmos, as eom-
muns de Campadr e de Bonne-Maison, cujas esco-
las visitamos nao como inspector, como a algumas
almas caritativas aprouve espalhar, porem como sim-
ples agrnomo que quer instruir-sc de ludu quanlo
pode ser til sua torra,
Percorremos com o maior nleresse os cadernos
das lijes dos Srs. I.eneveu c l.icgeard, mestres dcs-
as duas eommuns. Deram-uos elles um ca Ionio
de meninos e um de meninas. Em suas lijoes de
agricultura seguem a ordem do calendario, islo he,
oceupam-se de cada operajo, de rada cultura, no
momento em que devem ellas ser feilas.
O que especialmente notamos na nossa visita a
Bonne-Maison foi o jardim do Ligegeard. A me-
lade delle. Iratada com o maior desvelo, he consa-
grada os cultivos de experiencia. Ahi vemos cm
pequeos eanleirns. c rom lelreiros mui visiveis as
semcnleiras do que pelo Sr. Viclor Chalet fra man-
dado. A oulra melade tem a borla, o pomar c al-
gumas plantas de ornato. Ahi as horas de recreio
os meninos vao iniciar-ge nos elementos da pratica,
e aprendem a goslar da agricultura, de que ler.lo de
ser \.'denlos soldados.
Os resultados oblidos nao se limitara asjovens ge-
raees. Ha dous anuos fundn o Sr. Chale! um co-
miera coniinunal, e dislribuio por meio delle men-
tes que foram o objeclo de Iodos os cuidados. Vi-
ne* cm Bonne-Maison urna propriedade que, quan-
lo ordem, ao asseio-o boa dircejao do cultivo, na-
da deixa qne desojar. Muilo sentimos leresquccido
o nome do honrado e intelligento lavrador quo a di-
rige, pois a lodos os respeitos merece elle honradissi-
in.i menean.
Emquantn no fundo dn Normanda o Sr. Viclor
Chale! diriga lodos os seus esforjos para o program-
ma das escolas primarias, s portas de Pars um ho-
rnera ao mesmo lempo orientalista e lavrador fazia
um ensato na mesma direejan. He o Sr. Paulo Pau-
ihier, proprielario em Villc-Evrard, prximo a Neo"
illy-sur-Marnc.
Desde 1849 acon^clhava o Sr. Pauthier ao meslre
dessa oommiim. o Sr. Waller, que dsse nojcs de
lavoura aos seus discpulos, e Iransformasse o seu
jai Cm era campo de experencias. Para ajuda-lo,
puntan s suas orden* muilas obras elementares de
economa rural e de jardnagem : meslre inlelligen-
le, o Sr. Waller senlio quanlo era o fuliiro do qoe
se Ihe propunba. Acceitoo pois, > comojou por
fazer a su a propria edocaflo agrcola. Visitamos a
escola de Ncuilly-sur-Mame ha poneos dias, c vimos
com prazer que a economa rural nella oceupa bom
lugar.
Para simplificar o seu Irabalho u Sr. Waller segu
u livro do Sr. Lebrn, dictando extractos delle. Sua
mulher, mestra do meninas, cnsiiiu-llics os elemen-
tos de economa domestica, occup.i-se especialmente
cora os cuidados da casa, da adminislrajao, do pateo
de animaos domsticos, ele.
O Sr. Waller, as horas de recreio, leva os seus
discpulos ao seu jardim, ensioa-lhes a pratica da
dida que vierem e puderem commodameute vir, nao
s em bem cultivar as ditas amoreiras, porm tam-
bem em criar os bichos da seda, preparar esta, etc.
Esse syslema de maior simplicdade n3o se preslava
admiravelnienlc a pronagao.lo da industria sericcola
cm Franja'!
Depois de Henrique IV, a insliluijao dos profes-
sores ambulantes linha cabido no esquecimento,
quando ha -2'i anuos foi restaurada por um agro-
nomo do merecimento, o Dr. Bonnel, de Besan-
jon. Oensinn do Dr. Bonnct lem por Ihealro o de-
parlamento do Doubs.
Consiste om lijes oraos, em distribuirn de se-
mentes, de plantas e em experiencias de cultivo.
Cada auno na primavera e no oulono, depois do se
ler combinado com osmaires, que informam a seo
respeilo aos seus adininislrados, o professor vai s
diversas eommuns de anlemao designadas, cm que
os habitantes das eommuns visinhas aru lera para ou-
vr as suas lijes. He ooite, depois dos Irabalhos
do dia, que se alirem as sesses ; sempre interessam
vivamente o auditorio. Intil he dizer que o eusino
do Dr. Bonnet deu bous e exceilenles resultados.
Depois sue seu professor ambulante. Essa especie de apos-
tolado ho confiada ao. Sr. f etit Laflitle, que a dc-
scmpenlia muilo satisfactoriamente. Oulros depar-
tamentos eulrarafn ha muito lias vas que lhes orara
abertas. Citaremos o Calvados, que reccnlcmenle
conliou no joven c sabio Sr. Morire o cuidado de
levar a luz ao seio do campo. Certamenlc cis-alii
exceilenles exemplos que divulgar. Mas porque nao
so gencralisariain esses ensaios parciae* e nao se esia-
helecenn en) cada departamento um professor que
ira de freguezia era fregueza distribuindo o pao da
palavra petos cultivadores rotineiros '.'
Por esse apostolado se pnpularisariam os bous mc-
thod, s; os cultivos e o gado melhorariam, a ubas-
t.uio.i penetrara nos campos, e a fortuna publica cres-
ceriaera vastasproporjoes. Urna despeza de 100,000
francos inscripto no orjamento durante vinto annos
basloria para o lira que se traa de alcanjar. Desle
modo rep.irar-se-bia at certo ponto o mal que o
programma actual das escolas primarias fez soflrer
no'sa lavoura.
Agora que espleme* no seu todo as diversas for-
mas debaixo das quaes se aprcscnlou a dea da aller-
uajo dos estado* theoricos com os Irabalhos ma-
nuaes, nao nos resta mais senao explicar-nos sobre o
merocmento de cada urna dellas, c concluir. Tres
grandes svslcnias se acbam cm presenja : o dos
.Isijlns agrcolas suissos, o das fcsrolas de aldea in-
glezas, oda Empreza, un) felizmente concebido pelo
Sr. da Rainevlle. A execujao dos dous primei-
ros eligirla l compra ou o aluguel de urna herdade.
A execujo do lercciro nao pedira senao a compra
de alguns instrumentos aralorios.
A compra de urna pequea herdade, comprcheu-
demlo do dous a qualro lio. lares, nao poderia ser
feila senao pela commum. Essa herdade substituira
a escola. Sera trabalhada pelos discpulos em pro-
veito do meslre. Esse ultimo deveria ser casado, sua
mulher seria mestia, e dirigira a educajao das me-
ninas ; as classes poderiam ser dislinctas para es
100,000
Total da tapen annual 3,800,000
O rendimenlo seria :
Rendimenlo bruto de 37,000 pequeas
herdades em que trabalbasscm os me-
ninos, a 1,000 francos cada urna 37,000,000
Augmento dos productos agrcolas em
consequencia do melhoramento do
cultivo e du gado.......
Asim, 3,800,000 fr. empregados na reforma do
ensino primario Tenderan.) ao menos 37 milhes, sem
fallar do augmento geral da renda, consequencia da
inslrurcao professional mais bem entendida, e do
exemplo sempre contagioso: dspenderam-se 150
milhes as forlficajes de Pars, onde ficam eter-
namente improductivos, heslar-se-ha em dar um
bolo industria, que a restituir em ceios de mi-
lhes ? Diaulede clculos laosimplices deve-ie crcr
que a commissao dos mestres tomar em seria consi-
derajao as vistas qoe acabamos de propor, e que
nos sao inspiradas por vivo sentmento do bem pu-
blico.
A applicaro geral simultanea dos lre syslemas,
como aa temos desenvolvido, seria para nossa Ierra
urna verdadeira revolujao social. Fazcndo appare-
cer as vncajes agrcolas, o ensino primario obstara
s emigrajes qne lendem a despovonr o campo cm
proveito das cidades ; dando aos pralicos o conheci-
mento arrazoado da sua arle, lonar-se-hia possivel
o melhoramento dn cultivo e o aperfeijoamenlo do
gado; dobrar-se-bia bem depressa a raassa de pro-
ducios de toda casta, e para sempre prevnir-se-hia
a volta tao frequente da penuria. Assim se adiara
resolvido o dobrndo problema das subsistencias e do
alulhamenloi das prolisscs. A caresta das subsis-
tencias tem por causa principal a ignorancia dos cul-
tivadores que nao sabem proporcionar os ssus Ira-
balhos com as necessidades do cultivo, precipi-
lando-se lodos para urna plaa quando he ella ca-
ra, e abandonando-a desdo que deseo de prejo. O
alulhamento das prolissoes provm de que a nosa
educajao nos leva exclusivamente para as prolissoes
liberaos,e nos inspira tedio profundo para a lavoura,
que oll'erecc a mais vasto sabida aclividado e in-
lelligencia dos cidadaos. Todas as grandes obras de
arroleajao.de irrigajao.de dessecameulo, ele, recla-
madas pelo territorio, exgiriam durante um secuto
mais de 60 milhes de populajao. Ora, se as ainlu-
joes se dirigcm para a industria agrcola, em vez de
alulhamento as profissfics, hovera falla de brajos.
Por oulro lado, sahndo a pratica do Irilho da retina
para irs nulos de pessoas inlclligentes, os produc-
ios do chao seriam lao consideraveis que emfim po-
der-se-hia rcalisar a chimenea esperanja da rda
barata.
He emfim ao estado de abandono cm que se dixa
a agricultura que cumprc altribuir o alulhamento
das profisses, a cxressiva caresta das subsistencias e
sulla peridica da penuria.
A reformado ensino primario e a applicajao dos me-
ninos aos irabalhos mallines seriara o melhor e mais
cllicaz dos meios do sabir de una situajilo que cada
dia de demora mais aggrnva.
J he passado o momento de deliberar. Aos olhos
dos bomens de boa f o goveruo que souber rcalisar
essa reforma sublime ser digno dos raaiores enco-
mios; aos olhos da posleridade agradecida esse go-
veruo ser contado como um dos bcmfeilores da hu-
manidade.
Jaajues l'alserres.
[Jornal do Commercio do Ro.)
APONTAME.NTOS SOBRE A CULTURA DA BA-
TATA DOCE.
ConsiderarGes- geracs.
Tcndo 300 e lautas pessoas a alimcnlar. muilos
animaes do servijo grande poicada etc.', ele-, e
tcndo remullendo a granito dilliculdadc de o conse-
guir s com o milh i e o fejao comprados, sendo
estos graos a nica base dn sustento mi paiz, lem-
bre-me que cm anuos de esca-sez loria de achar-ine
em grandes apuros. Prncure subslitui-los por ou-
lros alimentos de urna produejao mais fcil, mais
abundante c monos precaria; li/ varias lenlativas
esle respeilo, empregando a nossa hlala doce, a, in-
gleza, a mandioca, o inhanie, as abolwras, o chu-
chu, ele, etc., o resollado comparativo foi que a
batata doce he incomparavelmenle prcferivel pelas
suas qualidades mais nutritivas, por nao exigir ter-
reno mui frtil, ser de urna cultura e reproduejao
facis, nunca fallar inleramenle a sua colheita; em-
fim por ser esla tubera um alimento saudavel e sa-
boroso.
Mandioca.
A mandioca, ainda que monos nblriliva que a
batata, exige mais um auno par* dar bom producto;
he cerlamenle urna planta preciosissima; ella oceu-
pa o segundo lugar. A mandioca resiste a sorras
mui prolongadas; d bem em terreno ordinario, e
tem a propriedade, que uao possuea batata, de ser
urna planta biennal, triennal e mais: por isso lodo
o agricultor prudente e avisado dever ter sempre
qoarlcis della plantados de reserva, para o suppr-
menlo em annos de fome, que vao apparecendo de
19 em 19 annos. pouco mais ou menos, que po-
dem tornar-se ainda mais freqnentes.
I n lame.
O inhamc contm poucos principios nutritivos ;
comludo, he om alimento soflrivel. e misturado com
o fuh e lavagens de cozinha, pode ser um grande
auxiliar para" porcadas. Plantada cm terreno fresco,
algum tanto hmido c estrumado, produz quasi sem
Irabalho muilas raices de lamanbo extraordinario,
as quaes couservam-se muitos annos vegetando, e
augmeutando sempre sem a podrecer, qualidades es-
las bem preciosas.
Batata ingleza.
A btala, impropriamente denominada ingleza ,
pois qne he natural da America, exige Ierra bem
preparada c urna cultura assaz penosa: be pouco nu-
tritiva comparada batata doce, portanto nao fal-
larei della, nem das ahohoras, chuchus, etc., mas
nicamente da nossa batata doce, que lie em ludu
preferivel.
Batata doce.
A batata doce accommoda-se a lodos os terreno;,
mas viceja principalmente as vaneas frescas, suc-
culculas e um tanto arenosas; produz melhor em
terrenos planos ou de pouco declive do que nos
morros, malos virgens ou capoeras. campos lirapos
c cansados, mas estes sendo preparados e adequa-
dos pelo meio econmico do arado, dio ricas colhei-
ta-; abunda mais cm annos hmidos; resenle-s* de
seccas prolongadas; mas em compensajilo, nesle ol-
lirao caso, o producto he de qualidade superior.
A variedade da batata amarellada.
Ha numerosas variedades de balatas: as deas me-
Ihores sao a amarellada e a denominad* angola. A
primeira d hlalas menores, mas em miiur quan-
tidade mais emulas, adocicadas, e sobretodo de
todas as variedades condecidas; he a nica que se
conserva na torra quasi de um para outro anuo, sem
apodreccr nem "perder sua qualidade unlriliva, o
que nao acontece com as obtras, que, logo no prin-
cipio das aguas, ficam ensopadas oo apodreeem.
Angola.
A balala angola he branca, volumosa, e em 1er-
reno de igual qualidade, comparada i oulra, vegeta
melhor, e tem a propriedade bem Inleressanle de
ser lempera. suprimi assim o consumo diario om
mez anles da amarella, justamente ao lempo em
que a do auno anleccdenlo j est acabada on de-
teriorada, e a colheita desse anno ainda nSo chegou.
Ser portanto bom ler della um quartel, afiro de
supprir, nos mezes de marco e abril, e para islo
dever ser plantada em primeiro logar oo lim do
mez de agosto.
Prepararao da trra para a planta da batata .
sendo mato.
Como o mcu estahelecimento he destinado pro-
duejao do ferro, emprego o melhodo segointe, alias
m parle geralmente applicavel: fajo as derroba'das
em principio de abril, laes qoe deem o carvao ne-
cessario ao consumo do eslabelecmento. Emjnnho
fajo a queimada, evitando assim os aceiros dispen-
diosos e o incendio das minhas matase das de meus
viznhos, assim como de qoeimar de mais a madeira
destinada ao carvao, e de requeimar a superficie da
Ierra e que prejudicaria muito a reprodcelo futura
do mato. Esta operajaa assim feila cedo, da lempo,
procedendo-se immedialamente ao fabrico do car-
vao nos lugares qoe podem dar millio e balala, para
l-los lirapos e promptos para a planta em princi-
pio de selembro: mas a principal colheita, a do fer-
ro, j est apurada.
Preparacao de terreno, uni campo, e tem s
por fogo.
Se o terreno destinado cultora da batata he rm
campo limpo. de ordinario prximo s habitojd,
procede-se da seguinle maneira: s
Um anno antes ccrca-se o lugar para qua a torra
cubra-se de capim, e fique fofa e fresca. Quabdo
a vegetaran tomn o seu maior incremento e o
capim corneja i dar flor, ponhau-se nelle os ani-
maes, que nao s o aproveilam. como servem es-
truma-lo: depois passa-se a enxada sem se qoeimar
os retraeos: dahi a ponen planta-se o milito, e depois
a batata, como adianto direi. Estes retraeos pouco
e pouco vam-se consumindo e servem para a vege-
taran, nao somonte no primeiro, como para a pro-
duejao da soca da batata no segundo anno e para
a vegetaran futura.
Sendo o campo cultivado com o arado.
Quando o terreno tem um declive menor de 21.
sendo livre de pedras grandes, tocos c sua superficie
desembarajada, he muilo econmico e importante
fazer-se uso do arado, o qual enterrando o capim 5
ou 6 pollegadas loma sola a Ierra e a predispoe
para maior produejao. Urna oulra grande vantagera
do arado he fazer o servijo de 20 pessoas, e de servir
para arrancar as mesmas batatas, sem damnifica-las.
Sendo campo e empregandg o fogo.
O mlehodo geralmenle osado consiste cm qoei-
mar em julho ou agosto, na maior furja de calor,
o terreno a cultivar ; esle melhodo lem a vanta-
gem de poupar urna primeira capina penosa : a ve-
gelajao no primeiro anuo ser mais vijosa seudo n
plantaran livre de insectos nocivos e de semenles e>-
Ir.iohas ; a cinta proveniente da coinbusto' arliva
a vegetarn ; emfim as muilas raizes quemadas na
superficie c no interior tornan) a Ierra mais fofa,
mas penneavcl a humidade e aos agentes atmos-
phericoj, favorecendu-a desl'arle; porm a Ierra
ti-ai i mas exhaurida para a produejao da ser.ca,
pois nesla combuslo muilos principios uleis para
a v egeiajao e urna grande parle do humus vegetal
evaporam-se.
Planlarao do milito.
Quando esla limpo o terreno, seja pela qoeima
dos matos ou campos, seja pela capina immodala
ou pelo emprego do arado, o mas cedo possivel,
logo depois da primeira ejiuva, plaola-se o milh0
em carreiras, c devem ser horrizonlaes qnando a
Ierra lem declive. Eslas carreiras devem ter oito a
dez palmos de inlervallo cnlre si, e o milito nellas
plantado de cinco palmos de distancia era trra boa,
e de seis na inferior, pondo tres a qualro graos em
cada cova. Esla allenro de plantar o milho em
carreiras he muilo til para que a balala planta-
da depois nao fique assombrada. Dahi a um mez,
pouco mais ou monos, da-se a primeira capina ao
milho. ordinariamente mui fcil, e logo depois pro-
cede-se a planlarao da balata nos intervalos das car-
reiras. Se se fizesse a planta da btala conjunta-
mente com a ilo milho, esle flearia para logo em
olvido e abalado pela muita rama da batata, o que
nao acontece dando um inlervallo cnlre a planta
desla e do milho.
PlamacSo da balata com o cipo.
lia duas maneiras de plantar a btala, ou rom o
cipo ou com a raz. Se a Ierra he hmida, ou ae
tem chuvdu. omprega-so com preferencia o rip,
que niio falla nem est sujeito a ser comido por ai-
inasse e insectos, e alm disso ullsa-se a raiz. A-
brem-se covas de Ires em tres palmos e nella de-
(a-se linio don- cipos de dous ou tres palmos de
comprimcnlo, com as ponas de fura, cobrindo-as
com cinco asis pollegadas de trra.
