Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01234


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Full Text
ANNO XXX. N. 281.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
---- 1miii
QUINTA FEIRA 7 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptos.
i,
/
DIARIO DE PERNAMBUCO
i:\( utitixmos da sijbscripca'o.
Recito, o propietario M. F. du Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Marei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervzio Victor da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira ;Aroca-
ty, o Sr. AnloniodeLemosBraga ;Gear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Bodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Bamos.
CAMBIOS.
Sobro Londres, 27 1/2 a 27 3/4 d. por 1000.
Paris, 3.50 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebato.
Acjes do banco 40 0/0 de premio.
da companbia de Beberibo ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 65400 velhas.
de 69400 novas.
de4000. .
Prata.PatacCes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
298000
169000
169000
99000
19940
1*940
198C0
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os ilins.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 28.
Goianna o Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s 6 horas e 30 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL
COaOSAMBO DAS ARMAS
Qurtel do coaanaando *U avraaaa Fernam-
baeo, u. clisado da Beelle, em 6 de dazem-
bro de 185*
ORDEM DO DA N. 183.
O coronel commandanle das armas interino, em
vista da communicacsle. que Ihe foi tolla pela presi-
dencia deala provincia em oficio de 4 do correle,
declara que a mesma presidencia em portara da
referida dala nomeon o Sr. coronel graduado do
corpo do estado maior de segunda ciaste, Trajano
Ce/ar Barlamaque. para sen ir de rogal do ennse-
Iho adroinialralivo para foroecimenlo du arsenal de
guerra, durante o impedimento da molestia do Sr.
leuente coronel vogal, Antonio Gomes Leal.
Astignado Manoa Muntz Tavares.
ConformeCandido Leal Ferreira, ajudanle de
orden* encarroado do detalhe.
EXTERIOR.
O marechal ministro da guerra receben o relato-
rio seguinte do general Canrobert, commaodante
em chefe do exercilo do Oriente :
Diante de Sebastopol 22 de outubro de 1854.
Sr. marechal.
Nossos Iraballios de approximacao conlinuam no
sentido, que vos indicava meu ultimo despacho de
18. l'alta-me lampo de escrever-vos eircumslan-
ciadamente, mas teuho a honra de remelter-voc o
boletim do cerco, o qual vos far conhecer lodo o
plano do nossas operacoes. ,
As difOculdades, que encontramos, sao de duas
sories : timas resultara da natureza do terreno, cuja
carnada de Ierra, ja muito insufliciente, diminuc
.i medida que nos approximamos da praca, oulras
retollam do numero e do calibre das pec,ss de arti-
lliaria, que o inimigo nosoppe em urna linha qua-
si recta e muito extensa. Deliaixo desle ponto de
visls, os recursos que elle tira de seus navios mmo-
bilisados no porto, nao s pessoaes como maleriaes,
sao quasi ioexgotaveis, ao passo que os nossos, bem
que augmentados pelos emprestimos, que fazemos
s esquadras, sio necesariamente limitados. Os
canhes de 68, os obuzes de 80, os morteiros de 12
pollegadas sao deilnitivamente a qualidade de art-
I liara, qual temos quasi de responder nicamente.
Esta circumstancia faz do assedio de Sebastopol
urna das operaron as mais laboriosas, que se tenlia
encontrado lia muilo lempo, e os esforcos que ella
nos obriga a desenvolver, explica a morosidade qnc
cxperimenlamos.
Em a noile de 20 para 21, o inimigo fez urna ten-
tativa de encravamenlo das pecas, a qual raallo-
grou-se. Alguns homens, que tinham podido pe-
netrar as baleras por sorpreza, foram morios com
o oflicial que os commandava. As perdas, que nos
faz soffrer o fogo doanimigo, nao sao na verdade
t5o consideraveis, como deveriam ser, relativamen-
te s difficuldades da siluacao que acabo de expor-
tes.
Por todos os meos, qoe a esquadra pode por
minha diaposieso, envo succeesivamenaa m maus fe-
ridos para Constanlioopla, onde os recursos de nos-
nos hospitaes tem tomado proporcct animadoras.
O estado sanitario do exercilo he satisfactorio ; as
molestias sao produzidas pelas fadigas excessivas,
que sofirem nossos bravos soldados ; es artilheiros
de marinha desembarcados sao igualmente doentes ;
files procedem com urna valenta e dedicacSo, que
sao notadas por lodo o exercilo.
Recebei, senhor marechal, os protestos de minha
respeitosa dedicarlo.
O general commandanle em chefe, assiguado :
Canrobert.
Boletim das operajes do exercilo dianle de Se-
bastopol, de 1 a 22 de outubro.
1. de outubro. O exercilo francez esta encarre-
gado da esquerda dos ataques contra a praca de Se-
baslopol.e o exercilo ioglez da direila desses mesmos
ataques.
O eiercito francez asa dividido em dous corpos :
Um de ohservacao, eomposlo da 1.* e 2.a divise,
commandadas pelo Sr. general de divisao Bosquels
oceupa as posicOes, qoe dominam os valles de Ba-
laclava e da Tchernava ; na sua esquenla elle se
une aos Inglezes, peno de Interinan, e he destina-
do a proteger as operares do cerco contra as empre-
sas de um exercilo de soccorro, que venha do inte-
rior da Crimea.
O oulro corpo, composto das 3. e 4. divisoes, as
ordens do Sr. general do divisa" Fores, he especi-
almente encarregado dos trabalhos do cerco.
Adivislo turca he desuada a servir de reserva,
emeaso de necessidade, a cada um .lestes dous
corpos.
O desembarque comprado na vespera na bahia de
kamiesch, continua ; fizeram-se pontes sobre estacas
e ponlaletes para o desembarque ilo grosso .material
de artilharia, da engenharia e da adminislracao.
As seis horas da manhaa, a 2." brigada da 3. di-
viso apoia um reconhecimenlo feilo, dianle de nos-
sos trabilhos, para o lado do sul da praca, pelos
Srs. generaes commandanles da artilharia e enge-
nhatia.
Ao meio d;a, a 2." brigada da 2.a divisan um re-
conhecinento destes mesmos geiieraes feilo do lado
do oeste da praca.
Estes dous reconhecimentos nao sao inqueitados
pelo inimigo e se execulam sem accidente.
OCAIINM DODEVER.^
I*or A. de Bernnrd.
CAPITULO DCIMO TERCEIRO.
Trabmlhei em vao, consum intilmente
e semproveito toda a minha orea.....
(Isaiaae. XI.IX v. 4.)
a Consolai-vos. consolai-ros. >
(Isaas c."XL. v. 1.)
(Continuar-So. 1
tjastao eslava pasmado de quanto via e ouvia ; des-
ea mclamorphose sbita, dessa reaccAo repentina el-
le era em parle a causa. Nao fura elle quem levara
ii Mr. de Mollea esse ttulos funestos? Nao tora
quem lancera a perturbarlo as ideas do pobre ar-
cheologo? Pereunlava j a si mesmo se o reme-
dio nao era muito cruel, e se nao era raelhor
lenar a Mr. de Saulieu suas extravagancias e suas
IIusos do que arrancar-lh'as em piedado com
o risco de qnehr.i-lo tambera. Accnsava-se de sua
culpada connivencia nos planos de Mr. Rigaud, e o
sesredo que Ihe pesava, etava prestes a oscapar-lho :
mas leinbi.iva-si; de madama de Saulieu votada a cs-
sa vida de irevat e de solidao, c esse pensamento res-
liluia-lhe toda a roragem.
Aventurou cmlim alguinas palanas de cnnsolarao:
I Ene castello Ihe ser menos desagradavel do
dne o senhor imagina. Se nao dormir ruis nestas
torres arruinadas, ao menos de sua nova habitcao
tira sempre a vista de'.las, o que he o principal: es-
ts ruinas larao de alguma sorle parte de seu iar-
diin, e so sen) ndmiravel.
V- Ser admir.ivcl com efleilo, disse Mr. de Sau-
liep em loin amargo; mas esta vista admiravel para
quilquer oulro, me seria odiosa : resolv destruir es-
te tmulo de inir^has llusoes.
-tp O ser hor mudar de parecer.
Nunca. Meu partido est bem lomado, demo-
lirei pedra por pedra estas ruinas que d'ora em dian-
te nao lem valor .ios meusolhos ; um castello do lim
() Videt/Xarion. 279.
As senlincllas de nossos poslos avanzados aproxi-
maram-se, sem fazer fogo, a 300 metros de algu-
mas vdelas dos cossacos collocoas a 500 ou 600 me-
tros do cerco : nenhuma tropa inmiga foi vista to-
ra da praca.
2. de outubro. A 4. divisio, devendo afaslar-se
da bahia de Kamiesch para tomar suas posc.es de
cerco, qualro batalhOes pertencenles a 1.", 2." c3.a
divisoes fcancezase a divsao turca, sao collocados
ao redor daquella baha para proteger o desembar-
que, fazer o servico o os trabalhos necessarios. Es-
tes balallies esl.io sob as ordens do Sr. tenenle
coronel do estado maior ll.ioull.
Be ineoheje, a 4-. dtvisao Tem lomar posir.io a
300 motros da cidade, apoiando sua esquerda no
mar, para o lado da pequea bahia de Strelilza e
sua direila a 3,20 metros dalli, em urna grande
casa, chamada a Casa Branca.
O exercilo inglez opera seu moviniento de con-
centrarlo para a direila, para tomar suas posicoes
definitivas ; elle apoia a sua esquerda, formada da
divsao Eogland, na grande quebrada de Sebasto-
pol, que separa os dona asaltos francez e ioglez, e
sua direila formada pela divsao Lacy-Evan, nos
declives de Inkerman. O centro se compOe das di-
visoes CaUcart e duque de Cambridge, leudo na sua
guarda avancada a divsao ligera George-Brown,
e na retaguarda os graudes parques da artilharia e
engenharia e alguma cavallaria.
Um reconhecimenlo do corpo de observadlo, en-
viado esta manhaa, vio as alturas que domiuam o
porto ao norte, 5 ou 6 mil homens de tropas russas
escollando m comboy de carros bastante conside-
ravel, o qual sabia da cidade e tomava o caminho
le Buglch-Serai. Ao meio di as senlincllas deram
ignal da aproximarlo das tropas ioimigas ^,era es-
ta mesma escolla que enlrava. O general Bosquet
mandoo collucar, fazendo-os sustentar, 200 zona-
fes na ultima sumidade que domina o desfiladciro
) as ponles de Inkerman. Sorprendida pelo fogo
desle zouaves, no momento em que eslavam nestas
ponles, a cabera da columna dos Russos recua
rpidamente al por-se tora de alcance. Como
avancando mais, se collocavam entre os togos cruza-
dos da praca, das chalupas canhoneiras e dos ca-
nhoes das columnas russas, os zouaves lira rain em-
boscados. Devendo esla po-ico ser oceupada pelos
Inglezes, os zouaves reliraram-se a noite. A co-
lumna russa, que nao linha ousado avancar de dia,
aprreilou-se da noile para enlrar na prac,a.
0 Sr. capilSo Dampierre, oflicial s ordens do
general Bosquet, voltando a noito do ponto de de-
sembarque, perdeu-se, sendo levado para pcrlo da
praca, foi fcito prisiuneiro de noile por um posto
cossaco.
3 rf outubro. O desembarque do material con-
tinua com activilade.
A artilharia ejengenharia conlinuam sem reconhe-
cimenlo das circunstancias da prac,a.
Iirandes corveas armadas das qualro divisoes c
da divisan larca Iransporlam 3,500 gahies da ba-
Jiia dedeseiiibarquu p.ura o parque da engenharif.
Os exames e o fogo aberto sobre elles, tendo de-
monstrado que praca linha um armamento
cousideravel, composto de pecas de mui grande
calibre e de grande alcance, resolveu-se que a es-
quadra desembarcasse, para lomar parle as ope-
racOes do cerco, 30 boceas do fogo, das quaes vintc
canhes serao de 30, e dez obuzes de 22 c, assim
como trinla togueles a cougreve da artilharia de
marinha. Mil marinheiros serao mandados para tr-
ra com estas pesas, sendo 500 para manobrar com
ellas e 500 para as sustentar. O Sr. capitao de fra-
gata Rigaud de Genoully, da yute de Paris, tomar
o commando. '
Desembarque dos tres ltimos esquadroes do i .o
de caradores da frica.
4 de outubro. Coniinua com aclividade o desem-
barque do malerial e um transporte para os par-
ques do assedio.
Corveas armadas trazem, como hontem, 1,300
gabiScs da baha para o parque de artilharia.
A 3.> divisao se aproxima da prata, apoia sua
esquerda na Casa Branca direila da 4. divsao, e
sua direila na casa chamada do obtervatorio, no
grande declivio de Sebastopol, fazendo deste modo
face para o norte e para a cidade, e unindo nossos
asaltos i esquerda dos ataques dos Inglezes. Por
detraz do cenlro desta divisao est collocado o gran-
de parque de engenharin, por detraz da direila est
o grande parqu da artilharia. O quartel general he
levado para a retaguarda destes dous grandes parques,
em nina posteo intermediaria entre o corpo de
asse lio e o corpo de observarlo.
O corpo de ohservacao comeja, dominando os
valles da Tchernava e de Balaclava, trabalhos de
forlificacOes de campanha desjinados a formar urna
continuado de obras de circumvallac,ao.
5 de outubro.A" artilharia eeDgenharia conli-
nuam seu desembarque e seus preparativos.
Os ofticiaes de engeuharia e as companhias desla
arma nddidas aos corpos de assedio e ohservacao, aca-
bim de so cUabelecer, no parque de engenharia,
para estarem durante o cerco" disposisao do ge-
nera commandanle da engenharia. Urna seceso Pi-
ca com o general Bosquet para as obras de circuro-
vallacSo.
As 8 horas da manhaa, o 5. balalhao de cacado-
res a p, e dous halalhOes de 3 divisao, corsmnda-
ALlEiXClAS.
Tribunal do Commercio, segundas c quintas-feiras.
Bclacjio, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, terrjas e sextas-feiras s 10 hora*.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s K) horas.
I" vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2" vara do civel, quarlas e sabbados ao aeio dia.
EPIIEMER1DES.
Dezbr. 4 La clieia ao 44 minutos e 48 se-
gundos da larde.
12 Quarto minguanle s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 La nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da tarde.
26 Quario crescente a 1 bota, 21 mi-
nutos e 48segundos da tarde.
DAS da seuaaa.
4 Segunda. S. Barba v,m.; S.Pedro Chrissologo
5 Terca. S. Geraldo are. ; S. Sabas ra.
6 Quarta. S. Nicolao b. ; S. T-eoncia m.
7 Quinta. S. Ambrozio are. doutor da igreja.
8 Sjiia. gaga Conceicao de SS. Virgcm M. de D.
9 Sabbado. S. Bestituto b. ; S Bopiano m.
10 Domingo. 2* do advento. S. Melchiades p.
S. Eulalia v. m. ; Ss. Victoria eBarzabas.
do secuto XIV he miseravel 1 he muilo commum !
eSm' ?*,seu' maleriaes edfficarci urna nova habila-
cao. Ohi. ella ja esl comeada. Desde esla manhaa
trila obreiros oceupam-se em cavar os alicerces, e
anles de oilo das as paredes sabjrio da Ierra ; em
dous mezes o Irabalho dos pedrelros estar termina-
do, e um mez depois a casa ser habilavel. Enlao
deixarei esles lugares, onde quizera morrer, aban-
dooarei estas torres, que meeram 13o charas, vende-
rei lodas as minhas collec<;es, todas as minhas ant-
guidades, lodas as minhas esculpluras da media ida
de; nao quero levar nada de lodos esses preciosos
deslrocos, que me Irariam memoria o lempo em
que eu linha f no meu saber, em que cria na cer-
le*a de minhas indueces, em que era feliz emfim ;
porque esa lembranca me matara.
Mr. de Saulieu deixou-se cahir sobre seu assento
anguloso, e lomou a fronte cnlreas ia3os.
Se me pcrmille exprimir meu pensamento, dis-
se (jasiao, confesso-lhe que nao approvo urna deter-
minarlo to absoluta. Para que romper com seus
esludos favoritos? para que sacrificar assim seus
goslos? Guarde suas rollecres, conserve estas bel-
las torres, que sao a honra do lugar e o ornato de
urna rica pai'jgem; em vez de destruir estas ruinas
faja pelo contrario por gozar dellas sem ter como
agora os inconvenientes.
O senhor Gastao lambem! inlerrnmpeu Mr. de
Saulieu, tamhem falla de inconvenientes! Oue in-
convenientes ha nesle castello ? Pela minha parle
nanea os percebi, e habilo-o ha dez anuos. Ali! se
elle livesse um seculo ou dous de mais, nada pode-
ra delerminar-mo a fazer tirar-lhe urna pedra. A's
vezes quando examino rom cuidado eslas abobadas e
estas cornijas, que hao de cahir brevemente dehaixo
do marlello, custo a persuadir-me de que dalam s-
menle do seculo XIV. Torno a achar-lhes lodas as
bilmas, lodos os perfsdoseculo XII, e terno a ama-
las como oulr'ora. He is*o o resultado de um tongo
habito ede urna louca illu-jo. Perlurba-se-mea ca-
heca, nada maisenmprehendo, e a verdade que pro-
caro escapa-me incessautemenlc. Ou antes nao, a
verdade eil.i ahi, implacavel, e diz-me: a Durante
dez anuos le engaaste, falso sabio, durante dez ali-
os lulgatte possuir um diamante tendo s um mo
seno, durante dez anuos creste na infalibilidade de
leu saber ; pois bem, leu saber s lermnava no erro,
na mentira ; durante dez annos nutriste loucas espe-
ranzas illusOes estpidas, urna paixao grotesca;
imaginavas penetrar nos arcanos do passado, e levan-
tar monlanhas de erudiejao, e locavas os lempos mo-
dernos, raspavas a casca da decadencia, s accumula-
vas monlanhas de ignorancia. Que derisao I
Havia Ulo profundo acento de desespero as pala-
dos pelo generel d'Aurele, vao fazer do lado do oes-
te da praca um reconhecimenlo, dirigido pelo ge-
neral Bizot. Antes de partir, qualro homens sao
eridos pela explosao de um obuz no lugar da reu-
nido, 3,200 metros das obras. Este reconhecimenlo
volta ao meio da, depois de ter preenchido felizmente
sua missao, nao obstante um fogo muilo vivo dirigi-
do contra elle.
Pelas tres horas da tarde, o inimigo faz ama sor-
lida al 1 killomclro da praca e inrendiou urna casa
siluada periodo mar, a esquerda daidvsao.no ponto
culminante da sumidade, que separa a cidade do
campo daquella divisao. Os Russos se retirara
primeira aparicSo de nossas tropas.
6 de outubro.Ja se acha desembarcado o pes-
soal, e material do thesouro vindo a bordo do Pan-
dora.
Transportes por corveas de 500 gsbies da baha
para o parque de artilharia.
Chegada do 3. osquadrSo do 4. de hussards; este
esquadrSo subslilue, no servico de ordemneas
no grande quartel general e junio dos generaes, o 1
esquadrao do 1 de caradores da frica, o qual volla
para o seu corpo. O 1 de cacadores da frica est
debaixo das ordens do Sr. general Bosquel, excepto
dous peloles designados para o corpo de cerco e
rendidos lodos os dous das, um para observar o es-
paco comprehendido entre o mar e a 4 divisao, o
oulro para fornecer vdelas na frente das posiees
daquelle-corpo.
Os reforro, llenados em Varna comecam a che-
gar. Dous mil Irabalhadores do corpo de obtenraco
conlinuam com aclividade 8 concluso das obras co-
mecadas.
>o amanhecor do dia, um recoohecimeoto inimi-
go de cerca de 3,000, comprehendidos 1600 a 1800
cavallos, sustentado por duas bateras de artilharia
chega ale Tchernaya e envia adianle 200 cavallei-
ros. Alguns obuses, arremessados pela artilharia
inglesa sobre esses 200 cavalleiros os fazem recaer
al o reconhecimento, que os linha destacado, e que
enlao se relirou para Meqoensia.
Em um reconhecimenlo da praca, o capitao do
engenharia Schmilz morrea de urna bala. Os Io-
glezes comecam a entrinebeirar a pona da cha, de
modo que una suas posicoes com as nossas obras em
cons trueco.
7 de outubro.Transporte de 600 gabiOes para a
artilharia.
Expedirao de 200 doentes paraConstanlinopla na
Provenrale.
Deu-se ordem de se reservar para a artilharia,
qoe os iitilisa como gabies, os barris que serviram
para o transporte da bolacha.
Formaram-se depsitos de vveres em cada divi-
sSo, qoe ulilsar seus meos de transporte para tra-
zer da praia comesliveis afim deassegarar as dislri-
buces, de modo que os soldtdos lenham sempre
alimento para qualro dias em suas muxilas. Os ar-
mazens eslabelecidos junto do grande quartel sene-
ral, proverao a cavallaria, as reservase parques de'ar-
lilharia O engenharia, assim como o trenr da equl-
pagens c as (ropas da adminislracao.
O inimigo nao tornou a apparecer do lado da
Tcherniya. Um reconhecimento ousado, lendo par-
tido a fi e sendo feilo noite e moda rabe, por
um oflicial e dez aliradores algerinos, s vio da
Bclbeck cidade, o acampamento nocturno da tro-
pa rusa, qoe linha feilo o reconhecimenlo do 6.
As seis horas da tarde, nove batalhOes das 3 e 4
divisoes, iajnrdens do general de I.ourmel, dirigem-
se para a estaada, que separa a cidade de nossos
acampamentos, afim de estrellar o ataque da praca.
Elles apoiitn sua esquerda na casa queimada a 5
petos Russos.
As onze horas da noite, ama columna inimiga de
dous baialhoes, duas pecas de artilharia e um pelo-
lo de cavallaria, sabe da praca e tenia na esquerda
da linha um ataque, que he repellido com vigor ;
ella volta precipitadamente para a praca levando
seas ferdos. O 39 leve dous homens feridos nesle
pequeo combale.
Seis batalhOes da divisao lrcavao acampar-se co-
mo reserva, na retaguarda da quarta divisao e sao
adidos ao corpo de cerco.
8 de outubro. Transporto de 1,500 gabies da praa
para o parque de artilharia.
Os trabalhos de circumvallacao lem progredido
muilo bem e chegam ao seu lim ; elles formara j
urna linha respeilavel.
As seis horas c meia, os nove balalhes de asse-
dio sao rendidos por nove batalhOes das 3 e 4 divi-
sOes e da divisao larca, s ordens do general Monel.
Esla operarao se executa sem ser inquietada.
9 de outubro. Transporte de 700 gabiOes para o
servico da engenharia.
As 3 horas da larde, ama columna de qualro ba-
lalhes com artilharia, precedida de aliradores, sahe
da praca e se dirige contra a esquerda da linha, pa-
ra a casa queimada. Ella he recebida com vigor por
Irea balallies, os quaes sio mandados pelo general
em chefe conlra o inimigo, que se relira em desor-
den] ; as cinco horas, nossas Iropas tinham vollado
para os seas poslos. Tivemos dous morios e cinco
feridos.
Depois da' racao da noite, a primeira brigada da
primeira divisao vem reforrar o corpo de cerco e
collocar-se na relaguarda da esquerda da terceira
divisao; esta brigada he substituida no corpo de
vras de Mr. de Saulieu qoe Gastao ficoa verdadei-
ramenle compadecido, e disse:
Gomo sabe ?
Oarcheologo ergaeo a fronte, e encaran o mance-
bo com um amargo sorriso nos labios.
Como sei I exelamou. He o senhor quem m'o
pergenia 1 Esses ttulos nao me foram Irazidos pelo
senhor? Esses ttulos nao destroem-me lodas as hy-
polheses? '
A aulhentieidade delles Ihe est bem demons-
trada .'
_ Que diz? eis-ahi palavras de rapaz Esses t-
tulos aulhenlicos? Ali! elles o sao demais I Enlen-
de alguma cousa de paleographia, Mr. de Chavilly ?
Confesso que nada sei a esse respeito.
Mr. de Saulieu, a quem a ignorancia do mancebo
em paleographia resliluia um pouco de sua amiga
conhanca e de sua altivez de erudito, meneou a ca-
neca com um ar nao equivoco de superioridade, c
continuou: .
Se o senhor soobesse a paleographia, nao fal-
lara assim. Veja esla escriplura embaracada, obser-
ve a forma destes a, a desles 6, repare como as
abrevales sao numerosas, como as lellras iniciaes
sao obscuras! He preciso ser sabio, Mr. de Chavil-
ly, para decifrar esla escriplura cursiva. Tem a data
de 1397 ; mas anda que a nao livesse, seria impos-
sivel desconhecer urna mao do lim do seculo XIV.
Nao ha palcographo capaz de inventar urna era
igual.
_ : O senhor er isso ? pergunlou Gnsiao sorriudo
involuntariamente.
Estou ccrlo. Demais se me livesse ficado algu-
ma duvida no espirito, ella se loria desvanecido
hontem depois que conversei a esse respeito rom
Iti-arnl.
.. *h I o senhor conversn a esse respeito com
Mr. Rigaud 1 I
Ao menos durante duas horas.
E ellerecouhcceu a aulhentieidade desses do-
cumentos "
A principio tentn nega-la...
.Vgou-lhes a aulhentieidade ?
Certamenle! Rigaud he o espirito de conlra-
diccao encarnado. Mas fogoso Ihe foi emfim Tender-
se i evidencia.
Elle reodeu-se evidencia'.'
Como poileria dexar defaze-lo? Demonstrei-
Ihc de urna mancira lo clara e 13o positiva...
Que eslas pecas eram do secuto XIV t
S o aspecto do pergaminhn deva ler-lh'o de-
monstrado primeira vista. Na verdade eu julgava
Rigaud mais versado em paleographia. Para eonven-
observacao pelos batalhOes turcos, os quaes eslo
acampados de modo que defeodam as obras da di-
reila da lioha de circumvallacao.
Tinham-se lomado lodas as disposices para a a-
bertura da Irincheira, eslabellecido os depsitos de
enlriuchciramenlo, inslallado a ambulancia em urna
casa chamada das Pedreiras. O Sr. tenente-coroncl
de estado maior Raoult he o major da Irincheira ;
os coronis l.ebeuf da artilharia e Triper da enge-
nharia, esl3o eocarregados da direceo de sua arma,
debaixo das ordens dos generaes Tiry e Bzol.
As nove lluras da noile, a Irincheira he aherla
por 1,(iO0 Irabalhadores, defendidos por oilo bata-
lhOes da guarda da Irincheira.
A abertura da Irincheira foi favorecida por um
vento do nordeste bastante violento, e pela obscu-
ridade da noile, que a la algumas vezes impedia
de ser completa. O inimigo moslrou nao ler-se aper-
cebido ; porque nao fez surtida nem disparou un s
tiro de embao ou de espingarda conlra os Irabalha-
dores. 936 melros da Irincheira foram abertos de
noile, com urna profondidade sufficiente, para que
os soldados eslivessem prelegdos ao romper do da.
De dia observa-sc que os Rossos se oceupam em
reparar suas canhoueiras destruidas pelo seu proprio
fogo dos dias precedentes.
10 de outubro.Primeira dia de Irincheira aherla.
A 2 brigada da l.< divisao reune-se a 1.a brigada
no corpo de assedio. Esla divisao deixa ao corpo de
ohservacao sua artilharia, que he collocada por de-
traz dos espaldes da direila da linha. Os Turcos lo-
mara lodos os poslos da l. divisao no ponto de oh-
servacao., .
A engenharia eslende, aprofunda e aperfeicoa as
parallelas e oa rumos da Irincheira o commuuca-
cao.
A artilharia comer suas bateras.
A parallcla aberla forma na dislancia de 800 me-
lros da praca, urna especie de systcma de basles,
nos quaes devem ser collocaUas para alirarem simul-
tneamente, cinco bateras armadas desle modo, a
saber da esquerda para a direila :
Baleras.
N. 1. armada pela marinha 2 obuses de 22 c. e 7
canhes de 30.
N. 2. armada pela marinha 4 obuses de 22 e 8 ca-
nhes de 30.
N. 3. armada pela artilharia 6 morteiros de 27 e 2
morteiros de 22.
N. 4. armada pela artilharia 2 morteiros de 22 e 6
canhes de 24.
N. 5. armada pela artilharia 8 canhOes de 24 e 4 obu-
ses de 22.
O que d um tolal de 49 boceas de fogo.
A marinha (rabalha debaixo da direccjlo da arti-
lharia, as balertas 1,2, e a artilharia comers as ba-
teras ns. 3 e 4.
Pelasseis horas e meia da noile, duas tentativas
de sorlida sem resultado, na direila e na esquerda
de nossos ataques, inlerromperam o Irabalho duran-
te tres quarlos de hora.
A* norte romer;oa-eT rrectificar o naneo dircilo ..
balera da marinha, que era atravessada pela praca
esse Irabalho leve de parar de dia.
O fogo da praca foi vivssimo lodo o dia ; mal di-
rigido a principio, lornou-se mais regular, sem nos
fazer todava muito mal.
O fogo dos Russos conlinuou de noile : lornou-se
mais vigoroso s duas horas da manhaa, ao nascer
da la. Comtudo foi pouco certeiro e nenhum pre-
juizo causou na Irincheira. Tres pontos do recinto
se fazem notar pelo poder do seu fogo : o bastiao do
Mastro a nossa direila ; o bastiao da Torre no cen-
tro e o da Quarentena, que domina inaitas parles de
nossas obras. O calibre das pecas dos Russos he
igual ao dos nossos obuses de 22.
11 de outubro.2 dia. O fogo lornou-se bastante
vivo na direila iogleza, de urna para M tres horas
ou a noite de 10 para 11. Os Kussos tenlaram urna
sorlida no posto mililar, e deram um (rolciro bem
sustentado, mas nao ferio ninguem. Os Inglezes lo-
maram as armas sem marchar ; as guardas avanca-
das da noite foram suflicienles para fazer os Russos
vollarem para a praja. O corpo de ohservacao fran
cez, em vigilancia, nao precisou lomar as armas.
Um navio austraco, carregado de vveres para a
adminislracao, he levado tarde peto vento para de-
baixo do fogo da praca, qoe Ihe arremessa um chn-
veiro de projecls; felizmente escapa e vem encalhar
na relaguarda da esquerda da 4 divisao. A marinha
o pe a salvo com a proleccao do 74 de liaba.
Conlinoacao dos trabalhos: 1600 Irabalhadores
sao mudados alternadamente por palmillas de 800,
com oito batalhOes de proleccao. Aperfecparaenlo
e desenvolvimenlo das parallelas; abertura de duas
comuiunicacOes por delraz da direila e da esquerda
Urna balera de morteiros da praca cerner a fa-
zer fogo as 9 horas conlra as baleras 1 e 2 da ma
rinha. A batera n. 1 chegoa aos dous tersos, a de
n. 2 esl um pouco mais avancada.
A praca nao fez sabida; seu fogo foi menos
vivo.
. 12 de outubro.3.o dia. O general d'Autemar
re, do corpo de ohservacao, tendo|partido ao rompe,
do dia com 400 zouaves e tres peloles de cavallaria
para levar um reconhecimenlo at a Tchernaya, nao
encontrou vestigios de iumigo.
Contiuuacao dos trabalhos : dilataran das trinchei
da Os
ce-lo fui obriaado a fazer-lhe tocar com o dedo, por
assim dizer, todas a provas.
E agora elle est convencido ?
To completamente como eu. a Eu linha sem-
pre saspeilado, disse-me elle relirando-se. que esle
pretendido castello forte nunca fra mais do que urna
ca de recreio. Com efleilo agora que refiiclo
nisso acho as disposices interiores desle castello mui
commodas e mui facis para as de urna fortaleza,
onde ludo devia ser sacrificado defeza. Urna casa
de recreio, quaodo eu julgava ter um castello da
mais bella poca Nunca me consolarei disso.
E Mr. Rigaud nao oppoz-se ao seu funesto
projecto, nao fez-lhe objeccao'!
Peto contrario fez-me objecces de todas as
especies, e ahi seu espirito de contradiccao manfes-
tou-sc mais vivo e absoluto que nunca. Que quer n
senhor? Rigaud he um homem de syslema, croque
lado nesle mundo pode conciliar-se. Quando souhe
que eu pretenda destruir eslas torres, exelamou:
Que, ulo bellas ruinas, um castello Uto anligo!__
Respondi-lhe : Sim, eslas ruinas podiam parecer
bellas quando eu as julgava do seculo XII, porcra
agora nao o sao mais. Creia-me, proseguio elle,
edifique sempre sua casa moderna; mas nao des-
Irua este castello ; o seuhor poderia arrepender-se
omdia... ii
Parece-me que Mr. Kigaud linha razo, iiiler-
rorapeu Mr. de Chavilly.
