Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01241


This item is only available as the following downloads:


Full Text
*
ANNO XXX. N. 288.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos' 4,500.
SABBADO 16 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por anno, adiantado 15,000.*
Porte franco para o subscriptor,

DIARIO DE PERNAMBCO
EACARREGADOS DA SL'BSCRIPC.VO-
Bra-ife, o proprelario M. F. de Fara; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Mariins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira ;Araca-
ty, o Sr. AntoniodeLemosBraga;Qear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 3/4 a 28 d. por 15S000.
Pars, 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
< Fio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companliia de Bebe rita ao par.
da companbia de seguros ao par.
Diseonto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAKS.
Ouro.Oncas hespanliolas- .
Modas de 65400 velhas.
de 69400 novas.
de4000. .
Prala.Patacocs brasileros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
298000
165000
169000
95000
19940
19940
15860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Garuar, Bonito e Garanliuns nos dias 1 e 15.
A illa-Bella, Boa-Vist, Ex eOuricury, a 13 o 28.
Goianna c Parahiba, segundas e scxtas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAHAR DE IIOJE.
Primeira 1 hora e 18 minutos da larde.
Segunda 1 hora e 42 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio,'segundase quintas-feiras.
RelacSo, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia.
2" vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMER1DES.
Dezbr. 4 La cheia ao 44 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarto minguanle as 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 La nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da larde.
26 Quarto crescente a 1 hora, 21 mi-
nutos e 48segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Dmaso p. m. ; S. Trason m.
12 Terca. S. Sereno leilor m. ; S. Kpimom.
13 Quarta. S. Luzia v. m.; S. Eustracio.
14 (Quinte. S Arcenio m. : S. Disoscoro m.
15 Sexta. S. Albina m. ; S. Euzebiob. ni.
16 Sabbado. S. Ananias, Zacaras e Mizael rom.
17 Domingo. 3.* do Advento. S. Florano m;
S. Calanico m. ; S. Vivina m. ; S. Begga.
featao i lindar os trnbalhos rio
presente nnno, e infelizmente ni.
gans dos senhores nsslg limites nao
setem leinbrariode iia^.ir a ns natura ; a esses, mi rogamos,
qnelrain enmprir seus Aevcres, as-
nina como temos cumplido o nosso.
EXTERIOR.
CHRONICA DA QUINZENA.
31 d outubro.
No inoraenlo em que a guerra-trara-sc carta vez
mais, em que posta-se prever como terminara,
quando segundo todas as probabilidades que resul-
tam dos tactos diplomticos como dos militares, esla
lula est destinada a eslender-so a complicarle,
cooveio que aceitemos todos os seus resultados, c
que habitiiemo-iins a ver que nem sempre a rapi-
dez dos aeontecimentos corresponde i impaciencia
da opiniilo publica. Convcm que pri>paremo-nos
para essas delongas necessarias s difliceis operajes,
para as qoaes o lempo lie um cmplice indspensa-
vel. ainda murrio quando nellas empreamos lodos
os nossos esforcos. Ha pouco fez-se pouco caso do
lempo ao Iralar-se da tomada repentina de Sebasto-
pol que coroarialSo a proposito a balalha do Al-
ma: o lempo porm reivindicnu os seus direilos, lo-
dos conhececam que era necessario empregsr a es-
trategia, trinrheira. e um ataque regular, afim de
que se podesse chegar a um bombardeamento e a
um assallo. Foi o que fizeram nussos exercitoi e-
poisdo primeiro encontr que assignalou a sus en-
trada na Crimea, eeslas novas operajoes sao acoin-
paohndas de glorias e de resultados. Lendo-se os
olicios de lord Ragln, v-se que nao foi 13o fcil
quanto se pensava esse movimento pelo qual os no-
sos exercitos tornearam a linha russa e avanjaram
para Balaclava. Depois de ter atravessado o Katcha
e o Belhek sem obstculos, o exerclo inglez dir-
gndo-sc pela bussola leve de caminbar alravez de
espessos bosques, e sentindo a falla d'agua durante
lodo o dia, Sahindo desses bosques, achou-sc nos
flancos de urna divisio rusa que alacou inmedia-
tamente e perseguo no esparo de algumas milhas.
A' noile acampou-se no valle de Tchernaia e no dia
seguale apresentou-se em frente de Balaclava, onde
enlruu. A marcha de nossos soldados nAo foi menos
diflicil.
Assim. em quanto os generaos russos faziam os
*eu principae< preparativos ao norte de Sebastopol;
os exercitos alliados ganhamra o sul e apoderaram-
se da Balaclava, onde enconlraram urna forte psi-
to ao alcance da parte mais vulneravel da ridade
rusia; ellesconquistaram assim uina base solida pa-
ra as suas operacoes, um porto para receberem pro-
vsh's c fazercm desembarques, e no caso de neces-
sidade um abrigo para as nossas esquadras. Foi em
BzlaclaNa, sezundo o que parece, que nossos gene-
rae* liveram por um momento a idea de desembar-
car para invadir a Crimea ; porem coulivcrum-se
diante das for mida veis ilcfezas naturaesque a'costa
ffer-e- Human
A victoria do Alma abrio-llies o camlnho por tr-
ra para o mesmo lugar. Foi abi que desembarcoo
o material do cerco, foi tambem desse lado que co-
mefaram as operacoes do ataque, em quanto que
urna parle do eiercito ficava em observado, promp-
ta combaler. O signal do ataque fui dado emfim
no dia 17 de outubro pelo rompimenlo do fogo, e os
dia seguintes revelaram as peripecias succes-
siva deste terrivel conflicto. A gravidade ile
urna tal lata manifesla-se por s mesma sem duvida
alguma. e ella manifesla-se ainda mais pelo cresci-
menlo ncessante das forras que eslao em presenja
urna da oulra. Os exercitos alliados nao rereberam
somenle os reforjas que espera va m de Varna e Bour-
gaz. A Inglaterra e franca flieram nova remessa
de soldados; o corpo de occupajAo na Grecia emhar-
cou para a Crimea, as disisoes turcas Turam aug-
mentadas. O exorcilo russo, pelo sea lado prova-
velmente tambem recebeu so-rorros, porem ainda
que os reforjes que recebeu sejam singalarmcnte
exagerados, todava nao parecem menos reaes. As
tropas do czar sAo poit bastante consideraveis para
disputar urna victoria e fazer com que ella seja at-
rancada rom milito custo. Como qner que seja, os
aeontecimentos que boje tcm lugar na Crimea sAo
. de raro c grande inleres-e, puis he l que venlila-se
a queslAo e derraMa-se o sanguo dos nossos solda-
dos. NAo cnnvem entretanto que nos Iludamos so-
breo resultado definitivo desles acontecimenlos : el-
le nada mais sSo do que um episodio na guerra
actual. Militarmente nada lerminam ; nao podem
quando muito senao espajar a lula. Politicamente
s podem apressar a solujo de todas essas difficul-
dadesem qaeenvolve-se ainda a diplomacia de urna
parle da Europa. Com effeilo, quanto mais cami-
nba-se tanto mais simplifica-se a queslAo de modo a
nao deixar lugar a alguma poltica tmida e irreso-
luta, a alguma dessas neutralidades singulares que
lera a pretenda o de accumular ao mesmo lempo a
influencia ea inaejAo. Com elTeito a Europa adia-
se presentemente em um estado de crise extrema e
decisiva no qual nao pode permanecer por muito
lempo i vista dos aeontecimentos que tcm lugar;
todos osolhos vnlvem-se, principalmente para a Al-
lemanba, i espera da primeira palavra que pode
decidir das cunsequencias da guerra arlaal. De seis
mezes para c a Allemanha j esforja-se para ler
urna poltica, urna vonlade commum, infelizmente
porm mu poneos sao os resultados dos seus esfor-
jos, al ao momento cm que escrevemos.
Principalmente ha dous mezes, ella offerpre o es-
pectculo da lula diplomtica mais singular Iravada
enlrc a Auslra e a Prussia cm presenta de lodos os
oulros estados allemaes. Os despachos succedem-e
uus aos outros. e dir-sc-bia na verdade que nao tem
onlro fim senno dar lugar a inlcrpreta^Ses e recti-
ficaees ile ambos os lados bem proprias para ludo
confundir, se una palavra clara c resoluta do gabi-
nete de Vienna n3o dsspassc a proposito todas essas
confuss'ics filbas do calculo, manifestando anda mais
urna vez as indecscs da Prussia. Nao he preciso
que lembremos o objecto dessas discusscs diploma-
licas terminadas boje por um ultimo despacito da
Prussia rom dala de 13 de outubro, em resposla
noia austraca de 30 de setembro. Procura-se sem-
pre saber qual he o senlido do (ratado de 20 de abri-
e se a ronvenrao austro-prnssiana continua em vi-
sor depois da retirada dos Russos para alm do
Prnth; qual he o alcance real da occaparao das pro-
vincias do Danubio pelo eiercito austraco, e qual a
concordata que deve-se fazer para propor-se i Dieta
urna res ducao commum a respcilo das qualro enn-
diofies de pan de 8 de agosto. A verdadeira impor-
tancia d essas discusses diplomalicas est em que re-
velam claramente qual a situarlo das duas grandes
potencias allemaas nascomplica;oes prsenles; final-
mente deixam ver alravez de todas as crcomlocu-
coes mais subts, que a Prussia desejaria nao fazer
couss algumn, entretanto que a Austria aceita as al-
ternativas de nma poltica lenta, pnrm quesenle-se
chegada aos limites extremos da contemporisa-
c3o.
Com effeito se alguma eoosa exsle que se mani-
foslasse na viva e cerrada argumentarlo do gabinete
de Vienna cm suas duas potas de 30 de setembro,
urna dasquaes linha um carcter confidencial, he o
ler elle lomado a sua resoluto sobre dous ou tres
pontos essenciaes, que inconleslavelniMte podem de
um dia para oulro colloca-lo em um estado de hos-
llidades com a Russia. Assim a Austria no aban-
dona de maneira alguma o direitp que tem de coo-
perar mais activamente para a guerra; ella o reiven-
dca pelo contrario, manifestando a nlenrao de nao
esperara paz de* esfurros combates somnte dos
outros; pois que nao mustra-sc dispes la a soffrer in-
delinidamentc os sacrificios exigidos pela sua posij.lo
actual. %
A Austria nao he menos formal no que diz res-
peito occuparJo dos principados pelas suas tropas.
Ella nao rcconbecc direilo algum que obste s ope-
rares do exercitn torro assim como as dos exereilos
alliados contra o territorio russo ; foi justamente o
que ella rerusou garantir ao gabinete de Sao-Pclers-
burgo. Ella oceupa as provincias do Danubio para
defende-las contra urna nova mvasflo, se por~aca*o
alguma for tentada em virtude de algum alaqoe,
qnalquer para o qual nao tenha concorrido, pois que
permanecendo, nesse caso, nos limites defensivos
Iraradui pelo tratado de 20 de abril nao v motivo
algum pelo qual nao possa cumprir-sc esse mesmo
tratado. Tal he o senlido dos despachos pelos quaes
o gabinete de Vienna refuta a argumentarlo da
Prussia. A Prussia declara extinelo o tratado do 20
de abril pelo Tacto da retirada dos Russos, e a Austria
responde-lhe victoriosamente que esta retirada, oc-
casionada por motivos estratgicos, nada tem de ir-
revogavel, e nenhuma garanta offerece.
A Prussia procura altribuir um carcter exclusivo
orcupacao das provincias do Danubio pelas Iropas
imperiaes, e a Austria moslra-lhe evidentemente
que nao pede excluir nem a Porla que he a soberana
dos principados, nem as potencias occideotaes, que
adquir iranio direilo de penetrar nellcs.
O qoe porem lia de nolavel, be a prelenrao impl-
citamente emittida pelo gabinete de Berlim de di-
rigir a accSo da Austria, de dictar-lhe um papel,
quando elle mesmo ainda nao moveu um soldado e
nem rrsolveu-se a fazer sacrificio algum por urna
polilira para cuja existencia tanto conlribuio. Qual
he pois esse inleresse allemaocuja existencia nao nos
lem sido revelada al boje seno por urna inacrao
erigida em theoria '! Como se ainda lulo fosse bas-
tante ennhecido esse lanatismo de inacrao, o gabine-
te de Berlim encarregou-se de o tornar mais sensivel
pelo seu ullimo despacho de 13 de outubro. A
Prussia defende-se vivamente contra a maneira por-
que foram encaradas as proposires de paz feilas no
dia 8 de agosto; ella den-Ibes lodo o seu apoio, e a
prova disso est em que depois de as ter recommen-
dado ao gabinete de Sao Petersburgo, oflereceu
Inglaterra, Franca e tambem Austria consigna-
las em um novo protocolo no qual inlerviesse. So-
menle, acrresccnla M. de Manleuflel, faziamos esla
advertencia, que pela assianatura dos protocolos
precedentes, o gabinete prussiano nao julgava ler
0 CARERO DO DEVW*)
Por A. de Bernaril.
CAPITULO DCIMO QUINTO.
II en ett de l'amour comme de cet motadles
quilong lempa Halionnnircs font en tf)v
n jnur a.' lre meconnues ni guerie*.
(Armand de Ponlmartin Aurelia.)
(Continuaco.)
Madama de Seneuil acahava de cumprir a pri-
meira e mai fcil melade de seus projectos. O co-
mero dessa operarao fra cruel; mas depois quanlus
encantos e delicias nao liveram para o seu corarao
esa l(>rna eflusio e essas doces consolaroes prodiga-
lisadas! A larefa que lhc restava n.lo leria mais des-
sas dores compensantes, havia de ser Inda de crucl-
ilade e de amargura.
Demais depois que deixra Alire para ir ver no
salo a tillia primognita, depois que nao tinba mais
para suAter-lhe a corugem o espectculo agradavel e
triste ao rnesmo lempo dessa mora ferida no cora-
eSo, depois que essa voz harmonio-a e pura no soa-
va-lbe mais o ouvido, e que seus ollios nao encan-
travam mais a caricia de outros, parecia-lhe que
presumir muito de suas Torcas e de seu poder, e
senlia enfraqueccr pouco a pouco suas esperancis, e
desvanecer-se como um sonho ludo o que um mo-
mento antes julsra realidades.
Ella comprrhun.lcn que linha neressidade de rea-
nimar sua alma em fnntes mais vivas o mais ferun-
das que as,da (erra. Pausando dianle de seu quarto,
entrou, e ahi em piedoso e solemne recnlhimcnlo
ajoellinn-sc diante de urna imazem do Salvador e
orou. Orn muito lempo, implorou umauilio mais
poderoso que o proprio amor materno; porquanlo
linha de lular com sua propra ternura, e nao sabia
se Irabalbaiido para a felieidade de urna de suas li-
lha nao comprornetteria o repnuso e o Tuluro da
outra.
iecesaitava do soccorro do co para Torlificar-se
nessa missflo difllcil, e de luzes superiores que Ihe
alluiniassem esse^amiiiho escuro e peri-jo-o.
Depois que orou madama de Seneuil ievanlou-se
mais forte, e alravessou a passo firme o espaco que
separava sen quarto do salo em que Tirara It'-rlli i.
() \Meo Diario n. 286.
conlrahido a obrigarao de cooperar militarmente
contra a Kussia.
As tres potencias, pois, bem deviam saber que mul-
los protocolos nao produzem effeito, e que a adheso
da Prnssia neslas circunstancia*, nao dirigia-se a um
grande resallado, lie a islo que o gabinete de Ber-
lim chama sua poltica : nssignar protocolos, evi-
tar obrigares e nao Tazer cousa alguma A Prus-
sia enlcndeu que deva commnnicar suas incerte-
zas e sua paixao de inarr.'o i Austria ; felizmente
porem nao o conseguio. O gabinete de Vienna
firma cada vez mais as resoluriies que lomara, as
quaes lalvcz sejam a origem de urna allianra mais es-
treita e mais effecliva com a Inglaterra e Franra
em um lempo mui prximo. Se islo nao he assim, a
Austria pelo menos acaba de manifestar snas tenden-
cias por um acto quo tem um valor singular as cir-
cumstancias presen les; ella araba'de conceder a nma
companhia quasi toda rompo-la de Franceces, por
urna somma de 200 milhes, os caminhos de forro
construidos ou comprados pelo estado, cora as mi-
nas, ofllcinas e florestas. Como seria isto possivellse
exislisse entre o gabinete de Vienna e' o de Franja
nma seria disidencia poltica ?
Tudo, pois, caracleri-a a posirao cada vez mais
adianlada da Austria na crise aclual ; a esta posirao
para com a Russia nada mais falta sean o seu ver-
dadeiro nome. Se nao he a guerra declarada, por
cerlo que tambem nao he a paz. He muito grande,
segundo dizem, a irri lariio do czar contra o governo
austrjaco.
Se o imperador Nicolao vai a Varsovia prxima-
mente, segunilu a noticia que corre, nioser impos-
sivel que dirija a Austria algum ultimtum, e mes-
mo que ataque-a alertamente.
A marcha d;i guarda imperial rnssa, a que alludia
recentemente o gabinete de Vienna em suas coro-
municares rom as corles allemaas, da lugar a pen-
sar-se que nao existe nisto somenle urna hypothese
mui chimerica. Cuusa singular estas duas poten-
cias que sao visinhas pela fronteirada Polonia, e que
lalvez algum dia se balerao ahi, procuram boje am-
bas o apoio e o concurso dos Polacos. O* esfor^os
do imperador Nicolao neste sentido indaziram o ga-
binete de Vienna a pizar no mesmo terreno, e al
dizem que um dos chefes do excrcito aoslriaco indo
ha um mez a Cracovia, nflerecera um commando a
um general polaco quefiguruu na revoluto de 1831.
Vemos pois que ludo prepara-se para urna lucia ter-
rivel cm que tomaro parte ao mesmo lempo oOri-
cule e o Occidente. Se procurarmus resumir esta
situaran, bastar Austria pronunciar urna palavra
para que fique completo o seu rompimento com a
Russia.
Os perigos dasdissencocs suscitados entre a Prus-
sia e Austria nao podan deixar de despertar a so-
licitade das cortes secundarias da Allemanha. De-
pois de lerem animado ao prinripio o gabinete de
Berlim para que se manlivesse sobre o terreno inde-
cizo em que se linha collocado, para que paralysc os
moyi'menlos da curie imperial por urna m vonlade
cada vez mais occulla. essas corles que pelo maissin-
aular abandono de suas nlliaucas nalnaraes, tinham-
se tornado os auxiliares! da-peiitka prusiana, nflo
tardaran) maito em sentir que a desunan das duas
grandes potencias allemaas nao podia prolongar-se e
eomplicar-se sem que compromellesse al um cer-
lo ponto a mesma existencia da conTederaco germ-
nica. Com efleilo, nao tendo podido abalar a firme-
za do gabinete de Vienna, os homens deesladuque
pretendern! tornar a Allemanha imliflerenle, na
apparencia, grande questao do Oriente e real-
mele hostil s ideas das potencias occidentaes, aban-
donaram repentinamente a Prussia, para operar en-
tre ella e a Austria urna reconciliaran, pois eslo
bem convencidas que na Talla della, esta ultima po-
tencia nao obrara senao de conTormidade com os se-
us intei es-rs e com suas obrigncGes de potencia eu-
ropea, abandonando assim os eslados germnicos as
suas divises e Trnquezas. Tal he o fim da missao
que Mr. von der Pfordlen tem exercido em Berlim-
e a qual associou-se com igual inleresse o ministro
do reino de Satonia, Mr. de Bensl. Em substan-
cia, esta Icnlaliva nada tem de lisongeiro para a
Prussia que estimarla autes dar impuisos do que re-
cebc-los, lendo por lautas vezes mostrado que em
caso de necessidadesaberia e at preferira entender-
se directamente com a Austria, sem que intervies-
sem as potencias secundarias, cuja impostancia em-
bararam-na, e cuja mediaro Ihe he importuna. Ex,
pcrimcnla-sc tambem neste momento em Berlim ou-
lro desgosto bastante sensivel. Os pequeos eslados
da Thuringia, que pela sua posirao geographica e
suas aflinidades Iradiccionaes acham-se ligados es-
treilamenlean syslcma prussiano, concordaram loda-
via que deviam volar eventualmente com a Austria
na iela, so a queslao do concorso federal para as
medidas que a continuaran da guerra pode necesi-
tar, for eslabelecida em Francfort a vista de certos
casos que baveria grande cegueira, se nao fossem pre-
vistos desdej.
Emfim, he evidente que de todos oslados diminue
o lerreno desla poltica de indflerenlsmo dt qual
a Prussia -alma tmidamente, ha alguns mezes, pelo
(ralado de 20 de abril e na qual tornou a entrar, pro
CAPITULO DECIMOSEXTO.
Amour ett bonne maintenir,
a Mais qu'on en miste bien teir,
a Mais amour gui n'est mainlenue
L/tyaument n'est pas de valu...
Mano-cnplo anonymo do seclo XV.)
Madama de Sanlieu linha Picado na mesma posi-
rao em que a detra a condessa, leudo os ps so-
bre um laiiiborete, oVorpo curvado sobre osjoelhos
e a cabera apoiada as m,los. Seu olhar vago e in-
cerlo flucluava no espaco, e pareca procurar alra-
vez das amores do parque o perfil fugitivo de urna
visao.
O jardim a ingleza do caslello do Seneuil linha si-
do lalbado por mao hbil nos largos algreles, e nos
grandes bosques de um anlgo jardim franceza. Ti-
nliam sacrificado em parte a symelria e magestade
originaes aos caprichos da imaginaran, e aos efle-
los do pitloresco ; todava o fallecido Mr. de Seneuil
que mandara desenliar esse novo parque, jamis con-
sentir que se destruissem os longos carpes c as bel-
las arvores aindiadas do parque plantado pelos seus
avs. Dahi resultara unta mistura de eslylo asss
ruriosa, um vestigio vivo da m.lo do liomeni no meo
das phanlasias extravasantes da natureza ; porquau-
lo formado o novo jardim, Mr. de Seneuil nao enrf-
sculira mais que se cortasse um su ramo de suas ar-
vores, nem que nuguem as impedisse de laucar os
relenlos que as razcs levavam ao longe al ao mcio
dos tabuleiros de rclva. Quera ser consequenle com-
sigo mesmo, e como abandonara1 nalureza o cuida-
do de ornar sasiuha dahi em dianle sua h ilutara >,
nao quera que se conlrariasse cw nada essa grande
artista. Assim as.arvores tinliam rrescido confusa-
mente sem una nem obstculo, como em urna flores-
ta virgom da America. As arvores do velho parque
abandonadas ao impulso natural de sua sciva, lnham
eslendtdo seus longos ramos sobre as arvores mais
novas, coiiTundindo de algum modo sua primeira re- I
gularidade no cilios de-sa vegetaran desreglada. Da-
hi resultara urna desordem nao Talla de belleza e de
grandeza, posln que mi tivesse sido premeditada, el
o hbil archtlcrt que fra etioarrcgado pelo conde
vinle nnnos anles de Iracar-lhe o que eniao rhama-
va-se um jardim da moda, leria (ido ddiculdade em
recoiiheccr sua obra nesse bosque magnifim, onde as
regras da arle pareciam alTrnniadas e confundidas
porfa.
Tmlavia a condessa depois da morle dn Mr. de Se-
neuil nao julgra dever seguir cegamente os princi-
pios do marido, mandara desembarazar as entradas
da ha hilaran, arrancar dos taboleirus de relva al ar-
vores que limitavaiii demasiadamente a vista, e pro-
curar alravez das grandes hervas que as linbam in-
vadidn as veredas que trabare o artista parisiense.
Em urna palavra, a civilisarjao passiira por essas den-
sas sombras ; purera esse parque nao era ainda o que
sao em Inrno de nossas quintas modernas os jardins
de colima- facticias, de valles hbilmente dispostos,
de relva bem pintada, de ras bem limpas, de elle i-
los pillorescus sabiamente preparados, de mil essen-
cias de arvores e de arbustos sagazmente combina-
das. Essas tres muflieres de gosto, a condessa e as
duas Tildas tinham comprehendido que se o jardim
precioso dos desenhislas he absurdo como urna pas-
tora com filas cor de rosa, urna floresta virgem de-
baixo das janellas de um caslello M he mais ra-
zoavel, e que em um jardim convem que se possa
passear sem lroper,ar nas silvas nem deiiar o vestido
e os sapalos nos espiihos dos arliuslos.
Oraras a esa sabia dircc^ilo, o parque linha con-
servado lodos os elfeilos felizes que o syslema do
conde pralicado durante quinze anuos pe'rmiltira
natureza desenvolver, c bellas e profundas paisa-
gens viam-se das % aramias do caslello. Era diflicil,
mesmo aos olhos mais habituados s grandes bellezas
da natureza, eximir-se de urna certa eraorao poti-
ca em face desse longo taboleiro de relva, que se
estendia por baixo das arvores ale i avenida. Coui-
prchende-se que fundo maravilheso formava esse
quadrn para as \isoes melanclicas, que vagavam no
espirito de Berlha.
O coracjlo, ainda quando a rato e o dever lite
impoem a le cruel de sufl'ocar seus clamores, com-
praz-se em evocar as mais amargas visoes, e sabo-
rear sua dr. Parece que arha nessa mesma dr e
amargura o remedio de sua ferida, e que o amor he
como os insectos venenosos, que leem em si mesmos
o antidoto de seu veneno.
Assim Bertha em vez de desterrar da lerahranca a
imagem de Uasiao, achava um prazer cslranbo "em
faze-la mover-se dianle de si, e em cevar seu pen-
samenlo com essa vi-la pungenlc. Ella repela in-
cesantemente a si mesma, que linha apagado no co-
raran essas rbanimas culpadas; mas que au renun-
ciara ao direilo de fazer volos ardeules pela felieida-
de daquelle que deltas fra objecto. Nesse momento
procur.iva alravez dos vapores de sua meditarlo q
forma menos indecisa que devia dar a esses volos.
Que felieidade pode se deeejsr a um honicm que
enlra apenas na vida, senao que encontr a esposa
amorosa e dedicada de que falla a e-criplura? Ber-
lha tem o coraco leal, e como todas as nalurczas no-
bres nao sabe limitar ao seu proprio borisonle o da-
quelles que ama. Comprime as pulsaees de seu co-
rarao, e mostra-lbe corajosamente tiastao amando
urna mulher que o ama, e que nao he ella. Padece
sem duvida; mas esse soffrimenlo acha seu allivio
no esforz que faz para venc-lo, e na satisfarn in-
tima que eiperimenla de triumphar delle. Assim
esmaca, para melhor cura-la, o iuserlo sobre a fc-
ajda.
Quem nos dir as delicias secretas que ha no fun-
do de certas dores'! Ninguem, acuito nos mesmos,
quando passando por alguma dessas pravas que nos
fazem comprehender ludo; porque tudo nos fazem
paixesinsensalas i
te de ia Croix, aq
picacia de sua intellil
curando faze-la passar como a poltica dos inleres-
ses allemaes, com grande prejuizo da sua influencia
na Europa, e (segando cr-se em Berlim ) em de-
trimento da paz que he tan desojada.
He pois provavel presentemente que depois de
muito tempo perdido, a Prussia deiiar de contra-
riar na Allemanha a poltica da Austria, procurar
approximar sua linguazem e sua allilude segundo
as resoluees que a Franca e a Inglaterra manlem
invaravelmente, e fardesappareccr as desconfian-
zas qne legtimamente existem a respeito do seu
proccdmenlo por factosque fac.am com que a Rus-
sia perca suas ultimas illuscs.
Ella, noi deve ao gabiu :. de Saint Petersburgo
o sacrificio do inleresse vital que ordena-lhe que
conserve suas boas relacOes com as potencias occi-
dentaes, porque este gabinete no Ihe tem feito a
menor concessao desde o comeco da crise, impor-
lando-lhe pouco os embarazos que sua injusta am-
licao causa a Allemanha inteira. Elle nao cuida
lamltem dos perigos de todas as especies a que ex-
poe os governos allemaes, e conlra os quaes serla
mpotente a sua defeca, se os cspirilos se agitarem
na prxima primavera.
E-ta situaran he stsWcientementc comprebendida
por M. de MantesdaVI. o qual impondo silencio as
ec<1o, cojo orgao be a Gazet-
de manifestar quanto a pers-
ncia e a moderarlo do sen
carcter apartam-no da um rompimento com os int-
migos da Bossia.
Este estadista ter4 assim o esperamos, no mo-
mento decisivo toda a coragem da sua opiniao. Es-
tamos convencidos de que, apezar das grandes dif-
ficuldades, elle s ibera dirigir a poltica prussiana
pela nica via que he digna de um governo sabio
e indcpendenle, a nnca tambem que he segura
tanto no exterior como no interior, porque ninguem
na Prussia aflrontara a crise occasionada pela sua
retirada.
No raeio deslas perplexidades, he com viva salis-
facao qne vemos o gabinete de Vienna perseverar
honrosamente em lodos os principios, em nome dos
quaes lgou-se com a Franca, recusando circums-
crever no circulo mesqoinho dos inleresses parli-
culares esla grande questao do equilibrio europeo
e da seguranra geral. Convem que Ihe agradece-
mos esla firmeza de allilude, porque ella cava entre
a Russia e a Austria um' abysmo cada vez mais
pruTundn, n que lalvez nao seja senlido igualmente
em todos os lugares. Seria sem duvida para desrjar
que a marcha desla potencia fosse menos methodica, e
que cheia da consciencia da sua -forra como da do seu
direilo, ella (omasse o mais cedo que fosse possivel
urna parle activa nas operacoes militares, sem
preoccipar-se lano das irresolucas daqurlles que
seriam arraslradus por urna iniciativa onsada, ou que
ao menos nao ousariam redmente inquicla-la ciq,-
quanlo nbrasse de conTormidade comnosco ; porm
lamentando que o gabinele de Vienna julgue in-
dispeusavel assegurar cada um dos seos passos por
umaclrcumspecco talvez excessiva, eremos em sua
lealdade, e ser urna boa poltica corresponder a
isto, lendo nelle uaua ju'ta embanca. Se o impe-
rador Nicolao nao resgnar-se a ceder semi-qui-
vocos aos qualro pontos solemnemente proclamados
como o mnimum das cundirnos de paz, parere m-
possivelque a Auslra nao seja mu prximamente
levada pelo cuidado de sita honra e pela Torca das
cousas, a lornar-se tambem parle belligerante na
guerra sustentada trio Turlemente quanto o exigir a
obstinaran da Russia. Ella ahi prestar osmaores
serviros, nao podemos ncga-ln, assim como nao des-
conheremos que sua demora prolongada cnTraque-
ceria de nma maneira prejudicial a effi,cacia dos
nossos esbirros e limitara o terreno em que elles
exercera-sc, e at mesmo poder-se-hia dizer que da-
ra guerra um carcter differente daquelle que
convem que ella tenha. Tudo o que eslreiUr os
laros da Austria com as potencias occidentaes, he
debaxo deste ponto de visli urna vantagem para a
sua causa e urna ealamidade para a Russia, que
achar-se-ha assim encerrada em um circulo cada
vez mais eslrelo, e ver-se-ba forjada a confessar
que lula sera esperanzas contra a reprovarao da
Europa inteira.
As retacos enlre Vienna e Saint Petersburgo
chegaram ao ultimo grao da ndiflerenc,a ; nada mais
pode haver alm tlisso, senao um rnmpimentu de-
clarado, e apezar da presenea dos enviados respec-
tivos em ambas as cortes, preparativos, cujo fim
he manifest, fazem-sc de ambos oslados no meio
de recriminaces de urna acrimonia crescenle. De-
ve ser um especlacnlo singularmente desagradavel
para o czar, o estar o intil representante do Vien-
na assistindo as felintacf.es manifestadas pelo cun-
de de Buol, por oecasiAo dos felizes successos de
nossas armas na Crimea sobre as dos Russos, e sen-
do informado das numerosas conferencias que o
conde de Buol lem com os embaixadores da Franra
c da Inglaterra sobre um oulro inleresse qne nao
o ds urna amliie.Tu por muito lempo tolerada.
Ha nisso urna grande e dora lira para um orgu-
llo) que de trinla anuos para en ainda nao passou
por semelhantcs circumstancias, e he um enfraque-
cimenlo real para essa potencia russa cujo prestigio
moral era um elemento taoronsideravel. O czar de-
ve amargamente lamentar o ler forjado a Franja e
a Inglaterra a aproximarcm-se do gigante e a me-
di-lo. De longe conlinuaremosa julga-lo mais pode-
roso ; major e longinquo recerentia. A Prussia que
lano condescende com elle, misa tambem dirigir-
lhe algumas vezes una linguagem que o gabinele
de Sainl-l'elersburgo nao soffreria ha dous annos.
Falla-sc do ultimtum que ella dirigio-Ihe, nao
acreditamos nisso ; porm parece-nos que ella faz
somenle represenlajes mui vivas, c que todava Ihe
ser menos tolerado do que as resoluees mais arro-
gantes d'Austria. Isso deveria ser mais urna razo
para o gabinele de Berlim associar-se a urna polili-
ca que procura por a Russia em esladode mo poder
pedir-lhe conlas do passado.
