Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01239


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Full Text
ANNO XXX. N. 286.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 14 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PE
AMBUCO
KNCARRtGADOS DA SUBSCRIPTO-
Kecile, o proprieurb M. F. de Faria; Ilio de Ja-
,., rn,'o Sr. Jco Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
iJuprad; Macei. o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doza ; Prahiba, o Sr. Gervaz'10 VictordaNativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
iv, o Sr "AnloniodeLernosBraga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borgea; Maranho, o Sr. Joaquim
AI. Hodrigues; Para, 6 Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 3/4 a 28 d. por 15>000.
Pars, 350 rs. por 1 f.
a Lisboa, 105 por i 00.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acones do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leilras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 69400 ratitas.
de 65M00 nosas^.
de 49000. .
[ Prala.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, -.
mexicanos. ,
PARTIDA DOS CORREIOS.
29J000 (Olinda, todos os dias.
163000 Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15.
16000 Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 1 .'5 e 28.
93J0OO Goianna o Parahiba, segundas e sextas-feiras. '
1*940 Victoria e Natal, as qtiintas-foiras.
19940 PREAMAR DE HOJE.
195860 Primeira as 11 horas e 42 minutos da manliaa.
I Segunda s 12 horas c 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras.
Relacao, tcrras-feiras e sabbados.
Fazenda, torgas c sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, qiiartase sabbados ao meio dia.
EPUEHERIDES.
Dczbr. 4 La cheia ao 44 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarlo minguante s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 Loa nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da lardo.
26 Quarlo crescente a 1 hora, 21 mi-
nulos e 48segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Dmaso p. m. ; S. Trason m.
12 Terca. S. Sereno leitor m. ; S. Epimom.
13 Quarta. S. Luzia v. m.; S. Eusiracio.
14 Quinta. S Arccnio m. : S. Disoscoro m.
15 Sexta. S. Albina m. ; S- Euzebiob. m.
16 Sabbado. S. Ananias, Zacaras e Mi/.ael rom.
17 Domingo. 3.* do Advento. S. F.oriano m ;
S. Calanico m. ; S. Vivina m. ; S. Bcgga.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 12 dedesaaabro.
Ofllcio Ao Exm. presidente de Mallo Grosso,
misando recetadas asdoas collecc&cs que S. Ex. re-
mellen dos actos legislativos da assembla daquella
provincia decretados era sua sessao ordinaria do cr-
reme anno.
Dito Ao Exm. commandanle superior da guar-
da nacional deste ninuicipio.para mandar postar era
frente da igreja da Congregacao, no dia 17 do cor-
renloas 9 horas d.i manhaa, um* guarda de honra
lirado de um d pira assislir e lala de K. S. da Concci;3o, que de-
vera ler lugar naquella igreja.
Oilo Ao inspector da Ihesnuraria de fazenda,
recommendando que fac pagar sob a responsabil-
dade da presidencia, al que o governo imperial re-
solva o contrario, nao ni a gralificacao que for ven-
ceudo .lose Joaquim de Almeida (luedes.comar admi-
nistrador dos trabalhos do lazareto de observarlo
que mandou edificar no lugar denominado Pina-pc-
qiiciio, mas lamhem as contas das despezas do refe-
rido lazareto, que Me forera aprcsenladas por parle
do inspector do arsenal de marinha.
Dito Ao iiip-iiin, declarando haver sido dis-
pensado hontem de servir no consclho administrati-
vo o coronel' araduado Trajano Cesar Riirlamaque,
por se ter aprosentado o vogal do mesmo cooselho
Antonio Gomes Leal. Igual communicaeo se fez
ao coronel commandanle das armas.
Hilo Ao mesmo, para que a visls dos documen-
tos que rcinelle.csian.li) elles nos|tormoslegics,man-
S. S. pagar pela nuneira indicada no olTicio que
tambero remelle por copia do coronel commandanle
da< armas, a quantia de 17 >~ res, que segundo os
mencionados documentos foi dispendida com varas
diligencias feilas pelo alferes Manoel de Azevcdo do
Naseimenlo.subdelegado c commandanle do destaca-
mento de Timbaba e Moceos, comarca de Goianna.
i. >mmunicou-se ao referido coronel.
Kilo Ao juiz de dirciln de Garanbuns, dizendo
que nao s deu o convenientedestinoaos seis remitas
queSmc. remellen, mas tambem expedio as neces-
arias ordens, tanlo para ser-o se,u procurador Ma-
nuel Firmino Ferreira indemnisado da qnantia
abonad ios ditos recrulas, como para ser paga de
seus vencimentos! a escolla que os acompanhou al
esta capital. Expediram-se as ordens de que- se
traa.
Dilo Ao director das obras publicas, Wzendo
ficar inleirado de haver Sinc. manda lo lavrar o ter-
mo de recebimento provisorio das obras do caes do
Capibaribe em fronte a ra Vclha da Boa Vista, e
declarando que acaba derecommendar lliesouraria
provincial: que a vista do competente certificado
mande pagar ao arrematante daquella obra a im-
portancia a que tem.direilo.
DitoAo commandanle superior da guarda nacio-
nal dos mu n ripios de Olinda I guara-su recommendan-
sloa expe.ln;ao de suas ordens para ser dispensailo do
serviro da inesma guarda nacional o sineiro da Se
deOlinda, Antonio Esl'evaoda Porciuncula. Coni-
miiincou-se ao respectivo deao.
Pilo Ao delegado do termo da Boa Vista, de-
clarando qua nao so deu o conveniente deslino aos
voluntario, rcenlas o desertores que Smc. remel-
len, mas tambero expedio ordem para ser paga ao
1 cadete Pedro de Alcntara Tiberio Capislrano, a
importancia lna(Q dos vencimcilos dos guardas na-
cionaes qua escollaran) os referidos recrulas, como
das d liria- abonadas a estes.Oflioiou-se nesle sen-
ldo*a suprailila iheso;,-iria.
Dilo A cmara municipal dq^Olinda, approvan-
rto as .-irrainaiac.'.cs de que Irala o scu officio de i>
do cnrrenln sob n. 25. e recommemundo que ponha
novamenle r-rn praca o imposto sobre o gado suino,
rom n modifirac.lo que for razoavel e absolutamen-
te indispciisavcl.
Oilo A cmara municipal do Becife, inteiran-
do-a de haver recommendado ao director das obras
publicas, que com urgencia satisfar a rcquislrao da-
quella cunara, relativa aos pertiz e plantas das obras
a fa/.er-se com o calcamento da estrada da ponte de
Uchoa.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quarlel do commando da* armas do Parum-
haco, na cidade do Recie, em 12 de deiem-
bro da 1884.
OROEM DO DIA N. 186.
O coronel commandanle das armas inlernol-de-
clara para conde cimento da guarnieo e devido ef-
fciio, que o governo de S. M. o Imperador liouve
por bem, por aviso expedido pelo ministerio dos ne-
gocios da guerra na data de 9 de novembro ultimo,
determinar que setzuisse para a curte o Sr. alferes do
9." balalhao de infamara, Antonio Malloso de An-
drade Cmara, por outro aviso de 17 do referido
mez, mandar servir como addido an balalhao do de-
posito da corle, p Sr. alferes do 2. do inesma arma,
V'ictor Goncalves Torres, segundo couslou das coro-
mouicaroes recelo las da presidencia desta provincia,
firmadas a 21 do citado mez, e a 11 do cor-
rente.
O mesmo coronel commandanle das armas decla-
ra igualmente, de conformidade com as ordens da
presidencia, que o batalhao '>." de infaularia deve
estar preparado a destacar para a comarca de Paje
de Flores, e ne-le sentido, cumpre que o hospital
regimental sob sua adminislrarao fique a cargo do
4." Ii.il.illi.io de artilharia a p, que vira oceupar o
quarlel da Soledade, logo que o 9.a balalhao se po-
nha em marcha para sen destino.
Os senhores ofliciaes e as pracas de prel dcsle ba-
lalhao, que por justificados motivos tenham de ficar
nesla capital, ficaro addidos ao 2. de infaularia. a
rujo senh >r commandanle interino serio remedidas
as competentes guias.
Os senhores segundos ciruraies, alferes do corpo
de sade do exercito, doulnres Joaquim da Silva A-
raujo e Amazonas, e Jos Muir. Cordeiro Gytaliy,
pas-arao como addidos a servirem des le ja. este no
2." de infaularia. sendo desligado do 9. da mesma
arma, e aquelle no 'J. desligado do 2."
A marcha do bala'ibao se effectuara no dia que for
indicado pelo quarlel do commando das armas, bem
como a occiipaclo" do quarlel da Soledade pelo 4.
lia'all ui de arlilharia a p, que dever estar para el-
le preparado, havendo-se o scnbor commandanle do
9." balalhao na entrega do quarlel, conforme o dis-
posto no aviso circular de 7 Je marro de 1853.
AssianadoMantel Man: Talares.
nislros.Os commissarios enviados a esta corle, pe-
los subditos porluguezes residentes em Pernambaco,
(vemos a honra de expor na presenta de V. Exc,
como chefe do gabinete, objecto da representaco
contra os agentes consulares de Portugal n*aquella
cidade, de que eramos portadores e solicitadores, e
que foi entregue ao ministro da repartirlo compe-
tente em 25 do fevereiro do correnle anno.
Desde esse dia, lemos empregado lodos os mcios
legaes para nbler o despacho das supplicas, qne nes-
sa representadlo, c as que depois se Ihe juularam,
faziam ao governo purluguezoscidadosque assubs-
creveram.
Temos mandado vir de Pernambueo todos os do-
cumentos e nformaces, que se hojulgado neers-
sarias ; lomo iustado repetidas vezea o Sr. ministro
dos negocies estrangeiros; ao conselheiro procurador
geral da corda; temos rogado as pessoas de maior in-
lluencia poltica para que se empenhem pela prom-
pta resoluto dcsle negocio.
Era ambas as cmaras legislativas so lem discu-
tido, e pedido que o governo alalhe os escndalos que
frequentcmente sucediera entre o cnsul c os sub-
ditos porluguezes estabelecidos em Pernambueo; to-
da a imprciis.i peridica, de Lisboa, do Porto, e das
outras cidades do reino, e niln s a da opposic.lo,
mas juntamente osjornaes, que maisappoam o ga-
biuetc a que V. Exc. preside, leem palenlcadua jus-
tica dos supplicantes, e censurado o ministro pe
indlfferenca e delongas com que lem tratado este
grave assumpto.
Tudo -to, Sr. duque, que se est passando ha
mais de oilo mezes. quasi s 'tu inlcrrupeao de um
dia, lem sido baldado, intil, ineflicaz, infructuoso,
desprezado !
A lamenlavel enfermidade, que V. Exc. lem pa-
decido, com geral senlimenlo dos que fazem ju-liea
ao seu carcter, au lem permitlido que nos ha
mais lempa dessemos cauta a V. Exc., do estado em
que se acha este negocio. Hojfl porm, urna cir-
cumstancia gravissima vem complicar esta deplora-
vel pendencia enlre o cnsul e os porluguezes de
Pernambueo, da qual nos cumpre informar a Y.
Exc.
Grande numero dos nossos concidados all resi-
dentes, vendo que o governo portuguez nao tem at
agora dado resolucilo alguma s represcntaces e
queixas que elles Ihe dirgiram, c desesperando de a
obter, entraran) em negociaciies com o cnsul dos Es-
tados-Unidos da America, em Pernambueo, para se
naturali-areinsubditos daquella potencia.
Hejcrescido o numero dos que tem acquiesrido
a este acrirdo, clegendo um illustrado litteralo de
vasta erudieao para Ihe redigir o manifest ou exp-
sito dos motivos porque se desnaluralisam de Por-
tugal.
Eis-aqui os extremos a que deu caua o relarda-
meulo de um despacho, que ha tanto lempo poda c
deva estar proferido.
Dando esta deploravel noticia a V. Exc, omii-
limos as rellexes pungentes que ella susaere aos
nimos anda menos afleclados e interessados que
os nossos.
Eale desdouro para a nacrio, enjos filbos s vem
forra iis a rcneza-la, deploramos sinceramente que
sneceda no ministerio de V. Exc. Se o negocio do
consulado se resolver j.j.anda rauitosdexarAo de
seguir esse pa*so que deram os mais iusolTridos e in-
crdulos.
Nos temos escolado lodos os recursos, e com elles
a paciencia. Lina longa e custosa viagem, ausencia
de familia, c dosnesoeios; perla de iiileresses, todas
as despezas, que um forasteiro faz nesla capital; em
-iiiiiin.i. temos passado iodos os transes e tormentos
com que o- rcquerenles sao descriptos nos romances
da mais exagerada escola france/.a. Perdoe-nos V.
Exc. osla liimuaxem que he da verdade.
O erando estadista do secnlo passado, cujo sangue
Cyra as \etasde V. Exc. respimdcu a dous cida-
daos que do Porto Ihe vieram entregar urna pelicao
sobre negocio de muito menor consequencia do que
este de Pernambueo que nao davia de aquecer
os lencoes anles de os despachar. Nos vemos de
um porto de mu lo- centenares de leguas, e quantas
nnites bem dormidas, e lalvez bem souhadas, nao
tem j passado o ministro dos negocios estrangeiros,
a quem entregamos' a nossa pelicao *! E todava a
.jiisliea nao ludia mais foros durante o ministerio do
m?rquez re Pombal, do qne boje no do duque de
Saldanha, seu neto.
O supplicantes nao podera infelizmente citar de
V. Exc. um igual rasgo da pasmosa aclividade da-
quclle arando ministro, mas poderao contar oulro
anlogo ao que elle tambem pratcou, que oi o ler
recebido urna caria escripia com igual franqueza
rom que esta vai notada, e mandar dizer ao portador,
que no dia seguinle adiara a resposta d'ella no livro
da porta da secretaria.
Por muito felizes e agradecidos se darn, se Ibes
succeder o mesmo, os que tem a honra de ser couj
a mais alta consideraran.
Lisboa, 12 de novembro de 1851.
De V... etc.
F. F. Tlioma;:
E por seu collega ausente,
F. J. de MagalhSes Batios.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
EXTERIOR.
Sr. redactor. (toao-lhe o obsequio de publicar
em um dos seus prximos nmeros, a seguinle carta
que dirig ao Exm. Sr. marechal duque de Saldanha
acerca das queixas dos subditos purluguezes residen-
tes em Pernambueo, contra os agentes consolares de
sua naea naquella cidade.
Lisboa, 11 de novembro de 1851.
Sou ele.
Francisco Fernandes Thomaz.
lllm. e Exm. Sr. presidente do cnnselho de mi-
OCAIINHODODEV'ER.^)
Por A. de Iternard.
CAPITULO DCIMO QUINTO.
II esl de l'amour comme de ees maladies
i/ui lona tempt slalionnaires fonl en un
jout-astez de ravages pnur nepouvoir plus
o lre meconmu ni gneries.
Armand dePonlmartin Aurelia.)
Deneiiios um instanto nossos passeiadores subter-
rneos com o seu myslerioso interruptor, e volle-
mos a Seocuil onde j entrevimos urna raai perse-
gu la por mil peusamenlos. e agitada por mil lorro-
res correr de ama a oulfa fillia para Ibes cnrhugar
as lagrimas e curar com suas dores palavras as cha-
gas sanguinolentas de seus coraees.
A' comlessa entra no quarlo de Alicc, e arda-a
com o rosto banhado de lagrimas. Vendo a mai en-
trar, Alice passa rapi lamente o lenco pelos olhos ;
mas esse gesto nao foi lio prompto que escapasso
visla da condessa.
Eta chega-se filha, a&senta-se junto dalla no
sof, e 1 onaiTdo Ihe a calieea as niaos imprinie-llio
sobre a fronte um desses beijos maternaes, qne ap-
placam todas as dore', e abran a porta a todas as
confidencias.
(*) Vide o Diario n. 285.
NEGOCIOS DO ORIENTE.
Con-lanl inopia. -25 ile oulubro.
Pelo nltimo correio reinell-lhe a noticia do hom-
bardeamenlo de Sebastopol pelo-lado do mar, com
particularidades incompletas e lalvez inexactas.
Hoje ai do-mu em eslado de melhor informa-lo
das circumslancias d'esle combale. Todas as noticias
que recebemos ale ao da -21 foram-nos trazidas pelo
Ijaccin,,Cormorn, Hope e Albion. Hoje espera-se
Eelo Ajaccio que deve Irazer os despaedos para
ranea.
O ataque geral por Ierra e por mar comerou no
da 17. Todos os Jrabalhos estavara quasi teroiina-
dos, as hateras do lado do mar, commandadas por
M. de Genouilly, j achavam-se promplas. As tru-
paschcias de ardor e de impaciencia nada mais es-
peravam que o signal do ataque.
O foso rompen de madrugada pelo lado de Ierra
com urna energa prodigiosa.
Os Kussos responderam valerosamente, e soa ar-
lilharia causou-nos ao principio graves damnos. Urna
das nossos bateras foi arrazada pelo grosso calibre
de suas pecas c foi necessario parar o fogo para que
ella pdese ser concertada. L'ma de suas bombas
inceiutiuu, pela manhaa dous paioes da batera,
sendo um do redulo do lado do mar. lima caria
escripia desses mesmos lugares Ihe referir mais
tarde as particularidades d'estesdousacontecimentos.
O inimigo quiz aproveitar-se d'este momento para
tentar nina sorlda; porem nao pode conservar-se
dianle do logo dos caradoras e ardor das tropas
que foram ao scu encontr. Urna sezunda sorlda
lenta.la mais larde nao produzio melhores efTeilos.
Assim passamos todo o dia no meio de um estrondo
espantoso acompanhado de una verdadeira chuva
de bombas c de balas.
Nos dias 18, 19. 20, e 21 o fogo conlinuou de am-
bos os lados sem interrupeno; he impossivel presen-
temente dar informares certas sobre o lodo das o-
perajOes. rada uina das carias que recebemos nflo
falla aenao de um esparo .Tiui limitado.
Assevera-se que a artilharia ingle;.a abri urna
larga brecharas forlficaces que defendem a cidade
e principalmente o porto ao sudoeste,.
Urna sorlda que os Russos lenlaram no dia 20
com torcas numerosas nessa mesma direceao produ-
zio ao principio alguin elTcilo.
O inimigo pdde sabir das suas forlilicaccs e de-
senvolver muilos mil homens, que avanearam va-
lerosamenle para as bateras inglezas; purem urna
carga lerrivel da cavallaria, dirigida pelo general
Scarletl em pessoa, rompeu as lindas dos cnssacos,
que reliraram-se na maior desordem sob a prolec-
eao dos seus redulos. Esta tentativa custou-lhes
tres ou qualrocenlos homens.
O general Tilder, de enaenheiros, nprovelou-se
da sua pnsiejio, que permitle-lhe penetrar no porto
militar, para estabelecer, sobre urna eminencia que
o fogo dos Kussos nao pode baler, quolro pecas de
12(1. as quaes dirigcm as seus tiros para a esquadra.
Duas d'eslas peras nao fazem fogo nanAo ao acaso
( como covtuma-se dizer na ca^a ) Todava parece
qae ellas l 'in ohtido bons resultados; porque dzem
que tres navios russos foram ao fuudo; porem nada
lia de rerlo a este respeito.
A artilharia france/.a que lem na sua frente obs-
tculos mais.consideraveis, tem, nao obstante, obli-
do bous resultados: segundo as ultimas noticias, as
obras exteriores dos hussos tinhain sido muito
damnificadas; pouco fallava para que fusse aborta a
brecha.
A cidade soffre muito apezar do cuidado que lo-
mam os nossos officiaes afim de qoe nenhuoj pro-
jeclil seja al irado na sua direcc^o. J por seisou
selle vezes temos visto alevanlarem-se columnas de
fumo que altestam qne muilos lugares sao incendia-
do. No dia 18 depois do meio da, appareeeram
mullas cxploses sem que podesse conhecer-se qual
a causa dellas.
Eis o extracto de nina carta que dar a seus le-
lorcs urna idea das difliculdades do cerco, e comple-
tar a resenta que acabo de fazer-lhe sobre as ope-
rarles do exercilo de Ierra.
Em frente de Sebastopol, em 19 de outubro.
Vmc. perder talvez a paciencia se esperar a ul-
tima palavra desta lula lerrivel Iravada junto aos
muros de Sebastopol; fique convencido de que se nao
perde nm so segundo, lie necessario estar as for-
lificaces para que possa compredeuder-se a "obra
gigajitesea que tem executado nossos soldados e seus
bravos alliados. A conslrucco das bateras ao al-
cance da artilharia do inimigo apprcsenta sempre
grandes difliculdades. Aqu o fogo dos Kussos tem
sido lio violento, IAo incessanle que foi quasi loo-
cura tentar um trahalho semclhante. Nada menos
foi necessario do que a coragem c a energa di: nos-
sas tropas para trumphar d'estes obslacalos.
Era ua verdade maravilhoso para um homem nao
acostumado, como eu, aos negocios da guerra, seguir
agachado aira/ de um monta de saceos de areia, os
progressos dos trabadlos. As balas ebuviam sobre
as trnrhciras, as bombas cruzavam-sa em todos os
sentidos; nossos soldados curvados atrs das suas
trincheiras, tendo o cachimbo ua bocea, conlinuavam
pacificamente sen trabalho, cantando alguraas vezes,
ou -andando com algum dilo proprio do quarlel,
os projectisqueatravessavam mai perlo delles.
No dia 16 as bateras do ataque es.Iavam enlloca
das quasi sobre toda a linha.
Nos eramos menos felizmente ou mais felizmente
aqunhoados do que os Inglezes. Nossos alliados que
formara a direita da linda tem na sua frente o lado
menos poderoso das fortificacoes; a maior parte das
suas hateras dirigem-se para o porto militar. Te-
mos dianle de nos trabalbos espantosos.
He necessario confessa lo, as noticias que recebe-
mos ao principio cram inexactas. Estas fortifica-
coes, nao obstante seren construidas a pressa, nao
sao menos formidaveis; ellas eslao perfeilamenle
desenvolvidas, ellas preslam-se todas um mutuo e
enrgico apoio. Os officiaes russos tiraram um bom
partido do terreno. Seu armamento he forraidavel.
Os proje.li- que n.io cessam de cahir sobre lodos os
nossos trabalhos juslilicam as noticias dos 'pifies e
dos desertores.- toda a artilharia dos navios foi ein-
pregada em Ierra para defe/.a de Sebastopol.
Estas rellexes que Ihe oKorecn preisa e que re-
sullam das ininbas observaroes de visa, podem dar-
Ihe urna idea das dilliculdadasque aprsenla o cerco
de Sebastopol. O cerco ser longo, he necessario
que nos convengamos disto.
A' medida que melhor coohecemos o terreno, aug-
mentam-se os trabalhos do ataque e posso afllrmar-
Ihe que Icvanlar-se-ha anda mais urna batera anles
que entremos na cidade. Os officiaes que dirigem o
cerco pensam que Sebastopol nao pode ser tomada
antes do fim do mez, anda mesmo que oblanhamos
alguna successos felizes.
A resistencia dos Kussos he enrgica e muito hon-
ra a guarni(;.io e aos ofliciaes que os commandam.
Elles desenvolvem ama aclividade prodigiosa. To-
das as mandilas vemos apparecer alguma batera ou
algum reducto novo levantado durante a noile. O
seu fogo he bom porm um tanto precipitado. Des-
de que elle comerou contra a praja no dia 17 que
.temos sofTrido grandes damnos.
Depois de duas horas de combate, urna das nos-
sas bateriasda esquerla,construida juntodo lazareto,
sendo atacada pelo flanco por orna batera encoberta
al enl.lo, licou fra d'accjlo. Foi necessario toda a
noile do dia 17 e lodo o dia 18 para que podessemos
po-la em estado de cu'mecar de nova o fogo, o que
todava nao leve lugar aenao na manhaa do dia 20;
porm nossos arlilheiros conservaiam tal precisao e
lal ardor no fogo, que o das bateras russas diminuto
seiisivelmenle depois de meio dia. Provavelmenle
fallavain-lhes as muirnos, porque elles nao nos ati-
rarara al a noile oulros projeclis senao ohuses nu-
cos, e tambem balas de pedra. O seu calibre he
lorie, vemos cahir em torno de nos balas de 68 e de
90alindas por grandes pecas fundidas.
Urna de nossas bateras, a balera Pelil-Pied sof-
freu pealas consideravels.
Urna bomba cabio a alguma distancia e ro-
lando tracou um grande circulo que lerminava jun-
to do poiol, foi ah que ella eslouron. A explos.lo
foi lerrivel. O capito Pell-Pied foi morln, os aju-
danles Bergre ejoubert foram feridos. Cincoenla
e sele homens foram morios ou feridos na batera.
Perto dahi morreram dous outros officiaes de arti-
lharia que eu deixara vivos algumas horas anles:
Marrot a quem urna baila tirou a cabera, e Vas-
sard, ferido no venlre por oulra. Sao os uuicosof-
liciaes cuja perda lenho ouvido lamentar, desde que
rompeu o fogo. Finalmente nao fallo senao do li-
mitado circulo em que vivo. Nao he prudente pas-
sar de ama balera para oulra, e j soflri um fugo
mui vivo quando quiz aleone ir um pequeo acam-
pamento entre as ruinas da antiga Chersoncso e a
iareja de Saint Wladimir, quo dominaran forte da
Quarculena.
Os officiaes applicados ao esludo da engenharia
esli encantados da occasiao de esludo que Ibes ofle-
rece este cerco. O systcma das fortifica(es actuaes
foi calculado pelo alcance das armas. Ora, o syste-
ma nao mudou, entretanto qtte o alcance da artilha-
ria e das carabinas tem feito enormes progressos
lia pois urna revolucao a operar.
Alainnas carias aflirmam que Sebastopol he de-
fendido por iluas bubas de fortifracOcs.
No mor o cmbale nao he menos vigoroso. Eu
vi os ofliciaes do Albgon cujas ovaras obrigaram-no
a entrar no Bosphoro, elles declararam-me que nun-
ca liiib.ini visto cousa alguma mois espantosa do que
o ataque das esquadras contra as baleras do ancora-
douro. O furor foi lerrivel de ambos os lados. El-
les fazem o maior elogio aos nossos bravos 111,111 -
nheros.
A nossa esquadra rompeu o fogo, o primeiro tiro
de pera foi dado pelo Charlemagne. No dia 17 ao los reforros para o Oriente.
meiodia, o Napolen, o Henri IV,o Valiny, a l'ille
de Pars, o Friedlandl, o Montcbello e o Charle-
magne foram lomar a sua posir.io em frente do forte
da lliiarenlciia. o primeiro dcstes navios em direc-
eao ao alio mar e o ultimo em direceao baha de
l'.herzoneso. Elles avanearam at a disslancia de
cenlo c vinlc bracas ,> fundearam sem responder
ao ehuvcro das bailas, obuzesc bombas que o ini-
migo alirava sobre elles.
A orna hora o navio encarregado de transmillir as
ordelis lo almirante irova urna bandeira que no vo-
cabulario da esquadra quer dizer; A Franca vos
observa! Nao podia-sc esiolhcr um signal mais no-
bre ; era a ordem para romper o fogo O forte foi
inmediatamente atacado, e logo observou-sc urna
diminuirn sensvel no fogo dos Russos. Urna mea
hora depois, o Jpiter, o Hagard, o Suf/ren, o Ma-
rengo, a l'ille de Marseille, o Jean-fart e o Alger
foram eslabelecer-se em segunda ordem. A liuha
de halalha complelou-se com o Mahmoudie, navio
almirante-turco, e com o Jechriffire, que lomaram
lugar, o primeiro na frente junto do Napolen, a se-
gundo atraz junto do Jpiter,
(I ataque tornan se geral desde esse momento; o
lorte Aloandree o forte Saint Nicolao, e principal
mente o forle'da Qfjircnlena, foram balidos sem in-
lerrupsao domlo quolro horas e meia. Nesle mo-
melo o forteda Quarenlona aedava-sc desmaulelado
em parl; scu fogo diminuio. O Charlemagne se-
parou-se da linda, oem companhia do Friedland (011
do l'almy) foi collocar-se audaciosameule a dten-
los e cincoenla metros da artilharia do forte no meio
dasapplausos de loda a esquadra. Ahi os dous na-
vios comee iran um fogo lerrivel sob 0 qual ilesa
bou um dos baluartes j abalados do forte. As seis
horas o almranle mandn cessar o fogo.
No dw seguinle o ataque lornou a comecar rom o
mesmo ardor e enm o mesmo successo, Emsumma
o infernal chegado aqu no dia 22, annuncia quo o
forte da Quarculena est completamente destruido,
e que foram desmontadas todas as bateras de urna
torre circular chamada a lo: re do sul, a qual causa-
va muilo damno a esquadra. Os fortes Alejandre
o Nicolao foram gravemente damnificados.
A def.va dos Kussos lera sido tao vigorosa quanto
o ataque. Seus arlilheiros atirm mui alto, e este
defeito nasce talvez da disposiciTo das mesmas bale-
ras, porm nao merecem as censuras do Jownal de
Conslanlinopia. As graves ovaras que soflreram
c pelas molestias. Elles moslram-se muilo impa-
cientes de reunirem-se aos seus cantaradas.
Segundo parece, a governo quer enviar podero-
Por um lado os peridicos assim o dizem, por ou-
lro, a ailiuini.ilae.io recebe ordens para que seja
frotado um grande numero de navios para trans-
portar rropas.' Alem dsso os ofliciaes de engenhei-
ros que ocham-se de servco, preparan), segundo di-
zem, as raateriaes necessanos para construir (liante
de Daoud-Pacha um campo abarracado que conteuha
20,000 homens.
Todas estas noticias sao liada confirmadas pelo
missao do intendente adjunto. Angat. que est en-
carregado da croatas de immensos paioes de reserva
paro o exercilo : subsistencia, roupa, acampamentos
etc. Trila mil leudas chegaram de Franca boje
pela manhaa.
As necessidades do servco da superinteudaueia,
cujo pessoal acaba de ser augmentado em Conslan-
linopla, deram lugar a um incidente diplomtico
que nao obstante nao ser grave, com ludo nao deixa
de ser digno de curosidade. Nao lia vendo senao
duas ou tres casas particulares com mais commodos,
o que todava nao permttia reunir Mas as secc/ies
da superintendencia, o intendente nada achou mais
conveniente do que pedir Porta a aulorisacTto pa-
ra oceupar os vastos e bellos edificios construidos na
ra de Pora, em frente do palacio da Suecia, e que
encerravam a chancellara da emhaixada da Kussia.
O edificio perlenre Kussia,de verdade, porm as
exigencias do serviro militar aulorisavam de algu-
ma maucira, segundo parece, a oceupacao momen-
tnea de urna prupriedade pcrleneenle a urna po-
tencia cora .1 qaal acharao-nos em guerra. Alem
disso em Gallipoli lem-sc feilo com que os habitan-
te-, nnssos alliados, absndonem as casas para que es
tas sejam oceupadas pelas tropa. Em conclusao
parece qne havia direilo de obrar do mesmo modo
para com os Kussos, lano mais quanlo o edificio em
quesUo acha-seinleiramente desoecupado.
Porem appareceu urna difliculdade ; ella foi sug-
gerda por parle da Austria por M. de Bruck.o qual
por occasiao do retirada do embaixador do czar, ro-
gou a Porta que cunfiasse-lde as edaves do palacete
da Kussia. Hoje Keschild-Paclia envin M. Angat
a inlernuncio d'Austria, aflirmando-lhe que, pela
sua parle nao ve obstculo algum em que a chan-
cellara da Kussia seja oceupada pelas seoees da su-
perintendencia franceza.
O intendente dirigio-se a M. de Bruck e achou-o
nteirameiitc decidido a nao entregar as chaves do
edificio: ofli;receu-se-lhe o pagamento de umalu-
as duas escuadras atleslam o vigor e a dabilidade da I guel, o que lirava Qccuparaolodo o carcter de u-
defe/.a.
Muilos dos nnssos navios soQreram considcravel-
menle principalmente o l'ille de Parit commandado
pelo almirante Hamelin. No ardor do combate, urna
bomba cahtosohre o lomhadilho do navio c penelrou
vaHo, porem issu foi tambera recusado ; elle recela
que nm igual aronleciinenlo leuha ms consequen-
cias, que e-ta circumstancia, por menor que pare-
ca, tenha a sua grovidade ; elle aflirma que a sua
inlervenrao anterior ueste negocio foi o objecto de
Minha moi, exclama a moca apertando-a nos
brac.ose ilerramando-llie no seio seu segredo e suas
lagrimas, minha mni, sou muito desgrarada !
He sempre por estes preliminares que omeeain se-
melhanles confisses. *
Madama de Seneuil linda experiencia bstanle
para ver que a desgraca d filha nao era lalvez loo
grande quanlo a exetamacao de Alce leria podido
fazer suppor. Assim apoiando a cabeca da moco so-
bre o hombro, e beijaudo-lhc oulravez a froulc,
disse:
Alce, minlia filha, se me amas, cnchugaros
las lagrimas.
Sim, minha mai, respoudeu Alice.
E poz-se a solucar cada vez mais.
