Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01230


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Full Text
ANNO XXX. N. 277.
I A
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes.vencidos 4,500.
**
-
DIARIO DE
SABBAOO 2 DE DEZEMBRO DE 1854.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARRBGAUOS DA SL'BSC.nil'CA'O-
Becifo, o proprieUrio M. F. de Faria; Rio de ./-
neiro, oSr. Joao Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardode Men-
donca ; Parahiba, oSr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade ; Natal, oSr.JoaqninxIgnacio Pereira;Araca-
ly, o Sr. Antonio deLemos Braga Cetra, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, bSr. Joaquina
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2 a 27 3/4 d. por 19000.
< Paris, 350 rs. por 1 f.
a Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acres do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de leltra's de S a.10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanliolas' .
Modas de 65400 velhas.
de 63400 novas.
de4000. .
Prala.Patacoes brasileiros. .
Pesos cotumnaros, .
mexicanos. .
PARTIUA DOS CORREIOS.
29000 Olinda, todos os dias.
165000 Ca ra t, Bonito c Garanliuns nos dias 1 c 15.
169000 \ illa-Bella, Boa-Visto, Ex eOuricury, a 13o 28
99000|Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
19&40 Victoria e Natal, nas quintas-fehas.
19940 PREAMAR ni. ii".ii:.
198601 Primeira as 2 horas e 6 minutos da lardo.
* I Segunda s 2 horas e 30 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquinlas-feiras.
Hclarao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, turbas c sextas-feiras s 10 horas.
Juico de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
3.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
i:piii:,ir.nuii:s.
De/br. 4 La cheia ao 44 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
12 Quarto minguanle s, 3 horas, 43
minutse 48 segundos da tarde.
19 La nova as 7 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
' 26 Quarto crescente a 1 hora, 21 mi-
nutos e.48segundos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
.GOVERNO DA PROVINCIA.
Espedante do l* 28 de novembro.
Ofllcio. Ao commandanle das armas, transinil-
tiudo por copia o aviso da repartilo da guerra de
10 do corrente, com o qoal me foi devolvido o reque-
rimelilo que remelle, do cornelt do 10." batalliao de
infatuara Felisberlo Jos do Espirito Sanio.
Dito. Ao mesmo, declarando que a lliesouraria
de fazenda lea ordem para indemnisar o balalliilo
2." de infanlara da quanlia de SjflfJO n. dispendida
roma induiuacao no cemilerio publico dos cadve-
res das 1I111> pracas do mesmu dalalh.i > que fallecc-
r.iin no dospiul re.imenl.il.
Dito. Ao inspector da thesouraria de fazeuda,
dizendo que achaudo-se impedido por molestias o
sub-director da colonia militar de Pimenleiras, e
sendo necessario renietter-se para all com urgencia
a imporlaacia das despezas feitas nos mezes de se-
tembro e oulubro ltimos, Taca S. S. entregar a
quanlia correspondente as mesmas despezas ao sar-
gento escrivlo JoSo Theodoro dos Santos, que se
arlia competentemente autorisado pelo sobredito di-
rector, para semclbante recebimenlo, devendo o
mesmu entrega-la aosub-director. Commonicou-se
So rel'erido director.
ito. Ao juiz relator da junta dejuslica, Irans-
mittindo para ser relatado em sesslo da mesma jun-
ta o processo verbal do soldado do !l.' batalhlo de
infanlara, JoaoClimaco da Silva Quintao.Corarau-
nicou-se ao commandante das armas.
Dito. Ao chefede polica, inleirando-o de ha-
ver transinilli.il) a thesouraria provincial, afim de
ser paga eslan lo nos termos legaes, a couta que
Smc. remclleu das despezas feitas com o sustento
dos presos pobres da cadeia do termo do Ouricury
desde ol.'dejulho ao ultimo de oulubro deste
anuo.
Dilo. Ao. mesmo, Iransmitlindo por copia o
aviso circular-de 31 de oulubro ultimo, no qual o
Eim. Sr. ministro da justica declarando, que a le-
gic,o|de S.M. Fidclissima solicitara pala w.slorin
de eslrangeiros que as repartieses p, ~jv desle
imperio se nao concedam ttulos de residencia a sub-
ditos d'tqoella najo sem que estes se apresentetn
munidos da respectiva habililaouo consular, manila
ao mesmo lempo recommendar a Smc. que asdim o
Taca religiosamente observar ^repartirlo seu
cargo. ejr7
Dito. Ao director do an^> de guerra, recom-
mendandoque laca desembarcarle Itordo do brigue
nacional .Yero, e recolher a aquello arsenal para le-
rem o cunvenienlc destino os objeclos que pelo arse-
nal de guerra da corte liverem sido enviados no
mesmo brigue com destino a esla provincia, ou a
qualquer oolra das que licam ao norte.
Dilo. A cmara municipal approvando a arre-
matarlo que se tez dos irapostos d'aquelle munici-
pio.
Portada. Ao director do arsenal de guerra, pa-
ra (onecer roais por emprestlmo ao commandante
lo :L" bataihao de inrantaris da guarda uacioual des-
le municipio, cincuenta armas em bom estado.
Communieou-ae ao Kxni. commandante superior da
incsiua guarda nacional.
Dita. O presidente da provincia, atlendendo ao
que Ihe requereu Antonio Dias da Silva Cardeal,
rcsolvs conceder-llie-liceiioa para mandar condozir
das mallas de Agua Prela al Pimenleiras para esta
capital, 350 pranches de cedro que fez corlar em
virtude da licenca que Me foi concedida pelogover-
110 imperial por aviso de 19 de agoslo de 1847, de-
vendo porm realisar-se a conducho dessa madeira
dentro do prazo de 3 mezes marcado no edilal da
capitana do posto de 30 de oulubro ultimo. Por
esla occasilo recommeoda-se as autoridades que te-
nliaro todo o cuidado para que nao se commettam
abusos em semelhante cooducao. Igual a Ignacio
Francisco da Silva, para fazer coudujir 138 pran-
choes de cedro, e communicou-se ao inspector do
arsenal de marinha.
. -29-
Officiu. Ao Exm. commandante superior da
guarda nacional do municipio do Recife, recommen-
dando a eipedicao de suas ordens pan que sejam
dispensados do servico da mesuia guarda nacional
os cidadlos Ursuliano Clecio Torres Gallindo e Ma-
noel Rodrigues Monte Lima, em qunnlo estiverem
exercendo o empregode inspectores de qaarleirao na
freguezia de Sanio Antonio desla cidude. Com-
municou-se ao chefede polica.
Dito. Ao commandante das armas, inteirando-n
ile haver expedido as convenientes ordens nao s
para que se d passigem para a corte ao capitao do
estado maior de 2." classe do exercilo Jos Lzaro
de Carvalhe e a sua familia no vapor que se espera
do Norte, mas tambera para que se. Ihe abone os
DIAS DA SEMANA.
27 Segunda. S. Margarida de Saboia v.
28 Terca. S. Jacob da Marca f. ; S. Soslhines.
29 Quarla. S. Saturnino, m. ; S. Cizino diac.
30 Quinta. S Andr ap. ; S. Euprepetio n*
1 Sexta. S. Nahum propheta ; S. Eloy b.
2 Sabbado. S Balbina v m. ; S. Ponciano.
3 Domingo. 1* do Advento, S. Francisoo Xa-
vier ap. das Indias ; S. Sofonias prophela.
OCAIINBODODEVERJ*)
Por A. de Bernard.
A_-

CAPITULO UNDCIMO.
CV.tunm-ri. je crol, ipio l'un vrin \ornt ili.nncr. >,
ti......tv MoMrr. <'m qin Mi'Ut.m .,s raparijn.
\o seculo XIX a vida daquetle que urna fortuna
independenlc garante contra as afOici.oes da miseria
e rigores do Iraballio, passa-sa mnilas'vezesem urna
uieiaeao e em urna Iranquillidade apparenle que
azem crer na felicidade; mas para ellcs csses cos-
tumes brandos e polidos oeiu sempre sao urna egi-
de contra as tempestades. Aelucacao, urna Inica
heranra de delicadeza nas aspiraces da alma, una
masar elevac.Ho de scnlimenlos e de pensamcnlos
Inrna-os mais apios para experimentar as angustias
da dc'graca, e senlir o agoildao da magoa.
Assim como suas maos alvas e delicadas se offen-
deriam mais vivamente se fossem reduzidas ao tra-
balho material, que para, os bracos do odreiro lie um
divcrlimenlo, da mesma sorle essas nalurczas pri-
morosas, esses coracues afl'eilos is mais exquisitas
graduaroes da enmcao soflrem mais, e sao mais f-
cilmente impreesionados quando a dr vem locar-
Ibes com azas. Os grandes niveladores, que promol-
lem a igualdade sobre a Ierra jamis comprehemle-
rau esla verdade, nao comprehendero que lal pro-
va a que cerlos homens serAo insensiveis, ser para
oulros melhor dotados um horrivel supplicio. Assim
ses profundos humanitario- veom-se sempre torea-
dos a chegar ,-i negacao da alma, e toas vas llieo-
rias os levam infalivelmenle a rcbaixar a superiori-
dade inlelleclual, e a realisar entre os homens a
igualdade do bruto.
Debaixo dessa apparencia tranquilla, doce e h?r-
moniosa quinze dias foram aero.cenia los pela'mao
indexivel do lempo aos dias jii contados dos perso-
uagens desla historia.
lulgando iinenle pelo exterior essa vida, cujas
horas pareccm lodas reguladas pelo mesio relogio,
nao houve nesse grupode prenles e amigos nenhum
aconlecimenlo nolavel, e nem urna follia de rosa of-
fendeu o epiderme sensvel dessas svbarilas das do-
res anViroes.
O pro^ramma de madama de Saulieu foi execula-
do, 01(0 dias foram passados em O'lreval e oilo dias
em Seneuil. O senbor Marlinho foi todos os .lias a
ambas as casa v,ilar seus doentes, sto he, repelir
obstinadamente as ultimas palavras de lodas a* suas
phrases aos ouvidos de Bertha e de GasUlo. Mr. Ri-
gauJ re duas visitas smsnle, e moslrou-e zombe-
tetro menos dcsapiedado para com o archeologo. Este
conlinuou seu curso de symbolismo ao paciente dis-
cpulo Mr. de ti 1 v i 11> ; mas absleve-se systemali-
camenle de fallar-le em sua grande obra, e pde-
() Vide o Diario 11. 276.
vencimenlos correspondentes ao mez de dezembro
prximo viudouro. Expedram-se as ordens de
que se Irala.
Dilo. Ao mesmo, recommendando que propo-
nha um oflicial para substituir no lugar de vogal do
conselho administrativo ao tenente coronel Antonio
(iomes Leal, que se acha impedido por moles-
tia.
Dilo. Ao inspector da thesouraria de fazenda,
devolvendo o reqoerimento em qucThomaz de Car-
valno Paes de Andrade, pede por aforamenlo 30
palmos de alagado d marinha na ra da Praia des-
la cidade, fim de que S. S. proceda a respoilo de
conf'irmidade com a sua nformaco de 22 do cor-
rente.
Dilo. Ao mesmo, dizendo que as despezas que
se houverem de fazer com a construrcrm do telheiro
de que se trata o odicio da presidencia de 20 do cor-
rente, devein ser panas pelos cofres geraessoba res-
ponsabilidade da mesma presidencia.
Dilo. Aomesmo, inleirando-o de haver,em vis-
la de sua informaran, concedido a licenca que pedio
Manocl Pereira de S para vender a Antonio Joa-
guim dos Sanios Andrade, pela quanlia de 7009000
rs. a posse do terreno de.marinha n. 116 A na ra
do Caldeirciro. luual a cerca da licenca pedida
por Manuel Marlins de Carvalho, para comprar a
D. Joanna Mara das Nevrs Teixeira, pela quantia
de :)009000 rs. a posse de 7. palmos do terreno ala-
gado de marinha o. 361 em Fora de Portas.
Dito."Ao director das obras publicas, dizendo
que pode aulorisar ao engenheiro Uenrique Augusto
Milel, encarregado da obra da ponte do Gindahy, a
comprar todos os malcraos necessarios aquella obra
pelos precos que elle poder obler; indicando o pro-
prielario aquem na cidade do Rio Formoso ou suas
visinliancas se possa encarregar de pagar todas as
ferias c mais despezas da mesma obra.
Dilo. Ao mesmo, approvando a despeza de cin-
coenta mil ris cm que poder importar o reparo que
Smc. mandou fazer na poule da Boa-Vista por ter
apparecido um buraco no respectivo calcamento.
Communicou-se a thesouraria provincial.
Dilo. Ao director da colonia militar de Pimen-
leiras, dcclarandu que o tardamente, dos individuos
engajadas como colonos ser -fornecido pelo arsenal
de guerra urna vez que elles se achem excluidos dos
corpos em que lenham prae.i. sendo necessario para
csse lim que Smc. envi com brevidade o pedido em
duplicis dos arligos de fardamenlo que se estiver a
dever a cada um de taes colonos, com declararlo da
poca do vencimenlo; quanlo porm ao fardamenlo
das pravas destacadas n'aquella colonia ser remulli-
do para all npportuuamenle..
Dilo. Ao inspector da thesouraria provincial,
communicando haver approvado a deliberaran que
lomou o director das obras publicas.de comprar pa-
ra a Obra da cssa de delenrio qualro ceios palmos
quadrados de lenrnl de chumbo a 20*000 rs. o quin-
tal, 210 libras de preges de cobre fundido a 760 rs.
a libra, e 8 ditas de dilos balidos a 19500 rs. tam-
bero a libra. Ofliciou-se neste sentido ao supradilo
direclor.
DUo. Ao procurador scal da inesouraria pro-
vincial, dizendo quo, com os pareceres qfce remelle
por eopla do procurador flseal dn thesouraria de
fazenda e do administrador da recebedoria de ren-
das interna*, responde ao officio em que Smc. con-
sulla se, visla 1850, os maudados de peohora devem ser sellados
depois de ellecluada esla e antes de serem apresen-
lados e,m audiencia, como lem sido pralica at hoje,
ou anles da enlrega del les aos oDjciaes como quer
aquella recebedoria.
Dilo. > o juiz municipal do termo de Tacarat,
dizendo que, com a informacao ministrada pelo ins-
pector da thesouraria de fazenda, responde ao ofOcio
em quo Smc. representa sobre a creacSo de urna col-
lecloria e de urna agencia n'aquella villa.
Portara. Ao agente da companhia das barcas
de vapor, para mandar dar passagem para o Rio de
Janeiro no vapor que se espera do norte, caso ha-
ja vaga parapassageirosde estado, ao doulor Francis-
co de Barros Lima Mente-Raso.
Dita. Conccdendo ao arrematante do 16." lanco
da estrada do Pao d*Alhoi Manoel Thomaz de Albu-
querque Maranhilo, mais 3 mezesde prorogacjlo para
a conclusao das obras do seu contrato. Fizeram-se
as necessarias rommunicaces i respeitn.
ila.Concedendo ao particular da companhia
(xa decavallaria Jos Melquades da Silva Cosa, 2
mezesde licenca com vencimenlos para tratar de sua
saudcCommuuicou-se ao coronel commandanle
das armas.
Dila. O presidente da provincia resolve appro-
var provisoriamente, na forma do arligo 146 do re-
gulamenlo n.o 120 de 31 de Janeiro de 1812, o regu-
lamenlo junio datado em 18 de setembro, apresen-
lado pelo chefe de polica I.oiz Carlos de Paiva Tei-
xejra em oflicio da mesma dala, para a casa de 'de-
tengan em quanto servir da cadeia nesta cidade ; e
ordena que islo mesmo se communique ao dito chefe
de policia, ese remella copia ao Exra. Sr. ministro
da justica comodispoe o citado artigo.
Illm. e Exm.Sr.Passo s maos de V.Exc. as re-
lces das pristics feilas uejta comarca desde 5 de
oulubro do mez ltimamente lindo, comprimime
participar a V. Exc. que os criminosos Jos Pedro,
Joao dos Sanios, e Jos Bczrra Cueca, foram pre-
sos na freguesia de Mochlo dislricto de Pesqueira,
por urna Torca volante que por aquello lugar foz sa-
bir em dilicencia, sendo que o primeiro fora requi,
silada a prisSo pelo Sr. Dr. ebefe de polica por of-
firin datado de 31 de julho cuinoaulorda morle per-
petrada no prelo Caetano, cm um dia de feira na
povoacao de Flores.
Dos guarde a V. Exc. Delegacia de Garanhuns
22 de noverabro de 1851.Illm.e Exm. Sr. Dr. Jos
Bcnlo da Cunha o Figoeiredo.presidente da pro-
vincia. Cario* de Montes Camhao, capitao e
delegado.
se observar que nao inflammava-se mais'como ou-
tr'ora, quando (ralava-se da torre de Oslreval.
Evidentemente Oslreval linha perdido em seus-
pirlo desde o momento em*que verificou-se que sua
existencia nao remontava alm do seclo XIV.
Emlim, e he islo o mais interessante para nos,
lierili.1 e a irmSa das quaes a mAi nao separou-se
Suas 0111 lisiante, fallaram muilas vezes de Mr. de
havill), de seu bello ar, de sua eleeancia, das ama-
veis qualidades de seu espirito e das bellas (acuida-
des de sua alma.
As palavras nao'se esgolavam cm seus labios, quan-
do eucelavam esse inleressanle assumpto.
Reparaste, dizia Bertha, como elle he respeilo-
so callento para com minha mai"!
- Oh sim, responda Alice, e lenho lano pra-
zer quando o vejo aperlar-lhe lentamente as mos,
que se ousasse Ihe agradecera isso. E quando mon-
ta a cavallo! observaste honlem como elle maneja-
va hbilmente Zegrs?
Elle me assuslou quando o fez sallar as harrei-
ras da avenida; pareceu-nie que eu ia desmatar.
Que leuiel id.lde !
Oh! elle sabe o que faz, Herida. Creio que
com elle eu ira ao lim do mundo sem temer na-
da. Estara cerla de ser protegida e soccorrida.
Tens razio de crer isso; porque de verdade,
disse madama de Saulicu coni um acento commovi-
do e profundo; eu o sei!
Oh es milito feliz, Berlha.
Feliz porque ?
Porque elle salvou-le a vida. Eu me exporia
voluntariamente ao mesmo perigo para ter a mesma
elicidjdc.
Como es louca como es enanca! disse Berlha
abracando a irmJa com clIusJo. *
Oh n io .n louca, lornou esta, bem sei o que
digo. Moilos prclendemijueas lietlasalmasarieii-oam-
se pelo bem que fazem. Se elle me livesse salvado
a vida, me amara, e eu teria o dircito de ama-lo
-tambem c de leslemunbar-lhe ineu reconhecimento.
Oh nao seria intrata como tu !
Ingrata! eu?
Sim, sim, es ingrata, nao amas a Gastao como
devenas ama-lo. Julias que nao lenho reparado I
Assevero-le... disse Berlha com emharaco.
Nao, Mu me farsa crer que Ihe sejas m'ui re-
cnnlierila pelo servico que le prcslou. Oh lenho
lions odos, e vcio Indo o que se passa. Primera-
mente quando esl presente, apenas olhas para elle,
quando le falla, mal lhc respondes. Um destes dias
quizcsle ouvir urna melodia de Schuberl e elle a-
pressou-se a ranla-la, e que fazias? era vez de es-
cuta-lo le pozesle em um canto escuro do salar, com
o roslo uas'iiiaos Isso mo era civil.
Com eireilo liz mal, disse Berlha snrrindo raelan-
colicanicnle, promello-te nao tornar a faz-lo.
Sim, e liontem querias ter um ramalhele de
centaureas, o que de raro no mez de setembro. Elle
corren aos campos, c s vollou duas horas depois:
mas que lindo ramalhele Eu leria dado... meu re-
logio esmaltado para ler um igual, e lu apenas Ihe
ilissesle, obrigada. A proposito queres fazer-me um
favor ?
Certamente, e qual?
Esse ramalhele nao te serve mais porque "est
murcho. Da-m'o.
Relarao das peisoas presas desde 5 de oulubro do
corrente atino, pelo delegado do termo de Gara-
nhuns.
Caetano Joao Nones da Silva.Preso no Buique,
reo pronunciado em crime de morle.
J0.I0 AntunesApresenlou-se, pronunciado em
tentativa de morte.
Joaquim Jos de Sanl'AnnaPreso no districlo,
crime de duas morles no termo d'Assemblea provin-
cia das Alasoas, remelllo para dila provincia.
MahaPastoradem, era tentativa de envenena-
menlo.
Antonio Gnedes Alcanforadodem, processado
por crime de morle.
Jo8o Tlhomaz da Foncecadem cm Papacara
tentativa de morleem Guebrangulo.da provincia das
Alagoas.
Manoel Vielra de Brilodem, pronunciado no
a,rl. 269 e 205 do cdigo.
Antonio Joaquim Braganradem, criminoso de
morte na provincia dasAlagoas.remetlidopara aquel-
la provincia.
Manoel da Cruz Vilelladem, pronunciado em
crime de morle.
Manoel Jos da Paixao Arumbbadem, no dis-
Irclo de Correr,les,pronunciado em crime de morle.
Manoel Antonio dos SaniosIdem.no Roiqoe por
desorden).
Joao dos Santosdem, na fregueziado Mochlo de
crims de morle na proviucia da Parahiba.
Jos Pedrodem, criminoso de morle na com-
raarca de F'lores.
Jos Bezerra Cuecadem na mesma freguezia,
reo pronunciado por ferimenlosem Pesqueira,remet-
liilo para all.
Pedro Antonio dos Santosdem, neste districlo,
pronunciado em crime de'morle.
Manoel Ferreira Galdinodem, no districlo de
Papacaca por ferimnlos.
Antonio Soares Vilelladem, pronunciado em
tentativa de morle.
I.ourenco Rodrigues de Freilas e Joaquim Vital
da Assumpcao^-Idem, a requisicSo do delegado de
Pesqueira, foram remettidos.
Jos Ferreira de Azevedepreso em Correnles
por uso de armas deffezas.
Antonio Muniz Paleto dem, no Boique para
averiguaroes.
Francisco Antonio Gomes (.arralandem, em
Correnles criminoso de morte na provincia das Ala-
goas, foi para all reraeltido.
