Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01235


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Full Text
ANNO XXX. N. 282.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBADO 9 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
iiiem
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O-
Becife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Marlins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
dones ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da N.iiivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquira Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. AntoniodeLemosBraga;Ceai, oSr. Vic-
toriano Augusto Borgcs; Maranhao, vSr. Joaquini
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jsa Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2 a 27 3/4 d. por l&OOO.
Paris, 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por i00.
< Kio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebalc.
Ac;es do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Onjas hespanholas* . . 299000
Modas de 65400 velhas. . 169000
de 69400 novas. . 169000
de 49000. . 99000
Praia.Patacoes brasileiros. . . 19940
Pesos columnarios, . 19940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito c Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 e 28.
Goianna c Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PKEAMAH DE llOJE.
Primeira as 7 horas e 42 minutas da manhaa.
Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas c quinlas-fclras.
Relacao, terijas-feiras o sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia.
2" vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
BB*
EPI1EMERIDES.
Dczbr. 4 La cheia ao 44 minutos e 48
gundos da tarde.
12 Quarto minguante s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 La nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos Ja tarde.
26 Quario cresccnte a 1 hora, 21 mi-
nutos o 48segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Barba v. m.; S.Pedro Chrissologo
5 Terca. S. Geraldo are. ; S. Sabas m.
6-Quarta. S. Nicolao b. ; S. Leoncia ni.
7 Quinta. S. Ambrozio are. doutor da igreja.
8 Sexta, ijog Conceicao de SS. Virgem M. de D.
9 Sabbado. S. Reslituto b. ; S Ropiano m.
10 Domingo. 2* do advento. S. Melchiades p.
S. Eulalia v. m. ; Ss. Victoria e Barzabas.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 4 dedeiembro.
OfucioAo E im. presideDle do Maranhao.Para
lalisfazer ao que servio-se V. Ejc de incombir-me
por oflicio de 19 de oulubro ultimo, convidei a vi-
ren! a este palacio os proprielarios das duas fundices
existentes nesta cidade, e dando-lhes sciencia do
eonleudo no citado oflicio, declararam ambo que
nio lhes conviulia a proposla para eslabelecerem ama
fundicao oessa capital, por lhes nao fazer conla de
modo algum, nao olulante o favor garantido pela lei
provincial de que V. Exc. manda copia.
Sentindo nao ser satisfactorio o resallado de seme-
ntante incumbencia, devo assegorar V. Exc. que
sempre me achar promplo part o camprimento de
ais ordene, qaer relativas ao servirlo publico, qaer
ao particular de V. Exc.
DitoAo cummandanle das armas, Iransroiltndo
por copia o aviso da repartirlo da guerra de 14 de
novembro ultimo, eoncedendo passagem para o nono
batalho de infanlaria ao soldado do oilavo da mes-
ma arma, Antonio Xavier Machado.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, re-
commendando a expedicao de suas ordens, para que
na recebedoria de rendas internas seja recolhida a
importancia dos direilos e emolumentos, que segun-
do a nota que remelle por copia teem de pagar Jos
Theodoro de Sena, Antonio Ignacio da Silva e Ma-
Doel Cimillo Pires, este pela Hornearan de teneole-
coronel commandante do batalho de infanlaria da
guarda nacional do municipio do Cabo, e aquelles
pela reforma qae obliverim no posto de major.
Sota que se refere o of/icio supra.
Manotl Gamillo Pires.
Direilos. 809000
Sello..... 9160
Emolumentos. 169000
Jos Theodoro de Sena.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos.
Antonio Ignacio da Silva.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos.
969160
35p)00
9160
149000
499160
359000
9160
149000
499160
Communicou-so ao commandante superior do Cabo,
quanlo a nomearo do 1.
DitoAo mesmo, transmittindo por copia o aviso
circular do minislerio da juslica de 24 de nuvembro
ultimo, no qual se lembra ;i remessa da demonstra-
do da despeza qae durante o ejercicio de 1853 a
1854 se tem fello nesta provincia catiro servico da.
qaelle ministerio.
Portara Nomeando, de eonformidade com
proposla do lenle coronel commandante do bata
Ih.n de guardas nacioaaea da freguezia deTijocupa-
po, aos cidadaos abano declarados para oOlciaes do
mesmo balalho.
Eslado-maior.
Tenenle-qaarlel-meetre.Jos do Albmruerque Ma-
ranhao.
Alferes secrelario.Ignacio Benlo de Araujo.
Diloporta-bandeira.Aristheo Finheiro de Men-
donca e Souza.
1." companhia.
CapiUo.Jos de S Albnquerque Mello Gadelha
Janior.
lenteMinoel Rodrigues Ventara.
AlferesGnilherme Francisco de Piola Moote-
Negro.
Dilo.Lucio Catar Marinho Falco.
2." companhia.
CapiUo. Joe ..tibeiro Campos de Vasconcelos.
Tenento.Manoel Monteiro nVOlivcira.
Alferes.Erueslo Brasiliino da Cunta L'cha.
Dilo.Antonio Goma Chacn de l.tlo.
3i" companhia.
Capilao.Anlosrro dos Sanios de Medeiros.
Tenante.Gervazio Soares de Medeiros.
Alferes.Carlos Soares de Medeiros.
Dilo.Jos Francisco de Sonza Ayres.
4.a companhia.
CapHSe.Francisco Becerra de Figaeiredo.
Tenante.Joao Dias da Silva Couliuho.
Alferes.Ignacio Jos Marlins da Costa.
DitoMauoel Antonio de Albaqaerque.
5.* companhia.
Capilao.Manoel Cavalcanti de Albuquerqoe Ga-
delha.
Teuenle. -Flix Antonio de Souza Cosa.
Alferes.Este vao Jos de Souta Costi.
Dito.Baeilio Marlins da Costa.
6." companhia.
Capilao.Eduarda Daniel da Silveira Machado.
Teneole.Joaquim Jos de Mello Jnior.
Alteres.Elilerno Daniel de Araujo Machado.
Dito.Beolo Ribeiro da Silva.
DitaNomeando, de eonformidade com a propos-
ta do lenle-coronel commandante do batalho de
guardas nacime da freguezia de Jlamb, aos ci-
dadaos ibaixo declarados para olTJciaesdo mesmo ba-
talho.
Eslado-maior.
Tenenle-quarlel-meslre.Jos Teiieira Borba.
Alferes secrelario.Manoel Antonio de Albnquer-
qae.
Dile> porU-bandeiraFelisario (iomes Chacn de
Lea.
1.* companhia.
Capilao.Antonio Goncalves de Oliveira.
lenle.Manoel da Cunha Cavalcanti.
Alferes.Virginio Gomes Feilosa.
Dito.Claudio Jos de Araujo.
2.' companhia.
Capilao.Joaquim Jos Gome de Oliveira.
Tenenle.Manoel Correa de Oliveira Lima.
AlteresJoio Tavares de Mello.
Dilo.Antonio Correa de Oliveira Jnior.
3.companhia.
CapiUo.Francisco Antonio da Silva Valenle.
Tenenle.Joao Alves da Rocha.
Alferes.Luiz da Veiga Pessua Cesar Jnior.
Dito.Chrislovao Vieira LeilSo de Mello.
4. companhia.
Capilao.Augusto Germano de Albuqerque Gus-
mao.
TenenleManoel Guedcs Correa Gondim.
Alferes. Antonio Loureuco de Araujo Lima. *
Dito.Antonio Carneiro de Mesquila Cavalcanti.
5.' companhia. *
Capilao.Claudioo Vello/o Freir.
Tenenle.Paulino Vellozo Freir.
Alferes.Cosme Ignacio de Araujo Lima.
Dito.Jorge Clcmentino de Araujo Lima.
6.* companhia.
Capilao.Jeronymo Cavalcanti de Albuqjnerqwe,
Tenenle.Joao Ferreira da Silva.
Alferes.Antonio Jos Broa da Silveira Jnior.
Dito.Alexandre Manoel da Maadonca.
7.' companhia.
Capilio.Antonio Gaedes Gondim.
Tenenle.Antonio Guedes Correa Gondim.
Alferes.Jos Nunes Camello Pesioa.
Dilo.Augusto Cesar de Albuqerque.
8.a companhia.
Capilao.Anselmo Pereira de Lacena.
Teneule.Pedro Barbosa Cordeiro Jnior.
Alferes.Joao Jacintho Rapozo Jnior.
Dilo.Feliciano Dias de Jess.
Communicou-se ao commandaule superior de
Goianna.
OflTcio Ao Exm. presidente do Espirito-Santo,
aecusando recebidos os ilous eiemplares que S. Esc.
remellen dos actos legislativos da assemblca daquel-
la provincia, promulgados na leasao ordinaria do
correle anno.
Dilo Ao Exm. commandante superior da guar-
da nacional dn municipio do Recite, recommendan-
do a expedirlo de suas ordens, para que drnosme
guarda nacional marche para;a frente da igreja de
Noesi Senhora da Conceicao dos militares, no dia 8
do correte, s 9 horas da manhaa, urna brigada
composla de tres corpos, afim de assislir a Testa da
mesma Senhora, c permanecer na referida igreja at
que se flnalise o Te-Deum a noile, maudando S.
Exc. receher no arsenal de guerra, para o que ficam
expedidas as convenientes ordens, o carluxame de
mosquelaria que for preciso para as salvas da /esla.
Expediram-se as ordens de que se Irala.
Dito Ao mesmo, para indicar as despezas do se-
gundo balalho de infanlaria sob seu commando su-
perior, que com preferencia devem ser pagas, vislo
restar apenas dos 9:0009000 rs. que foi elevado o
crdito concedido para as despezas da guarda nacio-
nal desla provincia no correle exercicio a quinlia
de 2:7569960 rs.
Dilo Ao coronel commandante das armas, re-
metiendo por copia o aviso da reparticao da guerra
de 24 do novembro ultimo, no qual se determina
que siga para a corte quanlo antes o alferes do te-
gando batalho de infanlaria, Jos Joaquim Rodri-
gues Bragada. Communicou-so thesouraria de
fazenda.
Dilo Ao mesmo, transmillindo por copia o avi-
so do ministerio da guerra de 21 de novembro ulti-
mo, eoncedendo passagem para a companhia fixa de
cavallaria desla provincia ao soldado do quarto ba-
talho de arlilharia a p, Fortunato Jos Vctor.
Dilo Ao mesmo, enviando copia do aviso da re-
parliejio da guerra de 20 de novembro ultimo, no
qual se determina, que nao s se proceda com toda, a
urgencia a liquidado das caitas dos corpos a presentara m con (as, mas lambemse faca entrar pa-
ra os cofres da thesouraria de fazenda pela quinla
parle dos sidos as quanlias que deverem os ofTiciaes
s ditas caixas, com cspccialidudc s de fardameulo,
remeltendo-se s (hesourarias das provincias onde se
acharem alguns desses ofOciaes as contase domnen-
los para all se proceder a liquidnro e arrecadacao
de sua importancia.Igoal copia se remetleu i the-
souraria de fazenda.
Dilo Ao mesmo, transmillindo para ler o con-
veniente destino, a guia do lenenle do 10. batalho
deiafaalar, Mr^-yln Jos da Rocha, qu* ve
para esta provincia, a reunir-so ao seu corpo. Par-
cipou-se ao Exm. presidente do Amazonas.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
eemraanicanr'o que com aviso da ministerio da fa-
zenda de 23 de novembro ultimo, loi remedido a
presidencia, afim de ter a deridt execucao, o titulo
de nomeacao de Augusto Joaquim de Carvalho para
praticante daquella thesouraria.
Dilo Ao capilla do porto, transmillindo por co-
pia, afim de terem a devida publicidade, nao s o
aviso da reparticao da marinha de 14 de novembro
ultimo, na* tambem a tradcelo do exlraclo da Ga-
zeta de Londres de 29 de setembro ultimo, eonleu-
do a notificacao do bloqueio estabelecido pelas for-
te navaes combinadas de Inglaterra e Franja as
praeas e portos russos do Mar-Branco.
Dilo Ao juiz municipal da primeira vara desla
cidade, inteirando-o de haver designado a S. me.
para, no dia 16 do correle, presidir ao andamento
das rodas da lerceira e ultima parle da sexta lotera
a beneScio das obras da igreja do Livrimenlo.
Communicou-se ao thesoureiro das lolerias.
Dilo Ao mesmo, transmillindo, para ler o con-
veniente deslino, a guia do sentenciado militar,
Francisco Antonio da Silva, qne se acha sua dis-
PosqSo a bordo do vapor S. Salvador, onde lleve S.
me. manda-lo receher hoje mesmo. Fez-se o ne-
cessario expediente a respeilo.
Dito Ao commandante do corpo de polica, de-
clarando haver expedido ordem thesouraria pro-
vincial para pagar a importancia da conla que S.
me. remelteu da despeza feila durante o mez de no-
vembro ullimo com o sustento dos dous clcelas em-
pregados no servico da lmpeza e asseio do quarlel
daquelle corpo.
Dilo Ao administrador do correio, transmillin-
do por copia o aviso da repartido do imperio diri-
gido em 25 de setembro ullimo ao director geral dos
correios, communicando que o governo imperial an-
nuio que se estendam companhia de linha de Li-
verpool as mesmas disposicoes do accordo de 12 de
Janeiro do anno prximo passado, que regula o ser-
vico das malas transportadas pelos paquetes da com-
panhia real da Graa-Bretanha.
Dilo Ao mesmo, declarando, de eonformidade
com o que requisitou o director geral dos correios,
que loda a correspondencia dirigida as secrelarias de
estado ser d'ora em dianle remetlida por interme-
dio de S. me. Igual declararlo se fez ao agente
da companhia das barcas de vapor.
Dilo. Ao Exm. commaudaule superior da
guarda nacional do municipio do Recife.Testemu-
nha oceular da disciplina e garbo militar com qae
na parada e cortejo do dia 2 do correle aniversa-
rio natalicio de S. M. o Imperador, apresenlou-se a
guarda nacional desla cidade, julgo de meu dever
congralular-me com V.Ex. por ISo nolavel brilhan-
lismo, devido sem duvida a grande solicilude com
que V.Ex. se ha empenhadoem reanima-la, e tam-
bem as excellentcs disposicies que manifeslam os
briosos Pcrnambucanos para servirem em urna mi-
licia que ser sempre um firme npoio do Ihrono e
das iftsliluiccs.
Manifeslando a V. Ex. estes meussentimenlos de"
sejo que elles cheguem ao conhecimenlo de lodos os
corpos da mesma guarda nacional.
Portara Ao director do arsenal de guerra, pa-
ra fazer apromplar com brevidade, afim de serem
remeltidos para o Maranhao com deslino a compa-
nhia de pede-tres de Tury-ass, os objeclos de que
Iralam o aviso c rclaeao que enva por copias.
OfTico.Ao coronel .commandante das armas,
remetiendo para terem o conveniente destino a me-
dalha conferida ao capilao Antonio Mafia de Castro
Delgado, por ler fcitoparle do exercilo do Brasil na
repblica do Uruguay, e bem assim o diploma que
para o uso da referida medallia passou o Exm. prc-
-i lento das Alagoat.
Dilo.Ao mesmo, transmillindo por copia o aviso
da reparticao da guerra de 8 de novembro ullimo,
eoncedendo licenca para ir corle, ao capilao da
companhia fixa de cavallaria Leopoldo Augusto
Ferreira, afim de que se ordene a esse oflicial qae a
visla da nota que remelle tambem por copia trate
quinto antes de pagar a importancia dos emolumen-
tos relativos semelhante lieenea sem o que ao po-
de ler execucao o citado aviso OUlcion-se nesle
sentido thesouraria de fazenda.
Dilo. Ao mesmo, exigindo a remessa de ame
segunJa via da escusa passada ao 2." cadele Joao
/.elirino Caslello Branco que levo baixa do servico
do exercilo no 2. balalho de infanlaria afim de ser
enviada ao Exm. presidente do Maranhao que a re-
quisita.
Dito. Ao mesmo, remetiendo para ter o conve-
niente deslino a medalha conferida ao alferes do
2. balalho de infanlaria Viclor Goncalves Torres,
e bem assim o diploma passado para uso da referida
medalha.Parlicipou-se ao Exm. presidente do
Maranhao.
Dilo.Ao inspector da thesouraria de fazenda,
communicando haver fallecido na freguezia de S.
Bernardo da provincia do Cear onde se achava com
licenca o alferes da companhia de cavallaria de Mal-
lo Grosso Firmino Joaquim Patrila.
Dilo. Ao mesmo, transmillindo para os conve-
nientes exames copia da acia do conselho adminis-
trativo de 26 de novembro ullimo.
Dilo. Ao presidente do conselho administralivo,
recommendando que promova a compra dos objec-
los mencionados na relacao que remelle, os quaes
sao necessarios ao arsenal de guerra. Fizeram-se
as necessarias communicaces.
Dito.Ao mesmo, dizendo ficar inleirado de ha-
ver aquellc conselho contralado com Antonio Bor-
ges da Silveira Lobo a compra de 152 saccas de fa-
rinha de mandioca.
Dito.Ao juiz relator da junta de juslica, trans-
millindo para serem relatados em sessao da mesma
junta os processos verbaes do alferes reformado Jos
Marlins da Silveira e do soldado do 8. balalho de
infanlaria Manoel Antonio Guiarle.
Dilo. Ao inspector do arsenal de maiinha,
transmillindo por copia o aviso de 17 de novembro
ultimo, em que o Exm. Sr. ministro da marinha,
Pcommunica haver-se concedido a Filippe Fran-
cisco Gomes edeclivade do emprego de meslre da
officina de calafate daquelle arsenal, delermina ao
mesmo tempo que se abone ao referido meslre o
competente jornal nos dias em que elle por motivo de
molestia nao poder comparecer ao ponto.
Dilo.Ao juiz de direiloda 1. vara crime desla
cidade, remetiendo por copia para ser allendido, o
oflicio em que o inspector do arsenal de marinha e
capilao dafatt pede para serenelliminados da lista
dos juradJM.91 pralicos da barra e por estarem
comprajiendidos as disposicoes do arl. 68 do regu-
lameutodi capitanas de 19 de maio de 1846.
COMMANDO DAS ARMAS.
fljaartel do commando dai armas de Pernam.
baeo, na cidade do Bacila, ea 7 da dtzem-
bro da 1864.
0RDEM DO DIA N. 185.
O coronel commandante das armas interino, faz
publico, para conhecimenlo da guarnido, e neces-
sario elleilo, que o governo de S. M. o Imperador
houve por bem por aviso de 8 de novembro ullimo,
conceder licenca para ir a corle ao Sr. capilao com-
mandante da companhia fixa de cavallaria desla pro-
vincia Leopoldo A ajusto Ferreira, e por oulro avi-
so de 24 do citado mez determinar que siga quanlo
anles para a mesma corte o Sr. alferes do segundo
balalho de infanlaria Jos Joaquim Rodrigues Bra
ganca, o que ludo constou de officios da presidencia
datados de 5 e 6 do crrenle.
O mesmo coronel commandante das armas decla-
ra que hoje contrahiram novo engajamento nos ler
mos do regulamenlo de li de dezerabro de 1852 e
decreto n. 1,401 de lOdejunho docorrente anno,
precedendn inspecefio de saude o cabo de esquadre
Francisco Fernandes de Carvalho e o soldado Jos
Pedro da Assump$lo, esle da -eu-nnda e aquello da
sexta companhia do quarto batalho de arlilharia a
p, os quaesserviro por mais seis anuos, percebendo
cada um alm dos vencimenlos que por lei Ihes com-
petir o premio de 4009000 pagos na eonformidade
do artigo 3 do referido decreto, e lindo o engaja-
menlo urna data de Ierras de 22,500 brasas qui-
dradas.
Se deserlarem incorrerao na perda das vanlageos
do premio, e daquellas a que tiverem direito, serao
lidos como recrutados, desconlando-se no tempo do
engajamenlo o de prisao em virtude de senlenea,
averbando-se este desconlo, e a perda das vantagens
nos respectivos ttulos como anta em lei determ
nado.
O Sr. lente Francisco Henrique de Nnronh?
passar a commandar interinamente a companhia
Da de cavallaria, devendo o respectivo Sr. capitao
entregar o commando com as formalidades do es-
lylo.
Assignado Manoel Mun; Tacares.
ConformeCandido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
HORRIVEL INCENDIO EM NEW-CASTLE.
No dia 6, enlre a mea noile e urna hora manifes-
lou-se incendio n'uma fabrica de lanificios em New-
claslle. o qual se propagou com tal rapidez, qae
apezardos promplos soccorros que acudiram, o es-
paroso edificio da fabrica em menos de urna hora
era um mar de chammas.
Prximo da fabrica havia um grande armazem, no
qual se achava depositada umaquanlidade immen-
sa de euxofre, nilro, e dizem que sete toneladas de
plvora.
Acudir innmera gente a presenciar o sinislro :
eram 3 horas e de repente ouve-se um estampido me-
donho, ama chava de maleriaes iuflammados he ar-
rojada sobre o povo, e urna espessa nuvem de fumo
lolhe a visla e suflbea os circamslaoles. Eram as
materias cuntidas no armazem, a que se communi-
cara o fogo, e que haviam prodozido urna lerrivel
explosao.
He impossivel descrever a scena que se seguio
explosao. Houve um momento de pavoroso silen-
cio. Muilas pessoas foram derrubadns por grandes
niassas incediadas, que as feriram, outras corran)
espavoridas fugindo sem diren-ao.
O choque da explosao senliu-se n'uma distancia de
11 milhas. Grande quanlidade de destorc incen-
diados foram cahir no oulro lado do rio, communi-
cando immedialamenlc o iuccndioa muitos edificios
e casas, que n'umabrir e fechar d'olhos appareceram
em chammas.
Qaem eslava perto via duas enormes fileiras de
chammas que o rio separava, porem a roaior distan-
cia parecia um lago immenso de fogo. Era um me-
dontio espectculo, a que se reuniam 09 gritos das
mulheres, e o choro das criau^as, que vagueavam
allerradas.
Como he fcil de suppor o choque da explosao
abalou todas as casas da cidade, quebrou as vidra-
cat, arrombou as portas, e as mais prximas abale-
rain ; 05 seus moradores sobresaltados no mcio do
repouso nocturno, corriam espavoridos s ras pa-
ra indagarem a causa do successo, e ahi enconlra-
vam o fumo do enxofre, que a muitos sufTocava fa-
zendo-lhes perder os sentidos, e cair no chao.
Poneos foram os edificios que nao sollreram eslra-
gos,lodos os armazens que exisliam sobre os caes ar-
dern), Porem nao foi s a ruina de muitas pro-
priedades e mercadorias que esla calaslrophe cau-
sou, umitas vidas se perderam, muilas pessoas fica-
ram feridas, nao seaponlando anda o numero exac-
to. No hospital achavam-se ja bastantes feridos,gen-
te do povo e soldados. Ja se linham enconlrado
quatorze cadveres. Enlre os morios conla-se um
capitao do regimenlo 26, e um conselhejro muni-
cipal.
p A forra da explosao arremerou destrozos inilain-
mados al n distancia de i uiilhas.
Todos concordam. que nao ha menora de ler ha-
vidouma calaslrophe semelhante em New.Caslle.
As 8 horas concenlrou-se a areia do incendio, is-
lo he, conseguio-se que nao levasse mais alcm os
seus estragos.
He impossivel calcular os prejuizos causados por
esle lastimoso sinislro. Diz-se porem que passaram
de 1,000,000 lb. (4,500:0009000 rs.)
Ignora-so ainda a causa do sinislro.
O INCENDIO DE NEW-CASTI.E.
Exlinclos os focos do incendio, Rneai a nma pro-
digiosa aclividade, os habitantes de New-Caslle e de
Galeshead percorrem o espac,oso thealro da horrivel
calaslrophe, c conhecem e aproriam a serie de des-
granas que alfligiram esla cidade.
11 Por toda a parte se ouvcm as mais punscnles
narrativas dejan triste successo. As ras de Gales-
head acham-se alulhadas de deigrac,adas Irazendo
ao eolio os filhos, e com os olhos arrazados de lagri-
mas, procurando urnas os maridos, oulras seus paes
ou seus irmaos ele. A cada puso se enconlram ca-
sas em.ruinas aquellas que ficaram sem um nico vi-
dro, sao as que menos soureram.
Um navio que eslava amarrado ao caes de Gol-
dsheud foi completamente definido : muilos outros
perderam os mastroscom o cl..:que da explosao.
Cincoenla soldados da guarnirn que avaiieavam
com ama bomba na occasiao em qae succedeu a ex-
plosan,tiveram dous urticales morios e trinla soldados
feridos.
Urna chaminesmagou urna mulher. E muilas
pessoas morreram asphixiidas. Um operario que
linha a mulher de parlo e tres ilhus menores cor-
ren a casa, mas enconlrou-a derrubada. Percorre
as ruinas e consegue salvar a mulher, que poem
u'u 111 carro. Esla comecou a .rilar : meu Dos!
salvai meus filhos! O marido torre oulra vez ca-
sa arruinada, pouco tardou que nao apparecesse Ira-
zendo as Ires creancas; (razia dous ao eolio. Cami-
nhava por um beceo onde havia unta casa que nao
cahira, mas que eslava muilo arruinada. De repen-
te a casa abate, o pai e os tres filhos ficam debaixo
das ruinas.
He impossil referir (odas as peripecias desle lerri-
vel drama.
Pralicaram-sc actos de sublime dedcacao e de
urna coragem immensa. A polica Irabilhnu com
pasmosa aclividade; morreram tres ageoles poli-
ciaes.
As viclimas siio muitas. Os jornaes da cidade
apresenlam j a lisia dos moras e feridos; he urna
triste e fnebre momenclatura que ainda nao esl
concluida, porque a cada passo se descobrem novas
desgraras.
Diz um jornal inglez que o numero dos ehi-
nezes actualmente existentes lia California he d
40,000: e quo chegam all aos centenares, absoluta-
mente privadosde ludo.
Os judeus residentes em Berln, duplicaran)
uestes ltimos 15 annos; em 1839 haviam 6,026, hoje
exislem 13,000.
TECHNOLQGIA.
Novo syslema de pintura por Mr. Tingro de
Paris. A iiiveiiean de que nos oceupamos tem por
objecto urna qualidade de pintura e um vcrniz.que
a completa, applicuvel as condrurees e tambem s
artes e industria em geral. .
He especialmente applicada para as pinturas do
thealro. que ate agora nao lem podido ser feilas se-
no a cola.
O liquido que entra ncsU composico consiste
principalmente de oleo de qualquer especie, propria
para a pintura o reslo he o aleool.
feceila.
Oleo. ...... 1 kilogramma.
Alcsol. )j s
Mstic em lagrimas. 125 grammas.
Saudaraxe em p. 125
Gomma copal em p 125
lacea ordinaria. 125
Tcrebenlinade Veneza 62e a
Tudo derretido em aleool, uu no oleo.
Sobre esla quauudade he preciso proceder da ma-
neira seguinte:
Moer as tintas, de todas as cores em agua, depois
em cerveja e depois em espirito de vinlio ; o lodo he
depois submcllido a acc,r do sol oa ao foruo para
ficar bem secco.
Depois misturam-se as cores assim preparadas no
lquido formado pela receita.
Esla pintura secca em 160 minutos.
Duas roaos desta pinlura bastam, e lem a vanla-
gem de levar comsigo o verniz.
Para a lomar buca ou fusca, sapprime-se a lere-
benlina.
A mesma composico, sem as cores,, produz um
verniz muilo sicativo e bello, qae pode applicar-se
com um pincel a todas as industrias.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
HEPSPANHA
Os depulados eleitos pela provincia de Madrid
publicaran) oseguinle manifest:
o Os abaixo assignados, que Horneasteis depulados
da iiarao as prximas corles, fallariam a um dever
sagrado, se n3o se apressassera a lribu(ar-vos os sen-
linienlos de sua mais viva gralidao pela missao indis
nobre, pela mais alta demonstrarlo de confianza, que
poderiam receber de seus cuncidadaos os hnmens
amantes da sua patria, iiespanhoes zelosos desle (i-
tulo.
Honra insigne, eleilores de Madrid, acabaes de
conferir-lhes. Igualmente graves o severas sao as
obrigacoes que conlrairam comvosco, com a patria.
Costosos accelam eslas obrigaroes com a firme sun-
ta de de cu 111 pri-las 0111 lodos 03 sentidos que envolve
a palavra. Queris urnas corles que sejam a fiel ex-
prsale das vonlades dos povos; queris urnas cortes
que assegurcm em bases solidas as suas lberdades,
os seus direilos, e o seu bem estar conforme a illus-
(racao e aos progessos, que hoje possuem todas as
uaroes cultas ; queris urnas corles que regulem as
despezas pelas necessidades publicas, que ponha a
freio i immoralidade, que colloquem urna barreira
insuperavel contra as arbitrariedades e caprichos
dos governanles; queris urnas corles em quo a lei
recupere o seu imperio, a juslica as suas inmuni-
dades e sua independencia, o pensamento loda a
libcrdade de expressao, compalivel com a dignidade
humana ; queris urnas corles que de tal modo
combinen) o estabelecimento da forca publica que o
exercilo seja povo e o povo exercilo. e que o maior
brasao a que espirem lano um como o oulro seja
merecer o nome de bons cdadaos.
a Eslas mesmas corles desejam os vossos depula-
dos : em ser digaos memhros de similhanles corles
cifrarn a sua ambicio e se he possivel al a sua
gloria.
Eleilores da proviucia de Madrid, reccibei pela
segunda vez os nossos mais sinceros agradecimen-
tos, e a promessa solemne de que dedicaremos os
nossos esforrus e al a vida para desempenhar os
deveres que nos impozeram os vossos votos em lao
perfeita harmona com os nossos proprios sentimen-
tos.
Madrid 20 de setembro de 18*>i.Evarislo San
MigaelIgnacio de OleaMrquez de PeralesJu-
an Sevillano, marque/, de Fuenles de DueroJuan
Jos de Fuenles Vicente RodrguezJos Alvaro
de Zafra Antonio de LaraMarianno I.rente.
(Recolucao de Setembro.)
Lisboa 24 de ontubro.
Ninguem poe em duvida a necessidade de melho-
rar a nossa agricultura, lodos acrediUm que he del-
la que o pai/. tira os seus principaes recursos, mas
nao vemos que os homens competentes se empenhem
em promover o seu aperfcicoameuio.
O governo, publicando algumas providencias, ten-
denles a derramar a instruccjlo agronmica, ea dar
impulso aos melhoramenlos agrcolas, parece que
cancuu no mcio da sua auspiciosa carreira, ou que
adormeceu de esquecimento. O crdito rural, a ere-
a{ao das sociedades agrcolas, e oulros eslahelecimen-
los, sem os quaes a agricultura nao pode desenvol-
ver-se, deviam ja estar fundados, porque adiar a
sua organisaro, equivale a dcsconhcccr a sua im-
portancia, uu confcfsar a impotencia de le\aula-Ios.
Os nossos lavradores sao culpados em srande par-
le do alrazamcnlo da agricultura, porque, indepen-
denlcmenlc d'acQao governativa, pudiam elles oblcr
grande resultado dos seus esforros, se os empregas-
sem com discernimenlo, e boa vonlade.
Pois nao conhecem elles, que a plantaran de ar-
voredos he una fonle de riqueza 1 que o apuramen-
lo das raras de gados, he nina operacao lucrativa ?
A destruirlo das mallas, e odesprezuda sua re-
producan, he um capitulo de permanente, c severa
acensaran aos proprielarios agrcolas, que seduzidos
pela amhiro do lucro conseulem na devastadlo de
seus montado-, 011 que, delexndns, abusan) do'dirci-
(o de propriedade, conservando incultos muilos (er-
rnos, que podiain arborsar com pruveilo dellcs, e
vantagem publica.
Esle poni merece as mais serios al(eoc.cs. Nin-
guem mais do que nos, respeita o direUo de proprie-
dade, mas nao confundimos o uso com o abuso.
Proclamamos a necessidade de por em pleno vi-
gor a lei das sesmarias, porque nao he justo, nem
racional, que o paiz se veja privado dos meios desa-
(sfazer ssuas mais imperiosas precisdes, respetan-
do a po-ses-10 de (errenos, as maos de quem nao
quer aproveila-los.
E nao se pense que a falla de arvoredos exprime
apenas a privaco dos producios noreslacs. Nao he
assim. As arvores lem urna influencia poderosissima
nos phenomenos alhmosphericos, sobreludo na con-
densarlo dos fluidos aquosos. Ha localidades, amule.
outr'ora brolavam grandes mananciaes de agua, que
e-l 01 linji' exlinclos. Muilos ribeiros exislem, que
em oulro lempo davam movimenlo a oito, ou dez ro-
das de momlio-. e hoje apenas movem a melade.
