Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01245


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Full Text
ANNO XXX. N. 292.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
QUINTA FEIRA .21 DE DEZEMBRO DE 1854.
------.------
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptot.
MM*>
AMBUGO
K\t:.\RREG.VIK>S U.V SLltSCRII'C.A'O.
Rcoife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiru, o Sr. Joao Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Dnprnd; Macei, O Sr. Joaquim Bernanlode Men-
doiuja Parahiha, oSr. Gervazio Vctor da Nalivi-
dade ; Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira ;Araca-
ly, o Sr. AntoniodeLemosBraga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhiio, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
caminos.
Sobre Londres, 27 3/4 a 28 d. por 13S000.
Pars, 312 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acijocs do banco 40 0/0 de premio.
da coinpanbia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 3 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Onras hespanholas* .
Moedas de 60400 velhas.
J de 65100 nova*.
de 45000. .
Prata.Patacoes brasileos. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
299000
160000
169000
90000
19940
19940
10860
PARTIDA DOSCORRKIOS.
Olimla, todos os dias.
Cantar, Bonito c Garanhans nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, lioa-Vista, EscOuricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feirs.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
I'ltEAMAR DE MOJE.
Primeira s 6 boras e 6 minutos da manbaa.
Segunda s 6 boras e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Rolacao, terras-feiras e sabbados.'
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 boras.
Juizo de orpbiios, segundas e quintas s 10 boras.
1" vara do civel, segundas e sextas ao mciodia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio da.
Dczbr.
epmemerioes.
4 Lua cbnia ao 1 minutos o 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarlo niinguante s 3 boras, 43
minutse 48 segundos da larde.
19 Lua nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da larde.
26 Quarlo crescenle a 1 hora, 21 mi-
nutos e 48segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
18 Segunda. S. Espiridio c. ; S. Tlieotiino m.
19 Terca. S. Daro m. ; S. Fausia ; S. Paulilo.
20 (.loarla. Jejiiiu (Tmporas Vigilia) S. Liberato.
21 Quinta. S Thom Ap. ; S. Themistocte m.
22 Sexta. Jejum (Tmporas) S- Honorato m.
23 Sabbado. Jejum (Tmporas) S. Servlo adv.
24 Domingo. 4.* do Advento. S. Dellino b.; 5.
Tbarsila m.; S. Germina mm. S. Zeuobiu.
PARTE OFFICIAL._____
GOVEBNO Da PROVINCIA.
Illm. e Exm. Sr.Na obstante j ler por diver-
sas vezes levada ao conhecimenlo do Exm. Sr. mi-
nistro da u-lica algumas das importantes deligencia*
3ue nesta provincia lem fcilo o* commandanles dos
eslacamentos volantes, jolgo de iiieu dever recapi-
tula-las ein ollicio especial a V. Exc, afina de que
o governo imperial Ihes di a ilevida apreciadlo.
Principiarei mencionando o dislineto eapilA de
arlilharia a p Cario* de Murara CamisAo, que che-
gando i villa do Konito em 7 dejunho do anno pas-
sadn, por occasiao da occurrcncia, que rommuniquei
ao Exm. Sr. ministro da jutlica, Iiaviila entre u al-
feres J.wo Bibiano de Castra e o supplenle do dele-
gado Pedro Ferreira I.eile, pnrl mi -- t om innilo li-
no c dedicarlo, restabelecendo a tranquiliilade na-
queile lugar.
Encarregado de perenrrer com o scu destacamento
as comarcas'do Brejo, Bonito e Garantan*, lem pro-
cedido com tanta aclividade c solliriliiJc que me re-
solv a nomea-lo delegado da ultima das ditas en-
marca, onde cada vez mais se lem lomado digno da
confianza do governo, pela* continuadas diligencia'
e lougas excurroes, na* quaes ha conseguido captu-
ra* 135 crimiuo-os. sendo 67 di; morle, IGdesrrlo-
res o oulros de differenles Crimea; c apprelieiidiilo
grande porco de arnuiinculu, que lem remellido
para a capital.
O major JoAo Nepo.-nuceni da Silva Portetla nAo
lie mdiios digno de consideradlo. Cominandanle do
destacamento de Paje de Flores c 'leles-ido dos ter-
mos da Villa-Bella eTacaral, p'rscguio disper-
sou o grupo do criminoso Jo* Anlonio Pereira. sem
deitar de haver concomdo pira fazer desapparece-
rem daquellas paragen* as repelida* desorden* de
que eram lliealro, como V. Exr. nlo ignora ; de mo-
do que as parles mema-, do respectivo promotor
j lioje uAo se mencionan! os fados criminosos, que
quasi cada momento se deniinciavam ein nutras
datan. Tero o major Portella felo muilas diligen-
cia e exrurees, sempre com prudencia e aclivida-
de. e apprelieiidido muilo armamento, e capturado
-"I criminosos, dos quaes 19 san de morle. A pre-
senta de sua Torca deu causa a enlregarem-se pri-
ao 17 delinqueutes, sendo 9 de morle.
A esle digno oili -inl muito ajudou o diligente al-
teres Jos Joaquim Capislrami, encarregado das di-
ligencias mais iuiportanies, de que sempre lera mui
boas contas.
O capitito Manoel dcCampos I.eile Ponteado, com-
mandanle do destacamento da lina- Vi-l.i c Ouricury
pela sua prudencia e discric,Ao rnereceu-me a no-
meacao de delegado do termo da Boa-Vista, cargo
que a mea ver vai dc*inpoiiliando satisfactoria-
mente. Nao obstante urna represen I arlo que contra
elle me lora dirigida, lenlio recebido varios nflicios
de diversas autoridades daquelle tusar, e infirma-
riles de pessoas fidedignas abonando o seu compor-
tamculo, e pedindo a sua conservarlo. O que lie
certo li9 que elie lem sido incestante em perseguir
criminn*os, cnnseguindn capturar i';, sendo s le
mora, alm de desertores e appreliendido algum ar-
gumento.
O capitn Francisco Antonio de Suuzn Camis.lo,
dolado de genio pacifico e conciliador, muito con-
correo para acalmar as discordias que infelizmente
reinavam em Nazarelh. a onde chegou 2 de maio
do anuo passado, para subsliluirao alteres Scipiao.
Percorreudo a* comarcas de Nazarelli e Goianna.
(em appreheudido muito armamento c capturado !l
criminosos, biiiIo 12 desertores. Em su**diligen-
cias em Goianna lia sido mailn auxijiado pelo aK^res
do 9. b.ilalbao do caladores Mo do Azevedo do
Na'cimenlo, subdelegado e commandanle do desta-
camento do Tinliaba e Moco., lunar oulr'ora de
turliuleicias a assassinalos, e liojo |iur elle mui bem
policiado.
O raailfto ilo batalh.lo de fu/.ileirosManoel da Co-
lilla Wanderley l.ins, aclivn e diligente quando es-
leve no cumulando do destacamento volunte de P.io
d'Alhn e Limoeiro, fjj removido para o Rio Formo
i>, e a|t exerecu o lugar de delegado de policia,
com bastante zelo, apprebendcu grande pnrcao de
armamuntu, caplurnu 27 criminosos, sendo 12 de
morle, o muito- desertores.
Em todas estas diligencias be jo.'.ira confessar,
que miiiloi agentes de policia leem secundado os
bons desejos dos commandanle* dos destacamento*,
conlribuindo para que sejam condecidos os crimino-
sos, e inesmo ajndando-os com a sua autoridad po-
licial, actualmente mais enrgica e animada.
Dando V. Exc. < nuliecim oilo do oceurrido, con*
tribuo ao mesmti lempo para que o governo imperial
coubec. o bous servidores que lem no eserciln, e
que tanto bao concurrido para a repres*Ao e perse-
guirao ilo crime nesla provincia.
Dos guarde i V. Exc. Palacio do governo de
l'eroamhuco, 13 de dezembro de 18>4.Illm. e
Ex. Sr. Pedro de Alcntara Kellegarde, ministro e
secretario de estado dos negocios da guerra.
Jote Benlo da Canhn e Figueiredo
COMBANDO DAS ARMAS
Qnarlol do comisando daa armas da Paraam-
bacci, na aislada do Recite, em 20 de dezem-
bro da 1854.
OHDEM DO DA N. 189.
O coronel commandanle das armas inlorino, lem
observado que a despeilo das ordens dodia. eilc
principio* de disciplina que cumprc rigorosamente
mauter algumas pracas dos carpos doexcrcito aquies-
laciona los.e das cornpanbias lixas, se apresenlam de-
suniforinisadas com as sobrecasaca* inlciramenle
aherlas. ou tediadas por um ou dous boloes, e at
com ellas rasgadas.
0*s Srs. coinmandanles dos mesmos corpos e com-
panliias nao se pn lem sublrahir a rsponsabilidade,
proveni ule de fallas de-la nalureza, porque devem
vigiar iiiuilude perto. que as ordens lenbain perfei-
la i'>eciii;.io : chama por tanto o coronel coinman-
danles das armas a aliento dos mesmos Sr. com-
m unanles para o exposlu, cspciamlo que no futuro
se nao roprodozam dita* faltas.
As.ignado.Manoel Muni: Tacares.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajailante de
ordens cncarregado do detalbe.
EXTERIOR.
()s pery^dicos e as correspondencias de Madrid oc-
cupam-e summamenle do que cliamam o manifest
lo general Allende Salazar, ministro da marinha, o
/
^ 0 CAMILO DO DEVER.^>
Por A. de Rrrii.ifil.
CAPITULO DCIMO ITAVO.
a A haulle montee le faix encombre.
(Antigo proverbio.)
a Ainti ta qui amors mainc.
(Henriquede Auilelv, l.e Ui d'Arislnte.)
CConlinuarao.!
As ultimas palavras de Kigaud linham impressin-
uado a Gaslo. e voltavam-lhe iiicessanloineulc a
memoria. As palavras de dever e de toliridade va-
gavam-llie a caita instante no* labios, c elle fallava
romsigo me-ino com lodos os eepirilos fortemente
prcoecupado*.
A folicidaile I dizia j ha linda llicidade oara
mini ? O dever !... poderei cumpri-ln jamis? Ber-
llia inesmo nAo me pruliibio aspirar a niio da irmaa,
c agora nao seria i*so nina e*pccic do sacrilegio ?...
Nao. nao posso amar Alice... nAo devn ama-la.
Assim muilas vezes a vnnlaile iuipoudo ao cora-
co i din ili> de litar un de lulo amar, altera-llie ou
liiodiliiM-lhe as aspirare*. A' torca de pensar que
una cou*a be iiupns*ivcl. acaba-sc com efleilo por
lorua-la lal. Tarta acaso a patito do Gatttd por ma-
dama de Molan una tempera do aro, que rcislisse
a lo los os cnoqoes e a lodos os eiforcos'.' Nao en-
Irai'iam a imaginaeao, a inedilarao c a poesia mais
do que o amor na eampe*ifSa dasee fermento arra-
lo, qus rrvia-lbc no fundo" d'alma ? GasOo n.lo l'a-
zia a si somclbanle pergunla. porqiui se podse fa-
/.<-!, duvldoria de seu amor, c dovidar do amor e-
quivale a nflo experimenla-lo mais; porm dizia
comsisn:
u-i devo amar Alice.
Dahi pira iiM^tier a phra*c e dizer o contrario
liavia mais Lyoliila le do que elle pemava. Kigaud
linli i-llie feilo enmprebender que seu dever era ca-
tar com fila, e comquanlo o mancebo se c*forca.*sc
"() Video Otario n. 291.
qual, leudo sido eleito deputado as corle* por urna
das provincias da Biscaia julgou a proposito dirigir
os seos agradccimentns ao* respectivos eleitores, e
aproveitou e*ta occa*iao para exprimir sontimentns
e opinioes que na verdade sao inconiiliaveis com a
forma monsrehica do governo da llespanba, e que
silo urna vcriladcira prcvaricacAoila parte de om mi-
nistro da rainha Isabel. A caria do general Salazar
causn em toda a llespanlia urna dolorosa sorpreza a
os peridicos, soinenlo com aiguma* excepcoes. e
lem censurado. Com edeilo nada be mais elranbo
e nada cararlerisa melbor a siluacao daquelle paiz.
Hcproduzmns lexlualmenle as passageii* secuinles
para que lodo* pussam formar osen juizo:
Eseu'ai a voz daquelle que ollia coma seus os
vssus proprios intereses, daquelle que ueulium
proveito tirar jamis d'cssas revolucoe* que causan!
a miseria de un grando nuineru e salisfazcm nica-
mente a ambicao itlcgilima c a cobica de alguns.
ii lioje nao existe na llespanba pessoa aiguma
que ameace vossos privilegios. Um so homein pre-
tende perturbar a tranquilidade de que gozaes ; esle
bomem qoer servir-se da vos como de um instru-
mento para lomar a coroa que ambiciona.
it Sua cans nao be a vosea. Que vos importa o
monarclia que reina sobre Castella? (Jue vos importa
o governo que convir a llespanba escollier para si?
I'ermanccei trauquiPos! c que seja a baudeira qual-
quei que seja a principe que faca un appello a vosa
bravura. nAo empannaifl jamis as arma*. Kespei-
tai aquillo que emana do governo constituido em
llespanba. qualquer que elle seja, com lauto que
reaprite lambem os vosso* usos e os vossos autigos
cnslumes.
O paiz ila Biscaia deve ser completamente indifle-
renle a respeito da qoesUo dxnaslica que leve sua
solueno us campos du Vergara. scus filbos nao de-
vem derramar nunca um i s gota de sangue por um
monareba qualquer que elle seja, porem esse mangue
precioso que corre em suas veias, devem derrama-lo
al a ollima gola no (lia em que alguem anear des-
cunbecer os dircitos e o privilegios da Biscaia. Nes-
la dia. repito, vo* me Veris ao vosso lado. Bem sa-
bis que Jos Allende Salazar, VOMO novo deputado
s corles, nunca falln i sua palavra, nem a* suas
promessas.
Ve-se segundo o pensamcnlo de M. Allend Sala-
zar, que as cortes consliluinle* sao chamadas a dar
a Hespanba o governo que Ibes convier, e que a
quesl" dynastira be desliluiln de Inda a imporlan-
cia. lie diflicil conciliar scmelbanle* deelaraees
com o que se le no manifest dos motivo* que prece-
der.im o decreta da convocatao das curies.
As corles consliluintes sern sem duvida em
IR*ii um novo Uco entre o tbrouo e o povo entre a
lilienl.nl- c a dynaslia. nlijecles estes que nao podem
entrar em discussAo. punios sobre os quaes o gober-
n n.lo admiti nem duvida nem conleslacao.
Eeste documenlo traz a assignaturade M. Salazar
U que augmenta a gravidade du procedimenlo
d'este ministro, he elle amigo particular do mare-
cbal Espartero, lie pnssuir (oda a sua confianza, he
lulo separar-se jamis de Espartero as diliheracoes
do coux'llio dos ministros, be ler sido m* occasies
mais delicadas o ageulc e orgiln do inesmo. No
me i de julbo, quando a rainha Isabel resolvou-se a
chamar o manchal Espartero e enlregar-lbe a presi-
dencia do cnnsclbo, o maicchal antes do acceitar
quiz propor as suas condiees; para faze-las conhe-
cer envin M. Salazar a Madrid: ale fui admillido
junio da rainha. e fallou-llic em urna liiiguagem liln
falla de respeilo que a rainha derramou nlguuias la-
grima*, sendo elle chamado ordein o a decencia
pelo velllo general Evaristo Sao Miguel, que eslava
prsenle na audiencia oque fui um dua principar*
autores da rcvuluco. M. Salazar nao mudou de
procedimenlo.
Entretanto olio nem sempre foi projressi-la: cm
IS.17 servia nono ullh'ial no exeivilo do noria que
era coinmaiidado pelo general Espartero. Os carli*-
las arabavaui de apoderare de Segovia; o mi-
nistro procarava expelli-loa c nada ora mai* Toril:
de repente urna insurreie.'io leve lugar entre os olli-
ciaes do excrcito, e os insurgidos manifeslaram ao
seu general que nao linham roulianea nos ministros
da rainha, e que convinha que oulros fossem esco-
Ihidos.
O general ceden, e marchou immediatamente pa-
ra Madrid. M. Calalrava c seus collcga* pciliram a
sua demissao; o general Espartero foi (lomeado mi-
nistro da guerra e presidente do cousrlho. M. Sa-
lazar n3o( foi do numero dos ofiiciaes insurgido*;
suasopine. eram alisolutistas; seguio-se um duelo
no qual elle recebeu una grave ferida, c esta cir-
cumslancia fe/, com que contrahisse intimas rrla-
es com o general que o nomeou seu ajudanle de
campo.
O ministerio oceupou-se summanente do mani-
fest de M. Allende Salazar, e a manira quiz que o
ministro fo*se iinmedialaniente demillido, era o n-
nico partido conveniente que havia a tomar; porem
o manchal E*parlero nao fui d'este parecer, e M.
Salazar couservou a pasla. imaginou-sc um meio
singular para justificar urna desordem semethante :
date ae que convrnha distinguir o deputado do mi-
nistro; que o deputado escrevera com luda a inde-
pendencia de sua conscicncia; que as qnestes por
elles usrilados eram da alea.la das corle*, cujas dispo-
sic,ocs ninsuem linha u dircito de antecipar, e que
portaulo rouviuba que lodos conservassem suas po-
siees al as deci-c .la atsrmblea.
Se a assemblea der razie a M. Salazar, o ma-
rechal Espartero formar um ministerio que se i-
denlilicar com a maioria; porem un caso eonlrario,
M. Salazar rclirar-se-ha. E lie islo precisamente
o que previramos: asaudaciosasemprezas da mino-
ria e as fraque/as da maioria. M. Salazar n.lo OC-
cuita-se, he u adversariu da rainha c o inimigo das
insliliiices moiiarchica*, enleudc que toda* as qnes-
loes devem ser encelada! as discu'sfias das corles,
cinlim que as corles podem vnulade abaler o thro-
no de Isabel pira lcvanlar outro, e al niesina pro-
clamar a repblica. Todos os seus collegas ra de
opiniao contraria, excepto talvez um s c todava
mngtiem lem a coragem de defender nesla* circurns-
lanrias o principio inonarcliico. Eis poi* esle prin-
cipio entregue sem drfezl aos ataques de M. Salazar
e de seus amigos. A*sim coineram a ser juslifi-
cadae as uossas apprehensOes sobre o futuro da lles-
panba.
Ellas sao alm diso confirmadas lodos os dias pe-
las tristes nolirial que recebemos directamente : a
nuloriilade real he posta constantemente em disco
silo c j naa existe para coma pes*oa da rainha, nem
o respeito, nem a consideradlo, nem as allence* que
silo devidas sua posieAo, ao sen sexo c sua moci-
dade. Por occasiao da prxima reuniAo das corles.
por nao ver no crilico seno o personagem zombe-
leiro, que Mr. de Saulieu tanto temia, (odavia n.lo
poda dissiinular a si mesmo que csse hnincm jovial
linha pensamenlo* unhres, c compreheudia todas as
graduacoe* do dever como o moralista mais hbil,
ou melhor ainda, como o casuista mais c*clarccido.
Pouco a pouco a idea do dever a cumprir tornou-
sc-lhe menos odiosa, c menos penivel, forra de en-
cara-la, familiarisuu-sc com ella, o viudo misturar-
se rom os diversus pensamentos que fermcnlavam
nellc nina ponliuha de piedade, nao de recouhe-
cimentu para com a rapariga que poda ania-lo,
(( q.uc talvez o amava o mancebo achnu-sc inni-
lo menos hostil a* inspirardes de Kigaud quando sa-
bio da flurrsld, do que no momento cm qoe en-
trara.
Urna vasta planicie estendia-se dianlc de seus
olho*. A" vista des*es campes semea.ios de aveia
dnuraila, elle lembrou-se das centaureas que Bertha
pedir para Alice. A ditliculdade era percorrer os
campos suslendo Zcgris pela rodea ; mas felizmente
encontrn una rapariga aldeaa que apasccnlava
unas vaccas nos regos do camiuho. /egris anexar de
seu sauguc generoso era um animal mui manso, e
alm diaso as raparigas dos campns lulo sao l.io novi-
ra* que nao saiham milito bem inauler om ravalln
no* limite* do respeilo que Ibes he devido. Esta li-
nha o temblante vivo, o olhar maligno c os labios
altivo*. Encarreaou-fa de boa vontade de sualenlar
/.egris, cinquatilo Gaslo ia colher eu ramulhele nos
campos de aveia mai* prximo*.
As centaureas eram raras," e a operaran exigi
mais lempo do que elle linha suppotn. Quando vol-
lou, acliou Zegria pastando Iranquill Hlenle entre as
dirs vareas -em estem inhar milita humiihaeao por
se niel ha ule sociealade.
Ah! ah! aii! dissea rapariga vendo a* flores|
na mao de tiaslao, se o senhor me hoiivesse dilo is- j
so, eu Ihc Jcria ido buscar um feixe.
Obrixado, responden GaaUo; mas eu mesmo
queria colbc-la*.
Bem *ei. torneo ella com um sorriso inlelli-
gcnlo e maligno; mas nao dira senliora Bertha
que era eu que as linha rolhido!
Mr. de Chavillj coren, pois vnllaram-lhe me-
moria as palavra* de Bigaud ; mas senlio a necessi-
dade de conler-se e de Iludir a perspicacia da ra-
pariga.
Como sabes, disse elle repentinamente, que es-
las llore* sao para a senliora Bertha .'
Oh sei porque vi o senhor dar-lhe outro ramo
inleiramenle igual.
Que prova isso ?
suscilaram-sc estas perigosxs qnestes : Em que for-
ma sera feila abertura da ttalo 1 A rainha ser
representada ahi por aiguma cousa? Pronunciar
ella o discurso ? A quem sera confiada a redarcilo
desle discurso ? l)ccidio-se que haveria urna *e-ao
de abertura real, que a rainha pronunciara um dis-
curso, que este discurso seria preparado palo con-
selho dos mini-tros e suhmellido apprnvacAo da
rainha. Porm estas resolures mouarchias nao fo-
ram adoptadas semdilliruldades; ellas encontraran!
urna viva resistencia no seio do ministerio e fra
dalle.
O partido democrtico, que trabalba com ardor
na ruina do Ihronu e*labeleceu como regra geralque
convinha excluir rainha de toda c qualquer parli-
riparao nos li-aliallm* da assemblea ; e foi por isso
que se oppoz a que o governo lomasse a iniciativa
do projeclo da futura cnnsliluirjlo.
Ilepois de ter triumphado nesla primeira quesiao,
appresentou outra pretendo : quiz supprimir a ses-
sao real ila aberlura ou ao menos a presenca da
rainha nesla sessao. e por na horca do inarechal
Esparlern o di*curo da inaugurarlo. Assim con-
seguira elle um fin duplico, porque despojara a
rainha da sua auloridade real, e concentrara o exer-
cicio desla na pessoa do antigo regente. O* deputa-
dos e o publico accoslumar-sc-liiam a passar sem a
rainha e seria restaurado o anligo governo da inare-
chal. Era esle um poni capital. dava-*c alie mui-
la importancia, e o proprio duque da Victoria o de-
sejava pesaoalineot, em quanlo que o marechal
O' Donnel c a maior parle dos ministros eram de
opiniao que a rainha devia muslrar-*c com todo o
brillio nessa occasiao solemne, lano mais quanlo
a sua ausencia cria enlerprelada como um romero
do abdicaran, ou quando menos como una especie
de prolcslarao. Era esle o parecer unnime dos
amigos da rainha e de todos aquello* que tem per-
manecido liis i causa da monarebia constitucio-
nal ; era lambem csse o pensamento da rainha que
linha apprcciado com urna sagacidade singular a
importancia da queshlo, e que eslava decidida a
defender enrgicamente as prerogalivas da sua co-
rea. A rainha lixara rerenlemeuie a sua residen-
cia no Prado, onde leuciuna licar at ao m do mez
de novemhro.
Julgou-se que eslaria melhor em Madrid, e ella
comprehendeu que por todas as especies de razoes
devia ollar para a sua capital, e eslahellecer-se no
meio dos seus subditos, approximar-sc assim da sede
da assemblea, da qual procuravam app->rla-la. Es-
ta resolurAo ronlrariava os designios dos revolucio-
narios. O mesmo marechal Espartero fez numero-
sa* ohjecoes; porem a rainha iusisliu, e como o ma-
rechal se obstinaste, ella dcclarou-lhe com lauta
firmeza quanla diguidade que linha maduramente
refleclido e que queria vollar para Madrid, que o
queria formalmente e que s a violencia a poderia
impedir. i>
Ficava empre o ponto importante para decidir-se,
he, isto rcslava saber-se se haveria se-sao real e dis-
curso de aberlura. O conselho hesitava, porque a
maioria dos ministro* nao abandonava a sua opini-
ao. Eniao o duque da Victoria dirigio-se rainha,
ilisculindo directamente com ella, e empregando pa-
ra persuadi-la lodos os seus recursos e lodos os seus
meio*. Tudo foi baldado.
He provavel entretanto que elle livesse vencido,
se a rainha nao enconlrasse um poderoso aocrorr
na intervenidlo do ministro da Inglaterra: Dizem
em Madrid qu algitnia* palavras de lord Howden
prndiiziram urna profunda impressAo no espirito do
duque da Victoria, e que ao* hons ollicio* desle a-
geule diplomtico h- que allrihue-se a feliz solurflo
que leve esla importante queslao.
Escrevem-nos que n,lo se Irata mai* da queslao da
aiiilicacaWAt rainha ; os parllos rcxolurie-narios a
de*ejavam-na e esperavam. e esles partidos linham
razio : a rainha mudou de parecer e fortificou-sc,
po*to que lulo di*simule ucuhuma das dilliculdades
de sua situaran. No meio de una popularan lid e
dedicada, porm inerte, agita-se um pequeo nume-
ro de perturbadores que silo capazes de ludo, nin-
guem o ignara em Madrid; porem lodos esperam
que a rainha permanecer firme nu scu posto de pe-
rigo e que nAo abandonara nem sua lilha- nem seus
subditos. Entretanto suscilam-se-lhe todas as es-
pecies de desgoslo* e de privaees : soa correspon-
dencia he interceptada, as carias qoe escreve sao li-
llas antes de sercm remedidas ao seu deslino, e a-
quellas que Ihe sao dirigidas sao abertas anles que
a* receba ; seu palacio soflreu una modificaco com-
pleta, os seus mais antigo* criados foram substitui-
dos, ainda mesmo aquelles que tiveram os primeiros
cuidados da sua infancia ; ella nao tem mais em ro-
lla de si sean pessoas desconhecidas ou nial inten-
cionadas.
Nada be mais doloroso do que o quadro que nos
pinlam das calamidades qoe pezam sobre a popula-
dlo de Madrid : rala arha-se entregue mais pro-
funda mis-ria. t) Irahalho desappareccu, a aclivi-
dade commercial extingui ta, as classes elevadas
que derramam a abaslanca as grandes cida-
des, aiiseulanim-se ; a mesma caridade parece es-
gotada.
O governo prcoccupa-sc com razan desle estado
de cousas cujo termo ninguem sabe qual ser.e que
pode produzir novas e terriveis catastrophes.
O governo recebeu rccenlemeule um aviso i m por-
tante a respeito de um assumplo grave pelo qual n-
quiela-se com razio. Os ministros do governo dos
F.slados-Cnido* accredilados junto dos principara
gahiuer* da Europa reuniram-se reccnlcmenle em
urna conferencia que leve lugar em Oslendc. para
Iralarem a respeilo das informaces que o gabinete
de Washington Ihes pedio solire o projeclo de urna
invasao mais ou menos prxima na ilha de Cuba.
Parece que cssra minislros anles de separarem-se,
concordaram sohre os pontos priucipaes de urna res-
po-la, cuja conrlusu ser propria para animar as
empieza* que se quizerem tentar sobre a colonia
hespanhola.
^^_^ (J. (les Debis.)
A RBACCAO ABSOLUTISTA NA DINAMARCA.
O pai lamento dinamarquez acaba de ser dissolvi-
do, no da 2() de oulubro Ires semanas siimenle de-
poisda sua nova reuniao. Todos previam este no-
vo episodio da crise parlamentar na Dinamarca. Um
funesto equivoco prolongou debales que pozeram em
perico a existencia daquelle pequeo reino, o qual
perigo s a diplomacia occidental sera capaz de fa-
zer ce**ar. J,i temo* exposlo por diversas occasies
nesla llevistaocomolravou-se esta incilrirnvel ques-
lao diuaiuarqueza c por iso dc'xamos de referir aqu
u sen principio. Em lim lodos devem lemhrar-se de
que ein IKI8 o rei Frederico outorgou Dinamarca
urna constituirn mui liberal, a qual foi puhlirada
Essa he boa, senhor, diz-sena nossa aldeia que
um rapaz nao da llores scnAo sua namorada.
GaslAo saltn como se livesse pisado una cobra.
Se livesse ouvido smenle sna colera-leria feilo a ra-
pariga entrar na razio por algiuna aniei^a enrgi-
ca ; mus refleclindo que assim fornereria s linguas
da aldeia um novo elemento para malicioso* com-
mentarios, conleve-se, c soubc mesmo afieclar um
sorriso de /.ombaria.
Engauas-le. disse elle, c com leus lindos olhos
bullanle* nao v* claramente. Esle ramalhele co-
Ihi-o para ti. c dnu-le.
Oh! oh oh! o senhor quer gracejar, lornoii
a rapariga retirando a m.lo morena, cm que Gashlo
mellia i forra o ramalhele de cenluurcas.
Nao, oh! nAo he gracejo, disse elle rangendo
os denles, loma, loma.
E como a medida que se adiantava, a rapariga re-
cuava rindo, elle lancou-lbe as flores no roslo, o
que a pastura de vaccas achou de nina galanlaria ex
cetlenle; puis enlrou a rir mais do que nunca.
Tanto para resgalar eu muvimeulu de impacien-
cia como para pagar o Irabalho da mora, GaslAo
melleii-lhe na man, a qual desla vez ella "o*qucreu-
se de retirar, nina moeda anas grande, que pode
ser vista com os olhos arregalado*.
Mas, tornoii a rapariga mudando a Mr. de
Chavillj rom una breve reverencia, e lancando-lho
alravez de suas longas palpehras um olhar'malignn,
nAo direi madama de Saulieu que o senhor den-
me flores como a ella.
Ainda!... M.ddila jejas lo c las flores! ex-
clamen Gaallo tornando a montar.
Dos u ahencoe respondeu a rapariga,
(inmediatamente rila pas-uu o fo*so da estrada, e
fez vollar as Xacia*, as quaes durante a conversa-
ran haviam lomado aiguma liberdade no campo do
viziuho.
_ Esla rapariga he melhor do queco, mamaron
(iaslao relirando-se, maldigo-a. e ella chaina sohre
mim as heneaos do reo. Dees a ouca !
O mancebo continen u ramiuha passo, para fa-
vorecer o curso de suas rcflcxes, as quaes es*e epi-
sodio de viagem lomara mais penivei*. As palavras
da camponeza vinhant corroborar o dilo de Mr. Ki-
gaud ; era pois. verdade que sua asaiduidade junio
de madama de Saulieu, as mil preferencias com que
um homein Irata o ohjeclo amado, e os mesmos es-
torbos que ello /.era jiara dissiinular sua louca pai-
xAo s linham terminado em toma-la mais evidente
a todos os olhns, e em compromelter a mor;a no ex-
terior.
Os conselhos do Mr, Kigaud vollavam-lhc enlAo
nu auno seguinte. Como os ducados de Caueubuos-
go, Sleswig e llolslein acl avam-se nessa poca em
[dena insurreicAo e oceupados pelo exercilo pru*sia-
uo. cmplice da revnlla, a consliluicAo nao leve ef-
feilo imuicdiatamcntc nos tres paizes ; fez-se appli-
cacao della smente no reino propriamenlc dilo, islo
he, na Jullandia e as ilhas. Os amigos das insli-
luinie- liberara esperavam que, terminada a guerra,
os ducados, ao menos o de Sleswig, Ierra scamlina-
va c dinamarqueza, gozariam do beneficio dessa
constiluic.lo ; porm sua* e*perancas foram illudi-
das, gracas a reaeco europi'a que manifeslou-*e de
1850 a 18.V2, c os negociadore* allemaes hnpozot
ram ao governo dinamarqaez o duplico encargo de
governar os dous ducados de Sleswig e liol*lein pelas
iusliluiroes absoltitislas petas quaes eram regidos
anles da guerra, e de unir as diversas parles da mn-
narrhia por urna constituidlo commum. A primei-
ra deslas duas promessa* causou ao partido consti-
tucional urna amarga deccpcAo; pelo que respeila *
segunda, pareceu-lhc que nlo podia ser realizada
senAo sacrilicando-sc a cnnsliluican de ISi'.l. AIU-
hlirarao real de 28 de Janeiro de 18J2 prorlamnua
firme inlcncAo de realizar as condirfs imposta* do
exterior, eo acto de 96de julho de I8.V comernn a
po-las em execucAo. O que seria a lei fundamental
no meio dessa tentativa de organisarAo. Em vez de
eslciuler-seaos ducados, achava-se limitada ao pon-
to de nAo ser scnAo a caria particular de urna pro-
vincia da monarebia ; as cmaras do parlamento di-
namarquez nada mais scriam do que umn simples
representadlo local, pelo mesmo titulo que os estados
de rada um dos ducados.
Os ilepulados dinamarquezes manifestaran! que
urna alleracAo semelhanle uilo podia ser feila sem o
sen consciilimeulo, e que a consliluicAo commum,
qualquer que ella fosse, nAo podia ser publicada an-
tes que fossa previamente discutida por elle*, islo he
que nAo aceitariam a huiniliac.in que se Ibes que-
ria impr, e que o acto de 26 de julho 1851 era ana
*eus olhos um ai tenia ln cunlra a lei fundamenlal da
Dinamarca. Todos devem"lembrar-se de qoe duran-
te a ultima sessAo terminada no dia 21 de marco do
corrente anuo, as duas cmaras por um lado, e os
eleitores por oulro, dirigiram ao rei protestos con-
tra o ".aldete e pediram a soa demis*ao ; ludo foi
inotil. As elcici'ies seguintes apprescularam urna
grande maioria contra o ministerio, e quando a* no-
vas cmaras reuniram-se no comeco de oulubro,
anniinciaram desde a primeira sessao a inteuco de
resistir alierlamcnte.
Tres i amiuhns legacs oflercciam-se sua esculla :
urna pelicao ao rei, aecusacao dos ministros e regei-
cao dos imposto*. Elles julgaram que deviam cm-
pregar os dous primeiros meios juntamente, unpara
Iravar una lula decidida conlra o gabinete, e oulro
para explicar o seu procedimenlo .e prevenir no es-
pirilo do no Ind.is as inierprrlaces nocivas, porque
nina colisa digna de oliservacao nesla crise consli-
tucional he o respeito inalleravet que as cmaras
dinamarqurzas teraconslantementc tcslemunhado ao
rei c a legalidade.
