Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01233


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Full Text
ANNO XXX. N. 280.
/
V
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 6 DE DEZEMBRO DE 1854.
-
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
I \< \llItl.(. \Ixis DA scbs;ripca'o.
Bocife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao PereiraMartina; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Marei, o Sr. Joaquim Bernardode Men-
donga ; Parahiha, oSr. Gemzio Victorda Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquina Ignacio Pereira; Ar3ca-
ly, o Sr. AiitoniodoLemosBrasa ;Ceav;i, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2 a 27 3/4 d. por 1*000.
< Paris, 350 rs. por i f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 655400 velhas.
de 69400 novas.
do 49000. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
298000
69000
163000
99000
1940
19940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito c Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex cOuricury, a 13 e 2S.
Goianna e Parahiha, segundas o sextas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
PRKAMAR DE IIOJE.
Primeira s 5 horas e 18 minutos da manha.
Segunda s 5 horas e 42 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commircio, segundas eqaintas-feiras.
Relacen, tereas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo do orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1" vara do civel, segundas e sextas ao meio da.
2* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMEKIDKS.
Dczbr. 4 La cheia ao 44 minutse 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarto minguanlo s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da larde.
19 La nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da tarde.
26 Quarto crescente a 1 hora, 21 mi-
nutos e 48segundos da tardo.
DAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Barba v.m.; S.Pedro Chrissologo
5 Terca. S. Geraldo are. ; S. Sabas ra.
6 Quarta. S. Nicolao b. ; S. Leoncia m.
7 Quinta. S Ambrozio are. doulor da igreja.
8 Sexta, gog1 Conreicaode SS. VirgemM. deD.
9 Sabbado. S. Restituto b. ; S Ropiano m.
10 Domingo. 2o do advento. S. Melchiades p.
S. Eulalia v. m. ; Ss. Victoria eBarzabas.
PARTE OFFICIAL
MINISTERIO DO IMPERIO.
DECRETO N. 1435, DE 23 DE SETEMBRO DE
1854.
Approva os estatuios da companhia ancnyma eslabe-
lecida na cidadedo Rio de Janeiro 10b a denom-
inarlo de Companhia Hineira de Goyaz.
Alleudendo ao que me representan o conselheiro
de estado Caetano Mara Lopes Gama, conformndo-
me por iiiinli i immcdiala resoloco do 6 do corren-
lo mez rom o parecer da secjao dos negocios do im-
perio do conselho de estado, exarado cm cnsul la de 5:
llei por bem approvar os estatutos quecom esle ba-
xam, organsados para companhia aoonyma estahe-
lecida na cidade do Rio de Janeiro, sob a denomina-
cao de Companhia Mineira de Goynz.
Luiz Pedreira do Coulo Ferraz, do mea conselho,
ministro e secretario de eitado dos negocios do im-
perio, assim o leoha entendido e faja executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 23 de selembro de
1854, trigsimo lerceiro da independencia e do im-
perio. Com a rubrica de Sua Magestade o Impera-
dor. Lu: Pedreira do Coulo Ferraz. Confor-
me Fausto Augusto de Aguiar.
ESTATUTOS DA COMPANHIA MINEIRA DE
GOYAZ, A QLE SE REFERE O DECRETO N.
35 DE 23 DE SETEMBRO DE 1854.
Da companhia.
Artigo. 1. Fica eslabelecida na cidade do Rio de
Janeiro, sob a denominarse de Companhia Mi-
neira de Goyaz, a companhia anonyma que com
o inesmo (lulo se reuni provisoriamente em o an-
uo de 1849.
Arl. 2. A companhia se destina a explorar e mi-
norar na provincia de Goyaz a metade das regios
aurferas a que ae refere o decreto de 28 dejulho de
1849, e que baixoa era virtude de supplica doExm.
conselheiro de estado Caelano Mara Lopes Gama, a
qual metade respeila ao ro Maranho ( Trahiras) e
cus alTluentes, nao excedendo a 50datas.
Arl. 3. A dura jan da companhia ser a do lempo
concedido pelo referido decreto.
Arl. 4. O fundo da companhia ser de 1,000:000
representado por 1,000 acees do 1:00OjW0O cada urna
bastando urna s aceito para dar a seu possuidor a
qualidade de accionista ou companheiro.
Arl. 5. Os accionistas responden! smente pelo va-
lor nominal de suas acjes.
Art. G. Para que a transferencia das acces de ao
novo possuidor a qualidade de accionista, dever o-
perar-se por termo laucado no registro da compa-
nhia e assignado pelas partes contratante i, ou seus
procuradores, o pelo director gerente, ou quem suas
vezes fizer.
Arl. 7. A entrada do valor das acees se realisa-
r em prestajes de 203000, sendo para sso convi-
dados os accionistas por meio de annnncios da direc-
tora poflos nosjernaes mais pblicos da corte por
*rc* .uc. ,.i.t:iv*s. Vicm parmm enUudi.t., q.
depois de entrar a somraa de 40:0003000, nenhuma
prestacao mais lera lugar sem resolurao da assem-
blea geral da companhia, resolujSo tomada por mai-
oria de votos absoluta em relarto aos fundo senlra-
dos.
Arl. 8. Ficam sujeitos s prestajes do artigo an-
tecedente os portadores das cautelas que forem
emittdas dorante existencia provisoria da cempa-
nhia.
Arl. 9. Os referidos portadores, cujas cautelas se-
rio substituidas por acces, e os oulros accionistas
que nao cffeeluarem no lempo marcado pela direc-
tora qualqoer das prestacoes, dei\arao-ipo faci de
ser considerados membros da companhia, e nem po-
dero reclamar coosa algoma delta, salvo os casos de
forra maior, que serio levados ao conhecimento da
directora, e por eata decididos com recurso para a
assemblea geral dos accionistas.
Art. 10. Logo que houver em caixa 8:0009000 se
dar cornejo aos trabalhos da companhia.
Da assemblea geral.
Art. II. A assemblea geral da companhia he a re-
uniaodeseus accionistas o representando pelas acces
que liverem pelo menos mais um voto alem dos cor-
respondentes metade do fundo social realisado.
Art. 12. Ella se reunir ordinariamente urna vez
por anno, e extraordinariamente todas as vezes que
a directora o entender necessario, ou o inleresse
lommiim o exigir.
Art. 13. Os accionistas podero ser representados
na assemblea geral por mandatarios especiaes, com-
anlo, porem, que esles sejam tambem accionistas.
Art. 14. Compele assemblea geral nomear e de-
mittir aeus directores, tomar-lhes conlas, delibe-
rar sobre todas as cousas qne ella entender bem da
companhia.
Art. 15, As deliberares da assemblea sero es-
criptas cm um livro para esse fim destinado, e loma-
das por maioria relativa de votos, salvos os casos ex-
ceptuados oestes estatuios, devendo empregar-se o
escrutinio secreto sempre que o negocio' apresentar
carcter peisoal.
Arl. 16. Por occasiito de suas reunies ordinarias
rleger a assemblea de entre os accionistas presenles
um presidente para dirigir os seus trabalhos, um se-
cretario para cscrever suas deliberajes, e dous es-
crutadores para apurarem os votos do escrutinio.
Art. 17. A assemblea eleger tambem urna com-
missao de exame, composla de tres membros, para
dar parecer sobre o relatorio e conlas da directora.
Art. 18. Os votos se conlarao na razao de um por
cada cinco acjes, mas nenhum accionista poder ler
mais de dez votos.
Da directora.
Art. 19. A companhia lera um director ptenle e
dons ditos consultores, os quaes todos serio eleitos,
cionistas por maioria de votos absoluta ero relajo
aos fundos lealisados. Servirio elles por espaco de
tres anuos.
Art. 20. Pelo modo designado no artigo antece-
dente sero tambem eleitos tres accionistas para
suhslituirem os directores permanentes cm toas fallas
ou impedimentos.
Arl. 21. Ao director gerente se oulorgam lodos
os poderes necesarios, sem reserva alguma, para re-
presentar a companhia em juzo oufora delle ; mas
fica obrigado a ouvir os consultores, e a nao obrar
iSem o accordo de um delles pelo menos.
Arl. 2. Sao ohrisajes do director gerente, com
o voto dos consultores : convocar a assemblea geral
dos accionistas ; dar annualmentc conta mesma
assemblea da adiniuistraciloem relatorio circunstan-
ciado que traca o bataneo das operajes da compa-
nhia ; nomear e contratar os empreados c operarios
que forem necessarios ao fim da companhia ; fazer
os resulamenlos | ara governo dos que se emprega-
rem em serviro da companhia ; velar sobre a arre-
cadajSo, guarda ; emprego das cousas da compa"
receber e pagar por conta delta ; conservar
Disposires geraes.
Art. a. Dos 7# ", mandados deduzir no art. 23,
- 'i % serao repartidos pelos dous consultores, e cin-
co Mearan em poder do director gerente, a quem ca-
be fazer as despezas do escrplorio.
Art. 26. A companhia reconhece o direito que tem
o Exm. conselheiro de estado Caelano Maria Lopes
Gama a cem acees gratuitas.
Arl. 27. As acces sero assignadas pela directo-
ra,' mas bastar a assignatura do director gerente
para prova da rcali-ar.lo das entradas. E pelo que
respeila s 100 acces gratuitas de qoa trata o artigo
20, se far nella urna declaradlo qoe as indique, as-
signada peta directora.
Art. 28. Os presentes estalutos s podero ser alte-
rados em assemblea geral dos accionistas por maio-
ria de votos absoluta em relajao ao fundo realisa-
do.
Ditposicao transitoria.
Art. 29. O Exm. conselheiro de estado Caelano
Mara Lopes Gama fica encarreeado de requerer ao
governo imperial a approvajao destes estatutos, que
sarao lanrados em lempo competente no registro do
meritissimo tribunal do comrotrcio.
Rio de Janeiro, 13 de jelho de 1851. Caelano
Maria Lopes Gama. Conforme, Fausto Augusto
de Aguiar.
nhia
seus livroac mais papis ; fazer o dividendo, e emlim
prover a ludo quanto for do inleresse da companhia,
respeitando ao mesmo lempo os dreilos da afio,
soas cstipulaces, a as leis em visor.
Do dividendo e fundos d reserta.
Art. 23. Do lucro, verificado em batneos somas-
traes, depois de deduzido l)i\, trar-se-hao % para
fundo de reserva, e do resto se far dividendo nos
mezes do Janeiro julho.
Arl. 24. O fundo de reserva ter o destino que a
assemblea geral do, accionistas designar.
MINISTERIO DA JUSTIQA.
AVISO DE 8 DE NOVEMBRO DE 1854.
Sobre algumas dundas sobre o jury e sobre ques-
toes medico-legaes.
Illm. e Exm. Sr.Levei ao conhecimento de S.
M. o Imperador o officio do jniz de direito da co.
marca do Rio Verde dessa provincia, datado de 14
de julho do correle anno, pedndo a solujao das se-
guintes duvidas que lhe occorriam :
!. Se depois de ler o presidente do conselho de
jurados publicado a decisao do jary, deveo juiz de
direito inmediatamente e antes de levantar a sessSo
lavrar a sua seulenja applicando a lei ao facto.
2. Se o juizo dos facultativos, exigido pelo art.
195 do cdigo criminal, sobre a morlalidade do mal,
lem lugar smente antes de submetler-se a causa
decisao do jury, ou tambem depois de publicada a
decisao.
3. Se a audiencia dos facultativos, no caso propos-
|o, pode ser ordenada pelo juiz de direito sem peli-
jo de alguma das parles.
Ouvindo o conselheiro procurador da cora, e con-
sultada a sccj3o de justrea do conselho de estado so-
bre a materia em queslao, houve o mesmo augusto
senhor por bem decidir, quanto primeira duvida,
que vista do disposlo no art. 271 do cdigo do pro-
cesso, nos arls. 380 e 381 do regulamenlo de 31 de
Janeiro de 1812, bem como nos antecedentes e sub-
8equenles, he evidente que a sentenja leve ser pro-
ferida em seguimenlo, c na mesma sessao do jury,
como constantemente se pratca ; pelo que respeila
segunda, que a inlerposirao do juizo des facultativos
depois da sentenca seria um verdadeiro contra senso,
porquanto essejuizo he arnillido para, esclarecer o-
servir de basen decisao ; e relativamente lerceira,
que a sua solucao se acha comprehemlda no art-
199 S 2" .do citado regulamenlo de 31 de Janeiro de
1812, pelo qual incumbe ao juiz de direito proceder
ou maudar proceder ex-officio a todas as diligencias
necessarias para mais ampio conhecimento da verda-
de e circumstancas que possam influir no jolgamen-
(0 ; o que por consequencia s deve ler lagar antes
do mesmo julgameolo.
Oqueo^ommunicoa V. Ex. para seu conheci-
mento, e para o fazer constar ao referido juiz de di-
reito da comarca do Rio Verde, em resposla ao seu
officio. Dos guarde a V. Ex.Jos Thomaz Nabu-
code Araujo.Sr. presidenteda provincia de Minas-
Geraes.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 4 de dei embro.
OIBcio. Ao engenheiro Conrado Jacob de Ne-
meyer. Acenso rerebdo o aviso que V. S. me faz de
haver oblido Iicenca de S. M. o Imperador para vir
a Veniamlniro tico depois do dia 8 de Janeiro pr-
ximo, fim de examinar e dar o seu valioso parecer
sobre a empreza do dessecamenln rio pantano de
Olinda e canalisacao do rio Beberibe. Recebcudo
os Pernambucanos mais urna prova de munificencia
imperial que altamente apreciara cagradercm.e da
generosidade com que V. S.se tem prestado a ajuda-
los no melhoramento material da provincia, ficam
comigo esperando n visita de V. S. que Uto boas es-
peranzas nos annuncia.
Dilo.Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
remetiendo por copia a participarao que recebeu da
repartijao do imperio, da qual consta haver-se soli-
citado do ministerio da fazenda a expedirao de or-
dem para, de conformdade com a imperial resolu-
c.io de 19 de agosto ultimo, ser pago o doulor Jer-
nimo Villela deXastro Tavares, lente substituto da
faculdade de direito de Olinda, do ordenado e grati-
ficarlo que venceu desde o 1. de fevereiro al 21
de maio de 1819 e deixou de receber em consequen-
cia de ler side preso e pronunciado como cabeca de
rebolliSo.
Dito. Ao mesmo, inteirando-o do haver conce-
dido dous mezes de Iicenca com ordenado ao juiz
municipal do termo do Limoeiro. bacharel Nabor
Carnciro Bczerra Cavalcanli, para tratar de sua saude
nesla capital. Fizcram-se as oulras communica-
es.
Dito. Ao chefe de polica, recommendando a
expedirn de suas ordens para que os presos da ca-
lleja da villa do Cabo sejam conservados na desta ci-
dade era quanto a primeira das mencionadas cadeias
esliver em concert, visto que, segundo partiri pon o
coronel rommnndanle das armas, o calabouco do
Forte do Gaili nao tem a seguranca necessaria para
scrcm nelle deudosos mencionados presos, conforma
se havia determinado. luteirou-se ao referido co-
ronel.
Dilo. Ao mesmo, declarando haver ordenado
ao inspector da Ihesouraria provincial, que, estando
nos termos legaes o recibo que Sm'c. remellen, man-
de pagar a quanlia de 23U00 rs. que se ilispeudeu
com o aluguel de dous cavaltos que conduziram urna
porcao de armamento, que tendo sido apprehendido
pelo delegado do termo de Ingazeira fo remullido
a Smc.
Dito. Ao inspector do arsenal de marinha, para
contratar com os meslresou consignatarios dealguns
dos navios mercantes a cominead, para os lugares a
que rao destinados, dos volumes mencionados na
nota que remelle, os quaes acham-se a disposifuo de
Smc. no arsenal de guerra.
Nota a que se refere o officio supra.
Para as Alagas.
4 caixes com instrumentos de msica pertenecn-
tes ao S.o batalhode iufantaria.
Vara a provincia do Para com destino do Amazonas.
2 caixes com rorreames.
8 ditos com espingardas do adarme 17.
Dito. Ao major encarregado das obras milita-
res, para mandar fazer alcuns arraigo- de que anda
ReeeaaitamTos quarteis das companhias do 2. bata-
lllo de iufantaria, e bem assim urna pequea divi-
eso na sala que serve de casa de ordem. Coramu-
nicou-se ao coronel enmmandante das armas.
Dilo. Ao director das obras publicas, inteiran-
do-odeque a Ihesouraria provincial tem ordem pa-
ra pagar ao arrematante do vigsimo lanco da estra-
da do Pao d j A Um. vista do competente certificado,
o importancia da 3." prrstac,ao que elle tem direito.
Dito. Ao mesmo, iuteirando-o de que ja se
acha concluido o aroresso de desapropriacno das ca-
sas que (em de sur demolidas coma factura do 21.
lauca da estrada do Pao d'Alho,recommendando que
faca constar ana proprietarios das mencionadas ca-
sas que devem quanto antes ir receber na Ihesoura-
ria iroviorial a importancia de cada urna deltas,
afim de que possa ler tugar semelhante demolicao,
sem o que licar apuella obra parausada como "fez
ver o respectivo arrematante. Communicou-se o
inspector da supradita Ihesouraria.
Dilo. Ao juiz do civel desta cidade, transmiltin-
do cobertos com copia do aviso do ministerio da jus-
lica de 28 de outubro ultimo, os requermentos em
que Joaquim Francisco Duarle e Luiz de Franca
Cruz Ferreira, pedem ser nomeados depositario gerl
deste termo, afim da que se observen respeilo de se-
melhantes pretences o disposlo na circular de 19
do citado mez de outubro, confrmese recommenda
em o mencionado aviso.
Dilo. Ao inspector da Ihesouraria provincial,
approvando a arrematado dos reparos do empedra-
mentoda estrada do Pao d'Alho. feita por Joao
Francisco do Reg Maa, com o abale de 22 5, no
valor do respectivo orcamento ; sendo fiador Anto-
nio LinsCaldas.
Dilo. Ao mesmo, para que a vista do ornamen-
to e clausulas que remelle por copia, mande Smc.
por em arrematadlo os reparos urgentes de que pre-
cisa a estrada do norte. Comraunicou-se ao direc-
tor das obras publicas.
Dito. Ao mesmo, interando-o de haver appro-
vado a deliberarlo que tomou o director das obras
publicas, de mandar comprar parala obra dos reparos
da 2." parle da estrada do Pao d'Alho, 36 enxadas
calcadas de ajo e 21 ps de ferro, sendo as pinadas
a 800 rs. cada urna, e as ps a 1521K) rs. Offlciou-
se oeste sentido ao mencionado director.
Dilo.Ao mesmo, dzendn que, visto como da
consignajao votada para a obra da casa de detengo
no corrente exerciciu, apenas resta a quantia de res
5:8608224, o autoiisa a mandar effectuar o pagamen-
to do* 6:5919.i5 rs. que se estn a dever a David
Bowmau e eonstam das duas contas que foram re-
mettldas aquella Ihesouraria.
Dito.Ao thesoureiro das loteras da provincia,
inlerando-o de haver approvadoo plano que Smc.
bemetteu, da 3.a e ultima parte da 6.a lotera a be-
neficio das obras da igreja do Livramento desta cida-
de, e enviando urna copia do mencionado plano,
afim de que tenha a devida execucao, Igual copia
se remellen a Ihesouraria provincial.
Dito. A cmara municipal do Cabo, concedendo
a aulorjsaeao que pedio para comprar para a saladas
sesses do jury daquella villa 48 cadeiras com assen-
tos de palinha, 3 mesas sendo urna grande e duas
menores, e 3 esrrvaninhas de latao.
Portara. Nomcando o coronel graduado do es-
tado maior de 2.a classe, TrajanoCezar Burlamaque,
para servir inlerinamente o lugar de vogal do con-
selho administrativo durante o impedimento do l-
ente coronel Antonio Gomes Leal.
QL'ADfO demonrtratito das renda* arrecadadat
no imperio do Brasil nos tres annos fi-
nanceiros de 18511852, 185218)3 e
18531854, comparados entre si e por
producas e reparlices.

M
a
s
3
se
s
a
s
ts
9S
H
o
Illm. e Exm. Sr. Receben a cmara desta cida-
de o officio de V. Exc. de 7 do corrente mez e anno,
e tem a honra de informar V. Exc. que fez arre-
malar a passagem por bracas no Rio Gindahy pelo
desmoronamenlo da ponte e todas as mais passagens
do municipio pelo quantia decent e onze mil ris,
tendo feilo o orcamento dessas passagens na razSo de
quarenta res por cada pessoa; e tendo esta cmara
em virlude do officio de V. Exc, procurado infor-
ma^es minuciosas sobre a laxa, que exigia o arre-
matante, wube que elle nao exigia mais de qua-
renta rls de cada pessoa; e com qii'anlo pareca a c-
mara seren falsas as noticias qoa chegaram ao co-
nhecimento de V. Exc. comtudo mandn publicar
por ediiaes, que o arrematante lioha arrematado dita
passagem na razo de quarenta rs., para effeilo do
povo saber, e queixar-se de qualquer abuso do arre-
matante e se poder dar entao as providencias neces-
sarias.
Dos guarde i V. Exc. mutos annos. Paco da
cmara municipal da cidade do Rio Formoso 20 de
novembro de 1851. Illm. eExm. Sr. conselheiro
.1.....lenlo da Cunha e Figueiredo, digussimo presi-
dente da provincia.Manoel Henrigues U'anderley
presidente da cmara, Joaquim Franrisco Din.-,
Joaquim Cordeiro Itibeiro Campos, Jos Pereira
Lint, Manoel de Mendonra e Silca.
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ALFANDEGAS,
CONSULADOS,
RAS, ETC.
RECEBEUO-
Illm. e Exm. Sr.Tive a honra de receber a mui
respeilavet carta de V. Ex. com data de II do cor-
rente, a qual respondo. Nao ha duvida que lenho
lido noticia de que se intenta ah nrganisar urna
companhia para levaracficito o dessecamento dos
pai.in-"- (le ( 'Immi.i. iiqi...u......i- ..... ,......, oni|l,v.
auei era 1822, e que sobre elle escrevi urna pequeua
memoria com a planta correspondente ; mas seme-
lhante trabalho reseule-so muito da mnha pouca
pratica entao de trabalhos semelhanles em que ac-
tualmente me estou empregando o ainda aprenden-
do. Fallarei a S. M. o Imperador, fallare ao Exm.
Mordomo para no intervallo de um raez ahi appa-
recer, examinar, e planejar importunamente, da
mesma mam-ira que o fiz com o encanamento das
aguas, e dentro em poneos dias enviarei alguna es-
clarecimentos V. Ex., segundo as ideas que ainda
conservo das localidades, estimarei que aproveitem.
Nao levo as menores vislas de inleresse, mas com as
passagens de ida e volta pagas, e os pequeos auxi-
lios, para os exames me bastara, pois que at a effec-
tuar-se a rninha ida levarei os instrumentos geod-
sicos proprios, e um filho meu, que quero ir ades-
trando, visto que com 66 annos me convem te-lo por
substituto. esejando a V. Ex. saude e venturas,
en sou com lodo o respeito e considerado, subdito
muito affectuoso c muito obrigado. Illm. eExm.
Sr. JosBenlo da Cunha e Figueiredo. Conrado
Jacob Semeyer.
Illm. eExm. Sr. Em addilamento ultima car-
ta, que tvc a honra de dirigir V. Ex. cumpre-mc
declarar, que j tive Iicenca de S. M. o Imperador
para ir a Pernambuco, mas que me nao he possivel
partir da corte antes do dia 8 de Janeiro, para me
achar devolta com meu filho, no fim de fevereiro de
1855, islo no caso deque, com a chegada do Exm.
mordomo effectivo, nao haja alguma circunstancia,
que sirva de Ira nslorno, o que nao me parece pro-
vavel : a visla do que espero as ordens de V. Ex. pa-
ra meu governo.
Dos guarde a V. Ex. Imperial Fazenda de San la
Cruz 3 de novembro de 1854. Illm. e Exm. Sr.
Dr. Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, D. presiden-
te da provincia de Pernambuco. Conrado Jacob
de Nemeyer, coronel engenheiro.
ateoaan "
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commaado daa armas de Pernam-
buco, na cidade do ReclXe, em 5 de dezem.
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. 183.
O coronel commandante das armas interino decla-
ra para que tenha o devido efleilo, que o governo de
S. M. houve por bem, por aviso do ministerio dos
negocios da guerra de 12 de setemhro ultimo, conce-
der tres mezes de Iicenca com sold e etape, para ir
a Bahia, ao Sr. alferes do9 batalhao de infantaria
Raimundo Nonato da Silva, como foi declarado em
officio da presidencia desta provincia, datado de 7
de outubro deste anno.
AssignadoManoel Muniz Tacaret.
ConformeCandido Leal Ferreira, ajudantc de
ordens encarregado do detalhe.
Rio de Janeiro.
Alfandeca .
Consulado .
Div. repartieres .
Bahia,
Alfandega .
Consolado .
Div. repartices .
Pernambuco.
Alfanriesa .
Consolado .
Div.' repartices .
San-Pedro.
Alf.dacid.i-doR.G
i) da villa de S.
Jos do N.
da cidade de P.
Alegre .
- J. -SU, |Tr_
guayanna .
Div. repartices .
Maranho.
Alfandega .
Div. repartices .
Para.'
Alfandega .
Div. repartices .
San-Paulo.
Alfand. de Santos
Div. repartieres .
Paran.
Alf. deParanago.
Cear.
Alf. da Fortaleza.
Div. repartieses .
Parahiha.
Alfandega .
Div. repartieres
Alagos.
Alfandega .
Div. repartieres
Sergipe.
Alfandega .
Div. repartices
Sanla-Calharina.
Alfandega .
Div. repartirnos
Piauhy.
Alfandega .
Div. repartices
lispirito Santo.
Alfandega .
Div. repartices
io G. do Norte.
Alfandega .
Div. repartices
.Vinas,
dem. ,
Mallo-Grotto.
dem. .
Goyaz.
dem. .
Amazonat.
dem. .
18521853
Somma.
13,608:6 J83592
2,645:228^928
2,343:1363386
4.008:7818942
705:3295919
313:16:13331
3,855:9679539
726:1519970
233:*43B33
950:62l818
525:8693736
174:4573883
45:7639369
147:6033203
810:9253583
88:9523718
811:3418515
26:385*896
380:8293587
153:7373578
84:1849933
262:4349178
4:4139772
170:4103653
5:1523184
125:5183.594
57:6859628
52:2118090
47:4233812
59:8958150
9:8573213
7:1293651
10:3718881
13:8868792
5:1333208
12:7123307
1:2523581
170:9013463
9:4859377
2:8788843
4:1663115
18531854
12.180:6869463
1.993:2729588
2,417:2633529
3,t59:2."i(i>>n7
539:1419289
369:i3792!l
3,606:6838763
474:7083373
241:6609797
1,039:8358368
381:3769042
196:9889985
Vai ter lugar um oxame em ludo io.
Na casa do Campos nao enconlrou-se todo quanto
ha poneos dias n'cila existia, porra achou-se quanto
he sufficiente para confirmar o juizo, qne a polica
fazia, e a inlervenco d'clle na criminosa industria.
Fiz seguir para a ilha de Santo Antonio, termo da
villa de S. Francisco, o Dr. delegado do 1. dis-
Iricto Cypriano d'Almeida SebrSo, acorapanhado do
cscrivao Olavo Jos Rodrigues Pimcnta, com urna
forja ao commando do capitn Francisco Joaquim
Pinto Pacca c lente llerculano, para dar-se ama
busca em varias casas suspeilas na mesma ilha, c so-
bre-tudo na em que por muilas vezes orair. vistos
Antonio Jos Tupinamb e seos sobrinhos Jos Fran-
cisco Tupinamb e Jojo Jos Tnpinamb, donos e
directores da fabrica de papis de 203 rs., a qual
ahi fnnecionou por algum lempo, seguudo chegou ao
conhecimento da polica.
Dndose busca, achou-se nm massode notas, em
numero de 227, alguna papis com relatos e assen-
tos, que induzem suspeilas, e uns frascos de lqui-
dos, califorme ludo consta do respectivo termo.
Foram presos os referidos Antonio Jos Tupinam-
b e sea sobrinho Jos Francisco Tnpinamb, sen-
do que o outro sobrinho Joao Jos Tupinamb o li-
oha sido nesla cidade.
Na cidade da Cachoeira.para onde tambem a po-
lica eslendia suas vistas, deram-sc buscas em algu-
mas casas, sendo preso Innoccncio Jos Pereira, ou-
rives, insigne abridor de cunhos, c acharam-se al-
gumas moedas de 203, 103 e 23 rs., e diversas por-
luguezas de menor valor, que foram remctlidas pelo
Dr. delegado Joao Jos de Oliveira Jonqueira J-
nior a quem havia ordenado a diligencia, achaudo-
se tambem varios quadrados de ferro destinados pa-
ra a abertura de cunhos, conforme as comraunica-
ces, queja tive do referido delegado. Para a dili-
gencia de que dou conta a V. Ex. chame!, alm das
pessoas ja notadas, o Dr. delegado do 2. dislricto
Joaquim Teixeira de Oliveira, subdelegados effecli-
vos c supplentes Manoel Rodrigues Valenca, Jus-
liniano Jos de Araojo, Francisco Manoel de Fi-
gueiredo, Jos Antonio da Costa Guimaraes, Eloy
Jos Leal, Manoel (uiltierme dos Res, Joaquim
Antonio Moilinho, Jos Jaoame Dorea, Jos Eleu-
lerio da Rocha, Joao Pedro da Canha Valle, Eze-
quiel Meira e Dr. Manoel Meira Pires Caldas.
Apraz-rae dzer a V. Ex., que todos curapriram
ponlualmentc aquillo de que foram enrarregados.
Da mesma forma nao devo omillir, que alguns ofli-
ciaesda polica, chamados para u servico, capilao
Jos Antonio Martlns, lente Antonio Joaquim de
Souza Braga, alferes Euzebio Antonio da Fonseca,
e Jos Thomaz Nahuco, e inferiores Augusto Cezar
de Oliveira e Manoel Francisco Asselino dos Santos,
porlaramsc lonvavclmcnlc, c bem assim os emprc-
gados desta secretaria, Francisco Joaquim de Oli-
veira Santos, Manoel Juaquim Garca, Candido Sil-
vestre de Faria c Feliciano Jos Teixeira, leud-
me eslo acompanhado para o cerco da casa de Luiz
Gonzaga de-Campos.
f
33,753:1713699
lir.iij.rn
141:8883630
861:1543899
87:9323989
1,388:6188505
9
331:5683111
161:6103191
111:5023098
187:2119511
17:1128165
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9:6443270
114:9458918
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13:2353378
32:7768911
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14:9123109
8:8763338
78:5313687
2:1973049
227:4273382
3:623:544
4:0673914
5:9633823
. Por a** ootnjiao he do meu dever rUotimiltir qu_
o TTf. delegado de Itaparica Benlo Jos Fernandes
de Alracida muito auxiliou-me rom informacesque
sempre me prcsUva, tendo genle de confianza em
alguns pontos suspeitos, e at dispendendo a sua
custa. Levando o exposto ao conhecimente de
V. Ex. eu fago volos para que cesse para sempre
semelhante flagello, e os especuladores se conveu-
5am de que actualmente e nunca mais ser possivel
estabelecer e manler fabricas de moeda falsa sem
que mais cedo ou mais larde chegae ao conhecimento
da polica, e estacumpra o seu dever.
