Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01242


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Full Text
ANNO XXX! N. 289.
-
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 18 DE DEZEMBRO DE 1854.

DIARIO
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
EXCARREGADOS U.V SUBSCRIPCA'O.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Ilio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Ouprad; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiha, oSr. Gervazio Victor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira ;Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
RI. Bodiigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobro Londres, 27 3/1 a 28 d. por 19000.
Paris, 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
c Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acetes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Onras hcspanliolas' .
Modas de 65400 velhas.
de6-5iOO novas.
de4000. .
Prala.Pataces brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
298000
160000
163000
95000
19940
19940
15860
PAUTE ornciAL.
GOVERNO D* PROVINCIA.
Expediente do da 11 de dezembro.
Ufflci.Ao Exm. presidente do Maranhao, com-
municando liaver o inspector do arsenal de mnri-
nha contralado com o mostr do brigue nacional
RrilhatUe a conducen para aquella provincia, de
20 barris com 40 arrobas Je plvora destinada ao
Piauhy, e rogan lo expedirlo de suas ordens,
naos para que seja remeltida aseo dcstinodita pl-
vora, mu timbera pague o respectivo fele avista do
ronheeimenlo que enva.
Dito.Ao commandanle das arma-, inteirando-o
de liaver autorizado.a Ihesouraria de fazenda a man-
dar pagar ao capilao do 6. batalho de infantaria
ora adidq ao 2." da mesma arma Andr Accioli P-
nheiro, i gratificarao a que se julga com dircito pa-
ra casa.
Dito.Ao iuspectur da thesourariu de fazenda,
para mandar indemnisar a repartido da marinha
a qoantia de 1133156 em que secundo a conta que
remelle, imporlam o* concert* feilos pelo arsenal
da marinha na canoa de transporte da fortaleza
de llamar-ara.Communicou-se ao inspector do re-
ferido arsenal.
Dito.Ao mesmo, recommendando a expcdijJo
de suas ordens, para que o inspector da alfandega
comila no despacho isenlo dadireilo de mil barri-
cas de cimento viudos de Ilamhurgo no brigue
AdUr para as obras a cargo do arsenal de marinha,
lieapdo com esle cemento concluido o conlrato fcilo
pelo inspector do mesmo arsenal, com os negocian-
es C. J. Astlcy & C".Communicou-se ao men-
cionado inspector.
Dito.Ao chefe de polica, inteirando-o de liaver
expedido ordem a Ihesouraria provincial, para man-
dar pagar, estando nos termos legies a importancia
da conla que Smc. remetleu da despeza feila com
o sustento dos presos pobres da cadeia do termo do
Brcjo, no mez de uovembro ultimo.
Dito.Ao director das obras publicas, declaran-
do que a Ihesouraria provincial lem ordem para
pagar ao arrematante do 5. lauca da ramificaran
da estrada do Sul para a villa do Cabo, avista do
competente certificado a quanlia a que elle tem
direito, por liaver ultimado a obra do arcosupplc-
mentarque cnnlralnu fazer.
Dlo.Ao inspector do arsenal de marinha. ap-
provando a compra que Smc. fez do dilTercules ob-
jeclos para forne.imenlo daquelle arsenal.Com-
municou-se a therouraria de fazenda.
Dito.Ao mesmo, communicmido liaver o Exm.
presidente do Ccar participado que o meslre do
hiate Ducidaso enlregou naquella provincia a pl-
voras mais ohjecln* mencionados no cilicio de Smc.
de 21 de novembro ultimo.
Dito.Ao iinpector .la Ihesouraria provincial,
para fazer indemnisar a ihesouraria de fazenda da
cjoitfilia do 51*748, enT que segundo aconlasjuc
remelle, imporlam as ra;5es fornecidas pela repar-
licao de marinha, tanto aos enlonrindos que furam
iillimainenle envidados para o presidio de reman-
do no patacho Pirapama, como tambem aos que
dalli regressaram era dito patacho.Fizeram-se as
necesarias communicaroes.
Dito.Ao commandante do corno de polica, au-
torisaudo-o a passar escusa a JuSo Francisco dos-
Santos l.essa, que e acha alistado naquelle corpo.
Dito.Ao commandante superior da guarda na-
cional do municipio de Sanio Aniso, recommen-
dando a expedirlo de suas ordens para que o com-
. mandante do hatalho da cidade da Victoria mande
postar em frente da igreja de Nossa Senhora do Ro-
sario da mesma cidade no dia 1." de Janeiro prxi-
mo vindouro, as nove horas da manhaa, urna guar-
da de honra lirada do referido batalho, alim de
assislir a Cesta 3* mesma Senhora, c acompanhar a
proc'usao que dever ler lugar na lardo do indicado
dia.
Portara.Ao director do arsenal de cuerra, re-
commendando qoe receba do commandante do cor-
po de polica para lerem a conveniente applicacao,
os objectos que por elle Ihe forem remelldos.
Communicou-se ao supradilo commandanle.
15-
Olficio.Ao commandante das armas, nteran-
do-o do haver recommendado a Ihesouraria de fa-
zenda que estando nos termos lezacs os documen-
tos qae acompanharam ao requerimento que S. S.
remetleu mande pagar a qnauiia- de -083800 rs. que
fo dependida pelo capitn do 2. batalho de ufan-
Una Manoel de Campos Leile Pentcado, comman-
dante do destacamento volante 3a comarca da Boa-
Vista com varas diligencias c cominean do farda-
mente enviado desla capital para as pracas do supra-
dilo destacamento.
Dito.Ao mesmo, dizendo que visto nao ler sido
considerado apto para o servico doexerciloo paisano
llenrique Soares de Andrade Bredcrodes convm
I'Ar.TIDA DOS CORREIOS.
01 inda, todos os dias.
Caruari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
*. illa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 2S.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-ciras.
. 1'REAllAR DE HOJE.
Primeira s 2 horas e 45 minutos da tarde.
Segunda s 3 horase 18 minutos da manhaa.
OCAMINHOflODEVEItr)
Por A. de Bcrnard.
que S. S. o nao adniilla ao mesmo servido, licaudo
assim em cfleilo o titulo passado ao mencionado
paisano.
Dito.Ao mesmo, declarando que em vista do
que expoz a Ihesouraria de fazenda no oflicio que
remelle por copia com referencia informaran da
respectiva rouladoria e ao parecer que lambem re-
melle por copia do procurador fiscal da mesma Ihe-
souraria, nao pode o doulor Prxedes (ornes de Sou-
za Pitanza entrar no exercicio do lugar de delega-
do do cirurgian-nwrdoexcrcito nesta provincia, pa-
ra que foi naneado pelo governo imperial, sem
que mostr ttr paso os emolumenta corresponden-
tes a semellnmte nomearAo.
Dito.Ao mesmo, remetiendo em soluto ao'seu
offico M 834, copia .lo aviso do 27 de novembro ul-
timo, no qual o Exm. Sr. ministro da guerra declara
que a provisilo de 11 de Janeiro do 1853 he suffici-
entemente explcita c nada resta a resolver sobre a
duvida de que traa o diado officc.
Dito.Ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Em visla do que V. S. expoz em o seu uHicio de hon-
lem n. 672 cerca das inclusas relares das diarias
abonnadas aos recrulas vindos do termo de Cabro-
b e dos -encimemos das praras do batalho de
guardas nacionaes pue escollaran) os ditos recrulas,
lenlio a declarar que nao convindo demorar o paga-
mento de, l jos pracas pela falla da guia de que.trata
o artigo 11 das instrurefles de 6 de abril de 1841, al-
ienta a longiluJe em que est o lencnle coronel com-
mandule iln.iiito balalhao, o qual supposlo nao pas-
snssc a sobrcdila guia com ludo legalisou com a sua
assignalura a retaran .las mencionadas pracas, cum-
pre pois que V. S. mande realisar eom urgencia o
pagamento dos rohreditos vendmentos, licaudo cerlo
de que nesla dala exijo do mesmo lente coronel
a citada guia.Olticiou-se nesle sentido ao referido
lencnte-coronel.
Dilo.Aojniz relator na junta de juslica, (rans-
millindo para ser relatado em sessao da junta de
justicio processo verbal do soldado do 2. balalhao
de Infantaria Rufino Xavier da Franca.Commu-
nicou-se ao ron,man.ante das armas.
Dito.Ao director das obras publicas, dizendo
ficar inlcirado do contando de sua infornrae..1o de 13
do corrcnle, dada acerca do requerimcnlo em que o
arrematante da 1." parle dos reparos geraes da et-
icada do Pao d'Alho Amaro FemandesDalIro decla-
ra nao poder dar principio aos seus Irabalhos por
nao quercrcm alguns proprielarios consentir que se
lirc a Ierra precisa para os mesmos Irabalhos, e de-
clarando que deve Smc. proceder respeilo na forma
da lei.
Dilo.Ao mesmo, inleirande- de haver resolvi-
doquescjain feilos por administraran os conccrlos do
que precisa a ponte do Caxans e canutan) do orca-
menlo que Smc. remetleu, c recommendando que
lincumba dessa obra um dos ensenheirus d'aquella
reparisto visto dever ella ser feita oom toda per-
feioao.Ofliciou-sc neslc senlido a Ihesouraria pro-
vincial.
Dito.Ao comman tanto do presidia le Fernando
declarando que nAovieram annoxosao sen oflicio n.
l(i:t os mappas de que traa o do cirurgiAo do mesmo
presidio.
Dito.Ao inspector do arsenal de marinha. dizen-
do que para poder resolver acerca do seu oflicio n.
849, faz-se necessatio que Smc. declare qual o nu-
mero de libras do ferro vergalhad de que precisa
aquello arsenal para fazer os concerlos neeessarios
na machina da barca de escavano.
Dilo.Ao inspector da Ihesouraria provincial,
recommendando que i visla da conla que remelle
mande Smc. pagar ao inspector do circulo Iliterario
n." 9 Jos Thomaz Pire Machado Porlella, a quan-
lia de 1303000 rs. em qne imporlam os objeclos
mandados fornecer a aula de instrueco primaria da
Venda-tirande.Parlicpou-se ao director geral in-
terino da in-lrueeao publica.
Dilo.Ao mesmo, para mandar.entregar ao viga-
rio da freguezia de Nazarclh" ChrislovAo de Olanda
Cavalcauti para as obras da respectiva matriz a quan-
lia de nm ronlo de ris lirada da quala consignada
no artigo li da lei do oreamenlo vigente.
Dito.Ao commandante superior da guarda na-
cional do Pao d'Alho, dizendo que visto poder sel
cread.i na freguezia da l.uz um balalhao de guardas
nacionaes cumpre que Smc. remella com brevidade
nao t o plano que mais convier para a organisacao
do dilo balallulo com declararan do lugar da parada,
mas lambem um mapp i dos officiaes graduados resi-
lientes na mencionada freguezia.
Dilo.A administracaodo patrimonio dosorphaos,
iuleirando-a de liaver concedido um mez de licenca
com vencimenlos a profesaon de costara do collcgo
das orplulas Pelronilla Vieira de Arruda.Commu-
nicou-se a directora do mencionado collcgo.
Dito.A cmara municipal do Pan d'Alho, decla-
rando que opporluuamenle terco submettidas ao co-
nhecimento da asscmbla legislativa provincial as
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
B-elagao, tcn;as-feras e sabbados.
Fazenda, tercas e scxias-fciras s 10 horas.
Juizo de orpbaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2*vaia do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
conlas d'aquella cmara relativas aoamio linanccirn
de 18531854.
Porlnria.Considerando vago o lugar de thesou-
reiro do consulado provincial, e nomeando para o
exercer a Manoel Joaquim Fcrrcira.Communicou-
se a Ihesouraria provincial.
Dita.Nomeando de conformidade com a propos-
la do lente coronel commandante do 2. balalhao
de guar.las nacionaes do municipio de Pao d'Alho
os cidadaosabaixo declarados para ofliciaes do refe-
rido balalhao.
Eslado-maior.
Tencnlo-quarlel-mestre.(iuslavo l.csiazeno Fur-
tado de Mendonca.
Alteres secretario.Manoel Eustaquio Alves Te-
norio.
Dilo porlab'andeira.Ismael Gaudencio Furlado de
Mendonca.
1." companhia.
Capilao.Zcferino da Molla Nunes.
T'cnenle.Antonio Luizde Amorim.
Alferes.Manoel Joaquim de Souza.
2." companhia.
Capilao.Antonio Vicente de Araujo.
Tonenle.Jos Geraldo l.ima.
Alfares.Jos Machado Pimental.
3. companhia.
Capilao.Antonio da Cosa Pereira.
Tenente.Jos Pereira de Andrade.
Alferes.Jos de Moura Carvalho.
4. companhia.
Capilao.Alexandre Corres de Amorim.
Tenente.Antonio Francisco da Costa Jnior.
Alferes.Sulero Marques de Araujo Pinhciro.
5.a companhia.
Capilao.Antonio Carneiro de Barros.
Tenenle.Antonio Jos da Cosa.
Alferes.Francisco Xavier Leite.
6.a companhia.
Capilao.Pascoal Soares de Fizueiredo.
Tenenle.Antonio Solero de Paria*.
Alferes.Francisco da Costa Figuciredo.
Communicou-se ao respectivo commandante supe-
rior.
Dita.Nomeando de conformidade com a propos-
ta do maj,-r commandanle da seceso de balalhao de
guardas nacionaes do serviro de reserva do munici-
pio de P.io d'Alho os cidad.ios ahaixo mencionados
para ofliciaes da referida seccao dedialalhab.
1.a companhia.
'.apilan. -Manoel Francisco de l.ima.
Tenenle.Joao Anaslacio Camello Pessoa Jnior.
Alferes.Antonio Pereira do Reg l.ima.
2." companhia.
Capilao.Porfirio da Silva Tavares Coulinho.
Tenenle.Antonio Cavalcanli de Albuquerquc.
Alteres.Vicente Ferreira da Rocha.
Coinmuiiicou-ie ao respectivo commandanle supe-
rior.
Dils.Mandando admitlir ao servico do exordio
como voluntario por lempo de seis annos o paisano
Valdivino Jos Joaquim a quein se pagar o premio
de 30 lerio, e fizeram-se as necessarias communcaecs.
EPIIEMERIDES.
Dcv.br. 4 La ebeia ao 44 mininos e 48 se-
gundos da larde.
12 Quarto minguanle s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da larde.
19 La nova as 7 horas, ?8 minutse
48 segundos da tarde.
2C Quarto cresconte a 1 hora, 21 mi-
nutos e 48segundos da larde.
dos Sanios, o qual perreber alm ilus vencimenlos,
que por lei Ihe compelirem, o premio de qualro
ceios mil ris, pagos na conformidade do arl. 3.
do citado decreto, e lindo o cugajamcnle urna dala
de Ierras de 22:500 brabas quadradas.
No caso de descresto, perder asvantagens do pre-
mio e aquellas a que lem direito, ser tilo como rc-
cruiado, desconlando-se no lempo do engajamenlo
o de prista em virlude de scnlcnra, averbando-se
esto descont e a perita das vaulagens no rcspccli-
vo Ululo, como esl determinado.
Assiznado.M.mnel Mua Tarare*.
Conforme Candido Ual P'rreira, ajudanle de
ordens cncarregado do delalhe.
DIAS DA SEMANA.
18 Segunda. S. EspiridiSo c. ; S. Theotimo ni.
19 Terca. S. Dariom. ; S. Fausto; S. Paulilo.
20 Quarta. Jejum i Tmporas Vigilia) S.Liberato.
21 Quinto. S Thom Ap. ; S. Themistocles m.
22 'Sexta. Jejum (Tmporas) S. Honorato m.
23 Sabbado. Jejum (Tmporas) S. Servlo adv.
24 Domingo 4.* do Advenio. S. Dclfino b.; S.
Tharsila m.; S. Germina mm. S. Zeuobio.
EXTERIOR.
TRIBUNAL DE ASSA^AO'.
Presidencia de Mr. Trolong
SESSAO DE ABERTURA EM 3 DE NOVEMBRO
DE 1851.'
Difcurso do procurador geral de Royer sobre a
origem e auloridade do tribunal de canarao.
Senhores :
O tribunal de cassar,ao eslrea hoje seu sesagesci-
mn quarto anno judiciarin (IV
Elle receben dos legisladores de 1790 e do anno
8 poder e a misso deanullar osjulgados iiifringcn-
(cs da lei, de reprimir os abusos de poder dos magis-
trados, de manter a ordem das jurisdieres, e de
cslabelecer a unidade da jurisprudencia a par da
unidade da legislac/i, lano quanto as decises hu-
manas n comportara.
Elle devia ser, segundo as expreses de Meliu,
o guarda supremo da lei, o conservador das pro-
piedades, o vinculo dos Iribunacs de appellarao
(2).
Presumo nao fallar reserva que mempoc vossa
presenra e esle recinto, dizendo que pouras inslilui-
coes leem senlido menos a uecessidade de mollificar
seu principio regulador, e Ido realisado mais com-
pletaincnte na pratica o pensamenlo que presidio
sua creacao. )
Nosso syslema judiciario exerce hoje sua acrao
dentro de limites clara e sabiamenle determina-
do.
Nos o vemos forlificar-se e desenvolver -se I ivre e
ilesemnar.icadamente sol a influencia reguladora e
rcspeilavcl de vetaos restos. A uniformidade
CAPITULO DECIMOSEXTO.
a .4mour ett bonne tnainlenir,
Mais qu'on en puitte a bien reir,
a Mais amnur i/ui n'csl mainlenue
/.oy numen I n'est pas de ralue...
(Manuscripto ?nnn\ mo do seculo XV.)
, ConlinuaeOo.l
Depois que a condessa saliio, Alice apressra-se a
por em obra todos os seus sezrediuhos de loucador,
alim de apagar al o ultimo vestigio de suas lacrimas
e de restituir no seu bdlo semblante o ar vivo e gra-
cioso, cujo altr.iclivo irrcsislivel bem emihecia. A
casquilharia natural da raparisa errava nissn lal-
vez ; porque para.locar a alma de Gastao, olhos h-
midos valiam mais do que sorriso; porin Gaslao es-
lava em Ostreval, c batera lampo para tornar a
chamar as lazrimas e afuzentar u sorriso, se fiase
necessario, quandu Mr. de iavilly apparecesse no
lim da avenida.
Nao misaramos pretender lodavia que culrasc
lano calculo no espirito da moca ; nella i-so era fei-
lo antes por inslincloque por hahilidade, e adiamos
a prova na fronle pura c no ar desembarazado que
ella aprsenla no momento, em que Ilerlha entra no
quarlo. f.erlameiile se livcsse sabido que a irmaa es-
lava Uo perto, Alice em toda a sinceridade de sua
alma teria tentado ronipr nm ponen o scinblanle,
anda que roste smenle para obedecer melhor s
recommcndares da mai. A nalure/.a encarrczou-e
de produzir o que a arle se esquer^r de preparar.
Apenas entrevio a irmaa, araparizapcrlurbou-.se,
e em ve de correr a abraca-la, como coslumava, cs-
pcrou-.i soalzando te olhos.
Oucm iide dizsr o que se occulla no fundo do cn-
raeao de urna rniilher? O demonio do ciume acaba-
va de morder o de Alice. A rapariza nao compre-
hendia curtamente o que evperimenlava, era nina
angustia esiranlia que a lornava fnsen.ivcl voz e
aos allagos de irnda. e nspirava-lhe mos pensa-
mcnlos, os quaes por mais que llzesse, nao consecuia
afugenlar do espirito.
Eniao, Alice, disse-lhe a irmaa aperlando-a
nos bracas, ido queres abracar me"! Coilada. pade-
ces muite.
Eu respondeu Alice em lom secco, uo pa-
de^o.
E fez um limido esforeo para subtraliir-se s cari-
cias da imilla.
() Vide o Diario n. 288.
Alic, rogo-le que uao sejas assim comigo, lor-
non Berlba rom voz inui roniinovida, por ventora
nao sou mais la querida irmazinha?
A moi;a desvfou a cabera para nao deixar ver sua
perturbarlo, e guardou o silenrio.
' Alice, conjuro-lc, rtisse Berlba afilicla, dize-
me que le fiz '
A senltora nada me fez, halhuciou a rapariga
A senhora!... Nao me tratas mais por lu-'
Jue significa ato''
Julguei que Ihe conviria mais.
Que pensam?nlo!... Nao comprebendo la ma-
neira de obrar.
Nao comprehende! disse Alice com um sorri-
so irnico.
jt- Nao, assevero-le que nao comprehendo. Minha
mai acaba de dizer-me que eslavas triste, e corro a
consolar-te.
Nao necessilo de consolaciio.
. ArrSV es injusta, e ffligea-me, Dize-me que
isso he iini gracejo.
A rapariga lulava contra si mesma, e reuna todas
as suas forras para nao cahir nos braeot .la irmaa.
Ao menos falla-nie. lomou esta, dizc-mese
sem o querer le tenbo offenddo. se'cauzei-lc Igum
petar. Urna palavra por piedade, urna palavra !
Nada lenhu qii3 dizcr-lhe, inurmuron a ra-
pariga.
Enhlo porque desvias os olhos? porque te ar-
rancas de ineus bracos? Porque me traas como pes-
soa ctlranna, romo inimiga sendo en loa irmaa?
Alice pnz a n.ao sobre o braco de Ilerlha, c abai-
xainlo a caliera murniurou :
ISio sci.
Lenca I exelamou madama de Saulieu aperlan-
dn convulsivaineiile a irmaa sobre o coraro. pe-
zar mudou-le. a alegra te tornara qual eras. Amar-
me-has comodantes, dir-nie-has lodos os leus pen-
samculos... J.i me amas, pois choras.
Com elfcilu as lagrimas sallavain dos olhos de Ali-
i; a emoeao muilo lempo cuulida linli i cmlim
aherln una saluda.
Ei-a, attenlemo-nos, e dizc-mc ludo o que lens
no coraeao, loruoii Ilerlha levando Alice para o
sof. l
Ambas assenlaram-se, e de bracos pastados rm
torno da cinlura, urna runversacao mais franca e n-
lima succedeu a essa convenacao penivel e acrimo-
niosa.
E-a conliniinu Bcrlha beijando a fronle da
irmaa, agora que nao ha mais nuveus cnlre nos, has
de dizer-mc o que linhas muir mira,
Oh jamis me atrevera...
Huan era urna mus muilo vil ?
Sim... e alm dislo ido sei.
Ilerlha suri iu.
Nao sabe ; mas romprehemles que era urna
cousa mui vil Eis o que he claro. Eslavas agaslada
comigo?
Sim, respondeu Abre em voz haxa.
Porque ?
Por tOM delle...
Bertha senlio o golpe, e seu lirado deixou de
apcrlar a irma, c ella disse comsigo :
COBXMAMDO DAS ARMAS.
Qurtel do coznatando daa armas da Feraam-
bnco, na eldade do Reeie, em 16 de dezen-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. 188.
O coronel commandanle daa armas interino jul-
ga consequente dar conhecimento aos senhores com-
mandanles de corpos do exercto estacionados nes-
la provincia, do conledo no seguinle
AVISO.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra em 27 de novembro de 1854.
Illm. e Exm. Sr. Em respotU ?.o oflicio de V.
Ex., n. *fi< de 22 de selemhro ultimo, peilindo es-
clarecimenlos acerca do que expoc o commandan-
te das armas inlerino den provincia, o qual tendo
contralado, na conformidade da provisao de II de
janpiro de 1853, Ircs msicos para o 10. balalhao
de infantaria, ido sejulga habililado para rescin-
dir do conlrato, como elles agora solicitan), allegan-
do que c cstiveram pelas suas condirfies fra na
persuasao de nao ficarcm sujeilos i disciplina mili-
lar, declara, V. Ex., de ordem de S. M. o Impera-
dor, que, visla da mencionada provisao, a qual
he sullicienlemenlc explcita, nada resta a resolver.
Dos guarde a V. Ex. Pedro de Alcntara Bel-
legarde. Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
O mesmo coronri commandante das armas decla-
ra que nesla dala conlrahio novo engajamenlo para
servir por mais seis anuos, nos termos do regula-
menlo de lide dezembro de 1852 edecrelo n. UOI,
de 10 de junho do correle anno, procedendn m>
peccao de suade, o clarm da companhia fiza de
cavaliaria desla guarnirao, Raymundo Rodrigues
a harmona desla organsarilo, a ordm e a discipli-
na que nella se manfestam, apresentam nolavel con-
trasle com as discordias cas resistencias de que os
amigos carpos judiciaros lanas vezes npresenlaram
o espectculo c o cxcmplo. Nao he lalvez sem in-
leresse reuionlarmo nos nesle ponto de visla a histo-
ria, colheinlu nella com imparcialidad? e calma os
vestigios mais salientes de um passado laborioso, e
pondo a lenibranca deten lulas e desses obstculos
em parallelo rom a auloridade incontestada do Iri-
biinal de Crt sins, he menos um acto de jurl.sdjccflo do q.e um
aclo de poder (3). n
Fo por esle titulo que al 1789 ella consorvou-se
nas altribuiroes do conselho do rei.
A idea do recurso ao soberano conlra as dec-oes
judcaras contrarios ao direilo ou as leis he do an-
liga em Franca .como a monarchia. Seu germen e
vestigio encontra-sa no anno 960 em urna conslilui-
cao de Chlotarc 1. (i), e durante a segunda raca
nas Capitulares de Carlos Magno e de Carlos o Cal-
vo (5).
Durante a segunda raca os estatutos (lablsse-
menls) de S. I.uiz nos quaes reapparecem os textos
de direilo romano, ido admilliam appcllacao dos
julgamenlos do tribunal do rei, mas aulonsavam as
partes a pedirem sua emenda ao rei por meio de
supplica (6).
Mais tarde, o Iribunal de juslica, separado do
conselho do re, formn, um corpo dislinclo o eslavel,
e tornou-seo parlamento de Pars (7). A ordenanra
de Flippc o Bello de 23 de marco de 1302, consa-
grando a soberana de seusarcslos, eservava para o
re i pcrmis*o de corrigi-tos ou reioga-los, quer
pelo mesmo parlamento, quer pelo conselho no caso
de amhiguidaile ou de erro (8*.
Foi assim que iulroduziram-so em nosso processo
as carias permissivas da censura conlra os trastos
(letlresdegrare) ('.) a allegacaodc erro [proposition
d'errmr) (10), c linalineulc a revista' {la requvle
cicile) {MI.
Mas ns elementos da theoria da cassacao nao se
dcscrniinavam ainda.
Montesquicii disse, lalvez com alguma prclen^o,
mj, eom verdade lilha da experiencia: n lie mil
vezes mais faeit fazer bem do que proceder bem
Parece que nada justifica melhor esla Veflcxao do
que os esforeos tentados, no ponto de visla que nos
oceupa, pelas ordciiancas do li. e 15. seculo sobre
a adminislraeao da juslica.
A reale/a, que tende cada vez mais a ampliar c
organisar seu poder, proclama com louvavcl e per-
severante energa o duplice desejo de assesurar o
respeilo causa soberanamente julgada, e do fran-
quear 9 partes lezilimn e supremo recurso contra
os areslos irregulares e extravagantes. Ella procura
claramente o bem; mas os resollados nao corres-
ponden) a sua inlencao. Quer e estahelece o prin-
cipio do recurso, mas nao chega ainda a determinar
a medida e marcar o limile dentro do qual deve ser
exercido.
Posto que as ordeuanras nao srjam explcitas sobre
esle poni, a allcgacao de erro nao versa sobre o-di-
reilo, que alm dislo era naquella poca ineerto, va-
riavel, e difficil de provar-sr., S diz respeilo ao
erro de fado (I3. Toca no que a conscienca do
juiz de ultima instancia lem de mais susceptvel c
de mais soberano. Possue lodos ns recursos, loda a
moralidade, e todos os pergos das apreciaees de
faci. Torna-se urna arma que a chcana emprega
sem fim, e de que apoderara-se, era inlcrcsses con-
trarios, as intrigas e as paxcs que perturbara o
reino.
Debalde a sabedoria de Filippe de Valois reves-
lio-se de formulas e garantas, que Ihe sobrevive-
ram, c que um dia o processo do recurso do cassa-
cjlo tomar-lhc-ha empreado ; dcbalde, por exem-
plo,.a ordenanca de 13 evigio que os erros alle-
gados fossem antccipadameulc submeltidosao exame
dos magistrados da corle que exponhtm as supplicas
das parles, c deliherarao do conselho.... (li), que
as carias que admilliam as peliees fossem Iransmit-
lidas ao parlamento.....que era nicamente quem
podia reformar suas senlencas, que a execueao da
decisflo contrariada nao devia suspender-se em caso
algum pela nlerposirao da supplica.... \iS)i non
Obelante estas salutares difliculdados, a larefa he su-
perior as forras do parlamenlo que, cora grande
prejuizo das partes, consagra a essa revisao deseus
pretendidos erros (16; o lempo reclamado pelos ne-
gocios ainda ido julgados ; os procos londo-se t'rn-
I
Tinha ciumesde mim !
Mas recobrando immedatamenleo imperio sobre
si mesma, e pondo a mao direila sobre o corarn
como para fechar-lhe a frula, lornou :
Essa palavra me fez mal.
Minha ba rraaa, exclamou a rapariga ceden-
do lambem ao impulso de sua iffeieao, rogo-le que
me perdes.
E como poderia eu querer-le mal ? Alice, mi-
nha tanta, amo-le e sei o que devu fazer.
Inclinando-se ao ouvido da rapariga, ella disse :
Tu o amas?...
A rapariga sbaixou a caliera c corou.
Tens razao, conlinuou Berlba, e elle le amara
lambem.
Era isso meller o dedo n. ferda, mas assim era
mister.
Elle! exclamou Alice solucando, elle nao me
niara nunca, ama outra.
Como sabes ?
Or! sei, adeviiihci.
Nao, minha irmaa, enganas-le, elle s deve
amar a li, e ha de auiar-lc ; sou eu que fe pro-
mello.
He verdade ?
Que prova queres'.'has de t-la snles de anei-
leccr.
O sorriso reappareceu obre as taces hmidas de
Alice. A esperanca que Ihe dera a mil era confir-
mada pela irmaa. One linha ella a recetar dahi cni
diante 1 Todos os seus v oos nao iam ser iirceii-
chidos ?
