Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01232


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Full Text
ANNO XXX. N. 279.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
i



i
4
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,
V
1
I
DIARIO
TERCA FEIRA 5 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto.
?eos-
r.\t \llliKt.Alx >s, da SUBSCRIPCA'O.
Bccife, o proprietario M. F. deFaria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
Uuprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donoa ; Parahilia, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
ilade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira ;Araca-
ty, o Sr. AnloniodeLeraosBrasa;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Bamos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2 a 27 3/4 d. por 15W00.
Paris, 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Ac^es do banco 40 0/0 de premio.
da companliia de Beberibc ao par.
da companhia de seguros ao par.
Uisconto de lettras do 8 a 10 por 0/0.
METAKS.
Ouro.Oncas hespanbolas-
Modas de G-3100 velhas
de 6i?l00 novas
de 49000. ,
Prala.I'alacoes brasileiros.
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
293000
1655000
168000
95000
1940
19940
15860
PARTIDA DOS COUREloS.
Olinda, todos os dias.
Caruari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa^ isla, Ex cOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahilia, segundas e sextas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
REAMAR DE IIOJK.
Primeira s 4 horas e 30 minutos da tarde.
Segunda s 5 horas e 5i minutos da maiiha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquinlns-feiras.
Relacao, lerQas-fciras e sabbados.
Fazenda, tercas e sentas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas o sextas ao meio dia.
2* vara do civel, quarias e sabbados ao meio dia.
uphemerides.
Dezbr. I La cboia ao 44 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarto minguante s 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 La nova as 7 horas, 48 minutse
48 segundos da tarde.
n 26 Quarto crescente a 1 hora, 21 mi-
nutos o 48segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Barba v. m.; S.Pedro Chrissologo
o Terca. S. Geraldo are. ; S. Safas m.
6 Quarta. S. Nicolao b. ; S. Leoncia ni.
7 Quinta. S Ambrozio are. doutor da igreja.
8 Sexta. >gug> Conceicaode SS. Virgem M. deD.
9 Sabbado. S Restituto b. ; S Ropiano m.
10 Domingo. 2* do advento. S. Melchiades p.
S. Eulalia v. m. ; Ss. Victoria eBarzabas.
PARTE OFFICIAL.

/
L
MINISTERIO DA JUSTKJA
DECRETO N. 1169 DE DE NOVEMBRO DE
1851.
Declara de t.a enlrancia ,w romanas do Rio Bo-
nito, Estrella e S. Joao do Principe, creadas na
provincia do Rio de Janeiro.
Hei por bem declarar de primeira intrancia as co-
marcas do K10 Bonito, da Estrella e de S. JoSo do
Principe, creadas pela lei numero 719 da assemblea
legislativa da provincia do Rio de Janeiro, de l'ii do
met pascado.
Jos Thornaz Nabuco de Araujo. rio meu conselho,
niinHiro c saetario da .-i niu dos negocios dn jusli-
ca o tenlia assim entendido e faca execular. Pala-
cio do Rio de Janeiro, em i de aovembro de 1854,
trigsimo terceiro da iodependencia e do imperio.
Com a ruhica de Sua Magestade o Imperador.
Jone Thornaz Sabuco de Araujo.
DECRETO N. U72 DE 4 DE NOVEMBRO DE
1854.
Marcaos ordenados dos promotores pblicos das co-
marcas rio Rio Bonito, da Estrella e de S. Joao do
Principe, creadas na provincia do Rio de Janeiro.
Hei por bem marcar o ordenado de 81)09 mil reis
a cada un dos promotores pahlicos das comarcas do
Rio Bonito, da Estrella e de S.Joo do Principe, na
provincia do Rio de Janeiro.
Jn< Thornaz Nabuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios da jus-
lica assim o tenha entendido e ara execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 4 de novembro de
1854, trigsimo terceiro da independencia edo im-
perio. Com a rubrica de Sua Mgeslado o Impe-
rador. Jas Thornaz .Sabuco de Araujo.
:). Secro.Ministerio dos negocios da juslica.
Rio de Janeiro, em 3de novembro de 1854.Ac-
cuso o recebimento do ollicio que V. S. me dirigi
em 29 de setembrodo correte anno, participando a
duvida que livera um dos deputados dessa junta do
commercio, sobre poder ser considerado armador o
negociante brasileo des-a praca, Jacintho Jos da
Silva, visto nao estar matriculado, fuudaudo-se pa-
ra isso no arl. 484 do cdigo commeirial. S. M. o
imperador, onvido o presidente do tribunal do com-
mercio da capital do imperio cerca desle objeclo,
bouve por bem decidir que foi acertada a delibera-
cao da junta, nao obstante aquella duvida, quando
admiliio i matricula a embarcado do dito negoci-
aute, a quat te destinava i navegado do alto mar,
apesar de nao ser elle matriculado, porquanto em-
liora seja o citado ai l. 484 remissivo dos 1. e 4. do
cdigo comroercial, he evidente que sendo o com-
mercio em geral, e consequentemente o martimo,
nao um favor ou prolecc,So. no sentido do referido
art. )., sendo um direito concedido aos que pelo
arl. I. p dem commerciar uo imperio, para ser ne-
gado o regUlro de qualquer embarcacao, couvem
provar-se que algum estrangeiro lem nella parte ou
inlerese, como he expresso no art. 457: devendo
portanto entenrier-sc que lodo o commerciante bra-
silelro, amia que nao matriculado, pode ser pro-
prietario ou comparte, armador ou caixa de em-
harcaces brasileiras. O que communico a V. S.
para sua inlelligcncia e para o f.izer constar aos
demais membros da junta. Dos guarde a V. S.
Jote Thornaz Sabuco de Araujo.Sr. Jo3o Uap-
lisla de Figuciredo Teureiro Aranha.
3.a Secr&o.Ministerio dos negocios da juslica.
Rio de Janeiro, em 8 de novembro do 1854.
Illin. e Exm. Sr.Levei ao conliecimento de S.
M. o Imperador o oftlcio do juiz de direito da co-
marca do Rio Verde, dessa provincia, datado de 14
de julho do correle auno, pediudo a soluco das
seuuinlc* iluvidas, que Ihc ocenrriam.
t. So depois, de. ler o presidente do conselho de
jurados publicado a derisao do jury, deve o juiz de
direito iinmeriiaUmenle e antes do levantar a ses-
sao lavrar a sua senteuca, applicaudo a lei ao
fado.
2. Se o joizo dos facultativos, exigido pelo art.
195 do cdigo criminal, sobre a morlalidade do mal
tcm lugar somenle antes de aubmetter-so a causa a
decitSo do jury, ou tanibem depois de publicada a
derisao.
3. Se a audiencia dos facultativos, no caso pro-
posto, pode ser ordenada pelo juiz de direilo, sem
peliyao de algoma das partes.
Ouvido o conselheiro procurador da coros, e-con-
sultada a seccao de justica do conselho de estado,
sobre a materia em quesillo, houve o mesmo au-
gusto senhor por bem decidir, quanto primeira du-
vida, que visla do disposlo do arl. 271 do cdigo
do processo, e nos arls. 381) e 381 do regolamento
de 31 de Janeiro de 1.842. bem como nos anteceden-
tes e subseqiiente, he evidente que a senteuca deve
ser proferida em seguimento, e na mesma lessao do
jury, como constantemente so pralica; pelo que
respeila segonda, que a interposie.io do juizo dos
facultalivos depois da senlenca, seria um verdadeiro
cunlrasenso, porquanto Me juizo he emillido para
esclarecer, ou servir de hete decisao: e relativa-
mente i terceira, que a ana aolucao se acha compre-
hendida no arl. 199 2. do citado regulamenlo de
31 de Janeiro de 1842, pelo qml incumbe ao juiz
de direilo proeeder ou mandar proceder, ex-oflicin
a todas ai diligencias .necessarias para mais ampio
'onliecimento da verdade, e circumslancias que pos-
sam influir no julgamento, o que, por consequencia
s deve ler lugar antes do mesmo julgamenlo.
O que communico a V. Exc. para seu conlieci-
mento. e para o fazer constar ao referido juiz de di-
reilo da comarca do Rio Verde, em resposta ao seu
olllcio. Dos guarde a V. Exc.Jos Thornaz Na-
buco de Araujo.(Sr. presidente da provincia de
Mina-l eraes.
3. .s'eq;So.Ministerio dos negocios da juslica.
Kio de Janeiro, em 9 de novembro d.e 185.
Illm. e Exm. Sr.O juiz de direilo do civel da
capital dessa provincia coAsultou, em oflicio do -J7
le jullio do correnle auno, se, a circular desle mi-
nisterio, datada de 16 do mareo do mesmo anno,
declarando que dos despachos "le prouuucia ou au
pronuncia, proferidos pelos juizes municiones, em
casr's.le banca-rota, nata recurso ex-ofllcio para
jantes de direito, na forma do art. >. do decreto
u. 707 de 9 de onlubro de 1850, tamben) coropre-
ln.'iida os actuaos juizes do civel, sendo que esta
coinprelienio Me parece repugnante, porque os
recursos se dso de autoridades inferiores para supe-
riores, e os juizes de direito do civel c criminaes sao
de igual calhegoria.
S. M. o Imperador, lendo ouvido ao conselheiro
procurador da coroa acerca do objeclo, e seceo
de juslica do conselho if estado, houve por bem, pela
sua immediata e imperial resoluco de i do correle
mez, tomada sobre consulla da mhi seceflo,de-
cidir, que os recursos das pronuncias ou nao pro-
nuncias dos juizes de direilo do civel, nos casos de
quebras, teji nterpostos para a relacao do dislriclo.
O que communico a V. Exc. para sua inlelligeniia,
e-para o fazer constar ao sobredilojuiz de direito do
civel dessa capital, em resposta aoseu ollicio.Dos
goardea V.Jx.Joi Thornaz Saburo ato Araujo.
Sr. presidente da previncia de IVniainbuco.
3. Srrrao.Ministerio dos ne&ocios da jusliea.
Rio de Janeiro, em 10 de novembro de 1854.
Illm. e Exm. Sr.Accuso o recebimento do ofli-
cio de V. Ex., de 8 de man; > do ccrrenle anno,
sob n. 38, com o qual remelleu o do juiz de direito
da 2. comarca dessa provincia, datado de 14 de feve-
iCiro do mesmo anno, suscitando a seguinle duvida:
se Ibe compete mandar proceder contra crimes,
em que lem lugar o procedmenle ex-officio, e nao
sao de responsabilidade sendo que, por entender
negalivamento lem deixado de providenciar acerca
de alguns desses crimes, cuja existencia lem encon-
trado em autos, que Ihe lem sido presentes.
S. M. o Imperador, cujo conliecimento levei os
sobredilns ofticios, depois de ouvir ao conselheiro
procurador da coroa sobre sua materia, e seccao de
juslica dn conselho d'estado, houve por bem, pela
sua immediala e imperial resolucao de 4 do correnle
mez, lomada sobre consulta da seccao, decidir, qae
a disposicHu do arl. 157 cdigo do processo se deve
considerar applicavel a todos os crimes, em que cabe
a aeco da pi-iica publica, nao so por se darem a
respeito de laes crimes as mesmas razoes de ordem
publira, c iuleresse da sociedade, sonSo porque o
mesmo principio esl consagrado no arl. 31 j 4.
dn regulamenlo das correio&es. O qae communico
a V. Exc. para sua intelligencia, e para o fazer
confiar ao referido juiz de direito da 2. comarca.
Dos guarde a V. ExJatijTomaz Sabuco de Arau-
jo.Sr. presidente da provincia da l'arahiha.
IWOtli" -------
Senhor! Mandn V. M. I. por aviso de 28 de a-
goslo prximo passaH re melle r ;i seccao de juslica
do conselho de estada, o aviso do ministerio da fa-
zenda de 29 de julho, cobrindo o oflicio da Ihesou-
raria de fazenda ale Pernambuco, no qual propon a
duvida que se Ihe offerece, a repeilo do endosso das
lettras commerciaes e bem assim a caria confidenci-
al do presidente do tribunal do commercio da corte,
dando a sua opimao sobre a materia em queslao, a-
fim de que a referida seceso consulte com o seu pa-
recer
A duvida proposta pelo inspector da Ihesouraria
da provincia de l'ernambuco, he a seguinle:
k Se he possivel aceeilar como valido o endosso,
que coiilendo lodos os requisilos dos completos e re-
gulares, esleja cscriplo atoa data inclusive por letra
estranha, e somenle assignado pelo endorsante.
Foi ouvido no Ihesouro o procurador fiscal, o qual
deu o seguinle parecer
O cdigo commercial nao obrga o proprietario
da lellra a eterever o endosso; e por isso enlendc-se
quo he regular e completo quando conleiido os re-
quisitos do art. 361, vai enm a aasignalura somenle
pelo puiiho do eudossante, a clausula do arl. :;ii_> he
especial aos endossos em brauco, que o cdigo tolera,
c a que allribuc effeiios commerciaes, leudo exigid
para sua validade, plemenos a dala do dia em que
so fazem, fruatada liearia a inlensau dessa disposi-
CSo preventiva se dcixasse de exigir laiobcm que
fosse escripia pelo proprio punho do cndossanle.
Ouvido pelo ministerio lia justica o desomharsariur
procurador da corda, disse o seguinle:
Altendcndo-si; lellra da lei c confrontados os
diversos artmos sobre a materia, parece-mc que a
nenie da mesma lei nao pode ser oulra, seuio a que
Me attribue o Sr. desembargador procurador fiscal
interino do Ihesouro publico. Sera porcn, pruden-
le, para litar a regra uniforme, ouvir o tribunal do
commercio sobre a intelligencia e pratica que se lem
seguido, e he por elle aceita.
A seceo Iranscrever a opiniao dn presidente do
tribunal do commercio. Diz elle:
O artigo 361 do cdigo commercial nao exige
que o endosso em preto, ou completo seja cheio pe-
le punho do portador ou endossante. Mesmo porque
o arl. 362 exige expressamentc, nos endossos em
manco, que a dala seja escripia pela propria lellra
do endossante que assignar, conclue-se que os requi-
sitos, ou declararoes dos endossos regulares, po-
dem ser escripias por oolro, e somenle assignadas
pelo portador ou eudossante. At uo val, ou llanca
mercantil, que especialmente pelo direito francez
(em muitas semelhancas com o endosso, nao exige o
nosso cdigo (artigo 257}. que a obrigacao seja es-
cripta, mas s assigiiada pelo fiador.
a O cdigo da Hollanda, arl. 134 da Prussia arl.
811 a 821: Hespanh.l arl. 467; Belga, aat. 35; Fran-
cs, arl. 137 e oulros-nos 'lugares parallelos, e fou-
(es do uosso, naoo exigem lambem.
Ferreira Borges, as suas insliluirocs de direito
cambial, admille esla pralica quando. tratando das
obrigaeoes dos endossanles, diz a fl. 103: Esla o-
brigarao cessa no simples instilar, uo que meramen-
te enchc o endosso, assignado por oulrcm em favor
de terceiro.
Gaspar Pereira, presidente do Irihunal do com-
mercio do Porto commentaudo o art. 354 do cdigo
re Portugal, al admilte a opiniao de Pardessus c
Rogron, combatida por oulro, de poder o endosso
ser firmado por procurador, quando o endossante
nao sabe escrever, caso omisso no nosso, e entodos os
cdigos, e alias muilo possivel, porque nao sei que
alcuin prohiba que o analphahelo seja commerciante
Rogron he muilo explcito a este respeito. Tra-
tando do arl. 136 do cdigo francezdiza f. 103__
Si le porleur sait signer, cela suflr;ar la loi n'o-
blige pas le porleur crire l'cndos__e maisadiaiile.
Du resle. la loi n'exige pas que l'endossemeut sui
rempli par I endosseur lui mine, ul poarrait litlre
par la personue mine au prolil de la quelle il est
spuscnl.E finalmente.Mais si le premier porleur
s est Minenle de signer, comme D loi n'exi"e pas
que l'endosscinenl soit crit d e la main de I'endos-
soer.....4.
E pois ainda que reconlioto inconvenientes
0CAIIMH0B0DEVER.C*)
Por A. ilc Bernnrd.
CAPITULO DCIMO TERCEIRO.
Trabalhei em ru. consum intilmente
. e semproveito toda a minha Jorca.....
(Isaias c. XLIX v. 4.)
a Consolai-cot. comolai-tos. ><
(Isaias c. \l.. \. I.
Osdous cavalleiros caminhavam (ranquillamenle
pelos bosques, e Mr. de Chavilly retinha a cada ins-
tante o cavallo para permillir a jmenla do senhor
Marlinbo segu-lo.
Meu joven amigo, dizia o medico, o senhor nao
piide imaginar quanto amo esla pobre Cocolle. Ella
nao tem o ar vivo, o passo desembarazado, e a pelle
lina de seus cavallos novas ; mas que animal forle !
Ha quinze anuos quo della sirvo-me lodos os dias, e
nunca a vi Iropecar.
.No mesmo lisiante Cocolle bileu com o p contra
um seno docaminho, e esleve prestes a laucar o ca-
xalleiro por cima da cabera. Mr. de Chavilly loria
lido zrnude voulade de rir e houvesse estado nesse
ni.menlo em onlras dsposces ele espirilo. I.imi-
lou-se, pois, a formular esta rell -\.i banal.
Que quer, enhor Martinho? iiingoem pide fi-
ear sempre moco, e cora a idade os pes lornam-se
menos seguros.
He verdad, meu joven amigo, he verdade;
mas he a primeira vez que vejo-a Iropecar. Sem du-
vida esle pobre animal esla muilo doenlc, muilo .l-
ente, e alm disso he lalvez om incidente, que se
n.-lo renovar, que so nflo renovar..
Apenas elle acabou estas palavras, Cocolle cabio
das imlos, c menos feliz que da primeira vez, o se-
nhor Marlinbo foi laucado fura da sella.
He a primeira vez que isso me acontece, repe-
li o doutor levantando-se, que isso me acontece.
A jmenla foi mais prompla que dono em le-
vantarle, o de orelha baixa (de orellra baixa, pois s
11 uha urna; espera va pacientemente no meio do ca-
ininho que o medico tornasse a uiontar.
O senhor oA> est feridof perguntoo Gaslo.
Nada, absolutamente nada; sobre a relva nao
ha perigo, nao ha-perigo; mas doo-lhe minha pa!a-
vra de que he a primeija vez que isso me acontece,
que isso me aronlece. Sem duvida o pobre animal
esl muilo deenle, muilo doeule!
() Video Otario n. 278.
O senhor nao a tem polipario, e na sua idade...
Sim, sim, ella j andou hoje quatro. leguas!
qualro legus. Tenho taas occopaciies, taas oc-
cupacOesl Eu devia retirar-me do servid, do servi-
co ; mas quando sei que alguem esl doenle, nao
posso deixar de ir ve-ln, de ir v-lo.
O senhor Martinho dizia a verdade., Ninguem era
mais solicito que elle com os deenles, e te nao era o
mellior medico do mundo, era ao menos o mais de-
dicado e mais desinleressado do logar.
Seria mo, disse GaalSo, privar esla aldeia de
suas luzes.
O oili-i.il de sade sorro com um ar que esfor-
tou-sc por tornar modeslo.
J.^".!,"' di*er 1ue me substituiriam diflicilmentc.
dillicilmeule. r '
Porque nao compra um cavallo mais novo?
Sim, sim, sei o proverbio : a Ao cavallo novo,
cavalleiro velho, cavalleiro velbo porm eu acres-
cenlo : a Ao cavalleiro velho, cavallo velho, cavallo
velho julao minha mxima 13o boa como a oulra.
O senhor Marlinho linha (ornado a montar, e gra-
cas ao jogo de sua nica espora, Cocolle acabou a
viagem sem Iropecar lerceira vez.
Quando ao cliegar os ultimas arvores da floresta
Castaoivio apparecer dianle de si no come do ro-
chedo as torres arruinadas rio caslello de Oslreval
eiperimeulou urna einocao 13o viva, que deixou ca-
hir as redeas sobre o pe-coco do cavallo. Zesris nao
senlindo mais a m io do senhor, que al enlao Ihe re-
primir o ardor, parti a grande trote dcianrio
muilo atrs a pobre Cocolle do medico, que de bal-
de esgolava-se para segui-lo.
Obi oh! Mr. de Chavilly exclamava o se-
nhor Marlinho. Que lie >so, que he isso?
Apenas a voz do offirial de sade chegou aos ou-
vidos de (asilo, esle fez parar o cavallo. Tiuha os
ollios filos sobre as velhas muralhas da fortaleza, e
os peiisameulus que e.-sa visla Ihe despcrlava nao
eram como oulr'ura os da admirarlo e da curiosida-
de. .Nesse ea-lcMo arruinado elle liuha fallado a
Berlha pela primeira vez, tinha podido v-la, ouvi-
la, dar-lhe o lirado; mellior ainda liuha podido em
um dia de anguilia e de felicidade arranca-la do
abysmo aberln debaixo vida, restilui-la Ierra queja linha deixado.
Essas lembranras airiiiiam-lbe ao espirilo ; o cora-
eao batia-lhe violentamente, e o peilo opprimido ar-
fava-lhe. Era entaoo lempo diloso da Ignorancia em
que elle saboreava sem segunda teueao e sem suslo
as delicias de sua primeira ternura ; era o lempo em
que engaando a si mesmo, o coraran do mancebo
abandonava-se sem recalo e sem inquietacao ao en-
canto das conversacoes intimas, dos passeios inno-
centes, das amaveis confidencias, o lempo em que
essas duas almas confundidas na mesma alegra, e
afogadas na mesma perturbarlo, van) a vida sorrir-
llies e a felicidade diilundir-se sobre ambas.
Urna palavra, urna hora liuham bastado para fa-
em que ao menos a data nao seja escripia nos en-
dossos em preto, como nos em branco, pelos endos-
sanles, he cerlo que a nom legislarao commercial
nao o exige, e consla-me ser o eslylo da praca.
Que o endosso em prelo e completo, deve ser as-
siguado pelo endossante he lora de duvida, e nao
era necessario que o cdigo o declarassc.
Se a exprsese e dala desse endosso em prelo de-
vem ou n.1o ser escripias pelo proprio enjossanle,
ou se o poriem ser por oulro, he ponto que o cdigo
nao declara.
Dcclara-o porm, quanto ao endosso em branco,
porque mo pudendo, pela sua oalure/.a, exigir a
respeito desies os requisitos que devem accompa-
nliar os endossos em preto exigi como garanta,
peto ni -nos. a dula to lira,escripia pela propria lel-
lra do cndossanle, quo assignar o dito endosso em
branco.
Como o endosso em prelo tem oolras garantan,
podee deve-se dahi concluir, que se julgnu dis-
pensavcl mais essa dala do dia. escripia pela pro-
pria lellra do eudossante, a qual com a assignalura
he a nica do endosso em brauco.
Por isso, a seccao concorda com i opiniao eroit-
lida pelo presidente do tribunal do commercio, a
qual, ao de mais, esla conforme com o eslylo da
pra^a, e enlende que o qusilo proposlo pelo ins-
pector da Ihesouraria da provincia de Pernambuco.
deve ser resolvido aflrmalivamente.
Vossa Magostado Imperial, porem mandara o que
for mais acertado.
Sala das conferencias da seccao de juslica do con-
selho de eslado, em 9 de oulubro de 1854.Pauli-
no Jos Soares de Souza.y conde de branles.
Caclauo Mara Lopes Gama.Como parece. Paco
4 de novembro de 1851.Como a rubrica de S. M.
o Imperador.Jos*- Thornaz Nabuco de Araujo.
3'. SeccSo.Ministerio dos negocios da justica.
Rio de Janeiro, em 4 de novembro de 1851.
Illm. Sr.Em reposta ao aviso que V. Exc. me
dirgogdatadefr9dejdlho ultimo acompanhan-
do o oBWo u. 72 de 8 daquelle mez, em o qual a
Ihesouraria de fazenda da provincia de Pernambu-
co propfte a duvida, que se Ihe offerece, a respeilo
do endosso das leltras rommerctaes.tetiho a honra de
remeller a V. Exc, por copia, a inclusa consulla da
sec;ao de juslica do conselho de eslado, com a qual
houve por bem S. M. o Imperador conformar-se por
sua imperial e immediata resolucao de 4 do corren-
te mez. decidindo que he valido o legitimo o endos-
so completo e regalar que, leudo lodos os requesitos
do arligo 301 do cdigo commercial, he lodo es-
eriplo por leltra extranba, e somenle assignado pelo
endossante.
Prevaleco-mc da accasio para renovar os meus
prolestosde estima e considerarlo a V. Exc. a quem
Dos guarde.Jos Thornaz Sabuco de Araujo.
Sr. visconde de Paran.
MINISTERIO DA FVZENDA
EXPEDIENTE DO DIA 24 DE AGOSTO.
A ihesouraria da provincia da Bahia, declaran-
do que,segundo as resoWieesde 5 de marco de 1759
e II de julho de 188, as penses c lencas concedi-
das sem a clausula expressa de repartidamenle, pas-
so sempre por inleiro as contemplarlas na merc, e
nao havendo na cana reaia que conferiu i mulher c
filhas de Joao Nepomucennda Trindade a pensao de
que se (rala na clausula cima indicada, he fora de
duvida que as 3 filhas do mesmo, lem direilo frui-
{tu da pensao de lita aunuacs ; e por isso Ihes fo-
ram passadas as inclusas apostillas; comprimi que o
Sr. inspector da mesma Ihesouraria as faca indemni-
sar doquehouverem recebido de menos desde o fal
leciinenlo de sua m,li, procedeudo a respeilo da di-
vida de exercicios lindos nos termos da circular de (>
de agosto de 17.
29.
Ao presidente da provincia do Rio Grande do Sul,
commiiniraado que S. M. o Imperador houve por
bem declarar por sua unmediata resolucao de cou-
sulla de 12 do correnle mez, que os effeilos da am-
11 istia concedida aos rebeldes dessa provincia pelo
decreto de 18 de dezemhro de 1844, se consideren]
cxlcnsivd* a lodos osofticiaes do l. linha que mor-
rcram_no'seryieo dos mesmos rebeldes, antes da pu-
blicado do dito decreto, e uao perdern) as suas pa-
tentes por senlcnea proferida em juizo competente
na forma do art. 149 da con-'ituicao do imperio,
afim de que posjsam gozar do beneficio da lei de 6 de
novembro de 1827 as viuvas, filhas.mis e irmaas da-
quellesreferidos ofliriaes, que antes de se involve-
rem na robeliao livessem o numero de annos de ser-
vido necessario para que aquellos seus herdeiros le-
nham direito a esse beneficio.
30.
A' Ihesouraria da provincia da Baha, declarando
qBe lica sem effeilo a segunda parte da ordem n. 39
de 23 de fevereiro do correnle, ordena que se pague
aos empreados do tribunal do, commercio dessa pro-
vincia, a mular da dala em qae eTIlraram uo exerci-
cio de seus lugares.
A' Ihesouraria de Pernambuco, idem. ,
MINISTERIO DA HARINHA.
AVISO DE 30 DE OUTUBRO DE 1854.
Declara como se deve entender o arligo 36 do re-
gulamenlo annexo ao decreto n. 1067 A. de 24
de novembro de 1852, conceroente ao balalhao
naval.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da mari-
nha, em 30 de oulubro de 1854.
Illm. e Exm. Sr. Ten lo sido presente a S.M. o
Imperadora duvida apresentada pelo commaudantedo
balalhao naval e pelaconlarioria geral da marinha,
sobre o modo porque se deve contar o lempo deser-
vido as pracas do mesmo balalhao, que perlenceram
i .oii.i.is corpas da armada, para o abono das grati-
firaroes, de que trata o artigo 30 do regulamenlo,
que bailn com o decreto n. 1067 A, de 24 de no-
vembro de 1852 : Houve o mesmo augusto senhor
mandar declarar o seguinle :
1. Deve-se conlar como anteriormente foi deci-
dido, para a baixa e consequentemente para o abo-
no da primeira gratificado, marcada no artigo 4.
da lei u. .i3 de 3de maio de 1850, o lempo do Ser-
vice- que alcurdts pracas do balalhao naval presta-
ran) nos corpos da armada dos quaes passaram. Mas
o augmento gradual da gralificacn, que o regula-
menlo de 24 de novembro de 1852 concede de qua-
lro em qualro anuos de servico, alem do lempo mar-
zer desvanecer-se esse doce sooho; locando oessa ar-
vore funesta da sciencia. descobrindo a fonle desses
extases prolongados, dessas delicias infinitas, desse
allractivo sympalhico, essas duas almas puras e in-
genuas linliam conhecido o mal, recuando repenti-
namente liante do abysmo aberlo debaixo de seus
ps. As mos sollaram-se-lhes, os olhos calliram-lhe
Irisiemenle dos cos Ierra, e agora o rio da amar-
gura Iransbordava e chegava-lhes al aos labios !
Maldito seja o dia em que puz os ps nessas
ruines! exclamnu Gaslio.
O oflicial de sade que linha sustentado forra de
esporadas o passo de sua vclha jumenta, alcanc'm a
Mr. de Chavilly e ouvio-llie as ultimas palavras.
Que! disse elle, o senhor I menla ler viudo a
Oslreval, a Oslreval! Esle caslello, pondo de partea
habitado, be muilo pilloresco, muito piltoresco, o
muitas vezes aqui vera artistas de Pars para dese-
uha-lo. desenha-lo.
Gasiao, restituido aosentimenlo da realidade pela
voz do medico, afrouxou a redea ao cavallo, o qual
recobrou seu passo um lano vivu; mas desta vez
sem exceder a jumenta do doutor; porque Cocolle
sentindo-se perlo da estribara hava deixado o pas-
so para lomar seu maior Irole.
Com fleito, respondeu Gastao machinalmenle,
esle caslello he muito pilloresco.
0 senhor lamenta ler conhecido madama de
Sanlieu? He urna mulher excellenlc, una mulher
excelleule, e juico o senhor mullo intelligenta para
nao convr que ella he adoravel. he adoravel.
Sim, doutor, ella he adoravel! exclamnu o
mancebo com calor.
Enlao he do marido que se queixa? Confesso
que elle lem defeilos, defeilos, e mesmo arrescenla-
rei que he muilo faslidoso com a sua media idade,
com a sua media idade. Mas lambem para que o se-
nhor Ihc d;i novillos ; A culpa be sua. Se quaudoella
falla uo sceulo XIII. osenhor u3o Ihe responriesso, el-
le o tratara lalvez de profano ; porm nao Ihe diria
mais urna palavra a esse respeilo. A culpa he sua,
meu joven amiuo, minha idade perniilte-me dar-lhe
esle iiuinc, a culpa he sua, a culpa he sua.
Os dous cavalleiros liuham passado o fundo do
valle.
Eis-aqui o seu camiuho, lornou o doulor, eis-
aqui o meu ; pois nao vou ao caslello; Cornelia me
espera, e nao ansio de fazc-la esperar.
Mr. de Chavilly saudou amigavelmenle ao senhor
Marlinho, e cinco minutos depois apeava-se no pa-
leo do caslello de Oslreval.
Mr-de Sanlieu que o avistara de longe, sahio-lhe
ao euconlro, e aperlando-llie a mao, disse-lhe:
Meu charo Mr. de Chavilly, quanta salisfarao
tenho dev-io!
Soube do doulor que o senhor eslava indispos-
In, respondeu Gaslao, e venhn pessoalmente saber
noticias suas; mas, gracas ao co, vejo que uos as-
suslamos sem molivo.
cado, somenle se deve abonar pelo servido prestado
como pra", e a conlar da dala do
citado regulamenlo.
2. Qualquer das sobreditas gratificaces smente
se deve abouar desde que a praca. que esliver no
caso de percebe-la por tr completado o seu lempo
de servico, ou ler servid no balalhao um ou mais
dos sobredilos periodos addicionaes, declarar que
qoer continuar no mtvco ao menos por um anno
devendo nesle caso ser a-declaraco renovada annu-
almcnle para que surla o mesmo effeilo.
3.a Fica revogada a disposicao em contrario da
ultima parle de aviso de 20 de julho de 1853. O
qne communico a V. Ese. para sua inlelligcncia e
execucao.
Dos guarde a V. Exc Jos Maria da Silva P-
rannos.Sr. Miguel de Spuza Mello o Alvim.
Rio de Janeiro. Ministerio dosnegicios da marinha
em 16 de novembro de 1851.
S. M. o Imperador, conformando-se com a pro-
posta por V. Exc. apresentada era oflicio n. 712,
com dala de 11 do correnle mez : Ha por bem que
vejam promovidos a giiardas-marinhas os aspirantes
menciuuados na inclusa relacao, assimada peloofli-
cial-maior desla secretaria de eslade : o que com-
munico a V. S. para seu conhecimento e execurao.
Dos guarde a V. S.Jote Maria a Silva Para-
nhot.Sr. Joao Henrques de Carvallo e Mello. -
Relacio dos aspirantes, fue por aciso desta data,
sao promovido* aiguardas-marnhas.
Jaime Gomes d'Argolof errSo.
Jo.i.i Antonio Alves Nofueira.
Joaquim Pedro da Silva.
Antonio Luiz Uoonholz.
Joao Goncalves Uuarte.
Aureliano Jos do Coulo Soares.
Francisco Ferreira Piulo.
Clemente Cerqaeira Lima.
Francisco Antonio de Vassimnn.
Secretaria de eslado dos negocios da marinha, em
16 de novembro de 1854.Francisco Xavier Rom-
lempo.
