Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01236


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Full Text

ANNO XXX. N. 283.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
maaia
SEGUNDA FEIRA II DE DEZEMBRO DE 1854.
Por arujo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
A

DIARIO
"KOUl.
PERNAMBUCO
BKARMKAMS .v siBSt.Ript.vo-
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Hio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
DupraJ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardode Men-
iloiu;a ; Parahiba, o Sr. Gerva/.io Vicior da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. .Toanrim Ignacio Pereira; Araoa-
ty, o Sr. AnloniodeLemosKrciga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges: Maranhiio, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos llamos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 3/4 a 28 d. por 13*000.
Paris, 350 rs. por 1 f.
.Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 por 0/0 de rebate.
Acroes do banco iO 0/0 de premio.
da coinpanhia de lieberibo ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de letlras de 8 a 10 por 0/0.
MKTAES.
Ouro.Oncas hespanliolas- 298000
Modas de 60400 vellias. 163000
de 65400 novas. 163000
de 45000. 95000
Prata.Palacocs brasileiros. 19940
Pesos coliimnarios, 18910
mexicanos..... 10860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito c Garanbuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 c 28.
Goianna c Parahiba, segundas c sextas-feiras.
Victoria c Nata!, as quinlas-feiras.
PREAHAB DE IIOJE.
Primeira is 9 horas e 18 minutos da,manhaa.
Segunda s 9 horas e 4-2 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquinlas-feiras.
Rularn, teicas-feiras c salibados.
Fazenda, tercas c sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas c quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao niciodia.
2* vara do civel, quarlas c sabbados ao roci dia.
Dc/.br.
EPHEMEBJDE9.
4 La ebeia ao 44 mjnutos e 48 se-
gundos da larde.
12 Quario minguanle s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 La nova as 7 horas, 48. minutos rf
48 segundos da larde.
26 Quarto crescente a 1 hora, 21 mi-
nutos e 48segundos da tardo.
.DAS da semana.
11 Segunda. S. Dmaso p. ra. ; S. Trason.m.
12 Terca. S. Sereno leilor m. ; $. Epiraoni.
13 Quarta. S, Luzia v. m. ; S. Eustracio.
14 Quinta. S Arcenio m. : S. Disoscoro m.
15 Sexta. S. Albina m. ; S. Euzebktb. m.
16 Sabbado. S. Ananias, Zacaras e Mizael lum.
17 Domingo 3.'do Advento. S. Floriano m. ;
S. Calanico m. ; S. Vivina m. ; S. Begga.
PARTE OFFICIAL._____
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 7 de dezembro.'
Ollicio. Ao coinmandanle das armas, remolien-
do com copia do aviso do ministerio da guerra de
11 de novembro ultimo as libias das alteragcs que
tiveram nos mezes de selembro e outnbro ultimo os
raptSes do 10." balalhao de in'aolaria Miguel Joro-
nymo de Novaese Francisco Antonio de Carvalho,
bem como as fes de oflieio do lenle Jos Joaquim
Nones e do alteres Jeronymo Alves da Assumpcao.
mo. Ao mesmo, commuuicando havir o
capitn da companhia fu de cavallaria ilesta
provincia Leopoldo Antonio Kerreira apresen-
lado conheriinenlo de ter pago os emnluin si-
lo* correspondentes a licenga que 11* ti tnijEeiicedida
por aviso ,de 8 de novembro ultimo par ir corle.
Oilo.Ao mesmo, enviando para ter o conveni-
ente destino a relarao das alteragcs ocr.orridas no
mez de outubro ultimo acerca das pragas do 10.
balalhao de infanlaria que exislem cm servigo no
Miranhan.Parlicipou-se ao Exm. presidente da-
quella provincia.
Hilo.Ao juii relator da jimia de justica, trans-
millindo para ser relatado ein sessao da jimia dejus-
lira o processo verbal dos soldados do 4. batalhao
de arlilharia a p Francisco Xavier Victoriano e Ko-
zendo Jos Pedro.Communicou-sc ao commandan-
(e das arma.
Dito.A chefe de polica, inleiran lo-o de liaver
expodido orilcm a Ihcsouraria provincial para pagar.
ao alteres Antonio Maltes de An Irado Cmara a
quanlia de 89 que segundo o recibo que Smc. remel-
len afim foi dispendida com" o aluguel de ra vallas
para a conducho de dous dos sjnleucados que vie-
ra in do termo do Rrejo.
Dito.Ao director das obras publica, aulodsan-
do-o a receher delinilivamenle a ultra do acode de
Caruaru, declarando que recommendnu ao inspec-
tor da Ihcsouraria provincial, quo'.i vista dn compe-
tenlc cerlilicado mande pagar ao arrematante da-
quella obra a importancia da ultima prestara,i do
sea contrato.Oflieiou-sc nesle sentido i menciona-
da Ibesouraria.
Hilo.Ao mesmo, recommendando quese enear-
regue da inspeceo das obras que leudo de ser Coilas
na altandega desta cidade forain ullimamenle arre-
matadas, visto assim convir aos interesses da fazen-
da nacional.Communicou-se ao inspeclor da Ihe-
sofcraria de fazend.
Portara.Ao aeenle da companhia das barcas de
vapor, recommendando a expedigao le suas ordens
nara que no I. vapor que ebegar do Sul soja trans-
portado al oCeara, como passageiro de estado, Ru-
fino Jos Correa de Almeida.
Hilo.Ao mesmo, para maad.tr l(auspnrlar para
i corle, por con! do governo, no vapor Tocantins,
o capit&o Joslo Carlos Villagran Cabrita, e hem as-
sin uin volme conlcndo objeelos perlencenles ao
estado.
EXTERIOR.
BUENOS-AYRES.
Cmara dos senadores. Sessao' de 10 de no-
vembro.
Prnjecto de le aulorisando o poder execulico a
gastar sem imitacao ale assegurar a pai pertur-
bad* pelo rebeldes:
l.ida e approiada a;iota da sessao antecedente,
d-se cunta de dous oflicio- do presidente da canta-
ra dos senadores, que so archivados. O Sr. presi-
dente declara que a presente sesso extraordinaria
Tora pedida pelos cinco Srs. senadores que subscre-
viam .i nota que vai ler-se. (Ijeu-se,)
O Sr. Torre* (I). Lniirciizo) disseque os successos
eccorridos ltimamente lite suKKeriram a idea de
apresent.tr um projeclo, que pedio fosse lido para
fundameuta-ln.
Leu-sc o seguinte
Projeclo de le.
O senado e a cmara dos representantes do estado
do Buenos-Ayres reunidos em assemblea geralsanc-
ciouaram a sesninle lei:
Arl. i." Aulonsa-so o poder cxeculivo para levar
as nossis armas al o poni em que se asylarem os
rebeldes invasores, anda quando seja Tora do terri-
torio dn estado de Buenos-AyreS.
Arl. 2. O poder cieculivo dispor do (hesouro
publicosem liniilagao alguma al deixar aliatiraaa
para sempre a paz em lodo o territorio do estado.
Arl. 3. Communique-sc ao poder eieculivu.
Lourenzo Torret. "
O Sr. Torres dissa quejad; ha ntuito lempo li-
nha previsto que urna expedicao vandlica leria lu-
gar no territorio da repblica; que nao quera jul-
gar"das inleiicoes de uinzuem, masoue era Tarto no-
notorio queessa expedicilo comeojil a reunirse
em Sania F, aoude se arman e donde sahin para
invadir o solo da repblica ; e a sta di veroo de Buenos-Ayres no poda ficar impassivcl.
mormenlo desde que correr nos campos de Tala o
singue de seus lillios para delenilerem a sna nonra
e os seus direilos aggredidos por um punliado de
malvados que nilo represeolam um partido poltico
e sim o espirito da pilhasem e da matanca. Que
no seu projeclo, que bavia merecido a approvar.lo
do governo, n;lo propunha se derlarasse a guerra a
Santa F nem a provincia alguma, mas sim que os
invasores seiain perseguidos pelas nossas armas e pe-
lo mesmo cainiibo por onde vieram al que os ani-
Juilcmos. Se nesse camiubo se encontrar o general
rquiza, venda preso para Buenos-Ayres, e para
i-so -c faier heindispcnsavrl aulorsar autplamcnte
o poder cxeculivo. Finalmente se o inerecia o apoio do senado, perfia que fusse lomado
iinuitdialaiiienle cm consderacio.
He apoiado o projeclo. .
SJ Sr. Anchorena prope os artigo addiciouaes
que abaiio se trausrrevein, e diz que depos da ex-
p lite resta pedir que os arligos que prope sejam
apoiados.
He consultado o senado e decide q>ie se proceda
immediatameule n discussao.
1} 5r. Ministrado Oocerno disse queogoverno se
felicilava pela apreseulacilo ilesle projeclo, parque
elle provava a harmona de todos os poderes do es-
tado, ;e odesejo de lodos os cidadaos de levar avan-
te a causa dos principios que o governo se propoz
sustentar. Que j em sessoesanleriorcs bavia dito
que se o estado de paz tinha deveres a conservar pa-
ra eom lodo os povos, o estado de guerra linba di-
reilos que nao no liam ser coarclados por paiz al-
gm. Que nesses direilos se apoiava Buenos-Ayres
para repellir rom as armas a invaslo vandlica fe i la
no sen territorio, e para perseguir o inimigo al on-
da baja perigu que para o futuro possa ameacar e
perturbar novamenlo a paz e a tranquillidade de
que goza a repblica.
Qoe Buenos-Ayres tinha dada provas inequvocas
da sua moderarlo e do seu desejo de conservar a
paz, nao dando o miis pequeo molivo aos seus in-
migos para crcrem que Buenos-Ayres jirctendessa
atacar Santa Fe, com quanto soultesse, como -alna,
qjfseannava naquclU provincia um grupo de ho-
menscom vistas ho cado boje levara as suas rmas at onde fosse neces-
sario para aniquilar o inimigo o assegurar a paz de
um modo permanente e duradouro.
'Julgada discutida a materia, vola-sc, e be appro-
vado o projeclo em geral.
DiscussSo particular. Arl. 1."
O Sr. Ministro da Fazcnda di'sa que lbe corra
o dever de manifestar snts iiitencGes c vistas ullc-
riores a respeilo da guerra a que lora provocado o
governo. Que este no se propoe fazer a guerra
a uenhuma provincia, seguindo inalteravel a |tolil-
ea que lem adoptado al agora, oque s procurar
destruir os invasores perseguudo-o< al que elles
nao possam fazer ilamuo alguin i repblica ; e que
sao essas nicamente as vislas do governo.
O Sr. Alsina disse que das palavras do Sr. mi-
nistro da fazenda se deduz a gravidade do assump-
lo, e qae por isso recusou o seu voto a que o pro-
jeclo fose lomado logo em considerado : porm que
lendo j a cmara sancciorlado a opiniao contraria
sua, devia declarar que considerava supcrllun o
arl. I, porque o poder cieculivo, no estado de
guerra a que foi provocado o paiz, lem plcnissima
l.n-ul 1, le p ira perseguir o inimigo onde 0 encontrar
sem necessiil.ide de aulorisarao alguma a esle res-
peilo; oque por conseguintca aulorisarao do corpo
legislalivo deve limilar-se a conceder ao governo nm
crodilo iliun lado para as operajes ila guerra; que
uenhuma necc-sidade bavia de declarar-se que
governo ficava aulorsado a levar
fora provocado o paiz, deslruindo o inimigo c pro-
curando por este meio assegurar a paz.
O Sr. Marmol he de opiniao que o projeclo deve
limitar-se MI arl.2o, porque o governo nao necessila
de aulorisarao para levar a guerra al onde seja
necessara para o lim de assegurar a paz .futura do
paiz; nas tan smente para dispender as sommas
que frcni indispensaveis para conseguir csse lim.
OSr. .l!i'-U;n'ii-i decl ira que volar pelo arl. 1",
porque a conslituicjao nao he bem Icrminanle a rts-
peito de poder o governo levar os seus excrcitos fu-
ra do lerrilorio do estado, c quu por s,o he nacas*
sario que o corpo legislativo o aulorise competen-
temente.
OSr. Mtninlro da Fazenda observa que visto
cstarem lodos concordes quanto ao finido da idea.
6 ha disidencia quanlo a redacrao do artigo. O
Sr. senador aulur do projeclo nao lera duvida em
modilici-lu de accardorom a opiniao da cmara,que
quer, como quer o governo, que nao se peuse que se
trata de urna declaragao de 'guerra is provincias,
mas smenle de acabar a guerra que se moveu a
Buenos-Avrcs.
O Sr. Torres insista em que o artigo deve pasar
como csl.i, porque o governo nao deve se eslorvado
em suas nperares contra o inimigo quaudo o perse-
guir, anda que seja em lerrilorio eslrangeiro, sem-
pre que uelle se aprsente orgauisado de forma que
a meare de novo a paz do estado.
O Si: Gamboa he de opuiao que o projeclo deve
red:i(ir-sc a aulorsar o governo para dispr dos fun-
dos necessario-, alim de obler a completa pacificacao
dn paiz.
O Sr. Calen disse que volava pela sancrao do arl.
I." Que a questao tnlia dn is faces, urna de drelo
e atoa de ortica; que a de dirito tinha sido elo-
qiienlemcnte debatida epor isso nao entrara uclla ;
porem que praticameiilc a aulorisarao dada ao go-
verno un art. 1 imporlava odireilo de fazer a guer-
ra para pedir vinganca do sanguc derramado los
campos do Tala pelos soldados do general lirquza,
pois nao eraui nutra cousa os invasores de Santa F.
Que era necessario concluir de urna vez para sem-
pre com Cafe estado de auxiedade e de llurluarao
e nilinua cut que eslava o commercio, a agricultura
e a indu se vecm it^rnlv-ada- em sua marcha, e que A presen-
ta du general Vrquiza e a sua allitude hosI contra
Buenos-Ayres -endo ja de per si um estado de guer-
ra, era necesario que qesapparecesse, para que esle
catado e o resto da Repblica Argentina pudessem
gozar tuadlo os chamava.
Dcpois de nni curio debele acero da redacrao do
artigo, he esle poslo a votos e rcjeilado,
O arl. :>, agota 1 do projeclo, foi sancatkmado rom
o seguinte additamcnluinda ptft'a oLkji- fra
delleproposlo pelo Sr. Alsina da tfianytf* ic^uime:
Art. !."() poder execullvo por]erQ'(|a)Br asquan-
las que forem necessarias para deixaralaiieaila a
paz publica cm lodo o territorio do estado, c mesmo
para obrar fra delle.
Os arls. c S pioposlos pelo Sr. Ancltorena fo-
ram saucciona lossem discussao, ficando apptovada
a le nos scgiiinles termos:
Lei.
Arl. I. O. poder execulivo poder dispor das
quanlias que forem necessarias para deiiar alanra-
da a paz publica em lodo o lerrilorio do estado,"
mesmo para obrar fi.ra delle.
Arl. 2. Concdese como premio a lodos os die-
tas, ofliciaes e soldados do liuha e de milicias que se
acharam a 8 do crrenle ca aeran do Tala o suido
dobladn ale se obler o triiiiiip.su.
Arl. 3." O anterior premio Daesari as viuvat e fi-
Ihos dos que morreram no campo da balalba.
Arl. 1. Coiamuiiiquo-se ao poder execulivo.
I.evautou-sc a sessao as 4 horas c mcia da tarde.
(Tribuna.)
(Jornal do Commercio.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
FERNABXBUCO.
Lisboa 23 de novembro.
Os oilo dias decorridos depos da inuba ultima,
remetlida pelo vapor de 11, passaram-se completa-
mente em branco no tocante a novidades. Nem na
alhntosphera houve alterarnos, porque estamos an-
da gozando um lindo vern de S. Martinho.
No incsmo(cslado. os caminhos de ferro tanto de
Santarem como a adjudicaran dos de Cintra c Alen-
tejo, cujas pravas anda se nao abriram.
No me mesmo estado o negocio du cnsul, cuja consulta
fiscal se.linha esperado na secretaria al sabbado pas-
saao, porem ouvi que o governo lbe tinha mandado
urnas conla-i viudas de Pernamburo, a que o dito ma-
gistrado leve de responder como porappenso, c que
molivou a suspensao da remessa.
Eufrclanlo, e apezar de se n.lo poder contar com
ilia ccrlo a respeilo de papis qae. catan em seme-
Ihanle cadoz, esle negocio agora e-la por dias.
Pelos jornacs lera noticia de urna caria dirigida
ha poucos dias no Juque presidente do conselho de
ministros pelo Sr. Fernandos Thomaz, procurador
ilos nossosdjtalricius dessa cidade, refcrindo-lhe
proposito cm que algnns estao de se naluralisarcm
Americanos inglezes. E-la carta foi aqu copiada
por todas as folhas de Lisboa e Porto, e louvada pela
liberdade com que est escripia. Nao sei por ora
que resposla deu o duque a Fernandes Thomaz,
mas alVirmaram-me Maten que o marechal a man-
dara inosirar ao procurador geral da coroa.
Os jornacs lem ullimamenle fallado com energa
sobre eslo negocio, cuja resoliiriio agora ser deli-
niliva.
O viscoiide iln Almeida (iarrel foi sacramentarlo
na sexla-feira, nao porque eslej i em perigo, mas
porque o pedio, em couseqiiencia de se adiar milito
"nfr-ui :oridn. O sen estado he alalnieate melin-
droso, mas nao desesperado, lie cscusado accres-
ccnlar qoe todos os que admiramos lo grande l-
tanlo, deploramos esta eufermdade.
I Itima liura.
Pouco ou nada, que merera rcfgrir-se, forcorrcu
aqujilepois de l.'ldo correnlc, datada minha pre-
cedente carta. Penca as intrigas eteilorae*. O
governo lem a certeza de vencer lias prximas elci-
roes supplemcntarcs.Elei;Aes_que sem duvida se-
rn como Indas as que al aqu temos lido desde o
auno de 96; islo he, nao a cxprcsso da ventarle e
opiniao nacionacs, mas sim o resultado do esrorcos
c enredos das dific'renles faccfies em que o paizse
aeha dividido. Prepara-se violenta npposirao ao
governo na cmara dos Pares. O conde de Thomar
segundo dizcm, lem ja, Irarado um hbil plano de
ataque, fuadando-ec prinripilmcnle na celebcrv-
na questao do projeclo de rapio.... Em rcnirco do
ex-primeiro ministro vira o marquez de Xallada,
Esle magnate fauslooso, c nao menos que islo intr-
pido hilador parlamentar, esta agora oceupadn em
Irez cousas de muito dillerenle nalurezaem fazer
preparativos para um expen,lirio bdile que se pro-
poe dar em .1 >lc dezembro prximoem formar um
museu ornilhologico noseu palacio do Callarze
cm delintar um discurso para a discussao da respos-
la an discnrsn do llirono no principio da futura ses-
sao legislativa.Tem-sc fallado muilo ncsles lti-
mos dias no conde da .tzinhana. Esle nitsso mi-
nisiru cm Madrid (inlo do duque Saldanha) leve]
0 desacord de acceilar um jautar cujo amphitryao
e convivas crdo e sao partidarios da tacrao Ibrica.
rjcs-nrolhadas as garrafas de Champagne," houve ex-
plosao de enllitistasmo poltico bacchico. Ktmpeu-
se a sanie! lira I). I'edro l'.llci dal'eninsnla Ib-
rica O bom do nosso Azinhaga leve de levantar-
se precipitadamente da mesa, e sabir, insahitatis
/lospilibii*, pira evitar maor compromeltimenio
com o governo junio do qualesla acredilado.
Onossi Cardeal palriarcha deve c-lar a estas ho-
ras cm Koma. Demnrou-sc tres rlias em Pars :
lesejou ser apreaentado ao Imperador : mas ilesis-
lio por mo seae bar com animo de fallar em fran-
cez a S. M. ContinoJo as conferencias cnlac o
nosso ministra do Keiuo e o Nuncio, acerca da ques-
tao do Padrnadu, c de um projeclo de concordata.
l'arecc-ine Irr escriplo em urna de minltas carias
que na i lleolitrao Je selembro liuliam viudo a
respeilo do Padreado, ou antes acerca dos direilos do
'rimado do papa, arligos quasi srisnialicos c quas
heielicos. O nosso governo parece queem urna nota
declinou toda a camptieidade rcspousabilidade de
laes excesso". Se o fez, foi provavclmenle a instan-
cias ou reelamarao do negociador ponlifico.
lilain -2\ de novembro.
As carias e mais noticias que nos vem de fura dcs-
te reino sao mu cscassas em nov lades, qoeianuo-
se ale dessa esterilidade. Ora, islo acoiilcce l em
1 ans c Londres eBorlim, cdades. que segundo di-
r a guerra ate aos zem os europeusnccidenlacs ; sem as quacs nadase
coiiliu, da repblica, e que isso, alein de ser des- faz nesle mundo que lenha giilo. Se altea assim o
necessario. eslava em contradiccrlo com as vislas que '
o Sr. ministr i da fazenda, por parle do governo,
manifestara a cmara,
O Sr. Torres couteslaqun possa liaver conlradir-
cSo entre o pensament do art. 1." e o pcniamenlo
do enverno.nao si. porque antas de apresenlar o pro- ..
jeclo leve pleift acqoiesceocia do Sr. governador,, su
como tambero porque j oisse anteriormente que o
projeclo nao tinha por fim declarar a guerra as pro-
vincias, mas soinenle corresponder guerra a que
lucro he porque assim ocnlendcm.
Esles senhores san milito sabios e por conseguin-
le lem auloridado na malcra ; verdade he que umi-
tas dclles nao admitan a auloridade esta alavanca
da grande machina do espirito humano. Os senho-
res europeus po lem dzer o que quizerem. Pre-
mpru e agua lenla cada qual loma a que quer.
Ji ha de saber da sessao real que leve lugar em
Madrid para o abrimento ras corles nos primeiros
dias de novembro como eslava decretado, O arlo foi
inagesloso, e a milicia nacional primou em gathar-
dia ; leudo bastante lino parase nao compromclter,
quando tantarn isso rcuuindo e congregando os
mais dislinclos da mesilla para esse lim. Fizcram
bem. (.1 i 'ni as taz que as desarme. Ninguem duvida
que o general S. Miguel seja um sanlinhu, mas o
que ha de fazer um sanio no meio dos diabos que
novo un esle mundo. A rainha Isabel tein alheiado
de si a boa ventalle de seus subditos, por culpas e
suggesloes de seus mos conselheiros, c as veleidades
do seu carcter leviano. O resultado foi (ornar a
sua coroa vacillntc, e a sua reputaco descoucei-
luada, a sua nacao em constante desruntianqa e con-
flagradlo. A mona/ehia vive de prestigio ;. Inda e
qualquer imprudencia e descomedimeulo que Ih'o ti-
ro ou olusque vai prejudica-la. Islo em lempos co-
mo o nosso la i propenso a abusar do principio da
liberdade, j exageranrlo-o na sua manifestaran, j
comprimnoTurTiTmi violencia, e despeito mal enten-
dido. Ambos os extravos silo perigosos, c em parti-
cular tem sido adversos prosperidade da grandiosa
llcspanha.
As cortes por emquanto oceupam-se dos Irabalhns
preparatorios, presididas pelo Sr. Pastar, que he
urna conserva de ojenla anuos, vamos a ver como
ello Condal o seu gado bravio ; os anuos que' lem
do para experiencia. Esqueceii-nos dizer-lhe que
S. Miguel presidio a mesa provisoria. O homem he
pan para (oda a obra patritica. He pena que ueste
valle de lagrimas andem os santos pela hora da mer-
lo. Corre que breve haver mudanra ministerial,e
o duque de Victoria ficar.i presidindo o congresso
consliluinte. Parece que todas as frac;oes do partido
liberal prclendem congracar e sustentar a coma na
cabera de Isabel. Dos os ampare nesta ulil prelen-
rao. Veremos, como dizia um ceg. De Portugal nao
ha cousa de particular meitrao. Esta ludo cm aguas
moras. A lula dos peridicos continua na mesma.
O marechal duque de Saldanha cliamou ao jury o
Peridico dos Pobres {do Porto1, o tribuna] juslifi-
cou o duque, e o jornal ficou de cara banda. Va-
mos ver se acnnlcce oulro tanto com o l'orluguez
(de Lisboa). Sobre a questao do rapto nao lbe dire-
mos mais nada ; molho de pasteleiro le multa genlc
da opposirao, c queja chaira a botar aduem provou
delle.
Agora reina muilo enlhusiasino pela nacionalida-
d dramtica; a tal poni queja naoquerem nem boas
lradiicc,6es. Tudo original porluguez ; c nada mais
e nada menos. Kseriplores c de casa uo fallam,
dizem'aBts. O que falla he incentivo e algiim di-
nheiro.Tlbbiados geraes. Foi approvado sem discus-
sao e logo a primeira Iciliira. Sao varias as produc-
ries dramticas que j lem ido scena com geral
aceitarao. Entre nutras avalla o Odioderaca do
Sr. (iomes de Amorim representada no Ihcalro de
I). Maria II, o autor pelo que dizcm esleve na A-
merica e traca em rpido esbOCO os coslumes da o-
ciedade iirasilcira, e no seu drama imphe ao bicho
mualo um triste papel, lie urna parvoice branca ;
nao he rnusa de saldada, Foi paleado no Uymnasio
urna comedia de O. Jos d'Almada A meiadosa-
loio. Esle l lalguinho he o autor do Templo de Solo-
inao, magnifica phantasmaenria biblica, que deu
muilo dinheiiu ao Ihcalro onde se represenlou.
Consta que ser uomeado provelor da Misericor-
dia o couselliero Joaquim Antonio de Aguiar, lugar
vago por morle doarcebispo de Mylilcne. Esta con-
selhero foi o mesmo que lavrou'o decreto para a
eitinccao das ordens regulares. He par do reino, e
tai profesor na nniversidade de (.minina na facol-
dade de direito. J ouvimos em S. Carlos madame-
selle Alhoni na Favorita. Adiamos eufadouho repe-
tir os elogios ftilos a celebre cantara. Foi admira-
vel. Ali-Bacha.
Porto 20 de novembro.
.Vjr Dear.O iuleresse palpitante da aclualida-
de esta lodo as milicias de Sebastopol, qae Mada-
ma tidegrapliia vai impingindo a humanidade cs-
! -ela..lr, aoiwi.l.is por dill-reiile gosto. O iui\M-
leiros de toda a parledividem-se em dons bandos ;
um que opina e diz que os alliados foram buscar
Ha, c (em de vir (osqueados, c ou(ros, que Sebas(o-
pol, o papan do mar Negro, gemer.i em breve com
o peso dos anglo-francezes, llucluando cm cima de
suas fortalezas o Icio do John Bol, e as aguias
do sobrinho, do lio. Eu nao digo que sim ou que
nao, porem creio que o MenschikolT, e lodosos
ociaes que o imperador pontfice lem ao seu ser-
vido, sao durinhos, e nao confessam fraqueza. Es-
tao dentro de casa, e islo j nao he pequea vanta-
gem.
Na presenca das apimentadas descripr,oes de ba-
lallias, bombardeamenlos c oulras cousas arripiado-
ras, perde de lodo a importancia a nossa poltica
mixiriqueira quegyra como de coslume no campo
das personalidades. Continua a ser moda a palavra
fomento e oulras com que se infeila esta poca em-
nciilcmenle palavrosa. As charadas invadirn)
lambem o dominio na polilica. Tudo he progresso.
Ita por c mosquitas por corda, por causa das elei-
c,o>8 supplementares para preencltimento das vaca-
luras do Tivoli parlamentar. O governo v-se alra-
palhado rom o numero de prctendeules que ambi-
rionam a honra de meller o nariz no capitolio para
salvar a patria, que como nao sabe nadar sem boias,
corre sem risco de se afoga'r.
A uova companhia de uavegac,ao a vapor entre
Lisboa c os Afores, a que o governo garante o juro
de ", esta de esperancas, veremos se lera o seu
bom successo.
O anuiversario da morle da rainha D. Maria II,
foi commemorado muilo chochamente. Sao cousas
do mundo. O nosso (iarrel, dislincln Iliterato c
poeta, esl as portas da morle, e parece que nao
lera remedie senao entrar ; he uina arande perda
para a lilleralura. Ao meuus se morrer, morre vis-
conde e par.
Os amantes da luz sem torcida eslo consterna-
dos, e mu. consequencia do grande incendio da fa-
brica de fuudic.iu dos Collares de Lisboa, lem de
demorar-se por alguns mezes mais a illumi-
nacao a gaz nesta cidade; pois que, aquel-
la fabrica he que eslava encarregada da felura dos
tubos para a canalisarao. Na falta de gaz lumino-
so, temos o gaz pbilarmonico. Os Sele Signos es-
tao fazendo prodigios. O lliealro lyrico abrio-se. e
he tal o furor para a asignatura de camarotes que
al ja se tentn um pleito de preferencias entre o
governador civil c um desemhargador da retacan.
Qiiem admira os grandes elTeitns do vapor c da elec-
Iricidade nao pode deixar de dar urna nesga de ad-
miracita a maravilhosa influencia da solfa.
A Santa Braga vai com o vento cm popa noca-
minlio ilo progresso. A cmara bracareiise foi au-
Inris.ula a conlrabir nm empreslimo para conslruc-
cao de um Ihcalro e de umjnrdim publicoparle
do empreslimo ja esta lomado. Aqu lambem se
promove a felura deoutro lliealro, para companhia
de deelainicao, por acroes. He possivcl que fique
em .projeclo, como licam quas ludas as cousas que
lendem a dar hrilho ao que he nacional. Aqui o
lliealro porluguez nao he moda !! Continua a crise
das subsistencias, e careslia dos objeelos de primei-
ra necessidade, com especialiilodc oscereaes. Os
estmagos, prolestam contra a acluslidade que os
an1ca5a.com um fuluro somiliro. O govcrnu pro-
move os trabadlos das estradas onde ja se empregam
alguns mil bracos, mas anda assim, nao sei se evi-
tara a realisaejhi do proverbiu : Casa onde nao ha
Ji'i, todos ralhiun, 0 ninguem lem raziio. A qae-
relia que deu o duque de Saldanha contra o l'erio-
ili'-o dos Pobres, por causa da queslo do rapio,
vai em andamento, o breve (eremos no jury cssa
comedia de grande espectaculo, que hade Ser rica
le episodios e incidentes. O duque querellou lam-
bem do Portuqnez .le Lisboa. Emquanto a mm,
fez asucira. Vamos vendo.
As noticias da crise commercial da prara de Lis-
boa, onde as tallenrias se lem succedido unas s ou-
lras, lem por aqui feito Impressao. Todas as causas
lem um lado bom por onde se olhem. He de cerlo
um mal nao ter fortuna, mas ao menos quem se
acha neste caso, nao receia erises nem prejuizos.
Quem nao lem nao troca, he rifao vellio. A vi-
Slnht I). Iberia esl com febre. A democra-
cia e o carlismo absoluto penleam-se para saltarem
( poleiro. A innocente Isabel se usasse de ealcat,
liaviam de ser agora muilo pardas. Abrio-se a as-
scmbla consliluinle, que he a hcela de Pandora.
O parddo moiiarrhico c o republicano esto all
cm forras quasi iguacs. A rainha taz um papel
de comparsa; recitan um discurso que lbe inellc-
ram na mao, em que confessa os seus percados e os
dos uulros, e proineUe e pede nova vida. Nao sri
se islo llie valera. O partido carlista, pela sua
parle nan dtirmc, e orgauiza-se, lendo ceiros em
Madrid e no eslrangeiro. Em Albacete, parece
que apparerera ja urna partida de cavallaria, e ni
lavara c Vascongadas os capilaes generaos eslo
com suas clicas, c pe lem rehreos de tropas.
O celebre Cabrera com um alntoro que llie derain
os legilimistas de Paris, disse que la Nalividade ba-
via de cear em Madrid. Elle que o disse lasaba cm
que se fia. O que he certo he que o tal almoco foi
110 da /. c o tal Cabrera, que lem cabellinlo na
Cid esl com febre, e convulsiiesA crise esl em
principioTanta ns republicanos como os absolutis-
tas apanharam a l'ram a e a Inglaterra empeuhadas
na guerra com a Russia, equerem aprovelar o en-
sejoA cousa esl feia, mas Deas super omnia
Disse.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
26 de nov-mbro.
Por decreto de 9 do novenbro correnta fui refor-
mado no mesmo poslo o mejor da anliga guarda na-
riunal da provincia do Periiimbuco, Carlos Marlins
de Almeida.
Por decretos de 2t dilo :
Foi Horneado Manod Jo? .'.": nacrlo de Figueircdo
para o cargo de curador dos Africanos livres desta
corle.
F'oi perdoado a Antonio Pinta de Oliveira a pena
de qoalrn mezes de prisao que lbe foi imposta [tor
senlrnra do juiz de direiti da comarca de (iara-
iihniis, em Pernanibuco.
Foi rccouduziilo n baclnrcl ltezcude Cesar de
