Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01237


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Full Text
ANNO XXX. N. 284.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
>

TERCA FEIRA 12 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!,
PERNAMBUCO
K\(:\itnK<;.UK>s n.\ sihsckipc.vo.
Recite, o proprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mcn-
don$a; Paratiiba, oSr. Gervazo Victorda Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira ;Arara-
W, o Sr. AnloniodLemosBra?a;Cear;i, oSr. Vic-
toriano Auyusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 3/4 a 28 d. por 1000.
c Pars, 3)0 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Itio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Accoes do ban>'0 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibc ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METIS.
Ouro.Oneas bespanliolas- .
Modas de 62400 vclhas.
di; 69400 novas.
de 49000. .
Prata.Patacocs brasileos. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
298000
165000
163000
90000
19940
18940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanliuns nos dias 1 e 15.
v^ illa-Bata, l!oa-\ isla, E\ eOuricury, a 13 c 28.
Goianna o Parabiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
PARAMAR ME HOJE.
Primeira s 10 horas e 6 minutos da manhiia.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da tarrife.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequinlas-feiras.
Relaco, tciras-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas o sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas c quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio diu.
KPIIKMKAIDES.
Dczbr. 4 La elisia ao 44 minutse 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarto minguanles 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 La nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da larde.
26 Quano crescenle a 1 hora, 21 mi-
nutos e 48segundos da. tarde.
DIAS 1)A SEMANA.
11 Segunda. S. Dmaso p. m. ; S. Trason m.
12 Terca. S. Sereno leilor m. ; S. Epimom.
13 Quarta. S. Luzia v. m.; S. ^ustracio.
14 (Quinta. S Arcenio m. : S. Disoscoro in.
15 Sexta. S. Albina m. ; S. Euzebiob. rn.
16 Sabbado. S. Ananias, Zacaras e Mizoel rom.
17 Domingo. 3.* do Advento. S. Floriano m;
S. Calanico ra. ; S. Vivios m. ; S.- Begga.
EXTERIOR.
BESPANH&.
Correspondencia particular da Independencia
Balsa.
Madrid. 31 de milubro.
En o discurso dirigidosabhado pelu presidente d
ronselho de ministro- aos ofliciaes di milicia que se
11 n i un dirigido a sua casa depois da audiencia da
rainha,
Agradcco ao Sr. capillo general'Evaristo S. Mi-
guel, inspector da milicia nacional, os sentiiiienlos
que acaba de expriuiV-me em nome "da milicia de
Madrid. Quando live a honra de ser Horneado por
S. M. presidente do eofuelho dos ministros poz,
por rondlcitn cssem-al para aceitar. que a vonla-
de nacinuai'se eumprisse completamente. Esla con-
diccao fui aceita. Nao roudei de opiniao a este rc<-
peito. O que enlao pensava. pens ain.la hoje, e as-
sim o farei al que as corles resolvam o que julgucro
mais conveuienie para o hem do paix. Ei-aqui por-
que o ministerio tem observado nas elei'.oes, a mais
restricta ueutralidarie, porque desejaria que as de-
cisics do representantes do povo fossem Inda a ex-
prsalo indubilavel, iufallivel da vonlade nacional.
Que a vonlade nacional seja pois cumprida !
n Para sustentar este programma,que he oda sobe-
rana da nacao, conlo com a cooperarlo da mi-
licia de Madrid e com a da Hespanha mleira. No(
da em que a vonlade nacional se manifestar, des-
granado d aquel le que tentaste oppor-*e-llie lie
aquelle o mcu peusamentn. e jamis tive nutro.n
A milicia nacional de Madrid trata de fazer urna
mnuife-itacao solemne para mostrar a sua adhesao
plena e completa ao programma de Esperlero. Pes-
soas bem informadas ordinariamente me asscverain
que o general S. Miguel experimenta milito pezar
depoissla dupla visita feilasahhado rainha e ao du-
que da Victoria. Fui muilissim atTecladn da vio-
lenta npposie.ao que llie fizeram por causa do discur-
so que linlu preparado, e que nao podo pronunciar.
l)iz-se que quer pedir a sua demisSo ile inspector
general das milicias nanonaes da Hespanha.
O general S. Miguel dedicoa-se de lodo o curarlo
penoad rainha Isabel, sabis o papel que repre-
sentan no momelo mais difflcit da revoluco, quan-
do o sangue corra na' barricadas e as ras de Ma-
drid. Foi o general S. Miguel que inspiran rainha
o pensameulo de Iancar no meio do povo que com-
bata o iiom-a de Espartero, e sustenlava u pensa-
roento de uniao. para a conservaoao do Ihrooo. os
I ni- homens ate enlao inimigos polticos, Espartero,
n representantes das ideas progressislas.e a personifi-
carlo da liberdade aos olhos do povo de.Ma.Ird, e
O"onnell representante do partido moderado, mas
que linha feilo um acto de alta poltica publicando
o programma de Manzanares.
Sabis anda, poslo qui os jornaes tenham guar-
dado silencio a esle ro-peilo, que. quando a noticia
de sua nomeacao ebeguu a Espartero, este eslava em
Saragoca, frente do povo que o quera proclamar
dictador ou presidente. Espartero recusnu ao princi-
pio diante *U responsabilidad? immensa que leria
pesado sobre elle acceilando urna dignidade que Hu-
era concedida, he verdad--, por urna dascidades im-
portantes do reino, mas que poda nao receber a
saneo i das nutras provincias da Hespanha.
Todava rin lugar de correr a Madrid i vor da
rainha e a voz do povo, espera quinzedias para ver
sea nacaos- pronuncia em seo favor.' Neste mero
lempo, euviou a corle o general Salazar, seu confi-
dente, portador de rondioes inaceilaveis. Espar-
tero pedio a ali lie ican da rainha em favor de sua
lllha, a princeza das Asturias, e seria regente do
reino durante urna longa menoridade, era. vos o ve-
des, nina preparaco para vir ao liin que llie linha
' indica Jo o povo de Saragoca. A junta geral se
ciiinpnnha eutio felizmente, na inaioria de liomens
perlencenles ao partido progressisla moderado, c
juteressados na conservacio no Ihrono da rainha
Isabel. Esta condoio foi longo lempo discutida, e
o general Salazar tomn sobre si n3o apreenlar es-
la me I :o.n> rainha; nao se trata desde entao seno
do desterro de Mara Chrisliua e oulras questes se-
cundarias que fossem promptamcule resolvidas.
O general Salazar foi nomeatdo marcchal de cam-
po pela junta de Seragoea, a sua nomeacao nao foi
submetlida i approvaca da rainha, todava se apre,
sentn a ella rom as insignias de sua nova dguida-
de. Durante a sua audiencia, e a proposito de l-
gumas palavras pouco parlamentares o general S.
Miguel foi obrigado a dizer-lhe : Senhor, esque-
ces-vos qoe estis oa presenta da rainha de Hes-
panha.
Julgo til recordar estes pormenores para que os
vossos leitorrs possam apreciar a conduela futura do
duque da Victoria ; porque desde sabba lo se falla
muilo em cortos circuios polticos do alguns llns al-
Iribuidos a Espirtero, e que he do meu dever Irans-
millir-vo-lo. Quando os deputadns esliverem reu-
nidos, Espartero, diz-sc, se demiltir n'unia sessilo
solemne, de guas funcces da presidente do rousc-
lho. julgando a missao que Ihe tiuha sido confiada,
terminada no dia da reunan da assembla soberana.-
Aecrescenla-se que a anembla n3o a querern ac-
ceilar.e que assim Espartero, senhor da situaran,
pnder obrar segundo as suas esperanca* secretas e
chegar ao fim que amigos mui imprudentes naoces-
sam de lite suggerir. Veremos o que acontecer,
porm, repiti-vo-lo, reinam por este motivo asmis
graves preocupar/es.
Em todito caso, a siluaoSo esla encaminhada e le-
me-sn que nlo sedesencaminhe com violencia. He
lempo que baja algumasolui;ao ; o commercio em
Madrid est n nm estado deploravel, as falencias sao
numerosas. As provincias estn no mesmo eslado
e a a-ilorid ide couliniia impolenle para reslabelecer
a ordem. Recebo cartas de Arj!3o. ncsle mesmo
inornento, e piatam-me com as mais tristes cores, a
roiiliunafflu dos encessos que vos .refer por causa
da liberdade do commercio dos vinlm-. Sesla-feira
passada quatro carroscar^egadas de vinho comprado
por urna casa de commercio de Brdeos indo na es-
Irada de Franca, um bando armado assassinou os
conductores, matn os machos e os cavallos e incen-
dinos carros e lodo o que .transportavam. Esle
fado foi pralicado ao claro da, a s;is leguas da
fronleira.
Arabo de ser leslr-munlia de um faci que me
causou urna viva impeessiio: boje, as a horas da
larde, na ra da Montera, urna das mais bellas e fre- i
quenladasdo Madrid, um individuo passava Iran-
quillamenle ilirigindo-se para a porla lo sol. Mul-
los individuos parados disseram em voz alia inlelli-
gente: eis aqu Salamanca. No ......um instante c
sem lerem lempo de cxamina-ln, dirigiram-se ao
pastante, lancaramno por Ierra e recebeu feridas
lao graves que oi preciso cunduzi-lo immediata-
mente ao hospital. Pois, sabei que. Salamanca esl
cm Victoria.
[Perindiro dos Pobm no Porto.)
---- 'IIOIII-
l.-se no Corrier ti' VEuropa :
|A siluacao poltica acaba de se aggravar com um
Dcidente assaa inopinado.
k Mr. Sonta, ministro dos Estados Unidos na Hes-
panha, foi intimado pelu governo francez para nao
travesear a Franca, prolnbindn-ee-lhe a breveesla-+
da que elle pretenda fazerem Pars.
Mr. Soul era malquisto na corle imperial, de-
pois da sua triste queslao como duque de Alba, e
do duello'cnm Mr. lurgot que fora a consequencia
de sua desaveuca.
ii No banquete dado pelos redactores de Madrid,
cabio na censiira, aos olhos do gabinete das Tulhe-
rias.de se evpressar irreverenlcmcnte cerca das mo-
narchias em geral, e em pal Ocular das de fresca dala.
frente do urna vasta conspiracilo, que tem por objec-
lo Iranslornar toda a Europa.
I-lo era mais que sobejo para se Ihe vedar o so-
lo francez.
Mr. Soul delialde argumenloa com o seu carc-
ter diplomtico, eo seu collega em Pars Mr, Masn
prole-Ion intilmente contra esle a'Cto de inslito
vigor.
A resposla do ministro dos negocios eslrangeiros
foi lao ralhegorica e peremplora quanlo poda ser
para justificar urna recusa.
Punco salisleilo com esta resposla Mr. Masn
previmo Mr. Druuvn de l.huys para islo ao seu governo. Aoresceiila-Se mesmo que
elle conceder um prUzo al22 para a repararlo que
Mr. Soul tiuha direito de esperar do governo fran-
cez.
Tudo depender da maneira com que o governo
do Washington encarara queslao. Se l'or lomada
a peito pelos cidadaos dos Estados-Unidos, a opinijo
publica grav larri forlemente sobre s delerminaroes
de Mr. Pierce, e desgraciadamente he de receiar que
assim acontece.
i' A dmlomacia americana participa rauito. nos
scus actos, ilos costumes, dos usos, e dos hbitos de
seu paz; he altiva e arrojada.
a O seu orgulho he o de urna naco que tem gran-
des vistas sobre o futuro. Feliz em todas assuas ten-
tativas de eugr.indecimento desde a guerra, que con-
solMou a sua independencia, a uniao americana lem
vislo lodos iis scus projeclo scoroados com exilo feliz
e constante.
Senhora de um territorio mmenso, que lem
obtido por meio de acquisicOes e conquistas, rica
com una popularan possuida de um espirito eropre-
hendedor levado a um grao inaudito, e quo se aug-
menta incessanlemenle pela emigraoao, com urna
divida publica insignificante, e um commercio quo
abraca lodos os pantos do globo, a confederacao che-
gou ao ponto de imaginar que poda emprehender c
abalancar-sea ludo.
n A nossa Europa p uerellie gasta, encanecida
c degenerada, e. comparando seus passos de gigante
com nossa* evoluroes tardas, e oossa marcha vacil-
lanle e compassada, habiluou-se a menoscabar-nos,
e a negociar-nos o que ella mais estima aforra.
o O espirito de dominio, que a pnssue ullrapassou
de ha muilo os limites do possivel. Ella quiz 1er
urna praia no mar Pacifico, como ja linha no Atln-
tico.
A conquista da California cocheii-a desalisfacao
sobre este pimo, (,'ma eatSr.Ha iulermedia pi.ca ir
dos sens porto*s lu liasorieulacs, China, p Aus-
tralia parecia-llic couaa ulil e commoda. Ella neao-
cia rom o Irisle rci das ilhas de Saiulwifh, para o in-
duzir a urna cessflo voluntaria deste arcliipelago, e
provavelmenle o conseguir.
(uba. esla perola das Antilhas, be urna das mai-
ures colocas dos Americanos. Mas a Hespanha vela
pela sua conservaran e esta prompla a entrar em
combate.
i As eoniplicacofs da Europa, urna guerra civil
na pennsula ajudariaoi eonsiileravelmenle os pro-
jeclos da America sobre esta colonia. Por lano el-
la espreils com ancie la le os aconlecimenlosque se
seguem no anligo conlinente. Democrtica pornas-
i-im-nlii, republicana por principios e por inclina-
cao, (odas as suas sympatluas sao a prol da Ruisia
desptica, l.de os seus jornaes e vos os veris alle-
iiuar os triiimphns das potencias occidentaes. e zom-
bar dos i ommandautes das esquadrajt arguindo-os
de falla de pericia e de audacia.
a. Os EsUidos-liuido? teem orgulhnsamente adop-
lailo o-'prncipio de que a Europa j nao lem que
ingerfr-se nos negocios da America, nem que eur-
eer a menor inlluencia, apezar dos direilos que d
togjalerra, Franca, e Hespanha a posse "de vastos
territorios na Ierra firme e as Antilhas. Mas ao
OsVsmo lempo que os oradores do congressofos lio-
mens d'esladn e os publicistas americanos proclama-
vam esta aiionu, deuuiiciavain ao universo o seu
direilodese iulromellerem nos negocios da Europa
e de ah represenlarem o papel que convem a um
grande e poderoso imperio.
Persislindo neste syslema, os Americanos arris-
camse a entrar em lula com esla Europa gasta,
enranecida, e ileu'cncrada sobre a qual assaeam in-
jurias e despreso.
O incidente de Mr. Soul oflerece orna bella
occasiilo; approveilar-se-bao eUes da mesma'.' lie o
que brevemente saberemos. Porm parece-nos que
em semelUantcs occorrcncias he mislcr poderosas
esquadras e grandes evercilos. Ora, nao he com al-
gumas fragatas, que os Americanos possuem e com
as soas companliias de milicias pouco disciplinadas
que a America leria a preicneiu de impor leis a
Europa. Se o seu cicesso de vaidade ou de orgu-
lho IMo l/.esso acredilar, o desengao seria Ulo
promplo quanloui lcao seria lerrivel.
[Echo Popular.)
EscrcvenideParis cm 30 de oulubro Naro
belge : '
OCAMINHODODEVW*)
Por A. de Rrrnni'd.
CAPITULO DCIMO QUARTO.
o II ya dan les arlt commm data la ce une
elirnelle tirit, et den formes passagres...
< L'erreur de Centhcufiasme c'enre u pas-
it tionner pour quelqw.s une de.ee.* forme
changtantes et teeondaitei, et le U$ pren-
u dri pour la realitc mme. o
(Willemain Latcars.)
Mr. de Saalieu e Castao dcsciam a lerrivel escada
espiral, que terminava nossulilerraneos do caslello,
c onde os espirlos invisiveis apagavam, segando d-
zia Joao o espirito forle. lodas as tochas que lenla-
vam allumiar suas profundas solidos.
i, i.iao leria lido mais do qoe qualquer onlro al-
suma razao de assuslar-M penetrando nessa c-pral
de pedra ; pois a lemhranca do plianla-mi que ahi
tiuli visto sabir nao se llie liavia apagado da me-
moria, e su i origem nitb Ihe tulla sido anda clara-
mente explicada, embora comesasse a entrever a
verdad? alravcz das maneiras circumspcclas e Icne-
brosas do Mr. de Saulieu.
Este lumnii no gabinete contiguo an quarto qae
ti asi,i i o ce ti para no dia desun c llegad a aOsireval.uma
lanlerna de furla-fogo lao perfeitamenle semelhanle
ii que o mancebo vira na mao da phanlasma, que
elle nao pode i x.ir de exclamar quando vn-o acen-
iler a vela :
Meu charo de Saulieu, apanhei-o agora. He o
senhor qoe faz aqu o papel de espectro.
O castellao surno, e pondo o dedo sobre a horca,
disse:
Silencio! i-|., he anda nm -ogro lo para lodos,
eiceplo para o senhor.
Sabe que escapou de causar-me grande medo
naquella noite de que Ihe fallei 1
Diga antes que quasi assusla-me quando em
nm quarlo que julgava desoecupado encontrei rou-
pa de iiomem espalhada sobre movis, e um roslo es-
tr.mliiuo leilo, que me encarava firmemente... Co-
mo uo da seguinle o senhor nao me reconhece u?
O espanto.ou o medo, segundo Ihe aprouver
chamar, dava ludo que se passsva danle de mim
lurma- eslranhas, prnporcOes coloiaes. Sempre sus-
(*) Vide o Diario n. 281.
a Apresso-mc a dar-vos parle de unta noticia de
-ramio gravidade.
Os jornaes inslezesannunciaram que Mr. Soul,
ministro dos Estados-Unidos em Madrid nao pode lor-
nara passarpor Franca, alim de se dirigir a Hespanha.
O fado he verdadeiro. Mr. Soul foi retido em Ca-
lais por um commissario de polica que Ihe declarou
qoe linha ordem para Ihe nao deixar continuar a sua
viagem. Debalde aprescutou o seu passaporle de c-
dadiln americano, e debalde invnrou a suaqualidade
de ministro plenipotenciario, foi-lhe misler relro-
gradar e volt,ir para Inglaterra.
Mr. Soul Iraza comsigo despachos. Foi-lhe
prohibido o eipedi-lns por um rorreo para Paris, e
.Madrid, e a cireulaoilo foi vedada lano aos seus des-
pachos como i sua pessoa.
ii O ministro americano em Paris, Mr. Massou,
sabedju.jjjtlo. iliiu um.i enrgica reclamaran a
Mr. Drouin de I.hnys c exigi immediatamente ex-
plicncies.
ii Recusou-se a passagem a Mr. Soul, dsse Mr.
Drouin de I.hoys, porque Mr. Soul he um repu-
blicano, u
Mas eil lambem sou republicano, replicn o
ministro, e mis lodos o_ somos na America.
Assim ser, mas Mr. Soul manm relares
com os inimigos do governo, e nos nao podemos" to-
lerar isso. 11
Oh! enlilo se a vossa prelenco he vedar o
lerrilorio francez a todos os Americanos que nao sao
bonaparlislas, lereis muilo que fazer.
A conversarlo leve este carcter e acabou deste
modo.
O ministro americano formulou a sua reclama-
co n'um nota, que dirigi ao ministro di negocios
eslrangeiros, e espera-se a resposla da mesma.
Os Americanos residentes em Paris, que conhe-
cein maisou menos completamente osles fados estn
muito abalados, e presumem que islo poderi moti-
var um rompimento com os Estados-Unidos.
Nao he pioyavel que o governo francez lenha
retido Mr. Soul na fronleira sem ter cabalmente
refleclidn a esle resjn-lo. e he cerlo por outro lado
que o governo americano nao aceitara um lal pro-
cedimenlo.
ir Dz-se que os Bonaparles-Pallerson, chegados
lecenlemenle a Franca, insligam urna guerra contra
ns Estados-Unidos, e que lu; por sua nsinuacaoc
seus cohselhos, que leve logar o fado de que se
traa. ______ (dem.)
Eis-aqui segundo os jornaes fosaos os oflicios cir-
cumslanoiados do principe Mens-liiknll' acerca das
operaees na Crimea. Estes ollicos, diz o Jornal
dos Debate!, so bem redimidos e isenlos de fanfar-
rce, encepeao dealgumas reticencias calculadas e
passagens destinadas a influir na opiuiao lano na
Russia como na Europa.
felarilo da batallm do Alma a X) de. netembro
A 20 de selemhrn o principe Mensrliikor oceupa-
va urna posicao na margem esquerda do Alma, com
42 balalhcs, 16 esquadres e 84 pejas. (I) O centro
da ordem de balalha eslava formado na margem da
encosla escarpada do ro, cm frenle da aldeia de
Bourliouk, e a ala esquerda em urna altura a 2 vers-
tesdo mar. A ala direila formava a parle mais ira-
ca da posicao. Adame da linha de batallia, na mar-
gem direila do rio, a aldeia de Bourliouk e as vi-
nhas mais prximas estavam orcupadas por tirado-
res. De reserva, alraz do ceulro. e-lavam postados
tres regimenlos de infamara de Volliynia, ilc Minsk
e de Moscim, com duas bateras ligeiras a p ; sua
direila osdous regimenlos de hussares com duas ba-
teras montadas, e alraz da ala direila o regimenlo
de cacadores de Ougllcli. Um balaltiao da reserva
(do regiment de Min-li tiuha sido destacado para
oceupar a aldeia de Ouloukonl, alraz do Hunco cs-
querdo da posicao, perlo da margem do mar.
Ao meio-dia os inimigos avancaram sobre Alma,
e atararam rigorosamente a nossa' posicao. A sua ola
direila era formada pelos Francezes, e a esquerda pe-
los Inglezes. (2) Uns e outros avancaram em boa or-
dem, cm liuhas desenvolvidas protegidos por urna
espesa cadeia de aliradores armados de carabinas.
Os nossos aliradores receberam o inimigo com nm
fogo bem dirigido, e em poucos lisiantes travuii-se
um vivo fogo de fuzilaria em loda a linha de balulha.
Desde o cornejo do combate os numerosos alirado-
res inimigos, armados de carabinas de balas roicas,
fizeram grande deslroco em nossas fileiras. lirande
numero de commandanle-, foram os prmeiros que
cahiram, victimas desla arma mortfera, e esta cir-
cumstanca leve naturalmente grande influencia na
marcha nlterinr do combate.
Depois de terem oceupado as vinbas da margem
direila do Alma, os balalhOes inimigos formaram-
se cm columnas, passaram o rio e estenderam-se no-
vamenle cm linha do oulro lado, apezar do fogo
constante das nossas baleras. O principe Mensclii-
koffdcu ordem primeira linha de receber o inimi-
go na pona da bayoneta para o repel ir para o rio.
l'or dilTerenles vezes os nossos bulalhes, precedidos
de seus intrpidos ebefes. carregaram i bayoneta,
porm de lodts as vezes recchidos pelo lerrivel fogo
da iKiha o-ioiulala, ou pola espessa'cadeia de alira-
dores, foram rochacados com grande perda. A in-
fantaria.inmiga suuporlava com firmeza e sem re-
cuar o fogo bem dirigido da nossa arlharia. Os ba-
lalbes o.tendidos deilaram-se por Ierra e abriga-
ram-se debaixa dos accidcnlcs do terreno; emquan-
jo que os seos aliradores Tuzilavam os nossos arli-
uieiros. Em urna dss nossas divisoes de oito peras,
lodos os soldados e todos os ovillos cahiram ern
Ierra.
Emquanlo eslo combale cncarnicado tiuha lugar
no cenlro da posicao e na nossa ala direila, a ala es-
querda apezar da distancia a que eslava do mar, sof-
fria o fogos da esquadra. Protegida pelo fogo desla
arlharia marlima, levando na frenle tropas da A
frica, (chamadna.Zou.ivcs) alravessou o valle do Al-
(t) Infanleria8 balalhOes c 16 pecas da 14." d-
visao de infanleria, 10 halalhoes e 36 pecas da 16."
divisfto, 12 balalhOes e 2i peas da 17." divisao, 4
balalhOes da brigada de reserva da 13.^ divisao, e
6. balalh.10 de aliradores. o 6. balalhao combina-
do de sapadores e marinheiros. Cavallariaa 2."
brigada (hussares) da 6.a divisan de cavallaria lige-
ra, com a balera ligeira n. 12 de arlharia montada
o a balera n. 4 de arlharia do Don.
(2) Os Turcos ficaram de reserva pnrdelrazdas
ropas franrezas.
peitei que o senhor linha alguma parle na appari-
c.lo ; mas nSo poda persuadir-me de que fosse o ni-
co actor. Meu phanlasma pareria-me de estatura al-
ta, e linha o ro-lo no occulln que eu jamis loria
podido reconhecc-lu no seu. Mas desejo que me ex-
plique emfim para que lodos esses myslerios, para
que essas precauees infinitas. pur Ventura es(es
subterrneos conten com cITcilo um thesouro, cuja
existencia o senhor quer occullar a lodos os-olhos?
Mr. de Saulieu lomou um ar circumspeclo e con-
fidencial, e respondeu:
Justamente, meu charo de Chaviily, ha aqui
um thesouro; mas nm thesouro de arle e de erudi-
Tinliam chegado a um palamar em que a espiral
da escada pnrava, e passaram dehaixo das gothicas
arcadas de urna abobada longa e sombra, que se
Ibes aprosenlou.
Eslamosj nossublerrancns-.' pergunlou liasla.
Anda nao. meu joven amigo, anda nao, le-
nha pacenVia. Para chegarmos l, devenios descer
mais de Irezcnlos degros, e apenas temos descido
cem.
De veras? Mas esla escada parece a do in-
ferno !
Umisi. Cuidado, d-me a m3o.
.Mr. de Saulieu fez uasllo entrar cm um corredor
mais eslreiUi que oprimero, com o qual formava
um ngulo obtuso. Depois de alguns passos encon-
traran) segunda cspijal que descia s cutranhas da
Ierra. Contaran.! oolra vez cem degros, e acharam-
se sobre segundo patamar, que terminava por om
segund corredor em orna lerccira escada.
O ar toruava-so raro, e astao respirava diflicil-
menle.
Nesse lagar ama parte da abobada Invia cabido,
e era misler passar por sobre os destroc*,
Vi1 esta eslreila passagem? disse Mr. do Sau-
lieu parando, fui obligado a deseniulha-la eu mes-
mo ; porque na qnerta dar a conherer o meu segre-
do a um obreiro.
Podia-se observar que as pedral arrancadas pelo
pican linham sido receulemente arrumadas ;i direila
das abobada com cuidado escrupuloso. O instru-
menlu de ierro que servir para e-se Irabalho eslava
anda encostado pared.-, liaslo lembrou-se do
rumor sublcrraneo que ouvra, e disse :
Ah romprehendo ludo agora ; csse rumor cs-
Iranho duraulc sua .-.usencia...
Era misler abrir urna passagem alravez desse
enlulhu.
Milito bem ; mas para isso devia o senhor as-
snslar trida a sua casa, causar a madama de Saulieu
grandes (errores? Para que nao Ihe descobiio a ori-
gem desse rumor sinistro?
O arrieologn meneou lentamente a cabera, e as-
senlaudo-se sobre urna das pedras amontoadas junio
de si sem abandonara lanlerna, cuja luz penelrava
a espesura das Irevas, disse em voz baixa como se
receiasse que os chos solitarios desses subterrneos
repetissem ao longe seu segredo.
Quer que Ihe diga, mcu joven amigo? Sem-
pre suspetei que ininba mullier Irahia-mc.
Trahia-o! repeli (iastao com voz tremola.
Quero dizer querevelava Indas as mullas des-
coberlas e lodos os meus prnjeclos a Kigaud.
Pode senhor pensar isso ?
Sim, sim, as mulheres s guardam bem seus
proprios segredos; mas os dos outros, c mesmo os
do marido, que alias deviam inleronsar-lhes. ellas
baraleam. Li em nossos inligos ulores um prover-
bio assim concebido-: Nao digas leu segredo a mu-
llier, a louco, ou a menino, o Esle proverbio he um
runseHio sabio que nao me arrependo de ler segui-
do sempre. Iteparo que no fim de seis ou oito me-
zes Kigaud sabe para refuta-I os Iodos os svslemas
que imagino, lodas as pesquizas que emprchendn.
Indas as descobertas que faco. Ora. esta crvpla re a
mais bella desroberla que lenbo feilo desde muito
lempo ; he um dos monumentos mais curiosos da ar-
chileclura da media idade ; serve de fundamento a
um novo svslema sobre as conslruci;oes subterrneas
dos caslellos forles, c sua niouograpbia forma a par-
le mais curiosa, c mais interessante da grande obra
que vou publicar. Se Rigaud snubesse de sua exis-
tencia, esforcar-se-hia por desacredita-la, e meu l-
vro seria ja criticado antes de ler ahdo i luz.
Que importa ? Se sen livso fot bom, triumpha-
ra da iujutica e das prcveno/ies.
Ah! eis os mancebos que de nada duvidam !
As preveucOes, a injustira nao sao que dominam e
dirigem o mundo''
Porm a \ ei Jale por fim vem sempre a mani-
fesUr-se.
Sim. j larde, quando os que combateram por
ella lem descido ao tmulo.
O senhor julga os homens mais teimosos c c-
gos do que s.1o.
Nao. nao, fallo com experiencia, como qcm
sofl're lodos os dias essa cierna lei de nosso pobre
globo. Que lenlio feilo, senlo lenlar fazer prevale-
cer a verdade, laucar alguma elaridade sobre as
colisas de oulra idade? Nao lem sido sempre a ver-
dade o mcu sunho, o meu alvo, o meu guia ? Entre-
tanto veja a que cheguei! Nao lenbo podido fazer
acedar urna s idea ou opiniao mnha. Tem bavido
sempre um bnmem para destruir de um s golpe o
edificio que eu acabara de construir pedra por pe-
dra. Eu dzia a verdade. linha sempre razan Po-
rm o publico segua a opiniao de meo adversario, e
eu licava reduzdo ao silencio por n,1o achar entin-
tes para as cousas seras, que linha de responder.
Eslou cerlo de que o senhor exagera a influ-
encia das rrilicas de Mr. Kigaud.
Essa inlluencia he real, mcu amigo. Rigand
lem talento, e um cerlo verniz de crudicio ; lie vi-
vo, mordaz, irnico, e alm disto he crtico! Que
mais he preciso para obler os favores e applausos da
ma perto da margem domar, c galgou rpidamente |
a rocha por um caminho apenas marcado ao longo i
de nm eslreilo barranco. A apparicao deslas tropas
no nosso flanco e mesmo quasi na nossa retaguarda !
nbrigou o principe Menschikofi' a mandar avancar da
reserva os regimenlos de Min-k e de Moscou com al-
guns esquadres de hussares, purcm os Francezes li-
nham j conseguido eslabelecer as alturas una ba-
lera que recebeu as nossas reservas cora um fogo
muilo vivo. Estes dous regimenlos lveram de re-
troceder.
Entao o principe Menschikod vendo a sua ala es-
querda lomeada, e que.o centro e a ala direila nao
podiam siislnntar-sc depois das pardas enormes que
liaviam soffriilo. comecou a retirar todas as suas tro-
pas pan, o Katefcjf. Para cobriresla retirada, man-
dn a vanear a brigada de hussares; esla medida e
lalvez as perdas consideraveisr qu> o ifmigo devia
ter sollYdo, obslaram a que ella uos perseguisse. Fi-
cou no Alma, c as nossas tropas depois da meia noite
alravessaram n Kalcha.
Neslc combale sanguinolento, ambas as parles sof-
freram muilo. Nos tiveuMlfl.,!^ homens morios,
2.315 feridos e 405 contuso. No numero dos mor-
ios enlram i5 ofliciaes superioresesuliallernos; en-
tre os forillos conlam-se qualro generaos io lugar l-
enle general Krilsmsby.eommandiHileda 16.a divi-
siio ; o general major Slchelkanotr. commandanle
de brigada da mesma divisao;'o general major (in-
quinolT. commandanle de brigada da 13. divisao, e
o general major KourtiaiioiT, commandanle do regi-
menlo de infinitara de Moscou! e !)6 ofliciaes supe-
riores e subalternos.
A perda do inimigo nao se sabe om certeza. Se-
gundo algnmas relacoes; exredeu alca nossa. porm
em lodo o caso heiinpossivel que o ataque obstinado
dos seus batalhoes, ilebaixo da ebuva das nossas ba-
las e liomhas, nao custasse lambem muilo caro aos
alliados.
NOTICIAS DA CRIMEA.