EXPEDIENTE DE 10 DE OUTUBRO DE 1851.
A'presidenciade Pernambuco, rieclaraudoquea per
missao solicitada pelo conselho de ilireccao da compa-
nhiade navegaran a vapor denominadaPernambu-
..iii i. p;.ra extrahir das mallas publcate particulares,
existentes na zona da provincia das Alagoas at do
Cear, as madeiras necessarias as obras da mesma
companhia, dnraule o lempo do seu privilegio, seja
qual for a qaalidade dess madeiras. nao se com-
prehende as conces*5e* a que o governn se obrigou
por decreto n. 1113 de 31 de jaueiro de 1853 ; mas
que nao obstante Sua Magestade houve por bem or-
denar que se permitlisse Hila companhia tirar das
mallas particulares,mediante ajusle ouconsenliraenlo
dos respectivos proprelaros, as madeiras' de que
carecer para os seus trapiches e nrmazent, declaran-
do ella previamente ao presidente da provincia a
propriedade ou propriedades particulares, das que
abrange a zona cima mencionada, onde pretende
corlar as referidas madeiras, e bem assim a qualida-
de e qii.iu larie destas. Meando ao arbitrio da mes-
ma presidencia dar a lircnfa que lbe parecer razoa-
vel, em relacao as especies das madeiras e s obras
a que se desuaren) ; d-.-vendo providenciar para que
de laes liceucas se nao abuse, e participar ao governo
por esle ministerio, cada cfneessao quo lizerem vir-
tude da prsenle aulorisafio ; na intelligencia de
que esta se nao estende a lodo o tempo do privilegio
da corap inhia, e somenle 'he dada para a conslruc-
cao dos seus primeiros eslabclccimcnlos nos porlos
das escalas cojo privilegio Ibes foi oulorgado.
...
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 30 de novembro.
Ollicio Ao srcenlo eswivan da colouia militar
de l'iiucnteiras. Dirija-se Vine, a Ihesouraria de
fazenda, para recebe! I quanlia de 8003 destinados
para as despezas da colonia militar de Pimeuteiras,
e logo que ehegarjia referida colonia devera cnlre-
gar a mencionada quanlia ao respectivo subdirector,
de quera haver recibo. Fez-se a respeilo o neces-
sario expediente.
1 de dezetnbro.
Oflicio Ao coronel commanrianle das armas,
declarando haver o alteres Raymundo Nonato da
Silva apresentario conhecimento "de ler pago os emo-
lumentos correspondentes a licenca de tres mezes
queoblcve do governo imperial por aviso de 12 de
selembro ultimo.
Dilo Ao mesmo, communicando que, em visla
de sua mormacao, concedeu Ires mezes de licenca
com vencimenlos ao soldado da companhia de art-
fices Lourenco Jusliniauo da Costa Camarales, para
Iralar de sua saude fra desla cidade.
Dilo Ao juiz relator dajunla de juslica, Irans-
milliudo para serem relatados em sessao da mesma
junta, os processos verbaes dos soldados do nouo ba-
lalhao de infamara Laurenlino Fernandes da Silva
e Joao Francisco. Parlicipou-se ae coronel com-
manrianle das armas.
Dilo Ao director das obras publicas, conceden-
do a auloiisaeao que pedio para continuar com o
calamento das ras desta cidade, comprehendirias
ua hacia u. 1, logo que estiver conclu lo o do paleo
da Penha e Ribejra, execulando-se em primeiro.lu-
gar o o I;.miento das ras quo mais necessilam lis-
to-----Communicou-se a Ihesouraria provincial.
Dilo Ao mesmo, dizendo que para servirem de
base a arremalacao dos reparos urgentes da quarla
parle da estrada de Pao d'Alho, approvou e trans-
millio por copias a Ihesouraria provincial o orcamen-
lo e clausulas que para esse lira S. me. remellen '
Ofliciou-se nesle sentido a menciaoada Ihesouraria.
Dilo Ao mesmo, approvando a despeza de 200
feila por S. mc.com a acquisiro de um armario
grande proprio para guardar os" desenhos e mai-
planlas perlencenles ao archivo daquella directora.
Commuuicou-seao inspector da Ihesouraria pro-
vincial.
armas interino, que se apraz em tributar-lhe os
devidos elogios.
A guarda nacional desta capital, quer considera-
da em relacao ao sen pessoal, quer ao lusimento com
que se apresenlou era parada, se faz credora de par-
ticular mencao ilo mimo coronel rommandante das
armas, que se ufauou d'a coinman.l ir nesse dia.
Por sem duvida que o eslado lisongeiro em que
e acha esla guarda auxiliar do exercilo, ainda em
organisacan, he derivado dosesforQos dos seus dignos
chefes e briosa nflicialidade, enSo menos rio cpncurso
de lodos os eiJadiOf que a compe, os qoaes com-
penelrados da honrosa missao que lem desempe-
nhar no sen paiz. sacrifican) seus comraodos c in-
teresses particulares, ao cumprimTnto de um iTc^
ver, justificando desl'artc a confianea qte o mesmo
paiz nelles deposita : louvores Ibes s'ejam dados.
Asignado.Moworl A/tini: Tacares.
ConformeCandido Leal Fej-reira, ajudanlc de
ordens eucarregado do delalhc.
EXTERIOR.
bahia de Toulon em a noile de 19 para 20, desem-
barcou em Casligneau 700 militares de infantina de
marinha, destinados ao corpo da observ acao da Gre-
cia.
Esle vaso acaba de receber ordem de complelar
immedialamenle os seus vveres de campanha, e es-
lar prorapto a apparelhar. Esta, porlantu, prepara-
do a conduzir hoje 22 para o Preo os militares de
infantaria de marinha que recebeu em Bresl.
a Trabalha-se actualmente com mula aclividade
nos estaleiros da Grao-Brelanha em concluir I es-
quadra
O imperador encarrega-vos de fazerdes saber
islo mesmo ao governo prussano, a quem daris co-
nhecimento desta nota. Recebei, etc.Nesselrode.
(Diariodo Covernode Lisboa.
HWMI
NOTA DO GOVERNO AUSTBIACO AO SEU
MINISTRO NA RUSSIA.
Vienna 12 de selembro.
Na minha ultima dei-vos as minhas ioslmcroes a-
cerca da respnste que deva dar-se s proposlas dn
conde Nesselrode, que nos foram communicadas em
n I ... v-ni-n. .H--UIUU1, UUU non luinni X-llil III \l I |X X|VJ<13 clll
H-/i!Z qA8 "a Pro,l.lm P"~v" deve r,rar ." nome do seu gabinete pelo principeGorlschakoff.
*2E!m.^P, Sx ^t0*' Sa,ber i 'I1*1 He com ludo do meu dever dar alemas explica-
'uaiiles, cujos ponlOes serao cobertos de chapas de
ALLEMAXHA.
Segundo a Gazeta de Augiburg os exercitos aus-
tracos esiao disposlos do seguinle modo : o lente
feld-marechal Wimpfen lem sobre o seu commando
todas as tropas das provincias allcinaas, na ell'ectiva
de 69.800 horneas, com 144 pecas de arlilharia. O
feld-marechal conde Radelzky, commanda ua Italia
117,200 hoinens, com 160 pecas de arlilharia.* ex-
ercilo movel ua Galicia, Bukowina e principados,
comas reserva na Hungra eTrausylvania,cumpre-
heude 30 rettimehlos de infantaria, 10 balalhoes de
caladores, 16 regimentosde ravallaria pesada, 18 de
cavallaria liseira, 12 balalhoes das fronlciras milita-
res, 2i hatalhOes de deposilo, 2> baleras de campa-
g lia. 18 de reserva, dando o Inlal de 225,000 horneas,
200 pcc.as de campanil.), e 114 de reserva.
As (ropas sob o mando do ban Jellacbjch, e do te-
nenie fcld marechal Mmala, comprehendef-95,400
horaens de tropa de linha, 70,000 das frotileiras mi-
litare-, e 9 bateras. Em Francfort, Rastadl, e Mo-
gunca ha 12,000 homens com 3 baleras. V-se des-
le mappa que as Torcas da Austria sobcm a 522,000
homens, com 664 pecas de arlilharia.
{Diario do Governo de Lisboa.)
i H>I
O UoyiAe Vienna publica urna caria de Kalisch
cerniendo alguns promenores relativamente aos mo-
vimenlosdaslropasrussasna Polonia. Oquarlel geue-
rl da guarda imperial ha de cslabelecer-se em Var-
sova, onde parece que igualmente fixarao sua re-
sidencia o marechal Paskiewilsch, que commanda as
tropas do exercilo activo reunido ua Polonia ; o ge-
neral Rodiger.chefe rio corpo rie granadeiros.eo gran-
duque herdeiro, que esl a frente da guarda. Quan-
do tiverem chegado ao seu destino os regimenlos da
guarda que esiao a caminho, o total das forjas ru-
sas que se e-lacionarSo as fronleiras da Austria,
subir, segando diz o citado jornal, a 176,000 ho-
mens, divididos assim : 48,000 homens, do primeiro
corpo de infantaria, 32,000 do segundo, 43,000 guar-
das de infantaria, e 22.000 granadeiros, da primeira
e segunda div -ao de cavallaria ligeira, urna divisao
da guarda, e a stima de cavallaria ligeira perlen-
ccnle ao corpo de granadeiros, islo he, 16,000 ca-
vallos. Nao eslao eomprehendidos esle quadro
nom a arlilharia, nem as reservas que se acbavam
anteriormente na Polonia.
Fallando o Times desla concenlraco de tropas,
diz que o total das (oreas russas que se bao de reu-
uirriesdea Volbynia, provincia froneira com a Aus-
tria, at i Crimea, subir a 400,00o horneas.
{Imprenta e Le)
Em data de 28 escrevem de Vienna a un jornal
alien..i i :
Podemos assegurar que os governos de Franca
e Inglaterra dirigirn) a Vienna propostas formaes
para urna alliauea offensiva e defensiva. Tamhcm
he cerlo que a Austria nao aceilou estas.proposlas, e
que as negociacoes relativas a esle assumplo ainda
eslao pendente..
Diz-se que o imperador francisco Jos de-
clarara receutemenle que nao quer deixar de apro-
v citar meio algum que ponha a sua poltica em har-
mona com a da Prussia, e evites Allemanha ascon-
sequenciasde una dissidencia que a privara de to-
da a sua forca. Cre-se, pois, que se espera o resul-
tado da missao do ministro da Baviera, ainda que
ha poucas esperaneas de que prnduza solueao satis
facloria.
Se he cerlo que a referida proposla apresenta-
da por Mr. Pfordten (em por objeclo urna alliauea
da Austria, Prussia, estados allemaes, que lenha
por base a manutenerlo da neutraldade, podemos as-
segarar terminantemente que seinclhante proposito
nao adiara aqui acolhimeuto e sera in limtne re-
geilada. Todava, cumpre adverlir que nos circuios
mellior informados nada se sabe de positivo quanto
a mis.,io de Mr. Pfordten, a qual causou certa admi
racao em Vienna. Cotifirma-se que os eslados me-
nores v.lo adh-'i indo i poltica austraca ; chegou
houlera a adhesao de alguns gabinetes, e os nicos
eslados que al agora se pronunciar.un direclamnle
era sentido contrario sao a Saxonia e o Wurtcmberg:
nao se hava dirigido convite algum ao Meckiem-
liure.il-
(Revolur.ao de Selembro.)
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel do commando das armas de Pernam-
buco, aa cidade do Reelle, em 4 de dezem-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. 182.
A divistlo queem grande parada solemnisou no
dia 2 de dezemhro correnle, o anniversario do na-
lacilio de S. M, o Imperador o Senhor D. Pedro II,
salisfez a expectativa do coronel commandanle das
Gasino nao dizia inleiramente o que pensava, por-
que o rosto de Mr. de Saulieu cstava mu paludo, e
sobre sua fronte envclhecida pelas vigilias, os ca-
bellos parecam ler encanecido naquelles oilo das.
Todos passara bem em Seueuil "J perguntou o
castellao.
Todos.
Osenhor vio minha mulher anles de sabir;
creo quo nao estar ansiosa por deixar a mai, e que
Meara ainda 11 alguns dias.
Creio pelo contrario que prope-se a voltar
araanhaa para Oslreval, disse Gaslao com voz nao
(irme.
A M! tanto peior'. Preparo-lhe uma sorpreza
para a volla ; massao-mc precisos ainda ao menos
oilo dias!... Hei deescrever-lhe a esse respeilo... O
senhor se dignar encarregar-sc da caria, nao he'!
Com muilo goslo.
O senhor ver a sorpreza que Ihe preparo. Hei
de ii.n-trai'-lhe lambem de boje a oilo dias, quando
os Irabalhos esliverem mais adiantados.
De boje a oilo dias nao cstarei mais nesle
lugar.
Que o senhor retiri-*e ?
Araanhaa, c esla visita tinha dous lins, infor-
mar-me pessoalmente de sua sade, e fazer-lhe mi-
illas despedidas.
Suas despedidas! Oh! nao pense nisso; ose-
nhor nao pJe relirar-se e deixar-nos assim. Que
acontecen enlao por l'.' Alguma conlrariedade 1
Bem sei, em sua idade he sempre assim. Ei-a. diga-
nie o que foi '...
Nada, nada, balbuciou uasiao... Uma carta .le
">cu pai..... Einfini convm que eu me retire de
Seueuil.
Oh o senhor nao se retirar assim ; encarre-
go-me de accommodar ludo isso, e entretanto para
pouparseu pequeo aidbr proprio...
Assevcro-lhe... interrompeu Gaslo.
Sei o que foi, e participo de seu pezar. Eni-
quaulu accommodo ludo isso, o senhor Picara em Os-
lreval coinno-co
Eu o quererla ; mas nao posso. Tomei o parli-
lido de retirar-me amanhaa ; convm que me reti-
re. Creia que nao ha em jono uem amor proprio,
nem senlimenlo oflendido; ha um dever imperioso
a cu inprir.
I'm dever! isso he diffcrenle. Nao admillo
que ninguem transija cun seus deveres. Pois bem,
v ; mas cumplido esse dever, o senhor vollar sem
duvida.
Algum dia, lalvez.
lalvez! Ah I meu amigo, hei de esclarecer es-
se negocio ; hei rie fallar a esse respeilo com a con
dessa. Eu nao quera ir amanhaa a Seneuil, mudo
de inleiic.lo, hei de ir; promelta-me smente nao
parlir daqui aoles de minha chegada.
No tome tanto irabalho, disse Gaslao com um
L-se no l'ays : *
a Y uma revista das guardas passada em S. Pe-
tersburgo pelo imperador Nicolao, os grao-duques
Miguel e Coiislanliiio, solemne e publicamente re-
ceberam a bcn<;odas mSos de seu pai, chefeda re-
ligiao orlhodoxa. Esle acto religioso nunca lem lu-
gar sen.io quando os lilhos do czar vo em pessoa lo-
mar parte na guerra, e comjeffeilo os czarewilchs
parlem nesle momelo a collocarem-se frente dos
corpos que commandam. Ora, estes corpos eslao
reuuidos na Polouia, ameacanrio a Austria, e enlao
a ceremonia de qne fallamos pude ser considerada
como o indicio d'uma eminente ruptura,e d'uma de-
clararlo de guerra entre a Austria e a Russia.
e Muilos navios procedentes do Mar Negro chega-
rain a Toulon, eabinda se espera maior numero pa-
ra transportar ao*Orien(e novas tropas. Ja eslao de-
signados os re2imcntos formando asdivisoes que de-
vem ir refurrar o exercilo francez.
A fragata a vapor Asmodeu que lanenu ancora ua
acento de supplica ; deixe-mc parlir. Fique persua-
dido de que nao obro sem molivo e sem reflexao.
Uem! berr veremos isso. Demais poderci
chegar aoles de sua parlida. Mas agora que o senhor
se retira nao poder ser leslemuulia da sorpreza que
preparo minha mulher. Pobre Berlha, ella Meara
t.o contente !
Contente murmuren Gaslao.
Prometla-me o silencio, e vou cxpor-llia lodos
os meus prnjeclos, e fazer-lhe ver todos os meus
planos.
Madama de Seneuil bem o liuha dilo, disse
comsigo Gaslao. alguma loucura nova !
Promelle-me o silencio?
Sim, promello-lhe.
Eniao venha comigo.
O archeologo lomou Gaslo pelo hinco e rondn-
zio-o ao -.mediaro de seus Irabalhos, islo he, ao seu
gabioele de eslylo golhico.
Esse quarto nao linha de neuhuma maneira o as-
pecto do que coinmummenle se chama um gabinete
de amador. Ah nao se viam esses ornamentos que
annunciam o mercador de cousas velhas, nao se viam
panoplias aneciadas, esculpturas carcomidas, arma-
duras de phantasia, pedacos de lapecaria unidos a
liras de coidavao ; nem pequeos quadros ciiendo
invisiveis obras de primor e de um merecimenlo
problemtico ; nem vasos do Ja pao fabricados em I.i-
raoges e gomma laca da China tahida'das oflicinas rie
Pars; mas smenle as paredes nuas e sem oulro r-
nalo senao suas grossas molduras e seu escuro ver-
iii/.. obra do tempo. Essa nudez nao dcixava de ter
cerla magestade, e Gastao que cntrav a nesse gabi-
nete pela quinta ou sexta vez, nao poda deixar de
senlir uma aseas viva iraprcssSo tornando a ver es-
sas lgubres paredes.
Mr. de Saulieu, que reparava com salisfaeao inte-
rior ua prcoccupacao do mancebo, disse-lhe sor-
rindo :
Ah! era assim que viviam nossos pais; elles
comprehcndiaui a vida, islo he, a vida varonil e se-
vera, que convm a homens, o Dio a das MMSM gc-
racoes efeminadas.
O archeologo arrancn do peilo um longo suspiro
de saudade, e fez o mancebo asscnlar-se em uma pol-
trona quarirada, que poda conler cominodanieiile
tres pessoas. Quando dizemos commodaincnle que-
remos dizer sem licarem mu aperladas; pois nao se
potera applicar esse termo mobilia du archeologo
sem acre-cent.ir uma negaban.
Mr. de Saulieu afim de dar bom excmplo assen-
lou-se sobre uma especie de cavallcle, que leria po-
dido passar sem grande estorco de imaginario anles
por um instrumento de tortura do que por um as-
sento, e erguendo um olhar e um braco eloquentes
para a abobada da sala exclamou :
Quem leria crido quo esle caslello nao linha
mais de qualro seculos de existencia! Einliui be uma
desgraca, nao devenios pensar mais nisso.
erro deSpolegadasdelespessura erevestidos exterior-
mente le 11)0 chapas .le 4 polegadas de espessura, o
que os lomara per lei lamen le provade balas abom-
bas. Eslcs vasos sero armados de 6 canhOes, de
lojigoalcance, segundo o syslema Lancaster. Alm
dislo. 6 bombardas serao armadas com 2 a 3 morlei-
ros do mais forle calibre, e 20 canhoneiras lomando
quasi qualro ps d'agua. Estas ultimas sao especial-
mente destinadas a servir no Neiva. o
{Imprenta e Lei.)
e
Os jornacs hespanhoes do dia 5 nao conten parte
ollicial inleressante para leilores eslrangeiros.
O Tribuno escreve o seguiule :
a Nao vimos ainda iniciada a queslao do juramen-
to que devem prestar os deputados da naran. Jura-
rao a comtituicSo de 37 ? Nao existe ta'l conlilui-
cAo. Preslar3o juramento ao llirono de I). Isabel
II '.' Valeria o mesmo que abdicar as suas facul-
dades e renunciar seus direitos. Preslaro juramen-
to a soberana nacional ? Parece-nos que nao se
precisa desse protesto de respeilo ao proprio prin-
cipio que Ibes d vidl. O mellior he a abslencu de
todo o juramento.
a A hisloria dos nossos partidos ou dos nosses reis
coiisliiucionaes he um tecjdo de perjurios, porque
lardo juraram esta cerno aquella consliluicao ; e
tanto se julgaram obrlgdos pelo juramento a res-
petaras leis, como so houvessem sollado vas
vras ao vento.
Nos, ainda que demagogo, professamos ceg
respeilo santidad do juramento, Cremos ique he
crime invocar a Dos com os tibios para um propo-
silo que a consciencia rejeita.
Por tanto deve abolir-se ooanylelamenle ojura-
menlo. Todo o deputado qolf Cf'liver n'alguma
couta cumprir rom os seus dejiNW.de consciencia ;
o que nao liver proposllo firm>'nio deve unir a
traie.io ao perjurio.
{Recoluco de Selembro.)
pala-
AMERICA.
L-sc no Morning Posl :
o Julzamos poder anqunciar, sem receio de sermos
desmentidos, que as ncgociac,es, ha lonco tempo en-
1.1 boladas entre o governo dos Estados-L nidos e o da
repblica dominicana, acabaram por um tratado que
concede aos Estados-Unidos o direito da protecto-
rado, equivalente a uma verdadeira annexacao. He
impossivel ver com inriiUereuca a acquisiro feila
pelos Eslados-L'nidos de uma posicao 13o importante
as Indias Occidenlacs.
Sao bem contiendas as desiulelligcncias de M.
Dillou, cnsul da Franca em S. Francisco, com as
autoridadeslocaes, as quacs desiulelligcncias deram
lugar a que o governo francez pedisse uma salisfaeao
ao gabinete de Washington. Esla pendencia lerini-
iiiiu, e a bandeira francez.i foi arv,irada no consula-
do uo meio de salvas de arlilharia. o
RUSSIA.
Enlre os muilos documentos diplomticos relativos
queslao qne agita hoje a Europa, figura a ola do
comiede Nesselrode, ministro de negocios estraugci-
ros na Russia, dirigida ao Mani de Bulbrrg em Bcr-
lim. Esla ola he concebida nosseguintes lermos :
Ao Sr. bariio de Uutcrg, ele. em Berlim.
S. Pelersburgo 26 de agosto de 1854.Sr. liaran.
O baiao Werlher remelleu-nos parliripares do
seu gabinete, com dala de 13 do mez lindo.
a O governo purssiano examinando os qualro
pontos propostos pelas potencias occidenlaes, e ap-
provados pela Austria, he de opiniao que fe pode
com clles formar a base das negociares, que lem
por lim conseguir a paz, e pelo mesmo motivo no
recommenda a sua acceitacao.
Julgo desuecessaro, Sr. barao, enumerar aqoi
as razoes que nos nao permitiera entrar ainda no
exame das condices agura proposlas. Estas razoes
acham-se sufcienlemente declaradas na resposts da
copia junta, dirigimos ao gabinete austraco, e que
tereis a boudadede levar ao conliecimento do gabi-
nete de Berlim, pediodo-lhe que fixe irelle a sua al-
inelo,
Senlimos profundamente nao poder, na presente
occasiao, acceder lambem a lio ainigavel convite.
Foi este mesmo que deu lugar s nossas ultimas pro-
poslas ; e a Austria respondeu a ellas de um modo
lao distiuclo, em relacao ao que deviamos esperar,
em vista da approvacao que mereceram do governo
prussano, que o mesmo governo nSo eslranhar que
nao approvemosagora nutras bases de aegociajes,
que n3o sejam as que elle mesmo julgou razoaveis e
satisfactorias. Inuleis bao sido lodos os sacrificios
que temos liiilo era pro dos interesses da Austria e
Allemanha, Ainda antes de sabermos que seguran-
cas nos dara Ja Austria, offereceraos-lhe, com a ef-
fecliva evaeiiaean dos principados, o meio de Iludir
os compromissos coutrahidos no protocolo ; e, preci-
samente nesla occasiao, he que ella julgou, dando
forrada interpretarlo a este acto, que se devia cora-
promeller ainda mais com as poleucias occidenlaes.
na estrada por onde caminham para nos imporem
conlradices que, segundo manifestaram bem termi-
nantemente, tem por lim humilhar e enfraquecer
materialmente a Bussia ; nao para assegurar, como
se diz, o equilibrio europeu, mas para o alterar em
beneficio exclusivo seu ou compromelte-lo indefini-
damente.
a J mostramos quem he que realmente linha in-
tcnces pacificas. Neuhuma coucessilo foi admillida.
Pelo contrario cada ama dellas so servio para pre-
texto a novas exigencias. Nao nos fica oulro recur-
so, o que sentimos, senao aceitar a situacao qoe para
nos foi creada ; e esperar dos successos, mais pro-
picia occasiao para enlabolar as negociacoes de uma
paz que nunca deixara de ser objeclo do nossos mais
sinceros desejos.
x plica-
toes, que leen) por lim, nao so complelar a respeata
rio governo russo, mas tambem guiar o vosso enten-
riimento no que respeila a varios a-sumplos comidos
na ola de 26 de agosto.
Accusain-iios de que nao respondemos directamen-
te a algumas olas que nos foram dirigidas, e de que
uos julgamos obligados a communica-lass potencias
occidenlaes, e de lermos sujeilado s suas resoluces
as nossas que deviamos ler adoptado espontneamen-
te. Cusa a crerem semelhante inculparan.
De que se Iralava as communira;oe< que nos fez
o principe Gorlschakoff no principio de sua missao '.'
O gabinete russo, convidado por ns em noroe dos
nossos interesses dos de Allemanha a nao espadar
por mais tempo a evacuar m dos principados, tinha
manifestado o desejo de conhecer previamente os pe-
nhores de seguranza que Ihe llovamos ouerecido em
Iroca do que apresenlava como sacrificio eslralegico.
Ao mesmo lempo o gabinete de S. Pelersburgo dizia
que nao linha didiculdade alguma em adherir aos
principios consignados no protocolo de 9 de abril, e
mauifeslara a esperanza de assenlar nesla base o res-
labelecimeuto da paz, ou pelo meaos, facilitar as suas
negociacoes para a celebrarlo de um armisticio. Po-
rm, como poda responder o gabinete imperial as
inteneoe- pacificas a que devia (tribuir esla lingua-
gem da Russia, sem estar de accordo com as poten-
cias com quem a Russia eslava em guerra T Como
poda a Auslria dar Rnssia penhores de seguraoca
contra novos ataques das forcas immigas em sen ter-
ritorio e cosas asiticas e europeas sem ter, pelo me-
nos, intentado com as suas representaces dispr as
potencias occidenlaes a qoe adoptassem bases de paz,
laes que podessem ser acceitas pelas duas parles, c
conseguir uma suspensao de hostilidades '.'La eva-
cuaran dos principados nao foi remolienda pelas
quatro potencias como condiclo que devia preceder
toda e qualquer convencao relativa ao reslabeleci-
inculo da paz ? Nao devia desde enlao a Auslria em-
prear os seus esforcos para com as potencias occi-
denlaes, para que o coneulimenlo da corle imperial
ila Russia, para a evacu.icao dos principados, servis-
se como om meio i-fficaz para se obter uma resein-
eao pacifica ? Segnnrio a nota do conde de Nesselro-
de, o gabinete imperial linha apresenlado novas ba-
ses de paz, em resultado de suas uegociacSes com as
corles de Londres e Paris, as quaes nao podiam, ain-
da que s fosse pela forma, ser acceitas honrosamen-
te pela Russia. e cujo conteudo se achava interpre-
tado n'uma nota de Mr. Drouyn de Lhooys, publi-
cada no Monileur, e apresentada como resposta s
proposlas do gabinete de Vienna. Basta comparar
as dalas para se conhecer o erro em que incorrera a
lal respeilo o gabioete de S. Pelersburgo.O despa-
cho em que pedamos a alienta consideraran dos ga-
binetes de Inglaterra e I ranea, e cujacpia se vos
remellen opporlunameule por um rorreio da legarao
rossa, linha a dala de 21 de jnlho.O de Mr. Drouyn
de Lhouys linha a do dia seguinle, e nao pode, por
conseguiute, ser a resposta do primeiro.
A'resposta da nota de Franja, satisfazendo com-
pletamente s nossas miras, respondemos em 29 de
julho, cuja copia lenho a honra de vos transmillir
para vosso governo.
A leilura desle documenlo vos convencer, senhor
conde, em primeiro lugar de que ns, depois de nos
havermos indurado do conleudn da ola franceza,
repelimos as nossas instancias aos gabinetes de Paris
e de I.nii.lres, para os decidir a pruuuuciarem-se, por
maneira clara e precisa, relativamente as coudicOes
que consideran) admissiveis para as negociac/ies da
paz ; em segundo lugar, de qne temos sempre ped-
do a estes gabinetes, que nos transmitan) as suas re-
solucOes, de forma que podessemes fazer uso pralico
do seu conteudo ; e em terceiro, que os qualro pon-
tos designados pelo conde de Nesselrode, como novas
bases, e'tavam ja resolvidos pelas (res corles, e que
s se Iralava de dar-Ibes couvcnienle forma.
Resulla de tudo isto, que os qualro pontos que ho-
je regeila 1,1o absolutamente a corle imperial da Rus-
sia, nao offereriam, nem no funda, nem na forma,
eousa que podesse offender esla corle, poslo que ante-
riormente se houvesse adherido aos principios do
protocolo de 9 de abril, cujos corolarios erara uoica-
mente, que a Russia nao devia deixar rie compre-
henrier, que a paz nao poda reatabelecer-se sem al-
gum sacrificio dos inleresses geraes da Europa ; re-
sulla mais qne a nula rie Mr. Drouyn de Lhooys u3o
era resposta oflicial do governo francez ao gabinete
imperial, e qae, por conseguiute, o gabinete d de-
masiada importancia a esle documento, quando o
examina, e qne exagera al a significarlo de cerlos
paragraptios, em que considera superfluo lomar em
consideracao as nossas proprias propostas, sendo ellas
como sao, o resultado do accordo que temos podido
formar com as potencias.
Convm ainda observar que a ola russa nao cilou
exactamente certas expressoes do despacho do gabi-
nete francez, e que d s imences do gabinete das
Tulherias uma importancia que nao justifica o docu-
mento.
O governo russo acha molivo para regeitar as ba-
ses do tratado que Ihe sao ofierecidas, pelo faci de
que as poleucias martimas reservaran! para si o di-
reito de as modificar, segundo as necessidades da
guerra.
Porem, semelhanle reserva nao costuma usar-se
enlre potencias belligeranles ; e nao poda a Russia
modificar igualmente as rondiedes, segundo as cir-
cumslancias que offerecesse a rontinuacao das hosti-
lidades?
A Russia, anda aceitando sem reserva as qualro
bases que apenas sao os preliminares das negociacoes
que deviam eulabolar-se, nao se privara do direilo de
comecar de novo a guerra no caso de nao conseguir
om accordo sobre as coudieoes definitivas, e de mo-
dificar por sua parle eslas condic,0es, se os aconteci-
raeulos Ihe forem favoraveis.
Pelo modo como consideramos estas quatro bases.
O archeologo poz-se a percorrer papis espalhados
sobre uma mesa grande, e lornou :
Todos os dias o digo a mim mesmo, e lodavia
pens sempre, uao posso deixar de pensar nisso
Ah meu joven amigo, para que Irouxe-me esses
malditos pergaminhos, para que deslruio miuhas M-
lusoes. O senhor nao sabera jamis o vacuo que
creou-me no roraeao. Eu ainava eslas ruinas apai-
xonallmenle ; amava-as porque linha riescoberltf e
roo la.lo perira por pe.Ira todas as suas bellezas, ama-
va-as porque as tinha feito reviver no pcusameiiio
tacs quaes me parecam ler existido no secuto XIII,
amava-as porque julguva ler ochado aellas a expli-
carlo da vida privada e o segredo dos cosluraes nti-
mos da meda idade, porque as linha povoado de
meus souhos, porque Ibes hava dado uma alma
igual minha, uma alma que eu interroga va e que
me responda ; que Ihc direi emlm? mava-as por-
gue sobre ellas liuha fundado lorias as minhas espe-
raneas e formado um syslema, que hava de ser o
objeclo de minha grande"obra. Hoje ludo esl per-
dido, perd o syslema lo penivelraenle concebido,
13o laboriosamente prodiizido, perd a luinlia gran-
de obra, perd o futuro. Tudo desaba em torno de
mim, e se a propria morle viesse, nao adiara mais
do ipie um cadver. Mrri para a sciencia, meu ami-
go; obrigada a desprezar o que tanto ame, meu co-
i acao fechou-se d'ora em dianle a qualquer oulra
lernura ; o amor que eu linha a este monumento
convertendo-se em desprezo deseecou a alma. Ago-
ra quero acabar meus das longe dos livrose dos ob-
jeclos de esludo, que lem feilo a felicidade e a des-
graca de minha vida. Aborreco eslas lorres, ..te-
lo eslas pedras veneradas, leuho averso a eslas abo-
badas sagradas pela idade.
Mr. de Saulieu inlerrompeu-se um instante, e
couliuuou esforcando-se por dar voz um acecuto
mais firme:
Tomei um grande partido, Mr. de Chavilly,
(omei um partido cruel,que alguusccnsurarao lalvez;
mas que he irrevogavel. Trahido em miohas alfei-
eoes quero punir o desprezivel objeclo dellas, enga-
ado em minhas mais charas esperaneas tenho vola-
lo ao que ha pouco era o objeclo de meu culto um
implacavel odio. Estas paredes que nos abrigam
anda bao de cahir!
Nos olhos do archeologo brilhava um fogoeslranho,
a seu gesto ordinariameute lao sobrio e lao modera-
de se lomara l.in movel quanto as inflexes da voz.
Mr. de Chavilly, queduraule essa longa tirada nao
podera sublrahir-sc a uma certa enmelo, sentio s
ultimas palavras do archeologo eslremecer-lhe lodo
o corpo. Iustinclivamenle e sem comprehender por-
que, elle lanenu os olhos para a abobada e julgou
ve-la parlir-se e abalar-se presles a cabir-lhe sobre a
cabera.