O amor torna agente inlellizenle; vimos Alice
adevinhar um segredo que a prudencia da mai pe-
ndrara Iko difiicilinerile ; mas elle (orna lambem a
gente crdula e indiscreta, e assim eslabelecido o ac-
curdo enlrcas duas irin.las. e encelado por Alice o
rapilulo das confidencias, o roracao da rapariga der-
rainiiu-se Indo uo da irmaa.
Essa narrarn foi longa ; porque nada foi pon pu-
do das pequeas observares, das mvslerosas enlo-
mes, dos comracnlaiios ainoa mais ivslcriosos, mas
que Ilerlha bem comprclieuilia. O's'uppliciu era
cruel para ella, era lento, e gatlava-lhe lodas as for-
ras. Madama de Saulieu senta o coraro rasgar-sc-
Ihc ao ouvir as ingenuas rellcxes da rapariza ; mas
padeca em silencio, c com o sorriso nos labios como
os marlvres que caminhavam para as arenas canl.in-
do ns louvores do Senhor. Ella ranlava lambem no
fundo d'alnia un hvmuode iimnolarao e oITcreca-
se como viclima expiatoria pelas leves faltas que po-
den commeller em sua vi.l.i pura, c quanlo iii.-iinr
era a dr, lauto mais meritoria seria ; tanto mai- bri-
Ihanle seria o Iriiimpho, e mais bella a rec inpensa.
Todava as torcas humanas lem lmites; Bcrlha ia
lalvez suecumbir, e trocando o papel com a irmaa
lestemunhar a frieza c o despeito que manora-lbe
o corarn no principio desla conversaran. O apsta-
lo pode peccar Ires vezes, e Berlba nao era um aps-
talo. Felizmente lembrou-se do ramalhele de cen-
taureas, e essa lembranca que fo urna inspiracao do
eco, inlerrompeu urna convcrsaeao que se linlia tor-
nado demasiadamente penivel, ou ao menos impri-
mio-lhe nova directo.
(1)0 tribunal de Cassacao foi instituido pela lei
de 27 de novembro de 1790 no |.a de dezembro d
mesmo anno, e nslallado em 20 de abril le 1791.
(8) Assembla nacional, 2* de maio de 1790. Mo-
nitor de 35. pag. 580. i
(3) Memoria dirigida ao re em 1762. Tarb
paz. 211.
'OChlutoni regs ronslilulo generals DLX.no VI
Baluse tomo I, pag 7. Panlessus, linsaio sobre a
organisaruo jiuliriaria, pag. 80.
(5) Capitulare IV anni 806, cap. VII. Captol,
haroli Mazni. ele., MI. V. capitulo CCXLIII.I.ih
VII, can. CCI.III. rjaiuz, lora. I, col. 151, 872 e
JO... Lapilularia Karol Calei, ll. XI., anno 869
cap. II. Baluz. tom. II, col. 215.
;6) 1270. Estatuios de San Luiz, liv. II, canil.
XV.Uv. I, cap. 1.XXVIII eLXXX.Ordenan-
cas dos res de Franca, lom. |.a, paz. 169.171 e 261.
llenrique de Pausey, Auloridade judie, inlrod.,
capil. V.Tarb pag. 10. Delangle, Enrur.lop. do
ibrrilo, \ .o Tribunal de Cassarilo, ns.., ,. .
mk~) Ordenanzas de 7 de Janeiro de 1277.__1291
Wf a ... i. .i- i.ui.i ^.-
I de marco de 1202, arl. 62.
Querida Alice, lornou Berlb,a, esta manida le
liz urna promessa, quero cumpri-la.
Que promessa ? pergunlou a rapariga, que nao
pensava mais no ramalhele.
Aquellas centaureas...
Sim, murniurou Alice.
Vem comiso, vou dar-l'as.
Herlha levou Alice ao seu quarlo. Ambas cami-
nhavam de bracas entrelazado*, comoas vimos quau-
do estarn assenladas no sof. Se a condesa lives-
se podido ve-las, que pura e doce alezra leria insu-
dado seu coracao de mai! Madama de Saulieu abri
seu cofre com urna mao trmula, lima o ramalhele
de llores silvestres, contempiou-o um nstame sem
proferir urna palavra, e depois mellendo-o vivamen-
te na mao de Alice, disse-lhe :
Toma, he o ramalhele de leu noivado que te
dou. '
De um carcter menos firme e menos serio que o
da irmaa, de urna imagnarao menos exaltada e me-
nos potica, Alice tinha o coracao bom e lerno como
o de Berlliu. E-culava volunlariamenle a voz inte-
rior que nos falla de amor e de amizade; porcm era
um punco mais moca, demasiadamente animada pe-
la, prnpria irmaa, e cmfim linha a innocencia virzi-
nal que loma s vezes as raparizas injustas sem o
saber, crueis sem o suspeilar. O ciume que um ins.
tanto Ihe irritara o coracao fura inmediatamente
diatipado por urna caricia, e por urna palavra lerna,
lalvez nesse momento pela forra de nluicao, que
sulislilue na mullier tantas mitras faruldades, ella
eomprehendesso quanlo devia padecer a irmaa ; lal-
vez fossc-llie dado sondar a profuiididade da ferda,
lalvez mediste a exlcu-o do mal que lizera, o corlo
he que lancoii-sc nos bracos de Berln desrazendo.se
em lazrimas, o a leve muilo lempo aperlada pronun-
ciando estas palavra sem segoimento, e entrecorta-
das de i,:._ .
Minha irmaa.... perdoa-me.... minha boa ir-
maa... niio le azasles... Nlo sei o qoe eu linha.....
eslava loura... sem duvida... jolgava...
Quejnlgavas? balbucan vivamente Bertha en-
carando Alice com cniorao.
Jolgava... que tambem a activas.
Ilerlha s responden ao principio .laudo um heijo
nas faces hmidas da rapariza ; depois fazendo um
ultimo esforeo sobre si mesma, um esforeo Irium-
phanlc c supremo disse com c-se sorriso liisle cao
mesmo lempo gracioso, que parece ser um privile-
gio das mullieres que sahem dediear-se:
(jue importa, com lano que cases com elle, e
eu nao seja iiiulil Ina fclicidade ?
Assim Berlba abri alcas mais intimas profnde-
la! o eu corazAo amoroso c dedicado. Alice vio tu-
llo quanlo fura injusto seu despeito, e senlio que era
mister mais do que altaxos, mais do que patarras,
mais do que lagrimas mesmo para expiar sua falla.
As duas rudas desceram silenciosas ao niio, e
um olhar haslou a roudessa para comprehender ludo
o que se pastara. O* olhos de madama de Seneuil l-
laudo-sc em Alice. observaran! em nma dobra do
collele um ramalhele de llores murchas. Ao princi-
pio sen espirito oceupadn com cousas mais graves e
imporlanles nao linha dado allenz-to a isso; mai
A npiniao zerul allribue a l'ilippe.o Bello, e A or-
denanza de 1202 o tacto de liaver tornado o parla-
mento fxo cm Pars.M. Reuzud runda-te nas n-
dicaeoes lornecidn pelos Olein para affinnar que
desde ojncoeiita annos pelo menos o parlamento nao
era mais ambulatorio.
De 1251 a 1302, pelos Olein, 2 smenle em 1251 e 1257. indicara
que tarara reunidos em outro lugar fra de Paris.
l'refaciodo 3.4 volme dos Olein pag. 20 e 21.) M.
Pardessus adopta a opindo de M. Heuguol, apoiin-
do-a na ordenanza de 7 de Janeiro de 1277, quecon-
lm muilas prescrpzoes para a instrucro dos pro-
cessos e assummas dos parlamentos, e'que falla em
muitos tozares da chambre Jes Plez o do nisdu rer-
gier.Ari. 3, 4, 8,23,21 e 25. (Pardessus, organi-
fanwjmiiciaria, 1851, pag. 99 103.)
(8).... Si aliquid ambiguilalis vel erroris rnnline-
re vidercnlur ... 23 de mar?o de 1302, ordenanza
para o bem, ulildade e reforma do reino. (Ord. R.
de Fr. lom. I. Daz. 354.)
(9) Dezembro 1830Ordenanca sobre os mngis-
Irados enrarregados de rever e relatar as supplicas
junio ao re. (Filippe V.)
(10) Edicto de 1331.Ordenanza de dezembro de
1344. (Filippe de Valois.) -Edicto de novembro de
1479. (I.uiz XI.,
(11) Ordenanza de marzo de 1539 Villers Collc-
rels (Francisco 1), arl. 127.
(12) Espirito das l.cis, liv. XXVIII, cap. XI.I.
(13) Bouehel.rAesouro do direilo francez. V Al-
legara de erro. Jousse, sobre a ordenanca de 1667,
til. XXXV, arl. 42.
Perrien, Comment do direilo cUH normando,
1.i.
Ilcnrion de Pausey, Aut. judie, cap. XXXI, scc.
Delangle. Bneyetop. do direilo V. Tribunal de
Cassa^o, ns. 6 e 11.
Dalloz, Rev. alph., V." Cassazaon.4.
(14) .... Di iptos genles nosiru- deliberare habe-
anl el potsinl si, ut a prima farie apparcrc potes!,
graliam errones proponen li conceder debeamus.
(Ord. dezembro de 1311, arl. 9.) .
(15) Ordenanza de dezembro de 1311 arl. 9.
(16) In grande prejudirium alquedamnum suh-
diliurnm noslroruin. [Edicto de 1331. In brsio-
nem jnris narlium.. (Ordenanca de dezembro de
1314, arl. 10.)
morlaes ,17;, e o abuso rhega a tal ponto que as
mesmas ordenanzas reaes inlerveem para acaulclare
previnir os juizes contra as carias oblidas do sobe-
rano* pela imporlunazao ou pela fraude 18). A orde-
nanza de 1667 fo a nica qne pot termo a esse c*
lado de cousas abrogando as allezazes de erro (pro-
positions iCerreur) (19) e reslringndo as coheessoes
de revista {requele citile) (20). *
Enlretanlo, a par dos abusos o esludo do direilo
pmpagava-se, c a legslazao fraiiceza lendia a cons-
liluir-se c fi\ar-sc.
Em 1133 Carlos 7. ordenava que os coslumes,
usos, o eslilos de lodas as provincias do Reino fos-
sem compilados c redusidos a esrriplo (21). n
As ordenanzas dos reis do Franca acerca da jnsli-
ca, da adminislrazao geral, da polica do estado,
mulliplcavam-se, e suas disposicocs especiaes e rei-
teradas impunham aos juizes rigorosa observancia.
Nao basta que o legislador ordene, he preciso lam-
bem quo reserve para s ou organisar as meios de
attnzr e anniilar o que se fizer era coulravencao
de seus preccilos.
Desde 1493 Carlos 8.o ordena que os presidentes
do parlamento reunam-sc pelo menos urna vez por
mez para assegurar a obsercanciac a consercanio
das leis (22). Exige dos magistrados na occasdo de
suarecepcao o jnramonlo de guardar c manter pon-
lualmen^e as leis, cada urna segundo seu espirito,
forma, e thtor (23).
Em 1448 I.uiz 12., depois de haver reslabc-
lecido elas.dIstsizoes. (24), qn/rque baja lambem
urna colleecjn dos lelf tin arfa setfao do parla-
menlo, e ni auditorio* da o otros tribunaes (25);
e encarrega as corles de oiullar lodd. e qu.ilquer juv
de sua dependencia que, tai procesas a ellas sugei-
lo, hoover commcltido erro mauKeato de fado ou
de direilo (26).
Assim, ao mesmo lempo que o dJ,r.Uo formula-se
c lorna-se preciso, a lei francesa ueRnt c reprime o
erro de direito, lornan.lo-se em breve a contraven-
cao s leis nma causa rezular e formular de nulli-
dade e de rassazao das decises das corles soberanas.
Enlramos no seculo que devia produsir Cujaco
(2T) e Dusuoulin (28), Alivier (291 e Lhospital (30).
As ordenanzas del.uiz 12. e do Francisco 1. vflo
eeeder, .ob atvertM de Carlos 9. e de llenrique
3. no meio das guerras civis e das desgrazas publi-
cas, as grandes e raemoraveis ordenanzas de Orleans
(}l) e de Roussilon (32), de Moulins (33) e de liloi-
(341.
Urna secz.1i real leve lugar em Roucn, a 17 de
agosto de 1563, por occasdo do registro da declara-
cao da maioriilado do rei Carlos 9. o chanreller de
I.hospilal dirige-so ao parlamenlo ncsles lermos:
a Juraslcs por occasdo de vossa reccpzao observar
*" ,CIS......leude-as realmente oliscrvado? A
maior parle delta he mal observada. ... (35)
Senhores, considera a lei superior a vs. Dizeis
que sois soberanos: a lei he o preceilo do rei e vos
nao eslais cima do re; n.lo ha ninzuem, prindpeou
qualquer do povo. que nao seja obrigado a obedecer
as ordens do rei. ...
Se pratietodo a le, achas que ella he dura, dif-
ficil, iiiconvenicnlc, e prejudicial para o paiz em
que sois juizes, devereis lodavia observa-la al que
o principe a corrija, nao rabendo-vos o poder de
mao grado seu", os olhos vollavam-lhe sempre para o
mesmo ohjcclo, c ella perguiitava a si mesma paia
que a Bina quera um eofeite do extravagante.
Alice, dis a condessa einlim allrahindn a ra-
pariza sobre os joelhos, que leus ah, minha filhr?
Alice corou, c suspciidendo-se do pcscoci da mai,
disse-lhe: *
He o ramalhele de mcu noivado, que minha
irmaa deu-me.
A condessa lembrou-sc endo de ter visto na ves-
pera um lindo ramalhele de centaureas no collele de
Berlba, romprehendeii ludo, e um olhar de inelTa-
vel ternura pagou n sacrificio.
_ Alguns minutos depois madama de Seneuil per-
dia-sc com as duas filhas debati da* arvores do
parque. Essa bella nalureza nfio era demasiadameii-
(e bella para servir de adorno a lao nnbres almas.
.17) Ules quandoque faclie sunl inmortales.
Ediclode1331.)
(18) Ordenanza de dezembro de 1320, arl. 4.
Ordenanza de dezembro 1315, arl. 10. Ordenan-
ca de abril 1153 (Carlos Vil), arl. 66.-Ediclo de
novembro de 1479 (Luiz XI.),- He nolavel o que
se l no arl. 66 da ordenanza de 14.53. tenraolieque os juizes de nosso reino ido ohede-
Zam a nassas cartas sei.ao quando ellas forem jurdi-
cas (cicilis) e razoaves....
(191 Til. XXXV arl. 42.
(20) Til. XXXV arl. 31 e 39.
(21) Ordenanzas ou estatutos para a reforma da
juslica, arl. I>.
(22) Julho 1193.Ordenanza sobre a adminislra-
eao da jusnza, nrl. flOt He a origem das reprehen-
(23) Ordenanca de julho de 11*1, arl. III.
;2t) Marzo 1488. Ordenanzas promulgadas em
consequenciu de urna nsembMa de notabilidades em
lllois, sdbre a reforma da juslica e a ulildade ccral
do reino arl. 27 e 162.
(25) A mesma Orden, arl. 179.
(26) A mesma orden, arl. 39. Veja-se a ord. de
oulubro de 1535, cap. XII, arl. 10.
(27) Nascido cm Toulouse 1522, morto cm Bour-
ges em 4 d- oulubro 1590.
f28) Nascido em Paris era 1500, morlo em 27 de
dezembro de 1366. Foi em 1519 que appareceu o
I rulado dos feudos.
(29) Chanceller de 18 .le abril al junho de 1560.
(30) Chanceller de 1560 a 1568.
(31) Janeiro de 1560 (Carlos IX.)
(32) Janeiro de 1563 (Carlos IX.)
(33) Fevereiro 1366 Carlos IX.)
(31) Pars, maio de 1579 (llenrique III.) Orde-
nanza sobre as qucixas e represenlaces das assem-
hleas reunidas em Blois em novembro de 1576, rela-
liiamenle polica geral do reino,
(.35) .... E se quizerdes, lorha-as de cera.
modifica-la, substitu-la, ou corrompe-la, mai so-
menle o de rcprescnlaco (36).
Tres annos depois, a ordenanza de Moulins decla-
ra nulloi e de nenhum effeito os julgamenlos pro-
hibidos contra as prescripzes que ella encerra, re-
servando s parles o direilo de recorrer neises ca-
so* para o rei e teu conselho (37)
Assim prepara-se e explica-se o artigo da orde-
nanza de Blois, que depois de haver declarado que
as decisCes das corles soberanas podem ser refor-
mada* por meio da revista e allezaro de erro, ac-
cresceula peta primeira vez que ellas poder-Jo ser
annulladas (canes) secundo a forma prticripla
nas ordenanca*, sem que sua execuzao posta sor
suspensa peta apresenlazto da suplica ao concelho
pricailo (38). Esta disposicSo restabelccida cm 1597
por um edito de Henritjete 4. recebeu orna forma
mais precisa o mais geral (89). Dz-se com rano
que esle ultimo texto a cerca da auloridade sobera-
na das corles, do respeilo devldo a suas decises,
da nao suspensao da execuzao pela recurso ao prin-
cipe, se.conlinha principios que as leis posteriores
nao leem feilo mais que desenvolver, e que regem
ainda hoje todo o syslema da cassacao (10).
Eis demonslrado, tanto quanlo permille esle r-
pido exame, de que modo, em qne poca, c porque
Irnbalho conlinuado, a cassazao lornou-st um meio
legal de recurso. Eis como o concelho do rei tai en-
carrezado de conherer, della.
Mas o conselho do rei, que era en lao o concelho
de estado, nao concenlrava em si s as ottrbuirOes
que rene boje a rorle de casneao. A par dlle
.exista endo desde um seculo o grande concelho,
que tinha a mesma origem. organisazo anloga, e
urna juritdiecSo especial e dislincla.
Convem memorar como st havia formado o gran-
de concelho.
A ordenanza de Philippe o Bello, que separava
do conselho do re-o parlamento tornado estavel,
exiga que os Otilios, os senescaes e cerfos ofliciaes
regios fossem eleilos e instruidos pelo grande con-
selho do rei (41).
Alguns historiadores, entre es quaes nnla-se Mr.
Pardessus, pensara que as presses concelho secre-
to, concelho intimo, e grande concelho erara endo
considerados como synonymas (42).
0 exame e a combinarjo das leis daqdella.poca
preslam-se pouco a essa inlerpretazo (43). Ellas
bastaran) para demonstrar que exislia endo um
concelho permanenle, composta de conselheiras or-
dinario*, e um conselho extraordinario, reservado, "
segundo a expressao de Pasquier aos grandes nego-
cios da Franza (44), Nesle ultimo admitliam-se mem-
bros do parlamento, membros da casa dos conlos. o
aquelles,gosavam do titulo de coiisdheiros do grande
conselho (43). Parece haver razao para airmar-sc
que naquelle lempo chamava-se grande conselho
era opposizau a conselho intimo {troit), a reuniao
iimj completa e a mais solemne daquellet que o rei
por diversos ttulos chamava para a honra de eom
elle- oeenpar-se dos i-tleresses mais Iranseendenles
do reino (46).
CAPITULO DCIMO SKTIMO.
Me voulez tous faite enlendant
a De recie* atieresonl lanternes?
(Farzade l'alhelin.)
Agora que a melhor harmona parece reinar em
Seneuil, rollemos a Ostreval, onde desuaos nos-o
hroe e sen hospede dtenlos rtataoa a bajo da su-
pcrlicie d.| Ierra em face de um eule mvslerinso,
cojo riso sardnico relinio como um grito' infernal
debata das abobadas abaladas do subterrneo. Sua
posieao, se nada lem de terrivel, lambem nao he
muilo asradavel, e assim devenios procurar fazer
que a deivem.
Passado o primeiro mnvimenlo de perlurbacao
Mr. de Chavllly que linha anda a locha na mHo]
quera laurar-suau eucsiulrn do personaren) qne vie-
ra lao inespcradamcnle inlerrninpcr as demonslra-
(bet arcliealogica c hj poUieticat de Mr. ile Saulieu ;
porin esle pegando-lhe do brazo para rel-lo, dis-
se-lhe :
Espere, parere-me ler reconbecido essa voz.
l)eixe-mo nlerroga-la,
O archeologo dou corajosamenle um passo adian-
to, e Erilou :
He o senhor Rigaudt
Oh! sem duvida, son eu, responden o critico,
quera havia de ser migo? O senhor nao cr nas al-
mas ncni eu lambem. ora s nos somos astas misa-
dos para desrer a esles sublerianeus sem a compa-
nhia do senhor cura e de nina boa caldeirinha chela
de auna lenla. Exceptan todava o seu joven hospe-
de Mr. de Giavillv que brande a locha como a espa-
da chammejanle do aojo exlertninador.
Fallando assim, Kiaud aahia do fundo das brevas,
e dirgia-te rindo para ns dous exploradores.
Oh disse o genlilliomem eom um acento mui
vivo de contrariedade. que nao livera a forra nem o
desejo de dittimntar, como foi que o senhor Rlgand
desceu al aqu ?
Oh! meu charo Saulieu, respondeu o critico,
como foi que deixou aberla a perla do suas catacum-
bas? I-so tenlou-ine e desci.
Eniao o senhor nao linha fechado a porta airas
de si l pergunlou o archeologo a Gaslao.
Esle Tez o gesto de um culpado que confessa hu-
mildemente seu criine, c disse :
Eu nao pebttvi que fosse necessaria essa pre-
cavan, ou para melhor dizer, nem pensei nisso.
E fez bem nao pensar nisso. lornou Rigaud es-
fresando alegremente as milos; pois do contrario eu
nao leria cnnhcrido estes subterrneos, esta crypla,
scsuudo a chama meu amigo Saulieu de urna pala-
vragrega ; o grego he una bella cuota em archeo-
logia,
Mr. de Saulieu fez urna careta, c cnmprchendeu
por esa allntao que Rigaud linha ouvido toda a sua
coiivcrsae.lo com Mr. de.Chavilly.
E-a, disse elle, nao quer contostar tambem a
legilinudade dessa expressao?
Dos, me livre, meu charo amigo, isso no*le-
vara minio lunse. c tomos cousa melhor a fazer
nesle momento do que discutir sobre as palavras ;
anda que cm rigor nao se devam designar pelo ne-
me de crypla semlo as grojas subterrneas, ou cata-
cumbas e supponho que nao he essa sua ida."
Todava eu poderia cilar-lhc autoridades, in-
lerrompeu o archeologo:..
Bem, bem. deixemos isso : (eremos sempre or-
caatto de conversar a esse respeilo quando tivermos
sabido desle horrivel lujar.
Horrivel lugar! exclamou o castellao sallando
como um Cavado de balalha que nuve o tom da
Irombela. Horrivel lugar O senhor chama este to-
car horrivel!
Eniao, quera, mcu charo, que eu o chamasse
delirint'i ?
Delicioso seria esse o lermo pronrio. O se-
nhor dira delicioso, salivte o menor "sciilimenlu
do helio.
Do bello sepulcral. Confesso quo lenho bem
pouco amor a esse genero de bello.
Quem Ihe falla de bello sepulcral ? Enlao esta
sala he um sepulcro ? ,
Nao, he uina sala de juslica, como o senhor di-
za ha pouco a Mr. de Chavillv. Sabe, Saulieu, qoe
leve urna bella descobcrla ?
Com efieilo assim o rreio, responden grave-
mente o archeologo lomando em serio a irona do
vilinho. Muilo eslimo vo-lo cmlim concordar comi-
so, issa Ihe acontece lao raras vezes!
O senhor me fornece lito raras vezes a necisio
de o fazer mas, grazas ao reo. eis-ahi dous pontos
importantes do suas pesquizas, sobre os quaes esta-
mos inleirameult de aecordo.
E quaes sao! pergunlou Mr. de Saulieu sor-
prezo c alegro por 1er ohlido duas vezo* surcessiva-
nicnle o suflragio de um erudito, ao qual lemia ro-
mo a pesie; mas a que lodavia linha um cerlo res-
peilo.
Oh! oh! meu charo Saulieu, o senhor lem a
memoria curia, respondeu o sal) rico vizinho. N3o
lembra-sc mais da poca cm qu foi construido
castello de Oslreval ? Parece-me que certas provas
irrcciisaveis o linham feilo ahincar a minha npiniao.
Isso ca derramar vinagre sobre urna ferda r-
cenle. Apezar da fleugma de que era dolado, Mr. de-
Saulieu senlio o rubor do despeito subir-lhe ao ros-
(36) Obriss de Miguel de Lhospital, til. II, Ua-
rangues. pag. 67 e 68.
(37) Ordenanza, fevereiro de 1566. Carlos IX,
arl. 68.
. J5rh",a ar,< 20S d* ordenanca de Blois (maio de
loi9, que generalisa a disposicao.
. (^Ordenanca, maio de 1579. llenrique III, ar-
tigo 98. ,
3) Janeiro de 1597. Edicto sobre a adminislra-
zao dajustica, as avocaces, ele. artigo 18.
(40) Tarb, pag. 166.
(41) Art. 14: n Ex detiberationc noslri magni
consilii.o-HJuia opus esl quod per sapienles el file-
les personas juslilia noslris temporibus servelur il-
hcsa.n
(42) Organiaco judiciarin, pag. 144.
(43) Urna ordenanza de Filippe V de 16 de no-
veiTibro de 1318, acerca do gocerno do palacio do
rei, da contervir,1o do conselho intimo, ele, ele,
declara em seu prembulo que foi tomada por dert-
beraco geral do grande conselho.
Os arligos 4 e7 Silo relativos ao conselho intimo
que se reunir lodos os mezes; o artigo 6 falla do
grande conselho a de cerlo actos que se niio podem
fazer scnSo em sua presenza e em virlude de sua de-
liberacao. Em una ordenanza de 5 de fevereiro de
1388 oore u composirao do parlamento, Carlos VI
designa separadamente as pessoasde seu grande con-
selho orgunisada c os outro* seu* conselheiros dos
negocios ordinarios (art. 6.; Poder-se-hia multipli-
car os cxemplos.
(44) Investigante* sobre a Flanea, lvro II, cap.
VI.Henrion de Pausev, Auloridade judie, intro-
docco, capitulo IX.Isainbert, Antigs leis fran-
cezas, lom. IV, pag. 866.VI, pag. 645.
(45) Urna ordenanza de Carlos VI de 28 de abril
de 1107 reduzio o numero dos conselheiros que po-
deri.un funecionar nos grandes conselho* secretos e
privados, a excepto todava, diz o rei, os de nossa l-
nhagem e os minislros de nosso reino tanto os da
guerra como da juslica, e os de nosst casa.
(46) lio nesle sentido que Alain- Charlier nos diz
que o rei Curios VII reuni em 1458 a seu grande ,
conselho cm Vendme, c que estando presentes os
supradilos senhores, a saber, os de sea grande con-
selho, os pares de Franza, e os membros de sou par-
lamento, fo o duque de-Alencon condemnsdo na
lo; todava conleve-se. e ennseguio mesmo domi-
nar-se a ponto de responder i zorabara de Rigaud
por oulra irona fra c calculada. '
Ah! be verdade, liiiha-me esquecido, e asra-
deeo-llie ler-me lembrado. Fique certo de que cila-
rei in extenso essas provas irrecusaves romo o se-
nhor as chama, na grande obra que prepara.
E ter razao, Saulieu; em teu lugar cu dara
mesmo um fac simile.
Muito bem, e Ihe acrescenlaria o nome do
autor.
O nome do autor! disse Rigaud sorprezo lam-
bem.
Sem duvida. Que ha nisso que deva caustr-
llie admiraran?
Na la, nada ; mas eu nao julcava que essas pe-
Zas fossem assignadas.
Alri esta o seo erro, meu charo Rigaud. Ne-
nhum nome figura frenle, nem no fim do manus-
cripto; mas o senhor ignora que o nome do autor
de nina peza da media i.lade resabe muilo menos pa-
ra noa ile algumas lellras reuniras que do carcter
geral do cslylo e da escriplura ?
(Ariamente ; mas descubri enlio analogas?
disse o crilico engaado lambem pela irona glacial
do archeologo.
Mais do que analosias, mcu charo Rigaud, des-
cobri provas vivas c latanles.
Irra pensou Rigaud, elle ja edificou um svs-
lema sobre ineus in.inuscriplos de contrabando, esse
homem svsleraalisd quanlo se ihe approtima.
Desta vez cslou cerlo de nao ler-me ensaa-
do, rniilinuou o erudito, e os sabios roe deverao a
dcscoberla de um nome novo entre os calligraphus
do seculo XIV.
Um nome novo! mas o senhor fallava-mc do
analoga". Como pd estabrlccer analogas sobre um
caigrapho desruuhecido al agora?
Be isso o meu sesredo, responden o archeolo-
go cora ar m\ -lorise.
Cerlamenle, murmurou Rigaod ao ouvido de
dasiao. desla vez julso-o lonco.
O senhor poderia enganar-te, respondeu esto
sor rindo.
Rigaud eslava muilo embarazado, o elle que gos-
lava Unto de embarazar os oulros fazia vaos esforeos
para tirar a verdade do meio dense cabos.
Esse nome, Saulieu, lornon elle, o senhor me
dir, nao he assim?
Cerlamenle, responden com frieza o archeolo-
so. Hei de dizer-lh'o, uo mesmo lempo que a solu-
ro deste problema symbolico escripto nesla parede.
Nesse caso, disse Rigaud desatando a rr, corro
grande risco de nao sab-lo nunca, salvo se tomar
parle na s.dur.n.
Oh! o senhor anda graceja.
Nao, d-me s dous minutos de alinelo, e
promello esplirar-lbc todas essas bellas figuras.
Que diz, senhor Rigaud? Acaso tem verdad, i-
ramcnle a chave?...
Ao menos assim o creio, respondeu modesta-
mente o crilico.
{Conlinuar-se-ha.)