1,nes no lugar de juiz miini'.ipal e d.c orphaos dos
(ermus reunidos de Anadia, Poxim e Palmeiras, na
provincia das Alagas.
Foi removido o bacbarel Adriano Manoel Sitares
do lugar de juiz municipal da 2." vara do termo da
capital do Maranhao para o te juiz municipal e de
orphaos do lermo de (iuimai.ies, da misma provin-
cia, por o liaver pedido.
dem o barbarrl Juaquirq Jos Lamaignerc Vian-
na do lermo de Guimaraei para a 2.a vara munici-
pal da capital do Maranhlo. por o liaver pedido.
Por decretas de 23 :
F'oram promovidas aos postas de :
Coronel ciminaudante ruperior da guarda nacio-
nal do municipio de Paradla, da provincia ele Minas
Genes, o Icnenlc-coronclcommandantc dobalalhao
n. 2ti da mesma guarda,Francisco de Paula Carnei-
ro de Mcndonca.
Coronel ronfmandanlesnperior da guarda naco-
ualdo municipio de Mariinna, da mesma provincia,
o tanente-coroncl chefe di estado inaior do mesmo
commando, Francisco (.apilan ipiartal-mtslre lo commando superior da
guarda nacional da capila do Para, o lenle Jos
Antonio Pereira de Faria.
h'oram nomeados;
Chefe do cstado-niaior (o commando siiQerinr da
guarda nacional dos munidpios de Barbacana, Rio
Preto e Parahybuna, da piovincia de Minas-Gcraes,
Jos Kibciro de Rezendc.
Mejores ajudanles d'onfens do commando supe-
rior da guarda nacional dis municipios do Inga c
Campia Grande, da praiucia da Parahiba. Joa-
quim Jos Alves Pequeoe Joao Florentino Cival-
CanlLde Alltuquerquc.
Capi.ln secrelario gera'do mesmo commando, n-
lono Jos Gomes Barbo.
I -apilan iju irii'1-in .-ir .lito dilo Jos Antonio Ca-,
valranti de Albuqucrqut.
Capil.lu oirurgiao-nionliti dita, Placido Pinto da
Canceirao.
Foram reformados:
O tenenle-coroncl di exlinclo -2. batalllo da
goarda.nacional d0 mucipio do Saltar, da provin-
cia de Minas Genes, Loirenco Jos Pinta Coelho da
Cunha, no- poslo de curaiel.
O Iciieiite-coruiiel conmandanta do exlinclo 2."
balalbao da guarda uariuial do municipio de Alcn-
tara, da provincia do .Virnuhao, Joaquim Mariano
Franco de S.
O major do exlinclo 3 balalhao da guarda nacio-
nal do municipio de S. lelo, da mesma provincia,
Francisco Mariano Ferrara.
O major da exlinota bgito da guarda nacional da
capital ila praviucia de a. Paulo. MauueLEuXasio de
Azevedo Marques Sobraho.
O major do cxlincl 1 3. bilalbao de arlilharia da
guarda nacional da Parahba, Manrique Vctor de
Lima.
OSr. t.uiz Ilenriquc Ferrara de Aguiar. cnsul
geral do Brasil na Kcpublica Oriental do llrnguay,
passa no mesmo carcter para os Estados-Cuidos, e
he substituido em Montevij,. pelo Sr. Manoel Af-
ronto F'reilasde Amorim.
O Sr. Jos Francisco (uimirae; foi nomcado cn-
sul geral do Brasil na Suissa.
venta, nesse mesmo dia de lardo se esguerou para
a fronlcira, segando as noticias que o embauador
hespanhol na corle do l.uznho pode colhere se
nao mee lem os orgjfos por onde vcio a noticia. Po-
de muila cousa do quo se diz ser pela, isso he dos
hvros, porem o que nao he peta he que a patria do
27 -
MINAS GEIAES.
, Mucuiy.
Illm. e Exm. Sr.Tenhoa honra de pasear ,
raaos de V. Ex. urna ropia d( relatoiio ro Sr. Roberto Schlobacli cmll de selembro ultimo-
dirigido fo Sr. Augusto Benidicto Olloni, e os origi-
naes de dous rotatorios do Sr Jos Callos de Carva-
Iho, acompanhados de um estoco dos Irabalhos dcsle
digno engeuheiro.
O Sr. Schlobach, como V.Ex. ja sabe, bavia ali-
nhado j leguas de estrada le Philadelphia para o
Uruc em terreno quasi lodi plano, secco, c de Ier-
ra muilo consistente.* Sao eilas leguas na direcrao
mais conveniente para viren corlar a estrada que
vai de Sania Clara: estao emrtnslrucrao por emprci-
(ada, e muilo adiantada esli a execucao dos Iraba-
lhos ajustados. Seguc-se a ;s(a aeeejra de .1 leguas
una Otilia alravez da cordillcira que separado Todos
os Santos do Uruc, e ve-sj que o Sr. Schlobach
aclinu cummoda passagem le um para oulro valle,
apenas mencionando um morro grande que supponho
poder ser cortado, um^ becaina e um espigao de
podras.
Do lado de Sania Clara o 5r. Carvalho procurava
cnlre os diversos traeos ab-rlos nos anlcriorcs an-
uos a passagem mais comnnda do Guardia para o
I'rnen, e o resultado dos seis primeiros Irabalhos he
o mais satisfactorio possivcl.
Na distancia de mais de 7 leguas, das quaes mais
de (i j preslao transito para os carros, posso assegu-
rar a V. Ex. que a somma ilc (odas as subidas c des-
cidas cmque se d a declivUadc mxima das miabas
inslriiccocs I ."> por cenlo ) ajo chega a 2,000 braras.
O Sr. Carvalho, com os dados que tinha a seu alcan-
ce quando me escreveu o seu relatarlo, devia razoa-
velmenle temer, como se c.pro-a. de 'que nao esli-
vesse no verJadeiro alinhamciilo ; mais a cerleza
queja live, pelo rrlatorio doSr. Srlilobach, de que o
alnhamenlo trazido de Pliiladelphia vem cortar o
Uruc no lugar da picada de Manoel Francisco, dis-
s[*. lodosos receios. O alnhamenlo pode-se consi-
derar completado e temos n esta hora entre Santacla-
ra c Philadelphia, e cm circumstancias de admiltir o
Inasito de carros, 13 leguas de caminlio com nsigni-
ficanle dcclividaita, ede mui fcil construccao.
No rcslo do caminlio a conslruir-se o terreno he
mais accidentado, masj ronhero de vista una boa
parle d'elle, c nao leulio a menor apprchensao quan-
lo facilidadc de una boa estrada cm loda a sua cx-
lensao.
Os selvagens, que a principio moslravam a maior
repugnancia em apparecer-uos, agora a cada rauta
surgen por centenas. Nao nos lam fei(o mal poreni
corla o corar.no ver romo esses infelizes se dilaceram
c exlcrminao. S do Todos os Sanios para Santa Cla-
ra ronliccemos os Nackeneniicbs, os Projechis, os
Giporocks bravos e os Giporocks mansos, inimigos
rreeoneiliaveis ujis dos oulro. O terreno esl divi-
dido, e mesmo demarcado para cada Iriliu ; alives-
sar a rronteira he um aclo de guerra. No principio
de selembro os Giporocks mansos residentes as vi-
zinhaneas de Santa Clara arommelleram com borro-
rosa crueldadc alguns Giporocks bravos, que apezar
do seu nomc Acoiiipaiiharam pacficos una espedicao
de i'hiladelphia, e pralicaram dous assassinalos que
os empregados da companhia nao puderam evitar.
Pcnsei mutn no fado de onsarem os selvagens as-
sassinarem-se muliiamcnle no terreiro de Santa Ca
ra, c ache prudenle solicitar do governo imperial
reforc para o destacamento da colonia do Uruc.
Em couseqiiencia seguem boje no vapor 'Mwury
mais 10 praras cscolhidas, porque S. Ex. o Sr. m-
nislro do imperio foi o mais promplo possivel em a-
adir ao meu pedido.
Mas se esta medida lemporinmciile pode bastar pa-
ra remover o mal que tamo, esle s poder cessar
completamente povoaudo-sc as immcdiares de Sania I
Clara. Accclcrci pois a execucao do projeclo, j ha
enipos commiinicado a V. Ex., de fundar na posse
que lem a coinpanhia de Santa Clara al S.Malhcus
urna colonia agrcola de lil|ios da Madcira.'e pelo
vapor de Liverpool que anle-honlem seguio [iara a
Europa mande} orden' para virem 10 familias da-
quclla illia.
Os colonos tcm de ser escolbidos por pessoa id-
nea, que segundo o meu syslcma de colonisacao he
all.menle inlercssada na boa csrolha, alias boje fcil,
cm vista da necessidade de emigrar em que collocou
aquella pubre genlc a doenca da vinha, que cada au-
no se vaialiaggravando. Dos guarde a V. Ex. mui.
(os anuos. Kin de Janeiro, 3 de novembro de IH.">f.
Illin. c Exm. Sr. I)r. Francisco Dioso Pereira \\e
Vasconcellos, presidente da provincia de Minas Ge-
raes. Theopkilo Benedicto Olloni, director da com-
panhia do Muciiry.
Illbn. Sr. Augusta Benedicta Olloni.Relato-
rio e estajeo da picada para Uruc. V. S. j tem
noticia que eulargnei o Todos os Sanios no Ribei-
rao Saudade, porque precfsei alravc->sa-lo duas ve-
zes em razan delle encoslai-so a dous morros dilli-
ceis. Perdi a picadaa, a, a,e lambem a oulra
picada d, d, d, para a picada de Manoel Fran-
cisco.Passci depuis urna ItocainaI, e ah atra-
vessei a picada de Manoel Francisco e ache muilo
bom terreno at a hocaina II. Esta Itocaina he
incommoda por causa das pe Ira- ; logo ache um
espigao de pedra lambem ruin. Passei depnis urna
Itocaina mansaIIIc cheguei a um pequeo r-
beirao, c logo a um maior, denominado ribeirao de
Ouro ; alravessei este ribeirao, passci o monii alio,
porm manso, e aclici a cabecera do ribeirao das
Lages. As margen* desle ribeirao quasi sempre sao
pedregosas ; alravessei urna cacbocira, larguci o ri-
beirao das lages e cheguei pcrlo de duas podras
grandes onda foi o iillimo rancho de Manoel F'ran-
cisco. Aqu nossos manlimenlos so acabaran! c cu
vttllei para (raz. Esla picada quasi sempre vai por
(erra sle legitimogorgullio ; lem lugares muilo bra-
vios c gue me incommodaram com as pedras, mis cu
ado que o (erreno he muilo bom, o nao lenlio
duvida de liaver commodo para caminas de carro.
A picada faz volla muito grandes e mui rins para
o N. como para o S., mas vou fazer a minh.i picada
cm mcllior rumo. Para fra desta picada, quer de
um lado quer do oulro, nao se acha commodo, por-
que (etmnuitas senas bravias do lado do N. e do
S. Esle alnhamenlo he a conllucncia de picada de
Bugres, e una dcinoiistracao de ser a melhor pas-
sagem aqui, porque os Bugres nao gostam de passar
morros bravos. Tamhem esla a picada na cuiilluen-
cia de militas aguas de diuvas, o.que he oulra de-
monstraran de sorras do lado iltrciJJp e do esquerdo.
Da bacaina II al a bocaina III leulio de procu-
rar melhor passagem, e lambem no ribeirao das la-
gos, maseu nao Icnho duvida de que arharei bum
commodo para a aldea brava do Uruc. porque aqui
correm duas picadas dos Bugresd, d,em, m.
A ultima picada m, m lem muilo bom rumo
para E. a picada de Manoel Francisco corre ah
muilo para o S.. c cu supponho que o oulro enge-
uheiro de Sania Clara achara melhor commodo pou-
co |iara o N. da picada de Osear llennig. alraves-
sara o Uruc para ci da aldea e que adiar a'pi
cada dos Bugres que segu al a minha picada. Por
ora supponho que o melhor he mandar o sargenta
cornos soldados abrir um caniinho uesse alinhamen-
(0 al a picada de Osear llennig efn razan da de
Philadelphia al o Uruc ler 10 leguas pouco mais
ou menos, e dcpois procuraremos melhor commodo
para caminho de carpo. Eu supponho que o sargenta
encoulra nesle mez o oulro engeuheiro 110 meu ali-
nhamcn(o,c por emquanto vou examinar os serviros
le- di llrenles emprczario9,porquceu me lemodoser-
vico mal feilo. Os Bugres mudaram-se da aldea Fui
kem ; supponho ahi perlo outra aldea : da Itocaina
III para baixo n* acharaos muitos Onigemes gran-
"des, alguns novns.Do Ribeirao Saudade para bai-
xo os rihciroeslinham esle mez muilo pouca agua,
mas n'uma noite de chuva o ribeirao do Ouro lo-
mou muila agua. Eu fiz para V. S. uin pequeo
risco de lapes c inarquci aqui a picada de Manuel
Francisco e lambem a minha.11 de selembro de
1831.Roberto Schlobach.
Hlm. Sr.Conforme live a honra de partici-
par a V. S. comecei o levaiilamcnlo da planta da
estrada no dia 1" do correnlc, e tando feilo 13,2J0'
braras durante sele dias, cheguei ao lim delta 110
Guariba, :V 111 bragas ao norle de Santa Clara e
12,200 ao oeste. Assim conhecida muilo approxima-
damenle a posicao desle ponto, procurei o rumo
que devia seguir para ir ler s mmediacoes de Phi-
ladelphia, suppondo esta poni de sujeira.i a 20 le-
guas ao ocslc de Sania Clara c 1|i ao norte, segun-
do inforinares fundadas nos reconhccimciilos al
boje efectuados. Part pois do Guariba com o rumo
o este, quatro graos ao norte, e depos de 10 dias de
Irabalbo cncoulrei o ribeirao das Pedras, onde me
acho acompanhado desde honlem. Nesle lapso de
lempo abr pcrlo de 0,000 bragas de picada, das
quaes j.OOO pertencem j dircclriz da Nislrada, e
lem 10 palmoj'dc largura para que possam Iransilar
os animaos que transportan! a hagagam c os vveres
indispensaveis. O terreno presla-se excellentemente
para una boa estrada, sem que se lenha de fazer
despeza digna de mengaocom o movimcnlo de Ier-
ras : apenas livo de fazer um desvio de 2U3 bracas
para evitar urna descida rpida para o corrego que
denomine 1 doMaia, porque esle seniljr visiloii-me
justamente na occasiao que a picada ia alravessar
o dilo corrego, e vou fazer oulros para vencer sem
grande esforco alguns oulciros situados an longo da
margem drela do referido ribeirao, oceupando urna
faxa de urna milita de largura prximamente. Es-
las elevantes sao muilo mais pronunciadas para osul
da pirada, e para o norle aprsenla ondularocs que
lornam incommodo o camiubo. Sc que V. S. muito
judiciosamenle rccommendou ao Sr. Maia o decli-
ve mximo de '>' ou 1|20 ; mas considerando que
nem sempre he possivcl obler econmicamente esta
inclinacAo em urna grande eilensao de estrada,
ou alias se faro muias curvas, e nao haveado in-
conveniente en elevar o declive a l|l(> ou 1|IS,
quando os traillis sao curtos, lenho adoptado re-
gularsar os declives de maneira que, sendo o m-
ximo l|l(i, van dimiuiiiiido successiinamciilc ale
1|20 intercalando, se he possivcl, lauros quasi hori-
soutaes, ou fazendo seguir em ultimo lugar terre-
no nesta circunstancia.
Ao cnlrar na malta acompanhavam-nie II colo-
nos e 2 africanoajdestinados para o Irabalbo da pi-
cada ; deltas, 11111 empregou-se quasi sempre em con-
duzir agua ao lugar do servico e para a cozuha ; da-
quellcs, Ires pelo seu estado de saude creio que
aHeclados do pulmo s podiam servir na medican
e inarcacn da dircclriz da estrada ; e os oulro* oilo
lambem padecan dilTcreules enfermidades. dcsorle
que no sexlo dia de Servico acharani-se somente (res
capazos de manejar a fouce. Nesle dia rcquisile ao
Sr. Maia alguns Irahalhadoies, o fui inmediatamente
allendido, maiidaiu!o-se-me quatro valenles africa-
nos, sem os quaes nao vencera em qualro dias c
meio mais de 750bracas dederrubada taita sem du-
vida por algum raraeao horrive!, pois em toda esla
extensao se cnconlram arvores rbidas na maior
desordeni, unas quebradas, oulra* arrancadas pelas
raizes. Eslou presentemente com seis Africanos em-
pregados no penoso irabalbo da mata, e cinco co-
lonos, dos quaes dous ciiidam dus animaes e tres
ajudam a supracilada medican. Nao rae sobra o
lempo para apromplar o orcameato recommendado
na carta de V. S. de 13 do mez passado ; o meu eni-
penlio he adianlar o mais possivcl o alnhamenlo da
I estrada, vista que pretendo regressar pera a corta no
I vapor da)novembro, c por consequoncia deixar o Ira"
balbo no fim de outubro. Quando l me adiar, po-
derei apresenlar a V. S. esse orramcnlo, hem como
a indicarlo de diversos melboramenlus de que he
susceplivel a eslrada existente, Com pequeo dispen-
dio, poslo que, como ja live occasiao dedizer a V.S.,
ttojulgo rnnvciiicnta, por ora, construir urna estra-
da com lodo o precclo. Enlretanlo V. S. ordenara
o que for melhor. F'iualsarei commuuicando a V.
S. que ped urna pequea forra para defeza contra
os indgenas, que ja honlem vieram devastar o ran-
cho, mas dentaran] ludo intacta: o cu/inheiro e
dous colonos que ahi se ochavan fugrfam prece-
piladamculc, apenas os avistaran] a alravessar o ri-
beirao.
lieos guarde a V. S. muilo- anuos. Ribeirao das
Pedras, 30 de agosta de 1831.Illm. Sr. Thcopliilo
Benedicta Olloni, direclor da companhia Mucury.
Dr. Jos Carlos de Carvalho, engeuheiro ao servico
da mesma companhia.
Illm. Sr.Para proceder em regra na determi-
naran directriz da eslrada que deve ligar a Guariba a
Philadelpbia, procurei, como disse em ollicio de 30
do mez prximo passado, o rumo a seguir, parlindo
daquelle poni, c leudo adiando St> NO, comecei a
abrir nesta direcrao urna picada para base de opc-
races.
Pralcando assim, fui suminamcnle feliz, porque
na extensao de 5,080 bracas, islo he, at so Ribeirao
das Pedras, oblve un alnhamenlo recto de 4,270
bracas, abslrahindo de um pequcuo desvio ndspen-
savel para passar o corrego do Maia sem exceder o
declive de l|20, limita superior das rampas mais
tangas quando as estradas devem servir para carros
puxados por animaes.
as 810 braras seguintas enoontrei clevaces e
depres'es consideraveis, c por isso abandonei-as.
Avaur.ando para o norte, no ponto A, como moslra o
desenlio junio, cheguei an poni B, na margem di-
reila do referido Ribeirao, 810 braras ao norte de
Santa Clara e 17,050 ao oeste; havendo pelo cami-
nho actual cnlre Sania Clara c o ponto B. pouco
mais ou menos 18,205.
No dia 9 do correnta, apenas cessou a chuva, que
desde a larde do dia 7 cabio qnasi sem inlerrupgao,
alravessei pura a margem esquerda, e no dia 10 prin-
cipie! os reconhccimciilns precisos.. Eslava nesle Ira,
balho quando recehi nina caria de Illm. Sr. Maia-
cobrindo nm relatado do Sr. Schlobach, e ende-
rezado a V. S.; lendo-o (iquei um pouco desconcer-
tado em meus planos, porquanlo ah se declara, que
Philadelphia demora a 70" NO de Santa Clara, e
por consequencia, liuha de carregar para o norte
e corlara Picada Velha muilo perto do Ribeirao men-
cionado.
Combinando porm as concluses desse relatarlo
enm m recoiihecimcnlos effecluados por oulros cuge-
nheros, e mesmo por V. S., fui induzido a crer que
o Sr. Schlobach se cngaiiou- Com clfelo. suppondo,
como alianca esSc seulior, que a sua picada, feila no
rumo 70' SE parlindo de I'hiladelphia, passa de 2 '.'
a 3 leguas ao norle da eslcemidriUc occidental da
Picada Novadcpois de um curso e 7 a 8 ic*uas.
segue-se que esta ultima picada (cm smenle 10 a
11 leguas, c paranlo que se commetteu um erro de
6 a 7 leguas na sua medicao, o que me parece im-
possivel.
Comtudn, como a disposicao do terreno me obri-
gou a ir para o norle, e he natural que algum erro
bou ve-so na citada medicao, delibcrci-me a procurar
a linha de 78 a 80" NO, do Ribeirao em liante, e
desle modo nao inlerceplarci a Picada Vclha,salvo
se novas dclerminagiics me forraren! a isso ou se
V. S. o exigir.
Eslou |tcrsuadido que se o rumo para Philadelphia
esliver entre O. e O. NO., nao se achara melhor
caminho i'o que o que vou Irarando.
Pela Picada Velha, que corre prximamente
ao rumo O. 10 N., ha, segundo sou informado, um
grande numero de subidas e dcscidas bastante in-
comniodas; pela picada da ullma exploraran desle
anuo, que segu o rumo O. 5 N. al o Uruc, acon-
tece exactamente o mesmo ; pela minha picada alra-
vessa-se terreno sudicienlememc lirnie com o declive
sement uecessario e indispensavel para o fcil escoa-
nienlo das aguas, excepto em algumas parles, que
reunidas nao excedem a % de legua, as quaes he
preciso fazer insignificanles excavacocs ou aterros.
Iresta sorle, pois, com pequea despeza se construi-
r um bom caminho para carros lirados por animaes
na extensao de 6.900 bragas contadas do Guariba,
lendo por directriz a minha pirada.
Eis o resudado de 42 dias de Irabalbo no centro
de urna mala virgem, onde se sent al a falla d'a-
gua, sendo a que se bebe apandada em cacimbas fei-
la* de momento 110 leilo de algum corrego. As pi-
cadas de rcconhecimenlo desenvolvidas cm linha rec-
ia se cslciidcriam a mais de 2,500 bragas.
Em nimio, das Irabalharam apenas Ires ou qua-
lro fouces e um machada, porque de nove traba-
jadores que lenlib (c nao podcir ser mais |tela falla
de recursos) quasi sempre iieam alguns doenles no
rancho, 011 sao dislrahidos para oulros mistares ; nos
dias 22 e 23 do correle live quatro doenles, e todos
os dias emprega-se um homem em cnnduzir agua
para o lugar du Irabalbo, o qual lambem ajada o
alinha nenio.
Quanto a rain, devo dizer, cm abono da verdade,
que, se algumas vezes me parece dura a vida que le-
vo, consola-me a lembranga de que eslou prestando
um pequeo Service ao paiz, e de ter encontrado 110
scjo de duas familias respeitaveis, as dos Illms. Srs.
I)r. Manoel Esleves Olloni c Joaquim Jos de Sou-
za Maia, o melhor acolhimcnle possivel.
Resla-me nicamente participar a V. S. que estao
s minhas ordens cinco soldados c nm cabo da co-
lonia militar de S. nfatheos, e que felizmente anda
nao houve occasiao do experimentar a bravura dcs-
tes servidores do estado, apezar de se acharen! pelas
imniediaries da mosina colonia umitas Gvporocks,
dos quaes dous fnram ha pouco assassinados pelos in-
dgenas das tribus vizinhas de Sania Clara; lalves*
sejam aquellos os que pastaran pelo meu rancho no
dia 29 dn mez prximo passado.
Esquccia-mc avisar a V. S. de que muito necess-
l.t regressar curie nos primeiros dias de novembro
desta anuo, alim de que V. S., possa cm lempo dar
as ordens que julgar convenientes.
Dos guarde a V. S. mallos annos. Chapada do
.Norle, 28 de selembro de 185i.Illm. Sr. Theopbi-
lo Benedicto Olloni, director da companhia dn Mu-
cury.Dr. Jos Carlos i Carcallip, engeuheiro ao
serviro da mesma companhia.
30
l.e-se no Correio l'aulislano:
11 F.serovem-nos de Taubal que no dia 5 do cor-
rele larde, DO bairro de Capivarv perlenrenlo a
Parahybuna, dous lillios de Antonio dos Santos lijas
assassinaram a roncadas Clarinia de tal, por haver
esla infeliz intercedido a favor de seo til lio Joao, que
j linha recebido 12 a 13 tacadas daquclles assassi-
nos.
Dizem-nos que dera lagar a este priraeirocrime
o fado de ler Joo implorado a favor de um sobri-
nho dos assassinos, que nesla occasiao era por elles
espancado.
petente processo, e consta que ha esperanras de sal-
var Joao, pelos cuidados e tralamenlo que lem rece-
bido em casa do eapilao Denlo Pereira de Barros,
para onde fora recolhido.u
l.-sc na Perista Commercial de Santos:
a l)o projeclado banco commercial desta praga
Icm-sc lomado cerca de 3,500 aceites, e na"o ha duvi-
da de ficarem preenrhidas5,O0O, ou mais que fossem,
urna vez que os influentes deste estabelecimenlo o
achassem conveniente ; consla-nos que, durante esta
semana, se reuniram bs seiihores signatarios.
n O briguc hanoveriano Ilannocer satura no da
25 d selembro prximo passado do rio lite, com
cerca de 100 colonos allomaos; e a barca porlugueza
Cdridade, em 15 de outubro prximo passado, .esla-
va prompla na barra do Porto com cerca de 150 co-
lonos porluguezes abordo; uns e oulros mandados
vir por cotila da casa dos senhores Vergntiro & Cu
Dous transportes de emigrados, destinados para
a mesma casa, apromplavam-se em Hamburgo para
seguir viagem 110 principio da primavera.
Consla-nus que a polica esl na pista do malva-
do que i'uinuu'iieu o assassinalo do prelo do siio da
llaiiinos. Dizem-nos que fra um individuu da vi-
zinhanga daquefle sitio, com quem o assassinado pou -
co areles tivera rixas.11
a s> ai 1
1. do dezembro.
Por decretas de 27 de novembro correnle foram
comulladas :
Em gales perpetuas a pena de morle imposta por
sen lenca do jury, de Garanhun.em Pernambuco, aos
reos Isidoro e Silvestre, escravos.
Em prisao perpetua com Irabalbo, na casa de eor-
reee.io da curie, a pena de morle imposta por senlen-
ea do jury do termo do Rio Claro, em S.Paulo, ao
reo Caelauo, escravo.
Foi aposentado o '.1 pelln cantore regente do coro
da imperial capaila, padre Joao Mximo do Prado,
com o ordenado que lbe competir, dependeiido nesla
parle da approvarao da assemblea geral legislativa.
F'oi declarado que na apo*enladoria concedida ao
desemhargador Pedro Madelra de Abreu Brandan nf
ex I inda casa da Supplicarao, se deve coraprebender
o vencimenlo que linha romo juiz conservador do*
privilegiados do commercio, a contar desta dala em
diante, dependendo porem da approvarao da assem-
blea geral :
Foram apresentados na* fregaezia*.
Da villa de arcedlo-, do bispado do Pr, Manoel
Raimundo Alves.
De Nossa Senbora do Bom Soccorro do Andir do
mesmo bispado, Jos Maria Fernaudes.
Da villa de Serpa, dilo dita, Luiz Marlinho de
Azevedo Coulo.
Da Praiuha, dilo dita, Manoel Joaquim Pereira.
De Sanio Aulonio, da villa de Gurupa, dilo dito,
Belarmiiio Francisco Marlins Garantilo.
De Nossa Senhora da Assumpcao da VillaTranca,
dito dito, Antonio do Espirita Saiito da Fnnseca.
De Sania Cruz de Villarinho do Monta, dilo dilo,
Bcrnardino Dulra da Vera-Crol..
De S. Jos da villa de Macap, dilo dilo, Joaquim
Manoel de Jess.
Da villa de Alemquer, dito dito, Joao Candido
Rodrigues de Mello.
De Almeirim dilo dita, Amandio Jos de Oliveira
Panloja.
De Altar do Chao, dilo dito, Jos Serapio Iti-
beiro.
lie liiiim, dilo dilo, Manoel Anlouio Rebello.
'I'evc merc Rogcrio Fernaudes de Barros da ser-
venlia vitalicia do ofiicin de escrivao de orphaos e do
civel da villa do Paro, na provincia das Alago**.
I'ai aceita a dcsisio ocia que fez Vicenta Ferreira
da Porciuncula dn ollicio de escrivao deorphaosda
villa da Assemblea, da mesma provincia.
L-se na Perista Commercial de Sanios de 27 do
passado :
a No dia 23 do correnle houve a primeira reuuio
io Srs. accionistas do Banco Commercial, e foi elei-
lo presidenta ad hoc o Sr. Joao Pedro da Silva Cruz
que nomeoii urna commissan de (res membros'para
a organisaro dus^estatuios. Foi destinado o dia 2
de dezembro prximo roioro para a i Utiuauraca. des-
te novo eslabui'M-tmcuto-.
No illa 2t do cnrrenir .Uu fundo na Barra Gran-
de o brignc hanoveriano Hannovcr, capitn Butlner
vindo de Hamburgo com 51 dias de viagem, com 87
colonos suissos, consignados i casa dos Srs. Verguei-
ro c C. Apezar de nao haver o mnimo indicio de
molestia contagiosa a bordo, o ler na viagem morri-
do nicamente urna manga, o Sr. provedor de saude
achou conveniente efectuar o desembarque dos co-
lonos na praia de (ies, para evitar o contacta im-
mcdialo com esla cidade, e para dissipar qualquer
receio dn populacho respeilo aollagello que presen l-
menle grassa maisou menos em quasi lodos os pai-
zes da Europa.
1 iracas cuidadosa actividaue do Sr. Dr. I- ir mi-
no Xavier, actual provedor de saude, e ao costu-
mado zeta dos Srs. Vcrgueiro, que sempre se esfor-
cam pelo bom Ira lamen lo de seus colonos, estes acha-
ram naquelta sitio o* commodos que n lugar permu-
te, os necessarios meio* para refrescar e restaurarcm-
se das tadigas da viagem. Durante os Ires dias que
all esliveramde observarao o Sr. provedor de saude
fez passar por brrela e lavar toda aroupa dos colo-
nos, desenener os colehes, ventilar e desinfectar o
navio, e depos de ludo linipy e asseiado mandou su-
bir o navio.
Os colonos ile-emliarraraiii no dia 25 no arsenal
da marinha, e seguiram boje para a colonia do Sr.
la 11/. Antoio de Souza Barros* tt
A' escuna dinamarqoeza Danmarh, de Liver-
pool com i.5 das de viagem, foi-lbe ordenada a qna-
renlcna de 6 dias na forma doarl. 21 do regulameu-
lo da in-peocao de saude, por nao Irazer a caria de
saude limpa.
a lin 1 ron honlem de manbaa o vapor lambe bs-
tanle maltratado do mao lempo aue encontrn em
sua viagem. Tendo sabido uo da 21 s 8 horas da
manbaa da barra do Rio de Janeiro, e navegando rom
vento oesle, as 3 hojas da larde do mesmo dia, cm
pequea distancia da costa re Guaraliba, sallou re-
pentinamente o vento de tufan para o sul, e perden-
ilo o vapor o governo cm consequencia dn grande
mar, uo podendo conseguir aproar, vio-se forgado a
Tundear com dous ferros obre a costa para evitar o
naufragio eminente. Conscrvou-sa assim al s 6 ho-
ras, c suspendendo cnlao por ler o vento mais bo-
n mea,!,1. conlinuou a navegar a toda a torca para
safar-se da costa, quando s 7 horas um graude mar
Ihe levou os xadrezes. o pao da bujarrona, mastaro
do velacho e do niaslro de r. Aproveitamos esla
occasiao para fazer honrosa menean do digno com-
m,unante e conlrameslrc do vapor, a cuja pericia
he devida a salvagao iloaiavio e lalvez de umita vi-
das preciosas.
, IfrjOlQ
S. PEDRO DO SUL.
Cidade do Rio-Grande, 16 de novembro de 1854.
A grande e duradoura briza de nordeste qu so-
prou desde odia 11 al boje d-me lugar a addilar
algumas palavras caria que fechei naquelta data.
F'oi lao rijo o nordeste que fez naufragar na Laga
dos Patos, sobre a pona de Bojnru'.o hiale Caroli-
na, que conduziade Porlo-Alegre alguns gneros do
paiz; felizmente nao pereceu pessoa alguma.
Tambeni naufragou na barra sobre o puntal do
*ul o hrigue inglz Heleanlhus, procedente de Car-
diflcom72dias, carga carvo, consignado a Linde &
C. Esle hrigue, que amanheceu no da 11 cncalha-
do, sabe-se que fui a pique, salvaudo>so loda a Iri-
pnl.ir.lit na lancha e no bota, e correntio a costa pe-
lo lado do sul chegaram Ierra 5 leguas distante da
barra; tambem houvo a fortuna de nao perecer pes-
soa alguma. A barra tem oslado lo. baixa que be
una verdadeifa nfelicidade. Mas de 16 navios cru-
zan! fra ha muilos dias, e o que tic mais de lasti-
mar venia ser que en(re estes barcos andam alguns
de longo curso, como a barca porlugueza l.ima, qoe
Iraz sempre muilo* passageiros, e consta que nesla '
viagem vem algumas familias. Esnera-se pelo re-
bojo, e enlao devem crescer as aguas, e poderao en-
trar as embarcages que calarcm 16 palmos al 17;
cm mais agua he loucura demandar esta burra, por-
que bem pode acontecer o que succedeu i polaca
Marinho, em 17 112 palmos, que leve de arribar a
Sania Calharna, creio que por mais de urna vez;
uiilrclanloqne aqui se aceusava ao digno, comraau-
danlc da pralicagein da barra, o primeiro (cuenta
Rodrigo .'.111nnio de Lamare, por io liaver agua
na barra, da mesma forma porque em oulro lempo
alguns estragados patriotas aecusavam ao Senbor 1).
Pedro I, de gloriosa recordagao, por nao haver agua
nochafariz da Carioca cm occasiao que bavia grande
secca nessa corle!
Cuando pensavamos que com a retirada do eximio
actor fluminense Joao Caetano se fechasse o nosso
Ihcalro, eis qae elle se abre a urna especie da asso-
ciarao dirigida, ao que pens, pelo ador (ionvea, e
romposla de algumas insignificancias que fizeram
parle das exmelas empresas. Na noite de 12 do
correnlc levaram elles secuaO Proscripto, e a