A pelicao leve lugar na resposia falla do Ihrono,
que lulo foi oulro rousa lenSO um novo mauircsln da
publica ministerial. Ella loi feila com firmeza, po-
rem com umita moderaran. Dizia que a conslilui-
eio commum piiblicada'a 26 de julho devia ler sido
siihmellida approvarAo autecipada das cmaras, e
que a constituirlo de'de junho de 189 nao devia
ser modificada senao de conlormidade com o arligo
100 desla mcsina constiluico, isto be, com o con-
senUaMMlto das duas cmaras. O aclo de 2i de ju-
lho linha violado pois alierlamcnte a lei funda-
mea lal.
Finalmente a represculacAo nacional desejava
lambem Contribuir para a diflinl obra da con.liliii-
ean coiuuiuin ; porm ella inanifestava o de-e-o (ao
mal ilc que os durados nlo fosem privados actual-
menlc das in-liluireslibones que oinc*mo re ape-
nas prometiera couceder-lhe*. o principalmente que
o reino da Dinamarca nao perdesse pelas disposiees
ou influencia dessa cotisliluicao commum, as vanla-
gens de que ja guzava.
A pelir.lo termiuava recordando qoe jmente o
accordo entra o rei c a narAo salvara alguns anuos
antes a Dinamarca ame.ica la por lodos os lados, e
que presenleuieute lambem s urna perfeila unan
enlre todas as forras do paiz poderia oflerecer a
unir esperanca de salvarAo. As illrgalidades pra-
licadas pelo ministerio lioham rompido esta uniAo ;
era noce*.ario para reslabelece-la que o ministerio
fosse demillido, sendo reparada* as Ilegalidades.
Os protestos dirigidos ao rei pelos depulados c
pelos eleitores nao produziram elleito algum ; nada
mais relava pois Mulo sobmeller os arlos ao
"(ligamento gabinete do tribunal supremo.
M. Tnlein, deputado da segunda cmara, um dos
mais ricos c eslimados propietarios da Dinamarca,
encarregou-c de apresentar e de sustentar essa ae-
cusacao. Elle a fiiudameiitou nAo com a publi-
carlo do co de 26 de judio, ataque directo con-
tra a consliluirAo de 189, o qual se fosse bem suc-
cedido, laucara r. Dinamarca no absolutismo con-
fiando o poder a minislros qoasi irrespunsaveis, co-
mo tamhcm com a lrau*gres*Ao recente de lodas as
leis liscaes. Os minislros da guerra e da marinha
principalmente por occasiao da neulralidade arma-
da transpnzeram a porfa sem nenhuma autorisacAo
das cmaras, lodos os limite* dos seus respectivos
nrramcnlos; nao respeitaram nenhiim direilo cons-
litticion.il. nem Iradiccao aiguma.
lufelizmeiile, ja o temos dilo, um equivoco sin-
gular entre o ministerio o a opposicao laucn no
meio desle dbale urna confusa,! incrivel e altern o
proprio sentido das palavras. Todo* podem avaliar
a queslao pela leitura dos dbales da segunda c-
mara impresso* no Berlingtke Tidende de 12 de ou-
lubro. 0 |e*peclaculo animado dessa assrmhla
que defende os seus direilot e a semelhanca das dis-
cusses que agilam-na com os anligos dbales das
nossas cmaras dAo a esla lula parlameular um rer-
lo ar de nnvidade imprcvisla. Dcpois que M. Tn-
lein expox e mnlivou em longo discurso a sua pro-
posirao que linha por lim acensar lodo o gabinete,
o ministro do interior pedio a palavra. Foi para
elle, om ohjeclo de admirac.lo o ouvir fallar de vio-
lares da ronslituirao. Se eu accrcdilasse. disse
elle que a lei fundamental clava em perigo, unir-
nie-hia immediatamenlc au honrado membru.
NAo rrcio, senhnrcs, que o menor perigo ameace a
lei fundamenlal ; se algum perigo leve ameaea-la
um dia.ese perigo apparecer quando a cmara" es-
rular moees como eslas, que oxeo ion, todos os limi-
te* de sua competencia. O verda.leiro perigo para
a lei fundamental consiste no esqnecimenlo de urna
verdade, islo he, que a consliluicAo dinamarqueza
lal qual foi dada cm 18i9. lal qual a conserva-
ramos com grande prazer. ja nAo existe. O que
ao pensamenlo, e pareciam-lhe mais prudentes tenia
menos amargo*, elle comcrava a coinprehcndcr que
era indispcnsavel urna reparacAo qualquer que fosse ;
mas tenluii imaginar urna que n.lo fuste aquella de
que Ihe fallara u rrilice.
o meio dessas prcqccupac,oes a lembrnnra de Ali-
ce vinba por momentos dislrahi-lo dos sonbos. elle
pergunlava a si inesdjo se a* suspeilas de Kigaud li-
nham fundamento, se com effeito a rapariga conre-
lira por elle alcuina alleicao, e (porque nao o di-
ramos?) essa idea inspiava-lhe um certo seiilimeu-
lo de benevolencia, an qual oaslau leria talvez da-
do o lime de compaix.lo ; mas que cerlamcnle nie-
reria oulro. Arrependia-se de ter cedido lito facil-
mcule a um movimento de despeilo, c ter senieadn
sobre as espadoas morenas de una camponeza cs*as
linda* llores azues, que leriaru dado lauto prazer
rapariga. Cuidava mesmo j rm reparar o mal, e
anda qoe deferase para o dia seguinlc nao queria
privar Atice dessa innocente satisfacao.
A estrada, anles de chegar avenida do easlello,
descrcvia um longo circuito em lomo de um peque-
o bosque. Se Gasl.lo livesse condecido inelhor o lu-
gar teria seguido talvez um alalho que abrevlaxa o
raininho ao menos um i|uarlo de legua ; mas quem
sabe se nao loria adiado o camiiihn muito corlo pa-
ra as suas rellexes? (luanto iiiajsappri'Ximava-se de
Seneuil lauto mais senta a neccssi.lade de lomar
orna determinado, e todava lano mais vaclame
era a sua vontade. Desejava fogir, sna bravura che-
gafa a isso. e uas quesles de amor he j mostrar
nimia roragem reeuar diante do perigo ; mas as
ob*ervaces que Kigaud. Ihc tizer.i, c os cou-ellios
que Ihe dera, abalando-le a dclcrroinacjlo. mercu-
Ibavaiii-un em una cruel incerleza. Nlo sabia mai*
que lizes-r : davil retirar, ou devia licar? Tal era a
iiipl,' pergunla que diriga inccssanlcmrnlc a si ines-
mo, e cuja sducu pareca afaslar-sc n medida iiuc
se approxiinava do easlello.
Emlim vio apparecerem esquerda as dua* gran-
des tilias seculares,,que. mairavam romo duas bali-
zas gigantescas, o limite da avenida, e airas das sebes
vivas a grosaa poileua piulada de bronco.
Por urna exceprAo assas rara ein Seneuil nina das
barras da pnrleira eslava alravowada na frenle da
avenida, e turuava-*c, cm rallo de sua altura, um
obstculo insuperavel para Zegrs. (iaslao estr.inhou
ao principio, depois lecoiiheceudo a impossibilida-
de de vencer O ubslacolo, ler.tou evila-lo ; mas In-
das as passagens eram muito eslreilas, e loria sido
perigooo, menos para elle que para Zegrs. avcnlu-
rarso nellas. l'arou incerlu do que devia fazer. Po-
dia entrar pelo parque ; mas leria de fazer urna vol-
coiKlluia a substancia da cnn*titiiico dada mo-
narebia dinamarqueza desappareccu no dia 28deaja-
neirn de 18">2. NAo convem jamis esquecer isto ;
nada ganhamos com o seu csquecimeulo. O que
existe, be urna forlc e livre constituir i para o
reino de Dinamarca.
Se queremos assegurar esla constituirn an reino,
nao perramos o lempu qoestionando pelos restos
frise caducos da constilucAo da monarebia, dos
quaes nada mais temos que fazer. Depois que a
agitaran excitada por eslas palavras desappareccu, o
ministro procurou demonstrar que a eonslilnicSo
dinamarqueza, tal qual foi primitivamente publica-
da para toda a monarebia, nao existia mais aos olhos
do governo. Era poli nina jirelenrao il'.ecal (la-par-
le da cmara pedir que O rei .IcmiHisse O seu minis-
terio e ero anda mai* singular ler ella Horneado ex-
pressamenle, enlre os ministro* que desejava apar-
tar dos negocio*, os minislros dos ducados de
Sleswig e MoUiein.
a Na verdade, senhorc*. disse o ministro do in-
terior, quaesqiier que sejam a* censuras qne facais a
csics dous individuos nao podercis deixar de reco-
nhecer que he absolutamente impossivel que :i Die-
ta dinamarqueza lenha o direilo de ingerir-se na es-
colha que S. M. acha conveniente fazer para a ad-
ministrante dos ducados. Ou: diriei* vos se os esta-
dos provinciacs de Sleswig ou os de llolslein prc-
tendes*em saber que homens o rei tcnciona escollier
para ministros do reino da Dinamarca ? I*lo he im-
possivel; urna lal preieneAo, louiai li 'ni sentido, nao
servira senAo para difficullar sua magestade o
cumprimcnlo das suas promessas.
Esoquc niio sofl'rc duvida aiguma ; porm aules
de lirar lodas asfconclusoes de*las palavras, he ne-
COMirio completar a analizo do debate. O Sr. Ins-
to Monrad, ebefe do partido nacional, do auligo
partido do Eydcr, respondeu ao ministril do interior
em algumas palavras claras e incisivas. Elle pro-
curou principalmente tomar bem sensivel a expres-
sAo que mais agilnu, a cmara a' cxpres*Ao de res-
tos da ronstiluicAo.
l'ma lal rxprtssao, cria elle, nao podia sabir da
bocea do ministro scuao por descuido ; sem duvida
elle quiz dizer que cm virlude da publicaran de 28
de Janeiro, as relaees entre as diflerenles parte* da
monarchia dinamarqueza deveriam *er ordenada* por
um modu diverso daquelle que se linha em vista
quando publicou-se a constiluico, c segundo o sen
modo de pensar, o ministro exprimio-se muilo mal
quando dizia que o rescripto real (|e 28 de Janeiro
de 1852 anuulou ou Irausformou a consliluirAo,
quando lia-seo eonlrario uesse resrriplo : Nao po-
de haver duvida aiguma a respeilo da nossa firme
vontade de mauler iuviolavclmeulc a constiloicjlo di-
namarqueza o Como cociliar esla* palavras reaes
com a expressao retlot da constituirn A cons-
liluirao conservara toda a, significaran, loda a exlen-
cdo que linha au principio; porem o lim designado
pela publicaco de 28 de Janeiro era na verdade dif-
erente daquelle que fura lixado primitivamente.
Por lim o orador lamentou com franqueza, bem que
com aiguma malicia, que o ministerio nlo quizesse
explicarse danle do Folksting sobre a ordenanza
de 26 de julho.
Parece que esta ordenanza, disse elle, he um aclo
muilo elevado para que posamos tratar dielle aqoi;
he um desses grandes negocios rominuns dos quaes
nao (leveuin* oceupar-nos; somos mui pequeos para
slo. Porem se o minislcrio nao quera disculir a
legalidade desse aclo as cmaras, razao mais forte
liavia, disse Mr. Monrad, para que as cmaras ollc-
reces*em ao minisrerio a occasiao de explicar-se em
nutra assemblea, no tribunal supremo. Segundo a
niiiiha profunda convicrao e segundo a dos juriscon-
sultos que tive a occasiao de consultar, disse o ora-
dor, o niiuislerio publicando a ordenaui;a de 26 de
julho, violn a consliluicAo etornou-se merecedor do
seria condemilacao.
lio esla a opiniao do um grande numero de ho-
mens instruidos ; he esla a opinilo, posso dize-lo, .la
grande maioria da nac.io: no dia 26 tic julho violuu-
se a coiisliluicao e foram oflendidoa os direilos mais
sagrados da Dinamarra, dircitos recoiihccidos pelo
proprio rei soleninemerile por duas vezes Para
fallar francamente, nao lluvia senAo um su meiu :
era necessario que o supremo tribunal termiuasse es-
se processo enlre o ministerio e is cmaras. As c-
maras nao queriam e nem deviam conservar-te em
silencio, s nAo porque a arbilrariedade cousolida-se
com a continuaran Ju lempo e rma-se pouco a puu-
co cm alguns dircitos particulares que adquir- e a-
grupa em Ionio de si, como lambem porque he im-
moral e perigoso deixar a urna nardo a consciencia
de que o rgimen que se Ihe impdc basea-se nica-
mente om nina violacao da lei. Quem poderia im-
pedir a urna nacao convencionada de que de cima
oarlia a violacao do direilo eda lei. que seguisse pe-
lu mesmo camiuho Iridiado pelo governo, isto he pe-
lo camiuho daillegalidade ?
Ja s v claramente qual he o objecto do dbale e
qoal o equivoco a que alludunos. As cmaras dina-
marquezas ino pedemseno auc a constiluico libe-
ral de 5 de junho de I8i9 seja extensiva s oulras
parles da monarchia dinamarqueza, foi essa sua pri-
meira esperanca ao menos pelo que diz respeilo ao
Slwig. porem a publicarlo do dia 28 de Janeiro de
1852 forc;ou-as a renunciar a islo. Ellas nao lima
lam-sc a pedir, rcclamam expresamente o respeito
das promessas de 1849, que garautiam a toda a mo-
narebia instiluices liberaos, assim como a inviola-
bilidade da consliluirAo de 5 de junho. Ellas sus-
Icnlam que as prumessas liberaes foram violadas lan-
o quanlo a constiluico pelo aclo de 26 de judio.
porque a constiluico commum proclamada por es-
le aclo nao pode destruir uem restringir, segundo a
*ua opiniao, a coiislituicao do 1819 sem que fo*c
aprovada pela rcprcsenlacAo nacional, porque o se-
nado ou conselho instituido por esle arlo de 26 de
julho nao ollercre senao urna reprrscnlarAo insulli-
rienlc do* ililtereules estallos da monarebia. por que
esle senado fracamenlc organitado entrega o poder
a um cnnselhu de ministros quasi irresponsavei*. por
que emlim os ducados licam regidos por insliluicoes
absolutistas, cuja influencia parece pcrigbsa para a
mesma Dinamarca.
Pelo que diz respeilo particularmente a violacAo
da le fundamenlal, as cmara*, alcm dos argumen-
tos lirados da imcrprclarAo dos (exlos ofiiciaes. rc-
ferem que alguns dias depois da publicarlo be 28 de
janeiroem una sessao no dia I-', de fevereiro, Mr.
Illume, miuisiro dos negocios eslraugeiros, declamo
cxpressaniente que o governo julgava-*e obrigado a
respeilar o S 100 da cnnslilnieAo de 5 de junho de
1849; islo he, que elle nao modificara esla conslilui-
rAo senAo com o concurso das cmaras. 0 aclo de 26
(le julho, modificando ;is relaedes enlre o reino da
Dinamarca e os ducados, enlre a constituidlo que
elle deixava a urna das parles da monarchia e as ins-
hluice- novamiile impostas aos ducado*, linha pelo
contrario modificado a lei fundamenlal sem o con-
senlimento da rcpre*enlar;Ao.
Eis em resumo a lilaaeko das cmaras ; ellas fi-
zeram algumas concessocs, porem julgam que nao
Ihes be mais permitilo faze-las sem Irahir o man-
dato que Ibes fui confiado; julgam-se (-brigada- a
servir de salvaguarda con.lituicao liberal do reino
de Dinamarca, c a procura preservar os ducados do
absolutismo lano quanlo o permilierem as suas for-
e,*. nao consentir que a consliluicAo commum lan-
ce ufda a monarchia dinamarqueza no metmu abso-
iuliino. Pelo scu lado, o* minislros allegam, como
j, vimos que as cmaras nenhum direilu lem de in-
gerir-se nos negocios dos durados nem cm ludo
qoe diz respeilo couslituirao commum. Elles sus-
ienlam que a cunsliluiaao dada pelo rei Femau lo
\ II para toda a monarchia dinamarqueza acha-sc res-
tricta boje pelo faci aos limilrs de urna constiluico
para reino do Dinamarca, islo he, para a Jullandia
e para as ilhas, e affirmam que esla mudanza pode
ser executada sem illecalidailc aiguma, gracas a urna
reserva inserida na consliluicAo de 189", reserva
imaginada com o lim de limitar de aiguma sorte o
arligo 1IK da mesma consliluicAo ede oflerercr an-
Iccipadamenle ao governo, se elle lemesse algum dia
a influencia de unta cnnsliluican liberal, o meio de
a iiwnlilicar sob o pretexto doseu accordu com asius-
(iluicoe* ilu Sleswig. Talvez deseje-se saber romo o
ministerio explicara as palavras de Mr. Blobmc du-
la consideravel, podia lambem apeare. atar o c*-
vallo a una arvore, e retirar a baira ; porem antes
de tomar esse parlido, qoiz experimentar se o aval-
lo conseguirla ou nao sallar a barreira. I.evou Ze-
grs dua* vezes alo purleira ; ma* dua* vezes o ge-
neroso corsel recosou sallar. Emlim ia tomar o ca-
miuho mais longo, porm que cniAo era o mais cur-
io, quando urna risada argentina despertou lodos os
oclu, .i,lu mecidos dr.-e lugar solitario. Gashlo vol-
tou a vista para u lado donde vinba essa risada ins-
lita, e julgou reconhercr escondida em urna moila a
nxmpha agreste queja linha encunlrado.
iua miera haxia lulo o lempo de applacar-sc ;
assim elle diste com um acenlo que indicaxa mais
MtiifacOo ''o que ira :
E tu, maligna?
Sun, senhor, responden a rapariga Ievanlan-
do-se; pois era ella mesma, que leudo seguidn o a-
lalho alravez dos bosque*, viera pr-sc de seutinrl-
la junto da barreira em que sabia que Gashlo havia
de pa-sar.
Filha de Lucifer, enhlo leus azas?
Nao. responden a nynapha; mas lenho bous
[i*, e conheru os alalhos.
E fosle sem duvida quem ferhou esta por-
leira 1
Urna risada eslridenle responden a e*sa pergunla.
_ (aun que intenrao, para que lim? toruou Gas-
lo admirado.
Oh! era ininlia idea.
Tua idea Tua idea nao lem o tenso commum.
Talvez.
Como talvez! Ei-a, retira j.i esta barra pata
que ou pos*a passar.
Esa he boa !
" Nao ipiere* .' Pois bem, \ou apear-mc c relira-
la eu mesmn ; mas arautela-le.
Querque Ihesuslenba o cavado? dinsea cam-
poneza mostrando seu- alvos denles.
Espera, \mi fazei-lo pagar las insolencias.
Ej Gashlo la locar o chao, quando cahio-lhe nu
roslo um enorme ramalhele de centaurea*, e a rapa-
riga fugio rindo.
Oh disse ella parando fra do alcance do chi-
cle de Gatllo, n aenltor den-me diuheiru para ler
centaureas, au era justo deixa-lo ir com as mos
vastas. Agora estamos quites.
Mr. de Chavilly vio que o melhor que podia fazer
era apandar o ramalhctc e rir de seu man xito.
Foi o que fez. Ketirnu depoi* a barra e lornou a
moni,ir com o ramalhele na mao. A rapariga fez-
llie com a cabrea un gesto de salisfacAo, e desappa-
reccu atrs dos arbustos.
rante a sessao de 13 de icvereiro de 1852, e (leve-
mos SUS[
a cilada.
mos suspeilar que nesse dia
V.
Bluhmc manifeslou
Os amigos do gabinete nAo procuram encubrir qne
n chave de lodo o enigma podia mui bem ser nmo
nerestidade europea. Muitos de enlre elles reco-
iihcceni que a poltica do parlido de Exder, unindo
o Sleswig Dinamarca sob iustiliiieOes absolutamen-
te -cuii llianles serta a melhor, porm nAo julgam
que lato seja exequivel ; dizem que o Sleswig meri-
dional se lem lomado allemao, e que he impossivel
obriga-lo a turnaro dinamarquez; afliruiam que
Sleswig c llolslein nAo quercm a liberdade e que
preferem as insliluicoes absololislas; declaram prin-
cipalmenle que os grandes potencias visinhas da Di-
namarca impozeram ao governo dina niarquez a pu-
blicaco de 28 de Janeiro de 1852, c que nAo hou-
ve remedio senAo ceder e que convinha execular
presentemente as uliriguees coolrahidas.
Bisa explicarlo das palavras do ministro do inte-
rior nas cmaras : Todos desejariamos conservar esla
constiluico lal qual appareceu em 18i9... Vos dir-
ficultai* *ua magestade o cumprimcnlo das promes-
sas que fez. nEsta* obrigaees pesara pois sobre o rei
c sobre o niini-le io. Islo basta para explicar o equi-
voco entre o governo e as cmaras ; porm niio he
suflicieulc para deixar entrever qual sera o seo re-
sollado. Com effeitn, as cmaras nao lomaram par-
le aiguma ne*las obrigares, ellas nio as conbccem,
quem as torear a resignar-se, ou quem podem per-
suad-las de que para agradar a diplomacia europea,
devem sacrificar o deposito que receberam da na-
rAo, o deposito da liberdade ? que digo eu ? o pro-
prio deposito d,i existencia da Dinamarca ; porque
nao (levemos dissiinular, Irala-se aqu da existencia
da Dinamarca. A Dinamarca nAo he cousa aiguma
sem os ducados ou quando menos sem o ducado do
Sleswig; a Sleswig Ihe fugir.se liver insliluicOes dif-
iranles das do reino, iiiurmciite se estas iii-iiluir,-,
form iguaes s de llolslein, e enlAo a Dinamarca,
tornada muilo mais traca, sera infallivelniente risca-
cada da caria da Europa ; as ilhas licarao scaudi-
navas, suecas sem dnv- ; a parle continental li-
gar-se-ha AUem'. '>.. runde palria, de roste
l'alertaiid. Pelo j peilu a constituidlo li-
boral -k, Is'i.t, enl.'' .,,ta J* p>las ratrirciB* quo
julgam nec-ssario lazer-lhe, nAo hilara por muilo
lempo contra a influencia das insliluicoes ab.oluli*-
tas que. doniiuam em lodo* os ducados c na nova
constiluico coinmnm. Devenios crer queseu libera-
lismo incurren por aiguma circunstancia no rigor
das grandes potencias que impu/.eram Dinamarca
a publirarAo de 28 de jauciro, e que ella he presen-
temente o lim oceulto de muilo* resenlimenlos. A
palavra do re e a sua rotuna em consentir em urna
abdicaeu que certo partido Ihe propoz, sAo quasi as
nicas garantas da existencia da couslituirao dina-
marqueza ; ella desappareceria sem duvida, excepto
se livesse um joccorro inexperado, se fosse prxima-
mente privada deslas garantas. Eis o triste futuro
que se utlerrc,......le momento Dinamarca.
1 enlio ouvido homens eminentes da Dinamarca,
partidarios da poltica ministerial, humiliarem-se
antecipadamenlc dianta de-la* eventualidades que
reconhecem como provaveis, e cscuzarem-se com a
neretsidade europea. Porque nao dizem elles a 00-
cessidade uricnlal? Eis-ahi o ponto da queslao". A
dillercnca entre o partidu nacional e o governo,
consile em que o primeiro nao lem querido acei-
tar as ordens das potencias eslrangeiras evidente-
mente inleressadas na ruina da Dinamarca: elle an-
da nlo desesperou da ron*ervaeao da sua patria, e
he em virlude dissoque nascircumstanciasnuvamen-
le creadas pela guerra, julgou entrever um clarAo
sbito, um clara i de esperances.
Seria essa a onica, poisque o ultimo esforco lenla-
do pelas cmaras foi baldado. A representarlo
foi apprcscnlada ao rei por urna depularo do
Folkslliing ao* 19 de oulubro, e na teosa* de 20 o
gabinete excepto os ministros de Sleswig e llols-
lein, os quaes teiinam cm mostrar em lodas as occa-
sies que nada lem qoe fazer com as cmaras de
Copenhague) veio em corpo Irazer a resposta real.
Era o decreto de dissolucao da segunda cmara (a
primeira cmara que aliual se assomra aos primei-
ros protestos deve cessar por cs*as razoes as suas ses-
soes) c o aunuuciu de novas eleiees para ol.de
dezembro. .
O decreto real era acompauhado de urna carta
abarla eudcrrssada ao Folkslhiug c de oulra carta
real para a narao dinamarqueza. a primeira el-rei
ekprubrava osdeputados no Icrcm tcstemunhadopor
sen romporlamciito urna resistencia refleclida ao
governo do inesmo, o lerem sem consideraran para
com n seu desojo contrario, acolhido e lido mensa
gens hoslis, o lerem votado urnamensagcui que ousa
exprimir falta de conliancu nos homens que, se-
gundo scu direilo, sua magestade linha chamado pa-
ra jcrvir-lhe de consclheiros, e que eslava decidido
a conservar junio asi, o leremdesprezado e desres-
peitado como nAo existente o meio que sua mages-
tade escolhera para assegurar a unidade da monar-
chia e que elle de proposito proclamara absoluta-
mente nreessario o aclo de 26 de julho ), o lerem
esquccUlo incessantemenlc que a Dieta dinamarque-
za nao podia ter direilo algum de iugerii-se no que
apraz i sua magostado ordenar relativamente as 00-
Oue croa!ura extraordinaria murmurou Gas-
lAo em voz alta. Madamesella de Seneuil Ihe dever
seu ramalhele, e se nAo o coln com inhibas pro-
pria- maos, ao menos compreio-o bem caro.
Depois desle breve monologo, Mr. de Chavilly
apreasoo o ravallo, pois, j o sul de setembro de-
ciinava lentivelmeote para a linha do horisonle.
Janlava-sc s seis hora* no easlello de Seneuil, e o
pu-soi i de Gasliio a 0*lreval linha-se prolongado,
;rara*a us subtei ranees e a crypta alm dos limites,
que elle se havia trarado.
Dous minlos depoi* o mancebo passava a grade
do easlello c entran no paleo de honra, leudo sem-
pre na mao direila scu enorme ramalhele.
Motive nesse momento em urna das jancllas dn
castello una linda cabeca ornada de cabellos ne-
gros qne sorrio, um coracao que sallou, e una mAo
que tremen afastaudo as cortinas de renda para me-
lhor ver.
CAPULLO DCIMO NONO.
f,'e scrait un trttp vilain eux
o De um dommage [aire deu.r.
( Chreslien de Trojes. )
GaslAo apressou-sc a ir pralcuma ordem em sen
vestuario, c desceu ao sallo. Madamesella Alice de
Seneuil ahi se arliava s ou quasi s. Seria isso ef-
Teilo de um plano ou o resultado de nina pequea
combinarlo formada pela joven cabeca, quo pouco
anles examiuava alravez das cortinas de seu quartoo
elegante cavalleiro que eulrava no paleo ? Ouesloes
gravea e difflceis de resolver-se ; deisamos aos leito-
res c.-se Irabalho.
A rapariga eslava aculada no rundo do silao
junio de una velha dama, ipic a bondade de ma-
dama de Sen.'iiil rnii'ervava junio de si dehaixo do
pretexto de que eram ncre*sarias ao menos duas
raberas velhas para conlrabalancar urna mora ; mas
cerlamenle era antes a condena quem fazia rnmpa-
nhia velha; poi-, esta era torda, quasi cega c
nAo menos muda.
O leilor nos perdoar a inlrodurr,Ao desla nova
personagem no momento em que vai desalar-se o
simples n desle enredo ; ella checa cuino um ues-
tes' retratos de familia de que u escriplor faz mcnc/io
no inventario de suas descripees. Eis quasi tudo o
que temos a dizer a seu respeito. Feila esla
menea.i, esquera de sua presenca, c nAo far
p-ais do que imitar nisso madamesella Alice, a qual
Iras parles da soa monarcjiia que nao o reino de
Dinamarca 1! A oulra caria aberlacta apenas una
prnclurnacao ao povo para convida-lo a elcger ou-
lros denotados que nAo fossem aquelles que enviara
us duas ultimas Hielas. Esla extraordinaria procla-
maran lermiuava-se pelas seguinles.palavras! Ten-
do observado com desprazer que varios dos uossot
funrriunarios, nlo su ecclesiaslicot como lambem
seculares, nAo se lem escrupulosamente conformado
com seus devere* publico* para com o nosto governo
no meio das agilacajes recentes, adverlimo-lhes da
mais seria maneira, a todos e particnlarmente aos
rfo clero, com cerja vocato semelhanle comport-
menlo deve ser cuusiderado como incompalivel, que
uli-rnem d'ora a vaule maior .allenrAo .a esle
respeito e ordenamos a todos aquelles a que suas
funrries perinitiem contribuir para csse lim que
appliqucm lodo seu cuidado a favorecer as inten-
fjOcs do nosso governo. Dissemot ainda ha punco
que os representantes e eleitores do reino de Dina-
marca pareciam-nos ler mostrado al ao preseole
nesla lula; moderacAo, grande respeito para'com a
legalidade e verdadeiro coiiherimenlo dos principios
e co-lume- constitucionaes. V-se qoe havia algum
raorilu em adquirir o mais cedo possivel esta esperie
de experiencia, c que mui perto dcllcs oulros exem-
plo* Ihes eram dados.
A dissolurAo do parlamento deixa ao ministerio
urna fcil victoria que elle paiece querer seguir.
As eleicOes prximas mostrarlo provavelmente a
impaciencia >\o paiz. Qual ser o lim de urna lula
que ameara ser sangrenta de partea parte? A re-
cusa de volar o imposto, admillindo que as cmaras
fossem sustentadas pelos eleitores, occasionaria vio-
lencias que compromelleriam a causa dinamarqueza
peranie as potencias amigas. Ero semelhanleem-
baraco, revela esperar com o parlido nacional que
as cumpl ciee* europeas abram sdifieotilades in-
teriores da Dinamarca aiguma sabida ainda invisi-
vel. Os volos que csse parlido forma pelo trium-
pho de nossas anuas sao sinceros, sAo inleressados.
O parlido nacional conla com a necestidade. occi-
dental : deseja com ardor que a guerra venha que-
brar os laros que siiffocain o scu paiz. On>rccc-se
una bella occasiAo diplomara occidenlal Je salvar
mais urna nacionalidade, nacionalidad!' iulelligenle,
activa, enrgica, e readquerlr um alliado fiel. Todos
rccordtm-se que a Dinamarca foi o ultimo paiz que
licou comnosco, nas guerras do primeiro imperio,
cusa de inuitus sacrificios. Porvenlura, tanta
lula e. tanta constancia nao Ihe.devia assegurar a
inlegridade de teu territorio e a consolidaran do
suas iii-tiluiees liberaes? Talvez que o lempo da
jus ie.i se approxime a despeilo das apparencias
contrarias. He crem-i de lodos os povos que a guer-
ra actual he desuada a corrigir muitos erres, e fa-
zer cessar muitas oppresses.
(flecue dtt Deux Mondes.
INTERIOR.
Rio de Janeiro-
3 de dezembro.
Collocou-sehonlcm a podra fundamenlal da I'ini-
colheca Imperial.
As 9 horas da mauliAa chegoo o Sr." ministro do
imperio academia das Helias-Arle-, onde foi rece-
bido pelo corpo acadmico.
Tomando S. Ex. assenro na sala das ses-os, leu
o Sr. director da academia o auto seguidle ;
Imperando o muilo alio e muilo poderoso prin-
cipe o Sr. D. 1'edra H, imperador constitucional o
defensor perpetuo do Brasil, no dia -2 de dezembro
do anuo do nascimculo de nosin Senhor Jess Chris-
lo de 185A, 33. da independencia c do imperio, e
29 da idade do soberano, o conselheiro l.uiz l'e-
dreira do Coulo Ferraz, ministro c sccrelario de es-
tado dos negocies do imperio, collocou pcranle um
grande concurso a podra fundamenlal da Piuacotlic-
ca Imperial.
a Nas caixas em que se encerra esle auto, para
eselarecimento das geraroes vindouras.eslAo deposi-
tadas seis raedalhas : a primeira, de piala, lem na
face a efligie do soberano, c no reverso a inscrip-
cAo que atiesta a fundacAu desle eslabelecimeulo';
a segunda, de ouro, he igual as dos premios annuacs
que a academia concede ; e a terceira, quarla, quin-
ta e sexta, sAo as moedas de prata do correte auno.
a O desenlio exterior deste edificio lie obra do
professnr de arcbiteclura Job Justino de Alcanlara ;
a grande medalha foi gravada pelo artista JoAo Jo-
s da Silva Monleiro ; a de ouro pelo professor da
academia Jos da Silva Sanios ; e as outras pelos
gravadures da casa da moeda.
Ahrilhantou esle aclo o Conservatorio de Msi-
ca cantando um hyinno s arles, composlo por Ma-
noel de Araujo l'orto-Alcgre c Francisco Mauoel da
Silva, meslrc da capella imperial e presidente do
conservatorio.
a E para qne conste fielmente algum dia o que
se fez, o secretario da academia lavrou este auto, o
qual vai assgnado pelo mini-tro do imperio, como
presidente da me*ma, pelo director, sccrelario e
mais mem.bros do corpo acadmico.
o Palacio do academia das Bellas-Arlc.*, ero '2 de
dezembro de 18.ii.
buida a leitura, o Sr. ministro assignou o auto, e
cm seguida os Srs. director secretario, eos profe-
sores que eslavam presentes.
S. Ex., acompanhailo do corpo acadmico, diri-
gio-se enlAo ao lugar em quo devia ser collorada a
pedra fundamenlal, c depositou com o auto, as me-
lal has e moedas dentro de um tubo de chumbo, o
qual depois de fechado e soldado foi depositado, cm
urna eaixa de cedro, cuja lampa foi pregada por S.
Ex\ Laucada a caixa no lugar expessamente feilo
para ella na pedra fundamental, S. Ex. com urna
colher de pedreiro assentou um pouco de cimento
em torno da caixa, e depois fizram o mesmo os Srs.
director, secretario, e professores da academia.
Os discpulos do Conservatorio de Msica, dirigi-
apenas vio entrar Gastan, levanlou-se por um mo-
vimento involuntario, c bincou-se ao scu encontr
sem rcllectir no que fazia.
Mas apenas eise primeiro impulso mais forte e
mais promplo do que a vontade e a razao reunidas,
aparluu-a Ires pastos de sua poltrona, ella parou
confusa e trmula, ahaiiou os olhos, dexnu cahir os
bracos ao longo do corpo, e nllereceu a GaslAo a
personilieae.lo mais potica e mais graciosa da Pri-
meira Conlisso.