Indagando-se a causa desta notavel extineco, ou
diminuirn das aguas, conheceu-se que provinhada
dosiriiirfiii completa de bosques, situados a cerla dis-
tancia da orgem das fonles, e dos riberoi, que el-
las amentavam. Estes felos esiao provados por
meio de repelidas observares, feilas por individuos
competentes.
Mas nao he s acerca dos arvoredos, qne os nos-
sos agricultores moslram grande negligencia. Ha
muilas especies de culturas, que elles podiam aper-
feicoar; ha oulras, que elles deviam inlroduzir de
novo ; porque he de absoluta necessidade variar,
quanlo ser possa, as produeces da (erra ; porquan-
lo, se urnas escasseam, vein oulras compensar a sua
Talla.
Temos amor pela nossa Ierra, e desejavamos ve-la
prospera e feliz, porem desgosla-nos esta indolencia.
N3o estamos nos ISo ricos, e Tartos, que possamos
dispensar-nos de trabalhar, e de escogitar lodos os
meios de lirar o mximo proveilo desle solo aben-
coado, desta formoso clima, com que Dos dolou o
povo portiiguez. Oager lusilanus reuoe emsi (odas
as condicoes para ser o jardiin da Europa. He dor
ve-lo na sua maior exleusao, povoado de hervas
ruins, de mallo bravio.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
ESTADQACTUAL DASPOSSESSO'ES ULTRAMA-
RINAS PORTUGUESAS.
Comparaca'o entre ellas a ai poaaeuo'es ultra-
marinas Inclezai, trncelas, hespanholas a
neerlandesa!.
Que Portugal ainda possue mu ricas e extensas
colonias no ultramar, com as quaes poderia ser feliz
e prospero, he urna verdade lanas vezes repetida,
que nao he possivel p-la em duvida.
Que ellas de pouco Ihc serven), e muilo menos
aos seus infelizes habitantes, comprovam-o as que
perdeu. comprovam-o evidentemente os fados, que
de diapara da estamos presenciando.
Aos homens da governanca nao lhes importa a ri-
queza ou a miseria des-as colonias; nao lhes importa
que ellas sirvam de muilo ou de nada, quando nao
podem influir para salisfazer ambiges criminosas.
.Nao se olha para o ultramar, senn quando se que-
rem reslabclecer casas arruinadas, empregar pren-
les e alilhados; embora elles sejam incapazes de um
goveruo ou de orna commissao. Desle circulo vi-
cioso nao se alrevcm a sabir os nassns estadistas !
Nenhum se tem dignado olhar com alienlo para es-
sas possessocs c para os melhoramenlos que ellas re-
claman! Que importa sejam ricas pelos sens pro-
ductos naluraes, seeslao pobres pelo deleixo, desam-
paroe desprezo a que se ncham voladas; se es(8o
miseraveis e desgranadas pela impudencia e vexames
da maior parte das autoridades, pela obstinado Uos
que regem os seus deslinos ".' 11
Na Occania, Asia, e frica possuimos grandes
provincias, que encerram em si todos os elementos
de prosperidade, grandes recursos para a mai patria,
se houvesse quem sinceramente se nleressasse pelo
seu desenvolvimenlo moral e material, quem seguis-
seo exemplu, quem adoplasse o syslema das colonias
que rimin. 1,1111 as nossas.
Compareinrse eslas com as francezas e inglezas, c
ver-se-ha em as nos oas estranhas a opulencia Compare-se a popularn
e a nstruccao de urnas e oulras, e ver-se-ha as es-
Iranhasum povonumerosissimos.nslruidoe laborioso;
em as nossas um povo insignificante, preguiro-o o
embrutecido Cumpre-se, finalmenle, o methodo
de as reger o administrar, e ver-se-ha em nos o erro
ohsUnadn, a ignorancia obcecada e nos estraulios a
prudencia, a discriro e o acert Porque enlre elles
uao secriam ompregos para homens; procuramvse
homens para os empregos ; nao ha mesquinhez, uem
leiiacldade ; uiio se entrega irrcfleclida e irrespon-
savelmenle a esle ou aquello a suprema administra-
rn e o destino das colonias. All promove-se o sea
melhoramenlo moral o material, a par dos inleresses
melropolilanns ; e entre nos acontece exactamente o
conlrario. Principiando no ministro c descerni al
ao mais pequeo empregado, lodos se julgam arbitros
dos destinos do ultramar .'...
Os eslabelecimenlos hollandezcs c hespanhes da
Males a, eos inglezesda Australia, esli ricos, flores-
cenes, e quas lodos lio bem cultivados como as nos-
sas bem cultivadas Ierras em Portugal. No centro
desses eslabelecimenlos existe a ilha de Timor, em
que possuimos vastos e mui produclivos terrenos; e
sendo este paiz o mais frtil que se pode imaginar,
na parle que nos pertence, esl reduzdo a urna char-
neca All nao ha industria, nao ha commercio. A
miseria e a pobreza ata laes. que erte eslabcleci-
nienlu ne rende para sustentar a mesquioha guar-
nirn da prara. ,1 qual damos o pomposo titulo de
cidade de Dilly.
Sobre suas muralhas de seixo flucta a bandeira
portugueza. Islo para nos he tudo. As colonias
hollaudczas, hespanhulas e ingle/as, (em urna admi-
nistraro regular e apropriada ; possuem grandesci-
dades com popularn numerosa. O nosso estabele-
cimento governa-se a esmo, e acha-so Iflo fallo de
ludo, que nao ha nelle quem ministre os soccorros
da religiao, quem instrua o povo, quem Ihc faca jus-
lica Aquellas euriquecem-se a si e as suas metro-
poles: o nosso estabelecimento pede esmola sua,
que lambem carece della.
.Nenhum.1 compararlo faremos enlre os nossos es-
labelecimenlos da India e China, porque a nao ha
possivel; nem elles podem ser mais do que sao, al-
lendendo as suas especialidades.
Maciio, circumscripla s suas muralhas, nunca
passar de urna prara de guerra, de um ponto mi-
litar.
A India, circulada pelo imperio colossal da com-
panhia ingleza, ha de continuar a ser o que he, se
nao for a peior ; pois que os seus producios jamis
podetao entrar em concorrencia com s do imperio
sea visinho, ainda que Portugal, a respeilo de GOa c
Hamao. seguisse oexemplo da Graa-Brelanha.
A receita das provincias da India nao hesuflicienle
para as suas despezas ; mas. por emquanlo nao leem
carecido dos subsidios da melropole. Maco nao po-
de subsistir sem elles. Destas possessocs nada mais
temos a esperar.
Passemos pois ao que pode ser o nosso verdadeiro
imperio, Costa d'Africa a esse espelho da
nossa riqueza, da nossa miseria, da nossa vergonha,
da nossa obcecarn, e da nossa immoralidade !.. Te-
mos nestas possessocs muilo com que supprr a defi-
ciencia das outras e da melropole, sabendo e que-
rendo aproveitar os seus recursos immeosos ; mas
nada tiramos dellas, porque eslao precisadas de tudo
Se viermos percorrendo o lilloral do continente
africano desde o cabo Guardafui ale o cabo Non,
ver-se-ha que ainda nos he concedida urna exlensao
de mais de 450 leguas, e que. dentro dos limites
marcados no mesmo lilloral. seguindo a linha leste
oeste, uao seria menos de 600 ou 700 leguas, se all
houvesse forra e meios para reunir as raias das pos-
sessocs orienlaes com as das possesses occidenlaes.
Se, porem, deixsrmos o coiilinenlc africano para
demandar e reconhecer as ilhas que possuimos na-
quella parle do globo, encontraremos as de S. Tho-
m e Principe, no centro do golpho de Gui, por
antonomasia o paraso d'Africa ; c, quem do e-
quador, o archipelado de Cabo Verde, cujas ilhas
sao i.'m feriis e (3o variaveis em clima.
Ora, n'eslas exlensissimas colonias, se exceptuar-
mus urna pequea parte dos seus terrenos, nao ha
agricultura, nao ha industria, e por isso nao ha o
commercio que podia e devia haver. E como 110
paiz, em que nao ha agricultura, nem industria, nem
commercio, ou faltam 011 sao mu diminuios os ren-
dimentos pblicos, n.lo deve causar adinirncao a
miseria da nossa frica, apezar das suas riquezas
iiicalciilavcis : o seu estado precario he consequen-
ca fnrra.l.i da nossa incuria, nao fallando n'oiilros
termal.
Fallando o commercio d'escravos s nossas posses-
ses africanas, porque urna lei prohibi esse com-
mercio, tudo faltou aos seus habitantes, menos a
immoralidade do trafico, menos o ocio inherente a
semclhanle abominaro. O goveruo jamis cuidou
seriamente em subslluir por oulro aquello com-
mercio.
Os hbil,mies leem seguido o cxemplo do gover-
no. E d'esla duplicada indolencia resullou a miseria
e pm-lraro d'essas colonias com as suas funestas
consequencias.
Na cosa oriental, c mesmo na occidental, apezar
das Icis que prohibem a cvporlae.io de esclavos, ain-
da se roubam os bracos, que podiam vanlajosamenle
ser empreados na exploradlo dea terrenos, para os
venderem aos traficantes de carne humana. Alm
d isto, cm Angula rouham-se os homens lvres cul-
tura ilas suas trras, para serem empregados no 1ra-
balho forrado do carregadores, em beneficio d'um
ou d'oulro commandaule de presidio e dos trafican-
tes. Abuso atroz (que lera despovoado Angola, e
concn ido para diminuir a cultura das Ierras e as
rendas do eslado provenientes dos dzimos) (Vid. os
Annaes maril. c colon, auno de 1844. n. 5, pag.
206 e207, nota Bl e de ha muilo seguido, nao obs-
lanle o que contra elle se tem dilo e escripto.
Da administrarlo d'eslas colonias nada mais pode
dizer-se, seno que he viciosa e pessima. Pois, an-
da que alguma das suas leis sejam menos ms, sao
sempre oppressivas c malficas as maos de func-
cioniros maus, pouco inteligentes, eu menos dignos
da confianra e autoridade, que n'elles se depo-
sita.
A sua popularlo relativa he pouca; e cssa mesma,
como a de Timor, n.lo tem quem Ihe ministre os
soccorrosVli religiao, quem a instrua, quem lhe
faca juspra; porque, salvas pequeas excepcoes, ou
ha deleitas nos homens du falta d'elles* e aos
negros nao se quer dar inslruccao civil nem reli-
giosa.
As colonias da Seiicgambia, Serra Lata, Cabo da
Boa Esperanra, ilhas Mauricias, Seychelles, May-
dila, etc. etc. etc., e mesmo a ilha de Zanzbar, com
o continente fronteiro, que he urna possessao de
Mscate, eslao ricas e florcsccules. V-se n'cllas a
industria agricultura e commercio, eolretidos por
uma popularan numerosa, activa e laboriosa ; en-
cnnlram-se ah grandes cidades, helios eslabeleci-
menlos, inslruccao publica, boas estradas ; emfim,
n'essas colonias palenteia-se em tudo e por loda a
parte a riqueza, abundancia e prosperidade dos seus
habitantes.
Quem vai s nossas colonias julga eslar n'um
deserto. (Juem examina aquell'oulras julga eslar
em qualquer paiz civilisado da Europa. E esla dif-
erenra entre as nossas colonias c as estranhas, quan-
do os seus terrenos, productos e climas sao iguaes,
de que procede".'!... Decida-o quem qoizer. O
cerlo porem he que parece estarmos apostados a nao
pralicar seno desacerlos em ludo o que respei-
ta ao ultramar, e a subjeilar as nossas posses-
socs ao ipse dixil de homens incompetentes ou sus-
peilos
as Phelippinas, Australia, Java, Compang, Molu-
cis, Borneo, Clebes, Singapara e Pmang teem se
ido estabelecer mais de duus milhes de chinas, cuja
industria muito ha concurrido para tornar aquelles
paites florcsccules. Exislem as Mauricias maii de
oilenla mil Indios e Chinas cultivadores e operarios,
e at muitos foram para a California. Nenhum po-
rem d'esses colonos laboriosos procura as nossas pos-
sesses.
Opera-se diariamente uma considcravel emigracao
de Portugal e das ilhas adjacentes; muilos cante-
nares de familias porluguezas deixam a Ierra natal
para i rein procurar fortuna em paizes estrangeiros e
remlos, mas nem uma s d'essas familias "dirige-se
para o nosso ultramar.,1 ogem d'elle narionaeseeslran
geiros. Que maior prova queremos da nossa impre-
videncia, do nosso desgoverno, e da nossa raize-
ria'!!... Que se faz, que medidas proficuas se adop-
tam pura remediar lautos abusos, para minorar o mo
conceito em que assim ficamos lidos 1 Nada; absolu-
tamente nada, quenosseja til. Mas he preciso que
alguma cousa se laca. Assim orequer o bem estar
da naru; assim o exige o estado melindroso das co-
lonias, eo seu dominio estril para aquella, embora
proveiloso para alguem.
Oxal que o quadro pouco agradavel, que aca-
bamos de tracar, niio seja tambem estril. Oxal
que incite o desojo de se estudarcm asconsas do nos-
su ultramar, e que para all se dirija a allenro pu-
blica, ao menos para couheccr a verdade, einvesli-
uar se essas colonias podem ser d'algum proveilo a
Portugal.
Acreditamos que he possivel turna-las uleis van-
lajosas para a melropole, uma vez que se empre-
guem os meios convenientes para conseguir o lim.
* *
(Imj>rensa e Le-Z
No Barsenhale enconlra-se" o leste do despacho
prussiauo de II de oulubro, cm resposla ao austra-
co de 30 de setembro, e he concebido nos segundes
termos :
A S. fiase, o Sr. conde d'Arnin, ministro do rei
em llerlim.
Uerlim 13 de outubrn de 1854.
a O conde Esterazy fez-me a 4 de oulubro a lar-
de, em nomo lo gabiuele austraco, urna communi-
cac3o muilo exteusa. Ella compe-se de dous des-
pachos que lhe foram dirigidos pelo conde de Buol,
em dala de 30 de setembro, o de duas circulares
datadas do prmeiro desle mez, destinadas a leva:-
rem esses despachos ao conhecimenlo dos governos
allomaos. Junto a copia desles documentos, poslo
que o primeiro daquelles despachos ja vos seja co-
n I crido, vislo como appareeera em um jornal de
l'ienna. poucas horas depois que eu hacia podido
submette-lo a S. M. o rei.
Compreheodereis que o exame de S. M. e de seu
governo nSo deva versar sobre esse despacho so-
lado, mas sobro o complexo das ultimas commuui-
cac.oes austracas.
Nao podemos deixar de apreciar a franqueza com
que o gabinete austraco caracterisa o mnimo das
preienres que, na situarn actual das cousas, islo
he, sob a reserva de proposlas ulteriores mais de-
senvolvidas, o governo austraco julga dever susci-
tar na prescuca dos governos allemaes ; e como a
Austria tem procurado expressamente saber desles,
se elles se pronunciarn no seio da Dieta em sentido
favoravel a essas pretenc,ues, quando mesmo a Prus-
sia nao accedesse i proposla ueste sentido, temos,
em respeilo s nossas precedente* communicaces
Sue nao podem ler dexado duvida alguma acerca
o modo por que interpretamos a qneslao, e leva-
dos pelo desejo de evlar mesmo a apparenca de
querer prejudicar as livres resoluc.es de nossos ai-
liados, fazeudo-lhes nova exposicao de uossas vis-
las, temos, digo eu, julgado nao s mais conforme
com a dignidade da confederadlo e a nossa, como
mais conveniente, nao exercer a menor influencia
nessas decises por urna declararan de nossa parle.
Apezar mesmo da publica rao extremamente precoce
do despacho cima mencionado, nao havemos re-
nunciar a essa silenciosa exportarn. Pelo conlrario,
jolgamos dever dar grande valor circunstancia de
que urna grande parle de nossos alliados allemaes
nflo s nos tem pergunlado, como cheios de con-
fianra nos bao manifestado o desejo de saber se, e
como, responderamos as ultimas communicaces.
c que posico cnnseguinlcmcnlc lomaramos.
De eonformidade com as ordens de S. M. o rei,
tenho a honra de dirigir-vos as observaces segua-
les que vos dignareis levar aoconhecineulo do con-
de de Buol, deixando-lhe copia do presente despa-
cho que igualmente faremos chgar em confidencia
aos oulros nossos alliados allemaes.
Minha rommunirarf.o de 21 desle me/, linha pos
lim exigir do gabinete austraco algumas cvpliraccr
militares c polticas a respeilo da influencia que ej-
ercera sobre os principadas em 'consequencia de
sua orruparo. Julgavamos estes esclarecimenlos
necessarios ; e agora quo os temos recebido, acha-
mo-nos em estado de apreciar al que nonio p olera-
mos pronunciar-nos noseio da Dieta no sentido deseja-
do pela Austria, slo he, reconhecer quelodns'aseven-
tualidades relativas uceuparo dos principados
pelas tropas austracas cahem debaixo do artigo 11
da aliianr.i de 20 de abril e da resolucao federal de
2 do jolln.
Eslavamos longe de suppor que o gabinete aus-
traco desnaluralisasse suas relacoes com a Turqua
e com os alliados desla, mas queramos sercsclare-
cidos sobre a questao do modo porque a Austria
comprehende eslas relacoes, que direilos cque obri-
gacoes se allribuo em virtude de seu' tratado com
a Turqua, tratado concluido sem o nosso concurso
e o da federar "o. e que disposicoes militares po-
diam convencionar-se para responsabilisar a Aus-
tria somonte pela proteejao dos principados contra
a evenliialidadc de uma nova entrada de tropas
russas, evcnlualidade que as declaraccs da Russia
devem fazer considerar como remla.
A sorpreza que o despacho do conde de Buol
manifesta de que lenhumus julgado de nosso dever
dar importancia a accao exclusiva da Austria, cau-
sou-iios por nossa vezadmiraco. Ignoravamos que
fosse preciso um titulo especial para manifestar a
esperanza de que a Austria, anda quando seus
inleresses nos principados e os da confederarn nao
fossem sempre idnticos, esforc,ar-se-hia tanto mus
por fazer prevalecer os inleresses allemaes, quanlo
maior he a sua influencia.
Nao queremos deixar abalar esta confianra de
nos-a parte pela observacao do conde de Buol
emquanlo n.lo estivar em conlradcrao com os fac-
tos. Por oulro lado, nao podemos mais duvidar
quo a quosiii. se os principados tornar-se-hao o
thealro de novas hostilidades e de que modu, de-
pende de medidas militares para cuja execucao a
garanta de inleresses allemaes de nenhum modo
entrara em linha de conla, c que nao poderiamos
considerar suas consequencias compreheudidas as
previsues doarl. 2 do tratado de allianca.
Este modo de considerar o negocio nao esla ab-
solutamente, como o despacho austraco parece
querer indica-lo, em conlradcrao com nossas de-
rlararoe. anteriores ; de eonformidade com o espiri-
te e a lellra da legislado federal, assim como com
cando-o, apprexima tambem suas tercas das fron-
leiras, pode-se concluir que ella queira sabir da po-
-1 rao deflencisa qae tem tomado para reassumir a of-
tensivas.
Nao reconhecemos menos a gravidade da situarlo,
e S. M. o re comprehende em tuda a sua exlensao
os deveres que lhe impoe o cuidado da segaranca.
da Allemanha oriental contra (oda e qualquer even-
lualidade.
Pelo que respeita aos qualro punios conhecidos
qae formaran) a base da paz futura, a posico lo-
mada a seu respeilo pelo rei, ha sido frequenlemen-
te interpretada de um modo falsoe pouco benvolo.
Nos os apiamos em S. Pelersburgo, poslo que,
como minha circular de 3 de setembro o indica,
nao percebessemos completamente por causa de seu
carcter geral e indeterminado, de que manen ,1 na
pralica aproveilariam aos inleresses da Allemanha.
Nos os a poia mos, porque aered i lavamos que uel-
les exista o germen de negociares de paz futura,
tendentes Iranquillidade duradoora da Europa.
Anda depois que a Russia regeilou as bases da
negociadlo, anles talvez por motivos da forma do
que pela essencia, e sem deixar-nos transviar pela
susceplihilidade com que a Russia expresson-se acer-
ca do nosso primeiro apoio, declaramos-lhe repeti-
das vezes, que nao podamos seno la-timar a reca-
sa, visto como consideravamos os qualro pontos nao
como a nica base possivel da paz, he verdade,
mas como encerrando realmente elementos qae cedo
ou larde deveram prevalecer.
Communicamos confidencialmente este passo aos
gabmetes de Londres e de Pars, juntando a decla-
raco de que se as outras potencias o desrjassem,
exprimir-nos-hiamos uesse sentido em un novo pro-
tocolo, mas cum esla reserva expressa de qae lano
quanlo nos protocolos antecedentes nao reconhere-
riaamoi como conlrahida a obrigacao de cooperar
militarmente contra a Russia. Taes sao as propos-
tas de 6 do mez ultimo, de que o despacho austra-
co falla como se eslivessem era conlradcrao com a
allilude temada precedentemente por nos no seio
da assemblca federal.
Repellimos completamente estas insinuarfies: as
objecces que no poni de visla allem'ao pa-
recem-no? sulticienles para nao recommeudar
Dicta sua adoprao obrigatoria, nao devem por causa
mesmo da elaslicidide de suas disposicoes sobra
que a Auslra iusisle, impedir-nos de sob o ponte
de visla europeo preslar-lhes nosso concurso moral
cm lodos os casos que se apresenlarem, e as condi-
coes que podemos estipular de nossa parle.
Trabamos lano mais interewe em fazer constar
quanto eslavamos disposlos a declara-lo formal-
mente, que nao s no publico como no seio dos ga-
binetes tem prevalecido a opiniao errnea, qne quasi
se nao pode explicar seno por uma interpretarn
voluntariamente falsa, de qae a Prussia impedio a
reunio da conferencia de Vienna. As potencias
europeas particularmente nos exprobaram frequen-
les vezes nosso ponto de vista allemo de um modo
que poderia fazercrer a Prussia mantendo-o, preju-
dica a sua qualidade de grande potencia europea.
Temos de proposite evitado a discussao a esle res-
peilo.
Condecoraos perfeilamenle nossos direilos e nossos
deveres como grande potencia europea, e nSo so
cumpriremos estes, como protegeremos aquelles con-
Ira toda e qualquer u-m paran. Todava formamos
muilo alia opimao do papel da Allemanha eslreila-
mente unida a suas duas grandes potencias, para des-
cohrirmos um prejuizo contra nossa posico como
potencia europea em considerarmos um de nossos
primeiros deveres deflendermosos inleresses da Alle-
manha as rnmplirurrs polticas do momento.
O gabinete austraco, divisando agora os qualro
pontos e recommendando aos governos allemaes a
esrolha de dous d'entre elles, reconhece poi isso que
os inleresses de que a Diela germnica he o orgao,
nao exigem os qualro ponas como iuu so lodo lu(
qual foi formulado pela troca de notas de 8 de agos-
te. Nenhum governo allemo negar que a liberdade
da navegacao do Dauubio seja um interesse allemo,
e ainda menos que a questao do protectorado pre-
cedente sobre os principados do Danubio poderia
receber uma soinrao mais favoravel aos inleresses
da Allemanha. Portante nao pode deixar de ser
conforme com o pensameulo e as inlences da Prus-
sa que aquelles pontos sejam expressos de modo con-
veniente nn seio da Diela federal, se a Austria c os
nossos alliados dao importancia ao negocio.
Quando pelo conlrario o conde Ruol na circular
confidencial suppe que a dignidade da confedera-
cao exige qne esla lome desde j uma allilude de-
terminada a respeilo dessa queslao europea, e faca
uma declararn que a obrigue. afim de que se nao
crea na apathia completa e na inaeco de seu or-
gao central, s com reserva podemos subscrever a
esse modo de considerar os negocios.
Em mais de uma occasiao, S. M. o rei ha mostra-
do que seu filo he assegurar confederaran germ-
nica uma alia influencia uo seio da familia dos esta-
dos europeus.
Mais de uma vez os esforeps nesle sentido nao
sido combalidos, e ltimamente se lem malogrado
conlra a opposic,ao quasi unnime da Europa era
uma questao que inleressava i Allemanha de mais
pcrlo do que a queslao do Oriente tomada em seus
limites primitivos. as cumplicaces acluaes da Eu-
ropa, S. M. o rei conserva ainda sna opiniao, que
um lugar honroso e influente pertence confede-
rarn germnica. Foi este precisamente o pensamen-
to fundamenlal que levou S.TH. a conlrabir a allian-
ca de 20 de abril.
Comludo S. M. nao julga seguro este lugar, por-
quanloa Diela, em consequencia de fados platica-
dos sem o seu concurso, e cujo alcance nao compre-
hende perfeilameute, pronunciara verdiclssem uma
signficacao pralica para a Allemanha suficiente-
mente demonstrada tanto pelo que respeila ao fin
que se desejaria alcanzar, como pelo que pertence
aos meios que sua execucao tornara necessarios.
Pensamos que a calma nao importa um signal de
fraqueza, mas pelo conlrario deuola forra nao en-
fraquecida ; e temos a confianca de que se for recla-
mada pelos inleresses e direilos da patria commum
realmente poslos em perigo, essa forca se manifesta-
r com unanimidade e fidelidade.
As observaces que preceden! moslraro de um
raudo salisfatoriu ao gabinete imperial como aprecia-
mos a allilude que sua ultima commuuicaco an-
nuncia. Sentimos sinceramente nao poder dissimu-
lar que exislem divergencias-00 modo porque os
dous gabinetes considerara a queslao ; mas eremos
que nos nao engaamos, e o despacho austraco pa-
rece exprimir a mesma opiuiaoquando pensamos
que essas divergencias provera menos de nina in-
terpretarn diilercnte do tratado de 20 de abril em
s mesmo, do que de haver a Austria sem o nosso
concurso e o da con federa rao lomado em resol uro r-,
que podem ler um alcance decisivo para o imperio,
en 1 retan lo qne o mesmo se nao d a respeilo das ou-
lras parles signatarias do tratado de allianca. Nao
nos parece ser aquclle o meio de fazer servir a alli-
,.nca a tedas as eventualidades que se podem dar no
curso dos acoulccimenlos, e de um modo conforme
ao lim imprtenle em visita do qual ella foi con-
cluida.
Quanlo a nos, estamos resolvidos a conservar-nos
firmes na allianca e especialmente no arl. 2
do tratado, sem deixar-nos iransviar por exprobra-
res e insinuaroes, que preferimos deixar sem res-
posla. Se outros desejam que elle seja mudificado
examinaremos conscienciosamenle as propostis que
nesle sentido nos forem aprcsenladas, c fazendo-o,
atlenderemos tanto aos nossos proprios inleresses
como aos da Allemanha, e ao mesmo lempo alia
Importancia que ligamos a ver firmada a posico da
Auslra e e reslo da Allemanha unido 13o estreila-
nientea ella quanlo for possivel.
A visla das exigencias formuladas de modo (ao
preciso pela Austria em presenca dos governos al- -
lemes, oigamos que podemos abster-nos de toda a
iniciativa em saber se a Austria far sempre s suas
propostas, ou se as-resposlas dos oulros alliados cou-
formaudo-se com u nossos desejos, fornecero a ma-
teria e a forma de declararnos que devem ser feilas
em commum pelos dous gabinetes. Pelo conlrario,
julgamos que devemos reservar nossa decisao ulte-
rior a respeilo das proposlas, qae se poderiam fazer
nesle sentido.
Assim como disse cima,'espero que vos dignareis
dar copia do presente despacho ao Sr. conde de
Buol De Mantea I [ti.
o arl. I." do Iralado de allianri, essas daclararoes
leem por nico ubjeclo o caso de um ataque nao
provocado contra o territorio austraco.
Nao poderiamos considerar actualmente como
bem 1 umiado o receio de um aloque semelhante. e
quando a este respeilo a circular austraca recordas-
se a marcha das guardas russas para a Polonia, sub-
metteriamos ao juizo imparcial das pruprias poten-
cias com quem a Russia est em guerra o decidir-
se, porque a Russia em presenca de forras inimigai,
parte eslendidas em sea territorio, e parte ornea-
IHTERIOR,
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Para'-
Bclem 28 de novembro de 1854.
SUMMARIO.
Inlroduccao. Administraco provincial. Bor-
racha,' rendas publicas e gneros alimenticios.
A carne verde e a lei do mximo ; os fazendei-
ros de Maraj e a assembla provincial.Un
- grande baile. /ileieves de senador, dous lados
rom o seu candidato cada um, e mais um outro
candidato aceito por ambos os lados.
Depois qae lhe escrevi a 22 do correle, pouco
II
IWI


l,"ni ''.ido 1ue mereja especial menrao, relativa-
mente a administracao da provincia." O Exm. Sr.
Reg Barro contina no firme propoiilo de impcl-
lir o povo, que foi confiado .-i >ua Ilustrada direc-
rao, aquelle grao, a que |iareco dcslina-lo a oalu-
reza. S. Ei. lem sabido collocar-se cima de todas as
nitriguinhas e preleucocs ; encara lodos os negocios
pelo lado da justiga e ulilidade ; ouve a lodos, pen-
sa sobre ludo, e obra coroo llie parece man acerta-
do. He verdade que semelhaDte conducta cen aca-
bado com mais de urna louca preleusAo, tero lerido
de frente a existencia dos corrilhos, e desgostado
um ou oulro exagerado, que, na phrase do Sr.
ministro dajuslis, pertence cauda despartidos;
mas em troco de Uo insignificaules desaeruado
lem merecido o bom conceito de toda a provincia,
e lem creado urna opiniao publica, que faz jusliga
as suas benficas vistas de melboramentos raories e
matcriaes. Infelizmente para S. Ex. a assembla
provincial nilo soube comprclicnder os seus arden-
tes desejos, e por isso em quasi nada concorreu pa-
ra focilitar-Ihe os meios de to nobre fim.
II.
Com n grande baixa da borradla estamos amea-
Sados de uina crise no mercado. Os agricultores c
fabricantes n,lo quercm mandar do interior os seus
gneros, de sorle que os negociantes nilo querem
despacliar as mercadoria, que entulham os aruia-
zens da alfandega, por isso que o seu consumo es-
ta por lal forma diminuido, que llies faz inais conta
pagar a armazenagem da alfandega, que de dep-
sitos particulares, que entre nos san carissimos.
Espera-se inesmo que a prodcelo da borradla
nao augmentaste na mesma proponen da baixa do
prejo para poder equilibrar o rendimento, de for-
ma que espera-se a diminuirn tanto da renda pro-
vincial como da gcral em duzentos, (rezentos ou
mais contos de res.
Mas se por esse fado lem apparecido um justo dcs-
anontamenlo, por outro lem cessado o receio de cs-
larmos condemnados a calcar, vestir e al comer
borracha. Nem se admire da expressao comer
borrachaporque se deve recordar, que lempo
houve em que nada mais bavia nessa cidade a nao
ser a sobredila. Os brasos empregados na criajao
de gado em Maraj, linliam desertado ; os fabrican-
tes de familia, criadores de gado ovclbum c cabrum
tiuliam desamparado eslas oceupases, os liomens
da vida do mar, dos nossos barcos do inlerior, ha-
viain-se sumido. Em troco havia borracha, borra-
cha e mais borrocha Nao tinhamos carne, nem
aves, nem farinha, nem genero algum alimenticio.
O piraruc e carne secca aubiram a um preso cx-
liorbitantc. as galinhas a 39 rs., os carneiros a 12J
c Hflrs., e ludo o mais i proporcilo.
Hoje, porm, temos farinha e oulros gneros,
mais baratos ; lem vindo do Cear extraordinaria
qnantidade de carneiros e galinhas, e bem nssim
de carne secca ; os bracos empregados na borracha
tvrnam as suas oceupaortes habiluaes, do sorle que
entramos de novo na ordem regalar das cnusas. A
febre te borracha foi forte, porm ja passou; e pa-
ra que a prov incia tire grande vanlagem, interesse
real desse producto, basta que elle se venda pelo
prero actual, ou por oulro nimia mais baixo, alien-
tos os poneos gastos da sua produccao.
III.