S. M. o imperador recebeu do judanle de campo
general principe Menscliikolf un olTIcio participan-
do que no dia 17 dcsle raez o inimigo conseguo le-
vantar contra as fortifiraroes de Sebastopol bate-
ras de iriucheira, e que dessie a manhaa dess- da
comecou um fogo muilo vivo, tanto das suas hate-
ras como da sua esquadra. O Dembardeamcnlo de
Sebastopol continiiou lodo o dia; mas para a lardeo
fogo bem dirigido da arlharia da pr.ica fe*z calar a
maior parle destas baleras.
No seguinle dia l. s algumas dolas continua-
va ni o fogo, porm muilo mais. fraaxo do que na ves-
pera. Os navios nao tornaram aatirar.
Apezar do fogo violento e iucasdanle d numerosa
artilhara inmiga, as nossas fortaicacetipouco sof-
freram e foram completamente teparadas em mui
curto esparo ile lempo.
Os pormenores desles dous dias de hombarlea-
mentoserao immediatamenie publicados.
Itesenha das operarles militarts na Crimea desde
13 at 18 de oulubro.
No dia 13 de oulubro com o fim de ameacar as
communicares do inimigo rom 'Balaclava. o ju-
danle de campo general principe ffeuschikoll lomou
as suas disposioijo- para fazer occepar por urna parle
da nossa infamara a aldeia de Tthorgoun, sluada
no valle de Tcheruaia.
O destacamento mandado para cale ponto foi pun-
co a pouco reforjado nos dias 16; 17 c por tropas
que rheeavam successivamcntc e lii enllocado sol o
o. 1111111,111 tu do general major Seiniakine, cemman-
danle da primeira brigada da 12." divisao de iiifan-
laria.
_ Ao mesmo lempo no dia 15 urna parle da cavalla-
ria avaneou pelo valle de iiaidar, e esla' (ropa pelas
suas palmillas e destacamentos volantes poz-se em
communicacao com a que oceupava Tchorgoun. Os
nossos postos avuiirados, coll-icadosao.luugo de 1. her-
niia, liuham de lempos a lempos esCarainucas com
o inimigo, o impediram-o de approumar-sc fonle.
No acampamento das forras priucipaes do inimigo
dianle de Sebastopol, nolou-sc desde 1 i que elle re-
forrava a sua ala direila, e abra novas Irincheiras
conlra a torre de MalakholT.
O fogo da nossa arlharia das muralhas conlinua-
va a demorar os seus Irabalhos de cerco, porm na
noite de lii para 17, o inimigo conseguo por fim a-
brir canhuneiras as suas Irincheiras, e collocar Hel-
ias urna numerosa arlharia. Desde a manhae de 17
rompeu em toda a sua linha um fogo vilenlo con-
tra as fortificacoes de Sebastopol.
Os pormenores do bombardcamenlo de Scbaslopol
us das 17 e 18 enconlram-se nos (res segundes of-
licios do judanle de campo general principe Mens-
chikofi* a S. M. o imperador.
Offid-i do principe Menschilwff de 17 de setembra.
Na nuil e de 16 para 17, o inimigo abri canhunei-
ras as suas Irincheiras, c esta manhaa s seis horss
comecou um fogo muilo vivo* sem interrupoao con-
tra as nossas bateras e baluartes, os quaes responde-
ram ruin duplicada oclivi taile e bastante evito.
Ao nicioilivi as pecas enlloca lis na torre do pe-
queo monle Malakhofi foram desmontadas, porm
as bateras levantadas desle lado e lodos ns baluar-
te* no cessaram de a lira r e com 13o bom xito que,
do tarde apenas reslavam aos Inglezes duas peca-
para continuar o fogo. As baleras francezas linbam-
-j callado muilo mais cedo, em consequencia da ex-
plosio do seu paiol da plvora.
Da nossjl parte, lauto quanlo posso julgar, antes
de receberparlicipariiescircumslaiiciadas de cada ba-
luarte e de cada batera, a perda nao deve ler sido
consideravel, mas foi grande, porque o judanle de
campo general Korniof^lendo recebido urna bala na
perna fallecen pouco depois.
A urna hora depois do meio dia, em quanlo conli-
noava anda'o fogo das baleras de Iriucheira, os va-
sos inimigos rompern) um fogo vilenlo cm descar-
gas sem utcrrupclo, contra a batera n. 10, balera
Alcxandrc c balera Constantino, que Ibes respon-
P-niileram com igual valor. O espesso fumo cm urna
calmara completa e por um calor extraordinario,
occultava inicuamente o mar de maneira que era
mposssivcl distinguir 'os estragos feitos nas nossas
buleras, e abordo dos vasos jnimigos, cujo numero
parece era de I no principio da canhonada.
O fogo sai principien a cessar ao ealiir da noite.
Anda que nao tenho por ora dados para avaliar
os resollados desle bomliirdeamento. nao quiz dei-
xar de dar conta a (oda a pressa a V. M. imperial
do que se passou n'cste dia.
iniilliilao conlra o pobre sabio que mala-se em pro-
curar alguma verdade no seio deslas ruinas cspalha-
das, alguma luz no fundo Uestes tenebrosos subter-
rneos? Ah! so Kigaud soubesse oque faro aqui,
contraminara lodo o meu Irabalho. e no da" seguin-
le aquelle em que appnrccesse ranilla obra, publica-
ra alguma brorhura irnica, que laucara por Ier-
ra para sempre meu pulir livro.
Mas queni o impedir de fazer isso, quando
sua obra liver sahido luz !
Ninguem cerlamenle; porm ao menos sua cri-
tica chegar desla vez larde para damnilicar-me. Se
cu poder Iriunipliar durante qninze dias smenle,
triumpharei toda minha vida. Meu livro apparece, us
sabios o disputara entre si, meu syslema prevalere,
a academia das inscripcOes cora-me e nbmeia-me
seu membro correspondente. Entilo mnha aulorida-
dade e a de rainha grande ubra estao seguras, mi-
nhas ideas acham elogiadores, e mesmo defensores,
se a critica tarda lenta alacar-me; fiz Iriumphar a
verdade, que me importam os molejos de Rigand?
Seus chistes Ihe caliir.io sobre a olieo i, elle ser
vencido, ahalido, e meu propro silencio ser sua
condemiiacao. Eis o que quero, eis o alvo a queme
dirijo, eis porque o segredo de ininhas descobertas s
sera revelado ao senhor, eis porque oceultei mi-
nha propria mulher o que era para mim u mais pre-
cioso frucloda meus esludos, a ultima tentativa de
lunilla vida. Un momento julguei essa (enlaliva
nallograda, e pensei ver desvanecerem-sc lodas ns
ininhas esperanjas dianle desses odiosos pergam-
neos que u senhor me Irouxe: mudada a dala do
edificio que elevase sobre nossas cbeos, lodo o
meu sjslema dcsabava. O senhor compre'hende ago-
ra mnha dr, rumprehende lambem miuha alegra,
quando dssc-aie que esses ttulos vinham de Ki-
gaud.
^liaslao encarava Mr. de Saulieu com urna alten-
ro curinsa c sympalhica; apezar dos esforos de
sua vonlade e de sua raslio compadecis-se das ffi-
quietares e dossoflrimenlos dessa alma siijeila a
urna molestia lao eslranha. Senta a poesa detsas
magoas e dessas apprehenses pcnelrar-lhc o cura-
sao, o eiilhusiasnio dessa alegra e dessas esperanzas
commov-lo c cnlernec-lo. izia a s mesmo que
leria sido urna crueldade roubar a suprema consola-
cao desea iulelligencia deseucaminhada. e felicilava-
se de ler revelado o segredo de Mr. Rigaud.
Mas sobreludo nao diga tima palavra disto;
lornou o archeologo levantando-se. Derramo minha
alma dianle do senhor. cono-lhc o que tcnbu de
mais precioso no mundo. Qflando vir o que vou
moslrar-lbe, lera mais do qi e minha vida cm suas
mos.
tiast.io poz silenciosamente o dedo sobre os labios,
c disse:
Mudo como o tmulo.
E amlios eniraram na lerccira escada.
A' medida que descam pareca a (iaslo que o ar
Durante o bombardeamento estiva em Sebasto-
pol e vi o exercilo. Commuuiqtiei-llic as expressoes
uii-ll ivelmenie graciosas ilo exercilo de V. M., (que
me havia sido Irazido pelo seu judanle de campo
Albediusky, ; accrescenlaiido que depois do boin-
hardeamenln lalvez o exercilo lvesse de defender
Sebastopol de nm assallo, ou um cmbale corpo a
corno.
Eslou persuadido deque o exerrlo corresponde-
r s esperanzas de V. magesladc.
Of/icio do judanle de campo general principe
Mensrhikoff, de 18 de oulubro.
O fogo las bateras e vasos inimigos que n.ln cessou
liunlem des le o nascer do sol al a noite. e que nd-
mirava pla sna maesa c eslrondo, nao fez lauto
mal romo se devia esperar.
A batera Alexandre e a balera n. 10 que eram
as mais exposlas, sorTrrao pouco. Ilouveram niaio-
res estragos na balera Constantino.
dos reis da insurreicao sejam favoraveis aos eslran-
geiros e anda menos ao ebristiansroo.
A verdade comecou a dvagar-se em lempo, e os
mesmos autores desle erro funesto conheeeram logo
que j Ibes nao era possivel negar a evidencia. Nao
obstante, conseguirn] em parte eu lim ; porque a
cor de ebristiansroo que os res impostores de Nan-
kin c seus advosados julgaram ulil dar insurrei-
cao de Kouangs, impedio que as autoridades estran-
geiras na China tomassem medidas tendentes a fazer
csse desgracado paz vollar ao sen eslado normal, e
assegurar inlluencia do Occidente o progresso e
exlensao a que o imperio do Meio n3o pode mais
subtrahir-sc.
O golpe o mais rod conlra esle erro foi corlain-n-
Quauto aos baluartes que as baleras de Irinchcra lea ultima viagem a Nankn c ale Nouhon de S^
do inimigo b iterara a maior parle nao sullrcu a
excepcao do baluarte n. 3. oude quasi todas as suas
33 pecas foram desmontadas e onde Ovemos maior
perda de gente.
Exe. o plenipotenciario dos Estados-Unidos, a hon-
rado Mr. Robert Mac-I.anc. I.cu-se no mez pasa-
do o realo! o desla viagem feilo officialmenle pele
Anda que nlo recebi por ora as lisias nominaos reverendo doulor E. E. Bridgman, o defensor ma*
dos morlns e feridos, segundo informar-Oes nblidas sincero e mais instruido que esta insurreicao e'lVo
nos lugares be consolador ver que a nossa*perda sobe
apenas a 500 homens fora do cmbale.
No numero i"s feridos coulam-se o vicealmiran-
te NachimolT e o rapilao de marinha Vermogys-
chell, o primeiro muito levemente. K
Como e esperava um novo bonibardeamcuto boje
18, Iraballiou-sc toda a noite cm Sebastopol em re-
parar os deslruros;e BobatiMiram-sa todas as pecas
desmontadas. Quanlo ao baslio n. 3 foi reforrado
com urna batera levantada no seu flanco.
Itojc 18 lodo u fogo do inimigo se dirigi conlra
a torre do monte MalakholT o baleras levantadas
deste lado. A torre nao solTreu estrago de gravida-
de, e quanlo s baleras, ellas respondram cem suc-
cesso.
O fogo das baleras inglezas, muilo menos vivo do
que honlem, diminnio sensivelmente depois do meio
da, provavelmenle porque tendo o general major
Semiakioc rom o seu destacamento avaucado por
ininba ordem da aldea de TrbOrgoun para as alluras
de Balaclava, a sua apparrSo na retaguarda do a-
campamento inglez produzio alguma perturbaran,
correntio exercilo a fnrmur-se e a por-se cm mar-
cha na direccao le Balaclava. Com esla demonstra-
ran ndamos em vista, que era desviar o inimigo da for-
taleza. No da 18 as baleras francezas quasi que
nao aliravam contra Sebastopol.
Os vasos que honlem bombar loar,ira c que parece
eram s francezes, afaslaram-se esla manha na di-
reocao do pharnl de Chersoneeo.
Honlem por causa do fumo e boje do nevneiro
da manha no m ir,lem sido impossivrl ver que estra-
gos sotTreram os navios. Parecen que cm tlous na-
vios de linha liuham pegadu o fogo as ndssas balas
ardenles, porein nao posso afiirma-lo com certeza.
Segundo despacho do prncipe Menschikofi, de 18
de oulubro.
Para completar o meu respeiloso despacho tic boje
julgo do meu dever levar ao cmihccimenlo de V.
M. imperial que a marinha, dede os otliciaes al
aos marinheiros, aos quaes esl exclusivamente con-
fiada a tlefeza da i i I,ule nos baluartes e bateras,
roatiifestn no dia 17 duranle o bombardcamenlo,
urna eoragem e firmeza exemplares e dignas de
elogio.
No baluarte n. 3. os serventes das peras loram
rendidos Iros vezes. c t-tunludu Indos fazi'am o seu
dever alegremente, cantando e rvalsando em zeln
uns com os outros.
Nao posso neala circumslaucia deixar de rilare
fice-almirante Nachimoff, o qual cora a sua aclivi-
dade c prudentes modulas dsva impulso a estas Tor-
cas moraes bem como aos muios malcriaes para re-
pellir ob-lin llmenle c com suecesso os golpes do
inimigo.
( Peridico dos Pobres no Porto. )
CHIMA.
No meio das preoccupares acluaes da Europa re-
lativamente queslao do Oriente e guerra, seu re-
sultado, a iisarreioao chine/a nao pode allrahir a
alleneae, que na realir'ade merece a lodos os respei-
los. Mas para nao deixar que os inleresses exclusi-
vos e apaixonados adullerem os faciseinduzam em
erro a opiniau publica, conlinuareiros a registrar
nas columnas dn Monitor as pecas uulhenlicas ca-
pazes de estabelecerem a verdade lal qual ella he.
Os leilores devem eslar lembrados que o preten-
dido carcter chri -1,1o da insurreicao chineza foi por
muitos mezes fado nverignado, 1,-yilo em Londres,
Jiew-Vork, Bcrlim e Paris, roinoem Hong-Kong e
Chang-Hay na China. S o Monitor ousnu protes-
tar tlesde o mez de julbo de 1853, islo.be, desde o
da pouco mais ou menos cm que esle erro foi pro-
pagado na Europa ; porquanlo eis-aqui como M. de
Mckellerg a 30 deiclembro to mesmo auno resu-
ma seus arligos anteriores sobre a insurreicao cbi-
oeza : a Conleslarnos a esta revoflaocaracler de mo-
vimenlo chrisiao, que muilas pessoas constantemen-
te Ihe allrihuem. Temos por garante tle nossa opi-
niao o elemento cantonnal, (ctinfoOnafi) que predo-
mina nlre os chefes e os promotores desla guerra
civil. Esle elemento, cuja essencia mesmo he o odio
inveterado de tudo quanlo he eslrangejro, reunido
qualidadcde letrados (letlrcs) de lodosos priucipaes
actores desse drama poltico e social, devia excluir,
para qualquer que estulasse seriamente a (".luna,
loda a idea de inclinara sincera dos revoltados para
com-ochrisliansmo; porque aadopcao desla ilonlr-
na, qualquer que fosse sa forma, calholca ou pro-
testante, leria uccessariamente por primeira conse-
quencia a extensao da influencia dus- eslrangeiros,
islo he, dos brbaros. Ora o rantonnismo e os fe-
Irados serao sempre opposlos a isso. o E mais adian-
to diz : Negamos absolutamente que os pretendi-
tnrnava-se anda mais raro. Elle comecava a com-
prehender como linhain-se apagado por si mesmas
as lot-bas de lodos aqnelles que liaviam tentado pe-
netrar nesses subterrneos, e os esforros que fazia
para respirar asss Ihe dizinm qual podia ler sido a
sorle dos pobres Cossacos da Iradicrao.
Emfim eomnuinieon suas rellexes a Mr. de Sau-
lieu, o qual respondeu:
Coragem, meo amigo, no fim tiesta escada tor-
naremos a achar ar.
Tinliam passado o ultimo deiro. c arhavam-se
em urna especie d prara onde vinham terminar
qualro avenidas.
O archeologo parou, e vollando-se para Gaslao,
disse-lhe:
Mr. de Chaviily, ve esles qualro corredores?
Cuslaram-me mais suor to qae aos homens que os
cavaram na rocha. Tomri-os muilo lempo por ave-
nidas para diversos pomos do ramtio, destinada* a
facililarem por portas secretas as saludas da guarui-
cao. Julguei mesmo um instante quo condiiziara a
tima certa torre, rujas ruinas sao muda mui visiveis
ao p da monlanha; ;hei de mostrar-Illas) porm
reparei que esles corredores n;1o liuham sabida, c
que eram simples armazens para guardar os vveres
du castello. Eutrelaiilo eu uecessilava tle una sabi-
da, tle una communicat.ao com os campos, sera a
qual Indo o nieu syslema sobre a defeza interior dos
caslellos forles eslava reduzdo a conjecluras, e en.
Mr. ile Chaviily, ido faco conjecluras, s digo cou-
sas certas c fundadas em provas irrerusaveis. Aasim
puz-me cm procura de nutra galera, e emfim des-
cobri-a.
Em vez de seguir nm dos qualro corredores, Mr.
de Saulieu depoz a lanlerna sobre tuna mesinba sa-
cada da pared-, c anotando o hombro conlra ama
das pedras grandes que formauam o apparelho mo-
numental, empregou Indas as suas forras conlra essa
parle da paro lo como se quizesse derriba-la.
Mr. de Chaviily pcrguutava a si mesmo e o ce-
pretendido carcter ebristao Ido encontrado na Chi-
na ou em oulra parle. Vio-se lambem romo o reve-
rendo synologo julga agora a causa de que linha sido
'iiii dos promotores.
Hoje somos ainda msis Telzes porque aprcsenla-
mos a nossos leilores urna nova pera, emanada esla
vez dos grandes res-mesmos, c liado/ida pelo reve-
rendo W. H. Medhuist snior, o seu mais zeloso e
hbil advogado. Aquelles que verdaderamente de-
sejam inleresssr-scp^la China soh qualquer relacalo
que seja, religiosa, poltica, ou rommercial, pde-
nlo julgar por si mesmos al que poni o Rei-de-pa'-
eterna, o Duque-de-felicidade inalleravel, e o Prn-
cipc-de-mansidao, ello e seus acolyllios sao dignos
das atlences quejulga-se serem-lhesdevidas.
Eis a peca. Apezar de resumida ser lilla rom in-
leressecomo um Iraco dos ceslumcs particulares da
Chin |
Pntilriparao offtcial da dcscida do Pai do Co (de
Dos) ii Ierra.
Sendo 25 de dezenvhro o dia de supplicas e de a-
doracao, o re do n r* seguitlo da marque/. F'iug-
lienn, ministro d^ J o, e de outros dignilarios
compareccram no pie'""lio do re do Orieole para Ihe
aprcsenlarem seus resp-.ilos e dcliberarem sobre os
negocios do estado. Feilo islo, o rci do Oriente or-
denou-lhcs que voltassem para suas rasas, e elle pro-
pro immediatamenie rerolbeu-se ao interior de seu
palacio. Pouco dep, Dos desceu Ierra e cha-
mou a sna presen;* tfaiiz-rhouei-kiaco, Hou-kiau-
mei, Tanu-ouann-mei e Si-onanu-mei, dizendo-
Ihes: a Approximai-vos, raparigas, e ouvi os pre-
ccilos de nosso Pai-do-Cco. A primeira. acompa-
Dnada de camaristas femininos chegou-se para Dos,
ajoelhou-se e orou assim : J que o Pai-do-Co se
ha dignado descer Ierra, nos, pobres raparigas, so-
mos alenlas em ouvr os sanios prcceilos do Pai do-
Co. implor.-indo-llie que nos lumine. Dos ma-
nifestou cnlao grande desprazer, e ronservou-se si-
lencioso por algum lempo. Os otliciaes remranos
supplicaram-lhe lambem dizentln : O proredmen-
lo do Pai-do-Co dignando-se descer Ierra nao po-
de ser altiibnido seijfls fallas de seus hlhos e de
Suas filhas, fallas iuiMncraveis. Imploramos, pois,
o perdi dn Pai-do-Co, e Ihe supplicamas que sus-
penda sen desagrado. Disse Dos enlilo : Pois
bem, minhas filhas, ja que lendesconscieocia devos-
sas fallas, chamai inimedialamente minha presen-
ta o re do norte, para que ouca minhas erdens.
Os camaristas femininos precipitaram-se logo pe-
la grande porta do segundo palacio, locaram o tam-
bor, annunciaran a desoda de Dos, e avisaram os
camaristas masculinos de que o rei do norte era cha-
mado sua presenta. Esle appaieceu immediata-
menie no palacio do (.trienio, em que Dos acabava
de encarregar a Kiao e a Mei tle ir prevenir ao rei
do Oriente que elle devia comparecer sem demora
na corte para commuucar ao seu senhor e soberano
o Pai Celeste, o Kei-de-i.ii/-flerna que a app.irieao
de Dos na Ierra era unicamenle devida s disposi-
ees demasiadamente impetuosas do Pai-Celeste.
Elle he, diz Dos, da mesma nalurcza queeu sou;
deve porlanlo ser (o indulgente como eu. Quem
governa o imperio, ido tleve aparlar-se da dot;ura
que he cssencial em todas as cousas. Por exemplo, os
otliciaes femininos quo na corle celesle corle de
Nankn ajudam a direcrn dos negocios to estado,
estao muitas vezes mal informados tos assumptos
materias de grande consequencia. Tambem Ihes a-
conlece fazer muilas ruusas fra de regra. He pre-
ciso inslrni-las com urna liheralidade vasta como o
Ocano, para que suas iiilelligcncias lornem-sc ap-
propriadas as circumslaucia. Se forem tratadas muilo
severamente, seu espirito lorna-se-ha confuso, e nao
saberlo fazer o servico. Nao estando seu espirito cal-
mo, seus corpos tornare-hao agitados, c qtiamfr
orna cousa vai mal ludo va mal lambem. Vosso jo-
ven amo vo prncipe imperial) deve ser lambem mui-
lo viciado para tornarse o modelo das virtudes pa-
ra todas as naroes do unicerso. Quando o virdes
fallar e obrar de aecrdo com as emores celestes,
deixai-o entao fazer o que quizer. De oulro modo
nao o deixeis amis.
As mulheres respondram : Por mais indianas
qoe sej.imos Taremos lodos os esforcos para confor-
marrao-nos com as ordens do nosso Supremo Pai. a
Dos respondeu enlflo: A Mei e a Lann sao pri-
mas dos dous reis; por isso suas sympalhias devem
eslar tle arcrdo com as da familia imperial. Quan-
lo segunda e a lercera Mei, obrigam-nas a traba-
Ihar demasiadamente na corlo. He melhor que es-
tando arabada sua larefa de ministros de estado fe-
mininos, ellas relirem-se para o palacio do rei do
Orenle para ahi diverlirem-se a seu go-lo. o que se-
r a lodos os respeos mais convenieute '.'.'. As
mulheres prometieran! conformar-se com as inslruc-
ees receladas, e Dos diese Ihei que assim lado iria
bem, e que elle vnllava para o co, o qoe eflectiva-
menlc pralicou.
Lego depois o re do Noria, seguido dos ofliciaes
de sua corle, dirigise nov amonte an palacio do
-rei do Oriente, e os dous principes concordaram
que, havendo-se Dos dignado descer Ierra, era
de seu dever irem inmediatamente i curie celesle
enmprir junto de seu soberano senhor ordens que
arabavam de receber do Pai do Co. Eflectivamen-
te parliram ; mas apenas o palanqnim rico do rei
do Oriente havia sahido pela grande porta, quando
sua magestade cabio em exlase. O primeiro ca-
marista foi promplo em a\ i-ar o rei do Norte, que
sabio immediatamenie de seu palanqum, e veio
ajnelhar-se peranle o do rei do Orenle. Mea
grande quarlo irmao mais velbo (sendo Nosso Se-
nhor Jess Chrislo o primeiro, o Kei de paz eterna
e chefe supremo da insurreiro o segundo, o filho
mais velho deste o lerceiro, e o re do Oriente o
quarlo, o os outros Ir- res o quinto, o sexto, c o
stimo ) acaso o nosso Pai do Co (Dos) vollou
ainda Ierra ? Vejo que assim he !... Dos fal-
lando pela bocea do rei do Oriente responden que
com elTelo voltava ainda, e ordenou que levassem
o palanquim do rei do Oriente' i corle, celesle. O
Pai Celc>le ( Hong-Sicon-Tsuoesin.) sabendo dos ca-
maristas femininos do rei do Norte que Dos nova-
mente dignara-se descer Ierra, apoderando-se do
corpo do rei do Oriente, nao tardou em camihhar
a p al a segunda porta tle seulpalacio para rece-
ber o Pai do Co com lodas as homenagens que Ihe
sao devidas. Dos eslava muilo encolerisado contra
seu representante na Ierra, o Pai celesle ir Siou-
Tsouenn, diz elle, tu s grandemente culpado, nau,
o sabes ? n O Pai Celeste ajoelhou-se e respondeu :
ii Sim, Pai do Co, meo Dos e pai, ten filho he
realmente culpado, e stipplica que Ihe perdoes.
Bem, disse entao Dos, como reconheces-U crimino-
so, receberds guarenta aroules de hamb! n Nesle
momento o rei do Norte e lodos os grandes dignilarios
cahiram de joelhos, e pro-Irados rhoraram e implo-
raran! a eommisera^aa do Pai do Co para com seu -
soberano e seu amigo. Este, porm, disse-lhes:
ti Nao vos levantis, meus queridos lilhos mais mo-
cos, contra a vonlade do Pai do Co. J que o nos-
so Dos dignou-se descer Ierra para inslrtiir-nos,
eu, vosso primeiro inn.'m mais vclho visivel. n.10
posso deixar de receber o castigo qne me he infligi-
do. O pai do Co nao qaiz deferir a supplica do re
do Norte, e insisti para qoe- n Pai celeste reeebes-
se os quarenla acoites de bamb. Eis-me s las
ordens, meu Dos e pai. E dizendo islo, o Pai
celeste uu inclinou-se cm posicao conveniente para
receber a corrcccao imposla. Foi enlao qoe o Pai
do Co disse : Porque leus obedecido s minhas or-
dens, le nao farei aroutar ;.mas loma cuidadu em
rnrrigr-le. e ouve o que le dsser leu irmo mais
moj) que est prsenle Yang-Siou-Tsing (o rei do
Oriente, i
Tendo proferido estas palavras, Dos deixou a
Ierra, e subi ao co.
No mesmo instante o rei do Orienlc disperten
lambem, e grande foi su* alegra quando soube pe-
lo rei do Norte que o.Pai do Co dignara-se descer
anula urna vez Ierra para corrgir as fallas de seu
senhor e soberano, sea segando irmao mais velho.
O rei do Oriente, chorando de emorao por essa no-
va grara do Creador, julgoa qne ero reconhecimen-
(o de lao grande beneficio, conviuha deixar imme-
diatamenie o grande rei e senhor a soas piedosas
medilaroes. Appareceu, porm, um camarisla qae
exigi sna prsea\a na sala do Ihrono, junto ao Pai
Celesle.
O rei do Orenle ah compareceu c chegando-se
ao soberano senhor, disse-lhe : Ha pouco o Pai do
Co appareceu em meu palacio, e ordenou-me a
mim, vosso irmao mais moco e a oulrus, que com-
parecessemos dianle de vossa magestade, e vos in-
formatsemos de muilas omisas de grande importan-
cia.
Pois bem, irmao Ya'ng, quaes s3o as ordens de
nosso Pai do Co ? Pergunlou o Pai Celeste.
O rei do Oriente respondeu : a A vonlade sania
de nosso Pai do Co foi ordenar-vos, nosso segando
rm3n mais vclho, que eduquis nosso joven amo
com mais cuidado, para que se nao aparte dos regu-
lamentos, e nao obre segando sua vonlade smenle.
tt Nosso Pai de Co quer lambem que se Irale
com docura as mulheres ofliciaes de vossa corle ce-
lesle, que se lenha indulgencia para com ellas, qne
so nao as obrigue a trabalhirem demasiadameutev
expoudo-as s intemperies das eslares. He preciso
Esta reroniraen.lao.o nao pareca ao principio ne-
cessaria; porque o chao eslava perfeitamenle lagea-
do e unido como o de tima cath-dral; mas a medida
que penctrevam no corredor, alia* asss largo e ele-
vado, pedia-se sentir que o terreno ia em declivio
cada vez mais sensvel, e era preciso eslar preveni-
do para nao descer mui apressadamenle com risco de
enconlrar as paredes vinte vezes volladas sobre ti
mesmas nesse corredor sinuoso.
Emfim o cldo lornou-se horisontal, e urna bella ar-
cada bascada em duas columnas curtas e massiras
iulrodtizio os tlous visitadores cm urna grande e
magnifica sala.
Air. de Saulieu pastando por baixo da arcada di-
rigi os raios da lanlerna para um dos capileis, e
dsse:
Veja islo: forma cubica tle la corbeille, gran-
des palmas tic um relevo quasi insensvel, collar tle
perulas dehaixo do abaco, denles de serra sobre a
parte superior do capitel, o secuto XI mais puro e
mais bello. E esla archivo!!? observe esle toro on-
dulse, esta faiva mantelada, sem espiral, sem fo-
Ihagem que pos ao .orillo \ |. Oh! aqui ido he permillida a duvi-
ila, llevemos inclinar-nos humildemente o reconhe-
cer o eslylo que se lem convencionatlo chamar, ro-
mano, e que he na rcalidade o cstvlo gallo franco,
cuino j Uve o prazer de dizer-lhe. Eu linha expos-
to mullas ideas a esle respeilo na minha Classi/ica-
fiTo liierarcliica dos campanarios; mas nao fnram
i-oraprcbendiilas. Espere, o senhor ver raas elara-
meftte.
O archeologo ronfion a lanlerna a Mr. tle Chavillv
o lrou de cima de um banco de pedra um ubjeelo,
cuja forma li.istao ido percebia fcilmente. Era
una locha que Mr. de Saulieu arreudeo, e que in-
ntiudnii de tuna elaridade verinelha as alias arradas
ta sala. Tres ordens de abobadas ap"iavam a bise
tle seus arcos sobre qualro columnas isoladas, eso-
bre do/e columnas que rodeavam a sala, lodas ta
mesma pr.uiorriu e do mesmo estv lo tas da entrada,
rebro da archeologo eslava inleiramenle perturbado ; Todava os rnalos de cada capitel erara dillerente.
mas coni grande serpreza sua, vio pouco a pouco a
parede ceder aos esforros de .Mr. de Saulieu, c a
enorme pedra gyrar como sobre um exo.
Um ar vivo e fresco veio all'agar o roslo do man-
cebo, e reanimar seus polmos fatigados.
Entretanto a podra rouliniiava a gviar, e linha ja
descripln tira seini-rirculo. quando Mr. de Saulieu
parou e devui cahir urna pequen.-t barra de Trro, a
qual eulrou em urna ravidade fcila para esse elTelo,
cuja exlremidade superior apoiada conlra a pedra
movcl impedio-a de seguir seu declivio, o de reco-
brar sua posicao natural.
da-ia., observava toda essa manobra com um inle-
resse manifest.
J rhegmos, disse Mr. de Saulieu tornando a
lomar a lanlerna, e com um geslo digno to melo-
drama ; siga-mc e lenha cuidado era seus ps.
c ahi cuino cm lelas as creaees da arle na inedia
idade, a phanlasia e o gosto da variedade haviam
guiado o cinzel do esoulplur.
Desla vez Mr. de Saulieo nao precisou chamar i
aliono-, do mancebo sobre o grande cslvlo dessas
arcadas para fazer-lhcsadmirar as bellezas. Em fa-
ce dessa-, abobadas seculares, de proporrao 13o har-
moniosa e de urna decoracao lao sobria e lao severa,
elle seiilia-sc singularmente commovdo.
Enlao, disse o archeologo, cujo semblanle ra-
dia,a e cojos olhos lancavam relmpagos, eu nao Ihe
linha dlo. meu joven amign? He um thesouro, um
verdadeiro thesouro I
Eslou transportado, responden tiaslio ; nunca
vi nada l.in bello neslc genero.
Em nonbum genero, mcu amigo, confesse-o sem
rodeio. Possuo aqui nm pedaro admira'el, subli-
me, sem igual. Nao seria urna felicidade viver no
meio de obras i.lo primorosas ? Nao he grande o en-
golillo qae produzio semellianles maravilbas ; o a
idade que os vio nascer nao he mui superior nos-
sa ? Ressuscilar esle passado, reconduzir a essas 1ra-
iliof.os puras e -as uussos espirlos desencaminhados
em procura de nao sei que commoddade. tornar a
ligar a essas idades excellenles a cadeia que o renas-
cimenlo quebrou, tal deve ser o alvo de todo o Iio-
mem de iulelligencia, lal deve ser a paivao de loda a
alma generosa.