Oh! oh! querida filha, tornou a condessa, co-
ragem isso passar.
Nunca, inurmuron a rapariga.
Nunca he palavra fcil de dzer-se. No fim de
quinze das nao se fallar mais desta loucura.
Oh non o creia, minha mai.
Asim srr.unister, minha filha. Mr. de Chavl-
lj nao pode ficar eternamente em Seneuil, c nao sei
o que podero seriamente fazer-le sentir sua par-
tida.
Elle.esti pulo bem decidido a partir'.'
r- Cerlamrnh-, e supponho que uem cu ncm tu
qiiereriamosilcl-lo contra sna voiilade.
Cmira sua volitado! foi tambera coulra sua
vonlade que elle vcio'.'
Crea que nao.
I'.nlao porque se retiro?
A esta ingenua inlerroaaro, madama de Seneuil
nao poda responder dizendo filha o que julgaVI
ter adcvniado. Assim como as pessoas a quem urna
pergnnta crabaruea, ella respondeu por oulra per-
gunta:
Porqne queres que elle fique? Elle pama
cnmnosro lempo que o pai Ihe dera, e lindo esse
lempo, volla1>ara a Nnrmandia.
A mo;a indirelou-se, e encarando a mai com al-
f.'tn.io. disse-lho
Nao, minha mai; Vmc. engana-me, o3o he is-
so. Vmc. sabe melhor do que eu para que elle veio
aqu.
Para vsilar-nns provavelmenle,
Sim, c para oulra cousa tambem.
Talvez; mas urna moc,a que lem nobreza no
coraeflo e alguma altivez na alma, nao deve mais
pensar em semclhantes cousas.
Que conviiiha enlao fazer para impedi-lo de
relirar-se ?
Nada mais do que fi/csle.
Porm nado fiz absolutamente, minha mai, e
ohrei mal lalvez. Ah agora arrependo-me. Se Ihe
livessedito: Senhor Gastao, fique aqu, que me
dar pra/.er, elle leria lalvez ficado. Bem sei que
elle n.lo he mo, e que nao leria querido penoli-
sar-rac.
A moca oecullmi novamenle o rosto 00 seo da
mai, a tornou a solucar.
Esta partida le penaliso mnilo? perguntnu a
condessa. Pois era leu lagar cu nao o doria a rouhe-
cer, c dira comigo : Elle quer irse, pois bem,
v-se!
Oh minlia mai, nao posso dizer isso.
lima filha cordata deve couformar-se com os
votos de sens pais, e sou eu que te rogo, Alicc, es-
quece-le de que Mr. de Chavilly veio a esta casa.
Hei de tentar, minha boa mai; mas receio qne
isso seja impossivel.
Alicc, nao quereros dar-me dcsgoslos.
A rapariga opertou a mui nos hraros, e dsso:
Oh 1100, querida mai, farci ludo o que Vmc.
qnizer, e promelto-lbc nao pensar mais uisso.....se
poder. Todava, minda boa mai, se Vmc. quizesse,
elle nao se ira.
no interior, onde cstourou. A explnso levaniou o urna ola de asradecimeiito do gabinete de S. Pclcrs-
convez do tado da popo, onde elle foi damnifica burgo, anda mais que o mesmo gabinete,o gabi-
do na sua maoi parte. O almirante, seus ofliciaes
e muilos boineris foram alirados para o ar.
O almirante cabio sao e salvo. Seu ajudante M.
Sommeiller foi morlo, assim como M. de l.abour-
dounaie ; outro official, M. Zedco, licou comas per-
nar trituradas; dous outros mais foram feridos. Um
amigo do almiraule que aedava-se o bordo foi morln.
Los qii.'ii/.e homens perderam a vida ou soflreram
graves ferinieulos. O almirante virn de bordo.
A l'ille de Paiis ser forjada a voltar para 1
I-raneo, afim de reparar as suas avarias. O l'almg,
o Friedland, o Monlehello soflreram tambem muilo.
Muilos navios perderam a ma-lrearao.
Os dous almirantes turcos, Amlied-Pach e llas-
san-Pach.i, fizeram valerosamente o scudever.
Hallamos cm frente de nos .117 pejas.
A esquadra ingleza estova encarregado de baler o
lorie Constantino, .1 dalera dolelcgraplio e um for-
tn de algumas pecas que domina as rochas escarpa-
das, por tudo. 126 pecas. Ella rompeu o fogo s
duas doras. -Nao tendo noticias sobre os resultados
obtidos pela sua artilharia.
_ O Journal de Conslantuwpla aflirma que o forte
Constantino foi arrazado.
Os navios inglezes soflreram lamben) bastante.
Falla-se principalmente do Albion. Queen, Agh-
memnon, a Sans.Pareil o o Bellcrophonle. Esle
ultimo perdeu loda mostrearon. O Albion nao po-
de conservarse no mar por muito lempo sem perigo,
elle vai pr-se em estado de voltar para a Inglaterra.
Os ofliciaes do Alio avaliam os perdas da esquadra
ingleza cm 50 horneis por cada navio.
Nao sei cousa alguma dos muvimentos do exercilo
russo que esta no campo.
Nao sei donde o Journal de Conslanlinopla pode
saber que um soecurro de 30,000 homens tinha pe-
netrado na praca. Vmc salte qual a po-ican oceu-
pada pelo general Bosquel e seu exercilo de obser-
vado, he difficil de crer que elle tenha deixado pas-
sar ns Russos sem os baler. Um combale seria ine-
vit*yel nessa occasiao. Os officiaes do Infernal re-
feren) qoe quandu partiram do Balaklava soube-se
que um corpo russo, que teutava iutruduzir-se em
Sebastopol, era perseguido de perto pelo general
Bosquel e pela extrema direila do exercilo inglez.
Eis lodas as noticias que lenho colhido sobre as
operarles militares al ao dia 21.
Aqui lem chegado grandes porcOesde feridos fran-
cezes e inglezes. Nossos arlilheiros, vctimas da
explosao de que Ihe fallei mais acuna, eslao terrivel-
menle desfigurados ; pedacos de pao, pedra, casca-
lbos, e eraos de plvora introduziram-se-lhea nos
carnes; os mdicosjulgam entretanto, que sarar.lo
fcilmente.
No dia 20 vi chegarom 150 feridos e 150 (lenles.
O .ref/uug lnha abordo, anles de hontem HO
prisinneiros russos. entre os quaes um velho coronel,
o govemador de Balaclava. Entre nsdezofficiaes que
o acorr.panharam um s era ttusso, os oulros nove
cram Gregos.
O general em chefe mandou para aqui ordens
afim de qne fossera preparados os aquarlelamcntos
de invern das tropas que nao fizeram a expedico
da Crimea. Muilos dos regirnentos de cavallaria
que viviam no lilloral vao alllur para o interior. De
Gallipoli dirigem-se para o Aldos, duas bateras de
artilharia perlencenles a quinta divisio e u 1 de
de hussares; o 1. de hussares fica em Varna. Em
Uourgasfica o 6. de conraceiros; o 7. e o 0. de
dragues deixaram Gallipoli no dia 24 para ir inver-
nar em Andrinople. Pelo ministro da guerra foram
transmitidas alguraas ordens aos governadores para
assegurarera os viveros destos tropas dorante a mar-
cha, assim como a boa iuslaliacoo dos seus aquartel-
lamenlos.
Pelo que diz respeilo as tropas da expedieo, o
general Canroberl espera segundo dzem, couduzi-
lasem parle Conslanlinopla; porem as crenmslan-
cas polticas e militares que podem apresenlar-se
depois da lomada de Sebastopol sao de lal sorte im-
previstas que he impossivel saber o que se decidir.
Entretanto na secretariado general ha algumas pes-
soas oceupads em nm trahalho de invesligaroes
que lem por fim fazer conheccr os recursos que pn-
deriam apresentar os arrabal les de Conslanlinopla
para o alojamanlo dos homens e dos cavallos.
Berebemos ha dous ou tres dias (ropas de Franca :
san soldados tirados dos depsitos das divisOes que
compoem o exercilo. Elles sao destinados a preen-
cher o vacuo feilo nos nossas filleiras pelo inimigo
Que queres dizer ?
Sim, se Vmc. Ihe falla-se, e Ihe fizesse com-
prehender sua sem-razo ; pois elle nao lem ra/.io
de ir-se; mis o amaramos tanto nao he, minha
mai?
Ah! pobre filha, nao sabes o que me pedes.
Ha pouco eslive com elle, falle-lhc, e receio que
lem razan de deixar-nos.
Vmc. lambem, minha mai, declara-se conlra
mim.
" Alice, nao posso persuadir-mc de que estes
quinze dias tenham bastado para fazer atear em (i
orna affeir;ao, duradoura. Isso be orna meninice,
urna idea de rapariga, que se desvanecer com a
mesma promptidao com que nasceu.
Oh curtamente Vmc engana-se, minha boa
mai, Vmc. ngaua-se.
Assim o creio, minha filha, se cu pensasse que
lua feliridadr, que leu repouso depeodiam desta
partido, nada me costara para rapedi-la.
Oh! minha mai, sera possvel enlao faz-lol
En nao disse isso.
Vmc. nao o disso; mas pensa, nao he assim *
Pens smenle que non seria talvez impos-
sivel.
Oh noo, ieso nao serio impossivel.
E passando repentinamente da dr alegra, a ra-
pariga poz-se a baler palmas.
Ouve-me, Alice, lornou a condessa em tom gra-
ve, ha passos que unguem pnde dar sem compro-
melter sea digndade; o que me pedes para com
Mr. de Chavilly he desse numero.
Porque, minha mai? pergunlou a moc,a com
tom de espantada o agastada.
Algum dia o cumprchendcr.is.
Oh! so eu fosse sua mai, eVmc. fosse minha
lilda, bem sei o que eu faria.
Ah que farias, louca ?
Ira ter com Mr. de Chavilly logo que elle li-
nele russo,o encarregou de lestemunhor sna satis-
faci pelo espirito de e meiliaean, do qual-dera pro-
vas entregando ao internuncio as chaves do palacete
da chancellara ru-a.
Tudo isto foi dilo, he necessario confessa-lo, com
lom serio e com todaapollidezdiplomolica. Allirrna-
se que o chefe da superilen.lencia nao deu-se por
vencido, c prepara-se para oceupar militarmente,-)
chancellara, nao obstante a grande nppnsi^ao de M.
Bruck. O negocio esta nisto, elle lera lomado urna
certa importancia aos olhos do publico. Quem ven
cera, a Franca ou a Austria ? Eis como est eslabe-
lecida a queslio. Em geral nao sabe-se qual a razan
porque ella nio est resolvida, pois que lodos sabem
que Pera ufo tem soracute um edificio que seja con-
vcnienle para o servico da chancellara russa. Nao
deixarei de participar-lhe a solur.lo que se der a e-s.i
difliculdade.
Muilos navios carregados de tropa egypcia che-
garam honlem de Conslonlinopla. Enlre estos tropas
ha um regiment de couraceiros cgypros que olle-
rece boa vsla. He urna parte dos 10,000 homens
que o vce-rei Said-Pacha promclleu a Porta com os
36 cautines.
O corpo destacado do exercilo de Omer-Pacha nao
he tao consideravel como diziam. Presentemente
embarcam-se 10,000 para Varna.
Um official do arlilharia, chegado ha dous dias,
oceupa-seem reunir as fcrramenlase as machinas
necessarias, para que o cerco seja feito com mais ac-
lividade. Elle manda preparar 50,000 sacos de ara
e um grande nnmero de akioes. Bemelte-se todos
os dias muniees e pecas. A mi-.io deste official con-
firma como v, as particularidades da carta que Ihe
enviei. (Presse.)
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA SO DIARIO DE
FERNADXSUCO.
Rio Grande do Norte.
Goianninha 7 dedezembro.
Pezada sobre modo he a tarefa das mis-ivas! O
pobre nolicador se v na pcnivel obrgacfto de cstu-
dar os fados para rcferi-los, expondo-se assim ao ana-
Ihema daquelle ou aquelles, contra quem os mesmos
facas depem : lie uta estar entre Scyla e Cari-
bides.
Desdo muito que procuro uoliciar-lhe cousa que
nao rdeire poliria ; mas de lal guisa he a polica
desfa trra, que sem hiprbole por muilo que so di;
ga, nanea se diz asss.
Conforme Ihe havia promellido, coube-mc a vez
de cnviar-lhe a copia da pelicao, que a mulher de
Pedro Prazeres fez chegar aoconhecimenlo do gover-
no desta provincia : foi agora que o Praganna muilo
calada me cedeu, e-la :
tr lllm. e Exm. Sr.Diz Maria Francisca da Con-
ceicao, moradora no termo de Goianninha, desta
provincia do Bio Grande do Norte, que vendo seu
marido Pedro dos Prazeres perseguido pelo respecti-
vo delegado de polica Jos da Cosa Villar Jnior,
e al amearado de ser morlo, como he voz publica
naquella villa e na circumva/inhanra de sua mora-
da, e temen fo a supplicanle a sorte infausta, queja
leve de ver ser assassnado em sua casa, pretexto
de pris.in de seu marido, um seu filho de dez anuos,
c baleado outro de qualorze e prximo a morrer, por
urna tropa do referido delegado, que de emboscada
do mallo descarregou as armas para um pequeo
rancho cm um mea lo, onde se ochava a supplicanle
colhendo suas lavouras, escapando de ser victima
imitaron de seus dous fillios, sendo apenas ameaeada
depois do conflicto pelo dilo delegado, que em pes-
soa assistio diligencia ; tornou o expediente de pe-
dir a V. Exc. por meio desta pelicao urna audiencia,
para de viva voz fazer patente os seus solfrimentos e
de sua familia, que esl sendo escorrajada pelo de-
legado, afim de obter de V. Exc. remedio eflicaz a
elles, nina vez que esl convencida de que V. Exc.
ignora o que se passa naqnellc termo, o que ha feilo
aquelle delegado, e filialmente o que projecta fazer.
Nestes termos pede a V, Exc. se digne marcar dia e
liora certa, cm que a supplicanle possa patenlcar i
V. Exc. a verdade do que esl soflrendo. E B.
Me- n
SoubeS. Exc. que o infeliz esperava com anca o
despacho entrada do palacio, c para logo ordenou
que Ilio fallasse. Grabas a Dos J a giboia no
pode cngolir as verdades, que vaoser desenhadas aos
olhos do adminislrador da provincia A poscuoden-
la mulher iuleressou a todos os que souberom da sua
varonil disposirao; lodos oticnroaram-lhe a lemhran-
fa, poique para males desta ordem o governo he o
vordadeiro medico, e suas providencias a mais promp-
la botica. Fallou a infeliz moi S. Exc, e porque
os seus males nao tem medida na contemplarn de
seu filho brbaramente assassnado em sua presenca,
a sua dr a fez eloqueule : ella manifestnu a S. Exc.
o modo de que se servio o delegado para o assassi-
11,iio de seu filho, ou antes de seus filhos (pois que o
oulro que fra baleado, poucos das ter de vida ),
apresentou as camisas enssngoentadas e crivados de
balas, e nesle lance ella cmmudeceu para que fallas-
sem as lagrimas. S. Exc. nao ppde negar-se ao im-
perio da cnmpoixao, que em laes occasioes trasborda
no coracao do homem, e depois de interrogar a po-
bre mulher com o mais escrupulosoexame, conhe-
cendo que all nada havia de artificio, dsse-lhe que
as suas providencias seriam exemplarissimas.
Esta ultima palavra satisfaz ao desidertum do pu-
blico: Indos eslao convencidos de que o delegado nao
se cobrir com o manto daimpunidade, so S.
Exc. mandar sindicar do successo por autoridades
nao corrompidas : sua honeslidade e ju-liea o l'or.in
desprezar o cauto de alguma sera, a verdade ha de
apparecer. Eu lien de atalaia para communicar-lbe
atoo jota do resultado, que todos ambicionara ver.
Felizmente lambem pode ler entrada na secretaria
da polica a noticia do insulto, que Antonio Lusano.
os Y launas e outros cm numero (ao que se julga) de
vinte fizeram pessoa de Jos Maria da Silveira, pri-
meiro supplenle do subdelegado de Nova Cruz, e a
tentativa de assassinato que iam fazer naqnelle Jos
Maria em sua propria casa. O Sr. Dr. chefe de po-
lica sem perda de lempo ordenou ao delegado que
lirassc p processo e fizesse prender os criminosos. O
Praganna ludo isto me commnnicou cm segredo, e
logo me disse que o delegado 11.10 tirava este proces-
so. Estas palavras nao me cahiroem sacco roto, e
lauto Irabalhci al que elle me rcvelou o segredo, que
por ser segredo, deve ficar entre nos e o padre que
nos confessa. o O delegado ( disse o Praganna com
som emphalico ) nao lira o processo. porque cabio
na rorrela de escrever urna carta a certa autorida-
de cm Nava Cruz, na qual inslava para que nao pres-
lasse auxilio algum ao Jos Maria, fosse qual fosse o
apuro em que se elle aehaase : essa carta foi liria por
minias pessoas, e al por meninos na aula publica
do padre Pedro. Alm disto na occasiao do insulto
e tentativa, achava-so em Nova Cruz o juiz munici-
pal Manoel Andr, o qual nao leudo forra publica
de que se servisse para prender o bando, valeu-se
da prudencio, e acompanhado do seu escrivo c al-
guraas pessoas gradas do lugar.conscguio dispersar o
grupo. Ora, anda qne o delegado queira fazer bom
papel no descmpenbo das ordens do chefe, a caria
he um verdadeirocorpo de delicio, que lem con-
tra si, alem de que o mesmo Lusano far retelacoes
que muito prejudiquem ao delegado, o Em tal caso
(disse eu'' o processo sempre se ha de tirar, porque o
capito Manoel Gomes, que he subdelegado, recebeu
ordem no mesmo senlido. a O processo nao se tira
(lornou-me o Praganna), porque o capito Manoel
Gomes, anda que he sisudo, nao desconhece o abys-
mo que se cava ao delegado, por isso ha de conser-
var-se fra do expediente, at que a miio do lempo
passe a esponja sobre ludo. Algumas palavras disse
rnas o Praganna, metiendo a lingua por enlre dous
denles, qae Ihe restara da parte de cima, fez um bolo
de lingua t cuspo, mastigoo tanto as palavras e en-
golio tanlo as s\ liabas que nada mais pude entender:
dei-me por salufeilo com o quea principio pude per-
ceber. Pelas razoas do Praganna iuclino-rae a crer
que o processo nanea se ha de tirar, todava quero
esperar pelas ceblas do Egyplo. Eu tico de penna
aparada para referir-lhe ludo o que sobre esle pro-
cesso se passar, Um tim por fim Um. O qoe eu pen-
s he que o delegado se acha em mnos lences, que-
rendo desemjienhar as ordens superiores, ludo he
embarazos para elle. Becordo-me agora de ler ou-
vido dizer que Jpiter admiltra sua sala urna ra-
pla em figura de mulher ; mas o que resullou ? A
rapaza emfim era rapoza, a forma exterior nao Ihe
extingui as propenses que Ihe deu a natureza.
Tambem me disse o Praganna que urna das viuvas
dos que foram assassinados pela polica no dia 23 de
outubro deste ajino, havia enderezado ao governo da
provincia urna denuncia conlra o delegado. Procu-
rare! ter occasiao de.remetter-lhe a copia da denun-
cia. Sobre este ponto ha panno de sobejo para as
mangas : basta dizer-lhe que o inspector de quartei-
ro de que o delegado se servio para commandanle
da diligencia, era um sugcitinbo que deu cometo
vida homicida de publico: commetleu o primeiro as-
sassinato na pessoa de um ludio, em Nova Cruz, em
pleno dia, e com ser esle o primeiro assassinato, li-
nda Unto geilo para reduzir dbanlo os vivos, que,
depois de corlar de espada a sua victima, com muilo
sangue fri arrumou-a em um par de alforges c con-
duzio-a de mimo ao sea illuslremandante.Pelo
goilo deste primeiro ensaio ajuize do que seria com
mais cinco, em que se excrcitou, n.lo metiendo em
linda de conta a ultima escaramuca de 211 de oulu-
bro, em que elle pagou os celtios e ocos direilos,
perdendo a vida larra de cicladas de seus proprios
lilim- E quando por forca da denuncia, se tirar o
processo, que pessoas dir o delegado que compoze-
r.ini a tropa para salvaros nomesdos criminosos, que
fizeram parle da mesma ? Nada por agora posso a-
venlurar, qualquer que seja a anloridade processan-
le lera seu lado o Praganna, que por sua costuma-
da e bem conhecida bondade tndo rae ha de revelar,
para communicar-lhe.
Os negociantes desta villa queixam-se amargamen-
te do delegado, o qaal qaerendo ostentar o seu po-
der i'n longuni. lutum. el profundan, apresenta-se
no mercado publico nos dias de feira acompanhado
de soldados, fallando-lde pouco para ser um novo
Pigmaliao, ameacando a uns, prendendo a oulros;
de snrle que as ultimas prximas reiras o mercado
esteve vasio de matulos, porque lodos aflluiram para
a da cidade de S. Jos, por cujo motivo os vveres
all baratearan! espantosamente, ao passo em que
aqu nada houve, c o que liouve foi pela hora da
morle. Ora, as feiras como \ me sabe, uestes luga-
res sao a ceva do commercio, e o que ser desle sem
aquellas ? L se haja o commercio com a polica !
Na ultima feira houveram apenas seis cargas 1
Esle nosso mundo he perfeilamenle um compen-
dio de esquesilices: aqui morava um qudam chama-
do Jos Flix Goncalves da Crnz, qoe gozava dos fo-
ros de capito; linha elle um cunhado, com qaem
eslava intrigado, adoeceu esle, e estando prestes
dar contas i Dos, o que fez aquello capito Suic-
lon-se com ama facada da marca grande, c sendo
pergunlado por algumas pessoas que o visilaram, so-
bre a ra/.io, oa sem razao de lal procediinenlo, res-
pondeu que muilo Ihe concinha morrtr logo, para
que precedendo ao cunhado na jornada para o ou-
tro mundo, no ticesse' elle lugar de prestar suas
comas em sua ausencia, e assim nao passasse por
bom careta diante de Dos. E de feilo, arabos mor-
reram : o que se passon l no oulro mundo, nao sei :
sme compre admirar o juizo sem juizo o lal capi-
13o Que eslranho modo de ser promotor Se para
se obter,1 nomeacao de promotor c neste mundo,
fosse de mister passar pelo cadinho de semelhanle
provanca. que bello nio seria islo Mas a dedcelo
mais moral que desle facto posso lirar, he que assim
como para um individuo figurar de promotor l no
reo be ncressarioque para este mundo morra,do mes-
mo modo para que possa ser c na trra promotor,
he fon-oso e indispensavel que haja morrido para o
co. E porque ? Na reproducn dos criines est a
razao. v
O bichopreto, de que tratei na minha ultima, e
que o illustrado correspondente da Parahiba cbamou
deencarelado, aqui vai sendo conhecido pelo
nome de bambaneo, o qae elle seja anda igno-
ro, se fra caipra, guinchara em Ires sons diffe-
rentes e simultneos, se fra lubishtmem, chapara
o sangue de quem erconlrasse, se fra burrinha,
masligaria alli-sonanle freio, se fra alma do outro
mundo, fallara fa 11 lioso. Mas o u'cAo preto nem
guincha, nem chupo sangue, nem mastiga freio, nem
ralla pelo nariz. Se nada disto faz o bamba-ro o
que ser ? Parece-me que he um senhor muito mo-
rigerado, he bom que faz-se besta.
Ha poucos dias adoeceu nesla villa um ancin, a
querendo fazer seu testamento mandou chamar o es-
crivao : esle, depois de escrever os prolegmenos do
testamento,' pergunlou ao testadorromo qaer ser
enterrado 1 a Da maneira porque sao enterrados os
defuntos ( responden o bom velho ao pe da lellra )
Nao podia dar-se urna mais adequada resposla Tao
bom juizo livesse aquelle capito, que suicidou-se
para arvorar-se de promotor no tribunal divino !
Aqui lindo; e para bem (indar, lindo dizendo que
de seu amigo muilo liso. A'.
Teste vallado de Ostreval, c llie dira : O senhor
veio a Seneuil para... para... Emfim Vmc bem
sabe o que quero dizer, minha boa mai.
A boa mai poz-se a 1 ir. e disse:
E depois ?
Agora, continuara eu, quer relirar-se, nao
sei porque. Por ventura ooflendcmos? por ventura
Ihe causamos algum pezar? n E se elle nao achasse
boas raze' pora responder-me, eu acrescentaria :
ir Quer relirar-se no se retirar. O scuhnr he mo,
nao o amamos, deteslamo-lo, mas nfio se ha de reti-
rar. Tanto peiur para si, nao deva ler viudo.
Cortamente, eis urna bello maneira de Iralar
os negocios '. disse a condessa rindo,
Sim, sem duvida, e Corroso Ihe seria ceder!
Muilo bem ; mas se elle nao redesse ?
Se elle nao cedesse! se elle nao cedesse !.....
Oh! meu Dos, minda mai, quanlo sou infeliz!...
Liiiiquinha, julgas que as rou9as podem arran-
jar-se ossini I Nao se pode forrar um homem a (icar
era umo casa conlra sua volitado ; as nicos armas
de una mai nossas circumstancias sao os rogos, e
nii quorerias que cu fosse rogar o Mr. de Chavilly
q1 nos fi/.esse a honra de ficar em Seneuil, e prc-
encher nossos votos.
Noo, minha boa mai; mas se Vmc. quizesse
consentir, ronhoco urna pessoa a quem bastara di-
zer urna palavra...
Oueiu he, minha lilha ?
Minha irina.
A condessa eslremeceu, e disse:
Berilio !
Sim, minda mai, 11erIba; sei o que digo, c se
Vmc ennsentisse, cslou rerlo de que Gastan..... de
que o senhor Gosloo, quero dizer, nao fugria assim,
como um criminoso...
Madama de Seneuil encaron a filha com lerna e-
mocao. Pareca querer sondar a ferida desse joven
coracao antes de lomar urna grande determinado.
Sna altiliide era seria, seu olhar penetrante e firme.
Antes de tentar o esforro que eslava resolvida a ten-
tar, quera saber se era isso necessario, e correndo o
risco do parecer um momento cruel, de fazo la ver-
ler mais sangue, ia introduzir-lhe o escalpello na
chaco.
Ha momentos na vida que nao admitiera demora,
c cm que conven) tomar um partido promplo ede-
cisivo. Quantas raparigas tem visto a felicidade e o
repouso de loda a sua existencia inmolados pela ter-
nura mui Traca e mui punco inlelligcnte de suas
mais! Olanlas bao lomado no vida o mo caminho
por nao lerem lido em corlo dia bstanle forja e de-
cidlo paro abriran seu coraro. c deixar penetrar
nollo um olhar benvolo! Quantas que para se pou-
parem um momento de perturbarn e de dr lem
vivido e morrido, levando comsigo o venen > oceulto
que as devorava 1
Madama de Seneuil nao oro dessas mulhores, cuja
ternura he cga, c cuja dr he impotente, linha um
espirito recio e urna vonlade enrgica. Nascircnms-
lancias difreis, sua atiricio maternal sabia ai bar o
corogem necessaria para ir directamente ao lim, e af-
froulor o perigo ; porm quonto mais eomprehendia
a importancia dos matee violentos, tanto mais senta
a necessidode de torapernr-lhos o rigor, c de abran-
dar-llie- a amargura. Tinlia untan os caricias e as
palavras de que s as boas mais lem o segredo.
Era chegado esse dia de crse, que toda a pruden-
cia da condessa nao podera conjurar, linha chegado
bna, mas por assim dizer filialmente, e madama de
Seneuil eslava armada para comba ter. Fra-lhe f-
cil prever sua approximarao; pois reconhecera e se-
guir os symptoinas. Bem sabia que a vinda de Mr.
de Chavilly a Seneuil despertarla no espirito de Ali-
ce ideas ao principio confusas, que emfim se esclare-
ceran) ; nao ignorava que o pensamenlo da rapari-
ga sempre applirado ao mesmo objecto cedo ou lar-
de desenvolvera nella cerlo genero de inleresse,
PERNAMBIJCO.
JURY DO RECIFE.
4.a seiuo' ordinaria.
DIA 11. .
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Clementino Car-
neiro da Cunha.
,-ld vogado do aecusador Jos Joaquim da Silva Go-
mes, Dr. Luz Lope Castello Branco.
Escrivao o Sr.Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
Advugado do reo o Sr, Dr. Antonio Vicenle do
Nascimento F'eitosa.
Reo Vicenle, escravo de .-fnlonio Goncalves da
Silva, acensado por crme de roobo,
As 10 horas e meia da manhaa fela a chamada
acham-se presentes 47 Senhores jurados, e foi de-
clarada aberla a sessao dos juizes ltimamente sorte-
ados, foram apenas notificlos 6, compareceram 2,
e por apresenlarera escusas legitimas foram dispen-
sados da sessao 3>, e multado em 208000 rs. o Sr.
I)r. Luz Dnarle Pereira.
Foram sorleahos para'julgamento da queslao os
Senhores :
Jorge Vctor Ferreira Lopes.
Manoel Joaquim entunes Correa.
Jos Filippe Nerv da Silva.
Joaquim Flix Machado.
./nioiiio ./Im'.s da Fonseca.
. n Ionio Ricardo .nlu nos Y iliaca.
./leivi Jos de Oliveira.
Dr. Ignacio Firmo Xavier.
Barlholomeu Guedes de Mello.
.-/ntonio Rodrigues de .-/Ibiiquerque.
Firmano Jos Rodrigues Ferreira.
Dr. Joo Pedro Maduro da Fonseca.
Consta do libello da oceusacio que o reo plati-
cara no dia 6 de novembro de 1853, o faci de ron-
bar a Jos Joaquim da Silva Gomes, dflercnles ob-
jertos, e que se Ihe deviam impor as penas do art.
269 do cod. penal no grao mximo, por se verificar
no caso as circumstancias aggravanles dos ns. 18,
13, 14,17do art. 16 do mesmo cod.
Disse o advogado do autor, que a aecusacao eslava
snflicienlemenle provada com as pecas dos autos, as
quaes se cncontrava ate a prepria confisso do reo, e
concluio pedindo as penas requeridas no libello.
Disse o reo cm seu interrogatorio, qoe nao prali-
caraocrime porque he aecusado, e que se assim o
declarara no processo da formoslo da culpa fra por
ordem de sna sendera.
O advogado da defeza disse que havia excesso no
pedido da a< cu-acio, c que ao reo a penas era justa
a impo-ie io das penas do art. 269 do cod. penal 110
grao mnimo, porque em favor do reo se dava a cir-
cunstancia alenuante do n. I do arl. 18. e nenhu-
ma das circumstancias aggravanles do libello exisliom
alm da de i). 1 do art. 16, cujo reconhecimenlo nao
podia entretanto contrariar o pedido de sua conles-
larao.
cerla ordem de preoccu[iar bulo do amor.
O espirito de urna mora nao tenia debalde fami-
liarisar-se com a d? de um casamento quando ha
ahi um mancebo para realisar seus sonhos, e para
dar urna forma precisa a essas vagas aspirarnos da
adolescencia. He mui raro que urna rapariga, pur
mais sabia que tenha sido sua cdiioaciio, nao tenha
contado algumas horas de perturbarlo c de appeten-
cia.; porque razao, pois, leria ficado madaraesella
Alicc de Seneuil ao abrigo desses enlevos e dessas
impressdes, quando ludo ao redor dola a convidava
a soflr-las, quando sabia que eram de alguma sorto
provocadas de proposito, quando seu coracao, de ac-
crdo nisto com as uteaces da condessa, desabro-
xava debaixo da visla de urna mai querida, aos pri-
meiros raios do sol invisvel, que vivifica al almas
quando nao as consumo ?
Asim 111,1 dame-olla de Seneuil linha comec.ado a
amar Gasino de Chavilly ingenua c simplesmenle,
tanto para obedecer aos votos malernos, como para
seguiros inslinclos de seu coracao ; tanlo para cum-
prr seu Hatea, como paro ceder a doce inclinarn
que arrastava-a.
Al enlao tudo ia a melhor, e a condessa s linda
de alegror-se por ter dirigido Uto prudeotemcnlo as
cousas; mas a sabedoria parece ler-nos sido dada a
para ser confundida, nossos designios mais laboriosa
c sagazmente combinados sao os que se mallogram-;
nossas previsoes baseadas sobre os dados menos fra-
geis da prudencia humana sao as que rabera mais
brevemente, e sua queda he mais lerrivel, porque
cahem de mais alto.
O que a condessa nao previra nem podera prever
era qae GasLIo em vez de vir directamente aportar
em Seneuil ira naufragar em 1 L-trev.il, qae ah no
meio de circumstancias excepcionaes, e a sombra de
lodos os pretextos engenhososda hosplalidade, nas-
ceria orna sympalhia mutua, coja natureza mnilo


DIARIO OE PERNAIKBCO, QUINTA FIRA 14 DE OE ZEMBRO OE 1854.