Da reunio desses Irajos propros para caracler-'
sar o estado da Europa, dos fadosacluaes cmodos
que podem prever-se, resulla urna viva e forlc m-
pressao : he que nanea eslivemos 13o prximos de
grandes eserios aeontecimentos. Quo influencias po-
derao esles aeontecimentos exercer sobre a prosperi-
dade e desenvolvmenln interior de Cjida paiz ? He
o que he dfficil responder. Materialmente a guerra
nao se faz sem que fiquem alguns Irajos no commer-
cio, na industria, em urna palavra no movimcnlo
inlcro da riqueza publica. Os recursos do proprio
eslado podem soffrer algum golpe, a por isso convem
qfte baja alguma prudencia em prev-lo. Seria cu-
rioso debaixn desle ponto de visla conheccr os pri-
memos efleitos das complicarnos que vieram pertur-
bar a paz do continente sobre as rendas publicas que
sua nalurez* lorna mais variaveis. Pode-se formar
hoje urna idea disso pelo extracto das receitas prove-
nientes dos imposlos e rendas indirectas durante os
nove priman-as mezcsdesle auno, isto he, no mes-
mo periodo em que a guerra appareceu. Feilo todo
o calculo dos augmenlos e das reduejoes das diver-
sas rendas, acha-se que a rereila dos tresprimeiros
trimestres desle anno, comparada com a do mesmo
periodo do anno passado, soll'reii urna diminuicio de
sete milhes.
Foi principlmenle no primeiro semestre que ma-
nifeslou-sc este dficit ;os tres mezes que expiraram
recentemente ponco aitgmentam este dficit. As ren-
das que diminuiram sAo aquellas que provm dos
direilos de alfandega, de bebidas, dos assucares in-
dgenas e urna parte nolavel deslas dimnuijocs fo-
ram occasionadas por circumslancas cslranhas
guerra. As rendas, cujo pruducto augmenten, sSo as
do sello, dos assucares das colonias, dos tabacos, do
Porte das cartas. A reuniao desles resultados nlo of-
ferece nada que nao devesse ser previsto. O ev-en-
cial he que nao exsle nenhum symptoma serio de
frouxida. Quanto ao mais, existe no movimento
material das cousas um curio regular que prosegoe
sem ser interrumpido sensivelmente pela guerra.
A guerra lem algumas vezes elTeilos imprevislos,
que nao deixam de-rins recordar as nossas crizes po-
lticas interiores, as revolujcs porque temos passa-
do, todas estos discordias violentas que dexaram
mais doum trajo e fizeram miiisde urna vctima.
Quando for escripia a historia deste anno que cor-
re, e a dos aeontecimentos que nelle liveram lugar,
conlar-se-ha lamltem um pequeo episodio que nao
he destituido de valor debaxo de um poni de vis-
la : foi a soltura de Barbes preso, como todos sabem,
em Belle-Isle. Barbes escfeveu a um dos seus ami-
gos dizendo que desejava victorias para os nossos
soldado-, e lameitlava o seu parlido, se por acaso
pensassede oulro modo. Ah, diz elle, depus de ter-
mos perdido'.tantas cousas, nada mais sios restara
senao perder o senso moral. Birbs luiha razSo, se-
ria perder o senso moral, senao desejassemos que a
Franja Irumphasse sobre o campo da balalha. Es
a razao porque no podemos ceusar um parlido nem
tito pouco atlribur-lhe grande merilo por no ler
abdicado o mais simples senlmento nacional. Como
quer que seja, a expresso desle senlmento valeu a
liberdade ao captivo de Belle-Isle, pois que o impe-
rador por umacto espontaneo o mandou sollar ; po-
rm aqu complica-se n negocio, M. Barbes recusou
ao principio a liberdade, elle escreveu urna caria
para o fim de ser conservado na prisito.
Felizmente urna graja he um acto irrevogavel, c
os volos de Barbes nao foram salisfeitos. Nao entra-
ramos em oatras particularidades a respeito da car-
ta do ci-preso de Belle-Isle, se elle nao livesse esla
eslranha pretenjao emiltida por lodos os revolucio-
narios de nao se sugeilarem jnslijq alguma, Sna
ll.....ria be mui simples: nenhum govern, nenhu-
ma sociedade lem o direilo de os julgar, o tribunal
que oscondemna prevarica, elles nao sao condem-
nados, porm inimigos vencedores uu vencidos, a
vida social para elles he urna b.italba, eis-ahi lodo o
seu systema.
Concebe-se pois que as grajas n,i\i s3o admissiveis
em semclhanles syslemas. Seja M. Barbes um ini-
migo vencido, uncial para elle he ser livre, e de
sej unos muilo qe viva livre na Franja ou no ex-
terior, desejamo-lo nao s por elle como lamltem por
nos. Nao ser lalvez essa a menor prova da firmeza
real d'essa sociedade abalada por tantas violencias
soffrer, nos for dada a triste salisfacao de reconbec-
lo. Nem todos podem sentir nesse grao e dessa ma-
neira ; s s almas primorosas, s naturezas que a
poesa anima, he reservado Tazer de sua propria
dr a fonte de nobres e mysleriosas delicias de-m-
ohecida do vulgo. Nao recebeu do co esse dom
de benfica poesa a alma daquelle- que nao experi-
mentara una vez ao menos na vida a lelicidade de
ser infeliz.
Nessa ordera elevada das mais elevadas grada-
roes dnsen l i ment humano. Berlha nada lem que
invejar. Sent o mais vivamente possivel a desgra-
ea de amar conlra seus deveres e conlra sua razAo ;
porm saborea mais ardentemente que ninguem o
prazer da lular e de triumphar. A poesa da dr
acompanha as visoes de sua memoria, e seu suffri-
ineiit tem em si o germen da consolajo.
He no meo dessas preoecupajocs c desses sonhos
do espirito que Berlha fila os olhos nas profundas
sombras, que lem diante de si. J o mal he menns
pungente, e a inedilajan mais doce. Soccorrida pelo
anjo das almas puras senle-so j mais forle, e me-
lhor preparada para as maguas que va seguir-se.
Mcrgulhada nessespensamentos, absorta em sua me-
lancola, ella nao ouvio os passos da mai, e nao re-
ronhece sua presenja scuAo nos abrajos apaitona-
dos da condessa.
Berlha minba filha! cxclamou madama de
Seneuil.
Houve um mnmenlo de silencio, durante n qual
urna mullidao de pcnsamcntns foi trocada entre as
duas muflieres.
Desde que o hnmcm escreve, tem feilo muilas sa-
lyras sobre a lquacjdade das muflieres; porm a-
quclle que livesse sido leslemunba desse dialogo
mudo, leria -ido obligado f* reconbecer comnosco
que as muflieres nunca fallam mais do que quando
se calam.
A condessa assenlou-sc junio da filha, c procuran-
do apagar do semblante os ltimos vestigios de sua
emojao, disse-lhc sorrindo:
Sabe, llertha, que temos la em cima una ra-
pariga mui triste t
Altee esta triste! he verdade"'
He lanln verdade que chora amargamente.
Imaginan que Mr. de Chavilly tinba vindo aqui pa-
ra casar com ella, e cntAo...
E onlAo t
E eniaoenaninrnu-se delle mui seriamente.
Madama de Saulieu poz a mAo sobre o corajAu, e
fechou os olhos como se quizesse deixar passar urna
imagem penivel. Depois tornou cum voz lenta, mas
firme:
Mr. de Chavilly nAn linha vindo com eTTeilo
com essa inlenjilo'.'
Sem duvida ; porm mudou, segundo parece ;
pois vai dcixar-nos.
Vmc. er, minba boa mai, que essa uoiflo faja
a felieidade de Atice'.'
que lem infelizmente imprimido em nossa existen-
cia poltica mais de um cunho terrivel.
Urna das quesles mais graves c mais delicadas
nascida das revolujcs que manifestaram lAo -gros-
seiramenle a situaran moral .da Franja ha alguns
annos, he saber-se porque occullo c secreto trabalho
taas influenrias corruptoras tem podido infiltrar-
se na vida das popularOes laboriosas; e porque meios
ser possivel purifica, -essa almosphera da vida po-
pular. Esla queslAo, que tem um duplico aspecto,
que diz respeilo ao passado o ao futuro, he a mesma
queslAo da educaron do povo. He este o grande pro-
blema. Esla cducnjAo alem disso nao consiste so-
menle no que ensina-so nas ccola-: ella he o que
a fazem as tendencias geraos.de um lempo, liga-so
ao grao de moralidadc universal, s impresses que
propag uii-.o a essa mullidao de livros espalhados
por lodas as parles e quo sao o nico alimento da
inlclligcncia de urna raja inteira de homens.
Esses livros formam o que urna pequea dose de
boa vonlade chama lilteralura do povo. Ora, qual
he a parle de aejao que o governo exerec na edo-
cajAo das massas por este genero de livros popula-
res? Qual he a efllcacia desta acjAo ? Do que com-
pe-sc ao mesmo lempo essa lilteralura desronhe-
cida, que existe sem que ninguem a possa ver, e que
ha alguns seculos tem o privilegio ou a pretenjao
de instruir e recrear o povo ? J v-se quanlo
torna-se exlensa e complicada nma queslAo lo sim-
ples na apparencia; ella prende-se I ludo, aos direi-
los e aos deveres de eslado cm materia de vigilan-
cia, a cultura moral e intelleclual das massas, tanto
quanlo a essa industria, urna das mais antigs e lal-
vez urna das mais singularesa mercanca dos li-
vros. A mercanca dos livros he evidentemente um
dos mais activos e poderosos meios de" propagajA
intelleclual entre as massas. O mesmo mercador de
livros lem-se tornado urna especie de typo popular.
Onde urna industria mais regular e mais elevada
nan poderia penetrar, o mercador de livros chega
e dislribue seus productos, elle percorre os campos,
vizila as aldeas, abre o seu pacole no. meio de urna
estrada ou cutre o murmurio de urna testa, he o
judeo errante de urna completa lilteralura clandes-
tina que lem o duplice atlralivo da haraleza e
muilas vezes do objecto prohibido. O livro assim
vendido lorna-se a leilura familiar d noile de in-
vern. Que esla industria he cheia de perigos,
longuera o duvida. Diflicil he supprimi-la, e mes-
mo regular o modo de nao dcixa-la ellicaz c pode-
rosa senAo para o bem. Outr'ora havia a censura,
o quo nao impedia a oltsgnidadc de occullar-se no
fundo do pacole do mercador de livros. Hoje existe
uma commissio de exame instituida pelo novo go-
verno logo depois do sen cslabelecimenlo. ha dous
iii,osfuncciona esta cmiimis-ao e ainda continua a
sa miao. Naturalmente be ella um centro para
onde ain ir: iodos esses livros errantes, fillios no-
civos dn espirite humano, que anles de encelarem a
sua carreira no mundo, vem procurar o seu passa-
porle administrativo; e emqumito a commissAo o-
brava, nbs?rvou-se que o seu secretario adjuncto,
M. Carlos Nisard, tinha em seu'pouer todos os ele-
mentos de nma historia dn> lirros papulares ou da
lilteralura de colportage. O relalorio administrati-
vo lornou-se assim uma obra complete que tomou
proporjes quasi formidaveis.
M. Carlos Nisard compoz um livro com lodos os
livros populares, manuaes de mgica, almanaks, e
papis dos grandes hroes, facecias, dilogos de a-
mor, conlos militares, historias de bufonera, e ca-
thecismos burlescos que passaram pelos seus olhos,
elle os assignalou' e classilicnu accompanhando-os
em suas perigrinajes e em snas Iransformajes
desde o secute XV al nossos dias. A. M. Nisard
nAn falta osenlimentoda importancia da sua missao.
Poder-se-hia mesmo dizer que elle altribue-lhe mui-
la gravidade e muito pezo e que chega a crear uma
certa confusAo alravez da qual nAo se distingue mais
o que he serio daquillo que o nao he. M.Carlos
Nisard falla mui tranquiilaroenle quando aecusa to-
dos os escriplores francezes, jornalislas, publicistas,
autores de vaudevilles, advogados, e at pregadores
por causa de nAo dirigirem-se senAo ao mesmo fim,
fazer rir e assegurar para a Franjr a repulajAo de
que ella j i goza ha muilo, islo he ser a najAo mai
espirituosa e faceta do mundo.
O autor da historia dos livros populares nao se
considera sem duvida como um escriplor para tratar
lAo ligeiramenle a lilteralura do seu paiz por occa-
siAo de alguns Irocadilhos; elle esqaece-se de que
podemos servir de objeclo de riso de muitos modos,
algumas vezes querendo ser mui serio e deixando de
usar dessa regularidade e dessa propriedade de tom
que he a melade da arle.
Quando M. Nisard faz inlervir a Providencia para
explicar como a orajAo fnebre de Jeati-Cilles Br-
colleau perdeua populanlade deque gozou ouli'
ora, como tambem a juslija dessa decadencia,. nAo
sabemos exactamente se falla serio, ou se querdiver-
lir-se; devenios receiar que esforco-se para diminuir
a reputajAo que gozamos de sermos um povo face-
to da mesma surte que nAo poriamos em duvida a
orlhndosia do historiador dos liceos populares, ain-
da mesmo que nAo livesse feito profissAo de f po-
Nao sei; mas scella:iAo se concluir, temo o
futuro de iiiinha pobre iilba.
EnlAo, minba mai, convem que e-sa uniAo se
faja, disse vivamente Berlha.
A condessa eticaron madama de Sanlieu com pro-
funda admiracAo. Conhecia muilo bem a Iilba, e
nao podia crer que um senlmento de inveja Ihe pe-
nelrasse no coracao; todava esperava uma eiplosao
de dr, solujos e lagrimas. Nada de ludo isso. O
semblante de Berlha eslava paludo mas sereno, seus
olhos eslavam tristes c firmes, mas nao eslavam mo-
tilados, seu poilo crgua-sc diflicil monte; mas nao
pareca rasgado pelas uuhas da dr.
Ter-me-ha engaado? disse a condessa com-
sign.
NAo, ella nao lnha-se engaado. Seu primeiro
olhar linha penetrado no fundo desse corajAo, quan-
do elle mesmo ignorava ainda sua Tunesla paixao;
porm depois que esse corajao tivera essa Tatal des-
coberta, Teehar-se sobre seu amor como um" Inmo-
lo. Madama de Saulieu havia lido um momento de
perturbajAo, nunca de heslajao. No da em que Uie
Tora dado ler em sua propria alma, ella lomara logo
seu partido, e dissera couisg : a Eis-aqui o meu
camiuho, hei de sogui-lo. E tinba-o seguido.
Em vez de procurar esquecer-se como as almas
fracas, para nAo ler que lutar, sorprcndcmn-la,
ha pnuco, convidando suas illuses balalha, seus
sonhos resistencia, evocando seu mais cruel inimi-
gn, seu proprio amor no campo cerrado de seu cora-
jao c annando-se contra elle rom o dever. Agora
levavam-lbc uma arma nova, a da dedicajao. Com-
balcndn por si mesma, Berlha podia dedicar-te, islo
he, combaler pela irmAa: suas forjas eslavam dupli-
cadas..
A condessa que tem sabia romo e em que severi-
dad de principios educara Bertha. mo duvidra
um lisiante que a filha procurasse snlrar sua pai-
xao nascenle, c a partida suhila le 5Ir. de Chavilly
era uma prova?de prudencia e de previa intelligen-
cia ; mas nunca liver.i ucrasiAu de experimentar essa
alma generosa, nem de sondar-lhe a enrgica vonla-
de. Desde a primeira provarAo, essa alma assigna-
lava sua grandeza e tnanifotava seu poder, e mada-
ma de Seneuil qual bastara interrogar a si mesma
para conheccr a rundo o (hesnuru que Dens Ihe lle-
ra, eque ella se romprnuvera de ornar com lodas as
virtudes, madama de Seneuil. de quem Berlha era
um espcllto liel. hesiluu um instante cm crer oque
linha visla; julgou ler-se engaado, julgou que
esse Inuco amor nunca vivera senao em sua propria
imaginajAo, c sem procurar explicar essa tristeza.
essas vagas prenciipajcs, essas tnesmas lagrimas
que vira brillen- nos olhos de llertli.i, sem procurar
explicar as palavras ambiguas de tiaslAo, seu emha-
rajo, sua pcrlurbajAo, sua partida, duvidouda pers-
picacia de seu olhar, poz em queslAo a legitimidad
de suas inducjes e perguntou a si mesma: Terme-
hia engaado?
I
Nessa duvida caminhavaasapalpadellas. um puu-
co an accaso, sem saber bem o que devia dizer e Ta-
zer, incerla se suas palavras suscilariam ou nao lem-
pcilades, se suas aejes iriam ou n.lo contra suas in-
ienjcs c projeclos.
Sim, Berlha, lens razAn, lornou a condessa depois
de um minute de silencio, e repelindo as phrases co-
mo o doulor Marlinho, afim de ter lempo de reflec-
lir; lens razio, mi nba filha, convem que esse casa-
mente se Taja. Alicc lem dezoilo anuos e GaslAo
he um partido excedente. NAo Ihe seria diflicil adiar
um marido tAo rico, 13o dislinclo, e de lAo boa la-
milla ; pois grajas a Dos s mojas de Seneuil nun-
ca fallaram pretendentes, c se eu quizesse leria de
esrolher enlre vinle dos melbores mancebos do lu-
gar. Tenho pensado muilas vezes sobre ludo no se-
nhor Emilio de Keslang, que be quasi nosso primo,
be um mojo bello c a ha-lado egoza da considcrajAo
geral. Elle mandou-me pedir de ha muilo lempo a
mo de Alicc; mas cu linha contraa anlerior, posto
que condicional com Mr. de Chavilly; agora que es-
se contrato parece estar cm ve-peras do ser desTeilo
pela rclirada dcliaslao. creio decididamente que fa-
rei bem em tornar a laucar as vistas sobro Emilio.
Que dizes, Berlha ?
A condessa lallava as-im smenle para experimen-
tar madama de Saulieu.
Vmc. faz mal, minba mai, respoudeu esta sem
hesitar.
Fajo mal | isso diz-sc fcilmente.
Sim, faz mal, repeli valerosamente llertha,
se be verdade que Alicc ama realmente a Mr.... de
Chavilly.
Oh! quauli a isso nAo posso duvidar. So li-
vesses vi-tn romo eu suas lagrima, seus solujos....
seus.... Creio realmente que se suas esperanras fn-
rem dissipadas, minba puhrc Altee ficar ferida no
corarao.
Que! cxrlamnu Bertha, Vine, ere isso, che-
sita? Vine, er isso e cuida em dar-lhc oulro mari-
do Ah! miaba mai, he Vine. lAo boa e lAo escla-
recida que falla assim ?
Osolhos da condessa brilbaram de alegra.
Mas.... mas tornou ella, nAo passo ohrgar es-
se senhor Gastan.... nao posso metler-lhc minha Ii-
lba a cara. NAo he esse o papel de uma mAi que se
respeita, c demais quem sabe so seria bem succedida?
Que influencia posso exercer sobre esse joven-cere-
bro? Relativamente ao pai, nem (levemos pensar
nisso; os pais de boje deixam os filhos fzerem lo-
dos os seus caprichos, e Mr. de Chavilly em particu-
lar parece crer que nAo ha unics felizes scuu as
que sAo livremenle consentidas.
A condessa alegre pelo feliz successo de sua saga-
cidade, observava a filha pelo cante do olho; esta
porm escutava com altenjAo e pareca refleclir.
Na verdade nAo sei o que melteu-se na cabeja |
tilica quando Iratava de um almanak, e quando nAo
se julgava obrigadj a guardar algumas reservas sobre
aaubstanca Je alguns mns versos feilas em louvor
do principe qae era enlAo presidente. M. Carlos
Nisard prosegue assim a sua marcha tan lenta a-
travez de muilas cousas frivolas ou vulgares, e nao
he muilo mais feliz, segundo nos parece, qnando
falla da memoria do imperadorNapolcAo le das ho-
menagensque foram-lhe feilas nos livros populares.
Que o historiador da lilteralura de colporlagc felici-
le-se de ver estas homenagens mulliplicarem-sc na-
da ha mtis simples; que veja a Franja condemuan-
do agora a sua ingratidao c procurando submergi-la
debaxo da immensa mullidao de reparajoes, he o
que pode parecer singular. M. Carios Nisard nAo vi-
ve ha mais de quarenta annos, ou ento nAo vio nem
leu ludo o qne tem-se escripto neste inlervallo, do-
rante o qual tem reinado tAo extranha emularan
d'apolheose imperial, e he assim que chega hoje a
formular com solemnidade juizos histricos que ao
menos sAo iguaes as suas Iheoras a respeito da inler-
venjAo da Providencia nos negocios da mercanca
dos livros.
Nao concloa-se do que acabamos de dizer, que o
livro de M. Nisard nao offerece em si mesmo muilos
lugares curiosos. He como dssemos, o triste e mui
verdico inventario de todas estas riquezas litlerarias
cuja existencia era apenas suspetada, desla mulli-
pAo de livros cem vezes reimpresso de tres secutes
para c e cuja fortuna estabelece-se sobre a credu-
ldade popular. Sciencias oceultas, prediccSes as>
Irologicas, arte de manejar as cartas, legendas mys-
tcas, epistolares, receitas de pharmacia, civilidade
pueril e honesta, vidas de personagensr* famosas
transfiguradas pela tradicjSo, typos populares, ludo
sto cjnfiinde-se ; eis o que alimenten a ntelligen-
cia do povo at o dia em que a esta substancia vul-
gar e insalubre vieram reonir-se as predijdes do fa-
natismo revolucionario, postas tambem sob uma. for-
ma familiar. M. Nisard nada despreza ; elle ana-
lyza tslcs producios quasi pelo mesmo modo como
(aria com o Espirito das Leis. Smente, condando
essa chaga profunda, deixa de dizer o que conviria
fazer. A historia que elle com lano trabalho com-
poz he uma obra de pouca crtica c sem conclusAo,
a menos que vejamos nella um indicio do ideal do
aulor em materia de livros populares, no pezar que
elie manifesla por ver a Danse macabre retirado da
circulajAo. Que resta pois a fazer ? perguntar-me-
ItSo. A commissAo de que M. Nisard faz" parle,pela
sua mesma existencia, pete dever que lem de impe-
dir a circulajAo dos mos livros no corresponde
expectativa ? Sim. sem duvid; porm qoaes san os
mos livros e quaes sao os bons? Para dizer todo,
M. Nisard desprezou a nica queslao seria que po-
derla nascer de tal trabalho ; elle licou Tora do ter-
reno a que pareca conduzi-lo a longa viagem alra-
vez de invenjoes ociosas ou perversas, e este terre-
no, he a creajo de uma verdadeira lilteralura po-
pular. Na verdade he mui certo que todos os livros
que tem este nomo nAo o merecem por titulo algum.
E como nAo acontecera assim se por muito tempo
pensou-sc que o escrever para o povo eslava abaixo
le um espirito elevado e de uma pena hbil ? Dci-
xou-se este cuidado aos escri plores vulgares, a espe-
culadores vados, pensando-se que em lodo o caso o
cuidado de decidir dos nossos deslaos moraes e pb-
licos pertenceria sem pie aquellesque fazem profissAo
de tratir dos negocios do mundo. Entretente hoje
em qualquer medida, o povo tem sna parle na vida
publica, em certos momentos elle interven) decisi-
vamente. Estas intervenjes podem exercer-se em
um senlido ou em outro, segund os sentimenlos
qne dominam, segando as ideas que desenvolvem-se
na alma e na intelligencia do povo. Deslas novas
circumslancas porqne nAo nasceria uma lilteralura
tambem nova e para a qual os pequeos livros de
Franklin serviran, de modelo, e que tivesse por fim,
nao perpetuar estas IradicjOes cujas origens curiosas
procura M. Nisard, porm instruir realmente o po-
vo, lornar-lhe aesessiveis sob uma forma familiar e
simples todas as nocoe- verdadeiras e justas, fortifi-
car suas ideas sem enfraquecer os seus cnstumes, e
elevar mesmo o seu gosto intelleclual? Nao se Ira-
trata de afleclar uma linguagem erosseira, Irata-so
smenle de procurar uma forma simples e penelran-
te, capaz de trahir, de inleressar as intelligenciaa
ingenuas e incultas, e esla vcia de inspiraran nova
viria confundir-se nesse movimento mais vasto e mais
complicado da lilteralura propriamente dita, que
lem suas leis e suas direcjes.suas horas de brilhanle
fortuna e seas desfallecimentos.
A lilteralura moderna, com efleilo, lem pasudo
j por muilas phases diversas, e se nAo he sempre
fcil distinguir todas as suas complicajOes, pode-se
ao menos reunir os caracteres principaes. Ha prin-
cipalmente um fado a observar no trabalho do pen-
samenlo contemporneo, he o desenvolvimento sin-
gular do espirite de critica. A crtica nao mudou
de natureza sem duvida alguma, ellaeslendeu so-
menle o seu dominio, e Iransformou-se do mesmo
modo que transformou-se tudo quanto existia em
lorno della. Ella applicou-se a lodas as manifesta-
jes da intelligencia humana, comparou tedas as lit-
teraluras, procurou penetrar o segredo de todas as
desse senhor GaslAo, conlinuou comose fallasse a si
mesma. Sera duvida houve ahi algum amor louco!
A moja sentio um eslremecimenlo correr-lhe pe-
las veias.
Algum amor louco, accrescentou madama de
Seneuil com inlenjAo, algum amor impossivel c fu-
nesto Senqo fra isso, que obstculo baveria i feli-
eidade de minha filha, de tua irmaa'.'
Minha mAi, minha boa rfli, cxclamou Berlha
com um accenlode doloroso rogo, nAo falle assim ;
Mr. de Chavilly nao pode nem deve amar senAo
Alice.
E todava elle vai retirar-se !
Mr. de Chavilly nAo se retirara.
A condessa ergueu os olhos ao co em signal de
rcconhecimenlo, e apertando convulsivamente a mao
de Berlha, disse-lhe com fogo :
Bem, minha filha, faze o que o co te inspirar.
O repous.i, a felieidade c lalvez a vida de la irmaa
e-t in em toas mAos.
A condessa abrajou a filha com transporte, e jul-
gou dever deixa-la um instante ssuas refleocs.
Berlha tinba tido coragem em presenja da mAi,
porm leve mais ainda quando ella sahio. O sollri-
mcnlo que a Mitinean, rebenlou, as lagrimas corre-
ram-lhe e ella licou alliviada.
Eia, disse comsjgo. este ullimo sacrificio por
minha irmAa. e minba mAi. Ha alguem la em cima
que v minha- dores, c que algum dia as levar em
cunta.
Este pensamenlo passou-lhc pela alma como uma
brisa refrigerante e reammou-lhe as tercas. Assim
a flor curvada pelos raios de um sol demasiadamente
rlenlo loma a endircitar a bastea, e erguer as fo-
llias inclinadas para o chao, quando a noile traz a
frescura ou ama leve virajo vem afaga-la com as
a zas.
Berlha' Icvanlnu-se. Sua fronte radiava, seus
olhos azues hrilhavam de uma maneira nova, cm seus
labios pairava um sorriso lalvez triste; mas rheio
de incfavel ternura, um vivo rubor corava-lhe as
faces c substitua a pallidcz que pouco ptes dava-
Ihe ao rosto a cor baja do marmore. A' idea de
um novo sacrificio, da niaior dedicacAo que se pode
pedir a uma mulher. Berlha recobrara luda a ener-
ga potica de sua alma, levantara-se triumphanle
anles de ter combatido, c seu semblante se transfigu-
rara repentinamente. NAo era mais essa sombra
melancola que um momento anles afagaya sonhos
peniveis. nAo era mais a snbmssAo enrgica, mas
um pouco passiva s leis dn dever. s vozesda cons-
ciencia, era uma dedcajAo activa, uma teta contra
si mesma ; era emfim a balalha que ella esperava,
que desejava, c cuja hora era chegada.
Madama de Saulieu subi correndo ao quarto da
irmAa. Seu andar tinha alguma cousa de firme, um
cerlo ar varonil qoe nao Ihe era habitual.'
(Continuar-$e-ha.)
-

III I
II


DIARIO DE PERMMBUCO, SBADO 16 DE DEZEMBRO DE 1854.

concepcoes da- inteligencia, o clicgou mesmo 3 ser
urna rreacao, nma das formas* da atle. A analyso
de uina obra tomou de rcpenle urna cor e urna ani-
marlo inesperadas. O estudo do lionicm lornou-se
un quadro da hisloria, ou- una pintura moral. A
discusso .li questoes Iliterarias aandoiiou a aridez
de urna Tria deseclo para lomar os signaesda vida.
Km lugar de procurar excluir ludo em nomo de
urna regra acariada, ella lem-sc esforzado' por Indo
comprelionder, todo explicar, esclarecer a obra pelu
liouieni, e o liomem pelo seculo. He esta a novida-
de real da critica moderna, o ahi oslava lambeni o
sea perigo, porque entrando neslcs caminhos, arris-
cava-so muilas \eies i toroar-se menos o juizo escru-
puloso de urna rula exaela c lirme que a impres-
sAo de um espirito sem guia, desejoso antes de ludo
de admirar nu de divertir pela fecundidade e agude-
za de sua exposicao. O espirito critico lem-sein-
troduzido por toda a parle, tcm tomado toda as for-
mas, e lambeui tem apparecido ao mesmo lempo cri-
ticas menos verdadeiras. Apparcceiam criticas que
nao erara senao um cnlhusiasmo adulador, a critica
espirituosa e divertida,a ntica paradoxal ; na essen-
cia faltava quasi sempre a nor/]o fixa c justa desso
ideal superior e dessas regras immulavcis que pre-
sidem ;is conceprcs da arle, em todas os lempos e
cm todos os [lui/cs. Se ha algura liomem que lenlia
inanlidu na critica o seu carador preciso e exacto
sem a encerrar nos limites de boje em dianlc ullra-
passado,esse liomemheM. GustavoPlanche. Os Novos
Quadros Lillerarios que acaba de publicar sao o futu-
ro do mesmo pensamento que fez comparecer dianlc
delle, ha 20 annos, muilas obras e muitb* bomens.
Nesla laboriosa inquiridlo aberla sobre a litlcra-
lura contempornea, M. Planche nao'ccde nom as
condescendencias nem ao espirito de divagars. Elle
nao pergunla a urna obra donde vem, qual he o lim
secreto a que drige-sc ; pergunta-lhe o que he, o
que vale debaixo do poni de vista da historia, da
philosopliia e das leis geraes da arte ; einlerroga-a
sobre o seu carcter moral ; e delcm a imaginario
no lugar em que ella nao he senao urna nflensa ra-
zio. He assirq que sua critica exercendo urna ao-
toridade real se Icin tornado um dos mais incorriip-
liveis testeuiunhos da lillcralura actual ; o que elle
fez pela lilleralura, tambera o fez pela pintura, pro-
curando sempre na tradic^o, nao um obstculo porcm
um exemplo, um ideal, M. Gustavo Planche, con-
vrm dizc-lo fui o desmancha-prazeres de muitus Iri-
uniphos condescendcnlcs conferidos ; os hollclins
dessas antigs balalhas ainda existem, e ha mais de
um nos Novos O. lio- Cinerarios: quem liuha rada
o critico ou o poeta ? A infelicidade do nosso lem-
po, consiste em que una grande emularan de male-
dicencia confande-se com urna ardente necessidade
da apolhcose, ha algum trabalho em comprchender
a independencia severa e firme, que nSo conseute
em dobrar-se, nom dianlc das preoccupaces, ncm
diante das vaidades inleressadas. Se existe entre nos
rcalitas mui!constilucionaes,quo nao podem governar
se nao segundo s leis da arle, c mesmo do hom sen-
so. Tal he a verdade que M. Gustavo Planche tem
manifestado e ainda man fcsla nos scus esludos va-
riados, que vAo de Lamartine ale Vctor Hugo, de
Berauger, at ao poeta italiano Giusii. A critica
nao faz certamenle que appareram os Irabalhns do
pensamento ; ella nao llies communica a nspiracAo
e a forra, porcm pode prepara-los diricindo os espi-
rilos ao culto de um dal mais severo e mais eleva-
do, mostrando o que ha de fecundo no culto desse
ideal.
Alcm disso Indo conserva-seno dominieda imagi-
nac.ln liller'.iri.i, oquo milito descjamos.ao menos sao
realezas. O que he verdade da lilleralura lambem o
he de todas as formas que pode revestir a inspirarlo
humana. Todas as arles obedecem as mesmas leis e
dirigem-se o mesmo fun ; s os nudo- si*o difieren-
tes. Nao he seguiudo processos.idnticos que a lil-
leralura, a pintura, a mesma msica obram sobre os
horneas ; ellas de-nulucali-am-se por imilarcs re-
ciprocas.
A lilleralura que livrsse por fim urna reprcsenla-
cAo material do objcrlos on um efleito musical lodo
exterior, nao seria mais lillcralura, nao seria senao
uin capricho pueril da imaginario. A pinlura e a
musir que lvessem a prelenc.lo de Icr urna vida
abstracta, c de emprcheuder com o pensamenlo
dilogos de philosophia, arrisenr-sc-hia muilas vezes
i nao ser rompreheudida como ja lem succedido.