Tem-se realisadon vaticinio daquelles.que semprc
pensaram, que conlinuaria nlre nos a raridade da
carne verde, apezar da assembla elcvar-lhe o pre-
o a seis vinillos. Um semelhanle fado prova em
Avor dos verdadeiros principios da scicncia, pois
ella cnsina, tanto philosophiramenle, como por uina
nao interrompida pralica de seculos, que a laxa ou
mximo em qualquer prodcelo entorpece senno es-
tanca cs-e ramo de industria. Temos urna lei, que
para raim e mais oulros he inconstitucional, alm
de barbara c perniciosa, a qual determina que a li-
bra de carne verde se nao venda por mais de toslo
i boje seis vintens I sob pena de urna multa equiva-
lente ao excedente desse preso Qual o resultado
de semelhanle mximo, o seu resultado immediato
e lgico? Acabar com um producto cujo augmento
nos gastos da sua prodcelo mi fabrico nao he com-
pensado pelo preco por que he vendido. Os bra-
Sos rarearam e encareceram ; os cavallos, cundirn
essenclal e indisponavcl da criarSo do gado vc-
cum, subiram a um prero muilo alio e cada vez
maior; a peste lem passado do gado cavallar para
o vaceum, e no eniaulo dctermina-se que se venda
a carne sempre pelo mesmo preco E como a per-
da ueste caso do fazendeiro he "certa, nada do con-
currencia, e por conseguinle contina o nosso mise-
ro estado. '
Se isto he mo para nos, julzue o que nao ser
para os colonos que nos chegam da Europa, para
esses operarios que se tem mandado vir, e que lu-
do dispensam menos a alimentaran da carne verde.
Supponho que nao seria tatvez inconveniente que
o governo geral iulcrviesse, suspendendo como in-
constitucional urna lei que s males pode produzir-
Keceiam que sendo livre esse producto suba a um
prejo extraordinario ; entretanto a farinha vendeu-
se por seis mil rs., a galinha por tres, o per por
sote, c o carneiro porquatorze, c niuguem grilou,
e porque? ser,1o os fazendeiros de gado os nicos
votados produccao do nin genero de que so devem
contar por las ? Porque nao abandonan) urna lal
prodcelo, dir-me-hao. Bem que elles o desejariam
fazer, mas como? se ella s d prejuizos, onde
adiar quem leu lia Uto pouco juizo que queirn com-
prar fazendas da gado de Haraj 1 quem desejarn
um ramo de industria sobre o qual pesa urna le de
mximo ? quem ha de quer trabalhar sem esperan-
Sa de mnimo lucro ? E sabe que mais, em urna
assembla de 28 membros s dous se atrevern) a
pugnar pela liberdado da industria, pelos verdadei-
ros principios da sciencia, escudados por urna pra
lica nao interrompida que sempre lem provado o
quanlo sao perniciosas as reslricses a qualquer ge-
nero de industria ou trabadlo. Demos lempo ao
lempo, que da vira em que ninguem duvidar por
mais lempo de que a falla que sentimos de carne
verde he devida i esa lei do mximo, que, mono-
polisando a rriarao do gado, aflasla os concurrentes
c causa este continuo estado de oscilarlo em que vi-
vemos.
IV.
Estes ltimos lempos lem sido dedicados aos pra-
zeres ; semanas lem havido em que havemos goza-
do de mais de um baile o mais de um dia de lliea-
tro. Deixando de oceupar-me com lodos esses di-
vcrlimenlos, fallarei somonte do baile dado pelo
Sr. He Ambrosio l.eilao daCunha, na noite de 5
do correnle, na sua bella casa de Nazarelh.
Eram 9 'horas dessa dilosa noile, e ja inmensos
pares de convidados oslenlavam mil gneros de bel-
leza as grandes salas esales, esclarecidos porcres-
culo numero de luzes. Calculamos qualroccnlos
convidados. Havia onde escolher. Kicos loilels,
magnficos brilhantos, bellezas diversas, feicoes de
j anu ni. de cravo e de asucena, semblantes" crios
e risonhos, rostos lernos e romnticos, todo mistu-
rado em um ocano de cores e de flores, era para
salisfaier lodas as inclinarlos, todo o lionero de
syrapnlhias, todas as dedicase.es.
A alegra, a harmona, e o agrado coroavam essas
horas onde o positivismo he vencido por um cerlo
ar ile amillona que se respira,' c que produzindo o
enlevo d'aima suspende o espirito al o bello inlini-
lo, grandioso e nico, subindo-se para chegar cssa
extraordinaria concepcao pela maravilliosaescada das
liellezas reacs. Qual ser o vvenle que nunca for-
masse um caslello no ar ? Quem nao ter concebido
um bello todo compusto de uns grandes olhos pretos,
de unas sobrancelhas de vellido c seda, de um eolio
roseo e torneado, de um pescoco de cysne, de urna
estatura de Venus, e de um nao sei que de sublime
e divino que arrebata a alma e faz pulsar o coraron.
c como se fossa um ente ral? Se uSo fosse este po-
der da intelligencia como conceber a Divindade, pro-
totipo de ludo quanto he grande, infinito e pode-
roso?
Deseamos porm das alturas a que nos iamos ar-
rebatando, para se nao derreler nossas azas de cera;
mais duas palavras sobre o baile.
O serviso foi sempre com summo goslo e profusAo.
O Sr. I)r. Leitao e sua Ilustre familia nao se pou-
pavam fadigas para mostraren) aos seus convivas
quanlo prazer sentiam com semelhanle reunan.
O baile arabou as cinco horas da manbaa. Dan-
rou-se muilas conlra lauras, walsas. schotishs, pol-
kas americanas e inglezas. Conversou-se.... oh!
sim, muito se conversn, e... em tantos objectos, e...
em assumplos lao Ionios, e... em declararnos tao
apaixonadas, que oulra que nao a minhi tosca pen-
na, seria mistar para piular lodas as pulsaertes des-
fes ci raerte-, inrfaulis, que durante essas horas de pra-
zer se nao lembravam dosdiis passados nem futuros,
cbl dores de honlem nem d'amanbaa, c de muilas
nutras lembranoa que acompanham a vida ordinaria
do homcm e da mullier. E no dia seguinle quaulas
recordaees, quintos suspiros, quanlos qucixumcs,
piamos nrre'peodimenlos!! S Dos o sabe, c os
diflcrenles iuteressados.
V.
Se os bailes sao o encanto c o cuidado das mullid-
les, as eleicrtes sao o encanto e o cuidado des le -
mens. Falle! de um bello baile, porque nao fallarei
lambe-n de cleiroes ?
Vieram no vapor San Saltador as enfeiliradas
ni.; ii- jiara se proceder cleic.lo senatorial. Anda
bom. Com oE\m. Sr. Reg Barros na presidencia
conlarn o; candidatos segura a maior garanta *?m
seus dircitos polticos, qual a libcrdade de voto. S.
Exc., ao raesmo lempo que ha de empregar lodos os
meios de conservar a paz e a harmona as differen-
lesclasscs da populadlo, ha de conservnr-se alhcio
aa |irelenoe pessoaes, e deixar aberlo u campo as
diversas ambires eao verdadeiro mereciment. Es-
pero tambem que S. Exc.aconselliara aoSr. r. Ma-
galhacs, ehefe de polica, dizendo-lbc quanlo be in-
conveniente que urna autoridade qualquer inlcrve-
nba as campanhas eleitnracs, empreando indevi-
dameule em favor deslc ou daquelle, um poder que
Ihe lora confiado rnente com o lim deservir o inte-
res-o publico. Do contrario a liberdade de voto nAo
passaria de um phantasma, pois se por um lado o
presidente nao intervinha pro nem contra, por oulro
ocheftde(Milicia intervinha pro e contra. Nao es-
liramos que tal se realise, mesmo porque nao ha
neeessdadc disso, pois me cotila que os,tres pretn-
dante* prncipaes sao o conselltero Snuza Franco, o
arcebiipo da Baha e o Dr. Angelo. Ora, .nube, os
grupos adinillem o arrebspo da Babia, e qualquer
dcllcs na candidatura do conselheiro Souza Franco c
Dr. Angelo pngnam pelos seus interesses, e da pro-
vincia pugnando com tortas as forras para que o Pa-
r seja devidamente representado na cmara vitali-
cia. Para que pois ile-avencas e intrigas ? Porque
nao combinaran) lodos os eleitores para votaren) nen-
ies tres paraenses, de entre os quaes tem de escolher
S, M. o Imperador o que Ihe parecer mais digno?
Anda mais; aceita a candidatura do arrebspo,
por ambos os lados, nem ser possivel, que a do Sr.
Dr. Angelo exelua o conselheiro Souza Franco, nem
odcsli: aquelle, correado, como eremos, livree as
OHRIO DE PERHAMBUCO. SBADO 9 DE DEZEMBRO DE 1854.
eleices. Neslc caso a lula seria ainda mproficua, e
s produziria resultados mos para lodos os preten-
dentes. Keuna-se a prov'incia inlcira, vol uesses
tres mimes, nao iutervetilia autoridade alguma, nada
de combale, nada de lula, nada de intrigas, cis o
que aos l'araenscs rumpre fazer, c o que eu Ibes
aconselharia que fizessem, se quizessem ouvir-me.
Basta; desejo-lhe saode.
Maranhao
San Luiz :ll de novembro de
Comecare dando-lheparte de que, coma rapidez
do / rnutins. que do I'ar apenas trouxe cinco dias
incompletosforsando-me nssim a cscrever-lbe com
o pequeo intervallo, que medea da presente a ul-
tima missvauipossvel me he inlreler os seus le-
lores com algumas noticias, que na verdade nao sei
hoje aonde as deva ir buscar !
Eslou em talas com a obriearan, o rigoroso dever
de um lado, e do oulro a falla absoluta dos recursos
para poder satsfaze-lo.
De semelhanle estado, eslou cerlo, que smente
ltvrar-se-hia um correspondente, cuja frtil magi-
nasao, podesse em boa tirada romanesca, rapprtr a
rida materia de noticias, que nao existen)...
O lapis sublime de Uavanti, quo lem reproduzido,
com lodas as suas mais grotescas particularidades,
as varias circumslancias a que pode ser levado o ho-
mem na vasta Batalla dos senlimentos e rclacSes ;
croio qucvainda nao nos apresenlou o esbor'n de
um correspondente em apuros.... de um corres-
pondente em frente de liras de papel ; armado
de peona atr.iz da orclha ; ahsorvendo amiuda-
das piladas de rap, ou cxpellindo rolos de fu-
mara do enorme charuto, que Ihe pende los la-
bios ; estregando a lesla; puxamro os cabellos ;
volvendo e rcvolvendo o pensnmenlo em lodos os
sentidos... c ludo isso cata de urna noticiazinba,
ou mesmo de qualquer assumplo, qe possa saciar
os tetlores, que o esses alongados olhos, que smenle a fome os pos-
sue !...
Se aquello grande artista um dia aprcsenlar lal
desenlio, |K>de contar que collocaru mais urna cifra
ao lado Uireito do vasto algartsmo de suas bellas
coinposisoes...
A correr, como vamos, cstou intimamente con-
vencido que dentro em pouco cessara essa existen-
cia, ainila nao definida, de um correspondente de
provincia. Sim, qitaudo chegar a occasiao de ter so-
lucao o grande invento de Mongnllier, nao necesi-
taremos mais de escrever, conversaremos. Cada um
possuira o seu hablo acroslasicn. c cnl.to nao lera
o incommodo de ter gazelas para saber noticias,
quando podem fcilmente bebe-las as proprias fon-
tes Ou ento todos os jornaes, como o seu excel-
lenle Diario, lerSo os seus correspondentes toado-
res, que verbalmenle dar.lo conla do recado ; apo-
sentando assim um sulemne desmentido a Plalao.que
cbamou ao homem animal de pennas !
Felizesc bem felizes devem agora ser os seus cor-
respondcnlcs da Europa, tendo i sua dispostsao a
california da luta, que neste momento cnsang'uenta
o Oriente, esse lindo berso da bumanidada, que
parece estar reservado para um dia ser tambem o
seu tmulo. Os furores do Nicolao c dos principes
alliados e por alliarem-se, as olas e contra-notas
diplomticas, as marchas e contra-marchas dosexer-
ctlos, as manobras das esquadras, os cercos das cida-
des, as balalbas, os carrapeles trtaros, o Mar-Ne-
gro, o Baldeo, etc., ele., ludo isso he de cerlo
urna fonle inexgolavel de palestra epistolar... Que
diflerenra da aridez do terreno em que me vejo for-
rado a colber alguma cousa ; em que idilio apenas
por horisonlc na poltica o gemer dos rabiscadores
do Estandarte, que comesam ao sentir por sobro o
lepraso couro do costado, o azurrague do desprezo
ou da represalia.
Quanlo aos melboramentos malcriaes e moraes,
que vat tendo a provincia, bem sabe que ennuncia-
dos urna vez nao se podem repetir ; e por ultimo es-
sa paz, essa seguransa individual nue, au passo que
lie a gloria da adminislrasSo actual, he o pesadelo
dos seus adversarios, he cousa tao sabida e to repe-
lida que nao sei mais de que mancira a adube. Esse
bello estado em que marchamos, ser bom para
tu.io, mas nao para a depravado gosto de um cor-
respondente que quizesse especular com ella. Seme-
Ibanl gente he de algum modo bem cuoisla ; amam
as amlacoes pelo simples faci de poderem colber
denlreellas alguma noticiazinba, poupando assim
uo relo o que na intelligencia sao obrigados algu-
ma vez a irem buscar.
A resignarlo que he o remedio dos remedios, ou
antes o curativo do mal pela absorvican do mesmo
mal ; venha pois em meu auxilio," e assim fa-
rei boje, snjeilando-me clia. por cumprir com a
larcra do coslume, que desla vez me parece que vai
alauma cousa aleada, em virludc da disformidade
dessa cabera, quo se chama o exordio
O Tocantins foi, segundo me consta, portador da
noticia de que o Exm. Sr. Barifi de Maua havia to-
mado a si a empreza das duas navegases a vapor,
de que na minha ultima Ihe fallei. S. Exc, como
lodos sabem, he um emprezario de bom agouro,
e por isso quasi que posso alianrar, quo por lodo o
rftrrcrdo prximo vindooro anno, leromosa realisa-
Sao daquelles dous grandes melboramenlos, que
elevara quanto aules, esta provincia a grande pros-
pon, ade para a qual a Providencia parece have-la
faado.
O mesmo vapor trouxe a noticia que a lodos sor-
prenden, da demissa do agente nesta provincia.
Antonio dos Santos.
Foi geralinente sentida a injuslira qoe assim se
Tez a aquella senhor que exercia lal commissao, bi
quasilia anuos, sem nunca haver rallado a ludo o
que diz respcito a intelligencia, zelo e probdade..
tactos dessa ordem sao nicamente explicaveis por
cssa le, bem triste das contingencias humanas 1. O.
recurso a esse mal, be o de que cima Ihe fallei, a
panacea da rcsignaso...
O Sr. Santos, que at ao presente ignora comple-
tamente o motivo do inslito procedimcnlo da ge-
rencia daquella companhia, pode ficar ntimamente
convencido, quedeixa gravado na memoria de mui-
los, essas boas maneiras leaes e cavallciras com que
semprcoslraloulodaa vez que era procurado nao
so para os negocios puramente particulares como
paraos que se referan) ao serviso da companhia.
Veto snbsliluii dignamenle au Sr. Santos o Sr
commendador Joo Gualberlo da Costa.
O resultado das pesquizas c observaees por parle
da polica na indagarlo da cansa da mortc do Dr.
Miranda, de que ltimamente Ihe fallei, foi que se-
gundo lodas as provas, as mais evidentes, aquello
l)r. ro victima de um ataque relebral, e nao de um
assassinato segundo diziam cerlos individuos amigos
de crear novidades. dar Iraballios oulros c cspalhar
o susto aonde nao existe motivo para elle.
Tenho-me esquecio dizer-lhe, que S. Exc. re-
yerendissa. por haver rommellidoo grande crme de
ter, em termos minio obseiuiosos.agradecido em um
oflic.o as honras que o Exm. Sr. presidenle Ihe
mandara prestar, quando elle ltimamente se diri-
gir a Alcntara a visitar o convenio do Carmo, foi
vilmente atacado pelos gozos da ra da Estrella no
digno pasquim que na imprensa os representa. Nao
admirou a ninguem, que sabe quanto aquella gente
he immiga de ludo que tem algum merecimenlo.
Hem ve, que o nosso venerando e sanio prelado nao
poda fazer excepcao a raordacidade de semelhanle
suoia. *"
Cusa a crer, mas he cerlo : nesle momento acabo
de saber que segu para o sol o grande Rodin, a
ata mhi.sI/vi e aijoureira !
Pois qne | O celebre ebefe de polica dos lempos
calamilosos.o agoureiro mocho deixa o ninho em que
vive a tantos anuos, para ir encarar o brilho do sol
da corle Elle o homem, qoe he o principio, a
causa de lodos os males, que desde muilo pezam so-
bre esta infeliz Ierra Eu sinlo profundamente nao
possuir o pincel do nosso Timn; porque aullo,
como elle nao limilnr-me-hia a pintar-lbe a pona da
ore ha, que alia* he de bom tamanbo. mas o todo
do hroe desde a. pona da crista as unhas das pi-
. Se o nosso povo comprehendesse bem o quanlo
mporla para seu bem estar a retirada descmelliantc
homem, eslou que o regosijo seria publico. Em nu-
tra qua quer Ierra seria um motivo para luminarias
e foguetes.,. Segundo me dizem. elle vai a capu-
cho sem nem ao menos se despedir de lodos os ami-
gos: quer talvez guardar o incgnito laia do Caru-
ra ao.< hmzinhos que, cuitado, anda rada vez mais
atomatado com a revista (iuimaraes, que por sem
liiviila nao Ihe dcuar ramelas tao suculentas como
a que mamou na revista Jacolinga...
Em que lugar soasar .lee aijoureira, que nao
leve comsigo males de loda a especie !! O Itio Gran-
Usti" Cari'eMilr'1nl'r''i,ll Mtt0 W U"-
Lembro-me agora, que urna vez prometU-lhe fazer
um soneto emsaudasao.quando umdia se verificas-
se a retirada, anda mesmo temporia do Hodn.
Como sabe, nao cultivo os musas ; c por isso" des-
culpe se a obra nao seguir os dirlames da arle, c
nao hver a docura das aguas do llvpporrenc.
He urna parodia um dos ntclhorcs versos que
eu conheso. Desculpe-mc, repilo, e ouca o impro-
Vai le, fera cruel, molor d'inlrigns.
Horror do Maranhao, horror da gente,
Vai-le, ave agoureira impcrlinonle,
Que escarneces da Ierra, que le abriga !...
<) eco te falle, a Ierra te persiga,
Negras furias o inferno te aprsenle,
* E da bara tristeza o voraz denle
< Roa o Til coraeao, qoe ao mal se liga.
Oh I monslro. vai-le, emlim, monslro nefando,
Deixa livre este pavo, socegado
Que ca le lira maldiees lanrando...
Em qualquer parte, que le leve o fado,
Das negras furias o tartreo bando
Te traga dia e noite atormentado...
Aqui Balito, porque com a musa csgolou setudo.
Adeos, al prirneira.
JURY DQ REGIFE.
4.a sassao' ordinaria.
DIA C.
/'residencia do Sr. Dr. Manoel Clemcnlino Car-
neiro da Cunha.
Promotor o Sr. Dr. Antonio Luiz Cavalcanli de
Albuq u erque.
Escrivao o Sr. Joaquiru Francisco de Paola Esleves
Clemente,
Advogado escolhido pelos reos o esludanleMarian-
no Joaquim da Silva.
Reos Claudino Joao Fcinandes a Mara Magdale-
na aecusados pelo crme de tentar rcduzir a cscravi-
d.1o um menino de dous a tres anuos de idade.
As 10 horas feila a chamada adiaram-sc prsenles
fGsenhores jurados e foi aberta asessao.
Foram multados em 20?, alm dos mencionados
as actas anteriores os senhoreg Dr. Joao Pedro Ma-
duro da Fonseca c Jos Paula da Fonscca.
Osscnhores Gustavo Jos do Reg, Joaquim Pe-
reira Bastos e Joo Cancio Gomes da Silva, deixa-
ram de comparecer ao tribunal |ior motivo atten-
divel.
Foram sorteados a aprasimento das parles para
julgamcnto da causa os senhores :
Joaquim Jos de Souza Serrano.
Joo Biptisla Ferreira d'Aununcias.lo.
Francisco Anlonin Pcrcira de Brilo.
Barlholomeu Guedes de Mello.
Joao Francisco Maia.
Dr. Pedro Gaudiano Ralis c Silva.
Antonio Alvcs da Fonseca.
Jos Ignacio Soares de Maccdo.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira.
Manoel do Nascimcnln da Costa Monleiro.
Dr. Ignacio Firmo Xavier.
Antonio Jos Duarlc.
Consta do libello da promoloria publica que os
reos rceebcram na cidade de Nazarelh, o menor Ja-
nuaro de sua mai, que o havia entregado para por
elles ser educado e que chegados a esla cidade o of-
fereceram por venda a differenles pessoas, no mez
de selembro do auno passado, venda que nao se rea
lisou por nao ser apresenlado o titulo de dominio do
menor, e por sedescobrir que era livre, pelo que fo-
enlrcgue a sua mai.
O promotor publico susleutou os artigos do seu li-
bello, dizendoque eslavam provados com a confissao
areno processo de instrurclo, c os depoimentos
das teslemunhas, as quaes eram completas e preci-
sas; e concluio peilimli que mpozessem aos reos a
pena do artiga 179 do cdigo penal, combinado com
o arligoTi no grao mximo, por se darem na especie
as circunstancias aggravanles dos uumeros 4, G, 8,
9,10 e 17 e do artigo Ifi do mesmo cdigo.
Declararam os reos em seus interrogatorios, que
pinham em seu poder por consenlimenlo da mai o
Imenor Januario, mas que nao prelenderam vnde-
lo, dizendo o reo Claudino Jo3o Fernandes, que al-
Iribuia o depoimenlo de algumas teslemunhas a in-
misade, e a rMaria Magdalena que u3o havia con-
ressado permite a subdelegada da Boa Vista o que
consta do auto que Ihe foi Hilo.
O adtogado dos reos disse que as peras existentes
no processo nao eram bastantes para provar que el-
les eommellcsscm o crime porque eram aecusados,
porquanlo a prova Icsteinunhal dos autos era ineom.
pela por nao determinar precisamente o delinqucn-
Ic e ser suspeila e viciosa na parte quo aproveita'a
aecusasao, visto o carcter das teslemunhas. e o que
tinha na opiniao da promoloria o caraler de confis-
sao, nao mereca, semelhanle qualificacao, visto que
as palana* da re nao se devia dar o peso deque fal-
lava a accusarSo. Depois de muilas considerases
neste sentido ; disse mais a defeza que o autor do
crme era o cadete Alfonso Honorato Bastos, despro-
nmiciado no processo, concluindo por fim que quan-
do mesmo fossem os reos declarados criminosos nao
deviam soffreras penas pedidas pela promoloria, por
que nao exsliam as circumslancias aggravanles in-
dicadas no libello, c era de equidade que se lvesse
em considerarao a circunstancia de ja eslarem pre-
ses a um auno.
Foram inqueridas algumas das teslemunhas da
aecusasao,
Fmam os reos comlemnados em visla da decida
do jury no grao mximo doarl. 179 do cdigo pena1
combinado com o artigo 31.
Foi adiada a sessiio que terminara ss seis horas da
larJe para o dia segninlc.
BEPABTIQAO DA POZ.ICIA.
Parte do dia 7 de dezembro.
Illm.e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
diirerciiles participaros hoje recebidas nesta re-
particlo, consta que foram presos : pelo juiz muni-
cipal da prirneira vara, o porluguez Antonio da
Costa Moreira, c o pardo Francisco Antonio da Sil-
va, esle porse adiar sentenciado, e aquello pronun-
ciado; a requislo do depositario geral, o prelo Ca-
lalo, escravo de Jos Alexandre dos Sanios, sem de-
claraste do motivo; pela subdelegada da freguezia
do Recite, Auna Maria da Conces1o, c o preto Ma-
noel, escravo de Constantino Jos Raposo, ambos
para averguases policiaes; pela subdelegada da
freguezia de S. Jos, o porluguez Francisco de Al-
meida Arouca, por embriaguez ; pela subdelegada
da freguezia da Boa-Vista, a parda Alexandrina
Mara da ConcerSo, c o pardo Joaquim Jos de
Sanl'Anna para correcrSo.
Por oflcio de 3 do correnle, parlicipon-me o de-
legado do Ierran de Sanio Antao, que as 10 horas
do dia2, fora assassinado com um tiro na Mirad* do
ongcnhoCacimbas, em scguimenlo a aquella cidade,
Francisco de Salles Bezcrra, por Manoel Baplisla, o
qual conseguio por-se em fuga, nao obstante as dili-
gencias empregadas pelo delegado para o capturar,
sendo que continuava o mesmo delegado em seme-
lhanle diligencia, e lcara procedendn ao competen-
te summario.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de Per-
namluico 7 de dezembro de 1855____Il|,n. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueired
presidente da provincia,O chafe de polica, Luiz
Carlos de Paita Teixeir.
COMARCA DE INAZARETII.
3 de dezembro.
Eis-nos chegados ao mez do Natal, ao mez pelo
qual se costuma esperar com anxicdade. A esla hora
mullos conlarn fruir largamente os mil divertimen-
los e pasa-lempos da fesl do Nalal ; mas quem sa-
be quautas contrariedades nao estarao decretadas
lelo mexuravel destino muilosdesses, daqui ate* l '
O futuro a Dos pertence.
Deixemos, pois, o futuro, esperando com resigna-
sao a senlenca, qualquer que ella seja, que a sabedo-
ria infinita tenha decretado a :io ao que so nos importa, que he o qoe passou, e vai
passando para o dominio do prcterilo.
O jury desta cidade, que foi instaurado no dia 27
do mez passado. como ja o disse em a minha prece-
dente, (em continuado regularmente emsuas sessOes-
ja foi submeltid ao seu conhecimeiito o processo dos
que assnssioaram ao infeliz Manoel Ferreira da Silva-
Me he, a mullier, Silva ; aquella foi condrmnada a priso perpetua, e
este a pena ultima, sendo o lilbo ahsolvido I
Incoherencia das colisas desle mundo I l'ns zan-
gam-se por serem comlemnados a morrer pelos Ir-
himnos o oulros o desojara de milito boa vonladc. \o
mesmo da, e, talvez. na mesma hora, em que Ma-
noel Cavalcanli Selleiro (assim appellidam ao que
ro condemnado a morle) lastimava-se da sua sorte
om maca desla cidade, desapontando, por le-lo dei-
xndom maitesse. romo agua deixou a fonle. depen-
durava-sc de urna corda, para morrer enforcado, nao
cliegando a lograr o seu intento, por acodirem muito
a lempo alguns viznhos, que o salvarara.
O segundo dos tres cima mencionados tambem
leve mu lance de fortuna nao pequeo, qual foi
pninciro, ser absolvido sem o esperar ; segundo, nao
haver appcllacao da scnlenra que o absolveu ; e 1er-
cero filialmente, morrcr-lbc no mesmo dia em que
foi absolvido, um prente rico.de quera dizem, her-
dar. para mais de 10:000 rs. Este lance fui lauto
maior quanlo o dito prenle, pretendendo desber-
da-lo era leslamenlo, como he publico, morreu ab-
intettade.
O Ilustre finado era um velbo rico, sem mais her-
deiros, doqiic cima mencionado, edooa irmaos me-
nores : no dia do fallecinienlo, muilns allluiram a
sua cas;- ; entilo, o Dr. juiz de orphans, rom medu
le algum toar de paste /ia.c,dirigio-sc tambcmalli,
por ouvir dizer que elle deixara grande quanlidade
de dinheiro enterrado mas ou por que nao alinasse
rom o lugar do dinheiro, vollou na mesma.
Domingo :t do corronlo leve lugar a fasta do San-
Miguel em wi capellinha, creca a um qnarlo de le-
gua desla cidade.: eonsla-me que aa novena*e festa
foram cellebradas rom a decencia necessaria, sendo
muilo concorridas pelas familias e pessoas desla ci-
dade, e passando-se ludosein accidente algum no-
lavel.
Tambem so otan fazenJo as novenas da Senhora
da Conrcirao, em sin matriz nesta cidade; porm
sem enlhusiasmn, visto como nem msica Um; toda-
va dizem que a vespera e diascrao com arrojo.
') nnco ra>o que apnarceea depois da minlia ulli-
ma, contra a sngurane.i individual, foi proa facada,
que ileu orna mullier em oulra, no destrirlo da ler-
cera subdelegada desla freguezia, A raquisla foi
inmediatamente presa, c acha-sc recodada a cadeia
desla cidade.
Duas palavras sobre a cmara desta cidade : a lei
provincial n. 310 do anuo passado supprimio a dous
districtos do paz, o de Caraiba, c o de Terra-Nova,
mandando anuexar aquelle ao de Tracunhacm. e os-
le ao de Alaga-Sccca. Esla lei al hoje uao foi exe-
eiilada : dar-se-ha caso que a cmara tenha mais po-
deres que a assembla provincial ?
Os vveres vao alteando mais, como he cosame
por esle lempo.
Nada apparece, que induza a receios pela salubri-
dad e.
At mais ver. ,\.
(Carta particular.)
COMARCA DE SAMO MITA*
Victoria 4 de dezembro.
Meu charo. Porque ha quasi um mez que Ihe
n,lo escrevo, j muilos perguntam por aqui que fim
levei. O 1.amella suppe que inlo quero continuar a
escretinhar para o seu esliinadissiran jornal com re-
ceio de incorrer no desagrado de cerlo tandeo, que
sabe formular informarnos para, em nome de al-
guem, abusar da boa fo de alguma honrada pessoa.
() rea! bobnrum, e o broma de borla e capello, que
infelizmente j he chegado de suas excurses, se
mo.iran cada vez mais insolentes para ver se, obser-
vando eu estas suas delicadas maneiras, vou paula-
lira deixando o meu pnslo: an I.un bastante salisfei-
tos de sua vida, porque Ihes parece que a cousa vai
leudo cfleilo. Al, meo charo senhor, o scriba (lu>
difficolt a crederlo ) pensa que Ihe nao escrevo
mais, porque temo que dos seus cartapacios nao saia
algum bicho de sete cabesas, que dcsapiedadameute
procure devorar-me : oque rerlamente succederia
se eu fosse o... O almocreve de pelas lera feilo i es-
se respeilo quantos juizos Ihe suggere a sua louca ca-
chola. Toda essa boa genle est engaada. A Vrac.,
senhor correspondente, iic que quero dar desculpa
de nao ter fallado por lauto lempo desla abensoada
terrinha, que lito bous 1'rurins lera produzido: entre-
tanto nao pense que lenho vivido em santo ocio.
Olho, meu charo, nao lite lenho dado uovas minhas
porque... Ora isso, en.lo eslou com lana vrrgonha
de Ihe dizer o motivo l Vmc. cerlamente ha de sor-
rir a minha rusta. V l.i, lapo a cara, e digo-lhe
sempre, visto ser Vmc. pessoa inui seria c de muilo
segredo. t) motivo da demora foi porque locou a mi-
nha vez de ser devorado de acerbas saudades t'i!
que sinto ainda eslalar-se-me o peito Meu Dos!
quem arredilara que eu havia le ser devorado de
saudades? Mas que quer Vmc., raen charo, salien-
do que sol composlo de carne e osso? Nao conclua,
porm, daqui que en esleja terido de amor por algu-
ma encantadora 1.a ira. cuja rara belleza e grasa
agrilha os corarnos de amorosos Pelrarcas, ou que
padeca por alguma bella Leonor, cujo meigo sorriso
encanta e fascina mil temos Ta viva morreo.lo na ausencia de alguma daquellas a
quem lodos adora ni, porque julgam-na deosa. Nada
disso; nao chesa para meus beisos oceupar o mais
pequeo lugar nos Icrnissiinos eoiaenes de engrasa-
das e felreiras beldades: isso s chega para cerlo
lenle daqui, o qual na verdade, apezar de nao ser
muito bonito, he um dos valcntcs conquistadores de
peregrinas bellezas. Daqui j se v que os objectos
das minhas melanrol as nao sao eslas adoraveis crea-
turas, que douram a existencia do nosso namorado
lente, mas sim cerlos amigos en do meu mesmo se-
xo. Sorriam embora o Wanderley e aquelles que
nao saliera apreciar uina boa amizade: chamen) s
minhas saudades, saudades prosaicas; ocaso beque
se me desse Dos mu genio tilo elevado, como o do
amigo M. abi desse Iteeife, cu saberia exprimir o
que vai ca por dentro do peito, c entao Vmc. e quem
quizesse teria o saboroso goslinlio de ler nesla minha
muilo humilde missivacanses tao saudozas, tao do-
ces e melanclicas, que (icaria tendo saudades dos
taes amigos, qoe para longese foram. Parece que lu-
do nesta occasiao se quera conspirar contra mim,
porque at o l'aniab ao me fez ter cocegas no cora-
Sao : ciscou-se este ingrato sem ao menos dizer
aqu le ficam as chaves. Privado assim da minha
man direila, isto he, do Panlaleao, e duente do mal-
dito spleen, nao tive remedio semlo sabir do meu
ninho para dar um gvro, procurando dislrahir-rae
um pouco, alim de na ter o Cazuza a grande ale-
gra de ver o meu cadver fluctuando as torrentes
do furioso e caudaloso Tapacor. Bem sabe Vmc.
que spleen he urna endiabrada doenca ingleza, que
mellendo-sc no caco de qualquer infeliz desta na-
Cfo, se torna tao pertinaz, que lem levado a muilos
n deilar-se de mollio no Tamisa. Antes, porm, de
ter tenlaertes de atirar comigo no nosso riacho, fui
pondo-me ao fresco para respirar nevos ares, no que
nao obrei mal. Eis-ah completamente justificada a
demore da minha pobre caria. Nao perdi o lempo
em que por lora andei, porque voltei, ainda que po-
bre de dinheiro, todava alguma cousa mais rico de
experiencia.