Oreo ro conriemnario no zro meitio do arl. 269
docod. puna--. A scssao torminou-so :is 5 horas ila
Urde e lu iridiada para o dia Rntale.
ni a 12.
'remienda do Sr. Dr. Manoel Clemente Gamei-
ro da Cunha.
Promotor publico o Sr. Dr. Antonio Luiz Caval-
canh de Albuqiicrqnc.
Advosado do roo o esludante Marianno Joaqun)
d.i SilVa.
Reo o Africano lihorlo Joaqun) Come*, acamado
por crime rie ferimento grave.
As deliraras feila a chamada acharaiii-sc prsen-
les i, jurados, e fui declarada aherla a ses-o.
Foram sorteados para julgamcnto da causaos se-
nliores:
Antonio Luiz do Amaral.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
Jos Filippe Ncry da Silva.
Antonio Jo dos Santos Servina.
Morondo Dnminzue da Silva.
Pedro Ignacio Baplisla.
Jo.lo Baplisla Fencira ri'Annuiiciacao.
Chrislovao Santiago de Oliveira.
Manoel ila Silva Nev*.
Ilerculano Deorialo dos Santas.
Jmqnim Pcreira Kistos.
Jola Francisco Maia.
Consl i do huello da promotoria poltica que o roa
ferira Gravemente ao prcto de nomc Antonio, coni as
cireumtlancia* ggravaoles dos o*. 1, H, a, \->, \-,
dos aiigos l(i do codillo penal, e do n. 2, c4 do arti-
go 17 rio mesmo cdigo. ,
O promotor publico suslenlou que os artigo* do
sen lilicllo estavam provados cornos depoimenlos d:is
leslemunhas, ea eontissaorio reo no processo defor-
marlo da culpa, e pedio por fim contra o reo as pe-
nas requeridas no lihello.
Ero seu inlerrosalorio declara o reo que nao pra-
heoo ocrime porque he aecusado.
O advocado do reo disse em sua exposc"to que dc-
viaser absolvido, porque praticara o delicio em es-
lado de lourura.
Foi condemnado o reo no groo mnimo do artigo
205 do endino penal.
A sesao lerminno as duas horas e meia da tarde,
e foi adiada para o dia sezninte:
disanto que se derla responder a S. Esc. o Sr. pre-
sidente da provine, que muitas dai modulas pre-
ventivas contra o cholera morbiu, que aeoropanba-
tam ao seu ollicio da 8 di; correnle, e que compele i
cmara fazer rumprir, estao sendo executarias, albi-
nias dependentes ainda de approvarlu de S. Ese., e
onlras que pela sua nalnre/a, nXO podem ser ja posta
em pralica, o seriara niais larde.
Ili's|iicliarani-se aspelirocs de Abilin Jos Tavares
da Silva, dr Anglica lavares de Almeida, de Fran-
cisco dos Rds domes, de Filippe Antonio da Silva,
di' Francisco Cezar de Mello, de Florinda Maria do
Sacramento, da Hermenegildo Marcellino de Miran-
da, ile Joanna Francisca, de Jos Baplisla Kheiro de
Faria, de Luiz Antonio Aunes Jaciime, de l.uiz Ja-
ciulho, do bacliarel Manoel Clcmenlinn f.arneiro da
Cunha, de Miguel Alvos l.ima, e Icvantou-sc a ses-
sao.
Eu Manoel Ferreira Accioli oflicial maior a esrre-
\ noimpedimento do secrelario. ll'iro de Capi-
liurib'-, presidente. I'ianna, Mamede, OUceira,
Gameiro.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
Sessao' extraordinaria de 22 de novembro.
Presidencia do Sr. Bario de Capibaribe.
Prsenles os Srs. KegoeAlliuqucrque, Vianna, Re-
g, Mamede, IV. S Pereira. Oliveira e Gameiro,
abete aa a sessao, e foi lida o approvada a acia da
antecedente.
Foi lido o seguinle :
EXPEDIENTE.
l"m oflicio do Dr. chefe de polica, pedindo Ihe
dentaran** a cmara se. pelos redartoros dos peridi-
cos denominados firndo So Poto, Percquilo e Brasi-
leiro, l'orain feitas as declaracfiesde que trata o arti-
go 3l.l do cdigo criminal. Que se satisfizesse.
. utro do presidente da comniissSode hygione pu-
blica, pedindo Ihe fornecesse i cmara una copia
da rerlidao ila carta de pharniacia de Jos da Rocha
Paranhos, passada pela cmara municipal de Jasua-
rihe el.i Bahia, que segundo o oflicio que esla cmara
Ihedirigioem 15 do correnl, existe registrada no
sen archivo.Mandou-sc fornecer.
Outro do visarlo desla l'resuozia, pedindo Ihe fi-
zosse cmara ennhocer rom que licenca deu o pro-
curador guia para se sepultar no cemiterio, no dia
20 ou 21 do correnl; o cadver da prcla africana li-
vro, Rosa, mora de repente na mesma freguezia,
vslo que nao foi dita licenca lirada, e nem encom-
mendado o cadver ; e accresentava que essa prela
segunda eslava informa lo pelo inspector de quarlci-
ro, possuia duas cusas na Capunga, as quaes cslavam
enlreguesa um porlngucz na ra do Rosario. Que
se respondesse com que conslasse.
(lnlro da administrar;.!* da companhia de Reheri-
he, commoniraiido, em resposla ao desla cmara de
21) do panado, que |acompanhou o do fiscal do Poco,
que fcavam expedidas as convenientes orden*, alim
aqueuclo do Prala, na povoacao do Montero.In-
leirada.
Oufro do procurador, dcscrevendo o mo estado em
que se acha a casa que foi adjudicada i esta cmara
por execac.lo contra Jos da ISocha Paranhos, quacs
os scusinquilinos, e o aluguel que pagam.Inteira-
da. e resolvcu que o engenheiro cordeadur creaste a
despe/a rom os reparos de que ella precisa.
(lolro do fiscal de S. Antonio, dando parle do in-
cendio que se manifestou no dia 17 do correte, s
II horas da manhSa na fabrica de agueardeute e |>lc
destilar espirtos. de Jos (ioncnlvesCurado, na Ira-
vessa do Pocinho.luleirada.
Uutro do mesmo, informando a pelirao de Ignacio
Adriano Montero, que pedia licenca para continuar
a lalhar carne no seu acouguc de urna m porla na
rna do Rangel.Concedeu-se a liecnca, com a con-
diccao de nflo morar familia no interior do acougue,
c de conservar este lmpo o asseiado.
Oulro do mesmo, informando sobre urna igual pre-
lencao de MignelAlvesLima, sendo lambem o acou-
goe na ra do Rangel n. 47. A mesma delibe-
rajCa.
Outro do mesmo, informando lamhem sobre a pre-
tendo de l.uiz Jacinlbn, relativa a conservarao de
um cougac na mesma ra ; mas em circumslancias
riinVrentcs dos anteriores. Denegou-se a licenca.
lima informadlo do advogado, dizendo que para
dar o seu parecer acerca do oflicio do procurador,
rclalivo ao terreno da praca do capim, que pretende
a cmara desapropriar sua propriclaria Rosa Ma-
ria Serpa, mas qoe o procurador desla nao aprsenla
os titulo* de posse do mesmo, precisava ver os papis
ou documentos que se refere a indemuisac,an, pa-
reccndo-lhe fundado o que diz o procurador.Oue
se respondesse com o que conslasse.
Outro do solicitador, apresentando a conlc do que
lem dispendidn com as causas judiciaes desla cma-
ra, desde junho do anuo passado al hoj, na impor-
tancia de G5I9I90 rs., da qual diz recbela do pro-
curador 2828909. reslando-se-lhe 37IJ28I, que pe-
dia Ihe mandasse a cmara pagar.Mandou-se in-
formar no procurador.
Outro do fiscal dos Afosado, participando adiar-
se arruinada a ponte da Magdalena, que vai para o
Loca e Bongi, fazendo-se precisas para seu concer-
t 10 estivas de 72 palmos de romprimento.Que o
fiscal mandasse fazer os reparos precisos.
(lolro do fiscal da Vanea, dizendo ter dado prin-
cipio no dia 21 do correnle ao alerro do alagado da
povoacao, e pedindo Ihe mandare a cmara fornecer
a quantia de 12JOO0 rs., em que disse imporlava esse
Irabalho.Mandou-se que o procurador fornecesse.
-Tpulro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa do
gado inorlo para consumo desla capital, na semana
de 13 19 do correte (634 rezes).Que se arebi-
vasse.
Avista do parecer da commissAo de sade, escriplo
na pelicao de Estcvo Cilantro, conceden i cmara
licenca i esle para eslabrlccer urna fabrica do oleo de
ricino, na ra dos (iuararapes, por meio de prensas
hidrulicas.
O Sr. vereador S Pereira, como memhro relalor
da referida commisso, declamu verbalnieule que
entenda que a commisso do hygicne publica doria
ser ouvida acerca da prctenc.lo do cnsul de S. M.
itrilanica, que requernu licenca para eslahelecer um
hospital na ra do Hospicio, na casado Vicente Fer-
reira da Costa, e hveudo npiniAes em contrario,
veneeu-se, depois de alguma .liscussao que fosse nu-
vnla a commissao, votando contra os Srs. Reg e (a-
meiro.
Foi approvado um parecer da commissilo de sade,
REPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 13 de dezeml.rn.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
diflerrnles parlieipaoSea boje recebidas ncsla re-
pariica,., consta que foram presos : pela mbdelega-
eia da fregaexia do Recife os pretos escravos Rai-
innndoe Filippe, ambos seni declaracAo do motivo,
Sebaalilo Francisco (iomes para arrngoacOes poli-
ciaes, e Januaria Francisca para correccao ; pela
abdelesacia da rregaezia de Santo Antonio, Ale-
landre Jos Pereira por desorden) ; poli sabdelega-
cia da freguezia dos Afogados o prelo branlo,'es-
cravo, por fuaido ; pela subdelegada da fre'.'uezia
do Poco da Panella Antonio Simulo para correccao
c Autonio "Soarcs dos Sanios para averiguares po-
liciaes.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da policio de Pe--
namhurn 13de ilczemhro ile ISl. Illm. o Exm.
Sr. conselbeiro Jos lenlo da Cunha e Figueiredo
presidente da provincia,O ebefe de polica, Luiz
Cirios de Paa Teixeira.
COiMSPOMMIAS.
.Vr.s. redarnres. i l.endo o seu prestimoGo
Diario n. 283,de aegonda-feira II dororrente, nel-
le deparei com o RBTBOSPBCTO SEMANAL, no
qual succinlamenle o seu illuslre redactor descroveu
o festejo que leve lunar na igreja da Conceic0 dos
Mililares no dia dia 8 do andante mez.
E.como quer queeu lenhadc addiccionaralgumas
particularidades, que faltaran! naquclla descripc.lo
por falla de noticia e informa^ao (como he de crer),
rouo-lhcs o favor de aceitar os seguinles addila-
nienlos ao mencionadoRclrosperlo.
Agradeco sobremaneira as obsequiosas allenoSeae
grdo de consideracfio com que se dismil Iralar-mc
u seo Ilustrado redactor em a eu Relroapeeto ; mas
permita elle que eu nao ileixe lio olvido c cri-
minoso c-squeriinenlii os relevantes serviros presta-
dos a inn.....lado de Nossa Senhora da Coiiceirao dos
Mililares pelos lllms. Srs. msjor Manuel ilezrra do
Valle, capitn Manoel Feriiam'es da Cruz, eFran-
cisco Camello Pessoa.alferes IgnacioAiilonio Borges,
Fraacol..... Bei nardo Quinteiro e mais mesarios, in-
clusive Manoel Francisco Coiinbra, que, na qualida-
de de hesoureiro, nao so muiloaconcorreu pelo sen
zelo incansavel para o roncerlo do ledo da capella-
inor, como lambem para assegurar o patrimonio da
mesilla irmandade, tirando por publica forma as es-
cripluras das casas que perlenreni ao mesmo.que al
eaUo eslavam em quasi completo abandono e con-
fusflo.
Isto poto, Srs. redactores, j se deixa ver, que eu
so nada podeiia fazer, se nao livesse o valioso soc-
corro das pessoas cima mencionadas ede oulrosdc-
volus, que milito e inuilo me ajudaram.
He esia, pnis, a ingenua eipreaaaO da niinha al-
ma, dirigida pelas invaridves leis da Tardado.
Com a Iranscripcao dcslas poucas linha muilo
obriuarao ao seu constante leilor e assisuaule.
O Icnenlc-roroiiel, Francisco llodrigues CaYdn:u,
presidente da irmandade.
Srs. redactores.Permittam-me que, apaxo-
nado como son do ver publicados lodos os Tactos in-
lercssanles de minba comarca, e que podem depdr
maia on menos sobro a moralidade dos seus habitan-
lea, oeapacidade das auloridades que osdirigem, en
lembru ao seu correspondente de Po-d'Allio. que
na sua primeira missiva se lulo esqueca de referir-
Ibes minuciosamente alguna aconlecmenlos que
aqu lem feilo eslrondo, e que anda nao vi publica-
dos, como: Um formidavcl jogn de cbibatadas, dis-
tribuidas reciprocamente entre dous individuos na
ras e preseuca do Sr. delegado da comarca ; o mo-
tivo por que >e deu o fsclo ; quem o provocador c
desrespeiladorda auloridade ele. Urna pessoaqua-
lificada, insultada publicamente no meio da ra ;
por quem.e a raz.o por que. Os conliniiados furtos
de cavallos, conslantemenle na feira ha quatro sao-
hados ; a quem se deve islo allriboir; as diligen-
cias da polica etc. E oulros fados que de cerlo in
teressam ao publico muilo mas do que raptos mal-
logrados de moras, com que enchcii quasi a sua ul-
lima caria. Supponhnque urna lembranc.i desla or-
dem nao desagradar ao Sr. correspondente, e Ihe
dar occasin niio s de inlerpor o seu juizo sobre
eslas ocenrrencias, como muilo satisfar ao publico,
c principalmente aos sens comrcaos que muilo de-
sojan) ver eslahelecer a paridade entre a actual po-
lica ea do ex-delegado em cujo lempo supponho se
n3o lerem dado aconlecmenlos lao estroudosos sem
que immedialamente nao fossem reprimidos, ou an-
tes prevenidos pela perspicacia e alilada presciencia
d.npidla digna auloridade.O Poioalhense.
ANDA SE NAO VIO A DEFE/.A DO CHANCEL-
I.ER, O SENUOR MIGUEL T !
As palanas ( diz 0 proverbio) e as plumas as le-
ra o rento. Esla foi a snrle que liveram as pla-
>ras do Sr. Miguel Jos Alvos, quando prometleu
delender-se das arcusacoes. follas as rontag por elle
dadas ao (iahinele Porlugiiez de leilura 1 Accu-
sailo o senhor Miguel, sabio a campo duas vezes
prometiendo delen lor-se e uioslrar sua innocencia,
para o que pedia siispenslo do jingo publico ; c al
boje andan) lodo* sem juizo, e parece ja o nlu liuliam
quando acreditaran) em promeam ,iu acensado, em
patarras, que o rento lera '. Esle proccdimeulo
tem dado inoilo que fallar aos meninos do Trem e
os da f'(mti/iAa dizem cousas que parceem lou/.as !
Dizeni os primeiros, que o senhor Alves ( Miguel
Jos .'espera de Lisboa documentos que maiilou
exlrahir da torre do Tombo : dizeui os segundos, que
mandara ver cuntas originaes correctas, emenda-
das c accrescentadas, ludo em boin papel velino, para
o olho do publico e de quem o aecusa ; nao falla
porem quem afirme, aposte 6 jure, que a defeza fi-
cari a liada para as k dlendas (iregas! Nao crea
porem ningem no que se diz, porque mente-se
mais, do que se da por amor de Dos!!
A ra/.o da demora, acrediten) por vida sua, e*t
em que a defeza do senhor rhauceller, diz-se acha-
va-se na carleira de Saint Aarnaud e foi para a Fran-
ca, as estradas on as vas de communicacao andan
luja, os mares de Christo estilo infestados, o sesuro
nao qaer segurar os aillos c o rorrespondenle espera
novas ordens paraos remetler, sendo que seuao pode
contar com as vagens por mar. Esperem pois os
que despjam ver justificado o senhor rhauceller,
elle curhora as medidas do nosso desejo, elle nao
deixar ir pela agua a naixo a melhor cousa que
possac o lionicm, e enl.io sera complcln o nosso
prazer. z.
-------Jiaaici
Jos Antonio (iomes Jnior, leudo de continuar
approvar a sua piopriedadede um quarln do navio
Imperador .tle.raniire, [ou sua rciiainac.loi de ruia
reclamacao Feliciano Josi (iomes. lia oilo anuos se
lem querido apoderar por Ululo d'uma dolosa cess.lo
feila centra todas s rearas esiabelecidas por Ale-
xandie Jos (iomes, pelo carlorio de Joaqoim Jos
de Castro, no Rio de Janeiro, em 1817, oulubro 19,
como consta dos jornaes desla cidade c das pecas dos
aulos d" libelloque dito Feliciano encamiha ao
supplicanle por esle juizo, escriv.lo Cunha, requer a
V. S. digne-se de mandar que qualquer tabelliao a
quem for apresentado o documento junto, Ihe d
por rerlidao, ou em publica forma o que Ihe for
aponlado relativo aos douos do mencionado navio.
I'edeao Illm. Sr. Dr. juiz de dreito do civel defo-
rimenlo. E. 11. M. Jos Antonio (iomes J-
nior.
Sim. Recife 13 de dezembro de 18>4.Silva Gui-
maracs.
Francisco de Sales da Cosa Moulciro, tabelliao pu-
blico de olas da comarca da cidade do Kecife, por
S. M. o Imperador, que Dos guarde, ele.
Certifico que pelo supplicanle Jos Antonio tio-
mes Jnior, me foi prsenle una rerlidao subscripta
pelo csrrivao da cidade de Lisboa Joso Joaquim Car-
duzo do S*i reeonheriila pelo tabelliao da inesina
cidade A o! oiio Pedro Banelo de Saldanha, hem co-
mo reconherid pelo cnsul geral brasileiro Vicente
Ferreira da Silva, que a reennheco verdadeira,
nella me foi aponlado e pedido por ccrlidao o sc-
guinle :
Peliyao a follias .">!.Illm. Sr.. Diz Alcxandrc
Jos (iomes, que nos aulos de nvenlario a que por
esle juizo escrivHo S esta procedendo por bito de
na niulher D. Mana Rosa (iomes, araba o suppli-
canle de ser citado a reqiierimcnto de seu titilo Jo-
s Antonio (iomes Jnior, para que dentro do prazo
de 2} horas, baja de declarar quem sao os inlcressa-
dos as tres parles do navio denominado Imperador
Alerandre. e Den assim para fazer a deteripcSo de
diversos objerlos constantes de nina relacao inserida
no mesmo reqiierinienlo. isto sol as rommuniracnes
all requeridas. O siipplir.anlc em obediencia a ci-
lacHo que se Ihe fez, e m por obediencia a da, pois
que muguen) inelbor que o supplirado est ao facto
do que lao escandalosamente reclama.vem declarar:
que os inlerc-sadis no navio de que se trata, e cuja
reclamaran pende no Kio de Janeiro, silo os seguid-
les : elle supplicanle por um quarlo, o supplicado
por outro quarlo, e Vicira fi Sobrinho, e Miguel Ta-
vares do Maranhao por oulro quarto cada um. He
na verihnle o que foi apona lo, cuja cerlido de
donde se exlrahio a presente eslava sellada, que eu
sohredilo tabelliao no principio declarado e no fin
assiguado, liz passar da que me foi prsenle, a qual
me aprcseyto e lornei a entregar a quem me o apre-
seulou, e vai esla subscripta e assignada nes-
la cidade do Recife aos 13 de de dezembro de 1854.
Suhsrrevi e assignei em f de verdade. Francis-
co de Salles da Cosa Monleiro.
LITTERATURA.
PLBLIGACOES A PEDIDO.
O ahaixo assignado, preso na cadeia desla cidade
porordem do Sr. subdelegado da freguezia de Sau-
lo Autonio, allrihuiudo-sc-lhe um supposlo crime
de eslellioualo, rem por meio dcste rogar ao resoei-
lavel publico cm geral, e aos seus credores em par-
tirnlar, que se dignen) suspender todo e qualquer
juizo deslavorael que a sen respeito leiiham feilo ;
pois que em breve palomeara a injuslica de sua pri-
s.1o. assim como os motivos que a ella ileram lugar.
Os prccedeiucs do ahaixo assiguado abonam" com-
plelamcnle sua conduela e sua innocencia ser pro-
vada no juizo competente, sendo que j requeru
ordem de habea* corpas ao dignissimo Dr. juiz de
direilo da segunda vara do crime, cuja decisao a-
guarda.
Cadeia, 13 de dezembro de l&'ii.
Antonio Augusto de Carcalho Marineo.
() Adiamos muilo louvavel o modesto proced.
nienio ilo Sr. tenenlc-coronrl Cardozo, remcltendo-
uos a presente correspondencia ; c pela nossa parle
devenios declarar que. quando mencionamos o iiome
de S. S. nao liveinos o intento de menosprezar os
serviros que porvenlnra houvessein prestado os ou-
lros membros da mesa a que preside.
Nao conhcccndo quaes eran lodos eses rubores,
nem a somma de esforcos que havi^m emprendo,
entendemos que salisfaziamos a juslira ea verdade
fallando de passagem as diligencias feilas pelo dito
Sr. Icnciile-cnroiicl. que, como presidente, nos pa-
reca dirigir e representar at nm cerlo ponto a cor-
poracao. E realnienle quando a rabera niio funecio-
na bem, os esforcos dos oulros membros do corpo sc-
mo forem perniciosos, nao pdem ser mui profi-
cuos.
Sabamos que o Sr. lenentc-coroncl Cardozo era
o presidcnlc da irmandade, assim como que se esfor-
cra para apresenlar nina boa fesh ; c, guiados ni-
camente por esse ronbeciincnlo, -nencionainos o seu
nome e o zelo com que se havia no desempenho do
seu logar, muilo emhora no livessemos a honra de
enlreler relares de amizade com o mesmo senhor.
Por outro lado, hem se v que nao podamos, atienta
a nalurezo da nossa revista, dcscer nomenclatura
de todos os Si s. mesarios e mais membros benem-
ritos da irmandade, ou remontar-nos aos ser\ icos
pelos mesmos prestados emdilTereule* occasioes.an-
da quando del les livessemos couherimcnlo.
Eisa razio do nosso proceder. Queremos animar
o metilo o nada mais. l lio longe eslavauuis de ir-
rogar a-siin alaiima injuiia ios drmais membros da
mesa, quanlo entre elle* figura o nome de una pw-
sna de nossa amizade, cujo presumo e cxcellenles
qnalidndea mnilo apreciamos. Os ff.
lempo ignorada dos que Ihe sahoreavam as docuras
se di-l'ai caria lao bem com a mascara do reronfieci-
inento, que os proprios interessados hesitsrian em
reconhecer-lhe o perigo.
Ao principio innocente e pura, rssa afleicao pare-
cer (al a madama de Seneuil porque o era real-
mente, e quando mudura repentinamente de carar-
ler para lornar-:se culpada, no dia em que se reve-
lara aos dous mocos, apparecera-lhe lao profunda e
lao forle, que o mais heroico dos remedios, a sepa-
racao. nao fiira adiado demasiadameule enrgico pa-
ra conjurar-llie oa perigo*,
Muitas trotes os corac/ies enamorados illudem-s*
sobresoas toreas, fazem de bravos eranlam victoria
no momento em que vid siH-cumbir. Aqu pelncon-
Irnrlo, na brilhanle pureza d soas .linas, na rerli-
dao de sens rorac.cs, Bcrla e Ca-lao ioliam rrcuadu
dlanle de sua fraqueza, nao se linham julgado asss
manido* contra si me-mos para alTroular o perigo, c
haran preferido contestar mutuamente sua derrota
a gahar-se de um Iriumpho duvidoso. Era bso um
cfli'ilo de Ma candan e lealdade.
He-la- a saber se esa viva sympalhia nao.se enga-
ar sobre sua natureza, se a exageradlo do senli-
inenln, fcil e allracliva na mocidade, nao os havia
lovado cm sens terrores mais longe do que era neces-
sario : em una patarra, se esse amor era verdader-
ramenle amor, e nto una ternura legilima, um hom
e nobre sentimeutode gratidao de urna parle, c urna
pura e sincera amizade da outra.
Eram esse* soir.lirios arcanos do corac.lo humano
que madama de Seneuil propunha-se penetrar e ler :
salier primeiramenle al onde se eslendia a ternura
de Alice por (iastao, c se valia a pena cuidar nella;
descubrir depois em urna prova lalvezcruel, masile-
cisiva. a que prnfuudidade a aueicao de Bertha ha-
'ia estendiiln suas raizes. Sobie estas bases a con-
des Irajon sens planos de conduela : urna palavra
de Alice bastir para iotpirar-lhe esse pensamenlo.
JUIZO CRITICO SOBRE OS MEUS LTIMOS
VERSOS DOSR. JOO DE ABOIM.
Ahencoada seja a voz do poeta, que no meio da
nossa rida e monoloua existencia nos disperla ao
snm dos sens calilos barinoniosos e enlhusiaslas :
(irala e privilegiada bu' a sua missao no meio das
lribula;9ts da vida :poderoso e admravel he o
seu encanto mvslerioso cm frente das nossa* lulas e
lormenhM : grande e incomprchensivel he o seu do*
minio em lodos os coracocs ingenuos predestinado*
para amar : em todas as almas puras, fadadas para
sentir He por isso que nao eremos possivei
a introducto de um poda no mundo da publcida-
de pela VOnta.de de um cscriplor, anda que esle
inpponha a arte o mais glorioso empresa das facili-
dades humanas: como vimos escriplo no elegante
prologo que precede i publicacao potica do Sr.
JoSo de Aboim, sob o lilulo Os meus ltimos
reisos. n O poela nasce, nao se faz : cria um vul-
to maior ou menor segundo a capacdade da suavn-
cacao : pode dislinguir-se, elevar-se, n3o cusa de
urna influencia solada, "mas pelo coujunlo de ou-
lros eljnii'iilos mais verdadeiros, mai brlhanles,
mais gloriosos... a acclama^ao espontanea que as--
ce do sentimenlo intimo, e que forma o applauso
ronsciencoso: a saudaclo sincera e enlliusiasla que
estremece,o coraco do povo. juiz supremo em ma-
leria de arle : he a quem o poela deve a sua exis-
tencia, o seu Iriumpho, a sua gloria... O escriplor
tem de enfileirar-se na opiniSo para que a sna au-
loridade seja robusta e bemquisla. Que prestigio
alcanzara o poeta se a ornean do povo nao sanlifi-
casse a suas elevadas inspira^es ?... que sera do
genio 'sem a iincao sagrada pelas primissias do po-
vo '.'... Quem formou a popolaridadc de Cervantes,
de Quevedn, de Beranger, o de (".anies"!... Como
existiriam lodos esle* engenhos superiores, se o po-
vo n.lo os saudasse em suas oraces, conduzindo-os
ao templo da inmortalidad* pelos seus votos, pelos
seus impulsos sublime* ? Que seria do poela, cujas
prodcenos fossem reprnvada* pela opinin, emhora
o escriplor mais completo preteudesse eleva-lo. con-
(Uizi-ln ao capitolio?...
Tainbem nao eremos no que se assevera no pro-
logo contra a uossa seciedade : esla nao perdeu os
|eulmenlos de elevadlo, nem as condi^es c-sen-
eiaes da dignidade humana : nao atuppomos ambi-
ciosa sem grandeza, incrdula sem sciencia, vicio-
sa sem elegancia ; nem que toma-se o sceplismo da
depravaran como um elemento de dUlincro social:
Dos permita que nunca se verifique lao desren-
lurada profeca : o co aparle de nos essa temeraria
predeslnacao A nossa sociedade abala la pela
Iransformacao de novas ideas e coslumes. alravessa
una pora tic verdadeira Iransicao, em que se pro-
vam Sempre funestos desastres";calamidades as-
susladoras : mas por fortuna nona, nem aquelles
sao iusuperaveis, nem c-las exislem boje com feices
desesperadas : no meio .le ludo a nossa sociedade,
se nao pode resislir intacta, nao foi victima do im-
pelo devastador que a ameacava, nem se vio nunca
submergida no pelago hediondo onde o illuslre au-
tor do prologo a introduzo sem compaixao nem
misericordia : a nossa sociedade possne ainda mili-
tas virtudes, milita elevarao, ni.na sciencia, muilo
espirito generoso e humanitario : appellamo* para
o testemiinho dessa juvenludc talentosa e elevada
boje aos altos cargos do paiz ; para quem a nossa so-
ciedade lem sido verdadeira mili desvedada, e so
hre quem ha etercido una luidla ellicaz. proficua
e generosa : qoanlos joven* uascidos do nada, aban-
donados pelos bens da fortuna, lem visto lomaren)-
se prospero* c felizes os sens lias amargos e min-
gnados, porque a nossa sociedade Ins estendeu a
mao fagueira e carinlrosa, acolhendo-o* no seio co-
mo a fllh-is queridos c preilileclos, t porqne vio
licites o talento c os nohrcs esforjos dignos da sua
maternal snlidlude ?... Pode ser acensada com jus-
lira una lal sociedade Ciemos que nao !
Saulemos. por tanto, o Sr. Joilo de Aboim pelo
apreco honroso que o publico deu i sua ultima pro-
diiccao poclica. Bem viudo sejas, poela lisbonen-
se !... inspirado vate trovador arrogante, que as-
sim nos manifestas os recnditos da la alma em
leudas harmoiiiosasl que assim nos imprimesno co-
raco a eterna belleza do pensamenlo em harinosa*
cndeixas! que assim nos fascinas pela valenta de
leus versos em heroicos cantares que assim nos
coinmoves e encantas ao som de la lyra melan-
clica... arrebatadora I
Nao nos he dado, nem nosso arrojo devia ir alm
do desejo do levar o echo da nossa voz ante a accla-
marao que ciirumda o illuslre poela; lodavia a
nossa sincera dcvnrjlo podena ser lachada de parcial
o apaisanada se dennemo* passar em silencio al-
gumas incorrecefies que nos parece encontrar entre
as sublime* aspiraroe* do disliuclo vate. He pare
sentir, mas nao he cousa nova, ainda mesmo entra
os autores de maior celebrulade, o notar-se graves
falla* em suas obras immorlaes : Bvron, o maior
poela de.I" seculo; Cervantes, o mais abalisado ro-
mancista da pennsula Ibrica ; o proprio CamOes
nao foram irantMd* critica severa ; ainda que acer-
ca dcste ultimo fora sempre essa critica considerada
como inveja de zoilos impertinentes. O Sr. Jo.lo de
Aboim poda e devia dar-se ao Irabalho de corrigir
a sua recente composicilo potica, para nao cahir
y mesma falla de que se resenliam as suas ante-
riores puhlicecfles : lalvez o seu engenho superior
se nao preste a estas ninharias. ma- por isso temos
o desgosto de ver a par das brilhautes conceptees
do seu genio, c cnlre as elevadas iuspiracijes da sua
fogosa e rcsplandesccnle phsntasia, dislracc,Oes sem
nexo, recursos sem conceilo : e mo humor que he
-o mais semsdborao de lodo o* expedientes poticos.
Tambem utamos as composic^es do illuslre va-
le o excessivo afierro que tem i manifestaco do que
se passa dentro cm s. circumstancia' que limita e
acanita os vos sorprendentes da sua imaginaran : a
poesa, como u* a entendemos, nao pode viver cir-
cumscripla em tao curio espado : he cerlo que a al-
ma do poela, a sua mas intensa dor, tem muitas
vezes de appareear em relevo em face do mundo ;
mas a poesa no infinilo de seu alcance nao pode ter
peas, o seu bofisonle nao tem limite nem barreira,
e al parece que ocoracdlo do poeta respira alm da
campa. A vida do poela be mais que nenhuma un-
ir, reflexiva, meditabunda : ludo elevo excitar a
sua alteneo : ludo est subordinado ao seu genio
descorlinador. Se lem havidn poetas de grande no-
ta que desdenham de ludo quanlo sane da mo do
Inimem, por de*ruhrireiii quanla pequenez e pobre-
za existe na sua lam la I -, na i ha lodavia nenlium
que desconbecesse o germen vigoroso de inspira-
rnos que nlTorre a contempladlo da natureza : e
realmente essa* flores que se murcham como a* nos-
sa*esperancas: essas folhas que cahem e sao arres-
tadas pelo venlo, como se desprenden) do coracao
as illusOes para sercm substituida* pela'indlTeren-
(a, pela incredulidale, que convcrle os nossos dias
em urna agona lenta e desesperanzada : essas ar-
vores que seseccam como se arruga e afeia o nosso
semblante na velhicc : essa Ierra que se revolve co-
mo o nosso porvir: esse ocano, ora irritado epro-
cclloso, symholo da ira turbulenta, ora manso e
sereno, representando o conlentamento e a felicida-
de : esses arrios que se deslisam por vergeis ame-
no', suspirando como nossa alma em certas horas
de mediiacn solitaria : esse fragor dos bosques sa-
eudido pela tempestade, semclhanle ao ruido da
mulldao cmhraveciaa : es*c silencio harmonioso,
iiu-rr.it gos desejo*, a uossas libias aspiraces: essas mon-
tanbas de nev que se despenham. como projeclos
que se frustran): esses volces coja* lavas vSo se-
me indo por onde passam a desola^ao e o exterminio,
como a ambicio imprudente e desesperada : essas
formidaves cataratas que so precipitan) com horr-
sono estrando, como a desesperanza nos precipita
no abvsmo : c*se calor que se desvanece como os
nossos amores : esse sol que se approxima ao occa-
*o, como a nossa cabeca se vai inclinando sobre o
sepulchro : esse* rios que se gelam como o nosso
singue em mntenlos acerbos, e que vSo perder-se
no immenso lago do orbe, como a nossa vida se fun-
de na eternidade. Eis-aqui fecundos c inexgola-
veis mananeiaes de poe-ia sentimental e sublime.
