Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01238


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Full Text
ANNO XXX. N. 285.
-m-------
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Pop 3 mezes vencidos 4,500
i nnm

DIARIO
QUARTA FEIRA 13 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripta t.
iweni-
ENGAIUIEGADOS DA SUBSCRIPCA'O-
Recite, o proprietario M. F. deFaria; Hio do Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Marlins; Baha, o Sr. K.
Huprnd; Macei, o Sr. Joaquim Bernardode Men-
cionen ; Paralaba," o Sr. Cervario Victor da Nativi-
dade ; Naial, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira ;Arnca-
ly, o Sr AntoniodeLemosI5raga;Ceai, oSr. Vic-
toriano Augusto Borgcs; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 3/4 a 28 d. por l5>000.
Paris, 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
a Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Arques do banco 40 0/0 de premio.
da companbia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
D'uconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
-.z:
PERNAMBUCO
METAES.
Ouro.Oncas hespanliolas- 299000
Modas de 63400 velhas. 16S>000
de 65100 novas. 168000
de 4000. 955000
Prala.Paiacoes brasileos. 15*940
Pesos columnarios, 1J940
mexicanos..... 13860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 el5.
\ illa-Bella, Boa-Vista, Ex cOuricury, a 13 c 28.
Goianna e Parabiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAHAR ni-: BOJE.
Primcira s 1(1 horas a Ai minutos da manhaa.
Segunda s 11 horas c 18 minutos da tardo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquinlas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2' vara do civel, quarlasc sabbados ao rneio dia.
EIMIEA1ERIDES.
De/.br. 4 La choia ao 44 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarto minguanle s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 La nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da tarde.
26 Quarto crescenle a 1 hora, 21 mi-
nutos c 48segundos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedienta do da 9 dadeiembro.
(inicio. Ao Exm. commandanle superior da
Suarda nacional da municipio do Recite, para man-
dar postar .manha as 9 horas do dia cm frente da
grejn matriz da Roa Vista, urna guarda de honra li-
rada de ara dos carpos sob o coinmaiido superior de
5. Exc.afim de assislir a fesla de.N. S da Concei-
cae, aqnal devora ler lanar na referida igreja.
Dito. Ao coronel cnmmandanle das armas, di-
zendo que pode riinreder permissffe ao alfares Anto-
nio Malloso de Anlrade (miara, para levar em sua
companhia para a corte "na qualidade de sen impedi-
do, o soldado do 9. Ii.ilalh.lo de infanlaria, Gregorio
Goncalves Sablil.
Dito. Ao mesmo, inteiramlo-o de haver aulo-
risado ao inspector da Ihesouraria de fazenda a man-
dar mo s pasar ao alferes Antonio Maltosa de An-
drada Cmara as qnantas de que Irata o oflicio de
S. S. n. I17i. mas lambem adiantar um mez de sol-
do a esse olllcial-----Oliciou-se ueste sentido ao re-
ferido inspector.
Dl). Ao mesmo, recommendando a expedicito
ile sua ordons para que o boticario do hospital re-
gi monta I se preste a dar os esclarecimenlos deque
precisar o conselho administrativo nos exames das
propostas dos medicamentos que tem de ser compra-
dos para o presidio de Fernando. Communicou-
se ao supradito conselho.
Dito. Ao iuspeclor da thesouraria de fazenda,
devolvendo'o requerimenlo em que Emilio Xavier
Sobreira de Mello pede por aforamento o terreno
alagado de marinha n. 215 na ra da I'raia de Sania
Rila, fim de que proceda a respeito, de conformi-
dad com a sua informacao do 5 do crrenle.
Dito. Ao mesmo, iuleirndo-o de haver conce-
dido 40 dias de licenca com vencimentos aojuiz
municipal do Icrmo de Cimbres, bacharel Miguel
Arcanju Montciro de Andrade, para vir a esta capi-
tal tratar desuasaude. Fizeram-se as outrasenm-
munirac,es.
Dito. Ao mesmo, transmilllndo para o fim con-
veniente o aviso de lellra sob n. 29 na Importancia
de ,'tOOSOOO rs. sacada pela thesouraria de fazenda da
provincia do Rio Grande do Norle obre a dela, e a
favor de Jos Ignacio Fernandes Barros Bolachinha.
Parlcipou-se ao Eim. presidente daquella pro-
vincia.
Dito. Ao mesmo. para enviar com brevidade, se
por ventura existir naquclla repartirn, o processo
do conselho de disciplina do soldado'do extinelo ba-
lalhao de ca^adoret, Antonio Domingos Correia, e
liein assim a nota dos assentamentos de que trata o
oflicio que remelle.
Dito.Ao mesmo, devolviendo o requerimenlo em
que II. Francisca Amalia Aloreira pedo selliepa-se ti-
tulo ile aforamenlb de om terreno de que se ada
de posse noalinliamenlo da ra da Aurora, fim de
que proceda a respeito de conformidade com a sua
informacao sob n. 617.
Dito. Ao inspector do arsenal de marinha, di-
ado que, visto poder ser construido naquelle arse-
nal o escaler de que Irla o oflicio qua remelle por
copia, do Exm- presidente da Paraiitlia mande Smc.
aze-ln com brevidade atimaic ser enviado para a su-
pradila provincia. Parlicipou-se ao mencionado
presidente.
Dito. Ao mesmo, remetiendo com copia do avi-
so circular do ministerio da marinha de 2 de no-
vembro ultimo, dous e\emplare9 nao s dos decretos
lis. H65 ctiti. o l.o, mandando observar varias
dispnsiees relativas ao corpo de imperiaes marinhei-
ro, o o g. augmenta non us suidos da marinhagem
e dando ontras pTvrvMenrias a repeilo das pracas da
armada, mas tamhem dosavisus expedidos ao quar-
tel general da marinha contendo inslrucc,Oes para o
ciimprimento dos citados decretos. Meste sentido
oncinu-se ao capitn do porto.
Dito.Ao inspector das obras publicas, atitori-
saiido-o a receber delinilivamenle a obra do acude
dcS. Bcnto, e inteiraodo-nde haver recommendado
ao inspector da ihesouraria provincial, que a vista do
competente certificado, mande pagar ao arrematan-
te daquella obra a importancia da ultima preslaoao
do sen contrato.
Dito. Ao raajor eucarregado das obras milita-
res, recommendando que mande fazer com urgencia
os concertos de que necesilarem as lalrinasdo qnar-
lel do Paraso. Communicou-se ao coronel com-
mandanle das armas.
Dito.Ao inspector da Ihesouraria provincial,para
que, vista do pedido que remelle, mande adiantar
ao (hesnureiro pagador da repartirn das obras publi-
cas, a quantia de 18:9003000 rs. para conlinuacao
das obras a cargo d'oquclla repartilo no crrenlo
mez.Communicou-se ao respectivo director.
Dilo.Ao mesmo, dizendo que pode a junta d'a-
quella Ihesouraria autorisar ao respectivo procura-
dor fiscal a mandar cumprir mandados de nolifica-
c.lo pelos ofliciaes do foro commum, pagando-lhes
pelo contado com as quantias que o mesmo procura-
dor fiscal receber para as despezas judiciaes, sendo
depois semelhanle paga cobrada das parles como
rustnr da fazenda. Communicou-se ao supradito
procurador fiscal.
Dilo.Ao mesmo, recommendando, que, i vista
das coiidiciej constantes da ola que remelle, con-
trate Smc. com a companhia de Beherihe o fornc-
cimenlo da agua precisa para a casa de detenc.io
por meio de um ramal do encanamenlo geral.
11
Oflicio*o coronel commandanle das armas, au-
lorisando-o a mandar passar escusa do servico mili-
lar ao 1. cadete co 4. balalhao de arlilharia a pe
Rodolpho Pinto Hibeiro de liulhoes, aeccitando em
sea lugar o cabo de esquadra por elle oflerecido Ca-
listo Jos Ferreira.que j ultimon o scu engajamenlo.
DiloAo mesmo, remetiendo capis do aviso do
ministerio da guerra de 28 de novembro ultimo, do
qual consta que ao cabo de esquadra do 1." balalhao
de arlilharia a pe LuizGonzaga de Carvalho, se con-
cedeu passagem para a companhia fixa de cavallaria
desla provincia.
DiloAo mesmo, Iransmitlindo por copia o aviso
do ministerio da guerra de 25 de novembro ultimo,
determinando que seja inspeccionado de saide o le-
nenle do ti." bata I hao deinfautaria Joaquim Josdos
Santos Araujo, que veio das Alagoas para esta pro-
vincia por doenle, sendo o respectivo termo, remet-
lido a secretaria daqncllc minislcrio.
DitoAo mesmo, declarando haver o 2." cadete
llermillo de Oliveira Mello, aprcs ria desto governo conhecimcnlo de haver pago os
emolumentos correspondentes a passagem qne oble-
ve do 9." balalhao de infanlaria para o 3. da mes-
ina arma.
DiloAo mesmo, recommendando a espedirlo de
OCAfllNHOBODEVEiV*)
Par A. de Bei-nnrr!.
suas ordena, para que seja posto em liberdade, visto
ter aprcscnlado iseiicAo legal o recrutajuse Joaquim
Rodrigues, que se acha recolhido ao deposito com o
nomc de Jos Jernimo da Silva.
DitoAo mesmo, transmlindo por copia o aviso
da reparlicao da guerra de 29 de novembro ultimo,
mandando seguir para a provincia da Parahilia, on-
de vai servir o lenle do 9. balalhao de infanlaria
l.uiz da Franoa de Carvalho, indo acompanhado do
2. cadele 2. sargento do mesmo balalhao Vicente
Ferreira da Franca de Carvalho, aquem seconredeu
passagem para ocorpo provisorio daquella provincia.
Igual coniiniinic.ico se fez a thesouraria de fa-
zenda.
DiloAo mesmo, enviando por copia o aviso do
minislcrio da guerra de 17 de novembro passado, do
qual consta que na mesma dala se mandn servir
como addido ao balalhao do deposito da corle o alf-
resdo2. batalhAo de infanlaria Vctor Goticalves
Torres.
DitoAo mesmo, remetiendo copia do aviso da
rcparlic.no da guerra de 21 de novembro ultimo,
mandando seguir com guia de passagem para um
dos corpos da guarnicao da corte ao soldado do 4.
balalhao de arlilharia a pe (Antonio Jaciotho Eleo-
doro.
DitoAo mesmo, dizendo que pela leilura do avi-
so da reparticilo da guerra de 25 do novembro ulti-
mo, o qual remelle por copia, ficar S. S. sciente de
que o I." sargento do 1." regiment de cavallaria
Antonio Joaquim de Santa-Anua Barros, obteve 3
mezes de licenca com sold simples, para vir a esta
provincia.
DiloAo mesmo, remetiendo com copia do aviso
da reparticilo da guerra de 25 de novembro ultimo.
as fes de oflicio dos alferes do 10.balalhao de infan-
laria Jos Pedro Gonzaga e Jos Francisco Machado.
DiloAo inspector da thesouraria de fazenda,
com mullicando haver o conego vigario desla fregue-
zia participado que no dia 1." do correnle entrara
no uso da licenca de quatro mezes que Ihe foi con-
cedida pelo Exm. prelado diocesano, deixando em
seu lugar o reverendo coadjutor Joau Jos da Costa
Riheiro.
Dito Ao mesmo. para que onvindo o respectivo
procurador fiscal, indique a quantia que como ajuda
de cusi se deve arbitrar ao juiz de direilo Jos Fi-
ippo de Souza Lele, que por decrclo de 28 do se-
tembro ultimo foi removido da comarca de Flores
para a do Bonito.
Dito Ao mesmo, declarando que, de conformida-
de com a sua informacao dada sobre o requerimenlo
em que D. Mara Rosa ri'AssumpcAo pede permis-
so para traspassar a Jos Joaquim Anluncs pela
quantia de 300, a posse do alagado de marinha n.
36 A no aterro da Baa Visla, lancou em dilo reque-
rimenlo o despacho seguinle : Sim, pagos os dirci-
los nacionaes.
Dilo Aos directores da companhia Pernamba-
cana, Iransmitlindo por copia o decreto n. 1478 de
22 de novembro ultimo, pelo qual sSnalterada' af-
gumas das comiedes que baixaram com o de n. 1113
de 31 de Janeiro de 1S53, concedendo o privilegio
para a navegacao cnlre a capital desla provincia e
varios porlos ao norle e sul da mesma, e bem assim
as condicoes a que se refere o primeiro dos citados
decretos.
Dilo Ao inspector do arsenal de marinha. A-
fim de poder miiislrar anExm. Sr. ministro da ma-
rinha as iiI"'rininies precisas para seu relalonu as-
scmbla geral, recommendo a Vmc. que ale o fim
de Janeiro remelta-me iinprelcrivelmeute orna expo-
sicao circunstanciada sobre a conservadlo c locali-
dade das mallas publicas que abundem em madeiras
de coustruccilo naval; destas madeiras quaes aquel-
las, cujo corle be aqni defeso sem licenca do gnver-
no, e como se conci'dem (aes licencas; a industria
da pesca, popji ic.in martima e navegacno nacional
o modidas mqis convenientes para promover aqueHa
industria, desenvolver a navegacao nacional c raci-
mar a acqui ciio de manija conlralada, ou recrula-
da para o servico da armada.
Dilo Ao mesmo, enviando por copia o aviso de
29 de novembro ultimo, em que o Exm. Sr. minis-
Iro da marinha declarou haver recommendado ao
chefe de esquadra eucarregado do quartel general da
marinha, a expedicao das convenientes ordens, nao
s para que se execule o que foi ordenado por outro
avisp de 30 de agosto deste anno, a respeito dos bri-
gue Calyope e CaplhaHbe, devendo o primeiro ir
fazer parle da forja da oslaran da provincia do Ma-
ranhao, e o segundo vir para a desla, mas ainda pa-
ra que desembarque aqni e se recolha o corle a bor-
do do hriguc llaparcc, on em algum vapor da com-
panhia brasileira de paquetes, se houver lugar vago,
de passageiro de estado, o prmoim lente da arma-
da Francisco Duarle da Cosa Vidal. Igual copia
se remellen a thesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, recommendando a expedirlo
de suas ordens, para que o commandanle do patacho
Pirapama polilla a disposicau do juiz municipal da
primeira vara desla cidade os sele presos que vie-
ram do presidio de Fernando, enlrcgando ao diree-
tor das obras publicas a pedra decalcar que Irouxe
a seu bordo. Fizeram-se as necessarias communi-
caces a respeito.
Dito Aojuiz municipal da primeira vara desla
cidade.para mandar apresenlar um calceta ao cora-
mandanle do corpo de polica para ser empregado no
servico de limpeza do respectivo quartel. Com-
municou-se ao referido commandanle.
Dilo Ao director das obras publicas, declaran-
do que a Ihesouraria provincial tem nrdem para pa-
gar ao arrematante dos concertos da poule do Molo-
colorob, a visla do competente cerlihcado, a impor-
tancia da primeira preslac.ln, a que.elle tem direilo.
Oilo Ao inspector da thesouraris provincial,re-
commendando em cumprimciito do aviso, que re-
melle por copia,expedido pelo ministerio da fazenda
em 29 de novembro ultimo, que quanlo anles Ira-
la de satisfazer ludo quanlo se Ihe ordenou em ofli-
cio de 9 de Janeiro desla anno, remetiendo the-
souraria da fazenda deslf. provincia, copias autenti-
cas de Indas as naneas, h'ypolhecas e calices pr. Ha-
das a fazenda provincial. Communicou-se ao is-
pector da Ihesourir. do fazenda.
Dilo Aodirector da colonia militar de Pimen-
leiras, para rcmeltter al o fim de Janeiro prximo
ruluro imprclerivelmenle urna informacao circuns-
tanciada, sobre a consesvagao e localidadc das malas
publicas daquella rircumvizinhaca e que abuudem
em madeiras de conslrucc,ao naval*.
Dilo Ao director interino do lyceu, remmclten-
do para serem archivados na bihlio'theca publica des-
la cidade, os relatnos da presidencia a assemhlea
legislativa da provincia de Mallo Grosso, nos annos
de 1850 a 1854, e bem assim a olleccan das Icis
provinciaes decretadas nos mesmos annos.
Dilo Ao Dr. Fillippe Lopes Netto, remetiendo
para sea conhecimenlo, copia do decreto n. 1477 de
22 de novembro ultimo, pelo qual he concedido a
DIAS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Dmaso p. m. ; S. Trason m.
12 Terca. S. Sereno leilor m. ; S. Epimom.
13 Quaria. S. Luzia v. m.; S. Eustracio.
14 hiinla. S Arcenio m. ; S. Disoscoro m.
15 Sexta. S. Albina m. ; S. Euzebio b. m.
16 Sabbado. S. Ananias, Zacaras o Mi/ael rom.
17 Domingo. 3.* do Advento. S. Floriano m;
S. Calanico m. ; S. Vivina m. ; S. Begga.
CAPITULO DCIMO QUARTO.
II y a dans les aris comme dans la tic une
. elernelle vril, et des formes passagres...
L'erreur de Centhcusiasme (fe.'l de >e pas-
sionner pnttr queljues mies de ees formes
a changeanlcs t secondaires, et de les pren-
dre pour la rialiu mime, o
(Willemain /jzsearis.)
(Conlinnarao.l
i .a-i io nao poda negar que havia alguma verda-
de as palavras de Mr. de Saulieu ; mas a verdade
exagerada em suas consequencias loca muitas vezes
no erro. Estudando as diflerenles phases da historia,
o mancebo linha aprendido que'semclhantcs ao ho-
iiiuii. os imperios nascem, descnvnlvcm-so, brilliaiu
C e\linguem-sc, que lem como elle infancia, adoles-
cencia, virilidades velhice s quaes dam-se os uo-
mes de barbaria, progresso, civilisaejoe decadencia ;
nas aprender tambem que os povos nunca linham
podido perturbar esta ordem natural de successao
nas idades, o conliiuiar o curso de sua vida donde
Ihes loria ido mais proveitoso. Assim o desejo que
exprima Mr. de Saulieu do ver nos-o secuto hesi-
tante e incerlo lemperar-se novamenle nas fonlcs vi-
vas e fecundas da media idade para adquirir depois
urna civilisaco nova, parecia-lhe um sonho insensa-
to, e posto que fosse como todos os bons espirites in-
clinado a lamenlaj- mais de urna cousa boa do pas-
sado, lodavia nao eslava mui disposio a Irocar todo
o seculo XIX pelo mais bello monumento das idades
paseadas, jm 'listo sua razio recia e clara dizia-
Ihe que a arle he menos urna causa do que um ef-
feilo, que nao se reconstrue urna sociedade com fr-
() Vide o Diario n. 284.
mas mais ou menos bellas, mais ou menos felize.s,
porm que estas inodclam-se sempre pelo espirito
das sociedades dcsposando-lhes as asperezas e os
vacuos.
Julga osenhor cnl.lo, disse elle, que urna vol-
(a repentina ;< arle do seculo XII ou XIII nos sal-
varia da decadencia, c nos infiltrara nas veias um
sangue novo?
Nao davide dsso, meu joven amigo, respondeu
Mr. de Saulieu. So cada um no circulo de suas ideas
e de seus hbitos quizesse dar-se ao mesmo trabalho
que eu, remontar o curso das idades, e tornar a lo-
mar a boa direccao no lugar em que a dcixmos ha
muilo lempo para seguirmos os caminhos do erro
podenamos esperar ainda no futuro, e legar aos nos-
so nelos urna solida her.inca de lealdadc e de vir-
tudes.
Supponho que o senhor nao quereria perder o
frurlo de quatro seculos de produeco e de desco-
herlas'!
Nflo; mas acrescenlar seus resollados s pre-
ciosas qualidades que linham nossos pas, e que in-
felizmenle nao herdamos.
Tambem nao quereria ver reflorescer as guer-
ras feudaes
Nunca ellas lveram sua razo de existencia
oalrura, n.ln a lem mais hoje.
Nesse caso de que servira construir habilaces
como as do seculo XII > Estes caslellos velhos tam-
bem lveram saarazaode existencia>mas coma
causa o cfleilo deve ter cessado.
O senhor nao me enmprchende, meu joven
amigo; nao quero que se edifiquem fortalezas de
que, gracasaucco, nao temos mais necessidade, pois
os geodarmes ah ed3o para defender-nos: mas
quero que sejam conservadas intactas as que ainda
existem, alim de servirem de modelos e de exemplos
il arte nova.
Modelos para nao serem imitados, exemplos
para nao serem seguidos, como o scuhor mesmo aca-
ba de reconhecer.
Sem duvida nSolie nocessarin reproduzir exac-
lamcnle as habilaces do seculo XII; pois confesso
sem dilliculdade que seus planos nao satisfazem in-
(eiramenle nossos coslumes. Nao son homem de
syslema, e logo que mostram-me a verdade, nao re-
cuso reconhec-la ; assim n que o senhor diz he mui-
lo justo. Com as guerras feudaes deviam desappare-
cer as fortalezas feudaes; mas nao he islo urna ra-
zao para se baoair cerla apnlicic.'io de um eslylo,
Smc. aulorisacao e privilegio por 10 annos, para es-
labecimenlodc um cslaleiro patente pateo i slip.) no
porto desla cidade, bem assim das condicoes an-
nexas ao mesmo decreto.
Portara O presidente da provincia, tendo em
enn-i leracao o que lherepresentan o director geral
interino da inslruc^ao publica em oflicio de 4 do
correnle sob n. 177, resolve considerar sem efleilo a
portara de 5 deagoslo de 1851, pela qual so conce-
den licenca ao religioso franciscano Pr. I.oureuco da
inmaculada Conceicao, para ensinar parlicular-
mnle em o seu collegio cm Caruar na comarca
do Bonito, as materias que consliluem o primeiro
e segundo grao de inslruccao clemeutar, o bem as-
sim laliin.franccz e ngua nacional, e ordena que a
re-peilo se expessam as convenientes communica-
$des. Fizeram-se as communicacOes de que se
trata.
Dita Nomeando, de conformidade com a pro-
posta do lenenle-coronel commandanle do balalhao
de infanlaria da guarda nacional da villa de Pao
d'Alho os rdad.ios abaixo declarados para officiaes
do mesmo balalhao.
Estado maior.
Tenente quartel racslreJos Rufino de Souza
Ramos.
Alferes secretario Jcsuino Domingues Carneiro.
Dilo porta-bandeiraVicente de Souza Ferraz.
i." Companhia.
Capilao Manoel Thomaz de Albuqoerque Ma-
ranhao.
Tenente Isidoro Jos da Silva Mascnrenhas.
Alferes Francisco de Souza Monleiro.
2.a Companhia.
Capilao Antonio Barbosa da Silva Coulinho.
Tenenle Jos .1 anuario Alves Ferreira.
Alferes Anaslacio Jos de Azevedo.
3.n Companhia.
Capilao Antonio Carnejro de Barros.
Tenente Manoel Joaquim do Reg.
Alferes Jos Barbosa Campello.
4." Companhia.
Capilao Bernardinn Barbosa da Silva,
lenle Antonio Bernardo Riheiro de Moura.
Alteres Antonio Francisco de A breo.
5.a Companhia.
Capilao Clirislov.io de liollanda Cavalcaoli de
Albuquerque.
Teneule Invine Eduardo Pina.
Alferes Manoel Carneiro de Albuquerque.
I 6.a Companhia.
Tenenle Francisco de Souza Leal.
Alferes Manoel Ignacio Cavalcaoli de Albuquer-
que.
Communicou-se ao respectivo commandaute su-
perior.
4.a seccao.Pela secretaria de estado dos negocios
do imperio se remelle ao Illm.e Exm. Sr. presiden-
te da provincia de Pernamhoco, para seu conheci-
menlo, copia do decreto n. 11/1, de 22 do correnle
mez, pelo qual he concedida ao Dr. Filippe Lopes
Nclto aulorisacao e privilegio por 10 annos para oes-
labclecimento de um eslaleiro patentepatent slip
no porlo da cidade do Recife, bem como das coudi-
cos nnnexas ao mesmo decreto.
Secretaria de estado dos negocios do imperio em 25
de novembro de 1854.Fausto Augusto d'Aguiar.
Conforme.Antonio Leil de l'inho.Confer.
Btptista flibciro.
DECRETO N. 1477 DE 22 DE NOVEMBRO
DE is-.i.
Concede ao Dr. Filippe Lopes Netto aulorisacao para
encorporar urna companhia com o fim de estabele-
cer no porto da cidade do Recife, capital da pro-
vincia de Pcruambuco, um estaleiro patente, me-
diante o privilegio exclusivo por 10 anuos, e de
mais condicoes annexas. _
Atlcndendo ao qne m"feprescnto~a o Dr. Filippe
Lopes Ncllo, e de conformidade com a minha imme-
diala resolucao de 21 do correnle mez, tomada sobre
parecer da seccao dos negocios do imperio do conse-
lho de estado, exarado em consulla de 18: hci por
bem conceder ao supplicanlc aulorisacao para encor-
coporar urna companhia com o lim de estahelecer no
porto da cidade do Recife, caplal da provincia de
Pernambuco, um eslaleiro patente {patent slip) me-
diante o privilegio exclusivo por lempo de 10 annos,
e as de mais con licejes que com esle baixam assig-
nadas por Luiz Pedreira do Cotilo Ferraz, do meu
conselho, ministro e secretario do estado dos nego-
cios do imperio, (cando porm o mesmo privilegio e
condicoes dependentes de approvacao da assembla
geral legislativa na parle em que della carecerem.
O mesmo ministro assim o tenha enlendido e faca
executar.
Palacio do Rio de Janeiro em 22 de novembro de
1854, Irigesimo-lerceiro da independencia e do im-
perio. Com a rubrica de S. M. o Imperador.Luiz
Pedreira do Couto Ferros. Conforme. Fausto
Augusto a"Aguir. Conforme.Antonio Leiie de
l'inho.Confer.Daptista Ribeiro.
Condicoes que se refere o decreto desta dala.
1. O eslaleiro patente ser construido com dmen-
ses laes que admita as embarrac,es que podem en-
trar no porto da cidade do Recife, capital da provin-
cia de Pernambuco.
2.a Os dez annos do privilegio serao conlados do
diaem que a companhia declarar que se acha promp-
lo o eslaleiro.
3.a Se passados dous annos depoisdo dia em que
transitara caria de privilegio, nao esliver o eslaleiro
completamente acabado, Picar de nenhum efleilo o
mesmo privilegio.
4.a Em nenhum caso poder a companhia exigir
de cada embarcacao, pelo aluguel do eslaleiro e con-
cert daquella, maior prceo do que o filado em urna
tabella, que ser orgausada pelo governo de necordo
com a companhia, tcnk>-se cm considerarlo para
essa fixacao o trabalho mauual e o aluguel do es-
laleiro.
5.s Os navios da marinha imperial ler3o sempre
preferencia no eslaleiro para os reparosdeque care-
cerem, e se lhes far um al,alimento de 10 por cenlo
em relcelo ao preco que fr estipulado para os na-
vios mercantes.
6. Oaoverno imperial se reserva o direilo de po-
der construir no porlo da cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco. um ou mais estaleiros
para oso privativo da marinha imperial.
Palacio do Rio de Janeiro cm 22 de novembro de
1854.Luiz Pedreira do Couto Ferraz. Confor-
me.Fausto Augusto d'Aguiar.Conforme.An-
tonio Leite de Pinho.Confer__Baptista Hibeiro.
GOMMANDO DAS ARMAS
Quartel do commando dai armas de Pernam-
buco, na cidado do Reclle, em 12 de dezem-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. I8fi.
O coronel commandanle das armas interino decla-
ra para conhecimenlo da guarnicao e devido efleilo,
que o governo de S. M. o Imperador houve por bem,
por aviso expedido pelo ministerio dos negocios da
guerra na dala de 9 de novembro ultimo, determi-
nar que seguisse para corle o Sr. alferes do nono
balalhao de infanlaria, Antonio Malozo de Andrade
Cmara ; e por nutro aviso da 17 do referido mez,
mandar servir como adtlido ao balalhao do deposito
da corle o Sr. alferes do segundo la mesma arma,
Victor (encalves Torres, segundo conslon das com-
monicaces recebidas da presidencia desta provincia
firmadas 21 do citado mez de novembro e a II da
correnle.
O mesmo coronel rommandanle das armas declara
igualmente, de conformidade rom as ordens da pre-
sidencia, que o balalhao nonu de infanlaria tleve es-
tar preparado a destacar para a enmarca de l'aje de
Flores, e nesle sentido enmpre que o hospital regi-
menlal sob sua adminislracao, fique a cargo do qoar-
lo balalhao de arlilharia a p. que vira orcupar o
quartel da Soledade logo que o nono balalhao se no-
nha em marcha para o seu deslino.
Os Srs. ofliciaes e a- pracas de pret deste balalhao,
que por juslificados motivos tenham de ficar ncsla
capital, Acacio addidos ao segundo de infanlaria, a
'cujoSr. commandantt interino serao remellidas as
competentes guias.
Os Sr. segundos cirurgies, alferes do corpo de
saude do exercito, doutores Joaquim da Silva Araujo
e Amazonas e Jos Mnniz Conleiro (iitahy, passa-
rflo como addidos a sarvtrem desde j, esle no se-
gundo de infanlaria, sendo desligado do nono da mes-
ma arma, e aquelle no nono, desligado do segundo.
A marcha do balalhao se efledoar.i no dia que fr
indicado pelo quartel lo commando das armas ; bem
como a oceupacao do quartel da Sotedade pelo quar-
lo balalhao de arlilharia s p, que deverfi eslar para
ella preparado, havende-se o Sr. commandanle do
nono balalhao na enlreca do quartel, conforme o
disposio no aviso circular de 7 de marco de 1853.
AssisnadoManoel Muut: Tarares.
ConformeCandido leal Ferreira, ajudanlc de
ordens eucarregado dodetalhe.
COMMANDO SUPERIOR.
Quartel do commando superior da guarda na-
cional do municlpi do Recife 11 de dezem-
bro de 1854.
ORDEM 00 DIA N. 166.
De ordem de S. Ex.Sr. commandanle superior,
mar.da o Sr. chefe ilc-eslado-maior publicar para
conhecimenlo dos corpps sob seu commando, o ofli-
cio da presidencia ababo transcripto.
S. Ex. ao dar publitjriade ao referido oflicio, jul-
ga dever por sua vez congraltilar-se com a guar-
da nacional desta cidafle pela promplidao com que
se lem prestado ao -erficn. louvando nos Srs. che-
fes e oflicialidade d/is forpos qne concorreram i pa-
rada do dia 2 do crrenle, aimiversario natalicio
de S. M. o Imperad*, o zelo c pericia que IrSo
mostrado para que osfteiis respectivos corpos ad-
quiram esse hrilho, g.dliardia e disciplina que mere-
cern do Exm. presidente da provincia um 13o jus-
lo rnneeito, e que inrn.im a S. Ex. orgulhoso e u-
fano por commandar ama lio briosa milicia.
S. Ex. recommenuxt ainda aos Srs. commandan-
les dos respectivos ftatalhoes que transmitan) s
pracas que enmmandam o senlimento de cunlianca
que nclles deposita, Contando com a permanencia
do scu.enthusiasmo, nalriotismo e lealdade, como o
primeiro dos clementes da firme orgauisacao e ele-
vadlo da guarda nacional.
Illm. e Exm. Sr.yeslemunlia ocular da discipli-
na e garbo militar com que na parada e cortejo do
da 2 do correnle, aalniversario natalicio de S. Al.
o Imperador, apresenluu-se a guarda nacional desla
cidade, julgo de mea dever congratular me rom V.
Ex. por 13o rforirver"tjHlrtfnlismo, ilcvt.la spm -lnvi-
da grande solicitudc cora que V. Ex. se ha em*
ponliad,, em reanima-la, e lambem as excclleules
dispnsices, que manifeslam os briosas Pemamhu-
canos para servirem em urna milicia que sera sem-
pre um firme apoo do Ihrono e das inslilui;Oes.
Alanifestando a V. Ex. estes meus senlimenlos,
desejo que ellcs cheguem ao conhecimenlo de lodos
os corpos da mesma guarda nacional.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do governo de
Pernambuco 5 de dezembro de 185*. Jos Benlo da
Cunha e Figueiredo. Illm. e Exm. Sr. Bsrao da
Boa Visla commaudame superior da guarda nacio-
nal desle municipio.