-_
II I
II A FN



A publicado das acia das sessOes do conselho de
regenrit de Cirio 8. cm 148 Isneoa grande luz
sobre esla quesUo. V-te por exemplo o cnnselho
intimo (etroil) decidir que o grande conselho co-
nliecer por avocarlo dos processos por erro de ofli-
co (). Numerosa sessoes quo sao evidentemente
i dodinnreller os ronselhciros ordinarios e os magis-
trados eucarregados de fazer o rclalorio das snppli-
rasa o rei maitre des requtlts;) entretanto que em
mitras sessoes do memo inno vcem-se reunidos a
esses membrns o primeiro presidente dos ennloi,
presidentes e conselhciros do parlamento, comelhei-
ros do grande conselho o um procurador regio do
grande contelho. (48)
Era naa tes-nn* do grande conselho que se resol-
Mam as principos ordenancas do rei (49) e os ne-
gocios relativos ao averno do reino e ao bem pu-
blico ffO). O rei, nosso soberano, diz o clianccller
em cima dessasiesscs. al lic.je sempre se ha dignado
jommunicar esses negocios transcendentes aos incm-
brot da corle soberana do parlamento de Taris ;.",!).
Em fim era pcranlc o grande conselho que Irata-
vam-se as qoesles avocadas pelo rei, muilo antes
do liavcr rercbiilo a nrcanisaoao permanente c re-
gular de qu vamos tratar (5S).
Estas avocares, contra enjo abuso a propria rea-
lera muitas vezes procurou lular, tinhm-so multi-
plicado escandalosamente sob a influencia dos ex-
cessos e das Cargues do reinado de Carlos 6.
o Todas as vezes, diz Pasquier, que nos crandes
que envernas am aprasia invertir qualquer quesillo
cm favor de urna das parles, fazia-sc uso das nvoca-
cf.es (54;.
Ellas haviam-se reprodusido com mais razilo no
reinado de Carlos 7. por occasio das eomestoecs
mais polticas du que judiciarias, que tinliam pro-
dusiilo as guerras desle reinado. O grande conselho
sohrecarregava-se de procesaos (.j); sens memhros
ausentes ou distraliidos pnr outras fiuicccs, eslra-
nbos m lucos que o servico regulaxisado impo, n,1n
poiliam julga-los todo; a asscmbla reunida em
Totora em 148* manifeslou o voto deque o rei ti-
vcse junio a ti o grande contelho de juslira c
que o compuzestt sob a presidencia do chanceller
de eerlo numero de pessoas notaveis de diversas
classes e provincits do reino, bem conceiluada e
experimentados na adniinilraeao da jusliea, conhc-
cedoras dos usos e eosliimcs dos paizes as quacs
consellieiros prcslariam o respoctivo juramento e rc-
ceberiam um alario rasoavcl (ofi1.
Este voto fui atlcndido.
Em 1497 e 1498 a jurisdicco dogrando consellw
foi organisada ou antes regularisada por edictos de
Carlos VUI a de i.uiz XII( 58). O grande cone-
llio foi assim separado do conselho do rei, como o
parlamento o tinlia sido em 1302. Elle foi elevado
segundo o edicto diz, o carpo, tribunal ou collegio
sem deixar todava de acompanharo rei (59).
Cnmpoz-sc entilo, alm do clianceller c dos ma-
gistrados cncarrrgados do fazer o rclalorio das pcli-
;oe', de vinle couselhurus, que ofliciavam por se- |
mestre, da um procurador gcral c de um escrivAo ;
elle fui primeramente presidido pelo cbanceller, o
om sua falla por um daquellcs magistrados (66). Em
1.540 Francisco I creou o lugar de presidente (61).
O numero dos membros foi militas vezes modifica-
do (62). No ultimo estado das cousas, em 1790, uo
momenlode sua repressao definitiva, o grande con-
selho compuiiha-se de um primeiro presidente, de
cinco presidente, de quarenta e oilo conselbciros.
de mui tos conselheiro* honorarios, de um procura-
dor geral, de dous advogados geracs, de sete subs-
tituios do procurador geral, de um esrriv.ro chefe
e de qualro cscrivile. (64).
Os adictos instituidores do grande conselho memo-
ravam que esto em todos os lempos julgra dos gran-
des e principaet negocios do reino, cujo conlieci-
' nenio supremo 'pericona ao rei (65). Encarrega-
vm o procurador geral de promover, sutlenlar J
defender os direitot, a autoridade, as prerogativa"
e preeminencia* da causa publica (66).
Atlribuiam a este novo, cm todo o reino, n auto-
ridade soberana que os oulros tribunaes tinham nos
limites de sua jurisdicrilo. Asseguravam emfim ao
membros que o compuiiham os direitns, at honras
e as prcrogutivas concedidas aos oulros eonselheirot
dos tribnnaes soberanos. Tal foi o principio das al-
l ihuicie. siicccssivamente conferidas ao grande eon-
kcIImi. ti foi inmbeiii a'origem das grandes resis-
tencias que ellas suscitaran..
Eslas altribuirfies eramdc duas naturezas.
Como tribunal de jurisdicco especial e exlraur-
dinaria, o grande conselho conhecia de lodas as con-
h siacues relativas aos beneficios, nomonouo c npre-
.-< nlao.in do rei, excepto em materias de realezas do
indulto dos cardeacs e do do-parlamento de Paris
(67) ; das causas concernen les s orden- religiosas,
que excrciam a respeito urna avocarlo geral ; dos
processos promovidos por occasio dos cargos reaes
(68), e de outras muilas materias que seria enfa-
donho eiinumerar (69)1
DIARIO OE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 18 DE DEZEMBRO DE 1854.
perda e confisco de todas as suas Ierras, e a ficar pri-
sionero a disposioo do rei. Alain Charlier, /listo-
na de Carlot VII, e dic. de Andr Dochcsnc, 1(117,
pag. 247.Pasquier Investigar'* tobre a Franca,
Ilv. II, cap. VI.)
(17) Actas das sessoes do conc. de regenc. do rei
Cirios VIH, publicadas ero 1836 por Bernicr, pag.
4. sess.no de 3 de agosto 1484.
(48) Ibid., pag. 222, 228 o 230, scscs de 22, 29,
3li e 31 de dezembro de 1484, 4 de Janeiro de 1485
(nova eriir.lo.) U-*e no prologo da deliberacilo de
22 ilc dezembro: l)eliberou-s em virlurio'de rc-
piesenl.-ic.1ii fcita ao rei, os nobres de sua linha-
gem e aot do sen grande conselho.n
(49) 3 de dezembro de 1319. Ilegulamenlo sobre
a eomposirilo do parlamenlo. 7 de jnllm de li:l!S.
Pragmtica sobro a autnridade' dos concilios eerocs,
ele. Per regem in suo magno consilia.Abril 1153.
Ordenanzas e estatutos para, a reforma da julira,
ele., ele.
(50) Ordenanza do 3 de marco de 1356 arl. 43.
51) Bernier. Actas, pag. 231, sessito de 30 de de-
zembro de 1484.
(52) 4 de julho de 1366'. Cartas avocando para o
grande conselho conleataeoes havidas no parlamenlo
entre o duque de Berry e algumas igrejas de Berry.
o do Anvcrsnr. (Cominisimus dilectis el fidelibs
gcnlihus noslri magni consilii...)
Bernier, Actas. Sessoes do 3 d agosto.6 do rie-
zrmhro 1484, etc., pag. 16 e 206.
(53) Ordenanza 'le dezembro de 1344, art. 8.-2-
de julho de 1370. Carlas de Carlos VI ao parlamen-
lo. 18 do maio de 1529. Uegulamento de Fran-
cisco I.Fevereiro de 1566. Ordenanca deMoulin
arl. 70. Maio do 1579. Ordenanza de Blois, arl.
97. Ordenanza de Janeiro de 1629 art. 65___Or-
denanca de agosto de 1669, til. 1., arl. f." Orde-
nanea do asosto do 1737, til. !.> artigo t.As avo-
caeoes de sraca foram prohibidas pelo -decreto de
2ti ile oiiliihrodc 1789.
5ii Incesligacoes sobre a Franca, liv. II. capi-
lulo VI.
'55) r.-isquier. mesligarSes tabre a Franca.
56) Registro das parlamentos.Juslira-, n. 6.__
.Inliqas leis francezas, lom. XI, pag. 52*.
157) Edicto de 2 de agosto de 1497.
58] Cartas de 13 de julho de 1498.
|.)9) Os registres das decisoes do Grande Conslho
allrstam, principalmente nsdos primeiro- anuos suas
rrequentes viagens em companhia do rei. Elle li-
nha com tinto nm lug^r em Paris, no qual co-luma-
va celebrar suas sessoes. Em 1625 reunia-si: em
uuia casa do convenio de S. Hermano Anemia ;
de-retos de 8 de fevereiro dese anuo fixam eu ;du-
guel de (iOO 2100 libras. Em 1686 foi transferido
para o palacio de Aligrc, ra de S. Honorato ; em
1751, para o convento dos Agoslinhos ; 1757 para o
l.ouvre, onde o enrontrou a revolucao (Keg. do
dran.le Conselho.)
60) Pasquier, liuciligacvex tobre a Franca, lei
II. cap. VI.
lilj Ouliibro 1510. Foi dado a M. Guy Brrslay,
conselhcirn no erando conselho, porque dizem s
decreliit de nomeacAo, he myslerede grande necis-
Milade enllocar nesse lugar" pessoa ratpaUarel, vir-
1'nsi, sabia, e de grande experiencia em negocios
de juslira. Reg. do grande coiisolhn, 1533, 1510,
pas. 650*
B2) Maio e julho de 1557Maio do 1579. Orde-
na nca do lllois, arl. 221___Fevereiro 1690.Janeiro
1738. o erando conselho mesmo foi lopprimida -ni
13 de abril do 11 /1, na poca de creaeflo do parla-
mento Maupeou ; foi rrslabelerido por edito do 12
de novembro de 1774, jumamente com o amigo par-
lamento.
{631 decreto de 7 a 11 de (embrolle 1790 art. 13.
161) Almanakes reaes de 1789 r 1790.
i65) Ediclo. de 2 de agosto de 1197 e de 13 de ju-
lho de 1798.
66) Edictos lie 13 de julho de 1198.
167) Edictos dcsclcmbro .lo 1552 c de julho de
IKS.Mirtos de julho de 1775 arl. 4. tiaiirel, ei-
tita do contelho, pag. 68.
\k ronlcslaces coi.venicnle aos beneficios pama,
ara a perloncer lis ItribuicOes do grande conselbo,
cm virtude dn resistencia que o parlamento .le Pars
ao regbitro e eieeneau da concordata concluida em
16 de agosto de 1516 entre Ceflo X. o Franciseul.
0 registro de concordata diz tiirenlo e^press do rei. Veja-te a deciso ila par-
1 Jiuenio de 18 do marco de 1518 e o do es'.io real
de 24 do julho do 1527. Migas leis francezas.
lom. XII pag, 166 e 279. Vollairc, Historia do par-
lamento de Paris, cap XV, pag 59.
(6S, Edictos de 25 do ouluhro de 1529. arl. I,"
, (69) Eilconlram-se no ediclo de julho de 1775, que
fixi a competencia do grande cunselho.
Como tribunal superior e nico dependente do
conselho do rei, (iiiha conservado on recebido o
poder de conhecer de Indas as can-as que sabedo-
ria do rei aprouvosse avocar (70), das appcllac,es
das -enieiic is dos masislrado, que faziam o rclalorio
das siippliras ao rei e do preboste da corle (71), ilas
derisos proferidas por difTereulet tribunaes do rei-
no (72), dot coullielot de jurisdiccaq entre os parla-
menlo e os presidiacs, quer em materia civil, quer
cm materia criminal (73/; do* regulamenlos sobre
competencia entre os tubslilulos criminaes c os
prebostes dos marechart (71) ; cm ccrlos casos, fi-
nalmente, dos reqiierimouts de cassacJIo, dos jul-
camenlos de compelcocia, c dos processos crimes dos
prebostes dos marrehae o dos presidiaos (75).
lie enlrc estas ullima tllribuicfes do grande con-
selho, que se cumprchendem aquellas que elle Irans-
miltio ao tribunal de ras-arito.
O parlamenlo que Dio linha cessado de prolcsla'
contra as avocaees, nito podia ver sem receios con-
sagrar-so o tribunal das avocaees. Eslava anda
menos disposto a aceitar a euloridadc rival, e, em
rertos casos superior, que o grando conselho cicrcia
contra a soberana absoluta a queaspirava.
Nislo existi, desde a origcm, urna fonle invego-
lavel de conflictos e de lulas entre o parlamento e o
grande conselho.
A guerra comecou por urna qucslo de presiden-
cia.
Alsumas ordenancas faziam mencilo do grande
conselbo antes do parlamenlo (76), o parlamenlo
lembra-se de que osreis o chamaram tribunal capi-
tal e soberano do reino (Ti), Elle rerlamou ; o ob-
leve fcilmente satisfacao. tina declaradlo regia de
19 dejunho do 1199 decidi que o tribunal do par-
lamento seria mencionado nos decreos antes do
crande concelho, 6 que os membros do parlamenlo
teriam entrada no grande cnnelhn (78'.
As avocaees, o direito reivindicado pelo crande
conselho dejulgar seus membros cm materia crime,
o registro de edictos, que referiam-se s especies de
sua competencia e a transmissilo desles edictos aos
tribunaes do interior, einliin o jnlsamenlo dos con-
lliclos e os presidiaes foram o motivo dos debates
mais graves eprolonaados. A realeza muilas ve/es
lumou parte ncllcs ; c a lula cm ccrlos casos tomn
as proporres de urna i'esordem publica.
A historia judiciaria da Franca est rheia de re-
sistencias orsanisadas pelos parlamentos contra 0
que elle chamavam usurpaees do crande conselho.
A oecueilo das tenleafat denle tribunal sem limi-
tes em sua jorisdiceo vinha incessantemenle en-
conlrar-se nos obstculos que he oppiinham assem-
blcas que defendan!.npaisonadamcnlc a cxtensilo e
a soberana de sun jurisaliccao.
Um s eicmplo bastar para fazer apreciar o ca-
rcter e o alcance deim resistencias no que res-
peila as avocarocs.
Em 1509 o re avoca ao grann'e conselho um pro-
cesso pendente no parlamento de Toulouse. O par-
lamento retem o feilo, e procede s inquirir,cs, sem
se imporlir com as cartas de avocacao, que declara
millas e abusivas. O grande conselho decrcla a ci-
lucao pessoal do advogado geral do parlamenlo. O
parlamenlo faz prender o meirinho portador do
mandado de notifirarito, aunulla o mandado c con-
demna o meirinho a entrar no recinto dn tribunal,
o hi, de joelhos c descoberto, com urna tocha ac-
cossa, dzer e confessar que louca, lemararia c iniis-
crclamentc intimado cartas do avocacAo ; do que
arrependido pede perdi a Dos, ao rei o ao tribu-
nal (79). a
Esta scnlenca, exondada a 13 de selembro de
1509, he aunulla la pelo grande conselho. O oflicial
que o grande conselho cncarrega da intimarlo de sua
decisilo e do rilar novamente o advogado geral, he
preso cm Toulouse por ordem do parlamento. Opri-
incir.i oflicial do grande conselho leve igual sorle
(80). Redigem-se rcpresenta;es (81). O re I.uiz
XII recusa recebe-las, e ordena que os ofliciaes se-
jain immedialamcnlc postos cm liberdade. Um dos
magistrados da corle he enviado a Toulouse, o qual
comparece na grande cmara do parlamenlo cerca-
do ile arclicnos. e da parle dn rei transmute i as-
semblca I a ordem de obedecer daqu eir. dianlc s
avocaees c inlenlicof.es que Iho forem feitas, pena
de ser aecusado e convencido de lesa-mageslade....
n Foi antes a esta vontade absoluta do rei dn que
aos decreos do grande cunselho, que o parlamenlo
obedeccu, diz o aulur dos .Innaes da rdade de
Toulouse (82).
Alguns annns depois o mesino parlamenlo por
occasiitu de nulra avoracilo em negocio perlencenle
ao hispo de Alhy c abbadia de Bonnecombc de-
cida que o ollicial de juslira do crande conselho e
os oulros ejeculores das carias de avocarlo nao sc-
riam presos, mas que suas cartas seriam lomadas
e conservadas no tribunal, e que iio obstante
qualquer avocacao ou interdircilo elle administrara
juslira a quem a requeresse (83).
F'oi cm presenca de faelns desla ualureza, qn-
Henrque II em 1555 publicava um ediclo deca
raudo as decis&es do grande conselho executorias
em todo o reino sem a intervengan dn parlamento, c
annullando anlccipademcnte ludo quauto se fizesse
contra eslas disposicoes (841.
( Continua.)
O FIM DE SIR JOHN FRANKLIP
Carta ao lidilor do Times.
Senhor. -r- Tein-sc-me muilas vezes pcrgunlado
Como posso explicar que IM poucos dos iufclizcs
individuos da rxpeilirAo de sir John Franklin fos-
sem vistos pelos Esquimos, e como he que cllcs
foram achados morios perlo, on em um mesmo
lugar.
Nao si he do mcu dever, como do mcu desojo, dar
sobre esle triste successn qualquer informacao lauto
ao lironle- c amigos dos fallecidos, colijo ao publi-
co cm geral, e o melhor raeiu de assim o fazer he
por intermedio do sen extenso e universal
no raso de adiar asseguintes observadnos dignas de
oceupir nclle um locar.
Como alo lenho os registros que Iralam da des-
coberta das regies rcticas fcilas por mim, talvcz
commella alguns erro na minha narraco; mas lano
qnanio me he possivcl lemhrar, a ultima nolicia que
tivemo do sir John Franklin, em 1815, ora, que el-
le linha manlimenlos para (res anuos, ou talvcz pa-
ra mais desse lempo, e quo poderia fazer durar al
quatro. Ainda mais, o rapilo de urna haleeira, cu-
j) noinc as me record, diz que n a equipagem do
Bribut c do Terror quando eslavam na baha de
llalliu, na sua viagem para a oelo, mntavam e sal-
gav.im grande numero de aves aqualras, como re-
curso no caso de alctima nccesidade. i
A informa^ito nhlida por mim dos Eqnimot( por
umamaueirade peraunltrqueelles entendiam, epe-
la qual fazia-os explicar os dilTerenles lugares aonde
linh.mi passado a* estacos do invern desde o anuo
de I89 ) era, segundo me parece, que esla triste ca-
taslrophe linha acontecido na primavera do auno de
1850. I|o faz completar o lempo que passnu des-
de que sir J. Franklin foi uilimamenle visto na ha-
do llallin al l primavera de 1850, qoasi cinco
anuos.
Sappondo que os manlimenlos levados da Ingla-
lerrapela expedicao durassem quatro annos, ( no fim
dotqoaeanao duvidoque acqui|iagem dos nSviosmui
lo diminuisse em numero, o os que sobrevivessem fi-
eastem bastantemente debilitados, ) ella (icaria redu-
zida inleiramenle as gordiircnlas e salgadas aves a-
qualicas, o que creio, como quas torios hiio de con-
cordar contigo, faria augmentar a morlalidade do cs-
corhulo, no. caso delle j existir, ou produziria esta
lerrivel molestia se ella anda nao livesse appare-
cido
Islo explica por que 1(0 poneos dos homens bron-
cos foram encontrados pilos indgenas.
Quanlo, u >os que foram adiados morios perlo ou
em um mesmo lugar, n
Nada he mais natural ou mais fcilmente explica-
do por qoalauer pessoa que lenlia experiencia dos
mares rcticos, c cujo enlen lmenlo possa lor a ca-
paciilade de racionar.
Permitla-se-nos por nm instante imaginar urna
companhia de homens valerosos reducidos pela ne-
cessidadr, e lalvcz por molestias, nina extrema pe-
nuria, raminhan lo para a foz de um grande lio, tal
como o llaek, cujo gelo esperava-sc que desappare-
cesse em pouco lempo eque Ibes pormiltiria embar-
car em seus botes. Sqpponhamos que leudo chesado
junto i semelliantc rio a torca dejalgunslivesse enfra-
qiiecidn.desurte que nao podessem viajar mesmo fora
ilos corros ilc rojit, e os oulri ces de poder arrasla-los O que poderia fazer qual-
quer homem de valor cm semelhanle difiicnhlade'.'
A minha retpotla seria estar junto um aooulro
esperar, o deixr o mais f,irle procurar malar algu-
ma etea para o son sii-lcnlo ,c os mais traeos ale
que o gelo comoeasse a desfazer-se, enlflo embarcar,
um por cada vez no bole, c assim viajar com muilo
mais facilidade c rapidez do que a p.
Para mostrar que,esla opinio nao he una mera
phanlasia ou ficrio de minha parte, devo mencionar
que o men primeiro senlimento em ouvir as tristes
noticias, era o pezarqne me acompanhou de Dio ler
sido um do numero da companhia solfrcdora, senli-
mento diflicil de analysar, mas o qual devia instan-
tneamente occorcr-me e sem rQllex.no alguma, por
causa da idea de possuir mais experiencia a respeito
da maueira de viajar e carar as legics rctica, e
que assim poderia ser til quellesqne se achassem
cm necessidade e perigo.
Menciono islo nao como louvor ou elogio feilo a
mim, mas psra explicar qual seria o sentimento de
qualquer homem que livesso a ordinaria snmma de
coracero e amor pato sens companheiros.
a Os Bsbnimos que vi na haba de Pelly prece-
deram-me na balita de Repnlce. e quando vollei
achei-os vivendo na melhor barmonia com os Ires
homens que In licaram encarregado de guardar os
no'so bens. Nenhom dosaes homens enlcndiam urna
palavra da lingna das Esquimads, todava fui porel-
Iqs informado, ante de ler rommunicado alguma
las inhibas noticias, que suppuiiham baver morrido
de fume urna companhia de homens broncos paro o
lado do oesle, e que tinham sido reduzidns mais
lerrivel alternativa antes da unirte. Pcrgiinlando
aos incus nuliciadores como haviam Icscoberlo esle
aconlecimenlo, responderam pelos signaos fcilos pe-
los indgenas.
Podcr-se-ha pcrcunlar qual o motivo porque nilo
dei lodas clasroznes para rnrrnborar as minhas no-
lirias dadas ao alroirnntado '.' A resposla hvsiroples;
gnardei-as para rommunica-las mais circumslancia-
damcnle honrada companhia da baha de Iludson,
cujo promenores referidos em urna anlecedenie
communicaefio que appareceu em sen jornal, prven-
me de completa-las
Finalmente, devo mencionar, cm apoio do que ha
poucos dias deciarei a respeito dos individuos condu-
zirem com sigo objectos inuteis na uccasiilo de aban-
donar seus navios no mar rctico, que desde enlilo
(cubo sido informado por pessoas habilitadas sobre es
la materia, inclusive sir John Koss.que effectuan-
do a sua milagrosa fusida, depois de ler Cicada de-
udo Ires anuos na entrada do l'rince Rcgent, dislri-
buio a seu apparelhi de prala com os homens da
equipagem afim de Iraze-lo, tales do que deixa-lo, e
assim Irouxe a maior parle delle a Inglaterra.
Tenho a honra de ser seu criado obedicnle.John
Roe. i rimes.
boas maneiras fizeram alia com que sthissem salis-
feios os reclamantes, para quem ajuslicano be a
considorac.lo de maior peso.
Tratando dessa materia, nao dexaremo"de insis-
tir m.lis urna vez sobre n eros.ida le de lomar ef-
ectivo, os artigo* 7 c 8 do til. 6. das pn.luras mn-
Mcinaet, cuja infelcidede, alm de oulros inconve-
nienles, causa al d. As torres da igrejas silo tam-
bero um ponto de reunan, ou ante* urna (oca de mo-
leques vadios, ou fugitivo : e ninguem ha que, sen-
do ihi.ii, de alguma igreja, ainda mesmo em certa
distancia, nao leuha constantemente a caliera alor-
doada rom repiques e dobresde meia hora pelo me-
nos, quando as infelizcs posturas inarcun 5 minuto
paro cada nm. Jt por mellas vezes fallamos a esse
respeito. mas por fim desanimamos, vendaal appa-
recer alguem cheio de zelo 8 clame pelo iirslrumen-
to que bate no brnnze dos campanarios. Mas agora,
a vista daquella diligencia, esperamos quo a polica
preslar mais esse servicoao publico, procurando fa-
zer cumprir os referidos rligos das posturas, e por
isso vollamos ao assumplo abandonado.
bm um 'los dias desla semana, desappareceu o
Ihcsoureirodoconsiilado provincial, deixando o cofre
a seu cargo rom o desfalque de I2:34IJ).520 rs., leu-
do loco reposlo essa quaiilia um dos fiadores do mes-
mo -mpresado cujo lugar nos dizcm j estar
preencliido.
Nodia 13, foi unanimemenle ahsolvido pelo jurv
desla cidade, o Sr. capito-lenente Figucira de Fi"-
cueire.lo. aecusado como autor da suhlrarao de
aOjfiOTJIOOu rs. effectuada no caixole que da IhetOtV
raria foi remedido para a corte, a bordo do vapor de
que era commandanle.
Mais um da de copiosa chova nos deu o mezdc
dezembro, e foi o da 14, havendn por so esperan-
tas de um boro invrrno futuro, pela fe quo ainda
se lem as experiencias de Santa l.uzia. Assim eos
o permita.
Enlrarum durante a semana 36 cmbarcaccs e sa-
hiram 18
Rcndcu a alfandega 56:1185723 rs.
Falleccram 40 pessoas : 7 homens, 15 mulhcres c
11 prvulos, livres ; 4 homens e 3 prvulos escra-
vos.
RSFARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 16 de dezembro.
lllm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
difTerenles participaco.es boje rccebldas nesla re-
partirlo, consta que foram presos pela subdelegara
do Recifc, o manijo inglez William Balek, a requi-
sicao de seu consol : pela subdelegada da Boa Vista
llellarmino Jos de Andrade, para rccrula, c Ma-
nee! Dniningues da Silva, para avcrstiac,es puli-
c.iaes ; e pela subdelegada do Poco da Panella, Jo3o
Franco, I.uiz de Franca de Souza Veiga, Mauoej
Gomes da Conceirao, Flix Jos Ramos, Loiz cscra'-
vo de Mame-I Alves Cu erra, e Claudio, escravo de
Joaquim Tihurcio. tojos para averiauaees policlaes.
Ueo guarden V. Ex. Secretaria da polica de Pe"-
niinbueo lude dezembro de 1855. lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunta e Figueiredo
presidente da provincia,O chcfo de polica, Luiz
Carlos de Paa Teixeira.
COMnCADOS
(70) Ediclo de abril 1771.
(71) Ediclos de 85 de ouluhro de 1529 arts. 1 e 3.
cilicio de jullio de 1/i5,arl. 1.
(72: Ordenanca de Janeiro de 1629 arl. 68. Orde-
nanza de abril 1667 lii. XXXV, arl. 34 .Edictos del
julho de 1775 arl. 1." Bornicr, til. 1. pac. 339.
Por alguiu lempo, sob o pretextos de decreto que
permillinin allcgar-sc [niillidades, injusliras, e con-
iraredades. itisrnlir-se pcranlc o crande" conselho,
questes relativas nullidade de senleiiras emanadas
do meslno parlamenlo ;o ediclo de Francisco I., da-
tado de Chateloii, em marco de 1r;15. e o arl. 38 da
ord.de Orleans (1560) proscreveram esle abuso ede-
cidirain que as pretendidas nullidndes e in ,1-:.-1.
das decises dos tribunaes tbennos seriam jnlgadps
onde as mesmas decisoe hnuvessem sido dadas.,
(73) Ordenanza de fevereiro de 1566, arl. 17. i)e-
clararao de 27 de'.dezembro de 1571 art. 4 e 5. Orde-
nonea.de agnilo 1669, til. HI. arl. 6. Ordenanca
de agosto 1347, til. II, arl. 26. Ediclo de julho de
1775. art. 1.
O arl. i." do edicto de. agnslo de 1777. abroenu o
arl. 6 da ordenanca de 1737, e fez testar as causas
de confliclo.
(71) Ordenanzas de Janeiro de 1629. arl. 69; agos-
to 1669, til. III, arl. 7 ; Igotlo 1737. til. III. arl. 6.
Vcja-se o reculamcnlo de 28 dejiiuhodc 1738, 1.'
parle, |ii. V, arl. 1.
(75 l)eclarac,no de 23 de setembro de 1678. Bor-
nicr, til. I, p. 412.
(76' Marco 1498. Ondenanca sobre a reforma da
juslira. 13 dejunho de 1199. "Decretos modificando
esla ordenanca.
(u,i Ordenanca de 28 de nulnbro de 1416 Carlos
Vil.
(78) Reg. do parlamenlo. Trih. de Ca>secan, Isam-
barl, antigs leis francesas, lomo XI, pag. 296.
1,79) Seulencas de 10 de tclcmhro de 1509 (Unt-
ura de l.orocenc contra Egihaull.) .Innaes da~cida-
de de Toulouse, por (. ils la Faille, primeiro parte,
pacs. "J. 1 e 5. Provas, pac. 117 e 5.
REC1FE 10 DE DEZEMBRO DE 183 i
A\S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SIIANAL.
O vaporD. Mara II, ebegadoda Europa no dia
10, Iroiixe-nos noticias de Sebaspolol, que he boje a
forlo prfoccupar.no de muila cenle. A famosa forli-
lornal I "^"50 i,il"''1 resista aos furiosos etforeoa dot allia-
' dos, sem que se puile-se prever cura segnranra o dia
de sua entrega ou tomada. Os Russos liuliam feilo
um vilenlo ataque ala direila do exerrilo al'.iado,
que n.no dcixou lie ser-Ibes vsulajoso, euibora tives-
sein de relirar-se depois de um combate duradouro
e sanguinoteulo, em que as perdas de parle a parle
foram consideraveis. Alero disto succedeu que, cm
una das surtidas feitas pelos sitiados com proveilo,
levo urna divisan franceza de pagar caro 11 intento
de pendrar na ci lale, pondo-M 110 encalco delles.
Ei abi, cm sumina, porque reina grjmdc anciedade,
a par do mais interessanle enihusiasmn, entre os
parlidarios das duas partes beligerantes, havendo at
apostas sobre o resnludo da cuerra na Crimea.
Depois do D. Maria II entrn o Taciiary, vapor
de guerra paragnayenw, lambcmproredenle da Eu-
ropa, mas que nada adianlou, nito leudo sequer tra-
zado jomaos.