Mr. de Saulieu levanlou-se, e estendeu vista de
Gastao um rolo de papel dizendo:
V isto be o fundo do valle; eis-aqui o ria-
cho, aqu eslao vaslos terrenos que me perlencem.
Ah vou mandar edificar uma casa no goslo moderno
quadrada em lorias as faces, com jauellas quadradas.
portas quadradas, poial quadrado, chamins quadra-
das, emlm tudo quadrado. ludo era ngulo recio;
he lao bello o ngulo recio! ludo era linha recia; he
umacousa to bella a linha recta ocivmioho mais
curio de um ponto a oulro, dizem nossos jnathemali-
cos. Ah! ah bao de fazer-me curaprimeiMos em to-
da esla visiuhanea. as pessoas elegantes vira o visilar-
mc, e rae chamarao um homem de goslo, nao se.
cansara i de cantar meus louvores. Ah! ah! ah!
ser musa excelleule, nao he verdade Mr. de Cha-
villy '! ser cousa excelleule!
(i archeologo ria; mas de uma maneira estranha,
e linha lagrimas nos olhos. Gastao lemeu que elle
livesse enlouquccido.
Eulao, lornou Mr. de Saulieu, Rigaud nao es-
carnecer mais de mim, Rigaud no me chamar
mais conservador de anligualhas, Rigaud dcraolir
os -v-vinas dos oulros, e cu rirei com elle.
Gaslao ia tentar algumas palavras de consolacao;
mas o archeologo conlinuou logo com accento meuos
febril e mais grave:
Alm de que isto dar prazer a minha mulhci;
Berlha licar contente: que mais poso desejar".'
A voz de Mr. de Saulieu perdeu-se em um acloco
sullorado. O coradlo excelleule de Gas Uo eslava
prestes a rebentar.
Veja, lornou o archeologo eslendeui lo a visla
do mancebo um segundu rolo de papel, eit -aqui as
plantas. Oh sao plantas mu bellas, recebi- as hon-
lem de Paris. Achou-se nessa capital da intell igncia
e das arles, um archileclo assaz. brbaro para edifi-
car em Ires das sobre o papel urna casa deli ciosa,
uma habilaeao encantadora com gelosias, mansa rdas,
varandas, terracos e um laranjal. Veja esla pl aula
como he engeuhosa: salo, sala de janlar para o ve-
rao, sala de janlar para o oulono, aqui marmore, Mli
madeira, escada grande, escada pequea, aposen lo
do senhor, aposenlo da senli.ua, escariiuha partcula '
ro as adegas para aquecer loda a casa; agua por le-
da a parle at no celleiro. Oh nada falla, he o>
que se chama uma habitaran commoda. Quer ver
perfil ? ei-lo. Tudo he quadrado, como acabo de di-
zer-lhe; he ama grande figura de ma(hematca em
pedra ; os ngulos recios sao iguaes enlre si, e como
aqu lodos os ngulos sao rectos, resulta que ludo he
semelhaotc, e que o meu caslello Icio de chamar
islo um caslello) ser a imagen) mais per feila de gual-
dade sobre a Ierra. Que diz a esse respeilo, meu a-
m i no Terei ludo islo promplo por o lenta mil fran-
cos, meu pedreiro assim m'o aftirmou esla roanhaa.
Nao he uma bella cousa a que craprehenrii'? Ah !
ah ah e dgam que os archeologos nao saben) vi-
ver senao no passado!
{Conlinuar-se-ha.)

II



DARO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 5 OE DEzEWBRO DE 1854.

nAo podemos deiiar de manifestar de novo que sao ai
unirs que nos parece conlerem os penhore nooesaa-
rnsparao futuro,e que salisfazem a' imperiosas exi-
genras gnem ileplora mi< do que nos.
l'orin nSo podemos dar a eslas condiroes a im-
portancia que Ibes da a Russia, a qnal pretende se
onnsidere a sua acceitarte como incompalivel cum a
sua honra e ulereases.
No enlanlo parece-nos premaluro querer fixar j
onanlido quedeva dar-ae a eslas quatro condica.es,
|H>rque a sua applicacte s pode ser o resultado de
deliberarles commuus enlre as potencias interes-
sadaa.
NAu temos porm duvida em declarar, qne a forma
i'm que o-lo consignados estes pontos, as notas rc-
renleiuenle passadas em Vienna, lie que podemos ob-
ler depois de larga* neaociacdes, e nAo sem grandes
esteros da nossa parte, como a mais propna para
preparar um accordo entre as potencias.
E na,i nli.laiiip, a noia russa designa novas obri-
gai; es, pelas quaes nos ah,mus aos inimicos da Rus-
sia, quaiulo ellas nada coutm que nAo proveulia das
i' uociac/ies anteriores entre as quatro potencias, nem
que comprometa a Austria lora dos limites Iraca-
dos pelos seus iuleresscs e pela sua propria von-
lade.
Communicandc-vos eslas observarles que nos sug-
geno a leiturn da ola russa, temos em visla, Sr.
conde, apresentar-vos os Tactos taes quaes sio, para
que a poltica imperial claramente se maoireste.
Recebei, etc.tiuvl.
Jmprensa t Lei.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
15 de sonmbro
Ouro-Prelu, 5 de novembro.
O .11111 u I n, de ferro de Mau de muilo pouca 011
ncnliuma vanl igem seria para esta provincia se acaso
servase apenas para a condcelo de passageros, ou
separa aprovcita-lo fosse preciso que as u.issas tro-
pas descessem a serra da Estrella para ir.-ni descar-
regar no Fragozo, aoude romeca aquelle Caminase.
I'ouco se lucrara em doscarregar ah uu no porto
da K>lr !. Ilaveria sempre a serra a subir e a
desear, as mis pstaseos de bcir.i-mar a que nao es-
tao acoslumadas as tropas.
A companliia pesou todas eslas circiim-t.niri.is e
tratou de eslabeleccr um servico que pude-se tor-
nar milis uiiI ;i industria do interior a va forrea de
Mana'. H'.je, iracas a csse servico auxiliar, a con-
ducho a's costas de ie-la- pode expirar em Pelro-
poli-. Existen) ah armazeus siiflicienles para deposi-
to da pr i locc.iii do interior e das merca lorias iin-
porlada< do estrangeiro, e as tropas podem nelles
descarregar e recelier as cargas transportadas do
Ko.
As vanlagens deslc melhorameolo as vas de
ronimunicarte ja' nao so pequeas. Poupam, se-
gundo calculan] alguns fazendeiros, quatro das de
marclia, as despezas com a compra da milbo inas
caro do que no Itio, pois lio dalli transportado, e
lodos csses contratempoi de serra abaixo que tanto
incommodavain aos nossos tropeiros.
(na circunstancia porm deve influir muilo no
futuro da eiupreza: be o preco do sal em Metrpo-
lis. Se tur ni.>ilo elevado, dillicilinenle podera' ella
|irosperar. N"S-os tropeiros anda calculnn pnoco,
e nao duvidaro cslender as marchas aira/, do lucro
appareule de alguns mil ris. preferindo conduzir
seus seeros pelo porlo da Estrella.
A empreza contara' com um futuro tanto mais cur-
io e inmediato, quaolo o proco do sal em Pelropols
for mais baxo. (Bom Senso.J
ii)"
Por decreto de 13 de novembro corrente leve mer-
c francisco Saturnino Fulgosa da serventa vitali-
cia dos offcios de labediAo e escrivo de orphAos,
capellas e residuos do termo da Vargem Grande, na
provincia do Maranho.
Por decreto de 1 i do inesmo inez foi nomeado o
I abe lliao Gamillo de Souza Machado para servenlua-
rio do oflicio de labclliAo do registro Reral das lis-
po1 becas da comarca de Tres Ponas, na provincia de
Mnias-Geraes.
Por decretos de 15ilo dito mez:
Pe nomeado tenenle-corouel commandanle do
priuieiio balalliAo da reserva da guarda nacional lia
provincia de Sania Catharina, Amare Jos Pe-
reira.
Foram reformados nosmesmos pontos :
Oteneute-coronel coniinandanle do batalho n.
II da suarda nacional da provincia de Minas-Ge-
raes, JoAo Marciano de Lima.
O major da cxliucta 2a legiAo da guarda nacional
do municipio da capital da provincia da Pernambu-
co. Antonio Ignacio da Silva.
O inajor do entnelo ti0 balallio da guarda nacio-
nal do municipio da mesma capital, Jos Theodoro
de Senna.
rac,ao da provincia.garantindo a seus habitantes as
prerogatvas de bomens lvres.
As autoridades da praca sitiada preferiram a
guerra a lo lo o transe, antes do qne "iivir da maio-
ra, acabando nosiias desaveneas conforme o dever
e a juslica.
a O que era umaquestAo de direito transfrmen-
se para nossos adversarios, balidos ante a razio e i
repblica, em que-lAo deamor-proprio o de orgulbo
oltendido.
ii A repblica sympalhisou com os nossos estor-
bos.
auno em contrapeso sua influencia, as pro-
pri.is autoridades da praga alliaram-se para romba-
ler-nos aos selvagens dodcserlo, eorganisaram bau-
dus deestranseiros mercenario que, arvoraudo um
pavihao estranbo, dirisiam seus tiros contra nossas
frontes em norae da liberdadee da civlisacjlo
Mais de uina m, portculia chora boje seus Pi-
lilos sacrificados pela man barbar desses hospedes
sanguinarios, a quem olTerecemos hospilalidade nao
para que vie.se matar-nos, mas para que fostem
no-sos 11 -inaos, tanto ua fortuna como na adversi-
dad e.
1' Apezar de todos os attentados de nossos adver-
sarios, sobrasan! Campanha elementos para ter
Iriumphado na sua elevada empreza de reslabelecer
una ordem administrativa em liarm-inia com iius-
sa- iu-liluicoes republicanas.
vocada competir examinar as graves questocs que
tem rplacAo com os interessns nacionaes, e decidir
sobre ellas, collocando-nos no plano de que nos fize-
ram desrer 11111 piinlulo de lioinens indignos du alto
posto que occiipam.
" A nosaa bandera est desdobrada.
Queremos a fraternidade entre os Portcnhos, a
liospialjdade cordial e franca ao estrangeiro, para
que elle encontr em nossa patria consol auseucia
de sua familia o de seu paiz natal.
o Os que Irocam o lugar de seu nasriioeolo pelo
nossu fornioso solo, suas craneal e origein devem
achar entra n* proteccao efficaz e Icii especiaes que
favorecam sua inteligencia e sua industria. Nossa
Ierra carece de pnpulacAo laboriosa e honrada. A
provincia tem meios e volitada de reromucnsa-la.
Queremos o imperio da lei e da jasliea ; liber-
daiic para todos, 11A0 essa liberdade que vive da de-
sordein, que alropella e conculca ludo quanto se op-
poe sua expancAo anarchira, mas aquella liberda-
de compativelconi os bom rostumes, com os insluc-
los generosos do povo, com o renome eilgnidadc da
repblica.
ii Queremos ti minente c havemosde conscgui-lo,
porque asiim o havemos jurado, c porque est de
no-so lado o direito e a forca.
d'agua, com os ps india los de cansado, a correr
angue dos espinhos do malo, com o carpa tiritando
de fro, 11 ii'cm com a alma ardeudo no fogo sagrado
da virlude.
Ignoran esses meninos, que s sabem penlcur o
cabello, cncher as ras de pernas, e dansar urna val-
sa I ni douda como ellcs, que na nossa patria 11A0 ha
um templo suiuptuoso, um edilicio notavel, e uina
in-lituieao que nao fu-se ludo feilo porelles ou pro-
jectado por es-es homens incansaveis, que desde os
Auchiellas c Nobregas at os I.uduvicos e Apolonios
tem deixado de si lo grande nome, e merecida
fama.
Kepilo anda : nio son inimiso da vida monsti-
ca, porm quero, cimio uina notabilidade porlugiie-
za, o fraile nada pediudoe nem aceitando do mundo
s man a esmola; desejava vo-lo perdoando com re-
signi-co aos que os calumniavam; o nAo na impren-
sa trocando insulto por insulto, ensillando aos igno-
rantes, amansando a ferocidade dos' coslumes, con-
cillando os inimigos, visilanto os encarrerados e os
doentcs o derramando em suas almas o balsamo con-
solador da relisiao, aquinboando cuilim as horas do
da entre aoracAo.a leitorae oestndo, o trabalho ma-
nual e a instruccAo da mocidude.
Uesejava eiicher-
me d'alegria vendo aises filhos do mosteiro, como S.
Queremos giruntias que nos ponham para sem- Vicente de Paulo, no meio dos hospitaea nAo cui-
11 a ii.,lilivhl ,1.1 ii.mc illilloll 1I1 iimv^l, :. .!_---9__[ J____ 1 b
prc n colicrto de cscravidao, da anarchia c da mise-
ria, que alternativamente nos tem imposto um des-
Buenos-A) res, cuja vontade eslava comprimida I lino falal e que he lempo que conjuremos,
por urna faec.au turbulenta e au taz, ier-se-hia ele-1 S deste modo pederemos trabalharem paz, s
vado altura que couvcm sua illiistracAo e sua asim meieceramos a s>mpathia e o ic-p.ito dos ou-
fama. Ter-se-hia enlao visto a cidadAos. a quem tros povos, vivendo dignamente debaivo da protec-
se cbamava rebeldes, a quem se apre-entava co- cAo de nossos principios democrticos, e conforme a
mo faosos -1 nli alores, vullarcm tranquillos a j religiAo de nos>o paiz.
__o__
Pelo vapor /. Piala chegado houlem do Itio da
Prala, recebemos jornaes de liucuos-Ayres al lo",
e de Montevideo al 15 do corrente,
A invaso ha lano lempo meditada contra a pro-
vincia ile liueuos-Avres realisou-se emli.-n. Praa
l-u...i commandada pelo general Costa e coronel
Lagos, amigos eini-s irio. de L'rquiza, achava-se nn
Rosario e invadiram S. Nicolao dos Arroyos 110 dia
8 do corrente.
O general Hornos tesla de uina divsao de Bue-
nos-Ayre atacou os invasores, derrotou-os comple-
tamente e tomou-lhes todos os pelrecho-. Keferem
os jornaes que foi adiada a oorrespoiidciicia que
ciislia entre Urquiza e os dieres dos revoltosos.
As forcas do gnvemo de Bueuos-Ayres eocoulra-
ram apoio decidido em todos os poulos da campa-
nha. O proprio governo receben na capital as maio-
res provas i[a dediea^Ao.
Os representantes da provincia aulorisaram o pre-
sidente da repblica a manter a drviso do seera)
Horno fra da eidade e a dingi-la para fra da
provincia se julgasae conveniente aos interesses do
estado.
Os estrangeiro residentes em Buenos-Ayres agen-
ciaraui urna subscrincAo para presentear o general
Hornos com uina esp 1 la de ouro pelo seu valor e
lealdade.
l'rquiza declara que he cslranho a lodos e>scs es-
cessosque e pralicam contra Baenos-Ayre, e para
prova-lo poz fra da lei alguns dos chefes da inva-
sAo que chegaram a Entre-Kios ; todava pedio ao duraran de nossainsliluieo-s.
congresso poderes extraordinarios por l das que j A imprensa se de-eofreava. profundando cada
Ib lorain negado. yte Inas 0 ayiaBo em que acabariam por precipi-
KH nimos em Buenos-Ayres e na Limpnnba 1 iar-nos a nossa oanatnnte divergencia, ecnntinaas-
acham se mais tranquillos, e o governo tem dado sem pr0vocaiido-n .> cruelmente,
todas as providencias afim de inulilisnr qualquer ^aslu se raapeilava ja, nein as conveniencias
laiitaliva que se medite anda para o lado do Sul. | sociaes, nem a familia, nem a honra.
Ab.iixo publicamos o manifest que foi publica- JBin,s iracuudos constituiam urna inquisir.lo
seus lares, c Ir.ibulhar rada nm en sua cs|ihera,
com o re-lo de sen patricios, para oengrandecimen-
lurile sua Ierra. Eutretaulo a Providencia linba-o
urVIenado de outro modo. Os poderosos elementos
de guerra com que couiavamus desappareceram em
um dia. {fasto evercil 1, lAo forte como era, dissol-
veu-sn sem ser vencido. Antes disso nossa esquadra
lind 1 sillo vendida a pre^'o de ouro por um traidor
infame.
Porque meios eslranlios se operavaiu estes es-
labelecimenlos !
u He-no- vergonhoso, como argentinos, lixarmcs
esta face de nossa historia manchada pela Iraieao
e pelo crime .Nossos adveisarios, 11A0 podendo ven-
cer-nos no eanip j, esmagados pelo vol da maiu-
ria que eslava comnosco, derrtalos semprc as
acues de guerra, livcram de recorrer, para evitar
sua ruina, au dolo, ao soborno, a corrupr,Ao, a in-
famia.
.Nunca al enlAo se tirilla visto enlre os argcnlinus
pralicar-se em grao tao omuiosoa immoralidadc c a
cobarde astucia que seu carcter cavallciroso repel-
le. Era preciso que os lioineus que punhain em
pralica esse syslema sigiloso e perverso o tivesseni im-
portado de lora. Os p ulenliu- nunca o linham co-
uhecido, preferindo mil vezes morrer nubremenle
na Iota a usar de meios vis e rasteiros para conse-
guir o trinmpbu.
a Como quer que seja, prevalecen a niquela le !
A intriga veuceu desta vez a forca, a razio c o di-
relo.
u Como se aproveitaram nossos adversarios das
vantagens oblidas !
a O drama sangrento que acabavalde ler lugar
era quando menos urna lico para sua marcha fu-
tura.
A provincia em massa havia-se sublevado in-
vocando os principios mais sanios c em defeza dos
interesses mais vitara do paiz.
o Conseguio-se por prfidos ,1 manilos dispersar a
111,nona armada est bem : porm essa inaioria
n.i 1 tinha abdicado, nem poda abdicar seus direi-
tos. Era pois necessario ler contemplarlo para
ella.
Se os passados excessos de urna adinioislracao
imbuida das mximas mais exageradas dos partidos
polticos tinha dado lugar a exploso do senlimento
publico indignado contra taes desmandos, insistir
uelles depois de arda victoria negativa equivala a
conservar em loda sua forca urna provocarlo cons-
tante resistencia legal, mu eslimulo perpetuo
revolitrlo, e pareca mais sensato c patritico co-
mecar por destruir a causa capaz de promover ne-
vos transturnos. Tal resultado nao se (vera alcau-
cado jamis sem o amparo de Icis protectoras, e
so!> a inllueiicia de um elevado espirito du concilia-
rio.
A provincia acaba de pasar por um abalo for-
inidavel. O proniincainenlo iniciado por seus Ii 1-
bit.mies licou empra/.ado desde que nAo foram sa-
tisfeitasias justas praleiices que lite derain popu-
laridadc e prestigio.
Enlrelanlo liuenos-Ayres pennanecia desmem-
brado de fado di Confcdera;ao Argentina ; gran-
des difliculdades a que era necessario attender, ja
em rclacAo ao nosso rgimen interno, 110 isolamen-
lo em que nos havia enllocado, j como parle inte
grante da repblica, a cojo seodeviamus volver.
Mas que aportara estas ou oulras graves con-
sidcrac,es aos homens mitiguados, a quem a forlu-
na Ihe abri generosa por vezus repelidas o cami-
nho da sua rehabilitacau'.' Conliaiam demasiado no
que o seu orgulbo ethOu chamar esplendida victo-
ra, e esqueceram-sc da patria para attender a seus
inslinclos ranrorosos.
11 A proscripcao tomou lugar 11a ordem do dia.
Centenares do ridados viram-se obrigados a aban-
donar seus lares, e insultava-se publicamente aos
que linham cabido no infortunio.
A qualidade de campesino veio a ser um objec-
to de baldan e ile mofi. Apostropbava-se uo meio
das pracas com cpilhctos burlescos aos agricultores
honrados, aos Irabalhadores laboriosos : e haslava
ser bomem dos campos para ser oilrado como filho
desherdado da palria e da lei.
Insensatos! e-quena ese circnlo de farcistas
polticos que, sem esses corpos endurecidos na
clemencia dos nossos pampas, sem eses bracos ro-
bustos para domar as fras bravias do deserto, de-
fender .1 nossa Ierra no* dias de perico, a nossa ri-
qneza real desappareeera, as herdades mais pin-
sues licariam merc-'dos barbaros, e a decantada
Buenos-Ayres, descendo escala dos povo empo-
brecidos pela fcluidade < pea corrupc.io, canina
por lim, como amiga Bisando, debaixo das gar-
ras de um brutal despotismo.
Poinentava-se 11 dissdeneia enlre a eidade e a
Fica, pois, manifest nosso intento. Nossa von-
tade para levn-loao rabo heurmee decidida. Adian-
le, Pnrlenhos Dos e a patria sejam comnosco.
a Viva a Confederac,3o Argentina !
n Viva a liberdade !
a Viva ,1 palria !
Jernnymo Cotia.
Casiano Laprida. Joao Francisco Olmo*.
Baldomcro Lmela.Mariano Urzabal. A ico/do
ii/. Fonlet.Jote Mara Pila.Fautlino Jrambu-
h.Miguel Gerardia.Joo Jos I illa-Maior.
Polyrarpo jipc.lorge n'illt Joai/uim Chapa-
eo.1'jlrtcioCano.ilenicio Gonzas. Mmiel
Garra.Fe-nando Taimada.Benigno Garca.
Pedro Lopes. Mximo Munlios. Joao da Rosa
Arruscaele.Pateoai Aleaba. Roque Laoguatco.
Salcador Carosa. lAictano Campana.
S FAULO.
Carla particular, 17 de novembro de 1854.
Apenas ebegada a mala da Olmo j me notician)"
que a sua partidaier baje; veio achar-.....um pou-
co desprevinido, razAo pela qnal escrevo estas s
pressas para noliciar-lhc apena- o que se passa pela
nossa Paulica. A IranqaiflMade publica continua
peii.ula ;, pir na b -lia a I-iiinislr i.;ao do Dr. Sarai-
va, que cada dia mais nos prosa seu laleulo admi-
nistrativo.
Do interior apenas me unliciam que lenlaram em
Itu' contra a vida do deputado provincial Manoel
Eufrazio de Toledo. O autor da tentativa suicidou-
se com um tiro no ventre ; seu cadver foi adiado
qua em putrefarco.
O mundo acadmico Un tido seus movimcnlos
loriiifiiio-ns. O quinto anuo tinha quasi concluido
seus ir. b 1II1 1. quando no dia 1:1 veio a decisao dos
aclos com cores negras, Tinha havido urna repro-
vacAo !
A ceremonia do grao, marrada para hoje, leve lu-*
gar no meio do jubilo da eidade inleira, annuncuda
pelos i-uiiiinuos foguetes, repiques e msicas. A's
10 lloras em ponto, reunida quasi toda a congrega-
cao, tomaram grao de hachareis em sciencias sociaes
e jurdicas os segundes So. :
Mamtde Jos Gomes da Silva.
Candido Xavier de Aducida Souza.
Sebasiiao Jos Percira.
Manoel Francisco Correa.
Hario llaphael Callado.
Jo- Joaqtiim deAssis.
Antonio Fernandcs Moreira.
Francisco Moreira da lloclla .
Candido Jos de Andrade.
Tboniaz Alves Jnior.
Vicente Joaqusm Torres.
I.uiz Silveno Alves Cruz.
Francisco Fernandcs .la Silva.
Muirlo Aleixo Callado.
Jos Antonio Gelulio de Aluieida Machado.
Francisco Januario t^erqueira.
Jos Joaquim do Carmo.
Manoel RodriguesJardim.
Pedro Alves Carneiro.
Julio Hcnriquc de Mello e Alvim.
Manoel Marcondes deMiura c Cosa.
Francisco l.uizde Avila.
Francisco de Medina Ccli.
Francisco Xavier de Barro.
M libias Antonio da Fuiscca Morato.
JoAo Feliciano da Cosa Ferreira.
Francisco Carlos Mariano.
Jos alaria Correa de S e Beuavides.
Antonio de Queiroz Talles.
Jos Luciano da Silva Barbosa.
Joan da Costa Bueno.
Rodrigo Monteira de Barros.
Antonio Carlos Carneiro Virialo Clao.
Flix Xavier da Cunta.
Francisco Leile Ribciro GuimarAes.
J0.I0 Paulo de Abnci la Magalhae.
Jos Wenceslao Marques ila Cruz.
Manuel de Laceria Traucoso.
O qu-irlo anno lindou no dia II sem uoviJade al-
g II ma.
No tereciro auno a atmnsphera tem estado tormen-
tosa ; com cpecialidade no dia 15 foi grande a tro-
voada. NAo havia nem banca de examinadores, pois
os dous lentes calhedraticos tinliam dado parte de
(lente, Dr. Manoel Dias e consellieiro l'^bral. Fi-
nalmente as ti huras foram examinados os rs. Fur-
lado, Carro e Gabriel.
O ar myslerioso com que se colirio a deci<3o re-
velava alguma novidade, e com etleilo, dos tres que
liuhaui feilo acto so tinha sido approvailo o estudan-
1c Pedro Velloso Rebello-
Do dia de boje anda nAo soube o resuliado, po-
rm consta ter havido novidade. L'm dos csludan-
dn e espalhado pelos principaes chefes dos inva-
sores.
De Montevideo apenas temos a referir qu se
ilava corno cerlo a subsliiuicilo. em breve, dusSr-,
Magarinhos e Lara, ministros de estranseiros e do
governo o primeiro e da fazenda o segundo pelos
Srs. HomenAoa e IIitll.
MANIFEST
fns chtfes do exervil" confttderul do Ro da Prala
anle a prot-incia de Buenos-Ayres e a nardo.
Buenos-Ayres, quailel-ceneral em marcha, no-
vembro de 18.H.
ci A campanha de Buenos-Avres est novameule
armada, e a cavallo.
ir Nem na paz nem na guerra os adventicios ao
poder que mandnm na capital da provincia lein que-
rido ouvir seus clamores.
Estavam porvenlura nossas exigencias fra ila
leil Desviaro-se dos direitos que nos concedo nos-
so ystaran democrtico'.' Nao. O que pedia a
Campanha, o que pedia a mainria dos portenhos no
periodo da Iota comenla em I82?
Re-pello as tradicoes da palria.
Que nao k rompessem torpemente os vnculos
da nossa uacionalidade.
a Que (ossem votados execrarlo e ao opprobrio
estes cobardes manejos tendentes a sabir clandesli-
WMoeDte as provincias irinAas, por meio do ardil,
ra e da honra militar, e ameaciindo-uos emlim. se
livessemos sido doceis a instgac,es barbaras, trans-
formar-nos de um povo leal e slente n'nma pan-
ililba de bandidos.
Pcdia-se anda mais em nomo da liberdade o das
lei-.
ite l.imuu-se juslica para lodos; acatamento
as mximas de humaudade e aos principios de
uuiAo c fraternidade, em quesomente pode fundar-
se a paz, a riqueza e bem estar da provincia.
h Por ultimo exigase, como uina base (irme da
prospelidade coinmum, aerearlo de um governo
justo, moderado e liberal, a cojo induxo se acal-
massem os nimos exacerbados, esleiideudo-sc seus
beiielicios sam neuliuiiia excepcao desde a eida-
de opulenta al o rancho mais pobre de nos-os
(ampos.
ir Isto pe.h.i a Campanha anda nAo ha muilo'
lempo. E mais de quatorze mil dr seos habitan-
tes, unidos a um grande numero decidadAos da'
eapilal, lizerain-no assim entender, encerrando os
minutos da paz publica nos muros da Buonos-
As res.
" Om vezes uessa poca estcndemns-lhes gene-
rasamenle a mSo, e cem nosrepelliram. os proter-
vos que enganavain o pbvo, e sem escular mais que
1 voz de sua ira concentrada e sua viuganca fia-
Irii'ida!
i Sou eulAo o rauliaoos portcnhos tiveram
mais urna vez que pastal pela falalidade ile asses-
tar suis armas contra seu proprio sangue. 0 ir-
ingos hataraiB-u rom os rmAos. Iinajiivenluile
InziiiTii, ciijo valor, cuja susceplihilidade hbil-
mente se explorou, apresenlou-se a peleja, prcu-
laaido em vAo as suas fileira-, nos moineillos de
teiigo, a maior parle daquellesque os concilavam a
u ira. v*
Emquanto elle- mordan) o c iluso u esgri-
ini.ini a opada. Iranias am estas na sombra, despe-
dacavam s leis, ou occupavaiu-se em agitar as tur-
lias, mu exaltando seu eulhusiasiiio rom espec-
tculo dos nubres exeinplos. mas valendo-se para
ist-o da eloquenci.i convulsiva do tribuno, que julga
salva sua responsabilidade einpouhamlo-se coin ar-
dur em la/.er stu cmplice a nm povo iileirn da va-
leutes.
Era para nos uiua poca tremenda !
sombra, davam seus golpes vingativos. eo corac-o
do bom povo de Buenus-Avres, que se iiAodeix'va
olTucar pelo brilhu de urna prosperidade ficticia.
estremece ao recordar-s* dos dias mais infauslos na
historia de suas largas desventuras.
a O governo, entregue a homens ineptos, sem
antecedentes, sem prestigio e sem f, v esgotarem-
se os nossos recursos na Campanha, a nossa frontei-
ra irisa lilla pelas tribus errantes do Pampa, usso-
lados os nossos campos, desprendo o principio da
sua autnrdade em loda a parle pela violencia, ex-
clusivismo e niesquiaez da sua poltica. Tudo isto
est ao seu alcance, e suas fullas o nmarguram, ao
paiso qne causam n nossa ruina.
Sem embargo, esse- mesmo governo permanece
tenaz em sua conduela criminosa, encerrando no
circulo ardente de suas paixocs. que o inspiram
com essa resistencia perseverante de nossas provoca-
ca'ies pacientes e doceis por ndole, porm que 11A0
podem consentir' por mais lempo que obscuros per-
sonagens a apresentem compaixAo e ao vilipen-
dio do mundo.
N.io : a provincia de Buenos-Ayres se crgueu de
novo em p, guiada por suas mais nobres aspiraces,
para pedir conlas a csses govorumites da heraiie'a de
lodo*.
o A proviucia de Buenos-Ayres, com a conscien-
cia de seu direilo, da sua disnidade e da sua forga,
quer rasgar com suas proprias nios, para arroja-la
em pe tacos aos vento-, essa caria constitucional que
uina camarilha de moscidadaos esoaudalisou re-
publica, desinembraulo-nos da ConMerafSo, dando
assim ao nosso paiz e America toda um vergonho-
so exemplo de Iraiciio palria.
r Descoiihercrnos, pois, solemnemente um cdigo
que nAo juraran seno os adeptos de um bando ou
os unidos re coracAo, e que nao merece o mais
leve respeilo pela illeglimdado da sua ori-
gein.
n As cmaras que o confeccionaran), ainda quan-
do tivessem prvido do snll'ragio directo dos cida-
dAos, carecan de missio para ilirla-l.i. Porm os
representantes o eran do uina s farcao, e nlu do
do
.. que se
falla julgo que na la licare. abaixo de om baile da
corle. Na seguinle que Ihe enviar Ihe dare uolieia
delle.
Temos tida por aqu varios casos de ataqese
m irles repentinas ; falleceram ha oito dias o nego-
ciante hcspanhol D.LoiircniQO Amor, o padre Souza,
e um erigenneiru civil fraucez aqu empregado, por
nomo Beck, lodos repentinamente.
Abrio-sc no da 16, hontem, o jurv, sob a presi-
dencia do juiz de direito interino Dr. Segurado.
SSb leudo anda lomado posse do lugar de promo-
tor, para que fura nomeado, o Dr. Pedro Taques,
servio interinamente o bacliarelando Jos Wences-
lao Marques da Cruz.
Sao horas da mala fochar-se, e nilo quero deixar
de lbc rcmetleresta por este vapor. /{. R.
(Jornal do Commercio.}
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
FERNACrXRUCO.
Babia 20 de novesabre.
Pelo vapor Tocanlins deixei de remetlcr-lhe a
minha correspondencia : se en tivcs.se smente de
fallar aos seusleilores, de cerlo qne una s palavra
nAo dara ueste re-peilo, porqim sem duvida nao
sendo a falla sensivel passon desapetcebida, porm a
\ me. e aos meas bous collegas, correspondentes das
oulras provincias, he satisfactorio o dizer que csa
omssAo foi devida a nm forte pleuris que me ata-
cou no dia 8 do corrente.
1 mine nal Hlenle nutreju.d-ni- liasmAos ros dou-
loraa Sonto e Cabial, qroje receilam nunca mal, e gra-
tas aos desvellos desles dous facultativos, boje eslou
entre a molestia que se terminou, e a saude que
principioti.
O estado re convalescenca, disse um padre fran-
cez. he 15o agrmlavel que vale bem o ter-se urna mo-
lestia para passar-sc por elle: e de fado, meu amigo,
o docute que he arrancado, para assim dizer, das
bordas do tmulo, e que quasi vio a lousa do sepul-
cro separa-lo do mundo, a proporcAo que ve a mo-
lestia ir fugindo, no seu ro-lo tranram-se logo raios
de alegra, a sua phisionoioia he mais franca, seu
olbar ni,i, vivo, sua. testa menos enrugada, elle olha
para este valle de lagrimas com mais contentamente,
sua familia, seus prenles e amigos cerciun-o de al-
leuces. lorna-se o-objecto querido da casa, e dest'ar-
le nAo podem ser aris alegres estes dias.