Seria tarefa ardua, para as nossas forjas, Irae.ir
aqu um juizo seguro, ainda que temern.', acerca
das minia- bellezas que encerra a obra potica do
Sr. Joo d'Aboini : entre nutras torna-se notavel c
dilfcrente giro que da aos recursos da sua faculdade;
dillicil fura salmean cerio.ipi.il a tendencia do genio
com que Dos o fadou : qual a ndole que predomi-
na as suas concepces: ninas vezes nos parece fa-
miliar com Byron pelo seu seepticismo desvairado :
oulras nos parece v-lo acabar com a peregrina de-
VOfo, essas eloqiieules imagen* de Viclor-Hugo :
na salvraesluda Cervantes; difllcil empreza pela
sua iiiimitavel uriginalidade : mas sobre lodos, com
quem eremos realisa alguma afinidade mesmo por
que exislem alsunsponlosde contado na sua vida he
com o desdilosn Espronceda : malogrado poeta, cu-
jo pequeo periodo ila sua existencia foi bastante
para perpeluar a sua immorlalidade : grande pela
alma e pelo rotarlo, nao foi inferior no infortunio:
sobranceiro aos pungentes golpesdasua amargura.la
surte : tvpo de sollrimenlo martyr alienrnadn pela
erenca de um pensamenle nobre resignado, lornou-
se sempre victorioso no auge de sua desventura : a
sua existencia fui nina constante provacao heroica
de ludo quanlo ha de mais seductor no mundo, e
terrivel na vida : os seus cnticos, ora obstinados,
alrcvidos e arrebatadores, sempre profundos e elo-
quenles, ora melanclicos, tristes o desolados, sem-
pre repas-ailos de um sentimenlo intimo, em que
havia muito de divino que ainda ninguem imtou
em nossos dias foram sandados com enlhusiasmo por
lodos os povos onde vibraran) as corda* magnticas
da sua Ivra fascinadora.
i esla tempera perlcnce o illuslre poela lisbonen-
se : o* versos que lem por titulo Cemiterio das
Prazeres e especialmente os qu6 levam a epigra-
pbe con/issao e pedido.coiroboraiii a nossa opiniao :
sao produccoe* que se fazem urna s vez na vida,
por que arrebatan) e gaslam urna parle da alma que
tica com ellas. O Sr. Joao d'Aboim he inferior co-
mo poela descriptivo ; cnvolto nos traeos gigantes-
cos e magestosos, manlem-se corr desvanecmeuto
n'uma altura fugaz, mas que temos como pergosa e
quasi insustenlavcl em composices de maior al-
cance.
A publicaran rcenle do Sr. Joao d'Aboim tem por
titulo : os meus ltimos tersos. Nao o eremos:
que pode oITcrecer-lhe o mundo de mais ventajoso'.'.
He certo que quasi todos os poetas laslimsm a sua
snrle,e muitos lem parecido inculcar quc'a adiversi-
dade he inseparavel do seu deslino: lie igualmente
cerlo que lord Byron, o primeiro poela da nossa era,
disse se lenho um filho dedica-lo-hei mas anli-
puelira de todas as protlsses: fa-lo-bei legisla, pi-
rata, ou qualquer outra cousa, se escrever nao ser
por iniulia voulade. E com ludo somos da opiniao
de sir-Waller-Scoll, quando diz, a respeito do autor
de Childe Harol. A felicidade ou a desgrana do
poela ulo depende dos seus talentos, seoao do uso
que faz delles e com razio ; porque o poela des-
de a salidio do seu retiro onde o hajam conduzido
as suas desgracias, a ingralidao dos seus amigos, o*
azares da sua combatida existencia, enconlra sem-
pre um feliz i efngi aos seu* males, recreando-se na
regiao ideal, descreyendo as grandiosas scenas do
universo, nossas p.iixes e nossas miserias, lanzan-
do ao mundo os seus cebos immorlaes que se repe-
lirilo de povo em povo, de regiao em regiao no
meio da admiraco do applauso. do enlhusiasmo.
O poeta he tambem.desde remola* eras, de alia im-
portancia, pela preponderancia que exerce sobre a
especie humana. No* jngos olympcos da Grecia os
melhores poetas canlavan seu* versos, e eram cscu-
tados por um grande numero de espectadores na-
quelles cerlamincs singulares. O poeta era recom-
pensado com una coroa de hora, de oliveira ou de
lonro, do mesmo modo que o eram os cidad.los que
haviam prestado eminentes servidos a sua patria.
Durante as guerras de Mesena com Lacedemo-
nia, Alhenas envino aos Mescuianoso poela Tyrteo
para que os auxiliasse ; e com elidi, este com os
seus hy unios marciae* Ibes infundio alent : pre-
seutou-o* novamrnte no campo dehalalhaje cubri-os
de Iriumpho* gloriosos. O Dante deu nome ao
seculo ou que viveu. Graciloso e Ercilla escreviam
e pelejavam ao mesmo lempoCamOes immorla-
lisou-se a si, e a* gloras da sna patria ; e ainda nos
nossos dias vimos tres poetas frente de Ires esta-
dos da Europa : Canina em Inglaterra ; Chateau-
briand em Franca : Mertinczde la Rosa em Uespa-
nlia : finalmente o poeta he grande pelas suas crea-
r/ies, feliz pelo cu prestigio, e inmortal pela* suas
obras mcsiras que alravcs*andoos seculos. os climas,
e as gcrare-, slenla sempre os prodigios do genio
em caracteres indeleveis, estampados nesses monu-
mentos seculares que tem resistido e sobrevivido i
ruinados lempos.
F. T. V.
(Reciiliirao de Setembro.)
MORTE DE VOLTAIRE E DE ROUSSEAU, MO-
VIMENTO DAS IDEAS NOS ANNOS QUE PRE-
CEDERN A REVOLUCAO FRANCEZA.
(Continuara:)
Assim no momento a que he rhegaila a nossa nar-
rarlo, o seculo 18 resume-se e ronlempla-se as
obras de seus inicadoros'anles de passar a arcan.
A litleratura nao oceupa-se mais cm apresenlar
pensatnenlos novos, porm em vulgarsar os peana
mentns cmillidose espalhar os testamentos dos gran-
des morios. O* principaes contemporneos de Vollaire
e Itousseau reunem-se-lhes successivamenle nases-
pheras de alm da rampa. Condillac morreu cm
1780, d'Alemberl, em1783 ; Diderotem 1781, pou-
co depois Mably, em 1785. O orculo da natureza,
o grande BulTon, fecha a marcha fnebre dessa sera-
rao para sempre famosa. (1788) Oshomens das ideas
apressam-se em deixar o campo aos homens do com-
bale.
As ledras, ricas ainda de tlenlos de segunda or-
dem, j nao produzem mais homens de genio, exrep-
to urna nica excepcao para o grande escriplor que
consolou algumas vezes os ltimos dias e recolheu a
heranca de Joo Jacques, para o discpulo fiel que
desenvolveu com lanta felcidade]essa religiosa poe-
sa da natureza aozente de nossa litleratura e en-
contrada por aquelle meslre, excepto para ese Ber-
nardin de Saint-Pierre, que em quadros de frescura
iuenmp.irav.-l e de sublime candara sabe reunir a
belleza grega e a pureza chrislaa, e crear um lypo
mmortal de ternura e de pudor na sua Virginia,
a mais lerna das obras primas. (1) Em summa a
litleratura cometa a decahr, cousa inevitavel ; po-
rm as bellas-irles appresenlim por sua vez um ca-
rcter allvo e heroico, c o progresso das sciencias
continua em vez de ficar eslacionario e appareee
um magnfico movimeuto de descobertas e de crea-
Sftes. Todas as necessidades ao salisfeilas. A d*A-
lembert succede Lagrange, piernn tez de nasci men-
t, fraucez de origem, habitando Berlim ha vinle
anuos por cau*a do grande Frederico, depois cha-
mado para Franca pelas instigacOes de Mirabean,
genio de urna outra ordem que comprehendeu o ge-
nio do sabio (1787.) Lagrange que ha muilo lempo
era condecido pelas suas obras e pelas suas corres-
pondencias cm Paris anles que sua pessoa eslabele-
cese-se ah, foi aquello que mais trabalbou depois
de Descartes e I.eibnitz para eslender a soberana
dar malhematcas sobre as sciencias da naloreza, pa-
ra dirigir universalisar a acejo desle instrumento
abstracto pelo qual a raz.1o pura Jicla leis as cousas
sensiveis, sem a* ver e sem as locar. As mathema-
licasconlinuam a prosperar, ainda que d'Alemberl e
Lagrange lenbam julgado algumas vezes que o genio
do honi.'in rhegra ao lermo de sua car reir. A as-
tronoma franceza est em todo o seu esplendor ;
Bally, Lalandc, Messier, prosegnem os seus Iraba-
Ihos. I.aplace cnnieca a manifeslar o poderoso espi-
rito que deve immortalisa-lo pela mecnica celeste.
Em oulros ramos da sciencia, appareceram Berlhol-
lel, Monge, Fourcroi etc., grupo magestoso em que
sobresahe urna das grandes figuras scienlificas do
mundo moderno, o reformador, o regulador, e po-
der-se-hia dzcr o creador da chimica, Lavoisier.
Muitos segredos j* linham sido arrancados na-
tureza pelos chmicus ; porm trabalhava-se ainda
as trovas, sem saber distinguir uns dos oulros, pe-
los seus caracteres particulares, os diversos e suhlis
agentes dos phenomenos que nos cercan), islo heos
elementos verdadeirusoccullossob us quatro elemen-
tos apparenles dos antiao*. Os Ires quarlos do seculo
18 foram empregados no estudo dos gazes.
Em IT.'iT, o inglez Black tiuha descoberlo o flu-
do elstico irrespiravel (gaz acido carbnico, azola,
osygenio). A hypothese de Stahl, a existencia sup-
posla de urna substancia que seria o principio da
combuslibilidadee que julgava-se sabir do metal quan-
do esle era calcinado e tornar a entrar nelle quando
era reavivado (oplilogislico), lyrannsa sempre a sci-
encia e impede-a de encontrar o laco desla* bellas
descobertas e de muitas oulras. Lavoisier, depois de
longas, caprichosas e dispendiosas experiencias faci-
litadas por essa lucrativa posicao de rendeiro geral,
que elle nao procurou senio para adquirir meios de
acc.lo scienllica, e que um dia Ihe ser imputada
como um crime, ousa emfim quebrar o jugo doplilo-
gislco e eslahelecer que a calcinaran dos melaes
nao he outra cousa mais do que sua combinarao
com o ar fixo (1772).
Elle modifica logo essa primeira idea. Em 177,
Bayer tendo reduzido cal de mercurio sera carvio,
em vasos fechados, Lavoisier examinao ar oblido por
esla maneira e acha-o respiravel. Pouco depois,
Priesltey cstabelece que lie esla a nica parte respis
ravcl da almosphcra ; logo Lavoisier conclue que
a calcinarn e toda* as eombuslOes sao o producto
da iimao desle ar esscncialmente respiravel com os
corpos, e que o ar fixo, em particular he o produelo
da uniao do ar respiravel com o car van.
Combinado esle dado comas descobertas de Black
e ite Wilke sobre o calor latente, elle considera o
calor qu manifesla-se as combusloes como sepa-
rado do ar respiravel, calor esse que anles eslava
empregado em manle-lo no estado elstico. Desla
duplice proposirao nasce a nove Iheoria chimica
(47751///; que Lavoisier, apoiado directa ou in-
directamente por Cavcndish, Monge, Mensnier, Ber-
thollel, 11 o \ inn de Morveau, e La place applica a to-
das as modificarnos dos corpos pertencentes aos di-
versos reinos, em urna palavra i natureza integra, e
que elle vulgarisa, depois de lia ve-la creado, encon-
trando as palavra* como as cousas. A velha e obscu-
ra linguagein d'atehimia acaba.de desapparecer di
anle de urna lerminoloaia simples, lgica, lumino-
sa, (2) e o Iraladoelemenlar de chimica (1789;, mos-
<
A rapariga lera a entender qne Berlha linha todo o
poder sobre Gasta*, c o* meninos sabem muilas ve-
zes por inliiic.io o que a idade madura s aprende
por lonsas rdlrxc*.
A enndessa lomou as imrosdc Alice, c filando lid-
ia o olhar firme e penetrante que pintamos, dis-
se-lhe :
Minha fllia, responde-ms francamenl* como
se fallas* s a ti mesma. \imis ao senhor G-a^ao de
ChavilIvT
A esla percunla as-im feila, Alirecorou e esron-
deno roslo as inos. 1 ni sim mui timido e sordo
aliio-llia dos labios, mas era um sim.
Todava a rapariga poda ensaarse. Quanla* ha
qBe imaginan amar por lerem repelido com sigo es-
la phrase estrmgante e illnsoria : i-o A* pai-
xes desabrochada* contra a vonladesao raras. MHi-
las jnlgam ceder aos irresisliveis impulsos de seus co-
raees, e naoslo ilelinilivamenle senio o ludibrio de
suas imagiuaces.
A rnndesia ronheria a fundo eslas variedades infi-
nita* do senlinento, estes caprichos rio corarlo hu-
mano, e sabia tambem einquc pedia de loque deveni
ser experimentado* ; por isso lomou :
Como p.e* amar a quem nao le ama '!
Nao-d. murniurou a mora ; islo he superior
as inhibas forc)*.
Bem sabe*, que elle no le ama.
Elle disse-lhe isso, minha mai '.'
NSO um disse ; mas ei que nao pode ser de nu-
tra maneira*
Alice cncarava a mai, e urna viva anciedade esla-
va pintad* em ten semblante,
Porque ".' diste ella com um rcenlo breve e fe-
bril. I 01 que ?
Enlrava no estratagema fazer esperar a resposla.
Perguulas-mo porque De que serve di-
zer-te i
cidade de Annonai recebem dos irmSos Mongolfier,
direclores de urna fabrica de papel, um convite
para assstir a urna experiencia de physca. Umsacco
de lnho accrescenlado de papel, (endo Irinta e cinco
ps de altura, entumecido por um processo novo ar-
remessa-se aos ares, sobe a mais de mil loesas, e torna
a descer lentamente a urna meia legua do ponto de
partida. Meditando na ascenclo dos vapores na at-
mosphera e sobre formarn das nuvens, os irmaus
Monlgollier comprehederam quc.para elevar al as
nuvens urna machina colossal, bastava encerrar em
vaso ligeiro um fluido menos pesado que o ar at-
ino-pheriro, islo he, urna nuvem facticia. Elles pro-
curaram por meio de urna combuslao enlrelida em
um ball.lo, com o soccorro de um esquenlador, um
gaz mais leve que o ar. Desla sorle descobre-se a
arte maravilhosade fazer navegar nos ares um corpo
partido da Ierra. Ella aperfeicoa-se rpidamente.
Urna sociedade de amantes da physca, em Pars,
substilue ao gaz dos Monlgollier o ar inflammivel,
dez vezes mais leve que o ar atmospherico, envol-
ve-o em urna capa impenelravel de tafel engom-
inado e em um dia de borrascas, o novo balido par-
te do Campo de Marte aos applauso* de urna innu-
meravel mulldao. O h illa > do Campo de Marte
sobe mais depressa e mais alto que o dos Monlgol-
lier : elle passa alm das resine* das nuvens e vai
cahir em Ecouen, a quatro leguas de Paris (27 de
agoslo de 1783.)
Inventado o navio aereo, nao fallaran) os navegan-
tes. Nao he o audacioso genio do seculo 18 que ha-
via de recuar quando tralava-se de conquistar para
o hornera um novo imperio, de lomar po-se do im-
menso dominio dos ares ;3 Jos Monlgollier ajunla
sua machina um esquenlador e urna barquinha.
A. 21 de novembro de 1783 o physico Piialre de
Rozier e o marquez de Arlandes eniregam-sc a es-
se formidavel vehculo e partero do jardim da Muelle
bosque deBolonha, saudando a mulldao estupefacta
de admiraran e de lerror, e passam em seu navio
aereo por cima de lodo Pars, e desce voluntaria-
mente, deixando da entrcler o fugo, sobre a llulle-
aux-Caille, ao sul da grande cidade. Algara dias de-
pois o pbysco Carlos renova felizmenle a experien-
cia com o ballao de ar inflammavel, processo mais se-
guro e mais proprio para as grandes vagens e grau-
des ascenses. Pouco depois o mechanico Blanchard,
excedendo em audacia aos seus predecessures, alra-
vessa o mar em um ballao o de Douvres vem descer
sobre as rochas escarpadas de Callis. (4) A multiddo
nao dnvida qne em breve navios areos circularao
atravez da atinosphera da mesma sorle que os navios
do ocano. Ha um antliusiasmo inexprimivel ape-
nas um momento contristado pela calaslrophe de Pi-
ialre de Rozier, que, novo Icaro, cabe fulminado
do alto das nuvens uas margens deile mar que
Blanchard atravessara. (5) Ma victoria alguma que
nao trulia cusado o sacrificio de algum hroe? !
O genio e o poder dos humen* eslo pois destina-
dos a nao conliecer limiles I Os elementos tornam-
se seus doceis escravos Com presleza desenvolve-
se urna mulldao de oulras applicacoe* prodigiosas
deslaslheoriasscienlificasquo augmenlam-se lodosos
dias ; (6) e he com muita razao que espera-se que o
homem. applique sobre sua pessoa, esse poder cres-
cenle que desenvolve em lomo de si, fazendo assim
desapparecer seus males physicos e moraes. Aos
sonhos do ocgnlho associam-se os sonhos nao menos
illimilados da philantropia. (7) Acahem-se as guer-
ras, cessem as injuslcas, e desapparecam as lyrau-
nias As gera^oes 13o esclarecidas e tao fortes do
futuro poderao por ventura conliecer infelizes
e malvados 1! O homem civilaado, depois de
ler reformado e purificado a civilsaco nao ir como
um dos bemfeilor dictar aos selvagens do alio do
seus carros aerios, as leis da sciencia e da verdadeira
ordem ? !
Sonhos dourado* de urna velha sociedade qoe jul-
ga-se mergulhada na fonte da mocidade Ah O re-
nascimenlo cusa mais caro: nao pode-se renascer
sem passar pelas angustias da morle A sociedade
do seculo XVIII julga ler nm destino mais fcil :
celebrando Rousseau, ella lanca para bem longe suas
reservas severas e as amcaradoras prophecias de al-
guns espiros meditativos. Un* gozam dos praze-
res que promette a vida presente, tao adornada i es-
pera da vida futura; outros enchem a Ierra de lanas
esperancas de modo que enganam em si mesmos a
nere-sidade natural que a alma lem de Iranspor o es-
trello hurisonte terrestre. O enlhusiasmo pela ho-
manidade e pela perfeclbidade personifica em um
homem que de algum modo fecha a era philosophi-
(3) Descripcjlo da* experiencias da machina aeros-
ttica, por Faujas de S.iinl-Fond-.
(i) Elle foi aeompanhado de um Inglez, o Dr.
Jefferies. Ambos linham mateado a baudeira de
sua naro. Narrou-se com altivez que, sendo os aero-
nautas obrigados a laucar fura o lastro e at os seus
proprios vestidos para poderem conservar-se em urna
allura suflicente, o Iualez laneou a sua bandeira ;
o Francez porm conservo a sua, Tje fluctuou s
sobre a Inglaterra.
(5) Piialre quiz combinar o esqoentador dos Moni
sollier e o ar iuflammavel de Carlos; era, como
cosluma dzer-se aqui, collocar um esquenlador so-
bre um.barril de plvora.
(6) Causa admiradlo que a navegaedo i vapor
nao trnlia sido constituida desde esse lempo. Em
1775, M. de JoulTroy linha inventario e feilo ma-
nobrar sobre o Sane um batel movido por urna ma-
china de vapor. Veja-se o relatorio feilu na aca-
demia das sciencias sobre a navegardlo a vapor, em
18W). Tambem lizcram-se tentativas anlogas em
Lorrena. (Veja-se o Constitucional de Setembro de
1831.) Por muito alientos que eslivesseui o* espi-
rtos, sobre as novidades scienlificas, nio- compre-
henderam entio o alcance dcsta magnifica applica-
c3o do principio de Papin. A Ihelegraphia elc-
trica leve a mesma sorle". Os seus primeiros ensaios
ca do seculo|XVIIl, e qoe lanjra immedalamenle
as ullimrs e solemnes palavras ao vento das tempes-
tades revolucionarias preste a devora-lo. Esle ho-
mem he Condorcot, volcao eoberlo de gelo como o
chama umdos seuiemteroporaucos.dscipulo aileico-
dodeTurgot, herdeiro de seuisenlimenlos, excepto
do idealismo religioso e rigidez moral, espirito que
participa do de Turgot e de Volunte, successor de
Foolenelle nos elogios acadmicos, c,(aS orar^Oes
fnebres que a phylosophia roabou a Igreja (8) o
onde os sabios uccopam o lugar dos tantos, porem
mui longe de pensar como Fonlenclle sobre as ver-
dades pergosas e resolvido a deia-la* escapar de
suas m3os quando devera pagar-lhes o tributo de
sua vida, campeo inabalaval da liberriade civil, po-
ltica e econmica da liberdade individual, bate je
toda liberdade, (9) um dos pregadores da cruzda
contra a escravidao do* negros, ti) cruzada que loma
prnporce* crescenlet medida qne se approxima o
anno de 1789 ; mui prompto a confundir o mundo
moral o social com o mondo physico regido pelas
leis malhemalicas, e a tentar applicar aos movimen-
los Iivres, vanaveis e apaixonados de um, as regras
exactas e fixat do oulro, (11) contenrjo em si quasi
ludo o que ha de vigoroso, original em parle o que
ha de errneo em Saint- Simn e nat diversas escolas
do seclo XVIII que pronunciaran obre ludo aper-
feclbilidade no progresso das sciencias physicas e
na vinda de urna era industrial, sonhando emfim,
elle o discpulo da philosophi* experimental, o filho
de Vollaire, na immorlalidade do corpo, na falla da
d'alma, e encobrindo assim sob nma forma obscura
e fantstica, o indestruclivcl sentimenlo do infinito,
elle nao exprimir sna ultima palavra sendo em um '
bosquejo tracado no fundo do retiro do proscripto (12)
a dous passo* do cadafalso, momento de orna f na
humanidide que ndo pode abalar a perda das doces
illusOes de 1783, hymno i perfeclibilidade indelini-
dade do homem, escriplo qoando esperava i
morte, obra de urna grandeza moral que admira lan-
o mais quanlo ndo basea-se no verdadefro ideal re-
ligioso, o ideal da perfeclibilidade do outro mundo,
grandeza que ndo pode ser comprehendida ainda
mesmo na* pocas de inriilTerenc,a e do avltamenlo
das almas O lestemunho de Condorcet estar* nes-
sa mxima, que formula com antecedencia o qoe lla-
vera de legitimo as aspiraroe do socialismo moder-
no ; Todas as instiluices sociaes devem ter por
fim o melhoramento debati da relacao physiea, in-
lellectual e moral, da classea mais numerosa e mais
pobre .1(13)
De Condorcet aos mysliros, da escola de Fernei de
evocacScs cabalsticas, quem podena crer que houves-
se urna traicSo natural'? Esla transirn existe nes-
se pensamenlo qoe Condorcet deixa entrever no fim
da carreira aberla a perfeclibilidade, nesse sonho de
escapar morle physca, ullirao a que dirige-se e on-
be he abandonado o materialismo, e qoelraz o espi-
rito do homem integramente em urna ordem exlra-
scientifica, extra-philosophica. O seculo de Vollai-
re em sua deelinaco calende as maos t sciencias oc-
cultas da idade media Rousseau linha feilo urna
grande e gloriosa reac^ao, em nome do sentimenlo,
contra esse racionalismo mutilado, do qnal haviam
feitoo servidor da sensaeo; porem os limites em qne
Rousseau leve a sabedoria de encerrar a sua arreo
para lomar o effeito mais cerlo, j nao baslavam aos
corarOes, nem principalmente asmaginaces.
Haviani-so prohibido os mysterios que cercam o
homeroade todas as partes ; comogava-se outr vez a
onda-Ios com tendencias e em riirccees mui diver-
sas. Aquelles mesmos, ou ao menos, mullos da-
quelles que negavam ou punham em duvida os prin-
cipio* mais simples e mais uuiversaes da phyloso-
phia religiosa, enlregavam-se como os adeptos da ve-
lha alchimia, a procurar ou anles a imaginar as can-
sas oceultas das cousas, o segredo physico da vida, e
abdcavam o methodo experimental, quanlo racio-
nalismo, permanecendo sensualistas. Oulros, affec-
tndo formulas e pralicas eslranhas e obscuras, ndo
aspiravam senao a produzr um instrumento poltico
e social proprio para agitar vivamente as almas pe -
loallraclivo do desconhecido. Havia espiritos que
preteiiriiiui ir mais longe : em sua sublime teraeri-
dade, ellcsqueriam tornar o homem espiritual, prin-
cipio do homem social ou exterior, e pretendan) nao
somenle levar o homem ao seu verdadeiro principio,
a l)eo>, porem faze-lo procurar Dos em seu ora-
C.'o como causa conslanlc e perpetuamente activa do
seu ser, explicar o mundo pelo homem e mo o ho-
mem pelo mundo, e abrir, desde ela vida, com a*
espheras superiores communirarCes que julzavam
possuir os videntes de lodos os paizes o de lodosos
seculos.
As sociedades secretas deviam ser e foram o recep-
tculo de toda esta fermentarlo de ideas e de aspi-
raees ardeules. Desde 1770 ou nm pouco antes, a
niar/oiiaria, ja mui espalhada, loma um desenvolvi-
menlo immenso, elendt a mudar de carcter, sendo
ao principio simples in-trumento, de tolerancia, de
humanidade e de fraternidade, obrando de urna ma-
neira geral e um pouco vaga sobre os sentimenlo*
dos seus adeptos e da sociedade que elles domi-
nan), (14) ella lende a lornar-se o instrumento de
movmenlo e de acelo, orgdo directo de transforma-
rlo. As Ires especies de mysticismo que acabamos
de indiciar inquietam-naepebelram nella ao mesmo
lampo : o myslicismo qoe pode chamar-se sensualis-
ta ; o mysticismo poltico que nada tem de mystico
enao a apparenca ; o myslicismo Iheosaphico, que
he o verdadeiro
A partir de 1778, um medico alllmo agita pro-
fundamenleParisinnunciandoacura de toda* as mo-
lestias pela virtode deum agente universal por elle
foram tentados em Ccnova em 1774, por um nhv-
(r. que Lavoisier sabe (ao hem expor como reahsar sjc0 francez. Luiz Lesage. porm ella permaneceu
suas conquistas sobre os mysterios da natureza. O
estudo da chimica est mui facilitado presentemente,
diz Lagrange : Ella aprende-se como a algebra.
De urna arle emprica. Lavoisier fez della uina sci-
encia rnalhematica.
Sabios eslrangeiros, depois de alguns esfoiros pa-
ra defender a (radiado de Stahl, sao bem depressa
obrigados a reconbecer o imperio da theora nova.
A Francia lira altiva por ler conquistado o sceptro
sciencia que revela-nos lano quanlo he permitli-
tido analyse, a natureza dos verdadeiro* princi-
pios do mundo material, e que inlroduz o homem,
no cierno laboratorio da Isis occulla.
Outra descoberla de uun natureza menos geral e
menos vasta,, porm que inanifesla cora esplendor
extraordinario o* progressos da physiea, vem neste
cmenos impresionar mai* fortemeule a imagina-
cao da multiildo appresenlanJo-lbc aos olhos um es-
pectculo admravel. A 5 dejunho -le 1783, os esta-
dos particulares do Vivarais, reunidos na pequea
Ndo lenho razio lalvez de querer saber isso ;
mas rogo-lbe, minha lia mi.que m'o diga.
Porque ninguem |nide amar duas pessoas ao
mesmo lempo.
Duas pesso** exclamou a rapariga empallidc-
cenrio e erguendo lepeulinainenlo a cabeca.
Sem dnvida. Mr. de Chavilh ama" j a urna
pessoa c nao pode amar a li.
Vine como sabe disao, minha mai? Quemlh'o
disse '.' Oh ndo me fallo a*sm se isso nao he ver-
dado, se ndo osla certa, dissa Alice cjm um accenlo
tle angustia.
Infelizmente he verdari.-.
Oh : minha miii, isso he impossivol Diga-me
t|iic lie impussivd;!
A condessa sem nada responder, aperlnn convulsi-
vamente a titila nos hrac ,s. Bem via que o mal era
mais prolundo do que (cria desejado.
Abvsina la em sua rir, a rapariga solucava sobre
o seio ria mai. Esla juls inrio que a prova" era sufll-
ciente, e que com ola por balsamo sobre a lerida,
exdamou :
Sitn, miaba lilhi, isso he impossivel, quando le
observo parece-me que he impoenivel, e que (
pois ,ie te haver visto, foreisao he amar-te. Consola-
le. nada sei. nada quero saber.
A moca mnneou Irislemenle a rabera, e disse :
Minlia ba mai, agora ha qu Vine, quer enga-
nar-me. Hem vejo que ha pouco Vine, dizia-mc a
verdade.
Minha filh, era pira exnerimenlar-te.
Para cxperimciilar-me Para experimentar-
me. Vine, nao me teria dito que outra.... Ah meu
Dos!...
Cr-me, endiosa as lagrimas.
Sim. niinha mal. ndo choro mais.
Com elfeilo a fonte das lagrimas pareca ler sec-
ea.io repentinamente na moca; "ma* seus olhos en-
chutse ardeules, sua sereiudade fingida e calculada
(1) Bcrnardin de Sainl-Pcrre presumido desecn-
denlejle Eustaquio Sainl-Pierre, nascido no Havre
em 1737. enmecou a escrever larde da mesma sorle
que seu meslre Rousseau, e depois de ter sido como
delle escarnecido pela fortuna. Suas vagens s re-
gios trapicar* aoriram-ltie magnacao funles de
inspiraefles deseonhecidas c forneceram-lhe essas
ricas cures, das quaes se tem abusado tanto, depois
elle. Seu* aludos ila natureza, onde lanas bel-
lezas Iliteraria* e lanta clevacao do sentimenlo re-
recompensaram urna m physiea, nao appareceram
senao Pin 178i. Paulo c Virginia em 1788, doce e
melanclico rivllio que preceda de lo perlo a*
grandes tragedias.
(2) Melhodo de nomenclatura chimica, 1787.
no mesmo estado pelo esgaco de Ires quarlos de
seculo, bem qoe a nova forma da electricidad* des-
coberla por Volla em 1800, fornecesse a esla inven-
jo marav i I liosa instrumentos ttecisivos. A propo-
sito de Volla, convem lembrar aqui que do Venir i.
da academia das sciencias linha execulado desde
1800, a experiencia de urna parte da prensa que
Galvaui renovon 'com tanto expleodor, e que lor-
uou-se o galvanismo. (Veja-se o Uiornile di Scienze
por la Sicilia, n. 41, citado por Ed-Fournier, no
Seculo de 21 de dezembro de 1853.)
(7) A philaiilropia, bem como sciencia nao li-
nha sonhos 13o ousados senao porque linha bellas
realidades. Temos ja fallado do abharie de I'Epe
ahrindo aos desgranados surdos-mudos a communi-
cacao com os seu* semelhanles. Seu successor Si-
card ia eleva-los das simple* ideas que suggercm os
sentidos, s ideas geraes e abstractas, c revellar-lhes
o homem espiritual depois do homem material. Em
1784. o irmSo do sabio physico Haiiy funda o ins-
litulo dos jovens cegos, outras victimas arrancadas,
lano quanlo o homem o pode fazer, ao* rigores da
natureza. Durante este lempo, o excellenle e in-
faligavel Parmenter emprega sua vida em procu-
rar os meios'de previnr a fome e de multiplicar
as substancias alimenticia*. A batata Irazida do
l'eni. desde o seculo XVII, cultivada na Italia e
no meio dia da Franca, nao era considerada tean
como urna raz boa para o* auimaes domsticos.