No impedimento do ajudanle de ordens de sema-
na, Francisco de Miranda Leal Seve.
EXTERIOR.
para se rcpelhr o proprio eslylo. He o eslylo, meu
joven amigo, sua harmona, sua ornamenlacao, suas
"particularidades que se djeveria procurar reproduzir,
e applicar s nos-as babilacoes.
Restara saber se esse mesmo eslylo Q|o esla
lao eslreitamente ligado s uecessidades" qne o pro-
duziram. que se nao possa separa-lo e appropria-lo
ultmenle a necessidades de oulra natureza, e mui-
lo diflerenles das que o fizeram nascer.
Rcceio muito, meu charo de Chavlly, disse o
archeologo meneando a cabeca, que nao possamos
jamis concordar sobre este ponto, e que o senhor
nao esteja lao profundamente compenetrado como eo
do ideal dessa bella poca da arle. Todava deve
confesar que se depois do Renascimenlo pdo-se ap-
propnar as particularidades da archileclura antiga
aos nossos coslumes, nada se opporia a que lhes ap-
propriassemos igualmente as da archileclura da me-
dia idade.
Mr. de Saulieu nao reparava nas concesses que
linha feto; Gastao apressou-se a aprovetar suas
vanlagens. '
Enlao osenhor quereria, disse elle, que sobre
nasas casas aherlas por odas as partes, e de lao f-
cil accesso, se lancasse a mascara severa e mviterio-
sa da media idade'' J
O archeologo scnlio que, apezar de todas as alin-
enos com que seu adversario o Iralava, perda o le-
reno a cada passo, c responden :
Nao digo isso; mas embutido por embutido cu
preferira)) da media idade ao ta anlieuidade.
Porm a arte anliga. expressao de urna civili-
saco a lianiada c em alguns pontos igual a nossa,
parece curvar-se mclhor s nossas necessidades.
Eis em que o senhor engana-se: a arle antiga
he cheia de superfclacics de que nao necessilamos
no estado de nossos coslumes e de nossas riquezas c
al.'iu lisio o clima !...
Bem sei que o templo grego nao convm ao
nosso eco inclemente ; mas nossos artistas do Renas-
cimenlo snuberam imilar-lhe a harmona, as parti-
cularidades e as proporees para comporem de algu-
ma serle urna archileclura nova maravilhosamcnle
appropriada aos coslumes de sua poca e as necessi-
dades ile nosso paiz...
Elles lirat am-se deslramenle de urna m;i cau-
sa ; nao sou systemalico cconvenhn voluntariamen-
te nisU; mas, creia-mo, leriam produzido obras pri-
morosas se em vez de lomarem seus elementos da
II
HESPANH.V
(Do Diario llespanhol.)
SESSA'O REGIA.
Segundo o ceremonial publicado com anteceden-
cia para o solemne arto da abertura das corles cons-
liluinles, desde muito cedo clrculavam honlem por
lodas as ras que devia passar a regia comitiva os
balalhoes de infanlaria e os corpos de oulras armas
da milicia nacional e do exercito, que se dirigiam a
ocenpar os ponlos que lhes eslavam respeclivamenle
designados. ^
Um immenso povo como poucas vezes havemos
visto em Madrid nas maiores solemiiidades.se apinha-
va ainda que circula a por lodas as parles, sendo o
aspecto geral desta maesa do povo, tranquillo e vis-
velmenle cheio de regosijo, sendo com grande des-
confianc para us que, demasiadamente preocupa-
dos com os temerosos annuncius que nestes dias se
linham espalhado, observavam com inquielacao a-
proximar-se o momento da solemne ceremonia.
A' ama e meia annunciaram o estampido do ca-
nho e os echos eslrondosos de uma.accelamacjio ge-
ral a sabida de S. M. do regio alcacar. Encami-
nhou-se a comiliva pelo caminho designado para o-
palacio do Coagresso, e duranle lodo o Iransilo foi
S. Al. saudada com grandes, espontneos e univer-
saes signaes de respeito, que por mais de urna vez se
converteram cm cnlhusasticas vozes tle : viva a rai-
nha constitucional! !! Principalmente i porta do
edificio, e no momento de apear-se S. M. do coche
que condtizia, aquellas manifeslaces do senlimen-
to publico lomaram maiores proporges, sendo mui
repelidos e sustentados os vivas com que o povn all
reunido saudou a sua chegada.
arte anliga, os houvessem lomado de nossa arle na-
cional.
Oque o senhor chama nossa arte nacional nao
lomou tambera seus elementos da aiiligoidadV?
Oiie erro I Em vez tle pedir nada*como se tem
pretendido i arte grega ou romana, a da media ida-
de formou-se por si mesma, sem imilar o passado, e
inspirada pelo seu proprio engenho.
Todava eisaqui a arcada romana, observou
Castao timidamenlc.
N3o, nao, he a arcada franceza.
Franceza, sim ; mas imitada da romana.
He engao imitada da arcada franceza que
co-exislia com a romana.
Procuremos entender-nos, disse Gastao, a
quem esla singular discassao comec,ava a impacien-
tar : os Romanos nao conquislaram a Gallia?
Oiicm nega?
No importaran) nas Gallias seus coslumes,
sua adminislracao, seu culto e suas artes?
Assim o dizem.
Os monumentos ah eslo para prova-lo. Nao
he mui simples o natural que os Gallos, e depois os
F'rancos se tenham applicado a imitar em suas cous-
Irucctes os modelos que linham i visla ?
Um engenho particular respira nas conslruc-
Qoes que pertencem propriamenle aos nossos ante-
passados ; os Romanos nada tem que reclamar.
Osenhor er entilo que os dallo, e depois os
F'rancos tenha urna arle particular, da qual sanio a
da media idade sem imilar em hada a dos Romanos,
poslo que He esla a minha opiniao.
Mas seriarn necessarias ao menos [algumas au-
toridades para apoia-la.
As autoridades nao sao o que falta ao meu sys-
lema, tenho a meu favor as dilVerencas que separan
os dous eslylos.
Mas lem contra si lodas as scmelhancas que os
ligam, as quaes silo numerosas.
Nunca as percebi. O senhor nada enlende dis-
so, meu charo GaMie, absolutamente nada.
A esla declarado Air. de Chavlly deixou cahir os
bracos como desanimado c calon-so ;' porquanlo rom-
prchendeu que a doonca de Air. tle Saulieu era in-
ctiiavcl, e que o homem que gabava-se a cada mo-
mento de nao ter um syslema exclusivo era o mais
exclusivo e systemalico que linha encontrado em sua
villa. Desde enlo resignou-sc a onvir expor sem
pe,[.mojar u theorias maisexlraordinarias, ossysle-
1% fl
A scena qne leve lugar no interior do palacio do
Congresso mo foi menos salisfacloria, e inmediata-
mente leve urna importancia infinitamente maior nos
motlenlos actuaes. Collocada S. AI. no Ihrono leu
com voz enmmovida oseguinte discurso :
Senhores depulados :
peranca que nunca, abrir as corles da naco, c collo-
car-m entro os cleitos do povo. Se no dia vinle e
seis de jnlho, reennhecendo toda a verdade, confici-
mesem reserva sua nobreza c ao seu palriolismo,
juslo he que ueste momenlo solemne me apresse a
dar-Ihe agratlccimentos pelo scu admiravel com-
porlamenlo, e reclamo dos que iuvesliram com seus
poderes a consolidaran da nova era do bem oslare
felicidade que se iniciou enlao para o nossa patria.
a Tenho sido fiel, senhores depulados, aoqueofic-
reci naquelle dia dianle do Dos e do mundo, res-
pelei como respcilarci sempre a liberdade e os d-
reitos da nar,3o ; puz o meu esmero c minha vonlade
em promover os seus inleresses c cm realisar as suas
justas aspirares.
Vindes fechar o abysmo das lucias e das discordias,
ordenando e decretando a lei fundamental definiti-
va que ha de consagrar esses direilos e ha do garan-
tir esses inleresses. Vos os estimareis com a mo
sobre a consciencia, com a villa fila na historia. Se-
r a vossa resolucao ( nao o duvido ) asenlcnca dos
hons edos nohres: digna de ser aceita pela vossa rai-
nha, digna de ser defenditia pelos vossos conslilu-
inle digna de ser bemdila eacclamada pela posleri-
dade. v
n Os successos passados nao podem riscar-se ncm
desapparecar no meio dos lempos. Porcm se o co-
rac.ao se comprime e os .olhos se cnchem de lagri-
mas ao recordaren! desastres e iuforltinios, tiremos
delle, senhores depulados, o exc-nplo e doutrina pa-
ra esla vida poltica que senos abre. Quic lodos
temos errado e Taremos por acertar de ora avante.
A minha confianza he plena e absolula : que o vosso
palriolismo e vossa illu-lracan sejam 13o elevados e
lao fecundos como necessila a nossa qnerica Des-
palilla. E j que esla ha assorabrade a Europa lau-
tas vezes com seus deslinos providenciaes, atraa
agora lambem a sua droiracSo, aprcsenlando o qua-
dro consolador que fara ao mesmo lempo a nossa
gloria c nossa ventura: orna rainha que se lanc
sem vacilar nos bracos do seu povo ; o um povp e
assegiirando as suas liberdades, responda i dtjsn
de sua rainha tomo o mais bravo e mais nobre. e o
mais eaval!eiro de lodos os povos. i>
Nao ha possivel tlescrever o efleilo causado na as-
semhlea pela presenta c palavras de S. M. De lo-
dos os bancos sahiram ao mesmo lempo so concluir-
se a leilura do discurso, as maisenlhusiaslicas accla-
maees tic Viva'a rainha constilucionall gritn
espontneamente c repeli dorante alguns momentos
com igual ou maior energa a immensa msioria dos
Srs. depulados Viva a rainha constitucional
espouderam unanimemenlo as tribunas uceupadas
por urna numerosa concurrencia de todas as classes
da sociedade. Naquelle momenlo solemne se con-
fundirn! i.'orna s e geral acclamacao as vozes de
lodos os concurrentes.
Algumas se ouvram sem embargo, (cumpra-se
a verdade dos fados que ouvimus ) que hao de victo-
tsar os ohjeclos dignos certaraente de respeito, taes
como a soberana c a vonlade nacional ; po(cm ou
qpe o senlimento monsrehico profundamente excita-
do embargasse naquelles momentos do animo dos se-
nhores depulados, ou que julgassem que nao se Ira-
laya enlao desses particulares por maneira alguma
postosem quesiao; ouque a assembla escrupolizas-
se de manifeslaces que em ullimo resultado hou-
vessem significado que se viclorava desnecessaria-
menle a si propria. he nm fado que aquellas vozes
se perderam entre o eslrondo da universal acclama-
cao da rainha constitucional.
Concluida essa magnifica scena, S. M. recebida
e saudada pelo povo no regresso, se derigio nova-
menle ao palacio. All presenciou da janella o des-
filar, que durou duas horas c meia, dos 15,0110 ho-
mens da milicia nacional que haviam formado, e que
por seu porle c respeilo podem cauar inveja s me-
Ihorcs Iropas regulares, assim como os cinco mil ho-
mens do nosso valenle exercito, que igualmente ha-
viam concurrido a occopar o caminho que devia se-
guir a regia comitiva.
Tal foi em summa a solcmnidade de bontem. O
povoacolheu a rainha com os mesmos signaos de res-
pciloso amor com que sempre havia saudade a sua
presenta, mostrando igualmente pelo seu aspecto a
inallerabilitlade de seus senlimenlos monarchicos,
que resistem i prova deperlurbaces lao profundas
como as passadas. Os senhores depulados anlecipa-
ram 'romo exiga o seu palriolismo, como reclama
a publica anciedade, a soluto do negocio mais ar-
duo que a siluacao oflerecia. Honra aopovo e aos
representantes do paiz, que assim compreheuderam
os seus deveres rustes momentos supremos !
A ceremonia da abertura das corles consliluinles
foi um aconlecimenlo que veio derramar nos nimos
a conliaiica e a Iranquilldade, e a dissipar os temo-
res que abrigavam acerca do gyro que podessem to-
mar os assumplos pblicos ; debaixo desle aspecto,
como debaixo de qualquer outro que se eoncedesse,
fechon digna e satisfactoriamente, como era de pre-
ver, o periodo percorrido entre o abalo revoluciona-
rio e o fado legal que devia natural metilo por (ermo
a situado por elle creada.
( Peridico dos Pobres no Porto.
mas mais extravagantes, e a nao aventurar mais sc-
quer a sombra de tima objeccao.
Quiintlo Air. tle Saulieu vio que Gasino nao Ihe
responda mais. imaginou que o linha convencido, c
dissc-lhe:
Eu eslava bem corlo tle que o senhor reconhe-
ceria brevemenle a verdade! O senhor nao he como
Rigaud, surdo e cgo de proposito ; por isso nao ho-
sitei em divulgar-lhe o qde occullo a lodosos olhos.
Para qucocculla? pergunlou Mr. de Chavl-
ly. Parcre-mc que se cu possuisse nina cousa 13ocu-
riosa e lao bella me apressaria a moslra-la a todos.
E faria urna loucura ; o que todos podem ad-
mirar e ver coma cu. perde muilo de seu valor aos
meus olhos. Em urna collecc.,10 um ohjeclo s he
precioso pela sua randado ; se todos podem possui-lo
elle nao lem mais preco para ninguem. Quando des-
eo aqu, posso tlizer comigo, que gozo sosiuho de
meu bem. que ienhum olhar profano vira diminui-
lo, que nenhum censor desdenhoso o alcancar com
sna critica, c he isto urna consolacao para lodos os
engaos que me lem perseguido al ao prsenle.
- O senhor faz como o avareulo, esconde seus
Ihesouros, disse GasUo. Em sen lugar cu preferira
franquea-los, e parece-me que gozarla melhor del-
Ies.se chamasse meus amigos para gozaren lambem.
0 senhor nao o faria se fosse verdadcimmcnlc
amador, e se tivesse reconhecido como eu o abuso tle
protljgalisar suas riquezas Nao digo que algum dia
n.ti deixarei Rigaud e mitro- cnlrarem aqu; mas
ser depois que liver terminado minha grande obra
sobro o easttdlo tle Oslreval e as con-truccocs subter-
rneas tas fortalezas da media idade. Ah est a ul-
tima palavra da arrheologia. meu charo Gastao, a
explicacao de Ir' serillos ao menos. (Juanlas cousas
ale agora lem permanecido nas Irevas, e se acharao
enlao naturalmente explicadas Esta sala subterr-
nea, por exemplo, a que uso pensa que era consa-
grada ?
Era provavclmenlo alguma sala tle armas, em
que o commandanle do t asidlo reuna sua genlc
quando convinha tentar urna irrupcAo, respondeu o
mancebo ; pois supponho que ha aqu em alguma
parte tima sabida para o campo.
Com efleilo, meu joven amigo; eis um corre-
dor subterrneo, que devia couduzir ao fondo do
valle; est agora entoldado, e nAn consegu ainda
des ilislrni-lo complelamcnlc.
Pallando assim o archeologo mnslrava a Gastao
um,i passagem cubera de abobada, quasi seniclhan-
O PASSADO E O PRESEPTE.
Les censeurs systmatiques de la
societc abondent....
(Reybaud.;
Quem olhar superficialmente para a sociedade
moderna, quem nao investigar os phenomenos so-
ciaes que lem apparecdo. por ventura divisar na
feicao caraclerislica mais pronunciada dos nossos
lempos os melhoramentos malcraos a decaden-
cia to genio, o anniqulameiito do espirito, a en-
thronisacAo da materia.
Quem folhear as obras dos escriplores to seclo
paseado, vasto laboratorio de grandes e fecundas
ideas ; quem se embrenhar no esludo das theorias
mais ou menos abslraclas dos philosophos e refor-
madores : quem conlemplar os commellimenlos ar-
rojados dos enciclopedistas que arcando peilo a pel-
lo com o gigante da anliga sociedade, a desmorona-
da profunde-a de seus alicerces, para sobre elles
cimenlarem um novo edificio ; quem expandir os
olhos por esse vasto horisonle de chimaras, de illu-
sOes fallazes dos reformadores c utopistas de enlo.
por esse quadro romanesco tracado cm sua imagi-
nado povoada de imagens risonlias e seductoras, e
olhar irreflectitlaraenle para a poca actual, appa-
rcnlemente mais estril, extensivamente menos ze-
losa de suas franquas, o menos a ida de pleitear
igualdades; quem confrontar, sem penetrar no a-
mago dos fados, ainda a primeira melade desle se-
culo com a oulra que val coi rendo, poder sem du-
vida exla-iar-se na contempladlo to passado, ad-
mirar a cultura do espirito, e a coragem de lanos
marlyres generosos, que sellaram com seu sangue
as ideas que tefcndiam e as crticas que professagj
vam.
Alas, se consultar a historia e interrogar sua
consciencia, ver que a sociedade moderna nao
adormeceu ao som tos bymnos da liberdade, nao
arreou as bandeiras, nem deixou perder as suas con-
quislas ; o que, onde a i> ranina lem procurado so-
pear a liberdade, o povo lem corrido a reivindca-
la, recorrcnilo militas vezes 80 derradeiro meio,
extrema razio dea povo a revoluto.
A's me .Inultas ruinas do passado deve sucreder a
reedificacao, como a ordem e seguio ao cabos. De-
pois, de lanas destruiente* operadas pelo camarlel-
lo revolucionario, era forea a recomposic^io o in-
dispensavel robuslecer esses principios, cuja con-
quista costara lano lempo e lanos marryres. Tal
lem sido a afanosa larefa dos lempos modernos :
lal ha sitio n empenho tos estadistas, no iulervailo
das guerras civis, no remanso da paz.
O grito das reformas repercutido pelas pracas, a
sedo de Justina reclamada por totlos, acharam echo
nns gabinetes. Daqui o zelo polos melboramenlos
nioraes e malcriacs dos povos : daqtli o tlesenvolv-
menlo do espirito de associacao creado sombra dos
governos livres, e que unimlo os esforcos indivi-
duaos, lem emprehendido e poslo por obra melho-
rameutos do grande alcance, que fariam recuar o
homem solado : daqui o cuidado pela administra-
can da jtislica, primeira e instante necessidade so-
cial.
Alas so depois que cessoe o estridor das armas t
que comecaram de experimenlar-se osiucommensu-
raveis beneficios da paz, he que as grandes refor-
mas sercalisaram ; que as grandes concepcoes sa-
hiram a lume, c que o genio, deplorando a quas
dissolucao dos vnculos sociaes, se lem oceupado de
os estrellar. Eis a preeminencia dos lempos no-
tiernos sobre os que foram : reconstruir, reedificar a
sociedade abalada pelas convulses de tantos anuos.
II.
Portugal foi um dos paizes da Europa, em que a
arvorc da liberdade se plantara mais tarde ; e, co-
mo se islo nao baslra, vinha frcquenlemcnle o lu-
fao das revolucoes relardar-lhc o crescmenln o im-
pedir que vecejasse. Por muilo lempo seus habita-
dores aa assemelharam aos de Roma, que passavam
os das no forum disputando acerca dos direilos po-
lticos ; por muito lempo muilos de seus ponlos fo-
ram utios lanos Avcnlinos, em que o povo se gru-
pava em defensa de suas liberdades opprimidas ;
por muilo lempo o grilo do povo cchora por lodo
o paiz.
Depois desle phrenesi, desle delirio revoluciona-
rio veio a calma, a serenidade c rellex.lo, como ao
febricitante depois de longo accesso. A procella re-
volucionaria acalmara, o flagello horrivel da guerra
civil, que tantas vezes armara o braco do pai contra
o filho, e do irniao coutra o irni.io, ccssra; e de-
pois de heroicos e dolorosos sacrificios, a sociedade
abalada por lanas convulsoes como que senda dcs-
conjunlar-se c caminhar sua lenta c succe&siva
decompnsicao.
A primeira necessidade de um povo he ajoatica,
podra regular sobre que repousa o edificio social ;
e o povo porluguez, Irabalhado por tantas e lie dcs-
pedaradoras litios, linha sede de justica, c anhela-
va tornar solidos e efleclivos os direilos de seguran-
cia pessoal e de propriedade.
Para aqu lem convergido os esforcos tos esladis-
as, quo lem sabido elevar-se altura da sua nobre
misso.
A reforma da legislanio, e maormeule da legisla-
rlo penal, que fora elaborada sob o anligo rgimen,
e qne, por sua severitlade, aherracao do principios,
inciimiuacaotle aeces edesproporcao tle penas nao
poda coadunar-sc com o syslema actual ccom o pro-
gressivo desenvolvimento tlasciencia philosophca to
direilo penal, era o alvo commum de quasi lodos os
governos. A incerteza e a arbitrario la na impo-
te que os condtizira al sala grande ; porm me-
nos elevada, e que segundo lodas as probabilidades
devia lerminar nao longe do riacho. Ouvia-se aira-
vez das podras amonloadas um murmurio d'agua so-
bre seivos.
He nina fontc quesera duvida abasteca d'agua
a fortaleza, e que rbenla ao p da rocha na parte
exterior para lancar-sc logo no riacho, que alraves-
sa a aldeia. O senhor lem razio de snppor que esle
subterrneo oflerecia una sabida guarnicao; mas
engana-se chamando esla sala urna sala d'armas;
pois era nina cousa mclhor, era urna sala de juslica.
Urna sala de juslica! aqu debaixo da Ierra !
Sun, urna sala de juslica occulla, um tribunal
secrclo. um tribunal dos Fnmcs-Juges.
At agora en linha pensado que essa lerrivcl
insliluicao tos Krancs-Jugcs s linha cxislido na Al-
lemanha, observou Gastao.
Sim, he o quo se pretende gcralmenle ; mas
por meio desta sala quero provar que lem-se andado
al agora no erro, e que os Franrs-Juges da Allema-
nha linham alliliados no Valois.
Como provara isso?
Veja estes bancos de pedra, veja esla especie
tle tribunal no fundo ta sala, e nas chaves tas abo-
badas esses aunis de ferro, e nas paredes assaj figu-
ras symbolicas, e nos capileia esses signaos caba-
lsticos.
Tudo so nao poderia existir igualmente cm
urna sala tle armas ? porgunlou o mancebo.
Nao, meu joven amigo; osles bancos tle pedra
sao desuados aosjuizes; soldados que se ilispeui a
tentar una irrupcao nao se assentam, nem se teria
litio o cuidado de preparar-Ibes assenUts. E-ses au-
nis de ferro tieviam sustentar alampadas, e para al-
Iqmiar soldados leriam bastado lochas. Porm eis o
tpic h cnncltidenle ; approxime-se, Ihe, que v?
Air. de Saulieu moslrava una das paredesda sala,
na qual tima mao grosseira gravara em traeos circu-
ios, quadrados, tringulos, ele.
O que vejo? repeli Gastao; bem pouca cou-
sa, figuras de geometra.
Nao, meu joven amigo, s.io signaes cabalsti-
cos, caracteres misteriosos tle um idioma symholico,
cuja chave julgo ler adiado.
De veras? disse Gasino nleiramente capliva-
tlo por essa revclacao inesperada.
Siga minha demonsIracAo, que julgar por si
mesmo.
V
sic.io das penas, efleilo do esludado rigor da pcnali-
dade, eram nm alternado aos principios da Justina
social eimportavam a subversSo da ordem publica.
Os crimesou campea<-am impunes, ou eram punidos
com lao de.mesurado rigor, que a consciencia publi-
ca se revollava.
Depois de muilos incentivos e esforcos do parla-
mento e do governo, appareceu o cdigo penal, ap-
provado por decreto de 10 de dezembro de 1852.
Mas a reforma da legislaran d'um povo nao he
urna obra instantnea, nao se conclue d'um jacio,
nem pode para logo atlingir o grao de perfcctibilida-
de, de que saosuscepliveis as obras humanas. He
inistcr que o legislador medilc no seu gabinete, cal-
cule e que nao v ferir inleresses creados com a lenlidaotlo
lempo, e hbitos incarnados pela sua diuturnidade
no corarlo dos povos. E muitas vezes, ou, melhor
diremos, quasi sempre qualquor syslema legislativo,
embora o mais harmnico, combinado, homogneo
o relleclidn, vai encontrar difliculdades que conlra-
riam e enlorpecem a sua execucao. Um cdigo nao
he urna concepcao ideal, um romance, em que o ge-
nio, desprendido e livre, divaga em um mundo pitan-
tasmagorico, debuxando os quadros ;i seu ltanle
e descrevendo as personagens a seu grado : um c-
digo he urna obra ajustada ao corpo social em que a
imaginadlo mais fecunda, lem tle curvar-se por .inte
a razao fra, em que o genio mais portentoso lem da
condescender com os hbitos da sociedade. li'.uqu
a necessidade da revisao dos cdigos.
Todas as nanees, aiuda as mais cultas e que mar"
cliam na vanguarda da civilisaco, leem reconhecido
esta necessidade. O cdigo penal francez publicado
em 1810 sob o imperio de NapoleSo, que reuni
gloria de Alcxandre os talentos universaes de Cezar,
foi revisto c reformado pelas leis de 5 de junho de
I82i e 28 de abril de 1832. Redigido na poca em
que vogava o syslema utilitario de Benlham, ,i
sua penalidade nao podia deixar de ser exagerada ; e
foi por isso que a revisao, consignando o principio
da aiionuacau das penas e esltbelecendo urna justa
proporco entre estas e os delirios, elevou esle c-
digo ao grao de perfeic,3o compativel com as obras
do homem.
Assim proceden lambem o governo, nomeando
'tima commissao incumbida de rever o nosso cdi-
go penal de accordo com os Ilustres collaboradores
delle.
Alas nao basta a promnlgacao de um cdigo pe-
nal, queso potle conler a classificacao dos deudos e
a slesignacao das penas correspondentes : he mislcr
um cotligo de processo criminal, adaptado ao sysle-
ma liberal, ao estado actual da civilisar.ao e ao espi-
rito daquelle cdigo.
A reformado processo, como garanta solida dos
direilos do cidadSos, foi um dos primeiros passos
dos nossos legisladores ; e a magistratura, poni cul-
miuanle da ordem do processo, tem sido urna das
instifuiees que mais lem exilado a sua altenc.io.
t.onlieroiidu que a admiiiislrac.io da juslica depende
la orgatiisai.",.ida magi-dr.dura,qua-i todos se lem ap-
plicado a dar-lho condicoes de independencia, que
assegurera a imparcialidado e inteireza dos juizes.
Com razao diasP d'Agocssaii : a He misler aos
juizes urna probidade particular que se chama inle-
gridade.
Se alguns leem por ndole os nohres predicados
que devem adornar o magistrado, que tem d julgar
sobre a vida, a honra e o patrimonio do cidadao, se
a ri gidez de seus principios, e a austeridade de scu
carcter resistem a todas as provas ; em otitros eslas
qualidades devem assegurar-se com a independen-
cia do seu cargo, com a promessa de vanlagens per-
manentes, e com a perspectiva de fuluras recom-
pensas. He por isso que entendemos, que as pro-
poslas de S. Ex. o Sr. ministro da juslica publica-
das no Diario desle anno, n. 82, sao de grande al-
cance, harmonisando a administracao da juslica com
as vanlagens da magistratura. Nada mais jaslo do
que gal,ir.loar os servicos dos que leem encanecido
no elevado mislcr de julgar, edo que proporcionar-
Ibes vanlagens, quando tenham de Irocar os traba-
dlos da vida publica pelo remanso da vida privada.
Aguardamos com avidez a publicacao do cdigo
civil, ardua larefa confiada ao genio de um eximio
jurisconsulto, e complemento indispensavcl da nos-
na legislado.
III.
Alas, seos lempos modernos leem assignalado a
sua passagem pela planlac.ao de iiistituiccs emi-
nentemente civlisadotas, pela publicacao de leis de
que lando carecamos, he lambem rerlo que elles
nao leem desprezado as commodidades dos povos.
O homem nao heum puro espirito; he urna inlelli-
gencia servida por orgos,segundo a bem conhecida
phrase de Bonald. Se o scu espirito se abalanza a
concepcoes sublimes, se cm sua alma brotam gran-
des nspiracGcs, se divaga pelas incommensuraveis
regiOes da iulelligencia, se devassa os mais ntimos
arcanos da natureza, e aspira a um renomc e glo-
ria immarcessiveis, se he ludo pela sua natureza in-
lelligcnle, he tambem cerlo que he dotado de oulra
natureza corprea ; e que as commodidades, os pra-
zeres, os tleleiles e ludo o que fere a sua imagina-
cao, sao oulras lanas condicOes de vida, que uSo
podem desprezar-se.
Osqueveomna feilura de urna estrada e de um
caminho do ferro a malerialisacao do homem e o re-
lelo da poca cm que vivemos, he que nao querem
ah ver um pensamenlo civilisador. As vias decom-
mnnicaco, e mrmenle as vias frreas deslroem as
O archeologo apanhou em um caulo da sala urna
varinha, c depois de entregar a tocha a Gastao, co-
mecou a explicar seus hieroglyphos.
\r primeramente este circulo? he a imagem
da associacao occulla dos Francs-Jugc?, sempre com-
pleta, sempre inteira, e perfeita como a linha desla
rircumferencia.Est inscripta em um qcadrado para
fazer coraprehender que essa juslica he inabalavel.
Urna t,ingenie parle da exlremidade inferior desse
circulo, e vai terminar no centro de um triangulo
equiltero. Esle triangulo he o emblema dajustiei
divina, da qual o tribunal secreto he urna emaua-
cSd. Espere, o senhor comprehender o efleilo de-
pois de lerenlrevisto a causa. Urna segunda tangen-
te parti lo da exlremidade superior do circulo vai
cortar pelo meio tuna oval ou antes urna elipse.
Que julga que reprsenla essa elipse ?
A esta pergunta liaslo ficou nimio, bem como le-
riam feito muilas pesases de espirito.
Esla elipse, lornou Mr. do Saulieu com accen-
(o (riumphanle, he urna figura impcrfeita e des-
igual, e aqu Oa linguagein swnbolica reprsenla o
virio, a falta, ocrime que convm punir. Olhe para
a exlremidade dessa tangente, que lorna-se o eixo
da elipse, ver urna trecha : a frecha da juslica alra-
vessou o rrime, de parle a parle, malou o crimi-
noso.
* Eis sem duvida o que he muilo engeuhoso,
disse Gastao, e eu jamis leria suspeilado nessas li-
ndas, que pareccm trabadas por urna m3o inge-
nua, um sentido lao profundo etao complexo ; mas
expliquc-mc o que significara estes quadrados, estes
lozangos, estes tringulos embarazados uns nos un-
iros.
Ainda nao achei o -cutido preciso desla figu-
ra, e he esse o nico poulo sobre que resla-me al-
guma .Invada. Tres sol nenes lem-sc-me aprcsenlndo
ao espirito ; mas nenhuma me satisfaz completa-
mente, ando cm procura de urna qua ra.
E quando a adiar, m'a communicar, nao he
assim, Saulieu ? inlerrompeu brutalmente urna voz
e-lranha. que pareca sabir das enlranhas da Ierra.
Estas palavras foram acompanhadas de urna hor-
rivel gnrgalhada, que tlespertoii romo um IretlO lo-
dos os echos do subterrneo. O archeologo deixou
cahir a varinha, e Gastao deu um salto para a pa-
rede como para por-se em estado de defeza.
(Confinuar-Wia.)


.
7
distancias, aproximara os sabios, diUuudem as ideas
e exliigucm as rivalidades dos povos.
O progresso material anda a par do moral. As
grandes obras cmonnmentos presuppfiem grandesfa-
culdades, elevados pcn-amenlos, e um fin moral
ou ulil. |..,,,;,. va i a epoea em que a oslenlagao e a
vaiJade estallas se compraziam em erigir sumplun-
sos edificios, pedeslaes permanentes de pueris capri-
chos, e tributos de sangue de mais de urna geragao.
llevemos rcconbecer as grandes conquistas dos
lempos modernos sobre os que foram, e os prodigios
do genio na poca em que vivemos. Que o diga es-
sa phalange rcspeilavel de cscriplores, que ahi aval-
lara em.lodos os gneros; que odigam tantos talentos
artstico* que ahi se Uem desenvolvido ; qne o di-
gam esses marcos miliarios, que a civilisagao ahi lem
plantado na sua gloriosa passagem.