No momento, porcm, em que Ihe escrevo eslas
loscas linhas, acho-me restituido ao lar domestico, c
a par de mim o meu amigo Panlaleao, o qual acaba
tambem de regressar de urna viagem bstanle estira-
da. Saiba que este maganao regalou-se c diverlio-
se mais do quo cu : alm de fazer com felcidade o
seu negocio, (objeelo principal de sua viagem) vio
festas, converso* com malta gente boa e ruim, lo-
mou exceilenles bandos no agradavel Ipojuca; pas-
sou urna vidoca. O tal meu api lauto em nada se
perde, porque industrioso como he. de ludo sabe li-
rar bom proveito. Quando, voltando elle l das par-
les de... (iwo me occorre agora o nome do lugar)
chegnu na villa da Escada, ahi se ia celebrar a festa
do rago. Como, porm, o Panlaleao lie muito de-
voto, nao perdeu lln boa occasiao de ver esta solem-
nidade, a qual foi feila com alguma pompa, seguudo
elle disse ; assislo lodos os actos da igreja, o ouvio
altenlamciile os sermcs, e, apezar de sua nullidade
em materias de eloquencia sagrada (e tambem pro-
fana), cnlendeu todava que cstiveram muito bous.
O que, porm, enclieu-llie mais as medidas foi ou-
vir da bocea do Rvm. fre Joao Baptista, que pre-
gou uo Te-Dcum, urna digressao, que vinha muilo
ad rcm, sobre as irreverencias, de que o inesmo
pregador, e muila genle mais, foi testemunha oceu-
lar durante o transito da procissao.
A proposito de irreverencias, coutou-me o amigo
Panlaleao muila cousa em desabono da religiosidaitc
de cerlos marre'/uinhes do bom tom ; o que, porm,
mais o cscandalisou foi ver, alm de oulros um lio-
nero, tolo, como costumam ser os de sua laia, em p
junio ao aliar, (quando all eslava depositado o Dos
Poderoso, a quera lodos sem ili.-tinceaii devem re-
verentes curvar os joelhos) vollado com muila inde-
cencia para as mulheres, abanando-se com o seu pe-
queo chapeo de palhinha, como se fosse um deli-
cado lequc, c fazia islo com a maior indiil'erenea do
mundo. Tomara eu saber para que v3o igreja se-
melliantes aulomalos.
A msica de pancadaria esleve soffrivel, mas a de
nrchestra, que segundo a expressao de cerlo amigo,
foi-ama /empapada, porque era composta de gente
desse Iteeife, desta cidade c de Caruar, careca de
mellones vozes para ser plus agrable. Os versos,
porque foram cantados pelas mesnias vozes da mns-
ca, nao cstiveram bons, ao passo que se os executas-
sera vozes de senhoras, como he coslume nessa pra-
ca, (segundo me dizem, porque en sou tambera ma-
tulo de chapa) se tornariam dignos de ser ouvidos
rom loda attenrao, visto que as senhoras no cantar
imitam aos anjos do co. Houve fugo, c esleve bom.
O Manoel Antonio rio-se bandeiras despregadas
de ver o bel as marradas com o negro.
O Panlaleao, cliegando a esla cidade, me infor-
mou de ludo o que acabo de dizer-lhe, e de outras
muilas circumslancias, de que vou ja il.u-lbe noti-
cias liiilim por lintim. V, pois, debaxode sua res-
ponsabilidad!'. Mas que quero fazer? que teineri-
ilade Dcixe-me calar a bocea calatas est bocco-
rum, como ilzia o meu av-torto. Ahi est o Ilus-
trado Velbo Aldeao, que sem duvda Ihe ha de dar
conla de ludo com a sua costumada intrepidez e rec-
lido : peso, pois, desculpa esle bom collega de ha-
ver dilo de mais sobre o que ja me nao pertence.
BerdSo] meu bom velbo I O meu Cyreno nao se
esqueccu de elogiar pessoas mu respeilaveis, com
quera eu lamhtm j tive a ventura de communicar.
0 virtuoso frei Joao Baptista, honra e ornamento
da religiao franciscana, he um destes liomens que
jamis se apagaran da minha lembranc.i. Merecen)
todo respeitn e considerarao os Srs. commandantes
superiores Manoel Thom, Barros, e o major Andr.
O afiavel lenenlc-corouel Henriqne Marques l.ius he
um desles felizes mortacs, que possuem por sua cor-
dealidade o dora da altracsao. Aquelle que gozar da
sua corapanhia, ainda por um instante, Ihe licarde-
vendo o coraran. Tambem nao me liti de esquerer
das amabilidades rio major Salles e do capilao Joa-
quim Manoel. Di o seu risnho, Sr. major. Que
quer? S. S. deu-me no golo, e eu lenho culpa dis-
so ? Quera sabe se o Sr. major nao usa do magnetis-
mo !? Quem sabe!... Ole! como est lisongeiro,
ilir cerlo amigo que eu conheso : felizmeute as
pessoas de quem fallo sao lao conhcddas, que nin-
guem pode-mo tachar de lisongeiro. A final de cen-
ias di-sc-ui" o Panlaleao, que se enconlrou mesmo
de cara a cara com cerlo taful, a quem inmediata-
mente conhcccu pelo pontetru, o qual be de tal ma-
ncira
Que chega na escada
Duas horas pnmdro que sen dono.
Vire agora de bordo, Sr. correspondente, e licite
os olhos para esle mundozinho, do qual Ihe dou as
noticias.
Quero principiar pela nnssa illuslrissima ; mas ad-
vino que nao vou desla vez dizer dclla cousas ruins,
como nunca disse. A lluslri-simn com efleito me
apanhou em mar de rosas. Esla senhora nao po-
dendo sappartar que todos os dias Ihe marlellassem
ns ouvidos com tantas iiinbarias, c levando imito
mal que eslivessem gritar mesmo lias suas illus-
Irissiraas bochechaa,que as mas desla cidade eslavam
cheias de covas de bichos ferozes, delerminou man-
dar enlapi-laa; o que rom elfeilo se prncipiou. Alas
isto, meu charo, nada he. A cmara qniz por um
relio de maior quilate mostrar aos olhos do mando
que n.lo rgela, como todos suppoe, mas quo sem-
pre respira de quando em quando hlitos de vida.
1 m Inl Joao de Dos Riacbao, pardo, honrado,
que vive entre us. requereu para ser o conservador
das ras desla cidade, ao que anniiio a camera, mas
embirrou em nao dar sena o pequeo ordenado de
509 animalmente, v que seja, sempre foi un bem,
que se fez. Bem merece isto um repique de sinos,
c uina girndola de fugelesge-bus. Mcstro con-
servador, cuidado, olhe que eu quero andar pelas
mas sem perigo de preripitar-me era algum medo-
nho abismo.
Rogo lllm. que faca continuar rom oj conrer-
tns ilas mas, que, segundo me diz o Panlaleao, eslao
parados: nao queirn que os liuguarudos digan! que
as suas obras tem principio, e nao lem aeatiaincnlo.
Pelos esforcos dos Dr*. juiz de dircito, e juiz mu-
nicipal pode-se conseguir o recolliimciilo em d-
nheiro de parle lo sello de beranea da casa do Fre-
xeiras. Estando ja o inventarame com ordem de
captura, a qual mais larde, ou mais cedo se execu-
taria, c couhecendo que islo Ihe eslava mal. apesar
ile se adiar embancado por causa d'ontros herdei-
ros, naiboa esse pagamento; foi muilo melbor o-
brar desta raaneira, pelo que o louvo, do qoe an-
dar sobresaltado, e oculto, como me cpnsla anda-
va, mxime quando o Dr. juiz municipal ia a Es-
rada. Foi urna grande vanlagem para a fazenda o
fecho desse negocio.
Existindo urna renhida demanda entro doas
poderosos proprietarios desta comarca, o coronel Jos
Pedro Velloso da Silveira, e Manoel Alves da Silva
por causa do limites de trra, foram as cousas lo-
mando um carcter bem feio. O resultado disto se-
ria necessariainente fiiiieslo.se a Providencia, que
vela sobre todos n3o pcrmillisse que o nosso digno
juiz municipal propozesse aos belligeranles urna ac-
roiiiiiiiidaeao; o que aiinuidn. me iiifnrinain que elles
declararam que assentiam a ludo quanlo lizesse o
juiz pela eunliaiiea que nelle sempre depositaran).
Agora mesmo sube que indo o Dr. juiz munici-
pal a l.age, alli se reunirn) muilas pessoas uola-
veis, e quo livera lugar essa accomniodac.lo, que,
como me disseram, se ada concluida; o que Dos
permita que assim seja. He por certo este proce-
dimeuto mu louvavel, porque o juiz que prescinde
dos interesses, e dependencias de urna demanda;
tazendo conciliar os nimos, e restaurando a paz das
familias, faz um grande serviso aos seus comr-
caos. Nada mais direi sobre islo para nao olfcnder a
modestia do Sr. Dr. juiz municipal, que com muito
geito tom ..ilu lo prceucher dignamente o seu no-
bre ollicio de juiz. Consta-me que urna commis-
sao, de que era presidente o Sr. commandante su-
perior Mauoel Tbora de Jess, promova urna su-
li-i-riprao (queja montava em mais de um conlo
de ris) para como resultado delta oficrecer urna
prenda ao digno delegado Dr. Cirne Lima em re-
munerarao dos bons servisos prestados nesta co-
marca. Corre por aqui que o Dr. delegado, salien-
do dessa medida, se dirigir ao Sr. commandante
superior. agradecendo a maneira obsequiosa com
que os benemritos comrcaos se dignavam hon-
ra-lo, e no mesmo lempo pe lindo o dispensassem de
aceitar tao subilla honra. Nao sei se o Dr. obrara
em regra; atlribuo ludo islo ao escrpulo de soa
posiclo: o quo me parece razoavel.
No dia 20 do p. p. parti d'aqui ( acompanhado
de algumas pessoas desta cidade ) o Rvm. Sr. vizi-
tador para a villa da Escada, deixando tanto elle,
como o Sr. padre Firmino saudades a muila genle,
pelas maneiras delicadas, e altcnciosas com que
lodos recebia. Chrismaram-se nesla matriz mais de
cinco mil pessoas. Foi admiravel a paciencia, que
mostraram os Rvms. Srs. vizitador, eseu secretario
no meio da grande mullidao de povo, quo allluia a
igreja. Na capdla de Cachoeirinha ( desla fregue-
zia ) que fica uo caminho para a Escada, recebe-
ram a confirmaeao (00 pessoas, e perlo de 200 em
Noroega, por onde passou o Sr. vizitador.
O poyo era massa.meu charo, oflerccc as vezes epi-
sodios dignos de menean, assim aconteceuaqui, mas
oTcixeira da venda me faz esquecerde ludo. Quan-
do appareccu na matriz esse Staffiere para chrismar-
se, ou ser padrinho, eu nao rae farlava de o ver.
Eslaya utn bello, e guapo ranagUo. Bem se diz: en-
feilai um cepo, e parecer mancebo. O Teixeir,
que com os seus trajes ordinarios me parece um
Urang-outango na igreja como eu o vi, com o
seu palito de pao fino, atacado de maneira ficar
tao empapado romo um per de roda, sua calta
hespanhola, ( nao esl em uso esla moda, mas nelle
assenlava adrairavelmente )suas bolas de polimento,
que encobria.-n suas formidaveis patas, seus adema-
nes de grave corlezao, na verdade desle modo cus-
lei a conhece-ln, mais de urna hora levei em asses-
tar a luneta sobre tal ligaran, sera me poder recor-
dar, onde tinha visto a sua caricatura, mas final
conheci que era o Teixcira. Que casquilho !
Basta de grasas com o Teixeir, que perda lado
com tanto que veja o seu nomo em lellra de im-
prensa; he nina honra que se Ihe d, mas elle me-
rece-o, porque j esl mais domesticado, j lira o
seu chapelorio gente & &
Ao ainanheccr do dia 2. do p. p. achou-se o ca-
pitao Manoel Flix Monleiro roubado na quaillia de
000.3 por um seu escravo de conlianra, que era o
seu cobrador de dividas. Ignorando elle para onde
seguira o ladro, deu parte no mesmo dia ao dele-
gado, pedindo alguma providencia. O delegado,
procedendo como sempre, descubri logo que o lal
ladr.io tinha seguido pela madrugada desse dia para
o Bonito, acompanhado por um crioulo por nome
l.uiz de Barros. Presa a mulher do escravo, foram
dadas outras providencias, que se julgaram conveni-
cnles. Ignoro o resultado, mas sei que l.uiz de Bar-
ros j se ada aqui.
Aos a do correte pelas nove horas do dia fui as-
sassinado com um liro un homem no lugar de Ca-
cimbas, do >. distrirtodesta cidade por Manoel Bap-
lisla. Consta-meque lendo chegadoa toda pressa par-
(icipasao a polica, inmediatamente seguirn) aps
do a-sassino 6 pracas com ofliciaes de jastica, todos
montados, e commaiidados pelo brioso sargento l.a-
vras. Nao eflecluou-se a prjsao por nao ser encon-
trada a fera. Dizem que nao.be a prirneira que faz.
Supponho que o delegado lera lomado as necessarias.
e enrgicas medidas para a captura deste assassi-
10; o que desejo assim aconlesa para desaggravo da
le. Manoel Baplisla, sendo casado o morlo, se ap-
poss.ira da mullier delle, e d'ahi proveio a intriga
entre ambos, at qne resultou semelhanle desgrasa.
Note, Sr. correspondente, que esla raerle foi feila
no 2. districlo, que al esla dala esla quasi abando-
nado. J em urna das minhas missivas liz urna re-
llex.lo a esse respeilo por occasiao de outro assassi-
nato, que alli houve. A vista disto he dcsuppor que
seja logo nomeado um homem enrgico, o activo,
capaz de salislazcr as obrigasOes de 13o arduo cm-
prego.
No dia leve lugar o cncerramento da audiencia
geral da correisao. Houveram pequeas suspenses
em alguns esenvaes e tambera algumas zeribandas
mu brandas. A polica desta Ierra, e os emprega-
dos liveram um solemne elogio da bocea do nosso
muito digno juiz de direito. Este honrado, erecto
magistrado lodos os respeilos he sempre o homem
credor de loda considerarao, e louvor.
Nao me he possivel, Sr. correspondente, dar-lbe
conta agora do resultado da ro reic.lu com minucio-
sidade, nao s pela pressa em que eslou de fechar
esta para aproveitar um seguro portador, como tam-
ben) porque me he preciso ainda collier alguma rou-
sa de cerlo amigo. O mais breve que poder fallarei
uisso. Ali I Panlaleao! que falla rae tazes: j le es-
capulisle oulra vez: como estas passeador que nao
lardes muilo he o que desejo.
Foram presos: o famigerado criminoso de morte
no termo de Pao d'Alho l.uiz Classico de Oliveira,
mais contiendo por l.uiz rabera: francisco Lopes
dos Santos, criminoso de morle, j condemnado pelo
jury do Bonito, d'onilo fugira: Manoel Salvador do
Nascimenlo, suspeiln criminoso de morle, e mais
um t/uidam que veio da Escada por dar ama facada
que deixou o paciente bem mal:Francisco Jos
d'Araiijo, Jos Penedo Gomes, Joo Pcrcira, e mais
dous destes meninas, lodos por furlo de cavallos:__
Francisco Jos de Sanl'Anna, por ser desertor:__
Manoel I.mmico dos Santos para recruta:Francis-
co Gomes de Salles para averiguaran:Antonio Con-
go por ordem de seu senhor:Francisco d'Angola,
escravo de Alexandre de tal, morador era Sapucaia
le Garanhuns, por fgido:Jos d'Angola por fugi-
do, escravo de Miguel An banjo Seve: houveram
mais algumas prises, ignoro poremo motivo deltas.
A solubridade publica vai regularmente, apesar
de elarmos soflreiido grande calor.
Feiras de gado. No dia 17 do passado novembro
houveram nos curraes 500 boisos de 10 arrobas__
i; e os ilc II ditas 26-5. No dia 25 houveram 31)0
os de 9 arrobasijtiOOos de 10 ditas 9 e 299.
No dia 1. deste mez oceuparam os curraes 300
os de S) arrobas li*) e 263e os de 10 ditas 28.
A feira de gneros alimenticios no sabbado 2 do
correnle esleve snurivclhouve bastante farinha que
den a ruia a 180 rs. e 210o niilho a lifto feiiSo
a WO rs.
Aceilcm, meus charos Theofilo, c Alfredo, sau-
dades 1I0 seu amigo ex corde. Desejo a Vmc, Sr.
correspondente, a conlinuaso de perfeita saude.
O l'icloriense.
( dem.)
VILLA DE K.lUUSSl
6 de dezembro.
Mea charoVmc. lia de ter reparado, qae nao sou
regular na remessa de minhas cartas, e que se s ve-
zes as mando com inlervallo de dias, tambem lem
succeilido deixar de escrever-lhe dous mezes. Que
quer, raen amigo? Nao lenho, como muilos de meas
habis collegas, os pensamenlos 13o promptos, que
esperem sofregos pelo momento da penna ; comigo
da-se justamente o contrario: quautas vezes estnu na
banca con) a penna entre os dedos atormentando mi-
nha pobre eabeca, leimosamente rebelde? Quanlas
outras esgotado consulto o lecto, os movis, que na-
da me dan de novo? Quanlas miro o meu Imteiro
com tal alineo, que receio nao core elle, como pudi-
bunda donzella ? A' idade, essa doenrn terrivel, po-
rm (tarjada, devo a esterilidade de minha imagina-
S3o. Se ao menos livesse cu a minha dispasicao" nm
Ihcalrn maior, e de vistas mais variadas, ainda po-
deria fazer alguma coii-n ; mas aqu onde vejo todos
os dias as mesmas caras, ns mesmos edificios, onde
as mesmas vozrs forera mena ouvidos : o iuvariavcl
cousa e tal, um senhor de um, o iiicessanlc o ie-
11A11 duvida nenhnmn de oulra, o narabavcl e quer
que Ihe Atan de un lerceiro, ludo concorre para rair-
ror-mea rabera ja mirra la polos sesscnla e tantos in-
venios, desorle que as noticias doii-Ib'a nuase cru-
as em a graca do correspondente da Parabiba, o nos-
so decano, era as Ooreioa do collcga do Bonito, c os
arabesco* do de Ipojuca, c lanos oulros, qne orn.lo
o seu Diario. Por esle motivo sou irrcgularissimo
na remessa de minhas acliavasradas cartas, que escre-
vo quando o rciimalhismo e o humor me ilao lugar.
I'rimeiro que Indo devo dar-lhe os parabens pela
acquisirao que acaba de fazer de mais um rorrespon-
denlc para sen Diario. Quero tallar-lhe do corres-
pondente da nova cidade de Souza. Se eu nao me
engao, o collega he muilo meu condecido, e por is-
lo eslou certo que por sua capacidad* Decapar nina
postcAo elevada entre nos ; dou-lb'. como amigo vo-
lito, c collega novo um abraso.
O que por ora prende mais as alinenos desle lu-
gar he a festa da Conceicio, cujo estandarte toi levan-
lado a 2!l do ultimo eom eslrondo. O padre Floren-
cio, capellao do rerolhiinciito, onde tem lugar esla
festa, inlo pompn rousa alguma para tornar ese acto
brillianle. Meninas veslidas carcter entoavain har-
nioniosos versos a Senhora, emullos jovens com bran-
doM seguan) a baadein ; em cerlos pontos da villa,
se linliam armado montes coherlos de verdura,donde
meninos pastores icrilavain poesas dignas da occa-
siao. A nossa musir he que lem tocado 11a bandei-
ra, c as novenas, que lera sido muilo concomitas.
V 8 deste Icrcnios a festa ; o que houver lhc com-
muuiearci.
Era miaba ullinia Ihe dizia, que filizmenle Ihe nao
dav noticia de um assassinato, o inesmo nao me
acnlecc agora. Mais una vez se provou, que brin-
eadeira de hornera chaira defunto. Dous brinca-
dores moslravam seu genio gaialo no engeuho Cumbo
de baixo, e o resultado foi um ficar estendido com
um liro no veulre ; esse ao menos leve o consol
que morrea bricando e alegre. O l.ongonho.a quem
nao escapa cousa alguma. fui que me conlou isto
mulo utano por ler urna noticia, que me dar, o au
lia muilo nao fazia.
Para as bandas de Ilapissuma, um negro captivo
leve o arrojo de chicotear urna mosa branca O
Dr. juiz municipal, a quem veio ella sequeixar
indignou-sc com o atrevimenlo de lal brulo e lem
dado as mais terminantes ordens para a captura dn
negro, quo fugio apena* perpelrou o crime Im
escravo de engenho, dizem que por causa d nor
do felor, anpareceu pendurado em urna arvore da
malla de Monjope e aa
Agora dua, palavras. que a esse respeilo serao as
ultima*, ao collcga da Escada. Si o seu Faustino
conta de cade.ra a historia da rugida de Manoed
Das, nao he isto de admirar, porque de oulra. n-
de.ras muilas veze. partera grandes mentiras, quan-
lo mais da do Faustino. A nica prova que o po-
bre, col ega aprsenla conlra o nosso delegado, be
o ter Manoel Das recitado parle do officio do dele-
gado d ah aodecgado d'aqui, c pede que explique
slo acrescentando hoc opus, hic labor cst.L$Z
raeiramenle direi que esse offido do delegado nao
rlu 6 CaraCler ,leParlic'. que inculca o no-
bre collega, e quo assim como eu o vi em ca=a do
escrivao Adolpho, tambem o poderia t rTiso o ad-
r.ni ^ Procuradorde Manoel Das; porque,
delP^l f'C'U nao'1 nada de resecado, e o
delegado d aqu, notando sua m redacto, nos-
!rdnrmaS-l-e?S0^,'ue M chavara ,m ca-
a ,1o dilb essnvao O collega com seu ar rays-
enoso da a entender alguma coasa contra a hon-
ra do nosso delegado. Pois chegou a persu- dr-
n?., Hfre ""i-"' '"i6 coro"el anoc Tho-
maz Rodngue. Campelfo, proprielario abaadoT
e de um earaclcr, que nicamente o collc-a des
ronhece. seria capaz de por qualquer considcracL
favorecer Manoel Dias? O Sr. corresponden^
E.cada de certo que nao o conhece, poden ler en
u2&tZ*' d"defen Ma.oell lioraaz porque eslava cerlo, que s defen-
da homens de bem. Basta sobre este assumplo!
lira amigo, que ahi assislio aparada do dia 2
veo-me fazendo muilos elogios guarda naciona"
h^n. ,mUnalpi0- McuamiK. Por c. ainda estamo
bemalrazados a esse respeilo; a oflicialidade i se
acha nomeada, mas ainda se nao procedeu aquali-
fisao. Do Dr. Joao Antonio, commandante do b-
lamao aqu, esperamos providencias.
Saiba, que por aqui os Russos tambem contara
partirtarios, assira como os Turcos. O ataque do
Alma muito cnchcu de satistasao a estes, e de nc
ZSSu qUC na, Ve*m c"ln l,on' ''""aos
prolegendo o crescenle contra a cruz. Mas cu que
lenho do longe acompanhado os aconlecimeulos e
que uao ignoro a origem dessa guerra, nao me aa
nho em altstar-me no batalhao dos Tarcos
Saude e felicidades ihe desejo sinceramente.
{dem.)
DIARIO DE PERMITO.
A galera ingleza Deer Slayer que ha poucos dias
virou no ancoradouro da descarga e foi ao fundo,
picaba de ser tirada o posta em flucluacao, sera qoe
soffrease grandes atarlas, visto ter somentc perdido
os mastareos das gavias e oulros paos de pouca im-
portancia. Deve-se este serviso aos esforcos de
promplo empregados pela capitana do porlo, e de-
pois aos da pessoa cncarregada por parte dos consig-
natarios da dita galera para salva-la, e assim desobs-
truir o porto.
Chegou ante-hontem dos portos do norte o vapor
Tocantins, c por elle recebemos gazelas do Par
que alcansam a 23 do passado, e do Maranhao a 30,
sendo as do Cear de datas anteriores as que nos
trouxe o San- Saltador.'
Nada adianlam as referidas gazelas, que se possa
mencionar ; e por isso limilamo-nus a remeller os
leitores para as cartas dos nossos correspondentes as
duas primeiras provincias, que vao exaradas nocom-
pelenle lugar.
COMISCADOS.
Eslao dadas as ferias na faculdade de direlo !
Cessou a malinada e o tiirhilbao dos exames Os
lentas vao desenfadar-se das fadigas do magisterio.
Os csludanles comesam a tripudiar em seus lares,
saboreando no seio da familia os prazeres ineffaveis
do feriadoanhlito supremo dos gazeadores.
A historia, porm, dos ltimos trabalhos acad-
micos no correnle auno, offerece um contraste tao su-
blime e maravilhoso com o que se passra nos lem-
pos anteriores, que nao podemos deixar de caracteri-
sar ao vivo este mesmo contraste, visto que elle vem
marcar urna nova pirase na torrente dos aconteci-
mentos litlcraros da nossa provincia.
Ainda nesta especialidade, parece que a ordem
succedeu ao cahoos, a luz as trevas, a aclividade
inercia, o vigor frouxidao, e mais plena regula-
ridade a ludo o que em liiigu.igem propria se chama
desconcbavo, anarchia, auachronismo e at ueo-
OdSo 1 r
Quem se recordar da decadencia espantosa em qae
mai chava a nossa academia, em retasan a ordem e
economa interna de seus trabalhos, nao deixar de
reconhecer que um novo espirito preside ao seu
runecionalismo, e que um novo movimenlo elctrico
reanima as fibras amortecidas desse corpo moral, que
alias pareca altacad de atlrophio ne seu vrtice !
lS3o er* possivel qne lao horrenda enfermidade
progredisse sob as vistas patriticas de um governo
esclarecido, enrgico e emprehendedor. Nao era pos-
sivel que o illuslre ministro a quem de mais perlo
incumbe velar sobre o progresso ederramamenlo das
luzes, elemento primario da en ilisacao de nm povo,
deixassc de volver a sua altensAo para as necessida-
dcs de um estabelecimealo, cuja inslituigAo tanto
honra esla parle do imperio, e que ha produzido,
alravez dos vicios de seu desenvolvimento pratico,
tantos engenhos preclaros, lautas inlelligencias ro-
bustas, que por ahi pululara nos parlamentos, nos
tribunaes.na admiuistrasao.no commerco e na agri-
cultura. Nilo era possivel, emlim, que o aclual Sr.
ministro do imperio, cujo zelo e interesse pela causa
do paiz lao altamente se hao manifestado em urna
serie de tactos brilhautes.se nao desse pressa em do-
tar a academia jurdica do norte daquillo de que ella
mais necessilavaum director.
Esla providencia, que parece resumir lodas as nu-
tras, constitu' a meuto progres-ivn desta importante corporaoao lille-
raria, c Ihe augura na successao dos lempos*o mais
prospero e lisongeiro fuluro.
O acertado da escolha do novo director he ama
dessas rcvelasOes felizes, que rara vez occorre ao
homem de estado !
O Sr. r. Pedro Francisco de Paula Cavalcanli
de Albuquerque era o homem que a siluarflo exi-
ga ; era o homem mais proprio e mais asado para
pr-se frente de tao til eslabeleciraeulo .' Collo-
cado n'uma pasirn indepcndenle na socio lude, no
ponto mais nobre da escala do cidadao, eclteiodo
reflexo dos mais honrosos precedenles.o Sr.Pedro Ca-
valcanli concentra era loda a sua pleuilude os re-
questos indispensaveis para bem desemptuhar a
melindrosa commissao de que o governo imperial
acaba de encarrcga-lo. A elevasao do seu carcter,
a gravidade do seu porte, a delicadeza de suas ma-
neiras, a candnra e reclidao de seu espirito, e a
mais pronunciada dcdicasAo ao seu dever, a par de
ama intelligencia clara c agocada nos lorneios do
raciocinio, o lornam inviolavel na eslima e venera-
Sao dos seus concidadaos, sem excluir mesmo os seus
adversarios polticos.
O Sr. Pedreira andoo muito avisado nesta esco-
lha !
A nova ordem que S. Exc. cslaheleceu na facul-
dade nos priraeiros adilos de sua directora ; o ani-
mo resoluto que manifestou de curapir fielmente a
leltra dos estatutos, commanicaram um novo tim-
bre, urna nova animacao aos seus dignos lentas, os
quaes se convencer m immediatamenledeque tinham
junto de si um hornera que ha de secundar os seus
esforcos em ludo o que for conrernente ao bom de-
serapenho de seus devores; um homem, emlim. que
ha de partilhar a respnusabilidade de seus actos,
sempre que se encaminharem ao esplendor c en-
grandecimento da corporas-lo que perleucem.
Quando a confiauea liga os membros de urna as-
soriaso qualquer, c assegura a rcciprocidadc dos
sacrificios, he grato amistar esses mesmos sacrificios.
Desde eniao, os esforros individuaos se combinam
n'um svstema decobesao. A uniao loma-se forra,
e a forra opera prodigios no interesse da roinmu-
nbao.
Nao foram s os lentes da farol lado que gaoha-
ram cora a nomeacao do Sr. Dr. Pedro Cavalcanli.
A mocidade acadmica vio nesse aclo um novo esti-
mulo aos seus bros. O respeilo voluntario que lhc
lem prestado, a moderarao exeraplar com que se bao
coniluido,ainda mesmo aquellcsqiie nao tem sido fe-
lizes em seus examesmotivos outr'orade perlurba-
S'*>es e tumultosTo credoresdos matares elogios.
Houve, em menos de um mez, mais de duzentos
exames preparatorios. A mais discreta sevcridac e
justsa prcsidirain a essas provas.
Os pas de familias vollavam da faruldade radian-
les de prazer, por verem que seus lilhos eram ad-
nem prcle-
( das
iiiitlidos aos exames sem difliculdadcs,
lencrtcs odiosas, como n'oulro lempo.
Igual ordem, igual cirrumspecco acorapanbaram
os actos juridicos. HouveKK ; houve al repro
varocs, e un s rumor se 11.0011 vira nos sales
controversias !
Congratiilcinus-nos, pois, cum esta nova ordem
cousas ; tasamos votos para que o governo imperial
prosiga no patritico euipciilio de elevar a nossa ta-
oul l.i.le de direito as alturas da sua inttitaiflo. Um
edificio proprio e mais adequado a nalureza de suas
fiiucrrtos he tambem urna de suas grandes exigen-
cias. O que ora vai servindo nao esta era mo
lado, grasas aos esforcos do Exm. presidente da p
nada ; mas incontestavclmcutc nao olfercce as v
tagens c proporses qne seriara para desojar. T
porm, se nao faz d'iim jacio. Baja eonflaae*
boas inlenses do governo aclual, que lao fielmei
ha comprehendido as vistas magnnimas do mcll
dos mouarchas, em pro da pro>per>dade e grandi___
deste vasto continente, cujos destinos Ihe foram
confiados pelo supremo regulador dos imperios.