. Praxiteles leria lomado o cinzel e (alhado essa
aduravel figura no marmorc. GaslAo nAo era Praxi-
teles; mas linha a alma de um artista, de um poe-
ta. Contemploua imagem que linha vista, as*im
como um rente do velho Polylheismo devia con-
templar a imagem do Pudor, e incliuou-se .liante
della romo .liante de um dolo. Mas aqu o idnln
niio era de marmore, a fronlt era corada, o peilo
agitado, e uns olhos azues crguiam-se de quando
em quandu tmidamente para o adorador.
NAo llevemos esquecer-nos de que GaslAo lizera
sua entrada triumphal em Seneuil lendu na mAo,
maneira de palma de vtclnria.n grande ramalhele de
llores silvestres, que a joven aldeAa Ihe laucara ao
roslo em troca do seu. Devemos confessar qoe a
iiunpba dos oiteiros de Seneuil havia feilo as cousas
como verdadeira divindade mvlhologica, e colindo
flores mui bellas.
Mr. de Chavilly lambem nAo linha-se esqoecidn
de seu vnlumoso ramalhele. e entrando no salao le-
vava-o (liante de si, bem romo Roberto do Diabo
levava o lerrivcl talismn que adormeceu lAo promp-
lamenle lodaa corle de Sicilia. NAo poderiamosdizer
que fui o mesmo effeito que produzio o ramalhele de
centaureas sobre a velha assenlada no fundo do sa-
ino ; na* j sabemos que semelhanle filha do rei
de Palcrmn. Alice dcixou o somno para cantar sem
o soccorro da voz a aria de o gt ara aquello a quero
amava.
GaslAo nao sabia por onde comcrasse o discurso,
e sentia-se embararado. A rapariga perturbada at
ao fundo d'alma, guardava o silencio, e a 'ituaro
podia assim prolongar-se muilo, se Mr. de Chavilly
nao livesse. substituido nesse momento o gesto as
palavras. Elendes hrandamente a mao que aper-
tava o ramalhele de centaureas, outra mAo mais de-
licada e mais alva adiaulou-sede sua parle tremen-
do para recebc-lo, e Urna voz doce, limida e quasi
imperceptivel pronunciou esta nica palavra :
Obrigada.
(Conlinuar-se-ha.)
ii crMWiri


dos pelo distinelo Sr. Dionysio Vega, cantaran) o e-
guitile.
HVMNO DAS ARTES.
Aos olhos do artilla
A luz da liarmonia,
A torna belleza
Se abri nesle dia.
l)o chAo te levanta
A argila groiseira,
E aos astros se eleva
A grimpa iltaneira.
Na rustica pedra
O duro ni.ii icllo
Balendo converle-a
Na imagem do bello.
Na tola vazia
Aniroa-se a historia,
Revive o passado,
Duplica de gloria.
O genio li reflexo
Da luz divinal,
Como ella divino,
Com ella inimortal.
A musir terna o siirtasa, composcao do Sr.
Francisco Manoel da Silva, fui com lal pcrfcirAo
executada, quecommoveu o auditorio.
Alm de S. Ex. e do corpo acadmico, assisliram
a esle aclo os membros da direcloria do Conserva-
toria de Mu-ion,e varias pessoas dedistincrao.
Por decrclo de 2 do crrenle tai perdoado o ex-
cadcle Anlonio Pedro Gonralves Rodrigues Franca
do resla da pena do pristo que se achava cumpriudu.
llonlem de dezembro, anniversario natalicio de
S. M. o Imperador, niio honve venda carne fres-
ca suflicienle para abastecer a cidade !
No maladouro liaviam sido corladas smenla 69
rezos, quandu u consumo regular da cidade be de
160 rezes, e no- domingos e das de alguina fesla
excede ao de 200 rezes.
Senielhauie oceurrencia dispensa quaesquer re-
flexes, e impoe ao governo a obriearao de seria-
mente .'Hender ao estado do mercado dos gneros
alimentare-, e de dar as necessarias providencias que
o tragam devida regularidade.
OIMIO DE PERHMBUiO QUINTA FEIRA 21 OE DEZEMBRO DE 10854.
Recebemos fulbas de Montivideo ale 1K do. paga-
do. Nada occorrera de interesse no Estado Ori-
ental.
Ue Bucnos-Avrcsalca cara as dalas a lli. No dia
II approvou a cmara d(.s depulados o projeclo de
lei iniciado no senadoque autorisa o poveernoa gastar
as quanlia* necessarias para terminar a guerra pro-
vocada pelos invasores.
Era esperado em Bucnos-Avres o general Hor-
nos para conferenciar Com o governo relativamente
i marcha do ejercito daquelle eslado sobre Sania
le.
Da Valparaso ha dala* al I i de oulubro. A re-
publica chilena eslava tranquilla. No Per licavam
as roas as no me .mu estado.
(Jornal do Commercio do Rio.)
REVISTA MILITAR.
O SARGENTO.
Servir sem pejo os poslos inferiores
Em penoso servido exercilados,
Da espingarda levai o grande peso.
( Frederico II, Arle da guerra, tanto I,
tradm-o de Pedegache. )
Na escala jerarchica dos poslos militares do exer-
cilo, comprehende-se na classe dos ofliciaes inferio-
res o poslo de sargenta. O sargento he urna prara
que ( peririitta-se-iiosa lnguagem familiar do quar-
lel ) concluio o seu curso de tarmba geral, e entrn
na classe dos aspirantes banda de s6dat i patento
de alteres ; he o noviro da ordem dos ofliciaes.
sargenlo he o primean olcial inferior da compa-
n!:ia ; e como lal, o representante de cerla impor-
tancia-militar, infelizmente s desconhecida, e s
vezo ludibriada por algunsdaquelles que liveram a
individual felieidade de |iodcrcm obler a banda de
seda, e a patente, sem cursar a larimba, e sem ler ver-
gado sob o peso da esponsabilidade dos pequeos
postus da escala. Aquello que comeca sua vida mi-
litar como soldado, participando dos perigos, dos Ira-
balhos. das privarnos, das contrariedades do solda-
do, \vendo com elle no mesmo quarlcl, cumendu
com ellt da mesma caldcira. dormindo rom elle na
mesina larimba, adquirc, nessa lOmmunidade de
habitarlo, de refeitorin, de dormitorio, perfeito co-
nhecimenlo das virtudes de uns, dos vicios de outros,
da especialidade de carcter de cada um ; c quandu
vi sendo promovido ao* poslos inferiores da com-
panhia, est habilitado para dirigir seus ramaradas
acertadamente dentro da pequea esphera de sua
allribuicoc* de inspeeco e de coramando.
Do ansperada para o cabo de esquadra, do cabo de
rsquadra para o furriel, do furrier, para o sargento a
esphera de allribuices de insperean, de adminislra-
rAo e de rmiimunlo vai-se alargando. A do sar-
gento he bstanle vasta ; porque o sargenlo, como
depositario da rrsponsahilidade do capitn pela boa
ordem, asscio, administrado, economa e disciplina
interna da enmpanhia, deve conhecer as obrigacoes
do capilso em rolaran a esses objeclos, alem daquel-
las qoe Ihe sAo peculiares no interior da compauhia,
as guardas, as paradas, nos ejercicios etc. ele.
I'ara que pois o sargenlo possa roanler a ordem, c
a disciplina interior da enmpanhia de que elle he o
cllertivo visitante, muilo convem que se Ihe garan-
ta ccrlo grao de foro* moral, e que seja revestido de
tal ou qual conideracao de seus superiores. A ne-
cessidade deslas regalas foi reconhecida pelo legis-
lador do Recimenlo de 20 de fevereiro 1708, o qual
no 26 do dilo Regiment impoe aos ofliciaes a obri-
garo de Iralar os sargentas com consideradlo, de nilo
mallrala-los nem injuria-lns.
O srjenlo, de sua parle, deve esforear-sc por
adquirir forra moral, e respeilo enlre os soldaJos, c
merecer a eonsideracAo e deferencia dos ofliciaes ;
o que in.liihilavclmenle conseguir pormeio de urna
cnudneta immaculada, quer publica, quer particu-
lar, sendo exarto e ponlual no desempenho dos de-
vores a seu cargo; sendo subordinado, e religioso
execajlor dasordens de seus superiores concernen les
ao serviro: sendo caprichoso no aaseio de seus uni-
lormcs, armamento, equipamento etc. Os ofliciaes
rtevem conenrrer para a manutenrao do respeilo, da
ronsiderarAo que o sargento adquire ; devcni con-
correr para conservar-lhe intacta a forra moral de
que prensiin. Para isso convem que os tratera com
certa 'condescendencia, nunca dcscendo para com
elle at familiaridade do colleguismo, neui.su-
bindo ate i arrogancia humilhantc da fatuidade. A*
fenles do posto desargento silo mui dilliceis de
ilescmpenhar coiivcnienlcmente : o individuo que
bem as desempcnh.i ha inconleslavelmeiile merece-
dor da prolccrto de seus dietas, e da benignidade
do governo imperial para ler aceesso, porque ser
sem duvida un bnm uflicial. O oflicial que lidacom
os soldados desde soldado como elles, he, em geral,
quem melhor os conduz por entre os abrolhos da
vida das armas, por enlre as privarnos de rigorosas
rampanhas ; he quem nos cmbales melhor Ibes fal-
la a linguagem do corar,*); he qocm nos lances ar-
riscados, Ihcs infinido rora&em lorando-lhes a libra
milindrosa da honra ; n3o com pancadas, com (loes-
losoffensivns, com aposlrophes avilladoras ; porque
elle tambem tai soldado, tambora maichnu coniu
soldado por enlre os abrolhos da vida das armas ;
lambcm soUrru como soldado as privaron de rigo-
rosas camnanha* ; tambem como soldado foi vatan-
le nos combales pelo loque da fibra milindrosa da
honra.
O Senhor Dom Pedro I, de saudosa memoria, o
urcanisador dn exordio do Brasil, que lanas pravas
den a csse exerrito, de importancia c consideraran,
por ronhecer a necessidade de elcva-lo aos olhos* da
snriedade, parlicularisoii os sargentas com urna dea-
sai pravas. Sendo anida principe rcgenlo, boove
por bem conceder aos argentas, por decreto d 211
de jambo de 1822, em consideraeao ao serviro a que
elles sao destinados, o uso de bandas como as dosof-
liriac dcpatciile.com a diflerenca de serem (odas de
lila ;(laudo-Ibes assim um poni desemclhanca com
escs ofliciaes, e urna dslinccAo inlluenle sobre a mo-
ral do soldado.
O mesmo augusta senhor, tambem ainda principe
recente, conferio aos sargentas oulra garanlia muilo
apreciavel, ordenando por provisao do consclho su-
premo militar de l<> de agosta de 1821, que nenhiini
ollkial inferior podesse ser rebaixado ile seu poslo
sem que primeiro por meio.de um conselho especial
( a que se lem denominado peremplorio se prove
sua incap-icidade ou carpa, afirn de que publicamen-
lo o conhecam os motivos que houve para a baixa
do posta.
Esta resolucAo do glorioso monarcha soldado leve
por lim dar considerarao, dar forra moral aos oflici-
aes inferiores, e po-los ao abrigo da arbilrariedade
presumivel de urna baixa de,poslo infundada. Ou-
tro ponto de semelhanca dos sargentas com os oflici-
aes de patenta.
Nilo ob-lai'.to porem todas eslas inapreciaveis re-
gali.is, a posto desargento tam sido no uosso exerci-
lo geratmenle muilo desconsiderado ; porque depois
que se alargaran) as espheras do alvani de 16 de mar-
jo de 1737, e do decreta de i de fevereiro de 1820.
que crearam os primeiros e segundos cadetes e sol-
lados particulares ; depois que podem ser inscripto
em algumas das tres-nnlabiliarchias do suldado desde
o li 1 lio do marechal do exercilo al ao filho do col-
leclor de rendas de um insignificante lunarejo ; os
mancebos que podem nobililar-se em qualquer da-
qucllas classes, agarram-se onciosos a essa ancora de
salvadlo, para furlarem-se ao servido, e n responsa-
hilidade desses pequeos poslos. que ellos conside-
ran) como desairosos sua diguidafle. Entilo os die-
tas de corpos, pela ncccssidadc imprescriptivel da
ccoriomia interna, e da ordem do serviro do corpo
que commaudain, vcem-ea forrados a promover aos
poslos inferiores, por falla de pracas idneas, indivi-
duos que. por sua incapacidade, nilo podem susten-
tar o peso da importancia militar de qualquer desses
poslos, e particularmente da do posta de sargenlo.
Assim, os poslos inferiores lem sido oceupados por
praras, muilas das quacs Dio leriain sido chamadas
para as lileiras so livessemos urna boa lei do recro-
tamenlo.
Anualmente, porem graeas as (lisposieos do i 1.
do arl. (i. da lei n. 585 de ti de selcmbro de 1851, os
corpos vo tendo menos maos ofliciaes inferiores,
porque muilos desses mocos ( algn* dos quaes, se
nilo livessem nos hombros urna ou duas estrellas, se-
rian) ptimos suldados, ansperadas, cabos de esqua-
dra, furrieis e sargentos ) solcitos aceitan) a pobre
banda de lAa, c desempenhain soll'ri cimenta os de-
veres que ella Ibes impocm ; no infelizmenle por-
que consideren) o posto, mas porque sem elle, ou sem
o serviro delta por algum lempo banda de seda ti-
ra para esses mojos, em \ iitn.lt- daquella lei de 1851,
os manjares supplicianles do conde Lgolini ; salvo
porem para aquellos que fureui adquerir direilo a
olla as escolas mililares do Rio de Janeiro e do Rio
Gratule do Sul.
Muilo conven), porm, ao servico dos corpos que
seus sargentas sejam de preferencia lirados daqucllos
que passarain pelas pravas dos pequeos poslos da
escala ; e isso irlo ser mui tliiTicil na aclualidade,
por isso que nos corpos ha escolas de inslriierao pri-
maria do primeiro grao, onde se podem formar as
capacidades para esses pequeos postas. 0 interes-
se do serviro exige que os ofliciaes leuh un aprendi-
do pralic.iiiieutc o que empele a cada posto ; que
lenliain aprendido a obedecer desde soldados, a com-
ui.indar des le anspecada.
Isso traz comsiso tanla honra quanlo he o des-
douro que errneamente suppe Irazer muilos da-
quclles que perlenceram ou perleuccm a essa classe
privilegiada de soldados cora a qual acabou o pro-
prio Portugal, que no-la legou. Nao enxergamos
uenhuma deshonra em ser soldado. O mialcr do sol*
dado he um inisler de nobililaeao ; lie um prepara-
torio para a* altas dignidades da milicia. Oprincipe
Mauricio de Nassau, pura que seu sobrinho o Ilus-
tre visconde dcTurenna, aprendesse a ser grande ge-
neral, inand u assenlar-lhe prara desoldado. O czar
Pedro I, para bem ronhecer pticamente o servico
militar, assentou praca de tambor em um dos seus
regimenlos. S. M. Fidelissima a Sra. Mara II.
quereudo dar urna prova de apreco ao sea exercilo,
e de considerajilo aos poslos inferiores, fez a-sentar
la sua frequenciaja passade*apercebdo dasaulorida-
des mililares superiores, abuso quegrandemcnle enn-
corre para a decadencia da importancia militar do
sargenlo na opinio do soldado, porque pc, em um
dos casos, aquella na mesma plana deste em lodos
de servico, para depois de algum lempo vollar a
exercer sabr elle sua auloridade, sem duvida en-
riquecida por aquella circumslancin ; e no oulro
caso avillam-se as insignias do sargento apresentan-
do-as na liaba, o no serviro muito inferiores liuha,
o ao servico da ealhcgoria que ellas dislinguem.
Silo casligos estas que degradan) o poslo ; tambero
dobaixo da farda grosa do sargenta hale um cora-
rlo scnsivcl e pundonoroso. Entendemos, que o
sargento, para conservar a forra moral de que
precisa a bem da disciplina, nunca deve ler
baixa do poslo sanio nos termos da prnvisito de
1821, ou q.nudo expontancamenlc elle a requerer.
Ha muilos castigos corrercionaes para o sargento.
Ha por oxemplo a prisilo simples, ou fazendo o ser-
viro que Ihe competir no quarlcl. ou em una for-
taleza ; ha a dobra no serviro competente; ha a
suspenso de certas fenles especiacs. etc., ele.
Para os sargentos a qnem osles castigos nilo corrigi-
rem, ahi esta' sempre cngatilhada (rclcvc-sc-nos
o lermo : he lermo militar) a provisita de 1821.
Da boa vnnladc c zeta de nossos dignos camara-
das capilAes commandanlcs de enmpanhia depende
cmegrande parlo o termos bous sargentos. Fagan
elles esculla judiciosa o imparcial dos prnposlos,
c lenlian conlianra plena nos promovidos, sem re-
levancia do abuso dessa conlianrn, sem dispensa
de responsabilidadc, que a disciplina goral do cor-
po completar a educarAo de um sargenlo digno das
allcnroes devidas a esse poslo.
Fomos sargenlo do anligo 1. balalhao de calado-
res (c muito nos honramos de o haver sido), e foi
nosso capitn o Sr. Pedro Jos de Albuquerque da
Cmara, boje Icnenlc-cnroncl graduado do corpo de
estado maior da 2." classe. O Sr. Albuquerque, na
ana opiniAo, comprchendeu perfeilnmente, c pra-
licou o svslema dcaproveilar ao servfro peta con-
lianra garantida, e os principios da tlioori.i da res-
ponsabilidadc, segundo a ordem jerarchica. No
interior da compauhia iios eramos elle no jogo dis-
ciplinar e econmico ; no exterior eram actos seus
es nossos actas de adminislrajAo interna.
Se fallas apparcriam no arranjo da companhia,
de nosa parle ou da de nossos rompanheiros, o Sr.
Albuquerque nos responsabilisava para cmn elle
lao somente. Nunca livcmos de responder por tai-
jas laes parante naaaloridadea superiores do bala-
lhao, porque o Sr. Albuquerque sabia lomar a pa-
teruulade dessas tallas, e nunca declinar a respou-
sabilidudc deltas. He como comprcliendemos um
roinmaiidanle de compauhia para com seus ojliciacs
inferiores.
Anda nao (ivemos occasino ilc manifestar publi-
camente ao Sr. Albuquerque nossa gralidAn, pela
eslima e conlianja que sempre nos dedicou como
seu sargento, e pela amizade que ainda nos consa-
gra.
He esta a primeira occasiao que para isso se
nos oil'.-rye : aproveilamo-la com toda ocordiali-
dade.
Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 185.O ma-
tar do eslado-niaor de I." classe, l'iragibe.
(Diario do /ro de Janeiro.)
MATTO-GROSSO.
Cuiab 3 de selembro.
Pouco tenh > a accresccnla s que por ullimo Ihe
dirig.
No dia 17 do inez findj procedeuse apuracao
geral, e o resultado ja Vine, deve sabor. Pelo cor-
reo de 33 do agosto segua a acta da apurarn, e
bem assim a lista trplice que lem de ser apresen-
prara de soldado a seu Bina o Sr. infante duque de i lada ao monarcha.
Ileja, ja quando a classe dos cadeles havia entrado
4li no mundo das iradiroes ; o lodos saben) que
Sua Alteza Serensima foi ansperada, foi cabo de
esquadra, foi furriel, c foi sargento. E para que r
mais tange? Abri o lvro meslre de nossos Ilustres
generaos, e veris que muilos deltas liveram capa-
cidade para converler a divisa do sargento em dra-
gonas de espheras e de estrellas ; o humilde tambo-
rete dn oflicial inferior em urna cadeira nos ronse-
I los da eoroa, nos ronselho-| da repirsentacAo na-
cional, nos altas consclhos admrhislralivos do exer-
cilo.
Se, como se instituirn) nos corpos para os solda-
dos escolas de insIrncrAo primaria do primeiro grao,
das quaes algum fructo se val tirando, eslabclece-
rem-se tambem por corpo ou por graduacilo escolas
de instrucrilo primaria do segando grao para ofliciaes
inferiores, comprehendendo o cnsino de especiali-
dades relativas e uleis proflssao das armas, a exem-
plo do que se pratira na Prussia, na Hespanha, na
Blgica e em oulros paizes ,- escolas as quaes se
habilita um oflicial inferior a dedirar-se aos esludos
superiores, se o desojar, na sua mesma prara, ou
quando um oflicial de patento ; se se flzer isso, di-
zemos. a classe dos alliciaes inferiores licars com as
condiees necessarias para delta se lirarcm ofliciaes
que oflerccam ganabas de proveiloso fuluro para
o exercilo e para o paiz ; porque o exercilo apro-
veila da 'dlustracao de seus membros, e o paiz da il-
lustrac.au de seu exercilo. Sio proposiroes inconles-
laveis; a historiado mundo he sua demonstrarlo
categrica c altamente conveniente.
A promoriio eos pequeos poslos da jerarchia mi-
litar lem corrido enlre mis de urna niauoira muilo
arbitraria, e que, infelizmente, bem se adjecliva
com a desconsiderarilo em que sao lulos estes posto*.
O commandanlc da compauhia propoe para preen-
cher a vaga deltas as praras que Ihe parece ; e o
cnmmandanle do corpo gcralmcnte approva a pro-
posta : eis-ahi ludo. Scgue-se dcsle svslema apparc-
cerem ansperadas e rabos de esquadra que uAo sa-
ben) ler nem cscrevor; furrieis que ignoran as mais
eomesinhas noroes de ronlabilidade ; sargentas que
apenas sabem assignar o sea noine. Dahi, a justa
falta de conlianra em laes ofliciaes inferiores, por
que cnmpromellera-sc o olli.-ial que eoodasae em
homens semellianles para o desempenho de corlas
fnncriles especiacs do adminislrarilo interna; c dahi
tambero, o incnosprcso da classe dos ofliciaes inferi-
ores ; roenospreso de que, por esla parta, silo cul-
pados os que ospro|ie, e os que pmmovem sem esla-
rem os promovidos as condircs razoaveis de roe-
rccimonlo intrnseco. Fora pois de toda convenien-
cia que, a cxemplo do que se cslaboloccu a respeilo
do aceesso aos diversos postas de oflicial de patente
no rcgulamenlo approvado pelo decreta n. 772 de
:tl de marco de 1851, se exigissem habilitarnos ne-
cessarias o indispensaveis para o aceesso aos poslos
de ansperada, de caiio de esquadra, de furriel e de
sargento das quatro cafhcgorias.
S. Ex. o Sr. tenciile-gcueral Anlero Jos Fcrrei-
rera de Brilo, cuinmandanle das arma*, solicita pe-
la disciplina da guarnirno confiada a sua adminis-
trai;Ae,j cslalielccou, pela sua ordem do da n. 212
de I (i de abril de 185!, que nao tasse prvido ne-
nhum dos poslos desde rabo de esquadra at sar-
gento nos corpos desla guarnirao^seii) que os propos-
los fossem approvados as materias de que especial-
mente devein ler cunhecimenln, aogaodo o puslo
para nuc sita indicados.
Julgamos porem ilcsnccessario que scmelhante
providencia seja sera! para todo o exercilo, por or-
den) do governo imperial, na qual se declarem es-
pecilicadaiucnle as habitaries necessarias para cada
poslo c o lempo de permanencia no servido de cada
um deltas, sullicienle para que o individuo possa
adquirir pela pralica perfeito conhecimenlo do* de-
vores inherentes ao posta que Decapar. Este objeeto
nao he de lao pouca ponderaran, como geralmciile
*o nena para a formacao do bom pesioal de um
oxercilo. Elle merereu as honra da discussao as
cmaras francezas para a feilura da lei de proinoroes
de I i- de abril de 1833, e a considerarlo do poder
execulivo da Franra para a da ordenaui;a de Ib" de
marco de 18:18.
Medanle as providencias que aponamos, tamos
a ronvirro que os sargentos do nosso exercilo
serao diguos da considerarao que merece o seu
posta.
Tratemos lamhem de oulro poni que nos parece
haver cunrorrido para a depreciarn do posto de
sargenlo ; o rasligo correccional de anas fallas no
servico. Durante nossa vida militar tainos vista
caaUgarem-aa os sargentos corrcrcionalmenle com
baixa do po*to permanente, sem parecer do conse-
lho peremplorio ; com baixa do posto temporaria ;
e com o fazor servido de soldado. No primeiro caso
ha niracc,Ao da provisao de 1G de agosta de 1821 :
conculram-se os privilegios garantidos aos ofliciaes
inferiores. Nos dous ltimos casos ha abuso de aulori-
dade, porque nAo nos consta que baja disposirjo legis-
lativa que inflinja scmelhante castigo: abuso'que, pe-
Por aqui nada tamos de novo ; a provincia goza
de pcrfeila Iranquillidade, tequiosa por melhora-
mentos necessarios ao desenvutvimenlo da industria
e agrcullura. A navesa;o do Paraguav he urna
das cousas que faz o nosso sondo diario, pois nella
estilo todas as esp?raneas ita uro futuro lisongeiro
para a provincia ; porem ao que tamos observado,
parece-me que Uo cedo nAo lercmas lal navegaran.
A polilica exterior do Bra-il he, como se sabe, frou-
xa e indolente, c se nadase pode conseguir quandu
tudo eslava favoravel ao Brasil, boje que os nego-
cios eslAo complicados por certo que nada se conse-
guir, e a visla dislo temos de continuar cncanlo-
uados.
Apczar de ser inqucslionavcl a necessidade da no-
va lei da divisAo dos collcuio*, creio que nao a tare-
mos lita cedo, e que o projeclo Picar sepultado no p
da secretaria do senado, assim como Acaran) as Inic-
ua- para a sania casa de Misericordia ; pobre pro-
vincia !... Parece que al se tam nojo da fallar ahi
em negocios de Mitlo-Grosso ; tudo quanlo se pede
para c vaipara baixo da mesa, no entretanto que
para as nutras ludo se faz e rcparlc-sc o pAo-de-l
em grandes falias.
O arsenal de marinha aqui he urna casa pegada
com edificios particulares ; ponderou-se a conveni-
ancia e necessidade d comprar--- u;n desses edifi-
cios contiguos para se poder isolar o arsenal, e
posto que para (Ao justo fim seja muito diminuta a
despoza precisa nem ao menos resposta se deu ao
governo.
O palacio presidencial nao lem as commodidades
precisas i compoe-se de urnas casas terreas, qne ou-
Ir'ora forao de particulares, c ja Instante deteriora-
das ; o presidente lein-se cansado em ponderar a
necessidade de repara-las, c dar nina nova forma,
de sorte que corresponda ao fim ; nem se responde
a islo.
As nossas rendas provinciaes, sao muilo bem arre-
cadadas, mas apenas chegam a ilO conloa, quanlia
que com umita economa da para pagar ao* empre-
gados da secretaria, da conladoria, depulados, para-
mentas a grojas parochta es, sustenta de pre*os po-
bres, professores de primeiras Icllras; islo lem-se
demonstrado por inuila* vezea, bem como que por
falta de meios nao tamos um chafan/, na capital, cu-
jos habitantes s.lo condemua los no lempo da secca a
mendigaren) agua de cacimbas a meta legua .ios
suburbios da cidade ; uAo tamos una so* estrada
que possa ler esle iiorae ; nilo lomos urna cadcia ;
na tamos einfim nada : pede-se um supprimcnlo,
negra ; pede-se alguma consignaran para obras pro-
vinciaes, lica em promessas. Km ti ni, Dos nos d
paciencia !
Sirva-sc Vmc. fazer com que eslas cousas sejam
publicadas no seu Jnrnil, al ver se um dia os po-
deres supremos se lcmbraiu desla provincia.
Pordoe Vine, as miiihas estiradas maasadaa, certa
de que quem aqui vive c aui i ao seu paiz nAo pode
dcixar de se qucixar e de pedir.
(Carta particular.)
(Jornal do Commercio do Rio.)
aioi
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBTJCO.
Biaceio'.
15 de dezemhrn.
Nao ihe cscrevi pelo ullimo vapor por varios mo-
livos: I." por ter sido atacado do mais mimoso e
cnmmuin dos 7 peccadoa moraos a soporfera pre-
gura, de cijo* vgorosssim'is, ainda que indolentes
bracos, nao he fcil oscapar-S'-, o creio que se o bom
S. Pedro nao Cedanse os olhos a lal peccadinho
bom pinicos serian) os que enlrasscm n paraso ;
quinta a miro quando me vejo por ella filiado, por
mais que me vire, nurha. abra a bocea c coce-me
nada peaso fazer : 2. deficiencia de nssumpln inlc-
reauata e digno do ser-Iba relatado 3.0 Hnalmenle
porque ha tal aclualm:nte a abundancia de corres-
pondentes neata trra, qne jnlauei que a nimba in-
spida roissiva nAo Ihe faria falta, vito como polle-
ra Vine, muito bem saber das pouras occurreiirias
que por aqui se dan por algum dos meus mili dignos
collegas que parecen) porfiados em sonerarem-se uns
aos outros adobando os mais insignificantes lacios
rom lal sal e temperos apetitosos, que sAo rapazes de
desenfastiar a um phtisico. S Vino. nAo qui/.er ler
a roncisa correspondencia da Cniao, lela a pulida e
delirada do /.ibero/, ou a innocente do tVdtO, 011 en-
lao gnarde-se para ler a do Jornal do Commrmo
que trien/ de /aire son debut; sii nos fallam o Dia-
rio do /to eo Mercantil, e quem sabe se ja nao cs-
lari.i oceupados:'! I)ja os parabens i provincia
pela superabundancia de Ilustraran que Val desoii-
volvendo, enxotando assim a Indiuerenlisrao em'
que jazia respeilo dos negocios pblicos.
Coinprimenlando o illustrissiino e excollenlissimo
collega do Jornal do Commercio pela apparicAo
bnlhanlc naquetla iuleressanlissiina fulha, e fcli'ci-
tando-o pela lucida mnneira com que enretou sua
epistolar correspondencia, nao p&sso deiaar de dizer
alguma eousa a respailo de duas ideas que logo i'i
UasiM tarara aliradas como duas humba sobre o
nosso distinclo patricio l)r, Roberto Calhoiros de
Mello : diz o collega consta que o vice-presi
denle da provincia muilo se ha empenhado em gran-
genr amigos, palenleando a melhor boa fe c bom
genio dcsle mundo a responderemos ao collega que
o Sr. Dr. Roberto he um dos mais Ilustrados c lm-
neslus Al igraims. se sen ruraru he exlremamenle
bondadoso, nem por i-so lem elle o grao de boa f
que o collega Ihe empresta, e para augiriar amigos
(muilo bem sabe o collega], nao precisa de exercer
cargos pblicos, nem estar na admiuiiracao: parece
que late! anguinlierba nessecngajamenlo ta ami-
gos que menciona u collega ; se quer dar a entender
com isso algum arranjo ou plano eleiloral, eslou ha-
bilitado a declarar ao collega qne se engaa, u Sr.
Calheiros nAo lem semelhanles aspiracoes, e elle
mesmo o tam patentando a quem o quer ouvir. A
segunda bomba do collega he de mais grosso calibre,
h? urna l'uruia! ,u misarn de esbanjamenlode dinhei-
ros pblicos ; pois declara que pela viee-presi-
dencia foram distribuidos em menos de i mezes
4():(HX)O)0 rs. em obras publicas permita o col-
lega que Ihe diga,que parece uo ler seguido a mar-
cha administrativa da provincia, nem haver laucado
os olhos sobre as leis provinciaes do correntc anuo,
para emillir aquella idea assim descarnada, e que
se pude tomar como um desar lanzado sobre o nos-
so distinclo patricio; pois se o collega livesse allcn-
dido a Isso vera que as obras publicas com que se
dispenderam <0:UU03 foram lodas decretadas ou en-
celadas pelo eximio presidente J. A. Saraiva, e que
01 vice-presidente Calheiros nada mais fez do que
continua-las: charissiino collega, a nica obra que o
Exm. Sr. Roborlo inandou por si mesmo executar,
foi o euleninontn das duas ras priucipaes desla ci-
dade, qae pelo seu pes-ini 1 estado sAo a vergonha da
capital: j em seu relalorio a assemhla provincial
dizia o Sr. Saraiva que a estrada do Bebedourn es-
lava em melhor estado que qualquer deltas Nunca
vos acuutcceu, querido collciia, andar em imite e*-
cura por aquellas 2 ras 1 Pois se andas*eis, ver-
vos-hieis em apuro* para avilar os precipicios, abis-
mos, lagos e rochedinhos que all existen).
Terminando aqui o que tinha a dizer ao collega
resla-me dar-lhe um consclho : convem, charo ami-
go, arranjar alguma pessoaque melhor vos informe
de alsuns faclns para ana nAo consignis algumas
nexaclidoes; vede se encoulrais, como o noso velho
collega da Parahiba, algmn Mereles ou Benlinho
que sejam verdico* e segi.ro*, pois f>sles mal infor-
mado pela pessoa que vn* disse que o brigue naufra-
gado em Coruripc era nglez, e que o juiz de direilo
da Atalaia recorreu da sentcnca que absolver os
Tenorio* ; dilecta collega,o brigue era nacional,
e o juiz de direilo nao arhou materia para nppclla-
cAo Julgo-me com direilo a dar ao collega o con-
selho cima, nAo s pela ualidade de mais velho,
como por desejar que o miu nobre amigo assim co-
mo brilha pelo apurado e*lvlo, tambem se torne no-
tavcl peta veracidade e exaclidilo das noticias que
aahu relatar lao magisiral c concisamente. Pela mi-
nha parle nAo posso, ainda que queira, ser conciso;
quando pego na peana he sempre r-om firme inteu-
sAo de prescindir de ludo quanlo seja banalidade ;
mas 11A0 sc que zum... zum.... me sobe cabera, e
que demoninho vera brincar nos bieos da penna, de
maneira que incito me l vAo surdinilo ninliarias,
no-nadas, trechos insulsos e outras quejandas: quan-
do caio em mim j eslAo escripias, e a mal-dita e
execranda pregui^a me impede de risca-los !