Trala-se com einpenho de orcanisar urna roropa-
nhia para eslabclecer nesla cidade nina fabrica de liar
e lecer algodao.proprio para sarcas de assucar e roo-
pa de esrravos, estabeleciincnlo esse que Irsr, alrn
de outras, a crande vantagem de dar Irabalhna mais
de 200 pessoas livres de 10 anuos paro cima. () ca-
pital da companhia ser de 300 eolitos de rcis, repre-
sentado por 6,000 aceites de 503000 rs. cada nina,
realisavcis em preslacocs segundo as precisosnecur-
renles. O nuinern de arenes lomadas excede a qualro
mil, c pur consegninte espera-so que em breve se-
r annnniiado pela directora do Banco a dia e hora
enique se dcveni reunir os accionistas para a eleicao
dos directores da nova eompantlia. O nosso amigo
o Sr. F. M. Dupral, a cuja actividade e louvavcl in-
lere-se pelo procressnda nossa provincia se deve a
iniciativa dett empresa, .he o mesmo encarregado
de promover as asttgnalnras, e lem. secundo nos
ronsla, encontrado a melhor disposi;Sa ero ludas as
classes de subsrriplorcs. Moito desejamos que os
seus esforcossejam hein suocedidos e recompensados
Mineado esla capital, d'enlro cm poueo lempo, os
beneficios quo da projeclada fabrica Iho hilo de
provir.
Em a noile de 17 do renle leve lucar urna in-
rcss.iule pateara, daqual pastamos a informar os
leilores. OSr. chefe de polica, lomando em con-
O banco mal-correspondeado aos fins
de sua creaca'o.
Nunca periencomos ao numero dos que do eslabe-
lecimenlo do banco desla provincia esperaran-, a
queda dos usurarios, que, tendo coraces de bronze
cm peilos de marmore, complelnvam a ruina dos que
so viam na durissiina necessidado de bater-lhes a
porta, habililando-os a suslentarcm temporariamen-
te o vacillante credilo, ou a acudircm a precisoes
urgentes, mediante premio excessivo, anlc o qual s
dcixa de recuar quem sent os horrores da fome,
ou lem bastante bro paro sacrificar ludo ao desojo
de conservar illesa, ao menos por alguns momenlos
mais, sua reputado mercantil: e nunca pcrlenrc-
mos ao numero desses; porque, nao obstante nosso
miopismo, enmprehendemos desde logo, que, alen-
las as circuinslanciiis peculiares da provincia, pouco
Ihc poderia aproveitar um banco que, sendo de des-
coutos, lambem n3o fosse hypolhecario. Entretan-
to, he certo que, apezar do deleito que sempre Ihc
reconhecmos, nosso banco se ia prestando mais ou
menos s necesidades da praca, e (alvez baja con-
corrido, cm mais de urna occasiAo, para que, sem
grande sacrilrio, algumas casas commerciaes le-
uharo podido proseguir regularmente em suas Iran-
sace,oes.Nilo era isla um bem tilo pleno quanlo o
le-c iranios mis, que, cora mgoa, ainda vamos a
agricultura cm luta com os usurnos, ao passo que
o commercio pouco a pouco se ia libertando delles;
dava-se, porcm, o caso em que se podia dizerios
males o menor: eslavaraos, portanlo, alguma cousa
satisfeilos.
Factos que nao queremos apreriar aqni, e queja
esl.io no dominio do publico, foram causa para que,
quando menos se osperava. fallissem a casas de Oli-
veira Irmaott&C, Ricardo Rovlc, Deane Youlle
& C, c outras de menor vullo: entilo houvc cslre-
mecimenlo na praca, manifeslou-so a desconfianza,
e os capilaes como que se recolheram liudos ao fun-
do das burras dos seus possuidores.. Mas como que
ainda hav a para onde appellar: lodosos olhos vol-
veram-se esperanzosos para o banco.
Contra a geral expectativa, porm, foi em lAo ler-
rivel conjunclura que esse eslabelecimento, como
quo procurando imitar os usurarios, allcou o premio,
secundo nos noliciou este Diario em sua revista
mercantil, no principio da semana linda!.... E, co-
mo se islo nao bailara para aogmenlar as difllculda-
dcs da praca cujo auxiliar devo o banco ser, coma-
nos que d'eniio para c tein-se ahi desenvolvido ze-
lo pharisaico na esculla de firmas admissiveis a des-
como ; de sorle que lem sido recambiadas ledras cu-
jos sicnalaros ofl'ereceni toda a garanta, e eslao ci-
ma de loda 1 snspeila.
He geral o clamor qu, pur causa do, somelhanle
prorcdimcnlo, se lem erguido contra o banco; e,
em nosso humilde enlen ler, sobeja ra'aa ha para
que de lodos os lados se levanten) vozes para censu-
raren! tilo velatorio alvilre.
Por monos perspicazes qua sejam os directores do
hanro, devoro antever que, se nao arrepiarem car-
reira, xiro a concorrer (involuntariamente porveu-
tura) para que suspendam seus pagamentos, e ate
quobrem, casas que, soccorridas a lempo, poderiam
proseguir felizmenlc cinseugyro; ou (o que, quan-
lo a mis, ainda ser pcior) para que essas casas, no
intuito de acudircm aos empenhos que mais de
promplo as apoqucnlcm, recorram aos usurarios,
c, victimas da nvare/.a desles, roulroham compro-
misos, que para o diante as arruinem completa-
mente.
Em qualquer das hvpolhcses figuradas, nada sM
invejavel o papel do banco, que, sem compromelter,
nem de leve, seus fundos, as bouvera evitado, cor-
respondendo perfeitamente aos fins de sua insli-
luicSo.
Parece-nos que as poucas rcflexes, que prece-
den!, influirn bastante solire o animo dos que, na
prsenle semana, tivercm a sen cargo a gerencia do
banco, e leva-los-hilo a remediar os inconvenientes
creados por seus antecessores. Se, porm, o contra-
rio succeder, lalvcz vollemos materia.
iridiante a desse tocho mmortal,- que Deo acen-
dran'almadoprimoiro homem, para com elle alra-
vestar as idades, c robnra-lo de geraciio cm gerac,,no
al o dia lerrivel, em que ha de soar no aliados
cos a 1 nmbela das exequias da humanidade.
Nenhum homem, quo viva foro dos grandes cen-
tro de civilisacao, comprehendeu melhor do que
elle a necessidade de educar seus filhos, nos dilTe-
ronlcs ramos da sciencia social. No sacrificios de
son amor paternal, n,lo recuou nunca diante dos cm-
baracos c ilifficuldades que se Ihe inlolliaram.
O amor he o nico vencedor do impossivcl '
O illustrc Pernambucano conhecia, por urna espe-
cie de nslinrto revolador, que o patrimonio das
ideas he o legado mais nobre e precioso que um pai
pode deixar a seus filho. I.ia nos futuros de sua
prole as bensitos, que a humanidade reserva ao pro-
genitnr desvelado. A oilucacn de seus filhos, era
pois, o ohjeclo de seus mais charos cuidados. Vio
rcalisadas as suas csperancas. Era ja lempo de su-
bir presenca do Dos, para dar-lhe conla de sua
misso na Ierra.
A morlc desse homem de virtudes foi orna vrda-
deira inluicilo de suas recompensas na vida ulterior.
Apenas hruxolca cm sen espirito o prcscnlimcnto
da hora suprema procura dispor-se, pelos sorrorros
da igreja, paro essa viagem numen-1 alravez do fir-
mamento !
As sua derradeiras despedidas sua desolada to-
milia foi uro desses espectculos tocantes, em que
a ualureza humana, arrancando prodigios morle,
oslenlln loda a torca o grandeza de seu destino in-
mortal
as anclas de seu angustioso passamento. Ihe es-
rapavam de quando cm quando esses nonios queri-
dos, que elle mais repeli na vida : Dos !... Espo-
sa I... E ci-lo que fenece, tilo placido c sereno, co-
mo o brando efluvio que se enlranha no scio da
novena!
O eco Ihe seja propicio.
finfo de Campos.
Recife 16 de dezembro de 1854.
Ollerecido ao mou am.co, Sr. Dr. Manocl de Bar-
ros Brrelo, Cilbo do illustrc finado.
DMA LAGRIMA !...
J nilo existe Ignacio de Barros -Brrelo !
O cidadiio honesto e virtuoso, o rhrislilo cheio de
piedade e n-lisido, o pai da familia cxemplar, o ami-
go sincero c leal, o homem do bem em toda a torca
de expre-sSo desappareceu da toco da Ierra !.,
Nos lempos m que o vicio lauto avulla ; quando
a f vai-se lomando urna palavra vila; quando a lei
e a rcliciao sao escarnecidas; quando os deveres
conjgaos silo i.ma irriaao, e o exercicio do poder pa-
terno urna exagcraeilo ou urna fraqueza; a perda de
um homem que era o modello completo do cidadilo
peraule a sociedade civilisada e chiislila, e o exem-
plo vivo de lodas as virtudes domesticas, tic urna
perda immenta, irreparavel, e su devidamentc ava-
iiada por aquellos, que couliccendo lodos os effeilos
de urna boa educac 10, sabem quanlo o exemplo dos
bons corrige os untos.
Ha homens que deviam viver etcrnamenle!...
Mas os decretos da Providencia sao irrevocaveis!...
Lacrima; rerum!
Corarao recio, alma profundamente religiosa, Ig-
nacio de Barros Brrelo, como cidadao dianle da
lei. s sabia acata-la e cxecula-la. Como homem,
paro com seu somelhanle, elle desconhecia o que
era umscntimentn riiim, unra intcncao m; deseen-
do ao tmulo s o acompanham as saudades, os pe-
zares, as lacrimas de qusntos o ennhecoram. Como
pai de familia, era nm desses modelos pouco com-
niuiis, cuja vida privada podora ser observada, es-
ludada e imitada: nenhum homem ainda,na socieda-
de em que vivemos, lev'nu a mais alto grao a subli-
midade dos devere de familia. E Dos que he jus-
to e bom, que ajuda aquellos que s vivero na sua f
e na sua lei, ahenenou os fruclns de 1,1o boa arvore !
Dos IInu para os seis filhos que esse digno pai, ao
abencoar pela ultima vez, nao achou urna s falla
que perdnar-lhes, e s um petar leve, mi urna idea o
compungi,e era nao poder ve-Ios, quando Ibes
chceasse a sua vez, exercendn os mesmos deveres.as
mesmas virtudes, que elle Ibes infiltrara no corceo
desde amis lenra infancia.
O seu pensameolo, porcm, no mesron momento
volveu-se para o eco, c elle Iranqiii'.lisou-sc : sua
alma estova preparada para voltar ao seio de Dos,
asim como o pa-sam suspenso a bordo do seu ni-
nhnes'. promptoa voltar-'c para os ratos do sol l
As almis des-es lillios nao podem deixar de ser o
espelho das virtudes de lal pai........
Eram 4 horas da manha do dia 12 do correnlc
quando Ignacio de Barros Brrelo dcixou de existir:-)
sen restos moraos jazem nacapclla do cngenhoMa-
cuje. Aos seus prenles e amigos quo chorara a
sua morlc. o que boje teem deassistir, na igreja ma-
triz 1I0 Sanio Amaro Jaboalao, mttsa solemne que
pelo reponte de sua alma (cm de ser dita, repetire-
mos mis, que lamhcm livemns a fortuna de o co-
nhecer de porto, as palavrasdo Ecclesiaslcs: Cho-
rai moderadamente aquel le que nlo existe; por-
que elle descanra.
PllBLlCAftAO A PEDIDO.
(H0 O emprego de primeiro ollicial do crande
conselho confera nojireza hereditaria. (Derlara^ao
de julho de 1646.) Exlr. reg. do 0. Cons. 1613, pe. sideracSo os disturbios que se lem dado nos 111
:)''L-.,x 1 ,,-,-. ''"''upos que constantemente acompanham as
81) O parlamento de | oolouse invoeaya como pn-; musirs_militares. rc-olvcu priividcurar a respeito,
o elfeclivamcul na sohrcdila noile, foram coreados
que compnnham o sequilo da iinisica do corpa de
Foseada a rctirar-me para o campo i tratar de
minha saudc, tculio deliberado deixar o collegio,
que por espado de dez anuos tenho dirigido, apoia-
da na proteccao do pas de familia que durante es-
se lempo me lionroram, confiando.me suas lilhas para
recoberem a educaco que cu Ibes podesse dar.
Creio que nesse einpenho nao poupei sacrificio
para raanler na minha aula um methodo c ordem
que podessem agradar ao respeitavel publico, e mui-
lo principalmente aos pais de familia, cujas lilhas
eslavam confiadas ao raeu cuidado : o nuinern avul-
lado de alumnas que sempre live e das primeiras
familias da provincia, atiesta que se nao cumpri sa-
lisfalnriaineiile a espinhosa tarefa de directora de
un collegio, ao menos nutro a e-peraiica de mere-
cer um conceilo lisongeiro, e desvaneco-me cm
conservar nmigaveis relames, nao s com aquellas
pessoas que receberam de mim a educar.m, senSo
com (odas mais de suas familias. Tendo porm
deixado de continuar cora esse eslabelecimento, fal-
larla ao sagrado dover da gralidao, senao fizesse
publico o meu reronhcciracnlo cierno para com
lodos aquolles que, directa ou indirectamente, con-
correrain para eonservacao do mesmo collegio.
Seria para mim urna falla impcrdoavel, se nao
aproveitasse esle ensejo para enviar lambem s
minha- discipulas ura voto da alta estima e sincera
amizade que Ibes consagro, pela maneiras delica-
das coro que suuheram haver-sc era minha aula,
exliiliindo dest'arte urna prova irrecusavel da edu-
caco legrada que receberam de seus respcilaveis
pais: suas rccordacOes mo sent as mais gruas, e
me tcompanharlo por loda parto, onde quer que o
meu destino baja de conduzir-mo.
Directora do collegio Santa Anna, -luna Benedic-
ta Ja Roclut e Silca.
Recito 15 de dezembro ilc 1851.
LITTERATLRA.
vilegio especial um ealieto de Carlos VIII do 1. de ju-
lho de lisi, que prohibir a avocaran das causa de
sua competencia.
(82) .Nao duvido, diz ainda n mesmo historiador
que esrrevia em 1687. que a conduela do parlamen-
to ero lodo esle processo pareen de una nusadra ex-
Ircina, principalmente para aquolles que julcareiu
secundo as ideas do tempo de eiii.in par.i cu decorri-
1I0, masaos que tecui alcum rouheriinenln da hi-lo-
ria, c nao ignoram a autoridade que essas cerpura-
res se arrocavaro naquelles lemjios, iieuhuma sor-
preta causara. | C.de la Faille, pag. 312.)
gil ido agosto de 1515. Kec. do parlamenlo de
Toulouse*. (i. de la Faille, pag. 312.
S, selembro 1555. I.c-se no prembulo do edito:
11 Nilo ha meirinho. alcaide, ou oflicial de qualquer
oulra ualureza que ouso exondar as sontencas, os
decretos, o provises do nosso privado c grande con-
sollio. porque sin eonslranci los a aprosenlar pelico, den- que dnhi se lulo originad
supplir.ando iiceiicn para o mencionado hu.....e | deiro a que devia chesarn/uxii
quando algum as exceule sem ler lirenca dos supra-
lilot pirlamentos, os executores e as p.irles sao pre-
sos e coudcmliadns em avnllada multas, como te-
mo muilas vezes visto dos processos siihmellidosaos
nosso tribunaes. Ao que, para bem da juslira c al-
livio de iiu-os subditos, requerem que eu preveja.11
policia. sendo presos nesa occasiao 18 individuos
livres c 22 esrravos. Entre os primeiro* scrilo
recrutades para o exercitoe armada os que ealive-
rero no caso de servir ; os segundos liverm pnr cas-
tigo as caberas 1 aspadas c ilaumaa duzias de palma-
loadas. Gertos senhnrcs, ile-coiihecen.lo o servico
que llies preslava a policia, raotlrarain-M poucosa-
Hsfeilos coro o proci'dimoiil* lito paro coro seos es-
oras o., e netas sentido reclamaran); mas anual Oca-
rara convencido! de que muilo Ibes cunvuiha nilo
deixar os dito esclavos vacarem de Mita pelas ruaa
sem destino, fazerolo disturbios, ele-, o que nao sil
podia dar Ihc prtjuaut. mas lamben! nllendor a or-
dem publica e .1 moralidade. Todos conlieocul as
rivalidades exislenlcs entre OS difieren tes crupos par-
lidarios desla 011 daquella musir, as lricas e desor-
as-im como o pra-
los ardiles,efoeue-
Icscinn que os laos sucios pretendala porfa fazer
solirosahir a sua msica predilecta ; e a vista disto
nincucm deixar de rcconliecer a necessidade de um
exemplo que fizesse (tasar ral abuso, e por conse-
gninte a Dtmvenienria da medida lomada. Applaudi-
mespor lano o actj do S'. choto de polica, cuja
Viva entre mis uro homem, que pela regulncida-
de de sua vida, pela hrandura de seu carcter, pela
singeleza de sua alma, e pela especialidade de bom
pai, opliino esposo, cidadao distincto, amigo sincero
e preslimoso, se lornava credor das afleicoes c esti-
ma de lodos que o pralicavam de perto.
Esse homem j nao vive : dorme boje o grande
somno da elcrnidadc! Oanjo da morle visilou a sua
poetada, 00 arrebalou s caricias de urna esposa
querida !
Ouilo rpidos voam os dias da nossa pcrigrinacilo !
A vida do mortal, tilo ligeira como o perpissr
do relmpago, quo fulge e so esvaece ; 13o dbil co-
mo a IVirinhi que desabrocha e perece as nulos de
procella hirsuta, o que lie, scno 11111 amerceado de
chiincriis, um acorvo de jogoetes de ouropcl, urna
realdade caduca, que so dosfaz com o menor sophis-
111a ad roorle?
E o homem '.' pequeo bago dc-si immcnsa am-
pulhela que corre com os sceulos !
Quando en o ignorasst ni boje, o cendal da illu-
sSo se partira ao meio dianlc da pedra solitaria e
Irislonha, que robre os restos preciosos do Sr. Igna-
cio de Barros Brrelo !
Elle ilion eu !... nao diste bem elle ilormio,
para acordar n'uin oulro hemisplierin de realidades
nao I ransi lorias, de esperances mo mentidas, de
gozos nao periluros, de momentos niio entermeados
desse pungir de cuidados, que amargurain os dias
dente triste viajar na Ierra !
Elle innrrcu !... encanci-me ainda o seu mor-
rer toi o alvnrccer d'aurora dn justo, foi a transfi-
gurarlo gloriosa do espirito, que va s regies do
infinito, a reclinar-se no scio do Eterno !
Sua alma era o perfume do incens..,
Seu corpo era um vasodeamore decaudura... 11
O Sr. Ignacio de Barros Brrelo era cima dossas
virtudes sociaes, que honran! altamente o seu pai.
O complexo de suas ac^e foi a in.iinl'e-lacao mais
pura dos dictau.es do evailgelho ; foi a irra.di.ic.ao
AREUCiO NA EDUCACjAOi
A rrligiilo esle laco sacrado que relaciona e que
liga a rrealara com o seu creador, o homem com
Daos, a Ierra rom o co, o lempo com a elcrnida-
dc, cquo. por consegninte, eleva no menino a vida
prsenle ale a vida eterna !
A rcliciao esta santa c augusta instituidora que
revela idado amis (cura as verdades as mais ele-
vadas o as mais puras ; o beneficio da crea^iio
e a soberana do creadoi, cuja vontade fecunda e
poderosa nos arrancn do nada ; o beufeficio da
redempoao, a dedicaran c cahdade do Salvador, que
sem nada perder de sua doria e feliridade inallera-
vel, foz-se homem semelhantc a n, \eio i Ierra
procurar suas creatnra desviadas, resgatoa-no por
seu sarrificio c sua morle Abre a cruz, dando-nos
por esta admiravel humilliacHo ep,.r seutsofirimen-
los una niaras ilbo-a domonslrarao de seu amor !
A rcliciao esta sublime autoridade que ordena a
lodo cmr capaa de inlellicencia e de amor, co
nbeccr e amar a Dco<, infinitamente cande, iufini-
lamento amave, infinitamente porfeiio ; de ania-to
como elle, deve ser amado, islo he, soheramcule
mais que a si mesmo, acuna de lodas as cousas, e
segundo a palavras t.io simples e enrgicas da es-
eriptnra, co'n lodo o CoratSo, com toda a alma,
com Indo o espirito, com todo* os pentamentos, com
todas as forras ;que o manda adorar c supplirar
com essa f viva, coui essa humilde conlianca, com
esse aniquilamonlo de si mesmo, que allrahem as
vistas de-sc Dos tilo bom. locan seu corarao e o
rarem derramar sua misericordia sobre aquellos que
a invocan).
A reliciao Essa inspiradora roysteriosaque con-
cede a grcil para o exerciciu do hein, que fortifica
os aninios, anula os mais fracos e Icnros, no com-
plemento dos devores os mais penosos ; que faz
germinar, abrir, c llorcsrer ero lodos os corarnos
liis suas leis, as mais amaseis, as mais locantes
c algumas vezes, asmis heroicas virtudesadore c
firme piedade, a f, a viva esperaura, a resicuarilo,
a paciencia, o nobre pudor, a innocencia, a castada-
de animosa, a sobriedade, a tempornea, a amiside,
a compaixii'.i. a igiialdade ;ao passo que desvia do
nial e aprsenla o horror da iugralidao, da
injuslica, da disimulaoao, da mentira, de todas
as baiitzaa cinfim.
A relenlo esse poder caritativo, que suslciila a
infancia e consola .1 volhice nos caminhos, bem ve-
zes. lito .(uros e (.lo speros da vida ; que previne
nossas quedas ou levanta-nos; que nos inspira os
piedosos senlimenlo", os santos remorsos, e esa se-
gunda iiiuocenria quo d o arrependimento ; que
nos eiisina o temor de Ueos, este temor filial, que
Bosuet appellidao mais firme apoio da virtude e
a bac principal da vida humana ;e que cu de boa
menle appcllidariao mais b-llo dos temores, pois
que elle exclue lodo os oulros
A religiSo emCini !ca nica c immorlal con-
ciliadora das sociedades humanas, que aproxima to-
dos os homens de Dos, que delles forma urna s
familia de irmaos. ensillndoos a jamis se recua-
rem uns aos muros nrm a caridade, nem a verdade
e nem a ju-lii; 1; que rene lodos os seus ponsamon-
los. Inda as suas affeicoes, em um e idtntico peu-
samenlo, em urna s c idsnlica afTeiciio opensa-
menlo e o amor do Pai rommura, que o ajunla as
festas religiosas, para nao foimarem mais que um
s curaca,1. m,-,,s que urna s alma, urna s voz, e
unnimes enloarem os Inovores do Creador, apre'n-
derem a ama-lo reunidos, e a se amar mutuamente
pelo amor que a elle consagran) !
A reliciao que, ruinosa exprime eloqucnlemcn-
te Penelnn, serve-e do raai esquiaito incens, da
mais magoslosascerimonias, dos mais aucuslos tem-
plos, das mais solemnes asscmhleas, dos mais subli-
mes hs inno.. da mais locante melodia, dos mais pre-
ciosos ornatos, do mata grave e modesto exterior dos
ministros do sanrtuario paro alimentar no fundo das
almas lodas as virtudes que a piedade e o amor de
Dos inspiram, para Ihe aprosenlar o augusto sa-
crificio do aliare fazer desl'arlc maisscnsivel a ado-
raran, o recunheciinonln e a siihinissilo sem limites
que sao des idos a seu soberano dominio sobre a
creatnra.
Tal he a religiilo '.
Pois bem, devo accresrenlar lambem, que a reli-
ciao, esse laco iao sacradu, esse poder Uo augusto,
essa autoridade Uo sublime, essa groes (ao celeste,
esse soccorro lo divino.
He um meio de educaco !
E nem se pense que exprimindo-mc assim cu avil-
le. e tora baquear a rcligiao|la de suas alturas I__
nao ; a educaco humana he de tao gande monla e
nobreza. que nada paro ella pude ser muilo grande
e milito nobre.
Sem duvida, para lodos os tempoa e lugares, a re-
liciao he a reluci rssencial do homem com Dos, o
fim nico da crearan divina o da vida humana: na
educaco, como ero ludo o mais, ht ella o alvo su-
premo, o principio e o fim, alpha e omega delu-
do quanlo se faz. Porom he lambe;, e ao memo
lempo, um meio meio essenciak meio intollivel.
meto todo poderoso que em ludo influc. mas que
lamtiom lem sua intraeoeia especial, como a int-
truccao, como a disciplina, como os cuidados phi-
sicot. '
Confesso ; nada soi que mcllu/r fari romprehen-
der a grandeza o nobreza dc-s obra" extraordinaria
que e appellida a educaran humana. He ella
inanifeslamenle a mais nobre, a maior obra que
exisla no mundo, porqnc ahrance o homem lodo,
todo inleiro, lal qual Dos o conerbeu, lal qual
Dos o creou, continuando esi obra divina, noque
nella se enconlra de mais elevado lal a creaeflo e
a palcrnidade da almas E he por isso que a'reli-
gio. quo a ludo devo presidir nesla obra admiravel,
e (odavia considerada como um meio especial e par-
ticular. Foi ella, com cfTeilo, que se apresentou os-
perialmenlc para formar, o corarao c a cpnsriencia
do homeme como preeivcho ella um lal encargo
Eis o que muilo imporla romprrhcnder. Tentarei
explica-loo maissucinlamenle qua poder.
A-educaciio forma a intolligencia do hopiem pela
inslruccao, dirige, conlm 011 reforma sua vonlade
pela disciplina ; e isso furia loda a educaran, ao rae-
nos a da alma, se o homem nao possoisse uro privi-
legio mais magnifico, um destino muilo mai subli-
me, que elcvando-o cima dos objectos sensiveis c
da ordem passageira do mundo, pe-no cm rela-
cao com as cousas elernas'e divinas ; descobre-lhe a
idea dobem edo verdadeiro, ada redi dito suprema,
da perhirjto moral e religiosa, fazendo-o no mesmo
lempo ama-la. Ha nisso urna nutra ordem de re-
lacfies, um eslado superior do sua inlelligencia e
vontajle,mais do que urna tocnldnrie ; e he o que,
n consciencia do hornera, ocrupa n primeiro lu-
gar ;he a inlellicencia o a vontade do dever ;he
oqued ao homem o eooherimenlo do bello, d-j
justo e do honesto, orilenando-lhe aroa-los e prali-
ca-los nesla vida.
Pois bem para esla. ordem superior, he especial-
mente a religi.lo quem forma, eleva, esclarece e for-
tifica a alma;e eis aqui a maueira:A relici.io,
que he a luz, assim como a instrnefSo, releva ao ho-
mem, peni fe, esse destino supremo, sobrenatural,
que he a meta, a niela ulterior e final de -111 vida:
A religiSo, que he lambem a lei, a regra, a auto-
ridade, assim como a disciplina, ordena ao homem
ludo quanlo he misler fazer e pralicar, paro elevar-
se al esse lim sublime c eterno; formando, dest'arte,
sua ron-ciencia, rcvelando-lhecom certeza o conhe-
cimento do bem e do mal, c inspiranlo-lhe o amor
para rom aquelle, co odio para com esle.Cora
igual tctica he que ella forma o co>acao do humera,
e alimento n'ellc esa -en.miniado nobre o pura
que he a tonto primitiva das alleicoes virtuosas: e
ao mesmo lempo seu carcter exercitando-o na pra-
lica firme e paciente de todos os deveros. A religiao
emfim, que lie ao mesmo passo-a caridade, a gra-
ca'r. a assistencia divina, prodigalisa lodos os soc-
curros para nos fazer checar a esse Cira ullimo e
magnifico da vida humana .'
Eis porque he ella o meio mais poderoso da e-
ducaeo do homem.
Logo, para resumir, ennobrocer sua inlelligencia,
ajunlando as luzes da razan s da fe; dirigir, purifi-
car sua vonlade, form ir soa consciencia, firmar seu
karaclcre sen coracao, eelevar, nelle. a vida pe-
seme ale a vida ciernatal he o dever da r tur irlo
moral e religiosa; lal he a lareto particular, a'in-
fluencia especial da religiao na educaco.
Mas, bem se o v, n'esla obra divina a religiao
nem he, nem pode ser ctranha.Si ancuas ella
fosse simplesmenle nina pralica especial, sem lim
ulterior,um meio particular sem influencia geral,
lia mlsao mo seria completa, nilo desenvolvera
loda a efficacin; de que he dolada. Quando a reli-
giao he na educaran ludo quanlo ella deve ser,
nao se limita a corrigir os erros ajtinge ato os
deffeitos; purificando a consciencia ella reforma a
nalureza; dan lo fe ella fortifica a razilo, e locando
o corarao vai formar e ennobrecar o carcter.
A religiao na cducai-ao he, poi, um meio que
penetra, que snstenta, que esclarece c que anima
lodos osdemais meio. Tuto sem ella se perde e
enfraquece; cm ella ludo he fraco, vio, falso, per-
verso e despreaivel.
He so a reliciao quera faz da educaco urna escola
de respeito. E sem eonlndieCalo foi una profunda
e atienta observaran, quem arrancou ao protestantis-
mo pliilosopbico, mo grado os prejuizos do tempo,
estas bellas palavra. O Catholicsmo he a maior e
mais santa escota de respeito que o mundo tem
visto. (1)
Mas ao passo que a religiao faz da educaco urna"
escola de respeito, icualmentc a faz de verdade, de
Virtude c de felicida le. E nem sei mesmo se se en-
conlram na vida ilia mnis serenos, festas mais fe-
lizes, recordar/ies mais dores e mais puras que as de
urna infancia virtuosa, creada cm urna casa de edu-
caco chrisia, sob os auspicios da religiao, sob o im-
perio encantador das virtudes c das alC2rias que ella
inspira. Ahi ludo ho verdadeiro, ludo he nobre,
ludo he simples, risonho, pacifico e aroavol; ahi
ludo he obra e inspiracao de una sabe loria celesle,
ludo assicnala urna autoridade, que est cima do
homem;ah, finalmente, lodo toz sentir urna nao
sei que influencia santa e feliz, que enohrece, eleva
e embellece ludas as cousas.