Todava nao fallam espritus refleclidos, corages
descridos, dos quaes um scepticismo terrivel se ha
apoderado, que tcm desesperado de regenerar o
paz ; como se os habilosarreigadosdc umjpovo, co-
mo se os erros grosseiros identificados com a sua n-
dole podessem extirparse ao uto de urna vontade
enrgica e imperiosa.
O progresso he una lei moral das sociedades, que
se faz obedecer irresislivelmenle ; mas o lempo he
um elemento essencial do seu desenvolvimente.Co-
vilha 25 de oulubro de 1854.
Jos da Cunha Navarra de l'aiva.
(fecolucao de Setcmbro.)
PIMO DE PBjMUBttQ, QUARTA FlRA 13 PE BE ZEMBRO DE 1854.
Lisboa 23 de novembro.
As car reirn de vapores transatlntico*.
Coma pelas nalicias do ultimo paquete de In-
glaterra, que o governo all vai outra vez tomando
para transportes todos os vapores que checam, per-
tenceutes os rompanhias, cujos rontralos de malas as
obriga a dar os teus paquetes para o servigo do es-
lado : assim acaba de ser aproveilado pelo governo
inglez o vapor Thames, pertencento companhia
real, logo que ehesou a Soulhampton, vindo da sua
ultima viagem do Brasil.
Ocontrato para as malas da companhia America-
na do -ul nao sujeita os seus vapores do mesmo
modo aquello servico do estado ; parece que esta
companhia aproveilra de urna poca favoravel para
vender com bstanle vantagem os seus dous vapores
mais pcqueuos, a llrasileira o a Lusitania, afim de
subslitui-los na carreira do Brasil por outros do lo-
te de 1,800 toneladas, c destes se acham aclualmen-
le em viagem o Imperador e o Bahiana c se promp-
tific* a Imperatriz para seguir no dia 24 de de-
zenibro.
Noenlanlo foi annunciado para sabir de Liver-
pool no dia 24 do novemliro o Pampero, novo vapor
de rodas, destinado a substituir a Argentina na car-
rer* entre o Rio de Janeiro e Rio da Prala, mas
consla agora, pelo paquete que acaba de chegar,
que era inipossivel le-lo promplo em lempo, em
ennsequencia de machinislas c operarios tirados para
servico da marinha real, e porianto a companhia as-
scuhjra com o correio inslez. que o Pampero smen-
Ic partira de Liverpool, com as malas no Io de de-
zembro, vindo assim a fazer escala por Lisboa ap-
prnximadamento no dia 5; (eremos antes daquella da-
la o vapor de euerra Paragliatjrense Tacuari, que
se acha actualmente no Tejo c parle com escala pe-
los portos do Brasil, poucos das depois doD. Mara
II, e leva a sen bordo o general Lopes, fllho do
presidente de Paraguay, qne vai regressar aquella
republica, como referimos n'uir arligo no nosso
jornal n. 3:28.
(dem.)
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUGO.
Parahiba
8 de dezembro.
Vou entrar um pouco larde
No dominio Ihealral, .
Vou dizer-lbe lipm ou mal,
Como Mereles contou,
l'os ambos apreciou.
No Ihealro l'niao
Melpomene (esl rhrismado
Oavimos bymnn chorado,
E depois um pbraseado,
Que disseram poesa,
Pregado com energa.
A prima dona primou,
l'clo menos eu goslei;
Mas o que dsse ajo sci;
Assim dir muila uenlc.
Que teve o corpo presante.
No rnlor da riiscussao.
Ocio qa'eslcve enastada,
Contra lud'a Irapalhada,
lia poltica infernal,
Que nos causa lano mal.
O Mereles pensa assim,
E sustenta ser de fe,
j^ue depois do cha, cafe,
failes, torradas, vapores.
Augmentaran! uossas dores.
Quando jogavam os homens
A pitorra em San Francisco,
Nao havia lano cisco,
A farinha era harala,
E*as patacas de prala.
Doze bananas dez res,
Um vintcm por dous cs-ciis,
l'.cuii Irinta res dos angas,
A harriaa era um pandeiro,
Gastando pouco dnheiro.
Onde me leva o Mereles.? '.
Para o Ihealro voltemos,
Na prima dona fallemos,
Nos vivas, espicharelur,
Tainbcm no infiarelur.
Mes mo, os vivas deiiemus
D'ajudmile e secretario.
Pastemos par'o senario,
E Bogarnos declamar.
Como Dos nos ajudar.
Nao dirci que he bonita
A lt\ prima apaixonada;
Mas parece torneada,
Mais airosa e mais bem feila,
Do que a oulra sujeita.
Comprehcndc o seo papel,
Parece sentir naixuo,
Sabe perder a razan.
No delirio faz chorar.
No amor salic agradar.
Como nao cania, nao danta,
Nao quer ser universal,
Vanius indo menos mal,
Nao temos o rics-prazer,
De finas canellas ver.
I>. Gnslavo caballero.
Da prima dona consorte.
lie o artista mais forte,
v Daquella sociedade,
Tem talento na verdade.
Das duas damas finaidas,
l'ma dellas lem mais geilo,
A oulra, por*m, respeilo,
Por causa de seus bracinhos,
Que tcrmiua'meom espinbos.
I.m dos galans apressado
Me pareceu ser de mais,
Dos termos com'os liuaes,
Ksti tipia o portuguez;
Inda indigeste lalvez.
Tudo o mais correu mui bem,
Sem falbar deroranio.
Lustre, flores, armaran,
K duzia c meia d'iilhinbos,
Inflammaulcs, velhaquinhos.
No velho Ihealro A/mllo,
Omlcj foi capoeira,
A Jesuina lampeira,
Chnroii. canlnu odausou,
L'ma capella chuchou.
Os invejosos, porm,
Sostenan por despeitailos.
Ou'os lempos eslflo mudados;
Pois cheia a lomar coroa,
Quem nao alcanga ser boa.
Ncssa qnrsiao sou sospeilo,
'/.elles nao foi corando,
Ape/.ar de prebostadn.
De querer por urna vez,
Reformar o portuguez.
Vendo que cranri'injiisliga,
tartamente Ihe foi feila,"
Averbo minha suspeila,
Pago aqu poni final,
Deid oulro tribunal.
O Ihealro esli ornado
Com guies, creps, rolantes,
Velas e lochas hrilliantes,
Jesuina no lugar,
Qual parca poda oslar.
Ja ionios | < rom pas as pecas.
Para a faclura d'um banco,
Alguns queremseja manco,
Ou por talla ilc dinheiro,
Ou enliln do rarpinleiro.
. Cunta nvenla ji vemos
Em pwwifMli ari alijados,
I.0140 veremos contados.
Se ii.io sao cunts historias ;
No fin se railUini as glorias.
Se por I i alguem qnizer
lima perninlia fazer,
Deve os rontinhos Irazer
Em moeda circulante.
Legal, palpavel, sonanle.
Da polica o novo chefe,
Que dizem Freita chamar-se,
Veio do cargo apossar-se,
No dia sele solar
Desle mez, que vai lindar.
Em rigor devo fazer
Minbas gratas despedidas,
Pelos Iralialhos e lid.is,
A quem inlerinameole
Salisfez lio limpainenlc.
0 mui digno Torrco
Desmanchou certa uiiihada,
Pez a lei ser respeilada,
Em l'cdrai de Fogo taiubem,
Onde os thuggs sede leem.
Jaz entre qualro paredes.
No hotelChagas da fama
1 111 .1 .;io Aniones da (lama,
Por ler cabido u'asneira,
Dechegar-se raloeira,
N'um desses dias fatal,
Passaudo pela cadeia,
Enconlrou um cara fea,
Qu'enlendeu nao ser direilo
Eslar sollo o lal sugeilo.
n Es dos homens a jusliga,
Diz eniao o condeinnadn,
Eu aqu peno um pecrado,
Meu anligocompanbeiro
Vai all mui sobraneciro.
Um mironi, queouvia,
Pois nao fallam maldizenlcs,
Deu c'o a lingua nos denles
Ao Aranha delegado,
E foi o bicho filado.
No dia qualro do mez,
Que breve ser passado,
Foi no Teixeira cercado
O perverso Miguelao
Facanliudo valenlao.
Foi aulor da morlc feila
lia pouc'em Pedras de Fogo,
Pela qual lem posto em jogo
O mu digno presidente
A polica diligente.
as maltas daquelle engenhu
Tinlia o perverso guarida,
O Affonso eotrou na lida
De pillni-lo no cuvil
Por maulla, forg'ou ardil.
As mallas mandn cercar :
Mas a tal fea malreira
Nao eslava na rlareira ;
Por isso para pilha-lo,
Mislcr foi ocmbosca-lo.
Vnlta enliln o mata-seta
Da faca, davina, espada,
E daudo na emboscada.
A dous soldados rhumbuu,
D'um liro, que disparoo.
Com cinco hagos de chumbo
A um soldado ferio,
O oulrn lamhem rabio,
I)'11 ina hala eseis carussos.
Que Ihe baleram nos ossos.
Felizmente eslao excapos,
Assim o diz um doulor,
E nao leve o matador
O gosliuhode acabar
l-'cilo, que quiz comegar.
Yendo ja dous derribados
O lal novo cabelleira,
Puxa d'espada cerleira,
E quer, qual I10111 jogador,
Fazer mais alguma flor.
Os soldados, que nao sabem
O jogo das eslocadas
Lhe vao dando corouhndas
Na cahega e lod'o corpo,
E o dcixaram por morlo.
0 engao nao foi grande,
Porque niorreu cm caminho
Aquelle homem damninho,
Que matando quiz lindar
Sem o crine renegar.
Eis o que ha de nolavcl
Occorrido nesla Ierra,
Se meu juizo nao erra.
Nao leremos brevemente
1 ni thuag para sement.
Boa saude desejo .
Patacos e formosura ;
Pois assim a crealura
Pode viver ncsle mundo.
Como n'um gozo profundo.
deleito, eiiesejaramos que elle nos poupasseoccases
para censura-lo
Os oulros actores nao merecem que Ihe consagre-
mos alunlas liuhas, ou porque os papis sao in-
significantes, ou porque a execugao foi m.
O Constante.
PIJBLICACOES A PEDIDO.
O BAILE MILITAR DE 10 DE DEZEMBRO.
Quem he t A raiuha.
Sote horas da noilo apenas toara, c j ovaslo sa-
li da Sociedade RecreioMilitar comeoava a receber
no seu seio os vivos e pressurosos convivas para os
prazeres do baile.
Urna banda de msica marcial postada em frente
da casa, adverta a chegada dos convivas, e alegrava
com seus sons arrebatadores e feslivaes a multidao
de espectadores apinhados na entrada da ra. Ondas
de luz desprendidas de innmeros candelabros pe-
jados de alvas velas, illuminava a fachada do edificio:
a noilc nebulosa c fcia ale eniao, desfazia o seu ne-
grume, e preslava o seu coulingenlc aos prazeres da
iwta.
Enlrcmos: o vasto tallo j; comer a encher-se de
innmeras pessoas de ambos os sexos : os cavallei-
ros j se a presta 111 a pedir conlradansas, e oulras fa-
milias a entraren), e muilos mancebos a passearem,
c o ar lepido a se infiltrar nos poros c a excitar nos
enrames a febre da danta. Nao he ludo : aqu se
devisam olhos femininos. prea, fulgurantes, arre-
batadores, olbos do hrasileira : all pardos, lambem
poticos, querendo expandir d'alma as sensagoes de
alccria c conlcnlamenlo : do oulro lado, osazucs, es-
peraurosos, melanclicos, lernos, e quasi sempredo-
ridos como a alma .10 desprender-se da Ierra e a voar
para o roo : esmeraldinos lambem havia-os. As co-
res varipnadas dos vestidos, os himnos, rseos azues,
amarellos, verdes, mulli-cres, pareciamcomo as nos-
sas campias matizadas de mil llores, quando a aracem
vem fagucira balouraros lenros ramos ao descalnrdo
sol no accaso.
Com ludo ; 110 meio daquella affluencia de mulhe-
res bellas, linda mo eslava a raiuha. J l eslava
a vice-rainha : tirilla uns olhos prelis, rasgados, bu-
licosos, um corpo airoso, uns cabellos uesros, bastos,
sedosos, cahindo-lhe cm cailM sobre o pescoco e hom-
bros amorenados levemenle, um breve beodinho
sobre o beic.o superior c o inferior encarnado como
um bago de ronr, meio dohrado : dalli desprendi-
am*se deaiaj sorrisos que, 011 inandava ao escravo
ajoelhar-se e chorar, ou cabir a seu lado embriagado,
delirante de alegra mas cssa era a vicc-raiuha.
II.
Presles as alas dos r.avalleiros se ain iran respeito-
sas, c nos seus semhlanlcs lia-se fcilmente a admi-
raqao, se nao o pasmo peranlo a vireem que airosa
como a palmeira do deserlo mal locava o assoalbo
com seus ps de fada. nem Uo pouco roc,ava osen
vestido pelos seus admiradores estupefactos. Um
murmurio unauime se escuou suavemente, e com
presteza elctrica percorreu osangulos dosalao.d'on-
de urna vintcna de jovein em breve lhe servio de
corle.
Das mal (opilados pulsarnos, e mal conlidos anhe-
los, inferia-sc que anciavam lodos em penunlar
Quem he ".' Porm o eslrepido da orchesla abaran-
do lodas as vozes, e chamando para a contradansa a
lodos osjovens, parulisou a resposla de lodosos la-
bios : Onda a contradansa, principioii a delirante
vvalsa. Era um delirio acuelle inccssanle volilar na
immenaa sala, donde sahiam baforadas de harmona
nas auras uorlurnas.
Ei-11 que apparece !.... a donzella de olhos for-
mosissimos, hrilhanles, masnelicos, do sco anhe-
lante, n, articule e palpilanle.de mos alvas, pe-
queninas, lomeadas, de corpo airoso, flexivel como
o lirio, envollo em reupis leves, solas, acrias, e gy-
rava, gyrava depois voava, voava, no meio de um
cerratlo circulo de admiradores exlasiadus, duvido-
sos se seria urna sombra vaporosa que a la enlao
dcsutihlada rellerli 1 na sala, aa um anjo aiiiioncia-
dor da alegra, do ronlenlamenlo daquella noile fra-
lernal, 011 urna uri do paraisode Mahomel, ou anda
a svlphide de enlhusiasmatlns poetas.
Ella! a formosa apariran daquelle sao. 1 voar,a
voar, como o passarnho no immcnsc espaco.
Depois parou : solas d'agaa lhe pender das faces
pnllidas a romnticas, volvidas a cor de canmm, os
olhos sao diamantee, dos labios encarnados mana um
sorriso que allucina. Ah! nao era sylphde, nem
sombra, nem uri : era o anjo de caridura, era a vir-
guein polica de formosura, era a raiuha do baile.
THEATRO DE S. ISABEL.
Tudo eslsujeilo a lei cierna das transformarnos.
A litleralura dramtica, que desde os (iregos al o
principio do seeulo actual obedeceu irresislivelmen-
le as resras Iracadas pelos anligos, recebeu novos
principios da pleada dos poetas contemporneos, em
cujo numeio se conta o nomo Musir de Viclor Hu-
go, e dessa revolurao lilleraria sabiram productos,
cujas propor^oes cxccdcram os limites tragados pelo
mundo antigo. Ao principio, a curiosidade huma-
na licon ibsorvida na rnnlemplagao muda do Icr-
rivel que s a imaciuarilo poda comprehender, os
l; pos de belleza anglica qoe excetlia ao ideal tra-
gado pelo pocla, c dos crimes mais hediondos que
a historia refere em sua realidade. Lucrecia Bor-
gia be um desses producios da litleralura moderna,
e ncsle esforgo prnduzido pelo cantor das Orienlaes,
o esperlador moliere de urna maneira evidente al
que grao se pode elevar a inlelligencia do homem.
Aquelles que eslavam acostnmados aojngo d'ar-
le, reputaran! monstruosidades [odas as crearnos
dcslarevoluraoltlerara;masaquellesqueconsideram
o Ihealro como o lugar onde se expoe os episodios
trgicos, pal Indico--, lerriveis, bellos c sublimes da vi-
da, contemplado com admirarlo Lucrecia Borgta,
Torre de \cslc, l Roi s'amuse ele., ele.
resullou urna lula enlre os poetas denominados ro-
mnticos c classicos. A intolerancia que tambem
tcm lugar enlre as latirs, oppoz-se a rcprescnlagao
de lacs sernas: mas veiu a poca do bom sonso, e
s seencontruu nesles lilhos audaciosos da imagina-
gao motivos de recreio.
Tambem enlre nos as mal entendidas prescrip-
goes do honesto e do tlccoro (rant-aram as porlas dos
nossos Ihealrns ao esperlaculo das creagoes da musa
franceza, ma na noile de !> do correute, o S. Isa-
bel den-nos a Lucrecia orgia. Desla vez deja-
remos de fazer o sutntnario do dramo, por que elle
he mui mohecido enlre mis; entretanto, sempre
turemos algumas palavras acerca da respectiva exe-
curao.
A Sra. Mara Leopoldina esteve inlcrcssanle no
papel tle Lucrecia BorgiR. Teve lauc/s magnficos
durantelodaarcprescnlagao, subresahindoparlicular-
menle 110 dialogo entre Lucrecia e Aflonso d'Esle.
Eslc hriihante Iriumpho era esperado, porque, alm
do papel ser compalivcl com as suas forgas, he orna
das suas mais explcndidas 11 carnes. Aslucia, se-
duegao, ternura, ameagas, orgulho da coroa ducal,
prestigio tle familia, lodos estes scnliiiicnlos e todas
estas paiies foram fielmente reproduzidas pela Sra.
Mara Leopoldina.
tiennaro caoba aoSr. Rcis, e o poela foi fielmen-
te respeilado na* anas exigencias artsticas. Nunca
vimos este actor representar o papel do filho de
Lucrecia Borgia, e por s*n podemos dar o nomo
tic. rreagao aos esforgos por elle empregados. O
Sr. Res foi de 11111 sublime lerrivol na ultima scc-
na do drama, e neslc momento, C.ennuro c Lucre-
cia conservaran! luda sala suspensa por muilo; mi-
O CNSUL, O VICE CNSUL E A CONSULTA.
He enlre nos rifao ninguem gabe seu boi sem
passar rebeiitao : e averacidade tlcslepcqiiiio|Evan-
gelho confirma o prorcdimenlodn'Ucz. procoradorda
corda em Lisboa. Quando a representarlo contra o
cnsul Joaqnim Baplisla Moreira.' foi mandada ao
Dez. procurador da corda para dar a sua consulta,dis-
seram todos, .-a boas mios foi cahir, he emprega-
tlo que nao cede nem concede, be diligente c 11.10 de-
mora Eo mesmo, que nao prodigaliso encomios,
e nem julgo riA houdade da arvnre antes de ver os
fruclo, cahi na asneira de dizer amen ludas essas
asserres, c fui viclima de minha crcdulidade A
reproseiilnr.lo Toi para o procurador, que mo procu-
rou confirmar o bom juizo ; e adiando a senhora re-
presentaro lao bom C9minti|do na casa onde se
ochava, fez nella o seu labernaeulo.deixandn i lodos
n mo- bem tliziam as rnot a onde fora mandada,
com os beigos com que mamaram, e a mim com agua
na bocea.chorando afarilidado que live em concor-
dar e gabar a noiva !
Nunca arredilei em I.ruchas, mas eslou quasi ca-
paritadinlo que o negocio do cnsul anda embrocha-
do O Portuguez (peridico) diz, que apparecer
em Lislwia ama etixinna. eslara nella encaixadoo fei-
lgo? Serna tal caixinha a do Pandora? Quer
seja, quer nao ; quer baja negocio brocha, ou bucha,
0 certo he que o consol esl.i cnsul, o Alves he chau-
celler, e ambos mais fortes do que Sebastopol ; por-
que Sebastopol tapa as brechas que lie abrem os ca-
olines ; e o cnsul nem cuida dos arrombos que lhe
fazem as qneias; e mesmo assim os Porluguezes nao
lhe podem dar o desejado assallo !! E que meninos?!
Nao perram os Porluguezes a fe c a esperanga, pois
a caridade so lhe fara : al ver, nao he larde, lem-
brem-se de que toi/o da agua na pedra que a fura.
No dia 1. do concillo mezseguio desla provincia
para a da Baha, onde tcm sua familia e relagOet
ta infancia, a demorarle all por algum lempo, o
Sr. alferes do 9." halalhao de infanlaria do exerci-
Dabi I '" Raymiindo Noualo da Silva, drixando enlre nos
1 varios amigos e muilos affeigoados, que cordealmen-
lo o pro/jim pelas dislinrlas quididades que o exor-
nam, e cxrellonlcs maneiras com que a lodos, que
cullivam a sua ainirade. sc Iralar.
Reliroo-se de nos por ser a iso obrigado ; mas,
a par da snudaile qoe nos molivou sua partida in-
esperada, posto que temporaria, deixou-uus a con-
soladora esperanga de que em breve voltaria a nos-
sos bragos a receber nelles os amplexos de nossa
ingenua amizade.
Aceite pois o Sr. alferes Raymundo a expressao
de nossa lineara eslima e a seguranga dos volos que
dirigimos ao co pela prnsperidarie de sua saude, e
pelo sen piomplo rojees- i a eda provincia, que
justa e hospilalrira como he, sabe dcvidamcnle
apreciar o merilo daquellcs que o possuem em lilo
alio grao, como o no-so prezatlo amigo, a quem
netlM poucas e mal lr.ira.las liabas temos a honra
e o prazer de compriinenlar, olferecendo-lhe ao mes-
mo lempo a nosso limiladissimo preslimo nesla pro-
inoia. s. a. de A.
Recifc 12 de dezembro de I8.H.
LITTERATIRA.
MORTE DE VOLTAIRE E DE ROUSSEAU, MO-
VIMENTO DAS IDEAS NOS ANNOS QUE
PRECEDERN A REVOLUCAO FRANCEZA.
A emogao causada cm Franga pea viacera de Jo-
s II dtsvaneceu-sc logo pela agilagao aproximada
produzidi pelo maor movimeiilo do seeulo, a revo-
lug.loda America. Todava buuve grande diversao
nessa prencctiparilo do publico nos primeiros mezes
tic 1778, diversao que nao podia deixar de redobrar
o 111 ivimoiili) dos espirilos, o que foi causada por
um novo viajante. Aquello que asilava a Paris
anda mais que Jos II, lamhem, (razia urna cora.
porem nao a herdara dos seus anlepassadns. Depois
nulos: senliam-se lodas as palpitarnos da agona I ''e v'"le anuos de ausencia, Vollaire chegou Pars
que experimentaran! os espectadores, c o triumpho |ilos ,0 de fevereiro de I77S.
da niai c do filho foi coroado por applausos uua- | Emquanlo viven l.uiz XV por urna especie tle
ninies. convcngJo lacila entre Vcrsailles e Fcrnei, Vollaire
alislcve-se de lomar a apparecer nas margens do
Sena. Depois, o lemor de servir de embaraeo
Turgol e o receio da leacgilo que pareca datar seguir
a queda do minislro philosopho, rclivcram-no aller-
O duque de Ferrara enconlrou urna exleriorida-
de elegante na oessoa c nos trages reaes do Sr. Be-
Ierra, mas nao oh-lanlc os fortes pulmoes desle
ador, foi lal a explotan com qne romegou a expro-
brar os deudos tic Lucrecia, que depois de haver 1 "'1"vunlcl,lc- norcm a nomeag.iodo protestante Nec-
pronunciado tres ou qualro phrases licou extrema-1tttT ,,:i'!> "''"i'iorio 11,10 lardn em provar-lhc
menle ronco, de surte que tumon-se quasi inintclli- nivel. Nao sabemos porque o Sr. Bczerra nao se
ha tle tirruniscrever nos limilcs qne lhe Iragam as
suas forgas, pois quo nisto esl o tegredo e o mri-
to do artista. Imite elle ueste poni a alguns de
seus cnnipanlieirns, e fique cerlo que ha de merecer
as nos-as svnipalhias.
i> Sr. Senna encarregou-se da parle do Jeppo ;
mas sabia lio pouco o papol que se lhe nao pude
apreciar a execugao. I'ediinos-llie que se esforc
cm esludar as suas parles, pois que nao ha 1 Ir foi lo
iiiaiiirem um" ador, do que v-lo a Iroprgar c a pa-
rar continuamente na recitaran das Tallas. Tam-
bem rogamos-Ule que prornrrt>perdor o habito tle.sa-
gradavel de prender urna tas mana no cinto ou fa-
cha que tru cinta c tatenar com a livre, offere-
cendo dcsl'arle a conlemplarao do esperlatlor a
figura de um alcijado. Esle defeilo quo nolamos
em o Sr. Senna, lamhem lemos observado em al-
guns tic seus collecas, aos quaes pedimos igual men-
le que se corrijam.
Cul/etta revelou-se com nlguma fraqueza de me-
moria no Sr. Costa, de sorle que as vezes t ouvia-
mos o ponto. Esta falla s pode ser altribuida a
secnlo, cujas barreiras abrir. Elle tomn a sua re-
olurao: iienhnnia prohihirao oflicial feirliava-lhc as
porlas da capital. Chegado que fosse ah, bem cer-
lo eslava elle de que ninguem oasaria etpelli-lu.
O clero,comell'cito.'soliciloii do rei, pirem inulil-
menle. a sua expulsan e deu-sc por feliz queriam o
principados innovadores najbate spteseatadoa Luiz
XVI. A raiuha o o conde de Arlois que o fosse,
visto que nenliun partido lnhiim lomado a fuvordo
passado, e nata rcreiavam tos innovadores senao a
economa. O re qne affeCtfjM reserva e aravidade
nao pronunria-a-so 110 mesmo senlido. O rgido0
devolo Lu/. XVI rcrusoii ver o inimigo ta religiao
e dos bom eostames, porem parou ahi. Se elli-deixou
que se pregasse conlra Vollaire cm sua capella, lam-
bem deixava como cm empaselo, quo o director
de seus palacios oiicommondjstc ao csculplor Pig.ille
a estatua rio velho de Femei. c que o seu minislro (I)
prohibite que se atacasse Vollaire nos peridicos.
Esta prohihirao foi revogada depois, porem o que im-
porlava islo para esas crrenle da opniao que ludo
arraslrava, para essa voz publica que sob urna ac-
clamagao immensa suflbeava loda a opposigao ?
A cidade e a corle (ja l se foi o lempo em que te
dizia a curte c a cidade ) urna geragao inleira, urna
multidao de tidalgos, do magistrados, de artistas e
desabos com primem-sc nos saines to palacio em que
Vollaire recebeu urna sumptuosa hospilalidade, (2)
cada um mendiga umapalavra, um sorriso do gran-
de homem que se ostenla no meio dot encyclopcdislas
como um monarcha no meio dos seus pares.
(i O olhar de Luz XIV nao produziris sobre urna
corle pela qual era adorado, umeffcilo maor do que
aquelle que produzia o olhar perspicaz de Vollai-
re i) (3) Nas ras urna multidao eulhusiasla indem-
nisa-se de nao poder ter admit ida aosancluario, es-
perando a sahida do Ilustre anciao ou sua apparigAo
nas janellas, e fazendo-lbe por loda a parle um cor-
lejo (riumphal. Suas menores palavras crculam por
lodo Paris e pela Franga inteira. Conlam-se os seus
passos; commentam-sc todos os seus movimentos,
refere-se com enlernec ment que elle langou-se nos
bragos do Turgol derramando lagrimas e exclaman-
do : Deixai-me bejxar esla nao que assgnon a sal-
vago do povo! Narra-te a scena magestosa que
leve lugar quando o doulor Franklin, esle sabio il-
lustre que fora um dos principae* motores de urna
gloriosa revolugilo, esle homem qoe tcm
Raci lafoudre auciel el le sceplre aux tgrans (4).
I6ra rogar a Vollaire que abengoasse o seu nelo :__
Dos e lbenla le exclamoa o anciao de Fernei,
eis a nica bengaoque con vem a Franklin! Palavras
augustas que ronsaizram a bocea que as pronuncia
como a fronte que as recebe, palavras que purificam
os ltimos dias do palrarcha do seeulo dezoilo, e sao
como que a formula do baplismo conferido pela
Franga philosophica ao seu filho tdoplivo, o novo
mundo republicano que nascera alem dos mares !
Esla representari,i continua, animada por lanas
emogoes, as radgas causadas pelas repeligSes ric
urna tragedia, ultima produrrao de sua veia potica
a qual elle diriae com maoj eufraquecida para es-
sa scena franceza onde o lidipe comegou a sua glora
ha sesscnla anuos, enfraquecem o enrgico aocio.
O sangue relira-se de seu arquejanle peilo, e em
poucos dias elle chega ao seu lrmo.
Momento de expectativa e deanciedade universal!
Todos nquielam-se por ver prxima amorte de Vol-
laire, porem maior lie a inquielagilo por ver como
elle rnorrer. Um aconlccimcito singular e novo
linha consternado o clero dous innos antes: um prin-
cipe de sangue,esse Conli que ha trinta annosrepre-
seulava um papel equivoco, morreu a 6 de agoslode
1776 depois de ler recusado 01 sacramentos de urna
crenga que nao era mais a sua. O clero espera re-
parar bem depressa, a impressao dessa morte philo-
sophica, se cuusegnir que o proprio palrarcha da
impiedade morra no gremio da igreja. Um padre
chegou a pendrar at junto de Vollaire. O philo-
sopho em circumslancias menos graves, nao moslrou
senao muila facilidade em accomodar-se com os ritos
do catholicismo, ou antes era diverlir-se com esses
rilo?.
Por esla vez ainda desejando evitar murmurios e
morre em repouso, elle cede, confessa-se e assigna
una dcrlaragilo de l' calholica pedindo i igreja per-
tlao dos escndalos que rauso -lhe ( 2 de margo de
1778).
A victoria do clero nao foi de longa durarlo. A
prodigiosa vilaldade de Vollaire o aparlou por om
momento das portas do lumu.10, e elle nao cnida
mais em oulra cousa seno cm apagar a lembranga
daquilloqae cm roda tle si chama-se um aclo de fra-
queza, e que urna profanagao, e seus ullimos dias
no sao mais que he urna seri de triumphos. No l.
de abril elle tlrige-se academia que tinha-lhe en-
viado depulages sobre dcpulagOes, e loda ella reuni-
da dirise-se a recebc-lo, honra esla que nao faz an-
da mesmo s teslas coroadas. A maior parle dos
membros ecclesaslcos prolestam pela sua ausencia.
Vollaire agradece o acolhimento do grande corpo
litterario encarregando-so ta lellra A (o) no grande
projedo de refundigao do cierno diccionario que o
mesmo quer inaugurar. Elle razia projeclos como
se nao dovesse jamis deixar este mundo.
Da academia elle dirige-se para comedia-france-
za.As particularidades dessa scena de delirio dessa apo.
theose que recompensen sessentaannos de lulas es-
l.1o sem duvida mpressas na memoria do todos. O
buril tem reproriuzirio com vezes a coroagao de Vol-
laire, essa tagrarau do rei dos plulosophos, relebra-
da aos gritos de viva o Mahomel Viva a Hernia-
da e tambem he necessario confesa-lo, deviva Pu-
cclle Nessa noite que resume um seeulo, Vollaire
Iriurapha inteiramenlc tanto pelo mal como pelo
bem. Foi nessa noile que elle repeli na embria-
guez de sua victoria :
Tai plus faitdansmon temps que Lutheret Cal-
vin. Nada maisrestava senao que Mara-Anlonet-
le ornada com a coroa de Franga se inclinaste dian-
le da coroa de poela-philosopho, a rainha qoe ja li-
nha ido applaudir a Irene na sua primeira repre-
senlarao, na ausencia do autor, achava-se ja a ca-
minho para a comedia-franceza quando urna orriem
expressa do rei obrigoa-a a retroceder. A casa de
Orjeaus que represenlava cada vez mais o tea pa-
pel de amiga do progresso, fez alguns dias depois
urna verdadera uragilo a Vollaire em casa de Mada-
ma de Monlerrou e no Palais-Royal. A recepgao
de Vollaire enlre as nagSes foi anda um episodio
digno de memoria. O segredo delles nao era se-
nao o seu: Humanidadc.lolerancia; e ahi s tratava-
se do bem.
Elle tinha recelii lo sua recompensa : podia por
tanlo rnorrer. Infla minado, devorado por essa ex-
altaran continua, procurou o somuocm um meio
facticio, no ludano ; enganou-se a respeilo da rise.
