Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01246


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Full Text
ANNO XXX. N. 293.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
i mi
SEXTA FEIRA 22 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
L
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARRKGADOS UA SCRSCRIPCA'O-
Beeife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Marns; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardode Men-
donca ; Parabiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, o Sr. AntoniodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Bodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 3/4 a 28 d. por 15000.
Paris, 312 rs. por 1 f.
Lism\ 105 por 100.
Bio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acces du bani'o 40 0/0 de premio.
da companhia do Beberibe ao par,
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 69400 velhas.
de 65400 novas.
de4000. .
Prala.Patacoes brasileiros. .
_ Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
299000
165000
16S000
95000
19940
19940
15860
PARTIDA DOS CORREIOS.
01 nula, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-\ isla, Ex eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parabiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 6 horas e 64 minutos da manhaa.
Segunda s 7 horas c 18 minutos da tardo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, ter^as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varado civcl, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio da.
EPIIEMERIDES.
Dczkr. 4 La cheia ao 4 4 minutse 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarto minguanle s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 La nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da tarde.
26 Quarto crescente a 1 hora, 21 mi-
nutos e 48segundos da tarde.
DAS da semana.
18 Segunda. S. Espiridiio c. ; S. Theotimo m.
19 Terca. S. Dariom. ; S. Fausta; S. Paulilo.
20 Quarla. Jejum (Tmporas Vigilia) S.Liberalo.
21 Quinta. S Thom Ap. ; S; Themistocles m.
22 Sexta. Jejum (Tmporas) S. Honorato m.
23 Sabbado. Jejum (Tmporas) S. Servlo adv.
24 Domingo. 4.* do Advento. S. Dclno b.; S.
Tharsila m.; S. Germina mm. S. Zeuobio.
PARTE OFFICIAl.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do di 19 de deiembro.
OfcioAo presidente das Alaaas, remetiendo
copia o offieio do coronel coinmaudante das armas
desla provincia acerca das pracas de prel que S.
Ene. requisitou, para deporem nos conselho* de
guerra, a que leem deresponder alanos soldados do
8. batalhao de infanlaria.
DitoAo coronel cummaudanlcdas armas, Irans-
miltimlo para lerem o conveniente deslino a guia
das pravas que perlencendo ao 8. batalhao de infan
laria, liverim passagem na forma das ordens impe-
riaes, para os corpos em auarniran ne-la provincia.
Parlicipon-se ao Exm. presidente das A taguas.
DitoAo mesmo, enviando por copia o ollicio em
que o director do arsenal de cuerva declara os mo-
tivos porque oSo pode ser restituido ao commandan-
le do 9." batalhao de infanlaria, o pedido que lam-
iera remelle por copia.
DtloAo inspector da thesouraria de fazenda,
eommuuicaudo haver o bacliarel Jos Francisco da
Coila Gomes, 1. supplente do juiz municipal do
termo de l.imoeiro, participando que, no dia 18 de
uovemhro ullimo entrara no exercicio da vara de
juizdedireito daquella comarca, por se ler retirado
com licenca para esla capital o respectivo juiz mu-
nicipal, que interinamente a exercia.Parlicipou-se
ao Etn. conselheiro presidente da reanlo.
DitoAo incsmo, aulorisando-o em visla de sua
informarlo a mandar pagar a quanlia dc 395360 rs.,
era que secundo o parecer da conladoria daquella
lliesouraria importam os docnmcnlos que devolve,
comprobatorios da despea feita pelo alferes JoAo
Antonio I.eitao, com o transporte de sua bagacero
nas differentes marchas da villa de Caruar para a
do Bonito, desla para aquella e para esla capilal.
Communicou-se ao coronel commaiidanle das armas.
DitoAo mesmo, communicando haver em vista
de sua informario, concedido 50 dias de licenca
com vencimenlos na forma da lei, ao procurador lis-
cal daquella tliosournria bacliarel Fernando AITonso
de Mello.
DitoAo mesmo, dizendo que para o director das
obras publicas poder encarregar-se da insperoan das
obras que leem de ser feilas na alfandega desla ci-
dade, faz-se preciso que S. S.* Ihe remella urna co-
pia do contrato celebrado para a factura deseme-
Ihaotes obras.Commuuicou-se aosupradito direc-
tor.
Dito*Ao mesmo, recommendaudo em vista do
qye requisito o E>m. prndenle de Sanla-Catha-
rina no offieio que remelle por copia, que mande
r abonar a D. Maria Joaquina de Almeida. a contar
do 1 de novembro ullimo, a prestarlo mensal de
"i-'illOirs., Ojue Ihe consignou seo lilho o 2. cirurgiao
reformado Jos Flix de Moraes, aclualmenle era-
pregado ni colonia militar de Sania Tnereza daquel-
la provincia.Parlicipou-se ao Exm. presidente da
mesma provincia.
Dito Ao director das obras publicas, inlei-
rando o det haver expedido ordena a i inspector da
thesouraria'provincial, para que a vista do comp-
leme certificado, mande pagar ao arrematante dos
concerlos do caes da ra da Aurora, a importancia
da 1. prestaran a que elle lem direito.
DitoAo mesmo, dizendo que deve Smc. mandar
lavrar o termo de recebimendo definitivo das obras
suppletnentares do a^udo de Caruar, e passar o
competente certificado, alim deque o respectivo ar-
rematante possa haver da thesouraria provincial a
quantia que lera direito, vislo nBo se ler declarado
uas clausulas para a arrein ilnrAo dessas obras, o
prazo entre o seu recebimenlo provisorio c definiti-
vo, como fura necessarioe de qne Smc. mi se deve
esquecer, mas tambem por seren ellas um accresci-
mo .le oulra nlira que j.i cvisli.i. 1
ItiloA l"d is os juies de direilo. Recommcni
do a Vmcs. que com urgencia exija dos subdelegados
que anda n concerueutes ao recrutamento, a remessa dos re
crutas, que aindajfaltarem para o completo do nu-
mero terminado para cada freguezia, no anoo finan-
ceiro de 1853 a 1851.
DitoAo segundo supplente do juiz municipal e
de orphaosdo termo do l.imoeiro, dizendo. em res-
posta ao sea offieio de 8 .le novembro ullimo, em
que pjrlif ip i acharem-se vagos os dous empregos de
justica desse termo, de partidor de orphaos.dislnbui-
dor econtador, por abandono de seus respectivos
serventoarios, que deve ler em vista o aviso circular
qua trata sobre o provimento de tacs ollicio-.
PortaraConcedendo a Irino Coelho ,1a Silva,
arrematante do 4. lauro da estrada da Escada, 5
mezes de proroaac.o para a couclusAo das obras do
seu eonlrap, contar do'dia em que-devia elle fazer
entrega dassupradilas obras.Fizeram-se as conve-
nientes eommnnicaces. -
DitaAo agente da companhia de paquetes va-
por,recommendaudo a expedicito|das convenientes or-
dens, para que sejam transportados, por conta do go-
bern, para a provincia da Parabiba no vapor Gua-
nabara. o capilla Jos Antonio de Oliveira Bollho-
sua mulher c 3 lilhos menores.Commuuicou-sc ao
commandanle das armas.
20
Ofticio Ao coronel commandanlo das armas, re-
commeudaudo que remella esle governo. i fim de
ser tranimiltida ao Exm. presidente da provincia de
S. Pedro do Sul, a declararan da poca em que foi
reconhecido cadete Manoel Goncalves Pereira l.ima
Jnior, que ora serve no quinto regiment de caval-
laria ligeira, visto que da respectiva guia nao consla
semelhante declaracao.
Dito Ao mesmo, enviando o processo verbal do
soldado do segundo baialho de infanlaria Antonio
Dias de Paiva, para qne, de conformidade com o dis-
poslo no viso de quo remelle copia, de 30 de no-
vembro ullimo. mande S. S. cumprir a senlenca pro-
ferida pelo conselho supremo militar em dito pro-
ceiso.
Dilo Ao mesmo. communicando qne. em vista
do lermo de inspecjo de saude que foi sujeilo o
.apilan addido ao terreno batalhao de artilharia a pe
Pedro Alfonso Ferreira, conceder a aquello oflicial
tres mezes de I cenca com sold por inleirn, contar
do din 29 do crrenle, para tratar de. sua saude.
F'.r.erara-se as necessarias commuiiicac/ica.
Dito Ao mesmo, inteirando-o de haver indefe-
rido os requerimeiilos do priraeiro cadele Jos Mo-
reira de Larval lio. e do soldado Joao Antonio deSou-
za, sobre os quaes informara S. S. em ollicio de 18 do
correle, sob n. 1208.
Dilo-Ao mesmo, (ransmillindo copia do aviso
da reparlirilo da guerra do 1 do corrente, determi-
nando o modo porque devem ser exercidos os com-
mandos dascompanhias, na falta ou ausencia dos res-
pectivos capitOes.
Dito Ao mesmo, dizendo, que pela leilura do
aviso da repartirlo da guerra de que remelle copia.
Picar S. S. inleirado .le haver-se determinado que o
major do quarlo batalhao de artilharia a pe Antonio
Elias Prxedes, continu a servir na divisAo hrasilci-
ra estacionada era Montevideo.
Dilo Ao mesmo, remetiendo copia do aviso da
repartirn da atierra de 27 de outubro ultimo, do
qual consla que se mandara vir com guia de passa-
geui para um dos corpos da guarnirlo desla provin-
cia, que Jicara addido,o 1 cadele do asilo de inv-
lidos, .lo,m I.uiz Pereira do Lago.
Dilo Ao mesmo, dizendo que, pela leilura do
aviso da repartirn da guerra, musante da copia que
se remelle, ficar S. S. cerlo de que. por decreto de
2 do corrente, se passnra do 1 para o 2o batalhao de
artilharia a p o major Alexandre Gomes de Argolo
FerrAo, que se acha na provincia da Bahia.Com-
municou-se Ihesouraria de fazenda. ,
DiloAo mesmo, Iransmittindo copia do aviso
da rcparliito da guerra de 9 do corrente, do qual
consla que se mandara addir ao batalhao do deposito,
o alferes do dcimo batalhao de infanlaria, Augusto
Carlos de Siqueira Chaves, que se acha na corte.
Communicou-se n Ihesouraria de fazenda.
Dito Remetiendo, para execurjlo na parle que
Ihe posM locar, copia do aviso circular da repartido
da guerra de 28 de novembro ultimo, c bem assim o
da secretaria de estado dos negocios da justica de 18
de nuliihr.i desle anuo, relativamente ao modo por-
que se deve proceder respeilo dos filhos dotoiciaes
subalternos do exercilo, quando as-eularem pra*a
em lempo em que seus pais cstejam servindo os pos-
Ios (te Chafes do eslado-maior, ou de majoresda guar-
da nacional.
Dilo Ao mes ao, remetiendo para ler o conve-
niente destino, as relames das alleracijes occorridas
no mez de novembro ullimo acerca das pracas do 2<
e 9o balalhcs de infanlaria mencionadas era dilas
retardes.
DiloAo Inspector da Ihesouraria de fazenda, re-
commendaudo a evpedico de suas nices, para que
seja pasa ao guarda da reparlicAo da saude, confor-
me requisitou o respectivo provedor era offieio de
hontein, a quanlia de 15S10O rs., que se dispendeo
coma compra de II garrafas de {abarraque, consu-
midas na desinfecrao das cartas e jornaes vindos nos
vapores procedentes da Europa.Communicou-se ao
mencionado provedor.
Dito Ao mesmo, transmillindo o aviso de leltr,
sob u. 30, na importancia de 2969160 rs., saccada
pela thesouraria de fazenda do Rio Grande do Norte
sobre aquella, e a favor de Manoel Ferreira Nobre
Pelinca. Commur.kou-se ao E\m. presidenle da-
quella provincia.
Dito Ao mesmo, communicando haver conce-
dido nesta data 30 dias de licenca com vencimenlos
na forma da lei, ao oflicial da secretaria da mesma
Ihesouraria, I.uiz Francisco Sampaio e Silva, para
trillar de sua saude.
Dilo Ao mesniu, remetiendo o requerimenlo do-
cumentado, era que Souza & liman peden! o paga-
mento da quanlia de 2JS80 rs.. proveniente de duas
lesouras que vender ao consclh i administrativo, e
recommendaudo que mande salisfazer essa quanlia,
e expeca suas ordens para que nao sejam retardados
semellianlcs pagamentos ; porque alm de causar es-
sa demora detrimento s parles, he prejudieiil ao
serviro publico, pois que afugenla os concurrentes,
o qne necessariamenle trara aquelle cOMelho dif-
liculdades c enmararos em suas compras.
Dilo Ao desemhargador juiz relator da junta do
justica, enviando, para depois de vislo ser relatado
em sessao da'incsma junla, o processo verbal do sol-
dado do2 bal illia.i de infanlaria. Francisco .las Cha-
gas.Communicou-se ao coronel cominaudautc das
armas.
Dilo Ao juiz de direilo da comarca de Gara-
nhuns, inleirainio.il ,|e haver S. M. o Imperador, se-
gundo consla ile aviso da reparlicAo da justica do Ip
do corrente, por decreto de 27 de novembro ultimo,
commulado em gales perpetuas a pena de morle im-
posta por senlenca do jury daquelle termo, aos reos
Izidoro e Silvestre, escravos.
Dito Ao mesmo. communicando haver sido per-
doada, por decreto de 21 do uovemhro ultimo, i
Antonio lenlo ile Oliveira, a pena de4 mezes de
pnsao. quo Ihe foi imposta por senlenca daquelle
juizo.
Dilo Ao Dr. cliefe de polica, dizendo que, para
salisfazer a primeira parle do aviso do imperio de 9
do crrenle, de qae remelle copia, cumpre que S.
S. remella a esle Enverno, fim de ser transmillida
aquella secrelaria de estado antes do mez de mar-
50 prximo viudouro, urna informaran ou cstalislica
dos eslrangeiros, que com intencao de residirem no
imperio, enir.iran nesta provincia durante o corre-
le anuo, arompanhada de toda as declarares exi-
gidas em dilnavi'o.
Dito-rAo inspector do arsenal de marraba, para
entregar a canda que existe" uaquelle arsenal, per-
lenrenle a fortaleza de llamara. ao cauoeiro Ma-
nuel l.ouicnrn, e fornerer ale as bracas de cabo
de Mano que forera precisas para levara referida ca-
noa a reboque para a mencionada fortaleza, seguudo
requisitou o coronel commandanle das armas em
offieio de honlem.Communicou-se a esle.
DiloAo inspector da Ihesouraria da fazenda
provincial, para mandar adianlar ao Ihesoureiro pa-
gador das obras publicas, segundorequisila o respec-
tivo direclor.a quanlia de 2:5005 rs. para pagamento
da podra remecida para o calamento das ras des-
la cidade.Communicou-se ao director das obras
publicas.
DiloAo mesmo, transmillindo copia do ollicio
do director das obras publicas do 13 do correnle, n.
629, e aulnri-anilo-o mandar recolher ao cofre
daquella Ihesouraria a quanlia de 1:6125160 rs. em
que iinpoi tara varios objeclos que pela obra da pon-
te provisoria do Kecii'e, foram fornecidos para os
concerlos que ltimamente livcram lugar na ponle
do Recife.Coniinuuicou-se ao direcior das obras
publicas.
DiloA admini'IrarAo do patrimonio dos orphaos,
miel ,111 in-a de haver remedido ao director do col-