Cada urna lem a sua espliera onde reina. Entre-
tanto entre estas diversas artes existe um laco inti-
mo c mjstcrioso. Todas, segundo a sua nalurcza e
na medida de recursos desiguaes, dirigem-sc au mes-
mo fim que he exprimir a verdade dos senlimenlos,
realisar um cerlo ideal de belleza invr-ivel. Quan-
lo mais approiimam-se desta verdade e desle ideal,
tanto mais pcrfeilas sao. Nao parece que dcsperla-
sc n'alma a mesma impresso com a leitura de urna
dcscripran magnifica, como espectculo de urna pa-
zagero de Claudio l.orrain, ou ouvindo-se a svmpho-
nia pastoril de Beelhoven'.' mrito de M. Sendo
consiste em sentir esta miravilhosa solidariedade c
exprimi-la nessas paginas que elle rene debaixo do
ttulo de onrica anliga e moderna. Assim elle col-
loca-- o cm um ponto de vista elevado, c d a arle
que esluda o seu lugar na civilisarAc inlcllcrlual, e
faz da critica musical urna sciencia engenhnsa c eru-
dita, instruido de todas as coasas da arle musical,
l'ormou-sc urna sociedade em commandita para
por em execueo o novo systema, de modo que o
publico he chumado a parlioipar dos beneficios fu-
turos da administrado reconstituida. Estas dille-
rentes medidas podem 1er sem duvida alguma certa
influencia til, apezardeque o systema de rdminis-
Ir.ieao adoptado para o sal c para o tabaco |iodc
apresenlarpcrigos. He infelizmente dfllcl linar i
mesma or.iem de ideas um oulro arlo pelo qual o
eoverno eleva a urna lana desmedida a tarefa da
importarlo das mercaderas columniacs e i m pile
um direto sobre o vendedor a relalhn. Qual pode
ser o fim deslc augmento de larefas'.' Se se quiz
augmentar com elli a receila do eslado nao he ira-
pussivel que o resultado seja inleramenle contrario
inlenrao. O contrabando ganhar com isso lor-
nando-sc mais activo c organisando-se cm mais vas-
la escalla; uA.v fallando nos descontntamenos que
podem appareccr. Koma piide assim oceupar-se
durante alguns das com as (mancas e dircitos de il-
fandega ; porin j a reunao dos prelados convoca-
dos pelo papa para uina qucsIA de dogma religioso,
lern-lhe restituido o carcter que faz delta um paiz
I i dilTerentc de todos os oulros.
A llcspaiihi pela sna parte nao deixa de ofierecer
o espectculo polougado de suas incertezas c de suas
confusas agilaces. lie urna confusao que existe ha
Ires mezes, e alravez de tudo isso os nleresscs serios
e rcaes do paiz lornam-se o que podem ser. Nao ha
senao um s pensamento alem dos Pyrineos : he che-
gara 8 de novembro, dia da rcunio das cortes, sem
novas agilaces; ninguem sabe so isso ser possvel.
l'rescnlcineiile a Hespahha acha-se entro urna as-
semhlea poltica apenas sabida do escrutinio cujo es-
pirito he de-conhecido, c um eoverno que mal se
Ciilendc sobre corlas medidas. Sao estes ds dous
traeos mais caractersticos da sliaco actual da Fc-
ninsiila. O que poder-se-ha augurar das cleces
que acabam de ler lunar? lie iiuii diflicil precisar
cousa alguma a este respeilo, por quantn (endo sido
esperadas as elecoescm algumas provincias invadi-
das pelo colera, e leudo sido eleifos varios indivi-
duos em dous lugares a mesmo lempo fallam mis
cem deputados pouco mais ou menos a cleger anda.
Na rcalidadesao elementos notos que vo comba Icr,
na a*.embica que deve reunir-se a 8 de novembro,
c a quesillo consiste em saber se ella nAoaugmenla-
r a confusao que existe. A infelicidade quer que
d'aqui all seja um gnverno relalhado que presida
aus destinos da Hespanha. A lula das influencias
exslc desde o primeiro dia ; todava cm alguns mo-
mcnlosella apparecede uina maneira mais sensivel,
c cnlau converic-se em urna crise ameacadora, co-
mo aconteceu ha poucosdias. He a respeilo das
quesles mais graves, que apparecem as disscnces
no gabinete hespanhol. Tralava-se ao principio de
saber se o governo aprcsenlaria umprojcclo decons-
liluicAo ao congresso.
A parte mais moderada lo ministerio pensavaque
o governo devia apresenlar esle projeclo ; porcm o
du|ucda Victoria fez triuinphar a opiniao da mino-
ra lo caasclh, que pieria deixar s cortes pen
iniciativa. Tralava-se alem lisso de um augmento
de tropas lano mais neces-ario quantn os ullinins li-
cenciamentos desorganisaram o excrcilo. Aqu lia-
da a opiniao da niaioria favoravel a este projeclo,
cedeu triante da opiniao contraria de Espartero, ou
antes do general Allende Solazar, que he o conse-
llieiro lo duque da Victoria. Ilavia emlim urna
queslao mais grave que consista em saber se a ra-
uha abrira em pessoa as corles.
A presenra da rainha diante do congresso era,
segundo alguns revolucionarios, um golpe lado na
liberdadedo corpo consliluinlc. A mesma rainha
resolveu esta queslao manifestando a vonlade de
inaugurar as novas corles.
Como quer que seja, cm virlu.lc desses fados,
urna sera desinlelligcncia parece ler-se manifesta-
do curre o duque la Victoria e o general O' Donnell.
Os dous gencracs enlrelaufu acabaram pnndo-se de
accordo momenlancamente, e por isso ser dianle
das corles que encontraremos todas essas lulas de
opinioese de partidos, que consomcm a Hespanha c
que pozeram em duvida urna cmplela ordem pol-
tica que todos julgavam assegurada.
{/leeue des Deux Mondet.)
INTERIOR.
familiar com todas as tradicijes, dolado de um goslo
severo e pnro, M. Scudo chegaa tornar inlcresi-ante
c allraclivo um esludo que parece especial. O se-
gredo desse inleresse consiste justamente em n,1o se-
parar a msica das oulras arles de imacinarao, e 1-
la-la incessanlemeDte, pelo contrario, a lodos os
movimentos da insprar;Sii humana, e csse processo
elle o applica a Franca, a Italia c n Allcmanha. M.
Scudo reconstruira quasi a hisloria da civilisarao al-
lema com symphonias e oratorias, pela fiiia^ao las
escolas. He assim que a analyso de urna obra mu-
sical c a bographa de um artista (ornam-se quadro>
engeahosamente Iracailos ou dissertariies guilas que
lor.am em ludo. I'ois que a msica n.lo oceupa
lambem o seu lujar na poltica por mais discrepante
que esta seja t Lcia-sc o estudo sobre Madama Gras-
sini, e ver-se-ha como as rivalidades dos ranlores
tornavam-sr urna das formas das lulas dos parlidosem
Inglaterra, ha menos de um seculo. Cado partido
.finita o seu artista predilecto. Na pessoa le aenilcl
e de Porpora, os dous lirectores rivaes, do mesmo
modo que as pessoas de Farinelli e do Sencsiiio on-
de Madama Grassini e de Madama Billington, os
whigs e os torva proseguiam no thcatro as suas lulas
da inipreii-a e da tribuna. Ha lambem casos em
que a msica reconcilia ludo: he um Icslcmunho a
mesma Madama Grassini que reconciliava volunta-
riamente em sua admiraran Napolen o lord Casllc-
reazh. Infelizmente he islo urna consa que nao obs-
tante ser referida espirituosamente por M. .Scudo,
nao he completamente infallivel nos rudesagilar/ies
da poltica.
A poltica nem sempre caminha assim; lem nulras
allernalivas e oulros incidentes que nao cnlram pre-
cisamente neata ordem de consdcrariK-s facis.
Os Eovernos anda mesmo que n.lo s" occu|iassem
somente em prover adininistracao los inleresses
permanentes de um paiz, a dirceco regular c nor-
mal dos scus negocios teriam por cerlo sempre um
trabalho laboros e mu cusloso de realisar-se. O
que acontece pois qnando apparecem algurnas drslas
rrises que fazcm fluctuar vontade de lodos os ven-
ios a poltica le urna nacao, ou que mesmo desappa-
recendo deixam Iracos profundos'.'
Ha poneos paizes boje que n.lo Iciiham pas por urna dessas vicissiludcs c que iiiio Iciiham v islo
augmenlarero as difculdades da sua siluacJo. llah
que em qualquer oulro paiz, eslas diOlciildadcs lor-
naram-se arailes nos Estados-Romanos depois las
ultimas revnlnriies, e fo necessario quo o enverno
pontificio as resolvesse com eflicacia. Por maior que
seja a gravidadn que oficrecem as quesliies polilieas
em Koma, os embaraces administrativos e liuancei-
ros nao sao lalvez os menos perigosos e inoluveis.
a ahi urna cousa verdadeira, a boa intensan ma-
nifestada com pcrsevcran;a pelo papa de rrorgani-
sar e regnlaris.tr a iilmnislrarao e as fiianras ro-
manas. Anda rccenlcmenlc diversas medidas al-
leslavam esta vonlade de chesar a melhoramriilos
pial.cn- c realmente litis. Urna dtalM medidas
linli. por fim retirar da cirrularAn papel mocila
que desde 1858 lie um elemento le pertorbacao para
n'coinmcrrin romano. Dous lias por semana foram
lixados para a Iroca das sedulas pelo seu valor em
numerario na raixa do tlirsooro. Apenas esla me-
dida leve un comerlo le execucao, produzlo os mais
felizes effetos. O governo mndificava ao mesmo
lempo o systema da adminislrarao do (abaco e do
sal, pondo esta fonlc de rendas sob a dirceco in-
mediata do eslado na expiraeflo do arrendameulo pe-
lo qual acha-sc actualmente as mos da induslria
priv?da.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUGO.
I
' Parahiba
i I le dezembro.
Desta vez nao subo ao Parnaso, porque, lendo
limito a dizer-lhe, quero, e tenbo necessidade, ap-
provclar-mc da liberdade que me concede a pro-
sa, com a qual, fallando francamente, me ciilcudo
melhor, pois
O verso tem suas leis,
Seus rcenlos c medulas.
Que. depois de grandes lidas,
l'azcm (car no lintero
O fado mais zombelciro.
Bcm ve, pois, que contando com a e-lerili.lade
de mnlia imaginarao, nao devo, quaudo liver as-
sumplo Importante, ou quandu me adiar um pou-
co mal hav'ido com a minha Muta, desprezar a hu-
milde prosa, qoe iflo lolcranlc he, para siijeilar-me
ao despotismo da melrificai-ao. Nao pense, porcm,
que esquecerei o caminliodo Pind ; porque:
Por mais que jure c Iresjure,
Ouem fo poda urna vez,
Crdito nunca Ihe des ;
Pois jamis ser direilo
Quem doilcmo lom'o geilo. .
Dada esla longa salisfarao la minha resolucao.
que lalvez seja e-lavel, entro em malcra.
Eslavamos anciosos pela rhegada do vapor do su I
para sabermos as noticias ilo Oriente, para fonven-
cer-nos de que nao existima mais mis niilhares de
milbes de duzas de garrafas de viulio do Porto,
de rliiiin, urna purrilo de raixas le queijos londri-
nos, e uns poneos le quiutacs de roast bee/ ; para
ccriificar-ubs de que uns bMc le gargantas insu-
lares linbam enronquecido no goi tace Ihe owen ;
que S. M. .NapoleAo poda cacar ; que o Te Ocum
do Conservatorio tinlia retumbado as abobadas da
afamada .\olre Dame ; que o arcebispo le Paris
poda fazer sna viascm ; que o principe Napolcl"
linda entrado triainpuanl cm Paris, leudo cm uina
RtM ludas as ckactt, frrrnthon, raaeaiiot e tranas
le Sebastopol, e un oulra Indas as bandeiras rus-
ta* ; que Sapir linha lado um furioso pontapr ;
finalmente que Sebastopol linha cabido; mas o va-
por do sul chegou ao mesmo lempo em que o lo
Norte, e cu oceupado em errcver-llie nao pude ler
immcdialamente o sen Diario.
Assim, pois, por muilas horas
De milicias fui privado,
Sem saber o rutad eslado,
De Leprandi a brnradeira.
Pondo Inglezes na carreira.
On'o valculc Cariligan
Mnilo rustou a fngir ;
Mas que para nao cahir
N'uma WM raloeira
Tornou a perna luna.
Tinha eu nma cunvicca,, lo ennricta de que as
hamleiras angl'o-franrcz.is ja Iremiilavam nasasphi-
lianles fortalezas da Crimea, quo o mesmo apo-
Icio, com o ser inuiln crdulo neiaa genero, a nao
possnia mais robinia ; que o mais leimoso Brclao a
nao linha lao seria ; que o mais espirituoso "ran-
cvi a nao linha l;lu viva ; mas, proh dolor peso
na Diario e leio na correspondencia le llambunjo
e-las priineiras palavras Sebastopol anda nao ca-
bio Esfrego os olhos, julso que o mo genio
dos limlc/.es, o splrru, me lauca calaradas, hu-
no a ler nAo cabio
Creio que scus rompo.itores lem cncaixado
um nao de mais na correspondencia por sna
conla e risco ; e passo do sen correspondente de
Paris.. Sebastopol ainda Uto l'oi lomada I Oh |
Isso agora he mais serio Que he das esperaneas lo
Canrobcrt le lomar aquel le monlo-de pcdr'as cm
de/, lia', ipiaulii mnilo "
Que tropel de pciisanienlos se me arriimulam no
espirito !!
Como licaram de 'ara a banda lanas importan-
cias? Como se_demorarn lano- bailes Como rc-
sislirao por mais lempo lautas seipiiosas garantas
que csper.ivain por epsealeirSo para refrigerarcm-
sc !
Dura falalidade Cruel verdade Antes urna
nova noticia rabe desse uns momentos de presar
:i lana nenie.
Sebastopol ainda n.lo cabio ; o telcsraphns an-
ilam dcsaponladoa, Cardigan nao sabe fugir; a ea
vallarla inideM lira le ligenf-parada ; o almirante
llnnieliii \C a rcpro.lnrcao de seu ajudanlc de cam-
po ; Napier faz barbas em Uambargo ; Napoleao,
nervoso est de. iiisomnia-, o, qual aranlia, rcrr.ido
de lios elctricos rom os qnaes faz lar a perro o
ministro do interior; o principe Napoleao acha pre-
suca na entrega la chaves ; CoicUy eomeea a
desconfiar; ea Prussia nao quer entrar na dansa.
, Desla vez, diz o Mcrelcs,
Todos virao a saber.
Que cusa menos lizer,
Do que cusa bem obrar,
E grandes obras lindar.
Quem promclle antes de ler
O prnniellhlo na mito.
Ou nao allende n razao,
t)u enltlo he caloteiro,
Mentiroso, zombeleiro.
Para mim en sempre livo
Como cousa mu penosa,
Entrar assim a gagosa
, Em casa que nao lie nossa.
Sem provar de grande costa.
Mas os Inglezes enlendcm
. Gozar indulto de cao,
Entrar sem dar a razao,
E sabir sem levar prio,
Assim n io quer Vcolrio.
Em verdade, furioso desapoulamcnlo lem de lo-
mar mais de uina anortada humana .' E o quese-
ra ainda"; A poca fatal, o dia 19 de novembro j
passou... Estarlo os Inglezes a esla hora tomando
bom vinho e rerveja as bellas casas lo Sebastopol,
ou estaro levando supapos ramea no embarque,
um ponco aprensado, quo deven fazer ?
O futuro a Dos perlence ; e cu nem mandarei en-
saiar Tc-Deum c nem improvisar um subrenite.
Aos alliados perlence cuidar dessas cousas, que
mnilo de pcrlo Ihe interessam.
Depois que sahi lo pasmo, que de mim se apode-
rou, coiilinuei a ler as correspondencias, e a cada pe-
riodo liz urna observaran. Nao quero priva-lo de al-
gurnas ; mas V. as nao publique, se voque podem
servir de casus belli com a rainha dos mares, a ilu-
minadora lo mundo, com a dispensadora do direilo
das gentes, a pliilantropica por exceliencia ;
t Porque nao quero qucsles
Com quem pode mais queeu,
Cnm quem lie mouro, ou judeu,
He brioso, ou desleal ;
Em miraud'algum real.
J hoinhardeam com furor Sebastopol, que balda
de jiiunice- lira com balas de pedras e mnrleiros
sem metrulha E assim mesmo ainda nao fui toma-
da yicolo que leve a habilidadc de conservar urna
cidade ine.rpugnavcl pelo norte, que leve o cuidado
de pi-la fiira de uin golpe de mo, esqueceu-sc, fala-
lidade de fazer all um armazem de balas, para
resistir a uns poucos le mezes de assedio rom os seus
innmeros caolines, lendo subditos que se baten)
Iflo bem.
Felizmente os Ingieres am cavalleiros,nno se collo-
cam mais fiira do alcance das balas de pedra, e ali-
ram para dentro la cidade quanlas podem de bom
ferro, para que os Kussos as recambiem ; porque um
verdadeiro nglez empresta, mas iio d.
Assim fazem almas nobres,
Cavalleiros cora^Oes.
Nao quciem manchar brazcs,
Inimiso desarmado
Nao dao em quaiil'acordailo.
Os Rmstot desesperados fizeram urna surtida, ere-
varen) dezenove canhoes de uina balera frauceza,
loman qnatro reducios aos Inglezes.aos quaes derro-
lam a cavallaria lizeira, fumndo heroicamente, sim
hereleamenle, porque qnasi nao pode raze-lo lord
Cardigan...
Eu quizara ver romo corre, sem medo, um lord
uuliv, rom loilo o seu serio, imposanl, llcugma, per-
fil c pachona.' Eslou cerlo que nao amarrotou as
calcas e nem lesfez a indispensavol grvala branca.
i.iiiun l.i Liprandi eslava muilo satisfcilo, acode
Bosquet sapecn-o, fusllg-o, Inma-lhc os reducios,
fa-lo ir de Irole, levando enmsigo um reducto que fi-
cou cntaladu na entrada de Sebastopol, pelo que I.i-
prondi ficou na rampanha, c os Inglezes por pbilan-
Iropia o nao ineoii'.iiiu laram mais, sem com (udode-
xarem enterrar os morios.
Os caradores le fncenei atiram ii'um cabello sol-
lo nao deixam assomar-se urna barata s mnra-
Ihas ; mas, coilados de nnvecenlos eshlo reduzidus
a Irczenlos, porque si mmem biscoilos e Arrins.
Tcm morrillo muilos Kussos; a Franja apenas lem
perdido tinte mil homeiu, mas quasi lodos do cho-
lera ; os Ingieres porcm, que mais soflrem da peste,
porque scus soldados nao fizeram a campanha da .fr-
gelia, lem perdido nove mil.
He verdade que os Inglezes sabem o nome aos
bois.
No alaqne por mardistingalo-se a naro martima
por exctdlcncia ; e a esquadra iimle/.a lomou posiriio
s duas lioras e meia, leudo a paucadaria comc;ado
apenas a urna hora.
As boteras russas afrouxaram o foao s Ires, e ape-
nas lavam um tiro por desencargo de consriencia ;
as seis horas da larde retiraram-sc amlfts as esqua-
dras, sem dizerem a que linbam ido, para o anco-
radouromaiscomuiodo, desprezando por publica oda
Cidade, que os fortes Uvera ni abondadede fran-
qnear-lhcs. Parcre-me que si foram jugar bola ;
mas nAo sahiram bem da partida. Em verdade o al-
mirante Ilamelin esli assombrado com o cortejo de
nina bomba no lofflbadilho de sua almiraula. He
muila falla de polidez ilos serhores Russos.
As esquadras cnlendcram mais conveniente i sup-
plicas lo Villa de Paris, de Monlcbello, de Agame-
nn, de Ilelribuition, nao entrarem em novo brin-
queilo, com bastante senlmenlo dos Itussus, que
queran! ver so rarambolavain melhor-oulra bomba
no vice-aln.iranlc.
Kapier estando farlo de torete*, retirou-se com a
sua esquadra lo llallico. onde fez nada ; e enteudeu
depois de lamanba lida jusloir lomar caf em Ilam-
burgo. o queem verdade he maie conforlable do que
verrebentar urna bomba ao pedo nariz.
Tomou, segundo parece,
Kcsolucao mais prudente,
Ilamelin nao'est cudenle
Com a pilada d'armmha.
Que Ihe pregou a lal bomba.
Finalmente, apezar das grandes vanlagens colin-
das, Cowley, prevenido e scisinalicocomoum inglez,
n.lo esl muilo satisfcilo com a demora ; c cuida
como cerlo personagem porluguez, na sabida dos ra-
los da saiola de rame ; Nf polca porm. apezar dos
tmidos consellios, prepara um grande excrcilo, lal-
vez para tomar cnulas Prussia, que sem duvida
mantla-las-ha ajuslar pelo hauqueiro Xicolo.
Tacs foram as grandes noticias que me deu o' seu
Diario, que li com bstanle nllenean.
Depois lambem li'um arlgo do*Timar, transcrp-
lo no seu Diarjo, porque na me dou bcm com o
godeme, no qual he fustigado le rijo o honesto len-
le foger, do finado l'iger, porque leve a nobreza
d'alma le fazer juslca seu leal iumigo, confessan-
do o bom Iralamento que lito den.
O tenente ainda nao esla iniciado nos myslerios
da grande poltica opinante, ainda dcixa-se levar
pelos geneosos impulsos de um coraras brioso ;
passe, pois. por um ralinho cabido na raloeira, to-
nada por Nicolao.
Seria mais nobre, mais digno, mais ennsentaneo
a cerlo carcter, que o lenle, rneebendo um tr.-i-
lamcnlo delicado, provas de considerarlo, vollasse
calumniando e injuriando seu hospede, fazendo co-
ro com os verdadeiros philantropos, assevcrandn
que a Rsala he uin paiz le selvagens, Xicolo um
urso, scus ministril, uns leopardos, e que a msica
da rapclla imperial he de oriscm balaca.
Enlaosim /foyer seria capaz le ser carcerciro de
Micoto em Sania Helena.
E Nicolao nao he lito asno Nao chegou a pr-
suadir-se, que tratando bem a Hoyer, todos os com-
mandantes de navios britnicos iriam encalhar seus
chavecos debaixo do foso ru-so, para rccclicrem as
honras de urna visita de S. M. e ouvircm urna la-
dainlia na repella imperial ?
Quem me pollera lizer de que lado ha mais no-
bres senlimenlos, se daquelle, quo para lesmentir
seus nimigOS, para ter crcililo, moslra irces brio-
sas ; ou daquclles. que quercm ueculla-las para des-
conreiluar seus dcsaITcctns t
Dina qoem seuber, (ois eu tenbo culrailo de mais
em seara alhea.
Nao me Icnha como Runo, porque alcm di ser
mo n nome, pouco me importa ; ^ussia, Turqua
e Inslalerra ; mas como suu sceplico em negocios
em que ligan cerla najao, porque ella me lem acos-
lumado a isso, lomo desalalo em ser severamente
imparcial.
Passeuios nossa casa.
Houvcram las festas da Conceirao. \ da matriz
esleve mais brillianle, com ludo a le S. Francisco
nao esleve m. Na vespera, na malriz, vi qualro fi-
guras allegoricas, represcnlando as qualro parles lo
mundo, que para melhor representarn eslavara ves-
tidas a peu pies com os usos daquelas parles. O en-
genhoso da lcmbranra masearou le pus de sapalos
urna criauc i para figurar de frica. E anda, para
nao baver duvida, linha cada urna um caduceo rom
o titulo da parle, que representava, sendo represen-
tada a Europa pui Portugal, ou pela lisura que per-
mitin lomar a parle pelo lodo, ou por delicadeza ao
jora.
Essas qualro figuras condiiziam a handeira. Te-
mos caberas, cujos miollos do azeilc de patee, as-
sim baja quem os frija.
If une nina pi'ucis.,10, um pouco a fresca, na qual
ia a Virgera Imrraculada. rom urna ave le rara do-
bla, pairando sobre a coroa e llenando sobre a Vir-
gem uns lios liizculcs. Se |uizerain symbolisar o
esriamnlo do caito, que faz cnm que as aranhas se
aposaem das imagens, nu o Espirito Sanio no riivs-
ler da Encarnadlo Immaeuluda.na'o sei nem Mo-
relni me nuil lizer, porque emende que o uz nao
merece tal i mportancia, porque ainda anda -nuilo
besunladu de assucar.
A' noiie bouve um Ti Druia, c pronuncien um
cloquenlo ili-ciirsu o Kvm. vigafio, sem duvida o
mejlior que Icnha ouvido naquelle uciiero, se o es-
coimasse de algurnas -iibtile/.a- c Irucadilhos de pa-
lavras. qne eheiram a anligo.
A noite assisti, cm amavel companhia, ao fugo,
que ro bem solliivcl, menos no orligolialoes
Cm oblongo snl^iram
Com visos de garrafo,
Nao sei, se fui allnstlo, %
Mas sei, qu'a falla de vento,
Nao quiz sabir le San-liento.
meado resignou o emprego e disse, que era mais fcil
morrer do que ir matar a oulrem a tangue fri. olc
que csse individuo esl condemuado a pena ultima
por baver niorlo em brisa a dous iudividuus innaos.
Suspendeii-se a partida e nao sei qual ser o re-
sultado. Esl purlaulo vago csse emprego ; e he o
primeiro que nao lem nma cohorte de prelcnr'enles.
Anle-b iiiiem elieg.-iram uns poucos de criminosos
do interior, e um afamado Mortttoca, que foi preso
Da All unIra.
Apparecem urnas febrculas com vmitos; mas
tcm cedido ao curativo.
Dcscobrio-se que o careteiro, qu) defunctu* esl,
era influenciado por um eslrangciro, que esquecen-
do -na po-icin precaria, c o que deve aos agriculto-
res dc]assucar,ia mandando zurzir a seus desafelos,
comprometiendo assim nao s alguns tolos, que dei-
xavam-se influir, como a seus patricios, que procu-
rara unii menle viver como pdein.
Parece-me muila audacia. .
Saude e quanlo be bom Ihe apelero por muilos
anuos.
PERMMBtCO.
REPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia li de dezembro.
Illm. e Exm. Sr.Parlicpo a V. Exc. que, das
diflerentes partciparcs hoje recebidas nesta re-
partiejo, consta que foram presos : a minha ordem,
18 individuo.- livres, e2 escravos em occasio que
acompanhavam a msica lo corpa de polica no to-
que do rccolher, em cujo acompaiihameulo tcm ha-
vido alune- disturbios. Aos primeiros vou dar o con-
veniente deslino, rccrulando para o exercilo e para
a armada a aquellcs que esliverem as circumslan-
cias de servir, e aos ullimos mandei castigar ra-
cioialnicnle; pela subdelegara la freguezia de S.
Jos, a parda Adriana Mara, para averiguarOes po-
lcaes.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de Pcr-
nambuco Itde dezembro de I8.jt. lllm. c Exm.
Sr. conselheiro Jos liento da Cunha e Figueiredo
presidente da provincia,O chele de polica, Lui:
Carlos de Paita Teixeira.
13
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
diflerentes parlici paros hoje recebidas nesla repar-
licao, rain-la quo foram presos: pela subdelegacia da
freguczii| lo Kcrife, o preto Jos Francisco, por es-
pancamenlo ; pela subdelegara da freguezia de S.
Jos, o prelo eacravo Antonio, por insultos.
Dos guarde a V. Exc. Secretara da polica de
Pcrnambuco 13 le dezembro de Is.'i. lilm. e
Exm. Sr.conselheiro Jos Benlo da Ciiuha e Fi-
gueiredo, presidente da provincia.O chele de po-
lica, Lui: Carlos de Paiea Tereira.
CORRESPONDENCIAS.
bir as m3os le verdugos 13o desalisados '.' Quem he
que nao v esla leima ? Quem he que nao conhe-
cea moralidade de quem lula contra os principios
mais salientes da razao ? Porque o Sr. Fiuza pro-
cura all'asta-la de urna aulnridade juslicera T Ter
medo que seja ex|ravada "> Nao esl segura, pa-
ra nunca mais ser evadida? Porque nAo vem
pleitear a sua cauta de carradas de razao no foro
onde esta pobre escravisadn acha-se garantida ? Oh I
que o seu pessimo corarn esl bem lido : la conla
pois sem duvida com a parcialidade e com a vena-
lidade, cuja soinma bem podem subministrar as
desvalidas, ebens roubados n seus manos; l pode
empregar Inda sorlc de torturas contra os Traeos,
aquem persegue : aqu ludo est de ventas pon-
leras.
Illm. Sr. Dr.jnil municipal Caelano Estclla Ca-
valcanli. Pessoa, V. S. bem altinge com a gemma
da gente mais dolosa, que o mundo vio uascer, nao
consinla por forma alguma, que genle tao suspeila
triumphe, querendo fazer um verdaderu atropel-
lo, querendo ouscar o direilo de quem lem ; as
maos de V. S. esl repellir com lodas as forjas um
quasi assassinato. que premeditado est conlra mi-
nha desgranada mana ; a sua nica prolecrao he a
juslica, c sii Ihe pode dar esla urna pessoa, um ma-
gistrado inlcro do carader de V. S., reluca bem
que al boje csses monslros nao resposlaram a mais
pequenina parle las muilas accusarOes, que Ibes liz
pela falla ; elles -a < convictos dc'scus crimes, he
quanlo basta ; o muu.lo por iuleiro Iraz os olhos
cm um pleito de lana magnilude para a causa da
verdadeira humanidade.
Queiram, Srs. Redactores, linear eslas ligeras
e nial Irae.-ulas lindas no seu jornal, as quaes con-
tinuarao a ser ainda uin solemne protesto contra
ludo quanlo cm oppusieao cstiver aos principios da
razao.
Tiinbauba IJ de dezembro de I8.it.
Filippe de Araujo Dantas.
Senhores redactores: Devo urna resposta ao
aran/el que em -e i Diario de 11 do crrenle, fez
publicar Antonio Elias Pessoa. Eu entregara ao
desprezo essa moxinifada, se nella se nao conlivesse
una i-sereno, que n.lo posso deixar de refutar.
Depois de cobrr-me Antonio Elias, a guiza das
regateiras, de epiliiclos que Ihe sao prnprios. e ou-
-a Lmenle dizer, que por modestia deixa de paten-
lear minlias perceraiadet (pode faze-lo, cerlo de
que ha le prova-las) diz, sem, Icinbrar-se que he
muilo conliecido na pnvoaQio de l.ucena, que em
18i2, eu c mcu mano estiveramos sb sa prolecr,Ao
para nao serum- recrulados, por cujo motivo nos na-
riamos retirado da repitan Quem n.lo nos .conhe-
cer, e nao souber que Antonio Elias Pessoa lie um
individuo sem prestigio, sem importancia, c nimia-
mente lesprezivel, ha de lalvez acreditar o que elle
descaradamente assevera.
Antonio Elias Pessoa, senhores redactores, nao
pode proteger a pessoa alguma ; porqne he liomem
que vive de pescar de re le, e vende na cozinha os
eamai oes que pesca noilc, einqnanlo as parles o
esperam na sala, quando para vergonha desla fre-
guezia exerre o cargo de subdelegado.
Nos nos degradaramos se procurassemos a prolec-
rao de um homem ]ue exerca iia sociedade prolis-
sflo Uto baila. He esla asser;ao de Antonio Elias
para mis urna injuria que noscumprc repellir.
He verdade que era 18i2 nos retiramos da capital
para o nosso silio do Arac, na freguezia do l.ivra-
ineulo; nao ponpic lemcssemos ser recrulados, por-
que sempre gozamos de lodas as sencOes ; mas
porque sendo o Mudar preparatorios no fyceo o mo-
livo pelo qual residamos na capital, tendo ambos
dado os que enlAn se cu-in.iv.im naquelle estabeleri-
menlo, nao nos era mais preciso alli residir, visto
que eu linha de empregar-mo na agricultura, e ineu
manu linha de esperar idade para malricular-sc no
seminario de Olinda. como o fez tres nnos depois,
que nos retiramos la capital. Todos quanlos nos
'conhercm sabem dislo, c Antonio Elias mais que lo-
dos. Excita o riso, e ao mesmo lempo causa indig-
nadlo o ver urna insignificancia uculcar-sc de pro-
llor,eproledor de quem sempre soubc despreza-lo,
dando-llie a importancia que 'realmente merece. He
folie accesso de loucura !
Nesa elle que miilia rasa fi'ira cercada e varejada
na occasio'em que rae foi apresculadaa ordem do
juiz lenrphtoj, para entregar a Manoel de Castro
os Indios de quo cu era lulur. Miscravel, que nem
dignidad..; lem para sustentar os proprios actos!
Eu posso provar,senhores retadores, essa violen-
cia que -nltii. c que ficou impune, com quatro cara-
pinas que Irabalhavain em meu engenho, e que lu-
do presenciaran!. A juslificacao que da o energ-
meno quando nega esse factu, he dizer que eu o ac-
cusei no Argos por nao me Icr avisado pata ler lem-
po de esconder os Indios) Se eu roslumasse praticar
accOcs indignas do liomem de bem, se eutivesse
um procedimeulo semelhanle ao de Antonio Elias,
que releve por muilos annos em seu poder a urna
pobre mullier que lirou da companhia de seus p-
renles, a qual despio de todos os vestidos, quando
ella por nao poder mais suporl ir o captiveiro a lodo
transedeixou-lhe a casa, lalvez me lembrasso de por
cm pralica essa acc,ao, que s Antonio Elias he capaz
de obrar.
Depois de fallar em Jpiter e levanlar-lhe nm
falso falla nos mitigo- cinbaxadores, quasi conla a
hisloria de Carlas Maguo, na qual he muilo Versado
por j ler felo de embaxador le mouros do folgen-
do do mar, e contina dizendoque eu quero ser ri-
co, nobre ele, ele. He falso, senhores redactores,
nao lenho essa louca presumpcao ; o que smenle
presumo he nao ser igual a Antonio Elias. Que
a suspensao que Ihe dera o Exm. Sr. Amorirn
Bezerra, fora lilha de desaffeirao la parle de S.Exc.