Posso asseverar V. Ex. que da minha parle
erapregarei todo o zelo e solicitado de que for ca-
paz cm ordem a conseguir um resultado mais am-
pio e satisfactorio ; V. Ex. sabe os embaracoscom
que lntei, resta ainda algum mal, e para dianle ou-
tro mais feliz, e dotado dashabilitaces que me fal-
lam, conseguir exlirpa-lo, se ainda reapparecer.
Continuo as averiguarles e exames convenientes.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica da Bahia
13 de novembro de 1854.Illm. e Ex. Sr. Dr.Joao
Mauricio Wanderley, presidente desta provincia.
Innoccncio Marques de Araujo Goet, chefe de po-
lica. (Jornal da Bahia)
31,567:0693059
( Correio Mercantil.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
20 de novembro.
Publicamos em seguida dous quadros ; um que
demonstra a arrec.idac.ao das rendas do imperio no
triennio finaneciro de 18511852, 18531854, o
outro mais especificado dos dous ltimos anuos,
provincia por provincia.
As rendas descriptas nestes quadros sao liquida-
das restilnires de dreilos, e nellas se conlm sos
mente as arrecadaces cllectuailas pelas alfandegas,
consulados, recebedorias, mesas de rendas e collcc-
lorias, nos dozo metes de julho a junho de cada
ejercicio ; nao se deacrevendo, por falla dos batan-
eles, no anno financeiro de 18521853 e 1853
1851 a arrecadaeao das collcclorias do Para de lo-
do o anno, e as do 2. semestre de 18531854 das
de Matto-Grosso e Paran.
A Brande differenca que para menos se nota as
rendas do despacho martimo procede de ter sido
reduzda a laxa de ancoragem das embarcacoes que
navegam entre portos eslrangeiros e os do imperio a
300 rs. por tonelada, e exlincta a das embarcares
de cabolagem, na conformdade do decreto n. 928
de 5 de marco de 1852.
Pelo decreto n. 1133 de 22 de marco de 1853, foi
reduzda a taia de exportarlo de 7 a 5 por cenlo, a
comecar do 1 de julho de 1853 : por essa razao
houve um decreteimento de 1,119:6173196 na renda
respectiva cm comparaco com a do anno anterior.
Mas o fim da lei se vai obtendo, porque i expor-
taran foi maior, o que se prova com aquelles mea-
mos dados, alias o decrescimenlo, para ser propor-
cional, feria sido muito mais elevado.
BAHA
Abaixo (ranscrevemos a participado offlcial ten-
dente s diligencias fcitas nos ltimos dias sobre
moeda falsa.
a Illm. e Exm. Sr.Ha lempos, conforme V.
Exc. nao he extranho, comecci ter fundadas sus-
peitas deque orafico de moeda falsa, infelizmente,
nao eslava de todo extincto, apezar do golpe dado
20 de dezemhro do anuo prximo passado. E, pois,
em presenca d'islo cudei de empregar loJos os meios
ao meo alcance, e com approvacao de V. Exc. para
pr-me a par de ludo quanto devesse inleressar e
fosse concernentc ao descobrimenlo de qualquer fa-
brica, que podesse existir, vindo a conseguir fortes c
poderosos iudiciosde haverem duas, urna de metaes,
eyjutra de notas de 203000. Algum lempo levei
para verificar a rcalidado d'aqullo que para mim
j nflo era duvdoso, e cercado de mutas dificnlda-
des passei a envidar todas as minhas forjas para ori-
entar-me acerca dos pontos cm que as referidas fa-
bricas eslivessera collocadas, quaes as pessoas que as
dirigiam, e por conta de quem trahalhavam. .Yes-
te intuito cu tive de lular com serios e graves em-
barazos em quanto que tinha a fatal certeza de que
essas fabricas funecionavam de vez em quando. Pro-
gramado com tenacidad!- no fim para que se diri-
giam minhas vislas, rcuni os dados que pude colher,
e nanoite de 10 para 11 d'csle mez fiz por cm cerco
varias asa, c o convento do Carmo d'esla cidade,
onde resida um francez, intitulado Dr. em medi-
cina Carlos Antonio Viard, interessado e involvido
no trafico de moeda falsa quer metal, c quer papel.
Ainda niio era chegada a poca opportuna de dar
o golpe, e s por circumstancas que repentinamen-
te occorreram vi-mc toreado accclerar a diligencia,
porque poderla perder ludo nteiramentc, sendo de-
vido isto o nao ser ella tan completa quanto cu cs-
perava.
Na casa de Luiz Gonzaga de Campos, ao Bom-
Gostu dos Mares, ponto da fabrica de metaes, acha-
ram-se algumas moedas de prata, duas de 203 rs.
de ouro de 12 quilates, algumas de prata com o cu-
nti de 209, chapas de metal para serem cunta la- e
differentes instrumentse ferros suspeitos de servi-
ran para o fabrico da moeda, como ludo consta do
auto da respectiva busca.
Em urna segunda busca na mesma casa, anda
acharam-se mais alguns instrumentos suspeitos.
No convenio do Carmo foi preso o F'rancez Carlos
Antonio Viard, sendo apprehendidos um bali,
urna ramulla de folha e varios Irascos com lquidos.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Para'.
Belem 22 de novembro.
A demora do S. Salcador deu quo pensar a boa
popularao desta capital. Cada um emitlia sua opi-
niao a tal respeilo. Queda do ministerio, modanra
de poltica, retirada do Sr. visconde de Paran do
ministerio, mudaora de presideute, exploso, arri-
bada e ontras muilas lembran^as, que he intil re-
ferir. Creio desnecessaric dizer que houve algumas
pessoafe que acerlaram com o verdadeiro motivo ;
mas em abono da verdade foram poucas, lalvcz pela
razao de que a verdade gosta de pouca gente, he
mais aristocrtica que democrtica. Pelo menos no
estado alrazado da uossa civilsacao he islo mais que
exacto e iodubilavcl.
Tornando porcra ao vapor quanlos polilices nao
viran malogradas suas mais charas esperances ? E
note que nao fallo s dos oltra de um ou de outro
oredo esclusvamente, fallo dos exagerados de um c
nutro, os quaes desconhecendo a poca em que vi-
vemos sonlinin dominaces sob o nico fundamento
do fie rolo, tic jubeo.Tacs espirilos enfesados e
mal aquinhoados pela ualureza, sao organisados pa-
ra recordaren! os lempos idus, as ideas vetustas, as
opines desacreditadas, os monumentos do erro e
da ignoraucia cega e de m fe.
Deixemos semelhantes estatuas na sua immobili-
dade natural.
Organisou-se nesta capital urna sociedade deno-
minadaClub martimocom o fim de promover
c melhorar a construcrao naval, a navegaran inte-
rior; de vulgarisar as noticias commerciaes e marti-
mas, servindo ao mesmo lempo de recreio por meio
de regatas e viagens de divertmento. Far publi-
car todas as noticias, que possam inleressar aos ar-
madores e constructores; estabelecer um gabinete
de leilura, e creio que pretende crear tambem para
o futuro um lazareto para os que chegarem a este
porto atacados de qualquer molestia, etc.
O presidente da sociedade he o Sr. ^t. A. Pimen-
ta Bueno, gerente da companhia de naveeacAo e
coramerco do Amazonas; secretario o Sr. Francis-
co Gaudencio da Costa Jnior; thesoureiro o Sr.
S. Poud; e directores os Srs. A. C. de Sampaio, A.
E. Cotia, J. J. da Gamae Silea, e A. i., da Silva.
A commissao encarresada de confeccionar os es-
tatutos compe-se dos Srs. Dr. Francitc Jos Fur-
tado, Dr. Fabio Alejandrino de Carcallio feis.
Dr. Jos de Araujo Roso Danin, e dos negociantes
lemique de La Rocquc, e Joo Augusto Correa.
Logo que approvarem os estalutos Ih'os remet-
iere!,
A sociedade como para dar immcdialamenle urna
prova de seus bous desejos detcrmimiu que a pri-
meira regata tivesse lagar no domingo passado, 19
do corrente, pelas 6 horas da manhaa.
Dar-llie-liei urna idea desse bello divertimcnlo,
principiando pelo programma, que foi fielmente
cumpridu em todas as suas partes.
Programma para a primeira regata do Club Ma-
rtimo.
a No dia 19 do crreme as 6 Inras da raanlnla lo-
dos os escaleres que se acham inscriptos para o pa-
ren naval, postar-se-hao era frente da ponle da alfan-
dega, onde estara Tundeado o escalcr balisa de che-
gada, tendo a seu bordo o juiz do camp >, o Illm.
Sr. capitn lenle Alcntara, para dall seguircm
todos para o ponto da partida, que ser em frenle
ao igarap do reducto, onde so achara Tundeado o
hiate fmperatriz, servindo de balisa de partida,
leudo seu bordo o Illm. Sr. lente da armada
Brrelo, para determinar a Sabida dos parcos.
a Um tiro de peca a bordo do hiate Imperatriz
anuuuciar a partida do :
Primeiro pareo.
EscaleresLe cottaqueG remos.
Pairan Costa.
Caixa d'oculus6 remos.
Palrao Poud.
Carolina6 remos.
Palrao Silva.
Segundo pareo.
CorvetaParaense6 remos.
Palrao Short.
dem10 remos.
Palrao Almada.
Capibaribe6 remos.
Palrao Galhardo.
Terceiro pareo.
l'nai remos.
Patrao llanim.
Oliveira4 remos.
Patrao. Ribeiro.
o Emilia1 remos
1'atr.lo Macel.
Quarto pareo.
Flor do VezH remos.
'Patrao Sabino.
Rio Negro4 remos.
Patrao Maleval.
I fama4 remos,
PatrSo Lopes.
I'.'winfo pareo.
b Heraldi remos.
Patrao Bagley.
b Borboletai remos.
Patrao Roano.
Arinos4 reros.
Patrao Pfnto.
Sexto pareo.
Todos os vencedores dos 1,, 2., 3., 4.", e 5.
pareos tomarlo parle no 6."
Premios.
O vencedor do 1. pareo ter por premio um
remo de prata-
O do 2. um bom ocolo de alcance.
O do 3. um mappa planispherico.
O do 4. um rico jogo de mappas.
O do 5., dem, dem.
O vencedor do 6." pareo, que ser proclamado
O vencedor dos vencedoresreceber urna rica ban-
deira de setim bordada i ouro por urna joven pa-
racnse.
A distribuidlo dos premios ser feita pelo juiz
do campo depois de finalisada a regata.
nenhum escaler ser admitirlo regata alm
daquelles que se acham inscriptos.
Os vapores da companhia do Amazonas, Rio
Negro, Marojo, e Monarcha, ficam a disposirao de
socios e daquellas pessoas, qne apresentarem "biltta-
les de convite,
a A bordo de cada vapor achar-se-ha urna banda
de msica para recreio dos sucio e convidados,
o O conselho de direcr.io do Club martimo pede
a benevolencia do respeitavel publico pelas fallas
que necessariamente devem occorrer a vista do pon-
en lempo, que leve para organisar esta sua primeira
resata. Para 17 de M.^emliro de 1854.'Francisco
Gaudencio da Cotia ^.Oior, secretario.
O que he exacto he que os directores da regala,
principalmente o presidente do Club, o Sr. Pmenla
Bueno, BU precisara de benevolencia. Os seus es-
forros foram coroados do raelhor xito, e nem urna
s possoa deixou de aplaudir a ordem e belleza-dcs-
sa Testa para nos integramente nova.
Os palres dos escallercs da corrida apresenta-
ram-se vestidos a carcter, e quasi todos uniformes
aos remadores.
O vencedor do I. e 6. pareos, portaolo o ven-
cedor dos vencedores foi o negociante americano
Samuel Poud. Sem contestadlo l'm merecedor da
victoria por ser o primeiro escaler do nosso porto. A
cimstrurcan docaixa d'oculothe americana ; da-
qui tiro a maralidade de que, conformanJo-sr o fac-
i nesta parle com a verdade, devemos tomar por
meslra essa nar.io, que inegaveluientc possuc boje os
priraoiros cunstFuctores.
Nao me he po'SMvel.piniar-Jhe '>vc.So, que o pu-
blico fez ao primeiro vencedor. Os vivas eram con-
tinuados e quanlo elle uirigia-se para o caes da
agencia, rebocado por um dos escaleres vencedores,
mas que por elle vencido preslava-Ihe homeuagem,
acompanhado por urna banda de msica n'outro es-
caler, e escollado por todos os vencedores e desem-
barcou, o povo fc-tejou-o, saudou-o, abracou-o, c
levou-o era Iriurapho at a agencia. Nao se divisa-
va em todos os semblantes -en io o mais puro con-
tentamenlo, e a mais completa satisfecho. He que
o mrito era real, e toevidente que uo poda dei-
xar de calar em lodos os espirilos.
Os oulros vencedores Toram os escaleres da corve-
ta Paraense, 10 remos, patrao Almada ; Una, 4 re-
mos, palrao Damn ; Rio Negro, 4 remos, patrao
Maleval; e Herald, 4 remos, palrao Bagley.
Esle ultimo no meio da corrida ao passar pela
Trente do vapor Maruja que o saudara com mullos
vivas, levantou-se. mandou levar remos, e agrade-
ceu continuando depois na corrida, sem que por isso
perdesse, o que era TacH visla da demora do alguns
segundos que leve.
No fim da regata, edapois de distribuidos os pre-
mios o Sr. Pimenla Bueno offereceu um esplendido
alraoco aos seus hospedes no vapor Rio Negro, em
cojo numero eatavam os-Exms. Srs. hispo, presiden-
te da provincia, commandante das armas, as priraei-
ras autoridades, grande numero de senhoras e con-
vidados. Ainda na proTuso e bem ordenado deste
banquete sobresahia a amabilidade e cavalheirisoio
do Sr. Pimenla Bueno, que nos menores tratos so-
ciaes.apresenta-se sempre como um perfeito gen-
lleman.
Concluida a regata propriamenlc dita correram
ainda 4 ou 5 escaleres, dous delles cheios de senho-
ras. Como he de suppor, em um dia em que o bel-
lo dominava venceram esles.
Desafiado ainda o caixa d'oculus, o vencedor do
l. e 6. pareos, o vencedor dot vencedores pelo Ca-
rolina.ainda uesla terceira corrida nao degenerou,
levando a conviceflo ao espirito do seu antagonista,
que fo o primeiro a proclama-lo nesse dia, inven-
civel.
Basta por hoje, pois o vapor est a largar, e nao
espera provavelraeute que cu acabase o nao fizer j.
Maranho'.
S. Luiz 26 de novembro.
Anles de hontem chegou a esle porto o vapor To-
canlis, que, como ver, trouxe dessa cidade ape-
nas quatro das incompletos de viagem. Em que
lempos os nossos avoengos julgaram que as Torcas da
nature/a. subordinadas vuntade humana poderiam
dar lamanhos resultados, como essa da velocidad
do vapor I Ainda nao lia milito- annos, que ten-
do daqui sabido urna barca para o Rio, levando a
seu bordo ura vice-almirante. o Lenlilhas, aastou
julso, que oilo me/e- para chegar ao lugar de seu
destino !! Que differenca I
O Tocantint teria hontem algumas horas de sa-
luda para o Norte, quando d'ahi chegou o S. Sal-
vador, que deve partir hoje ao meio dia. Se este
vapor n,lo der de esporas aos seus cavallos, corre
necessariamente a vergonha de ser alcanzado por
aquelle, que chegar primeiro do que elle ao Rio.
Bem poda era face do pouco que tenho a riizer-
Ihe, aguardar-me para a chegada do Tocantint ;
pnrm, como o seguro raorreu de vclho, ou entao,
nao se deve jamai- deivar o certo pelo duvidoso ; e
mais anda, nao desojando faltar de modo algum
se uo em caso de forra maior ao rigoroso dever
de lhe escrever por todos os correios ; nao quero
por todas essas razes privar-me do doce pra/er de
dar-lhe noticias minhas, e deste feliz torran que
em a ventura de guardar em si a preciosa reliquia
do meu umbigo...
A bexiga, lia dias, que corneja a grassar nesta ci-
dade, se bem que al hoje s tenha havirio um ni-
co raso de morlc. Consta-mc que no Rosario o mes-
mo Tlagello a-ii-l,i a pequea popularao de que se
compc aquella das Roseas villas, a mais bella e
a mala piltoresca. S. Ex. o Sr. presidente da pro-
vincia acaba de maudar para all um medico, le-
vando ludo o que se loma uccessaro para o cmba-
le do mal, c tambem algum dinheiro para ser dis-
tribuido pela pobreza.
No Rio de Janeiro, segundo por aqu consta,
grassa a mesma epidemia,
J entre mis se deu comero ao lazareto da ilha do
Mcdo, e vai-se principiar a grande obra da limpe-
za dos catinos da cidade, afim de que possamos re-
ceber decentemente a Sr. 1). Cholera, se acaso el-
la, enfastiada das habitarnos amenas do Oriente,
aoode bem boa safra ha feto, quizer vizilar-nos por
alguns dias. Estou firmemente convencido de que
aquella respcavcl matrona niio nos dar o prnzer
de sua Titila. He muilo orgulhosa para deixar pai-
zes tan bellos bii aninhar-se no nosso pequeo
Maranho, aonde pouco lera a colher. Dos a te-
nha por la at a consummarao dos seculos, como
diz ueste momento um dos meus vclhus amigos, que
a meo 'lado aprecia a dcleitavel fumara de um dos
meus mclhores cachimbos.
Depois que E. Suc nos pinfou a carranca daquel-
la senhora, tenho-lhe ura horror, que se me arre-
piara os cabellos somenle ao lembrar-mc delta. Se
ao menos (ivessemos a certeza de que a viagem ao
outro mundo era sempre acorapanhada de lodos os
encantos com que a musa do korao nos pinta ; se
acaso, sendo um dos escolhdos do propheta, tives-
semos a fortuna de gozar das huris, dos palacios
diamantinos, de lodos esses famosos manjares, que
se eiirnnlram nos lautos pagodes do al Djannat,
aonde gozando de todas as delicias do ventre, os iu-
commodos das evacuarnos rio sao conhecidos, nem
mesmo o simples catarrho, por iaso que as super-
fluidades dos habitantes daquellas moradas se dis-
sipam e se transformara constantemente n'uma
transpiraran suavssma, n'om suor 13o odorfero
como o almiscar, depois do qual lodos os appetiles
lornam a apparecer ; se livessemos a certeza de lu-
do isso, e do muilo mais que promelte o garoto de
MaToraa aos seos renles, valeria entao sermos pre-
sas daquella horrivel representante da morte...
Em todo o caso, porem, preferimos sempre vi-
ver ra neste mundo, com lodos os seus achaques c
deleito.
Nao he s por l que lem grassado as fehres casa-
menteras de carcter virulento, por aqui tambem
as ha, se bem que de um carcter nao s mais be-
nigno em seu comeco, como no periodo do mal,
at a sua cura. Por ora apenas temos dous casos:
um delles trouxe a cura 'a doenle, e o outro anda
est s voltas com lodos os recursos da therapeuti-
ca ecclesiastica. Ao passo que as mojas ahi fogem
da casa paterna com os seus pretendenles, indo as-
sim a procurar casamentos por orna senda tao tor-
tuosa, que bem pode chegar deshonra, os dous
Tactos a que rae retiro, surcederam com duas mojas
maiores de 24 annos. Requereram o deposito, nao
s em virlude do respeito devido habitadlo pater-
na, como por causa do estado de eoacc.ao em que
viviam, e emanciparam-se, podendo assim dispor
de suas vontades, como bem Ihes aprouver.
Esses factos alias mui communs na ordem das
cousas que da parte da jnalica ha encontrado al
em favor dos pas, sna tal ou qual condescendencia,
tem sido olbados, julgo, que por Taita de materia,
pelos estrellados, como um motivo para assaltarem
desabridamente contra S. Ex. ao ponto de se lhe
altribuir a origem de todo isso, e creio mesmo,
que a causal das meliuares amorelilicas das duas
mojas.
J se sabe que o Dr. Braga nao tem sido poupado
como juiz, que foi da emanciparan. O que vale,
porra, he que elle com toda essa pachorra, que
lhe conhecemos, com lodo esse pouco caso que
faz dos taes sosos, vai plcidamente em sua carrei-
ra, conseio de que cumpre o seu dever, o prompto
sempre a responder perante qualquer auloridade
por ludo que pralit no exereicio de suas funejes,
O que pnrm se torna demasiadamente interes-
sanle as vozeiras dos marrecos da opposijao, nos
taes rticos intitulados raptos judiciaes he a
coragem com que elles chamam ao partido go-
vernisla de immoraes e corruptores! Elles que
formam esse horrivet ajnntamento de todos os cri-
mes conhecidos E he essa cente que appel-
lida aos outros de immoraes 11 Quem me ae-
ra que neste momento nao Tosse moda a lin-
euagem dos t> pos: que eu tivesse os pulmes e a
Irombeta de Itrafil, porque entao denunciara ao
mundo o nome de cada um daquelles que na curia
estrellada he o representante de horriveis crimes !!
Que atomice hediondo em que a ave agoureiraat-
na-sc de presidir 1 I
Concluire esteassumpto dizendo, que elles bem
se devem lembrar que os lempos dos assaltos aos
conventos, e de quanta immoralidade poda haver,
la se foram na noite do passado horrivel, que lhe
dava essa vida, pela qual hoje tanto chorara !!
Passemos a oulros objectos. Consta-roe que pelo
Tocantint veio a noticia de que o Exm. barSo de
Man fica com a uavegajo cosleira e fluvial de
qoe na minha ultima lhe fallei. Quando eu tiver
Lnilliiilo as bases do contrato, inforrna-lo-hei cir-
cumstanciadamente.
No dia 18 do corrente. o Sr. Dr. Joaquim Jos de
Miranda, achando-sa pela volta das 7 hars da ma-
uh.la, beira de un) poco da borla do sea sitio,
uo Rio dns Bicas, foi sbitamente atacado de urna
verliaem. que. ojancou n'asua, depois. de lhe haver
fracturado a fronte, levando-o de encontr urna
das lages do mesmo pojo. Apezar de que o facto
tivesse lugar de dia, bem perlo de escravos, que re-
gavam a borla, bem perto, segundo dizem, de urna
das lilhas, que colhia naquella occasiao almius le-
gumes : o Estandarte com o sen dizemaTfianja
que elle Tora assassinado I A polica Tez corpo de
delicio, e procede todava na averiguaran do facto.
No mesmo dia orna crianja de anno e meio cahio
morrendo instantneamente, dos bracos de outra,
sem duvida mais velha do que ella, do segundo an-
dar da casa onde mora o Sr. SebasliSo Mallos.
Tenho-me esquecdo dizer-lhe que o Sr. Dr. V-
riato Bandeira Duarte j entrn no exereicio da
chefatura da polica. E o ex-chefe o Sr. Dr. Anto-
nio de Barros e Vasconcellos, que servia aquello lo-
gar, ha quasi 6 annos, cora toda a intcllgencia,
probidade e independencia, merecendo sempre a
confianja das varias administrajoes com quem lem
servido, arha-sc horneado juiz de direite da comar-
ca do Itapicur Merim, ama das melhores que te-
mos da segunda enlrancia. Acha-se nomeado com-
mandante superior da suarda nacional o Sr. com-
mendador Domingos da Silva Porto, e commandan-
te do 1. batalhao da capital, o Sr. major Caelano
Teixeira Pinto de Magalhaes. Ambas essai noinea-
jes honrara o governo e os nomeados.
Segu para essa o Exm. Sr. Dr. Joao Jos Ferrei-
ra de Aguiar, que, como sabe, veio em passeio al
o Para. S. Ex. que he um dos dignos representan-
tes dessa provincia e um dos melhores advogados
desse foro, foi mui bem aceito nos melhores circu-
ios da nossa sociedade. Consla-me que assim como
deixa, leva bastantes saudades dos poneos dias que
aqui passou.
Hontem no sabio do thealro o Dr. Luiz Antonio
abalroou os queixos do celebre Dr. Raspado, por
motivo de urna ousada provocajSo, que esle lhe ft-
zera. No acto da contenda, intromettendo-se o A.
Barradas, eramou do ultimo a ex-officio, tres for-
midaveis couces no abdomen, que o poz a linir.
Foi a consequencia funesta da diplomalica interven-
cao do Pan ja di Estrella. Adeos, que o vapor ja
cachimba, se bem que muilo menos do que o meu
amigo de que cima lhe fallei.
Piauhy.
Thereiina 20 de outubro.
L se foi o correio de 16 sem que lhe tivesse dado
o meu recado ; senti ter mmmeilido eata falla ;
porque para urna boa arenga tinha eu em meu ca-
iihenhu bem boas notas.
As cousas publicas por aqui vio correndo natural
c plcidamente : as polticas 1 libera not, Domi-
ne.... NeaMM nao mello eu o denle : depois da
inauguraran da poltica Parau ninguem tnge
nem muge: lodos inetterain a viola no sacco,
espera da Testa....
Que lhe direi das imancas'! Bem e mal ao mesmo
lempo. Eu rae explico. Bem ; porque o Sr.
Dr. Carvalho se empenha com quantas forjas tem,
para tornar effecliva a arrccadaj da activa da provincia, que sobe a quasi 300 contos
de res A secj3o do contencioso, cargo do ba-
charel Carlos de Souza Martin-, he hoje um fervet
opus. Os mandados execulivos al hoje expedidos
para os diversos municipios sbem mais de 500, e
creio que vito ser expedidos consecutivamente dupli-
cado numero delles. Os agentes do procurador fis-
cal, collectores, juizes municipacs, etc., etc., cstao
cm urna roda viva, e lanjar suas redes ao rio....
Dos permuta que seja boa, c abundante a pesca-
ra.... Tambem estamos mal i-si numen te ; porque
emquanto nao vcr a pujanja, o thesoureiro Jos
Mendes Vicira nao lera de ser visitado e incommo-
dado. A obra da reir por falta de pecunia parou,
pnrm gente que sabe me diz, que breve comejar.i
de novo. Os empregados lemem ser obrigados no
fim do mez a rcbaler seus ordenados em casa de al-
guma ave de rapia na razao de 15 ou 20 por cen-
lo. leos he grande, e com ajuda delle espero, quo
nao se declare a falleucia da pobre e pensionada
classe, que, por minha desgraja, tenho o pozar de
pertencer! Crea-meque lenhu muilo desgoslo de ser
forrado a vivera expensas dos cofres, apezar de se-
ren amigos bem fiis....
Sean -ifie. saiba, que a maior cifra, que figura
nos orjamenlos da reccila desta provincia, he a que
provm do imposto de 10 por cenlo sobre o gado vac-
iii ni o rav.illar, que faz parte da receita da provin-
cia desde 1827.
O imposto sobre o gado vaceum e cavallar he co-
brado nesla provincia desde 1726. No art. 12 da lei
geral de 31 de outubro de 1835, explicado pela pro-
visao do thesouro publico nacional de 25 de outubro
de 1836 esta explicado o fundamento da acquisijao,
que fez a receita provincial dessa importante verba.
Rcrorrendoao lanjamento dejulho de 1819 a julho
de 1851, se ve, que o dzimo do gado vaceum e ca-
vallar chegob. ao valor de rs. 129:4193650, o deslri-
hutivamente pela maneira seguinte :
Puty(hoje Thercziua)......
Campo maior.........
Barras...........
Pcracuruca .........
Parnahiba..........
Principe Imperial.......
Marvo...........
Valenca...........
Oeiras...........
Jaicoz...........
S. Raymnndo Nonato......
S. Hnralo.........
5:7513500
14:2983100
5:3603600
7:3923700
1:6853250
8:4503000
7:1103300
11:6173350
23:6793700
12:0333950
8:9603900
9:19136.50
Jeromnha.........12:2203650
II FfilVFI


DIARIO DE PERMMBUCO, QUARTA FIRA 6 DE QEZEMBRO DE 1854.
Panlagua.
8-.73397O0
139:4199650
Mctade correspondente a um aono 69:7099825
:
cha.
fa
Os municipios que mais criam o gado cavallar, tio
os de Campo-malor, (Long) Ueiras, Jaicoz, Valen-
<;a e J enmienda : todos os mais criam em pequea
aanli.
Tamben ligara no ornamento de reeeila da pro-
vincia incio dirimo do algodao, que at lioje tem
corrido quasi em abandono, por virlndo dasdilTlcul-
dades que se oppoem a sua ai recadac?.o. Com'a inu-
danra da capital para esta Therezina nova, inleres-
sinte c bella, deiiou esle imposto de ser cobrado por
barre-iras, passando a ser feila a arrecadacao pelas
collcclonas daqui, Campo-maior, Barras, Parnahiba,
S. Cucalo e Jeromcnlia. O terreno productivo do
algodao lie toda a margen) do rio Parnahiba e Puly,
e os municipio* em que mais so lavra sao Therezi-
na, Campo-maior, S. Goncaloe Barras. Em Parna-
gu, Jeramenha e Parnahiba, he muilo acanliada
*i lavoora. Como a mxima parte do algodao pas-
sa por contrabando para o MarnnhSo, o meio ilizimo
arrecadado em 1853, e 1854, ti pode chegar a rs.
1:0015747! Esperei que a assembla provincial,
na sua ultima sessao de eterna memoria.se oceupas-
se desle objeclo, mas qual A illuslrssima na for-
ma do louvavel coslume, levou o precioso lempo a
foliar com as perita e a discutir projectos calurras,
riesuargado* e feitos aos empurrues, e passados.....O
lempo h" pouco ; e, pois, cuidemos n'aulra rousa :
quem torio na .ce. lorio fica : essa assemblc
nasceu debaixo de. bem mos auspicios : seropre
san pucos os frurlos da Irairo e da mentira..... O
que me consola be o tmpora mulanlur.
Como cima fica dilo, a divida activa desla pro-
duca pode-se calcular sem erro em perlo de 300
menos, em estado de ajuizar, e n restante no curso da
arrecadacao ordinaria, ; na contando neste calculo
a cifra que pode resultar do ajustamento de contas
aira/acia-, iicm tan pouco a divida reduzida a lettras
que monta em rs. 55:3119175. Geralmenlc provem
ailivida activa da provincia do dizimo do gado, de-
cima urbana, impo.ica da agurdente, alcances de
recebedores e contratantes.