Antonio l.eilao Carvalcanti dem uo Boique,
pronunciado em tenlativa de morte.
Joaquim Ferreira da Silvadem, criraiooso no
lermo de Pesqueira segundo a requisico do delesa-
dli d'alrt. -' ~-
Jos lVuoes Pereiradem, pronunciado em crime
de morle.
Martinho Alexandre da Silvadem, neste dis-
triclo, pronunciado no arl. 201 do cdigo e art. 5 do
da lei de 26 de outubro de 1821.
Pedro NolaSco de AzevedoPreso nesle dislricto,
pronunciado em crime de morle.
Joao Pereira da Silva.demdem.
Antonio Jos de Azevedo,dem, por crtme da
resistencia.
Manoaj Francisco MonteiroIndiciado em tenta-
tiva de morle, preso no Buique.
Joao Fernaodes da Silvademdem.
Jos Pinlocrime de tomada de os, preso em
Papacaca.
Delegacia do Garanhuns 22 de novembro de 1854
Carlos de Moraes Camisn,
____ capitao delegado.
CODEMANDO DAS ARMAS.
Qaartet do costuaando das armas de Ferun-
buco, na cidade do Rectfe, em 1 de deaeaa-
bro de 1864.
ORDEM DO DIA N. 181.
Em applauso ao anniversario do natalicio de S.
M. o Imperador o Sr. D. Pedro II, formarlo era
rande parada amanhaa 2de dcmnbro os corpos da
guarda nacional desta capital, os do exercilo e o de
policia, enmpondo urna divisan de duas brigadas.
A 1". brigada perteucerao os corpos da guarda na-
cional, e ser commandada pelo Sr. oflicial da mes-
ma guarda que por sua graduado ou auliguidade
Ihe competir.
A 2. brigada perlencero os balalhes 4. de ar-
lildaria a p, o 2. e 10. de infaotaria,corpo de po-
lica, a compandia fila decavallaria e um parque de
anudara de i bocasde foso, guarnecidos pelas pra-
cas da compandia de artifices : tera por comman-
dante o Sr. lenle coronel, Manoel Rolemberg de
Almeida.
O parque de arllharia se enllocara no centro da
respectiva brigada, e na esquerda desla a compandia
fxa de cav aliara.
A esse pedido inesperado, madama de Saulieu li-
rou toda confusa, c balbucou com o ar mais indi-
ferente que pode lomar:
Mas... que queres fazer dclle ?
Que le importa? desejo ler esse ramalhele.
Flores murchas!... E alm disto nao sei que
liz delle ; provavelmenle Carlota o ter lancado no
paleo, quando arrumou-me o quarto esta ranlia.
Nao, Carlota nao lancou-o no paleo, e por urna
doa raan, porque o mllele cuidadosamente em
urna gaveta de leu cofre de bano.
Madama de Saulieu corou e abaixou a cabera so-
bre um allium, que folheava com distracrao.
Enganas-le, querida Alice, disse "ella, enga-
as-te mui ce rumie 11 le.
Nao me engao porque o vi. Da-m'o por fa-
vor, nao precisas delle!
Bertha ergueu a fronte corada, altrahio a de Ali-
ce a seus labio para dssimular sua perlurbacio, c
disse rom voz commovida:
'E tu para que precisas desse ramaldele?
Ol! cu, isso de 011 ira cousa.
. Como he outra causa'.'
Ouve-mc, mas olo o digas minha mi, des-
cubr ludo.
. E que descobrsle'.' perguntou n adama de
Saulieu sorrindo.
Gasiao veo a Scneuil para alguma cousa.
Ninguem me disse para que; mas adevinhei. E lu
tambem o sabes, fizesle muilo mal em nao me te-
res dito.
Pois c sabias !
Sem duvida. Comprehendi bem que GastSo vi-
uda aqui para pedir-me em casamento. Elle nao po-
da pedir-te, pois es casada.
Madama de Saulieu suspirn, c coutinou a fo-
llie.ir o lbum.
Assim, conlinuou a moca, tenho razio de pe-
dir-tcseu ramalhele; nao sou louca nem crianra,
como dizes.
Mas esse ramaldele, objeclou limidamente ma-
dama de Saulieu, nao foi colindo para li.
Que importa > foi colindo para ti de o mesmo.
tres isso ?
. Sim, elle me dar o mesmo prazer... uuando
o liver.
E se eu nao o liver mais desde esla nianliaa...
Ad queres enganar-mc! Nao o conseguirs,
sei que leus ainda esse ramaldele, e se fores amavel.
miulia boa irmazinda,m'o|dars. Oh eisalli minha
mai passeiando no parque com o sendor Marlindo,
vou cdama-la, e aposto que ella me dar razie,
Cala-te que queres fazer'.' exclamnu madama
de Saulieu pondo sua alva mao sobre os labios rosa-
dos da irmaa. Ouve-me, s prudente, e nao digas
nada disso a ninguem... a ninguem, ouves ?
Que cntao he um grande segredo I
Nao he um grande segred; mas nao quero
que ninguem o saiba. N5o me censuravas ha pouco
por nao icslemunhar bastante reconhecimento a Mr.
de Chavilly'.'
Sim ; e dizia a verdade.
Mas, querida irmaa, sabe que urna mulher...
casada... e sou casada, nao deve teslemnnhar reco-
ndecimcnlo... senao ao marido.
Porm se nao foi o marido quem sa,lvou-Ibe a
vida, parece-me...
A divisan tomar posic3o cm linha no bairro da
Boa-Vista, tendo n direita junto a igreja de S. tlou-
calo. e seu prolngamelo na direcejo das ras de
Sania Cruz e Pires.
AslOhoras.em ponto o coronel commandanle das
interino passar revista a divislo, e assumir o com-
mando:os Srs. commaddantes de brigadas escolherao
de entre osofliciaes doa mesmos os seus majores c
aldanles de campo.
Os sendores olliriaesque nao maredarem na linha,
e esliverem preparadas para maular so ligante ao ci-
tado maior do commandanle a diviso.
' Para o cortejo que ao meio dia no palacio da pre-
sidencia se tem de fazer eflisie do mesmo augus-
to seuhnr, sao convidados os Srs. offlciaes do exerci-
lo e o. da exlincta 2* linda.
Assignado.Manoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido ''.cal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
CORRESPOIDTOCIAS DO DIARIO DE
PEHMAMBUGO.
Hamtmrgft 4 aa novembro.
Sehaslopol ainda nao cahio Isto he o resumo de
(odas as nolicias que tenlio de dar boje. Porera li-
nalmenle rerlo he a menos que come;ou n Ih ni-
bardeamento desse Situarle russo, e d'uma manei-
ra tan grandiosa, que al agora se acha semexem-
plo na historia.
Sabemos que os gMeraes dos alliados vista dos
fortes do norte de Sedaslopol se linham convencido
que um assedio desse lado coslaria ora numero ex-
traordinario devictigas e esforcos, e por isso elles
se deridiram de mudar as suas operafoes para o la-
do do sol. As forlifeacoes all oa sao lo fortes
como as do norte, o a posicao he muilo mais vanla-
josa, por se achsr coberla pelo mar,"e sendo s pre-
ciso de guardar o lado occidental contra- qoaesquer
diverscs d'um exercilo russo que tomasse a of-
fensiva.
Com todo, nao foi possivel senhorear-se da praca
per meio d'ug rpido golpe de mao por esse lado,
e nao douve oulro remedio do que cumecar um as-
sedio regular. Issa foi um golpe forle pira a im-
paciencia do publico europeu. J se via na imairi-
nacao os pavildOes dos alliidos, Iremulando nos for-
tes de Sebastopol, agora s de que deviam come-
car os preparaloriot^e um assedio, rpie lano lempo
requer, visto as grandes difliculdades do terreno
peranle Sebastopol, al os lelegraphns parecem ler
perdido a paciencia, e tomando os seus desejos por
farlos, ellos repetirn) a noticia de haver comecado
o bombardeamento,". Primeramente se avisou o"dia
10 de outubro, depois o dia 12, 13, 11. etc., ele, e
cada vez vcio o dolsjroso desengao.
Talvez que nunca se tenda empredendido com
lana energa os preparatorios de um assedio, como
o fizeram osalliadot, se se calcular as immensas difli-
culdades que tinhaaa vencer, prem em Vienna,
Iterlim e Paris se llvesatt nimia forcas supra-naluraes,
escenurava os gaoeraes em chefe, por nSo hate-
rem feiln possivel'* impnssivel.
No dia 11 de oulubro os trabalhos lindam pro-
gredido le sorle que os Russos julgavam daver che-
gado o lempo para Hbrirem urna canhonada inecs-
sante, durante o dia, e-inquietar os alliados durante
a noite, por meio dt repetidas sorlidas. Os alliados
nao re.spuiidor.ini ai fofo, e as sorlidas foram rc-
pcUidas. '
Com tudo, isso relardou os trabalhos, e s no dia
17 foi possivel abrir o foso contra Sebastopol, ao
longo de lodas as suas Artilicacijcs do lado do sul,
e com mais de :!iKi grandes boceas de foso. Junta-
mente com as baleras de Ierra, a esquadra sob o
_ commando do viceralniranle Hamelin abri o seu
fago contra ss hala. da iv,lr:i,lj do (inrln.
Infelizmente s temos velatorios russos Vicerc|ilo
resultado desse bombardeamento combinado do dia
17 de oulubro, ,e fallam as noticias dos generaes dos
alliados. Apesarde ludo isso pode-se ver dos mes-
mos relatnos russos, que o resultado corresponden
com os meios grandiosos, empregados para o as
sedio.
Mais de 500 Russos foram morios ou feridos nesse
nico dia, e eulre os primeiros se achou um dos
comroandanles superiores da fortaleza, o almirante
Kornileff. Nao temos nolicias exactas, como j
disse, acerca do que se passou ; o que com ludo del-
las resulta, ha que o bombardeameolo foi continu-
ado com lodo a energa nos das seguintes.
Os Russos fizeram de. novo diversas sorlidas, e
preteodem daverem cravado 19 caolines de urna ba-
lera franceza no da 23 ; assim como que em 25 de
outubro. um corpo commandado pelo general l.i-
prandi hava lomado 4 reductos aos Inglezes, e der-
rotado urna parle da cavallaria ligeira ingleza. As
nolicias recebidas na Inglaterra desmonten) porem
essa noticia, e pelo contrario fallara do bom anriu-
mento do assedio.
O exerciloalliado receben refurrosde Varna, Djr.'as
e Conslanliunpla, de sorte que sua forja j passa
alera de cem mil homens, e se he verdade qoe o
principe do Menschikoff tambem recebera reforcos
durante o mesmo lempo isso talvez poder de-
morar, mas nao impedir a queda de Sebastopol.
Dos oulros Ihealros da guerra oriental, pouco de
novo ha participar. Na Asia, seguudo se diz, os
Russos foram de novo batidos por Schamyl; o mes-
mo se diz doexercilo turco, que perto de liumh,
batra um corpo russo. Porem 'a esse respeito
tambem fallam nolicias positivas.
Nos Principados Danubianos, Omer Pacha ainda
nao comecou as suas operaces contra a Bcssarabia,
j ha Unto annunciadas Nao se condece o moti-
vo dessa demora, porem julca-se que Omer Pacd
esl esperando pelo resultado das operaces ha Cri-
mea, para seguir primeira edamada dos generaes
alliados.
Enlretanto a campaoha no Bltico findou positi-
vamente por esle auno. Todos os navios dos allia-
O mundo nao falla assim, e lem razao.
Nao aedo que leuda razio! Isso nao impede
que se deva ler allieao quelles que -nos preslam
serviros.
lie verdade; masconvm que essa afleicao nao
appareca, convm occulla-la no fundo do corarn.
Para que nao mosra-la 1 que mal ha nisso.
Pode nao haver- nial; mas o mundo nao ve
sempre com os olhos da innocencia, e euto...
Comprehendo; mas minha mai nao he o mun-
do, e nao vejo porque ella nao possa saber que leus
allieao e reconhecimento ao senhor Gastao. Isso he
l.lo nalural.'
Prefiro que ella o igoore; algum dia le direi
talvez porque.
Farei quanto quizeres; mas meu ramalhele?
Teu ramalhele! queres dizer p meu; pois
guardo-o.
Oh! disse a moca admirada, desprendendo-se
dos bracos da irmaa, e encarando-a de una manca-
ra eslrania.
Guardo-o, lornou Berlha com urna certa Iran-
quillidade, cm reconhecimento.
. Oh! isso he oulra cousa, cutao devias ler-me
dila logo.
Tu nao dirs nada a ninguem, nao he "I
Pois que nao queres que ninguem o saiba,
n/omcllo-le; mas com urna condicao.
Bem sabes, querida Alice que nada posso re-
cusar-te, c que nao precisas impor-mc condiees.
Nao basta que desejes'!...
Foi um gracejo, minha irmaa ; c podes conec-
der-me fcilmente islo.
Entao di/.e-nie o que queres.
Oh nada de mais simples. Tcns um ramalde-
le de centaureas, c o guardas cm reconhecimento ;
pois bem, quero que elle me d um scmcldanle.
0 qual guardars tambem'.' a>
Certamente.
Em reronliecimenlo".' disse Herida sorrindo
com tristeza.
A moja corou, abaixou as longas palpehras, e
murmurou :
Nao sei.
Madama de Saulieu lomou a rabeca da irmaa cu-
lie as maos, e cohrio-a de beijos. Seus olhos nada-
vam em lagrimas.
Feliz menina exelamou ella, feliz menina !
Esta secna de eulernecimento dorm alcuus mi-
nulos, mas nao tanto que Alice repuresse na pro-
funda emucao la irmaa.
Esta ergueu repentinamente a cabera, e passaudo
rpidamente a mao pelos olhos disse :*
Querida Alice, essas flores que desejas, con-
vm que tu mesma as pec,as.
Oh! eu nunca me atrevera a isso.
Exprime >men(e esse desejo diaule delle.
Oh! Ni.1. elle juliana que sou invejosa, ea
inveja he 11111 vildefeilo que nao lenho.
Kolao que queres que faca'
Que Ih'as pec,as para mim.
De veras'.' isso he serio 1
Certamente, e estou corla de que o obters
logo. -
Madama de Saulieu lancou sobre Alice um lerno
olliar, e disse :
dos se acham dovolla. e com elles o seu comman-
dante Napier, o qual esteve estes dias aqui em
llamburgo. Como se diz, os Russos logo so appro-
veilaram da partida dasesquadras alliadas, tomando
piwse das ilbas de Aland, naturalmente com a in-
teni.o de as ahandonarem, logo que de novo apa-
recerem os navios dos alliados, achaudo-se all des-
truidas todas as fortificaees.
As negociacocs diplomticas continuam, porm
como parece sent sem resultado algum al que so
decida a sorte de Sebastopol, porque a decisilo dos
negocios da Crimea, mudar a posicao diplomtica,
e (ara apparecer novas presupposircs e coiidircs
para urna paz final. Mesmo depois da queda" de
Sebastopol nao se poder contar que a Russia ceder,
c se1 ha verdade que a Prussia dirigir urna ola ao
gabinete Russo, ronvidando-o para fazer cesos,
isso nao he senao um passo passo para demorar urna
decisao da sua parle. S a forca maior determi-
nar lin,denle a poltica prussina.
As Iristes negociaces, sem resultado, enlreos ga-
binetes de Vienna e Berlim, cuja confusao he com-
pleta desde que ltimamente se intromelleram no
negocios Estados Mediano i ros como mediadores,
mercemenos a nossa alienen, do que os ltimos
aconlecimenlos na Dinamarca. O rompimcnlo.que
ha muito exislia enlre n governo e a Dieta sabio
luz. O governo lem ue seu lado o anligo partido
absolutista, e amiga da Russia, que-se quer aprovei-
tar da discordia que reina enlre as provincias alle-
maas e dinamarquezas, para lomar Ilusoria a cons-
tituicao liberal da Dinamarca, supprimindo-a por
urna geral. as cmaras de Carapenhague a maio-
ria porem pcrlence ao partido da constituido, que
traa de fazer a maior oppnsicao contra o
plano dos ministros. Debaixo dessas rirculnstan-
cias, logoquese ajunlou a Diela foi inevitayel o con-
fliclo. O Rei dissolveu a pela por-urna carla'a-
berla escripia em linguagcm Ameacadora ; urna se-
gunda caria aherla ordenou novas eleices, e urna
terceira dirigida aosempregadosdnamarquezes, Ihes
ordenou de empregarem lodos os meios ao seu al-
cance para impedir novas eleices do partido da
opposicao. Ao mesmo lempo o rei se decidi a
fazer urna viagemnos ducados allomaos de Schlesw-
ig, llolslein e Canemburgo. abertamente na inlcn-
c,ao de aproveitar a lealdade desses, como urna de-
monstrara contra os seus subditos dinamarqueses.
Como pois o povo dinamarquez encara essa Tiagem
nao de preciso dizer. a Dinamarca, os lia lo 1 in-
te- dos ducados aleosla em ronsequencia dos acon-
lecimenlos dos anuos de 1818 al 1850, ainda'sao
considerados como rebeldes, contra as ques somen-
(e os sacrificios do povo dinamarquez salvaran) o
reino e o Ihronq. Agora dizem que o rei deilan-
do-se nos bracos desses rebeldes, afim de apoiau-
do-se nelles tirar ao seu liei povo dinamarqoez a
sna hlenla.le, isso nao era senao o rompimentn
borlo, provocado pelo governo, rom ludo que falla
dinamarquez, eo partido da opposicao nao. hesita-
r dse aproveitar disso para as novas eleices, mas
a importancia dessa coiifosao da consliluico dina-
marque/.1 vai maislonge, porque trala-se de ser do
lado russo ou nao. A Russia no Sonda'.' He urna
queslao, de quo se Irala ao mesmo lempo. Se o
presente gabinete dinamarquez vencer, lica a ques-
lao decidida para a primeira alternativa, e as poten-
cias occid-iiiaes na sua campanha da prxima pri-
mavera aelurau amcacadas as suas costas. Por isso
\ inr. ha decumprcheuder que em Paris c Londres
nao se oda com iudi0erenca para o descnvolvimeu-
to dos negocios em Copandague, e era lodo o caso
lemos de esperar urna enrgica iulervencao diploma-
tica dessas duas corles.
Faria 7 da novembro.
Sedaslopol ainda mo foi tomada He esla a no-
ticia negativa, que leudo para dar-lde com grand
pezar meu, porque linda a firme esperanza de an-
iiutirrar-lhfl nnr esle vapor urna victoria nova deci-
siva d.is i.veu-itos alliados. Mas que quer V Os cer-
cos das cidades fortificadas como Sebaslopol, sao
elisios de immcusas difliculdades, que toda a valeu-
tia dos soldados e a habilidade dos generaes n.1o po-
den) vencer senao com o auxilio de muilo lempo. Os
Russos tem um numero immenso de canhoes; depois
que desarmaran) sua esquadra, as rortilicacOe que
lem levantado sao muilo respeilaveis c elles se batem
bem. Eis-aqui porque o exercilo anglo-francez nao
pode pendrar ainda viva forca na cidadella da
Crimea. Em Paris c Londres eslavamos Uto impa-
cientes por saber este grande resultado e o desejava-
mos 13o nrdentemenle, quanto ronlavamos cora el-
le inmediatamente, por assim dizer, encaraos mui-
lo desconcertados ao sabermos que a praca resista
ainda.
Com tudo se examinarmos a queslao sangue
fri, a demora que soffre a realrsa^ao de nossas es-
perances nao deve sorprender-nos. Os ltimos
despachos de Sebaslopol tem a data de 26 de outu.
bro, e o fogo conlra a praca s leve comec.o a 17.
Em nove dias nao se forca urna cidade orneada de
canhoes e com orna garnicao quasi igual em numero
ao exercilo siliaute. O simples bom tenso accoosc-
Iha pois a paciencia.
Em sutn ma, o cerco ja (em sido fecundo em in-
cidentes. Como acabei dedizer-lhe, a 17 he que os
dous exercilose a esqnadra romperam o (ogoao mes-
mo lempo em lodos os pontos- Esse primeiro com-
bale foi mortfero para os Russos e para nos. Os
fortes russos foram crivados deualas e o fogo de
muilas baleras inimigas foi exlinclo. Eis-aqui fi-
nalmente um resumido extracto oflicial dos com-
eos do assedio.
O assestamento das baleras muilo demorado
pela nalureza do terreno e contrariado .nos dias U e
t(i pelosfogos da praca, s pode ser terminado no
dia 16 de outubro a noile, excepto urna balera de
oilo peras de .Oda marinha, chamada do F'orle ge-
novez, destinado a atacar pela retaguarda a balera
russa da quarentena. Calcula-se em 250 boceas de
fogo o numero das pecas das baleras.
O fogo comecou a 17 as seis doras e meiavda ma-
* E lu nao terias mais poder do que eu ? Contem-
pla -le !
Fallando assim, Berlha fazia vollar o lindo resto
de Alice para o esneldo.
Quem podenj recusar-te nada'.' disse ella com
impulso.
Nao, nao, quero que sejas lu ; promelles-me,
u3o de assim, miuda querida irma/iulia Oh eu
ficaria l.io contente!
Pois bem, hei de pedir-lh'as.
Ol! que feheidade! oh! que lelicidade! ex-
elamou a moca sallando sobre o assoaldo.
Entao que de isso' pergunlou a condessa en-
trando 110 -alan. Urna mo^a de dezoilo anuos deve
sallar assim como urna menina de do/.e '.'
Ol! unnli.i mai, minda mai, se Vmc. sou-
besse quanto estou contente exelamou Alice preci-
pitando-se nos bracos da mai.
E o que he que te d tanta alegra, minha
filha?
Oh! nao sabe'! minha irmaa.'...
Um olliar de Berlha conleve repentinamente a
pal,iv 1 a nos labios de Alice.
Tua irmaa ? disse a condessa.
Oh nada, nada, lornou a moca, he um segre-
do enlre Bertha c mim.'.. Vmc. algum dia saliera.