II
1% #1
1


2
(are intitulada O llallandez, ou pagar o mal que
isa /<;, com o que nos presaran) una tremenda
macada... Felizmente, porm, um tal Domingos
palatina acaba uliia rica, com a qual lalvez tejamos compensa-
do das lerrveis massadas thealraes com que nos
lineara essa assocac,to.
Tal he a Torca da uecessidade que lem ele bom
povo de alguma distrarrio, quo at tai a mu-circo
olvmpico romo o quo presentemente temos!... Iloje
nos d;i companhia rica a sua primeira funesto,
lazendo a sua estrs com a opera Kmuni, do insigne
maestro Verdi.
A prima-dona he um senliora (uioni, diegada
ha pouco de Montevideo, onde, segundocreio, razia
parle da companhia Peslalardo; o tenor he o ja ci-
tado director, o conhecidissimo nessa corle Domin-
gos Calcagno; o bnixo chama-se Rose, c o bartono
Coaita).
Iremos assistir essa funerto Ijrica, c |iaraoulra
orcasito aguardamos noticiar o apreso que nos me-
recer.
l'rata-se de contraa! a Sra. Margarida Lcmos co-
mo dama romprimaria para pula rompanhia.
Sem lempo para mais, concluirei dizendo-llie que
porsaqui lambein se toma arande interesse na guer-
ra da Knssia. lia das umourives vellio qnasi que
se pega a unlias com um liarlieiro seu inquilino por
negar esle a impossiliilidade de poderem as poten-
cias sitiadas tomar Sebaslopol; foi tao assanliada a
disrussAo, queden em resultado mandar aquellc que
o harbeiro Ihe despejasse a casa, o que este fez rom
todo o ardor e patriotismo russo, dizendn, na sabida,
que o Czar linha Sebeilapol milito defendido, pelo
que era impossivel ser tomado!
Adcos. (Carla articular.'
DARO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA EEIRA II DE OEZEMBRO DE 1854.
So o millio reprosenlasse papel menos importan-i cxlinrcao de raizes, aberturas de caminhos. ele,
le em Reata cconomia rural, a bu colbeila etc., para o fimile prodnzir avullada renda. Assen-
deise cereal seria apenas ensivcl como acconlece a j lem sua leuda por urna vez no soloeni que habiten),
MINAS CE RAES.
lluro l'relu. -JO de novembro.
Muilosc lem tallado e eacriplo uessa corte a res-
peilo da caresta dos vveres. Ueralmcnle a allri-
buem a falla de bracos. Nao poucas pessoas ven)
ni Ha o resultado do monopolio dos ricos contra os
pobres, e as paixoes polticas nto lem perdido1 or-
casiao de provocar as iras dos que mais soltrein com
essa caresta conlra a acluaiidade.
Ncm a falla de bracos, nein o monopolio nos pa-
recen! explicar sunicicnleincnte esse augmento pro-
gressivo dos gneros de primeira uecessidade que se
lem experimentado uestes ltimos lempos.
A segunda causa anda o explica menosque a pri-
meira, ou he totalmente inadmissivel. Como con-
ceber a existencia de um monopoliu que se cslcn-
de por tantas provincias ? Como seria pos-
sivel a liga quo ello faz suppor, cslabclccendo-
se un seio de tantas c tao diversas populaces derra-
madas por inmensa superficie, convergindo para
centros de produrc/io e de commcrcio rauilo dver-
sos I*oderia suppor-se o monopolio no mercado se
ah augmeniasse o prero do produelo, no passu que
nentiuma alteraran houvesse elle soffrido nos luga-
res de que he transportado, mas nunca quando a
coreslia lie geral, quaudo no mercado guarda pro-
porcto com aquellc porque se vendein os gneros em
primeira mo. Se o inillio, o loucinho c oulras
substancias alimenticias se venden) ah por mais do
duplo porque se vendiam ha dous anuos atraz. o
incsmo succede ncsla cidade, as villas que a rer-
cam, as fazendas que as produzem. Se esse aug-
mento de prec,o fosse o resultado do monopolio, se-
ria preciso addmillir-sc nao so urna liga entre os
negociantes, mas entre estes e os fazendeiros ; mas
para que, com que fim. no interesse de quera '.' Do
negociante '? Mas se o negociante vendesse mais ca-
ro, lamben) mais caro o havia de comprar. D> la-
vrador '.' Mas o que gallara elle se ludo quanlo ti-
vesse de comprar tambem havia de obler por mais
alto preso Essa liga he materialmente impossi-
vel ; basla islo para provar que nao existe.
Da segunda causa Iralarei .lepois.
Oiianln a mim a caresta actual dos gneros ali-
menticios provem de causa muilo natural c aprc-
ciavel, cajo cunhecimenlo est ao alcance da niel-
ligencia de lodos os fazendeiros. Ped ao primeiro
que enronlardes que vo-la indique, e elle aponlarn
para o seu paiol, o vos dir quo a colbeila desles
dousannos ltimos naoM'o boa. Por esle lempo
coslumo ler lanos alqueires de milito no met paio!
e este anuo apenas tenho tantos.
Em verdade, se quizermos averiguar o funda-
mento desle asserlo,. nos o appi criaremos por mis
"""" i'aiidendo a irregularidade das estafos.
ao uosso syslema de lavoura, c a papel hnpwMfl-
tissimo que o milho exerco em a nossa economa ru-
ral.
Em 1852 adiantou-se a eslarao das chuvas. Prin-
cipiaran; as aguas quando as rojas inda nao esla-
vam aptas para a queima ; o foco sapecou-as ape-
nas; o milho cresceu mal, a colheita foi muilo es-
c-issa. Em 18.53 o mesmo pliennmcuo se deu, se
se bem quo em menor escala. Se elle livesse suc-
cedido a um anuo de trtara. Icria sido regular,
mas foi precoilido por um anuo de m colbeila, e
n.lo pode porlanto o producto das rocas feilas no
seo decurso preencher o vacuo deiado pela escas-
scz do sea antecessor. I.avradores colillero que cos-
liimaudo a consumir o milho-do anno em julho e
agosto, ja em abril, quando elle anda nao linha si-
do recolbido aos paioes, ja haviam consumido viole
emaiscarrns. Ora, como Vm. sabo muilo mellior
do que en, produelo he laulo mais raro quanlo
elle menos abunda.
Iodo osvslema de lavoura esla mais 011 menos
sujeito a irregularidade das estarces o nosso mais
do que onlro qualquer.
Em julho, depois, da colbeila, principia a prepa-
rar- o terreno para a nova plantaran. Derruba
se a machado se se quer plantar em Ierra acenpada
por malla virgem, ou capoeirao grosso ; se em ra-
poeira, rora-se a fouce. Concluido esle primeiro
trabalho deixa-se a roca seccar, depois lanra-sc to-
ga, o que de ordinario, secundo nir. ditado mitigo,
devia'-se de fa/.er ale ao dia de S. Barlholomeu ( 21
de agosto ), e que boje se faz por lodo o decurso do
mez de neteinbr, prmcipalmeule na malla, e Bao
poucas vezes tambem em oulubro.. Da-se a pri-
meira capiio regularmente um me/, depois da plan-
l.irtu, e segunda e lalvez lerceira, o que he raro,
murarme a nalureza do terreno Principia a co-
lbeila em marro.
Pars que todosestes processos possain aproveilar c
dar em resultado urna boa colbeila, islo he, para
que o lavrador possa dizer que o auno corre bem,
he preciso que nao chova at ao aclo da queima,
alias a derrubada ou rocada romera a brotar ; o fu-
go nao pega bem, e a rora tica sapecada.
A roja mal queimada he semprc urna roca m ; o
lavrador liga a este processo rural lana importan-
cia, que faz mil clculos e conjecluras antes de re-
solver o dia da queima ; he elle al objeclo do su-
persliccs ; tenho ouvido a alguns dizer que ditas
cousas se u.io devem aronselhar nesle mundoa
pesos com quem se deve casar, c o dia em qoe se
lleve queimar.
A m queima triplica ou quadruplica os IrabaUlM
do anuo. He preciso encoicarar, assitn se chama o
processo laboriosissimo, que consiste em chegnr uns
dos oulros os madeiros nao consumidos pelas cham-
mas, e laucar-Ibes fogo de novo. O Icircnn, apezar
de ludo, tica sempre obstruido por grossas inadeiras
porqoe nao be possivel encoi varar senao pelo maior,
as rapias se ililli ullain por cunscquciiria ; a rora
nunca lies igual ; as cinzas nao podem compensar
o mal produziiio pela aceto do fogo, que, quanlo a
mim, deve ser considerado nao como un meo de
fecundaran, segundo pensara nossos lavradores, mas
romo um mcio dedesobslriiir o terreno das arvores
corladas pelo machado ou pela fouce.
Se a roca queima do mais, tu lira requeiraada,
lamben) lie prejudicial; cscassa a colbeila.
Depois da quetmasegue a planlacSo, corno ja dis-
te, par logo lornam-se indispens.veis as-chava,
senAo o milho he desenterrado por quanlo castado
bicho ha e devorado ; lorna-se preciso replanta-lo
um c mais vezes. Se as chuvas se demorara rauilo
deppis de arelado o milho, a planta amarcllcrc c
delinh.i, s cbove de mais. lamben) he prejudicial.
Al que o milho cmhoneqiie. apon.loe. c grane
conven que corra o lempo como corre aclualmeule;
que chova e tara sol alternadamente. A chura Jic
mdispensavel quando principia a embonerar at
granar, alias nao se fecunda o grao e a espiga lira
rhocba. Depois deala granada he que se pode con-
tar com a roca salva.
Porahi pode Vm. apreciar quanlo e-la o nosso
sytlcina de agricultura dependente das eslaroes.
Ora, em 1852, priucipiaado as chovas anlcs de rs-
arem aa roca sercas. o fogo apenas as saperava,
enfraquecido na sua acc.io pela forja vegelaliva, es-
timulada pela humiladc, duhi a sua colheita. '
do feijilo earroz ; maso milho para mis he ludo: he
o pao ila familia e da cscravalura rcduzido a fari-
nha ou a ftib ; he o tourinho, a ave ; he o suslcnln
das tropas, nico vehculo de ronduecto que temos.
\ alia do prero desse gonero alimenticio Iraz con-
seguinlcmenlc coinsigo a de lodos os oulros gneros,
ausinenta-se o consumo do arroz e do feijilo planta-
dos era menor escala, por so consideraren) auxilia-
res e nao base da alimentarlo ; eseasBa o loucinho,
pois os lavradores augmentan) ou di mi nuera, as suas
chiqueiradas na razan da provisao que tan em seus
paies ; traaos, o prero da cnuduecto, e porlanto de
lodos os producios importados, o salario avulla em
proporeflo.
Rosaos lavradores nao saliera ainda que he lano
mais precaria a subsistencia de um povo quanlo me-
nor he o numero de productos que Ibc serve de ali-
mento. Se clles eslivessem persuadidos desla ver-
dade nao lomaran) lao dependente da colheita do
ilbo a suslenlacn de suas familias. Aolulo desse
plantaran airo genero alimenticio destinado a ser-
vir de nutricio aos animaos c de supplcntcnlo a dos
homens, assim que pudewe suppriro delirl cman-
nosde m colbeila. O Sr. Monlevadc, qoe ja he
cu couhecido pelas informacoes que deu de sua
fabrica de ferro a presidencia, e que Vm. leve a
hondada inserir no seu bem conceiluado Jornal,
estado*) muilo esla queslao, o depois de liaver ex-
perimentado a cultura da mandioca, iiiharae, hlala
ingleza, ahoboras, chuchus, ele.etc., decidio-se pela
da nossa btala doce, principalmente a amarella e a
branca, e resumi as ronrlusoes de sua experiencia
em urna memoria que foi aqui imprean c dislri-
buida pelos fazendeiros, e de que Ibc remello um
cxeraplar.
O Sr. Monlovade, depois de mais do vinle anuos
de experiencia declara que lem colhido os mclhorcs
resultados da cullura dessa planta, que com ella su-
pre parle da alimentario dos escravos, c engorda a
chiqueiradif, quo em um alqueire de Ierra de milho
lera ebegado acolber alen) do milho, pois tambem
planla-a nos nlervallos, rail e scisccnlos alqueires
de hlala.
Eis-ahi, pois, cse exccllenlc produelo poden lo
servir de supplemcnlar, como deve haver sempre ura
bomsvsiemadc cconomia rural.
Nem parees a Vm. protestar conlra o que levo
dito o nao ler o prero da raros verde arorapanliado
nessa corle o accrcsciino que sj ola em oulras subs-
laneiag alimenticias.
A razao parece-me obvia.O gado destinado ao cor-
le nao come milho, mas uiiiraiiicnlc o que se em-
presa no servico da lavoura. Accresce que oempre-
so de grandes capitats concentrado nos mais Jepo-
sitns siib-tiluidus ao de pequeos capitaes ilisper-
sos as oaos do mallos, Bpplicados a urna indus-
Iria qualquer, permilleo vender por menos. (Juera
vende rauilo pode vender mais barato. Ainda mais,
pelo prero que ahi se alcanra.a o gado, agora nao
sei a romo se vende, podia mercir-se a carne verde
por menos de 12()rs. a libra.
Acrcdilo qoe a colheita de 1855, se a eslaeao con-
linuar como vai, ser excedente ao menos nesla pro-
vincia. Para os lados de que lenlin mais conheci-
menlo dizem-me nao haver urna roca m. Os fazen-
deiros mais providentes, escarmenla*las_com o qne
|lies succc.leu nos annos anteriores, trotaran) de
adianlar os Irabalhos das derrabadas e rorados, c
qoeimaram antes das primeiras chuvas. O mesmo
infelizmente nao succede na provincia do Rio de Ja-
neiro, ou ao menos na parle delta de que eslon in-
formado. Assevcram-rae que a colheita de caf lem
all sido extraordinaria,c que os lavradores no intuito
de nproveila-la deixarampassar olenipo proprio para
a plantarn das rocas. A alegra por esso excesso de
produrcao que enebe a medida de suas esperanras he
extrema, sera seleinbrarem que se nao cultivaren) os
gneros necessarios almenlacaoda esclavatura,nao
pequea parle dos lucros da colbeila do caf ser
dispendiila em oble-los.
Por essa causa, e porque, por mais lisongeiro que
seja o aspecto das rocas.pode o seu produelo nao ser
ainda bstanle para enrher o vacuo dos anuos aule-
riores, ralo Ihe posso asseverar que o de 1855 sera de
feriara ; be provavel porcm. c muilo provavel, que
abaixe o preco dos vveres.
Urna vez perdido o equilibrio entre a pro lucio c
o conseno, elle o nao restabelece lia depressa ; as
ciitisequcncios de urna m colbeila nao desappsre-
cen) d >odo ciiio niliaanUa J uutlwiiUl nngnln
le, e eu Ibc vou dar um exemplo.
Os porcos se alimentara de raillio ; logo que esle
escassea o lavrador trata de vender os que nao pode
alimentar, e restringe a sua criarlo. (Juando sobre-
ven a abundancia he preciso comecar vida nova,
principiar pelo principio. O preco do loucinho iiilj
valla perianto, spenas-appareceaabafldaecia ao pon-
i em quo se acbava antes la escassez.
Umacircumstanca ainda inllue para o alto prero
dos generosalimenliciiis, alm da falla real, he a ap-
parenteque a cxaggera. As apprcbrnses do futuro
e a avidez do ganho tornara o lavrador nimiamente
acautelado. Apenas Ihe consta que as colhelas sao
mis, ellepassi a I ranear ospaies e exporta muilo
menos do que Ihe permiti a provisao que lem, a es-
pera de alia de prero que a maior parle das vezesnao
e percam as esporanoas de so transportaren) para as
matas virgens, quando, a continuarem com o acloal
syslema da cullura, honverem redur.ido fazcudas
onlr'ora tao dorescenle, a vaslo bamburraes cohor-
los de samambaia e up.
Quando lizcrem islo yerto centuplicado o pro-
dnclo da nossa lavoura, e conheccrao que para as
necessidades de nota subsistencia ha no paiz bracos
do mais. (Htm.)
ios s sai
S. PAWLo.
21 de novemhrn.
Tivc de ir ao interior da provincia: cis a rasan da
pequea tregua que houve na rnrrespendencia de S.
Paulo, deque Vm, me desculpar, allendendo que
nada perdeii durante a ausencia.
rindaram-sees aclo* do 5. anno, e a esta hora j
Vm. lera vislo pela rna por excellenria, a do Ou-
vidor, milita cara de doulnr novo, que, deivando a
neregrinaro escolaslica. foi esbarrar na fria reali-
dade, no positivismo. Al aqui corra a vida mansa-
mente cnlrc o lolguedo c o banco; a conlrariedade
de ura dia abhntinal era compensada pelo fagneiro
domingo, e o acadmico garrido podia perrorrer a
praca de Emole aleada, pois que a malricula da urna
occupanio na sociedade; boje, Iransicao amarga, o
reeem-doulor he urna personagem desorcupada com
obrigac^o de saber o que aprenden em 8 ou 10 an-
uos, c a final predestinado a ser o fantasma perse-
guidor do ministro que Ibc deve descohrir um em-
prego.
rat-nos recordar os snnbos e phases de ventura
porque passa o acadmico desde que se cnregislra
na secrclaria. No I. anno, j nAo.lie bicho, j oceu-
pa urna posicao, orienla-se no direito rnuslilucional.
falla nos rninmunislas, alara a propriedade e sus-
tenta que Tbiers be um pclaco d'aene. No repo-
la-se um genio, sonha com a diplomacia, est em
aples, sustenta com ardor que a handeira cobre
a darsa. No 3. verga sob o peso da ordenarlo e j
se contena em ser um soflrivel pre-idente de pro-
vincia. No I. odea o direito coramercial, e imagina
que, nao obstante pascar um pouco do riscado, po-
de rom hora padrinlio figurar na ciirle, e subir eon-
firme a escuda. No 5. quando se approximam os
arlos, vai rajiindo ern razao; ronlcnla-se cora algum
hora jnzalo municipal ou una deputario, pois que
cora vagar ser ministro. A final vem a caria, deixi
a academia, rolla ao ainho paterno, e agarra com
iiuhas p denles a pri-neira promoloria que empolga.
Isto fui um pareulhesU: varaos ao que pretenda
dizer.
Fea-se o bacbarelado sem solemnidadc alguma:
nada de paredes adamascadas, nada de discurso,
ludo foi hanido pela congregacan, que assim o hou-
ve por bem. Todava, c i por lora nao vera a airada,
e rada um foi livre de despender com o sineiro c
foaueteiro.
Enlrc os festejos priinou o baile monslro, como
onvi chamal-, dado pelo Sr. Trame. Joaquim Torres,
pai de um dos duuiorandos. l-'oi luzido e exlraor-
dinariainente occorrido.
A academia em geral foi bonancosa; no 5. anno
apenas houve urna reprovacao. Todava, huuve al-
sumas irregularidades ; por exemplo no 3. anno,
onde nao se den justica relativa, como he sabMo de
lodos. Alguns estudantes quo fizeram m figura no
anuo foram approvadns plenamente, no cntanto que
antros de esphera liveram un R infundado! .
He horrivcl seinelhanle s>sleina que ola quero qua-
lificar, e mais horrivcl anda depois de urna refor-
ma, depois que o governo procura mclliorar o csla-
abelecimenlo. Olbe o governo para islo.
Nos preparatorios ha horrsona tempesta le; as re-
pruvaees tem consliluillo a regra ceral. Esle sys-
lema he preferivel; inelhor he dar o desengao na
eslra do que augmentar os bancos e a renda sem
proveilo do matriculado, que com um terrivel de-
sengao lera di ir plantar batatas, cortio aqui se
diz.
Fichemos este tpico acadmico assignalaiido que
a cidade vai ficando ura pouro deserta; v.lo-se suc-
ediendo ascjvalgatas de acadmicos que nos deixam
( sucogados segundo alguns ) por estes 5 mezes.
No locante Iranquilldade, nada tenho a ac-
crcscenlar; um ou oulro fado nao depoe contra aj
bonanra destas regoes. Eis o que me lem viudo de
nolavcl. Na ponto prtstm trabalhadores, que se Gsrlram Bravamente.
Apparcceii no rio de S. Vicente, boiando flor
d'agua, um escravo com duas facadas na cabera.
Tinba viudo ao mercado c vollava quando foi as-
sassinailo. Suppoe-sc que foi a morlc devida a al-
guns quiloinbolas existentes nos mangues c que a
polica de Santos ainda nao conseguio destrocar.
No bairro de Capivary, municipio de laubat,
dous lilhos de Antonio dos Santos Dias assassiuaram
a foiradas a Clarinha, por haver esla infeliz in-
tercedido a favor de seu lilliu loto, j4 victima de 13
tacadas recebidas daquelles scelerados.
-r-0 Sr. hispo depois de regressar a esta nao quiz
tomar coala da administraran. Vi una portara.
ou como mellior*nome lenha, declarando que resol-
vera que ficassem as crasas no slatuquo. Compro
j urna fazenda para patrimonio do seminario que
le urna raed uiln chronica criminal : a sua eslalisli-
ca be espantosa no numero e na nalureza dos delic-
io, islo devido a falla de forja para abas autoridades
diligentes como sao a existentes, que tem vasta ju-
risdiccao. ||e inevilavel a vara da delegacia em
maosdo juiz municipal; nem me canso a demonstrar
islo. Ora, se se desse a separacao de que fallo, c
o juiz municipal fosse mi juiz municipal c delegado,
eslaO lodos convencido' que se rehabilitara o termo;
e Ilragaura j nao seria um espanlalbo para o gover-
no impotente como o nosso, que s tem policiacs c
guardas nacionaes. Appella-se para o Sr. Nabueo
que ee,nhoro o termo ; esta uecessidade iiao he nc-
cessdade de partido ; comporla o reclamo de lodos,
sendo certo quo he grave escndalo a 12 leguas da
capital nao imperar a lei por omissao do governo.
Ha um sii cidadao que conteste o que levo dito ".'
Sabe hoje mesmo o vapor : lira o mais para o se-
8"'"ie. (Um.)
(Jornal do Commcrcio do /lio.)
e verifir I a ^ '"""^"l F**" Se ,C1* ^ *-* 1e S. Ex. eom-
l^rT. 'lPTCeU T ,deUma Pr..aracriarjezui.as;oquehereal he que es-
irn ,a carregad. de toucnbo : regulava o preco de flMd< lem 111Ililo Mpe,,rciras,e f {m
o, lo por arroba ; o Iropeiro persadio-se que es- hklo miliu pcdra JJS, da cidade.
penada o vendera a t(5. JBaeoslou a Iropa. como
aqui se diz, c comecaram a apparecer muilos oulros.
e por fin nao leve oufroremedio senao vondc-lo a 5j
por prero menor quelle que havia rejeilado. Assim
razein us lavradores ; e se muitas vezes se illudem.
Sinpre he cora osoffrimento do consumidor.
Se a causa quo acabo de indicar, c de cuja exis-
tencia ninguem duvida em serra cima, explica su'f-
ficienlcmenle a caresta dos gneros chamados da
Ierra, para que procurar oulros!
A cenagal) do Irafego coincida com o fado da ca-
resta, mas nao o prulnzi.i. Por urna cousa vir de-
pois de oulra, nao se segu quo a primeira lenha
prodiizido a segunda.
Anda oslaran aberlos osporlos da frica que nos
abasleciam le poderosos instrumentos de trabalho, c
a fume devaslava em 181:1 grande parle desla pro-
vincia, o o mesmo succedia em oulros anno s pro-
vincias do Norte.
Havia em l8i'J lanos bracos ncsla provincia como
em 1818 e 1830;entretantoneqaelle anuo veudiam-
se nessa corle os porcos por preco menor do que nos
municipios meridionacs desla provincia, aondo clles
secriam. Tal era abundancia das remessas, onbas-
lecmcnlo do mercado Ainda ha dous anuos o
feijao. que boje so venda nesla cidade de 3 a 5-5 o
alqueire, cuslava 800 rs. nos paies, e a falla de
bracosniopode acompanhar essa proporrao. Ain-
da hoje o preco dos efleitos dos enanillos sollre in-
significante ollcranlo, que se pode comparar com o crenra poltica, e'eslodarao os melhoramenlos ,
)< oulros gneros producida por essa tendencia
O edificio Iheatral, de que lanas vezes Ibc rallci,
anda desla feila soflic adiamenlo. A cmara mu-
nicipal concebeu a infernal idea de propor a rons-
truccao no largo do Carmo. no -lio Barrarflo. He
otra local que por muilos annos servio de despejo ;
ruiilou-c de lanrar os aliccrccs. e o emprezario le-
ve de Intorromper a obra : nao encontrnu Ierra fir-
me. Por mais que o pobre cngeiiheiro lanrasse a
sonda, nada rnnsegun. O Sr. Saraiva. roconbcccn-
do que a quola destinada para o Ihcalrn nflo bastan
para faxer base, adiou a questlo para a prxima reu-
uiao da asscmblca provincial, que lera de lavrar a
sentenea nesla complicudi-simu questan. Quem lem
mais setTrido eom esla versatilidade dramtica he o
Sr. Quorum, que lem consumida lempo c trajuibo
inullimenle, sendo qne seinelbanle empreza nao
Ibc pode avollar. Nao obstante, ainda luta com os
lasquidiadores ; c e Sr. Quarlim he o nico nego-
ciante que arrisca fundos en empajezas que inleres-
sam directamente ao publico : sto he reconhecido,
e ahi esl a coihpanhia dramtica por elle constitui-
da, e com o segundo artista brasileiro, que vai mar-
cahiido con) um tenue subsidio.
Em falla de numero legal para fiinccionar.i cma-
ra municipal, foram chamados os Drs. Joto adney
de Avollar Urtera e Rodrigues dos Sanios. Nesla
poca em que os partidos dorniein i sombra da pal-
meira, em que se considera os inleresscs rcaes de
nos lodos, rr-so que estes senderes abslrahiro de
Ojee tema augmentar de proco todo os productos
quanlo se eleva o dos gneros de primeira neces-
sidade.
A frica nao abastece mais de bracos a industria
agrcola que mais os eraprega, a cullura do cafe, e
dtzem-rae que a colbeila desse principal ramo de
nossa producrau be muilo abundante esle anno. Os
escravos abundavam Pin IS'J, e fazendeiros que co-
lbiam duas e (res mil arrobas collicrara oiit,io para
menos de urna.
A industria da criaran rcsenle-se muilo menos
da falta de braros do que a da lavoura, e entretanto
o preos da csrnc secca do Rio Grande eleva-sc pro-
gressvamcutc, ao paaso que o da carne veril: con-
serva nessa cidade o pfern dos anuos de farlura.
Como querer que a mcmia niisi prodaza elTeilos
lao diversos ? A consequencia he que a causa indi-
iniinHpio. Suas luzca sao conhecdas : espera-se, c
espera se muilo do Dr. Ilrolero, parlidisla modera-
do, de patriotismo a toda a prova, e estimado as
duas fileiras.da provincia. Oque levo dito em nada
desabona o seu collega ; fallo especialnienlc do Dr.
Brolero, eujos tlenlos, lito conhecidose respciados
era tola a provincis, lalve nao sejara na corle, ou-
de n.lo estere como nosso representante.
Tivc occasMo de pasur pela villa de llraganca,
onde alguns lacios provocaran) rellexes que Vmc.
pcrmillir, pois que tendeo a chamar a attencao do
governo geral para a admiuislrarao da fallir nesla
localidade lao importante.
Braoanca he ura Ierran lao extenso como impor-
tante ; ahi raiem residencia cMadSas rauilo respeita-
vei, e delirados i sua Ierra : basta indicar os Domes
doSr. majar Joaquim.Goncalves de Oliveira. padre
Mariano
;> "^Todo ,;~i,;' "" t"""-"'""-"-
.- melh..res rondires'.le prosperidade ;
infeliz porque a admiuislrarao da juslca he abi len-
ouaiito a mira os bracos que temos ebegam, c de : la e ruin pelas circunstancias especiae
sobra, para a iloss.i subsistencia ; rallarlo para ou-
Iras industrias, nao serao snBicientes pan dar maior
(leseiivnlvimentiia nossa [nduttria agrcola de eipor-
lacao, masa que prov aa proprio consumo nao sao
poneos os r|uo possuimos.
Basla que us Roetes lavradores se persuadan! que
o braco do escravo nao be o instrumento nico do
trabalho, que se rcsulvain us processos agrcolas a
substituir a eux da 0 0 machado pelo arado, c por
lodos estes artefactos que renluptruii o trabalho do
honieni, que nao consideren! a fecundidade da Ierra
romo o solvagem considera as malas abundantes de
rara.que as abandonara depois de as ter dcspovoadn
dos auifl%esque Ihe podem saci-.r a fome; que a nao
considerera urna renda, mas um capital que neces-
sila ser vigorado o fortalecido pelas apropri.ices a
culturas especiaes, pelo dessecamcnlo dos pantanos,
em que nao
entro agnra.
A providencia quo em nome i laque! le povo aqui
reg-tro, consiste na separaran das funroes de juiz
municipal das de orpliaos. exereidasboje por ura so
juiz. Era un termo ampio como este he de inlui-
rS a irregularidade do juizo. A auloridade lem de
r.i/.er inventarios o divisio de Ierras em urna serie de
punios larefeilosdo lermo : he inevilavel a sua au-
sencia prolonga la da villa, cabera do lermo. Daqm
a revelia para os oulros actos do juizo municipal em
oulros tantos pontos, e mesmo para a propria vara
de orpbaos, qiiecarecedeubiquidade para acudir em
lempo a todos os lugares do lermo, quo compre-
beiido sele povoares era enorme rclacao de distan-
cia. Para .> crime sobe de punto a uecessidade da
separacao das varas. Sabc-se que em Braaanca he
REC1FE.9 DE DEZEMBKO DE 1854
-VSli HORAS DA TARDE.
RETRftSPECTO SESAXAL.
Oualro vapores cnlraram em nosso porto duranle
a semana linda, sendo dous procedenles do sul, c
dous do norte do imperio; mas tao esteris foram
clles, quanlo a noticias de interesse. que nao vale a
pena reprodu/.ir aqui alguma cousa do que rolbcrnos
as zetas recebidas.lem'o ja sido os I.atores inlei-
dosdas pequeas orcurren:ias pelas mesmasreferidas.
Foi com ludo salisfactoric sabermos dentro em cinco
diasque a Iranquilidade publica permanece inalte-
ravel em todas as provincias hrasileiras.
Tornou-se digna de reparo e causou estranbeza a
chegada do Tocantins a 7, com dous dias apenas de
dilferenca a respcilo do S. .Salvador cnlrado a .5,
viudos ambos dos porto ih norte. Dizem qup o'pri-
meiro linha lodo o empe iho em dar ao segundo, -
lis vclho c ronceiro, iiim licao de velocidade, c ef-
frclivamente lalve lenlu rhegar ao Kio de Ja/ieiro
anles d'ellc, ou pelo mnios ao mesmo lempo. Des-
le modo, e como senobaslassc a irregularidade das
viagens dos vapores brasileiroa provenientes de di-
versas causas ja conhecdas vieran) para maior prc-
jmzo do publico e al do governo as velleidaiies
de siguen) augmentar ainda mais essa irregularida-
de. Do acoiUmenludo Tocantins resultar que s
d'aqui a vinle dias, pouco mais ou menos.
terrinos noticias do nort'. falta essa que sera tam-
bera sentida na Babia ena corle al pelo governo,
e que era bem escusada. Se o interesse do publico
na resiilariiladc das viagras dos paquetes brasileiros
fosse Tneompativel com o do g.verno. poder-se-hia
oppor uin ao nutro respimler assim as censuras que
por vezes se bao feilo a tompanhia dos dilos vapo-
res sempre qne fosse silvo o primeiro; mas feliz-
mente, segundo o curso refalar das cousas, esses do*-
us inlcresses barmonisarn-se pcrfcilameiite, c lauto
prejuizo pudem sollrer os particulares com a inter-
rapc a causa publica, mxime dando-so alguma emer-
gencia extraordinaria c imprevisla. Muilo seria por-
lanlopara desejarque ogo/erno lanrasse suas vistas
para esle ponto especial, e procurasse manler inalle-
ravel. tanto quanlo he bumanamenle possivel aso-
bredita re.&ularidade. colihindo as negligencias da
companhia ou as fallas do seus agentes, que leu-
den) a altera-la, em prejui das duas parles igual-
mente inleressadas.
Foi salva, era un dos diisd'rsla semana, a galera
ingleza Dur Slayer, que la pouro fora ao fundo no
ancoradouro da descarga, sem ler sofTrido grandesa-
varias. Uina pessoa encaa-egada d'essa larefa pelos
consignatarios da dita galira, tanto fez, qoe alinal
conseguio realisar o que rruilos julgavam impossivel
afeuns pares de cootos de eis foram o incentivo e a
recompensa dos seus asteos tao utilmente em-
preados.
No dia (i concluiram-seos Irabalhos do presente
anno na Faculdadc do Dreilo desla cidade, c foi a
mesma encerrada, leudo hav ido na v espera mais
urna reprevafSo no seguido anno. Parece pois que
os jubilcus acadmicos erao de cessar, ou pelo
menos diminuir considera elmenle, sendo rigorosa a
penitencia dos livros a anca taboa de salvado na
maioria dos casos. '
No dia 8 foi feslejada a pidrocira do imperio," N.
Senliora da Concci^ao, nasii igreja dos militares, e
tambem no convento de S. Francisco; mas ne-
nhunij das duas festas, emibono da verdade, apre-
sentou aquella magnilicenca e brilhanlismo que ge-
ralmenle desejamos ver na solemnidades consagra-
das coinmeraoracan da Vrgem Mi de Dos. Na
C'iiicec.i'i dos militares, arezar das diliEeiir.ias do
mu digno e zeloso presideite da respectiva ii man-
da le. nada houve no interpr do templo que sobre-
stibisse.ao que de ordinariose faz no commum das
feslas. Sendo exiguo, com se sabe, o ren lmenlo
patrimonial dessa igreja, elendo ella passado este
auno por nm consideravel oncerlo no teclo arruina-
do, nao se poda esperar naor pompa na fesla, a
menos que os liis vessenTIberalmenle concorrido
para esse fim, o que de cero nao suredeu. Entre-
tanto, e como em compensieao, a pompa exterior,
ronsistente em honras milibres. corresponden satis-
factoriamente a magnitude da testa: um brisada
composla de Ires bstanhtasda 'guarda nacional desle
municipio, com o panjuc de arlilharia, uchou-se
postada em frente dn lenplo desde as 10 huras do
dia. e concluida a feslj, deu as competentes salvas,
deixando ao relirar-seurna guarda de honra, qoe
all permanereu al a toile. Aos religiosos Francis-
canos tambera Ibes l'alarain os meios, e alm disso a
mais de anno que esta) concertando a igreja, na qual
tem feilo o quo nao en de esperar dos seus fracos
recursos, e poura ra ilude publica.
Aprovcilando a occavio, into dcixaremos de cha-
mar a attencao dos Sri fiscaes para o mo estado em
que se acharo as mesims mas princu'paes da cidade.
quanlo a limpcza que lellas se deve guardar. No
dia 8, a ra Nova eslaya para bem dizer inmunda,
e a tropa em vez de puaf era um chao limpo, piza-
va sobre lixo, como ,en ama praia. t'.remos que a
ovarla applirarao dual. 3, til. 3, das posturas mu-
nicipaes, ser sufiiciene para obviar-se quelle in-
convenienle, porquanli, logo que os vendelhes, os
donos das lujas de fertagens, os marcineiros ele,
ele, so convencerem d- que nao podem jmpunc-
mente lanzar para as ras a palba dos seu gigos de
loura, dos seus caixes de utensilios e trates, bem
como o lixo que na lojis ajunlam, as ras inelh.ua-
rlo indubitavelnienle.
Enlraram 1.5 cinbarcires e sabiram 18.