Nao, meu joven amigo, Rigaud nao tnha ra-
zao, um caslello do lim do seclo XIV nao lem va-
lor algum, he um edificio intil. E como eu dizia-
lhe isto elle poz-se a rir, e pergunlou-me se sabia
donde provinham os ttulos que tao promplamenlc
me linham feilo mudar de opinio. Nao sou homem
de syslema. Mr. de Chavilly, c logo que deinons-
tram-me claramente como o dia que enganei-me,
confesso-o cusle-me o que cuslar. Estes documentos
me hao de cuslar o repouso e a felicidade de loria a
minha vida, acrescenlon o archeologo apoiamlo a
man sobre os tilulos levados por (iaslao ; porin dc-
monslraram-mc o meu erro, c nao hesito reronhe-
c.lo.
E que respondeu o senhor pergunla de Mr.
Rigaud'.'
-A verdade; que estes documentos rae tinham
vindo do seuhnr. E como nunca elle deixa de grace-
jar, disse-me: a Edifique sua aova casa ; mas guar-
dc-se de dcslruir seu castello, e quando esliver ios-
tallado no fundo do valle pergunlc a Mr. de Chavil-
ly donde Ihe vieram esses ttulos, e enlao me agra-
decer o hom conselhoque agora Ihe dou. u Eu na-
da comprehendia dessas palavras, e como quera que
m'as explicasse, ellejrcspoudeu-me: o Perguole a Mr.
ras e das cammunicacoes; forlficacao dos para-
peitos.
O fogo da praca nao he vivo, mas regular e con-
tinuo dorante as 24 horas.
O assenlamento da balera que deve ser dirigida
pela marinha, he no lugar de um anligo forte gc-
novez, beira do mar, esquerda dav4. divisao-
Esta balera parece que deve contrabater com van-
lagem as baleras da Quarentena e apoiar a extrema
esquerda de nossos ataques. Seu armameoto esl
Asado em 6 obuses de 80, e 4 canhes de 50.
Esla batera, cuja construccrlo he protegida por
um balalhao, comerou em a noile de 12 pan 13.
O general em chefe sabe que dous a tres mil cos-
acos foram experimentar a cidade de Eupaloria nos
dias 11 e 12.
O Caffarelli levou para Conslanlinopla 100 doen-
les ou feridos.
13 de outubro.i." da. Desembarcam-se pecas
lurcas do parque de assedio, vindo do arsenal il
Conslanlinopla, para armar as obras principacs da
linha de circumvallacao. Seis desles canhes sao
mandados aos Inglezes para as suas obras de Bala-
clava.
Conlinuam differenles trabalhos de mtlhoramcn-
lo das parallelas e das commuDicaeoos ; dilala-sc e
prolonga-se a parallela, que, da direila balera de-
deve-se cslender al 600 melros para o basliao
do maslro.
A artilharia terminousua batera no 3.", direila
da cortina ; as baleras 4 e 5 estao menos adianla-
das por causa do fogo da praca; a marinha (ns. 1 e
2) anda esl menos.
A praca nao lentou nenhoma sorlida. Os haslies
do cenlro da Torre e do Mastro, dirigirn) todo o
da um fogo vivssimo (50 tiros por hora) conlra as
baleras em conslrncrao, assim como conlra os pon-
tos onde os Irabalhadores se achavam reunidos.
A' noile o fogo diminuto muilo (20 tiros por ho-
ra.) O fogo dos Russos tem sido pouco mortfero.
Os sitiados mostrnrame muilo oceupados em re-
forrar os parapeilos do hasto do Maslro e consoli-
dar as suas canhoneiras.
14 Je outubro.5." dia. Os Inglezes, pensando
que os Russos lentassem urna sorlida noite as
obras que linham particularmente examinado e in-
quietado, peden) um reforro e dous batalhOes da
esquerda do corpo de ohservacao qoe estao mais por-
to delles, se conservam promplos para marchar ao
primeiro appcllo do duque de Cambridge.
Os Irabalhadores estao reduzidos a 800 de dia e
800 de noile, divididos em brigadas de 400, que
se revesam. Os batalhOes de proleccao eslo redu-
zidos de 8 a 7.
As Irincheiras c as baleras esto completas; fa-
zem-se degros c selteiras para a infanlaria, es-
querda de batera dos morteiros.
O fogo da praca, parlindo de lodosos ponlos,edi-
rigido contra as nossas obras, foi de urna energa ex-
trema durante urna hora, de urna para duas horas
da larde (850 liros de canhao. obuses e morteiros;.
Trabalho* foram forrosamente suspendidos ; este
fogo excessivo s nos fez soffrer 2 morios e 3 feridos.
Os estragos finios serflo reparados em urna hora de
Irabalho noile. A balera n. 5 foi a que mais
sagren.
15 de outubro. 6. dia. Os Russos nao tenlaram
sortidas ; os Inglezes nao lomaram as armas, e nossos
dous batalhOes do 7 ligeiro nao liveram de mar-
char.
O general d'Aulernam faz ao romper do da um
reconhecimento a Tchernaya com tres peloles de ca-
Cadores c qualro companhias de Zauaves. Os pos-
tos cosacos emboscados nas maltas, que bordam o
rio, montaran) a cavado precipitadamente sua che-
gada, e fugiram.
Cinco pecas turcas, prvidas de quarenla tiros, es-
lo assestadas Das obras de circumvallacao. De da
encheram-se saceos de rea e dilalam-se as commu-
niraroes. Durante a noile conlinuou a primeira pa-
rallela para o basliao do Maslro, com cortinas de ga-
bies para o asseslamento de duas novas bateras, n.
7e8. Cavaram-se pequeas Irincheiras para ser-
vrem de abrigo de dia aos aliradores. O fogo da
praca foi regular e continuo. Os inmigos aliraram
de noile quanldade de grandes bobmas e de obuses
de grande calibre.
16 de outubro. 7, dia. Dezoilo pecas lurcas es-
lo assesladas nas obras de arrunflaran, promptas
para fazerem fogo, com seu armamento, suas muni-
ces, seu pessoal.
Trabalha-se nos aperfeicoamentos das Irincheiras,
e abrem-sccommunicacescoma nova parallela diri-
gida sobre o capitel do basliao do Maslro.
As baleras esiao completamente em estado de
fazer fogo. Das dez horas e meia para as onze ho-
ras e meia da manhaa, houve fogo vivssimo da pra-
ca, que s damnificou a balera n. 5. O inimigo
n3o obtendo do seu fogo o effeilo, que esperava, a
faz subsli'uir por descargas frcquenles de bombas,
as quaes tornam-se muilo cerleiras.
Os dous generaes em chefe, tendo determinado
que o fogo de todas as bateras dos dous alaques co-
merasse ao mesmo lempo,e dovendo os Inglezes es-
tar promplos para amanhaa, resolveu-se que o fogo
comeraria em lodos os alaques depois da manhaa as
seis horas da manhaa, ao sisnal de tres bombas, ad-
radas urna depois da oulra, pela balera franceza n.
5. Tendo os almirantes prestado seu concurso ac-
de Chavilly, isso nao me diz respeito. Bem sabe,
meu charo senhor Gastao, que pouco importa donde
vem estes ttulos; pois elles sao aulhenlicos, e nada
poderia agora fazer-me mudar de projecto. Todava
para desencargo de minha conscieacia resolv reno-
var-Ihe minha pergunla, qual o senhor nao quiz
responder ha quinzo dias: De quem Ihe vieram es-
les documentos? he isso um myslerio tao grande?
Hei de re o mancebo. Pergun(e-o ao seu vizinho, elle o sabe
lalvcz melhor do que eu.
Melhor do que o senhor! que significa isso?
Estes tilulos Ihe eram enlao conhecidos?
Mr. de Chavilly refleclia : pergunlava a si mesmo
se descobrindo o segredo de Mr. Rigaud nao torna-
ra a laucar Mr. de Saulieu em suas medil chcologicas, e nao prolongara para sempre o sup-
plicio de Bcrlha. Mas pergontava ao mesmo tempo
se tinlia o ilireilo de aniquilar assim de proposito o
repouso e a felicidade de um bomem sisudo. A boa
ndole de Gastao nao poda resistir muilo lempo ao
esperlaculo doloroso deesa alma, cujas illuses elle
linha destruido ; muitas vezes j a confissao do es-
tratagema de que se tornara cmplice eslivera pres-
les a cscapar-lhe dos labios, c nao fra um scnli-
meiilo de falsa bandado que o relivera; porcm o te-
mor de mallograr os planos que Mr. Rigaud conce-
bera para arrancar Mr. de Saulieu de suas ruinas.
Entretanto desde quinze dias a -iluaclo linha mu-
dado muito. O estratagema fra bem saccedido, o
archcologo saliendo a origem relativamente moder-
na do caslello de Oslreval tinha-se dessostado tao
profiindamenlc dclle que quera dcmoli-lo, ao mes-
mo lempo que lizera eotnecar os trabalhos de nina
habitaran mais ronvcnicnlc ao noso lempo o aos
nossos cosanles: isso er,i mais d^ melado. Mr. de
Chavilly lioha entrado na conspirarlo de Mr. Ri-
gaud para determinar o segundo resultarlo; mas nao
para levar Mr. de Saulieu a um acto de loucura e de
lesespero. Os planos da nova casa eslavam formados,
sua execucao eslava mesmo comecada : tiaslao jul-
gou que nao haveria perigo algum envdescobrir ao
archeologo melade do myslerio.
Mr. de Saulieu, disse elle, esl bem decidido
a continuar a conslrurcao da casa que comecou ?
Certamenle; nao sou daquelles que mudam do
idea todos os dias. Isso cuslou-me; mas lomei meu
partido; a casa so acabar.
Pos bem, agora posso dizer-lh'o afim de que
conserve estas torres velhas, o nao consumme urna
ileshaura i que lamentara depois. Os documentos
que Ihe cnlreguei vieram-me do proprio seuhor
Rigaud.
De Rigaud eiclamou o archeologo cora um |
livo, os navios das duas esquadras viran alravessar
no mesmo momento, abriram seu fogo conlra a
Quarentena e parle do sal da cidade e do porto.
Tomaram-se medidas para, tendo lugar algum
acontecracnlo, quer na praca, quer fra della, nao
nos tome de sorpreza. O corpo de assedio lomar"
as armas no rompimenlo do fogo e estar prorapto
para obrar ;tos corpos de ohservacao duplicaran suas
guardas e ficarao alerta ; a cavallaria estar promp-
la para cavalgar.
A companhia de aliradores, organisada no corpo
de assedio, comerar.i a prestar utes serviros.
17 de outubro. 8. dia. As seis horas e meia da
maiiha. aosignal cunvencionado, o fogo he aberto si-
mullaneamenle pelas bateras francesas e inglesas
53 pecas do lado dos Francezes( comprehendendo-se
as 4, que podem alirar do forte Genovez ) e 73 do
lado dos Inglezes, fazem um lotai de 126 pecas.
A praca responde vivamente a ellas com todas as
bateras, que estao voltadas para os dous ataques, e
cujo armamento nao pode ser calculado em menos
de 250 pecas.
As esquadras nao poderam aparelhar anda.
Por Ires horas o fogo coniinua com a mesma viva-
cidade de um e oulro lado, sem que se posta ainda
verificar algum resultado, quando s nove horas e
meia, urna bomba, cahindo no armazem da balera
n. 4, o alravessa e faz oxplosHo. Esta explosao desor-
ganisa a balera, mata ou fereuns cincoenla homens.
Todava o fogo coniinua com a mesma vivacidade
nas oulras baleras ; tres quarlos do hora depois, faz
explosao urna caia do carluxos da balera n. 1, ser-
vida pela marinha.
O general em chefe deixa general commandanle
da artilharia julgara opportunidade de continuar o
fogo.
As dez horas e meia da manhaa, nas bateras so-
bre as quaes seconcentra o togo do inimigo, e redu-
zidas a Ires, nao podendo responder sem*desvanta-
em o fogo do inimigo, o general commandanle da
artilharia d urdem de fazer cessar o fogo ; o das ba-
teras inimigas diminue logo.
O fogo dos Inglezes continua sem vanlagem nem
desvanlagcm condecida ; entretanto os tiros da pra-
sa, poslo que bem dirigidos, n.Io fazem experimen-
tar prejuizo sensivel nas obras dos Inglezes.
Pelas tres horas da larde, um armazem consdera-
vel da grande balera russa, chamada do Redan, di-
anle dos Inglezes, faz explosao e so deixou tres peras
era estado de atirar.
A' qualro horas, um caxo de m'uoic,et faz explo-
sao na relaguarda da balera da direila dos Inglezes;
"e a quarla explosao do dia.
A' urna horada lardea esquadra linha vindo alra-
vessar, com a direila da sua linha junto da balera do
forle Genovez, e dirigindoseu fogo conlra a Qaaren.
tena e contra a cidade, cujas baleras respoodem
com vivacidade. A massa das halas arremessadas pe-
tos navios leve de cansar uraudes deslruises; mas
todo o (heairo da accSo esl envolvido em fumo 13o
espresso, que he impossivel apreciar seu resultado.
A' noite o togo censa do lodos os lados ; fulo flea
em silencio, c os navios vao lomar seu ancoradouro,
sem que nenhum delles timba soiTrido um daino
essencial, apezar dos esforcos perseverantes do ini-
migo.
Os estragos feilos em uossot ataques consisten) em:
12 pecas arruinadas em suas carretas:
2 ditas postas momentneamente tora de servico.
Damnos causados nas canhoneiras e nas caixas das
baleras, com o fosso chelo em muitos lugares.
Pelas .]nolio horas da tarde, os Russos enviaran)
reconhecimentos para assegorarem-ee, se as bateras
eslavam abandonadas; estes reconhecimentos foram
rcpellidos para praca.
Nesse dia nada houve de nolvel do lado do cor-
po de ohservacao.
18 de outubro9 dia. A noile de 17 para 18 se
passa Iranquillamente: a praja nao atira. Traba-
lha-se com aclividade em reparar os estragos das ba-
teras, refazer-se as canhoneiras c reforrar as caixas.
O trabalho he continuado durante o dia, nao obs-
tante o fogo vivssimo do inimigo, que nao causou
nenhuma perda, nenhum damno. As bateras 1,
2, 3, 4, 7 e 8 estarn em' estado de alirar a 19 de
manba.
A engenharia continua tardioha seus trabalhos
para a parallela da direila, defronte do bastiao do
Mastro.
O armamento de suas bateras he regulado sobre
novas bases, de modo seguinte, comprehendia ama
baleria n. 9, qoe te deve asseslar direila de nossos
ataques.
Bateras ns. 1, 2, 3 e 4conservadas.
Balera n. 5. suprimida.
6. conservada.
7 (2 canhOes de 24 c.
( 4 de 16.
8. (2 morteiros de 27.
(4 de 22.
....(? turcos de 27.
(3 b de 23.
A chegada do ultimo batalhao do 1 regiment da
legiao eslrangeira, completa a 5 divisao I.evaill iul
cujas tropas desembarcarais nos dias precedentes,
e cuja organisacao he a seguinte:
1 brigada, general de la MulteRouge21 de linha
42
2 Couslon. .... 5 ligeiro.
3 d Bazam.....46 de linha
1 regimen-
t da legiao
eslrangeira
2 dito dito.
Esla divisao faz parle do corpo de assedio. e esl
acampada como segunda lioha na relaguarda da
4 divisao.
Em consequencia desta juncrao, a 1 divisao vem
postar-se no dia 17 em duas linhas, na direila da
cavallaria e do grande quartel general, em urna po-
sicao intermediaria onlre o corpo. de observarao e o
corpo de assedio.
A artilharia nilezVconfinua seu fogo com pro-
babilidades-, que parecen) favoraveis.
19 de outubro10 da. O Irabalho nao foi in-
quietado na noile de 18 para 19. Coralario pelas
dez horas e meia, parece que houve um alerta em
Sebastopol. Ouviram-se clamores seguidos de uat.i
canhonada vivissima em todas as direeces, assim
como um forte tiroleio seguido de horras.
As seis horas e meia da manhaa,a artilharia fran-
ceza comeca o fogo; os Inglezes a imitara, a praca
responde.
Esle fogo tem urna grande inlensidade. nao obs-
tante um espesso nevoero, que se dissipa s oito
horas. O nosso continua com probabilidades, que
ao menos parecen) igoaes, e no fim du dia elle linha
evidentemente tido vanlagem sobre o da praca. As
duas horas a torre do bastiao eslava completamente
arruinada; as canhoneiras do basliao do mastro (face
direila) tinham soflrido muilo. Pelas tres horas o
fogo se extingui insensivelmente de ambos os la-
dos. Nossas baleras eslavam pouco arruinadas e po-
diam ser reparadas facilmeole noile.
20 de outubrolidia. As canhoneiras arruina-
das da face direila do Mastro, nao poderam ser com-
pletamente reparadas noile; de dia no rompimen-
lo do fogo, t duas pecas poderam atirar um mo-
mento; cessaram logo depois. Urna parle desle re-
sallado deve ter altribudo ao fogo mosto vivo e cer-
teiro das companhias dos aliradores, qoe dXo per-
miltiam qoe os caohoneiros se servissem de Suas
pecas.
A engenharia coniinua seas trabalhos para a di-
reila em frente do bastiao do Mastro, al o decli-
ve, que desee ao porto de Sebastopol e nos separa
dos Inglezes. A proximidade da praca e a natureza
do terreno, que he de rocha, tornam esles traba-
lhos difllceis e lentos, elles sao feilos com a sapa
volante.
Das duas horas da manhaa a urna hora da tarde e
das duas horas da tarde s tres, o inimigo dirigi
um fogo vivssimo conlra esses trabalhos ; duas on
tres brechas foram feilas peto canhao da praca em
alguns puntos Traeos da parallela".
A artilharia conlinuou seu fogo pela manhaa e
suslenlou-o com vanlagem lodo o dia. Comtodo o
fogo da batera n. 2 (marinha) foi inlerrorapido de
manhaa pela explosao de um armazem de plvora,
que nao ferio ninguem e causou pouco damno.
21 de outubro.\2 dia. Em a noite de 20 para
21, lis duas horas e meia da manhaa, os sitiados fize-
ram urna sorlida com o fim de encravarem as pecas
das baleras francezas. Elles pendraran) nas bate-
ras 3e4, derramaram-se por eslas duas bateras e
se tinham dirigido j para muitas pecas, quando os
artilheiros, sallando sobre suas armas e auxiliados
pela guarda da Irincheira e mui vigorosamente so-
bretodo pela 1 companhia de cacadores do 74, re-
pcllram o inimigo com perda. Seis cadveres rus-
sot ficaram na Irincheira e qualro feridos, faltos pri-
sioneiros, tendo um oflicial, que suecumbio logo de-
pois. O resto da noite se pttsa Iranquillamente.
O general em chefe dirige-se s seis horas da ma-
nhaa batera do forte Genovez n. 6 (marinha) e
resolve a sua suppressao.
A artilharia franceza continua seu fogo as seis ho-
ras ; a praca responde, porm frouxamenle ; nossas.
bateras tomam um ascendente cada vez mais nota-
vel. As bateras n.7 e 8produzem bous resultados.
A engenharia continua seus trabalhos em frente do
bastiao do Mastro.
22 de outubro.13dia. A noite he calma.
O fogo comeca pela manhaa. O armamento das
primeiras obras do inimigo he muito redozido e as
massas que as cubren) abaladas e muilo arruinadas,
Vt-se no lado opposto do declive, que desee para o
porto do sul,bateras novaraente construidas e oulras
em conslrncrao : esta ultima parece destinada sobre-
ludo contra os Inglezes.
A artilharia prepara o terrapleno,e comee* o paiol
de plvora da batera n. 9.
Ha dous dias o inimigo, que linha mostrado al-
gons batalhOes na balera de artilharia, ealgons eos-
sacos na Tchernaya, nao aparece desse lado.
O numero tolal de nossas perdas desde o comero
do assedio al hoje he de :
4 ofliciaes e 54 homens morios,
14 a e 451 offlciaes inferiores e soldados feridos.
Mottteur.
MUSOeaU-
Times de 6 de novembro. Hontem tarde pelas
tres horas menos vite minalos chegon de Calais
secretara dos negocios eslrangeiros um crrelo tra-
zendo despachos para o conde de Clarendon, assim
como para o almirantado e repartirlo de artilharia.
Campo em frente de Sebastopol, 17 de outubro,
as dez horas da noite. Na noite de 16, resolveu-se
que no dia seguinte romeenria o fogo sobre as linhas
rossas, porque era evidente que o inimigo Irabalha-
relampano do alegra nos olhos, de.lttoaud ah eu
devia l-lo suspeilado Meu charo de Chavilly, o
senhor me torna a dar a vida I
Mr. de Saulieu aperlava Gastao nos bracos com
cITusao. O a\renlo a quem se livesse restituido os
thesouros nao teria experimentado maior alegra.
Mr. Rigaud me reprehender lalvcz, pensava
Gasiao ; mas esse sesredo opprimia-me o corarao, e
vendo tao grande aillicr.in coinprchendi que goar-
da-lo seria peinr do que troludo.
E para que lodo esse iiivstero ". tornou o cas-
tellao, com que inlenlo ? Por inveja sem duvida,
para fazer-me abandonar esle castello I nao he as-
sim, meu amigo, nao he assim?
O archeologo nao comprehendia que se podesse
ler um intento eslranho as preoecupaces eruditas
de seu espirito.
Confesse que he inveja tornou elle. Pois
bem eslas torres (carao em p para afrunla-lo, c
ainda que sejam do seculo XIV saberei preserva-las
da ruina premeditada conlra ellas.
Mr. Rigaud nao Ihe linha aconselhado que as
conservasse? aventurou Gastao.
Sim, sim, para induzir-me aiuda mais a hnca-
las abaixo. Era por espirilo de oppnsirao que elle
fallava assim. Oh! confiero o meu Rigaud de cor.
Quem sahe asora se esles titulo.'... Mas elle nao
prevalecer desla vez.
Ao menos poupe-me para com elle, e nai'di-
ga-lhe que deve minha indiscnr.ui.
A indsenrao, meu charo, li o mais sanio dos
deveres.
Nesse caso nao he o quo o senhor melhor pra-
(ica.
Que quer dizer .'
Quero dizer que o senhor nem sempre profes-
sou a meu respeilo a virlude quelouva. Segredo por
segredo, descobri-lhe o meo. descuhra-me o seu.
Que segredo? nao lenho nenhum.
Nem mesmo o do phantasma*
Mr. de Saulieu eslremeceu, e disse:
Sileucio Nao convm que ninguem o saiba !...
O senhor he a uuica pessoa a quem farei conhecer
ludo. Val ver o que al agora teuho uccullado a lo-
dos os olhos; mas nao posso encobrr-lhe nada; he
meu discpulo, meu adepto, convm que Ihe revele
lodos es segredos da scieucia. Mas sobre ludo nao
diga urna s palavra a Rigaud.
A indiscricao he entretanto o mais santo dos
deveros, disse Mr. de Chavilly rindo.
Sim, zomba de iiiim I M'as pouco me importa,
nesle momento sou o mais feliz dos homens. Ah !
Mr. Rigaud quiz usar de sagacidade comigo, pois
bem, veremos, veremos quaodo minha grande obra
estiver terminada ; porque tou terminar essa grande
obra qual liguei minhas esperauras mais charas, e
toda a minha vida. Bem sabe, Mr. de Chavilly, se
esles ttulos nao sao aulhenlicos...
O senhor nao me dizia ha pouco que elles o
eram ?
Eu dizia... dizia, balbucou o archeologo. Vere-
mos, examinaremos de mais perto, e como elles
veem de Kigaud romero dando-os por suspelot :
Timeo Daaos, segundo dizem os clatsicos.
Todava a forma dos a, a dos b, as abro iaces
numerosas, as iniciaes obscuras, ludo tendera a pro-
var.....
Pois que! inlerrompeuseriamenlcMr.de Sau-
lieu, um calligrapho nao pode conlrafaxer a escrip-
lura cursiva mais difAcil ?
Mas o pergaminho nao lem vestigios suflicien-
les de anlgudade ?
Ha (anla habilidade boje Tenho visto perga-
minhos imitados do secuto XIII que enganavam a
lodos. O senhor bem sahe que nao tou homem de
syslema, e nao me a ler ni a defender a aulhencidade
de pecas que teuho boas razOes para considerar sas-
peitas. Nao he a primeira vez que malignos cavil-
losos lera imaginado confundir a scieucia e comba-
Ir r a erudicao. Alguns bao sido engaados. O pro-
prio Fauriel nao crcu na dynaslia dos Merovingios
da Aquilauia fuidando-sc na carta de Alaon; ora, a
caria de Alaon era falsa, como esl reconhecido ho-
je. Esse eugano (ira a Fauriel um ntomode seu mc-
recimento ? Nao. Eu teria poit podido ser engaa-
do um i nsta n i o por esse cavilloto Rigaud, sem que o
valor de meus trabalhos podesse ser contestado. Ou-
lro leria talvez engolido a pilula ; mas a mim he mu
diflicil enzanar. Oh I cedo ou larde eu reconhece-
ria a faisidade deslas pecas.
Quem^lhc diz que ellas sejam falsas ? observou
(i asan.
Esloa cerlo do que sao falsas. Esse negocio he
entre mim o Rigaud. Encarrego-me de demonslrar-
lhc que esta inicial nao era usada na data deslas pe-
Cas, quo esla abreviaran nao era ainda empregada,
que...Mas perdemos aqui o lempo com discusses em
que o senhor nao pode lomar parte ; pois nao esta
ainda iniciado nos secredos da paleographia. Venha
comigo, Mr. de Chavilly, venha.
O archeologo depois de ler fechado cuidadosamen-
te nas suas gavetas os pergamuhos, cujas maneiras
suspeilas mostrava a Gastao,levon o mancebo afravez
das escadas e corredores eslreitos do caslello.
'Conlinuar-w-ha.)
la a


2
DARO DE PRNAMBUCO. QUINTA FEIRA 7 DE DEZEMBRO DE 1854.
va em l m i ificar-sc com acliviriatte e reforrava n na
posir.io. Apezar dos esteren* dos nosso ciigcnlieiros
os ir..!i ilh.is nao eslavam completos o a maior parle
das pecas nao poiliam ser collocadus as respectivas
halc ias. Todava ;is seis horas e meia da manilla
do dia 17 rompen o fogo as nossas balera* e nai
franrezas, e depon de urna meia hora j os l.ussos
faziam foso sobro ambas. A cnnlioyada foi vilen-
la de parlp a parle duranle o espado do quasi duas
horas. Nii.s tinturaos 3(> conhoo* na esqucrtla e 20
na direita: luiramos lamber linas hateras da ca-
iihes l.ancastre e urna balera de 4 embae.. Os
Francote* tinham 46 canhfie* montando tudo cm
II" canhoes pira baler 130 dos Bu-mi*.
_ A oilo horas, as baleras da extrema direita dos
Franca*, dominadas pelo foco do inimigo o bati-
da* pelo flanco eslavaiii mui enfranquecidas: seu
Toso afruuxava ile minuto em minuto. As oilo ho-
ras e meia o ruca tinha cesando dos duus lailos, po-
retn lornou a comeoar com energa. A cidade in-
leira e as inri ihraoae* acbavan se envoltas em fumo.
As oilo horas c quarenta minulos, o paiol dos
Francezes da balera de 12 cautines, situada na ei-
Ireina direita arden com nm estroncio termidavel.
As dez horas c 30 minutos o foso riiminuio de
ambos os lados, porem os alliados e os Bustos con-
liuu.iram com vigor no fim de um quarlo de hora.
Nomo foso era admiravel; porem nostos trabadlos
oran balidos de una reduelo* c de obras relias cm
lomo de urna torre circular enllocada nossa ex-
trema eiqnorda.
Aosquarenta e cinco minutos depois do meio dia,
os navios da linha franeeza vieratu em nrdein mag-
nilica, alacar as fortificaooes russas do lado do mar.
Era um espectculo indescriptivel. Os Bussos anda
que mui balidos respondiam com vigor aos ataques
de mar e de trra.
A urna hora e vinle e cinco minulos, oulro paiol
flanee* inceiidiou-se. A embonada era terrivel.
Nossas pecas demoliram a*torre circular, porem Dio
poileram Inzer ce*-ir o foco das obras que a cer-
ca vam.
A nma hora e quarenla minutos, una srande ex-
ploso leve lugar no centro de Sebastopol, nos ap-
plnusos dos nossos soldados, porem n Toso da praca
nao cestn. Os canhoes de Lancastor li/.cram mao
foso e um delles rehentou.
As duas horas e cincoenta e cinco minutos, urna
espnntosi cxplosloleve lugar no paiol de um redulo
russo. O Knssos, nilo obstante islo voltaram s sua*
pu*res e tizeram um foco de angelo reinlrante. A
cantionada dos navios c dos fortes rnutinuava, po-
rem o fumo nao perraitiin-nos ver se a esquadra in-
gle' i lanihcm lomava parle no combate.
As tres lloras e Iriola minutos, um paiol da nos-
sa hatera de mariulia incendiou-se porem sem
causar perdas. Cm Ierra as obras dos inimigo* eram
rrwi damnificada* pelo nosso fogo: o reduto cc*.ou
o foco e o das obras situadas cm torno da torre di-
minuio scnsivclmcnte, bem que as obras interiores
alirasscm anda com algum visor.
As Ires horas e trinla c cinco minutos, o paiol si-
tuado as obras do forle circular, ardeu.
As quatro horas, os navios langavam lerrvcis
descargas sobro os (orles e sobre a cidade. Nos nao
vamos senao o pavilhao francez porque a esquadra
incleza alacava o |>orto pelo lado opposto. Den se a
ordem de poupar tanto quanto fosse possivel a cida-
de e a casas.
Das quatro s cinco horas e Irinla minutos, o fu-
go das nostas baleras foi mui vivo, e os Bussos sem-
pre corresponderam, ainda que nos tivessemos mais
vantagens em quanto os navios conhonavam de lir-
io os fortes Noofo e Constantino. Quasi i Tieia
noite n foso diniiniiio, depois elle cessou inUra-
inenlc. Era a primeira vez que o don Russos para-
va. Al a hora em que escrevo-lhe, elle nao lem
atirado senlo um tiro de pee c oceupam-se acti-
vamente em reparar os dainos causados pelo nosso
fogo, enus fazemosoutro lano: collocamos na hate-
riaviovas pecas e morleiros para aroar.haa.
O ranii.in dos suardas Rowlev, foi inorlo hontem,
e O' Lcnry, do 68. hoje; Bulhyon, lenle da ma-
riuha foi forillo. Temos ganlm inuitn terreno, e se-
nao fora o Iriale accidente acontecido a nossos allia-
dos. teamos desmontado a maior parle das bale-
ras rustas. A esquadra franeeza loinuu urna grande
desforra.
Suppe-se que o grao duque Constantino enlrou
em Sebastopol. A praca acha-se em estado de rui-
na do lato do mar ; mis comeraremos o fogo ama-
nha.
18 de outuhro, s tres horas da tarde. O foso
rnmrrou esta manha aostnauheccr do dia. Duran-
le a noile, os Russos coflocaram na balera as pecas
de-montadas e mais alguma* novas, clles mostra-
ram-se superiores pelo numero e pelo calibre de
Ma* boceas de foco. A's 10 horas da manhia, cs-
pallmu-se a noticia de que os Russos alnravnm nos-
sa retaguarda em Bala. lava. Lord Ragln, seu es-
lado-maior o graudes destacamentos franceze* para
all dirisiram-se e enclntraram a cavatlaria ruma,
dom balnlhes de infanlaria com urna pera, que
procuravnm sorprender os pnstos avancarios appro-
vi'ilanilo para sao o momento em quo appareceu
um immenso ncvoeiro. Os Turcos tizeram fogo dos
sen* reductos, e os Russos retiraran)-se. Neste mo-
mi-nlo os Russos aperlam-nos vivamente, atiram-
nos Ires balas por duas que llie atiramos. O coro-
nel Ilood, da guarda foi morlo boje as trinebeiras.
Rulliven. do Jibin, acha-se mrllior. O lente
Chase, do mesmo navio, foi morlo. Oulro lente
100 marnheiros luurrcram honlcm no ataque dn
ferie Constantino. As esquadras devem tornar a co-
merar o ataque amanhaa. llonlem conlavam-scem
nossas tropas do cerco dous morios. 15 homens gra-
vemente forillos e 8 levemente. Nossa penla total
ale hoj, ho de 96 homens. 0 redacto c o forte do
pavilhao sirio mais incommndos do que nunca. A
Re/ribuition 0 o London perderam llonlem us seis
inaslrn* grandes c houve incendio a bordo de ar.i-
bu, foi necessaro reboca-los. O .-itjamcmnuii sof-
Ireu muilii. O Tonning Iroaxe na noile passada
lord I. Murray o Ellison, 150 homens do 88, 130
arlilheiros c 6 mdicos. As tteenoas diminuirn.