Dada estas razes creio que eslou dcsculpado.
Em ^ de dezenbro do anuo passado a polica des-
dando da peste e snn dos doenles: alravessando
brenhas incultas como as do nosso imperio, em bus-
ca de lanas almas que l estavam perdidas, n.io se
importando do ouro e mais riquezas que abi se en-
contram, nao pensando no arco e as Hechas onde
inultos ja encontraran a morle.
Tudo isto poderla bem acontecer se fossem melln-
consultadas e esquadrinliadns as volitarles dos que se
querem dedicar a esla vida, e se nAo fosse ella infe-
lizmente o refugio de quanla rousa inulil por ah
anda. Se nAo fossem as vontades ou as inrlinaces.
nao liaveria tanto apego por urna scencia, e no ca-
talogo dos morios nAo haveriam lanas victimas, he
verdade, porm as letlras e as arles ainda estavam
em embriAo.
Com o Sr. Caslilho, mavioso cantor porlugucz, creio
que hoje iiingucm fallara de Newton, o homem da
scencia, se em vez de livros, seus pas Ihe dessem a
rbica de um arado, de Vicente de Paulo, o sacerdo-
le da caridade, se fosse derrocador de pe.lreiras ; de
Lamartine, o echo das religiosas saudades, se fosse
lecedor de lAas ; de Kempis, que era o proprio amor
e humldade se fosse sapateiro.
Emlim cada um para o que uasceu...mas agora he
que noto quanto divaguci eu A culpa uo he mi-
nha e sim los frades.
Como disse foi cercado o convenio do Carmo, onde
foi preso o hospede Carlos Antonio Vard, intitulado
Dr. em me (lie i ni. sectario das ideas de Hanemann,
que descrnenle com as dinamisaroes infinitamen-
te pequeninas quera, guiado pela caridade sem ti-
mife.-,espalhar p>r esta eidade sedlas falsas, cuidan-
do que no fabrico e emissAo dellas nao havia se n.io
(ciencia sem prirlegoi.
Em casa de Luiz (janeises de Campos acharam
moedas de prala e ouro falsas, e chapas metlicas
para seren cunhadas.
No mesmo -ta o Dr. Sebrao, delegado do chefe de
polica, p irlio para a ilha de S. Antonio, na villa de
S. Francisco, e ah foram apprehendidas pela polica
ii:7 sedlas de i'ii-inid rs. falsas, gratis ao trabalho
do fabricante Antonio Jos Tupinambo, homem que
enlre nos passavn por honrado, qusndo mo era mais
do que um lobo com capa de cordeiro.
Na Cachoeira no incsio dia pelas 9 horas da noile,
o delegado Dr. Jonqueira descubri nutra mina.
Felizmente a polica colheu o frucln dos seus tra-
balhus, e lorna-se digna de umita- elogios por haver
livrado minias riquezas das nidias de taes ladrees,
que em dolce far nienle querem pescar trolas a bra-
gas enchutas. Um anligo soldado da independencia
o coronel Cid, leve um ataque de apoplexia. A bala
foi forte, porm o soldado resisti, e vai diariamente
melhorando.
Da primeira rez que leve 15o incommoda visila
a prosl-icao foi tal que foi dado por morto, e desta
vez o Correio Mercantil noticin a sua morte, po-
rm no ilia seguintc fez segunda ediefio de noticias,
e desmentio-se.
Se fosse o Jirnal da Baha, a quem o Correio ha
(empos alaca sem lom nem som, que fosse illudidn,
na primeira terca-feira, na Pacolillia quanlo se nAo
esforzara o Nstor dos jornaes para achincalhar o
ensao ?
Ja por doas vezes escapnu de ser enlerrado o
meu velho companheiro de Piraja, de maneira qne,
-eiiielaanei de Francisco Civil, elle poda assig-
nar-seduas vezes morto, duas vezes quasi enterra-
do e duas vezes ressuscitado por grae,a de Dos.
A ebegada do vapor Imperador, pela primeira vez
ao nosso porlo, assignalou-sc por um aclo que des-
abona muilo a boa educarlo do seu commandanle.
Apenas fundeado o Dr. provedor de saude foi fa-
zer a sua visila de co'tume, c como n3o Ihe fosse
aprescnlada carta de saude e vi esse de porlos
onda se sabe que reina o terrivcl cholera morbus
foi poslo em quarenteua, pelo que soffreram as au-
toridades, que intimaran) tal ordem, algnns in-
sultos.
O presidente da provincia immedialamenlc quei-
xou-se ao Sr. consol iuglez, e rio que houver Ihe
hei de fazer scienle.
No rlia l> d. pa morte ila Sr." H. Mario II. rainha de Portugal, a
cnmmiAo que foi encarresada de fazer celebrar of-
licios fnebres pela sua alma, m .ndou rlizer Isu-
mas missas no hospicio do N. S. du Piedade, as
quaes comecamm sll horas da manliAa e termi-
naran), 1 hora ila larde ao som de urna orcheslra de
cento e tantos msicos.
Quasi todas as autoridades do p.iiz esliveram pr-
senles, e do corpa consular apenas o de Portugal e
dos Estados-Unidos.
A feble amareH.1 felizmente nos vai deixando, e
o celebre lazareto de Muntserrate jase fechou,
e Dos permita que esse novo templo de Jano, que
s se abra em lempo de guerra, nunca mais reco-
llia em suas miseraveis enfermaras o pobre estran-
geiro, que encantado do nosso solo, busca viver nel-
le, "e s enconlrn a morte.
i
Fallecen hunlem e jaz no hospicio de N. S. da
Piedade, Jos Felicianno de MoraesCid, que tantas
esperanjas dava aos seus numerosos amigos de se
reslabelecer. Era coronel de 1.a lnhn, chefe do es-
tado-maor da guarda nacional, e commandanle su-
perior interino.
Foisempre o modelo de seus cantaradas, era inlel-
ligente e bravo.
A polica nesles ullimos dias nilo lera dormido, e
ltimamente o delegado de Jaguaribe prenden um
tal Manuel Alves.cbefe de uns baodidosque ha lem-
pos.roubou o capilao Claudio Jos dos Sanios.
Hontem noile pelas > horas da madrugada o
major Domingos Jos de S, homem que passa por
diiuieiroso, l; que quer diuheirus para alTerolha-lo,
acordou por alsiim barulhu que senlioem casa. Em
vez de muuir-se logo da virgem e ferrugcnla espa-
da, corre para 1 janella, e alroou a visinbanca com
gritos d'aqui d'et-rei, que chamaram a atlencao de
alguns sugeilo, oque juntos a urna -igreja se dive'r-
tiam, como lem de coslume tedas as noiles, em jo-
sos prohibidos, perdendu nao s o que he delles,
como lambem o que Ibes nao perlence, grai;as ao
deleixo de quem lem dever de cohibir Uo 'fataes
passalempos.
O bacharel Fernaudes daCunha foi demiltido pela
presidencia do cargo de promotor< publico da capi-
tal !
O Sr. Dr. Cunha, moco honesto, talentoso, e de
muilos cimbel -Hlenlos adqueridos por om estudo
aturado e melbodicn, era um promotor, que poda
ser norma para todos os funecionarios pblicos re-
gularom suas aeces. Nojuiy, as lulas qne abi
se Iras ar un entre muilos alhlelas-dc robusta iulel-
liscncia, lodoso admiravam, e as questes de cn-
venenamento que Ihe fallci na minha primeira car-
la. o Dr. Cunha quando falln sobre as analyses cbi-
inicu nsou de linguagem medica emesis Un coirenle
e com tal verdade e critica, que foi at elogiado
por muilos Esculapios quealii foram assistir a esses
debales.
Acaba de chegar o Imperalriz, vou fechar esta, e
por isso adeos. Junis.
nao liasiain pralcarlo os crimes porque eram aecu-
sados.
O advocado da defeza a favor dos reos disse que
clles nao podan) ser coodemnados, porque o faci
que consta do processo e que suppiiulia verdadero
nao tinha as propnrees de um crime. Referindo o
aronleeinieulo, disse que o reo Malaquias sobrinlio
da prcla Balbina, nao podendo mais ella oblcr f-
cilmente as quanlia de qoe precsava, recorra a
urna esperleza, que Ibe podesse Irazer alguin pro-
veilo, e nestas vistas convidou o reo Rozendo de
Brito, para figurar como autorisado pelo propriclario
ila casa para rereber a importancia de II inezes de
aluguel, e rlcsvaneccr cerlos receos, que tinha a
mesma Balbina de ser despejada da casa em que'
moma, o quepralicara Rozendo de Brito, aliaucan-
do-lhe mais a chave d'oulra caa,quando nAo podesse
ficar na cm que eslava continuando a historiar o
aronlecimcnlo, disse que a chave de que faz mencAo
o libello nAo fora de novo fabricada, mas ja usada", e
que foi posla em casa de Balbina para bom resulia-
do do plano re eng.ma-la.
Depois de referir nesles termos o aconlecimenln,
disse que das leslemunlias nao se poda concluir que
o faci se [ii-'.is-e por outro modo, e que assim nao
se descobrindo nelle gravidade, c apenas urna es-
perleza de que uenlium mal resullou, empregada
contra pessoa de que era o reo Braga prenle cm
grao 13o prximo nAo deviam ser ellcs condem-
nados.e quando muilo condemnados no grao mnimo
ras penas de tentativa rio crime de eslellionato para
oque coavinha que se livetse emconsideracAo os oi-
lo ou dez mezes de prisao que j soflreram.
Os reos foram condemnados em vista das respos-
tas do jury no grao mnimo do arl. 264 i do cod.
criminal, rombinado com o arl. 34 e foram absolv-
dos do crime do art. 300, por que tamben) cram ac-
edados.
Terminou a sessAo s 4 horas o nm qunrlo da lar-
de, e fui adiada para o dia sesunle.
4." sessa'o,
Dia -2.
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Clemenlino Car-
neiro da Cunha.
Promotor o Sr. Dr. Antonio Luiz Cavnlcanli de
Alhuquerque.
EscrivAo o Sr. Joaquim Francisco de Paula Este-
ves Clemente.
A's 10 horas fcita n chamada acharam-se prsen-
les l senhnres jurados.
E por nao ser numero sulTicienle.
O Sr. Dr. juiz de direito adiou a ses'Ao para o
dia i as 10 horas do da.
REPAKTIC.AO DA POLICA.
Parte do dia 4 de dezembro.
Illm. e Exm. Sr.Parlecpo a V. Exc. qne, das
diflerenles parlrpaces recebidas nesla reparticao
desde o dia -2 do corrente at hoje, consta que foram
presos : a minha ordem, os pretos cscravos Gil e Pe-
dro, por disturbios; pela delegaca do primeiro
districto dcsle termo, o portuguez Jos Custodio Ro-
drigues, para averiguaefies policiacs ; a rcquisicAo
do depositario gcral, o pardo Manoel, escravO de
Joaqoim Doarte Pinto c Silva, sem declararlo do
motivo ; pela subdelegacia da fresuezia do Itccife, o
prelo Jos, escravo de Miguel Carneiro, por desobe-
diencia, os prelns Bernardo, Sabino, Luiz e Antonio,
escravos de Joaquim Candido, lodos sem declararan
do motivo ; pela subdelegara da fresuezia de S. An-
tonio, o prelo Domingos, escravo de Jos Marcelino
da Rusa, por desobediencia ; pela subdelegacia da
freguezia da Boa-Visla, o prelo Jorge, para cor-
reccjlo.
Do officio que em data do 1 do corrente, que ve-
nus de receber do delegado supplenle do lermo de
Olinda, musa que cadea daquclle lermo fra re-
culhidn o prelo Joilo, escravo do major Joaquim de
S Cavalcanli de Alhuquerque, por ler assassinado
com urna faca la Manuel Joaquim de Sant'-Anna
na noite rio dia 26 de novembro findo, na povoacao
de Paratibe, sendo que a respeilo de semelhanle al-
ternado o inesmo delegado est procedendo ao com-
petente summario.
Dos guarde a V. Ex. secretara da polica de Per-
namluico 4de dezombro de ls",. lilm. e Exm.
Sr. ronselheiro Jos Bento da Cunha e F'igueiredo
presidenle da provincia,O chele de polica Luiz
Carlos de Paira Teixeira.
ronsequencia disso o referido cadete Cerqueira e
Silva subi de novo ao lelhado e adiou nina cafe-
leira, dentro dA qual exsi.am 14 modas de 69400,
4 de 43, 85 de O?, ")l palacoes, XI modas de 2,
2> de I e 12 de OO rs. Estes nbjectos foram entre-
gues immediatameule. Houlem pela manha ainda
foram adiadas nos tediados oulras modas c colhe-
resde prala. Mas diz o paciente que anda Ihe fal-
la o dinheiro em papel.
No dia 23 do passado, fallecer naqoella eidade o
coronel Jos Feliciano .le Moracs Cid, commandanle
superior interino da guarda nacional.
Na feira de Sania Anna tentn o escravo Crispim
assassinar com urna faca ao seu senhor, o coronel
Joaquim Pcdrcra de Cerqueira ; mas apenas pode
fazer-lhc nm ferimenlo grande em um dedo da mAo,
e outro no braco. Foi preso c eslava seudo pruces-
sado.
Em Jagoaribe tinha sido capturado nm celebre
chefe de quadrilha, de nome Manoel Alves.
L-se no Jornal da Baha de 18 :
Quando chegou o vapor Imperador, dirigio-se
a elle o Sr. Dr. provedor ila saude acompanhado de
seu secretario, de um agente do consulado ing!ez do
do correio e'do official de visila do porto,e pedindo-
Ihe a caria de san le. leve em resposla, ora que a li-
nham deixado presa em Pernambuco.ora que a li-
nham perdido: a vista do que fo-lhc intimada a
qunrentenA.
Ao receber a inlmaco, a gente do vapor deu
urna grande caa, e. fez eslripitosa assuada, mandan-
do pouco depois sobre o escaler da sande um ou
dous baldes d'agua, cuja boa qualidade se pOe em
duvida peto mo cheiro que tinha, motilando a to-
dos os do escaler, e seguindo-se essa scena immen-
sas gargalhadas e repelidos e prolongados7 applausos,
manifestados de todos os modos.
Seria reprovavel esse proceder, se partsse de al-
gumonlro navio, mas de um da companhia de Li-
verpool, que acaba de receber favores do Brasil,
que tem sidosempreeslimada.c que gozava de tantas
sympalhias !... Oh he a mais resultante ingrali-
dao I...
a Nao he de homens civiiiados o rcvoltar-se con-
tra leis, resulamentos ou or.tcns emanadas do go-
verno, da nacau ou eidade onde aportan); e esse pro-
ceder lano mais sorprende lor se torna qumlq
vem de Inglezes, desse povo qoe nao admille. que
nAo tolera re modo alguin o menor, o mais imper-
ceplivel menoscabo as suas leis,anda mesmo quan-
do elle seja praticado por e-lraugeiros,i que as nao
conllevan).
a A opniao publica condemna o commandanle
do vapor, quer elle fizesse, quer conseulis-e seme-
lhanle iiulignidade.
a O commandanle levou a sua petulancia mais
longe : declarou quo nao razia quarenlena, e para
sabir do quadro dol navios foi ni'cessario que pro-
hibi-sem espressauteiite aos fornecedores de carrito
o darem-lh'o em dulro logar que nao fosse o que
Ihe havia sido indicado para a quarenlena 1
Sabemos com certeza que o Sr. provedor ofllcou
reservadamente sobre esle negocio, quo he reprova-
doal por lodos os Inglezes, e qoe o Sr. cnsul in-
glez, cujo carcter os Bldanos tanta occasies lem
tido de apreciar, tamhem traa delle seriamente.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
PUBLIG4r,\0 A PEDIDO.
PAJVnCIPACAO' OFFICIAL.
Por decreto e gracs ele ) de outubro prximo
passado, anniversario do feliz consorcio de S. M. a
Imperalriz dos Francezes, S. M. Imperial Napoleao
III, houve por bem condecorar com a medalha de
ouro de primeira classe de honra, Rdelidade, e bel-
lasarres, ao Sr. Joseph Fachinelli. flhu de um
dos bravos e liis servidores de estado do seu augus-
to e immorlal (10 Napoleao Bonaparle.
LITTERATURA.
povo Desconhec.dos os ma,, ale em seus nones, [cobrto diversas ,rulo* a Caco, onde acliou moatos
la inaioria ilo sea proprio paiz, formaran apenas es-
sa olisarcliia fatal, que nos levou a neres-idade de
basear, rom as armas na pio, a rciviudicacAo de
nossos direitos.
n A provincia quer consliluir-se. porm a consli-
calma
seus f-
tndusinnsos, que ievados rle^imbicAo rpieriam enri-
ipiecer Uo dia para a imite a cusa da suor .ilheio. e
de inultas tadigas e privai-oes de hennens hnnradus.
Como sabe.espantosa fuj a quantia re sedulas fal-
sas encontradas, os criminosos foram tratados como
merecan!.e quando se suppunha de-lruido para seiu-
pre esle mal, eia que novos apparecern, sC.,nelhantes
as rabecas da bs ira que a ptoporcAo que Hercules
as decepav 1 novas rebenlavam.
Na nuti: rio .lia 10 o convento do Carmo foi cer-
cad .! uh I rlir-mc-ha sem duvida algum curioso,
lernenlidos interpretes da rivilisacilo moderna, cujo mis nem a casa de Dos cl livre de suspeitas ln-
Icli/.menle be verdade.
Esto convento, longe de s>r o retiro do mundo he
luii;Aoque lenha dase Ihe llar seja (litarla
e saucciouada peto voto espontaneo de
Ibis.
Causada de despolas ede visionarios utopistas,
levantar um dique contra os excessos do poder arbi-
trario e conira os arrebatamentoi ambiciosos desses
fundo religioso e moral lem em pouca corita, fazen-
da vilo alarde de suas exterioridades.
A provincia de Buenos-Ayres, que conla|por si
scom meios sullicientespara fazer respeitar a sua
soberana volitarle aos que pretendern) vilenla-la,
convoca a tollosos sens lilhos para derribar os trai-
dores da allur em que nos eslao infamando.
a O nosso pronuuciamcnto agora, como anterior-
mente, conta o apoio ila numerosa povoarao sensata
da capital, quo a participando de prevnres bar-
baras, aguarda o da da juslica, silenciosa al aqui
auto a declararu dos tribunos iracundos. Ella ap-
plaude o ohjcco que nos masen a empunltarmos as
anuas.
a Esle enjerto 11A0 lu; outro em sua esseneia seno
o ile reslabelecer as garautias que coinpelem aos lia
biliuiles de um paiz livre, loruaudoas extensivas a
todos, porque a palria he de torios, e de nculium
I modo pode pertcncer a urna facco aventureira e
Nossos i vingaliva.
iBiinijt.woppunbamuina ra-jstencia obstinada aos Para alcaurar lAo nobie fin 1* convocar com
cnseMiosala bumaiudade e du patriotismo. Asexi- a brovidade pus-ivel, urna convenci ronsliluiule
PERNAIBUCO.
gencias do bem publico foram por alies desaltondi-
ds, sacrilicaii'to tu lo asasparanoas de um iriumphu
estril c sem aioria.
c Reiielliram indiiinamenle as condi;es equila-
tivas sobro as quaes leria podido fundar-se a pacifi-
cujos mrmbros represenlem a voulade, nao de um
circulo, mas de luda a provincia, livre j das peas
que Itie impon urna autoridade usurpadora e anti-re-
publicana.
u A esta convencao espontanea e livreraenle con-
hospeda ia da amigos e conhacidos dos frades, nao
lie acusa rio silencio, he sim do inutiui, nilu he oasv-
lo da meditaran santa, da virlude. da scieucia, c siin
a habiiaco da ignorancia, dos ataos Densamente e
, obras, e al da perve sidade. Senhor de grande for-
tuna, graeai nilo sei arpiern, boje so ada pobre e
miniado de dividas. Na celia do frade de pessinm
coslumes umitas noites em vez de serena passadas ao
p ila cruz, ah se bniqiicleia o dovasso ao lado de
sua barrenan. Todos a urna aponan) para csse tem-
plo corno una aberraran de seu instituto, e o indi-
can) como nina fortaleza, quo lodos os dias lance
bombardas conira o castalio da virlude. ingue
1 pen.se qne caneguei muilo de negras cores esla pin-
tura ; nao, 11 quadro 03I.1 aiud 1 cm marte-cor ou
e-bncado.
Hoje be 111 ida, como as calcas estrellas e chapeos
raiij, o fallar qualqurr meniioqm- sabe dous de-
dos de francas conira os jesutas, de quem apenas
sabem o nome, e nao as virtudes, e nem os servidos
que eses venerandos par res e santos varoes coma
cruz em uina das mflos, com a Biblia debaixodo bra-
co, e encostados a um bordao lizeram as brenhas
do nosso Brasil, sofl'rcinlo tomes, padecendo sede,
apauhaudo aguaceiros, com as vestes encharcadas
JURY DO. RECIPE.
4." sessao' ordlnarlai
Dia I.
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Clemenlino Car-
neiro da Cunha.
Promotor o Sr. Dr. Antonio Luiz Cavalcanli de
Alhuquerque.
EscrivAo o Sr. Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
_ Advogado o Sr. Dr. Joaqoim Elviro de Moraes
Carvallio.
Reos Luiz Manoel, Rozendo de Brito e Malaquias
Leile Braga, aecusados pelos crimes de eslellionato e
de fabricar gasua.
A's 10 horas feilaa chamada ac!uram-se prsen-
les ,45 e.,bore. jurados.
Foram sorteados a aprazimenlo ras partes para
ulgamenlo da causa os senhoresjurados seguiutes :
Jos Filippe Nery ila Silva.
Antonio Rodrigues de Alhuquerque.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Manuel Joaquim Aniones Correa.
Antonio Alves da Fonseca.
JnAo Chrisusiomo Fernandes Vianna.
Jos Ignacio Sn.ires de Macerlo.
Luiz Francisco Sainpaio cSilvj.
J0A.1 Antonio de Paula Rodrigues.
Hypolite Casslanno de Vasconcellos Alhuquerque
Maranb.lo.
Antonio Jos dos Santos Servilla.
J0A0 Canelo Gomes e Silva.*
O promotor publico muda um dos arligos do li-
bello. que coneiderava o* reos autores rio crime 'le
e-lelliouato.edisse que os julgavaapenas responsaveis
pela tentativa delle. Consla rio processo, que os
reos dizen lo-se autnrisado pelo proprietario da caa
em que inurava a prcla Balbina, foram casa de-la
para o lim de receber a importancia de tres mezes re
aluguel, duque pa-saram o recibo competente,e que
nAo con-eguiram liavc-ln porque desenhrio-se que o
proprietario da casa nao data aulorisarAo que lingi-
ram os reos. Consla mais que o reo* Rozendo de
Brilo, fabricara urna gasua, e que o outro a tinha
en seu poder.
O promotor sustentou o libello com as provas dos
auto, e pedio a comleninacao dos reos na grao mxi-
mo do arl.964 S 4 do co !. criminal, combinado com
o arl. 'U e Htll) do inesmo cod.. visto se verificaren!
na especie verleute as circumslancias aggravanles
dos na. S e 17 do art. 16.
Em seus eolerrogatorioi susleularaiu os reos, que
Pelo vapor Imperador entrado hontem dosul, re-
cebemos jornaes do Rio de Janeiro al do passado
e da Babia al 30.
Continan! a gozar de socego todas as provincias
desse lado do imperio.
SAO quasi inleii-imeiile destituidas de inteies-e as
noticias da corle.
Enlraram em circulado novas moedas de ouro do
valor de SfOOO, com o peso de 90 graos e afericao
de 0,917.
No domingo, 19 rio passado. devia por-se a pri-
meira pedra na capella de N. Senhora das Ncves do
alto do morro do nie-ino nome.
O Sr. ministro do imperio distribua no dia 0,
na academia das Bellas-Artes, os premios reserva-
dos aos alumnos que frcqucnlaram as aulas dessa
escola 110 corrente auno. S. Exc. tinha lambem de
lmar 110 dia 2 do presente inez a primeira pedra da
Pinaeothea, novo edilicio, contiguo ao diiquella aca-
demia, e destinado para as obras dos artistas nacio-
naes, e para a colleccAo dos pateis dos meslres es-
traugeiros.
S. M. o rei de Sardeuha agraciou com a commen-
da da ordem militar de S. Mauricio e S. Lzaro, o
Sr. cavalleiro de Saint-George, enviado extraordi-
nario e ministro plenipotenciario da Franja junto ao
governo do Brasil, a juntamente ao Sr. almirante
de Suin, commaadante da estar 10 franceza no Bra-
sil e Rio da Prala.
S. M. el-rei regante de Portugal agraciou ao che-
fe de diviste Joaquim Jos Ignacio, com a merc de
cavalleiro da ordem da Torre-Esparta do Valor, I.e
ildade e Mrito, em remunerarte das servidos pelo
mesmo prestados em diversas pocas quelle paiz, e
dos que ltimamente fez como inspector do arsenal
de man nlia da corle para a coocliisAo do concert do
vapor O. Maria II.
leudo fallecido o capilao de engenheiros Quinli-
liauo de Mello Souza Menezes. director dos telegra-
plios da corle, foi nomeado para o substituir nesse
lugar o -i.' lente de engenheiros SehastiAo de
Souza e Mello, actualmente empregadu ua medirte
da. Ierras na provincia do Rio tirando do Sul.
O vapor Josephina. em viagem da corte para San-
ios, encalhou debaixo de forte cerrado no canal de
S. SehastiAo, e o vapor /lamn que o encontrou nes-
se estado, proenrou safa-lo,mas nAo o conseguio. Es-
perava-se com tudo que, na seguiute mar, (icaria o
JosepUna nado.
O peridico poltico, o l'elho Brasil,deixoa de ser
publicado.
Um temporal, cabido na larde de 2 do passado,
causn alguns estragos tanto em Ierra como no mar,
virando com ello uina sumaca tendeada de.ronle do
Pharoui. cuja IripolarAo alvon-se.
Pelas 6 horas da mnhiii de 14 foi o Sr. Jacques
Arago acommetlido de uin alaque apopltico ; ea-
pezar de ser promptamente soccorrido por varios
mdicos, anda nao eslava livre de perigo o illuslre
ceg.
No dia 18, as 9 horas da noite, foi assassinado em
sua propria casa o Sr. Jos Vasqiies Guedes Pinto,
no lugar chamado Prala, freguezia de Jacotinga.
distante 6 leguas e meia da corle. O assassino eva-
do-se, e a polica tinha feilo varias prsoes como
fim de o descubrir.
O crioulo Juliao, qiieatsassinara seu senhor a gol-
pes de machado, fui exceulado uo dia 17, s 10 ho-
ras, no largo do Moura.- "^
L-se no Jornal do Comtnirto de 16 :
Moedeiros falsos.For ordem do Sr. ebete de
polica foi preso houlem um moedeiro falso.
o he ha muilos dias qoe por inslruccajaa de S.
Exc. mo vigiados lodos os passos do subdito por-
tuguez Antonio Moreira, por alcunha o hispo, que
viera para esla corte a pretexto de ordenar-se, mas
que era suspeilado de estar cm relaces com alguns
fabricantes demoia falsa em Portugal, e de espe-
rar dalli ama chapa para imprimir hilhelcs do the-
souro.
a Aulonio Moreira eslava hospedado em urna lo-
ja de ferragens da Prainha. As mingares a que
prncedeu a polica lizeram-lhe conhecer qne Mo-
reira, emquanto nao se occopava em tarefa mais lu-
crativa, tralava de fabricar com metal do principe
modas de 25, 15 e de 500 rs. para passar por
mo.- 1 de prala.
Como esse Irabalbo era feilo em escala moilo pe-
quea, e neniis era to imperfeito que pouca ou ne-
nhun risco havia de que podessem ser iulroduzidas
as moedas falsas na circularte, deixou-o a polica
tranquillo para Ihe deilar a mAo quando tivesse em
seu poder a chapa que esperava de Portugal.
Ha dias miiil m-se Antonio Morena da Prainha
para um annarinho do Cllele, c all conlinoaram
as pesquizas ila polica. Como na soa nova morada
mi altcrssse elle o seu procedimento, aguardava a
polica a occasiAo oppurlutia para prende-lo, qnando
una tenlaiva que fez para passar algumas modas
que fabricira, lorriou necessaria a sua prisAo inme-
diata.
ir A noilo passada foram cercadas a casa em que
habitara c aquella donde ha pnucosahira. Na pri-
meira acbarau-se, alen, ros preparativos para o fa-
brico, 21 mu.las re l-]e 14 de 500 rs. e
na segunda os moldes e urna purea 1 do metal do
prncipe.
As diligencias foram fcias peio Sr. 2o delegado.
e pelo Sr. subdelegarlo da Gloria,
/.'.rrewvio.Amauhaii sollrer a pena ultima o
crioulo Juiiao, assassino de sen senhor Juliao Jos
de Barros, que morn na praia de Sania Luna, u
Em nutra parte arbar.i 1 os lea lores as noticias de
Bucttos-Avrcs e Montevide, San Pauto o Minas
Ganan
Na capital da Babia tinhsm-se dado alguns
roanos, a entre nutro- o segundo, referido pelo res-
pectivo Jornal:
h Consla -nos que um ex-soldado de polica e um
furriel d companhia de invlidos enlraram na noi-
le de 22 do cnrrenlc s II hora pouco mais 011 me-
nos, nn secundo andar do sobrarlo a ra d > Casta-
nheda, em qne mora o major S. mediante, stipae-
se, auxilio de uine-, favo do mesmo major.
aOin-pector rio quarteirao acndio de promplo.e
apoz elle os vzinbos. Os ladrcs siibiram para o
lelhadn : nm fui preso ah pelo cadete Boavenlura
re Cerqueira e Silva, do esquadro de cavallaria e
ooiilro fuaio pillando de lelhado cm lelhado o arre-
mecando-se de grande altera sobre o quintal qne d
em um muro baixo ra casa do Sr. Dr. Franca, ao
largo da Palma.
a O inspector do quarteirte, ouvndo o dono da
casa, soube que Ihe fallavam cerlos ubjeclos, e em
O ARCO DE SANTA'ANNA.

uhronJca porta ana e.
Por J. B. de Almelda Garretl.
Nao pensem que vamos chamar autora o Sr.
visconrle de Almeida Garrell pelas suas opinides e
resenliinentns quando escrevia o Arco de Sant'An-
ua. A crtica de urna obra Iliteraria deve esquecer
as contradiccOes polticas de um superior espirito.
Desejariamos que os nomes Ilustres nao descessem
do pedestal, aonde os collocou o vote publico e o
juizo desapaixonado desta nova geragao, que he j
para elles a poslerdade : a se lamentamos eslas ab-
dieaees voluntarias, mais urna razan temos para nSo
commentar 09 seus desvios e levandades.
0 1." volume do Arco de Sant'Anna era um
phamphleto disfarcado conira as demasas reaccio-
narias, e a cruzada ultramontana, que ameacava as
conquistas do dogma liberal. Este pensamenlo nas-
cido de um terror exagerado sobra a omnipotencia
re urna seila, debilitada por continuos revezes, com-
promeltia cortamente a veroslmilhanea Iliteraria e
historica do assumpto. As preoccnpa(o>s do presen-
te alteravam a simplicidade graciosa daqoella legen-
da ptloresca da m-I ai la le. As divagacOes bumu-
rlstica. comparaveis mais de rima vez s excentrici-
dades de Sterne ou de Carlos Nodier, consliluiam-se
em fragrant anacbrnismo com as secnas de um ro-
mance, cuja acedo se passava em lempos tao remo-
los, e em circumslancias to diversas de hoje.
O 2. volume he que caraclcrisa realmente o ro-
mance, e o homem poltico, mal ou bem inspirado,
cedeu o lugar ao artista que desenvolveu o drama
comecado com 13o palpitante inlercsse, avivando-o
com as cores suaves e correctas de um asombroso
eslylo.
Nao consideramos entretanto o Arco de Sant'An-
na um monumento, como em outros gneros o poe-
ta tinha creado escrevendo a D. Branca, o Camei
e o Fr. Luir, de Souza. A obra revela as quidi-
dades de um grande escriplor, mas nao allinge as
proporces architecloricas, perdoem-nos o lermo,
que graduam as eminentes conceptees, que a critica
solemnsa na historia Iliteraria moderna.
NAo necusamos no Arco de Sant'Anna nem a sim-
plicidade da aeran, nem os contornos vagos com
que as figuras apparecern desenliadas. A proteste
ros incidentes dramticos, e a abundancia dos per-
sonagens nAo constituem nem classilicamomertode
um romance.
Mas um homem da lieau e talento do Sr. viscon-
de de Almeida Garrett, escolhcndo urna poca Uo
notavel da nossa historia, nao devia ser lio parco
em a retratar, em aflirmar na imaginante.
Seja-nos licita urna digressao, qoe aclara as nossas
ideas, llavera alguem que deixe de reconhecer a
siiperoridade do Cinq-Mars de Alfred da Vignv so
bre as compnstfoos volumo-as de Souli e Dumas?
He que o Cinq-Mars a par da maravilhosa casli-
dade de eslylo, be um admiravel quadro histrico,
queidealisa poticamente. personagens daquelle reinado, tao sanguinolenta-
mente notavel nos annaes da monarchta absoluta.