Creio que j se deve ir enfastiando com esse ne-
gocio de qnatilidades, e por isso sigo j a' explorar
oolra mina.
Na ultima que lhe escrevi fallei-lhe da m nomea-
rSo que fez o)r. Salles, juiz de direilo da Parnahi-
ba, ile um tal Simplicio JotdeSeixas'para promotor
interino, sujeilo, que na administraran do Sr. Sa-
raiva, havia sido demillido do promotoria por cer-
tas msganagens que fez no jury de Peracuruca, que
inancharam bem o seu carcter, e prejudcaram Bre-
vemente k causa da ju-lira. O Sr. Saraiva mandn
que juiz de direilo esmerilhasse o procedimenlo do
tal promotor, e o respoosabilisasse na forma da lei ;
ma< o juiz. creio que por ser amigo de Simplicio,
P'iz nm* |iedra em cima, e o Sr. Simplicio canino
glorias O Sr. Carvano, que j condece bem a pro-
vincia, ou porque lesse, ou mesmo porque lhe con-
lassem. (esta (erra, nenza-a Dos, prima pelo grande
numero de linsuarudos) eslranhou a nomeano de
Simplicio, e assim comoquem nao quer a cousa, po-
rm olflcialmente, perguntou ao Salles, se e>se Sim-
plicio he o mesmo Sr. Simplicio dojory da Peracu-
inra, e mais.... e mais.... BemvVme., que isso
mo he brinquedinlio O cavalleiro Salles tem de
dar Iralos musa para descobrir urna sabida airosa
ao tal arranjo premolorial: esses ajustes de cou-
tas velbas, qtiando o borrador j se tem perdido,
sempre sao impertinentes. Ora, que seropre anda
surcedendo eousas ao Salles Assim foi aquella his-
toria da compra da casa comprada para as sesses
da cmara e lei, que o Sr. Pereira do Carvalhu nao
quiz sanecionar; porque havendoj o Sr. Piretti
sanecionado umu lei de quasi igual theor, vinha o
(al negocio da casa a reduzir-se a ama comedia em
duplcala, lendo a primeira sido representada tam-
bem.... ora veja (I Sr. Salles devia saber que o Sr.
Pereira de Camino nao gosla de representar come-
dias principalmente comedias caras e apparalosas,
qut podem collocar a provincia em untestado decri-
se financeira,... De que me havia de lembrar 1 Pois
a cmara da Parnahiba nao pode ler duas casas para
soas sevCes ? Quod abunda! nun nocet : este
principio lie velho, e talvcz se lea as paginas das
orden*-d>e leis extravasantes do Sr. juiz de direi-
lo. V me, meu charo senhor, nao se admire de ver
um haitiano (labaro, malulo, caipira, sertanejo,
que Indo he o mesmo) saber de lana cousa pelo
minio: n3o se engae comigo, porque debaixo de
una rnim capa se esconde um iom bebedor. Son
un abelhudo' e pergunlador eterno, menos da vida
privada, tenho urna pontinlia de genio murmura-
dor, com raerc' de Dos, e (aqui para nos) tenho
l.iinliein om amiguinho l nela secretaria que pade-
ce do nieu mal e nao he de arcas enmuradas, lendo
por eterno eslribilho de suas conversarte, o dizer
MSo toubaliude ninguem. Esseamgo.quea primeira
vista parece urna velha chronica em brochura o de-
sencadernada, faz l pela secretaria o que faz S. Pe-
dro no co, e creio que tem esperanzas de ser cauo-
nisado depois do eterno adeos, porque he um fervo-
roso devoto das almas, inn.ni de bentinhos e insepa-
ravel amigo de um volumoso palu, em que tem
urna f inabalavel. V pois Vino., que saliendo eu
dos segredosde gabinete por iuLermedio de iijnaJiUA-
se tito pura, mo posso deixar de relata los com a
melhor disposicao e boa f do mundo. luda at bo-
je, em boa hora o digo, nao fui aecusado de anachru-
uismo e falsidade....
Disseram-me boje que o Sr. bario do Mau con-
tratara a navegacao dn Parnahiba. Em boas mos
para case negocio; se he veridica a noticia, he ella
um bello annancio para os amigos da mudanza da
capital, e um solemne desaponlamenlo para os que
nao aeredlavam na vioda de el-rei 1). Sebastian.
Fiqaem certos, meo* amiguinhos, que em materia
le raciocinio, clcalo e poltica, i melle o denle
quem as pestaasqueimou. e definliou sobre os li-
vrosassim lanibem Dra-lhes a gloria de dzer, que
esses sao uns loleirOes, sempre que se trata de ma-
terias de vaqueirice, de clculos do corral, de histo-
rias do boi laranjo, pintado e mesuro. e da cacada
da onea, etc., etc. Aconselho-vos pois, meus ami-
ans, a vos, que em ludo queris meller o hedelho,
que sejais prudentes e comedidos, porque aos ho-
mens de bem tambero se costuma oppor as armas
do ridiculo, que be sempre ama arma bem peri-
gosa.
Acaba de funecionar cmara municipal desla ci-
dade Que fuuc(0es, que brilhaluras foram as del-
ta, dincidas,pelo padre Antonio Uh que nao sei
de njo como coirle I Desla vez fnrara infringidas
as posturas, calcadas aos ps as leis I A cmara con-
ceden previlegios, ollendeu o direilo de propredarte!
c Dos queira que ella oonhecn o mal que lem feito,
e o repare em lempo! A que proposito vem essa
abertura de urna estrada de 10 brajas, pela margem
do rio, quandn toda ella esta povoada de moradores,
que alli tem snas plantac-oes 1 Forte casmurrice O
camarista que tevesemelhante pensamemlo. pode ser
leva lo em corpo e alma para o hospicio de Pedro II,
para curar-se de alienaba mental I Que quer dizer
esse poder dado alguem, para extorque r de oulros
terrenos para edificarlo do suas caras '/Estamos por
ventura no centro de urna horda de selvagens ".' Ui
quem possa ver com sangue fri actos inqualilicaveis,
principalmente parlindo elles de urna corporacilo.
que tem per dever respeilar a lei, e defender a igual-
dado dos direitns ? A cmara devia refleclir, que
nao se oflende impunemente odireilo de propriedade
e que a resistencia be quasi sempre a conseqnencia
da oflensa, e dahi parlem os conflictos, sempre fa-
tacs, sempre odiosos.
Estou cerlo que da caliera do lal padre Antonio
("i que sahiram lodos esses abortos monstruosos .f O
niicerdole, pelo carcter respeiloso de que est reves-
lidn, nao se deve envolver em negocios de certa or-
dem sem quebra de sua dignidade : mas qut quer,
so o sacerdote no Piaohy he sem exemplo 1 Dos
queira que a reforma que o nosso respeitavel prela-
do einprehende, chegue hrevimenle por c, onde esl
o foco do mal. O clero do Piaohy nao corre parelha
com neohum oulro. Sua chronica he tan escanda-
losa qoe faz horror Nanea vi lana corrupto O
povo desla provincia he pouco religioso, talvez por
que receba o exemplo uno de seos curas, Ficam
salvas as honrosas excepres. Esquerem-se de seus
deveres, mas nao se esqaecem de receber os benesis,
ou emolumentos pirochiaesem valor anligo de prala.
He l.minero um dos males que flngellam os povos
desla provincia, e que espero ver brevemente sana-
do ; isto como me consta que o Exm. presidente
lem solicitado do nosso boro prelado una tabella dos
emolumentos parochiaes.
He justo que agora passemos dar-lhc conla do
que tem succedido depois da ultima que lhe escrevi,
pelo que diz respeito ao criminal.
Advertimos ao Sr. subdelegado Raymondo Jos (do
Condado), que uno lio bom, que S. S, continu
enrmalo Jar com pri-e- illegaes s pessoas que tran-
sitaren! pelo seu deslriclo. r/ar.o-lhe esla amigavel
advertencia ; porque o lempo do feudalismo j per-
lenca a historia antiga. Quem nao pode com o lem-
po mo inventa modas,entende Sr. Raviuundo Jos...*
Pedimos as autoridades desta comarca que vejam,
so por meios brandas e amigaveis consegitem arredar
do foro essa caterva de improvisados advogados, que
ludo alropellam com soas tricase Iranpolmas. insta
que os provisionados larain das suas : os improvi-
sados que deem suas recitas c beneficios no jury,
on te l larga podem fazer o papel de cavalleirs
da triste fisura.
Kecoinmendo ou pejo s autoridade policiaes, que
descubran) um meio de acabar com certas intriguinhas
miseraveis, qua ltimamente se lem desenvolvido no
circulo social da Therezina, antes que en seja victi-
ma de algama. Sei qae essa mis-Jo pertenre ao sa-
cerdocio ; mas, nao me atrevo fazcr-lbe um pedi-
do de seinelbanlc ordem ; porque vejo que os reve-
rendos sao os primeiros a ftmenlar ess-is inlrigas.
Se como espero esses enredinhos so desvanecerem,
eu serei contente so ao contrario continuaren!, pro-
meti por a calva a moslra a seus autores.
No decurso do mez passado, 'comeraram-se ncsla
ridade 5 rasas, e concluir oo >.
Foi preso em Jaicoz .Manuel Jos Pereira, que em
1818 assassinou naquelle termo Jos Camello da
Silva.
No dia 5 do passado, Custodio Rodrigues Lima
lenton assassinar sua propria mulher Mara Pereira
da Concrira.'. dando-lhe dnas facadas. das quaes a
infeliz pode livrar-se,ficando com tres dedos de urna
da< inflo quasi decepados.
Foi preso nesta cidade Jos Joaquim de San la-An-
ua, por denuncia de ser elle cmplice na morle de
Cozario Jos da Assumpeao, que em 188 foi assassi-
nado em Casias.
No dia -2 do passado foi brbaramente assassinado
ao lugar denominado Cacimbasdo termo de Sau-
Raymuodo Nonato, Romualdo do Reg Monteiro,
por Seraphiin Viera, que conseguio evadir-se.
Pelas 7 horas da noite do dia 8 do passado, nos
suburbios desla cidade o soldado do mco batalhAo
Manoel Pereira, deu urna Tacada em urna das mos
de Curios de lal. O delnqueme se aeha preso.
No dia 8 do passado foram presos e recomidos i ca-
deia desla cidade, Pedro Francisco Lemos, por sos-
peitas bem fundadas de haver assassinailo no Tana
Cear) a seu cunhado Ciernen lino de lal :Joflo
Ferrada Monleiro e Pedro de lal, por lerem ha lem-
pos tentado assassiiiar neste termo Anlooio Caela-
no ;e Domneos Francisco Ramos, por ler tentado
assassinar um velho.
n adiis (setembro) foi preso nesla cidade Ma-
noel Paulino, pronunciado em San-Uon^slo, pelo es-
pancamento feito em 1815 em Francisca Mara da
'ambem foi preso em Parnagu Jos Pereira, um
dos autores do assassinato, que em 1851 fizeram no
alferes Manoel Vicente da Costa Bica.
Foi capturado no termo da Ur.Ao Antonio
F'crrera da Silva por conslar ser um dos autores da
morle de Joan Ignacio, do termo de Caxias.
No dia 4 do ro rento Helena Mara da Conceicao,
(nesla cidadel deu urna l'a.-a la na coxa de Claris-
munda. Foi presa c se acha M cadeia para nao ser
Iflo zelosa.
No 3o. deslriclo desle foi preso Joaquim Antonio
dos Sanios, por ser voz publica que no dia 29 ou 30
do'passado assassinou a Mara por antonomasia Pe-
rnosa. lorceudo-lhe o pescoco 1 He um novo ge-
nero de morle, que me parece de invencao inglezn !
Dos me livrede laes torciculos, anda mesmo dados
por maos femininas...
O jury da cidade da Parnahiba funrcionou l lti do passado ;foram condemuados 3 reos, e
absolvida urna mulher Ignoro a natureza dos
crimet,
Em dias deste mez dcsapparereu do estabeler-
menlu dos Educando o aprendiz Raymondo Torres
Costa. Nlo quereudo fugir so, raptou a lilha do pe-
dreiro Clcmeule, c foi depositar 8 leguas desla
cidade, em casa do coronel Cunha Castello-Branco.
Que mennorio Que tal a siijetinha Creio que
j devem estar casados. Dos ajude, e os faja felizes
por minios auno.
No dia 3 do rorrenle foi preso em Jeromenha o
professor de priiueras ledras Antonio Narciso Xavier
Torres, por urna denuncia oue delle deu um lal Je-
siiinn de l'reilas, por crime de lenlativa de morle.
O iipplenle do subdelegado ininiiavidn Torresaccei-
lou a denuncia, arranjada por um lal Chico Mscale.
O (al Frcilas suhdelegado.e mais o mscate (com per
dAo de sua ausencia) constitucm urna Iriudade de
traanles de mo chcia....
Foram recolhidns cadeia de Ueiras Francisca
Mara do Espirito Sanio, o Mariaiino Jos Rodrigues,
presos e pronunciados no deslriclo daquelle Icr-
mo como autores do assassinato de Angela Benedicta
do Valle.
Em-22 do passado foram pronunciadas em San-Ray
mundo .Nonato Angela Mara de Jess, c a escrava
Carolina, como autoras do espancamento de Custo-
dia Bernarda de Jess : Filippa Jos da Silva, e
Jesuinode lal, como autores de urna sorra dada em
Deonisia Mara da Conceicao.
Foram pronunciados do termo da Uniao Se-
vero Jos Machado, Justino Mximo Rodrigues, e Be-
nedicto Odorico de Oliveira, mandantes da murle de
Luiz Altor..:) Dinz. Scrm presos esses individuos '.'
recro que n3o, mas emfim vejamos.... eu eslou aler-
ta :os homens s.lo influentes no termo da Cniflo...
e por sso he de receiar alguma cousa...
Vou concluir esla contando-lhe urna ancdota, ha
dias MirceJida nesla cidade, que achei muilo galeote
e original.
Ha um circulo crioulo.emqua se achavam algumas
damas e cavalleirs, chegou o echo estridente e ar-
gentino dos urros de um jumento: urna das bellas,
despertada pela voz do orelhudo animal, disse :
qoe voz deliciosa e forte : Um dos rapazes, ga-
menho e alambicado,dirigimlo-se a dama que tal elo-
gio acabava de fazer, lhe disse : uSenhora, quem
me dera ser burro (!!) o
Nao he de admirar essa ancdota do jumento :
porque um amigo velho meu, que foi soldado de Na-
poleao, e esteve no ataque do Kcrclin em Moscow,
me affirma que o jumento he o animal mais Ilustra-
do e instruido nue se coulicce, por ser o inventor
das lettras vogaes Assim, nao lie? muilo desaimso
ser jumento, porm eu, fosse/embora o orelhudo in-
ventor das consoantes, nflo me',quereria nunca ron-
formar com lal melamorphoe, s para ter a honra
de merecer um elogio de tima galante yaya....
Adeos. Desejo-lhc mil venturas, dinheiro c ludo
quanlo para mim quero, como por exemplo, umse-
culo de vida folcada e milagrosa.
Rio Grande do .Norte.
Natal 2 de dexembro.
A despeilo da pouca volitado do collega do libe-
ral, que quer a fortiori que eu slhe noticie meu-
liras 'em sua phrase delicada! ) e parece que a Pro-
videncia se tem empenhado em mostrar, pela repro-
ducen dos fados, a exaclidao de ludo quanlo lhe di-
go, anda no dia 21, quando aqui chegava o seu Dia-
rio de 15, cem que vem transrripla a ininha ullima
caria de 12de novembro, na qual lhe fallando acer-
ca dos pobres empreados da altndola, dza que a
thesouraria de fazeuda desla provincia se fazia digna
Tlirque sobre ella o Exm. 9i. iiifuislro lanrjasse suas
vistas; quaudo talvez alguem, que tem sempre a
m3o seu saquinho de biltix para derramar sobre lu-
lo quanlo eu lhe digo, eslivesse de peona aparada
para envenenar meu dilo, e pata mesmo aproveil.in-
do o cusejo tecerseu panegrico a aquella repartirn,
eis que dous eimirrcades tlaquella repartir Mafal-
l Joaquim de Mello e Joaquim Jos de Torres Ira-
vain urna lula, da qual dizem que satura o ultimo
com urna pequea contuso, resollando de tudo isto
ser. suspenso pelo inspector o Mafaldo, contra quem
j nutria alguma iidisposirAu u inspector, e que mais
se augmentou com esse fado por ser Torres primo,
e protegido delle inspector. Nao he esse o primeiro
facto dessa natureza que alli se d, pois jo porleiro
e o continuo tiveram occasiao, de dentro da mesma
reparrAo, medirem os babados um do oulro ; pelo
menos assim me alirmwu o Sotaioa; ale-se Dos
com o sea mando!
Pelo Tvcantint vcio o novo escrivflo Horneado pa-
ra a al Tandeen desta cidade, que depois de lutar qua-
Iro dias com algumas diticuldades para lomar posse
e entrar em exereicio do seu lugar, pode finalmente
conseguir e j se achj fuuccionando.
Nada me consta que tenlia occorrido nesles lti-
mos das contra a seguranza individual, alm da
morle de Francisco Bernardo, criminoso da Parahi-
ha, que se achava refugiado no lermo de Goianni-
nha, e que sendo alli preso, j no diilriclo daqoella
provincia, preleudera-se evadir do poder da escolla,
e nessa diligencia fra morlo pelos soldados qne o
conduziam. Esse criminoso he o mesmo que o sea
correspondente de Goianninha dissera ler assislido
as inertes do Firmo e Firmino, e em que tainbem
sucumbir o inspector de quarleirao Florencio de
lal: os mos por si se deslroem I
O dia de boje, que como sabe, he dos grandes dias
para o Brasil, e que como todos os outros costumain
passar aqu desnpercebidos, nao est mal annuncia-
do. As cinco horas da manbaa tomos disperlados
pelas salvas de arlilharia partidas do quarlel, e que
foram repetidas ao meio dia e seis horas da larde;
a noite (queja principia, pob sao sele horas) vamos
ler urna represenlacao dramtica no nosso San Car-
los Nataleitse, c que em abono da verdade, depois
de lerceiro remonte que lhe deu o Sanios, n3o licou
muilo mo: a proposito de San Carlos pergunta-lhc
a uiiiiha curiosidade, que tem sobeja razao para tudo
ignorar, acerca de certos estylos das grande pracas,
he adoiissive! heazer-se Ibealro depois de feilo ou
remontado? Nao sei l dessas unanctU, porm he
forzoso dizer-lhe que causou-me isto etpcrle.
J me e-quena dizer-lhe que no dia 2b do passado
tivemos a festa de Nossa Seuhora da Apresentacao,
qoo lie a nossa padroeira, houveram novenas e bem
concurridas, mas o filho de meu pai andn sempre
de largo, por causa de urna nutra usanca, que tam-
bero aqui temos, de deitar-ae fogo sollo, a que vul-
garmente chamam busca-pes, logo ao acabar-se as
novenas, de forma que corre imminenlc risco lodo o
bpede que por alli passar nesse cmenos; agora
mesmo foi suficienlemenle queimado um moro des-
sa que aqui anda ; e o que mais me admira, be que
a tal respeito dormite a polica A festa foi bem c.un-
corrida, e o bello sexo, posso dizer, que fez garbo no
goslo com que trajava, o que afranceza'dameule
devia, nao sei se bem, no seu toillet, escolha pois
a phrase que mais lhe agradar e aos seus leitores:
hnuvc a tarde proci-sau. qu I inibem nao esteve m,
e que melhor inda eslaria se se araba-so o coslume
de irem as procisses inugens de mui pequeos
vullos e em pequeas charolas, corregadas por me-
j nios, que de ordinario se porlam com pouca serie-
dade e decencia, em um adu digno de lodo o respei-
to. J vejo quanlo vou ser losado por locar nessa
materia Masque me importa a mim que se zangue
alguem quando eu digo a verdade'! De mais nflo te-
nho eii o meu .Sosia*'! As susceptibilidades aqui de
tudo seazedam; nao sabe Vmc. que tem soflride al-
gumas dentadas o I ir. Cobo, nosso digno juiz de di-
reilo, por caua de suas cartas E porque? porque
disse em una deltas que aqui s havia eommunicacao
com o c! Ora j v Vmc. que grande offensa !
Supponhainos que o Dr. naogosondeslc lugar,o po-
demos nos coagi-lo quero porque quero a que diga
do Rio Grande o mesmo que disse de Pfcruambuco
em suas Ilustradas carias? Nflo ha maior sem razio:
fcli/iuenle o Dr. creio que pnz isso a margem, e.na
leva em conla ; aqui i '.! me dizer-lhe que muilo
tenho syinpalhisiido com ello pelas suas maneiras po-
lillas c delicadas, c mesmo petas suas cartas em que
moslra um nflo pequeo fundo de conhecimenlos
Dos o conserva por muilo lempo cutre no, sem lhe
causar prejuizo dcgoslo.
Nada mais ha que uiercca o noliciar-lhe.
Adeos, saude e muilo dinheiro, ele, etc.
-------*?-------
Parahiba.
29 de xiovembro.
Caro mi, fcli/.mcnle,
Sou poela confirmado ;
Nflo pense me lem aislado t
Esse novo ofllcio meu
Mais d'uma celia de breu.
Entend c c'os bolflcs.
Dispensar um pouco a prosa,
Passar-me do lodo a glosa,
K asim por desfaslio
Versejar, caro mo.
Nflo sabe quanlo prazer,
Tenho em ler os versos meus,
Embora hajam Judrus,
Que digam a seus vizinbos,
Ho prestarem meas versinhos
En cnleudo bem da chita,
Sei vender a bom mercado
Sealgum ficar quebrado.
Dos versos, que lenhn feilo,
Nao he por falta do geito.
Tenho amor-s pensarse,
Sempre fui de consciencia,
Quando em um houver fallcncid,
Ver vir um pouco alraz
Mais um p, que oulro Irz,
So meus versos quer somar.
Para ver s'estao medidos,
l'nnlia todos reunidos.
Ches lire a -omina lolal
Divida ento alinal;
Ver que fica sem saldo,
Como pobre devedor,
Que nolelra rom horror
Conla de grao capilao.
Que lhe pregam no balea.
Nflo sei bem o como foi,
Mas no Parnaso eu entrei,
'lano poeta eiiconlrei,
Tanta musa peregrina.
Que bem disse minhs sina.
Nflo sei, se j lhe conlei,
Que do sexo sou captivo,
Em continuo pensar vivo,
Apesar dos meusjaneiros,
Tenho altelos verdadeiros.
Nao poda estar melhor...
Entre as musas do Parnaso,
Cavalgando :io Pegaso,
Ouvir na lyra d'Apollo,
L'ma quadrilha e um sollo.
Eslou tal qual me desejo ;
San poeta, c namorado,
Eulro as musas tenho estado ;
S ,iliao sera assim,
Ao p de sogro ruim.
Mas ernliin entremos j,
No ilumino do passado,
Esla Mereles zangado,
O Benlinho caraolho,
E eu i i r 11 i.l o zarolho.
Qucrem aquelles marrecos,
Que por torra, e sem vonlade,
bu diga toda a verdade,
Qu'elles me qucrem contar,
Sem no futuro pensar ;
Eu, porm, que sou macaco,
Vou dizendo o que faz coula,
Fugindo i faca de pona ;
Pois um corpo he perfuravel,
Para editor responsavel.
lim caso raro dire.
Tal qual Mereles cunlou,
De ni quasi elle ficou ,
Virando para o avesso ;
Pois he de rapaz Iravesso.
Aqui ha um surdo-mudo.
Que por lal nao perde nada,
II ii'in.;'y. lem namurada,
He ourives, e pintor,
He o maior fallador.
Diga, nao acha chistoso,
Um mudo ser namorado ?
Pois ja he casojulgado, ,
No tribunal de Cupido
lim sur do foi de ir i do.
Teve vista para embargos
O lal mudo deque fallo,
Pregando d'esl'arte um rallo
A oulro que tal pimpo.
Fez subir a conclusuo.
He assim como lhe digo,
O lal lioinem quer casar,
Quer as do;uras gosar
Do sagrado malrimonio,
Para livrar-se do demonio.
Encontrn mui facrneule,
Um anacen de braudura,
Urna lerna crealura,
Que rendida a tanta dor,
Quiz aceitar seu amor.
Pensa o mudo, e quer fazer
Urna graciuba a futura.
Para moslrar-lhca finura,
lio Lirande tlenlo seu,
E lal qual empreheudeu.
Toma cabellos nstico,
L'ma barba de arromba
Dcita a chapeo a murowba,
Empunha grosso bordao, .
Picando lal um papua.
Marcha em passo gigantesco,
Approveitaudo o luir.
Vein-lh' o deino eniao lembrar,
t) fazer urna visita.
Em lal figura exquisita.
Chcga a porta d'umas joveus,__
toC-Umlc3..|.IU TO Tll-I LUJO,
Ellas vendo um tal linhoso,
Sem mais indagar o caso,
Corrcm, levam ludo raso.
Choram, grilam, dan pernadas,
Bradam, invocam soccorro.
Ai Jess Ai, ai que morro....
E fui tal a confusa.
Que todos grilamlalrflo !
Mas o siircfomudo e quedo,
Que laes cousas naoouvia,
Mil caranlonhas fazia,
Snus destacados sollava,
E mais o susto augmeutava.
Como ludo tem um fin,
A lal desordem Gndou ;
Mas urna joven quebrou
Dous denles dos dianleiros,
D'uma porta nos bombreiros.
Houveram mais avarias,
De nao pequeo momento,
Arranhoes, firimenlo ;
O.niudo pagou a ceia,
De gaiolla pa cadeia.
Por lal proco quem quizera,
Em Irages de mascarado
Rendimenlo apaixuiiado
Offerlar a sua bella,
E ficar sub cancilla ?
Houve anda nutra finiera,
Urna hcucTiii de bandeira,
Que por mera brincadeira.
Foi frita no provisorio,
Muito alem do repertorio,
Ao ar subiram fogueles,
ilouve discursos, papanca,
Tcalas, e mais Testauc-a,
(irflo parada, arruinara,
Foi completa lograra.0.
Em segredo diz Mereles, .
Se ter razao nao sei,
Que ludo foi contra a lei,
Sem ordem dn general,
Que houve abuso a final;
Que o cujo dos bigodes\
Forra mover nflo poda,
S"ni 1er na ordem do dia
Um mandado superior;
Assim o sabe um tambiir.
Qu'eslar presente cumpria,
Ao acto sua excedencia,
Poissomenle a pesideucia
Devia locar primeiro
No pacilho Brasileiro;
Que vistas sandices laes,
Ou o homem be mu tollo,
Merece levar carrillo,
Ou, como diz a gazela,
Sabe s locar corneta.
L na Ierra das -aliaras
Na grande maltachamada,
la haveudo urna auada,
Por querer o inspector
Desarmar um meu senhor.
Leonico, dizem se chama,
0 homem da brincadeira,
Que rom quatro na Irazeira,
Valenlcs de man armada,
Quiz jogar muita pancarta.
Disse, fez, aconteceu,
E depois de dar um urro
1 llegando esporas ao barro,
l'ez agina despedida
Deixandu a lodos em lida.
Anda linha a dizer-lhe
Mais alguma novidade;
Porcn a fallar verdade,
Sintn j algum raneasso,
E preguica no cachasso;
Por tanto receba logo,
Meus protestos d'adeiran;
Acceile meu corara,
Como amigo dedicad,
Venerador, e criado.
4 de dexembro.
Quauto custa, caro mi.
No lempo da libtrae,
O fallar pura verdade.
O dizer eni proza ou verso,
Quem he bmu ou he perverso!
Son un livre cidado!
l'i/ um lol de jaqoeta;
Tu' os livre? Isso he pela!
E se que res ver o bom,
Intima, muda de lom...
Fiado na liberdide.
No direilo, e garantios
Retoma honestas vas,
Dcixa a vil adularan,
E vers, se es ridadao.
Nem mesmo nos dao liecnca.
Os homens do grande mundo,
De dormir snmuo profundo,
De dizer, e de obrar
0 quanlo nos agradar.
Comigo ellas presumen!,
Ter nm jiii, nm podero.
Urna forja, um senhorio,
Pelos quaes eu devo eslnr,
Como qualquer ordenar.
Se digo, se faro, ou obro,
Se ando, se eslou em p,
Se lomo cha, ou cafe,
So acho feio, oa bonilo,
i luro logo um grande grito:
Nao, senhor, nao he assim,
Mude j d'opinio....
Ande l, lenflo, seuflo...
Porm en sem dar cacaco,
l.lies ponho a arder o caco.
Tudo islo quer dizer,
Sem mais folhos, nem babados;
Meus amos eslo zangad.. ,
Porque, sem tirar palele,
I' iii poola de repente.
Digam la' o que quizerem,
Indaguen], se sou o mesmo,
Conjeclurem, sim, a esmo,
Que Mereles m'ajiulando,
Eu irei poetisando.
tn primo loco direi,
Que no ultimo do mez,
Que se foi por urna vez,
Houve grande alvorada.
Que me deu boa massada.
O '/.elles a' frente ovante,
Mandando soltar foguetes,
(luiros quatro diabrees,
Com toques de assovios,
Punham fogo nos paciot.
Um precosle pareca.
Todo de negro vestido,
Congos ps, nariz cumprido,
Com larga cara de snran,
Nunca vi lo feio muo.
F'ogo! moleque dzia,
Acorda lod'essa gente,
Para qu'o correspondente,
Do amigo Figueira,
Venha ver cousa Ulo boa.
Par Dios, charo muchacho,
Modifique o seu ardor,
O zabumba, e o tambor.
Os trombouos estridente,
Acordam sele demiente-.
Para v-lo san* facn
as horas da madrugada.
He mister urna alvurafa,
Soit disant confusa,
Em honra da Concetcio ?
Nflo he mister que lhe diga,
A' visla do meu recado,
Que temos j comecado,
A pedir com devocao,
A' virgem nosso pp- la
Novenas nflo menos dua,
Temos mis diariamente,
N'uma he 'elles o gerenta,
A oulra vai mais fresca.
Por ser novena fradesca.
l. na villa dn Pombal,
la havendo brincadeira,
Por causa de certa asneira,
D'oma cousa mal ebeirosa,
Que poz a gente raivosa.
Um soldado, pobre tolo I
Sea querer pedir licenea,
Mandou limpar a dispensa.
Da cadeia do lugar,
E n'um caulo depejar;
Sucre leu. caso raro,
Haver l cerlo nariz,
Que por forma alguma quiz,
A essencia presumida
Ver da fraqueza da vida.
Bota, nao bola, en te prendo,
Eslava o caso trincado,
Chcga enlAo o delegado,
O soldado quer prender
Para jusura fazer.
E nflo sei se a lal juslira,
Sera justira em direilo ;
Porm sei qu'o meu sujeilo,
l.he nflo quiz obedecer,
E assim o que fazer?