P. C.
de
es-
iro-
'an-
udo
as
ule
mr
O Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia
semprc solicito em promover os melhorameatos
maleriaes de qae ella precisa, por cujo motivo nao
Ihe podia ser indilfereule a palpitante necessidade
que linhamos de um lazareto de observarlo para os
estrangeirog, com as proporcOes correspondentes a
grande frequencia de seus navios no nosso porto,
conhecida logo que Tomos visitados pela febre ama-
relia, e agora ainda mais em consequeDcia das
medidas preventivas que se estabeleram para livrar
a popularao desta provincia do contagio do cho-
lera pelos ditos navios quando viudos dos porlosda
Europa, onde esl granando Uta terrivel flagelo, ur-
denou ao capilao do porto qne o fizesse edificar na
i Iba do Pina, o mais breve possivel, com as referidas
proporces, tirando esta obre ob sua immediata direc-
c3o. Esto empregado sempre activo e zeloso no
prompto cumprimenlo de ludo quinto se Ihe encarre-
ga, aiodaraesmunaquelles objectos, como este, allieios
de sua repartilo, providenciou acerca com a rapi-
dez qae pois ere de esperar, e no dia 2 de dezem-
bro de ordem do Exm. Sr. presidenta para mais
comniemorar-se o anniversario de S. II. o Impera-
dor, leve comeco esse edificio, o qual, davidas ai
proporses j mencionadas, apresenlar eommodi-
dade para mais de 50 passageiros de difforenlea
elasses, conduzidos pelos citados navios, suas baga-
gens e algumas mercadorias, alm de ter-se nelle
guardado todas as conveniencias hygieniras neces-
sarias em lal estabelerimcnlo, e relativas a popula-
ran, poslo achar-se em distancia, sendo urna deslas
o rauramenlo do edificio externamente, para mais
laciiitar a incommunicabilidade.
lado qnanlo vimos de ex per lie segando as iu-
rurmarcea que nos subministraram, e julgamns ver-
tladeiras por muilo bons molivos, Irazendo-nos tam-
hem o conhccimento de deslinar-se para a enfer-
mara, indisponsavel eslabelecimnlos desta ordem,
a casa que boje esl servindo de lazareto, nao obs-
tante achar-se augmentada.
Muito nos lem merecido o Eira. Sr. conselheiro
presidente da provincia pelo que no principio des-
te declaramos, e continu no leu proposito a respei-
lo que quando menos a posleridade Ihe ser grata-
Senltores Redactores. Que um homem honesta,
vendo malogrado algom de seus intento, vi, por
tarca de ana decepcilo, macando a gente com corres-
pondencia, em qoe mostr," muilas vezes, por meio de
ophismas, qae soffrera injustisa, pode ainda tolerar-
se ; mas, qae um bigorrf Iha lance mo da pena, on
aulonse alguem que em seu nome o fasa, nicamen-
te para insultar a prirneira autorida.te da provinda,
por baver-lhe denegado urna prelencSo, lano mais
injusta, quanlo lem por fim urna traficaocia, he o
reouinle da ousadia ; e o saprasamo da insolencia !
Foi publicada no Liberal Pernambucano de 24
do mez prximo passado urna correspondencia asrig-
nada por Joaquim de S Cavalcanli Machado de Al-
buquerque, (maior o nome que a pessoa) aqui mora-
clor.na qual alirava por sobre o Exm. Sr. presidente
da provincia insultos proprios da falta de educado ;
e isio por nao ler querido o mesmo Exm. Sr. soltar
ao recruta Manoel Rodrigues da Silva.
Os motivos que determinaram ao delegado desta
ctclade recrutar aquelle Silva, e os quo obrigaram ao
a Lavalcanti propor-se a soltura do mesmo, la fo-
ram bem patentes ao publico em urna corresponden-
cia sob firma do -Nazareno publicada no Diario
met esse vollar sobre u mismo assumplo, ser bom
ua-10 a conhecer com o publico, para que este apre-
cie melhor suas produesoes.
He Joaquim de S Cavalcanli Machado de Albn-
querque, natural da cidade da Vicloria, onde deu
provas de grande habildade, deixando a'p alguns
viajantes no lagar de Amexeiras, como poder, altes-
lar o Sr. Candido Jos de Lima.
Dah, nao sei por que ribaldarias, foi dar com 01
ossos na cadeia de Barreiros, donde vendo-se livre
veio asseular o seu arrala! no tugar de Catar, junto
a San-Lorensb. Desle lugar foi levado a reboque
para a cadeia da capital, por vm falso que Ihe levan-
taran) de ler falsificado urnas firmas. Sihindo da
cadeia por meio de subscripsdes, veio para esta ci-
dade, onde usa publicamente de urna rifa fraoda-
lenla, e he o mesmo de quem lem fallado o corres-
pondente desta cidade ero suas missivas. Eis o ho-
mem que lem medo de ser degolado.
Bogo-lhes Senhores Redactores, a publicc3o des-
la, com o que muito obrigado ihes ser,
O Fidtles.
Rio Grande do Norte.
Natal 27 de novembro.
Charo amigo.Alem do que Ihe communiquei era
minha ultima, nada mais ha de novo, senao as de-
missoes inexperadas dos Irez empregados, inspector,
escrivao e escriplurario da nossa alfandega, trazi-
das pelo Tocantins, que tambem couduzio a sen
bordo o novo escrivao para lomar conla da dita al-
tandega, e ordens terminantes do Exm. Paran
para immediatamcnte entrar em exercicio com
mais dous empregados da thesouraria, designado*
pela presidencia para substituirem os lugares vagos
o que revela, que o Exm. viscoude nao tinha con-
liansa no pessoal da alfandega ; porem, meu bom
amigo, como esla em erro o nosso Exm. ministro I
O ex-inspcctor he nm moco inlellgeule e de orna
probdade mabalavel, o quo ha mostrado nos di-
versos lugares que tem servido. Apenas eontava
elle 26 mezes de inspector, havendo deixadq por es-
te emprego a pronwtoria d'esla capital que tao dig-
namente exercicia, quando em premio de seas ser-
visos foi demolido.
Muito teem dado que fallar essas demssoes, por-
que demiltir-se empregados com mais de 20 anuos
le serviso, honestos e subearregados de familia lie
na verdade de ndignar a todos ; porem muito pode
e muito sabe o nosso Exm., sendo mais para admi-
rar nao ler elle conllanCa no aclual presidenle d'es-
la, de quem he prirneira protector, qae lendo, se-
gundo corre, pedindo-lhe informases exactas acerca
do diere da reparti da alfandega, e obleado em
resposla, que este empregado era nao s hbil, co-
mo a loda prova incapaz de transigir com fraude,
o que lauto mais manifesloa na nica descarga de
mercadorias eslrangeiras vindas directamente desde
a creas*) da alfandega, pertcucenles, a casa de Pa-
clieco <5c Mendos, apparecendo desgoslo enlre a-
qoelle inspector e um dos carregadores aponlo de
protestar esle de nao mais despachar aqui em quan-
to aquelle fosse inspector da ilfandega, e de a cusa
desna fortuna wnsegair-lbeademissao, menospre-
sou urna lo sincera informasao, demillio a esae
empregado I O caso he que se deu ama coinciden-
cia, que vollaodo o Sr. Pacheco da corte, apparece-
ram as demissoe*.
O que deu logara essas inforraasOes tai as repe-
Uclas qucixas e commiinicados annimos do nspec-
fordaaltandega do Ceara em descrdito da nossa
altandega, por ler a barca Bmperor feilo aqui a
descarga das fazenda que conduzia pira aquelle
porta, e perder elle as orcentagens, como qae o
ex-mspector livesse convidado aos carregadores para
a fazerem aqui. Esle desejav lano que as (aton-
das destinadas no manifest para o Cear feasem
aqu despachadas que no primero da de despachos
dissera aos snpraditos carregadores, que era favor
reexportar as suas fazenda para o Cear; em ium-
ma, o ex-jnspector nem era do agrado dos mencio-
nados carregadores, uom mesmo do fraeo commer-
co d esta cidade, apesar de suas boas maneiras em
Irala-los.
Aos despachos d'csse carregamento altribuem uns
as demssoes dos empregados, mas ahi se acha o dig-
no inspector da alfandega, Bento Jos Fernn les
Barro, a quem por ordem do Exm. ministro foram
remetilos lodos os papis coocernenles a ssi barca
para serem pela repartisao a sea cargo examinados,
e elle dir, se o ex-inspector se quizesse aproveitar
do resumo do manifest para lesar o fisco o teria
feilo, pois nao esperificava qualidadc do conteudo de
cada volme, e s dizia v. g. lanos volumes fazen-
das dealgodao, porcm muilos tardos com 150 pesas
de chita se despachiram, e a differens* das laia* da
tarifa de chitas para o algodaoziuho oinguem ig-
nora.
Talvez apparccessem algumas irregularidades nos
referidos despachos em razao da precipitara.0 com
qoe fonm ajumados, e mesmo por ser esta prirnei-
ra importarn. A precipitacito foi por causa de nilo
ler a repartirlo um armazem, que alojasse o carre-
gamcuto, e ir-se recolhendo un volumes ao passo
que se despacharan) oulros para dar lugar a recolher-
se ns que ja eslavam descarregados antes da noite ; a
ser porventura culpa do inspector ?
Nao; logo que constou-lhe^qoe a casa de Pacheco
a Memles pretenda fazer aqu urna pequea impor-
taran para consumo, pedin a thesouraria de fazenda
a transferencia da repartisao para nm oulro edificio
mais espacieo, que podesse armazenar qualquer car-
regamento, porque o actual apenas alojara 150 vo-
lumes ; islo porem Ihe foi denegado, e levado immc-
diatamenle ao conhecimenlo do Exm. Sr. ministro,
que ja era o senhor v i lirondo de Paran, nenhuma
solucao leve.e l ficoo, como he coslume, peronmnia
scula seculorum.
Para mais prova do zelo do ex-inspector pelos in-
teresses pblicos, confronlcm-se n balansos e tabe-
las dos Ires aun os anteriores com os dois em que ser-
vio, e ver-se-ha que nos annos flnanceiros de 1f49 a
1852, renden a alfandega pouco mais de l5:0t)(tBOO0,
e nos annos de 1852 a 1851 mais de 3(>.0tM|000, islo
de reudimenlo ordinario, exceptuando a importancia
da barca criminosa por ler viudo a esle porto ; que
pagou perlo de ft>:IKM|000 de direitos, alem de 3
grandes caixas de baralhos que nao foram ninda des-
pachados e oulros volumes que seguirn) na mesma
barca para o Cear, sendo de notar que a lersa parle
d'csse carregamento era de gneros de estiva.
Para linalmenlc retirar aquelle inspector qualquer
descoulianra do governo e do publiro pedir ao Ibc-
souro que lhc fossem fornecidos um feilor e um ama-
nuense da all'aedega d'essa provincia, quando porven-
tura* se desse aqui alguma oulra imporlas.'io directa.
Esfbrcava-M por ter a sua repartisao bem montada,
e regular o expedienta, j pedindo |ao inspector da
alfandega e ao administrador da meza do consulado
d'eia provincia, i aquella cxemplares em inglez e
francez do rrgularaento para serem dados aos navios
na occasiao da entrada, e esle mn infestos esclareci-
dos para melbor flscalisarao nos gneros de l impor-
tados ; j tazendo outras requisirrtes e propondo me-
didas, com que conseguio em muilo melhorar ; a na-
da porem n* allende, as provincias pequeas lado
he descoulianra, os homem probos e intelligenles s
sao os das provincias do Sul, probdade no Norle lie
urna quimera, virlude he hyprocrisiaT aclividade he
furto, eis o estado lamenta) el a que se aeha reduzido
o paiz.
Seja feliz e lenha quanlo Ihe dezejaSeu leal a
velho amigo.

II
w



PUBLICACOES a pedido.
-


1
>
0
Ao admirador da rainha do baila dos
militares, na noite de 12de novem-
bro prximo pastiado. (I)
Nao brlhava ao salan
D baile a falsa reinh,
Do jovens na mnllidao
Nem um s vastado linha;
Era ama ave no deserto,
Sein ter encimo rumo cerlo,
S_ para o vate encoberlo
Foi sultana, coiUdinha!
I.unge, longedeser bella,
Entra u deidades morria,
Pequenini a baja estrella
Por entre as mais se eitinguia.
Fotle rainha sem secplro,
Do baile sumido espectro,
Km cada verso eo solelro
Do leu vate urna elegia.
K como a loa rainha
Dir.es tu que domiuava
A larba que ia e vinha.
Que nem mesmo a procurava !...
Vale, acalma o pensamenlo,
Reflecto por um momento,
E ver que humilde asseulo
Era o solio que oceupava.
Doudejar ninguem a via !
E como pobre coilada.
Se mal os passos mova
Toda esconsa o corcovada,
De araras tuda despida,
Dos lees desconhecida,
So na mente escandecida
Do vale (oi acclamada.
ozaste, charo poeta.
De urna honra soberana,
Tocaste da gloria a meta,
Dansasle com a sultana.
.Mas tres vezes foi tirada,
Em (oilas foi codilhada,
Por jovens abandonada,
T foi lida por serrana.
O vellido cor do rosa
Nenhum realce Ihe deo,
Tornou-lhe em vez de mimosa
A cor de alvacenlo veo ;
Ai flores brancas morriam,
Como brancas nao surriam,
Opacas bem pareciam
Cor da neblina do ceo.
Charo vate, irmo na creara,
Nao manches santa linguagm.
O poeta (em liceoja,
Mus ngo deve vassallagem
Render falsa rainha,
Que nem um vassallo tioha,
One solitaria, sozinha.
Do desprezo foi a imagem.
/. C,
Usa adsos de sandi.de aos Sri. Brejanos.
CahenJo- me commandar o destacamento do nono
batalhSo de iufantaria, ao qual pertenjo, na comar-
ca do Brejo da Madre de Dos, live de tratar com
possoas com quem nao linha o menor conheci-
mento; e se bem que o meu dislincto companheiro
o Sr. alferes Joaquim Antonio de Moraes (meu an-
tecessor) houvessa ministrado aos respeiiaveis habi-
tantes desta villa, informarnos immerecidas em pa-
rallelo< minhas quadades, comtudo receiei en-
contrar para logo hospilalidade e afago. Enganei-
me; o sem mais que um dia de demora, comecei
i admirar os senlimcnlos nobres, cavalheiros c hos-
pitaleiros de todos os Sre. moradores do Brejo: em
cada um desses senhores cnrunlrci um amigo fiel e
prestimoso, um apoio decidido ao poulu.it compr-
manlo de ineus deveres; e se nao buscasse as pagi-
nas de seu conceiluado jornal para lestemunhar-
Ihesmeu conhecimento, seria ingrato, e olvidara
finezas (antas, quantas nao posso enumerar. Fui
acolhido geratmente com bonomia, obsequiado e
amado por lodo>, e nao recebi de ninguem urna s
accao que nao algemasto meus pulsos i mais reco-
nhecida cralidao.
Que offerecer pois, em recompensa de (ao faguciro
acolhimento?
Nada mais que um corajao modoso, e um adeos
saludo do fundo d'alma.
Parto para o Rio de Janeiro em consequencia de
ordenndo goveroo imperial ; recebam os senhores
moradores do Brejo rainha despedida, c crean que
al(, ou onde me arroje o fado, e a carreira que si-
go, lerao um fiel execulor de seus preceitos.
ni 'cUlari, "5ui os meus P'eiaes amigos os
Illm. Srs.: Dr. Manocl de Albuquerque Machado,
r. Mircano Alves Maciel, Francisco Alves Caval-
eanti Camboim e Aniso Ferreira Lejle Cardial, e
todas as pessoas quem fui recommen.lado pelo
Kvm. Sr. padre Rochad, meu bom amigo.O al-
fares, Antonio Matloto de .imlrade Cmara
LITTERATIRA.
. DA POTICA EM MSICA. ()
* |
Se nao houvessc na msica mais que um princi-
pio de seasajao vaga, fondado Uo smenlo sobre
urna relajo de conveniencia enlre ossons, lendo
por nico resultado alTectar mais ou menos agrada-
vclmcnie o ouvido, esta arte lornava-M pouco digna
daattenjao publica; porque.nao sendo desuada mais
que a sitist'azer um sentido solado nao merecera,
mais consderaco que a arle culinaria. E na ver-
dade, haveria pouca differenja entre o mereeimee-
o de um msico e o de um cozinheiro ; mas nlo he
assim. figo hesomentc o ouvido qoe he aBecUdo
pela msica ; se ella rene em si certas quadades,
move l alma de urna maneira indeterminada sim,
porem mais poderosamente que a pintura, a esculp-
(ura oo qualquer oulra arle.
Nao obilante, he preciso confessar que houve nm
tempe em que se acredilava que satisfazer o ouvido
era o nico fim da msica. Este lempo foi o da re-
naissance Jasarles. Todo o que oa resta de mo-
numentos daquclla poca, desde o meado do secuto
XIV at ao fim do XVI alo foi composto evidente-
mente senflo para o ouvido. Mal que digo eu ? Nem
para o ouvido os msicos escreviam entao, mas sim
para os oltios. Oseu genio eigotav-te em arran
jar MBsem formas caprichosas que nao eram temi-
veis senao sobre o papel. Comtudo, os madrigaes,
os moteles, as minas, emflm, toda a msica desses
primeiros lempos di arle, achava admiradores, por-
que nao se conhecia oulra melhor; porem, nao se
deve argir dos primeiros ensaios do ama arle para
eslabelecer as regras della.
Mais tarde a msica lornou-se mais agradavel e
mais apropriada para deleitar os sentido e lodos os
genero se resentirn desla tendencia para o gracio-
so. Nolava-se islo na msica instrumental como na
vocal e sobretodo na opera. Arias e mais arias com-
puuham eutao um espectculo inteiro de largas ho-
ras. He desla msica, denominada dramtica, que
se ten dito ser um concert a qoe o drama servia de
pretexto. A arte foi nio melhorada, mas nao che-
gou ao seu fim. Anda que osla msica agradaste ao
ouvido, nio fazendo mais do que isso, apenas preen-
cliia urna dasauascondijoes.
Na segunda'meUde do secuto XVIII, as ideas vol-
larara para a verdade da declamado. Qoiz-se entilo
que a msica fasse urna lingua, e o canto foi despre-
lado pelo recitativo. Islo era bom emsi ; i forja
de procurar a verdade desla linguagem, nao se vio
mala do que ama das formas da msica ; abandona-
ram-se as oulras e em lagar de operas houve o que
se ehamava s (ragadas lyricas. Nesta revolujao,
a arle lin'i evidentemente modado de objecto ; nao
era ja posiivel dizer que ella fosse o praxer do ouvi-
do : decidi se que devia ser o do espirito, porque o
principio fundamental do novo genero, aquelle que
so oppunha lem cessar a toda a reclamarlo, era es-
to : a verdade. Ora he claro que que a verdade
nao se dirige ao ouvido ; s o espirito a goza. Fe-
lizmente Gliisk, que poz este sjslema em voga, era
mais homem de genio que philosopho, procurando
esta verdade, gozo do espirito elle ichog expressao
verdarlcira, que he a do corajSo. A arle achou-se
com isso mais prxima do sed fim.
Urna vez que se concordou em qoe a verdade he o
principio da msica como de todas as arles, se quiz
ser sempre verdadairo. A msica sendo susceplivel
de imitar cerlos elleitos, laes como o movimenlo das
vagas, as tempestades, o gargeio dos passaros, ele,
cnnclaio-se que ella he eisencialoente imitativa.
Nao se vio pois que esta faculdade de imitar era
apenas um dos casos particulares de suas funcraes.
nem ie nolou que ella satisfaz mais quando exprime
as paixes, a dor, o prazer, am urna palavra, as di-
versas comraucoes da alma. Mimares de exemplos
deviim ter demonstrado que era urna arte de exprs -
sao, e em lugar disso, cada am fez della o que quiz.
Exprimir, no sentido mais lato, he (ornar sensi-
veis as deassimples ou complexas e as afleijoes da
(I) Esla poesia est em nosso poder desde o dia
1." de dezembro, c so por afDuencia do materia tem
deliado de sahir.
I") Bstai consderajoei sobro a msica, exlraliidas
de rets foran>nos remedidas pelo Sr. Frondoni,
maestro bem condecido do publico, pela militas
composire que lem feilo para os diiTerenles lliea-
Iro desla capital.
Sementantes estudos sao actualmente de muilo
proveito, visto que a presento poca Ihealral lem
suscitado suscitar serias controversia musicae.,
alma. A msica he esencialmente susceplivel da
transmtelo destas ultimas sem comtudo se limitar a
isso, como se ver em seguida.
Quando se diz que a msica exprime as alTeicoes
da alma, nSo se quer dizer que ella seja capaz de
dar conla do que sent fulano oa sicraao: faz mais:
moveo ouvinle, faz nascer a seu grado impressOes
de tristeza ou de prazer, e exerce sobre elle urna es-
pecie de poder magntico por meio do qnal o pie cm
rellrao com enlos sensiveis e exteriores. A msica
nao he pois somente urna arte de expressao, mas
tambera a arle de commover. Ella exprime tanto
quanto move, e he nisto que se distingue das lin-
gua que nao podem fallar seno ao espirito. Este
'listn rao mu.ira em que consiste o erro dos que lem
pensado qne ella he urna lingua anloga a todas as
raai. (1)
A muiica commove sem anxilio ; a palavra, os
gestos nao accrescentam nada ao seu poder somente
esclarecen o espirito sobre os objeclos da sua ex-
pressao. Eu sei que se me objeclar com a forja
que adquire a expressao musical de urna pronunci'a-
jao clara a bem articulada da palavra ; mas precisa
distiuguir. Se se trata de orna palavra, de urna ex-
clamajo que pinta um senlimento vivo ou seusa-
jao profunda, oacenlo que o ciulor d a palavra
em pronuncala torna-se um meio da expressao
muito activo ; meio sufflcienlc para commover o
ouvintee que enfraquece por consequencia a aejao
da msica, porque a nossa organsajao nao pode per-
ceber mais sensajes no mesmo tapo, pelo mesmo
sentido ; um effeito nao pode manifeslar-se em nos
senaoa cusa de ouiro. O poder das palavras na
msica, do qual acabo de fallar, nota-se sobre ludo
no recitativo. Ahi ha orna alternativa de victorias
alcanjadas pelas palavras e pela msica ; he quasi
sempre no retornello que esta retoma o seu da.
dcr. (iij '
Se os versos que tervern de base msica nao
toan por objeclo um Uestes senlimenlos vivos e pro-
fundos que se pintara com alguraas palavras ; se os
verso precisan tongos desenvolvmenlos. a msica
reloma a sua saperioridade. V-se pois, como j o
lenhodito, qoe is palavras nio teem oulra ulilidade
sonso de esclarecer o espirito. Desdo que este esl
iniciado, *s palavras lornarn-se inuleis pela expres-
sao e nao servem mais que a facilitara articuladlo da
voz.A msica domina, e nao se escuta mais esla" seria
de syllabaiqne forera o ar sem dirigir-se ao oovin-
te. Isso demonstra que a exprobrajao que se faz al-
guma vez ao compositor de repetir mu.io as pala-
vras, nao he fundada quando as repelijoes leen por
escopo dar a msica o lempo de passar por lodos os
gruoada paixao, que he o ponto importante. No-
ten, que fallando do eueitoda msica sobre o ou-
vinle em sem.lhante circunstancia, eu supponho
que os sen.idos deste sao bastante exercitados pira
comprehender as intenjes do maestro e para trans-
mi((i-las sua alma.
De ludo islo podem-so (irar multas consecuencias:
a primeira, a que se chama ordinariamente expres-
sao das palacras, nao he o objecto essencial da m-
sica. Eo me explico : o que o poeta Ivrico faz dizer
aospersonagensdoseudramahe a manifestajao do
que ellessenlam ; mas de duas urna: ou os persom-
gem resenlcm urna paixao que o auditorio deve par-
lilhar, oa estao em perigo, e he mister fazer con que
elle se inlcrcsse na sua sorte. N'um o n'oulro caso
precisa commover ; ora, de todas as artos a mais po-
derosa para o conseguir he a maea. As palavras
nao lhe podem prcslar mais que um fraco auxilio, e
quando o publico esl ao fado das siluajoe, islo he
soniciente. Pelo conlrario, tralando-se de am esta-
do mixto em que a alma nao he inerle, anda que
nao seja vivamente movida, a msica metle-sc em
harmona com ella pola suavidade de cantilenas ara
tanto vagas, pela riqueza dos acompauharaentos. e
pela novidade da harmona que prodazem antes sen-
sajes que emojes. Neslecasoa aejao das pala
vras he anda mais fraca. Em fim, se precisa que a
msica seja o.nterprele de palavras espiriluosas.de
gracejos e de 7uo6(s,logo se percebe que ella he
'ncompletamcnle inhbil para isso. Se o maestro
nao quer roubar ao espirito do poeta, some-se para
dcixarsobresahir,e desde entao he fraco e cons-
Irangido ; se se obstina a enxerlar alguma cousa de
seu, torna-se importuno.
Prevejoobjecjoes, porque tudo islo nao esla as
idoas recebidas. Teulemos de i-las previnir e resol-
ver.
Dir-se-mc-ha : Grlry o dolo dos francezes du-
rante pcrlo de 60 annos, brHhou precisamente por
esla raouldade que vos recosaes sua arte, a de ex-
primir palavras. Melleu rauilas vezes mais espirito
na sua msica do que o poeta nos seas versos, e he
sobretododesta maneira que elle se loniou muilo il-
luslre. Distinguimos. Grelry posto que fraco har-
monist e msico mediocremente instruido, receben
da nalurezaodom de inventar cantos felizes, muila
sensibilidade musical e mais espirito que seas livros
parecem indicar. O que resta agora do seu, o que
os conheeedores anda admirarao quando as Irans-
formacSes da arle e a moda liverem feito desappa-
recer para sempre as suas operas da sceua. sao as
uas melodas, verdaderas iospirajes d'um inslinc-
lo creador, cessa sensibilidade que lhe fazia adiar
accenlospara todas as paixes. Quanto ao espirito
que elle se presava de ter ; e que consiste em fazer
sobresahir am dito, procurar inflexoes cmicas, sa-
crificar a phrase ou o periodo musical para nao pre-
judicar a rapidez do dialogo, lalvez seja alguma cousa
de bom n'um cerlo syslcma, mas nao he msica.
Islo agradava em outr lampo aos Francezes, que
nao procuravam que o vaudetillc as operas cmi-
cas, e cujos orgaos nao eslavnm anda formados para
oovirem oulras cousas ; mas na poca em que f.rlrj
escrevia.M Italianos e os Allemaes entreviam na mu-
sica am escopo mais nobre que o de se apegar pa-
lavra, e de enfraqaecer aquella para se por ao al-
cance desta. Fallas de mais para um homem que
canta, cantas muilo para um homem qae falla di-
zia Julio Cozar a um professor de declamajao, o qual
quera fazer lervr a msica para secundara palavra;
esla critica he applica.el a todos os compositores que
(eem (ido a fraqueza de se deixar dirigir por homens
de letras ciosos da gloria dos seu hemisUchios,* que
se persuadiam que os seus versos eram o que havia
de mais importante n'uma opera.
Nao se cnlenda por isso que se deva baniro espiri-
to das palavras destinadas msica, nem mesmo da
obra do msico ; as melhores operas italianas, fran-
cezas e allcmaas offerecem Iraros aonde aenloajao
musical secunda com bom cleilo a palavra ; basta
lembrar que islo mo he o fim essencial da msica.
Alias os trechos, em que a msica partilha o effei-
to da palavra, sao sempre de breve durajao. O
compositor nunca faz brilhar o poeta sem affaslar a
ailcnrao da sua msica.
Dir-se-me-ha anda que ha muilos trechos cmicos
em que a artirolajao precipitada das palavras pro-
duz bom cffeilo ; mesmo podemsc-me oppor narra-
Jes, que nao leem impedido os homens de genio
de fazer boa msica ; islo val a pena do ser exami-
nado.
As operas cmicas italianas sao cheas de pedajos
chamados note e parole ; seu eITcilo he vivo, pica'n-
tc, espiriluoso ; mas nao devenios engaar-nos : nes-
les trechos, a qualidade das ideas musicacs he menos
importante que o rylhmo. As operas de Froravanli
sao ricas deslas cousas, cujo etleilo he completo, an-
da que os pensamentos do msico sejam migare* ;
mas o rylhmo he excellcnte. Esse rylhmo he ludo o
que se nota. Osarranjos mais ou menos cmicos das
palavras allraem cm seguida a allenrito e se acaba
por pensar apenas que a msica, nao he senao um
accessorio. De mais, notai que o acrento cmico do
actor aseas Imssi enlram para muilo no efleilo da-
qaelles trechos. Tudo islo he hom cm seu lugar ;
mas ainda urna vez, a msica nao lem aiii mais que
um papel secundario.
_Quanto pois snarrajes sao de dous gneros.
DARO DE PtRMMBUCO. SBADO 9 DE OEZEMBRO DE 1854.

No
(l Para facilitar apnlelligencia deslc pensamenlo
^rJii0 "1"" claro'"""'' ,"n'' Parle 'lus Idiotas.
?Z?l r'l?e ""! empl. I;nia mal carinhosa
SSlJ n. ,Pe'" ?0r 1UC "" consasra.que nao
esrute fulano, porque esl certa que esle ..ao feria
senao a .a in el.cdadc. Agora vamos suppor ou-
Iro : un amante contrariad supplica a sua amo-
rada Ncste* dous exemplos., allciran da alma deve
ser da maior evidencia. Para ocomposlor.nestesdous
casos nao ha mais que um genero de msica; o Iris-
le. Aqu a msica. he boa e anraariva, como
deve ser, commove de per si. independenlementc
da palavra. I.ogo a palavra nao accrescenla nada
ao poder da msica, mas sim esclarece o espirito so-
bre o objecto da sua expressao, o qual, nestes dous
exemplos, nao pode ser senao um dos dous casos
Hogo ao leitorque preste a suaattenro a esla nota,
porque parece-me que demonstra asss a -idea de
Felis.
(2; O retornello em msica he ou urna repetirse.
de um periodo, ou um preludio, ou um preludio q'ue
precede urna mdodia qualquer e a previne. He
a esta segunda especie que a oulro se refere.
primeiro. o compositor, nao querendo por obslaculo
arliculajao das palavras evla dar voz a phrase
meldica, poe o interesse na orchoslra sobre um Ihe-
ma caracterstico, e uaodi a voz que um debit quasi
montono qne permitle cntendea com clareza o que
o autor diz. Neslo caso o effeito he complexo para
os espectadores de ouvido exereilado, e a sua alten-
cao se partilha entre a scena c a msica ; os oulros
de ouvido nao excrcitado naoenlcndem seno as pa-
lavras e pouco ou nada a msica.
O outro seero da narrajao consisto em nao tomar
dosujeito mais que oseu carcter allegre on triste,
tranquillo uu animado, c a fazer um trecho de msi-
ca em que as palavras nao leem mais que urna aejao
secundaria, era quanto que allcnjao se empregtt so-
bre a obra do maestro; lal he a aria admiravel Pria
che spunti do Matrimonio Secreto. (3)
II.
Seja qual for a maneira de encarar a unio da
msica comas palavras, ve-se que nao se pode sahir
desla alternativa: ou a msica domina as palavras,
ou estas senhoream aquella. Nao ha pois divisao
possivel entre ellas a nao ser asss fraca, porque seja
indifferente a urna como s oulras. A msica, que
commove, exprime sensajes e nao palavras ; quan-
do estas se fazem notar, a oulra naoTie mais do que
um accessorio. No primeiro caso a alma he commo-
vida, no segundo o espirito he oceupado. Urna c
deslas coisas sao boas quando empregadas com sisu-
deza, porque o homem nao pode ser continuadamen-
te commovido; as emojoes cansara ; precisa-se rc-
pouso e sobre ludo variedade na nossa maneira de
ser.
Nada demonstra melhor a faculdade de com-
mover, que possue a msica independenle da
palavra, senao os effeitos produzidos pela msica
instrumental. Na verdade estes eDcilos nao sao mas
que para aquellos roja educarao lem ido bem feita!
mas islo nada conclue contra esla proposrao, por-
que as nossa ideas s se desenvolvem com a educa-
Jo. Qual he o homem, por pouco iniciado nesla
arte, que nao tenha sido commovido pelas melodas
apaixonadas da symfonia em sol menor de Mozarl?
Quem haver que nao se tenha sentido enlhusasma-
do pelo grandioso da marcha da symphonia cm d
menor de Beihoven? Poder-se-hiam citar centenares
de scmelhantes exemplos.
Mas, dir-mc-ha.0. a nalureza deslas emojes he
vaga e nao tem objeclo determinado. Semduvida;
mas he precisamente por isso quo ellas teem tanta
aejao sobre nos. Menos o objecto que he evidente
menos o espirito he occapado. mais a alma he com-
movida, porque nada a desvia do que sent. A
nossas prccepjes se enfraquecem pela sua mnllpli-
cidade, c sao lauto mais sensiveis quanto simples.
Percamos o habito de comparar o que nao lem a-
nalosia alguma, e de querer que todas as arles ac-
tuem do mesmo modo. A poesia lem sempre um
objecto de que o espirito se apodera antes que o co-
rajao seja movido; a pintura nao tem de effeito se-
nao tanto quanln ella nos aprsenla com verdade as
scenas ou os objeclos que quer rcproduzir, osquaes
arrastam a nossa conviejao. Nada disso se pede
msica: basta que ella nos mova. Mas sobre que as-
sumplo? Pouco importa. Porque raeios? Ignoro-o;
digo mais; nao me inquieto com* isso.