Esle accidenlc foi irremediavel. Elle cahio em urna
lelhargia de que nao sahia senao por intervallos.
Itecusou nesses ntervallos, renovar asna cqnfissao
rie f calholica. Um ultimo movimculo de alegra
reanimou por um instaole seu coragao quando t,
inforiii nlo do sucresso dos seus esforgos pela rehabi-
lil.icao da memoria to infeliz Lelly. Elle expiren
aos 30 de maio de 177K, pelas onze horas da noile,
vveu 81 anuos e agitou o mundo com o seu nome
durante u espaco desessenta.
O publico reclamava imperiosamente as honras
fnebres para o grande homem : o velho arcehispo
e,o seu clero eslavam decididos a recusa-las. O fra-
co governo de Luiz XVI inquieto, embaragado nada
mais soubc fazer que prohibir aos peridicos que
fallassem do illuslrc morlo, quer de bem quer de
mal. O abbade Mzunl, sobrinho de Vollaire, li-
vrou o governo dos emharagos em que se achava,
conduzindo o corpo do lio e fazendo-o sepultar em
sua abbadia.de Scellieres em Champagne,an(es que
o bispo diocesano livesse lempo de prohibir-lhe isso
Foi ahi que Ireze anuos depois a grande conslituin-
le mandou procurar os reslos de Vollaire para Iran-
fer-los solemnemente para o monumento que con-
sagrou aos nossos grandes homens. (6)
Apenas oaslro rie Vollaire occullara-se no liori-
sonlc, a oulra grande estrella do seeulo XVIII lam-
bem desaparecen logo. Por um contraste singular,
porem que nao he sem exemplo enlre os homens
que mais se enlrcgam a vida retirada, foi no centro
tumultuoso da grande cidade ;7! -nesse deserlo dos
homens como'se cosluma dizer, que Rousseau fora
procurar urna solidao muilss vezes perturbada pelos
outros, e principalmente por elle mesmo. Ahi vi-
va elle ha 8 annos temprc mais separado das rousas
presentes (ten tratialh 1 sobre o governo da Polo-
nia foi o sen ultimo tributo aos inlcresses desle
muudo\ e fluctuando enlre os mumentosde repouio
moral em que a paz da cons-iencia fazia-lhe gozar
esle tenlimeuto contemplativo da existencia que elle
chama a dogura da vida ;K;,c os accessos multipli-
cados de sua sombra hypocondra. Dth nascco
duplo caracler de seus escriptos posthumos, eslra-
(I) Amelol, crealura tle Maurrpa* e indigno suc-
ressor de Malcsherhes.
(i) O palacio do marquez de Villello, no canto
da ra Iteaiiue e do raes de Vollaire.
,1 Larreltelle, llisl. da Franga no dcimo oitavo
secuto. I, V. p. 159,
i\) ICripnil aelo fulmen srcplrumqiie tyrannis.
Eslc bello verso atlrihiido a Turaol he, segando
dizem. lirado do poela latino Manillas.
Iji Eslc plano consista em secuir a historia de
cada palavra desde a poca em que ella linha appa
recido na lingua, marcar os diversos seuldns-
que exprimir nos diversos serulns... empresar pa-
ra fazer sentir cesas diffcrenles virissiludes, nao phra-
ses arraigadas ao acaso, porem excmplos esrolhidos
nos nalores qncgozavam tic mais auloridade. Con-
dorccl, vida de Vollaire.
li A respeilo da haliilarao de Vollaire cm Paris
e oincidentes relativos a inlorveiirilo do clero, ver
jani-se as .Mcm. tle llarhaunionl, I. XI. Corresp. de
lirmm, 1. \. abril cjunho. A especie de elogio
fnebre : // esl tombe dans Cahime funest, s he de
Diderol.
(7) Plalrere, hnje ra de Iota Jacqncs Rous-eao.
(8) Nao he por muitos prazeres acctimnltdos
qne o homem he feliz porem sim por um eslado per-
manente que nao he composlo de actos dislinclos.
Correspondencia, carta tle 17 de Janeiro de 1770.
uhas allernalivas de amarguras, e de resignagao, de
aberragao de sabedoria. Nao ha leilura mais do-
lorosa que a desses dilogos em que elle lula conlra
os phaulasmas de sua imaginagao c canga-so em jus-
lficaroes contra aecusages imaginarias. Um dia
elle mesmo distribue na ra ama appellagao palhe-
lica aos Franceses; em oulro quer ir depr o ma-
nuscrito dos dilogos no altar-mr de Nolre-Dame,
como que para collocar a sua defeza sob a protecgSo
immediata do Dos da verdade.
E nlo obstante essa comieran de urna machinagao
alroz que o deshonrou, que o perdeu no espirito da
geragao presente c que o separou al das crengas,
elle nao manifesta aversao alguma, nao pronuncia
urna palavra de odio conlra seus perseguidores : nao
pedo vinganga nem aos homens nem a Dos. E
ninguem o ouve fallar mal de alguem. faz justiga a
os seus lodos inimigos lano reaes como supposlos; ap-
prova di fundo do seu humilde reliro.as honras pom-
posasfelas a Vollaire. (9) Aolado dos signaes mil ve-
zse repelidos da dea fu que o desencaminha,nunca
elle manifcslou urna dogura lAo evanglica, um sen-
limenlo religioso lao profundo, 13o puro e tao lerno
como nestes Iteceries, que sao como o seu adeos
Ierra. Sua sublime inlelligencia e seu lerno coragao
pairam, por atsim dizer, sobre o naufragio da razio
pralica.
Com os toffrimcnlos d'alma, cresccm as molestias :
a pobreza tornava-se mais pozarla ao anciao, (10) cu-
ja altivez repellia os soccorros maleriaes, do mesmo
modo que suas desconfiangas desviavam as mais das
vezes as consolages moraes.
O que elle consentio em aceitar por fim foi um
asylo para abrigar seus ullimos dias : elle quiz aca-
bar no seio da nalure/.a que lauto amava ; e onde
sentia-se mais prximo de Dos. Enlre diversos lu-
gares que lhe foram offerecidos, escolheu Ermenon-
vlle, bellos lugares que urna admiraran engenhosa
linha j povoado das lembrangas da sua Julia. Mas
o infeliz nao (razia a paz d'alma para este eliseo, do
qual nao sozou senao tle urna maneira bem mperfei-
ta c por mui pouco lempo.
Seu fim existe envolto em nm mysterio. Alguns
prelenderam (e esla opinao foi adoptada por muilos
dos seus mait sinceros admiradores) que soffreado in-
curaveis dores physicas e moraes, e conherendo-se
impotenle para dahi em diante fazer o bem nesle
mundo, elle julgou que podia abreviar a vida e
laugar-se clieio de eonfianga no seio da elerni-
dade. (II)
Os principios de Joilo Jacques Rosscaa conlra o
suicidio nao sao sufllcieules para desviar sem repli-
ca esta opinao; esses principios baseados anlcs sobre
o dever para com a humanidade que sobre o dever
para com Dos, nao eram tufficienlemenle absolu-
los.e alm disto o seu livre arbilris poda ler-se alle-
rado pela excilagao mcnlal. Porem oulros motivos
tirados da comparagao dos teslemunhos contempo-
rneos parecem-nos peremptorius. O primeiro re-
li-lorio da morte de Rousseau, o do medico Lebgne
de Presle, parece ainda o mais digno de f quanto
cssencia, bem que em sua forma naja muila cmpha-
se alm de por na bocea de Rousseau um discurso
moi longo.
No dia 3 de julho pela manliaa. Jo3o Jacques
senlio-se mni doenle, accommetlidode urna grande
anciedade e de mui forles dores nas cnlranhas, teve
o senlmento de que approximava-se a ullima rrora:
mandou abrir as janellas para tornar a ver ainda os
verdes campos e o sol. O sol chama-me. Vede
essa luz immensa, eis ahi Dos. Deosabre-me o
seu seio. Ser dos seres I .
A crise que, se prepara ha algumas horas, aprc-
senla-se; atacado por urna apoplexia elle cabe
com o rosto contra o pavimento. Aos gritos do
Thereza, seu hospede, M. de Girardin corre; levan-
taram-no; poucos momentos depois elle nao ciislia
mais! !
As dores das cnlranhas foi a origen) da ideia de
um cnveucnamenln.
Soube-sc que elle fora conduzido para a sua c-
mara lorio ensanguentado com um furo na testa, e
concluio-so disso que elle havia saicidado-se com
um liro de pistola, que M. Girardin querendo oc-
cullar o suicidio obteve dos mdicos um relalorio
allribuimlo a morle a urna apoplexia no cerebro. O
busto moldado sobre a caheca pelo estatuario Han-
don, desmenlc essa hypothesc. Nao ha buraco de
bala, porem somcnle a indicago de nma duplice
conlusao com rascadura rie pelle. Alem diBso um
liro de pistola nao teria produzido um simples bu-
raco, poreln teria quebrado o crneo e tornado im-
possivel o formar-se o butlo sobre a rabera. Tudo
pois induz a crer que Rousseau morreu verdadeira-
iiiente de urna apoplexia fulminante. Vede lodos os
argumentos das duas opinOes contraras resumidas
uo MusselPalbay, Historia tic Jo,1o Jacques Rous-
seau I. I p. 429. e seg. e em GH. Morin, En-
sato sobre a vida e caracler de Jo3o Jacques Rous-
seau, p. 269 c seg., 1851. Esta ltima obra fiel a
sea titulo ollerece o resumo completo de tudo o
que diz respeilo a pessoa de Roossean. Podemos
accrescentar pessoalmente, segundo a IradicgSo con-
servada na familia de llouduii, que eslc artista sem-
pre negou o prelendido suicidio do Rousseau.
Em urna noile calma e brilhanle do esli, sea
corpo foi sepultado em silencio na sombra dos chou-
pos, em urna ilhla de um pequeo lago, no fundo
dessa bella e melanclica solidao de Ermenonville,
para onde as almas sensiveis e meditativas aflluiram
como para urna sania perigrinagao (12) e onde 1er-
se-ha tlevdo deixar os seus reslos mortaes, levan-
tando-lhe em Pars essa estatua que elle exiga tao
justamente tos seus contemporneos, que a consti-
tuidle promellera-lhe, c que elle espera ainda boje.
Vollaire finriou no meio de lodos os esplendores
sociaes: morreu par assim dizer-se, sobre o Ihealro,
ao eslrondo dos applausos. Rousseau morreu no
silencio c mysterio dos bosques; cada um conforme
n sua natureza. O contraste subsisti enlre elles al
ao fim; e entretanto um instiocto publico inllallivel
reuni para sempre na Iradiccao nacional estes dous
homcns,quecomplctam-se um peto oulro. Um pocla
de cantos varonis Mara Jos Chenier, foi a voz da
poslcridade:
O Vollaire! son nom n'a plus rien qui le blesse'
Um momeul divises par l'humaiue fablesse,
Vous rcrevez lous deux l'encens qui vous esl d:
Reuns desormais, vousavez entendu,
Sur les vives da fleuve o la haine t'oublie,
Lavoixdu genrehuman que vousrecoocilie. (13)
Quaesquer quo sejam, com effelo, as Irausforma-
ges do I aturo, a pcsleridade nao os separar uem
os renegar jamis. O senlmento religioso do
futuro, nos vastos horisontcs que poder allingir,
deixar um lugar, ao menos nas avenidas do
templo, para o homem que tao solemnemente de-
feudeu a humanidade e a justiga, quaesquer que se-
jam as maculas o os defeilos que pescm sobre sua
fronle. Mais prximo ao sauctuarlo ser enllocado
o homem que, scmelhaiile ao fugitivo de Troia no
meio dos dcsmoronamenlos da cidade do passado,
cuuduzio no rezagos do seas vestidos, os deoses, a
verdades eternas para Iransmitti-las s gerages fu-
turas. Vollaire he j ulgatlo lano pelos amiuos como
pelos inimigos; a memoria de Rousseau be mais de-
batida. C.onh, rem i- Vollaire, percorrendo-o tra-
tando como elle tralava todas as cousas, elle mani-
festa-sea todos como a luz meridiana. Ninguem co-
ndece a Rousseau senao dirigiiido-se a elle com sim-
plicidade, esludando-o pacientemente, vivendo com
elle, acompaiiliando a unidade to seu peusamenlo
alravez das modificages reaes e tas conlradicges
apparenlcs. A poslcridade lodavia nao deixou nem
dcixar-se-ha engaitar a respeilo do carcter da obra
e do escriplor, apparcram erobora os alaques das
doulrinas retrogradas e do scepticsmo. jAtravcz dos
erros c tas exageragocs tle seu espirito os desvarios
moraes da primeira melade de sua vida, c a altera-
gao mental da oulra melade, ella saliera distinguir
a jusleza tle suas ideas, seus senlimentos fundamen-
lacs e a profunda sinceridade|do seu coragao. (14)
Porem nSo entranhemo-nos em um futuro que ex-
cede os limiles de nossa obra. Fallemos somenle dos
ullimos anoos da antiga sociedade.
O anno de 1778 toi solemne. A desapparirao de
Vollaire e de Rousseau marca urna grande poca. O
brilhanle seeulo XVIII chega .10 seu termo urna
idade tempestuosa e sombra apparece no horisonle.
A era das ideas acaba-se e a das acgost vai princi-
piar. Enlre a morle de Vollaire e a de Rousseau
retumbaran] ot'primeiros tiros de canhao da guerra
da America. (Ctntinua.)
Exlrabimot os seguinles promenores, sobre a edu-
carn publica na Inglaterra, de um relalorio dirigi-
do em 13 de julho de 1854 ao minislro da intlruc-
gao e dot cultos, por Mr. Miloe Edwsrdt, decano da
faculdarie de sciencias em Parit.
A Inglaterra possuc boje mais de 46:000 escolas
ordinarias, 15:500 das quaes sao sustentadas no lodo
ou era parte custa dos cofres pblicos, ou de do-
nativos voluntarios, e 30:500 pertencem exclusiva-
mente a particulares. Alm desles cslabelecimenlos
onde 2:144:000 criancas recebem ama nslrucgao
mais ou menos elementar, abriram-se para as clas-
ses operaras 23:500 escolas do domingo que sao fre-
qaentadas por 2:400:000 criangas, e 1,500 nocturnas
frequen'tadas por 40:000 adultos.
Em 1851, poca em que te colheram etles apoola-
menlot. eilatiiticot, a popularn da Inglaterra era
de 17:927,605 almas. Os magnficos Irabalhot esta-
litticos realisados por occasiao do ultimo recensea-
menlo, moslram que o numero total dascriangat de
(res a quinze annos de idade consliluem pooco mais
011 menos os dous tetimot da populagAo total, e pode
compular-se em 4:900:000. V-se portanlo que as
criangas completamente privadas dos beneficios de
qualquer educaran escolar nao couslituem um d-
cimo desla porgao do povo inslez; porm que com
relagao a mais de melade das criangas que frequen-
lam as escolas, a inslrucgao, mesmo a mais elemen-
tar, deve ser muilo deficiente, pois que apenas se
lhe deslina um insignificante espago de lempo n'um
s dia da semana.
Se compararmos com a popularlo Inlal da In-
glaterra o numero de criangas, que frequenlan quo-
lidianamcnle at escalas, v-se que corresponde a 12
por eenlo da toialidade da popularan. A maior par-
le admillem indislinclamerrie criangas de ambos os
sexos, figorando-se os rapazes na proporgAo appro-
ximada de 13 para 11 raparigas.
O termo medio do lempo de frequencia dos eslu-
danles nestas escolas, pode calcular-se era qualro
annos e novo mezes, e na maor parte dellas a ns-
lrucgao he inleiramenle elementar.
Vemos portanlo que sobre 100 rapazes:
83 aprendem a lr, 62 a escrever, 56 a contar,
27 e-tiidam a grammalica ingleza, 30 a geograpbia,
4 as lnguas modernas, 4 as lingaas antigs, 3 as ma-
Iheinalicas, 5 o desenlio, 10 a msica.
O numero de escolas normaes destinadas ao enti-
no profesional cresccu nestes ltimos annos hnje
conlam-se 40, sendo quasi lodas subsidiadas pelo
estado, e podendo admiltr al 2:000 alumnos.
( Jornal do Commcrcio do Porto. )
inaaiii
INSIGNIFICANCIA DOS ACC'DENTES DOS CA-
MINHOS DE FERRO.
Na eslalitlica sobre os caminhos de ferro em In-
glaterra e sobre os accidentes, que nelles acontece-
rain desde 1810 a 1832 lida por Mr. Nelson socie-
dade real das sciencias de Londres, encontram-se
os segaintes fados :
De 1840 a 1851, o numero dot viajantes elevnu-
te a 478,448,607, dot quaes 237 morreram e 1416
foram feridot, apresentando-te por coasequencia nes-
les algarismns a proporgan de um morlo para 2,018,23!)
e de um ferido para 337,916.
Sobre 40,486 engenheiros, mchameos, fogaeros e
empregados, 275 morreram e 274 foram ferdos,
havendo a proporgao de um morlo para 177 e de
um ferido para 148-
l)o 1844 a 1851, o numero de milhas percorrdas
pelos viajantes foi de 517,044,469,484, e 176 pes-
soas pereceram nesto trajelo ; o que olferece a pro-
porgAo de um morlo em caria apago de 40.025,393
milhas percorrdas. Suppondo que um viajante se
conserva sempre em um caminho de ferro, andando
com a rapidez de 20 milhas por hora, contando as
estarcios, far 175,200 milhas por anno podendo via-
jar 228 annos segundo as proporgoes j menciona-
das, sem o menor accidente.
Sobre o numero j declarado, (res pessoas morre-
ram e sete ficaram feridas, sallando fora da valura
antes dos trent lerem par do completamente
Nos caminhos de ferro d'Allemanha, em 1848,
1849 e 1850, a extensao das linhas era de 8,480
milhas. inglezas ; o numero dos viajantes foi de
51,713,297. A qaanlidade de milhas percorrida'
chega a 1,155,434,890 : nm nico viajante morreu
Picando oulro ferido : 54 empregados, mchameos,
fogueiros etc. morreram, e 88 se feriram.
Mr. Nelson, pelos seus Irabalhos eslalislcos, quiz
privar qaanto os rocotos d'accidentet em caminhos
de ferro eram exaggeradoa; porque segundo os seu<
clculos, apenas se observa um muri sobre 2 mi-
Ihoes e meio de vi ajan lo-, isto he, um nico acci-
(9) Vede as rclagOes de Corancez e de Bornardin
de Sainl-Pierre. Esle refere um pequeo fado de
ama oulra ordem, porm ha-tanto, t-aracterhlicu.
Um dia Rousseau estando apasear quizantes refrear
um appelilc articule que tocar em uns frudos sem a
permassao do propriclario. Eslc incidente pueril em
apparencia, indica com que rigor elle procurava por
tle arror.io o sen proceiliincnlo e os seus principios.
Obras tle Uornadiii de Saint-Fierre, lil. XII.
(10) Pobreza que nao o impeda de repartir o seu
pao rom a la udnaenaria que o creara. ,
(11) Relagao de Corancez.
(12) Fez-so disso urna moda, torios para l dirigi-
ram seus passos; a mesma rainha ahi foi.
(13) M. J. Cncnier epstolas a Vollaire. A ron-
venCJro obedocendo ao sentimento quo mais larde
Chenier expiimio com eloquencia, reuni os seus
reslos sob as abobadas do Panlhcoii. O senlmento
publico nao seulio lo claramente a analoga que
exislia enlre Moulesquieu e Rousseau.
(14) Resumamos aqu o que temos dilo a respeilo
das doulrinas ai:li-progrcsivas de Rousseau. Rous-
seau descubri urna grande verdade ; a saber : que
o progresso tas ideas edos conhecimeiitos pode caini-
nhar sem um progresso parallelo nos cottnmet e nos
senlimentos, e que eniao ha decadencia real sobre o
progresso apparenle. Elle exageran esla verdade ;
mas os Iheoricos rcenles do progresso a lem desco-
nhecido pela maior parte por causa da insuflicien-
cia rio senlmento moral dos mesinos. Ha na corres-
pondencia de Grimm, ( I. X. p. 70 ; julho de 1778;
nova edic. de 1830 I urna passagem muilo mais im-
parcial do que se poderia esperar, e que apresenta-
uus urna conlUsao mni singular na bocea de Grimm.
Esta alma naturalmente susceptivo! e desconfia-
da, viclima de orna perseguigo pouco cruel na ver-
dade, porem muilo ettranha, irritada per detgragat
qoe foram lalvez resuliadot de eos actos, porem que
nao eram menos reaes. atormentada por ama imagi-
nagao que exagerava lodas as alleigOe todos os prin-
cipios, mais atormentados lalvez pelasinlrigat tle mu-
llier ( Thereza ), que para influir somonte sobre seu
espirito, linha aparlaJo delle os seus mellones ami-
gos tornando-os suspeilos; esla alma ao mesmo lem-
po mni forte e mui Traca para carregar Iranqailla-
inente o fardo da vida, va sem cestar em torno de
si abysmos e phanlatmas applicadossomenle a preju-
dicai'-lbe ( Segue-se a exacra doscripcao a respeilo
da idea lixa que linha Rousseau de urna grande liga
formada contra elle, qual refera os menores inci-
dentes de sua vida. ) A respeilo, porem, de qual-
quer objedo extranho a inania de que acabamos rie
fallar, teu etpirilo conservou at ao fim toda a tua
torga e loda a sua energa, n
Nada ha mait justo rio que estas refleiues, he
islo o que torna imperdoavel o comportamento de
Grimm para com Rousseau ; porque ello linha oovi-
do vinte annos antes descrever a duenga moral desle
grande e infeliz homem, e linha felo tudo o que po-
dia activarlos progressos dola. He na passauem de
Grimm que acabamos tic cilar que llovemos uuvi-lo,
e nao no romance de Madama de Epinai, especie
de refulgSo das conlisses, adiada e 111 rasa de Grimm
a qual leiu-se querido dar urna auloridade que esse
livro nio merece de modo nonhum. As palavras to
filho de Madama de Epinai lambem merecem algum
peso nesla quesiao : Muilas vezes fui teslemunha,
escreve elle, das vivas censurasque Madama de Epi-
nai fez a Grimm a respeilo do procedimento gros-
sero quo tinha para com o pobrre J. J. Rousseau,
publicadas por Mussel-Palhay, 1825, em 8. p. 389.
N'csscs ullimos lempos lem-se negado a nalureza de
Rousseau. Pela nossa parle limilar-nus-liemos a
negar que possa exslir um verdadero genio, um
desses -ran.les c ligtimos inlcrprelcs d'alma e do
coragao humano sem um homem, sem um ser ver-
dadero. quaesquer que sejam as suas ticonsequeu-
cias. E onde querem que elle aprenda, se elle nao
livcr o exemplo em si'!
Se um malvado e um mentiroso podessem escre-
ver o Emilio, he manifest que deveria haver um
sceplismo absoluto a respeilo tle lodosos homens e
sobre lodaa palavra bumaua. Terminaremos citando
um panecyrico quo o nome do seu aulor torna sem
duvida digno de interesse.
Nio sito, diz Mirabrau, os grandes talentos desse
homem que invejarei, porem sua virturiei que foi a
Ionio tle sua eloquencia e a alma de suas obras. Co-
nheci a J. J. Rousseau, c couhego muilas persona-
gens que o communicavam.....elle foi sempre o
mesmo, cheio de integridade, franqueza e simplici-
daric. sem especie alsuma de arle para occullar os
seus defeilos ou ostentar suas virtudes. Por mais
que pense-se e por mais que falle-se delle durante
ainda um secuto ( be o espago c| o termo que a in-
veja deixa a seus detractores ), lalvez nao tenha ha-
vido um homem tilo virtuoso, pois queclle o foi com
a persuaso deque nao acere lavam na sino 1 idade
tle seus escriptos e de nas aeges. Elle o foiapezar
da nalureza da fortuna e dos hmeos que o aecu-
mularam do soflrimenlos, de revezos, tle calumnias,
ric aflligucs e tlepersegugOes... Elle o foi apezar
tas fraquezasque rcvclou nas memorias de sua vida.
I. J. Rousseau venceumil vezes mais as suaspaixdes
do que fui vencido por ellas... Quaesquer que se-
jam us abusos que possa-se fazer tle suas confissoes,
ellas provarao sempre a boa f de um homem que
falliui como ponsava. esrreveu como fallava cultu-
ren como viveu. n Veja-se Mussel-Palhay, lli-i.
de J. J. Rousseau, t. I. p. :100. Mirahcau era mui
grande para que nao deixasse do amar a virtnde,
ainda que elle livesse iufelcidade de nao a pralicar.
denle sobre loda a popuUgao de Londres se viajas-
sem ao mesmo lempo,
(dem.)
CARTA DE BRAZ TISANA, BOTICARIO DE
LISBOA, AO BAKBEIRO.
Oulubro 1.0.
Mon cher. Reoolho-me ao domicilio pharma-
ceulco depois de ler assistido ao santo sacrificio da
missa, na igreja hoje parochitl de S. Domingos, qoe
he missa dosjaootas e das elegantes. No dia de bo-
je em 1822 jaron oSr. D. JoSo VI1 eonsliluigjo po-
ltica da monarchia, qoe poneos dias teve de vida,
pois morrea era 1823, e aeha-te enterrada na torre
do Tombo, que he o cemilerio dos Prazeres dos
nossos documentos ofllciaes. Etle 1 de oulubro fui
muilo calila em 1820, pois foi o dia em que o exer-
co do norte, eommandado por Gaspar Teixeira, en-
trou na capital.
Deixemos os recordages histricas e paitemos as
novidadet do dia. Oogo dizer qire no dia 29 do
correle, dia em que o nosso regenle faz 38 anuos de
idade, te ha de abrir i circulagao ao rcspeilavel do
nosso caminho de torro .le Sacavem a Villa-Franca.
Hei de ir nelle e mait a minha Gertrudee cnsle o
quecuslar: nao quero rnorrer sem provar ai vas
frreas. Parece que o Shaw est teimoso em con-
cluir o de Sanlarem no lempo marcado. Se lal ve-
jo nao posso deixar de dizer que o Fonles nos tira as
barbas de vergonha. Os torradas andam zangados
com eslas innovagoes.
Anda nSo se recebeu a noticia da lomada de Se-
bastopol, qoe parece nao ser um cop d'agua. A
cousa, meslre, parece nao ser negocio de kakaraka,
e que pelo contrario lem denle de coelho. Vere-
mos se os alliados a fazem limpa, ou seos senhoret
Russos Ihes do nat venias. Parece nSo haver de-
masiada eonfianga nos conhecimsntos bellicos de
Sajnt-Arnaod, e do lord Ragln etle eterevia of-
ficos no qnarlel general de lord Wellingion.e aquelle
andava caga dat tribu argelina. Quem parece
gozar maiorea crditos he Omer Pacha emfim o
quefor soar ; o que he cerlo he qoe qoar vengam
un quer vengam oulros. o genero humano ha de
receber um grande delicie
As noticias da nossa vizinha D. Iberia slo de urna
inquietarn atsatladora. A reunan da Vnlao li-
beral onde esliveram 1,500 notabilidades quasi que
poz fora da scena o partido conservador A demo-
cracia leve ai honras da sesso, e o nome de Isabel
II fez fiasco. O exercilo lambem he um espanla-
Iho que faz estremecer a situaran! a promogao
monslro do O'Donnell augmentla forlemenle as co-
lumnas do orgamenlo ao mesmo lempo que es ren-
dimenlos dimiuuem. S de teneoles generaos ha
40 em servigo activo, e em dispouibilidade 250 !
Meslre, os generaos e offidaet desempregados sao
o dobro dos que etiao em tervigo. e o governo pare-
ce que nao conla muilo com elles I Segando urna
caria qoe o meu gallego leve da terra.a dynastia dos
Bourboosem Hespanha he bastante impopularle
por Isso he provavel qoe as acgSes saiam a cam-
po, e qoe a guerra civil se desenfreie. Corre qoe o
conde de Montemolin abdicara em teu irmao o in-
fante D. J0S0, e que esle proclamou prometiendo
ama consliluicAoque nSo pode deixar de ter obra
asseiada 1 O Narvaez acha-se em disponibilidade, e
esle espadan he homem de dar cnidado E a Cliris-
liua nao he mulher que se deixe ficar com as maos
debaixo do braco.
Temos muilo que ver, meslre o petor he o
cholera morbus Os nossos viziohot ea!3o divididos
em Joanislas Isabelitlas republicanos es-
parterislas e pedrislas uns querem que Isabel
abdique em tna filha. Picando Espadero regenle ;
oulros querem repblica sendo o D. Baldomero o
Doge oulros querem o D. Joan com consliluigo,
ou sem ella outros emfim oplam peto nosso Pedro
5 e unio peninsular. No meio dessa balburdia de
ideas e de programmas polticos os bispos hespa-
nboes vio marchando par o concilio de Roma para
defenderem o Mysterio da Conceig3o.
Enlre nos nao ha novidsde; pobretes, mas algre-
les Iheatros florestas! ligres marinhot! loorot I
romanas, e feslat de igreja, ludo itlo acompauhado
dequejadaide cinlra c o mait Deus superomnia.
A minha Gerlrudetpor urna iinha negra que nao es-
t anora no oulro mundo, ou pelo menos com as
gambias quebradas passava a pobre crealura pela
ra de Sania Barbara, eis que se dasenfreia um ca-
vallo de carroagem do conde de Paraly, e desala a
correr com a sega pela ra fora alropellando ludo
que enconlra a minha Gerlrudes viose enlre a
cruz e a agua benla I atrapalhoa-ie ; deixou cahir
um sap ilo, c mellea-se felizmente em urna escaria,
s com a ajada de um sapato. Ouvi dizer que ou-
lra mulher ficara com as suas pernas quebradas.
Diz um jornal hespanhol que Madrid se parece a
ama boa moga com a camisa soja, e enagoas rolas :
islo quer dizer que por tora muilo aceiada, mas por
dentro muilo porca Tenho notado que depois que
ha liberdadedeimprensa, as mulheres parem duas e
tres criancas de urna vez. La madre do meu galle-
go lhe escreve, que urna molher que mora na ra do
Rosario em Madrid, acaba de dar luz de urna as-
sentada, (res rapazes como tres repolhos 1
Chegou a Madrid o Cazela, violoncelista do rei de
Sardenlia: vai dar coacertot no Ihealro do Principe ;
he acompaoltado per sua mulher. C tambem che-
gou o Herculano, da sua viagem aos cartorios do M i-
nho, onde dizem encontrara bstanle papelada inle-
ressante, acnmpauliadaMc muila malicia padrees :
em toda a parte o Iralaram bem, menos em Guima-
raes, onde Chantre desconfion do illuslrc lillera-
lo I I Tambem lhe participo queja temos dentro dos
nossos muros a companhia italiana, e mais Mr. de
York. A Alboni ea Caslelau vieram no paquete, e
ticararo uo Lazareto por cauta dasdovidns.
Ouvi dizer ao Jos, que taz versos, que a compa-
nhia debuta com a norma no dia 15/ O Theodorico
brilhou : o Ihealro de Ouro encheu-se na noite do
seu beneficio: o diverlimenlo era apetitoso. O*
Homem D'ouro, do Meodes Leal.sgradoa, e o cupi-
13o Mendes foi chamado a receber os applausos. Ha
quem diz qne o homem de marinare do mesmo dra.
maturgo, he obra raeloor; j livemos o homem do
marmoro e o homem de ouro ; agora parece que
leremos o homem de estnho e mesmo de chambo.
J se diz que leremos urna nova comedia o Ho-
mem Vidrado. He grande assumpto; desde 20
at 54, os nossos caracteres vidrados torneeem bellas
scenas.
O Cascaes lambem brilhou nesta noite : Nem
Turcot nem Russos comedia em verso, e o la va
rima, agraden muilo ; e o Cascaes receben no pros-
cenio eothusiascas palmas. Ambas as comedias sao
de fabrica nacional, e por isso he tle esperar que o
Sr. harn da Vida-folura conlinue a nacionalisar o
Ihealro normal, animando a industria e asarles. O
nosso padre Recreio continua a seringar o Hercula-
no sobre a apparigo duviiloii do Campo de Ouri-
que.