Cada qual usa o qae lem,
Assim pensa quem lera ciso,
A polica faz aviso,
O povo rene cnlflo,
Temos Iravada quesillo.
O soldado nunca vio,
Era ceroulas a policia,
Julgou ser grand'estulliria
Deixar-se assim amarrar,
Tendo um ferro de aleijar.
Sentido! Olhem a pona
lli.-ll, durA Ouiutteiu,
Relirem-se antes qu'eu meta
N'um bandulho ate o cabo
Emquanlo coja o diabo.
Erara mais de quatro centos,
Pois havia alli mi.o ;
Mas tal foi a confuto,
Que milita gente nao quiz
Deixar por l o nariz.
A policia em lal derrota,
Chama, convoca conselho,
Melle o cura seu bedelho,
Resolve entao avanrar
Para a forra desarmar.
O alferes que commanda
Pe-se em ares de trocar,
Uiz-lbes que v3o bugiar,
Que soldado do goveruo
Vai armado p'ra o inferno.
Enlo houve bom conselho,
Como quer asna prudencia,
Cada umem consciencia
Couhecendo seu dever,
Relirou-se, ale mais cer.
De Campia o delegado,
O senhor Alves, lenle,
Reuni alguma gente,
E as mallas foi cercar
Uns homens de despachar.
Flix i.iii e Herculano,
Outros thuggs afamados
Alli eslavam acampados,
Esperando occasiao,
De fazer grande Tunccao
Anles do cerco fechar,
Apparece um Adriano, .
Bate da arma no can no,
Apona contra o lenle,
A arma fica dormente,
Um dos ceroulas da tropa
Pnxa lambem do cangaco,
Dous caroc.cis pOe no braco
De chumbo de mimicao,
Fez correr o valentao.
Esse tiro de alarma
Poz os thuggs alertados ;
E nos mallos espalhados
Sobre a tropa dispararam,
Mas um s nao acerlaram.
Deixaram na retirada
Cavalgadura, bagagem,
M'inroes e mais ferragem;
E lambem uns papelinhos.
Que Ibes mandavam padriuhos.
Ef.>i lal essa derrota, a
Que chegando as reas,
Acharam segura peas.
Casa mui bem arejada,
Pela qual nao pagam nada.
Tambem se acha seguro,
Um (al Cosme Damin,
Do piauc no serlao,
Por um homem despachar,
D'esle p'ra peior lugar.
I.a na sei ra do Vianna,
Um tal Faustino Ferreira,
Nflo leudo mflo bem cerleira,
Em Manoel disparou;
Que o vallo lhe furloa;
Manoel lambem dispara ;
Mas a arma nega fogo,
Euto comecnm no jogo,
Pcrigoso d'nrina branca,
Jogam faca, jogam tranca.
Eis que chega o inspector,
E vendo .lana folia.
Tanta bulla e gritarla,
F-los entrar na razao,
Recolbendo-os prisao.
No dia dou do rorrenle,
Tivemos salva c cortejo,
Theatros dous em festejo:
Na seguinle lhe direi,
O que cnlflo observe!.
Esta j passa massanle,
Nflo quero, pois, abusar,
Receba o meu saudar,
Abraco bem aperlado,
De seu tres humble criado.
PERMBUCO.
Reos Manoel Ignacio da Conceicao Jnior, aecu-
sado por crime de ferimento leve.
As 10 horas feila a chamada acharam-se prsenles
48 senhores jurados e loi aberta a sess9o.
Foram sorlcados a apprasimeolo das parles para
julgamenlo da causa os senhores:
Jos Egidio Ferreira.
Joaquim Flix Machado.
Antonio Rodrigues de Albuqucrqoe. -
Antonio Valentim da Silva Barroca.
Antonio Alves da Fonseca.
Antonio Ricardo Anlunes Villana.
Joan Francisco Bastos.
Manuel Caelano de Medeiros.
Jorge Viclor Ferreira Lopes.
Manuel Joaquim Anlunes Correin.
Aleixo Jos de Oliveira.
Jos Mana Machado de Figueiredo.
Consta do libello do promotor publico queoro
Manoel Ignacio da Conceicao commellera ferimcnlos
leves na pessoa de Olegario I.uiz dos Sanios no dia 6
de maio desle auno. O promotor sustentou que os
autos provavam plenamente o crime pralicado pelo
reo, e que se lhe deviam impor as penas do arligo
201 do endigo penal, porque o faci era revestido das
circumslancias aggravantcs do n. 1 a G do arligo 16
do mesmo cdigo.
Disse o reo em seu interrogatorio, qae sendo in-
formado que Olegario eslava em lula com Manoel
por alcuulia Callara,.-1liira para iceommodar a ques-
tflo, o que conseguio, e desfez-se o ajuntamenlo que
havia no lugar, sem que praticasse o fado que lhe
he imputado. Disse m.iis que s depois ouvio contar
que era aecusado pelos rehuientes fcilos no mesmo
Callar i, dando isso lugar a que fosse processado e
preso ha sele mezes.
O advogado desenvolvendo a defeza disse que nao
eslava provado que hnuvesse o reo commeltidu o de-
licio, porquanto s existe no processo urna testemu-
ilrm de vista, circumslaucia em que, segundo o di-
reilo uAoscjulgam provados os crimen, nao havendn,
como nflo ha, na especie provas de nutra natureza,
alm da informa^ao do oendido, que contra o reo
lenli.ini rrc;a. Alegouem favor do reo a ci mi instan-
cia da prisao que soffre ha sele mezes e concluio pe-
dindo sua absulvicao.
Em visla das resposlas do jury fui absolvido o reo.
O conselho foi dissolvido a urna hora da larde.
Segundo julgamenlo.
Advogado o Dr. Joaquim Elviro de Moraes C.ir-
valho.
R Angela Maa da Conceicao aecusada por crime
de morle.
Foram sorteados para julgamenlo da causaos se-
nhores :
Gustavo Jos do Reg.
Florencio Domingues da Silva.
Joao Chrisoslomo Fernandes Vianna.
Jos Egydi Ferrara.
Francisco Antonio Pereira de Brilo.
Jos do S l.eilao.
Anlunio Rodrigues de Albuquerque.
Aleixo Jos de Oliveira.
Joao Baplisla Ferreira da Annunciarao.
Manoel Joaquim Antones Correa.
Antonio I.uiz do A niara I.
Antonio Rycardo Anlunes Villana.
Consta dolibello da promotoria publica, que a r
matara o seu maridu Jos Ignacio a <> de marro ulti-
mo. O pr.-mal .r sustentando o seu libello disse, que
supposlo nao existam no processo lestemunhas de vis-
la, o depouliain todas o que un lugar se dizia acer-
ca do fado porque he aecusada a r, todavia as cir-
cumslanciasdoaconlecimenlo, os indicios e presump-
c/3es qae na especie se verificara cnraprometliara-
na seriamente, porque nao era natural, e verosmil o
qoe referir, e neste sentido argumentando concluio
pedindo a cimdemnaea da r no grao medio, por-
que nao lia no caso nenhiima circunstancia atenuan-
te ou aggravante.
Disse a r em seu interrogatorio que nao pralica-
ra o crime porque he aecusada. Refcrindo o accou-
lecimenlo disse, que estando seu marido a dormir
na frente de sua casa, ella em companhia de sua li-
lha de idade de 12 anuos fra ao malo alraz de casa
fazer urna precisan natural, e quandn volton o en-
contrara morlo, teudo a seu lado urna faca, e imme-
diatamenle debulhada em lagrimas fra procurar o
inspector do lugar para informa-lo do acontecido, e
qae nflo ouvira barnlho algum, nem vira alguem ap-
proximar-sea seu marido a quem encontrou no mes-
mo lagar, e os outros seus filhos dormindo, como os
deixara. Disse mais que viva em boa harmona
com seu marido, e que cora este seu pai Uvera ha al-
gum lempo urna lula, na'qu.il suflreu daquelle um
tiro, masque actualmente naoeraseu inimigo. Cons-
ta mais do interrogatorio da r, que o pai della ape-
sar de morar prximo a sua casa,s no outro dia vie-
ra ve-la.
Disse o aJvogado da defeza, qae no processo nao
havia urna s prova que convncese a re de crimi-
nosa, e que nem mesmo o valor de indicios vehe-
mentes se pode dar ao que contra ella existe, por-
quanto lodasaspresumpces em que se basea a aecu-
sar sflo dcduzdas da circumslaucia de ignorar a
aecusada quem malou seu marido estando ella na
mesma casa, e entretanto nao se prora por modo al-
gum nos autos, que a r fosse maltratada por seu
marido, ou com elle tivesse a menor desavenga que
a levasse a comnieller o crime porque be aecusada.
I- a/en lo a defeza saliir a cuusideracflo que u8o se
ocioi^b.i hMinnm .=iii prova bstame o no-"
cusacfln da morle de um maridu por sua mulher,
porque nao be isso mu conforme a ordem natural
das cnusas, concluio pedindo a absolvile da r.
O Sr. presidente do jary em cumprimento da des-
poseso do artigo 46 5 6 do cdigo criminal, lumbrera
ao conselho que seria conveniente para descobri-
menlo d verdade a infnrmarao das filh.-.s da r,
principalmente da lilha que a havia acnmpanhadu,
mas o conselho nao julgou precisa essa diligencia e
nem exigi a presenta das lestemunhas que nao com-
pareceram.
Houve empale na volaran do conselho aos quisi-
tos prrpoatos, e a r foi absolvida,
Terminou a sessao as quatro horas da tarde, e foi
adiada para odia seguinle as 10 horas da roanhaa.
nentes-coroneis commandantes dos batalboes das fre-1 Demonstrarlo do saldo existente oa -caixa especial
COMARCA DE PAO D'ALHO
29 de novembro
He lempo de dar sigual de vida rompendo o si-
lencio que hei guardado al o presente depois da
ininha ullima epislola. Como nflo havia de aconte-
cer assim ? Aquelles, que sao os mais habilitados
nesla comarca para se encarregarcm da tarefa de
correspondentes do Diario de Pcmambuco anblra-
hem-sc a isto, pretextando uns que nao qucremcom-
prometter-se. oulros que so sabem-escrever metien-
do as bofas em todos e levando ludo a ferro e fogo,
o outros emflm qun nao tem sal para a cousa, rc-
cahindo por consequencia esse encargo sobre mim,
pobre lavrador que devendo moer as minhas cannas
por ordem do mea senhor de cnsenho, misler era
que ssislisse a este trabalho para nflo ver desapare-
cer o soor do meu rosto em cabacos de calcio de can-
oa epannellas de mel, como soo praficar-se na mor
parle dos engenhos com as cannas de lavrador.
E, pois, a mogem das minhas caimas nao me dis-
(rahindo da casa do engenho dia e noite, rouba-me
lempo para Indo mais emhutuu-me par lal forma as
ideas, que mal podia ler as horas de reponso o sea
Diario no que offerecia de mais importante. A vis-
ta do que, peco a Vmc. e a seu* benvolos leitores
desculpa por haver-me conservado moila por tanto
lempo, viudo, somento hoje a transmitlir-lhes as
noticias seguales.
A obra da cadeia da villa administrada pelo nos-
so digno juiz ds direilo e seus dous collegas da jusli-
ea, tendo caminhado com algama morosidade, de-
vida a difficuldade, no transporte de pedras dessa
capital e outros malcriaes, vai em andamento, de
maneira qne dentro era pouco tempo teremns urna
prisflocommoda e segnra. Es muilos dias a altenco dos habitantes da villa, por
occasiao de assentar-se a janella e grade da frente e
de se abrir alli duas portas, alini de guardar symme-
tria com asjanellas do sobrado, da sorta que api-
guezias da villa e da Gloria. Iuformam-nos que o
Sr. lenenle-coronel I.uiz de Albuquerque Mara-
nhflo, commandanle do balalhao da villa j organi-
sou a proposla dos ofliciaes do seu balalhao e envi-
ou-a ao commandanle superior. Confiamos qae o
Sr. MantiliH ter escolhido para ofliciaes de seu
balalhao a cidadaos probos extremes de crimes, e
em posicao de sustentar os encargos inherentes ao
cargo de oflici.il, deiprczando as prelene/aes daquel-
le que nao enmprehendendo a Importancia de am
posto na guarda nacional, e nem roedindo as suas
circumslancias pecuniarias, julgim-se cum jus a se-
ren ofliciaes.
Dizem que para a primeira companhia apresen-
lou-seuma alluviSo de candidalo.s por ser essa com-
pauhia a mais cubicada. Pela nimba parle eslive
livre de prelencGes desla naloreza e de suffrer a
competente forquilha, por que contando 60 inver-
nos j nflo sirvo para esses arrochos e apenas per-
loiirii ao balalhao dos potrosos, e nada mais aspiro
que ser um frac soldado do nosso bom llamalhete.
Se anda estivesse nos meus 110 anuos leria sem du-
vida entrado no numero dos imporlunadorea do Sr.
Maranliflo e ler-me-ha empenhado com todas as
forjas por urna patente de capilao, para, montado
n'um gordo e bonito giuete e brandiudo a espada,
passar pela porla da ininha Dulcinea e fascinar-lhe
vista como o brilhar das dragonas e cables. Que
bello ofiicial nao seria eu ? Nem o grande .Vapule-
an me levara as lampas em figura e brilhantismo ;
mas a idade apagn em meu curaco cssas ambirc-
e liberlou o Sr. Mamulla de um impertinente le-
mivel.
J que fallo neste senhor. ouco dizer que he um
cavalleiro dislincto, cujas maneiras afiaveis, genio
hospilaleiro e obsequiador captivam a todos que o
commanicam, ou vio ao seu engenho Malemba.
Aquelle lar.apo da comarca de S. Aniao, (do
qual lhe dei noticia na rniriha anterior ) qae eslava
sendo proce sado nesla comarca por furto de caval-
Ins, foi despronunciado pelo subdelegado supplente
da villa em exereicio,porm o juizmnnicipal.Dr. Bre-
derode. reformando o despacho de despronuocia,
pronunciou o cujo no arligo 257 do cdigo criminal,
e o remelteu para essa cidade afim de lomar ares na
cadeia do Recife, por nao haver, por ora, cadeia
aqui. Esse meco tem agora de ver o mundo com
os jurados, qoe naoestao para grabas com ladrOes de
cavallos.
Quantd a seguranza pessoal, consta qoe no car-
rele mez um escravo morador emCampinas da fre-
guezia da Gloria, dando um tiro n'um vulto, que de
noite se aproximara do logar onde elle se achava,
ferira a um individuo, morador no mesmo lugar
Campias, e puzera-se logo ao fresco para nflo ser
engaiolado.
Pela villa lem havido seus insultos e injurias ver-
baes contra ama pessoa respeitavel. e tambem con-
tra um membro da illustrissima, e os autores des-
sas atsuadas nao soiTreram se quer um padre nos-
so de penitencia I!- Cumo mofo longe da villa es-
lou a salvo de laes alhadas.
O celebre I.uiz lesla. um dos coryplieos dos ma-
ribondos (que anarchisaram esla comarca em Ja-
neiro de 1852, quando se quiz por em execucilo a lei
do censo) e um dos assassinos do infeliz Antonio
Severino l.eile, mnrtn enlo na freguezia da Gloria,
e cmplice no crime de lentaliva de morle, prali-
cado contra a pesoa de um filho do mesmo l.eite,
tendo sido preso na comarca do Santo AnUo foi
mandado buscar para esta comarca pelo snbelelega-
do da Gloria por urna escolta de paisanos, a qual
pernoitando no engenho Gnit, deixou fagir aquel-
le terrivel faccinoroso e igualmente nm ladrfto de
cavallos que tambera vinha escollado de Santo An-
tflo. O subdelegado prenden logo a esculla e est
processaudo-a pela fuga dos presos. He pena que
um ficcinora tao perigo-o fosse sollo, e podendo es-
capar a punieao que o acuardava deixasse de ir
fazer companhia, na lita de Fernando, a um sea
sequaz e correo do mesmo crime, que j tendo sido
condemnado pelo jury, alli se aeha cumprindo sen-
tenca e purgando os seus peccailos.
Pela leitura do seu Diario de 22 do andante sube
qae fura nomeado promotor publico da comarca de
Flores o Dr. Paulino dos Sanios Cayalcantl, filho
desta comarca. Fazendo o mais sabido conceilo
J jeuenses por lerem a lesla do ministerio publico um
nosso comarcao probo e inlelligente, e mojo de es-
perancas, que gozava de crdito, como advogado,
no foro desla comarca, na qual he geralmente con-
siderado.
Na larde de 27 reunio-se oa villa urna rapasiada
com o fim de ir raplar urna moca, lilha de senhor
de engenho, qoe, lendo sido pedida em casamento
foi pelo pai recasada ao prelendcnle, o qual despei-
tado com essa repulsa resol\eu fui lar a soa noiva,
reunindo alguns amigos e dirigindo-se para a habi-
larao daquella a quem linha de unir os seus das
pelos laces indissoluveis do bvmeno. Chegando ao
lugar o raptor e seus ordenanzas esperaram e de-
sesperaran! pela tsl Helena, qne ignorando todos
esses manejos para a sua fgida, viva muilo tran-
quilla em casa de seu pai, o qual saliendo de ludo
isto, por meio de um aviso quetlhe deram, (ralou
de por em bom recado a infeliz Helena, e deixou
assim o sea Pars com agua na bocea e n todos que
foram coadjuva-lo nesta tentativa matrimonial. Di-
zem que o enforquilhado, assim como o caboclo,
amava a moca, mas ella nao sabia de semelhantes
amores e muilo menos da prelenrao do casamento'!!
O prece da farinha lem regulado de 280 a 320
ris a cuia: do railho a-160 e 200 res, do fcijo a
480 ris e da carne de 29880 a 39520, a arroba.
Dizia a defuola ininha bisac que quem presen-
ten va parecia-se com Dos pelas cosas, e por isso re-
mciio-lhc pelo portador am pote com mel dc-euge-
nho, que lhe oflerec de presente para que na.sua
sobre-mesa lembre-se do seu velho amigo o
Y.
{Carla particular.)
do calcamcnlo das ras desla cidade em 30 de
novembro de 1854.
Saldo em 31 de outabro
prximo paseado. 11:6078253
Rcccita no corrale mez. 29380
Dcspeza idera .
Saldo....... .
Em cobre...... 1099633
notas...... 6:5009000
11:6099633
5:OOTH*000
6:6099633
6:6099833
O thesoureiro,
Thomaz Jos da Silea GusmSo Jnior.
O escrivao da reeeila e rleapeza,
Antonio Cardoio de (Juriroz Fonseca.
Demonstrarlo du laido existente na csixa d dep-
sitos em 31 de novembro df 1854.
Saldo em 31 de outubro
prximo passado. 961:9130621
Reeeila no em rente mez. -j
Despeza dem '
361:91."621
9:7039223
Saldo........, :
Em olas...... 159000
letras......352:1979388
1:2129388
352:2129388
O thesoureiro,
Thomaz Jos da Silta Gusmao Jnior.
O escrivao da reeeila e despeza,
.lutonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
DIARIO DE PEBMMBtCO.
Chegou hnnlem dos portoi do norte o vapor S.
Salvador, Irazendo-nos ornan do Amazonas at !l
du passado, do Para al 22, do Maranhao al 25 e
do Cear at 29.
As cartas dos nossos correspondentes, que pelo
mesmo vapor recebemos e vao transcriptas em nutra
parle, dispciisam-nos de dzer a cerca das provincias dunde nos foram remettidss.
Do Amazonas nao ha noticia alguma digna de es-
pecial menco. Bem como todas as ou Iras, conliua
essa provincia no gozo de perfeila (ranquillidarie.
Quanlo ao Cear, anda grassava a Wbre nmarella
na villa da Granja, porm j com carcter mais be-
nigno, sendo diminuto o uumero das victimas qua
fazia.
O Cearense, em seu numero de 21, publica os
seguinle fados
a CapitalDesastreHa am mez pouco mais ou
menos, no engenho do Rev. vigario padre Carlos
Augusto Peixoto de Alencar, deu-se um caso lamen-
tavel. l'm seu escravo, de mais eslima, era occasiao
que o engenho trabalhava, metendo a mflo entre os
dentes das rodas do engenho para limpar nao sei o
que, ficou com a mflu pegada, e em menos de ara
minuto ficna esmigalhada. O senhor raandou-o in-
mediatamente transportar a esla cidade, foi amputa-
do e pensado, e hoje se acha reslabelecido.
Consla-me que o senhor vigario quando o prelo
se restabeleccu, lhe entregara sua carta de alforria,
convidando-o a ficar em sua casa onde adiara aga-
salho e sustento al a morle.
(t Na semana pastada urna mo$a, do curral.
do Aeousiie. morreu queimada ; pegou fogo casual-
mente a fimbria do vestid, e com tal violencia su-
biram as cbammas, que, apezar de militas pessoas
acudirem, nio foi possivel extingui-la lempo: a
infeliz morrea logo depois.
a AssassinatoDo Aquiraz communicam-uos o
seguinle : a No termo do Aquiraz, domingo pasea-
do, um malvado de nome I.uiz assassinou am infe-
liz de nome Antonio Goncalves, em casa do escravo
do juiz Benlo de Calii. Algumas pessoas quizera ni
preuder o assassino em nome do delegado ; mas o
escravo do Denlo oppoz-se, e disse que em tua casa
ninguem era preso. At a casa do escravo do Bento
j goza de immnnidadel O delegado est formando
o processo.....
COMUNICADO
_
REPARTiqiAO DA POLICA.
Parte do dia 5 de dezembro.
lllin. e Exm. Sr.Parlecipo a V. Exc. qae, das
differentes parliripaccs boje recebidas nesta re-
partido, consta que foram presos : pela subdelega-
ca da freguezia do Recife Barlbolomeu Tavares de
Souza por ferimento, e Manoel Antonio de Barro
Veiga para a*erguae,oepoliciae, pela subdelegada
da freguezia de SanloAnlonio Joaquim Jos Tavares
por briga ; pela sudclegacia da freguezia de S. Jos
o prelo Luiz Hiplito para correccao ; e pela sbete-
legaca da freguezia dos Afogados Jos Armio te
lix, Joto Joaquim de Sanl'Anna e Jos Bernardo da
Silva, todos para avcriguacCes policiaes.
Deo guarde a V. Ex. Secretaria da polica de l'c-
nambuco 4 de dezembro de 1851. lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo
presidente da provincia,O chefe de policia. Luiz
Carlos de Paica Teixe'ra.
THESOURABIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
Demoaslratao da saldo existente na caixa do exerci-
nhou-se muita gente defronle da casa da cmara (em L. ,* de J5* a 'f5? em 30 ""vembro de 1854;
Saldo em 31 de outubro
JURY DO. RECIFE.
4.' sessao' ordinaria;
DIA 4.
Primeiro julgamenlo.
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Clemenlino Car-
neiro da Cunha.
Promotor o Sr. Dr. Antonio Luiz Cavalcnnli de
Albuquerque.
Escrivao o Sr. Joaqnim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
Advogado o Sr. Dr. Joaqoim Elviro de Moraes
Carvalho. .
cojo andar terreo, se est fazendo a cadeia) prognos-
licando o desmoronamento do frontispicio daquelle
edificio. Felizmente falharam os vaticinios dos taes
prophetas nlando-so hoje someole no mesmo fron-
tispicio algumas fendas abaixoda cornija e cima da
conlraverga de duas janellas, que em nada prejudi-
cam o predio, segundo os entendedores da materia.
A cmara municipal reunio-se extraordinariamen-
te para mandar pruceder a urna vestoria na sua pru-
priedade, a qual leve cnui. ell'eitn lugar, protestando
ao mesmo lempo haver ponase dainos contra quem
for de direilo. Este aclo da cmara he muilo louva-
vel, c hita multo para detejar que ella eslendesse
tambem o seu zelo a oulros olijedos de palpitante
necessidade para o municipio, bem como o assougue
publico cuja obra nao se sabe quando lera principio,
nem ll'm 1
Fallando na obra cadeia, vem a proposito tratar
lambem la obra da matriz, confiada a administrara
do nosso digno vigario, o reverendo Jos Rufino Go-
mos Pacheco. Este zeloso parodio leudo de piular a
capella mor do sua matriz julgou com razao qae de-
via desprezar a economa mal entendida; e quereu-
do harmonisar a economa com a solidez e perfei-
ro da obra a seu cargo maodoo vir dessa capital
pintores habis, a quem incumbi a pintura da cape-
la mol, a qual se acha quasi concluida c nada dcia
a invojar nessa parle aos templos du Recife. E-se
ministro da igreja he extremamente cuidadoso de
sua matriz, onde reina muita ordem, muita limpeza
e muilo aceia. Feliz do Brasil se Indas as freguezi-
as fussera administradas par parodio como o de Pao
d' All, a quem com imparcialidade tracamos esle
tosco encomio, inovendo-uosa isto nicamente o 11-
um ntique tribuere.
A guarda nacional nesta comarca vai sahiudo do
estado de abandono em que jazia, visto j se acha-
I rem em exereicio o commandanle superior, e o le-
proximo passado*
Reeeila no crrente mez
71:501.9337
46:(i509891
-118:1529228
Despeza idem.........88:4729609
Saldo.
Em cobre.
notas. .
753619
29:6019000
29:67?:; 19
29:6799619
O thesoureiro.
Thomaz Jos da Silva Gusmao Jnior.
O escrivao da reeeila c despeza,
Antonio Cardozo de Queiro: Fonseca.
Demonstraran do saldo exislent na caita especial
das loteras desla provincia em 30 de novembro de
1854.
Saldo em 31 do outubro
prximo passado 1609000
Reeeila no rorrenle mez.
Despeza idem.
Saldo
Em olas
tOrjOOO
I

1
3
1609000
1609000
O Ihesoureiro,
Thomaz Jos da Silva Gusmao' Jnior.
O escrivao da reeeila c despeza,
Antonio Cardozo de Quejroz Fonseca.
Hem.iit-tr.icao do saldo exislenle na caixa especial
da c.insi'iurro da punte do Recife em 30 de no-
vembro de 1854.
Saldo em 31 de outubro
prximo passado. 1:0339913
Reeeila no crrenle mez. 20:0039160
------------------ 21:0379103
Despeza idem..... 4:7009000
Em cobre,
s notas.
Saldo.........16:3379403
1059103
16:2329000
16:3375403
O thesoureiro,
Thomaz Jos da Silva Uutmao' Jnior.
O escrivao da receita c despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Foitseca.
. THEATRO DE SANTA ISABEL.
Sabbado 2 de dezembro livemos a represenlacao
do dramaUm mez de ferias em 4 aclos. pelo Sr.
Bandeira, autor das carias do Braz Tisana.
O lagar em que se passa a acC/Io he incgnito, de
surte que se ignora a poca em que o fado se deu
c a nacionaldade das personagens que o pralica-
ram. Mas segundo a natureza do fado, podemus
assegurar que teve lugar nesleseciiln. He um dra- ,
ma de costuran ; he urna critica ao goveruo repre-
sentativo, na qual todos os funecionarios do estado,
a excepco do soberano, tem urna grande parle.
Po'to que seja urna produccao imaginaria, lemos
para nos qae o Sr. Bandeira tomou o motivo que o
inspirou historia de soa nacao, e para tirar a odi-
osidade qoe lhe podia provir de censuras nomiuali-
vas, vio-se obrigado a recorrer ao Ihesouro da
ticclto.
Um re chamado Estanislao, aborrecido e fatigado
dos trabalhos da a Iminislraca, retolven tomar um
mez de ferias, e para aproveitar de ana raaueirt
mil case lempo, prnjecloa' raer urna vlasein Inc-
gnita afim de ver -pelos seus proprios olbos como
eram governados os seus dominios, acompanhado de
Clamentna sua mnlher, e de seu criado Frans ; e
em sua ausencia deixou o goveruo ao presidente do
conselho. A marqueta de Francasiel, camareira
mor da rainba he urna deslas mullieres ambiciosas
e de ndole perversa, que em todo* os' aovarnos ex-
erccni grande ascendencia nos conselhos da coroa,
ora procurando satisfazer seus caprichos pessoaes,
ora promovendo a elevado de algum escolhido de
seu peilo. A camareira com nm cerlo cavalleiro de
Wprms, seu protegido, era urna das principacs cau-
sas de (odas as calamidades do governo de Estanis-
lao. As perversidades deslas duas personagena su-
biram ao mais tito grao dorante a ausensia de el-ref.
desorle que ai respectivas consequenciat foram a-
preciadas por elle em todos os lugares por onde pas-
sava.
Em urna das frenteiras do estado onde cxislam
alguns guardas barreiras, teve elle de observar as
exlorrOes o injusticia qae se commellism neste Vamo
do servido publico pretexto de fiscalisarao, e S.
M. leve as provis desle abetos oa soa propria pes-
soa, pois que os-taes guardas o.lo pouparam cousa
alguras, nem a elle, nem a rainha, porque consi-
deraran! tudo quanlo levava como contrabando. Em
caminho Estanislao sorprendido pela noite, leve
de agatalhar-te na casa de urna pobre familia, com-
posta naquelle momento de duas mullieres, ama
inora, e oulra velha, as quaes eram duas victimas
de Wornit eda camareira. Eslas duas pobres mu-
llieres conlaram a el rei todas as perseguicoes que
snfiriam em nonfe do governo de S. M., e no enlliu-
siasmo que as possuia naquelle momento referirn! a
Estanislao (oda a historia da vida dellas, e dest'arle
elle vcio a saber que a menina Elisa era lilha da
marqueza de Francasiel, e mulher do cavalleiro
Worms; que este era filho de Margarda, a quera
el'.e havia abandonado, depos.que se lomoa fidnlgo
e valido da camareira. No momento em que Esta-
nislao e Cleraentna eslavam a conversar com as
duas mulheres, enlra um escrivao e nm meirinlm
que vem pr era arrematadlo os insignificantes tras-
tes qae baviam em casa para pagamento de nm tri-
buto, o qual era a dcima parle da qoanOa exigida
pelos ofliciaes de justica, tendo as nutras partas o re-
sultado das cusas do processo.' Nesta occasiao Es-
tanislao pode examinara maneira cruel, segundo a
qual a Justina era administrada nos seus dominios, e
como os ofliciaes nao attendessem assopplicas duas infelizes mullieres, el-rei pagou a divida e elles
so retiraran!.