Rcndcu a alfaudcga 82:G7'JWM)7 rs.
Fallecerain 36 pessors: sendo 8 homens, 7 mulbe-
ros e II prvulos livres; 2 homens, 2 mulhcres o 3
prvulos escravos.
JURY IQ REGIFE.
4. sessio' ordinaria:
HA 7.
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Clemtntino Car-
neiroda Cunha.
Promolor o Sr. Dr. Antonio l.uiz Cavalcanli de
Albtiquorquc.
Beerivae oSr.Jnaquin Francisco de Paul Esleves
Clemente.
Advogado o Sr. Dr. Joaquim Elviro de Moraes
Carvalho.
Reo .",i" Itibeiro di ltiilo. accosado por crime
de roubo. O reo he sulracltidn a novo julgamenlo
por ifecisilo do Iribunal d^ relarao, que deu provi-
nii'iit" : appellacau interposla da scutenra do jury
conlra elle proferida.
As l horas c saeta da manhaa feila a chamada
acharam-se presentes Ifisenhores jurados.
Foram sorteados a aprusimenlo das parles para
julgamenlo da queslao ossenhures.
Joflo Ncpomuceno Barrtso.
Jos Filippc Nery da Silva.
Bartholomeo liuedis de Mello.
Jos Egvdio Ferrcira.
Joan Domingiies da Silva.
Antonio AlveN da Fonseca.
Jo> Heiiriques Machado.
Manuel da Silva Ncves.
Jorge Viclor Ferrreira l^ipes.
Anlonio Rodrigues de Albuqucrquc.
Cbrislovau Santiago de Oliveira.
Antonio l.uiz do Aniaral.
l.uiisia do libello da aecusacao que o reo c oulros
em sgnslo do anno passado ruubra a luja de Vicen-
te \ ill.i-lioa. O promotor publico em su-lenlar.lo
dn libello disse que os arillos eslavam provados'em
vista do encadeainenlo de circiimslancias que dos
aulos constan conlra o roo e de seu mo carcter c
procedimenlo irregular, pelo qual ja havia si.ro prn-
cessado por dilferenlcs vezes, e chamando a alten.
r.io do coiiselbo para a decisao, que ja havia con-
deinuado o reo, concluiu pedindu qoe se Ihe impo-
zessem as penas do artigo 2tii) do cdigo penal no
grao mximo, por se darcm no caso as circiimslan-
cias ,-iggraanles do n. 8 e 17 do arligo 16 do cdigo
penal.
Declarou o reo cm seu interrogatorio que nao ha-
via coinraellido o crime parque be acensado.
Disse o advocado da defeza que no processo nao
exista prova seduciente para convencer o reo de cri-
minoso, sendo quando muilo indicias oquernnlr
f He se verifica, como reconbecia a mrsma promolo-
ria publica. Circunstancia em que era conforme o
direito a ahsolvicao do reo. Enlrejanto na aprecia-
cao dos indicios em que no sen entender se bascula
a aecusacao, disse que os depoimenloa dos aulos nao
os anlnrisavam. porque as lesleinunhas que a ellos
dan lugar, sao indignas de fe c viciosas, o al sus-
pelas do crime, allribuidn ao reo. e mais que ewea
indicios qnaudo verdadeiros rossemeram levissinios
e nao leg.iin cora bcqi fundamento o reo ao acto,
porque be aecusado. Concluiu peilindu a absolvir.lu
do reo.
Foi ahsolvido o rooein visla das resposlas do jury.
Termiuou a sesso as I 3|1 horas da larde e fui
adiada para o da seguidle as II) huras da inannaa.
DIA 8.
As 10 horas e um qnarto da manhaa feila a cha-
mada acharam-se prsenles 17 sciihorc jurados.
E por nao ser numero sullirientc o Sr. Dr. juiz de
direilo adiou a senao para o dia segrate as 10 horas
do dia.
Manoel Jos da Cosa Oliveira, branco soltero,
40 annos.
Thereza Mara de Jess, parda, viuva, 41 anuos,
(pobre'.
Anna Mara da Annunnarao, branca, solleira.
32 anno.
Joaquim, pardo, lilho de Ray mundo Rodrigues
dos Sanios, 2 mezes.
Mara Anna das Merces, motila, casada, 25
annos. r
Emilia Rodrigues Seixas, parda, solleira, 17 an-
uos.
Honorato dos Passos, rroulo, forro, 15 anuo,
(pobre).
Candida, parda, filha de Anna Mara da Concei-
c3o, 5 mezes.
Latea Mara do Carmo, parda soltcira, 50 an-
nos.
Dingo, Africano, escravo de Jos da Fonsecac Sil-
va, l.'i annos.
Mara, Tiranca, lilba de Jesuina Moreira Ranscl,
!> das.
Thereza, parda, filha de Lilia da Silva, 1 mez.
Mara, lilba de Maria Romana Simes, branca, 2
mezes.
Manoel. pardo, escravo de Anlonio Alves de Mi-
randa (iiiimaraes, i mezes.
Alhenazio, crinlo, fiiho de Joo Baplista Camel-
lo, li niezs, (pobre!.
Andr, branco, fillio de Jos Joaquim Pinlo Mar-
tina, 10 das.
Damiana, n nula, cscrava de Urania Mara Rodri-
gues da Silva, 11 aun ...
Joaquim. Africano, escravo de Lote Manoel Ro-
drigue* Valenca, 10 annos.
Joao, branco, lilho de Agoslnho Coelhn Uoneal-
ves, 7 metes.
Joao. rroulo, escravo de Manoel Francisco de
Honra, 18 annos.
Antonio dos Sanios l.ima, branco, tollero, 30 an-
uos, pobre!.
Defphina, africana, cscrava, de Manoel Ferrcira
Ramos. 10 anuos.
Amanrio, rroulo, sullciro, 8 anuos, (pobre).
Jos, rroulo, escravo de Anna da Nalividalc
ualvilo, 20 annos.'
Padre Leonardo Joo Grtgo, prioste.
DIARIO DE PEHKAIBUCO.
pessimaa uUniisliarau da juslca ; lem nfelizmen-' livi'dade, 20 annos'.
REI.ACA'O DAS PES80AS FAI.ECIDAS NO
MEZ DE NOVEaiMlO DE ISH.
Isidora, crmua, cscrava de Maria Anloniada Na-
Pelo vapor inglcz Imperador, chegado do sal, re-
cebemos jornaes do Rio de Janeiro al o 1. do cor-
rente e da Babia ale li.
Fallercu na corte, no da 28 do passado, em rasa
do rommendador Joao I.aciano dos Santos, o Sr.
Jacques Arago, rujos restos morlacs foram sepulta-
dos no cemleriu de S. Francisco Xavier. Vclho,
ceg, dcslerrado, lendo alravcssado o ocano para
vir bascar entre os brasileiros a bospilalidadc que
offerecom a todos, diz o Correio Mercantil, mal
pensara elle que viria adiar a morte n'cslc mesmu
pai/ que pareen lano amar. Se os ltimos momen-
tos do hornera no exilio podem ler alaum lenitivo.
Jarques Arago deve ler experimentado alguma con-
solarlo ao receber lodos os cuidados e lodos os des-
velos da verdadeira amizade. Com elTeilo, Sr. Joao
Caelaira dos Sanios deu ii'esta triste occasiao provas
da grande estima que volava ao seu velho amigo, s
Eram rnnheridos mais alguns desastres occasio-
nados pelo temporal cabido na corle em dias do mez
pasado. segundo ja noliciamos. A*escuna Joaqui-
na Feti:, cm viagem de Campos para aquello parlo,
foi a pique, sendo salva a tripuladlo por urna lan-
cha da barca americana Maine Ijxw que segua
para Ncw-Vork. e depois condusida para all pela
barca ingleza l'nicorn, que tambem eslava prxima
do lugar do sinistro.Foi mais a pique, na entrada
do canal da Estrella urna faina carregada de ferro,
fallando um dus remadores.Virou-se em trente a
praia da l'eixc a sumaca S. Jos.
Noliciamos ha lempos que Anna Candida, da ci-
dade de Mogy-mirim. em S. Paulo, se havia suici-
dado, depois de degollar dous croulos menores de
9 annos. que pertenciam a um Bernardino de tal,
seu amante. A rrspeito desse triste acontecimento
accresccnta um correspondente do Correio l'au-
listann:
a A desgranada, depois de malar as criancas, en-
forcou-se inmediatamente, e com tal designio, que
Ihe foi necessario encolher as pernas para que a
corda pudesse apertar-lhe a garganta, visto que da
travessa onde se enforcou ao chao nao havia aspaos
para que o corpo ticasse suspenso.
o Com elfeitii ella foi adiada mora com os pes
apoiados completamente no dito, e com as curvas
em pnsic,ao de genutleao. Este fseto he prenhe de
considerarnos, para quem soubcr da vida dessa mu-
Iher, c um bota orador sagrado poderia dellc lrar
tristes, mas verdadeiros argumentos, para couverter
principalmente as mnlheres que, abandonando as
locuras legitimas c ibencoadas da familia, se en-
tregara aos principios da vida agitada da prostitui-
rn. Era essa inulber rasada, viveu muilos anuos
era boa harmona rom seu marido, humera extre-
mamente _hoin, de quem linha urna filha que apenas
centava 17 anuos.
o Marido e filha ludo esqueceu pra passar a essa
vida que lisongeava sua imaginarlo, deslumbrada
pelos devnelos da immnralidadc. "Por fim a immo-
ralidade Obsecoa nella as fontes da virlude: por um
ctime completamente pueril quiz vingar-se do a-
manle, e essa vinetnca terrivel fui a morle de dous
innocentes e o suicidio A mulher que despreou o
marido e filha suicidou-se depois de dous assassina-
tos, e o humera que a roubou ao sagrado hyineneu,
deixando o leilo conjugal hanhado cm pranlu e dor
viu sua casa alagada em sangue, seus movis que-
brados e suas roupas rasgadas! He esle o triste c
horroroso qtiadro que nuile e dia persegoe o aman-
te que perlurlvii o socego de um casal que se re-
pulava feliz a
Ara mili, s 10 lluras da nianha. ser solemne-
mente inaugurado, na sala dos sesses da Illm. c-
mara municipal, um novo relralo de S. M. o Impe-
rador. O salao acaba de ser nova e ricamente deco-
rado pelos Srs. Raphael de Agoslne e Chevreuil,
sob a direcrito dos Srs. vereadores Cola Ferrcira e
Porlo-Alegrc. O trabalho dos dous artistas lie digno
de ser vislo.
I.'-sc no .Semanario do Porto das Caixas:
/escndalo inaudito.
Tendo o Sr. vigario de Sanl'Anna de Macaco
se dirigido no dia 14 do correle, acompanhado de
muitas pessoas, igreja da Sansima Triudade, a-
fim de trasladar algumas imagens e o Saiilissimo
Sacramento, a innaaidade da Sanlissima li andado e
o povo do lugar oppuzerto-se a isso, allegando que
as imagens da irmandade eram propriedade sua e
nao da freguesia, o que porlanlo nao as deixariam
sabir da igreja, que foi ha lanos ramos construida
por seus maiores, e nto "custa dos cofres pblicos.
O Sr. vigario de Sanl'Anna. nao podendo nesse dia
tirar s imagens, valla para Saul'Auna, donde no
dia 1.5 seguiule ( 15 do crrenle ) sabe para a Triu-
dade com mais de cem pesoas, algumas dasquaes
complelamenle armadas, e acompanhadas do sub-
delegado.
(.bogando a Trindade, e nao oblendo a chave
da igreja, depois do csgolar lodas as asnanos, um
Sr. Bomlim Miguel Aulunes dirigiu-se porla do
ronsistorio com um Joaquim da lal, couhecido por
Joaquim .Monteiro, c procedram ao arrombaniento
aps o qual se lirram a imagens e o Sanlissimo Sa-
cramento, quo fui rondii/ido era um calilo levaou
por cavallciros de bolas e es|)oras ao som dos tiros de
pistola que dava o mesmo Sr. Bomlim Miguel An-
lunes. n
l'crdoii-se perlo de Massambaba o hriguc brasilei-
ro Aurelia, esa viagem da Victoria para a corle,
pereceiulo 10 pessoas, c salvando-se a penas o coo-
traincslrr, conforme roferia o rneslre du liiate s-
peranra.
Foi reformado no posto immediato, com o respec-
tivo sold, o capillo de fragata Sabino Anlonio da
Silva Pacheco.
Os empregados, da alfandega haviam installado
nina nova assoeiar.au philantropica denominada
Montea-lu.tiar dos empregados da alfandega.
Por cartas recebidas da Diamantina, confinnava-
se a nolicia dada ha lempospelo Jornal do Commer-
rio, desc ler adiado na bagagem um brilliante de
15 oilavas; e como se susucilava que o adiado fora
feilo no lugar denominado Taboca, pertcnceule a
fazenda nacional, Iratava-se de recolbe-lo ao depo-
sito pnhliro. para depois averiguar-se o farlo.
Por noticias deTaubatt, com dala de 5 do passado
constara que na larde desse dia, no bairro do Capi-
VOrj, dous lilhos de Antonio dos Santos Das assassi-
uaran a fuuradas Clarinha de lal. por ler essa infe-
liz intercedido a favor de sen filho Joao, 'jue ja ha-
via recebido doze a Ireze Tacadas dos inesmos assas-
sinos.
Le-se no Correio Mercantil:
No da 2fi, das IJ horas da manhaa a urna da lar-
de, tea/e lugar a solemnidadc da collaein dusgraose
de-lriliuicau dos premios do eollegio de Pedro 2.
SS. MM.assisslirain a esse aclo.e S. M.o Impera-
dor, segundo o costme,fui o proprio que dcslribuin
os premios.
No dia 2 do correlo devia ser excculado. na ca-
paila imperial, em aceto de gradas pelo reliz anni-
versaiio natalicio de S. M. o Imperador, o Te l)e-
um l/iudamus eomposlo pelo Sr. D. Pedro I." em
1821).
Era entro lugar acharara os leilures a lianscripcdin
de siguas despachos ltimamente etpedidm, assin
como indicias das provincias de Minas licrac--, 8.
Paulo, e das repblicas da Praia.
Na Haba principiara a populacan a sentir a cx-
eessivaearestn dos vveres de primeira necessidade,
mal estaque lainlnin nos veva d'c-dc algum lempo.
No da 2t) reiiuio-.e o eollegio rummerrial, sob a
presidencia do Sr. desembargador Joaqoim Marceli-
no de Brilo, presidente do Iribunal uu roniinerrio
daqii'lla provincia, para renovaran de 2 depula-
dos v dous supptenlea do nipsiuu tribunal, e sa-
biram reoleilos depntados, os Sr. Joao Ce/inibra e
Joaqun Jos Rodrigues, snnplenles Francisco Be-
lens de Lima e Antonio Francisco de Lcenla.
Tuba cllegado a capital no vapor Seren mais um
engenlieiro para a estrada de ferro do Joazeiro.
<)yorHii/i/.i/(,i/ii.iaiinnnriaqiic a companhia Sul-
Americana (eral de paquetes a rapar, venden, o
Lusitana e o Urasilriro.
-Pelo vapor D. Maria II, entrado, honlcm de Lis-
boa, recebemos as eartasVde nossos correspondentes
daqiiella cidade e do P .rio, que (cam transcriptas
em mili i lugar desle Diario, e mais algumas gazelas
porlogoezas que alcauram a 23 do passado, leudo
por ollas noticias de Londres al 17, de Paris al 15
c de Jlladrid al 18.
Sebastopol ainda eslava em p no din 9 do passa-
do, a despidi de lodos os estorcos empregados pelos
sitiantes, os quaes, pde-se dizer, uo lem censado
um so momento de bombardear a nrgulhosa fortale-
za, ncm de dia, nem mesmo de noile, ora com mais I
vigor, ora com menos.
Algumas brechas be verdade que leen sido feilas'
as ihuralhas da mesma, mas siio logo reparadas.
Enlrelanto o Times referindo^se a noticias recebi-
das em Marselha pelo Siiuti. sabido da Crimea a 3
de novembro, diz que o estado de Sebaslopol era
horroroso; que havia falla d'agua; que o lypho fa-
zia muilos estragos na cidade, infercionada'pelos ca-
dveres que o mar arrojava s praia, ; n periodiro
inglez nao diz se esse cadveres eram de Russos ou
se de soldados alliados morios a bordo dos navios da
esquailra ) e que no incendio de um hospilal haviam
Hrrido perlo de 2.000 doenles e feridos.
Nao nb-ianle, porm, o estado horroroso da forta-
leza e a falla d'agua que sofl're sua guarnirn, piVie
esta, de combinaban com o corpo commandado pelo
general Liprandi. fazer, no dia li do passado, um
vilenlo ataque na ala direila do exercilo alliado,
ronsecuindo rravar as pecas de duas baleras, e cau-
sar aos mesmo tao pequea perda que, poslo fossem
alinal repellidos, era opinito correnle em Vienna
que se os alliados obtlvaseen oulra victoria igual se-
rian) obrigados a levantar o sitio.
No Jornal do Commcrcio de Lisboa de 22 do pas-
sado IS-se o seguate acerca desse conflicto : '
Oscgunlo, diz o Times, debaito da epigraphc
do sliode Sebaslopol, he um cpilomc de difieren les
despachos'aiithenlicos recebido cm (i da Crimea.
o Na maldita de ti. a guarnirn de Sebastopol, e
o exercilu em campo fez nm violento ataque na ala
direila do exercilo alliado, composla de infanlaria
ingleza, e da segunda, lerceira oquarla divi-os.
ii A divisan do general Bnsquet avancou cm sup-
porte dos Inglezes, e subsequentcmentc depois rhe-
garam oulras (ropas franeczas debaixo do cummau-
do do general Canrobert.
A balalha condujo se a noile, retirando os
Russos, com grandes perda, e deixando alguns mil
prisioneiroe em poder dos Ingle/es. Os generaes
Brown, Benlnck, Buller c Torrens foram mais ou
menos perigosamcnlc feridos.
A opinito que prevaleca cm Vienna era, de
que se oulra igual victoria se obtivesse, osolliados
seriam obrigados a levantar o sitio; mas he nm
hom signal que o ultimo despacho ruso publicado
smenle alcanra at ao da (i. O sentido he, que datas
sorlidas haviam sido feilas at aquella dala, sendo
urna conlra a ala direila dos alliados, e a oulra con-
lra a ala esquema das ub'ras do sitio.
Na ala direila do exercilo, as pecas de urna
balera foram encravadas e na oulra 15 peca- fo-
ram lamben encravadas. A perda de ambos os la-
dos foi milito severa. Cma divisan Pranceza, que
pruseguin os Russos, esperava entrar com clles,
foi repellida com grande perda.
No mesmo peridico lo se ainda o eguinlc cer-
ca desse cnnfliclo ;
O .Moniltnr de 13 publica o segninle despacho, a
que so refera o que receben em Madrid com a data
de Bayona de II:
O mareehal ministro da suerra rerebeu do go-
neral era chefe do Oriente o seguinle despacho :
Em frente de Sebastopol, (i de nuvembrode
ta5*;
O exercilo russo reforcado com os retornos vin-
dos do Danubio, cun as reservas reun las na pro-
vincias meridinnaes. e animado com a presenca dos
grans-duques Miguel c Nicolao alarou honlem a di-
reila da posicao ingleza em frcnle da pr.ua.
O exercilo inglez suslenluii o combale com mu
uolavel firmeza. Mandeio-o apuiar por urna parle da
divisan Busquel, que comb.ileu com admiraval vigor,
c pelas tropas qucest.vam mais prximas. O inimi-
go muilo mais numeroso que nos, rclirou com per-
das coosideraveis, avahadas cm 8 a 9,000 homens.
o Esle combale leuaci-simo, durou lodo o dia. Na
minha esquerda. o general Foreyleve que repellir ao
mesmo tempo lima sortida da 'guarnirn. As Iropas,
enrgicamente porclle dirigidas, rcpelliram o inimi-
go at praca, perdendo o inimigo uns mil homens.
" Esta brilhante .icc.in eustou aos alliados alguma
perda, e faz muila honra aos nossos exercilos.
a O cerco conlinu.-iva rcgularmanle.
o Vienna, 13 de novembro.
a O Margen Post, jornal nao muilo aulurisado,
publica o -eguinlc :
" Czernonilz, 11 de novembro. No dia 6 toda a
guacnicto de Sebaslopol, em forca pouco mais ou
menos de (5:000 homens, fez urna sortida.
a Segnio-se um encarnizado enrahale, o qual nao
eslsva ainda acabado quando parlio o mensageiro da
noticia ; porm os alliados levavam yanlagem.
ir O Times diz haver recebido asi hora e irada da
manhaa. o seguinle despacho,' datado de 13, tarde,
do seu correspondente de Vienna ;
n As noticias vindas esla manhta. relativas a par-
tida, nao sto inicuamente verdadeiras.
a Informac/ie exactas leem-me sido dadas, deque
os Inglezes sonTeram grandes perdas, e liveram Ires
generaes feridos.
Diz-se que una ultima noticia havia sido rece-
bids, pela qual conslara, que os Russos linham sido
repellidos com perda de Ires mil homens.
No mesmo jornal refere-se, segundo um despa-
cho elegraphico de S. Pelersburgo, datado de 12,
que o principe dedMcnsdiikolT fizera constar de Ss-
Ji i-topol ao imperador, cm dala de 6, que no dia 5
a guarnirte fizera daos sorlidas, urna conlra o flan-
co direilo, que foi bem suceedida, c de que resul-
to a lomada d urna das batera inimgas, cujas pe-
Cas foram encravadas.
a Honveram grande' perdas dos dous lados.
A secundo sortida foi igualmente bem sucee-
dida, lendo os Russos encravado 15 pecas.
cr Imuiedial.iinenle, depois, urna divisan de in-
fanlaria trance/,i. seguindoa retirada dos Russos.pro-
curou o ataque, mas leve de retirar com immensa
perda.
Encontramos no Journal des Dcbats a seguinle
desi-ripran dus po-los que leein no exerril.. russo us
dous principes, filhos do imperador Nicolao, que o
general Canrobert diz ,u harem-e em Sebaslopol :
O gro duque Nicolao, quinto lilho do impera-
dor, ronla vintc e Ires annos. ile inspiHur eeral da
engenharia, ajudaiite decampe do imperador, coro-
nel titular de um regiment de srauadeiros c do re-
giment de couraceiros de Aslrakan. Alem disso he
proprietario do regiment de hussares austracos e
chefe do 5 < regimenlo de cuuracriros pmssiano.
conla vinle o dous anuos. Goza do titulo de quartel
rneslre general de arlilharia, hecommaniUnle da se-
gunda brigada de arlilharia da guarda imperial, aju-
daule de campo ilo imperador, coronel de um regi-
ment de lauceir.is, dn um rrgimenlo de dragues e
de um regimenlo de caradores a cavallo. lie de
mais proprietario do 2t. regimenlo de iufantaria
austraca e chefe do i. regiment de hussars prus-
sianos.
Contnuavam a parlir reforcos de Franca e Ingla-
terra para a Crimea ; da parte dos Russos tiuham
partido tambem a 23 de oulubro duas divises da
llessarab a para o mesmo lugar. .
Corra que Omer Pacha fura obrigadn a mandar
para Varna urna reserva de 80,000 homens. e que
lendo abandonado deu lulamente seus orejelos de
operaces sobre o Danubio, eslabeleccra seu quarlel
general em Scbumla.
O principe de (iorlschakolV annunciou oflicial-
menie ao conde de Buol. que a Russia eslava pre-
parada para tratar direclamente eom Austria sobre
as bases das qualro cond.'Oes.
Islo eriuaili considerado (em Vienna) como nma
razan palpavcl da desnnitu entre a Austria, e as po-
tencias ocrjrienlne.
Segundo noticias recebidas por viade llamburgo,
a morle dp almiranle kiirrniloll, caussra grande sen-
limeulo em S. Pelersburgo. O imperador ea impe-
ralrizescreverain cartas sua viuva, que furam im-
pressss nosjornaes.
O imperador muslrandnseu senlimenlo por aquel-
la perda, declara que a morle daqucllc oflirial fora
sua bisloria.
cloriosa, c que a Hussia a rouservar escripia na
Iho de minislros, sob a presidencia do rei, so lomara
urna resolurao, que ainda esta em segredo, he ver-
dade, mas que importara urna guerra prxima entre
a Austria e a Russia, o queja he couhecido aqui
por rnmmunicaccs diplomticas, s
f>iz-se que lord Palmerslon ira a Franca breve-
mente.
<> parlamento inglez fui oulra vez adiado.
Le-se nos jornaes inglezes :
Na sexla-feira 7, o principe Alberto entrara no
paiarm, acompanhado pelo capujo Du Plat. vindo
de cacar as vizinhanfas de Slough eSill-Hul. Aca-
bavade pa.sar Eton-Colleee e alravessara High-
sirccl, quando um homem de especia feroz, Irazen-
m "xif0 Da ma', ,anio rePc"lin,nienleda loja de
Mr. Iltumwood. unde fura comprar carne, e dirigi
a sua alloza real os mais grosseiros insultos, seguin-
do o principe por algum lempo. Porm o capitao
Du Pial melleu o cavallo entre esse individuo e o
principe, o miseravcl relirou-se brandindo o nao
com ar ame arador. ~
o Esta acea loi observada por urna menina, filha
ue .vir. Sauuders que mora perto do lugar onde ella
i* passou. Mr. Saumlers sabendo o que succedera
deu-.e pressa cm participa-lo a Mr. Perkins, activo
superintendente da polica de Elon. que ua mesma
larde fez prender aquclle miseravel.
i Levado peranle o maaistrado, o preso reoonhe-
reui a veracuade da parle da polica e disse que nao
endo (ido occasiao, ha muilos annos. de ver a fami-
lia real, correr ao encontr do principe para o enm-
primenlar Ncgou ler proferido insulto., confessan-
do que beber de mais. Se braodio o pao, foi sem
ma lli'i l'rao.
Accrescenlou que viera a Windsor para se alis-
tar ii um dos regiqieiilos da guarnro ; declarou ler
sido smenlo no regiment 18. irlandez c nos fuzi-
leiros de Galles, lendo sido reformado como muilo
velho conla 38 annos). Disse ler servido as ordens
de lord Gougli e ler ciado vinle e um annos as In-
dias, na arlilharia de Bombaim, e ler gauho tres me-
dalhas, das quaes empenhara duas. Receben quan-
do foi reformado 21 libras que gastou n'uma semana
He casado e lem mulher e dou filhos algures, mas
nao se lembra onde; lJe natural da Irlanda. Cha-
ma-se Mistich e lera Ires irmtos bem establecidos na
America, para onde desejava ir.
m -O magistrado condemnou-o depois de o repre-
hender severamente a um mez de Irabalhos forrados
na cadeta de Ayleshary como vagamundo. Ainda
se nao sabe qual ser o castigo que Ihe sera imposto
pelo sau insulto ao principe.
Na llespanha fuoccionava o conareaso conslitain-
le, e pelos actos al boje platicados pode-sc dizer que
lie eomposlo cm sua maioria de liberar- moderados.
tisoque sel acerca desse paiz no Jornal dn
Commcrcm de 23 do passado.
No dia 19 devia haver nu palacio real de Madrid
um banquete, de tOO talheres, para celebrar o anoi-
versario da ramha, a que as-islirao lodos os altos
runccionarios do eslado, e os chefe da milicia na-
cional, e algumas senhoras: assislir tambera urna
commissao dn congresso.
A epidemia esla quasrexlincla por toda a parle.
A Europa jornal hespanhot publica um nola-
vel arligo, assignado por D. Arluru Maresarto. no
qual se advoca a umao ibrica; e para que esta se
verifique. propOe osseguinles meios.
n A reforma do tratado postal, sobre bases gene-
rosas e liberar-.
a o estabeleeimoiilo do urna linha leiegraphica e-
lectrira, que communique Madrid com Lisboa.
(i Abolir.) de passapnrto.
a Immediata alientan, e preferencia s vas de
eommunicacao, que se dirijam i fronleira portugue-
sa. Tralados a esle respeilo, Augmentar as relacoos
internacionacs.
A celcbrarto de um (ratado de propriedade litle-
raria c arlislica.
ii A criarn de cadeiras de ensino de porlugoezem
l|esp.mha e de hrspanhol em Portugal.
ji O eslabdecimcnlo de urna universidade em Ba-
dajoz.
a Fazer commiinscm ambos os paizes, os cursos
seguidos c approvados em qualquer delles.
Promover as rclarOes curarnerriaes e industriaos.
A pralica de um syitema uniforme de medidas,
pesos e mnedas.
i Pi'ir de acenrdo a mesma legislacao mercantil.
Tratado de navegacio-reciproca de handeira-,
uniformidadedas paulas e imito das alfandegas.
No mesmu perjudico de 21 encontraraas o seguin-
le acerca do joven rej de Portugal :
OSr. Mas, a'ulorda memoria intitulada A Iberia,
escreveu urna longa carta ao jornalas Nocidadet,
tiesta carta o Sr. Ma refere os servicos que presin
ao governo porluguez, quando esleve embaixador
extraordinario do governo hespaiibol na China :
ronla tambem a tentativa que fez para apresenlar a
S. M. o Sr. II Pedro V, e a el rei regente a sua
memoria, lendo-lbe sido aconsclhado que raudas-e
de resolucao. porque SS. MM. nto aceitariam a of-
ferla da memoria.
O Sr. Mas, rallando a respeilo do Sr. D. Pedro V,
expresa-se nnsseguinlea lermo .-
n Em primeiro lugar, devo notar que o joven
rei de Portugal, nem na Blgica nem em nenhum
dus paizes que visitn durante asna ultima viagem,
se entregou aos prazeres. EsJa viagem, projeclsda
ha muilo lempo por ua ma O. Maria da liloria,
que deu a seus filhos a educaran mais exemplar,
linha por fim ensinar o mancebo, que no futuro de-
via'oceupar o throno as maravilhas da civilisacatu,
visitando o paizes que vao Da sua frenle, lim de
que, a seinelhanca do Pedru o I.rande, podesse logo
regeiierar a sua palria, lirando-a|do alrazo em que
se ai ha.
O inslUiclo natural e a ndole do Sr. Pedro
prestaran) se admiravelmente .s inlenres de seus
pas. A perspicacia c carcter firme de sua mti re-
ne a gravidade e a refleito que herdoa de seus
aros allemaes. Examinou com exlremada allencao
todos os eslabelecimcnlos pblicos da Inglaterra e
demais paires que percorreu. Poucas sciencias ha
de que nao (enha algum conhecjmento, pelo menos
superficial; he muilo dado leilura. he versado de
um modo nao vulgar nt historia e estadstica, nos
momentos do ocio deleila-sc com o estudo da hislo-
ra, no qual he mais versado do que poderia sup-
por-se.
o Segundo allirmam varios jornaes da Europae
me asseguraram pessoas que o lem Iraclado de por-
to, nenhuns oulros prazeres proprios da sua dade
Ihe caplivam o espirito, n
Esla convencido, dsse-me ha mezes o eminente
estadista porluguez o Sr. conde Lavradiu, represen-
lanlede Portugal na Inglaterra, esl convencido de
que nSo veio ao mando para gozar e divcrlir-se, a
quC a Providencia Ihe confiou a missto de tomar
feliz o sen povo.
A respeilo do Egyplo, Indja eChina, eis os ulli-
despachos da Ibelegraphja Hacas.
Alexaudris, (i de novembro.
Houveram alleracAes no ministerio e altos fmicci-
onarios do oslado. Decrela-se um novo recrolameu-
lo ; as tropas destinada para o exercilo do Oriente
partiram para Conslaulinopla.
Bombaim, 14 de oulubro.
A expedirto contra Peshaver j vollou ; os tumul-
tos toram reprimidos. Dosl Mohamed esl em neso-
caroespara alcanzar a aroisade dos Inglezes.
Canlao, 26 de selembro.
Os ministro de Franja, d'lnglaterra e dos Esla-
do Unidos partiram para o norte, afim de ler nma
entrevista com o imperador m Pekio. Os rebeldes
que-e ochavara nos arredorrs desla capital foram
balidos.
* r
C0IIL1IC.4D0
A imperalrz na sua carta de pezames. conceden
viuva aordem de Sania Cilharina.de 2. rlasse, cuja
insignia acoinpanhava a communirarto aulographa.
Os Russos considerara como urna grande perda pa-
ra a marinba a morledaqucllealmirante.
Acerca das relares da Russia com as potencias
germauicas, eis o que encontramos no Jornal do
Commcrcio de Lisboa de 12 c 18 do passado :
ic Ainda nto be possivel demonstrar un) farlo que
lance alguma luz no eslado acloal das relacies da
Austria rom a Russia, c com a Prussia Dizem uns
que a Russia esta resolv la a transigir sobre a base
das qualro garantas e oulros que nao. Todava a
Austria continua nos seus formidavets armamentos.
Parece com ludo que o rerrulainenlo de 100,000
homens esl adiado por algumas semana. L'm cor-
respondente do Times diz que se aflirma que o rei
da Prussia na sua caria aulhugrapha ao imperador
ila Aulria maufeslaru posilivamenlc a ua resolu-
cao de ir em cmplelo acromo com elle ni queslto
das qualro garantas, oll'ercceiiilo-lhc a sua coopera-
rio para forrar a Russia, se for neressario a aceta-
las : todava diz o correspondenle alludido, quo be
lhlirulln-o dizer al que ponto islo seja verdadeiro.
n Diz-sc que o governo da llavicra est do ac-
cordo com o da Austria.
ii Do Times de 15 evlrabimos o seguinle de urna
correspondencia de Vienna de 10 do correnle :
a Par duas nu Ires carias, que ullimamenle rece-
bemos, ron-la que a Austria, Prussia e oulros esta-
dos da (jermania o-iao igualmente ligados para re-
novar as nesoria^es cora a Russia, e parece por in-
fonaaces aulenliras que realmente so (rala disso.
Nao se soppie que a Russia consinla cm lser algu-
mas roncesse que posean salisfazer as potencias
nccidcnlaes ou a Austria, mas seria necessario que a
diplomara se orcupasse desle negocio, nos dous ou
Ires mezes prximos.
o l.'ma das conres-es era de demorar as Iropas
rii-s^s que eslavara cm marcha para Pulsad na l,it-
lunia, o oulra era ordenar s tropas ja reunidas as
fronleira da (allicia que relroredesscm nu seu mo-
vimenlo.
o He provavel-quanlo ao principio que ura aclo de
cortezia exija oulro, caqui (Vienna) lem-e revolvido
um augmento no exercilo.
ii As autoridades militares austracas, reuuirain-se
em eonselho. para tomarcm era ronsiilcra.eo o seu
procedimenlo ollensivo conlra a Prussia, e 0 partido
da paz eslava em maioria.
o Participan de llcrlim cm 7 de novembro, a .'n-
teta das Postas de Francfort, que naquellc di.1 cor-
ra all o hoalo deque o gabiuelo russo lizera deela-
raees conlidenciacs ao llerlim.i ida- quaes se mo<-
Ira disposlo a allemleraos pedidos comidos na nota
prussiana de -23 de oulubro, e especialmente a Iran-
siuir com a Austria, lie sabido que nos,ullimos lem-
pos a relaces da Russia c da Austria aprsenlam
um aspecto al corlo ponto um punco erio, e qne
em consequenria das cummuniracir feila pelo prin-
cipe Gorlschakor ao gabinete de Vienna, em come-
Pelo vapor Tocantins, que hontom 8"do correnle,
sahio para os porlos do sul. parlio eom destino ao
Rio de Janeiro, o Sr. J. J. Pacheco que entre nos
residi por algum lempo.
Apreciador de suas maneiras urbanas e sempro.
altenciosas, e nto menos de seu engenho, que lanas
provas deixa nesta cidade nos retratos a daguerreo-
lypo. pelo novo syslema, nto podemos omittirde sao-
da-lo nesla hora em que de nos se separa, por ella
fazendo um vol de ellrcliva prosperidade naquella
parle inlcressaule deste imperio, deque he elle um
digno filho.
Ausent.indo-.c d'enlre mis o Sr. Pacheco para de-
mandar na corle do Rio de Janeiro, novos lauros de
qoe be rredor o seu mrito artstico, nesse vacuo
que deixa em nossas alfeicOcs. sobra-nos a consola-
ra de que all vai ler nma recompensa cabal dos
-eu- e.torro, nu vaslo campo da pholographia.
Com effeilo, ninguem ha que nesta provincia ig-
nore esta verdade; lodos saliera que nto salisfeitu
de haver lorado a perfeicio relativa nos retratos pho-
Ingenicos. o Sr. Pacheco uto parou ah. fui segunda
vez aos Eslados-liiidos prosegoindo na acquisicJio
de novos coiiherimcnlos, leudo em resollado regres-
sar a esla cidade rom a nova descoberla de retratos
crislalotypos, cuja superioridade he reconhecida
primeira vista, lano pela perfeila semelhanra do
individuo retratado, como pela sublracrto do brilho
da lamina, que nos oulros dillicullava ver-se a ima-
gein impressa.
Veulus b .nanon.o. o guiem a seu deslino, e a for-
(una propicia o anime sempre na grande capital do