Gashlo eslava de alguma sorle ganhn pelo cnulagio
do enthusiasmo, e embora a razao Ihe dissesse em
voz baixa que nao devia crer essas palavras, com
ludo no meio dessa arrhiteclura magestnsa, ellas nao
dcixav.im de prodazir-lhe cena impresso.
Tudo o que vejo, disse elle, me subjuga e des-
lumhra ; admiro e eslou commovdo ; mas nao posso
condemnar como o senhor o nosso seculo ; nao posso
imaginar que seja misler romper com um momento
qualquer da historia ; nao posso sojeitar-me idea
de que llevamos remontar tanto ao passado, curvar
nnvamcnlc a cabera dcbaixo to jugo dn barbaria e
tilbar nossos costumes de hoje pelo modelo dos cos-
tumes da media idade. F.-st poca linha algnmas
vanlnccns e quididades que u nosso lempo lalvez ido
lem mais iiom pode compensar ; mas o senhor con-
Tessar lambem que gozamos hnjede bens immensus
de que a humanidade rulan eslava privada.
He verdade. lomou o archeologo ; mas se a
esses bens que lemos soubcssemosajunlar osque pos-
suam nossos pas, nao seriamos mais felizes ?
Meu churo de Saulieu, o senhor o sabe lano
quanlo eu. a felicidade dns homens he limitada sobre
a Ierra, nossa fraque/a humana ido supporla a feli-
cidade absoluta ; no menos aprend a fallar assim.
Domis podemos aflirmar que as boas rousasde ou-
tro lempo possam conciliar-se com as do nosso ?
Ouc.a-mc, meu joven amigo, nossa civilisacao
refinada fez nascer urna mullntan de necessidades
v-aas, as quaes a a i rh i lectura esforra-sc hoje por salis-
fazer. Que mal haveria em siffTocar esses germen-,
funestos tle decadencia ?
Neulium sem uvida, se eslivessemos certos de
niio repellirmos bens reaes para corrermos apos ni-
cas elii moras, (e ido corressemos o risco de precipitar
nossa deradencia em barbaria.
Se eu lvesse de escolher enlre esses dous esla-
dos, prefereria lalvez a barbaria deradenria. A
barbaria snppde urna certa energa, pode prnduzir
bellos rasgos, fazer nascer grandes almas, e lem alm
dislo por si o futuro ; a decadencia pelo conlrarin s
lem o passado. e sua esperanca he umolhar laucado
para ira/ : ella avilla os coraces, embola as cora-
gen-, o s lem dianle de si oabvsmoe as revo-
I ti i;oes.
(Contin uar-ie-ha.)
fe


DIARIO DE PERNAMBCO, TERCA FEIRA 13 DE DgltMM DE 1854.
lambem nao intimida-las por meios minenlos, nem j dos e rada um ser homens dar-Mes pontapm, principalmente guando /o tendo o governo estahclcrido para que possamos es-
qrwcMa* ; poique deste modo o imperio seria nc- i perar a prolercfto do Co.
m---,ii i.imi'n privado da progenie qno do fulurn
derla c-leuder mais a gloria o os beneficios do Tai
do Co sobre a Ierra.
E alm disl.i, mou segundo irmao mais vellio,
vosso genio be na verdade demasiadamente impe-
titoso. Qoando os uflidael, homens ou mullir-ros
eoMMIH Uem ni erime digno da pona de unirle, leu-
des o irrito de dispar da villa delles, alim de mau-
ler a nrageslade da Id divina, e impedir que osde-
mais subditos osimilem. Mas, cm ininlia humilde
opiiiio, iippoudo que o* culpados merecem real-
mente a.morlc, podem haver circunstancias alle-
nuanles em seu favor; e ordenando su* inmediata
uxocuclo, podis conimettcr nlguuias vezes erros.
Permita, pois, vossa magestade que lembre um
incio. (.mando um oflieial homem 011 mulliur bou-
ver roiimeltido criine que mereca a pena de morte,
i-iicarregai-me a mim, vosso irmilo mais mu;o, de
examinar e instruir iui rausa ; se eu adiar alguma
coma que milite em favor do culpado, supplicarei
a vossa niaceslado qoe llie perdde ; se purin o cri-
ine be reiilmenlc clamoroso, oh I enllo cumpra-se
i lei.
Todos os dignilaros responderam : Obedecere-
mos as ordena que a vossa alteza o re do Ori-
ento apronver dar-nos. E o ro do Norte accres-
ecutou: a Que vossa alteza goze de urna lougevidade
extrema ; fazemos votos por vosso bem citar acom-
panlia lo de toda a sorle da felicidades.
O fci do Oriente ordenan enllo|qiio cada um tor-
na s> la seu poslo para oceupar-se do bem commum
e das negocios do Estado.
(Extrahido do Monitor official da dynastia di-
vina e celeste de Tai Ping.)
IMonileur Vniversel.)
( CORRESPONDENCIA PAKTCUI.AK DA
t'RESSE. )
Recebemos pelo Gange urna nova carta de domo
correspondente, e nclla lemos o que se segu :
Canstanlinopla il de enlabio.
A partida extraordinaria do Gange offerece-me a
OCCMHo de cscievcr-lhe boje. O Gange nao deve
demorar-se aen.io cm Gallpnli, legando afhrmam-
me; elle pode poischegar a Marscilha em cinco dias
e meio e levar-Ihe noticias itc ele ou oilo dias.
Depois do Tritn, rhegado uodia 25, nu momento
em que o fjiuqsor suspenda o ferro, recebemos no-
ticia do (lia 21 pelo Egypte,
med-Ali-l'aohn, que parece abandonado. L'ma visi-
ta, que OsalUo fcz-lbe sabbado passado, produzio
aqui nina grande ensacan. So* inagotado passou
sele huras em casa de sen condado.
O navio de Trcbizouda Iraz mis noticias do
exercilo de Baloum. O cholera appareccu no campo
de IchurukSou, elle mala 100 a 150 liomens por
dia.
II, de Mauduil partin para as montanhas para
tentar rcunir-se a Schnnixl.
* !* S.Um novo reforro de tres balalhes tur-
cos parte amanilla para a Crimea e augmentan o
conlincenlo posto as orilens de lord Ragln. O aran-
de navio a vapor, o llimalaya, conduzirn estas tro-
pas que chegarain ha poucos dias das fronleias da
tircia. (Preste.)
INTERIOR.
.., do dia 25 pelo navio in-
Aqui o Pai (.elesle inlcrrompeu o re do Ononle glez c pelo Orenoque, chegado hontern com os doen-
disse : (( Na verdade, meu irmao mais mojo, vos- | e os feridos.
-as palavras sao joiaa preciosas, perolas de valor di
vino. Tildo quanln dissesles he couforme rom as
ordeiM de Dos ; e deve ser extrema c sein limites
nimba estupidez, para que tenha podido affaslar-
me tanto do caminho recio. O castigo que eu de-
xia rccebtr era bem merecido; e meu espirito o
ininlia ronscienca aiada Ircraem com idea de que
cssa justa punirlo me fora poupada. Mas referin-
dn-me minha asccnslb ao eco, recordo-mc de que
achara enlao nosso pai celeste cm mii disposirSo
i meu respeilo, potto que sua l'beralitlade fosse Io
profunda como o mar. Eu nolura nessa occasiao,
que um demonio impio subir atrevidamente i cor-
te do eco, onde nosso Pai do Co tolerou sua pre-
senta, ondeiiando-mc que por minha vez osuppor-
IMN lambein durante certo periodo. He pois a cs-
sedeinouio que devo altribnir meus erros, queme
Ioin valido cssa severa reprehensao, e que qoasi fez-
ine ser castigado. O que prova porm islo senao o
eslieran acanhameiilo de minha intelligeucia ?
Mo, nlo, meu charo irmao maisvelho, o ca-
lacler e a inlclligencia de vossa magesladc sao os
inesmns que deu-vos o nosso Pai do Co desde vos-
so nascimento : e quando o lillio. imita o carcter
de seu pai, aquilio jamis pude passar por exclu-
ido de extremo acanbamento do intelligeucia. Tran-
'luillisai-vos pois, meu legando irmao mais velho,
c repousai no nozo de vosso imperio celeste, que
durara, como esperamos, urna eternidade inteira.
A mim, poten, resta implorar o perdi aos
ps de vosso throno sublime, meu soberano senbor
c legando irini- mais velho. Por quanlo, como ou-
sei eu. ver-mc mesquiihq junto a vossa magestade,
repelir-vo* as ordens e inslrurcos de nosso Pai do
Co '! Na verdade minha o usad(l besem limites ; e
minha punioo deve ser cierna.
S em paz, meu irmao mais mogo, a verdade he
que eu, teu segundo irmao mais velho havia eom-
metlido fallas bastante, graves para induzir o Pai <',o
Con a dcsccr ainda urna vez a Ierra afim de admoes-
lar-mfe.servindo-se de leu corpo.Assim, nao so n.lo
mereces punirlo alguma, como eu e us lodos le de-
vemos grande reconbecimento pelas palavras inspi-
radas.
Enlao he preciso, responden o re do Oriente,
ojie as palavras que o Pai do Co fez-me proferir sc-
m Ira sniillillas a lodos os irmaos e a todas as ir-
luas entre todas as nnrSes do universo. O Pai do
I i'ii nao admoeslon a vossa mago-lado senao para fa-
ter-voa o modelo das virtudes a respeilo de Indo
i/nanlo existe debaijro do co. Vossa magestade,
nosso soberano e seubor, nosso segando irmao mais
velho, tero tambem algumas imperfeiciics. Mas o
que prova islo '.' Qual a raaao disto ? lie porque
heos, o Pai do Co e Jess nosso prmeiro irmao mais [
velho, cm sua misericordia para com o genero hu-
mano d'signaram vossa magestade, nosso segundo
irmiio mais rein, para ser o rerdadeiro soberano
di todas as naroes que o cea cobre, por isso o dever
di vossi magestade he mudar os coracesdos povos
de todas as parles do mundo, para que lodos o cora-
ntes eslejam em perfeilo accordo com a intelligenria
ile Dos, nosso Pai lo Co. Portante, para que as-
sim acoilcra, vossa magostado deve aperfeiroar se
conslanleoienle, e o Pai do Co vela sobre vs com
escrupulosa allenc.iu. Ello desee do co, corrigc-
vos e persuade-vos a educardes no caminho roclo
nosso j ir en amo, para que por meio delle a inlel-
tigencii divina esclareca o universo inteiro, todas
a< na/yes, e etsas naroes apressem-se em coarer
mt pe de vosso throno sublime, apresenlando oiri-
bnto de suas homenagens e o incens de sao gra-
ciosa admiracao '.
O Pai celeste ouvindo palavras de tan grande
ronsolacao ordenou que se prepansse um banquete
imperial, djgnando-se admitlir a elle o re do Ori-
ente, o rei do Norte, e o marquez Tiug-lieni, os
quaes lados tres haviam sido honrados da graca es-
pecial do Pai do Cea. Voltando-se depois para o
marquez, o Pai celeslrc disse-lhe: Marquez, leus
boje o privilegio de sentaros-te a mesa no palacio do
dragao de ouro. Mas esto privilegio nao he devido
nenio no favor todo especial da parle de Dos, de
que foste o objeelo. Ku e os oulros meus irmuas
(os reis do Oriente, do Deste,do Norte e do Sol) rece-
bemos tn ordens directas de Dos de descernios
Ierra '. onde fimos naneados por nosso Pai io Co
(Dens) Jess nosso primeiro irmao mais velho so-
l ranos do universo, e designados para termos os
acdelos la humanidade inteira. Asiim, observan-
do restrictamente as conveniencias so eu. ten sobera-
no o sniihor, com meus irinaos imperiacs c leve jo-
ven ain i, podemos sentar-nos neslamesa, ncsle pa-
lacio do dragan de ouro. Subdito nenhum pode pe-
netrar aqui. Quanilii perm elle houver attingido
m gra desuldiniidadn em virtude e intclligenca,
podera ser recebido e festejado na sala do palacio
exterior, porque esle palacio do dragao de ooro he
inaccessivel aos subditos. He esta a minha vontade.
Transcrevo-lhe o conteudo da carta que recebi pelo
l'gyple:
Sebastopol 21 de oulubro.
aqni i dous dias, quando inuilo, nos acharemos
em nossa segunda parallela, isto.he a 300 metros da
praca. Esperou-se poder vencer a pra?a semserne-
cessario empregar os trabalhos consideraveis que
exiga o estabelecimentn da segunda parallela, po-
rcm o cerco de Sebastopol he excepcional ib-baixode
todos os ponlos de vista. As forlificaces do inmi-
go, embora nao sejam construidas segundo as regras
expressas da arle, com ludo nao ao menos fortes.
A arlilbaria que as protejehe formidavcl, tanto pelo
numero Im pecas como pelo calibre das mesmas.
Creio ler-lhc dito que as balas de 68 sao as mais
communs.
Os lu-acos das Irincheiras foram abortos no dia 21
82, alim de ercm reunidos i segunda parallela. Os
Irabalhos, executados com a maior aclividade pelos
nossos bravos soldados de todas as armas, tem ido
mais longos do que esperava-se. O terreno he mo
e pedregoso, pelo que as ferramenlas estragam-se
promptameiitc e os homens faligam se mato mais.
Felizmente os Ru-sos nao inquielam-nos durante a
noile ; verdade he qn indemnisam so largamente
dorante o dia. Temos aqui estatistioos que ailaran
saber o niimern dos liros que davam-se todos os dias.
no lim de snas operacoes acharam que davam-se
00,000 liros por dia ; o numero parece-me exagera-
do. I'iz algumas observacoes em um momento em
que lis/e o descanso de calcular, e conlei RO liro-
dadosem ama hora da batera que corresponde nos-
sa. Nao he de crer que possa-so atirar mais de 6 ou
S liros por hora. Duas razos podem juslilicar isso,
primeiro, o calibre dsela pecas be enorm- e por isso
ella nao podem ser manobradas senao mu dillicil-
menle ; segunda, um fogo mais apressadoesqnenta-
rii milito as pecas, as estragara promptamenle e as
poria fura do ser. ico cm mui pooeo lempo.
Naolenho infelizmcnle lempo para ntrele-lo com
as mil pequeas minuciosidades da nossa vida de
Irincheiras, senao rilar-lhc-hia mil ditos admiraveis
de nossos trabadla lores. Quanta energa nessas ca-
beras !
Recebemos uestes ltimos dias urna ordem do dia,
que sendo mal interpretada faria crer na existenci-i
ile desinlelligeiicia entre o general Thirv, de arlilha-
na, e n general Bixol, de ciigenharia. lie impossi-
vcl qoe sempre j,im., de accordo, ainda mesmo
quando nos dirigimos ao mesmo lim e quaniln em-
pregamos para consegui-ln, o memo tnlenlo, a mes-
ma dedicac.lo, a rtiesma actividade. Houve urna dis-
cussao a respeilo dos meios de ican, sobre os meios
de execiicjlo. Porcm dahi a |jdesintelligenda,
ha urna distancia de mil leg. Dirigidos pelos
generaos Bizot c Thiry, dolados de saber e de pru-
dencia, estamos complelamcnle cellos do resul-
tado.
Nao lemos perdido milita gente. Desde o cometo
do cerco, lemos l ido pouc.o mais ou menos iOO a 500
feridos ou niiiio-. iiontem esteve de servico as
Irincheiras o 1 de Zouaves. Na verdade he um re-
giment que quasi nunca lica ua-rf laguarda ; quan-
do o procuramos no campo da bMalh.-i, he necessario
ir ve-lo as primeiras filciras do inimigo; pois bem !
um dos olliciaes do I de zouaves, ditia-me qae ellcs
linbam al esse dia smente um cabo de esquadra
morlo o oulro ferido.
Nossos cacadores do Vincennes eslahelecem-se nos
Irabalhos das Irincheiras ;i medida que os mesmos
Irahalbos adianlam--c. Ellcs prinripam a causar
grande damno aos arlilbeiros russos ; sao a flor dos
aliradores. He um cspeclaculo curioso observar os
seus tiros ; estilo agachados, immnveis, alenlos, pa-
rientes como csses famosos selvagcns dos romances de
Cooper. Se apparece algqma colisa as canboneiras
dos redte*, um alvo, urna cabera, urna dragona,
una barretina, um oceulo, um poni por menor que
leja,o tiro parle sein que veja-se o menor movimen-
to, e a bala alcanca o objeelo dcscoberlo; tanto peior
se lio urna cabeca !
Recebemos lodosos diasmuilos desertores ; os Po-
lacos sAo em grande numero.
Elles referem muilas cousas c dam-nos muilas es-
peranzas. Falla agua na praca. Os homens ahi sof-
frem muito ; appareceram as molestias e cada vez
augmcnlam-se mais. Houve urna especie de suble-
vacSo em queosarmazens foram invadidos, eas pro-
visOes de agurdenlo largamente atacadas. Infligi-
ram-sn puiiices severas, porm o e-pirlo de rebel-
lao nao parece acalmado. Segundo asseveram o
desertores, ha dous partidos na cidade. Elles dizem
que os Polacos fazem una propaganda acliva, abrin-
do os olhos ao soldado russo e procurando conven-
ce-lo de que Inda a defeza lie impos-iv.-l.
Os mesmos Polacos s3o vigiados noile e dia, o que
todava nao os impede de passar para o nosso lado na
primeira necasiao que se Ibes offerece.
Os desertores referem anda que um oucial gene-
ral foi merlo, o general Korniloff, governadnr de Se-
bastopol, e que seu successor fora ferido.
Adeos. De 2 a 5 de novembro (eremos noticias da
praga...
Punca cousa lenho a accrescenlar caria que aca-
bo de ler.
Na minha correspondencia do dia 25, annunciei-
llie, porm, como noticia vaga, a morte do governa-
dor c n ferimento do sen successor. E>ta noticia es-
la ronlirmada. O ollicial que escreven-me errou a
rcspeln do posto do ofiicial-geneial muri, Foi o
contra-almirante Korniloff que cummamlava interi-
namente em Sinopo. He mu possivel que o princi-
pe Mcnsrbiknll, deixandn Sfhaslopol, tenha deixado
o enmurando da cidade ao contra-almirante Knrni-
loff. Fallou-se ao piincipiu do general l.ermoutlnlT;
depois do general TchodaielT, como governadores da
praca.
A ordem do da de que falla (ambm cssa carta
explica a inda, urna ola do jornal de Constanlinopla
do dia 2, cuja pnlil.c icao foi por lodos censurada.
Eslou convencido de que Vmc. encarar isso pelo
mc-mo modo porque o foi aqui. Um oflieial que che-
ga .m Crimea a(lirma-ms que o nico tacto, que ori-
ainou a dscussAo foi o querer a nossa arlilbaria reu-
nir duas bal
crias, convencida de que obrando de um
ue mando se publique para coohecimenlo do? se- so luaar sobre um s poni dado, produziria grandes
elleilos. A engenharia responda que as defezas do
inimigo variavnm todas as manhaas, e que all onde
nao existia senao una s balera ao annitecer, pn-
diam-se ver no da seguale muilas baleras, e ficar
culos os mais remlos.
O marquez ajoelbou-se, agradecea ao soberano
rom loda a effusAo de sua alma, e receben o decreto
dcsle para deslumhrar e instruir o universo.
O Pai celeste respondeu : Irmao Vang, nosso
irmao mais mojo, lu l esers o modelo dos minis-
tros de lodosos successores de leu jevenamoemeu
lilbo. Ilir.es que os soberanos do universo que fi'es-
sem depois de mea filno dereriam emilar-me para
rrencherem seus deveres de soberanos : e que
oiilr'ori cxislirain imperadores que em vez de escu-
I irem os sabios conselhos do seus fiis ministros,
faziam-os morrer quando seus conselhos desagrada-
xam-lhes.
Feli;menlc boje ludo esta mudado, e cu s reinar c governar segundo os principios de Dos,
ludo quanlo ha dias me disele, irmao Vang, deve
sr coidcrado rnmo,especilicos o remedios precio-
sos. (; i i una de las palavras harmonisa-se ad-
miravelmeiile com a sublime ra/.Ao,por sso tnas
palavras devem ser preservadas como regra das ge-
racoes vindunras. (Juando nosso celeste irmilo inais
i'.lho, Jess, obedecendo as ordens de nosso Pai do
feo, i-rio ao mundo no pai: da Juda, dirigio-se
assim a teas discpulos : i'm dia o consolador tira
" maniato, i Pais b-'m, cu.leu segundo irmao mais
vrllio, tomando cm eonsideraeSo o que tu, Yaug-
'iria-t.iinq me iinnnnciasle e observando o que tens
frito. I'o nc'ssar'iainrnte crer que o consolador, o
rsspirtto Santo de que falln Jess, nosso ir-rulo
iiai< velho, j' reto realmente e es lu. Sim.es tu o
/'pinto Santo.
O rci do Oriente respondeu : Omcrilo nao be o
meio divina. O mrito he vosso, nieu soberano senbor.
eculando-as c ronformando-vos com ellas. Queris
que mnhas palavras sejam consideradas e como o
esempio dos sceulos fulurra. Quanlo a mim, desojo
que o- soberanos de ledos os sceulos. successores de
n i-so joven amo, asscinelhcm-se a vs.men segundo
n mao tnais \elbo, por quanlo sois um soberano
magalflco qnainln aculbcis as observar/es do vossos
minislros com a hraadura da agoi que se desliza,
l'i -' molo nosso paiz gosar dis lieneaos do eco.
Nestl instante l isomUei dos reis dissolveu-se.
O rei do Oriente, vollaajdo-se para oa dignilarios da
i rte celeste diste ainda : Honradas como temos
sido c como somos pela bandade lem limites do Pai
do Co, mou.segundo irmo mais velho, para ser o
verdaleiro e tnico soberano de todas as naret do
uoirerso, e que cn'.arregau nos antros seus raos
e iui> raais de aja !a-lo ncla (ure/avleremos lo-
a gente eipo-la a foaos convergen les. Foi o que a-
eontereu. Porm o mal foi promplaineulc reparado,
e pode-se responder dignamente aos arlilhciros
russos.
Parece que os gencraes em chefe diflerem de opi-
DJIo sobre os meio de rendir a cidade. Lord Ra-
gln querdeslrnir ludo, e tcm-se opnoto, segundo
dizem, a um asal!n. O general Canroberl, polo con-
trario, quer continuar o cerco regularmcule, e quer
salvar a cidade se for possivel.
_() pusl-scriptuin de minha correspondencia do dia
25 acha-'e lanibein confirmado, comosabe, noque
diz respeilo is desordens e doenr,as que lem apna-
recido em Sebastopol.
l.'ni coronel refeno-me honlem urna conversacao
que leve com um oflieial superior ruiso, que fura
aprisionado, O offirial russo conloo todas as infor-
mn<;oes que o principe Meusclukor Ihe dera, e fizera
circular por todo o exeicilo, a respeilo docxerrilo
adiado, seu numero, suas iulences e seu lim.
o Porm ludo be falso, disse-lhe. o nosso oflieial.
O que quer? Todos enganam-nos: O principe
MtiMChikolf.... e mesmo o imperador. A palavra
pareceu-mc digna de ser conservada em memoria.
Manifesla-se aqui grande impaciencia por ver Icr-
minar o Cereh, e iodos aguanlam o dia em que isso
acontecer. Estilo lao familiarisados com a idea da
tonuda de Sebastopol, que he sso para lodos um fac-
i mu simples. He a historia dos mentirosos, que
acaham por convencer-so da verdade de suas menti-
ra. Esqnocem-se que lio necessario ao menos 2:1
tins il>' tiiuchoiras abertas para turnar urna praca, e
urna irrac.i ordinaria. Ora. os Irincheiras foram aber-
las de (i para 7, donde cnnrluc-se que. a no i." de
novembro poderla l-r lugar a lomida da prafca,
em disso acrece que Sebastopol nao he amo pra-
ca ordinaria, por is-o nao havena nada de extraor-
dinario se o cerco proliingagsOfs mais algons dlM.
Porm geralmeute, c |irincipalmenle em Pera, rc-
!lecle-.(- pouco e lagar. Iia-se muilo. E depois, aqui
os pequeos interesaos esia como qoe suspensos e
em inilacjo. Vm e-pera Polica que deve lazer su-
bir a moeda ; porque aqu tambem vende-se a moe-
da, oulro espera a biix de lal mercadura; all lie
um especulador que fahiicou 100.000 lampees,
aqui nutro fabrieou urna quantdade de bandeiras.
8. PEDRO DO SUL.
Cidade do Rio Crande, .1 de novembrn
Nao me foi possivel cnxiar-lhe eslas linhas pelo
vapor /mpciador, porque he coslumo nos paquetes
de vapor que vem a esle porlo alear-se o fogo logo
que se avista pela barra de San-Coucalo o vapor de
guerra que Iraz a correspondencia de Pnrto-Alegre,
e urna ou duas horas depois da rllegada deste suspen-
de aqueile parasahira barra; assim as carias daqucl-
la capital para esta cidade, que tratara de negocios
que tem relarao com a praca do Rio de Janeiro, fi-
cam sempre demoradas para a viagem do roez se-
auinle, ou fio por barcos de vela com prjimo dos
mesmos negocios. Custava pouco que a directora
da rompanhia dos paquetes concedesse a esta praca a
demora de mais 2i horas depois da chegada da cor-
respondencia de Porlo-Alegre, para que a agencia d
corrcio fechasse, lido esse lempo, I mala para o Rio:
valia bem que assim ic pralicasse.j pela mo lita,
j para nao obrigar a precipitacao do embarque dos
passageiros, ao nichos cmquanlo a cnmpaiihia nao
manda-nos dous vapores por mez, ainda que nm del-
les livesse de seguir para Montevideo, locando no
regresso por aqu ; e j que fallei desta especie, re
vela consignar aqui algumas informa^es, para que
ou o gnverno ou a companha lomem na considera*
cao que merecerem.
A navegicfio para Montevideo he ainda diminuta,
regula mciisalmente de duas a qualro viagens por
entrada e ootras lanas por sabida. No mez passa-
do o pilol-boat oriental /lio da l'rala, e o brigoe
Providencia entraran) rom 38 passageiros de r, e
sabiram com IS ; o importe das passagens termo me-
dio por entrada e sabida ueste mez foi Be 2:240}. Nao
ha vendo senao esles dous barcos c o patacho sardo
Joo llaptistn nesta carroira, lem viudo algons pas-
saaoiros em barcos que dali se deslinam para os por-
los do Norte, os quaes passam fura da barra para as
nossas Cltraiu, Se houvesse, pois, um vapor, as pas-
sagens se mulliplirariam, o cometas as relaedes com-
merciaei enlra estas dan pravas.
Consta que o governo mandou comprar o vapor de
reboque Sele de Julho para ser empregado as aguas
do Uruguay .equeacompanha quer por elle 1-20:0008
proco que julgo razoavel, porque este vapor, cons-
truido no estabelecimentoda Ponta d'Ar.i em 1816,
foi comprado por 111:0009, e depois vendido a esla
compaiihia por i:0003, a qual o mandn esle anno
a esaa corle, onde fez obra e receben caldeiras novas,
"alendo urna despeza superior a 48:0005.
Os accionistas da caixa filial do Banco do Bras|
que foi nslallada em 10 de marco de 185:1 com o ca-
pital de mil conlos, e que comecando as suas opera-
ces com cem mil contos lem boje seiscenlos de fun-
dos mundos, rounio-se no I. deste mez e resolvou
aceitar a convenio para a caixa filial do novo Banco
do Brasil, com a clausula de serem suas lrasacc,oes
feilas em moeda do governo da provincia e liquida-
das na mesma moeda ; isto versa relativamente a on-
{M que aqui tem no cominercio o valor nacional de
M, e que o governo da provincia tem algumas vc-
ze recebido e emit nulo no valor de 30J.
A crearan desta caixa tem sido lao proveitosa in-
dustria da provincia o tAo proficua ao commercio em
gcral, que basla conhecer-se a importancia do suas
iraiisaeres no pouco lempo de sua existencia para
apreciar-se o seu grandioso re-nlla io.
Pelo retal.irio dos directores desla caixa dirigido
em 5 de jouba desle anno aos Sis. da enmmissao do
exlinclo Banco do Brasil, ve-se o qiiadro imporlau-
lissimn de suas avulladas operarnos. O seu ultimo
dividendo em 5 de junho regulou a 10 52(100 por ",;
ao auno.
O movimento de as transacees durante o l.
semestre desle anno montou a 9,530:0299947 ; o mo-
vimento das cuntas correnlcs no referido periodo foi
defi,2S3:990>53i.; premios que pagou, 3:(>27-j992 ;
premios qu recebeu, 20:fi5"Sil7 ; dinheiros recc-
bidos, 3l9:l9l5220;seusdescontos,979:8l4--J033. Se-
r8o ou n3o grandiosos os seus resultados ?
Pens que sera aprazivel saber-se nessa corto o
movimento que leve o iio=so Ihealro durante a esta-
da aqui do eximio actor o Sr. Jlo Caelano dos San-
tos. Este primoroso arlisla nos 64 dias que foi nos-
so hospede deu no Ihealro S?le de Abril, de Pelotas,
9 representares, sendo urna destas em beneficio do
Asylo das orphAas.
No Ihealro Sele de selembro, des'a cidade, deu 17
espectculos. Prlz em movimeuto cercado 60:000-1,
havend'i quem desse a fabulosa snmma de 3209 Pnr
um camarote para 8 recitas !
Se oSr. Joao Cielano puzessa cm hora recalo lodos
os ramalheles e ful has s das qne recebeo sobre o pal-
co nesta provincia, poda alcatifar toda a-rua de S.
Pedro, iuelusive a da Cidade Nora nessa bella capi-
tal Foi lao extraordinario o numero dos vales que
offerlaram ao nos-o Tal na as suaS.oblaces que com
suas prodnrees se esta formando urna riquissima
obra em 8. de ipais de 'iOO paginas Al ao nosso
venerando poeta o erudito Sr. Antonio Jos Domiu-
gucs, apezarde sua avanzada i .lado, se exaltou a
mente com a presenta lo dslinclo Fluminense, que
veio enriquecer as paginas dessa obra potica com
muilas producfies de eu sabio engenho. Honra para
a rivilisacaodeste povo, e gloria para o Sr. Joao Cae-
lano.
Tambem nao ser* fin-a de proposito qoe aqui con-
signemos algumas scenas que se passam no Ihealro
da poltica.
O Sr. Sinimb, que na presidencia desla provin-
cia tem dircilo aos foros de dTn hbil administrador,
cuja imparrialidadc e julica he por todos os lados
finliticos reconhecida, tendo aberto a asscmbla pro-
vincial cm 6 do mez pessado, apreseajjiu a ni relllo-
rio ta-j luminoso o hem deluzido do estado prospero
da provincia e as suas mais urgentes necessidades,
que faz honra sua inlclligencia, zelo e actividade.
A maioria da a'semlda.composla dealguns mocos
que acabara de deixar os bancos de nossas academias
de medecina e jurdica), conserva-se em opposicAo
administraba do Sr. Sinimb. apezar mesmo de
rcconheccr quao benfica lem sido provincia, como
cm nina dai sessrs passadas ennfessou o seu chefe
o l)r. Barcellos. Porm eSes ma^os cntendem qae
o melhor caminho pan um calouro subir he grnpar
com a opposicAo. porque, dizem ellcs, por ora Indo
pelo povo, depois de e-t.irmos om cima ludo por nos,
e nad i iiolo povo. Esles meus senhores engamm-se ;
as verligens dos primeiros annos de nosa emancipa-
eSo polilic* ja passaram, ea popolacao, amostrada
pela dura experiencia pnr que a fizeram passar, con-
serva-se indifireme a csses manejo politices. A po-
pulacio, nao direi soda provincia, porm lambcrn
de lodo o imperio, ni quer paz com o governo, que
he a paz com a ordem, liberdade e segnranoa indivi-
dual e de propriedade, e j nao er as Iheorias de
Mnchiavello.
Incnmmodaram-se, ou mies, fingiram inrnmmo-
l,ir so com as indiciosas observacoes que Ihe fez o
prcsMenle acerca da monstruosa lei do nrcamenlo
que a maioria havia felo sem oppo-ieao o anno pas-
sado, ,e principiaran! par ahi o seu recado.
Verdade lie que o presidente he geralmciile esli-
mado, c todos una voz dizem bem de sua adminis-
Iracao, at mesmo cssa maioria impertinente, e nao
se Mo dando de so nao ler envolvido as quesles do
partido, cuida, c com ssiduidade, de eucaminhar o
pcnsamciilo da pnpolirJIo para o amor do (rabalho,
promoveodo por lodos os meios lgaos a prosperida-
de da provincia, multiplicando sua industria e rique-
za. Temos excmplo no afn com que promnvc a
resses c tranquillidade para andar em urna roda vida
rolhcndo apenas de tantos lacrilicios inimizades e
dcsgoslos, que na i passariam ni coiidic'Jo de simpli-
ces cidadilos.