Que unificam lodos esses segredos'.' pergun-
tou madama de Seneuil sorrindo a (ilha primogni-
ta. Estaremos ainda no meio dosmvslerios de Os-
lreval t
Oh! nao, minha mai, respondeu Alice. aqui
sao bons rovsterios, porm em Oslreval... Vmc. o
saber algum dia, quando me liver dito lambem lo-
dos os seus.
Nao lenho segredos, minha filha.
Sim, sim, sim, bem o sei.
E a rapariga poz-se novamenle a sallar em lomo
da mai.
Ei-a, basta, Alice, lornou a condessa; se Mr.
de Chavilly le visse !
Esla paiavra cahio sobre a cabera da moca como
um capcllo, de chumbo. Alice paruu um inomcnlo,
corou c coi reu a senlar'-se junto da iriiiaa.
Berlha, minha lilha, disse a condessa, parece
que leu marido esl algum lano iudispos'.o.
Madama de Saulicu sacudi a cabera, como se
desperlasse de um snnho.
Oh! nao le assusles, coiiliiiuou a condessa,
nao ser nada, segundo acaba de dizer-mc o senhor
Martinho, que edegou de Oslreval, e diguou-se de
aceitar sem ceremonia nosso almoco.
Seu criado, senderas, seu criado, disse o medi-
co entrando no salao. A seulinra condessa lem ra-
zao, nao da gravidade, nao da gravidade; mas sao
necessarios nlguns cuidados, alguns cuidados...
Que lem elle f interrompeu madama de Sau-
lieu COin lliqillelaeao.
Nao sei bem, nao sei bem, elle est triste, tris-
te, e parece mais preoecupado que nunca, que nun-
ca. Saliendo que eu viulia a Scneuil, encarregou-
me de dizer seuhora que se nao poder vir busca-la
amanilla como prometleu, ld'o participara esta
noiie. esta noile.
Entao, doulor, lornou Bcrtda, podo aflirmar-
me que nao da que receiar'.'
Juro-lde que nada da que receiar, que receiar.
Sou tentado a crer que Mr. de Saulieu experimen-
nbaa, vivissimo e muilo vigoroso de urna e oulra
parte al as tOhoras.
As esquadras ancoradas parle em Kalcda, e parte
defronte da bahia de Kaniech. comecaram a avan-
zar para as baleras -da estrada de Sebastopol, indo
as fragatas a vapor unidas aos navios de vela.
A esquadra- Ij.inro/a devia baler o lado do sul e as
baleras da quarentena ; a esquadra ingleza o lado
do norte. A esquadra franceza avaucou debaixo do
fogo de lodas as bateras inimigas,e a 1 hora se achou
alravessada era numero, de qualro naos de tres pon-
tes e tres navios a vapor, formando a primeira
linda, os oulros navios, que formavam a segunda li-
nda, edegaram successivamenle assim como os dous
navios oitomauo.. As duas doras e meia a esquadra
ingleza lomou sua posicao ao norte. O fogo come-
cou a 1 dora e durnu muito vivo de ambos os lados
ateas tres doras ; entao o fogo das bateras rossasse
extingui pouco a pouco, e os Russos s aliravampor
inlervalloa at as seis doras, momento em que as es-
quadras que lindam feilo um fogo vigoroso, relira-
ram-se para o seu ancoradouro.
As baleras francezasde assedio inlcrromperam
seu fogo no mesmo dia ao meio dia, por causa da
explosao de um paiol de plvora, que. Pie foi bem
prejudicial. As baleras inglezas continuaran! e a-
proveilaram-se da diverso feila pelas esquadras,
arruinando as obras da prac,a, que Ihes eram op-
postas.
No clid 18 pela mandan o fogo de lodas as bale
rias de cerco continuaran] o fogo lodo o dia, e occa-
sionarain na cidade muilos incendios : a urna dora
um paiol de plvora russo fez explosao.
A esle extracto dosdespaedos ofliciaes devo ajun-
tar alcumas particularidades. Alguns despachos cal-
culan) em 500 domons morios a perda da guarnirn.
O almirante karniloff de do numero dos rourlos:
ootro despacho annuncia a morte de almirante lla-
chiuolT. Nao sabemos ainda a perda de nossos ejer-
c los de Ierra ; maso relalorio do almirante Hamelin
rlieaon, e nos faz saber as perdas soffrdaspela esqua-
dra franceza. Ti vemos Irinla morios duZenlosou
trezenlos feridos: a esquadra ingleza experimenlou
pouco mais ou menos as mesmas perdas. Nossa nao
almirantea l Ule de Paris foi cruelmente maltrata-
da. L'ma bomba fez cm pe tacos o tombadilho, on-
de seacbava o almirante com seu eslado-maior. Um
dos seus ajudanle- de campo foi feilo em dous pe-
damos; oulro leve as duas pernas quebradas; dous
aspirantes foram morios. A nao Mfintebello lam-
bem soflreu bastante ; d lado dos Inglezes, cila-se
como mais particularmente oflendda pelo fogo dos
Russos. a nao Agamenn e a fragata a vapor Re-
tribution. Em suiima esle combate faz a maior
honra .. duas man olas.
As nformaees offlciaes nao vilo muilo alem destes
dous dias de 17 c 18 de oulubro. Por um despacho
de 23 do generalCanrobert sabemos apenas que al
33 o fogo linda continuado sem incidente, e que 'ai.
Iriucdeira se aproximava cada vez mais da praca, da
qual se aedava distante somenle 400 metros". Em
pouco devia-se eslar em estado de poder dar-sc o as-
sallo.
Mas os Russos lem lambem suas iiisiruccoes oflici-
aes, e como auxilio das lindas lelegraphicas de que
dispem. sabem primeiro que nos oilo 011 dez das o
que se tem passado, c por pouco favoravcl, que a
noticia Ibes seja, dao-se pressa cm expedi-la pelo le-
legrapdo a Berlim, donde ella cJiega qiiasi inmedi-
atamente a Paris e a Londres. Por esla razio ha
perlo de oilo dias que se espalda nasgazelas um des-
pacito russo, annunciando que, uo dia 25 o general
I.iprandi frente de 30,000 domens atacou os Ingle-
zes em Balaclava, apodero 11-se de qualro redulese
le/ urna grande 111.llanca na cavallaria ligeira ingleza,
cujo general, lord Cardigan fugio com grande cusi
Por muilos dias nao se sabia o que se devia crer
desse pretendido desastre, mas boje, gracias is infor-
maces indirectas mas seguras, que os governos de
I 1 a oca e da Inglaterra obliveram, lodos oslan quasi
convencidos do quo a va'iuagem dos Russos ser-
duz a. muit.i pouco cousa. Eis-aqui o que se passou.
O principe Menschtkor recebeu com efleilo refor-
"S commandados pelo general I.iprandi, e quiz ten-
tar urna diverso, rodeando o exercilo sitiante e ala-
cando sua retaguarda em Balaclava. A manobra dos
Russos fi feliz, sua marcha nao foi suspeilada, e no
dia 2> achavam-so era numero ronsideravel dianle
dos reducios construidos urna meia legua de Bala-
clava, nos quaes havia urna fraca guarnirao compos-
(a de Turcos. Os Turcos sorprendidos nao soube-
ram defender-se, encravaram suas pecas e reliraram-
se para o campo inglez dando o alarma.
A diviso de cavallaria ingleza, s ordens de lord
Cardigan, foi a primeira que chegou e carregou logo
sobre os Russos. A pesar de sua valenta os Irez re-
giment*, que coinpuobam esta brigada, tentaran)
intilmente deter o inimigo. Os dragues da guarda,
quecliegaram oaj seusoccorro, foraraa principio mais
felizes, porm viram suas filiaras rotas pela anuda-
ra dos reductos, cujos canddes os Russos lindam
vola,lo contra os alliados, depois de os terem desen-
cravado.
Enlrelanto a infanlara brilannca ebegon linha ;
resisti aofqgu.da infanlara russa e o dos reducios, e
deu assim diviso Bosquel, s mais afastada do the-
atro da lula, o lempo de chegar e formar-se. Os al-
liados lomaran) cutio a oflensiva, e repelliram os
Russos, que lornaram a ganliar as alluras e conse-
guirn) conservar-se na posse de dous reductos, que
elles linham lomado.
Tal foi o combale do dia 25 de outubro; os Russos
anda que nao fossem bem succedidos, linham fica-
do todava seuhores de urna posicao, da qual po-
dan) singularmente iuquietar o exercilo alliado. Por
isso, na manhaa do dia 26, "Menschikoff quiz apro-
vcilor-se de suas vanlagens, e ordenou que a
suarniclo de Sebaslopol fizesse urna surtida geral
afim de enllocar uossas tropas enlre dous fogos. Mas
desla vez o successo do combale nlo foi duvidoso.
Depois de um vivissimo encontr, os Russos foram
oLrigados a vollar para Sebastopol, deixando mais
de 1,000 homens no campo, e os alliados chega'ram
ao mesmo lempo s alturas oceupadas pelo general
lou alguma conlrariedade em suas pesquizas, em
suas pesquizas, e que he essa a causa de sua melan-
cola, de sua melancola.
Pi a/a a Dos que o senhor diga a verdade.
Tenho a experiencia dessas cousas, dessas cou-
sas, e alm disto sei que honlem Mr. Rigaud foi a
Oslreval, a Oslreval, e que douve entre elle e Mr.
de Saulicu urna longa conferencia, urna longa con-
ferencia. Disseram meque elles slavam no gabine-
te gotdico, no gabinete gotdico, e que revolvern]
muilos papis, muilos papis. F'oi depois dessa con-
versarlo que Mr. de Saulieu leve alguma febre, al-
guma febre.
Amanhaa, arontera o que acontecer, be mis-
ler que eu va a Oslreval, disse Berlha como se fal-
lasse comsigo.
Espera*ao menos al esla noile para lomares
urna decisao, minha filha, observou a condessa, lalvez
(eu marido (e annuncie que vira buscar-(e : em lo-
do o caso le reconduziremos a Ostrcval, c Mr. de
Chavilly nos dar sem duvida o prazer de acompa-
ndar-nos.
Eslas ultimas palavras dirigiam-se a Gaslao que
acabava do entrar.
Que exelamou o mancebo, madama de Sau-
lieu j vai deixar-nos'.'
Amanilla, he preciso, meu marido est doente,
respondeu Bertda ; eis o doulor que lra/.-me essa no-
ticia.
Seu criado, meu joven amigo, seu criado, disse
o sendor Marlindo saudando a GasUlo.
Mas creio que nao da uravidade...
N;io, meu joven amigo, bem sabe que a idade
pe mitio ni" dar-lhe esle nome, he nina simples in-
dispusinlo,alguma coiilraripdade,alguma contra...
Corro a Oslreval, interrompeu o mancebo. Ma-
dama de Seneuil se dignar pcrmillir-me que va pes-
-o,lmente saber noticias...
Oslreval he muilo longe, objeclou a con-
dessa.
Duas leguas! a cavallo lie um passeio. Sao dez
doras e meia, ao meiodia eslarei de volla.
Oh o senhor nao ira anteado almocar. nao ha
urgencia.
Pois bem, depois do almoco.
huanle e.la conversarlo Alice l'a/ia a irinla sig-
nacs que esla nao comprchuiidia. Emllm chegou-se
a ella e disse-lhe :
E meu ramalhele '.'
Hei de fallar-lhe a esse respeito...em oulra oc-
casiao.
Nao queres fallar-lhe ja '.'
I.nuca, como poderei '.'
Sim, sim, poderes ; deixa-me obrar.
A rapariga approximou-se de Gastao, e aprovei-
lando um momento cm que a condessa conversava
com o senhor Marlindo. ergucu-se nas ponas dos ps,
c disse ao mancebo em voz baixa:
Senhor (iasiao, minha irmaa deseja fallar-lhe.
Sua irmaa pergunlou o mancebo admirado, e
jiiI-mii lo ter ouvido mal. -"
Sim, responden a rapariga, ella tem alguma
cousa que dizer-lhe.
A mim ?
Sim, senhor.
E fugindo logo, Alice tomou Berlha pelo braco e
I.iprandi, lornaram a tomar os redados, deque os
Russos se linham apoderado na vespera. e os repel-
liaui completamente balidos e desmoralisados para
as quebradas da cordilheira Turica.
Isto he o que parece ser verdade oeste negocio,
e com efleilo do resultado do esferco desesperado,
lenlado pelos Russos, dve-se esperar a prompta
e feliz solurAo do drama sanguinolento.que se repre-
senta na Crimea. Todas as carias de Constanlinopla *
e do campo dos alliados dizem qoe Sebaslopol es-
l em apuros ; fallam municoes de guerra a pon-
i que os canhoes russos nos atiram balas de pedra
e olrases sem melralha. A iriucdeira chegou a 300
metros da praca, e nessa distancia, nossos cacado-
res de Vincennes, os melhores aliradores do mundo,
feriain com suas balas todos os arlilheiros russos,
que se apresentavam nas candoneiras. Ifaaaaj bom-
bas levavam o incendio a todos os pontos, e Sebasto-
pol he um montao de ruinas. Falla-se do assallo
a um ou 2 de novembro. Cm grande numero de
Polacos linda desertado das bandeiras do czar e
linda passado para as nossas flleiras.
Nao se falla da esquadra do Bltico, que vollou
quasi toda para os porlos da Franca da Inglaterra.
Nessa poca do anho, o mar Bltico de fechado
pelos gelos ; mas do mez de marco em dianle, as
duas marindas estarlo em seu posto, porque, des-
truido Sebastopol, he no golpho de Filandia e tal-
vez no NeVa, que se darao os golpes decisirns.
Emquanlo a Franja e a Inglaterra derraman) seu
sangue o mais puro por urna causa inleir.mente
europea, as potencias allemaas continuam a per-
der seu tempo com interminaveis negociaces. A
Austria e a Prussia trono olas sobre notas, sem
chegarem a enlender-se, e todos os dias lorna-se
mais evidente que a Prussia nio quer de nenhum
modo concorrer para os esforcos que a Au-lria e-I 1
prompta fazer para impor ao czar a vonlade da
Europa.
Entretanto ser lempo que a confederarlo adop-
le por sua propria- honra e seo inleresse, urna po-
ltica decidida. Na Allemanha comprehende-se islo
tambera, que duas potencias secundarias, a Baviera
e a Saxonia, fazem nesle momento os maiores esfor-
cos para conciliar os dous gabinetes de Vienna e Ber-
lim. Os senhoresde Beusl e de Pfoi .lien, ministros
dos negocios eslrangeiros do reis de Saxonia e Bar
viera, dingiram-se ambos as duas grandes cortes para
prepararen! os meios de um arr.injo diplomtico.
Nao se 1 andera ainda o resudado de suas tentativas.
O imperador Napoleao acaba de dirigir viuva do
marechal Sainf Arnaud urna caria de psame pela
morle de seu marido, c Ihe annuncia ao mesmo tem-
po que sera apresenlado ao corpo legislativo um pro-'
jeclo de lei para elevar sua pensao de viuva a 20,000
francos. A rainha da Inglaterra lambem deu mare-
chal urna prava de que tomava parle em sua dor.
. A corle imperial devia dirigir-se ao castello de
Coropiegne, para enlregar-se all aos prazeres da cara.
Esles dive lmenlos foram adiados al a poca, e*m
qoe a campanda da Crimea fosse gloriosamente ter-
minada pela lomada de Sebaslopol.
Um uconter ment muito recente. 0 ministro dos
Estados Unidos, Mu Soul, tinha-se entregado era
sua residencia em Franca s raanifes(ar;des demag-
gicas as mais exaltadas. Em Madrid proceda anda
do mesmo modo, de sorle que a casada legarlo ame- .
ricana tinha-se tornado o quarlel general dos revolu-
cionarios, que as perturbaciies du Hrspauha lindam
atlrabido. Neslas circum-lnncias, ogoveriro frsncez
acaba de recusar mui claramente a Mr. Soul licen-
ca de demorar-se em Franca. periniKindo-lhe alra-
vessar nosso paiz para s dirigir a Hrspauha. Os
agentes dos Estados Unidos dao grandes gritos em
Paris e Londres, mas as pessoas sensatas approvam
plenamente a medida tomada pelo nosso governo,
porque naoliepermiltido abusar-se da inviolabilida-
de diplomtica para involver-se nas intrigas e cons-
piracoes.
Boletim da Bolsa de oulubro. Os cinco por oen-
to subirn) aa (raucos, e. 25 ceuiiios, descerara a
98 francose 25 cen., ficaram a lis ir. e 25 cent.
Os tres por cento subiram a 76 fr. e 75 cent.; des-
ceran) a 7i francos e 80 cent.; ficaram a 75 fa. e 65
cntimos.
Consolidados inglezes : subiram a 95 M : desce-
rara a 95 ;{,
Idea 7 de novembro
1 Foi smenle a 17 de oulubro que os exercitos al-
liados encelaran) o fogo contra Sebastopol, eapezar
das esperancas do general Canrobert que se gabara
de apoderar-se da praca era dez dias, quando muilo,
at o dia 29 nada decisivo linda aioda acontecido.
Na falbtde noticias offlciaes, os boatos mais sinislros
circuir'm dorante a ultima semana ; dizia-se em se-
gredo que o exercilo turco e toda a cavallaria ingle-
za linham sido destruidos pelos Russos ; mas a lon-
gilude augmenta as derrotas assim como as victo-
rias i um despacho inserido honlem no Monileur
veio tranquillisar-nos. Na batalha de 25 os Russos
em numero de 30,000 homens cahiram de improviso
sobre os reductos turcos, na vizindaoca de Balacla-
va e os de-lruir.iin. Um regiment de Cossacos es-
lava enllocado dianle do exercilo russo ; urna briga-
ga de cavallaria ligeira ingleza, julgando que s li-
nha de hilar com os Cossacos, apresenlou-se para
embarga-los, mas foi recebida pela arlilharia russa
que derramou a confu-ao.desorden) nas suas file ira-.
Felizmente a diviso franceza do general Bosque!
voon em seu soccorro, e os Russos en) breve foram
derrotados. No dia segoinle, foram de novo ataca-
das as nossas posefies, lano do lado de Balaclava
como do lado de Sebaslopol : mas as tropas alliadas
repelliram esle duplo ataque com o mais brilhan-
le resultado, e o inimigo deixoo morios no campo
quasi mil homens.
Como v, Sebaslopol he mais difllcil de destruir-
se do qoe se havia imaginado sob a primeira embria-
guez da victoria do Alma. O encanto na preside
aos aconlecimenlos desle mundo, e s as muralhas de
Jericd foi que cadiram ao primeiro som dosclarios.
Napoleao vive sempre mui impaciente e mui afilie- '
lo. Eslabeleccu no seu gabiuele do palacio de S.
levou-a para o terraco que estendia-s debaixo das
J niel las do Sallo.
Gastao um momento estupefacto seguio pouco de-
pois os duas irmaas, e quando alcansou-as, j ellas
desciam urna rampa do lerraco para entrarem em
urna mouta de ro.eiras. Alice fugio e deixou mada-
ma de Saulieu a sos com Mr. de Chavilly.
Enlrelanlo a condessa e o senhor Marlinho linham-
se assenlado no salao, e conlinuavam com urna cer-
ta animaran a conversado comecada.
Futan, doulor, julga que Me- de Saulicu medi-
ta algum novo plano'?
Nao sei, nao sei, respondeu o oflicial de sau-
de ; mas parece-me que Mr. de Saulieu nunca esle-
ve mais preoecupado que hoje, que hoje. au posso
duer o que elle prepara ; mas certamente elle pre-
para algoma cousa.
Se emfim elle podesse delerminar-se a abando-
nar agella lorre velha, e viver como todos Mas
nao ha meio de encelar-se esse assumpto com elle.
Julga que Mr. Rigaud saiba algoma cousa desses Bo-
fos projeclos'!
A senhora condessa bem sabe que elle occulla-
se de Mr. Rigaud mais quede ningqem, que de nin-
guem ; porm Pedro Jos, o pedreiro, lalvez aaiba al-
guma cousa, alguma cousa.
Enllo elle mandou chamar o pedreiro l exela-
mou a condessa.
Esla manhaa quando fui visitar a Mr. de Sau-
lieu, Pedro Jos sabia do castello, do castello.
Nao ha duvida, provavelmenle elle irala de al-
guma repararan urgente. Ah 1 se aquella maldita
lrre podesse um dia calor...em esmagar a ninguem
bem entendido.
Nao me admirara que Mr. de Saulieu coidasse
em mandar reconstruir as torres desmanteladas.
He possivel! disse a condessa erguendo os "olhos
ao co.
A senhora bem sabe que elle falla nisso a ve-
zes. e que fez esludos.a esse respeito com m sabio
que vcio um de Paris visita-lo.
O demonio leve ao sabio Mas est bem cerlo
do que me diz, doulor ?
Cerlo. nao precisamente mas quasi, quasi. Vi
nas mAos de Mr. de Saulieu rolos de papis, rolos de
papis, e pelo que pude julgar repres.ulavam pla-
nos de archileclura, de arcdilclura. Od depois que
dirijo a onslrucrao de nossa igroja nova, sei o que
de um plano de arcdilecturo, e se Mr. de Saulieu
forma planos nao pode ser, senao para restabelccer
suas torres velhas, suas torres velhas.
Infelizmente suas conjecluras sao mui verosi-
meis ; se Mr. de Saulieu/edifirar algum dia, certa-
mente nao ser urna casa/babitavel. Sobretudo, dou-
lor, nao diga urna s pialavra disto minha tilda ;
cuitada, vendo sua prisa o augmentar e consolidar-se
em lomo de si, ser 1, ipa/. de morrer de desgoslo.
Hei de fallar oulra ve/, a Mr. de Saulieu, liei de ten-
tar faz-lo cadir na ra ao, e se elle resistir aos meus
rogos, recorrerci ao que roe dictar meu dever de
mai.
A conversarlo en t ,-e madama de Seneuil e o ofli-
cial de saude contio ,uou nesle tom al hora dn al-
moco. Durante ess Je lempo Iravava-se sobre um as-
sumpto bem difiere n(e enlre Berlha el.asf-o, n-quacs
se-'uiaiu leolaraeni ,9 as veredas floridas do jardim.
(Conlinuar-se-Aa.)
ti
% I
li *m


2
DARO DE PRMMBUCO, SBADO 2 DE DEZEMBRO DE 18(4.