Angustiado e afOicto pelas injusliras qae havia le--
lemunbado, Estanislao resolve voltar para a sede do
governo, em caminho he atacado n'um bosque por
urna quadrilha de ladrees, os quaes depois de heve-
rm tomado lado quinto elle e a mulher levavam
quizeram assastina lo ; mas Eduardo, o chefe das
salteadores, reronheceudo por am anel que havia
lomada a Estanislao, que linha o rei diaote de i.
oppoe-se aos projeclos sinistrot dot cumpanlieirosj
sem revell.ir quem era a personagem com quem
Iralavam, e como am delle* se tornaste icnilenle era
querer assassioar o viajante, Eduardo o e-teude
morlo cum ama panhalada sobre o peilo e declara
Estanislao, que commellcndo aquelle assassinato li-
nha peupado najao a perda de seu chefe. Conla
ao rei que elle havia sido toldado, que havia presta-
do vii-wos servidos a patria, mas qae as inju-ticas
que -oiliera de seu governo, o ohrigaram a abando-
nar o servic publico, e para satisfazer umavinganca^
linha adoptado aqoelle theor de vida. Em conse-
quencia das revelaces de Eduardo, el-rei veio a sa-
ber que elle era ima das victimas dt camareira c
do cavalleiro Worms, que nos seas dias de prosperi-
dade linha sido amante desta molher, o que Elisa
era o fruclo deseas amores.
Nete entretanto chega um ofiicial comman.land
urna patrulhaque vinha em busca dos salteadores ;
Eduardo ncculla-se por detras de una arvnre, o ofii-
cial pergunla i Estanislao te elle linha tido rnubado
e d cjm os olbos em E luardo, entao d ordem a
palrulha (tara fuzilar o salteador, Estanislao inl.r-
cede por elle ae official, e exprubra-lhe a maneira
extranha segundo qual elle proceda n'um gover-
no representativo : o ofiicial fesponde-lhe que aclo*
nao era arbitrario, pois que elle tinha urna ordem
assignada por el-rei para matar a Eduardo.Indas as
vezes que esle lhe calaste as mSos, c por isso era
forc-aso que a ordem fosse enmprda. Entao Esta-
nislao, vendo qoe a morte de Eduardo era irrems-
-n el, rompe o incgnito que o envolva e apreseu-
la-se ao official na qualidade de chefe do estado.
Neste entretanto, Eliza ao saber que el-rei havia s-
do atacado no bosque pelos salteadores, corre eiu
busca delle, que o encontr* entre os soldados e o sal-
teador, este reconheco nella a sua propria lilha, e
diz a el-rei que nao podia mais viver depois d com-
pnrlaineulo que a injuslira des homens o obrigaram
a adoptar, e por isso nao poda receber o.perdi
que elle Iheoutorgava, quee morle era urna neces-
sidade para elle, mas que antes de consummar o sa-
crificio supremo desejava abracara sua lilha e depois
morrena salisfcilo ; mas cl-rci se oppfie a esle pro-
jectu desesperado de Eduardo, entrega-o, e a filha a
iroleccao do commandanle da escolla, afim de qae
lie fossem apresentados no dia seguinle no castello
da marqueza de Francasiel, paa;i onde elle ia.
Com effeito el-rei chegou a noiie em casa da ca-
mareira, a qual junio com o cavalleiro Worms es-
peravam suas mageslades com ledo o esplendor do
laxo. Na mandan do da seguinle a rainha declara
a el-rei que nio podera dormir toda noile, porque
cuvira constantemente gemidos abafados que nio U*
:
s.
i
II
i\/iri


DARO DE PRMMBUCO, QUARTA FEIRA 6 OE DEZEMBRO DE 1854.

Ih.i donde vinham ; no momentoem qua a ralnha
fazia oslas sinislras reveladles, cliega Frantse decla-
ra que liavia sorprendido um sonrod lerrvel
marqueza o a cavalleiro Worm,que debaixo do
aposento onde dormiram suas magestades existia um
subterrneo,no ipial se acliavam a motrer a fume um
vellio alle.lo primo do cavalleiro, e urna enanca fi-
Iha dcstecom Elisa. Avista disto el-rei fica Tora de
si, chama o oflicial encarregado da polica da aldfta,
manda prender Worms e a marqueta, e no oanlo
examina o quarlo onde dormir, encontra um alc,a-
p,lo, que vai dar no subterrneo, desee Urna escada-
ria e no fundo encontra as duas victimas indigitadas
pur Franls. Ka occasiAo em que el-rei inquire ao
velho a causa da sua reclusao, ouve-se da parle de
Tera rumor d pessoas que corriam para u subterr-
neo, e ohserva-se que se tralava de um incendio ;
eulretanto uun multidao immeosa frc,a .is portas
do subterrneo, e v-se Eduardo mortalmenU feri-
uo, o qual refere ao re que a marqueta e o eavalli-
ro Worms, prevendo o destino que os aguardava
mandaram incendiar o castellu, alim de que todos
quanlosalli se achavam fo-sem eogolidos pelascham-
mas, e que elle, m passar pelo lugar aonde estavam
os dous autores do delicio, lembrjndo-se das perse-
guicues que liavia soUrido por causa la marqueza a
linlia assassinado, e que Worms para viogar-se do
acloque elle pratfcara, o linlia posto naquelle esta-
do, nislo morre, e linaliza-se a pera. Picando Eliza
senhora do lilulo e fortuna da camareira.
Como dssemos em principie- o drama he o resumo
dos abusos inauditos que sepraticam em lodosos go-
vernos, e por l*M as allegorias, es crticas o faceras
do Sr. 11, mleira foram fcilmente inlerpelradas c
bem acolliidas pelos espectadores.
A cxecur.au fui solteivel ; e os Srs. Res, Costa,
Muuteiro, lie/erra, Mcodes, Scuna, e as Srs. Leo-
poldina, Orsat c Amalia se esforzaran), para curoprir
os seus deveres.
O hymno cantado por occasiao do anniversario na-
talicio do chele do poder ejecutivo foi mal desem-
penhado e psimamente acompanhdo pelo choro
dos arlislas dramticos, e os vivas dados foram gla-
cialmente respondidos pelos espectadores. Nao sa-
bemos a que seja allribuida tamaita indilTerenra, a
menos que admitamos a inconveniencia com que
v'iu dados. Com efleito nos (ovemos representati-
vos onde existe um pacto que serve de fundamento ao
estado social, nao se pode dcixar de accrescentar o
epteto constitucional todas as vezes que se falla no
chefo da naran ; e se nos lembrarmos do procedi-
mento do ficticio re Estanislao, ve/emos que todas
as veles que o povo dizia : viva el-rei, elle respon-
da : viva a consliluicao do meu paiz. Estanislao li-
nlia razio, porque elle crarei em virlude da carta,
e sem ella nao poderia existir.
A sala eslava brillantemente guarnecida por um
concurso uumeroso e escolhido. O Confiante.

>:.
>
r

Parahiba.
26 de novembro de 185*.
Sr*. redactte. Nem sempre calar, nem sem-
pre fallar. Firmado neste principio lenho de incom-
modar pouco a Ymcs. Antes de dizer-lhes ao que
venho, quero dizer-lhes, que quando pego s unhas
um seu immensn Diario, apezar de sua exleosjfo,
ado pouco que ler; e a razo be porque quando in-
lc-lo o.im a epigraphc Espediente do governo da
provinciadigo logo: a.liante, alais avante encaro
Uommando das armasadente. Mas, logo que vejo
Correspondencias!! dalti principio ; c com ludo
ainda dentro estas faco minlia escolha, preferindo
todas a do nosso velhiuho paraliibano. Drao Vmcs.
Sue bairrismo 1 Dir-lhes-hei eu. que Ibes importa '?
las fique entendido que n.ln dexo as outras, vou
ellas, e concluidas, concluida lambem e-la a minlia
leilura do seu Diario, e a razSo disto parece bem
obvia, he porque sendo eu rapaz, goslo de novidades,
e as laes correspondencias cundiizein militas.
Agora v um reparo : li, ha poucos mezes, urna
correspondencia, lambem parahibana, assigoada
'i .Sincero, que nao me dcsagradou ; porque o tal
Sr. levava una marcha brilhaute, ia zurzndo al-
guem, que bem inerecia, era urna palmatoria excel-
lente ; mas o que foi felo dp tal correspondente '!
Despedio-se em lalim, e nao houve mais ve-lo, quan-
do elle nos linlia promellido ajudar o velho corres-
pondente : bem diz o rif.loO que he bom no atu-
ra. Como temos outro rif.1o que lambem diz, que
Xinguan faz falta ueste mundo eu, com avie-
vida venia, quero oceupar o logar do tal Sr. Since-
ro ; islo he, quero dizer alguma cousa, que escapar
an velho ; pois me parece, que como velho, vergado
com o peso dos cajos que (em no loulico muila cou-
sa llie escapara da vista, embora elle lenha os Me-
re les ; mas eu ca eslou de melhor partido, porque
sendo moro que saracotcio lodos os lugaAnhus por
onde o velho nao passa, lenho lambem o meu noli-
ciador habilissimo, o incausavel Pestaa, isso he que
he rapaz activo no fallar, no olhar, no andar, no
pesquizar ludo, he de da, he de noite.... grande ra-
paz grande rapaz! Ver o publico se acaso se rea-
lisa ou nao quanlo levo dilo.
Anda um reparo : leudo eu a Correspondencia do
nosso vellm, ou euliadura de mais de duas, nao dei-
vi de embicar com alguma cousa que ella conduz :
v. g. a censura feila a cmara, aos liscaes e ao pro-
curador actual, e o elogio au ex-procurador, e com o
grande raspeilo que Ihe tributo, peco permissao para
apresentar-lhe meu modo de seulir.
A camar nciilium beuetieio material pdc fazer
ao seu municipio, por isso que n,1o tein patrimonio
sufliciente ; ja o leve maior, e a asembla provin-
cial em lugar de Ihe augmentar, dando-Ihe o que el-
la crea, e adjudicando algum outro, lira-lhe: aca-
mara linlia o rciidiineiito das licencas dos curraes de
pescaras; mas-em 1815 (se me nao falla a memoria)
a assemhli provincial lli'o lirou, e um deputado
increado defender, como Ihe cumpria, pois que era
camarista, o seu antagonista Ihe respoudeu por lim.
que aquello ramo de receila nao deva pertencer mais
a cmara, pois que j eslava milito crescido. NSo do-
vido que a cmara nao lenha sabido adquirir ou
crear outros ramos de sua receila; mas quem tanto
a censura deve indicar-lhc os meios como ella pos-
sa augmentar o seu patrimonio.
Quanlo aos liscaes nao riuvido que escape alguma
cousa ; mas ellos, reduzidos aos seus proprios recur-
sos, o que poderfio fazer? Quando elles multamos
.raudos, tica inexequivel essa mulla, como a expe-
riencia o lem demonstrado ; multando os pequeos,
nao team com que possam salisfazer, s meia ligella lie a que pasa mullas: demais, se S.
Ese. o Sr. presidente da provincia qaizer saber
quanlo lem trabalhado, quanlo lem sido incansuvel
o liscal actual da cidade-alta, requisilt a cmara a
correspondencia desse Uscal, que della deprehende-
r o seu zelo, seu Irabalho e sua ba vonlade nos
melhoramentos inateriaes do municipio, e lambem
ilella vera que nada se lem feito por falla de meios.
Quanlo ao procurador direi, que o actual tem fei-
to mais do que o ex-procurador, e a razio be que o
actual procurador nao tem ordenado, dcu-se-lhe 25
por cenlo do que arrecadasse, islo he, das multas ;
quando o ex-procurador nha 7008 rs. de ordeuado,
______l_ _^JinAit .Ia AnCfe^AHA .& ***** PA fl .1 I A\ A h ln tnt*
Iras, a animacllo industria e s artes, a lula entre
a lyrannia e a liberdade ; eis os elementos, que
conslituirAo o quadro philosophico desta poca que
cerlamente prepara o homcm a conquista para a
civilisacSo.
Os homens eminentes, os genio que, quaes as-
tros, Iluminan, e conduzem a inlelligencia huma-
na alravcz de alguna resquicios de escurdao dos
seclos passados comprehendem e acompanham o
espirito da poca : as nocessidades da humanidade
naolhessao consa indlITercnle, elles prcslam o au-
xilio de sua vasta inlelligeucia a todos os ramos dos
conhecimeutos humanos, e um dosles gentes, maior
que o proprio renome, o Sr. Antonio Feliciano de
Caslilho, dedicado as leltras, e sem rival as mu-
sas, acaba de prestar um relevantissmo servir)
i sociedado com seu novo systema de inslrucc,ao
primaria, conhecido pelo nome deMelhodo Cas-
tilha.
Ninguem ha que ignore, que um dos peiores pe-
riodos da vida do homem he n infancia pela apren-
dizagem das primeiras letlras, base de lodos os co-
nhecimeutos humanos; o fraco desenvolvimenlo nesta
idade, a volubilidade, a inconstancia, a corteza de
inlelligencia por demais explicam as difnculda des
com que lula um a innocente enanca nos seos pri-
meiras esludos: he misler pois que o melhodo
de ensino esteja em perfeitr. relac.li e harmona
com a organisacjlo propri-' da dade, c tendo co-
mo base este principio, o methoder porluguez he
o que offerece mais garanta e melhores resulta-
dos.
O melhodo antigo de ensino canrja a inlelligencia
do menino : as mais das vezes prnduz o abalimenlo
as facilidades quasi embrionarias, c dabi vem o
tedio que elles em geral tem is aulas, c o horror
que Ibes inspira a presenta dos mestres que antes
Ihes parecem seus verdugos, e dahi vem lambem o
immenso lempo que quasi sempre levam uaapren-
dizagem das primeiras leltras: he inegavel pois que
o antgo melhodo de ensino he assaz complicado,
e que ii5o est em relacilo com o fraco desenvolvi-
menlo das facilidades inlellectuaes na infancia.
Hoje porm j nao ser muilo dilTlcil conseguir-se
renovar laes obstculos por meio do melhodo Cas-
lilho muilo mais simples e cngenhnsamcnte conce-
bido.
Esle melhodo eminentemenlc analylico, que mul-
los progressos ja tem feilo em Portugal, he preferi-
vel ao auligo : por elle comecam os meninos a cs-
linlar as palavras falladas antes de escripias, apren-
den! a decompor os vocabulos em sy liabas ou sons,
e estas nos seus mais simplices elementos (as lel-
tras) ; e he assim que os meninos estudam pralca-
menle aqoillo que fallam e ouvem fallar, e he esso
exercicio, em que o autor tanto insiste, que do-
nomina leilura auricular, a qual lem a dupla
vanlagem de ensnar a palavra fallada, o decom-
dosla, e de ensinar a pronuncia-la com perfeicao
corrigindo militas vezes as palavras viciadas e al-
teradas: assim, depois de repetida pralica de leilu-
ra auricular, feit por meio do rilhmo ou compaco,
das palmas e do caolo, he com facilidado espantosa
qoe cooliecem os valores dossignaesconvencionaes
das leltras por meio da mnemonisacao por figuras
e historias de facitima comprehensao, sendo um
meio esle tan expedito, que como diz o autor :
n 5 horas, termo modio bastam pira se aprcuderem
os 52 caracteres maiusculos e minsculos com lodos
os seus 10 valores; e conhecidas as leltras imme-
diala e repentinamente leem maravilhosamenle as
palavras.
Alem da f.icili fodc e promptidao com que se co-
nhecem as letras, se aprende a leilurn, urna outra
vanlagem nao menos importante existe, e vem a ser,
ter o autor reduzido a ilgumas lcis geraei e inva-
riaveis o ronhecimenlo dos multplices valores de
consoaules idnticas, eeslas leis geracs anda mais
facis se lornam, porque sao estudadas e coiislante-
mentc repelidas cm versos cantados em tunda fami-
liar, e geralmente conhecida : de maneira que o
menino toma tanto inlcressc no conhecimento des-
les preccilos que os aprende brincando e rindo.
Os diversos valores da poiiluar.ii>, a forma e os
valores dos algarismos sao mncmooisados da mesma
maneira que as lelras, e com a mesma facilidade ;
e a escripia camioha sempre a par da leilura.
Quem du\ niara de vantagens tan reaes ? Smen-
le quem nao tiver estudado ou vislo praticar o me-
lhodo.
Aprender a ler em poucos mezes, ou para melhor
dizerrepentinamentepor meios Lio facis e di-
vertidos, tendo sempre as faculdades corporaes e in-
lellectuaes em aclividade, he sem duvida um inven-
to extraordinario, sabido de um dos maiores reser-
valorius da inlelligencia humanado Sr. Antonio
Felici ano de Caslilho.
Com todo, que guerra de exterminio nao tem sof-
frido tao in(eres he sempre a partilha dos grandes invenios edes-
rohimenlos ; a historia no-lo diz, e s elle nao de*
via fazer excepcao a esta reara quasi geral.
Entre nos felizmente um hbil e antgo professor,
um desses homens, que se pode dizer v asados em
molde de meslre, o Sr. Antonio (Jenlil Ibirapifonga
o lem posto em pralica com muila arreitarfo ; e a
pralica vai exuberantemente demonstrando todas as
suas vantagens :esle hbil professor, de 30 anuos
de magisterio, per feila c fielmente comprehendeu
e exceulou o pensamenlo do Sr. Caslilho, poupando
d'esla arle a provincia urna despez nao pequea de
mandar algucm estuda-lo no velho Portugal : honra
pois a tao distincto Bahiano, que envidando todas as
forijas, tem feilo enormes sscrificios para por em pra-
lica o melhodo Caslilho ; e o goveroo parece que
deve olhar com alguma aUenr,no paraos immensos
de ei ia o Sr. doutor e os mais senhores que o acom-
panharam c a Iripulacao do bote lambem Bear im-
pedidos. A maneira de evitar o contagio fazendo-
se o processo em urna embarrarlo que levo commu-
nicacfo com a nossa, e que dahi a poucos momen-
tos ia desembarcar em Ierra as pessoas que Irazia,
provocou orna hilaridadc cnlre os passaeeiros qoe
assistiram nquelleacto, e alguns mais abusivos leva-
ran! a couse a ponto de dar palmas, o que muilo
lamentamos, e sobretodo por ler isso lugar emquan-
lo o eapiia Browo descan>ava das adigas da noilc,
que toda leve de velar por eslarmos Ue perlo de
Ierra, e quando acordou muilo a mal levou que as-
sim livessem pralrado. Lamentamos, lomamos a
dizer, que isso livesse lugar, he mais um fado da-
quellcsque inrelizmenle aconteccm sem se poder
prevenir, que foi urna pessoa que levede fazer vazar
urna bomba, e nao saliendo que o escaler poda es-
lar por baixo, alguma agua espirrou sobre o es-
caler.
Foram lanas as ordens, lodas lao diderentes, pa-
ra o vapor mudar de lugar, que obrigaram o capilao
a mover um navio tamanho e de lauto valor qualro
vezes, e isto depois que elle linha desarmado o ma-
chinismo para impar, leudo de o fazer vela, com
o que ia causando grande avaria a um brigue inglez,
porque o hlice o privsra de governar.
Eis o que leve lugar, o que nos faz muila pena ;
porm romo evilar-se que eulre passageiros de todas
as idades haja entre elles nlguns que nao rellirlam
no qoe fazem? E nao he justo que soQra quem nao
tem culpa!
Os Illms. senhores que vinham no csraler bem
virara as maneiras allenciosas do encarregado das
carias e dos mais empregados de bordo.
Aproveilamos a occasiAo para manifestar ao Sr.
capilao James Brown nosso reconhecimenlo pelas
maneiras allenciosas com que sempre oos Ir.ilou.
proprias de om verdadeiro aenlleman.
Baha, 17 de novembro de 1834.
Migoel tioncalves Ferreira.
Jos Francisco Yieira.
Dr. Pedro Jordao da Silva Vargas.
Santiago Luiz Mill.ni.
Antonio Percira C. da Cuiiha.
J. Lahille.
Philippc Debarr.
H. Dristev.
Juan Malcoln, Buenos-Ayres.
Vctor de Sabater Jnior.
P. Sigan.
Anselmo M. de Spiadi.
II.ni \ 11 i-i .un Hunt.
Thomas R. Truemam.
Jos l.uiz Gomes de Mcnezes.
Hugh l.andcman.
E. Mac-Eachen.
P. (iramliean de Ferreira.
I). Mac-barhen.
Domingos Marques duimaraes.
Jonh William Orr.
Antonio de Souza Mello c Alvm.
rebolos......... S*X)
Ponas de boi...........cenlo 13000
Piassava..............ni.dh i S320
Sola ou vaqueta..........meio 2."?I00
Sebo cm rama........... i ti Pelles de carneiro.........una 9180
Salsa parrilba...........@ I --n i
Tapioca.............. 25">00
Unhas de boi...........cenlo -jln
Sabao...............& -5090
Esleirs de perneri........orna 9100
Vinagre pipa .".......... 30tj008
Caberas de rachimbe de barro. milheiro .VjO
MOVIMENTO DO PORTO.
COMMERCIO.
PKACA1H) KECIFE5 UE DE/.EMBB.0 AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarnos oiciaes.
Cambio sobre Londres, letlras de furaa fiOd|v. 28 d.
Dito sobre o Rio de Janeiro2< de rebate.
Assucar mascavado escolhido-1^350 por arroba.
ALTANDEGA.
Rendimenlododialai.....27:i8.'>8923
Idemdodiaj........"21:2V2j:r>7
-Vorio entrado no da .
Para c portos intermedios12 dias e 5 horas, vapor
brasileiro S. Salcador, commandanlo o 1. l-
enle Sania Barbara. Passageiros, depulado Dr.
Joao Jos Ferreira de Aguiar e t escravo, tenente
Alcxandre Joscda Rocha, Carlos Ernesto de Mes-
quita Falcao, sm senhora, 1 hlho menor, t criado
e t cscrava, ,1 osele Brito e Castro, Pedro de Abreu
e Luna. Ignacio de AlbuquerqueMarauh,loe2 es-
cravos, M.inoel Jos Fernandes Barros, sua scnliu-
ra, i criado e 2 escravos, Eugenio Marques de A-
morim, Bern.irdino 11 iprat, Jusliuiano Alves de
Quintal, Jos Jacinlho do Reis, Manoel de San-
l'Anna, Manoel Ferreira Piulo, Brux Joseph, I
soldado esnamulher, 1 soldado sentenciado e :l
escravos a entregar. Seguera para o su I : 1. l-
enlo da armada Antonio Jos da Cruz, D. Rosa
Feliciana F. Ponles, I lilbo menor, 1 criado e 2
escravos, Alexandrina da Rocha, Francisca Uclar-
mina do Espirito Santo, Jos Machado Dulra, i
praras e 22 re. rulas do exercilo, 1 dilo para a ma-
rinha. 1 ex-prar;a dem, I preso de juslica, 38 es-
cravos a entregar.
Savios xahidos no mesmo da.
LisboaBrigue porluguez Tarujo I, capilao Ma-
noel de Oliveira Faneco, carga assocar e algodao.
l'asaageiros, Joaquim Francisco de Azevedo Lima,
Antonio Allonso Novo, Domingos da Silva.
CanalPatacho inglez Pigeon, capilao William
Payne, carga assucar e couros.
Para e porlos intermediosVapor brasileiro Impe-
rador, commandanle o I. lente TorrezSo. Pas-
sageiros desla provincia Candido Hermene-
gildo Fernandes de C.irvalho, Dr. Joaquim do
Nascimenlo Costa da Cunha Lima e 1 escravo,
Joaquim Gomes da Silveira Jnior e 1 escravo,
Manoel Octano Pcreira de Sena, Victoriano A-
raujo Borges o sua senhora, Jos Ignacio, Dr.
Trajano Galvao de Carvalhoe 2 escravo, Brasilioo
Candido do Reg Mendes e t escravo, Dr. Joao
Amonio de Freilas Henriques, D. Mara de Fre-
las, 1). Amelia de Freilas, 3 filbos menores e t
ama, 7 escravos a entregar, Raymundo Jos Ita-
bello, sua senhorae I lilha, Vicente Ignacio Pe-
rcira. Joaquim Jos Rodrigues da Cunha, Jos
Antonio Pereira de Mello, Jos Ignacio da Silva,
Manoel Jos r'ernandcs Ribeiro, Jos Antonio da
Silva Ribeiro, Dr. Raymundo Alexandrc Valle de
Carvalho e I escravo, Fernando Maranhense da
Cunha, Anlonio Polar, Carlos Auguslo Galdes e
sua senhora.
Primciro dislrirlo da freguezi.i do Saiilissimo
Sacramento do hairro de S. Antonio do Recife, de
dezembrode 1854.
Eu, Joaquim da Silva Reg, escrivao escrevi.
Joao l alenlim filela.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, juiz mu-
nicipal da 2.a vara ducivel c commercio, nosla ci-
dade do Recife de Pernambiiro por S. M. I. Cons-
titucional que Dos guarde, ele.
F'a{0 saber que por esle juizo da 2." vara do com-
mercio, se ha de arrematar por vcuda a quem mais
der em prora publica, na sala das audiencias no da
9 de dezembro, e pracas succrssvas o seguinle :
Manoel, pardo, com 35 annos pouco mais ou menos,
sapaleiro, avahado em 6003 rs.; Ignacio, prelo. de
u.irao, idade que representa 30 annos, com urna cha-
ga na perna direila, avaliado em 4503000 ; cujos
escravos .lo a pra^a a requeriinenlo de Joaquim
Lucio Monteiro da Franca, liqoidalario da lirma
Franca & IrmAo, contra Joaquim Duarle Pinto eSil-
va iSi C.a. E para que cheguc a noticias de todos,
mandei pausar o .presente que ser publicadoe afil-
iado pelo respectivo porteiro uo lugar do coslume e
publicado pelo Diario.
Dado e patsado nesla cidaJc do Recife de Pernam-
buen 29 de novembro de 1854. Eu Joaquim Jos
Pereira dos Santos, escrivao o subscrevi.Francisco
de Assis de Olireira Maciel.
DECLARADO ES.
48:72Sa80
EDITAES.
Descarregam hoje 6 de dezembro.
(alera porluguezaCralidaodiversos gneros.
Galera americanaJuniperfamilia de Irigo.
Patacho americanozVreesefarinha de trigo e bo-
lachinhas.
Brigue inglezHeraldbacalho.
Brigue porluguez\oca Amizadecemento.
Escuna brasileiraFloramoendas.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da 1 a 4.....5:273;8b!)
dem do da 5........2:7343 8:0085-188
PIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento dodia la4..... 5363211
dem do dii 5........ 1712539
707780
Exportacao*.
Rio de Janeiro, barca brasileira Malliilde, de233
toneladas, conduzio o seguinle : 2 caixes ferra-
aens, 87 pipas, 8 meias ditas e 46 barris vinho, 4
lardos lio p ini'le. 13 caixoeszinhos drogas, 1 machina
de ferro para moer mandioca, 990 saceos com 4,950
arrubas de assucar. 1,038 ditos milho, 35 dilos cera
de carnauba, 192 dilos arroz, 83 mullios couriuhos
de cabra, 21 barricas com 148 arrobas e 21 libras de
sebo em rama, 2 taixes doce, 15 loros angico, II
mos de pedra.
Plimoulh, escuoa ingleza l'egion, de 178 tonela-
das, conduzio o seguinle : 550 saceos com 2,750
arrobas de assucar, 5,427 couros salgados com
160,945 libras.
Liverpool, brigue aglez Lord Mlhorp, de 339 to-
neladas, conduzio o segoinle: 1,000 saceos com
5,000 arrobas de assucar, 1,288 mollios de piassaba.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da 1 a 4
dem do dia 5.
2:9189719
7803220
3:728939
sacrificios feitos pelo Sr. Gentil, e para o resollado
recebia a ordinaria da cmara e um rendimento mu- tS vanlajoso que elle vai tirando da applicacao do
CONSULADO
Rendimenlo do da I a 4
dem do da 5 .
PROVINCIAL.
1:8253639
4:0223663
8:818;302
PALTA
dos preroi correntes do assucar, algodao, e mais
gneros do paiz, que se despachan na mesa do
consulado de Pemambuco, na semana de 4
a 9 de dezembro de 1854.
Assucar emcaixas branco 1." qualidade >
d 2."
mase..........i
bar. esac. branco.......
mascavado..... >>
n refinado............>
Algodao em pluma de 1." qualidade
n o o 2.a
o o 3.a
em carneo.........
Espirito de agurdente......caada
Agurdenlo cachara........
mripal na lliesourara provincial, e se pagava com
as suasbenlas unhas; essa ordinaria, a lal receila e
as mollas cobradas estavam recolliidas ao cofre, islo
he, em casa do mesmo ex-procurador, e por essa
cansa poda a cmara fazer algoma cousa ; mas ho-
je nao icoolece assim, (nao sei a razo a' cmara
ii.lo v iiinheiro em seu cofre ; por isso que, tanto a
ordinaria, com essa receila municipal la licam no co-
fre provincial a disposirao do goveroo, e o procura-
dor s adslriclo a cobranra de mullas: e tal lem s-
do o apuro da cmara, que o actual procurador ja
lem adianla.lo de seu bolsicnlo mais de 603 rs., de
que a cmara ja lh>he dotadora, e quando fez islo
o elogiado ex-procurador'.'
Nao se enteuda agora que en, com o que levo di-
lo, queira tirar urna s lasquinha do merecimeuto
do Sr. Encarnaco, nao : quero dizer que elle linha
mais recursos para poder obrar, eque o actual pro-
curador nao os lem. A cmara sem patrimonio suf-
liciente v-te a bracos com urna divida enorme aos
escrvaes; pois que qualquer criraezinho vai aojury,
segue-se a ih'olvico, e por conseguinle acondem-
lucAo do cofre municipal ; e tiestas entaladellas don-
de vira acamara dioheiro para fazer obras?
A asserubla provincial lira-lhe, em vez de Ihe
dar; as viciosas eleicOes rebaixam-a apunto de le-
va-la a mais simples expressao, como hoje se v ; o
governo priva-a desses mesmus pobres recursos ac-
tuaes, .nilo me redro ao dual administrador) e diz-
se enlao as mas cslSo descalcas, os pantanos nao es-
li seceos, as fontes nao estSu concertadas, as estra-
das nao estao abortas, as ponles nao cstao seguras, a
cmara dorme, a cmara o que faz, a cmara he in-
dolente, etc., etc.; mas nuguem v que n cmara
est sem olhos, e s querem que ella ctininhe li-
goira.
Pcrmilli agora que eu vollco quadro : porque nao
invectivis o govemo da misma maneira cun que
fazeis a cmara ? Porque nao dizeis : nao temos urna
estrada geral para o centro, nao temos um cae, nAo
temos um pharol, nao temos um lelegraphn, nao te-
mus urna barca de eseavarjl, nao temos urna mesa
administrativa em Mamanguape, nao temos... nao
temos! '. porque? Purque sabis qno o governo
n.ln tem dinhero para lauta cousa, c porque sabis
ou lemeis algum piparole, nao he assim 1 Pois seo
governo nao lem esse* contos de ris para esas e ou-
tras ubras de sumira importancia e de grande neces-
sidade p ira a provincia, lambem a cmara nao tem
por om, nem com quo enterrar um animal morto,
que se encontra n'algum.i estrada ou ra ; por essa
razAo deveis ser igual, deveis ser imparcial, deveis
ser an menos caridosos, oavisles Eu quero ser en-
tendido, eo declaro que nao me dirig esl oo aquel-
lo correspondente, e sim > quem lem feilo isso, a
que eu chamo injusticia, acamara, ans liscaes c ao
procurador. A assemb'a qoe Ihe d maior rendi-
mento, Ihe ceda o que Ihe lirou, o que Ihe perten-
ce, bem como o rendimenlo da decima dos predios
urbanos, que he urna receila de sua natureza muni-
cipal, segundo o meu modo de pensar, e quando li-
ver a cmara urna receila capaz de fazer face as suas
despez.is, e de ler sobras para obras, c que as nao
fizer, entAo sim, fgo oeUa e fugo nelles, ouvistes'.'...