Turgot a linha inlroriuzirio cm Limousin e no Au-
vergoe. Parmenlicr a demonstra como propria
para o alimento to horaern, faz ensaio* de cultura
em ponto grande as planicies dos Sablous e de
tirenclle, com o concurso do rei, o qual traz na
casa dos botoes flores de halataroflerecidas por Parr
menlier, e esla raz do novo-mundo, cm iguala-
em qualidade o nossos cereaes. servc-lhes pe
mui ut:l supplemento (1773 1774.) Parmenlicr pro-
paga igualmente a cultura de un helio cereal ame-
ricano ; o milho, e esforen-se por aperfeicoar o fa-
brico do pao.
parecan) ao olhar excrcilario da condessa indicios
muilo mais cerlo* (loque as lagrimas das tempesta-
des, que bramiam no fundo dese joven coracao.
Ella levo meti de sua obra, c recelando ter ido mui-
lo longe, disse-lhe com vozcommovida c iuquieta :
Alice, nao me olhes asiin, torna a ti, aflirmo-
le que quiz cxpcrimcnlar-le.
L'msorrso Irisle e amargo re*pondeu s palavras
da condessa,
- Que lomou ella com maior energa, nao eres
mas em iiiinhas palavras'?
Sim, minha boa mai. creio ; mas Ymc. abri-
me o olhos, agora Vine, he que se engaa : elle nao
me ama, nem poder jamis amar-me.
O loni de rcignacao sombra, com que foram
pronunciada esla palavras, produzio urna estranba
impressao sobre a rondes**. Altee linha adevnhado
o myslerio qut ella mesmo pendrara ".' Esse pensa-
menlo ransava-lhe urna viva c pungente inqoie-
lacao.
Alice, lomou ella, por favor nao fiques assim !
Prclrn litas lagrimas a essa profunda tristeza, prefi-
n sentir-te solurar stlbre o meu seio a vcr-lc mer-
gulhada nessa sombra resgnaeao. Falla-me, di-
ze-nie o qne experimentas, o que pensas, o que
queros ; dize-me. pede-me o que quizeres ; mas
conjuro-te, deixa esse triste, ahalimcnlo, esse doloro-
so silencio,
Nada lenho pedir-lhe, minha boa mai. nada
quero, nada tlesejo. Vmc. mesma o disse, o lempo
apagar ludo, c brevemente al a lmhranra se lera
desvanecido.
Alice linha nos labios um anglico sorrito, nos
olhos um afazn para a mli, na fronte a candura
virginal, que brilha como urna aureola celeste. Ma*
a contle*sa nao poda engauar-se ; a morle eslava
nesse coracao, que esfnr^ava-se por occullar a prn-
fuudidade da lerida. Luan madama de Seneuil de-
pois de ler refleclido um instante pareceu lomar
nina grande delerminacao.
Ahce, toruou ella, rizias-me ha pouco que se
la irm.la quizesse. baslar-lbe-hia manifestar um
desoja para reter Mr. de Chavilly !
A rapariga cucaron a mai de urna maneira estra-
nba e angustiada, e respondeu :
Eu disse isso ?
Se queros, runliniiou conlessa, diremos a
Berlha quo una-e comnosco, e moslrc-nos seu
poder.
Nunca, nunca, minha mai! exclamou viva-
mente a mor.
Meo Dos ella adevinhou ludo murmu-
ren enmsigo madama de Seneuil. Depois apertando
com ternura a* mo* da filba, dlne-lhe com o tora
mais iiilill'ereuic, que pdde affeclar :
Porque, pois, nunca "f
A serenidaile apparenle da candes** infundio res-
peito moca, ella hcsilou nm moineulo antes rio res-
ponder, e tlepoi* balbuciou :
Porque... porque... he intil... n:lo pens mas
nisso. Veja minha boa mai, meus olhos e-i.in seceos,
nao cborarei maia. (Ib I meu Dos, nao quero cho-
rar mai.... ludo esl acabado.
.Ma* pronunciando eslas palavras, a pobre moca
tlissimulava mal as lagrimas mientes, que corriam-
Ihe pela* faces cmpalliriecidas.
A conde** nlo sabia anda so o* planos que con-
cebir leriam hom xito ; mas leve como um re-
lmpago de esperanca, e seulio no fundo tic sua al-
ma in.iirnial inn impulso de convirrao, que re-
bentoo.
Alice, cclame,!! ella, nao lemas, minha filha,
(iastao n5o se retirar ; Gastao lirai.l, sou eu que te
prometi.
Havia na voz de madama de Seneuil esse accento
commuuicalivo, que persuade e attrahe o accenlo
que faz os graodes oradores e os grandes artista*.
Alire abri os olhos primeirameale admirados, de-
pois cheios de confianca e emlim radiante* de alezra.
>"lo sabia porque, ma* cria, eslava commovida,
transportada. Idade feliz em que a esperanes nunca
morro, em que torna a levanlar-s: logo que he aba-
tida, em que a drse apaga lao promplameulc quan-
lo veio.
Muha mu, minha boa mi exclamou a ra-
pariga. Vmc. falla seriamenle, falla seriamente ".'
Veras! disse a condessa com o impulso do en-
lhusiasmo.
Xo ai dor de seu amor materno, madama de Seneuil
nao duvidava mas de nada, o* obstculos aplaina-
vatr.-se diante de seu pensamenlo. c aquillo que um
momenlo antes pareda-lhe lalvez ainda impossivel
nao era nesse instante mais que nina cousa mui sim-
ples c fcil.
E elle uSose retirar maia I toruou a moca to-
mo se livesse necessidade de repclir isso asi mesma
para melhur se persuadir.
Nlo se retirar mai*.
F. licar aqui em Seneuil
Sim. aqui em Seneuil.
E Vmc. esia certa de que oulra ?...
A moija parou confusa.
Eslou certa, aeresecntou a mai completando a
idea meio exprimida.
Oh quanlo sou feliz quanlo sou feliz ex-
clamava a mora sallando junio da mi,
Ha pouco as lagrima, disse esla, e azora...
Oh azora a felicidade, a alegra. Oh quero
abraca-la. minha ba mai, quero dizer-lbe quanlo
Vmc. he boa, e quanlo amo-a !
Sim, com a rundirn de eu fazer-le todas as
vonlade*, todo* o caprichos.
Alice abaixou a ral,era e corou.
Nao, nao, las vonlade* sao as minhas, leus
capricho* su-mc agradaveis, e approvo-os e quero
empregar-me em lalisfaze-los, toruou a condessa al-
(8) J. Reynaud ; Encyelop. nouv. arl. Condorcet.
(9) No seu livro da 'influencia ia reroluran da
America sobre a Europa, elle conderana a mxima
mui vulgarisada entre o* republicanos amigos e mo-
dernos, de que o pequeo numero pode ser sacri-
ficado legtimamente no grande. Melanges econo-
miques, I. II, p. 54 ; Cuillaumin. Ao mesmo
lempo, sendo partidario da unidade poltica, ello
publica em 1781 urna rcfularjlo de Delolme e urna
critica da constituirn ingleza. Como Frank-lin,
como Turgot, que ia mai* longe, muito maia longe,
que confunda o legislativo e o execulivo, elle
combale o syslema das duas cmaras, e deve appli-
car mais tarde i repblica o principio de unidade
que d'Argenson e Turgot applicavam modarchia.
Unitario enlre todos, depois dos nobre* e esteris
esforcos alim de impedir a fatal scisau do* jacobi-
nos e dos girondinos, foi confundido pelas paixes
cegas com o partido aecusado de federalismo, por
ler reprovado a violarlo da nonsliluic^o nacional
em 31 de maio, e prole-lado contra a consluir-o
de 93, como ahrindo a porla ao federalismo.
(10) ReflcUSes obre a escravidao dos negros, 1781.
(11) Nao convem lodavia repellir de urna maoeira
absoluta a* (enlativas dos mathemalicos a esle resuci-
to. He rapossivel chezar certeza nesse camluho ;
porm pode se calcular utilmente a* alternativas da
probabilidad* a que os faci* moraes, encarados em
um todo social, podem ligar-se at um cerlo poni.
(12) Bosquejo de nm quadro histrico dos pro-
gressos do espirito humano, escriplo em_ 17U3,
publicado em 179 pela ordem da convenco na-
cional.
(13) Relatorio convenci nacional sobre a ins-
trucjo publica. A respeito de Condorcet, veja-se
a su biograpbia, por M. Aras o ; e o arl. de M. )
Re\ naud, Encyclopdie nouvelle. .
(14) Os governos que queran) passar por escla-
recidos, favorecern) ao principio a maennaria c-
mo a philosopbia do seculo XVIII: iodos sabem
que o grande Frederico era franr-macn. Cousa
mai* singular, o imperador Francisco I, o esposo de
Maria Ttiereza, o era lambem.
Irahindo a filba sobre o coracao. Quero qne me de-
vas la felicidade, e qne tenhas boa* razOes para
amar-rre.
Oh nao lenho en a melhor do todas, exda-
mou a moca em um lerno c fagueiro abraco. Vmc.
nao he muha mai '?
Nao era preciso lano para derreler esse gelo ap-
parenle, mas tlelgatlo que as sociedades e seu* usos
poem sobre os inesgotavei* Ihesouro* de ternura,que
chaman)-se o coracao de urna rali. Em madama de
Seneuil esse gelo era igual ao* vidrns transparentes,
que absorvem os raio* do sol e augmentara seu ca-
lor roncenlrando-o. Ella conservava sem derrma-
lo fora esse calor de amor materno ; mas urna vez
derretido o gelo, hrilhavam claramente essas cham-
mas de ternura !...
A filha e a mi ficaram muilo lempo abracadas e
ambas derramavam lagrimas, lagrimas de alegra de
urna parle, e da oolra lagrimas de secreta espe-
ranca.
Minha filha, disse emfim a mai, terminemos
estas caricias, convem pensar noque devenios fazer.
I'rimd;menle has de ficar qui em leu quarlo al
que GaslAo lenlia voltadn de Oslrcval, e qoe eu te
mande chamar.
Sim, minha mi, diga o que quzer, ludo farci.
NSo te peco mai-... Ah esquecia-me... se Ber-
lha vier ver-le, abrar,a-a cordialmenle, dize-lhe que
a amas... porm nem urna palavra de ludo isto I
Estas ultimas palavra* foram pronunciadas rpi-
damente e com urna esperie de negligencia pela con-
dessa. Alice conheceu que essa reconmifinlarao uo
era a menos importante, fez com a rabera um sig-
nalzinho inteiramenle gracioso, e disse sorrndo :
Fique tranquilla.
Esses jovens roraees que imam, sabem adevinhnr
c romprehender ludo.
(Continuar-se-ha.)


DIARIO DE PERMIBUCO, QU>NTA FEIRA 14 DE DEZEMBRO DE 1854.
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descoberto dirigido i vonUde. Todoi o stres, af-
firma Mesmer, eslo mergalhados em ura ocano de
fluido, por cujo Intermedio obram uns sobre os ou-
Iros: o homem pode concentrar esle fluido e dirigir
as suas correntes sobre seus semclh.inles, quer seja
pelo contado immediato, quer eja, em certa dis-
tancia, pela directo do dedo ou de ura conductor
qualquer; essas correntes Iraiem comsigo a saade e
a vida nos eorpos, cojos organismos acham-se per-
turbado* ; ellas curam immediatamente os nervoso*
e mediatamente os outros males. Por analogia com
as allracjoes do man ou do magnetismo mineral,
Mesmer qoalifica este in(luenria de magnetismo n-
nimal. Cerlos prodigios das antigs religiOes, as cu-
ra miraculosas pela Imposico das maos, os xtasis
colleclivos e outros phenomenos extraordinarios ope-
rados por homens sobre homens nao foram, segundo
o audacioso innovador, sen3o phenomenos magn-
ticos.
A impressao prodiuida por Mesmer he immensa :
elle arrastra as mulheres, os mancebos, todos os es-
pirilosamnntas dodeaeonhecido elevados poresperan-
jas sem limites qu/sto o carcter mallos homens. pensadores ficam alisfeilos vendo
cmflm daraoi factos mysleriosos da historia outra ex-
plicajao banal aecusajao de impostura contra lodo
thamalurgos e chafes das religiOes. Quanto a mul-
llnio, ella precipita-se na cuba de Mesmer, com um
assodamenlo mullo mais geral deque aquelle com que
corra ontr'ora ao tmulo do dicono Pars. Nao
referiremos esses incidentes extravagantes, porem
lao cotilleados, em que v-se quasi renovarem-se as
ronvulsOes de Saint-Mdard ob um aspecto menos
violentos e menos sombro, nem eslas lulas capricho-
sas de Mesmer eseus discpulos contra as corpora-
joes sabias, lulas que produziram eite sabio relato-
rio redigido por Bailly em nome de urna commissao
nomeada pela faculdade de medicina e pela acade-
mia das sciencias.
A sciencia pela voz de Bailly, desprezando como
arbitraria a hypolhesedo finido magntico, e por con
sequencia o poder que Mesmer e seus adeptos dizi-
am ter de dirigir este fluido, nao negou absolutamen-
te os phenomenos assignalados, porem a(lribuio-os
exclusivamente a urna causa moral, ao poder da
emigrarlo. Negar estes phenomenos arrastra com
effeito diflicoldadcs histricas milito mais graves do
que admilli-los em um limito qualquer ; porem he
mu duvidosoque a explicarlo de Bailly seja bastan-
te, ainda qne possa-se crer que a causa descouheci-
da que obra tan poderosamente sobro o syslcma ner-
voso do homem seja milito mais moral que physica.
Os desenvolvimcnlos que recebeu o mesmerismo,
e que transformaran) immediataraenle o sen carc-
ter, foram na directo que acabamos de indicar;
conhecia-se maisou menos obscuramente o somnam-
bulismo natural e seus admirareis efleilos, explica-
dos nos lempos passados por causas sobrenaturaes,
benficas ou malficas. U seclo is tiuha despreza-
ilo cales factos eslranhos. De repente produz-se um
somnanbulismo artificial. Os irmaos Kuysegur, dis-
cpulos de Mesmer, delcrminim pela arjao magn-
tica exercida sobre os doeotes, mo j as crises ner-
vosas da cuba de Mesmer, porem um somno extali-
tico durante o qual o somnmbulo ve o interior do
seu proprio corpo, o do corpo da pessoa com a qual
o ligam por um conductor magntico, e nlgiimas
vezes, segundo o que prelendem alguns, excedendo
lodos os limites assignados arrilo e ao alcance dos
nossos sentidos, estende ao Ionio no esparo e mesmu
. no lempo urna visla que nao he mais a do corpo,
islo he, encentra a segunda vista dos videntes e das
sibyllas.
Aqui o materialismo ainda envolvido na Ihcoria
de Mesmer, acaba de desaparecer, e achamo-nos
em um completo mystirismo.
A interpretarlo das IradijOes histricas pelo mag-
netismo completa-se e abraca todos os myslerios da
antiguidade. A sedueflo redobra, da tnesma sorle
que a apparijao; os materialistas exasperam-se com
urna reacio Uto repentina e tito imprevista; os sa-
bios espanlam-se e indignan)-se ao ver o velho mun-
do das sciencias oceultas reapparecer de repente e
desafiar a philosophia experimental e os prudentes
tnelhodos, fonle de lanos progressos. A philoso-
phia espiritualista lamben) pode inquietar-sc com
nsta razSo por urna lal disposijao nos espirilos, 13o
cheia de perigos e de illuscs. Esta disposijao toda-
va fie necessaro confessa-lo he superficial na
maior parle: o genio do secuto 18 devia logo retro-
ceder sobre a especie de sorpreza que experi men-
tn e lomar a Irazer esle cfTervesceote ardor obre
a poltica. Xodavia o magnetismo e o somnambulis-
mo continuaram a excitar por intervallos vivas pre-
oaeopajes e a manifestar factos fora das leis ordi-
narias da physica, sera que estes fados possam ser
suflicienlemente fixados para enlrar no dominio da
silencia: o problema flear sendo sempre problema.
O movimento mvslico tinha allingido o mais alio
grio em onlros lugares alem do magnetismo. Elle
tilu-se mantido sempre aqui e alli, desde o ser-uto
16 os adeptos secretos de doulrinas emanadas da Ira-
dicao ou philosophia mystica dos Judeos, do neo-
platonismo alexandrjno e gnstico revelado pelo re-
iiaseimenln.
Um personagem singular, Martnez Pasqualis,
jadeo porluKuei, segundo cr-se, introduzio, da
1754 a 1768, em um rerto numero de lujas maco-
nicas fraacezas, um rito qne tinha o titulo hebraico
dos coheos (padres). Trateva-sc as iniciadles dos
marlinistas, assim chamaram-se os discpulos de
Martnez, nao s de communicajOes interiores com
o mundo dos espirilos, porem ainda de manfesla-
rdes visiveis, islo he, de evocarGes (heurgicas, efe
praticas supersticiosas, misturadas com urna |ideali-
dade summamenle elevada.
Um joven oflicial. chamado Saint Martin, (16) foi
iniciado em Brdeos por Martnez: era urna das al-
mas mais religiosas, e puras que lem passado pela
trra. Elle nao permanecen por muito lampo nessa
seila cabalstica. Admilliudo inteirametUe a reali-
dade das relaj&es sobrenaturaes que ahi .procura-
vam-se, desviou-se dellas como perigaaas c encer-
rou-se na pura theosophia. O livro dos erro e da
verdade, por um philompho desconhcido, (17) obra
de urna grandeza ocr.ulta e de urna fascinar lano
mais penetrante quanto nella sentimos a alma com-
municaodo-se cora a alma livre de toda a preoecu-
paeflo terrestre, o livro anonyino de Saint Martin
nao expemetodicamenle o poulo commura do mys-
(icismo hebraico e platnico; a Iheoria do homem
creado em um estado de luz, da liberdade, de im-
nioi-i,. 1.lacle, cabido por sua culpa no dominio da
nalureza corporal e da morle, na religio do pais
e dar mais, como diz enrgicamente Sainl Marlin,
porem podendo remontar a sua origera pelo bom
uso da liberdade que rcsla-lhc (18!. Saint Marlin
n.io discute como philosupho ou como theologn,
faz revlver eslas ideas antigs, por um diluvio de
sentimenlo ehrisiao de um poder singular: he a
mesma vida espiritual qne moslra-scem acra o em
sua pnlavra. De qualquer modo porem que pense -
se a respeito da essencia de sua doutrinn. elle he ad-
miravel qu indo moslra a sciencia humana disper-
sando-fe no* phenomenos em lugar de remoldar
para a causa, obslinando-se loucamenle em explicar
o univerno sem Dos, em lagar de explicar q,uni-
verso por Dos. Nao temos obrigajao de scgui-lo
no deseovolvimenlo do seu a priori gigantesco pen-
samenlo, (19) porem llevemos indicar os seus traeos
na historia.
He a elle que perlcnrc a idea Iheocralica que mn-
nifeslou-se depois de 1830 na seila sac-sirooniana,
seila hem contraria emfim ao espirito de Saint-Mar-
tn. O philosopho desconhcido quer o governo de
um sii: o mais eslimado, o mais esclarecido, o ho-
mem rehabilitado, deve assegurar-se, eslabelecer-se
com auloridade divina; D3o ha governo legitimo
seuao o do homem rehabilitarlo sobre os homens que
(15) A correspondencia de Lafayetle eom'Wai-
binaii n conserva traeos bem eurlosos deste enthu-
siasmo. Mem. de l.afayi-lle, I. II, ale. O joven
defensor da liberdade americana foi subjugado in-
icuamente por Mesmer.
(16) A semelhanja do seu nome com o do mestre
cnnruiidio-osmuitas vezes.
17 Impresso em Leo a?m 1775, soh a rubrica de
de Edimburgo.
(18) Ue urna dasduas grandes explicajoes do ho-
mem: a outra he a dos uoesns pais os druidas, a
crearao no mais baixu grao do ser com a progressao
ascendeuie. "
_(19) Elle publicon numerosas obras, tanto ori-
Kinacj como traduzida* do grande myslico allemao
Jacob Bcehme, de 1775 a 1803, poca de ana mor-
le. Observaremos somente que Saint-Martn nao
sane dos dados da theologia ordinaria sobre o prin-
apio do mal. sobre a inlrodurjao do mal no mun-
do por qm serjopenor ao homem, e decahido an-
l'L vV e,7qua," 1QV0,ro lebre mvslico do
secio XVIII o sueco Swedemborg, naoadmitle
oulros aojos bons e mios que as almas dos homens
transmigradas para outra vida. Veja-ae as Mara-
tilnas do Ceoedo Inferno por E. Swedemborg, 1ra-
duztdts eml/83. 8'
o nao sao. No ideal, se a humanidade loda inieira
fossa rehabilitada e elevada no seu estado primor-
dial, enlao nao baverh governo, lodo o homem se-
ria rei.
I-.sta idiia, longo lempo antes de sAo-simonismo in-
lillrou-se mais ou menos abscuramenle na reaolucao
al mesmo na casa de Bohespierre, e os inmigos do
nrmidavel rhefe dos jacobinos liveram o inttincto
disso, porquanto Sain -Martin que era mui eslranho
as lulas desesperadas dos partidos c interpretarlo
sanguinaria que faziam da suas ideas, foi involvido
na perseguico dirigida contra Calharina Theol, D.
Grillo e alanos oulros revolucionarios myslcos, pou-
co antes do 9 Ihermidor pelos homens qua prepara-
vam a queda de Bobespierre.
He necessaro vollar aos annos anteriores e aoS
personagens menos purus e mais influentes qaeSa-
inl-Marlin. Nao podemos deixar de mencionar aqui
urna figura eslravaganle que apparereu em>Pars no
lempo em que Mesmer deixou essa capilal/em 1781,
e que sem crear seila como Mesmer, produtio lana
agitarlo como o inventor do magnetismo. Tratac
do pretendido conde de Caglioslro, (3f) meio char-
latilo, meio enthusiasla, movido pela ambirsode oc-
cupar urna posieio extraordinaria antes que pela cu-
bija, e que gracas ao prestigio singular de sua ph\-
aionomia e de sua palavra, chegou a fazer-se acre-
ditar por urna mullidao de homens ronsideraveis e
exercer urna certa influencia sobre as lojas masni-
cas, divulgaudo as l'.ibul.is mais absurdas sobre sua
origem e a respelo da sua vida, evocando as almas
des morios corno um mgico da auliguidade. Nos
o lomaremos a encontrar no famoso processo do col-
lar que deve cansumar o descrdito das pessoas reaes
e accelerar a queda do Ihrono. Se podemos dar cr-
dito a-> depoimenlo que dclle canseguio em 1790, o
sanio "lucio de Boma, ahi encontraremos a re velaran
que fez a respeilo do lugar donde Ihe vinha o di-
nheiro para salisfazer as despezas de sua errante e
sumpluosa existencia.
Este dioheiro sahia da caixa de urna grande socie-
dade-secrela fundada desde 1776 na Allemanha pelo
professor bavaro Weishaupl. A missao de Caglios-
lro /ni a de Irahalhar em dispor a maconaria fran-
ceza no sentido dos projeclos de Weishaupl.
O espirite poltico linha penetrado muito alm da
moronaria. As mximas de iiberdade, iizualdade,
fraternidade, que a revoluto ia logo consagrar na
formula indeslrucliveldo seu ternario polilico, cons-
'iluam os mais altos graos recenlemenle superpos-
los a velha hyerarrhia masnica: esta h\erarrhia ti-
nha-se furlemenle concenlrado em 177, pela crea-
cilo do Grande-Oriente donde parliam tedas as lojas
do Franja e um cerlo numero de lojas eslraugeiras.
e a maconaria franceza, fiel ao habite de procurar os
punios de apoio sobre os mesmos passos do governo,
linha eleilo para grao-mcslre, depois do principe de
Conli, o joven duque de Charlres; quasi lodosos ho-
mens que deviam representar um papel de alguma
importancia na rcvulur.,,. figuravam as lojas de
Paris ou das provincias. Condorcel, inembro da ce-
lebre tejadas nove irmias, onde foi recebido Vullai-
re indicou nos seus Bosqeijos dos progresis do espi-
rite humano quaes os golpes que a idolatra monar-
chica e a mperstirao tinliam-recebido das soeieda-
dessecretas procedentes da ordem dos Templarios.
Nos altos graos achavam-se alm disso representadas
as tendencias diversas, conl-arias mesmo, das quaes
temos fallado bem que lodos achassem-se unidos pe-
los sentimenlos de pliilanlropia, de progresso e de
liberdade.
Esla diversidade que exislia parallelamenle fra
da Franja, o allemao Weishaupl pretendeu faze-la
desapparecer, e ao mesmo lempo transformar a gran-
de assoriajao intelleclual e moral em urna conjura-
cao universal. Esle homem, um dos mais profundos
conspiradores que lem existido (21) imaginou refazer
para demolir o velho mundo, oque linha feito Lojo-
la para salvar a igreja romana ; elle organisou urna
contra-soriedade de Jess ao lado da maconaria. na
esperanza de absorver, com leda-, as mximas, com
tedas as praticas dos jesutas, levadas mais longe do
que o eram pelos mesmos jesutas, a obediencia pas-
siv.i, a espionagem universal, o principio que os
fiosjuslificam os meios, elle adoplou, ao mesmo lem.
po, dos aovemos a pralicada violaran dos segredo das
cartas.
Em qualro ou cinco annos esse homem eslendeu
sobre a Allemanha Umi rede verdadeiramenlc for-
midavel, e leve pelos seus adeptos influencia em lo-
dos os negocios, sendo ouvido nos gabinetes de lodos
os principes. Elle nao pretenda ao menos no pr-
senle, preparar muvimentos populares, porm ga-
nhar as personagens consideraveis, levar os seus afi-
Ihidos s posicOes influentes, afim de embar e diri-
gir os governos. Qual era pois o fim.do illuminimo,
nome que a doutrina secreta de Weishaupl tomou
dos myslicos} Este fim, para o qual el le desenvol-
va faculdades praticas lao prodigiosas, c que prose-
gua movendo lautas cousas e lanos homens com um
ardor lo violento de successo e Ute pouen cuidadoso
da moralidade, era a ulopia a mais eslravaganle que
nunca sonhou um pensador solitario longe do mun-
do e de teda arealidade. Nao podia-se ver um lal
contraste senao na Allemanha I Weishaupl linha
erigido em Iheoria absoluta o capricho misantrpico
de Bousseau contra a invencao dapropriedade e da
socedade, e tero que Ihe imporlassc a declarajan lao
claramente formulada por Rousseau sobre a impos-
sibilidade deaupprimir a propriedade e a sciedade
urna vez eslabelecidas, propunha como fim ao illumi-
nismo a aholioAo da propriedade; da auloridade so-
cial, da nacionalidade e a volla do genero humano
lao feliz estado em que nSo formava senXo orna s
TTamilia, (24) sem necessidades facticias, sem sciencias
inuleis, sendo todo o pai ao mesmo lempo padre e"
magistrado; padre, nao sabemos de que rcligiao,
porque apezar das frequenles invocaefles ao Dos da
nafiircza as suas iniciares, muilos indicios fazem
presumir que Weishaupl nao tinha, como Diderol c
d'Holbach oulro Dos que a mesnva nalureza. De
sua doutrina decorriam assim o ullra-hglianismo e
o syslema de anarchi desenvoit/ida recenlemenle
em Franja, onde a sua physiouomiar evela urna
origem eslrangeiraj^3.)
A historia minuciosa do illuminismo allemao nao
he do nosso assump. Convm smenle observar
que a grande materia dos Iluminados nao foi nunca
iniciada no pensamcnlo completo de Weishaupl, o
que explica a facilidade eom que reuni lana gente
qne entcudiam.de modo diverso do delle, o progres-
so da humanidade. Foi em 1782, na occasso do
congresso gcral celebrado pelos enviados dos franc-
maroes de lodos os paizes cm Wilhensbad, que elle
fez sua principal (enlaliva para apoderar-se da ma-
jonaria. Os seus Iluminados disputaran) o dominio
do congresso aos myslcos marlinislas e swedcubor-
gislas, o obtiveram a filiac.lo de um grande numero
de enviados, porm essas adhesoes, que nao iam al
ao amago das cousas, nio liveram fra da Allema-
nha as consequencias que esperava Wcimanpl. A
propaganda dos Iluminados conlinuou lodavia em
seus progressos; porm era mu difllcil que nma
igual organisajao podeue ficar por muilo lempo co-
mo secreta : sua existencia foi revelada de 1785 a
1786 ao governo bavaro; os papis de Weishaupl
cahiram as maos do eleitor de Baviera, qne dirigido
verosilmemenle pelosex-jesuiUs, fez imprimir e en-
vin essas peras a lodos os gover.ioi da Europa para
que prevenissem os perigos que corriam lodos os al-
tare e todos os thronos. Todos deram grande al-
lenjao a este aviso e foi cm casa de um principe so-
berano, o duque de Saxe-Golha, que Weishaupl
proscripto enconlrou um asylo at ao fim dos seus
dias. Este duque, o principe Fernando de Brnnwik,
tilo famoso depoisda guerra dos,Selte Annos, e mui-
los oulros principes allemAes eram afiliados nos Ilu-
minados de Weishaupl, cmquanlo que o principe
herdeiro da Prussia, sobrinho do grande Frederico,
era completamente dominado pelos mysticos svveden-
borgianos e oulros (24.) Os principes afiliadcs nada
receavam de um reformador que nao Ibes linha dte,
ludo, c que alm disso nas iniciajdes prolcslava con-
tra lodo o appello i forja das massas, cmquanlo os
Iwmens fossem o que eram, e dedarava que era ne-
cessario mil e mil annos para chegar ao fim. Heve-
s todava reconhecer que qnando appareceu a revo-
lujao franceza, nossos exercilos enconlraram uleis
auxiliares enlre os Iluminados dos provincias rhe-
nanas, os quaes queriam provavelmenle ir menos
longe que o seu anligo chele, porm chegar mais de-
pressa. Weishaupl nSo lomou afinal parte alguma
pessoal nos grandes aconlecimcnlos qne seguiram de
perlo a retirada para Golha.e asrelajes que oulros
chees Iluminados, seus snecessores, enlreviveram
com a franc-maroneria parisiense poderam inlro-
duzir algumas cousas proprias, afirmar e fortificar a
unidade de aejao da ordem, porm nao ennservaram
de modo algum os principios pessoaes de Weishaupl,
as doulrinas comraunislas que se mostraran) mais
larde sdb urna forma evanglica em Fanchel, sb
urna forma material e vilenla cm Babeuf deriva-
vam-se antes de Morelli e de Mabli, bem ou mal en-
tendido, do que do chefe dos Iluminados,
A majonaria permaneow enlre nos ate 1789,
como sendo o instrumento geral da philosophia e o
laboratorio da revolujao e nao o orgao de nma seila
toda excepcional. Em urna palavra, ella foi quasi o
i|ue Tirria que ella tesso um homem de genio lao
pralico quanlo o de Weishaupl o era pouco, cque
linha o projeclo de a reformar para dar-Ihe emfim
mais espccial.no mesmo momento em que Weishaupl
culdava em rafumll-la no illuminismo. Em 1776 o
joven Mirabeau tinha redigido um plano de refor-
ma em que propunha a ordem majonica o trabalhar
com moderaran, porm com resolujao e aclividade
em transformar progressivamcnle o mundo, cm mi-
nar o despotismo, em proseguir na emancipajao ci-
vil, econmica e religioza, e na plena conquista da
liberdade individual. (25) Os lioinens do pensamcn-
lo conforme jadisemos, dcixavam o campo aos ho-
mens de aceito. Em quanlo que Voltaire, Bousseau
eTurgotque serviam de laro entre estas duas espe-
cies de homens, desdan* ao lumulo, comejava a de-
senhar-se o cxlranha e liimulluosa figura de Mira-
beau com a sua magnifica fealdade, Iluminado por
lanos resplandores, feialdade de Tilan. igualmcnl-
poderosa para o bem e para o mal, physionomia en-
rugada, onde lutara os sigoaes da paixao mais des-
regrada e do bom senso mais profundo ; grande ho-
mem vicioso e bem molestado de o ser, ebeio de po-
zares para com um passaloque nao pode apagar, de
habites que n.lo pode abandonar, c que permanece
no vicio, nao obstante ser mui elevado de espirito e
mesmo de corac.lo para sentir o premio da virlude.
dessa virlude que smenle o que falla-lhe para lor-
nar-se o primeiro homem do seu lempo e o chefe
ncontcstavel do maior movimento da historia.