Dita com raiz.
A plant.ijao de raizes lie preferivel em terrenos
de peior qualidade. quando a oslarn he mais seeca.
Aparlam-se na colheita as raizes de refago, peque-
as, que servem muilo bem para a planta, que,
como a do cipo, faz-se cm covas, sendo porem suf-
lcienle por Ires a qualro pollegadas de Ierra.
Primeira capina.
Em ambos os casos, um mez depois da plantajao,
puur. mais ou menos, vao aponlado os renovos : ha
muilo importante nao demorar a segunda rapia,
que he muito fcil nesla poca, e que dcixando os
renovos enlrelajarcmse cora o capim, lornar-se-ba
diflicollosssima, o com a demora s se conseguira,
faze-la a nio, o que he certamenlc Irabalho muilo
penoso : assevero qne a falta da segunda rapia,
alias facillima logo qne as vcrgonleas eaaacjam a os-
le nder-se, lem sido urna das principaes carfsas a quo
attribuo nao ter sido geralmenle adoptada a cultura
da balata ; outra he o lrabalho.de arranca-la, o que
se pido remediar algumas v ezes rom o arado, assim
como pela maneira que adianto indicarei. Algumas
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DIARIO DE PERNAMBUCO SBADO 23 OE DEZEMBRO OE 10854.
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vezes, principilmciile ora nulas virgens ou capoei-
ras ile boa qualidadc, ama s rapia ho suflicicnle,
id. un f.ini' cansados, cheios de semen le* es-
tranhas, he liislcr.ein o 1." anuo, segunda e Icrccira
e alguma vezes quarla rapina, para oblcr nosse
anuo boa rnlheila de mbo o balala, e beni assim
abundante socas da ultima no segundo e lerceiro
auno.
O milho, vegetando assim desabafado, produz o
melhor que he possivel, sua colbeita be muito fcil
mas nao te deve quebrar as caimas qne servem de
apoio aos numerosos cipo* da batata que se enleiam
mis inesmas caimas, e islo favorecemlo o desenvol-
vimento da vecclacao, augmenta tambem o produc-
lo da raz, pois ainda llie sito proveitosas as chuvas
denominadas de feao, que mnitas vezes se prolon-
gara ah tu do lempo proprio.
Colheita da balala.
Keronliece-se lar madura a balala quando, de-
pois de dar flor o cipo, as fallas comejam a amarel-
lar c cabir por si, o que acontece eni junlio e julho.
Angola j cin abril se pode colher. Arranca-sc a
balala com a enxada, ou com o arado endo iucom-
paravclmenlc prel'erivet o ultimo, podendo ser em-
pregado, pois alem de faaer o servieo de 20 pessoas
ou mais, n.io corta nem prejudica a rail. Para seu
emprego necessila-se de duas jimias de bois, urna
qeu rabalh' desde a manhaa at ao meio, dia e
oulra du meio dia al as 6 horas. O lavradur
Iraca rnn sulco do compriraento correspondente ao
numero da pessoas empregadas no servieo, e collo-
radas em ordem (inulheres e meninos), cada nma es-
palda com a enxa la nma certa porrn da trra sal-
eada peio arado, e vai colhendo as batatas, fazendo
logo, em balaios para is-u destinados, a separarlo
das boas e gir forja quando a Ierra eslii dura, cortam-se mu-
las batatas, o que nao acontece com o arado, e urna
pessoa nao arranca mais de 2 >,' a :l alqueires por dia
o que tem desanimado muia gente de cultiva-la.
I'ara em parle evitar este peooso e dispendioso tra-
balho, fajo duas plantarles separadas: arranca aa
como cima fica dilo. e a oulra i un luz-so a porcada
que nella se tleixa 2 a 3 horas por dia, depois da
colheita do milho.
Km pouco lempo fica a porcada nutrida e preparada
para ser recolhida ao cevadoaro, onde acaba de
engordarcom a que se arranca para os animaes. Vis-
to a btala conservar-se bera na Ierra, o que oilo a-
roiilece arraucaudo, de 3 em 3 dias renova-se a pro-
\ isao.
Producto da blala.
A experiencs de 26 annosque tenho do emprego
c cultura deslas raizes lem-me demonstrado que em
um terreno como o meu, que nunca chega a dar
1110 por t em milho, e ordinariaineute muito menos
ctillio regularmente, alm do milho, mil alqueires
de balala, e uos terrenos de mclhor qualiria guei aobler Liaio alqueires por um de Ierra de mi-
lho. Esta experiencia lem-me mostrado que sein o
fub, ou qutlquer oulro adjuncto, e somenle com a
balala eouda, engordam-se os porcos melhor do qne
com o fub, <> milho, etc. O mesmo acontece com
as aves c animaes de servieo, que a comem cru.i.
Cozinha-se quotidianamcnle a balala para ceia da
escravalura, e lambem p?ra o alnioeu em annos de
fome. Ello a come satisfcelo, de preferencia ao an-
g, tica nutrida e resiste aomaior trabalhn, o que
provm do principio sacharino unido a muila fcula
que ella contem, e que a loma nutritiva e de fcil
digesiao. Quando nos mezes de favercro e marro
tenho (alta e hlalas, com vantagem mando cozi-
nha-las com fub e lavagem da conzinh, raizes,
ramas c fnlhagem provenientes das socas abandona-
das, ou mesmo as dou cruas as porcadas e vaccas de
le le, que as aproveitam com olilidade.
l'rimeira socca.
as plan!,irnos que forara feilas em ciatos, ou ca-
poeiras de boa qualidade, depois da primeira colhei-
la obtem-se no 2. anno. umitas vezes com urna s
capina que se deve dar logo que as vergonleas de
hlala apparecem, ama soca mais abundante que a
primeira eolheila, porque no arrancar-se a batata a
Ierra lira revolvida e fofa ; somenle silo menores as
btalas.
N.lo he necessario nova planta para a reprodcelo
desta soca: por mais cuidado que se tenha em calar
as batatas na primeira colheita, tempre escapam al-
gumas muidas, mutos pedacinhos de raizes e cipo,
osquses enterrados brolam logo depois das primei-
ra- chuvas.
Segunda tora.
Muandn o anuo foi escasso era manlimenlus e a
fama ilumnenle, os terrenos melhores reservam-se
cora proveito para dar urna segunda soca, cujo pro-
ducto assim mesmo he de 4O0 alqueires por um de
milho.
Attewao importante natureza da Ierra n vo
colheita.
He muito uli! nos mezes de jnnho, jullio, agosto
e setembro culher primeramente a batata nos terre-
nos assenlados. argilosos e hmidos, c reservar para
a estacan chuvosa e o fun da eolheila os espigones se-
cos e,arenosos, oude ella se conserva melhor. Te-
nho observado que a luala amarella em terrenos e-
levados. onde prnduza a samambaia, vegetal vul-
garmente assim chamado conserva-se perfeila ale
lins de fevereiro. Como ha sempre socas do ura e
dous annos, deve-se colhrr em primelro lugar a ba-
lala do anno, depois a primeira soca, e reservar a
segunda para o lint, dando sim mais lempo i ve-
getaban das plantarnos do anno c primeira soca.
He fcil de reconhecer que a balala em sua cul-
tura nAo cansa a Ierra romo o milho, a mandioca e
o feijao, pela razSo de sua numerosa folhagem que
a conserva mais fresca, reslituindu-lhc quando secca,
e produz principios uteis para a vcsetacSo ; nao he
sujeita, como o milho e a mandioca, a ser deitada
pelos furacoes ; nunca falla, como acontece ao mi-
lho e ao feijSo ; nao he prejudicada pelas farmigas,
ele, etc.
Producto animal em minha fabrica.
Tenho sempre de7 a '.) alqueiresdo terreno planta-
do de balala, a saber: 4 alqueires de Ierra nova, 3
' de 1. soca e 1.a de 2." punco mais ou menos.
Colho reculamente de (i a 7,000 alqueires entre gran-
des e pequeas. O producto do anno passado foi de
6,701) alqueires: este anuo espero de 7,500 para ci-
ma. Tenho reconhecido que as socas nSo faz can-
ta plantar milho, nao-obstante eslar o terreno lim-
po e revolvido.
Algumas vezes tenho plantado batatas at fins de
dezembro ; ella he tao vegetativa, que apezar de ser
plantada Uto larde, ainda chega a produzir, mas pou-?
co. A melhor plantaran he sempre era fins de agos-
to e principios de setembro.
Nao sendo a plantario da batata feita cun o ara-
do, ennvem nos terrenos de mallos e capoairas nao
decotar, as capillas, os numerosos renovos que nas-
cem. reservando-se ahumas das arvores de melhor
qualidade. as quaes pouco damnificam a eolheila,
sendo compassadas o distantes t a 15 palmos. Es-
las arvores, depuis da ultima eolheila, crescendo
em Ierra limpa o fofo,vegetara rpidamente, em pira-
ros aunos d3o madeira e conservam a Ierra fresca e
apla para novas planlaciies.
Besu^no.
Ketumindo, v-se que pelo melhodo cima indi-
cado c posto em pratica por inim ha 26 anuos, o ter-
reno fica perfeilamenleaproveitado. m o primei-
ro auno, sem iceiros, sera o menor perigo de fago,
Suemando no lempo indicado, ullilisa-se toda a ma-
eira em carvao, c logo em ferro : lambem os fi-
zenderos a podem empregar. Os terrenos melhores
sendo limpos de madeiras dao cora poucas capinas e
e facis o seu producto usual de milho, e depois
miiiln mais interessante, o da btala,
No mesmo terreno, e com urna s leve capina sem
o ir.ili.illn> de replantar, obtem-se urna, a primeira,
soca rica, e nos melhores pedaros no lerceiro anuo
ha ainda urna segunda oca.
Nos assentos das fogaeiras aonde se faz o carvao
nao se plaa balala, mas sim aboboras, melaucias e
mamonas, que aln prodnzem muilo bem.
A balala como alimento nao s he agradavel como
substancial, por causa do principio sacharino anido
a mulla fcula que ella contera, como lambem um
principio resinoso laxativo que facilita a sua diges-
liio e evacuado, e por esle motivo se Ihe attrihue a
virlude preservativa da peste. O certo he que nao
leuho experimentado na minha porcada, que passa
de 300 caberas, senao em ponto insignificante, a
mortandade que tem aniquilado a dos mais.
Keduzida i farinha, pela maueira que se procede
com a mandioca, do um producto anlogo, mais aho-
cicado e eiecellenle para os mesmos misteres ; di
igualmente mnilo pnlvinho do cor araarellada o ob-
lido da balala lambem amarella.
Preparada de diversas manciras, d sempre gui-
sados mu saborosus.
Conclufiio.
A' visla, porlanto, das numerosas qualidades e
iuronleslavelmenlc mu vanlajosas da batata, e pon-
ilerando-se que a rresceuto populacho desla provin-
cia vive em terrenos cada vez exhauridos pelo nessi-
mo syslema de cultura usado, he naiur.il que sendo
precouisada como merece, e cultivada geralmenle
em ponto grande, preslar ao paiz os maiores serv-
Coa. Ella [mi lu oceupar nesla provincia e nos paizes
intertropieaea, e com mais vantagem, o lugar que a
batuta inglea lem na Europa. A balala bem apre-
ciada deve formar a base da nossa agricultura, 18o
preciosa como decadente, e ser um dos elementos
influentes para o maior desenvolvimenlo da popula-
ban, o futura gran leza desla importante ponan do
imperio Be santa Cruz.
Ouro Prelo, 1854.
Joo Antonio de Monlerade.
i dem.)
loniaar.lo, fundido na idea de considerar lodas as 1 co, prenden o consulado, e acclamou o alfares
suas posscsses como oulro lautos conventos, ou Alonzo presidente da repblica, com a condicao
Poucos sabiam o que
anteshiendas dos convenios ;os jesuilas acha-
ram o Paraguay ptimamente disposto pela natu-
reza. Encerrado entre duus dos mais bellos rios
da nossa America, elle eslava cingido por una bar-
rara natural contra a iiivas,io dos eslrangeiros. Nao
obstante, obtiveram elles ainda do rei de Hespinlia
ura decrelo, pelo qual era vedada aquelles a entra-
da no Paraguay. Ninguera poda, pos, incommo-
dar os auslciosos colonisadores. Os seus colonos,
indios que se refugiavam soh osen dominio para
escaparcm a caca que os Porlnguezes c llespanhoes
faziain driles nos prximos bosques o arredores,
nunca paseando por calculo dos padres, do eslado
automtico a que se reduz o tapuio sorpreudido
pelas rearas da civilisarAn, ohedeciam sempre co-
mo os filhos aos pas, aos seus curas ou superiores,
que a bel-prazer dispunham do produelo do seu Ira-
balho.
Ainda que houvessera, diz Azara, era cada
povoaqAo Indios rorregedores, alcaides e regedores,
nenhum dellcs exereia jurisdiccao alguma ; eram
apenas instrumentos que serviam aos curas para
fazer ejecutar suas vonlades, mesmo na parte cri-
minal ; porque elles nunca citarain os aecusados
ante os Iribunaes do rei, nem ante os juizes ordi-
narios.
a Todos os Indios de ambos os sexos eram obri-
gados a trahalhar para a enmmunidade da povoa-
jao ; a niuguem era permillido oceupar-se em ser-
vico particular, n
_<> dominio dos jesuilas no Paraguay cessou em
1768, poca em que, expulsos de Uespaiiha e Portu-
gal, perderam as suas colonias da America.
Cora a queda dos jesuilas passou o Paraguay i
drecrao dos governadnres delcaados de Jtuenos-
Ayres, os quaes, exslindo no lempo dos mesmos
padres, a elles tambem ohedeciam.
Eslcs governadores cuidavam mui pouco do adi-
anlamenlo do paiz sob sua administrajao, se nao
trataram mesmo de conserva-lo em alrazo. Com-
ludo os lilhos dos llespanhoes, seus subditos, via-
jando pelas repblicas visinhas em contacto com
os europeos, de volta ao seu paiz Irouxeram-lhe
mais alguma illusirarau ; e os mesmos europeus,
l penetrando, dcrara-lhe um loque de civilisacao
quo sem du vida servio sua independencia.
Era 1811, como Buenos-Avres um anno antes,
o Paraguay fez-se independenle de Hespanha.
Para goveruar a nova repblica inslalou-se una
junla, e della fez parte o celebre Dr. Francia, ape-
sar de alguma opposicao ; porque ja o tinham por
soberbo e altivo, e contrario ,i revoluco. Estas
ideas purera foram desvanecidas pela segranja
que deu do seu modo de pensar o padre Caballero,
seu lio. *
O lir. Jos Gaspar Francia, filho de um Brasilei-
ro eslabelecido no Paraguav, cujo appellido era
Franja, foi dos que entraran) para o governo o
m.ii- habilitado, senao o nico habilitado ; c, sen-
lindo elle isto. e conhecendo as boas disposiees do
seu paiz para urna obediencia infantil, grajas edu-
cajAo jesutica que o formn, tratou logo de prepa-
rar a sua futura omnipotencia.
A junta que substituir o governador delegado
de Buenos-A>res foi transformada donsannos de-
pois de installada em dous cnsules ; dons anuos
depois de installada em dous cnsules; o proprie-
lario Fulgencio Yegrs foi um, e F'rancia oulro.
Francia encarregou-se de orgauisar as finanjas,
a justija, o exercilo : fui dando empregos, mostran-
do que traba em suas mAos a chave do cofre das
grajas ; e creou, por couseguinle, partidarios cin-
quauto o seu companheiro viva, mao ou bom
grado seu, no estado que NapolcAo regeilara quan-
do no consulado da Franja Ihe oflereciam o poslo
de um animal que se ceva. Francia, diz um
escrplor francez, deu ao seu collega a represeu-
lrAo, e tomuu para si a rcalidade. a
Em 181 i'ja elle eslava estribado para oblcr do
congressu (o curpo legislativo) ser nomeado dictador
por tres anuos ; findo esle prazo niuguem mais Ihe
po le tirar este extraordinario poder.
Elevado a dictadura vitalicia, Francia afaslou pa-
ra louge, oo fez desappareccr quantos Ihe podam
fazer sombra ; e, entre esles, contam-se os mesmos
que o elevaram ; aboli o cabildo (municipalidadej;
expellio os frades.
Eslcs homens, dizia elle fallando dos monges,
em vez de fazercm amar a Dos, ensinara a respei-
tar o diabo. I.ivre do mal que Ihe poda vir do seu
mesmo paiz, um oulro inconveniente se Ihe apre-
s'-nlav.i sustenlajao do seu absolutismo. Cercado
de novos agitados pela liberdade, elle via o seu em
risco de ser chocado pela mesma forra, como por
una trrenlo elctrica, ao mesmo lempo que os
Paraguayos, sahindo e entrando para a sua patria,
Irariam ideas que Ihe seriam intensas ; e, pois, co-
mo os jesuilas, elle fechou o Paraguay i curamii-
nicajao do mundo, isolou-o; desle modo nao te-
ma nem o conlagio do espirito revolucionario das
repblicas visinhas, nem as luzes inlclleclnaes dos
europeus. O Brasil era o aiuico estado com o
qual os Paraguayos p&diam commerciar ; mas islo
mesmo s por ltapua, com militas rcstrirjSes. As-
sentasse uo que assentasse esta deferencia, dizem
quo nm senlimenlo havia na alma do dictador que
se loma va notavel : elle amava os patricios de
seu pai.
O svslema de isolatncnlo de Francia foi punca a
pouco destruindo alguus capilaes que haviam na
repblica, arruinou o commcrcio e empobrecen o
povo. Por oulro lado, lemendo as suggestes dos
seus miniaos, e prelendendo assemelhar-se a Na-
poleao, de quem era um grande eiitlmsiasta, a pon-
to de Irazer, para acompanhar o. hroe no seu gosto,
calenes c meias de seda branca, e um chapeoarre-
medo do triconio imperialFrancia creou um exer-
cilo de 20 rail homens que elle mesmo fazia mano-
brar, e com o qual muito dispeudia.
Nestes apuros financeiros, baldo de uniros re-
cursos, succorreu-se a confiscos e 'extorjoes, com
o que ainda mais arruinou o paiz. Pelo que nos
infurmon um seu contemporneo, credor de certa
quaulia de onlro, parece que o dictador chegou a
turnar a si a execujao de penhoras por divida, para
se apoderar do que provinha deltas. Mas, preciso he
diz-lo, o dinheiro que agenriava, como a sua pro-
pria fortuna, Indo gastava com o estado, a O esta-"
do precisa mais de dinheiro do que eu, dizia elle.
Francia u,lo tiuha ministros, linha apenas um em-
presado com urna denominaran particular que re-
cebia as partes, ou as mcllia a ridiculo, quando isso
convnha.