OSr. Lopes de Barros linha inconleslavcl dircilo
ai boas grajas do governo : desde mutlos annos se
lem prelado aoi pesados encargos de juiz de paz no
lempod.irovolur.il, depulado provincial, vercador
da cmara, saliendo sempre haver-se com criterio,
su mina iulelligencia o, honradez.
II de novembro, a ultima hora.
Aproveilo a partida do patacho fegulo para entre-
gar ao correio esla Icaria, que vou fechar dando no-
Alicia do pouco que ka.
O patacho inglez tfilliam e Mary, qae batea no
banco e esleve era perigo de perder-sc na barra, aca-
ba de ser condemnadopor innavegavcl, evai ser ven-
dido nesla praca.
O inspector da alfandega, S Brilo, apprehendeu
no dia 9 do corrente 80 caixas com cha viudas do Ja-
guaro fra do manifest do lanchan Oeceano, acom-
panhadas de ama guia em mao panadl pela collec-
toria daquella villa. Pelo exame feiln por dous fei-
toresda alfandega se conheccu que era a primeira
vez que laes caixas enlravam em alfandega do nosso
imperio.
O contrabando do Eslado Oriental por esla e oU-
Iras fronleiras da provincia conlinua lemamenor
inlerrupcno.
O inspector nomeado para a Ihesonraria da fazen-
da desta provincia, Jos Joaqun) de Almeida Ai ni-
saal, tomou posse no dia 31 do mez lindo. O ex-ins-
peclor Raphacl Archanjo 6*lff0 segu no prximo
vapor para oceupar o lugar de escrivao da alfandega
dessa corle. Pede a juslica e a nossa imparcialidade
accrcscenlarmos que o Sr. tialvAo preslou bom ser-
viros nessa thesouraria.
Notamos alguma aclividadc nos nossos arsenaes.
'No da capitana do porlo desla cidade se cslAo ar-
mando algumas canhoneiras.
Eslao carregando neslo porlo, e no de S. Jos do
No re :
Polaca franceza Marie e Claire, para Constanli-
nopla. *
Escuna ingleza .libr, para Rirkenhead.
Dila dita Alexandre Cokrane, para Liverpool.
Dita dita Esparlan, dito.
Barca dila Mosquito, dito.
Escuna dnamarqueza Pfell para Hamborgo.
Patacho sardo Joao Baplisla, para Montevideo.
Despachou honlem o patacho norte-americano W.
R. Kibbey, para Ballimore.
Espera carga o brigoe inglez Abraham e Sarah.
A barca iiurle-amercana Otlava vai em lastro
para esse porlo, ou qualquer do imperio, em busca
de carga.
O pre?o dos couros esl lao alio que nao permita
compra-Ios aqui.
A escuna dnamarqueza rVanct ainda nao comecou
a carregar, e a escuna hamburgueza Joanna Caro-
lina seguio para Porlo-Alegre.
As embarcaces nacionaes. que devera seguir por
lerem algumacarga sao : o patacho llajulacam 1,868
arrobas de xarque, 3,320 couros, 14 pipas de graxa,
127 barricas de sebo, 126 barris de vinho.
O brigue Firma, com 6,06i arrobas de xarque, 24
arrobas de sebo, I.-211- couros seceos, 2,400 resmas
de papel de embruiho.
O brigue Cntharina Bella esl annunciado para
este porlo, mais ainds nao lem carga.
Esperam carga para a nova safra :
Os bri.mes Audaz, ConeetnSo, Principe D. 4ffon-
so. Castro I, Alegre, Pallas, Camacuam, beao,Pra-
eres.
Os patachos S. .'anuario, Dous de Marco, Ami-
zade Feliz, Sorpresa, Industria, Princeza Impe-
rial.
Pilol-boat Deolinda-
Polaca Marinho.
Barca Desempenho.
Sumaca S. Joao.
as xarqueadas nao ha carne ;|espera-se a nova sa-
fra para se Ihe fazer proco.
O sebo tem-se vendido 99500 a 99800, derretido,
em paes a 79800 o 89.
Graxa, 79500 a 79800, e ha pouca poroso.
Moeda nacional, cscassa, e]paga-se a 9 sobre as
oncas a 329 e moedas americanas.
Quanlo a fretes nao ha preco, porque tambem nao
ha carga.
(Carla particular.)
(Jornal do Commercio do Rio..)
*\
mingo seguinle, eslive prsenle missn que foi ce-
lebrada no aliar da Senhora do Bom Conselho, e
enllo cm coro cntoaram aquclles cherubins um bello
b\ iiiiin a Sania Virgem, do qual decorei a seguinle
estrophe :
Virgem Sania, Mai Celeste,
Chela de graca e dor.ura ;
Vnssa proleccalo divina
Nos d paz, noi d ventura.
He o que eu candialmente desojo s innocente*
educandas de Papacara, ao digno capelln, assim
como eterna gralidAo devem lodos os bous cida-
dans desla comarca ao insliluidor e protectores des-
sa casa.
Aclmva-se na povoaso referida o Dr. juiz mu-
nicipal Duarlo Jnior, instaurando uns processos
crimes. Tinha all constado, que ha dias houvera
um assassinato na Ijtgoa do Emidio, da mesma
freguezia de Papacara ; foi o caso, que dous^sojeitos
casados dispulavam o jasad rem a respeilo de urna
menina solleira. e depois de replica e Ireplica, ra-
zes finaes cmais pronunciases da chicana, houve
senlcnca pondo ambos fra do combale, um delles
no oulro mundo e outro nesle, mas ausente em par-
te incerta.
Sao militas as prises que a polica lera feiln, sem
conta os processos instaurados; as autoridades do
lugar nao dormem, o que lem emlim poslo barreira
a essa torrente de crimes, que to triste nomeada
Irazia a esta trra, oude nao obstante o qne leva-
mos dito, bahilam muilos cdadaos pacficos c ho-
nesto.. Mas, apezar de lao liseogeira siluaeao,
um ou oulro crime se eommette, o que prova que
ainda estamos longe do dcsejavel estado de segu-
rauc,a.
Honlem pardo para Papacara o delegado, a ser-
vico. O jury, cm sessao extraordinaria, sob a pre-
sidencia do Dr. juiz de dircilo Jos Bandeira de
Mello, funeciona desde o dia 20 do corrale. O
Mello promellea-me um resumo dos julgamenlos
que Ihcenviarei titula a sessao: entretanto, curapre
dizer que os jurados lem-se mostrado justceiros, e
quando em um ou nutro julgamenlo cerram os ou-
vidos as proxas, para se deixarem guiar pelos im-
pulsos do coracao, quando sao indulgentes em pre-
juzo da juslica, l vem um appello do digno Dr.
juiz de direilo, e esl restabelecido o equilibrio.
Entre oulros reos ja'julgadus, foi o mandante do as-
sa.sinaio do infeliz Jos Bazilio condemoado a gales
perpetuas. O Dr. promotor, lano quanlo me he dado
apreciar, tem brilhade em algumas accusaciSes, o
que sempre consegue todas as yezes que se esforca ;
o Dr. Julio Barbosa de Vasconcellos (assim disseram-
me chamar-se o nosso promotor) be um moco prin-
cipiante, mas do esperanza*. O Dr. Machada Dias'
que Vmc. ennhece pessoalmenle, eremos nos, he
um advogado provecto, intelligenlc e conla nume-
rosa clienlella ; o Miguel Primo, lambem Irabalhi
muilo, agrada e convence ao auditorio.
Dou-me pressa em terminar a prsenle, que Ihe
ser entreguu pelo Sr. Miguel Bandeira que ama-
nilla passar por esla nossa casa; e he portador se-
guro: nao me foi possivel escrever-lhe pelo ultimo
correio.
He favor fazer scieMite ao meu digno collega
do Bonito, que muito aprecio as suas cartas, 6 as-
sim a sua amiga amisade para comigo. e que o Ja-
nuario, a quem fui olTerecer o meu lirailadissimo
preslimo nesle lugar, nao se lera querido servir de
cousa alguma; (era feiln alio negocio. Nao lia
aqui quem nao possua alguma joia a elle compra-
da : o luxo anda um dia ha de por esle (jaranhuns
em crise, menos a mim, bem entendido, a quema
enxada apenas permillio comprar urna caplela por
IO9OOO; sou doudo pelas candela.. Adeos.
(Carta particular.)
PERMHBUCO.
JURY DO. RECIPE.
4.* sessao' ordinaria:
DIA 9.
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Clementino Car-
neiro ia Cunha.
Promolor o Sr. Dr. Antonio Luiz Cavalcanti de
Albuquerque.
Escrivlo o Sr. Joaquina Francisco de Paula Esleves
Clemente.
As 10 horas e meia da manilla feita a chamada
acharam-se presentes 31 senhores jurados,.c por nao
ser numero suficiente oSr.Dr.juiz de direilo extrahtp
da urna supplemenlar 17 senhores jurados sendo
multados em 209 rs. por nao apresentarem escusas
legitimas os senhores :
Joao Nepomoceno Barroso.
Manoel da Silva Neves.
Christovo Santiago do Oliveira.
Dr. Ignacio Firmo Xavier.
Joao F'rancisco B islus.
Firmino Jos Rodrigues Ferrein.
Jos Paulo da Fonaeca.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Joao Baplisla Ferreira di Annunciarao.
Dispensados da multa por motivo atlendivel os se-
nhores :
Jos Ignacio Sonre de Macedo.
Jorge Vctor Ferreira Lopes. 4
Dr. Antonio Vicente do Nascimenlo Feilosa.
Antonio Luiz do Amaral e Silva.
Major Manoel do Nascimenlo da Cosa Monleiro.
Jos liento da Costa.
Joao Antonio de Paula Rodrigues.
Joaquim Pereira Bastos.
O Sr. Dr. juiz de dir.-ilo adinu a sessao para o dia
11 s 10 horas da manhaa.
REPARTICAO DA POLICA.
Parte do dia 11 de dezembro.
I lim. e L en. Sr.Parlicipo a V. Exc. que, das
difireme participarnos hoje recebidas nesla re-
partieran, cousta que foram presos : pela subdelega-
da da freguezia do Recife os pardos Antonio Jos
Adriano, Francisco Soares de Brilo, Manoel Joa-
quim e Jos Marlins Pereira, e o portuguez Jos
liento .' Ifaia lodos para avengnaces ; pela subdele-
gada de Santo Antonio o porlugaez Antonio Augus-
to de Carvalho Marinho, por crime de eslellonalo ;
pela subdelegada de S. Jos o portuguez Antonio
Jos Bilancourl, por haver espancado sua mulher, o
prelo Luiz Hypolito para correcc,ao, o pardo Frau-
cisco, Se vena 110 do Espirito Santo, e ocrioulo Amaro
de Souza l irlio/a. ambos por ebrios; pela rabdale-
gaca da Boa-Vista o prelo Bernarda escravodo Dez..
Firmino Pereira Monleiro, para averiauaces. Ma-
noel de Campos Mello e Bento escravo de Autonio
(ioncalvcs Cosa, para corre.-eao ; pela subdelegacia
do l'oco da I',mella o preto Francisco Jos Louren-
co, sem declarac.ao do motivo, e os pardos Francisco
(lomes. Joao Francisco e Francisco de Paula, todos
para avcriguac,es.
Por 1 Hiri de 21 de novembro fiado, parlecipoa-
me o capiao commandanfe do destacamento \ oan-
te, e delegado do termo da Boa-Vista qoe do mez de
julbn de.ie anuo al a referida data, foram em va-
rias diligencias capturados 4 toldados deteriores do
exercilo e22 crminosos.sendo a maior parle de mor-
te, entrando nesse numero o cabra Mauricio (ion-
calves da Silva, que ajintou a esfaqbearosubdelega-
do de Cabrobo Manuel Florentino de Albuquerque
Mello Monte Negro, que foi brbaramente assassi-
nado em abril do anno prximo passado ; o delegado
do termo de Flores em officio de 26 do referido mez
de novembrn, participoa-me que foram presos na
villa Antonio Goucalves da Suva, e Manoel Carur,
por brizarera e se ferirem mutuamente; p que igual-
mente foram presos no termo de Tacarat Jos Ce-
la no do Amorim o Balbino Balagar. este por crime
de armas defezas eaqueile por criminoso,' e aqueile
por ser criminoso de 2 morles do termo 'di Malla
Grande da provincia das Alagoas. .
No mesmo tormo de Tacarat, foram presos pelo
respectivo juiz municipal, segundo esle me commu-
nicou em ofiicio de 13 do dito mez. os reos Lui/ (lo-
mara, vulgo Buxo, Pedro Luiz Bezerra, Francisco
Machado da Luz, e Ponciano de lal, todos pronun-
ciados cm crimes de morte e roubos, Laurianno Jos.,
da Cruz, em crime de tentativa de raerle e roubo, e
Carolino Manoel do Nascimenlo, pur crime dear-
mas defezas.
Dos gu irdo a V. Ex. Secretaria da polica de Per-
namluioo 11 de dezembro de 1854.Illm. o Exm.
Sr. conselheiro Jos Denlo da Cunha o Figueiredo
presidente da provincia,O chefe de polica, Luiz
Carlos de Paica Teixeira.

lisio quer vender as suas bandeiras, aquello os seus exlracr,ao do oarvao do podra, a navegaeodo Vieea-
l.tmproe*. >.io poderei dizer-lhe todas as ideas e to-
los os clculos que agita esla esperaura : alomada
de Sebastopol.
1 a lo iso pro luz alguma influencia sobre a opi-
niao publica. v
" A l'orla contina a porillpigSo das suas adini-
nslrace'. ltimamente fallci-lho do exilio de um
corlo Lazaralvi, membio ilocinselho de pulira. Eil
boje a evpulaode um corlo AleUo, interprete de pn-
licia, que-apregoava mui altamente suas sympalhias
lelos Itus.os. o recebia o dinheiro dos Turros. Ha
lembrancm de que elle arompanhra outr'ora Ilalil-
Pach 1 Kussia. e h 1 boas razes para crer que ah
1 01 .e i--.. 1 rclarOes.
Nao lornei a fallar Ihe do negocio de Muinm-
cahy, a propagaijio dos merinos e oulras iuduslrias
nleii provincia e 10 imperio.
Sua lagestade imperial acaba de praticar um acto
de jaslica e de verdadoiro amigo do socego do seu po-
vo, condecorando om o oflicialato da Rosa o intelli-
genlc e assduo delegado de polica o Sr. Joaquim
Lopes de Barros. Ho s desla forma qae o governo
animar a homens inlelligcnles e honestos a aceitar
os cargos da poliuria, porquanlo difllcil,senao impns-
sivel ser mover a homens saos e independemos para
lomar o impirlanle cargo de delegado de polica,
quando ses pela sua posi^ao deixam os seui inle-
C0HARC4 DE t.UiVUU\S.
36 de novambro.
Depois da ultima que Ihe dirig, fui rcfocillar o
espirito ha algum lempo extenuado pelas graves
quesles que bao suscitado este anno as probabilida-
des sobre a safra do algodlo, sol a lmpida onda do
ameno Pupacacinlta que orla urna parle darisonha
povoacao de Papacaca pertencente a este munici-
pio, de cuja sede dista dez leguas ao sul.- o dislric-
to de Papacaca, limita por esse lado com 1 provin"
vincia das Alagoas, e abrange ara territorio Frtil
erico. Nlo ha hyperbole algnma em affirmarmos
que nesle clima bebe-se a vida no ar que aspira-
mos assim como a confortamos e lomamos sadia
com o uso de alimentos puros c nlo adobados como
as cidades, imprimimos demais certo grao de ri-
jez 1 nos msculos o na nraani-aoao emgeral pela
indeclinavel uecessdade [que nos leva a fazer fre-
qucnles jornadas a cavado, necessidade cerlamenle
invejavel para aquellos que ao contrario se veem
adslriclos a vver entre os acanhndos limites das nos-
sas ci,lados, e ainda peior, se cerlacircumstncas
especiaes Ibes concedem apenas por horisonles os
muros de um quintal visinho, ou as paredes encan-
dece 111 es de alguma agua-loriada e (quem abo?)
se somonte as qualro faces de algum esguio eortiro.
Dahi, esse vigor proverbial dos nossos quadrados
do scrlo, dahi, esses macrobilas que temos encon-
trado no ultimo quarlel da vida, e quo nos fazem
quasi crer na maravilltosa idade do fallecido Sr. Ma-
Ihusalcm, dahi finalmente, esse sexo mimoso deco-
res vivas c olhar ardcnle, cm que o delicado arte-
Iho pode cingir-se com o pollegar e o ndex e....
dous palmos apenas em linha ascendente rompe a
circumferenca que se formasse com lodos os polle-
gares c ndices emendados.
Papacara he o maior povoado da comarca, e o
que l realca hoje, he sein conlradiccao o colleyi1
do Bom Conselho, edificado e instituido o anno pas-
sado, sol as palernaes vistas do muilo virtuoso mls-
sionario |->. Caelano de Mcssna. Sao nesse colle-
gio educadas presentemeulc urnas Irinta mocas e
meninas, lidias do gente honesta, sob o rgimen dos
, claustros, e lambem existem aulas para alumnas ex-
ternas. O convento lem una capellinha muito bem
construida, espacosa cerca, um pequeo jardim, ce-
milcrio ele. As educandas inlernas trajara habito
do Lia prela e urna especie de capullo da mesma fa-
zenda, cinto de couro de que peudem grossas cotilas,
lgubre inurtalha, que soberanamente contrasta com
os rostos juvcuis e sympalliicos do algumas que vi,
gracas ao meu privilegio de velho, e a houra que
recebi do Rev. vigario e capelln Joao Clemente da
Rocha, que me acompanhou nessa visita. Nodo-
CORRESPONDENCIAS.
Srs. Redactores. Pela primeira vezem minha
vida recorro imprensa, par nao deixar passar des-
aporcla,lo o que, em desabono de minha pessoa e
em menoscabo de minha honra, (em fcito publicar
urna mo cobarhe e traicoeira, dirigida por um es
pirilo mesqqinho e tresloucado. que nao minado
tirar a mascara para ferir-mc de frente, recorre ao
reprovado expediente do anonymo, para que se nao
veja luz do dia a cara que a natureza Ihe deu, e
que elle com razio jolga que deve esconder. Era
taes casos o que aconselha a prudencia e u bom sen-
so he o desprezo mais completo ; c foi esle o pri-
meiro sentimenlo que me dominou ao Ipr os ns. 91
e 92 do Echo Prrnambucano, em os quaes se l urna
correspondencia e um communicido sobre os nego-
cios desla comarca.
Refieclindo, porcm, que para moita gcnle a'ver-
ladc he a mentira muilas vezes repetida, e que o
can fin da calumnia quando nao soja, tisna, entend
dever por urna mordapa na bocea do meu calumnia-
dor, chamando-o .1 responsabilidnde perante os Iri-
b oa es competentes ; e ainda de-se intento fui de-
movido pela consideracao de qae, om vista da dis-
posiclo de nossas leis, talvez nao conseguisse mais
do que dar incummodos c mesmo dissabores ao pro-
prelario e redactor daquelle peridico, que alias
moslrra-se cavalleiroso para comigo, na franca, es-
pontanea eleal declararlo que fizera posteriormen-
te em o seu n... martifeslandu os mclhores sent-
mentas a meu respeilo, e deiando ver o nenhum
conceilo qne Iha merece o autor de taes pecas.
Alm disso, nunca leudo sido campean de pol-
micas jornalislcas, mesmo no lempo cm que lulava
com adversarios poderosos no poder ; nao lendo a
gloria de ser publicista para fazer gemer os lypos
com produccOes extravagantes; nao leudo a fortu-
na de possuir um mime euphonico c pomposo que
podesse ser enllocado como fiorSo archleclorico no
fim de meus artigos, sentia, e sinto ainda noste mo-
mento, grande acanbamento c repugnancia cm em-
penhar-mc cm discussocs pela imprensa, c por a
minha Inste individualidade em ordem do da. Sei
que os espiritas fortes procedem de oulra uiaiiei-
ra ; mas cu confet>0 que suo um espirito fraco ; e
por isso ja nem mais me quera lemhrar dos artigos
publicadas no Echo, quando cm o Diario de... do
corren! e 1 lepa re com urna correspondencia do Sr.
Dr. Nabor Bezerra Cavalcanti, a qual, com quanlo
escripia com o apparenlc e simulado lim de respon-
der as censuras que Ihe lem dirigido um corre.pon-
dente desta comarca, nao pudo deixar de ser enca-
rada rom-i urna r.lilicacao ao quese conlm em laes
artigos, tanto mais quanlo concluiudo o Sr. Nabor
com ama alluslo a urna pessoa nao nomeada, sobre
quem elle faz cahir o odioso das tristes occurreoeias
que te lem dado na villa do 1.mocito, v-se bem
que cssa pessoa sou eu.
Nesle caso, pois, o meu silencio nao he mais pos-
sivel ; j nao he do dito de um escriba anonymo
que se traa ; quem falla agora he o juiz municipal,
e interinamente juiz de di(eito da comarca, o qual
deve ler por si a prcsuinpenu de criterio, imparcia-
lidade, amor ,i juslica e verdade. Direi, por tanto,
rpidamente quanto basla para mostrar al que pon-
to clicga a iii|i-iio,i das aecusaces que se me fazem
e o desfaeiimenlo dos autores dcllas.
Sou acensado :
l.i por ter feilo zumbaiai ao Sr. Dr. Nabor com
o fim de o por de meu lado ;
2.", porque sendo 1 supplente do joiz munici-
pal, lenho eslado com parte de doente, deixaudo
em exercicio o meu mano Heorique Luiz da Cosa
Gomes;
3., por ter influido para que a cmara municipal
e o juiz municipal em exercicio representassem
a presidencia contra ojuiz de direilo interino e sub-
delegado da villa por occasiao do alarma provocado
por estes, equo poz os nimos em grande susto; sen-
do que assesti e presid ao club em que se combinou
as ditas rcpresenlarocs ;
4., porque lenho o Sr. Nabor como espinha na
garganta, por ter sido elle nomeado juiz municipal
com prclerico minha.
5.", porque aqueile senbor tambem nao me tem
querido dar a importancia que almejo, e mo lem
querido penhorar-se pelas musirs de obsequiosida-
des, etc.
6., porque o *mesmo senbor fez algumas obser-
varles jurdicas contra a uoineaeao do marinheiro
Benlo para o lugar de escrivao de urphaos.
7., cmfim. porque quero ser a primeira influ-
encia do Limoeiro
Eis em sumraa os captulos sobre que versan as
aecusaces que rae sao dirigidas ; eii os meus horro-
rosos feitos, os meus grandes crimes nesla comarca!
Para aquellos que me conhecem de porto basla
a leitura de taes accusaooes, para avaliar-se bem do
carcter e do animo dos qae as fazem ; e por isso
nada direi acerca da primeira dellas, lao raesqui
nha e miseravel como o espirito que a produzio e a
mao que a tracen, llovido que haja urna s pes-
soa, cuja palavra tenha peso, que lendo-me cora-
raunicado, e conhecendo ornen carcter, assegure
que sou homem de andar fazendo zumbaas... e a
quem '.' Urna lal aserc,io s pode nascer de um
furor insano de calumniar-rue, ou de urna faluida-
de insensata qoe nSo distingue a urbanidade c os
deveres do trato social da bajularifo e da baixeza.
Quanlo ao segundo ponto sobre qae sou aecusado,
coolento-me, como nica resposla, Srs. redactores,
o pcdir-lhcs que dem um lugar em sua conceitua-
da folha, nao s portara do Sr. Nabor, como
resposta que a ella dei ; e o publico que forme o
seu jiii/.o.
a Influ para que se ropresonla.se presidencia,
assisli a clubs, etc. I-'alsi lacle para Nao soobe
de lal oceurrencia ssnao dous ou tres dias depois,
por occasiao de ir villa a negocio particular ; n5o
tixe, por. lano, a menor parte quer na revolos
da comarca, quer na do juiz municipal suppleale,
posto que no caso de nm ou de ostro, nao duvida-
ria proceder de modo igual. E isso declaro para
que se nSo infira de minha denegaran que reprovo,
por cobarda, um acto qae em minha consrienca
acho bom. Se loco nesle ponto he smente para
tornar patente a falsidade do meu aggrcssor, que
at assegura qne en presid a seslo da cmara.
A respeilo do 4. ponto bastar-me-hia ponderar
que se a alguera quizesse eu tomar por espinha de
garganta, como assegura o meu detractor, nSo seria
ao Sr. Nabor, qne nlo foi quem despachou 1 si
proprio. E demais, como conciliar a idea dessa es-
pinha de garganta, esse odio pelo fado de minha
pretericao, com as zumbaas, e as obsequiosida-
des!... Para que cssa aleivosia'.'
Essa historia qne o calumnioso correspondente
chama pretericSo minha ho ja bastante eonhe-
cida, e lodos quintos comigo tem conversado a esse
respeilo poderSo dizer o que me lem ouvido. Dens
louvado, nao son do numero do que em todas|a
cousas fazem entrar o seu eucomo conditio i
ve qua non. Por tanto, nao poda eu tomar essa
ogerisa ao Sr. Nabor, s pelo faci- de ser elle o no-
meado para o tugar de juiz municipal do Limoeiro.
He verdade que achando-me en na capital, com as-
sento na assemhla provincial, quando se soabe des-
sa noincarao, e ouvindo a diversas pessoas que co-
nbeciam de pcrlo o novo Juiz municipal, n.lo dei-
xei de conceber algumas tristes apprehensoes; (que
infelizmente realisaram-se mas isso somenle por
virtude de informaees at dos que acabavam de ser
collegas e condiscpulos do eclctico etludanle de
Olinda.
Passemos ao 5. ponfo:-O Sr. Nabor nao me
lem querido dar importancia, e por isso eu o liosti-
liso. n Eis-ahi urna oulrf ftlsidadc, que nem me-
rece resposla ; por isso qrM todo o mundo sabe qoe
armo dal quod nonhabet. Para que eo exigisse do
Sr. Nabor aquilio que elle nao tem,: e que ainda
precisa que Ihe dem, isto he, importancia, (ora
preciso que en livesse to pouco senso, e fosse Uto
tresloucado quando o rabiscador que me calumnia.
Nao" quero nem posso alardear de importancia ;
mas, ooosinta-se-me dizer, qoe mu desgranado me
reputara eu, se, para viver nesla comarca e gozar
da eslima de meus amigos, (que aprecio mais do qoe
a do Sr. Nabor) me fosse preciso abrigar-me aca-
nhada e passageira sombra de om juiz municipal.
6.0 ponto:quera eu qne fosse nomeado o ma-
rinheiro Bento, para meas fins particulares o tor-
pes, e a isso oppoz o Sr. juiz de direilo interino
com observares jurdicas. He aqoi. Srs. redacto-
res, que-o meu calumniador cnvolverido o nome
de meu mano, pretende onspurcar a minha honra,
dando como certo um ajuste entre mira e meu ma-
no, ajaste s proprio de qaem concebeu a existen-
cia delle.
Nao descerei a juslificar-me de urna lao torpe ac-
cusac.ao. Felizmente posso oflerecer a esse meu ca-
lumniador, ou a qualquer Miro, nma vida publica
de 18 annos, que at hoje tem sido respeilada mes-
mo pelos meus proprios adversarios. Quando nesla
comarca o em toda a provincia as paixes polticas
linbam subido ao sou maior gr.iu de eseandesceocia ;
quando a imprensa devassavl aleo interior da fa-
milia, e eu lolau fortemente, minha honra nao foi
atacada, o nem os magistrados de enllo tiveram o
menor (rabalho em embaracar Iraflcaneias rainhas.
ua-
demissao, o depoii de rgdobradas instancias obti-
ve-i. Por occasiao do motim por causa da lei do
censo, foi chamado pelo Sr. Vctor de Oliveira e
iinx menle nomeado delegado : qjlo me recuse! en-
lao, porque nos momentos crticos n3o me sei re-
cusar ; porm apenas pacificados os nimos, e des-
truidos os receos de om novo molim, solicitei e
oblive a minha demissSo.
Ainda ltimamente, sem qne o solicitaste, nem
desejase fui nomeado 1. supplente do jaizo muni-
cipal, e nao prelendeo processar-me o Sr. Nabor
por nao achar-me em exercicio'.'
Ora, em verdade, parece qae qoem assim proce-
de, quem evita os cargos pblicos qoe podem dar
influencia, c s em momentos crticos os aceita pa-
ra logo deixa-los, quando chegam a bonanra o
calma nao tem essa (endeuda para exereer predo-
minio e oslenlnr-se influencia.
E demais, para ser-se influencia, nio basta so-
mente o querer se-lo; he preciso raunir a esse de-
sejo certos elementos e predicados, qoe Ihe dem
prestigio e aceitaco. Se o Sr. Nabor se julga nessa
circumstaucia que se constitua influencia, em quan-
to eulhedeixo ocaminho liire.-propondo-lhe at o
convenio de abandonar os negocios desla comarca,
e relirar-me vida particular, com a reouocia de
todas as minhas prelenrei polticas, com tanto que
leja garantido o socego publico, e aniquiladas to-
das essas intriga. enredos que le lem posto em
jogo, como meio de adquerir prestigio.
J v, por lauto, que quem a isso se submette,
nao tem oulros fins que nao seja o bem estar e so-
cego de sua comarca.
Vivo e sempre Vivi tranquillo e pacifico, cercado
da estima e amizade de todos desle lermo, quer de
um quer de outro partido em que se acha elle di-
vidido ; conlenlo-me com isso e nada mais quero:
cedo ao Sr. Nabor de boa mente todas as demais
gloras que ambiciona.
Termino aqui prometiendo nao voltar mais
questo, seja-qual for o procedimenlo ulterior do
meu detractor.
Eugenho Passassunga 27 de novembro de 1854.
Jos Francisco da Costa Gomes.
Essa gloria, porm, eslava reservada para a aclu
lidade do Limoeiro! !
Entretanto ahi cstSo os Srs. desembargadores Fir-
mino Pereira Mooteiro, Caelano J. da S. Santia-
go, e Gilirana, e Drs. Alvaro Barbalho, Custodio
Guimardes, M. Teixeira Pciiolo, Piretli, Assump-
i;,io Cabral, Goncalves da Rocha, Selle, Sampaio,
Francisco Alfonso, Joao F. Coelho Bilancourl, Af-
fonso Peres, e oulros que nesla comarca eierccram
cargos pblicos: para elles appello, e creio que en-
tre o juizo de pesoas lio conspicuas e o do meu ca-
lumniador com a sua agnia, que ludo v, a escolha
n.lo podo ser duvdosa.
Vamos ao 7." e ultimo ponto: (Juero ser a primei-
ra influencia do Limoeiro. Que toda a queslan se
reduz a isso, sei eu : ludo vi-m a dar era negocio
do influencia partidaria, porque, em fim, as manas
sao mu diversas c variadas. Mas o que he verdade
he que cm ludo isso ha um meio falso de ver as
cousas ; alm de engaito c erro, ba fasta de senso,
ha estonleamenlo no modo do aprecia-las. Nlo sou,
nunca fui, nem desojo ser influencia ; e se essa
idea preoecupa a alguem, que julga dever derrocar-
me para sabir por sobre a minha ruina, declaro qoe
he desneces^ario o seu traballio, porque o lugar al-
uiejado esl desoecupado, a porta est aborta, a es-
cada desembarazada, c nao seroi cu jamis qneai
pretenda disputar o pisso a quem iiver forja para
sub-la.
Para que, pois, p.se Irabalho (ao acurado de de-
primr-mc, de calumniarme '.' Qoaes os fados,
quaes os meus actos mi palavras. qae revclem a
prctenco que lenho de ser a primeira influencia
desta comarca ',' Todos que meconlieccm sahem que
pelo contrario goslo de viver tranquillo no meu re-
tiro, entregue quietara 1 e paz de espirito que s
se desfructa 110 lar da familia. Por diversal vezes
lenho sido nomeado para cargos pblicos, e delles
me lenho retirado por etpoulaoea vonlade. Tendo
sido nomeado delegado desta comarca em 1849, a-
reilc tal cargo somenle para corresponder con-
fianza que o governo em mim depositara, mas sem
o intento de exereer influencia ou dominio, e tanto
qne apenas cessaram os motivos que determinaran!
a minha nomeaco, apressei-me a solicitar minha
COPIA DA ORDEM.