Quem goza de /To oom canreilo i face de seus com-
provincianos (a isto s urna gargalhada) lem por
primeiro desafTeicoado o administrador da provin-
cia?... He lambem falso ; a suspensa que Ihe lera
o Sr. Bezerra foi um arlo de umma justica ; por-
que elle Antonio Elias, melcu-se so para chu-
xar cusas, em uina queslao cm que, como aulnrida-
de policial senao devia meller ; c o Sr. Dr. Felizar-
do Tosrano de Itrto, foi o advogado da parle pre-
jii lii-ad i por Anlonio Elias. He fallar a verdade
sem reboco. E conclue muilo ufano com estas pa-
lavrasbasta por ora.
Ainda querer, senhores redactores, esse bisbor-
ria borrars paginas de seu Importante jrnaj com
oulras lanas njenlas asneiras, quanlas se' leem em
lito aranzcl"? Nao lem elle consciencia de que ig-
nora os preceilos mais Comezinhos da gruiniuatb-a
porlugueza ? Se pois quer eserever para o publico
ser prudente que v de novo frequenlar alguma.es-
eda de priineiras leltras, se he que alguma j fre-
qucntoii, para ao menos ficar sabendo qoe o adjec-
livo publico esla na terminaran correspondente ao
genero masculino, c nao pode por maneira alguma,
como elle quer' conconlar com suspenso, que he
substantivo feminino : este quinao que em urna es-
cola le prmeiras ledras valia urna luzia de bolos,
nao pode ser perdoado a quem sabe de cor c salteada
a hisloria de Carlos Magno, e agora quer 1er foma-
<;as de escriplor publico. Peco-lhes com lodas as
instanciaspara que com o presente dncumentb
nenhuma duvida por etc.,he lingoagem da costa
d'Afrca. Sr. Antonio Elias, e nao he cousa que se
escrcra para, o publico ;e que direi do primme
ageite, do qual constantemente, rom a maior lis-
sonancia, uza o cloquete cscriptor, quando falla do
mcu nome'.' Que insigne grammalicu, que he An-
tonio Kli.i-.
Fco aqu, senhores redaclores, e lenho felo pro-
posito de nao mais responder s iatribcs desse An-
tonio Elias.
Queiram. senhores reilaelores, mandar publicar
eslas mal escripias linhas, porque muilo grato Ihes
sera, o de Vms. alenlo venerador criado
/carillo Sabino d'Oliccira Mello.
Nasccnca -21 de novembro de I8.">t.
Senhores redactores: He bem precaria c crtica
a posiriio le urna teslcmuuha quando lem como ad-
versario um advogado pouco generoso e desleal; e
foi justamente nesla siluacao em que me vi colloca-
lo em o lia 13 do correle quando comparec ao
tribunal do jury na qualidade de leslemunha no pro-
cesso instaurado por crime de roubo conlra o ex-com-
maudantc do vapor Jan Salvador, Antonio Carlos
Figueira de Figueiredo; tive de assistir, senhores,
a discussa > havida em rel.ic.io ao dito processo, tive
de presenciar o modo desleal c cobarde porque o ad-
vogado do r'o o Sr. Lopes Ncllo coulestou e quiz
mclter s ridiculo o meu depuimenlo, cerlo com es-
lava do que eu na qualidade de leslemunha age po-
derla, por nao ser licito e permitlido, pedir a pala-
vra, e na presenta do (sesmo auditorio relorquir c
repellir as proposic-es e couclusoes pouco airosas i
nimba prohidade que elle procurou tirar de meu'
depoimento, anda que para o fazer fosse-me neces-
sario desccr, e pr-me ao nivel do Sr. lapes Sello.
Mas, senhores redactores, leria razao o Sr. Lopes
Netlo? Averiguaremos:
Jurci no processo do Sr. ex-commandante a ver-
dade sabida, e meu depoimento se acha por mais de
urna vez escripto nos au los. e tanto jurei a verdade,
quanlo he rerto que delle nao se pude lirar um jui-
zo de que Toase o mesmo ex-commandante o perpe-
trador do roubo de que he aecusado, limilei-me a
ilcpor subre O fado, e modo porque fo operada a re-
inessa de cem cont* de res, que nela Ihesnuraria
desla provincia foram enviados ao Ihesouro nacional,
por intermedio lo mesmo ex-commandante, sem
que exagerasse o laclo, e adallerasse suas circuns-
tancias; mas de que me servio ser verdadeiro em
meu depoimento, de que me servio ser este depoi-
mento claro, preciso e semronlradices, de que me
servio ainda narrar fielmente o fado la arruinarlo
do dinheiro, da modo natnr.il, possivel e verosmil
sem ciimineiii ins e nlluses a quem quer que seja,
se live o infortunio de sor le'tcmunlia conlra um
cliente do Sr. Lopes Netto ? !
Foi siimeute por isso, senhores, qae desabridamen-
te o Sr. Ncllo, atacou sem medo le ser por mim re-
pcllido no auditorio, o meu crilerio e prohidade
como leslemunha. querendo fazer acreditar que
meu depoimento era parcial e falso, e que revelava
inleresse de proteger os empregados da thesouraria:
entretanto perinltir-me-ha o Sr. Nelto que eu de-
cline de seu juizo a respeilo da circumspecco com
que me porlei Dente negocio, devolvendo-lhe intac-
tos os insultos le parcial e falso, por rae nao toca-
ram ; visto como os ineus precedentes me autorisam
suflcientemenlc a asseverar que nunca ment, uun-
ca me prestei manejos infames, o finalmente em
poca alguma de minlia vida mudei de carcter e
variei decores. Tendo pois investido como urna fu-
ria brulal o advogado lo ex-commandante contra
todas s pessoas que liveram a infelicidade de fuuc-
cionar no processo, uin deveria ser eu o privilegia-
do, lauto mais quanlo sou eu primeiro escripturario
da thesouraria, c esta o alvo para onde suas sellas
foram arremessadas.
Felizmenle a thesouraria, o Ilustrado chefe de
polica, os iiilelligcnles tubellies e mais pessoas que
foram peritos o leslemuiilias uo processo, e coulra os
quaes o Sr. Copes Nsllo eolornou sua bilis, eslao
muilo longo de-erem cm purea Miados por quem nAo
respeila as reputacoes alheias, e u3o se Ihe da de of-
fender e insultar a um homem que como eu, nAo
quererei Irocar-mo pelo Sr. Ftlippe Lopes Sello.
Queiram por favor, senhores redactores, aceitar
em seu jurual essas linhas que cm reclamo de mi-
nha po.ir.io fui toreado a eserever, com o que muilo
obrigarAo ao seu constante asslguanle.
Jos Bratilino daSilca.1
m
Cuidan que esperta lemhnincas,
Dos sonbos morios d'csp'raneas,
Que abracei com louca f I
Ah 1 meu Dos se a flor Uvera,
t Nao sei se esperara, e crra
De novo surgir de p !
Mas... nobre de mim'. o nejo
Pido mais que o mou desejo
N'aquella dahlia de amor I
Fallas, risos, vivos ge/tos,
Sinceros, melgas protestos
Vio live p'ra dar a flor !
Mrci-a muilo, c a donzella
Que a dansar graciosa c bella
Enleia, captiva a rir ;
N'aquclle rir meia triste
A que muguen], ai resiste
Sobro os labios a florir !
Mrei-a muilo preDda
Meu vivcr a quem eu va
Conten.o as gracas em s,
E mais flor encantada,
Onde urna sorle aditada,
Sorte do cofeliz cri !
Vendo-a cutan sabir las salas
Corr a dizer-lhe as fallas.
Que em mente ensaie p'ra flor !
Parci... trem... ai o pejo
Pude mais que o meu desejo,
Pode mais que meu amor !
, Em p, trmulo, anhelante,
Vi-lhe o veslilo brilbantc
Com ella sumir-se, ceus!
v NAo (inham as salas lume
Nem as llores mais perfume
Quando volv olhos meus !...
Do baile, qual meteoro,
A linda virgem, que adoro,
Como em breve se ausenlou !
Ai que saudade lao viva
Aquella rainha alliva
Em vez da flor me deixou.
Dezembro 11 ue 34.
S IEMIAS E ARTES.
Srt, fedactoaet. l.cndo o Liberal Pernamhu-
cano de hoje, ahi deparei com um artigo a respeilo
lo jury, a que respoudeu o capilAo lente Figuei-
ra, onde lalvez por se me nAo ler bem comprehen-
di.lo. .-o invert! um pensamenlo meu; declarando
aquelle jornal, que o promotor publico esfocou-se
em lemonslrar que o roubo tinha sido felo em l'er-
nambiii ii. antes de ir ocaiiots para bordo, proles
laudo contra (al engauo, que nao deve passar desa-
percibido, eu direi, que de minha- palavras alli
proferidas jamis se poderia concluir culpabilidad
da parte da Ihesnuraria, como parece querer o Li-
beral ; c untes fo o esforco da promoloria provar
que o capilAo lenle foi o autor do crime. e que o
iliiiheirii fora lodo por elle recebido. fu-ando a the-
souraria de fazenda, em visla das provas dos autos,
salva de (oda a impulai.-Ao. EnlA disse eu que
lendo sido previnidas pelo reo lodas ns hypolheses
de se ter dado o roubo na corte, prelendeudo elle
uina impossibildade de ser o caixotc arrombado du-
rante a viagem, e tendo recebido dito caixole da
thesouraria em um sabbado 4 de fevereiro, e o leva-
do para bordo na larde do dascgunlc. poucos mo-
mentos antes da partida do vapor, como consta de
Ires depnimenlos conlesles, he claro que o rnubo se
deu no e-paro que decorreu entre o rccebimenlo na
Ihesuiiraria, e o embarque do caixotc. Disse eu
mais nc-sa occasiAo, que ainda mesmo que a de-
feza cnnsegusse provar, que o caixole fora para bor-
do, lugo que da thesouraria o recebeu, nA se poda
deixar de concluida visla da prnva dos autos, que o
roubo leve lugar quando eslava o caixote debaixo
da guarda c responsabilidade do reo. Eslas foram
minha- palavras que julguci conveniente publicar:
e nao mi! | a re i mais.
O promotor publico desla cidade, Anlonio Luz
Cacalcami de Albuquerque.
-IMICACA A PEDIDO.
Dizeni, |uc failou-lhe gaz ;
As,ira nao pude subir ;
Mas lamben he para rir.
Que fall.issc gaz bolla,
Tendo o juiz na ciuholla.
Pouco anlcs da fesla aissislo, quem i.i esleve, a
um haplisanieiil de principe :
Itepiqucs. focos, c-louros,
Inundada, croa aleada,
l.nzes c agua rosada,
Ojuiz de caracha
Tocando n'um manten.
E enlua ? Se livor por l algum ritual do baplisa-
menlo .lo. Dlhos dos jallas de irmandades, maude-
m'o, porque o Mereles. logo que escolher urna
que Ihe convento, quer ser juiz c baplsar um A/-
relinho.
Anle-honlem lnham de sabir para seren execu-
lados no Pilar uns escravos que assassinaram o infe-
liz Major JosPereira de Castro ; mas o carrasco no-
.S'r.s. Redactores: De novo me tem Vmcs. oceu-
paiulo as paginas de sen conceiluado jornal, para di-
zer duas palavras ainda em favoV le minha perse-
guida mana, Mouda, alm do que clara e ampla-
inenle disse na minha correspondencia de 1:1 de
novembro pas-a.lo. Hoje mais que nunca eslou
nuturisadu para dizer que O Sr. Jos Caelano Fiuza
Lima be um vilenlo, be um reo de pulira convic-
io de um crime, que na i se jnstiflcnil, e uem lem
Torcas para o fazer. Saliendo que o seu eanhado
Firmino Eplphanio de Mello possnia a minha Ics-
dilosa manaasm (iluto algum. como se v do sen
interrogatorio na subdelegada de Timhauba, s pa-
ra ixlcnlar forra c muila valenta, nao hesiiou fazer
um conlralo ilolo-o, reprovado por lodos os prin-
cipios, pois alm do mais linha enren verdica,
que minha mana era livre e mnilo lvre. Quer u
Sr. Fiuza mostrar granee valimentn em perseguir
urna intelil sem arrimo, e porque '! Que mal Ihe
fez ella, ja maln scus parantes '.' J Ihe furlou al-
gum avallo '' Nao v Vmc. que toda esla forra de
genio dever desenvolver contra quera cslivr na
sua posicao, essa posi;Ao invejavcl, e que sii o Pa-
cha da Turqua milita lilulos ISO allos '.'
Sim, Vmcs. nao tem podida arrancar minha infe-
liz manado manto da verdadeira Justina, que a l-
vre do barbarismo, que para ella preparado (cm,
lcinbrou-sc de um novo invento, foi ao Pilar ar-
ranjar urna picraluria lo juiz municipal supplenle
para o Illm. Sr. Dr. juiz municipal de Goianna
vulve-la para alli, dizendu que l he que he o seu
domicilio Se cu n.lo cuuhecesse o Sr. Fiuza, di-
ra que linha perdido de lodo o senso couimum ;
pois nAo v Vine, que o vcrda.lcim domicilio he
aquelle onde esta perseguida acha-sc garantida '!
Nao v que esbi sua escolha procurar uin apoio
que a garanta, que a livrc dos tratos e da fogueira
que l eslo preparados para sua volla, se fosse rea-
li'avel Nao v que nao ha auloridade, que se
queira lomar co-r de latrocinios, que por \ entura
' lenha de por elles pamr, se liver a desdita deca-
X' Rainha do Recreio militar na noi-
te de 10 de dezembro-
Dj baile, qual mclero,
A linda virgem, que adoro.
Como em breve se ausenlou !
Que dor, quo lor se prendeu
Ao prazer que ella me deu
Quando as salas cnlrou !
Prazerpor v-la Kainha,
Dor por ella nao ser minha ;
Por nao me Icr mais amor ;
Mas ella nao he culpada,
Foi Iludida, engaada...
Pcrdiio-lhe a minha dor !
Ai se olbava, que poesa
Dos oihos -eu,- me descia
Ao tundo lo coracao !
Dos olhos negros quebrados,
Come os suspiros maguados
De una anglica oraran.
Junto dolaerara as bellas,
O'iaes scinlillautes estrellas
Oll'usradas pelo sol
Se tallare, que harmona !
Era a elherea meloda
D ranlo do rouxinol.
I'nia aos gestos nobreza,
Tinha a c'rda da belleza
k Das croasa que mais val ;
Ella sii era a louzctla,
Que linha na fronte bella
O diadema real !
Ella s be que parece
l'm ideal, que escurece
As mais dira las vises ;
Ou lypo evcel-o de amores
Forniadn ao pungir das dores.
De requintadas paixcs.
Deixava o branro vcslido
De avivada azul cingide
tem a moslra o eolio seu,
A* que uina lita se una,
Linda fita, que cu quera
Ver unida au pcilo peito meu.
Knbra dahlia, que ella linha
Da nivea man que a suslnha
Ai! bcm vi cahir no cliAo !
Ouem sabe so em lal momelo
Algum vago pensamenlo
Lh'envolvra o c uacao !
Ouem sabe se assim o diza
Aquella melancola
Que empanara o rosio seu !
E se a rubra flor cabida
Sj uibolisa o amor sem vida,
Amor sem vida do ceu !v.
Ai! se o fiira. a flor querida
Por meu peito appelecida
Quizcra, quizera sii !
Seria o condio de um triste.
Que no mundo inorlo existe
Almeulado de d...
A ALUHIMIA NO SECULQ XIX.
Asvelbas crenras na pedra philosophal e na trans-
mutarlo dos me je- asUo longo de ter drsappareci-
do, como atguem ere, aos clarcs das prmeiras ver-
dades da chiniica moderna. A despeilo dos racioci-
nios e dos fados contrarios accumulados pela sci-
encia da nossa poca, apesar das tristes e innume-
raveis dcccpces que ha cousa de dez serillos acon-
tecern! aos a/edores de niro, as npinies alchi-
mislas ainda sao professadas nos no>us dias. Em va-
rias regios da Europa, algumas reliquias ignoradas
da turba dos philusophos hermticos conlinuam a in-
vestigar s escondidas a reali-.ieao da grande obra, e
entre os adepto- modernos, ha mais le um que nAo
hesila encontrar nos proprios principios da diiraica
actual, a confirmafAo las suas loulrinas. He prin-
cipalenle na delirante Allem udia que se conser-
vou essa raja ohslinada. tima vasta associa^Ao le
alchimislas, fundada em 1790, existi em Wcslpha-
lia al o anno de 1819, sob o nome le sociedade
hermtica : os membros desla sociedade concorda-
ram empregar os seus esforco- em cummum para al-
cancarem o grande alvo da transmutaran. Em 1837.
um alchmisla da Thuringe appresenlou a sociedade
industrial de Weiraar uina pretendida tintura pro-
pria para a transmutarAo los melaes. Alguem ha-
via de ler na mesma epoca. nos jornaes fraucezes, o
annuncio de um curso publico de philosophia hei-
nielica, pelo professor B .. de Mun.ch. Emlim ago-
ra mesmo, citam-se no Hanovre e na Uaviera fami-
lias inleiras que se eulregam em commum indaga-
Ao da grande obra.
Mas a Allemanha nao he o nico paiz da Europa
onde a alchimia ainda seja cultivada. Em varias ci-
dades da Italia e na mor parte das grandes cidade-
la Franca, ainda se euconlram alchimistas. De
quando em quando, vemos apparecer na bibliogra-,
[diia frauceza, alguns escrlptos era que os pretendi-
dos myslerios da arle sao eiposlos n'uma lingua-
gemde impenetravel obscuridadee como sequilo dos
symbolos Iradiconaes. Estes livros, sublrabidosde
urdinario ao contiecimcnlo lo publico, apenas sAo
vistos entre as mAos dos iniciados. Os curiosos e os
amadores das recordares los terapos passados, en-
contrara nelles com delicias cerlo perfume dos sonbos
da idade media.
Entre asciJades ra Franca, costumam citar Paris,
como particularmente rica de alchimislas. Esla pro-
posi;Ao nAo heexagerada : podc-sc dizer que exislem
em Pars alchimislas theoricos e adeptos empricos.
Os primeiros se limilam a reconhecer como verda-
deiro o dado scien tilico da alchimia, os oulros se ap-
plicam s investigares experimentaes que dizem
respeilo lr.insinut.ica dos melaes. Um sabio bs-
tanle conliecido, M.B..., professor de urna das nos-
sas faculdades de 'provincia, emprehendeu no seu
Tratado de Chimica, que appareccu em 18*4. a de-
reza das opinies hermticas, e ahi disse que tcm
alguma esperanca do ver triumphar a nperac.lo da
grande obra. Quanlo aos empricos investigadores,
nao -,1o raros nos baixos da sciencia, e ninguem vi-
ve longo lempo no mundo chimico sem se achar
mais de una vez em relarAo com elles. Pela minha
parte achei-me inultas vezes cm contacto com os al-
chimislas de lodas as paragens, e lalvez se encontr
algum inleresse em a nanacAo das rerordar,es que
a esle respeilo me licaram.
Frequenlava eu era 184... o laboratorio de M.
L... Era este o ponto de reunao c una especie de
cenculo dos alchimislas de Paris. Quando os disc-
pulos linbam abandonado as salas depois do Iraba-
lio do dia, viara-te ao cahir da noile entrar urna
nra os adeptos modernos. Nada havia mais singular
do que o aspecto, os oslumes a al os Irajos desles
homens eslranhos. Algumas vezes eu osencuntrava,
de dia, as bibliotecas publicas, curvados sobre vas-
las in-folio ; noite, em lugares desviados, ao p
das ponte- solitarias,com os olhos cravados, n'uma
mud&xontemplacAo, sobre a abobada resplandecen-
Ic de um co estrellado. Keuniam-se quasi lodo-.
Velhos ni aeabruuhados antes da idade trajavam
ama velha casaca preta, ou um comprido giban de
cor indifenivel. L'raa barba inculla occullava-lhes
melade das faces sulcadas de ruga profundas, em
que se liara os traros de longos trabalhos, de vigi-
lias, de lorraenlos devoradores.
Na sua palavra pausada, compassada, solemne,
havia alguma cousa do accenlo que tomamos lin-
guagem dos illumiuados dos ullimos seclos. O sem-
blante abatido e altivo ao mesmo lempo revelava
as agonas de esperaneas unientes mil vezes perdi-
das e mil vezes nutridas com desespero.
Enlre os adeptos que frequcutavam o laboratorio
de M. L. -, eu observara um homem ainda moco
e cujo exterior me linha impressionado. NAo havia
nada as suas maneiras ncm na sua lingoagem que
se parecesse com os seus mysleriosos companheiros.
Louge le combater como elles, ou regeilar com
desprezo os principios da chimica moderna, invoca-
va-os sem ressar, porque linha encontrado o ger-
men das suas convieces alchimislas no proprio es-
tudo das verdades desta scei.cii. as frequentes
discussoes que elle suslentava comuosco acerca da
certeza dos dogmas hermticos, lamava elle os seus
argumentos as dcscobertas dos sabios dos nnssos di-
as. Nenhum fado seientifico Ihe era eslrauhu, por
que elle havia seguido durante largo lempa as I .cues
dos mais celebres dos nossns mestre-; mas a sciencia,
este sAo alimeuto dos espirlos, e transformara nelle
n'um em um veneno amargo que allerava as fonles
das nor.5es primitivas. Estas especies de conferen-
cias linbam para mim um allraclivo mui particular,
e confesso com peijo da rainha parte, que s vezes
eu as prolongava cora intenejio, scduzido pela sin-
gularidade desles discursos cm que as inspirares do
Iluminado e os raciocinios d sabio se confundiam
de maneira mais extraordinaria.
F'oi nesta poca que live de sustentar com o meu
adepto urna drscussA extensa sobre os principios da
sciencia hermtica. Nesla occasiAo fez-me elle urna
exposicAo geral das doulrinas da alchimia, c exami-
uou lodas as provas histricas que se hAo invocado
para justifica-la. S?m embargo desla conversacAo ser
mui longa, ainda se conserva loda em memoria, e
minuciosamente refcri-la-hci aqui, porque peder
fazer conherer muilos fados desprezados ou mesmo
suspeitos hoje. -s
Passeava eu lardnha no Luxemburgo na ala-
meda do observatorio, quanlo casualmente oncon-
Irei o lal pbilosupho parado ao p la grade lojar-
dim. Assim que elle me avslou dirigio-sc a mim.
Oh doulor. lisseelle apcrlandn-mc a mo, me-
dilou bem sobre oobjerto de nossa ultima conver-
-ac.'io. c podere emlim oITcrecer a houienagein le
urna nova conversacAo a sombra do grande Herms.
Meu caro pbilosnpho, respondi-lhe. depois da
nossa convcrsaijAo. s live um pensamenlo: lamen-
tar que um humera de seu lalenlu e la sua idade
esfalfe suas forjas na nilagacA de semelhanle ch-
mera.
Ficou pensativo, relleclio alguns momcnlos e de-
pois toraou-me do repente pelo braro,pnxu-me r-
pidamente sem dizer palavra, c obrgou-me a les-
ear as alamedas lo viveiro de plaas; drigimo-nos
para um dos bancos do lado haiXO do passeio.
Esculc, me disse elle, ha milito lempo projec-
lo ilesenvolvcr-lhe lo.la serie das provas as quaes
rcpnusam as crenras alrhiuiislas, c lemonstrar-llie
que as nossas doutrin-is. longo de se acharem arrui-
nadas pelas dcscoberlas da sciencia moderna, ao
contrario della liram os mais serios argumentos.
Escnlhi-o para confidente obsequioso desta profissAo

ouro, c de urna maneira geral Iransformava urnas
nasoutras ludas as substancias chimica-. Era um
grao superior de perfeir-ao, poda enrar"as molestias
que allligem a humanidade, e prolongar a vida mni-
lu alm dos lmites naturaes; lambem tinha o nome
de panacea universal. Emlim, no seu grao mais
elevado de exaltacAo, e tomando eutAo o nome de
afina do mundo, tpiriolui mundi, a pedra philo-
sophal transportava os bomens no commercio inli- *
mo das entes espiriluaes, quebrava as barreiras que
vedam a entrada dos mundos superiores, e nos rev-
lava, n'uma conleraplaco sublime, os ryatenos da
existencia inmaterial. Taes sAo as tres proprieda-
des que os primeiros hermticos attribuiram a petra
philosophal.
a Os alchimislas de hoje regeilam a maior. parto
destas ideas. Conceden] pedra philosophal vir-
lude de transmutar os melaes, mas na vAo mais Ion-
ge. Por oulro lado he fcil romprehender como os i
aniigns espagyricas foram conduzido* a prestar as-
sim ao agente das ira usina luanes qualidades occullas,
bebidas de alguma sorte as fonles hnmateriacs.
Este pensamento tem o cunho, e nao he mais que o
reflexo das crenras philosophicas da poca que o vio
nascer. Foi somente no seculo XIII qne se come-
rou a altribuir pedra dos sabios o poder de curar
enferme!,ule. e espiritaalisar os entes physicos. Ora, vv,
ninguem ignora as doulrinas que enLlo renavam as
esrolas. A anliguidadc philusophca renascia no
meiado da idade, media; Aristteles reslabelecido, ,
PlalSo restituido, governavam o mundo inlclleclual.
Combnavam com a lgica de Aristteles os princi-
pios da escala contemplativa. Como nos bons lempos u
de Pythagoras, os myslerios dos nmeros applicados
aos phenomenos physicos, formavam, em desprezo k
do (eslemuuho dos sentidos, o nico fundamento
das scencias. O universo se povoava de entes m- '
laphysicos, estabelecendo lgirOes secretas e miste-
riosas sympathas com o* obieclos do mundo visi-
vel. Paranlo he mui simples que nesla poca os
alchimislas tunham enriquecido com algamas pro-
priedades sobrenaluraes o agente maravilhoso, ob-
jeclo dos seus trabalhos. Mas pela nossa parte, es-
clarecidos pelas lozes da philosophia moderna, con-
demnamos essas aberra;Oes mysticas das antigs ida- t
des. Repudiamos a chimera da panacea universal, "
e com maior razAo, a da alma do mundo, coja jio-
^ao por oulro lado he mui obscura entre o pequeo
numero dephilosophos que a conceberam e deten-
volveram.
l'orlautci o ilpgma alchmisla inleiro so reriirz.
hoje a admiltir que existe urna substancia qne lm cm s a secreta virlude de transformar urnas
as oulras todas as especies chimcas, nu para rado-
cinar sobre um objectu mais accessivel a experien-
cia, operar a Iransmulaco dos metaes. O objecto
da alchimia he a descoberta desle gente, que muilos
adeptos possuiram, mas que agora esui perdido para
nos. Eis a queslAo cm toda a sua simpicidade. Eu
devia limitar desde o principio o terreno da nossa
discussAo, afim de que ella nao recahisse sobre chi-
meras abandonadas. Agora, encerrando-me no cir-
culo das de.cuberas da chimica moderna, vou pro-
var-lhe que a transmutarAo dos metaes he um pho-
nomeno perfeitamenle realsavel, e que varios fados
da sciencia actual justificara inicuamente o dado
respectivo, n
Nesle ponto, o adepto senloa-se ao meo lado, de-
pois conljnuou nos termos seguales: J rrileriio al-
guma vez n'ama inronseqenda mui singular, na
qual rabiram os sabios dos nossos dias? Reconliec.em
elles que qualro substancias simples, o oxigeoeo, o
hydrogeneo, o carbnico e o azolo, sAo os nicos que
entram na composicAo dos corpos de origem orgni-
ca ; mas acrescentam quemasde scssenti elementos
sAo necesarios para formar as combinacosmineraes.
Assim qualro corpos simples bastariam para constituir
a allimusplicra que as cerca, a agua que cobre os
tres quarlosdo nosso globo, toda a creacAoanimava
que se agita na sua superficie; e mais de sessenta
corpas se leveriam reunir para compor a mas-a
solida do nosso planeta. Em verdade, he Uto com-
melter mui gratuitamente por conla da nalureza
ama inconsequencia grosseira. NAo fora.mais sim-
ples pensar priori que esles qualro elementos que
SAo siiiTicienlcs accSi molecular dos productos or-
g lineo-, fossem igualmente sulhcienlcs as necessi-
da le- das combnales mineraes, e que per si sos
conslituem a essencia dos recursos materiaes poslns
em muvimciilo em o nosso universo 1 Chegaria-
mos dest'arte a esle famoso numero qualro. ao Te-
iractiitfie Pylagoras, ou Telragarmma, que represen-
la vara t o grande papel nos misterios da Chaldea e
do anligo Eg\po. Seriamos conduzidos a encon-
trar debaixo de oulros nomos os qualro elemenlos
dos anligo- alchimislas do seculo XVII. Mas sem
irmns tAo longe, procuremos averiguar aqui essa
contra dicto repllenle que depara em osnossos da
a philosophia natural. Eis ahi a primeira difllculd
de, he grave, ao menos he capaz de fazer suspen"
o juizo de alguem.
Mas chego a algumas consderaeftes mais preci-
sas, porque podem dispensar qualquer induccA es-
iranha, e sao nicamente tomadas as descoberlas da
chimica moderna. '
Al estes ullimos lempos pensara -se qne para
definir um corpa e separa-la de lodos os oulros, era
sulllcicule indicar-lhe a cumpn-ieao e as propieda-
des; admillia-seque dnas substancias que. apresen-
lam a mesma composicao chimica sSo idnticas per
esla mesma razao. Mas se "ds primeiros ehimicns
livessem eslabelecido esto facto cmo verdade
fundamental, pela sua parle osalcbimistas nAo teriam
deixailodecombalerlo. A theoria alchimista sobre
a eomposicao dos melaes, professada desde o
seculo IV. eslabelocia que os producios naturaes
podem ofierecer as maiores diflerenc,as nos seus ca-
racteres exteriores, posto que em essencia a sua com-
posicAo seja a mesma. Com efleito, admillia-e
que lodos os metaes sAo idnticos na sua constituir
que lodos sSn formados de dous elemenlos comnruns,
o enxofre e o mercurio. < que a diflerenea das suas
prupr edades provem das proparQOes variaveis do enxo-
rrec do mercurio que os conslituem. Poreiemplo, o
ouro era formado, segundo os alchimislas, de moito
mercurio purissimo ede pequea quanldadc deenxo-
fre; oestanho de mnilo enxofre mal fi vado, unido a urna
pequea quantidade de mercurio impuro. Esle en-
xofre e este mercurio, elementas dos melaes, por
oulro lado nAo eram idnticos ao enxofre e mercu-
rio ordinarios. O mercurial do alchimislas repre-,
sen'.avam o elemento nderomponivel dos metaes, a
causa du brlho, da 'duclildade, e n'uma palavra
da mel.ileid.i_de : o sulplmr indica o elemento elm-
buslivel, complexa e iudecomponivel. Como quer ,
que seja, esla theoria, no que tem de geral, eslabe- "
leda que varias substancias, ao confundir se pele
sua coraposirAo, podem com ludo diferir enlre si
evlcr orllenle e pelo complexo de suas re.iceOes. Ao
lado delta se elevava a Iheoria dos chimicos, defen-
diendo a proposijAo contraria. Sabemos como se
lermiuou o debate. O progresso da sciencia conse-
guio em a nossa poca um hrilhante triumpho sobre
as opinies alchimislas. O apprfeicoamento danna-
lise dos chimcas permttio reconhecer que os produc-
ios mineraes ou orgnicos podm apresenlar urna
identidade completa na tua composicAo, aflectando
cxleriormenie as mais opposlas propriedades. Assim
o acido fulmnico que faz parle dos fulminantes,
conlem rigorosamente as mesmas qoantidades de
carbnico, demy genio edejazote, que|oacidcvanico,
e encerra esles elemenlos unidos segundo o mesmo
mo lo le con lensaro. Com tudo os fulmnalos
suhmcttidos mais frara elevaeAo de temperatura
desenloam com violencia, ao passo que os cynates
rcsislem ao calor ardeule. O urce que faz parte de
varios liquides da eennomia animal, aprsenla a
mesma compo-irto chimica que o cyanalo de am-
m un ico. e nada he mais dissemilhante do que os
caracteres de-tes dous productos. O acido hydro-
cyanco, veneno lerrivel, nAo difiere em nada, pela
sua eomposicao, do formialo de ammoniaco, sal
ile- maainolfensivos. A chimica fuiere ama mul-
HdAo de exemplos semclhants.
Esla propriedade nova da materia he qoe se deco-
rou com o nome elegante de Izomcria. c Mas pe-
der allingir os corpas simples esta isomera que os
li> micos conce.lera hoje aos corpos composlos 1 Po-
denlo apresenlar casos de isomera as substancias
reputadas elementares e os melaes ? V-se fcil-
mente a qne panto nos conduz esta queslao lao sim- >
pies era apparenca. Kesolvida allirmativamenle
ella tirara lodas as difllculdadeslheorica qoe se op-
poem a transmutarlo dos melaes. Com efleito se es-
ttve-se demonstrada que o-Jmel.ie- sAo ismeros, que
debaixo do veo dos caracteres exteriores mais disse-
melhantes occullam elles elemenlos idenlicos na sua
nalureza, o dogma alchmisla estara joslficado, e a t^
transformarlo molecular que se deve operar na
transmutaras do metal, ja nAo leria nada que nos
pudesse sorprender. Por lano o fado merece ser
examinado de perto.
a Para eslabelecer a isomera de dous composius,
examinam-se efiv micamenlc, e desl'arle se veriDca a
idenlidade de suas parles consliluinlcs. Mas quan-
lo ao caso particular dos melaes, porque estes cor-
pos sAo considerados como simples, precisamente
porque rcsislem a lodos os nossos procesaos o analy-
ses. Com ludo ainda nos resta oulro caminho. As
propriedades geraes dos carpos isomricas podan ser
comparadas com as proprie.ladas dos melaes, e inda-
gar-se se os melaes nAo reproduziriam alguns dos ca-
racteres que pcrlcncem s substancias' isomricas.