Rejeilamos fondamenlalmenle essa llieoria brutal,
que applica as mximas da Economa Poltica s
crearoes da arlo.
A. Domas, por exemplo, sera mais apreciado nar-
rando urna historia singela do roracao. como uo A-
maury, eno Capio Paulo, do que accumnlando
etn dez volumes, militares de episodios, admiravel-
mente contados, mas que Ido fcilmente se apagnm
da memoria como os desrnhos caprichosos Iracados
na areia, que as ondes lambem horas depois, quando
cresce a mar.-.
Este engodo fatal nao he propriedarle exclusiva
do nosso secuto. O abbtde Prvost levo dezescis an-
nos suspensa a sociedade de Pars, quando escrevia
Marianna : e o seu nome apezar da infundado das
suas compusiees, seria obscuro se nAo tivesse cscrip-
lo um pequeo livro, qne he uina obra prima a
Manon Lescaul.
Nilo quizeramos que o Sr. visconde de Almeida
Garrell fosse abundante, segundo as prcscripcocs do
romance de contrabando, do romance-folhelim. A
lilleralura, para homens da sua valia, he um culto,
umsacenlocio, nao pade, nem deve ser urna indus-
tria. Mas approxima-nns o sen romance do seculo
XIV, e do vulto austero e popular de D. Pedro o cni?
Illumina elle a obra com essa cor local que ha o se-
gredo dos grandes meslres do romance histrico ?
Apoderou-se elle, pela maginac,Ao, c pelo pensa-
menlo. desse mundo desvanecido, que se adevnh
mais ainda do queso Iraduz as dirimir, nos mo-
numentos, noscodicesc m.inu-rriplos, quasi apaga-
dos pelo lempo *
Se roncluissemos pela aflirinaliva, nAoleramosde
de cerlo sinceros com o Musir escr.ptor. O espiri-
to partidario he como a mateara da campia roma-
na, envenena as guarnieses mais robustas, e cresta
a vegetaban mais virosa.
O Arco de Sant'Anna escripia rom telengues re-
servadas de opposieo vilenla, nao pode salvr-se
dos vicios de sua origem. Tem captulos admiraveis,
mas nAo he urna obra perfeila e completa. Assc-
melha-se, se quizerem. a um caslello feudal, que a
magnificencia de um/iitrcenn adornoo desalas alape-
ladas, enriquecidas de movis pullidos, e de espe-
dios dourados, com grave escndalo dos antiqua-
rios.
A analyse rpida do enredo justificar de cerlo a
opportunidade das nossas reflexoes.
Um hispo mo escandalsa os burguezes e arraia-
miuda do Porto, pela desanidan dos seus coslumes,
e nao menos pelos vexames da sua adminslrsrao li-
DBDceira. Vasco, ene he o filho estremecido do sea
amor, ainda que occulle a elle e a lodosos lacoses-
Ireilosque o lgam nu seu rnrarAo, levado pela ge-
ncrosidade das suas ideas, e tambem pelos olhos ne-
gros e feiliceiros de urna cerla Gerlrudinhas, frulo
encantador do matrimonio burgoezmenle legal de
meslre Marlim, meml.ro do senado porlucalensr,
torna-se o cabei-a de urna resulta popular, oeculla-
menle soprada por D. Pedro I, qne a aristocracia de-
nominou crii, e o povo jusliceiro.
E como he que a potica sylpha, a gentil borbolc-
la, deseiitranhada da grbtseira chrysalida de um par
burguez, de corpo e alma, se (orna a nimpha Ege-
ria desles rancores populares? He que a torpe cr-
pula do bispo lent-ra ennodoar nma das mais rormo-
sas cachopas do Porto, a bella Anninhas, recente-
mente casada com meslre Aflonso caldeirero e depo-
sitada nos carceres do aljube, no proprio momento
em que o descontentamente publico buscara um mo-
tivo para se insurgir conira o bispo, e para vingar
drenlas na qusilenta pessoa de Pero-CAo, seu al-
mudelro, o que he dizer que era ladrao : seu agen-
tes secreto, o que he eucarla-lo n'um cerlo officio.
cujo nome a decencia me obriga a calar, e qne o au-
tor mais franco, poz com todas as letlras, na bocea
Das turbas irritadas, e sdenlas de deaaggravo. Ora
a Anninlia, era intima amiga de Gerltudes, e a roa
do Arco de Snol'Annn, escullir mais de urna vez as
longas pralica de janella a j mella, enlre as duas vi-
si as, creadas na doce e despreocupada familiarida-
de do lelte--lelle.
Mas Vasco, no seio dos sens projeclos, Uvera aiii"
da um myslerioso incentivo qoe Ihe avivara a reso-
lucao, que Ihe robustecer o espirito, que o engran-
decer al ao ponto de se julgar o vngador tre-
mendo e fatal de sua mA, que creslra os annos e a
belleza, victima de bma acjo infame, em que o leu
corarte nAo fra cmplice.
Era esla historia o remorso vivo e pungente do
hispo, e que o autor mais de urna vez soube evocar,
com aquelle raro conhecimento do corajo, que da
ao livro um tao sabido valor philosophlco.
Fcrdo e semi-morto, fra cocontrado o bispo,
quando era anda secular, e cavalleiro, n'um campo
de balalba : cooduzido a casa de um judeu rico,
Ahrahau-7.arillo, pelos proprios cuidados do santo
velho, elle dorante a convalescenca, sedozira sna
fillia, ajormosa Eslher, raro fypo dessa belleza asi-
tica, que ainda relaxe deslumhra as descendentes
da captiva e desolada SiAo.
Vasco era filho dessa mulher, qoe jurara vingar-
se e que durante muilos anuos, acalenlra no peito
esse peniamenlu sinistro, para o entregar como hor-
rivel heranca ao filho arrancado dos seus bracos, ar-
rebatado lis suas malemaes caricias, medrando e
crescendo longe dos seas beijos, e dss suas lagri-
mas !
No centro desle quadro apenas apparece o vulto
mdisiinclo do amigo do povo, de Pedro I, homem
raro, em que o senlimento enrgico de juslica, quasi
que se confunde cora a salisfacte pessoal de vingan-
ea : Ido grande, tao poderoso era o empenho com
que aceilav; a austera missAu de reger e dirigir os
negocios do estado O hmem quasi que desappare-
cia perante os deveres solemnes de rei.
O bispo, apezar de sentir vagamente, no san espi-
rito, avezado de desconsoladoras lembranr-as, nm
preseniimenlo sinistro, um como rumor longtoquo
da revolla, que corneja a rugir o seu hymno de
vinganras, tenia cevar os embotados appeliles na
prisioneira, por quem arde em brutees e criminosos
desejos.
Este captulo, nao direi que he o melbor, mas co-
mo pintura, ao mesmo tempo fugitiva e correcta,
(aros temos visto as llteraluras eslraugeiras, que
pos-am competir com elle. Queris um retrato, que
se vos figura na imaginaban, apezar de esbozado em
pinceladas rpidas, e com traeos de cor formosa, e
suavemente desmatada ? lie o de Anninhas.
Quanto se pode imaginar de gracioso, de molle-
mente feminino e suave, tudo isso era Anninhas.
As feices pouco pronunciadas do sea rosto, as for-
mas arredondadas, mas debis de seu corpo alio,
lino, e dbrailico como urna vergoulea de primavera,
ludo n.-lla raracterisava aquella deblidade quasi
infantina, aquella dependencia, aquella fraqueza,
que sao a maior terca d om sexo nascido para obe-
decer a ser guiaJo, mas que he elle quem manda e
governa quando qner, quando sabe.... quando a
mulher he verdadeira mulher, e de seu proprio des-
valimenlo lira ovalor immeuso. >
rr Naquello estarlo agora, no desalinho de seu tra-
jo, no snslo que 1 descora, na afOieao que a pertur-
ba, Anninhas est mais bella ainda. O genero de
sua belleza he dos que se nAu traoslornam com es-
las andas mortaea; antes ncllas se apura, jie alia a
suave, e por assim dizer, lenta (asciuacflo de seus en-
cantos. O cabello castanho ondadn cdiia-lhe desen-
traado e longo pelas espaduaa mal cobertas de
urna Inica listada de bronco e de rozo vivo, que
era o seu nico vestido. Os olhoi pardos, grandes,
luslro-os, mas sem minia sis -acida le, pareciam mais
os de urna virgem consagrada ao aliar. Ningnem
pedira paixao qoelles olhos, elles nAo linham se-
nAo piedade, indulgencia, orna expressSo de conda-
do que vinha d'alnia. Branca era, mas como he
branca a prala f9a : um branco poro sem bri-
Iho. "
Quando e bispo n'um aecesso de volupluosidade
febril e delirante, pretende uiolenlameiila desvane-
cer a um tempo o grito d'alnia, que o aecusa, e a
resignaste anglica e pdica de Anninhas qoe osub-
jugt, quando o tigre sdenlo tenia apagar o remor-
so, na salisl'acAo de um vicio brulal e feroz, e Ihe
apparece de repente a figura grave, paluda e severa
.le um respeilavel clrigo : qoando Anninhas sola
daquclle ampielo qoe Ibe vexa, simultaneo, a inno-
cencia d'alma. e o pudor quasi virginal da sna f ds
esposa, se refugia no fundo do aposento, para se
abracar com um crucifixo, a scena tem om movi-
meoto iao dramtico, atttogenra lal pathelico sobrio
e reprimido, que s ella bastara para dar ao roman-
ce a popularidade conscienciosa c sentida, que clas-
silica e imprime urna obra d'arle na imnginaete pu-
blica.
He no momento cm que o bispo, eonposto de
partes boas e depravadas, como lodo o ente real e
humano, nAo exclusivamente virtuoso, romo 01 de-
lamliidos hroes dos romances de Scudesy, nem ab-
snrrla c nicamente deteslavel, como os incriveis
Rodilla e Lugartos de Eugenio Suese deixa vencer
pelas supplicas evanglicas c chrialAas do arcediago
Paio Gutierres, quando chora nos seus bracos a
faltas de um passado irreparavel, que a revolur,te se
agila e tripudia, e vem debaixo dos seus pacos acen-
der de novo o seu nrsalho adormecida, e as suas
paixes," um momento acalenladas pelas palavras
brandas do bom prelado.
A transiste he lambem admiravel de poesa e da
verdade,
Julga aqaeltehomem cmplice com osrevollosos;
peusa que o virtuoso aviso nAo viera do amigo, c do
sacerdote, mas do conspirador encuberto e hypocr-
la, e o demonio de seus torpes vicios, que Ihe mora
de continuo dentro d'alma, renasce furioso c indo-
mavel. He assim sempre: os caracteres rorrompi-
dos raras vezes se snspendem sobre o abysmo da per- ^
dicte : a lgica das catsjlronhes humanas impel-
le-os fatalmente a urna queda, que s vezes he tr-
gica e ensangucnlada; oulras, vergonhos^e in-
fame. m
O romance como vem desligado de loda a pre-
lenjao histrica, possue nm grande ulerease dram-
tico : mas ser., o bispo um lypo da poca, repre-
sentado Mcstrc Martina Vaz, e Gileanne, sem re-
saiho modcruo.os exemplaresdessa magistratura po-
pular, qne se engrandecen no culto das llberdadese
franquez-s muucipacs ?
Acompanhando a narra^ajat ao desenlace, ver-
se-ha que o Arco de Sant'Anna he mais um qua-
dro de phanlasia, mimoso e soave, do que um bai-
xo relevo, aonde se esculpa a phisionomia de um
dado periodo histrico, com a severidade eseguran-
za da meditarte eda scencia.
(Revoluraode Setembro.,
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L'MA NOITEEM LONDRES.
(Conetosao.;
Entremos aq>"i disse o inspector, e deu volta .1
chave. O dono da taberna vendo-nos, enrreu a
buscar cerveja. Eotramos para a sala do baile que
havia no lugar, sala esta que tinha pouco mais 011
menos dozc ps quadrados, Iluminada a gaz romo
a primeira, trapos estendidos sobre corras e.nco-
briam a chamte ; um papel cor de rosa e repre-
sentando diversas vistas, par exemplo, a torre de
Piza, o Colysu, ele, etc., eobria alguus lugares
da parede, e em muilos onlros cania despregado.
Em roda de urna mesa de nogueira estavam sele
ou oito homens jogando com urnas cartas quat ro-
las por um uso excessivo e co her as por urna boa
carnada de sebo. Elles nao repararan) em nossa
II
ix/cri


DIARIO OEPERNAMBUCO, TERCA FIRI 5 DE DEZEMBRO D 1854.
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entrada, f olharai pira Irm qnando eu lhei fiz
um i pcrgunla, da.qual nao lembro-me agora, em
um inglez cuja proounciato estrangeira foi por el-
los reronhecida. Entre esses homens nu para me
exprimir melhor, '"'re essas enancas eslava um ve-
Iho de om sestenla anuos que pareca dar conse-
Ihos a seus companheiros, prnvavelmcnle sobro a
inelhnr roaneira de engaar os vizinhos. Esle ve-
Ihn linhi o nariz chulo, hets mui finos e olho
microscpicos mui encovados, alm di-so ama cor
morena e enormes espaduas. Em roda dos jagado-
res dous ou tre meninas fum.ivam cachimbo, e
rom o bonete posto ao lado pareeiem j enervados
por lodos os prazeres. A um canto, um msico
abrarava a cintura de urna malher horrenda, asen-
tida sobre seus joelhos e servia-se de sua rabeca
npoiando a exlremidade della sobre as costas dessa
mesma mulher e manejando o arco com a outra
iii.io. lini.il> a dansa que parara i nossa entrada
lornou a comerar. Era a giga.
A flm de dar o exemplo, o filho do dono da casa,
um dos meninos que fumavam, conservando urna
seriedade imperlurbavel e lendo seu longo cachim-
bo na bocea, collocou-se defronlo de um palusco
que tinha cinco pos e seis pdlegadas de altura, e a
dansa se orgauisou. Um ligeiro movimeulo forma-
do pelo levantamenlo alternativo das sxlremidades
do pe e do calcaulur, e isso em ambos os ps, um
augmento gradual de rapidez nesse movimento al
chegar a urna celcridade inconcebivel, depois um
salto terminado por urna piroeta e uns passos dados
.iirave da sala, eis em summa essa dansa sclvagem.
Quando urna das duas pessoas que dansam est fa-
tigada entra nutra, como quando os meninos exe-
cotam a dansa da corda.
Ao -mi da rabeca, muilas mulheres que linha-
mns visto na taberna, correram e lomaram tambem
successivamenle parte na; giga, e no fim de um
quarto lodos linham cxecuta.lo os seus passos. O
menino do labernciro principalmente desenvolva
um.i lloiihilidade nos movimculo* e urna pachorra
adiniravois. ()s copos de agurdenle circulavam,
a alegra lornou-se geral. manifeslando-se por es-
trondosas risadas ou estrepitosas gritaras.
NSo pareamos o nosso lempo aqui esaiamos, ob-
servu um dos inspectores. Elle pagou a despeza,
e ns procuramos ganhar a ra airavessaodo de no-
vo a taberna cujo aspecto nao tinha mudado.
Todos os homens que o Sr. acaba de ver, disse
elle, ja foram castigados pela jnslica, e sao ladres
de profisso. Nao ha um que nao lenha ido aos
tribuuaesao menos tres ou qualro vezes. As mu-
lheres sao suas concubinas e alm disso oceupam-sc
em esconder os furtos e tambem furtam por sua
conta. O dono da casa qae estabeleceu esse alcou-
ce he om verdaduru ladran, sun mulher urna prosti-
tuta, sua filha lambem o he, e o menino qae dan-
son em primero lugar j foi conderanado tres vezes
leudo apenas 12 anuos de idade.
Eis urna bella sociedade 1 observei eo.
Esle menino (em-se distinguido muilu. O Sr.
devia observar que mos delicadas elle possue, pois
bem. essas mlozinhas lem o valor de dez das oulras.
Nao ha um ajontamenlo em que elle nao lenha rou-
bado todas as algibeira autes qtie algoem repare em
sua presenta, por isso goza de muita considerado
eutre os companheiros. Menino encantador! e a
bella dama que sustentava sobre seus joelhos o ra-
bequisla'.'
He a tilha da dona da casa.
Obrigado.E subimi>; para o carro que acaba-
vamos de encontrar na exlremidade da ra.
Quereudo attenuar as impressoes singulares que
avista desta taberna me liuba causado, conduziram-
me sucerssivamente a inuitos cafs, ao Americano,
ao Brown Bear, depois ao Mahogany Bear, a res-
peilo do qual dirri algumas palavras j que os ou-
tros dous sao qnasi semelhanles.
Sao pequeas salas de espectculos secretos onde
existen) algumas banqoinhas sobre as qaaes orna
bandeja recebe os copos de cerveja e agurdenle
Nao ha ah platea, nem coro para a orchestra, orna
s galera superior cerca a sala e esleale-se at ao
secnario; esle lem quasi doze ps de largura e qua-
lro de comprimen.! desde a exlremidade al a ba-
laustrada. Tres rabecase um baixo compem a or-
chestra. c de lempos em lempos apparecem cantores
vociferando romances proprios do lugar, cojos ditos
grosseiros eallusoes obcena, pouco disimuladas di-
verlem infinitamente esse publico ordinario de rapa-
rigas deshonestas, marinheiros e vagabundos. No
Mahogaiiv Bear livemos occasiiin de assislir a um
desses romances: urna aldcaa decentemente vestida,
chora a perda de seu amante embarcado em em na-
vio da mariaha de S. M. Brilannica; ella recorda-
se dos bellos das de seu amor, lamenla-os e chora
pela ausencia do seu querido, a Oh quao dura he
a ausencia I Oh! quanto elle era bello! Tudo
so em termos bem claros e com gestos mais claros
.linda. De repenteouve-se um murmurio que pou-
co a pouco se approxima. a moca leva a mi ao co-
rac,ao e um enorme mariuheiro lanca-se a seus bra-
cos apertaodo-a mui foilemenle. Pelos beijos que
Ihe d a aldeaa reconbece o amante, porm nao o
torna a achar o mesmo, isto he, para me explicar
mais, ella declara uSo adiar no seo mariuheiro pre-
dilecto, a doce inexperiencia das primeiras caricias.
Segoiram-se aceas de ciernes, iras contra as via-
gens que modifican) os homens e desenvulvem-nos
mais do qae convm, etc.; depois reconciliacao e
uovos beijos, e tudo isto. foi acompanhado de om pan-
tomimo que nada deixava a desejar Vine, pode jul-
gar dos risus do auditorio a certas pasaagens, dos
aritos de approvato ou de desapprovac/lo das mu-
lheres. Em urna outra dessas salas, o IVhite-Sman,
cysna brancuou o Paddy't goose como o chiman) os
fregueses, ouv'unos a apologa de casamento feits
por om pobre cantor ronco e doeute, o qual foi apu-
pado pelas mulheres da sociedade emquanto enu-
merou as vanlagens desta instituidlo ; e pelo con-
trario coberto de applausos quaudo fallou dos seus
inconvenientes. Durante todo o lempo que dura-
ran! es agurdente e grandes quanlidades foram consumidas
pelos homens e mulheres que se achavam prsenles.
Essas pequeas salas lem ama appareneia elegante,
so bem ornadas de douradura, Iluminadas por
bellos lustres; elias existem ordinariamente no fun-
do das tabernas e das oflicinas. A entrada hefr.
queada mediante a paga de dous, Ires ou qualro pen-
n? s, he o cou-umo que paga as despezas, e mais de
um desses lugares dao a seas proprielarios vendas
consideravei*.
Depois de ter visitado ele ou oito dessas salas,
neus companheiros annuncisram-roe que iames pe-
notrar em tabernas de outra especie, islo he, que em
vez de ladroes e assassinns s.i encontraramos nellas
vagabundos e vadios. Confesso lhe qne nao lendo
experiencia desses senhores. nao linha observado dis-
linceao aiguma. O Coq of Neplune esperava-nos,
e nosso carro para ahi nos condozio em pouco
lempo.
Ahi tambem convinha applicar tofl o lempo em
observarlo sem gasta-lo em quesloes ociosa. O
, larga c o seu exterior he semelhanle an de toda as
tabernas do mundo, mui aceiado,. bem parecido e
bem illuminudo; porm apenas urna pessoa abre a
porlaparlida ao meio e sertffechadura, logo encon-
Ira um casebro l.orrml. A taberoi em si nada en-
terra senao o ordinario, porm est separada apenas
por um simples tabique do logar em que se passam
as mais asquerosas orgias. Nesla sala que apenas
I Julia oito pos de altura, e quasi vinle de rumprimen-
in e oulros lanos de largura, ronlei urnas irinta
mulheres e ana qu.renla homens pouco mais ou me-
nos. Eram marinheiros que ha pouco linham des-
embarcado, levados ahi por essa gente para serem
rimbados na embriaguez, Irabalhadorcs do porto,
bandidos mocos e veihos recostados sobre os bancos
de madura enllocados em torno das mesas, sobre as
quaes muitas vezes se deilavam inteiramcnlc em-
briagados. No meio delles e a s"melhanca de furias
grilavam, tociferavara, juravaui essas miseraveis
nullieres injuriando a um, lomiudo das maos de
nutro aseo copo de agurdenle para bebe-lude urna
s vezecahir embriagada aviado de um oulro; do-
minando ose tumulto e essa desorden), os sons agu-
dos de urna harpa indignamente desafinada e de urna
rabeca dcleslavel convidavam os avstenles para a
dausa. Purin para que possa-se dansar he necessa-
rio que cada um possa susteular-se sobro as pernas.
e muitas persunagens das que estavam presentes nao
podiam satisfazer a essa condicefln.
Tres ou qualro mulheres que andavflo no meio
dos djversos gMipos dirigiram-sa para ni, no pelo
desejo de conversar, porm para pedir-nos que Ihes
dessemos dinheiro para bebidas, impozcmos-lhes a
condicSo de que dansaram, e pouco a pouco se for-
mou i giga; uuUo muitos dos homens que estavam
recostados na mesas levanlaram-se e vieram lomar
parle no divertimento, na verdade era um espect-
culo assaz curioso, e esses corpos meio varillantes
ohraados a satisfazer as exigencias de urna medida
mui viva, volteando sobre si mesmos i scmclliansa
de serpentes, tropezando a cada passo. procurando
apoiar-se contra as beiras das mesas ou das bancas,
apresentavam o aspecto da mais perfeila degradarlo.
No momento em que a giga eslava mais animada
e sem que se ouvisse grito algiim, rompen a inulli-
.tSo um homem vestida de urna carniza de pauno
escuro e temi na cabera um chapeo de marujo, o
qual oinpiirr.n.i para a sua frente um rapaz que
mostrando ter seus vinle anuos oppunha-lhe cerla
resistencia e a pooco acabava de jugar os murros.
As sobraorelhas e a parte iuftrior dus olhos estavam
tao indiadas e a tal ponto pizadas que encobriam
completamente a rbita dos mesmos, as faces e to-
da a fronte eslavara inleiramenle negras e entu-
mecidas apresentandn urna serie de ronluses e in-
chages lerriveis, c de suas faces feridas em muitos
lugares corra sangue em abundancia. Esso mise-
ravel foi laucado para a porta, e nenhum dos fre-
guezes do Coq of Neplune lhe moslrou o menor sig-
nal de adniir.icln o mesmo de nlleucao.
Urna malher comecou l rr e as mais fizeram o
mesmo eludo licou ahi. Esle incidente lendo per-
turbado um pouco a dansa, ella corne^ou a tornar-
se mais anima la. Appresentaram-se enlao alguns
dansarinosde sorda, os dansadores formaram urna
roda dentro da qual havia um pequeo espato e ahi
escs desgranados desenrolaudu um tapete rolo que
eslendcram no chao, se poseram em posicSo de exe-
cular os seas passos. Por causado pooco espacoa
pobre gente devia girar sobre si mesraa com os pes
juntos e dar saltos perigosos. Por urna ou duas ve-
zes cahiram com a cabera vollada para baixo e en-
lao foram completamente apopados, em oulras oc-
rasies eram bem succedidos e nao eram applaudi-
dos. Os inspectores deram-lhes urna moeda de prata
com u que ficaram pasmados, e sahinvs. Por mais
que queirantos reprimir em nos mesmos os tristes
senlimenlus que experimentamos nesses lagares
asquerosos nao o podemos fa^er, Vmc. comprehende
perfcilamente que no pode deixar-se de ler o cora-
tao indignado vista dessa corrupcSo que se exerce
lis remenle e sem que encontr obstculos. Na ra
os meus companheiros disseram-me que lindamos
assistido ao primero acto do drama que te repre-
senta lodos os dias uo Coq of Neplune e oulros al-
coa'ces do mesmo gnero-, antes de dirigir-nos para
oolro lugar, M. P "'.disse-me que me conduziria
ao lugares da verdadeirrmiseria como elle o dizia.
Eram onze horas e meia e por isso convinha mais
visitar as habilacOes dos verdadeiros pobres da c-
dade pelo que fizeromme raminhr atravez de pe-
queos corredores tortuosos e enlmenlos que sc-
dirgiam a um paleo mal caneado e coberto enPdi-
versos lugares por inonldesde immundriasdasquaes
a chuva que cahia a jorros fazia sabir ftidos mias-
mas. Era o Gfa. hotue-yard, ir hile chanel, ou ha-
bitarlo para os emigrados da America.
Ahi se achavam reunidos espera do navio que
devia couduzi-los para o Nove-Mundo, Eldorado
fantstico de suas caberas, embriagadas pela mise-
ra, nu emigrados de todas as naces. Quasi lodos
silo Allomaos que vem da Allemaiiha por cinco li-
bras ederlinas ou cento e vinte e ciuco francos.
Nosta somma comprehende-se lambem a passagem
at America, e foi ah que vi scenas verdadera-
mente tristes. Oulr'ora e antes da nlerxencao da aa-
lordade ainda insufficiente porera j.i muilo ulil,
chegavam a morar qualro rentos desses desgranados
no Olas howc-yarcl; o amontuarem-se e micha-
carem-se uns contra astros, eis as verdadeiras ex-
pressoes^com que se pode descrever essas habitarOes
miseraveis. O primero e o segundo andar s,io divi-
appareriam os bracos, as pernas e as cabecas magras
e macillcnlas. Ahi ronravam, he esse o termo pro-
prio, confusamente homens, mulheres c meninos,
mis perfeilamentenus, e no meio da mais espantosa
bicliaria e palhas, reslos de um colxao sujo de lama
e de mmundicia.deitados ao romprido e de travez.
Um velho de pallidez cadavrica cuivou-se sobre o
assenlo e perguntou-nos com tom de censura : Que
rindes aqui lazer ? Urna mulher, provavelmenle no-
vata nessa degradarlo, repcllida urna parle do im-
mundo trapo que ebria seu corpo deixamlo assim
ver um ci c urnas espaduas ainda frescas.
Fume, fume Sr. dizia-me o soldado de polica,
veudo-me commovido a vista de semelhanle qua-
dro, de oulra sorlc esse mo cheiro lhe fara mal, e
se ja o acha mui forte enlao reliremo-nos, pois nao
obstante estar acostumado a senti-lo elle exerce
grande influencia sobre inim.
He necessaro Irabalhar, dizia um dos inspeclores
no velho que fallara em primero lugar.
Porm aonde, replicava esle, senao ha trabalho 1
Meu charo amigo, retirei-mc pois que nao po.lia
mais, e s respirei quando achei-me na ra ; tao em-
pestada eslava a lal casa !
Nao he ahi, Sr., que existe a verdadera miseria,
e com quanto j baja ahi algum progressn, nao he
essa ainda urna das mais inmundas habitac,ocs.
Conlento-me com essa, respoiidi-Ihe; grande Dos,
que podei haver as oulras.
Quasi a mesma cousa ; porem aqui ao menos nao
existem doenlcs que lornem o lugar inhabilavel.
No Sickncv, marter linkt, disse elle dirigindo-se ao
dono da casa ?
Aro, sr.
All rlghl, then.
Elle puxou a porta sobre si. Entramos tambem
as duas casas visinhas das quaes nao lhe farei no-
vas descriptoes, poil qae arrenialhavam-sc pri-
meira ; e enlrei nellas smente para convencer-me
da realidade dessa miseria inconcebivel.
Era urna hora da inanhaa,e os inspectores preve-
niram-me que iamos nssistir ao segundo acto da tris-
te comedia da qual tinhamos vislo representar o
primero no Coq of Neplune e em outra taberna ; is-
to he, que as mulheres depois de terem embriagado
os marinheiros e feilo com que elles ficasem inca-
pazes de toda a defeza, os linham conduzido para
suas casas para acabaren) de despoja-los com o so-
corro dos seus amigos, ladrees de profissao que aju-
davam-nas nessas nccasiOes. Quanto ,i isso, meu
charo amigo, nao posso verdaderamente referir-lhe
as scenas de que fui lestemiinha ; para estas narra-
i.es mais vale a palavra que a penna, e prometto-
lhe nao esquecer as menores minuciosidades quan-
do nos encontrarmos. Em um momento smente
cm que conversavamos em urna calcada durante o
espaco que houve entre estas duas vislas, algumas
yozes confusas chegaram-nos aos onvidos, e vimos
dous soldados de polieia correrem e dirigirem-se pa-
ra urna pequea ra chamada Glass-Ilosuve slrect.
Segu-los foi o nos primero muvimenlo, e desem-
bocando nesse pequeo corredor, achamo-nos no
meio dos mais selvagens gritos, das mais incriveis
imprecaces ; a orjgem e o motivo de ludo sso era
um furto que linham feilo a um pobre velho, que
achava-se embriagado no meio da ra e para o qual
dirigiam-se lodas as injurias e vocifratele. Esse po-
bre homem mu poucoTigno de compaixao tinha si-
do conduzido e roubado por urna dessas amaseis ra-
parigas, e procurava reconheccr aquella que o tinha
despojado, trabalho perfeilamehle intil,o que linha
excitado no maor grao a alegra e o prazer de to-
dos os assislenles.
P.iuco a pouco ellas mutuamente se foram acen-
sando do furto e no momento em que chegamos, ha-
via um fogo vivo de paiavradas laes que poucas ve.
tea se bao de ouvir. Em todas as janellas apparc-
vez comigo que da existencia de urna grande chaga
no meio de urna grande rcnni.io de homens,nao se-
gue-se que deva-se fechar os olhos e deixa-la aberta
c contagiosa, Vmc. lalvez quizesse que se empregas-
sem lodosos esforros alim de cura-la ou ao menos
que se diminu.-em suas consequencias perniciosas
lano quanto fosse possivel. Tal porm nao he o sys-
lema adoptado pelus uossos vizinhos e nao achamo-
nos encarregados de dar-Ibes ronselhos. I-elimnen-
le todos os dias, esses covis cm que enlrei, gratas s
facilidades que me foram concedidas, diminuem
sensvelmnte e os philanlropos que se oceupam da
transformarlo material ao menos lano quanlo da
espiritual, lem ja oblido bellos resultados.
Elles nao farao com que os pobres tornem-se ri-
cos, para isso he necessaro mais aiguma cousa que
a philaulropia ; porm ao menos os ajudarao a su-
portar a miseria, e os elevarlo a seus proprios olhos
o que parece-me j ser aiguma cousa do lim que se
deve procurar atlingir. Em todo o caso ahi passe
nove horas mui curiosas e livo ainda muilo lempo
para dormir recnlhenilo-me s cinco para casa. Na
mesma noile s oito horas e meia eu achava-me de
volta para Pars. Ja v Vmc. que nao perd o meu
lempo, e smente desejo que diga outro tanto depois
que me houver lido. lidourd Delesserl.
(tiente de Pars.)
cravo, Francisco Jos de Medeiros Jnior e 1 es-
cravo, 2 segundos cadetes, lendo um baixa do ser-
viro, 1 desertor, 4 ex-pracas e 1 escrava a entre-
gar.
.Varios sahido$ no mesmo da.
LiverpoolCalera ingleza Sico>dfuh, capito Geor-
ge Cobb, carga assucar e akodao.
demBarca insleza Oberon, capitao Thomaz Ta-
verner, carga assucar e algndo.
EDITAES.
COMMERGIO.
PHACAU0KECIFE4 DE DEZEMBKO AS3
IIOKAS DA TARDE.
Colatoes olliciaes.
Assucar mascavado resillarEpMO por arroba.
Dito dito escolhido18580 por arroba.
Dito dito hom1JJO0 por arroba.
Al.FANDEliA.
Rendimcnlododial......7:02188.1o
dem do da 4........20:i6iS0U7
didos como o interior dos navios. 4 camera tinha i ciam caberas de mulheres apenas vestidas, que to-
Irinla e cinco ps de comprimento e vinte c cinco
de largara e conliolia nvenla e nove pessoas Em
pequeas celias cinco ou seis corpos humanos, ho-
mens, mulAeres ou meninos, cobertos de trapos on
despojados de seus vestidos, disputavam o ridiculo
espato deixado a cada um.