Ao menos fajamos-lhe esta jiiilija. Alravez das
miseriasmoraes edasdeploraveis Iransijes de sua
vida, foi com inieira sincerida le que elle proscgulo
na conquiste das iusliluijes livres, assegurando as-
sim sua tempestuosa memoria a amo Istia da posle-
ridade. (28) Victima do abuso do poder paternal ;
lilhudeum.) rari feudal conservada cm (oda a sua
forja e violencia primitiva, entre a efeminarao ge-
ral dictaste nobre ; revoltado contra a raja qne o
opprime, porm conservando sempre energia, os ins-
tinctosea parte dos entintantes da raesma, elle
combate o despotismo,, toda a especie de despotismo
como um iuimigo pessoal, arrastrado de prisao em
prisao pelos avisos de prista que seu pai ohlivora
cscreve o ensate sobre o despotismo na fortaleza de
If, (em 1772) tendo vinle e Ires annos de idade ; o
aviso aos Hesseres afim de induzi-los a recusar a obe-
diencia aa iniquo principe que vende o sanauc dos
mesmos aos Inglezcs(l777), em sea refugio di Hol-
losla ; o livro sobre os avisos de prises na prisao
de Vi oren u,-s (27) (I778;cada um dos seus livrosano-
nymoscuja eloquencia abrupta reproduz a vigorosa
originalidade e os clames das ideas de seu pai, des-
pido das superfluidades c da ronfnsao do velho eco-
nomista, he urna acj3o. Seus cscriplos sao j o que
virao a ser os seus discursos.
Elle loma tambem depois deTorgol, o designio de
transformar a monarchia, porm por meios e cm con-
dces mui diversas. O lempo caminha. A reforma
feila pelo Ihrono nao baste, e nao he mais possivel.
He necessaro para Mirabeau a revoluro feila pela
najao ; porm com o rei Vi fenle. Em duas pala-
vra* he ainda a realeza, porm mioja a monarchia.
A hereditario lailc do Ihrono nao he mais um princi-
pio, porm um fado subordinado soberana do
povo. (28) A revolujSo com a realeza he incom-
paravelmente mais dilicil ainda do que o seria a re-
forma pela realeza ; as probabilidades de realisajao,
principalmente as probabilidades de durajao, sao
mais pequeas ainda, bem que nao ha talvez impos
sibilidade absoluta, ao menos por um pequeo espa-
ro. Apenas sahido do seu longo capliveiro (fim de
1780) Mirabeau procura resgalar-se de sua descon-
siderajao e approximar-se do governo para o acon-
selhar. Ao mesmo tempo que contina com seus es-
criplos innovadores, e, para melhor dizer, revolu-
cionarios, escreve urna memoria rainha ; elle medi-
ta para ella afim de Ihe ganhar popolaridade e de
occopar a sua aclividade, urna especie de ministerio
de bellas-arles : quer querella faja acibaro Louvre
que lorme a galera do Mdseu com os primores das
arles acnmuladas obscuramente nas residencias reaes;
emille sobre o aformoseamenlo de Paris, urna mul-
lidao de ideas engenhosas on grandiosas, que foram
em parle realizadas ao depois. Pcf' oulro lado pu-
blica, dcbaixodoscu nome, instigajao de Fran-
klin, suas cnnsidcrajSes sobre a ordem de Cincina-
lus, nas quaes ataca teda especie de privilegio da nn-
breza, atacando a especie de eavallaria republicana
que o* ofiiciaes do excrcilo libertador dos Estados-
Luidos (selembro de 1781)acabavam de eslabelecer
no seu paiz. (29; Elle esterja-se por ler um p em
casa dos ministros e o oulro sobre o terreno mais
adianlado dos escriptores mais ousados. Durante
omites anuos, sua palavra prophelica nao deixar de
reunir aos ouvidos dos poderosos que vo cessar de
existir; porm que propheta ouvira nunca as po-
testades desuadas a perecer ?
Ilenrique, Marlins.
{fecue de Paris.)
das, conduzio o seguinte : 690 saceos com 3,$50
arrobas de assucar, 4Si dilos milho, 1,626 meios de
sola, 25 barricas sebo( 3i caixas velas, 71 laceas
arroz.
' Barcellona, sumaca liespanhola Malhilde, de 173
toneladas, conduzio o scuuinte : 501 saccas com
2,970 arrobas c 19 libras de algod.lo, 40 couros sal-
gados com 1,152 libras,
KliCEBEDORlA DE BENDAS INTERNAS fiE-
BAES DE l'EKNAMBUCO.
Rendimentododia 1 a 12.....7:987401:1
Idcmdodial3......... 8IS9OS
,20) Era um Siciliano chamado Jos Balsamo.
(21) I.oiz Blanc. Hisl. ,la Bevolucao, I. I, p. 4.
veja-se lodo o brilhanle capitulo de M. I.uiz Blanc,
sobre os Revolucionario* mtjsliros, havendo nina
reserva para com a dilTerenra dos pontos de viste,
e parliealarmenle, para cum a inlerpreterao dada
ao penrameuto de Sainl-Marlin.
(22) lie aqui que manitesla-se mais claramente
o espirite clumerico de Weishaupl. Rousseau, con-
servando o bom senso do genio al no paradoxo,
sana muilo bem que o geuero humano no estado
selvagem, longe de formar urna s familia, nao
podia ofierecer senao individuos solados; elle n.lo
era genero humano, senAo virlualmenle, c Ble o
era de fado, pois nAo linha a consciencia da sua
umdade.
(23) Ainda que os coslumcs francezes sejara sobe-
ranamente opposlos ao communismo, o espirite de
ulopia ; enlre nos. quando alaca-se a propriedade,
estamos mais acustumados a invocar a communidade
oreanisada do que a anarchia. Islo pertence aos
AllemAes.
(2"i) Foi para agradar ao grande Frederico, e pa-
OMMERCIO.
PltACA DO BECIFE 13 DE DEZEMBBO AS3
HORAS DA TARDE.
Cotajes ofiiciaes.
Cambio sobre Londresa 60 d|v. 27 3|i.
Descont de I-tiras menos de 30 dias8 ao anuo.
Dito de du.is.d 3 mezes10 % ao inno.
Frele para Uverpool, de assucar32p"> por arroba
c5 11
Dilo dcalgodao9|16 por libra .
Al.FA.NDEUA.
tendimenlo dodia 1 a 12 .
dem do da 13 ...
. 107:9509164
, 15:5459168
123:4959332
Desearregam hoje I i dedezembro.
Brigue iiamhurEuezwr/terinercadorias.
Brigue inglezEHlter Annbacalhao.
Brigne hrasileiroSagitari}gneros do paiz.
Brigue hrasileiroHariannamercaduras.
Brigue hrasileirollebediversos gneros.
Barca americana./un/ierfarinha de trigo.
CONSOLADO liERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 12.....14:8638376
dem do dia 13........2:I68JNI2
17:0329188
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo dn dia 1 a 12.....1:i1i787
dem do dii 13........ 1749478
1:58'J9265
Exportacao'.
Rio de Janeiro, escuna faniega, de 1!6 lonela-
-----------------------*
ra arrancar seu sobrinho aos iilumidados, porque
confiiiidiam-se todas as sociedades secretas sob esle
nome, que Mirabeau esrrcveu su carta sobre Ca-
glioslro e Larater; 1786.
25 Memorias de Mirabeau, l II. I. 6.
(26) Nos julgamea aqui Mirabeau pela sua vida
inieira, c 11A0 pelos seus iillimos dias tan funestos
a sua memoria.
(27 He ahi que elle refuten o despotismo escla-
recido de sen pai e dos (iiitrns|ecnnomistas, como in-
compalivel com a liberdade civil, e que elle escre-
veu esta phrase ameajadora. Dcsejo saber se
ha hoje um covernn na Europa, exceptuando aumen-
te os das confederajes helvtica e balava c o das
iilia. hiilaniiicas, qne, julgado sceundo os princi-
pios da declararlo do congresso americano feilo a
i dejulho re 1776. nao Icnha decahido dos seus di-
relos. Este livro he de alguma sorle o contrate
social, reviste e limitado no ponte de viste da ap-
plicajao prxima.
(28) Avisos de prisoef, Mem. de Mirabeau, I. V,
p. 36.
(29) O perigo desla associarAo eslava no designio
que linhain os officiaes americanos de Iransmillir
a decorajo de Ciucinatus a seus fillios. Elles re-
nunciaran) a isso.
8:800J05<
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo dn da 1 a 12.....19:9105766
dem do dia 13........3:211ul65
23:1541931
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 13.
Liverpool36 dias, barra inaleza lindoo. de 266
toneladas, capiao William Kelly, equipagem 15,
carea fazendasc mais gneros ; a Aslley ^ Com-
panhia. Ficou de quarenlena por 10 das.
Rio de Janeiro21 dias, brigue francez /trago, de
11 ti tonelada-, capil.lo Boubion, equipaam I i,
em lastro ; aSchramm Whalely j Compauhia.
Calhao de Lima95 dias, barca americana Home,
de 331 toneladas capilao A. C. Sargeanl, cquipa-
aem 14, caraa guano; ao capitn. Veio refrascar
e segu para New-Orleans.
Bo de Janeiro20 dias, patacho inglez llarriet L.,
de 16i loneladas. rapila < Pedro Le Rossianol,
equipagem 8, em laslro ; a ordem.
rtario takUo no mesmo dia.
H.iltimoreBarca iuglcza //cana, com a mesma
caraa que Irouxe. Susp;ndcu do lameirAo.
EDITAES.
O lllm. Sr. inspcrlor da thesouraria provin-
cial manila fazer publico para coiihecimenlo dos
coulribuintes abaixo declarados, da imposto da de-
cima urbana da freguezia da Bua-Visia pcrlencenle
aos exercidos de 1833 a 1852, que Iciido-se con-
cluido a li:| ii l.n;"n da divida activa deste imposto
devem comparecer na mencionada Ibesouraria den-
tro de 30 dias, contados do dia da publicaraudo pre-
sonle edilal, para se Ibes dar a note do seu debito,
afim deque paguem na mesa do consulado provin-
cial, brando na intelliaencia de que findo o dilo
prazo serao execulados.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Sccrela'ria da Ihusouraria provincial de Pernam-
buco 21 de novembro de 1854. O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciain.
4S838
3(l5i(l
2.5J5200
288:166
565183
3119210
32256
599885
Ib-128
89,899
3439193
1I2
27.5810
-i!l
2IW
4>8,38
29781
49727
59502
65952
209160
509(39
748156
118706
79976
26-5680
35893
405016
188:18
19449
500056
118S61
2Jr-2'i>i
469593
478376
56.58
178830
6.1-59(1(1
685985
158120
1825'
5080.58
:8628
208160
581110
129096
18209
K90V6
188829
2I8IS5
788120
9589
239360
29419
159120
79056
4}4i9
408291
59562
348561
169712
1O9O80
379947
408046
349184
109762
88899
139348
328256
1038000
Mariann.-i Anloniadc Jess Siqueira.
Mara Libania Maciel Monleiro .
Marcelina Anglica de Castro Aguiar
Herdeiros de Maria do Rosario dos
Sanios Cosa.......
Nicolao Gadul........
Nicolao Hnrlhecoy......
Nicolao Bodrigucsda Cunha. .
Nono Maria de Seixas ......
.N(ulierlo Jos Joaqum liuedes .
Narria Francisca......
Patrimonio dos orphaos.....
Pedro Paute dos Sanios ....
Paulo Jos d'Almeida .....
Pedro Ignacio Baptisli.....
Pedro Dias dos Santos.....
Podro Anlouio de Siqueira .
Paulo Caelano d'Albiiquerquc .
Pascual Alves do Aguiar ....
Herdeiros de Paute do Rosario .
Patricio Jos Boraes do Freitas .
Paula CaelanaSoares Carnciro Mon-
leiro ..........
Ouileria Maria do Espirite Sanio .
Rufino Gomes Ferreira ....
Rufino Jos Correia d'Almeida .
Ruinan Anlouio da Silva Alcntara .
Romao Francisco Xavier ....
It.uii.n Francisco de Souza. .
! udo Romualdo da Silva .
Kaimundo.Pinte Ribeiro ....
Recolhiinenlu da Conceicao d'Olinda
Boza Candida do ResoMello .
Roza Maria.........
Roza Mara d'Oliveira.....
Boza Francisca do Miranda .
Roza Francisca de Mendouja. .
Rita Joaquina -......
Herdeiros de Bila d* 11 -imla le .
SebaslBlo dos Ocoloa Arco Verde .
Sebasliao Jos da Silva Braga .
Sebastian Lopes (iuimanles .
Simplicio Xavier da Fonseca .
Severiano Piulo.......
Salvador Pereira Brasa ....
Salvador de Souza Braga ....
Silvestre Antonio de Laage .
Severiano d'Olinda......
Tlioin Carlos Pirct.....
Thomaz de Carvalho Soares Brandan
TliemisloclesBomAiiPereiradus Santos
Thereza d Jess Grata.....
Thereza Gnnjalves de Jess Azevedo
Thereza de Jess ......
Herdeiros de Thereza de Jess Maria
Thereza Florinda......
Thereza de Jess Coelho de Souza
l.eao..........
Thereza Maria de Jess ....
UhaldinaThomazia dos Prazeres. .
Vctor Eustaquio Lamare ....
Vctor Antonio do Sacramente .
Victorino Jos de Stfuza Travasso .
Viuva e herdeiros de Victorino Fer-
reira da Carvalho......
Viuva de Victorino Pereira de Car-
valho ..........
Herdeiros de Viclorioo Francisco .
Viclorino Antonio Marlins .
Vicente Ferreira dos Santos .
Herdeiros de Vicente Ferreira Ma-
rinho..........
Vicente de Tal.......
Viccncia Ferreira......
Herdeiros do Visconde de Goianoa.
Viuva de Zacaras Lopes Machado .
O lllm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
Cisl, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 24 de novembro prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia 28 do corre-
le-, perante a junte da fazenda da mesma Ibesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos lizer a
obra do 7. lanep da estrada do norte, avahada em
22:980j089 rs.
A arremataran ser feila na forma da lei provin-
cial 11. 343 de 15 de maio do correnle-anno, esob as
clausulas especiaesabaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrerr.atajao.
comparejam na sala das sessoes da mesma junte
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou alllxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ibesouraria provincial 4 de dezem-
bro de 1854.O oflicial da secretaria servindo de se-
cretario, figuel AffomoJ'erreira.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
Arl. 1. As obras deste lanco serao execuladas de
conformidade com o orjamenlo tiesta dala approva-
do pela direcloria cm ron-elim, e apresentado a ap-
provaj.lo do Exm. Sr. presidente na provincia, na
mporlancia de22:9800l89rs.
Arl. 2. O ronlralador dar.i principio as obras no
prazo de ummez, c concluir no de 15 mezes, ara-
bos contados na forma doart. 31 da lei provincia
n. 286.
Arl. 3. O pasamente da importancia deste con-
Iralo ser da conformidade com o arl. 39 da lei sn-
pracitada, c em apolices da divida' publica, creada
pela le provincial 11. 351. '
Arl. y conlratedor empregarao menos mela-
de dos Irabalhadores livres.
Art. 5. Para ludo mais que mo esliver determi-
nado nas presentes clausulas e no orjamenlo, se-
guir-se-ha o que dispoe p lei 11. 286.
Conforme. Miguel Affonso Ferreira.
O lllm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cial, em riimprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 21 de novembro prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia 28 do corren-
te, perante a junta da fazenda da mesma Ibesoura-
ria. se hit de arrematar a obra do 8. lanjoda estra-
da do norte, avallada cm 11:1858447 rs.
A arreinalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do correnle anuo, e sob as
clausulas abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataran.
comparejam na sala das sesses da mesma junte pe-
te raei i ilia, compeleiilcmeiilc habilitadas.
E para constar se mandou ,1 Alvar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrclaria da Ibesouraria provincial de Pernamhii-
co i de de/einbro de 1854.O oflicial da secretaria
servindo de secretario Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulastspeciaes /Wi a arremalaiao
Ar!. I, As obrasdesle lanjo ser.lo axeculadas de
conformidade com o orjamenlo nesla dala approva-
dopcla direcloria em cnselho, c apresenladn a ap-
provajao do Exm. Sr. presidente da provincia na
mporlancia de 11:1859446 rs.
Arl. 2. O conlraladordar principio as obras no
prazo de um mez, e concluir nu de 15 mezes, am-
bos contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
Arl. 3. O pagamente da importancia deste con-
trato sera de conformidade rom o arl. 39 da Iri su-
pi-acilada, c em apolices da divida publica creada
pela lei provincial n. 354.
Arl. 4. O conlralador enir-regar ao menos mela-
do dos Irabalhadures livres.
Art. 5. Para ludo mais que nao esliver determi-
nado nas presentes clausulase no orrameulo.scguir-
se-ha o que dispoe a lei n. 286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
lllm. Sr. inspector da Ibesouraria de fazenda
desla provincia, manda fazer publico para coiiheci-
menlo das pessoas inleressadas, a rolaran abaixo de-
clarada das notas de 20 rs., 1 padro da nova es-
lampa em papel branco, einillidas da caixa d'amor-
li-ar.io em ubstituijao das dilaceradas.
Secretaria da lltesmiraria de fazenda de Pernam-
buco 24 de novembro de 1851.O oflicial maior,
Emilio .\acier Sobreira de A/elle,
BELACAO' das notes de 208000, 4. padrAo da nova estampa em pjpcl branco, que pelos avisos de de 25
agosto prximo passado, e 17 do presente mez foram assignadas, e ora emiltidas por este repartirn
cm subslituijao das dilaceradas, sesuida da desmuran feila sobre aquellas meninas olas, a saber.
NOTAS IIK -'llXKn
NOTAS DE 20801)0.
SI-.RIE. QUANTIDADE
1000
1000
1000
1000
1000
500
500
500
1500
1000
11 ll III
4000
looo
1000
1000
1000
7000
500
500
I le II I
11II I I
500
500
.500
1000
500
500
500
1.500
500
500
500
500
500
500
37000
NUMEBACAO'.
ASSIGNATARiOS.
1 a 1000 Jos Joaquim Ribeiro.
1001 a 2000 Anlouio Jos Marques de Sa.
2001 a 3000 Acosliuho Coelho de Almeida.
3001 a 4000 Jos Procnpio Pereira Fontes.
4001 a 5000 Francisco Jos Moreirn de Carvalho.
.".un a 5500 Eleuleno Jos de Souza Filho.
5501 a 6000 I.uiz Alves Pereira.
6001 a 6500 Joaquim Jos de Norouha.
6501 a 8000 I.uiz Alves Pereira.
8001 a 9000 J0A0 Jov Texeira.
9001 a 10000 Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
looo! a 14000 I.uiz Alves Pereira.
11001 a 15000 Francisco Jos Moreira de Carvalho.
1.5001 a 16000 I.uiz Alves Pereira.
16001 a 17000 Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
17001 a 18000 Asnslinho Coelho de Almeida.
18001 a 25000 I.uiz Alves Pereira.
25001 a 25500 Antonia Jos Marques de S.
25501 a 26000 Eteuferio Jos de Souza Filho.
26001 a 27000 Francisco Jos Moreira de Carvalho'
27001 a 28000 Jos lrocopin Pereira Fontes.
28001 a 28500 Agoslinho Coelho de Almeida.
28501 a 29000 I.uiz Alves Pereira.
29001 a 29,500 Elenlerio Jos de Souza Filho.
29501 a 31000 I.uiz Alvos Pereira.
31001 a 31500,Misuel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
31501 a 32000 Joao Jos Texeira.
32001 a 32500'.Anlomo Jos Marques de S.
32501 a 34000 I.uiz Alves Pereira.
34001 a 34.50o! Joaquim Jos de Noronha.
34901 I 3500Francisco Jos Moreira de Carvalho.
35001 a 35.500'Eleutcrio Jos de Souza Filho.
35501 36000' I.uiz Alves Pereira.
36001 a 36500 Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
36.50! a 37000 Jos Proropio Pereira Fonles.
dade a barca porluguza Gralidau : para carga o
passageiros, Irala-se com os consignatarios Thomaz
de Aquno Fonseca & Filho, na ra do Visarte 11.
19, primeiro andar, ou com o capitao na niara.
Para o Rio de Janeiro pretende sahir com a
possivel hrevidade o patacho nacional ni). Pedro Vn:
para rarsa e escravos a frele," Irala-se cora os consig-
natarios Thomaz de Aqnino Fonseca & Filho, na ra
do Vigario 11.19, primeiro andar.
LEILO'ES.
Notas
DESCRIPCAO' DAS NOTAS CIMA, CIJA ESTAMPA DIFFERK DAS QUE ACTUALMENTE '
GVRAM NO DITO VALOR, 3. PADRAO.
O papel he branco. e a nota impressa com linla prcla, o emblema he um grupo de Ires fisuras, qne
symbiilisam a asrirnllura, abundancia e naveaacao, nas tarjas largas ao lado esqurrdo, lem 110 centro
a roroa Brasileira, c ao direilo a medalha da Ordem do Cruzeiro, as series alo designadas pur lettras al-
phabelicas, pincipiando pete serie A, as quaes se vio cmitlir, os 20que se acliam dentro de um
circulo nos qualro cantes, assentam sobreum fundo dillerciile das notas de 208000 rs. amarilla- que aca-
ban) cm bicos, sendo lambem diflerente o fundo das tarjas.
O mais irahalho he isoal notes de 209 da 3." eslampa.
Caixa da amortisaj.lo 24 de oulubro de 1854. 0 1. cscriplurario Joao Jos da Costa.
O inspector geral interino
________ Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
O lllm. Sr. inspector da Ibesouraria provin- camenlos pedidos para o presidio .le Fernando, se-
cial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. prei- giindo a relajan ja aiinunciada, na importancia de
dente da provincia, manda fazer publico que no da 6339200 rs. ; o 6.", 1 sinele com as armas imperiaes
4 de Janeiro prximo vimlouro, perante a junta da
fazenda da mesma Ibesouraria, se ha de arrematar
a quem por menos fizer os reparos urgentes da 4.a
parte da estrada do Peo d'Alho, avahada era rs.
4:4009.
A irremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 14 de maio do correnle annu, e sob as
condijes especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a este arremataran,
comparejam na sala das sesses da mesma junla'pe-
lo meio dia, competentemente linbililadas.
E para constar so mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
periaes
e rabo de Jacaranda, por 9BJJ000|t. ; c o 7., 8da-
lias de verrumas surtidas, a 800 rs. ; 2 duzias de la-
pis finos, a 320 r. ; e avisa aos supradilos vendado
res, que devem recollier os referidos ohjeclds ao ar-
senal de guerra no dia 15 do correle 11107.
Secretaria do ronselho administrativo para terne-
cimento do arsenal de guerra 12 de dezembro de
1851.Bernardo Pereuu ilo Carino Jnior, vogal
c secrclario.
I'cla mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que os 30 das olis para a cobranra da deci-
ma dos predios urbanos das fresiiczias desta cidade c
da dos Afosados principiara a mular-.e do I. do cor-
renle mez de dezembro em dianle, c (indos os quaes
I---------------------- ------- -------- ._..._-----------------------------------------V m -.. traen / de dezembro de 1851.O oflicial de secrete- incurren) na mulla de Ires por cenlo lodos os pro-
ria servindo de secrclario, Miguel Affonso Fer- prielarios que dcxarem de pagar seus dbitos nu I.
Clausulas especiaes para a arremalaco.
1." As obras dos reparos da estrada do Pao d'Alho
entre os marcos7,000 a 1.000 brajas, far-se-bao de
conformidade com o orjamenlo e perlis approvadns
pela direcloria cm cnselho e apresenlados a appro-
vajflo do Exm. Sr. presidenle/na importancia de
4:4008000 r.
2." O arrematante dar principio s ohras no pra-
zo de 15 diase as concluir no de 3 mezes, ambos
contados de conformidade com o arl. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3. A mporlancia deste arremalajAo ser paga
cm duas preslajes ignaes: a 1. quado esliver fei-
la a meta le da ubra ; e a 9." quando esliver con-
cluida, qoe ser loso recebida definitivamente sem
prazo de responsabilidade.
4.a O arremtente excedendo o prazo marcado pa-
ra conclusodas obras, pagar urna mulla de 1008
rs.. por cada mez. embura Ihe seja concedida pro-
rosacAo.
5." O arremtente durante a execujao das obras
proporcionar Iranzito ao publico e aos carros.
6." O arrematante ser obrigadi a empregar na
execujao das obras pelo meuos metale do pessoal
de gente livre.
7.a Para ludo o que nAo se achar determinado nas
presentes clausulas seguir-se-ha o que dispoe a res-
peilo a lei provincial n. 286.Conforme,
Miguel Affonso Ferreira.
O lllm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 24 de novembro prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia -J8 do corre-
te, perante a junte da fazenda da mesma Ibesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos lizer a
obra do 6.0 lanjo da estrada do norte avahada era
14:2239658 rs.
A arremalajo ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correnle anuo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalajo,
comparejam na sala das sessdes da mesma junta pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
dlicar pelo Diario.
Secretaria da thesnuraria provincial de Pernam-
buco 4 de dezembro de 1854.O oflicial da secrete-
ria servindo de secretario, Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematacao
Art. 1. As obras desle lanjo serao execuladas de
conformidade com o orjamenlo nesla dala approvado
pela direcloria em cnselho, e apresentado aappro-
vajao do Exm. Sr. presidente da provincia, na im-
portancia de 14:2239658 rs.
Arl. 2. O ronlralador dar principio as obras no
prazo de I mez, e concluir no de 15 mezes, ambos
contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286. y
Arl. 3. O pagamento da mporlancia deste con-
trato ser de conformidade com o arl. 39 da le su-
pracitada. e em apolices da divida publica, creada
pela lei proviucial n. 354.
Art. 4. O conlralador empregarao menos meta-
do dos Irabalhadores livres.
Art. 5. Para ludo maiaque nao esliver determina-
do nas presentes clausulas e no orjamenlo, seguir-
se-ha oque dispoe a lei n.286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O lllm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 24 denovembro prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia 28 do corren-
le, perante a junta da fazenda da mesma Ibesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos fizer a
obra do 5." lanjo da estrada do norte avahada em
16:1308204 rs.
A arremalajo ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correnle anno, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalajo,
comparejam na sala das sessoes da mesma junta pe-
lo meio dia competentemente habilitadas.
E para constarse mandou flixar o presente e pu-
blicar pelo Diario-
Setrelaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 4 de dezembro de 1854.O oflicial da secreta-
ria servindo de secretario, Miguel Alfonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
Arl. 1. As obras desle tanjo sern execuladas na
conformidade com oorjamenlo nesla dala approva-
do pela direcloria em cnselho, e apresentado a ap-
provajAo do Exm. Sr. presidente da provincia, na
mporlancia de 16:1308204 rs.
Arl. 2. O conlralador darapriiicipio as obras no
prazo de 1 mez, e concluir no de 15 mezes, ambos
contados na forma do arl. 31 da lei provincial n.
286.
Arl. 3. O pagamento da importancia deste con-
tratoseru feilo de confu-mida le com o arl. 38 dasu-
praclaite lei, e em apolices da divida publica, crea-
da pela lei provincial 11. 354.
Arl. 4. O conlralador empregar ao menos mete-
de dos Irabalhadores livres.
Art. 5. Para ludo mais.quc nAo esliver determi-
nado nas prcsenlesclaosiilas c no orjamenlo, sesuir-
sc-ba o que dispoe a lei n. 286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
DECIiARACO'ES.
A cmara municipal desla (filada ttt sessilo ex-
traordinaria no dia 16 do correnle.
Por este subdelegada se faz publico, nuo se
aclis rerolhido acdela desla cidade o prclo, que se
diz ser crioulo, e ehania-se Abraho. que represen-
te ter de 10 a 45 ammsdeiiUde, enfcssou ser escra-
vo de Jos de Mendouja do engenho do Meio, do
Paseo de Camaragibe provincia das Alagoas, o qual.
semestre de 1854 a 1855.
Por esla subdelegada se faz publirn, que se
ada tesalmente depositado I cavallo castanbo. ma-
gru, I lcijol velho, 1 calja branca, I par de sapalos
amarello para muior, 1 uovelln de linha, 1 ancore-
lazmlia de palmo c 4 dedos de romprdo, vasia, 1
vara de madapoiao ordinario, 1 lenjn vi Iho com um
piinh ido de farinha, 3 saceos, sendo 1 velho, ludo
deixado por Francisco de lal, cargutiro, c morador
em Ierras do engenho Novo do Cabo, quamfo a puli-
da o persegoia para o capturar em viilude de llie
ler siite denunciado ser elle criminoso de unirle, a
qual fora feila cm S. Jos, no lugar perlo da fregue-
zia da Luz, e pode este escapar de ser preso : quem
se jnlgar com direilo aos objectos declarados, com-
pareja para Ihe seren entregues. Subdelegara da
fregoena dos A Togados 11 de dezembro de 1854.
Seraphim Pereira ta Silva Monleiro, subdelegado
supplenle em exercicio.
Hoje lie odia marcado para a elei-
ro dos depurado do Tribunal do Com-
mercio desta provincia.
SOGIEDAUE DRAMTICA EHPREZARIA.
ULTIMA RECITA HA ASSINATLHA.
Sabbado 16 de dezembro.
Depois da execujao de urna escolhida ouverlura
lera principio a representajao de um bello e varia-
do espectculo dividido em 5 partes.
1. parle, a representajao da nova comedia de
costumesem um acto intitulada
A BOFETADA,
Iraduzida do francez para uso do Ibealro (ivmuasio
em Portugal, ahi representada cora bstenle ap-
plauso.
Personagens.
Paulo Feval.....
Emilia suri mulher. .
Mignonel, advogado .
Komao, criado de Paulo.
Lucas, criado.
Um oulro criado
//clores.
O Sr. Bezerra.
A Sr. t. Leopoldina.
O Sr. Monleiro.
Santa Rosa.
Pereira.
> Lima.
A scena passa-se em Franja na aclualidade.
2. parle, o. acto da comedia vaudeville cm
Ires aclos intitulada
O PHANTASMA BRANCO,
produrran do Sr. l)r. Macedo.
3." parle, o 2. aelo da comedia.
*. parle, o 3. e ultimo acto da comedia.
5. e ultima parle, urna das medrares comedias
cm um aclo ja representada, com a qual lindara o
espectculo.
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
AO PARA'.
Vai seguir mui brevemente
a escuna FLORA, capitao
Jos Severo Rios, s pode re-
ceber carga miuda: trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C.,na ra do Trapicbe n. l andar.
PARA O RIO DE JANEIRO,
o brigue nacional aMarianna sabe com teda a hre-
vidade ; recebe carga a frete. escravos e passageiros:
quem pretender embarcar, Irate com Manoel Igna-
cio de Oliveira, na praja do Corpo Santo n. 6, es-
criplorio, ou com o capilao Jos da Cunha Jnior.
. I'ara o Rio de Janeiro segu viasem com hre-
vidade o brigue iiarinn.il Aero ; para carga e e sera
vos a frele, Irala-se com os consignatarios Thomaz de
Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
Para Lisboa sahe com a maior hrevidade o
brisue purluguez Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o reste da carga e passageiros, Irala-se com o?
eensjgnalarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho,
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro
o brigue nacional F.lcira segu com brevidade por
ler parle de seu carregameulo prompto ; para o res-
to da carga e passageiros, Irala-se com Machado &
Pinheirii, na ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro segne no da 15 do cor-
renle o patacho Sania Cruz ; s recebo passasciros
eVscravos a fele : Irala-se com Caelano Cyriaco da
C. M. ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Rio de Janeiro segu em poucosdias o
brigue /talo, capilo Jo- Carduso Itangel Junior,
por ler toda a carga prompla ; s recebe passageiros
c escravos a frele : a Ira lar com os consignatarios, na
ra da Cruz n. 10.
PARA O ASSL'
sabe com milita brevidade o hiale Anglica ; quem
nelle quzer carresar ou ir de passasem, dirija-se a
ra da Cadea do Iterife n. 49, primeiro andar.
Paran Rio de Janeiro saliecom inuita
brevidade, o brigue nacional Sagitario,
le primeira ciaste, o qual ja' tema maior
leudo procurado a Leonardo Hezerra Montenegro, parle de seu carri'i'amento nroninlo : Da-
prelo.moradornoIugardaEmbiribeira.dislririodesla ... ..,. ,''..: '
lresuezia,paratranalliarcomoforro,ed.-eliandno E? "*"" .c Pageir0, trata-se com
dito Leonardo que elle fosse raplivoe eslivasse fgi-
do, o foi entrenar ao respectivo inspector que o rc-
melleu a este subdelegada : quera se julnar rom di-
reilo comparera munido dos competentes (lulos, que
provando legalmenle Ihe sera entregue.
Subdelegada da freguezia .los Afosados 13 de de-
zembro de 1854 Ser'afm Pereira da Silva Mon-
leiro, subdelegado supplenle em ejercicio.
* CNSELHO ADMINISTRATIVO.
O cnselho ailiuiuislrali(i, cm cumprimenlo do
arl. -21 do regiilamcnlo de 11 de dezembro de 1852,
luz publico, que foram aceites as prnposlas de Joa-
quim da Coste Honrad.., turante de Freitas Ribeiro.
Souza A; Irmau, Rotlie t\ Bidoular, Rarlholomcu
Francisco de Souza, Antonio de Souza Mallos e Joao
Manoel Francisco da Silva Can-ico, na ra
do Collegio n. 17 segundo andar, ou
com o capitao Manoel Jos Prestello,
a bordo.
" Para o Porte segu viasem a barra (Santa
Cruz no dia 15 do correnle : quem na mesma qui-
zer carresar ou ir de pasagcm, dirija-se a Francis-
co Alves da Cunha t\- Companhin, 00 an capilao na
tirara.