DirSo qne esla arle seria reduzida a nao ser mais
que am prazer dos sentidos Se assim fo>se seria um
erro. Assim como no amor ha urna accao fisica, ha
lambem urna moral. Muilas vezes se lem querido
comparar a msica a alguma cousa, e ninguem lem
pensado na uoica paixao (oamor) cujos symptomas
e effeitos sao anlogos aos seus. Como o amor, a
msica tem suas doraras voluptuosas suas exploses
apaxomdas, sua dor, seu prazer, sua eiallacjo, e o
vago, esse vaso delicioso que naoofferece ideas deter-
minadas, mas que nao exclue ncnhiima della. Por-
que a msica nao se dirige ao espirito, n3o se segu
que ella se limite la somenle em satisfazer o ouvi-
do, pois esle nao he senao o orsam, c a alma he o su-
jelo. A msica nao lem de persi os meos de ex-
primir as nuances das paixoes fortes como a colera
ociume, a anguslia ou o pesar; seus sons teem de
lado islo, mas nada de positivo. Sao as palavras que
devem esclarecer o ouvintc e desde que esle est ins-
truido, a msica hasta porque commove. O compo-
sitor nao deve entao perder o sen lempo cm procu-
rar os limites das nances que nao estao ao seu al-
cance d'eiprimir. Todos os consellios que (rclry
lem dado a esle respeilo nos seus lasis sobre a mu-
sica, sao iltusorios.
Os principios da potica e da philosofia da msica
sao tres-delies dffices de pendrar e rnaie difliccis
ainda de iprcsciilar com a evidencia; de qualquer
maneira que se os considere se runflar a concluir
qne a msica nao he em nma arle de imilajao, nem
urna lingua; mas a arle de exprimir, ou antes de
commover.
Posto isto, se torna claro que os partidistas de tal
ou lal maneira de lal ou lal escola, de tal oo lal ge-
nero, na comprehendendem *o fim da msica. A
preferencias qne certas pessoas manifestam pela me-
loda, ou pela harmouia, ou pelos mcios simples, ou
pelas modulajoesescolhidase multiplicadas, sao ou-
lros tantos erros pelos quaes pretenden limitar a ae-
jao da arte, a qaal precisa de todas estas cousas, e de
muilasoutras. lur julgava uecessario ligar o re-
citativo ia o eslreitamentc s arias que nao se pudes-
se quasi notar onde ellas comejam. O resultado do
seu systema devia ser urna certa monotona que tai-
vez concorresse a envclhecer aules de lempo os seus
chetos de obras dramalicas. Anuos depois recunhe-
ceu-se que o efleito dos trechos gaiiha, quando bem
se perrebem por onde clles comejam, porque a iiIt
lenjSo dos espccladores he maior, e se lem procura-
do separa-los dorccilnlivo tanto quanto se lem podi-
do. Nisso uao se tem feilo mais do que renovar o
qae j se pralicava antes da revolarn operada na
msica dramtica pelo grande msico de qae acabo
de fallar. Mas por que a moda mudou nao se deve
pensarque osvstema de Gluck fosse absolutamente
raao ; pois s se excepta a monolonia, lia nesle
systema urna vivacidade de expressao cuja applica-
jao pode ser excedente em muilos casos, e que he do
dominio real da arle. A instrumenlajao simples
cedeu o passo a urna rica e alguma vez profusa ; he
misler condemnar urna ou oulra > Nao; porque ha
certas sluajes que peden simplicdade, e oulras
qae exigem maior desenvolviincnlo de meio. Em-
fira, todos os compositores da escola anliga con-
sideraran o luxo das finrluras como destruicli-
vo da expressao dramtica : na msica dos nos-
sos das, ao contrario, mulliplicam-se excessiva-
mentc. Os partidistas d.i amiga tragedia lyrica
sustenlam que esle ultimo mcthndo he ridiculo, por-
que se acha muila vez en opposijao com os scnli-
montos de que as personagens estao possuidos, e os
curiosos da msica hodierna chaman golhica que
nao he enriquecida com essas brilhanles phaiitesias.
Ncnhum lem razSo. Un, porque a musir deve
ter momentos de dcscanco e nao pode sempre expri-
mir ou commover ; oulro?, por que ha situajcs
aonde nao se poderia empregar os trinados, (torito-
ras, grupos c caldcroes sem destruir o principio da
verdade. Rossini.quc (em multiplicado na sua m-
sica as cousas deste genero mais do que se frz an-
les dellc, tem reito ver que sabe evita-las, quando
precisa, parliciilarmcnle no bello angctlo do Gui-
Ihcrme Tcll. Em ama palavra, commover a alma
ou agradar ao onvido, sendo esse o fim. lodos os
meio sao bous para o conseguir; nao se traa de
empresa-los como se deve. NAo colillero ncnhum
syslcma, ncnhum procesM que nio lenha seu effei-
to : o proveito que ha em nao rejeilar enliniu, be
da oblcr ama verdade que nao se lem cnconlrado
ate agora na historia da arle, porque se lem sempre
adoptado, lal ou lal svslem com cxclusao dos ou-
lros.
A respeilo da msica instrumental, a carreira he
ainda mais extensa porque o objeclo be mais vaso-
l'ar.i sabir em ou para jnlgir della, he indispclisa-
vel ifeender-sc das asaerjoes, (Ibas dos nossos pre-
conceilos. He iiccessnrioa scienria, dizem uns ; he
uecessario a sfaja sobreliido, dizem oulros. Eu
goslo do brilhanle e dos Irinados. Eu os ahorre-
jo. Viva a msica sabia c pura de Ilaydn Nao;
viva a apaixonada do Mozarl! Ah nao viva a
de Beetlmven mais rrisinal. Qoe sisnifica ludo
islo? Quer dizer que cada um desles grandes artistas,
abrindo novos caminhos, lem lido menos ou mais
mrito do que os oulros? e porque ha um que veio
mais larde, e que lem feilo cousas que d'anlcs nao
sesenlia necessidade, deve-se concluir que elle s
tem conhecido o fim verdadeiro da arle ? Queris
um genero s i haveis de canjar-vos bem depreso
do que anlerinrmenlc lem feilo vossas delicias. Ou-
(3) E tal be lambem a narrajao da Cigana con-
dola dl'cra in cepp na segunda parte do Trova-
dor. Oxal quena- presente poca Ihealral possa-
raos oavi-la como Jt deve.
Ira novidade qualquer vira que vos far esquerer o
objecto das vossas affeicoes, e assim a arle musical
sera como Saturno, devorando seus filhos. Marchan-
do sempre para um ponto sem alcanja-lo, se per-
der sem ecurso a lembranja do caminho que se
hoiivcr feilo. He grande cegucira acredilar s cm
si, e imaginar que se lem sentidos mais apurados, cu
um juiz melhor que o daquelles que nos teem pre-
cedido Sentc-se diversamente e ajuiza-sc era sua
conformidade ; cis ludo. Ascircumslancias, a edu-
cajAo, e sobre ludo os prejuizos moleslam-nos cm
ludo aquido que fazemos, c he o resultado da aejao
de todas estas colisas juntas, que nos tomamos pelo
resultado de uina razAo superior. Anda urna vez,
nao rejeilcmos nada do que esl a nosso dispr, fa-
jamos uso de ludo com sisudeza e seremos mais
ricos.
Para gozar das bellezas passadas da moda c para
conhecer o merecimento dcllas, transportmonos
poca cm que rscrevia o autor ; lembremos suas an-
tecedencias ; chamemos ao nosso espirito os seus
contemporneos, e esquejamos por um instante as
nossas ideas habituaos : ficaremos sorprendidos
rianios podido reconhecer o merilo, se tivessemos
leimado em lomar por objeclo de comparajaoas pro-
dcenos que eslao mais cm relajo com o estado ac-
tual da arle e com o nosso goslo. Por exmplo. se qui-
zermos ajobar do merecimento de Haydn e do que
elle lem feilo para o progresso da msica, fajamos
locar urna symphonia de Van-Malder ou de Slamitz
ou um quarlctto de Davaux ou de Cambini, e vere-
mos em Ilaydn surgir um genio de primeira ordem,
creando de qualquer modo lodos o recursos empre-
gados pelos compositores hodiernos.
Vollando pois a Bcelhoven, para compara-lo oo
pai da symphonia,examinemos as brilhanles quada-
des das obras iPum e d'oulro, e ficaremos convenci-
dos que se Beclhovcii he superior a Ilaydn pelo
rasgo dos effeitos, he lhe ioferior cm" rdarao
i clareza de concepjao c de plano. Veremos Haydn
(4 ) desenvolvendo com arle infinita ideas, maitas
vezes mediocres, fazer maravilhas de formas de ele-
gancia e de grandeza ; em quanto que notaremos
as produejoes de Beelhoven um vo admiravel e
pensamentos elevados que, a forja de dcsenvolvc-
los, adianlando-se, perdem militas occasies o seu
efieilo, e lermiuim fazendo-nos pensar qae o autor
nao tenha acabado mais depressa.
Com esla sabia direccao de suas impressOes clie-
gar cada am a desfazer-so dos seas prejuizos e das
suas inclinajes exclusivas: a arte e o gozo, que ella
procura, lefio ganhon isso. Os arlislas esclareci-
dos Icen ama vantagem inconstentavel sobre lodos
os outros, e ven a ser a de gozar ouvindo a msica
dos homens de genio de todas as pocas e de lodos
ossvstemas, cm quanto que aquelles nao admiltem
seuao a que eslem voga, e nao comprchendem ou-
lra. Os primeiros procuram na msica anliga as
quadades que sao da sua essencia ; os segundos,
Ao adiando nella suas sensajes habiluaes, imagi-
nam que nao podem produzir nenhumas.
He misler lamentar os homens que poem assim li-
mites eslreilos a cus gozos, em vez de teular en-
grandecer o seu dominio. He provavcl que o nume-
ro desses homens diminua desde que os composito-
res liverem, comprehenddo que todos os eslylos com
todos os teus meos sao bons de empregar, e logo
que elles estojan resolvidos a refazer as suas obras
a historia das Iransformajocs da sua arle.
(Iltroluro de Sctembro.)
COMMERCIO.
PIUCA DO KECIFE7 DE DE/.EMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotares olliciaes.
Assucar mascavado especialiJjboO por arroba.
Lambo sobre Londres,a90d|v. 37 3i4 d.
Al.FANDEGA.
Rendimcniododialafi.....62:7903713
dem do d.a7........15:2SSj87
78:039930-2
Oesearregam hnje 9 de dezembro.
Galera portugueza.Vaidaodiversos gneros.
Barca francezaPalanquimidem.
Patacho americano//reefarinha de Irigo.
Importacao'.
Briaue fraucez Belem, viudo do Havre, manifes-
lou o seguinle :
1 caixa chapeos para Sr., 1 dita bonels de algodao,
1 dita calcado. 100 barris e 100 mcioidilos maiitoi-
ga ; ii J. K. I.asserre& C.
2 caixas sedas, 1 dita papel, 1 dita pannos ; a V.
Lasne.
1 caixa fazendas de laa, 1 dila fazendasdealgodo,
2 ditas roupa e luvas, 1 dita pos a agua de sedlilz.
J ililas relogios. 2 inos, 12 caixas chapos, 2 ditas
espedios, 2 ditas calja.lo, 1 dila objeclos para sellei-
ro ; a J. P. Adour &C.
i caixa|lvros ; M. Jos Alves.
2 ditos fazendas de laa ; a Autonio Luiz dos San-
los.
20barril e 30 mcios ditos manteiga ; i Machado
es Pinhciro.
1 barril (iota ; a J. Soum.
i caixa luvas de seda, chales, fitas, penles, etc., 1
cana modas e requifes ; ordem.
1 caixa fazendas de laa, 2o barris e 25 meioi ditos
manteiga ; II. Gibsou.
1 caixa livros, 1 cmbrulho amostras ; J. Fran-
cisco dos Santos.
1 ?'* objeclos para imprensa, 2 caixaiignora-se;
a R. de Freilas.
2 caixas fazendas de seda, 1 caixa calcas de algo-
dao, 1 embrulho amostras ; Schaflin & C
t caixa requifes, 1 dila ceblas, 1 dila pedras de
aliar, 2 ditas mercurio, 2 ditas perfumara 1 caixnha
amostras ; a Feidel Piulo & C.
4 caixas fazendas de seda, 1 dila bijouleria falsa,
2 canas chapeos deso ; a Timm Mouscn "
libia.
i & Compa-
1 caixa fazenda de seda, 3 ditas fazendas de algo-
flao, J dila pannos, 1 caixa cassas.l caixnha, 2 era-
brulhos amostras ; J. Keller.
. 1 S.ixa fe"la de algodao, 30 gigosvinho, 20 bar-
ris e 20 meos manleiga ; C. Aslley Si C.
i caixa bengalas, manteletes e caixas de rap ;
Santos i\; Boln.
I caixa fazendas de algodao, 1 embrulho amostras;
a Souvage & C.
I caixnha amostras ; a Domneos Alves Malheus.
2o canas vinho, 6 dilas vdros. 4 ditas objeclos de
imprensa, 1 caita de madeira, 2 barris Unto, 1 caixa
requifes, 4 canas chumbo cm obra,2 caixas calcado,
I dila perfumaria e droga, 1 caixa instrumentos, 33
barr o 30 meos ditos manleiga, 1 embrulho amos-
tras ; l.ernmie Fcron & C.
1 caixa pannos. 2 dilas fazendas de atonda, 2 cai-
xas fazendas de seda e algodao, 3 ditas pentes e cha-
peos de sol de algodao, 2 embruihos amostras ; a N.
O. Biebcr & C.
1 caixa perfumaria, 3 dilas insimlenlos do mu-
sir, 3 caixas bonels, 1 embrulho amostras ; a Edie-
dor c\ C.
1 caixa maii'.elleles de seda. 3 caixas chales e fa-
zendas de algodao, 1 caixa seda. 1 dila agulhas. 10
barris e 60 icios manleica ; a Bronn Praegcr & C.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 6.....9:3719786
dem do da 7........1:1615183
10:7335971
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimcntn dn dia 1 a 6.....>
Idein do dia 7 ..... ,
832*932
470920
9000872
Exportacao'.
Havre, brigue fraucez Hclem, de 259 toneladas,
conduzio o seguinle : 70 saccas com 233 arrobas
e 20 libras de algodao, 187 quintacs lalajuba, 300
sarcos com 1,300 arrobas de assucar, 1 caiiinha co-
mcsljvdl, 1 dila livros e papis. 2-3 arroba de robre
vdho a granel, 2 latas com 60 libras de iiialauua, 1
barril caf, 2 caixas rap. 2 barris agurdenle.
S. Joao, brigue ingle/. Herald, de 263 toneladas,
anduzio o seguinle : 37' "
l barricas c 50 saceos com
coud
assucai
Valpraizo, brisas hamburguez Amazona, de
386 toneladas, conduzio o sesuinte : 3,000 saceos
rom 13,000 arrobas de assucar.
Biicnos-Ayres por Montevideo, brigue etp.iobol
Burelo, de :H) toneladas, conduzio o sesuinle :__
1,230 barricas, 2,000 meias dilas com 17,85!) arrobas
e 10 libras de atracar, 2,31)0 voluntes e 96"
asuardeule, i ditas espirito.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE l'KRNAMBLCO.
Rendimenlo do dia 1 a 6.....I:257502
dem do dia 7......... 431S3I2
pipas
4:688981
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do il i.i I
dem do dia 7 .
6
10:91.55:501
1:123;; 15
Daniel R. D. Vpton, Joaquim Borgcs Carnero,
Ricardo Nuues de Carvalhu, Joo Pereira Rabello
Braga. Para os porto do sul, Joao Severiano Ri-
beiro, sua seuhora, 5 filhos, 1 criado e 3 escravos,
Dr. Antonio Jos l'inheiro Tupinamba, Dr. Joa-
quim Jos de Aranjo, desembargador Jos Maria-
ny e 1 escravo, alferes Joao Eduardo da Cunha
Guimaraes, Manocl Nunes Cardos, 1 criado e 4
escravos, Francisco Antonio Rodrigues da Forni-
ca e 10 escravos, 16 prajas de prel o 30 escravos a
ealrcgir.
Assu'13 das, patacho brasileiro Alfredo, de 200
toneladas, meslre Manocl (tomes da Oliveira,
pqiiipagem 11, carga sal ; a Antonio Laiz de Oli-
veira Azcvcdo. Passageira, Maria Isabel da Con-
ceijAo e 1 cscrava.
EDITAES.
12:3689756
ftSOVIMENTO DO PORTO.
Vatios entrados no dia 7.
Para e porlos intermedios8 dias, vapor brasileiro
Tocanlins, romm.indanle o rapitao-lcnenlo Ger-
vasio Mancebo. Passaseiros para esla provincia,
Lucas Evangelista da Silva Antunes e 1 escravo,
14; A sabedoria musical de Ilaydn era lal, que
quando linha vonlade de Irabalhar, j velho e es-
golado, pedia a um rapaz qualquer um mulita, e
delle fazia nina peja de msica primor d'arle. Mo-
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cmcumprimenloda ordem do Exm. Sr. pres-
deme da provincia, manda fazer publico que no dia
4 de Janeiro prximo vindouro, peranto a junta da
fazenda da inesma Ihesouraria, se ha de arrematar
a quem por menos fizer os reparos rscnles da 4.
parle da estrada do Pao d'Alho, avahada em rs.
4:1005.
A iremalarA ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 11 de maio do rorrete anuo, e ob as
roniln_r.es especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalajao,
comparejam na sala das sessoes da raesma junla pe-
lo meio dia, competentemente bnbililadas.
E paraconslar se niandoa afinar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buen 7 de dezembro de 1831.O official de secreta-
ria serviudo de secretario, Miquel Afonto Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
i." As obras dos reparos da estrada do Pao d'Alho
enlrQ os marcos 7,000 a 1.000 bracas, tor-se-hao de
conformidade com o orjamenln c perlis approvadns
pela directora cm conselho c apresenlailos a appro-
yajao do Exm. Sr. presidente/na importancia de
1:41)05000 rs.
2..iO_rremalante dar principio as obras no pra-
zo de 15 iliase as concluir no de 3 mezes, ambos
contados de conformidade com o arl. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3. A importancia desta arrcmatajAo ser pasa
em duas prestarles iguaes: a l. quan'do estiver fei-
ta a melade da obra ; e a 2. quando sliver con-
cluida, que ser logo recebida delinilivamenle sem
prazo deresponsabilidade.
4. O arrematante excedendo o prazo marcado pa-
ra conclusodas obras, pagar.urna multo de 1005
rs.. por cada mez, embora lhe seja concedida pro-
rogajAo.
5. O arrematante durante a execujao das obras
proporcionar traadlo ao publico e aos carros.
6." O ai rematante ser obligado a empregar na
execujao das obras pelo menos melade do pessnal
de gente livre.
7.a Para ludo o que nAo se adiar determinado uas
presenlesclausulasseeuir-sc-haoqiiedispOe a res-
poitii.a lei provincial n. 286.Conforme,
Miguel Alfonso Ferreira.
. O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico para conhecimento dos
conlribuintes abaixo declarados, do imposto da de-
cima urbana da freguezia da Boa-Vista pcrlencenle
aos exercicios de 1833 a 1852, que lendo-sc con-
cluido a lquidajo da divida activa deste imposto
devem comparecer na mencionada Ihesouraria deu-
Iro de 30 dias, conlados do dia da publicacaodo pre-
sento edilal, para se Ibes dar ola do se'u debito,
ahm de que paguen na mesa do consulado provin-
cial, ficaudo na intelligencia de que lindo o dito
prazo serAo execulados.
E para constarse mandou afinar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de novembro de 18.51. O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Herdciros de Joanna Francisca da
Silva...........
Juliao Jos de Araujo.....
Joanna Faguudes.......
JauuarioAlexandrino da Silva Rabel-
lo Caneca.........
Joanna Mara da Couccijao .
Jos Maria Seve.......
Joao Lucio do Carmo......
Joannade SeixasCavalcaiile. .
Joao ila Cruz........
Luiz de S. Boavcntura Saloma. .
Luiz Jos da Costa Amorim. .
Luiz Pereira Rapuzo......
Herdeiros de Lourenro Gonralves
Bastos.....". m
Luiz da Costa I.eile. ... i i
Luiz Gomes de Mello.....
Luiz Antonio Rodrigues do Almcida.
Luiz Alves de Souza......
Luiz Amavcl Duburq ...'.'.
Luiz Gomes Ferreira......
Luiz de Mello e Albuquerque. .
Luiz Cauddo Ferreira......
I.aurianuo Jos de Barros.....
Viuvae herdciros de Leandro Rodri-
gues da Cosa........
Vicario Lourenjo Correa de S. .
I.ourenjo Jos das Naves.....
Lourenjo Nunes da Cosa. .
Lourenro Cavaicaoti de Albnquerquc
Lourenja Maria da ConceicAo. .
Luciiia Claudiua de Mallos* .
Leonor Jorge.......\
I). Laurianua Candida Rigueira. .
D. Loica Antonia de Siqueira. .
Laisa Mara dos Prazeres.' .
Manoel Jos de Azevcdo Sanios.. .
Manoel Goncalves da Silva. .
Manoel 'lavares Aquino.....
Manoel Ferreira Fialho.....
Manoel Doraingues Moreira. .
Manoel Pereira Teixeira.....
Herdeiros de Monoel Antonio Viegas.
Manoel dos Santos Nunes de Oli-
veira.........
Manoel Alves Ferreira. ..'.'.
Manoel Francisco de Moora. .
Herdeiros de Manoel Jos Viera. .
Manoel Antonio da Silva Rio. .
Manoel Filippc da Fuoseca Candi. .
Manocl Ribeiro da Costo Oliveira. .
Manoel Camello Pcssoa.....
Manoel Francisco Ramos. ..".'.
Herdciros de Manoel Ferreira Piulo.
Padre Manoel Alves branles. .
Padre Manoel de Mello Falda de
Mcnezes..........
Mauoel Domingues. *.,...
Continuar-se-ha.)
. O Idra. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cil, em cumprinienlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 24de novembro prximo pas-
sado, manda razar publico, que no dia 28 do corre-
le, peraHlc a junta da fazenda da mesraa Ihesoura-
ria, se lia de arrematar a quem por menos fizer a
obra do 7." lanjo da estrada do norte, avadada cm
A arrematara ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correule anuo, esob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrerr.atarao,
comparejam a sala das sesses da mesma junta
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial 4 de dezem-
bro de 18;*.O official da secretaria servindo de se-
cretario, Miguel Affonso Ferreira.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
Art. 1. As obras deste lanjo sera exectadas de
conformidade com o orjamciito uesta data approva-
do pela directora cm conselho. e apresenlado a ap-
provajao do Exm. Sr. presidente da provincia, a
mportancia de 22:9805089 rs.
Art. 2. O conlratador dar principio as obras no
prazo de um me/., e concluir no de 1.5 mezes. am-
bo contados na forma do arl. 31 da lei proviucial
n. 286.
Arl. 3. O pagamento da importancia deste con-
trato ser de conformidade com o art. 39 da lei su-
pracitada, c en apolices da divida publica, creada
pela lei provincial n. 351.
Art. 4. O conlratador empresaraao menos mela-
de ilos Irabalhadorcs lima.
Arl. 5. Para linio mais que nao estivir determi-
nado as presentes clausulas c no orjaincnlo, se-
guir-se-ba o que dipe ei 286.
Coufurmc.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumpriinenlo da orden do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 21 de novembro prximo pal-
iado, manda fazer publico, quena dia 28 do correu-
le, pranle a junta da Caceada da mesma ihesoura-
ria, se ha de arrematar a obra do 8." lanjo da estra-
da do norte, avahada em 11:1855117 r. "
A arreinatarjo ser feita na formada lei provin-
cial n. 313 de 15 ilc maio do crrenle auno, e sob as
clausulas abaixo copiada.-.
As pessoas que se propozerem a aula arremalajao,
comparejam a sala dsssessfcsda mesma junta pe-
lo meio da, competentemente habilitadas.
E para conslar se mandou allixar o presento c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernainbu-
co 4 de dezembro de 1854.O ollcial da secretaria
servindo de secretario Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes parh a arremataran
Art. I. As obrasdeste lauro serlo acocotadas de
conformidade com o orramculo nesla dala approva-
do pela directora em comedio, a apresenlado a ap-
provajao do Exm. Sr. presidente da provincia na
iporlanria di; 1l:1855i(i rs.
Arl. 2. O conlialadordar.i principio as obras no
prazo de um mez, e concluir no dr. 15 mezes, am-
bos conlados ua forma do arl. 31 da lei provincial
n. 386.
Arl. 3. O pasamento da importancia deste con-
traje sera de conformidade cun o arl. 39 da lei su-
pracilada, c em apolices da divida publica creada
pela lei provincial n. 351.
Art. 1. O conlratador empregara ao menos mela-
de dos Irabalbadores liires,
Arl. 5. Para ludo mais que nao estiver determi-
nado as prsenles clausulase no orjamento,seguir-
sc-ha o que dispCe a lei n. ^S(i.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
te, pirante a junta da fazenda da mesma Ihesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos fizer a
obra do 6. lanjo da estrada do norte avadada em
li:223658 rs._
A arremalajao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correnle anno, a sob ai
clausulas especiaes abaixo copiadas.
A pessoas qae se propozerem a esla arremalajao,
comparejam na sala da scs6cs da mesma junta pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
U E para constar se mandou afiliar o prsenle c pu-
"rar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 4 de dezembro de 1854.O official da secreta-
ria servindo de secretario, Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arremalaco
Arl. 1. As obras deslc lanjo serao exectadas de
conformidade com o orramculo nesta dala approvado
pela directora em conselho, e apresenlado aappro-
var.io >lo Kvm. Sr. presidcnle da provincia, na im-
porlancia de 11:22356.58 r.
Arl. 2. O conlratador dar principio as obras no
prazo de 1 mez, e concluir no de 15 mezes, ambos
conlados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
. Arl. 3. O pagamento da importancia desle con-
trato ser de conformidade con o arl. 39 da lei su-
praciladp, e em apolices da divida publica, creada
pela lei provincial n. 354.
Arl. 4. O conlratador empregara ao menos mela-
de dos Irabalbadores livres.
Arl. 5. Para tudo masque nao estiver determina-
do as presentes clausula e no orjamento, seguir-
se-ha oque dispoea lei ik.286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumpriinenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 21 donovembro prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia 28 do corren-
te, peranle a junla da fazenda da mesma Ihesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos fizer a
obra do 5. lanjo da estrada do norle avadada cm
16:1305204 rs.
A arremalajao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do correnle anno, esob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalajao,
comparejam na sala das sessoes da mesma junta pe-
lo meio dia competentemente habilitadas.
E para constar se mandou atiixar o presento e pu-
blicar pelo Diario-
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 4 de dezembro de 1834.O ollical da recrela-
ria servindo de secretario, Miguel Alfonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
Arl. 1. As obras deste lanjo serao execuladas de
conformidade cora oorjamenlo nesla dala approva-
do pela directora em rnnselho, e apresenlado a ap-
provajao do Exm. Sr. presidente da provincia, a
importancia de 16:1305204 rs.
Art. 2. O conlratador dar principio as obras no
prazo de 1 mez, e concluir no de 15 mezes, ambos
contados na forma do arl. 31 da lei provincial n.
286.
Arl. 3. O pacamcnlo da importancia desta con-
Iraloscr feito de conformidade com o art. 38 da su-
pracilada lei, e cm apolices da divida publica, crea-
da pela le provincial n.354.
Art. 4. O conlratador empregara ao menos meta-
dedos Irabalbadores livres.
Arl. 5. Para tudo mais que nao estiver determi-
nado as prcsenlesclausulas e no orjamento, seguir-
se-ha o que dispOc a lei n. 286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
605255
195910
85899
19-5281
90383
8S99
39337
" I--'.):'
169686
1015252
215118
269701
610548
89131
657:11
275810
85899
85061
4-5032
125091
6JS048
20*1)23
175798
175798
29.-764
105011
239175
.565215
225256
1.55120
31-5218
309210
45838
455519
200160
410839
69153
265697
425291
75257
39628
665761
35893
.58-5260
49449
370821
6.55817
225218
29224
139318
159017
275648
55005
BECLARACO'ES.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo era v ir lude de autor sa-
rao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguiules :
Para o 4 batalho de arlilharia a p.
Bonetes, 351 ; panno azul eulrefiuo, covados,
1,682 ; India la de forro, ditos, 1,310; panno car-
meziin para vivos e vistas, ditos, 150 ; dilo prelo pa-
ra polainas, ditos, 150 ; brim para frdelas e cairas,
varas, 1,865; algoriaozinbo para camisas, dilas, 9*13;
clcheles prclus, pares, 331 ; botos brancos de osso,
(rosas, 79 ; ditos prelos de dilo, dilas, 68 ; cravalas
de sola do lustre, 343 ; mantas de laa, 345 ; sapa-
les, pares 755 ; esleirs, 379 ; boloes grandes con-
vexos de metal amarello, com granada e numero 4,
1,9.56 ; ditos pequeos do mesmo numero, 3,540 ;
braco Brande do ferro para balanja, 1 ; caldeiras le
ferro fundido para 50 prajas cada* urna, 2 : copo de
vidro, 1.
Companhia fixa de cavallaria da provincia.
Reles redondos, 11 ; coturnos, pares, 11 ; gr-
valas de sola de lustre, 11 ; tovas de carnurja, pares
II ; inanias de laa 11, tpalos, pares, H ; 'esleirs,
II ; braco grande de ferro para balanja, 1 ; temos
de pesos de ferro de meia quarla al um quin-
ta I, 1.
Capella da fortaleza do Brum.
Ornamento branco completo, constante de orna
rr/.ula. estola, manipulo, bolja c veo. 1 ; panno
roxo pora cobrira imazem, 1 ; cucadernajio de um
missal, e reforma do clao das Imlsas, encarnada e
roa ; alvas, 2 ; amittos, 2 ; conloes, 2 ; corporaes,
2 ; loadlas para o altar, 2 ; dilas de n3o para o la-
vatorio, 2 ; pannos de pala, 2 ; purilicadores, 2 ;
sanguinhos, 4 ; tapete para o supedneo do autor,
1 ; lo-ltmi roxo para cobrir a banqueta do altar, co-
vados, 3 e meio ; aspersorio, 1.
Colonia militar de Pimenteiras.
Colheres de dez polegadas, 4 ; dilas da 6 dilas. 2;
enxadas grande raljadas de ajo, 30; pai de ferro
sran.les, 24; dilas pequenas, 12 ; pinceis para.cia-
ar, 4. iia
OuVina de capina da mesma colonia.
Formoes de ajo sonido, duzias, 3 ; frrro de capa
para garlopa com 2 e meia polegadas do largura, 6;
ditos sem capa com urna e meia dila de dita, 6 ; di-
tos ditos com um dita de largura, 6 ; enioes com
fuzil, 6 ; Irinxas com urna e nieia polegada de lar-
Rura, 2 ; dilas com I dila, 2 ; dilas com 3 quartos,
2; serrotes com 30 polegadas de comprimenlo, 4 ;
ditos de fixa com 12 ditas, i ; ditos de pona com 12,
3 ; camparos de 12 poicgadas, 6 ; esquadro de fer-
ro com f-)lha de 12 polegadas de comprimenlo, 2 ;
ditos pequeos, 4 ; verrumas sorlidas, 36 ; irados
de polegada, 2 ; ditos de tres quarlo, 2 ; ditos de
meia, 2 ; limas triangulares de Kraa lina para amo-
lar serrotes, 12; faenes com baiulias e cinluroet, 4;
paralusos de madeira para prensa de bancos, 4 ;
collada Babia, libras, 12; pregos caibraes, 10,000;
ditos de batel grande, 11,000; ditos de ditos peque-
os, 11,000 ; ditos caixacs, 11,000; ditos de su'alho,
10,000; ditos de forro de sala, 11,000; ditos de
giiarnijao grandes, 5,000 ; ditos de dila pequeos,
5,000 ; ditos de rame com urna polegada de com-
primenlo, libras, 10.
t Mieina de ferreiro.
Ajo de Milaoem vergas, arrobas, 2 ; ferro sueco
cm barras chatas de 2 a meia polegadas, arrollas,
10 ; dito em barrai chalas de 1 e meia, dilas, 4 ;
limas chatas de 14 polegadas. 3; dilas dilas de 8, 3;
ditas de i, 3 ; ditas mujas de 8> 3 ; dilas meias
canas de 14, 3 ; dilas ditas de 8, 3 ; ditos ditas de
4, 3; dilas dilas mujas de 8, 3 ; dilas triangulares
de 8, 3: ditas dilas, del, 3; liuialoes de 8 ditas.3 :
ditas de 4, 3.