O cholera conlina a fazer estragos em Badajoz ;
o povo esl atorrado, nao s por causa dos enterrns,
mas porque os mdicos andam a cavado Corre
que a rainha Chrislina comprara um palacio nas vi-
sinhangas de London. Veremos se vai para l, o qne
duvdo : por ra S. Mageslade esl a baohos em
Franga. A Gazeta oflicial de Madrid influc forle-
menle sobre o prego da frucla. A cada noticia que
d do cholera, abaixa o prego dot meloes! Temota-
minho de ferro para Cinlra : o governo acaba de as-
aignar o contrat com o condede l.urotte.
O mon correspondente parlicnlar de New-VorW,
me escreve o seguinte: Certa mulher, apezar do
seu caracler spero, nao linha podido moer a pa.
ciencia de sen marido, o Sr. Samuel Baldwin. Zan-
gada peto socego habitual da tua querida melade,
cnslnmava dizer-lbe a calla instante : Hc de dansar
sobre .1 sua sepultura 11 por fim oSr. Baldwin mor-
reu, e seus prenles ahriram o testamento ; mas co-
rro n.lo ficaram elles, quando leram o seguinte : __
O meu corpo ser arrojado ao mar, para que minha
mulher nao possa dansar sobre a minha sepultura !
O homem lovou a paciencia alm da morle.
A senhora I). Inglaterra e a senhora D. Franga
cada vez estao mais amigas. Aquella acaba de dar
o nome de Franca a um dos seus grandes navios.
Esla, em obsequio, e para nao ficar atraz, decrctou
que a Brande uno franceza chamada Bretanha, licas-
te sendo chamada GrSo-Bretanha O jnry-medico
da* boceas do Rhodano, apoderou-sf de lodosos me-
dicamentos homegpalhicos, que havam nas boticas
de Martelha, e 01 remelteu tos Iribuuaes.
Cndilo esla com a seguinte noticia : Um reve-
rendo parodio de Boslon, subi ao pulpito cm man-
gas de camisa, e dsse s suas ovelhas: A comrao-
didade primeiro que a moda, edeve aprovelar-se,
?

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DIARIO uE PERNAMBUtO. QUftRTA FEIRA 13 E DEZEMBRO DE ISM.
lano aos domingos como nos outros das a se-
mana.
Sou, ele.
Mdc, paleos
e fr; lernidade.
Sen amigo
I.e Ciloyen.
(Braz Tizana.)
A-abam de cucnlrar-se em casa de um legisla de
Vertalhes, entre alguns papis velhos, vendidos de-
pois da unirle de um rico celibatario, a conla da*
despezas das conslrucces que Luiz XIV commelleu
ao architcrlo Mansard.
No I.ouvre e Tolherias despendeu 10:608:969 fr.,
era Versailles, Marly e suas dependencias 116:238:893
fr. A somma lolal he de 158:000:000 fr. (mais de
23 mil conlos).
O jornal inglez intitulado Chambrs lournal,.
transcreve ioteressantes detalhes relativamente a co-
linda do palacio de cryslal em Sydenham.
A cozinha he eflectivameiite o ponto mais concor-
rido do palacio; all nao existe urna polegada de
terreno intil. Como se sabe, uera lodos podem ser
a lmilii los naquellc sanctuario. quanto a nos consi-
derarao-nos muito Telizes por termos tido entrada.
Vamos pois dizer algumas palavnu acerca do que
vimos. A coziolia he urna sala vasta rectangular,
coro paredes de lijlo, de ferro e de vidro. Duas fa-
ces eslao oceupadas pelas Tomainas hbilmente esta-
blenlas, e que irrecusavelmente provam as vaota-
gens de urna cozinha a gaz. Multas posmas, a quem
o empreeo desle calrico he dcsconhecido, .Dcaram
admiradas da facilidade com que olle funeciona no
palacio de crystal.
Eflectivamente parece muilo dillicil que o gaz nao
communique o seu cheiro aos objectos evpnslo ao
contacto daquelle calor. Examinaremos pois as dis-
posires do apparelhn que livemos diaute da vista.
A panella he urna especie de caixa quadraugular
que lem poucomais ou menos um metro e 10 cent-
metros de altura, sobre 8. centmetros de profundi-
dade. Est munida de lubos e ventiladores para
fumo invisiveis. Na parte inferior est urna frigi-
deira.
Das extremidades do forno sahe um rectngulo de
gaz. He all quo existe todo o apparelho de rescal-
dadlo. A dous ou Ires pes superiores aos lubos es-
ta urna especie de grelha, onde podem collocar-se
al 2i petas de cca. Este processo, fcil para co-
zer militas pegas com um fogo lenlo, parece, segun-
do os melhores juies, de urna importancia conside-
ravel.
Assegura-se que desta maneira, urna pega de va-
ca, pezando 300 libras havia sido cozida cin oiloho-
ras. A carne nao eslava tostada no exlerior nem
crua no interior, e sim perfeitamenle cozida em to-
das as suas parles. He um grande progresso, oh-
ter-se tal resultado nicamente com urna duzia de
tubos a gaz.
Todos os nutios apparellios sao tambem perfeitos.
Exiilem Tornos, panellas, fornalhas, cassarolas, me-
sas, aparadores, onde as carnes silo preparadas, as
aves depenadas, legumes limpos, mariscos descasca-
dos, saladas preparadas, empadas de carne feilas, e
finalmente loda a especie de suisado disposlos para
seren levados s salas pelos serventes.
AI'ni disto ha aspadarias, os pastelearos, as neves
e nutras officinas, onde ludas as cousas sao simtrica-
mente organizadas, como no meiher e mnior estabe-
lecimento commercial. E verdejamente fallando a
cozinha do palacio de crystal nao he sean um vaslo
eslabelecimenlo commercial, cuja escripluraoao deve
ser muilo importante. As lettras C. P. C. eiicon-
Iram-se em todas as direccoes, para que se nao ig-
nore que aquella he urna dependencia da companhia
do palacio de crystal.
O publico tem de tal maneira acolhido osles ar-
ranjos da compaohia, que algumas vezes lem oso-
lado os grandes provimenlos da cozinha. O nume-
ro lolal dos scus empreados, cozinlieiros, meslres de
hotel e rapazes nao he inferior a Irezeutos, e a cer-
tas lloras do da esto todos, quanto he possivel. cc-
rupa lo*. Os cozinheiros comecam as suas obrisa-
ees pela manha e acabam muilo larde. Como ef-
ectivamente a maior parle das carnes sao servidas
frias, he importante serem preparadas com antece-
dencia.
A somma realisada em seis mezes.de evposioao
pelos encarregados do aparador, onde apenas se ser-
ven) comidas ligeiras monta a 75.000 libras.....
(3,475,0005000 rs.) Por aqu pode avaliar-sc qual o
inleresse que a cozinha oflerece a companhia do pa-
lacio do cryslal, excitando ella o consumo pela varie-
dade das comidas! He possivel que a extenso do
caminho de ferro de Londres a Sydenham, promo-
va o apetite aos visitantes ; pode ser que o precodos
arligos consumidos pareja moderado a muila gente ;
pode ser mesmo que aquelle lugar pareca preferi-
vel, aquellos que raras vezes cuslumam janlar fra
de suas casas. Aioda que assiin seja he certo que o
numero diquelles que janlan por dous slullings
(450 rs.) excede muito todo o calculo. Alm disso
cou90ine-se lano, que j por algumas vezes lem
acontecido que a cozinha produz urna somma igual
i receita da cnlrada.
Aida nflo ha muilo lempo, qoo 1060 pegas fo-
ram preparadas e comidas ein dous dias. lio mez
depois da abertura rio palacio do crystal em urna
quinta-feira, foram consumidas, a 1 shilliug ("225
rs.) 500 peras de cara. 150 pombos, 60 pega* Bran-
des de rosbif, 10 pecas de vacca cozidas ingleza, 20
peilos de vilella, 20 quaijos de carneiro, 20 lombos
de carneiro, 150 sellados em formas, 100 formas de
crernes, 400 lagostas. Nada diremos quanto s be-
bidas porque os solidos all -fin mais procurados.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
Podia nltingir ale ao si agudo, imprimindo a cada | annos, prsenles ornados com a pedra de hora Ikon*
.li ,i i s I i .1- %' t i 1 l'nlil .. i i< I ... f _____-.___-___ Wl'_______I__
WJBINT.
Knbini, um dos cantantes italianos de maior no-
meada c mais popular na Europa, morreu no dia 2
de marro, em Romano, pnvoagao prxima de Iler-
gamo. Kelirado do Ihealro desde 1845, repousava
dos seus Irabalhos lyricos n'uma suanptuosa vivenda,
que construir com os sons da sua garganta divina
como Ampliinii. fllho de Japiler, edificara oulr'ora
a cidade do-Tbcbas, quando a morte o arrebatou con-
tando 68 annos de idade.
Como lodos os artistas, que excitam o enlhusias-
mo publico, fot o hroe de uina graudc qunnlidade
de hislorias e ancdotas apocriphas, das quaes he
mui difllcil extrahir alguma cousa, que inleresse aos
ongeuhos cultos. Procuraremos, lodavia, tornar sa-
lientes alguns dos fados mais notaveis da vida do ce-
lebre cantante, quo deixou um nonie glorioso nos
fastos lyricos do secuto XIX.
Joilo Baptisla Kubini nasceu no mez de maio de
1793, na povoacao denominada Romano, prximo
de Bvrgamo. Fllho do um pobre mogo de fieles,
que iuha urna numerosa familia, fui enllocado como
aprendiz na ofcina de um rels alfaiate. Eslava o
futuro grande artista sentado n'um banco e canlava
descuidadosamenle, quando passou por junio da loja
um Mellante que sorprezo so poz a ouvir aquella
voz adolescente encantadora e de maravilhoso tim-
bre.
U dilellanli acercou-se do joven aprendiz, fez-llia
mil pergenias a respeilo da sua familia ; foi logo
procurar o pai, o resolveu-o a que consenlisse que
seu filho freqoenlasse urna escola de canto, onde es-
tivi-,e at idade de 18 annos.
Pastamos em silencio muitos episodios, mais bu
menos verosimeis, para dizer que o admiravel artista
que fez as delicias da Europa, eslreuu-se na sua car-
reira como corista. N'um aoligo cartaz do thealro
da Si -ala de Miln, do anno do 1812, que Rubini
conservara, Hiera collocar n'uma magnifica mol-
dara, encontra-se o seu nomo entre os dos segundos
tenores dos coros. Davam-ihe, pouco mais ou me-
nos, 360 rs. cada ooile.
Dous annos depois escriplurou-se Rubini n'uma
companhia de cantanles ambulantes, e eslreou-se no
papel de Argirio, no Tancredo de Rossini, Rubini
liona enUo 21 annos, e a dama que execulava apar-
te de Amenaida conlavn pelo menos 50. Nao temi
a fortuna correspondido aos esforcos do emprezario,
lemlirou-se esle de transformar a sua companhia ly-
rica n'uma companhia de bailarinos. Conforme'
ponda fe-Ios estudar um baile que eolito linha gran-
de voga, intitulado Os moleirot, CU|0< eusaios se fa-
ziam em campo descoberto, prximo de um bosque.
No meio da representarlo o publico levantou-se em
masa contra os pobre* bailarinos improvisados, que
tiveram de passar a noite encerrados no theatro pare
nao serem apedrejados.
Rubini leferia muilas vezes este episodio burlesco
da sua brilhante carreira.
Depois le varias tentativas mais ou menos felizes,
Rjbinl escriplurou-se no Ihealro do Brescia para o
carnaval de 1815. O triumplio qne obleve nesla rl-
dade levou-o a Vene/a e pouco depois a ap-
les onde cantou pela primeira vez no thealro Flo-
rentino.
Foi netta grande cidade que Rubio), dirigido pe-
lo seu compatriota N izari, comgou de attrahir a al-
ienlo da Italia, vendo dtsponlar essa grande repu-
l ic.iu que lhe hade sobraviver. Em 1824fui escrip-
lur.i In para Vienna. Beethoven, que o ouvio nessa
ccasio, niandou traduzir em italiano o librelto da
sua admiravel elega, intitulada Adelaide, que Ru-
bini lornou popular na Europa.
Em 1825 veio o grande artista a Paris, e e-lreou-
se no Ihealro italiano, no da 6 de oulubro, no
papel de Ramiro, na Cenerentota com brilhanlissi-
mo xito.
Voll.indo a Italia, escriplurado pelo emprezario
Barbaja, ahi permanecen al 1831, poca em que
recobrou completamente a sua independencia. En-
tilo vollou' para Paris, onde eteve al 1842, al-
ternando com Londres, onde canlava na cslarao do
verao.
Em 1842, Kubini, no apogeo da sua gloria, fui n
S. Pelcrsburgo. Depois, cheio de houras o riqus-
imo, relirou-se a ana propritilade magnifica, que
levantara no mesmo lugar em me nascera, e on-
de morreu deixaudo urna fortuba de perlo de
500:0000000 rs.
Rubini linha um carcter franco, e bondoso, a sua
modesta inslruc$1n naopa*sava de rudimental, a sua
eduiMcao musical nao era muilo mais superior. Do-
I ido de urna grande sensibilidade, de muila memo-
ria c desse inslinclo maravilhoso que muilas vezes
suppre os grandes esludos, Kubiui foi um dos can-
tanles que maior admirarlo causan ncsle seculo.
Havia no grande arlisla um mixto de imitado! e im-
provisador, que sorprenda.
A vo de RubirT linha mais de duas oilavas de
extenuSo, deMe o mi al ao fa agudo, ao qual clie-
gava em cerlos casos por um loaftro heroico, que
provocava a admiracao dos auditorios. A sua voz,
prodigiosamente flexivel, nao tinha um som homo-
gneo. A voz de Rubini nao se apaixonava,
nao f brava nem sollava aquellas melodas brillian-
tes simio nos pontos altos da sua escaloslo be, des-
de o m.
nota essa vibrarao varonil e prepotente, que as es-
colas he designada com a denominarao de oas a>
pello, por que com efleilo oslas olas parecem sabir
perfeitamenle do proprio centro vital. Quando che-
cava a este poni extremo passava a um falsete sua-
vissimo, que conlrastava maravilhosaraenic com as
olas anteriores. N'este contraste de sombra e luz,
o som opaco, mas dulcissimo das nofl.s de cabera fa-
zia realcar a vigorosa sonoridade das eordas nalu-
raes, e era este um dos effeitos que, com mais fre-
quencia, erapregava Rubini. O ouvido eneanlado,
acompanhava o canlo na sua asecnsao triumplial al
ao ullimo extremo da voz de lenor. sem perceber
snlucan de continuida le naquelie extenso espiral de
notas diversamente acrentuadas c que deslacavam
sobre um lecido meldico senipre persistente.
Rubini a esla facnldadc, quasi natural, de passar
sem defeilo do registro da voz de peilo para o da
voz de cabera, reunia oulra nao menos importante,
a merara em saber economisar. Dolado de urna am-
pia arca torcica, em que, sua vonlade, se dilala-
vam os pulmSes. emiltia com facilidade os sons mais
elevados, que crescendo successivamenle quando
ailngiam a sua maior forja eram como um fogo de
Bengala innundando o ar de mil formosissimas co-
res. Esle artificio, de um eOeito sorprendente e
irresistivel, aprendera-o Rubini na anliita escola ita-
liana, onde se empregava com freqoencia, particu-
larmente pelos sopranos, que possuiam urna larga
respiracSo.
As qualidades physicas, que podem considerar-se
como os instrumentos da intelligenria c da alma de
um cantor, Rubini junlava urna exquisita sensibili-
dade e grande facilidade para adoptar os estilos dos
dilTerentes maestros. Canlava com a mesma perfei-
c3o a Adelaidc de Beethoven, o D. Juan de Mozarl
e o Matrimonio Serreta de Cimarosa. Ainda ne-
nhum cantante moderno, soube dar i aria il mi te-
toro da obra prima de Mozart, urna expressao mais
elegante e ao mesmo lempo de mais nobre indicna-
cao; lodos os que o ouviram nao esqueceram ainda
com que arrojo Rubini, em vez de execular a ca-
dencia um pouco anlquada, que se acha no vic-
simo sexto compassu do andante, atacava a parle do
primeiro violino. e no la acudo execulava um Irilo
vicoroso, que precipilava a cadencia, c enlhusias-
mava o audlorio. Desde Viganoni, que creou o pa-
pel de Paulino no Matrimonio Secreto, nenhum le-
nor canlou como Rubini, a famosa aria pna che
sepnnti.
Rubini canlava com admiravel perfeirao as obras
de Rossini, cujo brio e apaisanada vehemencia Ira-
duzia primnrosamenle. mas as de Bellini era a-
quellas em que mais sibresahia. He inisler le-lo
ouvido cantar a aria de sahida no Pirata, nel fu-
ror delle tempesta, c particularmente o segundo
motivo come un'an/elo celeste, para so fazer urna
verdadeira idea da Turra de scntimcnlo, que possuia
e sabia commiinicar ao'acditorio este cantor incom-
paravel.
Na Anna liolena e na Lucia de Donizclle, a exe-
cur.lo de Rubini nao era inferior das operas de
Belelini. Na primeira deslas operas creou o papel de
Pcrcy, e canlava com um scutimento, que dillicil-
mente ser excedido famosa aria tfi-i tu, te {
scongiuro, em que Donisetli imilou evidentemente
o estilo meldico do seu joven rival. No dramtico
final dn 2. aclo Lucia, ainda nenhum cantor pon-
de rcproduzir o soluco de furor, que Rubini solla-
va dos seos trmulos labios.
Nunca Rubini hesilon ou vacillou perante o pu-
blico, mesmo nos trechos de maior diflicul'lade.como
o sexteto do D. JoUo. Era como urna enanca na do-
cilidade com que se preslava a seguir os movimen-
los ou andamentos, que lhe indicavam, e muilas ve-
zes repeta aos seus companheiros e ao director da
orcheslra, que o consultava sobre a conveniencia da
propriedade de um cumpasso; A Vio ros importis
comiqo, id, que eu ros acampanharei.
Rubini, dolado de coslumes Tacis, mas severo,
comprazia-se em viver na intimida le da sua familia.
Em 1819 casou em Milao com urna cantora Tranceza,
madamoiselle Chomel, que fura discipula de liarul,
no conservatorio de Paris. Esta unio, que parecen
bem Tadada, por Id modo excilava o amor conjugal
de Rubini, que urna das causas de que mais se ar-
receava, era de provocar os chimes de sua iniilber.
(.'iudo, depois de haver cantado alcuma desvaa
Tamusas operas, que excilavam o enlhusiasino do pu-
blico, loda a genle corra a coniprinienla-lo. re ira-
va-se logo para casa, afun de evitar, dizia elle rindo,
um descosi em casa.
A mai mais severa nao daria a sen filia melhores
conselhos que os que Rubini dava aos jovens teno-
res que desejavam seguir a carreira Ihealral. Sobrio
e parco, fugia de lodos os excessos. Nos dias cin que
cairtava, janlava s duas horas, depois ia para o
theatro, repousava no seu camarn) e dorma aleas
seis horas. Vinha enlao um criado acorda-lo, vesta-
se e apreseutava-se perante o publico tranquillo e
sereno.
Foi assim que conservou quasi loda a forja da
sua voz al ao ullimo anuo la soa vida. Assegura-se
que nos seis annos q' passou emS. Petersburgo.descui-
doso ja do futuro, produzio elfeilos assomhrosos nos
seus admiradores, que o linham ouvido em Paris,
Londres e Miln. Era Rubini do estatura inedia e de
una conslituicaorobusla. Sobre as suas largas espa-
duaselevava-sea caboca.que nao era um lypo de ele-
gancia, mas cujo rosto crivado de bexicas, como que
resplandeca cedcmlo ao poder da iuspirarAo; e este
homem vulsar na aparencia Iransformava-se n'um
arlisla sublime, cujo amor lisonjeara as mulheres
mais formosas da Europa. He este o condao do
seulimento e da inspiracjlo.
Teve Rubini dous irmos, um dos quaes segaio a
mesma carreira que seu irmao, mas na obscuridade;
e o onlro nao passou de cantor de icreja. Como
nao deixou filhos a sua immensa fortuna passar
naturalmente aos sobrinhos.
Digno successor dos grandes artistas, Robini so-
brepujou a lodos os cantores dramticos do nosso
lempo. ,
(Jornal do Commercio do Lisboa, j
M. Heury Slook Smilli acaba de publicar no lle-
gimental futa of lhe BriUshiArmy, a lista das
pi'omoroesdos priucipae- generacs inglezes, quecom-
mandam na Crimea. Nos exlrahimos as eiiume-
rajesdosgeneraes Raglau, e duque de Cambridge.
Lord Ragln, grao-cruz da ordem do Banho : al-
Tcresem 9 de juoho de 1804, lenenle-em :10 de maio
de 1805, capitao em de maio de 1808, major em 9
de juoho de 1811, lenenle-coronel em 27 de abril de
1812, capitn teneote-corouel do 1." regiment das
guardas em 25 de julho de 1814, coronel em 28 de
agoslo de 1815,major general em 27 de maio de 1825,
nomeado secretario militar do commandanle em che-
fe em 29 de agoslo de 1827, nomeado coronel do re-
giment 53 era 19 de novembro de 1830, lenle ge-
neralera 28 de junho de 1838, commandanle geral da
artillara em 30 de setemhro de 1852. commandan-
to em chefe do exercilo do Oriente em 21 de feve-
reiro de 1854, condecorado com as medalhasde ouro,
e prala, por serviros feitos em numerosas batalhas.
Soa alteza real o duque de Cambridge cavalleiro
da ordem da Jarreleira, coronel e.n 3 de novembro
de 1837, major general em 7 de maio de 1845, coro-
nel dos Tuzileiros escocezes cm 23 de >etembro de
1852, lenle general em 19 de junho de 1854.
Os documentos publicados pelo parlamento bri-
tnico provam, que as companhias Ae caininhos de
Trro inglezas, Toram autorizadas at ao dia 31 de
dezembru, naquantia de 1:317:074:128:000 rs. sendo
1:097:479:728:000 rs. provenientes de arenes,e o res-
to de empreslimos. As companhias receberam efiec-
livamenle 1:093:298:018:000 sendo 260:291:832:000
rs. de empreslimos, e o resto de acc-es. A exlenco
das lindas frreasabertas a circul.iVaj era de 12:300
kilmetros (2:460 leguas porluguezas.)
Encontramos as seguintes noticias a respeilo
de mis* Nightingale n'um jornal iuglez ; os leilores
sabem j, que miss Nighlingale foi para o Oriente
cumo enfermeira com cincoeuta e qualrocompauhei-
ras. Bis o aue diz o referido jornal :
MistrisfT ou antes miss Florenco Nighlingale, a
filha mais moja de M. William Shore Nightngale-
d'Embley-Park-Hampstiire. e de Leo Hurst,do Der-
byshire. Ue urna senhora anda na flor dos annos, e
possuindu muilos doles naturaes e adquiridos.Conlie-
ce as liuguas antigs e as malhemalicas. He familiar
as linguas modernas, rara ser aquella de que nao
lem suTiicienles conhecimcnlos, e falla o francez, o
allcmao e o italiano com a mesma facilidade com que
falla o hiele/.. Tem percorrido c esludado as diversas
najOes da Europa, e subi o ilo al sua mais re-
mota calaracla. Joven, graciosa, rica e popular; cap-
tiva por um modo singular lodos quantus com ella
(ratam. Tem amigos em todas as cla-ses da secieilade
e em todas as crenjas religiosas.Ainda era urna cren-
ra, ej miss Nighlingale sympathisava ese coudoia
dos iofelizes. Depois cmsou as escolas, Trequcntou
os hospilaese oseslabclecimeutos do beneficencia do
Londres, d'Edimburgo e du couliuente. e quando o
hospicio cslabel'cido em Londres a Tavor das meslras
enTermas esleve em risco de se Techar por nao haver
quem o adminislrasse convenientemente, miss Ni-
ghlingale foi encarregar-se da sua direcrao. Abando-
nou o DtTbyshire e a Hanipshire para ir residir no
pequeo c triste hospicio de Harley- Street, ao qual
dedicou lodo o seu lempo e toda n sua fortuna.
Md. Fortuni que o auno passado, canlou no
thealro de S. Carlos em Lisboa, acaba de ser cscri-
plurada 1." dama absoluta da grande Opera de Pa-
ris com o ordenado de (il) rail francos.
No dia 6 de novembro a nova ponte d'.1 uslcr-
lilz (em Paris) feila de pedra, e formada de 5 arcos
foi anerla circularlo. Esla ponte foi comcrada pela
demolieran da anliga a 7 de agosto ullimo, de sorte
que, em 92 dias a anliga poni d'Auslerlilz foi de-
molida, e a nova reconstruida.
Checaram ullimamenle a Franca alguns ovos
do passaro. Irazidos das Ibas de Madagascar c Bour-
bon, que sAo monstruosos; ao p delles os ovos de
avestruz parecem ovos de callinha. O jornal, de que
tiramos esta noticia, nao diz a qnalidaded'ave a que
pertencern esses ovos extraordinarios.
Morreu n'uma povoacilo prxima a LvaO, de
Franca, um velho que se chana va Picrrard.'conhc-
cido pela alcunha de Trennelo, con.ava mais de 90
annos. Esle homem,que era cabelleireiro.Tora n'ou-
tro lempo tambor aoservico da repblica, e comman-
dava os tambores que assistiram ao upplicio de Luiz
XVI, a quem Lanlesse mandou rutar para cubrir a
voz do inTeliz rei, quando sobre o cadafalso quiz Tal-
lar ao povo. Tinha a alcunha do Trenuclo porque
todas as vezes, que lhe recordavam esse triste suc-
cesso, comejava a Iremer de molo extraordinario,
atacan fii-ihi! o tremor especialmente a cabeci.
ntreos habitantes da Polonia menos r'ivilisa-
dos existe a crenra supersticiosa de que cada mez
lem urna influencia occulla c inevitavcl sobre o des-
lino dos que nelle nascem. Urna pedra preciosa he
o symbolo dessa influencia ; por isso he cosime,
tnlrc amigos, olerecerem mutuamente nos dias de
ro. Eis as podras que so usam nos diversos mezes :
Em Janeiro o jacinlho, presagio de conslanci e
de fidelidade : em fevereiro, a amelhisles, preservati-
vo contra as paixoes violentas, presagio da Iranquili-
dade do coraro ; em marro, a hemalites, Indica co-
ragem, e tambera a discrirao as empreas arrisca-
das ; em abril, a saphira ou o diamante, presagio de
innocencia ou de arrependimento ; cm maio, a es-
meralda, o amor feliz ; em junho, a agatha, muila e
longa saude ; em julho, o rubim ou a coralina, signi-
fica o esquecimenlo das macoas do amor ou da ani-
sade; em agoslo a sardnica, indica a felicidide
conjugal ; em setemhro, a rhrvsolita, preservativo
contra a loucura ; era oulubro,'agua marinha oua
opala, indicativa de desgraca o de esperanra: em no-
vembro, o lopasio, que proiuelle a cousa mais rara, a
amisade. Finalmente felizes aquellos quo nascem
em dezembro porque a lurqueza promelte-lhes una
fortuna c urna felicidade inalleraveis.
(dem.)
'mi i-
OVINHO DO XEREZ.
O vinhodo Xcrcz he conhecido no commercio
desde 1710, antes dislo apenas o era no proprio ter-
reno onde se cultiva.
Esle vinho que era cultivado em pequea escala,
lem-se tomado desde culo um produelo considera-
vcl. No terreno de Xerez cultivam-se boje onze a
doze mil aeiras de vinhas.
As dilTerentes qualidades de uvas que ha no Xe-
rez produzcm dilTerentes especies de vinhos* co-
Ihcm-se as uvas por qualidades e para que o vinho
seja o melbor possivel, eseolhendo sempre os hagos
mais maduros.de maneira que para vindimar com-
pletamente um vinho he preciso percorre-lo varias
vezes.
A uva assim escolhida c apanhada he perfeita-
menle cslendida sobre esleirs de esparto n'um lu-
gar adequado para esle efleilo perlo dos lagares, de
maneira que o sol possa bem secca-la e Ule Taja
perder loda a parte aquosa. Deixam-na assim ex-
posla durante alguns dias, desde dous al dez ou
doze, segundo a Torca do sol o qualidade da uva e
por cousccuinle a qualidade do vinho que se preten-
de Tabricar. Ha lodos os dias o cuidado de vollar
os bacos, c de noite para as reszuardar do orvallio
loma-sc a precaujao de as eobrir com oulras eslei-
rs de esparto.
Quando se julga que a uva esl sufcienlemenle
emula e secca, deila-so enlao nos lagares aa anoile-
cer para a pizar. O mosto que produz esla opera-
cao he laucado logo em pipas ond.c fica a Termenlar.
Pelo mez de ianeiro quamlo a Termenlajao lem
acabado e que o mostoso lornou vinho, hra-sc a
impo e dcixa-se ficar al chegar a idade da expor-
tarlo que vem a ser.de 4 a 5 anuos e cnto he clari-
ficado.
Esla oper.ir'io he feila da maneira segoinle : em
uvas 20 claras d'ovosdestazeni-se pouco inaisou me-
nos, duas mas cheias de certa qualidade de trra
brrenla propria do paiz: esla especie de lama he
deitada em cada pipa e bem misturada com o vinho.
Depois desla operario juita-se-lhe urna cerla
quanlidade de rinlio mai, que nao he oulra cousa
mais que vinho muito velho, cierno lypo da espe-
cialdade que exporla cada commerciante, e conser-
vado com o maior cuidado porque he a fortuna da
casa. Esle tinho mai he o que d ao vinho novo o
cermen da sua qualidade superior e a particulari-
dade que deve tomar para tornar-se lo bom e lo li-
no quanto possivel. A quniili lade de t-Tn/iO mai
que se mistura com o vinho novo de qual ro ou cinco
annos he substituido cada anuo por igual quanlida-
de de vinho velho, mas de uovidade mais rcenle
que o t>inAo mai.
Os vinhos do Xerez como lodos os di Pennsula
n'io podem suppurlar a exporlacSoscm se Ihes dar a
forra necessaria misluraudo-lhcalsuma agurdenle,
que para esles he de piuco mais ou menos urna car-
rafa de agurdenle por .">(l de vinho ; quanlidade
muilo pequea e que muilos nao quererao acredi-
tar em razfio do goslo alcoslico que todo o vinho de
Xerez possue. Mas estes sabeio que nao Tallamos
s:nao dos verdadeiros e bous vinhns do Xerez. Es-
tes verdadeiros e bous vinhos de Xerez vendem-sc
bastante caros> em razao do seu cranceio ser bstan-
le rusloso; sao imitados ainda que de lonse em qua-
si loda a parle e esses enlao sao mais baratos. Para
nao citar aqu senao os logares onde he melbor a
iinilncao. Hornearemos S. I.ucar, Porto Santa Mara,
e mesmo Malaca, que venlcn c exporlam Brandes
quanlidades; mas que dillerenca... ella he ainda
maior no goslo e no aroma do que no prejo.
ntreos verdadeirosvinhvs de Xerez ha seceos e
doces, e duas Borles de cada urna deslas qua idades.
As duas qualidades de vinhos seceos sao condeci-
dos pelos nomo de rere: secco propriamente dito
(a que os Inglezes ehamamsnerry) c nutro xerez
amoutitado ou simplesmcnle amoutilado
Esles dous Mimos seceos anda que completamen-
te diflerenles um do oulro ua cor, cheiro e sabor,
sao Teilos com ludo com a mesma qualidade de uva
c da mesma maneira lano um como o oulro, e de
tal sorle que muilas vezes se enchcm duas ou mais
pipas ile mosto lirado do mesmo lagar, e urnas lor-
nam-se amoutilado e as oulras xerez propriamente
dito. Esla ineomprehensivel transTormacao opera-
se ordinariamente durante o primeiro anno e algu-
mas vezes no segundo, islo sem que leiiba sido
possivel ao melbor observador descubrir a sua ver-
dadeira causa.
O xerez secco lem um sabor aromtico particular
e mais rico que o amoutilado, c ha de tres cores di T-
Terentes; cor de palha, de ouro e de ouro carregado.
Este ullimo he muilo eslimado pelos inglezes que
lhe chamam browoshrry.