Al logo.
Srs. redactores, como nao tenlio filmaras de es-
rriptor, e s rae proponha a ajudar o vellio (apezar
de qu a presente missiva nao pareja au primeiro
inluilo ajudatoria x'oltare r poucas vezes se Vmcs.
"3o levarem a mat, o que nao espero. No ctanlo
Ihes de-ejo muilo dinhero, aade e fortuna, e para
ser eonhecldu me assignuO Cyrenfo.
r~PlUCA(OES A PEDIDO. ~_
O METnODO DE CASTII.IIO.
O tteulo actual he de progresso ; o amor as let-
melhndo.
O Sr, Gentil lem franqueado a sua aula a lodos
quanlos tem querido assislir as suas linios. He
milito maravithoso ver-se meninos do 5, 6, e 7 an-
nos de idade, e com 1 mez de exercicio, lendo pala-
vras di Miris, conhecendo lodas as regras de pronun-
cia : he pois om importante servico, que este pro-
fessor esta fazendo a provincia, e mu particular-
mente aos pas de familia.
Temos por muitas e repelidas vezei assislido as
suas lijCes ; e nao acreditaramos, se nao vissemos
22 meninos de ambos os sexos com 35 dias d'aula
lendo, conhecendo lodos os sons das lelras, e todas
as regras de pronuncia, esr revendo bastardo, con-
tando al 100, e alguns sommando, todos salisfeilos
e alegres.
Os pais de familia, os nleressados na in-lrucro
publica vflo ver c examinar o ansino pralico Casl-
Ihe na aula do Sr. Gentil, qua conhecerao a venia-
de que palenleamos.
( Revista da Inslrucriio Publica.)
B n Geoebra . de caima resillada
.>.
Licor . ......
. botija
. canaria
. garrafa
um alqueire
orna
um
@
i>

cenlo
ESTABELECIMENTOS ECARIDADE.
O Sr. Salustiano de Aquino Ferreira, den gratui-
tamente sociedad* na inelade de qualro bilheles in-
leiros ns. 371,1678, 3545 3360 da 3. lotera e ulti-
ma parle em benelicio das obras de Nossa Senhora
do Livramenlo ao hospital Pedm II. Pernambuco 5
de dezembro de 1851.O escrivao da administraco,
Antn io Jos Gomes do Correio.
RelacSo dos objeclos que foram recolhidos ao
hospital dos lazaros por o-nida qne delles fez o
leslamenleirn do finado Domingos Anlonio Gomes
liiiimar.li's : 3 marque/as, 1 commoda, 10 cadeiras,
2 banheiros, I consol, 1 encost, 1 colchan, 2 ca-
mas de venlo, I dunrella, I bali, I rede, 9 cal-
cas, 39 camisas, 9 coleles, 1 paleto de hrim, 1 di-
lo de alp.ika, 1 sobreras ira. 60 pares de luvas, 55
dilos de meias. 6 lenjos, 3 Icncoes de hrim, 12 loa-
Ihas;' 1 guardanapo, 9 frorihas. I cabide, 1 hcam-
bre. Os uhjeclos arima foram dislrihnidns pelas
enfermaras pelo respectivo regente, Joflo Francis-
co ile Oliveira, no dia 2 do crrente. Recife 5 de
dezembro de 1854. O escrivao da adminislrajo de
caridade intonio Jos Gomes do Correio.
O paquete inglez Imperador.
Nos abaixo firmados, passageiros do paquete in-
glez Imperador, actualmente ancorado nesla bahia,
conslandu-nos que em Ierra se mostram indisposlos
contra o Sr. capilao James Broun, sentimos a ne-
cessidade do relatar e acontecido a bordo depois da
nossa entrada, para livrar de qualquer imputarlo
que se queira fazer ao dilo Sr, capilao.
Entrando nos no dia 15 do conenle esta barra, e
at passaudopor navios de guerra a' distancia de so
poder fallar, lamenlamosque as pessoas encarrega-
dasdas medidas sanitarias nflo livessem dado provi-
dencias a lempo para prevenir o vapor de que linha
de fazer quarenlena, marcando-llie o lugar compe-
tente para fundear, el?. ; deixando-nos assim seguir
ao ancoradouru costumado, com o que se leria evi-
tado tudo quanlo depois aconleceu.
Depois de estar fun.-leado para mais de duas ho-
ras, he que nos apparercu o Illm. Sr. Dr. presiden-
te da saude do seu escaler, para declarar que Reata-
mos impedidos e para receber as malas. E nao
sendo i quarenlenas na Europa, porque por esse s faci el-
fo Icaria quebrada, e em rigor p^ra ella ler cQeito
Arroz pilado duas arrobas
cm casca...........
Azele de mamoua........caada
mendohiiii e de coco
n de peixe.........
Cacan............... (3D
Aves araras ........
papagaius........
Bolachas.............
Bscoitos.............
Caf bom.............
reslolho...........
com casia.........
muido ...........
Carne secca..........
Cocos com casca........
Charutos bous .........
ordinario'......
regala e primor .
Cera de carnauba.......
em velas.........
Cobre novo Rata d'obra ....
Couros de boi salgados.....
expixados.......
verdes .........
ile onra........
cabra corlidos .
Doce de calda.........
. goiaba........
secro ..........
a jalea ......
Estopa nacional........
eslrangeira, m.lo d'obra
Espanadores grandes......
u pequeos.....
Familia de mandioca.....
milho.......
o aramia......
Fcijao.............
Fumo bom..........
o ordinario........
n em folha bom......
ii ordinario. .
n reslolho ....
Ipecacuanha .........
Gomma ............
(jengibre............
Lenha de adas grandes ....
pequeas .
n n loros.....
Pranchas de amarello de 2 cosladus urna
ii n louro.........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. c 2 ,',' a 3 de I.....
de dilo ii-iiae.......
Cosladinho de dito........
Soalho de-dito........... >
lorio de dilo...........
Costado de looro.........
Cosladinho de dito........ >
Soalho de dilo...........
Forro de dilo...........
ii cedro .
Toros de lalajuba .
Varas de pnrreira .
aguilhadas........
quiris.......... ii
Em obras rodas de sicupira para c. par
o eixos ii u i>
Melara)............... caada
Milho............... alqueire
Podra de amolar......... una
o filtrar..........
tai

um
ii
alqueire
2
i>
alqueire
,ai
alq.
a
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n
i)
qoinlal
duzia
99700
3*300
13900
33000
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3>200
53800
5S400
89000
13425
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3140
3520
3470
3480
3220
3480
3221)
33100
13200
3560
23.00
13280
53000
10-7000
33000
53120
7-3680
4S7O0
33200
43300
GJIOO
59300
33000
13200
0600
23200
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73000
123096
303210
953034
243192
73741
233748
72?iliS
173798
703452
1033706
57-3844
129-3780
63674
53562
118124
623109
IO36II
33870
153120
103684
90*160
88064
48032
1OJ080
.53010
1230%
43838
123096
43838
1003023
57-3698
723862,
463823
233999
303240
108080
103080
243472
2823735
93146
303591
58562
I
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico para coohecimenlo dos
conlribuinles abaixo declarados, do imposto da de-
cima urbana da fregueziu da Boa-Visla perlencente
aos exercicos de 1833 a 1852, que lendo-se con-
cluido a liquidarlo da divida acliva desle imposto
devem comparecer na mencionada Ihesouraria den-
tro de 30 dias, contados do dia da puhlicarodo pre-
sente edlal, para se llies dar a ola do seu debite,
alim de que paguein na mesa du consulado provin-
cial, fcaudo na iulelligencia de que flndo o dito
prazo serao executados.
E para constarse man 1 ou aflWar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
ouro 21 de novembro de 1854. O secretario.
Antonio Ferreira d"Annunciacao.
Ilenlciros de Jufiu Paulo Moreira
Temporal > .
Jlo Vanancio Machado Paes .
Joaquim Silverio de Souza .
Joaquim da Silva Lopes.....
Joaquim de Souza Teixera. .
DesembargadorJoaquimTeixeiraPei-
xolo de Abreu Lima.....
Joaquim Correa da Costa ....
Ilerdeiros de Joaquim Jos Ferreira
llerdeiros de Joaquim do Espirito
Sanio ..........
Joaquim Marques de Souza c Mello
Joaquim Galdino Alves da Silva .
Joaquim Pereira Homem ....
Joaquim Piuheiro Jacome ....
llerdeiros de Joaquim Aurelio Pereira
de Carvalho........
Padre Joaquim Rafael da Silva ... .
Joaquim Elias de Moura ....
Joaquim Carneiro Leal.....
Viuva de Joaquim Bernardo Paes .
Joaquim Fernandos Porlella .
Joaquim Carneiro Machado Ros .
Joaquim Jos de Ainoriin ....
Viuva de Joaquim deOliveirac Souza
Joaquim Jos Bezerra.....
Joaquim dos Sanios Azevedo .
Coronel Joaquim Bernardo de F'igoei-
redo..........
Joaquim Mendes da Cunha Azevedo.
Joaquim Jos Gour,alves dos Santos
Siqucira.........
D. Joaquina Mara do Dos :
D. Joaquina Francisca Maciel Moo-
teiro ..........
llerdeiros de Joaquina Mara do Reg
Josefa Firmo........
Jacinlho Jos Cabral......
llerdeiros de Joanna dos Sanios da
F'onseca.........
Justino Alves da Costa. .....
Justino Pereira de Farias ....
llrileiros.li' D. Joanna MachadoFrei-
re Pereira da Silva.....
D. Josefa Pereira Dulra Maia. .
Jacob Marlins da l'aixo ....
Jernimo Marliniano Figuera de
Mello..........
Jacinlhu Alfonso Bolelho ....
Jeronima Manuela do Nascimculo .
Jeronima do Monte Baptisla ... .
(Coiiiiiiuar-s-Aa.
O (encnle-coronel Joao Valenlim Villeln, juiz de
paz do primciro annu do primeiro dislrirlo da fre-
zia do Sanlissimo Sacramento do hairro de S.
Antonio da cidade do Recife, provincia de Per-
nambuco, em virlude da le, ele.
Faro saber, que em conformidade do arl. 25 do
cap. 2 da le 11. 387 de 19 de agosto de 1816, eor-
dem da presidencia, que me foi Iransmillda pela
cmara municipal desla cidade em ollicio de 30 de
mez prximo passado. Convoco os cidadaos abaixo
declarados, os primeiros na qualidade de eleilores,
e os seguudos na de supplenles de eleilores, de toda
a parochia desta freguezia do Santissimo Sacra
ment do hairro de S. Antonio do Recife, para que
na lerceira dominga do mez de Janeiro prximo fu-
turo, rompareram uo corpo da igreja matriz desta
freguezia, alim de proceder-se a formarn da junta
qualilir.i loca, para rever a lista geral dos cidadaos
que teem direilo de volar na eloioa 1 de eleilores,
juizes de paz e vercadores.
Eleilores.
Tenenle-coronel Rodulpho Joao Barate do Al-
meida.
Vigariu Venancio Henrique de Rczende.
Tenenle-coronel Joao Podro de Araujo e Aguiar.
Coronel Domingos Alfonso Nery Ferreira.
Dr. Joaquim Pires Machado Porlella.
Commerciante Antonio Luiz dos Santos.
Padre Joao Jos da Costa Ribeiro.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Coronel Francisco Joaquim Pereira Lobo.
Capilao Ciaudino Benirio Machado.
Empregado publico Caelano Pinto de Veras.
C.apio Joao Antonio de Paula Rodrigues.
Padre-Mcstre Joo Capistrano de Mendoura.
Alfercs Caelano Jos Mendes.
Empregado publico Joao Baptisla de Araujo.
a Joao Manoel de Caslro.
n Francisco de Paula Machado.
Commerciante Barlholnmeu Guedes de Mello.
Empregado publico Joao Alhanaz.io Bolelho.
Commerrianle Manoel Goocalvef Agr.
Empregado publico Joao Pereira da Silveira.
Benlo Jos Fernandes Barros.
a r'irmino Jos de Oliveira.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Teiientc-roroncl Sebasliao Lopes Guimaracs.
Dr. Antonio Rangcl de Torres Bandeira.
Supplenles de eleilores.
Major So'v Egidiu Ferreira.
Dr. Ignacio Firmo Xavier.
Empregado publico Joao Girneiro Lins Soriano.
Alfres Joaquim Bernardo dos Res.
Commerciante Joao Henriques da Silva Jnior.
Empregado poblico Theodoro Jos 'lavares.
Commerciante Antonio Jos Monteiro.
Artista Domingos Ribeiro de Va-concellos.
Empregado publico Flix Paes da Silva Percira.
Commerciante Thnm Leap de Caslro.
Artista Jos Mendes Salgado Guimaraes.
Commerciante Juaquim F'ranrisco de Torres Gal-
lindo.
Empregado publico Anlonio Manoel Pereira Vian-
n.1 Jnior.
Artista Luiz Gonralvcs Agr Jnior.
Comincrriaiilc Joaquim Vital Machado.
Mol. Iiia.los Anlunes do Almeida.
Joaquim Henriques da Silva.
Alexandriiio Cavalcanli de Alboquci-
que.
Empregado publico Agoslinho Jos do Oliveira.
>i Joao Anlonio da Silva Pereira.
Coniinercianlo Manoel Jos de Oliveira.
Francisco Gomes Castellao.
Salyro Seraphim da Silva.
Alferes Anlonio Manoel da Silva Guimaraes.
Advogado Jos Narciso Camello.
Os quaes Indos deverao comparecer ruprelerivel-
meute as 9 horas da manha, em a referida igreja,
fieando os que dcixarem de o fazer sem escusa le-
gitima, sujeilos a multa, cumminada no arl. 127 5
5 n. 2.
O que para constar mandei fazer o preseule ed-
lal que ser aflixado nos lugares mais pblicos desla
freguezia! e publicado pela impiensa.
CORREIO GERAL.
As malas que deve couduzir o vapor S. Salva-
dor para os portos do sul, principiara-se a fechar
hoje ((i) ao meio dia, e depois dessa hora recebem-se
correspondencias com o porte duplo : os jornaes de-
verao acbar-se no correio 3 huras antes.
A mala para o hialc Capibaribe, com deslino ao
Ararat. focha-so aiiunlil 1 as 3 horas da larde.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em virlude de aulorisa-
rao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinles :
Para o 4 liaiallio de arlilharia a p.
Bonetes. 351 ; panno azul entrelio, covados,
1,682 ; holfonda de forro, ditos, 1,310; panno car-
meziiii para vivos c vistas, dilos, 150 ; dilo prelo pa-
ra polainas, dilos, 150 ; hrim para frdelas e calcas,
varas, 1,865; algodaozinlio para camisas, ditas, 913;
clcheles pretos, pares, 351 ; bules brancas de ono,
grosas, 79 ; dilos prelos de dilo, dilas, 68 ; grvalas
de sola de lustre, 315 ; mantas de l.ia, 34.5 ; sapa-
los, pares 755 ; esleirs, 379 ; bolies grandes con-
vexos de metal amarellu, com granada e numero 4,
4,956 ; dilos pequeos do mesmo numero, 3,540 ;
braco grande de ferro para batanea, l ; caldeiras de
ferro fundido para 50 praras cada urna, 2 ; copo de
vidro, 1.
Companhia lixa de rav.1ll.1ria da provincia.
Bonetes redondos, II ; coturnos, pares. 11 ; gr-
valas de sola de lustre, 11 ; luvas de camurca, pares
11 ; mantas de la ll.sapatos, pares, II ; esleirs,
11 ; braco grande de ferro para hnlanca, 1 ; lernos
de pesos de ferro de meia quarla al um quin-
tal, 1.
Capclia da fortaleza do Hi um.
Ornamento branco completo, constante de urna
cezula, eslea, manipulo, boira c veo, 1 ; panno
roxo para cubrir a imagem, 1 ; encadernacJo de um
missal, e reforma do galn das bolsas, encarnada e
roxa; alvas, 2 ; amittos, 2 ; conloes, 2 ; corporaes,
2 ; tualhas para o altar, 2 ; ditas de mao para o la-
vatorio, 2 ; pannos de pala, 2 ; purillcadures, 2 ;
sanguiibos, 4 ; tapete para o supedneo do anlar,
1 ; luslrim roxo para cubrir a banqueta do altar, co-
vados, 3 c meio ; aperorio, I.
Colonia militar do Pimenteiras.
Colheres de dez pnlegadas, 4 ; ditas de 6 dilas. 2;
enxadas grandes calcadas de a^o, 30 ; pas de ferro
grandes, 24; ditas pequeas, 12 ; pinceis para cai-
ar, 4.
Odicina de capina da mesma colonia.
I;orillaos de ar,o sonidos, duzias, 3 ; ferro de capa
para garlopa com 2 e meia pnlegadas de largura, 6 ;
ditos sem capa coin urna e meia dita de dita, 6 ; di-
tos dilos com om dita de largura, 6 ; enxes cum
lu/.il, 6 ; liinx.i-c.iiii urna e meia polegada de lar-
gura, 2 ; ditas cum 1 dita, 2 ; ditas com 3 quartos,
2; serrotes com 30 polegadas de comprimenlo, 4;
ditos de li x 1 com 12 dilas, 4 ; dilos de puna com 12,
3 ; compacos de 12 pu cgadas, 6 ; esquadros de fer-
ro com f'ilha de 12 polegadas de comprimenlo, 2 ;
ditos pequen >s, 4 : verrumas sortldas, 36 ; Irados
de pol-gada, 2 ; dilos de Ires quarlns, 2 ; dilos de
meia, 2 ; lim is triangulares de gra lina para amo-
lar serrotes, 12; faenes com ii nuil is o cinlures, 40;
parafusos de mi lena para prensa le bancos, 4 ;
colla da Baha, libras, 12 ; prejos caibraes, 10,000 ;
dilos de batel grande, 11,000; dilos de dilos peque-
os, 11,000 ; dilos caxaes, 11,000; dilos de soalho,
10.000 ; dilos de forro de sala, 11.000 ; dilos de
guarnirlo grandes, 5,000 ; dilos de lila pequeos,
5,000 ; dilos de rame cum urna polegada de com-
primenlo, libras, 10.
Oflrina de ferreiro.
Ac) de Milaoem vergas, arrobas, 2 ; ferro sueco
em barras chalas de 2 e meia polegadas, arrobas,
10 ; dilo em barras chalas de 1 e meia, ditas, 4 ;
limas chalas de 14 polegadas, 3 ; ditas dilas de 8, 3;
dilas de 4, 3 ; dilas ni ir 1, de 81 3 ; dilas meias
canas de 14, 3 ; dilas ditas de 8, 3 ; ditas dilas de
4, 3 ; dilas dilas mur is de 8, 3 ; duas triangulares
de 8, 3 : dilas dilas, de i, 3; limitos de 8 ditas,3 ;
ditas de 4, 3.
Quem quizer vender estes objeclos, aprsenle as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho as 10 lloras do dia 13 do correle mez.
Secretaria do conselho administrativo, para forneci-
mnlo do arsenal de guerra, 4 de dezembro de 1851.
Jos de Brito Inglez, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
Pela subdelegada da frcguczU da Boa-Viste
foi recolhido i cadeia o prelo Joao, qne suppOe-se ser
escravo e andar fgido ; seu senhor justifique o seu
dominio peranle a mesma subdelegacia. Subdele-
gara da freguezia da Boa-Visla 5 de dezembro de
1851.O subdelegado, A. F. Martin* Bibeiro.
Pela mesa do consulado provincia* se faz pu-
blico, que os 30 das uteis para a cobranza da deci-
ma dos predios urbanos das fc.eguez.ias desla cidade e
da dos Ahogados principian! a contar-se do 1. do ror-
relo mez de dezembro em dianle, e findos os quaes
incorrem na mulla de tres por cenlo lodos os pro-
prietarios que deixarem de pagar seus debites no 1.
semestre de 1854 a 1855.
O arsenal de mantilla compra no dia 9 do an-
dante mez, para fornecimcnlo do almoxarifado, os
gneros abaixo declarados : linta de escrever, peo-
na lapis, piassaba, colheres de ferro, facas flamen-
gas, cairo velho, arcos de ferro para lanoerus. pin-
ceis de caiar, flele, paes de ferro, enxadas. sola e
limas sorlidas : as pessoas que se propozerem vender
estes gneros, comparecam nesla secretaria 110 indi-
cado dia, pelas 12 horas da manha, com as suas pro-
postas c as competentes amostras. Secretaria da
ii-perru do arsenal de marnha de Periianibuco cm
1. de dezembro de 1854.O secrclario,
ra o resto da carga e passageiros, trata-
se com Novaes i\ C., na ra do Trapiche
11. .14.
Para Lisboa sabe com a maior brevidade o
brigue porluguez Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, Irafo-sc rom os
consignatarios Tliomaz de Aquino Fonseca & Filho,
na ra do Vigario 11. 19, primeiro andar.
Para o Rio de Jaueiro pretende sabir com bre-
vidade, o brigue //.remire! por ler a maior parle
da carga : quem nelle quizer carregar, 00 embarcar
escravos, pode ciitender-se com os consignatarios
Amorim Irmaos, na na da Cruz n. 3.
Para o Para'
o hiale Ligeiro seguir cm poneos dias ; ainda pode
receber alguma carga : Irala-sc com J. B. da Fonse-
ca Jnior, ra do Vigario n. 4, primeiro audar.
Companlna Luso-Brasileira.
Devendo sahir
de Lisboa uo
dia 23 de no-
vembro, o va-
por desla com-
panhia, oV.
Alaria Segun-
da, commn-
dante o tenen-
te Guimaraes,
dever.-i aqui chegar at 9 do correle, o depois da
competente demora seguir para a Babia c Rio, le-
cebendo passageiros aos commodos preces da tabel-
la : os inleressados lirijani-se ao agente, na ra do
Trapiche n. 26.
PARA O PARA.
Pretende salnr com milita brevidade,
por ter parte do seu carregamento promp-
to, o bem conhecido e veleiro patacho
iiBom-Jesus : para o resto da carga e
passageiros, trata-se com Novaes &C, na
ra do Trapiche 11. i-, ou com o capito
no Trapiche do algodao.
Para a Bahia
Segu coro brevidade o patacho Santa Cruz, re-
cebe carga e passageiros : Irala-sc com Caelano Cy-
riaco da C. M. 10 lado do Corpo Santo n. 25.
Para o Rio de Janeiro.
O hiate l'enus, segu no correte mez.recebo car-
ga e passageiros: trata-se com Caelano Cyraco da
C. M., ao lado do Corpo Saulo o. 25.
Para o Ass.
No da 7 do andante mez, segoe o hiale Correio
do Norte, para o reslo da carga o passaeeiros, traa-
se com Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo
Sanio n. 25.
Companhia Brasileira de Paquetes de
Vapor.
Os vapores To-
cantins e S. Sal-
vador i>, devem
chegar dos por-
tos do norte ate 7 docorrente mez, ese-
guirao no dia seguinle ao da sua chegada,
para Macei, Bahia e Rio de Janeiro: a-
gencia na ra do Trapiche n. iO, segun-
do andar
COMPANHIA DE LIVERPOOL.
Espera-
se do sul
no di 1 8,
o vapor
Imper a -
dor, com
mandan-
dante S.
B r o vi n,
depois da demora do co-lumc, seguir' para Liver-
pool, tocando nos portos de Madeira e Lisboa.
Sabe com muila brevidade para o Aracaly o
hiate Aurora: trata-se na ra do Vigario n. 11,
para carga e passageiros.
LEILO'ES.
Alcxandre Rodrigues dos Alijos
O agente Borja, por aulorisarjlo do Illm. Sr.
Dr. juiz de direilo do civel e commercin*Cuslodio
Manoel da Silva Guimaraes, a requeriinenlo de Joa-
quim Lucio Monteiro da Franca, administrador da
massa fallida de Manuel Bolelho Cordelro, far lei-
l.lo das dividas e armadlo da taberna que foi do
mesmo fallido, sita na rus Direila n. 53, quarla-fei-
ra 6 do correnlc s 10 horas em ponte.
LEILAO' EXTRAORDINARIO E ULTIMO
DESTE ANKO.
O agente Borja, quinla-feira 7 do correnlc, far
loilao pola ultima vez ueste anuo, em seu armazem,
na ra do Collcgio n. 15, de urna infinida.le de ob-
jeclos diflerenles, como bem, uro explendido sml-
menlo de obras de uiarciiiei 1:1, novas o usadas, de
diflerenles qualidades. pianos, cadeiras e sofns de
.11.1 americanos, dilosde junco, obra excellente e de
muilo hora gosto, obras de ouro e prala.relogios, di-
tos para algibeira. ditos de parede e rima de mesa,
quadros com ricas eslampas, candieiros, Linternas,
casticaes, vidros, loaras, qiiiuquilbarias diversas e
modernas, c oulros muilos objeclos, om completo
sorlimenlu de utcncilios para marcineria, como bem,
ferros, bancas ele, um oplimo carro de \ rodas j
annunciado 110 leilao passado, um ptimo cavallo de
estribara muito gordo, e um dilo sellado e enfreado
etc., os qoaes oslaran em frente do arma/0111 110 dia
10 leiln, as 10 horts cm ponto.
O agente Vctor far leilao no seu armazem na
ra da Cruz 11. 25, por r ma da administraco de
JoaoBernardo.de una casa terrea sita na ra Im-
perial n. 135, com a armaran para taberna ou sem
ella, sendo as paredes de tijolu, singellas, com com-
modos para familia : as pessoas qne a preleuderem
dirijam-se a ra Direila taberna de Joao Bernardo,
confronte a bolica do Sr. Peixe, para receberem as
chaves o examina-la ; quinla-feira 7 do corrente as
11 lioras da manha. A referida casa acha-se lvre
para cora a fazcoda.
Bruoo Praeger & C, farao leilao por inlerven-
cao do agente Oliveira, de diversas fazendas, nova-
mente importadas, e de muitas outras para concluir
facturas: quat la-leira 6 do corrente, s 10 horas da
manha em ponto, 110 seu armazem, ra da Cruz.
Henry Forster & Companhia ferio leilao por
nlereiirao do agente Oliveira, e por conla e risco
de quem pertencer, de cerca de 180 barricas de fa-
milia de Irigo. marea Gallego, avariada, a bordo do
brigue americano Viilliam Priee, capilao Ou'1, na
sua rcenle viagem de Pliiladelphia para esle porto:
quinta-feira, 7 du corrente, as 10 horas da nianhaa
cm ponto, no seu armazem, silo no caes do Ramos.
LEILAO DE MARMELADA E AZEITONAS.
Ficou traosferido para hoje quarla-feira 6 do cor-
rente, em frente da porta da alian lega, vender-se-
baom loil.o nina poir.10 do inarmrlada em latas, e
aurorlas rom ,1/... lionas viudas do Lisboa pelo Ta-
rujo III.
Attencao.
Aluga-sc nm excellente sitio no principio da estra-
da de Joao de Barros, defronle do sitio da Cscala,
proprio para morada de qualquer familia decente, o
qual lem boa casa de viveuda, com 2 salas, gabinete
separado, 5 quarlo., I dilo para escravos, despensa e
ro/inlia, tem bastante arvoredo de frtelo, no qual ss
conla 1 pemar com 125 ps ilc larangciras, excellen-
te logar para horta, 1 pequeo jardim, 1 grande ca-
cimba com bomba de ferro, e mais commodidades
que o lornam rccoinmendavel, como lambem por spr
quasi dentro da cidade : qoem o pretender, dirija-se
au mesmo sitio a Iralar com a viuva Leonor Jorge.
No mesmo sitio se vende urna porro de vaccas de
Icile com crias e sem ella, e algums prximas ,1 pa-
rir. 2 garrotes pequeos etc. etc. ; lodo este negocio
se faz muilo em conla porque a sua proprietaria tem
de se retirar para Lisboa no prximo vapor ; e na
mesma se arha para alugar 2 pretos e. 1 preta para
lodo o seryica, lano de campo como da praja.
Precisa-se de urna molher que queira comprar
e eo/inhar em urna casa de pequea familia, sendo
perfeila e diligente paga-se bem : na ra do Mar-
ivrios n. 36.
" esiippareceu no dia 3 do corrente, pelas 10
huras da manha, um prelo croolo, de nome Anto-
nio, offlcial de pedreiro, que reprsenla ler 22 an-
nos de idade, altura regular, grosso do corpo, feioio
grosseira, olhos pequeos, nariz grosso, com marcas
de bexigas, bocea regular, falla apressada e om tan-
to grossa, sem barba e sem falta de dentes, ps e
inos grandes, o andar apressado ; levou camisa e
cal^a de melim prelo: qoem o pegar, faro o favor de
o levar casa de seu senhor, na ra do Cabuga n. 3,
quesera recompensado. *
O Sr. Gabriel Moreira Rangel tem orna caria
para Ihe ser entregue ; na roa das Cruzes n. 41, se-
gundu andar.
Koeniglich Preiissisolies Conculat in Per-
nambuoo.
Diejenigen preussischen Unlerthanen welche sicli
in diesem Jahrc noch nichl m hiesigen Koeniglichen
Consulale malriculirt habn, nenien zufolge Order
des Koeniglichen Minislerii hiemit, aufgefordert,
sich im Bureau ra da Cruz u. 10 von 2-4 Uhr Na-
chmillags zu melden, sofern se Uire Ansprnche ais
preussische Unlerthanen bewahrt vvissen wollen.
TO BRIT1SII SL'BJECTS.
Her Brilannic Majeslys Cnsul has opeoed a subs-
cription in behacf of Ihe Widows and Orphaus of
Solders and Sailors who may perish in Ihe Russian
War, wliich lies al llie Consulale for signalure, and
he relies upon ihe gratitode and palriotism of his
muir meu lo lili il. British Consulale Pernam-
buco 5 Ih. Decl. 1351.A. Augustas Cooped, cn-
sul.
Troca-se a morada do segondo andar da casa
da ra do Colegio n. 13, com grande sotan, vista para
o mar, e paga'3039000 rs. de renda annoal por nu-
tro de menor preco em boa ra.
Perdea-se no dia 5 do corrente mez, ama ear-
teira lendo dentro da mesma varas leltras mais
nutro* papis, roga-se a pessoa que acliou a queira
entregar : na ra de Hurlas na casa de Antonio
Francisco da Cusa Braga n. 61, que sera recom-
pensado generosamente.