Esta comp.u -cao ha sido feila pelo chefe eminente
da chymica franceza, por Mr. Dumas, e ex aqui o
resultado a que ella couduzo.
Obscrvoii-sc que em lodas as substancias que
aprescnlam um caso de isomera, encoutram-sc de
ordiuario equivalentes iguaes, ou muilos equhralen-
les mltiplos ou sol mltiplos uns dos oulros. Ora,
esle carcter seenrunlra em varios melaes. O ouro
co osmio tem un equivalente quasi idntico. Acon-
tece rigurosamente o mesmo cora a platina e o iri-
t
de f, porque haliitualiueulc me ouve sem revelar i dio ; e Berzerios encontrou, acrrescciila Mr. Dumas,
que as qiianli.hules ponderaveis desles dous melaes
-,io absoliitamenle as mesmas nos seus composlos
correspundenles lomados em pesos guaes. O equi-
valenle de Cobalt dflere apenas do cquivalcnle de
nickel, e o semi equivalente lo eslanb he mui sen-
sivclmcnlc igual ao equivalente inleiro dos dous
melaes precedentes ; o zinco, o v Itrio e*o telluro
oirerecen), snb as mesmas rclac",-, diflerenea- Uta
insignificantes, que he permitlido attrbui-las a um
ligeiro erro na experiencia. M. Dumas, que la-
lou recentemeute desta curiosa queslao peranle a
Associacao britnica, most/ou exuberantemente que
tres corpos simples estilo ligados entre si por gran-
des analogas de propriedades, laes, por exemplo,
como o boro, o brome e o iode, o bar; o, o stronio
c o calcio, o equivalente d; mico do corpo interme-
diario he sempre representado pejo termo medio
aritlimclico enlre os equivalentes do! oulro- dous.
o Eslas confronlacoes nolaves pruduzram em In-
glaterra nma grande impressAo sobre o espirito do
sabios. Com efleito, consluem urna demonstrarlo
sufliciente da isomera dos corpos simples. Provam
que os melaes, posto que dissemelhaules pelas suaa
esses senlimenlos le desconfianea. ou piedade, que
seus amigos ncm ao menos procurom ilis-iinular para
roniuosco. Por lauto cousnla que Ihe prove, ac-
cresccnlou elle aiiiinando-se, que a ulchinin nAo he
sonho de alguns cerebros lesarranjados, mas eu-
enotn na essencia das cousas tundamenio- inabala-
M'i-, e nao esla longc o lia em pie a rcalisa;Ao la
obra sublime Irara ao mesmo lempo conisigo a dcs-
coberta dos segredos mais importantes da nalureza.u
Kllc eslava cm p e fallara com entliusiasmo.
Comprehcnd que era impossvel evitar a disserta-
c.io; assenlei-mc resignada, e elle come;ou.
Primeiramenle. disse-me elle, permitla-me de-
lermnar o objecto preciso los trabalhos dos alchi-
mislas modernos, e fixar os limites das suas indaga-
cues. Os esforros dos adeptos de lodos os lempos
liveram por alvo a descobcrla do agcnle secreto,
conhecidu sob o nome de pedra philosophal. Ora,
segundo os autores antigs, a pedra philosophal de-
via gozar de Ires propriedades mui lisUnclas. No
seu primeiro estado de pureza, realisava ella a
IransmulacAo dos melaes, mudava os melaes vis em
melaes nobres, o chumbo |em prala, o mercurio em
ki ITII AHA


CIARI OE PERNAMBUCO, SBADO 16 OE OE ZEMBBO OE 1854.
y.
\
i
qnalidades exteriores, provra smenle de urna ni-
ca e mesma materia dlerenlcmeiite arranjados ou
condensador. Ora, 10 lie verdade que os metaes sSo
"omeros, a primeira consequenc'a qus se deve lirar
dcsle fado he a posubilidadc deconverte-los uns nos
oulros, islo he, realisar as iransmulacoes metlica*.
n A cousideracao dos equivalentes conduz a outra
CresumpcAo em favor das lraa*mulacao dos metaes.
m ch> mico iuglez, Dr.Prout foi o primeiro que fez
a observadlo, de os equivalentes chimicos de quasi
todos os corpos simple*, sao mltiplos exactos do
peso do equivalente de um de entre elles. Se lo-
inarmos como uoidade o equivalente do hydrogenio,
o mais fraco de todos, recoulicccremos que o equi-
valenla de os oulros corpos simples conten esle um
numero exacto de vezes. I Assim o equivalente chi-
mico do h\drogenico, sendo considerado como uni-
dad, o do carbnico he representado por seis, o do
azoto por qnatorze, o do exigenio por dezeseis, o do
zinc por trinla e dous etc. Has se as masas mo-
leculares, que eutram em arcan as combinacf.es
ehimica?, oiferecem entre si relac/Ses tambem sim-
ples o equivalente do carbnico ha xaclamente
sei vezes mais pesado que o do hy.lrogeneo, o equi-
valente do azote quartozc vezes superior, etc., nao
se dar neste Tacto urna prova de que lodos os cor-
pos da nalureza sao formados do mesmo principio, e
que urna nica materia diversamente condensada
produi lodos os computos que conhecemos"! Se esta
conclusio fosse admiiUda, justificara evidentemenle
o principio da isomera dos metaes e dara ,i lian
mulacao um apoio Iheorico e inconle-luvcl.
Portado o phenomeno da transmutaban dos me-
taes nlo pussee nada que esteja em oppi.-ir.lo com
os Tactos e as theorias, que lem corrido na sciencia
. em a nossa poca. Agora passemosao examedo meio
pratico que permille executar a operario. Nesle
poolo he que surgem em itiullidao as nbjecc,Ges dos
nossos adversarios; mas, para destrui-ias, bastar
rectificar a opiuiao mui exacta, que se Taz umversal-
mente da nalureza e do papel chimco da pedra pbi-
losophal.
A* pessoas eilranhai i nossa arle suppe com
cfloilo que concedemos a cle agente precioso um
modo de acollo lolalmenle occullo e iuleiramente em
opposicao com a nalureza dos phenomenos habi-
tuaos. Nao adrailtimos nada disto. Segundo a nossa
opiniao, a pedra pliilosoplml na possue propriedade
alguma sobre natural, e o seu modo de acrao nada
lem que nao encontr urna analoga completa nos
laclo- ordinarios da ehimica. Applqiie um instante
a sua ltemelo sobre os phenomenos que se rcancm
dcbaixo do nome comraura de fermenlacoes. Em ge-
ral a fermentado he umi operario ch'imica opera-
da no seio dos producios orgnicos, por urna subs-
tancia de nalureza desconhecida chamada fer-
mento. Estas fermenlacoes, ISo bem conheci-
das huje nos seus principaes efleitos, permillem
comprehender sem difliculdade as Iransmulacoes
melallicas. Com effeito, as transformaees que se
operam as materias orgnicas, snb a influencia do
fermento, sao para nos a imagem perfcila das mu-
danzas que se pdem produzir nos melaes. quando
a pedra philosnphal he posta em contacto com el-
les. A pedra pliilosophal he o fermento dos melaes ;
a transmutaban melallira, he a fermenlacao Irans-
pnrUda du dominio dos 'corpos orgnicos para o
mundo mineral, c aecninmodada s aeccOes pro-
priai deslas materias. Nos melaes fundidos e leva-
dos ao mais alto grao de calor, pode produzir-se
urna transformadlo molecular inteiramenle anloga
que sortrem os productos orgnicos forra enlaveis.
Da mesma sorle que o assucar, sob a influencia do
fermento, se muda em acido lctico sem variarle
compoeicao, da mesma sonc se Ir.ui- irm- em alcool
c em acido carbnico, os quaes reproduzem inte-
gralmente a sua cnuipo-icao ; assim os metaes, lo-
dos idnticos em sua nalureza, pdem passar de
um n oulro sob a influencia da pedra pliilo-oplial,
seu fermento especial. Se alsuem approximcr os
phenomenos geraes da formen! ican do facto da trans-
mulir.ao melallira, ficar admirado das analogas
que presentara entre si estas duas ordens de ac-
tes. Sem duvida he difficil dar a razao da aceito
ehimica, que se pode passar na inlimidadc do me-
laes soba influencia da pedra plrilosophal, mas a
eiplicaeao llieorica da fcrmenlacao enconlra entre
os chymicos as mesmas dilliculda'des. Todos -abein
que a fermenUcao se sublrae a qualqucr Iheoria
scienlifica. Cora elfcito. as roaccoe* ordinarias, um
corpa se combina com oulro, nm elemento desloca
ouln, elemento e lorna-llic o lugar em virlude de
uma'allrarcao superior ;% em todos esles casos as
leis da aflinidade explicam fcilmente o facto. Mas
as l'ermenlac/es nao se observa coma alguma se-
melhanle, O fermento nao loma per si mesmo par-
le alguma as alterares cliiiniras quo provoca, e
nao se podo encontrar, ero as" leis da afliuidade,
nem as torcas da eleclricidade, da luz ou do ca-
lor, l'onle alguma legitima i)e. ctplicarao dos seus
ellciios. Alguem se admira d ver qu os aichimis-
tas conceden) pedra philosoplnl n propriedade de
obrar sobre os melaes em doses infinilamenle ira-
cas, e asseveram, por ctemplo, que um grao de po-
dra philosophal pode converler em ouro oilo un-
cas de mercurio ; mas a fermenlacao ims aprsenla
una particularidaile inleiramenic semelhante. O
fermento obra sobre as materias orgnicas em dse
infinitesimal, segundo o termo adoptado ; a diasla-
aa, por exemplo, transforma em assucar duas mil
vezes oaeu peso de amito. E quando alguem lem
vi-lo com os eos proprios olhos, que fraca quan-
lidacfe da fermenlo he necessariu para provocar em
cerlos casos a alluraco de una massa enorme de
materia orgnica, acha um pnuco menos extrava-
gante a-famosa exclamarlo de Ra>mundo Ludo:'
Marc tingerem si mercurios essel^
Por tanto nao ha nada misterioso nem occolto no
papel chimco da pedraptulosophal, e a transforma
(4o que ella pode provocar nos melaes se explica
aam difliculdade,quau lo he comparada com fados da
mesma ordem, de quo somos leslemunlias lodos os
Ras.
Assim Das verdades reconhecidas pela ehimica
moderna o dogma alchioiisla acha urna coiifirmacao
salsfatoria. Os homensque durante dez seclo, ap-
* plicaram o esforz do seu engenho a esta obra admi-
ravel, nem eram impostores nem dundos. Geber,
Aviceunc, Rhass, Arnauld de Villeneuve, S. Tho-
maz, Raymundo I.ullo, Alberto Grande, Basilio Va-
lenim, Paracelso, Van-Helmont, Glauber, Kunckel,
Becher que propagaran) estas doulrinas, e a mor
parle dos grandes philosophos da idade media que
as confeasavam porfa, nao foram os cegos ludibri-
os da mesma loucura : nlo formaran) urna liga de
mentiras para engaar, o universo c affagar os ho-
menscom urna esperanza chimenea. Todos seguiam
com piixo um principio ISo claro, 13o irrccusavel
para elles, quaulo pode se-lo a mais simples verdade
aos olhos.de um sabio dosnossos dias. Quanlo aos
erros que Ihes sao lanzados em rosto com lana amar-
gura, foram somenle a consequencia da philosophia
do seu lempo. Com elTeito fora-me muilo fcil mor-
Irar-lhe, considerando algans dos principios geraes
la alchima, que osseus longos desvios foram so-
menle a consequencia inevilavel das doulrinas phi-
losophicas da idade media.
a Por exemplo os alchimisla preslavam urna fe
absoluta i consideraran das influencias sobre naln-
raos na inler^relac,1u dos pheuomenos physicos. Se-
guudo a opiuiao delles. os planetas sympalhisavam
com os metaes ; os objectos exteriores enconlravam
em os nnssos orgSos mystrriosas correspondencias ;
oseles maleriaes nolriam afTec^Oes moraes ; um
espirito iuvisivel regulava ao mesmo lempo as rela-
r,oes physicas, inlellecluaes e moraes (fe lodas as
substancias creadas. Mas na idade media, qual fui
o philoiopho que raciocjnou de oulro modo ? Re-
montemo-nos por um instante s regies do passa-
do philosophico, e veremos coiicepfocs arislulelicas,
imprimindo o seu carcter em todos os ramos dos
conheeimentos humanos. A medicina, as sciencas
naluraes c phisicas, se envolvan) ;i porfiia com os
veos lomados obscuridade deslas doulrinas. Como
he que os mdicos no seculo XV. explicavam as pro-
i prieilades dos medicamentos, e, por exemplo, as vi-
(udea medicinaos do chumbo '? Considerando que
o chumbo purifica o ourir, o como elle corrige e cu-
ra asimpurezasdo ournhr eminentemente proprio pa
ra expedirs impurezas do corpa humann. A pralaera
considerada como o, especifico das molestias do cere-
bro, porque a prala era consagrada a la, e o cere-
bro, segondo se dizla, enlreliuha sympalhias com
este astro. Fui apenas no comeco d seculo XVII
que a propria physica se liberlou desles obstculos.
Nao he verdad que aiuda nesla poca, os phy isicos
agilavam com Boerhave queslAes como a seguintc :
Dar-ae-ha caso que as imagens dos objectos nalu-
raes reflecliilas no cenlro dos espedios cncavos le-
nham urna alma ? Assim, como he que alchimia
leria podiilo livpar-se dos delirios que agilavam en-
lao todas as sciencas ?
.^m ,'',s fundamenlos principacs das llieorias
alchimislas consista no principio ile que os mineracs
sepultailps no seio da Ierra, nascem e se desenvol-
vem, como os enteaorganisados. Mas lodos os na-
luralislas, na idade media, concedern) aos fossis a
pro[irieda le de crescerem: n O sol gera os mineraes
no seio do globo, he um axioma da escola. As con-
seqnencias tiradas dcsla lei devein parecer mu legi-
timas. 'Os alchimislas, considerando que o ouro he
o mais perfeito dos melaes, eslav.im convencidos de
que a nalureza, ao produzir as substancias mineraes,
lende semprea produzir ouro,o/JAo do* ted*detejos.
Ouando ascircumstanciasravoraveis formaban deste
metal vinhama fallar, prodiiziam-so abortos, islo
he, os metaes vis. Mas os philosophos arcrescenta-
vam que he possivel snrprcn le os processos secretos
da nalureza, descubrir a madre occulla que nutre
eonserva, elabora a sement do metaes, e que he
permillido, por um olor e alimentos 'convenientes,
fazer n'um abrir e fechar d'olhos o que se execula
no seio do globo com o sorcorro do lempo e do fogo
subterrneo. Eram estas seguramente especularles
mu ridiculas, mas cundeiniian lo-as. so se fulmiiiam
as ennrep ;o"s pllosoplhcas da meia idade. Todas
ellas ahi respiran), porque o seu carcter cssencUI
consisti precisamente nesla perpelua tendencia em
misturar os facto da ordem moral com os da ordem
physica, e prestar alTeccrs aos corpos brillos, assim
como em manchar com alguma qualidade material
a pura esvencia dos enles abstractos.
Meu amigo, suspendamos a censura, embarge-
nos nos nnssos labios as palavras de condemnacio e
de desprezo. Esles horneo- Un desacreditados pres-
taran) aervico mu desconhecidoa da posteridade.
Os seus (rabalhos ministraran! as primeiras e mais
solidas bases ao monumento glorioso das scien-
cas qua o XVII seculo vio elevar -se e crescer. As
suas indagai-oe inumeraveis, a sua impaciencias in-
aligavel, a feliz lei que se impozeram a si proprios
de propa^ji fados que nao podiam servir ao progres-
ao particular dos Seus designios,originaram esto gran-
de resultado.
a Nao quero emprehender juslificar lodos os aclos
e todos os pensa meu los dos alchimisla^, com ludo he
impossivel nao reuder homenagem.em alguna casos,
precisan dos seus melhodos|scienlificos. Como sabe,
elles davam extrema importancia ora chamar em soc-
corro dos seus (rabalhos a intervencao do lempo. As
suas operacoes se prolongavam anuos inteiros, e
muitas vezes urna experiencia na >acabada ora legada
por um adepto como heran^a a seu filho. Esla con-
siderasao do lempo, elemento Uo presado em nossos
dias, era da parle dos alchimislas o signal evidente
de nina observadlo exacta e profunda. He bem re-
conhecido que a nalureza realisa, com o soccorro do
lempo, iniumeraveis combina^oes que somos impo-
tentes para reproduzir em os nossos laboratorios, e
nos nossos dias ha sido permillido imitar alguus des-
ses producios, fazendointervir.comleiildaodos aclos
o coocurso artificial da eleclricidade. Um alchimis-
la conduzio um da Cadel tiassicourl aoseu labora-
torio, e mnslrou-lhe urna pequeua podra porosa e
leve, oflerecondo a cor do ouro.
Tinha oblido este curioso produelo, abandonan-
do, durante anuos inteiros, a agua da chuva, a eva-
poradlo espontanea, e rccolhcudo a pellicula que se
forma cutan .na sua superficie. Qual era a nulu-
reza desla substancia '! Seria como pensava o adep-
to, um comeco de vegelac.au do ouro provocada pe,lo
spirilusmundi qne se concentra n'agua exposta por
muilo lempoacrio almosplierica"? Ignoro, maso
que cabalmente sei,he que os nossos chymicos de boje
com a sua materia expeditiva de conduzir as inda-
gacacs, nunca leriam adiado osle corpo. Na cele-
bre experiencia de l.avoisier, seguida com lana per-
severanca, e que, Blando a coinposicilo do ar, deu
lugar i mais brilhanle serie da dcscoberlas. cuja me-
moria aisciencias lenham guardado, crea-me, havia
nislo urna como ultima recordarao dos vcllios hbi-
tos e das tradic,cs alchimislas.
a Sob o imperio da philo*ophia da nossa poca,
mis condenamos as tendencias myslicas da antiga al-
chimia e assuas continuas prcnccupacOcs melaphysi-
cas. Eu au ousaria elevar-mc ahertamente contra
este appello asluzes da razo ; com ludo ainda per-
cebo em as DOstM sciencas muitos fados queso se
podfm Interpretar por um recurso a cousideracoes
deste genero. 11c s.*in duvida racouhecido em pliy-
sica que a forca de um imn cresce tle urna maneira
KDSivel, quando so lile augmenta a dosc. Quando
um varan ceyadosustenta cerlo peso de ferro, pde-
se lodos os dias augmentareste peso com urna peque-
a quantidade, ate cerlo limile, alcm do qual toda a
massa se desprende e cahe. Ento o imn experi-
menta como os physicos, una fraqueza singular, nao
pode suppurtar os pesos que ao principio supporlava
em difliculdade, e para resliliiir-lhe a forja prmi-
liva, he preciso carrega-lo lodos os dias com novos
pesos acrescenlados gradualmente e em pequeas
quantidades. Nao sera isto urna especie de signal
de urna obscura nll>cc,ao moral en urna das forcas
do mundo physicu
Colloque-se um mclal oxidavel, por exemplo o
cobre, empresenca d'aguae do ar, ambos mui puros,
o mclal nao se ovydara de maneira alguma ; mas
acresccnle-se um trago de um acido qiialqoer, ou
eniao faga-se inlervir o acido carbnico duar, c a
oxydagao caminhar com rapidez. He esla cathego-
ria mui numerosa de phenomenos que em ehimica
tem o nome de acc,Oes pela aflinidade de predispo-
sicao. Explica-se esle facto dizendo que o acido pro-
voca a.oxydagao do metal, porque elle lem aflini-
da le para o oxydo que leude a formar-se. Eis-ahi
utn fado material quasi inetaplusico na sua produc-
gao, e que s se pode explicar por urna theoria ine-
laphysica.
Kora fcil multiplicar claces deste genero, mas
,ao me quero perder uo meio da rabtileza deslas
considerarles. Quiz somenle mostrar-lhe. por osles
exemplos, quanlo urna coudemnagao absoluta das
doulrinas dos nossos predecesores seria injusta e
ponen philosophica.
Aprcsenlou-se um di a Sacrales urna obra de
Hci arillo de um estylo mui praf indo, mas mui obs-
curo. Elle leu-a com cuidado, c quando pergunla-
va se-lhe a sua opinioacerca deste escriplo : Acho-
o admiravel, disse elle, nos lugares em que o entcn-
to, creio que he assim quanlo asparles que nao pu-
de pendrar, mas fra-me mysler mais habilidadc do
que lenho, para dar a minha opima i sobre estes ul-
limos.n Imite, meu amigo, limite a prudente reser-
va de Scrates.
(-'oniuor-se-Aa.)
VARIEDADES.
CHRO.MCA E NOVE DIAS.
Um auexim fora do combate.Os lacradores e
a chuca.Decadencia de Um grande homem.
apotheose de outro.P'eitce Cam.re.A mullier
do capote e lenco victima das qualro eslaees.
sua allianca com o gallego, inconvenientes des-
ta federacao ibrica.O drama generoso he
inimigo do senso aimmum, demonstrase com o
cavalleiro de S. Jorge.Dize-mt com i/uem li-
mas, dir-tc-hei as manhas que tens.l'ouca ge-
nerosidade dos libellislas em verso, e em prosa
tambem.Mocanna. onero do Sr. Xavier Migo-
ne, e catnrrices dos rartazes a seu respeito.O
autor detesta a dansa, motivos que tem para o
fazee.Prometiese a plusintogia do baile e do
coracio da mulher ; esta ultima promessa melle
o autor em camisa de onze caras, mas anima-o
a sequinle quiclioladamorra o homem e fique
a fama.
Ir a Roma e nao ver o papa ; acabarera-se as
obras de Sania Engracia e cumprir-se urna pro-
messa na semana dos nove dias, eram al boje as
columnas de Hercules do impossivel.
O autor de'ta ohronica cncheu-se do valor, bri-
gou com os moinhos e derrolou o ultimo dos tres
anexins, inventando a semana dos nove lias. e
este paz premiasse as grandes descoberlas, linha-
mos a nossa fortuna feila, e escusavamos a estas
horas de ler de escrever sobre o entbusiasmo dos
lavradores pelas abundantes chuvas de toda a sema-
na que acabou.
Era impossivel dar dous passos vonlade em
Lisboa sem ouvir um ribalejano porta de um
cafe ou de um cambista, exclamando quasi em de-
liriochove ouro !emquanto que os miseros mor-
taes vina e sentiam, o sarcasmo egsfeta dos hoces,
em copiosas trrenles de agua que os encharcavam
ale a medula dos ossos. Querer defender o absur-
do do que um liquido he um metal, he empreza a
que s se pode alrevcr una academia de bordas-
d agua, e ser sanecionado pelo sufl'ragio de algum
abe-ao que tenha a modestia de nao querer oll'en-
der o amor pioprio dos animaes. prescindindo do
raciocinio, e abdicando da inlelligencia.
Felizmente o mao lempo ja l va, e a primavera
com lodas as suas gallas, com todos osseus encan-
tos, com lodo o seu cortejo de zephyros e favonios,
vero fazer llorr as arvores e os corares, e empres-
tar imagens poticas a mais de,um janola namora-
do, que al agora nao livesse atinado a que compa-
rar um sorriso da sua amada, e que na primavera
enconlra lias llores periodos feilos com que Ibe
explica o que sent, convncendo-a de um amor
que o oulono se encarregar de desmenlir, rou-
bandu ao assucaVado adonis o original de que co-
piava as suas maviosas declaraces. Para uns fol-
garem he necessario que soflram'oulros. Emquanto
o I). Jos Serrate se prepara para enlrar na arena
com novos bros, o Malla v dcscrtarem-lhe para
Carnclie os sustenladores da sua independencia,
sem que urna lagrima, nem urna queixa deslustren)
a coragem do Mario do caes do Sodr.
Mas 'anda assim o Malta nao he dos mais infe-
zes. Comparem a sua sorle com a da mulher
de capole e lengo, e digam-nos'depois se elle se na
banlia n'um mar de rosas odiando para a verdadei-
ra victima das qualro eslagoes! A mulher de ca-
pole e lenro pode deixar de ser virgem, mas lem
jus a entrar no kalendario como marlyr, sem que
se Ibe patanal contrariar os ttulos que lem a seme-
lnanle dcnominagao.
O lengo da cabega em Janeiro, e o capole em
agosto, sao o pelourinho a que o uso lem coudem-
nado como victima a mulher do poVo.
O rrio e as chuvas do invern habililam-na ao
rheumalismo ; o sol ardente do pino do verao a nao
nlcrrompidas conslipages. He por isso que a mu-
lher do povo pede, insta, nao pode dispensar a al-
lianga do gallego. Ella o elle coraplelam-so. O
cliapeo de panninho azul, com o classico nrgolao de
metal amarello he, as maos doa lilhos de Tuv, urna
arma poderosa para conquislar o coraro da mulher
de capote elenco, lie nos dias de grande chuva,
ou de sol ardenli-simo que se lanram os cermea
da sonhada federacao ibrica. O allego lorna-c
o nlliado natural da mulher, ollerccendn-Uie o pres-
limo do sou braca robusto, o he sombra protec-
tora de um imir.enso chapeo de sol que elle se
alreve no transito dos armamentos para Arrotos ou
Sania Apolonia, a declarar o fogo que sent no pei-
lo, e que era da sua ohrigagao apagar.
A mulher fraca por nalureza ouve-o; as nacio-
nalidades confundem-se, c o que nem os tratados
nem a conquista tem podido obtor, alciingam-na os
dos limites do candelille ligelro, incisivo, espirituo-
so. O reinado do melodrama passou e quein boje
quizer fazer chorar o publico, lem que chorar depois
sobre a vaidade da sua pe toncan. As lagrimas nao
se improvisan) sob.re o ouropel, nem se provocam
com os andrajos do supposlo mendigo que una hora,
anles saliere.iva pacificamente um charuto sentado em
um caT. Se he nossa opiuiao que o Ihealru nao
pode corrigir o vicio nem servir de cxemplar vir-
lude, nao he tambem menos forte a conviegao de
que a salyra pessoal s serve para deshdnrar quem
a escreve, sem alcana* a maior parle das vezes of-
fender as pessoas a quem intenta deprimir. Infe-
lizmente a mana vai pegaudo.
Desde is folhas cahidas apanltadas a denle, os
libellos lem-se succedido uns aos oulros sem crdito
para as ledras, nem proveilo para os seus autores.
De Boileau a Pasquino media o abysmo que vai do
plnlo-oplio ao calumniador, do medico que cura por-
que conhece a doenca, ao charlatao que mata porque
ignora a composicao dos remedios. Escrever ano-
nymo nunca prova em favor de quem o faz, e o of-
fendido tem meisdo que direilo a desprezaras gros-
sciras invectivas que porveutura o possam mortificar.
Passemos a oulra couaa.
Aaaislmos a semana passada no thcalro de S. Car-
los a primeira representaran Ja opera do nosso com-
patriota o Sr. Xavier Migone, um dos poucos pro-
fessores porluguezes que iecm logrado oblerapplau-
sos na acea lyrica. A opera inlitula-se Mocanna,
eo librello lem, alm de urna urdidura abaixo do
mediocre, versos que apenas merecein lal nome pela
uniforme regularidadc do numero das syllabas.
Com to raaos elementos o Sr. Migone fez o que po-
da, demonstrando mais urna v.ez os seus muitos re-
cursos msicos, c, sem que a inspiracao dos grandes
maestros Ihe acudiese sempre, a opera agradou e foi
applaudida como era de razao e juslira. O que po-
rm de cerlo o Sr. Xavier Migone dispensava era i
ridicula denomiuagao de macstro-cacalleiro com
que o carlazjutgou houra-lo, como se o tlenlo ca-
recesse ser exaltado rom o exliavaganle Ululo de
cavalleiro, ou fosse vedado ao plebcu clcvar-se is
legies da arle sem esla classilirar,lo bombstica,
que nao nugineiita nem diminue o verdadeiro mrito
do compositor.
A opera do Sr. Migone nao da lugar a haver
dansa o que he sempre para mis urna agradavel la-
cuna,
Dizcm que o sanio rei David dansara diante da
arca, mas apaar de tan honroso exemplo ainda nos
mo foi possivel transigir com elle, lomando a heroi-
ca resolugao de o imitar. A dansa he um pretexto
para a loucura, um convite para as declartres
amorosas, o pomo da discordia adrado ao seio das
familias. As polkas e as walsas sao as inimigas mor-
laes do repouso domestico, os phantasmas que alor-
inentam a imaginarao dos pais, cque acceleram as
vigilias da douzella. He no perpassar de urna walsa
douda que as rosas se desfulham, e os olhos vidos
dos liomeus se alrevem a sondar os mysleriosos se-
gredos de que o.recalo momentneamente se esque-
ceu. A philosopbia do baile c do coracao da mu-
lher, sao os assumplos melindrosos com que em um
protimo arligo enlreleremos a curiosidade das lei-
loras. Modistas, espedios, flores, vaidades, ciumes,
idusOcs, mentiras ludo se enconlra e se embale na
phisiologia do coragao da mulher. Os congresso
europeos que de lana cousa intil leem tratado, que
por lanas vezes leem feilo as partidlas do leao, po-
diam, n'unia ituuiao magua, c nao sem alcance,
csludar e resolver as gravissimas quesles dos ca-
prichos, da incoiislancia, da leviandadc dos cora-
ges feminiuus. Estamos convencidos que as me-
Ihorcs sao as, como o Sr. Custilho assevera, que
n Com flores o punhal disfargam rindo, a
ou as que lialzac degrada a inscnsibilidade, o pefor
elogio que se pode fazer as mulheres, e que he o
nico que o romancista eleva as honras de salva-
guarda da dignidade do homem. l.egouv cscre-
vendo um magro poema sobre le mcrite des femmes
demouslrou urna verdade, para mis inconlroversa.
A mulher ama, senle, ciithu*asma-se, mas he por
pouco lempo. Nos breves periodos em que o alTeclo
as domina, as mulheres sobem altura ra mais po-
tica c heroica ahnegagSo ; encaram sem horror o
descrdito; sorriem n guilholina como no lempo da
revolurao franceza: niorrem cantando os seus amo-
res como a poetisa grega, ou despedem-se do mundo
como Cleopalra sem renegar a ultima das suas nu-
merosas afleires Mas o amor da mulher he como
o sol de um lindo dia de invern : alegra moment-
neamente os corages, desapparrre, scpulla-sc no
vasto ocano da indiflerenga, quando nos os homem
ainda o desejavamos alumiando as explcndidas scc-
nas da nalureza. Do amor da mulher ao amor da
Ierra o sallo nao he tamanho como se suppe, c he
por isso que o leilor se enconlra agora no Campo
Grande assistindo s experiencias agrarias, que o
Sr. Ayresde Su delineara para quinta feira passada.
Profanos, lolalmenle profanos para emiltirmosa nos-
sa upiinao sobre esle assumplo, he s com o espec-
tculo*, e os concurrentes a elle, que esla semana
ainda escreveremus um arligo, piltoresco pela varie-
dade dos lypos que temos a desenliar, e dos inci-
dentes ora poticos, ora burlescos, a que deu luga* a
reunan do Campo Grande.
. /.. A. Palmeirim.
(Araulo.)
PIUCA DO KECIFE 15 DE DE/EMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarnos olliciaes.
Descont de ledras de :10 c 60 diasII';, ao anno.
Dito do dilas de 60 dias10 X ao anno.
Cambio sobre Londres00 d|v. -7 :l|l. d.
^Assucar branca 3.a sorle superior-)'(K) por ar-
roba.
Dito dito baixe29900 por arroba.
Dilomasravado regularIjAV) por arroba.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia I a li
dem do dia 15......
la s primeiras e as segundas estradas do Minho por
elle emprehendidas. Na ponte pensil mais alguem
lucrou, mas parce lepultit.
Aqu lorua-sa a rosnar que alguns progressislas
se mechem. Ser verdade '.' Eu supponho que se-
rio ilumnenlos eleilorae- somenle. Enganarmc-
bei ? Cuido que nao : porque o contrario provaria
falta de senso commum nellcs. O governo pagara
bem a quem agora aderas-e a ordem publica: a paz,
a ordem e a razao sao os seus tres ioevilaves algo-
zes. (Peridico dos Pobres.)
COMMERCIO.
129:579*185
8:-SSJI!
In7:8fi-2)00
Descarregam hoje MMe dezembro.
Escuna hainhurguezuMinervamercaduras.
Briguc inglezl'iolacarvo.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do'dia 1 a II.....10:2r)-2s:>78
dem do dia 15........2:325>062
21:557*640
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia I a li.....2rl27J666
dem do dia 15........ :i67$5t)0
24951226
ma reparligo, 2 caixas da marca A, cora 1,000 cebo-
las a 800 rs. o cenlo, lolal 89000 rs., viudas na bar-
ca porlugueza Oratidao, entrada em do rorrete,
abandonadas aos direilos.por Augusto Cesar de Ar
breu, sendo a arrematago livre de direilos ao rre-
raalanle.
Alfandega de Pernamhuco 15 de dezembro de
185i.O inspector, Denlo Jos Fernandes Bar-
ros.