PARA O 10 1>E JANEIRO,
o brigue nacional iillamo segu com brevidade por
ter parle de seu carregamenlo prompto ; para o ros-
te da carga, passageiros e escravos a frele, Irala-se
r rancisco ce souza Antonio de Souza Mallos e Joao ; com Machado & Pinheiro, na ra do Vigario n 19
remandes Prenle \ launa, para fornecerem : o i .o, segundo andar. '
2 livros de 400 folhas pautados, r 129000 rs. ; 3 di-
los de 200, a 5-5000 rs. ; 20 cadernos de papel mala-
borrao, a 140 rs. ; o 2.", 4 caivetes do aparar peo-
nas, a (00 rs. : 2 duzias de lapis, a 220 rs. ; 3 l-
.,-,,. .(? tu i r.il.n.. .. ,t~.u, ... .' ____.
PARA O RIO DE JANEIRO,
o brigue nacional Elvira segu na presente sema-
na ; ainda pode receber ateiima carga miuda, pas-
de .00 folhas ,29000 rs.74 resmas deVapel TP^^Z^uX^^JS^
Sl?l:A^**:m ?..!_>* *!- Para Pbiladelphia siegue vlagera em pouco;
das a galera americana a Juniper ; para passagei
pe almajo, a 39000 rs. ; 4 arrobas de cera em ve-
tes, a 1-9100 rs. a arroba ; 2 arcos de pua com 24 fer-
ros, a 50500 rs. : o 4., 2 pecas de cabo de linbo de
5 polegadas, a 669000rs. o quinl.il; o 5., os medi-
ros, Irala-se na ra do Trapiche n. 48, cm casa de
Roslron Rooker & Companhia.
Para Lisboa pretende seguir cora loda a brevi-
O agente II irja. nao podendo continuar o leilao
de quinla-fcira (7) em seu armazem, lem de conli-
nuar o mesmo quinla-feira, 14 do correnle, as 10
lioi as, o qual constar de um lindo e riquissimo pre-
sepe de goslo moderno, ainda nao visto nesla cida-
de, um sancluario cora magens, dilTcrentes obras de
marrinciria, lauto em mohias como avulsas, reo-
slos de uro c prata para algibcira, dilos de parede e
rima de mesa, apparelhns de porcelana para mesa,
dilos de louja azul, I internas, candelabros, diversos
vidros etc. ele, e oulros muilos objectos que nan se-
rao precisos mencionar ; asaim como faro leilao
de urna escrava de meia ulano, sem achaqoe algom,
um ptimo cavallo para carro, um dito para sella, e
um e ver 11 en te cairo de 4 rodas, novo, que estar em
frente do armazem no dia do leilao.
LEILAO DE JOIS.
SEXTA-FEIRA 15 JJO CORRENTE.
O agente Rorja faia' leilao, no seu ar-
mazem na ra do Collegiq n. 15, a's 10
horas, de um esplendido sortimento de
obras de ouro, como bem: aderecos, meios
aderecos com esmalte, ditos sem elle, pul-
cciras do ultimo gosto, alinetes de peito
para senhoras com pedias linas, ditos pa-.
ra homem, trancellins de varias grossu-
ras, collares, anellfies, correntes para re-
logios, relogios patente inglez, ditos suis-
sos, ditos de parede com msica, dito pa-
ra cima de mesa, ricas caixas de msica
muito modernas, e outros muitos objectos
que estaro patentes no mesmo armazem,
os quaes se entregai-o pelo maior preco
ollerecido, em consequencia dos dons
de taes objectos retirarem-se.
O agente Vctor far leilao de lodosos gneros
e ai m.-cao em um s tete ou a vonlade dos licitantes,
da taberna site em Fra de Portes n. 88, pcrlencen-
le a Anlouio Jacinlho de Meiteims boira, para pa-
gamente de seus crerfures : seila-feira, 15 do cor-
rente, s 10 W horas da manhaa, no indicado lu-
gar ; convida-sc aos senhores laberneiros para a
prozima, pois nao se engeita prejo.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripia e cobranca do importe dos
annuncios be superior ao valor delles,
previne-seaos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandareit, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
FOLHIMAS ECLESISTICAS
TARA .85*;,.
Os senhores que encommendaram fo-
Ihinhas de igreja para o anuo que vem,
podem mandar busca-las na livraria da
praca da Independencia.
Manoel Concalves de Azevedo Ramos eom-
prou por ordem dn Sr. Manoel Francisco Jnnqiu-i
ra, morador no Rio Formoso, o bilhele inicuo n.
29, da 3." e ultima parle da soxla lotera concedida
para as obras da Senhora do l.ivranieulo.
CASA DA AFERICO, PATEO DO TERCO,
N. 16.
O abaivo assignado faz ver a quem inleressar pos-
sa, que no dia 31 do correnle linabsa-ee o prazo
marcado pelo art. 2." do lit. 9." das posturas da c-
mara municipal desla cidade. dentro do qoal de-
vem ser ateridos os pesos- c medidas ; findo este
incorrero os coolravenlores nas penas do mesmo
artigo. Recite 13 de dezembro de 1854. Prxe-
des da Silva Gusmao.
LOTERA de n. S. DO LIVRAMENTO-
Os bilhetes do actual thesoureiro o Sr.
Francisco Antonio de Oliveira, estao so-
mente a' venda na piara da Independen-
cia toja n. 4, de Fortunato Pereira da
Fonseca Rastos, ate o dia 15 do corrente,
a's 0 horas da tarde. Pernambuco 14
de dezembro de 18,"U.O cautelista, Sa-
lustir.no de Aquino Ferreira, encarrega-
do das loteras provinciaes.
LOTERA DE*N. S. DO LIVRAMENTO.
O cautelista Salustiano de Aquino Fer-
reira, tem plena con viccao que os seus bi-
lhetes e cautelas bao de alcancar a mais
completa victoria nos dousprimeiros pre-
mios grandes; a elles que'estao nores-
te Pernambuco 14 de dezembro de
1804.-Salustiano de Aquino Ferreira.
Precisa-se de urna mulher forra prela ou par-
da, que seja de meia idade, para ama de urna casa
de pouca familia : na ra Bella n. 7.
Dcsapparcceram do abaiio assignado.no dia 27
denovembro do engenho Ilapirema de Cima, da co-
marca de Goianna rious escravos, um de nome Joa-
quim, crioulo, que representa ler 30 annos de idade.
altura regular, tero por cosime embriagar-se,' e foi
cscravo de Jos do Reg l.ima, que o receben em
Eagamento, morador em Brreteos ; Benedicto, lam-
en) crioulo, reprsenla ler 24 annos de idade, he
reforjado do corpo, principia agora a barbar, e foi
ecravo de Manoel Serafim, lavrador do engenho Ju-
rissaca : roga-sc as ouloridades noliciaesoo eapiaes
de campo, de os apprehender e leva-Ios a dilo enge-
nho, on nesla praja na ra Direila n. 14, qoe serao
recompensados generosamente.
^^ Jos Pinto da Costa.
Precisa de 230JIPD rs. a premio por 6 me-
zes, dando garanta nesla praja, urna pessoa esla-
belecida : quera Ihe convicr esle negocio, annuncie
para ser procurado.
Aluga-seum bom cozinheiro : na ra do Kan-
gel n. 42.
Precisa-se de m pequeo para una taberna
na ra da Senzala Velha n. 50 : a tratar na mesma
e na ra Direila n. 26, paitara.
Antonio Egidio da Silva, lente de geometra
do l)ceo desla cidade, pretende abrir no dia 2 de Ja-
neiro do anno vindouro, na casa de sua residencia,
na ra Direila n. 78, um curso de geometra : os se-
nhores estndanles que o quzerem freqnenlar, po-
ileraodirigir-sea mencionada casa de manhaa, das 7
horas al s 9, e de larde, das 3 al s 5.
Vai a praja pelo juizo de orphaos no dia 15 do
correnle por arrendamenlo annual, um sitio bas-
tante grande, no lugar da Tararuna, com casa de
sobrado e duas dilas terreas,dous grandes pojosd'a-
gua le beber com bstenles fruleiras avahado em
45O3O0O rs.,cnjo sitio pertence aos herdeiros da fiua-
da Angelira Rosa de Torres, o escriplo acha-se em
inao do porteiro do juizo, tendo lugar a praja as 11
horas do referido dia na rasa das audiencias.
ATTENCAO*.
Os abaixo assignados vem cordialmenle agradecer
os favores e esmolas de juizes da eleijao de N. S. do
Rosario da Roa-Visla, pela coadjuvajo que presta-
ran), e mais alguns devolos, e para mais salisfa-
jao nada se aleve da feslividade da nossa padroeira.
Ijisaro Jos Correia, aa.Antonio Ferreira da
//ora, Ihesourero.
Roga-se as pessoas que tiverem penhores em
poder de Miguel tenan tes Eiras, hajam de os ti-
rar no prazo de 8 dias, quai.du nao perdero o direi-
lo aos ditos penhores.
A ABAIXO ASSICNADA FAZ PUBLICO,
que tendo entregue ao Sr. Anlouio Jos Vicira de
Souza, correlor, um seu escravo de nome Jos, cri-
oulo, com os signaes seguinles : reprsenla ler 38
annos, secco do corpo, estatura regular, cor bem
prela, bem barbado, ps bem seceos, olhos averme-
Ihados, lem nos peilos urna grande cicatriz, moslra
vestigios de ler j sido -ni nido,quando falla he mui-
lo descancado, tevou camisa de algodao de lislra
azul, caira de panno fino azul e chapeo de muro, o
qual tiiih..--i dado para vender ; o mesmo senhor Ihe
declarou ler elle fgido no dia 22 de novembro, na
orcasiaode manda-lo a servijo sen, de deilar urna
lina nfrala a noiie, e por isso a annoncianle roga
a Indas as autoridades poliriae-, eapiaes de campo e
qualquer pessoa que o enronlrai,o pegeme levem-o
em seu silio. no lugar da Piranga, ou ao seu procu-
rador o Sr. capilao Antonio Conjalves de Moraes,
ambos moradores na freguezia dos Afogados, que
hem recompensar ; e protesta haver o mesmo es-
cravo, perdas c damnos nao su do mesmo Sr. Souza
como de outra qualquer pessoa oode fr encontrado.
/guacia Maria de Jess.
No hotel da Europa da ra da Aurora lera
bous pelisros a cada hora, pelos prejos tizos na la-
bella, muilo razoaveis.
Bernardo Gonjalvcs Maia relira-se para Porlu-
gal Iralar de sua saude, deixando por seus procu-
radores Joo Sinioes da Cosa e I.uiz Goricalves Maia;
julga nada dever nesla praja : quem se julgar seu
rredor, dirija-fen ra da l'faia n. 74 nesles 2 dias ;
assim romo roga aos seus dcvcdores.que quanto antes
vo pagar soas emitas na suesma casa n. 71.
Rogativa que nao oll'ende,
Roga-se aos senhores colcclorcs dos predios urba-
nos, que hajam de fazer o favor de pedir os recibos
do alugneis aos moradores para saber quem be o
dono, ao menos a d'onde vir que ha .iu\ ida, e fazer
a colecta para nao acontecer como acontecen cora a
cata de iim audar no aterro da Boa-Visla, que foi D.
74 e hoje 19. que se acha devedora de dcimas de
1816 ate 1852, quando esla casa foi entregue aos
herdeiros em 22 de onlubro de 1812, pois dahi para
cu nao perlenca a testamentaria de Domingos Rodri-
gues do Passo, como se vi- do Diario n. 273 de 28
de novembro de 1854. O engao ignoro d'onde vem,
O leslameoleiroDent Ftrnanda do Paito,


4
DIARIO DE PERMNBUCO. QUINTA FEIRA 14 DE DEZCMBRO DE 1854
No holcl da Europa precisa-se de 2 criados
braucos, que deum fiador a ios conduela.
Aluga-se o grande sitio do Cajueiro^rom gran-
de e mageslnsn en de tinada, liaixa para capim.
um dos melhores viveiros, estribara, cocheira, casa
para prelos ; assim como lamliem duas casas no
mcsmo sitio proprias para se pausar a festa, visto se-
rcm mnilo frescas c lerrra eicellentc banho ; no
mesmo sitio precisa-se de um feilor para engenho :
.urna cousa c oulra trala-se no mesmo com o scu
dono.
O abaixo assignado faz cenle ao puldico c a
quem convier, que compron a taberna de Francisco
I'aulino <1 ihial, c como anda nao pageo, toda a
peMM que se considerar 'redor do mcsmo. deverii
aprcscnlar sua cunta no prazo de 3 das, lindos os
quaes se nao respousahilisn por qualqner conla que
possa apparecer. Kacilc l-> de dezembro de 1854.
Munoel Dias Piulo.
Aluga-se urna casa terrea na ra do Mondego :
na na da Snla Cruz n.7t.
LOTEKIA E NOSSA SENHORA DO LI-
VRAMENTO.
No dia 16 de dezembro aiidam as rodas.
Aos 5:0008001. 0003000, e 1:0003000 rs.
Na casa 'da fortuna, aterro da Boa-Vista D. ~rl A,
veudem-se os mu acreditados bilhetes, meiose cau-
telas do caulelista Salusliano de Aquino Ferreira,
tanto os hilhelos como as cautelas ocsle cautelisla,
sao pasos livre do imposto geral de 8 por cento nos
tres primeiros premios grandes.
Ililheles a 59500 receber por inlciro 5:000*000
.Meios a 800 dem 5003000
Quarlos a 13-500 idem 1:2503000
Oilavos a 800 idem 6251000
l>ecimos a 700 idem SOtteOOO
Vigsimos a 400 idem 2503000
Tendo o arrematante do consumo do imposto
de 20 por ccnlo das agurdenles do municipio do
Hcrite de liquidar suas contas ale o dia 31 do cor-
rente, roca porlanto a lodos os contribuinlesqiic se
acham devendo o dito imposto, venham pagar no es-
criplorio da ra das I.aransciras n. 18, al o dia 15
do correte, para evitar maior despeza.
I'recisa-se de urna ama secca, que se encarre-
guelo aervlco do urna casa de pouca familia : Ira-
la-se na ra da Aurora, em Santo Amaro, junio a
fundirao, primeira taberna.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que compre e cozinhe : a tratar Da ra do
l.ivramenlo n. 36, loja de cera.
I'recisa-se de urna ama de leile : no aterro da
Boa-Visla n. 82, loja.
Joaqun) Pinto de Oliveira c Silva, capilao do
brigue nacional Elvira engaja marinheiros nacio-
ii-i.'s p.ir.i a Iripol-ic.ni do dito navio, que segu via-
gem para o Kio de Janeiro.
0-0 l'or despacho do Illm. Sr. Dr. juiz do com- ti
S mercio da primeira vara, de 11 do correnle, foi @
($ marcado o dia 15 pelas 10 horas da manliaa, (
9 para reaniilodoscredores da maesa fallid da
$ viuva Marlins de Carvalho, para ser Horneado J?.
depositario, visto que por motivos occorridos @
@ nao compareceram os credores no dia marca- (f
S do pelo edital, que foi publicado neste jornal. @
COMPANHIA DE BEBERIBE.
Nao tendo comparecido numero sufli-
ciente de licitantes a arrematarao da ta-
\a dos chafarizes, sao de novo convidados
para apresentarem as suas propostas no
dia 15 docorrente ao meio dia. O secre-
tario. Lu/, da Costa Portocarreiro.
Prelende-se comprar a rasa n. 191 do alerro
dos Atacados, pertencenle boje ao Sr. Francisco Lo-
pes da Silva ; se alcuem se julgar com direilo a ella
auuuncie por esta folha no prazo de 3 dias.
Maniso Jos da Costa.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Pelo vapor inglez Imperador, rece-
bemos os novos bilhetes da lotera 48* do
Monte Pi geral, os quaes se acham a ven-
da as lojas do costme ; as listas devem
chegar a 18 ou 19 pelo vapor Guanaba-
ra : os premios sao pagos a entrega das
mesinas sem descont algum.
Precisa-se de o escravas boas quitan-
deiras : quem as quizer alugar ou men-
salmente ou pagando-se as vendagens,
di rija-sea ra Bella n. 9.
Perdcu-seum conliecimenlo de n. 90, daquan-
tia de 4003000 rs., recebidona thesouraria da fazen-
da desla provincia :.quem o (ver adiado, ou por
qnalquer modo delle esteja de posse, dirija-se a ra
da Praia de Sania Rila n. 42, que sera generosamen-
te gralificadoalm do agradecimento.
Scd-j-se as chaves da loja da ra da Cadeia do
Kecife n. 17, com urna rica annara-i de amarello en-
vernisada e toda envidracada, propria para qnalquer
eslabclecimenlo : para ver na mesma loja, e para
tratar na rna do Collegio n. 4.
Perdeu-se da ra do Torres da porta do escrip-
lorio do Sr. Joao Pinlo de Lemos, al os qualro
cantos da ra du gueimado, uma*nta do banco de
lOOsOOO rs. c urna sedula de 503000: quem as achou
e quizer restituir, dirija-se a casa do abaixo assigna-
do travessa do Veras n. 15, que ser generosamente
gratificado.Victorino Jos de Souza Trarassos.
The nautical instruments and weariog apparel
darnaged by salt water belouginc lo the Master of
Sbip Dcer Slayer wil be sold by Public aution on
accounl and r'isk of whom it mav concern in the
presente of II. A. Cowper Esqre. Brilish. cnsul on
14 th Insl. al 10 oclockat J. Carroll Jor. Store, roa
do Trapiche n. 2.
; Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba cozinhar e engommar : no alerro
da Boa-Vista n. 42, taberna.
Aluca-se o segundo andar do sobrado da ra
do Rangel n. 11, a tratar no mesmo sobrado.
iPrecisa-se alugar urna escrava que venda na
ra: no sitio da Cruz de Almas do padre Florencio,
ou na ra de Hortas, taberna n. 31.
Aluga-se um sitio com casa de- pedra e cal,
para pequea familia, pelo lempo de festa, no lugar
da Capunga, no alto da Baixa Verde : a Iralar na
ra da Penha n. 33.
Jos da Silva Capella, subdito porloguez, reli-
ra-se para Portugal.
Aluga-se urna casa mnilo boa para se passar a
festa, ou por anno, na Torre, i beira do rio, junto a
casa do Sr. Francisco Gomegjde Oliveira : na ra da
Cadeia n. 60. w
Precisa-se alugar urna ama de leile, com boa
conducta, e de bstanle leile, para criar ; paga-se
bem : a Iralar na ra Dircila n. 66.
Precisa-se de urna escrava que saiba cozinhar e
engommar para casa de familia ; na ra Bella n. 9.
Aluga-se urna excellenln casa em Apipucos,
com milito bons commodos, e perlo do rio : a Iralar
com Joaquim Pereira Bastos, na na Augusta, casa
n.60, ou com o Sr. Claudio Dubeux.
{$ O l)r. Caroliuo Francisco de Lima San- &
los, mora na ra das Cruzcs n. 18, primei- /ak
ra andar, onde continua no ejercicio de W
(A sua prefisso de medico, c ulilisa-sc do oc- *&
S casiao para de novo ao publico offerecer J?
V) scu presumo como medien, c habilitado a ($
kgt certas operarnos, sobreludu das vias ouri-
7 liaras, por se ler a ellas dado, com espe-
9 cialidade em Franca. />?.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO COMEGIO 1 ANDAR 25.
O Dr. P. A. Lolio Moscozo t\ consullas hoineopalhicas lodos os dias aos pobres desde 9 horas da
manha aleo meio dia, c em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
erece-se igiialmenle para pralicar qualquer operaran de cirurcia, e aendir'promplamentc a nual-
ulhor|quc esleja. mal de parlo, e cujascircumslancias nao permitan! pagar ao medico.
Ol
quer ni
i CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VEKDE-SE O SGSNTE:
Manual cmplelo de niediliciua liomcopalhica do Dr. G. H. Jalir, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro voluntes encadernados em dous e acompanbadodo
um diccionario dos Icrmos de medicina, cirurcia. anatoma, ele. ele,
estado e pralica da bomeopalhia, por ser a nica
UOtiEiNESIA OU EFFEITOS DOSMEDICA-
que
Ulll .vm...u.. ^^^ W V VUI^III.I, Ullll.lil, 1111(11
Esta obra, a maisimportante de lodasasquclralam dnc
conlni a base fundamental d'esla doulrinaA I'ATI
2JO00
MEMOS NO ORGANISMO EM ESTADO llESADDE-conhecimenlos que iio podem dispensar~a7p'es-
soas que sequerem dedicar a pralica da ver.ladeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a r>outnna de llalinemann, e por si mesmos se cunvencerem da verdade dVlla: a lodos os
le cncenho que estao lonce dos recursosdos mdicos: a lodosos capilaes de navio,
nao podem deixar de acudir a qualqucr incommodo sen ou de scus tripulantes :
fazendeiros c senbores de ene
que urna ou oulra vez
a lodos os paisde familia que por circumslancias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao origa-
dos a pre.slar ni eonlinenli os primeiros soccorros em suas enfermidades
O vade-mecum do homcopatlia ou lraduc;ao da medicina domestica do Dr. Herin"
obra lamliem ulil s pessoas que se dedican! ao cstudo da bomeopalhia, um volu-
me grande, acompanliadn do diccionario dos termos de medicina
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele. encardendo'.
&em verdadeiros e bem preparados medicamentos nSo se pode dar um paso segn
bomeopalhia, e o proprietano desle eslabeleeiinenlo se lisongeia de Ic-lo o mais bem mol
nincuem duvida boje da crande soperioridade dos seus mediramenlos.
Boticas de 2 medicamenlos em glbulos, a IO3, 123 e I.53OOO rs.
105000
.13000
na pralica da
montado possivel e
Ditas 36 uitw. a.......
Ditas 48 ditos a........' ..... -'5;;
Ditas 60 dilos a......... ^pwo
Ditas 144 ditos I...........'.*.'"'' mM\
Tubos avulsos................... 6SSS
Frascos de meia onca de lindura...... Sua
Na mesmacasa ha sempre venda grande n^e'ro'de lobos de 'erj'slll de diversos lamamos,
vidros para med^camcnlos, ejiprompla-sc qualquer encommenda de medirameiilos.com toda a brevida-
de e
muilo romnindos.
TOALHAS
E GUAUDANAPOS DE PANNO DE
LIXIIO PUItO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vnlla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linlio, lisas
e adamascadas para rosto, (lilas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
Lava-se e engomma-se com toda n perfeijao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, liaja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
@<-8- :-.: ttH^WA-^
DENTISTA FRANCEZ.
> Paulo Gaignoux, estabelerido na ra larca
do Rosario n. 36, secundo andar, collora den- f
19 les com gencivas arliliciaes, e dentadura com- '-i
@ pela, ou parle della, com a presso do ar. @
}..; Tambem lem para vender agua denlifrirc do @
i& Dr. Picrrc, e p para denles. Rna larga do 5;
;.) Rosario n. 36 segundo andar. fc"
Novos livros de honienpathia mefrancez, obras
lodasde summa importancia :
llahnemaiui, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............303000
Teste, rrolcslias dos meninos
Ilcring, bomeopalhia domeslica.....
Jalir, pharinacnpcahomeopathica. .
Jalir, novo manual, volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jalir, molestias da pelle.......
Rapou, historia da bomeopalhia, 2 volumes
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica liomcopalhica. .
De Favolle, doulrina medica hoinenpalhica
Clnica de Slaoneli .........
Casling, verdade da homeopalhis. .
Diccionario de Nyslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, cnnlendo a decripc,ao
de Indas as partes do cor|>o humano .
vedem-se lodos osles livros no consnlloiio homeopa-
thieo do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio n. 25,
primeiro andar.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com muila pralica desse oflicio. Na ra
da Saudade fronlcira .1 do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourenco Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramento tem urna caria na linaria ns.
6 c 8 da praca da Independencia.
O Sr. AdolphoManoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a estuprara, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio quelite diz respeito.
63000
7.3000
(iSKI
163OOO
63000
83000
I63OOO
10S000
83000
73000
63000
43000
103000
30|000
J. JANE, DENTISTA,
continua a residir na ra Nova n. 19, primei-
ro andar.
A
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Corre no dia 16 do correnle.
5:000*000 rs.
Na casa da Fama, no alerro da Boa-Visla n. 48,
estAo venda as cautelas, bilhetes e meios.
Bilhetes 5-3000
Meios 23500
guarios 15500
Decimos 3700
Vigsimos 3400
Casa da afericao, paleo do Terco 11. 16.
A pessoa competentemente autorisada' pelo aferi-
dor, laz ver a quem iulercssar possa, que o prazo
marcado pelo regiment muiiicipal liualisa-se no
da 31 de dezembro prximo futuro, c que depois
nao se chamem a ignorancia.
Aluga-se um grande armazem na
ra da Praia : a tratar 110 Manguinho,
sitio de Herculano Alves da Silva.
Perdeu-se do armazem do Sr. Guer-
ra, defronte do Trapiche do algodaoate;
ra do Livramento, duas sedlas urna de
l.ve outra dcO.Srs., e desconfia-se
que este dinlieiro ioi apanhado por um
pelo que conduzio urna sacca para o so-
brado n. 8 da mesma ra do Livramen-
to : quem as aclioirreu dec noticia sera'ge-
nerosa mente recompensado no reierido
sobrado.
Precisare de urna prela de idade parajama de
casa de umso homem solteiro, quer-se que possa sa-
bir a comprar o Decenario : quem esliver tiestas cir-
cumslancias e que de conliecimenlo, pode dirigir-se
ra da Cadeia do Recife, casa n. 1), a loda a hura
para Iralar.
Desappareceu no dia 15 de novembro una pre-
la crioula, idade 30 anuos ; levou panno da Cosa,
vestido rom pintas cor de rosa, estatura regular, feia,
lem as inaraas do rosto um poucu alias, um olbo
mais aperlado que o oulro. a pona do nariz chala,
no braco direilo um carocinbo, por nome Leonor :
roca-se. porlanto, aus capilaes de campo-mi a alga-
Da* pessoas, que a capturen!, e levem-a ao sitio
que foi do fallecido Jos Correa Jnior em I'arnaiuei-
riin, que ser generosamente gratificado.
. Sexla-feira, 15 do correnle, pelas II horas do
dia, depois da audienria do Illm. Sr. Dr. juiz de or-
phaos, na sala das mesmas, lem de ser arremaladu
por ser a ultima praca,um prelo de 21 anuos de ida-
de c Mdio, a requeriinculo do lulor da orphaa lilha
do finada Jos Anlonio da Silva Vianna.
Na taberna do Retiro e deposito de espirilos
do caes do Ramos, lem sempre espirito de vinlio de
36 a 10 gr.os, e todas as qualidades de agurdenles
e refrescos ; assirn como lenha, cal branca e jogoda
bola, e na mesma casa compram-se ciijs, tamarin-
dos, etc., ele.
O abaixo assignado, previne ao rcspeilavel pu-
blico, que o Sr. Francisco Correa Soares deixoo de
ser caixeiro de cobranca de sua casa desde o dia 11
do corrreute.Jos Moreiru Lopes.
Precisa-se de una ama de leile : na pra^a da
Independencia 11. 36 e 38.
Jo3o Anlonio Cameiro, subdilo porlnguez, re-
lira-se para fra do imperio.
Lucas Evangelista da Silva Antunrs, fillio de
r rancisco Antonio Aniones, deseja muito fallars
RA DO CRESPO LOJA ENCARNADA.
Vendem-se cortes de seda cscosseza, pe-
lo baralissimo preco de 1 (,<;000 rs.
No palco do Carmo, esquina da ra de Hortas
11. 2. vendem-se bolarinlias viudas de Lisboa em la-
las de 1 a 8 libras, muito proprias para as pessoas
que eslivcrcm de convaleccnea por seren dcsenlas-
liosas, tambem se vende a rclalhn.
Vonde-se nina morada de casa lerrea, eom com-
modo para familia, na ra do lionilim em Olinda :
a Iralar all com o Rvm. conego Xavier, e no Reci-
fe ra Imperial n. 167.
No paleo do Terco n. 71, vende-se um camei-
ro manso para carregar menino, oqual esta acoslu-
mado o lem um carrego baixn.
Vende-se urna canoa de carreira de amarello,
mnilo maneira, acabada c piulada de novo : na ra
do gueimado n. 52, segundo andar.
Farello de arroz muilo novo c por preco com-
mndo, em sacras c barricas, rujo he nodnveil e de
muita nutrirn para cavallos, gallinhas e revados : a
Iralar na Praia de San Francisco cocheira do J0S0
da Cimba Reis.
Vende-se a taberna do largo do Terco 11. 2,
com poucos fundos, c por preco eommodo ; os pre-
lendenles dirijam-se ao ariiiarzem de Lata Anlonio
Aunes Jaeome, defronte da porta da alfandega, uo
com Candido Alborto Sodr da Molla.
Vcndc-se um escravo moco muito delicente e
roslumado ao servico de compras para rasa de fa-
milia e canhar na ra, c muito proprio para o cam-
po por ser muilo robusto : na ra da Saudade na
Boa-Visla o lente Barros Lima dir quem vende,
e o porque.
Vei.dem-se urnas ledras rom execnr;ao e pe-
nhora feila no encenho da Escada Jundia, perten-
cenle ao Sr. Monoel Anlonio Dias, que andar.lo
Mije por 13:1X109000 rs. pouro mais ou menos: os
prelendenles podem diricir-se ao Trapiche Novo ca-
sa 11. 15, quefarao qualqucr negocio.
Vendem-se 6110 garrafas vazitis : na praca da
Roa-Vista taberna 11. 14.
Vende-se superior carne do serlSo por prego
eommodo : na ra da Sania Cruz esquina da ra da
Alegra n. 1.
Vende se champagne a 28^000 rs. e superior
vinho de Bordean: em rasa doSchaphccllin& Coin-
panbia ra da Cruz 11. 38.
Vende-se urna bo.i casa terrea, sita
na ra do padre Floriano, com ptimos
commodos para familia : os pretendentes
dirijam-se para tratar, a' ra do Vigario
11. 7.
Farinha de trigo em saccas avontade
dos compradores : a tratar com o baratei-
ro Joaquim da Silva Lopes, na porta da
alfandega.
Vendse a bem condecida taberna,
debaixo dos arcos da ribeira da Boa-Vista
u. G a 8 : a tratar na mesma.
Vende-se una negra mora de muilo bonita fi-
gura, encomma bem, rezinha* o diario, ensaboa e
vende na ra: quem a pretender, dirija-se i roa do
l.ivramenlo n. 4.
Vende-se a taberna da rna do Vigario n. 2. com
armacao e gneros na mesma existentes : a tratar
com o Sr. Joao Tavarcs Carduzo.
Na ra do Livramento 11. 26, ha urna porrao
de oleo de mamona para se vender por alacado* e
mesmo a relalho, por preco eommodo e a qualquer
hora do dia ; sua qualidade be a inelhor que pode
apparecer no merrado.
Vende-se um carro americano de qualro rodas
rhesado ltimamente da America : a Iralar na ra
do Trapiche 11. 8.
DMA ARMACO DE LOJA BARATISS1MA.
Vende-se una armacao de loja muilo propria pa-
ra principiante, por spr em um ra muilo commer-
cial c o aluguel muito em ronla : quem a preten-
der, dirija-se a ra larga do Rosario 11. 14, que se
dir quem vende.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se farinha muilo fina e bem. torrada, com
jquarlas cadasacco: na travessa da Madre-de-Deos
armazem n. 3 a5.de Antonio l.uiz de Oliveira Azc-
vedo.
fEIJAO'A *#000 RS. O SACCO.
endem-se saceos com feijao para acabar pelo ba-
rato preco de 43O00 rs. o sacco : no armazem de An-
lonio Luiz de Oliveira Azevedo.
ARROZ DEC,\SCA.
Vende-se no armazem n. 3 a 5, de Anlonio Luiz
de Olivira Azevedo.
PARA VOLTARETE.
FINAS CARTAS E'FINAS DE
MADREPEROLA,
na ra do Crespo n. 11.
No palco do Carmo, quina da ra de Horlas 11.
2, vendem-se rhouricas de Lisboa, muilo novas a
400 rs.; estucar branro proprio para doce de caj" a
100 rs. a libra ; e rafe a 180. .
Vendc-sc urna rmacfio as Cinco Ponas n.
42: a tratar na mesma ra n. 01 taberna,)
Vcude-se um bonilo escravo rrioulo de 25 an-
uos de idade, com olliciodealfaile e de boa conduc-
ta : na ra da Praia primeiro andar n. 43.
Vendcm-se 00 meios de sola porprero eommo-
do : na praca da Sania Cruz n. 4.
COM TOQUE DE AVARIA.
Chitas escutas e (xas a -U'OO e 5j000
rs. a peca : na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
MELFOMEXE DE LA ESCOCEZ
A 500 RS- O GOVADO.