No principio do seu governo o espirito de Fran-
cia, nao soflrendo opposljao, era apenas desptico ;
mas o seu humor violento exallou-se logo que
presenlio ou suspeilou lentalvaa eonlra o seu po-
der: eiilao as pris's se encheram, deram-se algu-
\mas cxccujes publicas, e varios cidadaos desappa-
rereram sera saber-se como.
Estas r venenes mysleriosas, talv'ez de resultado
mais eflicaz no lim a que a pena ultima se des-
lina, do que as publicas e apparatosas, augmen-
taran! o terror que infundir o dictador nos seus
subditos, os quaes o tomavam por feiliceiro. Co-
mo o povo de Buenos-Avres a respeito de Rosas, o
do Paraguay chegou a capacilar-se de que Francia
ludo sabia e adeviuhava. Quando o dictador sabia
ra, a pequea e triste cidade da Assumpjao fica-
va deserta.
1
J
O PAKAtAY.
I.
ti Parsauay, dcscobcrlo por Gaboto, italiano
ao i-ervij.) -la Ifcpanha. era principios do scrulo
ltV', fui at fins desse mesmo aculo a pardilla de
-nvernadores que se elevaram, ja com a pristo, ja
rom a morle de queu, suslenlava as tracas redeas
do mundo. Os llespaulioes, all, como em toda a
America, derramavam pela ambir.! i o sanguc dos
Indios, e o seu no meio dos crimes. Al mabispn
inandoii prender um governador dentro de urna
-re i ao lempo desse a-sislir mssa, e o condo-
no a orna prisAo onde o ilcxou morrer. Ao ter-
minar o puno de I.VXI rbeaaram nquellepaiz al-
auns jesuilas, e bem depressa essa corpurajAo esten-
deu nelle a sua influencia e auturidade.
Para a preservnjAo do conlagio do ideas libc-
raes, e cnn-eaurem urna cega obediencia sua
voolade; para applicajo do feu svslema de co-
A vida deslo homcm, que durante 26 aqnos cons-
tituio a do sej paiz, acabou a 20 de setembro de
18W), quando elle contava mais de 70 annos. J
havia lempo que ella eslava doente ; mas nraguem
o sabia. O dictador conheca que um poder susten-
tado pelo magnetismo da presenja, pela forja da
voz que manda e do olhar que i'az obedecer, va-
cilla logo que nessa presenja transparece o cadver
que essa voz enfraquece e esse olhar se empana ao
sopro da morle. O leAo enfermo nAo dflere do leAo
decrepito. F'rancia quera que o suppozessem sem-
pre sao, magro e gil como elle era, e por isso oc-
cultava a sua enfermidade. No dia da sua morle,
porem, dcsconiiou que o seu barbeiro, nica pes-
soa que enlrava no seu quarlo, o havia trahido ; e.
expriinimlo-lhe com raiva esle senlimeiiln, apezar
de sua debilidade, correu a elle com urna espada;
mas o barbeiro pode escapar, emqua,nlo o doenle
exhauslo cahio no chAo. O barbeiro, chegando
porta do palacio (barracao de pedra c cal que ainda
lioje lem este nome}, disse ao oflirial da guarda :
O dictador est cabido, vem ajudar-me a levanla-lo.
Elle deu esta ordem '.' pcrguulou o oflicial.
Se est sem falla... tornou o barbeiro.
Pois sem sua ordem la nAo entro, replicn o
oflirial.
Tal era o coslume em que os Paraguayos eslavam
de fazer s o que F'rancia mandava, que nem sor-
corre-lo queriam sem ordem delle. Emlim, alguns
soldado, meio convencidos pelo silencio profundo
que reinava no palacio, do que Ibes dizia o bar-
beiro, avenluraram-se a entrar de manso, e enron-
traram rom efie(oo dictador cabido no chao sem
vida.
A morle de F'rancia, espalbada immediatamen-
te, castaa ser acreditada : porque, gas julaavam o
dictador diverso dos oulros homens, nutros lemian
que essa noticia fosse um laco, e Indos tinham um
rereo vaao de castigo, lina sua contempornea
conlou-nos que, ao dizer-lhc nma escrava que en-
lrava da ra que os sinos toravain agonia pelo dic-
iHilnr, ella a mandara calar, como se ouvisse uina
hlasphcmia.
Claro he o effeiloque produziria a certeza de urna
noticia nao accila pelo temor que cansan a-
quellea quem ella aniquilava -. mas verdadeiras ou
ofliciosas, arrancadas pela gralido, pela pledade, ou
pelo medo que ainda inspirava o cadver de Francia
eraquaulo o nao cobria a Ierra, rauitas lagrimas cor-
rram pelo defunlo.
O carpo de Francia foi enterrado com pompa
proporcionada os posses do seu paiz ; ergueram-
Ihe nm mausoleo ; esse mausoleo fa quebrado
durante a noile, o quem o quebrou ainda be m\s-
Icrio. J
Siiccedcu a I-rancia um oulro consullado ; mas
desla ve/, o numero dos cnsules foi muilo maior
que o daquelle que eslalnii c despedajou-se cora o
esforjo que Tez para subir o homcm, cuja historia
acabamos de estocar. Medrosos de que, sendo os
membros do governo poneos, um oulro Francia
pude-so domina-lns ; os que se puzeram i lesla do
estado compuzeram nm consolado de oio cnsules.
Senlindo-se cada um driles fraco, c receiaudo lodos
os oulro, julaava necessario o inleresse de inui-
los para esbarrar alanni collega que por mais
audaz se quiesse levantar. Esle temor licava co-
mo sanado no (al ocloiirato, em o qual cada go-
vernaiile va ele para se opporem a um. Bemd--
pressa. porm, esles estadistas foram sorprendidos,
porque, prevendo lano, tinham esquecido que fra
do seu circulo havia algu&ru mais sagas do que lo-
dos clies.
Um sargento d^^me pin,.' r fez unla revo|u.
leste dar urna constituir.'.
isso era ; mas enilira era'um prnraellimento; tiuha
a massa revolucionaria a esprrauja o o prazer de
obler e imaginar os valores de urna incgnita, e s
islo valia o seu servieo.
O alfares presidente, que nao pasma de ura al-
fares do Paraguay, iiercssilava de ura director, c
de certo nao aceitou o cargo que Ihe confiou o seu
saraenlo, sem a certeza de possui-lo. Elle o linda,
e era esse o actual presidente da repblica.
O Exm. Sr. I). Carlos Antonio Lopes morava no
campo : c, na occasao da morle de Francia, veio
para a capital ; sem que filaste parte do consulado,
all se achara, quando, faifa I). Alonzo presidente,
fai chamado para seu serr (ario.
O que diremos em conlinuarAo he mais urna pro-
va de que os revolucionarios raras vezes gozam das
snas obras. Pouco depois de subir ao poder, o alfa-
res presidente l). Alonzo maudou fuzilar o seu
sargeuln Pin,loro ; mas, como em castigo desle aclo
de S. Ex., que nAo deixou de ser urna revoltante
ingralidAo, o alfares sem o sargento, islo he, sem o
brajo, comejou a enlir o peso da cabeja, quere-
mos dizer de alguera que pensara por elle. Ora,
l>. Alonzo havia promeltido urna couslituijAo, de-
via-se por couseguinle ao povo que o aceilou ; mas
como da-la se elle a nAo possuia, nem sabia faz-
la ? Entretanto, o povo quera a sua constituyo, e
l>. Alonzo, que subir ao poder por urna revulu-
jAo para dar-lh'a, cahio por oulra porque a nAo
dea. Islo he razoavel, assim como nAo exorbila da
justija que se elevasse suprema magistratura da
repblica, quem linha isso que o povo tanto dese-
java. O Exm. Sr. I). Carlos Antonio Lopes apre-
senlou a roiislituicAo do Paraguay, e fai eleito seu
presidenlc.
NAo sendo nosso feilo escrever a historia do Pa-
raguay, mas sim dar urna idea do que ho na ac-
lualidade aquelle paiz, locamos apenas na historia
das adminislrajes que elle tem tido, para que
o lelor possa por si mesmo imaginar esse esta-
do, dispensando-nos descripjes lalvez fastidiosas.
O nosso intento era rigor nos compeli a dizer, como
di.-mos, quo ainda al 18I a clausura dos rios
Paran e Uruguay conlinuou o systema de isola-
menlo do Paraguay, pralicado pelos jesutas e se-
guido por Francia, embora esle morresse, como vi-
mos, em 1810.
Al 1851, pois, esteve o Paraguay fachado ao
mundo ; al aquelle auno esleve esse pobre povo
entregue aos seus proprios recorsos, laborando no es-
tado de acanhada civilisacao em que o deixaram a
astucia dos jesutas c a desordem dos governadores.
Que se pode ver nelle. agora que seus porlos se
abriram ao rommercio universal? o que na realida-
de se ve : O fruclo por moitos annos conservado
em um recipiente quasi tal como foi all depositado ;
o quadro da America de ha dous sceulos com algu-
ma ollerajAo.
He doloroso vor-sc urna naeao irmaa, como o Pa-
raguay, assentar-se ao banquete da liberdade e
civili-.ic,"io americana com o aspecto de colonia je-
sutica, depois de quarenla anuos de emanciparan.
Ha na sua phisionomia urna msela de vicio c
do innocencia, de juventude c de caducidade, que
incominoda o hornera sincero c fa-lo odiar os au-
tores do seus 'lli menlos Pobreza e falla de ins-
truejao acabrunha, quando a natureza nao lhc lie-
ga nem farlilid.ide, nem inlellgcncia. Nosso cora-
rAn de americano se resente ao dizer tao trislo ver-
dade ; mas, pode ella ser occullada '! Nao ; livre
lo -veo myslerioso que o cncobria, que o fez es-
queccr, que lhc deu um nAo sci que do Japao ou da
China, o Paraguay esl patente ; alm dslo to-
dos sabem que a civilisajao he obra de seculos, e
que um povo, fechado o n.isccnja aos herdeiros das
gerajes esclarecidas, desvia-se da estrada do pro-
gresso.
t) que temos dilo al aqoi he um raciocinio que
lodo o mundo pode fazer; nAo criticamos, historia-
mos, por assim o dizer. Se fallamos em Paraguay
alrazado, explicamos esse atrazo, para que, livre >
povo de semelhanle culpa, resalle ludo o que ha
alli de odioso nos criminososos maus governosque
elle lem tido.
A. C. S.
(Corrcio Mercantil do Rio.)
------- -HIOHI---------
CARTA DA VISCONDESSA DE KIKIRIKI. A SEU
ESPOSO, OV1SCONDE 1)0 MESMO TITULO.
I.
F'ui hontem, visconde, F'oz
Visitar a prima lgncz.
Que no.-o dia annos faz ;
ni,anios aorcrlo nAo sei
Pois nunca lh'o pcrguulei.
II. "
As senhoras jamis qoercm
Dizer ns anuos que lem,
E se por acaso alguem
Lhcs pcrgunla a sua idade,
Nunca dizem a verdade.
1H.
Obrara com muito juizo :
l m ni ellas muilo bem.
Passando dos tnnla alem,
Bem que o rosto seja bello,
Torna-se pos de caslcllo.
IV.
Urna mullicr reformada,
He traslinho que inrommoda.
Sorve rap, toma soda,
Tagarela, e d-nos seca,
E joga a bisca sueca.
V.
Se eu alamudi.i chegar
A fazer os trinla e um,
NAo confasso mais nenhum.
Fico-me nelles ; pois sei
Qu'he islo o que manda a lti.
VI.
A prima Ignez nao he vclha,
Mas segundo moslra a piula
J lem no lombo os seus trinla.
He solteira, frescalhona,
E lem ares de pimpoua.
VII.
Usa ilc denles poslijos,
Qoe lira ao fazer da cama,
E segundo he voz e fama.
Para eugrossar as perninhas
Faz uso de almofadinhas.
VIII.
Traz dous peitos de algodan
Que Ihe avolumam o seio !
t) seu carao nAo he faio.
Pinta lo-lia de carmim t
J ouvi dizer qne sim.
IX. >
A respeilo do cabello
Traz chin, oo cabelleira,
Que o tiuichard de lal maneira
l.hearranjou. 13o nalural,
Que nao Ihe tica mui mal.
X.
Apezar de solteirona,
Oosla do seu rapap.
Oujn dizer que ha na S
l'in sol ladinlio de Chrislo,
Que com ella gasta disto.
XI.
Tambem, visconde, as mas liuguas
Dizem mais nao sei o que .'
Que o nene que alli se v
Sempre brincando a seu lado.
Nao lem cara de afilhado.
XII.
Eu por mim nAo digo nada,
lie minha prima, islo basla.
Mas que o nene sabe a casta,
E tem costella de igreja.
Pude ser que mui bem seja.
XIII.
lsto de padres, visconde,
NAo sAo l a melhor joia,
Ninguem com elles vi boia.
Quem com elles joga em casa.
Perder ha-de sempre a vasa.
XIV.
O barrete e a barretina
Nunca estilo sem ler derrijo.
Porem que tenho com isso 1
He melhor calar o bico !
Seja assim : aqu me (ico
XV.
A minha prima hospedou-me
Sana facn --sem etiqueta,
Mostruu-me a sua hcela
Onde linha os caraces,
Pomadas, cuntas, e roes.
XVI.
Ao piano se assentou,
E airaiihou meio terceto;
Disse ser do Riaolellot
Se era ou nAo, nao conheci ;
Tocar lao mal nunca ouvi.
XVII.
Minha prima esl na l'oz:
Toma bandos semi-quenlrs ;
Diz que padece dos doeules, tk
Quo lem faslio mortal.
E um calur nao natural.
XVIII.
Que sonha (odas as nuiles,
Com lagartos, lagartixas ;
Que esl cubera de bichas,
E que urna brocha Ihe diz.
Que ha de cahir-lhe o nariz.
XIX.
O seu doulor rcceitou-lhe
Banhos de mar animaes ;
E se a cousa for a mais
t.om pouco allivio, ou neiihum.
Lio copod'aaua era jrjum.
S> napismos de moslarda,
l.eiles de burra, dieta.
Ou o donlor be patela,
Ou se poz a rajuar
Quando esteve a receilar.
XXI.
Ao dezcrl annunciarara
Qualro jauolas morharhos;
Vinham todos como uns cachos:
Erara qnalro jornalistas,
l.illeralos, romanrigtas.
XXII.
Frurtas c doce limparam.
Manjar branen, c pastelnhos ;
Enlraram muilo nos vinhos,
Nos lieorcs. malvazia,
E n'um pralo dclelria.
XXIII.
Saudcpuxa saude.
Reina a bulla, a coufuso;
Houve brindes ao SullAo,
Ao nosso primo Nicols,
E as agrcolas escolas.
XXIV.
A' liberdade do lypo ;
A' liberdade dos cullos ;
A seus namoros nceultos;
Aos atrenos materiaes,
Aos romances, aosjurnaes.
XXV.
Ilouve nm brinde cslrepiloso,
Que os copos nos fez quebrar :
UniSo peninsular.
Foi o brinde que propoz
Um joven, quo vende arroz.
XXVI.
E aduca de Higa,
Ferros velhos, lamparillas.
He o sapo das meninas:
Dizem vai passar a tenda,
Pois recebe nma rommenda.
XXVII.
Um joven, charo visconde.
Me improvisou ara soneto.
Pelo vapor lh'o remello :
Foi gabado sexta-feira
No lyccu da Canlareira.
XXVIII.
A prima Ignez,.ja se sabe,
NAo goslou do tal soneto :
Nesla queslAo nAo me mello.
Julgou ler a preferencia;
Enganou-se, paciencia.
XXIX.
Amuou, virou-rae as costas;
Disse-lhc adeos, e sahi.
No calerho me metli ;
Dci coniigo na cidade,
Sem a menor novidade.
XXX.
Recommendo-lhe, visconde,
Que tenha muila cautela :
As mulhcres, a panela,
SAo dous venenos fataes,
Que dao cabo dos mortacs.
(fraz Tisana.)
Carta de Braz Tizana, boticario de
Lisboa, ao barbeiro.
Oolubro II.
Mon chtr. A Ierra de Ulysses esl completa-
mente inlerdicla : desde pela inanhAa muilo ce-
do, ate noite muilo larde desde o frigidissimo
banho do mar receilado'contra o nervoso da elegan-
te, al ao groog do Franja, conciliador do socego
da Brilauia, passam-se horas intcrainenle diver-
tidas.
A nossa laboriosissiraa mocidade, a que preside
o I.L. que nao faz versos, c que adorou a V. repre-
sentando ao vivo de infeliz amante, j tem em que
e ur 'upe. Em cnimequencia disto, he a minha
Gerlrudes de opiniAo que a patria esl salva, salva
completamente.
Quera nao tem que fazer, faz cnlheres ; he um
dilado que nanea cumprehenili, eque cito manei-
ra das epigraphes que alanos lilteralos usam era o-
bras que nada tem com ellas, nem ellas com as o-
bra. Os rapazes em os deixando divertir cslAo quie-
lissimos ; sei islo lano que s< governasse e tivesse
medo de revolujes infanlis, obrigava osempreza-
rios dos Ihealros a fazer eusaios pblicos para toda
a janotada ; classe sublime que nos d una garan-
ta segura do futuro ocio desla uijAo, digna de des-
canco !...
Como he natural, ludo vem remitiendo ;i cidade
e apenas nat praias gue o Tejo hanha continuara
as eleganles entregues ao competente refresco sali-
troso, a praia da Torre de Betem lem estado o mais
concurrida posshel, e sAo inconlestaveis os prodi-
sios que a bem da saude tem operado aquellas aguas.
O Roque, que be um banheiro aristcrata e digno
de crdito, acaba de certificar, que urna senhora
que nAo ouvia quasi nada, ja onve mais do que de-
seja, e que at em consequencia dos baubns lem
nascido denles s desdentadas; cu confio muilo no
Roque, mas nao crciu. ,
Eslive bou lera com York c com o Jos Carlos na
caixa do iheatro ; tinham c-p.iih.nl, no Marrara
que eslava complelamenle pruhibida a entrada na
caixa, c que um homcm branco fallara em espan-
rar a janotada inolTeiisiv.i, ou n esquadrAo de aman-
tes, nfalizes que morrem de sede, ao p das fontes
de aguas larvas, que nos importara do estrangeiro.
A noticia, porm, nao se realisou. bem pelo coo-
Irario, os emprezarios portiram-so com a maior
franqueza abrindo a toda a gente as portas do lem-
plo das arles, c deixando ver sem misterio algum
os ditfarcnles personagens que compoe a nova com-
pauhia de canto e de baile.
Olhe, meslre, o que he verdade he que Saint
teon taz parle da cumpanhia do baile, e que do no-
me deste artista eslo cheios lodos os peridicos da
Europa. O Saint Len he urna notabdidade, ha
de fazer epgraeada a Carlota, e lomar a Bemvin-
da u'uma sylphide encantadora, he capaz disso. A
primeira b llarina Pleuri hn uiua linda ntulher !...
e dizem quo nansa como um anjo !... He inquestio-
navel que. a Cerito deve as suas glorias ao Saint
Len, e he possivel que a Fleutise tome pela dan-
sa rival da Ccrilo, como essa conseguio se-lo da
Taglioni.