0CABIM0D0DEVER.C*)
Por A. lie Rrrn.'iril.
legio de orphaos, para ser deferido nos termos de
-na informaran, o requerimenlo em que Anna Joa-
quina Ferreira pede licenca para que o seu filho
menor, educando do mesmo collegio Antonio Jos
Teixeira passe um mez em sua companhia.
DiloA mesma. communicando ler laucado no
requerimenlo em que Jo3o Daraasceno Borges, pede
a entrega de um seu sohrinho de nome .Marcelino,
educando do collegio de orphaos, o despacho seguin-
(e : Como requer ; assignando o supplicanle no
joizo de orphaos desla cidade um lermo de lutella,
pelo qual seobriguea curar affiincadamenle do com-
plemento da educa^ao primaria do referido menor.
Fizeram-se as precisas communicacoes.
PortaraNomeando o escriplorario da contadu-
ra .la Ihesouraria de fazenda, bacliarel Jos Maria
da Trinda.le.para interinamente exercer as funcres
de procurador fiscal da mesma Ihesouraria, em qan-
10 esliver no goso de l. enea 0 bacliarel Fernando
Aflbnsu de Mello.Communicou-se mencionada
Ihesouraria.
DitaAo agente da companhia dos paquetes i va-
por.para mandar transportar no primeiro vapor que
seguir para a corte, o prelo Jos Angola, escravo de
Alexandre Jos Coelho, alli residente, o qual Ihe
ser mandado apreunlar pelo juiz municipal da 1.
tara desla cidade, devendo a respectiva despeza ser
paga pelo senhor do mesmo escravo.Ofliciou-se
nesle sentido ao referido juiz municipal.
DitaNomeando, de conformidade com a propos-
la do Dr. Bhefe de polica de 16 do correnle, n. 919,
para o lugar de subdelegado da frecoezia de S. Jos,
do 1. dslriclo desle termo ao cidadao Eduardo
Frederico Banks, que oceupa o de 2." supplenle.__
Communicou-se ao mesmo chefe de polica.
COBDHANDO DAS ARMAS
Quartel do commando das armas de Penum-
buco, na cidade do Recle, em 21 de deaem-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. t90.
O coronel- commandanle das armas interino, ten-
do empresenta as cominuncarnes recebidas da pre-
sidencia em data de hontem, faz publico para co-
nhecimento da goarnigao e fins necessarios, que S.
M. o Imperador bou ve por bem. por decreto de 2 de
dezembro correnle, passar do para o 2- batalhao
de artilharia a p, o Sr. major Alexandre Gomes de
Argolo Forran, que se acha na provincia da Bahia ;
e que por aviso da ministerio dos negocios da guer-
ra de 9 tambera de dezembro, mandar addir ao ba-
talhao do deposito, o Sr. alferes do 10 batalhao de
infanlaria. Augusto Cirios de Siqueira Chaves, que
se acha na corle.
Faz igualmente publico os avisos do ministerio
dos negociosda guerra de 28 de novembro ullimo e
{ do corrente, estabelecendo-se nesle o modo por-
que devem ser exercidos os commandos das compa-
11 lna- dos corpos do exercilo na falla 00 ausencia dos
jespeclivos capitaes, e naquell a maneira porque
se deve proceder a respeilo dos filhos dos ofliciaes
subalternos do exercilo, quando assenlarem pia<;a em
lempo em que seus pais eslejam servio lo por no-
meac o. do soverno os postos de chefes de e-la lo.
maior oude majores da guarda nacional.
Finalmente declara que a presidencia na dala de
honlem, sobre indicacao da junla de saude, conce-
ileu ao Sr. capiao do i- batalhao de infanlaria. Pe-
dro Alfonso Ferreira, que se acha nesla provincia,
(res mezes de licenca, cora o sold por inleiro, para
Iralar-se das molestias que solfre, a contar de 29 do
correnle.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da guerra
em 28 de uovemhro de IS5.
Illm. e Exm. Sr.De ordem de Sua Mageslade o
Imperador remello V. Eic. para seu conheci-
mentn e governo, a inclusa copia do aviso do Sr.
ministrla jn-iim ,le 1S VeatafifO Mimen eJnli-
vamenlc ao modo porque se deve proceder a respeilo
das filhos dos officiaes subalternos do exercilo,quan-
do assenlarem prara em lempo em que seus pais es-
lo\im scrvimlo, por nomeac.in do governo. os postos
de chefes de estado-maior ou de major da guarda
nacional.
Dos guarde V. Exce. Pedro de .lr.anlara
Rellegarde.Sr. presidenle da provincia dcPernam-
buco.
Ministerio dos negocios da justica. Rio de Janeiro
18 de oulubro de 1854.
Illm. e Exm. Sr. Em resposla ao aviso deV.
Exc. de 6 do corrente, transmillindo a din ida em
que se acha o commandanle das armas interino da
provincia de Pernambuco acerca de seren ou nao
reconhecidos primeiros cadetes os filhos do ofliciaes
subalternos do exercilo quando assenlarem praja ao
lempo em que seus pais eslejam. em virlo.de da lei
11. 602 de 19 de setembro de 1850, servindo por no-
meacao do governo. os postos de chefe do estado-
maior. on de majores da guarda nacional, lenho de
declarar V. Exc, de parle de S. M. o Imperador,
que sendo pela citada lei laes poslos pura commissao,
e comprehendendo a resolurao de 16 de novembro
de 1853, smenle os odiciaes da guarda uacional e
n,lo os do exercilo, que sao considerados della em-
quanlo dura a commissao nenhnm direito lem os
lilhos desses ofliciaes para se reconhecerem primei-
ros cadetes, sendo esta inteligencia a que se con-
forma com a execur-o dada ao alvara de 16 de
marco de 1757 e decreto de 4 de fevereiro de 1820,
que regulam o reconheeimenln dos primeiro* e se-
gundos cadetes e soldados particulares, sendo cons-
tante a pratica que as faz applicaveis somenle aos
ofliciaes do exercilo vitalicio, enAo de commissao ou
honorarios, ou aos empregados de repartieres civis
qoe gozam de graduac,6ea militares. Prevale{o-me
da occasiAo para renovar os meus protestos de esli-
ma e consideracilo a V. Exc. a quem Dos guarde.
Jote Tliomaz Sabuco de Araujo.Sr. Pedro de Al-
cntara Bellcgarde.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios do guer-
ra em o l.o de dezembro de 1851.
Illm. e Exm. Sr.Tendo-se reconhecido pelo que
represen 1 ara em offieio de 5de marco gadeiro inspcclordo quarlo dislriclo militar e lti-
mamente, em ollicio de 23 de outubro desle auno,
o brigadeiro commaudante da divisAo auxiliadora em
Montevideo, que nos corpos do exercilo -ai exerci-
dos com muita irregularidade os commandos das
companhias na falla, ou ausencia dos respectivos
capitaes. Ha por bem S. M. o Imperador determi-
nar, que quando se der esla circumslancia em qnal-
quer companhia, seja ella commandada pelo capi-
rs
i*
1
A
i
4
CAPITULO DCIMO NONO.
Ce erat' un trop tilain jeux
a De um dommage faite deux.
( Chreslicu de Troves. )
fConfinuaraoJ
(astio senlio entao um remorso no coracAo, essas
llores que offerecia nao linbam sido colinda- por el-
le, porem por urna mo rustica nos campos de aveia.
Era verdadeque nao fra a intencao que Ihe fallara,
c te a hnmenagem qne fazia madamesella de Se-
neuil nao tinha aos seos olhos Inda a pureza e lo.la
a delicadeza que desejra dar-lhe, arcusava dissn
mais sua impaciencia o que sua boa voulade, a--mi
fazendo um peqjicno compromisso com a conscien-
cia resolveu calar a nrigem das Dures silvestres, e
ler toda a honra da olTerla.
lu humera bem educado e afieil desde muito
lempo s formas superficiaes da galantera da nussa
civilisaco poder achar exagerados os escrpulos de
GaslAo. Em Paris a ollera mais delicada que um
hornera plido pode fazer a urna mulher he enviar-
Ida um ramalhele de lloros colindas a preijo de ouro
em rasa do mercader. O jardinriro passou por ahi.
retar,ion nu apressou a florescencia, I ibricnu varie-
dades, invenios formas e crtrrs, que nAo existem na
nalureza ; corluu de flor cm flor lodo o ramalhele
de plantas, sobre as quaes 1 iu.luslria laura seus be-
neficios a*siin como o fabricante de bonetes sobre os
producios de sua luja. Depois veio nina mulher que
justando destrmenle lios de ferro na haslea dessas
llores, e crean.1 -Ihes una vegetaran artificial cora
tullas liradas a .lireila e esquerda Cm seu ceslo.
reuni com man sabia as cores que inelhor se nar-
inouisam, as Tilhas que f.izein melhor companhia ;
nada he abandonado ao acaso, nada he entregue ao
imprevisto, s inspirac^iesda nalureza. .Nao sao mais
flores, sAo joi.u, iho sAo mais ramal lele-, sao adere-
ros. Depois de ler comprado semelhante producto da
arle por alguns luizes, imagina-ae ler feito a nina
mulher o mai bello brinde do mundo, a mais pora
e delicada ollera: porm verdaderamente nao se
lem felo mailno que oslentar muila vaidade em
um pequeo olijeclo, moslro.i-se que sabia--. gastar
muito diabeiro para produzir pouca causa, e que se
() Video Osario 11. 292.
a occasiAo se offerecesse, se lanzara mui fcilmente
o ouro pelas janellas lora. He essa urna homenagem
bem delicada '! he esc um dos lernos prsenles que
revelara luda a riqueza do corado'.' Nao. elles s
revelam r riqueza da bolsa, e o' corarAo nenhuma
parte lem era semelhante negocio.
Oh f.-illai-mc anlesdessa pobre florzinha colhida
nos bosques, uu enlre as searast e ofierecida mu-
lher amada na volla desses passeios solitarios que
abrem a alma e preparam-na para as mais .miento.
sympalhias! lalUime da llor lirada da noile do
pilrileiro, ,ta margarita rouha.ta 11 relva, da pervin-
ca adiada debaix do musgo, da centaurea lirada dos
campos que esmalta Eis-ahi llores que sao emble-
mas, e que saliera lodos os segredos do corajao !
Eis-ahi flores que dizem ludo ao amor, e que sao
comprehendidas' de lodos os amantes S estas po-
dem ter alcum proco, s ellas mcrecem ser prega-
das no rllele, bancadas nos cabellos, edeixadas de-
pois era tembranca ao homem que as reclama como
o mais insigue favor.
Sera ler feilo jamis semclbaiilc anahse, mada-
mesella Alicc de Seueuil em luda a simplicidade e
raedura de sua infeliz ndole, pensava assim, c teria
preferido um pedaciuho de relva ollerecido por Cas-
lao i mais bella llar da cslufa corlada cuidadosa-
menlc pelo jardineiro. A rallo disso era porque o
mais mesquinhn objerlo metamorphosea-sc c brilha
romo o sol, quando he locado pelo dedo do amor.
Alice J11I2011 ver metamorphosearem-sc em lur-
quezas, e hrilharem romo stiras as centaureas que
GaslAo Ihclevava. Junto dellas leriam empalledeci-
do lodas as flon s do jar.lim ; pois pareciam aos seus
olhos colindas, nAo nos jar.lins da Ierra, mas nos do
co.
GaslAo nao era lAo modesto nem 13o ceg, que nAo
percebesse muito bem o que se pastara no mrac.lo
da rapariga, e seria fazer delle mais do que um ho-
rnera, pretender que fosse insensivel a isso. Seu
amor proprio, nu oulra qualidademelhur de sua ida-
de. firou mesmo lio lisongeado que pode imprimir-
Ibo no exlenr e na voz a enioi;ao que s pareca o
elleilo de una viva impreemo a obrar sobre um sen-
liiuenlo profundo.
Pcrd.'ie-mc. senhora, disse elle, se eslas flores
nao sAo mais bellas; pois a oslaeAo vai-sc passando.
Ellas sAo umita bellas, respondeu a moc;a ; pa-
rerem-nie raais bellas do que as dahlias de que mi-
aba mal alias he lAo ufana.
A senhora faz assim o elosio da nalureza mais
do que o do jardineiro.
NAo lenho razan, Mr. de Chvilly?
Dos me preserve de pretender o contraro, e
sobreludo agora que brilham era seu collele, essas
flomnlMS parecem-me as de que os anjos Iraucam
suas coras.
AliCe ergueu seus olhos lmpidos sobre GaslAo co-
mo para interrgalo, e saber se l'allava scriamenle.
O rosto do mancebo eslava animado, e seu olhar fi-
lo sobre madamesella de Seneuil pareca querer pe-
nelrar-lhe ate ao intimo da alma. A rapariga corou,
e 11 rubor que cahio-lhe as faces formava um con-
traste feliz com o azul-escuro do ramalhele.
Agora nAo he o esculplor, he o pintor que convi-
da evocar para perceber e lixar as graduuces bel-
las e fugitivas dessa figura encantadora; nao he Pra-
xileles. he Raphael que seria necessario para inter-
pretar essa grac.a da cor casada com a da India.
Senhor GaslAo... disse a moca, (ornando a lan-
car os olhos sobre o ramalhele.
A voz expiren Ihe nos labios com o pcnsamenlo ;
mas a alegra que inundava-lhe o rnrarAo manifes-
tava-se, mAo grado seu, e espalhava-se-lhe nis
feisfies.
GaslAo ficou suhjugado por tanta ara5a, e deixan-
do-se como l'j amahao seduzir pela suapropria obra,
disse:
J que essas flores parecem dar i senhora ISo
grande prazer, permita que eu as renov amanhAa.
Enlao, di/.ia elle comsiao, porei miuha oflerli de
arcrdo com ISo lerno reconhecimenlo, colhendo eu
mesmo as flores que ollerecer.
AmanhAi... murinurou a mora com um acen-
lo doloroso, o senhor relira-se.
.Mr.de Chvilly linha-sc esquecido um momcnlo
de sua relinda.
He venlade, lurnou elle passando a mAo pela
fronte; mas nAo partir! tAo cedo que nao possa nf-
fcrccer-lhe miuha leve homenagem antes de por-
me a carainho. I.cmbrando-me assim minha retira-
da, a senhora lembra-me que s lerci urna vez esse
prazer, e he essa urna das saudades que levaici dei-
\ mdo Seneuil.
Entao porque odci.va'.' pergunlou ingcuua-
mcnle a raparan.
Se desse ouvi.los smenle ao mcu corarao, cu
licaria.
Alicc lilou um olhar eslranho sobre Gaslao. Seus
leves vapores de riume loruavam a -ubir-lbe ao ce-
rebro, e_ a mora procurara perceber se as palavras
de Gaslao dirigiam-se a ella ou irmia. Esse ciu-
me deu-lhc una corageni singular, e iuspirou-Ihe
una pe anula temeraria :
Porque diz isso!
Porque he a verdade.
A verdade!... nao o creio.
Posso asscverar-lhe...
Nao, se isso fosse verdade, o senhor ficaria.
Dou-lhe miuha palavra...
Deixe-se de palavras; se quer que eu o crea
dr-me provas.
Masque provas quer que Ihe de? pemunlou
vivamente Gastao, o qual deixava-se levar invulun-
tariameule da trrenle, cojo leilo cavara.
Bastar urna: fique em Seneuil.
Sorprendido e desconcertado por i.iu repenli-
lao que esliver aggreaado ao curpo, que na sua falta
pelo que esliver adido com tanto que como tal nao
seja considerado meramente pira receber seus sol-
dos, e que quando au baja no corpo capiao algum
em laes circumsloncias, seja a companhia comman-
dada inleiinamenle pelo oflicial subalterno mais an-
igo do corpo. O que communico a V. Exc. para
que tenh 1 a devida e\ecuc.o.
Dos guarde a V. Exc.Petro de Alcntara Bel-
legarde.Sr. presidenle da provincia de Pernain-
huco.
Assiznado.Manoel Muniz Tacaren.
Conforme. Candido Lea! Ferreira, ajndanle de
ordens encorreando do .lelaIhe.
EXTERIOR.
INCENDIO DA CIDADE DE MEMF. I .
No dia i do correnle (outubro) pelas 7 horas da
larde, incendiou-se ura armazem de cnamo e o fu-
go impelido por um vento furii.su de noroeste,com-
municou-se a urna serrada que Ihe ficava bem .100
passos .listante, e depois ao deposito do madeiras. A
lempeslade e a chuva de faiscas que ella levanlava
lornavam impossivcl circumscrevero desasir. Bem
depressa percebeu-sc que a piopria casa do negoci-
ante, enlloca la a iiiuilo- mil pes do thcalro do incen-
dio, 110 territorio da cidade ardia lambem pelo le-
Ihado.
0.< meios desuccorro divididos nao foram suflici-
enles para dominar o fogo alimentado pelas mate-
rias comhusliveis existentes nos depsitos de madei-
ras. Na cidade lambem lodosos lugares disponives
eslo chelos de linho e cnamo, e o incendio ga-
nhou logo a parle velha da mesma, Irauspondo o
Danga. Dos navios surtos nesse rio uns com muito
custo poderam refugiir-se na enseada, os outrus ata-
cado pelo fogo foram ao fundo. Pela manhaa as
rh iranias tinham percorrido ja um esparo de mais
de 2,000 metros. Desde Ballaz-Plalz al" porla lie
Pierre, grandes ras c grandes arroazens acham-se
arruinados ; o fogo conliunava a eslender-se sem-
prc impellido pelo venlo. A cidade velha, a mais
bella e mais povoada, he boje um mnnl.m de ruinas,
do mesmo modo que as tres igrejas, a alfandega. a
casa do banco, as cinco escolas, o grande apparelho
para pesar o linho, a casa da guarda, o Iheatro, as
salinas, etc. ; o hotel Ville e a Bolea, construidos de
madeira foram poupadus. Nesle momcnlo o fogo
lanra-se para a direila. A origem do desasir he
anda ura imsteno. A perda se elevar a muilos rai-
IhOcs de thalers. [Gazelle naonal de Berlim.)
Em urna correspondencia de Koenigsberg pro-
vincia da Prussia propra leem-se ainda as scguinles
particularidades:
O lerrivel incendio queja red u/i.i a cima a maiur
parlo da cidade de Memcl, eque segundo as noticias
chegadas dalli esta manhaa, eslava ainda longe de
ser exlinclo, propaaou-se com tal rapidez e violencia
que no banco apenas se pude salvar o cofre, e no
palacio da juslira urna pequea parle dos archivos
do camino das hypotbecas.
O fogo deslruio immensas quanli.lades de merca-
dorias de toda a especie e enlre outras bem 1,200,000
thalers (1,500.1KM); francos punco mais ou menos) de
sal que ia para a Bussia e 290,000 thalers ',1,120,000
franco*) de linho e cnamo. Estas merca lona- nAo
eslavam seguras. No momento em que o incendio
d -ciaron -e, havia no porto de Memel mais de dn-
zentoa navios, dos quaes apenas qualrn foram quei-
ranto-, por se le cm submergido iminedialamenle
todos os omros alim de preserva-los da furia ao ele-
menlo devorador.
A mizeria que reina em Mcincl he das mais ex-
tremas ; muilos milhares de pessoas acham-se sem
abrigo e expnslas aschuvas abundantes que uaores-
sam de ralitr. A-maier -parte Oes ioui|unhias de se-
guros contra o incendio lrAo quo pagar in.lemnisa-
roes enormes excepto da do Pltenir que ha oilo
anuos recusava constantemente garantir riscos cm
Memel. (i'.azelle de Cologne.)
---------iBIOim
TRIBUNAL DE CASSAqAO .
Presidencia de S. Esc. o primeiro presidente
Mr. Troplons.
SESSAO DE ABERTURA EM 3 DE NOVEMBRO
DE 1851.
Ditcurto do procurador gerat Mr. de foyer tobre
a origem e a autoridade do tribunal de Canario.
(Couclusao.)
Investido dos mesmos direito- e das mesmas pre-
rogativas que 01 oulros tribunaes soberanos (85), o
grande conselho desde u principio reclamou e clie-
gou a obler o privilegio de formar e julgar os pro-
cessos crimes intentados contra seus membros. Des-
gracadamente, leve muitas vezes de reivindicar c fa-
zer trumphar esse triste direilo ; mas o parlamento
de Paris, que era o tribunal dos pares (86) e que no
reinado de Carlos IX havia julgado os membros do
grande conselho aecusados de heresia (87), nao dei-
xou escapar nenhuma occasiAo de protestar.
De 18 de fevereiro de 1611 <88j a 28 de juoho de
1755 (89',dez processos desle genero oceuparam ao
mesmo lempo o parlamento, o grande conselho, e o
conselho de estado. A marcha destas diversas ques-
les apresenta-se sempre sob o mesmo aspecto. O
Chalelel (tribunal de primeira instancia em Paris)
forma culpa a nm membru do grande conselho aecu-
(85) Edicto de 2 de agosto de IM7.Circulares
lellres) de 2 de julho de 1198.
(86) Ordenanzas de dezembro de 1361 arl. 1. de
11 de oulubro de 1163.Declararlo de 14 de dezem-
bro de 1461;Seses do parlamento de 28 89 de
maio de 1761;Sismondi tom. XXIX, pag. 148.
.87) 11 de dezembro de 1568; declaracao do rei
de 9 de fevereiro de 1569 decreto do parlamento
que declara vagos c iinpelraveis os oflicios de 9
membros do grande concelho.
(88) 18 de fevereiro de 1611. Disposicao do con-
selho de eslado que cassa um decreto bailado contra
o senhor **, merabro do grande concelho pelo suhs-
lilulo civil do Chalelel de Pars, e remelle as par-
les ao grande concelho.
(Memoria sobre os (rabalbos do grande conselho,
pag. 32.)
(89) Decisao do grande conselho que declara nul-
lo o processo criminal principiado contra M *,
membru do grande concelho ele. (Memoria sobre os
Irabalhos do grande concelho, 1775. pag. 530.)
no ataque, GaslAo procorou urna resposla, e como a-
contece quasi sempre em semelhante circumslancia,
a fez com a maior necedade que be possivel.
Na verdade, senhora, nAo merejo tanla bou la-
de. ella vai lornar-me muito orgulhoso. Fiquo per-
suadida de que eu nao teria esperado essa palavra de
sua bocea, se houvesse podido ceder ao convite ama-
vel da senhora condessa sua mili, e que he misler
lodo o rigor de nm dever imperioso para ohrigar-
me.....
Muito bem, muilo bem! inlerrompeu viva-
mente a mora lanrando-se em urna poltrona, e vnl-
lando quasi as costas a Mr. de Chvilly, nao he mis-
ler fazer la grandes phrases quando podero dizer-
me simplesmenle: Retiro-me porque assim me
apraz. 11
A senhora he injusta, murmuren GaslAo; mas
essa mesma injuslica me lisongea e honra.
Brevemente medir que Ihe di prazer.
Eu nao o leda ousado; mas como he a se-
nhora...
Eu oh o senhor be muir* promplo cm pc-
gar-me da palavra. Fallo assim por gracejo. Nin-
guem aqu quererla faz-ln fallar aos deveres, como
o senhor diz; deveres imperiosos!... Releva cum-
pri-los antes de ludo.
Mr. de Chvilly sordo com um cerlo ar de silis-
facAo, que era outro se leda podido lomar por falui-
dade, chegou una pullrona para junio de Alicc, e
asseulaudo-sc, lornou:
A senhora escarnece de mim : depois da injus-
lira a malignidade.
Eu maligna O senhor nAo sabe o que diz.
E fazendo a cadeira dcscrever um semicrculo, a
raparan Rcou quasi rusia a rosla com Mr. .le Ch-
villy. Esle aprcssou-seaelleiluara mesma manobra,
e assim ambos lornaran a achnr-sc na mesilla posi-
rAo respectiva que dantos.
Ao menos sei o que vejo, disse Gaslao, e vejo
que a senhora nao faz caso do.ineu ramalhele ; pois
o esla despedazando.
Ah he para dislrahir-me.
Essas pobres llores solVrem a pena de minha
iucapacidade.
0 senhor nao m'as den .' nAo sao rainhns'.' nao
posso fazer dellas o que que quizer ?
-- Eu tinha esperado para ellas inelhor sorle.
Para que comerva-las, se o senhor ha de dar-
me mil ras ama liban ?
Reserva-lhes o mesmo Iralamcnto que da a
eslas?
Talvez, isso depender...
Depender de que?
Da maneira pela qual o senhor cumprir seus
deveres imperiosos.
E de que maneira devo cumprir esses deveres
para merecer a graca dessas pobres llores do hora
Deus?
sado d crime. O grande conselho chamen a si o
negocio. O conselho de eslado annulla os decretos e
as sentencasdo Chalelel, avoca e manda i queslAo
para o grande conselho.Algnmas vezes o grande
conselho e o parlamento annullam reciprocamente
seus processos, e Irocam mandados de nulificaran
para ocomparerimento pessoal de seus presidentes e
seus membros 90;.
Em 1628 urna senlenca do substituto criminal de
Paris havia condemnado morle um merabro do
grande conselho (91). O grande conselho de oulra
parte tinha lambem prcessadoe pronunciado a mes-
ma condemnarAo (92 A 8 de marco de 1615, o con-
selho de estado annulla a senlenca do substituto cri-
minal de Paris, e prohibe a lodos os juizes a conhe-
cer para o futuro dos crimes imputados aos ofliciaes
do grande conselho, pena de nullidadc e canario
dos processo' (93).
_ edicto que reslabelcceu o grande ronselho em
I n i ronsagroii por um lexto formal essa jurispru-
dencia e esse privilegio (91).
Mas, nAo obstante, o parla moni o o Chlele! con-
linuavam a fazer em casos semelhanles, averiguaees
e processos que o conselho de eslado conlinuava a
cassar e enviar para o grande conseibo (95).
l.ma destas quesles minislrou cm 1755 occasiao
ou protesto para urna uta que se trnou memoravel,
e no decurso da qual a queslao judicial Iransfor-
mou-seem queslao constitucional.
O grande conselho'tinha annullado nm processo
crime comec.ado eratia um de sen* membros (96)
ordenando ao mesmo lempo que fossem remettidas a
sua secrelaria a queixa e as peras respectivas; o par-
lamento publica don-decretos que prolnhom ao corn-
missario e ao secretario do Chalelel a entrega dosau-
lus oriainaes '.17 O conselho de estado ordena que
se execule a .lecisAo do grande conselho (98;, e a re-
messa dos autos se efleclua (99). O parlamento ape-
nas reslabelecido das lulas que sustentara por occa-
siAo das recusas dos sacramentos e da bnlla l'uige-
ni tus (100;, a volla, como diz Vollare, Indas a- suas
baleras contra o grande comen lio (101. Ordenas
reformados autos.prohibe a lodos os ofliciaes do Cha-
lelel de Paris e dos tribu naos sob sua j uris I i eran an-
nuirem para o fuluro s orlen- e as exigencias dus
membros do grande conselho, e resolve que se facam
represenlares ao rei.
O rei I.uiz XV, previnindo as representaces pu-
blica em Fontainelleau a declaracao de 10 de outu-
bro de 1755. Esta declaradlo, qu se lurnou depoii
iao celebre, record* as disposires anteriores relali-
vas a autordado tfa grande conselho, cassa o annul-
la a decisao do parlamento de Paris, e manda a to-
dos os juizes do reino que execulem e facam execu-
laros decretos do grande conselho.
Usando do direito j eslabelecido pelai ordenan-
zas (102), o rei dirigir sua declaracao ao grande
conselho. que era o objerlo della, prescrevendo que
fosse remellida a lodos os tribnnaes, baliarios e se-
nescalas do reino, para que fosse ahi publicada e
e\e-ulada lo.l He sobre esle poni principalmente
que insistem as represen taces. O grande conselho
be .i--nan.il,ido como um corpo irregularmente esla-
belecido, antes tolerado que reconhecido (104?. Con-
leslam-lhe abertamenleo que chamam o direilo de
junsdicr.ln s!bre os tribunaes inferiores. O molo
porque a declararan do rei foi registrada he aprc-
sentado como contrario aos direilo- do parlamento e
s leis fnudamentaes do estado.
Que respei losas re presen lar. "es. senhor, nao Ic-
(i riamos que fazer a vessa mageslade, diz o parla-
II menlo de Pars, sobre o mesmo genero de usurpa-
rao que se pretende commellcr contra nossa au-
n lori.la.le soberana !
He no grande conselho que vai buscar suasauc-
?au urna lei que lem por fim suspender o elleilo
de urna decisao de vosso parlamento.
B Querer nullificar urna decisao do parlamento
u por ura 1 declararlo fela pelo grande coiiselho iro-
n portara o anniquilaineolo de toda a ordem, o es-
a labeleriiii-nlo efl'eclivo de um tribunal superior
reformador do vosso primeiroc principallribun.il,
o aditamento dessa dignidade suprema que he
parte esseudal da mesma dignidade de vossa ma-
i) geslade (105).
O parlamento nao se limita s represenlarres :
declara millas assenlencas dos haliados sob sua ju-
risdiccao que ordenara 111 o registro da declaracao de
10 de oulubro ;prescreve o Irancamento desse re-
gistro e suspende us magistrados que o promove-
rn! (106).
Esla decisao e suspensao sao annulladas pelo gran-
de conselho ;I07). O parlamento convoca os princi-
pes e os pares. O rei prohibe aos principes e aos
pares annuirem ao convite.
O parlamento protesta por um ultimo decreto no
qual ordena a lodos os juizes sob sua juri-diceo que
nao publiquen e execulem lei alguma que nao seja
approvada por elle (108).
Os parlamentos das provincias seguiram o exem-
plodode Paris (109).
Como esle, annulliram os registros da declaracao
nos baliados (110), e viram suas decises ser cas-
sadas pelo cousclbo de estado e declaradas allenta-
lorias da aulordade do rei mIH).
O parlamento de Ren fora mais longe, decla-
rando millas as cancella<;es e as Iranscriproes orde-
nadas pelo conselho de eslado. (112);
O duque de l.uxemhurgo.capitao das guardas, go-j
vemador geral da provincia de Norman,lia foi man-
dado a Ren levando carias regias dirigidas ao par-
lamento : fomosinformados, dizem eslas cartas, de
que livestes a temeridade de publicar a 8 do correnle
mez um decreto, pelo qual, commeltendo um alten-
lado inaudito, declaraste) milla-e de nenhum elleilo
a c.mcellacA e a Iranscripcao ordenadas por decre-
tos de nosso conselho, ordenando novamenle a exe-
C115A0 do decreto quehaviamos minificado..Portanto,
pelo presente assignado por noso pnnho, cassamos e
annullamos o dilo decreto, prohibindu-vos que pu-
hliqueis oulros semelhanles sob pena de incorrerem
em nossa indisnacAo (113)....
A assembla dinsolve-se. O decrclo do parlamento
he riscado e trancado nos registros na preseuga do
primeiro presidenle, e do procurador geral.
Fez-se a acia que foi entregue ao duque de Ln-
xemburgo (114,.
Em Bordeau.depois de represen;oes e de decisoes
anlogas, o parlamento decreta o nome de sua dig-
nidade offendida e do respeilo decido s leis fun-
damenlaes u que os membros do grande concelho
a que se actaarem no lugar da residencia do parla-
memo nao sejam admillidos a tomar parte nas
suas sessoes, como al entao se Ihes conceder por
mera attenc/f (1(5).
A luda esta agtlargo suecede urna sessao real (/
de j us tice) que leve |ojf a 11 de dezembro. O rei
faz registrar no parla-* dc Paris um edicto que
suprime dous Iribunaes 3yajiirires; nessa decla-
racao que regula o direito de rcpresenlacao e pro-
hibe que em caso nenhum se deixe de administrar
justica. O poder legislativo que reside em nossa
a cora smenle, diz o rei no prembulo desla dc-
(i r I araran, nao se estn Je menos aos magistrados do
que aos povo*, o/. 1 jjges os encarregamos de ad-
ministrar juilf/'-i '>40sso nome; e o primeiro de
seus deveres k 'j>* nossos subditos o exem-
po da submisii_7^Iiedienca (116).
11 alternado de'.'amuir (117) veio distrahir a e-
morAo do parlamento. 'I'inhara-se ollerecido di-
missOes que foram depois retiradas (118).
Mas as quesles desla nalureza anles adiam-se do
que resolvem-se. A lula reappireceu em 1768 110
mesmo terreno e com incidentes anlogos, por occa-
siAo de unTedicto que raantinha em toda a extensAo
do reino, a respeilo das -rulencas do grande conce-
lho, a mesma execurAo que a respeilo das do conce-
lho de eslado, e das corles (119).
O concelho de esladn leve de cassar successiva-
inenle dous decretos pelos quaes u 'parlamento de
Paris havia protestado contra esse edicto, assigna-
lando-oa todos os tribunaes sob sua jurisdicrao co-
mo contrario ao bem publico do reino, a ordem
de jurisdicrao. aos direilos de lodos os Iribunaes
a establecidos, s prcrogativas e essencia da ca-
li mar dos pares......(120! O rei respou-
i.90) 1626 processo Briesl. Extracto do registro
do grande concelho, 16251631, pag. 7,6.
(91) 26 de maio de 1628.
(92) 23 de agosto de 162.
\93) Memoria sobre os Irabaihus do grande con-
selho. Doccumenlos pag. 61.
(91) Edicto de nuvembro de 1774 qoe reslahele-
cia o grande conselho que havia sido supprimido
por um edicto de abril de 1771.
(951 Decisoes do conselho privado de 28 de junbo
de 1725 de 3 junho de 1726; decises do conse-
lho de eslado de 8 de fevereiro de 1681elide
selembro de 1755.Memoria sobre os Irabalhos do
arande conselho. Documento pag. 69, 70, 66 e 531
llor n i rr I o 11111. pag. 42.
(96) Areslo de 28 de juuhode 1765.Mem. sobre
altribuires do grande conselho. Pice pag. 530.
. (97) 16 de julho, e 7 de agosto de 1755.
(98) 1,1 de seiembro de 1755.
|99) l.o de oulubro de 1755.
(100) A cmara real foisupprimida a 30 de agos-
to de 1754.
(101) IUst. do parlamento, cap. I,VI.
(102) Arl. 2 das ordeiianras de Moulins do mez
de fevereiro de 1566arl. 53 da de Janeiro de 1629.
Titulo l.o arl. 6 da de agosto de 1667.Coquille,
insliluices de direito francez.A publicaran do
edicto de Janeiro dc 17.58 sendo chanceller Dagues-
seau.Fado memorado pela dec,isAo do grande con-
selho de > de abril de 1776, e pela disposicAo do
parlamento de Toulouse de 26 de junho de 1776.
(KM; Veja-se a mencAo do registramenlo no fim
da declararan.
(101) An. 5 da deliberado de 27 de oulubro
dc 1755Mem sobre os Irabalhos do grande conse-
lho p. 576.
(105) Representaran do parlamento de Pars de
29 de novembro de 1 :>.Memoria sobre os Iraba-
lhos do grande conselho. Documentos p. 598, 617.
(1061 Areslo de 13 de fevereiro de 17.56. Bailia-
dos de Saiiil-I'icrre-le-Monlier Creci-en-Brie,- Vi-
Oh! se eu Ihedsscsse!... Mas de que servir?
O senhor nAo os cumpriria jamisscnAo sua phan-
lasia.
Como sabe ?
Pelo tom com que foram pronunciadas estas pala-
vras, Alicc cncarou GaslAo alteolamenle e disse :
Ah agora be o senhor que quer escarnecer
de mim ?
Asscvcro-lhe que fallo mui seriamente, c se a
senhora quizer c-clarecer-mc com seus conselhos,
louiarei por lei o segui-los.
Nao sei dar conselhos, ser misler pedi-los a
Bertha ; ella he mais instruida do que eu.
Gaslao senlio esse nome peiittrar-lhe no enrod
como a lamina de um punhal. O encanto dessa con-
versasAo com a rapariga tinha feilo esquecer-se delle
um momcnlo; mas urna palavra acabava de mergu-
Iha-lo novamenle em suas angustias e incertezas.
A proposito, disse elle para distrahir eoceultar
sua perlurharn, nn vi ainda sua irinaa, e lenho urna
carta para ella que Ihe manda u marido.
Minha irmiia esl no parque com minha mai,
disse a rapariga rom um rcenlo que dissiraulava
mal un; secreto despeilo. Se quer ir fallar-I he... ,
NAo, pens que nAo ha urgencia.
Ninguem o pode saber, e se isso entra na ordem
dos deveres imperiosos...
Deixemos por favor esses deveres imperiosos,
inlerrompeu GaslAo com um leve accenlo de man
humor.
Como dexar deveres o senhor Gaslao, nAo.
enaano-nie. o senhor Clao de Chvilly Ah vai
contra seos principios, esses famosos principios que
Ihe prohbelo licar era Seneuil lie em favor deslas
pobres llores du bom Dos que abjura icu rigo-
rismo 1
Por quem seria enlao, se nAo fosse por ellas?
Nao se pode ser mais obsequioso, e eu julgaria
um raso de consciencia locar mesmo rom a pona
do dedo no uhjerlu de lo lerna soliritude. Oh !
rcsliluo-lhe as llores a que o senhor Ai lAo grande
prero.
E lirando o ramalhele, a mora laucn -o aos pes de
Gastao.
tile lera grande preco aos racus olhos depois
que a senhora dignou-se de Irazc-los, respondeu esle
apanlmido-o.
Imagina talvez que essa inspida fineza me da-
r prazer !
Nao lenho esse alrevimcnlo.
Oh bem sei que sua ambirAo nAo chega a
lano.
Engaase, senhora, ella eleva-sc anda muilo
alm.
E...al onde ?
Gastao eslava sobre o declivio, c deixou-se escor-
regar.
Iry-le Francois. SaspensAo de 3 mezes do substituto
do procurador geral do bailiado do Vilrv.Memo-
ria sobre usliaballios do grande conselho.' Documen-
tos p. 660.
(107.1 Aresto de 14 de fevereiro de 1756.Memo-
ria sobre os Irabalhos do grande conselho p. 555.
(108) Areslo de 6 de abril de 1756.Ibid p. 711.
(109; Representaces do parlamento de Toulouse
de 10 dedezembro de 1755.
Ibid de Ilnuen de 12 de fevereiro de 1756.
Ibid. deBordeawr de 12 de marco de 1756.
Ibid. de Metz de 18 de marco dc 1756.
Ibid. de Grenoble de 10 de abril de 1756.
Memoria sobre os Irabalhos do grande ronselho.
Documentos pag. 758 a 944.
(110) A.e-los de Dijon, Grenoble llouenie 12 de
dezembro de 1755, 27 de fevereiro de 1756-4* de
marco de 1750.
.1111 DecisSes do conselho de eslado de .10 d.
dezembro de 1755de 12 elide marro de 1756
Menioda sobre s Irabalhos do grande conselho. Do-
cumentos pag. 541 e 560.
(112) Areslo de s de maio de 1756.
Ibid. F'ragmenlos pag. 789.
(113) Carlas patentes de 16 de maio de 1756
caria credencial do duque de l.uxerdburg.Memo-
ria sobre os Irabalhos do grande conselho. Frag-
mentos pag. 797.
O parlamento dirigi represenlaces ao rei sobre
o espirito e forma das operaces feilas pelo duque
de l.uxemburg. O rei ordenou que os membros do
parlamento couliuussem no exercicio de suas func-
i.'oes. A 31 de julho de 1756 umi carta regia le-
tre de cachet) respondendo s representaces. publi-
cou a noraearaodos commissirios do conselho para
examinarem as reclamaces dos Iribunaes supe-
riores, e ordenou que fosse suspensa qualqner deli-
berarao sobre o objeclo de que IralAo as representa-
Cues. Esla cada determina va alem disto que os a-
restos, disposiroes, e ordens do grande concelho se-
riam ejecutadas, como amigamente, nos negocios
que estacan aebaiso de sua jurisdirito.
|I14) Acta dc 22 de maio de 1756Ibid, p. 794.
(115; ResolucAo de 15 dc novembro de 1756.
Memoria sobre os Irabalhos do grande conselho. Do-
cumentos pag. 91.
(116) SessAo regia de II de dezembro de 1756.
Declaracao para a desciplina do parlamento:Pre-
mbulosantigs leis franc. Tom. XXII, pag.
(117) 5 de Janeiro 1757.
(118) Vollare, historia do parlamento pag. 306.
Sismondi, historia da Franca tom XXIX pag.
112.
(119) Edicto de Janeiro de 1708 sobre a polica e
disciplina do grande conselho, arl. 16.
(120) Areslos do padmento de 7 e 20 |de maio de
Al felicidade de agradar-lhe.
Um relmpago de alegra brilhou nos olhos de Ali-
cc ; mas apagou-se logo. A rapariga abaixou a ca-
bera, e rain iiiuiou eslas palavras que descobriam a
cbaga de seu corarao :
NAo he a mim que convm dizer isso, senhor.
. E enlao a quem ? pergunlou Gaslao lodo agi-
tado.
O senhor bem sabe que nAo Ib'o direi.
Todava sera obsequiar-me. '
NAo lenho nenhuma prulenrao de obsequia-lo.
Com ludo...
Deixe-me tranquilla I...
Tenho curiosidade de saber...
Son sua criada, senhor, porm nao Ihe direi mais
urna palavra.
Nesse caso a senhora me forrar,. suppor.
Tudo oque llieaprouver, senhor, maseslou
muda.
He um deleito mui raro em seu sexo.
TAo raro quanto a polidez, no do enhor.
Couvenha que nAo fui eu quem primeiro se a-
parlou della.
Observe que nAo fui cu que disse essa inso-
lencia.
Oh! oh exelamou a condessa entrando no sa-
bio sem ser percebida, creio que vosss dispulam en-
lre si, met- lilhos.
Eu minha mAi, nada absolutamente ; fazia
apenas Mr. dc Chvilly observar que dizia-me inso-
lencias.
E que insolencias eram essas?
Elle clava a entender que eu fallava muilo.
A condessa leve dilTiculdade cm reprimir urna boa
Vtnta mais serio que pode lomar, disse-lhe :
Dc vers o senhor diz minha lilha laes enor-
midades E quaes eram anas uffensas?
O mancebo e-len.ien li i-ici......le o braco, e 1110--
tr.-mdo o ramalhele de centaureas meio -pe lacado
pelos lindes dedos de Alice, respondeu :
Eis-ahi, senhora, o caso que madamesella Ali-
cc faz das flores que Ihe Irago.
Com efleilo islo he grave, e so vejo um meio de
impedir, que se renovem semelhanles -cena-. Alice,
Acaras cm ten quarlo al partida de Mr. de Cha-
villy.
Mas, minha mAi, comernu a moca, Ymc. bem
sabe...
Bem sei, inlerrompeu a condessa que Mr. de
Chavill; parle amanhAa, assim o supplicio nao ser
longo.
Mas, minha boa mi, nAo he isso o que quero
dizer../
Quem leria jamis esperado, inlerrompeu no-
vamenle a condessa, depois do que me dissesle ha
pouco, depois da conversado que tivemos...Emfim
eu nao julgava la caliera iao leviana.
deu pessoalmenle em 19 de maio s representaces
do parlamento; exprimia-se nesles termos:
o NSo lenho mudado o estado de raeu grande
i concelho. Elle existe tal qnal foi eslabelecido
pelo rei Carlos 8., em consequencia da promessa
ir feila s cortes reunidas em Toun.....Nao ha
desrulpa para o meu parlamento a (lee lar que des-
confiere os fados mais notorios, e suscitar duvi-
1 das at sobre a existencia de um tribunal reco-
(i nhecido e autoriado por lanas ordenanzas e edic-
n los registrados nos meus parlamentos (121). i>
Foi em consequencia destes fados qne apparece-
ram ai cadas regias de 19 de junho-de 1768. Ellas
prohibiam que se emhararasse ou impediste a exe-
cucao das senlenras do grande concelho. I.embra-
vara aos juizes ordinarios o dever de aceitar as
commisses que pat"ell Ihes fossem encarregadas.
Accresccntavam que esta disposicao nao atlribuia ao
grande concelho jurisdicrilo territorial nem airada
sobre os Iribunaes ordinarios do reino (122!.
Nao era somenle a respeilo dos edictos relativos
a sua nraaiiisac.io ou a suas altribuires em geral
que os parlamentos contestavan ao grande concelho
o poder de registro e IransmissAo aos juizes inferio-
res. Em 1776 as preteucOes e as resistencias nao se
produziram com meuor intolerancia contra urna al-
iribuicao mais especial, mais precisa, menos con-
testavel.
llenrique II qnerende diminnir o numero e res-
tringir a prorraslinacao dos procewos, por um edicto
de 1551 luha eslabelecido os tribunaes presidiaes
cm loda o extensao do reino (123). A maior parle
n de nossos subditos, diz o nolavel prembulo desle
.i edicto, aborrecendo e abandonando o modo de vi-
ver a cusa dc sua arle, industria, e lodos os 011-
ii tros uobres e virtuosos eserddos a qoe sao des-
ii tinados, consumera o tempo e a vida em promo-
'. ver ama demanda sem poder chegar a sea lira.... n
Os presidiaes receberam poder de julgar sem
a ppello e em ultima instancia dentro da aleada que
proares-ivamenle se fea.elevando de 250 (121) a 1000
libras (125). Era expressamente prohibido aos par-
lamentos conhecer, cm qualquer caso e sob qnal-
quer pretexto, da appellacao desles julgamentos. Os
aggrsvos inlerposlos quer contra os julgamenlos
presidiaes que tivessera excedido ou desconhecido
sua compelencia, quer contra as decisoes dos parla-
mentos que livessem recebido o recuno de um jul-
gamenlo presidia!, deveriam ser exclusivamente le-
vados ao i'oulieciioenlo do grande concelho (137).
Niito o grande concelho preenchia propriamenlc
o misler de um Iribuual de cassacao, e aa fancfdes
qoe em oulras materias exercia o coucelbo das par-
les (128).
De nutro lado, em presenca da ordenac*o de no-
vembro de 1774, regisirada no parlamento em sessAo
real (129), lornava-se diflicil contestar por mais lem-
po ao grande conselho o direito de transmittir aos
magistrados inferiores, cujas senlenras tinha o poder
de reformar, os edictos e as declarces que Ihe ha-
dara dado ou confirmado esse poder, e que Ihe ha-
dara sido dirigidas pelo rei (130).
Comludo os parlamentos, que linham 'visto com
pesar estabeiecer-se a jurisdicrSo presidial I31A
obslinavam-se em dicidir em ultima instancia ai
appellaroes, e conhecer da appreriarao mais ou roe-
nos exacta que .os presidiaes faxiam de sua propra
compelencia; O grande concelho que com razo de-
clarava-se o conservador da jurisdicrao dos presidia-
es (1.12), cassava os decretos dos parlamentos, eos
parlamentos suslet.lavara por novos decretos a exe-
cucao dos llnelos cassados l:!:l Oulros parlamen-
tos declaravam millas as puelicaces e os registros
feilos pelos presidiaes dos edictos Iransmillidos pelo
grande concelho, e o grande concelho annullar os
decretos dos parlamentos comoallenlalorios da aulo-
ridade do re, e da do concelho (135;.
1768 disposiroes do conselho de eslado de 9 e II de
junho de 1768.
(121) Resposla do rei s represenlaces dirigidas a
S. M. pelo parlamento de Paris a 19 de marro de
1768publicada depois da deliberacAo do conselho de
19 de maio.Imprensa real, 1768.
(iW Arl. 7.
(123) Edicto de Janeiro de 1551.
(124) Edicto de Janeiro de 1551.Arl. 15 da or-
denanca de Moulins ( de fevereiro de 1560. )
(125) Edicto de julho de 1580, 1,000 libra.E-
diclo de novembro de 1774, 2,000 libras.
(126) Arl. 17 da ordenanca de Moulins (1566.
Arl. 1 e 2 da declaracao d 27 de dezembrodc 1571.
(127) ArU 5 da declaracao de 27 de dezembro de
1574Ordenancas ulteriores comervaram e regnla-
ram esla aribuirAo.Ordenancas de agosto de 1669
til. III arl. 6 de agosto de 1737, lit. II arl. 26
de 28 de junho de 1758Regalaroento do conse-
lho !. par. lit. 1. art. 3carias patentes de Ja-
neiro de 1762 lit, XII art. 7.Edicto de novem-
bro de 1774 arl. 10.Edicto dc julho de 1771 art
1.Tolozan, p. 127328.
(128) Tolozan, p. 127.
(129) Novembro 1774. Ordenanca do rei a respei-
lo da disciplina do grande conselho reg. 12 da ses-
sao real arl. 15, 16 e 19.
- (130) He oque Uvera sempre lugar para coma
repartirn da casa da moeda. ( DeliberacAo do con-
selho de 21 de agosto de 1718, reg. 26 da sessAo
regia ) e para com a casa dos comptos.
(131) Prembulo da declaracao de 27 de dezembro
de 1571 e do edicto de agosto de 1777.Barrial Sa-
int Pria, Tribunaes correccionaet,inlrouc$So, pag.
(132) Cartas regas de 22 de abril de 1632 a res-
peilo do presidial de Monlauban.Tolosan, p. 127.
(133) Senlenras de Parlamento de Besanron de
22 de Janeiro, e de julho de 1756, e de 13 d feve-
reiro de 1758, (Memoria sobre os Irabalhos do gran-
de Conselho, p. 916.Senlenras do Parlamento do
Melz de 16 de abril, 16 de junho, e .-:0 de acost de
1776.
(131) Senleiicasdo Parlamento de .\ancy de 23 do
fevereiro de I/16.do Parlamento de fouen do 5
de Janeiro de 1175.do Parlamento de Toulouse de
2 de selembro de 1..5, de 17 de fevereiro e 26 de
junho de 11 /6.do Parlamento de Dijon de 5 de
Janeiro 1775 e de 3 de fevereiro de 1776.
(135) Senlenca do Grande Conselho de 25 de abril
de 1776. fouen.Senlenras do Grande Conselho
de 9 de Janeiro e 25 de ahrilde 1776. Dijon.Sen-
lencas do Grande Conselho de 1.1 de marco, 25 de
abril, 21 do junbo, e 5 de julho de 1776. Nancy.
Senlenras do Grande Conselho dc 24 de maio, 13
Mas, minha querida mai, balbucion a moca co-
rando, Vmc me reprehende, nao sou culpada ; he
elle...
Espero, disse Gaslao, que a senhora condessa
nao me Inri a injuria de crer...
O senhor lambem, um mancebo sensato!
Alice 1 omina as cousas em serio, e julgaudo ver j
desvanecer-se seu sonho, eslava sugeila a nma viva
agilacao. De sua parle Gaslao nao comprehendia
bem a conduela da condessa, e maravlhava-se de
lomar tanto a peilo urna bagatella qoe ainda nessa
manhaa nao o leria inquietado um instante.
Por felicidade de ambos e da condessa tambem,
cujo papel Iragi-comico s poda ser bom durando
pouco, madama de Saulieu cntrou no salan. Ella
nao reprcsenlava drama nem comedia ; sua fronte es-
lava paluda, seus olhos fundos e brilhaules, seus la-
bios descerado- e seu andar quasi vacillanle. Appro-
ximava-se a hora do .ultimo ciforco e do ullimo sa-
crificio para ella, e o corpo suecumbia j ao peso de
sua alma magoada.
Gaslao avistando-a, rorreu ao sea encontr.
-----Enlao, pergunlou ella, como vai Mr. de Sau-
lieu !
He verdade, accrescenlou a condessa, vosses
com suas dispulas li/.eram-me esquecer de pergunlar
noticias delle.
Elle vai bem, respondeu Gaslao.
I.lue dizia enlao o dnnlor ?
Ao menos vai melhor. Na verdade sua indis-
po-ic,,i resullava de una preoecuparao de espirito
quejulgoj dissipada.
Espero ao menos, lornou a condessa, que elle
nao cuida em reconstruir as velhas torres de Os-
treval.
Tranquillise-se, senhora condessa, nao se Irala
disso.
Ah o senhor roe trauquillisa.
Demas, conlinuou o mancebo, as senhorai h,1o
de \r-lo am 111I1.1.1 : pois pretende vir a Seneuil.
Depois voltando-se com ...forro para madama de
Saulieu :
Elle encarregos-nie de urna caria para a senho-
ra, a qual sem duvida Ihe dir mais alguma coosa.
Mr. de Chvilly procurou na algibeira a caria de
Mr. dc Saulieu, e por lira lirando-a enlregoa-a a
Bertha.
Ficn-lhc agradecida, senhor, murmurou ceri-
moniosamenle madama de Saulieu.
Tomando a caria com inn trmula, ella ia rasgar
o sinete, quando abrio-se a porla, e o mordomo au-
1111111 ion oj,miar.
Oh leras isso mais larde, minha lilha, diise a
condessa. J sabes que leu marido pasta bem, que
necessidade lens agora de saber mais ?
(C'onlnuar-re-Aa.)