O reducto, o (orle do pavillio c a lorro circular fa-
zem ncslc momento um fogo mu vivo.
He s disposIrOcs inicuamente particulares da
po-ica i que tomaram nossos alliados que devemoa
o mais nolavel inri lente do assedio, incidente que
aprsenla o carcter de urna grande descobcrla.
Como os Francezes dcwam ser balidos pelas pecas
da batera de Quarenlcna, sua esquadra virou do
bordo |wla mauhaa em boa occasiao, para oceupar
a allenrau deslc forte pelo lado da frente. Ella po-
do logo causar graves dainos baleria, cuja fogo
cessou completamente no curso do dia. Quasi ao
mcio dia as esquadra* ingleza e franeeza avanc,a-
ram ousadamenle para a entrada do porto c atira-
ram de mui perlo descargas e mais descargas so-
bre os fortes, os qnaes durante esta guerra lem ad-
quirido urna reputado fabulosa. Os prim-ipaes
deites fortes sao edificados sobre tres baleras, c sin
completamente armados de militas centenas de pe-
cas. Aqui ha quem Icnha pretendido e quasi aflir-
inado que nenhum navio podena chesar ao alcan-
ce dessos fortes de granito sem expor-e a una dcs-
Iruicao corta. Parece presentemente que em mui
.nuco lempo o forle Contiantino foi imeiramente
desarmado, e que muitos un tros fortes tem sofTrido
consideravelmente, sem fazer aos navios maor mal
du que elle* poderiam|causar-lhes em maior distan-
cia. Os navios francezes liveram ao lodo Ifi mor-
ios e 200 ferido, e os ingleiej 4 ridos. Dos dous lados ter-se-liia eiperimenlado
motores perdas se nao bovesse a grande quanlidade
de fumo, que pelo que parece-nos cercou quasi lodo
o lia o Uiealro da accJio. Seria esie fumo mais
fivoravel aos navios ou aos forte ? He o que nao
podemos responder. Porm o facto permauecc o
mesmn, a saber, qne reconhece-se a possibilidade
de alacar do mui perlo o forle mais favoravel que
lenha sido eonslruido pela mo do homem, nao so-
mente sem expor-se a urna deslruico corla, porm
anda com grande luccesao. I'ur um singular con-
curso de circurmtaiicias desasradaveis chumo-nos
em ioformaojlo alguma sobre'o cerco depois do dia
18. Temos visto que nao pode-sc contar mais com
os correios da mesma sorle que com os vaporea, e
ueste momento ninguem saheria dizer onde pode,
procurar-se algum dos despachos ofTiciaes enviados
ila Crimea depois do dia 19, nem mesmo se elles
exislcn. realmente em alguma parte. As cartas nao
lem lido mais felicidade. Tudo oque podemos dar
a imssos leilnres a respeito do segundo aia do cerco
be un sammario mui abreviado, porm suflicienle
para fazer ver u carcter formidavel di empreza.
lie evidente que os Russos reparam as suas obras
com lana actividade como os sitiantes reparam as
suas; e verdaderamente pelo que diz respeilo s
obras de Ierra, nao vemos razao pata que clles o
nao farain em quanto se acliarcm homens e mate-
riaes. As obras de alvenaria nao podem reparar-
se tan depressa.
t inalmeote causa consolacao o ver que mesmo
al no lini do segundo dia, nossas bateriam liuliam
mui pouco soffrldo no entretanto que tinham cau-
sido, sobre diversos pontos mui, araves daino* as
rnrtilicao.es inimiga*. A tentativa de urna diver-
sno operada na mauhaa do segundo dia ojuda a ex-
plicar a operario scinelhanfc excculada pelo inimi-
go no dia 2'i em numero inuilo mais considcravcl,
c mesmo com maior successo. Nossos alliados ainda
arhavam-se oceupadus em reparar os dainos que
sofrreran, porm desde n dia 18 aleo dia 27 aclia-
Ms-noi absolulamenle sem informac,es a respeilo
do cerco, e nao podemos dizer se a escuadra ol-
lou ou nao para o aloque. Figurcm os bulares o
loso nao inlerrompido de 250 caulics, lodos cm
distancia de punco mais de urna milha ; imaginem
i.nla bala pcrreitamciile dirigida para o lugar cm
que liodewe destruir ou malar mais, e todas ella*
de calibre mais forle quo o empregado em Indas a*
operares precedentes, e nao baver nfuo exaasra-
ejo alguma ; porque segundo as carias, todas as
baleras, quer dos silianles, quer dos sitiados, es-
lo em um espaco que nao ho mais extenso que
llyde-Park c Kensiiglon-Gardcn. l'ois bem, e*H
pn-ir.o nao corresponder aos estorens do ataque
lombinadn por trra e por mar i|ua*i'an mcio dia,
quanilo alguns dos nossos mais bollos navios auna-
do com as pecas mais grossas de nossa inariuha,
achavsm-se tufando de lao j>erto com as baleras
mais fortes do mundo. Ho im|iosivel nao fazer
ju*lica coragem, perseveanca ebahilidade denos-
sos adversarios, que al aqui nao lem dc-prezado
nenliiiin mcio de rcsislencia, e que pareceui levan-
br-sede cada desastre com novas (reos. Era a isso
quedevia allender-se, porque ninguem pe em dl-
vida a coragem do soldado ruso, nem a leal dedi-
aejo dos son* oftieaes. E*peramos somenle. para
felicidade da humauidade, que esas qualidades nao
chegoeo. at um selvagem desprezo da vida, quan-
do arharem-sc imptenlo* para defender a cidade.
Emboccadura do Kalcha, 18 de outubro. Hon-
tem pela manha ao nascer do dia, os Ioglezes e os
Francezes canhonaram ao sul a praca de Sebastopol.
Na noite precedente, linha-se conveucionado enlre
os generaos e os almirantes qc as esquadras alaca-
riain ao mesmo lempo lodos o forles situados en-
trada do porto. Duran! a noite fizeram-se os pre-
parativos e canhonou-e vivamente desde o amanhe-
cer. Os vapore percorreram as linlias c lodos pre-
param-e para combalcr. Os Francezes deviam ala-
car a direita do porlo, isto he, u lado du sil, e u< In-
glezes o lado opposto, em orna su linhs. a quasi 150!)
jards. Os Francezes foram os primeiros que ebeaa-
ram a meia hora depois do meio dia e comecaram
um fogo mui vivo, an qual os fortes responderam vi-
Koro-amenlc. A distancia, todava,era maior do que
julgava-se, ella era de quasi 2,000 yardi. Pouco a
pouco os navios inclezfs pozerain-se em linha, pas-
sando por traz dos francezes o indo collocar-sc a es-
querda. O Agamcmnnn, o .S'ans Pareit e o l.onim
tomaram posicjlo na frenlo em direcciln entrada
do porto a quasi 1,000 yards do forte Conslaiilinn.
>ada mais nobre que a marcha do .igamemnon eiio
Sannl'areil no meio das bombas e das balas. Elles
eram procedidos por um pequeo rehocador, o C'i'r-
cassia, capilao Bal!. Esta pequea casca de noz.
que pareca poder ser delida com chumbo do caca,
conduzio resnliilameulc os dous navios, penelrou
ilehaixo de lodo o logo at ao lugar em que nao ba-
via mais precisan do* geus servicos. O fogo tornoii-
se terrivel. A seis milha* o etlrniido assemelbata-se
ao de urna loromoliva arremecada no trilito, porem
era muiln mais forte. Oar eslava calmo, de tal sor-
te que o fumo cubra navios e baleros, impedindo
a*sim que os combalentes vissem cousa alguma. A
canhonaila durou sem inlerrnpcao das Unas horas as
seis. A's quatro horas o fogodo forte Constantino
diminuio, assim como, o das mitras baleras; porm
as seis horas, qiiando o* navios deviain relirar-se,
os Russos voltaram is suas pecas e o fogo comecou
de novo mais forte que nunca. L'ma explosao leve
lugar por traz do forte Constantino e parecou causar
graves dainos. A noite o* navios voltaram aos seus
ancoradouro*. Era um espectculo mgico o ver sur-
ceder a um sul ardenle, e ao estrondn de mil canhiies,
um co puro, friu, sem veu'os nem iinvens, Ilumi-
nando um mar calmo e o* navios que vollavam a
sen lugar no meio do silencio mais profundo.
Nao sabemos ainda o que sollreram os forles. Tres
dos nossos navios foram maltratados. Tivemos 4f>
morios e mais de 250 feridos, o lente Clase, dn
.-Mon, foi morlo ; o lenle l.loyd, comraandanl
do /eui-i(, e M. Forler suarda marinha do .S'oiu-
l'areil acham-se gravemente feridos. Nao foi feri-
do capilao alcnm. Nossos marinlieirns muslr.iram to-
do o sen auligo valor. t)ilo ou nove homens foram
atrancados por urna bomba no San*-Parcil, os dous
que reslavam na batera conlnuaram friamenle a
carregar como se nada livesse acontec lo.
18 de ontubrn a* oitn hnras da manha, ki c*f/ua-
dra que aeha-l esMs do Kalcha.
Domingo pastado, o .tgamemnon. o Nifftr, a Re-
Iribiilinn, Spittful e o Spilfire receheram ordem
de reunircm-se a esquadra, na qual o jans-Pa-
i-eil e o lligh/l'jer os linham precedido. O almiran-
te I.yons parlio para o Caradoe. O Agamtmnon par-
ti no mesmo dia, porm os outrus navios receheram
ordem de nao partir senao no seguinte.
Segunda-feira muilas noticia* espalharam-se, po-
rm nao havia ordem alcnm i para o dia 9esninle,
quando s 10 horas nm Uro de peca c um signal cha-
mara moa primeiros lenles a bordo do navio almi-
rante para que capia*scin ahi urna ordem geral cuu-
reluda nesles termos:
Preparai-vos para o cumbate, que comecar.i s
oilo horas da mauhaa. Imagine o movimento que
seguio esta urdciu. Hontem pela mauhaa, s seis
horas, o fono da grrxsa arlilharia annuncinu a che-
aa la do momentu ha lauto lempo esperado, e que os
alliados tinham rompido o fogo. Cada tiro apressa-
va os marnheiros, para que se pozessem em estado
de combater.
Logo os prisioneiros, enviados para os diflerentos
navios depois da balalha d'Alma, foram transporta-
dos para o Simoou, coscapilaes furain convocados
a bordo do navio almirante afim de receberem suas
ull inri- n'trurrOet. A's nove horas a aclividade re-
dolirou. Os vapores levanlaram a ancora, os na-
vios de linha descerara as vergas, os signase succe-
diam-sc sem nterrupr;ao do navio almirantee mui-
tos oulrris hlice. O Sant-Pareil e um navio fran-
cez partirn! em prmeiro|lucar. Cadavaporfui lomar
um navio de linha. Era qua*i mein-da quando
preparativos terminaran!. Os Francesas parliram
em primeiro lugar, depois seguirn) os Turcos e ein-
fim os Inctezes. Como seria impossivel approxima-
reni se do forte do norte sem soiTrerem dainos da
arlilharia dus do sul, resolveii-s,1 que os Francezes
c Turcos altacariam os forles do sul, e que os navios
inglezes bateriam os forles do norte. O Napolen
marchava cm primeiro lugar, sesuidu pelo Ilenri-
ttue //', rebocado por um vapor. A urna hora o
vapor comecava c logo os navios hlice inglezes
que deviam alacar os forles do norte dirigiram-se ao
seu destino, e romperam o fogo. Infelizmente o
vento vinha do trra e o fumo era t3u e*>csso que
pouco* navios poderam cliegar ao posto que Ihes era
assiguado.
He por osla causa que os navios francezes e tur-
cos carrcaaram de tal forte a e*qtierda que feclia-
ram a passaccm a muitos dos nossos e principal-
menle ao Qaeen. A ordem era para que cheguas-em
at 1200 ao yarda dos forles; porm os navios hli-
ce, c na sua fronte o magnissino Againemnon, ap-
proximaram-se muito mais e snslenlaram um fono
mui vivo. O Queen, vendo-se embancado ao prin-
cipio em sua marcha, lumou o seu lugar anproxi-
maulo-se dos forles inimisos. movimento esle a res-
peilo do qual o Jgamemnon fez o signal: Muito
bem Logo o Rodncy o imitou e foi romper um
foso sustentado contra o forle Constantino. Muitos
navios sollreram balenle: o Arethuta lera necessi-
dade de reparaces ; a Relribulion e o Firebrand
solTrcram crave asertas.
11 horas.Itelardou-ee algumas horas a partida
ilo corrcio ; aproveilo a occasiao para dar-lhe algu-
mas inionuai.no* novas, O reboque do? navios pela
cusa tem prnduzido hons ctlciio*. e elle convm
mais do que o reboque ordinario, porque o rehoca-
dor fica caberlo e protegido pelo navio de linha.
Oi navios cstavain em Ires linli.s: o Onec na fren-
le da linha direita; o llrilannia na do centro, c
o* navios hlice na linha esquerda.
Os navios a hlice approximaram-se bstanle :
eram o Agamemnon, o San*-Parcil, o Terrible e o
Sampton. O Oaeen que toirmra lugar no mcio
de duusvio-ee obrigado a relirar-se porque um hala
iuflammada laucn nelle n incendio. O todiuy que
chegara mais larde permaneccu al ao lira sem so-
ffrer gravea avaiia*. Foi porque eslavam mui pr-
ximos que u Sanx-Partit o o Agamemnon perderam
tantos homens. He doloroso queos navios tenba sido
obrigados a caminharum alraz do oulm, emliganlc
chesarem em linha. Aquclles que chegaram em ul-
timo luaar apenas podiam ver os forles contra os
quaes liuliam de lular e Ibes era impussivel apreciar
ai dslancias. Os Kustos liiiham alera dbso a faci-
idade de concentrar seo fogo successvamen subre
cada navio solado.. O aspecto das esquadras era
mais inace-ln-o do que pode-ss'imaginar. Alguns
navios de linha cubriam da tal sorle ds seu* reboca-
doresque pareciam mnverem-se semluxilio algum.
O inouientoem quchnuve urna emoc,ao mais viva,
foi aquelleem que os forles romperam o fogo.
Pareca que una bisca elctrico ferira todas as
equipagens: fazia-sc fogo com furure linha-se grande
Irabalho em deter os marnheiros como era necessa-
ro, quando algum dos nossos navios passava dianlc
do*oulro*. A ausencia dos marnheiros destacados
em Ierra era mui sensivel. Hoje descancamus.
lixlrahiio da gazeta extraordinaria de Lnndret.
Almiranlado 5 de novrmhro de 1854.
Os despachos segointes do vice-almiraulc Dundas
chegaram boje ao almirantadu.
(N. 323.) Brilannia. em pretenra di Kilcha, 13 de
outubro de 1854.
Senhor.
1." Peco-lhe que informe aos lord commissarins
do almiranlado que os excrcilos adiados Irahalham
em levantar baleras no sol de Sebastopol: porm
von informado que ellas lem sido retardadas pela
tullir/1 escabrosa do terreno. O fogo dos Russos
(bombas e balas) dia c noile, nao lem' produzido se
nao moi penco ou nenhum efleilo. O* batalhes das
equpaseos e dos.soldado* de marinha gozam de boa
saudc e eiislem men* doeiites na esquadra.
2." Sir Edmuiid I.yons, no Agnniemntm, com o
Diamanl e urna csquadriiha de navios a vapor,acha-
se era lialaclava, Rjudando as tropas, l'ma esqua-
dra franeeza. s orden* do vice-almirantc llru.it.
acha-se ancorada enlre o pharol e o porlo em cim-
municacao com a esquadra do cxerrilo francez. Urna
sul de Sebastopol, honlein as li llorase meia da ma-
nh;la. com mallo ocilo c pnuca perda ;
2." Eni vil lude de mui vivos pedidns de lord Un-
iran c di general Cinroherl, foi decidido pelos al-
mirantes das esquadras allia las que lodos os navios
apoiarian o alaqae de Ierra, atacando as baleras
iln mar ai norle e ao sul ilo porlo. sabr urna linha
alravessada no porlo, romo arlia-sc marcado no pla-
no; porm diversas circiimlanrias tornaran! neces-
saria e inevitavel urna mudenca na pnsic,ao dos na-
vios ;
3." O Agamemnon, o SansPareil, Sampmn.'Iri-
hunr. Terrible, Sphin.r, l.gn.r. Albina, London,
Arelhnsa, bocados pelo Firebrand, o iqer e o Tri-
tn atucarain o lurte Constantino c as hateras an
norlo oni quanto qne a (Juren, Rrilannia, Trafal-
gar. linganri, Rndney, Rellerophanle cun o l'e-
IWlhU, Furlou, Relribulion, llighfhyer, Spilfere,
Spilrfal e o Cgrtop tomaram Gradualmente suas
pnsicie*, cunfoimaudu-se tanto quanto era possivel
com o plano das operacoes;
i." A celo durou desde urna hora e meia al as
seis c meia, a obscuridade sendo enlo completa os
navios reliraram-se;
5." A perda dos ttiisso* e o damno causado no for-
le Constantino c mis buleras nao podem amia ser
devidamente apreciados;
li. lima lula desla durae0 contra obras 180 for-
midavei* e lau bem fortificada*, nao podia ser sus-
tenlada sera serias perdas.
Tenho que lamentar a morle de 44 homens c o
ferimento de 266, bem como mostrara as lisias i|uc
(eolio presentes. Navios, utiros, upnnrclho*. fo-
ram mais ou menos damnifica loe, principalmente
pelas bombas c balas inflammadas. Albinn soffreu
muifo no casco c na mastreacao.por um momentu es
leve completamente entregue ao logo inimiao, e de-
ve'u sua salvaran ao* arailes esteros do comman-
danlc Kynosloii do Spile/'ul, cuja" equipasen) e o
casco mesmo d.> navio eetiveram necessariamcnle
em perico durante este sorrico. Porm cvcepcio
do 4tbion e do Arethuta que mando a Conslantino-
pla aflm de sercm reparados, espero poder por a mi-
nlia e*quadra em estado do continuar o servico o uso
dentro de 2i huras.
Prcveniln secundo a nalureza do ataque que per-
deriamns verosiinilmcnte nossos maslros, cu linha
deissdo maslros do cesto da gavea. de reserva a bor-
do do navio de Sua Mase*tade..-. nesse ancoradouro
onde n linha deixadoconi os prisioneiros c doentcs:
7. Tenho srande prazer em lestemunbar a mlnha
grande salisfacKo pelo talento e selo desenvolvidos
pelo contra alniiranle Sir Edmund I.yons e Honora-
to Moiilacu Stoprord, e por lodos os capilacs que
achavam se as nimbas ordent : eu dou-lbes os meus
sinceros asradecmentos, assim como aos nliiciaes,
marinlieirus e soldados de marinha presentes ao
combate, pelo* seus esteros r. pela rapidez do seu
fugo, na ausencia de um grande numero de mar-
nheiros de cada navio desembarcados para ajudar o
sorvico das baleras do cerco por trra. He a esla
circumslan-ia qne atfribuo a pequea perda de ho-
mens inurlns e feridos.
8." Fui Icsfcinunlia do bravo o hbil comportar
ment dos nossos alliados os Francezes nesle ataque.
9. Exprimo tambera a minha srntido pela ma-
neira pela qual o almirante turco Ahmcd-Pacb
eumprio o seu dever.
Tenho a honra de ser, ele.
Assignado.J, W. D. Dundos, vtce-almiranle.
INTERIOR.
divisan de navios a vapor vgia constantemente a
entrada do porto onde 5 ou 6 navios russos fazem
fogo constantemente.
Os grandes.naviosde vela acham-se com o almi-
rante llamelin e coman, no ancoradouro, vista
de rio Kalcha, teudo-nns pennillido o lempo que
coiirerveinos esla pstelo.
. 3. O Slion e o Inftexivel com o Cacique e o
Calilo coiilimam na baha de Odessa afim de impe-
dir Inda a cuuimiinicac,ao por mar com a Crimea.
Eu enviei-lbes um (ran-pnrlc cora eersfo o frescas
provitoos que lomei em Sinope.
4." No da ti, um navio austraco carregado de
terraaens para ocommissariado, chegnu u alcance
da* baleras, elle tei abandonado pela eqaipagem ao.
segando liro de peca. Enc^llion quasi a 1,300 jards
ao sul da entrada do porto; noite tei rebocado pa-
ra Italaclava. O capilao Jones dn Sampton, com o
espillo Sleward do Firebrand, e SI. loxer, seaun-
do rotumandaul?, encarregado rio Bagle, ajndado
pelas cmharcaoes francezas da esquadra do liltoral,
recondu/.io o navio sostriseo para a esquadra, de-
h.iixo do fogo das baleras, de um mofo mui feliz c
mni honroso : o Firebrand levou quatro balas, po-
inni felizmente sem perder ninguem.
3." O capilao Kina, do sitid, avisou-me que
urna terca coiisideravel dos Itussos que arliava-se
proxinva a cola-te (inlia-seaprnximado de Eupatnria.
Envici o firebrand e o /-'i'.s.vni*- a defender a ci-
dade, so |Hir acaso ella roses atacada. Mamlarci bo-
je mais dous navios.
6." As tropas franrezas e torras enviadas de Var-
na c ConstanHnopla pelo Amoor, ulcunoc Cijclops
c nn-*n* Iraiisportes sao esperados. Fustes navios
lem si lo retardados pelas ultimas brizas tecles do
nordeste.
Tenho a honra, etc.
Assignado.y. /'. D. Dunda', vico almirante.
Ao secretario du alnirantado.
(S. 527.1 Brilannia, a lisia do hatcha, no da 18
de outubro.
Senhor.
i." Pecc-lhcque informe ios lords commissarios
do almiranlado que as baleros de cerco dos exercilos
alliados romperam o fogo contra as obras rus-a*, ao
AMAZONAS.
Barra 10 de nnvemhro.
Confesso que estivo por alsuin lempo perptexo
sem saber como coinccar osla, que nao pode dei-
xar de ser massanle ; por que nesle mumlo de
esperanzas, n espirilo cnuio que, alguma* vezes,
fica eslagnad as novas sao de pouco ou nenhum
inlerc-se, c nlo se atina com o mclhodo de Iratar
das eousas.
Irei, portante, laucando nesta pasinn o que ter
acudindo no peiisameiite, nicamente para nao ficar
em falla para com Vine, a quem com loda a fran-
queza peco mil desculpas pelas vezes que tenho
sid i omisso. Uasla de cavaco : na poca actual os
poiilirot nao dio cavacu nada.
Que inlorcsse pode ter Vine, em saber se o ro
va-a, ou se cuche ? e lem sido srande a vstsnle '!
se lera havido abundancia le gneros alimenticios:
se o preco |iorquc se reputara no mercado lie alio
ou baixo, ou mesmo cxliorhilanle se o pobre em-
pregado publico que Ble tem quem Ihc reja a casa,
v-su n^ neceseidoile da pagar ">*'.)00 por nina ar-
roba de pirainiii secco; :1920o por 3|4 de um alqueire
de feriaba sollrivelmeiite in ; 320 ris por urna libra
de pessimn caf ; jOO'j por um frasco de miinleiga
de ovos de tarlaruca '.'
Que importa (a quem lem in carne verde a 120
re* a libra) saber quo aqui iijo se echa a venda
nina pitada de teijao .' que na Ierra das madeiras,
se fosse indispensavcl a|irescutar para salvar um
infeliz das garras da inqnisiclo, una ouduas tahuas
de i|ual(|uer madeira ain ia que tesse de cedro,
que ailara as dntlae fluoluandopelo rio abaixo'. nao
ee encontrara ama st que pode importar e quera
vive na opulencia, no centro ibis b.-ilos circuios a
sorte ilo pobre fuuccionario publico daqui'.' Nada,
certanienle, pode inlercssar-lhe.
l;etizmeiile. essvlsa este estado de cousat :
1. A esperanza de ura I o lua risonho ; 2.", o
exccllcnle administrador que lem lito a provincia,
o qual se mais nao faz lie porque nao pode : nao
Ihc faltara bous desejos, prudencia, raro lino ad-
ministrativo c uo vulgar illu*trarao ; 3., a ndole
paeiuea c deefnieressade dos iabitautes, que ludo
snlTreiu para nao ser causa de desgoslo ; e se por
excepcao do regra apparecc urna ou oulra infracc,5o
ao principio geral, indague-se a origem que he es-
Irauha.
A claria provincial vai indo com prospecte de
um futuro animador, se nao apparecer algum des-
mancho. 0 Xicln, um dos leitorcs all emprega-
dos, he hornera de maneiras bruscas, mas he iuega-
vel que ojie sabe mais do seu oflicio, por exemplo,
do que muitus que se.inculcara n-uilu, o sao... sao...
por exemplo barbeiro com achaque de carpiuleirn,
pedreiro com mana de ftrrciro, cnc'adernador com
;. mptomas de calafate, etc.
Pelo vapor paseado, por eslar ausenle desta ci-
dade, nao Ihe diste nada relativamente a chegada de
un* AUcmacs que vierara desde a curte em com-
panliia do conde Roswadow*ki, que *e acha resti-
tuido no Amazonas; agora porm dir-lhe-bei o
seguinte, que, lalvez pelo laconismo pareen ofTtndcr
a elauem: juru-lbo nao ser esta aminha iuten^ao.
e I ou 15 qne aqui chegaram, a excepcao de uns
tres 011 quatro. os mais sao mesmo muito bons
para o que tito..... Nao acreditara de maneira
alguma os estercut do conde! Este Sr. est agora
niethor que nuncahe director das ubrat, e por
isso considerado cnguiihciro em comrai-sao acliva,
e lena das vanlasens qoe como lal percebe, lera
mai- :2))-"!.!) meiisalniente pelo ministerio dn im-
perio : merece ainda inait. Eu conlentava-me so-
mente com esta ralilicacao, para fazer ludo quanto
rae urdenassem relalivamenle obras publicasSi-
tie ri Das nossas fronleirat nada consla que altere o
socego de que sempre teem cozado. Apenas no Ric
lirauco continuara as desiiitclligencias entre o le-
nenle-coronel Santiago, coinmaudaulc do forle de
S. Joaquiui e o administrador das fazendas naci-
nao-. Se eu livesse vote nos negocios administra-
tivos, seria de opiniao que ambos deviam ileixar
os einpregos : isto he fcil de conceber-ee, mas onde
adiar quera os substitu? parecer milite eslraoha
uina tul pcrgunla ; o faci be que nlo vejo quem
para alli posea ir, que promella servir com a ido-
ncidade que convem.
A tosse convulsa, a que eerslmenlc se chama
losse de guarihalem perseguido muito as criancas
nesta cidade, s quaes se nao applica medicamento
algum dos que podera combater a maior terca deesa
moleslin, porque nao ha aqui urna botica que os te-
lilla : .lia uns 16 medicamentos perlenccnlcs a fazen-
da nacional, inclusive fio.* e esponjas '. O que ainda
vale as vezes he a boa vontade cora que um 011 ou-
lro que seappeilidahomeopalha;e que acertando
e erraudo), vai mpinsindo alcumas dnses, que nao
sao de tedn ms porque nuda rustam. Ila quem
seja retn medicamentos, para uo dar que fazer aos me-
dios, padres o enveirns.
De oorln lempo para c lera apparecido aqui o
Repblica, era alguns nmeros dos quaes urna Iri-
pera que aqui ha, c quo he por demais conhocida,
tem mandado publicar urnas carias nogenlas, as-
querosas, o s dignas de seus mimosos autores. A'
sen tempo, Dos Ihes dar boa recompensa.
O capitn llr. Gurjao sesuio a 21 do raez prxi-
mo pastado para a Ironteira de Marahilanas, vai re-
galando-se cm nina p.'queua canoa, que, dia e noi-
le gastar ura mez para clieaar, no seu destino.
fia das mnrreii o ultimo hoisinho que havia, o
l.io ns amantes de carne verde em sitio!
A seiuranou individual be aqui cuma em parle
alguma alguma de polica, nao ligura na cstatislica crimi-
nal faci algum desee* qne revelara a malvadcza a
quo o linmcm pode redu/ir-se.
Um 011 nutro assassinato originado por duas cau-
sis nicas, /oos e agurdenle.
Ha pouco* dias um Indio pescando com ouirn era
urna monesra, leve rixa rom seu conipanheiro. e
cm desterro lancou-liic o arpto que o varn, resul-
tando loen a murle do oulro. Isto leve lugar era
Uanaeapur.
Conste que por lodo o mez de dezeniiiro rhegarao
aqui uns iO colonos, com que a companhia de na-
\usarlo do Amazonas pretende fundar a primeira
ilas colonias. Dos Iraca a salvamento esees nossos
irnians, pira lanearcm a primeira (emente de pros-
peridade dosis vasta e fecunda provincia,
J me tenho excedido um pouco ; perdao.
Sou com loda a reverencia. o. c.
[Tres de .Vate.)
----------"H?**--------
r e ltimamente o Allo-Mearim os aborgenes dn
regio bandada por estes dous ros e seus nflluenles,
assim como pelo Grojahu, sobre que esl asseuta-
da a villa da Chapada, acham-se mcio civilisados,
em rallo da rommiinicacao e relacocs commercines,
que cntrefem rnmiinsco; e he cora v*tas de adan-
lar cssa meia civdisacau que a anminislracao actual
tem temado urna serie de medidas, de que e*las sao
romo o complemonio. Assim he que vimo-la fun-
dar as missoes dos ludios, que se apresenlavam nos
poyondos a pedir paz c vveres, orsanisar as enmpa-
nliias de Iralialliadores indios da Barra do Corda, e
agora is director.as esperiaes, do que tratamos.
Releva observar que nao be s o conlnclo comnos-
co que lera operado e*a lal qual cultura no indio
bronco, mas tambera a dura lei dn necessidnde, que
obrign o homem a viver. seja qual ter a sluac.lo cm
que so encontr. Cada vez ma* circunscripto e a-
perlado em seus bosques pelas invasoes da civilisa-
cao, o selvagem V-se romo tercado a Irocar a vida
errante, queja nlo pode enlreler, pela social, que
de lodos oslados se Ihe aprsente. Comeen a faltar-
Ole o campo necssario para .1 primeira, por isso ac-
ceila sem riiflirulilndc a segunda.
Esla transicao da barbaria para a civilisaciln, 011
esla risposir;li) para a vida social, revela-sc prncipal-
mente nos aborgenes daquellas paragens, pelo -
hanriono quasi cx|)uiitaneu e gradual dos habites da
vida errante, pelo conliecimentn e uso frequente das
transaccoes cimunerciaes, pelos Irabalbos com elles
cmpreheii'lidns pelas autoridades locacs, e ainda por
simples p-ifticulares, como a abertura de tengas es-
tradas e outros, pela pralira, enifim, que vio adqui-
rindii de nossa lingua e coslumes.
O commerco do oleo, que fazem os regaloes, lia
cousa de bem poucos annus, com os Indios dn Alio-
Pindar, adquire rada vez raais expanslo e impor-
tancia; pois queja daoenlrada nesta capital mais
de cem pipas de oleo daquella procedencia, cujo va-
lor anda por uns 50:000g000 rs. A estrada da Bar-
ra do Corda para a villa da Chapada rom 20 leguas
de extensan, aborta sol a direccao do ex-juiz de di-
reilo da enmarca riesle nomo, o Dr. Pulyrarpo Lo-
pes de Lelo, 1 troco de vveres e brindes dados aos
ludios du Alto-Meariin e Ailu-tirajahu, he, alem de
aulras, um recente documente dn Irabalho indgena,
que bem resularisadu deve cortamente lornar-se
muiln mais pruduclivo.
As inslrucces, que acompanhaTn as mencionadas
portarlas, tem por principal objeclo regular as tran-
sarcOes commerciaes e a focacao de servicos dos lu-
dios, em ordem a evitar a fraude, que possa ser con-
tra elles exercida ; prevenir loda c qualquer violen-
cia, que, feila era seas pessoas, devn concorrer pn-
ra desgosla-lns do estado social : e providenciar so-
bre a abertura de estradas de ninas para nutra* di-
rectoras, 110 intuito de eslabeleccr nma communica-
co permanente enlre ella*, le modo que possam te-
das com facilidade prender-se a umcenlrncomraun.
Consideradas em rolarlo as poderosas linbas de
agua, que as perenrrem, essas sele directoras com-
prchendrm primeiro, os Indios, que habitan) as tr-
ras do Allo-Piidar e seus continentes ; segundo, os
que habitam as do Allo-Mearim e seus confluente*,
com exclusiiu das tribus de Guajairas das visinhau-
0.1* dn Corda, que devem consiituir as companhias
de trabalhadores; lerceiro, ns que habilam as do Al-
lo-Grajabn ; qnarlo, riualmenlc os que habitara as
rio Alto-Itapucnri ede seu confluente o Alpercalas.