O Marrare cst muito doenle, est desengaado
que morre ; o pobre hornera lem urna aneurisma e
nao tem remedio, mita tu. O Keller dos quadros
vivos esl doudo ; em ouviudo dizer qua a Rus-ia
perde a contenda, loma logo s.ilisi'acan. e diz as-
neira bravia. O homem perdeu a cabeja, por cau-
sa de o nao dciiarcra figurar de redemptor do mun-
do, e inulher de vira-m Mara.
Vi as segundas dansarinas francezas. O Aflons-
nho de Castro ficou doudo por Mme. Mella, que he
urat pequea blonde, como dizem os francezes, e
que lem olho muilo vivo ; diziam por l queja es-
lava apaixonada por- um Brasileiro que encoutrou
no lazareto !... N'isso nao vejo eu nada de mo.
Agora, meslre, aqu para nos de quem eu goslei
mais foi da l'aliois he urna pequea que me deu
no goto ; he justamente o contrario da minha Ger-
lrudes. que parece phoca. A de Katoi he urna
Sylphide, aeria, vaporosa, e encantadora ; j lem
dous A. loacos por ella : um he capaz de a crguer
pela imprensa a primeira nolabilidade; o oulro, de
Ihe ensinar ludo quanlo ha de mais coqute, de mais
dishenque em vestuario. Vinlem he que nem um,
nem oulro Ihe dar, porque boje ninguem pode ir
ao Ihealro de S. Carlos e ler dinheiro ; tSa duas
colisas que se nao combina m.
Ainda nAo Uve o goslo de ver a Mme. Alboni;
vi o tenor Forl, o j o ouvi cantar a mein voz com
Bru, que he o traste mais estacionario que eu co-
nbejo. O tal lenor novo he desles de que he uso
dizer a que da primeira vez se nao pode fazer jui-
zo apezar disso veremos. 0 Miragiia est dando
serios cuidados aos seus amigos, porque nem a em-
preza, nem ninguem sabe delles!...
No abbado lili com o B. i feira do Campo-gran-
de, he um foro que pagamos ha muilo. annos; o
tanto eu como elle somos homens de hbitos, e fir-
mes como rochas.
Eslvemos na sublime tasca do Gnilhermc da
Pnrcalhola, onde comemos as classicas iscasde car-
ne de purco, chourijo desaugue e conserva de ce-
nouras. Eslivcmos na barraca da Xica, que esl
armada com elegancia, e soube que a Julia, que an-
dou lodo o anno pelas reirs do oulro lado do Tejo,
lambem se achava alli eslabelecida.
O Marques capellista, tem urna barraca armada
com lindissimo gulo com portas de vidros piulados
por quem cntende da cousa, com flores fiogindo
mosaico de madre-perola, ele. Ilei de pergunlar
ao Marques, que lem o bieodinho prelo, quem foi
o pintor ; elle, que he rapaz delicado, diz-m'o logo,
e cu parlicipo-lhc para conhecer o artista, porque
lem muila hahilidade.
Os Marques lambem me moslraram um realejo
com tres macacos, cousa engrajadissima ; c ura
carro com tres rodas que anda sem cavados. Olhe,
meslre, se se idearem os carros sem cavallos, po-
lillo trem, porque a minha emliirracao he ler bes-
las i manjadoiira.
A companhia franceza vai agradando um pouco
mais que ao principio. O Palmeirim disse-rae hon-
tem que IJhtinncur el Vargenl, no Iheotro francez,
sempre fazia differenja para muito melhor, do que
a honra e dinheiro no Ihealro d'Ouro.
Um filho de Mrt Morlhou, que he cousa perlen-
centea vas farreas, nllenlou contra a vida do pai,
enlerrando-lhc um pimbal no estomago que tal he
o suseilinho eu pelo sim pelo nao, ia-o colorean -
do. He o nico caso em que admiltia a pena de
morle.
Adeos, meslre, lenha Vmc. muila saude, e al
amanilla, que Ihe toa contar urna historia muito
divertida.
So", etc. Seu amigo,
saude, patacos
c fralcrnidade Le Ctoyen.
Braz Tisana.
[lirn.)
COMMERCIO.
1 dita grvalas, 6 fardos teridos de alan loo ; a A.
Cesar deAhreo.
1 dita tecidos da algodao ; a Brunn Praegcr ft
Companhia.
1 barrica serrotes, 100 barris alcalrao, 100 ditos
pixe, 330ditos plvora, ISO ditos cemento, 2 cal-
as raeias, I embrulho ruiipa feila; a K. II. Wvall.
5 calas laclaos de la eseda, 0 caixas e II fardos
leerlos de- algodAo ; a il.ihson.
3 caixas tecidos de algodAo e lnho, 50 saceos pi-
menla, V> caixas lecidi.s de algodao ; a C. J. As-
llev ,V Companhia.
28 fardos e 6 caixas tecidos de algodao, 1 cmhru-
llurel caixa ncrlences para cscriplorio ; a Rosas
Brasa & C.
100 caixas folien de flandres, I dila tecidos de se-
da c algodao, (ditas ditos de linho.iO caixas e 2 far-
dos tecidos de algodAo ; a Barroca i Castro.
60 caixas queijos, 50 barris manteiga ; a F. G, de
Olivcira.
10 barris tinta para escrever; a Tirara Mouscn &
Vinassa.
O caixase 5 fardos lecidos de algodao, 67 volu-
ntes calios, 1 presunto ; a Patn Nash ^ C.
1 caixa meias de algodao ; a Feiilel Piulo & C.
1 caixa cha ; a C. A. Auslon.
51 caixas e 11 fardos lecidos de alssdlo, 1 caixa
meias de algod o ; a Rostron Rookor 4 C.
-00 barris plvora, 2:1 fardos e I caixa lecidos de
algodao, 100 barris soda, :t!)0 fosareiros, 1 caixa
bonete', 7 barris ferragem, 2 dilos correles, 8 to-
neladas de carvao, 100 barris cerveja ; a ordem.
1 embrulho relogios de ouro, 5 mullios fio, 15 ca-
xas quinquilleras, :i fardos lecidos da linho, 6 bar-
ris ferragem ; a James Halliday.
6 caixas bolacha,10 ditas lecidos de linho.lAa, etc;
a Russell Mellors ct C.
2 caixas lecidos de IAa ; a J. Keller & C.
23 caixas lecidos de algodao ; a J. Crablrcc &
Companhia.
10 lonelados carvao queimado, 11 toneladas, i oo
1 .a 10 i ferro ; a C Slarr & Companhia.
11 fardse 52 caixas lecidos de algod -o : ajames
Ryder & C.
17 fardos tecidos de algodao, 2 dilos dilos de li-
nho, 228 barris plvora : Fox Krolhers c1 C.
1 caixa ferragem, 100 barris mauteisa, 10 fardos
lecidos de algodao ; a Me. Cnlmont & C.
1 barril oleo de linhaja ; a J. Caroll.
15 fardos e 9 caixas lecidos de algodao, 50 barris
manteiga, 1 caixa tinta para escrever, I dila per-
tences para escriptnrio ; a Johnsloii Paler & C.
43 barris cnchidas, 46 ditos ferragem,2 caixas se-
lins, 1 barrica candelabros.l dila mangas de vidras,
1 dila rame, 1 dila arados, 100 fogireiros, 63 bar-
ris presos, 1 sacco brochas do ferro ; a S. P. Johns-
lon & C.
14 tunela las,, paini r-s,, arrobas,2t libras ferro ;
a W. Bossman.
3 saceos amostras ; a diversos.
Barca insleza Itindoo, viuda do Liverpool, con-
signada a C. J. Asltey <& Compauhaiihia ; mani-
feslou o seguinle :
32 taitas de ferro ; a Samuel P. Johnsluu & C.
115 barras de ferro ; a Brandar a Hrin iis A C.
150 barricas cerveja, 6 ancoras, 3i lonelladas de
carvao, 99 fardos e 23 caixas lecidos de algodao, 1
dita ditos de seda ; a C. J. Asllcy fe C.
1 cania cerdas, 1 dila tecidos de algodao ; a Fci-
del Piulo" & C.
1 lila fazenda, 5 ditas tecidos de algodao c IAa ; a
J.'Keller feC,
138 barris cerveja, 5 caixas lecidos de algodAo ; a
Adamson Howie fe C.
4 caixas lecidos do linho, 4*barris vinagre : a N.
O. Bicber fe C.
3 caixas lecidos de algodao ; a Paln Nash fe C.
2 caixas cobre, i fardos e 2 caixas lecidos de al-
godao, 1 dita lecidos de seda e algodao ; a Barroca
& Castro.
504 pedajos do ferro : ao arsenal de raarinha.
50 barris cerveja, 15 caixas lecidos de algodAo ;
a Russell Mellors fe C.
79 laixas de ferro, 49 tubos de dilo, 8 rodeltes !
a I). W. Bowraan.
5 barris ferragem, 150 barris cemento, i fardos
fio. 4 barris linla, 1 dita louja ; a E. II Hyall,
63 caixa tecidos de algodAo; a Rostron|Kooker fe
Companhia.
5 fardos lecidos de algodao ; a Jabusin Paler &
Companhia.
. 4 caixas lampeos, 25 caixas raindezas. 11 fardos
lecidos de linho, 11 barris ferragem, 3 caixas cou-
ros, 1 dita obras de selleiro, 1 dila cscovas e feria-
aera, 1 barrica escovas, 5 barricas pederneiras ; a
J. Halliday.
50 barris manteiga, II caixas tecidos de algodao ;
a J. Ryder &C.
12 canas miudezas, 12 fardos tecidos de alzodAo;
a Fox Brothers fe C.
1 barrica azeile ; a J. Caroll.
1 caixa farinha de rev adiaba ; a Dr. Arbuk.
- 103 barris manteiga ; a ii. Gibson.
10 queijos e 10 presuntos ; ao capilAo.
1 sacco amostras ; a diversos.
Exportacao'.
Lisboa, brigue porluguez Tarujo 111, conduzioo
seguinle : --12,525 arrobas do assucar, 80 sacras
com 494 arrobas e 29 libras de algodao em pluma,
6 latinas o 3 pranclivs de amarello, 6 meias pipas c
52 barris mel, 56 arrobas eslopa, 500 cocos seceos.
RECIBEUOK1A lB HKNUAS INTERNAS GE-
RAES'UE PERNAMBUCO.
Kendimento do dia 1 a 21.....16:022*770
dem do dia 22.........1:4415770
lo, alim de que pagucm na mesa do consola lo pro-
vincial, licamlo na inlclligencia de que, findo o di-
lo pniZO, '1 ".....Venia Ins.
E para constar se man loa aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da (hesouraria provincial de Pernara-
DU o 15 de dezembro de 1851. O secretario, Anto-
Ferreira da AnnunciaeSo,
4-177
19336
J2NHM
15-12(1
69048
39638
19761
29016
45032
33024
15I2
19209
45-552
15612
3-5628
65018
35780
55060
12J096
125132
105584
74-575
465350
269006
139531
18209
939313
29-5827
2H5268
159452
135905
139905
6985
13I90S
18209
35212
125096
49536
-49636
219915
18209
479475
269017
305139
1129397
429335
1-712
155605
725575
239878
339124
255567
17:4648540
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiincnto do dia 1 a 21.
dem do dia 22
48:9019558
3:1475462
52:0499020
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio entrado no dia 22.
Buenos-Ayres27 dias, barca hespanhola Diane, de
281 toneladas, capilAo Antonio S. Joo, equipa-
geni 13, em laslro ; a Aranaga fe Brytn.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio Grande do SulPatacho brasileiro Bom Jess,
capitn Joo Goncalves dos Reis, carga assucar.
Conduz I escrava com passaporle.
CanalBrigue inglcz Cari of Derby, capitn John
Hodge, carga assucar.
New-YorkBrigue prussiano If'eslphalia, capito
G. Malchow, carga assucar.
Jos Rodrigoes de Mello.
Jos Gomes da Silva Porlella. .
Joao do lleco Fafcao.......
Jos liento da Costa.......
Jos Ricardo Coclhu.......
los Rodrigoes Bamleira.....
Jos Duarlc Confinho......
Jesuino Ferreira da Silva.....
Joao Morena Marques......
Jos Cl.indino Leile.......
Capilo Joao Ribciro Pessoa. .
Herdeiros de Joao MariaSevc. .
Viuva de Jos Maximiano dos Sanios .
Herdeiros de Jos Francisco do Espirite
Santo ...........
Herdeiros de JoAo Rodrigues de Mi-
randa...........
llerdcirusdc Jos da Cosa Rabillo Re-
so Monleirn.........
Iler.leirosde Joao Mauricio de Oliveira
Maeiel..........
Herdeiros de Joaquim Fernaudcs
Gama...........
Viuva de JoAo do llego Barros c
Mello......? .
Herdeiros do Dr. Jos Eustaquio Go-
mes ...........
Herdeiros de Joscpha Senhorinha Lo-
pes Gama..........
Joto Muiiiz de Souza......
Viuva e herdeiros do Joaquim Leocadio
de Oliveira GuimarAcs.....
I.niz Placido.........
Herdeiros de l.uiz Piulo deSouza. .
I.ourcnco Jos de Moraes Carvalho. .
l.uiz Gomes Sitverio.......
I. uireiiea Mara dos Prazeres. .
l.uiz Jos \ unes........
Luiza Ferreira.........
Luiza Joaquina da CoucicAo. .
l.uiz Gonzaga .........
Luiza Francisca........
l.uiz Jeruuymn de Albuquerque. .
l.uiz Rila do Barros. ...;..
l.uiz Jos da Sampaio......
I.udgero Goncalves da Silva. .
l.uiz Pereira de Mello......
Luiza Mara de Frailas. .
Ma noel Jos Nones...... _
Manoel Antonio Gomes......
Mara da Assampc.o.......
Miguel de Fonles.........
Herdeiros de Mara do Espirito Santo.
Miguel LourenQo Lopos......
Mara Joaquina da AnnunciarAo. .
Manoel Francisco da Paz.....
Manoel Gomes.........
Padre Mauricio Jos da Omcoa. .
Manoel Jos da Silva.......
Manoel Alves Lima.......
Mara Jos..........
(Continuar-se-ha.)
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Mariel, juiz mu-
nicipcl da segunda vara desla cidade do itecifa de
Pcrnambuco, por S. M. o Imperador, que eos
cuarde ele.
Paco saber aos quo o prsenle edilal virem, que
requerimenlo de Jos Rodrigues da Silva Rocha,
coinmercianle eslabelecido nesla praga com loja de
farrageus, sila na ma do Queimado n. 30, se acha
por este juizo aberla a sua falencia pela sen tenca do
iheor segrate : A'vista do derlaracao a fallas duas,
julgo fallido Jos Rodrigues da Silva Rocha, e de-
claro aberta a sua fallencia desde o dia 15 de novem-
bro prximo passado, que fixo para (ermo legal de
sua existencia, e por slo mando que se ponham sel-
los em todus os seus bens, Ierras e papis ; e nomeio
para carador fiscal da fallencia ao negociante Anto-
nio Valenlim da Silva Barroca, quo prestar o jura-
mento do cstylo. Paaue o fallido a cusas. Recite
5 ile dezcinbro de 1854,Francisco de Assis Oli-
vara Maeiel. Em cumprimcnlo do que Iodos os
credures presentes do referido fallido comparecam
era casa de minha residencia, no segundo andar da
casa da ru estrella do Rosario u......no bairro de
Sanio Antonio do Recifa, no dia 29 do corrcnle, pe-
las 9 lloras da manhai. alim de procederem a nomca-
ode depositario ou depositarios, que hAo de rece-
ber e administrar provisoriamente a casa taluda. E
para quechegue a noticia de lodos maudei passar o
presente, que ser publicado pela imprensa e aulla-
do nos lugares designados no art. 120 do regulamen-
lo n. 738 de 25 de uovemhro de 1850. Dada c pas-
sada nesla cidade do Recifa de Pcrnambocu 21 de
dezembro de 1854.Eu Pedro Tertuliano da Cunha,
escrvao suhscrevi.
Francisco de As/U Oliveira Maeiel.
O Dr. Cuslodo Manoel da Silva Gaimaraes, juiz de
direito da primeira vara do civel e commercio,
nesla cidade do Recifa e seu lermo, por S. M. I.
e_C. o Seuhor D. Pedro II, que Dos guarde etc.
Faro saber aos quo o prstenle edilal virem, qoe
tendo-se ultimado a instruccao do processo da fal-
lencia de Vicloriuo i Moreira, odevendo-se eincon-
formidade dosarlgos 132 e 133 do respectivo reg-
lamelo, convocar os credores dos mesmos fallidos,
afim de se verificarlos crditos ; por isso pelo pre-
sente chamamos a lodos os credores dos referidos
fallidos, cujos domicilios se nSo sabe, para qu com-
parecam no dia 27 do crrenle, pelas 10 horas da
manhta, em casa de minha' residencia, na ra da
i: uieur.lia, para dito Om, vislocooslar que nao exis-
lera credores fra da provincia e do imperio, (cando
certo que pelo artigo 842 do cdigo coinmercial, nao
pode ser adraillido eredor algum por procarador,
sco.lo lver poderes especiaos para o aclo, e que a
procurarlo nao pode ser dada a pessoa, que seja de-
vedora do fallido, e nem ura s procurador represen-
lar por dous diversos credores.
E para que chegue nolcia de todos raandei pas-
sar o presente e mais oulro do mesmo Iheor, sendo
um alli vado na pracado commercio e oulro publica-
do pela imprensa.
Dado nesta ci.lade do Recifa de Pernamboco em
22 de dezembro de 1854.En Joaquim Jos Pereira
dos Saulos, escrvao o suhscrevi.
Cmtodio Manoel da Silvr Guimaraet.
Para o Rio de Janeiro
Segu om poneosdias, o brigue nacional
He-be, eapioAndre' Antonio da Fon-
seca, por ter a maior parte do seu carre-
gamentoprorapto: para o resto e escra-
vos a fete, trata-se com Manoel Alves
Guerra Jnior, na ra do Trapicbe n.
IV.
Para o Rio de Janeiro pretende sabir com a
possivel brevidade. o patacho nacional ni). Pedro V:
para carga c esrravos a frele, hrala-sc cora osconsig-
nalaiios Thoinaz de Aquinn Fonseca v. Filho, na ra
do Vicario n. 19, primeiru andar.
Para Lisboa pretende soguir rom brevidade o
brigu portusuez Ribciro de primeira marcha :
qnem nelle quzer rarregar ou ir de passagem, on-
tenda-se cora os coiisnalarios Thomaz de Aquino
Fonscca & Filho. na ra do Vigario n. 19, priiueiro
andar, ou com o capitn na praca.