V
r
^


i.
(H miuislrus lo presidia! de Dieuze ohtiveram do) () proresso ahi observado fui objeclo da muitos re-
DIARIO DE PERMMBUCO. SEXTA FEIRA 22 DE 0EZ(MBR0 OE (854
randa cnnrelho, cm virtudc de representadlo sna,
um regulamenlo para a conservara de sea juris-
dieego, e pira a execucao .lo ediclo que Imlm esta-
belecido oa Iribuam presidia** era I.omine. (136).
o parlamento de Nancv ordena que a representa-
Cao seja rasgada pur um mcirinliu, o que tu miuis-
tros que haviam'r'presenlado rcunam-so ilepois do
parlamento para saberem quaes sSo suas ullrriort
inleiirei ISTJ
o parlamento de Nanrv, di/, o Brande conselho,
a d.i-as senlenras injustas a auMaao mais vilenla,
abusando da atondada que o rei I he 1111 i. i r -.......>
c o decreto de Nancy lie declarado, nullo e inconi-
peleiiteuirnlr resulvido (138.)
L-e em oulra dees.ln da grande ronsellio:
Qoanto mais os memhros do parlamento de Me-
te so esforzara por sustentar um reclmenlo que
k nao tinliam odireilo de fazer, e que leude a snla-
i par os fundamentos ,1o poder dos presidiaes. t mo
u* oconselno lleve fnnd-r uina jirislirrao de
u que he o comervadoT e que est eslrcilamete li-
n talo com o* interese- do povo (13!).
Eis a que aclos e a que linguagem se linhn chega-
do : Luiz XVI fez sabiamente lesapparerer nina das
causas desses deploraveis tontucios. O eilirlo de
1777 decidi que aconlcslai;oes nSo podiam ser H-
gadas pelos presi.iiaes senAo .rtquerimente das par-
les, e autensou o recurso da decisao sobre compe-
leucia .H0\
Tal era o (rande onselhu ; taes foram, em seus
aclos os mais essenciaes, as resistencia numeo-i, e
prolongadas que s.u jurisdircjio encoulrou. I'or
ni ais penivel que seja o seu espectculo, qiiaudo ob-
servado do seio da calma que Ihe he succedido, par
ni i- exagerado que seja o espirito do personalidade
que os parlamentos ahi teiiliaininlrodiizido lil;, he
preciso|tndavia reconhecer que cadauma dessas lulas
conlrihuo para esclarecer nossa marcha e taier-noe
dar um pnsso ulil para o principioda iiiyiolaiiilidade
das jurisdiccoe-, para urna divisan mais completa dos
poderes, para urna ordein judiciaria melhor definida
e menos confusa.
A auloridade das decisiies do consedho de eslado,
como deveis ter notado, nao era pin ceral menos con-
testada pelos parlamentos que o dos decretos do
grande conselho.
Quando o grande conselho se cousliluira, por al-
gum lempo arrasiara com siso todos os negucius con-
tenciosos que se discutan! perante o consellio do
rei ; dorante os primeiros annoa do XVI seculo, co-
uheceu de lodos as materias que depois vullaram
para o conselho das parles i r2 .
i Entilo nao se tralava no conselho do rei senao
dos negocios de estado. Assim succedeu al a admi-
nistrarlo do chanchctler PoyelO*-'!.
Koi elle, se acredtennos em l'asquier, que rrea-
do desde o berro a folhear processos, comecou a
a ouviros particulares, sobre materias que decida
i Chlele! de Pars, ou o tribunal provinciano (ro-
i> Aire de Kniien, cnslume esse que leve depois eran-
de voga sob o reinado de lfenrique II (lil)
Esla nova applicac.lo ju liciana do conselho de es-
tado tomn com cQ'eo grandes desenvolvimentos, e
l.oiseau que ewrevia nos priio iros annos do reinado
de Luit X.III, com algum petar j va nisso o pre-
sagio ce um futuro tribunal. Visto que oh conselho
de estado, dizia elle, tanto se enlretem com processos
qae dispersam-se sob o nome. de negocios ce partes,
he do receiar que ainda algum dia leuhamos mais
um tribunal e corpo de magistrados (145}.
O autor do tratado dos of/ictos ter-se-hia assusla-
do menos, sesoubesse em I til i que presidia o tribu-
nal de Cassacao.
delinque III redil tira seu conselhoa 21 membris,
dividindo-o em duas secriios : urna que tinhao no-
me de conselho de estado en qual tratavam-se ex-
clusivamente as materias pertenceutes s finanzas,
ao repouso, ao hem estar e conservaran das pro-
vincias (I i7) ; a outra que era o conselho privado
e que ctiamava se j conselho das parles e que reu-
nia-se duas vetes por semana, as qunrlas c nossab-
bados148}
O reculamente de 21 de maio de I.VJi he o pr-
ineiro regulamento do conselho que falla da Cassieao
das senlencas das cortes saber mas, pelos meios per-
initlidos por direito e pelas ordenanzas.
Era o conselho privado que devia conhecer dessas
cassares a requerimento das parles (1*9).
O cunheciinento das contravem;oes aos edictos e
ordenancas do rei, no que respaila ao estado o ao
repouo publico era exclusivamente reservado ao
conselho de criado e fazenda (151)).
Foi a allribuirAo que depuis exerecu o conselho
dos despachos-(151), por meiodas decisoes cle.precei-
lo, [avreb en commandemenl\ 152.'
Ahi ja se deixa er o principio do arl. so da le de
18de marr.o, (27 ventse) do anno 8., e do ait. iI
do cdigo do processo criminal.
Nito devo arompanhar aqui, sahindo fora do qua-
dro que me teuho trabado, a orgauis.ai;ao e os regu-
lamciituj successivos, quer do conselho de estado
rnpriamente dilo, quer do conselho das parlo,
asta que precise sobre alguns pontos o ultimo esta-
do das cousas.
O conselho de estado compun!ia-se em 1789, romo
em 1673, do chauceller a do guarda dos sellos, dos
dos secretarios de estado de 21 conselheirose ordna-
nos dosquacs tres crain sacerdotese tres niililares.do
contador geral da fazenda, de 2 intendentes, de 12
conselheiros que serviam por seineslres.e do den das
magistradosencarregado do relatorio das upplicas
maitres de< (i/ue'/es.jiEsles ltimos linh.un entrada
e voto deliberativo, mas faziam a exposicA. e emit-
liam seu parecer em pe e descobertos, ao lado da ca-
deira do rei (158).
Entre as cinco secco-s de que entao compunhn-sc
o conselho de estado, conlavam-se : o conselho do'
despachos, em que se trat.ivam na presenca do rei os
negocios perteni-eir.es ailniini-trao'i i geral do reino
1154', c cujos decretos expedidos pelo conselho de
estado, lonuv.nu o nome de mandados de preceito
i,arreo en commandemenl) (155) ; o consellu pricu-
doou o conselho das parles, quejulgava sob a pre-
sidencia do chauceller asquestes relativas juslira,
b9m como as peticijes de cassacito, acerca do regi-
ment dos juizes, av ucaeiio, etc. etc.... (I5G;.
O cunselhu das parles reunia-seno palacio do rei.
que era sempre considerado presente, licando reser-
vado o seu lugar (157).
Em regra, o conselho das parles nao conhecia do
principal das queslocs ; poda faze-lo (158), mas
usava raras vezes deste poder (159).
giilamciilos. o primeirn dos quaes remonta a 30 de
junho de 1597. Os elementos melhores e mais cx-
iierimentados desse proresso vierain a reaalr-M c
ooordonar-se pelas mans do rhancelterdc Aguesscau
no legulanienlo de I7:>8. .le cujas dispnsices ainda
vos servs por emprcslimo, < que por assim dusf
loninti-se o Ufo do i- ni-ellio das parles e do tribu-
nal de Cassacao (160.)
Entre as reiTM desle proresso havia iimi. cuja
urk.'in se nao podera lixar rom muila etactidao, e
que le>temunhava j respeito profundo pela cousa
jnliMda.
Anls de rbegarein a am dbale conlraverti.lo, as
d-mandas em C..sacan eram suhmeltidas a duas
piovas. Nao podiam ser apresenaadas ao conse-
lho seii.li depois de haverein sido previamen-
te cniimuniradus a commissai ios que constitu-
am o quecliamavii-se secretaria de Cassa^ao (161),
^oii secretaria dos requerlm*ntos 'VI62,I. Er- a vista
o relatorio dota eommbtfo, cnenrregada de veri-
ficar os fados allegadas, que o conselho que liaba o
'ireilo de exigir os motivos da senlenca argid
por iini decreto de 10 de junho ; nao cedesles ;
reprehenden toda a rompaiihia e fez o conselho
>< baixar um segundoderrelo. Se persists, s-nho-
" res, em vossa prim?ira resolucao, de duas una,
ou rainha ceder, humilhando-se, rebaixando a
auloridade real, n;i o parlnnenlo sera limitado,
ii procurando se um meto termo para realisar-se al-
guilla a.:r,immnil ,caa 181).
Olanlo depois de tres .unios de urna gu-rra civil,
que lornou-seqoasi urna reviilur.Au, |.uiz XlV'maior
o vence lor da fronda proclamoa o reslabelecimen-
to da Irmiquillidade publica, seu primeiro cuidado
foi prohibir ao parlamentar a que chamara de l'on-
toise, o conhccimeiilu dos negocios geraes do es-
tado ( 186). u "
Alanos das anles o joven ni marcha, que devia
ser gratule rei, Irarava-lhe nesles termos o program-
ma do papel ao qual entenda que .levia chaina-lo :
As funerales di jasliea, da guerra, e da fazenda de-
ven! ser sempre distinrlas c separadas. ,, Os oftici-
aes do parlamento naa leemealro poder enao o que
dig.imo-uos conliar-ihes para administrar josliea a
direito de exigir os motivos da senlenca argida, nossos subditos. Nao leni mais direlo de .ir.len.r c
examinava ejuigava se o pedido de cassacao mere- lomar conheciinenlo do q,.,. nao he de sua jurisdic-
Cia wr disct, lo, e se linha logar orden ir-se sua in- ; rao do que os nossos oljiciaes de guerra c lazenda de
inn.o'ij.i a oulra parte (163.)
Em (uanto o despacho que ordenara esla inlima-
r.ln nao era dado e rnnhecido, nao era admissivel re-
querimciiln ou memoria, em resposla ao pedido de
cassac.lo ;I6.) Esta dupla garanlia eonlra as le-
mn las aliusivas e o capricho dos litigantes vencidos,
nao fura sem rado e levianamenle inscripta us re-
giilanienlos. Havia-se eslabelecido priinciramentc
pelo so j I65>.
O reiiiilaiuento de 3 de Janeiro do 1673 quiz en-
saiar outr> sysleina.
Exigi que o pedido de cassayan fosse necessaria e
previamente intimado a parle em favor de quem
Cara a seiileni;a proferida, para denlio de oito (lias
defeiider-se a respeito da recurso interposto i'ltiG).
Era submelter a admissao do recurso discussao
controvertida e obligar as parles e a sentones a de-
feiidercni-se antes mesmo de saber-se se o" ataque
linha o menor fundamento. O abuso nao se fez es-
perar ; e a experiencia foi decisiva. Um dos pri-
meiros decretos do conselho de Ii de oulubro de
16S faz verque sao numerosas as reclamar/es que
se linh un dado acerca de inlrrposirao do recurso
de Cassacao ; e assigual i a causa disto. As parles
cin favor dasquaes as aeoleueai foram proferidas re-
reiam ver a prelenrAo do ten adversario Iriumphar
e a Cavadlo perturbar o repouso que teem pro-
cunado adquirir cm sua familia pela decisao de um
procedo no qual empregaraiu demasiado lempo c
despezas. O decreto loma aos amigos usos ; e
prohibe aos advexados, sob pena de malta, o assg-
iiaivn airaioado contra pedido de cassacao anles
que este pedido leuba sido aJmiitido e mandado in-
timar parle (167).
Cmo purera a prohibifao de que se Irala aeha-se
em ronlradrr.ao cum o arl. 61 do regulamenlo de
1673, outro decreto de 19 dedezembro de 1681, fun-
dado sobre as m-smas ronsidera;oes, pronuncia a
abroff.u-ao formal desse artigo (1(581, os regiil.imeu-
htsde 1687 (169 e de 1738 170) consagraram esses
principios em termos imperiosos e precisos.
Foi no mesmnespiriln que um decreto do conse-
lho de 18 de dezxinriro de l/i prohibir a impres-
sao da supplica de Cassarao antes do despacho que
a mandasse intimar (171'.
Quando assim nos remontamos s causas e a razao
justificativa dessas sabiaie tutelares disposircs, cau-
sa-nos pasmo ver que ainda hoje lenha sido preciso
defender o tribunal de Camelo. Applaudiraos com
enlhusiasmo, que sob a ameaca de um syslema de
innovarao pouco refleclido, vosso eminente relator
de lsi;> lenha podido communicar a laes preceden-
tes e a tal experiencia a forra e a auloridade que s
pcrlencem a um talento privilegiado (172.)
Itesujla do que acabo de dizor que sob o rgimen
dos ulicos regulamentos do conselho. dous modos
de cassaeaa podiam fulminar as decisoes das corles
soberanas. i
Ileslas decisoes aquellas que locaran nos principios
administrar e estabel-cer presidentes c ministros
que a administren) (187).
Pela morte de l.uiz XIV o parlamento recuperou
o que chaina sua liherdade e sen poder. Odireilo
de represeniacao fui-lhe concedido (188;, e depoii
ca-sado em parte ,189.) As ronlendas sobre o jan-
senismo e a hulla l'nigenilns ,190) reappareceram
com mais vivad lado que nunca. Os escriplos mnl-
hpliram-se. Discuten! se a exlensao e os limites
do poder secular e da auloridade ecclcsiaslica. O
eooceiho prohibe qualqucr reuniao e qualquer dis-
cuarto por oecasiao dessas disputas temerarias e
peni/osas (191) O parlamento de sua liarle prohi-
be contestar as cerdadeiras ma.rimas do reino so-
bre a auloridade dos reis. e coudemua as pasloraes
do arcetiispo do Pars. (t2) O concelho cassa os
decretos jlo parlamento (193) por seren resultado de
usurparao do poder do rei ; o curso da Justina he
suspenso, e o rei exiia os magistrados. (1911
O lempo corre. Os motivos de lula e rivaiidade
inudain, mas o ardor das queixas do pm lamento nAo
se madera, c o de-pcilu pelos decretos cassadus con-
tinua'a ter nellas grande parle.
Pode-se din: l ir do projecto de aniquilar a ma-
cistratura pelos mos tralos, pelo desanimo, e pe-
(i lo descosto, diz a representadlo do parlamento
<( de Paria de 4 de agosto de 1756.... quando os de-
(( cretos quo leem sido o fruelo da meditarlo, do
i estado, e das deliberar/es mais rrllertidas a.i cas-
ir sados em um instante, e por assim dizer de um
i( aolpe de vista, por aclos que nada teem de res-
ir peilavel senao o augusto nome de que i sorpreza
ir ns reve-(in '.' (193.)
I'.mtiui, cm 1788, quando approximava-se a reu-
niao das cortes, um dus ltimos decretos do conse-
lho do re, oppOc imitis o impotentes prnliibie,d>s
as assemblas e aos protestos das eones. ao inovi-
menlo que so desenvolve no scio do parlamento, c
que vai commiinirir-se a toda sociedade. (1961
I'or esles exetnplos pode-se avahar das resislen-
cias que se manifesUvam contra as decisoes pnlilieaa
do conselho de eslado. No fundo deslas ultimas
lulas existe urna revaloran que se propaga, c res-
ponsabilidades diversas, 'cujo limite seria temerario
tix.tr. Expor-sc-hia a nao ser exacto nem justo
qnem quitesse considerar buje a apreciaran desles
actos sob o ponto de vista exclusivamente judicia-
rio. As decisoes do conselho das partes, posto que
htcasse em susceptibilidades menos vivas iiocnron-
travam milito mais ubmusio, e o parlamento nao
de-prezava oecasiao alguma de manifestar seus des-
cosi; pela cassa^so dos seus decretos.
Entro os edidos que haviam sido apresenta'dns na
sessao real de 5 de Janeiro de I68, em consequen-
ca di penuria do Ihesouro, havia um quecreava 12
DOVOS carg, de relatores das sopplicas (maitre de
rci/iietle.) Estes saliendo do projecto mivem-se an-
lecipa lamente, reuniudu-se e invocando a prolec-
rao do parlamento. O primeiro presidente, nao ohs-
,-, ,' -,--^-----, ......i -. yj UIIITIIU III e'OICIIV^, II'III III1S-
polticos riu no griverni. do pa,z eram eassadaspor|de-lanle promellcr que a supplica seria lomada em
'2
ITi-l,
dejulho, el de outnbro de 1*6. Melz.Scnteu-
ras do i ira me Conselho de 9 dft-jaiieii-o, 11 de maio,
28 de junho, e 7 de agosto do|177, TomIom.'C
I36j Juiihpl772. \C
137 Parlamento de .Vanciy,\ de julho 17"6.
11:18 : ulenca do (,i,in le Conselho de 7 de agosto
de 1776..
(139) Senlenca do (irande Conselho do I de oulu-
bro de 1J76 que declara nullo e incompetentemente
resolvido um decreto do Parlamento de Melz.
1110) Agosto de 1777 Edicto que rcgulava a ju-
risdiccAo dos presidiaes. Art. 12, 13 e 15.C. pr.
civ., art. 43.
HI Lcem-se estas palavras nas reprcseular'ies
reiuis ao rei a 1 do jolho de 1760 pelo Parlamento
de Uoucn. exicindo a revocac.au dos raembros do
Parlamento de liesanrnn o que foram exilados : a
Tilladle, principio de forra c de cstabilida le. presi-
dio formaran da monarchiafranceza em um mes-
mo instante cio-se retentaran tres elementos, cuja-
iinio magcslosa forma um lodo iii'eparacel : um
rei, unta lei, um Parlamento....
Biblioteca imperial, fepreseiilacoes.... i^.limo
V. pac. 156.
H2jToli.san.pag. 328.La Faille, Annaes Tou-
Iou.se pag. 31J.
.143) Guilherme Poyel, presidente do Parlamen-
to, foi chauceller de 12 de novembro de 1518 a 9 de
agostodo 1542. Foi condemnado a 22 de abril de
1545 pormalversacao... & em 100j)00i libras de mul-
la, demillido do emprego de chauceller e declara-
do inhbil para exercer oulro qualquer emprogn re-
al. O tribunal extraordinario que o julgou foi com-
porto de presidentes e de conselheiros tirado de di-
versos Parlamentos de Franca, e de cinco COBselhei-
os do (irande Concelho.Antigs teis francezas,
Isamberl, lomo XII, pag. 1 e (sX. .
(144) Pasquier, lncesligac4oes sobre a Fraiu-a Lev.
12 cap. VI.
(14oi Loyceau. Tratado das JurisdicrScs, cap. II.
nmeros 27 e 28. Edc.ao de 1678, pag. III.
,145; Regulamento de II agosto de 1578. arl. I."
Girard. 3 livros dos empreyos em Franca 1638.
Liv 12 lit. II dosCmselhosde Estado, Privado e
da fazenda, pac, 623.
(147) Art. 2 Ibidem.
(118) Arl. II) /a,.
Os raembros do conselho do rei prcslavam o jura-
mento de u.'io revelai jamis a pessoa alguma ns ne-
gocios que co sua presenca se tratas-eni nos Con-e-
lii-...de guardar em loda a sua Torra ns cilicios e or-
denanras de S. majesla lo...e de proceder em la-
do quanto depcodesse de seu cargo do ine-nio nelo
que um liomem de honra, tcncnlc a Dos, c amante
da pessoa do serviro do seu re drve proceder para
deaencargo ''e sua cnusciencia e o hem do servir de
mu niaaesla le... (iirard. limpregos em Frailea,
liv. 12 tit. II. pag. 026 e 631.Regulamentos de'lI
de acost dn 1378, r. do iillimo de maio de 15S2.
1*9) Regulamento (le 21 de maio de 1595.Hen-
riqui III.Art. t4.de cap. intiiiilado : Do conselho
de estado e fazenda edo eonselliopricodo.
empreg-ns em Frang, liv 12, lil. II, pag. l!
crelos (lo conselho de estado,proniincindascomo aim
pies niilein on prcceilo en rommandenent)[\T.l,) e
ordinariamente emanadas dck-Aioselho dos despa-
chos. A npiniao publica obp V,enlAo por movi-
menlo proprio, e sob o iivre t de sua iniria-
tiv. As oulras decisoes que dujipiidiam mullo espe-
cfalinenle do poder judiciaria eram lomadas a rc-
reipierimeulo dos interaliado* no conselho das par-
les, c cateadas guando devian se-lo segundo as for-
mulas e com as garanta* de processo determinadas
pelos regulamentos.
Os parlanieolos solTriam com impaciencia scmi-
Ihantes cas-aroes. Cointudo era prntcipalmeiile
contra as primeirasque se dirigiam snas reluctan-
cias e seus protestos. Alem disto, he sabido que as
derises clesta natureza appareciam qua-i sempre
nos lempos de discordias civis, e que a lula cnlao
unvenenava-se pela MCiUogodM circumstancias ex-
teriores no meio das quaes so produzia. Esta or-
dem de fados perlence mais a historia polilica do
(|iic ao diredo. Uevo abster-me dctilesenvolvimeulos,
limilan lo-me a indicar alcumas dalas.
Em 1631, no reinado dcl.uizXIII, eslabeleceu-
so em Kuel una commis-ao composla de inembros
dos ii ii I menlos de vou e de Melz. sob o nome de
cunara soberana alim'de julgar o marecbal de Ma-
rillac que/havia iii-orrido no odio do cardeal de lii-
chelieu. O parlamento de Pars, nao obstante a
avocaran do proresso. nAo obstante a Cassarao de
nade seos decretos pelo conselho, recebe a appel-
laro quo o itiarerhal iulerpne de rerlo- aclos do
proresso ; seus ltimos decrelos silo annulladus co-
mo pronunciados por juizes incompetentes c desti-
tuidos de jurisdicdln om prejuizo da auloridade do
rei e dos prcceilos impostos ao tribunal. O pro-
curador ceral he reprehendido e suspenso por quin-
ze dias (I7i..
Em 1018. durante a menoridade de Luiz XIV. a
supressAo dos ordenados por qualro anuos he impos-
ta como candirn do restabelecimento dos annuaes
(droi't annuel) ) (175). O p h lamento que est
iseiiln desle impo-lo resnlve todava pelo celebre de-
creto de 13 do maio sua uniao como grande con-
selho, a casa dos coulos, e a casa dos soccorros. O
decreto he cassado pelo conselho. O parlamento in-
siste c convoca os dcpulados das companhias sobera-
nas na sala de S. Luiz, I//). O conselho cassa este
ultimo decreto por ter sido feilo por alternado c
usurparlo contra a auloridade do rei ( 178 Com
menospreso deslas prohibiera as conferencias da
sala de S. Luis se formam 179. Todos conhecem
as perturbarles eas negociacocs quesurcederam-se.
Estas conferencias, depois de prlsoes (180), exilios
,181., barricadu (182'. dao am resultado urna ligei-
ra recunriliac ni entre o tritiuiul e o parlament, C
o apresenlar-se eru 2 de oulubro como declaracao
real a suiuma das delitierai;es lis que o decreto de
13 de maio linha sido origem.
Eis como a lula em quo se empenhava cnlao o
parlamento e a responsabilidade que asuma eram
apreciadas pelo adrogado coral Omer Taln 183) :
ce A rainha pur qualro vezes dcclarou-vos que nao
poda consentir na juncelo das companhias ; aja
ob-lanlc, insisUstea; ella nulliricou voss decisiio
(160 28 de junho do 17:18. Regulamento relativo
no processo que S. M. quer que se observe em seu
conselho.
consideracao, accresccnla : que os senhoros rehi-
lares das petigfles 'maitre de reauell\ lembram-se
quo pertencem ao rorpo do pm I menlo quando
leem neres-idade dellc. mas que leem do mesmo
pouc.i leuibranr, nas funrroes ordinsrias de seu
circo quando relatan petiees de cassarAo contra os
decretos do parlament.. (197)
Em 1638, o advocado ceral Diniz Taln he encar-
reglde de a presentar ao rhancellcr as queixas do
parlamento sobre a frequencia da ckssaciies que se
pe lem ao concelho eonlra decrelos que suh-islem
por seu proprio peso e pela cquidade de suas deci-
so I7Si
Quando pela niorle do cardeal de Mararin. 199)
Luiz XiV loumira direcrAo do gove.no. tornan-
do-se com dizia, .ven primeiro ministro (200)
quiz restituir aos decretos de seu conselho a aulo-
ridade que lanas vezes vira ser-llia gravcncnle
contestada.
I'oi esl o liui do decreto que o conselho de es-
tillo fez haixar com oreculamento de 8 de julho de
1661.
Este decreto, no qual a palavra do soberaoo se
faz sentir .-i cada instante, lea* grande importancia
histrica : falla em termos enrgico* das resisten-
cias que os decretos do concelho haviam encontra-
da nos lempos de enfraquecinienlo e de discordias, e
da pretecea* que entenda dever dar-Ibes no inte-
resso da juslira c da brevidade dos processos um
I governo que queria, e que sabia lser reinar a er-
dem o a auloridade.
O rei declara que a confuso dos ltimos anuos
dess menoridade, e os cuidados que a guerra Ihe
exigir, lem fcito introducir na distribuirlo da jna-
tira uina desordem sobre que he absolutamente ne-
cessario providenciar.
Nao ha, diz o prembulo do decreto, juizalgum
cima do concelho. Se os uutros tnbunaes a
quem S. inageslade deu o poder de julgar era
c< i.;una instancia prelenderem contestar sua aulo-
M ridade e pronunciar decisoes contrarias as docoo-
celho uecessariamente acontecer que as questes
i( que fazem objeelo desse conflicto de jurisdicc;ao
i( permanarain perpetuamente iudecisas, a se eon-
siiniam cm vas pesquizas.... A audacia dos chi-
k caistas lem encontrado em alguna desles Iribu-
naes mais facilidade o apoio do que Ihe dariam
se realmente considerasiem que o mesino poder
ii que os esiahelcceii fixara limites as suasjurisdic-
c-s. Ellcs nao podein ullrapassar esles limites
u sem attontar contri a inageslade do soberano e
ir arruinar a subordinarlo de juizes conslituidos so-
( bre diUcrenlcs materias, e divididos em diversas
instancias em todo o rerle, dependendo ludo da
suprema auloridade do conselho... 8. magesla-
de eslabelereu o conselliu para poder inspeccionar
ic todas as oulras jiirisdicroes, regul (r as disseii'es
queapparecem entre ellas, c pedir que seus sub-
ir ditOJ sejam forrados a tratar de seus negocio)
ce perante juizes (aspeitos, c rclero eoaheeimenla
( daquelles que em Mude de razoes de eslado nao
a po-sain ser dlcididos em oulra parle....
O rei queixa-se depois de que os juizes dos tri-
biinaes soberanos animados |>elas requisiroes daquel-
les que tr.uem parliiulaiiiienle o lime de pescas
lo rei, leuliain ousado prohibir
a execuejo dos de
cielos de seu conselho. conheccr dos processos fin-
dos, pronunciar cm sentido contrario e pretender
I6I> Tolosan. pac. 273.Ueculamenlo de 28 de I ro"''iir ""* subditos a liherdade de expcir i elle
jiiiihiile I73S, |. par', til. V. art. 21
(162: Tarb, pac. 198.
I63i Regulamento de 2S do junho de 1738, I.
parle, lil. IV, arl. 26 c 28.
I6 Kec de 28 de junho de 17:18, 1, parte, til.
IV. art. 32.
(165) Tolos in, pag. 273.
166) llce. de 3 de Janeiro de 1673, art; 61.
(167) Decreto do conselho privado do rei, de II
de oulubro de 16.84.Gaurcl, Fstylo do Conselho,
pap. 516.Antigs leis francezas, Isamberl, tom.
XXIX. pai:. 463.Tarb. pac. tl).
168; 19 dedezembro de 1681. Derrelo do con-
selho privado. (laurel, ibid., pag. 518.
(169) 17 de junho de 1687. Reg. sobre o proces-
so do conselho, arla. 36 e 37. Gauret, pag. 5-50.
171; 18 de selembro de 1775. Decreto que te-
cina nenhuns a es'c respeito os decrelos do 19 de
Igotto e 4 de novembro de 17(59.
172) Observarcs do tribunal de Cssajao sobre o
arl. 22 do projecto de lei. redigido em I8K pela
commissao Romeada pelo govereo provisorio ; rela-
tor, M. Troplonc.
17!) Sao as expresses empregadas no derrelo
do conselho de 15 de junho dn IG8.Tratado do
direito animal.Omer Taln, Mcm., p_236.
Alcumas vezes ctiamivam-se lambem estes de-
cretos decrelos do Conselho alto ; mas esta desig-
naego dada ao cous.-lho de estado nao se encontr
no texto olliriil dos decrelos.
171) 12 de selembro de 1631. Decreto do con-
selho de estado. Omer Taln, Mcm., o, 5, edil
Uiehaud.
O marechal de Alarsillac, ratao do guarila-selles
desle uome. fui preso no Piemonte por ordem do
cardeal. acensado do peeulalo e de eoueussjo, con-
demnade em 8slemaio em Kuel. e evo-,Halo em :
10 em Pars Sisinimdi, til. XXIII, p. lil.) .
(175 Por meio de una somma com ue cnlra-
viin amiualenle para o lhesi-.no, :. serventoarios
l.ir.ird:,|e na.,, ,i,- ,|irPi|o ,! Irani.nitti los par
re suas queixas, c de recorrer para o concelho con-
tra suas us-.irp.icoes puiiiiidn cora mulla c prisAo
aojadle* que ctleclivameiile liiiham usado desse re-
curso.....i
O rei quer reslnbelccer depois da paz que deu
a seu estado, ludo quanto a licenra da guerra c os
tumultos dos inovinienlos passadus perverlcram nas
antigs classe* do reino.Nao pode eoBteear por
urna parte mais importante que ajaeliea, cujodes-
regrameiito.roiifuiide ludo c conserva a fortuna dos
humen- cm perpetua incerteza. Ordena ce a ledas
as companhias soberanas, quaesquer que sejam os
n un-, sob que seleiiham formado, que anuuain as
ardeos de seu conselho.... pena de incorrcreni em
sua iiidignacao.... n
Todava reserva-lhe
cluses contrarias dos areslos de seu conselho. (201)
O rei que assim fallava nao ordenava era v3o. o
parlamento ueste ponto assim romo em outros
guarduu silencio durante o reinado de Luiz XIV.
O regulamento de 1738 que appareceu no reinado
de Luiz XV inlroiluzio no conselho das partes es>e
complexo do formulas protectoras que invocavamos
a cada lisiante, e muitas das quaes receberam a
roii'niira<-.1o do vosss jurisprudencia. Desde esla
cprtca as ras-ares puramente ju lirianas foram sem
dovida aceitas com mais docili i.i le por aleaos par-
lamentos. Com ludo vemos ainda o chauceller Da-
gue-seau que empregara na coofecc.an do regulamen-
to de que se trata la j profundos seniimentos de jus-
lira e de prudencia, obrig ido a acalmar nesla liu-
guagem gaie s a elle pertenre a iiinaccAo e a dor
que o pul iinenl i de Provenra sollrcra com a cas-
sarAo de uin de seus decretos.
Eu nao esperava, escreve elleao procurador ge-
ral em 9 do junho de 1714. que urna decisao que
alias nao era diflicil de prever, excitara tilo grande
fermenlarAo c dor lAo viva nos espirilps de vossos
companheiros.......a cassncAo deque Irata vossa car-
la devia tanto menos locar o parlamento de Proven-
a [ii Milu era notorio que fundava-se tnicamente
sob motivos relativos formula, e sobre nulli-
dades que algumas vezes escapa aos melhores jui-
zes......
En nAo sei quaes silo esses boatos que, segundo
dizeis.tem-seespalhailo contra o parlamento de.....
a por octasio do decreto do concelho : l-'a/.eis uina
pinlura tan pattica da impressao que ellos (em
k causado em Provenra que eu receio muilo que a
m vivacidnde do clima, e vossa eloqueiicia natural
li'iiham cuncorridu, sem que o presintis para fa-
ii zer-vosencarar as cousas sob iiinaimac-m lAo Iris
te. Attendeia simples verdnde e cedo licareis tran-
quillos de receios que partein de um bom princi-
pi, mas que com quanlo louvaveis por seus mo-
( livos, sao alcumas vezes exagerados. Os homens
seriam bem desgrajadus c elles se julgassem per-
a didos pela menor inadvertencia que escapa hu-
manidade ,202).
Que contraste cnlre esla razao tgo esclarecida e
lao livre, enlre estas expresies em que manifesla-se
lAo claramente a legarapea de una grande eaobre
consciencia, c a exageradlo svslemalica das queixas
que temos observado !
As queixas e as reclamares sobre a pretendida
faciliilade com que o conselho das parles cassava os
areslos das corles soberanas, continuaran). Chega-
ram em 1762 a causar bstanle impressao no espi-
rito do rei, para que pedUM a dous do seus conse-
lheiros de estado UM. Jolv de Fleur) e Gilbert de
\oisius urna memoria sobre o S)s|cma de ra-acan e
a maoeira pela qual o concelho das parles a exer-
cia. L-se no relatorio de M. Joly de Fleury esta
passagemque nata perdeu ainda de seu valor e cla-
reza, oque resuma ja raui justamente a natureza e
os limites do principio da cassacao :
i So atae dos rcquenmcnlos de cassarao, ludo
em resollado interpreta-se ebaira o supplicanlc.
Nao se regeilam senao os meios que leem sen fun-
damento cm nina cqntravenfge clara e precisa das
leis, alem disto he preciso que se queslione a respei-
to de dispusir,lo impiirtanle, porque he anles o inte-
resa; publico e o respeito da lei que se consulta do
que o inleresseda parle, o r m-elli i sempresusteu-
lou u principio de que a cassarao fui iolrodozida an-
tes para a manutengo das leis do que para o inle-
resse dos litigantes. Se a contraveuco nao he clara
c lilteral. se pode acreilitar-sc que as nrcum-laiirias
do fado influiram sobre ao julgameulo, nao se ad.-
mille o pedido te cassarAo, porque he de suppor que
o juiz nao desprezara a lei. mas julgara que nAo
linha lugar sua .pplicac.lo (203\
O incsino concelbo declarara em I775 por am de
seus areslos que a cassacao he um remedio extre-
c mo, que nao (em oulro fin) srnAo a manulencAo
la auloridade legislativa e das leis (204.
Eis os principios que dirigiam o conselho das
parles.
Sao os inesmusque sob nma or .anisaran essencial-
menle dill'erente ainda dirigem o tribunal de Cas-
sacao.
E comliido, permitli-me dize-lo, uaopor espirite
de vj.i e baixa lisonja, mas em rugo de seria e me-
recida homenagem para com nossas insliluicoes ju-
diciarias, ha em lomo de veis lauta calma quanta
desor lem e agilacio cerca va o couseliio da antica mo-
narchia; ha tanto respeito e silencio em presenca de
vnssas decisiies quanta coiifusao e protestos suecc-