He de cerio ampio o espaco, que abrangem taes esla-
belecimentos, porque o he lambem o territorio em
que se acham disseminadas as diversas tribus, de
que se devem elles cnmpr, como Carags Mano-
jos, Caracal; s, Canellas, Malteiros ele, e nlo era
possivel admillir subdivises onde a populacho he lo
rara.
A colonisaco indgena, que o governo provincial
assim se esteran para desenvolver enlre mis, pode,
convenientemente dirigida e amostrada, supprir at
corlo pontea falla de bracos que sentimos, e ser-nos
de grande nlilidade para a realisaco de cerlos me-
Ihoramentes malcriaes, como estradas, poni-, ca-
naes, e outros. A experiencia, e com especialidade
a desles ltimos lempos, tem demonstrado que o
Indio mcio domesticado de nossos serlcs be assaz
proprio para estese outros Irabulbos. anlogos a sua
iiilelligcucia, sem excluir os da mosma agricultura,
feila a niodotlo pniz.
Quaiidn esta especie de colonos nao devessem ser
emprcuadus sena nos melhoramenlns rie que falla-
mos, e na extraccao do oteo de cupahyba, cuja pro-
cura be tamanhn, ja isso seria lima inconlcslavcl
vantasem para a provincia ; quanto mais quo podem
ser tambera applicados esta provcilo cultura da
Ierra, a criacao do gado vaceum e cavallar, a pesca,
a tripolacao einbarcaccs e outros raisteres, que dei-
xamns de especificar. Esle elemento de populacao,
que nos olieron1 o paiz, e que liuhamos quasi rmslo
em total e-iiiieoimoiilo, em quanto contavamos com
a einigracao foreads da frica, be na presente qua-
dra um recurso verdndeirnmentc precioso, por isso.
que leudo cessado o trafico, anda senao estabeleceu
para c nma correnle de emigracao europea pro-
porcional a neces-iila lo, que experimentamos de co-
lonos.
O estabelecimenlo das directoras especiacs deve
necessnriaiuente concorrer para o progresso da culo-
nisncAo indgena, poi* que leude u melhorar a sorle
dos Indio*, collocaiirio-os subas vistas immediatas rie
directores, que residen) enlre elles, o enlendam por
conseguinte como convem, na ba ecouoinia c con-
servaran dos ncleos colnnisariorcs ou aldeiamentos.
tanto as presentes iuslriteros, como o regulainento,
que crenu o corpa do trabalhadores indios tem a
dupla,vanlaaemde promover civilisajau dus abori-
gnes, e le contribuir ao inesmo lempo pnradutara
provincia de boas vas de cumraunicacao terreslret.
O dcsenvolviinenlo da colonisaco indgena, que
permaneceu lauto lempo parausado pela cauta, que
aponanlo*, he boje para us nina uccessidade quasi
lo imperiosa, como o da mesma colonisaco euro-
pea, aliento uo -o a falla, que lomos de bracos, mas
lambem a di-po-icao ,.ira a vida social, que se nota
nos Indios das paragens mencionadas, e ainda de Oti-
lia*, como o valle do Gurupy, onde sern provavel-
mente estnhelecirias iguaes directoras, logo que seja
possivel. Assim ns bem entendidos e perseverantes
esteraos, que fazo g nenio provincial para conse-
cuir esle desidertum, devem ser afinal cornados de
feliz resultado, como tudo iuduz a rier, por isso que
elle*so ajustara cometa boa disposicao do indgena,
sobre cslarcm em perfeila harmona com s exigen-
cias de nossa actual situacao industrial.
rao ser razoaveis, e scaunrin o costumeda trra; cum-
prndo que taes contrates nao execriam o prazo de
um atino, nao sejam renovados tem consenlimenlo
sen, c nao sejam feilos senao com pessoas de rero-
nbecida mnralidarie e incapazes de engaar os Indios,
faltando as suas promessas.
3.n Apenas celebrarcm estes contrates, nSo s-
menle ns submelleran, por copia, i approvaro do
presidente da provincia, como lambem vigiaran
pela sua estra e religiosa observnnci, inquirindo
se ns clausulas sao puntualmente cumpridas, se os
Indins sao hem Untados as casas e fazendas da
pessoas, que aluaarem seus servicos, e se delles se
exige um Irabalho excessivo, superior ussuas tercas
c habites.
Verificada que seja qualquer rieslas .ciroom-
Innens procedern iminerihla rescisao dos con-
tratos.
4.a Nao consentirao de maneira alguma que os
rccatc! ou oulras quae-quer pessoas levem com*igo
para lora das aldeias n* muflieres e filhos dos Indios,
cm presando para esse fim os meios da sedcelo ou
rapio ; cumprindo-lhes, cm taes eisos, afim ile im-
pedir que lenliam lucar sonielliaiites oecurrencias,
empregar a forra, se necessaro ter, bem como ex-
pulsar para tem dos dielrieles de sun jurisdiccao, e
al remetler presos autoridades policiae* da fre-
euezia de Mmico. na formn dos 5)j 10 e 11 do regn-
bimcnlo de 2i dejiilbude 1815. tanto as pessoas
convictas de serirtela 00 rnplo, como os turbulentos
c rizosos, que nao forem Indios.
5.a Faro reunir em nldeiamentos regulares c em
arade escala as pequeas aldeias, que jazcm disse-
minadas pelas margens rio rio, c os Indios que an-
darein dispersos; assim como procurarn alliahir
para ns referidos aldeiamentos os Indios selvagens,
quo vivem cmhrenhailos pelas mallas, e centrns rie
suas direrforias, aldearios 011 errantes.
6." Cuidarlo desde j, e com lodo o empenho. na
abertura de estradas* que proporcionen! urna com-
municacan fcil e enmmoda rie urnas directoras para
oulra*, nl rhegar freguczin de Monrao, que be e
deve servir ainda por muiln lempo de cenlro com-
mercial s referidas directoras.
7.a As eslradas serlo aberlas pelos Indios sol a
nspeccao dos riirerlores parciaes, o lerln, pelo me-
nos. 10 palmos rie tersura, sendo bem limpas c des-
locariat, de sorte que proporcionen) fcil e commo-
(lo Iransilo aos patsageirus e cavallos rom cargas, e
evitndoos montes e lugares pantanosos, com quan-
to devam procurar ns margens do rio e pastar pelas
aldeias.
8.a Ap"nns Ibes terem entregues as prsenles
inslrucces remellerao n esla presidencia nma rela-
eo dos objeoios e instrumentos, que forem absolu-
tamente inditpensaveisao conveniente e regular an-
damento dos Irabalho- das estradas.
9." Concluidas as estradas, o que dever ter lu-
gar por lodo o auno prximo vindouro, communica-
rao a esla presidencia n exlensao de cada nma dellas
dentro dos limites do* seus respectivos ditlriclos,
afim rie que pottam ser-Ibes remellidns objectos pro-
prius para seren brindarlos os Indios cmprcga.los na
sua abertura.
a quanlia de 1008000 reis, e consla-me que salisfei-
lo com o resulta lo de suas riiligencas ja o manda-
va vir. Se assim for, e S. Exc. conseguir rolloca-lo
no lugar e.srolhirio, faz um bem aos habitantes doata
cidade.e eupre una das suas necessidarics. Quanlo a
a linini-lraco de S. Exc. be conciliadora, e com
islo tenho dito ludo. O chafe de pulira he reniten-
te cm nao conciliar com os criminosos, e os vai per-
seguindo sem piedarie, de sorte que nao os deixa
devanear n troxa, o por isso os crime* lera dimi-
nuido.
O secrelario da presidencia, depois rio susto que
leve com o apparerimenlo no corrcio de urna car-
ia, em que se dava a um oulro titulo rie secretaria
da presidencia, nada de nolavel ha sotTrido em sua
velha saude, c continua a roer o seu piorna secreta-
ria sem a menor ceremonia, e sem olTerecc-lo aos
enmaradas.
Di -inania nacional n.lo dou noticias porque nao
*ei se a temos na provincia ; pelo menos anda nao
he aqueonhecida a qualiriaile e a cor rio papel em
que serisetm os seutmappas! O escriv.lo nomeariopa-
ran nlfanricga, ebegou no ultimo vapor, cj esl -er
vindo de inspector. Elle encontrn para a poste seus
cntraves por causa da (ianea, que era preciso prestar,
c creio que, se elle nao lem procurado em sua che"
garia u I Ir. Oclaviano, que Ihe prnpnrcionou o* meios
de echar fiador, iuila hoje estara em disponibiliria-
dc, ou ja tera vollado pete mesmo caminho por on-
de veio.o que nlo deveria causara menor admiraran.
pnr isso que aqui ningoem o condece. Prtenlo,
nao ser mo que o inspector, que for Hornea lo, ve-
nhn munidu da competente li mea, para nlo pesiar
aqui pelos vexames porque passou o escrivlo.Te-
tilla concluido a caria do Gonzuga, e por isso pasto a,
noviriades, qne aqui temos. O juiz municipal e d'or-
phlos despachado para esle termo ainda nao he appa-
recido, e consta que nlo aceitar o lugar ; so assim
for, o Sr. ministro ria jusiica deve dar-lhe logo um
succetsor, porque esto lermo muilo hi soUrido* fal-
la do lim juiz letrado.
O l)r. Amaro ,na carreira que tomn da capitel,
quando ot amaveis da nsscmblca provincial o despe-
dirn), vcio pousar aqui, onde se lera conservado ,
porem agora tupponho que carreaar rom a trouxa,
por estar jogando as cristas com o lente coronel
Trajano Leocadio de Medeiros Mura, que consla, se
prepara para dar d'elle urna denuncia, peloque.gno-
ro ; porem posso alinin-ar-llie, qne seja qunl for o
motivo da denuncia, o lente coronel ha de sahir
com as barbas untadas, porque o Amaro tem folego
10.a Os directores parciaes se auxilinro mutua- de galo; l se avenham. O lenle coronel Antonio
menle, afim de que as presentes intlrucccs nn 011-
conlrem embarao na sua prompta e immediata
exeeuclo.
Palacio dn eoverno do Maranh.lo 6 de novembro
de 1854.Eduardo Olimpio Machado.Conforme.
Luiz Antonio Vieira da Silca, secrelario da pro-
vincia.
(O Obsercador.)
O presidente ria provincia rio Maranbao, leudo
em vista melhorar a sorle das diversas tribus de In-
dio*, que vacara pelo exlensu territorio la comarca
da Chapada, e oulras paragens, e usando ria allribui-
cii que Ihc confere o art. 2. do regulamenlo qne
bailen com o decreto 11. 420 de 2 de julho de 1815,
resolve o seguinte ;
Art. 1. Ficam creadas no territorio da comarca
da Chaparla e oulras paragens Ires directoras par-
ciaes de Indios, as quaes se formarlo de urna 011
mais naedes, sectiutln viverem sos ou reunidos.
Art. 2. A 1.' directora constara de ludios Maltei-
ros, dos quaes se acha urna pnrc,ona margemesquer-
dd do Moni un. enlre o Cocal Grande e o Ilez.erra,
oulra no Vico, margem csqueiria rio Ilapucur c
oulra na margem rio llores.
Arl. 3. A 2.' dos Indios Canellas, os quaes se a-
cham divididoi em Ires aldeins, sendo urna 110 cen-
tro do Alpercatat e as oulras as cabeceiras do Cor-
da, na Estiva o Sorra Branca ; e bem assim dos In-
dios Malteiros, que com os inesmos Lanillas vivem
reunidos.
Arl. 4. A 3.a dos Indios Gavios e Caracalys, que
se acham reunidos, e cxslinriu na margem esquerda
ilo rio Grajalui, ras iinmediaces ta villa da Cha-
pada.
Arl. 5. Era caria urna rieslas directora* bajera
um director parcial, que ser pe*soa qualificada, e
capaz de bem desempenbar o lugar, o residente no
dislricto.
Arl. 3, Os directores parciaes, no desempenbo de
seus deveres, se regularan nao somenle pelas dispo-
siees dd arl. !.> e sen* S> do regulamenlo, que bai-
xou com o decrete, n. 426, de 24 de julho de 1815,
como palas in-h noeo-, que Ib forem por esla pre-
sidencia nppurtiinainenle expedidas.
Palacio do governo do Maranbao 11) de outubro de
1851.Eduardo Olimpio Machado.Conforme.
Luir. Antonio "I ici-u da Silca, secretario ria pro-
vincia.
O presidente da provincia do Marantulo, lendo
cm viste tlar urna direccao regular e conveniente as
diversas aldeias ric Indios, que jazem tlissemiuadat
pelas margens du rio Pindare, c usando da attribui-
Co que Ihe confere o ait. 2. do regulamenlo, que
baixou com o decreto 11. 426 de2i de julho de 1815,
acerca tas inisset do calliequose e civiljsarlo dos
Indgenas, resolve o seguinte.
Arl. 1. Ficam creada* cm toda a exlcn>lo do rio
Pindar, coraoear da I-'azenda Caraacauca qua-
tro directora* parciaes de Indios, as quaes lerao por
limites os lugares abaixo designados.
Arl. 2. A primeira directora comecar! da fa-
zenda uCainacaoca, rio cima, al uina legua abai-
xo da CulouiaJnnuuriu.
Art. 3. A segunda ta coloniaJanuariaal a
aldeia denominada s Boa-Vistainclusive.
Art. 4. A lerceira desta aldeia al a riaSapu-
caainclusive.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PRNAMBUCO.
Rio Grande do Norte.
Cidade de S. Jos de Mipibu 29 de novembro.
Desejosn de cumprir a prnnicssa, que liz de dar-
lhe noticias desla provincia por torios os correios,
abr communicaco para lodos os pontos delta, e
apezar diste, e dos "sforrns que hei feitn, para que
os meus correspondentes sejam diligentes e minu-
ciosos, nao me bao dado ate o presente copie de si,
excepclo do da capitel o Gonzaga, que nesle
crrete me diste alguma coate do que por all se
passa. As noticias, que elle rae di, nlo slo de gran-
de monta, mas como Vmc. eiige queeu seja assiduo,
e nem sempre ha oecurrencias de grande importan-
cia, principalmente agora que a senhora concilia-
Clo vete por ludo em calmara vou por esle cr-
rete abrir com Vmc. minha cnrrespoiurencia. e dei-
lando o que por aqui ha occorrido para o ultimo
periodo desta, principalmente pela caria do Gonza-
ga, que pasto a copiar.
Amigo c Sr. A maior novidade, que por c te-
mos, ho n ricmsso ri'alfandega, quo cormpondu-se
de tres empregndos, inspector, escrivlo e escriptu-
rario, foram lodos despedidos por um s decrete,
sem que nelle se encontr urna s palarra de agra-
decimenlo, o que muilo se he reparado ; pois, se o
iuspector mi a mereca por ser empregado de re-
cente tlata, nao eslavam no mesmo caso os dous
companliciroc, que, pelo que dizcm, j linham pas-
sado nos einpregos mais rie vinle jnneiros ; pete que
se julgavam mereceriores de um oulro Iratamento ;
e contia-mt que nessa conviccao ee estao documen-
lando para se qucixnrcm ao governo do proprio go-
verno, no que Ihc acho toda razo. A muilos tenho
viste sentidos de taes demistOes ; porm creio que
ninguem mais to que os quo as sollreram, as tem
sentido, matemente o inspector que apezar de ter
com que se comprar os melcs, e rie ser' noviro no
lugar he u qoe mais chora e lamenta, nlo lano pe-
las saudades dn lugar, mas por nlo saber a oceupa-
caoquebade tlar a um burrin, que ha pouco ha-
va comprado para o conduzir reparticao ; por isso
que, querendo dispo-lo rom 30 de rebate, nao
achou quem oquizesse, lalvez pelo hoalo que o com-
padre Paredao (o corrcio da Ihesouraria) ha espa-
ntado ric trazar comsigo o tal burrin a infeliciriade
de quem o possue, tirmando-se para isso, segundo di-
zem-me, no facto rie serodonu demitlirio do lugar de
inspector, pouco depoisde o possuir, e quando menos
o esperava. Dos Ihc de resignaco e animo para
nao aburrecer a vida, que de presente deve ser mais
apreciadaque nutr'om, por cauta da felicidade que
nos ha de trazer a senhora ronclliaclo, que (antes
bens j ha teite no paiz, ou aos amigos da desuniera,
que he a mesma cousa.
Um dos nostos representantes, o Dr. Oclaviano,
aqui se aprcscolou no tlia 12 do correnle, sem baver
dito no cmara a que ia, c no dia seguinte enlrou
no exercioio rio carao rie procurador fiscal, que ex-
erce na Ihesouraria ric fazenria desla provincia, com
o que muilo se ha incommodado o Dr. Francisco de
Paula l.in- dus 1 miniarn. Pcixoto, que pelea* boas
ausenrias, qne d'elle fizera ao governo, no lempo
quo interinamente exerceuo pro.lito carao, centava
passar de interino a ffecltvo ; cheaanrio sua zanga
a ponte ric andar pensativo, c tlar|salisfardcs a quan-
tos enrontra pelu leslemunho, que Ihe levanlaram
o que eu creio : u tal mncinbo-rios Guiparles he
incapaz de fazer mal um eao/.inbo sendo seu
eo o oura, e Ihe d nrrepeudimento de suas cul-
pas que, pelo que riizem e consta dos autos, nao tio
poucas !
Ja que Tallei na Ihciourara nlo Ihe (levo ocultar,
que as cousa* por alli atidain um pouco torva. Os
empregados, qaa esto ligados ao inspector por al-
guma razflo, ainda mesmo particular, gozam. de te-
Basilio Kibeiro Danlas he a favor do Amaro, e lem
razu, porque, alm da anl i ana misado, que ns lisa va ha
do novo entre ellas namoro, por causa, diz o Manca-
boira,de urna fiauca que um d'ellcs prestou ao oulro;
eu nlo sei qual he d'elleso a flaneado, mas avalio que
ser o Dr., pois.como homem de ledras, que he, nlo
ralie cm nlinneur a nincuem, para nao se expor ser
regeilado; nao por falla rie bens, porqueninguem os
tem mais do que elle deseja, mas por causa de cor-
las ninas proprias de Ierra pequea, onde lodos se
conhecem, e ludo so sabe, e aqui para nos, te esli-
vewe lio limpo le culpa-, como esl de bens, ja hn
moila estara no Reino da Gloria, inlercedendo por
aquelles que o fnvorereram nesle mando ; com o que
ficaria o escrivlo Arantes lvre dos sustos e calabri-
es, que sent sempre qne ouve pronunciar o nomc do
Dr. Amaro, nlo porque o nome seja feio, mas por
causa de urna beijoca, que o Dr. protesten dar-lhe
destlc riezembrn de 1852; ora, o escrivo, que j he
velho, nao quer namoros com o tal Dr. : e por- isso,
estremece sempre que ouve o lal nome, recejando
que elle nnqneira cumprir a promessa, nlo obstan-
te mohecer que elle nao he dos quo costara rie cum-
prir com o que promcltem.
A no*sa municipnliriarie, que olr'orn era a maii
rica da provincia, hoje com creaean ria villa de Pa-
pari, he a mais neces-itada, pela razo de ler, por
a morle ; burlada a empreza nesse da, riisse em
grites o malvado Francisco Bernardo: ji paz os
olhos em Firminoe Firmo ; j os eonheci ; de hoje
em rilante pn.|era-*e chamar dcfunlos. E rie cerlo,
no -fciiinieilia foram assaisinados !1 '
Se porgnnlarem a polica quaes os individuos
que rompan-rain a tropa nesta diligencia inquitito-
rial, ella procurar fjcluir ot criminosos, menoi o
Florencio da Cot,, porque foi morlo, mas lodos
sahem, porque iodos viram o Fructuoso, criminoso
pelo assassmaio do infeliz Gafdino Hibeiro Bersa,
Francisco Bernardo, ele.
Eu quizera que tn lirassem esle protestos ; por-
que 011 o delegado havia de soffrer ai penas que
por tantos crimes lem merecido; ou se havia de ta-
par o mundo com o dedo, e llcariam lodos sihenrio
que urna lal ahsolvicao nao linha porii o a-senti-
menlo do publico. Mas ludo he baldado ; a poli-
ca ronca cm seu 'profundo sorano, islo be, para
nunca mais acordar!
Dizem-me que ubicho prelo, de qne Ihe fal-
lei na minha ultima, applrecera de novo, e sdmi-
rando-mc eu desla reappariclo, disse-me o Pragana
que o lucho era encantado, que tinha a vlrtude da
; ""f'x' aue Por 9' reproduzia. Como o bicho (em
boa ndole e niooflende a pesioa alguma. nao me da
canceira que elle appareca muitai zes.
Com loda as veras, Ihe desoja boa laude e ludo
bom, o teu amigo /t
Paralaba.
Maraanguape 1.a de dezembre.
Vinteniamos >cm duvida o nosso espirite,fazemos
um eiforco lobre o nosso phiiico escrevendo-lhe es-
tas poucas linbas, porque, bavendn tolTrido ltima-
mente alguna dial de febres intermitientes, mole-liet
endmicas desles lugares, acabamos d fazer para
servir a um amigo, at ra/.nes finaes de um proeesto
civil e complicariissimo.rias quaes dependa a decitao
tln pleito ; e nlo fnzendo nos prolis-lo rie advogedo,
defam-nns ellas um immrnin Irabalho, e deixnram a
pa**.i dbil inriividualidade extenuada, e quasi ex-
nime ; mas contemplamos e adherindo ao secuinie
pensamenlodo que Horacio eicreveu em urna dai tuos
odes, tymboliando a conslaucia e a amizade.
Si fractu' Utabatar orbis
Impai iduin ferien! ruina
peniamenfo que aflagames e pplicamos totloi os
nossos deveres, vamos com lodo o sacrificio enriiml-
nher-lhe esla, afDrmando-lhe que uso Ihe wcrevo-
mos pelo estafeta passado por nao eer iMtrnananainle
possivel.
Ante-rio irme* ariianle precisamos fazer tima recli-
ficacle. filo nos imprtenles que 1101 nostot escrip-
loi venham Irocadilhot rie lellrm, que nada lignitl-
quem, porque eslaoriu ao alcance do leitor ornis
iciolo conhecer o engao c emenda-lo, nao nos vem
riahi nenhum inconveniente, principalmentee alen-
riermot que ordinariamente nao passamos limpo os
nossos aulographos, e temos urna tarhygraphia um
pouco dilDcil, mai quando taes trucadilhoi lo as
palavrai e detvirluam inleirmnenle o lenlido da ex-
pretsn, dando a entender o contrario do que livernos
em mira, constela Vmc. que a bem do nosso eredilo
reclamemos, sempre que hnoverem semilhiiiles quis
pro quot; bem como agora o fazemos, por (er sido
inserto na primeira columna da nussa corresponden-
cia ultima, nlo em balde, quando distemos
mis em balde.
Navegamos por equi no mar du interinidades
juiz, delegado, subdelegado, cmara,vigaro, guarda
nacional e oulros muilos empregos que vivem na
republira das pelitet chotet, slo ejercidos pelos que
servem no caso tle neceisidade, como diste o seu dig-
no correspondente da capitel : hoje. que est rem-
ullendo que a* laes provitoriedadei slu males reaes,
que redcclem visivcltnenle sobre a sociedade ; hoje,
qne sabo-se que sao elles ver I nleiros contagios Ma-
lficos, que torturara e enfermara a populacto, fcil
be ver o nosso deploravel estado.
Ha muilo que o delegado e o subdelegado nao ei-
ercem os seui lugares, c para mis. com luhejas ra-
zos, vista di poltica libia, reprovaria e at crimi-
nosa qne se lem lido para com este municipio, a pon-
te dos homens mais honeste*, de precedentes mais
honroso*, dnquelles que teem presta rio servicos rele-
vantes, e tle quem em apuros o governo lera neeet-
tidade de procura-las, ter-se afeitado da gerencia dos
negocios pblicos, rcmetlendo-se a um eaoismocal-
culado, urgido pela lei imperiosa ila necesidade, at
que as molas da publica administracao deixcm rio
ser enlorpecirias, e se dessipem ot clculos, que
iuterestes individuaes veem malmenle nocondemna-
do principio do Igi'iet faire el laitter patn, appli-
cAdo a poltica. Nlo proseguiremos, nao diremos
por ora tudo, pois que alimentando e librando nos-
sas riperanras no Exm. Sr. presidente, qoe no curto
periodo da sua Ilustrada, administracao no lem li-
uma deliberarn d'asscmbtea provincial passado ser I00 estril para com este municipio, confiamos no be-
palrmonio d'aquella inuniciralidade o que era d,ea-rn.e'n,1nl0Juiz munic'Pal n*?? 'f0 Sr. Dr. Sebes-
... [tilo do llego, que como ja tintemos, sera o nosso
la, rietpindo assim a nina para vestir a outra. A nos- .-.i.a.:. .,.....i---------.-',.:.._ .uTTz... ,
sa mumcipalidatle purera nlo se accommodou com 0
uecocio, equeixou se no enverno imperial, que al o
presente nenhuma decisslo den, 110 cnlanlo, ella es-
l solfremlo precissoes e sendo vexadn por seus cre-
ilorcs, queja nlo querem esperar pela rtsposta do gn.
vernn ; e creio que isso a tem feilo esquecer-sc de
si e dos seus municipes; osverendores ja nao so re-
nen) em numero suflicienle para deliberar ; o se-
crelario nao he ponlual, nem mesmo em fazer as ac-
tas para elles assignarcm em nas casas ; o fiscal nao
faz correiedes ; o procurador queixa-se rie nlo ler o
que procurar, a nlo ser os vorcadores para as ordina-
rias; o porleiro ji nlo leva 1 chave para cata ; em fim
s se falla nesta cidade a cmara municipal, quando
nos vem ri.is tabernas, embruthando o sabio, a man-
leiga etc. algumas folhas do seu rodigu de posturas.
Para abertura ric correspondencia ja lenho sido mui
extenso, por tanto aqui paro prometiendo ser fre-
quente d'ura em riianle. He natural, que logo que
este for publicarla, que muilos juizos se faeam para
conbecer-me, c para que nao recaa a culp.em quem
nlo a lenha, eu adianlo-meem de,zer Ibes que o tea
correspondente son eu me*rao, aquelle que quando
nao sabe este cm casa ; quanrio, liarme nao esta ec-
corriailo ; e quanrio falla, nlo est callado ; com es-
sci dados todos me poderlo conhecer sem maito tra-
hallio.e se nttim nao a conlecer, nrulpa nao heminha
que para maior certeza, descjando-lhes saude e co-
bres, se assigna o Homem dos gatos.
Goianiiinha 3dc novembro.
Ns que ltimamente Ihe escrevi, dei a noticia tle
ler estado nesta villa o njudanlo Moretea, o qual
inauaurou a queda ilo actual ra Historio, o que suc-
edera, o mais lardar, pela la noca ; lal inausura-
C*o grnngroo-llie o epteto doprofeta da la noca.
L se foi a poca da sondada o suspirada queda
ministerial e, nada de novo ; e os que o ouvam,
romo os peixes a Santo Antonio, e'que sobremodo
*e alegraram com n propliecia, anriam cabis-bnixo,
por nao verem realisada a prediclo Gorou a pro-
pliecia do prophea em brochura.
Ate boje nao se liraram ot procesaos pelas morles
3ue tem havido as diligencias da polica lie muiln
ormir Emboscnu-se o delegado com sua tropa
no camioho das Lages c saliirain chumbados l'irtni-
das rs inmunidades; sao assiduos,bonlos, ialelligsji- Cercou o delegado a-Severino Paes, equebrou
tes ele ; porem os que nlo teem aquella dita, sao
maos, relaxados, insubordinados, c leem ludo quan-
to be mao, e para prova disso eu vou conlir-lbe
nma historia, purera desojo,que me guarda segreriu ;
pois nao quero chamar contra mira os odios dos
sucios, o* quaes contrarios na emisario do inspector,
que carrega proa de veleulao, sao capaz-js de me
crurficarem, nuca. O carlornrio daquella repar-
ticao, como he com-cunhariu do inspector, poucas
vezes vai a reparlrao, e o pouco lempo, quo nclla
se demora, emprega-o em andar tle urna para oulra
-ala a cnnlnr a- f.ic.inb i-, <|iie ha feilo un enea dus
papagaios e jacus, cm que emprega a maior parle
do lempo ; poi* no archivo, se archivo se pode cha-
mar nma porfo de papis, que assonlham um quar-
lo, su vai qu.Hido Ihe dan algum papel i guardar ; o
dos n'ura cavallo ; e sobre este processo polica
ilormc para tlormir. isto he, para nunca mais acor-
dar O mesmn tlelegaite embusenuse perlo da
casa de l'e Iro Prazere*. e tiesta vez foi assassinado
um filho menor do mesmn, e baleario oulro lambem
menor ; mas a polica al boje durme para dor-
mir, islo he, para nunca mais acordar!
Oulm tropa rie emboscada, a*sassinou a Firmiuo
c Firmo, tirando tambera assassinado u Florencio da
Cosa, e a polieia ainda darme para dormir, isto he,
para nunca mais acordar Nesta tropa entraran) 3
criminosos rie morle, o Florencio, o Fructuoso, e
Francisco Bernurllo, c o que faz a polica ? Est
dorminrin para dormir, islo he, para nunca mais
acordar
verdadeiro santelmo em lio Iriste siloaclo; rieixando
espira rie pdr em relevo e patente o qoarire lgubre e
luiuuso a que nos tem reducido a descreoca e o in-
ilifTerenlismn.
Exprimindo-nos desta maneira nlo inculpamos de
forma alguma aos Exm. Sr. commendarior Frederico
de Almeida, e Dr. Flavio, que tendo eslado por vezes
na administraclo da provincia, nao teem remediado
aos nossos males, sendo residentes nesle municipio:
ao lonco, he verdade, podem elle*ser mui bem ful-
minados, par quera nSo ol ver a par dos fados oc-
curridot, mas quem aouber dai miseriii havidas os
justificar, visto como do alio seriam averhudoi de
tuspeitos e de parciaes, e a nossa sorle lal vez fosse
empeorada.
Chegaram, neste momento equi aos convites do
Exm. Sr. presidente, convocando i algum proprie-
tsros desto municipio, para atslirem no palacio de
governo no dia 2 de dezemhro a urna reunan, pare
li atarem do estabelecimenlo do om banco de decen-
io nesta provincia.
He iem duvida este ame idea lio momenlosa, e
de resultados lio vanlajosos a lorias as clanes da so-
ciedade, que deve merecer o concurto e mesmo sa-
crificios de lodosos cidadlot, em cojos corar,es bor-
balham lenlimenlos patriticos ; e fezemos votoi aos
cees pelo seu Magamente.
Accrescer as forjas productiva das sociedades, e
assim a prodcelo, tem eidu huje objectos da maior
solicilude dos economistai; c entre os meios genes
que a elles leem suggeiido para chegar-se a aquelle
desidertum, figura a iiisliluiflo decredito, que ope-
ra incalculaveis vantagens por meio doe bancos, j
cenlralisando OS capilaet, j pondo em circulacAo o
numerario deponivel, mobilisando a moeda valores
e-li.inbas, creaudo-os fecliclos, acorocoando grandes
empretas, e em llm produzindo oulras mullas utili-
dades, que >lo tenles perennes de abundantes rique-
zas, A Ibroria e a pralica congraiain-se nrsle ponto
para authenlicar a verdade destes.principioi: ahi
lomos a superianriade da Inglaterra sobre a Franca,
desla sobre 1 Allemanha e Italia, etc., etc., devido
ludo a maior ou menor inlervenflo dos meios que a
razio Ilustrada tem previste como 01 mais asados
para promoverem a pnuperidade e bem esler dos
pava* ; entrando na el,is-e desses m 'iris, donde devem
resollar tantos beneficios 01 bancui. Cumpre-not
agora saber se sera exequivel entro not saineteante
insiiluico.e arala que nao lenhamos feil'u esludo al-
gum respeilo, sentimos dzer que no* parece, epri-
meira vista, que por ora elle nlo lera esilo.
l'riraoiramei.te duvidamo; da existencia de capi-
lao* rii.pon 1 os, que possam formar os fundoi tJut
bancos; depois, quando elles ciisfam as perseas
ttl# t II1IIIUMW HH.l HMl .> \, Ollllllllll VIIUI IIIMIIM 1 II lili" --------------------I--------1 ~\ ------------------- "-----""---- ------- C "~"
no Nery e Pedro de (til, que vinham ambas monta dos capitalistas, vamos encontrar bices diOleeis a
Arl. 5. A quarla ilaSapucaia al as aldeias dos
Manojos.
Arl. Em cada uina .las directoras cima de- S""" ">>j" compadre, oceupa-se
correio, porque outr'ora foi socio rio inspector, se-
IVaranha'o 9 de novembro.
Directora parciaes de Indios, ou eolonisanio in-
dgena.
O governo provincial acaba tle crear tete dircrlm-
M parciaes de ludios, sendo quatro cm toda a exlen-
sao do Alto-Pinriar riesle a fu/onda denominada
a Ciinacjora D al as aldeias dos Manajiis, e tres mi
territorio ria comarca ila Chapada c oulras paragens.