O malhniameulo consiste cm que os quartos su-
periores foram detaaanehados, oquedoplicava natu-
ralmente o numero dos habitantes; smente o pa-
vimento terreo conserva anda ess^s pequeos quar-
tos semelliantes a camarotes. Ahi Vmc. vera indi-
viduo miseraveis enrugadns pela failiga e pela fo-
me, menino meio sutTocados prximos a seus pais
que parecen) resolvidos a morrer; urna tcrrivcl mul-
lidao de bichos havia obrigado a runior parle delles
a iufringirem o regulamento e a sabir dos quartos,
arrastando para a passagem o rolxao immundo que
Ibes servia de cama. A falla quasi absoluta de ven-
lilarao lornava o ar, j corrupto pela presenta de
tantas pessoas, cheio de um mo cheiro terrvel, e
de vez em qnando os suspiros e as respirares desses
desgratados que prncuravam no somno urna alh-
mosphera mais s3a completavam a mpressao mais
que dolorosa desle qoadro. En ahi observei urna
mulher assentada sobre o colxao entre seus Ires h-
Ihos adormecidos e doas borneas desconhecidos: a
desgraf da creatura apoiava a caliera cm suas duas
mose quando o lampio do dono da casa l?ncou
sobre o seu semblante os raios da luz, ella levan-
tou para nos uns bellos e grandes olhos admirados
e quasi estpidos.
l-'orque nao dorme'.' lhe perganlei eu em allemSo.
Nao posso, Sr., por causa do grande numero de
bichos.
De onde he?
De Nuremberg.
Para onde vai1
Para New-York.
Fazer o que ?
Procurar mea marido que vive s ha dous au-
nos.
He necessaro dormir, acrescenlou um dos meus
companheiros, nao poder estar assim por milito.
lempo Sr." disse elle, vollando-se para o dono da
casa nao consinta que as camas sahianj dos quaitos,
bem sabe que isso nao pode ter logar, e nos desee-
mos.
Em fim visitamos muitas dessas casas que existem
em todos os lugares e que Vmc. lera visto em nosso
paz, nos quaes obreiros que nao lera domicilio po-
dem passara noile pagando alguns sidos. Estas eram
suficientemente acetadas e arejadas. Cada quarlo
tem um leitreiro indicando o numero de camas
qae he permitalo, sendo prohibido ao dono da casa
collorar uos mesmos quartos um numero do camas
superior ao marcado.
Acabava de soar meia noile no relogio de urna
igreja vzinha, M. P. pergonlou-rpe se eu teria re-
puguancia em vizilar urna habilaeflo de Irlandezes
que me servira de modello ; respondiendo eu ne-
gativamente dirigimo-noj para Eatl Saint Georgei-
Parish no Blachsmith's arm's Courl. Esta devia
ser o nec plus ultra de mistas iiidagacoes nesses co-
vis e jamis nao esquecerei o> horror da scena de
que fui lesleiuuiiha. Para que podesseroos cliegar
a porta desdes alcooces encerrados em urna casa de
um andar e de granft comprimenlo, era necesjario
caminhar atravez de urna ra eslreila onde charcos
d'agua eslagnada e empeslada lancavam um mo
cheiro.
O IHm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manila fazer publiru para conhecimento dus
ron 1 ii hu ule- abaixo declarados, do imposto da de-
cima urbana da freguezia da Boa-Vista pertencenle
aos exereicios de 1833 a 1852, que lendo-ae con-
cluido a Inpidar"o da divida activa desle imposto
devem comparecer na mencionada Ihesouraria den-
tro de 30 dias, contados do da da piililicaendo pr-
senle cdilal, para se Ibes dar a nota do seu debito,
alim dequepaguem na mesa do consulado provin-
cial, ficando na iulelligencia de que fiudo o dito
prazo ser.lo executados.
E para constarse maodou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de novembro de 1854. O secretario.
.i'iinnio Ferreira a*Annunciacao.
A casa he dividida em Ires pariese perlencea
um s-proprietario. l,'m soldado de polica que nos
segoira at ahi, bateu na janclla do pavimento ter-
reo ordenando que brissem a porta em nome da
polica : elle baleo por muito lempo sem que lhe
respondessem; emfim oavio-se um grunhido e a por-
ta enlreahrio-se leiilamenle, o lampio do soldado
de polica apago;i-se nesse momento c meu p pi-
sta um corpo que achava-se eslendido atravesada-
mente ; aceso o lampea.>, pude ver sele ou oito pes-
soas deitadas no chao envidias em lenroe- rolse
no meio do um mu cheiro immenso, era o dono da
casa e sua familia, no fundo da cmara ama pe-
quea curada na qual fallavatn os dous primeiros
degr.nw conduzia ao andar superior ; e ahi aguar-
davu-me o quadro da miseria mais hedionda e re-
pugnaule.
Antes de subir, ensinaram-mc que accendesse um
charuto a fim de que podesse lullar coutra a atmos-
phera empeslada detse chiqueiro, c quando chegnei
ao nllimo degro dessa escada caruochosa, vi urna
camarade dezpsquadrados e quasi seis ps de altura
com urna fresta de algumas pollegadas hermtica-
mente fechada ; foi-me necessaro vollar para traz
em virtnde do fedor que se exalava ; a os trapos
desses mizeraveis ; sobre soalho eslavam deifados de
cordas presas as extremidades das paredes pendiam
os vestidos rolos desse lugar dez ou doze corpos hu-
manos uns sobre osoutros.
Um panno igualmente sujo e empeslado, mui
pequeo para cobri-los todos, moslrava anos-
sos ulhos buracos immensos, e as extremidades
mavam parte na questao ; a chuva cahia a jorros e
muilas das laes mulheres para poderem insultar
sua victima mais a seu gosto, linham descido quasi
nuas; os reverberos apprcscnlavam com um cor baca
lodas essas apparrocs que se poderiam lomar por
figuras de hincas furiosas, e a chegada do soldado de
polica nao conlevc de sorle aiguma a desordem.
Depois de ler intilmente procurado obler do rou-
bado, que recusava queixar-se e smenle quera
gritar, os signaes necessaros alim de que podesse
prcstar-lhcalgiim soccorro, o soldado acabou por di-
zer-lhc :
llang -, ourself, o que pode traduzir-se livreinente
por : a Ora enforque-se. E como, cm summa a
tranquillidade publica nao eslava pertorbada.rctira-
mo-nos sem fazer cousa aiguma.
Depois das invesligares numerosas as singula-
res rasas em qae encontramos quasi todos os actores
das scenas que acabo de descrever-lhe, deram Ires
horas e meia, e os meas iniciadores disseram-me que
me haviam apresenlado a amostra de ludo o que
Londres coulem noite nesses qoarleirSes remotos.
Se n3o est saltsfeito, accrescentaram elles, estamos
promptos a leva-lo onde qoizer ir, porm o Sr. na-
da ver de novo ; vamos smente passar pelo Pa-
villon ltoom's que ainda deve estar aberto. Con
efleilo, no Pavillcn Room's eslavam, nao obstante a
hora adianlada, alguns beberres obstinados entre
ts quaes um chamado Burger, especie de cantor
qae recitou-nos dous romances de sua composirao,
os quaes no meio de sen cynismo eram mui espi-
rituosos, eessa recitatao foi ;u- -om pan hada no piano
por um velho bandido de bigodcs brancos que bata
como um sordo sobre o pobre instrumento quebrado,
nica orchestra do estabellecimento.
O segando acto pois represenlou-se no meu pas-
seio nocturno ; sinto prazer em poupar-lhe as mi-
nuciosidades grosseiramente prosaicas e consequen-
ca natural dos prazeres a que assisti durante a pri-
meira metade da noite. Nada mais re-lava me a
fazer que tirar das minhas pe-quizas urna cunclusan
material, c perguntei o que faziam os frequenlado-
res das tabernas quando o embriaguez nu os roaos
Iralamantos os demoravam : o O Sr. o saber, foi a
resposla, e a sineta de urna casa mu asseida, sendo
fnrlemente puxada pelo inspector P fez ouvir
os seas sots. Um soldado de polica veio abrir e
achamos-nos na estaca') de polica do distrelo de
H'hile-Chapcl. Urna especie de sala mui liropa,
com mesa e registros abertos, esperava pelas prise*
da noite. Juramentos mu significativos seodo di-
rigidos das cellulas engradadas e guarnecidas de va-
rn de ferroindicavam insuflicienteineute que a noi-
te fura frtil, pedirn) me que nao me approximasse
das cellulas porque os presos daquelle dia eram de
urna nalureza turbulenta ; com elleito vi atravez da
grade, semblantes em ludo semelhanles quelles
que linha vislo no American ll'irard ou no Coq of
Neplune.
Moslraram-me o grande livro dos assenlose a ma-
neira pela qual os presos eram regislrados.porm isso
era da vida ordinaria o interesseume muito menos;
portanto encurte! a minlia visita e dispunha-me a
sahr quando qualro soldados de polica Irouxeram
dous homens, dos quaes um era um dos bandidos que
tinhamos visto no Cnq of Neplune, e qae arabava de
ser preso por causa de estar roubando na ra. Seu
interrogatorio foi breve e lanc.aram-no em urna ccl-
lula sem que elle mostrasse alterara,) aiguma, pois
que j eslava accoslmnado. O outro era um li lau-
de/, e o depoimenlo do soldado foi este :
Eu roudava pacificamenle na ra (n,lo lembro-me
agora do sea nome,) qnando esle senhor passou por
junto de mmeom mais dous enmaradas, e antes que
eu podesse ver cousa aiguma, tinha cabido sobre a
calrada de pernas para cima; levnilaiido-uie s pude
alcancar este senhor, c ei-lo.
Enlao o Irlaudcz. homem muita corpulento ede
urna boa figura, co,nern um longo spcech (discurso)
e aproveilou-se da occasiao para enumerar seus an-
tecedentes perfeilamente honrosos, o que fez appare-
cer um sorriso nos rostos das figuras mu graves dos
soldados de polica, e elle terminou >lizendo : Nao,
senhores, nunca empurrei pessoa aiguma.
Islo foi dito com emphase.
Excepto a mim, replicn o soldado, sem accres-
centar cousa aiguma e deu as costas, sendo o Irlaii-
dez laucado em urna cellula. Terminado esle ul-
timo episodio, os meus inspectores pergunlarau-me
se eslava salisfeito e se linha allingido o meu fim ;
disseram-me que queran) acompanhar-me alea casa
e uo me drixarain senao na nimba porta, ajustamos
a conta das despezas que fizemos duran le a noite, e
depois de ter agradecido a boa vontade e bondade
delles, deixei-os.
Presentemente, meu charo amigo, nao exija de
inim que lhe faca commenlaro algum ; o assumpto
g&stara muilo lempo para que fosse explicado, e as
observacoes muito ru-lariam a desenvolver ; Vmc.
ter-se-ha admirado sem duvida aiguma de tudo
quanto se deixa fazer e de ludo o que se uo impe-
de nesses covis de vicios e de crpula. Pensara lal-
27:4858923
Dencarregam boje 5 de dezembro.
i..llera pnrluguezaCratidaodiversos gneros.
Brigue americanoBretefamilia e bolachinhas.
Brgue inglezHeraldbaralho.
Galera americanaJuniperfarinha de Irigo.
Patacho brasileiroSania Cruzgneros do paiz.
Iliate brasileiroAuroradem.
Escuna brasileiraFloraferragens c salsa.
Importacao'.
Hiate nacional Ejcalarao. rindo do Aracaty, con-
signado a Antonio da Silva Guerra, manifestou o se-
grale :
7 caixes garrafas de agurdenle de Franca, 609
meiosdesola ; i Antonio Joaqun) Seve.
Ill sacos gomma ; Joaquim Lopes Ferreira.
15 ditos cera de carnauba, 100 couros salgados;
Anlonio Jos de Sonza Rabello.
200 meios de sola ; a D. Rodrigues de Andrade dt
Companhia.
ti saceos cera de carnauba ; Manuel Jos de S
Araujo.
14 ditos gomma, Manoel Rodrigues da Silva.
497 courinhos de cabra, 1 embiulho pennas de
ema ; dem.
133 mull... couros meudos, 700 meios de sola, 1
pacnle pennas de ema, 12 molhos esterai, i sacco e 3
pacoles cera aiitarella, 28 caixas velas decarnabe. !
saceos cera de dita, 1 fardo calcado, 110 saceos
gomma ;ordem.
Hiate nacional Flor do Bral, vindo da Parahi-
ba, consignado a Vicente Ferreira da Cosa, mani-
festou o segainte:
8 pipas e 20 barris vinho, 17 dilos azeile doce, 26
pipas abatidas, 12 barris ditos ; a Vicente Ferreira da
Costa.
100 pares de eixos de eogenho ; Joo Fernan-
des Prenle Vianna.
Patacho nacional Sania Cruz, viudo do Aracaty e
Ass, consiguado a ordm manifestou o segra-
le :
2 quartolas c 2 barris sebo em rama, 19 caixas e 2
barris vellas de rnrnaba, 28 mullios courinhos, 4
fardos calcado-, 1 sacco cera amarella, 1 barril azei-
le de carrapato, 346 W alqueires sal, 300 molhos
palha de carnauba, VI saceos, 8 barrquinhas e 2
ineias pipas cera de carnauba, 1 sacco buxo de
peixc ; a ordem.
Escuna nacional Flora, viuda do Para, consigna-
da a Antonio de Almcida Gomes & C.*, manifestou
o seguinte :
90 rolos salsa ; ordem.
Brigtie franrez Courageme bugenie, vindo do
Ceile, consignado Lasserre & Companhia, manifes-
tou o seguinte :
141 pipas e 30 barris vinho, 40,000 kilogramas sal;
aos mesmos.
Brigue inglez Herald, vindo.de Terra Nova, con-
signado a M. Calmont x Companhia, manifestou o
seguate:
2148 barricas baealho ; aos mesmos.
Hiale nacional Camiiet, viudo da Parahibi, con-
signado a Francisco da Silva, manifestou o scguinle :
10 barris ixeilo de mamona; Izaac Curio & Com-
panhia.
800 toros de mangue ; ao mestre.
11 .i cara nacional Feliz Ocfino.vinda do Rio Gran-
Je do Norte, consignada a Jos Procopio de Oliveira
e Castro, manifestou o seguinte :
305 saceos milho ; ao mesmo.
CONSULADO GERAL.
Reudimenlo do dia 1......2:334*142
dem do dia 4 .......2:9395727
5:273-3869
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimento do dia 1...... 2199553
dem do dia 4........ 3168689
Jos Jacome Tasso Jnior 148112
Jos Paes......... 2&4I9
Jos Candido de Carvalho Medeiros. 59040
Jos da Costa H meado..... 11)8080
Josde Azcvedoe Souza..... 128096
Jos de Carvalho da Costa 188144
Jos Joaquimdo Nasciment? f>8048
Jos Pedro Ribeiro...... 48032
Joo Das Moreira....... 9S698
Joo Damasceno Bornes .... 938302
Joo Martins......... 118128
Joan Antonio Carpinlero da Silva 458673
Vmva de Joo Ignacio da Costa 59443
Viuva e Ildenos de Joo Baplisla
Branco.......... 68048
Joanna Raymunda da Cosa 8806i
Joo Antonio........ 11-8515
Joflo Francisco Regis...... 278417
Jou Francisco ne Albuquerque 848374
Joo Ignacio Rodrigues Costa 178821
Joo Martins da Silva...... 7?2~>7
Joo Jan ni h > d'Oliveira .... 11-8320
Joao Francisco Regis Coelho. 6808
Viuva e herdeiros de Joao Canco
Pereira Freir....... 518237
Joao Bernrdino de Mallos. 129236
Padre Joao Rodrigues de Araujo 1&668
Joao Vieira da Cimba..... 318075
Joao Francisco dos Santos e ootros 268697
Joao Climaco Freir...... 318147
Viuva de Joo Francisco Peixe 338928
Joao Carlos de I.unos..... 539395
Joao Ferreira Lima...... 228218
Jo3o Baplisla Teiieira..... M8229
Joao Germano do Espirito Santo. 218969
Vinva e herdeiros de Joflo Pires Fer-
reira........... 178798
Joflo Baptisla Fernandos..... 188.540
Herdeiros de Joao Baplisla d'Albu-
querque......... 279810
Padre Joao Caprslaoo Nogueira 38893
Joflo Pacheco de Queiroga 'i-l'.l
Joflo Alves de Souza..... 49449
Joflo dos sanios Porto..... 68018
Joflo Candi........ 108080
Capilfln Joo do Reg Barros Falco. 108080
Herdeiros de Joao Carlos Pereira de
Borgos........ 208160
Joflo Jos do Reg...... 1 v-l_ii
Joflo Manoel Medes da Cunda 9-8072
Viuva de Joao d'Oliveira e Silva 88064
Joao Jos da Croz....... 68048
(Conlinuar-tt-ha.)
O l)r. Custodio Manoel da Silva Goimaraes, juizde
direilo da 1. vara do civel e do coinmejcio, nes-
la cidade do Recife de Pernambuco, por S. M. I e
Constitucional, que Dos guarde, etc.
i'aco saber aos que o prsenle cdilal virem que a
requerimenlo da viuva Marlins de Carvalho, se acha
por este jui/.o aberta a falleocia desta pela seiilenea
do theor seguinte"
Avista da exposieflo comante a II. 2 declaro aber-
ta a fallencia da commercianle viuva Marlins de Car-
valho, e filando u termo legal de sua fallencia do dia
12 do correle me/.. Ordeno qae se ponbain os sellos
em todos osbeos, livros e papis da fallida, e nomeio
para servir de curador fiscal o credor Manoel Alves
Ferreira, que prestar peranle mim juramento na
forma da Ici, expedindo-se desde j ao respeclivo
juiz de paz copiaauthentica desta sententa, para pro-
ceder a aposiejn dos sellos, e pague a fallida as cus-
tas.
Recife 23 de setembrode 1854.Custodio Manoel
da Silva (luimaraei.
E nada mais se COOlinha emdla senlenra, em
virtnde da qual se lavrou o competente termo ao cu-
rador fiscal noineado, e nao teudo esle aceitado, foi
por despacho desle juizo Horneado para curador fiscal
Ricardo Deppermann.cuju despacho foi dado em da-
ta de 2 de outubro de 1854.
Em cumprimenlo do que todos os credores pre-
sentes da referida fallida coniparecam em casa de
minha residencia, no dia 9 do corrale s 10 horas,
alim de se proceder a noineacao de depositario, ou
depositarios, que hflo dereceber e administrar provi-
soriamente casa fallida.
E para que chegue a milicia de lodos mandei pas-
sar o prsenle, e mais tres do mesmo theor, sendo
um publicado pela imprensa, e os mais affixados nos
lugares designados no arl. 129 do regulamento n.
738 de 25 do novembro de 1850.
Dado nesla cidade do Recife de Pernambuco aos 4
de dosembro de 1854. Eu Joaquim Jos Pereira dos
Santos, scrivao o subscrevi.
Cuitodio Manoel da Silca Cuiuiaraes.
te ao da sua chegada, para Macei, Baliia
e Rio de Jarieiro; agencia na ra do Tra-
piche n. 40, segundo andar.
Companhia de navegaco a vapor Luso-
Brasileira.
Os Srs accio-
nistas desla com-
panhia sao con-
vidados a reali-
sarem- rom a
niaior brevida-
de, a quinta e
ultima presin-
ti de suas ac-
tes, para a im-
portancia ser re-
medida a direc-
cao : dirigindo-se a ra do Trapiche n. 26, casa de
Manoel Duarle Rodrigues.
PARA O MARANHA'O.
Pretende sahir por estes dias, o brigue
nacional uRrilhante, por ter a maior
parte de seu carregamento prompto: pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-
se com Xovaes & C., na ra do Trapiche
CHARUTOS.
O dono da fabrica de charutos estabelecida na roa
Nova n. 56, tem o salisfacio de annunciar ao publi-
co, r especialmente aos seus freguezes, que araba de
receber um completo e variado sorlimento de cha-
rutos da Baha, dos autores mais acreditados daquel-
provincia, entre os muitos ttulos que -eran pa-
tentes aos compradores, merecen) especial meneflo
os segrales : Regala. S. Flix, Regalos de Hava-
na, Fama, Primores, Mil Flores, Lanceiros, Rega-
la, Resala Imperial, Senadores, Patuscos, Emilios,
Yaya, Amantes. Na mesma fabrica existem supe-
riores e legtimos charutos de Havaua da fabrica de
Jos Mara Moreyon & Roxas, eslabelecidn am Cu-
ba ; avista do que espera-se a concurrencia e pro-
lectao publica.
Frecisa-se de um criado forro ou captivo, para
o serv ico externo e interno de urna casa de ponca fa-
milia : no Passeio Publico, luja n. II.
John Rich Dunley, capitao da barca ingleza
Guatimala, faz sciente que nao seresponsablisa por
qualquer divida que possa coiilrahir a sua lripolar,ao
nesle porto.
Fugio da ra da Senzala vclha, a. 68, urna
preta ja velha de nome Francisca, magra, fula, um
tanto gaga ; levou vestido roxo, lem nos ps mar-
cas de ter estado nos ferros. Recommenda-se aos
Sr-.rapilaes de campo, que consta que ella anda pa-
ra as bandas do Campo Grande.
Desappareceu do deposlo geral, na noile do
n. 54.
Para Lisboa sabe com a maior brevdade oldia l.destmez o preto de nome Lasaro, croulo.
brgue portuguez Ocano, de primeira marcha ; pa- escravo de Jos Alexaudre dos Sanios, morador nu
ra o resto da carga e passageiros, Irala-se com os
consignatarios Thomaz de A puno Fonseca & Filho,
na ra do Vinario n. 19, primero andar.
Para o Rio de Janeiro pretende sahir com bre-
vidade, o brgue Incensirel por ler a maior parle
da carga : quem nelle quizer carregar, ou embarcar
escravos, pode entender-se com os consignatarios
Amorim Irmaos, na ra da Cruz n. 3.
Para o Para"
o hiate Ligeiro seguir em poneos dias; ainda pode
receber aluima cama : trata-se com J. B. da Fonse-
ca Jnior, ra do,Vigaro n. 1, primero andar.
Companhia Luso-Brasileira.
Devendo sahr
de Lisboa no
dia 23 de no-
vembro, o va-
por desla com-
panhia, c^D.
Mara Segun-
da, eomman-
dante o len-
le Guimarfles,
deven aqui cliegar al 9 do corrcnle, o depois da
competente demora segoira par a Babia e Rio, re-
cebendo passageiros aos coraraodos preces da tabel-
la : os inleressados dirijara-se ao agente, na ra do
Trapiche n. 26.
PARA q PARA.
Pretende sahir com muita brevidade,
por ter parte do seu carregamento promp-
to, o bem conhecido e veleiro patacho
Bom-Jesus: para o resto da carga e
passageiros, trata-se com Novaes& C., na
ra do Trapiche n. 54, ou com o capitao
no Trapiche do algodao.
Para a Bahia
Segu com brevidade o patacho Sania Cruz, re-
cebe carca e passageiros : Irata-sc coraCaclano Cy-
riaco da C. M. ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o lio de Janeiro.
O hiate Venus, segu no eorrenlemcz.recebe car-
ga e passageiros: trata-se com Caetano Cyriaco da
C. M., ao Indo do Corpo Sauto n. 25.
Para o Ass.
No dia 7 do andarte mez, segu o hiate Crrelo
do Norte, para o resto da carga e passaaeiros, traa-
se com Caetano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo
Sanio n. 25.
5368241
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Reudimenlo do da 1 a i.....2r948719
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudimenlo do dia I......1:806812-5
dem do da 4........3:0198214
4:8258639
RIO DE JANEIRO. 24 DE NOVEMBRO DE 18-54.
Ctacoes. da junta dos Srs. correctores.
Cambios sobre Londres. 27 7(8 a 90 dias, e 28 d. a
90 dias hoiilem; 27 3|4 a 60 e 90
hoje.
Antuerpia, 313 a 90 dias.
As vendas do caf foram regulares.
Em cambios houve IransactOes moderadas em
Londres e Pars. Sobre Ilamburgo pouco se fez.
Fretou-se dous navios a 55 s., 1 para o Canal, e
oulro para o Mediterrneo ; e I para Antuerpia a
62 s, 6 d.
META ES E FUNDOS PBLICOS.
MEi'AES. Oncas hespauliolas 298000
da patria. 288600 a 289650
Petas de 68100 vclha-. 168000
Mnedas de 4.....98000
a Soberanos.......89800
Pesos hespanhes 19940 a 19960
da patria .... 18900
a Palacoes.......189S0
Apoliccs de 6 %..........110,
provinriaes........102 "cxdv.
KRETES.
Antuerpia. 62 s. 6d. I Havre 70 fr.
Caml.....55|. Liverpool. 45a50|.
Eslados-linidos 70 a 90 c. iLondres 50|.
Ilamburgo 55|. (Mediterrneo 52a 60|.
(Correio Mercantil.)
MOVIMENTO DO PORTO
DECLARACO ES.
LELO'ES.
As malas que lem de ser conduzidas pelo vapor
Imperador, para os porlos do norte serjo fechadas
hoje (5) a urna hora da tarde, e depois dessa hora s
se recbenlo as correspondencias com o porte duplo,
Carlas senaras viudas do sul pelo vapor Impe-
rador, para os senhores : Antonio Moni/. Sodrc
Araglo, Autonio Vital de Oliveira, Gaspar Soares
Vianna, Joaquim Snares Estanislao, Ignacio Pinto
Santos Sazes, Joaquim Francisco Un arte, Jos Cae-
tano Araujo, Jos Joaquim Costa Maia, Jos Vicente
Lima, l.uu Gomes Ferreira, Novaes & C.
Pela delegacia desle primeiro dstriclo do Re-
cife foram apprehendidos varios objeclos de ourn e
prala, como bem relogios de algibeira e de cima de
banca, imagens, camisas, colleles de varias cores, ca I-
cas, casacas e sobre-casacas e palitos, obras estas no-
vas e usadas, e por se acabar, chapeos de sol j usa-
dos: aquellos que forem seus legtimos donos, com-
pareeain legalmenle habilitados, que lhe serio en-
tregues. Delegacia desle primeiro disliiclo do Re-
cife aos 30 de novembro de 1854.O delegado,
O arsenal de mnrinlia compra no diu 9 do an-
dante mez, para lome, miento do almosarifado, os
gneros abaixo declarados : linla de escrever, pea-
na lapis, piassaba, colheres de ferro, facas flamen-
gas, csro velho, arcos de ferro para lanoeiros, ni-
eis de caiar, flele, paes de ferro, eniadas, sola e
limas sortidas : as pessoas que se propozerein vender
etes gneros, comparecam nesla secretaria no indi-
cado dia, pelas 12 horas da manhaa.com a suas pro-
postas c as competentes amostras. Sccrelaria da
inspeceo do arsenal de marinha de Pernambuco em
1. de dezembro de 1851.O secrelaro,
Alexandre Hodrignes dos Alijos.
Navios entrados no di 3.
Paralaba24 horas, hiate brasileiro Flor do Brasil,
de 28 toneladas, meslrr Jo3o Francisco Martins,
equipagem 4, carea vinho, azeile e mais gneros ;
a Vicente Ferreira da Cos. Passageiro, Domin-
gos Jos Gomes de Macedo.
dem24 horas, hiale brasileiro Camies, de 31 to-
nelada', mestre Severiano da Cosa e Silva, equi-
pagem 4, carga toros de mangue c azeite de car-
rapalo ; a Francisco da Silva Radiche. Passa-
geiro. Nirolo Francisco da Cosa.
Assu'9 das, patacho brasileiro Santa Cruz, de
102 toneladas, me-lre Marcos Jos da Silva, equi-
pasen) II. carea sal e palha ; a Caetano Cyriaco
da Costa Moreira. Passageiro, Targino Jos Ca-
valcauli.
Phladelphia10 dia*, patacho americano Brese, de
211 toneladas, capitao W, S. Oulerhridge, equi-
pasen! 10, carea familia de trigo e mais gneros ;
a Malheus Austin & Companhia.
Mario* saludos no mesmo dia.
ParahihaEsenna insleza l'igilanle, capitao John
llunler. em lastra.
Rio de JaneiroBarra brasileira Mathilde capitao
Jeronvmo Jos Telles, carga vinho e mais see-
ros. Passageiros, Manoel Cancio Pereira dos San-
to-, Josu Jos Barbosa.
ValparaizoBarca hamboreucza Trident, capitao
C. J. Jaiiscn, carea asucar.
Navio entrailo no da 4.
Rio de Janeiro e porlos intermedios8 dias e 16 ho-
ras, vapor brasileiro Imperador, commandanlco
primeiro-tenente Joc Leopoldo de Noronha Tor-
rezno. Passaeeirqj pura esla provincia. Dr. Ki-
lippe Lopes Nclto, Anlonio Mara Ramos, Ber-
nardo Norat, Apolinaro Leal, Olavo Adelio Car-
nciro da Cunha e 1 escravo, Dr. Joao da Silva
Ramo>, Bclarmno Correa de Oliveira Andrade e
1 escravo, Anlonio Francisco da Silva Neves, Ma-
noel Caelano Pereira de Souza, (jabricl Alevdes
Raposo da Cmara, Dr. Eslevto Cavalcanti de Al-
buquerque Jnior, Carlos Spiridiao de Mello, ca
pitao-leiicnlc Lourcnto d; Silva Araujo Amazo-
nas e 1 escravo, Antonio da Costa Ribeiro e Mello,
Jo,1o de Almeida Monlciro, Antonio Jos Duarle
da Silva Braga. Joao Jo< de Miranda e Joaquim
F'ranrisro de Oliveira. Seguem para o norte os
senhores : Antonio de Mello Souza Guimaraes,
Anlonio ti niralves da Justa e 1 escravo, Frederi-
co Lccl'che, Joao Mamcde Jnior, sua senhora e
2 filhos menores, Joao Jos da Rocha, Antonio
Ferreira Brandan, Angelo Vrazan da Cosa, desem-
bargador Manoel Jos Espindola, Jos Mara Ra-
inoudo, Joaquim Candido Pessoa de Seixas e 1 es-
SOCIEDADE DR4IATICA EMPREZ4RIA.
Segunda recita.
Sabbado 9 de dezembro.
19. RECITA DA ASSIGN'ATURA.
Subir a scen.i o muilo desejado c apparaloso dra-
ma hislorico em 3 actos c 5 quadros, denominado
LUCRECIA BORGIA.
Sendo o papel de Lucrecia deseinpenhado pela
actriz I). Mara Leopoldina. Dar lim o espectcu-
lo com a .'.i-a ..rada comedia vauderilc em 1 aclo
intitulada
OS BILHETES DA LOTERA.
As pes-oas que encommendaram camarotes e ca-
denas para esles espectculos podem vil reccbe-los
de i| o aria-ledra U.9 do ron en le, at -o \ la-fe ira l.o de
dezembro ao meio dia, no enrriplorio da sociedade
dramtica. O rcslo dus bilheles a'ha-se o venda
no mrsmoVsriiplorio ; desde as 10 horas da manhaa
as 2 da larde, e das 5 da larde as 8 1)2 da noile.
Principiara as 8 horas.
O senle Vctor far.i leilan no.sen armazem ,
ra da Cruz n. 25, de grande sorlimento de obras
de marcineiria novas e usadas de differenles quali-
dades, um excedente relogio de parede de repetirn,
com sua caixa de amarcllo, urna [erran de queijo de
pralo, e dos mais objeclos existentes no mesmo ai-
nii/eni. terca-leira 5 do correte as 10 ,'j horas da
manhaa.
C- J. Astlev & C, farao leilio, por
intervenqao do aponte Oliveira, de grande
sortimento de i'azendas, as mais proprias
do mercado, a mor parte recentemente
importadas: terca-feira 5 docorrente, a's
10 horas da manhaa, no seu armazem,
ra do Trapiche.
O senle Borja, por auloriiarao do IHm. Sr.
Dr. juiz di direilo do civel e commcrcio Custodio
Manoel da Silva Guimaraes, a requerimenlo de Joa-
quim Lucio Mnleiro da Franca, administrador da
massa fallida de Manoel Bolelho Cordeiro, far lei-
lan das dividas e armaran da taberna que foi do
mesmo fallido, sila na ra Direila n. 53, quarla-fei-
ra 6 do correnlc s 10 horas em ponto.
LEILAO' DE LOUCA FINA.
Terca-feira 5 do correnle, a* II horas da manhaa,
no armazem de M. Cnrneiro, na ra do Trapiche n.
38, o agenle Roberls, faro leilan de um ricnappare-
Iho para janlar, 3 ditos para frurlat, e 14 ditos para
almoto ; assim como tambem urna portan de pratos
rasos e travesos da diversos tamanhos, chicaras, pi-
res, manleigueiras, assuaareiros, ludo de porcelana
vitrificada e de muita consistencia, dos afamados fa-
bricantes de Worcester : juntamente ir a leilAo
urna porta de vasos para flores, e figuras de p de
marmore lino para cima de mesa, de differemes ca-
racteres, taes como de Palmerslun, Mrquez de Pom-
bal e oulros.
LEILAO' EXTRAORDINARIO E ULTIMO
OESTE ANNO.
O agente Borja, quinla-feira 7 do correnle. far
leilan pela ultima vez nesle anuo, em seu armazem.
na ra do Collegio n. 15, de urna inlinidade de ob-
jeclos difireme-, como bem, um eipleodido sorli-
mento de obras de marcineria. novas asadas, de
diflerntes qualidades. pianos, cadeiras c sof- de
faia americanos, dilos de junco, obra encllente e de
muilo hora gosto. obras de ouro e prala,relosio<, di-
los para algibeira, ditos de parede e cima de mesa,
quadros com ricas estampas, caudieros, lamentas.
ra-liraes. vidros, hincas, quinquilharias diversas c
modernas, e oulros muitos objeclos. um completo
sorlimento de ulencilios para marcineria. como bem,
ferros, bancas etc., um ptimo carro de i rodas j
anonadado no leilio passado, um oplimo cavado de
estribara muilo gordo, e um dito sellado e eufreado
etc., os qoaes r-larao em frente do armazem no dia
do leilo, as 10 hers em ponto.