Para o Porlo vai sabir com muila brevidade
por ler a maior parle da carga prompla, a veleira
galera Braeharense ; para carga e passageros, Ira-
ta-sc com os consignatarios Thomaz de Aquino Fon-
seca & Filho, na roa do Vigario n. 19, primeiru an-
dar, ou com o capilo na praca.
Companhia Dtasileita de Paquetes de
vapor.
O vapor /m-
perador, com-
mandanle o !
lente Torre-
zao, deve che-
gar dos porlox
do norle al 28
do correle, o
seguir p'ra Ma-
cci. Bahae Rio
Sde Janeiro, no
**T?-*;eE-,_r-:-5 t^a^djj seguinle ao
da sua entrada: agencia na ruado Trapiche n. 40,
e.uiiiln andar.
LEILOES.
EDITAES.
O conselho de direccao do banco de Pernam-
biico, em confaimidadc com os rticos 00 e lili dos
dos seus estatutos, far leil.lo por conla c risco de
quem perlcncer, c por intervenrao do agente Oli-
veira, de 1,557 caixas suban, roulendo 27.392 libras,
marca Snap, c 36,231 libras amarello : sexla-feira,
29 do correte dezembro, s 10 horas da manhaa, no
Trapiche Alfandegado denominadoAlfandega Ve-
Iba.
Aviso^Di^iaasos.
Tendo-sc reconliec'ido que a despe/ii
de escripia e cobranca do importe dos
annuncios lie superior ao valor delles,
previne-seaos senhores assignantes deste
Diario que rpiaudo os mandaran, rc-
mettam igualinenle a sua importancia ;
alias nao serao publicados-
Deposito de vinho de cliam- w
4H pagne Chateau-Ay, primeira qua- ^|
(^ lidade, de propredade do conde j^
\ de Marcuil, na da Cruz, do Re- Aft
^j cife n. 20 : este vinlio, o melhor ji
^, de toda a Cliampagne, vende-se 2Z
? a 303000 r$. c.ida caixa, acha-se 1
r nicamente em casa de L. Le- 1
w comte Feron & Companhia. N. 9
B.As caixas sao marcadas a ib- Vf
goConde de Marcuile os jo- ^
tillo das garrafas sao a/.ues- ., j|
DECLARADO ES.
PIUCA 1)0 RBCIFBSS l)K DEZEMBRO AS 3
liOUAS ATAKE.
Cotaces olliciaes.
Cambio sobre Londresa 60 d|v. 28 d. dinheiro ;i
visla.
Assucar mascavado escolhido1^580 e 1660 por
arroba.
Dilo dito regularIgfOA c 151.50 porarroba.
Al,l'A.M)EGA.
Rendimcnlododia I a 21.....187:(>I9J727
dem do dia22........8:ti52.;0112
19b:27lo8l!l
Discarregam boje 23 de dezembro.
Barca ineleaHnthmtiattpixe c lcatrao.
Barca inslezallindonmercadorias.
Barca inglesaDerr'.atayercarvao.
Id une porluguezHuin .Successoceblas e (ruc-
ias.
Escuna hollandczaJaculmsmercadorias.
Importacao'.
Barra ingleza Entktuiasl, viuda de Liverpool,
consignada a Joiinston Palor A C, raanifestouose-
guinte:
i fardos linho, 8 caixas e 5 fardos lecidos de
linho, 20 caixas e 21 fardos tecidos lecidos de algo-
dao, I lardo lonas, 1 dilo lio ; a Adamson Howie
& Companhia.
A cmara municipal desta cidade faz publico,
que nesla data Ihe faz Antonio Jos Firmo declara-
dlo por escriplo, de haver montado um cslabeleci-
ffioulo de carros fnebres na ra Augusta da fre-
guezia de S.Jos n. 21, cora lodas as condirocs exi-
gidas pelo regolamcnto do cemilero publico. Pac,o
da cmara municipal do Kccife em sesso de 20 de
dezembro de 1854.Bordo de Capibaribe, presiden-
le.Joo Jos Ferreira de Aginar, secretario.
A cmara municipal desla cidade faz publico
para ronhecimenlo de quem convier, que pelo Exm.
presidente da provincia, foi approvada era dala de
16 do corrcnle, a postura addicional ahaixo trans-
cripta, que dcsizna os lugares onde d'ora em dian'e
se devera eslabelecer padaras, o manda remover
para os mesmos lugares, no prazo de 6 mezes, as
actualmente existentes no centro da cidade. Paco
da cmara municipal do Itecifa em sessao do 20 de
dezembro de 1854.Barao de Capibaribe, presi
denle.Joao Jos Ferreira de Aquiar, secreta no.
POSTURA ADDICIONAL.
Art. 1.Ninguem poder eslabelecer d'ora em
dinnle padaras senao nos lugares segrate* : ra do
Uium desde a parle ainda nao edificada ale a forla-
leza imperial d* casa do cidadao Anlono da Silva
liu-ina i para diante ; Cabanga e volla dosCoelho;
ra do caes projeclado ao nesle da freguezia de S.
Jos, a partir da travessa do Monlciro para o sul, c
pelas que licam enlre esla ultima e a Augusta, ter-
reno devolulo a comecar das edificaertes da praia de
Sania Rita, lado do leste em seguimeuto, praia de
S. Jos ao sabir no largo das Cinco Ponas, becco
das Barrciras, Soledade e Santo Amaro. As ditas
padaras terao es seus fornos construidos segundo o
plano adoptado pela cmara, o que ser verificado
por meio le exame.' Os infractores serao mudados
em 301000, soffrVao 4 das de prisao, e Ibes serao
fachadas as oflicnas.
Arl. 2."As que actualmente existem no centro
da cidade sern removidas para os referidos losares
dentro do prazo in-.prorogavel de 6 mezes, sob pena
de pacarem os seus .tunos 31iq000, e de Ibes serem
fechadas as falincas. Paco da cmara municipal do
Itecifa em sessao de 9 de dezembro de 1854.Barilo
de Capilmribet presidenlc.Antonio Jos de Oli-
veira, Francisco l.uiz Maeiel l'ianna, Francisco
Mamede de Almeiin. Antonio Marques de Amo-
rim. Approvo provisoriamente. Palacio do gover-
no de Pernambiiro aos 16 de dezembro de 18.54.
Figueiredo.Conforme.Antonio Leile d'e Pinho
Salasar.
O Dr. Francisco de Assis d'- Oliveira Maeiel, jui:
munir'ipiit da segunda vara e commercio, nesta
cidade do Becife e seu termo, por Sua Magestade
Imperial e constitucional o Seuhor D. Pedro II,
que Dos guarde, etc.
Faro saber aos que o prcsenle'cililal virem, que n
rcquerimento do (i. II. Praeser, carador liscu'l da
massa fallida de Joaquim do Oliveira Maia Jnior, e
por niici ineutorio deste juizo, osl marcado o dia
29 do correte, s 10 horas da manhaa, na rasa de
minha residencia, na ra estrella do Rosario n. 31,
segundo andar, para uomoaeau de depositario ou de-
positarios, que lem de receherem ou administraran
a massa fallida do mesmo Maia Jnior ; assim lodos
os credores prsenles do mesmo comparecam no da
c hora e lugar cima declarado para dilo lim. E pa-
ra que ebegup .i nolcia de lodds mandei passar o
prsenle, quesera publicado pela imprensa callixa-
da nos limares desasnados no arl. 129 do rcgula-
mento n. 73S de 25 de nnvembrn de 1850. Dado
e passado nesla cidac'edo Becife do Pernambuco aos
21 de dezembro de 1854. Eu Joaquim Jos Fer-
reira dos Saulos. esrnvo o subscrevj.
Francisco de Assis Oliceira Mariel.
O lllm. Sr. nspeelor da lliesour.iria provin-
cial, manda fazer publico para conhecinienlo dos
ronlribuinles ahaixo declarados, do iraposlo da d-
cima urbana da freguezia dus Afosados perlenren-
te aos excrccios de 183:1 a 1852, que lendo-se con-
cluido a liuui.laro da divida activa desle imposto,
devem comparecer na mencionada Ihesouraria dec-
tro de 30 das, contados do dia da publicirao do
A mala para a escuna nacional Flora, com
deslino a provincia do Par, fecha-se hojo (23) as 3
horas da larde.
Em cumprimcnlo das ordens do Exm. Sr. pre-
sidente esla reparlicao vender em leilao publico a
asuardenle desembarcada ltimamente do Iransporle
Pirapama, vinda da ilba de Fernando em conse-
queucia de haver alli sido lomada como iulroduzida
em contraveneno as ordens do governo sendo a
quanlidade duas pipas, pouco mais ou menos, o a
rendn effectuada com os respectivos vasilhames no
dia 27 do correle mez, pelas 11 horas da manhaa,
na porta do almoxarifado. Inspecrao do arsenal de
raarinha de Pernambuco 21 de dezembro de 18-54.
0 secretario, Ale.vanire Bodrigues dos Anjos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude da anlori-
saco do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objectos seguimos :
Para o hospital milifar.
Apparelho deslocamenlo I, bailos de dffcrenles
capacidades 6, capsulas de porcelana de I libs. a 2
2, ditas dilas de 3 libras 2, ditas ditas de 2 libras 2,
ditas ditas de 1 libra 2, dilas dilas de 8| 2, di-
tas de vidro de dillerentes tamaito-, 6. eadinhos de
1 a tO. 12, copos graduados de 2 libras 2, dilos dilos
de 1 libra 2, dilos ditos de 8| 2, dilos ditos de 4|
2, caixas de pinho forradas de falla para guardar
medicamentos, de palmo e meio em quadro, e 2 pai-
ra i- c 2 pollegadas de alio, com as suas compelenles
lampas 26, lia nella fina, covados 12, garrafas pretas
de 241 100, ditas brancas francezas 50, dilas prelas
d 12| 100, madapoln, pecas 12, machina para
aguas minoraos 1, marmita de papim 1, marmita de
presso pela agua i, maqunela com seus perlences
I, m iira/es i, parlilhador completo 1, retortas de
differenles rapacidades 4, vasos de 4 libras 24, dilos
de 2 libras 24, vidros a esmeril de 4 libras 12 : quem
qui/.er vender estes objectos aprsenle as suas pro-
postas em cartas fechadas, na secretaria do conselho
administrativo, as '10 horas do dia 27 do crrenle
mez. Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra-22 de dezem-
bro de 1854.Jos de Brito Inglcz, coronel presi-
dente.
AVISOS martimos.
1 caixa meias de algo j.lo; a L. A. de Siqueira. prsenle edilal, para se lies dar a nota do seu debi-
AO PARA'.
Vai seguir mui brevemente
a escuna FLORA, capito
Jos Severo Rios, s pode re-
ceber carga minda: trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes A
C.,na ra do Trapicbe n. l(i, segundo
andar.
Para o Rio de Janeiro, sa lie no dia
23 do crtente o b.iigue nacional Sagi-
tario, de primeira classe: para o resto
da carga e passageiros, trata-se com Ma-
noel Francisco da Silva Carrico, na rita
do Collegio n. 17, segundo andar.
PARA O RIO UE JANEIRO.
Sahe com milita brevidade, o bem co-
ndecido palnclio nacional Valente, ca-
pito l'Yanciseo Xicola'o de Araujo : pa-
ra o resto da carga e escravos a frete, 1ra-
ta-sccom os consignatarios Novacs & C,
ou com o capitfto na praia.
PARA O RIO DE JANEIRO,
o brigue nacional Marianna sabe cora loda a bre-
vidade ; recebe carca a frele. escravos e pasaceiros:
quem prelender embarrar, (rale cora Manoel lena-
cio de Oliveira, na praea do Curpo Sanio it. li, es-
criplorio, oo rom o capillo Jos da Cunha Jnior.
i'ara I.i-boa pretende seguir com loda a brevi-
dade a barca porlui:ueza a I ira i i i" : para CStrgl e
passageros, Irata-se cora os consignatarios Thomaz
de Aquino Fonsaca & l'ilho, na ra do Vigario n.
19, primeiro andar, ou com o capillo na pra;a.
TIIEATRO DE S. ISABEL.
A sociedade dramtica emprezaria, ten-
do linalisado os seus trabalhos deste anno,
etendo de partir para a cidade da Baha
o mais breve possivel, declara que nada
deve a' praca de Pernambuco, do* diver-
sos lbrnecimentos para o theatro, desde o
principio da sha empieza ate ao presen-
te ; todava se por notso esquecimento al-
guem e acba credor ao theatro, queira
dirigir-sea casa do thesoureiro da socie-
dade na ra Bella n. lo, para ser inme-
diatamente satisfeito- A sociedade apro-
veta o ensejo deste annuncio, para rogar
a todas as pessoas que ainda estao deven-
do bilhetes de espectculos e assignaturas,
liajam de mandar pagar na casa do the-
soureiro cima indicada, visto que esta-
mos em liquidacao de contas, e prximos
a sabir da provincia.A direccao, Joa-
quim Jos Bezerra.Joao da (iraca Gen-
til.Manoel Joaquim Alendes.
A directora do collegio da Concei-
cao annuncia aos pas das meninas que
Ihe foram eoniadas, e aquellas pessoas
que trataram de mandar meninas para o
mesmo collegio, que elle se torna a abrir
a 8 de Janeiro de 1855, por se ndarera
nessa data as ferias dadas.
O Sr. Luiz Antonio da Cunha, pas-
sageiro do brigue portuguez Bom Suc-
cesso, cliegado no dia 21 do correte
mez, dirja-se a ra do Crespo loja n. 4,
a negocio.
Antonio Jos Bilancourt, cnmprindo-llie res-
ponder ao annuncio em que sua mullier, a Sr.a I).
Luiza Thercza de Jess previne ao publico de que
elle niio pode vender, ou alienar de qualquer forma
que seja bens movis, semoventes, ou de raiz, isto
em consequencia de escripturu de arras, gue assig-
naram, quando celebraram seu casamento, sendo
que lambem protesta contra qualquer pagamento
elle feilo de lettrai,obrigaces, ou hipotheca, ain-
da que passadas estejam em seu nome, visto que
inlentou aceSo de divorsio, e tem de haver quantias
de dinheiros, de que lie credor a delle, faz. ver : I .'>
que a escriptura qne celebraram nio he de arras, e
nem o priva da meiacao dos bens trazidos por sua
raulher ; 2. que quando mesmo fosse de arras, e ve-
dasse a corarannicac.au de bens nao eslava piivado do
direito meiacao dos adqueridos ni constancia do
matrimonio com os rendimenlos commuus ; :!. qua*
os bens trazidos por sua molher foram apenas urna
casa terrea, e um cavao em que eviste a serrara, e
tres escravos dos quaes fallecen um, vendeuo ou-
lro por 1595000 rs., ao Sr. Manoel Camello Pessoa,
sendo que exisle somenle uin, do que se v lerem
sido lodos os bens, que apparecem de mais, adqueri-
dus com o trabadlo e suor do respondente, que lem
podido comprar ti escravos, e dar alguns dinheiros a
premio com hipothecas. ele, ele. ; 4." que sua mu-
llier nlo (rouxe moeda alguma, sendo qne pelo con-
trario se achava endividada, lendosido o primeiro
cuidado do respndeme pagar-lhe as dividas ; 5.*
que nunca leve em vista prejudicar a sua mullier,
lano que era ella quem guardara lodss os seus pa-
pis, ledras, escripturas, o dinheiro em moeda, no-
(ando-se que quando olla se ausenlou de casa levou
comsigo seus babs em que eslavam aquelles ttu-
los, o a qiianlia de cinco conlos quinbenlos e lanos
mil ris, era ouro e sedlas, levando mais todos os
objeclos de ouro c praia. Do exposlo se roncluc a
sem-razao de ana mullier, o a improcedencia do an-
nuncio, por quanlo nao ha lei, que o inhiba de dis-
par livremente duque Ihe pcrlenco.pouco imporlau-
do esse divorsio com que ella o araeaca. porquo nao
Ihe pode lirar a admtuislracao de seus bens.
Antonio Jos Bitanrourt.
O ahaixo assiguado faz publico, que leuda de
fornecer de Janeiro era diante o mesmo balalhao, de
seero* para o rancho, que quem prelender, dirja-
se a sua casa, era Santo Amaro, junio a t'nu lico. ou
em casa do Exm. coiumandanlc das armas Manuel
Muniz lavares ; e o mesmo faz ver que nao precisa
de contrato assignado.Gabriel de Sou-a Guedes,
lente do segundo balalhao deinfanlaria.
Precisa-se de urna ama para o servieo de urna
casa de familia, ou nina escrava, ou moleque para
e alugar para o servieo de casa : na ra ireita n.
88, primeiro andar.
Dcsappareceu na sexla-feira da semana passada
nm canario do imperio, pequeo, com urna mancha
preta ao lado direilodn pesclo : qoem o liver pe-
gado, leve-o por boadade roa do sol n. 23, segun-
do andar, que alera de se gratificar com generosida-
de, se agradece.
Loteria da Provincia.
O cnteosla Antonio ferreira de Lima e Mello,
avisa ao publico qoe tem as suas caulcllss da lotera
da amnreira e cn.ic.in do bicho da seda, quo corro
no dia 13 de Janeiro, no Recite loja n. li, ra do
Rosario n. 2<>, dila Direila n. 62, alerroda Boa-V is-
la ii. 58, na povoacao do Monteiro era casa do Sr.
Nicolao, e era sua loja ra Nova n. pelos HVecos
ab-.ivo declarados.
Bilhcles 5-5OOO
Meios 2>S0O
Onarlos 15500
Decimos 700
Vigsimos 400
Precisa-se de um prelo para trahalhar no cam-
po e que -aiba tirar leile era vaccas : n tratar na ru
do Uuciina.lu n. 10, primeiro andar.
Precisa-se de urna arra que saiba bem cozi-
nhar. para casa de homem solteiro : na ra do
Queimado n. 40.
Precisa-se de uina ama que lenha bom e bas-
lantclelc, para crear um menino, pagando-se bem ;
na ma Direila n. 66.
Precisa-se de unta ama forra, que engnn"s
perfeilamente, paga-se bera : no aterro da Boa-*'5"
la loja n. 48.
(
I
MIITII AHO


V
A mesa resedora da irm uulade de N. S. to
Bom Parto, erecta na Igrej i di S. Jos Je llibainar,
declara aosseus anudas devotos, que havendoa mes-
ma irmandadc resolvdo celebrar missa talada na
imite de natal no altar ile so.i Padrooira, islo nlo s
|ior resol iic.io musa, como igualmente pela a Moler-1
minacie da inr-a do S. Jos, que liaba eni vista j
fazer missa redada, porm^agora do novo rcsohreu
fazer i^nalinenle missa cantada, n darla lonna nao
pode a in.-a da l!om Parlo r vtisar < ;<|iie so havia
romprnmellido, visto que lendo a irmandailc de S.
Jos de apresentar a missa (astada c a d i Bom Par-
lo rauda.
UXCOK.NTA Mil. ItliIS DE URA IIITGACAi).