Pela inspectora da alfandega so faz publico,
que no dia 19 do correle, depois do meio dia, se hilo
de arrematar em hasta publica, n porta da mesma
reparligo, 12 canaslras da marra A, combtalas,
pesando liquido8quintaes el urna arroba, a 35000
rs. o quintal, total 218750 rs. ; vindas no brigue
porluguez Tarujo III, entrado em 6 de novembro
lindo, abandonadas aos direilos por Antonio Alvos
Vilclla. sendo a arrematago livre de direilos ao ar-
rematante.
Alfandega de Pernamhuco 15 do dezembro de
1851. O inspector, Bento Jos Fernandes Bar-
ros.
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
que no illa I!) docorrenle, depois do meio dia, se ha
de arrematar em hasta publica, 11 porta da mesma
reparligo. urna caixa da marca R. C. 11.42, com 120
milheiros de pao de ouro falso a 300 rs. o milhei-
ro, total 369001) rs. ; viuda de llamhurgo no bri-
guc Solee, entrado em 31 de ouluhro de 1850,
abandonada aos direilos por Brunn Praeger&C.,
sendo a arremalacao livre de direilos. ao arrema-
tante.
Alfandega de Pernamhuco 15 de dezembro de
1851. O inspeclor, Bento Josi Fernandes Bar-
ros.
DECLARACES.
Exportacao'.
Marselha, barca franceza Jeune Baumond, de 318
tonelada-, conduzio 11 scguinle : 2,700 accos com
13,500 arrobas de a-sucar, 810 couros salgados sec-
eos com 22,736 libras, V pipas agurdenle.
Aracaly, hiale nacional Fxalaco, de 37 tonela-
das, conduzio o seguinle : 35 volumes lamida- e
diversas mcrcadorias, 43 dilos diversos gneros.
Paruhiba, biate nacional Aragao, conduzio o se-
guinle : 300 volumes gneros eslrangeiros, 2 di-
tos ditos nacionaes.
RECEHEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 14.....9:9794446
dem do dia 15.......... 3329336
10:3119782
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1|a II,
dem do da 15 ... .
24:6409100
2:758"479
27:4071879
de terebeniini, X leilao deste tnno, que tinha lugar quinta
estoraque, 1 onca : extraclo de estramonio, 2 ,. _J ? 1
teira 14 em seu atmazem na ra do Col-
legion. 15, euiconsequencia da chuva, e
por isso faz sciente ao respeitavel publico
quelica transferido para sabbado 16 do
corrente, o qual constara' dos objectos ja'
annunciados.
fl) Em ehimica chama-se equivalente o numero
proporcional de um corpo limpies ou cranoslo, a
quantidade em peso deste corpo, que se deve unir
oulro para formar urna combuacao.
CORRESPONDENCIA DO PERIDICO DOS PO-
BRES NO PORTO.
iMhoi 13 ae novembro de 1855.
Eniao foram derrotados os Inglezes dianle de Se-
bastopol, ou Sebastopol cahio"? Nao creio urna, nem
oulra cousa, fallando absolutamente. Creio que Se-
bastopol ha de ler padecido muito, e creio que os
exercjlos adiados tambero lem padecido horrivel-
mcnlc. Accrcscenlaiei que espero, que, por lodo
esle incz leremos noticias importantes da Crimea.
Se me pcrgunlarem qual a nacSo, que mais por
ora lem perdido'.' rlcspoudo que primeiro os Turcos,
e depois os Inglezes. Os-1'rancezes se lem soflrido
perdas malcriacs, tem lucrado por ora, politica-
mente.
Se ainda rae pergunlarem a quaes nagOes jia
de vir a luda, anda quando destruida Sebastopol,
a guerra terminar! Tomo a responder que ao
Turcos e aos Inglezes. Na minha opiuiao Lord A bor-
deen vio a qneatto ptimamente os Inglezes, sup-
poslo que triumphcm, eborario no futuro com lagri-
mas de saogue os resudados da poltica de Palmers-
ton. E que ser se nao triumpharem'.'
Se por ullimo me perguularein quem me pare-
ce mais provavcl que Iriumphe'.' Digo, sem hesilagao,
a Russia, ainda que Sebastopol seja destruida. No
lim da campanha da Crimea, a Inglaterra e Franca
eslaro exhauridas, e a Russia achar-se-ha-cm sua
casa no seu poslo. Lord Palmerslon lancou Ierra
urna sement que ha de produzir largamente fruclos
desgragados. A Turqua j ceWou de ser nagao in-
dependenle, e venga quem vencer : he urna' nagao
nominal. E que venturas lirar a t'rauga ? .1.
o disse e o repito, muito semelhanles aos que reco-
llieu dos auxilios prestados aos Eslados-Unidos cm
1786. Err. urna patarra, esla guara be de perda pa-
ra lodos que entraren) uella ; mas quem ha de perder
menos he a Russia, e quem ha de perder mais he a
Turqua.
E quo me diz da Hespanha '.' Agora asseveram
que o parlido que lem maioria he nicamente o mo-
derado'. Que moderados serao estes ? Em todo o
caso a noticia he agadavcl, porque, seja embora pe-
quena maioria, sempre os cxallados encontraran
barreira, que lhes lolha precpilarem-se sem freio
era loda a casia de excessos. Em breve saberemos
o que ha a esperar ou a temer da Uespauha : por
muilo calculado que seja o discurso da abertura das
corles, sempre nos deixar erguida urna pona do
vea, que nos pcrmillir.i ajuizar com alguma seguran-
ga do futuro.
Ento o _-ivcino.es.la tratando de eleiges '.' As-
sim parece, e afrma-se que quer tambera gcnle
moderada. O que falla ha defin-la.
A moderaglo pode eulender-sc de lanloi modos
diversos, que todos podem ficar contentes, e lodos
queixar-se da exclusao fulminada pelo governo. Por
via de esdarccimenlo direi que ouvi que 0 governo
mandava combalera eleig.lo do Passos Jos, do Se-
bra Antonio, do Kerrcr, e de alguns oulros de ideas
as desles mudo Contrarias. Agora enlcnda e ajuizc
como Iba parecer. Esla nolieia lem boa orgem.
Fallecen oarcebisp de Palmjra. A doenga po-
de mais que a medicina. Os rriBlna mandarani-lhe
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 15.
Rio de Janeiro18 dias, brigne hrasilero Maffra.
de 270-toneladas, capullo Jos Joaquim Dias dos
Prazeres. equipagem 14,carga va-ilbames; a Amo-
rim I raos.
Montevideo32 dias, patacho brasileiru Tlente,
de 130 toneladas, cap 1,1o Francisco Nicolao de
Araojo, equipagem 12, cm lastro; a Novaes &
Companhia.
Rio tirando do Sul pela Babia11) dias, patacho
brasilciro Astrca, de 147 toneladas, capilio Joilo
Ignacio Ferreira, equipagam 9, carga carne secca ;
a Hallar & Oliveira. Passagciros, Porfirio Jere-
mas da Silva, Joao Rodrigues Bandcira, Jos Car-
Biienos-Ayrcs35 das, brigue dinamarquez nVon
ltroolv, de 127 toneladas, capitn I. II. Jarohson,
equipagem 8, em lastro; a Amorim Inn o-.
Haceio'< dias, brigue brasilciro Sania Barbara
Vencedora, 11 de 2:12 toneladas, capitn Jo3o Ave-
linode Avcllar, equipagem 13, caTga familia de
trigo e madeira ; a Amorim Iranios. Conduz 7
tripulantes do brigue hrasilero aMaganou naufra-
gado.
Panam 110 dias, patacho hamhurguez Berth
Koehn, de 130 toneladas, capil.lo G. A. Sieveking,
equipagem 11. carga po-hrasil ; ao capitao. Veio
refrescar e segu para Falmouth.
Navios sahidos no mesmo dia.
MaranhaoBrigue hrasilero Brilhanle.o capitao
Antonio Nogueira dos Santos, carga cafe c mais
gneros, Passageiros, Francisco Caelano de Sou-
za, Jos Baptisla Percira Torres.
ValparazoBriguc hamburguez Rio Pachel, ca-
pilo B. Keper, carga a-sucar.
Rio de JaneiroPatacho hrasilero Sania Cruz.
capiulo Marcos Jos da Silva, carga assucar e mais
ggneros. 0
EDITAES.
esforros ndividiiaes d mulher de capole* e lenco, f'1zcr exequias sumpluosas ; porcm o fallecido nao foi
fraseologa derreada e manca do gallego seu acompanhadn das lagrimas das orpl.aas da Sania Ca-
A proposito deslas eonsideragnes, promellemos 1 ?' "C"" dassaU(ia(ll; d'' pobres. Apczar do arrui-
desdeja aos leilores do Araulo nina serie de esludos i c|ue se qul1 fjz<-'r. ojliomem linou-se desaperrebi-
sobre Ijpos populares, para quebrarmos na parle uo- Se s foi islo. Est Horneado para o substituir
Iliteraria dcsle jornal a monotona da rrilica Ihea- j o Joaquim A. de Agujar.
Iral, que, nem sempre pode ser feila i medida dos
desejos dos inlcressados, como hoje nos acontece
com o cn alien de S. Jorge, drama em Ires aclos
representado no Ihcatro de D. Fernando.
O cavalleiro djg S. Jorge he lirado de um roman-
ce de Alcxandre Dumas, e ewa dir as mnl.ts ja
cangadas de nina gencralidade' sem limites, c de
urna abnegaran em que nao ha aflama chamndo-
me loleima. rf) irmaobranco olende c InaalU sem
o sancr o iraUo preto, que lamben) por seu turno
*Dai em improperios conlra o aggressor. O
drama anda, oaangue ralla, e a generaiidade appa-
rece No lerccir,, aclo os perdoes succedem-se aos
perdues, o desmlercsse vioganga, a admirado ao
odio, e o drama acaba cheio de dormideira's c de
aegues de v.rludc. Foi ainda bocejando con. a scc-
ua final que vimos annnndo pura o beneficio
de Monueur Malta, e que nos lembrou do rifa,.,
lalvez mal applicado aqni, dze-me com quem
vives, dir-le-bei as manhas que leus.
O Sr. Malta he un bom e lenilimo porluguez
represenlou no amigo Ihcatro do Saldr c da ra dos
Condes, e o monseMr ollicial com que o brindaran]
ro apeuas um innocente subterfugio para u anni/n-
co aoPierre le Ilouge, drama de menos virtudes
que o Cavalleiro de S. Jorge, mas em coropensago
absurdo pela cbronnlogia, falso nos afleclos e sem
estylo nem novillada, a nao ser mediarem dez annos
entre aclo e aclo 1 O theatro fraocez nao deve sabir
Dos queira que elle *sc lembre do suspender im-
mediatamenle a barbara providencia da emancipas)
das orpbiaa de 20, que parece ler sido suggerida pe-
lo Assis Bastos, e foi adoptada pelo fallecido arcebis-
po. Seo Aguiar nao emendar a mao, lera de ir bem
cedo pelo caminho do arcel.ispo. Nao sou cu que o
digo, he o povo que diz urna que foi castigo de se
!er deilado a perder lana rapariga. Ora pode bem
ser que nesle caso, a voz do povo seja BOX Dci.
O caminho de ferro esla dando pasto a critica al
do populacho. 0 famoso alerro, feilo as aguas da
Madre de Dos, desapparcre a olhos vistos nos dias
em que sopra o mirle c o nordeste. Os empreiteiros
teimam em nao fazer o caes ; o governo dorme, e
a obra, paga cusa da barba longa, em vez de ir
para diaule, vai para Iraz. Ainda que chegue a fa-
zei-se o caminho do ferro ( o que larde lera lugar )
nlo he caminho para dous anuos, por que o s epi-
Ihelo que compele a estas obras be de porcas : E
ja esta ahi o engenheiro Causin para a estrada de
ferro do Lurolte. Sabe o que isto significa '! O I.n-
colle ser sempre lembrado pelas boas obras que
lem feilo, as quaes s elle nao perdeu. JJaja vis-
O lllm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provinci-
al, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, quo no
dia 21 do corrente perante a junla da fazenda da
mesma Ihesouraria se ha de arrematar quem por
menos lizer, os reparos urgentes das ponles de San-
io Amaro, Tacaiiina, Arrombados e Varadourv,
avadados em 8K-IO0 rs.
A arrematago sera feila na forma da lei provin-
cial n. :!i:l de 14 de maio docorrenle, e sob as con-
diges especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se prupozerem a esta arrematago
comparegam na sala das .sessoes da mesma junla
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
huco 11 de dezembro de 1854.O secretario. '
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiacs para a arrematago.
1. As obras dos reparos das ponles de Sanio Ama-
ro, da Tacaruna, dos Arrumbados e do Varadouro
serao fcilas de conformidade com o orgamento re-
medido ao Exm. presidente da provincia na impor-
tancia de 88WMX).
2. O arrematante principiar as dilas obras no
prazo de 30 dias, e lindar no de 4 mezes contados,
como determina o art. 31 d lei provincial 11. 286.
3." O pagamento ser feilo en. urna s preslagilo.
quando o arrematante livor concluido lodas as obras
elavradoo respectivo termo de entrega.
4." Para IuiIq mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que deler-
inina a mencionada lei provincial.Conforme.O
secretario, Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Idm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial, manda fazer publico para cnnhecimenlo dos
conlribuinles abaixo declarados, do imposto da d-
cima urbana da freguezia dos Afogados perlencen-
le aos exercicios de 1833 a 1852, que lendo-se con-
cluido a liquidara 1 da divida activa deste imposto,
kvem comparecer na mencionada Ihesouraria den-
1 de 30 dias, contados do dia da pul.limeo do
presente edilal, para se lhes dar a ola do seu debi-
to, alim de que pagucm na mesa do consulado pro-
vincial, ficando na inlelligencia de que, lindo o di-
to prazo, seraoexeculados.
E para constar se mandou aflixar p prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
huco 15 de dezembro de I85. O secrelario, Anlo-
Ferreira da Annunciaciio,
Antonia Alejandrina. ....".. 1.39675
Andr Paes Brrelo........ 229967
Herdeiros de Anua Joaquina do Sacra-
menlo........... 51941
Antonio Luiz depredas...... 178629
Herdeiros de Antonio Xavier da Silva. 489659
Herdeiros de Auna Joaquina de Jess. 2283056
Viera c herdeiros do Antonio Jos
Pinto........... 43997
Auna Luiza......... 59716
Asna Mara da Paixao...... 549319
Auna Mara de Jess...... 259741
Antonio Soares da Cuuha..... 208360
Auna I! -/erra. ^....... 12>S2
Antonio Vieira Guimaraes..... m>il7
Herdeiros de Auna Rita Cavalcan. 258781
Anua de Freilas......... 118208
Antonio Aunes Jaron Pires. 39333
Antonio Das Canzia...... 249450'
Arrhanja Nunes de Jesu..... S--7S0
Herdeiros de Antonio Joaquim da Silva. 19354
Antonio Paz......... 99185
Herdeiros de Anna Joaquina. 149883
Viuva e herdeiros de Antonio Joaquim
Corroa de Brito........ 1109683
Anua Mana do Nascimentu 518004
Antonio de Paula........ 439383
Anua Feliciana........ 11.9124
Antonio VazSalgado....... 1lri2i
Antonio Joaquim Alves dos Sanios 209947
Angelo........... I92II
Antonio Jos......... 989930
Antonio Joaquim da Costa Figuein'.a. 1-9200
Anlonio Domng.ies Rodrigues 129904
Antonio Joaquim Paliasen..... 568113
Anlonio Joaquim de Mello..... 2902
Alexandre Norbcrlo dos Sanios 29217
Angelo Esteves da Porriuucula. I699S9,
Andr da Cosa Monleiru..... 49838
Angelo Cuslodio domes..... 49838
Antonia Mara dos Prazrrcs. 19668
Antonio Nobre de Alenla. 297HI
Anlonio Alvos da Fonscca..... 1S->54t)
Adelo Jos de Mondonga .... 59005
Anlonio Morcira Res. 189025
llerdcirosdc Anlonio Carduzo de Ouei-
roz Fonseca......... 189510
Antonio Baptisla Ferreira..... 3-9337
Anna Maria da Concego..... 19512
Anua Florencia........ 39538
Anlonio F'errcira Bacelar..... 29321
A rchanja Mara do Espirito Santo. 18-512
Anna Rutina......... .28003
Anlonio Joaquim de Arrneida. 1,9209
(Coninuar-se-ha.)
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
que no dia 19 do correnle, depo9 do meio dia, se
bao de arrematar em hasta publica, porta da mes-
No dia 20 do correnle, depois da audiencia
do Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, as 11 horas
da mandila, se bao de arrematar os bem scguinlos,
penhorados por execugf.es da fazenda provin-
cial.
l'macaa lerrea na ra Direila dos Afogados 11.
3 de Jos Marlins de Mello, com 23 palmos de frente
e 90 de fundo, cozinha fora, quintal murado e ca-
cimba propria, avadada por SOO9OOO.
Urna dita de laipa, na travesea da ra Real n. 5
B, de Antonio JoseTeixeira Lima, com quintal cer-
cado, avadada cm 1008000.
Cm pequeo sido, na entrada da Torre, de Mar-
colino e lolo Firiniuo da Cosa Barradas, com al-
guns arvoredos,cercado, com una pnrlcra na frente
com cacimba, tanque e urna casa terrea de pedra e
cal, com 40 palmos de frente c 80 de fundo e mais
urna pequea cusa fora e um qnarlo, que serve de
estribara, avadada em 2:0009000.
L'ma casa terrea, na ra de Juilo Fernandes Vieira
n. 46. de Candido d'Albuquerque Maranhao, coift
22 palmos de frenle e 58 de fundo, quintal em
aborto do lado dn sul c o mais murado, a qual se
acha cm armazem, c lem o solo forriru, avadada
em 35O9OOO.
Urna dila, na ra Real n. 35, de Francisco Jos
Vieira Machado, com 24 palmos de frenle e 40 de
fundo, cozinlia fora, quintal m aborto com
alguns arvoredos. cacimba e lauque, avadada
em 5008000.
Um dila na ra do Pilar n. 26, de Isabel Fran-
cisca, por Francisco Jos Sinioes, com 28 palmos
de frenle e"0 de fundo, coziiIh fora, pequeo quin-
tal murado e com porlilo para a ruado Brum, ava-
dada em 8OO9OOO.
Um sobrado de um andar c sodio, na ra de
Apollo n. 17, de Joaquim Nunes da Silva, com 18
palmos de frente e 80 de fundo, cozinha dentro c
pequeno quintal morado, vallada em 1:5099309.
Lma casa lerrea, ni ra do Taiiibi n. 24, de
Manoel Cecilio Cintra par Anlonio da Cruz._ coro
17 palmos de frente e 60- de fundo, cozinha "fora,
quintal murado e cacimba propria, avadada
cm 9009000.
Urna dila pequea, no largo da matriz dos Afo-
gados n. 1, da viuva de Joan Carduzo Ayres, com
cozinha fora, quintal mualo e cacimba mcieira,
avadada cm 350.91)110.
Vintc enxdas novas de ferro, de Joao Fernandes
Prenle Vianna, avadadas em 118200.
A renda animal do sobrado de 2 andares c loja,
no Alerro da Bea Vista, 11. 38, dos herdeiros de An-
lonio Martius Ribeiro, avadada em 7508009.
A renda animal da casa lerrea, na ra de Hur-
las i). 56, de .Manuel Percira de Moraes, avadada
em 1209000.
A renda animal da casa lerrea no becco do To-
colomb da freguezia do ReciCo 11. 2, avadada
cm 729000.
A renda annual da rasa lerrea na ra da Glora
n. 27, dos herdeiros do padre Gongalo Jos de Oli-
veira, .iv aliada em 1209000.
A renda annual da casa lerrea na ra Direila dos
Afogados n. 84, dos herdeiros de Jos Xavier de
Oliveira, avadada cm 489000.
A renda annual da casa lerrea, na ra da Concci-
g.lo da Boa Visla n. 45, de Jos de Freilas Barbosa,'
avadada em 120-9000. "
A renda annual da casa terrea rpcia agua na ra
da Senzala Nnva 11. 3, de Joaquina Mara da Con-
ceigao. avadada em 489000.
Recite II do dezembro de 1854.O solicitador da
fazenda provincial, Jos Mariano de A'.buqiicrque.
; Nao lendo podido ler lugar no dia de hoje ;I4)
a eleigao dos deputados commerciacs e supplentes,
que han de servir em os auno- de 1855 a 1858, em
razao de se n.lo haverem reunido os senhores com-
merciantes de que se deve compor o collegio com-
mcrcial, compareceudo apenas os senhores commer-
rianles Joo Piulo de Leraos, Jos Pires Ferreira,
Jo3o Ignacio de Medeirns Reg e Jos Anlonio Bas-
tos, membros do tribunal, havendo sido por isso
adiada pelo sendor presidente a eleigao para novo
dia, que pelo mesmo tribunal fosse designado, liou-
ve este em sessao de boje de marcar odia 18 do cor-
renle, pelas9 horas da mandan, para a reuniao do
mencionado codegio commercial em urna das
salas do mesmo tribunal, c que de novo se con-
vidasse pelo prsenle os sobredilos senhores coramer-
ciantes, para comparecerem no indicado dia c hora,
esperando o promplo comparecimenlo dos menciona-
dos senhores.
Secrelaria do tribunal do commcrcio 14 de dezem-
bro de 1854./o3 Ignacio de Medeiros Reg, ser-
vi ndo de secre(aro.
Por esla subdelegacia se faz publico, que se
acha recibido aoadela de-la cidade o preto, que se
diz ser crioulo, e chama-se Ahradao. que represen-
la ter de 40 a 45 anuos de idade, confessou ser escra-
vo de Jos de Meudonea do engendo do Meio, do
Passo de Camaragibc provincia das Alagoas, o qual..
leudo procurado a Leonardo Bezerra Montenegro,
preto.morador no lugar da Embiribeira.dislrirlodesla
freguezia,para Iranalliarcomo forro.c desconfiando o
dito Leonardo que elle fosse captivo e cstivesse fgi-
do, o foi entrega''ao respectivo inspector que o re-
moiieu a esla subdelegacia : quem se julgar com di-
reilo comparega munido dos compelentes lilulos, que
prevalido lcgalmenle Ihe sera entregue.
Subdelegacia da freguezia dos Afogados 13 dede-
crabro de 1854-Serafim Pereira da Silva Mon-
zeiro, subdelegado supplenle cm cxcrcicio.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conseiho admioislralivo cm virlude da aulorisa-
gilu do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de com
prar os objectos seguinles :
Para provimento dos armazens do arsenal de guerra.
Papel de peso, resmas 8.
i iirinas de 1.a e 2." elasse..
Tabea- de assoalho de p.inho, duzias 30 ; oleo de
I111I1 ir 1, arrobas 6.
Para tornee menlo de luzes as eslagoes mudares.
Azcite de cirrapalo, caadas 506 ; dito de ceo, di-
ta ^9 'A'i paws, duzias 6 ; vedas de carnauba, li-
bras 142 ; lio de algodao, dilas 40.
Bolica do hospital regimeutal.
Ameixls passadas, libras 8 ; amydo, ditas 8 ; assa-
felida, dila f, ; assucar refinado branqo, arrobas 8;
alcool u 36, canadas 12 ; antimonio (inelal). libra Ij ;
aclalo de chumbe, libras 8 ; acido azolico a 10, di-
tas 4 ; dilo sulpdurico, dilas 4 ; dilo cdloridico, dilas
4; dito larlarico,ditas4 i dito citrico, dilas4 ; banda
de porco, arrobas 2 ; bicarbonato de soda, libras 4 ;
dilo de potassa, litas 8; cyauureto de polassio (bron-
co), dita 1 ; cicuta, ditas 2; raz de chicorca, ditas
32 ; cobre (melal), dilas 2 ; cascas de wenter, dita 1 ;
carbonato de polassa, ditas 8 ; cascas de barba-liraao,
dilas 4 ; deutu chlorureto de mercurio, dita meia ;
extraclo do salsa parrilha, dilas 2 ; dilo de guayaco,
dilas 2 ; cnxofre, dilas 8; eslanho (metal), dila l"; fu-
maria, dilas 8 : familia Je Irigo ititas 8 ; flor de cn-
xofre, dilas 4 ; dilas de malva, ditas 4 ; dilas de vio-
las, dilas 4 ; uilas do papoulas, ditas 2 ; dilas de sa-
biigueiro, dilas 16 ; figos passados, dilas 8 ; gramma,
dilas 32; gengibre l.ranco em po, ditos I ; bydra-
Icool de 20 a 24, caadas 12 ; indurlo de polassio,
libras 4 ; inceuso escolhido, dilas8 ; lobina nflala,
dilas 2 ; licopodio, migas i ; mana, arrobas 2 ; mar
fim queimado, libras 4; musgo de Crcega, dita ',';
mel .lo abelhiis, libras 32 ; nitrato do potassa, libras
8 ; oleo de palma, caadas 3 ; dilo de parido, libra
1 ; dilo de mcela, libra I ; dilo de cicuta libra 1 ;
dilo de oliveira, caadas 3; dilo de bagas do timbro,
onga I ; pastilhas do vichy, caixas 20 ; dilas de lia-
r, caixas 50; dilas de orlla,1 pimeula, libra I ;
paisas, libras 8 ; polassa caustica cm vidro com ni-
dia), onga I ; rol. niite-vpiiililicio,garrafas 25; san-
lonina, onga I ; snlpbalo de alumina e polassa, li-
bras8 ; aemenlea de Aleandria, libras 2 ; sulphatu
de cobre, dilas 4 ; larlrato de polassa o soda, .lilas
8 ; valerianalo dequiniiio, oitavas i ; dilo de lineo,
dilas ; dilo de alrolina, dila 1 ; viiihojiranco, ca-
naria 1 ; dilo linio du Porto, libras 8 ;* sarape de
naflo, vidros 50 ; dito de lamouroux, garralindas 20;
dilo de ponas de spargo, garrafas 20 ; tmaras pas-
sadas, libras 4 ; tinco inicial dilas 4.
Para a colonia militar de Pimenlciras.
Agurdenla de 22 graos, 2 garrafas ; dila rosada,
1 dila ; dita de Sedlilz, > dilas ; dila de Coionio
(eaaencia), 2 vidros ; accetalo de morphina, 2 aneas;
acido ntrico aleoolitado, 2 dilas ; dilo snlferico, 2
dilas; dilo arceniuso, ', dila; alecrim '., libra ;
alfazema, 2 dilas ; alkah voltil fluido, tongas;
alvaiade, 1 libra; assafrilo, 1 onga ; assucar candi,
2 libras ; mbar, 1 onga ; anien.ioas doces, !, libra;
aveia, 2 ditas ; azouguo, 4 ongas ; banha de porco.
4 libras; beijoim, 2 unras ; balsamo de arreu, 1 li-
bra ; borrachinhas com pipos, oilo ; borrachas
grandes, i dilas ; calomelanos impalpaveis. 2 mi-
gas ; canali.lula, 1 libra ; candan,la- | dila ; cap-
sulas de eupaiba, 2caixas; cevada, 8 libras; ceva-
dinba, 4 dilas; chocolate de Lechim, 12 paos ; con-
serva de rosas, I libra ; creozole licitan!, 4 vidros ;
crvslal mineral, I libra ; cyanure. I onga ; rvanu-
relo de polassa, 1 dila ; cit'ralo de magnesia, !, li-
bra ; emplastro cnnforlalivo, 1 dila ; encera,ni Le
Perdriel,6 rolos ; cnxofre sublimado, libra; es-
seucia de cravo, 1 ouga ; dila de rosa, 1 dita; di-
ta de bergamota, 2 dilas ; dila
libra
ditas ; flores de horragem, 1 libra; dilas de enxofre,
2 nucas; dilas de rosas, 1 libra ; ditas bequicas, 2
dilas, ditasde belladona, .', dita ; dilas de papoi-
Jas, ', dila ; galha, S dila ; gomma arbica, 2 di-
las ; dila gula, 4 ougas ; dila Lino, 4 dilas; dila lac,
ca, 4 dilas; hvssofio, ?' libra; kermis mineral, 1
onga ; labaca aguda, 1 libra ; Le Roy purgante, 8
garrafas ; dito vomitivo, 4 dilas ; lindara sement
4 dilas; muriato de amonaco, 2 ongas ; mel rosa-
do, 1 garrafa ; man, 16 libras ; oleo essencial de
sabina, 2 ongas ; dilo ricino, 8 garrafas ; oxemel
scililico, 4 ongas ; dilo simples, 4 dilas ; pedra li-
pse, 2 .lilas ; polpa de lamarindos, 1 libra'; poma-
da oxigenada, 1 dila ; dila de pepinos, 1 dita; dila
de saturno, 1 dila ; poz aromalico 1|2 dila ; poz de
joanes, 4 ongas ; miz de altea, 4 libras ; raspas de
viado, 2 dilas; rezina ceme, 1(2 dila; ther acti-
co, 2 ongas; dilo sulfrico, 4 ditas ; rob aule sy-
pbililico lafecleur, 2 carrafas ; salsa de Brislul, 2
ditas ; sabio branco, 1 libra ; dito deveneza, 2 di-
las ; espirito dcvinbo recldicadu.1 garrafa ; cerveja
prela. 1 dilas ; espirilo de alecrim, 1 onga ; espiri-
to voltil de sal amoniaco dulcificado, 4 ongas; cil-
la em p, 1 dila ; sonleio de espores, 1|2 dita ;
Siinguesugas de llamhurgo, 20 ; espirilo de orle-
la pimenla, 1|2 libra ; lapioca, 4 ditas; lulbia,2on-
gas turhelte mineral 2 dilas ; tintura de beijoim
compusta, 4 ditas ; dila de ferro rauriatico ;
2 dilas; verdete 4 ongas \- vezicalorio 2 li-
bras : xaropo do bosque, frascos grandes qualro ;
dilos de acetato de morpnina, garrafas 2 ; ditos de
ponas de espargo, dilas 2 : ditos do ruibarbo, dilas
I ; ditos de chicoria, dila I ; dilo de allhea, dilas 2 ;
dito emtico, ditas 2 ; dilo de flor delarauja, ditas 2;
dilo scililico, dila 1 ; dilo de iperacuanda, dila 1 ; la-
minas de puz vaccinieo numero 4 ; aguador de folha
fornida, de palmo e meiodc altura, c palmo de largu-
ra, com furos no bien, para hatillos de infu-aa mis
molestias de pede, numero 1 ; caixas de madeir'ascom
ligas, para a redcelo das fracturas da coxa ou mem-
bros inferiores, dilos ; pralos de folha 12 ; ligcllas
de dila 12 ;.macdinas de sarjar com duas columnas
de navaldas, 1 ; cas-arollas de p de pedra com 12
polegadas de bocea, e urna com 8 dilas, 3 ; bacas
de rame com 12 polegadas de bocea para lavatorio
de chagas 2 ; marmitas de folln 8; cobertores de bai-
la 12.; funis pequeos de folda de flandrcs 1 ; mar-
mita de ferro forrada de estando para a botica 2 ba-
tanea de labio com conxas razas de 12 polegadas de
espago 1 ; orinocs Illancos (i f 111 o peina- sendo 1
bem fina i ; livros para o espediente da botica e en-
fermara 4 ; elementos de pharmacia de pliarma-
copia.
Quem quizer vender esles objectos aprsente as
sdas propostas em cartas fechadas, na secrelaria do
conseiho s 10 horas do dia 21 do corrente mez.
Secretaria doconscllu administrativo para forneci-
menlo .lo arsenal de guerra 13 de dezembro de 1851.
Jos de Brito Ingle;, coronel presidente, Bernar-
do Percira do Carino Jnior, vogal e secrelario.
Por esla subdelegacia se declara, qne se acha
recolhido em deposite, para ser entregue a quem pro-
var que Ihe pcrlence, um barro com cangalha, que
pparcccu sem guia na larde de 13 do coirenle. pe-
o paleo da Penda. Subdelegacia de S. Jos do Re-
cite I4de dezembro de 1851. O subdelegado sup-
plenleManoel Ferreira Accioli.
AVISOS DIVERSOS.
SONEDME DRAMTICA EMPREZARIA.
ULTIMA RECITA LIO ANNO E 21. DA ASS1C-
NATLRA.
Sabbado 16 de dezembro.
Depois .la execugao de urna escolhida ouverlura
lera principio a representaga.i de um bello e varia-
do espectculo dividido em 5 partes.
!. parle, a represenlagao da nova comedia de
costumesem om aclu intitulada
A BOFETADA,
Ir.i-lu/i la do irancez para u.o do llioalro Gymnasib
em Portugal, ahi representada com baslante ap-
plauso.
Ptrsonaaens.
Panlu t'eval. .
Emilia sua mulher. .
Mignunel. advogado .
Ruinan, criado de Paulo.
Lucas, criado.
L'm oulro criado
Adores.
O Sr. Bezerra.
A Sr." D. Leopoldina.
U Sr. Monleiro.
Sania Rosa..
11 Percira.
Lima.
A secna paasa-se era Franca na aclualidadc.
2. parte, o 1. aclo da comedia vaudevillc cm
(res actos undulada
O PHA.NTASMA BRANCO,
produegao uo Sr. Dr. Macedu.
3.a parte, o 2. aclo da comedia.
4. parle, o 3." c ullimo' acto' da comedia.
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
AO PARA'.
VaifSeguir mui brevemente
a escuna FLORA, capitao
Jos Severo Rios, s pode re-
ceber carpa m'iuda: trata-ce com os eon-
signatarioi Antonio de Almeida Gomes &
C.,na ra do Trapiche n. 16, sepuudo
andar.