LEILAO DE MAHMELADA E AZEITONAS.
ferca-feita, 5 do correnle, em frente da porta da
alfandesa, vemler-se-ha cm leilAo urna por(3o de
marmclada em latas, e aurrelas de azeitonas, rin-
das ile Lisboa pelo Tarujo III.
-~ O agente Vctor far leilAo no sea armazem na
ra da Cruz n. 25, por conta da administraran de
Joao Bernardo, de urna casa terrea sila-na ra Im-
perial n. 135, com a armar.lo para taberna ou sem
ella, sendo as paredes de lijlo, singellas, com com-
mudos para familia : a> pessoas qne a pretenderen)
dirijam-se a ra Direita taberna de Joao Bernardo,
confronte a botica do Sr. Peize, para receberemas
chaves c examina-la ; quinta-feira 7 do correnle as
11 horas da manhaa. A referida casa acha-se livre
para rom a fazenda.
Briinn Praeaer & C., farAu leilo por interveo-
tao do agente Oliveira, de diversas fazendas. nova-
inenle importadas, e de mullas uulras para concluir
farluras: quarla-feira 6 do correnle, s 10 horas da
manhaa em poni, no seu nrmazem, ra da Cruz.
lieiiry For>ler & Companhia faro leilo por
inlervencilo do agente Oliveira, e por conta c risco
de quem pertencer, de cerca de 180 barricas de fa-
rinha de trigo, marra Gallego, avariada, bordo do
brigue americano Vfilliam l'rice, capitao Quq, na
sua rcenle viagem de Philadelphi* para este porlo:
quinta-feira, 7 do crrenle, as 10 horas da manhaa
cm ponto, no seu armazem, silo no caes do Ramos.
AVISOS MARTIMOS.
AO PA1.A\
Vai seguir mui brevemente
a escuna FLUItA, capitao
Jos Severo Ros, s pode re-
ceber carga initida: trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almcida (lomes A.
C.,na na do Trapiche n. 1(5, segundo
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Pretende sahir com brevidade a escu-
na nacional Tamega, por ter parte do
seu cauegaraento : para o resto da car-
ga e escravos a fete, trata-se com No-
vaes &C, na ra do Trapiche n. ."H.
Companhia Brasileira de Paquetes de
Vapor.
Os vapores uTocantins e S. Salvador,
devem cliegar dos portos do norte ate 7
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-seaos senhores assignantes deste
iDiarion que piando os mandarem, re-
inettam igualmente a sua importancia ;
alias niio serao publicados.
Perdcn-se no dia 3 do crrenle de um sitio da
estrada da Turre al a ilha do Retiro, urna pulseira
de ar > de ouro.coo) urna chapa coiileiido 2 retratos a
oleo : quem a achar leve-a a estrada da Torre sitio
da viuva do Dr. Brilo, ou na ra Novau .67, que
sera generosamente recompensa.
Aluga-aa a sala da frente do primeiro andar
sillo da Embiribeira, cor fula, com marcas de bexi-
gas na cara, altura regular, nariz muilo chalo, no
meio da sola do p esquerdo tem urna molestia que
denominan) sete couros, que o priva de assenlar lo-
do o p apezar de eslar quasi hom ; o qual escravo
se acha no deposito pelo juizo do civel desta cidade,
escrivao Molla ; penhora feila por Barnardioo da
Rocha contra o mesmo Alexaudre dos Santos: quem
o pegar leve-o ao deposito geral, que ser gratifica-
do generosamente.O depositario geral interino,
Manoel Goncfllcci Ferreira e Silca.
A pessoa que annunciou no Diario querer urna
mulher para acompanhar urna familia para Portugal,
annuncie sua morada que ha quem queira.
Aluga-se para se passar a fesla urna casa no lo-
gar da Torre, lem 2 salas, 2 quartos, dispensa, eo-
zinha fra, copiar, janellas envidracadas, e muilo
perto do banho : quem a pretender, enlenda-se no
sobrado da rna do Saula Thereza, que achara com
quem Iralar.
AOS l'AllAHIBANOS.
O abaiio assiguado faz sciente ao respeitavel pu-
blico, que os motivos da sua precipitada retirada nao
foram como dizem seus "mmicos (dividas e intrigas
familiares), pelo contrario sempre esteve em boa
harmona com seus credores, e principalmente com
seos pais, e se esles o casligaram algomas vezes, co-
mo ha pouco aconleceu, foi porque assim lhe cuin-
pria fazer: sim, reliruu-se por immensos desgoslos
que s ao abaixo assigoado diz re-pcilo, desgoslos
que a urna alma mais fi ac teria lalvez socebrado.
Liberal Fruto do Brasil Vidal.
O abaixo assiguado faz publico, que haveodo
justo e contralado com o Sr. Joaquim Antonio dos
Santos Andrade a compra de urnas trras no reine
de Portugal, sitas na freguezia de Lordelle, aldeia do
Ferrugeola, bispadn do Porto, e havendo pago ao
mesmo senhor zs dilas trras romo consta do recibo
que em seo poder tem, declara para evitar dovidas
futuras que as ditas Ierras lhe perlencem por ter j
no dia 4 de maio prximo passado reilisado a conta
das mesmas ; se algoem portanto, se achar com al-
gum direilo as mesmas, queira fazer publico por
esle Diario dentro do prazo de 3 dias, contados da
data desle. Recife 4 de dezembro de 1854.
Manoel Moreira da Costa.
Precisa-sede um caixeiro com pralica para ta-
berna, com idade de 14 a 15 annos : qaem preten-
der, dirija-se ao neceo de Jos Caetano, fabrica de
charutos, que achara com quem Iralar.
Aluga-se um mulato com 16 annos de idade,
que sabe bolear o cose da atraale, compra e serve
bem em ama casa : quem o pretender, dirjase aos
qualro cantos, na ra do Mondega n. 1, segundo an-
dar, a qualquer hora do dia.
Na prat* do juizo municipal da segunda vara
com exercicio no civel, tem de se arremalar no dia
6 do correnle, as 4 horas da tarde na porta do res-
pectivo juiz na rna eslreila do Rosario, diversas
obras de ouro, e movis por execurao de Bartbolo-
meu Francisco de Souza, contra Joan Pereira La-
ses.Escrivao, Santos.
Em observancia do disposlo no arl. 19 das ins-
trueces de 31 de jaueiro de 1851, se ho de arrema-
lar em praca presidida pelo Sr. Dr. juiz dos feilos
da fazenda, depois da sua prxima audiencia os
bens seguintes penhorados por executo da mesma
fazenda nacional contri sens devedores: t casa ter-
rea n. 4, sita na roa dos Galos cm Oliuda. da viuva
ile Manoel LeonardoSodr, avadada por 909000 rs.;
1 sobrado na roa de S. Beulo em Oiiu.la u. 30, de
Josefa Thereza de Jess, por 8008000 rs. ; 1 casa
terrea no berro de S. Pedro em Olinda n. 3, de Fi-
lippe do Nascimentode Para, por 2009000 rs.; 1
dila n. 6, sila na ra do Varadouro, de Joaquim
Jos Jacome. por ISh vi'l rs.; 1 dila na ra da Ga-
sa Forte n. 43, de Mara Francisca da Cosa, em lu-
gar de Florencia Mara das Virgeus, por 6009000 rs.;
1 dila sila na estrada do Mouleiro n. 1. dos herdei-
rjs de Joaquim I enuncies Gama, por 2009000 rs. ;
1 dila n. 13, na freguezia do Poto da Panella em
frente do rio de Francisco Honorato Serra Grande,
por 6fJ9000 rs. ; 1 obrado na ra do Pharol n. 8,
da irmandade de Santiago, velho e arruinado, por
8009000 rs. : 1 casa terrea na ra de S. Pedro em
Olinda n. 18, de Manoel Joaquim da Paixao, em
lugar de Apolinaro Francisca Furtado, por 1009000
rs.; nma dila n. 49 sita no roa dos Copiares, da ir-
maudade de S. Domingos do Rosario, por 409000
rs.; 1 sobrado de um andar, na ra de S. Bento em
Olinda n. 17, dos herdeiros de Mauoel de Azevedo
do O', por 7509000 rs.; 1 casa terrea na rna da Cal-
cada, da irmandade do Senhor dos Afilelos da igre-
ja de S. Jos, por 8509000 rs. ; 3 mesas pequeas e
5 cadeiras de madera de amarello com assenlo de
palha, de Joaquim Jos de Souza Lins, tudo por
199000 rs.; 1 canoa de carreara em bom oslado, de
Joao Luiz de Medeiros. por 259000 rs; 1 armacao
de loja e balcSo, 3 flleiros com eaixilhos envidrara-
dos, el mesa de pinho. de JoJo Tiburcio da Suva
Guimaraes, tudo por 2398000 rs.; 1 barril com 20
caadas de agurdente, por (jiOO.rs.; e 1 armacao
com vidratas por 59000 rs., de Jos Coelho Naves;
I armacao de lija, de madeira de pnho envidrara-
da e halrao, de Joo da Ora. por 609000rs.: 1,500
lelhas e ninas portas de madeira de bom estado, por
por 409000 rs., da viuva do Mignel Francisco Go-
mes : quem pretender arremalar os bens cima de-
clarados roiiipareea no lugar e hora do costme.
Juaquim Theoioro Alces, sollictador do juizo.
Dizcmos nos Anlonio Emiliano Pereira e Li-
beral Fruto do Brasil Vidal, abaixo assignados, que
(emos justo e coutratado o primeiro contratante pa-
gar a quantia de 1:3099954 rs., aos credores do se-
gundo, rujos nomescouslamda relaco que a respeilo
e lhe entrega,para cojo pagamento o mesmo segun-
do contraanle faz entrega da casa do seo estabele-
eimenlo n.... na ra da ponte do Sanhoi desta cida-
de, com lodosos gneros nella existeutes, inclusive
a quantia de 46692K0 rs., das pessoas qae sao deve-
doras ao mesmo eslabeleeimento, e constan) da rela-
t*o que igualmente se entrega que tudo faz a som-
ma de 1:5409482 rs., npparecendo por lano em fa-
vor do segundo contraanle a quantia de 2309528
n.; ficando obrigado o primeiro comprador a fazer
o completo pagamento aos credores do segundo no
prazo que rom os mesmos credores convencionar sem
re-pons .bilidade aiguma do mesmo segundo contra-
anle p ira com seus credores; assim como fazer a
este enlrega da referida quantia qae mostr ler em
eu favor, e caso porm o primeiro contratante dei-
ze de cobrar completamente toda a importancia das
dividas constantes da relardo mencionada, por nao
Ibes satisfazerem os devedores o que justamente de-
vem,|lcar) perlencendo o-direilo, e acrio da respec-
tiva rnhranra ao mesmo segundo contratante, rece-
ben lo esle do primeiro a relar.io dos devedores, que
donara ni de lhe pagar, e lambem da mesma forma
obrisadoo segundo contraanle a pagar ao primeiro
qualquer quantia, que por ventara fallar a compla-
lar a dila quanlia de l:309|r945 rs., par deixar de
receber dos respectivos devedores: e para assim cons-
tar se passaram dous papis desle mesmo theor as-
signados pelos contraanles c duas tuslemunhas fi-
cando cada am com o seu para documento. Cidade
da Parahiha 30 de novembro de 1854.Antonio
Emiliano Pereira.Liberal Fruto Brasil I "idal.
Como leslemuuha que esle liz, Peregrino Anlonio
de Oliveira.Primo Pacheco llorges.
Aluga-e urna rasa no Poto, com muitos com-
modos para familia, c muilo fresca: Irala-se na ra
do Cabug, botica.
Josepha Candida de Mello declara que ella
he a inquilina da casa n. 9 na rus Bella, como cons-
la nao s do papel de lian.a de 509000 rs., que
pre-lmi para garanta ao propietario em 23 de jolln
de 1831, cujo papel para pruva de ser passado na-
quella poca esla sellada em 24 d'aqaelle mez e au-
no, como dos recibos desde 23 de selembro do dito
anuo, en mobilia que esta na mesma casa he da au-
nuncianle, qdc faz o presente aunuueio para que al-
gueni que se julgne credor do Sr. Joao O-orio de Cas-
ico Mariel Monlciro. nao lenha o incominodo de re-
querer penhora na dila raobilia, porque lera de per-
der o trabalho e pagar as cu-las.
Alu ja-se urna casa no Monteiro a margem do
do sobrado n. 17, na ra da Cruz, com commo,|os | no. pintada de novo, com excelentes commodos pa-
para csrriplono : quem a prelendaH dirija-se ao ar-
mazem n. 25, na mesma ra.
A festa da Senhora da Conceicao, do
convento do Carino desta cidade, oi
transferida para o dia 10 do correnle, ha-
vendo to dia 8 missa cantada, pelas ho-
ras da madrugada.no alfarda mesma se-
nhora.
Prerisa-se alujar um criado forro ou captivo,
para n servico de casa da um homem snllciro : a
fallar na ra do Trapiche n. 38, un pnmeiio andar.
Cirios Fiedler segu para o Rio de Janeiro.
Adverle-se ao Sr. Domingos Pereira da Silva
qae nao se pode retirar para Lisboa sem que pri-
meiro pague o que deve a quem nao ignora.
Alugam-se 2 caas com bastantes commodos,
para se passar a fesla, no lugar do Cachang : a Ira-
lar no mesmo lugar, prximo d'agua frrea, ou na
ra do Ca uno n, 42,
CRIADA.
Qaem precisar de urna portugneza para o servico
ra qualquer familia passar a fesla : qaem a preten-
der dirija-se a ra da Cndeia do Recife loja n. 53.
Precisa-se de um prelo forro ou captivo que
saiba coziuhar o diario de urna casa que se promet-
le pagar generosamente : ua ra da Cadeia do Reci-
fe n. 30.
- S'a ra de Sania Rita |n. 91 primeiro andar,
precisa-se de urna rna la para servir a urna pes e que sirva de portas para fura: a Iralar na casa
cima a qualquer hura do dia.
Manoel Peixolo de Lace da Wernek, nao po-
dendo pela brevidade de sua viagem, despedir-se
pessoalmcnce de lodas as pessoas que o honram com
e sua eslima, prevalece-se desle jornal para ruin-
prir ISo sagrado dever, offerecendo-se na corte ou
em qualquer parle em fue se achar ao servico des-
sas mesmas pessoas, cujos boos ofcios de hospitabi-
lidade jamis esquecera.
De novo se annuncia as boas ovas no pateo do
(.armo, taberna n.iti, preto a 480 rs.. encommenda
de vespera.
Aluaa-se orna casa e sitio com commodos para
urna regular familia pastar a fesla, no lugar da Bai-
xa Verde da Capung: a tratar na ra do Queima-
'
.. de casa, dirija-se a ra da Concordia, na luja do so- do n. 12, ou em dita Canunga, taberna de Francis-
o crtente mez, e seguirao no da seguin-1 brado em qae mora o Dr. juiz de direilo do civel.
co Jos Moreira.
II trr:i\/Fi


DIARIO DEPERN'MBUIQ, SEGUNDA FLIRJ 4 Ut DEZCMBRO DE I8M
Jos Narciso Camello, testamenteiro
do fallecido Norberto Joaquim Jos Gue-
de$, esta' encarregado por a disposiro
do teslamento do dito fallecido, da admi-
nistrarodo estabeleciirento da alvaren-
;as e canoas do mesino fallecido, c que
nasua mcaeao couberam, cujo estabeleci-
inenlo por ora continua prestar o servi-
ro do costume,, e esta' a disposirao para
csse iim nao s do antigos freguezes, co-
mo das pessoas que se quizerem delle uti-
hsar, todos se entenderao para os ajustes
com o Sr. Manuel Maximiano Guedes na
casa cmque morou o sobredito fallecido
Norberto Joaquim Jos Guedes, icando
certos que ho de ser bem servidos, e pol-
os presos do costume; e com recibo do
auuunciante as contas as poderao pa-
gar.
Jos Narciso Camello, testamenteiro
do fallecido Norberto Joaquim Jos Gue-
des, e na posse e administrador dos bens
do mesnio fallecido, que por lorca da dis-
posicao testamentaria receben do Sr. J)r.
Joao Pedro Maduro da Fonseca, testamen-
teiro, inventariarte e herdeiro da falleci-
da D. Anna Joaquina de Jess Queiroz
Guedes; teem acordado com o dito Sr.
Dr., para continuar a receber as dividas
activas descriptas no inventario, que se
proceden por morte do dito fallecido, e
depois entregar ao annunciante a parte
das que arrecadar : e por isso os senbores
devedores poderao pagaras declaradas di-
vidas ao dito Sr. r. Maduro, e receber
delle quitacao.
JosNarciso Camello,esta' munido de
procuracao do Sr. Joao Osorio de Castro
Maciel Monteiro, com poderes especiaes
para os negocios que respeitem ao mes-
mo seu constituirte, e paisar quitaeoes e
quaesquer outros documentos, seja em
juo ou fra delle, e nenhumaoutra qui-
tacao, nenhumoutro documento tera' vi-
gor.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira, exercendo interinamente o lu-
gar de thesoureiro das loterias provinciaes,
avisa aorespeitavel publico, que a lotera
de N. S. do Livramento corre indubita-
velmente debaixo de sua responsabilidade,
no dia 16 de dezembro, as 8 lioras da ma-
nhan, no consistorio da igreja da Concei-
cao dos militares, seja qual for a quantia
de bilhetes que carem por vender ; no
dia 19 paga os seus bilhetes eos bilhetes
premiados do respectivo thesoureiro de
tOOjfOOO rs. para cima, na ra do Colle-
gio n. 15, das 9 horas da, manhaa at a's
."> da Urde, e os do mesmo'dinheiro i5o pa-
gos as lojasja' conhecidas do respeitavel
publico: abaixo va i notado o plano da
referida lotera. Pernambuco 4 de de-
zembro de 1854.Salustiano de Aquino
Ferreira
PLANO.
Para a terceira e ultima parte da sexta
lotera de N. S. do Livramento.
4,000 bilhetes a 5s000. 20:000,$000
Beneficio e sello de 20 p. c. 4:000$000
I premio.
I dito. .
1 dito. .
1 dito. .
2 ditos. .
2 ditos. .
ditos. .
10 ditos .
10 ditos .
1,500 ditos de
200.9000
100,9000
50.9000
20^000
104060
5$000
10:0005000
5:0005000
2:000s000
1:0005000
400,9000
4005000
2005000
2005000
200^000
IOO5OOO
6:000,$500
1,552 premiados.
2,668 brancos.
16:000.9000
i.OOO
O thesoureiro, Francisco Antonio ce
Oliveira.Approvo.Palacio do gover-
no de Pernambuco 4 de dezembro de
1854. Figueiredo. Conforme Anto-
nio Leite de Pinho.
Os tres primeiros premios estao sujeitos
ao imposto de 8 por cento.
Al CURSO DE FRAMEZ.
O bachaiel Witruvio, no 1 do corrate,
abri um curso de francez, para os que
quizerem habilitar-se para o respectivo
exame no principio do anuo : os preten-
derte! podem procura-lo na ra das Cru-
ces n. 22, primeiro andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resuma dos maiores premios da lotera
47. do Morte Pi, extrahida em 16 de
no vembro de 1854.
...... 20:0005
......10:0005
......4:000$
2:000.9
1:0005
1
i
I
1
6
10
N. 3560.
826.'
2904.
25.
27G,
2128
20
60
3842, 4543
517, 1816
2063, 2748
3014 5437
5312. .
329,
1558,
1941 ,
3149,
4452 ,
4636,
5258,
U,
677,
1614,
1975,
4*99,
4609,
5089 ,
5802.
69. 89,
2656 ,
4579 .
2002,
2875 ,
4177 ,
1228,
1874,
2789 ,
4349 ,
4629 ,
5117,
4008
200.$
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO GOMEGIO 1 ANDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscoio Ai consullas homeopatliicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, c em casos extraordinario! a qualquer hora do dia ou noile.
Ofterece-se igualmente para pralicar qualqoer operar.) d rirurcia, e acudir promplamente a qual-
qner malhcrque esleja mal de parlo, e cojascircunstancias uilo permiltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO M0SC0ZO.
25 RA DO ClLLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual cmplelo de meddicina homcopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
taguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, analomia, ele, ele...... 203000
Esla obra, a mais importante de todas as que Iralam do estud e pralica da homeopathia, por ser .. nica
que conten a bise fundamental d'esla doulriuaA PATHOGENESIAOU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimenlo, que nao podem dispeusar as pes-
soas que sequerem dedicar pralica da verdudeira medicina, interessa a todos os mdicos qne quizerem
experimentara <>oulrina de llahnemann, e por si mesmos se conveacerem da verdade d"clla: a lodos os
fazendeirose senbores de engenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilar, de uavio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripulantes :
a, lodos os pais de familia que por eircumslancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in conlinenli os primeiros soccorros em suas eufermidades.
O yade-mecum do homeopalba ou traducr.o da medicina domestica do Dr. Bering,
obra lambem til s pessoas que se dedicam ao estudo da homeopathia, um volu-
me graude, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 103000
O diccionario dos termos de medicina, crurcia, anatoma, etc., etc., eucardenado. 39OOO
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopathia, e o proprielario desle estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande soperioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 2* medicamentos em glbulos, a 10, 125 e 138000 rs.
Ditas 36 ditos a
Ditas IN ditos a
Ditas (0 ditos a
Ditas 144 ditos a.
Tubos avulsos.......
Frascos de meia 0115a de lindura. .
20> 59OOO
30NW0
BOJJOOO
15000
2|000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos taannos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com loda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
TOALHAS
E GUARDAXAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vn'.ta para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por presos com-
modos.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeicao e
aceio: 110 largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
a.'-ssi Kw-as 3at
DENTISTA FRANCEZ.
39 Paulo Gaiguoux, estabelecido na roa larra
#9 do Rosario 11. 36, segundo andar, colloca den-
tt tes com gengivas artificiaos, e dentadura com- &
25 pela, ou parte della, com a presso do ar.
jj Tambem lem para vender agua denlifricedo @
@ Dr. Pierre, e 00 para denles. Rna larga do @
9 Rosario n. 36 secundo andar. m
Novos livrosde homeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa imporlaucia :
Halioemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 20S0UU
Teste, rroleslias ilos meninos.....68000
7000
6J000
161000
69000
8*000
16JOO0
10500.)
880(10
"8000
65OOO
45000
IO5OOO
3051X10
IItiis. homeopathia domestica.
Jahr, pharmacnpahomeopalliica. .
Jahr, novo manual, 4 voluues ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pellc.......
Rapou, historia da homeopathia, 2 volumes
Harlhmanu. Iratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopathica. .
De Favolle. doiilriua medica homeopathica
Chuica de Slaoueli ........
Casting, verdade da homeopalhii.. .
Diccionario de Xv sien.......
Allla's completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, conleodo a ilescripco
de todas as partes do corpo humano ..
vedem-se todos estes livros uo consultorio homeopa-
Ihicu do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio o. 25,
primeiro audar.
Aluga-sa para o servido de bolieiro uin escra-
vo mualo com muila pralica desse oflicio. Na ra
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourenco Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
ciuha do Livramento lem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da prai;a da Independencia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito, superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaba
pouco, tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho^Ianoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca,. dirigir a livraria.da
prafft da Independencia n1. 6 e 8,a nego-
cio que Ihe diz respeito. :
Precisa-se de urna ama secca, pura
casa de pouca familia : n;i ra da Praia
n. 64.
-, 100,
195 200 418 ,
W7 531 779 ,
' 1147, 1148, 1271 ,
1440, 1622, 1636 ,
1734, 1924, 2035 ,
2074 2254 2262 ,
2530 2389 2424 ,
2502 2647 2718 ,
2746 2847 2978 ,
3241 5538 3570 ,
5628 3809 3891 ,
3933 4075 4285 ,
4524 4424 4520 ,
1000 48Vt 4879 ,
4915 4942 499fl ,
5075 5258 5391 ,
3471 5518, 5657,
3691 5745 5793 ,
5914, 5952.....
100 premios de ... .
1800 ditos de......'.
Temos recebido e e\posto a' venda as
lojas do costume os novos bilhetes da lote-
ra 20 das casas decaridade, a roda devia
correr no dia quarta-feira 29 de novem-
bro na casada cmara municipal de Nic-
tberoy. Asustas veem pelo vapor ingle/.
Imperador, que devia partir do Rio de
Janeiro no dia 1 de dezembro as 8 horas
da manhaa, e que pela sita forra e velo-
cidade se nao fara' esperado.
Os premios sero pagas logo que se f-
er a distribuicao das listas, sem descon-
t algum.
As pessoas quQ tem bilhetes encom-
mendados quetram manda-Ios boje re-
ceber.
Aluea-se a loja da casa da ra das Cruzes d.
41: a tratar na mesma.
100,9
40.9
20,9
J. JANE, DENTISTA,
contina a residir na ra Nova 11. 19, prlmei- p
ro andar.
. .3,-
ATJLA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqder-
que* professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, medianiea razoa-
vel convenro que pessoalmente ofl'ere-
cera"
D-se 8005 a premio de om c meio por cenlo,
com hypolheca em casa trra nesta praca : na -pra-
5a da Independencia o. 6 e 8 se dir q'uem faz este
negocio.
Precisa-so de urna ama de leite forra ou capti-
va : na ra Bella n. 'O.
Precisa-se de um feilor para um engenho perlo
da praca : a tratar na ra da Cadeia do Recife 11.38.
Perdcu-se um conhecimento de 11.90, da quan-
tia de 400JOOO, recebido na (hesouraria da fazenda
desta provincia : quem o tiver adiado, ou por qual-
quer modo delle esleja de posse, dirija-se ra da
Praia de Sania Rita n. 42. que ser generosamente
gratificado, alm do agradecimenlo.
Cozinheiro.
D-se bom ordeuado para um cozinheiro francez,
Aluga-so urna casa terrea na povoacao do Mon-
teiro, com a frente para a Igreja de S. Pantaleio,
muilo limpa. tresca, com commodos para familia re-
cular, leudo urna porla e duas jauellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues deSouza Jnior,
na mesma povoaQao, ou na ra doCollegio o. 21, se-
gundo andar.
Madama Routier, modista francesa, ra
Nova n. 58,
lema honra de annunciar ao publico, que acaba de
receber um rico sortimenlo de chapeos de seda e de
palha para seiihoras, ditos para meninas, bonitas ca-
misinhas, chales de rclroz, mmeteles e capolinhos
de cores, romeiras de Ot, esparlilhos, e oulras mul-
las lazcudas purdiminotos precos.
No hotel de Kurupa da ra da Aurora tem sor-
veles de dia e de noite, e tambem precisa-se de 2 010-
leques de aluguel para servido de casa.
88483S9 9$
9 Na estrada dos A til icios, sitio confronte a 9
capella, d.lo-sc consultas homeopalhicas. M
Casa da aferic-ao, pateo do Trro n. 1 (i.
pessoa competentemente aulorisada pelo aferi-
por, faz ver a quem interessar posea, que o prazo
marcado pelo regiment muoicipal, linalisasenodia
31 de dezembro prximo futuro, e que depois nao se
chameio a ignorancia. Recife 21 de novembro de
1854.Pelo aferidor, Prxedes da Sil cu GutmHo.
Roga-se ao Rvm. Sr. padre Jos Tei-
xeira de Mello, vigario da freguezia do
Buique, que mande pagar o que deve na
ra Direita n. 14, tanto a sua conta co-
mo o endosso que S. Rvm. mandou dar a
Salustiano Ferreira da Costa, morador no
lugar denominado Mulung, que somma
a dita quantia rs. 1:361,9950 fra o ju-
ros, isto no anno de 1852, pois o seu cre-
dor ja' esta' cansado de ser engaado, co-
mo lo i em Janeiro do dito anno, que en-
ganou ao portador que la' foi, e S. Rvm.
mandou dizer que ja' tinha mandado pa-
gar, e ate boje aindanaose recebeu, gas-
tando o seu credor com o portador que
la' foi lOOs'000 rs., lora o aluguel doca-
\ alio ; pois o sou credor roga-lhe que nao
seja tao dcsconliecido, que alm disto lhe
tem prestado os seus servicos em outras
cousas mais; portanto o seu credor lhe
participa cine ja' pagou nesta praca a
dita quantia, porin nao foi com as car-
tas que o Rvm. padieJose Teixeira de
Mello lhe tem mandado.Jos Pinto da
Costa.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
A administracao da c:ompanhia de Be-
beribe, resolveu em sesso de 24 do cor-
rente, por em arretnatarao a taxa dos
chafarizes por bairros, ou em sua totali-
dade, por tempo de um anno, a contar
do 1 de Janeiro de 1855 ; para o que con-
vida a quem tal arrematacao couvier, a
comparecer no escriptorioda companhia,
no dia 12 de dezembro prximo vindou-
ro ao meio dia com as suas propostas em
carta fechada, nasquaes deverao ser de-
clarados os fiadores dos concurrentes, que
poderao obter os precisos esclarecimentos
a'cerca do rendimento da taxa, no escri-
ptorio da companhia, dos 9 lioras da ma-
niaa, a's 5 da tarde de qualquer dia util.
Recife.25 de novembro de 1854.-^0 se-
cretario, Luiz da Costa Portocarreiro.
Da'-se 5005000 rs? a juros, sobre pe-
nhores de ouro ou prata, ou mesmo fir-
mas acontento: quem precisar dirija-se
a ra do Cabuga', Ibj de miudezas n. 1
D, cpie se dir' quem da".
Precisase de 9008 com garantas a coulenlo,
pelo lempo que se convencionar, obrigando-se tam-
bem a pagar em lijlo de alvcoaria por menos prec^)
do que o actual : quem convier este negocio, que
oflerece grande vantasem. annuncie por esta folli
para ser procurado, pois j se lem urna grande por-
cilodc lijlo para dar-se logo.
Sendo voz publica que o proprielario do enae-
nlio da liba, situado junto ponte dos Carvallios,
esta em ajuste de arren.lamento cum- quem o quer
arrendar, previne-se que o dilo eiiaenho, esl penho-
rado pela renda para pasamento de avullada quan-
lia, e por execucjio do abaixo assigjjado, o qual pro-
testa desde ji por lodo e qualquer ai lo pralcado por
qualquer pessoa a este rspeilo.
.Intonio domes Villar.
Precisa-se de uma ama de leite, forra ou cap-
tiva, lendo bom leite paga-se bem : na ra de llor--
las n. 60.
ATTENCAO'.
Em poder do abaixo assignado esla uma cscrava
que appareceu procurando quem a comprasse, a qual
diz ser escrava do Sr. Francisco Correa de Amo-
Antonio Pereira, subdilo portuguez, rclira-se
para fura do mpiTio.
Prcci.-a-c de um feilur para tratar perlo da prara : na ra da Cruz 11. 10.
O padre Joao Capislran do Meudonra, profe-
sor de aeograpliia, chronoloaia e hMnria do Ivcen
desta cidade, abri 110 I. do rorrele, na rasa de sua
residencia, na ra Nova n. 51, um curso de ueoara-
phia e oulro que os quizerem frequentar, poderao dirigir-se i
mencionada cosa a qualquer hora.
No paleo ilo Ierro n. 21, precisa-se de um
ama com hom leile.
C. Ficdler, segu para o Rio de Janeiro.
A mesa rpgedora da iiuiaiid.Kt? do Divino Es-
pirito Santo, erecta no convento de Sanio Antonio
do Recile.conviila a lodos o seus rharUsimos irmos
para comparscerem 110 dia 8 do correle pelas 9 ho-
ras da manhaa, e as 5 da larde para aenmpanharem
a procissSoda imagem de N. S. da Coucei(ilo do mes-
mo convenio para a ordem lerceira e assistircm a
fesla e Te-Deum.qun ah celebrarle os religiosus.por
se acharem impossibilitados de hieren) 110 sen con-
vento por causa das obras que se cslilo hiendo.
No dia 6 do correle mei de dezembro se bao
de arrematar em prara publica do Sr. Dr. ja I mu-
nicipal da seaunda varar uns esrravos por execurao
de Antonio Pires Ferreira o onlros conlra Luiz Pires
ferreira, he a nllima prara.
COMPRAS.
-^\a ra da Cruz taberna 11. 37,com-
pram-se carros de conduzi r gneros: quem
tiver annuncie, 011 dirija-se a taberna
cima.
Comptam-se duas prelas para o servico de ca-
sa, que sai bao cozinhar e vngommar bem, sao para
servir nesla cidade, e se quer de boa conducta e sem
deleito physico; agradando se pagarlo bem : no lar-
go do Corpo Sanio n. 6.
, Compramseescravos para se exportar, lendo
boas ligaras ; paga-se bem : na ra Direil 11. 66.
Compra-se urna geoaraphia, por Vellez, em
bom uso : na ruj das Cr117.es sobrado n. 9.
VENDAS
FOLHINHAS PARA 1855.
Acliam-se a' venda as bem conhecidas
(olhiuhas impressas nesta tvpographia,
tanto de algilieira, como de porta, sendo
estas a 160 rs., e aquellas a 520; ebreve
estarao promptas as ecclesiasticas e de al-
manak: na livraria n. 6 e 8 da piara da
Independencia.
COM TOQUE DE AVARIA.
Cliitas escuras e fixas a 4$500 e 5i'000
rs. a peca: na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CASSAS FRANCEZAS
A 320 rs. o covado.
Vende-se na ra do yupimodo, loja n. 17, cassas
france/.as novas, de cores fixas, pelo barato pre^o de
320 rs. cada covado.