Quem quizer vender esles objeclos, aprsenle as
suas propotas em carta fechada, na secretoria do
conselho as 10 horas do dia 13 do correnle mez.__
Secretaria do conselho administrativo, para forueci-
mento do arsenal de guerra, 1 de dezembro de 1854.
Jos de Brilo Ingle:, coronel presidente. __Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que os 30 das uteis para a cobranji da dci-
ma dos predios urbano-, das freguezia desia cidade c
da dos Afogados principian! a contar-sc do 1. do cor-
renle mez de dezembro em diante, o lindos o quaes
incorrcm na mulla de tres por cenlo todos os pro-
pnelanos que dcixareui de pagar seus dbitos no 1.
semestre de 1854 a 1855.
O arsenal de marinba compra no dia 9 do an-
dante mez, para foruecimculo do almoxarifado, os
gneros abaixo declarados: (na de escrever, pen-
ua lapis, atascaba, colheres de ferro, facas lUmcn-
gas, rairo velho, arcos de ferro para lauoeiros, pin-
ceis de ociar, lilele, paes de ferro, cinadas, sola e
limas sorlidas : as pessoas que se propozerem vender
esles gneros, comparejam nesla secretaria uo indi-
cado dia, pelas 12 horas da inanha.com as coas pro-
postas e as competentes aniosiras. Secretaria da
inspecjo do arsenal de marinba do Pcrnaiiibuco cm
1. de dezembro de 1851.O serrelaiio.
Alejandre Rodrigue* dos Anjos.
Carlas securas rindas do norle para os senho-
res : Francisco Tiburcio de Souza, Lngaro Conni-
ves (|a Silva, Joaquim Antonio Paria Barbosa, Ma-
noel Jos de Si Araujo.
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C.,na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Pretende sahir com brevidade a escu-
na nacional Tamega, por ter parte do
seu cairegamento : para o resto da car-
ga e escravos a frete, trata-se com No-
vaos &C, na ra do Trapiche n. 34.
PARA O MARANHA'O.
Pretende sahir por estes dias, o brigue
nacional Brilhante, por ter a maior
parte de seu carregamento prompto: pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-
se com Novaes & C, na ra do Trapiche
n. 34.
Para o Rio de Janeiro segu viagem com bre-
vidade o brigue aacioual itero ; para carga a escra-
vos a frele, lra(a-se com os consignatarios Thomaz de
Aquino Fonsoea & Filho, na ra do Vinario n. 19,
primeiro andar.
Para Liiboa shc com a maior brevidade o
brigue porloguez Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-se com os
consignatarios Thomaz de Aquino Fonseci & Filho,
na ra do Vigario o. 19, primeiro andar.
Para o Para'
o hiato Ligeiro seguir em poOco dias: ainda pode
receber alguma carita : Irata-sc com J. B. da Fonse-
ca Jnior, ra do Vigario n. 4, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro.
O hiato Venus, segu no correnle mez.recebe car-
ga e passaseiros: trata-se com Caetano Cyriaco da
C. _\l.. ao lado do Corno Saulo a. 25.
Sabe com mnila brevidade para o Aracalv o
hiile Aurora: trata-se na ra do Vigario n. 11,
para carga e passageiros.
Para o Rio de Janeiro sahir no dia 10 do cor-
rent, o brigue nacional Inrencitel, recebe jas-
sagairos e escravos a frete, para o que tem bons
commodos: trata-se com o capilo a bardo, oo na
ra da Cruz do Recito n. 3, eteriptorio de Amorim
Irmaos.
Para o Rio de Janeiro
o brigue nacional 'tetra segu com brevidade por
ter parle de sea carregamento prompto ; para o res-
to da carga e passageiros, trata-se com Machado &
Pinheiro. na ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro segu no dia 15 do cor-
renle o patacho .Sania 6'rui; s recebe passageiros
c escravos a frete : Irala-sa com detono Cyriaco da
C. M. ao lado do Corpo Sanio d. 25.
LEILO'ES.
O agente Vctor far leilaono caes da alfande-
ga, de 80 saccas de feijao branco e muUtinha, as
quaes serao enlreguei pelo mais que ouireeerem,
sendo em lotos de 10 ou a cntenlo dos licitantes,
segunda-feira 11 do correnle, as 11 horas da manhaa.
Oleilao da taberna sita na ra Di-
reitan. 53, que tinha lugar quarta-feira
6, ica transferido para sabbado 9 do cor-
rente.
Por ordem do Illm. Sr. Dr. joiz de direto de
primeira v.ra do cvel e do commercio, o agente
Vctor far leiUo de todos o gneros a armarao etu
um s lole.ou a vonlade dos licitantes, pertencntes a
taberna, sila no becco largo n. 1, de Benigno Jos
de Araujo Braga, para pagamento de seo credore :
quarta-feira, 13 do correle, as 10 ,',' horas da ma-
nhaa, no indicado logar.
Ilenrv Fonler & Companhia. consignatarios
do brigue americano H'itliam Priee, farao leiUo
por inlcrvenjSo do agenta Oliveira, em presenja do
Sr. cnsul dos Estados Unidos, e por conla e risco de
quem pertencer, do casco, maslrot, vergai, cordoa-
Iha, veame, correnle e ancoras, a mais apparelhos
c perlcnces do dilo brigue, tal qual se acha ancorado
neste porto, onde os pretendemos podem examioa-lo
com anleriparao, assim como o respectivo inventaro
no acto do leihlo, lendo sido legalmenle coudemna-
do por rama do abalronmento que soflreu d'oulro
navio sua entrada, na rcenle viagem qae fez pro-
cedente de Phitadelphia: quarta-toira, 13 do cor-
renle, ao meio dia em ponjo, porta da associacao
conupercial desla praja.
AVISOS DIVERSOS.
rico he r. principal pensamenlo d'um Irecho de mu- dente di provincia de 24 de novembro pr'oiimo pas-
sica qualquer. | aj0| maniia fiuc(. pujj|M, que no dia S do corren-
SOGIEDADE D01X.4T1M EilPREZARU.
Segunda recita.
Sabbado O de dezembro.
19. ltKC.HA DA ASSIGNATURA.
Subir a sceua o muilo desojado c apparaloso dra-
ma histrico ein 3 acto' c ."> qujdros, denominado
LUCRECIA BORGIA.
Sendo o papel de Lucrecia descmpciihadu pela
actriz. |l. Uan Leopoldina. Dar lim o espectcu-
lo con a engraruda comedia vaudcville cm I acto
inliliilada
OS BILHETES DA LOTERA.
O resto dos bilheleacna-sea venda uo escrplorio
do thealrn,
Principiara as 8 horas.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandaren, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
O Sr. Jacintho Allomo Botelho, que
morou no aterro da Boa-Vista, tem urna
carta na livraria da praca da Indepen-
dencia n. 6 e 8.
Precisa-se de urna mulher que queira comprar
e connhar em urna caa de pequea familia, sendo
perfeita c diligente paga-se bem : na riia dos Mar-
tvros ii. 36.
Koeniglich Preussisohes Consulat in Per-
nambuoo.
Dejenigen preussischen Unterthanen welche sich
in diesen Jahre noel nicht im hiesigen koeniglicliea
Consulalo malriculirl haben, werden zufolge Order
des Koeniglicliea Hinisterii hiemt aafgefordert,
ch im Bureau ra da Cruz u. lo von 2-4 Uhr Na-
chmltags zu melden, ofern sic ihre Anipruche ais
preussische L'ntcrlbanen bewahrt wissen wollen.
TO BRITISH SCBJECrS.
Her Britannic Majeslys Comal has oponed a subs-
cription in behaef of lhe Wdowj and Orphans o*
Soldicrs and Sailors who may perish in the Russian
Vvar, which lies al lhe Comulate for signalore, and
he relies apon ihe grallude and palriotism of his
counlrymen lo lili I. British Contulate i'eroam-
buco 5 (h. Ded. 1854A. Augustus Cooped, con-
ul. e
Troca-te a morada do segundo andar da casa
da rua do Coleara n. 13, com grande totao, vislapara
o mar. e paga 300J}000 r. de renda animal por ou-
lro de menor prejo em boa rua.
Perdeo-se no dii 5 do correnle mez, orna car-
leira lendo dentro da mesma varias ledras o mait
oulro pipis, roga-se a pessoa que achou a queira
entregar : na rua de Hurtas na casa de Antonio
Francisco da Cosa Braga n. 64, que sera com-
pensado geoerosamenle.
Precisase do alagar urna mulher qae saina
bem cozinhar para casa de familia : quem esliver
nesta circumstaucia, dirija-se a raa do Encanamen-
lo n. 3, primeiro andar no bairro do Recite.
Perdeu-se no dia 3 do correle de um sitio da
Mirada da Torre ato a ilha do Retiro, urna pulseira
do aro de ouro.com urna chapa conleudo 2 retratos a
oleo : quem a adiar leve-a a estrada da Torre tlio
da viuva do Dr. Brilo, ou na rua Novan .67, que
tera generosamente recompensa.
Aluna-so a lo ja de um sobrado na rua oa paleo
da Sania Cruz, cora armaco para taberna oa qual-
quer uegocio : na rua djs Cruzet tobrado n. 9, do
lado dircito, quem vai para San Francisco.
Precisa-se de unfa mulher forra para ama sec-
ca de urna crianja : na rua da Uaiao n. 7.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar,
vende-se Tardo novo, chegado de Lisboa pela barca
Cralidao.
Aluga-se o sobrado Zonpue em Appipoeos
margen do rio, com eicedeiitcs commodoi parase
passar a resta, lendo capim. boa coeheira e estriba-
ra : tratar com o scubor do engenho Dous Irmaos
Antonio Luiz Caldas.
CHA DA INDIA N.24.
No lla/ar Pernainhurano se encoutra o melhor cha
que lera apparecido no mercado: os freguezes po-
derao lomar amostras para desenganarem-e.
Jos' BezeVra Cavalcanti Maciel, sup-
pDe nao dever e pcssoa alguma nesta praja ; se po-
rem existir alguma pessoa qne se julnue seu credor
appareja boje na rua do Amorim n. 33, qoe ser im-
mediatamcHle pago. Recito 9 de dezembro de 1854.
.\!ur:,i-.e a caa torrea n. I da rua do Rotario
da Boa-Vista : a tralar na rua larga do Rosario n.
iS, da< 3 horas da larde cm diaulc.
Madume Adcle Paireen rclira-sc para a Eu-
ropa.
Aluga-se um grande armazn na rua do Brum,
esle do sobrado qae lira ao sul da fundijo do Sr.
Bovvmau : quem o pretender, dirija-se a Jos Antu-
nes Uaimcrtas, na rua de Apollo n. 30.
O Brasileiro vai requintar em energa, o de-
monstrar as rcvoliijoc que bao de succeder a Eu-
ropa, que serao sem confo c incvilavcis. Assicnem
1



AVISOS MARTIMOS.
AO PARA'.
Vai seguir mui brevemente
a escuna FLORA, capiio
Jos.Severo Rios, s pode re-
ceber carga miuda: trata-se coin os cou-
lodo>, o Brasileiro, porque a liberdade merece pro-
teccSo. Nao a vedes divagando pelo Brasil la. alloni-
ta e cabilhaixs, o 1.1o dilacerada pelas faejoes anar-
chica. implorando prolecjo a co'!! 0*7. e8.
nmeros brevemente serao publicado. O senhores
asssnanles que ainda nao pasaram, dignem-te de
satisfazer em poucos dias lio diminuta quanlia.
Perdeu-se um lenjo detambraia de liobo com
barra pinlada,elavraitem detolha cor de ouro: quem
o achou, querendo reslituir, leve-o rui das Cru-
zes, toja n. 18, que sera gralificado.
Na rua da Cruz, taberna n. 37, prccia-ie ala-
gar escravos mentalmente, apagciii bem.
Perdeu-se uns oculos com aro de ouro. no pa-
lco do Collcgio, de-de a livraria do Sr. padre Igna-
cio ale a rua do Quarleis ii. 20: quem os achou,
querendo reslilui-los, porte leva-Ios praja da In-
dependencia n. 4, que ser recompensado.
Precisa-se de urna ama para cozinhar, engom-
mar e comprar, para pouca familia : a tralar oa roa
Augusto n. 5.
Preciaa-se de am negro oa moleqoe captivo,
por alugucl, que teja del, para fazrroservijodeuma
cata : oa rua Nova n. 41, primeiro andar.
Tcndn sido transferida para o dia 10 do corren-
le a festa do N. S. da Couccijao da capella do hos-
pital doi lauros, uesse da estara o mesmo hospital
aberlo dai 9 horas da manha al aa 9 da noile, para
toda as pessoas que o quizerem viiitar.aOm de ver co-
mo sio Iraladot 39 nfeliies, que abonado! de pren-
le e amigos s receben succorrot da caridade.O
escrivSoda admiuilrajao, Antonio Jote (Someti
Correio.
4.

"


"*
DIARIO DE PERMIBUCO, SBADO 9 DE DEZEMBRO DE 1854
O l'r. CaroliDo Fraucisco de Lima San-
Ios, mora na ra das Cruzes n. 18, primei-
ra andar, onde continua no eiercicio de
sua prefissao de medico, c ulilisa-se do oc-
casio pan de novo ao publico offerccer
sen preslimo rumo medico, o habilitado a
certa operac.6es, sobreludo das vas ouri-
narias, por se ler a ellas dado, com espe-
cialidade em Franca.
Para quem so qui/er ttabelecer, traspa^-sc
urna loja na ra Nova : a tralarua mesma ra 42.
Precisa-se de hm caixeiro porluguez, de l-a
16annos de idade, e com pralica de taberna: na ra
da Sen zal Nova n. 22.
lotera den. s.0liy1u-
mento.
O cauttlista Antonio Fcrreira de Lima e Mello
tem as suas cntelas i venda, na ra Nova n 4 rua
da Praia n. 27; rua do Rosario n. 26 ; rua Di'reila
vi Ua Povoaciio do Monteiro, em casa do Sr.
Nicolao, pelos presos abaixo mencionados.
Qnarlos ||S00
Decimos 8700
Vigsimos loo
Ao amanhecer de honlem, G do corrente, fur-
liram da estribara do abaiio assignado, na rua do
palacio do Bispo, um cavallo ruso prelo, com urna
so marca de ferro no quarlo direito, (em o casco da
mao direila radiado ate a raiz do cabello, e igualmen-
te um sellim usado e estribos de metal branco:
quem o apprehender, leve-o em dilo sitio, ou no
arco de Santo Antonio, loja de Joao Ilenriqnes da
Silva Jnuior, qne ser generosamente recompen-
sado. Manoel Gomes de Si.
Roga-se a pessoa que achou um papagaio nos
quintaesdo aterro da Boa-Vista do lado do sul, haja
de o levar ao mesmu aterro n. 37, primeiro andar,
que ser recompensado.
l'recisa-se de um rapaz robusto e activo (escra-
vo), que entenda e possa bem trabalhar n'um sitio :
quem liver, pode dirigir-se ao cumulado american o
delronte do Trapiche Novo.
LOTERA de n. s. do livba-
MENTO.
Ao 5:0005000, 2:000s0000, 1:000$000.
O cautelista Salusliano de Aquiuo Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que a lotera corre indubla-
\ cimente no dia 16 de dezembro, as 10 horas da ma-
uhaa. no consistorio da igreja da Conceicao dos Mili-
tare, seja qual fr o numero de bilhetes que existi-
rem por vender, debaixo de sua responsabilidade.
Os sens bilhetes e cautelas estilo iseulos do imposto
de 8 por centn nos tres primeiros grandes premios.
Os seus afortunados bilhetes e cautelas eslo ;'i venda
as lojas seguintes: rua da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio do Sr. Vieira ; lojas de miudezas
n. 31, de Domingos Teixeira Bastos, e n. 45, de Jos
Fortunato dos Santos Porto ; na praca da Indepen-
dencia, loja de calcado n. 37 e 39, da Antonio Au-
gusto dos Santos Porto ; rua do Queimado, lojas de
fazendas, de Manoel Florencio Alves de Moraes n.
39, ede Bernardino Jos Monteiro & Companhia n.
44 ; rua do Livramento, botica de Francisco Anto-
nio das Chagas; rua do Cabug n. 11, botica de
Moreira & Fragoso; rua Nova n. 16, loja de fazen-
das de Jos Luiz Pereira & Filho ; e no aterro da
Boa-Vista n. 72 A, casa da Fortuna de Gregorio Ao-
tunesde Oliveira.
Bilhetes 5500 Recebe por inleiro 5:0008000
Meios ditos 2&800 dem 2:5005000
Quarlos 1500 idem 1:2509000
Oilavos 800 dem 6253000
Decimos 5700 dem 500*000
Vjgesiraos 8400 idem 2505000
Na estrada dos AfOiclos, sitio confronte a _
capella, dilo-se consultas homeopathicas. $
Aluga-se urna casa terrea ua povoacao do Mon-
teiro, com a frente para a igreja de S. Panlaleao,
rauilo lmpa, tresca, com commodos para familia re-
gular, leudo urna porta e duas janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoacao, ou na rua doCollegio n. 21, se-
gundo andar.
No hotel da Europa da rua da Aurora, d-se
comida a toda a hora do dia, e fornecc-se almo e"
jantar para fra mensalmente, por preco muito ra-
zoavel.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
A administracao da companhia de Be-
beribe, resolveu em sessao de 2i do cor-
rente, por em arrematacao a taxa dos
chafarizes por bairros, ou em sua totali-
dade, por tempo de um armo, a contar
do 1 de Janeiro de 1855 ; para o que con-
vida a quem tal arrematacao convier, a
comparecer no escriptorio da companhia,
no da 12 de dezembro prximo vindou-
ro ao mciodia, com as suas propostas em
carta fechada, nasquaes deverao ser de-
clarados os liadores dos concurrentes, que
podero obter os precisos esclarecimentos
a cerca do rendimento da taxa, no escri-
ptorio da companhia, das 9 horas da ma-
nhaa, aV3 da tarde dequalquer dia til.
Recife 25 de novembro de 1854.O se-
cretario, Luiz da Costa Portocarreiro.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um $ precio
para todos : este estabelecimento
ahric-se de combinaron com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, irancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle ma ores van-
tagens do que outro qualquer ; o
pix>prietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA DO COLLEGIO 1 AIVDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ale o meio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmeute para praticar qualquer operario de cirurgia, e acudir promplamente a qual-
niulherjiue esleja mal de parto, e cujas circunstancias nao permit
quer
iltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddcina homeopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes encadernados em dous e acoiupanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, etc., ele...... 205000
Esta obra, a mais importante de todas as que trata m do estudo e pralica da homeopathia, por ser a nica
que conten abase fundamental d'esla doulrinaA PATHOGENESIA O: EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO OKOAMSMOEM ESTADO DE SAUDEconhecmenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se quercm dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que quizerem
experimentara doulrina de llahnemann, e por si mesmos se convencerem da verdade cfella: a todos os
fazendeiros e senhores de engenho que estaolonge dos recursos dos mdicos: a lodos os capitesde navio,
qne urna ou oulra vea nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo sen ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumstancias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenli os primeiros soccorros ero snas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Iraducsao da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambem til s pessoas que se dedcam ao estudo da homeopathia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10)000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. :ij>000
Sem verdad eiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopathia, e o proprietaro deste estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superoridade dos seus medicamentos.
Boticas de 24 medicamentos cm glbulos, a 10, 129 e ljOO rs.
Ditas 36 ditos a................. 2O5HOO
Ditas 48 ditos a .............. -j.'>.-< k n i
Ditas 60 ditos a............... 3QB000
Ditas 144 ditos a.............'.'.'.'.. (O5OOO
Tubos avulsos ....................... imo
Irascos de meia onja de tinctura................... '.^KXI
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos tamanhos
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamenloscom toda a brevida-
de e por presos rauilo commodos.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeisao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, haja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na roa larca $
0 do Rosario n. 36, segoudo andar, colioca den-
9 les com gengivas artificiaes, e dentadura com-
0 pela, ou parte dola, com a presso do ar. $
Q Tambem tem para vender agua denlifrice do $
Q Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do Q
Rosario n. 36 segundo andar. tf
Novos livros de homeopathia uiefranccz, obras
lodasde summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............909000
Teste, iroleslias dos meninos.....6)000
llering, homeopathia domestica....."8000
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. 6WHK
Jahr, novo manual, 4 volumes .... ICfOOO
Jahr, molestias nervosas.......61000
Jahr, molestias da pelle.......8)000
Kapou, hisloria da homeopathia, 2 volumes I60OO
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meuiuos..........I0M00
A Teste, materia medica homeopalhica. 8J0(K)
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 7)000
Clnica de Staoneli........
Casting, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nyslcn.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripjo
de todas as partes do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros 110 cousiillorio homeop-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o serviro de bolieiro um escra-
vo mulato com muita pralica desse oflicio. Na rua
da Saudade fronleira a dencia do Dr. Lourenro Trigo de Loureiro.
. O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cnha do Livramento tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da prar,a da Independencia.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que llie diz respeito.
6)000
45000
105000
30)000
J. JANE, DENTISTA,
continua a residir na rua Nova n. 19, primei-
ro andar.

O escrivao da irmandade de N. S. da Concei-
cao da isreja da Congregacao,.convida a todos os ir-
rnaos para que se dignem comparecer no domingo,
10 do correnle, as 10 horas da manhaa, no consisto-
rio da mesma igreja, para se proceder a eleic,ao da
nova mesa regedora que tem de funecionar no anno
de 1855.
Oflerece-se um rapaz para praticar de caixeiro
em qualquer estabelecimento, excepto venda; quem
pretender dirija-se a rua da Assumprao n. 36,2.
andar.
Na rua do Crespo n. 17, precisa-se de um es-
cravo por alugucl, que seja fiel, pira fazer 3 serviro
de urna casa de familia, e paga-se bem.
Pfecsii-se de um caixeiro pira taberna, de 12
a 1;> annos de idade, com pratica ou sem ella : na
praca da Boa-Vista n. 20.
Oflerece-se um 111050 porluguez para caixeiro
de loja ou armazem de assucar, ou caixeiro de rua,
e faz qualquer negocio com seu patrio : quem pre-
cisar, dirija-se rua do Rosario 11. 24, botequim,
que achara com quem tratar.
Traspassa-se a chave da loja da rua do Quei-
rnado 11. 49 : a tratar na rua da Cadeia do Recife n.
15, primeiro andar.
Na roa das Cinco Ponas, casa u. 134, se dir
quem d dinliciro a juros sobre penhores de ouro e
Prala> ando da quantia de 5O5O00 para cima.
Perdeu-se na loja da rua Nova n. 4, urna letlra
de 12j)000 a vencer-se a 23 de fevereiro do anno
vindooro, aceita por Manoel DomiuguesdeSant'An-
na, a favor de Jos Caelnno Vieira da Silva, e endu-
rada por Raphael Feliz Jos Garcia : roga-se |vois, a
todas as pessoas a quem a mesma fr apresenlada,
nenhuma transaecp fazer, pois que eslao preveni-
das as pessoas cima.
... Aluga-se o lerceiro andar da casa da rna do
Vigario n. 9 : a tratar no mesnio segundo andar.
U padre Joao Capislranu de Meodonra, profes-
sor de geographia, chronologia e historia do Ijceu
desta cidade, abri no 1. do corrente, na casa de sua
residencia, na rua Nova n. 51, um curso de geogra-
phia e outro de relhorica : os senhores esludanles
que os quizerem frequentar, podero dirigir-se i
mencionada casa a qualquer hora.
Aluga-se urna casa no Monteiro a margem do
no, pintada de uovo, com excellentes commodos pa-
ra qualqu.r familia passar a festa : quem a preten-
der dirija-se a rua da Cadeia do Recife loja o. 53.
Precisa-se de um preto forro ou captivo que
saiba rozinhar o diario de urna casa que se promel-
le pagar generosamente : na rua da Cadeia do Reci-
te n. 30.
_ CURSO DE FRAMEZ.
O bachaiel Witruvio, no 1 do corrente,
abri um curso de francez, para os que
quizerem habilitar-se para o respectivo
exame no principio do anno : os preten-
dentes podem procura-lo na rua das Cru-
zes n. 22, primeiro andar.
Aluga-se a loja da casa da rua das Cruzes n.
41 : 1 tratar namesma.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, proessor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ruaDireita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta piara cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente olPere-
cer'.
Precisa-se de urna ama de leile forra ou capti-
va : na rna Bella n. 20.
Arrenda-se um grande sitio em um dos mais
prximos arrabaldes desta praca, com casa de sobra-
do, grandes baixas para capim, e proporjes para
sustentar animalmente de 25 a 30 vaccas de leite :
a tratar na rua do Crespo, loja n. 15.
Precia-se de urna ama de leite: na
rua de S. Francisco, palacete novo.
Precisa-se de urna boa ama de leite, forra ou
captiva : na rua da Aurora, casa nova junio a do
Sr. Gustavo Josa do Reg.
Joao Pedro Vogeley, fabricante de pianos, afi-
na e concerla os msenos com toda perfeicao e por
mdico proco : lodas as pessoas que se quizerem uli-
lisar de seu presumo, dirijam-se rua Nova n. 41,
primeiro andar.
Attencao -
Aluga-se um excelienle sitio no principio da estra-
da de Joao do Barros, defronte do sitio da Cscala,
proprio para morada de qualquer familia decente, o
qual tem boa casa de vivenda, com 2 salas, gabinete
separado, 5 quarlos, 1 dito para escravos, despensa e
cozinha, tem bastante arvoredo de fruclo, uo qual se
conta 1 pomar com 125 ps de larangeiras, excelien-
le lugar para horta, 1 pequeo jardim, 1 grande ca-
cimba com bomba de ferro, e mais commodidades
que o (ornam recommendavel, como lambem por ser
quasi dentro da cidade : quem o pretender, dirija-se
ao mesmo sitio a Iralar com a viuva Leonor Jorge.
No mesmo sitio se vende urna porreo de vaccas'dc
leile com crias e sem ellas, e algumas prximas a pa-
rir, 2 garrotes pequeuos etc. etc. ; lodo este negocio
se faz muito em conta porque a sua proprietaha tem
de se retirar para Lisboa no prximo vapor ; e na
mesma se acha para alugar 2 prelos e 1 prela para
todo o servijo, tanto de campo como da praja.
Precisa-sc de um hornera que entenda perfei-
tamente de relinacao : na rua da Cadeia Velha 11. 7,
loja de miu Jc/as.
PUBLICADO DO INSTITUTO IIOMEOPA-
THICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Melhodo concho, claro e seguro de curar homeo-
palhicamenle lodas as molestias que af/lit/cm a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rri-
nam no Brasil, redigido segundo os uielliores tra-
tados de homeopathia, tanto europeos como ameri-
canos, e segundo a prupria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgeru l'iuhu. Esta obra he hoje
recouhecida como a melhor de lodas que tratam da
applicac.ao homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capilacs de navios, se.'lancjos ele. etc., devem
le-la a mao para occorrer promplamcule a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes cin brochara por lOjflOO
encadernados 119000
vende-se nicamente cm casa do aulor, 110 palacete
da rua de S.'Francisco (Mundo Novo) n. 6S A.
Aluga-se a loja do sobrado de um andar, no
aterro da Boa-Visla, junto a de um culileiro, e con-
fronte a casa doSr. Antonio Luiz Gon^alves Ferrei-
ra, propria para qualquer estabelecimento : a tratar
no dito sobrado, ou na rua da Cadeia do Recife, es-
rciptorio n. 3. _
RETRATOS.
No atierro do Boa Viisla u. 4, lerceiro andar,
cootinua-se a tirar retratos, pelo syslema crvstalotv-
po, com muita rapidez e perfeicao'.
Aluga-se para|a festa ou por anno o sobrado da
rua do Poco da Panella, o qual he muito fresco c
com inultos bons commodos : 110 aterro da Boa-Vis-
ta d. 17, a fallar com Frederico Chaves.
Koga-se ao Rvm. Sr. padre Jos Tei-
xeira de Mello, vigario da freguezia do
Buique, que mande pagar o que deve ns
rua Diretta n. 14, tanto a sua conta co-
mo o endosso que S. Rvm. mandou dar a
Salustiano Ferreira da Costa, morador no
lugar denominado Mulung, que somma
a dita quantia rs. I:56ij950 fra o ju-
ros, isto no anno de 1852, pois o seu cre-
dor ja' esta' cansado de ser engaado, co-
mo fo em Janeiro do dito anno, que en-
ganou ao portador que la' foi.e S. Rvm.
mandou dizer que ja' tinba mandado pa-
gar, e at hoje ainda nao se recebeu, gas-
tando o seu credor com o portador que
la' foi 100000 rs., fora o aluguel do ca-
vallo ; pois o sou credor roga-ilie que nao
seja tao desconhecido, que alm disto Ihe
tem prestado os seus serviros em outras
cousas mais; portante o seu credor lhe
participa que ja' pagou nesta praca a
dita quantia, porm nao foi com as car-
tas que o Rvm. padieJos Teixeira de
Mello lhe tem mandado.Jos Pinto da
Costa.
Aluga-se um sobrado com grande quintal, que
pode ser plantado de capim por licar os fundos para
o pantano, silo 110 Arrombado : quem pretender,
pode ir ve-lo, e para ajuslar se dirija rua de Apol-
lo, armazem n. 30.
Os encarregados da fesla de N. S. da Concei-
Sao, erecla na matriz da Boa-Visla, avisara ao pu-
blico, que no da 10 do correnle se ha de celebrar
com decencia e pompa a festa da mesma augusta Sc-
nhora, rainha dos anjos e padroeira do imperio ; su-
bir ao pulpito o muilo eloquente padre meslre J.
L. de Mendonra ; no fim da festa haverao descargas,
e ao som deltas um balao de nova invencao, pelo in-
signe artista J. F. Monteiro ; a noile haver Te-
lieum (sem mudauca de pregador) e fogo de vista.
Us encarregados nao lendo nina irmandade a quem
prestar conlas.ollerecem ao publico a exposicao de um
quadro na mesma matriz, uo qual se acharan os no-
mes e quautias de todos que concorreram para os
presentes actos ; e depois da fesla o destino dessas
quanlias : ontro sim |>edem aos moradores do ater-
ro, praca e alraz da matriz, que tenham a bondade
de illummarem suas portas no dia da festa.
Precisa-se de um trabalhador para um sitio
que lome a adminislrarao de atara escravos :
loja n. 7, no Passeio Publico,
j ~ p,recis,a-sedeum caixeiro para taberna, de ida-
de de 10 a 1S annos ; na rua dos Copiares n. 12.
Gonslando-me que o Sr. Jos Rodrigues do Fas-
so quer fazer negocio com os alucueis da casa da rua
da Cadeia do Recife n. 29, o abaixo assignado faz
Menle a quem convier, que os alugueis da dila casa
lhe perlencem al o fim do anno de 1857, por ler
pago adianlado ao dito Sr. Passo. Recife 7 de de-
zembro de 1854Manoel Antonio Vieira.
Aluga-se a casa do Sr. Caneca, na Passagem da
Magdalena, enlrc as duas pontes : quem a preten-
der, dirjase rua do Padre Floriano, sobrado n.
71, segundo andar, que achara com quem tratar.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Corre no dia 16 do correnle.
5:000|000 rs.
Na casa da Fama, no aterro da Boa-Visla D. 48,
eslao venda as cautelas, bilhetes e meios.
Bilhetes 59OOO
Meios 2J>500
Quarlos 19500
Decimos 700
. Vigsimos ->00
4n,T" (""lernie Setlc lem nrdera para comprar at
100 acroes da companhia de Bebiribe : na rua do
Manuel n. 45, ou na rua do Queimado n. 21.
Aluga-se na Capunga Nova urna grande casa,
acabada de novo.com commodos para grande familia,
muilo fresca, lem cocheira para carro e estribara
para tres cavallos ; tambem .aluga-se nina csa na
estrada da Casa-Forle,defronledo chaguao.com muilo
bom liando, esla pintada e promplaalc bous commo-
dos.para fesla : a tralar na estrada dos Aflliclos.indo
1I0 Manguinho defronle do muro do Sr. Saporiti,
segonda casa ; tambem aluga-se a casa dos Affliclos
para a festa : a tratar na mesma.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
dc-sc fardo uovo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
Vendem-se missaes novos para dizer as missas
da fesla, c segrales, de excelienle encadernarao:
quem pretender, dirija-se rua do Cabug, loja" de
miudezas u. 6.
Vendem-se vidros com agua das Caldas da
Kainha, chegada de Lisboa no ultimo navio, e que
he encllente conforto para quem padece de moles-
tias do estomago, e de rliciiniaiismo : quem preten-
der, dirija-se i botica de Ignacio Jos do Couto, na
Boa-Visla.
Acha-se a venda diversos gneros de superior
qualidade recentemeiile chegaos de Philadelphia e
por precos commodos, sendo o seguinte:
50 barris de carne salgada e de porco.
150 ditos de presunto.