Lerabro-rac de um fado de minha vida, c que as-
saz me fez sentir a verdade d'esle peusamento:
consenlir-rae-hau que aqni o .record? Ero a ma-
nilla de um grande passeio que devia conduzir
nossos meninos i urna piodosa c longiqua poricri-
nalo i IVOSM Senliora dos Anjos na llore-la de
Bondy.Esla fcsla Ibes liana sido dada durante o
Mez de Maria, aps eran los Irabalhos luteranos,
em que ellos haviam mostrado urna applicacSo ex-
traordinaria, c alcaucado resultados a imiravei para
snaidadel Haviamos partido s qualro horas da
nianhaa, e antes da nascer do sol/caminhavamos ja
airase- da campia.
Todos elles acbavam-sc transportados de alegra
por esta Testa quo o Irabalbo e a religiao Ibes haviam
praparadu, e caminhavam ero lila- aperladas, Ires a
Iros, enloando o cntico da partida. Os pnssaros
gorgeavam de todos os lados: eu aheucoava a Dos,
vendo esla numerosa moridade, Ma innocente, tao
jubilosa, 1.1o fervosa c tilo pura. De repente o sol
hrilhou no horisonle, e seu disco fulccnlc fez res-
plandecer cm nos lodos os focos do mais bello dia.
Toda a tropa t\i-a eniao um crito de alocria.O sol!
o sol! e poseram-sc loco a cantar os bellos versos
do nosso grande Isrico. (2
Esta scena tao sinipl s e bao crande- jamis se a-
pagar de minha lembranra; senli-me c\\j*m\a mais
doco e da mais profunda inedilarao. Esto co helio,
esla campia tilo verde, eslas ondas de luz, esle as-
tro radiante, tete cntico rclicioso, Dos tilo presente
estes meninos tao conlenlesludo islo me appare-
ceu como a viva c magnifica imagen do quo era a
rcliciao para elle; c emqiidnlo que aos ratos d'cste
bello sol elles caminhavam, sempre cantando, diri-
ci-nie a dous dos profesaoresqne eslavam prximos a
mim. e asim falld-llies: a Acredilues, senhores,
que lia n'eslo momento solire a Ierra mollinos mais
felizos do que csles? Nao vos parece que a religiilo
em sna educaeiohe o mesmo que esle bello sol
para rom a ualureza '! 11
Oh! sim he ella que ludo Ilumina, quem ludo
vivifica, quem ludo amina e uavisa; ludo e con-
serva c se embellece por ella; ludo se obscurece,
I liuisot.
(2) J. J. Rosseau.Aqui daino os verso que o
A. Iraz no rorpo do rtico. O leilor que os ira.lira.
Dans une cclalanlo voute,
II a p acede scsaniaius .
Ce solcil qui, dans sa route,
Eclanc liuis les buniatos
Eiivironn de linuiere,
Col asir ousre s.i carriero
Comino un epoux gloricux
Qui, d 1'aulie malinatc,
De sa ronche nupliale.
Sor! brillan! el radieux.
I.'loisers, i a presenco,
Semble sorlir dn nanl:
II prend sa course, il.'avancc
Conime un supcrli caut.
Oh que los iruvres sont bellos.
Grand Dicu quel sont tes bientoils.
Que ceux qui te onl li liles
Sous ion jone Irouvent o'atlraits !
Ta crainlo inspira la joie;
Elle astnre nolre voic; ,
Elle nous rend Irininphaul;
Elle crlaire la jeunesse,
El fail briller la sagesso
Dans los plus faibles enfauls
deprava-se e morro lonco de seu influxo vivificador,
Ella he como a frescura e o poro brilho di ma-
nh.1a na alma dos mais lenros meninos; he a forra
e o esplendor do meio dia as horas mai adiar.l-
dt da viva mocilade; sua ausencia asteatelha-se as
trevns da nuile, ao emlorpeciraento do somno e n
morlc.
Descolpom-me demasiado deixei-me arrestar pelo
encanto de minhn rccordacOes;Mas por ventura
o que o eta narraco disse relativamente profunda
e imraensa influeneil da religiao ni educadonao
ser evidente tanto tos olho"da razao, como da f?
Nao ser maniresla e aensivtl esto verdade ?
.Nao estar a religiao em harmona protonda com
toda as poiemcia nobre, com todas as freuldades
da ualureza humana ?
Luz de inlellicencia para o espirito, chama de
vida para o curadlo, poder animador ou lemivel pa-
ra a consciencia, toi immulavel para os cosiumes,
doce e firme autoridade para o carcter, graca toe-
corro para a virtude; quem he pois que nilo com-
prebende ludo qoanto ella pode no desenvovimen-
to das facilidades intelleduaos, na disciplina o, tna-
nulcncao das fuduldades raoraes, nos cuidados phy-'
sicos e consrvenlo ria saude e dos costumes, e por
ciinsoquoncia na eduencAo iuleira f
Assim, quando, no secuto XVIII Rosseau veioof-
fererer a urna nacilo, de a muilo transviada das sen-
das da sabedoria, um plano de educaco, de 011-
rio hania os nomo de eos e da alma, como inu-
leis o rnoherimonto da primeira idade : e a reliciao
como um soccorro vao. e intil para tormar-se o
homem ; quando elle ousoo esqualriiihar. no smor
de si, no egoism.i do iolcresse pessoal, cultivado se-
gundo certas regra, um meio de educaco,
quando cheio de prolencao de formar alma sias e
fortes, ousou riesrienhar os recunos da f e da pie-
dado ; quando aviflouse ao ponto de pedir o*
secredos e as inspiraees da virlude as paixoes nas-
centes da mocidade,leve psonbo odioso de um so-
phisla sem inlelligencia e sem corceo, islo he,
um senli 1. um desvario muilo mais absurdo lalvcz
do que mesmo impo !
Que! repellir a religiao para longe da puericia,
nao ser po um delirio I Como se a vais da re-
liciao nao fosse profunda as entranhas da humani-
dn.le Como e as suas relaces fossem as primei-
ras, e as mais neressanas na ordem das cousas, e por
consequenca as que o nosso espirilo mais cedo e
mais fcilmente comprehenrie! Como se toas inspira-
rnos n.lo fossem as mais naturaes do eorsc,ao do ho-
mem e do menino ; se o nome do hora Dos ojo
fuste em seus labios o primeiro lestemunho de nma
alma naturalmente religiosa e chrislaa Como se o
Kvancellio do Salvador o primeiro que na Ierra
ahencoou os meninos, nio rievewe lambem ser a pri-
meiro lei de seu corarlo e o primeiro llvro de sua
inlelligencia ao desabrochar !Como seo lim da
educaco, que he fazer do menino um homem, nao
o fosse icnalmcnlc, providencialmente fallando, de
fazer delles um ehriiiao, pois qui o rhrisliaoitmo .
he manifeslamenle a perfeirao intelleclual e moral,
da humanidade 1 Como se urna primeira coinu-
nhan, hora feita, nao fosse incomparavelmente mai
poderosa que lodos os discursos lodas at phraset
philosophicas para a henean desse doudecimo anuo,
que be o anno grande e solemne das bencSos da in-
fancia chrislaa : faclus amorum duodecim, diz o
Evangelho Como se esla aceito santo nao fosae
lamhem a mais doce e a mai forte para a perfeir.au
inlelleclual c moral do menino'.Como sedea 11A0 pre-
cedesse a mai feliz e profunda influencia em seu
espirito, em seu curaran, cm sua consciencia, em seu
carcter e nos deslinos de sua vida inteira Como
se, finalmente, a educarn humana nao devesse de
restricta obricaran, ser esencialmente christaa e re-
ligiosa, sob pena, para o genero humano, de nao
allingir o seu lim supremo, de marchar ao acaso, to-,
ra das sendas providenciaos de Dos, o de relrogra-
ilar 18 eculos !
F, eis o odioso sysleraa que sa leve a corigem
de preconisal-oenlre nos como urna obra de genio!
De corlo, nao quero ser injusto paro com este homem;
se sei qual o nial que elle causn a seu paiz e seu
secuto, sei igualmente o que Ihe causaren) sen tacu-
lo e seu paiz ; e isso inspirou-me piedade para com
ello. Todava n.lo posso calar os senlimonlos que
me posuieni', a vila do espantoso romaneo de edu-
cado que elle ousou aprosenlar a Franca. l.i a
bom pouco lempo cse 13o gabado c preconisario
Emilio. E lendo-o, enmprebendi que ese homem
infeliz a ninguem amou sobre a trra, a nao ser a si
mesrao, eque sobre ludo os meninus, seus ou
alheios, nao Ihe inspiraran) se quer um moment-
neo impulso de ternura. Conhece-se perfeitamen-
Ic que elle nilo posaoia corarao nu entranhas, a nao "
ser as que o desapiedado orgulho concede a om 8Q-
phista, para decidi-lo, mo grado gritos o os votos
da natureza, a abandonar son pai, e atirar com seus
filhos nos Enfant* Troucs !
Nao creio, para fallar com franqueza, ler.encon-
trado cm minha vida um livro mais miseravel, nma
razao mais fraca e mais v,1ala nleittacan de sua tor-
ca, nm brilho mai engaador, luzes mais falsas, ra-
ciocinios mais pobres com imagens mai vehementes,
um eslyllo mais inflaramado, e principios errneos
mais temiveis para,as iiuaginaccs tocis de fascinar
para os roneo- e mulhcres, e umi irapedade, filial-
mente, mais groseira, urna corrupcao mais hypo-
crila.
Nesle livro Rousseau, mislra-se aquem de si mes*
mo aquom do ludo. Nao dirci aquem de Bossuet ou
Fenelnn, nao 1 e nada me poderia decidir fazer a
eslas erando e santas personageiis um injuria 13o
gra-iuila e Uo cruel. Que poder lias er de comraum
entre elles e elle 1 Ja se ha por vozes dito, he ver-
dade ;em tocto de educaco Rosseau nao foi mais
que a odiosa o ridicula caricatura de Fenelon ;
quanlo a Bossuel, elle nem ousou pronunoiar-lhe o
nome.
Como sabedoria e rer.lado moral, Rosseau, oeste
livro, poz-se aquem dos pruprios pagaos. O paga-
nismo leria stigmalisado suas indigencias lliconcis
e banido seu autor.
Esle livro retrograda mi s alem de dezoilo se-
co lo-, como al alem da humanidide ; porque sem-
pre em lodo as niices e era lodos os lempos a edu-
cq5o he a virtude c ela a religiao.
Se insisto sobre toes coosas, berreara, por seren .
ellas da mais transcendente importancia ; e por ser
a influencia desle homem maltozejo. boje, como ou-
Ir'ora. mui grande ntre nos ; e posto que a educa-
Cao da mocidade muilas vezes se faz, com a leilora
de Vollairc, todava ha sempre ura certo pudor que
nao permitte citar seu nome e autoridade era mate-
ria da educaco ; seria romper lodos os limites da
irrisio o da impudencia ; mas ousa-se muitas ve-
zes tr.i/.er appello em toes materiasonome e autori-
dade de Rosseau.
Pois bom, em conclusao ; a meus olhos, direi
sem receto, em materia de educaco seo nome he
ura appello infame, sua autoridade urna espantosa
decep^to. O homem qud repelbo para longe de si
seus pruprios lilhas, e que ero jamis declarou-lhe
seu nomo 011 o ato sua mai ; que decidi philoso-
phicaraenlc, a lanos pais e mais, em urna soiieda-
de chrislaa, a quo nao baptisassem seos filhos ou li-
lhas, e a nao faze-los pronunciar o nomo de Dos
ou da alma, senao depois de baverem completado
seu vigeiino anuoesse humera nao poda deixar
de sor inimigo de Dos e dos homens em col-
lisao en preforcria quasi Voltsire ; sua immora-
lidade foi i.io despfesivel, porem menos odiosa tai-
vez... Niio me posso decidir.
Felizmente porem. e gracJis immorlaes sejam da-
das a Providencia divina ; a despeito desses vis e
odiosos corruptores da mocidade a despeilo da de-
prasneo publica, que en (re nos ainda he froctode
seus esforcos, a educac.lo moral c religiosa con-
servar sempre e s ella o grande nome de educa-
cao. ser lido, como dogma, qoe a educativo da
mocidade, he principalmente a religiao e a virtude !
O mesrao paganismo se servia de nma tal lingua-
uem. e nao lardara em cilar graves e helios leslr-
munhos, para vcrgoulia eterna dos que a impo lado
fez enlre usapparerer. Mas qne temos nos conse-
guido, na pralica, sobre um lito importante assump-
lo '.' Tempo he ja de o perguiitar. Qne lugar a
religiao oceupa na educaran da,mocidade franceza?
Ai ouco de lodas as 'partesomper sentidas, e
amarcosas queixas ,
Mou papel aqui, acredilem-rae todos, nao em-
prchender urna penosa controversia,o tempo das
discusses e das censuras ja felizmente vai bora lon-
go; senb 1 implcsinente no intere-se gcral, tpresen-
tar factos; a autoridades que me pregarei serio
ao menos itrecusavei.
Tres modos ha entre mis de conceller e formar a
educaco da mocidade Ha t especuladlo, a admi-
nistraran e o apostolado.
.V a Imini-lraciio, que quer 0 procura afortuna.
A administracMi que quer e forma a ordem dis-
ciplinar e 111nlc1i.il.
. O apostolado, que procura e quer as almas, se-
gundo a palavra profunda da dos livro santosDa
mi'Ai animas, certera lotti tibi.
O apostolado soatentar ou ecdesiatlicoda a
religiao o lugarqucjustamente Ihe compete na edu-
caco ;sn elle to que a religiao animo com seu in-
lluso o' in-pijaca 1 a educaran iuleira.
l.laanlo a esprnilorcs. eis n que sobre ella dizia
uro rclalorio oflirialdo ministro de inslruccao pu-
blica dirigido ao rei om 1K8/>arii un* os estados
nao sao mai* que urna prafissilo; o.de*ejo de se en-
riquecerem tota o ensino a urna fra rolina.
Quanlo a odminislrarao :na Franca ; dizia ex-
pressamcnle Mr. Saint-.Marc-tiirardiii, a sciencia 1I.1
educaco he um ohjeclo de iuluiini-lrariio....Nos nao
educamos.
Quanlo ao apostolado onde esl esle, aonde exis-
to '.'...e quem he que nao come vendo too separados
da religiilo a inslruccao a disciplina, e que a
iiiiior parle dos mocos chegam ao termo de sua edu-
caco sera neuliiiina f religiosa positiva ? O pnro e
simples desmo Ihc i falla, lauto quanlo ornis fer-
voroso calholicismo.
o A educaco religiosa, exrlamava na tribuna
franroza Mr. de (iasparin, nao existe de torran 11c-
iihuma nnscollegios.O uiaco que venia Paris para
rtar-se a esludo serio, he terrosamente adrado para
o sceplicismo.
De onde naacem essas penosas coussoes e eslra-
nbos gemido ".' Vejo todava que era todas as cran-
de casas de educaco existen] capellaes; encon-
lra m-se at profnssorcs pe.-soalmente religiosos, e
esc, lenlos chnslAos.
lie verdade: mas do que serve ludo uto, se a
religiao esl como que oflicialmenlo Inunda da edu-
caco ; so urna nulo invisivcl e total a repelle pira
longe, para bem longe das vistas da mocidade ; se
romo o proclamava Mr. de Gasparinhe ella doler-
rada para sua hora, as mais da vetes como a ultima
da lies; se o evangelho oceupa nnj.lugar de lal
sorle iufiran, quede mudo neiiluim podo .con ti a ba-
tanear a influencia des>a doutriiiasdelcslaveist bera
adaptadas s nossas tendencias ualurars 1
A' atlas palavras ajuulavt Mr. de Gasparin oslas
v
V
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CURIO OE PERffiMBUCO, SEGUNDA FEIRA 18 DE OEZIuBO 02 1854.'
oulra, lo grave e ISo terriveis, que jamis pode
le-las, sem que de mi ni se apoderasse singular emo-
r;5o : Recordo-mo ain era ao sahir dessa edueacao nacional, recordo-me do
que eram lodosos cantaradas com quem Iravara re-
lacesnln tinhamos se quer os mais fracos rudi-
mental da f e da vida evanglica !
Cilo. bem se v, autoridades que nilo sao suspci-
(as ; cilarei. sob tal Ululo, Mr. Ohambnlle que na
sessSo de 15 dejunhode 182:1 asaim se expressava :
Existem verdades ni ornes que neccs Ihar us collegiosQuem o cncarregado riisso? Ve-
jo certamenle o testo da Ici, mas um texto estril.
Conhereis os discpulos de noasos Collegios. havcis-
los interrogado,eu lambem o ei feloPois bem !
quondo se Ibes faz ver a* quetloes, apenas sabem
elle o que te Ihes quer dizer l E quando a inim
mcsmn percuntn quem be o enrarregado ilesle en-
sillo moral e religioso nos collegios, mo possu ileixar
de me inquietar, porque a ninguem vejo, a nao ser o
rapellio que ahi de vez em quanda apoarece.Mr.
Chambolle deveria juntar: e a quem se nao pr-
niilte fater mais do que issn
e Deixemos-nos de engaos, dixia Mr. de Kalry,
11. lie a presenca as escolas, em dia marcado, de
um eclesistico, por mais respeilavel que seja, que
inculir nos meninos um espirito religioso de algu-
ma duraran. Ete espirito sseariquire por nm en-
sino continuado, onde a lei divina se che, porassim
dizer, como quo infusa. Os esludos, puramente lu-
teranos que rossem.se ressenliriain de um tal molho-
db ; o que seria se o dogma viesse em nlguma occa-
siau a ser para ellos um objecto de duvida t Para a
inucidade, em materias de reliciao, s.n de misler
verdades incontestaveis, para ella toda fe conlro-
versa, nao he mais do que uina fe murta, o
Eis, em verdad*, justa e eloquenlemente deplora-
do e mal 1 E quem eom effeilo na>> lem sentido '!
Evidentemente n.lo basta que a rcligiao seja afllxa-
da na porta ou no frontispicio de um collegio. nao
basta que ella tenha urna parle qualquer na educa-
rlo, e ahi algumas vezes apparera...; ludo isso nada
importa, se ella nao penetrar, ido inspirar e susten-
tar ,i tildo com a sua influencia divina, so nao for,
por assira dizer, a alma da edueacao inleira !
He manifest, que para que a relighVi seja pode-
rosa e efficaz, mister be que tenha urna ncrao forte c
continuada ; mister he que preste sua linguagem e o
segredo de seus reme Jios a instruccSo e a disciplina
mister he que acompanhc o inspire por toda a parte
estas duas senhoras, quasi exclusivas da vida dos me-
ninos ; a nao ser assim as raras solemnidades onde
se Mies pcrinille fater ouvir sua vo?. de nada valcnf
ao feliz resultado de sua aceito. Que podem eisas
frias e penoas entrevistas ?respondam-me de hoa
f, que aerlo podo ter a religiao, as mais das ve-
zcs alTastada das vistas, dos eslodos, dos resultados,
dos folsuedos, dasrefeicres do somoq, das conver-
sacnes, dos prneres e desgostos, de lodos os inleres-
ses, emlim daquclles ;i quem ella chama, em vo,
eus filhoscoodemnada indilTerenca npparente
para tildo quanto rtecupa sua vida, c diz repeito a
seu espirito e a eu corarlo; e apparecendo, de lem-
pos em lempos, nos limites lo territorio, como una
triste desterrada, para fallar-Ibes urna linguagem es-
tranha edesronhecida '.' (Juem nao sabe, quem niio
lem visto, que a capella de um collegio he como o
municipio neutro, onde algumas vezes se enconlram
a disciplina, a instrnecao, e a religiaoo provisor, o
censor, e o capelln, sob a tntclla c protervo dos
profesores '.' Ai bem se pode dizera rcligiao he
aemelhanle a orna lacrimosa e infeliz mai a quem
um pai tristemente desconfiarlo e sombro nao Ihe
consento livremente ver sens filhos; ella os allraho
para son safo, no segredo do lar domestico, e ahi
prodlgaliza-lbes com inquietaran,eem liaras rpidas e
contadas suas lines e seos conselhna, proriigaliza-
Ihos, a pressa, os thesouros os mais caros de sua a-
bedoria e de seu coracilo Mas debalde e*les po-
bres meninos nem mesmo sabem rerouhece-la, e
jovenshao apprendidn com as pessoas de casa a es-
carnecer de sens cabellos hrancos ; os mclhnres nao
comprehendem seusaccentos, e ojo consideram-na
senSo como um pobre e desgranada estrangeira !
Digno sem amargura, porm nao lem tristeza'e
vordurie :entre todas as fnnecoes mais ou menos
laboriosas do sacerdocio evanglico ; nenhuma co-
ntieno mais penosa edolorosa ao corsead que o mi-
nisterio de nossos pobres capelinas na maior parle
dos collegios.
Todo o mundo teme por laes causas, temos visto;
mas lodos se admirame sem razaoE para que ad-
mirar-se 1 Tudo isso he bem simples, he a conse-
quencia natural doquesetem prcutendido'.' Todos
sabem, nao he cou Hao prentendido secularisar a edueacao da mu-
eblad e
O scalo, o estado secular, como ainda se diz
fez-se o des'rihuidor da inslruccto c o regulador da
disciplina nos collegios. Dcpois ellos unio-scde
urna mancira accessoria, um representante da mo-
ral da religiao, a que se deu o nomo do capelln,
a quem afTeclou-se um certo tralamenlo, um cerlo
dnmierlio, um certo ensiuo. Este tem sen dia, sua
hora e sua clase, a mancira do professor de danca
de esgrima e de inglez.
IVahi parlem pois as consecuencias de que hoje
Indos gemem
O teculo, em vez do evangclho, he quem dirige a
educaraoOueiamn-nosfMas he sem Justina. O
secuto, neste genero, nao podia dar mais do que
aquillo que possucUrna disciplina material e urna
sera mirrada iostriireao. Elle naturalmente, se di-
rige a parte inferior do hoinem, porque nao pode at-
lingir a outrn, e nem o pretende, o nem blasona fa-
ze-lo. Devc so Ihe fazer Justina ; nesta parlo seu
programma he todo verdadeiro.
.S'ecxfarisnndn a educarlo, se a lem supprimido.
E assim al u nomo de eduracao he tirado da lingua-
gaem offlcial ; ninguem delle se serve, e quandoe
trata de algum ponto tendelo a ella, servem-se da
palavra inttmcrSo, ou ensinn, quando muito. Ne-
nhum ministro, nem rhesmo o Sr. l'alloxo, ousou al
hojechamar-se ministro da edueacao publica. O
no me nSo he actnalraenlo mais possivel, que o ob-
jecto a que'elle tem relaeao.
Debalde um honrado legislador propoz a instilui-
eito collegios de Estado de pro/es&res de moralA
atsembla legislativa, a quem esta proposiejlo foi fei-
ta, accolhen-a eom hilandadeQue quera isso di-
tet Deque se ririam? Da moral dos professo-
res"Nao, de certo,da proposieilA verdadeira
moral, os verdadeiros professores de moral nao so
objectos.qne lano exciiem o risoA proposite he
que era ridiculaPoderiam mesmo aeha-lopeior que
isso; porm feita innocenlement-, acharam-na ape-
nas divertida;e a hilaridade di assembla hastou
para lembrar que homeus serios e de boa f nao ad-
mitlein moral sem dogmas, o que equivaleria a Jus-
tina sem tribunaes.
13 nem pode igualmente haver dogmas sem reli-
gio, porque seria urna philosopliia sem alma.
Nem rcligiao sem sacerdocio,que vinha a ser
um rollo nos ares,
E apetar da profunda sahedora desa hilari-
dadeaqueslo nao pode progredir,rslacou.
Hoje ainda discutem, mas ninguem chega a um
aecordo defiufivo.Todos sao unnimes em dizer
Mister he urna educarlo religiosa e moral,
Mas na cxccucao lodos disconlam.
(Traduzido da obra de Mr. Dupanloup.)
INoticiador Calholicn da Bahia.)
terceira sorlo regular a 2&00, de
qnarta, quinta e sexta de _'-l(Ki a
>JO'l; o maseavailo escolhido de
18510 a 1JJ700 c regular de 19350
a 19O0 por arroba : estes preros
ainda sao superiores aos da Euro-
pa, e tem-se sustentado pela con-
currencia de compradores nacio-
naes e de varios porlos da Ame-
rica.
Couros Vcnderam-se de 155 a IfiO rs. por
libra dos seceos salgados.
Bacalho----------Tivemos um carregamonlo, de
Terra Nova corq .GfiO barricas
que Ini vendido 1)9 para a Ier-
ra. O consumo tem sido grande
pela falta de earop serca, e lioj
iieam em deposito 3,ti00 barricas.
Ketalhou-sc a 155 por barrica.
Carne-secca- t) carregamento do patacho As-
trea, chejiado hnnlcm ainda nao
abri prero, porm supnmos nao o
far por menos ile|55200 a 55100.
CarvAo de podra- Cliegou um carrcuamento, que
nao consta fosse vendido.
1 ai i ti h .i de trigo- Tociram no porto dous carrega-
mentos que seauiram para o sul.
Entraram J.OIIK saceos de Val-
paraizo por Macei. onde naufra-
gou o vaso que os cmiduzia. Ven-
deu-se a :M>3 por barrica da de
SSSK, a -275 da de Kiehmond, de
213500a toda de Philadelphia, a
283 a ("irnoveza, e a 239 di fran-
ceza, porlugueza c Valparaizo.
lia no mercado 5,200 barricas e
NOU sacco.
Garrafas pretas Vendcram-se a frWlOO a croza.
I.oura inglcza- dem a 272 rs. por cento de premio
sobre a factura.
Manleiga dem de (00 a C20 rs. por libra da
Indeza.
Vinagre------------- dem de 1055 a 1153 por pipa do
de Lisboa.
Vinbos-------------Continiiam firmes os presos, o foi
vendido una partida de pipas ra-
talansde qualidadeinferior a lti03
pouco mais ou menos.
Deconto Conlinuarain de 8 a 10 por cento
ao auno.
l'rcles EffcclUDU-sc o frelamento de um
carrcgimenlo para l.iverpul a 32
6 pelo assucar c 91(> pelo al-
godo e oalro para o Canal a 70
pelo assucar.
Nosso porto esta bem prvido de navios, ficando
bojo fundeados 81: sendo, 5 americanos. 1 austraco.
29 brasileiros. 2 dinamarqucze=. 8 franeezes, 2 ham-
biiraoc/.es, 3 hnspanhoes, 19 iuglezcs, 1 norueguen-
se, H portugoezes, 1 prussiano c 2 sardos.
?ao do Eira. Sr. presdeil|0 da provincia, lem de com-
prar os objeclos sccuinies
Para provimenlo d0, armazens do arsenal de guerra.
Papel de pan, resmas S.
Ofcinasde 1. e 2. elasse.
Taboas de a,sna||10 do pin|in uuzias 30 0|co ,|e
hnhaca, arrobas G.
Dhafa,
Para fornecimento do 1UZM m eslaccs militares.
Azeite de carrapato, caadas 506 dito de oleo, di-
?.'tV.?i'riOSVluzias,i; vellasde carnauba, li-
bras 142 ; he. de algodao, ditas 10.
A
feli
Botica ,lo hospital regimental.
ime.x'S passadas, libras 8 ; anivelo, ditas 8 ; MM-
ila, dita o ; assucar reliiiado tranco, arrobas 8 ;
alcoo a 3b, aadas 12 ; antimonio (metal), libra (.' ;
actalo de chumh,., linrMg acido .{ic ., 40# ,,.
tas 4 ; dHoMlpharteo, ( *, dito chloridico, ditas
* (lll ?*255 d"" ? dito ctrico, ditas* ; banha
de porco, arroba, 2 ; bicarbonato de soda, libras | ;
dio de polassa. ditas 8 ; evanurelo de polassio fbran-
w). dita I ; cicuta, ditas2 ; raiz de chicorca, ditas
32 ; cobre metal,, ditas o 0.1SCJS (ie wcn|e lM, ,
earbonato de polassa, ditas 8 ; cascas de barba-limao,
ditas i ; .cuto chlorurclo de mercurio, dita meia ;
extracto do salsa parrlha, ditas 2 ; diln de guayaco,
ditas 2 ; eiuofre, dita. 8; estanh (metal), dita l": fu-
maria ditas 8 11 ferioha do trigo ditas 8 ; flor ,lc cn-
xofre. ditas 4 dita, de malva, ditas i ; dilas de vio-
las, ditas i ; ditas do papoulas, ditas 2 ; ditas de sa-
bi.gue.ro. ditas 16 ; figos paandoa, dilas 8 ; gramma.
d.las 32 ; eneibre branco em p, ditos I ; hydra-
e.iol de 2(1 a 21, caadas 12 ; iodnrelo de polassio,
libras 4; incens escolhido, ditas8 ; lobilia nflala,
dilas 2 ; licopodio, oneas ; mana, arrobas 2 ; mar
lira qucimado, libras 4; mugo de Crcega, dita ;4 ;
mel de abellias, libras 32 ; nitrato de polassa. libras
leo de palma, cayadas 3 ; dito de parido, libra
dito de mcela, lihra 1 ; dito de cicuta libra 1 ;
dito de oliveira, caadas :|; ,|tn de bagas de zimbro,
onca 1 ; pastilhas de vichy, caxas 20 ; ditas de na-
fo, canasi 50; ditas de ortelaa pnnenta, libra 1 ;
pasas, libras 8 ; polassa caustica (era vidro com ro-
tha), onja I ; robantesyphililcio.garrafas 25 ; tan-
tonina, onca I ; sulphato de alumina e polassa, li-
bras 8 ; scmenles de Alexaiulria, libras 2 ; sulphato
de cobre, dilas 4 ; tartralo de (lolassa c soda...lilas
8 ; valerauato dequinino, oitavas 4 ; dito de lineo,
'ditas 4; dito de alrolina, .lila I ; vinbu branco, ca-
ada 1 ; dito lulo do Porto, libras 8 ; xarope de
Dall, vidroa 50 ; dito de lamouroux, garralinhas 20;
dito de ponas de spargo, garrafas 20 ; tmaras pas-
sadas, libras 4 : zinco (metal .lilas 1.
Para a colonia militar de Pimenlciras.