nosso imperio, ande ha de ser devidameole apre-
ciado.
Recife 9 do dezemhro de 18.51.
M. F. de Sledeiros.
R1SLM TE.NEATIS.
Srs. /eductores.Lendo no t.iberai n. (15 de
i do coirenie nma correspondencia assignada por
Leonardo A. Ferrcira tima, roferindo-se a urna
que no sen conceiluado jornal publicamos, de bun
grado entregaramos ao despreso esse homem, ou
suas cloquentes cvpressoes, se nao nos fnssc de ae-
eenidade patenlcar ao publico a injostija que o
barlmrel Leonardo pralicou em despcilo a persona-
hilidade do Sr. seu cimbado reprovado pelo honra-
do Sr. Dr. Joto Vcenle.
Em verdade, o barharel que esle anno se turrara
encvcopledico, examinando em todos os preparato-
rios, romo so soubose lodos, nada disse no Libe-
ral; porqoe uto o podo dizer, e para enrher papal
vein, nto sei que proposito, com o riajanlc iner-
me, bolsas o oulras quejandas parvoire*.
Fique cerlo o Sr. bqcliarel Leonardo, que Indos
sabem de quanlo he elle capaz em materias de exa-
mes ; porque, se elle vai examinar em moleras que
uto enfeude, ja se nto pode dir que seu A
ou n sejain justos ; porquanlo nflo pode avaliar :
e he justamente o que succede ; pelo que qu-
zeramos em occasiftes que temos sido examinado
per elle, que nos concede-sera ser os examinado-
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re; porque o '.t.iviaroosspie/iar, e por caridade o
pprovariamos....
Ainda que niuilo de longe pretende o Sr. bacha-
rel Leonardo offender an Dr. Joao Vicente, que
bem cerlos estamos, laucar ao despres olTensas de
tal quilate, dirigidas por um individuo que lie nul-
lidade, e que so lem do gente a forma.
O Sr. bacharel Leonardo nao nos enlcndeu era
nossa primeira correspondencia, quando dissemos.
he a calumnia, este recurso infame de miserateis
que no< leca a* columnas do Mario, dando a in-
terpretado que bem quiz, c sena o foi, sendo por
Rnorancia (o que he mais provavel). enlau Ihe ex-
plicaremos o nono dito. Tendo nos cscriplo ein
resposla a urna calumnia do Liberal, claro eta, que
a calumnia nos obrigou a escrever, edizendo, como
o disemos, he evidente que so deve entender o ver-
bo repellir.
Talvez Manda acora o Sr. bacharel Leonardo.
Nada tois diremos em resposla ao Liberal e o
"' bacharel Leonardo, limitando-nos provar a
bahilitacao do uosso collega Figueiredo com a inser-
ido do alicatada abaixo, que a minio cinto podemos
obter, com o que ticam provadas eiuberaulemente
as falsidadcs que escrevem no Liberal o Sr. bacha-
rel Leonardo, e a injuslicn do seu R.
Otitroiim, protestamos riesrrever a biographia do
Sr. bacharel Leonardo, se elle a islo nos obrigar.
Com a insercan deslas linhas, Srs. Redactores, e
do alte-lado seguinle, moilo obrigar aos seus cons-
lanles leitores Os Collegas.
Eu abaim assianado, bacharel formado em sci-
encias ociaes jurdicas pela academia de Olinda,
depuladosupplenle assembla provincial legislati-
va, advogado nos anditorins desla cidade do Rccife,
e professorsubslituio de philosophia e Eeontetria do
mllegio das arles, por S.'M. o Imperador etc.
Atiesto r|ue o Sr. Manoel da Cimba eeFisueiredo
loi meu alumno de geomelria, anteriormente ao
lempo f ni que por virludc dos estatutos da faculdade
de direito, deixei de leccionar parlicularmentc ; e
como quer que me consta queoSr. Fiaucredo tem-
se applicado a esta materia ltimamente, tendo eu
hojeo examinado em particular, conheci queseacha
habilitado para ser examinado na academia jurdica.
Devo declarar, que consta igualmente ser o Sr. Fi-
gueiredo considerado pelos seus profrssorrs ptimo
taludante, juio esse, que leve occasio de faier do
ini'sino senhor, e que, a mais de um collega sen, Ic-
nho ouvido faz r. O referido afirmo em fe de meu
Rro. e no a re*poM*MfiJado de meu empreo. Ke-
i ilv .
Joao tcenle da Silca Costa.
(Eslava reconhecda a# firma.
PiBtMMQ A PEDIDO.
A de fez a do Sr. Miguel Jos Al ves-
Eslnu cansado, e as meninas dos meus olhos la-
crimosos aborrecidas de lerem e relerem os diarios e
mais gazelas em premia da prumetlida defeza do
chanceller Miguel Jos Alves, c nada de novo! vi-
ro e reviro os jnrnaes, e a defeza ? Siclis! Parece
que as pro mes-as de defeza feilas pelo cnsul e vice-
cnsul em vespera de vapor para Lisboa, mo obri-
cam ao sea cumprimenlo, c s leem por lim mostrar
l longe, que estes dous seuliorcs leem aqu grande
torca moral; cuitados!
Nem pense alguem, que queremos depenicar as
pessos de-tes dona runcionarios, ,i quem veneramos;
e so as suas puerilidades e desrc&ramcntos aborrece-
mos, (e para isso temos solicja razio) o nosso desejo
he, que ellos se rttnvencam, e se he j possivel en-
Irem em seus deveres.
O*Porluguezes em l'ernamhuco ostao orphaos; o
cnsul eo vice-consul sao para elles uns padrastos,
e daqui nasce a desconlianc.a c o desprezo de suas
pessoas, tanto mais quanln elles se nao defendem
das graves accusactws.e ale faltam a sua promessa
quando promettem defeder-se!
O cuidado do bom nome he um preceito, mas os
empregados do consulado porliignez em l'ernamhu-
co, pouco se importara com preceilos, e com a opi-
niSo poblica, todas as suas Torcas empregam em ser
par fas ou par nefas conservados! Ande eu (/acu-
le, rase a gente?!
Ao governo portucez, e s ao soverno dos porlu-
guezes deyem estes imputar o quanto solTrem de
dous funecionaros, que parecrm haver reuunciado
todas as boas qualidades, que podem sustentar um
empregado na posico! Os porlucuezes leem for-
mulado urna nova representaran que deve ser apre-
senlada; nXo aos ministros Rodrigo-Jerris, mas as
cortes em quem depositan) toda a sua conanca; o
nosso mu digno procurador foi mandado, que se
demoraste em Lisboa at segunda ordem, que se da-
r antes da lio desejada desooeraeao de dous em-
pregados, que fazem jactancia de sua conservar,..
De*engane-se o Sr. Moreirn. e lambem o Sr. Al-
vea, que ou elles hSo de largar a mama,, ou os por-
luguezes em Pernambuco liao de deixar a mai pa-
tria.... (K;
COMMERCIO.
PKACADO RECIFE 9 DE DEZEMBRO AS 3
HURAS DA TARDE.
CotacGes olciaes.
Cambio sobre Loudres,a27 3|4 (jOdiv.
alfande(;a.
Rendimenlo do dia i a 7.....78-0'103.!0- I
dem do da.........11.6&3.->
zes. 2 saceos fblhasdc louro, O canaslras batatas ;
a Francisco Alves Montciro.
13 harris sardinhas ; ao capilla.
1 cana com 1 chapeo de eenhora e I mantelete ; a
Jos Jorge Pinto.
1 dita marmelada ; a ordem.
i emhrulho ; a Jos Joaquim de Lima.
Patacho nacional Alfredo, vindo de Macao, con-
sisnado a Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, mani-
feslou o seguinle :
% j alqueires de sal, .507 mollios palha de carnau-
ba ; a ordem.
Hiale Anglica, vindo do Ass, consignado Anto-
nio Joaquim Seve, manifeslou o seguinle :
1 pipa, i barras e 18 saceos cera de carnau-
ba, 20 molhos couros de cabra. I il couros salgados,
t caivio cera amarella,240 molhos palha de carnau-
ba ; a ordem.
17 saccas feijao ; a Jos Antonio da Cunlia & bu
los.
3 barricas e 1 sacco cera de carnauba ; a Manoel
Florencio Alvos de Moraes.
'Vi alqueires sal ; a Antonio Joaquim Seve.
Vapor nacional Tocaiitins, vindo dos porlos do
norte manifeslou o scsuinle *
fi rolos saUa ; a Jos Baplisla da Konseca Jnior.
17 ditos ditos : a Jrio Pinho Regis de Sonza.
Barca franceza Palanqnim, viuda de Marselha,
consignado ;> Scharamm Whatelp (V C, manifeslou
o sesuinte :
I-JO caitas enxnfre. SO cestos garrafas vasas. 10
barricas alpista, 14 caixas e 160 balas papel, 100 bar-
ricas farinha de Irigo. 16 rolos chumbo. 33 barris
chumbo de mullirlo, 80 barras de dito, 4! cestos vi-
uho champagne, I partida sal, 1 caiza chapeos, 730
resteasalhos, 1 partida ceblas; ajordem.
4 barricas cal hidrulica, 8 barricas cimento, 4 di-
tas porcelana ; a Scharamm Whalelp & Compa-
nhia.
1 caixa e 2 fardos tecidos ; a Urano.
Brigue nacional Hebe, vindo do Maranhao e Para,
consignado a Manoel Alves (luerra Jnior, manifes-
lou o seguinle :
100 saccas arroz. 200 ditas cuin. 138 panei sta-
pioca,.') caixas rap. 400 nchas lenha, 10 saceos
farinha, 1000 paniros sal, 1 i harris ole, 19 caixas e
6 harris viiiho, ll'Jdilos pregos, 7 pranches amarel-
lo ; a ordem.
2 caixas pannos, I fardo casemira ; a J. JI. (ia-
cnslev.
.1 barris agurdenle ; a J. II. I.a.serre ; Compa-
Dhia.
1 caixa fil ; a J. Keller & C.
CONSULADO UERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 7.....10:733*971
dem do dia 9........1:6403559
I2:4813:J0
lARiO OE PR!tAR!8UC0, SGUNOA FlRA II DE OEZEMBRO DE 1854.
PIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia la 7..... 900*872
dem do dit 9........ 1621806
1:063S<>78
RECEBEDORIA l)E RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 7 ..... 4:688*81
dem do dia 9.........1:863c02i
6:5518838
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododial a 7.....12:368*758
dem do dia 9........2:221*134
89:70098.53
Deicarregamhoje 11 de dezembro.
(alera porluguezaUrntidaodiversos gneros.
Barca francezaPalanqttimo'resto.
Briaue portuguez.\oca Amizadecemento.
Patacho americauoBresefarinha o bolachinhis.
( Importacao".
Barca portugiieza Gratidito, vinda de Lisboa, con-
signada a Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, ma-
nifeslou nseguinle :
40 caixas ceblas. 50 canaslras batatas, 1 barril
vinho ; a Antonio Alves Vilclla.
50 barril carne ensacada, 30 ditos vinho ; a Jos
Marcelino da Rusa.
5 barris azeite doce, 4 ditos paios, 4 ditos chouri-
i;as ; a Barroca & Castro.
11 pipas e 2'l barris vinho, 61 barris paixe salga-
do, 2 caixas chapeos de palha ; a Manoel do Reso
Lima.
1 ciixole capsulas, sementes c leaouras, 7 ditoi
ceblas ; .Augusto Cesar de Abreu.
50 barris cal em pedra ; a Benlo Caudido de Mo-
raes.
100 canaslras batatas; a Novaes & Compa-
nhia.
I barril chooricaJ, 2 dilos vinho ; a Manoel Pe-
dro;
5 pipas vinagre ; a Jos Vicenle Calaia.
I barril crmor, 1 fardo penetras, 3 caixas vidro,
2 ditas drogas, 2 barris azeite de oliveira ; a Jos da
C. Bravo.
1 fardo macella, 1 dito sabugo ; a J. Soum.
1 caixa vermelhao ; a Vicente Jos de Brito.
2 caixas brochas, 2 ditas vidros para botica, 1 barril
linhaca, 2 Jilo* alvaiade, 1 Caixa drogas ; a Moreira
i\ Fragozo.
50 harris cal; a Sebasliao Jos da Silva.
13 pipas. 6 metas ditas e 19 narris vinho, 50 ca-
naslras btalas, 31 caixas ceblas, 50 barris cal em
podra, 20 ditos chouricas c paios, 51 ditos loucinho,
20 ditos nozes, 86 caixas peras e passas, 123 caixas
ameuas, I saquinhodinheiro de ouro ; a Francisco
Sevcnano Rahello & Filbo.
12 barris chouricas, 1 dito nozes e amendoas. 1
cmbrulho dinheiro ; a Mauoel Ignacio do Oli-
veira.
34 barris nozes. 16 dilos amendoas. 30 barris chou-
ricas, 1 caixa ameixas. 26 ditas hlalas, 30 ditas ce-
bol-s, 64 ditas peras secca, 112 caixinhas ameixas;
a Luiz Jos da Costa Amorim.
6 caitas ceblas, 3 ditas bolachinlias; a Narcizo
Jos da Costa.
100 vara lagedo. 3 pedras, 3 barris vinho : a Ma-
noel Jos Pacheco de Mello.
50 canaslras btalas ; a Marcelino Jeronvroo de
Aevedo.
1 barril vinhy ; a Anlonio Ferreira Lima.
1 ditos vinho ; a Fonles & Irmao.
25 canaslras btalas ; a Jos Fernandes Fer-
reira.
25 ditas ditas ; a Joao Mariins de Barros.
10 ditas ditas; a Miguel Joaquim da Costa.
19 pipase2 mcias dita vinho; a Manoel Ferrei-
ra Barbosa.
i caixolesdoi.e em caldas, 7 eaiioles marmelada;
a \ luva Amorim & Filho.
2 barris vinho, 1 dilo vinagre; n t. Mara das
Nev.
1 barril vinho, 1 dilo vinagre ; a Bernardo Anto-
nio 50 barricas cal em pedra ; a A. J. Leal Reso.
2 caliles chapeos ,' a Anlonio Pereira Borgcs
Pestaa.
100 barris cal, 43 caixas ceblas ; a Jos Teixeira
Bastos.
50 barris cal ; a David Ferreira Bailar.
50 dilos vinho, 100 caixas ceblas ; a Joao da Sil-
va Regadas.
1 caixinha lypos; a Manoel da Silva Sanios.
I pteole papel Tino ; a Carlos Aususlo Conceicao
Ribeiro.
3 pipas, 6 meias dilase 19 barris vinho. 50 ditos
loucinho, 10 pecas cabo de cairo ; a Manuel Joa-
quim Ramos e Silva.
I caixa oleo daallazema ; a Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo.
2dits drosas, 1 dita vidros o garrafas vasas ; a
Jos da Cruz Sanios.
I dila potes de louja, vidros de horca larga e alc-
crim, 1 dila drogas, I dila copos e mamadeiras de
vidro, | fardo los de linho, 1 dilo rlalfra, de pelli-
ca, 2 barricas oca amarella, > ditas (zes de onrn ; a
Joaquim Marlinho da Cruz.
! ditas, 2 canas e 1 fardo drogas, I caixa com 1
relogio de pedra parasol ; a Barlholomeu Francis-
co de Sonza.
I caixa mpressos a Miguel Jos Alves.
2o barris azeite.50 saccas farelio ; a (iulherme
f i drico de Souza Carvalho.
I fardo estainanl.a, 1 caixinha livTos impreisos : a
Joao Manoel Pinto.
10 barricas cera em anime, loo harris cal em pe-
dra. 3 caixas chapeos, 17 pipa e 1.>o barris vinho
linio, 21j ancorlas azeilonas. 100 barricas farinha
de trigo, 100 saccas semeas. 10 caixas cera em ve-
las. 40 molhos d"sl, 1 porcau de ceblas ; a Tho-
maz de Aquino Fonseca & Filho.
1 caixa marmelada, 1 dita chocolate, 6 voluntes
resleas de alhos, 3 golfllhas amendoas, 4 sanos no-
14:5899892
PKACA DO RECIFE 9 DE DEZEMBRO, AS 3
HORAS DA TARDE.
. Recisla semanal.
Cambios- Foram negociadas algnmas letras
de oulras pracas sobre a de Lon-
dres a 28 d. por 19, porm os sa-
ques desla reiularam a 27 ;{, ao
qual fxou-se hoje a praca; sobre o
Rio a 2 pur cenlo de descont,
sobre a Bahia 1 per cenlo dilo.
Algodo Entraran! 1,156 saceos, e as ven-
das regularam de 5*450 a 59800,
e algum muito superior a ."900.
Assucar- As qualidades superiores., tamo do
hrauco como do mascavado foram
procurados, .hiendo os primeiros
de 29600 a :l~ji tu. e o.< ullimos de
19350 a 19580; e urna partida a
19650 por arroba : a entrada vai
nelhorando lodosos das. .,
Couros- Vcnrieram-se de 150 a 155 tf., por
por libra dos seceos salgados.
Agurdenle-------dem a 700 da 'le 22 graos.
Bacalho Tivemos um carregamento, que
foi vendido a 149500, para ser en-
tregue na* Bahia, e o deposito bo-
je monta a 3,000 barricas.
Carne-se'cca- la smenle m ser 900 arrobas,
sendo os procos os mesmos da se-
mana anterior, isto he de 59 a
59400 por arroba.
Farinha de Irigo- O mercado est suprido com 6,100
barricas, sendo 3,900 da de Phi-
ladclphia, a qual venden se de
240500 a 259500. 1.900 de lch-
niontl. que vondeu-so a 270, 100
de Baltunore, que regulou a
240500, e linalmenlc 2000de SSSF,
que obteve 30*000 por barrica.
DcjcoiiIo 0 banco elovou de novo os seus
descont'os de 8 a 10 por cento, dif-
icultando inda ni ai- as transacres
e tendo alm disso continuado a
disconhar da prara ; cada vez se
senle a uecessidade de urna outra
casa de descont em grande ponto,
que fjc.a esbarrar o espirito de
usura, quedequandoem ve^reap-
parece cnlre nos, apezar do des-
cont estar sempre nesla praca
superior i oulras do Brasil.
Freles ... Eltecluou-sc um fretamcnlo pa-
ra lomar o carregamenlo aa Pa-
rahiba, a 676, e ha firmeza
nos preces, pela falla de naVios.
_ l-'icaram 110 porto 69 embarca;Oes: sendo, 4 ame-
ricanas, 30 brasileiras. 1 dinamarqueza, 6 fraucezas,
1 harahursueza, 3 hespanholas, 12 iuglezas, 8 por-
luguezKs, I prussiana e 2 sardas.
REVISTA DO MERCADO.
DESDE 12 ATE 29 DE NOVEMBRO DE 1854.
Rio de Janeiro 29 de novembro (arde.
Iniportaciio.
As entradas de longo curso desde a nossa ullima
revista for^m muito importantes, constando de 102
navios de vela e dous de vapor.
Os principaes gneros que imporlaram foram :
azeite do Mediterrneo 1,500 botijas, azeite de Por-
tugal 141 pipas, hacalluio 5,936 linas, bren 2,725 har-
ris, carne secca 49,000 arrobas, carvao 7.648 tonela-
das, cerveja 1,757 barricas, farinha, 13,500 barricas,
ferro da Snecia 7,783 barras, manteiga ragleza-1,600
barris, oleo de linhaca 280 barris, pmhu americano
596,873 ps e 297 duzias, sal cerca de 161,000 al-
queires, laboado do Bltico 3,195 duzias, vinho de
Lisboa 872 pipas, vinho Calal.io 377 pipas pequeas
c 200 grandes.
Movimento do mercado.
Agua-raz. A unica venda que temosa notar he
a de 25 barris a 220 rs.
AlcatrSo. Venderam-se 50 barris a 210 a di-
nheiro.
Ate(e do Mediterrneo. 1,900 botija* alcanca-
ram cerca de 2*550 o galau, e 300 caixas 90700 a
duzia.
Azeito doce de Portugal. Ilouve transaccoes de
alguma importancia de 3400 a 3509 pipa.
Bacalho. As 5,936 tinas entradas este mez ob-
liveram 6*500.
Breu. Dos 2,725 barris entrados nllimamcnte,
500 estayam vendidos a 129 a chegar; 100 de lama-
nho mainr que o ordinario, alrancaram I2S ; 500
venderam-se a 89, sendo os direito* por cotila do
comprador; 1,191 a 69, com as mesmas coitdices, e
434 fieam em ser. Vieram lambem de cncoinmen-
da 178 barris por cabolagem. Eslas entradas avul-
ladas lizeram naturalmente baixar o genero que co-
lamos hoja 89 frouxo.
Carvao. As grandes entradas e as noticias de
que se achavam umitas carcas em catninho com sup-
primcnlos desproporcionados ao nosso consumo, li-
zeram baixar o precodo carvao a I63. Enlretanto
houve boje inesmn urna \euda a 180 a dinheiro. Das
20 cargas chegadas ltimamente, 12 vieram por cn-
commenda, duas tinhim sido vendidas anlcs de che-
gar, ..alcancaram 170500 a 160, e urna (como j dis-
semos: I89 a dinheiro,
Cerveja. Ilouve algum** Iransarrftes a 5*200 e
59100, c venderam-se 208 harris a ijsoit, por seren
de marca desconherida, e 205 barris de qualidade
inferior foram comprados proco que nao regula.
Farello. Venderam-se 1,566 sarcos clrados
este mez, sendo 1,066 de 50400 50600, c 500 pe-
queo* a .30iOO anlcs de chegar.
Farinha. As entradas foram de considerarlo.
As vendas principaes orram por 1,851 barricas de
Ballimore a 22o50!l e 239300 ; 5.542 gallega de 2'
a 259; 1,000 de Rirhmnnd e 3,250 de Weslcrn acer-
ca de 239; 3,075 de Valparaso cerca tic 200 e 4.58
de diversas qualidades a 190 n dinheiro. ,
As existencias sao : 25,000 barricas ponen mais ou
menos, das quaes 10,000 em primeira e 15,000 em
segunda mln.
Ferro da Snecia. Venderam-se 2.726 barras a
100100 e 2,942 a 80 por ser rrfo .0 sortimenlo, nao
eslabelerendo legra cunseguiulemeiite esle pre;o.
Folha de l'lanilres___As vendas principaes cons-
lam de 160 caixas de qualidade inferior a 190 a di-
nheiro, e de 50 caixai 10.
Garrafas. 36 gigos chegados ltimamente alcan-
caram 120.
enebra. Venderam-se l.ooo garrades a 4^700,
.O harris a 3*950. As 406 rasqueiras importadas
de Anluerpia tiuham sido vendidas antes tic chegar,
a 392OO a dinheiro.
(irossarias. ilouve algumas vendas a 8*200*
peca, e a 260 rs. a jarda.
Manlciga Dgleza. As vendas nionlarain acerca
de 1,930 barra a 620 rs. prazn, e 5S0 a 590 rs. a
dinheiro. Smenle 200 harris ohlivcram esle ultimo
preco.
Manletga franceza. 183 barris e 30 meios, che-
gados no mez passado, realisaram 490 rs.. e 40 bar-
ris e 90 meios entrados recentemenle a 500 rs.
Massas. Por estarem aeralinenlc avariadas as
ultiraameiile chegadas, esl.lo-se venden lo a preco
que au reaula.
Oleo de linhaca. As entrad** continuaran! a
ser importante*, e por iso conservam-se os precos
rrouxos. As vendas principaes cnnslam de 35,(M)0
,!?'.P.0,IC0 mtU na menis, a 220 e a 230 rs., c de
9.000 libras a 230 e 240 rs. a dinheiro. Veudcu-se
lamlicm unta porrao do refinado a 260 rs.
Pinito americano. Como as entradas foram im-
portantes, o pinito que se venda a82rs. em mea-
lambem urna carga a 300 a duzia e outra para ser
entregue 110 Rio da Prala. Em ser urna carga.
Pile da Snecia. j() harris alcancaram IM a di-
nheiro. e23do americano 100.
Presunlos-----40 harris de Portugal venderam-se a
"i : *" presuntos de W'eslphalia a 530
rs., c 400 a 420 rs. por sercm de marca desconhe-
cida.
Qiieijos.Das 150 caixas viuda* por navio de vela
venderam-se : loo a l->2S0 e 50 a 10. A maior par-
le dos chegados pelo Imperador vieram de encom-
menda, o reslo vendeu-se a l500.
Sal. As entradas deslc genero foram avulladas,
e como Ion do campo da especularan sao poucos os
compradores, vanain grandemente os'precos, anda
que o mercado se aclie abundantemente supprido.
Se o importador lem de entregar o seu genero aos es-
peculadores, v-ae obrigado a sojeilar-se ao proco
[que estes eslaheleccni; mas se consegue adiar um
comprador occasioual oblcm um preco muito mais
alio. Ainda hoje se den este raso vcitdendo.se tres
cargas, urna acerca de 650, urna a "00 e nutra a 750
rs. lie pois iinpossivel dar urna eolaciig exacta.
As primcir.ts vendas depois da nossa ultima revis-
ta efTecliiaram-se a 750 rs.; posteriormente baixou
o genero a 620, boje est em inelhor posicio, leud-
se feilo IransaccOes a precos mais favoraveis como
cima dissemos.
I alma lo do itallico.Cheg.iram 9 carregamentos
depois de nossa ullima revista; 5 realisaram 300c 1
260 por ser mo o sortimenlo, e ltimamente ven-
deram-se 2 cargas, 1 a 320, e outra a 33*. Em ser
urna carga.
I.'ma carga entrada no principio do mez realisou
300000.
Velas de composicao. 100 caixas recenlemcnte
chegadas venderam-se a 740 rs.
Vinagre.Ilouve vendas pequeas I 809 ea 1000.
Vinho de Lisboa. Continua a ser procurado c os
precos sobem. As vendas foram importantes, regu-
lando de 3250 a 3400 para as primeiras marcas. Das
segundas houve vendas de 3000 a 3100.
Vinho catatSO. Chcgaram duas cargas das quaes
se vendeu tima, cascos pequeos, sendo 200 pipas
acerca de 1750, e 145 pipas de I6O9 a 1650. Houve
lambem urna venda de 100 pipas pequeas das exis-
tencias anteriores a 1600.
/ Vinho de Malaga.Depois da nossa ultima revista
venderam-se 400 quintos a 1700. Nao ha em pri-
meira man.
Vinho branro de Celte. 300 barris das existen-
cias anteriores alcancaram 22O0.
ExportarSo.
Cafe. As IransacQes foram regulares desdo a
nossa ullima revista, constando de 117,000 saccu,
das quaes 45,000 para os Eslados-Unidos, 53.000
para o Canal e norte da Europa, 12..000 para o Me-
diterrneo, c 7,000 para Liverpool. Temos a notar
tuna baila nos precos de 100 a 150 rs. em relacao as
nnssas ultimas colantes.
Os precos regularam de 45030 a 40150 para os hi-
les americanos, de 30800 a 40100 para o Canal, de
31600 a3;900para o Mediterrneo, h. de 4-3200 a
9300 muito ('-nllii lo para o norlc da Europa. Ex-
istencias 100,000 saccas.
Assurar. As enfrailas desde o dia 12 conslam
de 1,210 caixas, 876 barricas, c 1,766 saceos.
Venderam-se 569 caixa* e 119 barricas para con-
sumo c 396 caixas para OxporbtcBo. Os presos regu-
laram de 3a a 30200 pelo redondo, de 20*50 a 30
pelo balido e de 20KX) a 29600 pelo mascavado.
Existencias cerca de 1.200caixas.
Couros.Nao houve vendas ; os precos s.lo no-
miiiaes as|nossas colacde*,e as existencias'orcatn por
12,000 a 13,000 do Rio Grande, dos quaes 8,000
sao grandes.
Mercado monetario.
As transaccoes em cambio foram de consideraciio,
constando de cerra de 260,000 sobre Londres,
600.000 fr. sobre Pars directa e indirectamente, e
de 300,000 marcos sobre ilamhurgo.
O cambio sobre Londres abri a 28, e desceu a 27
3|4 a 90 dias e 27 5|8 a 60 dias, a cuja eolacAo esta
lirme boje. O governo loinou cerca de libras ester-
linas 40,000 a 27 3|4.
Sobre Pars foram insignificantes as negociarucs
de leltras directas, a 345 o 346 a 90 dias, e a 348 a
30 e 60 dias ; sobre o Havre e Marselha snecaram-
se quanlias de importancia, de 343 a 3i7. As trai-
saegoes sobre Hamburgo foram ludas ao cambio do
630 rs. a 90 dias.
Dcscontos. Foram regulares a 7e 7 1|2 por
cenlo.
Valores pblicos e acees. Pouco se fez, limi-
lando-se as IransaccOes a algumas vendas de acciics
do Banco Rural de I69 a 1200, e do Banco do Bra-
sil de 1089 a 1120 a dinheiro e a 1200 para entregar
na sua liquidaran, ou ale 15 de dezembro de 1855,
vonlade do comprador. As apoltces geraes foram
procuradas a 110*.
Freles. Transaccoes regulares. Nestes ltimos
dias haixaram em geral 5 schiliiugs ent razao das
muitasenlradas de navios. Hoje podem ser consi-
deradas lirmes >s nossascotaces por ser diminuid o
iiiiin.'iii de emharcaces promptas para receber
carga.
( Jornal do Commercio. )
REVISTA COMMERCIAL.
Lisboa 22 de novembro.
A exporlacao do vinho foi consideravel, c muito
superior das semanas antecedentes. Verificou-se
o que dissemos na revista passada. Os carregadores
nao hesilam em continoar as remessas para o Brasil
confiados na subida que elles consideran! incvilavel.
O vapor D. Maria II, lem o seu carregamento com-
pleto, e leve de rejeilar carga. A Uilalnlade do vi-
nho exportado foi 27,537 almudes,'sendo as princi-
paes porrfies para os seguintes porlos : Para o Rio
de Janeiro 9.01X1 almudes de marca B & C.; 2,338
dilos marca R S ; 3,250dilos marca B & F ; 4.530
dilos marca F S ; 4.380 ditos marca ti S ; 360 dilos
marca .P R R ; 730 ditos marca F R ; para o Rio
1.1 ande do Sul 490 almudes marca A P R ; para o
Para 392 almudes marca T P & F ; para o Mara-
nhao 1.410 alinnde- marca F F ; para Pcrnam-
buco 600 almudes marca B C ; para Londres
1,006 almudes marca SS ; para Liverpool 112 al-
mudes marca W C ; para Nanles 512 almudes marca
(j S ; para Angola 360 almudes marca P B R ; e
para S. Thom.120 almudes marca T P & F. A
remessa para Nanles pde-se julfar a primeira que
se faz para Franca, porque as pequeas quanliihtdes
embarcadas as semanas antecedentes devem-se
considerar como amostras. Os precos conservam-se
firmes de 120 a 1240 a pipa.
O mercado do vinagre temmais alguma animaran,
e as txport.-ic,es foram superiores as da semana an-
tecedente. Os precos nao solTreram alleraro.
A expoilacautdos outros gneros de produccao na-
cional foi regular, e especialmente em fruclas sec-
cas e laranjas.
O mercado dos cereaes contina na alia. Suhiram
os precos, sem excepto de iodos os gneros perlen-
centes a esla especialidade. A exporlacao do Iriso
foi superior a da semana antecedente, semln asmaio-
res porres embarcadas com deslino para Londres c
Marselha. Para o Norte de Portugal lambem sahi-
rain diversas partidas por transito. A alta no milito
foi de 60 rs. em alqueire. Alguma farinha se expor-
lou para o Brasil, e no'sas pcissessoes de frica, mas
em pequeas quanlidades.
Em gneros das nossas colonias cffeclitaram-se
bastantes transacres, desigiiadaniente em urzella,
gomma copal e marfim. Ha muito lempo que se nao
nota um movimento lio activo como actualmente,
nesta sorle de mercaderas. S o vapor Bretagne,
riue deve sabir amanilla pira Nanles, carregou 623
denles com 306 arrobas de marlim. O deposito na
alfandega lem diminuido consdcravelmcnle. He
um quadro animador para o commercio das nossas
possesses. O carregamenlo da escuna Lice, que
chegnu honlem de l.oanda devo adiar prompla
venda.
Para reexportaran lambem se verificaran) diversas
IransaccOes especial mente em ruaros e cacao ; algu-
mas vendas se effectuaram em caf, mas nao de tan-
ta importancia como as seminas precedentes.
As IransaccOes para o commercio interno estive-
ram mais animadas, e foram em quasi lodos os gne-
ros superiores.is das ulli-nas semanas. Os principaes
artigos despachados para o consumo foram os se-
auinles: assucar 296,848 arralis ; arroz 10,159 di-
los ; alerte656 almudes ; caf 83,383 arralis ; rita
5,811 dilos ; 1,174 couros ; 270 vaquetas ; 9,016 ar-
ralis de cacan ; 63.943 ditos de manlciga ; 8.629 di-
los ile queijos; 1,884 dilos de pintela ; e 396 tone-
ladas de carvao de pedra.
O mercado de fa/.endas de algodo e de Ha lam-
bem leve bastante auimacao. As IransaicOcs para o
interior foram mais activas, e js despachos na al-
fandega superiores aos das semanas antecedentes.
Em fundos pblicos pouco temos a arcrescenlar
ao que dissemos na nossa ultima revista. O mercado
ressenlc-se da desauiiiacfio em que eslflo os fundos
em liOndres e Pars pelas noticias duvidosas sobre a
guerra do Orienle. Os 3 por cejilo licavam de 37
1|2 a 37 3|4,e a divida dtflerida de 14 7|8 a 15 l|.
Em acQes de companhias poltras* alleracftea se no-
tara aos precoy antecedente*. As do banco de Por-
tugal subiram alguma censa e manifesla-se leuden-
ca para a alia. As nolasdo anligo banco de Lisboa
conservam-se sem variarlo com o Rescindo de 90 a
100 rs. em moda. Contina a--saliida para In-
glaterra da prata amoedada. O vapor l'.uxine. que
parte ainanhaa para Snulhampton leva 106:3170.
MOVIMEtfTG DO PORTO.
"Varo.* entrados no dia 8.
Genova39 dias, polaca sarda Raffaetlino, de 171
toneladas, capitn RalTaeli, cquipagem 10, carga
vinho e mais gneros ; a ordem. Passageiro, Lar-
ca Francisco Oietano. Ficou de quarentena or
10 dias. '
llio_ de Janeiro24 dias. brigue ingle/. Jeini. de
256 loueladas, capilio Arrhihald Slcele, equipa-
gem 14, em lastro; ajames Crabtrec & Compa-
nhia.
Safios sahidos no mesrtto dia.
Liverpool Brigue inglez Lord Altborp, capilio
Alexandrc Me. Gowan, carga asnucar.
HavreBrigue franerz Helem. capilao Monnicr,
rarga assucar, algodao c mais gneros.
Rio da PralaBrigue hespanhnl Brrelo, capilio
Jos Fonrodona. carga assucar e mais gneros.
Assu'Hiale brasleiro Correio do Sorle, mestre
Jn.s Joaquim Duarle, carga varios gneros. Pas-
sageiros, Targino Jos Cavalcauli, Joao Francisco
Pereira e I lilho, Andr Jos Fernandes, Simio
Juslluo de Oliveira, Jo Pedro Pereira Fagundes,
l.opo i,il Fagundes, Carlos Antonio de Araujo,
Hermenegildo Carneiro da Cunta.
Rio tle Janeiro c portes intermediosVapor braslei-
ro Tocantins, coinimpdanlo o cnpiiao-tenentc
(ervasio Mancebo. Passageiros desla provincia,
Dr. Luiz Gomes Pereira e sua senliora, Dr. Luiz
Antonio da,Silva Nuucs c.1 escravo. Dr. Jo* Ma-
ria ila Silva Velho e 2 esrravns. Manuel l'ermino
Pereira Jorge, Dr. Candido Augusto Pereira Fran-
co, sua mai, 2escravose 1 cria, Joaquim Jos Pa-
checo, sua notara, 1 lilho e 1 criado, Jos Vieira
de Carvalho, sua senliora c 1 escravo, Carlos Fie-
dler, Conslantiuo Jos da Silva Braga, Antonio
Mtiiiiz Sadr de AragUo c 1 escravo, capilao Jos
Lasaro de Carvalho, sua senliora e I tiln, capilao
Leopoldo Augusto Ferreira, Jos Antonio de Mcn-
dontja, 1 ftlha e I escravo, Anlonio de Araujo de
Araste Bulcao c 1 escravo, Dr. Francisco tle Bar-
ros Lima Monteraso e 2 escravo*, alfrres Rav-
ratiudo Nonato da Silva e 1 escravo. James lliin-
ler, Luiz Augusto do Nascimenlo Crespo e 1 escra-
vo, Dr. Antonio Manoel de Campos c Mello c 2
esclavos, Jos Vicente de Azevedo Coulinho J-
nior, Dr. Francisco Ignacio Ferreira e 1 escravo,
Dr. Manad Jezuino Ferreira. Dr. Luiz Jacinlhn
Vergue de Abren e I criada, Joao Peixolo de Mi-
randa e Veras, sua senliora e 1 esrrava, Cuslavo
Julio Piulo Para, Thomaz Garcez Montenegro,
Francisco Jos de Souza Lope*, capillo Joao Car-
los Vinagran Cahrila, Francisco Antonio Rodri-
gues da Fonseci, Dr. Antonio Honorato de Fre-
las Barros e 1 escravo. 2 recrulas, 1 engajado c 2
menores para a mariuha, 13 escravos a entregar,
Dr. Eugenio Augusto de Carvalho Menczes, Joao
Jos de Miranda, Pedro de Alcntara Miranda
Veras.
Nato* entrados no da 9. .
Rio de Janeiro e Babia8 dias. vapor inglez Impe-
rador, entumand inte James Brown. Passageiros
para esla provincia, Manuel da Silva: Reg. Ma-
nuel Francisco Luiz da Silva, Albino Alveni da
Rocha, Robert Jellery, V. Leite da Costa e 1 eria1-
do. Seguio para Liverpool, levando desla pro-
vincia os passageiros, John Youle, sua setthora e
i filho* menores, lleni iipie Ilaculiimi Lopes, Jna-
qulm Anlonio dos Sanios Andrade c sua familia.
Ro de Janeiro19 das, brigue portugoe/. Ribeiro,
de 230 loueladas, capilao FranciscoSchinidt. equi-
paaem 14, em-lastro ; a Thomaz de Aquino Fon-
seca iS Filho.
Sacio* sabido* no mesmo dia.
Terra NovaBrigue inglez Herald, Capilao John
Warren, carga assucar.
AracatyHiate brasleiro Capibaribe, mcslre Anto-
nio Jos Vianna, caijga varios genera*.
Sucios entrados no dia 10.
Rio de Janeiro26dias. brigue braseiro Mariana,
de 238 loueladas, capilao Jos da Caoba Jnior,
cquipagem 14, carga varios gneros ; a Manoel
Ignacio de Oliveira. Passageiio, Cosme Luiz Si-
mos.
Lisboa e porlos intermedios16 dias, vapor porlu-
Btiez O. Maria II, commantlante Anlonio Fran-
cisco Ribeiro (ttimaraes. Passageiros para esla
provincia, Altrtelo Augusto Raitgel e I lilho,
Adolplto M. Gomes de l'arias, Candido Freir de
Oliveira, Manoel Ferreir da Silva Barro* c sua
familia, Thereza de Jesu* Murena e stta familia.
Antonio Jos Goncalves tle Giiimaraes, Alexandre