6 caitas com cha hysson.
6 ditas com cha prelo.
12 parelhas de ceibas.
6 duzias de baldes pintados.
Verni/ prelo, alcaiiae, breu, verniz branco, vas-
souras de ramo de Irigo.
50 caixas com vinlio branco ( Shcrry ) de urna e
duas duzias cada urna.
25 caixas com vinlio do Porlo, bom, de 2 duzias
cada urna.
50 duzias de garrafas de agurdenle de Franca c
mais frascos com conservas e (radas, muilo mais g-
neros appropriados para occasiao da fesla : os pre-
lendenles pdem dirigir-se ao armazem da rua da
Cruz 11. 9, de Davii & C.
^) Chapeos para homem. ($)
jp Na rua Nova loja o. 16, de Jos Luiz Pe- ()
/>*! reir & Filho, vendem-se os mais modernos ,a
W chapeos com elegantes formas, chegados W)
A pelo ultimo navio francez. (
Vende-se cera de carnauba de boa
qualidade, em poroao e a retalho : na
rua da Madre de Dos n. 54.
A 1S600 o covado
de seda de quadros de lindos padres: na loja de
eopoldo da Silva Quciioz, rua do Queimado n. 22.
Seda para vestidos.
Corles de sedas de quadros, susto esrossez,
W com 17 cavados, a 168000, 203000 e 259000
(\ rs., dao-se amostras com penhores: na rua
j2 Nova loja n. 16, de Jos Luiz Pereira &
O Filho.
i
LOTEKIA DE N S. DO LIVRAMENTO.
A tu la ni as rodas desta no dia 16 do cor-
rente mez.
Na praca da Independencia lojas dos Srs. Fort-
nalo, I ana Machado e Arantes, na rua do Queimado
loja de ferragem dos Srs. Souza & Freir, e praca
da Boa-Visla, loja de cera do Sr. Pedro Ignacio
Baptista, acham-se venda os hilheles e cautelas da
lotera cima aos precos abaixos, cujos bilhetes e
meios bilhetes sao pagos por inleiro sem o descont
dos oilo por cenlo da lei nos premios grandes
Bilhetes inleiros 5500
Meios bilhetes. 2Q800
Quarlos.....I55O
Oitavos
Decimos.
Vigsimos
800
700
400
i
Chales de seda, manteletes e capolinhos
os mais modernos e melhor goslo, camisas
e romeiras de cambraia, c romeiras de re-
lio/ : na rua Nova loja n. 16, de Jos Luiz
Pereira & Filho.
Aluga-se orna casa na povoatflo do Monteiro :
a tratar no Caldereiro sitio que foi do Sampaio.
Quem lhe fallar um cachorrod'agua, procure na
rua Imperial n. 53, que dando os signaes cerlos lhe
sera entregue.
Os Srs. Innocencio Pinheiro Correa e Francis-
co Mendcs Pereira lem carias e encommendasi na
rua larga do Rosario n. 28, loja.
Aluga-sc o armazem da rua da Praia n. 2, do
patrimonio da veneravel ordem terceira de S. Fran-
cisco desta cidade : os prctendenles dirijam-se ao
carissimo irmio ministro, pessoa'competente para
alugar.
Aluga-sc urna excelienle casa com muitos com-
modos, paro urna ou duas familias, uo P050 da Pa-
nella. em frente da casa do Sr. Joao Francisco Car-
neiro Monteiro : a Iralar em Fra de Portas n. 23,
primeiro andar.
Casa da afericao, pateo do Trro n. 16.
A pessoa competentemente autorisada' pelo aferi-
dor, faz ver a quem interessar possa, que o prazo
marcado pelo regiment municipal linalisa-se no
dia 31 de dezembro prximo futuro, c que depois
nao se chamem a ignorancia.
Precisa-se de urna ama nacional on eslrangei-
ra, cozinheira e engommadeira, para casa de fami-
lia ; no aterro da Boa-Visu o. 17.
Aluga-se um bom silio no Manguinho, com
baila de capim, bastantes arvoredos de fruclos, ca-
cimbas d'agua de beber, e casa grande de morada,
poreni precisando-se acabar algums obras da dita
casa ; se aluga por lempo, e leva-sc em conta as des-
piezas que forcm precisas : a fallar no aterro da Boa-
Visla n. 17, com Frederico Chaves.
COMPRAS.
Coinpram-sc escravos para se exportar, tendo'
boas figuras ; paga-se bem : na rua Diretta n. 66.
Compram-se aeces da companhia do Beben-
be : 110 Passeio Publico n. 7.
Compram-se escravos de ambos os sexos, sendo
bonitos c com habilidades, pacam-se bem ; assim co-
mo tambem se recebem para vcuder-sc cm coininis-
fla : na rua Direita 11. 3.
SEMENTES DE GARRAPATO.
Na fabrica de oleo da rua dos (i 11 ara rapes : com-
pra-se constantemente qualquer purrao de .-emente-
de carrapato.
Compra-sc peroba de primeira qualidade, em
loros de 7 palmos de cmpralo ; na destilado do
Franca, na praia de Sauta Rila.
VENDAS
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem condecidas
(olhinhas impressas nesta typograpliia,
tanto de algibeira, como de porta, sendo
estasa 100 rs., e aquellas a 20 ; e breve
estarao promptas as ecclesiastiras e de al-
manak: na livraria n. 0" e 8 da praca da
Independencia.
COM TOQUE DE AVARIA.
Chitas escutas e lixas a 4,S'500 e 5$000
rs. a pera: na rua do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
No Bazar Peruambucano, vendem-se camisus
de rctroz a ltt, romeiras pretas e matisadas a 88,
vestidos de selim branco bordados de veludopor 508,
manteletes de cambraia bordados a .i;, camisinhas
de dila dito a 18120, litas de todas as larguras muito
baratas, bicos a mitarao dos de linho, ditos de seda,
ditos de linho, tambera muilo baratos, ricos jaqueis
bordado, para meninos de cinco a sete aunos, e ou-
tros muitos artigos que s nao comprar quem nao
liver dinheiro.
LOJA DE TODOS OS SANTOS
Ruado Collegio n. 1.
Clicgou mesma loja cima um grande sorlimcnlo
do eslampas de santos e santas em quadro dourado,
pela diminua quantia de 320, 18000 e 18280 ; tam-
bera um rico sortimento de puleciras, pelo diminuto
prejo de 18600 e 28000 ; ricas caixas de costura pa-
ra senhora e menina ; lambem lem ainda um reslo
de manguinhas de vidro, que se vendem pela dimi-
nuta quantia de 500 rs., 800 rs., l000 e 18200.
Vende-se um osera vo da Costa, bom para todo
o serviro: a Iralar na rua do Queimado n. 18,
CASA DA FAMA, NA RUA DIREITA N. 27.
Vende-se manteii:a ingleza a 480 e 560, franreza
a 560 m 600 rs., aletria a 240 e 320, toucinho de Lis-
boa a :M0 eim r-., queijoa novo a 1-5180 o 19600,
matar fino a 100 rs. o 120, azeite doce a 610 e 720
a garrafa, lanuda do Maranla a 1'iOe 160, de gom-
ma a 80, 100 e 120, dita de araruta a24Qe280,
velas de carnauba a 360 e 400 rs. a libra, caixinhas
de 100 charutos a 18000 e 900 rs., cha hysson a 28
e 1WHH, dito do Rio do Janeiro a 18500, 18600 e
18700, assucar someno a 80 e 90 rs., batatas a 80 e
100 rs. a libra.
Vende-se a casa lerrea n. SI da rua do Caldei-
rcirn, rom grande quintal : quem a pretender com-
prar, dirija-se a rua do Crespo n. 17.
Os grandes e fortes chapeos de sol de panninho
que servem de barraca para serviso de campo, ven-
dem-se na rua da Cadeia do bairro do Recife, loja
n. 53.
Vende-se superior rap l'aiiln Cordeiro chega-
do pooximamanle cm libras, mcias dilas e oitavas:
na pin.i da Independencia loja n. 3.
Vendc-sc boas vacens de leite, outras prxi-
mas a parir, novilhas e garrotes no silio do fallecido
Cuilherme Patricio na Piranga e a tratar na rua
do Collegio n. 13, segundo andar.
Vende-se urna taberna em Olinda no lugar de-
nominado o Balde, com poneos fundos propria para
um principiante, em boa Incalidide para se afregue-
zar com matulos, casa lera commodos para familia:
o a n n uncan le vende em razao de se retirar para fora
da provincia.
Vende-se urna morada de casa de pedra e cal
na povoacao dos Afogados, rua do Motocolomb n.
36, assim como nm silio no lugar do Peres com una
pequea casa de madeira, conlendo no mesmo fruc-
teirasde diversas qualidades c ainda nova, cercado
de espi nho : quem pretender, dirija-se a casa do pro-
prietarin, no paleo da Paz n. 74.
Vende-se urna escrava parda, propria para (o
do o serviro : quera a pretender, dirija-se a F'ra de
Portas, rua do Pilar n. 85, segundo andar.
Vende-se urna escrava rrioula, sera vicios e
com algumas habilidades, sadia e bonita figura, que
cose, engorama e faz lodo o servico da urna casa
na rua dos Prazeres terceira casa terrea nos Coelhos,
u motivo se dir ao comprador.
Vende-se um moleque de bonita figura, sadio,
idade 7 annos ; na rua do Crespo n. 10.
Vendem-se 5 escravos, sendo 1 ptima escrava
ba engommadeira, faz bera labyrintlio e cose cha,
2 raoleques de idade 20 anuos, I lindo miilalinho de
11 anuos, c 1 preto de bonita figura: ni rua Direila
n. 3.
Aos estttdantes de preparatorios.
Vendem-se os seguintes livros em bom estado :
urna geometra de Lacroix por 88000 ; urna chrono-
logia de Bernardino Freir por 18500 ; urna dila
por Vellez por 610 ; urna poelica por Fonseca por
jjfOOO, um compendio de geographia por Vellez por
d-'Mli). direito civil por Mello Freir, quasi novo,
por 48000, stiras de Bioleau por 18000, viagera ao
redor de meu quarto por 6S0 : na rna do Collegio,
loja de encaderuarao D. 8, do Nogueira-
Boavcnlura Jos de Castro Azevcdo, com loja
e fabrica de chapeos, na rua Nova n. 52, qucremlo
ac.-bar com os reslanlcs de miudezas e calsados, est
disposlo a vcude-los por muilo menos dos seus cusios,
como prova pelos pregas abaixo mencionados : bor-
zeu'iiins inglezcs para senhora, pelo diminuto preco
de 28000 ; sapalos de cordavao de lustre a 18000;
ditos de duraque a 800 rs., dilos francezes de bezer-
ro para homem a 500, dilos para menino, obra
nova e muilo fortes a 25210, Icncinhos de cassa para
man a 280, meias muito linas para senhora a 320,
360 e 400 rs., dilas para homem a 160, 200 e 240,
caixinhas com alliuetes cabera do chrislal de lodas
as cores, proprios para ornamentos das senhoras a
'iOO rs., sapalinhos de l.ia para meninos a 500 is.,
laucas dr dita do ultimo costo a 560, barretes de re-
Iroz aherlos para meninos a 160, aboloaduras para
palia'.- a 160, ricos estojos de escovas, que s a cai-
xinha vale o dinheiro a -JjOOO, bonetes de aleado a
790, chapeos de fdtro francezes cor de ganga am i-
rella a-!;:ii'in. ditos le paihiiiha para dmense me-
ninos de ambos os sexos a 29000, bonetes francezes
de velliulma cscocezaa 720. correules para relogio
de ouro da California a 28000, caixinhas de clcheles
a 60 rs., e outras muitas fazendas que nao as men-
ciona para nao tornar o aiinuncio enfadonho ; a ellas,
freguezes, que o lempo he proprio.
Vcndeui-se presuntos inglezcs para fiamhre.dilos
bamliurguezes, queijos de pinha rauilo frescacs, di-
tos lundrinos, maraas das n, el don- que lem viudo ao
mercado por scrcm muilo novas e as mais grandes
que lem eparerido, cm barricas grandes e aoscenlos,
pelo preso de 4 c 50000 rs. o cenlo, marmeladas era
latas pequeas e grandes c latas de anieixa- francezas:
na rua da Cruz do Recife n. <6.
No Bazar Pernambucano, vendem-se pecas de
transas dcjilgodao eslreita e de cores para afeitar
vcslidos a 500 rs. a pera, rozelas de ouro ede bri-
llianlina a 108 o par. meios aderesos de dilo a 208,
frascos cora paslillias para o paito, dilas para o esto-
mago, amendnas ronfeiladas, ludo barato.
Palitos francezes. <$)
(ff) Palitos e sobre-casacos francezes de pan- B
(Si "" ''""' '''' 'irl'1'1"'1' c alpaca: na rua No- ., JP va loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Fi- ''/
B9 H'O. cti
Vende-se um cavallo gordo, que an-
da bem baixo: na rua larga do Rosario
n. 50.
He o mais barato possivel.
Cortes de cambraia de hallado dos mnis moderno*
a 48500: dilu de cassa rxa com barra a 28500 ;
dilos de cassa de cores, com barra, muilo bonitos a
38 ; dilos de cambraia de seda a 78 : ditos com ba-
ilados de muilo goslo ; curies de seda lavrada supe-
rior qualidade ; lencos de garra com palmas de seda
de bonitas cores a 600 rs. ; dilos de cassa a 160 ca-
da um ; cambraia de salpico* de cores; casemira d
cores a 5^ o corte ; dilas do algodao muilo encor-
padas a 380rs. orovado ;e oulras muitas fazendas
que se venderao por enmmodo preco : na rua do
Queimado n. 22, loja de Leopoldo da Silva Queiroz.
mrOUfl DE LAN ESCOCEZ
A 500 RS. O COVADO.
Na loja n. 17 da rua do Queimado, ao p da boti-
ca, vendu-se alpaca de la escoceza, chegada pelo ul-
timo navio, a qual fazenda na Europa se d o uome
de Melpomcne de Escocia, muilo propria para rou-
poes e vcslidos de senhora e meninos por ser de mui-
to drildo, pelo commodo preco de 500 rs. cada co-
vado ; dao-se as amostras com penhores.
}*# lnjii
($ Chapeos para senhoras. $
(k Na rua Nova loja n. 16, de Jos Luiz Pe- {
^j. reir & Filho, vendem-se os mais moder- .5
V9 nos e elegantes chapeos de seda de blond, <3t
(A a 168000, 188000 e 208000 rs. M
Na rua da Alegra n, 8, ha para vender o me-
lhor cha hyson em latas de duas libras.
Vende-se nm braco de balansa, grande c de
conchas, com alguns pesos : confronte ao Rosario
i. 39, A.
CAL VIRGEN.
Na rua da Praia o. 43, se vende a muito superior
cal virgem de Lisboa, em barricas de 4 X arrobas
por menos que em oulra qualquer parle. Na mes-
ma casa se dir quem troca compra) urna imagem
de N. Senhora das llores, se for rauilo perfeita nao
sa alba a preso.
UQUIDACA'O A DINHEIRO A VISTA.
Cambraias francezas muilo finas, padres
modernos o covado........ QfQ
Ditas, dita-, ditas padres escuras. 300
Cortes de cambraias de seda com babadns,
muilo modernas a........15^000
Chitas fraucezas bouilos gostos, o covado. 240
Ditas para cober tas bons goslo e finas,
o covado........... \ m i
Maiiapod'iu muito fino, pesas de 20 varas a
3600e...........jo,
Meias cruas para homem muilo boas, o
, Pa'............. 180
l.uvas de rede sem dedos para senhora o
. Par- ,............ 320
Corles de casemira de cores muilo bonitos
padrees a..........43500
Chales de relroz muito grandes a 168000
Lencos de relroz a........ 800
Ditos de cassa para mao de senhora a 140 e 180
Chapeos francezes os mais superiores a 68000
Palitos de alpacas do laamesclados a 63OO
Romeiras de fil de lodas as qualidades, e oulras
muitas fazendas que se vendem par presos rauilo
baratos para acabar, e que seria enfadonho mencio-
nar, podendo-se assigurar aos Tregeles que 11,10 dei-
xaiii de fazer negocio Irazendo dinheiro: na rua do
Queimado n. 7, loja da estrella de Gregorio & Sil
reir.
SACCAS DE ARROZ DE CASCA A
*800 RS.
Na rua do Queimado n. 7, loja da estrella, ven-
dc-sc saccas de arroz de casca a 28800 rs., e que-
rendo porfo faz-se alguma dilTereuca no preso, os
pretendcnles podem ver as saccas no trapiche do
Cunha.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem umalqueire, me-
velha, por preco commodo: nos
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, cora 15 covados cada corte, a
4j500.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta para
a Cadeia.
Moinhos de vento
ombombasde repulo para regar horlas e baixa,
decapim. nafundisaddeD. W. Bowman : na roa
do Hrun us. 6. 8 e 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BBJNS PARA
CALCAS E PALITO'S.
Vende-se brim Iraucado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700 e 18000 ; dito mesclado a
18400 ; corles de futUn branco a 400 rs. ; dilos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; cortes de cassa chita a
2-ui d c 2200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 ; toalhas de panno
de linho do Porto para rosto a 148000 a duzia ; di-
tas alcoxoadas a IO5OOO ; guardanapos' tambem alco-
xoados a 38600 : na rua do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
perianto, vendem-se cobertores de algodao coro pel-
lo como os de 1,1a a IciOO; dilos sem pello a 18200;
dilos de tpele a lc-200 : na rua do Crespo n. 6.
9@@9e:*S9
RUA DO CRESPO N. 12. 9
9 Vende-s* nesta loja superior damasco de St
9 seda de cores, sendo branco, encarnado, rio, 0
9 por preso razoavel. 9
@@9:*eesee
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz n. 4.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira prela e de cor para palils por
ser muilo leve a 28600 o covado, panno azul a 38 e
48000, dilo preto a 38, 38500, 48, 58 e 58500, corles
de casemira de gostos modernos a 63OOO, selim pre-
lo de Maco a 38200 e 49OOO o covado : ua rna do
Crespo n. 6.
OBRAS DE LABYRINTHO.
Acham-se venda por commodos presos ricos len-
cos, loalhas e coeiros de labyriolho, chegados lti-
mamente do Aracaty : na ra da Cruz do Recife n.
34, primeiro andar.
Com toque de avaria.
M.nl.i p. lao muilo largo a 38000 e 38500 rs. a pe-
sa: na rua do Crespo, loja da esquina que volla pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8$000, 12$000, 14$000 e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a ll.sOOO
rs., chales pretosde la muito grandes a
o'GOO rs., chales de algodao e seda a
1$280 rs.
Deposito de vinho de cham-
>agne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vnde-
se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo *
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas $80 azues.
SACCAS GRANDES.
Vende-se farinha de mandioca em saccas grandes,
por preso barato, para acabar : na rua da Cadeia do
Recife, loja de Bastos &GoDralves.
dida
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
HICOS CHALES DE SEDA.
Na rua!do Queimado loja n. 40, vendem-se cha-
les de seda, padres novos, a 88000, 129000,149000
e 1/8000 rs., chales de merino a 5-8500 rs., dilos de
laa prelos a 38400 rs.
LINDAS CASSAS FRANCEZAS A
v M RS. A YARA.
> ende-se na rua do Queimado loja o. 40, cassas
francezas a 410 rs. a vara, corles de cassa chila a
18600 rs., seda achamalolada de cores e prela a 00
rs. o covado, luvas de seda para menina, e oulras
muilas fazendas por barato preso.
FRICTAS NOVAS.
Na rua estreila do Rosario n. 11, deposito das bi-
chas de liamburgo, vendem-se as fruclas seguintes :
peras frescas, inaeles, araeixas francezas em latas,
-ardilias em latas, queijos londrinos, latas deamei-
xas, de damascos, c peras confeitadas coro caixas de
flores proprias para mimos, e oulras muitas cousas,
assim como a verdadeira bolachinha de soda.
Na rua Nova At, segundo andar, vende-se
um mulato bastante moso emestre funileiro.
NOVAS INDIANAS DE SEDA ESCOS-
SEZAS A 800 RS. 0 COVADO.
Chegou pelo vapor Secern, urna fazenda iuteira-
rocnlc nova de seda escosseza, com o lindo nome
de Indiana, que pelo seu brilho parece seda, pelo di-
minuto preso de 800 rs. o covado : na loja da rua
do Queimado n. 40.
r ROM E COMMODO.
Cassas de panno e cores linissimas, pelo haratissi-
mo preco de 500 rs. a vara : na loja do sobrado ama-
relio, na rua do Queimado n. 29, de Jos Moreira
Lopes.
Ao bom e barato.
Alpacas de seda para vestidos, do melhor goslo
possivel, e cassas organdiz, fazenda dos melhores
desenhos que tem viudo a esla pras : na loja do so-
lirado amarello, na rua do Queimado n. 29, de Jos
Slorelra Lopes.
' Vende-se um alambique famoso de cobre, e de
snffrivel dimane,io, com todos os seus apparelhos,
inclusive urna bomba e viute cubos de amarello vi-
nlialico ; o alambique he de excelienle cobre puro,
e assas fornido : trala-se na rua da Cadeia do Recife
n. 3, primeiro andar.
Grande sortimento de palitos francezes.
Chegaou pelos ltimos navios vindos de Franca,
um grande sortimento de palils, sendo de seda a
128000, de laa, de panno, de alpaca de cor e prela,
de brim branco c de cor, de ganga superior, c ou-
tras muitas qualidades ; assim como calsas, colleles
e palitos de mcia laa de quadrinhos, cohetes de fus-
13o etc. ; tudo se vende |>or presos muito razoaveis:
na rua do Collegio b. 4, c na rua da Cadeia do Re-
cife n. 17.
Malas para viagem.
Ha um grande e novo sortimento de todos os ta-
manhos. por mdico preco ; na ruado Collegio n. 4,
Vende-se superior chocolate fran-
cez, por preco commodo: na rua da Cruz
n. 2(i, primeiro andar.
Vende-se superior Kirche e Absinthe
verdadeiro de Suissa : na rua da Cruz n.
20, primeiro andar.
Vendem-se aberturas francezas, pa-
ra camisas de linho e de madapolo, por
preco commodo : na rua da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vcnde-se una boa casa lerrea cm Olinda, rua
da bica de S. Pedro, que faz esquiua com o cercado
de madeira, com 2 portas e 2 janellas de frenle, 3
salas, 3 quarlos, cozinha grande, copiar, estribara,
grande quintal lodo murado, cora porOo e cacimba,
rauilo propria para se passar a fesla, mesma para
morar todo o anno : a Iralar no Recite, rua do Col-
legio u. 21, segundo andar.
v CEMENTO ROMANO.
\ ende-sc superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
thealro, arniazein de Joaqui-u Lopes de Almeida.
PARA ACABAR.
Vendem as cassas francezas de cores lixas, e lin-
dos padres, pelo baratissirao preco de 110 rs. o co-
vado : na loja do (iuimaracs & leuriques, ruado
Crespo n. 5.
Na luja da rua do Crespo n. 6, lem um grande
sortimento de caixas para rap a emilasao das de
tartaruga, pelo mdico preco de triso cada una.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior polassa da Russia e
Rio de Janeiro, c cal de Lisboa cm pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos Iregu "es.
CEMENTO ROMANO RUANCO.
\ ende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do thealro, arma-
zem dc_ laboas de pinho.
Veude-se um cabriole! com caberla c os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Hoa-Yisla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tralar no Recife rua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
Vende-se urna (nica branca bordad* de ouro,
propria para vestir a imagem do Menino Dos, com
um palmo e meio de altura : na roa do Vigario n.
14, legundo andar.
Bonito cabriolet.
Vende-se na rua Nova, por baixo da ca-
ntara municipal, cocheira do Sr. Quinteiro,
cujo he descoberto com bous arreios : tudo
por preco commodo, e a vista fai f.
NAVALBAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na roa da Cadeia do Recife o. 48, primeiro an-
dar, eacriplorio de Augusto C. de Abren, conti-
nuam-se a vender a 8)000 o par (preso Co) as ja
bem condecidas e afamadas navalhs de barba, feitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nao se sen tem ao rosto na aesflo de corlar ;
vendem-te com a condisSo de, nao agradando, pc-
dercm os compradores devol ve-las al 15 das depois
pa compra restitoindo-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas lesourtohas para unhas, feitas palo me*
mo fabricante.
Vende-se um carro novo inglez de 4
rodas, recentemente chegado, para um
ou dous cavallos, feito em Londres, para
ver na cocheira do Sr. Poirier, no aterro
da Boa-Vista n. 55, e para tratar, na rua
da Cruz n. 42, no escriptorio de Crab-
tree&C,
ANTIGO DEPOSITO DE ALGODAO DA
FABBICA DE TODOS OS SANTOS DA
BAHA.
Contina a estar a' venda, superior
panno de algodao desta fabrica, proprio
para saceos e roupa de escravos: no es-
criptorio de Novaes &C, rua do Trapicha
n. 5i, primeiro andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho o
seus bons eil'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte' Feron &
Companhia.
a verdadeira potassa
virgem, vinda no brigue
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuro* multo grandes e eocorpados,
ditos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de laa. a 19400 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina qoe volta para
a Cadeia, vende-se panno prelo i 29400, 2800, 39,
3j?00. 48O0, 5*500, 69000 rs. o covado.dilo azul,
29. -29800,48, 6, 7J, o covado ; dilo verde, i 29H00,
39500, 49. 59 rs. o covado ; dito cor de pinhao a
i9500 o covado ; cortes de casemira preta fraoceza e
elstica, 79500 e '89500 rs. ; ditos com pequeo
deleito,.! 69500; ditos inglezenfestado a 59000 : dilos
de cor a 49, 59500 69 rs.; merino preto a 19,19400
0 covado.
Acanelado Edwl Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos la mandos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontat para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, pass.ideiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preso que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
llas de (landres; tudo por barato preco.
Vende-se excelienle taimado de pinho, recen-
lemento chegado da America : na rui de Apollo,
Irapiche do Ferreira, a eolender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas Irancezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo. a 320 o covado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Rossia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar con tas.
tpoiito da fabrica de Todo oc lautos na Sabia
Vende-se, em casa de N. O. Biener & C, na rua
da Cruz n. 4, algodao transado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preso commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaulos, para
dito.
Na rna da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguintes \ indo-, us mais superiores que tem vindo a
esle mercado.
Porlo.
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por preso muilo cm conta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vcnde-se urna balansa romana com todos os
seus pertences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
PLBL1CACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o oovo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nda desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceirflo, e da noticia histrica da roe-
da'.lia milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I9OOO.
Completos sortimentes de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se cortes de veslidos de cambraia de
seda com barra e hahados, 89OOO rs. ; dilos com
llores, .1 79, !>9 e 109 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, 119 ; corles de cambraia franceza muilo II-
na, (xa. com barra, 9 varas por 49500 ; corles de
cassa de cor com tres barras, de lindos padroes, i
39200, pesas de cambraia para cortinados, com .
varas, por 39600, dilas de ramagem muilo linas,
69 ; cambraia de salpicos miudinhos.branca e de cor
muito lina, 800 rs. avara ;aloalliado de linhoacol-
xoado, i 900 a vara, dito adamascado com 7,'j pal-
mos de largura, 29200e 39500a vara ; ganga ama-
relia liza da India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collcte de fuslao alcoxoado e bons pa-
droes lisos, .1 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
;i 360 ; dilos grandes linos, i 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c pretas muito superiores, 1600 rs.
o par : ditas lio da Escocia a 500 rs. o par.
Vendc-sc nina taberna na rna do Rosario da
Boa-Vista n. 47, que vende muito para a Ierra, os
seus fundos s1o cerca de 1:20119000 rs., vende-se
pai em com menos se o comprador assim lhe convier :
a Iralar jimio ,1 Tillan Je-'.i. Iravcssa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaarilhas, valsas, redowas, scho*
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vende-se
Russia, e cal
portuguez Tarujo III, chegado no "dia
5 do corrente: na praca do Corpo Santo
n. 11.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceicio, entrado
de Santa Calharina, e fondeado na volla do Forte do
Mallos, a mus nova farinha que diste hoje no mer-
cado, epara porses a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na roa do Trapiche
n. 14.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e holLindezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assacar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methdo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escomida colleccao das mais
brilhantcs pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
Em casa de J. Keller & C., a rua
da Cruzn. 55, ha para vender 3 excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
imiiiiiinii 111 > u
KUA DO TRAPICHE N. 10.
j3j Em casa de Patn Nash & C., ha pa-
ra ra vender:
g Sortimento variado de ferragem.
. Amarras de ferro de 5 quartos ate 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
Devoto Christao.
Sadio a luz a 2," edicto do livrindo denominado-
Devoto Christao,mais correcto e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
bdes acolchoadas,
brancas edecoBde um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina qoe volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desoppareeeu no dia 3 do correnle, pelas 10
horas da manhaa, um preto crioulo, de nome Anto-
nio, ofticial de pedreiro, qne reprsenla ler 22 an-
uos de idade, aliara regalar, grosso do corpo, feicjo
grosseira, olhos pequeos, nariz grosso, com marcas
de bexigas, bocea regular, falla apressada e um lan-
o grossa. sem barba e sem falla de denles, ps e
roaos grandes, o andar apressado ; levou camisa a
caiga do melim prelo: quem o pegar, Tara o favor dt
o levar i casa de seu senhor, ua rua do Cabuga n. 3,
quesera recompensado.
Do engenho Ramos, na freguezia do Pao d'A
Ido, desappareceu ao amanhecer do dia 5 de dezem
bro, um escravo crioulo de nome Luiz, com os sig-
naes seguintes : alio, corpo proporcionado, liso de
rosto, cor prela, nariz afilado, tem urna pequea
cicatriz na guela e no rosto, corpo direito, bastan-
te regrista e com idade de 22 annos: qnem o pegar,
leve-o a seu senhor Jeronymo de Albuqoerqae
Mello no seu engenho Ramos, ou ao Sr. Dr. Io\
Luiz Cavalcanli de Alboquerque, na cidade do Re
cife, que ser bem recompensado.
Desappareceu da Capunga, da casa do abaixo
assignado, orna escrava de nome Ignez, com laidos
no rosto, de estatura baisa, grossa, cambeia dos pite
para dentro: quem a pegar e leva-la a dita casa, se-
ra bem recompensado.Feliciano Jos Gomes.
No dia quarla-feira, 29 de novembro prximo
passado, desappareceu orna escrava cabra, crioula,
de idade 20 annos, pouco mais ou menos, bastante
alta, pescocp compndo, um lano queixud, peiloi
em pe, cabellos carapiuhados, nao muilo, corpo bem
espigado : quem a pegar leve-a n rua da Concordia,
armazem de madeiras de Primo Feliciano da Costa,
a fallar com Francisco Correa de Amorro.
No dia sexta-feira 1 de dezembro
corrente, desappareceu um moleque cri-
oulo de nome Joao, com idade de 1G an-
nos, estatura regular, cor bem retinta e
olhos grandes, levou camisa de titeado de
algodao azul muito desbotada, e calca de
algodao azul tambem desbotada : roga-se
as autoridades policiaes e capitaes de cam-
in, a captura do mesmo, e mandarem-o
'a rua da Cruz n. 26 primeiro andar, ou
ao sitio do Chora-Menino, entrega-lo ao
seu senhor F. Coulon, que recompensara'
com generosidade.
1009000 de gralilicasao.
Desappareceu no dia 8 de setembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de uome Antonio, que re-
presenta ler :lll a X. annos, pouco mais ou menn..
nascido em Cariri Novo, d'onde veio lia lempos, he
muilo ladino, costuma trocar o nome e iolitular-se
forro ; foi preso em lins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Seriuhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
metlido para a cadeia desta cidade a ordem do Illm.
Sr. 11 esem dargador chele de polica com oflicio de 2 d
Janeiro de 1852 se verrficou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sant'Anna. morador
no engenho ('.ai le, dn comarca de Santo Ar.lao, do
poder de quem desappareceu, e sendo outra vez cap-
turado e recolhido u cadeia desta cidade em 9 de
agosto, foi_ ahi embargado por esecusao de Jos Dias
da Silva i iuimaracs, e iillimameiile arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mer pelo abaixo assignado. Os
signaes sao os seguintes: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e carapinha-
dos, cor amulatada, odos escuros, nariz grande e
grosso, besoi grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com todos os denles na freute : roga se, por-
lanlo, asaotoridades policiaes, capitaes de campo e
pessoas particulares, o favor de o ap>rehenderem e
manilarem nesla prasa do Recife, na roa larga do
Rosario n. 14, que recbenlo a gralilicasao cima de
IO5OOO ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel de Almeida Lopes.
PERN. : TVP. DE M. V. DE FARIA. 1854
I

I
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mi mi Ano
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1% #1


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