(.loiid urna communicacao cleclrica com o ministro .irarao desle Ihealro por sua conla e risco lera feilo
do interior. Frequenlemenle se levanta na* suas
insomuias nocturnas.emanilaagitar osen lelegrapho.
A' scmelhanca da mulher ile Barlie-blene, grita a
todos os instantes : minha irmaa Anua, nflo ver lu
chegar algama cousa De quando cm quando, re-
cebe do general Canroberl despachos cm cifras, o>
quaes niin revela a ninguem, mera mesmo aoi seus
ministros; o que na > pode ditsipar as inquietado.
Apezar disso elle finge sempre grande confianza no
resultado definitivo: semeihanfa do lio er na sua
estrella. Esta tioeerlo que Sebastopol sera tomado.
que j ordena todos os preparativos para celebrar
este grande acontecimento. *Uo ensaiando no con-
servatorio de msica o Te-Deum, qna deve ser can-
tado nesla occaiilo ; trabajadores eslao ornaml
Nolre-Dame para esta ceremonia ; o arcebispo do
Varis que se prepara para fazer urna viagera, foi con-
vidado para que se nao intentaste. Assevera-se que.]
o principe Napoleao est encarrilado de Irazer para
a Franca as chaves de Sebastopol e as bandeiras to-
madas aos Russos. Ter ura acolhimenio solemne
em Paris. como um triumphador. A ronfianr.a ho
seguramente urna bella cousa. mas tamhem expoo
frequentemente a crueis dissabores, quando nao he
justificada pelos resultados. Em minha opiniao, fu-
ra mais prudente esperar com mais paciencia alim
de que o Te-Deum nao se troque por amDe Profun-
dis. Certamenle tambem temos f na estrellada
Tranra ; mas os Iriumphos e os revezes eetao nos ar-
canos da Uros ; e as consas mcerlas deste mbudo,
teguire sanipre o cooselho do nosso grande fabulis-
ta Lafonlaioe, que diz :
Nao veudamos a pelle do urso ante que seja
inorlu.
Eio lim, parece ogovernoingloznao parlilha com-
pletamente a cniili iic i um ponco presuncosa ile a-
ple." o. Ha poucos dias Cowleyse abri com o minis-
tro dos negocios estrangeiro*. Comecou por dizer
que o seu governo esperava a tomada de Sebastopol,
mas que a prudencia aconselha,va que se previsse lu-
do e te decidiste acerca das medidas que se deveri-
am tomar, no caso em que a resistencia se prolon-
-1~'. Napoleao admiliio o conselho do .gabinete
inglez, e as respectivas comrounicaces tiveram lu-
gar. Nesla troca de notas, o goveroo francez con-
fessou que desde o I. de agosto, tinha perdido 20,(10(1
no Oriente : e o ministro inglez confessou tambem
urna perda de 9,000 homens. Era {ultima analyse
decidio-se que se al 19 de uovembro Sebastopol
mo eslivesse lomado, os exereilos alijados se reem-
barcariam, e adiariam a expedido para a anno se-
guinte.
Se a leiislencia dos Russos nos obrigar a esta reti-
rada vergonhosa, Napoleao s sedeve queixar de si
proprio ; porque foi elle quem quiz que se lenlasse
este golpe audacioso. .No couselho de guerra que
precedeu a parlida para a Crimea, todos os officiaes
de imrinli.1 e a maioria dos generaes de trra se
oppozeram ao principio a esta espedirn. O raare-
chal Sanl-Arnaud que linhaordens formaes do im-
perador, era de opiniao diOerenle, e o conselho de
guerra cedeu, iu.io grado seu. Na sua carta'depeza-
mes a Mad. de Sant-Arnaud, Napoleao alludio a
este facto. quando dissa : a Elle associon o seu no-
meas glorias militares da Franca, no dia em que
decidio-se a por penna Crimea,apezar de tmidos
rontelhot.......... Esla expressflo alQigio o gover-
no inglez, que julgou ver nisto urna allusao pouco
benvola : Lord Cowley qaeixou-se, e o Monileur
cerrigio esta imprudente es.prrs-.io.
Enva se lodos os das retornos de tropas, c mu in-
coes e de provimeulos ao exercito do Oriente. Com
elTeito, a propria tomada de Sebaslopol nao termina
a canipanh i. Os 100,000 Russos que estao na Cri-
mea n.io se retiraran sem coraba'.er. As molestias
causam maiores estragos do que a gnerra. Li urna
caria de um comiimidanle de candores de Vincen-
net, a qual dizia que depois da sua chegada Cri-
mea s havia comido biscoiloS e carnes salgadas, e
bebido smenle' agua. O seu bal.ilhjo, que era de
900 homens na sua chegada Varna, chava-se re-
duzido a 300. O cholera se lem manifestado mai'
cruelmente contra os Inglezec do que contra os nos-
sos soldados, os quaes pela mor parte fizeram a cam-
panha da frica, c por consegninle resisten) mais
que os loglezes.
'Tin amigo meu que oceupa um poslo mui im-
portante no estado maior general, escrevia depois
da batalha do Alma, que tivera a honra de vizitar
a leuda do principe Menacliikofl, queahi encontra-
ra a knout de sua Exc, o qual elle cunservavn como
nm Iropheo. Teve em suas maos a carleira do prin-
cipe, que conliulia grande numero de cartas perfu-
madas, escripias pelas seulioras dislinctas de Sebas-
topol. A proposito da carleira, couiaram-me esla
manhaa urna phrase de Napoleao que he mui sarcas-
tica. Lia elle peranle os seus amigos ntimos o rc-
latoriodo marechal Sainl-Aroaud sobre a batalha do
Alma. Chegando passagem em que o general refere
pozera mausna carleira d Menschikoff, o imperador
se poz arir e dente : sabe que lem negocios com Saint-Arnaud.e se
esquecc da"sua carleira I....
O nosso governo p.recc quererenfurecer-se con-
tra a Prussia. A lcntidao do assedio de Sebaslopol
tcm Irritada muilo a Napoleao ; assim assevera-se que
elle enviar ao gabinete de Berlim urna nota breve
e spera, iutimandn-lhe que se explique calhegorira-
menle, ou que nao admita mais meio termo : sim
ou nao. Ao mesmo lempo Napoleao ordeno.u ao mi-
nistro da guerra que orgauisasseum erercito no Rhe-
no de 100.000 homens para a prxima primavera.
Ordenon igualmente um Irabalho para uiebilisar os
guardas nacin es do imperio. Como v, as cousas
se vao tornando serias. Mas nao basta um decreto
imperial para improvisar-se um exercito de 100,000
homens.- Neste momento nos adiamos mai pobres
de ca vallo-para arlilharia epara acavallaria ; Colille-
ro um regiment de Hussars que para 1200 homens
s pode dispor de 300 cavallos, cuja maior parte
he nova e mal adestrada. Se devemos dar crdito
nos quecercam o imperador, Napoleio lem de com
mandar em pessoa o exercito do Rhcno, a exemplo
ile l.uiz XIV a de Napoleao I. Nutre a pretendo
de ser um grande capitn : a Allemanha Ihe dar
provavelmente no anno prximo a occasiao para pro-
var ao mundo semolhante presumpcalo. as cir-
cunstancias acluaes nm liemem de engenho militar,
seria urna verdadeira dadiva da Providencia.
A suac,ao da Hcspaulia he sempre gravissima,
c a prxima reunan das corles ha de loma-la ainda
mais grave. Algnus depulados apenas chegaram
a Madrid foram cercarlos por todos os partidos que
procuran) monopolisa-los. Os realistas receiam cpi
urna pessima especulado:
0 governo publirou um .lcrelo que prohibe pro-
visoriamente o emprego dos graos para dialillacto.
Semelhaule medida he um verdadeiro allenlado a
liberdade do commcrcio ; e por isso causn um
grande abalo entre os fabricantes. Ou porque a
colheila nSn seja 1,1o abundante como se esperava,
ou porque a especularlo neste momento provoque
urna alca farlicia, o cerlo he que ueste invern
sempre se receia urna nova cri-e alimenticia. O
mercado de Odissa nos foi trancado pela guerra, a
America do Norlc que nos fornecia SO milhcs de
hectolitros de trigo tamhem espcrimenlou um d-
ficit este auno as suas colheilas, e naturalmente
guardar os seus cereaes para o seu proprio consu-
mo. Aqui todos os gneros da primeira necessidade
augmentara todos os dias de urna mancira horrivel
em razan do pouco movimenlo das transronos com-
merciaes. (jasta-se muilo e ganha-se pouco; seme-
lanlc rgimen conduz directamente a urna banca
rol.
1 ni pharmaecutico de Sanil Brienx acaba de in-
ventar um meio engeulioso com cujo auxilio, segun-
do sua opiniao, torna-sc impossivel as horriveis pe-
nurias de que o piundo lie virlima frequenlemenle.
De ordinario sao as grandes seccas que destrocm
as colheilas. Pois bem M. Cliarles de Lemaout pode chronicas ri lempos a esla parte naodizem nuilo bem
fazer chouver todas as vezes que deseja. Ouc,a, como
Ja re ablativo de viagem para Inglaterra S. Em'.o
eardeal palriarcba Quilhcrme, e de l vai para Roma
as-istir ao concilio que ha de tralar d'uma das eren-
cas da chrislandade calholica ; dizom que o governo
Ihe dera nina dezeua de ronlos para ajuda de cusi;
os jomaos da nppu-ico na levaram a bem esla lar-
gueza, discursando sobre isto com lodo o aparclho
da humildade o caridade e uAo sei quemis; a /;<-
vohinlo de Selembro roilarguio dizendo que nao pa-
reca bem que um principe da igreja fosso capital
do orbe calholico com as maos vazias. Isso la he ver-
dade, cm Roma,a onde se cnconlra o bicho homem ; 4quc nao tem
dinheiro nao faz figura; para que serve um pobre".'
para ir para o reino do ceo, pois ca no da letra nao
tem entrada. Verdade he que l em Roma as cou-
sas correm de oulro modo. Qual corre! parlcnil e
nada mais. A matrona da ra da Bica lem razao
em defender esta medida do governo. Dos Ihe do
muilos annos de vida c linns ; porque faz-se muit
precisa para arapazo dos prugressistas dessidenles, o
que commungsm na igreja gnvcrnamenlal; e come
lie palriarcba entre os seus tem competencia ncsla
questao.
A papelada da opposicilo tambera ralhou mullo
do sobrcdilo prelado por ler llenado muilo bem pos-
to no seu lugar um corlo empregado de que um as
falla esle Ilustrado pliarmaceulico, todas MYMM
que o 'nm teropo dcleruiiuailo se di um cerlo nume-
ro de (iros de per;a, tres phenomenos se realisam em
algnmas horas:
Cliove : venta : e o barmetro sobe.... L'ma das
rousequencias desses novos fados na sciencia que
d'ora em diaule nao se devem dar mais no dia de
fesla, mas no dia seguiale, pelo contrario nos expo-
remos a provocar grandes aguasseiros e lufies que
ao mesmo lempo ameacaram os lampees e os espec-
tadores.
Outra co.isequencia mais nolavel, quanto aos be-
neficios que ella deve realisar he, que dahi em vanle
nao haver mais mes-es comprometlidas pela secca.
l'oder-se-lia al ordenar que as cliuvas caiam para
humedecer as Ierras como Franklim sua vonladc
chamava o raio. Com alguns tiros de p'i;a, lauto
quaulo I'.n em p issiveis, uo mesmo dia e sobre diver-
sos pontos da Fran;a ao mesmo lempo se lera agua
em abundancia depois de trez horas,e a chuva poder
coulinuar muilos dias seguidos.
i< Ao qne devemos nos este anuo a vegetarlo pros-
pera apczar da persistencia de urna longa secca".'
Aos bomhardeameiilos de Silislria e da Odessa. que
nos evilaram talvez urna fume.
a Por que razao as no- i- ierras tem hoje-tamanha
abundancia de cliuvas? Por causa da batalha
d'Alma, por cSusa dos tiros de peca dados em regosi-
jo desla victoria c por causa do cometo do boinbar-
deamenlo de Sebastopol, m
Que diz do genio inventivo deste pliarmaceulico
bretn '!
Em sua opiniao o barmetro deixa-se impressionar
em algumas horas pelo canhao a seiscenlas ou oito-
cenlas leguas de dislaucia. Esta annuhciado que a
2"> de oulubro haveria urna grande canhoada. Tal-
vez lenha elle razao?
No_relalorio do almirante Hamclin sobre a batalha
de I" de oulubro, elle exprime ador de nao ler po-
dido penetrar no ancoradodro, cuja entrada scacha,
como se sabe, obstruida pelos navios que os Russos
ai'.ind iran. Sein esle obstculo o almirante feria
franqueado a pa-sasem alravez dos fogos inimigos, e
penetrado al o fundo do porto militar, onde estara
em communicacSo com o exercito. Urna vez 'no in-
terior do porto teria fulminado a cidade e arsenal
situados sAbre as duas margens, e ao mesmo lempo
atacado pela rel.uuar 11 as forlilii-.icnes exteriores da
prara. Seria um feito audacioso, heroico, e que
apre-sana o lim de Sebaslopol. Agora semelhaule
pensamcnlo ja nao he reilisavel. Oejiercilo alliado
est reduzido a soffrer a lenlidio d'um assedio me-
Ihodico. Suppe-sc que se renuuciou o assallo. A
cidade sera redolida por um bombardeameulo sem
Iregoa. A obra Ja destruirlo deve cm breve chegar
a seu termo.
A cidada ja offerece em muilos pontos somenle
monliies de estragos, e os cadveres eslao insepulto-
as ruinas.
se nao discuta a quesUo raonarchica : elle- se oppo-
r.lo a Islo com todas as suas forcis ; com elTeilo,
urna realeza que se discute est mui doenle. A rai-
nlia at ao presente mui' abatida parece recobrar
animo; procura por todos os meios grangear ami-
gos. A guarda nacional alterna com a tropa de
linha a trrico da guarda do paro. A rainha de-
cidi i i Hilarlo de l.uiz Filppe que o oflicial de
s- n-.I.i uacional janlasse a sua mesa. Mauifeslou
igualmente o desejo de que o corpo dos olliciaes Ihe
fosse npri'sent.do. O general S. Miguel que os
acompanhava, se limilou a dizer urna bella allocu-
3o a rainha que a guarda nacional eslava decidi-
da a mar.ler as insliliiires liberaes, os offlciaes
guardaram um silencio glacial; a rainha eslava
vestida de lulo Techado, e a rerepr.io foi fria e f-
nebre. A o sabir do Pae.o os officiaes se dirigirn) a
rasa de Espartero, que llie- dirigi um breve discur-
so, interrompido a cada instante por bravol entbu-
siastcos. Obsorvou-se especialmente a phrase se-
guale que as recepces ofliciaes occorre sempre
-aos labios de Espartero : que te cumpla la coton-
lad nacional! o que quer dizer em bom hespa-
nliol, se as corles proclamaren) a retirada de Isabel
do throno me submettere a isto de ante-mao. Es-
partero pretende fazer-ae nomear regente on antes
dictador, e os realistas o "aguilltoam nesla estrada.
Mas dizem que a rainha declarou que prefera que
se Ihe corlasse a caliera a separar-se da (Una. In-
conlestavelraenle a queslo sa vai complicando, e
em breve os partidos estarn em lula entre si.
O ministerio acaba de decidir grandes reducAes
na lisia civil da familia real ; a guarda a eavallo
foi supprmida, conservaram-se somenle os ala-
barderos da-casa real militar.
Depois da lomada de Bomarsuod, os agentes do
thesouro francez se apoderaram da caixa que acha-
ran) no forte, tmprimiram-lhe sellos, e enviaram-
na ao ministerio das finanzas. Fez-se o respectivo
inventario, e ah enconlraram-se Copecks ;moeda
russa) bilheles do banco,.e ama grande folha de pa-
pel que se suppoz ser um titulo de renda importan-
te. Mas como osempregados do minislerio nao po-
desaem apreciar estes diverso valores, enviaram-
nos casa de Mr. de Rolhschid, que depois da res-
pecliva averiguajao. declarou que os bilheles do
banco de S. Pelersburgo n3o linham valor algum
fra1 da Russia. Ouanlo a grande folha de papel
era apenas um pasaaporle; o que faz que a presa seja
de puuca importancia, lodaviaavaliam-na em urna
dezena de mil francos, a Inglaterra reclamou me-
lade.
Decididamente Mademczella Cruvelli nao vem
entrar na op,era. Ella escreveu de Allemanha a
ii|i> de seus amigos em Paris que llenara a Franca
para causar contrariedades a Mr. Fonld. Em lim
se o ministro de Estado he demasiado amavel com
i mullieres formqsas, he bstanle grossero com as
Lisboa 13 de novembro.
Esla quinzena lem passado absolutamente estril
de novidades impelanle-,
Em politita euiao lem ln\ido urna perfeila apa-
thia. Aseleices supplementares hao de fazer-se no
candidatos do governo, porque a oppesicao re-olvcu
absier-se ; apenas no Porto querein eleger Antonio
l.uiz de Seabra, que foi ministro no primeiro gabi-
nete da regenaracao.
Em Iiespanhaja se abriram as constituimos, se-
gundo a noticia que honlem aqui chegou pelo lele-
grapho, mas aun nao rouhecemos o theor do dis-
curso da coroa. O cerco de Sebaslopol coulinua, o
que d serios auidados aos polilicos do occidente.
O nosso palrtarcha j parti para Roma, onde se
hospedar em casa da familia de Mgr. Di Pielro,
nuncio apostlico acata capital. O guvernu deu-llie
para as despezas desla viagem 8 coulos de ris, o que
tem sido mal vislo pelos jornaet da npposicao, por-
que nao era verba que eslivesse aul ui-.ida no orea-
mente : queriam se seguisse o exemplo de D. Ir.
Uarlholomeii dos Maris res. Sao se lembram deque
boje ja nao ha bisos sanios.
Aqui toda a poltica es( reduzida as enchenles do
ihealro de S. Carlos, onde temos agora urna das pu-
n oras cantoras do inundo. Mad. Alboni, a qual nao
obstante estave j para se ir emhnrti. porque na uoi-
te do seu debut, nao querendo repetir o rondo l-
>al da Cenerentola, alguns espectadores mais in-
sodridos arraslaram-lhe os pea, com o que ella se
deu por offendida. Entreunto lulo se accommodou
e na segunda uoile, houve di.--, muilas palmas e mu-
la fesla. Tem islo dado causa a muita discussfies,
Jhaver albonistas e Castellanislas. Tudo serve de
erivalivo as grandes capitaes.
Falleeeu o arcebispn de Palmyra, commiisario da
bulla eprovedor da Misericordia. Desenvolveu-se
um scirro no estomago, que o levou sepultura em
poneos dias.
O Arauto lem novo redaclor. Antonio Augusto,
que anda ausente, prefeno urna commissao em Pa-
ris, para onde foi. O governo procurou em vao,
aqui em Lisboa, um redactor principal para o seu
jornal, e nao o achou. J Ihe refer que Latiuo
Coellio, Silva Tullio e Andrade Corvp linham recu-
sado a offcrla, por isso'tomaram a resolucao de
mandar buscar um dos redactores do Sacional, que
se pasto* para o governo, sem grande escrpulo !
He iim bacbarel, ainda rapaz, Ricardo Guimaraes,
escrip(or uovalo e mediocre.
He nolavel que esle ministerio, lenha lanos jor-
naes contra si,e nao possa alcanear um bom escrp-
lor para a sua folha, que at por pobreza j dmi-
uuio de formato.
O oulro reJaclor do Arauto, Affonso de Castro,
bateu-se um desles dias espada com JoSo d'Aboim,
por un- insultos que este Ihe dirigi no Marrare, es-
tando embriagado.
Antonio de Serpa, tambem se relirou da redacto
effecliva do Poi tugue:, por se nao se adiar all em
boa corapauhia com Sanl'Anoa Vasconcellos.
U ios e um grande incendio na Boa Vista, que du-
rnu toda urna note e parte do dia seguinle, consu-
mindo a grande fabrica de fundirlo de Collares &
Irmii-, a estancia de Abreu, e nutras, causando um
prejuizo de mais de setenta ionios de ris.
Almdo rabequisla Sivor, est timbera entre
na<, e toca esta noile noUymuasio, o Noronha,.nos-
so compatriota ; que j esteve ahi em Pernambuco.
A lotera dos 16 conlos, foi annullada. EstA-se
prorc leo lo a nova extracto. Anda j a roda hadous
dias e ainda nao sabio a grande.
Conslou-me que o procurador da coroa remetiera
boje para a secretaria a consulla a respeilo do ne-
gocio do cousul Moreira. Ja era lempo. Agora len-
cionam os jornnes atacaron vivamente o ministro
at que elle d o despacho. O Portugue: ja come-
eou honlem, e bem. A resposla do procurador da
coroa, dizem-me que he obra magistral. Agora che-
gou a occasio do negocio se desalar, havendo lodas
as probabilidades de que ha de ser a favor dos
qucixosos.' Esle Jie u desejo de lodos aqui, porque
nao ha mnguem Toradas porlas da secretaria dos ne-
gocios eslraugeiros, que nao lamente a obsli nacSo
do ministro em nao remover d'ahi csses funccioi'ia-
rios, e nao pasme de ver dous homens com 18o
poucos brios, que nao promovam ellesmcsmosa sua
transferencia,para se livrarcm dos desgoslos e insul-
tos que oontinii.menlo ahi eslao recebendo.
A noticia que aqui publicaran) osjornaes, de que
havia ji muilo porluguezes que tinham assignado
um occordo para se naluralisarem subditos dos Es-
tados-Unidos da America, tem indignado toda a gen-
te contra os causadores deslc vexame porque passa a
nacao portugueza. Esta ainda ha de dar na cabera
aos acluaes ministros. E nao lardara muilo. le
provavel que o vapor D. Mara leve j a resolucao
desle negocio.
e por nao (er Horneado para o substituir o vigario
capitular (arcebispo le Molylene) que ja leve oca-
siao de funcrionar na sua ausencia, e pozera no an-
dar da ra o lal empregado. Nada diremos neste
ponto por um motivo a nosso ver mui razoavel.