diain-se nos decretos do conselho.
Foi preciso que viessem os ominosos dias de 1793
psra que um poder revolucioiiario.collocandn-se ci-
ma das leis, (205) ousasse tentar con ira os juramen-
tos do tribunal de Cassacao ;20(>i.
A consiiluicau do anuo 3 veio era breve prohibir
ao corpo legislativo cssa funcsla e anarchica usurpa-
tan .207).
Em lo las as nossas dissencoes, dizia M. l-'l.m-
giiergues em 1811 na cmara dos dcpulados, respei-
tou-se o tribunal de Cassacao ; jamis suscitaram-se
queixas contra elle.......
Fui julgado sera que fosso ilefendido nem mesmo
ouvidn; triiiinpbou por suas obras (208). Longe dever
foseo poder contestado ou restringido, vistes desde
1835 (20P, o, governo, as cmaras legislativas, a opi-
ni.ao piiulica, reclamarein uiiisonos contra o enlra-
quecimenlo e anarrhia de jurisprudencia que a lei
de 2 abril de 837 veio dar as decisoes de vos-as seccoe*
reunidas a autoridad* que para ellas reciamava no
anuo II 2101, o relatorio da commissao oni'.u rejada
de aoresentor ao enverno as observares do tribunal
de CassacAo acerca da leci-lacn (311), .
Di-tinguindo com habilidaile e prudencia a parte
do legislador e a do juiz, ella resliluio-vos cm pre-
senta de urna segunda cassacao, a decisla suprema
9obre o punto de direito e o poder de lixar depois de
todos os recursos lecaes, o termo de um processo, re-
servando sabiamente a liherdade da doutrina, a
marcha na ciencia, e a independencia do poder le-
gislativo, e nao e-leu lemlu e -a auloridade alm
do tribunal de quein se recorria, e dos limites da
causa.
No comcro da execucao desla lei um de meus pre-
decessores vos assignalava os embaracos creados por
um syslema que dava aos Iribunaes de appellacao
o poder de decidir defiuilivamente os conflictos de
jurisprudencia suscita.los entra elles e o de CassacAo,
e que sohrecarrrgava o poder legislativo de relalo-
riosohricaihis em lodos os casos (212).
A obrigarao de rinformar-se com a decisAo sobre
o ponto de direito proferida pelas seccoes leunidjs
do tribunal lem sido respeilosanicnle observada du-
rante os 17 anuos de existencia que esla lei ji
trata.
De 7,372 senlenras de casMejo pronunciadas por
vcwsas duas seccc^civil e criminiil, do !. de abril
le 18:17 a 31 de agosto ultimo, 196 recursos se apre-
scularam perante as sccc;iics reunidas. Este 19(5
recursosliverain em resultado: 41 senlenras de re-
gcicAo, 5 senlenras de cassarao sem remessa para o
juiz de quem se recorrer. 150 senlenras de ca^sa^Ao
com remessa.
As corles ou os Iribunaes para quem os fcilos eram
devolvidos liverant de applicar a lei de 1837 em 115
processos (213 lu s tribunal inserte em sua -.<:-
lenca um (iroleslo contra a doutrina que Ihe era
inipo.la ^l o que deu locar ao eslabelererdes o
principio, que provavelineulc nAo tereis mais neces-
sidade de applicar, e a decidirdes quen a obrigarao
de coiifiirinar-sec-oui a decisAn das secones reunidas
sobre queatao de direito he incompalivel cora a de-
clarar ".o de que se nAo parlha a opiniAo consagrada
por essa decisao. (215)
o direito de dirigirem-se a
elle por rgeio de supplica c de representadlo acerca
dos inconvenientes quepeatam resollar daexecucAo
de seus decretos, accrescentando que se lites dar
sempre grande consideracao. Prohibe a todos os
seus advocados e procuradores geraes o tirar can-
(181) SessAo das corles reunidas de I de junho
Omer Taln, Mem., p. 237. 7
185 8 de selembro de 1651. SessAo real em que
Luiz XIV declara sua niaioiidade.P.eg. do Par-
lamento.Bil-. Trin.de CassacAo.
186, SessAo real de 22 de oiitiibro de I6',2. -I)c-
elaraco para a Iranqoillidade publica de Pars.
O parlamento fra suspenso e transferido para
Pontoise, por declaracao do |. de agolo prece-
dente.
su-, najarte sua vi iva e seus herdeiros.
ui'i.r,., iJ ""' V.~' "."* '"" :'j?'i': o sua viuva ; seus icnleiros. t)s au-
\t.ln/^?'w!]*''lcn,'*el'r ***! I eram eslabelecido, ;r,?:.......;. o t'r-
lo ultimo perodo expiras
resol-
e fazenda c nAo em mitra parte se tratcm
vam os negocios seguiutes :
a 2... Aseontrvenefies feitas aos edictos e orde-
nanzas de S. M in que respeila ao estado e ao re-
pouso publico.(iirard Ibid.
(151 Creado em 1617.Gaillard. Historia do
Conselho, pag. 89.
152 Tolosau Siuln i In consellm. \l||, pag. :'.
.153 Keciilamenlo dc3 de Janeiro de 17:. arl.
; -;."? ,;,r!"'* *6aorel, pag. 520.Tolosau,
,-i*^-!' *"'"1,,Jc ,:'- ** Keal 1789.
fia) Gaillard. Historia do Conrelho, nas. 89
Meilin V. Comelho dn rei.
IV)i Elles dislingucm-sc pelas formuliis o rei
m conselho clcjeilo no conselho de e-lado do r-i
comassislenciade.>. Maqeslade &.-Tolosan II i
XII._paz. 2 e 2i.Arebiii, imper.
156 Reculamente de 28 de junho de 1738.Hi-
ver. Inslil judie, da Franca.
(157) Reculamente de 3 "de Janeiro de 1673.T-
tem, II e VII. pag. 2e 16.Tarb. pag. 15.
Os oulros tres conscihos eram o roiisclho r/o.< ne-
gonos estrangeii os.o conselho real conselhodn enm-
mercio.-Meilin, V. da fazenda do conselho real
do rei.
158 Regulamento de ll|de agosto deil578,art.l3;
de 3 de Janeiro de 1679, arl. 76Gaurcl, p.533.
:*aJ Tolo.au, 113, p. 7-Tarb, p. 15. r
i ito ultimo pnalo expirara no i.- de Janeiro de
1648. E'te direil r-ra eslabelecido no governo de
chance llar Paulel, pelo que alguna o chamavam
pauutle.
176 Derretido ID de juuho de 1648, Jornalaos
lr.ihi:s do parlamento de Pars de 13 de maio de
lSH 1 !2 i! ah:i! d* 1649.
'.77 15 le jiinlio de 1648.
Ibid. A 21 de inar-.o de I64 jn havia lido losar
unta reunan dos prefidsolrs e dos eooselheirosdo
tribunal de inquirieltes e das supplicas na sala de S.
Luiz. Omer Taln, p, H-l.
178] 15 de junho de lliis. Omer Taln., Mein.,
p. 23(1.
tT79j SOdoiunho 29 julho tic 1618. Omer Ta-
ln, p. 2512i5.
I8ii 2ii de agosto de 1648. PrisAo dqjireaidenta
Petier de Blanc-Uesnil, e do couselheiro de llrous-
scl. Oiner Taln, p. 263.
18!. Exilio dos conselbeiros Laini, Loisel e Be-
aolae.Omer Talan, p. 263.
182 27 de leoslo de 1648. Chegau-sc a contar
12611. Omer Taln, p. 265.
183 O mesmo adrogado geral na sessao regia de
l> dejaneiro precedente, cm pte hzera a desrnpeao da miseria publica em termos
eheiirt de energa e altivez.Omer Taln, Mem.,
211.
A 2 do fevereir.) ,'e !:i73 Luiz XIV prohibi aos
tnbunaes que uzeasen! represeulagoea anles do re-
gislro das leis.
.187 Loiz XIV no Parlamento transferido para
Pontoise.M. de Sainl-Aulaire. //s. da Frond.
le-francezas, i. XVII, p. 288.
i Declaracao de 15 de Miembro de 1715.
! '' ""wtodoconwthodeaideagoslodel-IS. rio sobre o projecto .te 1.
._..- ..'iiiariiil- .!,;.,._!. ..ra-- regia* para numero dos juizes no rribu
,i execurjo da bulla do papa relativamente cinco
proposi(6e* de Junseuius.24 do marco de 1730.
Declaracao sobre n jansenismo e ronsliui:-Ao 1'ui-
genilus. :, Je abril de 17.19. Sets real para o re-
gistro da bulla Unignitas.
(191) Decreto do conselho dn ni d marcoda
173!, 5 de selembro de 1731, 10 de levereiro 11-13.
192 Decisao de 7 de selembro de 173!....1732,
sentenra que eondemna n ntdem de 27 demarro d-
1732.Antigs leis francezas, tom. \XI, pag. 366
e 37.
1.193) selembro de 1731. ibid. Voltairc
cii Parlamento, cap. LXIV.
(191 S- sio real de 3 .le elembro do 1732.__An-
ligas leis franc., tom. XXI, pac. 37'..
175 I de agosto do 1796.Represenl. do Parla-
mento da Pars. Bibl. Imp., tom. V. p. 233.
96) Sossa* real de 19 de novembro de 1787.
SessAo real de 8 de maio de 1788.Derrelo do con.
ribo de 2!) de junho de I78S.i) clarai-Ao do rei
de 23 de selembro de 1788, (Inlroducio do Mo-
nitor.
1197 Sessao de sexta-feiri de 16 dejansired*
1648.Omer Taln, Memoires, p. 209.
(I9S SessAo das corle* reunidas de 6de ageste
de 1695.Regias. Pariam. de Paris Bibl. do Tribu-
nal le C'S-aeilo.
(199) 9 de marro de 1661.
(200) Ansoslin Thierrv
lado, p. 189.
Ilist.
Historia do terctiro es-
v23l) ii l'eilo no conselho de estado do rei, es-
tando prsenle sua magestade, e reunido em Fonle-
nebeau a 8 dejulho de 1661. Assignado, de Giieu-
gaud. i) Aren, de imperio.Decisoes do conselho de
eslado, ful. XXX, 1661, n. 191. Guillard. His-
toria do Conselh't, p. 171.
2112 D'Aguesseau, 1. VIII, p. 259.Carla. 168
(203) Relatorio manuscriplo de Al. Joly de Fleu-
ry-Henrion de Pans-y, Auloriiaae judiciaria, cap.
XXXI, sec. 10, eclic. Cosse, p. 635. Delangle,
Fncyclopedia do Direito, V. Tiibunal de Cassa-
cao, n. 167.
(204) 18 de selembro de 1775. Decisao do conse-
lho que proliib a iinpressAo dos requeimenlos de
Cassaego antes que sejam intimadas. Antigs leis
francezas, l. XXIII, p. 289.
(205) Constit. de 3 de selembro de 1791, cap. V,
arl. I."O poder judiciario nao pode em caso ne-
nhiiin ser exercido pelo corpo legislativo nem pelo
rei.
(206, Decretes de 22 c 27 de nuiuhro do 1793 (I.
e 6 hrumaire auno II.'de 15 e 27 de novembro de
1793 do 15 hrumaire e 7 frimaire auno ||) que an-
iiullaram as senlenras do tribunal de CassacAo que
haviam cassado as senlenca* de cotidcmnarAo dos
Iribunaes criminaos do Pasto de Calais e do Pacy-
de-Dome, c um julgameulo civil do tribunal do 5."
distrido de Paris.
ii O tribunal de Cassarao. diz a decreto de 6 hru-
n niare. que annulli o julgamenlo na que-IAn c-
vil, acabara por destruir tedas as leis cuja exe-
ir cucan lie enearrngada de m,nter, sea Convenci
a nacional rieixasSe sulisisiir Kiueilcs do seus julga-
mente* que trazeui o eunho do arbitrario.
,207) Arl. 261.
(208i SessAo de 17 dedezembro de I8(. Relato-
relativo n redcelo do
nal da (':ss icAo Monitor
l.'iiirersat, pag. 1132
(209 Projecto de lei apresentado cm 23 dejanei-
ro de 1835, art. 13. Projecto da commissao (rela-
tor, U. Amilliau), art. :,>. Arlas n. 56 e 187.
> O Sob o rgimen do arl. 78 di lei de 27 ven-
Ips", 17 de marco, anuo 8.
.211. 3. dia complementar au II, Registro das
deiiheraroes do tribunal de CassarAo, l."98( Exe-
curao do art. 86 da lei de 27 ventse 17 de marro'
anuo 8, c da deliberadlo de 15 vanldie 5 demarro,
auno 10. Pe lenco a sabediiria do governo reme-
diar esses graves inconvenientes, ja propendo nina
lei que estatua que o tribunal de appellar/go para o
qual ter devolvido um processo sobro que lenha
havido secundo julgamenlo de Cassaego, pronun-
ciado cm serroes reunidas, ser abrigado a confir-
marse, julgamlo de unco a quesillo principal.
tom os principios de decisao emanada do tribunal
de Cessaciio, e que segundo as rirriimslancias, em
caso de conleslargo, faculte u parle o meio de f.Vzer
prevalecer o seu direito, ja ele, etc.
(212) Lei de 20 dejulho de 1828.Observares
de AI. Dtipiu na audiencia de 8 de abril de 1837.
Regia!., 1. IV, p. 156.
213) 32 processos foram abandonados ou termi-
minados por desistencia ; em 31 de agosto de 1854,
tres nao eslavam anda julgado* pelos Iribunaes a
quem foram remedidos. Total, 150.
(214) Derrelo de 9 de marro de 1838. Veja-so
o Rollelim criminal de 1847, t. 190.
(215) Secro criminal, luleresse da lei. Decrete
A par desles fados pralicos, seria grande e bello i
esludo aquelle que livesse por flm investigar a in- (
fluencia de diminu e deeiisino que vossa jurispru-
dencia lemj exercido, os progresos que lem pro-
diizidn na legislarlo e na sciencia do direilo.
Nao vemos Indos os dias nscreverem-se os moti-
vos de vossos areslos em seguimento de vossas leis,
como seu mdhor e mais seguro commenlario ".'
A reara que estabclecem, a luz que derraman)
nAo se limitan aos magislrados encarroados Je ap-
plicar as- leis: estcndein-se aus costumes do paiz,
elevam-se a harmona geral de todos os inleresses
pblicos.
Consegoistes, por exemplo, aflaslnro duelo de nos-
sos costumes, n que em oulros lempos as leis mais
inOaxiveil nao poderam conseguir. Basten que o
collocasseis sob o imperio da lei cummum. nAo con-
seiitindo que se ahrica-.se em urna exceptan que nem
a lei nem a moral admitiera, e obligando assim a
vir submelter josliea de seu paiz, sna conduela e
sua defeza aquella que voluntariamente aceilou a
desgrana de malar oulrem cm um combale singu-
lar. (216)
Tem-se viste nac/ies eslranhas abandonarem sua
passada jurisprudencia, e conformaren) e legislarlo
de sen paiz com as inlerprelsfes dadas por veis a
pontos de forma c de doutrina por mnito lempo e
vivamente debalidos. (217)
Eiicarregados de rever as senlenras e de harmoni-
sa-lascom a cxecur,ao fiel e sincera de tedas as leis,
nos lempos de lulas e de pericos, soubcsles manler
nas teis que protegen) a ordem polilica e social de
vosso paiz o sentido e a execucao que ellas compor-
tam, e de que o espirito de parlido esforra-se alcu-
mas vezes por aparta-las. Na poca em que a im-
prensa era um poder, nao permillisles jamis que
urna qiialilicncAo, que eslava em mamfesta oppo-u-
cao com a lei e que preceito certo e fno vos pcrmil-
lia examinar, se confundiste para escapar i vossa
censura cum a apreciaban suprema dos fados colhi-
clos pola'fonscieucia dojtiiz.
Considerando a lei sob o ponto de vista mais com-
pleto e mais elevado, e em lodo o alcance de seu es-
pirito, alargando o circulo do direito civil quando
he preciso eleva-lo ate a altura do direito publico,
vossa seectto depelircs souhe insinuar n'um debate
que amearava tornar-te irritante, n espirito essen-
cial e o senlido noce--,uio da concordata do anuo
10 ; vio na lei orgnica desla concordata um arlo
destinado a regular, nos termos de um respeito leal
e reciproco, ns retardes mais deliradas do estado e
da icreja calholica, e assim como a igrejaheohrigada
a execular c a respailar as leis do estado, do mesmo
modo julgou que o o-lado nao poda, ileixando ce-
lebrar por seus ofliciaes o casamento de um eccles-
aslico, trau,tornar as regras quo cotislituem, segun-
do os caones recebidos era Franca, a cundir.o c a
santidad do sacerdote 218 )
Ja eram arailes cquelles poderes ; mas o impe-
rador quiz ainda engrandece los, e rompteta-Ins.
O derrelo do i .o de marco de 1852, completando
a obra do senalus consultos do anno 10, inveslio-vos
de um direilo supremo que no estado s a vos per-
tenre relativamente disciplina da magistratura e a
honra da juslira em si mesma. Aulorisa-vos a pro-
nunciar disciplmarmenle pete decisao mais impor-
taute que comporta uossa orcanisac.lo judiciaria, a
demissAo do magistrado cuja indign.dade vos for de-
nunciada e demonstrada. Era a mais sincera home-
nagem que o governo poda prestar nao s a inaino-
vibilidailo quo restabelerra e que drseja defender
dos abusos possiveis, como ao respeito qae exigem
as decisoes de um tribunal noihj vem morrer tedas
as prevenefies e susceptibilidades de classe.
Eis, era parallelo das antigs lulas judiciarias, os
tiiiilns reconhecidos o rrspeilados do tribunal de
cassacao.
Nao Rejamos injustos paVa com o passado. nem in-
diflerentes as legitimas superioridades de nosso lem-
po e de nossas instiluifoes.
O Conselliu das parles, quaesquer que lenham ido
suas luzes, era secrao de um corpo poltico amovivel.
Revestido do direilo poucas vezes exercido, mas pe-
perigoso, de avocara decalo principal das qnesloes,
cassava os decrelos do parlamento a qae lambem o
recislro e a resido das leis davam poder poltico.
Em 1790 pelo contrario eslaheteceu-se orna sepa-
rado absoluta enlre o poder legislativo poltico, e o
judiciario, cima do qual collocou-sc o tribunal de
Cas-acao (219.)
Destinados parajulcar das senlenras e Dio dos pro-
cessos, a regular e manler a ordem das jrdicc,es,
vos nAo podis or, caso algum conbecer daqueslo
principal !220.)
Como os oulros poderes, lendes lirado vossa forja
dos nie-inos limites que vos foram assignados.
A' constituirn do auno 8 i 221 ) deveis exa si-
tuarlo que a eleicao cm vAo promelte e qne s
a inasmovihilidadc coucede. A inamovilidade nAo
da a independencia de carcter que, grabas a
Dos, bebe-se em frutes mais nobres c elevadas ;
mas Iranqiiillsa o litigante e he urna digna barrei-
ra que o governo mesmo deve enllocar enlre si e a
consciencia da quellesa quem delegou o poder de a
dminislrarjuslhja em seu mue.
Finalmente nma lei uniforme, commnm a lo.la
a Franca, aoacedeodo a costatme* numerosos e sem
licac.lo enlre si, veio assegurar as vossas decisoes um
alcance c generalidade de applicarao que rada dia
cooperam ellicazmenlc para a unida lo da jurispru-
dencia a o aerordo dos Iribunaes.
As condires geraes da soriedade moderna con-
correm por si mesmas para esses felizcs rcsulladus,
para essa disciplina quo se pode dizer universal.
Se nosso secute tem maquinado as revolurajes e
as guerras civis, a organisai.'.'lo que devemos au
consulado e ao primeiro imperio preservoo-nos pelo
mena* do espectculo c da confusa das lulas judi-
ciarias.
Em lugar dos parlamentos e de sua auloridade
muilas vezes corajosa, nas sempre ambiciosa, in-
quieta, e mal dehnida, temos Iribunaes imperiaes
salisfeites e honrados de sua soberana judiciaria,
que nao prelendem nem fazer as teis que sAo cncar-
regados de execular, nem ser os represntenles da
nai.Ao, e os tutores dos soberanos (222).
Em vez das conleinlas religiosas que por alguns
seculns dividirn) e apaixonaram alternativamente
a realera, a igreja, e os rorpo judiciarios, um dos
primeiros aclos do governo de 10 de dezembro foi
reslabelecer sobre o llironode S. Pedro o poulili.e.
que fora o primeiro que se enllocara a frente de
todas as reformas ulels ,223) e a querem una in-
grata revolucAo havia ultrajado e deslhronado. Um
anno antes, aos nossos olhos, um prelado heroico
oBcrecia-se era dolorauslo para apasiguar nossas
guerras civis, e caba marlyr de sua piedosa cora-
ceiii (221). Em dias cridos e de anarrhia social,
viraos tira clero dedcalo, tolerante, submisso as teis
do eslado, auxiliar a auloridade civil com o con-
curso de ludas as suas turcas e sua ascendencia para
disputar roubar a naci a iava-Ao das donlriuas
socialistas. Em suiuma do recinto, de nossas igre-
jas, erguem-se boje patriticas suplicasen) favor dos
v.denles soldados que cumbaleii no Oriente pela
paz da Europa ;e ha poucos dias, a" religio con-
duzia no meio de >uas pompase do luto da l-'ratn a
o illus re marechal, que morrendo deitou mais urna
victoria a seu paiz, ura excinplo immortal ao mun-
do chri-Uo ,225).
Em lugar das palavras severas que faziam ouvir
nos parlamentos os res que levaran) ao mais alto
grao o senlimrnte monarchico, Francisco I. Hen-
rique IV. e Luiz XIV. o tribunal de Cassarao ad-
nuttido a feticilar o primeiro cnsul Bouaparte pelo
consulado vitalicio que Ihe fora concedido, Olivia
delle oslas palavras e ete tcstemunho.
i Esle tribu uit be urna das mais felizes inslilui-
coes que garanten) a estabilidad.- da repblica. 0
priuiciso apoio dos estados he a fiel execurAo das
leis. ('. i!locados por vosas luzes e por vossas fulle-
reas a frente dos Iribunaes, perlcnrc-vos manler o
principios qne vos dirigem e as virtudes de que
dais o exemplo. (226).
de 7 dejulho de 1847. Ele fado foi reproducido
sonienle na > -ntenca de um conselho de disciplina
da guarda nacional, ii de agosto de 1839,.
(I6 A jurisprudencia do tribunal de CassarAo
sobre esla queslao, e ueste sentido repousa hoje, "de
"~ para ca, era 30 areslos da seccAo criminal e 6
1837
das seccoes reunidas.15 de dezembro de 18372
de fevereiro de 1839. 25 de Marca de 1845,-21
de julho de 1819 ,2 areslos).18 de fevereiro de
1851.Foi o procurador geral M. Dupin que pro-
vocara osla jurisprudencia.
,217: As teis de 31 de marro de I8 c de 15 de
junhn de 1816 modilicaram no senlido de jurispru-
denria das secones reunidas do tribunal de Cassar.au,
o arl. 334 do cdigo penal da Blgica, que he o
nosso culi-o d 1{I0.Urna decisao das socries re-
unidas do Iririninl de Cassacao da Belcira cm dala
de S ite selenihr.i de 1843 adoptara a doutrina con-
traria.
(218) Tribunal de CassarAo, ser. de pelires, de-
cretos de21 de fevereiro de 1833 oda 23 de* feverei-
ro da 847. que regeilam os recursos inlerpnslos
eonlra as di cisftes da* corles reaes de Paris e de Li-
mones, e que decidein que nos termos dos arls. 6 c
26 da lei orgnica da concrdala de 4 germinal (24
de marro anuo 10, os sacerdotes calholicos eslao
lobmeltidos aos caones, que eram enlAo recebidos
em Franja, a que prohiban* o casamento aos cc-
clesiasliens que j livessem recebido ardeos sacras.
(S. V. 33, t. 168.47. I, 177,.'
219) I.- 1621 de agosto de I79J, tit. 11, arl.
1.".Constit. 3 da selembro de 1791, rap. V,
arl. I.
,22J Le de 27 de selembro de 1790, arl. 3.
Coi-I i. 3 riirtidor (20de acost auno 3. arl. 255.
Cnsul. 22 frimaire 12 de dezembro) anuo 8,
arl 66.Lei de 2!) de abril de |8|0. arl. 7.
(2211 Arl. 20 e|6J.A lei de 27 c I." de dezem-
bro de 1790 decidir que. os juizes do tribunal de
('. iss icgo seri un elcitospor qualro anuos. S h este
rgimen -le eleic.Vi, lizeraiii-se nomeaeScs direla-
nienie pela Convenci e pela Directora, emuitin
juizes conlinaaram suas funrroes alem do termo
legal, etc., el-. O roii-elheiro M. Kavnoiiard co-
Ihen sobre esle ponto e sobre o pessoal do Iribunal
de CassacSa desde sua origen, documentos que
oustarnm muilo trabadlo, c que anresenlariara para
a histeria do tribunal verdadeiro Intecesse.
(222; Prembulo do edicto de dezembro de 1790.
J! 12 de agosto de 1819, carta do principe
presidente da repblica ao teiieiitr-coroncl Edgar
.Noy. en ajudanle de ordem, em llama.
22I alj-. Affre, arcebispo de Paris, morlo em
25 de jamo de ISS. sobre uina barricada do hui-
ro de S.Antonio, quando la levar aos amotinados
palavras do paz c de consolarAo.
(225' M. de Saint-Ariiaud, marechal, morlo a
29 de selembro de 1851, depuU da victoria de Al-
ma.
(226) 27 Ihermidor ,'14 de agoste) anno 1 Reg.
ias deliberaers do tribunal de Cassacao, fl. 92.
austero sempre distingui a magistratura franceza.
He consolador o pensilmente te que fora das pi-
xOes polticas e das agitaros* da socirdade, existe
urna rorporac.io que nAo tem oulro gua -eiiAo sna
consciencia, outra p.iiao seng o bem, oulro flm
sean fazer reinar a ju-iic.i (227).
_ A cari, permiltir-ine-ha que a deixo sob a impres-
sao (leste rernnriliarAo e desla leinliranca.
Cada anno que pasa impOe-nos ura Iributo de
repara^Oes e de sacrificios.
A 9 de novembro de 1852, M. Miller sncumbia
no meio te seus trahalhos, na terca d* urna rarreira
preenchida mas incompleta. A 20 da julho de
1851 a morte veio apanhar M. Juube/t na idade de
87 anuos, na calma do retiro que succedera a urna
tenga vida judiciaria.
Depois de haver servido em muitos Iribunaes de
primeira instancia e no tribunal doSenna, M. Mil-
ler preenrhera as funcroes de advogado geral c de
presidente de cnmiiii-s.io no tribunal de Pars. Seu
infaiigavel ardor pelo Iraballm, seu esludo exacto
e aprofundado da jurisprudencia, a coragera e fa-
cilidade rom que penetrava no detalhe das questes,
o tomaran) dislinrlo por loda a parte, e de alguma
sorteo aproximaran! do tribunal de CassacAo, a que
rbegou em 1837. Em breve elle fez apreciar a uli-
hdade e a seguranra de sen concurso. Todos os
raembros da secr.lo civil, lodos os seus collegas do
tribunal dos ronlliclos conservam a lembranca desse
espirito de invesligarao que nada emhararava, dessa
memoria 9empre feliz, dessa dedicacao absoluto ao
dever, que nao adunda oulras preocupacoes. A
investigi;ao inexoravel de ludo quanto podia apro-
\ rilar no que suppunha juste e verdadeiro, dava as
vezes a sua conscienriosa iIkuss3o ura ardor que
seus adversarios eram os primeiros cm honrar, e
pelo qual as delibrateles sainara mais completas e
seguras.
Os. servicos de M. Miller valeram-lhe em 1844
a condecoratAo de oflicial da leciAo de honra. Seus
(rabalhos e seu carcter obliverum de vos, senho-
res, essa estima seria e duradora que consagra orna
carreira. e que depois da morte terna-s a hersDra
a consolacao de nina familia.
M. Jnuberl contava j. doze annos de servicos ju-
diciarios quando em 1813 entrn no Iribunal de Cas-
aego no carcter de advogado geral. Couservou-se
ne.las funcees por vinle anuos, preenchndo inlei-
ramente seus deveres e inercreudo por islo a cruz
de commendador de legiao de honra, que foi-lhe
concedida juntamente com sua noinearAo do couse-
lheiro (228.)
Foi em 1849 ua idade de oitenla e dous annos que
M. Jouberl pertencendo culAo sec;ao dos requeri-
nenios, foi aposentado.
Quasi todos vos o conheccles. islo he, amasle-o-
Es.a v ia modesta, obseqoiosa e dedicada estrauha s
ainbiciies pnlilicas, havia formado para si um cirou-
lo de aiTeiccs intimas e diilinclas, enlre as quae
os nmnesda M. M. Chateaiibriaud e de Fontanas
enconlram-se a par do de seu irmAo.
Sollrera a prova de crois dores de familia, mas
cerrado de cuidados e de doces con-olare.
Quanlo a nos, imlcpendenle dos lucos que pren-
dera anda a familia de M. Jouberl ao tribunal de
que fez parte durante quareuta annos, salisfazemos
com piedoso inleresse o dever de prster aqui urna
ultima homenagem memoria do pai de om de nos-
sos anligos collegas (229.)
NAo he sraenle em presenca da morle, senhores.
que temos de tornar-nos u interprete de vossos pe-
zares.
O Sr. conselheiro Rochar, victima de sourmenlos
prematuros, e cedendo a escrpulos que devemos
respeilar. impr-se voluntariamente o sacrificio de
urna carreira que araava e que percurrera com dis-
lincsao.
Foi com aOeduosa e profunda tristeza que o tri-
bunal vio inlerromperem-se assim. fra das condi-
rOcs ordinarias e antes do lermo previsto, relame-
que Ihe eram charas e preciosas, serviros qae o hon-
ravam.
Elle nAo esquese quanto a seceso criminal duran-
te vinle e qualro anuos, quanlo recenlemenle o alto
tribunal de Bourges e de Versalitas devem aos tra-
balbos importantes e ao concurso dedicado do ma-
gistrado que reuna a urna intelligencia superior, a
urna eloquenle elevacAo de eslylo, todas as distioc-
es e toda a anloridade lo homem sensivel.
NAo referira urna novidaite.jos collegas te M.
Rocher, se, erguendo o veuria vida privada, eu Ibes
fallasse aqui do encante igual e constante que linha
ua communirac.au de todos o* dias, das afleices
elevadas e fiis que souhera conceber e inspirar, dos
beneficios ntimos e. ignorados queespalhava em tor-
no de si cora inAo lAo delicada como seeros*.'
Se alguma cousa pudosse arcrescenlar cslima
parlicular que acompanba esla bella e digna carrei-
ra, senaui sera diiv uta alguma os senlimenlos que
declaran) a M. Rocher a resolur.lo de urna partida
que s elle julgava necessaria.
NAiipo-sn, escrevia-nosclla na sua volla a Fran-
ca, nem deixar minha endeira vasia por mais lem-
po, nem resignar-me a preenchr metade las func-
eo*e, a que devo dedicar-me inleiramente. Lasli-
mai-ine por um sacrificio quo despedara-me o cora-
rAo, mas diaiite do qual nao hesile' um > lis-
iante, n
O imperador quiz ronsacrar por alta a rara dis-
lencccao os nobres feilos dessa vida de magistra-
do. ElevouM. Rocher ao grao de commendador da
legiAo de honra.
Cumpro boje um dever que rae he charo por mais
de um titulo, e eslou bem cerlo de exprimir o pen-
samento unafiime do tribunal, fazendo com que M.
Rocher assisla lo seio de seu retiro longtnquo ao
lesleiniii lio publico da recordaran e das saudades
profundamente sentidas que Ihe conserva o coraran
de seus entiesas.
Vosa secrao criminal acaba le ler oulra perda, e,
posto que a hoiivesse-mns previsto, nao deixoo me-
nos no tribunal um vacuo real e mui legtimos
pozares.
M. Jacquinot-Godart rbegou ao termo da idade
marcada pela lei. Se teis desla natureza nao deves-
em ser esencialmente geraes, ningiiem melhor do
que elle justificara uina excepcAo, sua rabera nAo
enveihecera ; vos o viste, ate o dia de sua substitui-
rlo continuar sem pre r.-up.iro e perturbado func-
^Oes cujo termo eslava marcado. Como o magis-
trado d Aguesseau. u sahio do combale roroailo pe-
las m.io. da victoria (230) deixando intacios apdz
si a lembranca eo respeito do sua experiencia, de
sua aubiridade e do raro vigor de espirito com que
comprehenciia e sustntala o carcter e o Ii ni das leis
criminaes.
A lei o o curso nalnral das cousas querem lam-
bem esles sacrificios lenham suas compeusares. Os
magistrados novamente entrados no nosso seio po-
dein apreciar pelas sautettescuja expre-sAo ouvem.o
acolhimenlo e a< boas retaques que esperam aqui
aquelles que trazem para o nosso soio a esrolha do
imperador e serviros reconhecidos.
Advogados. %
Reiuonlainte ii origem do tribunal de CassacAo,
apraz-nos encontra-vos honrosamenle ligados a to-
da as suas recordarles.
>"a origem do conselho das parles lodos os advuga-
dus eram admitlidos a ocriiparem-sc dos negocios
que ahi se Iralavam. Senln-se logo a necessidade
de encarresar do processo escriplo um carpo espe-
cial de advogados que acompanhavatn o conselliu e
que prestava juramento nas mAos do chauceller
i'23l). Esles advogados deveriara ser recebidos no
Parlamento. Crearam-se ollcios. D.-u-su aos titu-
lares o direilo aselnsivo de formaros procesins e de
assisuar os requcriinenloi. Impozeram-se-lhes de-
veres; conceiieu-sc-llics privilrsias (233). Os ou-
lros advocados de concurso com elles conservaran) o
direilo de apresentar em audiencia explicares e
observarles das parles.
Creado o privilegio, as difliculdades e as quesles
da precedencia apparecerain. EnlAo os advogados
dos conselhos liveram sob ccrla-relac;Ao a repercus-
sao das lula que havemos indicado. Os advogados
dos parlamento nppozeram-lhes as provisor* que
Ibes foram concedidas as acias de processo que esla-
vam eurarregados de fazer. e Ibes conlestaram o di-
reilo de conservar seu lugar entro elles. Esta prc-
lencjto foi repelila por ura areslo do conselho e par
nina declaradlo reta (234). Decidise quo os ad-
vocados dos conselhos e os do parlamento guarda-
riain enlre si nas reunies e consultas etc. o lugar
que Ihes assiguava a dala de suas matriculas.
Mais tarda os advogados dos conselhos virara con-
leslar-sc-lhes o direilo de pleitear no parlamento.
Duas derlarares recias orernuhercram formalmen-
te em 1771. em coiisnlerac.An i< das seulimeiitcis de
honra, desinteresa, c do tlenlo de que nAo cessain
de dar prova ,235 n
Sao esles no panado os ttulos de uobreza de vos-
sa ordem. O governo, a quem apraz recordar-vo-
Ins, rende-vns hoje o tnesrao lesteinunlio e a mesma
juslica.
Foi elle qu vos rcconhecca o direito do elegar
vosso presidente.
0 anno que araba de correr Irnuve-vns novas pro-
vas de sua rnnlianra.
1 m de vossos collcs.n que foi presidente de vossa
ordem e que deisou neste recinto ju-l.is o unni-
mes saudades, fui escolliido pelo imperador para
importantes funcees no do tribunal imperial de
Iho e do parlamento. M. Mre*o enconlrou no
Iribunal de Pan* o acolhimeolo qae garanlism-lhe
a esrolha do governo o os ttulos pessoaes adquiridos
enlre v. Nao he de receiar qne este tribunal es-
prohre-lhc jamis como em 1648, o primeiro pre-
sidente do parlamente ao* magislrados relatores das
supplicas [maitre Jes reguetles do conselho, o ler
exigido e lalvez obtido a casia gao de alguns deseas
decrelos.
Em nome do imperador requeremo, qne o tri-
bunal dgne-se ndmiltir o* advogados presentes a
audiencia, e a renovaren) seo juramento.
INTERIOR.
i