O amoutitado lem urna cor de palha mais ou me-
nos carregada, segundo que he mais ou menos ve-
lho. O seu sabor he mais secco e mais delicado
que o do xerez secco, e lembra um pouco o goslo
das avelas e das araendnas. Esle vinho, que como
disse, he lalvez resultado de um pheoomeno, que
deve ler lugar durante a Termenlacao, he natural-
mente menos abundante que o secco e ha anuos eui
que ha muito pouco e oulros nenhum. He por esla
razao que sendo elle de igual idade vende-se mais
caro que o oulro. A palavra amoutilado quer
dizer parecer-se com o vinho d\V Mantilla, preduzi-
do na Andaluzia au p de Cordova.
Para Tazer esles dous vinhos seceos, a uva deixa-
se ao sol sobre as esleirs, dous ou. ires dias ; segun-
do o seu estado c a Torca do sol.
Os dous vinhos doces da xerez silo o pajarete ou
Pedro Xtmtnes, e o muscatel.
Opxarele ou Pe tro Ximenes, he Teito de urna
qualidade de uva chamadx Pedro Ximenes, que he
a mais doce que a que produz o xerez secco, e de-
ntis he deixado exposlo ao sol dez ou doze dias, de
surte que quando vai para o lagar est quasi red u/i-
da a uva passa.
O mosto desla uva sendo muilo mais doce do que
o do vinho socco,a Termenlacao he menos demorada,
e o vinho lia doce. O seu sabor assemelha-se ao
da uva Pedro Ximenes, e a sua cor he a da uva
passa.
O muscatel he Teito com a uva muscatel e da mes-
ma maneira que o paxarete.
Esla uva sendo ainda mais doce que a do Pedro
Ximenes, o vinho que produz he por conseguinte
mais doce que o poa- arete; mas o seu soslo he o da
uva muscatel seudo a sua cor m%is carregada que a
do paxarete.
A cor de lodos esles vinhos lorna-se cada vez mais
escura quanlo mais velhossao, o que lie contrario a
quasi todos outros vinhos conhecidos.
Os vinhos de Xerez podem couservar-se indefiui-
daraenle lano em pipas como cm garrafas.
(c7ommercio.)
(Echo Popular.)
MOVIMENTO DO PORTO.
COMMERCIO.
Nucios entrados no dia 12.
Parahiha2i horas, hiale brasileiro Conccicao de
Mara, de 27 toneladas, raeslre Izidoro Brrelo
de Mello, cqiiipagcni4, carga toros de mangue ;
ao meslre.
Rio de Janeiro27 das, brigue brasileiro Saeila-
rio, de 266 toneladas, capitn Manoel JosPres-
(relio, equipagem 12, carca caf c mais gneros ;
a Manoel Francisco da Silva Carneo.
Bucnos-Ayres33 dias, polaca auslriaca a Ljubica,
(le 315 toneladas, capitn Aulonin Giurovich,
equipagem 12, em lastro ; a N. O. Bicber & Com-
panhia.
Marselha42 dias, polaca franceza a Jeune Bar-
reau, a de 132 toneladas, capitao Penellon. equi-
paccm 9, em huiro ; a N. O. Bieber & Compa-
nhia. Ficou de quarentcua por 5 dias.
Hambiirgolidias, brisue hambiirgnez Adler,
de200 toneladas, capitn I. B. F. Crell, equipa-
gem 12, carca fazei das e mais gneros ; a Aslley
& Companhia.
Rio de Janeiro28 dias, barca ingleza Town oT Li-
verpool, de 336 toneladas, capitao Joseph Prod-
duw, equipagem 15, em laslro ; a Johnston Paler
& Companhia.
Navio sabido no mesmo dia.
Canal pela ParahihaBrigue inclez Cuba, ca-
pitao James II. Pascoc, em laslro.
EDITAES.
PRAGA DO REC1FE12 DE DEZEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Culaces olliciaes.
Cambio sobre Paris315 por Tranco, dinheiro.
Descont de lellras de 30 dias 8 % ao anno.
Dilo de d'das de 2 mezes10 % ao anno.
Assucar maseavado escolhido1)550 por arroba.
Dilo dilo regular19250 e t$300 por arroba.
Dito dilo especialIQ600 por arroba.
ALFANDEliA.
Rendimenlododialall.....100:807*584
dem do dia 12........7:1423580
107:9508161
Descarregam hnje 13 de dezembro.
Brigue inglezlitther Aunhacalho.
Itricue brasileiro,1/ariaiiubarricas vasias.
Brigue brasileiroDamaodiversos gneros.
Importacao'.
Iliale nacional Conreino de Mara, vindo da
Parahiha, consignado a Paulo Jos Baplisla, inani-
Testou o seguintc:
4 caixas massas, i ,||as queijos, 1,000 loros de le-
nha ; ao mesmo.
Brigue inglez Hslhcr Ann, vindo de Terra Nova,
consignado a Schramm Whalc!y & Compauhia, ma-
niTeslou o sesuiule:
2,660 barricas boralho.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia la II.....13:303J86i
dem do dia 12........1:5599512
14:8633376
DIVEBSAS PROVINCIAS.
Rendimenlododialall.....1:0808718
dem do dia 12........ 3318030
1:1143787
Exportacao'.
Paro deCnmaracibe, hiale nacional .Voro Destino,
de 24 loueladas, ronduzio o seguinle :30 voluntes
gneros eslrangeirus, 12 ditos ditos nacionacs.
Valparaso, brisue hambargoez Rio Paekel, de
306 toneladas, conduzio o seguinle : 3,100 saceos
com 15,5hl arrobas tic assucar.
Parahilu, hiale nacional Tres Irmaos, conduzio o
secninte:285 voluntes gneros eslrangeiros 118 di-
tos dilos nacionacs.
UECEBEDOItlA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kendimenlo do dia i a II.....7:0095079
dem do dia 12.........977-8934
7:9878013
CONSULADO PROVINCIAL.
Bendimentodnda I a II.....17:2573113
dem do dia 12........2:653j653
19:9103766
O Ulm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, emcumprimenloda ordem do Exiii. Sr. presi-
dente da provincia, manda tazer publico que no da
4 de Janeiro prximo viudouro, permite a junla da
Tazcuda da mesma thesouraria, se ha de arrematar
a quem por menos lizer os reparos urgentes da 4.i
parle da estrada do Pao d'Atho, avahada em rs.
4:4003.
A arrematacao ser feila na Torma da le provin-
cial n. 343 de 14 de maio do rorrele anuo, e sob as
condicGes especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerema esla arrcmalacao,
comparecen! na sala das sesses da mesma junlape-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou ahilar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria proviurial de Pernam-
buco 7 de dezembro de 1851.O ofllcial de secreta-
ria servindo de secretario, Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematara.
1." As obras dos reparos da estrada do Pao d'Alho
entre os marcos 7,000 a 1,000 bracas, Tar-se-lnlo de
conTormidadccom o orcaraenlo e pcrlis approvados
pela direcloria em conselhn e apresenladus a appro-
vaco do Exm. Sr. presideole/ua importancia de
4009000 rs.
2. O arrematante dar principio s obras no pra-
zo do 15 dase as concluir no de 3 mezes, ambos
contados decoiiTormidddc com o arl. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3." A importancia desla arrcmalacao ser paca
cm duas preslares iguaes: a 1.a quando esliver Tel-
ia a melado da obra ; e a 2. quando esliver con-
cluida, que ser logo recebida definitivamente sem
prazo de responsabilidade.
4.a O arrematante excedendo o prazo marcado pa-
ra conclusiio das obras, pagara urna multa de 1003
rs., por cada mez, embura lhe seja concedida pro-
rogaj.lo.
5.a O arrematante durante a execujao das obras
proporcionara Irauzito ao publico e aos carros.
6." O arrematante sera obngad a empregar na
execujo das obras pelo menos metade do pessoal
Ue gente livre.
7.a Para ludo o que n3o se adiar determinado as
prsenles clausulas seguir-se-ha o que dispe a res-
peilo a lei provincial n. 286.Conforme,
Miguel Affonso Ferreira.
O lilm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
deulc da provincia de 24 de novembro prximo pas-
sado, manda Tazer publico, que no dia 28 do crren-
te, perante a junta da Tazenda da mesma thesoura-
ria, so ha de arrematar a quem por menos fizer a
obra do 7." lanco da esleda do norle, avahada cm
22:980^089 rs.
A arrematacao ser feila na Torma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do crreme anno, esob as
clausulas especiaes ahaixo copiadas.
As pessoas que se propozerein a osla arremataran.
compaiecam ua sala das sesses da mesma juula
nclo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial 4 de dezem-
bro de 1854.Ootlicialda secretaria servindo de se-
cretario, Miguel Affonso Ferreira.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
Arl. 1. As obras desle lauro sero exceuladas de
conTormidade com o ornamento nesla data approva-
do pela direcloria em conselho, e apresenlado a ap-
provacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
mportaiieia de22:0808089 rs.
Arl. 2. O contratador dar principio as obras no
prazo de mu me/, c concluir no de 15 mezes, am-
bos contados na Torma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
Arl. 3. O pacainenln da importancia desle con-
trato ser de conTormidade com o art. 39 da lei su-
pracilada, c cm apolices da divida publica, creada
pela lei provincial n. 354.
Arl. 4. O contratador empregarao menos meta-
de dos Irabalhadores livres.
Arl. 5. Para ludo mais que n3o esliver determi-
nado as presentes clausulas e no orcamenlo, se-
guir-se-ha oque dispoe ? !ci n. 286.
ConTorme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimeolo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 24 de novembro prximo pas-
sado, manda Tazer publico, que no dia 28 do corre-
le, perante a junla da Tazenda da mesma Ihesoura-
ria. se ha de arrematar a obra do 8. lauco da estra-
da do norle, avahada cm 11:1853147 rs.
A arrcmalacao ser Teita na Torma da lei provin-
cial u. :W3 de 15 de maio do con ente anno, e sob as
clausulas abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a esla arrematacao,
coniparecam na sala das sessOes da mesma junta pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 4 de dezembro de 1854.O oQicial da secretaria
servindo de secretario Miguel Affbnso Fer-
reira.
Clausulas especiaes pa<~h a arrematacao
Arl. 1. As obrasdcslc lauco serao axeculadas de
conformiilade com o orrameulo nesta data approva-
do pela dirccrnriaem conselho, e apresenlado a ap-
provarao do Exm. Sr. presidente da provincia ua
mportancia de 11:1853146 rs.
Art. 2. O contratador dar principio as obras no
prazo de um mez, c concluir no de 15 mezes, am-
bos contados na forma do arl. 31 da lei provincial
d.286.
Ar!. 3. O pagamento da importancia desle con-
trato ser de conTormidade com o art. 39 da lei ,-u-
pracitada, e em apolices da divida publica creada
pela lei provincial n. 354.
Arl. 4. O conlralador empregar ao menos mela-
do dos traballudores livres.
Arl. 5. Para ludo mais que nao esliver determi-
nado as prsenles clausulase no orcameulo,seguir-
se ha o que dispoe a lei n. 286.
ConTormeMiguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 24 de novembro prximo pas-
sado, manda Tazer publico, que no dia 28 do corren-
te, pranle a junta da Tazenda da mesma Ihesoura-
ria, so ha de arrematar a quem por menos fizer a
obra do ti." lanco da estrada do norte avahada em
14:2238058 rs._
A arremataran ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correnle anno, esob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a esla arremataro,
comp irecam na sala das sos-os da mesma junla pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
Epara constar se mandou afnxar o prsenle e pu-
dlicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 4 de dezembro de 1854.O otficial da secreta-
ria servindo de secretario, Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arremataco
Arl. 1. As obras desle lauco serao execuladas de
conTormidade com o orcamenlo nesta dala approvado
pela directora em conselho, c apresentado aappro-
vacao do Exm. Sr. presdeme da provincia, na im-
portancia de 14:2233fi58 rs.
Art. 2. O conlralador dar principio as obras no
prazo de 1 mez, e concluir no de 15 mezes, ambos
contados na Turnia do a. 31 da lei provincial
1.286.
Arl. I!. O pagamenln da importancia desle con-
trato ser decoiiTorinidade com o arl. 39 da lei sn-
pracilada, e em apolices da divida publica, creada
pela lei provincial n. 354.
Arl. 4. O contratador empregar ao menos mela-
do dos trabalhadores livres.
Arl. 5. Para ludo inaisque nao esliver determina-
do as presentes clausulas c no ornamento, seguir-
se-ha o que ijispe a lei n.286.
ConTorme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 24 deuovembro prximo pas-
sado, manda Tazer publico, que no dia 28 do corre-
le, peranlc a junta da Tazenda da mesma Ihesoura-
ria, se hs de arrematar a quem por menos lizer a
obra dn 3. lauco da estrada do norte avahada em
I6:l31l)204rs.
A arrematarlo ser Teita na Torma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correnle anno, e sol as
clausulas especiaos ahaixo copiadas.
As pissoasque se propozerema esla arremalarao,
compare^am na sala das sesses da mesma junla po-
lo meio dia coinpeleiilrinrule habilitadas.
E para constar se maudou alfixar o presente c pu-
blicar pelo Diario1
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco 4 de dezembro de 1854.O oflicial da secreta-
ria servindo de secrelario, Miguel Alfonso Fer-
reira. ^
Cltusulas especiaes para a arrematacao.
Arl. 1. As obras desle lanco serao execuladas na
conTormidade com oorcameuto nesla data approva-
do pela directora em rouselhn, c apresenlado a ap-
rovlfao dn Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de I6:13U3204 rs.
Arl. 2. O contratador dar'prineipio as obras no
prazo del mez, e concluir no de 15 mezes, ambos
contados na Torma do art. 31 da lei provincial n.
286.
Arl. 3. O pagamento da importancia desle con-
(raloscr Teito de conTormidade com o arl. 38 da su-
praciladalei, e cm apolices da divida publica, crea-
da pela lei provincial n. 354.
Arl. 4. O conlralador empregar ao menos meta-
dedos Irabalhadores livres.
Arl. 5. Para ludo mais que n3o esliver determi-
nado as presenlcsclausulas e no orcamenlo, seguir-
se-ha o que dispe a lei n. 286.
Conforme. Miguel affonso Ferreira.
No dia 13 do correnle, depois da audiencia do
Sr. Dr. juz dos Teilos da Tazenda, s II horas da
manha se lulo de arrematar os bous seguintes, pe-
nlinra los por execuroes da Tazenda provincial.
L'ma rasa terrea na ra Direila dos ATogados n.
3 de Jos Marlinsdc Mello, com 23 palmus do Trenle
c 90 ile Tundo, cozinha Tora, quintal murado e ca-
cimba propria, avahada por 8008000
Umdita de (aipa. na Iravcssa da ra Real n. 5
B, de Antonio Jos Teixeira Lima, com quintal cer-
cado, avahada em 4003000
Um pequeo sitio, na estrada da Torre, de Mai -
collino e Jote Firminn da Cosa Barradas, com al-
guns arvoredos, cercado, com urna porteira na
Trente, com carimba, tanque, c tima casa terrea de
pedra e cal, rom 40 palmos de Trente e 80 de Tundo
c mais uina pequea casa Tora e um quarlo, que
serve de estribara, avahado em hnhhi
Urna casa lerrea, na ra de Joan F'crnandes Vieira
n. 46, de Candido d'Albuquctquc Maranhao, rom
22 palmos de Trenle e 58de Tundo, quintal em aber-
to do lado do sul e o mais murado, a qual se acha
em armazein, e lem o solo lorciro, avahada
cm 3503000
Urna diln, na ra Beal n. 35, de Francisco Jos
Vieira Machado, com 24 palmos de Trente e 40 de
Tundo, cozinha Tora, quintal em aberlo rom
alguns arvoredos, cacimba e lauque, avahada
cm .5008000
Urna dila na ra do Pilar n. 26, de Isabel Fran-
cisca, por^Francisco Jos Sime, com 28 palmos de
Trente c 70 de Tundo, cozinha Tora, pequeo quintal
murado c com por loo para a ra do Brum, avahada
em_ 8o;;-i!>o
l'm sobrado de um andar e sollo, na ra de Apol-
lo n. 17. de Joaqoim Nunes da Silva, com 18 pal-
mos de Trente e 80 de Tundo, cozinha dentro e pe-
queo qnintal murado, avahado cm 1:5008000
Urna casa terrea, na ra doTambi n. 24, de Ma-
noel Coelho Cintra por Antonio da Cruz, com 17.
palmos de Trenle e 60 de Tundo, cozinha Tora,
quintal murado e cacimba propria, avahada
em 9003000
Urna dita peqnena, no laren da matriz dos Afo-
lados ii. 1, da viuva de Joan Cardnzo Ayrcs, com
cozinha Tora, quintal murado e carimba meieira,
avahada em 350-3000
Vinle enxadas novas de Trro, de Iota Fernandos
Prenle Vianna, avahadas em 118200
A renda animal do sobrado de 2 andares e loja,
no Aterro da Boa-Vista n. 38, dos herdeiros de An-
tonio Martins Biheiro, avahada em 75113000
A renda annual da casa lerrea, na ra de Hurlas
n. 56, de Manuel Pereira de Moraes, avahada
em 12081X10
A renda annual da casa lerrea no hecro do Toco-
lomlm da Trccuezia do lenle n. 2, avahada
em 72000
A renda annual da casa lerrea na roa da Gloria
n. 27, dos herdeiros do padre Goncalo Jos de Oli-
veira, avahada em 1209000
A renda annual da rasa lerrea na ra Direira
dos Alocados n. 81, do herdeiros de Jos Xavier
de Oliveira, avahada em 48-8900
A renda animal da casa lerrea, na roa da Coucei-
jao da Boa Vista n. 45 de Jos de Freilas Barbnza,
avahada em 12080011
A renda annual da caa terrea mei aaua na ra
da Senzala Nova n. 3, de Joaquina Mara da Con-
ccirao, avahada em 483000
Recite II de.dezembro de 1851.O solicitador da
Tazenda provincial, Jos Marianno de Atbuquerque.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provinci-
al, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda Tazer publico, quo no
dia 21 do correnle peranle a junta da Tazenda da
mesma Ihesouraria se ha de arrematar quem por
menos fizer, os reparos urgentes das ponles de San-
io Amaro, Tacaruna, Arrombados e Varadooro,
avahados em 88io400 rs.
A arrematacao sera feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 14 de maio dn correte, c sob as con-
dires especiaos abaixo copiadas.
As passou que se propozercm a esla arremalarao
compareram na sala das sesses da mesma junla
pelo meio dia. competentemente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Sccrelaria di Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 1 de dezembro de 1854.O secrelario.
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematacao. '
1.a As obras dos reparos das ponles de Sanio Ama-
ro, da Tacaruna, dos Arrombados e do Varadouro
serao feilas de conTormidade com o orcamenlo re-
medido ao Exm. presidente da provincia na impor-
tancia de 881-300.
2. O arrematante principiar as ditas obras no
prazo. de 30 dias, e findar no de 4 mezes contados,
como determina o arl. 31 da lei provincial n. 286.
3." O pagamento ser Teito cm urna s prestarn.
quando o arrematante tiver concluido lodas as obras
elavrudoo respeclivo termo deentrega.
4." Para tudo mais que nao esliver especificado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que deter-
mina a mencionada lei provincial.Conforme.O
secretario, Antonio Ferreira d"Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico para conhecimenlo dos
conlribuintes abaixo declarados, do imposto da de-
cima urbana da freguezia da Boa-Vista perlencente
aos exercicios de 1833 a 1852, que tendo-sc con-
cluido a liquidarlo da divida activa desle imposto
devem comparecer na mencionada Ihesouraria den-
Iro de 30 dias, contados do dia da publicado do pr-
senle edilal, para se Ibes dar a nota do seu debito,
afira de que pguem na mesa do consolado provin-
cial, lirando na inlelligencia de que lindo o dito
prazo serao exceulados.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretarla da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de novembro de 1854. O secretario.
Intonio Ferreira d1 Annunciarao.
Mara Gallina da Cooceicao
Mara do Rosario
Maria Claudina de Miranda .
Maria Antonia da Conccicao c oulra.
Mana Carolina F'errcira de Carvalho.
Maria Joaquina dasNeves ....
Maria da Nnlividade Ferreira .
Maria do Monle Reg.....
Maria Francisca de Almeida .
Herdeiros de Maria Jos dos Sanios.
Mara Antonia da Conccicao .
Maria Candida d'Oliveira .
Mara /.el'erina Diniz.....
Maria Joaquina Marlins ....
Mara Joaquina Machado ....
Maria Clementina Rodrigues .
Herdeiros de Maria Joaquina dcSan-
l'Anua.........
Maria .lu.iqinna (MAssumpcao .
Maria Campello.......
Herdeiros de Maria Josepha da
Mallos .........
Maria Leonarda de Souza .
Mara Goncalves da Silva ....
Maria de Piulio Borges ....
Mara Joaquina da Conceirao .
Maria da Conceirao Vieg'as .
Mara Joaquina Martins Riheiro .
Maria Fraurisca Marques d'Amorim.
Mara Mxima Meqiielina de Carvalho
Maria Thomazia de Souza Piulo .
Maria da Luz Teixeira Costa .
Herdeiros de Mara Joaquina da
Silva e Mello.......
Maria Theodora d'Assumpcao .
Mara Joaquina Machado Cavalcante
Mari Joaquina Thereza ....
Maria da Purificarlo America da
Gama..........
Maria das Candeias......
Mana de Souza....., .
Maria Roza d'Assumprao ....
Mara do Carmo.......
Marcelina Maria da Conceirao .
Herdeiros de Mariauna dos l'assos .
Herdeiros de Micaela Ribeiro dos
Sanios..........
87JK2
139:305
128096
(9952
123096
538395
53562
108666
999180
153767
108886
468720
309591
553063
53562
33893
383215
663714
529968
723306
268697
4449
863952
198467
73786
6981-12
513293
68674
20JO23
28781
1193401
103800
103080
6*048
203160
14716
159120
383160
23419
43032
1496269
pis finos, a 320 rs. ; e avisa aos supradilos vendedo-
res, que devem recolher os referidos objectos ao ar-
senal de guerra no dia 15 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimeulo do arsenal de guerra 12 de dezembro de
1854.Bernardo Pereita do Carmo Jnior, vogal
e secrelario.
Amanliaa lie o da designado para a
eleirao dedeus deputados e dos sttpplen-
tes de deputados do tribunal do coinmei-
cio desta provincia : em tuna das salas da
secretaria do mesmo tribunal, pelas 9 lio-
ras datnanliaa.
O Illm. Sr. capillo do porlo, em cumprimenlo
da ordem do Exm. Sr. ronsclhciro presidente desta
provincia em dala de 5 do correnle, manda Tazer
publico, para conhecimenlo de quem possa interes-
sar, o aviso da repartirlo da marinha de 1 de no-
vembro, c a Iraducrao do extracto da Oazeta de
l/mdres de 29 de setemhro, ltimos, a qual elle re-
Tcre-se, contendo a nulificanm do bloqucio eslabele-
cido pelas Torras aavaes combinadas de Inglaterra
e Franja as praras c porlosrussosdo Mar Branco.
Secretaria da capitana do porto de Pcrnambuco
9 de dezembro de 1851. O secretario, Alexandre
Rodrigues dos Anjos.
Circular 11. 99. Rio de Janeiro. Ministerio dos
nesociosda marinha em 14 de noverahrode 1854.
Illm. e Exm. Sr. Remello a V. S. por copia a Ira-
ducrao do extracto da Oazeta de Londres do dia 29
de selembro ullimo, couleiidn a nolicacao do blo-
qucio estabeleririo pelas Torcas navaes combinadas
de Inclalerra e Franca as praeas e porlos misos do
Mar Branco, afun de que V. Ex. a transmita ca-
pitana do porto dessa provincia para dar-llie a con-
veniente publicidad''.
Dos guarde a V. Ex.Jos Maria da .Silva Pa-
ranhos.Sr. presidente da provincia de Pernainbu-
eo.Cumpra-se. Palacio do coverno de Periiambueo
5 de dezembro de 1854.Figueiredo. Conforme.
Antonio Leite de Pinho. Conforme, o secretario
da capitana Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Tradcelo.Extracto da Oazeta de Londres de
29 le setemhro de 1851. Notificaran do bloqueio.
Repartir/o dos negocios eslrangeiros,' ra Dovvening
28 de selembro de 1854. Por esta se declara que a
dala de 12 de acost ultimo lodoos porlos russos,
entradas emendas e aeras, desdo o cabo Seviatori.
Nos, na longlude de 39 47 Este, lalitudc 68" 10
Norte al ao rabo Kanin, na longlude 43 32 Esle,
c lalilude 68=39 12. Norle, incluimlo especialmente
os porlos do Aikangel e Oneca, foram poslos 110 es-
tado do mais rigoroso bloqueio pela respectiva Torra
alliada das esquadras ingleza e Tranceza. E ainda
mais por esle se declara que lodas as medidas aulo-
risadas pelasteis das nacies, pelos respectivos trata-
dos, entre S. M. e as dilTerentes polencirs neulraes,
lenlo adoptadas c poslas cm cxecuc,ao para com to-
dos os navios, que Icularem violar o rele ido blo-
queio.ConTorme, Francisco Xavier Romlempo.
Cunforme. Antonio Leite de Pinho. Conforme, o
secrelario da capitana, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que os 30 das ulcts para a robranc da dci-
ma dos predios urbanos das freguezias desla cidade c
da dos Afogados principiara a contar e do 1. do cor-
renle mez tic dezembro em dianle, c lindos us quaes
inrorrem na mulla de Ires por cenlo lodos os pro-
pietarios que deixarem de pagar seus dbitos no 1.
semestre de 185-4 a 1855.
Por esla subdelesacia se faz publico, que so
acha lecalmenle deposilado I cavallo caslanho, ma-
gro, 1 lenrol velho, I caira branca, f par de spalos
auiarello para imiliier, 1 novclln de linha, I ancofe-
tazuili 1 de palmo e 4 dedos de comprido, vasia, 1
vara de madapoln ordinario. 1 lenco velho com um
pinili.nl 1 de familia, 3 sacros, sendo 1 velho, tudo
deixado por Francisco de tal, carcueiro, e morador
en lenas do encenho Novo do Cabo, quando a poli-
ca o persecuia para o capturar em viilude de lhe
ler sido denunciado ser elle criminoso de morle, a
qual Tora Teila em S. Jos, no luzar perlo da Tregue-
zia da l.uz, c pode esle esrapar de ser preso : quera
e julaar com dircilo aos objeclos declarados, com-
parera para lhe serem entregues. Subdelegara da
Treguezia dos Afosadas 11 de dezembro de 1851.
SerapUm Pereira da Silva Monleiro, subdelegado
supidenlo em exercicio.
S0GIED.1DE DRAMTICA EHPREZARIA.
SO." RECITA DA ASSICNATL'RA.
Quarta-feira 13 de dezembro.
Depois da execuc,ao de uina escolhida ouverlura
ter principio a representarn do mui lo applaudido
e de.sej.idu drama em 5 actos intitulado
Actores.
O Sr. Coila.
b r. Monleiro.
I). Amalia,
i) Orsal.
O Sr. Pereira.
o Rozendo.
11111
l-'iuali-ai.1 o espccfaculo com a nova comedia cm
I aclo intitulada
O LOGRO BEM PREGADO.
Personayens.
Bonifacio......
Aniceto, criado. .
D. Picanea, velha. .
Flora, criada. .
Fulgencio. ....
Alirtelo.
Principiara as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
SPS
I Conlinuar-se-ha.)
39638
DECLARACO'ES.
no aclo do leil.lo, lendo sido legalmenlc condemna-
do por causa do abalroumenln que sofTreu d'oulro
navio sua cnlrada, na rcenle viagem que et pro-
cedente de Philadelphia : quarla-Tcira, 13 do cor-
renle, ao meio dia em ponto, a porta da associarao
commercial desla erara.
O agente Borja, nao podando conlinuar o leilao
de quinia-fi'ira (7) em icu armazein, tem de conti-
nuar o mesmo quinla-feira. 14 do correnle, as 10
horas, o qual constar de um lindo e riquisnimo ere-
sepe de goslo moderno, ainda nao visto nesta cida-
de, um sanctuaiio com imagens, dilTerentes obras de
mercineiria, (auto em mobilias como avolsas, relo-
eiosde ouro c prala para alcibeira, ditos de parede c
cima de mesa, apparelhns de porcelana para mesa,
ditos de louca azul, Linternas, candelabros, diversos
vidros etc. ele., e oulros muilos objectos que uo se-
rao precisos mencionar ; assim como Tara leflan
de urna escrava de mei 1 idade, sem achaque algom,
um ptimo cavallo para carro, um dilo para sella, e
um excedente carro de 4 rodas, novo, que estar em
Trente do armazem no dia do leilao.
LEILAO DE JOIAS.
SEXTA-FEIBA. 15 1)0 CBRENTE.
O agente Borja fata' leilao, no seu ar-
mazem na ra do Collegio n. 15, as 10
lioras, de um esplendido sortimento de
obras de ouro, como bem: adereros, meios
aderecos com esmalte, ditos sem elle, pul-
celras do ultimo gosto, alhnetes de peito
para senhoras com pedias linas, ditos pa-
ra homem, trancellins de varias grossu-
ras, collares, anelloes, correntes para re-
logios, relogios patente inglez, ditos suis-
sos, ditos de parede com msica, dito pa-
ra cima de mesa, ricas caixas de msica
muito modernas, eoutros muitos objectos
que estarao patentes no mesmo armazem,
os <|uaes se entregarao pelo maior preco
ollerecido, em consequencia dos donos
de taes objectos retirarem-se.
AVISOS DIVERSOS.
A mala para a csruna nacional Tamega, com
deslino ao Rio do Janeiro, fecha-sea ( 14 ) ao
meio dia.
A mal para o Iliale Conceiio de Maria, com
destino a Parahiha, Techa-se no da 15 do correnle as
3 horas da larde.
A mala para o patacho Sania Cruz, rom des-
lino ao Rio de Janeiro, Techa-se boje (13) ao meio
dia.
A mala para o brisue nacional ero, com des-
hilo ao Rio de Janeiro, Techa-se no dia 10 do corre-
le ao meio dia.
O palacho Sania Cruz recebe a mala para o
Rio de Janeiro amanhaa ao meio dia.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
art. 22 do reoiilamee.lo de 14 de dezembro de 1852,
Taz publico, que Toram aceitas as proposlas de Joa-
qoim da Costa Honrado. Ricardo de Freilas Ribeiro,
Sitn/a Irmao, Rothe >\ Bidoulac, Barlholnmeu
Francisco de Souza. Antonio de Souza Maltas e Jo3o
FernandesPrenle Vianna, para Tornerercm : o I.",
2 livros de 100 Tuinas pautados, 12WKX) rs. ; 3 di-
los de 200, a .VrOOO rs. ; 20 cadenas de papel mata-
borrao, a 110 rs. ; o 2., 4 caivetes de aparar peo-
nas, a 100 rs. ; 2 duzias de lapis, a 220 rs. ; 3 li-
vros de 100 Tolhas. a 29000 rs. ; 4 resmas de papel
al maro paulado, a 49500 rs. ; o 3.. 4 resmas de pa-
pel al maro, a 3^000 rs. ; 4 arrobas de cera em ve-
las, a 1ol()0 rs. a arroba ; 2 arcos de pa com 21 Tr-
ros, a 59500 rs. : o i.o, 2 peras de cabo de linho de
5 poleeadas, a GtisOOOrs. o quinlal ; o5., os medi-
camentos pedidos para o presidio de Fernando, se-
cundo a rolarn 1.1 aniiiinriada, na importancia de
6339300 rs. ; o 6., 1 sinele rom as armas imperiaes
c cabo de Jacaranda, por 209000 rs. ; e o 7., 8 du-
zias de ven uiiias surtidas, a 800 rs.; 2 duzias de la-
AO PARA'.
Vai seguir mui brevemente
a escuna FLORA, capitao
Jos Severo Rios, s pode re-
ceber carga miuda: trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C.,na rita do Trapiche n. 16, segundo
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO,
o brisue nacional Marianna sabe com toda a bre-
vidade ; recebe carga a Trelc. cscravos e passageiros:
quem pretender embarcar, trate com Manoel luna-
ci de Oliveira, na prara do Corpo Saoto n. 6, es-
criplorio, ou com o capilao Jos da Cunha Jnior.
Para o Rio de Janeiro segu viagem com bre-
vidade o brigue nacional ero ; para carga e e sera
vos a Trele, trata-s com os consignatarios Thomaz de
Aquiiu Fonscca & Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
Para Lisboa sabe com a maior brevidade o
brigue porlogucz Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-se com os
consignatarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho,
na ra do Vigario n. 10, primeiro andar.