Estas rreaoes, feilas nos termos das duas porteras,
que vln transcriptas neste n. conjunclainenle com
as respectivas n.irue.cc-. lem |>or fim dar a direc-
Co conveniente Va aldeias e tribus riisseminadas por precos razoaveis.
signadas bavci ura director parcial, que sera pes-
soa rie qualidades proprias para o emprega e residen-
te no lugar.
Arl. 7. A jurisdiccao dos directores, dentro dos
limites, que ficam marradus, roinpreliender lorias
as pequenas alrieias de Indios, q.ie se encontrara lias
margenee centros rio rio Pindar.
Arl. 8. Os directores parciaes, no ricsempenlin de
seus deveres, se regularan nlo somenle pelas dis-
posices do arl. 2 e seus SS do regulamenlo rio 24
ile julho de 145, das quaes Ibes serio rcmetlirias
copias, como lambem pelas disposires, que se
contera as inalraetjOee aunexas e presente porta-
ra.
Palacio tln governo rio Maranbao (i tle novembro
rie 1854.Eduardo Olimpio Machado.Conforme.
/.i; Aulonio licita da Silca, secretario ria pro-
vincia.
I asir nenies a que. se refere a Portara desla dala,
e pelas quaes se derem regular M ejercicio dp
suas funceSa os directores parciaes por ella
creados.
I.e Os directores parciaes inlcruro nu commer-
co, qne fazem os recatees e unirs pessoas com ns
indio*, atilinte que n tn sejam ello* Iludidos c teza-
dos as Irocas il inercadorias, petes productos do
seu Irabalho, as quaes devcrlo ter por base valores c
aquellas divit&ei lerriloriaes, melliorando a sorte doi
Indios que as compem.
Ucpuis que comeQou a pnvoar-so o Baixo-PiuJu-
2. InlerrirCo ignalraenle nos contratos, que li-
zercm os (odios paia locat;ao ric seus servicos assim
cmanos ajustes dos respc'clivosjornaes, que deve-
nais > ni pnxar calo tle rede rie pescar, cm que se
emprega no lempo da safra quasi diariamente, to
que cm levar, otlicios, tle maneira que o servico tl'es-
(cs dous (lhas ila fortuna pesa sobre o pobre rio
continuo, que por ser cslranceiro, como ou, na
pbra-e dus hairristas, nao goza ta menor regala.
Alguma cousa mais ha na senhorn Ihesouraria, po-
rem por agora eontenle-ee com este hocadinho, pot
eu quero deixnr materia pura a seguinte.
O nosso juiz de ilireilo, Cosa Lobo, ja so vai a-
co*lumanriii rom o degredo ; pois o tenho vistu sa-
tisfeilo, c ilizcm-mc que ja declara, que se livesse
certeza tic que os senhores ministres se rsqurriam
d'elle, nianilava vir a Cimilia, e aqui esperara ou
um asseiilo em alg'iina das relaees, ou a hora era
que o Omnipotente o rhamasse a emitas.
O presidente ria provincia, o Sr. Dr. l'.i- -. nao
pudendo tratartlns seus melhorainentes malcriaes
por falla rio bollo e lusente metal, mas quereudo
deixnr nelln um monumeiilo, que indique aos vin-
riouros a epoen rie sun ariininistracao, promoveu, en-
tre os denotados pruviuciucs e os moradores da ca-
pital, urna subscriprao para a compra de um relo-
gio que pretende enllocar na torre da igreja rie
Ihe a cahecn com urna bengala, que s nao be c-
cele, porque lem casino c ponteira; a pobre miilber
ainda anda aparou as raaos alguraas enceladas, e a
senhora polica anda darme para dormir, islo
he, para nunca mais acordar !
O Pcreiras rojibam a casa de Luiz Moreira. to
presos, rnnl'e-sam o rouho, e para logo rio postes
em liberdarie, sem se escrever ao menos em forma
de processo aquellas palavrnhasAnno do nasci-
menlo de .V. ,tf. Jesui Chritlo: e o que he fcito
da polica '.' Etl dnrminrio para dormir, isto be,
para nunca mais arar.lar 1
Foi preso em Nova Cruz o escrivlo da subdele-
gara Joan Ignacio ri'Albuquerquc, pelo crime rie
falsidade commeltido com o primeiro supplenle Jos
Mara, jazu em prisSo inai de tlnus inczcs, estando
em ferros urna grande parle tiesto bimestre ; aquel-
lo Jos Mara s fui acensada de ter prendido a um
individu e rcmette-te para n provincia ta Parah-
ba, sobre o inventado ciinic tic lalsidade rien de
too/: so ambos erara compromistarhM no crime, por-
que a denuncia colllm o subdelega lo mo menco-
noo islo '.' e se n.lo eram, porque e-lcve preso, rie
ordem dn delegado por lano lempo.' Mas a poli-
ca s sabe tlormir para dormir, isto bv, paru nun-
ca mais acordar I
Alii este no Jarriira o criminoso de morle e des-
ertor Antonia Gil, gozando dos foros de homem pa-
cifico : e porque a polica nao ve islo ? Porque dor-
me para dormir, islo lie, para nunca mais acordar !
L est preso na capitel Francisco Paes Be/erra
desde julho riesle anuo, sera crime, porque leudo sido
processado pelo delegada por crime de roubo, o Dr.
promotor em sun prnmoclo responden, que non huma
pena devia ser imposta ao pre,o ; primeiro, porque
nao houve furto, e caso houvesse. au foi preso em
llagrante, nem houve queixa tln parle autora ; se-
gundo, porque nlo consla rio processo urna s tas
cirrunislancias requisitas n i legislarao criminal para*
se considerar crime tic rouho : no cnlanlo, onde ha
confisso ricrouholia soltura ; e onde nlo ha
rouho, ha processo, e mais pnsn !
Ha poneos das uina tropa do lermo de Bnaoei-
ras, pz um cerco no lugar lacinia, a aquelle Fran-
cisco Bernardo, e ah fui mortn. Que vergonha,
ou galardio para a polica tiesta infeliz Goiannuha
tervir-se rie um criminoso de morle, que be procu-
rado pela polica dos lugares limilrophes I
Agora, saiba e admire : un tlia 22 de outubro
aquello assassino Francisco Heante fez parte de
urna Iropa, qua sahio de Nova Cruz para prendera
Firmino e Firme : digo pamente, para prender ;
porque nao chegaram a malar as duas victimas,
Santo Antonio dos militares, concorrendu elle cun l que depois deserein vistas, poderam, fugindu, evitar
superar :em nossa Ierra nio existem capitaes disse-
minados, que (deixcm rie auferr lucros maii ou me-
nos crescidos ; os nossos propriclaros nao poisuem
essa inassu lo grande tle capital, que por si nlo pos-
sam riar-lhe empregoconveniente com vantagens su-
peiiores, e quando algum exisla, diflkil seogo im-
posiivelser conseguir que ellesdeixem de ser inbler-
railos : nio diremos como AecAerdisse do povo fran-
cs que ello linha um amor egoislico e inveterado
a riqueza metlica, mas he verdade ajee enlre nos
ha tendencias para ee arcomolnrem valoree moneta-
rios, e islo, unido a impericia dos capitalistas, mul-
los dos uaos ignoram inesmo o mecanismo ordina-
rio dai in*liluicet benos, a especie de desfavor
qne outros nllimenlam contra o sysleroa de eunfianra
fondados erorazfies dueas,e a urejuizos arraigados,
que precieam o> remedios do lempo e das luzes para
sercm extirpados, .termam um corpo de ra/.es que
nos convencen), que nlo be possivel por ora o esta-
belecimenlo rio banco prnjectado.
Nlo obstante eiiim pensarme, julgemos ds loda
ulliriarie a lenlaliva que vai proceder-te ; quando
menos, provocando o governo a crea;lorietemelhan-
le cstebelecimeiilo.di materia ao estado, a reflexlo,
respeilo. vao-se estes riesconfijnras e prejuizos mal
entendidos, riissipando-sa eaplanando-se o leritno
para que mais logo elle se funde, c nos prodigalise os
bens que soe libcralinr.
De lana excel leticia, lio grandiosa se nos an tu-
lla a itln to estabelecimenlo do banco, que ouize-
ramos ler tercas tle dimenses hercleas para auxili-
ar o luuvavel c digno empenho do Exm. Sr. pun-
iente, ruucurrendo para darse um pa,so gigante no
prngres'o da nos*a trra; mas terca he ceder a triste
verdade. Trala-se le questio de dinhriro e de con-
lianca, mbre que os ineslres da sciencia proclamara a
sua iiravidailc e delicadeza, e muila ves a ineficacia
dns principio*.
Tintamos vonlarie tle nos alongar, Iralando mais
largamente a materia, porm nao nos permute o uos-
so pc*simo eslatlo rie Miide.
Dous as-aisinafos liveram lugar no mez passatlo
na frcguezja do San-Miguel deslc municipio, Anto-
nio Cavnicanli. procurando requeslar amiilherde
Joan de Siqueira, surcedeii que a referida mulher,
rie accordo com o marido inlernaiee ao tal Cavalcan-
li no seu tugurio, para que mais fcil e perentoria-
mente pudesse obler plena saliifacclude lamanha ou-
sadia, o l deramlhe um repique de ha- lunaria* lio
ricamoroso. que no cabo de dous dia* Antonia Ca-
valcanti Iranspnz os umbrari ria elernidade ; c seu-
do recluso na povoaeao da Babia da Trairlo Jola rio
Siqncira, foi segundo consta clandestinamente posto
em liberdarie por Belisario da Bocha, medanle a
importancia ila dous cavaltes.
Foi lambem assassinado um infeliz humen), rujo
nome ignoramos, por um estrave rie Antonio da Cos-
ta Monleiro, o assassino acba-so preso : importuna-
mente. Ihe informaremos melhor respeilo.
O nosso .mercado nlo sollre tlilTerenca sensivel
depois ta ultima que Ihe esrrevemos, alm ria rafia
de generas cslrangeiroe para o consumo : alguis
eugcnliot teem pejarlo, e outroi etilo a concluir is
suas moagens ; e. tendu sopratlo um vente favoravel
no proco los assncares, os sgricultofVs aprestramos
em ajuslar as suas sfra, de sorte que hoje quasi o-
das ellas acham-se ventlida : a agurdenle conserva
nm prern excessivo ; e tendo havido pnuca safra por
couseguinte pouco niel, e lendo osle mesmo apro
veilado para as dislilac,ei desde o curaeco das

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DIARIO DE PERMMBUCO, QUINTA FIRA 7 DE OEZEMBRO DE 1851
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rooageiu, fcil he ver quo precoella ae elevar pelo
invern : os especuladores deven) approveilar o en-
tejo ;he negocio que nao falha.
Muil i falgamos com a apparicAo do nos*" collega
o Musir, correspondente da eidada de Souzao
Sertancjoque no sen at ini \propos promelleu-oos
tratar de objeclos tilo variados, seguindo o consellio
judicioso de foileau.
I oulez-eous du publir meriler les amours t
Sans cesse em eeritant variez vos discours
nos pois, nos congratulamos com tao distiucto raval-
lero pela sua brilhante estra, e Ihc desojamos um
porvir cheio de rouome, e que coneorra para que
mi.i Ierra medre e atlinja ao guio de engranderimen-
to de que ella he digna e nos cordialmenle Ihe de-
sejamos.
Amamos de veras e temos prcdilcrce* mu pro-
nunciadas pelos Serlanejo, e honramu-uos de contar
enlreclles amigos maidevotados,osquaesniaisdeuma
vez temos recobirfoprovasirrefragaveisde dadicacSo;
por is.o desejariainns proporcionar-lhes endientes de
beus, e applaudmos cnnlenles as snas venturas. Se
contagiemos ser atlendidoi por lo honrado corres-
pondenle, pediramos qno nao olvidasse o seu visinlio
o imprtame municipio do Pombal, credor de loda
roinuleracAo, e onde reside urna das malores notabi-
lidades dos noasn serles o lenle coronel JoSo
Danlas ele Oliveira, j que promelle transpor as suas
raas e esteuder-se a oulro municipio ; pois que es-
tamos profundamente convencidos que o sen eyri-
neu, o tonsurado alferes branles .nao ae nejara
prestar-llie seus oulcos tambem nesle proposito.
Vamos em breve s oossa caldas procurar reme-
dio paia ro-lalieleeer-nos completamente dos incom-
modnaque acabamos desoflrer.e por isso nao admre-
le Vale, que em nossa ausencia a nossa correspon-
dencia mude de estylo j confiamos por em quanlo
a sua red.iee.Vi a un amiga e por ella ficemos sendo
sompre o nico reiponsavet, acceilaudo lodosos proa
e precatcos quo possam resultar : ae nos fr admis-
sivel, donde eilivcnnos, Ihe escreveremos alguma
vez; e cmnossn regresso reassumiremos ao nosso pos-
to de honra.
Acceile por lim Vmc, as nossas saudosas despe-
didas, e os incensantes protestos quo fazemos da nos-
sa mas pura amlzado e reconhocimento.
O Ordeiro.

PERMvnrr.
JURY DO RECIFE.
4.' uni1 oraUaartai
DA 5.
/'residencia do Sr. Dr. Afanoel Clementiuo Car-
ntiro da Cunha.
Promotor o Sr. Dr. Antonio l.uiz Cavalennii de
Albuquerque.
Escrivao o Sr.Jnaquim Francisco de Paula Estevea
Clemente.
Advogado o Sr. Dr. Joaquim Elviro de Moraes
Carvalho.
Reo Jacob de Memlonca Hibeiro aecusado por
complicidade em crime de roubo.
As tO X horas da minhia feila a chamada acha-
rain-se presentes i i senhores jurados e fui aberla a
sesaao.
Foretn sorteados a aprasimenlo das p.irles para
julgamento da queslu os jurados seguinles:
Mannel da Silva Neves.
Jos1 Filippe Nery da Silva.
Jos Ilenrique Machado.
Joao Chrisoslomo Femandes Vianna.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
Jos Egydio FerrOira.
Antonio Ferrcira da A un iniciara i.
Florencio Uopiingues da Silva.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Joaquim Feliz Machado.
Antonio Jos dos Santos Servina.
Chrislovam Santiago de Oliveir.
Consta do libello da promoloria publica, que em
rasa iln reo pernoitara ara abril deslo anuo o Porlu-
guez padeiro Francisco Kibciro Tavares, que havia
rnuhado asen patr.to, e que demorando-se uessa ra-
sa dous dias, nao Ihe. fura dado pelo reo e Miguel
Fraterno Nunes Machado o objecto do roubo; e mais
que o reo Jacob devia conhecer* em razio da qualida-
de e ciudicjto do Porluguez Tavares, que o dinheiro
por elle muido era roitbado A promoloria susteu-
tou que os factos mencionados no libello estavam
provados com as pecas dos autos, e pedio a condem-
narAO d reo no grao medio, por nao so dar no caso
neuhuma circumstancia aggravnnle ou alteouanlo.
Declamo o roo em seu interrogatorio, que o Por-
luguez Tavare eslivera etn sua rasa, mas que elle
nao uccullara o dinheiro pelo Porluaucz trazido, nom
ao menos sabia que eslava em seu poder o dinheiro
que por elle sa diz rouhadn. Dis res Tora a sua casa procurando Miguel Fraterno, com
quem mora va elle, quede nada o iufnimara.
Disse o advogado da defeza que o reo nao devia
ser con demnado, porque nao havia occulla lo os ob-
jecto Irazidos pelo Portuguer. Tavares como se col-
lige das proprias pera dos autos, que quando mes-
mo houvesse o reo oecuitado o dinheiro do referido
Porluguez, a accusac.o era injusta, porque nao po-
da saber que fosse roubado o dinheiro em razSo da
qualidade da pessna que o linha.
O jury responden negativamente aos quisitss pro- r"!
postos e o reo foi absolvido.
O Sr. Dr. juiz de direito appellou da decsito do
jury.
A sessiio terminon as qualro horas da larde, e Coi
adiada para o da seguinle:
Deiiarain de serjulgados ao mesmo lempo os reos
Porlnguez Femandes por achar-se muilo doenlo,se-
gundo consta da participarlo do carcereiro que foi
junta aos'autos, acompanhada do alicatado do medi-
co da cadeia, e Miguel Fraterno por estar ausente.
REPARTI A O DA POLICA.
Parte do da 6 de dezemhro.
1 llin. e Etm. Sr.Participo a V. Eic. qne, das
dilTerenles parltciparocs hoje recebidas nesla rc-
parlcSo, consta que foram presos : a requaicSo do
depositario geral, o preto Americo, escravo de Fer-
nando Maranhense, sem declaracao di motivo ; pela
subdelegacia da freguezia da'S. Jos, a prela Joan-
no, escrava, para ser castigada, Mara Joaquina,
para rorrerejn, Filippo Liberato de Paula Aodrade,
por crime de ealupr.o, os parilos Tliomaz Antonio
Mintciro, Manad da Cunta Mesquiia, e o porlu-
guez Francisco Jos Gil vio, todos por ilesordeiros;
pela subdelegacia da freguezia dos Afgados, as
pardas Thereza Mara de Jess, e Joaquina Maria,
ambas para averiguarlas policiaes.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de I'e--
n imbuco 6 de dezemhro de 18>1. IIIni. e Exm.
Sr. conselhairo Jos liento da Cunha e Figueiredo
presidente da provincia,0 chele de polica, Luiz
Carlot de l'aica Teixeira.
VAREME.

REVISTA DE LISBOA.
Lento he, mas vai apparecendo o progresso. Os
symptomas sao decisivos, e sao facis de descortinar
al na quarla pagina de um jornal quo insere os an-
nuneios mais ou menos pomposos, mais ou menos
ti ivaes da populado commercianle.
Urna quarla pagina de aunuucios diz mas para
a civlsactio de um povo, do que urna longa histo-
ria em grnssos volume-. Um Champolliar fulnro le-
dor dehyrogliphicos reconhece com aquellesdzeres
a vida, o mowmenlo, as relajas, os coslumes e al
os alTeclns de urna geranio.
O' annuncio 1 tu es a luz dos historiadores futu-
ros. Qoal vendo um annuncio do /luido trammula-
tico nao licar percebendo que houve nesle secnlo
peasoaa vaidosa qne lentavam mudar a cor do ca-
bello, quando elle Ihe embranquecia ? Qual con-
templando oa nonios symbolicos de col cream, de
branco de baleia. nao concluir dahi quo a lez das
damas so prepara va para os estragos da atmosphcia...
e do lempo ? Quem nao ficar iniciado na clnica
vulgar de cada poca, lendo o nome das pales, das
familias, dos robi, dos elixir*, das pululas, das cap-
sulas, que os estomago* digerem em nome da saude'
Queris saber-lamhcm que climas, que reges
amenca a cholera-morbus, a febre amarella, esses
flagellos que a economa poltica clasiilica como
nicrosrepreasvoapara a leda populae.lo do Mal-
Ihus ? Lede os anuncios do consolho de saudc pu-
blica, e licarcia conhecendo o que sao porlos sujos,
porto suspeilos, e al quo ponto p. Moacho I., es-
tendia as ratas do seu imperio... preventivo!
Eu nao vos fallo das fortunas fabulosas, qne o jor-
nalismo inglez realisa pelo aniinucio. Esse povo Lio
grave, tan composto, usa e abusa desse especifico
hmuier:al, a ponto de encher enormes paginas
rom a dei lnac.lo minuciosa de compras, vendas, of-
ferlas, pedidos de ludo o que coustilue a omnipo-
tencia do annuncio.
E pergnnta-se depos : para que he lana asafama
na cornposicAo dos loilellet, no resguardo codado-
u da formosura, na conservacao do syslema capil-
lar, no esludo desla quarla panina, para so nlo per-
der o privilegio da frescura, e da elegancia ?
Essa he a iiicnnaequeneia oolavcl, palpitante, co-
mo se diz agora. A vida existe de tal modo distri-
buida, que pouco a* goza das renovacics exercidas
pela arle. Falla ao mundo a curiosidade ; este senli-
menlo lio profusamente dispendido na legenda b-
blica, vai escaceando lodos os das.
E ha osla, enlre oalras, a causa do resfriamenlo
dramtico quo se observa. Vsa o Ihealro pelos an-
nuncio*, pense M, o sabido'o nome do drama, ou
da c.imcdi.T, nao se trata da experimentar asim-
preasoes que urna obra d'arle cosluma sompro des-
|>erlar no espirito.
Tem sido infeliz o matrimonio das mnsa com a
Industria : e como hequasi fatal que urna idea pre-
domine aniquihfndo as oulraa, paasamoa do Oberna-
mitmo. do feni'mo, do Anton'jtmn para a escola
degenerada que produzio Mercadcl e l'autrin. O
annuncio, esse agente do iaduslrialismo, esse re-
preseiUiit vivo do mak* muney, Iriumpha at
mesmo as lmpidas espheras aonde nulr'ora reina-
va soberana a iuspira;3n.
Mocos ainda, ja o passado nos apparece mais hri-
Ihanle do que o prsenle. J assislmos nao aos con-
Iratosenlrea musae o gigante, mas entre o lalenlo
a gloria.
Nao desejamos decerlo quo as vocnc/ies novas le-
nhain por bereonevlavela agna-furlada.scmfogo, e
com os muros verdejanles que a caue.lo de lleranger
ornou popular as imagiuaroes. Mas o lalenlo desvir-
tua-se quando se dedican especuladlo: quando em vez
le dirigir, lisongea as paixoes momentneas qne agi-
tam o publico : trocar a ode laudatoria offerecida a
um individuo poderoso e opulento, pela fabricarlo
luterana de um successo que mereja a alteneAo do
pubiieo, nao he de ccrlo engrandecer a mis-Ao alti-
va e soberana das ledas.
Dala dahi tambem asem ceremonia com que aqui
se trata Indo quanto perlencc a artes c lellras. De-
voramos, em gandes bases, os romances campanu-
dos que puhlcam nos jornaes francezes : c qnando
farlos de comermos a lilteratura de contrabando do
seclo presente, nao nos esquecemos de r desenter-
rar alguma Iragedia esquecidn, algum romance em-
pocirado, epilaphios de cathalogo, que amaretlecem
entre osseccos dedos de am continuo aposentado.
Passam-nos as vocacOes por diante dos olaos, e nao
damos por ellas Nascem enlre nos os artistas, e s
ossaudamos com alvoroc,o, quando echas estranhos
nos repetem os seos louvores.
Eis um trecho d'uma carta que teslemunhava os
successos de um nosso compatriota em Pars :
o Na noile de 29 de abril (vemos o prazer de as-
istr a um conceito dado pelo celebre pianista hes-
panhol Vilanova, conjunctamente com o nosso com-
patriota Cossoul iuliernie na sala dos concerlos
de Mr. Heyel.
o O concurso foi numeroso, e oque mais satisfa-
c5o noa causou foi ver na(|iiello pubiieo de lite
multas summidades ariitisticas dando nao equivocas
demonstrares sinceras de admiradlo, applau lindo
eom enthusiasmo o brillianle successo do Sr. Cos-
soul que no deu a satisfcelo de se fazer ouvir ditas
vezes, urna das quaes em pecas de sua propria com-
posican eom tal mimo e execucilo, canto, e precisao
tflo difficeis de descrever, quanto impossives de ex-
ceder.
a Fuisempre chamado fra com expontaneidade
enthusiasmo no Am de cada bocado que execulou,
proclamado meslrc pelos me-tre-, com ovaco bem
merecida quando repeli a phanlasia de sua com-
posico sobre varios motivos de Roberl le Diable,
que mereceu as honras da loire.
a Oa progressos gigantescos de Cossoul e o seu
Iriumpho sao mas urna proya do quanto pode urna
vocac.au com dispusieres tac, verilicada por urna
vontaddcde ferro e animada potum esludo assiduo
ff O Sr. Cossoul ah ja bem condecido, nao s o
he ja tambem nesla Ierra patria de lodos os talentos
que a procuram sem curar de nacionalidades, mas
he lido em bom juizo por nm dos mais fortes violon-
celistas at agora conhecidos.
Eis-aqni parle do que dizem os jornaes france-
zes a seu respeito. d
A Franca Muticale exprime-se a respeito dellt
por estas palavras :
o M. CiHsoul, violonrellisla porluguez locou com
excellenlc expreasSo, com muilo calor e encanto ama"
phanlasia sobre Itoberlo, foi vivamente applauddo,
e mesmo chamado fra.
O Theatro he mais explcito:
a Entre os encllenles violoncellislas que npplau-
dimos ha ans poneos de anuos, be necessario eolio-
car M. Cossoul que havamos ja apreciado como
execulanle na primeira parle deste concert, e que
revela qualidades serias de compositor n'uma phan-
lasia sobre Robarlo o Diaho. M. Cossoul cania no
violonccllo, urnas vezes com urna potencia d'arco
admiravel, oulras pon urna doc.u'ra plangenle e me-
lanclica, de infinito encanto, n
E livemo-ln entre nos, e apenas ile vez em quan-
do se Ihe conceda o elogio banal que se tribua
mais insignificante das vocales perigrinas que clie-
gam ah de rabera dehaixo do braco, e de piano s
cosas.
E temos agora occasiao tambem de felicitar ojo-
ven Mazoni pelos brilhanles successos que lem ob-
lido na sua execu;ao artstica. Em Stockolmo, o
joven pianisla lem sido applaudido, em mais de um
concert, e o seu mrito he classilcado superior por
lodo os que o ouvem.
As paixoes exclusivas nao dao em resultado sen.to
decep^Ses deplorareis. Por all fazem-6ecaminhos
de ferro, brita-se muila pedra para estradas, cavam-
se eanaes, fblheam-se ornamentos, desconlam-se let
tras, despacliam-se mercaduras, frelam-se navios,
regam-se campos, desbravara-se baldos, impera o
rgimen utilitario em loda a sua poderosa e decisiva
accSo ; mas a sociedade ouve msica, ve Ihealro,
l livros, contempla monumentos, admira quadros.
nao resume todo o seu ardor pela arle na oslenla-
c3o cuidadosa de um lbum com algumas poesas
chorouas, e alguos desenhos que um logisla de bom
goslo desdenharia para laboleta do seu cslabeleci-
raento.
O lbum he um passaporte commodo de zelo ar-
listico. Quem possue um lbum julga-se um Me-
cenas primoroso, e pensa morrer de amores pela
poesa c pela pintura. O lbum vulgarisuu-se por
latas as classes, e forma com o piano o fundo ele-
gante de um menage. A menina loca no piano, e a
inamaa moslra o .llbum, e o pap recostado n'uma
cadeira de bracos julga-se no Olympu, cercado de
todas as musas, e embalado pelo proprio Apollo.
De vez em quando ha pma faca cleclrica de en-
(husiasmo artstico. Spira, o prestigioso locador do
instrumento de pao c palha da um concerlo lerca-
fera na Florcita Egijpcia. Duem-no< que con-
correa elle a nussa aoeiedadc.....dsponvcl, que
os lulos, e os nojos, desfalcam-na agora de ama boa
parle dos seus representantes.
A Floresta Kgypeia com o eu fogo de artificio,
com as suas salas aonde se mo dansa, mas com o
seu jar.lim aonde se loma o fresco, vai enlrando
emTnoda. No dia de S. Pedro, mas de mil pessoas
appareccram e gyraram com aquello vento, que es-
lava longe de merecer o epilhclo aprasivel e meigo
de zephyro.
lie a nica novidade de vern, eslaco como todos
sabem, bem pouco propria para novidades. Se o
caminho de ferro de Cintra se emprehende, como
ha loda a razao para esperar, llavera pela primeira
vez urna ravolucjlo instantnea e decisiva nos nosos
coslumes. Possuiremos o nosso Munlmorenry n'um
relmpago de caminho, e taas familias errantes
encontrarlo em dias determinados um appetiloso
ponto de reunan.
Nao he um lugar enmmum o alarmar qne a cvi-
lsac,ao desgasta a poesa, ou para melhor dzer que
a poesa se transforma em nome do progresso* da
cvilisacao.
Cinlra era d'anles um mylho apationado, gracas
ao echo anda rremer.le dos suspire de Bernardim
Rihero, e aos dilogos namorado de lanos noivos
que a escolhiam para ossolurantea e vertiginosos
dias da sua la de mel. Quando centenares de pes-
soas a vsilaram pressurosus, aonde fica a solidSo, o
mysterio, o nome que limdo se esculpi r. corlica
da arvore, todas essas suaves recorda<;6e que sus-
pendem o hnmem e a mutlier sobre o abysmo da
sua decrepitudc !
Os pasaaros fogem espavorido ra ramos aonde
tinham por coslume cantar: as selvas eonvertem-
se tarvez em searas. as eslradas vflo destruir lanos
agradaveis obstculos, eja nao liaver* um poeta que
dedique estes versos como um amigo nosso dedicou
a urna faina secca, colhida lalvcz uas verdes flores-
tas de Cintra :
COMMERCIO,
'HACA DO KECIFEG DE DE7.EMBKO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarles oieiae.
Algodao escnlhido superior53900 por arroba.
Agurdente de 22 graos703 por pipa.
Cambio sobre o Rio de Janeiro2 % de rebate.
Dito sobre a BahaI de rebate.
Assnrar mascavado escolhldo 1jj0 e 19580 por
arroba.
ALFANDEC.A.
Reudmcnlo do da 1 a j.....W:72832KO
dem do da 6........I4sM2(M33
02:7905715
Detcarregam hoje 7 de dezembrn.
(ialera porlnguezaGratidaodiversos gneros,
(alera americana/uni/ierfarinha de Irgo.
P>tacho aiiiiTicano1- <-...i ii inh.i de trigo c bo-
lachinhas.
Brigue porluguez.Yora Amizadecemento.
Importacao'.
Hiale nacional Aurora, viudo do Aracaly, mani-
feslou o seguinte :
751 meios de sola, 1.9.>i courinhos, 27 molhos
cnirinhos, 57 saccas, 28 arrobas e 4 bicos cera de
carnauba. 2 fardos e 1 barrica sapalos, 15 saccas e
70 caixas cera em velas, 25 saccas gomma, 655 eslei-
rs, 12 barricas sel : a ordem.
Patacho americano Dreeze, vindodcPhladelphia,
consignado a Malheus Auslm ji Companhia, mani-
fesiou o seguinle :
2.280 harria farinha de Irigo, 50 caixas lecidos de
algodao, 280 caixas cha, 10 barrs graxa. 418 barri-
quinhas balacbinhas, 5 barris salaratos ; a Malheus
Austn & Companhia.
7 caixas cha, 3 barrs belerraba, 30 presuntos. 80
linas. 72 baldes, 21 caixas fumo, 20 barris Unta, 3
barris verniz, 5 barris breo, 3 barris pixo de earVlo
de pedra : a Wm. S. Oulerbcrdge.
1 balu'i com livros; a Anlnnio Marques da Cosa
Soares.
Vapor brasleiro Imperador, vindodo sul, consig-
nado a agencia, nunifeston o seguinte :
6 caixas ; a Timni Mousen & Vinassa.
1 calilo ; a Chrslian ( i mi.
2 pacoies ; a Joaquim Jos ilo Amorim.
1 barrica aJoSo Francisco Prenle Vianna.
1 celia ; a Joaquim Fcrreira Mendcs iiuima-
raes.
2 caixoes ; a Antonio Lopes Pereira de Mello.
1 dilo : a Machado & Pinhero.
20 barrs : a Manoel Ignacio de Oliveira.
1 caixa ; a Jos Joaquim Rodrigues de Cas-
tro.
1 caixa de folln ; a Julio Augusto M. Guima-
fiea,
5 latas ; a A. B. Vaz de Carvalho.
5 .lilas ; a J. L. B. Tahorda
1 caixole ; ao Dr. Joao Vieira de Carvalho.
1 dilo ; a Ricardo de Frelas f Companhia.
2chapelcirasde falla]; ao Exm. barao da Boa-
Vista.
1 caxole ; a Antonio Augusto da Fonscca.
1 lala ; a Novaes& Companhia.
1 caixole ; a Manoel Maria Merg.
1 lala ; a Antonio Pereira de Faria.
1 embrullio ; a Leopoldo da Silva Queiroz.
1 ppela. ; a Gaspar Antonio Vieira Guima-
raes.
1 caixole ; a Samuel Johnslon.
Vapor hraseiro S. Salrador, vindo do norte,con-
signado a agencia, manifestou o seguinte :
1 pao ; a Brunn Praeger & Companhia.
2 caixas ; a J. II. Gaeniley.
12 dilas; a Antonio Joaquim Sevc.
100 rolos de salsa ; a Jos B. da Fonseca J-
nior.
1 caixole; ao Dr. Marlioiano da Rocha Bas-
tos.
1 dilo ; a I). Maria da Paixao Mallos.
1 caixa e 1 encapado ; a Manoel Joaquim Ramos
e Silva.