En iln I do correte aune essppareceu do aum-
M asdunado mu sen escrave pt>r nome Sebastian, de
lllieAo, ja idnsn. rom allomas, rusas 110 roslo, ci'n lu-
la, alio, reforrado ao corpo, lenles limados, pouca
barba, pos e unios grossos, anda c falla inoilo des-
cansado ; levou camisa de al&odSo azul de lislra e
calca de algodo azul : o qual escrave foi comprado
a I lima. Sra. II. Marianna da Concejero Pereira, e
lia toda certeza de vagar pela 1!" i-Viascm al Sanio
Amaro do .I,iboallo, onde alli j SOconservon oilo
meses, e que lie de presumir que seja acontado por
algueVI ; oabnixnassisnado proles!* proceder coro
lodo o rigor da tei contra quem n pona ler acontado:
roga-sa portanlo as dignas autoridades policiaes e
capitaes de campo a captura do mesino, a entregar
na ra do Graspo n. 10.Jos Gaiiralct* Malceira.
Acha-se prompto o hotel na povoacao co
Caebanga',
rom caminados para se passar dias, e mesmo para
(autilias, por proco i'oinmodo.
V espera ediade testa llavera a muilo boa car-
ne de porro e do carneiro, dcfroiite do quartel que
loi de polica n. 13.
Precisa-se fallar rom o Sr. Jos Rodrigues
Freir, platico da costa ; n ra do Calmea n. 1 B.
ou entender-se coni o Sr. Manuel Jos llantas.
-- Aluga-sc o primeiro andar do sobrado da rua
la l'enlia u. 7 : a tratar no sobrado contiguo n. t'.l.
Aluja-se urna casa nova com commodos para
familia, c muilo perlo do rio, no sitio do Ambole,
junto ao Caebanga : quein a pretender procure a
casa do Sr. Sindor, no Ambole.
A tirina ele Eiras & Oni;.anliia foi dissolvida
do dia 20 do presente mea de dezembro de 1834, ti-
rando o Sr. Eiras com a taberna, sita na rua de 5.
Francisco n. lis. e abrigado aos pagamentos dos ere-
dores que se dever at esta doti ; e o Sr. Jos Pedro
tiaio de Miranda com a taberna, sita no paleo do
Panizo n. 14.
O abaixo assignado, deparando iionlem no ar-
ligo primeiro de sua folba n. J.\)2 parte oflicial) vio
iiini prazer que o E\u. coverno desla provincia nao
dnisoa em olvido os serviros que o mesmo abaixo
assignado prestou no destacaiuenlo de Pajea de Flo-
res. Agradecido pois por esta prova que o mesmo
Exm. Sr. se diunon dar, apreciando devidaraente os
serviros prestados pelo referido abaixo assignado,
fallara cslerom o seu dever se por meio desle jor-
nal deixnssc de agradecer ao mesmo Exm. Sr.. que
dcvidamenle soubc compreliender o arduos sacrifi-
cio* por que passam aquellesque,como bons servido-
res do estado, s anbclam ronsirieracJM e confianra
do enverno pelos seus servico! prestados.Jos Joa-
quim Capistrano, alteres do segundo batalhao de
iiilaolaria.
Sesuc para Apiparas um mnibus, principian-
do do dia 23 as 5 lloras da larde : aspessoas que qm-
zcrem assignar, o prero be 203000 por mez; para
pa-sagem u preco be o resillado : dirijam-se i rua
da Cadeia. defronte de S. Prancisco.
O abaixo assignado agradece ao Illm. Sr. Luiz
de Albuquerque Maraulido, tenenle-corouel do ba-
talhad de Pao d'Aillo, o te-lo incluido na proposta
dos senliores olliciaes do mesmo halaihlo, seutindo
nao pudor aceitar o posto por suas circunstancias o
nao permittircm.Manuel (nado Cavalcanti de
Aihuqucrque.
Oflcrcce-sc urna ama para todo o servico de
casa de bomcui solleiro ou de pouen familia, e dri
fiador a sua conducta : na praca do Capim, junio ao
desembarque.
Boga-se ao Sr. Joao Valentim Jnior, el-
danle de Onda. queira declarar a sua morada, ou
dinsir-sc aos quatro cantos eu> Olinda, taberna no-
va, a negocio que nao ignora.
LOTERA de PASTIS '.
Pastis pastis pastis quentes !
Cheguera, rhegucm, minlias gentes :
Vciibam ver" o repulego
Maia niiudo que um refego ;
O picado e azeiloua
Kcluzindo sob a tona ;
Vrnham ver, som oais aquella,
l'astcisziiiliosde don/ella !
Vnlumoaos e de sueco, ji'-
S se vendem no Api puco.
Peto scguinlc plano"* *
500 pastis adarme !S ( quer dizer, tamanlio ordi-
nario rom i-aculo ) divididos cin lolcs de 10sao .O
bilhetes, a 320 rs.
Total. KfeOOO
16 premios, a saber :
1grande premiofSpasleldes, calibre de Sebasto-
pul seis azcimas as buxas !
2premios(i paslclescalibre soceos de >'ipier'
i azeilonas, etc., etc.
1 premios: pastelloescalibre da cliamin da
relinarau do Jlonteiro, 3 azeilonas, etc. etc.
premios> baslelOescalibre Joar/uina Caye-
na, '2 a/eitonas, etc.
31sorles som premio; mas cliuchar 10 pastis
papa finos, superfinos, escarlatinos, beduinos,
ua cor, no sabor e uo ebeiro...
CONSOL!
25 RUA >0 GOX.I.EGIO
DIARIO t PfcE&ftuC, SBADO 23 UE OEZEMBBO DE 85-4.

'-,
\o di 25 do cotreiite
pois ilii missa de natal, lalii-
(]p_| Vcndc-se urna amarra de pollegada c quarlo,
lendu 70 bracas, em limito bom uso ; a procurar no
O llr. P. A. .olio Mosco/o di consultas liomeopalMca loilos os diaa aos pobres, desile '.) lloras da
manHa al o meio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
Ouerece-ee icualmente p
qacr mullier que estoja mal di
;i pcaticar qualquer operac'io de cirurcia, e acudir promplamcnlc a qual-
nrlo, e cujascircuinstau'ias no permittam pasar ao medico.
R. P. L LOBO
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENBEr&E O SEGUINTE:
Manual cmplelo .lo incddicina homeopalhiea do fr. (',. H. Jabr, traduzido em por
luguez pelo |)r. Mosco/o, quatro volomea cncadernadns em dona c acompanbado de
imii diccionario dos termo* de medicina, cirurgia. anatoma, etc.. ele...... 20JOOO
Esta obra, a maisimportaole de todas as que Iralan doesludo c pralicadaliomoopalliia, por sor a unir
qiieronlm abate fundamental ."esta donlrinaA PATHOGENESIA O EFFEITOS DOSBIEDICA-
MNTOS NO ORCiANISMOEM ESTADO BESAL'DEconhecimentos qoenlo podem dispensar as pes-
suas que sequerem dedicar praltra da ver I nlcira medicina, inleressa a lodos os mediros que quizercm
expenmenlar a fazendeirose senliores de cngeiibo que eslao lonco dos recursos dos mediros: a lodosos capitesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem ilcixar de acudir a qualquer iticoinmodo seu ou de seus Iripnlanles :
a lodos os pais de familia que por cirrumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar in conlincnti os primnos soccorros em suas eiiferinidadcs.
O vade-mecum do boineepatlia ou lr3ducilo da medicina domestica do l)r. Herios,
obra lamliem ulil s peaaoas que se dedicam ao estudo da bomeopalbia, um vol-
me grande, acompanhad* dn diccionario dos termos le medicina...... 1(1-000
O diccionario dos termos de medicina, cirursia. anatoma, etc., ele, encardenailo. :l-tHKI
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar nm passo seguro na pralira da
bomeopathia, c o propcielario deste cstabelecimentn se lisonseia ile te-lo o mais bem montado possivel e
iiin;jiein dnvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Iliiticas de 2\ mcdicamenlos cm glbulos, a 10?*, 123 e IJvOOO re.
Ml 3(1 ditos a................... O.SIO0
Dilas 48 ditos a................. 59000
Ditas 00 dilos a..............., 309000
Hita* 141 dilos a................... tilbiOOO
Tubos avuhus......................... 15 Fuascos de meia onja de linclura................... 25U00
Na mesma casa lia sempre .i venda crande numero de tubos de rryslal de diversos lamanlios,
vidros para mcdicamenlos. e aprompt-se qualquer eucommenda de mcdicamenlos com toda a hn\ ida-
de e por precos muilo commodo=.
Novos livros de bomeopalbia mefrancez, obras
todas de sumraa imporlancia :
llahuemann, tratado das molestias rhronicas, 4 vo-
0,^KI0
69OO
72000
(WO00
KiMKM)
5000
85OOO
Ifi^KXI
10SO00
8SO00
75000
rteOOO
4WI00
KlrMX-O
30.>000
50
a Islo sini, he que be pastis,
Tudo mais sao cascaveis.
Os bilhetes, que i se procuram com premio, ven-
dero-se no Apipuco no respectivo HOTEL, na ca-
xa d'agua c no Palanque da Maugueira, cm cujo
lugar corre a sohrcdila iiieui iouada referida lote-
ra, no dia 2") do frrenle, s canladinlias do gallo.
No BccTe em rodo dos Coxciros dos mnibus.
JflC.
Domingo 2- do corrente,
parlem dous OMNIBLS na
direcrao de Apipucos ; o primeiro as 6
lioras da manhaa, e o secundo as 7 horas,
c regressam dalli no mesmo dia a noite
tres mnibus, sendo o primeiro as 7 ho-
ras, o secundo as 8 horas e o terceiro as
11 horas: quem qiiizer passagem com-
|ir(.'hilhetes no escriptorio da rua das La-
raneiras n. 18.
Antonio Jos' Firmo, faz seiente ao
respettevel publico eslabelecimennlo de carros fnebres ra
rua Augusta casa n. 21, freguezia de S.
Jos, com lodos os pannos e mais utensi-
lios recomniendados no re( cemilerio; promelte bem servir a todas
is pestoas que'scUgilaremiicumbi-lode
piaUpter enterro, e tambem se compro-
mette a ornecer carros de passeio, cera,
msica, padres, etc.: espera, portanto,
ser coadjivailo pelo respitavelpublicoraa
sen novo cslabelecimcnlo.
Seralim de Sena Jorse, participa ao respeilavel
publico, que vai dar una \iaeemao norte, e leva em
sua coinpanlua o sen escravo Lauriano, e julga
nao dever nada a pessoa aisuma, porm, se alguem
se jiilaar seu rredor de qualquer quanlia, comparo-
ca com sua conla lirada, na rua do Cabug n. 12,
para ser immediat.imenle satsfeito.
Precsa-se de nina ama que saiba cozinbar e
fazer lodo mais sorvico de urna raa : no largo do
Terco sejundo andar n.- -21.
Alusa-se urna caa c silio na ('. ipuusa, com
bous rminoilos : na ruadoyueimailo u. I.
Jos Victoriano de Carvalho Cavalcanti, mo-
rador no lluiquc.deixoii de clianwr-se lia mais de .">
annos Jos de Carvalho Cavalcanti, por liaver no
mesmo tusar oulrns de isuat nomo ; porm, como
lern acomendodirigirem-lhe aisuma cartas com o
seu anliso nomo, que elle lem recoaada receber, pa-
ra nao commeller o rriinc de violar o Mgredo das
caria caso nao sejaui suas. como ultimameulo aron-
leceu com um oflicio dirigido pelo Illm. Sr. juiz mu-
iin ipal U* 'i iraiiliiins, que o aiinunciantc nSo quiz
receber com receio de inrorrer naquelle crimo. o
como islo le pode ser prejudicial, recorre a este
joma), para que cliesuc a nolicia de todos, que seu
nomo be como se v -cima.
Precisa-xe alugnr um escravo fiel e
que cozinhe : a tratar no aterro da I!oa-
Vista n. ou na rua Nova n. i.
Prorisa-se saber onde assislc o Sr. Jlo Bap-
ttata de Souza Carvalho : a tratar rom Caclano Au-
gtttto Bezerra na rua da Cadeia do Santo Antonio
n. 10.
Na rua das Cruze n. 22. precisa-se de urna
ama que lenlia bastante lele ; na mesma casa tam-
be n so precisa de iinn oulra secca, que cozinhe e
engoinme e faca o servico de portas a dentro.
Precisa-se do ama ama para casa dn um ho-
mem solleiro: na rua da Guia n.36.
Precisj-e de una ama de leite : na rua da Ca-
pola de Sanio Antonio n. 20.
Aos IC.S'000
Precisa-se de oma pula para vender na roa ;
no mesma casa precba-te de urna ama para o servi-
co de casa orna : qaamesliver iieta* crcumslan-
ci i-, dirija-ac rua do ftancel n. 77. ^
Oidrju lerceira i!n Carino.
Opino iiesia veneravol ordem lerceira, cmcn'n-
seqiieucia da boa harmona que ovisle entre esta or-
dem e os religiosos do convenio da mesma. para la-
tisfazer ocnini'.e feitopelo Bvm. padre provincial,
coQVItta a lotloa os seus cbari-simos irmaos para que
no dia :>i pelas |n horas da noite, comparceam na
Igreja de sua ordem paramenladns rom seus hbitos,
para encorporadot, asaailirem a fe-!a e missa nova
que tein de se celebrar na igreja do mesmo conven-
a. U mesmo prior em nomo .lo Rvm. padre provin-
cial, agrMece a lodos os seos entrisiimoi irmaos o
gislo e | vaniplid.io com que comparecern) na fesla
da N. h. da Conrcirao do mesmo convenio.
lumes.
Teste, rroleslias dos meninos.....
Heriiig, homeopalbia domestica.....
Jabr, pbarmacnpa homeopalhiea. .
Jabr, novo manual, 4 volumes ....
Jabr, molestias nervosas.......
Jabr, molestias da pelle.......
Bapon, historia da bomeopathia, '2 volumes
llarlhmanii, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Tesle, materia medica homeopalhiea. .
lie l'avolle. doutrina medica homeopalhiea
Clnica de Slaoneii........
('.astiiic, verdade da bomeopalbia. .
Diccionario de Nv sien.......
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, ronlendo a deacripfo
de todas as parles do corpo humano .
vedem-sc lodos estes livros no consullorio homeopa-
thico do l)r. l.obo Hoscoso, rua de Collegio n. 25,
primeiro audar.
CASA DA AIEBICAO, PATEO DO TERCO,
N. 10.
O abaixo assisnado faz ver a quein inlcressar pos-
sa, que no du 31 do rorrele finalisa-se o prazo
marcado pelo arl.2. (|0 til. ||." das posturas da c-
mara municipal desla nidada, denlrn do qual de-
yem ser aferidos os pesos e medidas ; lindo este
incoirerito os coulravcnlores as penas do mesmo
artigo. Recite 13 de dezembro delSTii. l'raxe-
des da .Silva GuMSa.
Pl'BLICACAO' DO lSTlTUTO HOHEOPA-
TICO 1)0 BRASIL.
TIIESORO IIOMEUPATHICO
OU
VADE-REECM DO HOMEO
PATKA.
Melhodo concito, clame seguro de curar homen-
palhicamriile ludas as molestia?, i/ue offligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segando os melhores Ira-
lados de liomeoplliia, lano europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, polo lr.
Sabino Olegario l.ifdgcru Pinbo. Esta obra be boje
recoiihecida romo a mellior de lodas que tralam da
appiiracao lioineoputliica'no curalivo das molestias.
I is i urosos. principalmente, nao podem dar nm pas-
so seguro sem possui-la e ronsulla-la. Os pais de
familias, os senliores de encenhn, sacerdoles, via-
jantes, capilacs de navios, scrlanejoselc. ele., devem
le-la mio para occorrer proinptjinentc i qualquer
caso do molestia.
oos volumes em hrnrluira por 10S0O0
encadernados ItsOtKI
vende-se nicamente ein casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 08 A.
RETRATOS.
No allerro do Boa Viisla n. H, lerceiro andar,
conljnua-se a tirar retratos, pelo s\ tenia crjstalot)-
po, cun minia rapidez e perfeicilo.
t i. mi DENTISTA. $
ti) contina a residir na roa Nova n. 19, primei- fe"
ro andar. aa
ALL DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, protassor jubilado de granunatice
latina, tem' estabelecido sua aula par
titular na rua Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer estemos ou internos, tantodes-
ta praca cmodo mato, mediante a ra/.oa-
vel convencao que pessoalmete ofl'ere-
cera'.
ffisE;?: ea@@ss?
DEMISTA 1RANCEZ. fe
9 Paulo Gajnoux, estabelecido na rua larsa
js) do Rosario n. 36, sesnndo andar, enlloca den-
tes com gengivssarlificiaes, e dentadura com- Q
i; pela, ou parle delta, com a pressao do ar.
^ Tambem tem para vender asna dentfrico do @
g Dr. Pierrc, c p para denles. Una larga do
Rosario n. 30 sesundo andar. S
8 ?igi @ai
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal doLimoeiro, ha ja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
hucoT), para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
0 Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga lem urna carta na livraria ns. c 8
da praca da Independencia.
Aluga-se para o servido de bolieiro um escra-
vo mulato com muila pralira desse oflicio. Na rua
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourenco Triso do Lourciro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve luja na pra-
cinba do l.ivramento tem urna caria na livraria ns.
ti o s da praca da Independencia.
Anloiiio Esiilio da Silva, lente de geometra do
Ivceu desla cidade, abre no dia 2 de Janeiro do anuo
vindosro, na casa do sua residencia, na rua Ureila
n. 78, um curso de geometra por Euclidcs c l.a-
ereii: os senliores esludantes que o quizerem fre-
quenl.r, poderao dirgir-sc a mencionada rasa, de
manhaa das 7 lloras al as 9, e de larde das 3 al
as 3.
TOALHAS
E GARDANAPOS DE PANNO DE
L!NI 10 PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vcndcin-se loalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para roslo, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
I.ava-se e engomma-se com (oda a perfeirAo e
aceio; no larso da ribeira de S. Jos, na loja d'o so-
brado n. I.i.
Precisa-se fallar ao Sr. Jacinthb Af-
lonso Botelho. que morn no aterro da
Boa-Vista, e lio e dizem que mora para as
bandas de Bebertbe, c como se bBosaiba
o (ugai de stiamorada pcdc-se-Ihe aunuu-
cic, ou dirija-se a esta tvpographia.
Alosase nina casa terrea na povoacao do Mon-
leiro. coma frente para a isroja de S." Panlalo o,
muilo lmpa. tiesca, com commodos para familia re-
gular, lendo urna porla e duas janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodricuet-de Souza Jnior,
na mesma povoacao, ou na rua doCollesio n. 21, se-
sundo ailar.
Na rua do S. Francisco, romo quein vai para a
na Bella, sobrado n. s. prerisu-se de una preti
escraYa, que saiba Indar de urna enanca : quein a
tiver sendo lid. dirja-sc ao mesmo sobrado.