,227) 3 de novembro de J849. Ceremonia da Ius-
tituicao da magistratura no palacio da justiga.
Discurso do principe Luiz Napni.lo, presidente da
repblica.
,22X1 6 de agosto de 1832.
229) M. Alexandre Jouberl, que morreu juiz
suptenle do tribunal te Sena em 1832.
(230' D*Agueseau, l. I, pac. 53. I. mentir.ale
reuniao do parlamento, que linha lugar de 15 em
15 dias la (piarlas-feias, comcr.tiute ijo 1. depois
do dia de S. Marlinho, e a assim cbainavam-se os
discursos do presidente ^nessa oecasiao ) : O amor
de sen paiz.
(2311 O numero dos advoca los dos conselhos fui
successivamenle do I.-, 1G0. 230, 160, e 7." ,E-
dict.. seplembrode 1738, ait. III.
(232) ReguL, 1585. Regnl. 27 de fevereiro de
1738. arl. 81 2. parle, lit. WTI, arl. I.o
233 0 art. 13 da ordt-nanra de 1669 conceda
aos 15 mais vellms odireilo decommittlmtu
com grande sello (direilo de ser julgado por Iribu-
nal especial, com vigor na jui isdicr.io le qualquer
dos parlamentos do reino.)
(231) Decisao do Conselho de 21 de fevereiro de
1683. Dcdarac.lo regia de de levereiro de 1709.
tiiiillnrd ; Ilist. do Conc, pag, 162 o 163.
(235) Declararlo de 22 de fevereiro de 1771.
Cartas regias de 21 de julho de 1771.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Mamanguape 16 de dezembro.
Mon cher ami da caiir. Pelo dedo conhce-se
o gigante : sirva este anexim, proverbio ou como Ihe
queiram chamar de introito, e vamosnosso rarainho
sem mais prembulos, para contentar desla vez a
quem disse que peecavamos por longos exordios. A
nosia Ierra Ihe he grate pela consideracao que sem-
pre Ihe tem merecido, e pela importancia do seu 11-
lustrado Diario, que lAo profusamente dinde lu-
zes e conhecimentes por tedas ai classes da sua po-
ptilac.io, conformo as snas especialidades : vinte e
qoalro assignaitles que tem o Diario oeste muni-
cipio, nma mromensidadede pessoasque preporam-
sc para o assignar, dizem sobreraaneira do quanlo
he elle apreciado entre nos: em nome, pois, da nos-
sa tena temos a satisfazlo de apresentar-lheos nos-
sos mais cordiaca rcconherinienlos, c damos por fsso
a>niii mesmos os parabens, porque este fado nada
he menos que urna prova de adiaolamento e progres-
so deste lugar ; elle que, por um movimento espon-
taneo e natural, mais da orna vez tem tentado prc-
cipilar-se na marcha feliz da prosperidad, em enja
trillia a aoco publica tem vindo por algmas vezes
erabargar-lhe o passo.
Do sen hislorico, sabemos todos, que elle ji exis-
ta em 1634 formando urua nidria de Indios Potyga-
res, como alleslaui os teslemuuhos hollandezes, os
quaes naquella poca apossaram-se desla provincia,
c sendo expellidoi, os jesutas nelle estabelcceram-se
para doulrinarem os Indios, e edificaran) a igreja
dos apostlos SAo Pedro e Sio Paute, que hoje serve
de matriz : como sabemos os Indios naturalmente
desconfiado", nAo accomodsram-se de viver com urna
meseta de colonos, que ailluiara para aquella puvoa-
c.lo de Mamanguape, e nbrigaram as autoridades, pa-
ra evitar conflilos, a crer oulra aldeia qne Ihestoue
privativa, a qial obleve o titulo de parochia ede vil-
la de Montemr: nAo obstante, porem, em virlude
da naloral indolencia e reconhecida incapacidade
dos Indios, a povoafAo de Mamanguape lomou pro-
por;Oes mercanls extraordinarias, e foi o ncleo do
mercado dos gneros de lagares mui distantes.
D. Joao VI. em 1815, entretanto, desmembrando
o terreno do Rrejo de Arta e lomando oulra pro-
videncias, fez declinar aquella povoarao d* soa im-
portancia. Por um esforco natural, que nao este no
poder do liomem empecer, ella tai resssumindo pon-
co a pouco do eslado de decadencia em que o collo-
caram.
A assemblea geral por derrelo de 20 de jolho de
1831, creou urna escota de primeiras lellras, e por
urna lei provincial de 23 de Janeiro de 1839 foi
transiendo o (ilute de villa para sua poveaeio ; e
desdo enlAo foi ella lentamente progredodo*eolTc-
rece boje um aspecto risonho, e nos promelte om
porvir lisongeiro, a despeilo de achar-se obstruido
o rio que serve de transporte aos seu genero*, e in-
Iransilavfis as suaj mais publicas estradas, a despei-
lo da |iouca confianza nas garantas soeiaes, e da
nenhuma protecrao do podei publico, como se fszia
mister para melhor desenvolviincnte dos sens recur-
sos naturaes.
A nossa Ierra, pois, charo amigo, ludo que he o
lem sido deve s a si, e aos esforcos dos seas fillio,
que por sens mritos e sens romper lamentos tem sa-
bido angariar a eslima e consideracao de loda pro-
vincia, por cujas lurmonias elle nao cessam de
bemdizer a Providencia, e render homenagens aos
eu comprovincianos.
II i-I a ii le se lem dilo dos elementos e dosdons qne
favorecem, bstente te teo dito do sen engrande-
ciente e do seo fuluro ; pouc o nos nos cabe ac-
crescentar na ordem material, e por iso de outro la-
do considerando, ver Vmc. que a nossa trra faz
bulla na nossa bella provincia. Nao fallaremos nos
cus I rinta seis engenhos de a'sucsr, nos seos vinle *
oito negocianles, quasi.todos com loja e venda;
consideramos por agora sua importancia pete lado
dos seus liihus. Tem ella cm Seo seio oito hachareis
formados em direito, nove padres, um hbil cirur-
gi.lo, dous pharmacciilicos e dous advogado* licen-
ciados: pos blea geral, os qualro primeiros v ice-presidentes e
cinco deputados provinciaes : dous eommendadore* .
da ordem de Christo, om ufllrial da ordem da Rosa,
oilo cavalleiros de diversasDrdeus, e urnaJegiao im-
mensa de ofliciaes superiores da guardanacional ;
etc. ele, por tanto, j v Vmc. que temo* grande
numero do prssoas qualieadas sob cujos auspicios e
proleccio vive radioso o nosso esperanreso Mamau-
guape, e sssiin nos adiamos com lodosos quisi tes pa-
ra figurar com vantagem no festim da civilisaeio :
mudemos de assomplo.
Alguem vio na nossa ultima correspondencia c-
rusares as autoridades desle municipio, qoaudo
fulminamos as inlerinidades: he verdadoqoe as jal-
gamos pessimas s pete tacto de serem interina' ; a
inlerinidade pobiiea he um abysrao, por cujo decli-
ve resvalam as tees meias autoridades, com real de-
trimento do bem publico; entretanto qoe, nenhuma
m vontede leudo ao seu pessoal, ao contrario, pelo
juiz municipal temos os nosios amores ; pelo dele-
gado amislanra ; pelo mbdelegado sympathias, e a-
chamos al um bonito moco ; o vicario he nosso p-
rente, a cmara den-nos no goto ; pela guarda cida-
ilaa nos enthusiasmamos: por tanto, ditlinguindo o
hnmein publico do homem particular, ssiba esse al-
guem que a sua hermenutica he infeliz.'
Depois de ler-se prolelado o direilo mais liqnido
que linha o professor da inslracfAo primaria desla
villa srallicarau que Ihe faculta o regulamenlo ds
mesma nslrucc.lo, depois do* maiores obstculos
que oppoz o respectivo director, que vote a mais
gratuita aversAo a lao difluido funecionario, foi em-
lim recenhecido aquelle direilo, j pelo dislinrlo Sr.
r. Flavio, e pelo nosso integro presidente o Exm.
Sr. Dr. Paes Brrelo ; honra pois seja-lhes feila por
um acto da mais soberana juslira ; a elles em quem
confiamos, que saben infligir as devida penas a a-
quclles professores que, para abrirem suas sutes re-
crulum discpulos, viven) vida dissnlula, sacrifican-
do ao azar do jogo os seus ordenados ; abandonan) as
aulas, fazendo afugenlar os -eudiscpulos, e leem S
meios proprios para appresenlsrem-se modelos da
assiduidade cite desvelo; c qoe recompensar a a-
quclles que, de lodos oencomios, So os prototipos
de muitas -virtudos.
Trala-se de constroir nesla villa urna ponte le pe-
dra sobre um regalo que a roda ; obra de primeira
necessidade, c que eraras aos'csforcos e diligencias
do presidente da cmara, o Dr. l'raueisro Antonio
de Alineida e te mais vercadores, ella promelte em fm_
breve ser realisada, c pete que serio bcmdilos pela* j
seus municipe agradecido*.
Vedemos lacrimas, de sanguc carpimos, que he o J
qne nos resta pelo i estillados de um fado desastroso
que Irar como ronsequencia lodos os horrores da
miseria para nata pobre uva e desvalidas orpbas:
fallamos do recrulamenlo do pardo Antonio Tota,
que sendo o arrimcAla sita pobre familia, til Un ni-
co, deixon sin desgranada mai I rajan rl n o pao da
mcndiciitaile, qucesmola da raridde ; e suas bones-
las e infelizes irmaas prestes a lancar-se iuevilavel-
mente na hedionda Irilha da pro-lituirao ; as quaes
ni ildiio da sude impa que as arrojou no horrorov
caminho da lib'crlinagem : urna desvalida mai no lei-
te da teme, passada de dor pela separacne de seu l-
Iho, lestemuiiha da devassidao das suas lilha.....
ilrsgrarad .' duas miserandas orphas ronduzi-
riai pelas maos das maiores neerssidades aos alrouees
e lupanares.......miseria humana '. Eis os
resultados daqiiclle fado.
Todo islo he uina pura verdade ; acreditai-nos :
pois que a eslasreflexcs s somos levados pelos sen-
limenlosde piedade e compaix.lo, visto como se ti-
vessemos a fortuna de ser o seu protector, mesmo a

\
!

e
-JI- M. Emilio .Morcan, nomead^ advogado
geral junto ao tribunal imperial de Pars, por de-
creto de 30 de junho de 1851. No decurso do mes-
mo anuo M. Ilaet foi unmcado presidente do'iri-
bunal i'Evreux.
tul 11*11 AHA