Nao nos queremos meter, nem atolar no xiqueiro da
consciencia alhcia. S. Env.se assim procedeu. Elle
sabe muilo bem o que faz. No dia 8 as 3 horas da
manhaa falleceu o arcebispo de Palmira, arcebispo
primaz que fora India, donde vcio por nao agradar
a corle de Roma e por ler como dizem os seus ami-
gos defendido os inleresscs da coroa porlugueza oh-
jeclo quo deu paslo a largos commenlarios, anda
mais a lindas passagens que nao rele eriiuos agora.
Era actualmente provedor da Santa Casa de Miseri-
cordia, houve quem avan;asse que aquellc nojenlo
acontecimento da lotera queja Ihe conlei, agravara-
lhe a enfermiilade de que padeca. Sao cousas que
dizem. Nos outros nao diremos nada emquanlo nao
cahir Sebaslopol.
O medico Lima Lelao pedio aos jornaes da capi-
tal que Ihe publicassem urna carta que elle dirigir
ao luiuislrodo reino Rodrigo, e na qual o dislnclo
professor de clnica medica da escola medico-cirur-
gca de Lisboa, poe aquelle ministro mais razo que
a lama da ra ; por este nflo Ihe ter feilo ju-lu-a co-
mo Ihe rerquereu, c como era de razao, segundo diz
o mesmo professor em urna nlroducc,ao que prece-
da a carta publicada, e na qual dizque ha depra-
var o nada que he o minisiro do reino. Nao diz na-
da de novo, c que j lodos nao saibam. Os ini-
migos do Rodrigo chamam-no raposa ; adoptando
nos o termo no sentido e Torca do que exprime, e
pondo em parallelo com o de leilflo, que perlence
ao mediro queixoso ; vemosque tambem nao he no-
vidade uenhiima que um-leitao seja victima de urna
raposa. Sao dous auimacs de especie bem diOeren-
le, por conseguidle de diverso deslino. A zoologa
as suas profundas observar-oes ainda nao achou,
nem lio pouco anda o dis-c, que o destino da espe-
cie vulpuia Tosso submcllida n suina. Porlanto con-
lentc-se'o Ilustre medico, ou antes leilo que contan-
do ja meio seculo bem contado ainda, nao subi a
calnegoiia de porco.
O erudito redactor de Lucrecio, que tem js tra-
duziJo oulro- poemas, vai dar a luz a traducido da
llliada de Homero, que oflereceu ao imperador do
Brasil, o qual aceilou com a magnanimidade docos-
lume ; ja para esse lim lem conferenciado com o
embaxador e representante do augusto soberano
nesla corle, he provavel que as relaces que liver
com S. Ex. o Sr. Lima Lelao rccolha-se mais salis-
feilo do que as que lem lulo com o ministro do rei-
iio de Portugal, e as elegantes salas da embaixada
brasileira, mais allabilitlade e melhor patrono.
He para ver ir o venerando ancao n'uma caderi-
nliapor etmt ras lora, velho, cansado e pobre, chcio
de serviros, abonado por algumas letlras, como elle
diz modestamente, casa desle e daquelle sem ai-
cancar nada, e de mais a mais negar-lhe o ministro
do reino urna triste jubilarlo a que lem lodo o.di-
reilo : esle apreciavel erudito he detestado dos seus
collegas mlicos, nao s dos da escola onde he pro-
fessor di-linclo, masde grande numero dosconlem-
jporancos, que Ihe fazem crua guerra. E diga-se
guerra atroz e cobarde, esmagam-no com o silencio
e a Icnacidade com que repellen) toda e qualquer
que dclle seja.
Terminamos a nossa ultima dando a boa nova de
que o iiulire duque de Saldanha amias a com os seus
desejos de vir al Lisboa ; e assim, que no mesmo
da em que datamos aquella noticia chegava S. Ex,.
esla capital, foi a S. Carlos no anniversario do re-
gente, e a primeira recita extraordiuaria de made-
tnoisella Allioni: j que Ihe faltamos nesla excellente
cantora accrescenlaremos que nao he sem funda-
mento oque diziam dellapor esse mundo de Chriito.
Cania com lal mimo c suavidade admiraseis, a fir-
meza e facilidade da vucalisarao encaiilam o tim-
bre argentino tem gracia especialissima ; perfeila-
menle senhora do instrumento, maueja-o, governa-o
com rara habilidade. Dir-sc-hia que eslranho urgi
alafa naquella garganta donde a eximia cantora
despeda sons de peregrina bravura; cm summa a
valenta da voz, e a meslria do canlo sao de subido
enlcvo. Eslreoii-se na Scnereqtola de Rossini ; em
breve a ou\iremos na Favorita, e nosos applausos
aguardam a celebre artista.
Nao nos oceuparemos de certas semsaboras que
lem lias do com a actual empreza, e oulras muilas
nicas da companha lyrira; -ao cousas que pouco in-
leressam um leilor eslraiigeiro, e que nao est a
facto de crias tirinas que figuran) na aclual empre-
za. Diz o dictadoquem te manda, sapateiro, locar
rabeeCo ".' Por oulras palavras ; IrisleTigura faz, quem
quer tralar e meller-se naqoillo que nao emende.
He esta a molestia chronica dos acluaes emprezarios.
O invern vem dar mais movimenlo a sociedade
lisbonense, as modistas andam alarefadas com as en-
commendas, e ludo annuncia que a e-laioo dos bai-
les eta a porta. Os espectculos tem rcais luzida
concurrencia. Agora vive-sede noite.
O proprielano da Floresta Ezypcia continoa a
regalar os frequenladores do seu eslabelecimenlo
aonde vai pondo cada vez mais ordem e elgancia
anda com vonladc de gastar tilguns pares de conlos
de ris na casa derecreio publico ; mas lem receio
de soffrer algum desgoslo e perda, pois que a casa
perlence ao morgado d'Alagoa, e osle vinculo est
empenhado, como quasi lodos os jidalgos caberas
de vento, ja por culpa propria, ou de seus anleps-
c,ao desle quesilo vem a ter a mais importante, e t
olla nos pode conduzir, sem escrpulo, e com toda
a .-e-i un da le. a um resultado pralico, em desagra-
vo da mesma le. Nao he larde para que o governo,
leudo j enunciado to categricamente a sua opi
niao, passe agora a empregar ot adequados meios
coercitivos. Respeitaveis caracteres pronunciaram-
se em contrario, advogaram a causa da illimitada
liberdade do commerc'o, despertaran) a duvidr,
provocaran) urna medilacao profunda ; e nenhum
seria o fructo de todo esse Irabalho especulativo se
nao colhessemos urna utidade real.
Dous poderes do estado parlilham enlri si a ar-
dua lareTa da execnco das le.-, e quando eslas sao
violadas, he s na esphera desses dous poderes que
devemos adiar o salular correctivo. O poder legis-
lativo nao desee arena dos fados individuaes he
urna especie- de Olimpo, onde se engendran) as
grandes concopeoes, que regem em abstracto todas
as relarocs sociaes ; sna aceito expira no momento
m que a le he deliberada : mas ahi mesmo come-
ta a accilo dos outros dous poderes, a quem incum-
be urna vigilaucia continua, urna proteccio promp-
la em lodos os casos, j de interesse publico, j de
confliclo de direitos privados. Ora, a qual desses
dous ramos de auloridade pode competir, em mate-
ria de sociedades commerciaes, a destruido de um
acto pralieailo em contraveneno das leis'? Para re-
solver com acert esla queslao, cumpre fazer dis-
lnr;8cs, que lera de guiar os nossos passos, e sao fe-
cundas em consequencias.
' As sociedades de commercin offerecem dous as-
pectos, oa duas ordens de relacOes, segundo a sua
diversa nalureza ou qualidade.
Em seu primeiro aspecto, as sociedades de com-
mercio, exprimindo sempre reuniao de individuos,
que se associam mutuamente, ou que poem em com-
mum seus capitaes, envolvem neressariamenle di-
reitos individuaes ou dos socios entre si, ou da so-
ciedade inleira, como corporaeo, para com tercei-
ros, e vice-versa ; e como a.anloridade judicial nao
lem oulro lim seno a protecclo-de lodos os direitos
individuaes, segue-se obviamente que ella he sem-
pre competente c legitima para destruir e annullar
todas as socidades, seja qual for a especie, quando
tenhara sido constituidas em cnntraposieao comas
normas da lei.
Em seu segundo aspeclo, j nao se trata de rela-
jees de individuo para individuo, mas das retcales
de individuos para com o governo, pois que ha um
caso em que esses iu lividuos, constituidos em urna
sociedade de capitaes e formando urna pessoa mo-
ral, podem exercer sobre os interetiei geraes urna
influencia 13o directa, que exijara da auloridade ad-
ministrativa orna especial vigilancia.
He o que acontece com as sociedades chamadas
anons mas. ou companhias de cOmmercio. Ellas po-
dem ser muilas vezes nm lacp armado credulida-
de dos cididaos, forman) seus fundos por acces
laucadas na [iraca, que podem afleclar o crdito
geral, altera-lo momentaneamenlo pondo at em
perigo a Iranquillidade publica1; e niao muilo
convem que a auloridade superior examine o valor
desses effeilos, e s permuta o sea curso quando es-
tiver convencida da ausenc ia de todo o perigo. As
oulras socisdades esto fra daaccao do governo,
circumscrevem-se a um circulo limitado, nao po-
dem ter lamanbo alcance, e quando se constituem
com oll'en-1 das -leis, s aneciara inleresses indivi-
duaes, de que os proprios individuos sao os nicos e
os melhores arbitros.
Ainda nutra dislincctlo. A auloridade judicial,
que pode cnuhecer das s iolacoes de lei em lodas as
suciedades s interven) quando he provocada, quan-
do ha urna lula de inleresses particulares, que em
um processo he submellida sua dcciaSo. A aulo-
ridade administrativa, porm, a respeilo das socie-
dades anonymas, que sao as nicas em que pode
inlervir, lem una esphera de aclividade mais ex-
tensa, obra sem provocado ; e, s pelo interesse da
uuiversalidade dos cidados, loma medidas de con-
-eisacan e previdencia. A razio da diflermca he
clarissima, lie a mesma que distingue o direito pu-
blico do direito privado ; pois qne no primeiro ca-
so (rala-sc das relac/ies das cidados entre si, ao pas-
to que no segundo das relaces dos cidados para
com o estado.
Isto poslo, se nos livessemos de opinar sobre a il-
legali lade da sociedade Mau Mac-tiregor e C. em
relacjo auloridade judicial, diramos que, se nflo
ha qesISo alu/uma era juizo, neutinoi mal lia por
ora a reparar, nem pode aquella auloridade pr-se
em movimeuto. Se hoovesse questao em juizo, an-
da outra iuvestigacao havia a fazer ; por quanto,
nem lodo o acto em opposic^o com a lei he nallo,
salvo se elle he expressamenle Terido com nm de-
creto irritante, ou incorre na prelericao de alguma
solcmnidade substancial para a sua existencia e fim
da mesma lei. JJebaxo dettes principios, exarados
na parte 3. titulo 2." capitulo 3. do regulameolo
n. 737 de' 25 de novembro de 1830, que ha ama
dem 14 de novembro.
Ha muilo que llic alo damos novidades commer-
ciaes, pois ollie que nflo lem sido por falta de
cuida lo, c muilo menos por esquecimento, Icmos-
qui; nflo o sao; ltimamente elle disse aJMad. Sloltz, | Me lal-aflcioao, que j nao he possivel haver essas
nina aiiliga eelebridjade da oper : a nao posto ad- "
inilti-la, a -enhora e-l.i demasiado velha e feia; e
por isso os cumf>osiiiir-s nao Ihe crearan papel Bl-
giim a Mr. Fould parece ter lomado o partido de
tornar a ojtera deserta. Mr. Meyerbeer cotlumava
receber um camarote \em todas as primeiras repre-
seulacOes. As obras primas com que iluta a scena
I. ince/a ha sinle a ni; os parece Ihe dar direito a
esle favor. Mr. Fould nao pensou atsim. Na pri-
meira representaran da J'reira sanguinaria, Meyei-
beer reeusou o ramarule. Foi obrigado a alugar
um com o eu dinheiro : a noile enconlra-se com
Mi.|Foiild que te Ihe dirige com adabilidade e Ihe et-
lende a mao: Meyeibeer relira com arrogtfntia a
sua e diz speramente a Mr. Fould: V. Exc. fr minittro de B-.stado nao darei urna nni-
ca nota opera. E elle cumprio a palasra, porque
o dia seguinie retirara suii panilura da Africana,
que devia ser representada este invern.
Mas se o minisiro de E-l.ido recusa camarotes a
Meycrheer, em desforra os clislribue com profu-ao
a petaoaa mui respeitaveis co-mo ver, 'uma das
ultimas repretenlaeAes da Opera achavam-se n'um
primeiro camarote de frente algumas mnlheres, cu-
jas vettidos e maneiras eram ta o indecentes que es-
randalisavam a toda sala e ao proprio Mr. Fould. O
virtuosas ministro .indignado psgdio a lista dos ca-
marotes e ficou muilo admirado, ao taber que o
camarote de que se Iratava fora dado ao conde Bac-
ciorbi, primeiro camarista de sua- mageifade impe-
rador. Resulta de lod esla en.ibrulhoda que at
pessaas honestas que pagam desertara da Opera, e
que a lista civil imperial encarregada da adminis-
falbas de inetnoria, e acontece que quando alguma
li-liarfio nos extravia, logo urna voz tremen la, como
-e Tosse cousa do oulro mundo,- nos hrada nos ouvi-
dos, esla voz que nao sabemos com que se pare-
ce, nao he nenliuma bogiganga da outra vida ; mas
ca desta, he a voz da senhora consciencia; quemu-
Iher lao feia.' e fazendo cada raramunba que faria
fuaira meiomuiulo; mss com paciencia e limita co-
ragein c a craca de Dos temos boa esperanca de nao
lear mal cun ella. Todo i-lo por causa do nosso il-
luslrs-imo amigo. Na praesa de Lisboa tem havido
falta de assucar.eo pouco que ha lemsido muilo bem
reputado; vende-se por bom prci;o; de modo que as
primeira- remes-as que dessa vierera terao boa sa-
bida.
O algodo, esse eslrl eslacionario; apenas se lem
effecluado compras para o consumo; de'ordinario he
na primavera que lem lugar o abtslecimcnlo das fa-
bricas, porlanto o mercado desle -enero nao he van-
tajoso ncsla quadra. Emquanlo aos couros baila-
ra m romplelamenle pela abundancia qne (em hav'ido'
at chegou-se a reembarcar: c as ultimas vednas do
pnuco ou nenhum lu ro. II- provavel que a nova
colheila dos gneros que o Brasil exporta para este
paiz veuha dar mais movimenlo ao mercado; j nes
le- pnu-iros dias de novembro lem havido mais
animac.io. Ja livemos oecasiflo de fazer curiosas ob-
servacoes sobre o aommercio das duas naces e algu-
mas de bastante interesse. pouco mais "p" leamos
accresccnlar agora. Vamos ao paiz dat novidades,
regiflo agradavcl c onde quando se nao ri com goslo,
fca-se de bocea aberla espantado ou enojado (como
quizcreni; das bmw huma as.
sados ; c o homem da. floresta lem de perder as des-
pezas feilas n'uma propriedade to mal parada.
No anniversario do regente celebrou-se a inangu-
racao do caminho de ferro procedendo-se a experi-
'nontaran do carril que vai de Sicavem a Villa-Fran-
ca de Xira. E-le clo foi bastante concorrido. Dos
ministros s la esleve o menino Finitos, pois os outros
tinham de fazer o cortejo do pago. ao augusto perso-
nagem quo fazia annos.
Fazem-se louvaveis tentativas para organisar urna
linha de paquetes a vapor entre o continente e o ar-
chipelagodos Afores.He obra do milita vahtagem para
o paiz c aquella possessiio al boje lao desprezada e
alias to rica. Queira. Dos que nao teuha o triste fado
de todas as cousas portuguezas tao proveitosa lem-
hranra.
No dia 4 desle mez all por volla das 7 horat da
noite ardan, ou para melhor dizer pegou fogo
um eslabelecimenlo de madeiras. e onde tambem se
fabricavam ardiles na rua da Boa-Vista, o fugo
communicou-sc a fabrica Collares, que ardeu e t--
deria toda aquelle correnteza, onde tantos eslab"-
lecimcntoti induslriaes, lavrando alao raes do Tajo,
se nao eslivesse o lempo sereno, e ha promplidan de
alguns soccorros; era um quadro-imponenle e a-
meacador; ainda bem as torres nao tinham dado sig-
nal, j o ogo. linha propagado com lal violencia que
as casas fronteiras pareciam Iluminadas, o co abra-
zado ; Lisboa em peso corria para os sitios mais ele-
vados da cidade, a povoacflo ia em cardumes para
observar o espectculo tremendo do incendio. Acu-
di ludo, ministro do reino, commandanle da guar-
da municipal, os particulares de considerado, o pro-
prio regente, e o joven rei Pedro V. o regente con-
solava com meigat palavras o Sr. Collares, dono da
fabrica de serralharia que ardeu teda. Foi pena
porque era um dos melhores eslubelecimenlos da-
quelle genero que havia em Lisboa, e o proprielario
passa por moco hbil e entendido naquellc ramo.
Ainda no dia seguinle arda, os atuadeiros nao ti-
nham mos a medir, al faltn agua, serviram-se de
pocos particulares ; os habitantes de Lisboa soffreram
sude, e mais privafOes ; pois que os gallegos que de
ordinario fazem o servico domestico, e fornecem
agua estavam oceupados no incendio.
A morle do arcebispo de Palmira lem dado lugar
a diversos boatos, c o publico indigna algumas das
pessoas que o bflo de substituir na provedoria da
Sania Casa da Misericordia ; uns fallan) no I). prior
de Guimaiaes, prente do duque de Saldanha, c
pouco apto para lal lugar, outros no arcebispo de
Mylllene limnem de vonlade. Instruido, e amigo de
corlar direito, como se costuma dizer. He provavel
que nao seja o Horneado. As consas de-le mundo
ao assim ; e as de Portugal vao de mal a peior. O
defamo arcebispn deixou urna iinm-n-n fortuna, pe-
lo que consta ; dizem que deixsra legados a prenles
enao seique mais, obomemuo herdoude suuspaii.
se linha o que dizem por ahi arranjou quando esla-
va na India, donde viera a toque de caixa, e ame i-
eado de excomunlido por ter defendido os inleresses
e o direito do padroado da coroa portugueza na Asia.
Nesla questao lem havido mosquitos por corda* e
nada mais diremos ueste sentido, reservando-no
para melhor occasio que ser quando sabir a luz nm
eseripto queja est anniinciado peloSr. Levy Mara
Jordao. refulando oulro do Francez vsconde'Bussie-
rcs. I). Jo- Mara Torres, actualmente arcebispo de
Mylilene era natural de Oiminba ( Minho 1 ti-
nha sido frade graciano, graduado na fculdade de
Ibeologia pela iiniversnladede Coimbra. Regia como
professor a cadeira de logira.ou como agora dizem de
pliilo-ipliia racional e .moral no collegio das arles da
mesma universidade. quandu a crle de Roma o no-
meou are, bi-po primaz da ludia. Ali Racha.
INTERIOR.
pagina roait brlhanle, nt decidiramos de promp-
>o a nnllidade da sociedade bancaria em questfloi
por qualquer dos mudos em que se a quizesse qua-
lilicar.
Como sociedade anonyma, que na realidade he
( se-bem que disfamada com o titulo de commandi-
la j nnllidade he patente pela falla da autoritario
do governo, conforme prescreve o artigo 295 do
cdigo do comraercio : pois que em taes sociedades
a a u inri-ara o do governo he solemnidade substan-
cial para a existencia do contrato e lim da lei. Co-
mo sociedade em commandila, ou como qualquer
oulra especie nao condecida em nossas leis, lie sem-
pre milla, urna vez que, pelo facto da dissao do
Tuudo capital em arres, d direito aos socios de
se Tazerem substituir livremenle, sm consenlimen-
to dos outros, oque pelo arl. 33i do mesmo cdigo
he prohibido com udecreto expresso de nnllidade.
Mas nossa queslo he o'ulra, nem se (rala aqui de
urna queslao individual, suscitada por algum preju-
dicado ; Irala-se de urna sociedad,! commercial em
relac'ic ao governo, de urna sociedade anonyma, ou
de acc,Oes(que he a mesma cousa,) a-qual sem aulo-
risaco do governo nao se poda formar, que est tob
sua vigilancia.; o o governo nao esta sujeilo aot pi-
ces do direito civil, nao tem a decidir questes de
nullidade, nem consulla (o qoe alias fora indifferen-
te, como j mostramos as disposicGes desse regula-
mente n. 737 de 25 de novembro de 1830, s desti-
nado a regular a ordem do juizo no procesto com-
mercial (1). Chozarais ao amago da queslao, e s
resla ver como pode o governo obrar conveniente-
mente em tal caso.
A primeira medida que prcaecupou o animo de
muilos foi a da baixa do registro da sociedade Man,
Mac-Gregor e C, allribuindo-se a esse registro urna
importancia decisiva, e inferindo-te delle, ja um mo-
tivo de censura, ao tribunal do commercio, j, por
oulro lado, urna prova irrecusavel da legilimidade do
acto. Ora, quanto ti Competencia (nicamente) esse
meio. fora possivel, porquanlo o tribunal do commer-
cio, no locante ao registro e aoutras func^esque Uie
cociere o rcgulamenlo n. 738 de 2j de novembro de
1850. he nm ramo do poder administrativo, e como
Ifil subordinado se aclu s ordens do governo. Mas
fi todos os outros respeilos, tal meio seria incon-
gruente, alenla a nalureza e fim do registro ;'e,
almdislo, seria imprficuo. por nao ter forja para
sanar o mal. .