I.'iride Italiana, revista aili tica, tcientificae
lillerai a, ehailo i'.o immediato patrocinio do S. M.
n Imperador, redislda em dual linsiias polas mais
couhcidaa capacidades do irrtperh, e dirigida pelo
profosso A. (lalaano-Ravara. Subscrevc-se em IVi-
uamhuco, na livraria D. 6 e8 da praca da Indepen-
dencia.
No hotel da Europa da rua da Aurora tem
bons petiscos a rada hora, pelos precos lvus na ta-
Iftlla, muilo razuaveis.
Precisa-sede urna ama secca, prela ou parda :
na rua Bella n.20.
Esl justa e contratada com o Sr. Joaquim
Antonio de Siqucira, neto da tinada I). Marianna,
doManguinho, una morada de casa terrea, com
chaos proprios, na rua em S. Jos do Mancuinho u.
27, a quid se acha laucada lias dcimas por engao,
no municipio de Olinda, cm nome de Joaquim Jos
(encalves : quem se julgar com direilo a mesma ou
hypothcra, dirija-se a rua do Brnin n. 16, destllala
a 8 das, e passados estes se Ovar a compra, e nao
se anuuir a eousa aisuma.
() Na rua Bella n. 9, alugam-si: ate
B cscravas, que sejam liis para
?, serem empregadas no servico de
vender nesta cidade divereos olj-
jectos, da-se 1 -.sOOO rs. por mez :
quem quizer alugar dirija-se a
dita casa.
m
<
m
lotera da provincia.
O cautehsta Antonio .lose Rodrigues de
Souza Jnior avisa ao respeitavel publi-
co, que tem resolvido d'ora em dianfe a
pagar tambem as suas cautelas sem descon-
t algum como os seus bilhetes, e por is-
so lem exposto a venda as lojas do cos-
Ittmeos novos bilhetes c cautelas da lote-
ra primera parte da primeita das amo-
reiras, cujas rodas andam em principio
lie Janeiro vindotiro, aos precos abaixo
rao o.s MNIBUS na direccao de Apipu-
os, o primeiro partir' as V horas da ma-
nhaa, o segundo as j horas, e o lerceiro
as (i horas, o ri'gicssan dalli iiomesmo dia,
o primeiro as7 horas da noite, o segundo
as S horas e o terceiro as '.) horas : as pes-
soas que quizerem lagares, mandem com-
prar bilhetes no escriptorio da rua das
Larangeiras n. IS, ou na cocheira dos
un sinos mnibus.
O novo eogeuho conhecdn por BentorVelho,
proprledade do harliarcl Pedro Bezerra Pereira de
Ar.iujo Bellrto, silo na fri'suezia de Santo Antao,
d'ora em diante denominar-se-ha Bento-Bello.
Prccsn-seilo urna ama de leite; na hiberna da
quina da rua das Flores n. 21, 9f dir quem quer.
Precisa-se de una ama que saiba eozinharo
diario, para urna rasa de pono familia : na rua da
Cruz do Recite n. 7, lerceiro andar.
LOTERA da PROVINCIA-
O cautelista Salustiaro de Aquino
Ferreira avisa ao respeilavel publico, que
a primera paite da primera loteria a
beneficio da cultura d amoreiras ( bicho
de seda, corre indtibilavchnenie no dia
I ~> da Janeiro de 1853 debaixo do sua res-
ponsabilidade, seja qua| for a quantidade
.de bilhetes cpic bearem por vender, no
consistorio da igreja da Conceicao dos mi-
litares, as 8 para > horas da manilla.
Pernambuco 21 de dezembro de 1834.
0 cautelista, Salusliano de Aquino Fer-
reira.
O ahaiioassignado, lem a honra de participar
ao publico, que leudo sociedade com a senbora Emi-
lia Mara da ConceicAo, esla iiileiramenle quebrado,
como olla lieou com lodos os lucros de onze mezes
de negocio ecata mobiliada, lem com que pasar a
lodas as possoas a quem se lleve.Jos /laiid.
O abaixo assignado, naqualidade de caneca do
casal de sua mullier I). Ubaldina Xavier da Costa,
filha legitima dos finadas Jos Xavier de Oliveira e
sua mullier I). Auna Xavier de Olivcita. avisa a tuda
e qualquer pessoa que se julgar rredVa do casal dos
referidos finados, baja de apresentar (Das comas no
prazo tic 8 das da dala desle, para serem liquidadas,
na praca da Independencia n. 2:\ e i ; e nao o fa-
zonclo dentru do dito prazo licar sem effeito qual-
quer reclamaran posterior.Recile 0 de dezembro
pe 18J.Jote ftibeiro da Costa.
Joo de Viveiros Patricio, subdito portugus,
retra-sc para o Par.
MNIBUS PARA" O QCHAXGA'.
As pestoas que quizerem assgnar dirijam-se co-
cheira da rua Ua Cadeia de Santo Antonio, defronte
do tbeatro velho. Partir todos ns dias uteia do Ca-
changa para o Rerife as 7 horas da manhaa, e do
Recite para Cacnaea es 5 da larde, a romecar de
sabbado, ->'.t do crrenle. Aos domneos haver tam-
bem mnibus IVira das asscnaltiras : do Becifc para
o Cachaos as 6 horas da manhaa, e do Cachang
para o Itecife ?s fi da tardo.
Precisa-sede una pessoa que saiba ler e escre-
ver aisuma rousa para caiveiro de nm encenhn per-
lo dcsta praca, preerindo-sc das libas : a tratar na
rua da Madre de Dos n. 7
Preci-a-sc de una ama para casa de muito
pouca familia : no neceo da Liacoela, taberna n. 1.
Alnsa-s nm lalho para carne verde, na rua
Imperial n. 100 ; pode consumir um boi, e o alu-
guel he muilo barato : Irala-se na casa defronte
n. 1G7.
5|509
2s80()
i.s:>(io
ROO
700
400
declarados :
Bilhetes.
Meios.
Quartos.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos.
AGUA DOS AMNTO.
tj) Liquido s3o e especilico |>ara lirar todos os ,i
Q pannos, as sardas e as espinbas ;a estas ou as ge
tira de lodo u dcseullainH). sesundo a sua ;.'
55 qnalrdarfcj,-refresca a culis 6 f*u di.'sap'>8 O-; acor Irigueira em cinco das, de um modo ;
liarlicular; augmenta o Inslri- c ira as rucas (\
@ das posmas que lem feilo uso do solimao, que S
U be muilo prejudicial culis e a saudc : cura
;j a hortueja com muita faclidade. por ser mu- ^^
:_. io fresca e sem prejudicar a saude. Em algu-
'- Mas possoas faz mudar os pannos em lautas ?
loliiklifi Itrnno'ic m,a ... *..<-..-... ..... ...... n* 'r
pinlinbas branca, que se turnam cm urna s
de cor natural; licando desvanecidas todas as
COMPRAS.
larso do Corpo Sanio, annazem n. i.
SACCAS COM FARIMiA.
Vendem-se surcas rom farinha da Ierra, nova c
bom lorrada, e sacras com cera de carnauba : ua rua
da Cadeia do Rerife, loja n. Is.
Illl QUE PECMI.NCIIA.
Hoje islario CTposio venda ao pe do areo de
Santo Anlonio, chapeos ile maesa linos c ordinarios
para homenaje meninos a 390M,2$SOO, I*><00, iMMO
c'i'illis. ; corram, frcguczes.qiie dcslas occasioe ha
pouca*.
Veuese'ou alugi-se urna mulata prendada,
parida ha 12 dia. rom muilo bom leite, de boas qua-
lidades, bstanle limpa e carinhosa : na rua da Sen-
zata \olaa n. 70, segundo andar, se oir quem
vende.
Vi ndc-se na rua Direla n. ^:!, sobrado de nm
andar, ao p da botica, doce de caj' seceo muito
bom c claro, dito de pciluxo, cidrilo c oulras quali-
dades, e se fazem holinbos para cha, bandejas enfei-
ladas de novo modcllo com muita perfeicilo, doce
d'ovos, pno-do-hi rom allinins, arroz de leite, pas-
tis de nata, de carne, podios, lorias, culpadas, ja-
leas de substancia.
Vende-se um cavallo melado muilo gordo, c o
mellior que se pode descjnr em andares, lisura, c
idmlc ; para ver, na cocheira do Sr. Reis por Iraz da
cadeia, e para (justar, na rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
Vende-se um lindo cavallo russo.com lodo os
andares e muilo manso : a tratar com Joaquim Fi-
lippe da Cosa, na braveas! da Madre de Dos n. t(.
V'cnde-sc um carro americano do 4 rodas,
checado ltimamente da America : a tratar na rua
do Trapiche n. 8.
Vende-se urna cocheira das melhores que ha
nesta cidade, rom ."> chitos, .'10 a 40 cavallo gordos,
c lodos muilo bons de Irabalbo ; esla cocheira lem
miiilobons cominodo para Iralo dos mesmns caval-
lo. lem urna excedente rasa para recolhor os car-
ros, e he mui conveniente a qualquer pessoa que a
comprar, por ser bem no renlro da ridade e estar
bem enllocada : a pessoa qne pretender fazer esla
Mediente compra, dirija-so i rua 'do Cabnga cara n.
7, de Vrenle de Paula Oliveira Villasboas.
9^tS $ &S8SfM
fjy Vendem-se chapeo franrezc da ultima
(A moi>< '?"0t) rs.: na luja de 'i portas da
$) rua do Queiniado n. 10. SJ?;
Vende-se superior estamenha che-
gada ha pouco de Lisboa, e propria para
hbitos de terceiros franciscanos ; na
rua do Encantamento, armazem n. II.
* Vendem-se mtttaet romanos da ul-
tima ediccao, na rita do Encantamento,
ariii/ein n. i 1 .
f$) Venilem-se romeiras, ramiziilhas e gollas ^
(51 l'arn se'ihora, ludo da ultima moda e por (A
precu riinimodo: na loja de 4 portas da ^J
^ rua do Qucmarto n. 10. (<3
O
l'..jm|ira-se mn habito de ravalleiro e um dic-
cionario de Muraos da quinta edicao, anda que te-
nha alsum uso: na rua do Cabus.i loja n. 1 C.
Compra-se Inda quaulidadc de prala -elba ou
nova, a peso, conforme sua qitalidade. prpferindu-
se maior porcao de loi : na rua da Senzala Vaina n.
70, s dir quein compra.
Compra-se prala brasileira ou hcspanhola : na
rua da Cadeia dn Recite n.54, loja.
Compra-se um preto de nac.io. com 20 c tan-
tos annos, sendo boa figura o mu leudo vicios nem
achaques nflo se ollia o preco : na rna do Colovcllo
ii. 29, se dir quem compra.
VESTAS
DEZ Mil. RES DE GRATIFICACAO'.
Prrdeu-se no da !'J ilo corrente desde a poni da
Boa-Vista at o arsenal do guerra oma rharnleira dr
pallia ; a pessoa qne a arhou, querendo restituir. |.-
v-a rua do Trapicho Novo n. 2. armazeni ile Joao
Carrol I Jnior, que recebera a gratifiCaeSo cinia.
^ manchas, lauto das sardas como de oulras T
quaesquer manchas de lodo o corpo. C
W O melhodo de a usar lic*o scguinle: lavar f-
fS o roslo (ou qualquer parle do corpo) hem la- '
1& vado, e cum urna loalba lavada se limpa c c- ;
W chuga-se bem ; deposita-sc um pouco d'agua
u'uiiia colber de sopa, e com nm trapinho en-
*s; sopado nella se esfrega na parle afectada na O
occasio de delar-see de manhaa. Esla ope- IS
9 racSo ser fcila deixando lirar o roslo c o enr- lS
@ po untado al secunda frief&O, lendo sempre 4?
o cuidado de lavar-se c cnchugar-se bem an- <-$
f les de untar-se.
fj Volla-se o duplo do valor quando nao faca. O
efleito, c vende-se no nico deposito da ra AS
;"; do Queimadu n. 27, preco Piso 25 a garrafa.
#*9fc. 'fe.
O Dr. Prxedes Comes do Souza Pilanga faz
scieiHe ao publico, que mudou sua residencia para o
aterro da Boa-Visla n. 12, primeiro andar, onde po-
de ser procurado para os Irabalhos de sua prolissao
medica.
ATTENCAO'.
Antonio Boberlo com loja francesa na rua Nova
n. l:i. recebeu pelo ultimo navio fraucez um comple-
to sin lmenlo de chapos de seda para senbora c me-
ninos, e vende mais em conla do que cm oulra qual-
quer parle.
Alusa-se urna das mais alresuezadas lojas da
rua do Uiioiniado n. d7, com urna perfeila e lina ar-
macao para miudezas : quem a pretender, dirja-sc
ao largo do Collegio, sobrado n. (i, primeiro an-
dar.
Precisa-se de nm feilor pura o silio de Anto-
nio V. da Silva Barroca, na Magdalena : a tratar no
mesmo lugar ou na rua da Cadeia do Recite n. 4.
Antonio Joaquim Seve declara que o Sr. Fran-
cisco Xavier Alves IJuintal deixou de ser seu caivei-
ro desde o dia IS do carrele mez.
Antonio Comes Pessoa fazscienle a quem enn-
vor, que leudo dado de renda o seu engenh Taba-,
(inga, silo na freguezia da Tacuara, provincia da
Paralaba do Norte, ao Sr. Mauorl Claudio de Quei-
roz.aronlece que este sem sen conaenlimento Inupas-
sasso o arrendamenlo do referido SMiceiiho ao Sr.
ti nenie-coronel lien ulano de S:i Cavalcanti e Alliu-
querque. c como n3o convenha csse Iraspassc ao
ahaixo assicnado sem q-ie concorde o novo rendeiro
em condi;ors diversas daquellas que se acham na
esrrplura feita ao dito Sr. (Jueiroz, protesta o abai-
in assignado conlra o Iraspasso, para que oliesue ao
publico o direilo que tem aos bens do Sr. Oueiroz.
para solu;3n do pasamento das lellras que est
obrigado provenicnles dn arrendamenlo. Recite 18
de novembrode 1854.Antonio Comes Pessoa.
I). Luisa Thereza de Jess, previne ao publico
que o Sr. Antonio Jos Bitancourt, nao pode veuder
ou alienar de qualquer forma que soja, bens movis
sinioventes onde raiz, islocni conscqucncia da es-
rrplura sen casamento, na qual nem a administrarlo de di-
los bens Ihe foi conferida ; asiiu lamben) protesta
contra qnalquer pagamento a elle feito de lettras,
iilnigaces ou bvputheca, anda que passadas esle-
jam em seu nome, visto que inlenlnu accao de di-
vorcio e lem de haver quautias de diihoir'o de que
lio credora delle.
| AO PUBLICO.
yj No armazcm de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
S vende-se um completo sortimento
^ de fazendas, linas e grossas, por ^
^ precos m.-.is hiivos do queemou- j
?J tra fiu:ii(|iHi' virte, lar.!o et.i por- M
c9es, como a retalho, afliancando- I
>a( se ios compradores um s preco
para (ocios : este estabelecimento f
ahrio-se de combinaco com a ":
maior parte das casas commeixiai i
L),r;lc7.as, irancezas, allemaas c snis- '%
' sas, para vender Cizendas mais cm
conla dorpiesctcm vendido, epor r_.
isto o'eri'cendo elle maiores van- \'-
tajjens do que outro qualquer ; o k
proprietarto deste importante es-
taljclecimnto convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em a -
ral,para que venham (a' liem dos &
seus interesses) comprar fazendas %
baratas, no annazem d;i rna do S*
Collegio n. '2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rol im. S
. riLMANil PABi I8;o.
Sahiraui a lozas l'oihinhas de algibei-
ra com o ahnanak administrativo, mer-
f.mlil, arioola e industrial desla provin-
cia, corrigidoe ccrscentado, contendd
lili) paginas : vende-se a 500 IK, na li-
vraria n. e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHiNHS PM 1855.
Acham-se a venda as hem condecidas
folhinhas inpressas nesta typopjraphia,
de algibeira a Trio, de porta a 100. e^ec-
clesiasticas a480rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. ti e 8 da praca da
Independencia.
m?mm de m esgocez
A 600 RS. O COVASO.
Na loja n. 17 da rua do (lucimado. ao p da boti-
ca, vende-se alpaca de Iaa escoceza, ehegada pelo ul
timo navio, a qual fazeuda na Europa "se da o nom-
de Mclpomenc de Escocia, muilo propria para roue
pues e vestido* de senhora e meninos por ser de mu
to brilhu, pelo commodo prero de .VIO rs. cada co
vado ; dto-sc as amostras rom* penhores.
PARA ACABAR.
Vendem-se casijs franrezas de cures livas, c lin-
do padrees, pelo Inratistimo preco de 110 rs. oco-
vado : na loja da Ouimar.les llenriques, rua do
Crespo ii. 3.
Vende-se cognac em caixas de du-
zia: no annazem de llrunn Praeger &
C, ruada Cruz n. 10.
AVISA-SE Al) PUBLICO,
qneseacha i venda srande porrao de presuntos a-
nieric.inos, vendem-se em poredW e a relalho. muilo
bom c barato : cm casa do Davis & C, rua da
r.ru/. il. 9.
FllCTAS NOVAS.
Na rua Venlem-sc ma^aas e raslanbas, peras em latas
enfulladas, damascos e auieixas. bolariiinhas de mili-
tas qualila les. e ouras muilas cousas pruprias para
mimse para passameoto de fesla, vinhodo l>orio fi-
no e licores tambem linos, etc., ele.
Vende-se um f"23o de reno americano em
meio nso : a tratar nu hotel Europa.
Vndese urna casa, sita na rua de Santa Ce-
cilia n. 13 ; a Iralar na rua do R.insel n, 63.
\ endeni-se ricos e modernos pianos, rccenle-
mente chegados, de excellentes voies, e presos coni-
moib.s: em rasa de N. O. Biehcr<\Companhia, rua
da Gru n. i.
Na rua da Cruz, armaron n. 5, vende-se mili-
to superior queijo sni-so, repolho conservado, vinho
do Bordeauv c mais outros gneros, pur preco com-
modo.
Vende-se urna rscrava de meia idade pora en-
g"nho ; a Iralar na rua Imperial n.SI).
Vende-se um ornamento sebasfq cm liom uso
na casa do sachrislilo da ordem lerceira de S. fran-
cisco.
Vendf-se ama escrava ciioula ; cm Olinda,
casa nova, em frenlc da Boa-Hora.
Vendem-se sacras com fejao por haralo preco,
courinhos de cabra bons. ancoras com niel c potas.a
do Itio de Janeiro : na rua da Aladre de lieos n. l\i.
:"*ra*x*raoaE
NO fiOlal'IJORIO
DO 25J. CAS ANO VA,
RUA HAS CRUZESN. 28,
~, vendem-se carleiras de bomeopalbia de lo- 53
los os lmannos, por preces muilo ein conla. H
SJ Elementos de hoineopalliia, | vols. (i.-!lll()
1

Tinturas a escolher, cada vidro. IJOiK) ..