Real companliia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 21
deslc mez,
espera-se
do sul, o
vapor 5a-
vern com-
mandanle
Giles o
qual de-
pois da demora do coslume seguir para a Europa :
para passageiros ele, Irala-se com os agentes Adam-
son Ilowic & C.
Para o Rio de Janeiro, salie no dia
25 do correte o biipue nacional Sapi-
tario. de primeira elasse: para o resto
da carpa e passageiros, trata-se com Ma-
noel Francisco da Silva Carneo, na rua
do Collepio n. 17, segundo andar.
PARA O RIO E JANEIRO.
Sahe com muita brevidade, o bem co-
nhecido patacho nacional Valente, ca-
pitao Franciseo Nicola'o de Araujo: pa-
ra o resto da carpa e escravos a frele, tra-
ta-se com os consignatarios Novaes & C,
ou com o capitao na praca.
Para o Rio de Janeiro
segu em poucos dia- o brigue hrasilero llebe, ca-
pitao Audr Antonio da Fonseca, por ler a maior
parle de seu rarregameulo promplo ; para o reslo e
escravos a frele, Irala-se com Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do Trapiche n. 14.
' PARA O RIO DE JANEIRO,
o brigue nacional iiMarianna sabe com (oda a bre-
vidade ; recebe carga a frele. escravos o passageiros:
quem pretender embarcar, Irale com Manoel Igna-
cio de Oliveira, na praga do Corpo Santo n. li, es-
criplorio, ou com o capiblo jos da Cunha Jnior.
Para n Rio de Janeiro segu viagem com bre-
vidade o brigue uacoual .\cro ; para carga e e sera
vos a frele, tnita-se com os consignatarios Thomaz de
Aqnino Fonseca & Filho, na rua do Vgario ri. 19,
primeiro andar.
Para I.i-boa sabe com a maior hrevidade
brigue poriuguo/. Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, Irata-sc com os
consignatarios Thomaz Ue Aqnino Fonseca & Filho,
na rua do Vgario n. 19, primeiro andar.
PARAOASSL'
sabe com muita brevidade o hiale Anglica ; quem
noli quizer carregar ou ir de passagem, dirja-sc a
rua da Cadeia do Recite 11. -19, primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO,
o brigue nacional (iDamiloi) segu com brevidade por
ler parle de seu carrcgainciilo promplo ; para o res-
lo da carga, passageiros e escravos a frele, Irala-sc
com Machado & Pinheiro, na rua do Vgario o. 19,
segundo andar.
PARA O RIO DE JANEIRO,
o brigue nacional Elura segu ita prsenle sema-
na ; nimia pude receber alguma carga iiiiuda, pas-
sageiros e escravos a frele : irata-se. com Machado
A; Pinheiro, na rua do YL'.irio n. li), segundo andar.
Para Lisbjoa preleiidc-segnir rom loda a brevi-
dade a barca porlugueza Gralidao : para carga e
Deas meiros, Irala-se com os consignatarios Thomiiz
de Aqnino Fonseca c\; Filho, na rua do Vicario n.
19, primeiro andar, 011 ruin o Capillo na praga.
Para o Rio de Janeiro prolende sabir com a
possivel brevidade o patacho nacional oD. Pedro V:
para carga c escravos a frele, Irala-se com os consig-
natarios Thomaz de Aqnino Fonseca \ Filho, na rua
do Vgario n. 19, primeiro andar.
Companhia de Liverpool.
Espera-se de
Liverpuol, 110
dia 19, u vapor
de rodas Pam-
pero, comman
^aa^^lj^^W "y danto (i. Sla-
ram, o qual
lem de entraj
para o mosquei*.
ro a receber
carato; os passageiros qne qnizercm ir para o sul,
nao podem adiar mclhor rom medida,lo. a sua demora
he somenle .11.quanlo recebe o ca \ao : agencia n
rua da Cadeia Velha n. 52.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-seaos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandaren), re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao sero publicados.
FOLHINHVS ECLESISTICAS
PARA 1855.
Os senhores que encommendaram b-
Ihinhas de igreja para o anno que vem,
podem mandar busca-las na livraria da
piara da Independencia. ,
A mesa regedora da irmandade de
ti. S. da Conceicao, da igreja da Congre-
faro, faz publico que a festa de sua pa-
roeira, he dominpo 17 do corrente,
com vesperas, festa e Te-Deum, sendo o
oradores, da festa o Rvm. padre-mestr
prpador da capella imperial, Joao Ca-
pistrano de Mendonca, e do Te-Deum o
Rvm, padre Lobo; a mesma mesa repe-
dora convida aos muios em geral para
assistirem a esta solemnidades
f*ATAL DESENGAO AOS INCR-
DULOS.
Hoje, sabbado 16 de dezembro, he o
ndubitavel andamento da lotera de N.
S. do Livra ment, a's 8 para as 9 lloras
da manhaa. no consistorio db, igreja da
Conceicao dos militares. Pernambuco 16
de dezembro de 1854.O cauteiista, Sa-
lustiano de Aqujno Ferreira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Segunda-feira 18 do corrente, espera-
se do Rio de Janeiro o vapor uGuanaba-
ra... conductor das listas da lotera 48-
do Monte-Pio geral, ainda resta um pe-
queno numero de bilhetes: os premios
sao papos avista e sem descont algum, lo-
go que se derem as listas.
Na rua Bella n. 9, alupam-se at 4
esclavas, que sejam liis para serem em-
preadas no servico de venderem nesta
cidade diversos objectos, da-se 14#000 rs.,
por mez : quem quizer alugar dirija-se a
dita casa.-
COMPAM11A DEBEBERIBE.
Nao tendo as propostas olferecidas a ad-
ministracao da companhia de Beberibe,
pelo rendimento da taxa dos cliafarizes-
da cidade, coberto o rendimento do ulti-
mo anno administrado pela mesma com-
panhia, que produzio rs. 63:971 #759 ;
a administracao convida pela terceira
vez as pessoas a quem convier contra-
tar a arrecadarfio da dita taxa, por bair-
ros'ou em sua totalidade acomparecerm,
com as suas propostas em cartas fecha-
das, declarando seus fiadores, no dia 19
do corrente ao meic-dia, no escriptorio
da mesina companhia, no prjmeiro andar
da casa n. 7 da rua. Nova. Recife 15 de
dezembro de 1854.O secretario, Luiz
da Costa Portocarreiio.
Um sobrinho do Sr. Joao Maria de Medeiros.
checado asora do Rio de Janeiro, participa a seu lio
que eiisln na rua do Amorim n. 36.
O asente da empreza da livraria popular ehis-
lorca de I.isboa.avisa aos senhores assignantes da Bi-
blia Sacrada, que acaba de chegar o 6 e 7 folheto da
mesma obra, os quaes se entrenara at livraria classi-
ca, 110 paleo do Codegio n. 2. O mesmo agente con-
vida a (odas as pessoas que quizerem assignar essa
encllenle obra, a drigirem-se a mesma livraria,
onde podem receber os 7 foi helos j publicados ; as-
sim como d um eiemplar gratis a quera se respon-
sabilisar por oilo assigualuras : dous exeraplares a
quem se responsabilsar por 16 assignaluras, e assim
por dianle, um eiemplar por cada 8 assignatu-
LEILO'ES.
O agente Borja transferio o ultimo
Antonio .Uarle de Oliveira Reg, comprou
para o Rvm. Sr. Jos Paulino da Silva Monleiro,
morador em Goianna, dus blbeles da lotera do Li-
vramenlo ns. 2671 e 2679.
Kn-iiia-se com toda a perfeicao francez o in-
glez : na rua do Cotovello deiroote do sobrado em
que morou o Dr. Alcanforado.
' Da loja do abano assignado, sila na praca da
Independencia n. 40, foi sobtrahido um meio bhe-
te da 48 lotera du Monte Pi Geral, e como desde a
dala da suhtraccao al hoje nao se lenha'entregne ao
abai\o assignado o dilo meio bilhele, roga-se a pes-
soa m poder de quem estoja, que venha ou mande
enlrega-lo anles da chegada da competente lista, afi-
ancando-so lodo o silencio neste negocio; e recom-
menda-se admenle a quem quer que seja, de nao
roceber tal bilhele quando lepha de sabir premiado,
alim de evilar algum incommodo.
Antonio los de Faria Machado.
I.ni/a Rosa de Jess relira-se para a Una da
Madeira, levando em sua companhia um lilho de
menor idade.
CINCOtXTA MIL RES DE GRATIFICACAO.
Desappareceu no dia 6 de novembro, Benedicta,
de 14 anuos de idade, vesga, cr acaboclada ; levoo
um vestido de chita com lislras, cor de rosa e de caf,
e oulro tambem de chita branca com palmas, um
lenco amarello no pescoco j desbolado : quem a
appreliender, conduza-a : Apipucos, no Oleiro, em
casa de Joao l.eile de Azevedo, ou no Recife, na
praca do Corpo Sanio n. 17, que receber a gratn-'
caca cima.
Quem quizer comprar urna taberna no Mon-
dego n. 74, com pouco fundo, dirija-se a mesma,
que achara com quera tratar.
Perante o Idm. Sr. Dr. juiz de direilo da pri-
meira vara do cvel, no dia 18 du correlo, na sala
das audiencias, se hilo de arrematar era praca publi-
ca a quem mais der, 12 escravos de arabos os sexos,
pelos precos musanles do escriplo qne se acha em
poder do respectivo porteiro, o vao praca reque-
rimenlo de Manoel Joaquim Ramos e Silva, lesla-
menleiro do finado Joaquim Jos Ferreira.
O abaiio assignado jolga ter liquidado lodo o
passivo da extincla firma de Porto & Companhia ;
todava se alguem se julgar credor da mesma. queira
aprcsenlar' sua conla na praca da Independencia,
loja n. 37 e 39.
Antonio Augusto dos Santos Porto..
Manoal do Commerciante, conlendo o regula-
ra lo do sello de 18 de julho de 1850, o cdigo do
commcrcio do imperio do Brasil, os regulamenlos
para os Irbunaes do commcrcio e do processo das
quebras, sobre a ordem do juzo no processo com-
mercial, e as instruccos para a oleicau dos deputa-
dos e supplentes dos Irbunaes do coramercio ; ven-
de-se na livraria Classica, no paleo do Collegio n. 2.
Ha na mesma livraria quantidade de papel grande
de iiiipre-lo. propria para jomaos ele.
O francez Juslino Koral relira-se para os por-
los do norte do imperio.
Precisa-se de urna ama secca de meia idade,
qne seja capaz e d fiador, para urna usa de pouca
familia, que nao tem meninos : a tratar na rua da
Santa Cruz n. 22.
Precisa-so de um IrahalhadOr de masseira ou
mesmo que mo enlcnda. com lano que saiba ler,
que lem de culresar pao em urna pequea fregue-
zia, fiado, por conla da casa ; a tratar na padaria do
pateo da Sauta Cruz n. ti.
Pede-so encarecidamente a quem achou duas
carias abortas, urna de Ferreira & Matheus e oulra
de Antonio I.uiz Vieira ou Vieira & Companhia, te-
nha a bondade de entregar na rua da Cadeia, fa-
brica de chapeos, de Vieira & Companhia.
Desappareceu no dia 13 do correnle, darna do
Queimado, urna burra cor cavilo, de meias oarnes,
com cangalha, e lem as nio- urnas malhas cor de
onca, as pts lem nina cinta prela que atravessa o
espinhaco. c no dijo do lomba para a cauda tem a
mesma cinta : a pessoa que achou ou der noticias
certas na rua de I lorias nu no engenho Sicupcma do
(aibo, ser bem gratificada do seu Irabalho.
Precisa-sede om bom cozinheiro para urna ca-
sa ingleza : a fallar no armazem de M. Carneiro, na
rua do Trapichen. 38. 1
Esl justa e contratada cora o Sr. Joaquim
Antonio de Siqueira, neto da finada D. Marianna,
do Manguinho. urna, morada de casa lerrea, com
chaos proprios, na roa em S. Jo< do Manguinho n.
27, a qual e adiamantada na decimas por engao,
no municipio de Ulinda, cm nome do Joaquim Josc
Goncalves : quem se julgar com direilo a mesma on
hypothcca, dirija-se a rua do Brom n. 16, desdala
a 8 dias, c passados esles se litar a compra, e nao
se animira a cousa alguma.
Na rua do Vgario n. 27." precisa-se alugar um
prelo para lodo servico, e lambem de compra, sen-
do que aerado em preco o qualidade.
COMARCA E VILLA DO BONITO.
I're\ meo ao intitulado senhor da propriedade
Capivara, sila no termo da villa de Bonito, que os
verdadeiros senhores desla propriedade sao os qua
tem o direilo de vendo-la ou usiifrii-la ; e sao es-
tesIres netos do tinado senador Jos Carlos Ma-
riuk da Silva Ierran, deulre os quaes figura como
administrador dos hens de soa mulher o hachare!
."Sabor Carneiro Bezerra Cavalcan,
mi mi Ann


BBpP*-**''
DIARIO DE PERNtlBUCO. SBADO 16 DE OEZMBRO DE 1854

Precisa-so de nina ama e um criado para casa
de hornera solleiro. se forem aquello captivos ser
melhor : -quem estiver Reatas rircumstancias, dirija-
se ao l'assi-in Publico, Inja n. II.
i*tf-:
Uh
C. STARR & C.
respcitesamcnle annunciam que no sen extenso es-
tabelecimcnto em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicao e promplido,toda a qualidade
de machiuismo para o uso da agricultura, navega-
Sao e manufactura, e que para maior commodo de
scus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aborto em um dos grandes armazens do Sr. Mosqui-
ta na ra do Brum, atraz do arsenal de marinlia
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelecimenlo.
All acharo os compradores um completo sorli-
monlo de moendas de caima, com lodo; os melho-
ramentos^alguns dellesnovos e originaos) de que a
experiencia de muitos annos lem mostrado a ueces-
sicladc. Machinas de vapor de baixa c alia pressao,
laixas de lodo lamanlio, tanto batidas como fundidas,
carros de miio e dilos para conduzir formas de assu-
car, macliinas para moer mandioca, prensas para d-
lo, fornos de ferro batido para familia, arados de
ierro da mais approvada construcciio, fundos para
alambiques, crivos e i-ortas para frnalkas, c urna
inlinidade de obras, de ferro, que seria enfadonha
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligenle e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., gue os annuiiciantes roulaib-
do com a capacidade de suas ollicinas c machiuismo,
e pericia de seus olliciacs, se comprometiera a fazer
executar, com a maior presteza, perfeicao, e exacto
eonlormidade com os modelos ou drsenlis, e instrnc-
Sesque Ihe teremfornecidas.
Francisco Lucas Ferreira, com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
maro na igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contrarSo rudo com aceio, segundo ds-
poe o regulamento do cemiterio.
Bcruardino de Souza Pinto responde ao an-
nuncin de Joaqun) Fcrreirl Cnelho publicado no
Diario n. 285, que seas ledras nao foram pagas, lie
porque no Ihe foram apresentadas, e mesmo por-
que o annuncianlo tinha cnnlas a ajuslar com o dilo
Coelho, agora elle eslava com o ponto formado, que
faz um annoncio pira se botar fra da responsabili-
clade que linha na taberna da i.ingocnla ; se o Sr.
Coelho nao tinha responsabilidade para que lancou
no livro que lomava couta da casa, ganbando 1508
rs. de ordenado ? para que quando enlreaava o d-
nlieiro apurado exiga recibo t se nao tinha medo de
dar prejuizo porque o assislio ao" balando, para
que sabio com o pretexto de ir fallar com una pes-
soa ? Depois de me ler dado um prejuizoCOttsiden-
vel, qne em juizn competente Ihe moslrarci, o Coe-
Ihinho aspira desacredilar-me, porm yeja que anlcs
disso nao entre no buraco ; o annunciaule protesta
que depois de provar ludo quanlo diz, publicar as
grandes qnalidades de Joaquim Ferreira Coelho.
Precisa-se de urna ama que lenha bons costu-
mes e eiilenda de rozinhar, para lomar conla de
lima casa de pequea familia : a fallar no'armazem
do M. Carneiro n. 38, ra do Trapiche.
No dia 18 do correnle, dapois da audiencia dn
Illm. Sr Dr. juiz de direilo do civel.serSo arremata-
dos varios movis,como cadeirascommodas.armarios,
consolos, etc., penhorados a Carlos Gillain, na exe-
cueao que lhemove D. Marianna da Conceicao Pe-
reira, pelo rartorio do escrivao Cunlia ; o escripto
est em mao do portelro.
A pessoa qne precisar de urna ama de leile. di-
rija-se i jua do Queimado n. 7, loj? da Estrella, que
se informar quem he.
No dia 18 do correnle mez lem de ir praca,
na sala das audiencias, depois de finda a do Sr.
iloulor juiz de direilo da primeira vara commer-
cial, um sitio no .lugar da Ibura, denominado Es-
tiva de Baixo, avallado por 2:">00a>000, por execu-
CSo de D. Anna Joaquina do Nascimenlo, contra
Miguel Rodrigues da Silva Cabral.
Perdeu-sc desde o Forle do Mallos ale a Boa-
Vista urna caria volumosa, dirigida a Octano de
Oliveira Mello, do Brejoda Madre de Dos, a qual
de nada pode servir a ningnem por conler un- do-
cumentos para urna cobranza e ja a pessoa esto pre-
venida : roga-te a quem liverachado annunciar, ou
mandar i ra do Queimado, toja n. 21, ain'da mes-
mo ahcrla, ou os documentos so.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na liviana ns. 6 e 9
da praca da Independencia.
Paulo Jos Gomes e Manoel Mejleiros de Souza
avisan) ao respcitavel e muilo principalmente aos
seus freguezes. qne iniidarain o seu eslibelccimonlo
de serrana da ra da Praia de Sania Rila para a ra
da Cadeia de Santo Antonio n. 19, aoiide conlinuam
a ler sorlimento de lahoado, tanto de amarello como
de louro, por proco o mais commodo possivel.
Aloga-se para alzum advosado urna sala mo-
hiliada, em muilo boa localidade : os pretenden-
les dirijam-se ra do Queimado n. 7, luja da Es-
trella.
I AGIA DOS IIARIB. %
fjp Liquido sao e especifico para tirar lodos os goi
A pannos as sardas e as espinhas ja estas ou as s$
(J lira de lodo ou desendamma, sesundo a sua .
($ qualidade), refresca a culis e faz desapparecer S
f$ a cor Irigueira em cinco dias, de um modo r
tf) particular; augmenta o lustre o tira as rucas A
jj das pessoas que tem teilu uso do solimSo, que a
J9 he muilo prejudicial i cutis e a sauele: cura
q a borlueja com muita facilidade. por ser mu-
g$ lo fresca o sem prejudicar a saudc. Em algu- %
ft mas pessoas faz mudar os pannos em lautas
g pmlinhas brancas, que te.lurnam cm una s 2
pj decor natural; ficando desvanecidas todas as 2
i manchas, lano das sardas como de outras ,
r quaesquer manchas do lodo o corpo. C
II mclhodo de a usar lie o segainle : lavar &
*V o rosto (uu qualqiir parte do corpo) bem la-
19 vado, e com urna lualha lavada se liropa c en-
W chuga-se bem; deposi(a-se um pouco d'agua
%( n"uma colher de sopa, e com um Irapinho en-
W sonado nella se esfreci na parte aeclada na 52
P5 occasio de deitar-se e de manhaa. Esta ope- S
rario ser feita deixnmto licar o rosto e o cor-
po untado ale segunda friego, lendo sempre
S o cuidado de lavar-sc e enchugar-se bem ali- 5
A lesde untar-si'. g
n^'-0"'1"** clul''0 ',0 v ) elTeito, e vende-se no nico deposilo da ra
m do Queimado n. 27, preco fuo 2?) a garrafa. $2
Scde-se as chaves la loja da ra da Cadeia lio
Recife ii. 17, com urna rica armarao de amarello en-
vernisada e toda euvidrarada, prprfa^iara qualqner
esiabelecimento : para ver na mesma loja, c para
tratar na rna do Collegio n. 4.
LOTERA ue n. s. do livra-
MEXTO.
Aos 5:000.s'000, 2:000.s0000, 1:000$000.
O cautclisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que a loleria corre induhita-
velmeule no dia 16 de dezembro, as ln horas da ma-
nhaa, no consistorio da igreja da Conreicao dos Mili-
lares, seja qual fr o numero de liilhelcs que cxisli-
rem por vender, debaixo de sua responsabilidad?.
Os seus hillieles e cautelas eslo isentos do imposto
de 8 por cenlo nos tres primeiros grandes premios.
Os seus afortunados bilbeles e cautelas estn venda
as lojas seguintcs : ra da Cadeia do Recife n.
21. loja de cambio do Sr. Vieira ; lojas de miudezas
n..)1, de Domingos Teixeira Bastos, o n.45, de Jos
Fortnalo dos Sanios Porto ; na praca da Indepen-
dencia, loja de calcado n. 37 e 39, de Antonio Au-
gusto dos Santos Porto ; ra do Queimado. lojas de
hundas, de Manoel Florencio Alves de Moraes n.
39, ede Bernardino JoscMunleiro & Companhia n.
M : ra do Livrnmeoto, botica de Francisco Anto-
nio das Chaza* ; ra do Cabug n. II, botica de
Moreira y Fragoso ; ra Nova n. 16, loja de fazen-
Boa-\ isla n. 72 A, casa da Fortuna de Gregorio An-
lunesdc Oliveira.
Billieles r5U0 Recebe por inleiro
Meios dilos 29801) idera
Quarlos 18500 dem
Oilavos gftoo idem
Decimos 8700 idem
Vigsimos 8W0 dcm
Aluga-se urna casa terrea na povoarao doMon-
lero. com a frente para a igreja de S." Panlaleio,
muilo limpa, Iresca, com commodos para familia re-
gular, lendo urna porta e doas jaaellas na frente: a
tratar eom Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoarao, ou na ra do Collegio d. 21, se-
gundo andar.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO GOIXECHEO 1 AWDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo MoscozOdi consullas homeopalhicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio da, e em casos extraordinarios a qualqoer hora do dia ou noile
Ofleiece-se igualmente para praticar qualquer operaco de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer-mullierlque esleja mal de parto, e cujascircumstancias nao permittam pasar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina bomcopalhica do Dr. G. JJ. Jahr, Iraduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes enradernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele. 901000
Esta obra, a maisimporlanle de todas as qoclratam do esludo e pralica da homcopalhia, por ser nica
EaS^i m*f- IreJ^J! ;' S1? ''""'"'"'-A PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MEMOS NO Ol.t.AMSMOEM ESTADO DESAUDE-conhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar a prat.ca da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizerem
experimentara rfoolnna de Ilahnemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros o senhores de cnsenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilacs de navio,
que urna ou oulra vez nao podem denar de acudir a qualquer ncommodo seu ou de seus tripulantes :
a Iodos os pas de familia que por circunstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao ohriga-
dos a prestar n contmenh os primeiros soccorros em suas enormidades.
O vade-mecum do homeopalha ou traduccao da medicina domestica do Dr. llering,
obra lamhem til as pessoas que se ledicam ao esludo da homeopatha, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10*000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, etc., etc., encardenado. 13000
h.Scm.1ver Homeopatha, e o proprielario desle estabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possive! e
ninguem dnvida boje da crande supenoridade dos seus medicamentos
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 10, 128 e 153000 rs.
Ditas 36 dilos a....... awinn
. Ditas 48 dilos a......\......... SS2
Ditas 60 ditos a ........" "...... -g""
Ditas 144 dilos a........ ...... 55
Tubos avulsos............\ \ \........ 6g
Frascos do mea onca de lindura...........".'.'.'..... H)
Na mesma casa ha sempre venda grande numero do lubos de "cryslal de diversos lamanSm
vulros para mcd.camenlos, e aprompla-se qualquer cucommenda de mcdicameuloscoin loda a brevida-
por presos muilo commodos.
Vende-se vinho do Porlo lino em barris de o-
lavo, ltimamente chegado ua barca Santa Cru~,
por prec.fi commodo : a tratar na ra da Senzala
Nova n. 4.
Vende-sc urna escrava parda, de idade de 38
anuos pouco mais ou menos, hbil para todo o ser-
vido: quem a pretender dirija-se a Fra de Portas,
ma do Pilar n. 85.
Vende-se saceos com feijSo mnlalinhii por pre-
co muilo em conla : no caes da nlfandega arma-
zem n. 7.
Chapeos para senhoras. M
9 Chapeos'para senhoras, os mais modernos e
ekganlca, chegados pelo iiltimn navio fran-
9 ccz. pelos prcos de 168, 188 e 208000 n. : W
2 roa Nova loja n. 16, de Jos Luiz Pereira
W &

de c
TOALHAS
E GUARUAXAPOS DE PANNO DE
LINIIO PURO.
Ka ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vndenle loalhas de panno deliuhn, lisas
e adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja d'o so-
brado n. 15.
_ ~ O Sr. procurador da enmara mu-
nicipal do Limoeiio, baja de mandar pa-
gr a assignatura do Diariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
ada em grandgatrazo de pagamento.
@wcj o6* ese
g DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, estabelerido na ra larca <
do lt,ario n. :6, segnndo andar, colloca den- 9
W tescomgengivasarlificiaes, e dentadura com- M
pela, ou parle della, com a pressao do ar.
Tambem lem para vender agua denlifricedo *
@ Dr. Fierro, e po para denles. Rna larga do m
" ""s^rio n. 36 segundo andar.
Novoslivrosde homeopalhia tuefrancez, obras
Indas de summa importancia :
Ilahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes.
OsOOO
Teste, rroleslias dos meninos ; GsOOt)
7|000
68000
168000
68000
88000
lcguoo
108000
88000
78000
68000
40000
108000
308000
5:O0>(HII
2:50Uj(K)O
1 5000
6258000
5008000
2508000
llering, homeopalhia domestica. .
Jahr, pharmaeopcahomeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas. '. .
Jahr, molestias da pclle.""......
RarJoD.historia da homeopalhia, 2 volumes
llarllimann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopathica'. '.
De Fajolle. doutrina medica homenpalhira
Chuica de Staoneli........
Castihg, verdade da homeopalhia. '. '.
Diccionario de Nvslen.......
Altlat completo co anatoma com bdlaiea-
lampas coloridas, contendo a descripcao
de todas as parles do corpo human .
vedem-se lodos estes livros no consultorio lioroeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio n. 25,
pnmeiro audar.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com muita pralica desse oflicio. Na ra
da Saudade fronlcira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourenro Trigo de Lourciro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo tem urna carta na Imaria ns.
be da praca da Independencia.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigyr-se a livraria da
praca da Independencia n. G e 8, a nego-
cio que Ihe die respeito.
J. M, DENTISTA,
9 continua a residir ua ra Nova n. 19, primei-
@ ro andar.
@g@@a@*;@@
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jttbilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tantotJes-
ta piara cmodo mato, mediante a razoa-
vel convenci que pessoalmente offere-
cera'.
PUBLICACAO D RSTITITO H01E0PA-
TIIIGO lili BRASIL.
TIIESOURO BOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Melhodo conciso, claro e uguro de curar horneo-
patlticamenle lodat ai molettias t/ue affligem a es-
pecie humana, e particularmente agucllat que rri-
nam no Brati(. redigido segundo os melhores tril-
lados de homeopalhia, lano europeos como ameri-
canos, o segundo a propra experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgero Pinbo. Esla obra he boje
rcconliecida como a melhor do todas que Iralam da
applicacao bouieopalhica no unitivo das molestia
Os curiosos, principalmente, nao podem dar umpas-
so seguro sem possui-la e consulta-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, scrlanejos etc. etc., devem
te-la mao para occorrer promplamenle a ualoucr
caso de moleslia. H
Dous volumes em brochura por 108000
" encaderrtados *1|-<)(K)
vende-se unicamenle em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A
RETRATOS.
i\o atierro do Boa Vsla n. 4, lercciro andar,
contiuua-se a tirar retratos, pelo syslema cr\stalolv-
po, com muila rapidez e perfeicao.
Jolas.
Os abano assignadns.donos da loja de ourives na ra do
Lahugaii.tl.coiifroDle.ao palco da matriz era Nova
lazem publico que receberam de novo urna porrao
de obras de ouro muilo ricas c dos melhores goslos,
tanto para senhoras como para liomens e meninas;
conlinuam os precos mesmo baralos com lem si.lo, e
pas>a-se coalas coinresponsahilidade especificando a
qua.idade do ouro de 14 pu 18 quilates, ficando as-
sun sujeitos os mesmos por qualquer duvida.
>%.. Serafn & Irmao.
LOTERA DE NOSSA SENIIORA DO LI-
VHAMENTO.
No dia 10 de dezembro andam as rodas.
Aos 5:0008000. 2:0OO>000, e 1:0IK)s0l)0 r.
Na casa p forluna, aterro da Boa-Vista n.72 A,
vendem-se os mui acreditados bilbeles, meiose cau-
telas do cautclisla Salusliano de Aquino Ferreira,
lano os Indicies como as cautelas desle cautclisla,
sao pagos livre do imposto geral de 8 por cento nos
tres primeiros premios grande*.
Bilheles a 5*500 receber por inteiro 5:0008000
Meios a 5800 idem 2:.i00c0r)()
Quarlos a 1-8500
Oitavos a 800
Decimos a 700
Vigsimos .a 400
ra por
idem
idem.
idem
idem
idem
1:2508000
6258000
5008000
2508000
LOTERA DEN.S. DOLIVRA-
MEHTO.
O cautella Antonio Ferreira do Lima o Mello
lem as suas cntelas A venda, na ra Nova n. 4 ; rna
da I raa n. 27; rna do Rosario n. 26 ; ra Direita
n.b; e na povoarao do Montciro. em casa do Sr.
Nicolao, pelos precos abaixo mencionados.
Quarlos 19500
Decimos 8700
Vigsimos jjioo
Perdeu-seum *onhecimcnto de n. 90,daqnan-
lia de 4008000 rs., recehidona Hiesouraria da fazen-
rta dula provincia : quem o livor achado, on por
qualquer modo dclle esleja de posse. dirija-se a ra
la Praia de Santa Rila n. 42, que sera generosamen-
te graliticado alcm .lo agradecimento.
Precisa-se alugar urna ama de leile, com boa
conducta, e de bastante leite, para criar ; paca-se
bem : a tratar na ra Direita n. 66.
LOTERA DE N. S. DO UVRAMENTO.
Corre no dia 16 do correnle.
5:000(000 rs.
Na casa da Fama, no alerro da Boa-Vista n. 48,
estao i venda as cautelas, bilheles e meios.
Buhles 58000
Meios 28500
Quarlos 18.500
Decimos 5700
Vigsimos 5I00
Precisa-se de una ama de leile : na pra'ca da
Independencia n. :16 c :18.
Jlo A Himno Carneiro, subdito porluguez, rc-
lira-sc para fra do imperio.
Lucas Evangelisla da Silva Anlunis, filho d
francisco Antonio Aniones, desoja muilo fallar s
Sras. I). Anna Francisca de Azevedo, Clara (lomes
da Pontea e Silva c Francisca Damasia da Picdade,
por isso queiram ani.....ciaras suas moradas ou. man-
da-lo procurar na ra do Collegio u. 18, lerceiro
-andar.
No aterro da Boa-Vista, roja n. 1, precisa-se
de om negro ou negra para o servico da casa.
Na praja do juizo municipal da segunda vara,
com exercicio no civel, lem de se arrematar no dia
16 do correnle, as 4 horas da larde, a porta da resi-
dencia do respectivo juiz, na ra estrella do Rosa-
rio, orna casa de 3 sobrados na ra do Torres, re-
querimenlo do leslamenleiro do tinado pa.lre Do-
mingos Germano AlTonso Rigueira, para salisracao
de diversos legados.
A ABAIXO ASSHJNADA FAZ PUBLICO,
que lendo atrege ao Sr. Amonio Jos Vieira de
Souza, correlor, um seu escravo de nome Jos, cri-
oulo, ,-om os signaes seguintes : representa ler 38
anuos, secco do corpo, estatura regular, cor bem
prela, bem barbado, pea hem soeces, olhos averme-
lliados, lem nos peilos urna srande cicatriz, musir
veslicios do ler j. sido surrado.quando falla be mui-
lo descansado, levou camisa de aleodao de lislra
azul, calca de panno fino azul e chapeo de cmro, o
qual linba-o dado para vender ; o mesmo senhor Ihe
declarou ler elle fgido no dia 22 de novembro, na
occa'i.'iodemanda-lo a servico seu, de deilar urna
lina na praia a noiic, e por isso a annunciaule rosa
a todas as autoridades pnliciaes, capitaes de campoe
qualquer pessoa que o encontrai.opeeucme levem-o
em seu s;lio, no lugar da Pirauga, ou ao eu procu-
rador o Sr. capilao Antonio (oncalves do Moraes,
ambos moradores na freauezia dos Afogados. que
bem recompensar ; e prolesla baver o mesmo es-
cravo, perdas odamnos nao s di. hicsmo Sr. Souza
como de oulra qualquer pessoa onde for encontrado.
- Ignacio Mara de Jess.
lotera de n. s. do LIVRAMENTO.
O caiitelista Salustiano de Aquino Fer-
reira, tem plena conviccio que os seus 1>-
llietes e cautelas bao d aicancar a mais
completa victoria nos dous primeiros pre-
mios grandes; a elles que estao no res-
to._ Pernambuco 14 de dezembro de
1854.Salusliano de Aquino Ferreira.
Aluga-se um bom cozinbeiro : na ra do Ran-
gel n. 42.