Seria incongruente, porque, nem s pelas dispo-
siriies daquelleregulamenlo n. 738 (que na parle do
regislre do commcrcio lie urna repeliro do regula-
mente anterior del de novembro de 1816 sobre o
registro das hypothecas), seuo tambem pela nalure-
za e fim do regi-lro.s ptjde este ser considerado urna
formalidadc puramente material c externa, que em
em nada augmenta o valor jurdico do aclo. A lal
respeilo foi completamente satisfactoria urna decla-
raban que se fizera nos jornaes em resposla a ine-
xactos juizos sobre o Iribuoal do commercio propa-
lados na cmara dos deputados; e cerlameule repug.
na todos os principise fora extremamente perigo-
so, que a secretaria desse Iribuoal te cunvertesse em
urna mesa censoria para pronunciar ex-officio de-
cises anticepadas, e impedir os aclos da vida civil.
Oulra cousa nao se tem a consgtair com a insliluig.io
do registro seuao a mera publicidadeem umso lu-
garde todos os actos c contratos que podem influir
as relaces commerciaes ; e porlanto nem ha razao
de censura, nem homolugacao de nalureza alguma
pelo fado do registro da sociedade Maua, Mac-Gre-
gor e C.

SOCIEDADES EM COMMANDITA.
Ao 3. quesiti.
(Conclusao.)
Pergunta-se como pode ser o mal reparado pelos
poderes do estado, se houve oOeiisa ou abuso da lei
na organisaeao da sociedade bancariaMau, Mac-
Gregor e C.; e leudo-- ja demonstrado que essa
sociedade acha-se illegalmenle constituida, aselu-
(t) Muilo de proposito entramos uestes desenvol-
viineulos, porque um dos argumentos produzblos no
senado contra a decisao do goveroo foi deduzidn des-
sa Iheoria de nullidade. como se houvesse alguma
queslao judicial a decidir, e como se, ainda assi.m, se
pudesse sustentar que, a resf ilo de urna soci edade
de acjes sem aulorisacao do governo.deis.ava lie ter
applicavel odisposio no art. 182 do resulamen to ci-
tado.
Nao seria proficuo nem sanaria o mal, a medida da
cancellacao do registro, porque, observe-se bem,
que o registro das sociedades anonymas eslama-
mentelegislada no arl. 296 do cod, do comm., tem
a clausula de nullidade ou de qualquer oulra sanc-
cao especial, como alias existe no art. 9, quando ot
administradores de taes sociedades sao omissosem
levar ao registro o instrumento ou titulo de suas no-
meacties. A sanecao do arl. 301 he s applicavel t
oulras sociedades, e com razao, porquanlo, sendo o
fim do registro a publicidade, o nada mais, j easa
publicidade existe pelo acto da aulorisacao, emana-
da de um decreto do poder executivo. E quando ap-
plicavel fosse, e o governo mandaste cessar o tegislro
no caso em que nos acharaos, qual seria o eiTeilo
coercitivo Nenhum absolutamente, pois que a so-
ciedade Mau, Mac-Gregor e C. continuara do mes-
mo modo a existir, como entre nos lem existido, e
exislcm ainda muilas sociedades sem o registro do
commercio.
O remedio he obvio, elle vero de urna itlago bem
natural e fcil dat disposic-oes do decrete de 10 de
Janeiro de 189, e da posterior legislaran do cdigo
do commcrcio ; o primeiro eslabeleceodo regras para
a encorporaro das sociedades anonymas, essencial-
menle dependentes da aulorisacao do governo e da
sua vigilaucia ; e o segundo confirmando exacta-
mente no art. 293 a necessidade dessa aulorisacao.
De modo que, inquirir qual deva ser a accao do go-
verno relativamente sociedade bancaria em con-
Iroversia, he pergunlar e qoe pode o governo fazer
quando urna sociedade anonyma ou de acces for Ins-
tituida sem a sen aulorisacao previa.
Aiihiri.ar.io, segunde a commum significacSo do
termo, o romo nos diz osobio Merliu no seu Reparl.
de Jurisprud., quer dizer o consentimenlo expresan,
ou tcito, dado a um acto que alguem pralica, ou
estando sob -nossa dependencia, ou nao podando
obrar senao por ella. Urna sociedade anonyma, ou
de aceces, sem aulorisacao do goveroo, ou fora da
esphera marcada pela aulorisacao, he um effeilo sem
causa : e se esse efleito nao pode ser destruido por
'lueni s o poda aotorisar, desaparece no mesmo
momento Inda a dea de aotorisaco e dependencia.
De acenrdo com isto, o citado decreto de 10 de Janei-
ro de 1819 no art. 10 d ao governo o direito de
oomear, todas as vezes quoentenda ser conveniente,
um ou mais agentes para fiscalisarem os operarnos
das sociedades anonymas; e da-lhe maiso direito de
as declarar dissolvidas, quando se verificar qoe nao
cumprem ascondices a que se sujeitaram.
Nole-se que esse decreto nao cogiten, nem podia
cogitar, da hypothese de formar-te alguma sociedade
anonyma sem a sua autoritario, e no proposito fir-
me de a dispensar, ou preten-la. Elle apenas para
occorrer aos effeitos da precipua cao no pequeo in-
tervallo de lempo que mediar pudesse eolre o esla-
belecimenlo dat sociedades e a sua aulorisacao legal,
providenciou smenle no arl. 8. que o os- adminis-
tradores ou directores responderan) pessoal -solida-
riamente a lerceirot que com ellas contralassem an-
tes de serem aulorisadas pelo governo e de publica-
da essa autorisacflo He o caso em qoe se acha a
sociedade de Maui, Mac Gregor e C, que ettabe-
lecendo esta firma, e dizendo em seus estatutos que
os seus gerentes tem responsabilidade solidaria, nio
fez mais do que reconhecer anlecipadamenle a pena
que a le Ihe impunha, nao como orna carta branca
para transgred-la, nao como ara instrumento para
defrauda-la, mas simptesmenle como urna medid8
provisoria e de seguranza, emquanlo a aulorisacao
nao baixasse.
Ora. se o governo em conformidade do apuntado
art. 10 do decreto, pode declarar dissolvida urna so-
ciedade anonyma, oude arenes, quando verifica que
ella nao cumpre as prescripces tob que fora aulori-
sada, por forra de maior razao a pode declarar dis-
solvida quando ella commelle urna falla mais grave,
prescindindo da aulorisacao indispensavel, ecollo-
cando-se dest'arlc fora de (odas as cundinos legaet.
Violar o preccito em parte he menos do que vila-
lo no lodo e dospreza-lo.
Poder-se-ha hesitar, depois de todas as nossas con-
siderarnos anteriores, em resolver a questao por esle
modo '! Poder servir de embaraco um grossero
artificio de mudanra o abuso de nome. ou a exle-
rioridade de urna firma social, para que a lei deixe
de ser cumprida '.' Sera 13o fcil Iludir as leis.des
aulorar a auloridade publica de suas inanferiveital-
tihuirnos, e reduzi-la a nm enlo nullo ? Nt Ja
distemos qne s a realidade constitue a natureza dos
actos, nos ja dissemos quo a responsabilidade solida-
ria dessa firma social est providenciada no art. 8
do decreto de 10 de Janeiro de 1849; e independen-
te de tudo, a causa he visivel, trala-se de urna so-
ciedade de acedes, e ainda mais de urna sociedade
bancaria.
Urna ociedade de acces he sempre negocio de
rouila consequencia Qualquer sociedade ordina-
ria, com ui numero cerlo e eonhecido de sotios, em
caso de ni .tro s pode alterar o crdito de al-
guns indis ..nos, so pode inspirar receio em relaeaoa
poucos ; mas urna sociedade de acces nao esl no
mesmo caso, o crdito pode toffrer um abalo geral,
a ilescoiifianra pode locar a lodos, e recahir sobre
todos, porque he diflicil saber de prompts quaes
aquello- tobre quem te detfechou o raio. E o que
diremos especialmente de urna sociedade bancaria
cujas operaces sao 13o vaslat, e onde, alem do mal
das acedes, pode haver muilo maior perigo 1 Sem-
pre houve urna distincrio, urna precaucao especial
a respeilo de todas as emprezas deste genero. A le-
gislaran franceza, para aulorisar laet ettabelececi-
mentos, exige ioformac,Oea muito particulares, com
dillerenra de lodas as oulras sociedades anonymas,
e o qosso decreto de 10 da Janeiro de 1819, no art.
9o fez delles mencllo'privativa.
Se urna sociedade anonyma se fundasse tem tedas
estas myslificarses e disfarces da sociedade Maa,
Mac-Gregor e C. ; se ella, sem rebuco, nao se im-
porlasse com o governo, nao Ihe pedisse aulorisacao
alguma, e obrasse livremenle ao impulso de seus
soberanos caprichos, o que faria o governo '.' Cruza-
ra os bracos, seria mudo etpeclador, deixaria que a
lei fosse lellra morlt ? Nem por nm mnmeulo se po-
de admillir tamaita indilloronra ou fraqueza.
Se tao funesto precedente passasse inclume, nt
teriamos de ver, sempre que o governo negasse au-
tor issr.lo ao eslabelecimenlo de qualquercompanhia,
a represalia immediata de urna sociedade em com-
mindila com aeros. E al mesmo nem se ter o
Irabalho eteusado de pedir aulorisacao alguma, far-
se-ha logo o que se quizer, porque dir-se-ha que o
governo nao lem meio algum de accSp em casos des-
la ordem,o que iraduzido quer dizer que o governo
nao he governo. Que bella liberdade de commer-
cio I
Nao nos Iludamos, a sociedade bancaria de que
se Irala he puramente orna sociedade anonyma (se
bem que lenha numes); fra mais conveniente aos
seut fundadores, por isso que se eximiam de nma
responsabilidade solidaria, solicitar a indispensavel
aulorisacao do governo. E porque a nao solieila-
ram"Lalel anguis m herba. Conlavam com a
denegara o, porque, em verdad^ estando fundado pe-
lo decrete de 31 de agosto de 1853 nm banco nacio-
nal, que se julgou sufiicienle pra occorrer a tedas
as necessidadesdo commercio, que se institu com
a absorprao de dous bancos que existiam, ninguem
pode esperar conccsses para o eslabelecimenlo de
outros bancos. Eis a causa da -mularan. eis o mo-
tivo que a fez necessara dando assim lugar i appli-
cacao da reara de direilo: Dala cauta verotlmilt,
simulatio prmtMmttr,
Se ja se pode formar sociedadet anonymas sem
aulorisacao, se o governo fica desarmado com urna
infantil negaea. de Irocadilho de palavras, ou com o
ouropcl de urna firme social, o que delera o II meo
Rural lis palnei-ano na realisarao dessa idea, que
j foi aventada e proposta na ultima de suas reu-
nioes"! Que necestidade lem esse banco de suppor-
lar sobre os hombros esse fardo incomaiodo de esla-
lulos approvados pelo governo"! Se ha de estar res-
pirando com dilliculdade, te ha de estar soffrendo a
censura dos rigoristas, queja o ulhain rom altenrao
e se queixam de exorbilancias, melhor ser que na-
vegue a panno sollo no vaslissimo ocano da liber-
dade do commercio.
A sociedade cm commandila por accoet (te diz)
lem mil vaolagens, e o paiz he novo, e reclama todo
o ilo--iis os i ment do espirite de assoriarlo! Ha
muilas cousas que se repelen) s pela mauia do lem-
po, s por um espirito de imitacao; e com fran-
queza diremos que a nossa curta iolelligcncia, ape-
zar de ter bem examinado, poutopor ponto, as duas
linbas parallelas, aluda nao pode comprehender a
preconitada excellencia da sociedade em comman-
dila por areno- sobre a sociedade anonyma. Ero
nma e onlra es pequeos capitaes eoncorrem em
proveito dai grandes emprezas; em nma e outra
existe a vanlagem di responsabilidade limitada para
aquelle* que naoquerem expr aot azarea do com-
mercio toda a sua fortuna; ambas animam o Iraba-
lho, fomenlam a economia, trazem o rico e o pobre
ao commum desejo de paz e de ordem publica, pe-
lo senlimento dos mesmos interesse*. O que falla,
pois, sociedade anonyma '.' O phanlaima ou o mal
de urna firma social. .Mas, dizemnt nos, porque he
mait conveniente, j que o carader dos homens po-
de mudar, ler gerentes cora mandato revogavel, do
que administradores perpetuos.
Se esle argumente nao serve, e pois que as gran-
des emprezas he tbido que a confianca t nasce do
capital comprometlido expressamenle, tem que nada
influa urna firma social que nio paita da mero r-
nalo, nos entao diremos que a nslituicao da com-
mandila s tero utilidade effecliva em negocios de
pequea escala, porque he t neslet que a responsa-
bilidade solidaria de urna firma tocial significa algu-
ma cousa, e pode ser um incentivo de crdito. O que
encanta os anthutiastit da commandila por acrOes,
ou para melhor dizer, da commandila degenerada e
abusica,he t-a independencia da inlervencSo do go-
verno; e etsa antonomia, sempre que houvr socie-
dade de armes, he, em notso entender, um vicio, he
urna fonte perene de aUusos, ha um volco que
cedo ou larde tem de fazer ot mais funetlot estragos.
A sociedade anonyma he o aperTeicoamenlo da
sociedade em commandila. Esta j era conhecida e
usada quando se deteuvolveu a grande e magnifica
idea da divisan do capital em acces, idea fecunda
era vanlagens, mas acoropanhada ao mesmo lempo
de perigos, como sao todtt at cousat humanal, por
isso mesmo que o espirito de agiolagem achou logo
um inesgotavel alimento. Antes que o cdigo da
Franja admiltisse arenes na commandila, e assim a
detnaturatse, lodat as sociedades por accoet, metmo
ai qualificadat commanditariaa, nao se estabeleciam
seno em virlude de edictos registrado! nos parla-
mentos. Na Inglaterra, a patria do commercio e da
industria, os actos chamados de encerporaco ago
sempre indispensaveis; e se ella quer hoje inlrodn-
zir a commandila em sua legislarlo, nao s deve j
suppor que lenha de permiltir a dis sao do fundo
coramanditado em acedes, e muito mono* se o per-
miltir, que dispeuie a inlervencso e vigilancia do
governo.
Se lendes entre nt a sociedade anonyma, qoe he
urna porta franca para todas as grandes empreaati
se nella achais urna esphera Uo larga da actividade,
o que vos falla para detenvolverdes o espirite de as-
sociarao'.' O paiz he uovo efluer melhoramentos;
o governo he sabio e justo para bem comprehender
esla necestidade, para receber-vot com ot bracos
abertos, para conceder-vot lodos ot favores. Des-
viai-voa do governo, recejis da sua aulorisacao?
Que boa empreza ser esta que tem o governo por
hostil? Tudo deve ter seu limite! Se o espirite de
associacato tem de trazer, como he evidente, benefi-
cios reaes ao paiz, dando emprego aot capilaea iner-
tes, e fornecendo industria recursos que Ihe faltara,
nio te segu que elle nao posta produzir males, A
experiencia bem nos adverle. Em 1826 a Franca
foi victima das suas sociedades em commandila por
acces; 32 sociedades so formaran), representando
um capital immenio, e innundando a praca em nm
diluvio de acces; e todas essas sociedadet foram a
obra da fraude e da Irapara 1
Longe de nos qualquer allusao i sociedade ban-
caria de que te Irala; nosso lim he a dispertar a
altenrao para os perigos futuros de una instilui'eao
que te procura jntroduzir no paiz, violentando-te a
sua legitlacao expressa, -e em urna poca em que e
contagio he muito de re.-eiar. Quando ardentemen-
te lodoa procurara accoet. nao indica alo abundan-
cia de* capitaes sem emprego, a convicc,3o da utilida-
de das emprezas, a probabilidade ou esperanra da
tirar um bom juro dos metroot'capitaet. Nao, as ac-
ms sao meramente lindas cartas de um jogo de no-
va especie, tao bilheles de lotera, por onde lodot
procurara adquirir foi lunas rpidas. E dever-te-ha
dispensar a interferencia do governo, a qutm t
compete avaliar, sem a cegueira dos inleresses parti-
culares, te convem supporlar o mal inherente a to-
das as sociedades por acedes, quando ctse mal fr
necessario, para colher-se urna grande vanlagem?
Apresenlar-nos-hao agora urna objeco/to extrema.
Se o governo, como be de seu dever, declarar por
um decreto dissolvida etsa sociedade bancaria, e te
ella nao obstante houver de continuar, e debaixo dat
mesruas bases em que j est fuoccionaodo. como se
poder fazer cessar o conflicto? Nos vemos esa so-
ciedade representada por commerciantea tao hones-
tos e reipeitadoret dat leit, figura d'entre elles um
cidadao lao conspicuo e ettencialmenle de ordem, e
tao merecidamente credor da eatima de lodot, que
nem por ura momento queremos admillir semel lian-
te, bv polhese. Ero caso igual, com outros indviduot
que temerariamente quizesaem lular com o braco do
goveroo, teriamos tmente de invocar a applicacjlo
de nossas leis penaes, que reprimera lodot ot crimet
perpetrados contra o livre exercicio dos poderes po-
lilicos d estado. O arl. 95 do cdigo criminal diz o
eguinte: a Oppor-se alguem direclamen te, e por
fados, ao livre exercicio dos poderes moderador, exe
cutico ejudicial, no que he de suas attribuices cont-
litucionaea, penai de prisao com Irabalho por qua-
tro a dezaseis annos.
a Art. 96. Obstar o impedir de qualquer manci-
ra o effeilo das delermioarOes dos poderes modera-
dor e executico que forem conformes contlituicao
e t leit, penat de prisao com Irabalho por dous a
teit annos.
A legitlacao he austera, o legisla apenas repel
seccamente os seus didamet, e quando a lei manda
ludo deve obedecer. Se quereit ter Uvret, tide
primeiro eteravot dat leit.
Rio de Janeiro 6 de setcrr.bro de 1854.
Augusto Teixeira de Freitat.
{Jornal do Commercio do Rio)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahiba 27 de novembro.
Eu lambem, charo mi.
Quero versinhos fazer; .
Portante Ihe vou dizer,
Em rhima mui bem medida,
Um pouco d'alheia vida.
Pesia vez o meu Merelet,
De musa me servir, .
Para o que presta ver
Esla muta de calco.
Que dedilha nos eordSet.
A Bentinho invocare!,
Como Apollo no Parnazo;
Assim, pois, em lodo o cato,
Eu promello ser pola,'
Tetlo por musa um pateta.
He negocio mui sabido,
E passa por anexim,
- Terem bolla assim, atsim .
Os homens da poesii.
Porque rhimam noile e dia.
O Cames era maluco,
Tinha na bulla pancada,
O (larcao dava pedrada,
No Bocaje nao fallemos,
Se feias cousas lomemos.
Inda mesmo por modestia,
Nao direi, que lenho geilo,
Nem lambem, que haja feito
Coiitinhas na porsia.
Que me deem honrara.
Mas quem, amigo, ter,
Que l n'um, ou n'oulrn caso,
Nao entre pelo Parnaso,
Nao regule peja la.
Ir 113o morera la lina.
J nao vou em mo cometo !
Ora eila Onde eslou 1
Ou minha do/ia virou,
E por mal de mens peccados,
Sou pola dos costados ;
Ou entao o meu Apollo,
Me nao quer hoje inspirar,
Deixa-me aqu pernear,
Sem que posa lomar pe,
Esperando oulra mar ;
Porm, nao ; ei-ln que vem
Com semblante radioso,
L rhega noticioso
E diz, sem mais demora,
O que Ihe direi agora :
De saude vamos mal,
Temos febres e bexigas,
Que vo dando boas figas ;
Mas as bexigas d'araor,
E as febres nao tem cor.
Por isto diz o doulor,a
Um qoe cura todo o mal :
Nosta guarda nacional,
Ue smenle a impostada.
He murrinha carregada.
onlro nao pensa assim.
Assim nao quer o Inglez,
En rreio que desla vez
Haver grao confusao,
E nao sei quem lem razao.
O cooselho esta leimoso
Ero saber a medicina.
Ver codo velha ladina.
C'ot ylhos qu'a larra Irit
Ha de comer algum dia.
E lem vitio tanta coas I
Continhat tao engranad,
Valen) a pena ai manadas.
Que loffre um pobre ehrlttte,
Que quer fazer inspeccSo.
A illuitre camarilha
Etl hoje mui contenta
Porque ja lem presidenta.
Que decide tem pensar,
metmo sem consultar.
E caminha lio ovante
Na estrada do progreud,
Que aluda algum excesse
I.he perdoa bem ou mal,
Como culpa venial.
Sem Irabalho o cher enfent
J vai vindo at ruat limpas.
V ao domingo mercar
O logitla diligente ;
Eil o homem cuntenle.
J v, qoe ot beccos nao eheiram,
Que nellet nio ha mytterio,
Que breva lem ceroilerio,
Nat rui nao ha cascaltio,
Sem fadiga, nem Irabalho.
Ora itto he muilo bom.
Para quem gotla de ver,
Sem maior cuidado ler,
Bem trajada a patria sua,
Como cao que olha > loa.
Por aqui j ha quem chora,
Por certa ausencia tritlontu,
H faz muita caramonha.
Ja tem lalos, finiquites,
Quem tem bigodes bonitos.
l'ma quer, e outra rjtier,
E ambas lendo razio,
Fazer solemne Tunelo,
No dia dout do futuro,
E pregar-nos logro duro.
Ancioso deve estar
Por ter novas dos agentes,
Qoe nao flearam patenta,
Naquella minh'orarao ;
Em verdade lem razao.
Nada mait, e nada menos,
Do que is duas ninhadat,
Qu'ettao encapoeiradat,
Nos iheatros alto, e baixo,
Com symphonia de laiio.
Cada qual deaeja ler,
Para si a preferencia,
De gozar taa excellencia,
Quanto te pode gozar,
No dia, hora e lugar.
Anda ludo ruge ruge,
Chovem convites, cartoea,
Ha barulhos, confusoes,
Pega, arreda, malinada,
Chana e vira. Irapalhada.
Nio val a pena, mon cher,
E per itto o nao convido,
At metmo eu duvido.
Qoe a cousa v avante,
E Zusa fique chibante.
Prebostat elle quer ser,
Para o que diz ter tlenlo,
Nao duvido, e nem sustento.
Creio q'elle tem a bosta
Para ser juiz da ropa.
O thuggs andam corridos,
Em trote de cao faminto,
E breve, eu muito tinto,
Nao lera o nosso Chagas,
Onde guarde aquellas pragas.