.
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA it DE DEZEMBRO OE 10854.
ni lempo suubetsemoa, ella hoje anda seria o ara-
paro daquellas (hites, porque diramos valer os sens
direitos, os quaes, (emos conliaiir.i que seriara al-
lendidos pela auloridade policial que o recrulou, e
pelo E\m. Sr. presidente.
Meus senhores: ha preci.o nao recrular a lor-
io e a direilo : a nossa provincia Ja lo despovoada
pelas contiDuadas seccas, a nossa agriciillura tilo fal-
ta de brasas, e lucUndo cora lautas dflieuldades, se-
ra nm vardadeiro desserviro semclhanlc recrula-
mentos. He preciso que comprehendamus os nostus
uleresses ; o sul do imperio 13o povoado, a sua po-
pulacho crescendo de dia em dia, chelo de prolec-
rao e de riqaeza e prozre-liudo como por encanto,
monopolisa al coro o reerntamento : e nos, papal-
vos, com urna simpleza indescolpavel, vamos memo
por nossas mos promovendo a nos a triste idea de punir com o recrutamento ; temos
oulros meinc coercitivos e pondamos cobro a actos
que altameute nos damnificara.
Nada de importancia occorro digno de mensito,
alero de copiosas chuvas que lem cahido nesles lti-
mos das. Procuram os curiosos com anciedade co-
nhecer-nos Lio smente para exercerem a sua,pro-
verbial maledicencia ; ms liquen) elles cerlos que
nao o conseguirn e permanecer ao no dominio das
conjecturas ; e qne nada lia de novo alem da mu"
d.inca de ama penna que coocitenada irmaamenle a
oulra, procura egui-la passo a passo, postu que seja
smenos em recursos. Sou ami eomme aupara-
rant. O Ordeiro
COMARCA DE SAMO AXTAO.
Victoria 19 de dezembro de 1854.
Eslava dando tratos a minha pobre cachola sem
saber o que de imprtante liie diasease esta semana,
qoando lembrei-me do promellimenlo que li/ de
lite dar conla com alguma minuciosidade do resul-
tado ifa correirAo, o qtie passo agora mesroo a fazer,
Teve lugar, cqmo Vmc. j sabe, no dia i desle, o
encerramento da aadiencia (eral da correie,8o. Fo-
ram suspensos por atgumas boas irregularidades cm
seus livrus o escrivo d'urphAos e tabellilo Silva Cos-
ta por especo de mez e meio, c o esrrivao e labelUo
do civel e das liypolhecas I.ins por 15 dias, pelo que
me diaseram que o Sr. juiz de direito procedeu
respeito desle* Srs. com alguma indulgencia.
Foi pronunciado no artigo l">i do cdigo do pro-
ceno o juiz de paz do-primeiro dislricto coronel
Farraz, e sujeito a responsabilidad?, nito sei porque,
a respeito de cusas quando elle escrivo d'orphaos
desla cidade.
Ilouveram muitos provimenlos de grande ulilida-
de, e divenas re lie i Oes mnilo judicioias feilas a al-
guos empreados para o melhor cumprimenlo de
uas obrigac,des para o futuro. O Sr. Dr. juiz de di-
reito Pirelli, como eu o considero, nao he esse ma-
gistrado rispido e austero, como dizem, mas um ma-
gistrado de alia cnlhegoria, hem conhecido de lodos
pela sua inleireza e actos de Justina, o que tem dal-
lado ver em lodos os importantsimos cargos, que
lao dignamente tem occopado. He ainda merecedor
de lodo respeito, nao s como homcm publico admi-
nistrando com reclidao a jn-lioa, como lambem co-
mo pessoa particular, tratando a todos com summa
poli lez e urbanidade. Nao he o Dr. Pirelti rigoroso
par o bons empresarios, que sabem comprir exac-
tamente com as suas obrizac/Ses, estes s tem delle
elogios.. Appello para os Drs. juiz municipal Cirne
l.imae promotor publico Queiroz, ambus desla ro*
marca, os quaes por occasio do encerramento da
cnrreiciJo foram por elle elogiados, e na verdade o
merecem.
O Dr. Cirne, novo na sua carreira de magistratu-
ra, acaba de receber esse louro, que muilo o honra;
en dou-lhe por isso os meus emboras. Ouvi dizer que
esse Pr.,alera da receber nimias notas hourosas pelas
fuoccSes de seu cargo de juiz municipal, foi aponta-
do como o nico juiz, que tiesta trra chamou a con"
las nos teslamenleiros, oblendo grandes resultados;
causa-roe isto admiraran !'. Como delegado foi mui-
lo obsequiado com honrosas expressOes do nosso dig-
no juiz de direilo, que reconheceu ler esse moc,o
prestado a esla comarca valiosos serviros, tendo mos-
trado grande actividade na punirlo dos criminosos.
Juhjo que qualquer elogio feilo pelo l)r. juiz de di-
reilo nSo he suspeit, porque elle, franco o sisudn
como he, s da a Cesar o que he de Cesar. O Dr.J
curador eral Lins, o t. supplenle da delegacia o
Dr. Barros, todos os subdelegados desta freguezia
e da Sacada, tenenle-coronel Henrique Marques
Lins, tenenle-coronel Francisco Antonio de Barros,
e major Jos Jeronymo foram obsequiados pelo nos-
so juiz de direito com urbanas expreste* e elogios
pelo bom desempenhn de seus cargos. O escrivo do
joiz de paz da Escada Cilhara lambem foi louvado
pelo asseo, e elididlo com que eram os seus livros
escriplnrados. e al disse o Sr. Dr. Pirelti, que se
dependesse delle a nomeac,ao de escrivo para a villa
da Escada, nutro nao seria nomeado senio o Sr. Ci-
lhara, porque alem de escrever muilo bem, era p-
timo emptegado.
lina censa lenbo admirado, e lie que o uosso juiz
de direito se d com toda paciencia ao pesado traba-
dlo de examinar em 30 dias lana papelada, nao Ihe
escapando urna bastea mais grossa, ou qualquer pa-
lavra, qne Ihe parece ler sido emendada.
A correirAo aqui, man charo, he feita com todo
apparato. O Sr Dr. juiz de direito mantem em
ludo muilo boa ordem, e faz guardar lodo decoro,
que he devido a um tribunal respeilavel. Alguns
estultos que no dia 4 appareceram na audiencia ge-
ral iicaram pasmados, e mamados por nao veram o
que elles esperavam ; nole-se que nenhuma razio
havia para alguem outir o que desejava. Sao lou-
cos e tanto basta.
Dizem qne o perverso, e ambicioso do Rox bobo-
rum ficou mnilo zangado com o Evaristo, porque
este adverlio ao esrrivao Martinlio dos engaos, que
se encnniraram em seus livros. Esperava o indu's
brioso do bobo que o escrivo ficasse sem o cartorio,
oque se succedesse (de nenhuma sorte, e nem por
. peuiamento desejo este mal ao Sr. Martinho) hav.ta-
inos de ver o saptenO'sst'mo tolicilador abalar o
mundo inleiro para fcar neste empreso. Dos nos
livre de to mi pesie, que se chezasse a ler um car-
lorio por sua conta se tornara mais execravel do
que o Jacques lerrand dos Mysterios de Pars. A
prnva he que em pouco lempo que elle fez por equi
seus gregotins cm alguns livros, j grita que he ri-
co. Silencio!! 1
Foram presos '. Manuel Rodrigues, criminoso de
morle, qne brbaramente assassinou a faci ao por-
tugus Antonio Pinto, uo engenlio I.mocirinho, 2
homens por crime de roubo, 1 remita, 1 desertor de
liulia, e mais 3 individuos, de cuja prisao ignoro o
motivo. Como esla he a ultima,q-te Ihe escrevo este
auno, ser bom dar nella o numero de criminosos
^ que se tem recolhidoa cadeia desla cidade desde o
primeiro mez do anno al o presente, eis ahi : 21
criminosos de mnrle, para mais de 30 desertores, 17
recrolai, nuis de60 ladros de c-vallos, 18 pristes,
por tentativa, e grande numero deltas por diversos
crimes.
Ilouveram nesla comarca por lodo esle anno 7
mortes : 3 aqu em Santo Antao, e 4 na villa da Es-
cada. Foram lomadas cento e Unas facas de puu-
ta, 2 cargas de granadeiras, egrande porro de pis-
tolas, e facoes cujo numero ignoro. Desejo que o
Sr. delegado, que lem policiado Uto bem, continne
sempre com felizes resultados no futuro anno.
Ofialdno, carcereiro, de quem pesquei ludo isso
sem elle se senlir. esla nos seus dias de ouro, e ba-
lante entlenle porque a cousa vai com prosperidade
para elle, qoa, como sempre diz, nunca leve lio
grande numero de presos ; ludo devido a boa poli-
ca desdi |terra.
Cousta-me que o Dr. juiz municipal eslabelereraa
pratica ueste foro de se declarar no cabecMhn do
aaloamento dos processos crimes lodos os signaes
caractersticos dos criminosos. .Arito boa a lembran-
V,a. porque algumas vetees podem apparecer crimino-
sos de nomes iguac, e outras vezes podes escapar
os reos ausentes das garras da polica, visto que o
termo da qualilicarao lestes homens nem sempre sa-
tisfaz.
Juico pois que esta medida que em nada prejodi-
ca, a* torna vaulajosa pela facildade, que se tem
emconhecrr qualquer criminoso. Cansou grande bu-
licie entre os escrivaes um mappa que o Sr. Dr. che-
fe de polica mandn aqu pedir. Andarn) os laes
etcrivles aos polos, revcl vendo os seus processos, e
roeadecolpasjoipara darem aa -eoropelenles notas.
Por eerto he esle um bom serrino, que a Sr. chefe
de polica presta a nona provincia, he mais um lou-
ro, que vai abrilh.intar cada Vez mais a sua digna
adminislraco. He de suppor que o Srs. delegados
zeiosos como sao, ajudem nesie Irahalhoa S. S.; com
isto ibes cabera alguma gloria.
NSo sei, meu amigo, se Vmc. conhecc aqui cerlo
sugeito, cujo nome oslrondoso e ao mesnio lempo cu-
phonco o lem feilo celebre. Chama-se elle Alexan-
dre Cerouliuha Salanaz de Luna Freir Scrra Bode
11......;al\ es Bogio, digno rmto do Benlnho de La-
mella. Houve um dia, etnqne esle grande senhor,
idilio que o amor, como una formiguinlia se linba
introduzidoem sen amanletico coraran, ahi chegan-
do cresceu, cresceu tanto que o induzio a raptar
urna lilha ile um lal Cietano Alberto : a ella se uni
pelo sel i mu sacramento da sania igreja. Quando*
porm se esperava que o amor desle homem pela
sua chara nielado fosse em augmento, vio-se com
assombro que milito cedo se exIinguiOj e de tal rno-
do queo Alexandre se saparou de sua mullier, que
aqu vive com muita honra e liotieslidadc. Homem,
assim nao be que se fez, nhl como he bruto! alie-
ne va al diacola, mestre Boato,
Aaora veja Vmc. o motivo da separarlo. O Cerou-
linha, estando senhor dos cobres, que trouxe em do-
l sua mullier, e engracamlo-so de urna bonita es-
cravinha, aforrou para amasiar-se com ella. O ho-
mem enlo tornou-se lao grande patusco, e lao pro-
digo, como o conde Ce Monte Chrisln, ao qual que-
ra por torca imitar ; mas, meu charo, da nuite pa-
ra o dia lieou sem real, e al por enmato de desgraca
tem adquirido bem m nomeada. Conlam delle
historias, que fazem arripiar as-carnes; allam a res-
peito de cavallos... de colberes de piala... de cscra-
vos vendidos por um piteo, dando-so a conla de ou-
tro preso mais baxo, v. gr. menor 200000.... al o
Panla'.eao me disse oulro dia que me nao liasse no tal
menino, e que na lirasse os olhos de cima delle.
Ha poucu que meslrc "Bogio andava todo allegre,
c contente porque vio a Sr.' D. Felcdade sorrir-se
engrneadamentc para elle, mas isto nao durnu mui-
lo. porque loso eui seguida (que desgraca !) den-Hu-
ella seoslas. Vou pr n caso cm praloi limpos tal
como contou Xico Dondon.
Fallecendo um lio da mullier do hroe, linha elle
de haver urna heranra, cum a qual, meu amigo, j
andava em negocio. He muito apres'ado o Bogio !
Que gigantescos projectus nao formava elle 1' Dizem
que j eslava cm ajuste para forrar a mai d'aquella
queesl em sua companhia. Suppe-se mais que
desta vez iria alea Russia beij ir Minio* do impera-
dor Nicolao; mil'nutras cousas j imaginava fazer
com o seu lliesouro. Que lal o prodigo Sua mu-
llier, vendo os desmanchos de su devasso marido,
quera intentar contra elle aceito de prodigali la le,
mas faltavam-lhe os meios para urna demanda; sem
embargo disso, quando o bello homem eslava em-
briagndole com a lembranca dos deleiles, que Ihe
ia proporcionar a sua boa forluua, appareceu um
sequeslro em toda a heranc por ordem do juiz mu-
nicipal, com o que o camarada desesperou, e deu
pulos : lem elle andado de-atinado porque vio de_re-
penle olfuscar-se o sou brilhanle porvir. Islo, meu
amigo, lem causado aqui alguma sensacn, poique
he a primeira vez, que se d usslii cidade semelhan-
le fado. Os proprios prenles do Alexandre estao
salisfritns com esse negocio, porque vom em ludo is-
lo um obstculo aos des\arios desle prodigo.
Acabci de saber, meu amigo, que o prenle do
visconde de Kikiriki he as vezes assallado de furores
Lio diablicos, que he capaz de reduzir a p ludo
quanlo ncoulra. Neslas trilles occasies obrariam
com toda equidade se o fizessem ir lomar um pouco
de fresco no sobrado do paleo da feira, por cujo alu-
guel nin-.'uein he incommodado, e ahi, rapada a ca-
heci, vestido de camisola, Ihe des'em por guarda o
amigo Hermes, que do vez emquando por obra de
caridade o fosse losando com bom azitnagiie. Ha
lempos que o JoAo de Amorim foi victima dos furo-
res do lal energameno, o qual esl por isso sendo
exorcsmado com um proceso. Dsse-me o l'anla-
lcAo que elle allimentava cerlas esperanzas, em cun-
seqiicncia de ler dado juramento falso a seu favor
um lal homem, que pinta os cabellos, alim de pare-
cer rapaz. Qucm ser, meo Dos! mas emlim seja
quem for, nunca ha de ser bum, um sujeito que he
perjuro que pinta os cabellos. Felizmente para
elle o Pantaleao nAo mo quiz dizer o seu nome ; fez
bem, porque eu talvez tivesse tenla^es de o dar a
conhecer a lodos.
OanlipathicoTeixeira da \cnda, esse cara debes-
belho, pelas delicadas expressos com que traa
todos que de mim goslam, e lambem pela atlciir.to
que teve comigo, bem merece ser cantado em eslylu
alio e sonoroso.
E nao de agreste aven, ou frnula ruda;
Mas de tuba, canora c bellicosa.
Que o peito acende, e a cor ao gesto muda.
(Camei.)
Pretendo dar na minha primeira missiva urna boa
escotada neste bisborria. /'li touch h>m up.
A salubridade publica vai com alguma alteraran.
As bexigas estao apparerendo nesla cidade. Todos
andam com grandes receios que esla pesie nAo se des-
envolva com loda forra. Na cadeia j ha alguns be-
xisuenlos; por esta causa a feira, que fien junto, es-
leve bastante pequea: pela noticia que disto corre
vamos daqui em diante a fcar sem abundancia de
alimentes de primeira necessidade; era porlanto de
grande utilidade e beneficio, eflectuar-se agora a
roudant-a desta feira dos meus peccados.
Houve no dia de Santa Lnzia, no seguinle e boje
alguma chuva, que tem dado atis agricultores espe-
ranzas de um anuo frtil; o que Dos permita as-
sim arnnlera.
A feira de gneros alimenticios citeve pequea
enmoji Ihe dUse. A farinha deu de 200 a 320 rs.
a ruia ; o feijAo a 480 rs. a cua, e o milho a 160 rs.
Nao pudeoblera lista dos gados, mas disseram-me
que houveram na sesla-feifa panada l,.)00 bois no:
enrraes, dos quaes dons venderam-se por 705 cada
nm, e os mais a 2:1, 241, 285 e 30.
Permita, senhor correspondente, que eu por meio
desea estimadsimo jornal faca os meus compri-
menlcs aos charos amigos Tneophilo e Alfredo. De-
sejo que esle oltimo saiba que ji eslou de posse do
que esperava do Rio.
Sado com Indo re-peilo ao charo Ragln, que Uto
inopinadamente ciscou-se.
VARIEDADES.
Asjoias. O celebre meslre Rabbi-Meicr, de-
morou-se um sahhado inleiro nimia synagoga, pre-
gando e ensillando ao povo a le do Senhor. Neste
meio lempo dous filhos que linba de extremada gen-
tileza e instruidos na scieocia de Dos, vieram a
morrer. E sua mai os levou para tima alcova, dei-
lou-os sobre o letlo nupcial, e cohro-os com urna
cobertura branca. Ao cahir da nole Rabbi-Meier
vollou para sua casa. Onde estao meus filhos '.'
perguntou: quero dar-Ibes a minha bencAo.....:....
Rabbi, Ihe disse a mullier, has de rae dar liceora
que lo pergunle urna cousa. Pergnnta o que qui-
zercsnreplicou o marido.
" Certa pessou, havern uns dias, poz cm minhas
maos varias joia, para que lh'as eu guarilacse: pe-
ilem-m'as agorfK devo acaso icsliluit-lb'asfu Per-
gunla he essa que minha mullier me nao detia fa-
zer: disse Rabbi-Meier. Ha que hesitar em resti-
tuir a cada um o que he seu' NAo, replicou ella,
porcm n.io o quiz fazer sem te dar parte primeiro.
EnlAo o conduzio para a alcova, e chegando se ao
leilo, lirou a cobertura branca de cima dos dous ca-
dveres.u Meus filhos, meus pobres lilhos excla-
mou Rabbi Meter: filhos, luz de meus olhos, luz do
meu eulendimento Eu eravosso pai: mas vos po-
dieis ser meus meslres nos caminhos de Dos! E a
mai se vollou para a oulra batida ; e chorava amar-
gamenle. Por liui aperlou as maos de seu marido
entre as suas, e disse-llie: "Rabbi, nAo me enti-
naste a restituir sem reluctancia o que nos fui dado a
guardar'.' O Senhor no-Ios deu : o Senhor no-Ios li-
rou: hcmdito seja o seu nome Brindlo seja o
seu nome, atallicu Rabbi Mcier, e mil vezes bcradi-
to pm-quo le creou a ti. Cerlo, com verdade esl
escriplo: o que achou mullier virtuosa, possue Ihe
souro mais rico do que pcrolas de grande valia :
quando ella falla, da sua bocea mana a sabcdoiia ; e
a le da brandura c do amor enconlra-se nos seus la-
bio. (Traiicret do Bahbinot.)
Manas de oradores. Plutarco diz que o grande
Pompeo quando fallava esfregav de continuo a (es-
ta com o dedo mnimo. Cicero, o mais asombroso
orador desde que ha homens, linha o mo habito de
corar o nariz a rada passo como dedopollcgar. Mi-
rahean, lao notavel na tribuna da revolurAo eslava
sempre a eslopetar os cabellos ou a derricar pelas
presas da guarnirn da camisa. Vergniaud diver-
tia-sccom uns guzos, que Irazia peuduradus da ca-
deia do relogio. Robespierrc, malvado, mas iracun-
do e forle, locava com ambas as m3os sobre a laboa
da tribuna, como se estivesse sentado a um piano.__
Tudo isto porm sae baldas, nao crimes, nem erros:
oxal que lodos fossem na oratoria como Cicero, e meutar-se ao servente c correio da casa 60 rs., ao
Ihes perdoariamos estes peccados veniaes.
(Bxlrito.)
Em lempos remotos houve um Italiano que pintou
um papa e um imperador, e junio deslcs um fidalgo,
que dizia: Eu sirvo a estes dous: seguia-se lugo um
lavrador, dizendo : eu sustento a cslcs tres. Ao p
desle eslava um mercador, que dizia : eu engao a
cslcs qualro. Apparecia lambem um leltrado di-
zendo : eu embrulho a estos cinco. Ao lado destes
um medico, que dizia : eu mato a estes seis. Entre
elles um confessor apuntando : cu absolvo a esles
selc. E aos pes de todos o diabo dizendo : eu levo
a estes oilo.
Boas festas Ihe deseja o l'iclorieme.
{Caata particular.)
CMARA MUNICIPAL DO KEGIFE.
Sessao' extraordinaria de Z de dezembro.
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Presentes os Srs. Vianna, Mamede. Oliveira e Ga-
meiro, fallando com causa os Srs. S Pereira e Ba-
rata, e sem ella os Srs. Kego, eIleso e Alboquer-
que, abrii- a sessAo, e foi lida e approvada a acia
da antecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Exm. presidente da provincia, con-
vidando a cmara a concorrer ao cortejo do dia d'a-
manhd, anniversario natalicio de S. M. o Impera-
dor. Inleirada.
Oulro do tnesmo, recomtnendaiido expedisse a c-
mara as ardens convenientes, afim de reunir-se as
parochias deste municipio as juntas qualificadoras
na tercoira dominga do mez de Janeiro prximo fu-
luro, na conformidade da lei u. 387 de 19 de agos-
to de 1816. Que se eomprisse e se aecusasse a re-
ceprAo.
Oulro do mesmo, declarando que, em vista da in-
formacAo desta cmara de 31 de outuhro ultimo n.
107, dada acerca do requerimenlo de Joaquim Ig-
nacio de Carvalbo Mendon;a, deferir ao peticiona-
rio no sentido de subsistir o titulo que Ihe foi pat-
udo, ficando de nenhum cffetu a enneessao feita I
esta cmara, relativa ao terreno de marinha em Fura
do Portas, visto nAo ser o mesan terreno mais pre-
ciso municipalidade. Inleirada, e que se cum-
municasse ao engcnhero cm-deador.
Outro do mesmo, declarando que, cm vista da in-
forraarao desla cmara de 15 de novembr iillimo,
conceder lieenei I). Eugcuia i'cixeira de Moura
para vender a parle de sen terreno de marinhas, que
lermiua no alinhamento ao leste da ra do Brum.
Inleirada.
Oulro do mesmo. remetiendo em original o pare-
cer da comnvssAo de hygiene publica acerca das pos-
turas que esla cmara lite enviara em 3 do mez lin-
do, afim de que o (omasse na devida consideraban,
ii lizesse as modificarnos qnejulgasse conveniente*,
sendo orna dellas a eliminara i dos artigos 26 e 27.
por Ihe nAo parecerem objecto de posturas, mas de
urna delheracao especial da cmara, que mereca o
seu assntiment; acrescentando S. Ex. que espera-
va reviste a cmara cora brevdade o projcclo d
posturas, c lli'o devolvesse com o parecer da com-
missao, afim de approva-lo interina mente.A' com-
missAo de sade para o tomar em consideraran, a-
presenlando seu trabalho com toda a brevdade.
Oulro do juiz de direito, presidente do tribunal
do jury, requisitando mais dons sofs para o mesmu
tribunal, iguaes aos que l existem.Mandou-se ex-
pedir ordem ao procurador para mandar faz-los.
Outro do vercador suppleule, que foi chamado,
Thomaz de Aquino Fonseca Jnior, communicando
que, por incommodn, nao podia comparecer a sessAo
Je boje.Inleirada.
Outro do presidenta da commisso de hygiene
publica, pe liu lo Iba fornecesss a cmara copia da
acia da sessAo em quo se resolveu fosse registrada a
cerlidAo de Jos da Rocha Paranhos, que se encon-
Ira em um dos livros desla cmara, e de que se lite
remeltcu copia. Que se respondeaae com o que
conslasse.
Oulro do mesmo, pedindo Ihe remelles.se a cami-
ra nina copia do parecer da c iminis-ao desande,
lado em abril do 18)1 acerca de Jos da Rocha Pa-
ranhos, e que servio de base ao processo contra
o mesmo inlenlado.Que se remeltesse.
Oulro do mesmo. aiimiindo a que se concedesse a
licenca que pedio o cnsul de S. M. Britnica para
estabelecer um hospital, onde sejam tratados os
subdito* de sua naeao, na casa da ra do Hospicio,
actualmente perlcncenle a Vicente Ferreira da Cos-
a, e pedindo copia da pelirao. Inleirada.Con-
cedeu-se a licenra ao cnsul, e mandou-se salisfa-
zer a requisito da commissAo.
Oulro do advogado, sobre o terreno que lem a c-
mara do dcsappropriar a I). Rosa Harta Serpa.
Mandou-se ao procurador para responder sobre a sua
ultima parle.
Urna inform aran do mesmo, exarada no oflicio do
fiscal de Santo Antonio, dizendo que, podendo em
urna s casa haver mais de um talho, Ihe pareca
que deviam ser todos celleclados separadamente pa-
ra conseguir-se o fim do imposto, e vedar-,e ades-
igualdade. Que neste senliifb se rcx.-xmdesse ao
fiscal. ,
Oulro do procurador, communi'-ando que, Joo
Carneiro Machado Rios pede por palmo do seu ter-
reno da ra da Concordia, que tem de ser desap-
propriado 408 rs., e que tendo o mesmo 400 palmus,
o seu valor he 1:6009000 rs.A' conimissao de edi-
ficado.
Oulro doohganheiro cordeador, apresenlando o
Trmenlo dos reparos a faier na casa da ra da Flo-
rentina, que ha ponco foi adjudicada a esla cmara,
na importancia de 6938030 rs.Que fosse era pra-
ca a obra nos dias {, 5 e 6 do crrenle.
Oulro do mesmo, communicando que conferir
cordeacAo ao medir da obra da coxio, que por or-
dem do gverno da provincia se val construir na es-
trada de Sanio Amaro para Olinda, sob direccAo do
major encarregado das obras militares.Inleirada.
Oulro do mesmo, dizendo que, se tendo de pro-
ceder pela reparlirio das obrai publicas aocalca-
menlo da estrada da Ponte de l'cha. para o que
se deverAo fazer alerros e demolirocs, plantas e per-
liz das obras, parecia-lhe convciiienle que a cma-
ra pedisse ao governo da provincia copias dessas
plantas e perfis, para elle ongenheiro por ellas re-
gular-se nos alinhamenlos.Que se ofllciasse nesle
sentido S. Ex.
Oulro do fiscal de Sanio Antonio, inlormando re-
lativamente licenca que pedio Jos Antonio de
Souza Queiroz para conservarlo de um acuugue na
ruadoRangcl, fra das enndires da postura add-
cional de 25 de oulubro ultimo. Denegon-se a li-
cenca.
Oulro do fiscal do Recito, informando que Vicen-
te Ferreira da Costa pode construir Impetra no cen-
tro do seu armazem, no largo da Assemblca n. 9.
Concedeu-se a licenca.
Outro do fiscal de S. Jos, indicando o lugar da
ilba do Pina para cnterramenlo dos bnis que mor
rem, visto que na Cabanga os desenterram, e co-
men), do que ja lem resultado mal aus que assim
pralicam, sem que possa vedar scinelhanlc abuso.
A' commissAo de saude.
Outro do mesmo, remetiendo o mappa do gado
morto para consumo desla cidade, na semana de 20
a 26 do passado 627 rezos). Que se archivaste.
Concedeu-se ao fiscal do Recife dous mezes de
licenra que pedio para tratar de sua saude nos su-
burbios da cidade. Mandou-se expedir ordem ao
procurador para comprar tres livros para a qualiii-
carAo dos volantes das freguezias de S. Lourencu ,
Boa-Vista e Sanio Antonio, o ao solicitador para
tratar da desappropriacao judicial da casa da rua do
Pires, pcrlencente ao barfio de Cimbres, requeren-
do, para evitar maior processo, a nntnearAo de arbi-
tros para darem o justo valor do predio, conforme
indicou o advogado da casa.
Foi approvado o seguinle reqiicrlinento do Sr.
Cameiro, e no sentido delle se mandn expedirs
convenientes ordens aos fiscacs de S. Lourcnro e
Varan.
o Constando que se acba impedido com tapagens
para pescaras e oulros Dns ocurso das aguas do
Capibaribe, no lugar da perla da agua do engenbo
Pcnedo de Baxo, fallando por isso agua aos mora-
dores do Caxang e oulros lugares, requeiro que se
expessa ordem ao fiscal competente para nao con-
sentir em semelbanlc infraccAo, procedendo contra
quem o pralicar na forma das posturas.
o Sala das se3s0cs 1. de dezembru de 1854.
Gameiro.
Entrando em discassAo o projecto do orramento
da receita e^despeza municipal para o anno futuro,
apresenlado peto procurador com algumas emendas
offereridas pelo'Sr. Oliveira, laes como para aug-
solicitador 1008 rs. como j *e propoz a S. Ex. o
Sr. presidente da provincia, ao oflicial de Justina,
encarregado da cobranca de mullas 1008Vrs. ; noad-
miuislrador do cemilcrio, de conformidade com o
regulamenlo ullimo, 6005 rs. ; a verba de cala-
mento e limpeza de ras 4:0008 rs.; com a continua-
rao da obra da capella do cemilerio 6:0008 rs., e
com a obra do matadouro 9:7668476.Resnlveu-se
lambem a requerimenlo do mesmo vereador que se
propozesse assembla para serem considerados fi-
xus os ordenados dos fiscacs, pagaudo-se aos sup-
plenlcs, quando esliverem em exercicio, nina gra-
tificarlo razoavel pelo quota de e\entunes.
Despacbaram-se as petices de Antonio Pinto Soa-
res, de Amaro Jns Comes, de Antonio Botelbo
Pinto de Mesqula, de Estevao Chanlre, de Geno-
veva Mara da Conceco, de Joanna Francisca, de
Joito Leiie Pitia Orligueira, de Joaquim Mara de
Carvalbo, de Ignacio de Albuquerque e Mello, "de
Jos Antonio de Snnza Queiroz, de Jos Antonio
Pereira, do bacliarel Manocl Clemenlino Carneiro de
Cuulia.de Manoel Jos Bezerra Velbo, de Manuel
de Barros do Nascmento, de Manoel Bcnto de
Barros Wandcrlcx, de Manoel Jos Mauricio de
Sena, c levantou-se a sessAo.
Eu Manoel Ferreira Accioli oflicial maior a escre-
vi no impedimento do secretario. Barao de Capi-
barib-; presidente. t'ianna, Mamede, OUceira,
S Pereira, Amorim.
REPARTICAO DA POLICA.
Parle do da 21 de dezembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dill'erentos parliciparoes hoje recehidas nesla rc-
particao, consta terem sido presos : pela subdelega-
ra da fregue/.ia do Recife, Filippcde Santiago dos
l'assos, por l'urlo, o manijo hamburguez J. Rheden,
a requisirao do respectivo cnsul, e Josquim Baptis-
la de Araujo. para correccao ; pela subdelegacia da
freguezia da Boa-Vista, a parda Alexandrinn Maria
da Concelcjto, ixir ilesurdem ; pela subdelegada da
fresuezia do Pojo da Panella, Jo3o Teixcira Lopes,
para averigua<;Oes polciaes.
Dos guarde a V. Ex. Secrelaria da polica de Pe--
iiaiiibiieo 21 de dezembro de 1851. Illm. e Exm.
Sr. ronselheiro Jos BenlodaCunha e Figueiredo
presidente da provincia,O chele de polica, Luiz
Carlos de Paica Teixcira.
manler-se na posse do que Ihe nAo pertencia !
Escreveu ou nfllciou o cnsul aus procuradores dos
herdeiros nessa cidade para que fossem turnar conla
do quanlo perlencia ao. her-ieros.mas rc>pondcndo-
llte os mesmus procuradores moslrandu-lhe a necessi-
dade de primeiro examinarem a conta que Ibes nao
foi mostrada em juizo, e que nao puderao ver apezar
de suas repelidas instancias c sullicilaces, a isso se
negou o cnsul e em oflicio cm resposta a Uto jaita
pedido, Ibesaftlrmou queso poderiamos procurado-
res ver esa conla em a casa do consulado, marean-
du-lhos o prazo al o ti ordo rcei, para isso sob pe-
na de dar. elle cnsul, aos bens da beranr i o des-
tino, segundo as ordens que lem 1 Eis a mancira
porque se porta um administrador da fazenda alheia!
Quem ha queso nao revolle contra semelhanle pro-
cedimento, contra Uo qualificada violencia '. Nao
consenlio o juizo dos ausentes, qne os her.lt iros ji
habituados e munidos com sua senleuca, que nquel-
les a quera o negocio pertencia, pudesseni dizer e
allegar cousa alguma contra as conlas, c nao quer
o cnsul, que se veja e examine a conla extrajud-
cialmenle !
E como bao os herdeiros reflecconar sobre lAo
complicadas conlas sem ex- m- ? NAo ser esle pro-
cediinento urna qualificada prepotencia '! Querera o
cnsul que se Ibes approve unta conla de mais de
1:10:0005000, como se tora urna conta doalfaiatc ou
do sapateiro'.' Que auloridade lera o cnsul para
eslalielecer um termo para dentro delle os herdei-
ros irem receber o que Ibes perlence sob certa pena,
que nAo esla na lei ? !
Tendo o cnsul por mais de dous anuos a heran-
ra alheia, nAo tendo prestado, como devia, conlas
ile sua adinini-lrnr.ln unira no da 18 desle mez e
faz remessa desse oflicio no dia 20 comminando a
pena de remoller e dar o deslino a In-r-ora se al
o fim deste1 mesmo mez na forem receber aquillo,
que elle quizer entregar '? Quem nAo desrobre tiesta
comminacfln que o cousul lem por fim passadas as
ferias, nAo ser Abrigado as conlas. recorrendo a
evasiva de que remellen para Lisboa, porque nAo
quzeram lomar conla no termo designado pela lei
da so a vnnl.tilo ''
fechadas as fabiicas. Paro da cmara municipal do
Recife em sos'Ao de !l de dezembro de 1851.Barao
de Capibaribe, presidente.Antonio Jos de Oli-
veira, Francisco f.uiz Maciel Vianna, Francisco
Mamede de AlmeiUa. Antonio Marques de Amo-
rim. Approvo provisoriamente. Palacio do gover-
no de Pcruambiico aos 16 de dezembro de 1851.
Fiiuciredo.Conforme.Antonio Leite de Pinho
Salasar.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, man contribitinlcs abaixo declarados, do imposto da d-
cima urbana da freguezia dos Afosados perlencen-
te aos exerciciot de.183.') a 1852, que tendo-se con-
cluido a liquidaban da divida activa desle imposto,
devem eomparecor na mencionada Ihesouraria den-
tro de 30 dias, contados do dia da puldiraro do
presente edilal, para se Ibes dar a nota do seu dehi-
lo, afim de que paguem na mesa do consolado pro-
vincial, ficando na inlelligencia de que, Gndo o di-
to prazo, serAoexeculados.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
huco 13 de dezembro de 1851. O secretorio, Anto-
Ferreira da Annunciaco.
JoAo de Brito Correa.......
Herdeiros de Joaquim de Miranda. .
Joo de Souza LeAo.......
Joanna Baplisla Pereira Prenle. .
Jos Yirissimo de Azevcdo.....
Herdeiros de Jos Barbosa.....
Jos Ilysinio de Miranda.....
4 PEDIDO.
A ROSA. DE AMOR.
T s a rosa, das manhas da vida.
Que adormeces, mnb'alma, em leus perfumes ;
E me douras no sonbo, o horror do mundo ;
Anjo de amor, que a nalureza encantas ;
Com leu meigo sorriso, e lindos olhos;
Quero a vida por li, meu pobre peito,
J mudo c fri, na escondida campa
Cessara de bsler, se a imagem la
Nao aaejasse. em torno do meu leilo,
De vigilias crueis envenenado;
Quero viver por li, minha exslcnca,
Meu ser, minha alma, que de amor se abraza,
Tudo a leus pea volei; v se le adoro I!
Se ii,- m meu coracao um s suspiro,
Que noTrj!_nor ti. se o pensanieiilo
Possn elevar aDexTv, ? amando tanto;
Ab nAo fujas de mim, vem a meus bracos;
Yem sent r-te douzella em meas joellios;
E ver meu cor.irao entre desmaios, '
De ventura morrer; abram-se as portaa^--^
Do eco de amores, que gozar podemos; ~N
E sejamos dilosos, nossas almas,
I'assem unidas, rumo irmAas na trra;
A luz >los aslrus, sobre o chao das flores;
Vera meu anjo celeste, vem tido lardes;
Que a morle iovolves na cruel lardanca
Olive meu eoraeSo, que a cada iu-l,in
Em suspiros le busca, em ais le chama,
E uao pd sem li gozar ventura ;
Vem nAo lardes meu bem, amo-lc muito.
Recife 21 de dezembro de 18-M.
D.
O RE DOS GASTRNOMOS NO BAILE ACA-
DEMICO.
Se os poetas relcbraram.
De nosso baile a rainh.i;
TAo bella, que o llirouo linha,
Dos homens no corarAo;
Vou cantar ao soni da lyra.
Novo assumpto que me inspira,
Dcsse baile o enmelan.
Dos gastrnomos, o rei.
-Mi! foi elle lAo sement;
Ningiiem alnlava o denle
No pralo com mais uohreza ;
Era um mouarcba perfeilo ;
Se o comer desse direilo
De alcancar a realeza.
Quanlo as bellezas do baile,
Ti oh un de eucanlo e primores;
Tinba o rei dos comedores
No mastigar e eugnlr,
E causou tamanbo estrago,
Que antes lbe tivessem pago,
Para a lal baile nAo ir.
Inrlinava a bella fronte
Com a maior gentijez,
Sobre a rcebeada mesa.
Que ao apetito mova ;
E seu sceptro fulgurante
Era o inmenso trinchante,
Que mil desleros fazia.
Com que graca o mageslades
Dava trabalhos ans quexus! !!
Que pareciam nos eixos
Desconcerlar-se a comer;
Que nobre orgulho que linha,
Acabando ama gallinha,
Que os mais s poderam ver. '
Bem como a fouce da morle,
A todos movendo guerra.
Despedaza e pe por Ierra
Os mais enormes colossos;
Seu lalher as mAns ligeiras,
Corlando as pecas inleiras,
S deixava os tristes ataos.
As harmonas do baile
Pelos ares se cpraiavani;
As flores embalsamavam
Esse brilhanle salan ;
' Mas elle nada senlia,
S no prato resuma,
Seu amor, seu coracao.
Nao era a imagem das bellas,
Nem sonbo de amor ardenle,
Quem passava pela mente
Do comelAo da festonea;
As emoroes de seu pedo
Cediam campo e direito,
Aos gozos daquella panens
Seu sonbo, sen universo
S na fomc resumido.
Tinta um prarer mais subido,
Tinha encantos mais snaves;
Julgava do co haixados,
Esses pralos delicados
De carnes, peixes e aves.
Dos gastrnomos o rei,
Ah! foi elle tAo smente;
Ningiiem atolava o denle
No prato com mais nobreza ;
Era um mouarcha perfeito,
Se o comer desse direilo
De alcanzar a realeza.
Recife 20 de dezembro ale 1851. C.
Ao padre...... que dantou do baile academico.
Do brilhanle salAo no vasto imperio,
Ondea belleza oceupa nobre assenlo;
Da quadrilha se poz em movimeuto,
L'm padre sem lemor Tornou-se nesle inslanle o caso serio,
E fugio o geral contciitamento ;
Pois o padre Irazia ao pensamento,
As ideas de enterro e cemilerio.
Pelo grande sallo, dando < canellas,
Dizia com sorriso e ar jocundo,
Sou pastor do rebunlio de-la. bellas.
-ascrticas de oulra vida, nAo me fondo :
Amo as moras, divirlo-me cum ellas.
Porque j lenbo o co c nesle inundo.
Recito 20 de dezembro de 934. c.
un- -----
da sua vonladc'
Voltoremos.
)'.
LOTERA de pastis
O CNSUL PORTL'f.UE/. E AS CORTAS DAS
HE RAM.AS.
Cansa ja tedio tallare ooir contar o desregrado
procedinienlo do cnsul Joaqoim Baplisla Moretea,
na gerencia dos negocios consulares em Pernamhu-
co. Aquellos tnesninsque no principio das questcse
quenas contra elle levadas ao governo se pronuncia-
va m cm seu favor, qaasi loil que Ihe preslaram as-
signataras c alleslados, leem maldito a hora emque
o li/.eram. na esperanea de que elle poria termo aos
seus desatinos, no que complelameule se engaaran),
porque epolinnam as rexafOM e elle prosegue im-
pvido na match i desrominuiial de sua gerencia,
lano mais quanlo observa a proteccJo que Ihe ha
dado o governo, que ha muito devia ler providencia-
do A respeito, di-sonerando-o. e mandado quem o
subsliuissse, mesmo paran dignidade !
Mais d dous annns sao passados que Manoel Ro-
drigues Costa fall.-ceu, e que o cnsul se apossou de
tudo quanlo ao finado perlencia, cal hoje nao tem
dado a devida conla do quanlo receheu e tmou
posse De ludo lanrou niAo para deferir entrega,
a nada se poupnu a couseguir que ojuizo dos au-
sentes, annuindo a seus desejos, nAo admltisse em
juizo ans herdeiros du finado, j competentemente
habilitados, que sollicilaram dizer o quanlo se Ibes
offerecia contra a mais lezcva enla por elle offe-
recida em juizn ; e lomada a conta assim pelo modo
mais revollanle, julgado o inventario por sentenca ;
escogilou o cnsul novo modo para continuar a
Pastis '. pasleis pastis quenles !
Chegtiem, cheguom, minhas gentes : '
Ycnham ver o rcpulegn
Mais miudo que um relego ;
O picado e azciloua
Rcliizindo sob a lona ;
Venham ver, sem mais aquella, a**
Pasleiszubos de douzella r -
Volrnosos e de sueco,
S se vendem no Apipuro.
Peto seguinle plano :
500 pasleis adarme 18 quer dizer, limanh-i ordi-
nario com caculo ) divididos cm toles de 10eo 50
bilbetes, a 320 rs. '
Total. IfiaOOO
Iti premios, a saber :
1grande premio12 pastate, calibre de Sebasto-
pul !! seis azeilntias as buvas !
2premios(i paslelcscalibre suecos de Napier !
i azeilonas, ele, ele.
Ipremios3 pastelloescalibre da chamin da
refiuar'io do Monleiro, 3 azeilonas, ele. ele.
9premios2 paslelcscalibre Joaquina Cage-'.
na, 2 azeilonas, ele.
31sorles sem premio; mas chuchar 10 pasleis
papa linos, superfinos, c-r.irlatinos, beduinos,
na cor, no^ahor e no cheiro...
Jos JuAo de Oliveira.
JuliAo Luiz Nogueira.....
Jos Braga.........
Justino Pereira de Faria.....
Joo Piulo de Queiroz. .
Joo Eleulerio da Silva.....
Jos Pedro de Faria Sobrciro. .
Joan Riheiro Pessoa de' Laccrda. .
Joaquim Correa de Aranjo. .
Jos Alves de Souza Rangel .
Jos Dias da Siva. ......
Jos Jartulbo ........
Herdeiros de Jos Victorino Correa.
Vmva de Joto Pereira Alexaudrino.
Goni-al-,
3*431
8029
1280%
98072
67|87f
2JT8I
siy.21
:tS870
8--X)ti8
2801 (i
198*5
(-T868
88899
11812*
I8t510
8O|Z70
55|063
'.8*35
28*19
918195
1835
1.5209
8988
quem nelle quizer carregar ou ir de pmagem, en-
lenda-se com os consignatarios Thomaz de Aquim
Fonseca & Filho, na rua do Vigario n. 19, primeiro
andar, on com o rapitao na praea.
Para o Porto vai sabir com mnita brevidade
por ler a maior parle da carga prompia, a veleira
galera rrBracharcnse ; para carga a passaaeirns, Ira-
ta-se com os consignatarios Thomaz de Aquino Fon-
seca & Fllho, na rua do Vigario n. 19, primeiro an-
dar, ou com o capilo na praca.
PAKA O RIO GRANDE. DO SUL.
Segu por estes dias o patacho nacional
Bom Jess : quem no mesmo quizer
ir modos, entenda-se com o capitao na pra-
ca doCommercio, ou cornos consignata-
rios Novaes& C
Companhia Brasileira de Paquetes de
vapor.
O vapor Im-
perador, coin-
mandante o 1"
lenle Torre-
zffo, deve ehe-
gar dos porto-
do noria at 28
do correle, e
seguir p'ra Ma-
cei, Baha a Rio
de Janeiro, no
dia seguinle ao
di sua entrada: agencia na ruado Trapiche n. 40,
segundo andar.
LEILOES
90
a Isto sim. he que he pasleis,
Tudo mais sAo casareis.
Os bilheles, que ji se procuram com premia, ven-
dem-se uo Apipuro no respectivo HOTEL, na cai-
xa d'agua e no Palanque da Maugoeira, em cujo
Ugar corre a sobredita mencionada referida lote-
ra'; Sjo da 25 do correnle, s cantaditihas d gallo.
o KecvXe em mAn dos Cpxeiros dos mnibus.
-------------------------. ."'-t-------------------------------
Jaco.
COaRlERCIO.
PRACA 1)0 KECIFE2I DlHiE/EMBROAS3
HORAS DA TARtaV^
Cot.iQOes olliciaes. "*"s.
Cambio sobre Londresa 60 djv. 28 d.
ALFANDEtiA.
Rendimenlododia I a 20.....181:0958980
dem do da21......; ti:.")2:!;717
187:1111)5-727
Descarrcgam hoje 22 de dezembro.
Barca ingleza/inlhusiastmercaduras.
Barca inglezaHindoodem.
Brigue inalezlilacarvo.
Barca francezaPjlanquimsal.
Brigue bambrguez.-/dtercemento.
Escuna bullan leaJacobusgarrames e farelo.
CONSULADO iil-:iAi..
Reudimento do dia I a 20.....35:9058397
dem do dia 2!........2:731806*
38:6368161
l-MVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do da 1 a 20.....
dem do da 21 ,'.....
3:K.V)3*45
213898*
*:0678*29
Exporta cao'.
l'liila-lelpbia, patacho americano Brese, de 290
toneladas, conduzio o seguinle : *,000 saceos com
20,000 arrobas de assucar, 56* couros salgados com
16,80* libras.
Canal, brigue inglez Farly of Derbij, conduzio o
seguinle : 3,751) saceos com 18,750 arrobas de as-
sucar.
Rio Crande do Sul, patacho nacional Bom Jess,
conduzio o seguinle: 1,260 volumes gneros na-
ciun.ies.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMItUCO".
Rendimenlo do dia 1 a 20.....I*:8I18~39
Idemdodia2l.........1:2113031
Jos Matbcus.
Joanna Evangelista. .
Herdeiros de Joaquim Ignaei
vesdaluc......
.laeinlha Rosa.......'. .
Joaquim Cetana........
Joito do Reg Pereira.......
Filhos de Joaquim Jos Luiz de Souza.
Herdeiros de Jos Manoel l-'iu/.a. .,
Jos Joaquim Pereira......
Viuva de Jos Francisco Moreira. .
Viuva e berdeiros de Ju.io Cardo/o A}-
res.............
Viava e herdeiros de Joo Manoel Pe-,
reir do Abreu. .....'. .
Jos Antonio de Oliveira......
Viuva e herdeiros de Joan Raphael Car-
dozo...........
Herdeiros de Jos Ribeiro da Costa. .
.los Rlbeiro de Vasconcellos. ,
Joito Rodrigues Pereira de Alcntara.
Juaquim Piuheiro Jacome. ....
Jlo Manoel Rodrigues Valenca. .
le Carvalho. .
Herdeiros de Jos Ped o de Barias. .
Joanna Francisca Inojosa.....
Joaquim Coocalvcs Bastos.....
Joito Valenliin Vilcll;.......
Joaquina Maria doE'piiln Santo. .
Joflo Francisco Pessoa. .....
JoAo de Santa Monica Lima./.. .
Jo- Joaquim Rabello. '. .
Jos Antonio Lopes.......
Jos Ignacio Pereira da Rocha. .
JosSoaresda Silva....., .
Jos Domingues Cordeiro.....
Josepha Mara do Espirito Santo. .
Jns Feliciano Portella,.....
Jos Maria ile Mello. '..'. ....
Jo< Diugo da Silva. >'-', ....
Dr. Jos Bernai-iio Calvan Alcanfo-
rado ...........
Joito Francisco Coelho Regs.
Jnao Ignacio do Reg.......
Jos da Silva Saraiva......
Joito Verisimo de Lacerda.....
Joaquim Tiburciu Ferreira. .
. __ (Continuar-se-ha.)
O Dr. FTTtcrxcTldL Is'is de Oliveira Maciel,
muniHp il da fcgniat-^ara e commerciOjjffrf
cidade do Becifc e sen termo".
Imperial e comtilucionaC
que Dens guarde, ele.
Faco saber ans que o prsenle edilal virem, que
requerimenlo de G. H. Praeger, curador fiscl da
massa fallida de Joaquim de Oliveira Maia Jnior, e
por inlerlnculorio desle juizo, est marcado o dia
29 do correte, s 10 horas da mauha. na casa de
minha residencia, na rua e-lreila do it sirio u. 31,.
segundo andar, para nomcac^lo de depositario ou de-
positarios, que lem de receberem ou administraren)
a massa fallida do mesmo Maia Jnior ; assim lodos
os credores prsenles do mesmo comparecam no da
e hora e lugar cima declarado para dito lim. E pa-
ra que ebegue a noticia de lodds mandei passar o
prsenle, quesera publicado pela imprensa calina-
da nos lugares designados uo art. 129 do regula-
menlo n. 738 de 25 de n/ivembro de 1850. Dado
e passado nesla cidar'e do Recife de Pernambuco aos
21 de dezembro de 1854. Eu Juaquim Jos Fer-
reira dos Santos, escrivo o subscrevi.
Francisco de Assis Oliveira Maciel.
16:0228770
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 20.....46:4468573
dem do dia 21........2:45*8085
18:9008658
MOVEVCENTO DO PORTO.
Sario* entrados no dia 21.
Liverpool38 dias. galera ingleza P.osamond, de
365 toneladas, rapilito Jnhu J. Gellting, equpa-
gem 20. carga Cazendas e mais gneros ; a Johns-
lon Paler A. Companhia, com 2 passageiros.
Porto3! dias, brigue porluguez Bom Successo, ife
195 toneladas, capilo Manoel Gomes dos Santos
Sena, cquipagem 17, carga vinlio e ni ns generes ;
a Thomaz de Aquino F'onseca & Filho. Passa-
geiros, Francisco Ignacio tullo, Antonio Jos da
Cunha, Jos Joaquim Vieira Cardse. Jos Anlo-
niode franjo, Antonio Jos Ramos, Manee) Fer-
nandos Rodrigues, Alejandro Jos Ferreira, Mi-
noel da Silva, Domingos da Silva, Thom Ferreira
Palrili. Manoel Correa, Jns da Cosa. Francisco
de Souza Barroso, Jos Ferreira Martins, Luiz
Fernandes da Silva, Flix Fernandas da Silva,
Berilo Fernandes da Silva, Jos Joilo de Souza,
Manuel Nanea, Joaquim Jos Pereira, Joaquim
Pereira, Jos Joaquim de Azevcdn, Joan Rodri-
gues de Rezende, Jos Pedro, Francisco Luiz,
Luiz Antonio da Cimba, Antonia Joaquim Leite,
Antonio Jos Barreiro, Antonio Jos Pereira, An-
tonio Luiz Alfonso, Domingos Pinto Ferretea,
Francisco Mureira, Jos Bille, Joao de Mallos,
Manoel Antonio.
Navios sabidos no mesmo dia.
Em commissAoBrigue de guerra brasilero Cea-
rense, cnmmandanie^n capilo de fragata Morn i.
Genr.vaBrigue sardo Daino. rpita) Manoel Bom-
bo, carga assnrar c mais gneros.
Philadelphis -Patacho americano Brese, capliio
Wat S. Oulerbrige, carga assucar c couros.
demGalera americana Juuipcr, capitao E. S.
Pinckuy, carga assucar.
EDITAES.
A cmara municipal desla cidade faz publico,
que nesla dala lbe fez Antonio Jos Firmo declara-
rito por escriplo. de haver montado um estabeleci-
menlo de carros fnebres na rua Augusto da fre-
gue/.ia de S.Jos u. 21, rom loda as condiees eli-
gidas pelo regulamenlo do cemilerio publico. Paco
da cmara municipal do Recife em seslta de 20 de
dezembro de 1851.Bario de Capibaribe, presiden-
te.Joan Jos Ferreira de Aguiar. secretario.
A cmara municipal desla cidade faz publico
para conhecimenlo de quemeonvier, que pelo Evm.
presidente da provincia, foi approvada em data de
16 do correnle, a postura addteional abaixo trans-
cripta, que designa os lugares onde d'ora em dian'c
se devem eslsbrlcrer pa laiia-, c manda remover
para os meamos lugares, no prazo de 6 mezes, as
arlualmente exisleules im centro da cidade. Pacn
da cmara municipal do Recife cm sesso de 20 do
dezembro de 18.54.Barao de Capibaribe. presi-
den le. Joao Jote Ferreira de Aquiar, secretario.
POSTBA ADDICIONAL.
Arl. I.Niiigiieiu poder estabelecer d'ora em
diante padarias senao nos lugares seguinle* : na do
Brum desde a parle ainda nao edilicada ele a forta-
leza imperial da casa do eidadlo Antonio da Silva
Husuin para dia ule ; Cabanga e volla dosCoelhos;
rua do caes projeclado ao oeste da freguezia de S.
Jos, a partir da (ravessa do Monleiro para o sul, e
pelas que firam cutre esla ultima e a Augusta, ter-
reno devnlulo a enmelar das edificaees da praia de
Santa Rila, lado do lesle em seguinn-nto. praia de
S. Jos ao sabir no Urgo das Cinco Ponas, boceo
das Barreiras, Soledade e Santo Amaro. As ditas
padarias torito es cus tornos construidos segundo o
plano adoptado pela cmara, o que ser verificado
por meio de came. Os infractores scrilo militados
em 308000, soffrerito 4 das de prisilo, c Ibes serito
fechadas as nflicinas.
Arl. 2.As que actualmente existem no cenlro
da cidade serito removidas para os referidos lugares
dentro do prazo mprorogavel de 6 mezes, sob pena
de pagarem os seus donos 30o000, e de Ibes serem
8)5173
41*755
93227
38337
te-ii9
488667
115-587
38708
775868
278810
,18449
698525
228218
138905
883*3
."05058
3882
4-8149
85899
28881
. 65048
75459
28*19
28419
:l-');l
110370
148515
:18628
28I9
25321
28903
28903
18209
2J97
O agente Oliveira far leilao da mobilia de um
cavalleiro que se retira desla cidade, conaislindo em
radeiras de diversas qualida les, sofas, mesas redon-
das, consolos, bancas de jago, ditas de gavetas e para
luz, loillet, espelbos, guarda-livros, guarda-louca,
guarda-roupas. marquezas, lavatorios, machina de
copiar, appnrclho de loiija para janlar, dito para
cha, dito de metal, galbcleiro, ornamentos para me-
sa, relogio dito, vasos do porcelana, rico estojo para
barba, candieiro inglez de globo, lanternas, garrafas
para clarete e oulros vinhos, copos para agua e para
\ libo, hanhero de folha e outros muitos objectoa :
sexta-feira 22 do correnle, as 10 horas da manhaa,
no primeiro andar da casa nova n. 20 do Sr. Luiz
Antonio de Siqueira, na roa da Cadeia do Recife
com entrada pela rua da Seoza.la Velha.
O conselbo de directo do banco de Pernam-
buco, em cunto-mida le com os artigos 60 e 66 dos
dos srus estatuios, far leilAo por conla e risco de
quem perlencer, e por inlervencilo do agente Oli-
veira, de 1,557 raixas sahito, conlendo 27,392 libras,
marca Soap, e 36,231 libras anian-llu : texla-fera.
29 do correte dezembro, s 10 horas da mauha, no
Trapiche Alfandcgado denominado Alfandega Vo-
lita.
IO5O8O
98072
28419
--2
15209
3S02*
AVISOS DIVERSOS.
rnioTptrf~^ua ;Vgcslade
l o Senhor D. Pedro I!,
DECLARACO ES.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista se
faz publico, que lora encontrado na rua do Sebo um
menor, branco. que representa ter II annos de ida-
de, ediz cha mar-so Alexandrino Jos Alves de San-
l'Anna, ser natural do Nazarelh, d'onde depois da
morle -le seus pas fra Irazido esla cidade por um
almocreve, em cuja companhia viva, e que o llena-
ra aqui em abandono, alim de qne procurasse quem
Ihe dsse asylo : quem porlanto tiver algara direilo
Tendo-se reconhectdo que a despezu
de escripia e cobranca do importe dos
annn netos lie superior ,10 valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandarem, re-
mettam igualmente u sua importancia ;
alias nao serao publicados-
Un lacrima aobre o tomlo da manto rosa
disstma mi'l do mea amigo, o Sr. llonas'a
de Soma Lisboa, a Illm Sr.1 D. Otarla
Justina doa Beis, que fallecea na corto do
Rio de Janeiro no da 23 de noveaabro do
Coi-rente anuo.
Era excellenle esposa, mAi carinbosa, muito aman-
te de scuslilh'is, lodos que a cumunicavam Ihe lica-
vam cum muita afeicito. o sem patria pelas soas boas
maiiciras. os necessitados que della se valiam eram
sorcorridos cotn o maior adrado possivel.e de bom
ruracan. tudo fazia, na sua ultima hora abenroou a
todos os seus lilbus presntese ausentes, indo con-
sola-la por deixar a lodos criados e casados, emlini
nassuu o meu amigo p'or esse cruel golpe, restndo-
la.) ihe a consolac3o_de^jr-jjpiai foi boa nesle mnndo
1 /j. -!lS d'-^piTrr que esteja gozaiii*^l4jmave".luran-
^a no oulro, o q-.ie rogo a Dos que a3_9J1-
T. P.C.
O Sr. tenente-coronel Francisco An-
tonio Correa de Sa', morador na fazenda
Acaulian, termo da cidade de Souza da
provincia da Parahiba, ora residente ne-
ta piara, tem urna carta nesla typo;ra-
phta, ou ria rua Bella n. 3.
Domingo '2i do corrente,
partem dous MNIBUS na
direccao de Apipucos; o primeiro as. 6
horas da manhaa, e o segundo as 7 horas,
e regressam dalli no mesmo dia a noite
tres mnibus, sendo o primeiro as 7 ho-
ras, o segundo as 8 horas e o terceiro as
11 horas: quem quizer passagem com-
pre bilhetes no escriptorio da rua das La-
rangeiras n. 18.
Hoje 24 do corrente, a's 7 horas
da noite, sahira' da igreja de N. S. da
Conceicao dos coqueiros do bairro da Boa-
Vista, sua bandeira, carregada por an-
jos, e acompanhada pelos seus devotos,
levando liguras decentemente ornadas e
msica militar, que percorrera' diversas
ras to mesmo bairro, assim como tera'
sobre o referido menor, compareca perante a mesma noite vesnent no subdelegacia. Subdelegacia da freguezia da Boa- a nolte.vesPera*. no da segmnte atesta,
Vista 19 de dezembro de 1834.O subdelegado sup-
pleule em exercicio, A. F. Martins Ribeiro.
Acha-se nesla subdelegacia um quarlo que
andava vagando sem se saber quem he seu dono : a
pessoa a quem elle peitencercumpare$a para Ihe ser
entregas. Subdelegada da freKiiezia/ da Varzca 16
de dezembro de 1834.O subdelegado.
Francisco Joaquim Machado.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria, do tribunal lo commercio da pro-
vincia de Pernambuco, se faz publico que em dala
de 18 e 21) do correnle raalricularam-se nesle tri-
bunal, o Sr. Cimillo Pinto d-I.vinos, dumiciliado
uesta cida le e a firma social franceza. dos Srs. La
Koeque (J Irm.los domiciliada na. prac.a do (iro-
Par, na qualidade de commercianles do grosso
trato. Secretaria do 'tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco 2U de dezembro de 1831.
Joao Ignacio de Medeiros Bego, 1,0 impedimento
do secretario.
Em cumprimenlo das ordens do Exm. Sr. pre-
sidente esta repartirlo vender em letlAo publico a
agurdente desembarcada ltimamente do transporto
Pirapama, viuda da Iba de Fernando em couse-
quencia de haver all sido lomada como inlroduzida
em contraveneno as ordens do governo sendo a
quaniiilade'duas pipas, pouco mais ou menos, o a
renda elTectuada cum os respectivos vasilhames no
-la 27 do cbrente mez, pelas ti hnrawda mniihfn,
na porta do almoxarfado. lnspecfao do arsenal de
marinha de Pernambuco 21 de dezembro de 1834.
O secretario, Alexandre Rodrigues dos Aojos.
AVISOS MARTIMOS.
AO PARA'.
Vai seguir mui brevemente
a escuna FLOIIA, eapitiio
Jos Severo Rios, s pode re-
celar carga miuda: trata-se com os cop-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C.na rua do Trapiclie n. l, segundo
andar.
_Para o Rio de Janeiro, sahe no dia
2.) do con ente o b.iigue nacional Sagi-
tario, de primeira dae: para o resto
da carga e passageiros, trala-se com Ma-
noel Francisco da Silva tarrico, na rua
do Collegio n. 17, segundo andar.
PAKA O RIO IJE JANEIRO.
Sahe com muita brevidade, o bem co-
nhecido patacho nacional Valente, ca-
pitao Franciseo Nicola'o de Araujo: pa-
ra o resto da carga e escravos aefi ele, 1ra-
ta-se cotn os consignatarios Novaos & C.,
ou com o capilo na praca.
PAKA t) mo DE JANEIRO,
o brigue nacional Mananta sabe com toda a bre-
vidade ; recebe carsa a tecle, escravos e pa-saceiros:
quem pretender embarcar, Irale com Manoel Igna-
cin do Oliveira, na praca do Corpo Santo n. ti. es-
criptorio, ou com o capilito Josc da Cunha Jnior.
Para Lisboa prel.nde scBuircom toda a brevi-
dade a barca pnrlugucza tiralidaon : para caraa e
passaueirus, Irala-se com os consignatarios Thnmsz
le Aquino Fonseca i l'ilhu, na rua do Vination.
II), primeiro andar, ou cum o capilo na praea.
Para a Rio de Janeiro pretende sabir com a
possivel brevidade o patacho nacional ul>. Pedro Va:
para caraa e escravos a frele, Irala-se com osconsg-
oalarloa Thomaz de Aquino l-~nnseca& l-'ilbo, na rua
do Vigario 11. l'.l, primeiro andar.
Para o Ri de Janeiro
Segu empoucos dias, o brigue nacional
llbe, capitao Andre Antonio da Fon-
jmenlo prorapto : pata o restoe escra-
vos a fete, trata-se com Manoel Alves
Guerra Jnior, na rua do Trapiche n.
u.
Para Lisboa pretende seguir com brevdade o
brigue porluguez Ribeiro de primeira marcha :
e a noite Te-Deum como he de costume.
Antonio Jos Firmo, faz sciente ao
respeitavel publico que tem montado um
estabelecimennto de carros fnebres ra
rua Augusta casa n. 21, freguezia de S.
Jos, com todos os pannos e mais utensi-
lios recommendados no regulamento do
cemitrio ; promette bem servir a todas
as pessoas que se dignaran incumbi-lo de
qualquer enterro, e tambem se compro-
tnette a fornecer carros de passeio, cera,
msica, padres, etc.: espera, portante,
ser coadjuvado pelo respitavel publico em
sen novo cstabelecimento.
,Do engenhu Mascalinho, silo na freguezia de
Una, fugio era um dos primeros dias de dezembro,
um escravo mutilo, de nome Salvador, oe idade da
20 annos pouco maisou menos,haixo, cor prela, lem
unta cicatriz no rosto proveniente de nma apostema
que arrebenlou : rogase as autoridades polciaes e
rapies de campo, o pegoem e levem-a ao referido
engenho, ou no Recife no pateo do Carmo n. 17, qoe
se recompensara.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da rua
da Senzala Velha n. 68: a Iralar no segundo andar
do mesmo.
I)e-appaiereii da rua da Senzala Velha n. 68,
urna prela j velha, chamada Francisca,.falla algu-
ma cousa fanhosa, lem nos p* signaes de ler estado
nos ferros ; levou vestido rozo : quem a pegar le-
ve-a a dita casa cima, qoe ser bem recompen-
sado.
Serafim de Sena Jorge, participa ao respeitavel
publico, que vai dar urna viagemao norte, e leva em
sua companhia o seu escravo Laurisno, e julga
nilo dever nada a pessoa alguma, porcm, se alguem
se julgar seu credor de qualquer quanlla, compre-
la com sua conta lirada, na rua do Cabug n. 12,
para ser mmediatamente salisfeilo.
I). I.uiza Thcreza de Jesus. previne ao publico
que o Sr. Antonio Jos Bilancourt, nAo pode vender
ou alienar de qualquer forma qne seja, bens movis
smnvenles ou de raz, isto em consequenca da es-
rriplura de arras que assicmram quando celebraran)
seu casamento, na qual nem a admuislrac.90 debili-
to, bens Ihe foi conferida ; assim lambem protesta
contra quaiquer pagamento a elle feilo de lettras,
ohngacOes ou hj pudiera, atilda que passadas este-
la :n em seu n-me, visto qne intentou aeran de di-
vorcio e lem de haver quanlias-dc dinheiro de que
he credora delle.
Antonio Francisco Lisboa, agradece a todas as
pessoas que liveram a In-udade de o visitar em sua
molestia, e Ibes protesta sett re'cunhccmento e gra-
tid.lo.
Precisa-so de urna ama que saiba cozinhar e
fazer Indo mais servido de urna casa : no largo do
Tarea segundo andar n. 27. .
Aluaa-se urna caa e sitio na Capnnga, com
bons cnmmodns : na tuadoQueimado n.12.
Jns Victoriano de Carvalho Cavalcanli, mo-
rador no Buique. deixno de cham.ir-se ha mais de .
annos Jos de Carvalbo Cavalcanli, por haver no
mesmo lugar oulrus de igual nome; porm, como
lem acontecido dirisiretn-lhe algumas cartas com o
seu anligo nome, que elle tem recusado receber, pa-
ta nao rnmmetler o crime de violar o segredo das
carias caso no sjam suas, como ollimamcule acon-
tceu com um oflicio dirigido peto Illm. Sr. joiz mu-
nicipal de 11 r inbu'i-, que o annunranle nao quiz
receber com receto de inenrrer naquelle crime, e
como isto Ihe pude ser prejudicial, recorre a este
jornal, para que chegue nolicia de todos, que seu
nome he catno se v cima.
MNIBUS PARA O CACHANGA'.
As j.es.11 -s que qutzerem assignar diiijam-se i ro-
cheira da rua -la Cadeia de Santo Antonio, defronte
do Ihealro velho. Parlir lodos os dias uteis do Ca-
chang para o Recife as 7 horss da manhaa, e do
capitao Andre
seca, por ter a maior parte do seu carre- K*'r m* Cachana as.. da larde, a comecar de
' sabbado, 21 do correnle. Aos domneos havera lam-
bem mnibus frira das assignaluras : do Recife para
o Cachang as 6 horas da manhaa, e do Cachang
para o Recite as 6 da tarde.
Precisa-se de tima pessoa que saiba ter e escre-
ver ateuma cousa para caixeiro de nm engenho per-
lo desta niara, preterindo-se das libas : a tratar na
rua da Madre de eos n. 7.
A all I
II