1 condeea ; a Jo3o Cerdoso Ayres.
30 barrs ; a Novaos & Companhia.
1 embrulho ; a Roslron Rooker & Compa-
nhia.
1 barril ; a J. Snum.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do da 1 a 5 8:0O8'!48.8
dem do dia 6........1:363}29S
9:3713786
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento da da 1 a 5 ...... 7070780
dem do dia 6 .,,.... 1453172
852.;952
RECEBBDORLA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNA.MBUCO.
Rendimento do da 1 a 5.....3:7283939'
dem do dia 6......... 5283.563
4:257ff502
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlo ilndia I a 5.....8:8183302
dem do dia 6 .....2:097J>002
10:9153301
MOVIMIENTO DO PORTO.
natos entrados no dia 6.
Terra Nova30 dias, brigue ipetez llalclutha, de
212 toneladas, capiao Gcorg llarl, cquipagem 12,
carga bacalhao ; a James Crablree & Companhia.
Maranhao28 dias, brigue brasileiro Ilebe, de 170
toneladas, capilan Andr Antonio da Fonseca,
equpagem 13, carga arroz mas genero ; a Ma-
noel Alves Guerra Jnior. Passageiros, Chrislovao
de Santiago Naacimento e sua familia, Jos Fran-
cisco Correa da Silva.
Assu'5 das, biatc brasleiro Anglica, de 82 lone-
. ladas, mestre Jos Joaquim Alves da Silva, equ-
igem 10, carga sal e mas gneros ; ao meslre.
assageiro, Francisca Pacheco de Medeiros.
Sacias subidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroBrigue francez Coumguesc Euge-
nie, capitn Guisonnier, com a incsina carga que
Irouie. Suspendcu do lameirao.
dem e porlos intermediosVapor brasleiro S. Sal-
tador, commandinle o primeiro-tenenle Sania
Barbara. Passageiros delta provincia, Dr. Fran-
cisco Maria Sodr Pereira e I escravo, Seraphim
Muniz Brrelo e 1 escravo, Pedro da Vega Dor-
ncllas e 1 escravo, Joao Luiz Soares Marlins, Ju-
lio Aucusi ila Silva, Franeelino Adolpho Pereira
Guimaraes, 1. cadete Manoel Erasmo Carvalho
de Monra', Antonio Jos Duarle Ifiam.. Joao de
Almeida Monleiro, Virgilio Silvestre de Paria, Li-
beral Fructo Vidal, Belarmino Coclho di Silva,
Jos U.ii a de Oliveira, Madame Vonle, 2 tillin-
menores e I criada, Madame Slwart, Francisco
Ferreira Bandeirae 1 escravo, Ignacio Alves Na-
zarelh e 1 escravo, Pedro Anlnnio Falcan Bran-
dao e 1 escravo, Pedro Chrisolngo Cosa e Abreu,
Francisco da Costa Madureira, 1 rccrula para o
exercilo, 8 ditos para a inarinlia, 1 menor idem,
i escravos a entregar,
ValparaizoBrigue bamburguez Amazona, capilo
A. Wendl, carga assucar.
EDITAES.
Volvo, falla desbolada,
Oulra vez a mao nevada
Que do Ironco le ceifou.
Volve, e di/e sem receio,
Que le aperlei contra o seio
Que meu olhar le adorou.
Vai discreta confidenie,
Dze ludo quanto sent
E calla meu cornean:
Vai, que a tua voz senlida
Hade ser por ella ouvida
Com ternura e compaixao.
Dze, que ao ver um inflante
Annuveado o seu semblante.
Pensativo o seu olhar,
De sobresalto c receio
Snto o coraro no seio
Descompassado pulsar.
(. de Setembro.)
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
csl, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dcnle da provincia de 24 de novembro prximo pas-
sadu, manda faier publico, que no dia 28 do corren-
le, perante a junta da fazenda da mesma llieaoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos fizer a
obra do 7. lanc-3 da estrada do norle, a\ aliada em
22:9803089 r.
A arrematadlo ser feila na forma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente anuo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se cropozerem a esla arremata can,
eornparecam na stM\ das sessOes da mesma juula
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandn aluzar o presente e pu-
blicar peto Diario.
Secretaria da Ihrsouraria provincial 4 de dezem-
hro do 1854.Ooflcitld secretaria servindo de se-
cretario. Miguel Affonso Ferreira.
Clausulas especiaes para a arremataran.
Arl. 1. A obras deste lanc.o serflo exccladas do
ranfarmidade com o ornamento nesta dala approva-
do pela directora em conselbo, e apresentado a ap-
provarao do Exm. Sr. pro.denle da provincia, na
importancia de 22:9803089 rs.
Arl. 2. O conlraladur dar principio as obras no
prazo de ummez, e concluir no de 15 mezes, am-
bos contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n.286. .
Arl. 3. O pagamento da importancia desle con-
Irato ser de conformidadc com o arl. 39 da lei su-
pracada, e em apolices da divida publica, creada
pela lei provincial n. 351.
Arl. 4. O conlraladur empregarao menos mela-
de dos Irabalhadores livres.
Arl. 5. Para ludo mais que nflo csliver determi-
nado nas presentes clausulas e no orramenlo, se-
gnir-sc-ha oque dispe a loi n. 286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. iii-[i.-.-im- ra Ihesouraria provin-
cial, em cumpriinenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de24 de novembro prximo pas-
tado, manda fazer publico, qne no dia 28 do corre-
le, pcraule a junta da fazenda da mesma Ihesoura-
ria, se ha d arrematar a obra do 8. lauco da estra-
da do norte, avaha la cm 11:18591(7 rs.
A arrematarlo sera feila na foima da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente auno, e sol as
clausulas abaixo copiadas.
As pessoas que se pmpozerem a esla arrematarlo,
eornparecam na sala dassessoesda mesma junta "pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar semandou afiliar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 4 de dezemhro de 1851.O ollicial da secretara
servindo de secretario Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes pa*h a arrematarla
Arl. 1. As ohra-deslu lauco er.l.i axerina.las de
couforinidade com o oreamenln nesla dala approva-
do pela directora em conselho, e apresentado a ap-
provacao do Exm. Sr. presdeme da provincia na
importancia de 11:1858116 rs.
Art. 2. O conlraladordar principio as obras no
prazo de am mez, e concluir uo de 15 mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da lei provincial
n.286.
Arl. 3. O pagamento da importancia dcsic con-
trato ser de ennfarmidade com o arl. 39 da lei su-
pracilada, e em apolices da divida publica creada
pela lei provincial n. 354.
Arl. 4. O contralador emr-regar ao menos meta-
de dos trabalhadore* livres.
Arl. 5. Para ludo mais que nao esliver determi-
nado nas presentes clausulase no orcamento,seguir-
sc-ha o que dispoe a lei n. 286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimento da ordem do Exm. Sr. prn-
denle da provincia de 24 de novembro prximo pas-
sado, manda fazer publico, que no dia "28 do corre-
le, peranlc a junla .la fazenda da mesma Ihesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos fizer a
obra do 6." lanr;o da estrada do norle avallada em
14:2233658 r.
A iTcmalaeo ser feila na forma da lei provin-
cial u. 313 de 15 de maio do corrente anuo, sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se prupozerem a esla arremataran,
eornparecam na sala de sos*oes da mesma juula "pe-
lo meio dia, competentemente habilitada.
E para constar se.marthou aflixar o prsenle e pn-
dlicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 4dedezemhro de 1854.<> ollicial da secreta-
ria serviudo de secretario, Miguel Affonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematacao
Arl. 1. As obras desle lanco serao exceuladas de
c.informidad.' com o orcamento nesta dala approvado
pela directora em conselho, e apresentado aappro-
vaeAo do Exm. Sr. presidente da proviucia, na im-
portancia de 14:2239658 ra.
Arl. 2. O conlralador dar principio as obras no
prazo de 1 mez, e concluir no de 15 mezes, irmbos
contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
Arl. 3. O pasamento da imporlanca desle con-
trato ser de confonnidade com o art. 39 da le su-
pracilada, e cm apolices da divida publica, creada
pela le provincial n. 354.
Arl. 4. O contralador empregarao menos mela-
do dos Irabalhadores livres.
Art. 5. Para ludo maisque nao esliver dclermina-
do nas presentes clausulas e no orramenlo, seguir-
se-ha oque dispAea lei n.286.
Conforme.Miguel Affonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 21 deuovcmbro prximo pal-
iado, manda fazer publico, que no dia 28 do corren-
le, peranle a junla da fazenda da mesma Ihesoura-
ria, se lia de arrematar a quem por menos fizer a
obra do 5. lauco da estrada do norte avahada em
16:1309204 r.
A arremalacao ser feila ha forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correle aufio, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se pmpozerem a esla arremalacao,
rornp.ireraui na sala das sesses da mesma junla pe-
lo meio dia compotcnlcmenle habilitadas.
E para constar se man.lou alfiar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario'
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 4 de dezemhro de 1854O ollicial da secreta-
ria servindo de secretatio, Miguel Alfonso Fer-
reira.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
Arl. 1. obras desle lanr,o serao execuladas de
en o i nr niid a de com o orramenlo nesla dala approva-
do pela directora em conselho. e apresentado a ap-
provarao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
imporlanca de 16:1309204 rs.
Arl. 2. O conlraladur dar prneipo as obras no
prazo del mez, e concluir no de 15 mezes, ambos
cuitadas na forma do art. 31 da le provincial, n.
286.
Arl. 3. O pasamento da importancia desle con-
traloser faifa de confarmidade com o arl. 38 da su-
pra.alada lei. e em apolices da divida publica, crea-
da pela le provincial n. 351.
Arl. 4. Ocoulralador empregar.i ao menos meta-
dedos Irabalhadores livres.
Art. 5. Para ludo mais que nao esliver determi-
nado na pres uile-clausuias e no ornamento, seguir-
-.'-ha o que dispe a lei n. 286-
Conforme Miguel Afjonto Ferreira.
O lenle-coronel Joao Valenlim Vllela, juiz de
paz da prineiro anuo do primeiro dislriclo da fre-
zia do Santissimo Sacramento do bairro de S.
-Vn! min da cidade do Recife, provincia de Pcr-
iiamliuco, em \ ilude da lei, ele.
Faco saber, que em confarmidade do arl. 25 do
cap. 2 da lei n. 387 de 19 de agosto de 1816, e or-
dem da presidencia, que me fui trausruitlida pela
cmara municipal-dcsla cidade em olleio de 30 de
mez prximo passado. convoco os cidadac* abaixo
declarados, os priineiros na qualidade de elcilores,
e os seguudos na de supplentes de cleilores, de loda
a parochia desla freguezia do Saulissimo Sacra
ment do bairro de S. Antonio do Recife, para que
na lerceira dorninga do mez de Janeiro prximo fu-
turo, comparecam nu corpo da igreja matriz desla
freguezia, afiu de procciler-se a l..mi. cao .la junta
qualilica.lora. para rever a lisia geral dos cdadaos
que teem direito de volar na eleic.no de cleilores,
juizes de paz c xcrcadores.
Cleilores.
Tencnle-coronel Rodolpho Joo Barala de Al-
incida.
Vigaria Venancio Ilenrique de Rczende.
Tenenle-coronel Joao Pedro de Araujo e Aguiar.
Cnronel Domiiuus Aflouso Nery ferreira.
Dr. Joaquim Pires Machado Porlella.
Cominerciante Antonio Luiz dos Saulos.
Padre JoSo Jos da Costa Rbeiro.
Dr. Antonio Epamnondas do Mello.
Coronel Francisco Joaquim Pereira Lobo.
Capilao Claudiuo Heido Machado.
Empregado publico Caelane Pinto do Veras.
Capillo Joao Antonio de Paula Rodrigues.
Padre-Meslre Joao Capislrano de Mendonca.
Alferes Caelano Jos Meuries.
Empregado publico .l.i.lo Baptsla de Araujo. ,
Joflo Manoel de Castro.
Francisco do Paula Machado.
Commercianlc Barlholomeu Guedes de Mello.
Empregado publico Joao Alhanazio Bolclho.
Commeiciante Manoel (ion.; di es Agr.
Empregado publico Joao Pereira da Silveira.
Benlo Jo tenan.les Barros.
a Frmino Jos de Oliveira.
Dr. Angelo Hcnriqucsda Silva.
Tenenle-coronel Sebasliao Lopes Guimaraes.
Dr. Antonio Rangcldc Torres Bandeira.
Supplentes de elcilores.
Major Jos Egdio Ferreira.
Dr. Ignacio Firmo Xavier.
Empreado pubiieo Joao Carneiro Lins Suriano.
Alf.res Joaquim Bernardo dos Res.
Conimercianle Joilo Hcnriques da Silva Jnior.
Empregado publico Theodnro Jos Tavares.
Coinmercidiilc Antonio Jos Monleiro.
Art i-la Domingos Rihero de Vasconcellos.
Empregado publico Flix Paes da Silva Pereira.
Comincrcianle Thomc Le3o de Calro.
Arlsla Jos Mondes Salgado Guimaraes.
Commercianle Joaquim Francisco de Torres Gal-
lindo.
Empregado publico Antonio Manoel Pereira Vian-
na Jnior.
Artista Luiz Gonealvcs Agr Jnior.
Coiniiierciante Joaquim Vital Machado.
Melrhiades Anlunes de Almeida.
Joaquim Henriquei da Silva,
a Alexandrno Cavaleanli de Albuquer-
que.
Empregado publico Agoslnho Jos de Oliveira.
Joao Anlonio da Silva Pereira.
Commercianle .Manoel Jos de Oliveira.
o Francisco Gomes Castellao.
Salxro Seraphim da Silva.
Alfares Anlonio Manoel da Silva Guimaraes.
Advogado Jos Narciso Camello.
Os quaes lodos devoran comparecer imprelerivci-
mente as 9 horas da manlia, em a referida igreja,
tirando os que deixarem de o fazer sem escusa le-
gitima, sujeilos a mulla, cumminada no arl. 127 S
5o n. 2.
O que para conslar mandei fazer o prsenle edi-
tal que ser nllixado nos lugares mais pblicos desla
re'j o vi, c publicado pela impreusa.
Primeiro dislriclo da fresuezia do Saulissimo
Sacramento do bairro de S. Anlonio do Recife, 5 de
dezemhro de 18.54.
Eu, Joaquim da Silva Reg, escrivao esrrevi.
Joao I ale alna I Hiela.
grandes, 24 ; ditas pequeas, 12 ; pinceis para rad-
ar, 4.
Ofiicina.de rapia da mesma colonia.
Fumines de ac sonidos, du/aa-, 3 ; ferro de capa
para garlopa com 2 e meia polegadas de largura, 6;
ditos sem capa com urna e meia dita de .lila. 6 ; di-
tos dilos com um dita de largura, 6 ; enxes com
fuzil, 6 ; Irinxas com urna e meia polcgada de lar-
gura, 2 ; ditas com 1 dita, 2 ; ditas rom 3 piarlos,
2; serrles com 30 polegadas de comprimeulo, 4 ;
ditos de lixa rom 12 ditas, 4 ; dito de pona com 12,
3 ; compacos de 12 polcsadas, 6 ; esquadros de fer-
ro com falha de 12 polegadas de eomprimenlo, 2 ;
dilos pequeos, 4 ; verrutnas sorlidas, 3C ; irados
de poleaada, 2 ; dilos de Ires quarlos, 2 ; dilos de
meia, 2 ; limas triangulares de ara lina para amo-
lar-serrotes, 12; faenes com bainhas e cinluroes, 40;
pai ai uso de ni,ni.-ira para prensa de banco, 4 ;
colla da Babia, libras, !2 ; pregos caibraes, 10,000;
dilos de batel grande, 11,000 ; dilos de ditos peque-
nos, 11,000 ; ditos caixacs, 11,000; dilos de soalho,
10,000 ; dilos de forro de sala, 11.000 ; dilos de
guarnicao grandes, 5,000 ; dilos de dila pequeos,
5,000 ; dilos de rame com urna polegada de eom-
primenlo, libras, 10.
Ollicna de farrero.
Ac de Milao em vergas, arrobas, 2 ; ferro sueco
cm barras dalas de 2 e meia polegadas, arrobas,
10 ; dito em barras chalas de 1 e meia, dilas, i ;
limas chatas de 14 polegadas. jt; dilas dilas de 8, 3;
dilas de 1, 3 ; dilas naucat de 8t 3 ; ditas meias
canas de I 3 ; dilas dilas de 8, 3 ; ditas dilas de
4, 3 ; dilas ditas mocas de 8, 3 ; dilas liiaugularcs
de 8, 3 : ditas dilas, de 4, 3; limaloes de 8 dita-,.I ;
dilas de 4, 3.
Quem quizer vender estes objeclos, aprsente as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria do
conselho as 10 horas do da 13 do corrento mez.
Secretaria do conselho administrativo, para forneci-
Sieulo do arsenal degueira, l de dezemhro de 1854.
ose de Arito Inglez. coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal e secre-
tario.
Pela subdelegara da freguezia da Boa-Vista
foi recolbido cadeia o prelo Joao, que suppOe-se ser
escravo e andar fgido ; seu senhor justifique o seu
dominio peranle a mesma subdelegacia. Subdele-
gaeta da freguezia da Boa-Vista 3 de dezemhro de
1851.O subdelegado, ./. F. Marlins Hibeiro.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que os 30 .lias ulcis para a cubranea da deri-
ma dos predios urbanos das freguezia de-ia cidade e
da dos Afogados principian! a contar-se do 1. do cor-
rele mez de dezerabro em dame, e nudos os quaes
incorrem na multa de Ires por ceulo todos os pro-
pietarios que deixarem de pagar seus debilos nu I.
semestre de 1851 a 1855.
O arsenal de marinha compra no dia 9 do an-
dante mez, para forneciruento do almoxarfado, o
gneros abaixo declarados : tinta de escrever, pen-
na lapis, piassaba. colheres de ferro, facas llinien-
(gas, cairo velho, arcos de forro para lanoeiros, pin-
ceis de caiar, lilelc, paes de ferro, ornadas, sola e
limas sorlidas : as pessoas que se propozerem vender
etes gneros, comparecam nesla secretaria no indi-
cado da, pelas 12 horas da inanlua.cum as suas pro-
postas e as competentes amostras. Secretaria da
ntpeeeSo do arsenal de marinha le Pernambuco em
1. de dezemhro de 1854.O secretario,
Ale.randre. Rodrigues dos Anjos.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do trihuual do commercio da pro.
vncia de Pernambuco se faz publico, que se ma-
l iculou nesle tribunal da qualidade de commercian-
le de grosso Iralo e a relalUo, o Sr. Jos Pinto de
Campos, c.ila.lao porluguez. domiciliado na cidade
de > ma: .'tu, provincia do Grao Parn.
Secretaria do tribunal dn commercio de Pernam-
buco 1 fie dezemhro de 1854.Joao Ignacio de Me-
deiros Reg, no impedimento do serrelario.
LEILO'ES.
SOCIEDADE IRAliTICA EI1WAIIA.
Segunda recita.
Sabbado 9 de dezembro.
19. RECITA DA ASSIGNATURA.
Subir a secua o muilo desojado c apparaloso dra-
ma histories em 3 aclos e 5 quadros, denominado
LUCRECIA BORGIA.
Sendo o papel de Lucrecia desempenbado pela
actriz 1). Mara Leopoldina. Dar lim o espectcu-
lo com a eugracadd comedia vaudeville em 1 aclo
intitulada
OS BILHETES DA LOTERA.
O resto dos bilhetesactia-sea venda no escriplorio
do ihealro,
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
DECLARACO'ES.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho adminislmlivo cm \irlude de aulorisa-
rao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguales :
Para o 4 balalbao de arlilharia a p.
Reles. 351 ; panno azul enlrclluo. covados,
1,682 ; hollanda de forro, ditos, 1,3i0; panno car-
mezim para vivos c vistas, dilos, 15!); dito prelo pa-
ra polainas, ditos, 150 ; hriin para frdelas e calcas,
varas, 1,885; algodftozinho para camisas, dilas, 913;
clcheles pelos, pares, 351 ; boloes brancode osso,
arosas, 79 ; ditos prelos de dilo, dilas, 68 ; grvala
de sola de lustre, 315 ; maulas de 1,1a, 345 ; sapa-
los, pares 755 ; esleirs, 379 ; boloe arailes con-
vexos de metal amarello, com granada e numero 4,
4,956 ; ditos pequeos do mesmo numero, 3.5O :
braco erando de ferro para batanea, 1 ; caldeiras de
ferro fundido para 50 [iracas cada urna, 2 ; copo de
vilro, 1.
Companhia fia de cavallaria da provincia.
Bonetes redondos, U coturnos, pares. II ; gr-
valas de sola de luslre, 11 ; lava de camurra, pares
11 ; inanias de hla 11, sapalos, pares, 11 ; "esleirs.
11 ; braco grande de ferro para batanea, 1 ; temos
do pesos de ferro de meia quarla at um quia-
lal, I.
Capclla da fortaleza do Ilrum.
Ornamento branco completo, constante de urna
cezula, estila, manipulo, bolea c veo, 1 ; panno
roxo para cubrir iuiagem, 1 ; cm-adernar.a'o de um
misas!) e reforma do galao das bolsas, encarnada e
roxa; alvas, 2 ; amillos, 2 ; enrdes, 2 ; corporaes.
2 ; lo!has para o aliar,2 ; dilas de mao para o la-
vatorio, 2 ; pannos de pala, 2 ; purilicadores, 2 ;
sanguiibos, 4 ; tapete para o supedneo do antar,
1 ; luslrim roxo para cubrir a banqueta do altar, co-
vados, 3 c meio ; aspersorio, 1.
Colonia militar de Pmenleiras.
Colheres dedez polegadas, 4 ; ditas de 6 dilas. 2;
enxadas grandes calcadas de aro, 30 ; pas de farro
AO PARA'.
Vai seguir mui brevemente
a escuna FLOHA, capitao
Jos Severo Iiios, s pode re-
ceber carga miuda: trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C.,na ra do Trapicbe n. 1G, segundo
andar.
PARA O RIO l)E JANEIRO.
Pretende sabir com brevidade a .escu-
na nacional Tamega, por ter parte do
seu catregamento : para o resto da car-
ga e escravos a frete, trata-se com No-
vaes&C, na ra do Trapiche n. 54.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
Os Srs accio-
nistas dcslacom-
p.'inlu.i -n con-
vidados a rcali-
sarem com a
malar brevda-
le, a quinta o
ultima prcsla-
.;".> de suas ac-
Ses, para a im-
portancia ser re-
mellida a direc-
cao : dirgindo-se a ra do Trapiche n. 26, casa de
Manoel Duarle Rodrigues.
PARA O MARAMIAO. ,
Pretende sabir por estes dias, o brigue
nacional Brilhante, por ter a maioi
parte de seu carregamento ptompto :. pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-
se com Novaes & C., na ra do Trapiche
n. 5i.
Para Lisboa sahe com a maor brevidade o
brigue porluguez Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o resto da cafga e passageiros, Irala-sc coro os
coosigiialarns Tliomaz de Aquino Fonseca na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Para o Para'
o hiale Ijgeiro seguir em poucos das ; ainda pdc
receher afanma carga : Irala-sc com .1. II. da Fon-e
ca Jnior, ra do Vigario n. i, primeiro andar.
Companhia Luso-Brasilcira.
llvenlo sabir
de Lisboa no
dia 23 de no-
vembro, o va-
por desla com-
panhia, oD.
Maria Segun-
da, rominan-
danle o len-
lo liUIMiai aos,
dever aqui clicgar at 9 do crrenle, o depois da
competen;" demora seguir para a Babia c Rio, re-
cebendo passageiros aos coromodns preros da lahel-
la : os interesando drijam-se ao agenle, na ra do
Trapiche n. 2fi.
PARA O PARA.
Pretende sabir com muita brevidade,
por ter parte do seu carregamento promp-
to, o bem conhecido e veleiro patacho
iiBom-Jesus : para o resto da carga e
passageiros, trata-se com Novnes&C, na
ra do Trapiche n. 34, ou com o capitao
no Trapiche d algodao.
Para o Rio de Janeiro.
O hiato l'enus, segu; oo correle mez.reeche car-
ca e passageiros: trata-se com Caetano Cjriaco da
C. M., no lado do Carpo Sanio n. 25.
Para o Asst'i.
No dia 7 do andante mez, segu o ltate Correio
do Sorle, para o resto da carga o passaseiros, trata-
se rom Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo
Sanio n. 25.
Sabe com muila brevidade para o Aracaly o
hiale duroni Irala-sc na ra do Vigario n. 11,
para carga cpassageiros.
Para o Rio de Janeiro salar no da 10 do cor-
rente, o brigue nacional Inrencivct, s recebe pas-
sagairos e escravos a frele, para o que lem bous
comoiodos: trata-se com o capitao abordo, ou na
ra da Cruz do Kecife n. 3, escriplorio de Amorim
Iriulua.
Para o Rio de Janeiro
o hricue nacional Hidra segas com brevidade por
ter parle de seu rarregamealo promplo ; para o res-
to da carga c passaceiros, tratase com Machado >\
Pinhero, na ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Para o Ro de Janeiro segu no da 15 do cor-
rente o patacho Santa Cruz ; s recebe pasageiros
e escravos a fele : (rala-se com Caelano Cyriaco da
C. M. ao lado do Corpo Santo n. 25.
LEILAO' EXTRAORDINARIO E ULTIMO
UESTE ANNO.
O agenle Borja, quinla-feira 7 do correnle, far
leii.io pela ultima vez nesle anuo, em sea armazem,
na rila do Collegio n. 15, de urna ofinidade de ob-
jeclos diflerenles, como bem, um explendido sorli-
menlo de obras de marrineria, uovas e usadas, de
differeules qualidades. pianos, cadeiras e sofs de
faia americanos, dilosde junco, obra excellenle e de
muilo bom gusto, obras de miro e prata.relogios, di-
los para algjbeira, ditos re parede e cima de mesa,
quadros com ricas eslampas, candieiros, lanlernas.
caslieaes, vidios, Umcas, quiuquilhaiias diversas e
modernas, e .nitros muiloa objeclos, um completo
-o t miento de utencilios para marcincra, como bem,
farros, bancas etc., um ptimo carro de 4 rodas j
aiinunciado no leilio passado, um ptimo cavallo de
estribara muilo gordo, c um dilo sellado e enfreado
ele, os quaes cslarao em frente do armazem no dia
do leilao, as 10 horas cm ponto.
O agenle Vctor far leilao no seu armazem na
ra da Cruz n. 25, por conla da adminislragao de
Joao Bernardo, de urna casa terrea sila na ra Im-
perial n. 135, eom a armacao para taberna ou sem
ella, sendo as paredes de lijlo, singellas, rom rom-
modos para familia : as pessoas qne a prelenderem
drijam-se a ra Direita taberna de Iota Bernardo,
confronte a holica do Sr. Peixe, para receberem as
chaves e examina-la ; quinla-fara 7 do correnle s
II horas da inanhaa. A referida casa acha-se lvre
para com a fazenda.
Henry Forsler & Companhia fao leilao por
intcrvenc,3o do agenle Oliveira, e por conla c risco
de quem perlencer, de cerca de 180 barricas de fa-
rinha de trigo, marca Gallego, avariada, a bordo do
brigue americano William Price, capillo Quiq. na
sua rcenle viagem de Philadelphia para esle porlo:
quinla-feira, 7 do correnle, as 10 horas da manlia
cm ponto, no seu armazem, silo no ceselo Ramos.
O agente Viclor far leilao no caes da alfaudc-
C i, ile 80 saccas de feijao l.rau.o e miil-itnili.i. as
quaes serao entregues pelo mais que offerecerem,
sendo cm lotes de 10 oa a contento dos licitantes,
seguuda;feira II do correle, fcsll horas da mauhaa.
O leilao da taberna sita na ra Di-
reita n. 3, que traba lugar quarta-leira
G, lica transferido para sabbado 9 do cor-
rente.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripia e cobranca do importe dos
annuncios be superior ao valor delles,
previne-seaos senhores assignantes deste
Diario que (piando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
Precisa-sc de urna inulher que queira comprar
e coinhar em ama casa de pequea familia, sendo
perfeila e diligente paga-se bem : na ra dos Mar-
lyrios o. 36.
Koeniglich Preussisobe Consulat in Per-
nambuoo.
Uejenigeu preussischen Unterlhanen welche sch
in di. -em Jahre uorh nicht im hesigen Koeuglichen
Consulalo malriculirl liaben, werden zufolge Order
des Koeniglchcn Mnislerii liiemit aufgefardert,
sich im Burean ra da Cruz 0. 10 von 2-4 Fhr Na-
chmillags zu melden, sofera sie ibre Auspruche ais
preussische Unterlhanen bcwabrt wisseu wolleu.
TO BRIT1SH SUBJECTS.
Iler Brilannic Majeslys Cnsul has opened a sulis-
criplion in hehaef of Ihe Widows and Orphans of
Snldiers and Sailors who may perisli in Ihe Russian
War, bicli lies al Ihe Consulate for sigiuture, and
be relies u pon ihe graliludc and palriotism of his
countryneii lo lili il. Brilisli Consulate Pernam-
buco 5 lli. Dcct. 185.A. Augustas Cooped, cn-
sul.
Troca-c a morada do segundo andar da casa
da rua do Colegio o. 13, com grande solao, vista para
o mar, e paga 3O0J5O0O rs. de renda anuual por ou-
lro de menor DTCOO em boa rua.
Perdeu-se no uia.5 do corrente mez, una car-
leira leudo dentro da mesma' varias lellras e mais
oulros papis, roga-se a pessoa quo arhou a queira
entregar : na rua de Hurlas na casa de Anlonio
Francisco da Cosa Braga n. Ci, que sera lecom-
pensado gcucrosaineiile.
Precisa se de alegar urna mulher quo saiba
bem cozinhar para casa de lu.i.lia : quem esliver
nesla circumslanea, dirija-sc a rua do Eueaaamcn-
lo n. 3, primeiro andar no bairro do Recife. *
l'crdeii-se no dia 3 do correnle de um silo da
estrada da Torre al a ilha do Retiro, urna pulseira
de aro de ouro.com urna chapa cunlcudo 2 retratos a
oleo : quem a achar leve-a a estrada da Torre ailio
da viuva do Dr. Ilril.i, ou na rua Novan 07, que
ser generosamente recompensa.
Aluga-se a loja de um sobrado ua rua ou paleo
da Sania Cruz, com armacao para taberna ou qoal-
quer negocio : na rua das Cruzes sobrado n. 9, do
lado di re lo, quem vai para San Francisco.
Precisa-se de urna mulher forra para ama sec-
ca de ama erianea : na rua da Uniao n. 7.
Na ruado Vigario n. 19, primeiro andar,
vende-se farcllo novo, chgado de Lisboa pela barca
Gratido.
Aluga-se o sobrado Znngoe em Appipucos i
mftrgem do ro, com excelleules commodos parase
pastar a fesla, tundo capim, boa cocheira e estriba-
ra : tratar com o senhor do eugeolio Dous Irmos
Antonio Luiz Caldas.
CHA UA INDIA N. 24.
No BazarPeruainbucano se enconlra o melhor cha
que lera apparecido no mercado: os freguezes po.
der.io tomar amostras para detenganarem-se.
O.abaixo astignado, nao lendo podido desp-
dir-se de alguns de seus amigos pela brevidade de
sua sabida para o Rio de Janeiro, onde vai tratar de
seos negocios, o faz pelo prsenle, e ao mesmo lem-
po ofterece-lbcs seu diminuto presfimo em aquella
provincia : oulro sim, deixa como seus procurado-
res ntsla, para tralar de seus uegorios, em primeiro
lagar aoSr.Fraocisco Xavier da Fonseca Coutinho;
cm segundo, ao Sr. Antonio Aunes Jacnme Pires ; e
em lercero, ao Sr. Francisco Jos da Cosa Cam-
pcllo ; o para tralar de seus negocios judicialmente,
ao Sr. Frederico Chaves.
Manoel Cando Pereira dos Sanios.
LOTERIA DE N..S. DO LIVRA-
MENTO.
Aos 3:000.f000, -2:000,<0000, i.OOOsOOO.
O canlelisla Salusliano de qnino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que a lolcria corre indubla-
velmenle no dia 16 de dezembro, as 10 horas da ma-
nlia. no consistorio da igreja da Cnnceic.ao dos Mili-
lares, seja qual fr o numero de bilhele que exst-
rem por vender, dehaixo de sua respunsabilidade.
Os se.us hlhetese cautelas csiao isenlos do imposto
de 8 por cerdo no Ires primeiros grandes premios.
O seus afortunados In heles e cautelas eslo venda
nas fajas seguinles : rua da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio do Sr. Vieira ; lojas de miudezas
n. 31, de Domingos Teixera Bastos, e n. 45, de Jos
Fortunato dos Sanios Porto ; na prac da Indepen-
dencia, loja de ralcado.n. 37 e 39, d Anlonio Au-
gusto dos Sanios Porlo ; rua do Queimado, lojas de
fazendas, de Manoel Florencio Alves de Moraes n.