Prcrisa-se de um pequeo para Urna liberna
na ra da Senzala Velha n. 50 : a tratar na mesma
e na ra Direita n. 26, padaria.
Roga-se as pessoas que tiverem nenhores em
poder de Miguel Fernandes Eiras, liajam de os ti-
rar 110 prazo de 8das, quando nao perdero o direi-
lo aos dilos penhores.
No hotel da Europa da roa da Aurora lem
bons pcliscos a cada hora, pelos presos lixos na, la-
bella, mnilo razoaveis.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que compre e cozinhe : a tratar na ra do
l.ivramenlo n. 36, loja de cera.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Pelo vapor inglez Imperador, rece-
bemos osnovosbillietes da lotera 48' do
Monte Pi geral, osquaesse acliam a ven-
da as lojas do costume ; as listas devem
ebegar a 18 ou 19 pelo vapor Guanaba-
ra-. : os premios sao pagos a entrega das
mesmassem descont algum.
Precisa-se de escravas boas ((iiitan-
detras : quem asquizer alugar ou men-
salmente ou pagando-se as vendapens,
diriia-searua Relia n. "
9.
CASA DA AFERICAO, PATEO DO TERCO,
N. 16.
O abaixo assiunadq faz ver a quem interessar pos-
sa, que no da 31 do correnle nalisa-se o prazo
marcado pelo arl.2. do lil. 11. das posluras da c-
mara municipal desla cidade, dentro do qual d-
yem ser afendos os pesos e medidas ; (indo esle
incorrerao os cootraventores as penas do mesmo
arligo. Recife 13 de dezembro de 1854. Prxe-
des da Silva Gusmao. s'
Precisa-sc de urna miilher forra prela ou par-
da, que seja de meia idade, para ama de urna casa
de pouca familia : na ra Bella n. 7.
Precisa-se de urna ama secca, prela ou parda :
na ra Bella n. 20. V '
A fabrica de caldeiraria de Andrade A Leal,
precisa de ofieiaes de ferreiro e lalociro: a tratar na
cilla turica, na ra Imperial n. 118 e 120, 011 110
deposito da mesma na ma Nova n. 27.
Arrenda-sc o sitio Pirauga nos Afosados, com
os commodos seguintcs : um grande sobrado eom
minios commodos para amilia, senzala para 2 es-
cravos, igreja, duas cacimbas com urna casa de ba-
nbo e que dao constantemente excedente aaua, nao
so para gasto como para vender, um extenso cer-
cado que sustenta 25 a 30 vaccas de leile. lendo um
poco que conserva aaua todo o verflo. grande baixa
de capim c um excedente pomar : quem o preten-
der, dirija-se a ra da Cadeia Velha n. 50, i.rimeiro
andar. '
Joaquim Ribciro, subdito porluguez, rclira-se
para fura do imperio.
Precisa-se de urna ama para o servico do una
casa de.pouca familia : na ra do Queimado, esqui-
na do becco do Pcixe Frito.
COMPRAS.
Compra-so o segundo volume da obra o Pe-
regrino da America011 mesmo a obra luda: na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Compra-se a rolleccao da Legislado Brasilcira
nos anuos .le 1819 e 1850, cm brochura u mesmo cn-
radernada : quemhver annuncie 011 dirija-so rna
Nova n. 11, segundo andar.
VEfTOAS.
Flbe.
Chapeos para bomem.
^ Na ra Nova loja 11.16, dejse Luiz Pereira |?
* & I'ilho, vendem-se os mais modernos chapeos
gj com elegantes formas. i
L Chales de soda, manteletes e capolinhos, os S
S mais modernose de mediar goslo, camisus, ro- S
Z meiras de camhraia, e de relroz : na ra No- 2
Z va loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho. %
;5 Seda para vestidos. ,:.
j Curies de sedas de quadros, goslo escossez gft
^ com 17 covados, a 168, 208 c 258000 rs.: na
ra Nova n. 16. de Jos Luiz Pereira & Filho.
'- Palitos e sobre-casacas.
|5 Palilcis e sobre-casacas franeczas, de pannos 55
finrjs, de brim, bretanba e alpaca : na ra No- @
9 va n. 16, loja ele Jos Luiz Pereira Filho. jg
Lm casa da Timm Alousen & Vinnassa, na
praca do Corpo Santn. 13, lia para
vender o seguinte:
Um .sorlimento completo de livros em'
branco de superior qualidade.
Uin piano vertical da qualidada mais su-
perior. .
Vinho de Champagne.
Absinthe e cherrv cordial de superior
qualidade.
Licores de diilerentes qualidades. -
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tudo por precos commodos.
Zulmiras a 480 rs. o covado- @
Fazenda de seda Iransparcnlc, goslo de
W phanlasia, para vestido de senhora, cerles de J
9 seda de quadros esrossezes com 15 covados, a
fe 12^HK) rs., cortes de la a de cores, fazenda @
muilo fina e de aoslos modernos a 48000 rs.,
=J romeiras de filis de relroz. bordadas de seda, 0
M a 85000 rs., chales de lorcal. 011 filis de li- @
1 ho. bordados de matiz, a 98000 rs., e outras K-
35 miiilasfazendas.lclinlinestda, todas de milito
bom goslo: vende-se na ra do Crespo, leja
m amarclla n. 4. *
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se farinha muilo lina e bem torrada, com
5 [uarias cadasacco : na Iravessa da Madre-de-Deos
arman* n. 3 a 5, de Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo.
RISDOS ESCOSSEZES A 20
RS. 0 COVADO,
na 111,1 do Queimado lojn n. 40.
DA DERRADEIRA MODA EM PARS.
Chapeos para senhora, de goslos o mais lindos
que lem vindo a esle mercado, riquissimamente en-
redados corn finas flores c plumas etc. ele. : na ra
do Crespo ii. 11.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 55, ha para vender ,1 excel-
lentes piano vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se um prelo com 30 anoos, pouco mais
cu menos, bom vendedor de ra, que cosluma ven-
der cangica pelas ras desla cidade : quem prelen-
dei, dirija-se i ra do Rosario da Boa-Vi LINDAS SEDAS ESCOSSEZAS A
1.200 RS. 0 COVADO.
Na loja da roa do Queimado n. 40.
_ Vendem-se 3 escravos, sendo 1 molecole de bo-
om lisura. 1 escrava propria para lodo servico,
dito de servico de campo : na rna Direita n. 3.'
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen- 1
tados: na ra d Crnz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron Companhia.
9-W-W999999W9
Vende-se um cabriolet e um cava lio,
<[iie foi do Andrade, da ra Nova : a tratar
na ra do Pires n. 2S.
Vende-se champagne a 20,s'000 rs., e
superior viriho de Rordeaux : em Casa de
SchapheifjincSiC., ruada Cruz. n. 58.\
BRILHANTES.
como verticies,
PARA A FESTA.
vende-se om bom cavado chesado ha 2 dias do
mallo, de cor mellado, com lodos os andares e muilo
brando, artigo c muilo boa ligora. est gordo e sem
achaque alcom : quem o pretender, dirija-se co-
cheira do Sr. Jos Pinto da Molla Nones, que all
sabera com quem deve Iralar.
NOVAS INDIANAS DE SEDAS ES-
COSSEZAS A 801 RS. 0 COVADO,
na ra do Queimado loj n. 40.
Nil rua co Vinario n. 19, primeirn andar, ven-
de-so Trelo novo, chegado de Lisboa pela barca ra-
tidao. .
A IsGOO o covado
do seda de quadros de lindos padroes: na loja de
copoldo da Silva Queiioz, ra do Quei mado n. 22.
No paleo do Carmo, qoina da ra de Moras n.
'-vendem-se chouricas de Lisboa, muilo novas a
JO rs.; assucar bronco proprio para doce de caj' a
100 rs. a libra ; e caf a 180.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Moinhos de vento
'om bmbasele repuio para regar borlase baia,
do capim. na fundieai.de I). W. Bowman : na rna
do Brum ns. 6,8 e 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA
CALCAS E PALITO'S.
Vencle-sc brim trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a 700 e 18000; dilo modado a
18100 ; corles de fusiao branco a 400 rs. ; dilos de
cores de bom gosto a 800 rs. ; ganga amarilla lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de cassa chita a
28000 c 28200 ; lencos de camhraia de linho gran-
des* 610 ; ditos pequeos a 360 ; tnaihas de panno
de linho dn Porlo para roslo a 148000 a dozia ; di-
las alcoxoadas a 108000 ; guardanapos tambem alco-
xoados a 38600 : na roa do Crespo n. 6.
O QIIJE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
porlanio, vendem-se cobertor de algodo com pel-
lo como os de Ua a 18100; ditos sem pello a 18200;
dilos de lapele a 1200 : na ra do Crespo n. 6.
RA DO CRESPO N* 127 *
9 J cncle-s nesla loja superior damasco de
m seua de cores, sendo branco, encarnado, rozo, t
"* por prero razoavel.
FOLHIflHAS PARA 1855.
Achatn-se a'venda as bem Qonhecidas
folhuibas iinpressas nesta tvpographia,
de algibeira a TiO, de porta a 160. eec-
clesiatticas a 480 rs., e brevemente sahi-
rao as de almanak: vendem-se nicamen-
te na livraria n. t e 8 da praca da Inde-
pendencia.
Xo alerro da Boa-VMa, loja e fabrica de cha-
peos de sol n. >, (em para vender um lindo orli-
inenlo do azendas chegada. ullimamenlc de fran-
ca, c se vende muilo em conla para liquidoslo, sen-
do Ido c lila entestado, do muito lindas cores o diflc-
rcnlcs padroea, proprios para vestidos de senhora
asMn como tainhem ca-.-a franceza, cortea de cassa'
loalhas de algodao para mesa, corlo de vestidos iiiii-
laudo filo.
FRASCOS DE VIDUODE BOCCA LAKGA
COM ROLIIAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
l'cndem-te na botica de arlholomeu Franciico
de Souza, ra larga do Rosario n. 36, por menor
preco gue cm oulra qualguer parle.
No hotel da Europa, ra da Aurora, tem para ven-
der ricas obras de brilhanles do melhor goslo que
lem apparccido alo hoje, e tambem outras obras de
ouro, todo por procos mui razoaveis.
Vendem-se 4 osllas bordadas a ouro. do me-
lhor goslo possivel, sendo urna branca, oulra enrur-
iiada.onlra reina e a quarla prela : na loja de JoAo
da Cunta Magalh.les, ra da Cadeia do Recife n. 51.
-^ Vende-se una parle do sitio que foi do falleci-
do lenlo Estevao da Cimba Hiendes, no becco do
h-spinheiro : a Iralar no mesmo.
Vende-se um mole'quc do 5 annos : na ra do
Crespo n. 3.
Vendem-se duas rasinhas na roa Imperial jun-
io M chafariz n. 46 c 48 : a tratar na mesma ra
n.1,1.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Rtunn Praeger&C, a rita da Cruz,
n. 10, receberam e vendem um sortimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
itos e cores, que formam o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nosjardins do bom gosto.
Brunn Praeger* C, na sua casa ra do
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanw liorizontaes
dos melhores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com moldu-
ra dourada.
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para-terracos e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de diilerentes qualidades.
Presuntos-
Genebra em frasqueiras.
nstrumentos para msica.
Vendem-se saccas com 4 ;: arrobas de gomma
de mudo boa qualidade a 98000 cada urna ; defron-
le do trapiche do alaoctao. armazem n. 20, do Sr.
i merra. ou na ra da Cadeia do Recite, loja n. 5.
Vende-se urna casa terrea na ra da
Mangueira na Boa Vista, a qual rende 8'
mensaes, quem a pretender procure na
ra da Gloria do mesmo bairro li. 5H
CIIRISTIANI St IRMAO. SM
Com labrica c loja de cha-
pos na ra Nova n. 44, lem -^
a honra de avisar ao respeilavol publico, e cm par-
licular aos seus freguezes, que receberam pela se-
cunda voz um|i nova factura de chapeos chogados
ha poucos dias pelo navio iellem, viudo do Havre,
como sejam os bem conhecidos chapeos de caslor de
pello curio (Thibel), ditos de pollo (ros), dilos do
castor prelo (VeloursXephir), dilos de massa france-
za, rumias modernas, dilos de teltro linos c de todf
as cores tanto para homem como para meninas, di-
tos amazonas para senhora, dilos de palha enreda-
dos para dita, e outras mudas telendas proprias do
seu olabelecimenlu, c ludo por precos commodos.
Vendem-se os seguinles genere chegados ulltl
mmenle ele Lisboa na barca Cratidao, ludo da StP
dior qualidade que lem viudo nosle mercado, a sa-
ber : btalas muilo superiores, a 18600 rs.a arroba ;
amendoas molar, a 98000 rs. a arroba; nozo mudo
superiores, a 38000 rs. a arroba ; chocolate o mais
superior que tem vindo lamhem ueste merca, ln ; la-
las de 4 ,'j libras', a 28000 rs. cada urna ; tedia de
louro de }i arroba para cima, a 320 rs. a libra
ra do Queimado n. 44.
Vende-se urna casa no lugar da Capunga No-
va, com commodos para pequea familia, lendo
grande quintal bem plantado por 4008000 rs. : a Ira
lar na ra Nova n. 16.
Vcudera-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recite, de Heury.Gibson, os mais superio-
res rologios fabricados em Inglaterra, por prrros
mdicos.
-- Vende-se urna prela crioula, que faz lodo o
servico de urna casa: na ra de Sania Rila
ii. 37. f
Vei.dcm-se urnas ladras com ezceucao e pe-
nhora feita no engenho da Escada Jundia, perteu-
cenlo ao Sr. Manoel Amonio Dias, que andarao
hoje por 1.1:0008000 rs. pouco mais ou menos: os
prctendcnles podem dirigir-se ao Trapiche Novo ca-
sa n. 11, que far^o qualquer negocio.
Vende-sc superior tarne itoscrlao por proco
commodo : na ra da Santo Cruz esquina da ra ca
Alegra n. 1.
Vende-se urna boa casa terrea, sita
na,ra do padre I'loriano, com ptimos
commodos para famili:i : os pretendentes
dit ijam-se para tratar, a' ra do Vigario
ii. 7.
Farinha de trigo em saccas a vonlade
dos compradores : a tratar com o baralei-
ro Joaquim da Silva Lopes, na porta da
allandega.
Vende-se a bem condecida taberna,
debaixo dos arcos da ribeira da Roa-Vista
u. G a S: a tratar na mesma.
Na ra lo l.ivramenlo n. 26, ha urna porro
de oleo do mamona para se vender por atacado' e
mesmo a rctalbo, por prero cummoilo e a qualquer
hora do dia ; sua qualidade he a melhor que peide
apparecer no morcado.
Vende-sc um carro americano do qualro rodas,
chegado ltimamente da America : a tratar na ra
do trapiche n. 8.
fEUAO'A 4000 RS. O SACCO.
Vendem-se saceos com feijo para acabar polo ba-
rato preco de4S000rs. o sacro : no armazem de An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo.
ARROZ Di; CASCA.
Vende-sc no armazem n. 3 a 5, de Antonio Luiz
de Olivira Azevedo.
PARA YOLTARETE.
FINAS CARTAS E FIXAS DE
MADREPEROLA,
na rna do Crespo n. 11.
rs., dilos de seda prela, francezes, a 48500 rs.:
*;. na roa do Crespo, loja amarella n. 4.
IELPOMENE DE \M ESCOCEZ
A 500 BS. O COVADO.
Na loja n. 17\la na do Oucimado, ao p da boli-
ca, vende-sc alpaca de laa escoceza. chegada pelo ul
limo navio, a qual fazenda na Europa se d;i o nom-
de Melpomene de Esencia, muilo propria para roue
pues e vestidos de senhora e meninos por ser de mui
lo brilbo, pelo commodo preco de OO rs. cada co
vado ; dAo-se as amostras com penhores.
LOTERA DE N S. DO UVRAMENTO.
Andam as rodas desta no dia 16 do cor-
rente mez.
Na praca da Indepandencia lojas dos Srs. Fortu-
nato, tana Machado c Arantes, na ra do Queimado
loja de ferragem dos Srs. Souza & Freir, e praca
da Boa-1 isla, loja de cera llaplisla. acham-se i venda os bilheles e cautelas da
lotera acuna aos precos abanos, cojos bilheles e
meios bilheles sao pagos por inteiro sem o descont
dos oilo por cenlo da le nos premios grandes.
Itilhcles inleiros 58500
Meios bilheles. 28800
Quarlos.....ijjfjO
Ulavos..... 800
Decimos......7oo
Vigsimos .... 400
Vendem-se presuntos inglezespara fiambre.dilos
hamburguezes. queijos de pinha muilo frescaes, di-
los londnnos, macaas das melhores que lem viudo ao
mercado por sercm muilo novas as mais grandes
que lem parecido, cm barricas grandes e aos ceios,
pelo preco de 4 c 58000 rs. o cenlo, marmcladas em
latas pequeas e grandes e latas de ameUas francezas:
na ra da Cruz do Recite n. 46.
He o mais barato possivel.
Corles de cambraia de babado dos mais mnVnos
a 48500: ditos de cassa roza com barra a 28500 ;
dilos de cassa de cores, com barra, muito bonitos a
:tS ; dilos de cambraia de seda a 78; dilos com ba-
bados de minio cosi ; corles do seda lvrada supe-
rior qualidade ; lencos de garcacom palmas de seda
de bonitos cores a 600 rs. ; ditos de cassa a 160 ca-
da um ; cambraia dosalpicos de cores; casemira de
cores a 58 o corle ; dilas de algodao modo encor-
padasa 380 rs. o covado ; e outras mudas fazendas
que se venderao por commodo preco : na ra do
Queimado 11. 22, loja de Leopoldo da Silva Quelroz.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
rlouco. tudo por preco commodo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas tpte tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no cscriptorio de
Novaes &C, na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
BOM E (MODO.
Cassas de panno c cores linissimas, polo baralissi-
mo preo,o de 500 rs. a vara : na loja do sobrado ama-
rello. na ra do Queimado u. 29, de Jos Moreira
Lopes.
Ao bom e barato.
Alpacas de seda para vestidos, do melhor goslo
possivel, c cassas organdiz, fazenda dos melhores
desenhos que lem vindo a esta praja : na loja do so-
brado amarello, na ra do Queimado n. 29, de Jos
Moreira Lopes.
Vende-se um curso de geometra por
Lacrois : no aterro da Boa-Vista, loja de
ourives n. G8.
Vende-se superior chocolate fi-an-
cez, por prero commodo: na ra da Cruz
d. 26, primeiro anclar.
Vende-se superior Kirche e Absinthe
verdadeiro de Suissa : na ra da Cruz n.
26, primeiro andar.-
Vendem-se aberturas franeczas, pa-
ra camisas de linho e de madapolao, por
preco commodo : na ra da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vende-se una boa casa torrea om Olinda. ra
da Mea de S. Pedro, que faz esquina com o cercado
de madura, com 2 portase 2janellas de frente, 3
salas, 3 quarlos, cozinha grande, copiar, estribarla,
grande quintal todo morado, com portoo e cacimba,
muilo propria para se passar a testa, mesmo para
morar todo o auno : a Iralar no Recife, ra do Col-
legio 11. 21, segundo andar.
CEMENTO ROMANO.
> ende-sc superior remani em barricas grandes ;
assim como tambem vemlem-se as linas : alrazdo
Ihealro. armazem de Joaqui-n Lopes de Almcida.
PARA ACARAR.
Vendem-se cassas franrozls de cores fizas, c lin-
dos padroes. pelo baralisimo preco de 140 rs. o co-
vado : na loja do liuimarncs & llrnriques, ruado
Crespo n. 5.
Na loja da ra do Crespo 11. 6, lem um grande
sortimento de callas para rap a omilartlrro**- tartaraga, pelo mdico proco de 182S0 cada urna.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na roa de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ler superior potassa da Rusta c
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: tudo a preco que muito satisfar'
aos seus anligos e novos freg/ "es.
CEMENTO ROIANO BRANCO.
Vende-sc cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, modo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de laboas de pinbo.
Vende-sc um cabriole! com cnherla c os com-
petentes arreins para um cavado, tudo quas novo :
par ver, no alerro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar nolteciterua do Trapi-
che o. 14, primeiro andar.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieberd C ra da
Cruz 11. 4.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira preta e de cor para paulo, or
ser mudo leve a 28800 o covado, panno azul a 3o e
m00, dilo preto a 38, 38500, 48, 58 e 58500, cortes
de casemira de goslos modernos a 68000, setim pre-
lo de Macao a 38200 e 48000 o covado : na ru do
Crespo n. 8.
' OBRAS I)E LABYRINTHO.
Acham-se a venda por commodo precos ricos len-
cos, loalhas e coeiros de lahyrinlho, chegados lti-
mamente do Aracaly : na ra da Crnz do Recife n.
34, primeiro andar. *
Vendc-se urna casa de sobrado de 2 andares
na praca da Boa-Visla n. 10 ; os pretendentes diri-
jam-se para o ajuste e inlormacilo, no paleo da ma-
triz de Santo Antonio, sobrado de um andar.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE ROM GOSTO.
Na rita do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8$000, 12SU00, lifOOO e 18*000
rs., manteletes de seda de cor a 1 l.sOOll
rs chales pretosde laa muito grandes a
5,s'600 rs., chales de algodao e seda a
15280rs.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedde do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56$000 rs. cada caixa, echa-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Gompanhia. N. R.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes e encorpado,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de Ua, a 18500 : na ra do Crespo, loja da esquiua
que volla para a cadeia.
Pannos (nos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina qne volla para
a Cadeia. vende-se panno prelo -28100, 28800, 33,
.18500. 48500, 58500, (8000 rs, o'covado.dilo azul,
28. 28800.48. (8, <8,-o covado ; dilo verde, a 28S00,
39300, 48, 58 rs. o covado ; dilo cor de pinliSo a
48500 o covadb ; corles de casemira preta franceza e
elstica, i 7*500 e 8J500 rs. ; dilos com pequeo
deleito, (8500 ; ditos inglezenfestado a 58000 ; ditos
de cor a 48, 58500 68 rs. ; merino preto a 18, 18100
o covado.
A-encla da Edwln Hiw,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
menlos de laias de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lmannos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
4 cavados, cocos, passadeiras de ferro eslaiihado
para casa de purgar, por menos prec.o que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, te-
dias de dandres ; tud por barato precio.
Vende-se excedente lahoado de pinho, recen-
temente chegado da America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo. ,
Cassas trancezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina gue vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas Ve muito bom
gosto. a 320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flnella para forro de sellins che-
gada recntenteme da America.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12^-endc-so muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para techar conlas.
epoiito da fatoioa de Todos os Santos na Babia
Vende-se, era casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Crnz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meils moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Devoto Chiistao.
Sabio a luz a 2. edicSo do livrinho denominido
Devoto Chrisiao.mais correcto e acrescentado: vende-
se unicamenle na livraria n. 6 e 8 4a praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para s cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, reeentemenle chegada.
Vendc-se urna balanca romana com iodos os
seos pertcnces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n. 4.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da l'e-
nha desla cidade, augmenlado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da nolicia hislorira da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselhn : ven-
de-se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da praja da
independencia, a 18000.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se cortes de vestidos de cambraia de
seda com_harra e babados, 88000 rs. ; ditos com
llores, a 78, 98 o 108 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, i 118 ; corles de cambraia franceza muito fi-
na, fin. rom barra, 0 varas por 48500 ; corles de
cassa de cor com tres barras, de lindos padroes, 4
38200, pocas de cambraia para cortinados, com 8 S
varas, por 38000, dilas de ramagem muito finas, a
(8 ; cambraia desalpicos miudinbos.branca e de cor
muilo fina, s800 rs. avara ;aloallrado de linbnacol-
xoaclo, 000 a vara, dito adamascado com 7 (5 pal-
mos de larcura, 2s2O0c 38500a vara; canga ama-
rclla liza da India muilo superior, 40O rs. o cova-
do ; corles de rllele de fuslo alcoxoado e bons pa-
clrcs lixos. a 800 rs. ; loncos do cambraia de linho
300 ; dilos grandes finos, a (ou rs. ; luvns de seda
brancas, de cc'.r c prelas muilo superiores, i 1000 rs.
o par ; dilas lio da Escocia a 500 rs. o par.
Vende-so urna taberna na ruado Rosario da
Boa-Visla n. 47. que vende muilo para fierra, os
scus fundos sito cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porcm com menos se o comprador aasim Ihe convier :
a Iralar junto a alfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas para engentaos.
Na fundicao' de ferro Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na na do Vigario n. 9, primei-
ro" andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilbas, valsas, redbwas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
de

Jlo
Bo7vuradXrn.?i4WrrafMTZa*:M^^
v a CEMENTO ROMANO.
Vende-se cemento romano, em barricas de 12 ar-
robas, e as maiores qde ha no mercado, chegado l-
timamente de Hamburgo, por menos preco do qua
em oulra qualquer parle : na ra da Croz no Re ci-
te, armazem n. 13.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOUBAS.
Na roa da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, cscriptorio de Augusto C. de Abren, conli-
uuam-se a vender a 8)1000 o par (prefo flxo) as ja
bem contiendas e afamadasnavalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicSo
de Londres, as quaes alm de dorarem extraordina-
riamente, naosesentero no rosto na accao de cortar ;
vendem-se eom a condico de, nao aaradando, po-
derem os compradores devolve-las at 15 dia dapois
pa compra restiloindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feiUs pelo mes
mo fai 'cante.
Vende-se urna morada decaa terrea, coso eotn-
modo para familia, na ra do Bomfim cm Ollnda :
r. ,?.,a com 0,Rvm- ct""8 Xavier, e no Reci-
te ra Imperial n. 167.
Vende-se urna canda de carreira de amarello,
muito mane.ra. acabada e pintada de novo : na roa
do Oueimado n. 52, segundo andar.
maa d" arrtM moUo nuT0 Pr PreS ""-
modo, em saccas e barricas, cojo he saudnreis .'"
na nn W Pa"llos, gallinhas e cevados :
Iralar na Praia de San Francisco cocheira de Joi
da Cunha Res.
la.~a.'.Te "JJ"* "0 Qaeimi"'<>c J n. 21, chi-
tas largas de padroes modernos a 200 rs. cada co-
Vendem-se os meihores relocios de ooro, pa-
tente inglez, ja muito acreditados neste mercado :
em casa de Russell Mellors 4 Companhia, ra da
Cadeia do Recite n. 36.
Na roa do Caldeireiro, taberna n. 60, lem rara
se vender tenas de cera muito superiores, com 7
lraSd,armmPrI*ei110' propr'8S pBr* doM ^emo"
RA DO CRESPO LOJA ENCARNADA.
Vendem-se cortes de seda escosseza, pe-
lo bara tissimo precp'de i 6#000 rs. '
No paleo do Carmo, esquina da roa de Heras
T' i v."",me bolacinhas vindas de Lisboa em la-
n,? .* ?" n,nito Proprias para as pessoas
ticl. wmde ""'"Caporierem deUn.as-
Hosas, tambem se vende a retadlo.
Pechncha gorda.
ft~h.If1rC",e l!berna da ,ua de s- F"nc,eo n.
68. bem afreguezada e com poucos fondos ; de**
mesmos o vendedor tirar aquellas, a qne os cobres
do comprador n.lo chegaremMarobem ,e vende t?.
''" Miada a prazo, com lellras. cuja.
ZTZ 3r,"n '" vcndedf- O negocio I* borne
m..1 ia,qUalqer Prin"Pnte : a tratar no mes-
mo estabelecimenlo.
Veude-se 1 mesa elstica com 6 laboas, 1 pia-
no para principante, 6 cadeiras de Jacaranda, 1 Lf
de anaico, 1 reh.gio desala moilo superior, 1 lamn-
t,P"a|e'C?da- a-b,ncw para "'^ 'le. pSr.
ivros.1 palanquni : qoem qnizer comprar algom
dos ditos objec.os, dirjale*! Mondego, collegio de
meninas, confronte o Sr.Lois Gomes Ferfeira?
Vende-se urna grande rasa na villa de Goizn-
mnha, provincia do Rio Grande do Norte, na rmal
leve negocio de fabadas, de mediados e pad.ria
fallecido Joao Baptisla Simonelti, a qoal icou no
a.tr benf- P?" P*gameqnlo do"ba.
T-%ooToe7?Zdr'r' ra"e "a """'""
FARINHA DE MANDIOCA.
V ende-se a bordo do brigue Conceicao anir.rin
de Santa Ca.harina, e fondeado n.ToK'Forte do
Mallos, a mais nova farinha que ezisle hoj, nfr:
noel^ Alves. Guerra Jnior, na roa do Trapiche
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invengo' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o* melhoramento* do
assucar, aclia-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Gmpanhia, na ruada
Cruz. n. 4.
H

* <
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinbeiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na na do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coilegio n. 8,
vende-se urna escolhida colleccaodas mais'
brillantes pe(;as de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para lzer um rico presente. *
i;.
38HKU-
RLA Di) TRAPICHE N. uT
Emcasa de Patn Nash &.C,, ha pa-
S ra vender:
J-. Sortimento variado d ferragens.
jK Amarras de ferro de 3 quartosate'I
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareccram do abaixo aesigoado.no dia 27
de novembro do engenho Itapirema de Cima, da co-
marca de Goianna dons escravos, um de nome Joa-
quim, crioulo, que representa ler 30 annos de idade,
altura regular, tem por coslume embriogar-se, e foi
escravo de Jos do Reg Lima, qne o receben em
pagamento, morador em Barreiros ; Benedicto, tam-
bem crioulo, representa ter 24 annos de idade, he
reforjado do corpo, principia agora a barbar, e foi
escravo de Manoel Serafim, lavrador do engeubo Ju-
rissaca : roga-se as ouloridades pnliciaes ou capilacs
de campo, de os apprehenrier e leva-Ios a dito enge-
nho, ou nesla praca na roa Direita n. U, qae serie
recompensados generosamente..
Jote Pinto do Coila.
Appareceu na casa do abaixo assignado no dia
U do coi rente, a escrava crioula, de nome Theodo-
ra. que representa ler 22 annos de idade, e junta-
mente com olla urna cria qne representa ler 6 roe-
zes, pedindo que o mesmo a comprasse, a qual dii
ser escrava do Sr. Christovao de Ilodanda Cavalcan-
ti, morador no lugar do Peres ; por isso senda qae o
mesmo senhor a queira vender ou della tomar con-
la, dirija-se i ra da Aurora n.36, qae pagando as
despezas da mesma se Ihe entregara, ficando cerlo
que me nao responsabiliso por foga ou morle.
Tiburcio Anlunei de Olireira.
Em lins de nuiul.ro ou principios de novem-
bro do correnle anno, fugio nesla cidade om prelo,
escravo do Sr. coronel Henrique Pereira de Lacena,
chamado Manoel, crioolo, otlicial de sapaleiro, e co-
zinha o diario de urna casa ; he bem condecido nes-
la cidade por ser della natural, e onde lera pareles,
e por ler servido a seu senhor, na fortaleza do Brum,
e em Fernando ; tambem he moilo conbeeido ana
t Muida, onde estove esle anaa serxjndo ao Sr. Dr.
Henrique Pereira de Lacena ; lem aido encontrado
ora no Recite, ora em Olindn : qoem o apprehender
ou .leile der noticias, dirija-se engenho.Fortaleza,
no Limoeiro. a seu senhor, on na ra Nova desta
cidade n. 27. a Jos Antonio de Brilo Bastos, qae
ser liem gratificado.
No dia sext-feira 1 de dezembro
corrente, desappareceu um moleque cri-
oulo de nome Joao, com idade de 16an-
nos, estatura regular, cor bem retinta e
olhos grandes, levou camisa de riscaddde
algodao azul muito desbotada, e calca d
algodao azul tambem desbotada : roga-se
as autoridadespoliciaese capitaes decam-
po, a captura do mesmo, e manda rem-o
a na da Cruz n. 26 primeiro andar, ou
ao sitio do Chora-Menino, entrega-lo ao
seu senhor F. CouIon, que recompensara'
com generosidade.
lOflOO de gralificaeso.
Desappareceu no dia 8 de scleml.ro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ler.'IO a 3 annos, pouco mais ou menos,
nascido em Cariri Novo, d'oode veio ha lempos, he
muilo ladino, cosluma Irocor o nome e intitolar-se
forro ; foi preso erri lins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do tormo de Serinliaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
medido para a cadeia desla cidade a orden) do Illm.
Sr. deseinbargador chefe de polica com offlcio de J de
Janeiro de 1852 se verHicou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho Call, da comarca de Sanio Anlo, do
poder de quem desappareceu, e sendo oulra ven cap-
turado c rodilludo a cadeia desta cidade em 9 re
agosto, foi ahi embargado porexecncSo de Jos Dias
da Silva GuimarAes, c ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desta cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. Os
i&naessao os seguinles: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, rabellos prelos e ra apiana-
dos, cc'.r amulatada, olhos escura, nariz grande e
grosso, heicoi grossos, o semblante techado, bem bar- '
hado, com lodos os denles ua freule : roga se, por.
tanto, as autoridades policiae, capilacs de campo e
pessoas particulares, *o favor de o apprehcnderem e
ni .o !.n .ni nesla praca do Kecife, na raa/larga do
Kosario n. 14. que receber.lo a gralificacao cima de
100:000 ; assim como protesto contra quem o tiver
em seu poder occullo.Manoel de Almeida Lnpet.
PERN. : TYP. DE M. R. DE FARIA. 1854
/
<
i
9


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E113HRQHA_Z8YUBE INGEST_TIME 2013-03-25T13:03:09Z PACKAGE AA00011611_01241
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES