Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01240


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Full Text
ANNO XXX. N. 287.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEXTA FEJRA 15 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
F.NC arrugados .v si its< uum: \ i>
Rocife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, oSr. Gervazio Victor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira ;Araea-
*y, o Sr. AnloniodeLemosBragajCear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Lunfas, 27 3/4 a 28 d. por 1$000.
c Paris, 350 rs. por t f.
Lisboa, 105 por 100.
< Itio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Aa;oes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de leltras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Ojir-as hespanholas- .
Modas de 65400 velhas.
de 65100 novas.
de4000. .
Prala.Patacocs brasileos. .
Pesos columnarios, '.
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORREIOS.
293000 Olinda, todos os dias.
165000 Caruari, Bonito e Garanhuns nos dias e 15.
169000 \ illa-Bella, Boa^ ista, Ex e Ouricury.i 13 c 28.
95000 Goianna e Parahiba, segundas e scxlas-ciras.
1*940 Victoria e Natal, as quintas-feiras.
19940 PKEAMAB DE BOJE.
15860 Primeira 0 e 30 minutos da larde.
Segunda 0 e 54 minutos da raanha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio,segundase quintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas as 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao mcio da.
Dczbr.
EPUEMERIDES.
4 La choia ao 44 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarto minguante s 3 Iioras, 43
minutse 48 segundos da larde.
19 La nova as 7 lloras, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
SG Quarto crescente a 1 hora, 21 mi-
nutos e 48segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Dmaso p. m. : S. Trason m.
12 Terca. S. Sereno leilor m. ; S. Epimom.
13 Quarta. S. Luzia v. m. ; S. Eustracio.
14 Quinta. S Arcenio m. : S. Disoscoro m.
15 Sexta. S. Albina m. ; S. Euzebiob. m.
16'Solidado. S. Ananias, Zacaras e Mizael mm.
17 Domingo. 3. do Advento. S. F'.oriano m ;
S. Calanico m. ; S. Yivina m. ; S. Begga.
PARTE OFFICIiL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente de da 13 de dexembro.
OHicio Ao Exm. presidente iln Maranhao, re-
mllenlo secunda va da escuta, que pelo segundo
li.ii.illi.ln de iufanlaria se pasou ao ex-segundo cade-
te do mesmo bal ilblo. Joao/.eferinnCastello-Branco.
Dito Ao Exm. presdeme do Para, declarando
que, segundo iorormou o curonel commandanle das
arma* desla provincia no olicio, que remelle por co-
pia, anda se nao envin para aqui a medalha i que
tem dimito o alfere* Segismundo de Agaiar, por ler
assislnlo u campanlia do Truana) na qualidade de
prmeirn sarcenln ilo segundo batalhaorjo Infantera.
Dito Ao coronel cominaiidanle das armas, in-
l-irando-o de haver expedid ordem a Ihesouraria
de fazenda para indemnisar ao m ajor Jolo Nepomo-
ceno da Silva Portella, commandanle do de'lara-
menlo volante da comarca de Flores, a quanlia de
123120 rs., que, efundo consta dos documento* que
S. S. remelteu. foi di*pendida com o fornecimento
de luzesan quarlel du mencionado deslacamentn.
DiloAo tnosmo, dizendo que. pela leilura do
aviso, que remelle por copia, licar S. S. inleirado
de que fallecer na corle em 27 de novcmdrn ulli-
ni i o capi Vi do nono baUlhlo de infantera, Jos
Ferreira Campos. Communicnu-seao inspector da
lliesourara de [azenda.
D'lo Ao mesmo, Iransmiltindo por copia o avi-
so da reparlicAo da euerra de 25 de novembro ulli-
nio, pelo qual se concedo passagem para o nono ba-
t.illi.lo de infamara,an segundo cadete primeiro sar-
gento do oitavo da mesma arma, Juan Joaquim de
Almeida Pinto, que so acha nesla provincia, (cando
aggregado emquanlo nao liouver vasa.
Dito Ao inspector da Ihesiiiiraria de fazenda,
rominuiiiraudo que. segundo constou de participa-
cao do coronel commandanle das armas, all >i .-r-.i
no dia 16 de noverndro ullimn, na comarca de l'a-
jet-de-FI )re., onde se achava em Iratsmeuto. o ca-
pillo do primeiro baUlliaj de inrantarii, addido ao
dcimo da mesma arma, Wenceslao de Oliveira
Bello.
Dilo Ao mesmo, aulorisando-n, de conformida-
dc com o parecer do respectivo procurador fiscal, a
mandar abonar ao juiz de direitu, Jos Filippe de
Snoza I.eilo, a quanlia de 4009 rs. como ajuda de
cusi pelasua remocho da comarca do Flores para
a do Bonito.
DiloAo mesmo, para que, vista da ola que
remelle, mande abrir naqoella llimirara o- assen-
lamentos de praca a MaicellinoCaelanu, Joao Fran-
cisco do Sacramento, Francisco Claudio Bezcrra.
Francisco Antonio de Sani'Anna e Pedro Paulo da
Silva, qui seconlrataram para servirem, o 1, como
cometa-rnr e os demais romo cmelas do bal.ilh Vi
de suardas nacionaes da cidade de Olinda.Comniu-
nirou-se ao respectivo commaiidantesuperior.
Dito Ao juiz relator da junta de jnslca, Irans-
millindo, para ser relatado em sessau da mesma jun-
ta, o procesa verb! feito ao spldado do segundo
Jialalbrio de iofanlara, Manoel Victoriano. Com-
inunicuu-se ao coronel commandanle das armas.
Dito Ao edefe de polica, rommuuicando lia-
ver Iransinilliil-i ti Ihesouraria provincial, afim de
ser paga estando nos termos legacs, a conta que S.
me. remellen das despezas fetas nos mezes de ou-
tubro e novembro deste anuo com o sustento dos
presos pobres da radeia de Flores.
Dilo Ao inspector do arsenal de marmita, au-
lohsando-o, ;i vista de sua informaeo, a ceder aus
negociantes Me. Cal moni & Companhia o pao de que
clles leem precisan para cousertar o mastro sramle
da barca ingleza Cuatimala, arribada ao porlo desla
cidade, deveudo os referidos negociante* indemni-
-ir a lliesoararia de fnzenda do valor do menciona-
do pao. Ofticiou-se neste sentido a supradita Ihe-
souraria.
Dilo Ao mesmo, para fazer desembarcar de
bordo do patacho Pirapama a agurdente mencio-
nada' em urna das relac/ies que Smc. rcmelteu por
copia, dando-lde o destino que leve a de que traa o
cilicio da presidencia de 28 de outuliro ultimo.
Commuuicou-sc Ihesouraria de fazenda.
Dito Ao mesmo, remetiendo por copia o aviso
de 25 de novembro ultimo, no qual o Exm. Sr.
ministro da marinha declarou que passavr a nomear
lira offlcial para servir de ajudanle daquella ins-
pectora.
Dilo Ao mesmo, dizendo que, i visla de sua
informarlo dada sobre o requerimeuto em quejoso
de Almeida Limo pede pagamento da quanlia em
que foi prejudicado, por ler sido obrigado a reparar
os estragos feitos pelas mares vivas na tapagem da
barreta da liba do Pina, aulorisou ao inspector, da
Ihesouraria de fazenda a mandar effecluar dilo pa-
gamento nos termos da citada informado.
Dito Ao inspector da Iheosurana provincial.
Acalio nesle momelo de receber o oflirio datado de
honlem, emque Vine, me rommunica a fuga do
lli'soarriro do consulado provincial alcanzado em
12:3419520 rs., e pelo qurmandon Vtnc. intimar os
respectivos dadores para, no prazo de 21 horas, re-
colherem o mencionado alcance, requisilando ao
mesmo lempo a pri-ilo do supradilo Ihesoureiro, e
n anean l.i urna eominiss.lo para verificar escrupulo-
samente ao juslo o alcance do mesmo Ihesoureiro.
Em respnsla rumpre-me dizer-lhe, que nao foram
sem fundamente as suspeas que ha poneos dias lite
manifeslei verbalmente acerca do supra-referido
Ihesoureiro, recommendando-lhe loda a vigilancia,
nilo obstante assegurar-me Vmc. que elle costumava
a entrar em lempo com os dinheiros arrecadados, e
que nenlium alcance havia apresentadn.
Deplorando, porlanli, um (al acontecimento, re-
commendo lhe que prosiga com lodo o vigor as di-
liaencis comerndas, at que fique indemnisada a
fazenda provincial, e cumprido o resulamcnlo.
Picando inleirado da, nomeaco de Ihesoureiro iiv
lerino, que Vmc. fez na pessoa de Joao Ignacio do
Reg, (ratarei de fazer a Hornearan definitiva o mais
breve que for possivel.
Portara() presidente da provincia attcndendnao
que lhe r?quereu Antonio Dia-, da Silva Cardeal.rcsid-
veconce ler-lhe a licenca que solicitoupara remetler
para a corle, precedidos os despachos do eslylo, as
lah -as, costados e pranchOes de ambrollo, que fez
enriar ns matas dest provincia, em consequencia
de Iiccne.i do governo imperial, devendo ser esta
apresenlada ao Sr. inspector do arsenal de marinha.
DitaAo agente da companhia das barcas de va-
por, pan mandar dar passagem para a corte em
um dos vapores qne pa haier lugar vago para passageiro de estado, ao 2
lenle da armada, Francisco Uarle da Costa Vi-
tal.Conimunicou-se ao commandanle da eslar.lo
naval.
DitaAo mesmo, recommendando a etpedirilo de
auas nrdons para que sejam transportados para a
corle, par coula do governo, no vapor que se espe-
ra do norte, o tferes do 9 liaialhv. de nfantaria,
Antonio Matlosu de Andrade Cmara, suamullier,
dous fillnx menores e o solilodo do mesmo batalhAo,
Gregorio Connives Snhtil.Parlicipou se ao coro-
nel comtnandiinle das armas.
BISPADO DE PERNANBTJ20.
Sotn Juao' da Fnrlflcaeao' Marqoei Pardigae'
costero r.|rante de S. Agoitmho, por graea
de Bao* da Santa S apostlica, blipo da
Pena imbuco, do conselko da S. M. I. e G.
etc. te.
A lodos os nossos diocesanos sau le, paz e bencfio.
em nome de Jess Chrislo.
Dilcclos sulidilos da diocese de Pernambuco, o
vosso prelado prximo a sulcmuis.ir o nascimenlo
de Jess Chrislo, te oulra nao for a divina di-po-
sican. vos convida a seguir sen designio, assim pro-
moveiido vossa santificacao, pela qual vos consli-
luais disnus de comparecer na presenca do Lnise-
nilo Filho de Dos, na qualidade de Salvador, e na
de juiz. quando em loda sua gloria e mageslade
liouver Je jnlsar n mrito e demerito daj gcrar.lo
humana, cujo espantoso arlo, ncorca do qual lodo
o vvenle devo prevenir-se a lempo, realisar-se-ha,
quando menos esperado, segundo a dmilrina evan-
glica, ii qual devenios viva crenen, soh pena de ex-
perimentar os enVilos da eterna indisnaeio, cojo
temor acommelle as almas nutridas com o exerci-
cio das paixOes.
(jual era porcm o meio de nos iseularmos deste
temor, causativo da maior iruir^lo c angustia '
A observancia da lei que profesamos, he o ni-
co que nos pode livrar de lodo o recelo de nos
appresenlarmos liinidos na mageslosa presenca do
rectissirno Jqjj.
Tost que o qualidade de Salvador nos deva ani-
mar ao conveniente esforz para nblcrmos a eterna
bcmaventuranca, todava, desla seremos privados,
se seriss rellexes nao nos constrangirem a regular
nossa conducta, uniformisando-a com a doutrina or-
llindina.
A poca do advento, designada pela sania igreja
para dispor seus filhos a celebrar no fervor de sen
espirito a nalividade de seu charo eposo, he ceda-
mente o lempo em que espera conseguir seu cari lu-
so intento.
Unamos, porlanto, nossos sentimentos aos da igre-
ja universal, rujo supremo chefe os excita, dirigin-
do aos prelados da urey brasitiense sua caria en-
ryclica de .11 de maio de 1833, a qual recebemos em
II dcjtinho do crrenle anno, para osexhorlara
cumprir os deveres de sen aposlolico ministerio, em
favor de seus respectivos diocesanos, aos quaes con-
vem fortificar na f, corroborar na esperanza, e
animar na caridade, pela qual abominen) o uso das
paixes, cujo sequilo submerge no clios da eterna
reprovar,iio os que nenhuma violencia empregam
para iseular-se dosdeploraveis resultados que ellas
originan).
Nos, reservando para esla oceasUio manifestar a
devida deferencia exhortarlo pontificia, demos-
trativa dos generosos esforros com que a sanlidade
de Pin I\ einprehende a dilataran do Chrislianismo,
publicamos a presente allome"m, com o fim de per-
suadir elTeclivamcnle proficuas redexOes sobre o
mar.n illioso parlo, pelo qual Mario Saulissima deu
a luz seu primognito l'ilbo, para nos libertar do
capliveiro diablico, dissipar as espressas Irevas da
ignorancia em que lodo o nr^e ja/.ia, e exigir ado-
radlo de om s Dos verdadeiro.
Eslcs raridosos etcessos, e os mais que Jess
Chrislo praticou em favor da nossa salvarao, nao
excitara em nos ardenles desejos de lhe tributar
ingenua sralidao e pura correspondencia, verificada
pela exacta execucao de seus preccilos ? .Nao dc-
veremos obedecer a Ici eterna, necessaria para ins-
tituir, dirigir c conservar a sociedade ? Como po-
llera esta subsistir sem aquella *
Como porcm a maior parle dos homens nlo at-
ienda a esla inquesliooavel verdade, determinamos
exaltar nnssa dbil voz conlra lodo o irreligioso
prore limen lo que designa reos de eterna juslica, que pela saudavel retrartac.io de seus excessos, mo
recorrem a frequencia dos Sacramentos para medi-
cinar suas almas, opprimidas com o enorme peso da
humana frasili.l ido.
O nascimculo de Jess Chrislo. babililando-nos
para gozar a posse dos bens celestes, nos confere o
particular direilo de nos dirigir aos Ilustres rhefes
do familias que em lodo o lempo ncces'ilam ser
exhortados com maior energa, e-n/cnnsiderar in s
sublimes fu ncees deque eslAo revestidos pelas quaes
sao responsaveis a Dos c a sociedade.
Nao devia haver um s chefe de familia, que
isnorasse os deveres de sua preeminencia, lodos ple-
namente convencidos de que a falla da decente, ho-
nesta, c relisiosa educaran, ocrasionndo conside-
ravel delrimenln ao aliar, e ao Ihrono, nao pode
deixar d'allrahir as graves calamidades, que o gene-
ro humano lem supporlado.
Em consequencia d'esla inesavcl verdade, e pelo
inleresse que devomos lomar no goso da publica
Iranquillidade, rogamos aos cheles de familias quei-
ram occorrer enerEicamenle ao procedimeoto de seos
filhos, e fmulos, quando procedam Desalente,
fazendo-lhes ver que do extravagante e indecoroso
syslema, nenhuma ulilidade, mas somenle a odios-
da"de podem colher.
Nos os persuadimos que arredilen! gravissma a
omis-.lo no cumplimento d'esle preceilo, cuja pos-
li'rsarao tem provocado a divina indignado para
reprimir a temeraria ousadia na reincidencia dos
crimes pblicos, como mais dignos de acre punico,
e censurar a falta da reconhecimenlo para com o
commum bemfeilor de todooperigrinante na vida ca-
duca, gratuitamente agraciado com superabundan-
tes beneficios em todos os instantes que milita no
tuaar de sua peregrinacao.
Fazer conhecer aos subditos do palerno poder a
excellenle predileccao, que Jess Chrislo demonslrou
em seu uascimento, he una das primeiras obriga-
c,0es, inseparavel da educarao, que os pas devem a
seus filhos, sugeilos as penas eternas, se nao escuta-
rem o Evangclho.
A vigilancia recommendada na sagrada Escriptnra
aos mestres da educirn, deve regular o procedi-
menlo, e firmar a eslabilidade da sociedade chris-
13a.
Jess Chrislo adorado pelos pastores no berro, em
que sua purissima M.li o reclinou no lugar do prese-
pio, declara qures sejam seus sentimentos para com
os homens, a quem veio persuadir a observancia de
sua lei, segando a qual lem de ser julgadns. Os in-
Irelimenlos, relativos i festa do Natal, nao nos pri-
ven) de tributar a devida rellevao a esta inquiranle
verdade.
Nao omitamos a recordaran da inuila benigni-
dade com que Jesut Chrislo desccu de seu roagesloso
Ihrono para visitar mundo com o desianio de o
sentar dosempilerno horror, e franqucar-lhe as por-
tas da celestial Jerusalem.
Santifiquemos o dia vinte e cinco de dezembro, em
que soleinnisamos a neflavcl Nalividade de Jess
Chrislo. Tributemos respeilosos cultos ao I. de Ja-
neiro, no qual o mesmo Jess Chrislo se disuou su-
geilar-se lei da Circumcisao, na qual nao podia
eslar comprehendido. Prestemos perfeita adoraran
ao F'ilbo de Dos no dia 6 do mesmo mez, no qual
se realisou sua apparfccao a todo o orbe as pessoasdos
tres Reis do Oriente. Ilumina los pela divina inspi-
rarao para o reconliecer e adorar por nico Filho de
eo. e dominador "do eco e da trra.
limitando a viva fe d'estes insenuosadoradores da
diviudade de Jess Chrislo, reformemos nossa con-
ducta, apreciando a humildadc. que Jess Chrislo
praticou desde o berreo, para nos prevenir conlr'os
assallos daSoberba. Acrerlilemos necessaiia a libe-
ralidade, que nos induz a detestar o desordenado
appelile dos bens mundanos, cuja dcsafeicAn Jess
Chrislo nos cnsinon pela extrema pobreza, em que
nasceu, para nos acautelar contra as artificiosas ma-
rhiiiaroes d'avarcza.
Diligenciemos a lotal repressao dos estmulos car-
naes, para varonilinenle abominar o assenso ao vicio
da incontinencia. Adoptemos a paciencia, para re-
sistir aos violeutos Impulsos da ira.
Promovamos a parcimonia no allimento corporal,
para evitar as enfermidades, que dimanam da gula.
Apliquemos os iiieios de nos afleicoar ao cxcrcicio
da caridade do prximo, para repellir o mji ordi-
nario vicio da nveja. Amemos o Irabalho, que nos
for designado pela Providencia, para precaver os
dainos residanlos da presuira.
Predilectos diocesanos, que permanecis sol a
obediencia paterna, c gozis a ventara de celebrar
os foslivissiiiiiis dias de Natal, da Circumcisao, e ma-
nfeslaeao de Jess Chrislo aos habitantes do Uni-
verso, preslai a vossos pas o respailo, e allencao
que Ibes deveis. Nao os sacrifiquis na presenca de
Dos, e dos boinens. Nao amargureis sua cxislenria
pela insuporlavel desnbedienria. Sua pesada con-
dicao n.lo deve ser opprimida. massuavisada. Es-
cutai suas votes, quando proferem os sentimentos
da religiosa c civil educarao.
Vos, os que, pela lei da emanciparan, nao exists
sugeilos ao poder paterno, lembrai-vos dos saudaveis
diclames, e mximas, que recebesles durante o lem-
po de vossa moral inslruccao, dirigida a regular vos-
sas acres pelo santo temor de Dos, principio de
loda a sabedoria.
\ s, os que pelo sagrado vinculo do Matrimonio,
vosiisasiesi lesd'eslegraudeaacramento, amai vos-
sas esposa',romo vosesl determinado. Como presi-
denles de vossa familia, cumpri os deveres, que vos
eslo prc-scriptos, para goz'ardes a verdadelra glora,
ea eslrnacan publica, devida a lodo aquelle que
preede em conformidade com a religiao, qne pro-
fessa. Palacio da Soledade 12 de dezembro de 1851.
Joao, bispo diocesano.
CODEMANDO DAS ARMAS.
Quarlel do cotatnaado das armas de Pernam-
baco, na cidade do Recle, em 14 de dezem-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. 187.
O coronel commandanle das armas interino faz
publico para os fins convenientes.que, ecundo con*.
lou de oflicio da presidencia desla provincia datado
de hnnlem, com referencia ao aviso do ministerio
dos negocToTTTSrguerr'a''d '2W rMuiUifrlIH"r1lliiu.
fallecen na corte no dia 27 do mesmo mez o senhor
capitao do nono balalhaode infanlaria Jos Teixei-
ra Campos, e qm a referida presidencia no dia II
do corrcnle, dispensou de servir no conselho admi-
nislralive para o fornecimento do arsenal de guerra.
oSr. coronel eraduadodo corpo de eslado-maiorde
segunda elasse Trajaiio Cesar Borlamaque, vslo ler
passado de dnenle a promplo, o senhor lenente-co-
ronel do mesmo corpo Antonio Comes Leal, vogal
do supradilo conselho.
Assignado.Manoel Mun'tz Tacares.
Conforme Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do delalhc. '
EXTERIOR.
PORTUGAL.
A FOME.
A guerra do Oriente, a poltica do ministerio sao
os uniros ohjerlos que oceupam a atienen, da mag-
na caterva dos nossos joroalistas edos que leem que
comer ;edir-se-ha que enlre esles nao ha cabera
para conhecer nem coraran para senlir o flagello qne
alassalha o povo. A fome ja enlron no alversue,
nan do msero e desvalido, que vive da muilo pre-
caria earrefecida caridade publica, mas lamhem na
do jorualeiro, do artista e at do empregado publicn
enjo salario, posln que diminuto, era sufiiciente
para comprar os ohjerlos de primeira necessidade,
aos quaes se restringa a sua alimenlacito e da sua
familia. O milho, vinbo eazeile eslao por preco
desproporciona! aos teneus recursos. danhando.
termo medio I9H0 reis por semana (e anda esles
nao sao des mais infelizes.) se a sua'familia se com-
pozerde tres pessoas ( o que he milito pouen )s no
arligo fn ; estando o alqucire de milho a 700 res,
l val melado do salario. Para adub du caldo, o
quariilho de azeitecusta-lhe 1G0 ; o unto 180 a 200
ris. Se fraco e extenuado com o Irabalho e lal abs-
tinencia lenta ou antes precisa de reparar o cadable
(termo proprio.1, l v.lo 70 reis para quariilho de
vinho, porque o outro de prero inferior he urna
agua acidulada. Ora se ajiinlarnios a despeza de
um tal ou qual conducto as do aluuuel, comhusti-
vel, vesliiarin ele; he forcoso reCoubecer que elle,
com a sua familia, ha de passar fome e oulras pri-
varoes. Anda nos favorecemos muilo o quadro,
pois nelle aprescnlamos o jorualeiro ou arlisla da
cidade, ou prximo, o que lenlia sempre que fazer ;
porqoe nos de o eoracao se dcscrevessemos a mise-
ria e a fome que por ahi vai por essas aldeas, aonde
o misero jornaleiro apenas ganha 100 ris por dia
nasestaroesdolrahalbodosrampos. Pouco menos Irisle
be asorle da maior parle dos fazendeiros e proprielari-
os, amaior parte dos fazendeiros em losar de milho s
co|heram a palha. He verdade que as Ierras panla-
nnsasileram hoin fruclo, mas oslas nao sao muitas,
c a maior parte nada produrio. Na lia exempln de
haver urna exleridade simultanea nos tres ramos da
nossa lavnuramilho, vinho c azeitecomo este
auno. Era raro qu* a ahu inla nria de um genero au
rompensasse a falla do ontrn, e assim anda o lavra-
dor e o povo iam yivendo ; mas este anno he ex-
cepcionalbe preciso ser ceg para o nao conhecer.
En 1 reanlo, quem diria que aquelle que deve velar
pelo bem-eslardo povoo governo parece ou finge
ignora-lo : dorme: nao o demnve o exemplo do go-
verno franee?, que nao se limilou a permiltir a qua-
si livre importarlo nao s dos erreaes eslrangeiros
mas anda, oque mais he, a do gado, e ltimamen-
te a dosviuhos ; apezar da Franca ser muito agr-
cola nesles ramos. Hnje os homens j nao vivem
nesserestadoselvasem, em que se alimentatam de
bolilla ; o povo para Irahalhar e desenvolver-se
precisa de urna alimenlacan embora pouco delicada,
mas substancial e Inica*; nao he s com o p3o ou
com a boroa que elle pode descnvolver-sa phisca e
moralmenleprecisa de orna alimenlacan animal e
de bebidas fermentadas. Isto prova-o a hysienne,
a phisiologia, emlim a medicinae o que vale oais
do que todas as experiencias. O rgimen de p3o e
agua apenassenira para castigo dos penitenciarios
inertes ; mas da maneira que vai encarecendo o
milho, nem erse rgimen ser ordo povomnilos
lerao de morrer de fome. Parece que se quer sscri-
(icar a vida e hem eslar de milhes de habitantes ao
enriqiecimcntn de alguns lavradores felzes. Com
a fome dentro de casa e peste no lindar, he boa a
conjunclura para dormir: a mai deixar entrar a
filha, nao obstante (odas as quarenlenas e conloes
sanitarios ; accrescenla-se a islo os alenla los con-
tra a propriedade c pessoas. a que a mesma fome
dar causa, e veja-se a que tremenda responsabi-
lidade fica incurio o governo.Aviso com lempo
e peco a lodos os jorualistas que lamhem o faram.
J. A. d'Uliveira.
Porlo 5 de outubro.
( l'.cho Popular. )
Dinamarca. (Extracto do Jornal dos Debales).
SoscUnu-se na Dinamarca um conflicto da maior
importancia entre os poderes legislativo e execulivo.
A dicta votou, quasi unnimemente um projeclo
de lei para a aecusacan do ministerio inleiro.
O* negocios pblicos apresentam cada dia um as-
pecto mais ameacador.
A causa primaria do actual eslado de coosas dc-
ve-m imbbita)rmenlo s diflerenles nacionalidades
suputas ao sceplro do re de Dinamarca, as quaes sao
a Dinamarca propriamenle dita, o ducado de^chle-
swig, e os ducados de Holslein e Cauenberg.
Os dous ullimos ducados, cuja reunan cora de
Dinamarca be rcenle, sao allemaes, e for mam urna
parle integrante da confederaran germnica. Pelo
contrario Schlesxvig tem estado unido Dinamarca
desde o meado do seculo XI, porm a nalureza da
Dallo dcsles dous ducados nunca foi cabalmente de-
finida.
Os res de Dinamarca teem sempre insistido que
Schleswig fra encorporado Dinamarca, emquanlo
que o povo de Schleswig, que, com o andar do lem-
po lem adoptado os coslumes e, at certo poni, a
lingua dos Dinamarquezes, aluda susleuta obstina-
damente que he allemao, bem como os seus vizi-
nlos do Holslein.
Eslas prelenres, sempre combalidas pelo gover-
no dinamarquez, rausaram, em I81K. una suhleva-
Cao geral conlra a Dinamarca sublevarlo que, a-
poiada pelas armas proasianas e pelas sx mpalhias da
Allemanha, exceprao da Anana, se pVolongou al
1850, poca em que os Dinamarquezes, depois de
haxerem pralicado prodigios de valor, que excita-
rain a admiracao de loda a Europa, reconquis-
taran) gradualmente o territorio de Schlesxvig de que
licaram oulra vez possnidores. Mas nao ganharain o
que deveria ler sido o premio da sua victoria a en-
c.irpnrar.in legal de Schleivig com a Dinamarca ;
porquanto no Iralado de paz concluido, no mesmo
anuo, enlre a Dinamarca e muilos dos estados do
norte d'Allemanha, impoz-se Dinamarca que Schle-
sxvig conservara as suas antigs leis allemaas, e que
leria una Dieta especial, e!que o governo do dura-
do seria admiuislrailo por autoridades nteiramente
dislinclas das de Dinamarca.
Em IS18, emquanlo Schlesxvig e Holslein estavam
em plena insiirreicao, c por conscguinlc separados
da Dinamarca, o rei Fredcrico Vil, alim de recom-
pensar a nac/lo dinamarqueza, que, apezar do espi-
rilo revnlucionario, que cnlao aras.ax a entre as na-
roes da Europa, havia permanecido fiel sua dy-
nastia, resol ven dar-lhe aquella liberdadc de que se
havia lerna In digna.
A Dinamarca nao linha ciilu oulra rcprcsenlarao
nacional, senao urna reuniao dos estados, que liao
leudo vol deliberalivo, nao linham, por consequen-
cia, influencia alguma sobre os negocio* pblicos.
O rei convocou urna assemblca consttunle com-
posla de deputados eleilos pelo sufTrasio universal, e
esla assemhla adoplou, de accrdo com o governo,
nma consliluicao, que fo sauenonada e jurada por
Fredcrico VII em .1 de jando de 1848.
Esta de a Ici fundamental do reino da Dinamarca.
A carta, cuja ampliaran se deve a um sabio e ve-
neravel prelado, Mr. Monrad, bispo da diocese de
Laalaud. protega lodos os legtimos nteresses e de-
xava toda a liberdadc deacrao cora.
Durante o rgimen desla carta os negocios pbli-
cos progrediram com satisfarn geral; porm em
1850, desde o mnmenln cm que a insurreicao dos
ducados terminoo, sendo completamente Minorada,
e a cora entrn na plena posse destes paizes, ludo
mudan, e embarazos e difliculdades surgram de lo-
dos os lados.
N'um eslado pequeo composlo. con a mouar-
chia dinamarqueza, de varias nacionaliadcs, cada
qual com a sua legislac,ao e adminislrao particu-
lar, havia, com ludo, umitas colisas qu eram rom-
mu ns a ludaslaes como o exercilo, a marinha, a
represenlacao diplomtica, polica, correos, ele.
K-les servidos 011 ao menos o seu orcanentn, (en-
do sido, desde a promulgaran da caria, 'ompreben-
didos na juriMcran da Dieta do reino, >s Ires duca-
dos prinriparain a qneixar-se que o parlamento de
um paiz, que denominavam estrangeiro, se ingera
nos seus negocios, e dispunba dos srus reairsos, ac-
rusinilo o governo de parcialidade aara erm o reino
de llinamarc? propriamenle dila.
O ministerio nao cessou de lomar Hedidas de maos I
dadas rom a Dieta dinamarqueza, pira fizcrronces- i
sues a favor dos ducados, porm a a-enhlea decli-
nou concedis,, e sustentou firme.nnnlt os seus le- I
gimos direitos.
Este eslado de cousas subsisti aljaneiro de 1852,
quando o minislcrio. raneado da lila, resignnii em
massa e foi substituido pelo gabinite actual, que fez
a sua e-lrea, publicando um maiifeslo em que sua
mageslade declarou que promubaria urna conslilui-
cao, cujo objecto exclusivo serii regular ns nego-
cios cominuns a (odas as partes da dionarchia, mas
que ao mesmo lempo respcilarh lodos os direilos e
satisfara todas as justas exigen-ias, iteixando intac-
tas as Iiberdades garantidas pela Baria de Dina-
marca.
Esle manifest prodozio un excelente efleito.
O novo ministerio achou una cornial recepr.in na
Diela, e as popula re- miiri.m as tMhores esperan-
za*, quando de repcnle a coraa promulgou a consli-
luicao geral de 26 de julho passado, a qual fura con-
feccionada com o maior segiedo.
Esla consliluicao destruir loda* as suas illnses.
Na Dinamarca, vemos cim pezaf que a nova lei
concenlra as maos do rei de um conselho que el-
le inslilue sb o titulo de Conselho do Reino,
lodos os negocios relativos a toda a monarebia, em
que lodo* os inlcresses esencia*.*, de cada um dos
quatro paizes se acham uudos de ll modo, que os
direitos concedidos c sarailidos aos Dinamarquezes
pela caria correm risco.
Nos ducados lamhem 1 constituidlo geral cansn,
o maior deiconlenlainenti, pois que 110 ronselho do
reino apenas se lhe coucidem 13 representantes, que
vem ser a quarta parte do numero total dos seus
membros, a qual se acha Tunda em 50, sendo 20 por
nomeaeao do re.
Em seguida sua mageslade convocou a Diela ac-
(nal. .-ilini de pedir o sen consenlimenlo acerca das
allerare* a que a lei fundamental devia siibmelter-
se, aliui de so por em harmona com a consliluicao
geral, oulorgada em 26 de julho pabarto.
Procedcu-se a novas elei(,-cs con a maior regula-
ridade, e apezar de pequeas divcisgciieias os cleilo-
res |iertenciam a mais decidida npposir.lo.
A diela, como se sabe, reunio-se em 2 do corrcnle.
Os seus actos desde primeira sessao leem sido
systemalicamente hoslis ao miiusterio.
A segunda ..una 1.1 nomeou Mr. Monrad, que rc-
digio a caria ou lei fundamental, para seu presi-
dente.
I,eram-se publicamente as numerosas pelieoes que
lhe foram apresenladas conlra a eonslitiiic^o geral,
assim como as que se dirigirn) ao rei para o mesmo
fim. e que sua mageslade recusou rereber.
Finalmente, como temos dilo, apresenlnu-se um
projeclo de Ici para a aecusarao do ministerio inlei-
ro. O gabinete pela sua parle DJM se moslra nada
conciliador.
Quando se Iraloo de apresentar o projeclo ao su-
premo tribunal ilo reino, deu-sc a entender a Diela
que esse passo poderia pmd'izir asna prurogacao, e
ale mesmo a sua dissoluran.
O mini-tro da fazenda quando aprescnlnu a Ici re-
lativa as alterares qte sedeviam introducir na car-
la, disse que o ministerio nao se retirara sean por
ordem expressadorci esla linfuagem foi impru-
dente, porque lende a colimar o rei cm opposirao
directa com a cmara.
O mesmo ministro lambem declarou que urna mo-
dificacao da carta lomara impossivel o governo na
Dinamarca, porm que se a cmara enlendia que se
poderiam fazer mndiiicaees mais convenientes, cn-
iao que as declarasse.
A enmara areitou o desafio, e decidi immedia-
lamenle apresentar urna represenlacao ao rei, em
que Jhe seriain submellidas as bases de urna consli-
luicao geral sem violar alguma das leis etislenles.
________" (dem.)
Relatorio das deliberaco'es da junta
geral do distticto administrativo do
Porto, na sua sessoa' ordinaria do
corrcnle anno de 1854.
Senhor A junla geral do districto administra-
tivo do Porlo. em observancia do S 2 do arl. 218
do cdigo administrativo,lem a honra de apresenlar
a V. M. o relatorio das suas principaes deliberacies,
na sua sesso ordinaria e extraordinaria, que boje
termina.
Depois de approvadas as cleiroes, e verificados os
poderes dos procuradores eleilos junla geral desle
districto, procederam esles eleico da mesa defini-
tiva, c insiallacao da junta, na conformidade doart.
202 do cdigo administrativo. Prestando o compe
tenle juramento, segundo o artigo 203, e conslluida
legalments a junla, passou-se a elcger conforme o
arl. 201, os cidudaos que foram propostos para o go
verno de V. M. em nome do rei, escolher os vogaes
do conselho de districto.
Alem das commisses necessaria* para o exnme das
elcire*. e ver i tiraran dos poderes, resolven a junta
que houvesscm cinco, que sSo as de admim-trarao
publica, de fazenda, de ejlalislica, de relalorio e
consulta, e admioislracao da casa, de expediente
d redaeco.
Pedio-se ao governo civil o ultimo mappa csladis-
lico de loda a industria do dislriclo, feito na confor-
midade das ordens do governo, hem como a copia
do da produccao e consumo do dislriclo, que deve
ter sido enviado ao governo al 30 de nevembro
pa-sado.
Exigio-se que fossem prsenles junta geral, urna
rclacao circumstauciada de todas|as obras feitas nos
caminhos vizinhaes e parochiaes do dislriclo, no an-
no de 1853, com declarado da somma dispendida
nesle objeclo ; e qual a quanlia volada nos orra-
raenlos das cmaras municipaes de 1853 e 185t, pa-
ra obrascoucilhias ; e oulra dos moinhos, acudes e
pesqueiras, nos ullimos cinco anuos, constrnidos nos
ros pblicos do dislriclo, com declararlo da aulori-
sacao que permillio a sua conslruccao.
Sollicilaram-so informates acerca da execnfiln
que lem lirio no dislriclo as dispnsicfies do arligo 16
da caria de le de 23 de julho de 1853 ; do S 7 do
airar de 27 de novembro de 1851. e do 3o da por-
tara de 26 de sclembrn de 1839.
Resolveu-se que se pediste ao governo civil es-
clarccimentos relativos s cmaras municipaes dos
dislriclo-. que mamlaram commissiunados seus,
aprender*o melhodo porluguez de leilura repenlina'
escola respectiva, eslahelecida pela a-snciarao In-
dustrial Portiicnse ; e urna relacao de lodas as es-
colas por esle melhodo eslabelecidas no dislriclo.com
declaracao das que eram pagas pelo eslado, pelos
cofres dislriclacs, das confiaras, irmandad- e mi-
sericordias, on por parliculares, das do sexo matos-
lino, e do femenino, e com a esladislica dos alum-
nos que frequenlam eslas esrolas.
Pediram-sc as conlas do Azylo Portuense de llen-
dicidade e da Chreche exislcnle nesla cidade, e rc-
liva* ao anno de 1853.
Volarnm.se agradecimenlos ao Ihesoureiro geral
do dislriclo, Joao Antonio de SouzS (uimaraes, pe-
la maneira digna e desinleressada, como desempe-
ndou os deveres de seu cargo.
Exigio-se una relacao das cadeiras de lalim, exis-
tentes em 1833, no territorio, que forma o actual
districto administrativo do Porlo.
Oulciou-se no governador civil, para que infor-
masse seihavia alguma analise relativaia aguas fr-
reas de liuife-, eslado da sua fonte, econcerlo de
que careca.
Remclleu-sc ao governo civil o oflicio do procu-
rador cleilo pelos concelhos de Amaranle e Sania
Cruz, Ignacio Jos de llrito, em que pede a sua es-
cusa do dilo encargo, para ser prsenle ao concelho
de dislriclo, na conformidade do n. 2 do arl. 278
do cdigo adminislralivn.
Deliberoii-se, que por va do governo civil, se pe-
dissem s as*ociac,fpes commerrial c induslriaes desla
cidade esclarecimenlot sobre a* necessidades e me-
Ihoramciilos do commercio e industria do dis-
tricto.
Foi encarregado o governador civil da organisa-
CSo e in-lallarao da associacao agrcola do dislriclo.
A junla e cada nm dos seus membros offereccram a
sua cooperarlo para orslabelecimeulo da dita asso-
ciacao.
Accordou-se que na consulta geral, das necessi-
dades e mclhoramenlos do dislriclo. se sollicitasse
urna nova divisan do territorio, nao licando ne-
nlium concelho com menos de tres mil fogos.
I.'ma noticia histrica e estadstica das feiras e
mercados do dislriclo, foi pedida ao governo civil
para habilitar a junla geral a poder bem desempe-
nhar a disposirao do $ 3 do art. 216 do cdigo ad-
ministrativo.
Rerommeudoii-sc ao governo civil que pomo-
vessea conclusa" do monumento de Pampellido n.is
praias do Mindelln.
A junla fez urna consulta especial acerca da base
mais justa e equitativa para repartir as quolas com
que as cmaras municipaes concorrem para as des-
pezas dos expnstos e do dislriclo. em cumprimenlo
da porlaria de 17 de fevereiro.ultimo.
Sollici*ou-se do governo civil a rolara.) dos cemi-
lerios construidos no dislriclo, e a declararan dos
motivos porque as ordens do governo a semelhanle
respeilo nao b mam sido cumpridas, como muilo
comvem que o sejam.
Dcliberou a junla que se approvasse o eslabeleci-
menlo de um fera no sitio da Senbora do l.ourcirn,
do concelho de Baiao, no da 2 de cada mez para
venda de gados, cereaes e oulros gneros de mer-
caderas.
Foi incumbido o governador civil de promover
por lodos os meios ao seu alcance a fuudacao de
um hospital para asylo e tratamento de alienados.
Foram convidados a lomar assenlo na junla os
procuradores eleilos que anda n,lo linham compa-
recido. .
"""nmou-se em considerarlo a propoSla para sobs-
lilnira cxpu-irao pela apresentarao dos exposlos.
Exigio-se a rolaran nominal de lodos os empresa-
do* das rodas do districto, com declaradlo dos que
linh,.m oulros vencime atoa por qualquer cofre pu-
blico.
Resulveu-se quehnuvessem no dislriclo, no fuluro
anno econmico, s doas rodas, e que estas fossem
enllocadas no Porlo c em Penafirl; e que as exposi-
C,es c apreseiitari">es livessem lugar de dia, desde as
!) lloras da manh.i.i al 5 da tarde.
Pediram-se ao governo civil diversos esclarecimen-
tos acerca de legados pos nao cumprido*. producios
das mullas provenientes de omissoes das autoridades
administrativas e parochiaes no recrutamento para o
exercilo, laiai por dispensa* malrimoniacs, applica-
rao de fundos de irmandades e contrarias exlinclas,
rendimenlus de misericordias para a criarlo, soslen-
laelo, educacan e inslrucran de etpostns c outras
r Dcliberou-se pedir ao governo civil informacoss
acerca da ranalisar.lo do rio Tamega, melhoramcnto
da barra do rio Leca e eslahclecimenlo de um thele-
grapho as praias de Malhozindos ou Ceja da Pal-
meira.
Approvou-se que se pedisse a criaeflo de urna ca-
deira de latim para Villa do Conde, devendo o pro-
fessor ter as qualidades para ensinar francez; lem-
brou-se a criarlo de urna igual radeira para o con-
selho de Baiao, que j fra solicitada na consulta de
1852;e pediram-se quatro escolas de nsiruccan pri-
maria do sexo masculino para as freguezias de l.a-
vra. Lera da Palmeir, S. Marlinho de Guifes e S.
Mmele da Infesla, do conselho de Boticas, alm
das Ires exislenlet em Malozinbos, povoacao de N.
Sen|mra ila Hora da villa de Boticas e de Leca de
Balio, e 19 de inslruccao primaria para o seto femi-
nino para cada um dos 19 conselhos do dislriclo,
devendo a que pertence ao conselho do Porlo ser
collocada na freguezia de S. Joao da Foz do
Douro, sem prejuizo das seis exislenles na cidade
invicta.
Aulorisou se a transferencia da feira de Bailar
dos dias 16 e 17 para os 17 e 18 de abril, nesle anno,
por se o primeiro santificado.
1 Menudo expn-ir.io do actual lenle da sexla ra-
deira da escola medico-cirurgica do Porlo, mnden-
se cumprir a regia porlaria de 22 de junho de 18119,
afim de que o dilo lenle e respectivos alumnos e-
nham ingresso na enfermara dos exposlos da roda
desla cidade para o esludo pralco das mole-lias dos
recem-nascido*.
Etigiram-sc esclarecimenlos acerca das escolas
parliculares de cnsino primario de ambos os setos,
com declararlo das suas localidades, e do numero
de alumnos que f. qoeutam estas, hem como as aulas
regias, lano de cnsino primario como secundario,
exislenles no dislriclo.
Approvou-se o eslabelecimento de nma fera de
gados, cereaes e oulros objectos, na praqa de Nossa
Senbora das Neves da villa de Vallong.o, no dia 3
de cada mez.
Mandou-se levantar a planta e fazer 'o on.amento
da despeza para as seguinles obras di.striclaes: um
pnnlilhao na ribera de Labruge, junio Calvelha,
prximo ao mar, nos limites dos conselhos de Bou-
ras e villa do Conde; conrerlos da cslrada cenlral
do Porto para a villa do Conde; e de Santo Thxr-
so para a poute de Vizella, em S. TUom de e-
grcllos.
Delibero-se que fossem impres*os c distribuidos
os relatorios, nrcamenlos, cartas e deliherarues da
junla qne as approvam.
Approvou-se a rrarao de urna casa de .asxlo e cor-
rercaopara as miilheres, cujo eslado de dosvnlimen-
to, resnllndo da sua prostituirlo, exige protceijao da
auloridade.
Solicilaram-se esclarecimenlos acerca das feiras ir-
regularmenlc eslabelecidas em algnns conselho* vi-
ziiihos do Porlo, nesle anno. .
Man hue ao governo civil a proposta sobre a
urganisaran de urna enmmissao permanente d e esla-
dislica disli irlal para a lomar na devida co nside-
raco.
I*rocurou-so saber se as cmaras municipaes li-
nham o livro denominadoAnnacs do .Municipin
na conformidade da porlaria de S de novembro IS7 ; bem romo o Tombo meneo.nado no arligo 119
do cdigo administrativo.
Aulorison-se o governo civil para fazer a despeza
c mercados, de Leca da Palmeira, e Malozinho do
conselho de Boucas.
Resolveu-sc, que fossem convidados os membros
da mesa desla junla, a encarregarem-se no intervalo
da sesso, do regimenlo para a junta geral desle dis-
lriclo.
Exigiram-se esclarerimenln*. sobre as intmarOes
mencionadas no arl. 2. do til. 1. das providencias
sobre a administrarlo econmica dos exposlos do dis-
'riclo, organisadas pela junta geral do mesmo di*lric-
lo, em conformidade do decrclo de 19 de selcrr.bro
de 1836, approvadas em 16 de mareo de 185^;e
acerca da* visitas ordinarias e extraordinarias, feilas
s rodas do dislriclo, cm conformidade do art. 2. do
til. 6." das dila* providencias.
Approvou-se o estabelerimenlo de tima feira na
Quinlans, freguezia de S0 Cosme, ronselho de Con-
damar, as quintas feiras de cada semana, para se
exporem venda, gados, cereaes c oulras mercado-
ras.
Transfcrio-sc a feira dos 11, da Vanea de Sao Jor-
ge, para Margaride, no conselho de Felgueiras.
ltrromniohhiii.se ao coverno civil, que solicitaste
lo governo as providencias neressarias para se dar
execucao ao Jj 3. do arl. 12, til. i. do derreto de 18
de maro de 1838, que mandou applicar para a sus-
leulaeao do asylo porluensede mendicdade. amela-
de dos legados nao cumprido*, que e pagavam
s exlinclas corporarrtes religiosas, ou a qaaesquer
oulros estabelecimentos nos conselhos, que formam
o dislriclo do dito ttylo.
Dcliberou-se que fossem annualmenle consulta-
dos, por via| lo governo o civil, os conselhos|academi-
cos e escolares de todos os eslabelecinienlos Ilitera-
rios, st-ienlifiros e artsticos de dislriclo, sobre as
necesidades do ensino publico respectivo, c melho-
rameulns de que rarecam of mesmos instituios.
Foi cleilo Ihesoureiro geral ,1o districto, o cidadao
Joao Antonio de Sonza Gnimaracs.
Pediram-sc iuformaresacerca do edificio em que
se acha a academia polylechnica, eo collegiudos me-
ninos orphaos ; c sobre a rapacidade de nelle se col-
locarein lodos os esabeleriinenlos scienlificos, e.ar-
tislicos do Porlo.
Resolveu-se, que para a dislrihuicao das quolas,
para as despezas dos exposlos e do dislriclo, no anno
econmico de 1855 a 1855, se adopuMae a base la re-
ccila ordinaria dos municipios, constante dos-respec-
tivos ornamentos, com as modificaees adopladas pe-
la juula geral anlerior.
Fez-se o regulamrnln para as cxposiraSes de gado*,
no anuo do I85 a 1853. Cumpriram-se lodas as
atlribuices conferidas junla, pelo regulamcnlo de
2 de marre p.issa.lo, c nnmearam-se Ihcsoureirot pa-
la as etposires : do Porlo, Joao Antonio de Souza
(uimaraes ; e para a le Pcnafiel, Rodrigo Xavier
Pereira Freilas e Be?a.
Approvaram-scas conlas apresenladas pelo gover-
nador civil, relativas aoanno econmico de 1832a
1853. Urna copia da conta geral acompanda esle
relalorio.
E\igin-se que na s*sao seguinle fosse prsenle
junla una coala de debiln e crdito do cofre dos et-
postos desde o t. de julho de 1850]al 30 de junho
de 1851.
Invesligoa-se o estado da conta e o resoltado da
convencao feila pelo governo civil com a cmara
municipal de Gaya, sobre a amorlisacao da divida
al 30 dejunho de 1850.
lndicaram-se obras districlaes mais argentes que
convinha fazer no anno econmico de 185i a 1855,
deitondo a maior titilada ao zelo e inleresse qae pe-
los mclhoramenlos materiaes do districto loma o go-
vernador civil.
Kespondeu-so por esrriplo, na conformidade da
proviHa da tccao do ronlenriiis i adminislralivn do
conselho de etlado, sobre o recurso da cmara mu-
nicipal rio Marco dcCanavezes, relativo quola da
contribuirlo predial que lhe foi repartida.
Approvaram-se diversas providencias para a me-
lliniadminislracao econmica dos exposlos do dis-
tricto.
Disculiu-se c approvou-se o orramenlo da receila
e despeza do dislriclo, que sobe por copia presen-
ta do governo de V. M.
Recommendou-se a mais severa ecouomia as des-
peza* a cargo do cofre do dislriclo c aclividade na
cobranca dos rendimenlus dislriclacs. c o .iperfei-
roamcnlo do melhodo da conlabilidade, exigindo-se
do governo a publicarlo dos modelos e regulamen-
los necessarios.
Deu-se despacho a onlros negocios comante* das
actas e mencionados na consulla geral das necessida-
des c melhoramcnlos do districto, que na dala de
boje sobe lambem i presenca do governo de V. M.
Delibcrou-se finalmente que ueste relatorio se
chamasse a allencao do governo de V. M. para as o-
bras indicadas na consulu geral de 27 de marco de
1832, constanle da synnpsejunta.
A junta geral procuruu desempenbar as atlribui-
cea que as leis lhe coucedem, e melhorar a admi-
iii-lrai..io do dislriclo a seu cargo.
Dos guarde a V. M. come lodos os Porluguezes
vemos mister. Porlo o sala das sesses d junla
geral do districto em 8 de abril de 1854. ( Assig-
nados ./..'i./im l'ellnso da Cruz, presidente ; Jo-
s Alaria da Silceira Torre*, secretario.
Ilelacao das obras mais urgentes, mencionadas na
consulla de 27 de de marro de 1852. a que e
refere o relalorio de 8 de abril de 1854.
1. As estradas que ligam a cidade do Porlo, com
as |in\.ires mais importantes do paiz.
2. A conslruccao do lanc.o da estrada desde a mar-
geni esquerda do ro Douro, al bandeira de Villa
Nova de Gaya, com audiencia da cmara municipal
respectiva, antes de se appruxar a planta c orramen-
lo desla importante obra.
3. O melhoramenlo da barra do rio Douro.
1. As obra* necessarias para lomar navegavel o
rio Ave. desde a sua foz, at ponlc do* ('.aicos.
Porlo c sala das se-scs da junla geral do dislriclo
em 8 de abril de 1834. Esla conforme. Jos
Mura Silceira Torres, secretario. {dem)
----- i itiaiti
Naufragio do Arctlc.
As particularidades do naufragio do Arclic conl-
nuavam a oceupar a allencao publica no motlenlo
da partida do Cunada que sabio de Nen-York a 18
de outubro.
Para nao repetir algumas cirruinstancias, publi-
camos um nxlraclo da caria do capilo Lucio, dirigi-
da a .Mr. Collins, a qual encontramos no Jornal do
lacre de 2 de novembro :
Ela narraran corneja pela mencao das primeiras
peripecias desle drama doloroso, j conhecdas. As
evplicaces as quaes enlra o bravo capilao, pruvam
desgracadaiuenlc o abandono quasi geral em que
necessaria para se cobrar os lous legados deixados se vio da parle da gente do bordo, lano tos mor-
aos exposlos por D. Joscpha Delphina de Catiro, c nheiros, romo da dos homens emprogados no serveo
pelo rnnego Thcorioru Pinto Cociho de Mntira ; epa-l das machinas. No inoinctilo cm que o navio so-so-
ra abrir um crdito suppletneiil.ir com audiencia do hrou, somenle um ollicial. Mr. Dorie, cunservara-se
ronselho de dislriclo, se a somma volada n.lo fosse I a bordo para ajudar os pastageiros a formar urna
suficiente. I jangada, da qual sabemos o Irisle lim. Eis aqui pois
Hei'oiniiieniloii.se especialmente ao governo civil, I os tristes pormenores que complelan a narrarn do
que activarse a cobranca das quolas, que eslao de-1 bravo e infeliz commandanle do .Irclic:
vendo ao cofre geral do dislriclo as cmaras muni- i De repente, pelas cinco horas menos um quar-
cipaes. | lo da larde, o navio afonda levando comsigo todo*
Pcdio-sc ao governo civil, que informa-so, se ha quanlos cslaavam a bordo.
alguns trabalhos relativos carta lopographira do
districto ou dos conselhos do mesmo.
Approvou-se o eslabelecimento de urna feira em
S. Mamede de Infesta, de gado*, cereaes e outras
mercadorias, as quarlas-feiras de cada semana; re-
gularisou-se e melhorou-se a organi-ar.lo das feiras
Achei-me inmediatamente na superficie d'agua
leudo o meu pobre lilho nos bracos ; mas senti-me
de novo arraslado a urna grande profundidade. An-
tes de lomar a vir a cima quasi morro, e deitei es-
capar meu filho, vollando superficie, depnrei com
c om orna scena terrivel e pungente ; mais de duzen-
las pessoas, homens, ranlheres e meninos, luciendo
no meio de destrono* de todo o genero, chamando-se
u'ns aos oulros, e implorando o soccorrs do reo. Nao
permita Dos que eu assisla a oulra scena* seme-
lhanle *
a Procurava salvar meu filho, quando nma parle
do i a m bnr surgindo de repente com a ponta para cima
rocou-me a cabera,e foi dar com todo o seu peso con-
tra a cabera do meu querido filho. Um instanle de-
pois euo vi morlo sobre a agua.
i Consegu trepar no tambor com 11 companhei-
ros. Um driles deixou-nos para iragarrar-se a outro,
destroc com medo de queo nosso refugio nao puries-
se sustentar lana gente. Os oulros licaram al que
a mm le os viesse separar. Eslavamos com agua al
aosjnelbos em temperatura de 45 graos, e de vez
em piando as vacas pas*avam directamente sobru nos.
Env breve ardmonos separados de nossos companhet
ros que se linham refugiado em oulros fragmentos, e
passamos a noite soppondo que cada hora seria a ul-
tima. ,
i Emlim appareccu o dia I a o lesejado: eslavamos
rercailos le um espesso nevoeiro : nao se avislava
vvenle algum, a excepto do nosso grupo que com-
punha-se agora de sele pessoas. Pelo decurso da ma-
nha vimos algumas barricas d'agua e outras rousas
que vinham do navio, nada porcm podemos alccncar
que nos subminislrasse algum allixin.
Mossa jangada desfazia-se rpidamente propor-
r.Vi que enebia-se d'agua.
a Pelo meio-di M. S. M. Woodraffde New-York
vio terminados seus soflrimentos. Todos os oulros
romera)am asollrer cruelmente pela falla d'agua,
excepejo de Mr. George F. de -Alien, e de mim.
Nislo Tomos muito felzes porque nao lindamos urna
golta cf asna na jangada. O dia rnrtservou-se nebulo-
so, excepto ao meio-dia em que durante tima meia
hora tivemos um horitonte perfeitameule claro, mas
sem ver oulra coua mais que agua e co. A noi-
lecadio espessae desoladora, Irazendo aos nossos es-
pritus a con)iic.'io de que nenlium de nos vera a
luz lo dia seguinle.
Em breve onlros tres, de nossos eompandeiros fo-
ram pela mor le li ires de todas essas angustias : ape-
nas restavamos en, Mr. Aliene nm mancebo; senlin-
dn que me extenala senlei-me pela primeira vez s
8 doras da imite em urna malla que achava-se ahi pro-
videncialmente. Dorm assim um pouco dorante a
noite c recobrei algumas forras.
Eslavamo* no sabbado 29 urna hora antes de
amanherer o dia, quando percebemos pcrlo de no*
a luz de um navio. Pozemo-nos lodos Ires a chma-
lo al esgotarmos as nossas forras. Um quarto de
hura depois a luz desapparcecu a leste, mas pouco
depois da aurora, appareccu nm barco do lado^o
norueste.
O nevoeiro havia-sedissipado um pouco, o barco
pareca dirigir-te para mis -, mas no fim de algum
lempo mtidou de directao deiando-nos no desespe-
ro- Com ludo occorre-me a idea de que alguna de
nossos companheiros de infortunio podiam ler sido
vistos e salvos por elle. .
ludamos perdido toda a esperance de salvaran
por esse lado, quando descubrimos a leste um navio
de tres maslros, que vnha direilo sobre nos. Segui-
mos sua aproximarlo rom a mais viva anciedade. O
vento ebegou a mudar, e o fez modificar o curso.em
mullos pontos.
Felizmente pelo meio dia a (ripolar.lo descobrio
um homem fluctuando sobre urna viga : o segnndo
lente de bordo para talva-lo lancon-sc ao mar,
pa--soii-lhe urna corda em lomo do corpo, e conse-
guio faze-lo icar al ao navio.
Esle homem era um Francez, passageiro do va-
por que lindamos abalroado. Elle informen o capi-
lao do navio de que pcrlo llalli fluctuavam onlros
nufragos. O capilao tnbindo aos maslros descubri-
nos assim como a Ires companheiros mai*. Fomos os
primeirot a quem se enviou nm barco, e a Ires ho-
ras depois do meio dia estavamos saos esalvos a
bordo. Salvaram-se depedt Mr. James Smith do
Mississipi, passageiro de segunda elasse, alm de cin-
co dot nos*os locadores de folies.
O navio era o Cambria qua ia de Glasgow pa-
ra Monlreal, commandado pelo capilao Jodi Rutsel,
o mesmo que havia sido salvo oulr'ora pelo capilao
Nye do vapor Pacifico.
a Nao leudo etpresses que honren) assaz o capi-
lao John Russel pelo tratamento que cada nm de
un- recebeu delle durante nossa demora no sau na-
vio. Para coufortar-nos, aacrificoo seu proprio enm-
m...In. O reverendo Mr. Walker, sna mullier, e ou-
lra pessoa, passageirot do Cambria, nao pouparam
esforco algnm para o nos*o bem-eslnr. A eslas pes-
soa*, assim como a lodas de bordo, do eremos urna
graiidao eterna por sua bondade sem limites para
comnosco.
a Pelo Francez que se salvara soubemos que o va-
por que (inhamos abalroado era o Tela, que ia de
S. Pedro para (iranville. Segando podemos verificar
o I esla navegava na dire.-rin de les-suesle, e cru-
zava nossa derrota quasi de dous pontos, coro lodas
as velas aberlas c vento nesle-sadoeste. O cepo da
ancora de perto de sele pulegadas quadradas enlrou
na proa do Arclic quasi dezoilo polegadas cima da
linha das obras mora*, urna abertura enorme foi ao
mesmo lempo feila. quasi dous pos abaixo da dita
linha, pelo denle da ancora que arrancn o casco
de dimite para traz. O cepo lirou no flanco do nos-
so navio. He possivel lambem qoe na abertura da
proa do I'esla tima las tongas roldas de ferro que
formavam o cateo deste navio tenha penetrado no
flanco do nossoe causado a sua perda.
Cheguei a Qo'cbec onde achn-me sera um cnti-
mo. Preparo-me para deixar aquelles a quem devo
lanas obrigar,oes e vollar ao men lar dometlico tor-
nando a New-York.
Sonde honlem do medico da quarentena qua o
l'esla chegon a S. Joao...
a E*la (arde embarco no vapor para Monlreal.
James C. Luce.
O capilo Lucio enx ou mais outro despacho an-
n um ion Jo que Madama Collins, sua filha e seu filho
nao acha van a no bote que Uo desgraradnmenlo
virara com a precios.) carga, mas eslavam sobre o
cotivez no momento em que o Ai' -tu- afondando ar-
raslara lodos ao abxsmo.
Os nomes daquellcs que l.io milagrosamente esca-
paran! ao desastre san Vrederco May, G, F. Alien,
James Smith, passageiros, J. A. Conel, marinheiro
do l'esla, e cinco homens la lripolar,ao do Arclic.
Todava nao ha noticias de tres botes, um com-
mandado pelo lente (ourley, outro pelo machi-
cbinitla, c o tereciro emlim pelo carnireiro do na-
vio, pode-se paranlo esperar qua alguns mais le-
nli.im -inseguido salvar-te.
O numero das pessoas salvas he 88, enlre as quaes
22 passageiros, 65 que faziam parte do pessoal do
Arclic, e um marinheiro do l'esla.
O numero (taquillas, cuja serle ignora-se ou que
sabe-sc haxerem perecido he 334.
2l2pas-agciros, comprebcudida o lilho do capito
Lucio.
110 homens da tripolacao do Arclic.
12 homens da tripularan do l'esla.
Parlindo do Canad o capilao Lucio ia de voll
para New-York.
Celebrou-se um funeral a bordo da fragata fran-
cez.) Iphigenia pelas vctimas do Arclic.
{Monitor CnicertaX.)
O Times Irantcreve do jornal de San Pe ersbur-
go o seguinle arligo :

mal I
II ata


.

O exeicita anglo-francez passou do uorle para o
ut o Sebastopol, mudando assim completamente
ji nae ,l0 suas operao.oes. Elle exccutou esta evo-
lucao por urna marcha < peno,!,cos rtogeiro nlo achn express,^
uiuuciile. para toovar a habilidade desla manobra.
Scm querer depreciar o seu mrito, he justo que
ao menos mencionemos e expliquemos as operaron
lo principo Menschikolf contra o iuimieo. Depois
da balalha -di Alma, o principe, Mo adiando so-
bre o buha nem sobre o Belheck una posicilo has
Unte forte para dar urna nova batalha. alravessou
O Icneinnva e concentrou suas torcas om una po-
urau a leste da cidacle, drixaiiriu nos fortes que de-
nadan o uorte da prar* mu numero de tropas suf-
licientc. '
O inimieo marchou en frente, passou o Kalcha
c o Belberk, e alcaucou asallur.s que cercara os for-
tes do norte. A posicilo do principe Meiischtknir
era desventajosa, porqua dcixava ao inimigo o po-
der do interceptar as conimuiiicarOes directas com
o interior do imperio. Kra necessariu pois (roca-la.
e fot o que fez o principe execulaudo coui grande
audacia urna del luminosa.
Elle alravessou o Tcherniva sobre una simples
ponto e niarcliou sobre ilulrhi-Serai na noile de 24
pira detttembro. Elle execulou durante a imi-
to esta marcha, c achou-so. no dia 25 |icla manilla
ni valle de Bilchi-Serui sobre o flanco e retaguar-
da do iaimigo, asscgurnmlo a liberdade das suas
riiumunicaccs com o interior do imperio etom os
reforcos que esperan.
A nova posir.io do principe seria prejudicial ao
inimigo, se este quizesso atacar os fortes do norte,
ro por essa causa que o inimigo u.lo procurau ala-
car os fortes, pelo contrario -lomou a rcsolucdlo de
mudar o ataqoe do norte para o sul de Sebastopol,
torneando a cidade a leste.
Vamos esclarecer llgumoS circumstaucias que per-
iiiildrAo formar uin juzo imparcial sobre as upe
raga de ambos o. partidos. O principe M-nschi-
kori tinha de marchar sobre inonlanhas e sobre iim
so caminho qua do lugar ein que asta a lldeia Ma-
cktiiue, iao dislava seulo i vOrstot ( > mil tocias,
dos poslos avanzados do inimigo, de cujos acampa-
mentos avislava-se o fogo ness distancia.
O principe nlo po.lia cobrir a ana marcha com
o- mcios que coslnma-se emprear ordinariainenlc
Beata caso, porque eonvinha antes .!e ludo nao al-
Iralnc a alinelo do inimigo. Nesta posicio elle ric-
via evilar um combata que retardarla a marcha de
sin columna. O principe marchava com a loa e-
quipagem e um trem de hriilliaria. Todas as dilli-
ciild.ides foram vencida*, e nossas tropas tinham
ehegtdo na manida do dia 25 a um lugar que o ini-
migo nao poda imaginar.
Nossos inimigos executavam lambem, e quasi ao
mesmo lempo, urna marcha de flanco, porm em
circiimslancus multo man favoraveis. De Belberk
c da planicie que oceupavam no dia >i, nada tinham
qua faier para alcancar o caminho que desee al
Ichernaxa senlu ganh ir a aldeia Mackcnzie. O
liiunisu exeruluu esta evoloeta sem ser percebido,
poique a aldeia Marken/ie rita a 16" versles do lu-
gar em que estavara nonas tropas acrscenriu que
Mellas existan) militas collinai cuberas de bosques.
>e o principe Mensehkuir quizesse atacar inimi-
go cm im marcha, nflo o pudciia faier seulo por
um caminho que sabe de Belheck i aldeia Mackeo-
/lo no pspaco de ;n vendes. O inimigo podena enl-
locar ligninas baleras cm boa posirlo sobre as al-
ineas para nos deler lauto lempo quanlo tosse ne-
eenariy para que a columna nlo podesse execular o
sen Bovimeoto sem grande perigo. O inimigo li-
nha a grande vanlagem de marchar sem artillarla,
sondo as suas peras parlliramenta transportadas por
a*r para Balarl ua.- (luem tiver visto marchar um
corpo de tropas, quer s-ja um excrcito, qner um
balalhao podera apreciar a diOernca que ha entre
urna marcha com arlilhari.i o oulra scm ella. Era
nc:cssano que o principe Menschikoll evilasse o
combate duranle n sua evolucSo, por isso que o ini-
miao achava-se em inelbor posirflo. Os inimigos pelo
contrario marchavam de lal sorleque um ataque su-
bre os sem flancos n,lo Iraria pira elle* inconveni-
ente algn, porque o principe, em virlude (lana-
lurea do terreno, n,1o poderla combaler sena cm
posiroes mui desvanlajosas.
No dia 18 deoiilubro entreverara de SainH'elers-
burgo u Prtsse de Vienna o seguinle:
O conde Nesslrode levo liontcm urna longa enn-
lerenciacum o imperador Nicolao em Gatehina.Poo-
co dcpois, um corrcio foi expedido para o erobaixa-
dur tus-o em lierlim, com um despacho coutendo
inslrucrfies sobre o comporlanicnto que deve tero
mesmo em virlude das tentativas de reconciliado
que houve entre a l'russia ea Austria.
O gabinete russo estabcllcceu no-la nota os prin-
cipios segundo os quaes pretende obrar cm todas as
eventualidades possiveis. Nella Mu) mostra-se de
modo algum dispn-to a faier concessoes e declara
qia^r inantcr, e.n loJas as ciicumstancias, a poli-
liciTquclem seguido ale aqu no Oriente. Anda
' mesmo que Sebastopol leja rendida,e que a Criinei
se perca, a Rosta nflo ceder de modo algom os di-
reilus que Ihe foram assegurados no Orieulc pelos
tratados.
A Rosis, diz a nota, he o Estado mais pode-
roso do Oriente, e ella o ser sempre apelar de todos
os revezes. Ella nao poz ainda em movuneuto suas
rorcas prfnripaes, e as potencias occidentaes anda
nao tem de quo Iriumpbar. n O embaixador russo
em Berlim deve ler esle despacho ao presidente do
consalho, M. de Manleiiflel, |iorin cm deixar-lbe
copia, iiizem que o imperador corrigio pessoalni-n-
le algumas passagens do projeclo redigido por M. de
Nesselrodc, quo nao parecerain-lha bastante enr-
gicas.
As tropas da estaclo do mar Branca chegaram
aqu lmje ; ellas permanecern durante oito das ua
cidade e depois partirao para o Sal.
Escieveram-nosde Berlim no dia 30 do oulubro o
seguinte :
Sabemis comvorteza que hontcm cxpeilio-separa
Ssint-Pclersbtirgoun despacito prussiano, por um
Corran do gabinete. Aflirmam que o mesmo de-pa-
cho he concebido em termos fortes,e que declara ler-
minantemeiite que se o gabinete russo continuara
pernunccer sordo a ludas as represeulai.des justas, a
Prussia e os outros Estados allemaes nao lerao na la
inais a escolhcr senAo o seguir os passos dirigidos
contra a Russia.
Afiirmam-nos que a viagem de M. de Pfordten a
lierlim fi procedida por um accordo entre todas as
cortes que foram representadas cm Bamberg, de mo-
do-que os pontos sobre que coucordou-so aqui com
M. de Pfordten sao obrirfalorios ao mesmo lempo
para todos esses governos. Esle farto be importan-
le, porque dele modo podo esperar-sc que as de-
librraroos que ilevem ler lugar no seio da Dieta a
respeito da poaigta da Aliemauha lodos concoidarao
prom pamente.
Asconretencis de Berlim tendo sido terminadas
definitivamente pela remessada nota prustiana para
S.iinl-l'elersburgo. os risos ministros M. M.de Pford-
ten e de Beust, deilirio Berlim a malinas, e pri-
meare ir para Vienna e o segundo para Dresda.
Eis um novo documento relativo aos negocios do
(trenle : he o despacho ronlidcncial dirigido por M.
de Hanlcullel ao conde de BemslorlT, mini-lro da
Prnsda em Londres, para declinar, em nome do ga-
binete de Berlim, toda a solilariedade com a ola
pela qual o coade de Ncsselrode rcpclliu asqualro
garanlias.
A S.Exc. M. o conde de TuslurlT, cm Landres.
(Confidencial.)
Berlim, 5 de selembro de 1854.
A'r. conde.O despacho do conde de Ncsselrode
ao principe orlschakor com-dala de 14 do agosto,
o qual live a honra de Iransmitlir a vossa excellen-
cia, fol-nos coinmunicado pelo enviado da Russia
romo anneko a oulro despacho do mesmo da dirigi-
do ao bario de Budbcrge igualmente aqui junto |
copia.
Tivsfos ocrasiao de admirar-nos da cspecic'de
solidaricdade que ahi se nos ontorga em relarau .is
declarar,,ws anieriores do gabinete de Siint-l'elers
burgo, c ila qual declino pelo despacho junto por co-
pia dirigido ao bario de Werilier.
o As (las pecas annexas nao sao principalmente
destinadas acodo a informarao pessoal de vossa ci-
eellencia, porm don-Ihe a permissao mencionada
em suas canversagdes co-u lord Clarcndoii. Esto
ministro poder convencer-se pelas maneiraa porque
me prouunciei para rom o barAu de Worthera res-
petlo das qaalro garantas que, sem as considerar
romo base exclusiva de tu la a negociar,ao o scm en-
tender porronseqneucia cnnlrahir debixo deswa re-
larao obrjgaresjiovas, o rei nosso angosto soberano
be todava de parecer que ellass.1-> de uaturiza pro-
pria i formar o laro de un arranjamciilo fulurn, c
que Mebaixo de,te ponto da visla S. M. esl e estar
eui|ie promplo a conceder o seu apoio moral, o a
rnanifeslar por isso oquau'o procura provar man-
ler as limiles Iraca.os pelos inlerksse da Prussia,
0 seo concurso aos esforjos commnns das potencias,
dirigidos como lim de urna pacificaro prumpla, po-
raS luravcl.
Por mais de urna vez, senhor conde, lenho-llie
i:'o que nao he o gabinete do rei quo oppocm-se a
que os qaalro representantes em Vienna se reunam
de novo, ese o repito ainda buje, he para acreseen-
lar qur.pnr piuco que as nutras potencias desej-sem
nina rciiniao da conferencia,, o re nao hesitara
rin por nos sem protoroloi uiiia declararlo nosenli-
l'< acuna in.lirado, a qual .isscguraiido aos qualro
puntoso apoio moral c oa lios oflicios da Pro sia,
noria "ira de dovida que ella nao remoliera obriga-
'. s algnma de faze-hq prevalecer por nina eoopera-
rao mil;ar contra a Russia.
\ asas escelleocia iuforme-nos do uso que julgar
conveniente faz-r rieslas observai/ies e du acolhi-
inento que ellas liverem.
Assig/iado, ie Manleuf/el.
Journal dea Drhal.i.)
oiroIe^iSmcoT
GIAHIO DE ERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 15 E OEZEMBRO DE 1854.
Ov.ipor Ttiar.tri chegado lionlem iruxn mala, nem' coosla que r.isse portador de
tazela algiima : e pessoa que fallou com geole de
bardar, a segura nos que rile sahira tres dia- depois
I' Mara II, e que nada liaba ocrorrdo de novo.
PllBtICAOES A PEDIDO.
Comarca da Boa-Vista.
Os nconlecimeulos. que nerles ullimos lempos se
I ao realisa lo na comarca da Boa-Vista, as medi-
das, que 1 seu respeito tem o governo lomado, 8.1o
de uelurea, e gravi-lade lica, que nao obslanle a
poura Importancia comincrcial, civil, e uolilica da
mesma comarca, e a sua distancia ilp (ljenlas le-
guas, ilsillam i allenran publica desla prrineia
para aquello lugar, e rlianiaiii mui particularmente
para elle os cuilad.is do governo, as vi-las da assom
blea provincial, e lo.la lUencio da policia. Nesles
lermosjendu cu sido jui/, de dircilo della por espado
de fi 7 anuos, e bavemlo ha poueoms retirado dal-
li. leslemuiilia ocular da maiur parlo desses succes-
sos, eauloridade, quo para elles ped, e live afortu-
na de ser allen.lidu, algumas das medidas, que prin-
cipici i por, c l deixei se pondo em cxecuc,.1o; ago-
ra que a casualida le me fez pastar porcsla illuslrada
capilal, euleudi que ilevcria aproveilar a ocrasiao
de fazor ao publico della urna pequea exposirao
daquelles successos e do Miado, em que deixei' a
mesma comarca, corlo e seguro, que se nimio bei de
peccar no desempenho das regras, e estylos prnprios
de Irnbalhos d-sla urdan, o que se me deve relevar
ecn alinelo ao meu nem um tlenlo, e inlcira falla
de pratica de escrever para os prlos, cm nada lam-
bem fallarei a verdade, que lauto ueste ponto, como
em todos os mais he oeasencial do ludo.
Desde que se croou em 1K1X a villa da Boa-Vista,
primeira sede da comarca de-te nome, que foram
sempre anmalas, c exrepcionaes as suas circums-
tancias: crela em um peqoeno povoado, silo as
Ierras da fazendl dos C.urips da pertenrao do
l.uiz de Carvalbo Brandao, e sua familia,servio esta
opporlunulade de razao para que esle magnata ila-
inellas paragens se caparilasse de que da mesma
forma que era elle o propnelarin da fa/enda, e o c-
'ihor dos aggregados della, assim lambem, jore pro-
prio, Ihe perlenria o dominio da villa, e o usufructo
de suas iiisltuiroes. Preoccupado desle tcrrivel c
fatal pensamenlo fe* logo osmaiores excessos para
bler, romo obleve, a Oomeaeao de prefeito da co-
marca, conseguindo alm ilisso a presidencia da c-
mara para sen cimbado Francisco Antonio Xavier,
as cadeiras de Toreadores para o* seus' cmplices, a
Iodos o outros cargos, ainda mesmo os de menor
importancia, para os membros de sua familia, ou
pOMoas de seu sequilo, do sirte que. exeepcao da
vara de direilo, e da promoloria publica, para cujos
empregos se requer exclusivamente um titulo acad-
mico, o na familia Carral! Brandao nao llu-
via um sii prenle, que o possuisse, ludo o mais ca-
bio deh ixo do culello desla primeira conquista, e
fez parle das novas prbpredldeede l.uiz de Carvalbo
Brandao. Tambem nao he islo cousa scm exemplo,
nem fura dnrominum; tolo o mundo sabe, quo por
eses centros a maior parle dos povuados sao pro-
pnedade da familia mais abastada, ou mais experta,
que nelles lia ; e que he contra este esnilbo, que
ordinariamente quebram os Baritel as autoridades,
que tOo de fora, e quequerem cumprir com os eus
deveres.
Como o principio, e o lim do Uto esforzada arqui-
sirfni deempregos nao era O amores utilidadcdo bem
publico, senao a satisfar iodo mal mais torpe e as-
queroso inleresse particular, em breve moslrou o
vill.io as unhas, que al abi conservava orcullas: os
despotismos, as latrocinios, as cxlorses e as iniqui-
dades eram os aclos, que diariamente praliaava a sa-
cia de empregadm de Luis de Cirxalho Brandao:
esle miseravelSe qoetxava do despejo que fo.-a
obrgado execular para ceder a sua illia a um prepo-
tente que Ih'a loinou; aquclle rico reclamava con-
tra a titanio, que ihe fazi.im do dicheiros quo nao
lev.a; a cuai clamara por seafilho nico, que fora
pecado para recruta; tres a qualro cont de ris que
liona a cmara de rditos das iium-rosas e ferlilissi-
mas ilhas que forinam o seu patrimonio, e de oolros
provenios, yoaram pelos ares; qualro a cinco tontos
do ruis de producto da colleeloria desappareceram
por entre as unios de Lili/, da Carvalbo c seu cunha-
to Francisco Antonio Xavier; o cofre dus arbaos
eoiliui ticnu redolido s labaas com que fora
feilo, e oste cifroo-se toda a governanca des-
te valenlao; c o que' puior he, nao se deseo-
ore remedio para se ba^tr estes roubos; a thesoura-
ria (honra Ihe teja feila] tem randado de empregar
diligencias para cobrar o dinbeiro da nacjko e nada
tem conseguido, acamara lambem nfu pode arreca-
dar o sen, porque a cmara desde 18:VS, que so ias-
lalloa em cjisa de l.uiz de Carvalbo. ale eslji data
anida de l nao sahio ; tanto lom elle sabido se per-
petuar Itesla corporarao. alias iiQporlanlissima para
o governo e para a poltica emlim o cafre dos or-
phos, esse lirou roubi lo, c roubado pira sempre.
Iiois que nao lia de baver jiiiz de dircito, que para
faier repor cm correieo. .dinbeiro de oiphaos. que
ja esto desengaados delle, se queira mellcr no risco
de ler a mesma surto que leve o infeliz crioulo da
iilia dos l-'uzis de nome Jos Tbomaz que all expi-
rou o annopassa lo com nina cuidada na cara, una
estocada no pcilo etqoerdo, oulra na verilha do mes-
mo lado, o entre rasgado, as eolranhaa arrancadas,
o aliradas ao rio para seren devorada- pelas pira-
nbas, e o corpoafogado preso urna podra por lima
corda amarrada no pracofo, todo executado, como
he publico o nolorio naquelle lugar, por ordein
de Luiz de Carvalbo Brandao, e |ielos seus propnus
coleados os cabras Manuel Jerouvmo, e Keiix
l'iu, ajudados por un ramigerado "faccinoroso de
nome Pedro Andr, o maior e o miis intimo amigo
do mesmo Luiz de Carvalbo, que para estas e ou-
tras execuces o conserva dentro de sua casa, damlo-
Ihe entrada no mais recndito della, de sorlc que
leudo elle consigo constantemente mais de dote fac-
ciuoras, porque lambem nem um Ihe cxcrula lao
sen paladar as ardeos, como eja o lemivol cabra
icabueiado Pedro Andr, nem mesmo um lal Le-
indro, que he oulro cabra nao menos respellavel.
. lie verdade que o juiz de direilo daquella infeliz
comarca, nes-c lampo o l)r. Alexau ir Bernardino
dos Reis c Silva, como magistrado inlcgcrrimo, il-
luslrado c cirrumspcclo que #ra, e lie, se oppuz
essa randalosa tadreeirn, c coiubatcu a Lu/, de
Carvalbo, reduzindo-o aoeslado de andar elle, quan-
do precisava ile vir villa, escondido pelas lascas
e lupanares della, behemlo e jugando com os solda-
dos de policia, c saciando com a> quadnlha de cabras
que inscparavelmenlc o aeompanliam porto la par-
le ; habito esle, qoe ainda boje o conserva, nao
obslanle a grandeza cm que se acba. enllocado ; lano
pode a torca do costme, quando encontra um ca-
rcter vil c baixo, o urna educacao anloga. Com
esta opposic,ao ficou Luiz de Carvalbo um pouco
mais comedido, nao ha duvida em suas ladrociras e
desatinos; licou porem o inelbor no tinleiru, que
era a restituirlo dos roubos, que nao repoz nem re-
por em quinto for vivo. Subi ao podera politiea
do i de fevereirn, que enleinlcu ser preciso para o
seucslahelecimonto naquclla comarca reslabeleccr
Luiz de Carvalbo cm seus foros para delle tirar os
serviros de que neceesitava. Sao t.1o pblicos os
fados que (iveram lugar ua Boa-Vista, ficou (ao
borrivclmente afamado o nome de Luiz de Carva-
lbo Brandan nes'.a provincia, que me julgo dispen-
sado do escrever a historia daquella comarca nessa
poca ; crcio nc dizendo eu. quando all rhcguci
cm novembro de I8i7, o aehei fcito primeiro siihs-
lilolo emexercicio da vara municipal o dosorphlos,
delgalo, presidente da cmara*e do collrgio elei-
loral, coronel chele de leghto, o senhor de lodos os
outros empregos, que fazia servir por seus fmulos,
leiibo dito quanlo basta para que nina iutelligencia
por mais curta que seja posea comprehender e cal-
cular quantusdesatinos, arbitrariedades, despotismos
c la Iroeiras, nao praticaria um hoincm idiota, e
quasi analpbabete, valenlao, vaqneiro, de inslinclo
ero/., educacao grusseira e baixa, c sobre ludo islo
dominado por uiaa sede de vinganra e urna insacia-
bilulaile de avaroza .le que nao me consla que baja
exemplo: imagine sedoquemlo sercjpaz nina besla
feroz desla-, quando tem a faluidade de dizer um
juiz de direilo, romo mim m'o disseque elle po-
da fazer depolado um candidato qualquer, ainda
que isso se oppoiease o governo. Com a aseen{lo
da poltica ile J do selembro eclv psou-se um pouco
a magostado c o poder colossal de Luiz de Carvalbo:
feli/inenle porem para elle e para lodo o seu sequi-
lo esla poltica nao se ostentou alli, como presumo,
que o nao fez em parle alguma. com viscira carran-
cuda e intentos de vinganra. nomenu os emprega-
dos de sua cunlianca e preenebeu os lugares vagos,
rujo provimenlo compele ao governo ; e ni'to so-
mcnlecifrou-sc a sua obra, firando ludo ma:s no
Main quo ante bellum. Vieran as primeiras elei-
Qcs, e Luiz deCarvalhique era seiihor dosvolos por
meio da qualiiirart i que ora feilura sua o do lem-
po do seu reinado. Iriuinpliou complelameutc nellas,
por esle farto reonduzio-se em lodos os cargos de
eleico popular, de que j eslava de posse e o seu se-
quilo, e acastellado uesle reduelo comedn a (ater
guerra actuahda le. O primeiro acto cm que
em ii,iu elle as sua-, forra--, foi na resi-lcnria que fez
u urna ordein de luisra eprisao, expedida pelo juiz
miiiiiripal .Miguel lioncalves Lima para a captura
de mis csrravos que etUvara no poder de orna pes-
soa protegida por elle : armado de ponto cm blan-
co com clavinole ao hombro, facu de arraslo a
cinta, faca de pona pendente uo quarlo direilo, pos
no chao, caira arrogar.da. glblu s costas,
e chapeo -le couro na cabei;a ;quc tiem fardado coro-
nel de legiao. juiz de paz e presidente da rainara e
docollegio eleiloral!! I-'aeompanhade .le fjOlafues,
lodos deslcs rliamadn. lo riere lomar, capetrerba-
dos mesma laia, assim invadi elle a sala de minha
residencia, on le enlrou sem pedir licenra, pror.un-
penrio nenas palavrasaqui tem, meu juiz de direi-
lo, o estado a que me bao re luido os despotismos do
Sr. Miguel Lima ; t i que sinto. meu l)r... be que
nlo \ esse elle em pessoa r,i/.er a sua diligencia, que
quera mostrar-llie para quanlo presta o cabodo
vclho l.uiz de Carvalbo Brdndio : e voss, meu Dr.,
que providencias d.i a islo Trmulo, com a alma
na algiheira eosolhos lixos as armas do cabodo
velbo, Ihe respond nesles termosSr. coronel, eu
tenio fe em lieos que certamenle nao ha dedesam-
parar-me, que hci du acabar tu.lo islo cm bem'.
Nao eonlare mais o que se passou, porque nao he
preciso ; bastasaber-se que a diligencia toi mallogra-
da, que Luiz de Carvalbo cinglo a cora da victoria,
e que o drama lerminoo-se em culremez, dando elle
em sua casa u:u grande pagode em festejo do seu
Irumplio.
Ivu nutro qualquer paiz este facinora teria pago o
arrojo de sua resistencia, o leraeridade ; na Boa-
\ isla porem fu ello appUodido, como um acto de
licroismo, eda mais apurada virlude. .to foi sao
prazer de verificar a grandeza do seu podero, o
uniro fruido, que lirou Luiz de Carvalbo da sua
resistencia; cnusa moite melbor,colbeo elle dcs;a
a.- lo; e foi alear a vara mnnietpal por lal manei-
ra, que des-e dia cm dia Ble ale o em que cu de la
ah, lein-ua elle Irazidu debati dos pos, c della
dispoe, como se fora proftiedarie sua, de cujo um
mi tem quedar ron las a iiinguein. Desla fatal con-
quista, a que para cumulo de riosgraca nssenlio oex-
promolor publico daquella comarca. Jos l'iaiibv-
liuo .Meudes Magalbaei, nasceio os ltimos despotis-
mo., e roubos de Luiz de Carvalbo na Boa Vista: ries-
polismosc roubos, depisdeprempor militas ve/.cs a
minha existencia no maior perito, e me ohrigarem
I instar incessanlemente pela minha remordi, que,
afinal oblive, bao igualmente enllocado o governo e
a polica em serias dliculdades sobre as medidas
inaisjiistis, c precisas I lomar para redu/.ir as pro-
pnrtoes eommuiis esseoabodo valenlao, excntrico a
lodo accae do governo edajoMlca, e que escudado
pela vara municipal tanto zomb de nina, cmodo
oulra censa. Em selembro do anuo pastado amen-
to* ello dentro mesmo da villa, e as nimbas bar-
bas, de parcera com tres criminosos, moedeiros fal-
sos do Rio Grande do Norte, urna fabrica de cu-
nhir prala, a qual so se levanten para ir (rab.lbar
na (azoada de S. Bculo, de sua proprieda.le, depois
da noticia, do que suba feito delegado o capillo
Ponteado.
Em .lias de novembro quiz ello cercar, para o que
anda pnncipiou a reunir ge-u ,,, Carios, o capi-
tau Jos Tbomaz llenriqucs, por Ihe baver esle na
noile antecdeme prendido a um dos faccinoras da
ua comitiva; o que au leve lugar, pnrque esle of-
licial lo.nou a prudente resolur io de soltar o preso,
depois de intimidado para o fazer em duas horas.
Da luctuoso para a Boa-Vista, c do qual cu me nao
rerordo sem sentir o cnrar.lo gelado de horror foi
nesse dia para mim de cierna e melanclica recorda-
clo.que Luiz de Carvalloembriagado e furioso gri-
too om urna orgia de que f..i c le o prcsdeulc. que
era ;u o primeiro, romo chefo da juslica, que havia
ser levado a pao no meio das mas da villa da Boa-
\ isla.
Tal foi a preponderancia, que por esle golpe de
valentia, ganhoii sobre a torra do governo c o ?cu
conmandante, o referido capillo Jos Tiiomaz. que
indo esto Com aquella prender uus assassinos prote-
gidos por elle, a rogo de I). Joaquina Mara da Luz,
equcivando-seesla a.ella Carvalbo da diligenciado
capillo, esrrevcu-lhc a segundo caria, que por si so
be urna prova nlo si'i da arrogancia c alreviinenlo,
como do inmenso poder daquelle clmelo velbo da
Boa-yista; ai-la ipsi* oerbU.Illm. Se Sua casa
22 de fevereiro do 1854. I'oi-me entregue a sua,
na qual me communica os desatinos do malvado ca-
pillo, ceriamente elle sci pagava o que tem feito
com urna lala uo costado, deia-lo, estamos livre
delle, poisj veto or.lem para ser mudado, a I). Joa-
quina e os oulro eslo livre, e aquello besla nao po-
de mais prender a iicnhum. o se assim a quer fazer
he por ignorante, cu escrevo ao Severo para elle lo-
mar medidas, c reprehender aquelle palito, e esloo
quo elle lome termo nos seus desalios, e so conti-
nuar tomaremos oulr.is medidas....
Oue medidas seriam 00881 Seguramente as da
bala no costado, quando nao fosse cousa mais horro-
rosa. Dono da justica po-la em almueda com urna
puhliridadc e de-curamenlo laes, que ni podem sor
cridos por qiiem os vio. como patto o provar com o
seguinte trecho de una caria que para cm meu po-
dar.IHm." Sr.' |>. Joaquina Mara da Luz. Sua
casa 15 de abril de 1854. Como V. S. me nao res-
pondesse a que Ihe screvi.e e-lej wne vendo vetado
comoKr. PihaOlyino [ti. 11. era o promotor pu-
blico da romaica) por i*to ainda osla Ihe dirijo, fa-
lendo-lhc ver que se nao pagar u dinbeiro da conla
que Ihe mandn o Leandro, responda-me porque em
lal raso, romo j osla feito o arranjo, pagarci de
minha algibeua ao Dr. I'i.iuhv lino, pois elle nlo dor-
e, on.ieaso.de que V. S. pague mandar Irazer-
me ja c j i, pois eslou com um portador do Sr. Piau-
bv liiiu em casa a espera desse dinbeiro, e j nlo
posso soflrer os atropellos, em que elle me lem posto,
etc. etc. '
Eis aqui como he. que aquelle a-sassino conspur-
rava a honra de dous empregados de primeira cas-
so da comarca, o promotor della, c o jdiz mnnicipal
de Boa-Vista: sempre Imnrei o carcter desses ma-
gistrados, dando-Ibes inform irocs semeslraes inuilo
favoraveis; entretanto nao posso dissimular, que eu
rnmparlilhava a admiraran do publico, quando li-
cava pasmado i vit(a da facilidade com que Lnh
de Carvalbo consegiiia a absolvilo dos criminosos,
que protega, e a criminalidad!' dos innocentes, a
quein persegua; ao p.isso que eram absolvaos os
faniigerados matadores do misero Amaro de lal, os
Xieos Carnudos, os Franciscos do Bebedor, os Lean-
dros, os Maneen Jcronvmus, os Pedros Andrs, e
toda essa matiilla, que forma a corle do re Luiz de
Carvalbo, appareeram pronunciados por crime de
morle (que horror! o reverendo vigario da fre-
gnetia Manuel Joaqiiiui da Silva, e o capillo Ma-
noel da Silva Franco, o romigo aperlava Luiz de
Carvalbo para quo criminasse ao major JolO Jos
RodriguesCoelho, o eapilio Antonio Rodrigues Coe-
Ibo Jnior, e o leiicnte Francisco Alvcs tiuiuiaraes,
lodos casados, proprielarios, carregados de lilboj,
boinensde liom. epriuripaes daquelto.lugar. Quan-
do de l.i sabi j o dcixoi em guerra aborta com o
Capillo Ponteado, porque cm lim aquella fora sa-
nhuda, e dainada, iu\ esle contra lado quanlo be
humem da bem, e so sabe lamber, c festejaras maus
que faria tintas de sangos humano: tonlra a in-
uha existencia lenlou elle mudas vetes, c porque
me nao piide colher, vingava-se cm mandar escre-
ver no Liberal Pcrnamlmcnno rticos calumniosos
ein meu desabono; anda eslava eu lo. e j elle pro-
rurava Icslcmuiihas falsas para me criminar, e de-
pois que sabi me consta, que cada vez mais trabalba
para conseguir esse intento; pode sor, que o faca,
porque para ludo lemus gente, e o privilegio do
foro para m juizes de direilo ainda nao passou, nem
passar, porque OS magistrados polticos nao quercm
que os que o nao sao, governeiu esse ceniro.
Emlim sao sabidos os empenhos, que ha um anuo
faz o governo para conseguir a pn.-o de Francisco
Nanea do Barros, o assassino do subdelegado de Ca-
brob Manuel Florentino de Alhuquerquo e Mello, e
quotodos elles bao sido fru-lrados pela opposirlo oc-
culta, que Ibes faz Luiz de C irvalho Brandao, "com o
lim de galibar um conlo de reis, por ruja qiiaulia
aiustou a proleci;ao. o lvmmciiio do lefcidu oo-,-
siii.i, como eu liom una Carla escripia por elle ao meu
amigo m.ijur Joiio Jos Rodrigues Coelho, que me
moslrou-a. mas que nao quiz coofl ir-m'a.
Eis aqui os fados, vejamos agora quaes foram as
medidas pedidas por mim : primeira, a divisao do
extensiasimo termo da Boa-Vista cm 2 municipios,
leudo cada um a sua respectiva vara municipal : se-
gunda i trasladadlo da slo da villa da Boa-Vista, e
da matriz, de rimada fazenda dusCurips de L&iz
de Carvalbo Brandao para o imporlaiilissimo, c mui
prospero trraial di Pelrolina, na famosa passagem
.lo Joazciro : lerceira, a nomea(;ao de delegado para
o proprio rommaiidanto da forfa, e islo por lanas,
e lao obvias razos, que he escotado referi-las :quar-
la, a desoncraeao de alguns subdelegados, e a Ho-
rnearlo do outros: quinta a permanencia indelini-
da da forra naquelle lugar : sella emlim a incessan-
le perseguirlo, sem reserva, de du/.enlos criminosos,
que viviam sollos, impunes, e reiuci lindo em uuvos
erimes na comarca. A asscmblea provincial j lo-
mou urna das medidas, quedella dependa, e lia jus-
lissimos motivos para esperar-sc, que na prxima
sessa.i conceder a oulra. S. Exc. e o Sr. rhefe de
polica iinme.liatameiile adoptaran, as que eram de
sua competencia. A' visla disto, pcrgunlo eu, ser
illegal algumas deslas medidas, ser injusta, e mes-
mo iuopporiuiia '.'
Estara cu, pedn.lo-as, Cira do meu direilo '.' Se-
rei criminoso, mesmo reprebensivel, por tentar de-
sobstruir a estrada da justira. e da adminislrarao pu-
blica de um cmpccillio ta.i grande, c llberla-las de
uivi jugo lio avillanlc '! Merecerlo causara o Exm.
Sr. pre-i.leiile, e o Sr. ebefe de policia poras baver
roncedido '.' Respoudam, j nlo digo os desapaixo-
n tos, c sim aquellos mesmos senhores, que por a-
mor de veles prolegem :-qui esses valenloes, ver-
dugos do Berilo, da mesma forma que ellos l valem-
os criminosas.
Jterife ->2 de selembro de 1854. Joaquim Pedro
da Cosa Lobo.
( Eclio Pernumbncano. )
No vapor Tocanliiu, que no da 8 do correle sa-
bio do porto da nossa provincia, v rrlio para a corle
do Rio Je Janeiro, o nosso iir.iito*Ves,idn e dislinclo
amigo, olllro. Sr. Dr. Francisco Sle Barros Lima
Monto Raso, tonteado juiz municipal e de orpbaos
do termo de Tres Ponas, IM provincia de Minas Ce-
raes, para o qual lem deliberado seguir depois de
ama peqaeoa demora na capital do no-so imperio.
Dotado coino be o no-so amigo, de urna inlelli-
gencia assaz elevada e esclarecida, potsuidor do
um espirito nrioe c juslceiro. e tendo recibido cm
partilha as ni;iis preem-as c eminentea qualidadcs,
quo podem enriquecer o ruracdlo biimano, a sua no-
ine .ao para oj importante lugar que Ihe acaba do ser
conlado, ao rtasso que rcvella da parte do governo
de S. M. impwrial o bem entendido empenho e so-
liciludc em |uemear o aeorocoar o mrito sempre
que elle se fizer conhecido, fax-nos ao mesmo lempo
conceller bem fun ladas esperaneas, da que na hon-
rosa carreara que boje sa aprsenla tos passos : .
nosso amigo, conseguir elle pela sua illuslrarao,
iiilegrida.le r reclidlo, assumir com facilidade bem
merecida c elevada gloria de um dos mait bellos flo-
ro H c unan ionios da magistratura brasilea. E,
pois, felicitandoan governo, queae acba a frente dos
negocios do. nosso paiz. nor esse passo lao acertado,
nao podemos deixar de dirigir tamben as nossas sin-
ceras e miai eordeaes eongralulares aos illustrea Mi-
ueiros, mi seio dos qoaes vai o no-so amigo exerrer
o elevado cargo do que fe acba revestido, e com-
provar par meio do urna tonga serie de relevantes
serviros, o quanlo sabe presar osla paiz que o vio
asear, o corresponder cabalmente a confian;,-! que
Ihe a.-ab i de ser manifestala pelos dignos deposita-
rios da | lO.llT.
l'o's.im os nossos irm.los do Minas apreciar devi-
daiiifi lie ,-:; brilbantes edislinclas qualidadcs do B0S-
10 amigo; possam elles aquilatar eoinjotleta osen
i ilerA" e apliriao, e avaliarcomo convm osacrfieio
que elle nao hea em fazer, em deixar a sua pro-
vincia, onde conla grande numero de amigos o pa-
i: es, para ir lio longo rlesemptnhar um encargo
bao pisado; possa um .lia iui-s i amigo vullar ao
seio da sua familia e daquelles que Ihe votara amisa-
de e consi lerarao, com Indos oa seus serviros Balar-
ilpados, c cercado do prestigio de um dos mais bene-
mritos servidores do eslado, que tmente a salisfa-
rao deslcs votos, que presentemente formarnos do
mais intimo de nossa alma, podero lera forra ne-
cetsaria pira de alguma forma compensar e dulcii-
rar ado|orosi impretslo da saudade prodozida em
pi-.ilo pela sua partida desla provincia
parece-no lano mais opporluna quanlo boje esla re-
ligiAo se .-liatu em urna lenta e laboriosa agona. Sao
as causas essa irreparavel decadencia do Islamismo
que desejjfamos encontrar em sua roesma origcm ;
pedimos hisloria o seu leslemuuho a favor da ver-
dade philoophica e religiosa.
uoando meditamus sobre o Islamismo, de balde
pmcuramo nelle os grandes caracteres da reliziAo.
Tudo achate assignalado pelocunho de um raciona-
lismo calcia.lur e malenalisla, cujos lins e meios f-
cilmente (conheceinos. Nada ha de sobrenatural,
de mysleriao e de obscuro, nada que eleve a alma
para as sulimes regios do infinito. Conhecrremos a
razaodissoxaminando os coslumes e os inslinctos do
povo do qu| sahio o Islamismo, o genio do homem
que o fumn o 0 carcter do livroqueencerra os seus
preceilos. ) imperio romano riesinoronava-se ; em
Roma nao hvia mais imperador do Occidente ; em
Couslantinola, o successores de Justiniano. defen-
diam-sc con grande Irabalbo coulra as armas dos Per-
sas, e coutraas scdc.oes do circo, quando em urna pe-
"insula queeleii.le-se leste o golfo Prsico at ao
Mar Vrmelo, e desde as froulciras da Svria al ao
mar das luds, mauifeslou-sc algdma co'usa de po-
deroso e de uvo. Do seio desla regiao intermedia-
ria entre i .frica e a Asia, trra ao mesmo lempo
feliz e estn, articule e sequiosa, trra do desejo e da
sede, ilerrani-se como una torrente, una revolurae
social o bulbosa, pela qual o mundo foi abalado o
meio r.uiq.ii-adn cm menos de um secuto.
Al entilo s rabes mo tinham paitado sen lo nina
vida nmada; pastores errantes, llcslcvavam dila-
to den otteaj relian lio-, sobre as costas do mar ou
ao longo das largeos do Eupbratcs ; porem nem lo-
dos linhaui eat existencia vagabunda ; havia na A-
rahia, principlmenlc na Arabia chamada feliz, tri-
bus quo onlrigavain.se ao commercio, agricultura,
que habilavan cm aldeia-, c fonnavam pequeos es-
lados, cujo cedro era Meca, cidade santa para onde
os njos tiulian trazido casa de Dos, a Caaba, e
onde mais larie nasceu Mabomet. He natural que
.- uno n, Caldxn, os rabes Icnbam adorado os astros,
bm suas cornrias alravez do dezerto, elles interro-
gavam oseos altrihuiam ao sol, la. ns estrellas,
um poder ora benfico, ora malfico. Se os rabes
nao liyessem conhecidn genio o culto dos astros e a
cruel idelalria que oa fazia derramar osangue huma-
no em pocas soleamos, nada os di-linguiria da infan-
cia dos outros povos. e talvez ainda hoje nao tives-
sem um none na historia ; pnrin causas inconlesla-
veis detcrmiiaran o deseuvolvimenlo religioso e po-
ltico que os iiu-i......
A situaCao (eofrapbiead'Arabia, vizioba ao mesmo
(empolla Sjra. d'Afrca e da Persia, fazia della o
refugio natural dos partidos e das sellas que de mui-
tos lugares o imperio do One ule laurava de seu seio.
Uous grandes acoDUcimeutos, a dispersan dos Judeos
depois da queda delorusalein, o a preadlo do eJlris-
tiauismo, agilaram o espirilos, pro luzirara emigra-
es, mudanzas, excrierain emlim sobre a imaginacao
bem como sobre os destinos dos homeos trgicas n-
lluciicrjs. O mundo tintia-te cm agitafo ; o lorpor
em que o polylheismo procurava retar as almas fiira
repellnlo, e por suas dicostoes. por suas lulas e mes-
mo por seus erros asinldligenciasinanifeslavam urna
aspiracao ardenlc para a verdade.
Oliendo Jerusalem caliu.todos os Judeos uo foram
condozdos a Roma pan ahi odificarom o Colyseo.
Muitos enngraram da IMesliua para a Arabia. Nao
somenle derramaram-se |clas aldeias, genao tambem
edihcau.lo fortes caslellos.crearam no meio dos Ara-
bes verdadeiros principa lis. ,\ e-tc respeito n.lo fal-
tan! de-lemuiihos histories, a O judaismo, segundo
Aigiaiiab c Aboul-Feda, l-s no Herbelot, ;l)foi
inlroduzdo ua Arabia por \bou-Kerb-Assaad, rei de
temen ou Arabia Feliz, gele-centos anua, antes
Felii estrella o con lua ao seu desuno, c Dos
sempre dirija oasous passos.
Recito 10 de dezoinliro.le .Vi.
Por um sea osJfcao-o anii./o.
mmm e artes.
de Mahoinel... Quando Ifthomet appareceu. bavia
mullos Judeos na Arabia. Elles ah eram l'o pode-
rosos que possuiam muilos laslellos. onde maiidavam
como principes.... No tercero e quarlo anuo da Ite-
gira. Mabomet den um comate contra os Nadhireu-
ses ou Nazireenscs que eran Judeos, derrotan um
grande numero delles e obnzuu os oulros a abando-
na re nio pau c a retirarem-st para a de Khaibar.....
fcstes Nazircenscs poderiam ser mui bem os Nazare-
nos que pparecer.iin nos pruieiros secutas da igreja,
e que faziam profissao de coifundir as observancias
judaicas com a doutriua de Jcsis-Christo Eis pois os
Judeos fnrlemenle estabelleridos entre os rabes, o
opondo a idolatra dos mcsiiioi doulrina da uiridade
de Dos.
As grandes lulas de ideas c Je crencas no meio das
quaes, como a peuas notamos, fondea-te a tbcologia
catholica, produtiraa na Arabia sensiveis cITeitos.
> iram-te numerosos dinideatot, herticos condemua-
dos, que a igreja e o imperio do Oriente repelliam,
procurar abi um refugio. Maaicheos para ahi diri-
giram-se ; eram ao mesmo temp? repellidos pelo odio
poltico dos imperadores romanos que deleslavam
ludo o que sabia da Persia, c pelo genio do clirtslia-
nismo, adversario inllexivcl da coexistencia de dous
principios igualmenle clemug e necessarios. Unan lo
o imperador Tbeodoziu prosrreveu o neslorijni-iuo
que negar*a uuio real do Verbo eda natureza hu-
mana em JesusCbrisln. muilos daquelles que profes-
savam esla heresia conduziram-na para entre taAra-
Ij8!-'1' Os Jacobilas, que ressu^citaram a doulrina
de fculvches, segundo a qual a natureza humana ern
Jess Christo tora iuteirameule absorvi.la pela nalu-
reza divina, chamaram obre suas caberas nina re-
pressao vigorosa c muilos de entre elles fugiram para
a Arabia, onde euconlraram lambem asilo os Marcio-
nislas, pelos quaes o mechauismo lomara uovos de-
senvohmenlo.. Emlim, alm dos rrislaos e dos Ju-
deos, havia as tribus rabes amigos restos da Sbeos
e de Magos, como so eslivesse cscripto, que sobre essa
livre torra que nlo ennhocera nunca o jugo da con-
quista, todas as crenras Humanas ueviam ler repre-
se litantes.
Se be una verdade que para a apparieo dos gran-
des homens, he necesario que baja condics e cau-
sas necessarias, eullo nunca esta lei da historia toi
mais vizivel do que ua apptricao de Mabomet. Quau-
los elementos, quantosmateriaesaccumulados !Quan-
tos germeus confusos 1 A Arabia era como um chaos
ardente, onde cnconlravam-sc todas as doulriuas,
desde as primitivas crenras al s ultimas heresias. Os
espirilos eram aguados pelas inspirarnos mais con-
trarias, e nada os fixava. Apparera no meio desla
anarchia religiosa, um homem do una imaginacao ao
mesmo lempotoric e moderada.com uma,pacieiicia in-
finita, como sua ambicio, de urna constancia iuabala-
vel, de urna expansan nao menos amavel que pode-
rosa, e por pouco que as circunstancias favore^am o
seu genio, elle lirar de ludo o que fermenta cm tur-
no de si la uuidade, urna lei, um culto, urna civi.
lisacao.
Na cidade Sania em Meca.os Koreishilas tinham,ha
secutas, a guarda e a administraban da Caaba, esse
amigo saucluario lao venerado dos rabes. No seio
dessa Iribo tao altiva de semelhante atlribuirao, lau-
to quanlo da anliguidade de sua origem, nasceu Ma-
houiel (:l). Seu pai Abdallab, era coubecido entre os
Koreishilas. pela sua belleza e pela sua prudencia, po-
rm elle nao leve o goslo de educar o lilho ; morreu
alguns me/.e. depois do nascimenlo desle, naoileixau-
do-lhe por horanca seno cinco camedos e um escra-
vo da Elbiopia. Sua m'ii Amoer.a' crinu-o al.i i.lade
de seis annos ; ella foi-llie roubada por urna molestia
repentina, na volla de urna viagem de Meca Medi-
na. O orpliao toi eullo recolhido por seu av porem
Abd-Elmolalleb, irmlo de Abdallab, lornou-se o tu-
tor do sobrnho, e fez-se accompaobar por elle em
suasviagens Svria, para onde o allrahiam os in-
teresses do commercio.
Refcrc-se que um dia, tendo ambos recebi.lo hos-
pitalidade em um mosleiro, um monge nesloriano de-
pois de ler observado por muito lempo o mancebo,
disse a Abulalcb : Volla com leu sobriubo para
Meca ; mas teme por seu respeito. a perfidia dos Ju-
deos. Vella sobre os seus dias. O futuro presagia a
cunlccincnlcs gloriosos ao lilho do leu innam
Enlrctanlo no meio da opulencia do lio e dos pri-
mos, o joven Mabomel permaneca pobre, quando
na idade de vinte e cinco anuos, sua belleza, sua
Coracero, sua precuce sabedoria tocaram o coraran
do Carijah, urna das mais ricas viuvas de Meca.
Carijah confiou-lhe ao principio a administradlo de
seus bens, e depois dcu-lhe a sua mao. Celebrando
osla ailo, Abutaleb. depois de ler invocado a Dos,
exprimio-sc assim : Mal miel, lilho de Abdallah. me
sobriuho, esla privado do heos da forlona, desses
bens que nlo sao seno urna sombra passageira c
um deposito que se eutregara cedo ou larde ; porm
elle excede a lodos os Koreishilas em belleza, vir-
lude, iutelligencia, gloria e penctracao de espirito.
Mahomed, meu sobriuho amando a Cadjab e Ca-
rijah amando a Mahomed, declaro que qualquer
que S'ja o dote nocessario para a roncluso dcslc ca-
samento, enrariogo-mc de o pagar.
Dahi cm dianle o esposo de Carijah pode enlre-
gar-sc livrcmrute a ideas confusamente entrevistas,
a grandes o secretas preoecupacoos. Por mais de
urna vez a molieran do monge nesloriano devia
vir-lhe memoria e para sondar nisso n.lo fallava-
Ihee descanto e nem menosas excitacesexteriores.
Narrarnos bblicas, Iradiresrlirisbls. commcnla-
rios conlradilorios do divinoeosino rie Christo, ludo
lllava a urna iutelligencia viva, e elle reuna ao
ardor da imaginarao una retanlo pariente e cora-
josa. Durante qtiiuze anuos, Maiiomet viven sera
nada emprcheiider, preparando em una silenciosa
Hinbirao. e em urna lenta mcdilacSo, resoluroes ex-
tremas, lima vez ao menos cm cada auno, durante
o mes do lamadan, relirava-sc para urna gruta do
Miii-llarali. para entregar-te meditadlo Has cou-
sas divinas. Nelle encontramos essa meditaran- esse
amor da suli.lo, iillribuidos sempre como lodos i-
bem, aos antigos legisladores, Foi uo reliro rio
Mimi-llar.ib que o anjo Gabriel apparced a Mabo-
met que aeabavad* completar os seis quarenta an-
uos ; Gabriel revelou-lh que elle era o aposlolo de
Dos. Mabomel revelen a Cadjab atoa missaodi-
vina. Qual he a mulbcr que nao er voluntariaiii li-
le na grandeza cxtraoidiuaria daquelle que ella
anin e cscoliieu'.' NlOtomentoCadj.h nao duvidou
do fuluro de gloria que aguirdava a .Mabomet, co-
mo que nlo pode conservar-se callada e fez confi-
dencia a um dos seus prenles, Waraca, lilho de
Naufal. Waraca nlo acolhcu osla revelaro rom
despiezo ; elle conhorta as csrripturas, e a seus olhos
a appaiir-lo da utn novo prupliela poda eslar nos
designios de Dous.
Depois de Cadjab Mabomet ronverlcu um de seus
primos, Alli. lilho de Abulalcb, mancebo inipeluo-
so que dedicou-se com enlhusiasmo i missao do lio ;
/airi lilbo de Elhavel, -eu cscraxo, o qual recebeu a
Mabomet o Alcorlo.
(Por l.crmewer.)
No VII secuto da era dirigida, npnarcccu urna re-
ligiae contra croz rio Christo, e etllrelanloc^ta re-
ligiao alo apparereria se mo exislissu rhrislianismo.
Quaes sao as raines desla apparirilo singular que oc-
cupa filo grande lugar na historia ".' Esta inUagarao
(I) Bibliothcca oriental, por d'ilerbelol. Palavra
Jahou.l.
[i) Da Arabia e da Persia. os Ncstorianos rierra-
maram-senos outros paites, fuuriarain igrejaseper-
pttoaram-se at os nossos das. Anda sao encon-
trados sobre muilos pontos da Asia.
(3) O vcrdaileiro nome he Mabainmed, nome da-
do quando menino por seu ato, e que significa, lou-
v.idu. accumulado de gloria.
liberdade em recompensa de sua f, Abubeker, no-
lavel entre os habilanleg de Meca per suas riquezas
e por suas virtudes. O exemplo de Abubeker arras-
trou a muilos rabes. Por muilo lempo Mabomet
nao inanifcsluu-se sean aoscrentes, e durante lia-
da tres annos aina.lurcceu em silencio suas rioulri-
u.is c seos projeclos. Quando julgou que era chega-
do o inonienio rie re el,ire a lodos o. seus prenles,
ordenou a Ali que preparaste um feslim. apromp-
lasse um carneirn assado, enrhesse um grande vaso
de lci(e e ronvidasse lodos os descen.leutes de sen
avo Abd-Elinolalleb, afim de que conhecessem as
Miniados do co. (4)
Quareiila convivas acliaram-se reunidos. .No lim
rio banr.iiele, Mabomet quiz fallar, porm foi impe-
dirio por um de seus primos germanos, Albulahab,
o qual advertio-o irnicamente rie que nilo abusasse
da condescendencia dos scug hospedes detendo-os
por muito lempo. Todos os convivas reliraram-se
sem o ouxir. Lunge de desanimar, Mabomet os ron-
vi.loo de novo para o dia seguinle, e desla vez lo-
mando a palavra com auluridadc, riisse-lhes : Nun-
ca nm linmein olTerereu a sua nac/m um bem tao
precioso como aquelle que vos trago. Eu ollereco-
vos a felicidade neste mondo e a feheidade no co.
Dos eucarregou-me de conduzir-vos para elle.
Quein de v tomar parte no meu Irabalbo, e ser
meu vizir'.' Quein de viis quer ser meu irmio, meu
sacenlole e khalifa '! Eslas palavras rie Mabomel
nao liveram oulra resposla que um silencio profun-
do e fri, indicio infallivel de admiraran e riesprezo.
De repente o joven Ali grilou : Prophela, eu son
homem. Se alguem levanlar-se contra ti, quebrar-
Ihe-hei os denles, arrancar lhe-hei os olhoa e rasgar-
Ibe-bci o peilo. o Enl.io Mabomet obraron solem-
nemente Ali e dissc-llie em alia voz : Eis o meu ir-
mio, o meu sarcidote e o meu klialifa ; ea vos
pcrleuce nbedeccr-lhe. A eslas palavras ouvio-se
urna eslrou.losa rilada, e taitas os convivas vollaram-
se para Abutaleb, pai de Ali, e disseram-lhe: Rece-
be prcseiileinenle de leu lilho as suas orrieus e pres-
la-lhe obediencia.
Nolarcmus aqui o espectculo da constancia rie
Mahomed. Repellido petos seus, considerado por
elles como objeclo de riesprezo e de odio, nao arimi-
rou-ss nem cedeu. Tanto mais moslrava-se al eu-
llo silencioso e reservado quauto dahi em (liante aore-
scnlava-so impetuoso e audaz. : elle nao oceultou
mail o seu designio de levantar sobre as ruinas dos
dolos o culto de um s Dos. Em soas apprchensoes
e em sua colera, os Kureishilas denunciaran) a
Abutaleb que perseguiram seu sobriuho al i mor-
le. se coiilinnasse a sua obra impa. A estas niea-
ras que r.irain-lbe referidas, Mabomet res|iondeu :
Ouanrio os Koreishilas irmatsem contra mim o sol e
a la, quando cu viste cgses dous asiros um minha
riireila o oulro minha esquerda, nao seria menos
i na ba la ve I na minha rcsolucao. O furor dos Im. -
bil :i augmenlou linda mais", M lame: toi publica-
menlc iusultadu, seu lio Ilainza lomou a sua riefeza
e convertoii-se sua fe. Ornar, um dos seus mais
lerrveis inimigos, liuha jurado mala-lo ; porm de-
puis de ler ou ido alguns vrselos dfrlados pelo pro-
[diela, enebeu-se de enlhusiasmo pela sua causa.
Entretanto como a perseguidlo nao diminua, Ma-
bomet porinillio aos seus que refetoassem-se para a
Abvssnia ijara ahi esperarem melhores das. A mor-
le de seu lio Abulalcb e de sua esposa Cadjab lor-
nnu ainda mais doluroso o isolamcmo a que elle
eslava reduzirio.
Eram as horas da adversidarie. Mabomel doixou
pela primeira vez a sua patria para dirigir-se a Tai-
eL que hahiiava urna tribu poderosa, porm asna
paravra mo fui ahi esrulada.
Sem deixar-sc ahalcr, elle vollou a Meca, no
lempo rias festas das rumanas, em que os rabes
cclebravam a memoria rie Atoaban e de Ismael,
pregou nos rniniuhos as puras publicas, u Eu
sou o aposlolo de Dos, rizia elle, o qual ordeua-
vus que o adoris e que acreditis ua minha missao.
Esle aniiuiieiu uao eucoiilrava -en.ln espiritas rebel-
des. Todava alguns eslrangeiros, algumag pessoas
de Medina (.y recolheram varias senlenras que elle
pronunciara sobro a grandeza de Dos; enlhusias-
inar.iui-se e nao duvidaram do seu aposlolido. De
volla para o seu paiz cssas pessoas cominuuic.iram o
seu enlhotlaamo a seus enneidadaos.
Medina eslava desuada para sao lar eai prmoiro
lugar, coma prophela, aquelle que Meca ia proscre-
ver. Dozc novos couvertirios vieram procurar Mabo-
mel, que us despuli com um dos seus mais fervoro-
sos discpulos, oaaab, eucarregada de ensinar-lhes
us preceilos do prophela. Mosaab propagou esses
preceilos com umtao feliz ardor que pdle no anuo
seguinle trazrr a Mabomel sessenla e tresds priu-
ripaes habitantes do Medina, os quaes prometteram
em ii une de todos, obedecer-lhecomo a seu ebefe, e
combaler por elle com a mesma constancia com que
costu.navam defender suas mulheres e seus fillios.
Se mortecinos por ti, apstalo de Dos, perguula-
raih us cunvcrlidos, qual ser a nossa recompensa '!
O Partiio, respnndeu Mabomet elevando as maos.
Elle recebeu entilo o seu juramento de obediencia,
instituto (toza novos chefes os quaes comparo a aos
doze discpulos de Jesos Christo, e ordenou a lodos
os sens que se dirigissom a Medina, mi i conservan-
do junta de si somlo Abubeker e Ali.
Picando cm Meca. Mabomet quera dar lestemu-
nho da sua missao pela sua coragem, porem quando
foi informado de que para o punir de sua allianca
com Medina, os Korcisliilag reunidos cm consclboo
Indi un coiideiiinado morle uuanimcmenle. ar-
mando o braco de um homem do cada tribu, elle
disse a Abubeker: Cbegou o momento cm que be
ueres-ario fugir, o cao assim o ordena. Involto com
o manto verde de Mabomet. o generoso Ali deilou-sc
durante, a noila -obro o !;i.> a proptiei.i, engaando
assim os conjurados que cerenvam a casa. Durante
tres dias, Mabomet couservou-se oceulto era urna
caverna do monto Thour, a urna legua de Meca;
depois -egiiiiido as margens do mar Vermelho ca-
miiibou para Medina, onde o esperavain a impa-
ciencia c o enlhusiasmo de um povo vido de possiiir
o homem ao qual entregara-so.
Esta famosa fgida foi na historia a primeira data
da religiiio nova, pois Ornar, o segundo khalifa, or-
denou que os annos fossem contados do dia em que
Mahoinol liaba abandonado Meca. (61 Esla fgida
era um Iriurr.pho, porque ella levava o prophela pa-
ra o meio de um povo que o recebeu de joelhos.
Em Medina, Mabomel exerceo o poder soberano.
Afiin de prevenir lodo o ciume enlre seus disc-
pulos, enlre aquelles quo tiuh.im deixado Meca para
segui-lo, os Moliagerianos, e os de Medina qoe o ti-
nham soccorrido e recebido em sua cidade, os Ana-
riapos, estabeleceu urna especie de fralernidade,
urna unao sagrada, inriissoluvel, que os ligava uus
aos outros e que elles nao podiam violar scm crime.
Elle mesmo escolbeu Ali pata sed companneiro. O
coito fui o principal objeclo dos seus cuidado-.
Ordenou que os rabes orando ao Dos unicu, se
vollanam para o templo Ilaram, islo he, para Meca.
Para os chamar oraclo quiz que as horas do cos-
tme, os miieziins, ein alta voz, prununciassem es-
las palavras: Dos he grande. AtTIrrao que nao ha
senao um Heos. Allirmo que Mabomet he seu apos
tolo. Viude orar. Cbegai para a adorar lo. Dos he
grande. Emlim iusliluio um jejum solemne, duran-
le o mez do Rainadan,pica cm que o Acoro des-
cera do ro,e diclou os vrselos seguidles :0'crentes,
a. na-- escripto que vos sjbmcllereisao iejim, co-
mo se subnielleram os vottoa pas, alim de que nao
tomis o Senhor. O mez do Ramadau em queo Al-
conlo deseen rio co para ser o guia, a luz dos liu-
mens e a regra dos seus deveres, he o (empo desti-
nado ao jejum, todo aquello que vivar ueste mez de-
ve observar o preccilo. (7)
He lempo de fallar do Alcorn. Segundo a Iradi-
r.lo mussulmana, o Alcorn foi lirado do grande li-
vro dos de-retos divinos, e foi separado dahi desde a
cranlo do mundo para ser jioslo em deposito cm um
dos sete cos que etilo sob o firmamento, e desle
co passou a Maiiomet vrselo por vrselo das raaos
de Gabriel, um dosanjos da primeira hyerarchia. IH]
Alravez da (radican do Islamismo, nlo be dilli-
cil reconhecer a historia.
Aquelle que liaba esperado al a idade de qn-
renla annos para manifestar a sua amhicao, devia
ser tilo hbil para assrgurar o fuluro quauto tora
prudente no passado. Durante i annos, ein cada
circumslancia importante, Mabomel fallou como
prophela inspirado. Se elle ludia de dar um con-
selho ou um preceito, se liaba rie fazer urna inrre-
paro ou justificar um acto, ricixava cahir rie sua
bucea graves e harmoniosas palavras, quo seus disc-
pulos ifc mais liis escreviam sobra as tolbas das pal-
meiras, sobre pedras brancas, sobre pellos cslendi-
das, e estos fragmentos recolhi.los tem or.lem e sem
ligarilo eram guardados romo o mais pi'crioso dos de-
psitos, fjt icgia.i da Arabia onde se elevavam Me-
ra c Medina, no llo.ljaz, a escriplura mo fora inlro-
riuzida sean pouco lempo antes de Mabomel.
Alguns lem su.tentado como cerlo que Mabomel
era iolriramente destituido de illusirac.ao; porm, he
mais provavcl que elle nao apirnilessa a lr senao
mui larde. ;9) II. nrnvaxel que quizesso verificar
por si inosino as lra.lic.oes judaicas e Cbriallas. Pela
maneira porque o Alcor.lo foi composlo, explica-se
assim as repeti.;oe- faliganlet, os elementos difieren-
tes e as conlradiroes.
Mahomot reioava em Medina, rcslava-lho viogar-
sc e amparar-sc de Meca. Era hem necessario que
a r.'ligia nova se propagaste por meio da espala, c
que os inflis fottem punidos pur n.lo ler crido no
Dos uniro c no seu enviado. O combate de Heder
entre os Koreishilas e os Miis.ulmanos, abre esta
longa serio ilcguerras o de b.dilia-, quedeviam
ler por Ibealro, nao gmenle a Arabia senao tam-
bem o Bgypto, a frica, ama parte la Asia c os
| i S 'gimos cm toda esla narrarlo ao historiador
Aboul-Feda, Iraduzido resumido em trance/ por Savarv.
( Ou antes rioJatrch, que era urna daseidadei
impurtanlcs da Arabia-Feliz. Nao foi sotnlo quan-
do .Mabomel refugiou-se abi e estabeleceu o sou go-
verno que .ladreo lomou o nomo de .Medina, Medi-
na!), a cidade por excelleucia. Porm para mais
clareza escrevetemns daqui era (liante Me Jia cm
lugar de Jalreb.
(i) Dilcrbelul, liibliolheci oriental; na palavra
egrah ou HegJreti, a hegira ou fgida de Mabo-
mel, fa.'. a segointe advertencia : Os Mahometanos
estallle .eram esla poca imitacao dos Christos,
os quaes coulavam os seus anuos "desde a persegui-
Cjto que Deocleeiano couie^ara no auno rio Jess
Christo -2S. o cbaiiiavani-iia a era dos marlyres.
Assim os Mussulmai.os quizeram assignalar a sua
era ou n compiilara.i dos seus anuos pela mais mc-
inoravel perseguidlo que livessem sollrido.
(I) O Alcor ig, cap II.
S) D'ltcrbclot, Ribliolheca oriental, palavra
Alcorlo.
(9) Memoria sobro a origcm e amigos monumen-
tos da lillei.ilura entre os rabes, por Svlveslre de
Sacy. i,i iiuqu igesimo volurae das Memorias da
Academia das Inscrip5Ces e Bcllas-Lcllras.
rious civilisailos paizes da Europa a Heipanba e a
Franca. O comcro be mui humilde, porm, de re-
pente o principio do Islamismo apparece era todo o
seu brilbo : he a forja decuplada pela fe.
Em Bedcr og Koreishilas pareciam dever destro-
car, em virlude do seu niimero.osMusgulmanog po-
rm esles acrcdilam que urna milicia celeste combate
com elles, e qoe as delicias .lo Paraizo esperam os
marlyres que perecerem pela glora de Deo. Por
isso lcndo o Alcorn abi encontramos o seguinte :
Na balalha rie Heder, vos eris inferiores em nu-
mero, o Todo-Poderoso appressou-se a soccorrer-
vos (10). Em urna oulra vez, o prophela dictou
eslas palavras : o Quando implorasles a assistencia
rio Allis-in.n, elle respoudeu-vos : Eu vos enviarei
um soccorro de mil anjos (II). d Emfim elle diz
expreseamenle : Nao tastos v que os malagies
elleg foram feridoi pela egpacja do Todo-Podero-
so (12).
Todava Mabomel nao tinha ainda experimen-
tado os rigores da fortuna; os Koreishilas quizeram
viiigai --e de sua derrota, e foram em numero de tres
mil acampar-se quasi junto dos muros rie Meriina.
Achaodo-se inferior em numero, Mabomel disse aos
seus que o mais prudente era ficarem encerrados na
cidade. porm esles, estando anda embriagados pe-
la victoria de Heder pcdiram-lhe con- grandes gri-
tos, que og cundu/is-e an encentro do ininngo. Obli-
garlo a ceder ao seu ardor, Mabomet tumou habis
dispusieres, e se lorias ag soas ordeus tivestem sido
execuladas elle seria o vencedor. Na retaguarda do
seu pequeo exerrilo collocoucincoenla archeiros,
e recomraeudou-lhes que n.lo abanriouassem esse
posto ainda mesmo que fosse para goccorrfMo, ge
por acaso fosse derrotado, o que opprimissera com
suas flechas a cavallaria inimiga, se ella quizesae
alara-I i pelas coalas.
Depois do mais vivo combale, os Mussulmanos ro-
meral.un a ginbar o terreno, eos Koreishilasco-
mocax am a rocuar. quando os archeiros, nao puden-
do resistir ao attralivo do saque, deaceram da al-
tura em que u prophela Og havia pogtado. Um dos
chefes inimigos observando esse ilumnenlo eslen-
deu toda a sua cavallaria e euvolvou imraedialainen-
le oa Mussulmanos. Era o famoso Kbabel que de-
via mais tarde submrttor-se ao prophela e delle
receber o titulo de Espada de Dos No centro
de sua Iropa Mabumrl, que a maior parle dos seus
julgava murta, sustenlava o combale lodo cobertu
do singue, que corra das suas feridas. Elle foi li-
rado dahi |ior um supremo esforco de alguns heroi-
cos companheiros, e levado para "urna aldeia aonde
os Koreishilas nao ontaram seguir os vencidos.
Era um iri-le conlr..!-com a victoria de Heder,
essa derrota ri'Ohoil em que o prouhela quasi lica
enlre us murlns, todava a sua auloridade neiihum
abata sofireu por igso. Nao fora elle degoberiecido f
0 de,ii ui.o nao era, pois, senao um justo castigo, e
quanlo aquelles que perder.un a vida, quem nao
devia invejar a sin surta, pois que tinham entrado
ua habitadlo da eterna felicidade 1
Numerosos n.i Arabia, corau j> o (lisemos, os Ju-
deos pareceram ao principio mais prnprios que ou-
lros quaosquer para cscuiarcm a sua palavra ; no
lempo em qoe vivera no retiro e no silencio Mabo-
mel recebera delles uleis ensillos porque pois nao
se ligartam a elle '.' porque nano reconhecenam pe-
ta piophela que esperavara ? A e-la esperanza us Ju-
deos responder,un por um fri riesprezo ; elles op-
pozeram urna afletivel rasislencia aog catorros, aog
primeiro- passos de Mabomet, que prnferc para com
elles no Alcorn .1:1palavras de .I jcuia o de co-
lera. Ora, eensiir .-Tlies geu culpado capricho e
apresenla-os romo perseguidos pela riesgraca al ao
dia de juizo ; ora, fazeudo fallar o megtno Deo.,
di/. : Nos os dispersamos gobro a superficie da Ierra ;
alguns delles lem permanecido justos, outros porm
tem-se pervertido, teiuo-los experimentado pola
progpcridade e pelo infortunio, afim de os reconriu-
zir para ns. Urna .las trihue judaicas mais consi-
leraveis. 03 Nadhirilas tornaram-ge culpados de urna
insigne perfidia para com Maiiomet, que os puni
aporierando-se de sua fortaleza e nao perraittindo-
Ibes levar de lorias as suas riquezas senao a carga de
um camello. A maior parle rios Nadhirilas refugia-
ram-se em Khaibar, cidade tarto dog Judeos, alguns
oulros cm Meca ; todos Irahalharain ein formar
urna liga contra Mabomel, o qual ptnlaram como o
mais terrivel iaimigo da liberdade e da religilo dos
rabes. '
A esle appello os Koreishilas (oroaram por maig
urna vez ag armas, seu exemplo foi seguido pelos
Kenanitas, os Gaftanilasc os Korairiilas. Todos esses
povos rcuniram-s para marchar sobre Medina, que
ficou lugo como que involla em urna rede de tenias
e de banrieiras. Os capaceles e os escudos, segundo
a narraran de Aboul-Feda, relletiam ao longe a luz
do sol.
Degde a primeira nolicia degla liga amearadora
Mabumel persuadir aog habitantes de Medina quo
cavassem un fosso em torno dos baluartes; nunca
elle pirare i animado rie mais tranquilla coragem
como no meio rios Irabalhadores que animava por
sua presenta. Um .lia appareceram tres faiscas de
urna rocha que elle ferira com tres pancadas de om
marteilo: o que significam eslas tres faiscas, perguo-
laram-lhe: A primeira, respnndeu o prophela, avsa-
me de que Dos submeller ns miulias armas a A-
rabia-Feliz; a segunda annuncii-me a conquista da
Syria e rio Occirienle, a lerceira, a conquistado Ori-
ente, o II iv.iiiiii" dos grandes homens responde-
rcm s difiiculd.i.tcs que so Ibes appresenlam por u-
ma to mais viva no seu destino. Quando us confe-
derados appareceram dianle de Medina, Mahomel
sabio a frente de tres mil homens, os quaes riispoz
entre os baluartes o os novos entriuclieiiamentos, c
nesla forte poc,ao esperou o immigo. Todas as ten-
tativas dos confederados para romper ns trincheiras
nao produzirum elTeito, somenle alguns Kureishitas,
arreraessando os geus cavallns a loria a brida, passa-
ram o fosso, e os dous exerrilog liveram o espect-
culo de um combate singular enlre Ali e seu primo
Amr.in que o tinha urgulhosamente desafiado. Ali
respondeu a esse desafio com urna alegra 6elvagem,
c enterrou a espada na garganta do audacioso Ko-
rei-bila. A desunan n.lo lardou a apparecer enlre
os sitiantes, e elles aecusavam-se muluamenle da
impotencia commum. O sitio n.lo tinha ainda du-
rado um mez, quando os ventos furiosos do suduesle
a-s iliaran o campo e destruirn) a maior parle da
leudas. Ela tempestado toi como o signal da ret-
rada, e Medina libertaria, redobrou de enlhusiasmo
e de aduiir.v.an para rom o prophela.
Mabomel julgou que os Judeos mereram om cas-
ligo exemplar. por isso foi sitiar a fortaleza dos Ko-
rairiilas, que tinham sublevado contra elles as tribus
rabes. Obrigados a renderem-se, os Koraidilas em
numero de setteceulos foram condemnadns ......le.
os vencedores dividiram entre g guag mulheres. seug
lilhus c seus bens, e a mais India das judias, Ri liana,
oceupou o leilo do Prophela.
Dous annos depois i principal cidade dos Judeos,
Khaibar, foi igualmente vencida; emfim, durante o
e-paro de vinle e Iros annos, Mabomel nlo nfiereceu
aos Judeos menos rie onze combates, euriqueceu-se
rie seus despojos e redusio-us servidao. Ornar, o
segundo khalifa, expellio-os lodos da Arabia, e a
tradiccao mussulmana considera-os como estando no
inferno cm um lugar inferior quellc que oceupa-
Viiin os clir.sl.los.
- 'iilujr absoluta cm Medina, Mahomel nem por
isso deixavade pensar em Meca, para a qual, segun-
do os seos preceilos, lodo o Mussulmano que esli-
vesse orando devia vollar-se; lano Meca era para o
rabe o lugar santo por excedencia I Porem como
penetrar nella? Como governar ah"! Aqui achamos
tartamente gravado o contraste quo couslitue a torca
de Mabomet, a prudencia e a deciso. Mabomel
quer ser reconheci.lo em Meca, eis o seu fim. a res-
peito porem dos mcio9 elle transigir. Parti rie
Medina com mil e qualroccnlos homens, a flor dos
Mussulmanos; setenta camellos preparados para o
sacrificio rompiam a marcha: era antes urna pere-
grinarlo religiosa do que una marcha militar. To-
dava a urna legua da cidade santa, encontrou, or-
denados em forma rie batalha, os KoreUbitas qoe
enviaram-lbe urna mensagetn assim concebirla: Os
Koreishilas cobriram-se cora apelle do leupardn, e
juraram face rio ceo que lu nao entraras em Me
ca sem resistencia.
Por sua vez Mabomet em ion-Ibes Olhraan, lilho
de Asan, que os Koreishilas, cm ura primeiro mo-
mento de colera, lancaram na 'prisllo, porem elles
comprehender,im logo quanlo e--a conducta era in-
justa, e turnavam a enviar a Olhman Mabomel,
ammp.iiili nlo de um mediaueiiio cucarregado de
.manjar urna negociaran. Vara api.uar todas as
dilliculdades, Mahomel consentio om nao lomar no
tratado o Ululo de apostlo de Dos, c cslipulou-
se que urna tregua do dez annos seria fielmente ob-
servada colre qs Mussulmanose og Koreishilas; que
as tribus rabes seriam livres em sua esculla enlre
a allianca dos Koreishilas c a de Mabomel; que os
Mussiilmanosdeixaiiam o territorio sagrado, pcrein
que imrieriam voltar no anuo seguinte, com a con-
iIqIu do eulrarcm em Meca sem oulras armas que
as suas espadas na batalla, de nlo demorarein-sc
mais do que tres dias, e do lulo torear cidadao algum
a sabir de l.i contra sua voutade.
Esle tratadohumilhou os Mussulmanos, e para os
consolar, Mahomel levoo-os a urna deas exped-
cues contra os Judeos de queja fallamos.
Depois da campauha. elle usou do direilo que Ihe
dava o tratado concluido cun os Koreishilas ; enlrou
om Moca com urna numerosa escolta, dirigio-se ao
templo, beijou a podra negra, den seto vollas em
lomo da Caaba, e depois de ler cumnrido dm ante
tres dias, as ceremonias preaeriplat, sabio ria cidade.
Talvez podesse assenhorar-se della, porque a maior
parle dos habilanles linham-te retirado para as coli-
| uas vilinhat, porem suibc resistir a una (enlajan
1 que o teria tornado perjuro. Alm disto os respei-
los que Ihe eram Iribotadot. a Convirti de Ires
Koreishilas Ilustres. Khiled, Atmou e Olhman, (14)
tudo u fazia presentir que eslava prximo o momen-
to era que entrara ein Meca, nao cuino peregrino
porm como conquisl ulor.
Elle ralo espern minio terapn nma necaaiao lave-
ravel. Os Caiailes, amigos do Mahomel, foram ata-
cados c sorpren.lidus pelos Bcrilesvque tinham en-
trado ua allianca dos Kureishilas ; esles ullimos vio-
lando o tratado que elles mesmos propozerarn a Ma-
homel, jiinlaram-se aos Ilecriles para cahir.sobre os
seus alliados. Em sousapcrlos, os Cozaitcs recorre-
rn an soccorro do propjtela. o nilo o tnvocaram em
vao. Depois do ler ordenado a lodos os Mussulmanos
que tomassem as armas, a tonos os rabes rom quem
eslava em allianca que se dirigissem a Medina, elle
marchou rpidamente sobre Meca com euas forjas,
as quaes foram augmentadas epi cuminbo pelos ca-
valleiros de moilas tribl*. Os Koreishilas igoora-
vam ainda a sua partida de Medina, quandu urna
noile acharam-se encerrados em um circulo de fogo:
era o excrcito de Mahomel que desla vez vinlia em
peregrinarlo com dez mil homens.
Ao nascer do sol o exercilo du prophela. dividido
em res corpos, poz-se em movimento. Em om g
ponto encontrou elle resistencia, e Khaltd perseguo
com furia at aos muroa de Meca os Koreishilas que
ousaram disputar-lhe a passagem. Tudo eslava sub-
meitido, quando Mahomel enlrou em Meca no mo-
mento em que o toi resplaudecia ; elle dirigio-se ao
templo e designou os dolos que deviam cahir. De-
pois de ter contemplado as roteas, beijou a peora ne-
gra e pronuuciou muitas vezas a tormula .agraria :
Dos be grande 1 fai a oracao e tai saciar a sede no
poco de Zemten que, segundo as tradicoe, o aojo li-
nda descoberta a Agar, e reuni os Koreishita, aos
quaeg diste : Nao ha senao um Dos ; elle tem com-
prtdo as soas promessas e soccorrido o seo tervo, elle
ueii-rne o imperio gobre v,e tem-se servido do meu
irabalbo para fazer-vog abjurar a idolalria.
ven,tr^urei8 """ bVT,t" P*1"8 '"""veis ; nlo
xeudereig mais um culto sacrilego a no-tos pais Abra-
IrTiin\*u 1"? '*? h,0.n,,,, cumo no o4 *'-
3o um Deog. Sr. de Meca pela conqoitta, elle li-
vidir, Hr"T a dereuutir habtame, escra-
taxT 1A,, iqu ,.M 1ue Bcul,,i"1 n* gnoravam
isso, e quando volttndo-te para elleg disse-ihet : Que
espera., vos de m.n t como pretender que eu vo.
d^l to'nT, !" Um ,rmaVe,,ero'0- .ponderara to-
dot lancando-se aotteat f. Eu o farei. respondeu
Mahomel ,de sois hvrei. restitoo-vo. vosga liberda-
de! Esta clemencia mudoo a convenio forrada
>s vencidos em nm transporte de recoubecime'nto,
V
(10) O Alcorlo, cap. III. A familia de Arlo.
(11) O Alcoro, cap. VIII. O Saque.
12 I ladean.
(1.1) Ihiriem, cap. VII Elaraf.
(11) Olhman, lilho de Thala, que nao convm
confundir com Olbam, lilho de As.m, que acaba-
mos de ver enviado por Mahomel aos Koreishilas
era sua primeira peregrinac-ao.
e (odos o. babitontos, homens e mulheres, prestaran!
juramento de obediencia ao prophela que, depois de
sete annos de progeripcao, tornava-se o stnhor mi-
gencordioso daquelles que o lindara bauido. (16)
Assim desappareceu de Meca a anliga idolalria,
pela qual linha sido corrompido o culto de om g
Deog, que segundo as Iradico-s mossulmanas, o Gibo
de Abrablo e de Agar. Ismael para ahi condono.
I-alia va destruir esta idolatra enlre as tribus que n,m
imilaram a gubmissao dos Koreishilas. Apoiados e se-
guidos por numeroso, alliados, os Hawazeailas de-
clararam-se altamente adversarios do prophela, o
qual marchou a seu encontr e esleve a ponto de
.olTrer urna completa derrota no combale de enein.
O. Mii-nlniauu, linham-se deixado encerrar em ora
vale, cujas altaras foram inleiraroente oceupadas
p.Io. JlawazeniUs. Apoderadogde terror, vendo-ge
cercado, elleg debaudaram-w e fugiram em desor-
den!, se Mahomel n.lo houvesse conservado gua
calma intrepidez, te nao tivesse reunido em lomo de
gi seus mais liis amgos.Om.r, Ali, Abubeker, Ella-
bas, que reconduziram ao combate os Muasulinauot
fazenrio-os envergonharem-se de lerem abandonado
o seu prophela, o Sr. de Meca perdera de orna s
vez a gloria e a vida ; mas Mabomel nao devia pe-
recer obscuramente em um estrello vale, sob as fie-
xas do alguus brbaro. ; elle reatabeleceu o combate
o vendo que a coragem enlrava not coracoet dos
seus, lancou um puubado de rea para os idolatra..
gritando : o Sejam o* seug olhos coberlos de treva
coragem, compaubeirog, a viclorit pertence-vo.. Foi
este o ullimo perigo que correo Mabomel. Os Ha-
wazenifas fugiram e procuraran] refugio em Taief
cidade torta que oa Mussulmanos cercaran immedia-
taim-nle. Esles nao a pmteram vencer de assaltn,
porm fizeram om immenso saque no campo, e em-
lim Taief submellendo-se ao prophela, vio demolir-
se o templo em.que os dolo, eram adorados.
Desde esse momento a conversan das oulras tri-
bu, tai rpida, e para fallar com o Akorao, nlo
reslavam seuao og rabes rio deserto, os quae. mos-
Iraram-se oa mai. obstinados dos inlieis e dos im-
pos (17)
Dahi em diante pois, haveria urna Arabia mus-
sulmana. A. tribu, as aldeias. as cidade, e, entra
aa principaes, Meca e Medina rcconlieam o mes-
mo ebefe e a religiao nova de que elle era o apos-
tlo. Eis a base que tanta costara eslabeleeer-se.
Eullo era inevitavel que o homem que creara ara
callo e uma nacao quizesse que ellas fos>era reeo-
nbecidas no exterior pe.- guerra, pediodo a vic-
toria urna uotiGcacao brlhanle. Ainda mesmo
quando reinava somenle em Medina, Mabomet en-
viara embaixariores a Cosroes, rei da Persia, ao
imperador Ileraclio, ao soltao da Abvsainia, e esle
ultimo abracara o Islamismo. Quando Meca e o
resto da Arabia obedeceram ao lilho de Abdallah
como ao meusagero do ceo, Mahomel senlio mais
vivamente que nao havia outro meio de conservar
seu poder senlo esteuriendo-o. Elle volveu osolbos
para o lado da Syria; ruhirava Damasco. Para
decidir os rabes S segui-lo, dirigio-lhes cssas pa-
lavras que lambem oceupam o seu logar no Aleo-
rito. Se nao marcharles ao combale, Dos vos pu-
nir severamente; elle enllocar cm vosto lugar
oulro povo..., Mocos e velbo, marchai ao comba-
le, e sacrilicai vossas riquezas e votsa vidas pela
riefeza da f. (18) o Mais larde, Mahomel mani-
fesloif o seu riesprezo para com os refractarios:
Se elle, livessem o designio de seguir o estandarte
da f, leriam taita preparativos, porm Dos reiei-
lou os seui servicos ; augm mlou-llies a cobarda
e dls-e-lhes : Ficai junio de vossa. mulheres. (19)
Com vinte mil homens de infantaria e dez mil de
cavallaria. Mahomel delxou Medina. Atravez de
um paiz rido, dcbaixo de um co abrazador, ello
arrastrava alraz de si os rabes, para os qoaes era
orna novdarie laboriosa ir procurar longe rio suas
aldeias um inmigo que mo coubeciam. Este inimigo
era o imperador Jo Oriente, e Mahomel comecava
assim a lula que devia depois de oilocentos nnos
entregar Conslautioopla aos Turcos-ottomanos, soc-
cessores da grandeza dos Khalifas. Elle marchou
ale ao Tahuc, risonhu oasis no meio do deserto, on-
de depois de dez dias de marcha o seu exercilo en-
coolroo agua e avistou bellas palmeras. Em Ta-
buc que nao he separado da fronleira da Svria te-
nao por quatro esiaccs, Mahomel foi inforrado de
que os Cregos nlo v nibam ao seu nconlro ; enviou
tima mensagetn a lieraclio, e de ambos os lados
lrocarm-se palavras de paz. Sem peoelrar na Sy-
ria, Mabomet a moslrava aos rabes. Ihe- indieava
para o fuluro o. deveres dos verdadeiros Mussulma-
no., a guerra o a conquista.
Durante a sua estada em Tabuc, o- prophela re-
cebeu as bomenagens de muilas Iribus, algumas
da quaes converleram-ge: todas pagaram-lhe um
tributo. De volla a Mediua, elle coincrou ponte-
do aquelles que recusaram segui-lo, depois de cin-
cuenta dias os amnisliou. Depois da sqbmisalo das
iribus que oceupavam aa fronteiras da Syria, Ma-
bomet nlo quiz mais soflrer idolatras no ceniro
mesmo da Arabia, e enviou Ali a ama pergrna-
C3o de Meca, com novos vrselos nos quaes dizia-
se: a O' renles, os idolatras sao Immuudo.. Nao
se aprn\iinem elles mais do templo de Meca depois
desle anuo... Curajiatei aquelle. que nao acredilam
cm Dos... O fogo do inferno est promeltido aos
inlieis; elles ahi eipiarao os seos erimes. (20) De-
pois de ler lirio ao povo reunido eslas lerrveis
palavras do prophela, Ali declarou que dabi em di-
anle era prohibido a lodo o peregrino conservar-se
n em quanlo paaseavara sete vezes em loroo da Caa-
ba, e que era pruhibido sob pena de morle a lorio
o idolatra fazer a peregrinarlo e aproximar-se do
templo.
As conversos mulliplkarara-se, e esses pre-
ceilos novos Iriiiniph iran rias incredulidades mais
rebeldes. Depois desses regulamenlos de Meca,
Mabumel cuidou em ubmetler inteiramente o Ye-
men, islo he, a Arabia-Feliz. Nao contenlou-se
com e-labelecer alii don- delegados que aovernassem
em seu nome; enviou para ubi Ali, como mssio-
nario. para pregar o Islamismo. Kecebendo esla
orileiii, Ali diz a Mahomel ; Apostelo de Deog, eu
sou juveo e mi- inandais-me para o meio de Iribus
onde eorun(ram-se personagens respeitaveis pela sua
iriarie e pelo geu saber. Cotno.ousarei eu pronun-
ciar julgamenlos em sua presenea '! Entao Maho-
med ponrio-lhe a rano sobre a bocea e deptis .obre
o corar", e levantando os olhos para o eco, pro-
nunciou eslas palavras; O' Deog![desprende a sua
lingua e esclarece o seu espirita. (21) Nao dovi-
ilaudo mais de si mesmo, ebrio do espirita de Dos
e do genio do prophela, Ali apreselitou-se aos po-
vos do Yemen, tendo o Alcorlo em urna mo e
a espada na oulra ; crer ou combaler, submetter-
e ou perecer, an. povos tocava c-colber. Em um
s dia realisou-se a conversan da poderosa tribu
de llanulan. seu exemplo arrasfrou as oulras. O
lempo da resistencia (inha-se passado ; io nome do
prophela lorias as cabecas curvavam-se e o Islamis-
mo degenvolvcmto emlim o seu verdadeiro carcter,
ilava o terror por sancro a sua lei.
Obedeciri... venerado pelog povos, ajudado por
servidores liis sobre todog os pontos da Arabia/ no
cumulo do poder o da gloria Mahomel quiz fazer
nma soleraue peregrinarlo a Meca. Legitimo de-
sejo no qual entreva talvez algum presenlimenlo
de um lim prximo. Desde que suube-ae qoe Ma-
bumel devia dirigir-se a Meca, a Arabia toda levan-
lou-se para escollar seu prophela,. o qual enlrou
na cidade acompanhado ue rento e qualorze mil pe-
regriuot e de ura grande numero de victima, orna-
dles de bandeirolas e de flores. O pensamenlo que
rouduzia nma ultima vez Mabomet ao sandiar io de
Ismael era gravar oos espiritas a importancia de to-
das as pratiras du culto qnc elle in-liluira. Por la-
go vcniu-lo ncriip ir-se cm explicar ao povo o senti-
do de lorias as ceremonias, pronunciar do alto de
urna r,iili na a oraran da tarde eda noile, deilar-se
no chao, c esperar o nascer do dia para annunciar
a oracao da aurora. Elle reparti com Ali a inmo-
larn das victimas, e maln com suas propnas
mos essenta c tres della. Os issislcntas nulri-
rani-se da carne dos animaos sacrificados. De todos
os Mussulmanos Mabomsl nlo admiltio a mesa se-
nao Ali, sobre o qual a recente convcrslo dos Ara-
bes rio Yemen riorramava todo o brilho. Em fim
nos ullimos discursos que dirigi ao povo annun-
cou a reforma do anligo Calendario rabe nos ter-
mos que u Alcorlo lem conservado, (.toando o To-
do l'odcrogo creou os co e a Ierra, eglabelercu o
ann rom doze mezes. Esle numero foi gravado
no livro santo. Quatro (lestes mezes sao sagrados,
he esta a verdadeira crtica. Fugi duranle esles
das da iniquidade ; porm combalei os idolatra,
cm lodo os lempos como ellos vo combalem. Sa-
fio; Aboul-Feda.
(16) Mahomel perdoando, exceptuoo um cerlo
numera de culpado, dez, segundo nug, dezeseis,
segundo oulros ; muilos destes proscriptas occulla-
ram-sc. o mais larde enlraram na grara do nro-
phcla. '
(17) O Alcorlo, cap. IX. A conversao
(18] llii lem.
(19) Ibidem.
2 Ibidem.
i (21) Aboul-Feda.
"S.


vil
.
.

fc
J
bi que o Senhor esl cora aquelles quo o lenicen.
(22; Foi nesta peregrinacSo suprema, chamada pe-
lo Arab-s peregrinado do adeo que Mahomet
leu aoi liis cas patarra* tao grave para com o
renles. Hoje puz o sellu em vossa religiSo. Mi-
rilla gracas sobre vos realisaram-se. Aprouve-me
dar-vos o Islamismo. (23).
Nestas grandes liabas acabava-sc a obra e o ho-
raem podia desapparecer. Dous mezes depois de
saa volla a Medioa, Mahomet foi accommeltido de
urna leora no momento em que achava-se era casa
de Zainab, urna das soa mullieres. Nao rallamos
anda das mullieres de Mahomet. O propliela leve
quiote, no obstante om dos preceilos do Alcor lo
era que nenlmm Mus-ulmann podia ter mais de
quatro mullieres o mesmo lempo. Porm depois
de ter dictado este preceito, elle acrescenla. U'
proplieta, tu lens a permissao de esposar as mullie-
res que tiveres dotado, as captivas que Dos fez
cahlr em leu poder, as lilhas de leus lios e de las
lias que fuiiram com ligo, e toda mulher liel que
I entregar o coracito. (2t).
Foi no nielo de uas esposas, que elle declarou
superiores as outras mullieres, que Mahomet passou
seus ultimo das. Pelo consenlimenlo de todas, elle
retirnu-te para a casa de Aieska, a quera todas co-
ulieci im que elle consagravn muila ternura.
(Continuar-te-ha.)
DIARIO OE PERNfiJfJBUCO, SEXTA FEiRA 15 UE DE ZEMBRO DE 1854.
l.-e na Correspondencia Havas. que no dia 13
leste mez liouveram em Pars, mais do cem fogos
(le ehamin.
Um jornal inglez avalia em 20 milhes esler-
lino (90:000 conloe,) ludo quanto eiiate em Sebas-
topol. As fortiticacoe cuslaram 7 milhoe de libras
(31:500 contos; ) e luda a classe de abastecimentos,
linio militares como martimos alli existentes, tcein
valores inmensos.
Le-se no Timet qne urna carta escripia por
um ofTlcial da esquadra americana do Japao, diz
que os commissario-japoiiezes insistirn, com o al-
mirante americano para que no tratado, que lti-
mamente ctlehraram o Japao e os Estados-Unidas,
se inserisso urna clausula pela qual fosse prohibido
as mullieres americanas visilarcm o JapSo. Diz o
mesmo jornal, quo a disparatada exigencia dos com-
.mistarios japoneiei toi ropellidu com todas as tarcas
polo amavel commodoro.
Em Pars, a conlinuacao da ra de Rivol'
alm do Uolel-de-VilIcque deve ligar|em linha rec-
ta a praca da Concordia com a ra de St. Antoine,
deve presentir modificarles importantes eiu'uin
grande numero de estradas publicas antigs, tacs
como St. Antoine, de Uoi-de-Sicile, Tirn, Cloche-
Perce, de Fourcy etc. Muilas deslas mas oflereccm
bastante lenibrancas histricas que nSosao sem in-
leresse.
A ra de St. Antoiue foi anligmenle o Ihealro
principal das testas extraordinarias da corte. Os
res alli faziam as suas cavalhadas, as suas justas e
os seus lornrios. Foi alli que o rei de Franca Ilcn-
rique II fui ferdo morlalmenlc pelo conde ilc
Monlgommery, em um lurneio que se verilicou no
dia 24 de junho do 1539. Em 1660, a rainha Mara
Therea verilicou a sua entrada na capital pela roa
de Si. Antoine ; e o nascimcnlo do delphim, filho
de Luiz XVI alli deu lugar a urna mageslosa corri-
da. Em n. 2i ou26, est siluado o hotel deSally,
que o celebre C-allel perdeu em oulro lempo de um
lauco de dados, e onde esle jogador arruinado veio
jogar as carias no meio da mais misefavcl compa-
Dhia.
A passagem de St. Antoine, que vai desappa-
recer para apresentar urna ra de doze mclrus de
largura, foi construida em 1806, no mesmo ponto
do convenio de S. Anlonio. Os rnouges de S. Anto-
nio cujo eslabelecmenlo principal eslava em Vien-
na, no Delphnado, vieram fundar um hospicio
em Paris, no fim do reinado do rei Joito ; Carlos V
quando regente do reino, deu-llic para este fim ura
prazo, situado as ras de St. Antoine e de Roi-de-
Scile, e do qual os proprielarius, partidarios de
Carlos, o mo, rei de .Navarra, haviam sido dos-
apossados. Este eslahelelecimento fui erigido em ah-
badia no anuo do 1365 ; zeram-se alli entrar al-
guns religiosos que se enrarregaram de recolher os
pobre atacados da molestia chamada fogo de S. An-
lonio, ou fogo sagrado.
OreiCarios V fez edificar a igreja, que s fui
concluida em 1368.. Em 1615 o ltalo da abhadia de
f aria foi supprimido, e a casa convertida em um
collegio para inslruccao dos jovens religiosos da or-
dom. Mais tarde, us bens da bbadia de S. Antonio
foram reunidos i ordem de Malta, que rancedeu
pensoes aos religiosos da ordem antonina, confe-
rid lo-lhes o direilo de trazerem a cruz de Malta.
Esta casa religiosa foi supptiroda em 1790, toruau-
do-seeniao propriedade nacional.
lima nova ra de 16 metros de largura, deve subs-
tituir a pequea ra chamada de Mauvais-Garcons,
quo ja eslava guarnecida de casas no reinado de
l.uiz, o joven.
Os ttulos anligos dao-lhe o nome de ra Char-
tron ; deve esta ultima denominado aos bandos de
ladres que infestaran! Pars dorante o captiveiro de
Francisco I.
A roa de Roi-de-Sicila, chamou-se assim, em
consequencia de um palacio que alli possuio Car-
los, conda do Aujon. irm.lo de S. Luiz, coruado em
Roma u an.no de 1266, rei de aples e de Sicilia.
O palacio de Sicilia, que depois se tornou em pri-
sco, tomn succcssvamenle o uome das senhores
que o habitaram. Apezar deitis mudanzas, a ra
consarvon a sua anliga denominado, mais ou me-
nos abreviada ou alterada. Guillot, no seu Dcl. des
res de Paris, que dala de 130, a iodica pelo no-
me da na do Roi-de-Siclia. Durante a revolar;! >,
chamou-se ra deDroils de l'homm-.
lim alibade que alli possuia orna habilaco no
anuo de 1270, llie deu o nome de ra de Tirn. A
propriedado do abbade Tirn coulinha urna prisSo
onde raris da avsenla armagnaes foram degolados
pelos borgouhe/.ei por occasmo do massacre ile 12
deiunho de 1418. Os chamados Goys, Si. Yon e
Caboche, cujas familias eram de b muilo coriheci-
das nos matadouros e acougucs de Pars, marcharam
i tosa dos assassinos.
Alguroas constrneces guarneciam j a ra de
Bercy no reinado de Lu, o joven, em 1350. Eu-
lao denominava-se ra de lloquelun ; mas tarde
chamou-se ra de la Reale. A ra de Fourcy foi as-
sim chamada em 1681, do nome de Heurique de
Fourcy, senhor de Cessy, antgo presidente dos in-
quccilos, e enta-i preboste dos negociantes. A ra
de Cloche-Perce data de 1250. Qhamava-se na or-
geni ra Clochu-Perce, (ornandu-se depois Cloche-
Perce.
Edificada em 1235, a ra Pavee, que muilo deve
tambera ganhar com a conlinuacao da ra Rivoli,
chamava-se amigamente ra do Petil-Marivaui, de-
pois roa do Petit-Marais, e lomou a ultime deno-
minado prximo do meado do seculo XV. Era
na ra Pavee que em oulro lempo eslava o holel
Savoisi, edificado por, Carlos de Savoisi, camarista
cora dos favoritos de Cari- -s VI.F.-t holel he famo-
so na historia da universiilade pelas consequencias
a que deu losar urna riza q.ie se su*citou entre os
fmulos do senhor da Savoisi, e procissao dos es-
lodanlesaiue se diriga pela roa do Roi-de-Sicilia,
igreja de Sania Calhanna do Val-des-ecolieis.
Muilos tildantes foram fondo hem gravemenlc
pelos domsticos de Savoisi, c o negocio proseguio-
se activamente pela universidad-, decidindo-seem
couselho de Estado que o hotel fose demolido.
Fui a rauito lempo depois que o seu posuidor
obteve pe missio para o fazer reconstruir. Francis-
co I lornando-se proprietario dcste hotel, fez delle
prsenle a Francisca de Lingny, viuva do alini-
ranle Clubol, das mlosde quera depois passou As da
familia dos Guises, cuja ambicio devia ser tAo fatal
Franca. {Jornal do Commercio de Lisboa.)
NAVEGACAO'A VAPOR.
O Inglezcs e os Americanos, rivalisam entre si,
<]nal apresenlar navios mais rpidos, maiores, mais
bem orgtnisados e maior luzo par os viajantes.
lem-se apresentado por toda a parle o acaj, o co-
bre, o erystal, a seda eo velludo nos salos e as c-
mara, ccano as mais sumptuosas casas, nolaveis
pelo wu luto e pela elegancia. He orna mancira
agradavelde altrahir a allluencia, o restituir ao pu-
blico, as numerosassuhvencaes com que concorre.
Desde 1850, que se formn em Glasgow a compa-
nhia que navega, sem absidio. entre Inslalerra e
a>merieado norte, com embarcaeOc conslrui.las
ta de 300 cavalloi, e urna rapidez de 8 motimcnlus
por Imra. em vez de 10 e 11 qe percorrem o, na-
vio subsidiados. Alli nao ha myslerios; unomsa
om rapide*-por consequencia cm fores motriz. Um
03) O AlcorSo, cap. IX. A conversan.
(23) O AlcorBo, cap. V. A mesa.
S! K:Vrora9' C,P- XXXIII. Os conjurados.
(S5) Ibidem.
resultado curioso, e que Mr. Bourgois faz bem so-
bresahir, he que leudo em cnnla os navios de reser-
va, que as companhias subsidiadas estao obrigadas
a possuir para que seu servco jamis se interrump,
osuavioscomuma rapidez mediana, e movidos pela
hlice, fazem em um anuo, lautas viagens como os
mais luciros paquetes.
Os freles comparados 1.-< dos navios de vella, 2.
dos navios hlice em ferro, 3. dos navios rodas e
de grande rapidez, sao respectivamente 31 fr., 78
fr., 75 cent, 105 fr.
Os navios de vella transporlam por 2 quintos do
preco dos navios a hlice em forro, e esles por dous
tercos do preco dos navios subvenciados. Isto de-
monstra, que a- operaces possiveis al boje, em-
pregando o vapor, nao po lem convir senao ao trans-
porte de viajantes e das mercadorias de valor, ou
das mercadorias que evij un muila rapidez.
A companhia Peninsular Oriental, nicamente
conliccida pelo primeiro deslcs nnmes lluvia come-
gado desde o anuo do 1837, a fazer o servicu postal
martimo entre Inglatorra e a penimula liespanhola.
Piinlia em communicacao Falmoul, Vigo, Porto,
Lisboa, Cdiz eGftraltar.
Emprega barco*movidos pela forca de 410 a 450
cavallos.e lera curamunica^ao directa sem iiilerrup-
rau entre Alezandria e Inglaterra; a mediana rapi-
pez he de I", kilmetros por hora.
En 1810 organisou um novo -arvico a vapor, era
toda a eitODele do mar Vermelhoe d'alli at ao In-
dosiao, com enibarcarn s movidas por urna forca de
320 cavallus, tendo a rapidez mediana da 8 } mo-
vimenlos. O que toruava mais dispendiosas as via-
gcus de Suez Asia oriental era a necessidade de
transportar de Inglaterra coinbuslivel preciso para
o servicodo mar Vermellio c do ocano ludio, (ra-
jas ao emprego do vapor, os viajantes e as cartas
au carecem mais de 17 das para alravcssar tres
mares ooEgyoto, entre o Indosto o a Grao-ltre-
laiilia.
Depois de tongas difliculdades, os Inglezes conso-
guiram construir, por conla do pacha do Egyplo,
ura caminho de ferro, que estar concluido no anuo
prximo, desde Alexaudria at ao Cairo, em um
coinprimcnto de 200 kilmetros. Apenas falta con-
tinua-lo em urna extenco um pouco superior a 100
kilmetros para chegar a Suez. Ent.lo ler-se-ha a
Inglaterra posto em communicacao cmplela com a
India por meio do vapor, em um espaco de lempo
que he de esperar se recluta a 40 ilias de vagom cf-
foclivos; era quanto aos navios de volla se tornara
necessarios 4 mezes para tornear a frica dobrando
o cabo da Boa Espcranca.
Oservic.o da companhia Peninsular Oriental, cs-
lende-se hoje a Bombaim, a Calenda, a CeyUlo, a
Siugapour, e at a Chin i, ao Cantan e a Shangai ;
lem mesmo um servir, > aecessorio para a Australia.
A ultima cnnveii';io feila cutre esta companhia e
o ahniranlado de Inglaterra moslra bem o prngresso
da navegacao por meio d > vapor; estipula, que so-
bre a linha principal, us navios percurrcr.ln termo
medio 10 m mnenlos ou 18 '' kilmetros por hora;
oque se suppe qnas 12 muviin:ntos n< occasiai
cm que o mar e o vento eslivereni b nrincosis.
Para compensar os sacrificios, o governo inglez
paga todos os anuos 5 millioes de francos de subven-
Cilo; acrcscer.larenios que o governo relira animal-
mente do servco postal operado pela companhia,
3,680,000 fr. por anuo o que reduz o sen desembol-
so elfo-divo a 1,320,000 fr. por anuo. Mediante esta
somnia, os navios a vapor da companhia percorrem,
cm doze mezes, 1,231,000 kilmetro, islo he. rento
e vntc e tres vezes o quarlo do meridiano, ou Irin-
ta c urna vez a volla inleira da (erra.
O capital social da cnmpanliia Oriental, he de
32,250,000 fr.
He aqui o lugar competente para bem demonstrar
quanto oalmr.mlado de Inglaterra lem visto rcali-
sadas as suas previscVs a respeilo das numerosas
coodicOes quo se haviam imaginado, na conslruccao
dos paqueles a vapor, a fim de que no caso de ue-
cessidade eses navios possam tornar-se navios de
guerra. Desde 1832, que lord Ragln havia feilo
esludarjpor nina commisso mit de oflcaes de ma-
rraba c ile arlilharia as transformadles desle genero
que poderiam verificar-sc, o das quaes nto pareca
que Ulo prximo haveria necessidade.
As eoncloaSn da comraissao sao nolaveis; conven
citar alguiis pontos.
1. Os navios transformados aonca poderao ser
considerados como h&ns navios de guerra.
2. O lamjamento da popa lomarla perigoso o ti-
ro de peca em cerla direcejo.
3." Os navios da companhia lecra muito pouca
m.istreacao ; e as bordas falsas s,1o elevadas de mais :
os -aloes, e os alojamenlos de lu\o sao muito espa-
cosos para as necessdades austeras da guerra ; ha
um grande espato oceupado pela machina a vapor,
assim e uno pelo carvao, cuja deapeza seria enorme.
4< As machinas e as caldeiras estao eipostas aos
projectis do inimigo, e da mesma maneira as rodas,
estas sao de um peso e de um volume enormes, que
prejuilicam muitu o andamento vella; seriara inui-
lo'vulneraveis.
5. A arlilharia, junta ao peso superior, diminui-
ra a stabilidade, sobre ludo a vella.
Em resultado, seria necessario fazer grandes ar-
ranjos, obrgando a enormes despezas para obler na-
vios inferiores aqucllcs.quc a marinha mi.itar cons-
Iruc, e que arma para fazer a guerra.
He essoncial conheccr taes fados. Por esle meio
no caso que a Franca julgassc dever subvencionar
com grandes gastosas linhas de paquetes a vapor,
estara prevenida de nao pagar grandes sommas, pa-
ra imporcoudices que certamenle encontrara il
lusorias, quando chegasse o momento da neces-
sidade.
NAo ser um resultado admiravel ver ein tao pou-
cosaunos nos tres reinos britnicos, a forga tola! do
vapor apnlicada navegarao martima clevar-se a
60,00u cavallos, (anno de 1851) e esta forca trans-
portando por anuo tres a quatro ceios mil viajan-
tes de todas as partes de mundo'! Admira ver que
esle immenso poder he o resultado de um progresso
que lem duplicado em dez annns, A imaginaco, a
impaciencia de ler no fuliiro, faz desejar a assora-
can, de alguma maneira, na rapidez do progresso de
urna forca nova; agrada a idea de snppor, que o va-
por possa em breve lempo, chegar a subsliluir,. com
cerlo meio de segurancia antiga forca do vento.
{dem.)
HMUl
Em 1851, a lotarAo total dos navios de vella era
3,216.194 toneladas, distribuidas dasegunte manei-
ra ; caholagem 685,651; de cabotagem e navegarao
ezterior 252,656, navegado exclusivamente exterior
2,287,897. A lonelagem correspondente aos navios
a vapor, era : tolal 141,741; cabotagem 78,820; mix-
ta 4,926; navegacao exterior 60,995. Por um mi-
Ihao de toneladas transportadas pelos navios de vel-
la, os navio a vapor Iransporlam na cabotagem
114,9.38 toneladas; navegarao mixta 50,770 tonela-
das; navegacAo exterior 26,660 toneladas.
Admira cerlamcnte a diminuidlo tao rpida, que
aprsenla a lonelagem dos navios a vapor, logo que
se affaslam da cabotagem exclusiva.
Para que se forme urna idea um pouco precisa do
estado aclual da navegacAo exterior, operada pelas
duas especies de forra, devidiremos em qualro par-
les esta navegacao.
l. Navegacao com n Europa Occidental ou pr-
xima, cuja distancia aos prinripacs porlos dos tres
reinos britaiinicns sao, segundo os nossos calclos,
1,200 kilmetros; lotaeSo total 1,516,472 toneladas ;
a vella 1,935,321 toneladas.
2. Navegacao cm a Europa affaslada c Asia Oc-
cidental, oquccomprehciidc o mar Braueo, o Bl-
tico e o Mediterrneo, ssguindo urna distancia de
4,003 kilmetros, termo medio; lotaro lolal a vapor
117,880; ave Ha 1,611,200.
3." NavegacAo com frica e America dos dous la-
do do Atlntico, seguindo urna distancia de 7,000
kilmetros, termo medio; lolarao lolai a vapor
226.911 toneladas; a vella 3,217,313 toneladas.
4." NavcgacAocom a Asia Oriental, seguindo urna
stanca. calculada em 22,000 kilmetros, termo
medio; telarlo lolal a vapor 5,444 fondadas; vella
1,056,882 (oncladas.
Desla maneira, tomando na razAo' de 1 a navega-
cao i vella, as (onelascns por navio a vapor, neslas
qualro navegarcs do respectivamente: 0,930,0,073,
0,070,0,010.
Adivses geographca por mis adoptadas, cas
distancias medias aproximadas, que Iho correspon-
den) perrailtem-nos olferecer urna araaeSo
numrica do Irabalho martimo prenchido, em
um anno, pelas forras respectivas do vapor c do
venlo.
Aflm de comparar esla duas forras, lomaremos
por anidad? do Irabalho preenchidn, n transporte
operado em urna estrada ordinaria por um cavallo
de irem, dolado de urna forca mediana, e fa-
zendo-o percorrer com mil kitogramas, 32 kilme-
tros, ou 8 leguas por dia, dqrante seis dias de cada
semana.
Esle Irabalho anmial, desprezando urna fracc,Ao
muito limitada, iguala mil kilogrammas, ou urna
tonelada de mar, transportado a 10,000 kilmetros,
quer dizer, exactamente a distancia do polo ao
equador. l'al he a forca animal que lomamos por
unidade.
Se mulliplicarmos as lonelageus precedente- pe-
las distancias nos termos medios, que temos estabe-
lecdo cm kilmetros, e se dividirnios por 10 mil
os productos, oblcremos os resultados de Irabalho
annual operado separadamente pelo vapor e pelo
veulo.
Tambera se ohleem os nmeros seguintes : Euro-
pa prxima; Irabalho do; navios a vapor, 154,647 ca-
vallos, navios de vella 193.532. Europa afaslada,
Asia Occidental ; navios a vapor 47,152, navios de
vella 6I4.6S0. Asia,America; navios a vapor 159,961,
navios de vella 2,252,119. Asia Oriental ; navios a
vapor 9,777, navios d vella 5,415,271. Se se ava-
har o Irabalho dos navios de vella cm 1,000,000 o
dus navios a vapor ser 68,406.
V-se que cm 1831, o Irabalho preenchido pelo va-
por nao era anda igual i derima quarla parle do
Irabalho preenchido pela forca do veulo.
Os aperfeicoamcutos que teem lido lugar na appli-
cacAo, e sobretodo na economa do vapor, abrevia-
ran] os progressos da navegacao, que emprega a for-
ra motriz, e a parte sempre crescenle dcsta nova na-
vegacao, na marinha commerciante assim como na
marinha militar.
Torna-<0 por lano necessario dexar de admitlir
que a navegacAo operada nicamente pela forca do
vento nao empregUO novoa esforeos para se aperfei-
roar, c conservar una grande parte no Irabalho ma-
rtimo.
Progressos especiaes lerao anda de verilicar-sc, e
scro, he poasivcl, os mai importante, autes pela
iuncdto, do que pelo antagonismo das duas forras
molrizes.
Actualmente, nao se v na navegarao dos ros e
dos cauaes, sean alguns barcos, que fazem uso ni-
camente do vapor. Por loda a parle no alto mar, se
lecm reunido as duas Torcas do vapor e do vento. '
Duas cifras dadas, de passagem por Mr. Bourgois,
sAoproprias para fazer apreciar a economa, que of-
foiece a addiccao,do venlo e o emprego do vapor.
Para ura navio a hlice de 630 toneladas de car-
ga, o preco do app.irelho completo exisi-lo pelo va-
por he de 13,440 libras esterlinas,- em quanlo o pre-
co de armadlo, mcame, c vellas importa nicamen-
te na pequea quantia de 3.34 libras.
Alm desla allianea das duas forcas no mesmo na-
vio, lem-se construido ltimamente, navios pura-
mente de vella {clippertj empregando-se lodos os es-
foreos para augmentara rapidez, 6 aproximando-se,
quanlo possivel, da forma dos navios a vapor.
Por oulro lado os mariiihcros, na navegarao lon-
ginqua, lem foilo um esludo cada vez mais profundo
dos venios peridicos e das correntes de que pode
aproveilar a navegarao.
Era Franca a navegarao mixta, com orna propor-
cAu menor de vapor, he a que mais ronvein ; e a
combinacAo da madeira cen o ferro, para construir
navios de commercio aperfeicoados, lera segura-
mente mais vantagemdo que si-o forro. (Hxlrahid
do jornal scientificn o COSMOS.) (dem.)
' GRANDE EXPOSJCO NACIONAL DE
CRIANCAS.
Recebemos hoiilcm pelo correio, a legjale o im-
prtame proclamadlo, que com especialidade recoro-
mendamos seria attcncAo de lodos os velhos, quer
d'um c outro sexo, que por ventura pos-am per-
lencer a associacao dos dircitos das mullieres, to-
dos aquelles que cram criandis e aos velhos cm
geral. I.eiam, lciam !
GRANDE EXPOSICAO NACIONAL DE
CRIANCAS.
As enancas dos Estados-Unidos sAo convidado
para reuiiirem-se quinta foira,5 de ouliibro de 1854,
no lugar era que se acha a sociedade de agricultura
do coudado de Clark, cm cujo lugar c lempo seus
pais e admiradores sao cncarecidnnicnle convidadas
a se appresenlareni.
Tuda qualdade de niaiiliinenlos para suas roni-
modi'dades ser prvida. L'm magnifico pavilhAo,
bastante conveniente para conter dez mil pessoas,
est se preparando, e ser folo para uso da expo-
sirao.
Os subscriptores esperam ver a maior reuniAo de
criancas que jamis houve no continente. Convi-
dara a presenta e coadjuvacAo de lodos os seus con-
cidadaos.
Nesta occasiao ser distribuido por urna commis-
sao de senhores c senhoras desinteressados, a tres
magnficos premios, no valor de 500 dollars
para cuja compra, um dos meinbros da commssao
lem examinado as manufacturas de New-Vork.
PREMIOS:
i. L'rn magnifico apparelho de prata, consislndo
d'um apparelho completo de seis pecas para cha,
para a mais bella criaora que nao exceder de dous
anuos.
2. Um premio de igual valor*6 mais bella mane
que livor um auno e nao exceder de dous.
3. Um premio de igual valor i mais bella enanca
que nao exceder de dous annos.
Para estes premios lodos podem competir, a un.
ca con lidio exigida he que a cranca lenha nascdo
nos Estados-Unidos.
A commissAo para csses arranjos promette cm-
pregar todos os esforros c despesas para lomar esl
etposir.lo digna de seus amigos. A mais restricta o
ilem e decoro serlo observados. Para esse f'un urna
forca especial de trezenlos homens de polica foi p_
dida, e qualquer pessoa que incorrer na menor falla
quanto a palavra ou comporlamcnto ser immedi
menle presa. A commissAo lem resulvido cump
i resolucAo, alim de que senhora alguma lenha
menor apprehensAo em quanlo ao decoro de irem
all com seus filhos.
S appresentarao seus filhos a esla prelencao
quelles que o quizerei, mas esperamos que lodos
irarAo; assim poderemus formar a mais bella c in
ressante exposirao de lindas rosas, e lal como jamis
fora vislo em jardra algum de liorlicullura. Farc-
inos o que pdennos, vos fareis da vossa parte
que pn ler le-.
! TAe Aeic York lerall. )
COMMERCIO.
'HACA DO REC1FE14 DE DE7.EMBROAS3
IIORAS DA TAJKDE.
CotacOcs olticiaes.
Aisucar mascavado regular18300 por arroba.
ilo dito escolliido I950 por arroba.
Assucar braueo haixo UMO e 2?>000 por arroba.
Al.FANDEGA.
Kcndimcnlo do dia 1 a 13.....123:495*132
dem do dia 14........6:084*153
129:579S185
etcarregam hoje 15 e'dezemhro.
jliigiic hanihurguezAilcr mercadorias.
tscuna hamburgueznMinervaqueijos, batatas e
garrafas vasias.
Barca americanay;ii>crfarinha de trigo.
Brigue luglezLsther Annbacalho.
Importacao'.
Briguei haroburuiiez .liller', viudo do llainburco,
consignado a C. J. Asile] & Companhia, manifestou
o segrate:
1 caixa mcais de algodth); a J. II. Gaensly.
1 dita sabaq, 1 Jila bulos de liorlelSo pimenla, 1
di(a pennas de uro ; a ordem.
2 ditas tecid-M de algodao para calcado. 2 pacoles
amostras, 1 ca xa leridos de lAa. I d'ila vestidos de
algodao, 1 dita botf.es, 5 ditas tecidos de linbo ; a
Iimni Mousen & Vinassa.
1 dita encerado ; a Chrisliani & Irmaos.
1 dita grava tas, dita lencos de, seda, 1 dita (ec-
riosdeeda, I pacole amostras, 1 caixa charutos, 3
ditas c 1 amoslTa perfumaras, 3 caxas bezerros en-
vernisados. I d,ila couros para sellins, 2 ditas chales
de 1,1a ; a N. O. Bieber A Companhia.
1 dila bezerros, 00 barril geiicbra, 1 caixa objec-
tos do ouro, 2 ditas bordados de algodao, 1 fardo te-
cidos de lAa, 1 .oac.fo c 1 caixa amostras, 100 dilas
queijos, 4 dilas bezerros, 5 ditas ineias de afoodAo, 5
dilas tecidos de algodao c linho, 51 ditas velas. 1 di-
ta leridos de al godao e seda. 2 dilas se las, 300 pa-
coles papel de cmbrulho,60ditos dilode peso, |,|)(H)
harria cemento, 100 saccas farello, 1,-200 garral'ocs
vasios 5 a C. J. Astlcy & Companhia.
2 Tardos tecii los de laa. 1 pacolinho amostras, 1
caixa tecidos de algodao, 1 dita ditos de meia lAa ; a
Schafleilin & 'Companhia.
1 dila amostras ; a E. H. Wyall.
4 ditas bezerros envernisados, 1 dila um cofre de
ferro ; a i. C. Rabe.
Isscuua hanabiirgueza A/inena. viuda de Ham-
burgo, consignada a Brunn Praegcr & Companhia,
manifestou o seguinlc :
.30 caixas garrafa de cognac, 100 barril e 1.30 fras-
queras genebra, 20 barris e 5 cestos cerveja, 101
caixas velas, 2 pe^as carne fumada, 10 barris carne,
21 caixas queijos, 56 ditas tecidos de algodao. linho
e seda, 32 dilas vidros, 2t ditas cadeiras, 21 ditas
qiiinquilbarias, 3 ditas pelles, 1 dita roupa foila, 1
dita amostras, 20 garrafoc ervilhas, 10 dilos ceva-
dinha, 25 presuntos, 1 caixa silmesr 4 barris aren-
ques, 2 dilos feijo, 100 cestos batatas, 200 barris
cimento ; aos consignatarios.
4 caixas confeitos ; a O. Plessenann.
1 dita bezerros envernisados, 2 ditas espadas ; a
E. Ilwyall.
20 ditas queijos, 1 dila bezerros euveruisados a
Novaes & Companhia.
2 dilas livros para escriplorio. 1 dila meias de al-
godSo, 2 pacoles amostras, 1 fardo lecido de lAa
caixas pelles euvernisadas, 1 dila fazeuda lecida de
fio de ouro ; a ordera.
1 dita lecido de algodao, 1 pacota amostras ; a E.
Burle.
1 caixa folhas de ouro ; a N. O. Bieber iS Com-
panhia.
1 fardo lecido de lAa ; a Timm Mousen & Vi-
nassa. <
CONSULADO GERALv
Rendimento do dia 1 a 13.....17:032$IS8
dem do dia 14........2:2005.390
19r232578
DIVERSAS PROVINCIAS.
Itendimeulo do .lia I a 13.....1:5899265
dem do dia 14........ 538*401
2:1279666
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PliRNAMHUCO.
Itendimeulo do dia 1 a 13.....8:800$O56
dem do dia 11.........1:179*390
9:979i6
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendiuientnilo dia t a 13.....23:1.54*931
dem do da 14........ 1:4853121
21:659-5500
VIOVIMENTO DO PORTO.
Sai-ios entrados no dia 14.
Le i h(15 dias, brigue inglez lila, de 201 tonela-
das, capilAo James Adaras, equipagein 10, carga
carvAo ; a ordem.
Rio de Janeiro19 .lias, brigue hespanhot Paco, de
139 toneladas, capilAo Pedro Orla & Millet, cqui-
pagem 12, era lastro ; a Viuva Amorini & Filho.
Haraburgo60 dias, escuna hamburgueza Minerva,
ile 95 toneladas, capillo T. I.ulling, equipagem 7,
carga fazendas e mais gneros ; a Brunn Pracger
cV Companhia.
Ncw-Orleans58 dias, galera americana Amelia, de
537 toneladas, capilAo C. G. Bunker, equipagein
17, carga farfolla de trigo c mais gneros ; a Jo-
hiistuii Palor & Companhia.
Rio do Janeiro17 .lias, brisan hespanhol Empre-
hendedor, de 244 toneladas. capilAo J. Moiiiis,
equipaaem 14, cm lastro ; a Aranaga & Brvan.
Lisboa e S. Vicente19 dias, vapor da guerra pa-
raauayense Tacuari, cumman laule G I-".
Morice.
Natio sahido nn metmo dia.
Rioilc JaneiroEscuua brasiloira Tamega, capillo
Manoel dos Sanios Pereiri e Silva, carga assucar
e mais gneros. Passigeiro, Jos Marlins Gon-
ealves Lirio.
EDITAE3.
O lllui. Sr. inspector da lliesouraria provinci-
al, eo>. enmprimrnlo da ordem do Em. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que no
dia 21 do crrenle pcraule a junta da hienda da
mesma thesoorara su ha de arrematar quera por
menos iizer, us reparos urgentes das puntes de San-
io Amaro, Tacarnos, Arrombados e Varadouro,
avallado em 8853400 rs.
A arreinalacAo sera feita na forma da lei provin-
cial 11. 343 de l de maio do crrenle, e sol as con-
diees especiaes abaixo copiadas.
Aspesso?s que se propozerem a esla arrematadlo
coinparecam na sala das sesses da mesma junta
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandn allixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
huco II de dezembro de 1854.O secretario.
Anlonio Perreira d'Annunciariio.
Clausulas especiaes para a arremalara'o.
1." As obras dos reparos das ponfos de Sanio Ama-
ro, da Tacaruna, dos Arrombados e .do Varadouro
serflo foilas de ronformidade cora o ornamento re-
metlido ao Exm. presidente da provincia na impor-
tancia de 8849100.
2." O arrematante principiar as ditas obras no
prazo de 30 dias, e lindar 110 de 4 mezes contados,
como determina o art. 31 da lei provincial 11. 286.
3.3 O pagamento ser feilucn urna s prcslacilo.
quando o arremalaiile liver concluido todas as obras
elavradoo respectivo termo deenlrcga.
4.a Para ludo mais que 11A0 cstiver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que deter-
mina a mencionada lei provincial. Conforme.O
secretario, Antonio Ferreira d'AnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria' provin-
cial, cm comprimen o da urdein do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico que 110 da
4 de Janeiro prximo viudouro, pcraule a junta da
razenda da mesma lliesouraria, se ha de arrematar
a quera por menos Iizer os reparos urgentes da 4.
parte da estrada do Pao d'Alho, avaliada cm rs.
4:500.
A urromalacAo ser foila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 14 de maio do correle anno, e sob as
condiees especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacjfo,
comparecam na saladas sessoes da mesma junta pe-
lo ineio dia, competentemente hnbililadas.
E para constar se mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 7 de dezembro de 1854.O oflicial de secreta-
ria servindo de secretario, Miguel Alfonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1. As obras dos reparos da estrada do Pao d'Alho
entre os marcos7,000 a 1.000 bracas, lar-se-hAo de
ronformidade com o 01 comelo p perlis approvadns
pela directora em consclho e apresentadus a appro-
vacao do Exm. Sr. presidente,rna importancia de
4:408*000 rs.
2." O arrematante dar principio s obras 110 pra-
zo de 15 diase as concluir no de 3 mezes, ambos
contados deconformidade com o art. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3." A importancia desla arrematarlo ser paga
em duas preslacoes iguacs: a 1.a quando cstiver fei-
ta a incladc da ubra ; e a 2.i quando esliver con-
cluida, que ser logo recebida definitivamente sem
prazo de responsabilidade.
4.a O arrematante excedendo o prazo marrado pa-
ra concluslodas obras, pagar una mulla de 1005
rs.. por cada mez, embura Ihe seja concedida pro-
roaacao.
5.a Oatremalanleduranle a execarAo das obras
proporcionar Iranzilo ao publico e aos carros.
6." O arrematante ser obrigado a empregar na
execuco das obras pelo menos melado do pessoal
de gente livre.
7.a Para ludo o que nao se adiar determinado as
presentes clausulas seguir-se-ha o que dispe a res-
peilo a lei provincial n. 286.Conforme,
Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 24 denovembro prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia 28 do corre-
le, pcraule a junta da fazeuda da mesma lliesoura-
ria, se ha de arrematar a quera por menos Iizer a
obra do 5. lanjo da estrada do norte avaliada era
16:130*204 rs.
A arrematara.! ser foila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correte anno, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a est arremalaeo,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta pe-
lo ineio dia competentemente habilitadas.
E para constarse mandou affixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario-
Secretaria da thesnuraria provincial de Pcrnam-
buco 4 de dezembro do 1854.O oflicial da sccrela-
ria servindo de secretario, Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematado.
Art. 1. As obras desle lauco scrAo execuladas na
conformidade cora oorramenlo nesla data approva-
do pela directora cm conselho, e apresentado a ap-
pruvarao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 16:130*204 rs.
Art. 2. O conlralad. r dar principio as obras no
prazo do 1 mez, e concluir no de 15 nic/.cs, arabos
contados na forma do .ir!. 31 da lei provincial n.
286.
Art. 3. o pagamento da importancia .leste con-
Irafoser feilo de conformidade com o art. 38 dasu-
pracitada lei. o cm apolices da divida publica, crea-
da peta lei provincial 11. 354.
Art. 5. O coulratador eropregar ao menos meta-
de dos Irabalhad.iies livrcs.
Art. 5. Para lulo mais que nao esliver determi-
nado lias prrsentesclaifsulas e no orcanicnto, seguir-
se-ha o que dispe a lei n. 286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. director das obras publicas manda
fazer publico, que contraa por espaco do 11111 anno
11 forncciiiienlo de lodo o lijlo de alv'enaria gros-a t-
batida, cal pela cari-a, que fr preciso nanas obras
publicas desla cidade. qucseli/crem por adminis-
IracAo, sendo posto esss m itcriaes nos porlos mais
prxima das mesma obras : as pessoa. que pretcn-
derem fazer esse contrata, apreseulem suaspropos-
las na mesma repartidlo, no dia 23 do correte ao
meio dia. Secretaria da directora das obras publi-
cas U de dezambro do 1834.O secretario,
Joagitiin Francisco de Mello Santos.
IHm. Sr. inspector da lliesouraria de fazenda
desla provincia, manda fazer publico para rauheci-
mento das pessoas inleressadas, a rclaeAo abaixo de-
clarada das notas de 20* rs., 1 padro da nova es-
lampa em papel bronco, cmitlidas da caixa d'araor-
lisaca.i em substituido das dilaceradas.
Secretaria da lliesouraria de fazenda de Pernam-
buco 24 de novembro de 1851. O oflicial maior,
Emilio Xavier Sobreira Ue Melh.
RELACAO' das notas de 2000t', 4. padr.lo ca nova cslampa era papel branca, que pelos avisos de de 25
agosto prximo passado, e 17 do presento mez foram assigna-las. e ora emiltidas por esla repartidlo
cm substituidlo das dilaceradas, seguida da descriprn feila sobre aquellas mesma nola, a saber:
NOTAS DE 20*000.
SERIE.
QUANTUM DE
1000
1000
1000
1000
1000
500
500
500
1500
1000
1000
4000
1000
1000
1000
1000
7000
500
.300
1000
1000
600
.300
500
1000
.300
.300
500
1.300
.300
500
500
500
500
.500
37000
NUMERACAO1.
ASSIGN ATA ROS.
1
1001
2001
3001
4001
5001
5501
(001
6301
8001
9001
10001
14001
15001
16001
17001
1K00I
2.3001
25501
26001
27001
28001
38501
20001
2tl>l
31001
31501
32001
32501
34001
35501
35001
33501
361101
36.301
Jos Joaquina lliheiro.
Notas.
1000
"2000 Antonio Jos Marque de S.
3000 Aznslinho Coellio de Almeida.
5000 Jos Procopio Percira Fontes.
.3000 Francisco Jos Morcira de Carvalho.
5500 Eleulcrio Jos de Souza Filho.
6000 Luiz Alves Pcreira.
6.300 Joaquiui Josde Norouha.
8000 Luiz Alves Pcreira.
9000 Jo,1o Jos Tcixcira.
10000 Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvira.
15000 Luiz Alves Pcreira.
15000 Francisco Jos Moreira de Carvalho.
i(000 Luiz Alves Pereira.
17000 Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
18000 Aaostinho Coelho de Almeida.
2.3000 Luiz Alves Pereira.
25500 Antonio Jos Marques de S.
26000 Eleulerio Josde Souza Filho.
27000 Francisco Jos Murcira de Carvalho*
28000 Jos I rocopio Pereira Fonlcs.
28.300 Agosliulio Coelho de Almeida.
29000 Luir. Alves Pereira.
29500 Eleulerio Jos de S1.11/.a Filho.
31000 Luiz Alves Pereira.
31500'Mgucl Cordeiro da Silva Torres Alvim.
32000|Jolo JosTeixeira.
32.300' Antonio Jos Marques de Sa.
350001 Luiz Alves Pereira.
31500 Joaquina Jos de Nornnha.
35000 Francisco Jos Moreira de Carvalho.
35.300 Eleulerio Jos de Souza Filho.
36000 Luiz Alves Pereira.
36500 Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
37000 Jos Procopio Pcreira Fontes.
DESCtlRCAO' DAS NOTAS CIMA. CUJA ESTAMPA DtFFERE DAS QUE ACTUALMENTE
GYRAM NO DITO VALOR, 3." PADRAO.
O papel he branca*, ca nota impresas com Unta prela, o emblema be nmgrano de tres figuras, que
symbolisaui a agricultura, abundancia e navegar >, as tarjas largas ao lado esqiindo, lem no centro
a coi-oa Brasileira, e ao direilo a niodalha da Ordem do Cruzeiro, as series sao designadas por ledras al-
pliabBllcas, pineipiando pela serio A, as quaes se vio emitlir, os 20que e achara denla de um
circulo nos quilro cados, assenlam sobream fondo iliflerentc das olas de 20J0OO rs. aman lias, que aca-
bara em lucos, sendo lambeni diflercule o fundo das tarjas.
O mais irabalho he igual olas de 20* da 3.a eslampa.
Caixa da ainorlisacao 21 de oulubro de 1851. O I." escriplurario Joo Jos da Costa.
O inspector geral interino
Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
DECLARACOES.
Por esla subdelegada c faz publico, que se
acha re.-olbido acadela desla cidade o prelo, que se
diz ser crioulo. c rhama-se Abrahao. que reprsen-
la ler de 40 a 13 almos de i Jade, ceiifessou ser escra-
vo de Jos de Mcudoiira do eng.-nho du Meio. do
Pasao de Camaragibe provincia das Alagoas. o qual.
leudo procurado a Leonardo Bezerra Montenegro,
prelo,morador no lugar da Einbiribeira.ilisiririudi.-sta
fregue/.ia.para trabalharcomo forro,e ilesronliando o
dito Leonardo que elle fosse captivo.- estivesse fgi-
do, o fui entregar ao respectivo inspector que o rc-
inelteu a esta subdelegada : queni se julgar com di-
reilo comparece munido dos competentes ttulos, que
provau.fo legalmenle llie sera euiegue.
Subdeleg.iria'.la freguezia dos Alegados 13 de de-
zembro de 18-34----Serafn/ Pereira da Silva Mon-
teiro, sun telegado su;iplcnle em exerrieio.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que os 30 das atis para a rohrauca da dci-
ma dos predios urbanos das fregnezias desla cidade c
da dos A Togados principiara a contar-re do 1. do cr-
ranle mez de.di'zembro cm diante, e lindos os qaacs
inrorrem na mulla de tres por ccnlo lodos os pro-
priclarios que deixarem de pagar seus dbitos no 1.
semestre de 1854 a 1855.
CONSELHO ADMINISTRATIVO. *
O conselho administrativo em virio.le da autorisa-
Ao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de com-
prar os ohjectos seguintes :
Para provimento dos armazensdo arsenal degoerra.
Papel de peso.' resmas 8.
Oflicinas de 1.a e 2. classe.
Taboas de assoalho de pinho, duzias 30 ; oleo de
linh.ic.i, arrobas 6.
Para fornccimeulo de luzes seslaces militares.
Azeile de carrapalo, caadas506 dita*de edeo,di-
ta 39 '1 ; parios, duzias 6 ; vellas de carnauba, li-
bras 142 ; lio de algodao, ditas 40.
Botica d hospital regimonta!.
Ameixas passadas, libras 8 ; amy.lo, ditas 8 ; assa-
folida, dila a ; asucar refinado branco, arrobas 8 :
alcool 36, caadas 12 ; aiilimuiiio (metal), libra '., :
.aclalo de chumbe, libras 8 ; acido azolico 40,'di-
las 4 ; dito siilphuricu, dilas 4 ; dito chloridico, ditas
4 ; dito tarlarico, ditas 4 dito ctrico, ditas4 ; banda
de porco, arrobas 2 ; bicarbonato do soda, libras 4 ;
dito de potassa, dilas 8 ; cyanureto d potassjo bron-
co 1, dila 1 ; cicuta, ditas 2 ; raiz de cbicorca, dilas
32; cobre (metal), ditas 2 ; cascas de wenler, dita 1 ;
carbonato de polassa, dilas 8 ; cascas de barba-tiniao,
ditas 4 ; denlo clilorurelo de mercurio, lila meia ,-
exmelo de salsa parrlha, dilas 2 ; dito de guayaco,
ditas 2 ; cnxofre. dilas 8; estanto (metal), dita 1 ; fu-
maria, dilas 8 : familia de Irigo dilas 8 ; flor de cn-
xorre, dilas 4 ; ditas de malva, dilas 1 ; dilas de vio-
las, dilas 4 ; dilas de papoulas, dilas 2 ; dilas de sa-
bugueiro. dilas 16 ; figos pastados, ditas 8 ; gramma,
dilas 32 ; gengibie branco em p, dilos 1 ; hydra-
Icool de 20 a 24, ranadas 12 ; iodureto de polassio,
libras 4 ; incens escolliido, ditasS ; lubilia nflala,
ditas 2 ; licopodio. om;as4 ; mana, arrobas 2 ; mar
lira queimado, libras 4; musgo de Crcega, dila.';
mel de ahelbas, libras 32 ; nitrato de polassa, libras
8 ; oleo de palma, caadas 3 ; dito de parido, libra
1 ; dilo de mcela, libra 1 ; dilo de cicula libra 1 ;
dito de oliveira, caadas 3; dito de bagas de timbro,
opsa t ; pastilhas de vichy, caxas 20 ; ditas de 11.1-
f, caixas 50; ditas de orlelAa pimenla, libra 1 ;
passas, libras 8 ; polassa caustica (cm vidro com ro-
lda), onca I ; rubaiitesypliiIiticio,garraras25; sao-
tonina, mica I ; sulphalo de alumina c polassa, li-
brasS ; sement de Alexaudria, libras 2 ; sulphalo
de cobre, dilas 4 ; larlralo de potassa e soda, ditas
8 ; valerianato dequinino, oilavas 4 ; dilo de zinco,
dilas 4; dito de atrofiua. dita 1 ; vinho bronco, ca-
ada 1 ; dito linio do Porfo, libras 8 ; xarope de
naffc, vidros 50 ; dilode lamouroux, garrafinhas 20;
dito de puntas de spargo, garrafas 20 ; tmaras pas-
sadas, libras 4 : zinco (metal), dilas .
Para a colonia militar de Pinenlciras.
Agurdenle de 22 graos, 2 garrafas ; dita rosada,
1 dita ; dila de Sedliiz, 2 ditas ; dita de Solonio
essoneia), 2 vidros ; areelalo de morphina, 2 onras;
>n;.l.. ,,,(,;. l. ...<:.-,. ^ .... ,.. .- '
appareccu sem guia na larde de 13 do coi rente, pe-
lo pateo da Penda. Subdelegada de S. Jos do Re,-
cife 15 de d.-zenibro de 1854. () subdelegado sup-
plenteManoel Ferreira Jcciuli.
S0GIED.1D8 DRAH4TICA Kt!P.EZRiA.
ULTIMA RECUA DO ANNO.
Saiibado 18 do dazembro.
Depois da exerucao do nina escoldida ouverlura
tero p. iocipio a representadlo le um bello e varia-
do cspcctacalo dividido cm 5 parts.
i.' parte, a representadlo da nova comedia de
costuinesem um acto intitulada
A BOFETADA,
tradutida do iraheez para uso du tbealro Gvmuasio
era Portugal, ah representada com bstanle ap-
plauso.
Personaaens.
Paulo Feral. .....
Emilia sua mulher. .
Mignonel. advogado .
R0111A0, criado de Paulo.
Lucas, criado.
Um oulro criado
Adores.
O Sr. Bezerra.
A Sr.a I). Leopoldina.
O Sr. Monleiro.
n Santa Rosa.
Pereira.
Lima.
muito modernas, eouttos muito objectos
que estarao patentes no mesmo armazem,
os (|uaes se entregaro pelo maior prero
ollerecido, em coniequencia dos donos
de taes objectos retirarem-se.
O agente Vctor far leilAo de lodoso gneros
e ai macan em um s lote on a voulade dos licitantes,
la taberna tila cm Fura de Porta 11. 88, perleucrn-
le a Antonio Jaeinlho de Medeiros Dutra, para pa-
gamento de seu* credures : sexta-foira, 15 do tor-
rente, :is 10 .'5 horas da manha, no indicado lu-
gr ; convida-ae aos senhores laberneiros para a
prxima, pois nao se engeila preco. s
Heje 15 do correle, a 10 horas da manha.i
era poulo, haver !eilao no largo da alfandega de 30
caixas com ceblas.
O agente Borja transferio o ultimo
leilflo deste f.nno, que tinlia lugar quinta
f'eira 14 em seu atma/.em na ruado Col-
legio n. 15, em consequencia da chuva, e
por isso az sciente ao respeitavel publico
(|tie fica transferido para sabbado 16 do
corren te, o qual constara' dos objectos ja'
annunciados.
AVISOS DIVERSOS.
A scena passa-se em Franca na actoalidaile.
2. parle, o l. aclo da comedia vaodcvilfo cm
tres acias intitulada
O PHANTASMA BRANCO,
produccAo du Sr. I)r. Uacedo,
3.a parte, o 2." acto da cumedia.
4." parte, o 3. c ultimo acto da comedia.
5." c uliintii parte, urna das iiielhorcs comedias
em um aclo ja representada, cura a qual lindara o
espectculo.
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
as com pipos, oito ; borrachas
grandes, 4 dilas ; calomelanos impalpaveis, 2 on-
eas ; canalistula, 1 libra; canlhandas dila ; cap-
sulas de ciipniba, 2caixas; reva-la, 8 libras; ceva-
dinba. 4 dilas; chocolate de Lechim, 12 paos ; con-
serva de rosas, 1 libra ; creozote beltard, i vidros ;
erystal mineral, I libra ; cyanure. 1 onca ; cyanu-
reto de polassa, 1 dita ; cilrato de magnesia. U li-
bra ; emplaslr confortativo, I dila ; encerado Le
Perdriel.6 olea ; enxofro sublimado, 'i libra; es-
' do o, 1 onca ; dila de rosas, 1 dila; di-
bergamota, 2 dilas ; dita de terebcnlina, !<
sencia do
la de
libra ; estoraque, I onca ; extracto de estramonio, 2
ditas ; flores de borrageni, 1 libra; ditas de enxofrc,
2 oncas ; dilas de rosas, 1 libra ; dilas bequicas, 2
dilas ; dilasde belladona, '. dita ; ditas de papoi-
las, 'j dita ; galba, J dita ; goinma arbica, 2 di-
las ; dita gula, 4 oncas ; dila kiuo, i ditas; dila lac-
ea, i dilas ; hyssopo, libra: kermis mineral, 1
onc,a ; labaca aguda, I libra ; Le Roy purgante, 8
garrafas ; dito vomitivo, i dilas ; liiibaja sement,
4 dilas ; muriato de amoniaco, 2 oncas ; niel rosa-
do, 1 garrafa ; man, 16 libras ; leo cssencial de
sabina, 2 oncas ; dito ricino, 8 garrafas ; oxemel
sdlilico,.' onr,as ; dilo simples. 4 (lilas ; pedra li-
pse, 2 duas ; polpa de tamarindos, 1 libra ; poma-
da oxigenada, 1 dila ; dita de pepinos, 1 dita; dila
de sa'.urno, 1 dila ; por ai-nmaticn 1)2 dita ; puz de
joanes, oncas ; rail de altea, i libras ; raspas de
viado,2dilas; rezina elcrac, l|2dila ; ether acti-
co, 2 oncas; dilo sulfrico, i ditas ; robaulesv-
phililico lafoueur, 2 garrafas; salsa de llrisiul, 2
dilas ; sabAo branco, 1 libra ; dilo deveneza. 2 di-
tas ; espirito de vinho rectificado.1 garrofa ; cerveja
prela. 1 dilas ; espirito de aleci ira, t onca ; espiri-
to voltil de sal amoniaco dulcificado, 4 oncas; cil-
la cm p, I dila ; senleio de espVoes, l"|2 dila ;
sanguetncaa de Harobargo, 23 ; espirito de ortc-
l'ui pinouta, 1|2 libra ; tapioca, i .tilas; lulhia, 2 on-
cas Inrbetle mineral 2 dilas ; Untura de beijoim
coniposla. 1 ditas ; dita de ferro niuriatico
2 dila; verdete. 4 oncas; vecalorio 2 li-
bras: xarope do bosque, frascos grandes qualro ;
ditos de arlalo de morphina, garrafas 2 : (Jilos de
ponas de espargo, ditas 2 : ditos de ruibarbo, ditas
I ; ditos de chicoria, dita I ; dito de alihea, dilas 2 ;
dito emtico, ditas 2 -.dilo lito acullico, dila I dito de ipecacoanha, dita i ; la-
minas de puz vaccinieo numero 1 ; aguador de Inlli.i
fornida, de palmo o meio de altura, c palmo de largu-
ra, com furos no bic 1, para banhos de iufusao nas
molestias de pello, numero i ; caxas de madeirascom
ligas, para a re.luccfio das fracturas da cota ou ineni-
bros inferiores, dilos ; palos de folh 1 12 ; ligcllas
:lc dita 12 ; machinas d sarjar cora duas Columnas
de uavalhas, 1 ; cas-arollas de po de pedra com 12
pok-gadas de bocea, e una com 8 dilas, 3 ; bacas
de rame com 12 polegadas- de bocea para lavatorio
le chafas 2 ; marmitas de follia 8; cobertores de baO"
ta 12 ; funis pequero, de f.dha do lian Iros 1 ; mar-
mita de forro forrada de cslanho para a botica 2 ba-
anea de lalAo com conxas razas de 12 polegadas de
espaco I ; orinoes broncos (i : iiropemas sendo 1
bem fina ; livros para o espediente da Lolica e en-
fermara i ; elementos de pharmaria de pbarraa-
copia.
Quemquizer vender estes objectos aprsenle as
suas propostas era carias techadas, na secrelariado
conselho s 10 horas do dia 21 do correle mez.
Secretaria do consclho administrativo para forneci-
mento de arsenal de guerra 13 de dezembro de 18.51.
yo.se de tirito Inglez, coronel presidente, Bernar-
do Pereira do Carino Jnior, vogal e secretario.
Por esta subdelegada se declara, qne se acha
recnlhido om deposito, para ser entregue a quera pro-
var que Ihe perlence, um burro com cangalha, que
AO PARA'.