MOVIIWENTO DO PORTO.
Nados entrados no dia 16.
Calbo del.ima85 dias, barra inglcza ChttMrc, de
376 toneladas, capitn William llogg, cquipagem
15, carga guano ; ao capillo. Vcio refrescar
segu para Cork.
Rio de Janeiro20 dias brigoe braailelra Liberal,
de 207 toneladas, capitn Joao Mara Barboaa,
equipagem 12, em lastro ; a Manocl Francisco
dos Sanios. Vein receber pratico e segoc para o
Assu'.
Baha9 dias, brigue escuna de guerra inglez Spy,
commanilaule R. F. Boyle.
Navios sabidos no mesmo dia.
Aracatylliale brasileiro lixalneiio, uieslrc Eslaco
Mendes da Silva, carga fazendas e mais gneros.
BarcellonaSumaca bcspaiihola Malhilde, capilao
Jos'Sala, rarga algodao.
Parabihalliale brasileiro Araqao, mrslre Bcrnar-
dilio Jos Bandeira, cania varios gneros.
N'ew-OrleansBarca americana /lome, com a mes-
ma carga que Irouxe. Suspenden do lameirao.
ParahibiBrig-.io hespanhot Paco, capilao Pedro
Orla Millel, rarga a mearai que trouxe. Passa-
eeiro, Eugenio Marques dcAinurm e 1,'criado.
Porlos do SulVavor do guerra paraguayense Ta-
ennri. commandanle I), (i. !". Morice.
EDITAES.
', O 1IIni. Sr. inspector da thesouraria provinci-
al, em cumplimento aa ordem do E*m. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, quo no
dia 21 do correte pcraule a junta da fazenda da
mesina Ihesouraria se ha de arrematar ,i quem por
menos lizer, os reparos urgentes das ponlcs de San-
to Amaro, Tacaruna, Arrombados e Varadouro,
av.iliados em 8815100 rs.
A arremalacao sera feita na forma da lei provin-
cial ii. 'U:t 'le 14 i!e m,iiit do crrente, e sob as con-
dieoes es|ieciaes nhaixo copiadas.
As pessoes que se ptupozercui a esta arremalacao
comparceam na sala .las scssos da mesma junta
pelo meiu dia, coinpelentemenle habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesuuraria provincial de Pernam-
buco II de dezembro de 1854.--0 secretario.
Antonio h'erreira d'Annunciaco.
Clausulas esp/ciaes para a arremalaciio.
\/> As-ohras dos reparos das ponlcs de Santo Ama-
ro, da Tacaruna, dos Arromliadus e do Varadouro
scrao feitas de confor.nhla.le com o orramento re-
mellido ao Exm. presidente da provincia na impor-
tancia de 8843100.
2." O arrematante principiar as ditas obras no
prazo de 30 dias, e lindar no de 4 mezes contados,
como determina o art. 31 da le provincial ti. 286.
3.a O pagamento ser fcitocm una s proalarao.
quando o arrematante livor concluido todas as obras
o la v radon respectivo termo de entrega.
4.* Para ludo mais que nao esliv-r especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que deter-
mina a mencionada lei provincial.Coiil'.rnie.O
secretario, Antonio h'erreira d'Annunclarao.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 16 DE DEZEMBRO AS3
U O RAS DA TARDE.
Cotarocs olliciaes.
Cambio obre Londresa 60 d|v. 27 3|4. d.
Assacar branco somenoa 13950 por arroba.
Dito dilo l.asorlea 23100 por arroba.
Dito maseavado regular1J300 c IjlOO por arroba.
Cambio sotre o Rio de Janeiro2 \ de rebate.
Dito sobre Pars340 por franco.
Couros seceos salgados do Aracalya 160 rs. por li-
bra.
Assucar maseavado escolhido13650 por arroba.
AI.FANOEl.A.
Rendiraentododia'lal.....137:8625004
dem do dia 16........8:2573572
Companhia de Liverpool.
Espora-so de
Liverpool, no
dia 19, o vapor
de rodas Pam-
pero, comman-
danle G. Sla-
rain. o qual
tem de entraj
piraomosquei-
ro a receber
carv.To ; os passagcirosqnc quzerem ir para o sul,
nao podem adiar melhor commoilidade. a sua demora
he .lmenle emquanto recebe o carvao : agencia na
ra da Cadeia Velha n. 52.
'*8
LEILO'ES.
DECLARACOES.
116:1193576
tJescarregam hoje 18 de dezembro.
Brigue ii'8l,,zEtther Annbacalho.
Escuna haniburgueuMinervamercadoria*.
Brigue hauburguczAdlercemento.
Polaca tardaItaphaelinomercaduras.
Brigue inglezHnlhusiaslplvora.
CONSULADO liEKAL.
Reudimento do da 1 a 15.....21:5575610
dem de dia 16........2:035j523
23:59:13163
DIVERSAS PROVINCIAS.
Kcnilimenlndodial.il.'>.....
dem do dia 16 .... ,
2:4953626
4613981
2:957-5607
Exportacao .
Lisboa, brigue portuguez ..Oreanc. conduzio o
Wgaifrtfl : 1.565 saceos e 30 barricas com 8.113
arrobas e 17 libras de assucar, 116 barris mel, 56
saccas algodao.
Rio de Janeiro, brigue nacional "talo. de 213
toneladas, ronduzin o segointe : 2,850 saceos com
11,250 arrobas do assucar.
UKI.liHEIlOKlA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMUCCO.
Kendjmenlo do dia t a 15
dem do dia 16.
10:3513782
1:36930(10
I! 720782
CONSULADO PROVINCIAL.
Renlimenlodn.lia 1|al5.....27:1073879
dem do da 16........5:l20s.>00
32:5283379
PRACA 1)0 RECIFE 16 DE DE/.EMBKO, AS 3
HORAS DA TARDE.
levista semanal.
Cambios- Os saques foram pequeos, a 27
3| d. por 13 obre Londres, 345
rs. por ir. sobre Paris e 2 por cen-
to de rebato sobre o Rio.
Algodao----------Entraram 979 sarca, e os preces
susteiilaranvse de 53100 a 53800
-- por anoba da primeira sorle.
Assucar- As entradas foram boas, c as ven-
das varlaram mulo.vendendo-se o
branco fino de segunda e terceira
serle de 28700 a 5800 por arroba,
O conselho dea Imin.straeao naval contratapara
os navios armados, barca de escavano, enfermara
de marinlia.e 'manijado arsenal, o fornecimento dos
seguidles gneros : agurdenle branca de 20 graos,
azeite doce de Lisboa, dilo de carrapalo, assucar
branco, arroz branco do Maranlia. bolacha, baca-
lho, caf mi grao, carne verde, dita aecca, farinha
de mandioca, IVij-'m molatinhn, leiiha lie mangue em
achas.pan, loucinhode Santos ou de Lisboa, vinagre
de dita, velas slearinas e detaruaha, assucar refi-
nado, cha liysnti, e manleiga iugleza ; pelo que sao,
convidados os que inlere-s irem em dito fornecimen-
to comparecerem s 12 horas do .lia 20 do corre-
le, na sala das sesses, eom as amostras e propostas,
declarando os ltimos prcctis e os fiadores, nao sen-
do aceitas as que nao coutiverem essas declaraees
Sala das sesses do conselho de adminislrarao na-
val em Pernambuco, 16 de dezembro de 1KVi.O
secretario, Chrislotao Santiago deOliveira.
No dia 20 do crrenle, depois da audiencia
do Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, as II horas
da manhaa. se hao de arrematar os bens seguinles,
peiihora.lns por execucoes da fazenda provin-
cial.
L'macasa terrea na ra Direila dos Afogados n.
3 de Jos Martina de Mello, com 23 palmos de frente
e 90 de fundo, coztnha lora, quintal minado e ca-
cimba propria, avaliada por 8003000.
Urna dita de taipa, na Iravessa da ra Real n. 5
B, de Antonio JoseTeixeira Lima, com quintal cer-
cado, avaliada em iOJOOO.
Um pequeo siliu, na estrada da Torre, de Mar-
colino e Joao Fumino da Cosa Barradas, com al-
gn* arvoredos,cercado, com urna pnrleira na fronte
com cacimba, tanque e una casa terrea de pedra e
cal.com 10palmos de frente c80 de fundo e mais
urna pequea casa fora e um quarto, que serve de
estribara, avaliada em 2:0003000.
Urna casa terrea, na ra de Joao Fernandos Viera
n. 46, de Candido d'Albuqiierque Maranha, com
22 palmos de frente e 58 de fundo, quintal em
aberlo do lado do sal e o mais murado, a qual se
acba ehi armazem, o lem o solo foreiro, avaliada
em 3503000.
Urna dita, na ra Real n. 35, de Francisco Jos
Viera Machado, com 21 palmos de frente c 10 de
fundo, coziuha fura, quintal em aberto com
alguns arvoredos. cacimba c lauque, avaliada
em 5003000.
Um dita na ra do Pilar n. 2i>, de Isabel Fran-
cisca, por Francisco Jos Simes, com 28 palmos
de frente e70 de fundo, coziuha fura, pequeo quin-
tal mnalo e com purtao para a ra do Brum, ava-
liada em 8OO3OOO.
Um sobrado de um andar e sollo, na ra de
Apollo n. 17, de Joaquim Maneada Silva, com 18
palmus de frente e 80 de fundo, coziuha dentro e
pequeo quintal murado, avaliada em 1:5003000.
Urna casa terrea, ni ra do Tambi ... 24, de
.Manuel Ceelhn Cintra par Antonio da Cruz, com
17 palmos de frente e 60 do fundo, coziuha fura,
quintal murado e cacimba propria, avahada
em 9003000.
Urna dita pequea, no largo da matriz dos Afo-
gados n. 1, da viuva dejlo Car.lozo Ayres, com
coziuha fora, quintal murado e cacimba meicira,
avaliada em 3503000.
Vinte onx.las novas de ferro, de Joao Fernaudes
Prenle Vianna, avahadas cm 115200.
A renda animal do sobrado de 2 andares c loja,
no Aterro da Bea Vista, D, .'18. dos berdeirns de An-
tonio Marlins Riheiro, avaliada em 7505000. ,
A renda annual da rasa terrea, na roa de Hur-
tas n. 56, de Manoel Pcrcira de Moracs, avahada
em 1203000.
A renda animal da casa lerrea 110 breco do To-
colonib da freguezia do Recife 11. 2, avaliada
em 723000.
A renda animal da rasa terrea na ra da (loria
n. 27, dos herdeiros do padre (ioncilo Jos de Oli-
vora, avaliada em 1203000.
A renda annual da casa terrea na ra Direila dos
Afogados n. 81, dus h,-rderos de Jos Xavier de
Oliveira, avaliada em 48)000.
A renda animal da rasa terrea, na ra da Conrei-
Cao da Boa Vista n. 45, de Jos de Freitns Barbosa,
avaliada em 1203000.
A renda annual da casa terrea meia agua na ra
da Senzala Nova n. 3, de Joaquina Mara da Con-
cedi, avaliada em 483000.
Recife II do dezembro de 1851.O solicitador da
fazenda provincial, Jos Mariano de A'.buqiierque.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O coDselbo administrativo era virtude da aulorisa-
Aguardenle de 22 graos, 2 garrafas ; dita rosada,
1 dita ; dita de Sedlilz, 2 ditas ; dita de Colunio
(essencia), 2 vidros ; accetalo de morphna, 2 oneas;
acido nitrco alcoolisado, 2 ditas ; dito sulfrico, 2
ditas ; dilo arcenioso, ;s' dilo ; alccrim ;i libra ;
alfazema, 2 ditas ; alknli voltil fluido, 2 0OCBJ ;
alvaiade, I libra; assafrao, 1 onca ; assucar candi,
2 libras ; mbar, 1 onca ; anieudoas doces, \ libra;
aveia, 2 dilas ; azouguc, 4 oncas ; banha de porco,
4 libras; beijoim, 2 oncas ; balsamo de arecu, 1 li-
bra ; horraehiiihas com pipos, nilo ; borrachas
grandes, i dilas ; calomelanos impalpaves, 2 pil-
cas ; ranaflstala, 1 libra; canthapdas '.; dita ; ca|>-
sulas de cupaiba, 2caixas; cevada, 8 libras; ceva-
dinba, 4 dilas; choculalelle I.ccbim, 12 paos ; con-
serva de rosas, I lihra ; creo/ole bcltard, 4 vidros ;
cryslal mineral, 1 libra ; evanure, 1 onca ; cyanuT
relo de polassa, 1 .lila ; cfralo de magnesia. U li-
bra ; emplastro confortativo. 1 dita ; encerau Le
Perdriel,6 rolos ; enxofrc sublimado, !i libra; es-
sencia de cravo, 1 onca ; dita de rosas, 1 dita; di-
la de bergamota, 2 dilas ; dita de lerebeiitina, '
lihra ; estoraque, I onca ; extracto de estramonio, 2
ditas ; flores do borragem, I libra; ditas de enxofrc,
2 oncas ; .lilas de rosas, 1 libra ; dilas bquicas, 2
.lilas ; dilas de belladona. < dita ; dilas de papoi-
las dita ; galha, }i dila ; gomma arbica, 2 di-
tas ; dita gula, 4 oncas ; dila Uiun, 1 ditas; dila lar,
ca, 4 .lilas; hyssopo, !,' libra; kermis mineral, 1
onca ; libara aguda, I lihra ; Le Roy purgante, 8
ganaras ; dilo vomitivo, 4 dilas ; lindan sement e
i dilas ; muralo de amoniaco, 2 oncas ; niel rosa-
do. 1 garrafa ; man, 16 libras ; ..feo essencial de
sabina, 2 oncas ; dito ricino, 8 garrafas ; oxemel
scilitico, 1 ancas ; dilo simples; 4 dilas ; podra li-
pse, 2 .'las ; polpa de tamarindos, 1 libra ; poma-
da oxigenada, I dita ; dila de pepino, 1 dita; dila
de salurno, 1 dila ; poz aromtico l|2 dila ; poz de
joantt, 4 oncas ; raz de alUa, liliras ; raspas de
viado,2ditas; rezina ceme. 1|2.lila; etber acti-
co, 2 oncas; dito sulfrico, 1 ditas ; roh anlc sv-
phililico lafrcleur, 2 garrafas ; salsa dn Bristol,'2
dilas ; sabio branco, 1 libra ; dilo deveneza, 2 .li-
las ; espirito de vinho rectificarlo,I garrafi ; cerveja
preta. ditas ; espirito de alecrn), 1 onca ; espiri-
to voltil de sal amoniaco dulcificado, 4 oncas; cil-
la cm p, 1 dita ; scnlcio de esporoes, 1|2 dila ;
sanguesugas de Ilamburgo, 20 ; espirito de orte-
laa pimenla, 1|2 lihra ; tapioca, 1 dilas ; tuthia,2 011-
cns lurbelle mineral 2 ditas ; tintura de beijoim
composla, 4 ditas ; dila de ferro murialico ;
2 ditas; verdete, 4 oncas ; vesicatorio 2 li-
bras : xarope do bosque, frascos grandes qualro ;
ditos de acetato de murpliina, garrafas 2 ; ditos de
ponas de espargo, ditas 2 : ditos de ruibarbo, ditas
1 ; ditos decliicoria, dita I ; dito de althea, dilas 2 ;
dilo emtico, ditas ; dito de flor delaranja, dilas 2;
dilo srilitico, dila I ; dilo de ipecacuanha, dita 1 ; la-
minas de pui vaccinieo numero 4; aguador de falla
fornida, do palmo e meiode altura, e palmo de largu-
ra, com furos no bico, para bandos de infusan lias
molestias de pello, numero I caixasde madeirascom
ligas, para a reduceao das fracturas da coxa ou inein-
brus inferiores, ditos 4 ; pratos de falla 12 ; tigcllas
de dita 12 ; machinas de sarjar com duas columnas
de uavalhas, 1 ; cas polegadas de bocea, o urna com 8 dilas, 3 ; bacias
de rame com 12 polegadas de bocea para lavatorio
de chagas 2 ; marmitas de falla 8; cobertores de ba-
la 12 ; funis pequeos de faina de (landres 1 ; mar-
mita de ferro forrada de eslauho para a botica 2 ba-
tanea de latao com conxas razas de 13 polegadas de
espacn 1 ; orinocs branros 6 ; urupemas sendo I
bem lina 4 ; livros para o espediente da botica c en-
fermara 4 ; elementos de pharmacia de pharma-
copia.
Quem quzer vender estes objectos aprsenle as
suas propostas em carias fechadas, na secretaria du
conselho s 10 horas do dia 21 do correute niez.
Secretaria do conselho adminislralivo para forneci-
mento de arsenal de guerra 13 de dezembro de 1854.
Jos de Brilo Inglez, coronel presidente, llcrnar-
do Percira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Por esta subdelegada se declara, qnc se acba
rerolhido cm deposito, para ser entregue a quem pro-
var que Ihe perlence, um burro com cangalha, que
pparcceu sem guia na larde de 1.1 do coi rente, pe-
o paleo da Penha. Subdelegada de S. Jos do Re-
cife 14 de dezembro do 1851. O subdelegado sup-
plenleManocl Ferrara Accioli.
O agente Vctor far leilo no seu armazem,
ra da Cruz n. 25, de explendido si.rliinenln de obras
de marciueiria, novas e usadas, de difierenles qnali-
dades, relogiospara algibeira de ouroe de melal gal-
vausado, dilos do parede e de cima de mesa, cau-
dieiros para ineio de sala, lanternas com pes de
vidro e rasqiiinho, charutos da Babia, superior qua-
lidade, esleirs de palha de carnauba, saccas com
feiilo branco e miilalinho. porrao de chapeos do
Chile, isto he pechincha ; e sera lambem vendido
un cabriolct novo de muilo gosto, rom dous arreios,
um nova e oulro em meio uso, dous chicotes, .lam-
bem um novo c outro em meio uso, e dous pares de
lanternas para o mesmo : quarla-fcira, 20 do corren-
tc, as 10 'j horas da manhaa.
Leilao.
Francisco Severiano Rabello & Filho farno leille
por conla e risco de quem pertenrer, de 20 barris
eom superiores paios e choarieas, em lotes vonla-
de d..s compradores, chegados rccentemcr.te de Lis-
boa : boje scgiinda-feira. 18 do correte, as 10 horas
da manilla, no largo da alfandega.
Rostron Konker & Companhia farno leilao por
intervenrao do agente Oliveira. o por conla e risco
de quem perlencer. em hiles I vontade dos compra-
dores, de cerca de 100 harneas de farinha de trigo
avarada ; a bordo da galera americana Junippr,
capillo Pinkrnev, na sua recente viagem proceden-
te de Ncw-York com deslino a este porto: terca-fei-
ra, 19 do correute. as 11 horas da manhaa em ponto.
110 eu armazem, silo nobceco doGoncalvcs, 110 Re-
cife.
O afjente Borja, nao podrtelo con-
clnir o leilo de snbbado em sen arma-
zem, em conseqnencia da ulinidade de
objectos que tem, por esta razao tem de
acaba-lo quarta-feira 20. do corrente,
dando principio a's 1 ) horas em ponto.
LEI LA'O DE JOIAS.
O agente Borja, nao potlendo acabar o
lei.fio dejoias que teve lugar sexta-t'eira
I"), no sen armazem na rita do Collegio
a. i.1, avisa an respeilavel publico que tem
decontrnua-lo teroi-feira 1!) do corrente,
consistind ainda nos objectos ja' aniinn-
ciados.
AVISOS DIVERSOS.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 AWDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo di consultas homcnpalhicas lodos os d6S ans pobres, desde 9 horas da
manhaa al o meio dia, e cm rasos extraordinario* a qualquer hora do da ou n.le.
Oderece-se igualmente para pralisar qualquer operaran do cirursia, e acudir promplamenle a qual-
quer mulher|que eslea mal de parlo, c cujascircamstancias nao perrnillam pagar ao medico,
KO CONSULTORIO DO DR. P. i. LORO N0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complelo de meddicina homcopathira do Dr. G. II. Jalir, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e arompanhadode
nm diccionario dos termos de medicina, irurgia, anatoma, etc., etc...... 2OJOO0
Esta obra, a mais importante de todas asquetratam dneslud.i epralicada homenpathia, por ser a nica
que conten abase fundamental n'esla doutrinaA l'ATHOilENESIA OU EFFEITOS DOSMEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DESAliDEconhccimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pralica da verdadeira medicina, inleressa a lo.los os mdicos que quizerem
ezperimentar a <>oolrina de llahiiemanii, e por si mesmos se convencerem da ver.lade d'ella: a todos ns
fazen.leirosesenbores de engenho que eslflolonce dos recursos dos medicas: a lodosos capilesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seos tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circunstancias, que mm sempre podem ser prevenidas, silo Abriga-
dos a prestar in conlinenli os primeiros socorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambem ulil s pessoas quo se dedicam ao esludo da bomeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 103000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc.. encardenado. 38000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamenbis no se pode dar um passo seguro na pralica da
bomcopatha, c o pniprielario Ueste estabclcrimcnlo se lisongea de (e-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos sens medicamentos.
Boticas de medicamentos em glbulos, a 10, 125 e 159000 rs.
"'las M ditos a................ 20JO00
Ditas 4K ditos a............. A'ijOOO
Dilas (10 dilos a .... ........ :UI.;>000
Dilas l ditos a "................ tiOsOUO
tubos avulsos.......... ........ 1"MHH)
Fraseos de meia onca de lindura................ 2KKXI
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de .liversos tamaitos,
vidros para medicamentos e aprompU-M qualquer encommenda de mcdcanienloscom toda a brevida-
.c c por precos muito commodos.
Tcndo-se reconhecido que a despeza
de escripia e cobranca do importe dos
annunctos be superior ao valor delles,
prevtne-seaos senhores assignantes deste
"Diario que (piando os mandarem, re-
meltnm igualmente a sua importancia ;
alias no seriio publicados.
FOLIIINHAS ECCLESASTICAS
PARA 185o.
Os senhores que encominctnlaram fo-
lliinlias de igreja para o anuo (|tte vem,
podem mandar busca-las na livraria da
prara da Independencia.
Precisa-se fallar ao Sr. Jacintho Al-
lonso Botelbo. que morn no aterro da
Boa-Vista, e ho.edizem que mora para as
bandas de Iteberibe, c como se nao saiba
o lugai de sua morada jiede-se-lbe annttn-
cie, ou dirija-se a esta tvpograpbia.
Na rita Bella n. 9, alugam-se ate \
escravas, que sejam (ieis para serem em-
pringadas no servico de venderem nesta
cidade di versos objectos, da-se HsOOOrs.,
por naez : quemquizer alujar dirija-se a
dita casa.
l'reci Rosario n. 10.
Manoel Cus.....io Penlo Soarw] D. Aun-
l.u.luvina de I'aiva, e I), llermeueeilda Can-
dida da Fonaaea Soares, nuniameiilo gratos a
lodos ns senhores que lomaram parle cm sens
pesares, pelo fallecinicnln do seu muito presa-
do e sempre sandoso sogrn, irmao e pai. o Sr.
.Manuel Car.lozo da Fooseca,, lliea agradecen!
conlialmenlea hondade que tiveram de arrm-
panhar o enterro ao cemilerio publico ; e prc-
valecendo-se da opporluiiidade, pedem desrul-
pa aquellas .las pessoas de sua amizao> que nao
livcs-cm convite, visto que as alribiilaees de
um momento lio aHiiclivo,talvezasnbri*gas a rommetter algumas dessas involuntarias
faltas.
Desappareceu um pardo por nomo Manoel,
que reprsenla :l~> anuos, ii|n, grosso, cor arahocla-
da. servico decampo, lem um ar sombro, ps iros-
sos, trahalhava no sillo Mougonia, na estrada da
Ibura, tem mais diversas mareas de sarnas as per-
uasebracos; foi escravo de Antonio l.uizdc Piro,
em I'orlo C,alvo : consta lomara a estrada do sul :
quem o pegar e Irouver na ra da l'raia n. i'.i, ou
no silio Mongonaa ser gratificado.
francisco da l.nz, subdito portuguez, retira-sc
para fara da provincia.
A me=a regadora da irmandade de S. Benedic-
to, creca na iarejade N. S. do Rosario do bairre- Hoa-Vista, participa aosSeos amados irmos elev-
los, que nao Ihe sendo po-sivel realisar-se o festejo
de seu padroeiro no dia marcado, 17 do corrente,
lica transferida para a ultima iluminga du mez de
Janeiro prximo vindnuro.
COMPANHIA DKUEKERIBE.
Nao tendo asproposlas ollerceidas a ad-
ministracSo d companbia de Beberibe,
pelo reudimento da taxa dos chaarizes
da cidade, cobetio o reudimento do ulti-
mo auno administrarlo pela mesma com-
panhia, que produ/.io rs. (33:971f759 ;
a administracao convida pela terceira
COlIVKl;
AVISOS MARTIMOS.
AO PABA'.
Vai seguir mui brevemente
a escuna FLOKA, capitao
Jos Severo Rios, s pode re-
ceber carga miada: trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C.,na rua do Trapiche n. l, segundo
andar.
Real companhia de paquetes njle/.es a
vapor.
No dia 21
.leste mez,
espera-se
do sul, o
vapor Se-
rem rom-
inandaute
(jilies o
qual dc-
pois da demora do coslume seguir para a Europa :
para passageiros ele, trala-sc com os agenles Adam-
son Ilowie ci G.
_Para o Rio de Janeiro, sabe no- dia
25 do corrente o b.tijue nacional Sagi-
tario, de primeira elasse : para o resto
da carga e passageiros, trata-se com Ma-
noel Francisco da Silva Carrico, na rua
do Collegio n. 17, segundo andar.
PAUA O RIO DE JANEIRO.
Sabe com muita brevidade, o bem co-
nbecido patacho nacional Valente, ca-
pitao Eranciseo Nicolao de Araujo: pa-
ra o resto da carga c escravos a fete, tra-
ta-se com os consignatarios Novaes & C,
ou com o capitao na orara.
PABA O KIO DE JANEIRO,
o brigna nacional aariannl sabe com lo.la a bre-
vidade ; recebe carga a frete. escravos e passageiros:
quem pretender embarrar, trate com Manad Igna-
cio de Oliveira, na prara do Corp.. Santo n. 6, es-
cnplono, ou romo capilao jse da Cimba Jnior.
T.1'"? '' R'" ,le Jai"-'iro *e2uc viagem com bre-
vidade o briiie nacional Aero para caria e e sera
AO PUBLICO.
No dia 18 do crtente, depois da au-
diencia do lllm. Sr. Dr. juiz dedireitodo
civel, tera' lugar a arremataciio d. loja de
ferragens, e de todos os predios ja' an-
nunciados, dejse Dias da Silva, por exe-
CueSode Jonquim da Silva Mourao: bea
ultima prara.
O cautelista Salustiano de Aqttino
ferreira, avisa a os possuidores dos bi I he-
tes inteiros n. 5815, da terceira e ultima
parle da sexta lotera a favor das obras
de N. S. do Livramento, em que sabio a
sorte de 5:000$000 rs., c do meio bilhe-
ten. 18 da dita lotera em que sabio o
premio de 2:000,'00 rs., e o bilhete in-
teiro n. 1170 em dous muios, em que sa-
bio o premio de 1:000jOOO rs.. podem ir
receber na rua do Collejio n. 15, no dia
1), das 9 horas Ha manhaa as 5 da tarde.
Pernambuco 18 de dezembro de 185 i-.
Saltisliano de Aquiio Ferretra.
Hoje, segunda-letra 18 do crtente,
espera-se do Rio de Janeiro o vapor
Guanabara, conductor das listas da lo-
tera 48- do Monte-Po geral, ainda resta
um pequeo numero de billicles: os pre-
mios sao pajos avista e sem descont al-
gum, logo que se clerein as listas.
Roubo.
Sfxla-fcira, l-"> do crrenle, fai rnubadoa Mr. Vil-
lelle, na relinaeao do Monlcir.i, I:l9,*iQU0cin sed-
las de diflercntes valores, e entre ellas urna de 2005
rs. ii. 10885, lendo as cosas o sjojial V),'i VI.,
urna dila do banco n. IM8de96de novembro de
18,"t, oulra de 23 de maio de 1832 n. 410, ambas de
KKWKK) rs. : a pessoa que apprcliender este rnubo
ou delle souber com cerlcza, dirija-se a rua Nova,
casa de Mr. Locase, relojoeiro, ou a dila relinaeao,
que sera cenerosamenle recompensado.
1 lima criada porlugueza se oll'erecc para acom-
panhir ahuma familia para l'ortugal : qusm preci-
sar procure na rua da Concordia, as lojas do sobra-
do em que mora o Sr. juiz dn civcl.
Aluja se o sobrado amarello da rua da I'raia :
a fallar cun (iiiilherme Selle, na rua do (Jiicimado
n. 21.
O encarresado do reconhecimento o medictn
dos terrenos .le mafsnha, faz scionte nos Srs. .Marocl
Joaquim llaplisla, Joaquim Alves llarbosa, Alanod
Peres Cainpellu Jaeome da Gama O Domingos Jos
Pereira ila Cosa, que os termos da medieao tos ter-
renos que Ibes foram concedidos, aehain-sc lavrados,
e que Ibes foi marcado por ordem do E\ui. Sr. pre-
sidente da provincia o prazo de tres mezes rutilados
da dala do despacho de cuncessAo para solicitaren! os
seus lilulos, udo o qual niio os solicitando, peale-
pe
vez as pessoas a quem convier contra-
tar a arrcadarao da dita taxa, por bair-
ros ou em sita totalidade a comparecerem,
com as suas propostas em cartas fecha-
das, declarando seus liadores, no dia 19
do corrente ao meio-dia, no escriptorio
da mesma companhia, no prnuero andar
da casa n. 7 da rua Nova. Recife 15 de
dezembro de 185i.O secretario, Lu/,
da Costa Portocarreito.
O asante da empreza da livraria popular e his-
trica de Lisboa,avisa aos senhores as'iiiianlcsda lli-
blia Sagrada, que acaba de rhegar o (i e 7 fallido da
mesma obra, os quaesse entregan) na livraria clsti-
ca no pateo do Colledo n. 2. O mesmo agente con-
vida a Indas as pi-ssoas que quizerem as-ignar esa
eiccllenle obra, a dirigirem-se a mesma livraria.
onde podem receber os 7 fallidos ja publicados ; as-
sim como d um ejemplar gralis a quem se respon-
sabilisar por oilo assignaluras: dous eACinplares a
quem se responsabilisar por l(i assignaluras. e assim
por (liante, um excmplar por cada 8 asignatu-
ra*.