DIARIO DE PERNAMBUCG, SEXTA FIRA 22 DE DEZEMBRO DE 1854.
j
I NO COMLTORIO i
DO DR CAS ANOVA,
B RA DAS CIU'ZES N. 28.
Jgt vendem-se carle a-de homeopalhia de lo-
t3 dos os lamanhos, por precos muito em conla.
Elementos de homeopalhia, 4 vols. (i>;xio
g Tinturas aesrolher, cada.vidro. 190"(0
Tubo vultos a escolhera 500 c 300
Consallas gralis para os pobres.
i
DEZ MIL RES l)E GRATIF1CACAO'.
I'erdeu-se no da 10 do concille desile a ponleda
Boa-Vitla al o arsenal de guerra urna rharuleira de
palha; a petsoa que a arhou, querendo resliluir. le-
ve-a i ra do Trapiche Nnvo n. 2. armazem de Joflo
Carrol! Jnior, que receber a gratificarlo cima.
O abaixo assignado, Icm a honra de parlicipnr
ao publico, que lendo sociedade coin a enhora Emi-
lia Mara da Cnceicao, esta inteiramente quebrado,
como ella ficou cnm lodos os lucros de onzo meze9
de negocio e casa mnbiliada, lem com que pagar a
todas as pessoas a quem se deve.Jos Rand.
Oabaixo assignado, naqualidade de rabosa lo
casal de sua mulher D. L'baldir.a Xavier da Cosa,
filha legitima dos finados Jos Xavier de liveira e
sua mulher D. Anna Xavier deOliveira. avisa a toda
e qualquer pessoa que se julgar credora do casal dos
referidas finados, (aja de a presentar sua* conlas.no
praio de8 dias da data desle, para serem liquidadas,
na praca da Independencia n. 23 e 25; e nao o fa-
zeudo dentro do dito prazo licar sem efleilo qual-
quer reclamacao posterior.Recife 20 e dezeinbro
pe 1854.Jote Itibeiro da Costa.
JoAo de Viveiros Patricio, subdito porluguez,
retira-se para o l'ar.
O noto engenho conhecido por Benlo-Velho,
prnpriedade do bacharel Pedro Bezerra I'creira de
Araujo Beltrao, silo na freguezia de Santo Anlao,
dora em diante dennminar-se-ha Bentn-Bcllo.
Ollerece-se urna ama para asa de pouca fami-
lia ou de homem solleiro : na roa do Arago n. 19.
Aluga-seuma prela milito boa cozinlleira e cn-
gommadeira, prefere-se alugar mais em conla, po-
rem que seja casa de pouca familia: a tralar na ra
estrella do Rosario n. 2.
Precisa-sede urna ama de leilc: na taberna da
quina da ra das Flores n. 21, se dir quem qaer.
Precisae de urna ama que saiba cozinhar o
diario, para urna casa de pouca familia : na ra da
Cruz do Recife n. 7, lerceiro audar.
LOTERA da provincia
O ca i le isla Salnsl iai- o de Aquino
Ferreira avisa ao respeitavel publico, (|ue
a primeira parte da pr i metra lotera a
benelicio da cultura d'amoreiras e bicho
de seda, corre indubitaveluiinte no dia
I "> de Janeiro de I 853 debaixo de sua res-
ponsabilidade, seja qual for aquantidade
de bilhetes que licarem por vender, no
consistorio da groja da Cnceicao ios mi-
litare*, as 8 para 9 horas da manhia
Pernambuco 21 de de/.embro de 185 i.
OcauteIisla.SaIustiano.de Aquino Fer-
reira.
No dia 25 do crtente de-
pois da missa de natal, salii-
ro os MNIBUS na direcrao de Apipu-
cos, o primeiro partir' as \ horas da ma-
nala, o segundo as 5 horas, e o terceiro
as (5 horas, e regressam dallinotnesmo da*
oprimeito asT horas da noite,.o segundo
as 8 horas e o terceiro as !) horas : as pes-
soas que quizerem lugares, maudem com-
prar bilhetes no escriptorio da ra das
Larangeiras n. 18, ou na cocheira dos
mesmos mnibus.
Precia-se de urna ama parda ou crioula, para o
servico interno e externo de urna rasa de familia :
quem pretender <^;>rrra- "Pj^WiVse alugar um escravo"~iTer e
i|tle"c(Winhe : a tratar no aterro da Boa-
Vista n. 45, ou na ra Nova n. i.
. Pcecsa-se saber onde assisle o Sr. Jo~,o Bap-
tisla le Souza Carvalho : a Iralar com Caclano Ail-
guslo Bezerra na ra da Cadeia de Santo Antonio
n. 16.
OSr. Jnaqnim Miquelino de Souza Santiago
tenha a bomlade de dirisir-se .i ra do Queimado n.
25, a negocio queS.S.nlo ignora.
Na rna das Cruzes n. 22, precisa-* de nina
ama que tenha bastante leite ; na mesma casa tam-
bera se precisa de urna oulra secca, que eoziuhc c
engomme e fasa o servico de portas a dentro.
Precisa-se de urna ama para casa de un ho-
memsolleiro: na ruada Guia n. :I6.
Precisa-se de urna ama de leite : ua ra da Ca-
deia de Santo Antonio n. 20.
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CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA DO COLX.EGI 1 ANDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo di consultas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa at o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
llerere-se igualmente para praticar qualquer operar. do cirurgia, e acudir promplamente a qual-
quer mulher que esleja nial de parlo, e cujascircunstancias uSo permutara pagar ao medico.
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VNDESE O SEGUINTE:
.Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Mosrozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanhadode
um diccionario dos lemos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 205000
. Esta obra, a mais importante de toda* as que tratara dnesludoe pralicadahomcopalhia, por ser a nica
qupcnnlm abase fundamental .''osla loutrinaA PATIIOCENUSIA O' EKFEITOS ItOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimenlos que nao podera dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pratica da verdadeira medicina, iuteressa a todos os mediros que quizerem
experimentar a .'oulrina de llahncmanu, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella : a lodos os
fazendeiros c senhores de engenho que cstao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaes de uavio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circiimstancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sAo obriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou iraducc.'in da medicina domestica do Dr. llering,
obra tambem til s pessoas.que se dediram ao esludn da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termo de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. .
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo segn
homeopalhia, c o proprielario leste,eslahelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado'possivec
ninKiicm duvida boje da mande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 1(1?, 12 e 15-5000 rs.
Ditas :t(i ditos a..................
Dilas 48 ditos a................
Ditas tiO lilos a.............
Ditas 144 ditos a................]
Tubos avulsos........................
Irascos de meia 0115a de lindura..................
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de rryslal le diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eucomraenda de mediramenloscom toda a brevida-
de e por presos muto rommodos.
I0$000
ilOOO
na pratica da
20JOO0
28000
iOjjOOO
latHio
ISO00
201)00
urna cscrava : na ra do
JABOATAO
O proprielario do hotel de Jaboao, apressa-se
em scientiticar ao respeitavel publico, que o seu es-
lahelecimento se ada este anno muiln melhorado.
nao so pelo que diz respelu ao aceio e acquis;5o de
um ptimo coznheiro, como pelo* excellentes coro-
modos, que para se pawar um dia, ou mais se pude
encontrar no ameno e aprazivel Jaboalo. O res-
peitavel publico he convidado a vir a esta casa, onde
a lem de gozar oque fica expendido pela mdica
quanlia de *9000 rs. diarios, lera o bello banho no-
dos os maisentreteoimentos que se desfructa prosen-
temenle fora dajeidade ; emlm. nada havera que
obngue a nao ser salisreila a volitada da mais exi-
gente pessoa qae se apreseule : ptimos commodos,
excellenle passadio e impagavel bauho, he o melhor
que se pode ofTerecer a quem quizer honrar este es-
tabeleeimenlo.
O proprielario do hotel de Jaboalao, tem jun-
io an seu eslabelecimenlo urna casa com a necessa-
na capasidale e aceio. pnra receber qualquer fami-
lia que queira psssar um dia ou mais fura da ri-
dade.
Precisa-se de um feilor que enlenda de i.lan-
UCnes de arvores de espinho e jardim : quem esti-
ver nestas circunstancias, dirija-se i ra do Brum
n. 2e).
I'a casa do ahaiio assignado, desappreceram
varias leltras e ecripluras de hvpolhecas na mesma
occasiao em que ilie fo sublrahih urna nomina era
moeda. Era todos aquellcs ttulos est mencionado
onome do ahaixoassignado. que, nao os lendo cedi-
do c traspassado, e nuil autorisado i alguem para os
obrar, previne aos devedores, para que nao os sa-
lisra;am a qaem os apresontar, visto que sao unica-
ineole pcrlencentesaoabaixo assignado, que n.lo at-
lendeni a pagamento algum, senio aiiuclles que
directamente llic forem feilos.
Antonio Jos llitancourt.
Precisa-se de 11 mi ama para cisa de pouca ra-
milla, que saiba enzinhnr e para comprar : a tratar
as Cinco Ponas n. I0(i, padaria.
Precisa-se le dous Irabalhadores de padaria :
as Cinco Ponas n. 106.
Precisa-sede um Irabalhador para refinaco de
caro, forro ou captivo, pagando-sc por mez : na So-
leoade n. /.
Precisa-se alugar
yueioiado lojan. fil.
A pesoa que quizer receber em Portugal 200J
rs, rorles sem embarazo algum, e s. lando aqu um
ha.ior pela mesma quanlia. pode lrigir-se a ron da
Cadeia do Recite n. 24. loja de cambio,
Precisa-se de urna ama para servido de nmis
sen hora eslrangeira, a qual nao lem familia : quem
pretender, dirija-se a ra Direita n. 91, primeiro
andar. K
Aos 1S000
Precisa-se de urna preta para vender lia roa ;
na mesma casa precisa-se de urna ama para o serv-
? cias, dirija-se ra do Rangei n. 77.
Ordetn terceira do Carino.
O prior desta veneravel ordem terceira, em con-
sequencia da boa harmona que existe entre esta or-
dem e os religiosos do convento da mesma, para sa-
*n.Mr oc1on1v,,<: feiI" P'ln Rvm. padre provincial,
convirta a lodos oj seus charissimos irmaos para que
no da 24 pelas 10 horas da noile, comparecam na
igreja de ua ordem paramentados rom seus hbitos,
para incorporados, assislircm a resta c missa nova
que lem de se celebrar na igreja lo mesmo conven-
to. O mesmo prior era iion.e do Hvm. padre provin-
cial, agradece a lodos os seus charissimos rian* o
goslo e prnmplidAo rom que comparreeram na
ue B. da Conceitao do mesmo convenio.
,7"i ,,.rec,sa-,c de '"a pesoa habilitada para eni-
,.t d h'V"'"- Keoraphia e msica, em um en-
"ri <" MU pr'1CS 1 leE"1" : os Prienden-
de Tan hr ^t"* "" A* &+ "u "" *""
tu, 1 ? '" H"s ',e Andrade. que Ihes.lara
lodos .s e-clarecimenlo. necessarios.
i7 n,','!,""',,'T? reSi0a ferta a quem con-
Z~S o ."'l0rd:"lo,,c <*" eneiihoT^ha.-
l.naa silo na fresuezia ,|., lacuara. p.rovncia da
Parah.b. do Norte, ao Sr. Ifiuoel t'.laudi de Quei-
roz acontece que este sem seu conjenfiraenlo Irasp.s-
sasse o arrendamenlo do referi.lo cnnnho ao Sr.
tenen.e-coronel llerculano de Sa Cvalcanti e Albo-
XSl CT ,,i,a eonTenh '"spsse ao
abano a-iiiadosun que concorde o novo rendeiro
em condicoes diversas daqullas que se achara na
esenptura fe.la ao dito Sr. Queiro*. protesta o abai-
,,?,ia||S'g"aJ0 ?nlr;' lraiPaSi- l>"" que chegue ao
publico o direilo que lera aos bens lo Sr. Uueiroz
para soluta do pagamenlo das letlras i que est
obrigado provemenles do arrendamenlo. Recife 18
de novembrode 18.-,l.-^1Iomp Gomt, Pes>oa_
..J"^ P^o.-latinlho, que se annunciou ter procu-
rado a Victorino Antonio Marlins para o comprar,
e que dina ser oscravo dejosepha de lal, moradora
no engenho Noruega, desappareceu na manliaa do
da 21 do corrente.
Novos livrosde homeopalhia tuefrancez, obras
Indas le summa importancia :
Hahneraanii, tratado das molestias chronicas, 1 vo-
lumes............ -agUDO
Teste, n-olelias dos meninos.....6000
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De Kavollc. doulrina medica homeopalhica 7tXK)
Clinta de Slaoneli........(iSINKI
Cssling, verdade da homeopalhia. 4S0U0
Diccionario do Njslen .......OJOIX)
Alllas completo ie anatoma cora bellas es-
tampas colorida*, ronlcndo a descrp^ao
de lodas as parles do corpo humano lOjOOO
vedem-sc todos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico Jo Dr. Lobo Mo-co-o, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
CASA DA A1ERICAO, PATEO DO TERCO,
N. 16.
O abaixo assgnailo faz ver a quem interessar pos-
sa, que no d :)t do correnln finalisa-se o prazo
marcado pelo arl.2. do til. 11." tas posturas da c-
mara municipal desta cdade. dentro do qual de-
yem ser-ateridos os pesos e medidas ; lindo esle
incorrerao os coolraventorcs as penas do mesmo
artigo. Recife 13 de dezeinbro de I8."i4___Prxe-
des du .Sitia (utmo. > >
PUBLICADO DO nSTITl'TO HHEOPA-
TilICO DO liRASIL.
THESOLRO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA, ,.. ------
Mttkotlo conciso, clgri) rfegurn de curar homeo-
palhicdX.enl'JSivlu molestias que af/ligem a es-
pecie humTa, e particularmente aquellas que re-
nam no Brasil, redigidb segundo os inelhores tra-
tados de homeopalhia, lano europeos romo ameri-
canos, e segralo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgera Kobo. Esta obra he boje
reconhecida como a melhor de ledas que tratara la
applica;Ao homeopalhica no curativo las molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la c ronsulla-la. Os pais de
familias, os senhores ,de engolillo, sacerdotes, via-
jantes, rapilaes de navios, serlanejos etc. etc., devem
te-la a mao para occorrer promplumenle a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em hinchara por 10-5000
> encadernados II3OO
vende-se uni-amenle era casa do autor, no palacete
da ra de S. hrancisco (Mundo Novo) 11. 68 A.
RETRATOS.
.\o atierro do Boa Visla 11. 4, lerceiro andar,
conlinua-sc a tirar retratos, pelo svslema crvstalolv-
po, com muila rapidez e perfeijao. -
i J. JANE, DENTISTA, |
^ coutina a residir 11,1 rua.No\n n. 19t primei- @
^ ro andar. -
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na rita Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe tocios os alum-
nos, quer.externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo nito, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente oll'ere-
cera'.
No hotel da Europa da ra da Aurora lem
bo"s peliscos a rada hora, pelos pre;os fuus ua la-
be1 4'. muito razuaveis.
-~-->recisa-se de ama ama secca, prela ou parda :
ua ru Bella u.20.
i
Os abaixo assignadns.donos da loja de ourives na ra do
Cabugan. 11, confronte ao pateo da matriz e ra Nova
fazem publico que receberam de novo nina porcAo
de obras le ouro muilo ricas c dos memores gustos,
lanlii para senhnras como para homens e meninas ;
conliuuam os precos mesmo baratos com lem sido, c
passa-se coutas comresponsabilidade especificando a
qualidaile do ouro de 1 ou 18 quilates, licando as-
sim sujeilos;os mesmus por qualquer duvida.
Sera i m & Irniao.
Tcrdeu-seum conhecimento de n. '.10, daquan-
lia de 4003000 rs., recebidona thesouraria da razen-
da desta provincia : quem o liver adiado, on poi
qualquer modo delle esleja de posse, dirija-se a ra
da Praia de Santa Rita n. 42, que sera generosamen-
te graliliradoalera do agradecimento.
Ensina-se eom toda a pcrteicAo francez o in-
glez : na ra do Cotovello defronl do sobrado em
que morou o Dr. Alcanforado.
Est justa e contratada com o Sr. Joaquim
Antonio de Siqucira, neto da tinada D. Mariana*,
duJUangiiinhn, uraa morada de casa terrea, com
chaos proprios, na ra em S. Jos do Maiuiuiuho n.
27, a quil s< acha lao;ada na< dcimas por engao-,
no municipio le nimia, em nome le Joaquim Jos
(jonealves : quem se julgar cora direiUwi mesma ou
bypollicca, dirija-se a ra do Brum n. 16, desta dala
a 8 dias, passados estes se litar a compra, e nAo
se annuiri a cousa alguma.
Da casa perlencente ao Sr. Jos LeAode Cas-
tro, sita no lugar denominado Cordeiro, fugiram as
7 lloras da imite uo dia 15, duas escravas mai e li-
lha,_sendos mi cabra, le nome Mara, representa
ler 5 annos. tem o cabellos brancos, he corcovada,
lem um dedo da mAu esquerda muito lino e torio,
proveniente de um panarizo ; e a filha de nome llo-
sa, mulata, dei he bstanle corpolenla, lem os cabellos carapinhos,
olhos vesgos e ve pouco por um elles. I oram s-
cravasdo Sr. Seraphim la Silva rerrar., de Pojcu' de
Mores, e foram compradas esle anuo nesla praca ao
Sr. Jos da Silva l.oio, boje perlcncem ao abaixo
assignado, que recompensara generosamente a quem
as apprchender e as levar na mesma casa, ou na ra
da Cadeia do Recife, leja n.S.
intouio bernardo de Carcalhn.
Antonio Francisco Corn'-a Cantoso, avisa ao
publico, que (em accrescentado o seu eslahelecimcii-
lo da ra da Cadeia do Recite junto ao arco da Con-
ceiQAo n. 64, e nova ra do Brum n. 1, com urna
luja de ferragens de todas as qualidailes, a qual ad-
dicionou ollicina de caldeireiro e fuuileiro : roga-
se a lodosos seus freguezes d praca, do mallo edo
serlAo, desla eoulras provincias, eao publico em ge-
ral, de roncorrerem ao seu estabelccimciito no qual
sero muilo bem e com prnmplidAo servidos ; os
gneros sao da melhor qualidade, c o sortimenlo
completo de ferragens finas e grossas, ferro, aro e
eslanho, obras de cobre e de folha de flanilresd lo-
das as quadades, vidros de vidrara ; recebeencom-
inendas para alambiques, e quaesquer ooras le en-
genho ; por seu desvelado desempenho. leseja cap-
lar a benevolencia de seus freguezes c a concurren-
cia publita.
COMPRAS.
Compram-sc Irancelins com C palmos e com i
a ."ioilavas de ourode le sem feilio, e urna liga de
unicorne encasloada -em ouro : na ra da Senzala
Velha n. !>8.
Compra-se um habito de ravallciro e um dic-
cionario le.Moraes la quinta eitieAo, ainda que te-
nha algum uso : rua lo Cahug loja n. 1 C.
Cnipra-se (oda qnanlidade de prala "elha ou
nova, a peso, conforme sua qualidaile, preferindo-
se maior por;ao de lei : na rua da Scuzala Velha n.
70, se lira quem compra.
Compra-se prala hrasileira ou hespanhola : na
rna da Cadeia do Recite n. 54, loja.
Compra-se nm prelo de lacao. com 20 e tan-
tos anuos, sendo boa figura e uo lendo vicios ncm
achaques nAo se olha o pre;o : na rna do Colovello
n. 29, se dir quem compra.
Pendas
alham para i8ii5:
Sahiraui a' luz as tblliinbas de algibei-
ra com o almatiak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
409paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. t e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Adiam-se a' venda as bem conliecidas
folbiiihas impressas nesla typographia,
de algibeira a 320, de porta'a 160. eec-
clesiasticas a480rs.. vendem-se unica-
mente na livraria n. t e 8 da praca da
Independencia.
mmmm de \\\ escocez
V A600RS. O COVADO.
Na loja n. 17 da rua lo Craciiuado, ao p da boli-
ca, vende-se alpaca de 15a escoceza, chegada pelo ul
limo navio, a qual fazenda na Europa se d o Hora-
de Melpomcne de Es-oeia, muilo propria para roue
pi'ies e vtfstidos de enhora e meninos por ser le mili
to brilho. pelo rominodo preco de ">00 rs. cada ro
vado ; dAo-se as amostras com penhores.
($> POTASSA BKAS1LE1RA.
Vende-se superior potass, fa-
bricada no Rio de Janeiro, ebe-
9
a guda tecentemenle, recommen-
L da-se aos senhores de engeulios os ff
W seus boas ell'eitos ja' experimen-
^ lados: na rua da Cruza. 20, ar- *$)
'$) mazem de L. Leconte Feron -V *&
Companliia. {k
H
KSa @SfS3
SS DENTISTA FRANCEZ.
Paulo (aignoux, eslabelecido na rua larca l
D do Rosario n. 3(i, segnndo andar, colloca den- J(J
tes com gengirasarliliciaes, e dentadura com- f
pleta, ouaparte della, com a pressao rio ar. $$
Tamhem lem para vender agua denlifrice do g$
fg Dr. Picrre, c p para denles. Rna larga do 2} Rosario n. 36 segundo andar. t
3aaegS)
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal doLimoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grandeatrazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga lem urna carta na livraria ns. (Je 8
da pratja.da Independencia.
Aluga-se para o servico de bolieiro um cscra-
vo mulato com muila pratica desse ollicio. Na rua
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.oureneo Triso de l.oureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do I.ivramenlo lem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da pra;a da Independencia.
Antonio Esidio da Silva, lente deceomelria do
lyceu desla cidade, abre no dia 2 de Janeiro do anuo
vindnurn, na casa le sua residencia, na rua.Direila
n.78, 001 curso de geometra por Eurlidcs e La-
crois : os senhores eslodanles que o quizerem fre-
quenur, poderan diriair-se a mencionada casa, de
manhiia das 7 horas ale as J, e de larde das :i al
as 5.
Na rua Bella n. 9, alugam-se ate
i escravas, que sejam liis para
serem empregadas no servico de
vender nesta cidade diversos ob-
jeetos, da-se 14^000 rs. por mez :
quem quizer alugar dirija-se a
dita casa.
lotera da provincia.
O cauteltsta Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior avisa ao respeitavel publi-
co, que tem resolvido dora em diantea
pagar tambem as sitas cautelas sem descon-
t algum como os seus bilhetes, c por is-
so tem exposto a venda as lojas do cos-
tuuieos novos bilhetes ecautelas da lote-
ra primeira parte da primeira das amo-
reiras, cujas rodas andam em principio
de Janeiro vindottro, aos precos abaixo
declarados :
Bilhetes. 550Q
Meios. 2|800
Quartos. ljOO
Oitavos. 800
Decimos. 700
Vigsimos. 400
R. Lasserre.\C, participara ao
que .Manuel Jos Dias deixou de
caixeiro desde o dia 18 do cor-
Ka rua da Cadeia do Re-
cife u. i, loja de cambio,
achani-se a venda bilhelesa
55.VK), meios 23800, quar-
tos Idilio. oilavosSO, deci-
mos 700 vigsimos400 rs.,
da lotera la primeira par-
le das amoreiras. Esta ca-
sa lem sempre ndo feliz
cora os bilhetes e cautelas
do cautelisla ."-alusliano de
Aquiuo Ferreira, e paga os
lies primeiros premios sera
_ o disconlo dos 8 por rento.
Peruaniiiuco ^1 le oe*embro dr lsi i.Satustiano
de Aquino Ferreira.
Vende-se urna amarra de pollegada c quarlo,
lendo 70 brabas, em muito hom uso ; a procurar no
largo do Corpo Sanio, armazem n. 4.
SACCAS COM FAR1.M1A.
\cndem-se saccas com familia da trra, nova e
bem torrada, e saccas cora cera de carnauba : na rua
da Cadeia do Recife, loja n. 18.
OHI! QUE PECHINCHA.
Iloje estarflo exposlos venda ao pe do arco de
Santo Antonio, chapeos de matsa linos e ordinarios
para homense meninos a 35000, 00, 1400, lpOtHI
e 410 rs. ; currara, freguezes,que dcslas occasies ha
pouca'. '
Vende-se ou aluga-se urna muala prendada,
parida ha 12 das com muilo bom leite, de boas qua-
dades, bstanle linipa e carinhosa : na rua da Sen-
tfla Vellia n. 70, segundo andar, se dir quera
vende.
Vende-se na rua Dir. ila n. 33, sobrado de um
andar, ao p da bblica, doce de caj' secco muito
bom e claro, dilo le perluxo, cidrAo c oulras quali-
dadfs, c se fazem bolinhos para cha, bandejas enful-
ladas de novo modeflo com minia perfei^ao, doce
i'ovos, pAo-ile-hi com allinins, irroz de leite, pas-
leis le nata, de carne, podios, lorias, einpadas, ja-
leas de subslanria.
Vende-se nina cama franceza de Jacaranda,
nova, muilo moderna, por pretil muilo comraodo :
na rua estreila do Rosario n. 12. Na mesma vnde-
se muilo barato um cachorro alravess.ido, muilo fa-
moso. "
Vende-se um cavallo melado muilo gordo, e o
melhor que se pode desejsf em ailares, fisura, e.
idade ; para ver, na cocheira do Sr. Reis por traz da
cadeia, e para ajuslar, iu rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
Vende-se um lindo cavallo russo.cm lodosos
andares e muilo manso : a tratar com Joaquim Fi-
lippe da Cosa, na Iravessa da Madre de Dos n. 16.
Vende-se um carro americano de 4 rodas,
chegado ltimamente da America : a tratar na rua
do Trapiche n. 8.
Vende-se urna cocheira das melhores que ha
nesla cidade, com 5 carros, 30 a 40 cavallos gordos,
e lodos muito bous de Irabalho ; esta cocheira lera
muilo bous commodos para Iralo dos mesmos caval-
los. (cm urna excellenle casa para recolhor os car-
ros, e he inni conveniente a qualquer pessoa que a
comprar, por ser bem no centro da cidade e estar
bem collocada : a pessoa que pretender fazer esta
excellenle compra, dirija-se rua do Cabuga casa n.
7, de Vicente de jaula Oliveira Villasboas.
B Vendcin-se chapeos francezes da ultima (i
moda, a 7*000 rs.: na tuja de 4 portas da 2?
rua lo l.luciniado n. 10. %fj
J.
publico,
ser seu
rente.