39, ede Bernardina Jos Monleiro & Companhia o.
44 ; rua do Livramenlo, liotica de Francisco Anto-
nio das Chagas ; roa do Cabug n. II, botica de
Moreira & Fragoso ; rua Nova n. 16, loja de fazen-
das de Jos Luiz Pereira A Filho ; e no aterro dn
Boa-Vista n. 72 A, casa da Fortuna de liregorio An-
lunes de Oliveira.
Bilheles .58500 Recebe por inleiro 5:0003000
Meio dilo 31680 idem 2:5005000
Qnnrlos 19500 idem 1:2509000
Oitavos 9800 idem 6250000
Decimos 9700 idem 500*000
Vigsimos 9100 idem 2509000
Os abaixo assignados, passageiros da barca por-
lugucza Hracharense, fallariam ao sagrado dever de
gratidao, se deixassem de dar um solemne leslemu-
nhu de sea reronhecimenlo ao mui digno comman-
dnnte da dila barca, pelo excellenle tratamento, ma-
neiras delicadas de franqueza e cavalleirismo com
que foram tratado na recente viagem do Porlo para
esla cidade. Na defirencia de onlrn meio, compra-
zem-se os abaixo asignados de levar peranle o pu-
blico os seus sinceros agradeeimeiitos, diminuta sig-
nificacAodo apreco em que leem os niereciinenlosdc
t.1o digoo commandanle, pelo que lhc votan sua es-
lima e gratidao. Recife 25 de novembro de 185*.
Antonio Jos Pereira de Miranda e sua senhora,
Jos Raplisia Braga. Jal Joaquim da Cunha Gui-
maraes, pelo bom Iralaincuto quo minha familia diz
Icr Diogo Jos Leile Guimaraes.
No dia quarla-feira. 29 de novembro prximo
passado, desapparecen orna esrrava rabra, crioula,
de idado 20 anuos, pouco mais ou meaos, bstanle
alta, pese.ico comprido, um lauto queixuda, peilos
em p, cabellos rarapinliados, nlo muilo, corpo bem
espigado : quem a pesar leve-a rua da Concordia,
armazem de madeiras de Pruno Feliciano da Cosa,
a fallar rom Francisco Correa de Amorim.
Anamanheccr de honletn, 6 do correnle. fnr-
laram da estribarla do abaixo assignado, na rua do
palacio ilo Rispo, um cavallo ruco preto, com urna
si marca de ferro uo quarlo direito, lem o casco da
man direita radiado al a raz do cabello, e igualmen-
te um selliin usado e estribos de metal branco:
quem o appreheuder, leve-o cm dilo silo, ou no
arco de Sanio Antonio, loja de Joao llenriqnes da
Silva Jnior, que ser ironerosamenle recompen-
sado..Waiioc/ Gomes de Si.
Rasa-se a pessoa que acliou um papagaio nos
quintaos do aterro da Boa-Vista do lado do sul, baja
de o levar ao mesmo alerro n. 37, primeiro andar,
que sera recompensado.
D-se 1:0009000 a premio de um e meio pac
ceulo, coiifhx poihera em casa terrea ne-la praca : lia
praca da Independencia u. (i c 8, se dir quem faz
esle negncio.
Precisa-se de um caixeiro porluguez, de 12 a
Ili auno- de ida.le. c com pralica de taberna ; na rua
da Senzala Nova n. 22.
Para quem se quizer rstahelecer, Iraspassa-sc
urna loja na rua Nova : a tratar na mesma rua n. 42.
I) abaixo assignado faz ver ao respeiravel pu-
blico, que seu lillio Manoel da Silva Braga, desde o
dia 4 do corrente deisou de ser caixeiro do Sr. Jos
Rodrigues da Silva Rocha, e Ihe agradece o bom tra-
tamento que Ihe deu durante o curio esparo de lem-
po que esleve cm su casa,
CuUodio Jos da Silva.
LOTERA DE N.S. DO L1VR4-
Ocaulrlisla Antonio Ferreira de Lima e Mello
lem as suas cautelas a venda, na roa Nova n. 4; rna
da Praia n. 27 ; rua do Rosario n. 26 ; rua Direla
n. 62; e na pnvoac,ao do Monleiro, em casa do Sr.
Nicolao, pelos presos abaixo mencionados.
Quarlos 19.500
Decimos 8700
Vicsimos 9100
O Dr. Carolino Francisco de Lima San- ik
tos, mora na rua das Cruzes n. 18, primei- 2R
ra andar, onde continua no exercicio de IW
sua prefisso de medico, e ulilisa-se do oc- f)
casiao para de novo ao publico ofTereeer 7%.
sen preslimo como medico, e habilitado a ($
certas operaees, sobretodo das vias ouri- M
narias, por se ter a ellas dado, com espe- '*?
cialidade em Franca. (A
'$>
Aluga-se par a fasta ou por aono o sobrado da
rua do Pojo da Pnnella, o qual he mutn fresco e
Com moilos lions commodos : no alerro da Boa-Vis-
la n. 17. a fallar com Frederico Chaves.
Precisa-se de urna ama nacional on estrangei-
ra, rozinheira e cugommadeira. para casa de fami-
lia ; no alerro da lina-Vista a. 17.
Aluca-se um bom slio no Manguinho, com
baixa de capim, bstanles arvoredo de fruclo, ca-
cimbas d'agua de beber, e casa grande de morada,
porm precisando-se acabar algunms obra da dita
casa ; se alusa por lempo, e leva-ae em conla as des-
pegas que farcm precisas : a fallar 00 alerro da Boa-
Vsla o. 17, com Frederico Chaves.
Precisa-se de um rapaz robusto e activo (escra-
vo). que enlenda e posa bem trabalhar n'um sitio :
quem liver, pode dirigir-seao consulado americano,
ilefrontc do Trapiche Novo.
Precisa-se do urna ama que coilnhe e eneom-
me, pora casa de ponca familia ; na rua da Praia,
defronle da ribeira 11. 17.
Aluga-se ama excellenle casa com muilos com-
modos, para ama ou .las familias, na Po^o da Pa-
nella. em frente da casa do Sr. Joao Francisco Car-
neiro Monleiro : a Iralar em Fra de Poflas n. 23,
primeiro andar.
Casa da aerico, pateo do Terco n. 16.
A pessoa competentemente aulorisada' pelo aferi-
dor, faz ver a quem inleressar possa, que o prazo
marcado pelo regiment municipal Onalisa-se uo
dia 31 de dezembro prximo futuro, e que depois
nao se chamein a ignorancia.
No dia sexta-feira 1 de dezembro
corrente, desappareceu um moleque cri-
oulo de nome Joao, com idade de 16an-
nos, estatura regular, cor bem retinta e
olbos grandes, levou camisa de riscadode
algodaoazul muito desbotada, e calca de
algodao azul tambem desbotada : roga-se
as autoridadespoliciaeg e capitaes decam-
po, a captura do mesmo, e mandarem-o
a rua da Cruz n. 26 primeiro andar, ou
ao sitio do Chora-Menino, entrega-lo ao
seu senhor F. Coulon, que recomjiensara'
,com generosidade.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Hoje espera-e o vapor inglez Impe-
rador, conductor das listas da 20 lote-
ria das casas de caridade, da qual ainda
existe um pequeo numero de bilhetes e
meios bilhetes ; assim roga-se as pessoas
que tem em as lojas bilhetes apartados,
que hoje mesmo os vo buscar : os pre-
mios serao pagos por inteiro sem o des-
cont dos 8 por cento do imposto geral,
logo que se bzer a distribuicao das mes-
ma listas.
Quem Ihe fallar um cachorro d'agua, procure na
rua Imperial n. 53, qne dando os signae cerlos Ihe
ser entregue.
Os Srs. Innocencio Pinhero Correa e Francis-
co Mendcs Pereira lem cartas e encommendas na
rua lana do Rosario n. 28, loja.
Aluga-se o armazem da rua da Praia n. 2, do
patrimonio da veneravel ordem lerceira de S. Fran-
cisco desta cidade : os prctendeotes dirjam-se ao
carssimo irmsoministro, pessoa competente para
alugar.
O abaixo assignado, alferes do 9. halalho
de nfantaria de linha, fazscienle ao respeilavel pu-
blico que elle segoe no vapor Tocanlis para a pro-
veca da Baha, com Ires mezes de licenca do go-
verno imperial, e leva o sen escravo crioulo, ofli-
clal de sapateiro, por nome Filippe, e declara que
relra-se sem dever um real a pessoa alguma. Re-
rife 6 de dezembro de 1854. Raymundo nonalo
da Silca.
A viuva Anua Proflra do Sacramento e futios,
da Granja na provincia do Cenia, derlaram que na
praca de Pernambuco, o seu nico, legitimo e bas-
tante procurador he o Dr. Anlonio Joaquim Ayres
lo Nascimenlo, com a qual >e poder tratar dos
seus negocios particulares. Orando sem edeito lodo
e qualquer contrato celebrado pelo seus anteriores
procuradores.
Aluga-se na Capung.i Nova urna grande casa,
acabada de novo,com commodos para grande familia,
muilo fresca, tem cocheira para earr e estribara
pira Ires cavallo ; tambem aluga-se urna casa na
estrada da Casa-Forle,defronle do ehaguao.com muilo
bom baoho, est piulada e prnmpta,de boas commo-
dos.para fesla! a Iralar na estrada dos Affliclos.in.lo
do Manguinho defronle do muro do Sr. Saporiti,
segunda casa ; tambem aluga-e a casa dos Afilelos
para a fesla : a Iralar na mesma.
Aluaa-se orna casa na povoac/ffo do Monleiro :
a Iralar no Calderciro sitio que foi do Sampaio.
RETRATOS.
No atierro do Boa Vilsla n. 4, lerrelro andar,
ciiiiiinin-sc a tirar retratos, pelo syslema crystaloty-
po, com muila rapidez e perfeicAo.
Guilherme Selle lem ordem para comprar al
100 acees da companhia de Bebiribe : na rua do
Rangel 11. 45, 011 na rua do Queimado o. 21.
-7 A pessoa que annunelou no Diario querer urna
mulher para arompanhar urna familia para Porlogal,
annuncio sua morada que ha quem queira.
Precisa-se de um bomcm que enlenda perfei-
(amenle de rcnac.lo : na rna da Cadeia Velha n. 7,
loja de miudezas.
Aluga-se para se passar a fesla ama casa no lu-
gar da Torre, tem 2 salas, 2 quarlos, dispensa, co-
zinha fra, copiar, janellas envidracada, e muilo
perlo do hanlio : quem a pretender, enlenda-se no
sobrado da rua de Santa Thereza, que achara eom
quem Iralar.
I' lll.iaao DO INSTITUTO HOMEOP.V-
illll II DO BRASIL.
THESOL'RO HOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO
PATHA
Methodo conciso, claro e seguro dt curar homeo-
palhicamente todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rel-
nam no Brasil, redigido teguado os raelhores Ira-
lados de homeopalhia, lauto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgem Pinh... Esta obra he hoje
raconhecida como a melhor de lodas que tralam da
apphcacaj homeopalluca no curativo das molestias.
Os curioso, principalmente, nao poden! dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulla-la. O pas de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capitacs de navios, ser la nejos ele. ele, devem
te- la a mil o para occorrer prompumenle a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em brochara por 10SOOO
eocadernados 118000
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mando Novo) 11. 68 A.
COMPANHIA DE JJEBERIBE.
A aclministraro da companhia de Be-
Leribe, resolveu em sessao de 2i do cor-
rente, por em arrematacao a taxa dos
cluil'arizes por bairros, ou coi sua totali-
dade, por terapo de um anno, a contar
do I de Janeiro de 1800 ; para o que con-
vida a quem tal arrematacao convier, a
comparecer no escriptorioda companhia,
no dia 12 de dezembro prximo vindou-
ro ao meio dia, com as suas propostas em
carta fechada, nas quaes deverao ser de-
clarados os liadores dos concurrentes, que
poderao obter os precisos esclarecimento
a'cerca do rendimento da taxa, no escri-
ptorio da companhia, das 9 horas da ma-
uhaa, a's o da tarde de qualquer dia til.
Recife 25 de novembro de 1854.O se-
cretario. Luiz da Costa Portocarrero.
9 Na estrada dos Afilelos, silo confronte a 9
;5 caprlla, do-se consullas hnmeopalhicas. 9
Aluga-se urna casa terrea 11a povoarao do Mon-
leiro, com a frente para a iareja de S. Panlalcao,
muilo limpa, Iresra, com commodo njira familia re-
galar, lendo urna porla c duas janellas ua frente: a
Iralar com Anlonio Jos Rodrigues de Souza Juuior,
na mesma povoac,,1o, ou na rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
No hotel da Europa da rua da Aurora, d-se
comida a loda a hora do da, e farnece-se almoro e
janlar para fra meosalmenle, por prec,o muilo ra-
zoavel.
Aluga-se a loja do sobrado de um andar, no
alerro da Boa-Vista, junto a de um cullleiro, e con-
fronte a rasa doSr. Anlonio l.uiz Cionc,alves Ferrei-
ra, propria para qualquer e-labelecimcnlo : a tralar
no dilo sobrado, uu na rua da Cadeia do Recife, es-
criplorio o. 3.
11 crniv/iri


9
O escrivao da irmandade de N. S. da Concei-
cfe da igreja da Congregado, convida a lodos os ir-
inus para que se dignem comparecer no domingo,
10 do correle, as 10 horas da matihaa, no cousislo-
rio da mesma igreja, para se proceder a eleico da
nova mesa regedora que tem de funecionar no auno
de 1855.
Oflerece-se um rapaz para pralicar de caixeiro
cm qaalquer estabelecimeolo, excepto venda ; quem
pretende dirija-se a ra da Assumpco u. 36, 2.
andar.
Na ra do Crespo n. 17, precisa-se de um es-
cravo |Mir aluguel, qae seja fiel, para fazer o servico
de urna casa de familia, e paga-se bem.
Precisa-se de um caiieiro para laberua, de 12
a 15 anuos de idade, com pralicu ou seui ella : na
praca da Boa-Vista n. 20.
Tt ^ aDa'X0 asignado," lliesoureiro da irmandade
de N. S. da Boa-viagem, convida a todos os devedo-
res de foros Irosados dos terrenos perlenceules ao
patrimonio da mesma Senliora, para que ale o dia
15 do correnle mez venliam pagar os dilos foros, e
decidirem se continuam na posse dos mesmos terre-
nos, ou se querem desistir della; dirigindo-se para
isso na na da Saudade, defronte do Hospicio, quar-
ta casa.Jos fibeiro Guimaraet.
Deseja-se fallar com o Sr. Tliomaz de Aquino
Miuricllo, uo escriptorio da Viuva Amorimiv. Filho,
ra da Cruz, afim de se entregar urna eucommenda
vinda da Parahiba.
Offerece-se un moco portuguez para caixeiro
de loja ou armazem de assucar, ou caixeiro de ra,
cfai qualquer negocio com seu patrio : quem pre-
cisar, dirija-se ra do Rosario u. 24, botequim,
que achara com qoem tratar.
A pessoa que quizer 1008000 no Porto, dirija-
se ra da Praia n. 32.
Traspassa-se a chave da loja da ra do Quei-
mado n. 49 : a tratar na ra da Cadeia do Kecife n.
15, primeiro andar.
Na roa das Cinco Ponas, casa u. 134, se dir
quem d dinheiro a juros sobre penhores de ouro e
prala, sendo da quanlia de UgOOO para cima.
Perdeu-se na loja da ra Nova n. 4, urna leltra
de 1259000 a vencer-se a 23 de feverciro do aono
viodouro, aceita por Manoel DomiuguesdeSanrAn-
na, a favor d Jos Caelano Vieira da Silva, e endo-
rada porRaphael Feliz Jos Garca : roga-se pois, a
todas as pessoas a quem a mesma fr apreseolada,
nenhuma Iransaccao fazer, pois que eslao preveni-
das as pessoas cima.
_ Aluga-se o terceiro andar da casa da rna do
Vigario n. 9 : a Iralar uo mesmo segundo andar.
Precisa-w alugar um criado forro ou caplivo,
para o servico de casa da um homem sollciro : a
fajlar na ra do Trapiche o. 38, no primeiio andar.
Carlos Fiedler segu para o Kio de Janeiro.
Alugam-se 2 casas com bastantes commodos,
para se passar a frsla, no lugar de Cachaog : a tra-
tar no mesmo lugar, prximo d'agua frrea, ou na
ra do Canno n. 42.
Aluga-se a sala da frente do primeiro andar
do sobrado n. 17, na ra da Cruz, cora commodos
para escriptorio : quem a pretender, dirija-se ao ar-
mazem n. 25, na mesma roa.
DIARIO OE PERMfflBUCO, QUINTA FURA 7 OE DEZMBRO DE 1854
Josepha Candida de Mello declara que ella
he a inquilioa da casa n. 9 na ra Bella, como cons-
ta nao ai do papel de fiauca de 509000 rs.,' que
preslou para garanta ao propietario em 23 de jnlho
de 1851, cojo papel para prova de ser passaifc na-
quella poca esta sellado em 24 d'aquelle mez e an-
no, como dos recibos desde 23 de setembro do dito
anno, e a mobilia que esta na mesma casa he da an-.
uncante, que faz o presente aununcio para que al-
guem que se julgue credor do Sr. Jlo Otorio de Cas-
tro Maciel Monteiro, nao lenha o incommodo de re-
querer penhora na dita mobilia, porque lera de per-
der o Irabalho e pagar as cusas.
CHARUTOS.
O dono da fabrica de charutos estabelecida na roa
Nova n. ,j6, lem o salisfacao de anuunciar ao publi-
co, e especialmente aosseus freguezes, que acaba de
Teceber um completo e variado sortimento de cha-
rutos da Baha, dos autores mais acreditados daquol-
la provincia, entre os muitos ttulos que serSo pa-
tentes aos compradores, merecen) especial menrao
os seguinles: Regala, S. Flix, Regalos de Hava-
na, Fama, Primores, Mil Flores, I.anceiros, Rega-
la, Regala Imperial, Senadores, Paluscos, Emilios,
laya, Amantes. Na mesma fabrica existem supe-
riores e legtimos charutos de Havaoa da fabrica de
ose Mana Moreyon & Roxas, cstabelecdo om Co-
pa ; avista do que espera-se a concurrencia e pro-
leerlo publica.
Precisa-se de um criado forro ou caplivo, para
o servico externo e interno de urna casa de pouca fa-
milia : no Passeio Publico, loja n. 11.
John Rich Dunley, capitaa-da barca ingleza
Guatimala, faz scienle que nao se responsabilisa por
qualqner divida que possa conlrahir a sua Irinolacao
nesle porto.
O padre Joao Capislrano de Mcndonca, profes-
sor de geographia, chronologa e historia do lyccn
desta cidade. abri no 1. do correte, na casa de sua
residencia, na ra Nova n. 51, nm curso de geogra-
phia e outro de relhorca : os senhores esludantes
que os quizerem frequenlar, poderao dirigir-se i
mencionada casa a qualquer hora.
No paleo do Terco n. 21, precisa-se de um
ama com hom leile.
' C- Fiedler, segu para o Rio de Janeiro.
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Santo, erecta no convenio de Sanio Amonio
do Recife.convida a lodos os seua charissimos irmaos
para romparscerem jio dia 8 do correnle pelas 9 ho-
ras da manhaa, e as 5 da larde para acnmpauliarem
a procrcsao da imagem de N. S. da CouceicS do mes-
mo convenio para a ordem lercrira e assistirem a
fesla e Te-Deum,que ah celebraraoos religiosos,por
se acharem imposibilitados de fazerem no sen con-
venio por causa das obras que se eslao fazendo.
Aluga-se ama casa no Monleiro a margem do
no, pintada de novo, com excellentes commodos pa-
ra qualquer familia passar a fesla : quem a preten-
der dirija-se a rna da Cadeia do Kecife loja n. 53.
Precisa-se de um preto forro ou caplivo que
saiba cozinhar o diario de urna casa que se promet-
le pagar generosamente : na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 30.
Na ra Direila numero 91 primeiro andar,
precisa-se de urna criada para servir a urna pessoa
oque sirva de porlas para fora : a tratar na casa
cima a qualquer hora do dia.
Manoel Peixoto de Lace da Wcrnek, nao po-
dendo pela brevidade de sua viagem, despedir-se
pessoalmcnte de todas es pessoa que o honram com
e sua eslima, prevalece-se desle jornal para cum-
prir tao sagrado dever, offereceudo-se na corte ou
em qaalquer parte em que se adiar ao serviro des-
55 mesma' Pessoas, cujos bons oftlcios de hos'pilabi-
lidade jamis esquecera.
O cautelistu Salustiano de Aquino
Ferreira, exercendo interinamente o lu-
gar de thesoureiro das loteras provinciaes,
avisa aorespeitavel publico, que a lotera
de N. S. do Livramento corre induhita-
velmente debaixo de sua responsabilidade,
no dia 16 de dezembro, as 8 horas da ma-
nhaa. no consistorio da igreja da Concei-
cao_ dos militares, seja qual for a quantia
de bilhetes que licarem por vender ; no
da 19 paga os seus billietes eos bilhetes
premiados do respectivo thesoureiro de
100$000rs. para cima, na ra do Colle-
gio n. 15, das 9 horas da manhaa at a's
3 da tarde, e os do mesmo dinheiro sao pa-
gos as lojasja' conhecidas do respeitavel
publico: abaixo vai notado o plano da
referida lotera. Pemambuco 4 de de-
zembro de 1854.Salustiano de Aquino
Ferreira
PLANO.
Para a terceira e ultima parte da sexta
lotera de N. S. do Livramento.
4,000 bilhetes a 5#000. 20:000^000
Benelicio e sello de 20 p. c. 4:0005000
1 premio. t m
1 dito. .
1 dito. .
1 dito. .
2 ditos. . . 200.S000
2 ditos. . . 100^000
\ ditos. . . 50jj000
10 ditos . . 20J000
10 ditos . . 10.1000
1,500 ditos de . 5. 16:000,1000
5:000.1000
2:000^000
1:000.l000
400S000
400.1000
2O0S000
200(000
200^000
100,1000
6:000.1500
1,532 premiados.
2,668 orticos.
16:000.1000
4,000
O thesoureiro, Francisco Antonio de
Oliveira.Approvo.Palacio do gover-
no de Pernambuco 4 de de/.embo de
1 ^~KtJfOBnedo, Conlbrme.Anto-
nio Leite Je Pinho.
Os tres primeiros premios estao sujeitos
aojmposto de 8 por cento.
ai CIRSO DE FR4INCEZ.
O bachaiel Witruvio, no 1 do correnle,
abri um curso de francez, para os que
quizerem habilitar-se para o respectivo
exame no principio do anno : os preten-
dentes podem procura-lo na ra das Cru-
zes n. 22, primeiro andar.
u~ filZE?*."loja da asa d* rua da' Cru"s D-
41 : a Iralar na mesma.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA DO COaLUSGIO 1 AWDAH 25.
O l)r,, P. A. Lobo Moscozo d consullas homcopalhicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio da, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou nole.
Ofierece-se igualmente para pralicar qualquer operaeo de crurgia. e acudir promplamente a qual-
quer mullier|que esleja mal de parlo, e cujascircumstaucias nao permillain pagar ao medico.
HO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO B0SC0Z0.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de mcddieina homcopalhica do Dr. ('.. 11. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes encadernados em dous c acompanhado de
um diccionario dos lermos de medicina, cirurga, analoipa, etc., ele...... 90(000
que
MENTOS
soas que se querem dedicar ;i ortica da veriadeira medicina, interessa a lodos osr mdicos'que quizerem
experimentar a 'oulrina de Ilahnemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhores de engenho que eslflo longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capilaes de navio,
qoe urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circunislancias, que uem sempre podem ser prevenidas, s3o obriga-
doi a preslar in mnlinenli os primeiros soccorros cm suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou irsiluccan da medicina domestica do Dr. Hering,
obra la in Le m ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da homcopalhia, um vol-
me grande, acompanhado rio diccionario dos lermos de medicina...... OSOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurga, analoniia, etc., etc., encardenado. .'tjJOUO
Sem verdadeiros c bem prepararlos medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralia da
homeopathia, e o proprielario desle cslabelecimcnlo se lisongeia de Ic-lo o mais bem inonlado possivel e
mnguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de i mcdicamenlos em glubulos, a IOS, 129 e 159000 rs.
............... 9MOO0
.............. >9000
.............. :iU9iioo
............... 605000
................ 1JSOO0
.,.-..- <. IIM l.l nn.^,1 uc IIIIII1IM, ,... **>(HM)
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eucommenda de medicamentos com loda a brevida-
de e por presos rauito commodos.
Ditas 36
Ditas 18
Ditas HO
Dilas 144
Tubos avulsos
Frascos de meia onra de lindura. .
ditos
ditos
ditos
di los
TOAL.HAS
E GUAHDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linlin, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
Lava-se e engomma-se com loda a pcrfeico e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, eslabelecido na roa larga
35 do Rosario n. 36, sesnndo andar, colloca den-
S tes com gengivasartifteiaes, e dentadura com-
$ pela, ou parte della, com a presso do ar.
Tambem lem pata vender agua denlifricedo
9 Dr. Picrrc, e p para denles. Rna larga do
A Rosario n. 36 segundo andar.
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
(odasde summa importancia :
Hahnemann, tralado das molestias chronicas, 4 vo-
iames............2050110
1 esle, iroleslias dos meninos.....6-5000
Hering, homeopalhia domestica....."3000
Jahr, pharmacnpcaliomeopalhica. 65OOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... UteOOO
Jahr, molestias nervosas.......6S000
Jahr, molestias da pelle.......8OIKI
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 16)000
Ilarthmann, tratado completo das molestias
dTK meninos..........KHMMi
A Teste, materia medica homeopathica. H^xm
De Fayolle. doulrina medica liomeopathica 7,>000
Chuica de Slaoneli........(isOOO
Casling, vcrda'dc da homeopalhia. 4B000
Diccionario de N> sien.......10M00
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descrip;o
de todas as parles do corpo humano 305000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
Ihico Uo Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o servco de bolieiro um cscra-
vo mualo com muita pralica desse oflicio. Na rua
da Saudade frouleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourenco Trigo de I.oureiro.
O.Sr. Joaqum Ferreira que leve loja na pra-
ciiiha do I.ivramento lem urna carta na linaria ns.
6 e 8 da prara da Independencia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, e cal virgem, chegadaba
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpbo Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lite diz respeito.
Precisa-se de urna ama secca, para
casa de pouca familia : na rua da Praia
n. 6i.
{. m, DENTISTA,
continua a residir na rua Nova n. 19, primei-
ro andar. r 5
99 3 S
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na rua Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, medianiea razoa-
vel convencao que pessoalmente oH'ere-
cera'.
Precisa-se de urna ama de leite forra 00 capti-
va : na rua Bella n. 20.
Perdeu-se um conhecmentode n. 90, cto qUan_
lia de OOOOO, recebdo na thesouraria da fazenda
desta provincia : quem o liver adiado, ou por qual-
quer modo delle esleja de posse, dirija-se rua da
Praia de Sania Rila n. 42, que ser generosamente
gratificado, alm do agradecimenlo.
Cozinheiro.
Di-se bom ordeuado para um cozinheiro francez,
que seja perito na sua arle : quem pretender, aniiun-
cie por este Diario para ser procurado.
Precisa-se de um criado francez, inglez ou al-
lemao : quem pretender, annuucie por esta (ollia
para ser procurado.
Arrenda-se um grande silio em um dos mais
prximos arrabaldes desta prar.a, com casa de sobra-
do, grandes baixas para capim, e proporcoes para
suslenlar animalmente de 25 a 30 vaccas de leile :
a Iralar na rua do Crespo, loja n. 15.
Precisa-se de urna ama de leite: na
rua de S. Francisco, palacete novo.
~ Precisa-se de 0111a boa ama de leile, forra ou
captiva : na rua da Aurora, casa nova junto a do
Sr. Gustavo Jos do Reg.
Joao Pedro Vogeley, fabricanle de pianos, afi-
na e coneerla os mesmos com loda perfeicao e por
mdico preco : todas as pessoas que se quizerem uli-
lisar de seu presumo, dirijam-sc ; rua Nova n. 41,
primeiro andar.
Aluga-sc ama casa c silio com commodos para
urna regular familia passar a fesla, no lugar da Bai-
la \ crde da Capung: a Iralar na rua do Qucima-
do n. 12, ou em dita Capunga, taberna de Francis-
co Jos Mreira.
DO DR. CASANQVA,
RLA DAS CRI7.ES N. 28, w
vendem-se carleiras de homeopalhia de lo- K
dos os lamanhos, por precos milito era conta. S
Elementos de homeopalhia, 4 vols. 65OOO IR
Tinturas acscolhcr, cada vidro. I5OOO
lubos avaltoa a escolhera 500 c 300
Consultas gratis para os pobres.
AttencAo .
Aluga-se um excellcnlc sliono principio da estra-
da da Joio de Barros, defronte do silio da Cscala,
proprio para morada de qualquer familia deccnle,
qual tem boa casa de vivenria, com 2 salas, gabinete
separado, 5 qoartos, 1 dilo para csrravos, despensa e
coziulia, lem bastantearvoredo de fruclo, no qual se
conla 1 pomar com 125 ps de larangciras, exrcllcn-
le locar para horla, 1 pequeo jaidiiu, 1 grande ca-
cimba com bomba de ferro, e mais commodidades
que o loruam recommendavel, como lambem por ser
quasi dentro da cidade : quem o pretender, dirija-se
ao mesmo silio a tratar com a viuva Leonor Jorge.
No mesmo sitio se vende urna porrao de vaccas de
leile com crias ecm ellas, oalguruas prximas a pa-
rir, 2 garrotes pequeos ele. etc ; lodo esle negocio
se faz muilo em conla porque a sua proprielaria lem
de se retirar para Lisboa no prximo vapor ; e na
mesma se acha para alugar 2 pretos e. 1 preta para
lodo o servijo, lano de campo como da praja. 1
Aluga-se urna escrava fiel, a qual cozinlia,
compra, e engomma : na rua Direila 11. 2.
Roga-se ao Rvm. Sr. padre Jos Tei-
\eira de Mello, vigario da freguezia do
Buique, que mande pagar o que deve na
rua Direita n. 1 \, tanto a sua conta co-
mo o endosso que S. Rvm. mandou dar a
Salustiano Ferreira da Costa, morador noa
lugar denominado Mulung, que soturna
a dita quantia rs. 1:361^950 ra o ju-
ros, isto no anno de J 852, pois o seu cie-
dor ja' esta' cansado de ser engaado, co-
mo toi em Janeiro do dito anno, que en-
ganou ao portador que la' foi.e S. Rvm.
mandou dizer que ja' tinha mandado pa-
gar, e ate hoje anda nao se recebeu, gas-
tando o seu credor con; o portador que
la' foi 100000 rs., fora o aluguel doca-
vallo ; pois o sou credor roga-lhe que nao
seja tfio desconhecido, que alm disto lhe
tem prestado os seus serviros em outras
cousas mais; portauto o seu credor lhe
participa que ja' pagou nesta praqa a
dita quantia, porc'm nao foi com as car-
tas que o Rvm. padteJos Tcixeira de
Mello lhe tem mandado.Jos Pinto da
Costa.
COMPRAS.
Compram-se duas prelas para o servico de ca-
sa, que saibao cozinhar e engommar bem, sao para
servir nesla cidade, c se quer de boa conducta e sem
defeilo physico; agradaudo se pagarao bem : no lar-
go do Corpo Sanio n. 6.
Compram-se escravos para se exportar, lendo
boas figuras ; paga-se bem : na rua Direila n. 66.
Compram-se acroes da companhia de Bebcri-
be : no Passeio Publico n. 7.
Compram-seescravos de ambos os sexos, sendo
bonitos e com habilidades, pagam-se bem ; assim co-
mo tambera se recebem para vender-se cm commis-
saa : na rua Direila 11. 3.
SEMENTES DE CARRAPATO.
Na fabrica de oleo da rua dos tiuararapes : com-
pra-se constantemente qualquer porrao de semeules
de carrapalo.
VENDAS
rOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
olhtnhas impressas nesta typograpba,
tanto de algibeira, como de porta, sendo
estasa 160 rs., eaquellasa 520; ebreve
estarao promptas as ecclesiasticas e de al-
manak: na livraria n. t e 8 da praca da
Independencia.
COM TOQUE DE AVARIA.
Chitas escutas e lixas a 4$500 e 5$000
rs- a peca: na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
p CAMBR4I4S DA IIKRATMZ
PARA VESTIDOS DE SENHOUAS,
fazenda nova, vinda da Europa pelo vapor Impera-
dor, por commodo precio : na rua do Queimado n.