Do engenho Ramos, na freguezia do Pao d*A-
lho, desappareceu ao amanhecer do dia 5] de dezem-
bro, um escravo crioulo de nome Luiz. com os sig-
naas segointes : alio, corpo proporcionado, liso do
rosto, cor preta, nariz afilado, lem urna pequea
cicatriz na gueta e no rosto, corpo direilo, bastan-
te regrisla e com dade de 22 anuos : qoem o pegar,
leve-o a seu senhor Jeronyrao de Albuqoerqoe
Mello no seu engenho Ramos, ou ao Sr. Dr. Jogo
Luiz Cavalcanli de Albuquerque, na cidade do Re-
cife, que ser bem recompensado.
Desappareceu da Capnga, da casa do abaixo
asignado, urna escrava de nome Ignez, com lalhos
no rosto, de o-lalora balsa, grossa, ramheia dos ps
para dentro: quem a pesar e leva-la a dita casa, se-
r bem rerompensado. Feliciano Jos Gomes.
Precisase de alagar urna molher que saiba
bem cozinbar para casa de familia : quem asliver
nesla circumslancin, dirija-e a ra do Encsnamen-
lo n. 3, primeiro andar no hairro do Recife.
Perdeu-se no dia 3 do corrente de um sitio da
estrada da Torre al a ilha do Retiro, urna pulaeira
do aro de ouro.com urna chapa conlendo 2 retratos a
oleo : quem a adiar leve-a a estrada da Torre silio
da viova do Dr. Brilo, ou na ra Novau 67, que
ser generosamente recompensa.
Aluga-sc a sala da frente do primeiro andar
do sobrado 11. 17, na ra da Cruz, com commodos
para escrplorio : quem a pretender, dirija-e ao ar-
mazem 11. 25, na mesma roa.
Precisa-se alugar um criado forro ou captivo,
para u sor vico de casa da um homem sotlciro : a
fallar na ra do Trapiche 11. 38, 00 primen o andar.
Carlos Fiedler segu para o Rio de Janeiro.
Alugam-se 2 casas com bastantes commodos,
para se passar a feila, no lugar do Cachang : a tra-
tar 00 mesmo lugar, prximo d'agua frrea, ou na
ra doCanno n, 42.
CHARUTOS.
AVISOS DIVERSOS.
SOCIEDADE DRAMTICA EUPREZ4RIA.
Segunda recita.
Sabbado 9 de dezembro.
. 19. RECITA DA ASSIGNATLRA.
Subir,1 a sceua o muito desejado e apparaloso dra-
ma histrico em 3 actos e quadro*, denominado
LUCRECIA BORGIA.
Sendo o papel de Lucrecia desempenhadu pela
actriz I). Mara Leopoldina. Dar lim o espectcu-
lo com a engranada comedia vaudeville em 1 acto
intitulada
OS BILHETES DA LOTERA.
O resto dos bilhelesacna-sea venda no escriplorio
do Ihealro,
Principiar as 8 lloras.
AVISOS MARTIMOS.
2.55000
105000
99OOO
69500
i.-MKX)
fiOOOO
:>-_'iki
33200
29200
39OOO
1>2H0
19280
I96OO
8000
iOjOOO
IfiOOO
3160
19000
8610
I5000
AO PARA'.
Vai seguir mu brevemente
a escuna FLOKA, capitao
Jos Severo Utos, s pode re-
ceber carga ni 11 ala: trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida domes &
C.,na ra do Trapiche n. 10, segundo
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Pretende sabir com brevidade a escu-
na nacional Tamega, por ter parte do
seu catregamento : para o resto da car-
ga e escravos a frete, trata-se com No-
vaes &C, na ra do Trapiche n. ~i\.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
Os Srs accio-
nistas desla com-
panhia sao con-
vidados a reali-
sarem com a
maior brex ida-
de. a quinta e
ultima prcsla-
co de soas ac-
res, para a ioi-
porlanciaser re-
inellida a direr-
r.'io : dirigindo-se a ra do Trapiche n. 2G, casa de
Manoel Duarle Rodrigues.
PARA O MARANHAO.
Pretende sahir por estes dias, o brigue
nacional Brilhanteu, por ter a maior
parte de seu carregamento prompto: pa-
Tendo-se reconbecitlo que a despeza
de escripta e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previnc-seaos senhores assignantes deste
Diario que (piando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
O escrivflo da irmandade de N. S. da Concei-
$10 da igreja da Congregaran, convida a lodos os te-
maos para que se dignem comparecer no domingo,
10 do corrente, as 10horas da maulula, no consisto-
rio da mesma igreja, para se proceder a cleicflo da
nova mesa regedora que tem de funecionar no anuo
de 1855.
Ollerece-se um rapaz para praticar de caixeiro
em qualquer eslabelecimenlo. excepto venda; qoem
pretender dirija-se a ra da AssumprjSo n. 30,2."
andar.
Na ra do Crespo n. 17, precisa-se de um es-
cravo por alugucl, que seja liel, pira fazer o servico
de urna casa de familia, e paca-so bem.
Precisa-sc de um caixeiro para taberna, de 12
a 15 annos de idade, com pralica ou sem ella : na
praca da Una-Vista 11. 20.
O abaixo as-ignado, Ihesoureiro da irinandade
de >'. S. da Boa-viagem, convida a lodos os devedo-
res de foros araados dos terrenos pcrtoncenles 10
patrimonio da mesma Senhora, para que al o dia
1.5 do corrente mez venliam pagar os ditos foros, e
decidirem se conlinuam na poss' dos mesmos terre-
nos, 011 se querem desistir della ; dirigindo-se para
isso na ra da Saudade, defronte do Hospicio, quar-
la casa.Jos Ribeiro Guimaraes.
Quarla-feira, (> do corrente, peranle a audien-
cia do Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara du
commercio se ha de arrematar por ser a ultima pra-
ra, 11 m carro novo de 1 roda, por exccueAo de Je-
roiiymu Escasso.
Deseja-se fallar com o Sr. Tliomaz de Aquino
Mindello, no escriplorio da Viova Amorim & l*'illio,
ra da Cruz, alim de se entregar urna encuminenda
xinda da Parahiba.
Oflerece-se um moro porluguez para caixeiro
de luja ou armazem de asuicar, ou caiieiro de ra,
c faz qualquer negocio rom seu palrAo : quem pre-
cisar, dirij-se ra do Rosario 11. 21, boteqiiim,
que achara rom quem Iralar.
A pessoa que quizer 1009000 uo Porto, dirija-
se ra da Praia n. 32.
Prcrisa-se alugar urna casa no hairro da Boa-
Vista, que lenha commodos para urna familia : quem
a tiver, dirija-se casa de Aureliano ^ An Irado, ra
do Queimadn 11. 8, que achara com quem tratar. ,
Traspassa-sc a chave da loja da ra do Quei-
ma.lii n. 10 : a Iralar na ra da Cadeia do Recife 11.
15, primeiro andar.
Na ra das Cinco Punas, casa u. 134, se dir
quem d dinheiro a juros sobre |>entiores de ouro e
prala, sendo da quantia de 509000 para cima.
Perdeu-se na Injadarua Nova 11. i, nina le 11 ra
de 1259000 a vencer-se a 23 de fevercro do anuo
vindonro, aceita por Manoel DoiiiinguesiIcSanl'An-
na. a favor de Jos Caelano Vieira da Silva, e endo-
nada por Raphael Feliz Jos Garca : roga-se pois, a
tedas as pessoas a quem a mesma fr apresenlada,
nominilla transaeco fazer, pois que eslo preveni-
das as pessoas cima.
1 Aluga-sc o tereciro andar da casa da rna do
Viguio n. 9 : a tratar uo mesmo segundo audar.
0 dono da fabrica de charutos eslabelecida na roa
Nova n. 5G, tem o salisfaejo de annunciarao publi-
cu, r especialmente aos seus freguezes, qoe acaba de
receber um complete e variado sortimenlo de cha-
rutos da Babia, dos autores mais acredilados daquel-
la provincia, cnlre os muitos ttulos que sero pa-
tentes aos compradores, merecem especial raencSo
os seguintes : Regala, S. Flix, Regalos de Dava-
la. Fama, Primores, Mil Flores, Lnceteos, Kega-
lia, Regala Imperial, Senadores, Paluscos, Emilios,
Yaya, Amantes. Na mesma fabrica oxislem supe-
riores e legtimos durillos de Havaua da fabrica do
Jos Mara Moreon 1 Rosas, cstabelecido om Cu-
ba ; a isla do que espera-se a concurrencia e pro-
teccSo publica.
Frccisa-se de um criado forro ou captivo, psra
o servido externo e interno de urna casa de pouca fa-
milia : no Passeio Publico, loja n. 11.
John Ricb Dunley, capitao da barca ingleza
Guatimala, faz sciente que nao se responsabiliza pur
qualquer divida que possa contratar a sua tripolacao
neste porte.
Na praca do juizo municipal da segunda vara
com exercicio no civel, tem de se arrematar uo da
6 do correte, asi hora da tarde na porta do res-
pectivo juiz na ra estrella do Rosario, diversas
obra- de ouro, e movis por exernran de Bartholp-
jneu Francisco de Souza, contra Jo3o Pereira 1.a-
ges.Escrivao, Santo*.
Em observancia do disposte no art. 19 das ds-
trocroes de 31 de Janeiro de 1851, se ho de arrema-
lar em praca presidida pelo Sr. Dr. juiz dos feilos
ila f.i/.cml.i, depois da sha prxima audiencia os
bens seguinles penhorados por execueo da mesma
fazenda nacional contri seus devedores; t casa ter-
rea n. i, sila na roa dos Gates em Olinda, da viova
de Manoel Leonardo Sodr, avaliada por 909000 ra.;
1 sobrado na ra de S. Benlo cm Olinda n. 30, da
Josefa Thereza de Jess, por 800JOOO rs.; 1 casa
terrea no beecodeS. Pedro cm Olinda 11. 3, de Fi-
lippe do Nascimenlo de Faria, por 2OOSO00 rs.; 1
lita n. 6, sita na ra do Yaradouro, de Joaquim
Jos Jacome. por 1809000 rs.; 1 dita na rna da Ca-
sa Forte n. 13, de Mana Francisca da Cosa, em lu-
gar de Florencia M"''* das Virgebs, por 604)8000rs.;
1 dita sila ua estrada do Monteiro o. 1, dos herdei-
rjs de Joaqaim Fernandes Gama, por 200900) rs. ;
1 dita n. 13, na freguezia do Poro da Paiiella em
frente do rio de Francisco Honorato Scrra Grande,
'por C09000 rs. ; 1 obrado na roa do Pharol o. 8,
da irmandade de Santiago, velho e arruinado, por
8OO9OOU rs.; 1 casa terrea na na de S. Pedro em
Olinda 11.18, de Manoel Joaquim da Paixo, em
lugar de Apolinario Francisco Furlado, por 1009000.
rs.; orna dita n. 49 sila nn ra dos Copiares, da ir-
mandade de S. Domingos do Rosario, por 450900(1
rs.; 1 sobrado de um ailar, na ra de S. Bento em
Olinda n. 47, dos herdeiros de Manoel de Azevedo
do O', por 7.508000 rs.; 1 casa terrea na rna da Cal-
cada, da irmandade do Senhor dos Afililos da igre-
ja de S. Jos, por 8508000 rs. ; 3 mesas pequeas e
."> radoiras de madeira do amarello com assento de
palha, de Joaquim Jos de Souia Lins, tudo por
103000 rs.; 1 canoa de carretea em bom estado, de
Joilo Luiz de Medeiros, por 258000 rs.; 1 annacao
de loja e halcao, 3 Aleteos com caixilhos envidrara-
dos, e 1 mesa de pinho, de Jo3o Tihurcio da Silva
Guimaraes, ludo por 2338000 rs.; I barril coro 20
caadas de agurdenle, por (9100 rs.; e 1 armacSo
com vidrar,as por 59000 rs., do Jos Coelho Nevos;
1 armacn de loja, de madeira de pinho envidraca-
ila e halco, de Joao da Ora, por tjiOOOOrs.; 1,500
lelhas e ornas portas de madeira de bom estado, por
por 409!)00 r., da viuva de Miguel Francisco Go-
mes : quem pretender arrematar os bpu* cima de-
clarados coinpareca no lugar e hora do coslume.
Juaquim Theodoro Aire, sollicilador do juizo.
Aluga-se orna rasa no Puco, Am muitos com-
modos para familia, e muito fresca: Irola-so na ra
du Cabug, bolica.
Josepha Candida de Mello declara qno ella
he a inquilina da casa n. 9 na ra Relia, rumo cons-
ta n.lo s du papel de fianza de 50q)00 rs., que
presin para garantia ao propriedrio em 23 de julho
de 1851, cojo papel para prova de ser pascado na-
quclla poca esta sellado em 21 d'aquelle mes a an-
uo, como dos recibos desde 23 de setembro do dilo
auno, eu m'obilia que esla na mesma cana be da an-
nnneante, que faz o presente annuncio para que al-
guem que se julgne credor du Sr. Joio Oorio de Cas-
lro Maciel Monteiro. nao lenha o ineommodo de re-
querer penhora na dl.i inobilia, porque lera de per-
der o Irabalho e pagar as cusas.
HECHNISHO PARA EH5S-
NHO.
NA FL'NDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIKO DAVID W. BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimenlo dos seguintes ob-
jeclos de merhauismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrucco ; talxas de ferro fundido balido, de
superior qualidade, e de lodos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
5es ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhes.hronze- parafusos e cavilhoes, moinho
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FliNDigAO
se exeeutam lodas as encommendas com a superinri
dade ja conhecida, e com a devida presteza e comino
didade em preco.
II
II


4
DIARIO DE PERMRBUCO, QUARTA FEIRA 6 DE DEZEMBRO DE 1854

A mesa regedora da irmamiade do Divino Es-
pirito Sanio, creca no cohvonlo de Sanio Antonio
do Recile.convida a lodos os eus rliarissinins irmlot
para coroparscerom no dia H do correnlc polas 9 ho-
ras da manhaa, e as 5 da larde para acompanliarem
a procissto da imagem de S. da Couceic.au do mes-
mo convenio para a ordem lorceira e assistrem a
fesla e Te-Deum,que ahi celebrramos religiosos.por
se acharen) impo.tsihililados de fazarem no seu' con-
venio por causa das obras que e eslao f.i/cndo.
Antonio I'ereira, subdito portuguez, rolira-se
para fiira do imperio.
Precisa-te de um fcilor para Iralar de um silio
pcrln da praca : na ra da Cruz n. 10.
O padre Joao Capistranu de Mendonca, profes-
sor iio eeographia, chronologia e historia do lyceu
dcsl cidade, abri no 1. do correte, ua casa desua
residencia, na ra Nova u. 51, um curso de geogra-
plna e oulro de relhorica : os senhores estudantes
que os quizerem frequentar, podero dirigir-se
mencionada casa a qualquer hora.
No paleo do Terco n. 21, precisa-se do um
ama rom liom leite.
C. l-iedler, segu para o Rio de Janeiro.
O abano assiguado faz publico, que havendo
juno e cootratado eom o Sr. Joaquim Antonio dos
>anlos Andrade a compra de urnas Ierras no reino
de I orlugal, sitas na freguezia de l.ordelle, aldeia de
i-errugenla, hispado do Porlo, c havendo pago ao
mesmo seohor ss ditas Ierras como consta do recibo
que era seu poder tem, declara para evitar duvidas
futuras quo as ditas trras lhe pertencem porterj
no dia 4 de maio proiimo passado realisado a conla
das mesmas ; se alguem porlanlo, se adiar com al-
gum djreilo as mesmas, queira fazer publico por
este Diario dentro do prazo de 3 dias, contados da
data deslc. Kecife 4 de dezerobro de 1854.
Manoel Moreira da Cotia.
Aluga-se um mulato com 1(1 anuos de idade,
que sabe bolear c cose de alfaiale, compra e serve
bem em urna casa : quem o pretender, dirija-se aos
quatro cantos, na ra do Moudego o. 1, segundo an-
dar, a qualquer hora do dia.
Aluga-se urna casa no Monleiro a margem do
no, pintada de novo, com encllenles commodos pa-
ra qualquer familia passar a fesla : quem a preten-
der dirija-se a roa da Cadeia do Keciro loja n. 53.
T" I""0'83"96 de um prelo forro ou captivo que
saiba cozinhar o diario de urna casa que se promet-
i pagar generosamente : na ra da Cadeia do Keci-
fe ii. 30.
Na ra Direila numero 91 priroeiro andar,
precisa-se de urna criada para servir a urna pessoa
e que sir\a de portas para fora : a tralar na casa
cima a qualquer hora do dia.
Manoel Peixoto de Lace da Wernek, nao po-
dendo pela brevidado de sua viagem, despedir-se
pes-oal mente de todas as pessoas que o houram com
ii sua estima, prevalece-se deste jornal para cum-
prir lao sagrado dever, offerecendo-se na corle ou
em qualquer parle em que se achar ao servico dcs-
. sas mesmas pessoas, cujos bons offlcios de hospitabi-
lidade jamis esquecern.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira, exercendo nterinamente o lu-
gar de tbesoureiro das loteras provinciaes,
avisa ao respcitavel publico, que a lotera
de N. S. do Livramento corre indubita-
velmente debaixo de sua responsabilidade,
no dia 16 de dezembro, as 8 horas da ma-
nhaa, no consistorio da igreja da Concei-
cao dos militares, seja qual br a quantia
de bilhetes que licaiem por vender ; no
dia 19 paga os seus bilhetes eos bilhetes
premiados do respectivo tbesoureiro de
1OO/jOOO rs. para cima, na rua do Colie-
gio n. 15, das 9 horasda manhaa at a's
o da tarde, e os do mesmo dinheiro sao pa-
gos as lojas ja' conhecidas do respeitavel
publico: abaixo vai notado o plano da
referida lotera. Pernambuco 4 de de-
zembro de 1854.Salustiano de Aquino
Ferreira
PLANO.
Para^ terceira e ultima parte da sexta
lotera de N. S. do Livramento.
4,00Obilhetes a 5000. 20:000.^000
Rendido e sello de 20 p. c. 4:000^000
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25 RUA DO COLLEGIO 1 ANDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d- consultas homcopathicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia un imite.
Ollerece-se igualmente para praticar qualquer operaco de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mulher|que esleja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permutara pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. \\ i. LOBO MOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:.
Manual completo de meddiciua homcopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumcs encadernados em dous c acompauhado de
um diccionario dos termos de inediciua, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 209000
Esta obra, a mais importante de lodas as qoetralam doestudo e pratica dahomeopalhia, por ser a nica
queconlm abase fundamental ii'esla doulrinaA PA THOCENESIA OU EKFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar i pralica do verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizerem
experimentar a doulrina de Hahnemann, c por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhores de engenho que estaolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circunstancias, que ncm sempre podem ser prevenidas, sao Abriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopallia ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Icrin.:.
obra lambem til s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalliia, um volu-
me graude, acompauhado do diccionario dos termos de medicina...... 105000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, ele, ele, encardenado. 30000
Sem verdadeiros c bein preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopathia, e o proprietario desle estahelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivcl e
ninguem dnvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Roticas de J medicamentos cm glbulos, a H'~. 125 e 155000 rs.
............... 2O5OOO
.............. 39000
............... 300000
................ 15OOO
................ 10000
................ 23000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crystal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, c aprompta-se qualquer encommenda de medicaraentoscom toda a brevida-
de e por presos muilo commodos.
No dia 6 do correte mez dede/.embro se ho
de arrematar em praca publica do Sr. Dr. juiz mu-
nicipal da secunda varar uns escravos por execucao
de Antonio Pires Ferreira o oulro contra Luiz Pires
ferreira, he a ultima praca.
A pessoa queannunciou no Diario querer urna
mulhcr para acompanhar urna familia para Portugal,
iiiniim 10 sus morada que lia quem queira.
COMPRAS.
1 premio.
1 dito. .
1 dito. .
1 dito. .
2 ditos. .
2 ditos. .
4 ditos. .
10 ditos .
10 ditos .
1,300 ditos de
2O0.V00O
100.9000
50J000
20.?000
103000
5#000
16:000^000
5:000.S()00
2:000^000
1:000$000
40OSO00
400*000
200$000
200^000
200$000
100.V000
6:000.>'500
1,552 premiados.
2,668 brancos.
16:000s000
4,000
O thesoureiro, Francisco Antonio de
OUvera.Approvo.Palacio do gover-
110 de Pernambuco 4 de dezembro de
1854.-Figueiredo. Conforme.Anto-
nio Leite de Pinho.
Os tres primeiros premios estao su jeitos
ao imposto de 8 por cento.
l CliSO DE FRAMEZ.
O huella 1 el Witruvio, no 1 do corrente,
abri um curso de francez, para os que
quizerem habilitar-se para o" respectivo
exame no principio do anuo : os preten-
dentes podem procura-lo na rua das Cru-
zes n. 22, primeiro andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
47. do Monte Pi, extrahidaem 16 de
novembrodel854.
I N. 3560.........20:000. 826.....; 10:0005
2964......... 4:000$
25.........2:000*
1
1
1
6
276
3842,
10 517,
2063,
5014,
5312.
20 329,
1558,
1941 ,
3149,
4452 ,
4656,
5258,
60 14,
195,
487,
147,
1440,
1754,
2074 ,
2350 ,
2502 ,
270 ,
3241 ,
3628 ,
3933,
4524 ,
4600 ,
4913 ,
5073 ,
5471 ,
5691,
5914,
100 premios de
18(10 ditos de
2128
4543
1816
2748
5457
677,
1614,
1975,
4190 ,
4609 ,
5089 ,
5802.
69, 89,
200 ,
531 ,
11*8,
1622 ,
1924,
225*,
2589,
26*7 ,
28*7 ,
5338 ,
3809 ,
4073 ,
4424,
4844,
4942,
5238 ,
5518,
5743,
5932 .
2656
4579.
202 ,
2875 ,
4177 ,
1228,
1874,
2789 ,
4549 ,
4629 ,
5117,
100,
418 ,
779,
1271 ,
1636 ,
2035 ,
2262 ,
2424 ,
2718 ,
2978 ,
3570 ,
5891 ,
4285,
4520 ,
4879 ,
4999 ,
5591 ,
5657,
5795,
1:000$.
400$
200$
--Na rua da Cruz taberna 11. 57, com-
pram-se carros de condiizir {eneros: quem
tiver annuncie, ou dirija-se a taberna
cima.
Compram-se dnas prclas para o servico de ca-
sa, que saibao cozinhar e cngonimar'hem, sao para
servir nesla cidade, c se quer de boa conduela e sem
defeilo physko ; agradando se pagarao bem : no lar-
go do Carp0 Santo n. 6.
Coiupram-se escravos para ta exportar, lendo
boas lisuras ; paga-se bem : na rWDirclla 11. 06.
Compra-se urna geographia por Vellez, em
bom uso : na rua das Crnzcs sobradn n. 9.
Compram-se aeces da compauhia de Beben-
be : no Passeio Publico n. 7.
-- Compram-se escravos de ambos os sexos, sendo
bonitos c com habilidades, pagam-se bem ; assim co-
mo latnbcm se recebem para vender-sc em commis-
s.1a : na rua Direita 11. 3.
~VENDAS.
Ditas 36 ditos a
Ditas 48 ditos a
Ditas 60 ditos a
Ditas 144 dilos a
Tubos avulsos . . ,
Frascos de meia 0115a de lindura.
i
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linio, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardauapus adamascados, por precos com-
modos.
Lava-sc e engomma-se com toda a perfeicilo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
"":;?2:fi ?3?SSf&-@ SS
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaiguoux, estabelecido na rua larca
do Uosario n. 36, secundo andar, colloca den-
tes com gengivas artificiaes, e dentadura com-
pleta, ou parte della, com a presso do ar.
Tambem lem para vender agua dentifricedo
Dr. Pierrc, e p para denles. Kna larga do
39 Uosario n. 36 segundo andar.
@S;23 33),
Novos livros de homeopalhia
lodas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............20)000
Teste, irolcslias dos meninos.....
Heriug, homeopathia domestica.....
Jahr, pharmaenpea hoineopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapou, historia da homeopalhia, volumes
Harthmann, tratado completo das molestias
dos rKninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. 850O
De Fajollc, doulrina medica homcopalhica "5000
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhis. .
Diccionario do Nyslen.......
Aulas completo de aualomia com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripcao
de lodas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Coliegio n. 2j,
primeiro andar.
Altrga-se para o servico de holieiro um escra-
vo mualo com nimia pratica desse oflicio. Na rua
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Loureuco Trigo de Loureiro.
. O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
ciuha do Livramento lem urna caria na Imaria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
a e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivSo de Iguarassu', queira quando
vier a esta piara, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
Precisa-se de urna ama secca, para
casa de pouca familia : na rua da Praia
n. 64.

uicfraDcez, obras
6*000
7.5O00
65000
165OOO
65OOO
83000
IO.5OOO
105000
65000
45OOO
IdOOO
3O5OOO
100$
40s
20*
Temos recebido e exposto a' venda as
lojas docostumeosnovos bilhetes da lote-
ra 20 das casas decaridade, a roda devia
correr no dia quarta-feira 29 de novem-
bro na casada cmara municipal de Nic-
tliei-oy. Asustas veem pelo vapor ingle/.
"Imperador, que devia partir do Rio de
Janeiro no dia 1 de dezembro as 8 horas
da manhaa, e que pela sua forca e' velo-
eidad se nao fara' esperado.
Os premios serSo paj;os logo que se i-
zer a distribuicao das listas, sem descon-
t alguro.
As pessoas que lem bilhetes encom-
mendados queuam manda-Ios boje re-
ceber.
Aluga-se a lo>a da casa da rua das Cruzes n,
41 : alratarnames.aia.
I J. JANE, DENTISTA,
continua a residir na rua Nova n. 19, primei- @
5 ro andar. <
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, proessor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na rua Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto es-
ta praca cmodo mato, medianiea razoa-
vel convencao que pessoalmente oll'ere-
cera'.
D-se 8005 a premio de um e meio por cenlo.
com bvpotheca em casa Ierra nesla praca : na pra-
oa da Independencia 11. 6 e 8 se dir q'ucm faz este
negocio.
Precisa-so de urna ama de leile forra ou capti-
va : na rua Bella 11. -O.
Perdeu-se um conhcciincnlode n. 90, daqunn-
lia de 400{000, recebido na Ihesouraria da fazeoda
desla provincia : quem o tiver adiado, ou por qual-
quer modo delle esleja de posse, dirija-se rua da
Praia de Sania Ritan. 42, que ser generosamente
gratificado, alcm do agradecimeulo.
Cozinheiro.
D-se bom ordeuado para um cozinheiro francez,
que seja perilo na sua arte : quem pretender, annun-
cie por este Diario para ser procurado.
Qualquer senhor que pretenda arrendar um en-
genho d'agua, com militase boas Ierras, tanto para
canna como para qualquer plantario, 110 dislricto
da rreguc/ia do Cabo, chamado Pimenta, Iraspassa-
se o arrendamentodc 6 annos conforme a assignatu-
ra que ha passada, com a coudicao de lhe comprara
safra, tanto de canna que en) dito se acha plantado,
coinovaccas, e mesmo ja um famoso rorado de mal-
la virgem derrubado, proprio para rojas, caimas c
arroz : a fallar com o arrendante no engenho Pedrei-
ras, na cidade da Victoria, ou nesla praja com An-
tonio Manoel Pereira Vinnoa Jnior, na rua da
Praia, que lhe poder explicar verdaderamente o
negocio, e porque se dispca fazer.
Precisa-se de um criado francez, inclez ou al-
lemao : quem pretender, annuncie por esta folln
para ser procurado.
Anenda.se um grande silio em um dos mais
prximos arrahaldes desla praca, com casa de sobra-
do, grandes baixas para capim, e propon-oes para
sustentar animalmente do 25 a 30 vaccas de leile :
a tratar na rua do Crespo, loja n. 13.
Precisa-se de urna ama de leite : na
rua de S. Francisco, palacete novo.
Precisa-se de orna boa ama de leile, forra ou
captiva : na rua da Aurora, casa nova juulo a do
Sr. Gustavo Josu do Kego.
Joao Pedro Vogeley, fabricante de pianos, afi-
na e concerla os mesmos com toda perfeirao e por
mdico preco : lodas as pessoas que se quizerem uli-
lisar de seu presumo, dirijam-sc rua Nova 11. 41,
primeiro andar.
MADAME THEAR,
Modista france/.a, na rua Nova,
avisa aa senhoras de bom gosln, que rerclicu agora
de Pars os mais lindos c mais elegantes chapeos pa-
ra senhoras e para meninas, enfeilcs de cabeca do
ultimo gusto, toncas e toucados riquissimos, chapeos
de seda e de palha para senhoras, meninas e meni-
nos, mantas de blondo o capellas para noivas, ro-
meiras ecainisiiihas bordada, manteletes e capoti-
nhos de lodas as cores, bicos de vcnladeiro blondo,
largos ou estreilos, ditos de linho, dilos imitarn de
blondo, eaparlilhos muilo bemfeitos, capellas de flo-
res c de filas, llores e fitas de toda as qualidades e
em geral ludo o que he necessario as senImr.is para
enfeitar-se.
Aluga-sc orna casa e silio com commodos para
urna regular familia passar a fesla, no lugar da Bai-
xa Verde da Capuuc: a tralar na rua do Qucima-
do n. 12, ou em dita Capunga, taberna de Francia*
i coJos Moreira.

Aluga-se urna casa terrea na povoacao do Mon-
leiro, com a frente para a igreja de S. Panlalco,
muilo limpa, (resca, enm commodos para familia re-
gular, lendo urna paria e duas jancllas ua frente : a
tralar com Antonio Jos Bodrigucs deSouza Jnior,
na mesma povoacao, ou na rua do Coliegio n. 21, se-
gundo andar.
Madama Routier, modista france/.a, rua
Nova n. 58,
lema honra de annunciar ao publico, que araba de
receben um rico sortimunto de chapeos de seda c de
palha para senhoras, dilos para meninas, bonitas ca-
misinhas, chales de relroz, manteletes e capolinhos
de cores, romeiras de fil, esparlilhos, c oulras niui-
las lazendas pur diminutos preros.
No hotel de fcurupa da rua da Aurora tem sor-
veles de dia e de noitc, e tambem precisa-se de 2 ino-
leques de alucuel para servido de casa.