Tan tracat tem empregado,
. ajama! digno presidente,
Que tem poeto diligente -0
Da polica a cohorte
Contra ot correiot da morle.
O nosto Dr. Bazilio
Anda pelas peder-neirat, '
E tem f. t de car re ir as
Oshomtf cemilerio,
L met ..'no seu imperio.
Urna viuva encontrn,
Do compadre Nicolao,
Que parece um bacalho;
Mas que conla muilo bem
A vidiuha de alguem.
Tem marcadat no rotarlo,
Por onde reza devola,
Ai mortr.s, e porqee quola
O teu defunto fazia
N'um mandado duat vas.
Vinte e poucit tem notadas;
Este pebre battolla I
Mai a velha taramella.
Entra pela vida alheia,
Gomo frade pela ceia.
Dizem, que desde AdSo, '
Sao ai velha* falladeiras
Rabujeulas, arengueirat;
Mat eu ca' nio pens assim,
Nao vejo cousa ruim.
Preso Francisco de Paula
Foi ha muilo poneos dias.
E dizem algumas vas,
Q'aqoi ha de lingual mal,
Nao eslar bem o rapai.
Tambem um tal Z Vicenta,
Que nao he mui bea rez,
Teye a torte de revea,
Foi cahir na corriolla,
L se aeba na gaiolla.
O qarcon,nao he bambinha,
Apontou, fez p alraz,
Pu/ando o galilbo zas
Mas a arma zombeleira.
Deixou-o na pasmaceira.
E aitim por veiet tret, ,
N'um soldado repeli,
Mat nunc'o tiro parti ;
Pode entao o cantarada
-Agarrar o rei d'eepada.
J etl o coitadinho,
Com cara de penitencia,
Mostrando mi innocencia,
Causando fros tuoret
A seus dignot protectores.
O Affonso, qual Vulcano,
Tem lodos em croas lidai.
Nao v armas prohibida*, '
Nem aind'a espada preta,
Sem fazer feia careta.
Attim de Pedral de Fogo
Estilo ot fazis distante!,
E as armas fulminante!,
A ponlnda faca crua,
Nio podem sabir a rua.
Em Natuba e na Campia,
J regula a mama lei,
Em vista diste tilo sei,
% Do que havemoi usar,
Querendo aro pello limper.
A grande fela da Penha
Grande na fama tmente,
Illudio a muito gente :
Quando ouco palavrorto.
Logo espero farelorio.
Contar-lh'a ainda nao potso,
Porque temi a matsada ;
Espero v-la piolada,
N'um painel de negro fumo,
Quem ser lindo presuma.
Cocos, cerveja e arenque*,
Vinho, queijo, carn'attada,
Padres mista cantada,
Tudo na mor confuan,
Eit ahi a tal funcctlo.
En nao iei te haver, -
Quem deixe l o barrete,
Queira Tirar algrele,
Amarrando a aua mona.
Chache calado a tapona.
J vejo a musa fanar-te.
Porque tem tuda, contado,
Receba, pois o recado,
E ponba em prosa castica.
Se meut verso nio cobica.
Saude muila desejo,
Para quem he meo amigo,
Com dinheiro e bom abrigo,
l.he desejo para a testa,
E que durma bem a sesta.

'


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PERNAMBUCO.
- "N
JURY DQ RECIFE.
4.a tettao' ordiaarlai
Dia 30.
Primeiro julgamento.'
Presidencia do Sr. Dr. Mantel Clementino Car-
neiro da Cunha.
Promotor o Sr. Dr. Antonio Luiz Cavalcanli de
Albuquerque.
Etcrivao o Sr. Joaquim Francisco de Paul i Esteve
Clemente.
Advogado o Sr. Dr. Joaquim Elvira de Moraes
Carvallio.
Reo Jos Joaquim do Nascimenlo, aecusado por
feriroenlot graves.
A'a 10 horas feita a chamada acharam-ae prsen-
les 48 juizes de fado, e foi aberla a tsalo.
Foram ir.ullados em 20)000 r*. alera dos declara-
dos as essoes anteriores, o Sr. Manoel Caclano de
Medriros. ,
Foram torteados a apratimento das parles para
julgamenloda rauta, ot Srs. jurados :
Dr. Pedro Uaudiauo de Ratii e Silva.
Bartholomeo Quedes de Mello.
y
* -af^ sa t'tw ta


I
'I
l >
Emilio Xavier Sonreir de Mallo.
e Uenrique Machado.
Joao Antonio dB Paula Rodrigue.
Joao de S. Le lio
Aleiio Jos de Oliveira.
Antonio Ferreira de Almeida.
Joaqun) Jos de Soma Serrano.
Joaqun, Fflii Machado.
Francisco Antonio Pereira de Brilo.
i Jos Mana Machado de Figueiredo.
Consta do libello da promoloria publica, que o reo
na noile do dia 23 de maio ultimo, feriragravemen-
u "i? c,del do m"nicipio a Marcolino dos Sanios
Borhurema, sendo este fado acompaohado das cir-
cumslancias aggravanles do n. 1 e 6 do arl. 16 do
cod. criminal.
Suslentou a promoloria publica que em vista dos
autos ealavam provados os rticos do seu libello que
no foram convenientemente contestados pela defe-
za, e concluio pedindo que o reo fosse condemnado
no grao maiimo do arl. 205 do cod. criminal.
Disse o reo em seu interrogatorio que nao prali-
cou o crime que se Ihe impala, e que supoe ser au-
tor das ferimeotos feito era Borburema o preso An-
tonio Tara, dono da faca eom que se fez o feriraenlo.
O advosado da deroza desenvolvendo-a disse, que
com quanto as lestemunhas do processo depozessem
contra o reo, todava a cndilo dellas era tal que nao
se polia seguramenle asegurar que fosse o reo o au-
tor do delicio, que se Ihe imputa.
Para fundamentar a sua allegado fez sahir o in-
teresse que linham os outros presos em compromef-
ter o aecusado, e acabou sustentando que devia ser
aceita a declarado do reo, 'porque ja se adiando
condemnado a gales perpetuas, e nenhuma alterado
Murando a sua sorte eom o condemnado as penas
do arl. 20o do cod. criminal, nao tioha motivo plau-
sivo! pata negar o crime, se o houvesse commet-
udo.
O jury responden aos quesitos por 6 votos contra o
reo e por 6 a favor, o aecusado foi absolvido, e o juir
^ appellou da decLaodo jurj.
Foi dissolvido o conselho a meia hora depois de
meio-dia.
Segundo ligamento.
Advngado o Sr. Dr. Moraes Carvalh.
Reo Antonio Ferreira da Encarnadlo, aecusado
por ferimentos graves.
.Foram sorteados a aprasimento das partes para
julgamenlo da causa, os Srs. jurados :
Joao Chrisostomo Fernandes Vianna.
Hypolito Cassiano de Vasconcellos Albuquerque Ma-
r n bao.
Hertulano Deodato dos Sanios.
JoSo Baplisla Ferreira d'Annunciar-io.
Dr. Juno Uomingues da Silva.
Francisco Aleundrino de Vasconcellos Callara.
s Antonio Alvos da Fonteca.
Manoel da Silva Nev.
Major Manoel do Nascimenlo da Costa Monteiro.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira.
Joao I.eite de Azevedo.
Jos Maa Machado de Figueiredo.
Consta do libello da promoloria publica, que o reo
ferira gravemente a Luiz por alcunho Patury na
noite do dia 4 ce fevereiro deste anno, sendo este
faci revestido das circumstancias aggravanles do n.
1 c 6 do art. 16 do cod. penal.
Sustentando o seu libello, disse a promoloria pu-
blica que as provas constantes do aulos convenciam
que o reo pralicra o crime porque era aecusado, e
que devia soffrer as penas do arl. 205 do cod. crimi-
nal no grao mximo.
Em sou interrogatorio ditse o reo que nao' foi o
autor dos feri ment feitos em Luiz Patury, como
qoal enlrel: nto leve urna lula na noile do acouleci-
menlo que faz o objecto do processo.
Disse o advogado em defeza do roo, que das oito
lestemonhas dos autos s urna vio o reo commetter
o delicio, que tres referen) a lula havida no princi-
pio da noile em que aconleceu o delicio, e pela qual
nao he aecusado o mesmo roo, sendo de duvida va-
ga quanlo ao mais que as nutras sendo de vista, nao
conheceram a pessoa que fazia os fermenlos, e que
neslas. drcnmsleincias nSo eslava sufficientemente
provada a enminalidade do reo, mostrando o mo ca-
v.- r*Cli'j do "y*""1''10 1ue po(l'a ,er causa Para ser ag-
*-' gredido poj/outras pessoas, e allegando contradir Oes
eatr* os deprimentes das lestemunhas que as lorna-
* van\supeila, condujo por fin quesea cliente esla-
va innocente, e que devia ser absolvido.
O jury respondeu os quesilos por 10 voto em fa-
vor do reo, que foi absolvido.
Foi adiada para as 10 horas do dia seguinte a ses-
sao, que terrninou as 4 hora da larde.
"fin
COMARCA DO BOMTO.
16 de uiembro.
Sir compadre, Je serais bien rise qae estas regri-
nhas'achem a vossignoria na rruicAo de urna per-
fela saude, acompanhada de muila bonheur. Esta
Ierra vai em paz.
Iloje fji posto em seguranza um grammalico viu-
do da subdelegada do Verde, porque abusara
do verbo surriplo conjugando-o com violencia, o
que no entender do Sr. cdigo he roubo.
Melhoramentos maraes e materiaes.
Este Bonito esl muito a\aneado na carreira da
cmlisac.lo, vjsla do que Ihe vou expor, creio, Sir
compadre, nao pora em duvida a proposico : Temos
bailes urna vez poroutra, ecom os fferr; porque
dansase, paseia-se e conversare, esta visto que com
a Mil; porque cora os horaeni nao Valeria a pena,
e nem a mim dar-lhe noticia. Temos ch u ml-
liett de la fonctlon, cervejas e refrescos duranle
toda ella; temos introductores, meslres-salas etc. etc.,
e o que mais leremos 1 lie para uotar que em todas
essas occasies se guardara as mais resnela lten-
le, a mais formalisada seriedade ; temos msica
de pancadaria sodrivel, urna vez por outra pelas
ras, e lodos os aabbados na missa de Nossa Senho-
ra ; temos lampes?*, algumas casas em ronstruci-fln,
outra em projecto ; temos ponte de pedra o cal
e um astudrsinho obra da nossa illuslrissima; la-
mos por consequencia bastante agua para refrescar-
nos. Estamos para ter um banheiro de lijollo; em
fim lemas fabrica de plvora, quem fie figo de vista;
Temos fela este anno, seguida de novenas ; para o
anno teremo ealcamento de rna. E qual das
villa do centro, ou meimo do luburbioi tem, e
ela para ler tudo isso ? So nao temos aquillo eom
que se compram os melBes (fallo por mim) ; que faz
a guerra e a pac, que da alegra e nos leva a por-
ta da iriteza, que traz o descanto e torna o homem
desassoceMdo ; que concilla |o somno e produz vi-
gilias ; que fax o vicio e a virlude ; que tem o
dora de a todos agradar ; emflm, sse com razo
chamado o soberano do mundo, o dinheiro.
_ ao
Eslo lomadas as teslemunhas do processo da pi-
Iralh. A vistoria foi feila pelo subdelegado pri-
meiro lappleote. que eslava em ejercicio, porm o
delegado (conlam-me) ensinuou-lhe a convenien-
cia de instaurar 6 processo a delegada, por ser o
fado grave. Muitos nesses caso queriam por o la-
do fora, mas uma-autoridade que ama os seus de-
veres, e que quer no seu dislriclo a punir* do cri-
me, teja contra quem for, procede assim. O que
quer dizer ir urna palmilla prender um homem, e
a pretexto de resistencia mata-lot Depois que o
Dr. Delpluuo he aqui delegado, tem acontecido dous
casos deste; o primeiro foi competentemente ave-
riguado e proceisado, e ahi esto altada na cadeia
tres, e entre elles um filho do inspector, e o segun-
do o esla sendo, e s nao foram presos, porque com
o primeiro exemplo. apenas volUram da diligencia,
trataran*i de se pdr ao fresco; e mesmo dia
uepoi ro qae o delegado chamou o negocio a si.
Ha pouco chegou um pretodo engenho Trese em uraa
rede, levou mulla pantada e eslava morlo : dizem
?eUrfH $?"' for"'n-no Pgar. elle armou-se,
Jerindo a uroChagas morador no Cabelleira (-Boni-
J "n^ q?.* miSCT0 (n via8em Pela l"58
que nao fo. muUo homeopathica. Com o corpo
veio urna carta pira o delegado escripia pelo Sr.
2.exn"0' qhMd-.. Fei-e incoilinente
visloria no cad.ver, ] esl marcado o dia para a
inqairicjo das teslemunha do proces. Oovi di-
zer que depois volloo oei-dono do tal preto a casa
do Dr. Delph.no. dizendo que eslava convencido
que o preto tmha morrido, nao das pancarfas quo
roram rpoucas, mas por se ler molhado ; eleve em
resposta que esa convic^ao apenas servira para o
mover a deixar de pedir indemnisacao de sua per-
os, que a juslica la proceder criminalmente. Pe-
lo que Ihe lenho contado, ver que o Sr. outu-
oro nao se linou muito contrito e nem vai indo
nem o novembro, porque sobre seu dorso ja pesa
ama mort.culasinha. So rae arrepi quando os cri-
mes se commettem e fieam impune.
i 27-
ja re lomaram tres lestemunhas sobre a morle
do preto. Nada temos de mais.
So *u,_5r compadre, ando um pouco incommo-
V?J "!0 ? qae -enho a modo que ja me vou
*- enfadando deste mondo! 1 alm da idaJe que as
n T Z na ^"0 diler a ^"ignoria, como
De*carles au seu amigo Baltac :
Je donici dix taire* fottt'ie* ut ettant ae
jaman au cune xotn me receitle.
Nao sou (fio feliz como o philosopho, P0U .ir
compadre, de certos lempos a esta data, sinlo'uma
.ousa que me lira o somno, e acredite que o que
anda me diverle lie garalujar as pobres missivas e
essas mesmas ja nao vao com aqoella frequencla do
costume Como o meu peor mal he moral, pode
ser que me reslabeleca brevemente, se chutar. Con-
clu, esla com o seguinte pedacinho deTirfot, talvez
tenha alguma applicasao a este tea criado :
v^ Palien! dan mes maux, el gai dan me boulades
Toujour un pied dans le cercueil.
De l'oalre faisanl des gambades.
- 28
Nesle momenlo chegou urna palrulha de linha e
paizanos. Esta noile sahira em busca de um Genti-
humo, mas sabido que a polica, porque pendanl
la nuil faz-se animal siheurt ; e awm nao foi en-
contrado. Esse bicho he esrurecedor de cimpa, e
pela duvidas, acorapanharam a diligencia dou ofii-
ciaes de juslica.
Adeos, charistimo, aceite saudades miaas, e dei-
te sua l.ensao ao pecurrucho.
VARIEDADES.
Urna cmara de rubrica.
A primeira ver que se reuni a cmara munici-
pal na villa da Cainpina-Graode (Paradina) ficaram
em talas os vereadores sobre o modo de aisignar a
acia, eniao um membrn da joven communa, que
ualuralmenle quiz campar de mettraco, cortou o
m nogordto. disse : aasignemos de rubrica, e logo
lodos desde o pretidente at o ultimo itluitrinimo
escrevera : de rubrica em lugar do appellido.
Se he mentira, va para o sacco.
O capildo-mr e um eliam
Achavi-se em grande reuniio o capito-mr da
Ol RIO OEPERMMBUCO SBADO i OE OEZEMBRO DE 1854.
Ierra, e casualmente espirrou ; um, meltido mos
a cebo, disse : Dominu* tecum. Quem dise Do-
minus tecum ahi ? perguntou logo o espinante,
e loca Indo a tremer, especialmente o que fez a sau-
i.-iro. que n.'i > ousava denunciar-e, julgando ha-
ver inrorrido em grande falla.
Quem disse Dominns tecum ahi ? gritou de 110-
)'0." c?mo que ja um pouco enraivecido o respei-
tabelissirao, enlao todos que desejavam tanger de
i a responsabilidade, olharam para o misero : di-
ga que foi o scohor, e o pobre, ja mais morto que
vivo, balhuciou fui eu ; nois etiam, respondeu
com voz grosa e descansada o rapilSo-mr !
Triumphe na illuttrissima abbadeca.
GLOZA.
Desee dos cos, oh musa soberana, .
Que os h\ in mis nos enlas da verdade ;
Inspira ao canto meu suavidade.
Que afeicoe virlude a gente humana
Os roorlaes imprudente desengaa
De quanto o imperio he frgil da maldade ;
Que a virlude lem a alta polcslade
De alar do vicio torpe a mao insana.
I'e-llie a visla em valenle quadro os damnos
Dosse amor proprio em que vaidade empera
E a vinganca que acende ruin lyrauos ;"
Veja-se ao vivo o mal, e se enlrisleca ;
Mas ria-se a virlude, em muitos annos
Triumphe na illuslrissima abbadeca.
[Felinto Elizio.)
Au recoir.
REPARTIAO DA POLICA.
Parle do dia 1. de dezembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dilferentes parlicipardes hoje recebidas nesla repar-
tido, consta que foram presos: pela subdelegada
ila fregueza Be S. Jos, o pardo Joaquim Jos dos
Sintos, para averiguaces policiaes, Malheus Teixei-
ra de Paiva, Jogo Jos Ferreira, ambos por briga,
e o portuguez Jos Francisco Galva. por haver re-
sistido a prisco; pela subdelegada da fregueza de
Sanio Antonio, Antonio Pedro, Antonio de Barros,
Verssimo Raymundo Nonato, lodos por osullos ;
pela subdelegada da fregoezla da Boa-Visto, o pardo
Fraorclino Antonio, por ser encontrado fora de ho-
ras dentro de una casa.
Dos guarde a V. Ex. secretaria da polica de Per-
narabuco l.ode dezembro de 1851.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Beoloda Cunha e Figueiredo
presidente da provincia,O chefe de polica Luiz
Carlos de Paica Teixeira.
Illm. Sr.Respouden^o o oflico de V. S. do vi-
gente me/, acerca do fado, lanto horroroso quanto
escandaloso acontecido com o infeliz inspector de
quarleirflo de Tamandar, Manoel Severino de Hol-
landa, assim como a ama niulher queem compauhia
deste viva, de nome Prudencia' Mara da Concei-
r;3o. Tenho pois a informar i V. S. que o referido
inspector fora atrozmente espancado por Lino Das
dos Sanios, lendo aquelle depois de alguns dias pe-
recido do eapancamenlo, assim como tambera fra
a referid!! mulher* pelo mesmo individuo; sendo
promptamenlc instaurados os resperiivos processos
pelo subdelegado de Una, Joo Vieira Fialho, e fa-
zendo-se os aufos com vista ao promotor publico
desta cidade, este requerera que se apensasse um
processo ao outro porque em ambos se Iralava do
mesmo delinq leute.e por ullimo o indicado promo-
tor pedio em ma promogao que fosse o referido Li-
no pronunciado como incurso no arl. 193 do cdigo
criminal pela morle do referido inspeclor, e no arl.
201, peio espancamenlo da rnulher cima citada.
Ambos os .processos devem existir em poder do
subdelegado supplenle em exercicio, que remelteu o
promotor desta cidade, alim delle proferir a comp-
leme dedsito, e creio que o reo nao deixar de ser
pronunciado.
Devo manifestar um senliraenlo que he deporem
as lestemunhas de ouvida vaga, a excepto nica-
mente de duas, das quaes entretanto s urna se re-
fere ao espancamenlo, e a morle do inspeclor, e ou-
tra ao espancamenlo da mulher em questao, lodvia
eirstem salientes indicios para ser o reo prjnun-
caflV'Dos anigsja aqui mencionados.
O reo se acha auseute, porm tem prenles nesle
termo, e eu tnlio empregado e empregarci o maior
grao de diligencia para que elle seja preso.
Dos guarde a V. S. Delegada do Rio Formosn
28 da novembro de 183*.Ilm. Sr. Dr. Luiz Carlas
de Paiva Teixeira, dignissimo chefe de polica desta
provincia.Domingos Se Lima Veiga, capao e
delegado.
REI.ACAO DOS BAPTIZADOS DESTA FREGUE-
ZA DE SANTO ANTONIO D RECH'E, NO
MEZ DE NOVEMBRO DE 1854.
Dia !Francisco, branco, nascido a 15 de outu-
bro do correle anno.
dem.Esperanca, parda, niscida no 1 de agos-
to do crrenle anno. '
dem 3.Jos, pardo, escravo, nascido no 1 de
selembro do correle anno.
dem 5.Lino, pardo, escravo, nascido a 22 de
selembro do crrenle anno.
dem.Pelronillo, branco, nascido a 31 de raaio
do corrente auno.
dem.Amalia, branca, nascida a 21 de maio do
corrate anno.
Mein.Antonio, pardo, nascido a seis meies.
dem.Vicente, preto, escravo, nascido a 21 de
julho do corrente anno.
dem.Antonia, branca, nascida a 29 de agosto
do correle anno.
dem 7.Anna, branca, nascida a um mez.
dem 8.Raineto, branco, nascido a 25 de agosto
do correle anno.
dem 12.Marcellina, parda, nascida a 29 de ju-
nho do anno prximo passado.
dem.Luiza, parda, nascida a 8 de selembro do
corrente anno.
dem.Mara, branca, nascido a 15 de novembro
do artno prximo passado.
demHonorio, preto, escravo, nascido a seis
mezes.
dem.Laiza, prelarescrava, nascida a dos an-
nos e ineio..
dem.Rosa, branca, nascida a 3 de dezembro do
anno prximo passado.
dem.Hurlenca, branca, Santo leos, nascida a
7 de marco do corrente anno.
dem li.Manoel, preto, Sanios leos, nascido a
7 mezes.
dem 14.Arminda, branca, nascida a 7 de abril
dn corrente anno.
dem 19.Umbclina, branca.nascida a 8de.agos-
todo corrente anno.
dem.Emilia, branca, nascida a 9 de abril do
corrente anno.