17, loja.
) Palitos francezes.
f Palitos c sobre-casacos francezes de pan-
M "no' de brelanha e alpaca: na rua No- Z
^y v^a loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & F- W)
SACCAS GRANDES.
Vende-se farinha de mandioca em saccas grandes,
por preco baralo, para acabar : na rua da Cadeia do
Recife, loja de Bastos & Uonralves.
CHITAS FRANCEZAS.
Vendem-se chitas francezas muito finas, e novos
padroes, por preco baroto : na rua do Queimado n.
38, m frente do becco da Congregarlo.
No Bazar Pernambucano', venilem-se peras de
iranias de algodao eslreila e de cures para infeilar
vestidos a 500 rs. a peca, rozetas de ouro e de bri-
Ihanlina a IOS o par, meios aderemos de dilo a 20
frascos com paslilhns para o pcilq. dilas para o esto-
mago, amendoas confeitadas, ludo\baralo.
Vendem-se presuntos inglezespara fiambre.dilos
hamburguezes, queijos de pinha muito frescaes, di-
tos londrnos, macaasdasmelhores que lem vindoao
mercado porserem muilo novas e a mais grandes
que tem eparecido, em barricas grandes e aosecntos,
pelo preco de teSfOOO rs. o cento, marmeladas em
latas pequeas e grandes c latas de ameixas francezas:
na rua da Cruz do Kecife n. 46.
Vende-sc ama morada de casa de pedra e cal
pa povoasao dos Afogados, rua do Mutocolomb n.
36, assim como um sitio no lugar do Peres com urna
pequea casa de madeira, comeado no mesmo fruc-
leiras de diversas qualidades c anda nova, cercado
de espinho : quem pretender, dirija-se casa do pro-
prielario, no pateo da Paz n. 74
Vende-se urna escrava parda, propria para lo-
do o servico : quera a pretender, dirija-se alora de
Portas, roa do Pilar n. 85, segando andar.
$
Wj Bonito cabriolet.
Vende-se na rua Nova, por baixo da ca-
M) niara municipal, cocheira do Sr. Quinleiro, Ja
W CUJ I descoberto com bous arreios : ludo #9
i^) por preco commodo, e a vlsla faz f. B
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica-
da ha pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira,
estribara, etc., etc.: quem pretender
com))rar esle predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara
qualquer negocio.
Vendem-se em casa de S. P. Johnss
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. .42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Scllins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farelio eni saccas de 5 arrobas.
Fornosdc farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobne de forro.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
r'endem-te na botica de llar Uto lomen Francisco
de Souza, rua larga do Rosario n. 36, por menor
preco que ero outra qualquer parte.
RISCADOS ESCOCEZES
A 300 RS. O COVADO.
Vendcm-jc na rua do Queimado, loja n. 17, ao
pe da bolica.
C4SSAS FRANCEZAS
A 320 rs o covado.
Vende-se na rua do Queimado, loja n. 17, cassas
francezas novas, de cores fixas, pelo baralo preco de
320 rs. cada covado.
ULPOIENE DE l\\ ESCOCEZ
A 500 RS. O COVADO.
Na loja n. 17 da rua do Queimado, ao p da boli-
ta, vende-se alpaca de la escoceza, chegada pelo ul-
limo navio, a qoal fazenda na Europa so d o nome
de Melpomene de Escocia, muito propria para rou-
poes p vestidos de senhora c meninos por ser de mui-
to brilho, pelo commodo prero de 500 rs. cada co-
vado ; dao-se as amostras cora penhores.
($) Chapeos para senboras. ($)
l) Na rua Nova loja n. 16, de-Jos Luiz Pe- (k
reir nose elcganles chapeos de seda de blond, W
m a 165000, 185OOO e 205000 rs. A
Vende-se um cavallo gordo, que an-
da bem baixo: na rua larga do Rosario
n. 50.
He o mais barato possivel.
Corles de cambraia de babado dos mais modernos
a 45-jOO: dilusde cassa roa com barra a 20500 ;
ditos de cassa de cores, com barra, muito bonitos a
33 ; dilos de cambraia de seda a 73; ditos com ba-
bados de muito goslo ; corles de seda lavrada supe-
rior qualidade ; lencos de garra com palmas de seda
de bonitas cores a 600 rs. ; dilos de cassa a 160 ca-
da um ; cambraia desalpicosde cores; casemira de
cores a 5-3 o corle ; dilas do algodao mullo eucor-
padas a 380 rs. o covado ; e oulras muilas fazendas
que se veuderao por commodo preco: na rua do
Queimado n. 2:2, loja de Leopoldo d Silva Qeiroz.
A lsGOO o covado
de seda de quadros de lindos padroes : na loja de
Leopoldo da Silva Qneiro/, rua do Queimado n. 22.
(Jy Seda para vestidos.
O Corles de sedas de quadros. goslo escossez, t>
. com 17 covados, a I63OOO, 2O5OOO e 253000 W
rs., dao-se amostras cum penhores : na rua (Jt
Nova luja n.-Ki, de Jos Luiz Pereira A- z
Filho.
LOTERA DE S. DO LIVKAMEMO.
Andam as rodas desta no dia 16 do cor-
rente mez.
Na praca da Independencia lojas dos Srs. Fort-
nalo, Faria Machado c Arantes, na rua do Queimado
loja de ferragem doa Srs. Souza & Freir, e praca
da Boa-Visla, loja de cera do Sr. Pedro Ignacio
Baplista, acham-se venda os bilhetes e cautelas da
lotera cima aos precos abaixoi, cujos bilhetes e
meios bilhetes sao pagos por inleiro sem o descont
dosoito por cento da lei nos premios grandes.
Bilhetes inleiros 53500
Meios bilhetes. 258OO
Quitos.....15500
Oitavos..... 800
Decimos..... ~O
Vigsimos .... 400
y; Chapeos para homem. (0)
@ Na roa Nova loja n. 16, de Jos Luiz Pe- (?;
* reir & Filho, veodem-se ns mais modernos 2*
W chapeos com elegantes formas, chegadosiW
(J*_Iielo ultimo navio francez. ft)
AcJia-se a venda diversos gneros de superior
qualidade recentemente chegados de Philadelphia e
por preco commodo, sendo o seguiute :
50 barris de carne salgada e de porco.
150 ditos de presunto.
6 caixas com cita hysoD.
6 ditas com cli prelo.
12 parelhas de ceibas.
6 duzias de baldes pintados.
Verniz prelo, alcalrao, breu, verniz branco, vas-
souras de ramo de trigo.
50 caixas cora vinho branco ( Sherr} ) de urna e
duas duzias rada urna.
> caixas cora vinho do Porlo, bom, de 2 dazias
cada urna.
50 duzias garrafas de agurdente do Franca c
mais frascos com conservas e fruclas, nimio mais g-
neros appropriados para occasiao da fesla : os pre-
tendemos priem dirigir-se ao armazem da rua da
Cruz u. 9, de Davis (J; C.
999 9S9:999 H^Ssi
(A Chales de seda, marrteleles e capolinhos /A
Z? s mais moderaos c melhor goslo, camisas W
B c romeiras de cambraia. o romeiras de re- tft
ltK Iroz : iki rua Nova loja n. 16, de Jos Luiz a
%' Pereira & Filho. f
No Bazar Pernambucano, vendem-se camisus
derelroza 143, romeiras prelas e malisadas a 83,
vestidos de selim branco bordados de vellido por 0O3,
manteletes de cambraia bordados a 53, cantisinhas
de dita dilo a 13120, litas de todas as larguras muito
baratas, biros a imilacap dos de linho, ditos de seda,
ditos de linbo, lambem muito baratos, ricos jaqueis
bordados para meninos de cinco a sele annos, e ou-
Iros muilos arligos que s nao comprara quem nao
liver dinheiro.
LOJA DE TODOS OS SANTOS
Ruado Collegio n. 1.
Chegou mesma loja cima um grande sorlimenlo
de eslampas de sanios e sanias em quadro dourado,
pela diminua quantia de 320, 13000 e 13280 ; lam-
bem um rico sorlimenlo de pulceiras, pelo diminuto
preso de 36OO e 23000 ; ricas caixas de costura pa-
ra senhora e menina ; tambera tem ainda um resto
de manguinhas de vidro, que se vendem pelo dimi-
nua quantia de 500 rs., 800 rs., IjjOOO e 13200.
Vende-se um cscravo da Costa, bom para Iodo
o serviro: a tratar na rua do Queimado n. 18,
CASA DA FAMA, NA RUA DIREITA N. 27.
Vende-se manteiga ingleza a 180 e 560, franceza
a 560 e 600 rs., alelria a210e 320, toucioho de Lis-
boa a 360 e400rs., queijos novos a 1&I80 e I36OO,
assucar fino a 100 rs. c 120, azeile doce a 610 e 720
a garrafa, farinha do Maranhao a 140e 160, de gom-
ma a 80, 100 e 120, dila de araruta a 240 e 280,
velas de carnauba a 360 e400 rs. a libra, caixinhas
de 100*charutos ,1 I3OOO c 900 rs., cha hysson a 2
e 1390o, dilo do Bio de Janeiro a 13.500, I36OO c
13700, assucar someno a 80 e 90 rs., batatas a 80 e
100 rs. a libra.
Vende-se a casa lerrea 0.54 da rua do Caldei-
reiro, rom grande quintal : quem a pretender com-
prar, dirija-se rua do Crespo 11. 17.
Os grandes c fortes chapeos de sol de panninho
que ecrvem de barraca para serviro de campo, ven-
dem-se na rua da Cadeia do bairro do Recife, loja
n. 53.
Vendc-se superior rap Paulo Cordeiro chega-
do pooximainenlc cm libras, meias dilas e oitavas :
na prara da Independencia loja 11. 3.
Vende-sc boas vaccas de leile, oulras prxi-
mas a parir, novilhas e garrotes uo silio do fallecido
(juilherme Palricio na Piranga e a Iralar na roa
do CoMegio n. 13, segundo andar.
Vende-sc urna taberna em Ulinda no lagar de-
nominado o Balde, com poneos fundos propria para
um principiante, em boa localidadepara se afregue-
zar com matulos, i casa lem commodos para familia:
o amillonante vende em razio dse retirar para fora
da provincia.
Vende-se urna tnica branca bordada de ouro,
propria para vestir imagem do Menino Dos, cora
um palmo e meio de allura : na rua do Vigario 11.
14, segundo andar.
Vende-se urna escrava crinla, sem vicios e
com alguraas habilidades, sadia e bonita figura, que
cose, engomma e faz lodo o servico da urna casa :
na rua dos Prazeres lerceira casa lerrea nos Coelhos,
o motivo se dir ao comprador.
Vende-se um moleque de bonita figura, sadio,
idade 7 aunos ; na rua do Crespo n. 10.
Vendem-se 5 escravos, sendo 1 oplima escrava
boa engommadeira, faz bem labyrinlho e cose chao,
2 moloques de idade 20 anuos, Tundo mnlatinho de
11 anuos, e J prelo de bonita figura: na rua Direita
n. 3.
Aos esludantes de preparatorios.
Vendem-se os seguidles livrus em bom eslado :
una geometra de Lacroix por 83900 ; urna chrono-
logiade Bernardino Freir por 19500; urna dita
por Velle/. por 610 ; urna potica por Fonseca por
29000, um compendio de geographia por Vcllez por
3-3000, direilo civil por Mello Freir, quasi novo,
por 13060, stiras de ioleau por I5OOO, viagem ao
redor de meu quarlo por 610 : na rua do Collegio,
loja de eiicailcrnarao 11. 8, do Nogueira-
Boaveniura Jos de Castro Azcvedo, com loja
e fabrica de rhaiieos, na rua Nova n. 52, querendo
acabar cora os restantes de miudezas e calcados, esta
disposloa vcude-los por muito menos dos seus cusios,
como prova pelos precos abaixo mencionados : bar-
zeauins inglezes para senhora, pelo dirainulo preco
de2500O; (apatas de eordavlo de lustre a 13000;
ditos de duraque a 800 rs., ditos francezes de bezer-
ro para homem a 500, dilos para menino, obra
nova e muito fortes a 2)240, lencinlios do cassa para
inao a 280, mcias moilo linas para senhora a 320
361) e 400 rs., dilas para liomrn a 160, 200 e240,
caixinhas com alfineles cabera de chrislal de ludas
as cores, proprios para ornamento! das senhoras a
400 rs., sapaUnbo) de laa para meninos a 500 is.
loucasde dita do ultimo goslo a 560, barretes do re-
ros abcrlos para meninos a 160, aboloaduras para
palitos a 160, ricos estojo de escovas, que s a cai-
vinha vale o dinheiro a 3000, honcles de aleado a
720, chapeos de fcllro francezes cor de ganga ama-
relia a 29OOO, dilos de palhinlia para hornese me-
ninos de ambos os sexos a 23000, bonetes francezes
do velbulina escoceza a 720, correnles para relogio
de ouro da California a 23000, caixinhas de clcheles
a 60 rs., e outras muitas fazendas que nao as men-
ciona para nao tornar o annuucio enfadonlio; aellas,
freguezes, que o lempo he proprio.
Na rua da Alegria n, 8, ha para vender o me-
lhor cha hyson em la las de duas libras.
Vende-sc nm braco de balanca, grande e de
conchas, com alguns pesos : confronte ao Rosario
u. 39, A.
Vende-se 25 travs de mangue, os comprado-
res dirijam-se ao Caes do Collegio a examinar as
travs : a tratar na rua de Apollo n. 19
CAL VIRGEM.
Na rua da Praia n. 43, se vende a muito superior
cal virgem de Lisboa, cm barricas de 4 '' arrobas
por menos que em oulra qualquer parle. Na mes-
ma casa se dir quem troca compra urna imagem
de N. Senhora das Do', se for muilo perfeila nao
sa olha a preco.
LIQUIDACA'O A DINHEIRO A VISTA.
Cambraias francezas muito finas, padres
modernos o covado........ yn.
Dilas, dilas, dilas padroes escuros. 300
Cortes de cambraias de seda com babadns,
muilo modernas a...... 1SS0Q0
Chitas francezas bonitos goslos, o covado. 240
Dilas para cober tas bons gostoa e finas,
o covado........... jgo
Madapolao muito fino, pecas de 20 varas a
39600 e ..........43000
Meias cruas para homem muilo boas, o
, Par-............. 180
Luvas de redesem dedos para senhora o
. Par-,............ sao
Cortesde casemira de cores muilo bonitos
r 1r'adn'es a .........43")00
i.miles de relroz muito grandes a I63OOO
Lencos de relroz a........ 8QA
Dilos de cassa para mao de senliora a 140 e 180
Chapeos francezes os mais superiores a 63OOO
Palitos de alpacas de laamesclados a 63400
Romeiras de fil de lodas as qualidades, e oulras
muilas fazendas que se vendem par precos muilo
baratos para acabar, eque seria eufadonho mencio-
nar, podendo-se assigurar aos freguezes que n.lo dei-
xam de fazer negocio Irazendo dinheiro: na rua do
Queimado n. ~; loja da estrella de Gregorio Sil-
veira.
SACCAS DE ARROZ DE CASCA K
20800 RS.
Na rua do Queimado n. 7, loja da estrella, ven-
de-se saccas de arroz de casca a 29800 rs., e que-
rendo porcao faz-sc alguma differenca no preco, os
prelendcnlcs podem ver as accas no trapiche do
CHAPEOS DE SENHORA.
Os mais ricos chapeos de senhora, as
toucas e toucados os mais modernos, os
eneites de caberas do mais bom gosto, os
adornos de todas as qualidades, e princi-
palmente os mais ricos: se encontram
sempre na loja de madama Theard, mo-
dista franceza, na rua Nova.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alquere, me-
dida velha, por preco commodo: ros
armazens n. o, 5 e 1 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
allandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &.C., na t'ua do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
RICOS CHILES DE SEDA.
Na rua do Queimado loja n. 40, vendem-se cha-
les de seda, padroes notes, a 83000,123000, 143000
e 17S00O rs., chales de merino a 53500 rs., dilos de
laa pretos a 35400 rs.
LINDAS CASSAS FRANCEZAS A'1
m RS. A VARA.
Vende-se na rua do Queimado loja n. 40, cassas
francezas a 440 rs. a vara, corles de cassa chita a
19000 rs., seda achamalolada de cores e prela a 800
rs. o covado, luvas de seda para menina, c oulras
muitas fazendas por baralo preco.
FROTAS NOVAS.
Na rua eslreila do Bosario n. 11, deposito das bi-
chas de Ilamburgo, vendem-se as fruclas seguidles:
peras frescas, mages, ameixas francezas cm latas,
sardinhasem latas, queijos londrnos, latas de amei-
xas, de damascos, e peras confeitadas rom caixas de
(lores propiiaspara mimos, e oulras muilas causas,
assim como a verdadeira bolacmnha de soda.
Na rua Nova n. 21, segundo andar, vende-se
um mulato bastante mogo cmestre funileiro.
NOVAS INDIANAS DE SEDA ESCOS-
SEZAS A 800 RS. 0 COVADO.
Chegou pelo vapor Severn, orna fazeoda iuteira-
menle_nova.de seda escosseza, com o lindo nome
de Indiana, que pelo seu brilho parece seda, pelo di-
minuto prero de 800 rs. o covado: na loja da rua
do Queimado n. 40.
ROM E COMMODO.
Cassas de panno e cores linUsimas, pelo baratissi-
mo prego de 500 rs. a vara : na loja do sobrado ama-
relio, na rua do Queimado n. 29, de jos Moreira
Lopes.
Ao bom e barato.
Alpacas de seda para vestidos, do melhor goslo
possivel, e cassas organdiz, fazenda dos melhores
desenlies que tem vindo a esta praga : na loja do so-
brado amarello, na rua do Queimado n. 29, de Jos
Moreira Lopes.
v CEMENTO ROMANO.
vende-se cemento romano, em barricas de 12 ar-
robas, c as maiores que ha no mercado, chegado l-
timamente de Ilamburgo, por menos prego do que
em oulra qualquer parte : na rua da Cruz no Reci-
fe, armazem n. 13.
Vende-se urna cama pequea de conduru',
com armaran, pelo barato prego de 83000 rs. : na
rua da Conceigao n. 32
Vende-se um alambique famoso de cobre, e de
soffrivel diineugao. com lodos os seus apparclhos,
inclusive urna bomba coime cubos de amarello vi-
nhalico ; o alambique le de cxcellenle cobre puro,
e assas foruido : Irala-se na rua da Cadeia dd Kecife
n. 3, primeiro andar.
Grande sortimento de palitos francezes.
Chegaou pelos ltimos navios vindos de Franca,
um crande sorlimenlo de palitos, sendo de seda a
123000, de laa, de panno, do alpaca de cor e preta,
de brim branco e de cor, de ganga superior, e ou-
tras muilas qualidades ; assim como caigas, rlleles
e palitos de meia laa de quadrinhos, colletes de fus-
13o etc. ; ludo se vende por pregos muilo razoaveis:
na rua do Collegio t>. 4, o na rua da Cadeia do Re-
cife o. 17.
Malas para Viagem.
Ha um grande c novo sorlimenlo de lodos os la-
manhos. por mdico prego ; na rua do Collegio u. 4,
Vende-se superior chocolate fran-
cez, por preco commodo: na rua da Cruz
n. 20, primeiro andar.
Veude-se superior Kirche e Absinthe
verdadeiro de Suissa : na rua da Cruz n.
2(i, primeiro andar.
Vendem-se aberturas francezas, pa-
ra camisas de linho e de madapolao, por
preco commodo : na rua da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vende-se ama boa casa lerrea em Ulinda, rua
da bica de S. Pedro, que faz esquina com o cercado
de madeira, com 2 porlas e 2janellas de frente, 3
salas, 3 quarlos, cozinba cramta, optar, estribara,
grande quintal lodo murado, om portao e cacimba,
muilo propria para se passar a fesla, mesmo para
morar lodo o anno : a tratar no Recife, rua do Col-
legio u. 21, segundo andar.
CEMENTO ROMANO.
Vendc-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as liuas : atrazdo
Ihealro, armazem de Joaqum Lopes de Almeida.
Vinho de Colares e de Thomar.
Vende-sc vinho de Colares linio e de Thomar
branco, era barris pequeos : na rua da Cadeia do
Kecife u. 48, casa de Augusto C. de Abren.
PARA ACARAR.
Vendem-se cassas francezas de cores fixas, e lin-
dos padroes, pelo baratissimo prego de 140 rs. o co-
vado : na loja da i.uimai.ies & llenriqucs, rua do
Crespo u. 5.
Na loja da rua do Crespo n. 6, lem um grande
sorlimenlo de caixas para rape a emilagHo das de
tartaruga, pelo mdico prego de 13280 cada urna.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dia : ludo a preco que muito satisfar'
aos seus antigs c novos reg/ "es.
CEMEMO ROMANO BRINCO.
Vende-so remenlo romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vende-se um cabriole! com coberla c os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi novo :
par? ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Recife rua do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
.S500.
Na rua do Crespo, loja da esquina qae volta para
a Cadeia.
Vende-se um diccionario Tontpsora, Historia,
e lambem urna geographia de Caullier, e as 4 esta-
goes em porluguez, ludo em bom estado: no alerro
da Boa-Vista n. 2, primeiro audar.
Vende-se um piano inglez com boas
vozes, proprio para se aprender, por ba-
rato preco : na rua da Pra ia n, 45, segun-
do andar.
Moinhos de vento
ombombasde repoxo para regar borlase liaixa,'
decapim, nafundigaodeD. W. Bowman na roa
doBrunuis,6,8c10.
CRANDE SORTIMENTO DE BRINS P,\R4
CALCAS E PALITO'S.
Vendc-se brim trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a 700 c 13000; dito mcsclado a
lSiOO ; cortes de fuslao branco a 400 rs. ; dilos de
cores de bom gosto a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; cortes de cassa chita a
23OOO e 23200 ; lencos de cambraia de hubo gran-
des a 640 : ditos pequeos a 360; tnalhas de panno
de linho do Porlo para roslo a 143000 a riuzia ; di-
tas alcoxoadas a 1OJ0O0 ; guardanapos tambem alco-
xoados a 33600 : na roa do Crespo n. 6.
O Qi; GUARDA FRI GUARDA CALOR:
porlanlo, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de laa a 1400; ditos sem pello a 13200;
dilos de tapete a 1C200 : na rua do Crespo n. 6.
W RUA DO CRESPO N. 12. (a)
9 Vende-se nesla loja superior damasco de t**
Vt seda decores, sendo branco, encarnado, roxo, $
"* por prego razoavel.
Vendem-se lonas da Russia por precio
commodo, e do superior qualidade: ro
armazem de N. O. fiieber&C,, rua da
Cruz n. 4.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira prela e de cor para palitos por
ser muito leve a 23600 o covado, panno azul a 33 e
13000, dito preto a 33, 33500, 4, 09 e 53500, corles
de casemira de gostos modernos a 63OOO, selim pre-
lo de Maco a 33200 e 43000 o covado : na roa do
Crespo n. 6
OBRAS DE LABYRINTIIO.
Acham-se venda por commodos precos rito len-
gos, loalhas e coeiros de labyrinlho, chegados lti-
mamente do Ataca I y : na rua da Croa do Recife >.
31, primeiro andar.
Com toque de avnria.
Madapolao muito largo a 33000 e 33500 rs. a pe-
ga: na rua do Crespo, toja da esquina qoe volla pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a SsOOO, 12000, 14i'000 I85OOO
rs., manteletes de seda de cor a 11 $000
rs., chales pretos de la muito grandes a
5S600 rs., chales de algodao e seda a
1X280 rs.
Deposito de vinho de cham- &
fiagne Chateau-Ay, primeiraqua- M
idade, de propriedade do con di S
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56s000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa d L. Le-
f comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
BConde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito grandes e enrorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
fle 13a, a 1100 : aa roa do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina qae volta para
a Cadeia, vende-se panno prelo i 23OO, 23800, 3,
3|500. 43500. 53500. 03OOO rs. o covado.dilo azul, a
23. 23800, 43, 63, 73, o covado ; dilo verde, a 23800.
3*500, 43, 53 rs. o covado ; dilb cor de pinliao a
43500 o covado ; corles de casemira preta franceza e
elstica, "3500 e 835OO rs. ; ditos com pequeo
defeilo. G3500; dilos inglezenfestadb a 53000 ; dilos
de cor a 49, 53500 63 rs. ; merino prelo a 1J, 1400
o covado.
semela da Edwla Haw.
Na raa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
meolos de taixas de ferro coado e batido, lanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passndeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos prego que os de
colire, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de flandres ; ludo por barato prego.
Vende-se excedente taboado de pinho, recen-
lemenlo rheaado da America : na rdi de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enlender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas lrancezas a 520 o covado.
P-'a rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flane'.la para forro de scllins che-
cada recenlemenle da America.
Potassa.
No a aligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potas*
Russia, americana e do Kio de Janeiro, a pregos ba-
ratos que he para fechar contas.
epoiito da febrioa de Todoa o Santoi na Babia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rna
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e ronpa de es-
cravos, por prego commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Raa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos/para
dito. ,
Na raa da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem viudo a
este mercado.
Porto,
Bncellas,
Xerez cor de ouro,
Dito escaro,
Madeira, ,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por prego muilo em conla.
DEPOSITO l)E CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Vende-se urna balanga romana com lodos os
saus pertences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazam n.4.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendsimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nda desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da ConceigSo, e da noticia histrica di me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praga da
independencia, a 13000.
Completos'sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina qae volta para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidos de cambraia de
seda cora barra e babadas, i 83000 rs. ; dilos com
llores, n 73, 93 e 103 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, a 113 ; corles de cambraia franceza muilo fi-
na, fixa. com barra, 9 varas por 43500 ; corles de
cassa de cor com tres barras, de lindos padroes,
332O0, peras de cambraia para cortinados, com s .,
varas, por 336OO, ditas de ramagem muilo finas,
69 ; cambraia desalpicos miudinhos.branca e de cor
muilo fina, 800 rs. avara ;aloalhado de linhoacol-
xoado, a 900 a vara, dilo adamascado com 7 jV pal-
mos de largara, 23200e 33500a vara; ganga ama-
rella liza da India muilo superior, i 400 rs. o.cova-
do ; cortes de rllele de fuslao alcoxoado e bons pa-
droes fixos, i 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
360 ; dilos grandes finos, ,'i 600 rs. ; luvas de seda
branca-, de cor c prelas muilo superiores, 1600 rs.
o par ; dilas fio da Escocia a 500 rs. o par.
Vende-se urna taberna na rua do Rosario da
Boa-Vista 11. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos silo curca de 1:2003000 rs.,. vende-se
porcm com menos se o comprador assim lhe convier :
a tratar junio alfandega, travessa da Madre de Dos
armuzcm u. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de'taixas de ferio
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e (lauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
PANORAMAS PARA JARDIM. .
Brunn Praeger & C-, na rua da Cruz
n. 10, receberam e vendem ura sortimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
itos e coras, que formam o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nosjardin* do born gosto.
Brunn Praeger 4 C, na sua casa rua di:
Cruz 11. lo, te6B a venda.
Pianos tanto horizontaes como verticaes,
dos melhores autores-
Obras de ouro de 18 qul. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisageris e com moldu-
ra dourada-
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terrados e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de dilferentes qualidades.
Presuntos.
Genebra em frasqueras.
Instrumentos para msica.
Vende-se um carro novo ingles.de l
rodas, recentemente chegado, para um
ou dous cavallos, leito em Londres, para
ver na cocheira do Sr. Porier, no aterro
d* Boa-Vista n. 55, e para tratar, na rua
da Cruz n. 42, no escriptorio de Crab-
tree&C,
ANTIGO DEPOSITO DE ALGODAO DA
FABRICA DE TODOS OS SANTOS DA
BAHA.
Contina a estar a' venda, superior
panno de algodao desta fabrica, proprio
para saceos e roupa de escravos: no es-
criptorio de Novaes &C, rua do Trapicha
n. oi, primeiro andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
-Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo Hf, chegado no dia
5 do corrente: na praca do Corpo Santo
n. 11.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigne Comticto, entrado
de Sania Latharina, e fundeado na volla do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe hoja no mer-
cado, e para porcOes a tralar no escriptorio de Ma-
la aerra Jnnior, na roa do Trapiche
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna riqs mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Coilego n. 8.
vende-se urna escolhida colleccSo das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender 3 exced-
ientes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
RUA DO TRAPICHE N. 10.
Em casa de Patn Nash C., ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de feria gens.
Amarras de ferro de 3 quartos at 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas,
plano inglez dos melhores.
Devoto Chtistao.
odolivrinho denominado-
Devoto Christao,mais correctoe acrescenlado: vende-
se nicamente na'linaria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes aeolchoadas,
brancas e de cores de nm s panno, moilo grandes e
de bom goslo : vendem-ae na roa do Crespo, loja da
esquina que volta para 1 cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Dosnppareceu no dia 3 do corrente, pelas 10
horas da manhaa, um prelo crioulo, de nome Amo-
nio, official de pedreiro, que representa ler 22 an-
nos de idade, allura regalar, grosso do corpo, feir;ao
grosseira, olhos pequeos, nariz grosso, com marcas
de bexigas, bocea regular, falla apressada e nm lan-
o grossa, sem barba e sem falla de denles, ps e
mes grandes, o andar apressado ; levou camisa e
calca domelim preto: quem o pegar, far o favor de
o levar casa de sea senhor, na raa do Cabuga n. 3,
quesera recompensado.
Do engenho Ramos, na freguezia do Pao d'A-
llio, desappareceu ao arnanhecer do dia 5 de dezem-
bro, um cscravo crioulo de nome Luiz, com os sig-
naes seguinles : alio, corpo proporcionado, liso do
roslo, cor preta, nariz afilado, lem ama pequea
cicatriz na goela e no roslo, corpo direito, bastan-
te regriita e com idade de 22 anuos: quem o pegar,
leve-o a seu senhor Jeronynto de Albuquerque
Mello no seu engenho Ramos, 00 ao Sr. Dr. JoSo
l.uiz Cavalcanti de Albuquerque, na cidade da Re-
cife, que ser bem recompensado.
Desappareceu da Capunga, da casa do abaixo
assigoado, urna escrava de nome Ignez, com talhos '
no rosto, de estatura baia, groase, cambeia dos ps
para dentro: quem a pegar e leva-la a dila casa,se-
ra bem recompensado. Feliciano JosGomet.
Desappareceu do deposito geral, na noile do
dia 1. deste mez o prelo de nome I.asaro. crioulo,
escravo de Jos Alexandre dos Sanios, morador lio
sitio da Embiribeira, cor fula, com marcas de bexi-
gas na cara, aliara regalar, nariz muito chato, no
meio da sola do p esquerdo lem urna molestia qae
deaominam sete coaros, que o priva de assenlar lo-
do o p apezar de eslar quasi bom ; o qual escravo
se acha no deporto pelo iuizo do civei desta cidade,
escrivao Molla ; penhora feita por Bernardino da
Rocha conlra o mesmo Alexandre dos Santos: quem
o pegar leve-o ao deposito geral, qae seri gratifica-
do generosamente.O depositario geral interino,
Manoel Goncafce Ferreira Silva.
Fngio da rua da Senzala velha, n. 68, ota
prela ja velha de nome Francisca, magra, fula, om
lauto gaga ; levou vestido roxo. lem nos ps mar-
cas de ler estado nos ferros. Recommenda-se aos
srs.capitaes de campo, que consta que ella anda pa-
ra as bandas do Campo Grande.
1009000 de gralificaco.
Desappareceu no dia 8 de lelerbro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ler 30 a 33 annos, pouco mais ou menoj,
nascido em Cariri Novo, d'onde veio ha temaos, be
muilo ladino, eosluma trocar o nome e intitular-so
forro ; foi preso em lins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do lermo de Seriuhacm, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
mellido para a cadeia desta cidade a ordem do Illm.
Sr. descnibargador chefe de polica com oflicio de2de
Janeiro de 1852 se verHicou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho Caite, do comarca de Sanio Anl3o, do
poder de quem desappareeeu, e sendo oulra vez cap-
turado e recolhido 1 cadeia desta cidade era 9 de
agosto, foi aln embargado por execucao de Jos Das
da Silva Guimaaees, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo baixo atsignado. Os
signaessao osseguiotes: idade de 30 a 3 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e carapinha-
do, cor amulatada, olhos escuros, nariz grande e
grosso, beicos grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com lodos os denles na freute : roga se, por-
lanlo, as autoridades poticiaes, capilaes d campo e
pessoas particulares, o favor de o apprcbenderem e
mandarem nesla praca do Recife, na rua larga do
Rosario n. 14, que recbenlo a gratificarlo cima de
lOOsOOO ; assim como protesto contra quem o liver
era seu poder oceulto.Manoel de Mmeida Lopes.
PERN. : TVP. DE M. % DE PARIA. 1854
i

'
II tr^iA/iri


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