S Na estrada dos Afileles, sitio confronte a
*$ cap,'lia. dao-scconsullas homeopathicas.
sss@3*ss
Hoga-se ao Rvm. Sr. padre Jos Tei-
xeira de Mello, vigario da freguezia do
Btiique, que mande pagar o que deve na
rua Direita 11. 1 *, tanto a sua conta co-
mo o endosso que S. Rvm. mandn dar a
Salustiano Ferreira da Costa, morador no
lugar denominado Mulung, que somma
a dita quantia rs. 1:561$950 lora o ju-
ros, isto no anno de 1852, pois o seu ere-
dor ja' esta' cansado de ser engaado, co-
mo foi em Janeiro do dito anno, que cn-
ganou ao portador <|ue la' foi.e S. Rvm.
mandou dizer que ja' tinha mandado pa-
gar, e ate boje ainda nao se recebeu, gas-
tando o seu credor com o portador que
la' foi 100?000 rs., fora o aluguel do ca-
vallo ; pois o son credor roga-lhe que nao
seja tao desconhecido, que alm disto llie
tem prestado os seus servicos em otiti-as
eousas mais; portanto o seu credor lhe
participa que ja' pagou nesta praca a
dita quantia, porem nao foi com as car-
tas que o Rvm. padieJose Teixeira de
Mello lhe tem mandado.Jos Pinto da
Costa.
COMPANHIA DE BERERIUE.
A administraciio da companhia de Be-
beribe, resolveu em sessao de 24 do cor-
rente,, por em arretnatacao a taxa dos
chafarizes por bairros, ou em sua totali-
dade, por tempo de um anno, a contar
do 1 de Janeiro de 1855 ; para o que con-
vida a quem tal arrematacao convier, a
comparecer no escrptorioda companhia,
no dia 12 de dezembro prximo vindou-
ro ao meio dia, com as suas propostas em
carta fechada, nasquaes deverao ser de-
clarados os fiadores dos concurrentes, que
poderao obter os precisos esclarecimentos
a'cerca do rendimento da taxa, no escri-
ptorio da companhia, dasl) horasda ma-
nhaa, a's 5 da tarde de qualquer dia til.
Recite 25 de novembro de 185*.O se-
cretario. Luiz da Costa Portocarreiro.
No hotel da Europa da rua da Aurora, d-se
comida a toda a hora do dia, e fornece-se ajmoco e
jantar para fnra mensalmente, por preco muilo ra-
zoavcl.
Aluga-so a loja do sobrado de um andar, no
aterro da Boa-Vista, junto a de um culileiro, e con-
fronte a casa doSr. Antonio Luiz Goncalves l'errei-
r.i, propria para qualquer estahelecimenlo : a Iralar
no dito sobrado, ou na rua da Cadeia do Kecife, es-
criptorio n. 3.
Em um silio na estrada de Bclem, precisa-se
alugar mensalmente 2 prclos ou prelas que enlcn-
dam de vender frtelas; assim mais 2 que saibam
Irabalhar em silio, seudo moleques melhor: trala-se
no alerro da Boa-Vista, tenda de funileiro ao chegar
a matriz.
PLBMCjW do instituto iiomeopa-
thico o brasil.
thesouro homeopathico
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Mtlhodo conciso, claro c seguro de curar hornea-
pathicamenle lodas as molestias que afflitjem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
luim no Brasil, redigido segundo os mclhorcs Ira-
lados de homeopalhia, tanto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgem Pinhu. Esta obra he boje
rccouliecida como a melhor de lodas que Iralam da
appliracjlo homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiases, principalmente, nao pndem dar um pas-
sa seguro sem possui-la o consulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, sertanejos etc. etc., devein
e-la a mao para occorrer promptameiitc a qualquer
caso de molestia.
Dous volumcs cm lime-hura por 103000
encadernados llsOOO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. (8 A.
O Sr. Jacinlho Aflonso Bolclho tem urna carta
na livraria n.O e 8 da praca da Independencia.
Prcrisa-sc de um homem que culemla peri-
tamente dcrelinarao : na rua da Cadeia Vclha 11. 7.
loja de miudezas.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Cocgio n. 2,
vende-se um completo sortiment
de fazendas, linas e grossas, por
preros mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
<-0es, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahricse de combinacao com a
maior parte das casas comraerciaes
inglezas, trancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario desle importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico cm ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
nanitas, no armazem da rua do
Coliegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolitn.
Aluga-se para se passar a fesla una rasa no lu-
gar da Torre, lera 2 salas, 2 quartos, dispensa, co-
zinha fura, copiar, janellas envidracadas, e muilo
perlo do banho : quem a pretender, entnela -e no
sobrado da rua de Sania Tliereza, que achar com
quem tratar.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
olhinhas impressas nesta typographia,
tanto de algibeira, como de "porta, sendo
estas a 1(30 rs., e aquellas a 520; c breve
estarao promptas as ecclesiasticas e de al-
manak: na livraria n. e 8 da praca da
Independencia.
COM TOQUE DE AVARIA-
Chitas escutas e fixas a *,s500 e 5J000
rs. a peca: na rua do Crespo, loja da
esquina que volfci para a cadeia.
CASSAS FRANCEZAS
A 320 rs. o covado.
Vende-se na rua do Qoeimndo, loja n. 17, cassas
Trancezas novss, de cores fixas, pelo barato preco de
320 rs. cada covado.
Wmm DE LAN ESCOCEZ
A 500 BS. O COVADO.
Na loja ii. 17 da rua do Qoeimado, ao p da boti-
ca, vende-se alpaca de 15a escoceza, chegada pelo ul-
timo navio, a qual fazenda na Europa se d o nome
de Melpomcne de Escocia, muilo propria para rou-
poe p vestidos de senhora c meninos por ser de mui-
lo brilho, pelo commodo preco de 000 rs. cada co-
vado ; dao-sc as amostras com penhores.
CAlttUIAS DA IHPERATRU
PARA VESTIDOS DE SENHORAS,
fazenda nova, vinda da Europa pelo vapor Impera-
dor, por commodo preco : ua rua do Queiroado u.
17, loja.
RISCADOS ESCOGEZES
A 300 BS. O COVADO.
Vendem-ic na rua do Queimado, loja n. 17, ao
p da bolica.
LOJA DE TODOS OS SANTOS
Roa do Coliegio n. 1.
Llie .'mi mesma leja .icinin um grande sorlimenlo
de estampas de sanios esantaaam quadro delirado,
pela diminuaquanlia de 320, IJjOOO e 18280 ; lam-
bem um rico sorlimenlo de pulceiras, pelo diminuto
preco de SfiOO o -2W00 ; ricas caixas de costura pa-
ra senhora e menina ; lambem tem ainda um reslo
de inanguiuhas de vidro, que se vendem pela dimi-
nua quanlia de ,"j00 rs., 800 rs., 13000 e 1a2O0.
Vende-se um escravo ,la (aisla, hom para lodo
oserviro: a Iralar na rua do Queimado n. 18,
CASA DA FAMA, NA RUA DIBEITA N. 27.
Vende-e manleiga ingleza a 480 e 300, frnceza
a 500 e (500 rs., alelria a 210 e 320, (oucinho de Lis-
boa a 3(50 e400rs., qncijos novos a 13*80 e 18G00,
assucar lino a 100 rs. c 120, azeile doce a 010 e 720
a garrafa, fariulia do Maranho a liOe 100, de gom-
ma a 80, 100 e 120, dita de aramia a2{0e280,
velas de carnauba a 360 e400 rs. a libra, caiiiuhas
de 100 charutos ,i tMOO c 900 rs cha hvsson a 23
e 13 l?700, assucar someno a SO e !)0 rs., batatas a 80 e
100 rs. a libra.
Vende-sea casa lerrea n.54 da rua do Caldei-
reiro, rom graude quintal : quem a pretender com-
prar, dirija-se a rua do Crespo u. 17.
Os grandes e fortes chapeos de sol de panninho
que ser\rni de barraca para servico de campo, ven-
dem-se na rua da Cadeia do bairro do Kecife, loja
n. 53.
Vende-se superior rap Paulo Cordeiro chega-
do pooxiraamenle em libras, raeias ditas e oitavas :
Atlencao.
Vende-se um cxceilcnle cavallo rodado apalacado,
bom andador de I-ano a meio, da melhor forma,
muito novo, e por preco muilo commodo : na rua
Direila n. 70.
Vende-se sal do Ass, a bordo do patacho
.Sanio Cruz.
LIQUIDACA O A DINHEIRO A VISTA.
Cambraias francezas muilo finas, padroes
modernos o covado........ 340
Ditas, dilas, ditas padres cscuros. 300
Corles de cambraias de seda com babados,
muilo modernas a........153000
Chitas francezas bouilos goslos, o covado. 240
Dilas para cohcrlas bous gostm c finas,
o covado........... 180
Madapolao muito fino, pecas de 20 varas a
3600e...........3000
Meias cruas para homem muilo boas, o
par............. 180
l.uvas de rede sem dedos para senhora o
par............. 320
Corles de casemira de cores muilo bonitos
padroes a..........49500
Chales de relroz muilo grandes a Ii.-nu>
Lencos de relruz a........ 800
Dilos de rassa para mao de senhora a 140 e 180
Chapeos francezes os mais superiores a 63000
l'alitos de alpacas de laa nicsclados a 63(00
Komeiras de fil de todas as qualidades, e entras
muilas fazendas que so vendem par presos muilo
baratos para acabar, eque seria enfadonho mencio-
nar, podendo-se assigurar aos freguezes que nao dei-
xam de fazer negocio trazendo dinheiro: na rua do
Queimado n. 7, loja da estrella de Gregorio & Sil-
veira.
SACCAS DE ARROZ DE CASCA A
20800 RS.
Na rua do Queimado n. 7, loja da estrella, ven-
dc-se saccas de arroz de casca a 23800 rs., e que-
rendo porcao faz-se alguraa difierenca uo preco, os
pretendemos podem ver as saccas no trapiche do
Cunlia.
CHAPEOS DE SENHORA.
Os mais ricos chapeos de senhora, as
tocas e toucados os mais modernos, os
enl'eites de caberas do mais bom gosto, os
adornos de todas as qualidades, e princi-
palmente os mais ricos: se encontram
sempre na loja de madama Theard, mo-
dista frnceza, na rua Nova.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
hha, c no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no eseriptorio de
Novaes &C., na rua do Trapiche n. -*,
primeiro andar.
RICOS CHALES DE SEDA.
Na rua do Qoeimado loja n. 40, vendem-se cha-
les e 173000 rs., chales de merino a 53500 rs., dilos de
laa prelos a 34O0 rs.
LINDAS CASSAS FRAMEZAS A
U(\ RS. A VARA.
\ ende-sc na rua do Queimado loja n. 40, cassas
Trancezas a 410 rs. a vara, corles de cassa chita a
13600 rs., seda achamalotada de cores e preta a 800
rs. o covado, luvas de seda para menina, e oulras
muilas fazendas por barato pre0.
FRICTAS NOVAS.
Na rua estrella do Rosario 11. 11, deposito das bi-
chas de llamburgo, vendem-se ns fructas seguinles :
peras frescas, maces, ameixas francezas em latas,
sardinhas em latas, queijos londrinos, latas de amei-
xas, de damascos, c peras confeiladas com caixas de
dores proprias para mimos, e oulras muilas cousas,
assim como a verdadeira bolachinha de soda.
Na rua Nova n. 21, segundo andar, vende-se
um mualo bstanle moco emestre funileiro.
NOVAS INDIANAS DE SEDA ESCOS-
SEZAS A 800 RS. 0 COVADO.
Chegou pelo vapor Severn, urna fazenda inteira-
mente nova de seda escosseza, com o lindo nome
de Indiana, que pelo seu brilho parece seda, pelo di-
minuto preco de 800 rs. o covado: na loja da rua
do Queimado n. 40.
ROU E COMMODO.
Cassas de panno e cores lini-nna-, pelo baralissi-
mo preco de 500 rs. a vara : na loja do sobrado ama-
relio, na rua do Queimado n. 29, de Jos Moreira
Lopes.
Ao bom e barato.
Alpacas de seda para vestidos, do melhor goslo
possivel, e cassas organdiz, fazenda dos raelhores
desenhos que tem vindo a esta praca : na loja do so-
brado amarello, na rua do Queimado n. 29, de Jos
Moreira Lopes.
Itorzeguins a 50000 !
l'ara fechar conlas vendem-se horzeguins de case-
mira e gaspeadosde rouro de lustre a 53000 o par :
na rua da Cadeia do Recite o. 48, primeiro andar.
Moinhos de vento
ermbombasde reputo para regar hurlase baixa,
decapim. uafundicaOdeD. W. Bowman : na rua
do Briiin ns. ti, Se 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS FARA
CALCAS E PALITO'S.
Vende-so bnm trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700e 13000; dito mesclado a
13400 ; corles de fustn braoco a 100 rs. ; ditos de
core de bom goslo a 800 r. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; cortes de cassa chita a
23000 e 23200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; ditos pequeos a 360 ; loalbas de panno
de linho dn Porlo para rosto a 143000 a duzia -, di-
las alcoxoadas a 103000 ; guardanapos lambem alco-
xoados a 33600: na rua do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
portanlof vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de laa a 13400; dilos sem pello a 13200;
dilos de tpele a 1$2O0 : na rua do Crespo n. 6.
KESPO N. 12.
RUA DO CRt
H Vende-se nesla loja superior damasco de
seda de cores, sendo branco, encarnado, roso,
por preco razoavel.
Vendem-se lonas da Rusta por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua d
Cruz n. 4.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira prela e de cor para palitos por
ser muito leve a 236OO o covado, panno azul a 33 e
43OOO, dito prelo a 33, 33500, 4$, 53 e 53500, cortes
de casemira de goslos modernos a 63000, setim pre-
lo de Maco a 33200 e 43000 o covado : na rua do
Crespo n. 6
OBRAS DE LABYRINTHO.
Acham-se venda por commodos preros ricos len-
tos, loalhas e coeiros de labyrinlho, chegados lti-
mamente do Aracaly : na rua da Cruz do Kecife n.
34, primeiro andar.
Com toque de a varia.
Madapolao muito largo a 33000 e 39500 rs. a pe-
ca: na rua do Crespo, loja da esquina que volla pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8#000, 120000, 140000 e 180000
rs., manteletes de seda de cor a 110000
rs., chales pretosdelaa muito grandes a
50000 rs., chales de algodao e teda a
10280 rs.
W Deposito
^j) pague Chateau-Ay, primen-a qua-
6k lidade, deproprie'
de vinho de cham-
11,1 praca da Independencia loja 11. 3.
Semeutes de carra pato.
Na fabrica de ofeo da rua dos duararapes : com-
pra-se constantemente qualqocr porcao de semeutes
de carrapalo.
Veudc-sc boas vaccas de leile, oulras prxi-
mas a parir, novilhas e garrotes 110 silio do fallecido
Guilherme Patricio na Piranga e a Iralar na rua
do Coliegio n. 13, segundo andar.
Veude-sc urna neura com duas crias menores,
pelo baralo preco de 9003000 rs., o molivo da ven-
da he nao querer servir : no paleo do S. Pedro so-
brado da csqoinaque volla para a rua de Uortas se-
gundo andar.
Vende-sc urna taberna em Olinda no lugar de-
nominado o Balde, com poucos fundos propria para
um principiante, em boa localidade para se afregue-
zar com malulos, casa tem commodos para familia:
o aonuuciantc vende era razio de se retirar para fora
da provincia.
TABEAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira
batidas, fundidas, grandes, pequeas
razas, c fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
\e11Je-se fio de sapalciro, bom : em casa deS.
P. Johnslon Companhia, rua da Sensata Nova
u.42.
Vende-se urna lunica branca bordada de ouro,
propria para vestir a imagein du Menino Dos, com
nin palmo c meio de altura : ua rua do Vigario n.
14, segundo andar. -
Vende-se urna escrava crioula, sem vicios c
com algumas habilidades, sadia c bonita figura, que
cose, engumma c faz todo o servico da urna casa :
na rua dos Prazcres lerceira casa lerrea nos Coelhos,
u motivo se dir ao comprador.
Veudo-se um molequc de bonita figura, sadio,
idade 7 anuos ; na rua do Crespo 11. 10.
Vendem-se 5 escravos, sendo 1 ptima escrava
boa engominadeira, faz bem labyrinlho e cose chao,
2 moleques de idade 20 anuos, I lindo mulatinlio de
II anuos, e i prelo de bonita figura: na rua Direila
n. 3.
Aos estudantes de preparatorios.
Vendem-se os seguinles livros em bom estado :
urna geometra de Lacroix por 83000 ; urna chrono-
losia do Kernardino Freir por 1.3500 ; una dita
por Vellez por 610 ; urna poelica por I-'onseca >por
^KK, um compendio|de geographia por Vellez por
33000, direilo civil por Mello Freir, quasi novo,
por 43000, stiras de Biolcan por 13000, viagem ao
redor de nieu ipiarto por 640 : na rua do Coliegio,
loja de encaderuacao n. 8, do Nogutira-
Boaveiilura Jos de Castro Azevcdo, com loja
e fabrica du chapeos, na rua Nova 11. 52, quereudo
acabar com os restantes do miudezas e calcados, esta
disposlo a vcnde-los por muilo menos dos seus cusios,
como prava pelos procos abaixo mencionados : hor-
zeguins ogleZM para senhora, pelo' diminuto proco
de 23OOO ; sapalos do^ordavilo de lustre a lSOOO";
dilos de duraque a 800 rs., dilos francezes de bezer-
ro para homem a 59500, ditos para menino, obra
nina e muilo fortes a 23210, leucinhos de cassa para
man a 280, meias muilo finas para senhora a 320,
360 e 400 rs., dilas para liomcni a 160, 200 c 210,
caixiohis com alfiuctes cabeca do christal de lodas
as cores, proprios para ornamentos das senhoras a
400 rs., sapalinhos de laa para meninos a 500 is.,
loucasde dita do ultimo gosto a 560, barretes de re-
lroz iberios para meninos a 100, abotoaduras para
paliloe a 160, ricos eslojos de esrovas, que s a cai-
xinha vale o dinheiro a 23000, bonetes de aleado a
720, chapros dn fcltro francezes cor de ganga ama-
relia o 2;OO0, dilos de palhinha para hornese me-
ninos de ambos os sexos a 23000, boncles francezes
de velbuliiia cscocezn a 720, correles para relogio
de ouro da California a 23OOO, cahunas de clcheles
a 60 rs., e oulras muilas lazendas que nao as men-
ciona para nao lomar o aniiunrio enfadonho ; a ellas,
freguezes, que o lempo he proprio.
Na rua da Alegra n, 8. lia para vender o me-
lhor cha livsou cm latas de duas libras.
Veude-sc nm braco de bal,inca, grande o de
conchas, com alguns pesos: confronte' ao Rosario
u. 39, A.
Vende-se 25 travos de mangue, os comprado-
res dirijam-sc ao Caes do Coliegio a examinar as
Iraves : a tralar na rua de Apollo n. 10.
CAL VIRUEM.
Na rua da Praia n. 43, so vende a muito superior
cal virgem de Lisboa, em barricas de .i U arrobas
por menos que em outra qualquer parle. Na mes-
ma casa se dir quem troca (compra) urna imagem
de N. Senhora das Dores, se for muito perfeila nao
sa olha a prero.
i
propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 560000 rs. cada caixa, acha-
te nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das gai-rafas sao azues.
Vende-se um piano inglez com boas
vozes, proprio para se aprender, por ba-
rato preco: na rua da Praia n. 45, segun-
do andar.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
a,!SaIa-d ^dea do Rec'fn.48, primeiro an-
dar, escnplorio de Augusto C. de Abreu, conli-
uam-se a vender a 8J00O o pa, (prero fii) as ja
t?n if! Vi3* ? "viliiide'barba feilas
5! ^hIL ,C!""e qS2_f0! p"miad exrWo
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nao se seutera o rosto na acca de cortar ;
vendem-s. com a condicao de, nao auradando, no-
derem os compradores devolve-las at 15 diasdepos
pa compra restltinndo-e o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesounnha para unhas, feilas pelo mes-
mo fakncanie.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Sen za I la Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins nglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em taccat de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bromeados.
Detpencera de ferro galvanisado.
Ferro galranisado em folha para forro.
Cobre de forro.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanho de i a
12 fibras.
V'eniem-tt na botica de Bartholomea Francisco
de Souza, rua larga do Rosario n. 36, por menor
preco que m outra qualquer parle.
Compra-se efectivamente bronze, lati e co
bre velho : 00 deposito da fundicao d'Aurora, na
rua do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundicao em S. Amaro.
Vende-se urna casa com tito, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica-
da ha pouco'tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira,
estribara, etc., etc.: quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara,
qualquer negocio.
Vende-se um carro novo inglez de 4
rodas, recentemente chegado, para um
oudous cavallos, feito em Londres, para
ver na cocheira do Sr. Poirier, no aterro
daBoa-Vista n. 55, e para tratar, na rua
da Cruz n. 42, no eseriptorio de Crab-
tree&C,
ANTIGO DEPOSITO DE ALGODAO DA
FABRICA DE TODOS OS SANTOS DA
BAHA.
Contina a estar a' venda, superior
panno de algodao desta fabrica, proprio
para saceos e roupa de escravos : no es-
eriptorio de Novaes &C., rua do Trapicha
n. 54, primeiro andar.
Vende-se cemento romano, cm barricas de 12 ar-
robas, e as maiores que ha no mercado, chegado.ul-
timamenle de Uamburgo. por meuos preco do que
em outra qualquer parle : na rua da Cruz no Reci-
te, armazem n. 13.
Vende-se urna cama pequea de candara',
com armar,10, pelo baralo preco de 83000 rs. : na
rua da Com cieo 11. 32
Vende-se um alambique famoso de cobre, c de
soffrivel diinonrao, com lodos os seus apparelhos,
inclusive urna bomba e vinte cubos de amarello vi-
nhatico ; o alambique he de cxcellente cobre puro,
e asss fornido : trata se na rua da Cadeia do Kecife
11. 3, primeiro andar.
Vende-sejou permula-se por lijlos de acena-
ria grossa, urna canoa com 3 palmos de bocea c 43
de compridn, por preco commodo : na rua Bella n.
35, at as 8 huras da manhaa, ou das 3 da tarde em
diante.
Grande sortimento de palitos francezes.
Chegaou pelos ltimos navios vindos de Franca,
um grande sorlimenlo de palitos, sendo de seda a
123000, de iaa, de panno, de alpaca de cor e prela,
de brim branco c de cor, de ganga superior, e ou-
lras muilas qualidades ; assim como calcas, colleles
e palitos de meia laa de quadrinhos, colleles de fus-
tn ele. ; ludo se vende por precos muito razoaveis:
na rua do Coliegio b. 4, c ua rua da Cadeia do Re-
cite u. 17.
Malas para viagem.
Ha um grande e novo sorlimenlo de todos os l-
mannos, por mdico preco ; na rua do Coliegio u. 4,
Vende-se superior chocolate fran-
cez, por preco commodo: na rua da Cruz
11. 2(5, primeiro andar.
Vende-se superior Kirclie e Absinthe
verdadeiro de Suissa : na rita da Cruz n
2, primeiro andar.
Vendem-se aberturas francezas, pa-
ra camisas de linho e de madapolao, por
preco commodo : na rua da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vende-se urna boa casa lerrea em Olinda, rua
da bica de S. I'edro, que faz e-quiua com o cercado
de madeira, com 2 portas e 2 janellas de frente, 3
salas, 3 quartos, cozioha graude, copiar, estribara,
grande quintal todo murado, com porlao e cacimba,
muito propria para se passar a fesla, mesmo para
morar lodo o anno : a tratar no Recife, rua do Col-
iegio u, 21, segundo andar.
CEMENTO ROMANO.
\endc-sc superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
Ihealro, armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
Vinho de Colares e de Thomar.
Vendc-sc vinho de Colares Unto e de Thomar
hraiu-o. era barris pequeos : na rua da Cadeia do
Kecife 11. 48, casa de Augusto C. de Abreu.
PARA ACABAR.
Vendem-se cassas francezas de cores fixas, e lin-
dos padroes, pelo baralissimo preco de 140 rs. o co-
vado : na loja da Cumaraes & lenriques, rua do
Crespo 11. 5.
Na loja da rua do Crespo n. 6, lem um grande
sorlimenlo de caixas para rape a emilacao dss de
tartaruga, pelo mdico preco de 13280 cada urna.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dia : tudo a prego que muito satisfar'
aos seus antigos e novos fregur ves.
Na taberna da na do l.ivramculo n. 38, ven-
dc-sc o afamado fumo de Garanhuns.
CEMESTO ROMANO BRANCO.
Vende-se cernelo romano branco, chegado agora,
do superior qualidade, muilo superior ap do consu-
mo, cm barricas c as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de taimas de pinho.
Vcndc-so um cabriolcl com robera o os com-
petentes arreios para um cavallo, todo quasi novo :
par ver, no alerro da Roa-Visla, armazem do Sr]
Miguel Segcro, e para tratar 110 Recife rua do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
tyoOO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Vende-se um dirrionario Tompsom, Historia,
e tambem urna geographia de Caultier, e as 4 esta-
tes em pnrluguez, ludo em bom estado: no aterro
da Boa-Vista n. 2, primeiro andar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muilo grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de laa, a 13100 : aa rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-e panno prelo i 23500, 238OO, 33,
33500, 43500, 58500, 63000 rs. o covado.dilo azul,
23. 23800, 4-3, 63, 73, o covado ; dito verde, i 23800,
:te500, 43, 53 rs. o covado ; dito cor de pinhau a
43500 o covado ; corle de casemira prela frnceza e
clstica, 73500 e 83300 rs. ; dilos com pequeo
defeilo. 63500; ditos inglezenfeslado a 53000 ; ditos
de cor a 43, 53500 63 rs. ; merino prelo a 13, 13400
o covado.
Agenda de Edwln Maw.
Na rua de Apollon. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taitas de ferro cnado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inri iras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, dilas para armar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontai para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, pnssndeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos pre^o que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de dandres ; tudo por barato preco.
Vende-se cxcellente taboado de pinho, recen-
temente chegado da America: narui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enlendcr-sc com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
eriptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a preros ba-
ratos que he para fechar conlas.
epo.ito. da fabriem de Todos o Santo* na Babia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodafi trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e ronpa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguintes vinhos, os mais superiores que lera vindo a
este mercado.
Porto,
Bucellas,
Xcrez cor de ouro,
Uilo escuro,
Madeira,
em camales de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por preco muilo em conta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vende-se urna balanca romana com lodos o
seus pcrlcnces, cm bom uso e de 2,000 libra* : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n. 4.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendsimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da praja da
independencia, a I3OOO.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volta para a
Cadeia, vendem-se cortes de vestidos de cambraia de
seda com barra c babados, i 83000 rs. ; ditos com
llores, .1 73, 93 e 103 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, i 113 ; corles do cambraia frnceza muilo fi-
na, fu. com barra, 9 varas por 43500 ; corles de
cassa de cor com (res barras, de lindos padroes,
3-3200, pecas de cambraia para cortinados, com 8,''
varas, por 33600, ditas de ramagem muilo finas, i
63 ; cambraia de salpicos miudinhos.branca e de cor
muito fina, >800 rs. avara ;atoalhado de linhoacol-
xuado, 900 a vara, dilo adamascado com 7,' pal-
mos de largura, i 29200e 33.500 a vara; ganga ama-
relia liza da India muilo superior, i 400 rs. o coya-
do ; corles de colirio de fustao alcoxoado e bons pa-
droes fixos, i 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
i 360 ; dilos grandes finos, ii 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de edr c prelas muito superiores, 1600 rs.
o par ; dilas fio da Escocia 500 rs. o par.
Vende-se urna taberna na rua do Rosario d
Boa- Vista 11. 47, que vende muito para a Ierra, os
seus fundos sao cerca de 1:2003000 rs., vende-se
porem com menos se o comprador assim lhe convier :
a Iralar junto alfandega, travesea da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
cmbarcam-8e ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, /violao e flauta, como
sejam, quadrilhaaf valsas, redowas, schc-
tickes, modinh/as tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
-Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo III, chegado no dia
5 do corrente: na praca do Corpo Sanio
n, 11.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceicao, entrado
de Santa Catharina, e tundeado na volta'do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe hoje no mer-
cado, e para porches a Iralar no eseriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
u. 14.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em.latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
ma i-moro branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajusfar : a tratar na rua do
Coliegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolh ida coUeccao das mais
briznantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
cliar para fazer um rico presente.
Em casa de J. KelIer&.C, na rua
da Cruzn. 55, ha para vender 3 exce-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
RUA DO TRAPICHE N. 10.
Em casa de Patn Nash & C., ha pa-
ra vender:
g Sortimento variado de ferragens.
j. Amarras de ferro de 5 quartos at 1
3 polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
$ Um piano inglez dos melhores.
K88KSB88KX 825 2KSQK3
Devoto Clnistao.
Sahio a luz a 2. edicto do livrinho denominado-
Devoto Christao.raais correlo e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca di In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchnelas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de hom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceo- do deposito geral, na noite do
dia 1. desle mez o preto de nome I.asaro, crioulo,
escravo de Jos Alexandre dos Sanios, morador no
silio da Embiribeira, cor fula, com marcas de beii-
gas ua cara, aliara reguuy, nariz muilo chato, no
meio da sola do p esquerdo lem urna molestia que
denominan) sele couros, que o priva de assenlar lo-
do o p apezar de estar quasi bom ; o qual escravo
se acha do depo*ilo pele inizo do civel desta cidade,
escrivAo Molla ; peDhora feila por Bernardino da
Rocha contra o mesmo Alexandre dos Santos: quem
o pegar leve-o ao deposito geral, que ser gratifica-
do generosamente.O depositario geral interino,
Manoel lioncfllces Ferreira e Silca.
Fugio da rua da Senzala velha, n. 68, urna
preta ja velha de nenie Francisca, magra, fula, nm
lano gaga ; levou vestido roa, lem nos ps mar-
cas de ler estado nos ferros. Recommcnda-se aos
Srs.capilaes de campo, que consta que ella anda pa-
ra as bandas do Campo Grande.
1008000 de gratificaran.
Desapparcceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ler 30 a 35 annos, pouco mais ou meno.t,
nascido em Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, he
muilo ladino, co.turna trocar o nome e intitularo
forro ; foi preso em fins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do lermo de Seriuhacm, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
mcltido para a cadeia desta cidade a ordcm do I lint.
Sr. desembargador chefe de polica com oflicio de2de
Janeiro de 1852 se verrficou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sant'Anna, morador
no engenho Cailc, da comarca de Santo Anulo, do
poder de qocm desapparcceu, e sendo oulra vez cap-
turado e recolhdo a cadeia desla cidade era 9 de
agoslo, fo_ ahi embargado por execucao de Jos Dias
da Silva Gnimares, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assisnado. Os
signaessao os seguinles: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos pretos e carapinha-
dos, cor amulatada, olhos escuros, nariz grande e
grosso, beicos grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com todos os denles ua frente : rosa se, por-
lanlo, as autoridades puliciaes, capiles de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprehenderem e
mandaren) nesla praca do Recife, na rua larga do
Rosario n. 14, que recbenlo a gralificasao cima de
lOOsOOO ; assim como protesto contra quem o tiver
em seu poder occullo.ManoeI de Almeida Lopes.
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