O Dr. Nabor Carneiro Bezerra Cavalcanti, juiz de
direilo nlerno nesta comarca de Limoeiro por
S. M. I. e Constitucional que Dos guarde etc.
Ordeno ao Dr. Jos Francisco da Costa Gomes,
na qualidado de primeiro supplente do juizo muni-
cipal e orphaoi dessa comarca, e tendo passado o
exercicio desta vara, a pretexto de moleslia ao sen
irmao segundo lupplente do mesmo jaizo cima re-
ferido o cidadao Heoriqae Luiz di Costa (.ornes,
desde o dia qualro de julho do corrente auno, e nao
leudo al essa dala reasummido o exercicio|das ditas
varas, achando-se em perfeilo \e notorio estado de
saude, como o provam os fados de ir a capital da
provincia ftmecionar na asiernbta provind, na
scelo convocada extraordinariamente pelo Exm.
presidente da provincia, para o dia II de selembro
do correle anno, e depois de regressar daquella
capital, poder vlr constantemente do engenho Pas-
sasunga a esla villa com tres leguas de tiagem a
eacallo, ja para comparecer atfeiras, e ja para tra-
tar de oulros negocios de seu particular interesse
juizo do servico publico inherente as supraditas ra-
ras, que tem sido lao ineptamente exercidaipelo re-
ferido seu irmo, mando que o escrivao Galvao
autoando esla com os dous documento! juntos, pas-
se ordem para que a referido Dr. primeiro supplen-
te do juizo municipal e orpblos responda sobre esle
seu procedimenlo no imprerogavel prazo de l dia6,
fazendo atompanhar a dita ordem da copia desla, o
dos mencionados documenlos, eeoni a resposta 011
sem ella, easo.a nao tenha dado erd lempo, faca-rae
os autos conclusos para proceder nos ulteriores tor-
mos.
Villa do Limoeiro 3 de novembro de 1854.
Bezerra Cavalcanti..
Illm. Sr. Dr. joiz de direilo da comarca. Em
curaprimenlo portara'de V. S. de 3 do corrente
mez, na qual hie ordena que responda sobre o pro-
cedimenlo que tonho tido deixando de exereer os car-
gos de juiz municipal e de orpblos desle termo, oa
qualidade de primeiro supplente, e a pretexto de
molestia, passo a salisfazera V. S. justificandosu-
ficientemente esle meu procedimenlo.
Entretanto permita V. S. qne eu principie por
dizer, que menos conveuientemenle.senao irregular-
mento, rae parece ter sido redigida essa portara, a
qual nao lendo outro carcter senao o de um corpo
de delicio, com qoe se pretende responsabilisar-mc,
'olla senao indica a lei infringJa por mim, e se ar-
ge um facto que nao est previsto pelas leis crimi-
naes, e nem conlem a menor sombra de iufracclo, o
conseguintemente de criminalidade, quando mesmo
se o concidere a ratione; e, pois, semelhaule portara
revella apenas proposito deliberado dse meconstituir
am criminoso perante a sociedade ; proposito nas-
cido anles da ignorancia das leis, dos principios mais
comezinhos do direilo, c dos argumentos tirados da
boa razio, do qoe da vonlade desle juizo, quem
fallo com o devido. respeilo.
Apreriarei pois o facto que se ma'argue: apreciare!
as razes, com as qoaes se pretende juslifiecr a por-
tara, e mostrarei qoe eslai sao improcedentes, e con-
segointemenle que improcedente he a argoic,ao que
se me faz.
Quer se considere o facto argido isoladamenle,
quer seo considere em relarlo as snas consequen-
da's, he elle sempre um tocio muito ordinario e com-
mum, pois qoe nida menos e nada mais he do que
<( deixar-se temporariamente o exercicio de om em-
prego publico por causa de molestia, a e nenhuma
le ha que o prohiba, sendoque m geral lodos as
leis justificam a falla do exercido, que o empregado
commetle por motivos urgentes, e um delle, senao
o primeiro, he o motivo de moleslia, que autorisa o
juiz, por exemplo, pinar a vara a seu substituto,
independeute de qualquer oulra obrigaclo, quando
esto por lei he condecido, ou determinado.
Demais, a allegaco de molestia, feta pelo em-
pregado publico he de tal importancia que o alle-
gaole he sempre acereditado ; jamis, houve quem
o davdasse. Vhi eslao os exemplos de todos os das,
e sua juslicacaoiejl na boa razo, qual nao pos-
so sapporalheio esle juizo, porque nella tem seo fun-
damento todas as leis, e al mesmo todos os actos do
homem ; e a boa razio nos diz que o exercicio do
umafuncego na sociedade he incompalivel com o
eslado mrbido do hornera.
He evidente pois qoe o motivo de molestia era
sufllcieute para queeu deixaise o exercicio das func-
cesde juiz municipal e de orphaos, fazendo-me
substituir competentemente.
Mas, apreciando os argomentos com qoe esle jai-
zo pretende justificar sua portara vejo :
Primo, que quer mohecer da verdade da parle
de doenle, com a qual passei o exercicio da vari ao
meu ligitimo snbstialo.
.Secundo,que soppoeo segundo supplente incom-
pelentcpara me substituir, por ser meu irmao.
Tertio, finalmente, que me quer fazer responsa-
\ el pela incplidao de quem quer que tem exeraido
a vara, durante o meu incommodo de saude, c pelo
prejuixo, qsfe porrtnlura tenha soffrido o servico
publico, deixando cu de exereer a mesma vara.
Jamis poderla arredilar que laes razes se pro-
duzissem para juslilicar una semelhanle portara !
Este juizo 'ronlesla o mea incommodo de saude.
1., porque tomei parte nos Irabalhos da assem-
hla provincial convocada extraordinariamente du-
rante o lapso de lempo, em que lenho eslado fora
do exercicio da vara com parle de doenle.
2., porque fajo viagem cavado para Iralar de
negocios de meu particular interesse.
As razes deslrurlo o argumento ?
Nem a concurrencia aos Irabalhos da assemblea
provincial prova que n.lo lenho estado doenle des-
de que dexeio exercicio da vara, porquanlo mesmo
doente podia qaeria lomar parte nelles, entretan-
to que pela incompalibilidad do exercicio das duas
ftincces de juiz municipal e depulado, e pela op-
ea 1 qne a lei me concede, nao eslava privado de
faze-lo sem que reassumisge a vara durante elles,
ou logo que elles fossem lindos, e uem a moleslia or-
dinariamente priva o homem de cuidar de seus iu-
leresses particulares.
Alem doto o cargo de supplente De joiz muuici-
pal he de nalureza lal, que se o nao deve suppor
tao obrigatorio, que independenlemenle de molestia
naopossa qoem o exerce deixa-lo temporariamenle,
urna vez que se lapa substituir nos termos da lei ; e
he assim qoe se deve entender a lei da reforma,
quando no artigo 19 designa o n. d* 6 supplenles,
alm de lodos os vereadores que formam por assim
direr om numero infinito do substituto, deixando
conhecer que, sendo gratuito o rargo, mas devendo
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mi itii Ann
nATA IMPriRRFTA


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v.
ser occupado porrdadao que devem lambem dcdi-
car-sc e Irilar de seus particulares iuleresses, pre-
vine o can em que estes sm duvida os vao distra-
liir do publico servico; sendo que por isso -no car-
gos gratuitos nunca se investiga a causa da falla de
ejercicio, seno quando se di verdadeiro abando-
no, e este se ni deu por certo na hytiothesc em
inii'-i.i i, porqae rne fi substituir competente-
mente.
He ainda assim que se entende a proprii dispos-
ro criminal do noso cod. uo art. 157, nas seguin-
tes palavras :
o Largar anda que temporariamente o
a ejercicio do emprego em previa licenca
n do legitimo superior, ou exceder a l-
o cenca sem motivo urgente e participa-
do, etc., etc.
Esle mismo art. que rnente pune o empregado
publico por Wta de eercicio, no caso de abandono
desle, faz valer u motivo urgente, quando este lie
participado, nuguem contestar que nenhtm
motivo he mais urgeute do que o de molestia, o qual
se deu na hypothese vertente, e foi participado.
(Juanlo i incompetencia do supplente quem pas-
sei a vara, eque efectivamente me lem substituido :
incompetencia que me parece dever asseverar que
foi qualificada por esle juizo nas palavras ci r tendo
pastado o exercirio_ desta tara ao seu irmo, se-
gunilo tupplente, eu a descontado ; he orna dis-
linccao que a lei nao faz, e que cooscguinleinenle
nao pode ser feila por este juizo, o qual sem duvida
reconheccr comigo que incontestavelmcnle o meu
subslitulo legitimo he o segundo supplente nos ter-
mos do citado art. 19 da lei da reforma.
Nflo procede a IBb do prejuizo que por ventura
lenha sotirido o servico publico durante o lempo
em que tenbo deisado de e\ercer a vara, porquanlo
sendo uconleslavel que se lem a vanlageni para o
foro, e conseguintemenle para as parles que nelle
procuram a residencia dojuiz na sede do term.i, ella
da-so ezercendo o aegwafo supplente a vara, entre-
tanto que en resido na di>lancia de 3 leguas dessa
mesma sede, sendo quede mais n,io posso carregar
com a respousabilidade dos actos alheios, porquanlo
he correnle em direilo que a respnnsabilidade dos
acto* smenle recabe sobre aquellesque os pratictm
ou qne para elles concorrem inlencionalroenle;
priucipio esle reconhecido pelo direilo civil, crimi-
nal c constitucional. A iutelligencia contraria he
absurda.
Fiaalmeule he tamhem improcedente o argumento
lirado da ineptido que soppe este juizo haver no
segundo supplente, porquanlo conlra ella prova a
sua nnmearno que parlio do governo, e cuja inlen-
oao nao deve e nem pode ser nullilicada por este ju-
izo, perteudendo excluir do excrcicio da vara mu-
nicipal o cidadao i quem o governo investio desta
jurisdiejao.
Assim lenho mostrado a improcedencia, da argui-
rao que e-te juizo me faz. e respondido quanto ao
procedimenlo que lenho tido, dcixando de exercer
a vara municipal e de orphos, justicnndo-o em
face da lei, do direilo e da boa rizao.
Cnnfi <|ue V. S. se convencer do qe. lenho
dilo.
Engenho Passassunga 15 de novembro de 1834.
Sn. Redactores.Enlre os ns. do Cearewe. que
recebi do Cearn pelova por S. Salvador, live o pra
zer de deparar em o n. 780 com om discurso, que
no da 25 de marceo deste auno foi lido no palacio da
presidencia palo meu prestimoso e Ilustrado amigo
c cullega, lente de aeographia c historia e director
do lycu, Dr. Thumaz Pompeu de Souza Brasil, por
occasiao da iailallarilo de urna irniandade de cari-
dado instituida pelo digno presidente daquella pro-
vincia, o Exra. conselheiro Vicente Pires da Molla.
Nesla bella prodcelo, o meu divnelo amigo os-
lenlou lana erudicao e talento, lio acrisolado amor
as ii'tiluires do paiz, dcsenvolveu. de urna manc-
ra lio nova e elegante, o sublime dever da carida-
de; escreveu emfim emlinguagcm Uo pura e cor-
rela, em um est)lo lo fluente e agradavel, que me
he sobre modo lisongeiro v-la transcripta no seu
Diario, afim de ser lambemaqui devidamenle ante-
ciada.
O l)r. Pompu he um bacharel de variados e pro-
fundos conherimentos, de reronhecida applicaan,
hbil, talentoso; e, pois, nao be de admirar, que de
sua bem aparada penua sahis-e obra de lao grande
primor e mrito no seu genero.
Assim, rogo-lhes Srs. redactores, o favor de trans-
creverem esse discurso, com o que continuarAoape-
nhoiar a sralido do seu venerador e criado.
.. G. A. Soulo.
Recie .> de dezembro de 18.54.
Senhores!\ religan en poltica rostumam com-
memorarenm solemoidadc, o diasem que se con-
iimaram grandes successos, que liveram influencia
decisiva no destino feliz doa povos.
lie assim que o legislador dos Hebrcus nao se cs-
queceu de recommendar, enlre os mais preceilos que
deu seu povo, o de solemuisar o nhor livrou-os do captiveiro do Egyplo. A paschoa
hebraica era um preccilo religioso-poltico; porque
se na ordem religiosa recordava os beneficios e ma-
ravillas operadas por Dos para restaurar a fe quasi
exlincla nos descendentes de Abrahao; na ordem
politica lembrava o dia feliz, em que um grande
poao rompia as cadeias de seu captiveiro para se
constituir nacSo livre e independente.
Se a paschoa judaica era um dia e regosijo e de
fesla para es Hebreos, quanto nao deve ser para
nos o dia de hoje, o dia j de margo 1
l'm duplo motivo religioso e pnlHico, acta hoje
sobre nossa memoria, e despena em nossos enmones
os mais gratos e lisongeiros sentimeutos de venera-
do, gratidao e amor.
lie hoje, senhores, que a christandade venera em
lodo mundo o primeiro successo do grande mystero
do chrtstianismo, a encarnado do Divino Verbal
Sim, lie no dia de hoje que a igreja commemora a
primein hora da obra da redemp$io do genero ho
mano, a realisacan das antigs prophecias e daspro-
messa divinas. Um anjo do Scnhor desee: do alto'
dos cos para annunciar a virgcm.de Gallila o feliz
instante em que o creador do universo, o redemptor
do mundo reasa o profundo rayslerio da encarua-
eao em suas purissinus enlranhas.
Se pelo lado religioso e como chrisUos rendemos
boje graras ao Omnipotente, c prostradns dianle da
cruz, adoramos o mais sublime e ineflavel mysterio
de nossa redempcao; como Brasileiros e pulilicos
anda temos de agradecer a Providencia o immensu
beiicficio.de nossa organisa^ao politica.
Kazem hoje precisamente iriula annos, qileo mag-
nnimo fundador do imperio, o immortal Pedro I,
sempre fiel sua palavra. jura essa caria constitu-
cional, que elle liberal offerece a nicao.
He esle, senhores, o grande aconlecimenlo politi-
eo, que a Divina Providencia parece ter querido li-
R"Iao grande mysterio religioso de que vos fallei.
Um desses grandes abalos polilicos, qae emelhan-
es aoi terramotos na ordem physica, separam,
ransrormam, e a> vezos remo^.m ou aniquilam as
naroes, acabava de crear o novo imperio do Bra"7l
tendo a sua frente o primeiro autor desse movimen-
lo. o grande principe patriota. Ainda nao eslavam
assentesTos fundamentos do novo estado, quando o
genio da discordia, soprando o antagonismo, e divi-
ao entre os mesmos cooperadores da grande obra da
independencia, quasi aniquill un o nascenle estado.
U immorial fundador dj imperio que a Providen-
cia liavia destinado ao complemento da grande obra
da Tndalo e organisacio do Brasil, nao fallou a
siiamissao: elle foi o fundador, elle foi lambem o
seu legislador. No da de hoje jurou elle esse sagra-
do paci .le alliinca, essa carta immorredora, com
que anda felizmente abracados cercamos o Ihrono
de seu augusto filho.
Senhore S o verdadeiro, o que he real, e con-
forme a nalureza (em privilegio de perdurar e de
alraveasar oa lempos; o falso e ficticio o tempo des-
corre: commentom, delet die, juditium natura
conrmal, diz o philosopho romano. Ha trinta au-
no-iqn. loi jurada aconsiiloi.;ao poltica do Brasil,
e apezar das lucias das fuetfw, apfezar de obseureri-
da, e sop'nsmada algn,.s Te,es, semelhanle n arca
sania dos Israelita, que ainda profahada polos I i-
liileos. resurga pora, ella ha escapado aT.paixops, e
alravessaio os lempos sempre interra, e cada vez se
consolida maia entre nos.
Trinta annos no eculo prsenle equivalen um se-
rillo nos lempos anteriores, e a iistltuirflo poltica
que atravessa lao longo periodo deve sutpor-se fun-
dada nos principio eleruosdiverdade, e do direilo
que nao mudam.
.\o pasio que marchamos onidos, e felize debaixo
deque nos enosua emancipaban, ainda hoje procu-
ram a soluca dn problema de melhnr governo nas
mudanras quasi annuaes de constituices. e d (He-
ladores, escolando na procura de um'fantasma, que
sempre Ibes foge, a funja e energa que reclamam a
lelicidade e prosperidade de euspaizes.
Hendamos pois mil gracwao Omnipolente por ter
enhocado i frente de nosso primeiro movimenlo po-
ltico um dpsses genio, que apparecem raro no des-
dobrar dos seculos. Sua obra permanece inteira.
grande o magestosa ; esaa integridade faz a nossa
felicidad e.
A historia ji regislrou este dia qne Ihe perlencc, e
no corarlo dos Brasileiros de todas s geracoesacha-
ra clle A anii ;uiil,iiie costum iva lovanlar aliare seos
bemreilores.elevando ate a esphera da religiao onobre
seulimento de gratidao : era esle um bello erro do
roracao. porque psrpetuava na mercoria dos povos.
da manrira mais nobre, os beneficios e seos bem-
leitores. fje no nao levamos ISo longe a exaaerarao
<> entinientodcgralidao.ciimpre-nos ao menos ls-
lemunha-lo por orna lembrnnca monumental, que
record a nossos psteros nossa piedado e reconhe-
ci ment.
E que objecto mais digno de perpetuar nossa me-
moria, do que. fundacao de um azilo de caridade
para o infelizes, emfim um hospital para a indigen
cia desvalida .'
A priineira cousa que fere a atiendo do viajante
qae salla nesla cidade, he a falla de i9ilo indigen
DIARIO OE PERfWibCO, TEKQA FElRA 13 DE DEZEMBKO DE 1854.
ca: elle admira a regulartdade de nossas rua, i
belleza de nossos edificios, a feliz siluacao da cidade,
ua pc-pulacSo e commercio cresccnle ; mas nota a
"bundancia de mendigo na praras, e senle a falla
de um dos primeiro signaes d.iphilanlropia. e deci-
vilisa^ao de um povo, e dahi uina idea desfavoravel
a nosso carcter.
He principalmente para supprir esta falla, que o
fcxm. r. conselheiro presidenta da provincia vos
couvorou em occasiao lao solemne, para, sob a in-
fluencia da gralas reeordaccs do dia, convidar-vos
R realisarao de lao pia, quanto palriolica empreza.
Senhores 1 L'm dos nitores beneficios que a so-
ciedade moderna deve i luz do Evangclbo, he essa
primeira, e nobre virludechrisl.la chamada.Caridade.
Foi ella que ennnbVecida pelos preceilos, e exem-
plo do llniuem Dos veio esplicar que o fenmeno
da desigualdade social, longc .le ser um motivo de
orgnlho para uns, c do opprobrio para oulios, nao
lie mais do que um Jos meios de que se serve a
Providencia em seus designios para nosso aperfei-
eoamento moral.
O homem frivolo sii v na desigualdade das condi-
res da vida humana una especie de jago do acaso fa-
voravcl a uns, < fatal aoulros. O meio philosopho v
nissn urna desnrdem de que aconta a Providencia ;
mas o sabio eleva-se aos mais altos, e juslos pensa-
menlos para s ver uessa desigualdade o designio pro-
videncial na direcc,ao do mnn.lo, urna especie de
prova, ou iniciacao para um mundo melhor, onde
a virluile he chamada como instituidora para nossa
educarao terrestre.
Ha essencialmente Ires relaqes principaes enlre
os homens : dar, receber, e trocar: a ultima sup-
poe isnaldade ou independencia reciproca de dous
que transigem ras outras suppoe desigualdade, pre-
ci-no de uina parte, e superfluo deoutra. Ajustra
rege o ultimo seero das relacoes ; a gcnerosi.lade
asoulrasduas. No primeiro os iomens aprendem a
respeilar-sc ; nesta amar-se.
A harmona leria desapparecidn se o trahalhn e
as trocas tivesscm s sido enrarregados de salisfazer
nossas precisoes ; se a abundancia, e indigencia se
achassem em presenta urna da oulra, privada das
mutuas relace*. A piednde deseen do co para es-
labelecer entre ambas um lafa sublime, e renovar a
cada das relacoes. A mais pura imagem da divin-
dada sobre a Ierra, a boudade, faz tirar de urna
desordem aprenle umadmiravcl o lorantc accordo :
e na verdade em todas as couas, a harmona exle-
rior. da ordem social, como a harmona interior da
nossa alma soso manifestara pela virlude !
O inforltinio he urna grande, dilticil e passageira
lito. A riqueza apparece guiada pela piedade para
guiar a primeira, e ennobrecer segunda.
A allian;a entre os iguaes, primeiro estado da so-
ciedade, lem certamenle seu memo ainda que res-
Indo e limitado ; o equilibrio das iuteresses ah
descanta sobre a garanta dos direitos. A alliauca
enlre o forte e o fraco exprime una moralidade
mais perfeila, porque ella he inteiramente desinte-
ressada. A primeira he digna e altiva, i segunda su-
blime eterna. Dar he amar; receber he aprender
a amar. A inienco da Providencia he porta ni ma-
nifesla : ella quiz que a mais amavtl, como a mais
bella das virtudes produzisse esta grande allianra ;
quea desgrata, eo infortunio fossem postos nob o pa-
tronato da prosperidade, e da fortuna. Ella quiz
que asnciedade fosse constituida moral mente romo
a familia ; que lanto n'uma como n'ontra o fraco
pertenresse ao forte por titulo de adoptao. A pobre-
za he pois para a riqueza, como a infancia paras
idaJe mailiir.i. Ricos 1 reconhecei a dignida le de
que sois investidos Mas comprelieiulci-a' bem ; nJo
be a um patronato Vago, e indefinido a que sois
chamados! Nao s5o somenle as vossas liberalidades,
que se pe lem ; sois chamados urna tutela livre, e
de vossa escolha, mas real e activa. Nao hastam vos-
sos don, precisn-se lambem de vossas pessnas, he
urna tocante magistratura que e vosconfere !
No he 'rnente a esmnla quea miseria solicita, he
tamhem urna con-ola.\u>. urna guia, um asilo, um
apoio Que pode fazer o ceg, o paralitico de um.i
moeda, que Ibes atirasseis, se lica s cabandonado?
Onde ir elle repousar a cabera, quem Ihe ministra-
r cuidados e consolaroes no leilo da morle ? Pois
bem, a maior parte dos infelizes s3u lambem ceaos!
A caridade menos digna desse nome he aquella que
s da o ouro.
Emfim, senhores, nao he propriamenle a esmola,
he a caridade que he o fim do designios da Provi-
dencia, avocacao do homem abastado, o complemen-
to do mundo moral. A esmola nao pansa de um
dos meios de caridade, qne nem sempre he efficaz,
e as vezes deslale os seus elleitos, senao he dirigida
por ella ; mas sim para escapar a urna importni-
dade, ou para ostentar urna falsa virlude. S a ver-
da.teira caridade opera o bem real, sua solicilode,
para servir-me da phrasedo Apostlo,he esclarecida,
prudente, como terna e ellerluos < ; examina antes
de obrar, viga, perscruta o futuro, remonta a cau-
sas, abraca todas as circumstancias jimia a dadiva os
cuidados, consolaroes, conselhos e roesmo correcciies
palernaes. Arfrciravel inspiracilo, que revella e fur-
nece aos homens colloca-los nas condicfcs menos fe-
lizes os meios de associarem-se lambem as obras de
beneficencia, de aceitaren: u mais nobre o mais dilli-
cl e alil ofBcio, e que Ibes pennille lornarem-se ri-
cos de boas actes.
Ora este grande designio da Providencia, esla ins-
pirarao virtuosa, pela qual se reproduz no seio da
soriedade liinnaiia, ao mesmn tempo que nos ensina
nao s fazer o bem, mas lambem a maneira de bem
dirigi-lo, ensina a administrac-lo os meios de reme-
diar a miseria publica. A arte de crear e de orga-
nisar esta lulella voluntaria be a essenria da boa ad-
niiuislraeo dos soccoros publico, como o exercirio
dcsi tulella o meio mais efricaz na applicacao dos
soccorros privados.
He assim que ludo se liga ; o mundo social n5o he
mais que um relevo do mundo moral.
Ua .no anuos o coronel Ignacio Correa de Vas-
concelos, lestemunha dascena lastimosa} que ciit.lo
presenciou nesta cidade, lantou os fundamentos da-
rasa do hospital com os poneos mios que Ihe sobra-
ran! dos soeenrrn particulares : o Sr. Dr. Fausto
mandn depois elevar o edificio a aliara em ane se
acha ; porcm abandonada ao lempo desde entSo,
lera de vir abaixo se oportunamente nao for con-
cluido.
O Eim. Sr. presidenie conselheiro Pires da Molla
esta disposlo a manda-lo concluir costada provin-
cia ; mas nao basta concluir o edificio para asilo da
indigencia, he mister dola-lo, mantelo e vigia-lo ; e
be para issoqueS. Exc apella para os nobre senli-
mento de generusidade, e de caridade dos Ilustres
cidadaMdesta capital, a quem nao Taita nem philan-
Iropia, nem patriotismo.
Concorrei por lano, senhores, com o vos auxilio
para o finido .lessa obra pa com as vossas lozes e
couseiho para sua direccio, correspondei a boa idea
qne se forma de vosos carcter, as louvaveis inlen-
tocs do digno .administrador da provincia, e legai aas
vossos^ vindouro um monumento de piedade, que
allesle somesmo lempo vossos sentimeutos de cari-
dade, e da gratidao a memoria da gralas recorda-
toes do dia de hoje.
PALTA
dos preros crvenles do assurar, algodao, e mais
gneros do paiz, t/ue se despachan iui mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 11
a lf> de dezembro de 1851.
Assucar em caixas branco I. qualidade .a i-7lMl
JKlOO
n mase......... 1g90t)
bar. e sac. branco....... a 258011
mascavado..... IstitHI
relmadn........... 3.5200
Algodao em pluma de l. qualidade :SIH)
a >> n -2.' a
n 3. B
em carneo. .
Espirito de agurdenle .
Agurdente cachaca
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE11 DE DEZEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE. .
CotacOcs olliriaes.
Assocar branco 4. sortea 2J200 por arroba.
aI.PANDEG.
Rendimenlodo dia 1 a 9.....89:7004853
dem do dia 11........11:1061731
5)400
) SoOtKI
). I5
. ranada S60I)
SiiOO
de caima....... g.5tK)
rcstlada....... s.5t)
jc-nebra.............. ,, jro
" ............... botija V220
'icor ...............caada 9XO
. ,...........garrafa JtO
Arroz pilado duas arrobas um alqueire 3WO0
em casca........... 13200
Azeilc de mamona ........caada 560
meiidobim c de coco $100
a 1 de peixe......... 1s8(,
""............... p 59000
Aves araras.........nnM lllgOOO
n papagaios.........um 3)000
"'"chas...............n 5120
Biscoilos.............. ,, 7.?G0
Caf bom.............. ,, 1700
reslolho........... 3g200
com casta........... l^jOO
muido............. ,, oitKI
Carne secca............ 5?:iihi
Cocos com casca..........cento .TaOOO
Charutos bous........... > I.32OO
ordinarios........ ->(>(K)
regala e primor .... >i 23200
Cera de carnauba......... $ 9g000
em velas........... lOsjOOO
Cobre novo mao d'olira...... .. | t(>
Couros de boi sainados....... 9I6O
expixados......... glso
verdes........... >[\Ht
> de onra............. ISaUOO
catira corlidos..... a 8180
Doce de calda ........... a f 200
go'aba.......... aleo
ecc............ 1(K)
? ja'n............. >, #20
Estopa nacional.......... jj igogo
d estrangeira, mao d'obra o IjjOOO
Espanadores grandes........um 23OOO
pequeos.......d I9000
Farnha de mandioca.......alqneire 2.56()
milho......... (g) JOOO
arnruta........ 5*500
'JSo...............alqueire .I5600
lumo bom............ ^ ajOOO
ordinario.......... .IsBi)
em folln bom........ K3OOO
ordinario...... 4-5000
reslolho...... .'IjOtK)
Ipecacuauha........... 323UOO
jengibre. ........ | 19500
Lenha de adas grandes......cento 25500
' pequeas ...... iot)(,
a toros....... 103000
Pranchas de amarello de 2 costados urna 16)000
b louro......... 7.5OO
Costado de amarello de 35 a 4t) p. de
c. e 2 X a 3 de I..... ss^QO
'e dito iisuacs....... |(*5000
(..ostadmlio de dilo....... a 93KK)
Soalho de dito........... ^m
Ferro de d.lo........... |>000
(.osudo ',,e 1""r......... 9OOO
Costadinho de dilo........ -);>orio
Soalho de dito........... ,, SJb
Forro de dilo........... .-r20
cedro.......... t^oo
Toros de talajiib:..........quinta| \ M)
Varas de pnrreira.........Uuzia IS280
aguilhadas........ I.-too
_ t""'3 ......... 9(i0
r.111 obras rodas de sicupira para c. par it)--s KK)
eixos b 1r3a(K,
*e, 'aS...............caada 3IOO
SK / ",...........alqueire 13600
Pedra de amolar.........uma -gj,,
fil'rar.......... 6500.)
rebolos......... 3800
Ponas de boi...........Cento 4)000
'lssav:l..............mollio 3320
Sola ou vaqucla..........meiu 23100
Sebo em rama...........q 9flm
I elles de carueiro.........uma. S|S(,
Salsa parr.lba...........@ iHmi)
i'1'""''8, ............. 25500
tnhas de boi...........cenlo 10
g* :........ 3090
fcsleiras de perpen........oma sl(0
\ magre pipa ........., 3,^,,,
Labccas de cachimbo de barro. milheiro 53000
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia II.
Liverpool46 das, barca ingleza Enlhusiast, de
J19 toneladas, capitao John Delcbburn, equipn-
gem li, carga lazendas c mais gneros ; a Jofins-
ln *ter & Companhia. Ficou de quarenlena por
10 das. '
Calho de Lima70 das, barca ingleza Havana,
de 277 toneladas, capilao J. M. Stocklom, cqui-
pagem 12, cirga suano ; a ordem. Veio refrescar
e segu para Ballimore.
Tera.?va36 dias' bri8uc in?'e^ Eslher Ann,
de 1/4 toneladas, capilaoTbomaz II. Horn. equi-
pagem 11. carga bacalho; a Schraram Whatelv
c\ Companhia.
Richmond47 dias, patacho americano aChallanoo-
ga, de 206 toneladas, capilao I. II. Norris, equi-
pagem 9, ca*a lriuha de trigo e mais genero :
a Schramm Whalely & Companhia. Seguio para
a Babia.
Rio de Janeiro27 dia, patacho braseiro aD. Pe-
dro \ de 228 toneladas, capilao Firmiano Gon-
calves da Bosa, equipagem 15, em lastro ; .1 Tho-
maz de Aquino Fnn.eca Si Filho. Passageiro.
Aleixo Jos de Luna Freir. .
Navio: tahido no marino dia.
ParahibaHiate bra,ileiro Tres Irmaos, meslre
Jos Duarle de Souza, carga varios gneros.
EDITAES.
100:8073581
Detcarregamboje iide dezembro.
(.alera pnrtugueza(;rarfdaodiverso gneros.
Barca franceza Palanqiiimo resto.
Brigoe braseiro Domaofarinha de Irigo.
Bngue braseiroMarianabarricas vasia.
Importacao'.
Berganlim braseiro Damao, vindo do Rio de Ja-
neiro, consignado a Machado rj Piuheiro, manifes-
tou o scauinle :
115 caixas e 1 caixo cha, 1 caixa rob, 1 dita cha-
rutos. (,00 meios saceos e 400quartos farinha de tri-
go, 33 pipas vinagre, 4 garrafesagua de flor, 24
barricas polaisa, 30caixas velas. 1 caivao chapos, 1
rolo pixua, 60 rolo fumo, 210 sacras cafa ; a or-
dem.
8 caixes charope ; a N. O. Bieher & Compa-
nhia. r
3 caixes rap ; a Seve & Companhia. -
Vapor porluguez D. Maria II, vindo de Lisboa,
consignado a agencia, manifest nseguinte :
2 caixnle marmelada, 2 ditos massa de lmales,
1 dito caslauhas ; a Francisco Jos de Magalltiles
BasJos.
1 pacota panno de rame ; a Francisco Alves da
Cunha & Companhia.
1 sicco moeda de ouro ; a Jos Antonio de Car-
valho.
1 pacole impressos; ao padre Ignacio Francisco
dos Sanios.
6 condesas pera c macSas, 4canastrascastanhas ;
a Domingos Joaquim Ferreira.
Brigue nacional Atarianna, vindo do Rio de Ja-
neiro, consignado a Manuel Ignacio de Oliveira, ma-
nife.stou o seguidle :
:i caixes chapeos ; a Novaes & Companhia.