Jos Alves, Agoslinlto Eduardo de Pina. Jos
Francisco Barrle, llernardino Pereira. Manoel
Gomes Villar, Jos Jorge, Ignacio Ferreira da
.Mallo*. Siinao Pereira de Almeida. Jo-c Duarle
Bollo Jnior, Anlonio Carnciro Pinto, Anlonio
Joaquim de Magalliaes Ba-los, Antonio Jos Car-
nciro ultimarnos. Luiz tle li/n I i Rogo, Anto-
nio da Costa Oliveira, Anlonio Ferreira, Manoel
Joaquim Lamas, Jos de Paiva Ferreira Jnior.
Anlonio Cardnso, F'irmino Alves, Margarida Ro-
sa. Antonio Thomaz, Antonia ta Silva Maia, Ja-
mos Ferraz. Ge.rahln Jos da Silva Monarcha,
Joflo Simpes Pulanla, e 365 passageiros para o
sul.
liba de Feruando de Noronliai dia, palacho na-
cional Pirapama, commantlante Cantillo de Lellis
Fonseca. Passageiros, Manoel Thomaz dos San-
tos, Jos Joaquim deSanl'Anna, Francisco Xa-
vier dos Sanio*. Manoel Custodio, Francisca Ma-
rta da Luz c i lilho. Adriana Maria dos Prazere*
e 1 lilho, Joscpha Mara da Conceicao c I filho
menor, 2 pracas do nxcrcilo c 6 sentenciados que
acabar*m o seu lempo.
Rio de Janeiro26 dias, brigue brasleiro Damiao,
de 234 toneladas, capitn Ciclo 'Marcelino Gomes
da Silva, equipagein 1.1, carga farinha de Irigo e
mais genero* ; a Machado & Pinlicirn. Passagei-
ro, Jusliniaiio Augusto tic Oliveira Paulo.
dem33 dias. brigue inglez Coccrness, de 186 lo-
ueladas. capilao Alexandrc lien.lersjn, cquipagem
8. era laslro ; a ordem.
Montevideo40 dias, palacho nnrtieguenie tVeran-
rfa.tlc 140 loueladas, capitn N. Thrap, equipagein
9, em laslro ; a Amorim Irmfios.
Socios sahidos no mesmo dia.
CantaragibeHiale brasleiro Soco Destino, mestre
Eslevao Ribeiro, carea varios genero-.
ParaltiliaHiale brasleiro Cames, mestre Sevc-
rano da Costa c Silva, carga varios gneros. Pas-
sageiro, Nicolao Francisco da Cosa.
Rio de JaneiroBrigue brasleiro Incensicel, capi-
lao Antonio Albino de Souza, carga assucar e
mais gneros.
PliilailclphiaBarra americana Tremont, capilao
James Burges, carga assucar,
Ro de Janeiro pela BabiaVapor porluguez D.
Maria II, cummandanle A. F. R. Guiraaraes.
Passageiros desla provincia, Eslevao VazFerreira,
Joao Alves Pilitmbo c I criado, Francisco da Sil-
va Caslro, D. Maria de Carvalho Figueira de Mel-
lo c sita familia, Dr. Amrica Brasilio Pacheco,
Jos Francisco Vianna, Manoel SimOes deSou>za
Pinto. .
EDITAES.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Eira. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico que no da
4 de Janeiro prximo vttidoitro, peranle a junta da
fazenda da mesma lltesouraria/se ha de arrematar
a quem por menos fzer os reparos urgentes da 4,
parle ta estrada do Pao d'Alho, avahada em rs.
4:1000.
A arremalacao ser fela na forma da lei provin-
cial n. 343 de 14 de maio do eorrcnleanoo, e soh as
condiccesespeciaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
comparecara na saladas sessoes da mesma piula pe-
lo inein dia, competentemente hnhililadas.
E para conslar se mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernani-
huco 7 de dezembro de 1854.O ollicial de secreta-
ria servimlo de secretario, Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematariio.
I.'1 As obras dos reparos da estrada do P.'to d'Alho
enlre o* marcos 7,000 a 1.000 bracas, far-se-liao tle
conformidade com o'ornamento e perfis approvados
pela directora em conselho c apresenlados a appro-
vacfto do Exm. Sr. prosiilenle/ua importancia de
4:4000000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de Lidiase as concluir to tle 3 me/e-, ambos
contados decouformidade cora o arl. 31 da lei pro-
vincial ii. 286.
3." A importancia desla arremalacao ser paga
em dtiaspreslac.es igttaes: a I. quando eslivcrfei-
la a niela le da obra ; e a 2." quando esliver cou-
cluida, que ser logo recebida definitivamente sem
pra/.o de responsabitidade.
4.a O arrematante excedendo o prazo marcado pa-
ra euncltiso das obras, pagar urna mulla de 1000
rs., por cada mez, embora Ihe seja concedida pro-
rogacao.
5.a O arrematante durante a execurao das obras
proporcionar Irauzilo ao publico e aos carros.
6." O arrematante ser obrigado a empregar na
execucao das obras pelo menos melado do pessoal
de gente lvre.
7." Para ludo o que nao se adiar determinado as
prcsenlcsclausiilas segitir-se-lia o que dispe a res-
pcilo a lei provincial n. 286.Conforme,
Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 24 de novembro prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia 28 do rorren-
le, peranle a junta da fazenda da mesma Ihesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos tizer a
ohra do 7." lauco da estrada do norte, avahada rm
22:9809089 rs.
A arremalacao ser fela na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correnle auno, esob as
clausulas especiaes (bao copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
roiiipari'r.im na sala das sessoes da mesma junta
nelo meio dia, competentemente habilitada*.
. para constar se mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da lliesonraria provincial 4 de dezem-
bro de 1854.O ollicial da secretaria servindo de se-
cretario. Miguel Affonso Ferreira.
Clausulas especiaes para a arrematacuo.
Arl. 1. As obras dcsle lance serao exccladas de
conformidade com o orcainenlo nesla dala approva-
do pela directora em conselho, e apresentado a ap-
provacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
mpnrtancia de22:9803089 rs.
Arl. 2. O coiitratador dar principio as obras no
prazo de tttnmez, c concluir no de 15 mezes, am-
itos contados na forma do arl. 31 da le provincial
n. 286.
Art. 3. O pagamento ta importancia dcsle con-
trato sera de conformidade com o arl. 39 da lei su-
pracilatla, c em apolice* da divida publica, creada
pela lei provincial n. 35i.
Arl. i. O contratatlor empregarao menos mela-
do do* Irab dltadorcs livres.
Arl. 5. Para tildo mais que nao esliver determi-
nado as prsenles clausulas r un orcamcnlo, se-
guir-se-ha o que dispoe .- lei n. 286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr prest-
denle ta provincia de 24 de novembro prximo pas-
sado, manila fazer publico, que no dia 28 do corren-
le, peranle a junta da faren.hi da mesma Ihesoura-
ria, se ha de arrematar a obra do 8." lauco da estra-
da do norle, avahada em 11:1850447 rs.
A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio to correnle anno, e sobas
clausplas abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla irremalacao,
comparecara na sala dassessOesda mesma junla pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar so mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambtt-
co4de dezembro do 1854,O ollicial da secrelaria
servindo de secrelario Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes pa<-l a arremalacao
Art. 1. As obrastleslc lauco sera-i axecutadas de
conformidade com o orcamenlo ne*ta dala approva-
do pela directora em conselho, e aproenlado a ap-
provaclo do Exm. Sr. presidento da provincia na
uiportancia de ll:IR59446 r.
Art. 2. O contralador dar principio as obras no
prazo de um mez, c concluir uu de 15 mezes. am-
bos conlados na forma do arl. 31 da le provincial
n. 286.
Arl. 3. O pagamenln da importancia dcsle con-
Irato sera de conformidade com o arl. 39 da lei su-
pracilada, e em apolices da divida publica creatla
pela lei provincial n. 354.
Arl. 4. O contratador cniprcsar ao menos mela-
de tos traballtadores livres.
Arl. 5. Para ludo mais que nao esliver determi-
nado as presentes clausulase no orcamcnlo.seguir-
sc-ha o quedtspOe a lei n. 286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
;0 Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 24 de novembro prximo pas-
sado, manila fazer publico, que no tlia 28 to corren-
te, peranle a junta da fazenda da mesma Ihesoura-
ria, Se ha tle arremalar a quem por menos lizer a
obra do 6." lauco da estrada do norle avahada em
14:22306.38 rs.
A arremalacart ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do crtenle atino, esol as
clausulas especiaes abaixo copiadas..
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
compareeam na sala tas ses-oes da mesma junla'pe-
lo meio dia, competentemente habilitada*.
Epara constar se mandn afilxar o presente e ptt-
dliear pelo Diario.
Secretaria da lltcsnuraria provincial de Pernam-
buco 4 de dezembro de 1834.O ollicial da secrela-
ria servindo tle secrelario, Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arremtelo
Arl. I. A* obras dcsle lauco serao executadas de
conformidade com o orcamenlo nesla data approvado
peta directora cm conselho, c apreaenUdo aappro-
vacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na im-
portancia do 14:22.10658 r*.
Arl. 2. O conlratador dar principio as obras no
prazo de I mez, e concluir un de 15 mezes, ambos
contados na forma do aj. 31 da lei provincial
n. 286.
Arl. 3. O pagamento da importancia desle cou-
irato ser de conformidade com o arl. :!i da lei su-
pracilada. e em apolices da divida publica, creada
pela lei provincial n. 354.
Arl. 4. O conlraladnr em|tregaraao menos mata-
da dos Iralialhailores livre*.
Arl. 5. Para ludo mais que nao esliver determina-
do as presentes clausula* c no orcamenlo, segnir-
se-lta oque dispoe a lei n.286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guiarte*, juiz de
direito do civel e comtncrcio desla cidade do Reci-
fe, por S. M. I. e C. etc.
Paco saber aos que o presente edilal vitcm, que
no da II do mez de tle/emhro prximo futuro, se
ha de arremalar por venda a quem imis der, depois
da audiencia dcsle juico e na cosa das audiencias,
120 pe{as de chita* linas a 80 cada ama e 100 ditas
da algodlotinho americano a 20800 cada tima: pe-
nltoradas a l'irraiano Jos Rodrigues Ferreira por
execucao de Brunn Praeger & C. E para que clte-
guc a noticia de lodos mandei pausar etlilaes, que
serao allixados na praca do comuicrciu e sala di* au-
diencias e sera publicado pelo Diario. Dedo c pas-
sado nesla citlade do Recife aos 25 uu novembro de
18>'i. Eu Manuel Jos da Molla etcrivlo o stth-
crevi.Custodio Manoel da Silca Gttimaraet,
-DECLAHACO'ES.
A mala para o hiate 7Ve.i frmos, com desli-
no i Paralnba, feclta-sc am mia 11, as 11 horas do
dia.
O Illm. Sr. capilao to porto, em cumprimenlo
da ordem do Exm. Sr. cnu*elhciro presidente ilesla
provincia em data de 5 do correnle, manda fazer
publico, para eonhcciineulo de quem possa inlercs-
sar, o aviso da reparlicao da marrana de lide no-
vembro, c a traduccao do extracto da Gazela de
Londres de 29 de Miembro, ultimo*, a qual ello re-
fere-se. cerniendo a noliftcac.lo do hloqueio cslabele-
cido pelas forras itHvaes combinadas de Inglaterra
e Franca tas pracas c porlosrttssos do Mar Branco.
Secrelaria da capitana do porlo de Pernambuco
9 de dezembro tle 1834. O secrelario, Alexandre
Rodrigues dos Anfos
Circular n. 99. Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios da marmita em 14 de titivembrode 1834.
Illm. c Exm. Sr. Remello a V. S. por copia a tra-
duccao do extracto da Gazela des Londres do dia 29
de selembro ultimo, conleitdo a nolificacao do hlo-
queio estahclccto pelas forcas navaes combinadas
de Inglaterra e Franca as praca* e porto rana* to
Mar Branco, ata de que V. Ex. a transmita a ca-
pitana do porlo dessa provincia para dar-llie a con-
veniente publicidade.
Dos guarde a V. Ex.Jos Mara da Silca Pa-
ranhos.Sr. presdeme da provincia de Pernambu-
co.Cumpra-se. Palacio do governo de Pernambuco
5 de dezembro de 1854.Figueiredo. Conforme.
Antonio Ixile de Pinho. Conforme, o secrelario
da capitana Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Traduccao.Exlracio da Gazela de Londres tle
29 de selembro de 1854. Nolificacao do hloqueio.
Reparlicao dos negocios eslrangeiros, rita Doviening
28 de selembro de 1854. Por esla se declara que a
dala de 12 de agosto ultimo lodos os porlos russos,
entradas enseadas e angras, desde o cabo Seviatori.
Nos, na longilude de 39" 47 Esle, lalilude 68' 10
Norle al ao cabo Kanin, na longilude 43 32 Esle.
e lalilude 68' 39 12. Norte, inrlundo especialmente
os porlos de Aikangel e Onega, foram poslos no es-
lado do mais rigoroso bloqueo pela respectiva forra
alliada das esquadras ingleza c franceza. E aiutia
mais por estse declara que (odas as medidas aulo-
risadas pelas leis das naces, pelos respectivos trata-
dos, entre S. M. c as dillrcnles potencias neutrars,
serao adoptadas e postas em execucao para com lo-
dos os navios, que lenlarem violar o referido hlo-
queio.Conforme, Francisco Xacier Bomtempo.__
Conforme. Antonio Leite de Pinho. Conforme, o
secretario da capitana, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo cm virlude de aulorisa-
C-lo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objerlosseguiutes:
Para o 4" hatalhao de artilltaria a p.
Bonetes, 351 ; panno azul entrelio, covados,
1.682 ; hollanda de forro, dilos, 1,310; panno car-
meziin para vivos e vistas, dilos, 150 ; dito prelo pa-
ra polainas, dilos, 1.30 ; brim para frdelas c calcas,
varas, 1,865 ; algodaozinho para camisas, ditas, 943;
clcheles prelos, pares, 354 ; holOes brancos de oso,
grosas, 79 ; ditos prelos de dilo. ditas, 68 ; grvalas
de sola de lustre, 345 ; mantas de laa, 346 ; sapa-
los, pares 755; esleirs, 379; holoes grandes con-
vexos de metal amarcllo, com granalla e numero 4,
4,956 ; ditos pequeos do mesmo numero, 3,540 ;
braco grande de ferro para batanea, 1 ; caldeirardc
ferro fundidu para 50 pracas cada urna, 2 ; copo de
vidro. I. <
Cotnpanbia lixa de cavallara ta provincia.
Bonetes redondos, II ; coturnos, pares. 11 ; gr-
valas de sola de lustre, 11 ; luvas de camurca, pares
II ; mantas de lila II. sapalos, pares, 11 ; 'esleirs,
11 ; braco grande de ferro para batanea, 1 ; temos
de pesos de ferro de meia quarla al um uuin-
lal, 1. H
Cipella da fortaleza do Brum.
Ornamento branro completo, constante de urna
en/nla. estola, manipulo, bolea c veo, 1 ; panno
roxo para cubrir .1 itnagem, 1 ; encadernaco de um
missal, e reforma do galao das bolsas, encarnada e
roxa ; alvas, 2 ; anu lo*. 2 ; conloes, 2 ; corporaes,
2 ; loalhas para o aliar, 2 ; ditas de 1...... para o la-
vatorio, 2 ; pannos de pala, 2 ; purilicadores, 2 ;
sanguiuhos, 4 ; (apele para o supedneo do aular,
1 ; luslrim roxo para cubrir a banqueta do altar, co-
vados, 3 c meio ; aspersorio, 1.
Colonia militar de Pimenteiras.
Colhcres dedez pnlegadas, 4 ; ditas de 6 ditas, 2;
enxadas grandes calcadas tle ac, 30 ; pas de ferro
grandes, 2i ; ditas pequeas, 12 ; pinceis para 'cia-
ar, 4.
Oflicina de rapia ta mesma colbitia.
Formoes de ac sonidos, duzia*. 3 ; ferro de rapa
para garlopa cora 2 c meia polegadas de largura, 6 ;
dilos sem capa rom urna e meia dila tle dita, 6 ; di-
los dilo* rom un dila de largura, 6 ; enxnes com
foiil, 6 ; Irinxas com urna e meia polegada de lar-
gura, 2 ; ditas cun I dila, 2 ; ditas rom 3 qttarlos,
2 : serrles com 30 polegadas de roinprimeiilo, 4 ;
dilos de lixa com 12 Jilas, 4 ; ditos de pona com 12,
3 ; compacos da 12 polegadas, 6 ; esquadros de fer-
ro rom folha de 12polegadas de romprimetiln, 2;
ditos pequeos, 4 ; verritmas surtidas, 36 ; irados
de polegada, 2 ; dilo* de tres quarlo*, 2 ; ditos de
meia, 2 : limas triangulares de gra lina para amo-
lar serrotes, 12; faenes cora bainhas o rialuroes, 40;
parafusos de raadeira para prensa de bancos, 4 ;
colla da Babia, libras, 12 ; pregns caibracs, 10,000;
dilos de halet grande. 11,0110; dilo* de dilos peque-
os. 11,000 ; dilos caixacs, 11,000: dilos de soalho,
10,000; ditos de forro de sala, 11,000; dilos de
guarnido grandes, 5,000 ; dilos tle dita pequeos,
5,000 ; ditos de rame com una polegada de com-
primelo, libras, 10.
Ollicina de ferreiro.
Ac de Mil.io em vergas, arrobas, 2 ; ferro sueco
em barras chala* de 2 e meia polegadas, arrobas.
10 ; 1I1I0 ent barras chalas de 1 e meia, ditas, i ;
limas chalas de I i polegadas. 3 ; dilas dila* de 8, 3;
ditas de 4,3; dilas raucas de 8j 3 ; dilas mcias
canas de 14. 3 ; dilas dilas de 8, 3 ; dilas dilas de
4,3; ditas dilas mocas de 8, 3; dila* triangulares
de 8, 3 : dilas dilas, de 4, 3; limales de 8 dilas,3 ;
dilas de 4, 3.
Ouem quizer vender estes objectos, ..prsenle as
suas propostasm caria fechada, na secrelaria do
conselho as 10 lloras to dia 13 do correnle mez.
Secrelaria do conselho administrativo, para forneci-
metilo do arsenal de guerra, 4 de dezembro de 1854.
Jos de Brito Inglez, coronel presdeme. Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal e secre-
tario.
Pela mesa do consulado provincia' se faz pu-
blico, que os 30 das ulcis para a cobranr da dci-
ma dos predios urbanos das freguezias atesta cidade e
da dos Afogados principiam a ronlar-se do 1. do-cor-
renle mez de dezembro em diente, e lindos o* quites
incorrem na mulla de Ires por cenlo lodos o pro-
prielarios que dcixarcm tle pagar seus dbitos nu 1.
emesire de 1854 a 1855.
SOCIEDAD DtAIATia EMPREZARIA.
20. RECITA DA ASSH.NATURA.
Quarta-feira 13 de dezembro.
Depois da cxecucilo de urna escolbida ouverlura
lera principio a representaran do moilo applaudido
c desejado drama em 5 aclos intitulado
Actores.
O Sr. Costa.
Monteiro.
I). Amalia.'
t> Orsal.
O Sr. Pereira.
Rozcudo.
LOTERA DO UIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
20 das Cosa deCcaridade, xtrahida em
Fiu.ihsara o espectculo com a nova comedia cm
I aclo intitulada
O LOGRO BEM PREGADO.
Personayens.
Bonifacio......
Aniceto, criado. ....
D. Picanea, elha. .
llora, criada. ...
Fulgencio.....
Anacleto.....
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
te
AO PARA'.
Vai seguir mui brevemente
a escuna FLORA, cnpito
Jos Severo Ros, s pode re-
ceber carga miada: trata-ce com os con-
signatarioi Antonio de Almeida Gomes &
C.,na rua do Trapiche 11. l(i, segundo
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Pretende saliir com brevidade a escu-
na nacional Tamega, por ter parte do
sen caircgamento : para o resto da car-
*ga e escravos a frete, trata-ce com No-
.vacs&C, na rua do Trapiche n. 34.
PARA O MARANHAO.
Pretende saliir por estes dias, o brigue
nacional Drilliante, por ter a maior
parte de sen carregamento promplo: pa-
ra o resto da cai-ga e passageiros, trata-
se com Novaes iV C., na rua do Tiapicl
n. 7>\.
Para n Rio de Janeiro seaue viajera com bre-
vidade o brigue nacional Afro ;>para carsa e e sera
vos a frete, lrala-se coin os con-ignalai ios Tliontaz tle
Aquino Konseca j Filho, na rua do Visara 11. 19,
pritneiro andar.
Para Lisboa salte com a maior brevidade o
brigue porluguez Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o resto da carga e passaaeiros, lrala-se rom os
cnusisnalarios Thomaz de At|iiino Fonseca i\ Filho,
na rua do Vigario 11. 19, pritneiro andar.
Para o Para'
o hiate Ligeiro seguir em pouros dias; ainda poda
receberalsuma caraa : lrala-se rom J. B. da Fonse-
ca Jnior, rua do Vigario n. i, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro.
O hiate l'enus. segu no correnle mez,recebe car-
ca c passageirus: lrala-se com ('.aciano Cyriaco da
C. M., ao lado do Corpo Sauto n. 25.
Para o Rio de Janeiro
o hrigue nacional ICIcira seuue com brevidade por
ter parle de sen carregamenlo promplo ; para o res-
lo da carga e passageiros, tratase com Machado S
Pinheirn. na rua do Vigario n. 19, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro segu no tlia 15 tlu cor-
rete o patacho Santa Cruz ; s recebe passtgeiros
e escravos a frete : trata-se com ('.aciano Cjriaco da
C. M. ao lado to Corpo Sanio n. 25.
Para o Rio de Janeiro segu em poucos dias o
brigue Ralo, capilao Jo-e Cardoso Rangcl Jnior,
por ter loda a carga prompla ; s recebe passageiros
c escravos a frete : a tralarcotn os consignatarios, na
rua da Cruz 11. 40.
LEILOE3.
O agente Vielor farti leilAono caes da alfande-
ga, de 80 saccas de feijao branco e mulaliuha, as
quaes serao entregues pelo mais que ollerererem,
sendo em hiles tle 10 ou a conteni dos licuantes,
segunda-feira II do correnle. as II horas da manbaa.
Por ordem do Illm. Sr. Dr. juiz de direito da
primeira v.ia do civel e do commercio, o agente
Vielor far leil.io tle lodos os gneros e armaran em
um s lole.ou a vonlade dos licitantes, perlenceolcsa
taberna, sita no becco largo n. 1, do Benigno Jos
tic Arujo Braca, para pagamento de seus rr'edores :
quarta-feira, tildo correle, as 10 ,'j horas da raa-
nhaa, no indicado lugar.
Ilenry Forsler i Compartida, consignatarios
do brigue americano ll'illiam Price, farao leil.io
por iiitervencao do agente Oliveira, em presenca do
Sr. cnsul dos Estados Unidos, e. por cotila e risco de
quem perlencer, do casco, tnaslrus, vergas, conloa-
Iha, velante, correhtes e ancoras, e mais apparclhos
e perlenresdo dilo brigue, tal qual se ada ancorado
este porlo, onde os preiendenlcs podem examina-lo
com aulecipacao, assim como o respectito inventario
no aclo do leil.io, leudo sido legalmenle coiidemna-
do por causa do ahalroumenln que solTreu d'oalro
navio soa entrada, na recente vtagem que fez pro-
cedente de Philadclphia: quarla-reira, 13 do cor-
renle, ao meio tlia em ponto, a porla da associarao
conimcrcial desla praca.
LEILAO DE JOLAS.
N agente Borja faia' leilao, no seu ar-
mazem na rua do Collegio n. l.">, as 10
lioras, de um esplendido cortimento de
obras de ouro, comobem: adereros, meios
adereros com esmalte, ditos sem elle, pul-
ceiras do ullimo gosto, allmetes de" peito
para senhoras com pedras linas, ditos pa-
ra bomem, trancellins de varias grossu-
ras, collares, anelloes, corren lee para re-
logios, relogios patente ingle/., ditos suis-
sos, ditos de parede com musica, dito pa-
ra cima de mesa, ricas caixa*. de musica
muito modernas,eoutros minios objectos
que estarao patentes, no mesmo arma/.cm,
os rpiaes se entregarao pelo maior preco
ollerccido, em consetpiencia dos dono
de taes objectos retirarem-se.
Schafheillin & Companbia farao leilao por in-
lervencn do agente Oliveira, de um completo sor-
timenlo de fazenda-de algodao, linho, lia c de setla,
as mais proprias to mercado, sendo a mor parle ul-
liraaiiieule despachadas : lerra-fcira, 12 do corren-
le, as 11) horas da manbaa, 110 seu arma/.cm, rua da
Cruz.
Francisco Severiann Rahello^ Filho farao lei-
lao por conta e risco de quem perlencer, de 10 bar-
ris com superiores chouricas e 10 ditos com paios,
chegados rcccnlcincnle de Lisboa, e era toles a von-
lade dos compradores: boje tegunda-feira, II do
correnle, as 10 horas da raaiihaa, no largo da al-
fandega.
O agente Borja, nao pojando continuar o Iridio
de quinta-fcira 7i em seu arnta/ein, tem de conli-
tiuar o mean* qaiala-feira, 1 to correnle, as 10
horas, o qual constar de itra'lindo e riquissirao pre-
sepe de costo moderno, anda nao visto nesla cida-
de, um sancluaro com imagens, difcrentes obras de
mereineira, tanto cm mohilias como avulsas, relo-
gios de ouro e prala para algiheira, dilos tic parede c
cima de mesa, apparelhns de porcelana para mesa,
dilos de louca azul, lanlerutas, caodclabros, diversos
vidros etc. etc.. e oulros inuilos objectos que nao se-
nt precisos mencionar ; assim como fara leilao
de tuna eserava de meia dada, sem achaque algum,
um oplimo cavallo para carro, um dilo para sella, e
um exrrllcule carro de rodas, novo, que estar em
frente do artnazem no dia do leilao.
i
1
1
I
6
10
20
de novembro de 185 \.
N. 991. .......
109.
19**.
-y>7>.
12<8,
5532 ,
1000 ,
3708 ,
1888 ,
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70, 81, 3QrJ,
15(56 .1580,
1 (5(55
3733
*30
*5*i
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2578 ,
5192,
*I92 ,
5072 ,
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2590
5059
5574
4593
5927
1091
1(561
2U<>
5155
i896
5201
20.000X
10:000.
*:000#
2:000,e
l.OOO.S
iOO
200*
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconliecnlo pie a despeza
de escripia e cobranca do importe dos
annuncto* lie superior ao valor delles,
previne-ce aos cenuorec ateignaotet deste
uDiaro que (|iiando os mandaren), re~
mellam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
Perdeu-sc 110 dit ."1 do correnle rae/., unta rar-
teira tendo dentro da mesma varias ledras e mais
outros papis, roga-se a pessoa qne arhoii a qtteira
enlrcs.tr : na rita de Hurlas na casa tle .Antonio
Francisco da Costa Braga 11. 64, que sera iccom-
peiuada generosamente.
Precisa se de alugar urna mulhcr que saiba
bem cozinbar para casa tle familia : quem esliver
nesta circtimslancia, dirija-sc a rua do Encanaincu-
lo n. :i. primeiro andar no bairro do Rccife.
Perdeu-se no dia .'1 do correnle de um sitio da
estrada da Torre al a Iba do Retiro, urna pulseira
de aro de ouro.com urna chapa cottleudo 1 retratos a
oleo : quem a adiar leve-a a estrada da Torre sitio
da viuva do Ih\ Brilo, ou na rua Novan 67, que
ser generosamente recompensa.
U, 67, 17C, 228,
190 604 915 ,
105(5, 1089 1220 .
1225, 1507, 1315',
13**, 136*, 152* ,
1710, 1791 2122 ,
2275 2295 2519 ,
2595, 2511 25*1 ,
2598 2*0|, 2755 ,
2850, 31*7, 5545 ,
5517 55(55 5593 ,
5600 3655 5709 ,
5716, 5725, 5855 ,
5857, 4511 4525 ,
4552 4556 4588 ,
4679 4735 4791 ,
. V8I7 4893 4938,
5147 .5162 5225,
5.) 17 .5*85, 5697 ,
5929 5968 ..... 100*
100 premios de.........40/{
1800 ditos de......... 20
Saliio nesta provincia no bilhetemteiro
n. 2590 a sorle de l;000#, e bastantes
premios de 400.S, 200$ e 100$, os possui-
dores queiram vir receber, que serao pa-
jos inmediatamente e sem desconlo al-
gum. *
Temos receido osnovs bilbeles da 48
lotera na Santa Casa da .Misericordia no dia
quartn-i'eira 6 Jo correnle, as listas veem
pulo vapor nacional, que parte daquella
cidade no dia 10 do correnle: os premios
que obtiverern ditos billiete* erSo pagos
st|tn descont algum logo que se lizer a
distribuirfio das listas.
Aluaa-se o annazem da casa B. ll da rua do
filar : a tratar no primeiro andar da mesma.
Desapparcceu no dia 23 de nuvembro da rua
to Vigario 11. VI, um mulaliiiho tle nnme Jacintho,
de dado 17 anuos, aprendiz de marrineiro na lenda
do Sr. Jos da Silva Oliveira, na rua cslntila do Ro-
sario, com os signaes seguinles : corpo magro, fer-
ros finas, nariz afilado, olhos prelos e vivos, sem>
litante alegre, ralea branca larga meia suja, camisa
branca c bnnele, he meio gingador: roga-se as auto-
ridades pulirme* ou capiles de campo que o appre-
hcntlam e levem-u rua do Vigario 11. i, que serao
recompensados.
LOTERA DA PROVINCIA.
O Ihcsoureiro das loteras declara que se achara
venda os bilbeles da lerceira e ullima parle da sexta
lotera de N. S. do l.ivramenlo que corre imprete-
rivclmenle no dia 16 do correnTe, no consistorio da
tgreja de N. S. da Conceicao. Elle deia de Irans-
crever o plano, pois o Sr. caulelisla Satiisliano de
Aquino Ferreira o fez quando o mesmo Ihesoureiro
por incommodo de saude enlregou interinamente'
a administracao dos negocios ao mesmo Sr. caolelis-
la.Pelo Sr. Ihesoureiro Francisco Anlonio de Oli-
veira, Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Precisa-se de urna ama para o servieo interno:
na rua estreila do Rosario u. II), lerceiro andar.
Prccisa-se de um rapaz de 10 a 12 annos, para
caiteiro de paitara, com pralica ou sem ella, dando
conhecimentn de sua conduela : na rua dos Marti-
rios n. 36.
Hoje depois da audtencin do juiz da primeira
vara do civel, escriv,1o Sanios, lem de seren arre-
matados varios escravos de l.uiz Pires Ferreira. por
execucao de Antonio l.uiz Goncalves1 Ferreira.
Perdeu-se do armazem do Sr. Guer-
ra', defronte do Trapiche do algodao at a
rua do Livramento, duas sedulas urna de
1000 e outra de 50$ rs., e desconia-se
que este dinheiro foi' apanbado por um
preto que conduzio urna sacca para o so-
brado n. 8 da mesma rua do Livramen-
to : quem as achou 011 der noticia cera'ge-
nerosamente recompensado no referido
sobrado.
Aluga-se um grande armazem na
rua da Praia : a tratar no Manguinho,
sitio de Herculano Alves da Silva.
O Sr. Vceme Ferreira Gomes lenba a honda-
de de apparecer no escriplorio do Sr. Anlonio Joa-
quim de Sonta, na rua da Cadeia do Recife o. 18,
que se.lite deseja fallar a objeclo de importancia.
Precisa-sc de 20O3O00 a juros com pciihor de 2
escravos, que valem IrOOOJjOOO cada um : quem qui-
zer dar annuncie para ser procurado.
1'rei-isa-se de nina ama secca para o servieo de
casa de homem .Metro ; na rua de Sania Rila, so-
brado de um andar 11. 77.
Precisa-se tic um caiwiro de 10 a 12 annos,
que j lenlia pralica, para taberna : a tratar na roa
de Santa Rila, sobrado n. 77.
Qoem pertleu camisas de homem, marcadas
com leltras, tlando os signaes cerlos das leltras Ihe
serao entregues; na rua do Oiieiinado n. 9.
O abaixo assignado ramio agradece ao Illm.
Sr. Manuel Antonio Vieira o eu annoncio de 9 do
correnle, publicado no Diario de Pernambuco, e
breve se mostrar a S. S. quando ge Irada o seu ar-
rendamenlo, e nesta occasio o mais que se faz mis-
ler, continu S. S., nao perca lempo.
Jos Rodrigues do Pasto.
Aluga-se a cas de sobrado de um andar com
2 salas, 5 quirlos, cozinha fra e quintal murado, ua
rua de Bemfca, na Passagem da Magdalena: a
Iralar no mesmo fugar com Jos Joaquim Dias Fer-
nandes. ou na rua da Cadeia do Recife n. 63.
Aluga-se urna eserava para todo lervico inter-
no c externo de tima casa: quem a pretender, diri-
ja-se i rua do l.ivramenlo 11. 14.
Aluga-se um sobrado de um andar com bas-
tante! commodos para urna familia, em urna da* me-
jores ras desla praca : a fallar na rua das Cruzo
11. W.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da rua
larga do Rosario n. is ; a Iralar no mesmo.
O CRAVO.
Por motivos ponderosos deixoo* de reapparecer o
Craco no dia annunciado (l. do erren!e o que le-
ra lugar impreterivelmente no dia 16. Os senhoras
a-.uantcs que quizerem continuar cora as suas as-
signaturas, leiihara a bondade de dirigir-se desde j
rua Nova n. 52, a Iralar com o Sr. Boavenlura Jo-
s de Castro Azevedo. (luir,.-im poilc-sc encarecida-
mente quelles que nlo liverem pago o importe de
suas assimtaluras, hajara de faze-lo otiles da recep-
C3o do primeiro numero do segundo trimestre, pois
nao ignoram as despezas que soem Irazer publicacoes
taes, Adverle-se que os nmeros avulsos vendeni-se
a KM) rs., e que do dia 20 cm diante nao se recebe
mais assignalura.
Desappareceu no dia 6 do correnle urna negra
da Cosa, de estatura regular, secca do corpo, (alhos
da naco na carae nascoslas. idade de20annos ; le-
vou 2 vestidos, um rio e oulro cor de rosa : quem
a pegar leve-i eslrada tle Joao de Barros, na casa
confronte a Cscala, que ser recompensado confor-
me o seu (rabalho.
_ Delhan, morador na rua da Conceicao da Boa-
Visla rt. ."iO, participa ao res|ieilavel publico, cjisle em suaca gadas tiltimainenle de Paria, proprias para sercm
collucadas sobre os tmulos c catacumbas das pessoas
quejazem 110 cemilerio publico.
Alusa-so a luja de um sobrado na na ou paleo
da Sania Cruz, com armaran para taberna ou qeal-
quer negocio : na rua djs Cruzes sobrado n. 9, do
lado direito, quem vai para San Francisco.
Precisa-se de nina mulher forra para ama sec-
ca de urna enanca : na rua da l'niao n. 7.
CHA DA INDIA X.i.
50 MazarPeruambucano se encentra o melhor cha
que lera appareerdo uo mercado: os freguezes po-
derto tomar amostras para desenganarem-se.
Alusa-se a casa terrea 11. I da rua do Rosario
ta Boa-Vida : a Iralar na rua larga do Rosario n.
is, das 3 horas da larde em .lianle
Madame Adele Puirsnn rclira-se para a Eu-
ropa.
Aluga-se um grande armazem na ruado Brum,
esle do sobrado que tica ao sul da fundicao do Sr.
Bonman : quem o pretender, dirija-se a Jos Anio-
nes tiuimaraes, na rua de Apollo n. 30.
Na rua da Cruz, taberna n. 37, precisa-se alo-
sar escravos mcnsalmenle. e paga-se bem.
Preeisa-ie de urna ama para enzinhar, engom-
mar e comprar, para pouca familia : a Iralar na rua
Augusta 11. .*>.
Precisa-se de um negro ou moleqoe captivo,
por aluguel, que seja lie!, para fazer o servieo de orna
cata : na roa Nova n, 41, primeiro andar.