Para o Rio de Jaueiro
o brigue nacional Elvira segu com brevidade por
ler parle de seu carregamcnlo promplo ; para o res-
to da carga e passageiros, Irata-se com Machado &
Piuheiro, na ra do Vigariu n. 19, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro segu no dia 15 do cor-
renle o patacho Santa Cruz ; s recebe passageiros
e escravos a Trele : Irala-se com Caelano Cyriaco da
C. M. ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Rio de Janeiro secue em poucosdias o
brigoe Ralo, capilao Jos Cardse Kangcl Jnior,
por ter toda a carga prompta ; s recebe passageiros
e escravos a Trele : a tratar com os consignatarios, na
ra da Cruz n. 40.
PARA O ASStf
sahe com muila brevidade o hiale Anglica ; (uera
nelle quizer rarregar ou ir de passagem, dirija-se a
ra da Cadeia do Recite n. 49, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro salte com muila
brevidade, o brigue nacional Sagitario,
de primeira classe, o qual ja' tem a maior
parte de seu carregamento prompto: pa-
ra o restante e passageiros, trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carneo, na ra
do Collegio n. 17 segundo andar, ou
com o capitao Manoel Jos Prestello,
a bordo.
Para o Porlo segu viagem a barca Santa
Cruz no (lia 15 do correnle : quem na mesma qui-
zer carregar 011 ir de passagem, dirija-se a Francis-
co Alvos da Cimba & Companhia, ou ao capitn na
prara.
PARA t) RIO DE JANEIRO.
o brisue narional Dain,lou segu com brevidade por
ler parle de seu carresamcnlo promplo ; para o res-
lo da carga, passageiros e escravos a Trele, Irala-sc
com Machado & Piuheiro, na na do Vigario 11. 19,
segundo andar.
PARA O RIO DE JANEIRO,
o brigue nacional Elvira segu in prsenle sema-
na ; ainda piule receber alminia carga minda, pas-
sageiros o escravos a Ticte : Irala-sc com Machado
iS Piuheiro, na ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Para Philadelphia secue viagem em poucos
dias a calera americana Juniper; para passaaei-
ros, Irala-se na ra do Trapiche 11. 18, em casa de
lin-liun Rooker & Companhia.
LEILO'ES.
Por ordem do Illm. Sr. Dr. juiz de direilo da
primeira vara do civel e do commercio, o agente
Vctor tara leilao de lodos os generes e armarao ein
um s lole.ou a vonlade dos hrilantcs, pertenecidos a
taberna, sita nu berro largo 11. 1, de Benigno Jos
de Anujo Braca, para pagamento de seus credores :
qitarla-Teira, 13 do correnle, as 10 ,'j horas da ma-
nha, no indicado lugar.
Henry Forstcr & Companhia, consignatarios
do brigue americano ll'illiam Price, Tarto leilao
por inlcrvenrao do aconte Oliveira, em presenta do
Sr. cnsul dos Estados Luidos, e porconta e risco de
quem perlencer, du casco, maslros, vergas, cordoa-
llia, veame, correntes e ancoras, e mais apparelhos
o pcrlcnccs do dito bricue, lal qual se acha ancorado
nesle porto, onde os prlcndentes podem ctamina-lo
com anleriparSo, assim como o respectivo inventario
Tendo-se reconliecido que a despeza
de escripta e cobranca do importe dos
annuncios be superior ao valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias no serao publicados.
Os senhores de escriplorio ou casa
aberla, cu jos nomes no estiverem contem-
plados no almanak, qneiram mandar suas
declarantes a' livraria n, 6 e 8 da prara
da Independencia, uestes dous dias, que
se tem de concluir as correcroes, alia's
no podem mais ser admettidos.
FOLHINH.IS ECLESISTICAS
PARA 181!
Os senhores que encommendaram fo-
Ihinhas de igreja para o anno que vem,
podem mandar busca-las na livraria da
praca da Independencia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Pelo vapor ingle/. Imperador, rece-
bemos osnovosbilhetes da lotera 48- do
Monte Pi geral, os quaes se acham a ven-
da as lojas do costme ; as listas devem
chegar a 18 ou 19 pelo vapor Guanaba-
ra : os premios sao pagos a entrega das
mesmassem descont algum.
Precisa-se de 3 escravas boas quitan-
deiras : quem as quizer alugar ou men-
sa I mente ou pagando-se as vendagens,
dira-searua Helia n. 9.
1 Por despacho do Illm. Sr. Dr. juz do cora- 9$
mercio da primeira vara, de 11 do correnle, Toi
marcado o dia 15 pelas 10 horas da manha, 0
para rennio dos credores da massa fallida da #
0 viuva Marlins de Carvalho, para ser nomeado $)
1$ depositario, vislo que por motivos occorridos t
; nao comparereram o credores no dia marca- $f
41 do pelo edilal, que Toi publicado nesle jornal.
3*S9tt3e9-9tt9<>Mtftti)
COMPANHIA DE BEBERIBE.
Nao tendo comparecido numero sufi-
ciente de licitantes a arrematacao da ta-
\a dos chafarizes, sao de novo convidados
para apresentarem as suas propostas no
dia 15 do corrente ao meio dia. O secre-
tario. Luiz da Costa Portocarreiro.
Joaquim Ferreira Coelho nao pode deiiar de
levar ao publico e a presenra dan autoridades o pro-
cedimenlo que com o aonuncianle acaba de prsticar
Bernardino de Souza Pinto, eslabelecido na ra da
Senzala Velha. Tendo o annuociante vendido ao dilo
Bernardino a taberna da Litigela, casa o. 5, com a
cndilo daquelle comprador, pagar os dbitos
qoe o aunuiiciantc devesse praca, resultou ainda
um saldo a Tavor doaununcianle da quanlia de 340$
rs., de que o dito Bernardino aceitn 3 lettras a
pagar a 3, a T a 7 mezes, das quaes 2 se achara
vencidas e nao paaas, e ama a vencer-se, e como o
dito Bernardino nao desse endossante, Toi concordado
com o annuncianle aiim de se conservar em rasa em
quanto se apromplava a referida quanlia cima, epf-
Terecendo ao annuncianle a quanlia de 150)000 de
ordenado animalmente s em quanto se apromptas-
se o dinheiro cima ; o annuncianle apezar do offe-
rerimento do dilo Bernardino declarou-lhe se con-
servara al o seu real embolso, qne nao aceilava a
casa por balanso, e que elle Bernardino conservara
um outro caiieiro como de Tacto, qoe nem o annun-
cianle assignou balanco algum por onde se lornasse
responsavel, e sempre o dilo Bernardino leve na re-
ferida taberna um caiieiro da sua confianca, agora
que se acham vencidas 2 ledras na importancia de
"2202000, e lendo o annuncianle embargo em um
escravo, o qual se acha no deposito geral, por este
motivo Toi preciso ao annuncianle, para tratar de
seas dbitos, relirar-se da companhia do dilo Ber-
nardino, o qual em lugar de satisTazer o seu debito,
anda barulhando com fingidos rodeioi, afim de nao
pagar ao annuncianle com pretextos de fingidas Tal-
las que Uvera na dila taberna, mas que agora na
orrasio de pagar o seu debilo lie qne Talla nel las, po-
rm que de nada lhe pode valer, porque o annun-
cianle por nada se re*ponsabelisa, e desafia ao mesmo
Bernardino, qoe lhe mostr o contraro pelo annun-
cianle firmado.Joaquim Ferreira Coelho.
Pretende-se comprar a casa n. 191 do aterro
dos ATogados perlencenle boje ao Sr. Francisco Lo-
pes da Silva ; se aleuem se julgar com direilo a ella
aonuncie por esta Tolha no prazo de 3 dias.
Tendo o arrematante do consumo do imposto
de 20 por cenlo das agurdenles do municipio do
Itecife de liquidar suas contas al o dia 31 do cor-
renle, roga paranlo a lodos os conlribuintes que se
acham devendo o dito imposto, venhara pagar 00 es-
criplorio da ra das Larangeiras n. 18, at o dia 15
do corrente, para evitar maior despeza.
Precisa-se de urna anta secca, que se enearre-
gue do -ervico de urna casa de pouca familia : tra-
ta-se na ra da Aurora, em Sauto Amaro, junto a
Tundicao, primeira taberna.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca la-
milla, que compre e cozinhc : a Iralar na ra do
l.ivramenlo n. 36, loja de cera.
Precisa-se de urna ama de leite : do aterro da
Boa-Visla n. 82, loja.
Joaqoim Pinlo de Oliveira e Silva, capitao do
brisue nacional Elviras engaja marinheiros nacio-
nacs para a tripularon do dito navio, que segu via-
gem para o Bo de Janeiro.
O abaivo assignadu Taz scenle ao publico e a
quem convier, que compren a taberna de Francisco
Paulino Cabral, e como ainda nao pagou, toda a
pessoa qae se considerar rredor do mesmo, dever
apresentar soa conla no prazo de 3 dias, findos os
quaes se nao respoiisabilisa por qualqner conla qae
possa apparecer. Kacife 12 de dezembro de 1854.
Manoel Dias Pinto.
Aluc i-se urna casa terrea na ra do Mondego :
na na da Santa Cruz n. 74.
LOTERA de nossa SENHORA DO LI-
VHAMENTO.
No dia 1G de dezembro andam as rodas.
Aos 5:0)09000. 2:0009000, e 1:0009000 rs.
Na casa da forluna, aterro da Boa-Vista a. 72 A,
vendem-se os mui acreditados bilheles, meiose cau-
telas do caulelisla Salusliano do Aquino Ferreira,
lano os bilheles romo as cautelas desle caulelisla,
sao pasos livre do imposlo geral de 8 por cenlo nos
tres primeiros premios grandes.
Bilheles a 59500 receber por inteiro 5:000901)0
Meios a 29800 idem 9dO0OOO
(luarlos a 19500 idem 1:2509000
Oilavos a 800 idem 6259000
Decimos a 700 idem 5009000
Vigsimos a 400 idem 2509000
Na taberna do Retiro e deposito de espritus
dn caes do Ramos, lem sempre espirito de vinho de
36 a 10 graos, e lodas as qualidades de agurdenles
e roi'ro-ro- ; assim como Irnlia. cal brarfea e jogoda
bola, c nu mesma casa compram-se cijos, tamarin-
dos, etc., ele.
t) abaiio assignado, previne ao rcpeilavel pu-
blico, que o Sr. Francisco Corra Soares di\oa do
ser caiieiro de cobranea de sua casa desde o dia 11
do corrrenlc. Jos Moreira topes.
Aluga-se o grande sitio do Cajueiro, com gran-
de e m;i:i-i'-n rasa de vivenda, baila para capim,
um dos melhores viveiros, estribara, cocheira, casa
para prelos ; assim como tambem duas casas no
mesmo sitio proprias para se passar a Testa, visto se-
rem muilo frescas e terem encllenle banho ; no
mesmo silio precisa-se de um Teitor para engenlio :
uma cousa e oulra trata-se no mesmo com o seu
dono.


6
iftRiO L!E PERRAieUCO, QUARTA FEIRA I OE DEZtMBRO UE 1854
<) Sr. \ reine Ferreira Gomes lenha a honria-
ile de apparerer no escriptorio do Sr. Anlnnio Joa-
quim de Souza, na na ra Cadeia dn Hecife n. 18,
M GOmTOHIO I
DO DR. CAS ANO VA,
RLA DAS CHOZES N. 28,
vendem-se carleiras de liomeopnlliia de lo- w
gj Uo_ns i.un.iiili. s, por presos muiloein eonU. g
Elementos de linnieopalliia, i vols. 6|000 n
Tinturas a csrolher, cada vidro. 10"KI fe
&S Tubos avulsos a escollier a 500 c 300 J3l
&$ Consultas gratis para os pobres. >3*
rrecisa-sere un feilor para o sitio de A. V.
da S. Barroca, na Magdalena : a Iralar no niesmo
silio, oh na ra da Cadeia do Rccife n. 4.
Jos Baplista l'ercira Torres relira-sc para fora
da proviucia.
JoSo Leile de Azevedo faz saber ao respeilavel
corpo do commercio desla praca, que deu suciedaile
ao seu filho Jos Lnil de Azevedo Maia, c Tica auto-
rizado para fazer lodas tranxares cemnierciaes de
su.i casa lano nesla praca como Tora; a lirma da casa
ser Joao l.eile de Azevedo & Filho. Recife 11 de
dezembro de is.'i.
t
Osabaixoassgnadns.donosdalojaricourivos na ruado
Labuga n. 11, confronle ao paleo da malriz e ra Nova
fazcm publico que receberam de novo urna poreflo
ile obras de ouro inuilo ricas c dos melborcs goslos,
lauta para senhoras como para bomens e meninas;
conlinuam os precos mesmo baratos com tem sido, e
pasa-sc conlas com respousabilidade especificando a
qualirare do ouro de 1i ou 18 quilates, ficando as-
sim sujeilostos mesmos por qoalquer duvida.
Serafim Irmio.
O abaim assignado declara, que licam perten-
cendoao Sr. Manoel Dias Fernandes osdous hilhetes
inleiros di. 3683 e 3879 da Icrceira e ultima parle
da sexta lotera concedida para as obras da S. do
l.ivramcnlo. Firmino Moreira da Cotia.
Aluga-se o aimazem da casa n. 141 da ra do
Pilar : a tratar no primeiro andar da mesma.
Precisa-se de urna ama para todo o servido re-
gular de urna casa : na na da Cadeia de Santo An-
tonio n. 20.
Precisa-se de um moleque ou urna preta, para
vender (rucias: a tratar na ra larga do Husario n.
1", junto ao quartel.
_ Perdeu-se um conheeimento de D. 90, daquan-
lia de liIO5OO1i rs., rcccbiilo na Ihesouraria da fazen-
da desta provincia : quem o liver arhado, ou por
qualquer modo delle esteja de posse, dirija-se a ra
da Praia de Santa Rita n. 42, que sera generosamen-
te gratificado alero do agradecimenlo.
Sede-se as chaves da loja da ra da Cadeia do
Recita n. 17, com urna rica armado de amarello en-
vernisada e loda envidracada, propria para qualquer
estabelecimento : para ver na mesma loja, e para
tratar na rna do Collegio n. 4.
Perdeu-se da roa do Torres da porla do escrip-
torio do Sr. Jo3o Pinto de Lemos, at os qualro
cantos du ra do Queimado, urna nula do banco de
lOOjtOOO rs. e orna sedula de 503000: quem as achou
c quizer restituir, dirija-se a casa do abaixo asigna-
do travessa do Veras n. 15, que ser generosamente
ratificado.I'ictorino Josi de .Souza Tracassos.
Delfino tioncalves Percira l.ima roga a todas
asjpessoasqua sejulgarem seuscredures.que apresen-
tcm seus titulos no escriplorio do Sr. Manoel Joa-
quim Ramos e Silva, no prazo de Iresdias.
Thenaulicalinslrumenlsand v>earing apparel
riamaged by salt water belouginn to I lie Masler of
Ship l)ecr Slayer wil be sold by Public aulion on
ccuunt and risk of whom it may concern in (lie
presence of H. A. Cowper Esqre. Brilish. conul on
14 th lnsl. al 10 oclockal J. Carroll Jor. Store, ra
do Trapiche n. 2.
I'rccisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que siuba cozinhar o engommar : no aterro
da Boa-Visla n. 42, laberna.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
do Rangel n. 11, a tratar no mesmosobrado.
Precisa-se alugar urna escrava que venda na
ra : no sitio da Cruz de Almas do padre Florencio,
ou na ra de Hurlas, taberna n. 31.
Aluga-se um sitio com casa de pedra e cal,
para pequea familia, pelo lempo de festa, no lugar
da Capunga, no alto da Baixa Verde : a tratar na
ra da Penha n. 33.
Jos da Silva Capella, subdilo porluguez, reli-
ra-sc para Portugal.
Aluga-se urna casa muito boa para se pascar a
festa, ou por auno, na Torre, beira do rio, junio a
casa do Sr. Francisco Gomes de Oliveira: na ra da
Cadeia n. 60.
Karlaram do cercado do engenho Campo Ale-
are, no dia 5 do corrcule, um cavallo caslanho, es-
trella na testa, anca de porco, um p calcado, dous
calos no lugar da cangalha, cauda corlada, cascos
aparados de novo, tem urna muda para fazer e oiilra
igualando : quem delle soubcr ou der indicia no en-
genho Crauassu' de Ipojuea, ao morador Jos Rnlino
Marques, ser generosamente recompensado ; c no
Kecife, taberna do Sr. Gabriel, travessa do Peive
Frito.
Precisa-se alugar urna ama de leile, com boa
conducta, e de bstanle leile, para criar ; paga-se
bem : a Iralar na ra Direila n. (16.
Precisa-se de urna escrava que saiba cozinhar|e
engommar para casa de familia ; na rna Bella u. 9.
Aluga-se urna encllenle casa em Apipucos,
com ni ni i<> bons commodos, e perlo do rio : a Iralar
co Joaquim Percira Baslos, na rna Augusta, casa
u. 60, ou com o Sr. Claudio Dubenx.
O CHAVO.
Por motivos ponderosos deixou de reapparecer o
Cravo do da annunciado (1.* do crrenle; o que le-
ra lugar impreterivelmenle no da 16. Os senhores
ussignanles que quizerem continuar eom as suas as-
signaturas, tenham a bondade re dirigir-se desde j
i ra Nova n. 52, a tratar com o Sr. Boavenlura Jo-
s de Castro Azevedo. Outro sim pede-se encarecida-
mente quelles que nao tiverem pago o importe de
suas assignaturas, hajam de faze-lo antes da recep-
cSo do primeiro numero do segundo Irimeslre, pois
nao ignoran) asdespezas que soemtrazer publicaces
laes. Adverle-se que os numeros avulsos vendem-se
a 100 rs., e que do dia 20 cm dianle nao se recebe
inais assignaiura.
Aluga-se a casa de sobrado de um andar com
2 salas, 5 quartos, cozinha fura c quintal murado, na
ra de Henifica, na Passagem da Magdalena: a
tratar no mesmo lugar com Jos Joaquim Dias Fer-
nandes, ou na roa da Cadeia do Recife n. 63.
Precisa-se de urna ama que faca o servido in-
terno de urna casa de pouca familia ; na ra da
Praia n. 54, armazem.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
larga do Rosario n. 48 ; a Iralar no mesmo.
CONSULTORIO DOS POBRES
26 BA "DO COLLEGIO 1 A2?DAR 25.
0 Dr. P. A. I.obo Moscozo di consultas humcopalhicas lodos os diss aos pobres, desde. 9 horas da
manha aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
OBerece-se isualmeole para praticar qualquer operacao de cirurcia. e acudir promptamenlc a qual-
quer mullierjque esleja mal de parto, e cujas circunstancias nilo perrmtlam pagar ao medico.
M COLUTORIO DO DR. P. i. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddiciua homcopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro voluntes encadernados'em dous c acompanhadode
um diccionario dos lermos de medicina, cirurgia. analomia, etc., ele...... 308000
Esla obra, a mais importante de todas asqnctralam do estado epratiradahnmeopalhia, por sera nica
que conten abase fundamental desla doulrinaA PATHOGENESIA OU EFFE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAI] DEcoiihocimenlos que nilo podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar patuca da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizerem
experimentara 'oulrina de llahncmann, e por si mesmus se convenceren) da verdade r'ella: a todos os
fazendeiros e senhores re engenho que estilo lonce dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar re acudir a qualquer incommodo scu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circiimstancias, que meo sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar in conlinenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homcopatha ou (raducoao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem ulil s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos lermos de medicina...... 105000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 35000
Sem verdareiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralira da
homeopalhia, e o propriclario desle estabelecimento se lisoncoia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje ra erando superioridare dos seus medicamentos.
Boticas de 2 medicamentos cm glbulos, a 103, 123 e 158000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 20)000
Ditas 48 rilos a .............. 25000
Ditas 60 ditos a................. 30QOOO
Ditas 144 ditos a.................. COSOOO
Tubos avulsos......................... IjOOO
Frascos de nteia onca de lindura................... 29000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crvslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de mericameuloscom loda a brevida-
de e por precos muito commodos.
TOAL.HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de pauno de linho, lisas
e adamascaras para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardauapos adamascados, por precos com-
modos.
Lava-se e engomma-se eom loda a perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, haja de mandar pa-
gar a assignaiura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grandeatrazo de pagamento.
S@@@- .\x**,', : .^'^: -:;;:;,|
m DENTISTA FRANCEZ. @
Q Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga
dn Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- jj$
99 les com gengivasarlificiaes, e dentadura com-
0 pela, ou parte della, com a presso ro ar. 4$
Tambem lem para vender agua dentifricedo @
JS Dr. Pierre, e po para denles. Rna larga do @
@ Rosario n. 36 segundo andar. ^
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
todas re summa imporlancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
luntes.....'.......203000
Teste, iroleslias dos ineniuos.....63IKK1
Hering, homeopalhia domestica.....75 Jahr, pharmacopahnmeopalhica. 6;000
Jahr, novo mainial, 4 voluntes .... 169000
Jahr, molestias nervosas.......6tO0O
Jahr, molestias da pelle.......8KK)
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I69OOO
arlliiiiann. (ralado completo das moleslias
dos meninos........ 109000
A Teste, materia medica homcopaliica. 85OOO
De Favollc. doulrina medica homeopathica 79000
Clnica de Staoneli ........ 69OOO
Casting, verdare da homeopalhia. 49OOO
Diccionario de Nysteu.......IO9OOO
Atllas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, conlcndo a rescrp^ao
de todas as parles do corpo human 309000
vedem-sc todos estes livros no consullorio homeopa-
lliico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o servico de holieiro um escla-
vo mulato com molla oraUca desse oflicio. Na ra
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourcnro Trigo de l.oureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
ciuha rio l.ivramenlo tem urna caria na Luana ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
esenvao de Iguarassu', queira ({itando
vter a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.
@S3SSa@:3S33g
t l mi DENTISTA,
$ continua a residir na ra Nova n. 19, primei-
ro andar.
a
^f) O Dr. Carolino Frauriscq de Lima San-
los, mora na ra das Cruzes n. 18, primei- (
ra andar, onde continua no exercicio de w9
{0k sua prefisso re medico, e ulilisa-se do oc- *
^. ailo para de novo ao publico offererer J
%fi) scu preslimo como medico, e habilitado a W
A certas operatOes, sobreludu das vas ouri- ^
? nanas, or se ter a ellas 9
(fff cialidade em Franca. (V#i

LOTERA DE N.S. DO LIVR.4-
Ocaulelisla Antonio Ferreira de Lima c Mello
tem as suas cautelas a venda, na ra Nova o. i ; rna
di Praia 11. 27 ; ra do Rosario n. 26 ; ra Direla
".62; > na povoasao do Moulciro, em casa do Sr.
Nicolao, pelos presos abaixc menrionados.
Quartos Ijoo
Decimos 37J0
Vigsimos 9OO
LOTERA DE N. S. DO LIVRA-
MEN'TO.
Aos 5:000s000, 2:000.s0000, 1:000^000.
O caulelisla Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que a lotera corre indubila-
M'lmcile no dia 16 de dezembro, as 10 horas da ma-
nha. no consistorio da icreja da ConccigSo dos Mili-
lares, spja qnal for o numero de hilhetes que exi.sti-
rem por vender, dcbaixn de sua responsabilidad!'.
Os seus hilhetes cautelas el.1o isentos do imposto
de 8 por eenln nos tres primeiros crandes promius.
Os seus afortunarlos bilhetes e cautelas estn vcuda
lias lojas seguintes : ra da Cadeia do Recife n.
25, loja ile cambio do Sr. Vieira ; lojas de mudezas
n. 31, do Domingos Teixeira Baslos, e n. 45, de Jos
I "i lmalo dos Sanios Porlo ; na praca da Indepen-
dencia, loja de calcado n. 37 e "i9. de Antonio Au-
gusto dos Santos Porto ; ra do Queimado. lojas de
fazendas, de Manoel Florencio Alvos de Mnraes 11.
39, ede Bernardino JosMonleiro & Companbia n.
41 ; ruado Livrameulo, botica de Francisco Anto-
nio das Chagai ; ra do Cahug n. II, botica de
Moreira j( Fragoso ; ra Nova 11. 16, loja de fazen-
das de Jos Luiz Pereira & Filho ; e no aterro da
Boa-vista n. 72 A, casa da Fortuna de Gregorio An-
tones de Oliveira.
Recebe por nlciro
idem
idem
idem
idem
idem
Bilhetes
M 'ios ditos
Ouartos
Oi tatos
Decimos
Y
59500
23800
I35OO
9800
3700
gusimos
9100
5.-O0O9000
2:.VI09(KK)
1:250900(1
625000
S00|000
2301000
0t Na estrada dos Allliclos, sitio confronte a
capella, dao-sc consultas homeopathicas. M
att&&@&x&s*as&^3aef
Aluga-se urna casa terrea na povoacito do Mon-
teiro. com a frente para a sreja de S.' Pantaleo,
milito limpa. Iresca, com commodos para familia re-
gular, lendo urna porla e duas janellas na frenle : a
tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoacSo, 011 na ra do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
No hotel da Europa da rna da Aurora, d-se
comida a toda a hora do dia, e fornece-se almoc.0 e
janiar para fura mensalmente, por preco muito ra-
zoavel.
Offerece-se um rapaz para praticar de eaixeiro
cm qualquer estabelecimento, excepto venda ; quem
pretender dirija-se a roa dn Assumpco n. 36,2.
audar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, proessor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os'alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessolmente ol'ere-
cera'.
Jo3o Pedro Vogelcy, fabricante de pranos, afi-
na e concerta os mesmos com toda perfeicao c por
mdico prejo : lodas as pessoas que se quizerem uli-
lisar de seu preslimo, dirijam-se ra Nova 11. i I,
primeiro andar.
Fl!BLICA(AO' DO INSTITUTO HOMEOPA-
TIIICO 00 IIKASIL.
THESOL'RO HOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Mclhodo concho, claro e seguro de curar homco-
palhicamenle lodas as molestias que af/ligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os raelhores Ira-
lados de homeopalhia, lano europeos como ameri-
canos, o segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgeru Pinhu. Esta obra he hoje
reconhecida como a mclhor de lodas que Iratam da
applicacao homeopathica no curativo das moleslias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulta-la. Os pais de
familias, os senhores re engenho, sacerdotes, via-
jantes, capites de navios, serlanejos etc. etc., devem
te-la raao para occorrer promptamcnle a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em brochura por 103000
cucad ornados lIjOOO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Aluga-se a loja do sobrado de nm andar, no
alcrco ra Boa-Vista, junto a de um culileiro, e con-
fronle a casa do Sr, Antonio Luiz t'ioncalves Ferrei-
ra, propria para qualquer cstabelcciuiento : a tratar
no dito sobrado, ou na ra da Cadeia do Recife, cs-
rciploi10 n. 3.
RETRATOS.
No atierro do Boa Viisia n. 4, (ereciro andar,
conlinua-ee a tirar retratos, pelo svslema crvslalol\-
po, com muila rapidez e pe incoo.
Aluga-se a casa terrea 11. 1 da ru.i do Rosario
da Boa-Vista : a tratar na ra larga do Rosario n.
48, das 3 horas da larde cm dianle.
LOTERA DA PROVINCIA.
O Ihcsoureiro das loteras declara que se acbam
venda os bilheles da terceira e ultima parle da sexta
lotera de N. S. do l.ivramenlo que corro mprete-
rivclmenlc no dia 16 rio correle, no consistorio da
igreja de N. S. da Conceicao. Elle deixa de trans-
crever o plano, pois o Sr. caulelisla Salustiano de
Aquino Ferreira o fez quando o mesmo Ihcsoureiro
por incommodo de saudc enlregou interinamente
a ailniinislrai.ao dos negocios ao mesmo Sr. caulelis-
la.Pelo Sr. Ihcsnureir.) Francisco Antonio de Oli-
veira, Lu: Antonio fodrigues de Almeida.
I'rccisa-sc de urna ama para o servico interno:
na ra estrella ro Rosario 11. 10, lerreiro andar.
Precisa-se de um rapaz de 10 a 12 anuos, para
eaixeiro de padaria, com ortica mi sem ella, dando
cnnhecimenlo de sua conducta : na ra dos MarU-
rios n. 36.
Prccisa-sc de um eaixeiro de 10 a 12 anuos,
que j lenha pralica, para laberna : a tratar na ra
de Santa Bita, subrado n. 77.
Aloga-se um grande armazem na ruado Bfum
esle do sobrado que fira ao sul ra (undiCao do Sr.
Ho'.mii.iii : quem o pretender, dirija-se a Jos Antu-
nes (juimarifs, na rna de Apollo 11. 30.
Desappareccu no da 6 do correnle urna negra
da Cosa, de estatura regular, secca ro corpo, lalhos
da afio na cara e lias cosas, dade de 20 anuos ; Ic-
vou 2 vestidos, um rxo e oulro nir de rosa : quem
a penar leve-a o estrada de Ju.1o de Barros, na casa
confronle a Cscala, que ser recompensado confor-
me o sen Irabalho.
DeOian, morador na ra da Conceicao da Boa-
Vista 11. 50, participa ao respeilavel pblico, que
existe em sua casa lindas capcllas de immorlal. cfie-
gadas ltimamente re Pars, prupras para aeran
col locailas sobre os tmulos e catacumbas das pessoas
que jazcm no cemilero publico.
Aluaa-se um sobrado com cranrie quintal, que
pode ser plantado re rapim por licar os fundos para
u pantano, silo no Arrombado : quem pretender,
pode ir ve-lo, e para ajusfar se dirija ra de Apol-
lo, armazem n. 30.
Precisa-se de um trabalhador para um sitio, e
que tome a adminislracao de alguns escravos : na
loja n. 7, no Passeio Publico.
LOTERA de n. s. DO I.IVRAMENTO.
Corre no ria 16 do correnle.
5:0003000 rs.
Na casa da F'ama, 110 aterro da Boa-Vista n. 48,
eslao venda as cautelas, bilheles e meios.
Bilhetes .59000
Meios 'J3500
Quarlos 19500
Decimos 3700
Vigsimos 9400
Casada afericao, pateo do Terco n. 16.
A pessoa competentemente autorisara pelo aferi-
dor, faz ver a quem iuteressar posea, que o prazo
marrado pelo regiment municipal finalisa-se no
dia 31 de dezembro prximo futuro, c que repois
nao se chamen) a ignorancia.
Aluga-se um grande armaxem na
ra da Praia : a tratar no Manguinlio,
sitio de Ilerculano A Ivs da Silva.
Precisa-se re urna ama secca para o servico de
casa de homem solleiro ; na ra de Santa Rila", so-
brado de um andar D. 77.
Perdeu-se do arrazem do Sr. Guer-
ra, defronte do Trapiche do algodao ate a
ra do Livramento, duas sedulas urna de
100.S' e outra de 50$ rs., e desconia-se
que este dinlieiro foi apandado por um
preto que condu/.io urna sacca para o so-
brado n. 8 da mesma rita do Livramen-
to : quem as achou ou der noticia sera'ge-
nerosamente recompensado no referido
sobrado.
No holel da Europa precisa-se de 2 criados
brancos, que deem fiador a sua conducta.
Precisa-se de urna preta de dada para ama de
casa de um s homem solleiro, quer-se que possa sa-
bir a comprar o necessaro : quem esliver neslas cir-
ciimstancias e que di conheeimento, podo dirigir-se
ra da Cadeia ro Recife', casa n. 9, a toda 4 hora
para Iralar.
NEGHNISHO PARA EBSE-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO, DO EN'GE-
NHE1RO DAVID W. BOWNIAN. .NA
RA DO RRLM, PASSANDO O CIIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; taixas rie ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de todos os lamanhos; rodas
dentadas para agua ou animaos, de todas as propor-
Qoes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhSes.hronzes paralases c cavilhes, moinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDIQAO
se executam lodas as encommenrias com a superiori
dadej conhecida, ecom a devida presteza c comino
didado em preco.
Desappareceu no dia 15 do novembro urna pre-
ta crioula, idade 30 anuos ; levou panno da Cosa,
vestido com pintas cor de rosa, estatura regular, feia,
lem as macis do rosto um pouco altas, um olho
mais aperlado que o oulro. a ponta do nariz chala,
110 braco riireito um carocinho, por nomo Leonor :
roga-se, portanlo, aos capiaes de campo ou a algo-
mas pessoas, que a capturen) e levem-a ao sitio
que foi do fallecido Jos Corren Jnior em Parnaniei-
rim, que ser generosamente gratificado.