MELP0ME\E DE LAN ESCOCEZ
A 600 RS. O COVADO.
Na loja n. 17 da ra do Queimado, ao p da boti-
ca, vende-se alpaca de laa escocesa, chegada pelo ul-
timo uavio, a qual fazenda na Europa se d o nome
de Melpomene de Esroca, muilo propria para rou-
poes o vestidos de senhora e meninos por ser de mui-
lo hrilho, pelo commodo prero de .">00 rs. cada co-
vado ; li.v.-se as amostras com pouhores.
CAIHMAS Di IMPEIIATRIZ
PARA VESTIDOS DE SKNHORAS,
fazenda nova, viada da Europa pelo vapor Impera-
dor, por commodo prero : na ra do Queimado n.
RISCADOS ESCOCEZES
A 300 RS. O COVADO.
Vendem-se na ra do Queimado, loja n. 17, ao
p da botica.
Vende-se um piano inglez com boas
vozes, proprio para se aprender, por ba-
rato preep : na ra da Praia n. 45, segun-
do andar.
V'cnde-se nina tnica branca bordada de ouro,
propria para vestir a Imagem do Menino Dos, com
um palmo e meio de altura : na rna do Vigario u.
14, seaun lo andar.
Vende-so urna escrava rrioiila, sem virios e
com algumas habilidades, radia e bouila fisura, que
cose, engoman o faz lodo o serviro da urna rasa:
na ra dos Pra/.er.-s lerceira rasa lerrea nos Coelhos,
o motivo so tlr.i ao comprador.
Vende-te um moleque de bonita Ognra, radio,
dade~annos ; na ra do Crespo u. 10.
Vendem-se 5cscra\ns, sendo I ptima cscrava
boa engommadeira, las bem labyrlnlho e rose chito,
J moloques de ida.le20 anuos, I lindo mnlalinho de
II anuos, c prelo de bonita figura: na ra Direita
n. 3.
Aos cstudantes de preparatorios.
Vendem-se os seguintes livros em bom oslado :
uma geometra de Lacruix por SjOOO ; uma rhrono-
logia de Bernardiuo Freir por 1300 ; uma dila
por Vellez por 610 ; orna potica por Fonseca por
ZfOOO, um compendiojde geographia por Vellez por
33000, direito civil por Mello Freir, qoasi novo,
por 1f)000, stiras de Bioleau por loOOO, viagem ao
CHAPEOS Dt SEMIORA.
Os mais ricos chapeos de senhora, as
toucas e toncados Os mais modernos, os
enfeites de caberas do mais bom gosto, os
adornos de todas as qualidades, e princi-
palmente os mais ricos: se encontram
sempre na loja de madama Theard, rao-
lista franceza, na ra Nova.
1ARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior larinlia de mandio-
a, em saccasque tem um alqueire, me-
lida vellia, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
iha, e no armazem defronte da porta da
Ifandf ga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
RICOS CHALES DE SEDA.
Na ra do Queimado loja n. 10, vendem-se cha-
les de seda, padres novos, I 85000. 125000, 14)000
e 1,5000 rs., chales de merino a .>00 rs., ditos de
laa prelos a SftOO rs.
LEDAS CASSAS FRANCEZAS A
v 44(1 RS. A VARA.
\ ende-se na ra do Queimado loja n. 40, cassas
Irancozasa 410 rs. a vara, cortes de cassa chitan
lyiOOre., seda achamalohida do cores e prela a 800
rs. o covado, luvas de seda para menina, e oulras
muilas fazendas por barato preco.
FRICTAS NOVAS.
Na rna estrella do Rosario n. 11, deposito das bi-
chas de llamburgo, vendem-se as fructas segnintes :
peras frescas, majaes, ameixas francezas em latas,
sardmbas em latas, queijos londrinos, latas de amei-
xas, de damascos, c peras coufciladas com caixas de
flores propiiaspara mimos, e oulras nimias cousas,
assim cuino a venladcira bolachinha de soda.
Na ra Nova n. 21, secundo andar, vende-se
um mulato bastante moco emeslre funileiro.
IWAS INDIANAS DE SEDA ESCOS-
SEZAS A 800 RS. COVADO.
Chegou pelo vapor Serern, uma fazenda iuleira-
menle nova de seda escosseza, com o liado nome
de Indiana, que pelo seu brilho parece seda, pelo di-
minuto prero de 800 rs. o covado: na loja da ra
do Queimado n. 40.
ROM E COMMODO.
Cassas de panno e cores linissimas, pelo baratissi-
mo prero de 500 rs. a vara : na toja do sobrado ama-
relio, na ra do Queimado n. 29, de Jos Moreira
Lopes.
Ao bom e barato.
Alpacas de seda para vestidos, do melhor gosto
possivel, c cassas orcandiz, fazenda dos melhores
desenhos que lem vndo a cita praca : ua loja do so-
brado amarello, na ra do Queimado n. 29, de Jos
Moreira Lopes.
Vende-se orna escrava da Costa da Mina, sem
vicios nem achaques, cozinha, lava de sabio e he
excellente quilao.leira : na ra da Praia de Santa
Rita, serrara 11. 23.
Vende-se por precis3o uma escrava moca com
todas as habilidades precisas ; na ra do Sebo, casa
le rea n. 13.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se remonto romano, em barricas de 12 ar-
robas, e os maiores que ha no mercado, checado l-
timamente de liambureo. por menos prero do que
em oulra qualquer parle : na ra da Cruz no Reci-
fe, armazem n. 13.
Veudc-se uma cama pequea de conduru',
com armarao, pelo burato prero de 8S000 n. : ua
ra da C.onreir.io n. 32
Vende-se um hom escravo para serviro do casa
de familia muilo fiel, 1 dito de meia idad bom pa-
ra sitio, 1 cscrava boa de 30 annos, que cozinha o
diario, lava muilo bem e vende na ra, 1 dita de
meia idade boa para lodo o serviro: na rna dos
Quarlcs n. 24.
Vende-se parle do sobrado n. 143, e parle da
casa terrea n. 80 da roa do Pilar : quem pretender,
dirija-se i mesma ra, sobrado n. 141, a qualquer
hora.
> Vende-se um alambique famoso de cobre, e de
sofirivel dimencAo, com lodos os seus apparelhos,
inclusive uma bomba e vinte cubos de amarello vi-
nhatico ; o alambique he de excellente cobre puro,
e assas fornido : traase na ra da Cadeia do Recife
n. 3, primeiro andar.
Vende-so rap de Lisboa, Paulo Cordeiro,
Princesa do Ro, e meio grosso : na prara da Inde-
pendencia, loja 11. 3.
Vende-M urna cscrava rrioula, de bonita figu-
ra, de idade 2i annos, ptima engommadf ira, cozi-
nheira e lavadrira, sem virios nem achaques : na
roa de llorlas n. 00.
Vende-se uma morada de rasa terrea na ra
das Cinco Puntas : a tratar no Pateo da Pcnha n.
33 A.
Vende-se ou permuta-se por lijlos de al vena-
ra grossa, urna canoa com 3 palmos de bocea e 43
de comprido. por preco commodo : na roa Bella n.
35, at as 8 horas da manhaa, ou das 3 da larde cm
diante.
Para casamento.
Vendem-se corles de vestido de seda branca la-
vrada, de superior qualidade : na loja de 4 portas
da ra do Queimado n. 10.
Sedas de cores.
Vende-se cortes de vestido de seda furia cores,
rc.lor de meo quarto por 6i0 : na roa do Colico, .lindos goslos e por prero rommodo :. na loja de 4
que seja perdona sua arte : quem pretender, annun- ,, [ T"a u .r- ra,,c,s
ce por este Diario para ser procurado ""' morador cm Cacimbas : quem for seu senhor
procure na Iravesssa do Mondego n. 4, que a que-
rendo vender, nlo se pora duvida em comprar. O
mesmo abaixo assicnado lulo se responsabilisa por
Qualquer senhor que pretenda arrendar um en-
genho d'agua, com muilase boas Ierras, lano para
caima como para qualquer planlarao, no dislriclo
da fregue/.ia do Cabo, chamado Piment.i, Iraspassa-
se o arreo...inonlii ilo t annos ronforme a assiznatu-
ra que ha passada, com a condijao de lhe comprar a
safra, Unto de caima que em dilo se acha plantado,
coinovaccas, c mesmo j um famoso rorado de mal-
la virgem derrabado, proprio para rocas, raimas e
arroz: a fallar com o arrendante no eug'euho Pedrei-
ras, na cidade da Victoria, ou nesta praja com An-
tonio Manoel Pereira Vianoa Jnior, na ra da
I raa, que lhe poder explicar verdadeirameule o
negocio, e porque se dbpea fazer.
Precisa-se de um criado francez, inilez. ou al-
lemo : quem pretender, annuncie por esla folha
para ser prorurado.
> Alusa-se a loja do sobrado 11. 39 da. ra das
Cruzes. com bstanles commodos para familia, e pa-
ra qualquer eslabelecimeiilo, por ser o lugar muilo
bom.
Arrenda-se um grande sitio em um dos mais
proiimos arrabaldes desta prara, com cas 1 de sobra-
do, grandes baas para capim, e proporcoes para
sustentar annualmenle de 25 a 30 vaccas de leile :
a tratar na ra do Crespo, loja 11. 18,
Precisa-se de urna ama de leile: na
ra de S. Francisco, palacete novo.
Precisa-se de ama boa ama de leite. forra ou
captiva: ua ra da Aurora, casa nova junio a do
Sr. Gustavo Joso do Reg.
Joao Pedro Vogelcv, fabricante de pianos, ali-
a e concerta os mesmos com toda perfeirau e por
mdico preco : todas as pe.-soas que se quizerem 11 li-
luardeseu presumo, dirijam-se ra Nova n. 41,
primeiro andar.
MADAME THEARD,
Modista franceza, na ra Nova,
avisa as senhoras de bom gosto, que receben agora
de Pars os mais lindos o mais elegantes chapeos pa-
ra senhoras e para meninas, enfeites de cabera do
ultimo gosto, toucas e toucados riquissimos, chpeos
le seda e de palha para senhoras, meninas e meni-
nos, maulas de blonde o capellas para noivas, ro-
meiras e camisinbas bordadas, manteletes e capoli-
nhos de todas as cores, bicosde verdadeiro blonde,
largos ou estreilos, ditos de linho, ditos miilarao de
blonde, esparlilhos muilo bem feilos, capellas ue flo-
res e de fitas, flores e fitas de todas as qualidades e
em geral todo o que he necessario as senhoras para
eufcilar-se.
morte ou fuga da mesma.
Antonio Martins Satdanha.
. No hotel da Europa da ra da Aurora, d-se
comida a loda a hora do dia, e forneoe-se almoro e
jantar para fra mensalmenle, por prero muilo'ra-
zoayel.
Aluga-so a loja do sobrado de 11 m andar, no
aterro da Boa-Vista, junio a de um culileiro, e con-
fronte a casa doSr. Antonio Luj (Vonr;alves Ferrei-
ra, propria para qualquer estabelecimento : a Iralar
no dito sobrado, ou.na >a(da Cadeia do Recife, es-
criptorio n. 3.
Em um sitio na estrada de Belem, precisa-se
alagar mensalmenle 2 pretos ou prelas que enlen-
dam de vender fructas ; assim mais 2 que saibam
Irabalhar em sitio, sendo mnlcques melhor : trala-se
no aterro da Boa-Vista, leuda de funileiro ao chegar
a matriz.
PIlBUCAiJM' DO HSTlTliTO IIOMEOPA-
T1I1G0 DO BRASIL.
THESOL'RO HOMEOPATIHCO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Mtlhndo comiso, claro e ttgwro de curar homeo-
pticamente todas as molestias que afflinem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que reJ-
num no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de homeopalhia, lauto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Lodgera Piuhu. Esta obra lio boje
recouhecida como a melhor de todas qoc Iralam da
aiiplicaefto homeopathica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la o ronsulla-la. Os pais de
familias, os seuhores de engenho, sacerdoles, via-
jantes, capilacs de navios, scrlanejos etc. ele, devem
Ic-la a nulo para occorrer promptimonto a qualquer
caso de molestia,
bous volumes cm brochura por OSOOO
> encadernados UoOOO
vende-se uniramenle em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 08 A.
O Sr. Jacinlho Aflonso Bolelho lem uma caria
na livraria 11. 6 e 8 da prara da Independencia.
Precisa-se de um homem que eulenda perfei-
(amente de roiiuae.io : na ra da Cadeia Vctba n. 7,
loja de miudezas.
loja de riicadrniar.nl n. 8, do Nogueira-
Boavenlura Jos de Castro Azevedo, com loja
e fabrica de chapeos, na ra Nova n. 52, querendo
acabar com os restantes de miudezas e calcados, esla
disposto a vende-loa por muilo menos dos seus cusios,
como prova pelos procos abaixo mencionados : bor-
zeguins iuglezes para senhora, pelo diminuto preco
de 28000 ; sapatos de cordavao de lustre a I3OOO;
ditos de duraque a 800 rs., ditos francezes de lie/er-
ro para homem a 59500, dilos para menino, obra
nova e muilo fortes a2o210, lencinhos de cassa para
mSo a 280, meias muilo finas para senhora a 320,
360e400 rs., ditas para homem a 160, 200 e 210,
caixinhas com alfineles cabera de chrislal de todas
as cores, propnos para ornamentos das senhoras a
400 rs., sapaliuhos de lila para meninos a 500 la.,
loucasde dila do ultimo gosto a 5(0, barretes de re-
Iroz aberlos para meninos a 100, aiioloaduras para
palitos a 160, ricos eslojos de escovas, que s a cai-
xinha vale o dinheiro a 23000, bonetes de aleado a
720, chapeos da feltro fraucezus cor de ganga ama-
relia a 23000, ditos de palhiulia pira homeuse me-
ninos de ambos os sexos a 2.3OOO, bonetes francezes
de velbulina escocezaa 720. crrenles para relogio
de ouro da California a 2J00, caixinhas de clcheles
a 60 rs., e outras muitas fazendas qne no as men-
ciona para nao tornar o annuneio enfadoobo ; a ellas,
freguezes.'qae o lempo he proprio.
, Na ra da Aleara n, 8, ha para vender o me-
lhor cha hj.-ini em latas de duas libras.
Vende-se nm brar;o de balauca, grande c de
conchas, com aleaos pesos : confronto ao Kosaiio
u. 39, A.
Vende-se 25 travs de msngue, os comprado-
res dirijam-sc ao Caes do Cullegio a examinar as
travs: a tratar na ra de Apollo n. 19.
CAL VIRliEM.
Na ra da Praia n. 43, se vende a muilo superior
cal virgem de Lisboa, em barricas de 4 ,'' arrobas
por menos que em autra qualquer parte. S mes-
ma casa se dir quem troca .compra) uma imagem
de N. Senhora das Dores, se for muilo perfeila n3o
sa oda a prero.
Attenrao.
Vende-se um excedente .avallo rodado apatarado,
bnm andador de baixoa meio, da melhor forma,
muilo novo, c por pceo muilo commodo : ua ra
Direita 11. 76.
Vende-se sal do As, a bordo do patacho
Sania Cruz.
liouida<;a"o a dinheiro a vista.
Cambraias fraucezas muilo linas, padroes
modernos o covado........ 340
Ditas, ditas, ditas padroes escuros. 300
Corles de cambroias de seda com babadas,
muilo modernas a........153000
Chitas francezas bouitos goslos, o covado. 240
Ditas para cuberas bous gosto e finas,
o covado........... 180
Madapoln muilo linu, peras de 20 varas a
31600o.....'......45OOO
Meias cruas para homem muilo boas, o
l'ir............ 180
Luvas de rede sem dedos para senhora o
, P"r............. 320
(.orlesde casemira de cores muito bonitos
padroes a..........4>500
Chales de relroz muito grandes a IbjjOUO
Lencos de relroz a........ 800
DilOS de cassa para mao de senhora a 140 c 180
Chapeos francezes os mais superiores a 6#000
Palitos de alpacas de lila mesclados a iV(oo
Itoineiras de fil de lodas as qualidades, o oulras
muilas fazendas que se vendem par preros muito
lualos para acabar, c que seria cnadonlio mencio-
nar, podendo-se assigurar aos Ireguezcs que uilo dei-
xam de fazer negocio ini/endu, dinheiro:-na ra do
Queimado 11. 7, lujada estrella dellrcgorio & Sil-
veira.
saccasde Arroz di: casca \
2s800 RS.
Na ra do Queimado 11. 7, loja da estrella, ven-
de-se saccas de arroz de casca a 258OO rs., e que-
rendo porrao f,iz-se alguma diliercnca uo prec.0, os
prelcndcnles poden ver as sicca no trapiche do
Cunha.
PANORAMAS PARA JARDIAI.
liriinii Pracger t-V C, na ra da Cruz
n. 10, receberam e vendem um sortimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
nhos e cores, que formain o mais lindo
panorama, postos em uma columna no
meio do jardim, como se usa boje na Eu-
ropa, nos jardins do bom gosto.
Borzeguins a 5, Para fechar contas vendem-se borzeguins de case-
luir., e gaspeadosdecouro de lustre a 53000 o par :
na ra da Cadeia do Recife u. 48, primeiro andar.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar hortas e baixa,
decap.m.nafundicaodcD.W. Bowman : na roa
do Brura os. b, 8el0.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS P\K4
CALCAS E PALITOS.
Vende-sc brim trancado de linho de quadros a"
600 rs. a vara ; dito a 700 c 1000; dilo mesclado
I3UX) ; corles de nialao branco a 400 rs. ; dilos de
cores dr liom gusto a 800 rs. ; ganga amarilla lisa da
India a 00 rs. o covado ; cortes de cassa chita a
23000 c 23200 ; lencos de camhraia de linho gran-
des a 610 ; dilos pequeos a 360 ; toalhas de panno
de linho do Porto para [oslo a 143000 a duzia ; di-
las alcoxoadas a 103000 ; guardauapos tambem alco-
xoados a 33COO : na ra do Crespo n. 6.
O 1 M !'. i.l Ai'.HA FRI i,l"ARMA CALOR:
porlanlo, veudem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de laa a I9SOO; dilos sem pello a 13200;
ditos de tapete a 1--200 : ua ra do Crespo n. 6.
RL'A DO CRESPO N. 12. 9
$ Vende-se nesta luja superior damasco de @
4 seda de cores, sendo branco, encarnado, rdxo,
9 por prero razoavel. $
i?@riS@$ee:3sSe#
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: 110
armazem de N. O. BieberiiC,, ra da
Cruz n. 4.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira preta e de cor para palitos por
ser muito leve a 236OO o covado, piano azul a :!.- e
43000, dilo prelo a 33, 33500, 4, 53 e 53500, corles
de casemira de goslos modernos a 63OOO, setim pre-
to de Maco a 39200 e 43000 o covado: na rna do
Crespo 11. 6
OBRAS DE LABYRJNTHO.
Acham-se i venda por commodos preros rico len-
cos, toalhas e coeiros de labyrinlho, ebegados lti-
mamente do Aracaty : na ra da Cruz do Recife 11.
3t, primeiro andar.
Com toque de avaria.
Madapalno muilo liiruo a 33OCM) e 33500 rs. a pc-
<;a: na ra do Crispo, tupi da Coquina que volla pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE ROM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina eme
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8#000, 12>;000, 140000 e 18s000
rs., manteletes de seda de cor a 1 l.sOOO
rs chales .pretos de laa muito grandes a
3s600 rs., chales de. algodao e seda a
l.S280r.s.
Vende-se um carro novo inglez de 4
rodas, recentemente ebegado, para um
011 dous cava I los, eito em Londres, para
ver na cocheira do Sr. Poirier, no aterro
da Boa-Vista n. 55, e.para tratar, na ra
da Cruz n. 42, no escriptorio de Crab-
tree&C,
REMEDIO
INCOlrlPARAEL.
Deposito de vinho de cham-
jagne Chateau-Ay, primeiraqua-
fTidade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
^ cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
se a 360000 rs. cada caixa, acha-
^j se nicamente emeasa de L. Le-
9 comte Feron & Companhia. N. B.
f As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil eos rtulos
das garrafas sao azucs.
portas da ra do Queimado n. 10.
Grande sortimento de palitos francezes.
Chegaou pelos ltimos navios viudos de Franca,
um 2ra1.de sorlimeulo de palitos,"sendo de se.l a
I23OOO, de la, de panno, de alpaca de cor e prela,
de brim branco e de cor, de ganga superior, e ou-
tras muilas qualidades ; assim como calcas, rolletes
e'palilds de meia laa de quadrinhos, cuteles de fus-
ta etc. ; tudo se vende por precos muilo razoaveis:
na ra do Collego 1.. 4, o na ra da Cadeia do Re-
cife n. 17.
Malas para viagem.
Ha um grande e novo sorlimeuto de lodos os la-
111,1 nIn.-. por mdico preco ; na ra doCollegio u. 4,
Vende-se superior carne do -orlan da melhor
que tem viudo ao mercado, propria para quem quer
uma boa Irinrha para passar a festa, em porcaoc a
retalho : na ra da Praia 11. 4.
Vende-se superior chocolate fran-
cez, por preco commodo: na ra da Cruz
n. 2(i, primeiro andar.
Vende-se superior Kirche e Ahsinthe
verdadeiro de Suissa : na ra da Cruz n.
2(, primeiro andar.
Vcjndem-se aberturas francezas, pa-
ra camisas de linho e de madapolao, por
proco commodo : na na da Cruz n. 20,
primeiro andar.
Vende-se uma boa casa lerrea cm Olida. ra
da bica de S. Pedro, que faz esquina com o cercado
demadeira.com 2 portas e 2 anilla de frente, 3
salas, 3 quarlos, cozinha grande, copiar, eslribaria,
grande quintal todo morado, com pordo e cacimba,
muilo propria para se-passar a fesla, mesmo para
morar lodo o anno : a tratar no Recife, ra do Col-
lego n. 21, segundo andar.
Vende-se um escrSvo de bonita figura : na toja
dajrua do Queimado n. 39, deMoraes
v CEMENTO ROMANO.
Venile-sc superior cemento em harricas grandes ;
assim como tambera vandem-se as liuas : alrazdo
Iheatro, armazem de Joaqui-aLopes de Almeida.
Vinho de Colares e de Thomar.
Vende-se vinho de Colares linio e de Thomar
branco. em harria pequeos : ua ra da Cadeia do
Recife 11.18, casa de Augusto C. de Abreu.
PARA ACARAR.
Vendem-se cassa? francezas de cores Cuas, e lin-
dos padroes, polo baratissimb prero de 140 rs. o co-
vado : na loja da (iuimares Henriques, ruado
Crespo n. 5.
Na loja da ra do Crespo 11. 0, lem um grande
sortimento de caixas para rap'a emtalo das de
tartaruga, pelo mdico prero de l52Ocada uma.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 R, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
llio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dia : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos Iregu "'es.
CAMISAS FEITAS.
Vendem-se camisas francezas aa mais bem feilas
e melhores model'os que tem vindo a esta praca,
por prejo commodo : na rna do Crespo n. 23.
Na taberna da ra do I.mmenlo n. 38, ven-
de-se o afamado fumo de tiaranhuns.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, ebegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : atraz do Iheatro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vende-se um cabriole! com robera c os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi oovo :
par? ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Scgero, e para tratar no Recife ra doTrapi-
che n. 1 i, primeiro andar.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, cora 15 covados cada corte, a
4|500.
Na ra do Crespo, toja da esquina que Tolla para
a Cadeia.
Vende-se um diccionario Tompsom, Historia,
e tambem uma geographia de Gaullier, eas4esla-
ci.es em portuguez, tudo em bom eslado: 00 aterro
da Boa-Vista a. 2, primeiro audar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito grandes e encorpados,
ditos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de laa, a 13400 : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
Pannos inos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina qne volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo '23OO, 238OO, 3,
33500. 43500, 53500. 69000 rs. o covado.dilo azul,
23. 238OO, 43, (13, "3, o covado ; dilo verde, i 23800.
33500, 43, 53 r. o covado ;"'difo cor de pinhao a
3500 o covado ; corles de casemira prela franceza e
elstica, i 73500 c 83">00 rs. ; dilos com pequeo
defeilo. (9500; dilos inglezenfestado a 3)000 ; ditos
de cor a 4-j, 53500 63 rs. ; merino prelo a 13, 18(00
0 covado.
Arnela de Setaria Maw.
Na ra de Apollon. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acba-ee constantemente bons sorti-
meutos de laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaos, aeoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos e modelos os mais moder-
no?, machina horisonlal para vapor com forra de
1 cavallos, cocos, passndeiras do ferro eslauhado
para casa de purgar, por menos prc colire. esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de (landres ; tudo por barato prero.
Vende-se excelleiile laboado de pinho, recen-
teniente chegado da America : na rui de Apollo,
Impidi do Ferreira, a entender-so com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas Irancezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
gosto, 1320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanclla para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Vellia, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a preros ba-
ratos que he para fechar contas.
IMIiENTO nOLLOWAY.
Milhares de individuos de lodas as nardes podem
lestemuiiharasvirludes desle remedio iucmparavel.
rtirn*ar' em ca>0 Deces8ari. ue, pelo uso que
aeue iizeram, tem seu corpoe membrosinleiramenle
sao, depois de haver empregado intilmente oulros
Iratamenlos.Cada pessoa poder-se-haconvencerdessas
curas marayilhosaspelaleiturados peridicos qoelh'as
relatain lodos os dias ha muilos annos; e, a maior
parle dellas sao Uo sorprendentes que admirara os
medico, ma celebre, Quant,8 pessoas recubraram
com esle soberano remoio o uso de seus bracos e
pernas. depoi, de ler permanecido longo lempo nos
lospilaes, onde dev.am soffrer a ampalaco Dellas
ha muilas que havendo donado esses .svlos de pa-
decimeuto, para se nao submetlerem a cssa operado
dolorosa, forara caradas completndole, mediante
0 uso desse precioso remedio. Algumas das tae. nes-
soas, ua eusao de seu reconhecimenlo, declarar im
estes resultados benficos diante do lord corregedor
e oatros magistrados, afim de mais autenticaren!
sua airmativa.
Ninguem desesperara do estado de sua saode se
tivesse bstanle confianra para cnsaiar este remedio
constantemente, aeguindo algum tempo o tralamen-
lo que necessitasse a natureza do mal, rujo resulla-
ro seria provar inconlestavelmen|e : Que ludo cura I
O ungento He util mais particularmente no*
seguintes cotos.
matriz.
Lepra
Males das peruas.
dos lcitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
PicaiNiraa de mosquitos.
Pulmoes.
tnrermidades da culis em Queimadelas
8ral. Sarna.
Enfermidado do anos. Supurares pnlridas
ti upedes escorbticas. Tinha, em qualquer parle
l-islulas uo ahdomeo. que seja
1 naldade ou falla de ca- Tremor de'nervos
lor as extremidades. Ulceras na bocea.'
Alporcas.
Camhcas.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de caliera.
das costas.
dos membros.
. do figado.
das aritapiajos.
Veas torcidas, ou oodadas
as pernas.
Frieiras.
Cengiva* escaldadas.
rnchajoes.
InHammasao do figado.
da bexiga.
Vende-se este ungento uo estabcleeimenlo geral
de Londres. 244, Slrand, e na loja de lodos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas enrarregadas de
sua venda em loda a America do Sul, Harina c
llcspanha.
Vendein-ae a 800ris cada bocelinha conlm uma
nslrucrao em portuguez para explicar o modo de
razer uso desle ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Souro, pliar-
maceulico, ua rna da Crui n. 22, em Pernambuco
ANTIGO DEPOSITO DE ALGODAO DA
FABRICA DE TODOS OS SANTOS DA
BAHA.
Contina a estar a' venda, superior
panno de algodao desta fabrica, proprio
para saceos e roupa de escravos: no es-
criptorio de Novaes & C., ra do Trapicha
n. 3 i, primeiro andar.
POTASSA BRASILEIRA.
'Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Bio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-$e aos senhores de engenho os
seus bons eil'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leponte Feron &
Companhia.
Saposito da fabrica de Todo* o* Santos na
vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aqaella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preso commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos. para
dito. K
. Na ra da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguales vinhos, os mais superiores que tem vindo a
esle mercado.
Porto, r
Bucellas,
Xercz cor de ouro,
Dilo escoro,
Madeira,
em caixinhas de uma duzia de garrafas, e i vista da
qualidade por proco muilo em conta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha' para vender
barris com cal deiisboa, recentemente chegada.
Vende-se uma balanza romana com lodos os
seus pertences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se .1 ra da Cruz, armazem n.4.
PUBLlCAgAO' RELIGIOSA.
i\ Sahio i luz o novo Mez de Alaria, adoptado petos
reverendissimos padres capnchinhos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a noveua da Se^
nhora da ConceicSo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria u. 6 e 8 da praca da
independencia, a I3OOO.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precios commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se cortes de vestidos de cambrsia de
seda com barra e babados, ff 83OOO rs. ; dilos com
llores, i 73, 'Jjj e 103 rs. ; dilos de quadros de bom
costo, a llj; corles de cambraia franceza muilo fi-
lia, fixa, com barra, 9 varas por 43500 ; corles de
cassa de cOr com tres barras, de lindos padroes,
30200, pecas de camhraia para cortinados, com 8^'
vara,, por 33600, ditas de ramagem nimio lina-, i
3 ; cambraia de salpico, miudinbos.branca e'de cor
muito una, i00 rs. avara aloalhado de linhoacol-
xoado, a 900 a vara, dilo adamascado com 7 W pal-
mos de larsura, i 23200e 33500a vara ; ganga ama-
relia liza da India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collcte de fuslo alcoxoado e bons pa-
droes filos, 800 r. ; leos de camhraia de linho
a 360 : ditos grandes fiaos, n 600 rs. ; luv.is de seda
brancas, de cor c prelas muito superiores, 1600 rs.
o par ; ditas lio da Escocia a 500 rs. o par.
yende-se nma taberna na roa do Rosario da
Boa-Vista 11. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cerca de 1:2003000 rs., vende-se
porcm com menos se o comprador assim lhe convier :
a Iralar junio n aifandega, travessa da Madre de Dos
armazem 11. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brttm, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixas d? ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com prompticlao* :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjain, quadrilha3, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Bio de Janeiro.
-Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo Iff, chegado no dia
.) do crvente: na praca do Corpo Santo
11. 11.
FARINUA DE MANDIOCA.
\ erme-,e a bordo do brigne ConceicSo, entrado
de Sania Calharina, e fundeadu na volia'do Korle do
Mallos, a mais nova farinha que exisle boje 110 mer-
cado, e para porees a tratar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na roa do Trapiche
u. 14. r
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O.arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo rio idioma portuguez, em casa de
N- O. Bieber & Conipanhja, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se uma rica mobilia de jaca
randa*, com consolos e'tnesa de tampo de
maruiore'nranco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajusfar : a tratar na ra do
Collegion. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coiiegio n. 8.
vende-se umaescolhida colleccao das mais
brilhantes pe^as de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
Em casa de J. KellerA C, na ra
da Cruzn. 55, ba para vender-5 excel-
lentes pianos vindos ltimamente de llam-
burgo.
RA
TRAPICH
N. 10.
Emeasa de Patn Nash & C, lia pa-
ra vender:
,, Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos. ate 1
iolegada.
tampagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
-sssBoa m Koaem
Devoto ChtistSo.
Sahio a loz a 2.' edi;ao do livrinho denominado-
Devoto Clristao.mai, correctoe acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prara da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Jiedes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo graadea e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS!
Desapparecea do abaixo assignado uo dia 22
do rorreule, um cabrinha por nome Joao, o qual
reprsenla ter 15 a 16 anuos do idade ; levou camisa
de metim prelo. calca de algodozinho de lislra
azul ; lem um falla em uma orelha : quem o pegar
leve-o a ra Direila n. 120, que ser recompen-
sado. Joao Pinto de leras.
100JW00 de gralificacao.
Desapparcceu no dia H de selembro de 1854 o es-
cravo croulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ler 30 a 35 annos, punco mais ou menos,
nascido em Cariri Novo, d'nnde veio ha lempos, he
muilo ladino, costuma trocar o nome e intilular-se
forro ; foi preso em lins do anuo de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Seriuhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
metlido para a cadeia desta cidade a ordem do Illni.
Sr. descmbirgndorcnefede polica com oflicio de2de
Janeiro de 18.52 se verHicou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Saiit'Anna. morador
noensenho Caite, da comarca de Sinto Anido, do
poder de quem desappareeu, e sen.lo oulra vez cap-
turado o rodilludo a cadeia desta cidade em9de
asoslo, foi ah embargado porexecnc^lo de Jos Dias
da Silva liniuniraos, e ltimamente arrematado em
prara poltica do joizo da seguoda vara desta cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assisnado. Os
signaessio osseguiotes: idade de 30 a 35 anuos, es-
tatura e corpo regalar, cabellos prelos c carapinha-
dos, cor amulatada, olhos oscuros, nariz grande e
u'rosso, beicos grossos, o semblante fechado, bem bar-
hado, com lodos os denles ua freute : roga se, per-
ianto, as autoridades policiacs, capiaes de campo c
pessoas particulares, o favor de o apprehenderem e
man larein nesta praca do Recife, ka ra larga do
Rosario 11. 14, qne recebero a gralifirac-to cima de
1005000 ; assim como pro(es(o conlra quem o tiver
em seu poder oceulto.Manoel de Almeida Lopes.
PERN. : TVP. DE M. ". DE FARIA. 185*
j
V
r

11 rrcix/n


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