ICmeias barricas pnlassa, 108 saccas. 2 barrica c
2 barrquinha caro, 1 caixao agua de flor, 2 barri-
cas rarinha, 1 xas mercadorias, 300 vulumes barricas vazia, 100
barricas vaxlas, 73 barricas abatidas, 6 mnlhosde ar-
co dasmesmas, 17 caixa papel, 1 barrica e 1 cali-
le plantas; a ordem.
1 caixao chapos ; a J. P. Recis de Sooza.
Ib canas agua dos amantes ; a (iouveia & Leite.
,. CONStJtADo (iERAL.
iZl'l'TJ ? 4.dia la9 Ia:l8l8.'.30
dem do da 11........ 8226334
I3.303J664
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlodo dial a 9.....1:06:18078
dem do di. 11........ ,7-(iT0
1:080)748
RECEBEDORIA DE RENDAS INTER~as~(7fI
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlodo dia la9.....6:551**38
Idem.dodiall.........457)241
7:0093079
O Illm. Sr. inspector da (besouraria provin-
cial, emeomprimentoda ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico que no da
4 de Janeiro prximo viudouro, perante a junta da
razenda da mesma thesouraria, se ha de arrematar
a quem por menos fizer os reparos uraentes da 4.a
parle da estrada do Pao d'Alho, avaliada em rs.
4:0OS.
A urremalarjo ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 14'de maiodo rorrele auno, e sob as
conditesespeciaes abaixo copiadas.
As pessoas. que se propozerem a esta arremataran.
comparetam na sala das sesses da mesma junta pe-
lo meio dia, competentemente hnbads.
E para constar at-raandou atlixar o presante c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 7 de dezembro de 1851.O ofliciat de secreta-
ria servindo de secretario, Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1. As obras dos reparos da estrada do Pao d'Alho
entre os marcos 7,000 a 1.000 brajas, far-se-hao de
conformidadecomo orcamenlo e perfil npprovadns
pela directora em conselho e aprcsenlados a appro-
vacao do Exm. Sr. presidente/na importancia de
4:400-5000 rs.
2.0_arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 15 dase as concluir no de 3 mezes, ambos
contados de cooformidade com o arl. 31 da lei pro-
vincial n. 286. r
3. A importancia desta arrematarao ser paga
em duas prestaees iguaes: a l. quando esliver fei-
la a raclade da obra ; e a 2." quando esliver con-
cluida, que ser logo recebida definitivamente sem
prazo de responsabilidad.'.
i. O arrematante excedendo o prazo marcado pa-
ra eonelusfodM obras, pagara urna multa de 100)
rs., por cada mez, embura Ihe sea concedida pro-
rogat.lo. r
5.' O arrematante durante a exeenrao da -obras
proporcionara Iranzilo ao publico e aos carro.
6." O arrematan le ser obngada a empregar na
execusio das obra pelo meu, metade do pessoal
de_genle livre.
7." Para ludo o que nao so adiar determinado na
prcsentesclausul.isseguir-se-ha o que dispoe a res-
peito a lei provincial n. 286.Conforme,
Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumpriineulo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 21 de novembro prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia 28 do crren-
le, perante a junta da fazenda da mesma thesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos fizer a
obra do 7. lauco da estrada do norte, avaliada era
22:980)089 rs.
A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial ji. 313 de 15 de maio do correte anno, esob as
clausula especiaes abaixo1 copiadas.
As peaaoasquese propozerem a esla arrematarao,
comparetam na sala das sessoes da mesma junla
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou atlixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial 4 de dezem-
bro de 1854.Ooflicialda secretaria servindo de se-
cretario, Miguel Affonso Ferreira.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
Arl. 1. A obras deste lanco serao exceuladas de
conformidade com o ortamenlo nesla dala approva-
do pela directora em conselho, e aprescnlado a ap-
provatao do Exm. Sr. presidenie da provincia, na
mporlancin de 22:9803089 rs.
Arl. 2. O ronlraladordar principio as obras no
prazo de ummez, e concluir 00 de 15 mezes. am-
bos contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 28(i,
Arl. 3. O pagamento da importancia deste con-
trato ser de conformidade com o arl. 39 da lei su-
pracilada, e em apolices da divida publica, creada
pela lei provincial n. 354.
Arl. 4. O conlrala.lnr emprear ao menos meta-
de dos Irabalbadorcs livres.
Art. 5. Para ludo mais que nao esliver determi-
nado nas presentes clausulas e no orcamenlo, se-
guir-se-ha o que dispoe ? !ei 11. 2Sti.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da nidem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 21 de novembro prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia 28 do corre-
le, peanle a junta da fazenda da mesma Ihesoura-
ria, se ha de arrematar a obra do 8. lanco da estra-
da do norte, avaliada em 11:1853147 rs.
A ai reinal.u;lo ser feta na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do correnle anno, e sob as
clausulas abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarn,
comparcram na sala dassc lo meio dia, competentemente habilitadas.
il para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 4 de dezembro de 1854.O ollicial da secretara
servindo de secretario Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes pn'h a arremalacao
Arl. 1. As obrasdeste lauco ser.ao axecutadas de
conformidade com o orcamenlo nesla dala approva-
do pela directora em conselho, e aprescnlado a ap-
provaclo do Exm. Sr. presidente da provincia na
mportancia de 11:185)146 rs.
Arl. 2. O conlralador dar principio as obras no
prazo de um mez, e concluir no de 15 mezes, am-
bos otilados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
Art. 3. O pagamento da importancia deste con-
trato ser de conformidade com o arl. 39 da lei su-
pracilada, c em apolices da divida publica creada
pela lei provinrial n.- 354.
Arl. 4. O contratador empregar ao menos mela-
do dos trabalhadore livre.
Arl. 5. Para ludo mais qoc nao esliver determi-
nado nas prsenles clausulase no orcamenlo,seguir-
sc-ha o que dispoe a lei 11. 286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da llicsnuraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pres-
iente ds provincia de 24 de iiovcmhm prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia 28 do corren-
te, perante a junta da fazenda da mesma thesoura-
ria, se bn de arrematar a quem por menos fizer a
obra do 6." lauco da estrada do norte avaliada em
14:2233658 rs.
A arremataban ser feila na forma da lei provin-
cial u. 343 de 15 de maio do correnle anno, sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem u esla arremalacao,
comparetam na sala da sesses da mesma junta pe-
lo meio dia, competentemente habituadas.
E para constar se mandou alxar o presente e pu-
dlicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Pernam-
buro 4 de dezembro de 1854.O ollicial da secreta-
ria servindo de secretario, Miguel Affomo Fer-
reira.
Clausulas especian para a arremalacao
Arl. 1. As obras desle lauto serao exceuladas de
conformidade com o ortamenlo nesta dala approvado
pela directora em conselho, e aprescnlado a appro-
vacao do Exm. Sr. presidenie da provincia, nn im-
portancia de 14:223)658 r>.
Arl. 2. O conlralador dar principio as obra no
prazo de 1 mez, e concluir no de 15 incr.es, ambos
contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
Art. 3. O pagamento da importancia desle con-
trato ser de conformidade com o art. 39 da lei su-
pracitada, e em apolices da divida publica, creada
pela lei provincial 11. 351.
Art. 4. O conlralador empregar ao menos meta-
de do Irabalhadores livres.
Arl. 5. Para ludo maisque nao esliver determina-
do nas prsenles clausulas e no ortamenlo, seguir-
se-ha o que dispoe a lei 11.286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 21 denovembro prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia 28 do corren-
te, perante a junta da fazenda da mesma thesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos lizer a
otira do 5. lanto da estrada do norte avaliada era
16:130)204 rs.
A arrematnc.lo ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do correnle auno, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarao,
comparcram na sala das sessoes'da mesma junta pe-
lo meio dia competentemente habilitadas.
V. para constar se mandn alBxar o presente e pu-
blicar pelo Diario-
Secretaria da thesouraria provinrial de Pernam-
b.ico 1 de dezembro de 1851.O ufilcial da secrela-
ria servindo de secretario, Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
Arl. 1. s obras deste lanco serao execuladas na
conformidade com noivam-nto nesta data approva-
do pela directora em conselho. e apresentado a ap-
provarao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 16:130)201 rs.
-\ rt. 2. O conlralador dar principio as obras 110
prazo del mez, e concluir no de 15 mezes, ambos
contado na forma do arl, 31 da lei provincial n.
286. '
Arl. 3. O pagamento da importancia deste con-
traloser feito de conformidade com o arl. 38 da su-
pracilada lei, c em apolices da divida publica, crea-
da pela le provincial n. 351.
Art. i. O conlralador empregar ao menos meta-
de dos Irabalhadores livres.
Arl. 5. Para ludo maisque nSo esliver determi-
nado nas presenlesclausulas e no orcamenlo, seguir-
se-ba o que dispoe a lei n. 286.
Conforme. Miguel Affonso Ferreira.
.' O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico para conlu cimento dos
contribuintei abaixo declarados, do imposto da de-
cima urbana da freguezia da Boa-Vista perleocenle
ao exercicios de 1833 a 1852, que lendo-se con-
cluido a liquidadlo da divida activa desle imposto
devem ebmparecer na mencionada (besouraria den-
tro de 30 ilias, contados do dia da puhliciraodo pr-
senle edilal, para se Ibes dar ola do seu debito,
afim dequepaguem na mesa do consolado provine
cial, ficaudo na inlelligencia de que lindo o dilo
prazo serao exeeutados.
E para constarse mandou afl'uar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesoararii provincial de Pernam-
buco 21 de novembro de 1854. O secretario.
Antonio Ferrtira a'Annunciacilo.
Manoel Jos Marlins Ribero 32)115
Manuel Mauricio Dantas .... 53562
Manuel Jos Carneiro '. 5;j62
Manoel Rodrigues de Albdqoerque 13)000
Manoel Carduzo Ayres ....'. 15)579
Manoel Cezar do Espirilo Sanio 2)224
Manoel Jos Tavares..... 3)337
Manoel Alves Guerra*..... 76)514
Manoel Antonio Mooteiro d'Andrade 1)935
Alanocl Jos da Cosa e Silva 6)671
Manoel Joaquim Ramos e Silva 13)318
Hrdeiros de Manoel Esleves do as-
cimento Quioleiro..... 56)732
Manuel Ferreira d'Araujo Gastro 11)124
Manoel Joaquim Pereira .... 10)080
Herdeirosde Manoel Anlonio Carnei-
ro de Oliveira ....... 17)136
Manoel Caetano de Muara .... 10)080
Manoel Gontalves de Oliveira 13)101
Manoel Coelho Cinlra..... 10)080
Manoel Antonio de Siqaeira 1)838
Viuva de Manoel l.nurenro 12)096
Capitn Manoel Fernandes da Cruz 10)080
Manoel Al ve Barhoza..... 5)010
Manoel do Nascimentoda Costa Mon-
'eiro.......... 8)064
.Manoel Moreira do Jess .... 12)096
Padre Manoel Themoteo .... 8J064
Dezembargador Martiniano da Rocha
^.Bistos...... 16)128
Viuvae herdeirosde Miguel Bernardo
Qoinletro........ 67)657
Miguel Gontalves da Silva. 10)011
Miguel de Souza Reg..... 4)419
Viuvae herdeiros de Miguelj Jos da
Silva Guimaraes...... 5)562
Viuva e herdeiros de Miguel Carnei-
ro da Cunha....... 27)068
Miguel Feudo da Silva .... 6)652
MiguelArchanjo Monteirn d'Andrade 10)080
Miguel Archanjo de Fizueiredo 11)716
Marrelliun Jos Lopes..... 1-3590
Misericordia d'Olinda..... 13)905
Marcos Evangelista Ribeiro 14)461
Viuva de Mariano Jos do Conlo 13)318
Menor Manoel de Souza Braga 4)449
M. Calmont & C....... 1O30SO
Herdeiros do Padre Mauricio Bor-
nes da Cosa....... 103OHO
Marcelltno Antonio Pereira 15)120
Mara Jo-eplia Vianna 65)118
Maria da Conccicao...... 45)360
Maria das Merces...... 21)524
I Conlinuar-se-ha.)
DECLARAgO'SS.
O brigue nacional Drilhanle com deslino ao
Maranhao, recebe a mala boje ao meio dia.
O Illm. Sr. capitn do porto, em cumprimento
da ordem do Exm. Sr. conselheiro presidenie dcsla
provincia em dala de 5 do correnle, manda fazer
publico, para conhecinieuto de quem pbssa interes-
sar, o aviso da reparli.-ao da marinha de 14 de no-
vembro, e a Iraducrao do extracto da C.azelade
Londres de 29 de seleoibro, ltimos, a qual elle re-
few-se, coutendo a nulificaran do bloqueio cstabele-
cido pelas forcas navaes combinadas de Inglaterra
e Iranca na praras e porlosrussosdo Mar Branco.
Secrelaria da capitana do porto de Pernambuco
9 de dezembro de 1854. O secretario, A/exandre
Rodrigues dos Alijos
Circular n.*99. Ro de Janeiro. Ministerio dos
negocios da marinha cm 14 de novembro de 1854.__
Illm. e Exm. Sr. Remello a V. S. por copia Ira-
ducrao do extracto da Gazeta de Londres do dia 29
de selembro ultimo, contendo a nolilicaco do blo-
queio estabelecidu pelas forr,as navaes combinada
de Inglaterra e Franca na pracas e portas russos do
Mar Branco, afim de que V. Ex. a transmuta ca-
pitana do porto dessa provincia para dar-lhe a con-
nniente publicidade.
Dos guarde a V. EuJoti Maria da Silva P-
rannos.Sr. presidenie da provincia de Pernambu-
co. Cumpra-se. Palacio do governo de Pernambuco
5 de de/.embro de 1851.Figueircdo. Confnrme.
Antonio l de Pinhn. Conforme, o secretario
da rapilana Alcxandre Rodrigues dos Anjos.
Traductao.Extracto da Gazeta de Londres de
29 de selembro de 18>i. Notificarlo do bloqueio.
Ilepai iic.lc dos negocio eslrangeiros, ra Dowening
28 de selembro de 1854. Por esta se declara que a
dnta de 12 de agosto ultimo todos nsporlos russos,
entradas enseadas e angras, desde o caboSeviatori.
Nos, na longilude de 39 47 Esle, lalludc 68 10
Norte atoan cabo Kann, na longilude -l" 32 Esle,
e latilude 68 39 12. Norte, incluiudo especialmente
os porlos de Aikangel e Onega, foram poslos 110 es-
lado do mais rigoroso bloqueio pela respectiva Torta
alliada das esquadras ingleza e franceza. E aiuda
mais por estese declara que todas as medidas aulo-
risaifcis pelasteis das uacfics, pelos respectivos trata-
dos, entre S. M. e as dilferentes potencias nculraes,
serao adoptadas e postas cm cxecncilo para com lo-
dos os navios, que tenlarem violar o referido blo-
queio.Conforme, Francisco Xavier llomlempo.
Conforme. Antonio lAite de Ptnho. Conforme, o
secretario da capitana, Alcxandre Rodrigues dot
Alijos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em virlude de aulorisa-
t3o do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectosseguiules:
Para o 4 balalhao de arlilbaria a p.
Bonetes, 351 ; panno azul entrelio, covados,
1,682 ; ludan ia de forro, ditos, 1,340; panno cai-
mezim para vivos c vistas, ditos, 150 ; dito preto pa-
ra polainas, dilos, 150 ; brim para frdelas c caltas,,
varas, 1,865; algodaozinho para camisas, ditas, 943;
clcheles pretos, pares, 351 ; boles braucos de osso,
grosas, 79 ; ditos pretcs de dilo, ditas, 68 ; grvalas
desoa de lustre, 315 ; mantas de laa, 345 ; sapa-
los, pares 755 ; esleirs, 379 ; botes grande-, con-
vexos de metal amarello, com granada e numero i,
(,956 ; ditos pequeos do mesmo numero, 3,510 ;
braco grande de ferro para balanca. 1 ; ealdeira- de
ierro fundido para 50 pracas cada uma, 2 ; copo de
vidro, I.
Companhia iixa de cavallaria da provincia.
lloneles redondos, II ; coturnos, pares. 11 ; gr-
valas de sola de lustre, 11 ; luvas de camnrra, pares
II ; mantas de laa 11, sapatos, pares, II ; esleirs,
11 ; braco grande de ferro para halan.; 1. 1 ; temos
de pesos de ferro do Baeia quarla al um quin-
tal, I. H
Capclla da fortaleza do Bruin.
Ornamento branco completo, comanle de urna
cezula. est.-la, manipulo, bolea c vo, I ; panno
roxo para cobrira imagem, I ; encaderiuieao de un
missal, c reforma do gallo das bolsas, encarnada
roxa ; alvas, 2 ; amiltns, 2 ; conloe, 2 ; corporaes,
2 ; lualbas para o aliar, 2 ; ditas de nvflo para o la-
vatorio, 2 ; pannos de pala, 2 ; purificadores, 2 ;
sangiiinbos, 4 ; lapetc para n supedneo do nnlar,
I ; luslrim roxo para cobrir a banqueta do altar, co-
vados, 3 c meio ; aspersorio, 1.
Colonia militar de Pimeuteiras.
Colhcres de dez polcgadas, 4 ; ditas do 6 ditas, 2;
enxailas giandes raleadas de ato, 30 ; pas de uno
grandes, 24 ; dilas pequeas, 2 ; nieen para ca-
ar, i.
Otliri.ia de capina da mesma colonia.
Formos de ato sonidos, duzias, :1 ; ferro de capa
para garlopa com 2 e mca polegadaa .le largura, 6 ;
ditos sem capa com urna e meiadila de dita, ti : di-
tos ditos com um dita de largura, 6; emes com
fuz, 6 ; (rinxas com uma e meia polega.la ilc lar-
gura, 2 ; dilas com I dita, 2 ; dilas com 3 quarlos,
2; serrles com 30 polegadas do cumpriineulo, 4 ;
ditos de Iixa com 12 dita, 4 ; dilos de punta com 12,
3 ; compacos de 12 polegadas, 6 ; esquadros de ier-
ro cun fvlba de 12 polegadns de roiiiprimeiitn, 2 ;
dilos pequeos, 4 ; verrumas sorlida-, 3t ; irados
de polegada, 2 ; dilus de tres quarlos, 2 ; ditos de
meia, 2 ; limas triangulares de graa lina para amo-
lar serrote, 12; fncoe com bainlias e ciuturnes, 40;
parafosus de madeira para prensa de bancos, 4 ;
collada Babia, libras, 12; pregos caibracs, 10,000;
dilos de batel grande, 11,000: dilos de ditos peque-
os, 11,000 ; ditos caixies, 11,000; dilos de soalho,
10,000; ditos de forrle sala, 11,000; dilos de
gnariiicao grandes, 5,000 ; dito do dila pequeos,
5,000 ; dilos de rame com uma polegada de com-
primenlo, libras, 10.
Ofliciiia .lo ferreiro.
Ato de Miaoem vergas, arrollas, 2 ; ferro sueco
cm barras chatas de 2 e meia polegadas, arrobas,
10 ; dilo em barras chalas de 1 -e meia, ditas, 4 ;
limas chalas de 14 polegadas, 3 ; dilas dilas de 8, 3;
dilas de 4, 3 ; dilas muta de 8j 3 ; dilas meias
canas de 11. 3 ; ditas ditas de 8, 3 ; ditas dilas de
4, 3; ditas ditas mutas de 8, 3 ; dilas triangulares
de 8, 3 : dilas dilas, de.4, 3; limales de 8 dilas,3 ;
ditas de 4, 3.
Quem quizer vender esle objeclos, aprsenle as
ua propostas em carta fechada, na secrelaria do
conseibo as 10 horas do dia 13 do rorrcnle mez.
Secrelaria do conselho administrativo, para forneri-
ment do arsenal de guerra, 4 de dezembro de 1851.
Jos de Brito Ingle:, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal e secia-
lario.
Pela mesa do consolado provincial se faz pu-
blico, que os 30 ibas uleis para a cobran; da deci-
ma dos predios urbanos das freguezias desla cidade c
da dos Afogadns principiam a coular-se do 1. do cor-
renle mez de dezembro em diante, e lindos os quacs
incurren) na mulla de tres por cento todos os pro-
prietarios que deixarem de pagar seus dbitos no 1.
semestre de 1854 a 1855.
Por esta subdelegara se faz publico, que se
acha lenalmenle. depositado 1 ravall caslaiiho, ma-
gro, 1 lencol velho, 1 caifa branca, I par de sapalos
amarello para mullier, 1 novello de linha, 1 ancore-
tazinha de palmo o 4 dedos de comprido, vasia, 1
vara de madapoblo ordinario, 1 lenco velho com um
puntudo de farinha, 3 saceos, sendo 1 velho, ludo
deixado por Francisco de tal. cargueiro, c morador
em Ierras do engenho Novo do Cabo, quando a poli-
ca o perseguid para o capturar em viitude de Ihe
ter sido denunciado ser elle criminoso de morle, a
qual fra feila cm S. Jos, no logar perlo da fr.-gue-
tia da Luz, e pode este escapar de ser preso : quem
se julgar com direilo ao objeclos declarados, com-
pareca para Ihe Bcrem entregues. Subdelegara da
freguezia do Afogado 11 de dezembro de 1851.
Seraphim Pereira da Silvia Monteirn, subdelegado
supplente em exercicio.
SOCIEDAD! DRAMTICA EIPBEZABJA.
20.- RECITA DA ASSIGNATURA.
Quarta-feira 13 de dezembro.
Depoidaexecucao de uma escolhida ouverlura
lera priucipio a representatao domnito applaudido
c desejado drama em 5 actos intitulado
JENNY.
Hualisaru o espectculo com a nva comedia cm
1 acto intitulada
O LOGRO BEM PREGADO.
Pertonayent.
Bonilacio......
Aniceto, criado. \ .
D. Picanea, velh>. .
Flora, criada. ...
Fulgencio.....
Adelo.
Priucipiar as 8 horas.
Actores.
O Sr. Cosa.
Monteiro.
D. Amalia.
Orsat.
O Sr. Pereira.
> Kozeudo.
AVISOS MARTIMOS.
AO PARA1.
Vai eguii- mu brevemente
a escuna FLORA, capitao
Jos Severo Rio, s pode re-
teber carga miuda: trata-se com os con-
signatarios. Antonio de Almeida Gomes&
C.,na rita do Trapiche u. i6, segundo
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Pretende sabir com brevidade a escu-
na nacional Tamega, por ter parte do
sen ca 1 egamento : para o resto da car-
ga e escravos a frete, trata-se cora No-
vaes &C., na ra do Trapiche n. oi.
PARA O RIO DE JANEIRO,
o brigue nacional Marianna sane com teda a bre-
vidade ; recebe carga a frete. escravo e passageirns:
quem pretender embarcar, trate com Manoel Igna-
cio de Oliveira, na pracal do Corpo Santo u. ti, es-
cnpiono, ou com o capitao Jos da Cunlia Jnior.
PALIA O MAKAMIA'O.
Pretende sabir por estes dias, o brigue
nacional Brilbante, por ter a maior
parte de seu carregament prorapto: pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-
se com Novaes & C, na ra do Trapiche
n. ,)4.
. Para o Rio de Janeiro s/gue viagem com bre-
vidade o brigue nacional yero ; para carga e e sera
vos a frele, Irata-sc com os consignatarios Thomaz de
Aquino Fonscca & Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
Para Lisboa sane com a maior brevidade o
brigue porloguez Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o resto da carga e passageiro, Irata-se com os
consignatarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho,
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Para o Para'
o hiale Ligeiro seguir em pouco dias ; ainda pode
rereber al guia carga : Irata-sc rom J. 11. da Fonse-
ca Jnior, ra do Vigario n.4, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro
o hrigoe nacional fflcira segu com brevidade por
ler parle de seu carregamento proiiplo ; para o res-
to da carga e passageiros, trata-se com Machado &
Piuheiro, na ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro segu no dia l."> do cor-
renle o patacho .S'anla Cruz ; s recebe passageiros
e escravos a frete : trata-se com Caetano Cyriaco da
C. M. ao lado do Corpo Santo n. 2>.
Para o Rio de Janeiro segu em pourosdias o
brigue Rato, capitao Jo Cardoso Rangel jnior,
por ter toda a carga prompta ; s recebe passageiros
e escravos a frele : a tratar com os consignatarios, na
ra da Cruz n. 10.
PARA O ASSf
sabe com mulla brevidade o hiate Anglica ; quem
nelle quizer rarregar ou ir de passagem, dirija-se a
ra da Cadeia do Recite n. 49, primeiro andar.
-A escuna nacional Tamega, segu
para o Rio de Janeiru, quarfa-leira l^i do
con ente, s recebe escravos a frete: tra-
ta-se com Novaes Ok C-, na ra do Trapi-
chen, i. primeiro andar.
LEILO'ES.
Por ordem do Illm. Sr. Dr. juiz de direilo da
primeira vara dn cvcl e do commercio, o asele
Viclor far Icila.i de todos o gneros e afmacao em
um s lut.-.ou a vonladc dos licitantes, pertencenles a
taberna, sila nn neceo largo 11. 1, de Benigno Jos
de Araojo Braga, para pagamento de seus credores :
quarla-feira, 13 do correnle, as 10 4 hora da ma-
ulla, no fndicado lugar.
Ilenry Forstcr & Companhia, consignatarios
do brigue americano ll'illiam Price, Carao leil.lo
por iiilervenca.i do agento Oliveira, em presen.;.1 do
Sr. cnsul dos Estados Unidos, e por conta e risco de
quem perlencer, do casco, maslros, vergas, cordoa-
Iba, veame, correles e .locuras, e mais apparelhos
e pcrlenres do dilo brigue. lal qual se acha ancorado
nesle porto, onde os pretendemos podein examina-io
com aniecipacao, assim como o respectivo inventario
no acto do leilao, tendo sido legalmenle conderana-
dn por causa do abalronmenlo que solTreu d'oulro
navio sua entrada, na rcenle viagem que fez pro-
cedente de Philadelphia: quarla-feira, 13 do cor-
renle, ao meio da em ponto, porta da as-.nriac.in
coramereial desta prara.
Srliafheillin & Companhia far8u leilao por in-
lerveutao do agente Oliveira, de um completo sor-
timento de fazenda de alsodao, linho, laa e de seda,
as mais proprias do mercado, sendo a mor parle ul-
limamcnlc despachadas : lerc?-feira, 12 do corren-
le, as 10 lloras da manilla, no seu armazem, ra da
Cruz.
O agente liorja, nao podando continuar o leilao
de quiiila-feira (i, em seu armazem, lem de conti-
nuar o mesmo quiuta-feira. I do corren te, as 10
horas, o qual constar de nm lindo c riquissimo pre-
sepe de goslo moderno, anda nao visto uesla cida-
de, om sani'luaiio com imagen, diflerentes obras de
me.rcineiria, lano em mobilias como avnlsas, relo-
gios de ouro e prala para algibeira. dilos de pared* e
rima de mesa, apparelhos de porcelana para mesa,
ditos de loura azul, lanterna, candelabros, diversos
vidros ele. etc., e uniros rnuit"* objeclos que uso se-
rao precisos mencionar ; assim como faru leil.lo
de urna e-rrava de meia Idade, sem achaque algum,
um ptimo eavalln para carro, um dito para sella, c
um excellenle carro de 4 rodas, novo, que estar em
frente do armazem no dia .10 leilao.
O leilao de fejao aniiunrindo para hoje fca
transferido para araauhaa 12 do concille.
LEILAO DE JOIAS.
SEKTA-FEIR.V 15 DO CORRENTE.
O agente Borja lina' leilao, no seu ar-
mazem na ra do Collegio 11. 15, a's 10
horas, de um esplendido sortimento de
obras de 01110, como bem: adereros, meios
aderecos com esmalte, ditos sem elle, pul-
ceiras do ultim gos.to, allinetes de peito
para senhoras com pedias linas, ditos pa-
ra homem, trancelins de varias ptomu-
ras, collares, anelles, correntes para re-
logios, relogios patente ingle/., dilos suis-
sos, ditos diyjarede com msica, dito pa-
ra cima de-.iiesa, ricas caixas de msica
muito modernas, coutros muilos objeclos
pie estarao patentes 110 mesmo armazem,
os quaes se entiegarao pelo maior preco
offerecido, em consecuencia dos dous
de taes objeclos retirarem-se.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e cobranra do importe dos
annuncios be superior ao valor delles,
previne-seaos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandarem, re-
mettan igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
Os senhores de esciiplorio ou casa
a berta, cujos nomes nao estivereui con tem-
plados 110 abnanak, queiram mandar suas
declararles a' livraria n. 6 e 8 da praca
da Independencia, uestes dous dias, qte
se tem de concluir as coiTecroes, alia's
naopodem mais ser admettidos.
FOLHIWUS ECLESISTICAS
PARA mu.
Os senhores que encommendaram fo-
Ihinhas de igreja para o anno que vem,
podem mandar busca-las na livraria da
praca da Independencia.
Precisa-sede um feitor para o sitio de A. V.
da S. Barroca, na Magdalena : a Iratar no mesmo
slio, ou na ra da Cadeia do Kecife n. 4.
Jos ftaplisla Pereira Torres relira-sc para fora
da provincia.
J0S0 l.eitedeAzevedo faz saber ao respeiiavel
corpo do commercio desta praca, que deu sociedade
eo sen filho .los. Luiz de Azevedo Maia, etica^olo-
riado para fazer todas IrnnsacAe cemmerciaes de
sua casa lanln nesla praca como Tora; a firma da casa
ser Jnao l.eile d Azevedo & Filho. Recifc II de
dezembro de 1851.
O abaixo assignadq no dia 11 do correnle ao
meio dia perdeu desde a porta do escriplorio do
Illm. Sr. Joan Pinto de I.emos, at os qnatro cantos
da ra doOucimdo, islo he, onde existe a loja a-
maretla, 1503000 rs., sendo uma ola do Banco de
1003000 rs. e outra de 503 roga-se a pessoa que as
achou, querendn entrega-las ao abaixo assignadn.
leva-las Iravessa do Pilar n. 15, quesera bem re-
compensado. I ictorino Jos de Souza Travasso,
Joias.
Osabaixoassguadns,donosdalojadeourvesnaruado
l.ahuga 11. 11, con trun lean paleo da matriz erua Nova
fazem publico que receberam de novo uma porrao
de obras de ooro muito ricas c dos melhores costos,
tanto para senhoras-como para homens e meninas ;
continan) os precos mesmo baratos com lem sido, e
passa-se conta com respnnsabilidade especificando a
qualidade do ooro de 14 ou 18 quilates, (cando as-
sim sujoilos os mesmos por qualquer duvida.
Sera fim & Irmiio.
Acha-se fgido desde o dia 5 do correnle o es-
cravo. Jo,1o Paulo, erioulo, de idade de o anuos pou-
co mais ou menos, sem barba, estatura recular, ollu
apilombadoscom marca de bexigas pelo rosto, e mais
condecido se torna por ser quebrado : quem o apre-
hender leve-o a na do Alecrimn.
Precisa-se de um pequeo nacional ou eslran-
geim de \ .1 14 anuos, para caixeiro de uma taber-
na distante desla praca lOlcgoas, e que d fiador de
sua condula : a tratar na ra larga do Rosario n. 50.
O abaixo assignado declara, que licam perten-
cendo ao Sr. Manoel Dias Fernandes osdoni imbeles
inteiros ut. 3683 e 3879 da Icrceira e ullima parle
da sexta lotera concedida para as obras da S. de
I.ivramento. Firmino Moreira da Cotia.
Aluga-se o aimazein da casa n. 141 da ra do
Pilar : a tratar no primeiro aud.ir da mesma. -
Roga-se ao Sr. Jesnino Ferreira da Silva que
quando quizer deprimir o crdito dealguem olhe
primeiro para si, e nao ande por boticas, lojase ta-
bernas como cosluma para esse lim, islo Ihe pede e
espera nao continuO caixeiro da ra Nova.
I). Clara Maria Pies de Mutua, casada com
Joaquim Manoel de Albuqiierque Maranhao, an-
nuncia ao respeiiavel publico, para que nao pean
algoem allegar ignorancia, quecsl tratando no fo-
ro competente de divorciar-se de seu marido por se-
vicias que do mesmo lem sollridn, as quaes a obri-
garam a procurar a ra de eu pai Joao Paes de
Moma, onde actualmente se acha ; a porque com a
separacao do matrimonio ha de ter lugar a parlilha
do bens do seu casal para Ihe ser entregue a meia-
caoque Ihe compele, e Ihe consta quoo mesmo seu
marido no proposito dea prejudirar esl dilapidan-
do e vendendo os bens do mesmo casal, previne pe-
lo prsenle, para que ningiirm faca negocio algum
a respeilo de ditos b'iis. e desde js protesta nao su
conlra as vendas que ficliriamentc Ihe consta haver
dilo seu marido feilo.romo contra as quehouver elle
de cflecluar daqui poi dianle.