Sexla-feira, 15 rio crrenle, pelas 11 horas do
dia, depois da audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz re or-
phaos, na sala das mesmas, lem de ser arremaladu
por ser a ullima prac.a,nm prelo de 24 annos de ida-
re e sario, a requerimento do tutor ra orphaa filha
do filiado Jos Antonio da Silva Vianna.
COMPRAS.
Compra-se peroba de primeira qualidade, em
toros de 7 palmos de comprido ; na deslilarao do
Franca, na praia de Sania Rita.
Compra-se urna casa terrea, no hairro de Sanio
Antonio ; quem a liver, dirija-se ra eslreilaido
Rosario, sobrado n. 3-5, segundo andar.
Vcnde-se una boa casa terrea, sita
na rita do padre Floriano, com ptimos
commodos para familia : os pretendentes
dirijam-se para tralar, a' ra do Vigario
11. 7.
Farinha de trigo em saccas avontade
dos compradores : a tratar com o baratei-
ro Joaquim da Silva Lopes, na porta da
alfandega.
Vende-se a bem conhecida taberna,
dchaixo dos arcos da ribeira da Boa-Vista
u. 6 a 8: a tratar na mesma.
Vende-se ao lado do Corpo Sanio, loja de ca-
bos n. 25, cobre velho de navio, barricas com sebo
em rama, palha rie carnauba.
Vende-se urna negra mora de muilu bonita fi-
gura, enzomina bem, cozinha o diario, ensaboa e
vende na ra : quem a pretender, dirija-se ra do
Livramento n, 4.
Vende-se a laberna da ra do Vigario n. 2, com
armarao o gneros na mesma existentes : a tratar
com o Sr. Joao Tavares Carduzo.
O agente Vctor far Icilao de lodos os gneros
e armacao em um sii lote ou a Miniado dos licitantes,
ra taberna sita em F'ra de Portas n. 88, perteucen-
Ic a Antonio Jarinlhn de Medeiros Dutra, para pa-
gamento de seus crerores : sexla-feira, 15 do cor-
renle, s 10 1 horas da manha, no indicado lu-
gar ; convira-sc aos senhores taberneiros para a
prxima, pois nao se engeila preco.
Na ra do Livramento 11. 26, ha urna porco
de oleo de mamona para se vender por alacaro e
mesmo a relalho, por preco commoro e a qualquer
hora ro dia ; sua qualidade he a melhor que pode
apparecer 110 mercado.
Vende-se um carro americano de qualro rodas,
chegario ullmamente da America : a Iralar na ra
do Trapiche n. 8.
IMA ARMACAO DE LOJA BARATISSIMA.
Vende-se una armacao de loja muito propria pa-
ra principiante, por ser em um ra muito commcr-
cial c o aluguel muilo em conta : quem a preten-
der, dirija-se a ra larga do Rosario n. 14, que se
dir quem vende.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se farinha muilo lina c bem torrada, com
5quarlas cadasacco : na travessa da Marre-de-Deos
armazem n. 3a5,dc Antonio l.uiz|de Oliveira Aze-
vedo.
FEIJAO'A A.s-000 RS. O SACCO.
Vendem-se sacros com feijao para acabar pelo ba-
ralo prrro de -i^vlOO rs. o sacco : no armazem de An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo.
ARROZ DE CASCA.
Vende-se no armazem n. 3 a 5, de Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo.
CASA DA FAMA, NA RLA DIREITA N. 27.
Vende-se manleiga ingleza a 480 e 560, franeeza
a .560 e 600 rs., alelria a 240 c 320, loucinho de Lis-
boa a 360 c 400 rs., qneijos novos a |.-iso c 19600,
assucar lino a 100 c 120 rs., azeite doce a 610 c 720
a garrafa, farinha do Maranhao a 140 e 160, de gom-
ma a 80, 100 c 120, dita de aramia a 210 e 280,
velas de carnauba a 360 e 400 rs. a libra, caixinhas
de 100 charutos a IjjOOO c 900 rs., clin hysSM a 2
e I99O, dilo ro Rio re Janeiro a 19500. I96OO e
15700, assucar someno a 80 c !HI rs., hlalas a 80
00 rs. a libra.
PARA V6LTARETE.
FINAS CARTAS E F1XAS DE
MADREPEROLA,
na ra do Crespo n. 11.
NOVAS INDIANAS DE SEDAS ES-
IKEZAS A 800 RS. 0 COYADO.
na ra ro Queimailo loja n. 40.
ISCADOS ESCOSSEZES A 200
RS. 0 COYADO.
na ra do Queimado loja n. 40.
DA DERRADEIRA MODA EM PARS.
Chapeos para senhora, de goslos os mais lindos
que lem indo a este mercado, liquissimamenle en-
filados com finas flores e plumas ele. ele. : na ra
do Crespn. 11.
ATTKNCAO' AO BARATO.
Vcndcm-se apparclhns de porcelana dourados, di-
tos azuespara cha, ditos para mesa de jamar, lanler-
nas de p de vidro, e palmatorias, c para piano, di-
las de casquinha inslezn, dilas de pe de composicao,
escarrareiras de porcelana, ditas de vidro, bacas c
jarros re porcelana douradas c brancas,'caixas para
sahfio e estova, o outras umitas, fazendas por preco
mais commoro do que em oulra qualquer parle ; ao
pe do oilao da C.nceicau dos Militares, armazem de
louc,a n. 51.
Vende-se urna cadeirinlia de rebuco, feita na
Bahia : na ra cslreila do Rosario n. 35, segundo
andar.
CHAPEOS DE MASSA BAIUTISSIMOS.
Na ra largado Rosario, luja u. 14, vcurem-se
chapeos re inassa para liomens e meninos, de diver-
sas qualidade, a precos de 35500, SsOOO, 19500,
IgOOO e 6i0 rs.: vista dos baratos precos pede-se
aos compradores que veuliam desencanar-se.
Em casa de J. KellenVC, na rna
da Cruz n. 55, lia para vender 5 exced-
ientes piano* vindos ltimamente de Ilam-
burgo.
Vende-se a taberna da rita do Collegio n. 16,
bem sorlida e com puncos fundos ; agradando o com-
prador, se dar o prazo de um anuo: a tralar na
travessa da Madre de Dos, armazem n. 13.
Vende-se um escravo de meia idade, com urna
ferida n'uma perna, curavcl, muilo bom para Iralar
de cavallos ou algum silio, pois he muito curioso pa-
ra ludo: na ra do Rangel n. 21.
Vende-se um prelo com 30 annos, pouco mais
ou menos, bom vendedor de ra, que costuma ven-
der cangica pelas ras desla cirade : quem preten-
der, dirija-se ra do Rosario da Ba.Vista u. 41.
Vende-se parte do sobrado n. 143, e parlera
casa terrea n. 80 da ra do Pilar: quem pralenrer,
ririja-se i mesma roa, sobrado n. 141, a qualquer
hora.
Vende-se urna canoa de carreira de 5 a 6 me-
zes de trafico, c carrega 6 pessoas, por preso com-
modo : a Iralar na ra de S. Francisco n. C8.
Vende-se cera de carnauba por menos prejo
do que cm oulra qualquer parte : na ra do Rangel
n. 1.
Vende-se leile ao pe da vacca, as Barreiras
n. 4, re manh ja as 6 horas.
No engenho Moreno vendem-se vaccas paridas,
crioulas, e feilasao pasto; os pr*tendentes dirijam-
se ao proprietario do mesmo. Tambem se veudem
hois mansos e alguns quarlaos de roda.
No palco do Carmo, quina da ra de Ilorlasn.
2, vendem-se rhouricas de Lisboa, moilo novas a
400 rs.; assucar branco proprio para doce de caj' a
100 rs. a libra ; e caf a 18(1.
Vende-so urna rmacAo as Cinco PoDlas n.
42: a tratar na mesma ra n. 91 (laberna,)
: Vende-se um bonito escravo crioulo de 25 an-
nos de idade, com offlciorealfaitc e de boa conduc-
ta : na ra da Praia primeiro andar n. 43.
Venilcm-se 90 meios de sola por preco commo-
do : na praca da Sania Cruz n. i.
COM TOLE DE AVARIA.
Chitas escuras e lxas a i.S'500 e 5#000
ra. a peca: na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
MELPOnEDE Ltf ESCOCEZ
A 600 RS. O COVADO.
Na loja n. 17 da ru do Queimado, ao p da boli
ca, vende-se alpaca re laa escocer, chegada pelo ul-
timo navio, a qual fazenra na Europa se d o nom-
de Melpomcne re Escocia, muilo propria para roue
pijes e vestiros de senhora e meninos por ser de mu i
lo lirilho. pelo commoro preco re 500 rs. cada co
vado ; dao-sc as amustras com penhores.
Vende-se cera de carnauba de boa
qualidade^ em porcao e a relalho : na
ra da Madre de Dos n. 54.
Vendem-se missaes novos para dizer as misan
da fesla, e seguintes, de excellente encadei nacao|:
quem pretender, dirija-se roa do Cabug, loja de
mudezas n. 6.
Vendem-se vidros rom agua das Caldas da
Rainha, chegada de Lisboa no ultimo navio, e que
he excellente conforto para quem padece de moles-
tias do estomago, e rie rheumalismo : quem preten-
der, dirija-se botica de Ignacio Jos.do Cont, na
Boa-Vista.
LOTERA DE N S. DO LIVRAMENTO.
Andam as rodas desta no dia 16 do cor-
rente mez-
Na praja da Indepaudencia lojas dos Sr. Fortu-
nato, Faria Macftado e Arantes, na ra do Queimado
loja de ferragem do Srs. Souza & Freir, e praca
da Boa-Vista, loja re cera do Sr. Pedro Icnacio
Baptisla, acham-sc venda os bilhetes e cautelas ra
lotera cima aos precos ahaiios, cojos bilheles e
meios bilheles sao pagos por inteirn sem o descont
dosoito por ccnlo da lei nos premios grandes.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 co vados cada corte, a
4|500.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Monhos de. vento
'ombombasde repuxo para regar borlase baixa,
decapim. na fundican de I). W. Bowman : na rus
do Brumns. 6,8e0.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA
CALCAS E PALITO'S.
Vende-se hrim trancado de linho de qnsdros a
600 rs. a vara ; dito a 700e l^OOO", dito mcsclado a
l~(ni ; curies de fustao branco a 400 rs. ; rilos de
cores de bom gilo a 800 rs. ; ganga amarjlla lisa da
India a 400 rs. o cuvado ; cortes de cassa chita a
25000 e 29200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640; ditos pequeos a 360; toalhas de panno
de linho dn Porto para rosto a 14JO00 a dozia ; di-
tas alcoxoadas a IO9OOO ; guardaoapos tambem alco-
xoados a 39600: na ra do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
portanlo, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de 13a a 1400; ditos sem pello a 19200;
ditos de tpele a 1(200 : na ruado Crespo o. 6.
Bilhetes inleiros . . 59500
Meios bilhetes. . . 28800
Quarlos .... . 19500
Oilavos .... 800
Decimos .... 700
\ igesimos . 400
i
i
Palitos francezes. (*>)
Palitos e sobre-casaros francezes de pan- (^)
no fino, de bretauha e alpaca: na ra No-
va loja n. 16, de Jos Luir Pereira & Fi-
lho.

Vendem-se presuntos ingleznspara fambre.dilos
hamburguezes, queijos de pinlia muilo fio-cao-, di-
tos londrinos, maceas das melliores que lem vindoao
mercado por seren minio novas e as mais grandes
que lem eparerido, cm barricas grandes c aoscenlos,
pelo preco de 4 c 53 latas pequeas e grandes c latas de ameivas francezas:
na roa da Cruz do Recife n. 46.
He o mais barato possivel.
Corles de cambraia re hahado dos mais modernos
a 45500: ditos re cassa rxa com barra a 29500 ;
ditos do cassa re cores, com barra, muilo bonilos a
39 ; dilos de cambraia de seda a 7? ; ditos com ba-
li.iilos de muilo goslo : cortes de seda lavrnda supe-
rior qualidade ; lencos rie garcacom palmas de seda
de bonitas cures a 600 rs. : rilos de cassa a 160 ca-
da um ; cambraia desalpicosde cores; casemira re
cores a 59 o corle ; ditas de algodao muilo encor-
padas a 380 rs. orovado ; e oulras militas faiendas
que se vendern por commodo preso : na ra do
Queimado n. 22, luja de Leopoldo da Silva Queiroz.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
a
. Vendem-se 3 escravos, sendo 1 molecote de bo-
nita figura, 1 escrava propria para lodo servico, 1
dilo de servico de campo : na rna Diretla n. 3.
REMEDIO INCOMPARAEL.
VENDAS
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
olhinhas impressas nesta tyj^ographia,
de algibeira a 320, de porta"a 100. e ec-
clesiasticas a 480 rs., e brevemente sahi-
rao asdealmanak: vendem-se nicamen-
te na livraria n. ti e 8 da praca da Inde-
pendencia.
Vende-sc nm escravo mojo muilo deligente
roslumaro ao servico de compras para casa re fa-
milia e ganhar na ra, c muilo proprio para o cam-
po por ser muito robusto : na ra da Saudade na
Boa-Vista o lenle Barros Lima dir quem vende,
e o porque.
Vei.dcm-se urnas Icltras com execocao c pe-
nhora feita no engenho datscada Jundi, perleii-
cenlc ao Sr. Manoel Antonio Dias, que andarro
hoje por 13:0009000 rs. pouco mais ou menos: os
pi .-i mleiiies podem dirigir-se ao Trapiche Novo ca-
sa n. 11, que fjro qualquer negocio.
Vendem-se 600 garrafas vazias : na praca da
Boa-Vista hiberna n. 14.
Veude-se urna prela crioula, que sabe fazer to-
do o scivico re urna casj : na ra de Santa Rila
u. 37.
Vende-se superior carne do serbio por preco
commoro : na ra da Santa Cruz esquina da ra ra
Alegra n. 1.
Vende-se um escravo pardo escuro, idade de
18 anuos, lnuula figura, com o oflicio de csrreiro, e
proprio para o mais servico do campo : a Iralar na
rna do Colovcllo caa n. 5, das (i huras as 10 da ma-
nha, c das 2 as 6 da larde.
Vende-se champagne a 285000 r. e superior
vinho de Bordeaux: em casa deSchaphceiln; Com-
panbia ra da Cruz 11. :i8.
Vendem-se era casa de S. P. Jolinss
ton & C, na ra de Seu/.alla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de .1 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em foi ha para forro.
Cobre de forro.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companbia
em Santo Amaro, tcha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiores.
LINDAS SEDAS ESCOSSEZAS A
1,200 RS. 0 COVADO.
Na loja da ra do Queimado n. 40.
Vende-se um curso de geometra por
Lacroix: no aterro da Boa-Vista, loja de
ourives n. 68.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, viuda, no brigue
portuguez Tarujo III, chegadono di;
5 do corren te : na praca do Corpo Sanio
11. 11.
33:
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companbia.
PARA A FESTA.
Vende-sc um bom cavallo chegario ha 2 das do
mallo, de cor mellado, com lodos os andares e muilo
brando, nrdigo e muilo boa figura, esl gorrio e sem
achaque algum : quem o pretender, dirjase co-
cheira do Sr. Jos Piulo ra .Molla Nones, que alli
saber coro quem deve fralar.
\&1 Chapeos para homem. (%?)
J$ Na roa Nova loja 11. 1(>, le Jos Luiz Pe- (^
(s re'ni ^ F'"10' vendem-se os mais modernos A
W chapos com alegantes forma, chegados *!'
(g5) pelo ullmo navio trance*. fl
. Vende-so algebra, geometra e trigonometra
por Lacroix ; quem precisar, dirija-se ao paleo do
Collegio n. 2.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado re Lisboa pela barca (ira-
lido.
Chapeos para senhoras.
&k Na ra Nova luja n. 16, de Jos Luiz Pe- fQ
tk rcira ^ F'"10- vendem-sc os mais moder- ,"jr
$M nos e elegantes chapeos re seda de blond, ($9
(A a 165000, 180000 e 2O8O0O rs. gk
LIQUIDAgAO A DI.NHEIRO A VISTA-
Camhraias francezas muilo finas, padres
modernos o covaib;........ 340
Ditas, ditas, lilas parlrocs escoros. 3(X(
Cortes de cambraiasplc sera com babados,
muilo modernas a^........15000
Chitas francezas bonitos goslos, o covado. 240
Dilas para cuberas bons gusto e finas,
o covado........... igo
Madapoln muilo lino, pecas de 20 varas a
3600e...........4SO00
Meias cruas para homem muilo boas, o
par............. 180
Luvas de rede sem dedos para senhora o
par............. 320
Corlesde casemira de cores muilo bonitos
padroes a..........4?300
Chales re relroz muito grandes a 160U0
Lencos de relruz a........ 800
Dilos de cassa para mao de senhora a 140 e 180
Chapeos francezes os mais superiores a 69000
Palitos de alpacas de lila roesclados a (8f0
Itomeiras de fil re lodas as qualidades, e oulras
militas fazendas que se vendem par preces muilo
baratos para acabar, e que seria enfadonho mencio-
nar, podendo-se assigorar aos freguezes que nilo dei-
xam de fazer negocio Irazenro dinheiro: na ra do
Qocimado n. 7, loja da estrella de Gregorio & Sil
veira.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um ahpteire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes <5C., najrua do Trapichen. 54,
primeiro andar.
RON E COMMODO.
Canas de panno e cores (inissimas, pelo baratissi-
mo preco de 500 rs. a vara : na loja do sobrado ama-
relio, na rna do Queimado n. 29, de Jos Moren .1
Lopes.
Ao bom e barato.
Alpacas de seda para vestidos, do mclhor goslo
possivel, e cassas organdiz, fazenra dos melliores
desenlio- que lem viudo a esla prac,i: na loja do so-
brado amarello, na ra do Queimado n. 29, de Jos
Moreira Lopes.
Malas para viagem.
lia um grande e novo sorlimenlo de todos os la-
roanhos, por murico preco ; na ra do Collegio 11. 4,
Vende-se superior chticolate fran-
cez, por preco commodo: na ra da Cruz
n. 2, primeiro andar.
Vende-se superior Kirche e Absinlhe
verdadeiro de Suissa : na ra da Cruz 11.
26, primeiro andar.
Vendem-se aberturas francezas, pa-
ra camisas de linho e de madapolao, por
preco commodo : na ra da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vende-se urna boa casa terrea cm Unida, ra
ra bica re S. Pedro, que faz osqiiuil com o cercado
re madeira, com 2 portas c 2 janellas de frente, 3
salas, 3 quarlos. cozinha grande, copiar, estribara,
grande quintil todo murado, com portao c cacimba,
muito propria para se pastar a festa, mesmo para
morar todo o auno : a tralar no Recife, ra do Col-
legio u. 21, secundo andar.
CEMENTO ROMANO.
\ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem veiidom-se as tinas : alraz do
Iheatro, armazem de Joaqun) Lopes de Almeida.
PARA ACABAR.
Vcndcm-se cassas francezas de cores fixas, e lin-
dos padroes, pelo baralissimo preco de 140rs. o co-
vado : na loja do (uimarAes & ileniiques, rna do
Crespo n. 5.
Na loja da ra do Crespo n. G, lem um grande
sorliinenlu de caixas para rap a einla<;.1o dSS re
tartaruga, pelo mdico preco de 1J280 cada urna.
-
t&l Chales re seda, manteletes e capolinhns (
7 os mais modernos e melhor costo, camisas j'
ira) e romeiras de cambraia, c romeiras do re- k
/> '"" : "a ra Nova loja n. 16, de Jos Luiz ^.
V./ Pereira & Filho '$)
A iJoOO o covado
de seda de quadros re lindos padroes: na loja do
copolro da Silva Queiloz, ra do Queimado 11. >.
() Sella para vestidos. Qj)
Cortes de seras do quadros. costo escossez,
com 17 cavados, a 165OOO, 208000 e 259000
g^f r., rau-se amoslras com penhores: na rna
TL Nova loja n. 16, re Jos Luiz I'ereira &
2) Filho.
i
i
i
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 R, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: ludo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos fregu es.
CEMENTO R01.M0 BU.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do tbealro, arma-
zem re latinas repinho.
Vende-se um cabriolo! com cubera o os com-
petentes arrcios para um cavallo, Indo quasi novo :
par* ver, no aterro ra loa-Yisla, armazem ro Sr.
Miguel Scgeiro, o para Iralar no Kecife ra do Trapi-
che o. 14, primeiro andar.
HL'A DO CRESPO N. 12.
Vende-se nesla loja superior damasco de )
seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo,
9 por preco raznavel. A
#:##
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. Q. Bieber&C,, ra da
Cruzn. 4.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-so casemira prela e re cor para palitos por
ser muilo leve a 29600 o covado, panno azul a 39 e
49000, dilo preto a 35, 39300, 49, 5 e 59500, cortes
de casemira de goslos modernos a 69000, eetim pre-
to de Mac.o a 39200 e 4a000 o covado: na roa do
Crespo n. 6.
OBRAS DE LABVRINTHO.
Acham-se venda por commodo* presos ricos len-
cos, loalhas e coeiroa de labyrinlho, chegados lti-
mamente do Aracaly : na ra da Cruz du Kecife n.
34, primeiro andar.
Com toque de arara.
Madapolao muito largo a .19000 e 39500 r. a pe-
ca: na ra do Crespo, loja da esquina que volla pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8,^000, 12.S000, 14$000 e 180000
rs., manteletes de seda de cor a 11 #000
rs chales pretosdela muito grandes a
o.sOOO rs., chales de algodao e seda a
1280 rs.
9 Deposito de vinho de cham-
^ pagne Chateau-Ay, primeira qua-
5% lidade, de propriedade do condi
#& de Mareuil, ra da Cruz do Re-
" cife n. 20: este vinho, o melhor
w de toda a champagne ,, vende- w
A se a 6$000 rs. cada caixa, acha-
L se unidamente em casa de L. Le- ;
w comte Feron & Companbia. N. B. w
9 As caixas sao marcadas a fogo O
{$ Conde de Mareuil e os rtulos f^
(k das garrafas sao azues. A
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobcrlures cscuros muito grandes e encornados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de laa. a 1400 : na roa do Crespo, luja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para
a Carcia. venre-se panno prelo 29400, 29800, 39,
30-500. 4950O, 59500, 69OOO rs. o covado.dilo azul, a
29. 29800, 49. 69, 79, o covado ; dito verde, i 29800,
3-7500, 49, 59 rs. o covado ; dilo cor de pinlio a
4950 o covado ; cortes de casemira preta franeeza e
elstica, "9.500 c 89500 rs. ; dilos com pequeo
defeilo. 69500; dilos inglezenfestado a 59000 ; dilos
de cor a 4$, 59500 69 rs. ; merino preto'a 19, 19100
o covado.
Acenda de Edwla M*w.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companbia. arha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navio*, ferro da Snecia, fa-
llas de flanrres ; tudo por baralo preco.
Vende-se excellente laboado de pinho, recen-
temente chegado da America: na rm de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas lrancezas a 520 o covado.
Na roa do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No anligo deposito da rita da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Knssia, americana c do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Veposito da fabriea de Todos os Santo* na' Babia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
mnito proprio para saceos de assucar e ronpa de- es-
cravos, jjor prejo commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias' moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Devoto Chtistao..
Sahio a luz 2. edicSo do livrtnbo denominado
Devoto Christ.1o.mais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria o. 6e 8 da [iraca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes a
de bom goslo : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que valla para cadeia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus pertences, em bom uso ede 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem n. 4.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mcz re Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capiichinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dallia milagrosa, e do.V S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca ra
independencia, a I9OOO.
Completos sortimento de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidos de cambraia de
seda eom barra e babados, i 89000 rs. ; dilos com
flores, ;i "9, 99 e 109 rs. ; dilos de quadros re bom
goslo, i 119 ; corles re cambraia franeeza muilo 11-
na, lixa, con) barra, 9 varas por 40500 ; corles de
cassa de cor rom tres barras, de lindos padroes.
3-7200, pecas de cambraia para cortinado-, com S 1,
varas, por 396OO, dilas de ramagem muilo finas,
69 ; cambraia desalpicos miudinhos.branca e re cor
muilo lina, >800 rs. avara ;aloalharo de linho acol-
viailu. 'J(K) a vara, dilo adamascado com 7 ; pal-
mos de largura, i 29200c 35500a vara ; ganga ama-
relia liza da India muito superior, 400 rs. o cova-
do ; cortes de rllele de fustao alcoxoado e bons pa-
droe- filos, 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
360 : ditos grandes finos, 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor o prclas muilo superiores, i 1600 rs.
0 par : dilas lio da Escocia a 500 rs. o par.
Vende-se urna taberna na ra do Rosario da
Roa-Vista 11. 47, que vende muilo para a trra, os
seus fundos silo cerca rie 1:20090011 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim Ihe convier :
a tratar junto alfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. \V.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
enibarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
icjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
1 chegado do Rio de Janeiro.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de ludas as nacOes podem
lestemunharas virtudes desle remedio inromparavel,
e provar, em caso necessaro, que, pelo uso que
delle flzeram, tem seu corpoemembrosinleiramenle
sao, depois de haver empregado intilmente oolros
ti -.-llmenlos. Cada pessoa poder-se-haconvencerdessas
curas niara v 1 Diosas pela le lura dos peridicos que Ih'as
relatan) todos os dias ha muilos annos; e, a maior
parle deltas sao tao sorprendentes que rmirain os
mdicos mais clebres. Quanlas pessoas recobraran!
com este soberano remedio o uso de seus bracos e
peroas, depois de ter permanecido longo lempo nos
liospilaes, onde deviam soffrer a ampolaco Dellas
lia muilas que havendo deiado esses asylos de pa-
decimenlo, para se nilosubmellerem aessa opcrai.Ao
dolorosa, foram curadas completamente, mediante
o oso desse precioso remedio. Algomasdas laes pes-
soas, na efusao de seo reconhecimenlo, declararan)
estes resultados benficos dianle do lord conegedor,
e oulros magistrados, alim de mais autenticaren)
sua aflirmaliva.
Ninguem desesperara do estado de sua saade se
tvesse bstanle confianra para ensiar este remedio
constantemente, seguindo algum lempo o tralamcn-
lo que necessilasse a natureza ro mal, cujo resulla-
ro seria provar ncontestavelmenle : 'Que ludo cural
O ungento he til mal particularmente nos
seguintes casos.
malriz.
Alporca.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores re caheca.
das cosas.
dos membros.
Lepra
Males das pomas.
do peilos.
de ollios.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmoes.
Enfermidades da culis em Queimadelas.
geral. Sarna.
Enfermidades do anos. Supurarles ptridas.
Empeces escorbticas. Tnha, em qualquer parle
Fstulas no abdomen. que srja.
Frialdade ou falta de ca- Tremor de ervos.
lor as extremidades. Ulceras na bocea.
do figado.
das arlic.ulac.6es.
Veas torcidas, ou nodadas
as percas.
Frieiras.
(engivas escaldadas.
InchacOes.
Inflammaeilo do figado.
. da besiga.
Vende-se esle> ungento no estabelecimento geral
de Londres, 244, Strand, e na loja de todos os boti-
carios, droguistas e outras pessoas enrarregadas de
ua venda em lod a \merica do Sul, fiavana o
llespanha.
Veudem-se a SOOris cada bocetinha conten urna
nsiiuccao em porluguez para explicar o modo de
fazer oso ricste ungento.
O deposito geral lie em casa do Sr. Soum, pha r
maceutico, na rna da Cruz n. 22, em Pernambuco
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceicao, entrado
de Santa Catnarina, e Tundeado na volta do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe hoje no mer-
cado, e para porcoes a tralar no escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na rna do Trapiche
n. 14.
*AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inrencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas d 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber &. Companbia, na ra da
Cruz. n. 4.
(*?> Bonito cabrolet. I
(jj) Vende-se na ra Nova, porbaixo da ca-
nura muuicipal, cocheira do Sr. Qninteiro,
cujo he descoberto com bons arreos: ludo
(& por preco commodo, e a vista faz f. {
Vende-se urna rics mobilia de jaca
randa', com canslos e mesa de lampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da riA do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida colleccaodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melliores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
B BA DO TRAPICHE N. 10
Emcasa dePton Nash & C, ha pa-
8 ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de o quartos ate 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.-
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO.
Conlinaa estar fgido desde 12 de julho, Caela-
no, escravo de Joo daa Chagas de Faria Lobato,
tendo os signaes segointes : eaboclo, estatura baixa,
ora chala erheia de tardas, cabellos corridos, den-
tes alvos, idade de 16 a 17 annos, he provavel qne o
mesmo esleja em Iguara>su', onde j foi preso por
eslar fgido : quera o apprehender e levar ra de
Apollo 11. 20, lera a gmlificacilo cima.
Desappareceu no dia 6 de novembro Benedic-
ta, de 14 annos de idade, vesga dosolhos, cor aca-
bildada ; levou um vellido de chita com lisiras cor
de rosa e de caf, c oulro tambem de chita, branco,
rom palmas, nm lenco amarello no posooeo ja desbo-
lado : quem a apprehender, conduza-a a Apipucos
no oileiro em casa de Joao Leile de Azevedo, 00 no
Recife na praca do Corpo Santo n. 17, que ser bem
recompensado,
Acha-se fgido desda o dia 5 do correnle o es-
cravo Joan Paulo, crioulo, de idade de 26anuos pou-
co mais 011 menos, sem barba, estatura regular, olhos
apitombadoscom marca de bexiaas pelo rosto, e mais
coithecido se torna por ser quebrado : quem o apre-
hender leve-o a ra do Alecrim 11.
Desappareceu no dia 23 de novembro da ra
do Vinario 11. 12, nm mulatiuho de nome Jarinlhn,
de idade 17 annos, aprendiz de marcineiro na leuda
do Sr. Jos da Silva Oliveira, na roa cslreila do Ro-
sario, com os signaes seguintes : corpo magro, fei-
5es finas, niriz afilado, olhos pretos e vivos, sem-
blante alegre, calca branca larga meia suja, camisa
branca c bonete, he meio gingador : roga-se as aulo-
rdaries polciaes ou capites de campo qoo o appre-
lienil.iin e levem-o .1 ra do Vigario n. 12, que serao
recompensados.
No dia sexta-feira 1 de dezembro
correte, desappareceu um moleque cri-
oulo, denom.3 Joao, com idade de 16an-
nos, estatura regular, cor bem retinta, e
olhatt grandes, levou camisa de riscadode
algodao azul muito desbotada, e calca de
algodao azul tambem desbotada: roga-se
as autoridades policiaes e capites decam-
po, a captura do mesmo, e mandarem-o
a ra da Cruz n. 26 primeiro andar, ou
ao sitio do Chora-Menino, entrega-lo ao
seu senliorF. Coulon, que recompensara'
com generosidade. 1
1008000 de graliflcacllo.
Desappareceu' no la 8 de letembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
prsenla ter 30 a 35 annos, pouco inais ou menos,
nascido em Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, he
muilo ladino, costuma trocar o nome e inlilular-se
forro ; foi preso em lins do aono de 1851 pelo Sr.
delegado re polica ro lermo de Seriubacm, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
medido para a cadeia desla cidade a orrcm do Illm.
Sr. descmbirgailor chefe re polica com oflicio de2de
Janeiro de 1852 so verHicou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho Caite, dn comarca re Santo Antao, do
poder de quem desappareceu, e sendo oulra vez cap-
turado e recolhido a cadeia do-la cidade em9de
agosto, foi ahi embargado por eu-cno.'io de Jos Dias
ra Silva (iiiiniaraes. c ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mcz pelo abaixo assgnado. Os
signaes silo os seguintes: idade rie 30 a 35 annot, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e carapinha-
rio% u'ir amulatada, olhos escuros, nariz grande e
grosso, beicos grnssos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com todos os denles na fronte : roga se, por-
lanto, as autoridades policiaes, capiac^ de campo e
pessoas particulares, o favor de u appTchenderem e
mandaren) nesla prac.a do Hecife, na roa larga do
Rosario n. 14, qne receber.lo a gralilicacao cima de
1005000 ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel de Almeida Upes
*

.

PERN. : TO. DE M. ". DE FARIA. 1854


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