Passcmos a dar-lhe algumas noticias respeilo da
higiene publica. .Nao sei se Ihe conlei que na pn-
voarAo do Pilar, (lisiante da capital urnas 10 leguas,
appareceram nn mciado do mez passado urnas tabres
de mo carcter que iam raleado algumas vctimas:
apena* cliegou ao conhecimenlo da presidencia a no-
ticia, fez npromplar urna ambulancia, e seguir para
all o Dr.Joaquim Telesphoro Ferrcira Copes Vanna
alim de soccorrer os desvalidos que fossem anecia-
dos, e minislrar-lhes gratuitamente os precisos me-
dicamentos. Por esle hbil medico foram requisila-
das varias providencias para atalhar a marcha pro-
gressva do mal. S. Ex., sem perda de lempo, expe-
da ordem i cmara municipal e ao vigario para a
cnnsirucrao de um cemiterio provisorio, e para por
ero pralica as medidas preventiva* indicadas: graras
promptas providencias da 1. auloridade e habi-
lidadc do medico, declinaram logo as tabres, e boje
creio que se acham extinclas: caira as henchios do
co sobre a calieca do oplimo administrador que, ze-
loso pela sorlc dos sen* administrados, nAo omillio
providencia alguma para minorar seus males, lo-
grando salvar das garras da horrorosa tabre ama-
relia bom numirode victimas! De Porto Calvo ha
noticia que as tabres lem dcsapparecido completa-
mente: o Dr. Jacinlho Paes Pinto da Silva que tora
pela presidencia encarregado de ministrar os soc-
corros da arle e medicamentos gratuitos aos enfer-
mos pobies, lornou-se credor de encomios peta zeta,
diligencia e desinteresse com que desempenhou sua
humanitaria larefa. Nesla cidade a saude publica
vai felizmente san altcracdlo; lem-se lomado provi-
dencias para a sua limpeza e acoio, e o temor do
colero-morbus vai-sc desvanecendo: a obra do laza-
reto progride. E*quecia-me dizer-lhe que os 4 mor-
phelico* submellidos ao tralamciuo do Borges des-
de mata desle anuo 11A0 lem experimentado melho-
ras; cada vez mais me persuado de que o lal Borges
nAo pajea de um refinado charlatn c visionario,
sobretodo depois que. elle deu parle de inspirado e
enviado pelo co nAo s para curar morphea como
lodas as molestias mais grave* que aflligem a triste
humnuidade; no enlanlo ainda nAo tai despendido
aquello cavallciro d'mduslria; pois lem sabido in-
culir no animo do povo ignorante a idea de que cu-
ra a horrorosa molestia; de maneira que os miseros
enfermos ainda nao eslo completamente desenga-
ados respeilo da inellicacia de suas meiinhas 110
curativo da elepliantia-i*.
NAo me consta que na ultima quinzena occorresse
allenlado algum grave contra a vida e proprieda-
de: o digno dieta de polica continua a dar exube-
rantes provas de energa, vigilancia o aclividade,
bom numero do criminosos de morle lem sido cap-
turados, e jama na cadeia da capital que se acha a-
hurrulada aposarde haver ltimamente seguido gran-
de numero de sentenciados para Fernando. A presi-
dencia prosegue da mesma orle enrgica e activis-
sima no cmprnho de reprimir o rrime, nAo se li-
mitando somente em pcrsegui-lo, porem procurando
aniquilar a malfica influencia dos pairnos dos fa-
cinoras: ltimamente houve urna dimissAo que por
aqui se interpreten como 6 jacta eit alea, foi a exo-
nerado do subdelegado da villa do Norle L. S. de
Albuquerque Eustaquio, por ter ido a villa da Im-
peralriz defender poranle o jury dos famigerados
Pedro Manoel e Pedro Nazario. Conlou-me o Mello
Vasconcellos muilo em segredo que pela provincia
de Sergvpe acaba de ser requisilado o criminoso
ChristovAo Theolonio do Reg e Mello como ladrAo
de escravos, e que por essa provincia tambem tara
requisilado por oulro crime, e qne lal he o sugeilo ?
Vmc. nAo faz idea do salular elTeilo que ludo islo
tam produ7.lo por e !
Cabe-me aqui dizer-lhe alguma eousa sobre a ad-
ministradlo da juslica da provincia. Segundo Ihe
noticiei, cu pessoal acha-se completo, e me he ura-
niamente agradavcl declarar-lhe que elle presagia
felieidade e nolavel melhoramenlo nesle importante
ramo do servico publico. Deixando de emillir o mea
juizo acerca dos magistrados anligo*, direi alguma
eousa i respeilo dos ltimamente nomeado*. As 8
comarcas da provincia esln prvidas. Na comarca
de Porta Calvo acha-se o Dr. Manoel Joaqun) de
Mendonca 1.1 lello Brauco, um dos dignos depula-
dos pela provincia assemhla geral legislativa. Ha
alcana anuos que esle disliuclo alagoauo se achava
afaslado da judicatura, mas mesmo neata provincia
havia elle exercido cargos judiciarios com summa
probidade e inlclligemia; creio que ninguem nega-
r sua illu-tracao e talento: na comarca quatilennal
ergucu-se no anuo passado sua voz enrgica, e enlAo
demunstrou que se liuha guardado al enlAo silen-
cio nilo era por falta de conhecimenlos ou acanhada
iiilelligencia, mas sim porque se conservava para as
crises: visla do que lenho expendido ha bom fun-
damento para esperar-se que aquella magistrado ex-
erra digna e satisfactoriamente o alio cargo para
que foi nomeado. Consta me que lem eslreado seu
jniaado com imparcialidade e a cuulento da maioria
dos hablanlcs de sua rumana. Na comarca da ca-
pital acha-se prvido o Dr. Mathcos Casado de A-
raujo Lima Aruaud, magislrado de tanga pralica e
anligo na poltica, passa na provincia por homem
de lirme conviccAo c principies inabalaveis: seus
ininigos polticos cxproham-lhe o aferr s ideas sa-
quaremus e o appellidam a cr.lho tjimlnnr, quanlo a
miro he um elogio que Ihe lecem, pois apreciamos
os homens dessa tempera, que se nAo vergam; como
magislrado ha muilo que he, condecido na provincia,
e a comarca de Alagoa se recorda com saudades do
seu probo e honrado juiz: a tanga pralica que pos-
sue unida s qoalidadea de que fiz menc.au augu-
ram-nos boa adminislraeao da jusli(;a na capital.
Debutan aqui o Sr. Dr. Casado abrindo a ultima
sessAo dojiirv ueste anuo, em cuja presidencia, di-
zem-me que se portara com imparcialidade c jusli-
ca. Para a comarca de Alagoa* foi removido o Dr.
I.oureneo da Silva S.-'Kiago, magistrado j conheci-
do pela sua inlelligrncia eprubidade. Para a Ata-
laia acaba de ser removido-o integerrimoe Ilustra-
do juii Silverio Fernandes de Araujo Jorge, ruja
probidade he proverbial e iulclligencia vasta. Para
a Imperalriz tai nomeado o mui inlclligenlc, enr-
gico e liunradissimojniz de direilo Francisco Libe-
rata de Mallos: rontasso-mc imptenle, e reconhero
que miiiha peiiiia'hc mui frgil para lecer a esle dis-
tinclo magistrado os devidos encomios; prescindirei
pois dessa cmpreza.e para dar-lhe urna fraca idea do
rnuito que j tam elle feilo naquella comarca em
que a aeran e prestigio da auloridade eram anterior-
mente quasi nullos, narrar-lho-hei un fado que a-
caba de lor all lugar. O terror d'aquellcs lugares,
o famigerado Pedro Manoel,.liuha-se entregado
prisAo espontneamente como Ihe refer ) contando
coro a iiifallivel bso'.vieao do jury da Imperalriz;
aubmeltido porem aojolgamenlo, vio rom admira-
ran que o seu prestigio eslava acabado, reconheceu
que o iciuada do puulnl e bacamarlc havia Sido
den hado par: nunca mais se erguer, motado dos
jurados prouunciou-sc contra elle Quem lal
acreditara '! O venerando tribunal remia-se da
pecha que sobre ello peaava como um remorso, com-
penclrava-se da sua missAo quasi divina Este fado
leve um alcance inmenso, a incali benfica influ-
encia no espirita da popolacSo. O jurv j se aba-
lanza a eondemnar um potentado, dizia'ui os capan-
gas, quanlo mala a mis Quem se atrever a acou-
lar-nos, se commellermos urna morle O ridadAo
pacifico o liinidn nAo mais se esquivar de ser los-
Icinunlia, pois cslii certo de que o criminoso sera
severamente punido; e nilo lera .1 recelar a vindicta
d'oulr'nra. O juiz de direilo anpcllou, e eslou con-
vencido que qualquer dos oulro* magistrado, que
aponamos nAo obrara d'uulra sorle. Ka Malta
brande finalmente .11 se acha ero exercioio o juiz
de direilo J0A0 de Carvalho Fernandes Vicira, in-
tegro activo o mui enrgico; sentimos que nAo pa-
rera elle ler desejos de persistir naquella comarca,
pois com a energa, aclividade e severidade que lo-
dos Ihe condecen) muito gauharia a adminialraco
da juslica na comarca da Malla Grande. Tal he o
lllastrado pessoal a que esta confiada a administra-
ran da juslica na provincia, he de esperar que expe-
rimente ella nolavel melhoramenlo, que so repercu-
tir ra seguranca individual.
Por fallar-lhe em seguranca individual lemhrei-
me que Vmc. pedin-me ltimamente noticias do
nosso velho amigo Saraiva, e pergunlou como ia
elle na adminntrarAo de S. Paulo ; por mim nada
direi, mas faco-lhe prcseule desse trechinho do Ypi-
ranga que era ta plut enragec das Tullas da oppo-
sicAo.ii O Exm. Sr. Saraiva parece rcsnlvido a
desprezar as IradicOe*. e por amor da verdade cum-
pre confesiar que anda nAo descobrimos no gover-
no aclual nenhuma inclinarlo para o dominio, e
scusaclos nSorcvellam senAo disposi^Oes louvaveis
de bem saslisfazcr os inlcresscs provinciaes. __E
esta Ja v Vmc. que a predcelo que a respeilo
desle illustradissimo pre*idenle fiz em urna de m-
nhas epstolas st se cumprindo fielmente.
Rcsta-me por ullimo como fiel chronisl dar-lhe
sonta do que aqui houve no tausloso 2 de dezem-
bro, da que recorda ao vasta imperio brasilciro o
natalicio do seu adorado monarcha, cujas virludes
parece que se aparan no radinho do lempo. Cou-
la boje o soberano brasileiro 29 anuos, c em lita
verdes anuos lem adquerido a senil experiencia de
uro hbil estadista e consumado poltico: a exemplar
conducta e immaculado comportamenlo desse Ilus-
trado joven pode servir de modelo a seas subditos
que se julgam dtosos em ler por monarcha
um mancebo que s pela idade mere ce esle no
me, que n.lo pelas illuslraces e conhecimenlo
vastas. Dos Ib salve, oh 2 de desemhro.da ju-
biloso pura lodo o Brasilciro que ama com veras a
palria, e que no principe, nesse da nascdo, cnxer-
ga a estahilidade do imperio, a garanta de pros-
pendade e felieidade da Ierra da Sania Cruz. Se
Alaguas nAo pode entrar ero lija com suas irmAas
110 esplendor e brilhauto apparato dos festejos que
soem nesse dia palcnlear o amor, venerarAn e acala-
inenlo que Iribulam os Brasileiros ao ma'is adorado
dos mouarchas, nAo Ihcs he inferior no jubilo, sa-
tisfazlo e coulenlamento que vislumbram em seus
semblantes ; a vonlade e desejo he o mesmo, os
meios de palentea-tas ata quedivergem : 11A0 houve
nina parada esplendida, ou hrilhanle illuminacAo,
mas nolava-se, como disse, geral salisfa(;ao, amor e
respeilo que lodos Ihe consagran). Agrande talla
de armamento impedio qae marchassem para a
grande parada os halalhoes da guarda nacional de
Alagoas, villa do Norte e Poca, que tinham sido
convocadas, mas que foram dispensados de compa-
recer, em compeusacAo veio urna luzida oflicialida-
dc que muito concorreu pata abrilhanlar o cortejo
taita no grande salte da assemblea legislativa pro-
vincial. A una hora da tarde S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia com um tosido acompanha-
niento das pessoas mais gradas da capital eda ofli-
cialidado da guarda nacional dos municipios mais
prximos dirigio-se para all : no largo da matriz
ja se achava postada una guarda de honra do oitavo
batalliAo de infamara de liuha, cujo coniin unanle
foi escoltado para commandar a parada, visto adiar-
se (lenlo o commandanle superior da capital. Rei-
nou em tudo a melhor ordem, e realineule a para-
da do dia 2 tai urna dos mais regulares a que tamos
assislido ; terminada ella leve lugar o cortejo que
foi muilo concomita. A' noile preparou a com-
pauhia dramtica Maceioense um bello espectculo
para solerouisar o da. Depois dosvivas e hymno
do estilo, reciten um jnvcn.um monologo em verso
peanle a imperial efligie. e um poeta de vuz gros-
sa e cavernosa um soneto do qual s ouvi a ultima
palava que fui jileando! O drama escoltado para
aquella noile tai a Dama de & Tropos ; creio que
Vmc. ja o lera visto representar nossa cidacle, mas
duvido que tasse ahi lAo bem desempenhado como
c : parocer-lhe-ha que exagero, mas appello para
os que assisliram ao espectculo ; recorro aos dia-
mantinos c bellos olhos que daduplicee enfeitiea-
dora fileira das galeras dardejavam elctricas sellas
sobre a plala ; appello emfim para os entendedo-
res da arte dramtica, elles que digam se aquelles
joveus curioso* uAo poderiam dar lenles a adores
de prearte : ja nAo direi o tenerfte Bernardo que
esta a cima de todo o elogio ; fallare! no inleres-
sanle mocinh 1, filho do lenlo coronel Paula Mes-
quila, que fez a parta da dama, que he a vordadeira
protagonista do drama Quera que Vmc. c esli-
vesse, Sr. correspondente, para que eu livesse o gos-
linlio de vc-lo licar embasbacado, comoeu liquei :
eslava o rapaz to bem vestidos faceiro e lindo,
e lem um metal de voz lao temo mavioso que uAo
havia a euganar-se, era urna vordadeira demoiielte,
e deslas de por um homem logo captivo, rendido e
aos ferros exposlo | como cania o Mximo ). Por
mais de urna vez levaulei-me do banco electrizado
com vonlade de ir pedi-la em casamento ao pai ;
mas o Benevides que me licava a esquerda me agar-
rava ditendo: socega. olha que he um rapaz e nao
moja, ests doudo '. A naluralidade, cxpresso,
scntimenlo e verdade com que desempenhou elle a
parle fizeram verlcr lagrimas as sensiveis Alagoa-
nas, c arrancaran) applausus da nossa mais que in-
sensivcl plala : em oulro qual quer lugar que se
represcnlasse um drama pelo modo com que foi de-
sempenhado ou dia 2, os representantes receberiam
no lim completa onusto c seriara coberlos de flores
o grinaldas. NAo Ihe fallarei (-porque ja me vai
chegando a nefanda preguirsi ) especialmente nos
demais personagens : lodos porfiaran) em bem de-
sempenhar seus papis : o joven medico Carlos, o
Sr. de Langlcs c sua chara consorte o eslalajadciro
e o Caussade csliveram excellenles.
( Jale. )
PERNAIBDCO.
COMARCA DE GOIAMA.
15 de dezembro.
Oh! que cnlrega Oh que compromellimenlo !
Oh que talla de exaccAo ao compromis*o, de que
me fiz sugeilo '. Oh 1 que ponderosa causal ao rom-
pineuto doslac,os de blo solida amizade !
Teudo-lhe, em a missiva pretrita, advertido que
o mea amigo Mesqoila devia passar por incgnito,
atientas as falacs consequeocias de urna tal publici-
dade, salisfeila nAo fui a inhiba exigencia ; e porque'.'
Cortamente ; alguma indiscricAo. pois,a nao ser as-
sim, nao sei a que possa ullribuiro seu lAo remtan-
le procedimenlo, o qual o inhibe de qualquer descul-
pa, forc,ando-mc al a desistir da empresa que Uo
iudividameiire sobre mim pesa.
Embora arrufado e indignado o mcu amigo, amar-
gos queixumes nulrindo, disposlo por consegrante a
suspender o ferro do ancoradouro, reconhecendo eu
de sua parta carradas de razio, nao Irepidei no em-
prego dos meios precisos a miuha justificarlo, tendo
em vista fazer lanzar o veo do esquecimeute sobre
consquencias de urna mera inadvertencia, para o
que de sorte algumaconcorri.
Assim pois (que relhorico lornei-me!) protestando
ser en o respnn.avcl porqual comprometimiento que,
por ventura, venda a recatar sobre o meu amigo,
certo do grandioso servico que presta ao seu paiz,
(feliz do paiz que lilhos tam do jaez do meu amigo
Mesqoila !) achando-se j a sua calva exposla ao sol,
pelo que conhecido como correio de noticias desla
comarca ; re- Ivon-so a continuar na senda Irilhada,
aulorisando-me a dizer-lhe que permute publicidn-
de ao seu nome toda a vez que por meu intermedio
fizer cbeaar ao seu conhecimento o oceurrido por
aqui. Como nAo lenha o imhre collega de Nazarelh
continuado na substituirn que se disnou fazer-me,
pelo que j Ihe consagrava alguma gralidao, trata de
dar execurao ao compromisso. em que me vejo para
com Vmc, ainda que nAo seja lisongeiro o mcu es-
tado de saude.
Antes que passe a esposirAo dos tactos, permita-
me, a instancias do Mesquila, um reparo em um dos
tapeos da pretrita.
Certa individuo, da parrialidade parda, em sua
casa do negocio traa de aliriarao* da mesma ; anda
mesmo escravoso nAo aliviar, que senlido algum
da ao que houve elle de referir-me.
A maneira pela qual tarara os Irabalbos do jury
inseridos tai mal, tanto que advogados Gzeram vezes
de reos, como tasse o Peixoto dos liuimarAes, o qual
todo iroso cxrlamuu ah correspondente palito !
ab .' se cu le conheccra, estrellas cuntas loriamos !
Como ou;o sempre dizer, que em qualquer marcha
he a igreja que merece a primazia, por isso trata de
cingir-nie ao mesmo.
A 1:1 desle, em distancia de meia legua e ao sul
desla cidade, na capella do engenho Bujari, pro-
priedade c residencia do delegado o coronel Antonio
Francisco Pereira, tai com magnificencia e brilhan-
lismo festejada a gloriosa Santa Luzia, invocado da
inesuia.
F. F. da RessurrcicAo cmpregoii de sorle lal a sua
arta em quanlo ao ornata.qiie nada deixou a desejar.
Posso dizer-lhe que ainda rolo vi eousa melhor, em-
bora famigerados artistas lenham aqui vindo.
A orchestra harmoniosa c encantadora, devida aos
eaforeoa de Jos Conrado de Soma Nnnes, o qual
tambero 11A0 ha poupado esforcos, para que tenha
este lugar urna qitiina pancadaria.
O orador, o Rvd. prior do Carino desla cidade Fr.
Norberta da PurificacAo Paiva,sali*fcz a especlaliva
dos ouvinles.
Em virtnde da mencionada solemnidadc enlcndeu
o coronel Anlonio Francisca Pereira obsequiaraos
seus amigos, fazendo com que se desse em sna casa
uro arado congresso, do qual li ve a honra de tazer
parta.
Apreciando as maneiras pulidas e obsequiosas do
referida coronel ; pondo ero marcha o meu buccpha-
lo, regressei a cidade muito satisfeilo. leudo os de-
ntis taita u mesmo : mas. eticante pede, eaosoffl
da marcial c fugeles.
Certo capadacio (alias meu amgnl perdeu tsestri-
bciras de sorle que vio 110 paleo do engenho rubi-
cundas jaqueiras.
A Iranquiliilade conlinia a soflrer.
i'3do andante, narlindo dos destacamentos es-
tacionados ero Podras ile Fugo, em busca de uro fa-
cinora Conliecidu por MiguelAo, urna forra, hnmi-
ziado elle em loiras do engenho Cachoeira sem pro-
Ierran dos que nellc residem,] leve de ser victima ita
urna furibunda resistencia, pois que, arrojaudo-se
elle a uro dos piquetas em que tara a mesma distri-
buida, miininito de um liarainai lo.iima espada c rana
taca, pode talar algara lempo, resaltando lirarcm
iloussuldados ferido* c elle gravemente ; lano que
pouco depois expiran.
Assevera-mc o .Mosquita que a cs'e Miguelau se
impulain a morle e foriincntns quo liveram lugar
nos correes daquella povoagao, assim como trata a
polica de envesligar 11 fado.
-l regressra para a capital da Parahiba o digno
dieta de paluda, leudo dcsassombrado aquelles la-
res, e dcixado uro forte destacamento .ao mando do
capilAo Allomo, sendo o mesmo subdelegado da par-
le que se acha sob a juriadicr,<1o da mesma provincia.
Aqui chegando o bravo capilAo CaraisAo de volla
dessa cidade onde tara asislir as solemnidades do
dia 2, Iralou logo de dar o ni passeio em frente de
sua tare.a volante al a povoacAo de Podras de Fogo,
alim de ver se Irancaflava alguna capadocios. J
tendo regressado, diz-me o Mesqoila (com quem tem
muila inlimidade) que apenas podera plhar um de-
sertar da forja da Parahiba, e que j delta fizera re-
messa. Acha-se o mesmo capilAo em preparativo
a seguir para as paragens de Uoianninha.
Depois que mal-inleucionadns propalaran) que as
proposlas liaviam sido recambiadas (nunca o julguei),
eis qne ellas apparecem estampadas em sea Diario
da mesma maneira, porque daqui foram.
A esculla nAo fui das melhores, devido. segundo
aflirma-roe o Mesquila.f muilas dfflculdades com
que hilaran) os commandanlcs superior e dos cor-
pos.
Nao sei se assim foi. Apenas lenho a noUr-lhe
que alguma* injuslic.11 se deram relativamonleaos
antigns ofliciaes, sendo que uns lirarara nos mesmo*
postas, e oulros tara do quadro, lodos reveslidos dos
requisitos precisos.
A vista do estado a qae se acha redolida a guar-
da nacional desla comarca ; visla dos seus adunes
ofliciaes (salvas honrosasexceprcs.) muilo hesito em
crer que lAo cedo possa ella organisar-se, embora
os esforcos do digno commandanle superior, e de al-
guns commandanlcs dos corpos.
Ti ve sempre as minhas cocegas de plhar urna pa-
Icnlezinha. e conseguinlemenle fazer linir a minha
espada por esta* calcadas; mas illudi-me, devido
sem duvida a falla de algum braco direilo.
Dn orago a esla parle, ha-se dado um armisticio
lal nesla cidade que nada mais se faz do que vegetar.
Se assim for a tasla, ero cuja* portas nos adiamos,
mal e muilo mal eslou eu, ainda que me vejo reso-
luta a dar algumas correras pelos suburbios, ja no
engenho do amigo major... j em um oulro do p-
renle n coronel... e ja finalmente ; em um oulro do
compadre o baenarel...
Mesquila faz-me crer que algumas solemnidades
ao nascimenlo de Chnslo se preparara.
Sublimo e philantropco projeclo acha-se enlre
maos, CUJa necessidade ha muilo era sentida por esta
cidade.
Em grande escala a pobreza, sem recurso, embora
um hospital na Santa Casa da Misericordia, em mo
eslado. seiu ordem, apenas servindo de robera para
um ou oulro resolveu-se, locado de compaxio, Ta-
vora Indgena (de quera j Ihe taltal era urna das
passadas) de harmona com alguns amigos, instituir
urna contraria, cujo fim tasse um hospital de Cari-
dade; tomando ella.o Ululo de Confrara de S.
.Sebastian. e erecta na malrz desla cidade.
Acham-se dispostas a inslallacAo de lao po es-
Mbelecimeolo ; prmnovendo a ndspensavcl nbs-
cripclo os caritativos e philantropicos sentones :
l.amillo H. da S. Tavora Indgena.
Vigario Domingos Alves Vieira.
Major Jos Joaqun) Rocha Faria.
Col lector Cosme DamiAo da Silva.
Dr. Caelano Eslellita Cavalcanti Pessoa.
Dito Luiz CinncaUe- da Silva.
Dita Honorio F. de Sigmaringa Vaz Curado.
Dilo Jos Leodegario Rocha Faria.
Joaquim de Maltas A. Rochedo.
Jos Joaquim da Costa Jnior.
Do resultado Ihe informarei.
Ilenrique Tiberio Capislrano, altares do 2." de i'n-
taiilaria. commandanle do de.lacanienlo aqui esta-
cionado, tcm-se lomado rccommendavel pelas suas
maneiras delicadas e urbanas.
Por agora il lufit.
Vale, vale. AnfelL
1 i,0 pols "e P!""*'* o lacrada esla.
llenando de seguir o seu deslino, por me lograr o in-
dividuo destinado a sua ceadocio, resolv-mc addir
mais alguma eousa ao seu eunteudn, embora nAo seja
a medida dos meus desejos.
Se parlilhassc eu da eloquenciado collega de Ipo-
jiiea. da lgica do de Souza. de estro dos de Bonito e
taralnba, certamenle em cada semana Icriam as co-
lumnas do seu Diario urna epstola minha ; maa, o
que fazer, vendo-mo privado de ludo isso! nada
mais do que observar esta pedacilo nemo poten
aare, quod non habet.
A carga deve ser equivalenle s tanjas.
A Illin. acha-se ero sessAo ordinaria. Assevera-
meo Mesquila, (por inforinacoes do porleiro da
mesma o eu amigo ConceicAo.) que nulreella dispo-
sicAo, a que sejam reformadas a*actuaes posturas, as
quaes em sua maioria sAo inexequivl* nesla cidade.
Forte absurdo de se julgar esla ciuade de urna es-
phera dessa capital, e s por conseguinte reger-se a
municipalidade pelas aaesmas posturas !
Rendidos conflictos se bao dado por occasiao de in-
lerpretar-se algum arligo de laes posturas.
A%uda nada respira acerca da dsnuncia com Ique
tora mimoseado o fiscal desla cidade.
As justificares em quanlo a rebelda para com o
jury, marchara em pequea escala, embora espaco
suflicienle cermillido peta Dr. juiz de direilo.
Acaba le communcar-me o Mesquila, que lera
no Liberal urna Iremenda losqueada ao mesmo Dr.
juiz de direilo, relativamente a maneira austera por
que levara os Irabalbos do jury.
Se assim he, e segundo intarma-me o mesmo Mes-
quila, nAo he tanto; o mais lio consequencia deal-
alguma irrilacao.
Oh! que furioso derramamenlo de Wi.i\
Entregue ao criterio de pessoas habilitadas, por
dar-sc de muida parte eslrangeirisiino i respeilo
posso dizer-lhe, que houve cxecuc-Ao fiel da lei.
O professor de urna das cadeiras de nstruertto ele-
mentar, JoAoJosc Barroso da Silva Juvenis* a 12
desle Tez examinar com toda solemnidade 8 dos
seus alumnos, presidido o ado pelo inspector do cir-
culo o Dr. Caelano E*lelli(a Cavalcanti Pessoa, c
leslemunhado por pessoan grada*.
Ja que trato de semelhanta objeeto, nAo posso pres-
cindir de lecer os devidos emboraa lAo digno pro-
fessor, pelos esforcos que emprega na exaccao dos
seus deveres.
A cadeia desla cidade nunca se vio tAo honrada
como agora. He lal a sua gravidez, que parece-me
ver a cada momento urna exploslo. Faz horror
passar em sua frente.
Mesquila, (enm razAo o diz) adverle-mc qoe um
joven desla comarca, filho de um dos mais presli-
mosos c abastados comrcaos, dspuzera-se esposar
urna Exm.a dessa capital, cujos predicados se acham
a toda a prova.
Sendo assim. queira a Exm." receber o* meu eu-
comios, pela boa acquisirato, que lera de tazer, e o
Illm.o pela cscolha sem duvida acertada, que houve
de ler.
Quando lenho do locar em semelhanta matara,
ou logo toreado a recordar n passado, em que live
justamente do tazer o mesmo.
Oh! que tarluni. poder eu repetir graca nAo
prezando como de tacto preso minha minha chara
inetade, jamis urna tal asneira. Que blasphomia !
Ah se ella souber !
Foi apenas um arrobo da imaainai;o.
Tudo qutalo de bom possa haver nesle valle de
miserias almcjo-lhc.
Acabo saboreando urna famosa pilada do Lisboa.
O mesmo.
Irabalho Ibes proveio das suas probabilidades na
noile do grande passeio publico da villa, mas por
isso memo bastantes queixas lem, porque dizem
e com razto) se com esse aclo incorreram as vila,
ou censuras das autoridades superiores, nesse caso o
castigo deve somente recatar no subdelegado, e nao
nelles, qae lem obrigatfo de o obedecer. Como
essa materia seja excntrica da minha capacidade,
nada posso dizer a favor ou contra esses meus nalri-
cios. **
Temos ldo legantes a presos razoaveis, boa carne,
e algumas chuvinhas qae nos promelle ser propicio
o anno vindouro. Fiquemos aqui em razAo do mal-
dita escrvAo bater-me a porta ; ecom suas pressns
impingio-me meia duzia de mandados para notifi-
cacOes de lestemunhas, e com presteza obedeco aos
meus jnixas, em razao de moito lemer a casa do Ma-
chado: adeos, adeos al a primeira.
O Pedro Gato.
(Iitm.)
REPARTICJAO DA POLICA.
Parle do dia 20 de dezembro.
lllra. e Exm. SrParticipo a V. Exc. qae, das
dilerenles parlicipacftes hoje recetadas nesla re-
parncto, consla lerem sido presos : peta subdelega-
da da taeguezia do Recita, Anna Mara da Concel-
(ao. para correcsao ; pela subdelegad, da freguezia
da Bna-Visla, Joaquim Jos de Santa Anna, tam-
bera para correcto ; tai recolhido a minha ordem
ao estado maior do quartal do corno de polica a re-
querimenlo do respectivo fiador, o major da guarda
nacional Amenco Janse nTelles da Silva Lobo, que
se acha pronunciado a pristo e livramenlo
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de Pe*--
nambuco20de dezembro de lS.ji. Illm. e Exm
Sr. conselheiro Jos Benlo da Canda s Figueiredri
presidenta da provincia,O chele de nolicis. /u-
Carlos de Paira Teixeira.
4
-
CORRESPONDENCIA.
.Sennoie redactores: Em resposla ao annuncio
do Sr. Joaquim Antonio Correa Caito, e por consi-
deracto ao respelavel publico, a quem Iribulo a
maior consideracAo. cumpre-me declarar que os es-
cravos Manoel c Vicente, que o mesmo Sr. GsiAo
diz haver comprado a Joaqaim Jos Pereira, nao fo-
ram seduzidos por alguem para deitarem seu enge-
nho Palma, nem Uo pouco se acham occnltos nesla
cidade: ocaso he oulro.
Tendo sido os referidos escravos prevenidos da
que o Sr. OaiAo nao era seu legitimo dono, mas sim
os lierdeiros do tinado Joaqun) Anlonio Brllhaote.
que se .chara nesla cidade, relraram-se do engenho
ueh. j. e vicram lera minha casa.
Intarmei a meu cubado Sesinando Joaquim da
Silveira da chegada de laes escravos, e esta com o
seu formal le partlhas entrou na oosse de um deltas
de nome Manoel, que Ihe coubera por heranca de
seu tallecido pai Joaquhn Antonio Brilhanle, e j se
acha manutenido peta juiz municipal da segunda
vara, como ae ver do mandado respectivo, aue vai
transcripto. H
Quanlo ao oulro escravo de nome Viceule, acha-
se elle depositado em meu poder por despacho do
juiz municipal de Olinda, afim de qoe diados os
herdeiros, se proceda a pariilha em sao valor, visto
como 11A0 enlrou no inventario do fallado Brilhanle,
porque leudo nascido depois de deacriplos os bens
hciira reservado para sobre pariilha, que al o pr-
senle nao pode ler lugar. O lermo de deposito vai
igualmente transcripto.
Pouco importa que o Sr. Gaiio proleste proceder
contra o pretendido seductor de escravos, qoe Ihe
nao perlencem : so o Sr. GaAo nto pode legitimar o
seu dominio sobre os mesmos escravos, como he que
aitieaca com perseguicao a alguem pelo tacto de una
falsa aoduocau '?
Tao pouco aproveila ao Sr. Caito a queixa decnAa
haver alguem faltado a S. S. respeilo do* mencio-
nados escravos: se S. S. ainJa hontem afflrmou a
urna pessoa mui respeitavel, o Sr. Anlonio Uuarte
de Olivcira Reg, que pouco depois de os haver com-
prado soube. que nAo pertenciam a quem lh'os ven-
deu, e (od.n ia nto se incommodou cora essa compra
illegal, quera porvenlura que os legtimos donos o
fossem demandar na comarca, onde S. S. he sub-
delegado e polentado, e que adiando os escravss em
um lugar onde a prova Ibes he fadl, renunciasaem a
csse ensejo. e abandonassem o seu direto? Nem lan-
a necedade. /
Segundo esla breve ciposictopode o publico ajui-
zar. que nto se (rala de urna seduecto de escravos
alheios, mas de urna queslao cvel, em que espero
Justina apezar da caprichosa opposicao doSr. Caito.
Recita, eleni; Jos Pinto da Coila.
Termo de deposito.
Aos 19 das do mez de dezembro de 1854, sendo
nesla'cidade de Olinda no lugar dos Qualros dolos,
a requerimenlode Luiz Jos Pintada Coala, em vir-
lude do mandado retro do Dr. juiz municipal sup-
pienlc, oude eu oflicial de juslica fui vndo comigo
escrvto de seu cargo adianto nomeado. ahi fizemos
upprehensan em um escravn de nome Vicenta, que
se achava era mao o poder do Sr. Luiz Jos Pinta da
Costa, dito escravo perlencenle ao casal dos finados
Joaquim Anlouio Brilhanle e Mara Joaquina da
Silveira Cavalcanti, e logo o-dilo escravo Vicenta
depositamos em mao e potar do depositario particu-
lar Luiz Jos Pinto da Costa, que do dita escravo
louioii conta para dar o entregar quando por ata
juizo Ihe tar pedido, e por islo se sujeiloa a lei de
pe de juizo, e para constar mandou o dilo oflicial
tazer este lermo era que se assignou com o dito de-
positario e eu cscrivAo o escrevi. Joao Nepomuce-
no Gomes.Luiz Josc Pinto da Costa. Bernardo
Cezar4 Mello.
Mandado de manutenrao a favor de Sesinando
Joaquim da Silveira.
O Dr. Francisco de Assis Olvera Maciel, juiz m-
nicipal da segunda vara nesli cidade do Recita de
Pernambuco, ele.
Pelo pre*enle hei por manutenido Sesinando Joa-
quim da Silveira na posse do esnravo crioulo de no-
rae Manoel, que o houve por craneal de seu tinado
pai Joaqaim Anlonio Brilhanle no inventario epar-
lilln que se procedeu pelo juizo de orphtos da cida-
de de tioianna, escrvao Araujo, segundo provou
com o documento junln a sua policio, de cuj posee
nAo ser perturbado emquanta por sentenra que le-
nha transitado em julgado, proferida em aceito com-
pleme s-nan mandar o contrario.
Ciimpra-se. Recita 19 de dezembro de 1854.