Ilesappareceu nu dia G de novembro Benedic-
ta, de II annos de idade, vesga (Inslitos, cor aca-
bildada ; levou um vestido de chita rom lislras ciir
de rosa e de cafe, coolro lambem de chita, branco,
com palmas, um lenro amarello 110 pescoeo ja de-ha-
la lo : quem a apprehcnder. rohduz.a-a a pipucos
no ntrico em casa de Joao Leite de Azevedo, nu no
Recite na praca do Corpo Santo 11. l",quo sera bem
recompensado,
Predaa-M de urna ama para Iodo nservir re-
gular de urna casa : ua ra da Cadeia de Santo An-
tonio n. 20.
Precisa-se de um moleque ou uma preta. para
vender fructas: a Iralar na ra larga do Rosario n.
17, junto ao quartel. -
Perdeu-senm ronhecimenlo de 11. 90, daquan-
tia de IOO3OO rs., reeebido na Ibesouraria da fazen-
da desla provincia : quem o liver a. hado. 011 por
qualquer modo delle esteja de posse, dirja-se a ra
da Praia de Sania Rila 11. 42, que sera generosamen-
te gratificadoalm do agradecimento.
LOTERA DO KIO DE JANEIRO.
Resumo dos inaiores premios da lotera
20 das Casas de Ccaridaile, xtrahida em
!) de novembro de 183 V.
1 N. 991.........20:000.s
1 109.........10-.000.S'
1 19. .'.......V:000/J
1 583......... 2:000*
.. 12(iS 1 KM -2590 ,
">~y 37o.) 3039 1:000.s'
10 100B, 2*30 357* ,
3708 45*1 4596 ,
4888 5796 5927 ,
ifiOfi......... U)Qs
20 .. 73, 81, 500, 1091 ,
1366, 1380, 1661 ,
1802, 2378,-2*46 ,
2573 3192 3435 ,
580* 4192 4896 ,
4986 5072 5201 ,
5532......... 200.S
60 .. **, 67, 176, 228,
490 60* 915 ,
1056, 1089 1220. ,
1225 1507, 1315 ,
15**^136*. 1524 ,
1710, 1791 2122 ,
2275 2295 2519 ,
2595,. 2511 2541 ,
2598 240* 2755 ,
2850 5i*7 33*5 ,
5517 5565 5595 ,
5600 3655 3709 ,
5716 5725 5855 ,
5857 *51t 4525 ,
V532 4536 i588 ,
*679 4755 4791 ,
*8I7 ,4895 4938,
5147 5162 5225 .
5317, 5*85, 5697,
5929, 5968..... 100
100 premios de........ Hls
ISOOditos de......... 20.>
Sabio nesta provincia no bilheteinteiro
n. 2590 a sorte ile 1:000(, e bastantes
premios de *0(fc{, 2<)0>,- e 100$, os possui-
dores queiram vir receber, que serao pa-
go* inmediatamente e sem descont al-
j.uin.
Temos reeebido osnovos bilbetes da 4S
lotera rio Monte Pi, pie licava acorrer
na Santa Cusa da Misericordia no dia
quarta-feira 6 do correnle, asustas veem
pelo vapor nacional, que parte daquella
cidade no dia 10 do torrente: os premios
epte obtiverem ditos bilhetc senio pagos
sem descont algum logo que se lizer a
distribuicao das listas.
Sede-se as chaves da loja da ra da Cadeia do
Herile n. 17. com uma rira armacao de amarello en*
vernisada c Inda envidrarada, propria para qualquer
eslahelerimenlo : para ver na mesma loja, e para
tralar na rna do Collcro 11.1.
I). R. And. & C. rompraram por conta do Sr.
Anlonio l.uiz Fernandes Brasanca, meio bilhete da
1S-" lotera a beneficio do Mnulo Po Geral dos servi-
dores do Estado do Rio de Janeiro n. 2328, c meio
dilo n. 1186, da lercera e ultima parle da sexta
Inleria a favor da obra da igreja do I.ivramento
desla provincia.
Perdeu-se da rna do Torre da porla do escrip-
lorio do Sr. Jo3o Pinto de Lemos. al 09 qualro
cantos da ra do Queimado. uma ola do banco de
1005000 rs. e orna sdala de ."lOflOOO: quem as achou
e quizer restituir, dirija-a* a casa do abaixoassisna-
do Iravessa do Veras n. 15, que ser eenerosammle
gratificado. I'ictorino Jos de Souza Trtanos.
Dcliino linne-iives Pereira Lima roa a todas
a*)pes lem ens ttulos no escriplorio do Sr. Manoel Joa-
quim Ramos e Silva, no prazo de Ires dias.
The nutica! instrumsnts and carine apparel
damaared hy sal water beloaginc lo Ihe Masler of
Ship Deer Slaver wl be s Id by Public aulion nn
ccount and risk of whom il may concern in the
presence of H. A. Cowper Esqre. Brilish, cnsul ou
14 Ih lust. al 10 ociockal J. Carroii Jor. Store, ra
do Trapiche n. 2.
Precisa-se de uma ama para casa de pouca fa-
milia, que saiha cozinhar e engnmmar : no aterro
da Boa-Visla n. 12, taberna.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da roa
do Rangel n. 11, a tratar no mesmo sobrado.
Precisa-se alugar ama escrava que venda na
ra : no sitio da Cruz de Alma do padre Florencio,
ou na rna de Hortas, taberna 11. :il.
Joaquim Ferreira Coelho nSo pode deiiar de
levar ao publico e ,i presenta das autoridades o" pro-
cedimenlo que com o annunranle acaba de praticar
Beruardino de Souza Piulo, eslabelecido na ra da
Senzala Velha. Tendo o annunciante vendido ao dito
Iternardino a taberna da l.ingoela, casa n. 5, com a
condirao de que elle comprador, pagar os dbitos
que o annunciante devesse 1 praca, resullou ainda
am saldo a favonio annunciante da quantia de3:4009
rs., de qae o dilo Bernardino aceitn 3 leltras a
pagar a 3, a 4 e a 7 mezes, das quaa 2 se acham
vencidas e nao pagas, e ama a veneer-se, e como o
dilo Bernardino uno dsse endossante.foi concordado
com o annunciante afim de se conservar em casa em
quanto se apromptava a referida quanlia cima, e of-
ferecendo ao annunciante a quanlia de 1309000 de
ordenado animalmente s em quanto te apromptas-
sc o dinheiro cima ; o annunciante apezar do ofle-
recimento do dito Bernardino declarou-lhe se con-
servara al o sea real .embolso, que nao aceilava a
cjsa por b., lauco, e que elle Bernardino conservara
um ontro caiieiro como de facto, que nem o annun-
ranle assignoa halanco algum por onde se tornasse
responsavel, e sempre < dilo Bernardino leve na re-
ferida taberna um caiieiro da sua embanca, tgora
que se acham vencidas 2 lellras na importancia de
i:20UjK)00, e leudo o annunranle embargo em um
escravo, o qual se acha no deposito geral, por esle
motivo foi preciso ao annunciante, para Iratar de
seus debito, relii ar-se da companhia do dito Ber-
nardino, o qual em logar de salisfazer o seu debito,
anda barulhando com fingidos rodeios, afim de nao
pasar au annunciante com pretextos de fingidas fal-
las que Uvera na dila taberna, mas qae s agora n
occasiao de pagar o seu debito he que falla nellas, po-
rm que de nada Ihe pode valer porque o annun-
ranle por nada se responsabilisa, e desafia ao mesmo
Bernardino, qae Ihe mostr o contrario pelo annun-
ciante firmado.Joaquim Ferreira Coelho.
Obras- do bacharel Manoel Antonio Alva-
res de Azevedo.
As pessoas que desojaren) possuir as obras desle
talentoso Braseiro, que a morle sumi 'entre no,
rnubando am genio n nossa Ierra, que lano necessi-
ta de arrimos na espiiihosa carreira Iliteraria, o
convidada para assigna-las, 110 aterro da Boa-Vista
u. 17. As assignaturas (de 49000) sao pagasa entre-
ga do primeiro volume que ja esl mpresso, deven-
do brevemente sabir o segundo. Sao poneos os ej-
emplares que ao reslam, pelo que avisamos ao pu-
blico aproveilc os que ha.
Aluga-se um sitio com casa de pedra a cal,
para pequea familia, pelo lempo de fesla, 00 lagar
da Capunga, 110 alio da Baila Verde : a tratar na
roa da Penha n. 33.
Jo da Silva Capella, subdito porluguez, reli-
ra-sc para Portogal.
Alqga-se uma casa muito boa para se pasur a
fesla, ouporanno, na Torre, beira do rio, junto a
casa do Sr. Francisco Gomes de Oliveira : na ra da
Cadeia n. 60.
Fortaram do cercado do cnseoho Campo Ale-
gre, no dia 5 do correule, nm cavado caslanho, es-
trella na testa, anca de porco, um pe calcado, dous
calos no iugar da cangalha, canda rociada, cascos
aparados de novo, tem ama muda para fazer e nutra
igualando : quem delle souber ou der noticia no en-
genho Cranassii' de Ipojura, ao morador Jaec Rnlino
Marques, sera generosamente recompensado ; e no
Recie, taberna do Sr. Gabriel, Iravessa do Peise
Frito.
Pfecisa-se de 3 escravas boas quilandeiras :
quem as quizer alogar ou mensalmenle oa pagndo-
se as vendagens, dirija-se a ra Bella n. 9.
Precisa-se de uma escrava que saiba cozinhar|e
engoiumar para casa de familia ; na ra Bella 11. 9.
Aluga-se urna excellenle casa em pipucos,
com muito bons commodos, e peno do rio : a tralar
com Joaquim Pereira Bastos, na rna Augusta, casa
n. tiO, ou com o Sr. Claudio Dubcux.
Srs. redactores.Depois de havermos lido no
Jornal da Baha parle da memoria do Dr. Domingos
Rodrigues Seixas, sobre a salubridade publica da-
quella provincia, podemos obter ura ejemplar ; c
pela nova leilura apreciamos melhor as ideas desle
medico dislinclo, c o merecimenlo daquelle Irabalho
importante. Por nao sermos indiuerenle ao enco-
mio que deve srr IribnUdu ao mrito, servimo-nosda
imprensa para demonslrarmos de leve o valor da re-
ferida memoria, cajo couceilo he inconleslavel e re-
conhecido pelos professonaes nas materias medicas.
Anlonio Egidn da Silva, lente de geometra do
Ivccu desta cidade, pretende abrir no dia 2 de Janei-
ro do auno vindouro, na casa de sua residencia, na
rna Direilan.7S, um curso de geometra : ossenbo-
rfs esludantes que a quizerem frequentar, poderao
dirigir-se mencionada cas, de manhia, das 7 ho-
ras al as 9, e de larde das 3 al as 5.
CEM MU. RES de gratificaco.
Contina a estar lucid., desde 12 de julho. Cela-
no, escravo de Joao das Chagas de Fara I.obale,
leudo os signaes segointcs : raboclo, estatura baixa,
rara chala erheia de sardas, cabellos corridos, den-
lis alvos, idade de 16 a 17 annos, be provavel que o
mesmo esleja era Iguarassu', onde j foi preso por
eslar fgido: quem o apprehender e levar a ra de
Apollo n. 20, lera a gralilica<;o cima.


curio ce PF.Rar,ieucQ, terca feira 12 ot deziibro be isb*
Madame Adela Pairan relira-sc para a Eu-
ropa.
Aluu.i-.-c um grande armazem na roa ilo Brum,
esle iln labrado que lica 10 sui da fundirn do Sr.
Ho-nnan : |ucm o pretender, dirija-se a Jos Anio-
nes Golmaraes, na toa de ApoHo o. 30.
Na ruada Cruz, taberna n.37, precisa-se alu-
jar csciavus inciisalnieiile, c paga-se Ma.
Preeisa-M de urna ama para rnzinhar, engom-
mar e comprar, pata pouca familia : a tratar na roa
Augusta II. 5.
Precisa-M fe oiu negro ou moleqne captivo,
por alugucl, que seja fiel, para fazero servieo de urna
rana: na ruaNovan.il, primeito andar.
I)rsapparereu no dia (i do correle urna negra
da Costa, rte estatura regular, secca do corpo, lalhos
da ii.ic,ao na carae nascoslas, idade de 20 annos ; le-
vou 2 vestidos, um rxo e outro cor de rosa : quem
a pesar leve-a estrada de Joao de Barros, na casa
ronfronle a Cscala, que ser recompensado confor-
me o seu Iraliallio.
Dethan, morador na rua da Conceirao da ltoa-
Visla n. 50, participa ao respeitavel publico, que
existe em sua casa lindas expela* de iminorlal, che-
gadas iillimamenle de Para, proprias para serein
rol locadas sobre os tmulos e catacumbas das pessoas
que jazem no cemiterio publico.
O CRAVO.
Por motivos ponderosos deivm de reapparecer o
Crarn no dia annunciado (!. do correnle) o que le-
ra lugar impreterivelmentc no dia 16. Os senhores
asignantes que quizerem continuar rom as suas as-
signaluras, tenhan a bondad de dirigit-se desde j
a na Nova n. 52, a Iralar com o Sr. Bnaventura Jo-
s de Ostro Azevedo. Outrosim pede-se encarecida-
mente quelles que lulo liverem pago o ini|>orte de
suas assignaturas, bajam de taze-lo anles da recep-
i;lo do ptimeiro numero do segundo trimestre, pois
nao ignoram asdespezas que soem Irazrr publicarles
lacs. Advertese que os numeros avulsos vondem-s
a liki rs., e que do dia 20 em (liante nao se recebe
roaia assignatura.
Aluga-se a casa de sobrado de nm andar com
-' salas. 5 qoartos, cozinha fra e quintal murado, na
roa de Bemfica. na Passaaem da Magdalena: a
tratar no mesmolugsr com Jos Joaquim Das Fer-
naudes, ou na ra da Cadeia do Recita n. (i:).
Alu;a-se urna escrava para todo servieo inter-
no e eilerno de orna caa: quem a pretender, diri-
j>-se na do I.ivramento n. 14.
Precisa-se de urna ama que faca o serviro in-
terno de urna casa de pouca familia ; na ra da
Praia n. 54, armaren,
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
larga do Kosario o. 18 ; a tratar no mesmo.
Jos Narciso Camello, teslamenteiro
to fallecido Norberto Joat|uim Josfitie-
des, era posse e adininisador dos bens
do mesmo fallecido, que por forca da dis-
posico testamentaria receben do Sr. Dr.
Joo Pedro Maduro da Fonseca, testamen-
leiro, inventariante e lierdeiro da falleci-
da D. Anna Joaquina de .Jess Queiroz
(iitedes; teem acordado coir. o dito Sr.
Dr., para continuar a receber as dividas
activas descriplas no inventario, que se-
procedeu por morie do dito fallecido, e
depois entrejjaj- ao annunciante a parte
das que arrecadar : e por so os senhores
devedores poderao pagaras declaradas di-
vidas ao dito Sr. Dr. Maduro, e receber
dlle qu i tcito -
Jos Narciso Camello, tcstamenteiro
do fallecido Norberto .loa(|uim. Jos Gue-
des, esta' encarregado por a disposico
do testamento do dito fallecido, da admi-
nistracodo estabelecimento das alvaren-
gas e canoas do mesmo fallecido, e que
na sita meaeo couberam, ctijo estabeleci-
mento o continua prestar o servieo do
eslume, e esta' a disposico para esse
im nao s dos' antigos fregueses, co-
mo das pessoas que se quizerem dclle uti-
lisar, todos se entenderao para os ajustes
cuino Si*. Manoel Maximiano Guedes na
casa cmque niorou o sobredito fallecido
Norberto Joac|uim Jos (uedes, licando
cortos que lio de ser bem seivtdos.^por
os piceos do costurae: e com recibo do
annunciante as contas as poderao pa-
gar.
$#$ SS^ CMM
(^; O Dr. Crolino Francisco de Lima San- ()
a+ (os, inora na ra das Cruzes n. IK, primei- .^
wJ r.i andar, onde continua no ejercicio de 7
(4j >iia prelissao de medico, c ulilisa-sc do ce- 0&
nato par do novo ao publico olferrcer "*
sen prcsiimo como medie, e habilitado a
certas operaroes, sobretodo das vas ouri- ,*.
parias, por se ter a ellas dado, com espe- '#?
cialidade em Franca. Sf;
CONSULTORIO 00S POBRES
25 RA DO GOX.X.EGIO 1 ANDA!, 26.
O Dr. P. A. Lobo Mostoso di consultas homeopticas lodos os das aos pobres, desde 9 botas da
manliaaaleiiineodia, ecm risos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile
Ollercre-se igualmente para pralicar qualquer operacao de cirorgla, e acndir'promplamenle a qual-
quer inullier|que estoja mal de parlo, c cujascircumslancias nflo pennillam pagar ao medi.
SO TORIO DO DR. P. A. LOBO MOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGDTE:
Manual completo de meddicina homeopalliica do Dr. G. H. ja,iri ,r,1(|Uzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernado, cm (|us e acompanhado de
um diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma elc etc 'tlftOOO
Esta obra, a maisimportante de todas as qnctratam doblado e ptlica da'homepallii'a, por ser anjea
MNTO^NO uru' Viui fu B^lu^l'lTv,^ TWIESESIA OU BFFEITOS DOS MEDICA-
MENTO NO ORt.AMsMOEM ESTADO Dfc&AUDEC0I1|,ecimcI,,04 quBai, podem di-pensar as pes-
soas que sequerem dedicar a ortica da verdadeira medicj,,.,, nteresaa a tod, os mdicos que qoizerem
expetimenlar a doulriua de Uahnemann, e por si mesmos se convencercm da verdade d'ella: a lodos os
fazende.rosesenbotes de enaenho que esli longe dos reCllrsoS(lo, medjcos: a iodoSos capilaesde navio,
que urna ou oulra
a todos os pa
dos a presta
O vade-mecum do homeopallia' ou trdocc,ao .la medien,',; ,|onies(ica do Dr. Herinc,
obra tanil.em til as pessoas que se dsdiram ao es|U(lo di| home0pal!lia um voiu.
me grande, acompanhado do diccionario dos letm0, ,|c medicina lo-'!)0
0 diecionaricidos termos de medicina, cirurgia, anatoma, olc elc., cncrdenado'. '. '. :(XI0
S-em verdadeitos e bem preparados med.camentos no K p0lle dar om ,
hoineopatbie, e o ptopnelatio desle estabe cemento |isonBe^ de |e.|o ^ |lem montado'possivele
ninguem duvida hoje da grande superiondade dos seils medicamentos
Boticas de l medicamentos cm glbulos, a IOS, 125 e |.vmkJ(I rs
Dilas :16 ditos a..... nnnn
Ditas 48 ditos a .............. S**"
Ditas (0 ditos a................. S*2
iflTJl. .,mos. ....'.::::: \ -r\'\\ :;. SS MU.S_A 800 SSS. COYADO,
Frascos de meia onja de lindura...... '.......... Snno
Na inesma casa ha sempte i venda grande n'_ j' ,'. j. ', j "..' 5-Kx
vidros pura medicamentos, e aprompt.-se quaJque?'" d* 5?Ld*JF"Ul ,de ''TT 'T*"'"^
de e por precus muilo cominodos. q r e,lcommenda > niedicameoloscom toda a brev.da-
,.> u s^uu.cs ..eicnunno que esiao longe nos reCllrsosdos mediros: a lodosos capitesde navio,
a ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qua|quer iucommodo seu ou de seus tripulantes :
os pas de familia que por circunstancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
ireslar in conlinenli os pnmeiros socenrros em ,nas eufermidades.
COM TOQUE DE A.VARIA.
Chitas escutas e Gxas a ,,.~>00 ( 5^000
rs. a peca; na rua esquina que volta para a cadeia.
HELP0NE\E E A\ ESCOCEZ
A500RS O GOVAOO.
Na loja n. 17 da rus do Qneimado. ao p da holi_
ca, vende-se alpaca de laa escoeeza, cbegaila pelo ul
limo navio, a qual fazenda na Europa se d;i o nom-
de Melpomeue de Escocia, muilo piopria para roue
poes e vestidos do senhora e meninos por sur de mu
to brilbo, pelo cninmodo pni; i de IKI rs. cada co
vado ; dao-se as amostras rom' peuliores.
Vende-se una armac.lo na-Cinco Ponas n.
12: a Iralar na .....sma rua n. '.II laberna,)
Vende-se om bonilo esclavo rrioulO de "> an-
nosde idade, com oflieiodeaifaile e de boa condue-
la : na rua da Praia primeiro andar n. M.
Ven'lein-e !ll) meios de -ola pnrpreco commo-
do : na praea CASA DA FAMA, NA ROA D1IIEITA N. 27.
Vende-se manleiga ingina a 4K0 e 560, francesa
a .%() e (100 rs., alelria a 210 e :I2I, lourinho de Lis-
boa a :tfi0 e SIK1 ix.. queijos nevosa f>S0 e I?>0(I.
assucir lino a l(KI o 120 rs., acile dore a (i 10 e 720
a ganara, farinliadoMaranhSo a tiO e 1G0. degom-
ma a SO, Um c 120. dita de aramia a 2i0 e 2H0,
velas de carnauba a :'.() c 400 ts. a libra, taixinhas
de KXI charutos a l4MKI e 000 rs., cha hysson a 2j>
' 19800) dito ilo P.io ile Janeiro a l."iOO. IjifitKI e
ISiOO. assnrarsonienoa KOcOOrs., ballas a 0 e
'.00 rs. a libra.
Vende-se cera de
tiualidade, em porcao
carnauba de boa
e a reta I lio : na
rua da Madre de Dos n. ."H.
Vendem-se missaes novos para'dizer as missas
da reala, e seguinlcs, de encllente encadernacAol:
quem pretender, dirija-se rua do Cabuga, loja' d
iniude/.as n. II.
Vendem-se vidros rom agua das Caldas da
r.iinha, cliegada de Lisboa no ultimo navio, e que
lie exeellenlu contarlo para qnem padece de mnles-
' lias .lo e'tomagn, e de rbeumalismo : quem preten-
der, dirija-se botica de Ignacio Jos do Cont, na
Boa-Vista.
LOTEBIA DE t. S. DO UVRAMENTO.
Andam as roelas desta no dia lii do cor-
renle mez.
Na praca da Tndepandencia lojfll dos Sr. Fort-
nalo, Fana Hachado c ArantesMM rua do Qucimailo
loja de ferragem dos Srs. Sonza ^ Freir, e praca
da Boa-Viala, loja de cera do Sr. Pedro Ignacio
Baplisla. acbam-se i venda os bilbetes e cntelas da
lotera cima aos presos abtaos, cujos bilhetes e
meios billieles sao pagos por inleirn sem o descont
dosoilo por cento da lei nos premios grandes.
Bilheles inleirns 5SS00
Meios billiele. 2-50O
Quarlns.....4^500
Oilavos..... wio
Dcrimos..... 700
Vigsimos .... 400
TABA YOLTARETE.
FINAS CAUTAS E FIXAS
MADREPEROLA,
na rua do Crespo n. II.
DE
TOALHAS
E CUARDA.NAPOS DE PANNO DE
LINDO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla liara
a cadeia, ven.len.-se toalhas de panno de linl.o, lisas I ?"'' l01* '*""["* tf" d" a,"an*
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para l"Ja-"' '' "o Passeio Publico,
mesa, guardanapus adamascados, pot presos com-
modos.
Lava-se e engomma-se rom toda ;\ perfeirflo e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Aluga-se um sobrado com crande quintal, que
pode ser plantado de capim por licar os fundos pata
o pantano, silo no Arrombado : qnem pretender, UoO rs.; escurar brueo propno pan
PihI ir ve-lv, c para ajuslar se dirija a rua de Apol- [ |0O rs. a libra : c caf a 180.
na rua do Qneiiuado loja n. 40.
BISDOS ESCOSSEZES A 2 (JO
RS. 0 COYADO.
na rua do Quennailo loja n. Si).
- No palco .lo Carino, quina da rua de Hurlas n.
d Liftboa, muilo noval a
loro de eajof a
2, vendwn-M cbonrMii
lo, -1 t 11 : /-Mi i n. ii.
Precii tw de um trabalhador para um sitio, c
e^ciavos : na
i
<&
LOTERA DEN.S. DO LIYKA-
MEHO.
Ocautelista Anlonio Ferreira de Lima c Mello
teui as suas cuidas venda, na rua Nova u. I; rua
da Praia n. 27; rua do Rosario n. 2(> ; rua Direila
i.G2; e na povoaraodoMonteiro, em casa do Sr.
Nicolao, pelos preeos abaixo menciunados.
Quarlos 18.100
Decimos 700
Vigsimos .-un
LOTERA DE N. S. DO LIVKA-
MENTO.
Aos 5:0q0000, 2:000s0000, I:000j000.
O cauleiista Salnstiano de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que a loleria corre indubila-
\ rmenle no dia lfi de dezembro, ,1s 10 horas da ma-
nhaa. no consistorio da igreja da Conceirao dos Mili-
tares, seja qual fr o numero de bilhetes qne eiisti-
rem por vender, debaixo de sua responsabilidade.
Os seus bilhetes e cautelas esto iseutos do imposto
de 8 por cerdo nos tres primeiros grandes premios.
)s seus afortunados bilhetes e cautelas eslao i veuda
as lujas seguintes : rua da Cadeia do Recita n.
21. toja de cambio do Sr. Vieira ; lojas de miudezas
n. 31, de Domingos Tetaeira Bastos, e n. 4, de Jos
Fortnalo dos Santos Porto ; na praja da Indepen-
dencia, loja de calcado n. :17 c TO. de Anlonio Au-
gusto dos Sanios Porto ; rua do Queimado, lojas de
lazendas. de Manoel Florencio Alves de Moraes u.
:i9, ede Bernardino JoscMonlciro & Companhia n.
?*; rua do Livrameulo, botica de Francisco Anlo-
nio das Chagas ; rua do Cahug n. ti, botica de
Moreita & Fragoso ; rua Nova n. 1C, loja de fazen-
das.de Jos l.uiz Pereira & Filho ; e no aterro da
Itoa-Vista n. 72 A, casada Fortuna de (iregorio An-
iones de Oliveira.
Bilheles S|300 Recebe par iuleiro .".:0003000
Meios ditos 23800 dem 2:500js000
Quarlos I300 dem 1:2505000
Uitavos |800 de,,, ,625c-0lM.
Itecimos 5,00 dem .VHWMIO
Vigsimos UOO idem '.jOsooo
m .^a esttada dos Affliclos, sitio confronte a
J9 capella, dflo-se consultas homeopatliicas. O
Mtts *#,$? ;:
Alogase urna casa terrea na povoacSo do'Mon-
teiro, com a frente para a igreja de S. Panlalcio,
milito limpa. Iresca, com commodos para familia re-
gular, lendnuma porta e duas janellas ua frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior
11,1 mesma povoacSo, ou na rua doCnllegio n. -'I, se-
gundo andar.
No hotel da Europa da rua da Aurora, d-se
comida a toda a hora do dia, e tarnere-se almoro e
jaolar para tara mensalmeiile, por preco muilo'ra-
zoavel. *
COMPANHIA DE BEBERIRE.
A administraco da companhirt de Be-
berbe, resolveu em sessiio de 2 \ do cor-
rente, por em arrematarlo a laxa do3
clial'arizes por bairros, 011 em sua toteli-
dade, por terapo de nm auno, a contar
do I Je Janeiro de 1 S ; para o que con-
vida a (juern tal atretnalacao couvier, a
comparecer no e*crptorioda companliia,
no dia 12 de dezembro prximo vindon-
10 .10 meto dia, com as suas propostas em
carta lechada, nasqnaes devei-ao ser de-
lacados os fiadores dos concurrentes, que
poderao obrer os precisos esclarecimentos
a cerca do rendimento da taxa, no escri-
ptorio da companhia, das 9 horas da ma-
nbaa, a's da tarde de qualquer dia til.
Recife 2") de novembro de i 8."t.__O se-
cretario. Libe da Costa Portocarreii...
Ollerece-se um rapaz para pratirar de caixeiro
em qualquer eslabelecimcnlo. excepto venda : quem
preteader dirija-se a rua da Assumprao n. :, -' n
andar.
Aluga-se urna casa 110 Monteiro a margen! do
rio. pintada de novo, comeirellcnlcs commodo- pa-
ra qualqutr familia passar a fesla : quem a preten-
der dirija-se a rua da Cadeia do Recife loja n. 53.
ixl cuse DE FRWCEZ.
O bachatel Witruvio, no 1 do correnle,
abri nm curso de francez, para os cpie
t|iti7.erem habilitarle para o respectivo
exame no principio do anno : os preten-
den tes podem procura-lo na rua das Cru-
zes 11. 22, primeiro andar.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a inesma cmara, que se
acliaem grande a trazo de pagamento.
@K.S:-:;:-- :i .tf-S^S-sSS
DENTISTA FRANCEZ.
1& Paulo Gaignoux, estabelecido na rna larga
Q do Rosario n. 3(3, segundo andar, roilora den-
tes com gengivas atliliciaes, c dentadura com- J
t) pleta, ou parle della, com a presao do ar. f$
^ Tambem lem para vender agua denlifricedo @
*t Dr. Pierre, c p para denles. Rna larga do @
Q Kosario n. 36 egundo andar. f*
3-S-8vS3 aga @3@9A99 8
Novos livrosde homeepathia mefrance/., obras
todas de summa importancia :
Hahncnianii. tratado d.is molestias
lumes..........
Teste, rroleslias ilos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jalir, pharmaeopa liomeopathira. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jabr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Haiihmami, tratado completo das molestias
ilos meninos..........
A Tesle, materia medica honieopalhica. .
De J'a; olle. doutrina medica hoipeopatliica
Clnica de Staoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvslen .......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, rnntendo a dcscripeo
de todas as partes do cotpo human .
vedem-se lodos estes livros no consullorio bomepa-1
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio n. 25,'
primeiro audar.
Aluga-se para o servieo de bolieiro um escra-l
vo mualo com umita pratica desse ollicio. Na rua I
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourenco Trigo de l.ourciro.
. O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo lem urna carta na livraria ns.
lie 8 da praca da Independencia.
O Sr. Adolpbo Manoel Camello Lins,
escrivao de Igtiarassu". queira quandoj
vier a esta praca, dirigir-se a livtaiia da
praca da lnde)endencia n. 6 e 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.

chronicas, \ vo-
. 208000
. 5000
. ToOOO
. eatsOB
- 165000
. 65000
. 85OOO
I65OOO
IO9OOO
S5OOO
"5000
650IKI
45OOO
100O00
30S000
LOTERA DE >. S. DO I.IVRAMENTO.
Corre no dia 10 do correte.
.VOOO5UOO rs.
Na casa da Fama, no aterro da Boa-Vista 11. 48,
eslito i venda as cntelas, bilheles e meios.
Bilhetes 55000
Meios 295OO
Ouarlos 19500
Decimos 5700
Vigsimos S'iOO
Casada al'ericao, pateo do Terco n. I ti.
A pessoa competentemente aulorisada pelo atari-
dor, faz ver a quem inleressar p5ssa. que o prazo
marcado pelo regiment municipal linalisa-se no
dia 31 de dezembro proximu futuro, c que depois
11A0 se rhamem a ignorancia.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
preeos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cOes, como aretalbo, afiiancando-
se aos' compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abricse de combinarao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
corita do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens doque outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a'todos os'
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &: Rol i m.
MRse^B
Palitos Irancez.es.
a
i
Palitos e sobre-casaros franceses de pan-
no lino, de brelanha e alpaca: na rua No- /t
va loja n. tti.de Jos Luiz Pereira A; Fi- v/
Iba. {$)
Vendem-se 3 escrivo, sendo 1 molccole de bo-
nita figura. I escrava propria para lodo servido, 1
dito de servieo de campo : na raa Direila n. 3.
DA DEKBADEIKA MODA EM PARS.
Chapeos para tcnlioM, de gastos o mais lindos
que lem vindu a esle mercado, riquissmamcnlc en-
feitadns com finas flores e plumas etc. elc. : 11a rua
do Crespo 11. 11.
ATTKNCAO' AO BARATO.
vendem-se apparelhos do porcelana dourados, di-
tas atoes para cha. ditos para mesa de janlar, lanler-
nas de p de vidro, e palmatorias, e para piano, di-
tas de casquinha inglesa, ditas de p de coinposicao,
escarradeiras de porcelana, dilas ne vidro, bacias c
jarros de porcelana dooradas c brancas, caixas para
sabio e escova, e nutras mudas fazendas por preco
mais commodo do que cm oulra qualquer parle ; o
p do oito da Conceirao dos Militares, armazem de
louca n, 51.
Vende-se nina cadeirinha de rebnru, fela na
Baha : na rua eslreita Jo Rosario n. 35, segundo
andar.