'
II mi\/FI




W\
Oi.lRIO DE PERHARBUIQ, SEGUNDA FElRft II i UEZcMBRO CE 1864

Jos Narciso Camello, testamenten o
do alleciclo Norberto Joaquim JoseCue-
les, e 'a poeta e administrador dos betu
do inesmo tallecido, que por forca da dis-
posic&O testamentaria recebeu do Sr. Dr.
Joao Pedro Madurodu Fonseca, testameu-
teno, inventariante e herdeiro da Falleci-
da D. Anua Joa(|una de Jess Qdeiroz
Quedes; leem acordado com o dito Sr.
Dr.j para continuar a recebei as dividas
activas descriptas no inventario, que se
procJdeu por marte do dito fallecido, e
depois entregar ao annunciante a parte
das que ai recadar : ;poi issoos senliores
dc\edores podero pagaras declaradas di-
vidas ao dito Sr. Dr. Maduro, e receber
delle quitaeao-
Aluga-se um bom sitio no Manguinho, rom
haixa de capim, bastantes arvoredos ile fruclos, ca-
rimba d'agua iie beber, e rasa grande porm precisaudo-se acabar alguniss obras da dita
cas; se aluga por lempo, e leva-se em conla as des-
lavas queforem precisas : a fallar no alerro a Boa-
Visla n. 17. com Fredcrico Chaves. f
Jos Narciso Camello, testamenteiro
do fallecido Norberto Joaquim Jos Gue-
des, esta' encarregado por a disposico
do testamento do dito fallecido, da admi-
' nistracao do estabelecimento das alvaren-
;as c canoas do mesmo fallecido, e que
nasua meacao couberam, ciijo esfabeleci-
inento o continua prestar o servico do
csturae, e esta' a disposicio para vsse
lim nao s dos- antigos freguezes, co-
mo das pessoas que se quizerem delle uti-
lisar, todos se entenderao para os ajustes
com o Sr. Manoel Maximiano Guedes na
casa emque niorou o sobredito fallecido
Norberto Joaquim Jos (iuedes. licando
certos que bao de ser bem sei vaos, e por
os precos do costil me; e com recibo do
annunciante as contas as poderao pa-
gar.
ECHAHISffiO PARA E13S-
CONSULTORIO DOS POBRES
25 aUA DO COZ*LEGIO 1 AJTOAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo il consullas liomcopathica* lodos os das aos pobres, desde 5) horas da
manha al o meio da, e em casos extraordinario* a qualquer hora do dia ou nuile.
()llerece-se igualmente para pralicar qualquer operarn de cirurgia. e acudir promplamentc a qual-
quer mulber|que esleja mal de parlo, c cujas circunstancias nao perniillam pagar ao medico.
NO C01ULT0KIU DO DR. P. A. LOBO MOTO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual completo de meddicina liomcopathica do Dr. (". H. Jahr, traduzido em por
tugue/, pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dbus c aconipanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia. anatoma, etc.. ele...... 2JOO0
Ella obra, amaisimporlaulc de toda- asquelratam doestud epralica da homeopalhia, por ser a nica
que conten abase fundamental i''esla doulriuaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO OKt.A.MSMOEM ESTADO DE SAI DEconhecioienlos que nao podein dispensar as pes-
soas que sequercm dedicar a protica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mediros que quizerem
experimentara i'outrina de llalincmann, e por si incsmos se convciicrreni da verdade d'ella: a todos os
fazendeirosc senbores de engento que esiaolonce dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde uavio,
que urna ou oulra vez nao pudem deixar de acudir a qualquer iucoromodo seu ou de scus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circunstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, silo nbriga-
dos a prestar in coiitiiienli os primnos soccorros em suas enrermidades.
O vade-mecum do hoineopalba ou Iraduccao ila medicina domestica do Dr. Hering,
obra lambeni ulil as pessoas que se dediram ao esludo da homeopalhia, um volu-
ine Brande, aconipanhado do diccionario dos leroios de medicina...... IU.3OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirursia, anatoma, ele., etc., cucardeuado. 38000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, c o proprielario desle eslahelecimcnlo se lisongeia de le-lo o mata bem montado possivel c
nincuem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 105. 123 e 155000 rs.
NHO.
Ditas :iti
Ditas 8
Ditas ti
Dilas 144
Tubos avulsos
Frascos de meia on^a de
dilos
ditos
ditos
dilos
a................. dlfcOOO
a .............. 000
a.................. 3O&000
a.................. (WKXJ
..................... 19000
lindura................... 2500
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crystal de diversos (amanhos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eucominenda de mediramentoscoiu loda a brevida-
de e por presos muilo eoinmodos.
Palitos.
Na ra do Crespo n. 0, 1- andar, casa
de allaiate, receheu-sc un completo sor-
liniento de palitos de cores com {olla de
velludo debruin o lorro da mesma cor ;
vende-sc por prero oommodo.
Couiinna-se a vender canarios do imperio a
29500, escolhidos : no palco do Paran n. 14.
Venilc-se a taberna da ra do Coliegio n. tti,
bem sorlida e com poneos fundos ; agradando o com-
prador, se dar o prazo de um auno: a tratar na
Iravessa da Madre de Dos, arinozcm n. 13.
Vende-se um escravo de meia idade, com una
fonda n'uma perita, curavel, milito bom para tratar
de cavallo ou algum sitio, pota be moito curioso pa-
ra ludo: na ra do Kangel ti. 21.
Vendem-se sacca* de l'arinlia com alqueiro ra-
so, por preco commodo, sem sarro ; na ra do Kan-
gel n. 21. Na mesma casa vende-se una porrao de
madeiras para cnnslrucrao de obra, 2 taimas de ama-
relio, I rotula quasi nova, I barrica com rea de
Bngir.
Vende-sc um prclo rom 3!) annos, pouco mais
ou menos, hom \cndedor de ra, que costuma ven-
der rangira pelas mas desla cidade : quein preten-
der. dirija-M i ra do Kosario di Boa-Vista n. 41.
Vende-se pirte do sobrado n. 143, e parle da
rasa terrea n. 80 da rua do Pilar: quem pralendcr.
dirija-se mesma roa, sobrado n. I'.l, a qualquer
llora.
Vende-sc urna canoa de carreira de a 6 me-
zcs de trafico, e carrega ti pessoas, por prero com-
modo : a tratar na rua de S. Francisco n. 68.
Vende-se cera de carnauba por menos proco
do que em oulra qualquer parle : na rua do Kangel
n. 1.
Vendem-sc em porfi oa a rclallio. 50 palmos
do pedra da Ierra, lavrada, para caes, 2 hombrei-
ras 1 verga, mis conloes, 2 portas de pinito, novas,
c mata 21 palmos de pedra bruti : na rua da Au-
rora n. iO.
Vende-sc leilc ao pe da vacca, as Darrciras
n. 4, de manli ia as ti horas.
No eiiEeiiho Moreno vcndeni-se vareas paridas,
crioulas, e feilas ao pasto ; os pr* Icndeules dirijam-
se ao proprielario do mesmo. Tamben se vendem
bou mansos e algoos noarlios ilcroda.
Palitos francezes.
Palitos c sobre-casacos francezes de pan-
no lino, de lo ctaitlia c alpaca: na rua No-
va loja n. tti, de Jos l.uiz Pcrcira cV R-
TOALHAS
E GUAHDANAPOS DE PANNO DE
LINIIO PURO.
Boga-te ao Kvm. Sr. padre Jos Tei-
\eira de Mello, vigario da freguezia do
Ruiqie, (pie mande pagar o que deve na
rua Direita n. 14, tanto a sua conta co-
Na rua do Crespo, loja da esquina que vnlla para ino o endosso que S. Hvin. mandn dar a
a cadeia, vendem-se loalbas de panno de tinto, lisas Salustiano Ferrara da Costa, morador no
A
i:
'<$) "io- o
Vendem-se presuntos inglezespara liainlire,dilos
liamburguezes. queijos de piulia milito frescaes, di-
to* loiidrinos, inartlas das mclliores que tem viudo ao
mercado por seren inuitn novas c as mais grandes
que tem eparerido, em barricas graudes e aoscentos,
pelo proco de i e."o!MK) rs. o cento, marmcladasem
latai pequeas e grandes e lalasde ameixas francezas:
na rua da Cruz do Kcrifc n. 'if>.
No Bazar Pernambucano, vendem-se pecas de
trancas de algod.io etlreila e de cores para in'fritar
vestidos a .VX) rs. a pota, rozelas de ouro e de bri-
Ibanlina a 103 o par. meios aderemos de dito a -Jit^,
frascos com paslilbas para o peilo, ditas para o esto-
mago, amendoas conl'eiladas, ludo barato.
lie o man barato possivel.
Cortes derambraia de bailado dos mais modernos
a 19300: ditos de casta rosa com barra BSOO
ditos de cassa de cores, com barra, muilo bonitos a
:1S ; ditos de rambraia de seda a "8; dilos com ba-
ilados de muilo Kosto : corles do seda lavrada supe-
rior qnalidade ; lencos de garr rom palmas destila
de bonitas cores a 600 rs.; dilos de cassa a 1(0 ca-
da um ; cambraia desalpicosde cores; casemira de
cores a .">-5 o corte ; ditas de llROdM inulto encor-
padas a 381) rs. o corado ; e oulra* mollas fazendas
que so vendern por commndo prero : na rua do
(jueimado n. >, loja de Leopoldo da Silva (Jueiroz.
lELPOIt^E M m ESCOGEZ
A 500 RS. O COVADO.
Na lojti n. 17 da rua do Qucimado, ao p da boti-
ca, vende-se alpaca de laa escoce/a, chegada pelo ul-
timo navio, a qual lanuda na Europa se d o nome
de Melpomcne" de Escocia, muito propria para rou-
poes c vestidos de scnboia e menino* por ser de mili-
to brillto. pelo comniodo preco de OO rs. cada co-
vado ; dao-se as amostras com peuliores.
NA FUNDICAO DE FEKKO DO ENGE-
NHEIRO DAVID \V. BOSVNIAN. NA
KUA'DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
lia sempre um grande sorlimenlo dos wguinlesob-
jeclos de mecbanismos proprios para engeulios, a sa-
ber : moendas e meias moendas da t'.t.ti- moderna
coiislrucrao ; taixas de ferro (undulo e batido, de
superior quatidade, e de todos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
cAes ; crtvos e boceas de fornalba e registros de boei-
o, aguilboes.bronzes parafusos e cavilbocs, moinlto
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se'eieculam todas as encommendas coma superiori
dade j conhecida, e com a devida presteza e comino
didace em preco.
O Dr. Cirolioo Francisco de I.ima San- (^
tos, mora na rua das Cruzes u. 18. primei- /
ra andar, onde continua no esercicio de *9
figk soa prefi-sao de medico, c ulilisa-se do oc- *
2 casino para de novo ao publico offereccr ?
tp| seu presumo como medico, e habilitado a <0j
tA certas opera(oes, sobreludo das vias ouri- a
*7 naris, por se ler a ellas dado, com espe- #j
t) cialidade em)Frauca. (ft
Para quem se quizer eslabelecer, Iraspasaa-sc
urna loja na rua Nova : a tratar na mesma roa n. 42.
Prccisa-se de um caiteiro porlugnez, de 12 a
16anuos de idade, e com pralica de taberna ; na rua
da Seuzula Nova n. 22.
10TEBU DE N. S. DO L1YRA-
mn.
Ocaulelisla Antonio Ferreira de Lima o Mello
tem as suas cautelas a venda, na rua Nova n. 4; rua
da Praia n. Ti ; rua do Kosario n. 26 ; rua Direila
n.62; e na povoacao do Monlciro, em casa do Sr.
Nicolao, pelos precos abaiso mencionados.
Quartos 1s500
Decimos 8700
Vigsimos tfoo
Ao amanbecer de hontcm, 6 do rorrente, fur-
l.ir.un da estribara do abaixo assignado, na rua do
palacio do Bispo, um cavallo ruco preto, com una
so marca de ferro no quarlo direilo, tem o casco da
nio direila radiado ale a rata do cabello, c igualmen-
te um sellim usado e estribos de metal brinco:
quem o apprehender, leve-o em lito sitio, ou no
arco de Santo Aulonio, toja de Joao Ilenriqnes da
Silva Jnior, que ser generosamente recompen-
sado.Manoel Gomes efe S.
Precisa-so de um rapaz robusto c aclivo ^cra-
vo). que entenda c posta bem trabalhar u'um sitio :
quem liver, pode djrigir-se ao consulado amcricau o
defronlc do Trapiche Novo.
LOTERA DE N. S. DO LIVRA-
MENTO.
Aos 5:000.s000, 2:000.s0000, I.-O00tj000.
'O cautelisla Salustiano de Aquino Verreira avisa
ao respeilavel publico, que a lotera corre indubila-
velmeute no dia 16 de dezembro, .i* 10 lloras da ma-
nilas, no consistorio da igreja 4a Cnnceirao dos Mili-
tares, seja qual Mr o numero de bilheles que exisli-
rem por vender, debaixo de sua responsabilidade.
Os seus billietes e cautelas eslao iscnlos do imposto
de 8 por cenlo nos tres primeiros grandes premios.
Os seus afortunados bilbcles e cautelas eslao i venda
as tojas seguintes : rua da Cadeia do Recife n.
2, loja de cambio do Sr. Vieira ; lojas do miudezas
ii. 31, de Domingos Teiseira Bastos, e n. 45, de Jos
Fortnalo dos Santos Porto ; na praca da Indepen-
dencia, loja de calcado n. 37* 39, de Antonio Au-
guslo dos Sanios Porlo ; rua do Queimado, lojas de
fazendas, de Manoel Florencio Alves de Moraes u.
39, ede Bernardino Jos Mouleiro & Cqpipnuliia n.
4i; ruado Livrameuto, botica de Francisco Anto-
nio das Cbagas ; rua do Cabug n. II, botica de
Morei
das
Boa
tunes de Oliveira.
Recebe por inlciro
idem
idem
dem
idem
idem
ti Na estrada dos Afflirtos, sitio confronte a Q
"5 capella, dao-se consultas homeopalbicas. 5
2sssafaig)@sisfctgiaEg(St?":: i
Aluga-se urna casa terrea na povoardo do Mou-
leiro. com a frente para a igreja de S. Pantalc-o,
muilo limpa, tresca, com eoinmodos para familia re-
gular, tendo urna porta e duas janellas na frente : a
tratar com Aulonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoarilo, ou na rua doCollegio n. 21. se-
gundo andar.
No hotel da Europa da rua da Aurora, d-sc
comida a toda a hora do dia, e fornece-se aiutoro e
janlar para fra mcusalmciile, por rirero muilo ra-
zoavel.
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardauapos adamascados, por preros eoin-
modos.
Lava-se e eugomma-se com loda a perfeirao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
Ear a assignatura do Diariode Pernam-
uco, para a mesma cmara, que se
aclia em grandeatrazo de pagamento.
DENTISTA FRANCEZ. i
Paulo Gaigaoai, eslabelecido na rua larga
do Kosario n. 36, segnndo andar, colloca den- 9
} les com gengivajartiliciaes, e dentadura com- (
J pleta, ou parle della, com a pressao do ar. f
l?i Tambem tem para vender agua denlifrice do (-
Dr. Pierre, e p para denles.- Rna larga do @
Rosario n. 36 segundo andar. C"
4jajss**&f@3tef &
5ovos livros de homeopatbia uicfrancez, obras
todas de sumista importancia :
llahncinaiin, datado das molestias chronicas, 4 vo-
aoiooo
6j}!)00
7(MI
6W)0)
ItijOOO
6JO0O
8*000
KiSOOO
108000
8800(1
75000
63000
48000
10>00
3a?ooo
lumes.
Teste, rroleslias dos meninos %. .
Herios, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmarnpalioineopalbira. .
Jahr, novo manual. 4 volumes ....
Jabr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapnu, notoria da liomeopathia, 2 volumes
ilarlliinaitn, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica bumeopathica. .
De Fayolle, doutrina medica bomeopalliica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da lioineopalhis. .
Diccionario de N>slen.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a dcscrip^o
de todas as partes do corpo human .
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
tliicu do Dr. I.obo Moscoso, rua do Coliegio u. 2.~>,
primeiro sudar.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com minia pralica desse oficio. Na rua
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourcnc.o Trigo de l.oureiro.
O Sr.* Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinba do Livrameuto lem urna carta na livraria ns.
ti e 8 da prara da Independencia.
O Sr. Adolpbo Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu'. queira (piando
vier a esta praca, dirigir-se a livruria da
praca da Independencia 11. li e 8, a nego-
cio que lbe diz respeito.
i l JAME, DENTISTA, I
conliua a residir na rua Nova 11. 19, primei- @
ro andar; *
> ><> #<#
AULA DE LATIH.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado d grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na rua ireita sobrado 11. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, medame a razoa-
vel convencao que pessoalmente oll'ere-
cera'.
1 aas uiagas ; rua do Cabug n. II, botica de
mira iS Fragoso ; rua Nova n. 16, loja de fazen-
1 de Jos l.uiz Pereira & Filho ; e uo alerro dil
a-Vista 11. 72 A, casa da Fortuna de Gregorio An-
lugar denominado Muliing, que somina
a dita quantta rs. 1:361^950 fra o ju-
ros, isto no anno de 1 S.">, pois o seu cre-
dorja' esta' cansado de ser engaado, co-
mo l'oi em Janeiro do dito anuo, (pie en-
ganou ao portador que la' foi,e S. Rvm.
mandn dizer que ja' tinha mandado pa-
gar, e ate boje ainda nao se recebeu, gas-
tando o seu credor com o portador que
la' foi IOO.S'000 rs., lora o aluguel do ca-
vallo ; pois o son credor roga-l lie (pie nao
seja lao desconbecido, que ale'm disto llie
tem prestado os seus serviros em outras
cousas mais; portante o seu credor I lie
participa (pie ja' pagou nesta praca a
dita quantia, pore'm nao foi com as car-
tas (pie o Rvm. padieJose Teixeira de
Mello lbe tem mandado.Jos Pinto da
Costa.
Aluga-sc um sobrado com grande quintal, que
pode ser plantado de capim por Orar os fundos para
o pantano, sito no Arrombado : quem pretender,
pode ir ve-lo, e para ajuslar se dirija i rua de Apol-
lo, armazem 11. 30.
Prersa-se de um (rabalhador para um sitio, c
que lome a adminslracao de alguus e-cravos : na
loja n.7, no Passeio Publico.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, de ida-
de de 10 a 11 anuos; na rua dos Copiares 11. 12.
LOTERA DE N". S. DO I.1VRA.MENTO.
Corre no dia 10 do corrente.
3:0003000 rs.
Na casa da Fama, no alerro da Boa-Vista n. 18,
cstao \enda as cautelas, bilheles e meios.
llillietes 55OOO
Meios i'aOO
Quartos 1{500
Decimos # 5700
Vigsimos 00
Guilherme Sello lem ordem para comprar ale
100 acroes da companbia de Bebirihe : na rua do
Kangel u. 15, 011 na rua do (Jucimado n. 21.
Aluga-se na Capuuga Nova una grande casa,
acabada de uovo,coin commodos paiagrande familia,
muilo fresca, lem coebeira para cario e estribara
para tres cavallos ; tambem aluga-M lima casa ni
estrada da Casa-Forte,defroule do cliaguo.rom muilo
bom banlto, esl pintada e prompla.de bous coiiiino-
dos.para fesla : a tratar na estrada dos Affliclos.iudo
do Maiiguiilio defroule do muro do Sr. Saporti,
segunda casa ; tambem aluga-sc casa dos Afilelos
para a fesla : a tratar na mesma.
Aluga-se urna casa na pooarilo do Monleiro :
a Iralar 110 Caldereiro sitio que foi do Sampaio.
Quem lbe fallar um cachorro d'ggua, procure na
rua Imperial n. 53, que dando os signaes certos lbe
ser entregue.
Os Srs. Iuuoceiicio Pinbero Correa e Francis-
co Mendos Pereira lem cartas c encommendas na
rua larga dp Kosario n. 28, loja.
Aluga-sc o armazem da rua da Praia n. 2, do
patrimonio da vencravel ordem tereoira de S. Fran-
cisco desla cidade : os prcteudentes drijain-se .10
carissimo irmio ministre, pessoa competente para
alugar.
Casada alericao, pateo do Terco n. 1C.
A pessoa competentemente autorisada pelo a fon-
dor, faz vera quem iuleressar possa, que o prazo
marcado pelo regiment muuicipal finalisa-se 110
dia 31 de dezembro prximo futuro, e que depois
nao se chamem a ignorancia.
ioall! r Na loja da rua do Queimado n. 10.
Vende-sc um curso de geometria por
Lacroix: 110 aterro da Boa-Vista, loja de
ourives n. (i8.
- \ende-se superior cera do carnauba : na rba
da Sania Cruz, taberna n. 1.
Vendem-se quarlolas com superior vinho de
Bordeaux : na rna da Cruz 11. 1!).
PARA A FESTA.
Vende-se um bom cavallo ebegado ha 2 dias do
mallo, de cor mellado, com todos os andares e muilo
brando, ardido e muilo boa lisura, est Bordo e sem
achaque ilgnm : quem o pretender, dirjase co-
ebeira do Sr. Jos Piulo da Molla Nuncs, que all
saber com quem deve tratar.
Vcndc-se algebra, Ijeomelria o trigonometra
por Lacrois ; quem precisar, dirija-M ao paleo do
Collesio n. 2.
VenJe-so lio de sapalciro, bom : em casa deS.
P. Joltnston & Companbia, rua da Sensata Nova
n.42.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companbia
em Santo Amaro, aclia-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
rnodello e construeco muito superiores.
Na rua do Vinario n. 10. primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, ebegado de Lisboa pela barca (1ra-
frfo.
Vendem-'c missaes novo* para dizer as missas
da fesla, e seguate de excedente encadernacao :
quem pretender, dirija-se i rua do Cibuga, loja de
miudezas n. 6.
Vendem-se vidros com agua das Caldas da
Kainlia. chegada de Lisboa 110 ultimo navio, c que
be cxcellenle conforto para quem padece de moles-
tias do estomago, ede rbeuinalismo : quem preten-
der, dirija-se bolica de Ignacio Jos do Couto. na
Boa-Vista.
Acha-se a venda diverso! gneros de superior
qualidade rcceiilcmeutc ebegado* de Philadelphia e
por precos eoinmodos. sendo o scguinlc:
30 barril de carne salgada c de porco.
150 ditos de presunto.
6 caifa* com cha hysson.
6 dilas com cha preto.
12 parelbasde ceiba.
6 duzias de baldes piulados.
Vcrniz preto, alcalrao, bren, verniz branco, vas-
sourasde ramo de Irigo.
50 raixas com vnho branco ( Shcrrv ) de urna e
duas duzias cada una.
25 caisas com vinlio do Porlo, bom,,dc 2 duzias
cada urna.
50 duzias de garrafas de agurdente de Franca c
mais frascos rom conservas e fruclas. muito mais lle-
neros approprados para ocra*iao da fesla : os pre-
tcndeiiles podem dirigir-sc ao armazem da rua da
t'.ruz 11. !', de Davs ( C.
W Chapeos para liomem. (&
Na rua Nova loja n. 16, de Jos l.uiz Pe-
chegados &
Vende-se ci^-a de carnauba de boa
qualidade, em porriio e a retalbo : na
rua da Madre de Dos n. o.
A 1.S600 o covado
de seda dequadros de lindos padrps: na loja de
copoldo da Silva Queimz, rua do Queimado 11. 22.
($) Cbapos para senhoras.
(A Na rua Nova loja 11. 16, de .los l.uiz Pe-
/(*v reir *\- Pililo, vndemete os mais moder-
Vj9 no-e ele&ante* chapeos de seda de bloud,
() I6|000, 1*0000 c 2()30(Klis.
I
i
r> reir ci Filho, vendeni-su os mais modernos
W chai
O
apeos com elegantes forma
pelo ultimo navio francez.
Bilheles
Meios dilos
Quarlo*
Oitavos
Decimos
Vigsimos
53500
23800
15500
3800
700
9400
5.-0001000
2:5003000
1:2503000
6253000
5003000
2503000
COMPANHIA DE BEBERIBE.
A administracao da companbia de Be-
beribe, resolveu em sessao de 2- do cor-
rente, por em arrematacao a Laxa dos
cbal'arizes' por bairros, ou em sua totali-
dade, por tempo de um anno, a contar
do I de Janeiro de 1855 ; para o que con-
vida a quem tal arrematacao convier, a
comparecer no escriptorioda companbia,
no dia 12 de dezembro prximo vindou-
ro ao meio dia, com as suas propostas em
carta fechada, as quaes deverao ser de-
clarados os liadores dos concurrentes, pie
poderao obter os precisos esclareciinentos
acerca dorendimento da laxa, no esen-
ptorio da companbia, das! horas da mn-
nliia, as da tarde de'qualquer dia til.
Recife 25 de novembro de 18.") i___O se-
cretario, Luiz da Costa Portocarreiro.
Ollerece-se um rapaz para pralicar de caixero
em qualquer eslabelecimciilo, eiccplo venda ; quem
pretender dirija-se a rua da Assumprao n. 36. 2."
andar.
O padre J0A0 Capislrano de Mendonra, profes-
sor de gcographia, chronologia e historia do lycu
desla cidade, abri no I. do eorrenle, na casa de sua
residencia, na rua Nova 0. 51, um curso de geogra-
pbia e mitro do relborica : os senliores esludantes
que o quizerem frequenlar. podero drigir-se a
incucionadi casa a qualquer hora.
Aluga-se urna casa no Mouteiro a margen* do
110. pintada de novo, com encllenles eoinmodos pa-
ra qualquer familia passar a festa : quem a preten-
der dirija-se a rua da Cadeia do Recife loja u. 53.
, MRSO DE FKA\CEZ.
O bachaiel Witruvio, no 1 do corrente,
abri um curso de francez, para os que
quizerem habilitar-se para o respectivo
exame no principio do anno : os preten-
den tes podem procura-lo na rua das Cru-
zes n. 22. primeiro andar.
Precisa-se de urna ama de lcile forra ou capti-
va : na rua Bella 11. 20.
Precsa-se de urna boa ama de leile, forra ou
captiva : ua rua da Aurora, casa nova junio a do
Sr. (iuslavo Joso do Reg.
Joao Pedro Vogeley, fabricante de pianos, ali-
a e concerla os mesmo* cpm loda perfec,o e por
mdico preco : todas as pessoas que se quizerem uli-
lisar de seu presumo, dirijam-se rua Nota n. 41,
primeiro andar.
Precisa-se de um homem que cnlenda perfei-*
lamente de relinarao : na rua da Cadeia Velha 11. 7,
loja de miudezas.
HJIUCACM DO l:\STITliTO HOltOPA-
TIGO DO BiiASJL.
THESOLRO HOMEOPATU1CO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Melhodo conciso, claro e seguro de curar horneo-
politicamente todas as moletlias i/ue uf/ligem a es-
pecie humana, c particularmente w/uettai que rei-
nan no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de homeopalhia, laulo europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Pinho. Esla obra he boje
recouhecida como a melbor Je lodas que Iratam da
applicarilo hoineopallura no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro tem possui-la e consulla-la. Os pais de
familias, os seahores de cngenbo, sacerdotes, via-
jantes, capilesde navios, scrlanejosetc. etc., devem
Ic-la a milo para occorrer prompUmente a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em bc/icliiira por 103000
encadernados II3OOO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo.Novo) o. OS A.
Aluga-se a loja do sobrado de um andar, no
alerro da Una-Visla, junto a de um culileiro, e con-
fronte a casa doSr. Aulonio Luiz (uriralves Ferrei-
ra, propria para qualquer eslabelecimculo : a Iralar
no dito sobrado, ou na rua da Cadeia do Recite, es-
rciptorio n. 3.
RETRATOS.
No atierro do Boa \ iisla n. 4, terceiro andar,
-coulinua-sc a tirar retratos, pelo syslema crvstalolj-
po, com muila rapidez e perfeirao.
Aluga-se para a festa ou por anuo o sobrado da
rua do Poro da Panella, o qual he muilo fresco c
com muilos bous commodos : no aterro da lioa-\ is-
la n. 17, a fallar com Frederico Chaves.
g M CONIMORIO %
B DO D. CAS ANO VA,
>3{ KLA DAS CKt.ZES N. 2S,
W vendem-se carteiras de hnmenpalbia de lo-
Cg dos os lanianhos, por preros muilo em ronta.
B Elemente! de homeopalhia, 4 vols. 6C00U
* Tinliiras a csrolhcr, rada vidro. lCU<)ft
P Tubos avulsos ti cscolhera 500 c 300
VS Comalias gratis para os pobres.
Jose.Narciso Camello,esta" munido de
procuracao do Sr. Joao Osorio de Castro
Maciel Monteiro, com poderes especiaes
para os negocios que respeitem ao ines-
Precisa-se de urna ama nacional on eslrangci-
ra, cozinheira e cngoinmadeira, para casa de fami-
lia ; no aterro da Uoa-Visla n. 17.
COMPRAS.
(.fj) Seda para vestidos.
Corles de sodas de quadros, goslo csrossez,
com 17 covados, a IttOOO, 2^5000 eaOOO
fV#l rs., dao-se amostras rom peuliores: na rua
3? Nova loja n. 16, de Jos Luiz Pereira &
$
Filho.
Compram-seescravos para se exportar, lendo
boas figuras ; paga-sc bem : na rua Direlta 11. 66.
Comprain-setescravos de ambos os sexos, sendo
bonitos e com habilidades, pagam-sc bem ; assim co-
mo tambem se recebem para vender-se em commis-
sao : na rua Direila n. 3.
Compra-sc peroba de primeira qualidade, em
loros de 7 palmos de comprido ; na destilarlo do
Franca, na praia de Sania Rila.
Compra-se efectivamente bronze, lalo e co-
bre velho : no deposilo da fundirn il'Atiror.i, lia
rua do Brum, logo na entrada 11. 28, c na mesma
fundirn em S. Amaro.
VENDAS.
^_
LOTERA IjE N S. DO LIVRAMENTO.
Andam as rodas dcsta no dia 1G do cor-
rente mez.
Na praca da Intlepandencia lojas dos Srs. Forlu-
nalo, Faria Machado c Arantes, na rua do Queimado
loja de ferragein do* Srs. Souza ci Freir, c praca
da Boa-Villa, loja de cera do Sr. Pedro Ignacio
Baplista, ncham-se i venda o bilheles e cautelas da
lotera cima aos preros abanos, cojos bilheles e
meios bilheles sao pagos por uteirn sem o descont
dosoito por cenlo da le nos premios grandes,
liilltctes inleirrs 59500
Meios bilheles. 2980O
Vende-se nm braco de balanza, grande e de
concha-, com alguns pesos : confronte ao Rosario
11. 3'J, A.
CAL VIKGEM.
Na rua da Praia 11. 43, se vende a muilo superior
cal vir-oin de Lisboa, ctn barricas de 4 l arrobas
por menos que em oulra qualquer parle. Na mes-
ma rasa se dir quem troca (compra) urna imagem
de N.Senhora das Dores, se for muilo perfeila nAo
sa olha a preco.
LfQMDACA'OA DINIIEIRO A VISTA.
Cambraia* franrezas muilo finas, padroes
modernos o covado........ :14o
Ditas, ditas, ditas padroes escaros. 300
Cortes de cambraia* de seda com babados,
muilo modernas n........15^000
Chitas francezas bonitos goslos, o covado. 240
Dilas para coherlas bous goslos e fina:
o covado........... 180
Madapolao muito lino, pecas de 20 varas a
31600 e.....'......'13OOO
Meias rruas para homem muito boas, o
par............. 180
l.nvas de rede sem dedos para senhora o
par.........'. 320
Corles de casemira de cores muito bonitos
padroes a ..........45500
Chales de relroz muilo grandes a 169000
Lencos de reros a........ 800
Ditos de cassa para mao de senhora a 140 e 180
Chapeos francezes os-mais superiores a 65OOO
Palitos de alpacas de lfla mesclados a tR>iOO
Romeiras de tilo de todas as qualdades, e oulra*
mullas fazendas que se "venden! por presos muilo
baratos para acaDar, eque seria ciifadnnho mencio-
nar, podendo-se assigurar aos freguezes que nao dei-
vam de fazer negocio Irazcndo ilinbeiro: na rua do
Qucimad n. 7, loja da estrella da Gregorio & Sil
veira.
SACCASDE ARROZ DE CASCA \
2.S800 RS.
Na rna do (Jueimado u. 7, loja da estrella, ven-
de-se saccas de arroz 'de rasca a 2jS0O rs., e que-
rendo porrao f,iz-se alguma diflereura no prero. os
pretcndenles poden ver as saccas no trapiche do
Cilnha.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior arinlia de mandio-
ca, em saccas (pie tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armn/.ens n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e 110 armazem deronte da porta da
altandcga, 011 a tratar no escriptorio de
Novaes & C., na rua do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
RICOS |Cn\LES DE SEDA.
Na rua do (Jueimado loja n. 40. vendem-se cha-
les de seda, padroes novo*, a rQOOO, 12S00O, 145000
e 1. mK rs., chales de merino a o->~)00 rs., dilos de
laa prelos a :l.~itKl r*.
LRDAS CASS\S FRVINCEZAS K
\\i\ RS. \ VAR
\ ende-se na rua do Queimado toja u. 40, cassas
francezas a 410 rs. a vara, corles de cassa chita a
19600 rs.. seda acbamalotada de cores e prela a ftOO
rs. o covado, luvas de seda para menina, c outras
muilas fazendas por barato prero.
NOVAS INDIANAS DE SEDA ESCOS-
SEZAS A 800 RS. 0 COVADO.
Cliegou pelo vapor Setern, urna fazenda inleira-
mente nova de seda escosseza, com o lindo nome
de Indiana, que Bfelo seu brllio parece seda, pelo di-
minuto proco de 800 rs. o covado : na loja da rua
do Queimado n. 40.
Lindos cortes de lanzinlia para vestido de
senhora, corn 15 covados cada corte, a
.SOO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla pan
a Caieia.
MoinhoB de vento
"ombombasdcrepuxopara regar borlase haxa,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brumas. 6, 8e 10.
grande sortimento de brins para
calcas e palito1.
Vende-sc brim trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a 700 c LJO00; dito mesrlado a
15400 ; corles de fustao branco a 100 rs. ; dilos de
cores de bom goslo a HOO rs. ; ganga amar ella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corle* de cassa chita a
-25000 e 25200 ; lonco- de cambraia de hubo gran-
des* 640 ; dilos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de linho do l'orlo para rosto a 145000 a duzia ; di-
tas alcoxoadas a 109000 ; guardauapos tambem alco-
Mi.tdos a 39600 : na rua do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
portanlo, vcndeiu-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de laa a 19400; ditos sem pello a 1J200;
ditos de tpele a 1C200 : na rua do Crespo n. 6.
RUA DO CRESPO N. 12. 9
Vende-se nesta loja superior damasco de 04
i'.D seda de cores, sendo branco, encarnado, roso, @
53 por prero razoavel. b
\ endenz-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
arma/.em de N. O. Rieber&C,, rua da
Cruz n. \.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira prela e de cor para palitos por
ser muito leve a 25600 o covado. panno azul a 35 e
45000, dito preto a 35, 39500, 4J, .-* c 5500. corles
de casemira de goslos moderno* n 68000, seliin pre-
til de Mac.io a 39200 e 49000 o covado : na rua do
Crespo n. 6
OBRAS DE LABYRINTHO.
Acham-se i venda por commodos precos ricos len-
cos, loallias e coeiros de labyrinllio, rhgados ulli-
i........ni,- do Aracaly : na rua da Cruz do Recife o.
34, primeiro andar.
Com toque de a varia.
MadapolSo muilo largo a 39000 3(500 r*. a pe-
_ca:-na ru.i do Crespo, loja da esquina que volla pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
' Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8^000, 12S000, l-i-fOOO e I85OOO
rs., manteletes de seda de cor a 11 ,s000
rs chales pretosde laa muito grandes a
.S0OO rs., chales de algodao e seda a
18280 rs.
Deposito de violto de cham- ^
pagne Chateau-Ay, primeira qua- M
fc lidade, de propriedade do condi M|
e9k de Mareuil, rua da Cruz do Re- m
- cife n. 20: este vinho, o melhor
f9 de toda a champagne vende-
gj sea 368000 rs. cada caixa, acha- fc
- se nicamente em casa de L. Le-
W comte Feron & Companbia. N. B.
9 As caixas sao marcadas a fogo
B Conde de Mareuil e os rtulos
S das garrafas sao azues.
Vendem-se em casa de S. P. J ohn.su
ton t C., na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarraiado.
Sellins nglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de o airobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bi-onzcados.
Despcnceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para lorio.
Cobre de forro.
PANORAMAS PARA JARDIM.
BVunn Praeger&C.na- rua da Cruz
n. 10, receberam e vendem um sortimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
nhos e cores, que formam o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meto do jardim, como se nsa hoje na Eu-
ropa, nosjardins do borr. gosto.
Brunn PraegeriS; C, na sua casa rua du
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizontaes como verticaes,
dos melhores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens ecom moldu- ,
'a 1 lo ura da
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciaes.
Cadeiras c sol'a's para terracos e jardins.
Oleados de ricas pinturas "para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores, de dill'erentes qualidades.
Presuntos.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
,
I
\
!
:
\