Na bija 11. 17 da ra do gueimado, ao pe ra boti
ca, vende-se alpaca delaaescoceza, chegada pelo ul-
timo navio, a qual fa/.enda na Europa se d o nom-
de Melpomcuc do Escoria, muilo propria para roue
pues e vestidos de senhora e meninos por ser de mu i
lo brilho, pelo romniodo preco de 500 rs. cada co
vado ; dao-so as amostras com penhores.
Vendse cera de carnauba de boa
qualidade, em porrao e a retalho : na
ra da Madre de Dos n. -.
Vendem-se missaes novos para dizer as missas
da fesla, c secundes, de excdeme encadernacao|:
quem pretender, dirija-se 11 ra do Cabuga, loja de
miudezas 11. 6.
Vendem-se vidros com acua das Caldas da
Rainha, chegada de Lisboa no ultimo navio, e que
he excedente conforto para quem padece de moles-
lias do eslomaeo, e de rbeumalismo : quem preten-
der, dirija-se bolira de Ignacio Jo3 do Couto, na
Boa-Visla.
LOTERA DE N.S.DO LIVRAMENTO.
Andam as rodas desta no dia 16 do cor-
rente mez.
Na praca da Independencia lojas dos Srs. Forlu-
nalo, Faria Machado c Arantes, na ra do gueimado
loja de ferragem dos Srs. Souza & Freir, e praca
da Boa-Visla, loja de rera do Sr. Pedro Ignacio
llaplisla, acham-se venda os bilhetes e cautelas da
nterin cima aos precos abaixos, cujos bilhetes e
meios bilhetes sao pacos por inleiro sem o descont
dosoito por ccnlo da lei nos premios grandes.
Lindos cortes de lanzinlia para vestido de
senltora, com 15 covados cada corte, a
40500.
Na rna do Crespo, loja da esquina que volta para
a Cadeia.
Moinhos de vento
*ombombasderepuio para regar horlas e baixa,
decapim, nafundicaodeD. W. Bowman : na ra
do Brumos. 6,8el0.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA.
CALCAS E PALITO'S.
Vende-se brim traillado de linho de quadros a
000 rs. a vara ; dilo a 700c 15000; dilo mcsclado a
19100 ; corles de fusiao branco a 400 rs. ; djlos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; canea amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; cortes de cassa chita a
2-^000 c 29200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; ditos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de linho do Porlo para rosto a 149000 a dozia ; di-
tas alcoxoadas a 109000 ; guardanapos tambem alco-
xoados a 39600 : na ra do Crespo n. 6.
O giiE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
porlanto, veudem-se cobertores de algodo com pel-
lo como os de l;ia a 19100; dilos sem pello a 19200;
dilos de tpele a 1200 : na ra do Crespo n. 6.
RA 1)0 CRESPO N. 12.
tj> Vende-se nesla loja superior damasco de
5:0 seda de rores, sendo branco, encarnado, rozo,
por preco razoavel.
Bilhetes inleiros
Meios bilheles.
guarios .
Oilavos .
Decimos. .
Vigsimos .
ajano
2#W0
15O0
800
700
400
LOTERA DEN. S. DO LIYR4-
MENTO.
O cautelisla Anlonio Ferreira de Lima e Mello
lem as suas ctelas venda, na ra Nova 11. 4 na
da Praia 11. 27 ; ra do Rosario n. 26 ; ra Direita
n.li2; e na povoacaodo Monleiro, em'casa do Sr.
Nicolao, pelos precos abaixo mencionados.
Qnarlos 15500
Decimos 700
Vigsimos JiOO
LOTERA' DE N. S. DO LIVRA-
MENTO.
Aos 5:000s000, 2:000.s0000, 1:000*000.
O cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao rcspeilavel publico, que a lotera corre indubila-
\ rmenle no dia 16 de dezembro, as 10 horas da ma-
lillas, no consistorio da igrejada Conreic,a"o dos Mili-
tares, seja qual fiir o numero de bilheles que exisli-
rem por vender, debaixo de sua respuusabilidade.
Os seus bilheles e cautelas estao iseulos do imposto
de 8 por cent nos tres primeiros grandes premios.
Os seus afortunados bilhetes o cautelas esto venda
as lojas scguinles : ra da Cadeia do Recife 11.
2i, loja de cambio do Sr. Vieira ; lojas de miudezas
n. 31, de Domingos Teixeira Bastos, e 11. 45. de Jos
Fortnalo dos Sanios Porto ; na praca da Indepen-
dencia, loja de calcado n. 37 e 39, de Anlonio Au-
gusto dos Santos Porlo ; ra do gueimado. lojas de
fazendas. de Manoel Florencio Alves de Moracs u.
39. ede Bernardino Jos Monleiro & Companhia n.
44 ; ra do Uvranwoto, bolira de Francisco Anlo-
iin das Chagas ; ra do Cabuga n. II, bolica de
Moreira cv Fragoso; ra Nova 11. 16, loja de fazen-
das de Josc Luiz Pereira & Fillio ; e no alerro da
Boa-Vista1 n. /2 A, casada Fortuna de Gregorio A11-
tunesde Oliveira.
Bilheles 5*500 Recebe por inleiro
Meios dilos 28800 idem
guarios 1500 idem
Oilavos 5800 idem
Decimos 0700 dem
Vigsimos &4O0 idem
Alaga-se urna casa lerrea ua povoarao do Mon-
leiro, com a frenle para a igreja de S." Panlaleio,
muilo limpa, Iresca, com commodos para familia re-
gular, lendo urna porta e duas janellas na frenle : a
Iralar rom Anlonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoacao, ou na roa do Collegio 11. 21, se-
gundo andar.
No hotel da Europa da ra da Aurora, d.i-se
comida a loda a hora do dia, e fornece-se almoco e
janlar para fra mensalmeule, por preco muilo ra-
zoavel.
OITerece-se am rapaz para pralicar de caixeiro
em qualquer eslabelecimenlo, excepto venda ; quem
pretender dirija-se a ra da Assumprjio n. 36,2.
andar.
vi wwm
AULA DE LATIM-
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, profesor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, medame a razoa-
vel convencao que pessoalmente oilere-
cera'.
PliBUCAQAO' DO INSTITUTO HOIEOFA-
TIIICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Methodo conciso, claro e seguro de curar homco-
pathicamente todas as molestias que af/ligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que re-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de homenpalhia, lauto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Pinito. Esta obra he boje
recnuhecida como a melbor de lodas que tratan) da
applieac.au homeopaliiica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e eonsulla-la. tls paisde
familias, os seuhores de cn&eiiho, sacerdules, via-
jantes, capilaes de navios, scrlanejosetc. ele., devem
le-la a mao para occorrer promplanienlo a qualqucr
raso de molestia.
Dous voluntes em brochura por IO9OOO
encadernados 110000
vende-se nicamente em casa do autor, 110 palacete
da ra de S. Francisco Mundo Novo) n. 68 A..
Aluga-se a loja do sobrado de um andar, no
alerro da Boa-Visla, junio a de um culileiro, e con-
fronto a casa doSr. Antonio Luiz lioncalvcs Ferrei-
ra, propria para qualquer eslabelecimenlo: a Iralar
110 dilo sobrado, ou no ra da Cadeia do Kecife, cs-
rciplorio n. 3. ,
RETRATOS.
No atierro do Boa Viisla n. 4, tereciro andar,
conlinna-sc a tirar retratos, pelo syslema cnstaloly-
po, com muila rapidez o pcrioie.vi".
Aluga-se nm grande armazem na na do lirum
este do sobrado que fica ao sul da lundicOo do Sr.
Bowman : quem o pretender, dirija-se a Jos Anto-
nes tiiiimaraes, na ra de Apollo n. 30.
Precisa-sede um feilor para o sitio de A. V.
da S. Barroca, na Maudalena : a tratar 110 mesmo
silio, ou na ra da Cadeia do Kecife n. 4.
Jos llaplisla Pereira Torres re tira-se para fora
da provincia.
Jo^o Leile de Azevedo faz saber ao respeilavel
carpo do rommerrio desta praca, que deu soriedade
ao sen lilho Jos Luiz de Azevedo Maia, elica aulo-
risado para fazer todas transacies remmerciaes de
sua cas lauto nesta praca romo fora; a firma da casa
erriJolp leile de Azevedo & Filbo. Kecife 11 de
dezembro de 1851.
Sras. I). Anua Francisca de Azevedo, Clara Gomes
da Fonseca e Silva e Francisca Damasia da Piedade,
por isso queiram annunriaras suas moradas ou man-
da-lo procurar na ra do Collegio n. 18, terceiro
andar.
No alerro da Boa-Visla, loja n. 1, precisa-se
de um negro ou negra para o servico da casa.
Na praca do juizo municipal da segunda vara,
com exercicio no civel, lem de se arrematar no dia
16 do correnle, as 4 horas da tarde, i porta da resi-
dencia do respectivo juiz, na ra eslreta do Rosa-
rio, urna casa de 3 sobrados na ra do Torres, i re-
querimento do testamenleiro do finado padre Do-
mingos Hermano Aflbnso Rigueira, para salisfario
de diversos legados.
COMPRAS.
Compra-sc peroba de primeira qualidade, em
loros de 7 palmos de comprido ; na deslilarao do
Franca, na praia de Sania Rita.
Compra-so una casa lerrea. no bairro de Sanio
Anlonio : quem a tiver, dirija-se i ra cslreila do
itosario, sobrado n. 35, segundo andar.
Compra-se a colleccao da Legislacao Brasilcira
nos annos de 1849 e 1850, em broeJiura ou mesmo en-
cadernada : quem liver annuucie un dirija-sc i ra
Nova 11. 41, segundo andar.
VENDAS.
5:000,-000
2:.500.^KKI
-.2500U00
62JOO0
5008000
250CO00
Jolas.
Os abaixo assignadis.donos da loja de ourives na ruado
l.ahiian. 11, confronte ao pateo da matriz e ra Nova
fazem publico que receberam de novo urna poreao
de obras de 011ro muilo riras c dos melhores gustos,
lantu para senhoras como para hoincils e meninas ;
contiuuam os precos mesmo baratos com tem sido, e
passa-sc coulas cninrespousabilidade especificando a
qualidade do ouro de 1i ou 18 quilales, Orando as-
sirn sujeilos os mesmos por qualquer duvida.
Serafim i\ /rmiio.
O abaixo assignado derlara, que ficain perlen-
cendoaoSr. .Manoel Dias Fernaiides osdous bilheles
inleiros ns. 30S3 e 3879 da lerceira e ultima parte
da sexta lotera concedida para as obras da S. do
l.ivramenlo. Firtnino Morena da Costa.
Aluca-se o aimazem da rasa n. 141 da rna do
Pilar : a Iralar no primeiro andar da mesma.
Precisa-sede nina ama para lodo oserviro re-
gular de urna rasa: na na da Cadeia do Sanio An-
tonio n. 20.
Precisa-se de um moleque 011 urna prela, para
vender (roelas: a tratar na ra larga do Kosario n.
17, junto ao quarlel.
Dellinn lionealves Pereira Lima roga a lodas
a tem seus ttulos no escriploro do Sr. Manoel Joa-
quim Itamos e Silva, no prazo dclresdias.
Palitos rancezes.
Palito* e sobre-casacos francezes de pan-
Zjk no fino, de hrelanlia e alpaca: na ra No-
W va loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Fi-
I
Ibo.
I
i
Vndetr-se lonas da Russia por preco
eommodo, e di; superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruzn. 4.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira preta e de cor para palitos por
ser muilo leve a 29600 o covado, panno azul a 39 e
40000, dilo preto a 39, 39500, 4, 59 e 59500, corles
de casemira de goslo* modernos a 69000", selim pre-
to de Maco a ::-2i>tl e 'i-r000 o covado : na ra do
Crespo n. 6.
OBRAS DE LABVRINTHO.
Acham-se venda por eommodo precos ricos len-
cos, loalhas e coeiros de labyrntho, chegados lti-
mamente do Aracaty : na ra da Cruz do Kecife n.
3), primeiro andar.
Com toque de avaria.
MadapolSo muilo largo a 39000 e 39500 rs. a pe-
ca: M ra do Crespo, loja da esquina que vollaa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se diales de
seda a 8.S000, 12S000, 14$000 e 18/J00
rs., manteletes de seda de cor a 11 ,s()00
rs chales pretosde laa muito grandes a
r.sGOO rs., chales de algodao e seda a
1.4280 rs.
Vendem-se presuntos inglezespara fiambre,ditos
hambursuezes, queijos de pinba muilo frescaes, di-
los loudrinos, manas das melhores que tem viudo ao
mercado por seren muilo novas e as mais grandes
que tem eparecido, em barricas grandes c aoscentos,
pelo preco de 4 e 59OOO rs. o cento, marmeladas em
talas pequenasc grandes e lalasde ameixas francezas:
na ra da Cruz do Kecife n. 46.
He o man barato possivel.
Corles de cambraia de babado dos mais modernos
a 49-500: ditos de cassa rxa com barra a 29500 ;
dilos de cassa de cores, com barra, muilo bonitos a
39 ; dilos de cambraia de seda a 79; ditos com ba-
ilados de muito. oslo ; corles de seda lavrada supe-
rior qualidade ; teneos de garcacOm palmas de seda
de bonitas cores a 600 rs. ; dijos de. cassa a 160 ca-
da um ; cambraia de salpico* de cores; casemira de
cores a 59 o rrle ; ditas de algodao multo encor-
padas a lisors. ocovado;e oulras muilas fazendas
que se vendern por eommodo irec' : na ra do
Queimado n. 22, luja de Leopoldo da Silva Queiroz.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
11. 15, lia muito superior potassa da Rus-
sia e americana, e cal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco eommodo.
BISCADOS ESCOSSEZES A 200
BS. 0 OVADO,
na ra do Oueimado loja n. 10.
DA DEKKADEIKA MODA EM PARS.
Chapeos para senhora, de goslos os mais lindos
que tem viudo a este mercado, riquissimameiilc en-
lejiados rom linas llores o plumas ele. ele. : na ra
do Crespn. II.
. ATTKNCAO' AO BARATO.
Vendem-se apparclhos de porcelana doorados, di-
los azues para cha, dilos para mesa de jantar, lauler-
nas de p de vidro, e palmatorias, e para piano, di-
las de casquinha maleza, dilas de p -de composicAo,
escarradeiras de porcelana, dilas de vidro, bacas e
jarros de porcelana douradas e brancas, caixas para
sabflo c escova, e nulras muilas fazendas por preco
mais eommodo do que em oulra qualquer parle ; ao
p do oilo da Cuireirao dos .Militares, armazem de
lo lira 11. 51.
Vende-se urna cadeirinha de rebuco, feita na
Bahia : na ra eslreita do Kosario n. 35, segundo
andar.
CHAPEOS DE MASSA BARaTISSIMOS.
Na ra larga do Kosario, loja n. 14, vendem-se
chapeos de massa para homens c meninos, de diver-
sas qualidades, a_ preco* de 39.500, 39000, 19-500,
1-5000 e 640 rs.: vista dos baratos prec-os pede-se
aos compradores que venham desciiganar-se.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 55, ha para vender 3 excel-
lentes piano viudos ltimamente de Ham-
buigo.
Vende-se um prelo com 30 aunos, pouco mais
ou menos, bom vendedor de ra, que cosluma ven-
der cangica pelas ras desla cidade : quem preten-
der, dirija-se a ra do Rosario da Bua-Visla n. 41.
FOLlIHHiS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidt
lolhinhas impressas nesta (ypographia,
de algibeira a 320, de porta a 160. eec-
clesiasticas a 480 rs., e brevemente sahi-
riio as de aliiianak: vendem-se nicamen-
te na livraria n. o e 8 da praca da Inde-
pendencia.
Vendem-se saccas rom 4 arrobas de gomma
do multo boa qualidade a 98000 cada urna ; defron-
le do trapiche do algodao, armazem n. 20, do Sr.
fjuerra, ou na ra da Cadeia do Recite, luja n. 5.
Pechincha gorda.
Vende-se a laberna da ra de S. Francisco n.
t8, bem afreguezada c com poneos fondos ; desses
mesmos o vendedor tirar aquellos, a que os cobres
do comprador nao chcuarem: tambem *evende meta-
de a dinlieiro c metido a prazo, com lcltras, rujas
firmas agradaren! oo vendedor. O negocio he bom e
convida a qualquer priucipianle : a tratar no mcs-
mo eslabeleeimenlo.
Vende-se 1 mesa elstica com 6 laboas, i pia-
no para principiante. 6 cadeiras de Jacaranda, 1 sof
de anaico, 1 relogio desala muilo superior, I lampa-
da para escada, 2 bancos para aula, 2 estantes para
livros. 1 palanqiiim : quem quizer comprar algum
dos ditos oujcrlns, dirija-se ao Mondego, eollegio de
iluminas, confronte o sr. Luiz Gomes Ferreira.
Vende-se urna grande rasa na villa do Goijn-
ninha, provincia do Kio Grande do Noile. na qual
leve negocio de fazendas, de raolhados c padara o
fallecido Joao Baplisla Simoiielti, a qual Ikon no
inventario dos seus beot, para pagamento do abaixo
assignado : quem a pretender, falle na ra Nova n.
23.Antonio Gomes filiar.
Vende-se na ra do (.liicimado, loja n. 21. chi-
tas largas de padroes modernos a 200 rs. cada co-
vado.
Vendem-se os melhores relogios de ouro. pa-
lele inglez, ja muilo arredilado* ueste mercado :
em casa de Russcll Mellors $ Companhia, ra da
Cadeia do Recife n. 36.
Na ra do Caldeireiro, taberna n. 60, lem para
se vender Tollias de cera iiiuitu superiores, com 7
palmos de comprimeiilu, proprias para duas pessoas
tr.ib illiarem.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e deron
te do Arsenal de Maiinha lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
fe fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, perptenas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
300
159000
240
180
49000
180
320
4-5500
163000
800
180
69000
69400
NAVAIHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na roa da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriploro de Augusto C. de Abren, rooli-
miam-se a vender a 89000 o par (preco fio) a* ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alem de durarem extraordina-
riamente, nao se sentem no roslo na accao de corlar ;
vendem-se com a rondiro de, nao agradando, po-
dercm os corr.pradore devolve-las al 15 dias depois
pa compra restituindo-*e o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas pira unhas. feiig, pe|0 ,rs
mo fat 'cante.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o mellior
de toda a champagne vende-
se a"56;>000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
SEDAS ESCOSSEZAS A
1.200 RS. 0 (MIDO.
Na loja da ra do Queimado n. -50.
Vcndcm-se3escravos, sendo 1 molecole de bo-
nita figura, 1 escrava propria pan lodo servico, 1
dilo de servico de campo : na raa Direila n. 3.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda 110 brigue
portuguez Tarujo III, chegadono di.-;
do corrente : na praia do Corpo Santi
n. 11. *
POTASSA BRASILEIRA. 0
Vende-se superior potassa, fa- ^
bricada no Rio de Janeiro, che- (,
gada recentemente, recommen- (>
da-se aos senltores de engenho os JK
scus Ixins eil'eitos ja' e\perimen- g
tados : na ra da Cruz n. 20, ar- w
mazem de L. Leconte Feron & W
Ccimpanhia. (f
$mmt
PARA A I-ESTA.
Vende-se 11ra bom cavallo chegado ha 2 dias do
mallo, de cor mellado, com todos os andares e muilo
brando, ardigo e muito boa figura, est cordo e sem
achaque tlsuiM : quem o pretender, dirija-se i ro-
rlieira do Sr. Jos Pinto da Molla Nuucs, que all
saber com quem deve Iralar.
(0) Chapeos para senhoras. '^)
') ^' ""' ^ova '"J;1 "' ('e '"*''' '-"'' I'1'" $f
Z re'ra ^ ^'^i0' vendem-se os mais moder- ,j:
^) nose eleganles chapeos de seda de blond, y)
(A a ItisOOO, 183000 e 203000 rs. fi
LIQUIDACA'O A DINHEIRO A VISTA.
Cambraias francezas qiuilo linas, padrOes
modernos o covado........ 340
Dilas, dilas, dilas padroes escuros. .
Corles de cambraias de seda com babadas,
muilo modernas a........
Chitas francezas bonitos goslos, o covado. .
Ditas para cuberas bons gestos e finas,
ocovado...........
Madapolao muito lino, pecas de 20 varas a
33C00e...........
Mcias cruas para homem muilo boas, o
par.............
I.uvas de rede sem dedos para senhora o
par.............
Corles de casemira de cares muilo bonitos
padroes .a ,. .........
Chales de retro/, muilo grandes a ... .
Lencos de relroz a........
Ditos de cassa para mao de senhora a 140 e
Chapeos francezes os mais superiores a .
Palitos de alpacas de 1.1a mesclado* a .
Romeiras de fil de todas as qualidades, e oulras
muilas fazendas que se veudem par precos muilo
baratos para acabar, c que seria cnfadonlio mencio-
nar, podendo-se assigurar aos freguezes que nao dei-
zam de fazer negocio Irazendo dinheiro: na ra do
Queimado n. 7, loja da estrella de Gregorio & Sil
veira.
FARIK0HA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco eommodo: nos
armazens n. 7>, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na ra do Trapiche n. oi,
primeiro andar.
BOU E IODO.
Cassas de panno e cores (nissimas, pelo baratissi-
mo preco de 500 rs. a vara : na loja do sobrado ama-
rello, na ra do Queimado n. l"J, de Jos-Alorara
Lopes.
Ao bom e barato.
Alpacas do seda para vestidos, lio mellior goslo
possivel, c cassas organdiz, fazenda dos mellones
desenlies que lem viudo a esla prac: na loja do so-
brado amarello, na ra do Queimado 11. 20, de Jos
Moreira Lopes.
Vende-se um curso de geometra por
Lacroi\: no aterro da Boa-Vista, loja de
ourives n. 08.
Vende-ce superior chocolate fran-
cez, por preco eommodo: na ra da Cruz
11. 2(i, primeiro andar.
Vende-se superior Kirche e Absinthe
verdadeiro de Suissa: na ra da Cruz 11.
2(i, primeiro andar.
Vendem-se aberturas francezas, pa-
ra camisas de linho e de madapolao, por
|iicco eommodo: na ra da Cruz n. 26,
primeiro anclar.
Vende-se una boa rasa lerrea em Olinda, ra
da bica de S. Pedro, que faz csquiua com o cercado
de madeira, com 2 portas e 2 janellas de frenle, 3
salas, 3 quartos, cozinha grande, copiar, estribara,
grande quintal Indo murado, com porlflo e cacimba,
muito propria para se passar a fqsla, mesmo para
morar todo o anno : a Iralar 110 Recife, ra do Col-
Clinpeos para homem. p) i le8' l.segunda andar.
Na rna Nova loja 11. 16, de Jos Luiz Pe- {S)
reir & Filho, vendem-se o* mais modernos /jy,
chapeos com elegantes formas, cliegados-V
|9 pelo ultimo navio franeez. ffc
$
DE SEDAS ES-
$
IVAS .1
C0SSEZ.1S A 800 RS. 0 COVADO,
na ra do Queimado loja n. 40.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se faiclo novo, rhegado de Lisboa pela barca Gra-
tidtio.
Chales de seda, nianielelcs e capotinbos (&
os mais modernos e mellior goslo, camisas *?
e romeiras de cambraia, c romeiras de re- (s,
jf. I'oz : na na Nova loja n. 16, de Jos Luiz .a
W Pereira & Filho <$>
A ISGOO o covado
de seda de quadros de lindos padroes: na loja de
eopoldo da Silva Quciioz, ra do Queimado n. 22.
(0) Seda para vestidos. (^;
Corles de sedas de quadros, cosi escossez, je*
rom. 17 covados, a KirvHK), SteOO eiVSOOO W
^ft rs., dau-se amostras rom penhores: na rna
/^ Nov
O
Filho.
loja n. 16, de Jos l.uiz Pereira &
i
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim romo lamliem vendem-se as linas : alraz do
lliealio. armazem de Joaqui-n Lopes de Alcneida.
PARA ACARAR.
Vendem-se castas francezas de cores fuas, e lin-
dos padrOes, pelo baratsimo preco de 140 rs. o co-
vado : na loja do tjuimaraes Oy. Keuriques, ra do
Crcs|io n. "i.
Na loja da ra do Crespo n. 6, lem um grande
snrlimenlo de rtivas para rap a emilae ds de
tartaruga, pilo mdico preco de 13280 cada urna.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rita de Apollo armazem n. 2 R, con-
tinua a ter superior polassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em po-
dra : tudo a proco que muito satisfar'
aos seus anligos e novos fregu "es.
CEIEMO \M\M BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora.
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : alraz do thcalro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vende-se um cabriole! com robera e os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Koa-Visla. armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Kecife ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muilo grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando o
de laa. a lj>400 : na ra do Crespo, loja da esquina
que folla para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na ra do Crespo loja di esquina que volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo 25O0, 2&800, 38,
31500, 4S->00, 58500, 6-3000 rs. o covado.dilo azul, n
25. 23800,4, 68, "8, o covado ; dilo verde, 28800,
35100, 48, 58 rs. o covado ; dilo cor de pinhao a
45500 o rovado ; corles de casemira prela fraaceza e
elstica, "5500 c 88500 rs. ; ditos com pequeo
deeito.a 68500 ; dilos inglez entestado a 58000 ; dilos
de cor a 45, 58500 68 rs. ; merino preto a 18, 18100
o covado.
Agencia de Edwin Maw.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mcnlos de taitas de ferro rondo e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forc de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado,
para rasa de purgar, por menos preco que os de
cobre, osco-vens para navios3 ferro da Suecia, fo-
Ihas de (landres ; tudo por barato preco.
Vende-se exrellenle taboado de pinho, recen-
lemento chegado (fa America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enlender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na roa do Crespo; loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado. .
Na rna do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
i No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criploro n. 12, vende-se muito superior potassa da
Kussia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be par> fechar conlas.
aposito dn rubrica de Todos o> Cantos nm aha
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aqnella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e ronpa de ea-
cravos, por preco eommodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
i Neste estabeleciment continua a lia-
ver um completo- sortimento de moen-
das e meias moendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Devoto ChiutSo.
Sabio a luz a 2.' edirilo do livrinho denomintdo
Devoto Clirisian.mais correcto eaeretcenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e-8 da praca da In-
dependenria a 640 rs. cada exenrplar.
Redes acolefaoadas,
brancas e de cores de um so panno, muHo grandes e
de bom goslo : vendcm-se na ra do Crespo, loja da
esouina que volla para s cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vende-se urna balanca romana com todos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se n ra da Cruz, armazem n. 4.
PURLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Mcz de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da l'e-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nluir da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c deN. S. dn Bom Conselho : ven-
de-se uniramenle na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I5OO.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidas de cambraia de
seda com barra e babados, a 88000 rs. ; dilos rom
flores, ,1 "8. 08 e 108 rs. ; ditos de qnadros de bom
gosto, 118 corles de cambraia franceza muilo 11 -
na, flxa. com barra, 0 varas por 48500 ; corles de
cassa de cor com tres barras, de lindos padroes,
35200, peras de cambraia para cortinados, com 8,'j
varas, por 38600, dilas de ramagem muilo linas, 1
63 ; cambraia de salpicos miudinhos.branca e de cor
muilo fina, son rs. avara ; a loa I hado de liulioacol-
xoado, 000 a vara, dito adamascado com 7'i pal-
mos do largura, 282006 88500a Vara ; canga ama-
rella liza da India muila foperior, 400 rs. o cova-
do cortes de collete de fustn alcoxoado e bons pa-
drocs tizos, 800 rs. ; lencos de cambraia de linhe
360 ; dilos grandes finos, i 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prelas muilo soporiores, 1600 rs.
o par ; ditas lio da Escocia 500 rs. o par.
Vende-se urna taberna na rna do Rosario da
Boa-Visla n. 47. que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cercado 1:2008000 rs., vende-se
porm rom menos se o comprador assim 1 lie convier :
a Iralar junto a alfandega, travessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Brum, pastan-
do o cliafaiiz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco eommodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender 'diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaurillias, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinlias tildo modernissimo ,
cliegado do Rio de Jpneiro.
m t&>
C. STARR&C.
respcilosamenle annunciam que no sen extenso es-
tabelccimenlo em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maor perfeirao e promptidao,toda a qualidade
de machnismo para o uso da agricultura, navega-
ran e manufactura, e que para maior eommodo de
scus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberto em um dos grandes armazens do Sr'. Mesqui-
ta na ra do Brum, alraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito sea eslabelecimenlo.'
.lili acharan os compradores um completo sorti-
mento de moendas de canna, com todos os ntelho-
r.iinrnlos alguiis dellcs novos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta presso,
taixas de todo tama 11 lio, tanto batidas nomo fundidas,
carros de mo e dilos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
lo, Tornos de ferro batido para farinha, arados de
ierro da mais approvada coratroeco, fundos para
alambiques, crivos e portas para frnalkas, e ama
ini'mdndo de obras de ferro, que seria enfadonha
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa'
inteligente e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annuncianles coulaa-
do com a capacidade de suas oulcinas e machinismo,
e pericia de seus ofllciaes, se comprometiera a fazer
cxecular, com a maior presteza, pe feieo, e exacta
eonlormidade com os modelos ou desenhs, e instrnc-
Oesque the foremfornecidas.
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica-
da lia pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidads, cocheira,
estnbaria, etc.,- etc.: quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rna da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fcra
qualquer negocio.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Brunn Praeger & C, na ra da Cruz
n. 10, receberam e vendem um sortimen-
to de globo de espelho de diversos tama-
uhos e cores, que formani_ o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jardim, como se ushoje na Eu-
ropa, nos jardins do bom gosto.
Brunn Praeger & C, na sua Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizontaes como verticaes,
dos melhores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em ola*, paisagens e com moldu-
ra dourada/fl
Vistas de Pemambuco, ge raes e espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terreros e jardins.
Oleados da ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de dilierentes qualidades.
Presuntos.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
FARINHA DE MANDIOCA.
\ende-se a bordo do brigue Conceieo, entrado
de Sania Calhariua, e Tundeado na volla'do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe boje no mer-
cado, e para porrScs a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves (Juerra Jnior, Da ra do Trapiche
o. 14.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O'arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento Ho
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
i\. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.'
(0 Bonito cabriolet.
(j$) Vende-se na na Nova, por baixo da ca-
mara municipal, cocheira do Sr. Quinteiro,
cujo he'descoberlo com bous arreios : lado
(g) por preco eommodo, e a vista faz fe.

Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-s umaescolhida colleccao das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
flf KLA DO TRAPICHE N. 10.
jj Em casa de Patn Nash & C., lia pa-
ra ra vender:
g Sortimento variado de ferragens.
. Amarras de ferro de o quartos at 1
polegada.
Cliampagne da mellior qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
ESCRAVOS FGIDOS.
Acha-se fgido desde o dia do corrente o es-
cravo J0S0 Paulo, rrioulo, de idade de 26annos pou-
ro mais ou menos, sem barba, estatura recolar, olhos
apitombadosrom marca de bexisas pelo rosto, e mais
roiiliecido se torna por ser quebrado : quem o apre-
hender leve-o a ra do Alccrim n.
No dia sexta-feira 1 de dezembro
corrente, desappareceu um moleque cri-
oulo de nome Joao, com idade de 16 an-
nos, estatura regular, cor bem retinta e
olhos grandes, levou camisa de riscadbde
algodao azul muito desbotada, e calca de
algodao azul tambem desbotada: roga-se
as autoridades policiaes e ca pitaes decam-
po, a captura do mesmo, e mandarem-o
a ra da Cruz n. 26 primeiro andar, 011
ao sitio do Chora-Menino, entrega-lo ao
seu senhorF. Coulon, que recompensara"
com generosidade.
IOO9OOO de gratificaran.
Desappareceu no dia 8 de setembro de 1854 o es-
cravo rnoulo. amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 35 annos, pouco mais ou menos,
iiasri.ln em Cairi Novo,'' d onde veio ha lempos, he
muilo ladino, rostuma trocar o nomo e inliliilar-se
forro ; foi preso em lins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Scriuhacm, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
mellido para a cadeia desla cidade a ordcni do Illm.
Sr. desefebirsador chefe de polica com ollicio de2de
Janeiro de 1852 se verHicon ser escravo, e o seu legi-
timo senhor fui Antonio Jos de Sant'Anna, morador
no engenho Caite, da comarca de Santo Anto, do
poder de quem desappareceu, e seudo oulra vez cap-
turado c recolhido 1 cadeia desta cidade em'.ldu
acost, foi ahi embargado por execucSo de Jos Dias
da Silva linimaraes, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assif nado. Os
signaessao osseguinles: idade de 30 a 3.> anuos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e rarapinlu-
dos, cor amulatada, olhos escaros, nariz grande e
grosso,' beicos srossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com todos os deoles 11a frente : roga se, por-
lanto, as autoridades poliriaes, capilaes de campo e
pessoas particulares, o favor de o Vprelwnderem e
man.larcm nesla praca do Kecife, na ra larga do
Rosario n. 14, que recebeiilo a gralilicacao cima de
KIO5OOO ; assim como protesto contra quem o tiver
em seu poder occullo.Manoel de Almeid.i Lopes.
PERN. : TVP. DE M. ". DE FARIA. 185
0


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