Vai seguir mui brevemente
a escuna FLORA, capitao
Jos Severo Rios, s pode re-
ceber carga miuda: trata-se com os con-
8goatanoi Antonio de Almeida Gomes k
C, na roa do Trapiche n. 1C, segimdo
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO,
o brigue nacional MarianitA sabe com loda a bre-
vidade ; recebe carga a frote, cscravos e passageiros:
quera pretender embarcar, trate com Manoel Igna-
cu de Oliveira, na praja do Corpo Santo n. (i. es-
criplorio, ou com o rapilAo jos da Cunha Jnior.
Para o Rio de Janeiro segu viagem com hre-
vidade o brigue uacional Sero ; paro carga e o sera
vos a frele, Irala-se com oaconsignatarios Thomaz de
Aquino t'ouscca & Filho, na ra do Vigario o. 19,
primeiro andar.
Para Lisboa sahe com a maior brevidade o
brigue porlagucz Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, Irala-se cora os
consignatarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho,
na roa do Vigario n. 19, primeiro andar.
PARA O ASSL'
sabe com muila brevidade o hiate Anglica ; quem
nelfo quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se a
ra da Cadeia do Recife 11. 49, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro saliecom mui!;;
brevidade, o brigue nacional Sagitario,
maior
pa-
co m
na ra
ou
com o capitao Manoel Jos Prestello,
a bordo.
Para o Porfo segu viagem a barca Sania
Cruz no dia 15 do crrenle : quem na mesma qui-
zer carregar ou ir de passagem, dirija-so a Francis-
co Alves da Cunha & Companhia, ou ao capilAo na
praca.
PARA O RIO DE JANEIRO.
o brigue nacional DainAo segu com brevidade por
ter parle de seu carreganicnln prompto ; para o res-
lo da carga, passageiros c escravos a free, Irala-se
com Machado Pindciro, na ra do Vigario n. 19,
segundo andar.
PARA O RIO OE JANEIRO,
o brigue nacional uElviran segu na prsenle sema-
na ; anda pode receher alguma carga miuda, pas-
sageiros e escravos a frele : trala-se com Machado
& Pinheiro, na ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Para Philadelphia segu viagem em poucos
dias a galera americana n Junpero; para passagei-
ros, (rala-se na ra do Trapiche a. 48, em casa de
Roslron Rookcr & Companhia.
Para Lislida pretende seguir com toda a brevi-
dade a barca porlugueza (ra'.idao : para carga e
passageiros, Irata-se com os consignatarios Thomaz
de Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vigaiio D.
19, primeiro andar, ou com o capilAo na praca.
Para o Rio de Janeiro pretende sabir com a
possivel brevidade o patacho nacional (I). Pedro V:
para carga e escravos a fele, Irala-se com osconsig-
nalaiios Thomaz de Aquino Fonseca & Fiiho, na rila
do Vigario 11.19, primeiro andar.
Companhia de Liverpool.
Espera-sc de
. 1 Liverpool, no
(lia 19, o vapor
de roda Pam-
pero, rnmman-
dnle (i. Sla-
rain. o qual
lem de enlraj
para o mosquei-
ro a rec-ber
carvAo; os passageiros qne quizerem ir para o sul,
nao podem adiar mcihor commodidade.a sua demora
he lmente emanante rerebe o carvao : agencia na
ra da Cadeia Vellia n. 52.
Vende-so una barraca nova e bem construida,
de boas madeira-, denominada Klor do Douro. fon-
deada no caes do Ramos : a Jralar na ra da Praia
n. 36.
LEILO'EST"
LEILAO DE JOLAS.
SEXTA-FEIRA 15 DO COHRENTE.
agente Isorjaata" leiiao, no seu ar-
mazem na ra do Collegio n. 15, a's 10
horas, de um esplenlido sortimento de
obras de ouro, como bem: adcreeos, meios
aderecot com esmalte, ditos sem elle, pul-
eeii-as do ultimo gosto, alfinetes de peito
para senhoras com pedras finas, ditos pa-
ra liomem, trancellins de varias grossu-
ras, collares*, anelles, correntes rara re-
logio, relojjios patente inglez, ditos suis-
sos, ditos de parede com msica, dito pa-
ra cima de mesa, ricas caixas de msica
Tendo-se reconhecido que a despe/.a
ile escripta ( cobranea do importe dos
annuncios he superior ao valor driles,
previne-scaos senhores assifjnantes desle
i Diario (jiie quando os raandarem, re-
meltam ip;ualmente a sua importancia ;
alias nao seriio publicados.
FOLHINIIAS ECCLESIASTICAS
PARA \ 855.
Os senhores <|ue encommendaram b-
Ihinhas de ijjreja para o anno que vem,
podem mandar busca-las na livraria da
praea da Independencia.
Os meios bilheles da "olera de H. S. do Llvra-
menlo, que corre no da 16 do correle, numero
2169, 3022. 3023, 3228 e 3226 perlencem a socie-
dade do frontispicio do Carmo.
FATAL DESENGAO AOS INCRDULOS.
Amanhaa sabbado 16 de dezembro he o
iridubitavel andamento da lotera de Nos-
sa Senhora do Livramento a's oito para as
nove horas da manha no consistorio da
igreja da Conceicao dos Militares. O
cautelista Salusliano de Aquino Ferreira.
I AGUA DOS AMANTES. J
Liqifdo sao c fspiK-ilic. para lirar lodo os g)
-- pannos, as sardas e as rspinhas ;a estas ou as
@ lira do lo lo oa desenn-ninia. secundo a sua fj,
y, qualidadc,. refresca a culis e fax desapparecer n
j acr Iriauera em cinco dias, de um modo *?
^ particular; auamenta usfre e lira as rusas S
q das pessoas que lera feilo uso do slimao, que
tl; he muilo prejudicial i culi e a saiide : cura ".
* a rnrtueja com muila facilidade. por ser mai- 2
^ lo fresca e soni prejudicar a saude. Ein ahju-*
j^ mas pessoas faz mudar os pannos em lautas 2
q pinlinha branca, que se tornara em orna s jS
.- d.'cr natural; ficando desvanecidas todas as 2
i manchas, tanto das santas como de mitras i
^ qiiaesqm-r jnnrbas de lodo o corpo. 4
W (i melliodo jle a usa"r be o seguiule: lavar
W o rost (ou qualquer parte do corpo) bem la- 9
vado, e com urna loalba lavada e limpacen- f
^. chusa-se bem; deposit-se um pouco d'agoa
ii'mna colher de sopa, e com um trapinho en-
j sopado nella se esfreaa na parle afectada na
SJ occasi.lo de deitar-se e de manha. Esta ope- 59
S racAo s?r feila deixando licar o rosto e o cor- <3
5* po untado at seunda fricedo, len.to sempre
18 o cuidado de lavar-se c^nchugar-se bem an-'
3 les de unlar-se. ^
> Volta-se o duplo do va|or quando nao faca %
@ elleito, c vende-se nn nico deposito da ra 9
j| do Queimado n. 27. preco IH'o 2 a garrafa. d|
3@99S>S *-sa$.-5b-3g@Si#
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Uchoa, edm seis
salas, oito quartos ealcovas, cosinha, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de lruteiras, grande iardim
murado com militas flores, cocheira, es-
tribara, quaitopara feitor,cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicoes mui favoraveis para o compra-
dor : a tratar na-na du Cruzn. 10.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. 6 e 8
da praca da Independencia.
LOTEKIA DA PROVINCIA.
Amanhaa 1 do crrante mez andam as
nove horas da manha impreterivelmen-
te, no consistorio da igreja de Nossa Se-
nhora da Conceicao, as rodas da ultima
parte da lotera a beneficio das obras da
igreja d Nossa Senhora do Livramento,
os bilhetes esto expostos a venda ate seis
horas da tarde de hoje 15 do crrante, na
piara da Independencia casa do Sr. For-
tunato da Fonseca Bastos, e depois desta
hora tem o Sr. cautellista contratado a
vendado restante, o qne declara o mesmo
thesoui'eiro, alim de que os senhores jo-
gadore apressem-se em compra-Ios.O
tliesoureiro, Francisco Antonio de Oli-
veira,
Paulo Jos Comes c Manoel Medeiros de Souza
avisam ao respeitavel e muilo principalmente aos
seos frec-arzes, qne n.iid.rain o seu estibelecmento
de serrara da ra da t'raia de Santa Rila para a ra
da Cadeia de Santo Anlonio n. W, aonde continuam
a ler sorlimento de taimado, tanto de amarelto como
de louro, por preco o mai eemoiodo possivel.
Aluga-se para alsum advogado urna sala mo-
biliada, em muilo boa localiriade : os pretenden-
tes dirijam-se ra do Queimado n. 7, luja da Es-
trella.
A pe;soa que precisar de urna ama de leile. di-
rija-se ina do Qneimado n. 7, loj? da Estrella, que
se informar quem be.
Appareccu na casa do abaixo assicnado no dia
11 do coi rente, a escrava criouta, de nome Theodo-
ra.que representa ler 22 annos de idade, e jauta-
mente com ella urna cria qne representa ter 6 me-
zes, pedifdo que o mesmo a comprasse, a qual diz
ser escraafa do Sr. ChnslovSo de Hollanda Cavalcan-
li, morador no limar do Peres ; por isso sendo qae o
mesmo senhor a queira vender ou dclla lomar coti-
la, dirija-se rna da Aurora n. 36, qno pagando as
despezas da mesma se Ihe entregara, ficando cerlo
que me nao responsabiliso por fuga ou morte.
Tiburcio Antunes de Otireira.
No dia 18 do correle mez lem de ir praca,
na sala das audiencias, depois de (inda a do Sr.
doiitor juiz de direilo da primeira vara conimor-
cial, um siliu no lucar da lbura, denominado Es-
tiva de Baixo, a\aliado por 2:.">UU9000, por execu-
elo de I). Anua Joaquina do Kascimenlo, contra
Miguel Rodrigues da Silva Cabral.
Perdou-se desde o Forte do Mallos ate a Boa-
Vista urna carta vnluinosa, dirigida a Caetano de
Oliveira Mello, do lircioda Madre de leos, a qual
de nada pode servir a ningucm por ronler uns do-
cumentos para urna cobranea e j a pessoa esl pre-
venida : roga-se a quem livor adiado annunciar, oa
mandar a ra do Queimado, loia o. 21. anda mes-
rao aherla, ou os documentos so.
Em lius de oulubro ou principios de novem-
bro do correle anuo, fugio nesla cidade um preto,
cscravo do Sr. coronel lienrique Pereira de Lucena,
chamado Manoel, crioulo. oflicial de sapateiro, e co-
zioha o diario de urna casa ; he bem conhecido nes-
la cidade por srr dclla natural, e onde tem prenles,
e por ler servido a seu senhor, na fortaleza do Bruin,
e em Fernando ; lamhem he muilo conhecido em
Oluida, onde estove este auno servindo ao Sr. IV.
lienrique Percira de Lucena ; lem sido encontrado
ora no Recife, ora em Olio la : quem o apprehcnder
ou delle der noticias, dirija-se a o enanillo Fortaleza,
no Limociro. a seu senhor, ou na ra Nova desta
cidade u 27. a Jos Anlonio de Brilo Bastos, que
ser bem gratificado.
Bcrnardino de Souza Piulo responde ao an-
nuncio de Joaquim Ferreira Coelho publicado no
Diario n. 2S, que seas lellras nao foram pagas, he
porque nao Ihe foram apresentadas, e mesmo por-
que o annoncianle linha coilas a ajustar com o dilo
Coelho, agoa elle eslava com o poulo formado, que
faz um annoncio pira se botar fra da responsabili-
dade que linha na taberna da- Liiigoeiita ; se o Sr.
Coelho nao linha responsabilidade para que lanrou
no livro que (omava conta d casa, -aullando I0O9
rs. de ordenado ? para que quaudo enlregava o di-
nheiro aparado eiigia recibo V so nao linha medo de
dar prejuizo porque nao assislio ao balanco, para
que sabio com o pretexto de ir fallar com urna pes-
soa ? Depois de me ler dado um prejuizo consi.l-ra-
vel, queemjuizu competente Ihe iiiuslrarci, o Coc-
Itiiuho aspira desacrcdilar-irie, porm veja que antes
disso nao entre no buraco ; o aniiuiicianle protesta
que depois de provar ludo quanto diz, publicar as
grandes qualidades de Joaquim Ferreira Coelho.
Precisa-se de urna ama que lenha bons costa-
mos e enlr-nda de cotinhar, para lomar conla de
urna casa de peque na familia -. a fallar no armazem
de M. Carni-ir. 1 11. 38, ra do Trapiche.
.No dia 18 do crrente, drpoi* da audiencia do
Illm. Sr l)r. juiz de direilo do dos varios movci",como radeiras mmmodas,armarios,
consolos, etc., penhorado a Carlos (iillain, na exe-
eucao que Ihe raove I). Marianna da Conceicao Pe-
rcira, pelo cartorio do escrivao Cunha ; o escripto
esl em mao do porlelro.

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m


4
DIARIO DE PERHARIBUCO. SEXTA FEIRA 15 DE DEZMBRO DE 1854
\
A ABAIXO ASSIGNADA FAZ PUBLICO,
que leudo entregue no Sr. Aiilouio Jos Vieira ile
*touza, correlor, um seu erara de nome Jos, cri-
oulo, com os stgoaes siguiles : reprsenla ler 38
minos, secco do corpn, estatura regular, cor bein
prela, bein barbad, pe liein scrcos, olbos averme-
Ihados, tem nos peilos una grande cicatriz, musir
vestigios de ter ji-tido surcado,quanrio falla he mul-
lo descantado, levou camisa de algodo de lislra
Mol, calc.a ile panno fino azul e chapen de conro, o
qual linha-odado para vender; omesmo senhor Ihe
declarou ler elle fgido no dia 22 de novembro, na
oecsslo de inanda-ta a servido seu, de deilar urna
lin i na praia a noiie, c por isso a annunrianle roua
a (odas as autoridades policiaes, capililes dacampue
qualquer pestoa que o euconlrat.o pegeme levem-o
em seu silio, no lugar da l'iraiiga, ou ao seu procu-
rador o Sr. capitao Anlunio Gonealres de Morae*,
ambos moradores na freguezia dos Afosado*, que
hero recompensar ; evprolsta hnver o mesmo es-
cravo, perrias edamnos niio s di. mesmo Sr. Souza
como de outra qualquer |>essoa onde fr enconlrado.
Jgnucia Maria de Jess.
LOTERA DE N. S. DO L1VRAMENTO.
Os bilhetes do actual thesoureiro o Sr.
Francisco Antonio de Oliveira, cstao so-
mente a'venda na praca da Independen-
cia loja n. 4, de Fortunato Pereira da
Fonseca Bastos, ate o dia lo do corrente,
a's 6 horas da tarde. Pcrnamhuco 14
dedezerabro de 1854.O cautelista, Sa-
lustiano de Aquino Ferreira, encarrega-
do das loteras provinciaes.
LOTERA DE N. S. DO L1VRAMENTO.
O cautelista Salustiano de Ac[uino Fer-
reira, tem plena con viccao que os seus bi-
llietes e cautelas Imo de alcajocara mais
corrpleta victoria nos dousprimeiros pre-
mios grandes; a elles que esto no res-
to. Pernambuco 14 de dezembro de
1854.Salustiano de Aquino Ferreira.
Desappareceram do nbaivo assignado.no dia 27
de novembro do engenho Itapirema de Cima, da co-
marca de (joianna nous escravo, um de nome Joa-
quim. motilo, que representa ler 30 annosde idade,
altura regular, tem por costme embringar-se, e foi
escravo de Jos do Reco Lima, que o receheu em
Eagamenlo, morador em Barreiros ; Benedicto, lam-
en) crioulo, representa ter 24 anuos de idade, he
retorcado do corpo, principia agora a harbar, e foi
escravo de Manoel Serafim, lavrador do engenho Ju-
rissaca : roga-se as Autoridades policiaes ou capuces
de campo, de os apprehender e leva-Ios a dito enge-
nho, ou nesta prar; na ra Direita n. 14, que serio
recompensados generosamente.
Jos Pinto da Costa.
Precisa de 230S000 rs. a premio por 6 me-
/i'-, dando garanta nesta praca, urna pessoa esla-
belecida : quem Ihe convicr este negocio, annuucie
para ser procurado.
Aluga-se um bom cozinheiro : na roa do Ran-
gel d. 42.
Prceisa-se de Um pequeo para urna taberna
na ra da Senzala Velha n. 50 : a tratar na mesma
e na ra Direita n. 26, padaria.
Antonio Egidio da Silva, lente de geometra
do Ijceu desla cidado, pretende abrir no dia 2 de Ja-
neiro do anno vndouro, na casa de sua residencia,
na ra Direita n. 78, um curso de geometra : os se-
nhores estudantes que o quizerem frequeutar, po-
dero dirigir-sc a mencionada casa de maullan, das 7
lloras at s 9, e de larde, das 3 al as 5.
Vai a praca pelo juizo de orpltilo* no dia 15 do
corrente por arrendamenlo animal, um silio bat-
anle grande, no lugar da Tacaruna, com casa de
sobrado e duas ditas terreas,dous grandes porros d'a-
sua de beber com bastantes fruteiras avallado em
45O$O00 rs.,cujo sitio perlence aos herdeiros da fina-
da Anglica Rosa de Torres, o cscripto acha-se em
mo do porleiro da juizo, tendo lugar a prara s 11
horas do referido dia na casa das audiencias.
Roga-se as pessoas que titerero penhores em
poder de Miguel Fernandes Eiras,, hajam de os ti-
rar no prazo de 8 das, quai.do nao perterao o direi-
lo aos dilus penhores.
No hotel da Europa da roa da Aurora lem
bons petiscos a cada hora, pelos procos fiaos na la-
bella, muito razoave.i.
Bernardo Concalves Maa rclfra-se para Portu-
gal tratar de sua nuda, rieiaiuio por seus procu-
radores Joao Simoes da Costa e l.iiiz-G-oncMves Mai;
' jolga nada dever nesta praca : quem se julgar seu
"redor, dirija-seo ra da Praia n. 74 nestes 2 dias ;
atmn como roga aos seus devedores.que quanto antes
vio pagar suas contas na mesma casa n. 74.
Precisa-se de urna ama par casa de pouca fa-
milia, que Compre e cozinhe : a Iralar na ru.t do
l.ivramento n. 36, loja de cera.
Joaqnim Pinto ile Oliveira e Silva, capilo do
brigno nacional Elvira engaja marinheiros nacio-
naeaparn a Iripolacao do dito navio, que segu via-
gem para o Rio de Janeiro.
Por despacho do Illm. Sr. Dr. juiz do com-
tt mercio da primeira vara, de 11 do corrente, foi @
marrado o dia 15 pelas 10 horas da manhiia,
t$ para reuniAo doscredores da massa fallida da t
tviuva MartinsdeCapalho, para ser orneado ;>
depositario, visto que por motivos occorridos
J$ niio comparecern) os credores no dia marca- M
do pelo edital, que foi publicado ueste jornal. &
?! #-s sestea
COMPANHIA DE BEBERIBE.
Nao tendo comparecido numero sufli-
ciente de licitantes a arrematarlo da ta-
.\a dos chafarrees, sao de novo convidados
para apresentarem as suas propostas no
dia 15 do corrente ao meio dia. O secre-
tario. Luiz da Costa Portocarreiro.
Prolende-se comprar a casa n. 191 do aterro
dos Atacados, pertencenle hoje ao Sr. Francisco Lo-
pe da Silva ; se alcuem se julgar com direilo a ella
annuncie por esta folha no prazo de 3 das.
Narriio Jote da Cotia.
LOTERA DO RlO DE JANEIRO.
Pelo vapor inglez Imperador, rece-
bemos os no vos bilhetes da lteria 48- do
Monte Pi geral, osquaesse acham a ven-
da as lojas do costume ; as listas devetn
chegar a 18 ou 19 pelo vapor Guanaba-
ra : os premios sao pagos a entrega das
inesinas sem descont algum.
Precisa-se de o escravas boas quitan-
deirjs : quem as quizer alugar ou men-
samente ou pagaudo-se as vendagens,
diriia-sea ra Bella n. 9.
Perdcu-se um conhecimento de n. 90. daquan-
tia^le 4009000 rs., receido na Ihesouraria da tazen-
da desla provincia : quem o liver adiado, cu por
qualquer modo delle esteja de posse, dirija-se a ra
da Praia de Santa Rita n. 42, que era generosamen-
te gratificadoalm do agradecimenlo.
Sede-se as chaves da loja da ra da Cadeia do
Recita n. 17. com urna ric armadlo de amarello en-
vernisada e tada envidracada, propria par qualquer
eslabelecimento : para ver na mesma loja, e para
tratar na rna do Collegio n. 4.
Precisa-se alugar urna ama de leite, com boa
conducta, e de bastante leite, para criar ; paga-se
bem : a tratar na ra Direita n. 66.
LOTERA IO.S.JMLIY1A-
O cautelista Antonio Ferreira de Lima e Mello
lem as suas cautelas venda, na roa Nova n. 4; rna
da Praia n. 27 ; rna do Rosario n. 26 ; ra Direita
n.62; e na povoacaodo Monteiro, em casa do Sr.
Nicolao, pelos presos abaixo mencionados.
Quarlos lyiOO
Decimos 700
Vigsimos 400
LOTERA DE N. S. DO LIVRA-
. MENT.
Aos 5:000s000, 2:000x0000, l:000,v000.
O cautelisla Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que a lotera corre indubila-
vclmente no dia 16 de dezembro, as 10 horas da ma-
nhaa. no consistorio da igreja .1 Conce;ao dos Mili-
tares, seja qual fr o numero de bilhetes que etisli-
rem por vender, debaiio de sua respunsabilidade.
Os seus bilhetes e cautelas i -13o isentos do imposto
de 8 por cento nos Ires primeiros grandes premios.
Os seus afortunados bilhetes e cautelas eslao venda
as lojas seguinles : ra da Cadeia do Recita n.
24, loja de cambio do Sr. Vieira ; lojas de miudezas
n. 31, de Domingos Teilefra Bastos, e-n. 45. de Jos
Fortunato dos Santo* Porto ; na prac,a da Indepen-
dencia, loja de calado n. 37 e 39, de Antonio n-
gulo dos Santos Porto ; ra do Oueimado. lojas de
fazendas, de Manoel Florencio Alves ile Moraes n.
39, e de Bernardino Jus Monteiro & Companhia n.
44 ; ra do Livramculo, botica de Francisco Anto-
nio das Chagss ; ra do Cabug n. II. botica de
Mtreira A- Fragoso ; ra Nova n. 16, loja de fazen-
das de Jos Luiz Pereira & Fillio ; e no aterro da
Boa-V isla n. 72 A, casa da Fortuna de C.regorio An-
tuiesde Oliveira.
Bilhetes 5500 Recebe por inteiro 5:0009000
Mimos ditos 23800 dem 2:.VK>3000
Ouanos 13-00 dem IdSOMOO
Oilavos 3800 dem 6^000
Decimos 3700 i lem 5003000
Vigsimos 3W0 dem 2.503 Aloca se urna casa lerrea na povoacao do Mon-
lero, coma frente paiaa igreja de S-' Pantale>o,
muilo limpa. Iresca, com cominodos para familia re-
gular, tendo urna porta e duas janellas na frente: a
Iralar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnnior.
na mesma povoac,ilo, ou na ra do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
No holel da Europa da roa da Aurora, d-se
.comida a toda a hora do dia, e fornece-se almoco e
jantar para tara mensalmeute, por preco muito"ra-
zoavel. *
Offerece-se om rapaz para praticar de caixeiro
cm qaalquer eslabelecimento, eiceplo venda ; qnem
prelender dirija-se a ra da AssumpcJo o, 36,2.
andar.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RITA DO COLLEGIO 1 ULmASL 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo da consullas lionieopatilicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
Offerece-se igualmente para pralicar qualquer operado do cirurgia, e acudir promptsmente a qual-
quer mulher|que esleja mal de parto, e cujas circunstancias nao permiltam pagar ao medico. r
M COHORIO DO BIS. P. A. LOBO I0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual completo de meddicina homcopalhica do Dr. (',. H. Jahr, traduzido em por
luvuez pelo Dr. Moscozo, qualro voluntes encadernarios em dous e arompaiiltadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... OJOOO
Esta obra, a mais importante de todas asquelralam dnestudoe praticada homenpalhia, por ser a tnica
que conten abase fundamental 'esla doutrinaA PATOOGENESIA Ol EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORCAMSMOEM ESTADO DE SALDEcoiilieciinenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pralica da verdadera medicina, inleressa a lodos os mdicos que quizerem
experimentara 'oulrina de llalinemann, e por si memos se convenceren! da verdailc il'ella: a todos os
fazendeiros c senhore* de engenho que eslo tange dos recursos dos mdicos: a lodosos capitesde uavio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circiimslancias, que nm sempre podem ser prevenidas, Silo obriga-
ilos a prestar (n eonlinenli os primeiros soccorros en suas entarmidades.
O vade-mecum do liomeopatha ou traduccan da me obra tamliem til as pesoas que se dedicam ao esludo da homeopnlhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 103000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. .'I3OO
Sem venladeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo segur na pralica da
homeorfalhia, c o proprictario deste eslabelecimento se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivel
ninguem duvida hoje da Brande superioridade dos seus medicamentos.
Ilolicas de 2i medicamentos cm glubulos, a 109, 129 e 153000 rs.
Dilas 36 ditos a.............
Ditas 48 ditos a................
Ditas 60 ditos a............."."'""
Ditas 144 ditos a..................
Tubos avulsus....................., .
Frascos de meia oncji de linctura................ !
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crjslal de diversos lmannos'
vidros para medicamentos, e aprompla-sc qualquer encomraenda de medicamentos com loda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
203(100
253000
:103000
W3O00
I9 23000
TOALHAS
E GUARDA.NAPOS DE PANNO DE
LINDO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vnlla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno delinhn, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos..
Lava-se e eugomma-se com toda n perfeicno e
aceio: no largo da ribaira de S. Jos, na loja rio so-
brado 11. 15.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
aclia em grandeatrazo de pagamento.
kx&$ j-aja* s
DENTISTA FRANCEZ. fi
Paulo Gaiguoux, eslabelecido na ra larga 0
@ do Rosario n. 36, seguidlo andar, eoltica den- $}
S6 les com geugivosarlificraes, e dentadura com-
S pela, ou parte della, com a presso do ar.
Tambem tem para vender agua denlifriccto
( Dr, Fierre, c p para denles. Rna larga do
J Rosario n. 36 segundo andar. aj.
Novos livrosde bomeopalhia uefraocez, obras
todas de summa importancia :
llalincmaui, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
_, '""es............2UJ000
Teste, rrolestins dos meninos.....63OOO
Hering, homeopalnia domestica.....79000
Jahr, pharmacnp.iliomeopalhica. 63OOO
Jahr, novo manual. 4 volumes .... 163000
Jahr, molestias nervosas........634KK)
Jahr, molestias da pello. ...... S3O00
Rapou, historia da homeopatliia, 2 volumes I63OOO
Harthmann, listado completo das molestias
dos meninos...........lOjtOOO
A Teste, materia medica homeopalhica. 83OOO
De Fayollc, doulrina medica homeopalhica 79000
Clnica de Slaoncli ......63OOO
Casting, verdade da liomeopolhis. 49000
Diccionario le Nyslen.......IOjOOO
Adas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripeo
de todas as partes do corpo humano 305000
vedem-se linios estes livros no consultorio homeopa-
Ihicu do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro andar.
Aluga-se para o servico de boleiro um escra-
vo mulato com muita pralica riesse olTicio. Na ra
da Saudade fronteira 1 do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourcnc,o Trigo de Loureiro.
. O Sr. Joaqnim Ferreira que leve loja na pra-
ciulia rio Livramenlo lem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da prara da Imlependencia.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta piara, dirigir-se a linaria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.
S l mi DENTISTA, S
9 continua a residir na ra Nova 11. 19, primei-
;> ro andar. -;
AILA DE LATIM.
O padre Vicente'Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer e\ternos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, medianiea razoa-
vel convenco que pessoalmente oilere-
cera'.
Pl'BLIUCAO' DO I\STITIT0 HOMEOPA-
TIIICO DO BRASIL.
TIIESOURO HOMEOPATIIICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO
PATHA
Mttkodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
palhicamente indas as molestias i/ue affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que re-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, lano europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udger" Piano. Esla obra he hoje
reconhecida como a melhor Je lorias que tratam ria
applicaco homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consnlta-la. Os pas de
familias, os seuhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capules de navios, serlanejos etc. ele, devem
te-la mao para occorrer promplamenle a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes om brochura por 109000
.11 encadernarios 113000
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Aluga-se a loja do sobrado de nm andar, no
aterro da Boa-Vista, junto a de um cutileiro, e con-
fronta a casa doSr. Antonio Luiz ('onc.alves Ferrei-
ra, propria para qualquer eslabelecimenlo : a tratar
no dito sobrado, ou na ra da Cadeia do Recita, es-
rriptorio n. 3.
RETRATOS.
No atierro do Boa Vusa 11. 4, lerceiro andar,
conlinua-se a lirar retratas, pelo syslema crjstalolv-
po, com minia rapidez e perfeiean'.
Aluga-se nm grande armazem na ra do Urum
este do sobrado que lien ao sul da lundicjio do Sr.
Bowman : qu'em o prelender, riirija-se a Jos Anlu-
nes.liuimaraes, na ra ele Apollo 11. 30.
Joias.
Osabaixoassignadns.donosdalojadcourivesna ruado
Cahugan. Il.coufrouleao palco ria matriz erua Nova
fazcm publico que reccheram de novo urna porc.lo
de brasele ooro muito ricas c dos melhores gosl'os,
tanto para senhnras como para homens e meninas;
ronlinuam os preros mesmo baratos com tem sirio, e
pas*a-se contas com respoiisabilidade especificando a
qualidade rio curo ile 14 ou 18 quilates, ficando as-
sim sujeilos os mesmos por qualquer duvida.
Seralim ( Irmao.
LOTERA DE NOSSA SENHORA DO LI-
VRAHENTO.
No dia l(i de dezembro andam as rodas.
Aos 3:0009000. -.OOO&OOO, e 1:01X13000 r.
Na casa ria fortuna, aterro ta Roa-Vista 1.. 72 A,
veiulem-se os mui acreditados bilhetes, meiose cau-
telas do cautelisla Saltisliano rio Aquino Ferreira.
tanta os bilhcles como as cautelas deste cautelisla,
sao pagos livre do imposta geral de 8 por cento nos
Ires primeiros premios araudes.
Bilhetes a 5*500 receben por inleiro VOOO-Ooo
Meios a 29800 idem 2:."i(M)30'K)
Ouarlos a 19-VK) idem 1:2003000
Oitavos a 800 iilem 8359000
Decimos a 700 idem 5001000
Vigsimos a 400 idem 350)000
Tendo o arrematante do consumo do imposto
tle 20 por cento das agurdenles do municipio rio
Iterife tle liquidar suas conlas at o dia 31 do cor-
rente, roga porlanto a Indos os conlribuinlcsque se
acham devendo o dito imposto, venham pagar 110 es-
cnplono da ra das l.arangeiras n. 18, at o dia 15
do corrente, para evitar maior despeza.
Precisa-se de urna ma secca, que se encarre-
gue do servljo de urna casa de pouca familia : tra-
la-se na ra da Aurora, em Saulo Amaro, junta a
fundir.io, primeira taberna.

LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Corre no dia 16 rio corrente.
5:000}000 rs.
Na casa da Fama, no aterro ria Boa-Vista n. 48,
eslao a venda as cautelas, bilheles e meios.
Bilhetes oOOO
Meios i&OO
Hilarlo 19.O
Decimos 3700
Vigsimos 3400
Aluga-se um grande armazem na
ra da Praia : a tratar no Manguind,
sitio de Ilerculano Alves da Silva.
Sexla-taira, 15 do crrenle, pelas 11 horas do
tlia, (tapuis da audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de or-
phaos, na sala das inesmas, lem de ser arrematado
por ser a ultima prac,a,um prclo de 2 auno- de ida-
de c sadio. a requerimenlo do tutor ta orphaa filha
do Uado Jos Antonio da Silva Vianna. .
Na taberna do Retiro e deposito de espiritas
rio caes do Ramos, lem sempre espirito de vinho de
36 a 40 graos, e todas as qualdades de agurdenles
e refrescos ; assim como lenha, cal branca e jugo da
hola, c na mesma casa compram-se cajs, tamarin-
dos, etc.. ele.
O abaixo assignado, previne ao rcpeilavel pu-
blico, que o Sr. Francisco Correa Soares ttaixou de
ser caixeiro de cobrarte,* de sua casa desde o dia II
do corrrente. Jos Moreira /Jipes.
Precisa-se de una ama de leite : na praca da
Independencia n. 36 e 38.
' Joao Antonio Carneiro, subdito porluguez, rc-
lira-se _ Lucas Evangelista ta Silva Anlunts, filho de
Francisco Anlonio Antones, tleseja muilo fallar ss<
Sras. D. Anua Francisca de Azevetlo, Clara (lomes
da Fonseca e Silva e Francisca Damasia da Pieriade,
por isso queiram annuuciaras suas moradas ou man-
da-lo procurar na ra do Collegio n. 18, lerceiro
andar.
No aterro da Boa-Vista, loja n. 1, precisa-sc
de um negro ou negra para o servico ta casa.
Na prafa do juizo municipal da segunda vara,
com exercino no civel, lem de se arrematar no dia
16 to correnlc, as 4 horas da larde, ;i porta ria resi-
dencia do respectivo juiz. na rna csticila do Rusa-
rio, urna casa de 3 sobrados na ra do Torres, a re-
querimenlo do teslamenleiro to (nado paure Do-
mingos Germano Aftauso Rigueira, para -ali-lm.-ju
de diversos legados.