Ensirfh-so com toda a pcrfeic.3o francez in-
glez : ni rua do Cntovello defroule do sobrado em
que morn o Dr. Alcanforado.
Luiza Kosa de Jess rctira-sc para a Illia da
Madeira, levando em sua companhia um til Ii de
menor idade.
CINCOt.NTA MIL HEIS DE GRATII'ICACAO.
Desappareceu no dia 6 de novembro. Benedicta,
de 14 anuos de idade, vesga, cor acabildada ; levou
um vestido de chita com lislras, cor de rusa o de cafe,
e outro tambeui de chita branca eom palmas, um
lenco amarello no peseoeo j detbolado : quem a
apprehender, conduza-a i Apipucos, no Oilciru, em
casa de Jo;lo I.eite de Alevedo, ou no Recife, na
prara do Corpo Santo n. 17, que recebera a gralifi-
oae.i i cima.
Uuem quizer comprar urna taberna no Mon-
dego n. 71, com pouco fundo, dirija-se a mesma,
que achar.coin quem tratar.
I'erante o lllm. Sr. Dr. juiz de direilo da pri-
meira vara do civel, no dia 18 do eorrenO, na sala
das audiencias, se hao de arrematar em prara publi-
ca | quem mais der, 12 escravos de ambos os sc\os,
pelos preros constantes do eseripto quo so acba cm
poder do respective porteiro, e *So prara a reque-
rimento de Manoel Joaquim llamos e Silva, testa-
mcnleiro do tinado Joaquim Josii Kerreira.
Manual do Commcrciaule, ronlcii.lo o regula-
menlo do sello de 18 dejulhn de 1850, o cdigo do
coinmcrcio do imperio do Brasil, os regulameutos
para os tribunaes do commerrio c do proces'O das
quehras, sobre a ordem do juizo no processo com-
mcrciai, c as inslrucroej para a eleieao dos depula-
dos e siipplculcs dos tribunaes do coinmcrcio ; ven-
dc-se na livraria Classica, no pateo do Collegio u. >.
lia na mesma livraria qiiantidade de papel grande
de impressao, proprio para jumaos ele.
O francez Justino Nural rdira-se para ns por-
los do norte do imperio.
l'recisa-se de urna amasecca de meia idade,
que seja capaz e dt fiador, para una cesa de poura
familia, que nao tem meninos : a tratar na rua da
Santa Cruz n. :>l.
Preei?a-se de um (raballiador de masseira ou
mesmo que nflo entenda, rom tanto que saiba lor,
que lem de entregar pao em nina pequea fregue-
zia, fiado, por conla da casa ; a tratar na padaria do
paleo da Santa Cros.n. (i.
l'ede-se encarecidamente a quem achnu duas
carias aberlas, urna de I-'erreira & Malheus c oulra
de Antonio Luiz Vicira ou Vieira (j Companhia, te-
lilla a bondade de entregar na rua da Cadeia, fa-
brica de chapeos, de Vieira & Companhia.
Desappareceu no .lia 1:1 do corrente, da rua do
Qucimado, urna burra cor cavilo, ile ineias carnes,
com cangalha, e tem as maos unas malhas cor de
om.a, as pas-em urna cinta prcla que alravessa o
espinharo, e no dijo do lomho para a cauda lem a
mesma cinta : a pessoa que achou ou der noticias
corlas na rua de Hurtas ou no eiiseulio Sicupema do
Cabo, ser bem gratificada do seu Irahalho.
Aluga-se para o servico de bolieiro um cscra-
vo mulato com muita pralica des-e ofiicio. Na rua
da Saudade frntilcira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. l.niM'cnen Trigo de l.oureiro.
O Sr. Joaquim I''errcira que leve loja na pra-
cinlia do Livramento lem um i carta na livraria ns.
6 e 8 da prara da Independencia.
0 Sr. Adolpho Manocl Camello Lin's,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta prara, drigir-se a livraria da
piara da Independencia n. e 8, inego-
cio que Ihe diz respeito.
3s
f
i5
PIBLICACAO' DO INSTITUTO HOHEOPA-
TIIICO DO BRASIL.
TFIESOURO IIOMEOPATIHCO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATkA.
Melhodo conciro, claro c seguro de nirar homeo-
palhicamente lodus as moletfat que affligrm a es-
pecie lnnii'iitn, e particularmente aquellas que <"-
nam no Bratil, redighto segundo ns melhorrs Ira-
ta.los de hoineopalhi... lamo europeos como ameri-
canos, e secundo a propria experiencia, pelo llr.
Sabino Olegario LodgeTa Pinito. Esta obra lie boje
reconhecida como a mdhor de lorias que tratam da
appliraeao lioineopalhira no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seiiro sem posstii-la e rnii.-iil(a-la. Ospais.lc
familias, os senhores de cngenlfb, sacerdotes,-via-
jantes, capitiies de navios, serlancjos etc. etr.,dcvem
le-la a mao para occorrer promptamenle a qualquer
caso de molestia.
Dous \ol nmes cm, brorlmra por lOSOOO
enradernailns 1180011
ven.lc-sc nicamente em ras do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novo) *. (8 A.
RETRATOS.
.\o atierro do Hoa Y isla n. 4. terreiro andar,
ronliniia-se a tirar retratos, pelo sv alema crjslalolv-
po, com muita rapidez c perfeifilo'.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, haja de mandar pa-
gar a assignatura do Diariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
No dia 18 do correle mez lem deir a praea,
na sala das audiencias, depois de linda a do Sr.
doutor juir de direito da primeira vara commer-
ctal, nm siliu no lugar da I hura, denominado Es-
tiva de Baixo, avallado por 2:5009000, por eiceu-
ciio do D. Anua Juiqniua do Nascimenlo, contra
Miguel Rodrigues da Silva Cabral.
Perdeu-sc desde o Forte do Mallos ab a Boa-
Vista urna caria volumosa, dirinida a Caetano de
Oliveira Mello, do llrejoda Madre de Dos, a qual
de nada pode servir a ninguem por conler uns do-
cumentos para urna cobranca e j a pessoa eslii pre-
venida : itiga-se a quem tiver adiado annunciar, on
mandar rua do Queimado, loja n. ii, ainda mes-
mo aberla, ou os documentos s.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem tima carta na livraria ns. 6e 8
da praca da Independencia.
Paulo Jos Comes e Manoel Msdeiros de Souza
avisam ao respeilavel e muito principalmente aos
seus freguezes. qne mud.iram o sen estabelecimento
de serrana da rua da Praia de Santa Hila para a rua
da Cadeia de Santo Antonio n. 1'J, aunde conlinuam
a ter surtimenlo de taboado, tanto de amarello como
de louro, por prec/j o mais commodo possivel.
NO C0W0RI0
DO Da. CASANOVA,
KLA DAS CRLZES N. 28,
vendem-so carleiras de homenpathia de to- S
dos os lamanh.is, por preros muito ero conla/ 2
Elementos de homeopatbia, 4 vols. 6QO0O
Tinturas aeseolher, cada vidro. 1301)0
8% Tubos avalaos a escolhera 500 c 300
fif Consullas gratis para os pobres.
Aluga-se para algum advogado orna sala mo-
hiliada, em muito -boa locali.lade : os prelenden-
les dirijam-sc i rua do Queimado n. 7, loja da Es-
trella. '

Da luja do ahaiso assignado.sita na praca da In-
dependencia n. 4(),foi suhirahido um'mcio bilhete da
48 lotera rio Monte Pi Geral. n. I748ecnmodesdca
data da sublraccao al hoje nflo se tenha entregue ao
abaixo assiunado o dito meio bilhete, roga-sea pes-
soa em poder de quem eslrja, que venha ou mande
cntrega-ln antes da rhegadada competente lisia, afi-
anrando-sc lodo o silencio ncslc necoein ; e recoin-
incnda-se allameole a quem quer que seja, de nao
receber tal bilhete quando Icuha de sahir premiado,
alim de evitar algum inrummodo.
iiiioniu lose de f'aria Machada.
;g8ea9999*9
&
9
9
9
Jolas.
os a frcle, trala-sc com os eotuignaUrim fhomaz le rfo os mesmos lerrcuo?, c serlo aforados a quem os
VnillUil 1 illtslii:i A. !>ill. ..-. ..... .1- v_____: ,., ___a... a
c\ l'ilho, na rua do Vigario n. I!),
Aipiim. Fonseca
primeiro andar.
Para Lisboa sabe com a maior brevidade o
brigue portuguez Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, trala-sc eom os
consignatarios Thomai de Aquino Fonseca & Filho,
na rua do Vigario n. 19, primeiro andar.
PAKAO ASS'
sabe rom muita brevidade o Male Anglica ; quem
iiclle quizer carretear ou ir de pamagem, dirija-se a
rua da Cadeia do Itecife n. 19, primeiro andar.
PABA O KIO DE JANEIRO,
o brigue nacional iiDamao segu com brevidade por
ter parte de seu carregamento prompto ; para o res-
to da carga, passaceiros e escravos a frete, trala-sc
com Machado tV. Piuheiro, na rua do Vigario n. 11),
segundo andar.
Para Lisboa pretende seguir com toda a brevi-
dade a barra porlugue/.a Gralidao : para carga e
passageiros, Irala-se rom os consignatarios Thoinaz
de Aquinn Fonseca & Filho, na rua do Vigario n.
19, primeiro andar, ou com o capillo na nraga.
Para o Kio de Janeiro pretende sabir com a
possivel brevidade o patacho nacional D. Pedro V;
para rarga e escravos a frcle. trata-se com os consig-
natarios Thomaz de Aquino Fonseca Filho, lia rus
do Vigario n. 19, primeiro andar.
pretender.
Precisase de urna ama lila smenle para fazer
o alinoeo e cuidar do accio da casa do um huniem
sultcim : a tratar na rua da Cadeia n. 9.
Nodia.lt du crrenle a Urde appareceu em
casa de Victorino Antonio Marlins, morador na ltoa-
Vista, o prcln Jacintho, escravo de Josepha de tal,
moradora no engenho Noruega ; o amiunriante pre-
tende compra-lo, sua senhora mande concluir esle
negocio ; e de iienhum modo se responsabilisa pela
fuga do dito escravo.
Antonio Egidio da Silva, lente de geometra do
Ivccu desla cidade, abre no da 2 de Janeiro do anuo
vniilourn, na rasa de sua residencia, na rua Direila
n. 7S, um curso de geometra por Eurlides c La-
crois: os senhores esludanles que o quizerem fre-
quenl.tr, poderiio dirigir-se a menrionada casa, de
manhaa das 7 horas al as !), e de larde das 3 al
as .">.
Aluga-se urna prela escrav.i, fiel, que cozinha
c encomma : na rua Direila n. 24.
Aluga-se a sala defronte do primeiro andar do
sobrado n. 17, na rua da Cruz, cum commodos para
escriplurio, est raiado c piulado de novo : a tratar
nn armazem n. 25, na mesma rua.
Manoel Jos da Malta, subdito portuguez, re-
lira-se para o Para,
sas;*@g:3is;:c
J. JANE, DENTISTA,
va
OsahaKn?ssignadiis,.loii.'sdali.jadcoiirivesna ruado
(.aboga ti. 11, coufronle ao paleo da matriz e rua Nova
fazeni publico que rereberam de novo urna porrao
de obras de ouro muilo rica e'.los melhores gnstos,
laut para senhoras como para hnmens e meninas ;
conlinuam os precos mesmo baratos com lem sido, c
paSMie ronlas coiiireS|ioiisahil.lade cspecificamlo a
quali.lale do ouro de H ou 18 quilates, ficando as-
sim sujeilos os mesmos por qualquer ihnila.
Sera/im 4 Irmo.
Perdeii-seum conheciincnlo de n. 00. daquan-
lia de 'iOOjOOJ rs., rccebi.lona thesouraria da fazen-
da desla provincia : quem o tiver adiado, on por
qualquer modo delle esteja de posse, dirija-se a rua
da Praia deSgnla Kila n. 49, que sera generosamen-
te gratificado alm do agradecimciilo.
Precisa-se alagar orna ama de leile, com boa
conduela, e de bastante leile, para criar ; paza-se
bem : a tratar na rua Direila n. (6.
No alerm da Bua-Visla, loja n. 1, precisa-se
de um negro ou negra para o lenice da casa.
A ABAIXO ASSICNADA FAZ PUBLICO,
que lendo entregue ao Sr. Antonio Jos Vieira de
Souza, corretor, um seu escravo de nomo Jus, cri-
oulo, cum os lignaea seguinles : representa ler 38
anuos, seceo do corpo, estatura regular, cor bem
preta, bem barbado, ps bem seceos, olhos averme-
Ihados, tem nos pcilos urna grande cicatriz, mostra
vestidos de ter ja sido siirrado.qiiamlo falla be mui-
to riescancado, levou camisa de algod.lo de lislra
azul, calca de panno fina azul e chapeo de couro, o
qual linha-o dado para vender-; o mesmo seDhor Ihe
declarou ler elle fgido no dia 22 de novembro, na
occasiaode manda-io a servico seu, de iteilar urna
lina na praia a noiie, c por i'sso a annunciaule roga
a todas as autoridades policiaca, rapilAes de campoe
qualquer pessoa que o encontrai, o pegeme levem-o
Lem seu sitio, no lugar da Piranga, ou ao seu procu-
rador o Sr. capitao Anlunio (ionralves de Moraes,
ambos moradores na freguezia dos Afogados, que
bem recompensar ; e prolesla haver o mesmo es-
cravo, ponas e dainos nao s do mesmo Sr. Su.ua
como de oulra qualquer pessoa onde fdr encontrado.
Ignacia Maria de Jess.
A fabrica de calricirnria de Andrade & Leal,
precisa de olliciaes de ferreiro e laloeiro: a (ratania
dita fabrica, na na Imperial n. 118 e 120, ou no
deposito da mesma na rua Nova n. '27.
CASA DA AFERTCO, PATEO 1)0 TERCO,
N. 16.
O abaixo assignado faz ver a quem inlcressar pos-
si, que nn da 31 do rorrele fiuahsa-se o prazo
marcado pdo art.. do til. 11 .i das posturas da c-
mara municipal desla cidade, dentro do qual ae-
ren ser aferidos os pesos e medidas ; lindo esle
incorrecto os cootraventores as penas do memo
artigo. Recife 13 de dezembro de 1851. Prxe-
des da .Silva Ouimo.
Novos livros de bomeopalhia uicfranccz, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
luns...........v 205000
Teste, irolestias dos meninos..... 69000.
Hering, bomeopalhia domestica..... 79000
Jahr, pharmacoiia hnmeopalhica. 69000
Jabr, novo manual, 4 vulumes .... 169000
Jahr, molestias nervosas....... 69000
Jahr, molestias da pello....... 89000
Rapou, historia da BomeopUlHaS volumes I69OO
ilardimann, tratado completo das molestias
dos meninos.......... I09OOO
A Tate, materia medien bomeopathica. 8|000
De Fayolle, doutrina medica homeopathica 75000
Clinica de Slaoneli...... 6501K)
Casling, verdade da bomeopalhia. I5OO
Diccionario de N>sien....... 10^000
Alllas completo de analnmia com bellas es-
tampas coloridas, conlcndo a descripcao
de todas as partes do corpo humano 309O00
vedem-sc lodos estes livros no consultorio homcopa-
thico do |)r. Lobo Moscoso, rua de Collegio 11. ,
primeiro sudar.
9 DENTISTA FRANCEZ. a
^ Paulo Uaignoui, estabelecido na rua lama S
9 do Rosario 11. 36, segundo andar, colloca den- 9
;: tes*com gengivas artificiaos, c dentadura com- 9
i> pida, ou parle della, com a pressao do ar. 9
Tamhem lem para vender agua dcnlifrirc do S
4 Dr. Picrre, c p para denles. Una -Jarga do Z
fi Rosario n. 36 segundo audar. ^ cg
9B^k:: :: .-; W >WW8
Est justa e contratada rom o Sr. Joaquim
Antonio de Saqueara, neto da finada I). Marianna,
do Mangiiinho, un. inorada de casa terrea, com
chaos proprios. na rua em S. los do Mang.iinho u.
Ti, a qual se aelia hincada as dcimas por engao,
no municipio de Olinda, cm nnme de Joaquim Jus
(oncalves : quem se julgar cum direilo a mesma ou
hypolheea, dlrija-se a rua do Brum n. 16, desla dala
a 8 dias, c passadas estes se Ouri a compra, e nilo
se annuir a musa alguma.
Na rua do Vigario n. 27, precisa-se alagar um
prelo para lodo servico. e lambem de compra, sen-
do que agrade cm prero e qualidade.
COMARCA E VILLA DO BONITO.
Provin'e-se ao intitulado senhor da propriedade
Capivara, lila no termo da villa de Bonito, que os
i verdadeiros senhores desla propriedade sAo os qnc
| lem o direilo de vende-la ou usufrni-la ; e sao os-
lesIres netos do finado senador Jos Carlos Ha-
?$ contina a residir na rua Nova n. 1'J, primei-
JJ ro audar. ;g
&3ii>9999*9%999j9m9m999
AULA 1)L' LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado le grammatica
latina, tem estabelecido sita aula par-
ticular na rua Direila sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde ti Cebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta prara cmodo mato, medame a ra/.oa-
vel convencao que pessoalmente oTere-
cera'.
Arrenda-se o sitio Piranga nos Afogados, com
os commodos seguinles : um grande sobrado com
miiilns commodos para familia, senzala para 1 es- i rink da Silva Fcrnlo. dcnlro os quaes figura como
administrador dos bens de sua mnlher o barharcl
Nabor Carneiro Bczcrra Cavaleanti.
Prerisa-se de urna ama e um criado para casa
de hon.ein snltfiro. se farom arpidles raptivos ser
melhor: quemeslivsrneslai circumslancias, dirija-
se ao Passeio Publico, loja n. II. ,
Prerisa-se do urna ama que tenha bons coslu-
mea e entenda de coiinbar, para tor.iar conla de
nina casa de pequea familia : a fallar no armazem
de M. Carneiro n. 38, rua do Trapiche.
No dia 18 do corrate, depois da audiencia do
Illm.Sr Dr. juiz de direilo do civcl,scrao arremata-
dos varios mnveis.como cadcirascnmmodas.armarios,
musidos, etc., peuhura.los a Carlos Cillain, na exe-
CUeSe que Ihcmuve I). Marianna da Concedan Pe-
reira, pelo rartorio do escrivAo Cunha ; o cscriplu
esl em mao du porteiro.
.A pessoa que precisar de urna ama de leile, di-
rija-se i jua do Uueimado n. 7, loj? da Estrella, que
se informara quem he.
eravns, igreja, duas cacimbas com lima casa de
tino e que Ja o constantemente excedente agua,
s.'i para gasto cuino para vender, um extenso
cario que sustenta "i a 30 vaeeas de leile. leudo
ba-
an
cor-
ii m
poeo que conserva agua lorio o verlo, grande balsa
de capin c um encllenle pomar : quem o preten-
der, dirija-se a rua da Cadeia Velha n. jo, primeiro
andar.
Joaquim Ribeirn, snbdilo pnrliiguez, relira-ae
para fara do imperio.
Precisise de una ama para o servico de urna
casa de punca familia : na rua de Queimado, esqui-
na do becco do Peive Frito.
No ho'.el da Europa da rua da Aurora lem
bons pelisros a cada hora, pelos preros lixos na la-
bella, muito razoaveis.
Prccisa-se de nina ama para casa de ponen fa-
milia, que compre c cozinhc : a tratar na rua do
Livramento n. 36, loja de cera.
Precisa-se de urna ama secca, prela ou parda :
na rua Bella n.aX),
S
C rtUura uvru ,'ltH.SLISBC.
'' Liquido a., c especifico para tirar lodos os
pannos, as sardas e as espinhatrfa estas ou as
JJ lira de lodo ou riesenfhmiiia, secundo a sua
i.-; qualidade), refresca a cutis < az desappareccr
@ acor Irigueira cm rinro .lias, de um modo
,.; particular; augmenta o lustre e lira as rocas
i das pessoas que tem feill uso do solimao, que
S{ he muilo prejudicial a culis c a saiulc : cura _
^ a hnrtneja com indita facilidada. por ser mui-
^ io fresca c sem prejndicar a saude. Em algo- Z
-.- mas pessoas faz mudar os pannos cm tantas
pintiuhas brancas, que se loniam em urna s 2"-
i de cor natural; Oeande desvanecidas todas as S
manchas, Janlo das sardas como de outras i
? quaesquer manchas de torio o corpo. W
O mcthoilo de a usar he o scguinle: lavar 8&
o rosto (ou qualquer parte do corp) Jiem la- 9
St vado, e com urna tonlha lavada se limpa e eu- M
@ rhoga-se bhn ; deposita-se om pouco d'agua
n'uma eolher de sopa, e eom nm trapinho en- 9
te' sopado nella se estreg na parle afectada na 9
occasiao de rieilar-se c de manhaa. Esta ope- 9
& rarao ser feita dcixanilo fiear o rosto e o cor- 9
po unia.lo al segunda fricdlo, lendo sempre S
?' cuidado de lavar-se e enchugar-se bem an- 9
v;C les de unlar-9e. 9
fi Vnlta-se o duplo do valor quando nao faja 9
& effeilo, e vende-sc nn nico deposito da rua 9
9 do Queimado n. "27, preco (Un i a gariafa. 9
Aluga-se nma casa terrea na povoacao doMon-
(eiro, com a frente para a igreja de S. Panlaleao,
muito limpa, Iresca. com commodos para familia re-
gular, lendo urna porta e duas janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoacln, ou na rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
TOALHAS
E GUARDAXAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na roa do Crespo, loja da esquina que volra para
a cadeia, vendem-se Inalhas de panno deTinho, lisas
e adamascadas para rnslo, dilas adamascadas para
Mesa, guardanapus adamascados, por preeos com-
modos.
Lava-se e engomnn-se com loria a perfeijflo e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Francisco Lucas Ferreira, com ce
clieira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encar.rega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
mante na igreja ou em casa, cairos de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
COMPRAS.
Compra-se dTcctivamelite hrunze, latao e co-
bre vclho: 110 deposito da fundieao d'Aurora, na
rua do Brum, logo na entrada n. 28, c na mesma
fundieao cm S, Amaro.
VENDAS.
SELL1NS INGLEZES.
Vendem-se os melhores sel-
lins para liomern, que tem
vindo a este mercado, com
seus competentes freios, etc.,
incluindo alguns para pa-
gens recentemente despacha-
dos, tambem chicotes para carro, homem
c senhora, com cnlites de'gosto moder-
no : no armazem de Eduardo 11. W'yatt,
luado Trapiche-Novo-n. 18.
Yende-se um carro indee quasi novo, de 4 ro-
das, com os arreios competentes : em casa dos Srs.
Johnsion Palor & Companhia, rua do Vigario n. 3.
Vendem-se boas vareas paridas, oulras prximas
a parir, novilbas e garrotes : no silio do fallecido
(uilherme Patricio, junto do Remedio, e a tratar
na rua do Collegio n. 11), -2". andar.
ESTOJOS.
Vendem-se elegantes estojos de toilette
para senhora e para homem: no arma-
zem de Eduardo II. Wyatt, rua do Tra-
piche Novo n. 18.
VINHOS.
Vendem-se na rua do Trapiche Novo n.
18, era casa de Eduardo II. Wyatt:
Cerveja branca em barricas de 4 e 6
duztas, em garrafas c meias garrafas, vi-
nho do Porto e \>rez, tanto em garrafas
coraoem barris de i- em pipa, fructas em
conserva,em cai\as de 1 duzia de garra-
fas-
Vende-se um braco de balanza Ro-
mao o melhor possivel, com conchas e
correntes, tudo por mdico preco : a fal-
lar defronte do convento de S. Francis-
co, ultima cocheira.
Vendem-se dous garrotes muito gor-
dos, proprios para embarque por serem
crioulos : a fallar defronte do convento de
S. Francisco, ultima cocheira.





>
0IA8IO DE PERRAHEUCO SEGN i1* FEIBI 18 DE DEZiRIBRO DE 1854
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem contiendas
iolhinhas iinpressas nesta typographia,
de algibeira a 320, de porta a 160. eec-
clesiasticas a 480 rs., e brevemente tei-
rlo asdealmanak: vendem-se tnicamen-
te na liviana B. ti e S da praca da Inde-
pendencia.
No Ierro da Boa-Vista, taja e (abrir peos meulo do fazendas chegada* ltimamente de Fran-
ca, o se vende milito cm conta para liquidarilo, sen-
(i.> fulla inlan tiitasUdo.do niuilo Ululas coros c difle-
rcnlcs padroes, proprios para vestidos de senhora ;
assim como tambem cassa franceza, cortea do ratea,
loalhas de algod.lo para mesa, corles de vellidos imi-
taudo tilo.
FRASCOS DE VIDKO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanbo de 1 a
12 libras.
I'endem-se na botica de Barlholomeu Francisco
de Soma, ra larga do Rosario n. 36, por menor
preco que m ouira qualquer parle.
Vendc-se vinho do Porto fino cm barris de oi-
tavo, ltimamente chegailo na barca Santa Cruz,
K>r preco commodo : a tratar na na da Senzala
ova n. 4.
. Vende-se urna escrava parda, de idade do 38
anuos pouco mais ou menos, hbil para lodo o ser-
vido : quem a pretender dirija-se a Fra de Porlas,
ra do Pilar n. 85.
Vende-se saceos com feijSo molatinho por pre-
co muito em coota : no caes da alfandega arnia-
in n. 7.
Chapeos para senlioras.
Chapeos para senlioras, os mais modernos e jS
elegantes, checadns pelo ultimo navio fran- *
ees, pelos presos de 169, 18 e 2(fe000 i*. S f>
na ra Nova loia n. 16, ele Jos Luiz Pereira vg
& Filho.
Chapeos para homem.
X" Na ra Nova taja n. 16, de Jos l.uiz Pereira ^
a. & Filho, vendem-se os mais modernos chapeos !*
e com elegantes formas.
X Chales de seda, manteleles c capolinhos, os w
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mais modernos e de mclhar gosto, camisus, ro-
meiras do cambraia, e de relroz : na ra No-
va taja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Seda para vestidos.
m Cortes de sedas de quadros, Rosto etcossez X
Oj com 17 covados, a 16, 209 e 2591100 rs. : na .u
f ra Nova n. 16, de Jos Luiz Pereira & Fil|io. gj
Palitos e sobre-casacas.
Palitos o sobre-casacas francezas, de pannos @
J5 linos, de brim, bretanhae alpaca : na ra No- ;~
9 va n. 16, taja do Jos l.uiz Pereira & Filho.
93%& 6-S; Si
Em casa da Timm Mousen V Vinnassa, na
praca do Corpo Santn. 13, ba para
vender o seguinte:
Um sortimento completo de livros em
branco de superior qualidade.
Um piano vertical da qualidada mais su-
perior.
Vinho de Champagne.
Absinthe e cherry cordial de superior
<|ualidade.
Licores de dilFerentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tudo por precos commodos.
Zulmiras a 480 rs. o covado. Gt
* Fazenda de seda Iransparcnle, gosto de @
* plianlasia, para vestido de senhora, ccrles de
seda de quadros escossezes com 15 covados, a $t
129000 rs., cortes de laa de cores, lazenda &
$ muilo fina e de goslos modernos a '19OOO rs., @
romeiras de filis de relroz, bordadas de seda, {$
( a 89000 rs., chales de torcal, 011 filis de li- &
<39 nho, bordados de matiz, a !)>IK>0 rs., e nutras ;':}
CS bom goslo: vende-se na ra do Crespo, taja (j->
tjj) amarella 11. 5. ;-
Vende-se um cabriolet e um cavallo,
quefoi do Andrade, da ra Nova : a tratar
na ra do Pires n. 28.
Vende-se champagne a 20^000 rs., e
superior vinho de Bordean* : em casa de
Schapheitlin &C, ra da Cruz n. 38.
BRILHANTES.
Dos precios da 5.a
e ultima parte da 6.a Lotera concedida pela Lei Provincial n. 104 de 9 de Maio
Ig-rejadeNc 8. do Livramento, extrahida.em 16 de Dezembro de 1854
de 1842, para as obras da
NS- l'REMS.
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53
de landres, 244, Slrand, c na taja de lodos o boti-
carios, droguistas e oulraspessoaa enrarregada* de
sua venda em toda a America do Sul, litvana e
llespanha.
Vendcm-se a 800rcis cada boectiaha conten urna
instrncrao em portuguez para explicar o modo de
tazar uso deste ungenta.
O deposito geral lie em ca_do Sr. Soum, phar
maceuUco, na rna da Cruz n. 29-, em rernambqco
IECHAHIoIO PAR EH5E-
BHO.
NA FUNDICA0 DE FERRO DO ENGE-
NHEIKO DAVD W. BOWNIAN NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos segoinle, 0b-
jeclos de mechanismos proprios para engeulios, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construcrao ; tanas de ferro fundido a balido, de
superior qoal.dade. e de todo, o, Umanhos ; rodas
dentadas para agua ou animae, de todas as propor-
cocs ; envos e boceas de tarnalha e registros de boei-
ro, aguilhoes.bronzes parafusos e cavilhOes, moiulio
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se eieculam lodas as encommendas com a superiori
darte ja conhecida, e com a devida presteza e commo
didade em preco.
ROB LAFFECTEUR.
O utico autorisado por decitao do cunsclho rea
e decreto imperiut.
Os mdicos dos huspitaes recommendam o arroba
Lalfccleur, como sendo o nico autorisado pelo go-
veruoe pela Ileal Sociedade de Medicina. Este me-
diramcutn d'um gosto agradavel, e fcil a lomar
em secreta, est em uso na marinha real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as afTecroes da
pcllc, impiugcus, ascousequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores ; convm aos
calharros, da beiiga, as conlracnies, e fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das ingeccSes ou da
sondas. Como anli-syphililico, o arrobe cura de
pouco lempo os Ouxos rcenles ou rebeldes, que vol-
vein incessaotes sem consequeucia do empregoda cu-
paiba, da cubeba, ou das injecroes que represrn-
am o virus sem neutralisa-ta. O arrobe I.affecleu-
lie especialmente rccomniendado contra as doenra-
inveleradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodurlo
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande porcao .le garrafas grandes e pequeas, viu-
das directamente de Paris, de casa do Sr. Bovveaus
LalTecteuY 12, ru Richev i Paris. Os formulario-
dam-sc gratis em casa do agenta Silva, na praca ds
U. Pedro n. 82. No Porto, em casa de Joaquim
Araujo.; na Baha, Lima & Irmios; em Peruam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, e
Moreira, taja de drogas; Villa-Nova. Joao Pereira
de Hgales Leile; Rio-Grande, Francisco de Pau-
la Couto & L.
No holel da Europa, ra da Aurora, tem para ven-
der ricas obras de brilbantes mellior uoslo que
lem apparecido al boje, e tambem oulras obras de
i uro, ludo por preces mui razoaveis.
Vendem-se 4 estolas bordadas a ouro, do me-
llior gosto possivel, sendo urna branca, outra encar-
nada, outra rd\a e a quarta prcta : na taja de Joao
di (".milla MagilhAes, roa da Cadea do Recita n. 51.
Vende-se urna parle do sitio que tai do falleci-
- do lente Eslevan da Cnnha tiendes, no becco do
Espinheiro : a tratar no racsmo.
Vende-se um moleque de 5 annos : na ra do
Crespo n. 3.
Vendem-se duas castalias na roa Imperial jun-
io ao chafariz n. 46 e 48 : a tratar na mesma ra
o.171.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Brunn Praeger & C-, na ra da Cruz
n. 10, receberam e vendem um" sortimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
itos e cores, que formain o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jaraim, como se usa boje na Eu-
ropa, nos jan 11 ns do botr. gosto.
Brunn Praeger & C., na sua casa rita, da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto borizontaes como verticaes,
dos melliores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com moldu-
ra dourada.
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terracos e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho dt; Champagne.
Licores de dill'erentes qualidades.,
Presuntos.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
Vendem-se saccas com 4 arrobas de gnmma
de muito boa qualidade a 99000 cada urna ; defroo-
le do trapiche do algodao, armazem n. 20, do Sr.
Uucrra, ou na ra da Cvdeia do Recita, loja n. 5.
Vende-se urna casa terrea na ra da
Mangueira na Boa Vista, a qual rende Si"
mensaes, quem a pretender procure na
ra da Gloria do mesmo bairron. Di.
jm CHIUST1AM & IH.MA.
^l Com fabrica o loja de cha-
^^^^^ pos na ra Nova n. 44, tem
a honra de aisar ao respeila\cl publico, e cm par-
licalar aos seus freguezes, que receberam pela se-
gunda vez urna nova factura do chapeos chegados
ha poneos dias peta navio Bellein, viudo do Havre,
como sejam os bem condecidos chapeos de castor de
pello curto (Tliihel), ditos de pello (ros), ditos de
castor prelo (VeloursZephiri, dilos de massa france-
za, formas modernas, dilos de fcltro Tinos c de lodas
as cores (anta para homem como para menina', di-
los amazonas para senhora, ditos de palha cnfeila-
dos para dita, e oulras muilas fazendas proprias do
seu estabelecimentu, e ludo por precos commudcs.
Vondcm-se os seguinles gneros chegados ulli-
mamente de Lisboa na barca (ralido, tudo da me-
llior qualidade que lem viudo neste mercado, a sa-
ber : batatas muilo superiores, a I96OO rs. a arroba ;
auieridoas molar, a 98000 rs. a arroba ; uozes muilo
superiores, a 39000 rs. a arroba ; chocolate o mais
su| ermr que lem vindo tambem ueste mercado ; la-
las de 4 i libras, a 29000 rs. cada urna ; Tulla de
louro de J arroba para cima, a 320 rs. a libra : na
ra do Queimado n. 44. .
Vende-se urna casa no lugar da Capunga No-
va, com commodos para pequea familia, tendu
grande quintal bem plantado |>or 4009000 rs. : a Ira
lar na ra Nova n. 16.
Vendem-se 110 armazem n. 60, da ra da Ca-
deia.do Recita, de Hcnry liihson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
Vendem-se urnas lcllras com etecucito c pe-
nhora feila no engenho da Estada Jundia, perleli-
renle ,io Sr. Manoel Antonio Dias, que andarlo
hoje por 13:0009000 rs. pouco mais ou monos: os
preleudenles podem dirigir-se ao Trapiche Novo ca-
sa 11.1 que larAo qualquer negocio.
Vende-se'superior carne dosertl* por preco
commodo : na roa da Sania Cruz esquina da roa da
Alegra n. 1.
Ycnde-se urna boa casa terrea, sita
na ra do padre Floriano, com ptimos
commodos para 'amili'j : os pretendentes
dirijam-se para tratar, a' ra do Vigario
n. 7.
Farinha de trigo em saccas a vontade
dos compradores: a tratar com o baratei-
ro Joaquim da Silva Lopes, na porta da
alfandega.
Vende-se a bemconliecida taberna,
debaivo dos arcos da ribeira da Boa-Vista
u. 0 a 8: a tratar na mesma.
Vendc-se um carro ameiirauode qualro rodas,
chocado iilliniamcnlc da America: a tratar na roa
do Trapiche n. 8.
PARA Y0LT.4RETE.
FINAS CARTAS E F1XAS DE
MADREPEBOLA,
na ra do Crespo n. 11.
DA DEKRADEIRA MODA EM PARS.
Chapeos para senhora, de goslos os mais lindos
qoa lem vindn a esle mcrcailo, liquissimamcnlc en-
feitados comunas flores e plumas ele. ele. : na ra
do Crespn. II.
Em casado J. Keller&C, na ra
da Cruzn. 55, ha para vender 5 excel-
entes piano" vindos ltimamente de Ham-
buigo.
0 POTASSA BRASILEIRA. i$,
$ Vende-se superior potassa, fa- ^
^ bricada no Rio de Janeiro, che- ftft
^ gada recentemente, recommen-
S da-so aos senhores de engenho os
. seus bons ell'eitos ja' experimen
J tados : na ra da Cruz n. 20, ar- ^
mazem de L. Leconte Feron & <
fe Companhia. (^
ROYAS INDURAS DE SEDAS ES-
COSSEZAS A 800 RS. o covado.
na na do Queimado loja n. 40.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidiio,
No paleo do Carmo, quina da ra de Dorias n.
2, vendem-se chouricas de Lisboa, muilo novas, a
400 rs.; assucar branca proprio para doce de caj' a
100 rs. a libra ; e caf a 180.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n.2B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe- j
dra: tudo a preoo que muito satisfar':
aos seus antigos e novos fregli"e. ;
SYSTEMA
MEDICO DE
110LLOWAY.
i

SB'K.-..:-:;- :::-._
\eudenise chapeos de castor branco, a 49
9.rs-, ditas de seda prela, francezes, a 19500 rs.:
Ja) na ra do Crespo, bija amarella n. 4.
i jt.-tt
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : alraz do lliealro, arma-
zem de laltoas de pinito.
Na loja da ra do Crespo n. 6, lem um grande
sorlimento de caixas para rape a cinilacao das de igualmente
nial na compltelo mais robusta: he intriraiuciile
innocente em anas operaces e eicitos; pois busca e
remove as doencas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e leazos que sejam.
MELPOME^EE DE LAN ESCOCEZ
A 500 KS. O COVADO.
Na loja n. 17 da ra do Queimado, ao pe da boti-
ca, vende-se alpaca de I,ia escoceza, chegada pelo ul
limo navio, a qual fazenda na Europa se d o iiom-
de Melpomene de Escocia, muilo propria para roue
pues e vestidos de senhora e meninos por ser de mui
lo brilho. pelo commodo preco de 500 rs. cada co
vado ; dto-sc as amostras com' peuhores.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior arinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazemn. 5, 5 e^7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da poiia da
alfandega, ou a tratar no oscriplorio de
Novaes primeiro anclar.
BOM E COMMODO.
Cassas de panno c cores lini-simas, pelo baralissi-
mo preco de .500 rs. a vara : na loja do sobrado ama-'
relio, na ra do Queimado n. :.".), de Jos Morena
Lopes.
A o bom e barato.
Alpacas de seda para vestidos, do mellior costa I
possivel, e cassas orandiz, fazenda dos melliores
desenlio* que lem vindo a esla prag : na loja do so-
brado aman Un, na ra do Queimado n. 29,' de Jos
Moreira Lopes.
Vende-se urna boa casa larrea cm Olinda, rua
da bica de S. Pedro, que faz esquina com o cercado
de madeira, com 2 portas e 2 janellas de frenle, .1
salas, 3 quartos, co/.inha grande, copiar, ellrJbaria,
eran.le quintal lodo murado, com porlao c cacimba,
muilo propria para se passar a fesla. mesmo para
morar lodo o anuo : a Iralar no Kccifc, rua do Col-
legio u. 21ftsegundo andar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior remani em barricas grande) ;
assim como lambem vendem-se as Unas : alna do
lliealro. armazem de Jnaqui-i Lopes de Almeida.
PARA ACABAR.
Vendan n ejww rraneezM de cores Ksss, e lin-
dos padroes, pelo liaralis-imo prcro de 140 rs. o co-
vado : na loja Crespo n. 5.
Lindos cortos de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4#500.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Moinhos de vento
'ombombasdcrepuiopara regar horlas e.baixa,
decapim, nafundicadel). W. Bowman : na rua
doBrumns.6,8elO.
i larlarusa, pelo mdico prego del92S0 cada urna.
Vende-se um cabriole! com coberla e os com-
petentes arreios para un cavallo, ludo quasi novo :
pan> ver, no aterro da rtoa-Visla, armazem do Sr.
Misucl Seceiro, e para halar uoKerifv rua do Trapi-
che n, II, primeiro andar.
GRANDE SORTIMENTO DE BIIINS PARA
CALCAS E PALITO'S.
Vende-se brim trancado de linho de quadros a
G00 rs. a vara ; dito a 700 c 15000; dito mesclado a
I iiin ; corles de fusllo branco a 400 rs. ; dilos de
cores de bom ^oslo a 800 rs. ; can^a amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de ra$sa chita a
-25000 e -2?200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 010 ; dilos pequeos a illiO ; loalhas de panno
de linho do Porta-para roslo a 14000 a dalia ; di-
tas alcoxoadas a IO3OOO ; gnardanapos lambem alco-
xoados a :;nim : na rua do Crespo 11. 6.
O Ql.'E GUARDA 1TIIO GUARDA CALOR:
portadlo, vendem-se cobertores de ataodao com pel-
lo como os de laa a 13100; dilos sem pello a IJ200;
dilos de tpele a 1(900 : na rua do Crispo 11. li.
3&S?3@.as ::;3::u..;;-t
& RL'A 1)0 CRESPO N. i>. &
@ Vende-se ncsla loja superior damasco de 5J
ti seda decores, sendo branco, encarnado, roxo, ($
@ por preco razoavel. S
Venderr.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Rieber&C,, rua da
Cruzn. 4.
CASEMIRAS E PANNOS.
- Vende-se casemira prela e de cor para palitos por
ser muilo leve a 2S600 o covado, panno azul a 3-3 e
45OOO, dilo prclo a 33, 3-3.500, i, 53 c .53500, crlcs
de casemira de aoslos modernos a 63OOO, scliin pre-
lo. de Maco a 3-32U0 e 4g000 o covado : na rua do
Crespo 11. (i
OBRAS DE LABYRINTHO.
Acham-se venda por commodos pregos ricos len-
cos, loalhas e coeiros de lahvrindi, chsados ullj-
m.menle do Aracaty : na rua da Cruz do Recita h.
31, primeiro andar.
Ven.lc-sc urna casa de sobrado de 2 andar,
na praga da Roa-Vista n. 10 ; os preleudenles diri-
jam-se para o ajuste e inlormaro, no pateo da ma-
Iriz de Sanio Antonio, sobrado de unr andar.
PIULAS HOLL,YAY.
Esle ineslimavel especifico, composto inleiranien-
Ic de hervas niedirinacs, nao ronliin mercurio, nem
nutra algnma substancia delerlerea. Benigno a mais
lenra infancia, c compleigo mais delicada, he
prompto e seguio para desarraigar o
Entre niilhares de pessoascuradas com este reme-
dio, inuilas queja eslavam jisjmrlas da morle, pe,-
severando cm seu uso, conseguirn! rerobrar a sar
de e tarcas, depois de haver tentado inulilmenlc-
lodos os oulros remedios.
As mais afllictas n.m devem enlrcgar-se deses-
peragAo: fagam um compclenle ensaio dos eflicazes
cfTilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
peraro o beneficio da sade. "
Nao se perca lempo em lomar esse rmedio para I preco commodo (
qualquer joslo, por precos commodos.
Na 1 ni do Crespo toja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidos de cambraia de
seda Ciro barra e babados, i 8^000 rs. ; dilos com
llores, i 73. O-3 e IOS rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, .-i 113; corles'ile caiubraia franceza muilo li-
na, lix.i. com barra, 9 varas por 49500 ; corles de
eassa de cor com Ires barras, de lindos padroes, i
33200, pecas ile cambraia para corlinados, com 8,4
varas, por 3)600, ditas de ramagem muilo linas, i
63 ; cambraia de lpicos miudinhos.branca e de cor
muito fina, >800 rs. avara ; alna Miado de linho acol-
xoado, i 900 a vara, dilo adamascado com 7) pal-
mos de largara, ;i 29201)e 39500 a vara ; canga ama-
rella liza da India muilo superior^ 400 rs. o cova-
do ; corles de rllele de fustao alcoxoado e bous pa-
droes lixos, 800 rs. ; lengos de cambraia de linho
360 ; dilos grandes finos, i 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prclas muilo superiores, 1600 rs.
o par ; dilas lio da Escocia a 500 rs. o par.
Taixas para engenhos-
Na fundioao' de ferro de D. \V.
Rowmann, na rua do Rrum, passan-
do
na rua
o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
com promptidao' :
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-so chales de
seda a S.sOOO, 12.S00, H.sOOO e 18.S00
rs., manteletes de seda de cor a 1 LsOUO
rs diales pretosde laa muito grandes a
5sG00 rs., chales de algodSo e seda a
lS-280 rs.
f Deposito de vinho de cliam- 1Qj
| pugne Chateau-Ay, primeiraqua-
f|& Iitlade, de propriedade do condi gj
) de Mareuil, rua da Cruz do Re- $
jjj^ cife n. 20: este vinho, o mellior }'
W de toda a champagne vende- ^<
^ se a 36$0O0 rs. cada caixa, acba- f,
" se nicamente" em casa de L. Le- ;
m
comte Feron & Companhia. N. B.
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ricas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadrilbas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jmeiro.
CEMENTO ROMANO.
\ende-sc cemenlo romano, em barricas de 12 ar-
robas, e as matares que ha no mercado, chegado l-
timamente de Ilamburgo, por menos prego do que
cm nutra qualquer parle : na rua da Cruz* no Reci-
ta, armazem n. 13.
NAVAL1IAS A CONTENTO E TESOt'RAS.
Na rua da Cadeia do Kccifc n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Ausnslo C. de Abreu, couti-
nuam-se a vender a 89000 o par (prego fixo) as ja
bem conliccidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que tai premiado na cxposiro
de Londres, as quaes alm de durarem exlraordia-
riamcnlc, naoscsenlrm 1:0 roslo na accao de corlar ;
vendem-se com a condicSo ilc, nao agradando, po-
de'rcm os compradores devolve-lw al 15 dias depois
Vende-se as bocclinhas a 800 ris. Cada urna del-'|lil 1ronlp"'' reslitindo-e o importe. Na mesma ca-
las ron lem nina insiruccao em porlnsucz para ex-1M V ,e50ur"anas para nnhai, Teilas pelo mes
plirar o modo de se usar d'eslas pillas. Ilno '?*"?!"''-.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar I -1-""11 'c arroz minio novo e por prego com-
maceulico. na rna da Cruz 11. i2, em Pcniambuco mt".'' eli.1 ''1"i,, e bHrr";ls. eJ" ''e saudaveis e de
- Vende-se encllenle laboado de pinho, recen- I m,,1"a "",Ir'i"> l'.'ra cavallos, gallinlias e revados : a
lmenle chegado da America : na ru de Apolo ""WaiaoeSaa Francisca CPCneira de Jo3o
Irapiche do Remira, a eulender-se com o adminis
Accidentas epilpticos.
Alporcas.
A mpolas.
Arcias (mal d').
Aslhma.
Clicas.
Coiivulsoes.
Dbilidade ou cxlcnua-
gao.
Dbilidade ou falla de
forras para qualquer
coosa.
Dcsiuleria.
Uor de garganta.
(le barriga.
11 nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no ligado.
venreas.
Enxaqueca.
Ilerysipela.
I'ebres biliosas.
inlermiltenlcs.
de toda especie.
Cola.
Ilomorrboidas.
llvdropisia.
lele riela.
Iiuliesloes.
Infl.imiiiaces.
Irregularidadesda mens-
Iruacilo.
Lombrigas de toda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
A!.mi li.1. 11a culis.
Obslrucrio de venlre.
l'hlhisica oucousumpgno
pulmonar.
Helenrao d'ourina.
Hlieumalismo.
Svmplomas segundario.
Temores.
Tiro doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
\eiidem-seeslas ptalas no eatahetacimenta teral
de Londres, n. 214, Strand, e na taja de lodos os
bolicanos, droguistas c oulras pessoas enVarregadas
(lesna venda em loda a America do Sul, Havana'c
llc-panlia.
lia 11 .r do mesmo.
Cassas f rancezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vcudem-se cassas franeczas de muilo bom
goslo. a 320 o covado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flane la para forro de sellis che-
cada recentemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, cs-
criptorio 11. 12, vende-se muilo superior potassa da
Kussia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratas (pie he para fechar canias.
i>epo>ito da labrioa de Torio na Santos na Sohia
Vende-se, ero casa deN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. H, alaodao trancado d'aquclla fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um compiti sortimento de moen-
( dai
.das < meias moendas para engenho, ma-
Ascaixas sao marcadas a logo chinas de vapor, e taixas de ierro batido
Conde deMarcu.l e os rotulo. |p|e c0,.ld0( de tod l:!ln:u|I0S> para
dito. *
as garrafas sao azues.
"
Completossortimentos de fazendas de bom Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton (S C, na rua de Sqnzalla Nova 11. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiroa bronzeados.
Uespenceira de ferro galvnnisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de Cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Uchoa, com seis
salas, oito quartos ealcovas, cosinha, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de frutearas, grande jardim
murado com multas llores, cocheira, es-
tribarla, quarto para feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicoes mui favoraveis para o compra-
dor : a i 1 alar na rua da Cruzn. 10.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Rrum rogo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande,sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres. de despeza. O.
precos sao' os mais commodos.
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margein do rio, edilica-
da ha pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira,
estribara, etc., etc.: quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua a
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara_
qualquer negocio.
Vcn.lc-se fio de sapateiro.'bom : em casa deS.
I'. Joiin-ion 4 Companhia, rua da Sensata Nva
o.42.
REMEDIO INC O RIFARA EL
AOS SENHORES l)E ENGENHO.
Cobertores escaros muilo grandes e encorpados,
dilos branros com pello, muilo grandes, imitando os
de laa. a I^IIMI : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos finos o casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-se panno pelo 29100, 29800, 3~,
395OO, 19500, jUO, (i^lM) rs. o covado.dito azul."a
Jz, 21600, ir, 69, 7-, o aovado ; dilo verde, i 39KOO,
39500, i-, 59 rs. o covado ; dilo cor de piihao a
CS",IK)o covado ; corles de casemira prela france/a e
elstica, i 79500 e S>"JK) rs. ; dilos rom pequeo
decilo.a 69500 ; ditos inglezenfeslado a .V^MIO ; dilos
de cora 4.3, 5.>00 li^rs. ; merino prelo a I?, 19400
0 covado.
Agenda de Ewin SZstr,
Na rua de Apollo n. (i, armazem de Me. Calmon-
^ (Companhia, acha-se conslanlcmenle bous sorli-
menlos de taixas de ferro ruado c batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas indi ras lodas de ferro pa-
ra animacs, asoa, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos e modelososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
Ihas de flandres ; ludo por barata prego.
llevlo Christo.
Sabio a luz a 2. edir.io do livrinho denominado
Develo CbrisUo.maiscorrectoeacrescenlado: vnde-
se onieamenta na livrafia n. 6e s da praca un In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acole!loadas,
brancas e tic cores de um s panno, muito cranrtes e
le bom Roslo vendem-se na rua do Crespo, taja da
esquina que volla para cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recita 11. 50 lia para vender
barris com cal de Lisboa, recntenteme chegada.
\ ende-sc una batanea romana rom iodos os
seus perlences, em bom uso e de2,000 libias : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem 11.4.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Meide Hara, adoptado pelos
revercndissiinos padres rapurbiiilios de N. S. da l'e-
iilm desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceic.lo, e da noticia histrica da mc-
ilalha milagrosa, cdeN. S. da Bom Conselhu : ven-
de-se nicamente na livraria 11. ti e 8 da praca da
independencia, a 190110.
Vende-se una taberna na rua do Rosario da
Boa-Yisla n. 47, que vende muito para a (erra, os
seus fundos silo cercado 1:21X19000 rs., vendc-se
porm com menos se o comprador assim I he convier :
a Iralar junio i filfandega, travesea da Madre de Dos
armazem n. 21.
Vende-se na rua do Queimado, loja n. 21, chi-
las largas de padrees mudemos a 200 rs. cada co-
vado.
RUA DO CRESPO LOJA ENCARNADA.
Vendem-se cortes de seda escosseza, pe-
lo baraissimo preco de I C$000 rs.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vndese a bordo do liriguo Conceiro, entrado
de Santa C.alhariua, e tundeada na volla'do Forte do
Mallos, a mais nova familia que existe boje no mer-
cado, c para poreSes a Iralar no escriplorio de Ma-
noel Alies Guerra Jnior, na rua do Trapiche
11. 14.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stoiie em Berlin, empregado as co-
lonias ingle/as e hollandczas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, aclia-se a venda, em latas de 10
libras, junio com o methodo de empre-
ga-Io 110 idioma portuguez, cm casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. i.
Ven.lose urna rics mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de lampo de
marmore branco, a dinbeiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegion. 2.">, taberna.
Pa livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se umaescolhida coUeccodas mais
brilbantes pecas de msica para piano,
asquaes sao as indhorcsque se podem a-
char pata fazer um rico presente.
RLA 1)0 TRAPICHE N. 10. iS
&C.,l.apa-S
C. STARR &C.
respeilosamente annunciam que no seu extenso e-
labelecimcnlo em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicao e promplidao.toda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, naveaa-
co e manufaclura, c que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
la na rua do Brum, alraz .do arsenal de mariha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu estabelecimento.
.wli acharao os compradores um completa sorti-
mento de moendas de canua, com todos os melho-
ramcnlos(alcuos delles novos coriginaes) de que a
experiencia de muilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor debaixae alia presso,
taixas de lodo lamauho, tanta bal idas edmo fundidas,
carros de mo e dilos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di
lo, tamos de ferro balido para fariuba, arados de
ierro da mais approvada construccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornataas, e urna
iulinidade de obras de ferro, que seria cnfadoDha
enumerar. No mesmo deposita existe urna pessoa
intellieenle c habilitada para receber lodas as en-
commendas, ele, ele, que os annonciantes contan-
do com a capacidade de suas oflicinas e machinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se conipromellem a fazer
executar, coma maior presteza, peifeico, e exacta
conlormidade com os modelos ou dcscuis, e-iuslrnc-
fiesipie llie taiemfornecidas.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Coilegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por- '
eoes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abri-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas,para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
sto olferecendo elle maiores van-
tagem do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Coilegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos ARolim.
IBES?
i

'0 Em casa de Patn Nasl
@ ra vender:
S Sortimento variado le ferragens.
Amanas de ferro de 5 quartos at 1
S polegada.
3 Champagne da melhor qualidade
;H c,u gnalas e meias dilas.
J^ Um piano ingle/, dos melliores.
wmtaaBOBik ms-mExxssi
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos ri ferro de '-rr- qualidade.
msim HOLLowiY.
Militares de individuos de lodas as naeies podem
Icslcmiinharas virtudes deslc remedio incomparavel.
e provar, cm caso necessario, que, pelo uso que
delta llzeram, lem seu corpoe memhrosinleirainenle
sao, depois de haver empresado iiiulilmenle oulros
tratamciilos.Cada pessoa poder-sc-haronvenrerdessas
curas maravilhosas pela leilura dos peridicos que Ih'ns
relalam lodos os dias ha muilos anuos; e, a maior
parta deltas .Sto lao sorprendentes que admiram os
mdicos mais clebres. Quaulas pessoas recubraram
com este soberano remedio o uso de seus bracos e
pernas, depois de ler permanecido lonco lempo" nos
huspitaes, onde deviain soflrer a ampnlacital Dolas
ha umitas que havendo deixado esses asylos de pa>
derimento, para se iAosubmellerem a essa opcrac^lo
dolorosa, foram curadas romplelameule, mediante
o usodesse precioso remedio. Aicnmasdaj htes pea-
soas, na efusao ,le seu reconhccimeiilo, declararam
osles resollados benficos dianle de lord conocedor,
e ontrn magistrados, alim de mais aulenlicarem
ua afllrmaliva.
Ningnem desespenria do estado de sua snade se
livease bastante confianza para ensatar esle remedio
coustanleinenlc, secuinilo.alciim lempo o ralamen-
te que neeessitasse a Miaren do mal, rujo resida-
lo seria provar inconledavelineiile : Que ludo cural
O ungento he til mal particularmente nos
seguinles casos.
malriz.
Lepra
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de canees.
das costas.
dos membi'os.
Enfermidades da culis em
geni.
Enfermidades do anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdadeou falla de ca-
lor as extremidades.
Krieiras.
Gengivas escaldadas.
Incliaces,
liillammacAo do Pisado.
Males das pernas.
dos peitos.
de olluis.
Mordeduras de replis.
Picadoras de mosquilus.
I'ulmoes.
Oiiciin, nielas.
Sarna.
Supuraees pulridas.
Tinha, em qualquer parle
que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do li. Lio.
das arlirularOes.
Veias lorridas, ou uodadas
as pernas.
da bexiga.
Veudc-sc esle ungenta no estabelecimento geral
Vende-se una bonita negra da Costa muilo
moca, cozinha perfeilameutc o diario de una casa,
encomma e ensaba, c he oplima quitandeira : quem
a pretender, dirija-se i rua dos Slarhrios n. 14.
ESCRAVOS FUGIDOST-
Dcsappareceram do abaixo assignado.no dia 27
de novemhro do engenho Ilapirema de Cima, da co-
marca de Goiaona dous cscravos, um de nome Joa-
quim, crioulo, que reprsenla ter 30 annos de idade,
altura regular, lem por costante embriacar-sr, e tai
escravo de Jos do Reg Lima, que o recebeu-em
pasamento, morador cm Barreiros ; Benedicto, tam-
bem crioulo, representa ler 24 muios de idade, lie
reforcado do corpo, principia asora a barbar, e loi
escravo de Manoel Serafim, lavrador do engenho Ju-
rissaca : roga-se as ouloridades policiaes ou capilSes
de campo, de os apprehender e leva-los a dita enge-
nho, ou nesla praja na rua Dircila n. 14, que serio
recompensados generosamente.
Jos Pinto do Cosa.
1009000 de gralilicacflo.
Desapparcceu no dia 8 de setembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome A11 Ionio, que re-
prsenla ler 30 a :>.'> anuos, pouco mais ou menos,
nasciio em Cariri Novo, d'nnde veta ha lempos, be
muilo ladino, c estoma Irocar o nome c inlilular-se
forro ; tai preso em lins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Seriuhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertar, e sendo re-
met ido para a cadeia desta cidade a ordem do II Im.
Sr. ilcscinbarftador chele de polica com ofllrio de'ide
Janeiro de 1852 severificou ser escravo, c o seu legi-
linio senhor tai Anlonio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho Caite, dti comarca de Santa Anlao, do
poder de quem desapparcceu, e sendo ouira vez cap-
lurado o rerolhido a cadeia desta cidade em9de
agosta, tai ahi embargado por exreucflo de Jos Dias
da Silva (iiiinarars, e iillimameiiie arrematado em
piara publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo aliaixo assicnado. Os
signaessao os seguinles: idade de 30 a 35 annos, ca-
talura e corpo regular, cabellos prclos e rarapinha-
dos, cr amulatada, olhos escuras, nariz grande e
grosso, heicos grossos, o semblante Terhado, bem bar-
bado, com todos os denles ua frente : roga se, per-
ianto, as autoridades policiaes, rapiliir-s de campo e-
pessoas particulares, o favor de o apprchendcrem e
mandarem nesta praca do llccife, na rua larca do
Rosario 11. 11. que rcceberSo a graliliraco cima de
liiii-iiim ; assim como protesta contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel de Almeida Lopes.
Da casa pertenccnle ao Sr. Jos l.e3o de Cas-
Iro, sila no lugar denominado Cordeirn, fogiram as
7 horas di noile do dia 15, duas escravas ini e li-
Iba, sendo atni cabra, de nome Mara, reprsenla
ler 50 annos. lem os cabellos Brancas; he corcovada,
lem mu dedo da nio esquerda muilo fino e lorio,
proveniente de um panaric*; e a filha de nome Bo-
sa, muala, de idade 24 anuos, pouco maisou menos,
lie bailante corpolenla, lem os cabelles carapiuhos,
olhos vesgos c v pouco por um deltas. Foram es-
cravas do Sr. Seraphim da Silva Ferrar, de Pojeo' de
Flores, e foram compradas esle anno nesla praca ao
Sr. Jos da Silva l.oio, hoje perlcncem >o abaixo
assicnado, que recompensara generosamente a quem
as apprehender e as levar na mesma cara, ou ua rua
da Cadeia do Recite, taja n. 5.
PERN.: TY1>. DE M. DE FAR1A. 1854

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