Eu Manoel Joaquim Bapliila, escrivao interino o es-
crevi:O/iceiro Maciel.
PUBLICACA0 A PEDIDO.

((.'arfa particular.)
COMARCA DO L1M0EIRG.
5 de dazembro.
NAo lendo anda assignado com Vmo. compromis-
so algum, palo que fique em ubrigacAo de escrever-
Ihe em poca* fu* c determinadas, os acontacimen-
tos desla abencoada lerrinha, irei pois, se Dos mVi
ordenar o contrario, de quando em vez, enviando-
Ihe o resultado de minhas observarles terrestres
basta de cavaco. c passcmos ao qae inleressar pode
aos ouvinles.
NAo posso deixar de manifcslar-lhe a paz e Iran-
[lui Hulado, que lem reinado no lugar com a retirada
do nosso juiz Nabar, formado na faculdade das altas
iiitelligencias: nao se creia, nem se .liga ser isso fa-
buloso, pois ahi aiiiiam os iganos, para prava do
meu dita, e Uo saudnso* do Dr. juiz Nabor, que an-
tas de enlrarem na villa, perguiiiarain por elle, c
na sabida, dizem, Ihe deixarani lembrancas. Anda
boje me disse o Machado, que a cnrrcieao" dos sganos
foi taita, em razao de um pouco de pecunia do juiz,
que se cxlraviou da raixinha das almas, e que ha-
vendo suspeilas de ser um pequeo, que se rerolheu
ao bando dos cigano*. o juiz eucolerisado por esse
acto, quei en lo viiigai-se do lal rapaz, dispoz-se a
metler os pobres filhos de Eva na cadeia ; c vem
agora mui fresco allirmando, que o* prendeu para re-
mitas! Que prova exhibi disso !
Bem diz cerla velha, que csse menino lem olho
muilo duro.
Tem meldoradn muilo os negoros da justirii com
o novo, escrivao Melloso, que sendo bem activo c di-
ligente, nao d lugar a queixas de parles, como
aconteca em oulro lempo. l)izcmqueo nosso sub-
delegado, e mais alguem antipatisaram com o capi-
lao Lzaro, pur que esle, em virtnde de ordem supe-
rior*, tara ao engenho Serrara da comarca de Naza-
relh, propredade de Joao Mauricio Wandcrley pe-
gar urna esclava.Ojue l eslava ha muilos anuos; e que
tai enlrcgue a seu legitime dono morador na cidade
do Recita; sondo esse Sr. Wanderley primo, ou lio
do nosso subdelegado, que bastante ecusurou ao di-
ta capilAo Lzaro, por nAo Ihe commuuicar essa di-
ligencia diablica.
No dia 17 do mez passado chegnu a esta villa o
poslilbto condnzindo a malla chela de oflicios para
varias auloridade* do lugar, (cinta a felieidade de
encontrar o delegado supplcnle Itevoradn na taja de
fazendas dn uosso coniinaiidanle da guarda, onde
sem mais formalidad? abri os ollicio*, e os leu em
voz inlclligivcl, de maneira a sor percebido pelos
freguezes; no que musir ser exarln no cumprimeu-
to dos seus deveres, e lano prova, que logo quiz
saber das ordens do governo.
No da 25do mesmo mez ordenoo o subdelegado
supplenle em exercioio Manuel Humos da Silva Mo-
roira Jnior, ao inspector desla villa de nome Anto-
nio Honrado, que nulilicas-e algumas pessoas do seu
qnarleirao, para certa servico publico ; e como cse
inspector responde**? ao subdelegado, que nilo fazia
taca nolilicioiies tai preso era Sagrante, e recolhido
a prisAo para ser proceasodo na forma da lei; mas
que resultan dis*o '.'
Apenas o aclual subdelegado Manuel Cavalranli
da Rocha Wanderlev leve utira des-a pristo, cor-
ren a villa, entrn 110 oxercrio, e sem mais tarma-
lidade poz no ollm da ra esse inspector, que ainda
exerce, por escamen, csse lugar.
No dia :2soltou o mesmo subdelegado Wanderley
una csrolla. que o subdelegado supplouta Manoel
Ramos da Silva Murcien Jnior prendeu por ler
deixado fugir um ciiminoso. que se Ihe cnlregou,
para o recolhcr a pristo desla villa, c no enlanlo nAo
se fez o competenlc processo, e com o maior escn-
dalo o Sr. subdelegado Wanderley mmiduii-os em
paz para suas casas Bem vAu eses negocios e me-
lhor lulo de caminhar, se nAo houver um correc-
tivo.
Os nossos malulos vAo em desespero com os vexa-
dos servicos da guarnic,o da cadeia, e lodos se quei-
xam do aclual subdelegado, porque sabem, que esse
POESA
A UM CHAVO BRANCO.
Offerecida ao meu amigo e collega o Illm, Sr. Dr.
Jdo Jos Pinto Jnior.
Linda flor, quanlo s mimosa,
QuAo suave de leu odor ;
F.s*o symholo da innocencia
Y. emblema de meu amor :
Linda flor quanlo es mimosa
QuAo suavo he leu odor I
Nenhuma lem romo lu
Tanta greca e singeleza ;
E alm de encantas mil,
Encerras maga pureza :
Nenhuma lem como tu
Tanla graca e singeleza.
Quanlo me apraz conlcmplar-le
o moni das outras flores !
F.nti'ellas es rumba,
Era belleza, em primores.
Quanlo me apraz contamplar-le
No mcio das oulras flores.
Se nAo lns da sempreviva
Sua tanga duracdto,
Nem da rosa a rubra cor,
Ou do lyrio a perfeicto,
O perfume qne exha'las
Tem mais tanga duraran.
Smente a li oh florznih.i.
Consagro mi ulia aOcirto ;
Porque muda lu exprimes,
A mais doceinrlin^rao
E por seres a flor mais bella,
Consagro-le minha all'cirau.
I,inda flor, quanlo s mimosa
Quo suave he tan odor ;
E's o symbolo da innocencia
E emblema de meu amor :
Linda flor quanlo mimosa
Quo suave he leu odor !
II
Era um mimoso cravo brauco
Com que brincava a donzella,
Mais do quo a linda flor.
Era a virgem anda mais bella !...
Nada exista quo iguale
Em belleza ao primor delta.
Brincavaporque sabia,
Qu'cra mais bella qu'a flor :
Brincavaporque conhorta
Que lho nflusravn o esplendor.
Era urna virgem mimosa.
Era 11 ni aojo no pi i mor...
Sabia que a par delta
Nenhuma flor brilhar pedia ;
Que na graca. na pureza,
Ella lilil a a prinia-ia :
E estes dotes sem par
O Bardo reconhecia.
Tinha orgulho o cravo brauco
De ser a rainha das flores !...
Por certo que nenhuma nutra,
Couliuha mais esplendores :
Porem ao lado da virgem
Perdeu a graca os primores.
Mas esla virgem formo-a
Da misera compadecida,
Temcndo qu'ella ultrajada,
Se quizesse despr d vida ;
D.i-lhe um beijoe tristemente
Laura ao chao a flor querida !
Eis qae o Bardo de impreayao
Apanha triste florzinha ; .
Pensou apanha-la mora
Pela cor qu'ella ju linha :
Lamentou a sorte triste
Desla miseracoiladiulia,
1
\

i




Z
Mas a Ror nao osla vi mora !...
Eslava envolla em furor,
Por ver que uin erle na Ierra,
I.Ue offuseava o primor :
Por nao poder a par dalla
Sustentar seu esplendor...
Melga virgem quem le dea
Tal primor de tarmosura t
Oliera le den tantos encantas,
Tanta purera e catittura.
Como podeslc em leu peito
Reunir Unta ternura 11...
E esla mullier anglica,
Ou'excede a lmja, p,ore,
He o anjo de meus sonhos,
A virgem de meus amores !
He i ella qu'a miud.i lyra
Smenle tece loovores.
i de dezembro de 1854.
DiARIO DE PERMMBULO, QUINTA FEIRA 21 DE DEZlMBRO DE 1854
r. o.
LITTER.4TLRA.
A ALCHIMIA NO SECL'I.O XIX.
(Continuarlo.)
a Chegamos aeora as transmutar-oes praticadas to
secuto XVIII.
a Em 170j, Carlos XII. fez rondemnar .1 morle,
como traidor, o general Paykhul feito prisioneiro di-
ante de Varsovia, combatendo os exercitos de scu
pai. Este general, vendo-se perdiilo, ohrigou-sc,
no caso de lite pouparem a vida, a fabricar lodos os
masa 11111 imlliao de enruilos de ouro. Prclendia
ler a arle de fazer ouro de um ofTiciiil polaco, cha-
mado Lobnski, que a liulia recetado de um sacerdo-
te de Cormibo. A operario foi eiecutada com tu-
das as preraures encommendadas em casos seme-
lliantes. O cliimico llierne.o general Hamillon e s-
ganlas oulras pessoas revestidas de carcter oflicial,
assisliram experiencia. A pedra philosophal foi
preparada pelo proprio general Hamillon, segundo
as indicarnos de Paykhul e com as substancias que o
adepto indicofi sem pdr-llie maos. Transtannou-se
rliumbo em urna massa de ouro, que servio para cu-
nhar cenlo e quarenta e seto ducados. Cunliou-se
tamliem nesta occasilo urna medalha commemoral-
va do peso de dous ducados contendo a inscripj.lo
seguinle :
//iic aurumlarte chimica confltil llolml 170(i;
O. A. I Paykhul.
O processo verbal deata operaran foi feilo por
Hierne que era entio o cliimico mais hbil da Sue-
cia, eque nunca maispoz em dovida que Pavkhul
possolsse o segredo da sciencia lierme'.ica.
Mas de (odas ai transmtateles praticadas no se-
clo XVIII, que falla com mais evidencia cru fa-
vor ds alchimia he a que fui cxcculada em Vienna
era 1716, em presenta de urna conmissio oflicial,
com a tintura philosophal enviada pelo alchimisla
l.ascaris.
1 O lim simslro de Alexandre Selhon e os Irala-
meulos barbaros infligidos a varios adeptos por sobe-
ranos allemacs, liiihan aberto os odos sobre os dcs-
prezos inherentes i posse da pedra pliilosoplial. No
secuta XVIII, a mor parte dos artistas evilaram o
perigoso commercio dos principes, e liveram o cui-
dado de nunca fazerem por m proprios operarnos
era publico. Lascaris foi quem mais uzou desta pru-
dente reserva. A sua existencia he rlieia de mysle-
rios. Elle se faz i i passar pelo superior de um con-
venio gregd de Milylene. mas nlnguem sabe nada
positivo acerca da sua patria verdadeira, nem acerca
dos auccessos da sua rarreira a\en(uroa. Quasi nun-
ca elle proprio fazia experiencias publicas; limitava-
se a confiar a diltarcntcs pessoas pequeas quantida-
des da na tintura, para proporcionar provas mani-
fest! da verdadeda sua arte, depois deixava o paiz,
c nunca mais vollava.
Um dos emissarios de l.ascaris rhegou a Vien-
na no me de jullio de 1716, e convocou urna reu-
niaodat pessoas mais cousideraveis da cidade, alim
de convencer a incredulidade por urna prova solem-
ne. A sessao leve lugar no palacio do conde de
Rui ic,'comrnandanlc de Vienna. Para tirar qual
qaer suspeila de fraude, liveram o cuidado de nao
empregar nem cadinhos, nem apparcHio de genero
alanm. Tomaram somente urna mooda de cobre de
billio, aqueceram-ua ao tago al licar vermclha e
depois de llie terem projectado na superficie urna
pequea quantidade da tintura de l.ascaris, mette-
ram a n'agua para estriar. Tiraram a peca transfor-
mada em prala, e o metal resisti a todas as experi-
encias da i,.edra de toque. A pequcua quantidade
de tintura empregada ficra na superficie da peca
em que experimentare allrracao apparenle : era
um p hranco, mui semelhante'ao sal marinho. O
que he mais notavel lie que a agua que servir pa-
ra estriar a peca adquerira depois desla operacao
propriedades transmnlalortas. Os objectos de cobre
que uella so deposilavam shiam mudados em prala.
Segundo o peso das materias empregadas, verificou-
se que 1.parle de tintura transmudara 10,000 vezes
o ti>a peso de cobre. O processo verbal desla sessao
extraordinaria, tracado pelo conselheiro Pran/.crde
Hesse, in menioriam et fiaem re, lem a assignatura
das pessoas mais eminentes de Vienna. Foi impres-
so segundo urna copia judiciaria.
Ninuuem conliece o nome do enviado de l.asca-
ris, que execulou esta experiencia mcmoravel, mas
rnnserv*ram-sc os de varios oulros' dos seus entisa-
noslo dos seus confidentes. O mais conhecido de
entre elles he Boliger, artista que se teruou celebre
por ter iulroduzuta em Saxonia o fabrico da porce-
lana.
Boliger, cnlAo discpulo de phamarcia em Ber-
liro, recebera de l.ascaris urna mui grande quantida-
de de tintura phitosophal. Desde que Lascaris dei-
xon a Prussia, por ordero do seu soberano, se poz a
fazer transmutarnos publicas. El-rei da Prussia,
Frc.lericn I. informado do fado, mandou prende-lo,;
mas o artista leve lempo de escapulir-se e de refu-
giar-so na Saxonia. O governo saxonico resisti a
lodos os pedidos de exlradicao da corle prussiaua, e
as ameacasi que sesuiram semelhante recusa. O ne-
gocio tomou um carcter Uo serio, que por momen-
to lemeu-so urna invasito dos Prussianos sobre o ter-
ritorio saxonio, e as guarniciies furam reforjadas.
El-rei de Saxonia tencionava" reservar para si s a
explorarlo do Ihesouro que o caso vinlia tanenr-
Ihe as oiIos. Todos os meios foram empregados a
imdcque Boliger fallaase; tai afagado, acaricia-
do, honrado de (odas as maueiras ; at foi enobreci-
do. Todava as suas acedes eram observadas ; elle
eslava debaixode urna vigilancia severa. Urna ten-
tativa de evaso que malogrou-se tornou a sua rcclu-
sao mais aperlada.
Enlrelanlo l.ascaris trabalhava em favor da sua
soltura ; enviou a Dresda um dos seus amigos, cha-
mado Pach, com a missao de ofTerecer a e!-rci de Sa-
xonia o resgale de Boliger ; offerecia 800,000 .loca-
dos pela liberdado do seu discpulo. Em resposla,
el-rei de Saxonia mandou prender o enviado, que foi
lanrado na fortaleza de Sonigslein, e Boliger na de
Knigteii>.
Depois de dous anuos e meio de detenan, Pacli
ronseguioevadir-se pcitando um soldadodo forle.mas
ferio-se perigosamente ao descer o parapeilo. Com
ludo pode chegar al Berlim, onde morreu de-
pois de pouco lempo. <,>uanlo a Boliger, foi rc-
conduzido a Dresda. Todos os esforcos para faze-lo
tralialhar foram inuteis. Mas i paciencia ile el-rei
eslava quasi exhausta ; ameacou o artista com toda
a sua colera. Nesta conjuucluras, Boliger poda
aguardar o mais sinislro desenlace, quando urna
evenlnalidade imprevista veio lira-Io do perigo. Du-
rante a sua residencia na Saxonia, Boliger descubri-
r o senredo do fabrico a porcelana. Oflereceu a
el-r enriqueceros seus estados com este meio, e
protegido com semelhante recurso, se atreveu a con-
fessar que neo possuia o segredo da podra philoso-
pbal, eque sempre Irabalhara com a tintura que o
seu meslre l.ascaris Ihe confiara.
El-rei de Saxonia perdoou a Boliger. O fabrico
da porcelana era para sen reino um Ihesouro mais
serio, do que aquella que elle lano cobijara. Boli-
ger morreu em 1719, dirigindo a manufactura de por
relima de Dresda.
As numerosas transmutares metlicas, que ti-
verim lugar na Allemanha desde de 1710 al 1720,
foram altribuidas a l.ascaris, ou aos seus anidados.
Os i iunaes que lodos os operadores deram a respailo
do individuo, que Ibes entregara a tintura pbiloso-
phal, se referem perfeilamenle a sua pessoa. Assim
preleudem que l.a-raris he o desconliecido, que leu
ao Lanilgrave de Hesse-Darm-tadl o pequeo, em-
brulho de tintura vermclha e branca, com as quaes
este prncipetransformou chumbo em ouroe em pra-
la. Este ouro servio para fabricar ducados, e a prala
para cunhar os thaters de 1717, que tora a inscript-ao
seguinle :
Sic Deo plwuit in tribulationibw.
Anda lie l,ascari, que dra a Untura philojophal
ao avenlureiro l'.aetano, que foi nomcado pelo elc-
lor de Saxonia fel.l-inarechal, comrnandanlc de um
regiment e governndor de Munich. Mas Gaetano
nem sempre lirou um lAo bom portilla desla dadiva ;
porque, depois de nma carreira das mais aguadas,
coiivtnriiin de ignorancia sobre a preparaban'da tin-
lura, foi enforcado em Krancforl-sur-le-Mein.
o Justa ou injustamente Dzeram de Lascaris o h-
roe da aventura acontecida em 1725 i condessa Auna
Sophia d'Herpch. L'm individuo, que asseveram
ser l.ascari', foi encontrado as Ierras da condessa ;
mas esla Iratou-o com respeito e Ihe deu hospilaliila-
de. No da seguinle, momento de partir, c para pa-
gar a sua boa reeepcAo, l.asrars pedio que Irouxcs-
sein sua presenta tosa a baixella de prala do cas-
leilo, e Iransmuloii lodo metal em ouro. Este fic-
to den lucar a um mui singular debate judiciarin.
O marido da candessa d'Ilerpach reclamou a melado
da baixclln, porque o augmento de valor linba sido
realisado sob o rgimen da communhAo. Mas os ju-
risconsultos de l.cipsick regeilaram a sua rcrlama-
C*o. e deram a condessa loda a propriedade do ob-
jectaem litigio.
Para terminar os: i narra ;ar> por lacios, queso
rcalsaram cm Franca e a'uma poca pouco afasia-
da da nossa, recordar-lhe-hei as numerosas Iransmu-
lac/ies, que faiia nos ltimos anuos do reinado de
l.uiz XIV", o alrhimisla provenjal Delisle, que viva
no castalio da Palud. Translormava o chumbo em
ouro e o ferro em praU. c secundo dizem, havia na
provincia mais de 4,000 libras destes dous melaes,
que elle havia fabricado. O rumor das suas pera-
toes agiluu durante varios annos o Languedoc, a Pro-
vence, e depois a rdrte de Luiz XIV. Os principes,
os bispos e as pessoas mais elevadas em dignidade,
eram os cortezaes desta artista faino.o. que l'inha ad-
querido o sagrado por manobras anda pouco mal
esclarecida*.
As carias seguintas, referidas pelo padre I.cnglel
na sua Historia da philoiophia hermtica, darilo urna
idea bastante exacta das operares do alchimisla pro-
vencil.
A carta eteripta por M. de Ceriiy, prior de Cha-
teauneuf, na diocese de fiez em Procence a 18 de
norembro de 1706, ao tigario de S. Jacquet do Uaut-
Pa>, em Paris.
a Es um facto que Ihe parecer curioso, meu cha-
ro primo, e aos seus amigos. A pedra philosophal,
que lanas pessoas Ilustradas lecm sempre reputado
una chimara, afinal foi adiada. He um certo De-
lisle, de urna parorhia chamada Sylanez. justa de
Bargaumoiit, e que faz sua residencia ordinaria no
caslello do Palud, a um quarlo de lega*) d'aqui, que
lem semelhaiita sesredo. Converleu o chumbo em
ouro e o ferro em prala, pondo sobre o metal um
oleo e um p, que elle compile, e aquerendo esle me-
tal s brazas alo licar vermellio. De sorlc que nlo
seria impossivcl a um homeni fazer um milliAo por
da, com tanto que lenha siiflcienle p e oleo ; c
quanto mais estas duas drogas parecem misteriosas,
lano mais a transmutarlo lie simples c fcil. Faz
ouro lira oro, do qual enviou iluas on^as a I.yon, para
ver o que os ourives pensam a este respeito. Veo-
dea depois do alguns meza vinte libras de ouro a
um merradorde Disne,chamado M. Taxis. Oouro
c a prala, segundo a coulissAo de lodos os ourives,
nunca se approximaram da hondade desle melaes
fabricados por elle. Faz pregos, parle de ouro, par-
te de ferro c parta de prala. Promelleu-me um des-
la especie, n'uma conferencia de quasi duas horas,
quo live cm elle o mez passado. por ordem do Sr.
hispo de Sencz, que vio todas as colisas com os seus
proprios olhos, e qua me fez a honra de fazer-me a
respectiva narraran ; mas elle nlo he o nico. O
barita e a haroneza de Kcinvolils nioslraram-me urna
barra de ouro, que viram fa/cr diente de seus pro-
prios olhos. II meu mulla in Sauveur, que gasla seu
lempo, depois de 50 anuos, uesle grande estudo me
Irouxc, depois de pouco lempo, um prego, que elle
vio mudar em ouro, e que dele persuadi-lo da sua
ignorancia. Esta cxcellenle operario reccheu urna
caria do intendenta que eu li, Uo obsequiosa quin-
to elle merece. OfFerere-llie o seu crdito junto dos
ministros,para seguranca da sua pessoa.conlra aqoal
c contra cuja 11 horda.le j lem tentado duas vezes.
Julga-so que esle oleo de que elle se serve, he ouro
ou prala reduzida a este estado. Ellcdeixa-o por
muilo teinpo ao sol. Disse-me que Ihe eram preci-
sos seis mezes para estes preparativos, Eu disse-llie
que el-rei queriii ve-lo. Elle disse-mc que nAo po-
da exercer a sua arle cm Indas ai paragens, c que
llie era necessario certo clima. Vertlade he que es-
te hornera nao parece ler ainbirilo. l'ossne smenle
dous cavallos e dous criados. Por oulro lado estima
nuUo a sua liberdade, quasi que nao lem civilidade,
c nao sabe exprimir-se cm fraucez ; mas parece ter
um juizo solido. Era um scrralheiro, que exceda
em sua profissAo, sem nunca le-la aprendido. Como
quer que seja lodos os lidalgosque podem ve-lo, fa-
zem-llie a corle al a idolatra. Feliz da Franja, se
esle homem quizesse descobrir-se I el-rei, a quemo
intendente enviou algumas barras de ouro mas se-
ria mui grande fclicidadc esperar, pois que receta
que o homem morra com o seu segredo. .luj......
tura charo primo, que semelliaute nnlicia nao fosse
indigna de Ihe ser rommuiiicad.i. Causar lambem
prazer a meu irmAo, a quem prco-lhc que a envi.
I'resumc-se que arta deseobcrla far grande bulla no
reino, salvo se o carcter do homem que acabo de
pintar-llie nAo o impedir; mas cerlnmente hAo de
fallar nelle nos secutas por vir. J nao ser neces-
saro ir ao Ihesouro de Florcnea ver pregos, parte de
um melal e parte do oulro, eu j os possura se a
incredulidade nAo me houvesse feilo desamar esle
li 'in ni al o presente. Mas cumprc siibmettenno-
nos verdade, eespcro vrosla IransmulacAo assim
queM. Delisle rollar para Palud. Presentemente
esl as fronleiras do Piemontc, n'um caslello onde
encoiitra allractivo. He na diucese de Seficz.
cr Sou, etc.
Outra carta do dito senhor de ('erisy ao metmo, 27
de Janeiro de 1707.
A minha ultima carta fallava-lhe em um alchi-
misla provencal que reside a um quarlo dclestuada-
qui, no casleilo da Palud, e que se chuma Delisle.
Entilo s podia dizer-lhc o que se me linba dito ;
mas es-aqui alguina cousa mais, neu charo primo :
lenlio um prego melado de ferro e melado de prala,
que cu fiz com as ininhas proprias milos, e esle gran-
de e admiravel operario anda quiz dar-me um pra-
zer maior ; foi que eu mesmu lizesse urna barra de
ouro com o chumbo que eu Uoha trazido. Toda a
provincia lem a atleueilo sobre esle homem ; mis du-
vidam, oulros sao incrdulos ; mas aquellos que lem
visto sAo obrgados a ceder verdade. Li o salvo
conduelo que a corte Ihe concedeu, com ordem toda-
va de ir aprcscnlar-se na primavera seguinle. Elle
ir voluntariamente, segundo rae disse. e pedio esle
prazo para juntar nesle paiz o que Ihe lie necessario
para fazer urna experiencia pcranlc el-rei, digna de
sua niagcslade, mudando n'um momento grande
quantidade de chumbo em anta. Vollou nesles dias
passados de Digne, onde ello comprou para si una
casa por 500 escudos. Trabalhou ahi publicamente
c em segredo, e ahi den quasi mil libras de uuro em
presos a em barras I aquelles que o iam ver por cu-
nosdade. Desejo muilo que estehomcni nAo morra
cnin o segredo, e que o rominuniquc n el-rei. Como
eu live a honra de janlar com elle quinla-feira pas-
sada, 20 ilcsle mez, estando sentado a seu lado, dis-
sc-lhe baixinho : que Ihe era dado humilhar os in-
migos rir. Emfin, esle homem he o milagro da arle ; ora
emprega o oleo c o p,e ora o p somonte,mas em lAo
pequea quantidade, que quando a barra que eu fiz
esleve limpa, quasi quo nAo apparecia iienhum. Irei
a_ Mouter no primeiro da, para fazer trabalhar
n urna faca loda de ferro ; Delisle promelleu-mcquc
o gume di. lamina, Tirando de ferro, mudada o reslo
em prala, e que a mesma curiosidade se adiara no
cabo. Eis-ahi o que se naan entre nos.
Assignado : Cerisy. o
Carta dirigida pelo bitpo de Sene: ao ministro
das /inanras Demaretz, a 2 de abril de 1709.
Sr. ministro, depois de Ihe ler assignalado ha
mais de um anuo o meu prazer particular acerca da
sua elevaran, tenho a honra de Ihe escrever hoje o
que pens a respeilo do Sr. Delisle, que tem Iraha-
lliado na Iransmulacio dos melaes em minha dioce-
se, e posta que eu rae lenha explicado por varias
vezes depois de dous mezes ao conde de Pontchar-
Irain, porque elle rae pergunlava, e eu julgasso
que nAo devia fallar acerca dislo a M. de. Cha-
millart ou a V. Exc, cm quanlo eu nAo fosse in-
terrogado ; lodavia, segundo a certeza que me de-
ram, agora que V. Exc. desoja saber a minha opi-
niAo, eu lli'a drei com sinceridade por interesse do
rei e pela gloria do seu ministerio... Quanlo ao se-
gredo da IransmutacAo, reputei-o por muilo lempo
mpossivel, e lodos os meus principios me tomaram
mais incrdulo do que nenhum outro contra o Sr.
Delisle, por espaco de tres annos ; durante este
lempo, desprezei-o ; at condjuvei a iiitenrao de
nma pessoa que o persegua, porque me era recom-
inen.la la por um polculado desla provincia. Mas
como esla pessoa infama me declarasse na sua cole-
ra contra elle, que havia levado por varias vezes aos
ourives de Aix. de Nicea, e d'Avignon, o chumbo
ou t ferro do Sr. Delisle, mudados dimite dola em
ouro, c que elles o liuham adiado muilo bom, jul-
guei entAn dever desconfiar um pouco da minha pre-
venido. Depois, lendo enconlrndu na minha visita
episcopal cm casa de umitas mcusamsos, pediram-
Ine que Irabalhasse dianle de mira ; elle o fez, e eu
mesmo Ihe leudo olTerecido alguns pregas de ferro,
converleu-osem prala no fogau da chamin, dian-
le de seis ou seta tcslemunhas dignas de l. Tomei
os pregos transformados, e os envici pelo meu es-
moler a Imherl, ourives de Aix, que, depois de os
ter feito passar pela experiencia, declarou que ersm
de muilo lina prsla. Com ludo nAo me salisliz com
isto ; M.de Ponlchartrain, lendo-me tcsleniunliailo
ha dous annos, que eu fara urna cousa muilo agra-
dare] a sua mageslade, communicanilo-lhe este fac-
i, chamei o Sr. Delisle Caslcllane : veio ; man-
dei que olo ou dez homens o cscollassem, adver-
lindu-os que vigiasscm-lhc as maos, a permite lodos
no elle mudou sobre um fosareiro duas peeaa de
chumbo em duas pe^asde ouro e prata que envie a
M. de Ponlchartraiu, que foram examinadas pelos
melhores ourives de Paris, que as acharam de mu
bom quilate, romo a resposla que eu lenha as nana
o assevera. EnlAo comecei a ser muito abalado,
mas fui alada mais por cinco ou seis opcrac,cs que
eu o vi praticar dianle de mim cm Sene/., no cadi.
iio, e anda mais por aquellas que elle proprio me
fez ex'cu.ar em sua presenta, sem que pozes>p
mAos cm cousa alsuma. Alm dista V. Exc. vio a
csrla de meu sobrnho, o P. Bezad do Oratorio de
Pars, sobre a operacto que elle proprio execulara
em Caslellanc. cuja verdade eu lOaneo a V. Exc.
Emlm meu sobrnho Buree!, tendo vindo aqu ha
cousa de Ires semanas, fez tamben) n mesma opera-
Co, cujos promenores elle lera a honra de commu-
mcar-lhe e que nos temos visto e feilo cm oulras
pessoas de minha diocesc igualmente o viram c li-
zeram. Confesso-lbe, Sr. ministro, que depois des-
le grande teslemuiihn de espectadores, de lanos ou-
rives, de tantas experiencias de todas as especies, as
miiihas prcvcncijes foram abrigadas a evaporar-sc ;
a miaba raitu ceden aos meus olhos, e os meus
phanlasmasde impos-ibilidade foram dessipados pe-
las ininhas proprias inos. o
Es pois replicou o adepta urna serio de phe-
iioiiicuos apoiados por teslemuuhos aullinnlicos, que
ilemouslrain que em dili'crenles pocas varias pes-
soas possuirara o segroilo da IraiisiiiularAo. Mas
exilc outra cathezoria de provas que nAo se deve
desprezar, e que Ihe aprecnlarei ao concluir. Fal-
ta das riquezas cousideraveis que se lem sempre vis-
to as mAos das pi'6Soas que tem possoido a pedra!
philosophal. Sob esla reiacjo I lu-loria nos fornece I
fados contra os quaes seria dilicil aprescnlar objec-
roes razoaveis.
a Todos os esrr i plores hermticos asseveram que
I(a\mundo I.iillc, prisioneiro de Eduardo III na
Iorieilc Londres, fabricara ah quasi de seis m-
llies de ouro que serviram para balcr osldalgos da
Rosa. Em Franca. Nicolao Flanel achou cm LI82
o sesredo da projercao, o este homem al cnlao po-
bre ropilla, meado com grande difflculdade do
produelo de scu Irabalho, se aprsenla de repente a
frente de immensas riquezas. Funda em Paris 14
liospilaes, levanta :i rapellas, reedifica 7 isrejas, c
dola magnilii menle. Em Punloise, lugar de seu
nascimcnlo. islliie oulros tantos c-labclccimentos
pio. Em 1712 se dstribuiram aos podres de Paris
as esmolas que elle instituir em scu Icslamenlo.
Fizeram-se muilas diliscncias para dcscohrir-s?
origem das riquezas de Flanel, mas os escriptores
que suscilaram eslas dnvdas. lacs como Gabriel
Nanita o padre Vllain s emprcliendcrain as suas
indasares dous ou Ires secutas depois de sua morle.
Ora,lio conveniente saber que durante a vida de Ni-
colao Flanel, como a origem da sua fortuna livesso
psrecido suspeila, o parlamenta de Paris evocou o
negocio e provocou un ioquerilo minucioso. Nio-
siiem pode dizer o que rcsullou dcste iiiqueritn,
mas nem por isso Nicolao Flanel ficou mais in-
quieto. .
O ingloz Georgc Ripley fez presenta de cem
mil libras de ouro aos cavalleiros do Rhodes, quan-
do a Iba tai atacada petas Turros cm 1640.
Gustavo Adolpho, rei da Suecia, atravessando
a Pomerana, receben cm l.ubec de um pretendido
mercador, cem libras de ouro que foram convertidas
em ducados, contendo os signaos da sua origem her-
mtica. Por morle desle desconliecido, euconlrou-
se cm sua casa urna fortuna cima de um inilho c
sele ceios mil escudos.
S se pode considerar como produeces alclii-
micas os dezeselc milhues risdales quo deixou o
eleilor Augusto de Saxonia, cm 1580, porque este
principe he condecido por ler feilo muilas vezes a
projeccAo com as suas proprias mAos.
a Os oilenta c quatro quintacs de ouro c ossessen-
la quintaos de prala quo cm 1612 se acharam no
Ihesouro do imperador da Allemanha, Radolphn II,
linliam evidentemente lambem a mesma origem.
Enlre os principes do imperio, Rndolpho II era o
partidario mais decidido da sciencia hermtica. No
lim do seu reinado, a matar parte dos seus ados fo-
ram inspirados pela sua prodilerco para a alchimia.
Todo o seu sequilo era espaey rico. Os proprios la-
caios eram alrhimi-las, companlieiros dos scu* tra-
ballios. Acusa do seu medicoThaddeo era franca
para lodos os artistas ambulante*, que, antes de se-
ren admillidos .i sua presenra, vinhnm fazer-sa rc-
conhecer c acreditar como adeptos por meio de pro-
vas convenientes; c o poeta da corle, o Italiano
.Marcloclrco de Delta, s tinha a oceupa^an de cele-
brar em rimas allcmaas as proesas dos artistas que
frequentavam a corle de Praga.
n Accrescenlarei emlim para fechar dignamente
esta lista, que ns riquezas que o papa JoAo XXII
deixou por sua morle em 1:(:14 s pocm ser os re-
sultados das IUH praticas alrhimisla'. O condado
de Avinhao, onde resida a santa se, antes desla
poca apenas linba nina renda bastante mdica, e os
papas precedentes nunca hrilharain pela sua oppu-
Icncia. No thesoiiro de Jo XXII encoutraram-se
vinlcriiiro mlhoes de florins. A tanta desla for-
tuna fcilmente se explica, s.ibendo--e que esta pa-
pa he contado cnlre os escrplores alrhimislas, eque
no prefacio da sua Ar% transmutatnria, se indica
quo elle flxera trabalhar cm Avinhao a pedra phi-
losnplial, o que fabrirra duzenlas barras de ouro,
pesando cada iiinii um quintal. Em balde me oh-
jeclar que o papa JoAo XXII he o proprio autor
da_ bula i Spondenl pariter quasnon exibent, ful-
minada pela Sania S contra -os alchimistas. Este
argumento quasi que nao loria mais valor do queoque
consiste em dizer que os precedes que o papa deu
na sua .irs transmutatoria para fabricar ouro, sao
desprovidos de bom senso. Eram osles oulros tan-
tas meios que o papa imiiEinava para desviar da sua
cabera pontifical a suspeila de hermetismo. Era a
astucia do ladreo que lirada : ladro !
Paro aqui. Fora-inc fcil estander mais a serie
dcslas preval histricas; mise quiz limitar-me aos
fados mais senilmente condecidos, a aquellos que se
juslicam por documentos authenlicos. o
Tal foi o discurso do meu alchimisla, o compre-
liender-se-da que depois de una cxposisAo histrica
desta tarca, ningiiom poda sem desdonra ficar mu-
do. Assim enssiei nma curia resposla.
Acaba de recordar, respond eu, a maior parle
dos aciiiitacimeutosque se cosumam invocar em fa-
vor da realidade da alcnimia. Nao lerei diflcnlda-
de de confessar que baja aisla mais de urna cr-
cumslaucia capaz de dcsconserlar o espirito por um
momento. Mas redmenle nao drei nada maravi-
llioso, alliniruido que todos estes fados sao absolu-
lamenle desliluidos de meios Icglimns de verifica-
cAo que a critica philosopdica lem direilo a exisir
em materia semelhante. Se a uloriiladc do tesle-
inunho hiimaun he arcitavel sem reserva, pelos far-
loseommuns que s exigem para ser verificados um
espirito livre e sentidos liis, he nleirainenle o con-
traro quando se trata d> cslabclcccr a certeza de um
fado physico ou de um resultado scientifico. Seme-
lhante assurr.pto reclama verillcacOes de outra nalu-
reza, c que na especie, fallara absolutamente. Ad-
miltiiido por oulro lado lodos estes phenomenos co-
mo averisoados, restara comprchender como he que
urna desraben.i semelhanle, se lem sido taita nina
vez, pode ser perdida. Entretanto a verdadeira res-
posla aos seus argumentas histricos, a razio victo-
riosa nao est insto ; acha-sa mu claramente con-
Icuda em duas ou tres obras, que os adversarios da
alchimia nao daocessado de oppor aos seus prosres-
sos. Na /;.rp/i'c*ifodeTh. Eraste, no Mundus sub-
terrneas, do padre Kircder, e na di.-eriarao do a-
cademicn Geolfroy, acerca das superstires conser-
nenles pedra philosophal, aprescnlada em 1722
academia das scicucias de Paris, encontrase a edave
de lodos estes pretendidos myslerios. Estes escrip-
los nos dao uina explicacao mu traiiquillisadora
dos successos extraordinarios qudate o meio do se-
clo passado. nutrirn) as crticas as operaces
lim mlicas. V-se all porque incrivel serie de frau-
des, de siiporslicoes, de espertezas de lodo o genero,
os alrhimislas souheram engaar duranio de/, sec-
les a credulidade e a avareza dos seus contempor-
neos,
a Releva ler cautela, diz Geolfroy, contra ludo o
que pasta cnlre as maos desla gente. Com clleito,
os alchimistas operadores elevaram aos seus ltimos
limitas arta de. engaar os homens. O mercurio
que se Iranstarmava em ouro cm presenra de urna
a-s 'indina embevecida, eslava j r irrogado de certa
quantidade de melal precioso; em losar d mercu-
rio puro empregava-M um amalgama de ouro que
difiere muilo pouco por sou aspecto phvsico do mer-
curio ordinario. O metal voltil collocado no cadi-
nho desappareca em ronseqjjcncia da accAo do ca-
lor, e deixava apparecer o ouro. O chumbo que se
Iranstarmava em prala ou em ouro, muilas vezes nao
era outra cousa mais do que urna barra de prata ou
de ouro envolvida em chumbo. Os cadinhos era que
as operarles se eteealavio eram quasi sempre pro-
palados de antcmAo. N'um lucilo duplo, se collo-
cava ouro ou urna composi^ao aurfera decomponi-
vel pelo catar ; esle fundo duplo era destrmente
disimulado por urna massa taita de gomma e de bar-
ro de que se faz cadinho. O calor destrua a mate-
ria orgnica, e o melal precioso vmha desfarle mis-
lurar-se com as materias postas cm experiencia. Al-
gumas vezes se inlroduzia ouro 0:1 prala nos cadi-
nhos, agitando os melaes derretidos com urna vari-
nha de madeira ouca, que eucerrava na sua cavida-
dc interna, p de ouro 011 de prata; o pao, ao que-
mar-se, deposilava o p de ouro no cadinho. (luirs
vezes, enchia-se de p de ouro ou de prata urna pe-
quea cavdade cavada em carvao e escondida por
cera prcla. Este carvao servia para cubrir o cadi-
nho. e a cera, vindo a derreler, deixava cahir u p
de ouro; ou enlao embebia-se com dissolucaes de
ouro e de prala, rurvAo pulverisado que se lancava
no cadinho como um ingrediente necessario. Por
oulro lado havia mil maueiras de misturaras metaos
precioso no estado de oxido ou de cal, segundo o
termo da poca, e nao olferecendo desde entao aspec-
to algum melhalico, com as difierentes substancias
empregadas na operacao. Ss se Iratava emlim de
mudar em ouro urna medalha de prala ou de chum-
bo, nlvejavam-a com mercurio, apresentavam-a des-
de enlao como prala ou chumbe, e expondo-a ac-
51o do calor, o mercurio, evaporando se deixava ap-
parecer o ouro. He claro que ueslas ultimas opera-
ccs, lignina destreza de mAos era conveniente, e
que nao era mo substituir umi medalha desl'arle
preparada a outra medallia de edumbo ou de prala
que a assemdla examinara a seu commodo.
Cerlameule estas espertezas sAo mui grosseiras c
em apparencia facis do serem descoberlas. Mas o
que faz compreliendcr a mui tanca impuuidadc des-
las manobras, he a profunda ignorancia em que se
viven al o secuto XVTI, acerca da inlerprelaco dos
plicnomeiios edimicos. A melallurgia era mili im-
perfeila nesta poca, e por sso nao se poda reconlie-
cer n'um melal vil manchas de um melal precioso, o
da na historia da chimica mais de um exemplo fa-
moso de senielhantes erros. Foi smcnle no come-
en do secuta XVII que lodos os chimicos conhece-
ram o facta da dissolurAo dos melaes nos cidos. As-
sim, antas do anno de 1600, mui poucas pessoas
suspeitaram que o cobre exislisse no vitriolo azul, e
mullas vezes os alchimistas apresenlaram como ama
Iransmulacao de ferro om cobro a precipilaoAo do
sulfato de cobre por urna lamina de ferro. Paracel-
so e l.ibavio cilam estas transmutarnos com loda a
coufianca. Assim as tinturas pliilospdacs dos alchi-
mislas eram s mais das vezes disslui;oes de ouro ou
de prala em licores cidos; e apresnlavain-se os
dnurailos soperliciaes desl'arle produzidns como um
passo para urna transformaoao mais completa.
i! Perianto, fra fcil aproximando da maior
parle das suas narracOes os fados retaridos por Tho-
maz Erasle, pelo padre Kircder c por GeolTrox.
mostrar porque artificios precisos foram excculii-
das nesles diversos casos, as Iraiismiilares cujns
promenores cilou. Com Indo, cnlre nos este meio
admitaria lalvez muilo mal a queslo, porque ludo
se poderia reduzir a nina allrmacao de una parle
e a urna uegacao da outra. Existe um camiho mais
curto. Consiste cm recordar os fados Uta numero-
sos em que a existencia da fraude tai desenvolvida
pelas ronlissoes dos proprios adoplos. Com cfleilo,
minias vezes os eharlataes alchimistas, depois de
lerem conseguido algum resultado ventajoso na sua
profissAo, tratavam de se por cm sesuranra, c, orna
vez certas da tmpunidade. proclamavam altamente
as suas vcldacanas, iindo-se da credulidade das suas
victimas.
o Certa Daniel da Transvlvania. rmslilicou des-
ta mancira o srAo-duque da Toacana,Cosme I. Este
cdarlaiao. que una ao sou titulo de atehimUla a
qullidade de medico, venda ms boticarios de Fio-
renca um p chamado Hu/ur, que era condecido
como remedio universal. Elle proprio fadrienva
esta medicamento, no qual fazia entrar certa quan-
lidadc de ouro. Apenas, para 11A0 arruinar-se na
csperulacao que meditava, linda o cuidado, entre
os medicamentosqoe eUemandava que os seus doeu-
les comprassem em rasa dos boticarios, de prescrc-
ver sempre o utufur, o como depois elle mesmo
preparava os medicamentos com as drogas que Ihe
Iraziam. linda o cuidado de guardar para s o pre-
cioso mullir, o que era nina mancira cngenliosa de
redaver pouco a pouco os seos adianlamcnlos.
Ouando asua rcpulacAo se acliou dem esladelccida
em Floreara, elle procurou o grao duque, e se elle-
reren para eusinar-llio a arte de fazer ouro. He
rom o famoso usufar que elle operava. O nlo
duque mandou que elle tasse comprar esta medi-
camento em rasa dos boticarios da cidade, e a ope-
racao leve o bom resultado desejado. Cosme I deu
vinle mil ducados por e iiniiicdialamenta o medico senlio-se possoido de um
vivo desejo de viajar; pedio licenca para ir percor-
rer a tranca. Assim que se acdou salvo, esrre-
vreu sem mais ceremonia ao grao-duque,' intarman-
do-o do logro em que havia cahido.
O avenlureiro Delisle, em que me falln, ser-
via-se de processos menos complicados. Transfor-
niava em ouro pequeas massas dechumbo ou un- la-
idas de prata, usando do processo mu canbecido
do embranquerimento pelo mercurio. Mas a ope-
raba.) que servia-lde particularmente para pasmar
a provincia, consista cm mudar em ouro pregos
de ferro. Para esle fim fabricava um prego de ou-
ro, e endriao com una delgada carnada de ferro,
de sorle que o fizesso passar por um prego ordina-
rio. Mergulhando desl'arle o lobjecto assim prepa-
rado, na sua prcteudida tintura, que mo era mais
do que um licor acido, dissolva a carnada super-
ficial de ferro, e o ouro apparecia.
Por oulro lado, como nao me disse loda a dis-
tara desta avenlureiro, pcrmilla-me acaba-la. Pa-
rece eslabelccidn que Delisle era apenas o crisdo
de um pdilosopdo que passava por possuir a pedra
de projecr^ao. Inquietado peta ni ilustro l.ouvois,
esta pdilosopdo refugiou-se na Snissa. as gargan-
tas da Sadoia, Delisle assassnnu o amo para roubar-
llic 0 p, c vollou para a Franca disfarrado cm er-
mila. Dar-se-ha que elle lenha encontrado nos
papis da sua victima a descrip^Ao de certas pro-
cessos capa/es de simular as lranmutac,6es'.> Dar-se-
ha que por si mesmo seexcrcesse as praticas desta
pongo 1 profissAo?Iguora-se. Tudu quando se sabe,
deque pelosaunos de 17tNi elle correuopaiz. fazendo
lransmulai;cs, e que excitan no l.anciiedoc e 111
Provence una emocao universal. O hispo de Sc-
neze grande numero de persTnasens eminentes que
se cons 11 iiiram seus defensores, furmavam-llie nina
especio de corle no castalio da Palud, sua residen-
cia ordinaria. A fama das suas proezas clicgou al
Versailles, c segundo nm relalorio do hispo de Se-
ncz, eiidcressado cm 1709 ao ministro das uancas
Dasmarets, Luiz XIV leve o desejo de presenciar
as suas experiencias Mas como esta impostar re-
ceou um exame mui severo, oppoz durante dous
anuos todas as especies de desculpas para sa dispen-
sar de apparecer na corte. Afinal, a paciencia se
canean, e o proprio bisp sollirilou um pregu contra
o seo vallido. O alchimisla foi preso c conduzido
a Pars. No trajelo, os archeiros ciirarrcgados de
arompanhn-lo, sabcudo quem eraodomem que li-
nhan entre maos, rcsolveram mata-lo para apro-
priar-se da pedra philosophal que elle lavan com-
siao. Felizmente nAo o malaram ; quehraram-llie
somente a rosa neste estado foi encerrado na II..s.
tilda. Permanecen ah um anuo, recusando sem-
pre irahalhar, e rasgando, em accessos de desespero,
as cintas que Ihe alavam as taridas. Acaben por se
envenenar.
O fim trgico desta avenlureiro nAo he o nico
que tanda tristemente revelado as criminosas as-
tucias dos charlalAes ; omarlyrologio dos alcliimistas
daria urna tanga e lamcnlavl chronica.
No reinado de Luiz XIII, um certo Dubois fa-
zia erande bulla em Paris por via das suas Irans-
inutares. Era um avenlureiro que, depois de ler
viajado por muilo lempo como medico no Levante,
se tazcapuchinho e parti para a Allemanha, onde
depoz o capuz para abracar a religiao reformada.
De volla para a Franca casou-se sob o nome de
Meillerie. Asscverava que a pedra philosophal de
que usava proviuhn. de Nicolao Flamel ; pretenda
le-la encontrado na lenme 1 de seu to, bisneto do
medico Perricr, sohrindn iic Perenellc. mulher de
Nicolao Flamel. Dubois gahava-se ilem dis.o de
COnaecrr a mancira de preparar esle p. lisies
fados rhegarain aos ouvidos He i i i beben, que man-
dou prender o alcdimista, e ordenoii-llie que repe-
lisse as suas experiencias perante el-rei. Em pre-
senra de l.uiz XIII e do Cardeal, Dubois converleu
em ouro urna baila de espingarda que foram buscar
u patrona de una seiilinella. El-rei se deu pres-
sa em enobrecer esta hbil homem ; fez mais 110-
......ui-ii presidente das (desmiradas. Mas Richc-
lieu se raostrou mais exigente ; ordenou a Dubois
que Ihe communicasse o segredo. Em consequen-
cia da sua recusa, o novo presidenta foi collocado
n'uma prisAo, o organisou-sc-lhe o processo. Como
cita anda recusava explicar-so, pozeram-no em
lorluras. Nesles termos, o infeliz dictan alguns pro-
cesos que. immedialamcnta experimentados, fo-
ram remullen.los falsos. Como nao odlivcsse nada
mais, o cardeal forioso reiiiviou-o ao tribunal que
o rondemnou como mgico c o mandou enforcar.
n Fallou-se muilo na Inglaterra, nos fins do se-
cuto passado, acerca das ciicumslaucias que accasio-
naram o suicidio de Price. James Prce era um
cliimico dislineta que nos he conhecido por alguns
Imbuidos intcressanles. Alas leve o infortunio de
lancar-se as loucuras Icdimistas, e se gadou de
possuir a pedra philosophal. Da arle de algucm se
ensaar a si proprio a arle de ensaar aos oulros,
s dista um passo. Em 1780, Price mostrava a
quem quera ver, dous pos vermelho e hranco com
os quaes Iransmutnva a sua vonlude os melaes vis
em nata ou em ouro. Em Londres, fez elle seta
011 oilo vezes Iransmulai-cs publicas com a maior
fclicidadc. Mandou imprimir os processos verbaes
das suas experiencias, e o proprio re George quiz
vera barras de prala que o alchimisla tnha fabrica-
do,- as cremas alchimistas desde algum lempo linhara
perdido o sen prestigio; aseciedae real quiz co-
ndecer o fundo do negocio. O alchimisla leve or-
dem para repetir assuas experiencias perante urna
Commiasko escoltada entre os membros da compa-
nhia. Por muilo lempo recusou comparecer, al-
legando que a sua proviso de pedra pdilosuphat es-
lava exhaurida, e que era preciso muito lempo para
preparar outra. Com tud acahou por meller mAos
a obra, c a operacao faldn. Repellidu pelos seus
amigas de todas as maueiras, envciiennu-sc cm ple-
na asscmbla cem oleo de louro-cereja.
o Muilo lempo antes rieste ullimo successo, o al-
chimisla llonaocr nao tara mais feliz. Conseguir
engaar o duque de Wurlemberg por meio de um
processo ran simples, que llicvou mostrar. O du-
que lambem fa/.ia a opcracAo, com as materias in-
dicadas por Honnauer ; quando o cadinho eslava
promplo e a experiencia disposta, para evitar qual-
quer suspeila de fraude, elle fazia sahir lodos do la-
boralorio e levava a chave. Mas o alchimisla leve a
precaucAo engenhosa de fazer esconder um rapa-
zinhoem urna caxa. Quar.do o laboratorio eslava
descro, o menino ia com loda a simplicidade por
ouro no cadinho. depois torna va a mclter-se na cai-
xa. O principo era Uta impaciente de ver estas ex-
periencias serem hein succedidas que ja linda gasta,
segundo dizem, mais de sessenla mil libras com o
scu alchimisla. Infelizmente, um curioso desco-
brio a velhacada, e o philosopho foi- enforcado
u'um patbulo dourado. n
Durante esta ultima parle da nossa conversarao,
o meu iulelu-iilnr eslava distrahido e agitaiSi ;
manilo-'av .1 signaes visiveis de impaciencia. Emlim
levanlou-sc .
Ourn, disse-me elle, leu lalvez alguns escrp-
losalchimistas, masjulgo que somcnle como mmi-
so desejoso de rccolhcr alguns fados que Ihe pare-
ciamadmiraveis. NAo tic assim que se chega a ver-
dade ; s se encon'.ra com a vuntade sera de
acha-la.
Dizeiiilo estas palavras.tirou da algibeira, com lo-
dos os respelos imagiuaves, um livro vellio que
me olfereceu.
Tome, disse blle, confio-Ihe esta escripto; con-
ten as verdades dano simplicidade. I.cia-o com cuitado, e espccial-
meuta, acrescentou elle, pomio o dedo sobre a pri-
meira pagina do livro, medita bem sobre a senten^a
que orna o frontispicio.
Tendo dito estas palavras, o philosopho rctirou-sc
a passos lentas. Ao passo que se atastavl me dei
pressacm examinar a obra preciosa que elle me
entregara. Era un destes innumeraves escrptos
que nos dcixaram os akhlmislis, e nAo era nem
mais claro nem mais razoavel do que os oulros. Os
meas olhos se envarara sobre a ramosa sentones
que elle recomendara a minha alteiuao. Era a mxi-
ma do 1iber iniilus :
Lege, lj;ge el relege, labora, OKA, et incenis.
' l.uiz h'iguier.
( Itecisla de Paris.)
COMMERCIO.
PIUCA DO KECIFE20 DE DEZEMBKOAS3
HORAS DATARQE.
Cotaces miniaos.
Espirito de 116 a 117 graos1255000 a pipa.
Alendad escoltado superior555700 por arroba.
Assucar mascasado escoltadolj>60 por arroba.
Al.FANDEGA.
Rendimcnlo do dia I a 19.....I67:550S!83
Idemdodia20........13:5444997
181:0951980
Descarregam hoje 21 de dezembro.
Barra inslczaKnthusiaslmcrcadorias.
Barra francesa PalanoMimsal.
Brigiic inglezf i'n/acarvo.
Polaca sardaHaphaelinodiversos gneros.
Brigae hambnrgaez.idlercemento e genebra.
CONSULADO GERAL.
Iteudimento do dia I a 19.....3.1:058!?0
dem do dia 20........fc8467*7
:!5:!)0.);:l'.l7
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento da dia 1 a 19.....:i-57')-Mi'O
Idcui do di 20........ 273J8I5
:I:8j to'i i,>
Exportacao'.
Genova, brigue santa Daiim, de 22 toneladas,
conduzo o seguinle:1,576 couros salgados com
l.iO.i arrobas c 6 libras, 2,556 saceos com 12,780
arrodas de assucar.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
HAES DE PERNAMBUCO.
Uco.limcnlododia I a 1! l'iiV>J058
Idean do dia 20......... 3589771
1 S:KI l;.S2ll
CONSULADO PROVINCIAL-"
Rendimento do dia I a 19.....t3:118WH9
dem do da 20........3:328}360
16:4461409
MOV11IEHTO DO PORTO.
Varios entrados nn dia 20.
Valparaso59 dias, galera franceza Minerva, de
ilil'J toneladas, capilAo Jacob de Marre. Muipanem
16, carga varios seeros; aocaplAo. Veio refres-
car o segu para Londres.
Rio de Janeiro19 dias, galera ingleza Piht Fish,
de 302 toneladas, capilAo James Scdgley, equipa-,
gem 16, em lastro ; a ordem.
Sacias saludos ni mesmo dia.
Assu'Brigue brasileiro Liberal, cm laslro. Sus-
pendeu do tameirAo.
PortaBarca porlusueza Santa Cruz, capilao
Adriao Fcrrcira da Silva, carga assucar e mais g-
neros. -
Ro de JaneiroBrigue brasileiro lilcira, capilAo
Joaquim Pinta de Olivcira c Silva, carga varios
gneros. Passaseiro, Aulomo Jos Goncalves.
Para e portas interino lio.Vapor brasileiro Guana-
bara, comrnandanlc o Icnente Salom Ramos. Pas-
saseiros. Rufino Jos Correa de Almeida, Sim.lo
Pereira de Almeida, Jos Duarte Bollo Jnior,
Daniel Lopes Bulhoes Uplon, Jos Florencio Cer-
deen, capilAo Jos Antonio de Oliveira Bolelhn,
sua senliora, 3 filliose 7 escravos, Justino Nnral,
Anselmo Ferrcira Conde e I escravo, Antonio Jo-
s Aires de Brlo, Ignacio de Alhuquerqae Ma-
ranhid e 2 escravos, Albino Alvim Duroch. Ga-
briel Alfides Raposo da Cmara, Candido Soares
Raposo da Cmara.
EDITAES.
O lllm. Sr. inspcclor da tdesouraria provin-
cial, manda fazer publico para conhecimeulo dos
contribuimos adaixo declarados, do imposta da d-
cima urbana da fresuezia dos Afosados pertencen-
te aos exercicios de 1833 a 1852, qu tendo-se con-
cluido a liquidacAo da divida acliva deste imposto,
devem comparecer na mencionada lliesouraria den-
tro de .10 dias, contados do dia da ptililirarao do
presenta edilal, para se Mies dar a ola do seu debi-
to, alim de que pasucn na mesa do consulado pro-
vincial, lirondo na inlelligencia de que, lindo o Ji-
lo prazo, serAocxecutados.
E para constar se mandou aflxar o presenta e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
huco 15 de dezembro de 1854.*- O secretario, Anto-
Ferrcira da Annunciaco.
Dr. Ignacio Ncry da Fnnscca. 15668
Ignacio Jos da Luz....... 1!)lb"
Ignacio Francisco dos Sanios. 49536
lierdeiros de Isabel RosaCarneiro Mon-
le'r" .......... 15920
Jos Lucio l.ins........ 70sl93
Jos Peres Campello....... 8a74l
JoAo da Cruz......... 1157.55
Jos Joaquim de Santa Anua. 599S1."
JoAo Pereira da Silva....... 1)209
Jos de Frcilas......... 3.15658
JoAo Antonio de Lima...... 265313
lierdeiros de Joaquim Caeluno da
, I-'"........... 2175915
Jos dos Santos da Silvcra .... 215.501
Joaquim elementados Santos. 3.5-5213
Joauna Constancia Pereira Prenle. 6-5652
JoAo Pedro da Rocha....... 7-5933
Viuva de Joaquim Luiz do -Mello Ca-
rioca ........... 469576
JoAo Pacheco de Araujo...... 269019
Jos Antonio Goncalves da Luz. 19209
Jos Goncalves Serrina...... 8915,"
JoAo Gomes.......... 139584
Jos Pedro Vellozo da Silvcra. 1129033
JoAo liento do Lago....... 79119
Joan na Mara da ConrccAo. 319751
Jos Rolino do Carvalhol .... 689078
Jos Pedro........... 329378
JoAo Pedro .......... 9)434
Josepda Tdcreza........ 209831
Jos Marlins de Mello...... 1319971
Jos de Barros......... 139463
loso alendes......... 20-3923
Jeronymo Soares........ 38B&55
Joao Baplisla Soares....... 969673
Jos Gomes 'lavares....... 189541
Jos da Silva Moreira...... 379351
Joaquim Jos dos Santos Silvcra. 389X15
Joauna alaria dos Prazercs..... 405393
Jos Feliciano......... 589641
Jos Paulino da Fonseca..... 609213
Jos Francisco de Sooza...... '89995
\ uva c lierdeiros de JoAo da Silva San-
ies............ 519516
Joaquim Jos de Lima. ..... 5-59306
Joaquim Francisco....... 49-3228
Joaquim Malaquias Pacheco. 79741
Jos Justino de Souza Jouior. l.-iils
Joaquina Francisca....... 189911
Jos Norberlo de Meira...... 119280
Joaquim Jos de Mello...... 1319*06
Jos Januario......... 89924
Viuva e lierdeiros de Jos Antonio do
, Boinfim.......... 42935J
Joao Barbosa......... 39433
Joan Francisco.......... 29139
Viuva e lierdeiros de Jos Xavier de Oli-
veira ........... 1099111
OrphAosde Jos Lopes de Souza. 229052
JoAo dos Res......... 21*772
JoAo Baplisla de Souza l.emos. 429616
Joaquim Dumingues Pojas..... 83588
Jlo Jos do Amaral....... 2i133
(Conitnuar-xe-Aa.)
0 lenle coronel Antonio Carneiro Machado Rios,
juz de paz do primeiro anno do primeiro distric-
to da fregueziado Sanlissimn Sacramento do bair-
ro da Boa-Vista lermo da cidade do Recita de
Pcrnamhuco, cm virtude da tai, etc.
Faco saber aos elcilnres e supplenles abaixo de-
clarados, para que na ten-eir dominga do mez de
Janeiro prximo futuro, cnmparecam no corpo da
igreja matriz, para a formuejo da Junta revisora de
qualitlcacAo, na conformidade do arl. 25 da ledo 19
de agosto de 1816, c os convoca na conformidade do
arl. 4 da citada le, soh pena de incorrercm ns mul-
la comminada pela mesma les.
El citares o* senhorcs :
General Antonio Correa Se.ira.
Dr. Jo3o Jos Fcrreira de Aguiar.
Desembargador Jeronymo Marliniano Figuoir de
Mello.
Barao de Capibaribe.
Manocl Luiz Viraos.
JoAo do Reg Barros FalcAo.
Rufino Jos Correa de Almeida.
Manoel Coelho Cintra.
Jos Victorino de l.emos.
Jos Joaquim Antunes.
Amaro de Barros Corre,
Marcelino Jos Lopes.
Altares Manoel Carneiro Machado Freir.
Padre Francisco A Ivs de branles.
Alexandre dos Sanios Barrus.
Jos de Barros Correa Selle.
Simplicio Jos de Mello,
lenlo dos Santas Ramos.
Joaquim Jos Ferreira da Penha.
Joo Francisco da Lapa.
Francisco de Barros Correa.
Liz de Azevedo Souza.
Vicenta Antonio do Espirito Sanio.
Jos Antonio dos Santos c Silva.
Joaquim Millcl Mariz.
Jos Mara Freir Gameiro.
Tnsale Candido Leal Ferrcira.
Pedro Jos Cantazo.
Francisco Ignacio de Alahvde.
Jos Goncalves da Silva.
Maximiano Francisco Duarte.
Jos Xavier Pereira de Brlo.
Tliomaz Jos da Silva Csanle Jnior.
Ilvppolito Cassano Vascouceilos Albuquerque Ma-
ranhao.
JoAo da Silvcra (Jorges Tavora.
Dr. Joo Vicenta da Silva Costa.
Supplenles os smbolos :
Miguel Ribejro do Amaral.
Padre Jos Mara de Jess Vasconcellos.
Francisco Sersio de Mallos.
Aieiio Soares Pereira.
Jos Alfonso dos Sanios Bastas.
Antonio Machado Pereira Vianna.
JoAo Facundo da Silva GumarAcs.
Antonio Csrdozo de yueiroz Fonseca.
Antonio Carlos de Pinho Borgcs.
JoAo Vicha de Araujo.
Francisco Lopes Vianna.
Jos Tliomaz de Campos Quarcsma.
Jos Ferreira da Penda.
Francisco de l.emos Duarle.
Francisco Antonio Cavalcauli Causseiro,
Antonio Eduvges Soares.
Jos Candido de Barros.
JoAo Mieuol Teixeira Lima.
Luiz Jos Nones de Castro.
Zacaras dos Sanios Barros.
lanicio Jos da Assump^Ao.
Malinas Jos da Lapa.
Palricio Jos Borges de Frailas.
Jos Cavalcauli de Albuquerque.
Joaquini Antonio Carneiro.
Joao de Si LcilAo.
JoAo Gregorio dos Santas.
Thoina/. de Aquino Carvalho.
Manoel Rodrigues do Passo.
Pedro Allunso Rigueira.
Antonio da Silva GuimarAes.
Antonio Borges Lichoa.
Dr. Antonio Ferrcira Marlins Ribeiro.
Jos Maiia Ramos GurjAo.
Benlo de Barros FalcAo de Laccrda.
Joaquim Correada Cosa.
E para que o presenta edegue an conhecimentn de
lados, sera publicado pela inipreusa a affixado no lu-
gar mais publico desta freBuezia.
Dado e passado ueste primeiro districto da l'reguc-
za da Boa-Vista aos In de dezembro de 1851.
Eu Francisco de Barros Correa escrivAo. o cscre-
11.Antonio Carneiro Machado Ato*.
A cmara municipal desla cidade faz publico,
que nesta data ihe fez Antonio Jos Fumo declara-
cao por escriplo, de liaver montado um eslabelcci-
mcnlo de carros fnebres na ra Augusta da fre-
guezia de S. Jos 11. 21, com todas as comilones exi-
gidas pelo rcgulamenlo do coniileriu publico*. Pai;o
da cmara municipal do Recita em Sessao de 20 de
dezembro de 1854.llanto de Capibaribe, presiden-
ta./08O Josc Ferrcira de Aginar, secretario.
A cmara municipal desla cidade faz pudlico
para cnnliccunenlo de quem convier, que pelo Exm.
presidenta da provincia, foi approvada em dala de
16 do corrale, a postura addicioual adaixo trans-
cripta, que designa ns lunares onde d'ora em dian'e
se devem eslabtlerer piularas, c manda remover
para os mcsinos (ajuares, no prazo de 6 mezes. as
actualmente exislenles no cenlro da cidade. Paco
da enmara municipal do Recita em sessao do 20 dezembro de 1851Barao de Capibaribe, presi-
denta. Joao Jos Ferreira de Aguiar, secretario.
POSTURA ADDICIONAL.
Arl. 1."Singuem poder eslabelecer d'ora em
dianle padarias seuo nos lugares seguintas : ra do
Brum desde a parle anda nao edificada alo a forta-
leza imperial da casa do cidadflo Antonio da Silva
GusmAo para diante ; Cabanga e volla dos Coelnos;
ra do caes projectado 10 oeste da freguezia de S.
Jos, a partir da travessu dn Monlero para o sul, e
pelas que fcain entre esta ultima e a Augusta, ter-
reno devoliilo a enmecar das edilicafes da praia de
Sinla Rila, lado do leste em seguimento, praia de
S. Jos ao sabir no largo das Cinc Pona1, beceo
das Bacreiras, Soledade c Sanio Amaro. As dilas
padarias lerao es seus teios construidos segundo o
plano adoptado pela cmara, o que ser verificado
por nieta de exame. Os infractores lerAo multados
em 309000, solrerao 4 dias de prisao, e Ibes serAo
tachadas as ollicinas.
Art. 2.As que actualmente exslcm no cenlro
da cidade serAo removidas para os referidos lugares
dentro do prazo improrogavel do 6 mezes, sob pena
de pagarcm os seus donos 30-9000, e de lites serem
l'or hadas as fabricas. Paco da cmara municipal do
Recita em sessad de 9 de dexembro de 1851.tfarilo
de Capibaribe, presidenta.Antonio Jos de Oli-
ccira, Francisco Luiz Maciel l'ianna, Francisco
Mamede de Almeida, Antonio Marqites de Amo-
rim. Apprevo provisoriamente. Palacio do gover-
no de Pernamdiico aos 16 de dezembro de 185t.
Figueiredo.Contarme.Amonio Leile de Pinho
Salasar.
DECLARADO ES.
Pela subdelegacin da freguezia da Boa-Vista se
faz publico, que lora enlodado na ra do Sebo um
menor, hranco, que representa ler 11 auns de ida-
de, edz chamar-se Ataxandiino Jos Alves de Sau-
l'Anna, ser natural de Naiareth, d'oudc depois da
morle de seus pas fra. Irazido i esla cidade por um
almocrcvc, em cuja companhia viva, e que adosa-
ra aqui em abandono, alim de que procurasse quem
llie desse as)lo : qdem porlanto liver alsum direilo
abre o referido menor, compareca perante a mesma
sulidelegacia. Suhdelezaca da "freguezia da Boa-
Vista 19 de dezembro de 1854.O subdelegado sup-
pteuta em exercicio, A. F. Marlins Ribeiro.
Acha-se nesla subdelegada um quarlo que
andava vagando sem se saber quem he scu dono : a
pesson a quem elle perlencer compareca para llie ser
entregue. Subdelegada da freguezia da Varzea 16
de dezembro de 1851.O subdelegado,
Francisca Joaquim Macliado.
Por esla -ubdele-acia se declara, qne se ada
rodilludo om deposito, para ser entregue a quem pro-
var que Ihe perleuce, um burro com caugalha, que
ppareccu sem euia na larde de 13 do coirente, pe-
o paleo da Peana. Subdelegada de S. Jos do Re-
cita 14 de dezembro do 1851. O subdelegado sup-
plenle-1/anoef Ferreira Accioli.
AVISOS MARITIMQ3.
AO PARA-.
Vai segt;r mui brevemente
a escuna FLORA, capitao
Jos Severo Rios, s pode re-
ceber carga miuda: trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C.,na ra do Trapiche 11. 10, segundo
andar.
Real companliia de paituetes inglezcs a
vapor.
No dia 21
deste me/.,
cs|icra-se
, do sul, o
vapor .S'e-
ler/i com-
iiiandaule
Giles ,
qual de-
pois da demora do cosluinc seauia para a Europa :
para passageros etc., trala-se com qs agentes Adam-
son llowic & C.
_Para o Rio de Janeiro, sahe no dia
23 do crtente o b.iigue nacional Sagi-
tario, de primeira classe: pina o resto
da carga e passageiros, trata-se com 31a-
noel Francisco da Silva Carneo, na ra
do Collegio n. 17, segundo andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Saiie com muita brevidade, o liem co-
nlieoido patacho nacional Valente, ca-
pitao Franciseo Nicola'o de Araujo : pa-
ra o restqda carga e escravos a 'rete, tra-
ta-se com os consignatarios Novaes & C,
ou com o capitao na braca.
PARA O RIO DE JANEIRO,
o brigue nacional sUertaanes sahe com loda a bre-
vidade ; recebe caria a frele. escravos e passageiros:
quem pretender embarcar, (rata com Manoel Igna-
cio de Oliveira, na araos do Corpo Sanio h. 6, es-
criplorio, 011 com o rapilito Jos, da Cunh Jnior.
Para o Rio de Janeiro segu viagem cora bre-
vidade o brigue nacional fiero ; para carga e escra
vos a frete, trata-se com os consignatarios Tliomaz de
Aquino Fonseca &' l'ilho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
Para Lisboa sabe com "a maior brevidade o
brigue (loriugucz Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, Irata-se com os
consignatarios Tliomaz de Aquino Fonseca & Filho,
na ru.i do Vieario n. 19, primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO,
o brigue nacional DamSo segu com brevidade por
ter parta de scu carregamento prompto ; para o res-
to da carga, passaaeiros e escravos a frele, trala-sc
com Machado & Pinheiro, na ra do Vigario n. 19,
segundo andar.
Para Lisboa pretande seguir com toda a brevi-
dade a barca porlugucza Oralidao : para carga e
passageiros, Irata-se com os consignatarios Tliomaz
de Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vigario n.
19, primeiro andar, ou com o capilao na nrara.
Para o Ro de Janeiro pretende sabir com a
possivel brevidade o patacho nacional nD. Pedro Ve:
para carga o escravos s frele. trala-se com os consig-
natarios Tliomaz de Aquino Fonseca & Filho, na ra
do Vigario n. 19, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro
Segu em pontos dias, o brigue nacional
ullc'be, capitao Andre Antonio da Fon-
seca, por ter a maior parte do seu carre-
gamento prompto : para o resto e escra-
vos a frete, trata-se com Manoel Alves
Guerra Jnior, na ra do Trapiche n.
li.
- Para Lisboa pretende seguir com brevidade o
brigue porluguez Kihciron de primeira marcha :
quem uclle quizer carnear ou ir de passagem, en-
Icnda-se com os cousisnalarios Tliomaz de Aquino
Fonseca & Filho, nn ra do Vigario 11. 19, primeiro
andar. 011 com o capilao na pr.ica.
Para o Porta vai sabir com muila brevidade
por ler a maior parle da carga prompla, a velcira
galera iiBracharciiseo ; para carzn e passageiros, tra-
la-se com os consignatarios Tliomaz de Aquino Fon-
seca & Filho, na ra do Vigario n. 19, primeiro an-
dar, ou com o capibio na praca.
PARA O RIO GRANDE DO SUL.
Segu por estes dias o'patacho nacional
Bom Jess : quem no mesmo quizer
ir de passagem, para o que tem bons cotn-
modos, entenda-se com o capitao na pra-
ra do Commercio, ou com os consignata-
rios Novaes & C.
LEIIaO'ES.
O atiente Oliveira far leililo da mobilia de um
avllente que se retira desta cidade, consislindo em
cadeiras de diversas qualidades. sTas, mesas redon-
das, censlos, batirs de jogo, dilas de gavetas e para
luz, loillel, espetaos, guarda-livrns, guarda-tauca,
guarda-ronpas, marquezas, lavatorios, mardina de
copiar, apparclho de taca para janlar, dito para
eda, dita de metal, galdeleiro, ornamentos para me-
sa, relogo dita, vasos de porcelana, rico estajo para
barba, caudcir inglez'de globo, lanleruas, garrafas-
para llareta o oulros vinhos, copos para agua o para
vinho. hanheiro de talha e oulros militas ohjertos :
sexla-taira > do corrente, as 1(1 horas da manhila,
no primeiro andar da casa nova 11.-JO do Sr.-Luiz
Antonio de Siqueira, na ra da Cadcia do llccife
com entrada |iela ra da Seuzala Vellia.
O coiiseldo de direccao do banco de Pernam-
buro, em contal midade com os arlicns (> e 66 dos
dos seus estatutos, far Icil.lo por cunta e risco de
quem perlencer, c por inlcrvencao do agente Oli-
veira, de 1,557 caixas sah.lo, contendo -27.392 libriis.
marca Soap, e 36,231 libras amarcllo : scxla-fcira,
2!l do corrente dezembro, is 10 horas da mandila, nu
Trapiche Alfandcgado denominadoAlfandega Vc-
Iha.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconheodo que a despera
tle escripia e cobranca do itnjiorte dos
anntincios he superior ao valor delles,
previne-seaos seiihores assignantes deste
Diario que (piando os mandaren*, re-
tieltam igualmente a sua importsaeia ;
lias nio terao publicadqt.
O novo engenno ronheridn por Hcnlo-Velhn,
propriedade do darliarel Pedro He/erra Pereira de
Araujo Kcltran, sita na freuuo/.la de Santo Alilao,
d'ora em dianle deniiminiir-se-lia Bcnlo-Bello.
(Illercre-so urna ama para casa de pouca fami-
lia ou de homemsolleirn : na ruado Aragao 11. 19.
Almia-se una prela muilo doacninheira e en-
sommadeira, prefere-se aluzar mais em conla, po-
rm que seja casa de pouca familia : a Iralar na ra I
estrella do l'.o-ati > n."2.
Precisa-sede urna ama de leile: na taberna da |
quina da ra das Flores n. 21, se dir quem quer.
Precisa-se de urna ama que saiba coziudar o
diario, para urna casa de pouca familia : na rus da
Cruz do Recita n. 7, terceiro andar.
lotera da provincia.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira avisa ao respeitavel publico, que
a primeira parte da primeira lotera a
beneficio da cultura d'amoreiras e bicho
de seda, corre indubitavelmente no dia
15 da Janeiro de 1855 debaixo de sua res-
ponsabilidade, seja qual for a quantidade
de btlhetes que iiearetn por vender, no
consistorio da igreja da Conceicao dos mi-
litares, a 8 |i-ara 9 horas da man lia.
Pernambuco 21 de dezembro de 1854.
O cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
reira. -
No dia 25 do corrente de-
pois da missa de natal, sahi-
rao os MNIBUS na direccao de Api pu-
ros, o primeiro partir' as 4 horas da ma-
nhaa, o segundo as 5 horas, e o terceiro
as (i horas, e regressam dalli nomesmo dia,
o primeiro as7 horas da noite, o segundo
as 8 horas e o terceiro as ( horas : as pes-
soas que quizerem lugares, mandem com-
prar bil teles no escriptorio da ra das
Larangeiras n. 18, ou na cocheira dos
mesmos mnibus:
O Sr. Jos Luiz de Oliveira Maia,
queira apparecer no escriptorio de No-
vaes &C, que se Ihe deseja fallar a nego-
cio que Ihe diz respeito, ou declarar sua
inorada para ser procurado.
-Precia-se de urna ama parda ou crioula, para o
servco interno c externo de urna rasa de familia :
quem pretender dirija-se a ra do Vicario n. 20.
Precisa-se alugar um escravo fiel e
que cozinhe : a tratar no aterro da Boa-
Vista n. 45, ou na ra Nova n. 4.
Precisa-se saber onde assisle o Sr. Joao Bapr
lisia de Souza Carvalho : a tratar com Caelsno Au-
gusto Bezcrra na ra da Cadeia de Santo Antonio
n. 16.
O Sr. Joaquim Miquelino de Souza Santiago
tenha a hondade de dirisjr-se ra do Queimadou.
23, a negocio que S.S. nao ignora.
Na ra da Cnizes n. 22, precisa-se de urna
ama que tenha bstanle leile^; na mesma casa tam-
liem se precisa de una outr scrca, que cozinhe e
cugomme e faja o servico de portas a dentro.
Prerisa-se de urna ama para-eSs de ur/TlSa,;
mem sollciru : na ra da Guia n. 36.
I'recisi-se de urna ama de tarta : na ra da Ca-
dcia de Sanio Antonio n. 20.
HOTEL
DE _
JABOATAO.
O proprielario do hotel de JaboaUo, apressa-se
em scienltficar ao respeilavel publico, que o seu es-
labclecimento se ada este anno muilo melhorado,
nio s pelo que diz respeito ao aceio o aequisivta de
um oplimo c/.mheiro, como pelos cxcellenles com-
miidos, que pasa se passar um dia, ou mai, se pode
encontrar no ameno o aprazivcl Jaboaliio. O res-
peitavel publico he convidado a vr a esta casa, onde
alm de gozar oque fica expendido pela mdica
quanlia de 45000 rs. diarios, ler.i o bello bando eto-
dos os maisenlrclenimenlos que se desfructa presen-
lemenle tara dafcidade ; cmlm. nada haver que
odrigue a nao ser satisfela a vontada da mais eii-
genle pessoa que se aprsenle : oplimos commbdos,
excellcnle passadio e impagavel bando, he omelhor
que se pride offerecer a quem quizer honrar esle es-
Ijdeleeimenlo.
O proprielario do hotel de Jaboal.lo, lem jun-
to ao seu eslabelecimenta urna casa com s necesa-
ria capsedade e aceio. para receber qualquer fami-
lia que queira psssar um dia oa mais tara da ci-
dade.
O abaixo assignado, tem a honra de participar
ao publico, que leudo socedado com a enhora Emi-
lia Mara da Conceicao, esla intair.menta quebrado,
como ella ficou com lodos os lucros de onze mezes
de negocio e ca?a mobilisda, lem com que pagar a
lodas as pessoas a quem se iie\c.Jos Ronde.
Bernardino Carlos Ferreira Soares deixou ds
ser caixeiro do Sr. Joao Aulonio Marlins Braga des-
de o da 20 do corrente.
O abaixo assienado, naqnalidade de cabera do
casal de sua mulher I). Cbaldii.a Xavier da Costa,
filha legitima dos finados Jos Xavier de Oliveira e
sua mulher D. Anua Xavier de Oliveira. avisa a toda
e qualquer pessoa que se julgar credora do casal dos
retaridos finados, haja de a presentar suas conlas no
prazo de8 dias da dala desta, para serem liquidadas,
na praca da Independencia n. 23 e 23 ; e nao o fa-
zendo dentro do dita prazo fiear sera effeilo qual-
quer reclamado posterior.Recita 20 de dezembro
pe 18.>4.Jos Ribeiro da Cotia.
JoAo de Vivciros Palricio, subdita portugus,
retra-se para o Para.
DEZ MIL RES DE CRATIFICACAO\
Perdcu-se no dia 19 do comenta desde s ponte da
Boa-\ isla at o arsenal de guerra urna charuteir de
palha; a pessoa que a achou, querendo resumir, le-
ve-a 11 ra do Trapiche Novo n. 2. armazem de Joao
Carroll Jnior, que receber a sralifiracao^cima.
r A publicacfio que fez Jos Aulonio Gomes J-
nior nesle Oidrio de Pernambuco n. 286, da decla-
raeao que fez seu pai c meu sogro o Sr. Alexandre
Jos Gomes, era Lisboa, de pertencer-lhe um quar-
lo da reclamaran do navio Imperador Alexandre,
que me tai cedida por escriplura publica, que men-
ciona dito Gomes Jnior, para o fim, diz elle, de
continuar a provar a sua propriedade, tai com o
proposito de prejudicar-me ou de fazer acreditar que
nem direilo tenho referida reclamacao por ter sido
dolosa, segundo elle afirma, a sessao que rae tai tai-
ta ; especulando com os intartonios que hci soUndo
e que lem embarazado o roen commercio. Nestas
circumslancias me nao he permiltido entrar em po-
lmicas com dita Gomes Jnior, nem charaa-lo i
rosponsibilidade para que prove qne a sessao tai do-
losa, porque nlo me oceupo senao de Irabalhar para
salisfazer os meus empenhos, para recuperar as per-
das que tenho soltaido, e manlcr a boa reputadlo e
crdito, que gratas i Divina Providencia, hei 3em-
pre merecido, e faco lodos os esforcos para conti-
nuar a merecer. Nao he pela imprensa que Jos
Antonio (lomes Jnior ha de provar esta proprieda-
de, eassim he manifesla a inlenrao com que recorre
a ella, sem que todava exhiba razao ou prova, da
qual sededuza o.dolo da sessao que me foi taita em
boa e devida forma, e por pessoa competente, para
pagamento de minhas legitimas paterna e materna,
de que era o cessionario deredor, como meu tutor
que tai. Protesto pois, contra a arauirSu de dolosa
que se faz i referida sessSo, e de-alio ao dito Gomes
Jnior para qoe exhiba titulo aiithrnlico de proprie-
dade, peta qual mostr ser socio do referido navio,
ou do qual se deduza que houve dota em essa sessao.
Nao entro no desenvolvimenlo desta neeocio por
que nos Iribunaes de que deve ser ventilado, e delta
se lem tratado no 1 bello em que se pede o que elle
Gomes Jnior deve a seu pai, a quem se lem recu-
sado de prestar contas, tendo sido desprezada ale
peta supremo tribunal dr ju-lira, a excepro de dolo
com que veio a sessao, qoe lambem me tai taita em
dita liberta, e porque linalnirele o meu fim he s-
mente protestar contra o que gratuitamente disse o
referido Gomes Jnior na publicarn a que alludo,
e por esta modo evitar que de meu silencio dednza
direilo, mi venda alienar que o reconheci. O pu-
blico nao inleressa em discusses desla ordem, que
nao conlribuindo para o esdarecimenlo da verdade,
dao cabimento a doestas e injurias, e quando muito
poriam em relevo, o que fra melhor qae nao pas-
sasse il 'S raas dos Irihunaes, e porlanto nao darei
mais resposla alguraa, e solfrerei irapassivel quanta
approuvcr ao meu conlendor de dizer, contentndo-
me com esle protesto, e com o juizo que de mim e
talle fazcm os que nos condecora. Com a publica-
do deslas lindas muilo ohrigado Ibes Picar o scu as-
signan le.Feliciano Jos Gomes.
C. STARR d C.
respetosamente annunciam que no seu extenso es-
labeleciraento em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeico c promplidao.toda a qualidade
de mariiinismo para o uso da acricullura, navega-
cao e manufactura, e que pa/a maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
abcrlo em um dos arailes armazens doSr. Mesqui-
la na ra do Brum, atraz do arsenal de marraba
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dita scu estabeleriincnlo.
.v;ti acharad os compradores 11 n completa sorli-
menlo de moendas de caima, com lodos os rnclho-
ramenlos (atauns delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de muilus anuos tara mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta presso,
taixas de lodo lamanbo, lauto batidas como fundidas,
carros de mao e ditos |ra conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
ta, tamos de ferro balido para lanuda, arados de
ierro da mais approvada construcr;ao, fundos para
alambiques, crivos e portas para tarnalkas, e urna
inlinidade de obras de ferro, que seria enfadonha
enumerar. No mesrao deposito existe urna pessoa
intalligenle c habilitada para receber todas as cn-
commend.i-, etc., ele, que os annunciantes contan-
do cora a capacidade de suas ollicinas e mariiinismo,
e pericia de seus olliciaes, se comprometiera a fazer
exceular, com a maior presteza, perfeioao, e exacta
conformidade com os modelos ou deseohs, e inslrnc*
Desque Ihe foremtaroecidss.


NAVALHAS A CONTENTO E TESlltAS.
Na rna ila Cadeia co Recife n. 48, primeiro a-
ilar, escriplorio de Aleoslo C. Jo Abren, couti-
nuam-se a veuder a KjOOO o par (preco fi\o) as ja
bem contiendas e afamadas navalhs do barba, fcilas
pelo hbil fabrcame que foi premiado na ejposicao
ile Londres, as quaes alm de duraren! eitraordia-
nanii-nle, n.lo se senli m nn roslo na acoflo de corlar ;
vendem-se coni a rundirn de, lulo agradando, po-
llern os compradores devolvc-las al 15 diasdepois
|>a compra restiluindo-se o importe. Na incsma ra-
sa ha ricas lesourinhas para unlias, feilas pelo mes
mo fai'icanie.
Negoca-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Uchoa, com seis
salas, oito quartos ealcovas, cosinlia, des-
pensa, cora um ptimo sitio com toda a
qualidade de friiteiras, grande jardim
murado com militas (lores, cocheira, es-
tribaria, quartopara feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicoes mui favoraveis para o compra-
dor : a ti atar na ra da Cruzn. 10.
LOTERA DO 1UO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da loteria
48 do Monte Pi, extrahida a t de de-
zembrodel854.
DIARIO DE PERMMBUCO, QUINTA FEiRA 21 (JE OEZEMBRO DE 1851
1
1
1
1
t
10
20
N- 3299.........
977.........
. 1261.........
>. 2357. .......
293, 3C2, 1729 ,
2835 5484 5927 .
> 249, 2316 2826 ,
3207 5404 4265 ,
4293 4601 5692 ,
5117.........
566,982, 1066, 1304,
1434, 1949, 2068,
2782, 2868, 3343 ,
4055 4067 ,
4884,.5150 ,
5314, 5716,
20:000*
10:000$
4; 000$
2:000}
1:000.S
400$
60
4031 ,
4229,
5200,
5818. .
45, 21 t,
393
"603
843 ,
1177 ,
1512
1997
2416
2494
2735 ,
2908
3459
5840 ,
5971 ,
4262
4959,
5550
5525
5610,
5054
267, 522,
200.N-
528 ,
685,
900 ,
1317 ,
1881 ,
2157 ,
2444 ,
2619 ,
2890 ,
2946 ,
3754 ,
3859 ,
3991 ,
4501 ,
5052 ,
5568,
5547,
5896,
.... 100$
.... 40$
.... 20j
provincia os nti-
356
557,
751,
955,
1448,
1996,
2231 ,
2486 ,
2710,
2897 ,
5055 ,
3796,
3950,
4202,
4517 ,
5166 ,
5402 ,
5585 ,
5919,
100 premios de.....
1800 ditos de .....
Foram vendidos nesta
meros 1729, 5484, 5927', premiados ca-
da um delles com a sorte de 1:000$, fo-
ram vendidos muitos outros premios de
400$. 200$ e 100$, os possuidores sao
convidados a virem receber os premios,
que sao pagos sera descont algum.
Temos exposto a' venda os novos bille-
tes e meios ditos da 3. lotera do conserva-
torio de msica, que devia correr na
Santa Casa da Mencordia do Rio deja-
ndo a 22 ou 25 de dezembro, alista s-
bila' daquella cidade pelo vapor nacional
de 25. Os premios aerao pagos logo que
se lizer adistribuioio das listas.
O Sr.lilisses Coklcs Cavalcanli de Albuqucr-
3ue queira dirigirse a luja de calcado da prara da
Ddependencia u. 33, a negocio.
, I'recisa-sc de nm feitor para o sitio de Anto-
nio V. da Silva Barroca, na Magdalena : a tratar no
mesmo lugar ou na ra da Cadeia do Recife n. 4.
l.'iride Italiana, revista artstica, scienlilica e
luterana, debaixo do inmediato patrocinio de S. M.
o Imperador, redigida em duas linguas pelas mais
conhecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Ualeano-Ravara. Subscrevc-se em Fer-
nambuco, na livraria n. 6 c 8 da praca da Indepen-
dencia.
. Antonio Joaquim Seve declara que o Sr. fran-
cisco Xavier Alves Quintal dei\ou de ser seu caiiei-
ro desde o da 18 do crrenle mez.
l'recisa-se de um feitor que entenda de plan-
laces de arvores de espinlio e jardim : quem esli-
ver tiestas circunstancias, dirija-se ra do Brum
ii. 28.
I>a casa do abaiio assignado, riesappreceram
varias leltras e escripluras de hypolhecas na mesma
occasiao em que Ihe foi subtrahida urna somma em
moeda. Em lodos aquelles ttulos esl mencionado
onome do abaixoassignado, que, nao os tendo cedi-
do e Iraspassa.ln, e nem aulorisado i alguem para os
cobrar, previne aos devedores, para que nao os sa-
tisfarn) a quem os apresentar, visto que sao nuica-
menle pcrleurentes ao abaixo assignado, que nao al-
tender a pagamento algum, senSo i aquelles que
directamente lite forem feilos.
Antonio Jos BilaHcourt.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba coiinhar e par comprar : a tratar
as Cinco Ponas n. 106, padaria.
Precisa-se de dous trabalhadores de padaria :
as Cinco Puntas n. 106.
Precisa-se de um Irabalhador para relinaco de
cafe, rorro ou captivo, pagando-se por mez : na So-
ledade n. 7.
Precisa-se alugar urna escrava : na ra do
niie i'nado lojan. 61.
A pessoa que quizer receber em Portugal 2008
rs, fortes sem embaraeo algum, e s dando aqui um
fiador pela mesma qoantia, pode dirigir-se a na da
Cadeia do Recife n. 24. luja .le cambio,
Precisa-se de urna ama. para serviro de urna
senhora estrangeira, a qnal nao tem familia : quem
pretender, dirija-se a rua Direila n. 91, primeiro
andar. e
Aos 1C$000
Precisa-se de urna preta para vender na ra ;
na mesma casa precisa-se de urna ama para o servi-
So de casa c ra : quem esliver neslas circunstan-
cias, dirija-se roa do Rangel n. 77.
iNo da 17 do corrente pelas t boras
da tarde, desappareceu o Africano livre
de norae Damio, o qual se acbava em-
pregado no servido da edificarlo da ca-
Eella do cemiterio publico, de estatura
aixa, bastante barbado, levou camisa
branca e calca de cor: o administrador
daquelle estabelecirrento supplica aos
pitaes de campo, ou outra t|ualquer pes
soa que o encontr, leva-lo ao mesmo
miterio, ou na ra da Aurora casa n.
que se recompensara' generosamente
traballio.
Precisase de urna pessoa habilitada para enci-
nar lalim, franrez, geographia e msica, em um en-
genho dislaule desla prara 10 leguas : os pretenden-
es queirara dirigir-se ra da Iniao, ou na alfan-
dega ao Dr. L. de C. Paes de Andradc, que Hits dar
lodos os esclarecimenlos necessarios.
~ O abaixo asaiguado, lendo-se despedido da casa
do Sr. Boavcnlura Jos de Castro Azevedo, agrade-
ce o bom trat.menlo e coi,(laura que recebeu do
mesmo senhor durante o lempo que eslevo em sua
caja, e desej ler occasiio para Ihe mostrar o quanto
Ihe he summmenle grato.
Joaquim de .tndrade Lima.
Sublrahiram do poder do anaixo assignado,
muito contra sua vonlaile, na uoitc de 16 do corre-
le, em sua propria residencia, um relogio de ouro
com crrenle do mesmo metal, ilo em occasiao em
que se achava enm algumas pessoas de sua amizade
e mitras de simples conhecimenlo. Acredita o abai-
xo assignado que islo Ihe foi feilo por gracejo, mas
como ja lennam psado 2 horas e o gracejo ainda
nao lorminou. rogaao gracejador o obsequio de Ih'o
restituir, corlo de que ler de ver seu noine por ex-
tenso ueste jornal, nocas .le pertinacia, e saben,
man o publico os dados de que se servio o lal indi-
viduo para commetter tal aerflo.
Miguel Fernanda Eiras.
Antonio Gomes Pessoa ra/.scienle a quem con-
vier, que leudo dad de renda o seu engeiiho Taba-
linca, silo nafreauezia da Tacuara, provincia da
I araliibi do Norle, ao Sr. Manorl Claudio de Quei-
rn/.acontece que esle sem seu cunscntimenlo tru'pss-
asse o arrcudameiito do referido engenho ao Sr
lenente-coronel Herculano di S Cavalcanti e Albu-
querque, o com na cunvenha esse traspasso a
abaixo assignado sem que concorde o novo rendeiro
em condicoes diversas daquellas que se acham na
eacriplura felaao dito Sr. (Jueiroz, protesta o abai-
xo assignado contra o traspasso, para que chegue ao
publico o direilo que tem aos hens do Sr. Queiruz.
para soloca do pagamento das ledras a que esl
obngado provenientes do arrendamenlo. Recife 18
de novembro de 1854.Antonio Gomes Pessoa.
ca-
-
ce-
58,
sen
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO COLLEGIO 1 A1VDAH 26.
O Dr. I*. A. Lobo Moscozo da consultas homeopalliicas todos os das aos |Kbres, desde 9 horas da
manliaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Ollerece-se igualmente para platicar qualquer operariio de cirurgia, e acudir prnniptamentc a qual-
qucr inulherque estoja nial de parlo, e cujascircumslancias nao permiltam pagar ao medico.
0 MULTORI!) DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual r.implelo de me.l.licina homcopathica do Dr. G. II. Jahr, Iraduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes'Cncndernarios em dous c aroinpanhadndc
una diccionario dos termos de medicina, cirorgia, anatoma, ele, ele...... 203000
Esta obra, a mais importante de todas as que tralam do esludo epralicada homenpathia, por sor u nica
que conten a base fundamental d'esla donlrinaA PATHOGENSIAO EFFEITOS D0S-MEDICA-
MEN IOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEcoiihecimenlos que Dio podein dispensar as pes-
soa que sequerem dedicar i ortica da verdadeira medicina, inlcressa a todos os mediros que qui/.ercm
experimentar a <'oulrina de Ilahncinann, e por si meamos se convencerem da verdade d'clla : a lodos ns
fazendeiros c senbores de engenho que estto longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilcs de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais do familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar in conlinenti os primeiros sorcorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatha ou traducen da mediciaa domestica do Dr. Hering,
obra lambem til s pessoas que se dedicam ao estudo da liomeopalhia, um volu-
nte grande, acompauhado do diccionario dos termos de medicina...... 10$000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. :!-ixKt
Sem verda.leiros e bem preparados mediesmentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, c o proprielario desle estahelerimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande, superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 2 medicamentos cm glbulos, a 10, 125 e 15-5000 rs.
Ditas 36 ditos a ,...........'..... 2IMI00
Ditas 48 ditos a.................' v-imo
Ditas 60 ditos a................. JoyOM
Ditas 144 ditos a.................. ^^m
lubosavulso, ....................... ivm
l-iascos de nina mira de lindura................... 29OOO
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de cryslal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompta-sc qualquer eucommenda de medicamentos com loda a brevida-
de e por prc;os muito commodos.
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
Ilahnemanii, Iratado das molestias chronicas, 4 vo-
luntes............ 20SO00
Teste, n-oleslias dos meninos.....fiNion
Hering, homeopalhia domestica.....73000
Jahr, pharinacnpcnhomeopalhica. 63000
Jahr, novo manual, 4 voluntes .... I63OOO
Jahr, molestias nervosas.......63OOO
Jahr, moleslias da pelle.......8<)00
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 168000
Harthmann, Iratado completo das molestias
dos meninos..........108000
A Teste, materia medica homeopalliica. 83000
De Favolle, doulrina medica homeopathica 78000
Clnica de Slaoueli........63000
Casling, verdade da homeopalhia. 43000
Diccionario de Nyslen...... IO5OOO
Alllas completo de analomia com bellas es-
lampas coloridas, contend) a descripeo
de lorias as parles do corpo humano 303000
vedem-sc todos estes livros no consultorio homcopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio 11. 25,
primeiro andar.
CASA DA AFERICAO, PATEO DO TERCO,
N. 16.
O abaixo assignado faz ver a quem inleressar pos-
sa, que 110 di 31 do corrente linalisa-se o prazo'
marcado pelo art.2. do til. II. das posturas da c-
mara municipal desta cidade, dentro do qual de-
yem ser aferidos os pesos c medidas ; lindo esle
inrorrcr.lo os cootraventores as penas do mesmo
artigo. Recife 13 de dc/.embro de 1854. Prxe-
des da Sitia Gusmao.
PUBLICADO DO ISSTITIITO HOMEOPA"
TIIIGO DO DRASIL.
THESOURO HOMEOPATIHCO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Methodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
palhicamente todas as molestias i/ue af/lijem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Bcatil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, lauto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Pinho. Esla obra he hoje
reconherida como a melhor de lodas que tratam da
applrar,1 homeopathica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e ronsulla-la. Os pais de
familias, os senbores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, serlauejos ele. ele, devem
te-la a m3o para occorrer promplamenlc a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em brochurf por 103000
encadernados lljOOtl
vende-se nicamente em casa do autor, no palarclo
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68 A.
No atierro do Boa Viista 11. 4. lerceiro andar,
conlinua-sea tirar retratos, pelo systeina crvslaloly-
po, com muita rapidez e perfcie,ao.
SSSfi
J. JIR, DEMISTA, t
P) continua a residir na ra Nova 11. 19, primei-
% ro andar. m
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe tollos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta prara cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessaalmente ollere-
cera'.
# DENTISTA FRANCEZ.
O Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga -;
do Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den- $g|
@- tes com gengivas artificiaos, c dentadura com- S
pela, ou parle della, com a pressao do ar. (j
3J Tambem tem para vender agua denlifrice do ^
% Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do $$
0 Rosario n. 36 segundo andar. fh
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acba ein grande a trazo de pagamento.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. G e 8
da praca da Independencia.
Aluga-se para o serviro de bolieiro um escra-
vo mulato com muita pratica desse oflicio. Na ra
da Saudade frnnteira do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourcnco Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve leja na pra-
tinha do I.mamen! tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Antonio Egidio da Silva, lenle de geomctiia lo
lyceu desla cidade, abre no dia 2 de Janeiro do anuo
vindouro, na casa de sua.residencia, na ra ireila
n. 78, um curso de geometra por Euclidcs c l.a-
croix : os senhores esludantes que o quizerem fre-
quenlxr, poderao dirigir-se a mencionada casa, de
mantisa das 7 horas al as 9, e de larde das 3 al
as 5.
Aluga-se a sala defrnnte do primeiro andar do
sobrado 11. 17, na ra da Cruz, com commodos para
escriplorio, esta caiado c pintado de novo : a Iratar
no armazcm 11. 25, na mesma ra.
Precisa-se de urna ama secca de meia idade,
que teja capase d fiador, para unta casa de pouca
familia, que nao tem meninos : a tratar na ra da
Santa Cruz n. 22.
TOAL.HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LI.M10 PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que rolla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linbo, lisas
c adamascadas para roslo, lilas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, poi procos com-
modos.
I.ava-se o engomma-se com loda a perfeicSo c
accio: 110 largo da ribeira de S. Jos, na luja d'o so-
brado n. 15.
Precisa-se (aliar ao Sr. Jacintho Af-
l'onso Botellio. que morou no aterro da
Boa-Vista, c lioedizem que mora para as
bandas de Beberibe, c como se nao saiba
o lugai de sua morada pede-te-Ifae aiiiiuu-
cie, ou dirija-se a esta tvpograpliia.
Aluga-se urna rasa terrea na |iovoacio doMon-
leiro, roma frente para a groja do S. Panlalc o,
iniiilo limpa, Iresca, com commodos para familia re-
gular, leudo una porta e duas janellas na frente: a
Iralar com Antonio Jos Kwlrigues de Sooia Jiiuior,
na mesma pnvoarao, 011 na ra do Collegio 11. 21, se-
gundo andar.
Maria da Purilirc.a'orclira-se para Portugal,
levando cm" sua companhia 6 Mitos de meuor
idade.
Na ra de S. Francisco, como quem vai para a
ra Bella, sobrado 11. 8, precisa-se de una preli
escrava, que saiba Iralar do urna chanca : quem a
liver sendo fiel, dirija-se a mesmo sobra'lo.
Aluga-se o primeiro andar du sobrado da ra
da Senzala Velha o. 68: a Iralar no segundo andar
do mesmo.
No1 hotel da Europa da ra da Aurora tem
bons petatees a cada hora, pelos preros lixos na la-
bella, muilo razoavei.'.
Precisa-se de una ama secca, preta ou parda :
na ra Bella 11.20.

Osabaixrassigoados,donosdalojadeourivcs na ruado
Cabugau. 11, confronte ao pateo da matriz crua -Nova
fazem publico que rercheram de novo nina porcao
de obras de ouro muilo ricas e dos melhores gustos,
lano para senhoras como para homens e meninas ;
conliuuam os precos mesmo baratos com leni sido, e
passa-se cotilas comrespousabilidade especificando a
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, cando as-
sim sujnlos os mesmos por qualquer duvida.
Sera/im & Irmao.
Perdcu-seum conhecimenlo de n. 90, daquan-
lia de 4008000 rs., recebido na Ihesouraria da fazen-
da desla provincia : quem o liver adiado, 011 por
qualquer modo delle esleja de posse, dirija-se a ra
da Praia de Sania Rila 11. 42, que sera generosamen-
te gratificado alm do agradecimento.
Ensina-se com loda a perfeirfio francez e in-
glez : na ra do Colovello defronte do sobrado em
que morou o Dr. Alcanforado.
Esl justa e contratada com o Sr. Joaquim
Antonio de Siqueira, neto da finada D. Mananta,
doAlanguinho, urna morada do casa terrea, com
chaos propnos, na ra em S. Jos do Maiigoiuho 11.
27, a qual se acha lancada uat decimas por engao,
110 municipio de Olinda, em nome de Joaquim Jos
Concalves : quem se julgar com direito a mesma ou
liypolheca, dirija-se a ra du Brum 11. 16, desla data
a 8 dias, e passados osles se lixar. a compra, e no
se annuira a cousa algiima.
Da casa perlenceule ao Sr. Jos Lciiode Cas-
tro, sita no lugar denominado Cordciro,, fugiram as
7 lloras da noile do dia 15, dnas esclavas mai e li-
llm, sendo a mai cabra, de nome Maria, representa
ter 50 aunos..tem os cabellos brancas, he corcovada,
lem um dedo da 111,1.) esquerda muilo fino e torio,
proveniente de um panal ir ; e a filha de nome Ro-
sa, mulata, de idade 24 anuos, pouco mais mi menos,
he bastante corpoleuta, lcni os cabellos carapiuhos,
olhbs vesgos e v pouco por um ilelles. Foram es-
cravasdo Sr. Seraphimdd Silva Ferraz. de Poje.' do
llores, e foram compradas este auno ncsla praca ao
Sr. Jos da Silva l.oio, hnje perteurem ao ahaixu
assignado, que recompensara geueosaincutc a quem
as apprehcnder e as levar na mesma casa, ou na ra
da Cadeia do Recife, toja 11. 5.
Intouio Bernardo de Carcalho.
Antonio Francisco Correa Cardoo, avisa ao
publico, que tem accrescentadu o seu eslabelecimcn-
to da ra da Cadeia do Recife junio ao arco da Con-
ccieo 11. 61, e nova ra do liriim 11. 1, com urna
loja de ferrageus de lodas as qualiilades, a pial ad-
dicionou ollicina de caldeireirn c funden : roga-
se a lodosos seus frageles la tirara, do mallo edo
serlao, desla eoulras provincias, cao publico em ge-
ral, de concorrerem a seu eslabelecimculo no qual
serao muilo bem e com promptidao servidos ; os
gneros sao da melhor qualidade, e o sorlimenlo
completo de ferragens linas e grossas, ferro, ac e
eslauho, obras de cobre e de folha de flandresd lo-
das as qualidades, vidros de vidraca ; reesbeencom-
mendas para alambiques, e quaesquer oDras de en-
fienho ; por seu desvelado deseinpcuho. deseja cap-
tar a benevolencia de seus freguezes o a concurren-
cia piihlu a.
Antonio Bolelho Pacheco relira-sc para fra da
provincia
(jj) Na ra Bella n. 9, alugam-se ate S
0 4 escravas, que sejam liis para
u& screm empregadas no serviro de S
' vender nesta cidade diversos ob- 2
W jectos, da-se IjjOOO rs. por mez: W
quera quizer alugar dirija-se a $
10) dita casa. {<^
ALMAIAI PARA S8:.
Sahiram a' bizas lolliinltas de algibei-
ra com o alraanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, coi-rigido e accrescetitado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. (i e 8 da prara da Indepen-
dencia.
FOLHINHS PARA 1855.
Acliain-se a venda as beta conhecidas
lolbinbas itnpressas nesta tvpograpbia,
de algibeira a ">20, de porta a 1(0. e ec-
clesiasticas a i-80 r*., vendem-se nica-
mente na livraria n. e 8 da praca da
Independencia.
MELP01EJE DE LAN ESCOCEZ
A 500 RS. O GOVADO.
Na loja n. 17 da ra do Oueimado, ao p da boli-
ca, vende-se alpaca de laa escocen, chegada pelo ul
limo navio, a qual fazenda na Europa se da o nom-
de Melpomcne lo Escocia, muilo propria para roue
pOes e vestidos de senhora e meninos por ser do mui
lo hrilho, pelo cominodo pre;o de 500 rs. cada co
vado ; dao-sc as amuslras com* penhores.
Vende-se unta cocheira das melhores que ha
ncsla cidade, com 5 carros, .10 a 10 cavallos gordos,
c lodos muilo bous de Irabalho ; esta cocheira lem
muilohons cummodos para Iralo dos mesmos caval-
los. tem urna excellenlc casa paca rccolltor os car-
ros, e he mui conveniente a qoalqoer pesoa que a
comprar, por ser bem no renlro da cidade e estar
bem collocada : a pessoa que pretender fazer esla
cxcellente compra, dirija-se rua I Cabuga casa II.
7, de Vicente do Paula Oliveini Villasboas.
Vendem-se chapeo (raneles da ultima
lOTERIA DA PROVINCIA.
O cauteltsta Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior avisa ao rcspeitavel publi-
co, que tem resolvido dora em diante a
pagar tambem as suas cautelas sem descon-
t algum como os seus billtetes, e por la-
so tem exposto a venda as lojas do cos-
tumeos novos bilhetes e cautelas da lote-
ria pruneira parte da primen a das amo-
reiras, cujas rodas andam em principio
de Janeiro vindouro, aos precos abaixo
declarados :
Bilhetes. :>.s~>00
Meios. -2.s800
Quartos. 1.S00
Oitavos. 8,00
Decimos. 700
Vigsimos. 400
-J. 15. Lasserrc&C., participam ao
publico, que Manoel Jos Dias lei\ou de
ser seu caixeiro desde o dia 18 do cor-
rente.
! AGUA DOS AMANTES. H
H Liquido sao c especifico para tirar tollos os (f|
@ pannos, os sardas e as espinhas (a eslas ou as $J
;:{ lira de lodo ou desenlUmina, segundo a sua *
qualidade), refresca a culis e faz desapparecer
S a cor liigucira em cinco dias, de um modo *f.
3^ particular; augmenta o lustre e lira as rugas r
@ das pessoas que lem feilo aso do solimn, que *
5g he muilo prejudicial i culis e a saude : cura (t,
@ a borlueja com muita facilidad, por ser mui- >
5^ lo fresca o sem prejudcar a saude. Em alga-
^ mas pessoas faz mudar os pannos em tantas S
j^ pinlinhas brancas, que se loriiam cm unta so S
decir natural; ficando desvanecidas lodas as i
=* manchas, lauto das sardas como de oulras
quaesquer manchas de todo o corpo.
@ O methodo de a usar he o seguinlc : lavar @
** 0 roslo (oo qualquer parle do corno] bem la- 6
/ vado, o com una loallia lavada se limpa e en- Ift
9 clniga-sc bem ; lepos(la-se um pouco Tagua ::
;.; 'una colher le sopa, c com um trapinho en-
W sopad pella se esfreen na parte afectada na 8
j/ occasiao de deitar-se c do inanha. Esla ope- 9
? racSo ser eila deixando licar o rosto c o cor-
9 po untado al secunda Iriccflo. leudo sempre
fi cuidado do lavar-se c cncliagar-se bem un- fi
v; les de unlar-se. /-
0 Volla-se o duplo do valor quau.lo nao faca ,.;
9 cllcilo, e vende-se no nico deposito da roa .
lo Oueimado n. -27, proco lixo -) a ganafa. ft)
:.' '' "'" -' :":: ;:: :.;;..
Aluga-se unta casa em Beberibe, minio boa.
na povoacao. pata passar a (esla :.na rua da Cadeia
doUecife n. tk).
O Dr. Prxedes tiomes de Souza Pilanga faz
scienle ao publico, que miiilou sua residencia para o
aterro da Bna-Visla n. i-2. primeiro andar, onde po-
de ser procurado para os trabalhos de sua profissao
medica.
Precisa-se de um rapaz de 12 a I! anuos para
a bolica da rua eslreila do Rosario n. t. 0 se liver
principio de pharmacia melhor ser : a Iralar na
mesma.
ATTENCAO*.
Antonio Roberto com loja franreza na rua Nova
n. 1:1. recebeu pelo oliimo navio francez um rompi-
lo sorlimenlo de chapeos de seda para senhora c me-
ninos, e vende m.iis em coala dalkue em oulra qual-
quer parle.
Aluga-se urna das mais alreguezadas lojas da
roa do Oueimado n. 57, com urna perfeita e lina ai-
ma;ao para miudezas: quem a pretender, dirija-so
ao largo do Collegio, sobrado n. C, primeiro an-
dar.
COMPRAS.
Compra-se papel do cinhrulh Diarios) a lus-
ISoa libra : lia prara da Sania Cruz, na padaria de-
baixo do sobrado.
Compra-se um sclilm que seja usado.mas era
bom oslado : na rua da Cruz n. t.
Comprain-se tranreliiis com 6 palmos a com i
a 5 nilavas do ourodelei sem feiti, c urna liga de
unirorne encasloada cm ouro : na rua da Senzala
Velha n. 98.
Campra-sa nm habito de cavallairo e um dic-
cionario de Moraes da quinta r.licAo, anda que le-
nlta algum uso : na rua do Cabugii loja n. 1 C.
*)
9
Aav moda, a 7S)O rs.: na l.-ja de 4 portas da
'j/l rua do Oueimado n. 10. \^>l
Vend-SP superior estamenlta clie-
gada lia pouco de Lisboa, e propria para
hbitos de terceiros Franciscanos ; na
rua do Encantamento, armazem n. 11.
Vendem-se missaes romanos da ul-
tima edic;ao, na rua do Enea ni a ment,
armazem n. 11.
^J Vendem-se romeiras, camizinhas e gollas (^
(^ para senhora, ludo da ultima moda e por W pretil commodo: na loja de 4 portas da W
rua do Oueimado n. 10. {Q\
ALPACAS ESCOSSBZAS A 400 US. O COVADO,
na rua do Oueimado n. 40.
Novas alpacas.
g*. Alpacas de quadros de lindos goslos, pelo /e.
W preso de .'tliii rs. o covado, na rua Nova lo- W
^) ja n. 10, de Jost> Luiz Pereira & Pililo. ft*j
\ende-se o engenho (.amarro, silo na fregue-
zia de Maranguap, termo de Olinda, com linda casa
de viveuda c de engenho, c milis algumas obras em
sofirivel estado, e cun Ierras sullicieules para ssfre-
jar-se mais de 1,000 paes aiinualineiile : quem o
pretender, dirija-se ;i cidade lo Olinda, sobrado
frouteiro a igreja deS. Pedio Apostlo, que achara
com quem Iralar.
Vende-se unta escrava do gento de Angola,
idade de :lO anuos, pouco mais ou menos, cozinha o
diario c he quilandeira : a Iralar na rua Direita
n. G'J.
Velas- de cera de carnauba.
Vendem-se velas de cera de carnauba pura do A-
racaty, por barato preco de iljOOO a arroba : na rua
da Cruz do Kccife n. 54, primeiro andar.
(I.unina de mandioca
em saceos de 4 arrobas e lanas libras ; vendem-se
por muito commodo preco para liquidar : amada
Cruz do Kccife n. :!!, primeiro andar.
3ARATISSIKA.
Vende-so a JVjOOOa sacca de alquuue de farinha do
S. Malheus, dita de Sania Calnarina a i.r.NXi, lita
muilo fina para mesa a 500U0 : na rua da Praia,
becco do Carioca, armazem do Piulo n. 8.
Vende-se urna negra de nacAo para lea da Ier-
ra, cozinha algum cousa c he boa quilandeira : na
rua da Praia n. 7:2, armazem.
Vende-se a casa terrea, sila na rua Imperial, a
qual be a lerceia paseando o sobrado do Sr. major
basado : quem a prelender, dirija-se rua estrella
do Rosario, loja deourives n. 7, que se dir quem a
vende.
Vende-se um cscravo da Cosa, de idade :18 a
40 anuos, o qual he capinheiro o ganhador, proprio
para o nato : quem o pretender, duija-sc ao paleo
do Carino, loja de lartarugueiro n. alim le ve-lo
e Iralar do negocio.
r- Vende-se ama loalba de labyriutho de bom
gosto, por preco commodo ; na rua do Oueimado,
loja de mili.le/as n. 10.
MOENDAS SUPERIORES.
Na undico de C. Starr S Companbia
em Santo Amaro, aclta-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundirao' de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro acba-se pata vender ara-
dos ('"ferro de ~rr' quatidade/i
BAKR3S.
Vende-se urna porfo de harria vatios de varios
tamandoa, proprios para azeite ou niel: no boceo do
Carioca anuazcio de Antonio Pinto do Souza.
Vendetn-se Mecas com farinha de mandioca,
muilo torrada e por menos prcro do que cm outra
qualquer parle : na rua da Cadeia do Recife u. .'10.
Vende-se ora sof eolalhadu, nuvo, eobra mui-
lo prima, pelo diminuto preco de 70JO00 : na rua
do Aragiio n. II).
y: fflwg99999-999999999
9 Chapeos para meninas e meninos. @
9 Iticos cnapos pava meninas o meninos, e @
@ tambem bonels: na rua Nova loja n. 11, de ,'J
,'a Jos Luiz l'creira & Filbo. ;.-
VINHO Dt) PORTO SUPERIOR FFT0RIA.
Em caixas de 1 e luzias de garrafas : vende-se
no armazem de Barroca & Castro na da Cadeia do
Kccife ii. .}.
Vende-so um elegante e forte cabriolel do ba-
laceo e um bum cava'lo rodado e novo : a Iralar no
Manguind sitio do Braga sclleir que tica junto CO
lo Sr. eirurgiao Toixoira, ou na rua do Amoriin
n. .50.
NOVAS
C0SSEZ4S A 800 R8.0 (OVADO.
na rua do Oueimado loja II, 10,
Para fecliar contas.
Historia do consulado c do imperio por Thiers, Ira-
luc\to porluiiucza.
Dita de Portugal al 18:20, um ^rosso voliimc in
folio.
Revista mililar.
Dita universal Lisbonense.
Dila popular.
Por preros muilo favoraveis: na casa n. defroule
do Trapiche Novo.
O Ganorama'.
tiazela dos Iriliunaes.
Poesas le Boesge, nova <*eqmp1cla edico.
Genio d Chiisliaiiismo ,' Iraduccflo por l'.asli-
Iho.
tastos da Igreia, pelo Iliterato Rr bello da Silva.
A nalureza das coasas, poema Iraduzido por Lima
l.cililo.
Poesas d Pal has e de oulros hons podas.
K diversos romances ilos melhores autores.
Por precos muilo em coala : na casa n. 0, defronte
do Trapiche Novo.
Papel paquete, resma.
Dito de peso paulado, dila.
Carines finos para \isit;.s, caixinbas.
Por precos muilo mdicos : na casa n. t, dcfronle
lscKicOOTESAaftIS.
o m\mi
OS rua do Oueimado loja u. ().
Vendem-se dous car iteiros gordos : na rua das
Cinco Ponas n, 8.
Vendem-se chapeos de palliinlia finos por ba-
rato preco: na rua das Cinco Ponas n. 8.
Vndese unta prela crioula, que las lodo o
servico de urna casa : na rna Nova n. 65, segundo
andar.
Relogios de ouro, saltonete patente
in;le/., cltejjados agora : no armazem de
Jaines-Hallida), na rua da Cruz a. 2.
Vende-se urna boa escrava crioula, de .10 au-
nos do idade, sem vicios, muito boa vendedora, 1
lila que engoinma e cuzinha soflrivelmentc, e lava
muilo bem, e por isso boa para lodo o servicio, por
preco razoavcl : na rua dos Quartcis n. i.
SEMPRE.
Vcnliam comprar chapos de seda para senho-
ras mais modernos e mais baratos do |ue cm ou-
lra qualquer parte : na rua Mova loja do Sr. Nico-
lao Gadault.
Vende-se um bonito moleque de 18 anuos de
idade, sem vicio, que cozinha muilo bem o diario de
urna casa e lio fiel : na rua dos (limitis n. -JS.
CORTES DE SEDA ESCOSSIiZA.
Na loja da rua do Crespo n. 10, vendem-se lin-
dos corles de seda escoasea, pelo diminuto preco de
220000 rs.
Vende-se superior carne do seriao : na taber-
na da rua da Sania Cruz esquina que volla para a
rua ila Alegra u. 1.
SEDASEMOSSEZASAUOORSO.
0 COVADO.
na rua do Oueimailo luja n. 40.
FAMA
No aterro da Boa-Vista, defroule da boneca n. 8,
acha-se um novo e completo snrlimcnlo de lodos os
gneros de motilados, caixinbas de massas linas paia
sopa a :i9'J0O, latas de bolarhiuhas de aramia do Kio
le Janeiro a iotOO, manteiga ingleza a 320. 00,
800 e 880 a libra, champagne calmaule a B800 a
garrafa, e lucias a 1950U, muilo superior ch, liu-
guicas, paios. presuntos, o muilos oulros gneros de
superior qualidade, ludo por prejo razuavel.
Castormlio mide/..
Vendem-se superiores chapeos de caslorinho in-
gle/., chegados recculemenlc, o de elegantes formas,
a 8.J0O0 : na praca la Independencia n. 24 a :I0.
Vende-se a amtalo da loja da rua da Cadeia
do lenle n. 10, propria para uln principiante, e
cominodo pre;u : a Iralar na incsma rua n. 30.
Attenr^ao.
Vendem-se apparelhos para cha, de porcelana,
.Inorado.. piulados e lirancos, ditos ames, apparelhos
de jaular, azues, copos para agua, compoteiras, gar-
rafas, ralix para vinlio, galheleiros, porta-licores.
bandejas, lanlernas de vidro, de romposn-ao e de ras-
quiulia inglesa lina, p.dileiros de porcelana, bacas,
jarros, o caixas de porcelana para .sabilo, escarradei-
ras de porcelana e de vidro. frascos de crvslal para
espirito, e oulras omitas mais fazendas por preco
mais commodo do que em oulra qualquer parle :
junio a Conccicno dos Militares n. 51.
Vende-se um presepe de bom gosto ; na ater-
ro da Boa-Vista n. 75.
No alerr da Roa-Vista n. 80, vendem-se bala-
las de Lisboa, ltimamente chegadas, a 15C00 a ar-
roba.
Vende-se um carro novo de 4 rodas, america-
no, o qual lem 4 tsenlos e o do bolieiro fra ; serve
lano para um como pira dous cavallos, e lambem
ilous cabrioleles usados : na cocheira do Sr. Miguel
Sarger, no aterro da Boa-Visla.
Vendem-se 2 escravos mocos, de bonitas figu-
ras, de idade 0 a 34 annos : na rua Direila n. 3.
ATTENCAO'.
Vende-se urna cama franceza c urna meia com-
moda : no oilao do Terco n. 2.
Vende-so gomma minio alva a 80 rs. dila de
araruta a 120 : no palco do Carmo, quina da rua de
Dorias u. 2, taberna.
SELLINS INGLEZES.
Vendem-se os melhores Sel-
lins para lionem, (pie tem
vindo a este'mercado, com
seus competentes freos, etc.,
incluindo alguns para pa-
gens recentemente despacha-
dos, tambera chicotes para carro, liomem
e senhora, com enleites de gosto moder-
no : no armazem de Eduardo rL Wyatt,
luado Trapiche-Novo n. 18.
ESTOJOS.
Vendem-se elegantes eslojos de toilette
para senhora e para hometn: no arma-
zem de Eduardo II. Wyatt, rita do Tra-
piche Novo n. 18.
. VINHOS.
Vcndem-sc na rua do Trapiche Novo n.
18, em casa de Eduardo II. Wyatt :
Cerveja branca em barricas de 4 e 6
du/.ias, em gnalas e meias garrafas, vi-
nlio do PortoeXerez, tanto em garrafas
comoem barris de i em pipa, fructas em
conserva, em caixas de 1 du/.ia de garra-
J \J
as.
Vendem-sc 4 estolas bordadas a ouro, do me-
lhor goslo pos'-'. sendo urna branca, oulra encor-
nada, oulra roa e a quarla prela : na loja de Joilo
da Cunta Maglhaes, rua da Cadeia do Becife n. 51.
CIIKSTIANI & IKM.VO.
Com fabrica e loja de cha-
* pcosna rua Nova n. 44, lem -
a honra de avisar ao respeilavel publico, e em par-
ticular aos seos fregue/c.-, que receberam pela se-
gunda vez urna nova factura de chapeos chegados
ha poucos dias pelo navio Bcllem, viudo do Havre,
como sejam os hem conhecidos chapeos de caslur de
pello curio (Thibet), ditos le pello (rose), ditos de
caslor prcl (Velours Zepltirj, dilos de massa france-
za, formas modernas, ditos le feltro linos e le lodas
as cores lauto para liomem como para meninas, di-
tos amazonas para senhora, dilos de pallia enfeila-
dos para lila, o oulras muitas lazendas proprias do
sen estabelecimento, e ludo por preros commodos.
Vendem-se os seguidles eneros chegados lti-
mamente le Lisboa na barca Gratidao, Indo da me-
lhor qualidade que lem viudo ueste mercado, a sa-
ber : btalas muito superiores, a 1J600 rs. a arroba ;
amendoas molar, a O9OOO rs. u arroba; uozes muilo
superiores, a 38000 rs. a arroba ; chocolate o mais
superior que lem viudo lautbem neslo mercado ; la-
las de 4 H libras, a 28000 rs. cada urna ; folha de
louro de { arroba para cima, a 320 rs. a libra : na
rua do Oueimado n.44.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Hcnry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
Veiidem-se urna ledras com cxecucSo c pe-
nhora feila no engenho da Escada Joudi, perlen-
ceule ao Sr. Manoel Amonio Dias, quo andar.no
boje por 13:000;)000 rs. pouco mais ou menos: os
pretndeme podem dirigir-se ao Trapicho Novo ca-
sa 11. 14, que lacio qualquer negocio.
Vende-se superior carne do serbio por preco
commodo : na rua da Sania Cruz esquina la rua ia
Alegra 11. 1.
PARA VOLTARETE.
FINAS CARTAS E FINAS DE
MADKEPEKOLA,
na rua do Crespo n. 11.
Km casa de J. Keller&C, na rua
da Cruzn. 55, ha para vender 7> excel-
lentes piano viudos ltimamente de Ham-
bttrgo.
Na rua do Vigario 11. <9, primeiro andar, ven-
de-so fardo novo, chegado le Lisboa pela barca O'ra-
liio.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.'
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. li, ba muito superior polassa da Ktis-
sia e'americana.ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
FARINHA K MANDIOCA.
Venderse .superior farinha de mandio-
ca, ein saccasipie tem um ahpieire, ilu-
dida velha, por preco commodo: nos
arfazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, i- no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriplorio de
Novaes & ("., na rua lo Trapiche n. 34,
primeiro andar.
-y: 99C
Chapeos tara senhoras.
- Chapeos para senhoras, os mais modernos o *>
' elegantes, rheeadns pelo nliimo navio fran- v""
S a, pelos pieros de IGSi 188 e :>(I,NK1(I i-. :
S na rna Nova loja n. Iti, de Jos Luiz l'creira
& & fa.
Chapeos para liomem.
Na ru.i.\o\,i loja n. lo, de Jos Luiz Pereira ''.
; Si Kilho, vcndcn se os mais modernos chapeos
;'.; com elegantes formas.
| Chales de seda, manteletes o capotinbos, os g
mais modernose de melhar goslo, camisas, ro- ^~
' mcins de cambraia, c de relroi: na rua No-
g vi loja n. 16, de Jos Luiz Pereira k\ Fillio.
Seda para vestidos.
^ Carlea de sedas de pia.lros, aoafo escosse
ni 17 ovados, a 169,209 e 259000 rs.: na 5,
g rua Nova n. 16, de Jos Luiz l'creira & Filhu. .'
; Palitos e sobre-casacas. ;:;
t* I'alili'is e sobre-rasaras franeczas, de pannos .".'
"5 linos, de brim, brelanlia ealpaca : na rua No-
va n. I(, loja de Jos Luiz Pereira & Filbo. i
.-.-:: ::%
No alerro da Boa-Vista, loja e fabrica de cha
peos de sol a. 22, (cm para vender um lindo orli-
menlu de fazendas chegadas ollimamenle le Fran-
ca, p se vende muito ein conla para liquidaciln, sen-
dofulla iiil.iu 111le.tado.de muito lindas cores c dille-
rentes padrOes, proprias para vestidos le senhora ;
assim como lamhem eaisa franceza, cortes de cassa,
loalhas de algodilopara mesa, corles de vestidos mi-
laudo fil.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Kio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos regu --es.
CEIEMO10IAX0 BRANCO.
Ycnde-so cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade. muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do theatro, arma-
zem de tabeas de pinho.
Na loja da rua do Crespo 11. 6, lem um grande
sorlimenlo de caixas jiara rap a emilarAo lis de
tartaruga, pelo mdico preco de 1S2S0 caila urna.
Ven.le-se um cabriolel com coberta e os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi oovo :
par' ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iratar uoKecife rua do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
kande soktimento de brins para
calcas e palito's.
Vende-so lo mi trancado de linho do quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700e 19000; dilo mosrlado a
150O ; corles de fusISo branco a 400 rs. ; dilos de
cores de hoiu goslo a MI0 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de cassa chila a
25000 e 2;J0O ; len;os de cambraia de linho gran-
des a OiO ; ditos pequeos a 360 ; loalhas do panno
de linho do l'orl para rosto a 145000 a duzia ; di-
las alcovo.idas a IO9OOO ; guardanapos lambem airo-
vados a 39600 : na rua do Crespo 11. 6.
O QUE GUARDA FRI UL'ARDA CALOR:
portaiuo, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de lila a I-ion ; dilos sem pello a 19200;
dilos de tapete a lft00 : na rua do Crespo 11. 6.
>>># Ej
ROA DO CRESPO N. i>. 9
9 Vende-se nesta loja superior damasco de @
scila de cores, sendo branco, encarnado, rozo, gf
por preco razoavel.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Biebcr&C,, rua da
Cruz. 11. i.'
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-so casemira preta e de cor para palili'ispor
ser muilo leve a 9600 o covado, panno azul a 3 e
49OOO, dilo prclo a 39. 39500, 48, 5 e 59500, corles
de casemira de goslos modernos a 69OO, felim pre-
to de Maco a :t-_>iii) o 49000 o covado : na rua do
Crespo n. 6
OBRAS I)E LABYRINTHO.
Acham-se i venda por commodos precos ricos len-
cos, loalhas e coeiros de labyriiilho, chegados lti-
mamente lo Aracaly : na rua da Cruz do Recife n.
i';, primeiro andar.
Vende-se urna casa de sobrado de 2 andares,
na pra;a da Boa-Visla n. 10 ; os preleiidenles diri-
jam-se para o ajusle e inlormara, no paleo da na-
Iriz de Santo Antonio, sobrado de um andar.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8$000, 12j'000, ilOOO e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a lljfOOO
rs chales pretosdelaa muito grandes a
o.SbO i-s., chales de algodao e seda a
1,'280 rs.
f Deposito de vinho de cham- &
Spagne Chateau-Ay, primeira qua- ^
lidade, de propriedade do condi (A
de Mareuil, rua da Cruz do Re- cife n. 20: este vinho, o melhor
i? de toda a champagne vende-
a^ se a 06SOOO rs. cada caixa, acha- t>>
^. se nicamente em casa de L. Le- ;
r comte Feron & Companbia. N. B.
9 As caixas sao marcadas a fogo &
f& Conde de Mareuil e os rtulos
r^ das garrafas sao azues. S
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobcrlorcs escuro muito grandes e encorpados,
dilos branco com pollo, muilo grandes, imitando os
de lila, a 19400 : na rua do Crespo, loja da esquina
que s'olta para a'cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia. vende-sc panno prelo (IO, JJ180O, 3,
39500. I95OO, 54OO, 63000 rs. o covado.dilo azul. 11
iO. "ijSOO, 49. 69, 79. o covado ; dilo verde, i SKOO,
39500, 4-5, 59 rs. o covado ; dilo cor de pinhSu a
(V500 o covado ; corles de casemira prela franceza e
clstica, i 79500 e 89500 rs. ; dilos com pequen
dcfeilo. 6>500; dilos nglezentestado a 59000 ; dilos
de cor a 49, 59500 69 rs. ; merino prelo a 19, 19J00
o covado.
Agencia de EdwtB Hi,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
i\ Companhia, acha-se constanteinenle bons sedi-
mentos de lai\as de ferro cnado e balido, tanto ra-
sa como fuudas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar cm madei-
ra de Indos os tamaitos e rnodclososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos prc;o que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihaa le lia mires; ludo por barato pre<;o.
Veiule-se exrelleute laboado de pinho, recen-
temente chegado da America: narui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entenderse com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas trancezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, roja da esquina que vira para a
Cadeia, vepdem-se cassas franeczas do muilo bom
goslo, a 3:20 o covado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flaoella para forro de sellins che-
gada recntenteme da America.
Potassa.
No aniigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio 11. 1-2, vende-se muito superior polassa da
Russia, americana o do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Bepoiito da fabrioa de Todus o Santo na Sabio
\ ende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquclla fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2." edico do livrinho denominado
Devolo Chrislo.mais correlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 608 da prara da In-
dependencia a 610 rs. cada eiemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para 1 cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia lo Recife n. .50 ha para vender
barris rom cal do Lisboa, rccenlcuieutc chegada.
Vende-so una balanca romana com lodos os
sus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n, 1.
PL'BLICAgAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, alopiado pelos
revi remlissimos padres capuchinlios le N. S. da Te-
lilla desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhor la Cnnccic,a"o. e da noticia hislorica da nic-
d.illia milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se unicaineiilc na livraria n. 6 e 8 da prara da
independencia, 19000.
Vende-se una taberna na rua do Rosario da
lina-Vista 11. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus raudos s.lo cercado 1:2008000 rs., vende-se
porm rom menos se o comprador assim Ihe ronvier :
a tratar junto a alfandega, travesea da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na rua do Crispo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se .-orles de vestidos de cambraia de
seda com barra c habados, n 88000 rs. ; dilos com
llores, 78, 08 e 10.; rs. ; ditos de quadros de bom
goslo, i ll ; corles de cambraia franceza muilo ti-
na, ti va. com barra, !) varas por 48500 ; corles de
cassa de cor com tres barras, de lindos padres,
39200, peras do rain lira i a para cortinados, romS1.;
varas, por 39600, ditas le ramagem muilo finas, a
6| ; t-amlnaia de salpico iniudinlios.hranra e le cor
muilo lina. 800 rs. avara ; aloalhado de linlioacol-
voa.lo, o 00) a vara, dilo adamascado com 7,'$ pal-
mos de largara, 2200c 39500^ vara ; canga ama-
rella liza da India muilo superior, ,i 400 rs. o cava-
do ; corles de rollete de fuslo alrovtado e bons pa-
drees fixos, 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
360 ; dilos grandes finos, 600 rs. ; lavas de seda
brancas, le cVir c prelas muilo superiores, i 1600 rs.
o par ; ditas fio da Escocia a 500 rs. o par.
Moinhos de vento
'om bombasde repuso para regar hurlase baila,
de rapim. na fundirn de I). W ilowiuan: na rua
do liiun 11-. G, Se 10.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Brunn Praeger & C., na rua da Cruz
n. 10, receberam e vendem um sortimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
itos e cores, que formatn o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nos jardins do bou, gosto.
Brunn Praeger & C, na sua casa rua da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizoDtaes comoverticae,
dos melhores autores.
Obras de puro de 18 quil. do maia apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com moldu-
ra do11 rada.
\ istas de Pernambuco, geraes e spe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terraros e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de diirereDtes qualidades.
Presuntos.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
. ~ Vende-se urna escrava parda.de bonita fipira
de idade de 22 annos, com algumas habilidades ,
com urna cria de 6 mezes muilo linda: na roa de
Horlas 11. 60.
Taixas par, engentaos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas ds ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modi/rnissimo ,
chegado do Rio de J.-neiro.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se cemento romano, em barricas do 12 ar-
robas, e as maiores que ha un mercado, chegado l-
timamente de Hamburgo, por menos preco do que
em oulra qualquer parle : na rua da Croa, no Beci-
fe, armazem n. 13.
Farello de arroz muilo novo e por prec,o com-
modo, em saccas e barricas, cojo he saudaveis e da
muila nutricio para cavallos, gallinhas e cevados : a
Iralar na Praia de San Francisco cocheira de Joao
da Cnnha Res.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-re a bordo do brigue Conceicao, entrado
de Santa Calharina, e Tundeado na volla do l-'orlc do
Mallos, a mais nova farinha que existe boje 110 mer-
cado, e para porr,cs a Iralar no escriplorio de Ma-
nuel Alves Guerra Jnior, oa rua do Trapiche
u. 1*.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna res mobilia de jaca .
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na raja do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Collegio n. 8,
vende-se umaescollida collecraodas mais
brilhantes peras de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
RUA DO TRAPICHE N. 10.
Em casa de Patn Nash & C., ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens. ,
Amarras de ferro de 3 quartos at 1
iolegada.
lampagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um*piano inglez dos melhores.
CEMENTO ROMANO.
V ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : alrai do
theatro, armazem de Joaquii Lopes de Almeida.
PARA ACABAR.
Vendem-se cassa; francesas de cores lisas, e lin-
do padroes, pelo baratissimo preco de 140 rs. o co-
vado : na loja do (iuimarSes & Henriques, roa do
Crespo n. 5.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4J500.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta para
a Cadeia.
BOM E COMMODO.
Cassas de panno e cores linissimas, pelo baratissi-
mo preco de 500 rs. a vara : na loja rio sobrado Hu-
ello, na rua do Oueimado n. 9, de Jos Moreira
Lopes.
Ao bom e barato.
Alpacas de seda para vestidos, do melhor goslo
possivel, o cassas organdiz, fazenda dos melhores
desenhos que lem vindo a esla praca : na loja do so-
brado ain.nello, na roa do Quebrado n. 29, de Jos
Moreira Lopes.
Vende-se urna boa casa terrea em Olinda, rua
da hira de S. Pedro, que faz esquina com o cercado
deinadeira.com 2 portas c 2 janellas de frenle, 3
salas, lt qoarlos, cuzinha arairde, copiar, estribarla,
urande quintal todo murado, rom portSo e cacimba,
muilo propria para se passar a fesla, mesmo para
morar lodo a auno : a tratar no Recife, rua do Col-
legio n. 21, segundo andar.
Vende-se champagne a 28J000 rs., e
superior vinho de Bordeaux : em casa de
Schapheitlin &C., ruada Cruz n. 58.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappreceram do abaivu assicnado.no dia 27
de novembro do engenlio Ilapirema de Cima, da co-
marca de lioianna dous escravos, um de nome Joa-
quim, crioulo, que reprsenla ler 30 annos de idade,
altura regular, lem por cosime embriagar-se, e foi
cscravo le Josd do Reg Lima, que o recebeu em
pasamento, morador em Barrriros ; Benedicto, lam-
bem crioulo, representa ler 24 annos de idade, he
reforjado do corpo, principia agora barbar, c foi
cscravo de Manoel Serafim, lavradnr do engeiiho Ju-
rissaca : roga-sc as outoridades policiaca ou capiles
de campo, de os apprehcnder e leva-Ios a dito enge-
nlio. mi ncsla piara na rua Direila n. 14, que sero
recompensados generosamente.
Jos Pinto do Cosa.
1000000 de gratificacao.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
crav) crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ler 30 a 35 annos, pouco mais ou meno>,
nascido em Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, he
muilo ladino, cosluma trocar o nome c inlilular-se
forro ; foi preso em lins do and** de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Scriiihaem, com o
nome de Pedro Sereno, como doerlor, e sendo re-
medido para a cadeia desla cidade a o'rdein do lllm.
Sr. descmbnrcador chefe de polica com officio de 2 de
Janeiro de 1852 se verHicou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor fui Antonio Jos de Saut'Auna, morador
no engenho Cailc, la comarca poder de quem desappareceu, e sendo outra vez cap-
turado o rerolhido a cadeia desla cidade ein "J do
agosto, foi ahi embargado porexecucSo de Jos Dias
da Silva GuimarAes, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da secunda vara lesta cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo sbaisu assignado. Os
sicnaessao os scguinles : idade de 30 a 35 anuos, es-
t.ilura corpo recular, cabellos pretos e rarapinba-
dos, cor amulatada, olhos oscuros, nariz grande e
grosso, beiros grossos, nsemblanlc ferhado, bem bar-
bado, com lodos oa lentes na frente : roca se, por-
tante, as autoridades poliriacs, capihlcs le rompo e
pessoas particulares, o favor de o apprehenderrm o
maiidarrm nesta praca do Recife, na rua larca do
Hosario n. 14. que recbenlo a gratiflcacSo cima le
I00>000 ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occulln.Manuel de Almeida .Lipes.
CINCOfcNTA MIL RES DE GKATIFICACAO.
Desappareceu no dis 0 de novembro, Benedicta,
do 14 anuos de idade, venga, cir acabodada ; leven
um vestido de chita com lislras, cor de rosa c le caf,
e oulro lambem de chila branca com palmas, um
lenco amarello no pesclo j deshelado : quem a
apprehcnder, ronduza-a i A|iipucos7*Bo Oileiro, em
casa de JoAo Leile de Azevedo, ou irt> Recife, na
prara do Corpo Sanio u. 17, que receber a gratifi-
caban cima.
I'ERN.: TVI'. DE M. *. DE FARIA. 185*
1


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