NO C0NIMOR10
DO DR. CAS ANO VA,
RLA DAS CRLZES N. 28,
1 vendem-se carleiras de homeopalhia de lo- 55
I dos os lmannos, por precos muito era conla. 5
Elementos de homeopalhia, 4 vola. 63000 B
Tinturas a escolber, cada vidro. 130"K) )&
I Tubos avulsos a escolber a 300 e 300 -3
rji Consullas gratis para os pobres. &
Jos Anlonio (jomes Jnior, leudo tle continuar
approvar a sua proprietladede um quarlo do navio
Imperador 4lexandre, (ou sua reclamaran de cu,a
reclamadlo Feliciano Jos Gomes, ha oito annos se
tem querido apoderar por Ululo d'uma dolosa cesao
taita contra todas s regras esubelecirias por Ale-
xandre Jos Gomes, pelo cartorio de Joaquiiu Jos
de Castro, no Rio de Janeiro, em 187, outubro 19,
como consta dos jornaes desla cidade c das pecas dos
autos de lihello que dito Feliciano encamiuha ao
siipplicanle por esta juizo, escrivao Cunha, requer a
V.S. digne-se de mandar que qualquer labelliao a
quem for apresenlario o documento junio, Ihe d
por certidao, ou cm publica forma o que Ihe for
.ti untado relativo aos douos do mencionado navio.
Pedeao Illm. Sr.Dr. juiz de direita do civel dota-
rmenlo. E. H. M. Jos Anlonio Gomes J-
nior. '
Sin. Recita 13 de de. ibro de 1854.Silva Gui-
maraes.
Francisco de Sales da Cos a Monleiro, labelliao pu-
blico de olas da comarca da cidade to Recita, por
S. II- o Imperador, que Dos guarde, ele.
Certifico que pelo supplicanle Jos Anlonio Go-
mes Jnior, me foi presente urna certidao subscripta
pelo qscrivao da cidade de Lisboa Jos Joaquim Car-
dozo de S>, reconhecida pelo labelliao da mesma
citladc Antonio Pedro Harrelo de S.ldanba, bem cu-
ino recouhecid peta cnsul geral brasileiro Vicente
Ferreira da Silva, que a reconheco verdadeira,
nella me tai aponladu e pedido por certidao o se-
guinte :
Pelicfio a fallas51. Illm. Sr.. Diz Alcxandre
Jo Gomes, que nos autos ric inventario a que por
este juizo escrivao Sa esta procedendo por obilo tle
sua iiiulher D. Mana Rosa Gomes acaba o suppli-
cante tle ser citado a requerimenlo de seu Bino Jo-
s Antonio (lomes Jnior, para que dentro to prazo
tle 24 luirs, baja de declarar quem sao os inleressa-
tlos as Ires parles do navio denominado Imperador
Alejandre, a bem assim para fazer a descripeo de
diversos objeclos COMbolesde urna reanlo inserid
no mesmo requerimenlo. islo sol as communicacoes
all requeridas O supplir.anlc cm obediencia a'ci-
laeao que se Ihe taz, e s por ubedien 1 lla, pois
que ninguem melhor que o suppcaifo-sla ao tacto
do que lao cscanilalosaineulc reclama,vem declarar:
que os inleressados 110 navio de que se trata, e cuja
reclamaeao pende no Rio de Janeiro, sao os seguin-
les : elle supplicaute por um quarlo, o supplicado
por oulro quarlo, e Vieira & Sobrinho, e Miauel 'la-
vares do Maranhao por oulru quarlo cada um. He
na verdade o que tai apona.lo. cuja certidao de
tlnude se extrabio a prsenle etava sellada, que cu
sohredito labelliao no principio declarado e no fim
assignado, liz passar da que me foi presenta, a qual
me aprsenlo e lornei a entregar a quem me o apre-
seulou, e vai esla subscripta e assignada nes-
la citlade do Recita aos 13 de rie dezembro de 1854.
Subscrevi e assianei em ta de verdade. Francis-
co de Salles da Costa Monteiro.
Manoel Goncalves de Azevedo Ramos com-
prou por ordein rio Sr. Manoel Francisco Junquei-
ra, morador 110 Rio Formuso, o bilhete inteiro 11.
29, ria 3." c ultima parle ta sexta loleria concedida
para as obras d Senhora do l.ivramento.
CASA DA AFERICAO, PATEO DO TERCO,
N. 16.
O abaixo assignado faz ver a quem interesar pos-
sa, que no dia 31 do correle fiualisa-se o prazo
marcado peta arl.2. to til. 11. das posturas da c-
mara municipal desla cidade. denlro do qual tta-
vem ser ataridos os pesos e medidas ; finita esle
incorrcr.lo os contraventores as penas do mesmo
artigo. Recita 13 de dezembro de 1854. Prxe-
des da Silva Gusmito.
Precisa ao tle um* muilier forra prela ou par-
da, que seja tic meia idade, para ama rie urna casa
tle pouca familia : na ra Bella n. 7.
PreeJm-se na ra Bella 11. 20.
A fabrica tle caldeiraria tle Amlrade & Leal,
precisa tta officiaes de tarreiro e laloeiro: a. Iralar na
dita fabrica, na ra Imperial n. 118 e 120, ou no
deposita ria mesma na rna Novan.27.
Arrenda-sc o silio Pirana nos Afogados, com
os commodos sesuinlcs : um grande sobrado com
militas commodos para familia, senzala para 24 es-
cravos, igreja, tinas cacimbas com nina casa de ba-
nlin e que tlao constantemente eicellenlc agua, nao
para gasto como para vender, um extenso cer-
cado que sustenta 25 a 30 vaccas de taita, tcntlo um
pojo que conserva agua todo o ver.lo. grande baixa
tle capim e um excellenle pomar : quem o preten-
der, dirija-se a ra da Caricia Velha n. 50, primeiro
andar.
Joaqnim Ribeiro, subdita porluguez, rclira-sc
para fura rio imperio.
COMPRAS.
Compra-se peroba de primeira qualiriade. em
loros tle 7 palmos rie comprido ; na deslilacio do
I'rain a. na praia tle Sania Rita.
Compra-se a colleccao ta Legislacao Rrasileira
nos annos de 1849 e 1850, em brochara ou mesmo en-
cadernada : quem tiver annuncie 011 dirija-se ra
Nova n. 41, segundo andar.
VENDAS
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruzn. 55, lia para vender 5 excel-
lentcs piano viudos ultiinamentede Ham-
butgo.
Vende-se um preto com 30 annos, pouco mais
ou menos, bom vendedor tta ru, quo cosluma ven-
der cangica pelas ras tlesla citladc : quem |irelcn-
rier, riirija-se ra rio Rosario ria Boa-Vista n. 41.
LINDAS SEDAS ESG0SSEZ4S A
1,200 RS. 0 GH4M.
Na loja da ra do Oueimado n. 40.
Vendem-se 3 escravos, sendo 1 molecote de bo-
nita figura, 1 cscrava propria para lodo servico, 1
tillo de servic.0 de campo : na rna Direita n. 3.
POTASSA BKASILEIKA.
Vende-se superior potassa, fa- t
bricada no Rio de Janeiro, che- feft
gada recentemente, recommen- gfc
jS da-se aos senhores de engenho os X?
I seus bons ell'eitos ja' experimen- 9
tados : na,ra da Cruz n. 20, ar- 9
mazem de L. Leconte Feron & *0i
Companhia.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, linas e grossas, por
precos mis babeos do queemou-
! tra qualquer parte, tanto em por- ,
?g coes, como a retalho, afliancaiido- fc
$4 se aos compradores um s "preco c
in para todos : este estabeleoimento
M ahrio-se de combinicHo .com a
f* maior parte das casas commerciaes
J inglezas, francezas, allernaat e suis-
x sai, para vender fazendas mais em
Ja conta do que se tem vendido, epor
'$ isto oUerecendo elle maiores van-
tagent doqueoutro qualquer ; o
y proprietario deste importante es-
Hj tahelecimento convida a' todos os
B seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dosSanlos&Rolim.
BBBaZBtjBaBBBaBBBH
O abaixo assignatlo faz Miente ao publico e a
quem eonvier, que romprou a taberna de Francisco
Iaulino Cabral, e como .linda nao pagou, loria a
pessoa que se considerar rredor to mesmo, derer
aprescnlar sua conla no prazo tle 3 tlias, lindos os
quaes se n3o responsahil9a por qualquer conla que
possa apparecer. Racilc 12 de dezembro de 1854.
Manoel Dias Pinto.
Precisa-se de urna ama de leite : no alerro da
Uoa-Vista n. 82, loja.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conliecidas
folhinhas impressas nesta typographia,
de algibeira a 520, de porta a 100. e ec-
clesiasticas a 480 rs., e brevemente sahi-
rao asdealmanak: vendem-se nicamen-
te na livraria n. t e 8 da praca da Inde-
pendencia.
Vendem-se saccas com 4 } arrobas de gomma
de muilo boa qualidade a !);000 cada urna ; defron-
tc do trapiche do algodao. armazem n. 20, do Sr.
Guerra, ou na ra da attai.i do Recita, loja n. 5.
Vende-se urna casa terrea na ra da
Mangiieira na Roa Vista, a qual rende 8$
mensaes, quem a pretender procure na
rna da Gloria do mesmo bairro n. 94.
fS CHRISTIANI & IRMAO.
i% Com fabrica e loja de cha-
*'*,- pcosna ra Nova n. 44, lem
a honra de avisar ao respeilavel publico, e em par-
ticular nos seus fregones, que receheram pela se-
gunda vez urna nova factura de chapeos ebegadus
ha poneos dias peta navio lellem, viudo do Havre,
como sejam os bem conhecidos chapeos de castor de
pello curto (Thihel), ditos de pello (cose), dilos de
castor preto (VcloursZcphir). dilos de massa france-
za, formas modernas, ditos de taltro finos e de lodas
as cores tanto para homem como para meninas, di-
tas amazonas para senhor, tufos rie palha enhila-
dos para dita, e oulras muilas fazendas proprias to
seu eslabelecimento, e ludo por presos commudos.
Vendem-se 3 saccas grandes com arroz verme-
Iho ; na ra do Livramento n. 4.
Vendem-se os seguinles seeros cheaados lti-
mamente de Lisboa na barca Cralidao, tutlo da me-
lhor qualidade que lem viudo ncsle mercado, sa-
ber: hlalas muilo superiores, a tyiOO rs. a arroba ;
amcudoas molar, a 98000 rs. a arroba ; nozes muilo
superiores, a 39000 rs. a arroba ; chocolate o mais
superior que lem vindo lamben) ueste mercado ; la-
las rie 4 X libras, a 23000 rs. caria urna ; talha de
lourn de ).2' arroba para cima, a 320 rs. a libra : na
ra do (Jucimado n. 44.
Vrnde-s uina casa no luaar ria Capungn No-
va, com commodos para pequea familia, leudo
grande quintal bem plantado por MQfOOO rs. : a Ira
lar na ra Nova n. 1(>.
Vendem-se uns trastes de Jacaranda muito ba-
ratos: no lareo da Assemhla n. 8.
Vendem-se no armazem n. fio, da ra .da Ca-
deia do Recita, de Henry (ilison, os mais superio-
res relogios fabricados'em Inglaterra, por precos
motlicos.
Vcntle-se una prela crioula, que faz lodo o
ervi(0 de nina casa: na ra de Sania Rila
CEMENTO ROMANO.
Vende-se cemeulo romano, cm barricas de 12 ar-
robas, e as maiores que ha no mercado, ebegado til
limamenle de Hamburgo, por menos preco rio que
em outra qualquer parta : na ra da Cruz no Reci-
ta, armazem n. 13.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora ,em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica-
da ha pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira,
estribara, etc., etc. : quem pretender
comprar este predio, dirija-se a ra da
Cruz n. 10, que sendo possivel se farai
qualquer negocio.
Vei.riem-se urnas leltraa com etecucilo o pe-
nhora taila no engenho da Escaria Jundia, perten-
cenle ao Sr. Manoel Anlonio Dias, que anriarAo
hoje por 13:0005jOOO rs. pooro mais ou menos: os
prelenrieutes poriem riirtair-se ao Trapiche Novo ca-
sa n. 11, que far.io qualquer negocio.
Vendem-se 000 garrafas vazias : na prara da
Boa-Vista taberna n. 1S.
Vende-se superior carne to serbio por preco
commodo : na ra da Sania Cruz esquina da ra ta
Alegra n. 1.
_ Vende se champagne a 289000 rs. e superior
vinho de Bordean: em casa deSchaphcellin& Com-
panhia rna da Cruz n. 38.
Vende-se urna boa casa terrea, sita
na ra do padre Floriano, com ptimos
commodos para familia : os pretendentes
dirijam-se para tratar, a' ra do Vigario
u. 7.
Farinha de trigo em saccas a vontade
dos compradores : a tratar com o baratei-
ro Joaqnim da Silva Lopes, na porta da
allandega.
Vende-se'a bem conhecida taberna,
dcbaixo dos arcos da ribeha da Roa-Vista
u. G a 8 : a tratar na mesma.
Vende-se a taberna da ra rio Vigario n. 2, com
armario c ecnoros na mesma existentes : a Iralar
com o Sr. Joflo Tavares Cantazo.
Na ra do Livramculo n. 26, ha urna porco
de oleo de mamona para se vender por atacado e
mesmo a retalho, por prejo commodo e a qualquer
hora to dia ; sua qualidade he a melhor que pode
apparecer no mercado.
Vende-se um carro americano de qualro rodas,
rhegario ltimamente da America s a tratar na ra
do Trapiche n. 8.
I MA ARMACO DE LOJA BARATISS1MA.
Vende-se una armacao tle loja muilo propria pa-
ra principiante, por ser em um roa muito rommer-
cial e o alugucl muilo em conla : quem a preten-
der, dirija-fe a ra larga rio Rosario n. 11, que se
dir quem vende.
FARINHA !)! MANDIOCA.
Vontle-sc tal inha muilo fina c bem torrada, com
5 quarlas caria s.-teco : na travessa da Matlre-rie-ltaos
armazem n. 3 a 5,de Antonio Luiz tle Oliveira Aze-
.vedo.
fEUAO'A 'lsOOORS. O SACCO.
Vendem-se saceos com feijao para acabar pelo ba-
rato preco de4;*)00rs. o sacro : no armazem de An-
tonio Luiz do Oliveira A/cvcdo.
ARROZ DE CASCA.
Vende-se no armazem n. 3 a 5, de Antonio Luiz
de Olivira Azevedo.
PABA \0LTARETE.
FINAS CARTAS E F1XAS DE
MADREPEROLA,
na ra do Crespo n. II.
RISCADOS ESCOSSEZES A 200
RS. 0 <;o.
na ra rio Oueimado loja n. 40.
DA DERItADEIKA MOI'A EM PARS.
Chapeos para senhora, de goslos o mais lindos
que tem vindo a esle mercado, riquissimamenle en-
tallados com linas flores e plumas etc. ele. : na ra
do Crespn. II.
PARA A 1-ESTA.
Vende-se nm bom cavallo cltegado ha 2 dias to
mallo, de cor mellado, com todos-os andares e muito
brando, ardigo e muilo boa figura, esla gordo e sem
achaque algnm : quem o pretender, dirija-se co-
cheira to Sr. Jos Pinlo ria Molla Nunes, que all
saber com quem deve tratar.
NOVAS IMANAS DE SEDAS ES-
COSSEZAS A 800 RS. 0 C0YAD0,
na ra do Queimado loja n. 40.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, ebegado de Lisboa pela barra Gra-
lidSo. *
A 1J600 o covado
de seda de quadros tle lindos padres: na loja de
eopoldo ta Silva Queiioz, ra do Quei mado n. 22.
No paleo to Carmo, quina da ra de I lm la- n.
2, vendem-se chouricas de Lisboa, muilo novas a
400 rs.; assurar bronco proprio para doce de caj' a
lOOrs. a libra; erare a 180.
COM TOLE DE A VARIA.
' Chitas escutas e ixas a .sOO e 5$000
rs. a peca: na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
1ELP01EXE DE LA\ ESCOCEZ
A 800 BS. O COVADO.
Na loja n. 17 ria ra do Queimado, ao pe da boti-
ca, vende-se alpaca tfe lia escoceza. chegada pelo ul
limo navio, a qual fazeuda na Europa se d o nom-
de Melpomene de Escocia, muilo propria para roue
poes e vestidos de senhora e meninos por ser de mui
to hrilho, pelo commodo preco de 500 rs. ca da co
vado ; dilo-se as amostras com" penhores.
-Vende-e cera de carnauba de boa
qualidade, em porcao e a retalho : na
ra da Madre de Dos n. 34.
Vendem-se missaes novos para dizer as missas
da tasta, e seguinles. de excellenle encadernacol-
quem prelender, dirija-se i ra do Cabug, loja de
miudezas n. 6.
Vendem-se vidros com agna das Caldas da
Hamlia, chegada de Lisboa no ultimo navio, e que
be excellenle contarlo para quem padece de moles-
tias to estomago, e de rheumalismo : quem prelen-
der, dirija-se bolica de Ignacio Jos do Coulo, na
Boa-Vista.
LOTERA DE N S. DO LIVRAMENTO.
Andam as rodas desta no dia 1C do cor-
rente mez.
Na praca da Indepandencia tajas dos Srs. Fortu-
nato, Paria Machado e Arantes, na ra do Queimado
loja tic ferragem dos Srs. Souza & Freir, e praca
ri llo-\isla, loja de cera do Sr. Pedro lanado
llaphsla, acham-se venda os hilheles e cautelas da
loleria trima aos precos abaixo,, cujos bilhetes e
nietas hilheles sito pagos por inleiro sem o descont
dos oito por cento ria lei nos premios gratules.
Rilhcles tillen os SUOO
Meios bilhetes. 2?800
Quetas..... 1500
Oilavos..... 800
Decimos..... 700
Vigsimos .... 400
Vendem-se presuntos inglezespara fiambre,dilos
hamhurguezes. queijos tle pinlia muito frescaes, di-
los loorii inns, maras rias melhores que lem vindo ao
metra lo por seren mullo novas e as mais grandes
que lem eparecido, em barricas grandes e aosccnlos,
pelo proco tle 4 c 53000 rs. o cento, marmeladas em
latas pequrnase grandes e latas de ameixas francezas:
na ra ta Cruz do Recita n. 46.
He o mais barato possivel.
Cortes decambraia tic habado dos mais modernos
a 4*500: ditnsde cassa rtixa com barra a 23500 ;
dilos de cassa rie cores, com barra, muito bonitos a
3-5 ; dilos de cambraia tle seda a 7JJ; dilos com ha-
llados de muilo goslo ; cortes de seda lavrada supe-
rior qualidade ; lencos de garra com palmas de seda
ric bonitas cores a 000 rs. ; ditos de cassa a 160 ca-
da nm ; cambraia desalpicosde cores; casemira de
cores a 53 o corle ; ditas de algodAo muilo encor-
parias a 380rs. ocovatlo ;e oulras muilas fazendas
que se venderao por commodo preco : na ra do
Queimado n. 22, taja de Leopoldo d Silva Queiroz.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
FARINHA DE* MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, cm saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5 e 1 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.-
IMMI E COMMODO.
Cassas de panno c cores ni-simas, pelo b.iralissi-
mo- preco tle 500 rs. a vara : na loja do sobrado ama-
relio, na run do Queimado 11. 29, de Jos Moreira
Lopes.
Ao bom e barato.
Alpacas de seda para veslidos, rio melhor goslo
possivel, e cassas orgaudiz, fazenda dos melhores
desenhos que lem vindo a esla praca : na loja do so-
brado amarello, na ra do Queimado n. 29, de Jos
Moreira Lopes.
Vende-se nm curso de geometra por
Lacroi\ : no aterro da Roa-Vista, loja de
ourives n. 08.
Vende-se superior chocolate fran-
cez, por preco commodo: na ra da Cruz
n. 2, primeiro andar.
Vende-se superior Kirelie e Absinthe
verdadero de Suissa : na ra da Cruzn.
2, primeiro andar.
Vendem-se aberturas francezas, pa-
ra camisas de linho e de madapolao, por
preco commodo: na ra da Cruz 11. 26>
primeiro andar.
Vende-se urna boa casa tarrea em Olinda. ra
da lea de S. Pedro, que faz esquina com o cercado
tle madeira, com 2 portas e 2 janellas de frente, 3
salas, 3 quarlos, cozinha grande, copiar, estribara,
grande quintal lodo murado, com porlilo e cacimba,
innilo propria para se pastar a fesla, mesmo para
morar lorio o anuo : a Iralar no Recita, ra do Col-
legio 11. 21, segundo andar.
CEMENTO ROMANO.
\enrie-se superior cemento em barricas arailes ;
assim como lamhem vendem-se as linas : alrazdo
thealio, arinazrin tle Joaqui-t Lopes le \ I incida
PARA ACARAR.
Vendem-se cassa? francezas de cores fixas, e lin-
dos padroes, pelo baratsimo preco de 140 rs. o co-
vado : na loja tta Guimartes & lenriques, ra do
Crespo n. 5.
Na loja ria roa tta Crespo n. 6, lem um grande
sortimento rie caixns para rap a t-milarlo ris ric
larlaruua, pelo mdico preco tta I3-SO cada tima.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rna de Apollo armazem n. 2 II, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dia : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos fregu ''es.
CElEtfO ROMANO RUANCO.
Vende-se cementa romano branco, ebegado agora,
tle superior qualidade. muito superior ao to consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do thcatro, arma-
zem de lahoas tle pinlio.
Vende-se nm cahriolel com robera e os com-
petentes arietes para um cavallo, lurio quasi oovo :
Sar ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
liguel Segeiro, e para Iralar nu llecif: ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4500.
Na ra do Crespo, loja da esquina que Tolla para
a Cadeia.
Moinhos de vento
'nm bomba sderepuio para regar hurtase baixa,
rie ipim, na fundirn de II. \V Bowman: na roa
do Brum ns. 6,8 e 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PaRA
calcas e palitos.
Venrie-sc britn trancado de linho de quatlros a
600 rs. a vara ; dilo a 700 c 1SJ000; dilo mesclado a
1J>400 ; corles tta fuslao branco a 400 rs. ; ditos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o- covado ; corles de cassa chita a
25000 e 29200 ; lencos tle cambraia de linho gran-
des 640 ; ditos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de linho do Porto para roslo a 148000 a duzia ; di-
las ab-usuadas a Ii'.-ikiii ; guardanapos tambemalco-
xoatlos a 39600 : na ra do Crespo n. 6.
o qi;e guarda fro GUARDA CALOR:
porlanlo, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo cunto os de La a I9UK); dilos sem pello a 18200;
dilos de lapele a 1C200 : na ra do Crespo 11. 6.
893aiMSXfa:8|tNlil
RLA 1)0 CRESPO N. 12. 0
Vende-se nesta loj superir damasco de %
seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, ti
^ por preco razoavcl. ^
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e eje superior qualidade: o
armazem de N. O. BieberiSiC,, roa da
Cruz n. 4.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira prela e de cor para paul por
ser muila leve a 29600 o covado. panno azul a 3 e
49OOO. dilo preto a 39, 39500, 48, 59 e 59500, corles
de casemira tle goslos modernos 1 69OOO, selim pre-
to de Maco a 39200 c 49OOO o covado : na ra do
Crespo n. 6.
OBRAS DE LABVRINTHO.
Acham-se venda por commodos precos ricos len-
cos, loalhas e roeirus de labyrinlho, chegados ulli-
mameiile rio Aracaty : na ra da Cruz do Recita n.
34, primeiro andar.
Com toque de avaria.
Madapolao muilo largo* 38000 e 39.500 rs. a pe-
ca: na ra do Crespo, loja da esquina que volta pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a RjjOOO, 12,<000,' 140000 e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a 11 000
rs chales pretosdelaa muito grandes a
.".S'uOO rs., chales de algodao e seda a
10280 rs.
8 Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
Slidade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da.Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende- 9
* sea 560000 rs. cada caixa, acha- k
" se nicamente em casa de L. Le-
W comte Feron & Companhia. N. B. W
9 Asea i xas sao marcadas a fogo O
$) Conde de Mareuil e os rtulos ffk
\ das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO-
Cobertores escuros muito grandes e enrorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de La. a I94OO : na ra do Crespo, taja da esquina
que olla para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina que volta para
a Cadeia. ventle-se panno preto i 29400, 29800, 39,
39500. 49500, 55500, 69OOO rs. o covado.dilo azul. 1
29. 29800, 48. 69. 79. o covado ; dilo verde, 29800,
39500, 49, 59 rs. o covado ; dilo cor de piullo a
49500 o covado ; corles de casemira prela franceza e
clstica, "9500 e 88500 rs. ; dilos com pequeo
detaito. 690OO; dilos inglezenfestado a 59000 ; dilos
de cttr a 49, 59500 68 rs. ; merino preto a 19, 19400
o covado.
Ajnela de Sdwln Mi*,
Na rna de Apollon. 6, armazem de Mc.Calmon-
& Companhia, acha-se constan temen le bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de tarro pa-
ra animaos, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com tarca de
4 cavallos, cocos, passndeiras de tarro eslanhado
para casa de purgar, por menos preqo que os de
cobre, esro-vens para navios, tarro ria Suecia, ta-
inas tle riantlres ; lutlo por barata pre^o.
Vende-se excellenle laboado de pinho, recen-
lemento chegado da America : na ral de Apollo,
trapiche rio Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas Irancezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
gosto.a320o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muita superior polassa da
Russia, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que lie para fechar conlas. I
epoitio da fabrica de Todos o, Santos na Bahi*
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz 11. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.a edic.no do livrioho denominado
Devota Chrisl3o,mais correcto e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. ti e 8 ta prac,a di In-
dependencia a 640 rs. caria exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Caricia do Recita n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vcnde-se urna balanza romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n. 4.
PUBLICACAO* RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo ier. de Maria, adoptado petas
reverendissimos padres eapnchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da ConceicAo, e da noticia historie da me-
Jalha milagrosa, c deN. S. d i Bom Consclho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praja da
independencia, a I9OOO.
Completos sorti mentos de fazendas He bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-sc corles de vestidos de cambnia de
seda com_ barra c babados, i 89OOO rs. ; ditas com
llores, "9, 98 e 10j> rs. ; ditos de quadros tic bom
gusto, i 119 ", corles de cambraia franceza muito li-
na, fu, com barra. 9 varas por 9OO ; corles de
cass lie cor rom Ires barras, de lindos padrties,
S02OO, prc.as tle cambraia para corlinarios com 8^'
varas, por 39600, ditas de ramagem muilo finas, i
69 cambraia tle salpicos miuriinhos.branca e tic cor
(-muilo fina, 800 rs. avara ;atoalltatlo de linhoacol-
xoario, 900 a var, dito adamascado com 7j pal-
mos rio largura, 2200e 38500a vara ; ganga ama-
rella liza da India nitrito superior, 400 rs. o cova-
do : corles tle collclc de fuslao alcoxoario e bons pa-
rirics fixos, 800 rs. ; lenco* rie cambraia tic linho
360 ; tlilos grandes finos, 600 rs. ; luvas tta seda
brancas, tle cor c prelas muilo superiores, 1600 rs.
o par ; ditas fio ria Escocia n 500 rs. o par.
Veudc-se una taberna na ra do Rosario da
Boa*Visto n. 47 que vende muilo tara a Ierra, os
seus fundo* silo cerca tle 1:2009000 rs., vende-se
ptircm com menos se o comprador asir Ihe eonvier :
a Iralar junto itillfandega, travessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas para engenho.
Na fundicao' de ferro de D. \V.
Bowmann, na ra do l'.rum, passana-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
proco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadnha3, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
_ Vende-se um escravo mojo muito deligenle e
coslumado ao servico de compras para casa de fa-
milia e ganhar na roa, e muilo proprio para o cam-
po por ser muilo robusto : na ra da Saudade na
Boa-Vista o lenle Barros Lima dir quem vende,
e o porque.
Vende-se urna morada de casa Ierre, com com-
modo para familia, na ra do Bomfim era Olinda :
a tratar alli com oJRvm. conego Xavier, e no Reci-
ta ra Imperial n. 167.
Vende-se urna canoa de rarreira de amarello,
muilo maner, acabada e pintada de novo na ra
do Queimado n. 52, segundo andar.
Farello tle arroi muilo novo e por preco com-
motlo, em saccas e bttrricas, cojo he eaurinveis e de
muila niilnc/io para cavallos, gallinhas e cavados a
tratar na Praia de San Francisco cocheira de Joao
da Cunda Res.
Vende-se a taberna do largo do Terco u. o
com poucos tandos, e por preco commodo : os prl
lendenles dirijam-se o armarzem de Luir Anlonio
Aunes Jacome. defronte da porta n alfandeil, 00
com Candido Alberto Sodrc da Mol.
Vende-se na rna do Queimado, taja n. 21 chi-
ta largas de padroes modernos a 200 rs. cada eo-
Vendem-se o melhores relogios de ooro pe-
tante inglez, jo muito arredilado neste mercado'
em casa tle Russell Mellors & Companhia rna di
Cadeia do Recita n. 36.
Na ra to Caldeireiro, taberna n.60, lem pare
se vender folhas de cera muilo,superiores, com"
palmos de comprimenlo, proprias para doai oessoas
Irabalharem. *^
RA DO CRESPO LOJA ENCARNADA.
Vendem-se cortes de seda escosseza pe-
lo baratissimo preco de 16/J000 rs.
No paleo do Carmo, esquina da rna de Hortas
n. 2. vendem-se bolaciiiha viudas rieLisbaa en la-
tas de 4 a 8 libras, muilo proprias para as pesso
que esliverem de convalecen^* por nerem desenlas-
liosas, tambem se vende a retalho.
Pechincla gorda.
3 Vende-se a taberna da ra de S. Francisco n.
lo. bem alregnezaria e com poucos fundos : desses
mesmo* o vendedor tirar aquelles. a que os cobres
do comprador nao chegarem: tambem se vende meta-
de a rimheiro e melade a prazo, com letlras, cujas
firmas agradaren) ao vendedor. O negocio he bom e
convida a qualquer principiante: a Iralar no roes-
mo estabelecimento.
Vende-se 1 mesa elstica com 6 laboa, 1 pia-
no para principiante. 6 cadeira de j*rarndi, 1 .o*
de ngico, 1 retagio desala muita superior, 1 lampa-
da para esrada, 2 bancos para uta, 2 eslautes para
livros. 1 palanqun) : quem quizer comprar algum
dos ditos ohjeclos, dirijante ao Mondejo, rollegib^e
meninas, confronte o Sr. Luiz (Jomes Ferreira.
Vende-se urna grantle rasa na villa de Coi 111-
ninha, provincia do Rio Grande do Norte, na qual
leve negocio de fazendas, de molhados e padaria o
tallecido JoSo Baplisla Simoiielti, a qual ficou no
inventario dos seus bens, para pagamento do abaixo
assignado : quem a prelender, ta.le na ra Nova n.
33.Antonio Gomes Villar.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
t'endem-se na botica de Barlholomtu Francisco
de .s'ot.io, ra largado Rosario n. 36, por menor
preco que im outra qualquer parte.
., ~ VenJe-se fio de sapateiro, bom : em cata deS.
I. Johnslon & Compauhia, ra da Sensata Neva
MECHANISMO PARA E16E-
NHO,
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NIIEIK DAVID W- BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jeclos de merhanismo* proprios para engenhos, 1 sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrucco ; taixas de ferro fundido a balido, de
superior qualidade, e de lodos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes. de lodas as propor-
cOes ; crivos e boceas de tarnalha e registros de boei-
ro, aguilhoes.bronzes parafusos e cavilhoes, moinho
de mandioca, ele. etc.
NA MESMA FUNDIQAO
se eiecnlam lodas as encommendas com a superior i
tlade j conhecida, e com a devida presteza e comino
didatle em preco.
Vendem-se em casa de S. P. Johnss
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarraado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro. 1
Fu relio em saccas de 5 arrobas.
Fornosde satrnlia.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro. .
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceicao, entrado
le Sania Calliarina, e fondeado na volla'do Rorte do
Mallos, a. mais nova farinha qoe esisle hoje no mer-
cado, c para porches a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
14.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e liollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
V. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
mar more branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese a justar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se umaescolhida colleccao das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
jsaaassE-sEj...
RLA DO TRAPICHE N. 10.
Em casa de Patn Nash & C., lia pa
"atvender:
I Sortimento variado deferragens.
^ Amarras de ferro de 3 quartos at 1 J
S polegada.
5 Champagne da melhor qualidade
||| em garrafas e meias ditas.
( Um piano inglez dos melhores.
ESCRAVOS FGIDOS.
No da se\ta-feira 1 de dezembro
corrente, desappareceu um moleque cri-
oulo de nome Joao, com idade de 16an-
nos, estatura regular, cor bem retinta e
ollios grandes, levou camisa de riscadode
algodao azul muito desbotada, e calca de
algodao azul tambem desbolada : roga-se
as autoridades policiaes e ca pitaes decam-
po, a captura do mesmo, e mandarem-o
a i na da Cruz n. 26 primeiro andar, ou
ao sitio do Chora-Menino, entrega-lo ao
seu senhor F. Coulon, que recompensara'
com generosidade.
1008000 de gratificarlo.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo enoulo, amulatado, de nome Anlonio, que re-
presenta ler 30 a 3.) anuos, potiro inai ou menos,
uascirio em Cariri Novo, d'onde veto ha lempos, he
muito ladino, costuma trocar o nome e intilulr-se
Torro ; tai preso em fins do auno de 1851 pelo Sr.
ilelcgario tle polica do lermo de Seriuhaem, com o
nome tic Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
meltido para a cadeia desla chinde a ordem do Illm.
Sr. desembargariur dieta ric polica com olTicio de2de
Janeiro rie 1852 se verHicou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor tai Antonio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho Cail, da comarca de Stnto Anlo, do
poder de quem desappareceu, e sendo oulra vez cap-
lurado e recolhido a cadeia desl cidade em 9 de
agosto, tai ahi embargado por eiecocao tle los Dias
da Silva liuimares, e ltimamente arrematado em
praca publicado juizo da segunda vara desta cidade
no dia 30 do mesmo mez peta sbaiio assignado. Os
signaess.1o os seguales: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos pretos e rarapinhi-
tlos, cor amulatada, tribus escaros, nariz grande e
grosso, beifos grossos, o semblante recitado, bem bar-
bullo, com todos os denles na frente : rosa se, por-
lanlo, as autoridades policiaes, capitses de campo e
pessoas particulares, o favor de u apprehenderem e
mandarem nesta praca do Recita, na.r,u tarca do
Rosario n. 14, que recebei.io a gralifirac.3o cima de
I00J000 ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel de Almeida Lopes.
PERN. : TVP. DE M. DE FARIA. 185*

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