Tubos avulsos a escoliici a 500 e 300 jj;'
Consnllas gralis para os pobres. fe:
! Ka ruada Cadeia do Ite-
cTe u. 2 loja de can.ido.
acham-fe a venda bilhetes a
55500, meios jjsoo, quar-
tos IS500, oitavos800, deci-
mos 100 e v stimos 100 rs.,
da lotera da primera par-
le dos amoreiras. Esta ca-
a Ido simpic sido- felii
rom os Imbeles c cautelas
do caiilrsla Salusliano de
Aquino ferreira, c pana os
Irea primeime premios sem
lironlo dos S por cenio.
185 5.Satustiaii"
ALPACAS ESCOSSE7.AS-A 00 RS. O COVADO,
na rua do Qucimado n. 10.
Novas alpacas. ijj
Mb Alpacas de quadros de lindos soslos, pelo of
V^ preco de 360 rs. o rovado. na rua Nova lo- ^P
'&k ja n. IB, de Jos l.uiz Pereira & tlho. M
Vende-e o ciiuenho l.amari;o, silo na freeue-
zia de Maranauape, termo de Olinda, rom linda casa
de vivando c de cnaenho, e mais algumas obras em
soffrivcl estado, e com Ierras sufficienlel para safre-
jar-se mais de 1,000 piles animalmente: quem o
pretender, dirija-se cidade de Olinda, sobrado
frouteirn i igreja deS. Pedro Apostlo, que achara
com quem Iralar.
Gomtna de mandioca
em saceos de 4 arrobas e lanas libras ; vendem-se
por muilo commodo prero para liquidar : na ruada
Cruz do Recifc n. 31, primeiro .indar.
BAR4TISSIMA.
\ ende-se a 38000 a sacra de alqueire de farinha de
S. Matheus, dita de ^anla Calliarina a 3000. dila
muito lina para mesa a 59000 : na rua da Praia,
becco do Carioca, armazcm do Piulo o. 8.
, Vende-se a casa terrea, sita na rua Imperial, a
qual he a lerceira paseando o sobrado do Sr. major
(iii-mao quem a prelender, dirija-se rua eslreita
do Rosario, loja dcourives n. 7, que se dir quem a
vende.
8 <8-$@S a
Chapeos para meninas e meninos.
Ricos cliapos para meninas e meninos, e
S tambem lionels: na rna Nova loja 0. Ifi, de @
?5 Jos l.uiz Pereira & Kilho. 5
k\n8ee-8e@3383
MW AMANAS DE SEDAS FS-
COSSEZAS A 800 RS. 0 COVADO.
na rua doOucimado loja n. id.
RISCAD0SESC0SSEZESA2IJ0RS.
0 COVADO. f
na rua do (lueimado loja n. 40.
Relor;ios de otiro, sabonete patente
inrjlez, chefjados agora: no arma/.em de
James Hailiday, na rua da Cruz. n. 2.
CORTES DE SE UA ESCOSSEZA.
Na loja da rua do Crespo n. 10, vendem-se lin-
dos corles de seda csrosseza, pelo diminuto proco de
?5900d rs.
Vende-se suptrier carne do serlao : na taber-
na da rua da Santa Cruz esquina que volla para a
rua da Alegra n. t.
SEDASESCOSSEZASAUOORSO.
0 COVADO.
na rua do (Jueimailo loja 11. 40.
FAMA
No alcrro da Boa-Vista, defronte da noneca rr. R,
acha-se um novo e completo sorlimento de linios os
seeros de inulhados. caixinhas de massas linas para
sopa a 30900, latas de bolachinhasdc araruta do Rio
de Janeiro a 29600, manteisa majeza a 320,600,
SOOeSSOa libra, champagne ralmanle a 800 a
garrafa, e meias a 15300, muito superior ch, lin-
guicas, paios. presuntos, c muilos outros gneros de
superior qalidade, ludo por prcc,o razoavel.
Castorinho inglez.
Vendem-se superiores chapeos de caslorinho n-
gles, ebeaados recenleinenie, c de elegantes formas,
a S--SU00 : 1111 praca da Independencia n. 1 a 30.
SELLINS IXGLEZES.
Vendem-se os melhores sel-
lins para liomerr., ipie tem
vindo a este mercado, com
seus competentes freios, etc.,
iticluindo alguns para pa-
gens recentemente despacha-
dos, tambem chicles para carro, hornera
e senbora, com enleites de gosto moder-
no : no annazem de Eduardo H. Wyatt,
liado Trapiche-Novo n. 18.
ESTOJOS.
Vendem-se elegantes esto jos de toilelte
para senhora e para homem: no arma-
zcm de Eduardo II. Wyatt, rita do Tra-
piche Novo n. 18.
VINIIOS.
Vendem-se na rua do Trapiche Novo n.
18, em casa de Eduardo II. Wyatt:
Cerveja branca em barricas de 4 e G
du/.ias, em garrafas e meias garrafas, vi-
nho do Porto eXerez, tanto em garrafas
como coi brris de \ em pipa, inicias em
conserva, cm caixas de 1 duzia de garra-
fas.
Vendem-se os seguintes gneros checadus ulli-
iiiaiueiile dB Lisboa na han-a Cratido, ludo da 111c-
llnir qiialiuadi' que lem vindo ueste mercado, a sa-
ber: batatas muilo superiores, a INioO rs. a arroba ;
mendoas molar, a '.I.^IOO rs. a arroba ; nozes muilo
superiores, a 390UQ rs. a arroba ; chocolate o mais
superiorqne lem vindo lamliem ueste mercado ; la-
ido i '; liaras, a 28000 rs. cada nina : folba de
CONIIECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apolloarmazem n. \\, con-
tinua a ler superior potassa da Knssia e
Itio de Janeiro, e cal de Lisboa em po-
dra: ludo a preco que milito satisfar'
aos seus mtigos o novos hegi "es.
CEMENTO ROJIZO BRAIVCO.
Vende-se cemento romano bronco, chegado agora,
de superior qualiihide. muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Iheatru, arma-
zcm de taimas de pioln.
Na loja da rua do Crespo n. 6, lem um Brande
sorlimento de caivis para rap a emilacao das de
tartaruga, pelo mdico preco de 1$280caila urna.
Vende-se um rahriolel com cubera o os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par ver, no aterro da Roa-Visla, annazem do Sr.
Atiene! Segeiro. e para Iralar no Rerife rua do Trapi-
che n. ti, primeiro andar.
crande sortimento de brins para
Calcas e pai.ito'S.
Vende-se briin trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a 700 e 1&000; dilo mcsclado a
lSfOO ; corles de fusl.lo ruanco a-400 rs. ; dilos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga amar el la lisa da
India a 400 rs. o rovdo ; cortes de cassa dula a
2?000 e 29200 ; lencos de camhraia de linho gran-
des a 610 i. dilos pequeos a 360 ; (oalhas de panno
do linho do Porto para roslo a 14S000 a duzia ; di-
las alcovoadas a Iiinmki ; guardanapos lambem alco-
xoados a .39600 : na rua do Crespo n. 6.
O QUE (LAUDA FRI Cl'ARDA CALOR:
pirl.ii.10. vendem-se cobertores de algodo com pel-
lo como os de lila a IJiOO; ditos senTpello a IJ200;
dilos de tapete a Ifi200 : na rua do Crespo n. 6.
S@3SS!5*'S: $$
& RL'A DO CRESrt) N. 12. 9
9 Vende-se nesta loja superior damasco de
seda de cores, sendo brauen, encarnado, rio,
por preco razoavel.
Vendem-se lonas da ttussia por preco
commodo, e de superior qalidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz 11. \.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira prela e de cor para palitos por
ser muilo leve a 28600 o covado. panno azul a 39 e
48000, dito prclo a 39, 38"i00, 4J, ."S e 58500, corles
de casemira de goslos modernos a 68000, selim prc-
lo de alacio a 39200 e 48000 o covado : na roa do
Crespo n. 6
OBRAS DE I.ABYRINTHO.
Acham-se i venda por commodos preco ricos len-
cos, loa I lia- e roeiros de lahvrinlho, cliegados lti-
mamente do Aracaly : na rua da Cruz do Recite n.
3i, primeiro andar.
Acanelado Edvln Kaw,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-sc constantemente bons sorli-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra auimaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelososmais moder-
nos, machina borisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslauhado
para casa de purgar, por menos prcc,o que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecio, fo
Ibas de audres; tudo por barato preco.
Vende-se excelleutc taboado de pjnho, recen-
temente chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Na rna do Vie ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanela para forro de sellins ehe-
gada recentemente da America.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio 11. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Itio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar comas.
epoito da fabrica de Todo* o* nntor na Babia
Vende-se, cm casa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
. AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. '
Devoto Clnistao-
Sahio a lg* a 2. ediette do livriuho denominado
Devoto Chrislan.mais correcto e acrescenlado:'vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca oa In-
dependencia a 6t0 rs. cada ejemplar..
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio n luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
revereudissimos padres capuchinhos de N. S. da l'e-
nlia desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nbor da Conceicao. e da nolicia histrica da me-
dalha milagros, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1J000.
Vende-se urna taberna na rua do Rosario da
Boa-Vista 11. 47, que vende muito para a Ierra, os
seus fundos sao cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porem com menos se o comprador asim Ihe convier :
1 tratar junio alfandega, travessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Moinho9 de vento
"ombombasdcrepuxopara regar horls c baja,
decapim, nafundicadeD. W. Bowraaa : na rua
do Brumos. 6, 8 e 10.
Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passaof
do o chafariz continua haver um
completo sorlimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos, de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
enibarcam-sc ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de J,ieiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglesas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de einprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Cruz. n. 4.
Vende-se urna rice mobilia de jaca
randa', com cotlsolos e mesa de tampo de
marmore bramo, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente ehegada.
Vende-se urna balanra romana com todos os
stus pertcnces. cm bom uso e de 2,000 libras : qoem
a pretender, dirija-se .1 rua da Cruz, arnmzcm 11.4.
Vcude-sc urna hoa casa terrea cm Olinda. rua
da bica de S. Pedro, que faz esquiua com o cerrado
de madeira, rom 2 portas e 2 janellas de frente, 3
salas, 3 quartos. co/.inlia srande, copiar, estribara,
grande quintal lodo murado, rom pnrlAo e cacimba,
muilo piopria para se passar a fesla, mesmo para
morar lodo o anuo : a Iralar no Recife, rua do Col-
lecio 11. 21. segundo andar.
Pernambuco 21 de dezembro
de Aquino Ferreira.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundiclo de C. Starr1 & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vendei
moendas de ominas todas de ferro, de um
rnodelio econstruccSo milito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro aclia-se para vender ara-
dos d" ferro de ->,vi 1
louro de y arroba para cima, a 320 rs. a libra :
rua do Queimado n. 'i I.
Vendem-se no armazem ti. 60, da rua da Ca-
deia no Uecl'e, ilo ileniv Gibsen, OS mais superio-
res pelocios fahricfdos em Inzlalcrra, por precos
mdicos.
Vi'i di ni-ee -unas lellras com eiecurao o pe-
nhora l'-ila 110 eusenho da Ewada .luiulia, perlen-
Icenle .i Sr. Manoal Antonio Dias, que andarn
boje por I:!:0p0!)000 M. |-loco.inais nu ineims: os
pretndeme* podem dirisir-se 10 Trapiche Novo ca-
sa 11. Ii, que farAo qualquei negocio.
Em casi de .1. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender ." excel-
lentes pianos \ indos ltimamente do Ham-
l)in go.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapicho
n. 1."., ha muilo superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, ehegada ha
pouco. ludo por preco commodo.
i-
'$)
^
0
POTASSA BltASILEIRA. f^)
Vende-se superior potassa, fa- 6ji*
bricada 110 Rio de Janeiro, ehe-
gada recentemente, recominen-
da-Se aos senliores de engenhos os
seus bons elleilos ja' experimen- JP
lados: na na da Cruzn. 20, ar- v"
mazem de L. Leconte 1'croti &
^ Companhia. (*J
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccasi|tie tem um alrpieire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. Ti, 5 e 7 defronte da cscadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
alfandiga, ou a tratar no escriptorio de
Novaos iNe C, na ruando Trapichen, -i'i,
primeiro andar.
Na rua do V^aicfT.. l'->. primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, c'.-gado or, Lisboa pela barca Cray- *e
Venjie-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica-
da ha pouco lempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira,
estribara, etc.,N etc.: quein pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se faiat
qualquer negocio.
PANORAMAS PABA JARD1M.
Brunn Praeger <&C., na rua da Cruz
n. 10, recebera ni e vendem um sorlimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
nbos cores, que formam o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nosJardms do bom gosto.
Brunn Praeger ti C., na sua casa rua da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizontaes como verticaes,
dos melhores autores.
Obras de ouiode 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com moldu-
ra domada.
Vistas de Pernambuco, geracs c espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para ferraros e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de dill'erentes quididades.
Presuntos.
Genebra em frasr.|ueiras.
Instrumentos para msica.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de 'Aueuslo C. de Abreo, runti-
iiuam-se a vender a 81000 o par (preec. fi\o) as Ja
bem conbecidas e afamadas navalbas de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiarto na eiposiran
de Londres, as quaes alem de duraron eilraordia-
namente, n.io scsentrio no rosto na aecu de cortar ;
vendem-se com a comlicao de, nao agradando, po-
dercm os compradores devolve-las al 13 diasdepois
pa compra reslituiado-se o im|M)rle. Na mesma ra-
sa ha ricas tesourinhas para unha*, feilas pelo mes
no fat rcantc.
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Uchoa,- com seis
salas, oito quartos ealcovas, cosinha, des-
pensa, com um ptimo sitio com loda a
qalidade de fruteiras, grande jardim
murado com muitas flores, cocheira, es*
tribaria, quarto para feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debai\o de
condicoes mui favoraveis para o compra-
dor : a ttatar na rua da Cruzn. tO.
VenJe-se fio de sapaleiro.'bom : em casa de S.
P. Johnston <5 Companhia, rua da Sensala Nova
11. 42.
FRASCOS DE VIDRO DE BOGCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimentd do tamanho de a
.12 libras.
t'endem-te na botica de Bartholomen Francisco
de Souza, rna larga do Rosario n. 36, por menor
prem que m oulra qualquer parle.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins nglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Fa relio em sacras de arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Uespenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro
MECHANISMO PARA EKSE-
HHO.
NA FND1QAO DE FERRO DO E.NGE-
N11EIRO DAVID W. BOWMAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande iorlimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas c meias moendas da mais moderna
construeco ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qalidade, e de todos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as proporr
Qe ; crivos e boceas de tomaina e registros de boei-
ro, aguilhoes.hronzes parafusos c cav Hies, moinho '
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se execulam lodas as encommendas com a superiori
dadej conhecida, ecom a devida presteza e commo
didade em preco.
(MEMO ROMANO.
\ ende-se cemento romano, em barricas de 12 ar-
robas, e aa maiores que ha no mercado, chegado l-
timamente de Hamburgo, por menos preco do que
em oulra qualquer parle : ama da Croz uo Reci-
fe, armazem n. 13.
rarello de arroz muito novo e por prc^o com-
modo, cm san as e barricas, cujo he saudaveis c de
muila nuiricao para cavallos, gallinhas e cevados': a
Iralar na Praia de San Francisco cocheira de Joao
da Cunha Reis.
l'ARINUA DE MANDIOCA.
\ ende-se a boajo do brigue Conceiro, entrado
de Santa Calliarina, e fondeado na volla'do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe hoje no mer-
cado, e para -poTcCes a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na rua do Trapicho
n. 14. '
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se umaescolhida colleccandas mais
hriJIantes pecas de msica para piano,
asquaes sao as memores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
s rOa do trapiche n. io. )$
m Emcasa de Patn Nosh & C, lia pa-
S ra vender:
a. Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de rpiartos ate I
j polegada. J
^J Champagne da melhor qalidade 3
A em garrafas e meias ditas. J3
^ Um piano inglez dos melhores.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assiin romo lambem vendem-se as linas : atraz do
Iheatru, armazem de Joaquim Lopes de Alraeida.
ESCTIAVOS FGIDOS.
Desapparercii d rua da Senzala Velha u (,
urna prela j velha, chamada Francisca, fa||a" algu-
ma eousa fanhosa, lem nos ps signaes deler esigrf,,
nos ferros; levou vestido roso : qurm a pecar le-
ve-aa dita casa cima, quesera bem recompen-
sado.
Do engenho Mascalinho, silo na freguezia de
Una, fusioem um dos primeiros dias de dezembro,
um escravo motilo, de neme Salvador, ue idade de
20 anuos pouco maisou menos, baixo, cor prela, lem
una cicatriz no roslo proveniente de orna apostema
que arrebenlou : roga-se as autoridades policiaca a
capilacs de campo, o peguen) c levem-a ao referido
engenho, 011 no Recife no paleo du Carmo 11.17, que
se recompensara.
100JO00 de ralificacSo.
Ilesappareren no dia 8 de letembro de 1K.M o es-
cravo rrioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ler 30 a 33 annos, pouco mais ou manos,
nasrido cm Cariri Novo, d'oiide veio ha lempos, he
muilo ladino, cnsluma Irorar 0 nome cjnlitiilar-se
forro ; foi preso em filis do auno de IK"I polo Sr.
. delegado de polica do termo de Seriuhaem, com o
(S) nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
mcttidii para a cadeia desla cidade a ordem do Illm.
Sr. desemhrgadorchele de polica com oflicio de'2de
Janeiro de IS.'>2 se veritirnn ser escravo, e o seu legi-
timo senlior foi Antonio Jo> ile Sanl'Anns, morailor
noeiiuenhn Caite, da romaica de Sanio Anlao. do
poder de quem desappareceu. e sendo ontra vez cap-
turada e rerolliuio a cadeia desla cidade em 0 de
agosto, fui ah embarcado poresCOBClO de Jos Ida-
da Silva CiiimarAcs, e iillimamenlc "arrematado cm
praca publica dojiiizo da sesunda vara desla cidade
no da 30 do mesmo me/ pelo abaixo assisuado. Os
signaos sao nsseuinlcs: idade de :I0 a 35 anuos, es-
tatura e corpo resillar, cabellos prelns e earapinhs-
nos, Cor amiilalada, ollios pncuros, nariz grande e
-losan, beicos grossos,Osenihlanle lerbado, hein har-
liado, com lodos os denles na frente : roca se, por-
tadlo, as autoridades policiaes, eapilSes de campo e
pessoas pailindares, o favor de o appielieiiderein u
insiidarem nesla praca do Recife, na rna larsa do
Rosarin 11. Ii. que rcreber.lu a scaliliraca rima de
IHOSGOO ; assiin romo protesto conlra quem o tiver
em seu poder occullo.Muitoel de A\nieida ljtpcs.
:
tidio.
1

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PBN.: TVP. DE M. ". DE FAR1A. I83t
Ki itii Anri


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