m

?;
. Bonito cabriolet.
Vende-sc na rua Nova, por baila da c-
mara municipal, cocheira do Sr.\}uutciro,
cojo he descoberlo com bou* arreos: ludo
por preco commodo, c a vista fai f.
AOS SENHORES DE ESENHO. '
Cobertores cscuros muito grandes e.encorpados,
ditos hranens com pello, muilo grandes, imitando os
de laa. a I-Itio : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
NAVALHAS A CONTENTO E TESORAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abren, conti-
nuam-se a veuder a SsOOO o par (preco 6w>) as in
bem conhecidas e afamadas navalhs de barbo, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alem de durarem estraordia-
riameiile, naosesentem no rosto na accSo de cortar ;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, po-
derem o* eoir.pradore* devolve-la al 15 dias depois
pa compra reslluudo-se o importe. Na mesma ca-
fa ha ricas lesoiirinlias para unhas, feilas pelo mes
ino fak'icanle.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-sc superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senliores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron 4
Companbia.

A

V
vi
Quartos . . 19500
.Oitavos . . 800
Decimos. . . 700
A igesmos . . 400
m
:i@fS
mo seu" constiluiute, e passar quitantes e
quaesquer outros documentos, seja em
juizo ou lora delle, e nenhuma oulra qui-
tacao. nenhumoutro documento tera' vi-
gor.
Aluga-sc a casa do Sr. Caneca, na Pass*gein da
Magdalena, entre as duas ponles : quem a preten-
der, dirija-se > rua do Padre Floriano, sobrado n.
71, segundo andar, que achara com quem tratar.
F0LH1NHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
tolhinhas impressas nesta typographia,
tanto de algibeira, como de porta, sendo
eslasa i (M> rs., e aquellas a 520; e breve
estarao promptas as ecclesiasticas e de al-
nianak: na livraria n. 0 e 8 da praca da
Independencia.
COM TOQLE DE AVAR1A.
Chitas escuias e lixas a 4$500 e .">sOO
rs. a peca : na rua do Crespo, loja da
esquina que volt.-, para a cadeia.
Vende-sc utna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica
da ha pouco lempo, cin chaos proprios,
com basantes commodidades, cocheira,
estribara, etc., etc.: (|uem pretender
comprar este predio, dirija-sc a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se ara(
qualquer negocio.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA-
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior polassa da Rus-
sia eamericana, ecal virgem, chegada lia
pouco. tudo por preco commodo.
*TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, c tanilicm no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, c dcl'ron
te do Arsenal de Marinha na' lempre
um grande sorliniento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandgs, petnienas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evistem quindastes, para carrejar ca-
noas, ou carros livres de
1,
despeza.
O
precos sao' os mais commodos.
FRASCOS DE .VTDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortiment do tnmanho de 1 a
12 libras.
i'endem-se na botica de Ilartholomeit Francisco
de Souza, rua larga do Rosario n. 3(i, por menor
prero que m oulra qualquer parle.
. A Chales de seda, manteletes c rapoliuhos (A
os mais modernos c melbor goslo, camisas 'v
&. c romeiras f^. lio/.: na rua Nova loja n. 1, de Jos Loil j,
|B Pereira cv lilho. (>>
No Bazar PcrnaintAirauo, vendem-se camisus
de retro; a 149, romeiras pretas r malisadasa 89,
vestidos de selim brinco bordados develudo por 508,
maulelole* de cambraia bordados a 5J), camisinhas
de dila dito a 1^10, litas de lodas as larguras muilo
baratas, hicos a iinilaeao (los de linho, dito* de seda,
ditos de linho, tambem muito baratos, ricos jaqueis
nprdados para meninos de cinco a sele annos, c ou-
tros muilos artigos que s nao comprara quem nao
liver dinheiro-
Vende-se urna morada de casa de pedra e cal
na poyoacao dos Afosados, rua do Molocolomb n.
36, assim como um sitio no lugar do Peres com urna
pequea casa de madeira, coulcodo no mesmo fruc-
Icirasde diversas qualidades c anula nova*, cercado
de espinho: quem pretender, dirija-se i casa do pro-
prielario, no paleo da Paz II. 7.
Aos esludantes de preparatorios.
Vendem-se os seguintes livros em bom eslado :
urna geometria do Lacrois pur 8900:1 nina chrono-
logia de Ueriiariliuo preiic por I9.1OO ; urna dila
porA'clle por (iit) ; urna poelica por Fonsera por
2)0u0, un coinpcinlio de -eographia por Veller. por
39OOO, direilo civil por Mello Freir, quasi novo,
pur 4.50O, stiras de Biolean por I;|IHI, viagem ao
redor de ineu quarlo por (i'.O : na rua do Collccio,
hija de encadernacao n. 8, do Nogueira-
lioaveulura los de Castro Azevedo, com loja
e fabrica de chapeos, na rua Nova 11. '>>, qncrendo
acabar com os rstenles de miudezas e calcados, Bala
disposloa vende-Ios por muito menos dos seus cusios,
como provn pelos precos abaixo mencionados : bor-
zegilins nglezes para senhora, pelo diminuto preco
de 28000 ; Hpatosdeeordevao.delastre a 19000;
dilos de duraque a 800 rs., ditos francezes de bezer-
ro para homem a 500, dilos para menino, obra
nova e muito fortes a 9240, Icncinhos de cassa para
na.1 a -.MO, meias muilo lina* para senhora a 30,
360 e 00 rs., (lilas para homciii a 160, -KM c 10,
caisinhas com alneles cabera de chrislal de lodas
M cores, proprios para mmenlos das senhoras a
400 1 .. sapalinlios de Ira para meninos a 300 is.,
(oucas de dita do ultimo goslo a 5<0, brreles de re-
tn.z iberio* para meninos a f(MI, abotoaduras para
palitos a 1(10, ricos estojo* de ccovas, que s a cai-
tinba vale o dinheiro a 90tH),houeles de aleado a
720, chapeos de fellro francezes cor de ganga ama-
rclla a 9000, dilos de palhinlia para hoinense me-
ninos de ambos os sexos a 9OOO, bonetes francezes
de velbulina escocezaa 720, corrente* para relogio
de ouro da California a 2*4000, raixinhas de clcheles
a 60 rs., e outras muilas fazenda que nao as men-
ciona par.1 nao tornar o annuucio enfadonho ; a ellas,
freguezes, que o lempo he proprio.
SACCAS GRANDES.
Vende-se farinha de mandioca em saccas grandes,
por pre^o barato, para acabar : na rua da Cadeia do
Recite, loja de Raslos iGancalves.
hmi l COMMODO.
Cassas de panno e cores fini-simas, pelo baralissi-
mo preco de 300 rs. a vara : na loja do Sobrado ama-
relio, na rua do Queimado u. 29, de Jos Moreira
Lopes.
Ao bom e barato.
Alpacas de seda para vestidos, do melhor gosto
possivel, c cassas organdiz, fazenda do* melhores
desenlio que lem viudo a esta praca : ua loja do so-
brado amarello, na rua do Queimado n. 29, de Jos
Moreira Lopes.
lirande sortimento de palitos francezes.
Chegaou pelos ltimos navios viudo* de Franca,
um grande sorlimenlo, de palitos, sendo de seda a
I290OO, de laa, de panno, de alpaca de cor e preta,
de brim branco c de cor, de ganga superior, e ou-
Iras muilas qualidades ; assim como calcas, colleles
e palitos de meia laa de quadrinbos, colleles de fus-
tao ele. ; ludo se vende por piceos muito razoaveis:
na rua do Coliegio i.. 4, c na rua da Cadeia do He-
rir n. 17.
Malas para viagem.
la um grande e novo sorlimenlo de todos os la-
inanhos. por mdico preco ; na rua do Coliegio u. 4,
Vende-se superior cbocolate fran-
cez, por preco commodo: na rua da Cruz
11. i, primeiro andar.
yende-se superior Kirche e Absintlie
verdadeiro de Suissa : 11a rua da Cruz n.
2(i, primeiro andar.
Yendein*se aberturas francezas, pa-
ra camisas de linlio e de madapolao, por
preco commodo: na rua da Cruz n. 2ti,
primeiro andar.
Vqnde-se urna boa casa Ierren em Olinda, rua
da bica le S. Pedro, que faz esqniua com o cercado
demadeira.com 2 porla* e 2 janellas de frente, 3
salas, 3 quarlos. eozinha grande, copiar, estribara,
grande quintal lodo murado, com portao e cacimba,
muilo propria para se passar a festa, mesmo para
morar lodo o anno : a Iralar no Recife, rua do Col-
iegio u. 21, segando indar.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior ccmeulo em barricas grandes ;
assim romo lambem vendem-se as linas : alrazdo
jheatrq, armazem de Joaqui-n Lopes de Almeida.
PURA ACABAR.
Vendem-se cassas francezas de cores litas, e lin-
dos padroes, pelo baralistimo prcc,o de 140 rs. o co-
vado : 11 a loja do tiumaracs Ov Henriques, ruado
Crespo 11. .">.
Na loja d rua do Crespo 11. 6, lem um grande
sorlimenlo de caixas para rap a emtalo dts de
tartaruga, pelo mdico preco de 1>280 cada urna.
CONDECIDO DEPOSIT DE POTASSA
E CAL.
Na rua de A pollo armazem n. 2 li, con-
lintia a ler superior polassa da Russia e
de Janeiro, e cal de Lisboa
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja do esquina que volla para
a Cadeia, vende-sc pauno preto a 29400, 29800, 3,
39500, 49500. 59500, 65OOO rs. o covado.dilo azul.
2. 28800, 4. 6, 78, o covado ; dito verde, i 298OO,
39500, 40, 5 rs. o covado ; dito, cor de pinhao a
49500 o covado ; corles de casemira prela frauceza e
elstica, i 79500 c 88500 rs. ; dilos com pequeo
defeilo. 69500; dilos inglezeufestado a 59OOO ; ditos
de cor a 4,9, 58500 6) rs. ; merino preto a l, 18400
o covado.
Acuciada fcdwin Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companbia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelo* os mais moder-
nos, machina horisotital para vapor com forca de
i cavailoa, cocos, pnsandeiras do ferro eetaobado
para casa de nurgar, por menos prero que os de
colire, esco-veus para navios, ferro da Succia, fo-
Ihas de (landres ; tudo por barato prero.
Vende-se excellente laboado de pinho, recen-
tcmento chegado da America : na rul de Apoliu,
trapiche do Ferreira, a eulcuder-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas francezas a 320 o covado.
Ne rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
gosto. a 320 o covado.
Na rna do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da Amrica. < >
Potassa.
Nniiiiign deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo soperior potassa da
Russia, americana c do Itio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar contas.
Ber*o*ito da fabrica de Todo* o* Santo* na Baha
\eii(te-se, emeasa dcN. O. Bieber &C, oa rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquclla fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Lo\*-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para enfjenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguintes vinhos, os mais superiores que tem vindo a
este mercado,
l'orlo.
aBucellas,
\erez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por prero muito em conla.
DEPOSITO DE CAL 1)E LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife o. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, rcccntemculc chegada.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus pcrlences, em bom uso e de 2,000 libra* : qoem
a pretender, dirija-se ti rua da Cru*f armazam 0.4.
PBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverenditsimos padres capuchiubos de N. S. da l'c-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceirao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c de N. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 19000.
Completos sorti mentos de fazendas de bom
fjosto, por precos commodips.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia. vendem-se corle* de vestidos de cambraia de
seda com barra c babados, 88000 rs. ; dilos com
llores, ;i 78, 98 o 109 rs. ; dilos de qoadros de bom
gosto, i 119 ; cortes de cambraia franceza muito li-
na, li\a. cun barra, !) varas por 19500 ; corles de
cassa de or com tres barras, de lindos padroes,
3-9200, pecas de cambraia para cortinados, comB,1*'
varas, por 3*4600, dilas de lamagcni muito linas, 11
63 : rambraia de salpico* miudinhos.branra e de cor
muito fina. *80O rs. avara ;aloalbado de liulio acol-
xoado. ;i OO a vara, dilo adamascado com 7 '. pal-
mos de larguia, ;i 2j20e 39500a vara; gauga ania-
rella liza da India muilo superior, ti 400 rs. o cova-
do ; corles de collelo de fuslo alcoxoado e bou" pa-
drees lixn, 800 rs. ; lenco de cambraia de iinlio
i 360 ; dilos grandes finos, a 600 rs. ; luvas de sed
brancas, de cor c prelas muito superiores, i 1600 rs.
o par : dilas lio da Escocia a 500 rs. o par.
Vende-se urna taberna na rua do Kosario da
Boaf\'isla 11. 47, que vende muito para Ierra, o*
scus fundos sao cerca de 1:2009000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim Ihe convier :
a Iralar junto a alfandega, travesea da Madre de Dos
armazem n. 21.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no litigue
portuguez Tarujo III, ebegado no dis
5 do corrente :"*na praqa do Corpo Santo
n. 11.
FARINHA DE MANDIOCA.
\ ende-c a bordo do brigue Conceirao, entrado
de Sania Calharina, e fondeado na volla*da Forle do
Mallos, a mais nova farinha que exisle hoje no mer-
cado, e para porches a tratar no, escriptorio de Ma-
- Guerra Jnior, na rua do Trapiche
unel Alves
u. 14.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento de>
assucar, acia-se a venda, em latas re O
libias, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa, de
N. O. Bieber & Companbia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se utoa rics mobilia de jaca
randa*, com consolos e mesa de tmpo de
mar more branco, a dinbeiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Coliegion. 25, taberna.
Na livraria da rua do Coliegio n. 8.
vende-se urna escollada colleccaodas mais
brilliantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melboresque se podem a-
char para fazer um rico presente.
Em, casa de J. Keller& C, na roa
da Cruzn. 55, lia para vender 5 exced-
ientes pianos vindos ltimamente de llam-
burgo.

1



RUA DO TRAPICH N. JO.
Emeasa de Patn Nasli & C-, ba pa-
ra vender:
5 Sortimento variado de ferragens.
Amarras de fcri-o de 5,quartos ate I
^ polegada.
Champagne da melhor quulidade w
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
Devoto ChristSo.
Sabio a luz a 2.a edicao do livrinho denominado
Dcvolo Chrisiao.mais correcto e icrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac,a di In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes aclchoadas,
brancas e de cores de um panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se oa rua do Crespo, loja da
esquina qoe volla para 1 cadeia.
Rio
em pe-
dra : ludo a preco que mjtito satisfar
aos seus antigos e uovos fregw "es.
fflMESTO ROMANO BRAMO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, ctn barricas c as linas : alraz do tbeatro, arma-
zem de laboas de pinho.
Venle-se um cabriolet com robera eos com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par* ver, no alerro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segciro, e para Iralar iiollecife rua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, ponan-
do o chafan/. continua haver um
completo sortimento de tai-.as de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjain, quadrilhas, valsas*, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
ebegado do Rio de J?nero.
ESCRAVOS FGIDOS.
No di* quarls-feira, 29 de novembro prximo
passado, desappareceu orna escrava rabr. crioula,
de idade 20 anuos, pouco mais ou menos, bstanle
alta, pescoc.0 comprido, um lano queixuda, peilo*
em p, caliclloscarapinhados, nao muito, corpo bem
espigado : quem a pegar leve-a i rua da Concordia,
armazem de madeira* de Primo Feliciano da Cosa,
a fallar com Francisco Correa de Amorim.
No dia sexta-feira 1 de dezembro
corrente, desappareceu um molequc cri-
otilo de nome Joao, com idade de 16 an-
nos, estatura regular, cor bem retinta e
o'hosgrandes, levou camisa de riscadode
algodao azul muilo desbotada, e calaa de
algodao azul tambem desbotada : roga-se
as autoridades policiaes e capitaes decam-
po, a captura do mesmo, e mandarem-o
a ruada Cruz n. 26 primeiro andar, 011
ao sitio-do Chora-Menino, entrega-lo-ao
seu senhorFCotilon, que recompnsala"
cora generosidade.
lOOJSOOO de gratificaran.
Desappareceu no dia 8 de selemhro de 1854 o es-
cravo r: mulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ler 30 a 35 anuos, pouco inai* ou men.
uascido em Carita Novo, d'nnde veio ha lempos, be
muilo ladino, cosluma trocar o nome c iulitular-su
forro ; foi preso em fin* do anno de 1851 pelo Sr."
delegado de polica do termo de Seriuliaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
inelti lo parn cadeia desla cidade a ordem do Illm.
Sr. deseinburgador chefede polica com ofllciode2de
Janeiro de 1852 se verHicou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sant'Anua, morador
no engenho Cail, da comarca de Santo Anlo, do
poder de quem desappareceu,escudo nutra vez cap-
turado e reeolhido u cadeia desla cidade cm9de
agosto, fui ahi embargado porexecucao de Jos Dias
da Silva (juimaracs, c iillimamenle arrematado em
praca publica do juizo da secundo vara de.la cidade
110 dia 30 do mesmo mez pelo abaixo asignado. Os
sicnaessao os seguintes: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo recular, cabellos prelos e rarapinha-
do, cor amolalada. olhos cscuros, nariz grande c
grosso, beico* grossos, o semblan le fechado, bem bar-
bado, com to'dos os denles na frente : roca se, por-
tanlo, as autoridades policiaes, capitaes de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprebenderem e
ni ni i.irem nesta praca do Itecife, na roa larga do
Uo-ano n. li. que receberao a g^alificacao cima de
I0U3OU0 ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel de Almeida Lepes.
l'ERN. : TVP. DE M. B. DE FARIA. 1854

'i
a
^
\
^


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