scjsa-
Precisa-se de urna ama secca de meia idade,
que teja capase d fiador, para una casa de pouc
familia, que nao lem meninos : a Iralar na rua d
Sania Cruz n. 22.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Ka rua do Crespo, loja da esquina que ralla liara
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de lindo, lisas
c ailamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, goardanapsM adamascados, por preros com-
modos. ^
I.ava-sf e enizomma-se com (oda a perfeii-ao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Precisa-se Callar ao Sr. Jacintho Al-
fonso Boteilio. que morou no .aterro da
Boa-Vista, e lio e dizem que inora para as
bandas de Rcbcribe, C como se nao saiba
o lugai de sua morada pede-se-lhc annun-
cie, ou dirija-se a esta typographia.
Aluaa-so ama casa Ierres na povoa^o doMon-
leirn, cora a frente para a Igreja le S. Panlale'.o,
muilo limpa, Iresca, com commodos para familia re-
gular, lendouma porta e duas janellas na freulc: a
tratar com Antonio Jos Kodrigliea de Souza Jnior,
na mesma pouiacao, ou na rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
N rua le S. Francisco, como quera vai para a
rua Bella, sobrado n. 8. precisa-se de nina prela
escrava, que saiba Iralar de urna manca : quem a
liver sendo liel, lirija-se ao mesmo sobrado.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da rua
da Scnzala Velha n. 68: a Iralar no segundo andar
do memn.
l.'iride Italiana, revista artislica, scienlifica e
Iliteraria, debaixo do inmediato patrocinio de S. M.
o Imperador, redimida em las linguas pelas mais
conliecidas capacidades do imperio, o dirisida pelo
professor A. tjaleano-Ravara. Subscreve-sc em Per-
nambuco, na livraria n. 6 e 8 da praca da Indcpen-
-Igia dos amames.
,$ Liquido rilo e especilico para tirarloilos os
pannos, as sardas e as espinhas ,a olas un as
tira le lodo ou desenlironla, segundo a SOI
i qoalidade), refresca a cutis e faz ilcsapparcrer
-. cor Irigueira em cinco dias, de um modo
f.) particular; augmenta o luslre e lira as ruzas
, das pessoas que tem feilo uso do solimn, que ..-
.', ne m"il0 prejudicial cutis e a Mude: cura @
9
:;

da
$ .1 bnrlueja com muila facilidade. por ser mui- m
*5 to fresca c sem prejudirar a saude. Em algu- Z
^ mas pessoas faz mudar os pannos em lanas xj
j pinlinhas brancas, que se turnam em urna sii S
de cor natural; Picando desvanecidas lodas as S
s* manchas, laido das sardas como de oulras
quaesquer manchas de Iodo o corpo. 'I
w o melhodo ie a usar he o sesuinle : lavar
w o roslo (ou qualquer parte do corpo < bem la- (~i
& vado, e cnm urna loalha lavada se limpa e en-
chuga-se bem ; leposita-sc um pouco d'agua @
: u'iima colher de sopa, c com un trapinho en-
i--' sopado nella se esfrena na parte afeclada na i.
iij ocrasiiio de deitar-se e de manhaa. Esla upe- 9
i9 rarflo sera fcila leixando licar o roslo c o cor- 5g
po otilado al secunda frircao, lendo sempre 53
.$$ o cuidado de Livar-sa e enchiigar-se bem an-
JS1 les de un(ar-sr. .;
Volla-se o duplo lo valor piando niio faca ;
K5 clleilo, c vende-se no nico deposito da ra tj
fi do Qoeimado n. 27,. prejo liso 2g a gnala.
:- U ::;../,'
O Dr. Prxedes Comes de Souza Pilangt faz
scienle ao publico, que inadou sua residencia paran
aterro la Boa-Vista n. 12, primeiro andar, onde pi-
de ser procurado para os Irabalhos de sua prossao
medica.
ATTENCAO'.
Antonio Roberto com loja l'raucc/a na rua Nova
II. 13.receben pelo ultimo navio francez un cmple-
lo sorlimenlo de chapeos de se la para senhora e inc-
ninos, c vende mais era conla do que cin oulra qual-
quer parle-.
Aluga-se orna das mais alreguezadaa lojas la
rua do i .iu Minad.! n. .">7,cnm una perfeill e lina ar-
maran para miude/as : quem a pretender, dirija-se
ao largo do.Collegio, sobrado n. 6, primeiro an-
dar.
Precisa-se de nm feitor para o sitio de Anto-
nio V. da Silva Barroca, na Magdalena : a Iralar no
memo luear ou na rua la Cadeia do Recife n. i.
O Sr.t'li'ses Cukles Cavalcanli de Albiiqucr-
que queira dirigirse loja de calcado da praca da
Indepemlencia n. :).1, a nesjocio.
Antonio Joaquim Sevedeclara qne o Sr. Fran-
cisco Xavier Alves Quintal deixou de ser seu caixei-
ro desde o dia 18 do corrente mez.
Vende-sp superior estamenha ebe-
(jada ha pouco de Lisboa, e propria para
hbitos de tereeiros franciscanos ; na
rua do Encantamento, armazem n. 11.
Vendem-se missaes romanos da ul-
tima ediccao, na rua do Encantamento,
armazem n. 11.
Vendem-se romeiras, ramizinhas e gollas (p)
para sunhora, ludo da ultima rauda e por
prejo commodo: na loja de 4 portas
rua lo (.tueiinado n. 10.
ALPACAS SCDSSEZ.VS A 00 RS. O C()VADO,
na rua do Queimado n. iO.
(} v Novas alpacas. (&
/..;' Alpacas de quadros de lindos goslos, pelo //
^W preso !> :i60 rs. o corado, na rua Nova lo- w
) ja n. Iti, de Jos Luiz Pereira & Filho. (jj)
\ endo-.e o euuiMiho l.amarco, silo na fregue-
ziaile Harangoape, termo dr Oliada, cnm linda casa
de vivenda e le engenho, e mais algunas obras cin
soffrivel estado, o com trras suflicicutcs para safre-
jar-sc mais de 1,0(10 p3es annualraenle : quem o
prclcuiler, dirija-se i ciliado de Olinda, sobrado
frouleiro i igreja de S. Pedro Apostlo, que achara
com quem Iralar.
(iomma de mandioca
em saceos de i arrobas c tantas libras ; vemlem se
por muilo commodo preco para liquidar : amada
Cruz do Recife n. 31, primeiro audar.
BARATISSIMA.
\ ende-se a :i?UU0t saeca de alqui-irede farinlia de
S. Malheus, lila do .-anta Calliariua a 49000, lila
muilo lina para mesa a 39000 : na rua da Praia,
becco do Carioca, armazem do Piulo n. 8.
Vende-se unta negra ne nacao para l'iir da Ier-
ra, cozinlia alguma cousa e.he boa qnitandeira : na
rua da Praia n. 72, armazem.
\ eudc-sc a casa terrea, sita na rua Imperial, a
qual he a terceira passando o sobrado do Sr. maior
liusmSo : quem a pretender, dirija-se i rua estrella
do Rosario, loja de ourives n. 7, q'ie se dir.i quem a
vende.
Vende-se nm estrato da Cosa, de idade :18 a
O anuos, o qual he capiuheiro e gauhador, proprio
para o nato : quera o pretender, dirija-se ao paleo
do Carino, loja de I.irlarusueiro n. 2, alim de ve-lo
e Iralar do negocio.
Vende-so urna loalha de labyrinlho de hora
goslo, por pre;o commodo ; na rua do Queimado,
loja de miudezas n. 16,
UOENDAS SUPERIORES-
Na lundicao de C. Starr .^ Compauhia
em Santo Amaro, ach.t-se para vender
moendas de carinas lodasdc Ierro, de um
modello c conslruccao muito superiores.
ARADOS'DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. Si C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos d" ferro de -orir- qualidade.
;tS8g->.?.a-,i'8Se*R
^ Chapeos para meninas e meninos.
Ricos chapeos paa meninas e meninos, e
f} tambem boncls: na rua Nova loja n. 16, de
(^ Jos l.uiz Pereira & Filho. j:f
Vendem-se saccas com farinha de mandioca,
muito torrada e por menos preso do que em oulra
qualquer parle : na rua da Cadeia do Recife n. :10.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FFITORIA.
Em caixas de 1 e 2 duzias de garrafas : vende-se
no armazem de Barroca & Castro na da Cadeia do
Recife n. I.
Vende-se ora elozanle e forte cabriole! de ba-
lance c um bom cavallo rodado e novo : a tratar no
Manguinho sitio do Braga selleiro que lira juulo ao
do Sr. cirurgiao Teixeira, ou na rua do Amorim
hm INDIANAS. DE SEDAS ES-
(OSSEZAS A 800 RS. D COVADO.
na rua do Queimado loja n. 40.
Para fechar contas.
Misiona do consulado e do imperio por Thiers, tra-
dcelo porlumieza.
Dita de Portugal al 1826, um grnsso volunie in
folio.
Revista militar.
Dita universal Lisbonense.
Dila popular.
Por presos muilo favoraveis: na casa n. 6, defronte
do Trapiche Novo.
O (ianorama.
tiazela dos Iribnnaes.
Poesas do Bocage, nova e completa edicaej.
Genio do Chrislianismo traducsito" por Casti-
lho.
Fastos da Igreja, pelo lilleralo Rebelloda Silva.
A nalureza das cousas, poema traduzido por Limr
Leitao.
Poesas d Palhas e de oulros bous poetas.
E diversos romances dos melhores aulores.
Por precos muilo em conla : na casa n. 6, defronte
do Trapiche Novo.
Papel paquete, resma.
Dito le peso paulad dita.
Carines finos para visitas, caixinhas.
Por prei.-ns muilo mdicos : na casa n. 6, i'cfronle
du Trapiche Novo.
1 ESC0SSEZESA2l,0RS.
0 COVADO.
na rua do Queimado loja n. 40.
Vendem-se dous carneiros gordos : na rua das
Cinco Ponas n 82.
Vendem-se chapeos de palhinha finos por ba-
ralo preco: na rua das Ciuco Ponas n. 82.
Vende-se una prela crioula. que laz lodo o
servijo d urna casa : na rua Nova o. 65, segundo
andar.
Relogios de ouro, sabonete patente
in;;le/., chejados agora : no armazem de
James Hallida\, na rua da Cruz n. 2.
Vende-se una boa escrava crioula, de (0 an-
uos de idade, sem vicios, moilo boa vendedora. 1
dita que engomma'e cozinha sotTrivelmenle, e lava
muito bem, e por iso boa para lodo o servido, por
preso razoavel: na rua los Quarleis n. 24.
SEMPRE.
Venbam comprar chapita de seda para senho-
ra- mais modernos e mais baratos do que em ou-
lra qualquer parte : na rua Nova loja do Sr. Nico-
lao adaull.
CORTES DE SEDA ESCOSSEZA.
Na loja da rua do Crespo n. 10, vendem-se lin-
dos corles de seda escosseza, peto diminuto pre-o de
22SOOOrs. r '
Vende-se superior carne do serlao : na laber-,
na da rua la Sania Cruz esquina que volla para a'
rua da Alogria n. 1.
SEDASESCOSSEZASAUOORSO.
0 COVADO.
na rua do Queimado loja b. 40.
FAMA
No aterro da Una-Vista, defronte da lionera n. 8.
acha-se um novo e completo sorlimenlo de lodos os
gneros de moldados, caixinhas de massM finas para
sopa a j'JOO, lalas de bolachiiihas du aramia do Rio
de Jamuro a 25600, manteiaa iiigleia a 320. 600,
800* 880 a libra, champagne clmame a 39800 a
garrafa, c ineias a 1-^jOO, muilo superior ch, lin-
guiras, pais presuntos, c muitos oulros gneros de
superior qualidade, ludo por prejo razoavel.
Castor i nlio inglez.
Vendem-se superiores chapeos de caslorinho in-
glez, chegados rccenlemenlc, c de elegantes Mimas,
a,5000 : na praca da Independencia n. 24 a 30.
Vende-se a armaflo da loja da rua da Cadeia
do Recife u. 10, propria para um principiante, e
commodo preco : Iralar na mesma rua n. 30.
Vendem-se 2 escravos mocos, de bonilas figu-
ras, de iJade 20 a 24 anuos : na rua Direila n. 3.
SELLINS [NGEEZES.
Vendem-se os melhores sel-
lins para homem, que tem
viudo a este mercado, com
seus competentes freios, etc.,
indurado alguns para pa-
geos recentemente despacha-
dos, tambem chicotes para carro, homem
e senhora, com enleites de gosto moder-
no : no armazem de Eduardo H. Wyatt,
tuado Trapiche-Novo n. 18.
ESTOJOS.
Vendem-se elegantes estojos de toilette
para senhora e para homem: no arma-
zem de Eduardo H. Wyatt, rua do Tra-
piche Novo n. 18.
VINHOS.
Vendem-se na rua do Trapiche Novo n.
18, eu casa de Eduardo H. Wyatt:
Cerveja branca em barricas de 4 e 6
duzias, em garrafas e raeias garrafas, vi-
nho do Portoe Xerez, tanto em garrafas
comoem barris de 4 cm pipa, fructas em
conserva, em caivas de 1 duzia de garra-
fas.
Vendem-se os seguiules genero chegados lti-
mamente de Lisboa na barca Cratidio, ludo da mc-
Ihur qualidade que lem vindo nesle mercado, a sa-
ber : batatas muilo superiores, a IjOOO rs. a arroba ;
amendoas molar, a 95000 rs. a arroba ; nozes muilo
superiores, a 38000 rs. a arroba ; chocolate o mais
superior que Icm vindo tambem ueste mercado ; la-
las de 4 >, libras, a 28000 rs. cada urna ; folha de
louro de ;. arroba para cima, a 320 rs. a libra : na
rua do Queimado n. 44.
Yrndcm-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados"eni Inulalerra, por precos
mdicos.
Ver.dem-se urnas lellra com execucao e pe-
nhora feila no engenho da Escada Jundiii, perlen-
cenle ao Sr. Manoel Amonio Dias, que andarilo
boje por 13:0008000 rs. pouco mais ou menos: os
prelendcnles podem dirigir-se ao Trapiche Novo ca-
sa n. 14, que faro qualquer negocio.
Em
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 R, con-
tinua a ter superior potassa da Russta e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: ludo a preco que muilo satisfar'
aos sein antigos e novos Iregu 'es.
CEMENTO ROMANO BRAMO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, minio superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de laboas de pinito.
N'a loja da rua do Crespo n. 6, Icm um grande
sorlimenlo de caixas para rap a emilacflo disde
tartaruga, pelo mdico preso da 18280 cada urna.
Vende-se um cabriolel com coberta e os com-
pelentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
para ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
grande sortimento de brins para
Calcas e palitcs.
Vondi.'--o brim trancado de linliQ de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a 70Oe 18000; dilo mesclado a
18400 ; corles de fustn branco a 400 r. ; ditos de
cores de bom gosto a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de cassa chita a
28000 e 28200 ; tensos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; ditos pequeos a 360 ; toalhas de pauno
de linho do Porlo para roslo a 143000 a dozia ; di-
las alcoxoadas a 108000 ; guardanapos tambem alco-
xoados a :18600 : na rua do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA l'RIO GUARDA CALOR:
porlanlo, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de lia a 18400; dilos sem pello a 18200;
ditos de tpele a 1S200 : na rua do Crespo n. 6.
9 RUA DO CRESPO N. 12.
9 Vende-se nesta loja superior damasco de {$
I)) seda de cores, sendo branco, encarnado, ruto, por preso razoavel.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. Reber<&C,, rua da
Cruz n. 4.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira preta e de cor para paliliis por
ser muilo leve a 28600 o covado, panno azul a 38 e
48000. dilo prelo a 38, 3800, 48. 59 c 58500, corles
de casemira de goslos modernos a 68000, selim pre-
lo de Mac.,n a 38200 e 48000 o covado : na roa do
Crespo n. 6
OBRAS DE LABVRINTHO.
Acham-se ;i venda por commodos precos ricos len-
tos, toalhas e roeirus de'labyri,nlho, chegados lti-
mamente lo Aracaly : na rua da Cruz do Recife n.
34, primeiro andar.
Vende-se urna casa de sobrado de 2 andares,
na prara da Boa-Vista n. 10 ; os preteudenles diri-
jam-se para o ajuste e iuformarao, no paleo da ma-
triz de Sanio Antonio, sobrado de um andar.
Deposito de vinho de cham-
tagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do R3-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56S000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron Si Companhia. N. R.
As Cixas Sao marcadas a fogO
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
FRASCOS DE* VIDRO DE ROCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimenlo do tamanho de 1 a
12 libras.
Veniem-u na botica de Bartholomeu Francitco
de Souza, rua larga do Rotarlo n. 36, por menor
prero que m outra qualgucr parte.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
MECBARISMO PARA EI&E-
H.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID W. ROWNLAN. HA
RUA DO HRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seninlesob-
jeclos de mechamsmos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e ineias moendas da mais moderna
conslruccao ; lanas de (erro fundido a balido de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos : rodas
dentadas para aguaou animaes, de todas as propor-
SOes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhoes.bronzes parafusos e cavilhes, moinho
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se executam lodas as encommendas cnm a sope riori
dade jii conheeida, e com a devida presteza e eommo
didaile em preso.
% Taixaa pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
rundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocc, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
(BEM 0 ROMANO.
casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender excel-
lentes piano viudos ltimamente de Ham-
buigo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidiio.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
ti. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
FARINHA DF.'MANDIOCA.'
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que lem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. .", 5 ? 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes i C, na rua ilo Trapiche n. 54,
primeiro andar.
B M : .''' r-ftS-3@
8 Chapeos para senhoras.
Chapeos para senhoras. os mais modernos c
ft elegantes, checados pelo uliimo navio fran-
cez, pelos piei;os de 1(i?, IR3 e 'JOSfKK) 1
39 na roa Nova loja 11. \t\ de Jos Luiz Pereira
c\ Filho.
tasela de Edwln Kn,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelososmais moder-
nos, machina hnrisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passndciras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preso que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas le (landres ; ludo por barato preco.
Vcnde-se excellenle (aboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enlender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venla a suporior flaueUa para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Potassa. 1
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar conlas.
taer>otito da fabroa de Todos os Santos na Bahi*
Vende-se, em casa de N. O. Bieber 5C, na rua
da Cruz n. 4, algodaO transado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Devoto Cbristao.
Sabio a lu a 2."^dicao do livrinho denominado
Devoto Chrislao.mais correctoe acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PUBL1CAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capurhinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora la Cnceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselbo : ven-
de-se nicamente na livraria u. 6 e 8 da praca la
independencia, a I9OIN).
Vcnde-se urna taberna na rua do Rosario da
Boa-Vista n. 47, que vende muito pa ra a trra, os
seus fundos silo cerca de 1:2003000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim Ibe convier :
a Iralar junio alandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21..
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlase haixa,
decapim, nafundisaOdcD. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6, 8e 10.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Bruno Praeger&C-, na rua da Cruz
n. 10, receberam e vendem um sortimen-
to de globos de espelho de diversos taa-
nnos e cores, que formam o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nos jardins do bom gosto.
Brunn Praeger S C., na sua casa rua da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizontaes como verticaes,
dos melhores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto. ^
Pinturas em oleo, paisagens e com moldu-
ra dourada-
Vistas de Pernambuco, gentes e espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terrados c jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de dill'erentes qualidade*.
Presuntos.
Genebra cm frasqueiras.
Instrumentos para msica.
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOLRAS.
A ende-se cemento romano, em barricas de 12 ar-
robas, e as maiores que ha nn mercado, chegado l-
timamente de Hamburgo, por menos preco' do que
em oulra qualquer parle : na rua da Croa no Reci-
fe, armazem n. 13.
Farello de arroz muilo novo e por preso eom-
modo, em saccas e barricas, cujo he saudavei e de
muila nolriso para cavallos, gallinhas e cevados : a
tratar na Praia de San Francisco cocheira de Joao
da Cunha Reis.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Cnceicao, .entrado
de Sania Catharina, e fondeado na volla do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe hoje ao mer-
cado, e para porcoes a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Juuior, na rua do-Trapiche
n. 14. V
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado na co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o melhodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rice mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajuslar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna. -
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida colleccSoda* mais
brilhantes pejas de msica para piano,
as quaes sao as melhores'que se podem a-
char para fazer um rico presente.
RUA DO TRAPICHE N. 10.
Em casa de Patn Nash & C., ha pa-
S ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos ate 1
iolegada.
lampagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
Chapeos para homem.
Na rua Nova loja n. IB, le Jos Luiz Pereira
iv Filho, vendem-se es mais modernos chapeos 9
com elegantes formas.
Chales de seda, manteletes c capolinhos, os *;
mais modernose de mrlhar goslo, caraisiis, ro- J
menas de cambraia; e de relroz : na rua o-
va loja n. 16, do Jos Luiz Pereira & Filho. *'
Seda para vestidos,
("orles de sedas le quadros, costo e-cossez A
. ruin 17 -ovados, a Ui?, 20} e 2-SKKrs. : na
^ rua Nova n.16, de Jos Luiz Pereira & Filho. S
Palito* c sobre-casacas. j;
Paulos e sohip-casacas francesas, le pannos ::
Ki linos, de hrini. hrclauliae alpaca : na rua No-
D va 11. Ui. loja de Jos Luiz Pereira & Filho. 3?.
>o alerro da Boa-Msla, loja e (abrir de.cha
peos de sol n. -2-2, lem para vender um lindo sorli-
menlo le tasendas rhecadas ullimamenle de Fran-
ca, c se vende muilo cm conla para liquidaran, sen-
do fulla inl.in rnfe>tado.dc muito lindas cores e difle-
rcnlcs padriies, proprios para vestidos de senhora ;
assim coinn tambem casa franceza, orles de cassa,
toalhas de algodao para mesa, corles de vestidos imi-
laudo niti.
'.

r
,

CEMENTO R01AR0.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambera vendem-se as linas : airar, lo
thealro, armazem de Joaquiai Lopes de Almeida.
PARA ACARAR.
Vendem-se ras-as francezas de cores lisas, e lin-
dos padriies, pelo baralissimo prero de 140 rs. o in-
vado : na loja da liuimaraes Henriques, rua do
Crespo n. 5.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus pencares, em hom uso e de 2,000 libras-: quem
a pieleoder, dirija-se n rua da Cruz, armazem n. 4.
Vende-se urna boa casa terrea em Olinda, rua
da bica de S. Pedro, que faz esquiua com o cercado
de madeira, com 2 portas e 2 janellas de frente, 3
salas, 3 quartos, cozinha grande, copiar, Mribaria,
grande quintal lodo murado, com porlao e cacimba,
muilo propria para se passar a fesla, mesmo para
morar todo o anno : a lra(ar no Recife, ras do Col-
legio u. 21, segando andar.
Vende-se champagne a 28JO00 rs., e
superior vinho de Rordeaux : em casa de
Scliapheithn o. C., ruada Cruz n. 08.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Aususlo C. le Abreu, ronli-
iiiiain-sH a vender a K9OO o par (preso fixo) as ja
bem conliecidas e afamadas navalhs de barba, feitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na eiposirAo
le Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, naosesentem no roslo na acfAo le corlar ;
vendem-se com a eondc*e de, 11S0 agradando, po-
dercm os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra resliliiindo-se o importe. Na mesma ra-
sa ha ricas tcsouriiihas para uuhas, feitas pelo mes
rao falr'icante.
Negocia-te urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'L'choa, coinseis
salas, oilo (piarlos i'alcovas, cosinha, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de fruteiras, grande jardim
murado com mtiitas llores, cocheira, es-
tribarla, quartopara feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condices mui favoraveis para o compra-
dor : a tratar na rua da Cruzn. 10.
VenJe-se fio de sapatcim.ibom : em casa de S.
P. Johnston & Companhia, rua da Sensala Nova
n. 42.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappreceram do abaixo assignado.no dia 27
de novembro do engenho Ilapirema de Cima, da co-
marca de Goianna dous escravos, um de nome Joa-
quim, crioulo, que representa ter 30 annosde idade,
altura regular, lem por coalume erobringar-se, e foi
esrravo de Jos lo Reg Lima, que o recebeu em
Eagamenlo, morador em barreno- ; Benedicto,lam-
cm crioulo, representa ter 24 annos de idade, he
reforrado do corpo, principia agora barbar, e oi
escravo de Manoel Serafim, lavrador do engeuho J11-
rissaca : roga-sc as ouloridades poticlaes ou capilaes *
de C3mpo, de os apprehender e leva-loa a dilo ence- *
iihn, ou nesla prasa na rua Direita n. 14, que sero
recompensados generosamente.
Jote Pinto da Costa.
IOO9OOO de gralificarao.
Desappareceu no.dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ler 30 a 35 annos, pouco mais ou menos,
nasrido em Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, he
muilo ladino, cosluma trocar o nome e inlilular-se
forro; foi preso emlins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Seriuhaem, com 1 T
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
medido para a cadeia desta cidade a ordem do Ulm.
Sr. desembareador chefe de polica com ollicio de2de
Janeiro de 1852 se verHlcou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Saiil'Anna, morador
noensenho Caite, la comarca de Santo Anlao, do
poder de qaem desappareceu, e sendo outra vez cap-
turado e rccolhido a cadeia desta rielado em91e
agosto, foi ah embargado por execucao de Jos Dias
da Silva Cuimarilcs, c ltimamente arrematado era
piara publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mmno mez pelo abaixo assisnado. Os
-i'-11 ic- sin ns seguinlcs: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e rarapinha-
dos, cor amulatada, olhos cscurus. nariz grande e
grosso, lieicos grossos, o semblante feebadn, bem bar-
bado, com todos os denles na frente : roga se, por-
lanlo, as autoridades poliriaes, capilaes de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprehendcrem c
iiiand.irem nesla prara do Recife, na rua larga do
Rosario n. I i. que recbenlo a gralificaso cima le
IOO3OOO ; assim como proleslo contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel d Almeida Lopes.
CINCOtNTA MIL REIS DE GRATIPICACAO.
Desappareceu 110 dia 6 de novembro, Benedicta,
de 14 annos de idade, vesga, cor acaboclada ; levou
um vestido de chita com listras, cor de rosa e de caf,
e nitro tambem de chita branca cnm palmes, um
lenco amarello no pescoco j desbotado : quem a
apprehender, conduza-a ,i Apipncoa^jio Oileiro, em
rasa de Joao Leite de Azevedo, ou 10 Recife. na
prasa do Corpo Sanio n. 17, que receber a gralifi-
eacao cima.
PERN.: TYP. DE M. DE FAHIA. 1854

i
>
MUTIL ADO


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