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Na rua da Cadeia do Recita n. 'iS, primeiro an-
dar, escriplorio de Ananslo C. de Abren, conli-
nuam-se a vender a 85OOO o par (preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, taitas
pelo hbil fabncanle que tai premiado na exposiclo
de Londres, as quaes alm de duiarem exlraordia-
namenlc, nnosesentem no rosto na acco def orlar ;
vendem-se com a condira,, de. nao agradando, po-
dercm os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra restiluindo-se o impone. Na mesma ca-
sa ha ricas Icsourinhas para atibas, taitas pelo mes
mo fai -icante.
Vendem-se era casa de S. P. Johnsi
ton ; C, na rua de Senzalla Nova n. Vi.
Vinho do Porto superior engarratado.
Seilins inglezes.
Relogiosde ouro patente iuglez.
Chicotes decarrp.
Farello em saccas de ."> arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candiel ros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para fot
Cobre de forro.
J. JANE, DEVTSTA,
ti continua a residir na rua Nova n. 19, primei- Q
;.! ro andar. m
AII.A DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de lbuquer-
que, professor jubilado dp grammatica,
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular 11a rua Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, qtter externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, medame a razoa-
vel convencao que pessoalmente ollre-
cera'.
Precisa-se de urna ama de leile forra ou capti-
va : na rua Bella n. 20.
Joap Pedro Vogeley, fabricante de pianos, ali-
a e concerta os mesmos com toda per taiciio e por
mdico pteco : todas as pessoas que se quizerem uli-
lisar de seu presumo, dirijam-se rua Nova n. 41,
primeiro andar.
PUBLICADO DO HiSTITIJTO HOHEOPA-
TIIICO DO BHASIL.
THESOL'RO HO.MEOPATIIICO .
OU
VADE-MECM DO HOMEO-
PATHA
Melhodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
palhicimenle toda* as molestias que af/ligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de homeopalhia, lano europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pulo Dr.
Sabino Olegario Ludgera Pinho. Esta obra be boje
remullen.i., romo a melhor de todas que ttalam da
.ipplicac.io homeopalhica lio curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem pussui-la e consulta-la. Os pas de
familias, os senhores de engcuho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, scrlauejoselc. ele, devetn
Francisco Lucas Ferreira, com co-
ebeira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se dequaUpier
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macao na igreja ou em casa, carros de
passeip e tirar guia da cmara, e ah en-
contrarao tudo cm aceio, segundo dis-
p"ie o regulamento do cemiterio.
Aluga-se um grande armazem na
rua da Praia : a tratar no Manguinbo,
sitio de Herculano Alves da Silva.
O Sr.'-Vicente Ferreira Gome lenha a honda-
de de apparecer 110 escriplorio do Sr. Anlonio Joa-
quim de Souza, na rua da Cadeia do Recita n. IN,
que se Un' deseja fallar a objecto de impnrlanca.
Precisa-se de 2009000 a joros com penlnm de 2
eseravos, que va lem IrQOOgGOO cada nm : quem qui-
zer dar auuuncsr para ser procurado.
Precisa-se de orna anu secca para o serviro de
rasa de homem solteiro ; na rua de Santa Rila', so-
brado de um andar n. 77. .
Perdeu-se do armazcraflo Sr. Guer-
ra, defronte do Trapiche do algodaoatea
rua do I.ivramento, duas sedulas tima de
10l),s e outra deOSrs., e desconlia-se
c
pie esle dinheiro foi apanbado por um
crsoVemouru301'00"" ',rom''l"nen,e qoller preto que conduzio urna sacca para oso-
Uous volumes cm brochura por lOjooo I brado n. 8 da mesma rna do Livramen-
encadernados 11301K) lo: iruem as acbou ouder noticia sera'ce-
vende-se nicamente cm rasa do autor, no palacete ..______ j 1 "1
daruadeS. Francisco Mundo Novo; n. 08 A nerosamente recompensado no relendo
Aluga-se a loja do sobrado de um andar, no
aterro da Boa-Vista, junto a de um culileiro, e cou-
froute a casa doSr. Antonio l.ui flonjalves Ferrei-
ra, propria para qualquer estabelecimento: a tratar
no dito sobrado, ou na rua da Cadeia do Recita, es-
iciptot 10 11. 3.
RETRATOS.
No atierro do Boa Vusa 11. H, lerrciro andar,
conliuua-se a tirar retratos, pelo systeuia crvstalolv-
po, com muila rapidez, e pertaicao.
Jose'Narciso Camello, esla' munido de
procuracao do Sr. Joao Osorio de Castro
Maciel Monteiro, com poderes especiaes
para os negocios (pie respeilem ao mes-
mo seu constiluinte. e passar qaitacfies e
qvaesquer outro* dociiinentos, seja em
juizo ou fradelle, e nenhumaoutra qui-
tacao. ienhum outro documento tera' vi-
gor.
Aluga-se a casa do Sr. Caneca, ua I'asssgcm da
Magdalena, entre as duas ponies : quem a preten-
der, dirjase a rua do Padre Floriano, sobrado 11.
71, segundo andar, que achara com quem Iralar,
Aluga-se a casa terrea 11. I da ru.i do Rosario
da Boa-Vista : a Iralar na rua larga do Kosario 11.
W, das :! huras da larde cm diaute.
LOTEBIA UA PROVINCIA.
O Ihesuiirciro das loteras declara que se acliam i
venda os bilheles da terceita c ultima patlc da sexta
Inicua de N. S. do Livramenlo que corre imprele-
tivclmcnlc no dia ![' do correnle, no consistorio da
igreja de N. S. da Conceirao. Elle deixa de Iraus-
erever o plano, pois o Sr. caulelisla Salnstiano de
Aquino Ferreira o fez quando o mesmo lliesoureiro
por iucommodo de saude eulregnu iulcrinameule
a a.linini-li. c.in dos negocios ao mesmo Sr. caulelis-
la.Pelo Sr. Ihesooreiro F'rancisco Antonio de UJi-
veita, Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Praesa-se de urna ama [iara o servieo interno:
na rua estrella do Rosario 11. 10, lerceiro andar.
I'recisa-se de um rapaz de 10 a 12 annos, para
caixeiro de padaria, com pralira ou sem ella, dando
ronherimenlo de sua conduela : na rua dos Marlv-
tiosn. 30.
Precisa-se de um raiveiro de 10 a 12 annos,
que j.i lenha pratica, para taberna : a tratar na rua
de Sania Rila, sobrado n. 77.
sobrado.
Perdeu-se no dia M do correnle de um sitio da
estrada da Torre al a illia do Retiro, urna pulseara
de aro de ouro.com urna chapa contando 2 retratos a
oleo : quem a achar leve-a a estrada da Torre silio
da viuva do Dr. Brilo, ou na rua Novan 07, que
ser generosamente recompensa.
No hotel da Europa precisa-se de 2 criados
brancos, que deem dador a sua conduela.
Precisa-te de urna preta de idade para ama de
casa de um s homem solleiro, quer-se que possa sa-
bir a comprar o necessario : qnem estiver neslas cir-
cumslancias e que d conhecimenta. piule dirigir-se
rua da Cadeia do Recita, casa n. 9, a toda a hora
para tratar.
Precisa-se alugar urna ama de leite. com boa
conducta, o de ba-tanle leile, para criar ; paga-se
bem : a Iralar na rua Un rila 11. (>(i.
COMPRAS.
Compram-.-e csrravos para se ctnorfaV, tendo
boas figuras ; paga-sc bem : na rna Direila 11. G(
Compram-seiescravos de ambos os sexos, sendo
honilns ceom habilidades, pagam-se bem ; assiaaco-
mo laulic.ii se recebem para vender-te em commis-
rta : na rna Direila 11. 3.
Compra-se peroba de primeira qualidadc, em
loros de 7 palmos de comprido ; na destilacao do
I ranea, na praia de Sania Bita.
Compra-se una casa terrea. 110 hairro de Santo
Antonia ; quem a liver. dirija-se rua eslreita do
II i-ano. sobrado n. 3.">, segundo andar.
VENDAS
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' veuda as bem cotilleadas
lolhinhas impressas nesta typofflraphia,
de algibeira a ~>-20, de porta"a 160. eec-
clesiasticas a 480 rs., e brevemente sabi-
rio as de almaiiak: vendem-se nicamen-
te na livraria n. ti e 8 da praca da Inde-
pendencia.
i
i
Vendem-e presuntas inglezes para fiambre.ditos
bamhiirgiiezes. queijos de pinlia milito frescaes, di-
(ns londrinos, mafflas das melhores que tem vindo ao
mercado por seren muilo novas c a- mais grandes
que lem eparerido, em barricas grandes e aoscenlos,
pelo preco de 4 eyOl) rs. o cento, marmeladasem
Istai peqoenasegrandese latas de ameixas francezas:
ua rua da Crtiido Recita n. 40.
He o tnats barato possivel.
Corles derambraia de babailo dos mais modernos
a ($500: ditos de rassa nlxi rom barra a -J-~i(il> ;
ditos de cassa de cores, com tiarra. muito bonitos a
39 ; ditos de camhraia de seda a 7? : ditos cora ha-
hados de muilo gosto ; corles de seda lavrnda supe-
rior qualidade ; lencos de gatea com palmas de Seda
de bonitas cures a 0<>0 rs. ; ditos de cassa a 160 ca-
da i.ni : camhraia de-lpicos de cores; rasemira de
cores a 5-3 o corle ; dilas de olgodo muito encor-
padas a 380rs. ocovado ; e oulras mullas fazendas
que se venderio poi commodo preco : ua rua do
Queimado n. >. loja de Leopoldo da Silva Queiroz.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4J50O.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
IfSoinhos de vento
'ombombasdcrcpuxopara regar hurlase baixa,
derapim. nafundiraOdc I). W. Bowman : na rua
do Brumos. 6. 8e 10.
grande sortimento de brins para
Calcas e palito's.
Vende-se brim tranrado de linlm de quadros a
MH rs. vara ; dilo a 700c 13000; dito mesclado a
ICiOU ; corles de fuslao branco a iOO rs. ; ditos de
cotes de bono gosto a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; cortes de cassa chita a
r-000 e 52iH) ; lencos de camhraia de linho gran-
des a dio ; dilos pequeos a 360 : toalhas de panno
de linho do |>0rlo para rosto a 143000 a duzia ; di-
las alcoxoadas a 10*060 ; guardanapos tambem alco-
xoados a 33600 : na rua do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CAI.0R:
porlaulo, vendem-se cobertores de algod.no rom pel-
lo como os de laa a I3OO; dilos sem pello a I3JOO;
'Utos de tpele a IfJOO : na rua do Crespo n. 6.
@3.&a8&ft*:i8e@&@9
& Rl A DO CRESPO N. 127 5
\ ende-se nesta luja superior damasco de 9
W seda de cotes, sendo branco, encarnado, rxo, *
@ por preco razoavcl.
Vendem-se lonas daRussia por preco
commodo, e de superior qualidade: lo
armazem de N. O. Bicber&C,, rua da
Cruz 11. i.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se rasemira preta e de cor para palitos por
scr muilo leve a 2?600 o covado. panno a/ul a 33 e
3000. dito prelo a 33. :13i00. 4, 5 c .-i00.cries
de rasemira de gostns modernos a 63OOO, selim pre-
lo de Maco a 3)200 e 43000 o covado : na roa do
Crespo n. 6
OBRAS DE LABYRINTIIO.
Acham-se venda por commodos preeos ricos len-
cos, toalhas e coeirus de lahvrinlho, rhegados lti-
mamente do Aracaly : na rua da Cruz do Recife n.
31, primeiro andar.
Com toque de avnria.
Madaprlao muilo largo a 33000 c 33500 rs. a pe-
ta: na rua do Crespo, loja da esquina que volla pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a S-fOOO, 12.s'000. lisOOO e i8$000
rs., manteletes de seda de cor a II$000
rs chales pretosde laa muito grandes a
SJfJOO rs., chales de algodo e seda a
l|380n.
TO.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
modulas de can as todas de ierro, de um
rnodelio econstruccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acla-se para vender ara-
dos r1 ferro de ->vi<- qualidade.
CHAPEOS DE MASSA BARaTISSIMOS.
Na roa largado Rosario. Kja n. 14, veuriem-sc
chapeos de massa para homens e meninos, de diver-
sas quatidades, a preces de 33-300, 33000. 13500,
I3D00 e (ilO rs.: ,i visla dos baratos presos pede-se
aos compradores que venham desenganar-se.
Em casa de J. KelleViSi C, na rua
da Cruzn. 55, ha para vender 5 excel-
leiiks piano" viudos ltimamente de Ilam-
burgo.
Palitos.
Na rua do Crespo n. G, 1-andar, casa
de alfaiate, recebeu'-se um completo sor-
timento de palitos de cores com golla de
velludo debrum e lorro da mesma cor ;
vende-se por preco commodo.
Continua-se a vender canarios do imperio a
2*>00. escollados : no palco do l'araizo n. 14.
Vende-se a laberna il.i rua do Collegio n. 16.
bem sor li.la e com poneos fundos ; agradando o com-
prador, se dar o prazo de um anuo : a Iralar na
travessa da Madre de Dos, armazem n. 13.
Vende-se um escravo V meia idade, com urna
tarida n'uma perna, curavel, muito bem para tratar
le cavallos 011 algum sitie, pois he muilo curioso pa-
ra ludo : na rna do Ra'ngel 11. 21.
Vende-se um preto com 39 annos, pouco mais
ou menos, bom vendedor,de rua, que costuma ven-
der cangica pelas ras desla cidade : quem preten-
der, dirija-se i rua do Rosario da Boa-Vista n. 41.
Vende-so parte do sobrado o. 143, e parle da
casa terrea 11. 80 da rua do Pilar: quem prolender,
difija-se i mesma rua, sobrado n. til, a qualquer
hora.
Vende-se urna canoa de rarreira de 5 a 6 me-
zes de trafico, e carrega 6 pessoas, jior preco com-
modo : a tratar na rua de S. Francisco n. 68.
Vende-se cera de carnauba por menos proco
do que cm oulra qualquer parle : na rna do Rangl
n. 1.
Vende-se leile ao p da vacra, as Barreiras
n. 4, de inauii i.-i as ti horas.
No engenho Moreno vendem-se vareas'paridas,
croulas, e feilasap pasta ; os prr tendentes dinjain-
se ao proprietarjo do mesmo. Tambem se vendem
bois mansos e alguna quarios de toda.
LIMAS SEDAS ESCOSSEZAS A
t 1,200 RS. 0 C0V4D0.
Na loja da rua do Oueimado 11. 40-
Vende-se um curso de geometra por
Lacroi\ : no aterro da Boa-Vista, loja de
ouri ves n. 08.
Vende-se superior cera de carnauba : na rua
da Santa Cruz, laberna n. I.
PARA A l'ESTA.
Vende-se um bom cavallo chegado ha 2 dias do
mallo, de cor mellado, com todos os andares e innilo
brando, ardigo e muito boa figura, est gordo c sem
achaque slgom : quem o pretender, dirija-se eo-
cheira do Sr. Jos Piulo da Molla Nunes, que all
sabara rom qnem (leve tratar.
O Chapeos jara homem. &)
($ Ka roa Nova loja n. '(i. de Jos l.uiz Pe- ($,
(<# re'r" ^ ''"l0> vendem-se os mais modernos A
*>' chapeos com elegantes formas, chegadoa W7
m^ pelo ultimo navio francez. (y
Vende-se algebra, geumelra e trigonomclria
por l.acroix ; quem precbat, dirija-se ao paleo do
Collegio 11. i.
Na rua du Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-sc Trelo novo, chegado de Lisboa pela barca Cra-
tidao.
i&\ Chales de sida, manteletes e capotinhos VA
?^ os mais modernoa e melhor goslo, camisas *^
(ff, e romeiras de raiiibraia, e enlucirs de re- ({?|
tl+ itoz : na rua Nova loja n. Iti, de Jos l.uiz ,a
W Pereira A; Filho f)
j$^SS:SSSS9S9
A l.s'UOO o covado
de te-la de quadros de lindos padres: na loja de
eopoldo da Silva Queiioz, rua do Queimado n. ->
(0> Seda para vestidos. (rf
@ Corle de sedas dequadrns, gosto escobe/, jf
com I" covados, a KiMHK), O3O c2">3iH)o W
ft rs., dao-se amostras rom penhores: na roa fJ
* Nova loja 11. 10, de Jos Luiz Pereira A- S
<$ Filho. ^

Chapeos para senhoras.
Na rua Nova loja n. 16. de Jos Luiz Pe- ($
reir & Filho, vendem-se os mais modei- ,j?
nosc elegantes chapeos de seda de blond. (3)
a l(i--slHH), IKgOOO e 03000 ts. (
\ eude-se nm lirac.i de batanea, grande c de
conchas, com algiins pesos: confronte ao Rosario
39, A.
CAL VIRfiEM.
Na rua da Praia n. 43, se vende a muilo suiierior
cal virgem de Lisboa, em barricas de \ 1. arrobas
por menos que cm oulra qualquer parle. Na mes-
ma casa se dir quem troca fcumpra) una imagem
de N. Senhora das Dor, se for muilo pertaita mo
sa olha a prec,o.
LIOl."IDACA'O A DINHEIRO A VISTA.
Cambraii-.s francezas muito linas, padroes
modernos o covado..... ,
Dilas, ditas, dilas padres escuros. ...
Corles de cambmias de seda com babados,
muilo modernas a........
Chitas francezas bonitos gostos, o covado. .
Ditas par cobet tas bous gestas e finas,
ocovado...........
Madapohlo muilo lino, prcas de 20 varas a
:t><00e...........
Meias cruas pura homem muilo boas, o
P".............
I.uvas de rede sem dedos para senhora o
par.............
Corles de casemira de cores muito bonitos
parfrdrs a..........
Chales de rclroz muilo grandes a .
Lencos de relroz a........
Dilos de rassa para nulo desenlila a lo e
Chapeos franceses os mais superiores a
l'aliliis de alpacas de laa mesclados a .
Romeiras de 1116 .le todas as qunlidades, e oulras
moitas fazendas que se vendem par preeos muilo
baratos para acaDar, eque seria enfadonho mencio-
nar, podendo-se assigurar aos freguezes que nodei-
ani de fazer negociu trazendo dinheiro: na roa do
Queimado u. 7, loja da estrella de Gregorio' A; Sil
reir.
SACCAS DE ARROZ DE CASCA A '
2SS00 RS.
Na rua do Queimado n. 7, loja da estrella, ven-
de-se saccas de arroz de casca 2*800 rs., e que-
rendo porrflo fai-se alguma diflVreura no preco, os
prelondenles podem ver as saccas no trapiche do
Cumia.
3(0
300
155000
W
180
SOOO
180
3-20
iSOO
165000
800
1H0
0-5000
65 RIO
FAIUNHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior larinha de mandio-
ca, em saccas cpie tem um altpieire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 1 defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
aandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes A C, na rua do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
BOM E COMMODO.
Cassas de panno e cores fini-simas, pelo bnralissi-
mo preco de 500 rs. a vara : na loja do sobrado ama-
relio, na rua do" Queimado n. >, de Jos Moreira
Lopes.
Ao bom e barato.
Alpacas de seda para vestidos, do melhor goslo
possivel, c cassas organdiz, fazenda dos melhores
desenlia que tem viudo a esla praja : na loja do so-
brado amarello, na rua do Queimado n. -29, de Jos
Moreira Lopes.
(Irandesi lmenlo de palitos rancezes.
"Chegaou pelos ltimos navios viudos de Franca,
um grande sotlimenlo do palitos, sendo de seda a
125000, de laa, do panno, de alpaca-de cor e prela,
de brim branco e de cor, de ganga superior, e ou-
lras muilas qualidades ; assim como calcas, rolletes
e palitos de meia laa de quadrinhos, rolletes de fas-
Iflu etc. ; ludo se vende por preeos muito razoaveis:
na rua do Collegio i., i, e na ra da Cadeia do Re-
cita n. 17.
Malas para viafjem.
lia uui grande e novo sorlimenlo de todos os la-
manhos. por mdico preso ; na rua do Collegio u. 4,
Vende-se superior chocolate fran-
cez, por preco commodo: na rua da Cruz
i. 20, primeiro andar.
Vende-se superior Kirche e Absintlie
verdadeiro de Suissn : na rua da Cruz n.
20, primeiro andar.
Vendem-se aberturas francezas, pa-
ra camisas de linho e de madapolio, por
preco commodo : na rua da Cruz n. 20,
primeiro andar.
Vende-se urna boa rasa terrea em Olinda. 'rua
da bica re S. Pedro, que faz esquina com o cerrado
de madeira. com i portas c -2 janellas de frenle, 3
salas, 3 quarlos. cozinha grande, copiar, eslribaria,
grande quintal lodo mura.lo, com porlilo e cacimba,
muito ptopria para se passar a tasta. mesmo para
morar lodo o anuo : a tratar no Recife, rua do Col-
legio ii. 21. segundo andar.
Deposito de vinho de cham- i
fiagne Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil ; os rtulos
das garrafas sao a/.ues.
SYSTEMA MEDICO DE UOLLOWAY.
PIULAS HOLLOWAY.
Esle incslmavel especifico, composlo inleirameu-
Ic ile hervasmedicinacs, n3o conten iiierrutio, nem
oulra alguma substancia deiceterca. llcnigno i mis
lema infancia, e a compleiro mais delirada, he
igualmenle promplo e seguro para desarraigar o
mal na compleic.jo mais robusta; lie inleiramenle
innocente em suas operaccs e efl'eilos; pois busca o
rrmove as doencas de qualquer especie e grao, por
mais mingas e lenazes que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com esle reme-
dio, muilas queja eslavam s portas da morlc. pe.-
severando em seo oso, ronseguiram recobrar a sar
de e forras, depois de haver tentado inulilmenle-
lodos os uniros remedios.
As mais alHiclas nAo devem enlregar-se i deses-
peracito: facam um competente ensata dos eflicazes
cfleilos dcsta assombrosa medicina, e prestes rerii-
perarao o beneficio da sadr.
Nao se perca lempo em tomar esse rmedio para
qnalqurr das sectales enfermidades: v
Arcidcnlcs epilpticos.
AI porras.
Ampolas.
Arelas (mal d').
Aslhma.
Clicas.
ConvulsAes.
Dehilidade ou cilenua-
cao.
Dehilidade ou talla de
tarcas para qualquer
causa,
llesiiileria.
Ilor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no ligado.
venreas.
Ensaqueca.
ilervsipela.
I clire- biliosas.
inlermittenles.
u de loda especie,
'ola.
Ilemoi i Imillas.
Ilvdropisa.
Ictericia.
Indiesloes.
Inll.iinmac.ie-.
Irregularidades da mens-
Iruacao.
I.mu,i i gas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obsttucrflo de venlre.
I'lillii-ica ouconsumpca)
pulmonar.
Heicncao d'ourina.
Rheumali-mii.
Sjmplomas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
Ij leers.
Venreo (mal).
pVendem-se estas pillas nofeslahelecimenlo getal
de Londres 2M. Strand, e na loja de toderos
boticarios, droguistas e oulras pessoa encarregadas
de sua venda em loda a America do Sul. Havana'e
lle-jianlia.
Vende-se asbocetinba. a 800 ris. Cada orna del-
tas conten urna nistrucrtln em porluaucz para ex-
plicar o modo de se otar d'esias Diluas.
O deposito peral he em casa do Sr. Sonm, nhar
maceutico. na rua da Cruz n. 22, em Pernambuco
Vende-se superior remani em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as tinas : a_trai do
Ihealro. armazem de Joaqui^i Lopes de Almeida.
PARA ACARAR.
Vendem-se cassas francezas de cores fizas, e lin-
do padres, peta baratis'imo preco de 140rs. o co-
vado : na loja do (iuimaraes <\- lleuriques, rua do
Crespo n. 5,
Na luja da rna do Crespo n. (i, lem um grande
sorlimenlo de caixas para rap a omitac.no drs de
tartaruga, pelo mdico preco de Iso cada urna.
COM1LCIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de ApoHo armazem n. 2 R, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pc-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus autigos e novos lregu --es.
.CEMENTO ROALO BRANCO.
Vende-se cementa romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as lints : alraz do Ihealro, arma-
zem de taimas de pinho.
Vcnde-sc um cabriole! com robera c os com-
pelenles arreios para um cavallo, tudo quas novo :
par? ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che n. 15, primeiro andar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Coberlorcs esruros muilo grandes e eneorpados,
dilos brancos com pello, muilo standes, imitando o<
de laa. a IjiOII : :ia tua do Crespo, loja da esquina
que "olla para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na rua do Crespo loja di esquina qoe volla para
a Cadeia. vende-se paiino prelo i JiOO, 2SS00, 3,
39500. 48300, 383O0, 05000 rs. o covado.dilo azul,
._ 2cM00, ij?, :i8300, '4?. 38 rs. o covado ; dilo cor de pinhilu a
48300 o covado ; corles de casemira preta franceza e
elstica, 79300 c 89300 rs. ; dilos rom pequeo
detallo,;! 68500; dilos inglezentaslado a 580(10 ; dilos
de cora 48, 39500 69 rs. ; merino preto a 15, 18100
o covado.
Ajnela de Edwln Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me Calmon-
i\ Companhia, acha-se constantemente bous sorti-
montos de taixas de tarro cnado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, ele, ditas para armar era madei-
ra de todosos lama n los e modelos os mais moder-
nos, machina borisonlal para vapor com forra de
4 cavallos. cocos, pnssadeiras de ferro eslanhado
para rasa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suec'u, fo-
llias de llandres ; tudo por barato preco.
Vende-se encllente laboado de pinho, recen-
tamenlo chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreita, a enlcnder-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas Irancezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
Soslo.a320o covado.'
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flaneila-para forro da sel lins che-
cada tcceniemenlc da America.
Potassa.
No anligo deposita da rua da Cadeia Velha, es-
riplorio 11. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ha-
ralos.que lie para tachar cqutas.
Bepouto da tabrioa de Todo* o Santos na Baha
vende-se, em rasa deN. O. Bieber.&C, na rua
da Cruz 11. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assacar e roupa de es-
eravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Isfoor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tama unos, para
dito.
Vende-se ama casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margeavdo no, edifica-
da ha pouco tesnpo, em "chaos prpprios,
com bastantes commodidades, cocheira,
estribarla, etc., etc.: quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruzn. 10, que sendo possivel se fara
qualquer negocio.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recita n. 30 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Vende-se urna batanea romana com todos os
seus pertences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a prelenderj dirij-se .- rua da Crur, armazem n.4.
PBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Matia, adoptado pelos
reverendsimos padres capuchinhos de N. S. da l'e-
nha desla cidade. augmentado com a novena da Se-
nhora da Coneeic.io. e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da piuca da
independencia, a 18000.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por procos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidos de camhraia de
seda com barra e babados, S-5000 rs. ; dilos com
llores, 7, 99 e 108 rs. ; ditos de quadros de bom
goslo, 118 ; corles de raiubraa franceza muilo fl-
na, lisa, com barra, !) varas por 49300 ; crfes de
cassa de cor com Ires barras, de lindos padroes,
3?00, pecas de camhraia para cortinados, com 8j'
varas, |ior :!8t>"". dilas de ramagem muilo tinas,
(8 ; cambraia desalpicos miudinhos.branca e de cor
muito fina, a800 rs. avara ; aloalhado de lilihoarol-
Miadn. i 900 a vara, dilo adamascado com 7,^ pal-
mos de, largura, 28200c 38500s vara ; ganga ama-
relia liza da India muito superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de rllele de fuslao alcoxoado e bons pa-
droes li.is, 800 rs. ; lencos do cambraia de linho
360 ; dilos grandes linos, a 000 rs. ; linas de seda
brancas, de cor c pretas muito superiores, a 1000 rs.
o par ; dilas fio da Escocia i 500 rs. o par.
Vendc-se urna taberna na roa do Rosario da
Boa-Vista n. 47. que vende muito para a Ierra, os
seus filudos silo cerca de 1:2009000 rs., vende-se
jiorm com meuos se o comprador assim I lie convier :
a Iralar junio itlfandega, travess* da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Howinann, na rua do Brum, pausan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinbas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Jpneird.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, rqoommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitq;ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo III.,, chegado no dir.
o do correte : na praca do Corpo Sanie
11. 11.
rARIMU DE MANDIOCA.
> ende-se a bordo do brigue Coneeiplo, entrado
de Sania Catharin, e bndead na v0lla do Forte do
Jlatlos, a mais nova farinha quo existe boje no mer-
cado, e para porrees a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Cuerra Jnior, na rua do Trapiche
AOS SENHORES DE ENGENHO.
0 arcano da inventjao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
s. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
$> Bonito abriolet.
(0 Vende-se na rua Nova, por baiso da ca-
iA mar muuicpal, cocheira do Sr. Quinteiro,
2 r"Jo lie descoberlo com bous arreios : ludo
^) por prcro commodo, c a vl-la faz f.
m
Vende-se urna rice mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tmpo de
raarmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua'do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Coilegio n.*8,
vende-se umaescolhida colleccaodas mais
brillantes |fccas de msica para piano,
as quaes sao as melhores (pie se podem a-
char para fazer um rico presente.
SRL'A DO TRAPICHE N. 10.
Emcasa de Patn Nash iStC., ha pa-
S ra vender : M
g Sortimento variado de ferragens. ^
Amarras de ferro de o quartos at 1
j* polegada.
5 Champagne da melhor qualidade c
M em garrafas e meias ditas.
f Uta piano inglez dos melhores.
Devoto Clnistao.
Sahio a luz a 2." edico do livrinho denominado
Devota Christ,io,mais correcta e acrescentado: vnde-
se onicamenle na livraria n. tic 8 da praca da In-
dependencia a. 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para 1 radia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no da 23
lo Vigario u. 12, um miilalinl
de novembro da rua
do Vigario n. 12, um miilatinho de nome Jacinlho.
de idade 17 annos, aprendiz de marcineiro na leuda
do Sr. Jos da Silva Oliveira, na ma eslreita do Ro-
sario, com os signaes seguintes : corpo magro, fei-
coes finas, nariz afilado, olhos ptetos e vivos, sem-
blante alegre, calca branca larga meia suja, camisa
branca e bonele, he meio jugador: roga-se as auto-
ridades policiacs ou capiles de campo que o appre-
henilam e levem-o rua do Vigario n. 12, que serao
recompensados.
No dia sexta-letra I de dezembro
corrente, desappareceu um moleque cri-
otilo de nome Joao, com idade de l(i an-
nos, estatura regular, cor bem retinta c
olhos grandes, ievou camisa de riscadodc
algodaoazul muito desbotada, e calca de
algodao azul tambem desbotada : roga-se
as autoridadejpohciaesecipitaes decam-
po, a captura do mesmo, e mandarem-o
a rua da Cruz n. 2fi primeiro andar, 011
ao sitio d seu seuhorF. Coulon, que recompnsala"
com generosidade.
100000 do gralificarao.
Desappareceu no dia S de setembro de 1854 n es-
cravo rnouta, amulalailo, de nome Aailonio, que re-
presenta Icr 30 a 35 annos, pouco mais ou menos
nasculo em Canri Novo, d'oude veio ha lempos, he
muilo ladino, costuma trocar o nomo e inliluar-sc
lorro ; fol preso em fins do auno de 1851 pe|0 Sr.
delegado de polieia do lermo de Seriuhacm. rom o
nome de Pedro Sereno, como desertar, e sendo re-
mettido para a cadeia desta cidade a ordem do lllm.
Sr. desenibsrgadot rhefe de polica com oOii o deJde
Janeiro de 1832 se vcrHIcoo ser escravo, e o sen leci-
limo senhor tai Anlonio Jos de Sanl'Aniia. morador
no engenho Caite, da comarca de Santo Anlo, do
poder de qnem desappareceu, e sendo oulra vez cap-
turada o reroihido a cadeia desta ridade cm !) de
agosta, taiahi embargado por decoran de Jos Dias
da Silva (Iuimaraes. e ullimamenle 'arrematado em
praca publica du juizo da segunda vara desla cidade
no illa 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. (ts
signaes sito os seguinlcs: idade de 30 .1 33 annos. es-
lalura e corpo regular, cabellos pretas e rarapinhs-
tas, cor amulatada, olhos escuros, nariz grande e
grosso, lieic/i- grossos, o semblante fechado, liem bar-
bado, com todos os denles ua frenle : roga se, per-
ianto, as autoridades puliriaes, capiles de campo e
pessoas particulares, o favor de u apprchenderem e
insndarem nesta praca do Recife, na roa larga do
llo-ai i., n. 14. que rereberao a eralfiracao cima de
1008000 ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occullo.-l/a/ioe. de Almeida Lopes.
PER.N. : T\T. DE M. *. DE I-ARIA. 1854
J
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