Idem.rJosu, branco, nascido a 2 de selembro do
corrente anno.
dem.Joao, prelo, escravo, nascido a um mez.
dem.Vicente, preto, escravo, nascido a dous
mezes.
dem.Manoel, branco, nascido a 10 de oulabro
do corrente anno.
dem 26.Edgar, braneo, nascido no 1" de maio
do corrente anno. .
dem.Lenides, brancaj-nascida a 15 de junho
de corrente anno.
dem.Francisco, pardo, nascido a 25 de maio
do corrente auno.
dem.Nabos*! pardo, nascido a um anno.
dem.Mara, branca, nascida a 15 de agosto do
corrente anno.
dem.Thereza, branca, nascida a 10 do oulu-
bro do corrente anno.
dem.Braz, pardo, nascido a 3 de fevereiro do
corrente anno.
dem.Amelia, branca, Santos leos, nascida do
1 de outubro de 1845.
dem 28.Jos, pardo nascido a 6 de maio do
corrente anno.
dem 29.Mara, branca, sob condilione, nasci-
do a 15 de agosto do correte anno.
Ao todo 36.
Fregueza de Santo Antonio do Recife 30 de no-
vembro de 1854.Pro-parocho, Joo Jos da Costa
llibeiro.
DIARIO DE PERXAlBim
*
Pelo vapor Secern entrado linntcm de Soulhamp-
lon, va Lisboa, Madeira, Tenerife e S. Vicente, re
cebemos asearlas de nossoscorrespon leales de llam
burgo, Paris e Lisboa, que licam transcriptas em ou-
tro lugar deste Diario, e lambem varias gazela in-
glesas, francezas e porluguezas al 9 de uovembro
prximo passado.
Sebastopol anda eslava em p. e beta que as
cas adiadas Icnliam bombardeado a orgulhosa
laleza quasi sem cessar tanto pur mar como por
ra desde odia 17 deoutohro al29,a que aleanram
ultimas noticias, anda nilo podram reduzi-la ;ii
lano he de esperar que brevemente ella caluro,
lo que segundo alUrmiui os correspeudenles das ,
zetas inglezise francezas, acha-se muito arruinad
robera de morios.
He verdade que o despicho do principe M<
chikoff publicados no Diario da S. Pelersburgo
dizem isso.
Un delle anunnria que com quanlo o fogo
"Diados espante pelo seu poder, e pela- bulla
Taz, lo lavia nao lera causado lano damnn quanl
poda recejar, pois do lado do mar oforleConstan
era o nico que tinha sido grandemente injuria,
sendo a batera n. 3 a que do lado de Ierra mais
nha sofTrido.
0 principe avalia a perda dos seus era 500 .
mens entre morios e feridos, conlando-se entre
primeiro o a mirante KornilefT, e entre os segn
o almirante j)achimo(T.
Por outro despacho datado de 26 de oulub
principe confirma ofllcialmeiUe a accilo do dia 2
Russus a acarara o campo inglez separado, e le
ram qualro reducios, perdendo os Inglezes 600
vallse 11 pec;as, Hcando lambem arrasada urna
gunda balera fraileen.
Um despacho russo datado de Odessa a 1 de
veml.ro assevera. que nada de decisivo tinha oc
ndo ateo da 29 de outubro, e que a 27 os.Dalos
alacaram o corpo do general Liprandi, mas sem ti-
rar vanlagera alguraa.
Das cartas de nossos correspondentes de llam
go e Pars vern os leitores qual he versao
pelos Inglezes e Franrezes.
O que he certo he que conlnuam a psrlir
ros para o exercito alliado na Crimea, lanto
Franca como da Inglaterra, e que ale OmcrPach.
que se preparava para atacar os Bussos na Bessara-
i for-
for-
ler-
. im a
enlre-
i,vis-
a-
la a
ilens-
. nao
dos
que
o se
ni i
ado,
ti-
lm-
os
.dos
iro o
..Os
toma-
ca-
se -
i occor-
ibur-
dada
for-
de
b, receben ltimamente orden de fazer marchar
para all um corpo de 20,000 homens.
As obras do cerco continuavain, porm as bate-
ras mais avaoradas anda nao tinlnim sido armadas
com pecas. Enlrctanlo o imprador Nicol.o parece
manque nunca decidido a nao ceder de seu pro-
posito.
Dizem de S. Pelersburgo que, depois de longa
conferencia com o conde do Nesselrode, elle escre-
vera ao re da l'russia dizendo-lhe que a guerra es-
lava anda em seu principio, e que antes que fose
concluida era mu possivel que mudasse toda a face
da Europa.
Asseguram quenessa carta o czar declara emplm-
licamenle que persiste em sua poltica Oriental, e
persistir, quae-quer que sejam as eventualidades
que possam occorrer; que ainda que Sebastopol
caa e a Crimea seja perdida, a Russia nao cede-
r urna pollegada, pelo contrario insistir sempre nos
direilos que II... dio os tratados com a Turqua ;
que cono ella he o mais poderoso estado do Oriente
esta preparada para o que posea acontecer, sendo
certo que anda nao desenvolveu sua forc-a militar.
Noticias de Vienna referen que os Russos alra-
vessaram o Danubio, deixando a Bessarabia para a
Dobrudscha, em numero de 30,000 homens, e que
avangaram ale Babadagh e muralha deTrajano.
A ser isso certo, depois da declararlo ullimamen-
le eila pela Austria, parece um desafio a esta po-
tencia ; este acto da Russia torna prxima una col-
lisSo entre os dous imperadores.
A Austria prepara-se para isso, e aguarda somen-
le ser atacada pelos Russos em sua propria fronleira
para requerer dos oulros Estados germnicos oso-
corroque pelos tratados existentes sjo obrigados a
dar-lhe.
A guarnir.-io de Vienna recebeu ordem- para es-
lar prompla a marchar para a fronleira ao primeiro
aviso.
A Prussia continua ainda a representado mesmo
papel, eulretauUk a opiniao do rei parece nfloser a
do povo ; o que talvez por (im d lugar a desorden
naquelle estado.
No BalUco ja nao sao possives as operacSes bli-
ca, visto o rgor da eslacao ; pelo que quasi todas
as eniliarcicfH-, para la mandadas, tem j vo|tado
quer rranra. quer Inglaterra
A esquadra adiada, bem que commandada por
doos dos mais gloriosos nomes da mariulia ingleza e
franceza. nada all fez de que se pnssa ufanar. al-
enla a forca de que ilispui.lia, e o observador im-
Kircial nao pode deixar de ver que a rampanlia do
allico foi mesmo um pouco desarosa os duas
grandes nacoes. Dos queira que seus feitos no
Oriente posam indemnisa-las com usura da quebra
que'no Norte soffreram em sua reputarlo.
Corra que Napoleaolll com sua mulher visila-
riam no meado do corrente mez a rainlia Victoria
e seu marido. O imperador dos Francezes e sua
comitiva seriam recebidos primeiramenle em Os-
borne e depois em Windsor, onde urna serie de
baoqoeles, bailes econcerlos serao dados em honra
do mesmo com urna magnificencia nunca igualada
nos lempos modernos. Luiz Nap..lean sera nessa
occasiao armado cavalleiro da Jarreteira, sendo a
ceremonia respectiva feita com loda a grandeza.
O rei da Blgica abri a 7 do passado a sesso da
legislatura dos paiz, e declarou em sua falla que
dava mais que nunca valor a sua neulralidade con-
firmada pela sjmpathia e confianza de todas as po-
tencias.
Na Suecia as tres cmaras parlamentares votaram
afiual um crdito de 2,500,000 dollars pedido pelo
re por conla do fundo destinado A manter a neu-
lralidade do paiz relativamente guerra presente.
Na Dinamarca, o re depois da dUsoluc,ao do
Volkslhiog, ordenou que se procedesse s eleiccs
para um outro, e nessa occasiao proclameu ao po-
vo, explicando o motivos que o levaram a assim
obrar, e juntamente aconselliando-o sobre seu futu-
ro procedimenlo.
Coiria eniTurim que linhara occorrido desor-
dens na Cecilia e na Calabria, sendo muilas pessoas
presas em' Reggio. O governo napolitano eslava
assustado parece que esperava alguna acon-
tecimenlo extraordinario, como verbi gralia um
desembarque de emigrados .ou alguma conspirado
no exercito.
Em Roma dina-so que as tropas francezas e aus-
tracas que oceupam presentemente os dominios
pontificios, i un ser substituidas por tropas italia-
nas, oceupando o exercito p'iemontez as Legajes e
Umbra, e urna forja napolitana Roma e asLagoas;
mas eta mu.laura s lera lugar no caso de urna
guerra geral na Europa contra a Russia.
Urna especie de confederarlo italiana se formara
rula debaixo da presidencia do Summo Pontfice,
e debaixo da proterr.io das potencias alliada.
Da India e China .nada consta de novo. Os-re-
beldes chin conlnuam a resistir com vanlagem aos
ataques das tropas imperiaes.
Nos Estados Unidos nada acontecer ltimamen-
te que mereja ser mencionado. Os cicladnos conti-
nuara a oceupar-se da prxima eleirao presiden-
cial.
O Mxico porem continua em desordem ; ainda
nos tres deparlamentos de Guerrero, Michoucan e
Tamaulipas os rebeldes resislem ao governo legal,
e no Rio Grande bouve ltimamente grande exci-
lamento por terem as autoridades militares mexi-
canas prendido nm ddadao americano.
Em Londres os consolidados firaram, de 94 1|2
a94 3|8 ; os fundos brasileiro a 98 f|2 ; os portu-
gueses e 37 1|2; oshollai.de/ atil e os sardos a
88 3*4.
Srs. Redactores. Vou cumprir a promessa que
fiz ao respeltavel publico no seu Diario de 25 do mez
p. lindo, de fazer publicar os documentos que me
aulorisaram a desarmar duas arapucas, ou antes es-
parrellas do Sr. pensionista dj S. Magestade, afira
de que i.cllas nao cahisse algura incauto passarinho.
e por esses documentos julgar o mesmo respeilavel
publico, se Uve ou nao razao parfassim obrar. O
documento n. I he o aforamento do terreno emque
eslo edificado, a casae o chamado collego de San
Boavenlura, e que mais proprio seria denominar-se
da Ma Ventura.
O documento n. 2, he o recibo do dinheiro que
pagamos, pelo que nossa mSi e sogra ficra a dever
da obra do dito collego, e emque diz aquelle estu-
pendo pensionista, us nao termos gasto urna s co-
Ihera.ia de cal e-areia.
O documento n. 3, he o recibo do pagamento que
fizemos, pelo que se eslava a dever dos foros (25 an-
uos) ao Illm. Sr. Lopes Reis, oroprielario do dilo
terreno.
E, finalmente, o documento n. 4, he o que diz
respeilo a casa do becco da S ni le, que o referido
pensionista quiz vender ao Illm. Sr. Jos Maria
Guimartes.
Ora, Srs. Redactores, se estes documentos nao dao
direito algum aos filhos dos finados Francisco Jos de
Miranda e sua mulher D. Josepha Senhorinha Lo-
pes Gama, enlao nSo creio em nada desle mundo, c
s devenios todos crer no pensionistade S. Magesla-
de e em mais nada.
Os mesmos documento ns. 2 c 3, extrahido dos
aulos pendentes, lambem provam, que aquellos 19 e
mais 10 annos de mansa e pacifica posse, de que Ira-
la o muito esclarecido pensionista no seu sarrabulho
que vimos eslampado no Diario de 22 do prximo
passado, sao ficticias, e que nos nao e-la vamos na In-
dia como 13oarrogantemente elle nos pergunta; po-
rm, sim, que eslavamos, e ainda estamos era Per-
nambuco pugnando pelo nosso direilo.
Se eu, Srs. Redactores, quizesse abusar da pacien-
cia publica.com cousas qneem nada Ihe inleressam,
cu mais poderia demonstrar e provar ; porro, nao
o devo fazer, c juicio mais que sufficiente o que fica
provado, para que o publico faca o seu julzo : rogo-
Ibes, perianto, o favor da inserr.lu desta 4 linha e
dos documentos mencionados, pelo que muito obri-
gado Ibes ficar quem se honra de ser de Vmcs. mui-
to atteulo venerador e criado,
Joao Sergio Cesar de Andrade.
Recife 1 de dezembro de 1854.
DOCUMENTOS.
Tendo o Sr. Dr. JoAo Lopes Cardoso Machado, a-
forado os chaos em que lem urna morada de casa
terrea de pedra e cal com seu quintal murado, as
Ierras do Poro da Panella, e querendo o dilo Sr.
aforar-me mais Ierra, Ihe aforo como aforado tenho
lodo o chao que fica da quina de loda a sua casa e
quintal para o rio, cordeando pela parede dos fon-
dos al o mesmo rio, ficando livre um p de ingazei-
ro, que com a cerca e porlao de Manual Jos de Oli-
veiraJacome, faz divisa s Ierras do Pojo da Panel-
la, e o beigo que fica junio a cerca do dilo Jacomp.
pertei.ee au dito Sr. Dr. para servido do seu quintal,
e para l|ido ficar unido em um s papel de foro, Ihe
passei o prsenle, pelo qual Ihe in.ro como aforado
tenho lodoosobrcdilo chao por 25OO rs. cada um
anno. e nao peder,, vender as referidas casas sem
meu consenlimento, assim como lambem nao levan-
tara sobrado nem lomara mais Ierra da declarada,
sem fazermos novo trato, e por asim ser verdade Ihe
passei esle por mim assignado, em que tambera o
mesmo referido Sr. anignon por conformidade e pa-
ra em lodo o tempo constar.
Recife 18 de abril de 1798.Ignacio Serrina d
Almeida.Joao Lopes Cardoso Machado.
Declaro que arieudo como arrendado lenho ao di-
lo Sr. cima, os chaos que Loureiico Rodrigues de
Amorim leve urna morada de casa, para unir com o
chao da sua casa, pagndome 13000 rs. por anno, e
para constar fiz esta declararlo smenle por mim as-
signada.
Recife 15 de maio do 1810.fgnacia Sererina de
Almeida.
Diz JoJo Sergio Cesar de Andrade, que a bem do
seu direito lhc he prenso que o escrivan Cunha, re-
vendo os autos de nolifiearAo para despejo e os de
libello civcl do supplicanle Candido Jos Lopes de
Miranda e oulros. contra Fs. Jos de San Jacintl.o
Mavignier, Ihe d por certido os documentos que o
supplicante a pon lar nos ditos autos.
Pede a V. S. Sr. Dr.juiz municipal da segunda
vara-do civel que assim lhc delira.E. R. M.
De. Recife 25 de novembro de 1854. Oliceira
Maciel.
Pedro Tertuliano da Cunha, capilo do segundo ba-
(alhao de infanlaria ds guarda nacional desta ci-
dade do Recife, cescrivao vitalicio dasvarasdo ci-
vel e commercio desta mesma euladc do Recife de
, Pernambuco e seu lermo, porS. M. o Imperador,
que Dos guarde, etc.
Certifico que revendo os autos de libello do sup-
plicante, sua mulher D. Maria Juliana Lopes de Mi-
randa e oulros, contra Fre Jos de San Jacinllio
Mavignier, pelo mesmo supplicante me foram apon-
lados os documentos do Iheor seguinte :
Recebi do Illm. Sr. Joo Sergio Cezar de Andra-
de e dos filhos iegilimosda finada D. Josepha Se-
nhorinha Lopes Gama, por ordem de meu 'irmao
Marcolino Alves Vilella, aqnantia de487>00D im-
porlancia das obrigaces que eslavam em mea po-
der, e que nesta data entrego endito Sr.Sergio, sen-
do urna da quanlia de 387-3000 rs., passada a favor
do dilo mea irmao. o a outra de liluriiii) rs., passada
a favor do meu finado pai Joao Alves Diaa Vilella,
e ambas provenientes de jornaes de servantes, com
que, tanto um como outro, suppriram aquella finada
e ao seus Irabalhadures na edificacjloda arcrescimo
de sua casa do Pojo da Panella. E por estar pago
e salisfeilo passei o presente para clareza. Recife 12
de dezembro de 1847. Joao l'tilenlim t'ilelta.__
Rs. 487.5000Eslavo o sello nacionaln. 130160
pagou 169 rs. Recife 12 de Janeiro de 1853.__
CarcalhoFranca.
Os herdeiros do finado Dr. Jo3o Lopes Cardoso
Machado, ragaram os foros vencidos da casa do Po-;
o da Panella como abaixo se declara, a saber : da
casa de 18 de abril de 1826 a 18 de abril de 1851. Ca-
tan) 25 annos a 2301*0 rs., 508000 rs. ; do quintal
da dita rasa de 15 de maio de 1826 a 15 de maio de
1851, fa/cm 25 annos a IjsOOO rs., 250000 rs. ; som-
ma 75cO0O r. Recebi a quanlia de 753000 rs., im-
portancia da conla .cima. Recife l.o de novembro
de 1851.Francisco de Paula Lopes liis.Sao 75s
rs. Eslava o sello nacional com a verba du Uieor
seguinte : N. 25160pagou 160 rs. Recife 12
de Janeiro de 1853.CarcalhoFranca.
E nada mais se coiilnha em ditos documentos
aqui transcriptos por ccrldAo, que eu escrivao no
principio desta declaradoe no fim assignado. bem c
fielmente passei a presente em virlude do despacho
retro, a qual vai na verdade sem cousa que duvida
faca, por mim subscripta eassignada, conferida e
concertada na forma do eslylo nesla cidade do Reci-
fe de Pernambuco aos 29 dias do mez de novembro
de 1854. Subsrrevi e assignei em f de verdade e
concertada. Pedro Tertuliano da Cunha. Con-
cerlci.Manoel Jos da Molla.
Nos aba.ixo assignado estamos promplos, pora as-
sim que a Illm. Sr. I). Josepha Senhorinha Lopes
Gama, apresenlar obilhete de haver pago a siza da
casa do Pojo da Panella qoe a pozemosem rifa, pas-
sarmos a cscriptura de venda e assignando-a sem
oppor duvida alguma, por ser a mesma seohora
quem tirou-a por sorle.
Recife 19 de dezembro de 1840. Manoel Jos
de Santa Anua e iranio Ubaldina Tremiglla
Macignier e Araujo.
Va I para izo. borra hamburgueza Trident, de 542
toneladas, ronduzin o eguinle :4,266 saceos com
23,996 arrobas e 8 libras de assucar.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1...... 1:1304555
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I......1:806812)
PlBLIfiOES A PEDIDO.
AO PUBLICO.
Bem diz o adagio, que as vezes qaem vai buscar
lia sahe (osqneiado : qaero publico mais urna prova
desse velho annexim ? veja a que acaba de dar o ex-
coramandanle do corpo de polica Joao do Reg Bar-
ros, que querendo em defeza de sua honra immacu-
lada laucar-me o estigma de egoista, eoihar-me cora
ar sobranceiro, so porque foi absolvido pelo rectos
e honrados Miembros do conselho de guerra, ao pas-
so que fui condemnado, impoz-me a forro.a obnga-
3o de mostrar, que limilando-me apenas i apresen-
lar era mii.ha defeza os fados, de quo nao poda
prescindir sem corapromel(e-la, live com Smc. a
maior caridade, por que pouco rae imporlava que
Smc. fosse absolvido tima vez que se mt fizesse jus-
lica. E se acaso no desempeuho desse dever, que o
Sr. Barros creou para mim, apparecerem ja nSo di-
go algums sopros, que toldem o brilho e offusquem
o esplendor de sua honra immaculada, mas al mes-
mo alguns furacc.es furiosos, que a deixem completa-
mente embaciada, lenha paciencia, e se he cpaz de
tirar dos. fados alguraa lic,o, aprenda asna cusa a
ser menos imprudente, e cohiba-se d'ora em vanle
de alardear lanto de honra immaculada no lugar
mesmo, em que todos nos conhecemos.e ondeconse-
guintemente nao he com um fofo e estudado orgu-
Iho que podemos illudir o outros.
Os fados que abaixo publicamos e que servem de
patentear o impenelravel mvslero, que cobrio os
manejos infames, as tratadas e ladroeiras, de que
fallou em sua correspondencia o Sr. Joao do Reg
Barros, lem sido por muitas vezes contados pelo ex-
mjor Padilha, e para prova invoco o testemunho de
quasi lodos os ofliciaes, que servirn) no corpo de
polica.
I.
Quando o Sr. Joiio do Reg Barros, foi coraman-
dar o corpo de polica, achando-se debitado para
com o seu corpo, de que era thesoureiro na quanlia
de 2:8008 rs., e tendo necessidade de conservar o
brilho e esplendor de sua honra immaculada, lirn
essa quanlia da caxa do corpo de polica, -de que
era enlao thesoureiro o ex-major Padilha, e com el-
la saldou as suas contas no corpo, de que sahira. E
como quer que u mesmo sopro. que all ia toldan-
do o brilho. e offascando o esplendor de sua honra
inmaculada, coulinuasse a persegui-lo na sua en-
trada para o corpo de polica, pois einliin era mis-
ter para conservar esse brilho e esplendor que de
algoma sorle saldasse esse debito contratado com a
caixa. o que fez o Sr. Barros para repellir esse so-
pro importuno "f Na primeira compra de pannos,
que fez, duplicou o prec.0 eo numero de covados, e
com essa dilferenra de proco e quantidade conservou
sua honra immacalada na condires da virgindade
de mulher .' 1
II.
Tendo de comprar o instrumental para o corpo, o
Sr. Joflo do Rege Barros, logo que fez a encommen-
da, pedio ira ex-major Padilha, 81100 rs. que devia
ad.autor, e quando chegou o instrumental lornou
a pedir igual quanlia, dizendo que gastara a primei-
ra, e tendo-a obtido conservou asim o brilho e es-
plendor de sua honra immaculada.
III.
O Sr. Joo do Reg Barros foi substituir o capidlo
Rocha Brasil no commando da forca de Paje, c
tendo recebido deste os sidos vencer perlencen-
tes s piacas, que falleceram, deserlaram, ou se
reco.heram ao corpo, quer durante o commando do
mesmo Rocha Brasil, quer no lempo do commando
do capitao Jos Connives da Silva, i quem aquelle
substituio. para conservar o brilho e esplendor de
sua honra immaculada, quando se rerolheu o cor-
po, nem restituo as companhias es.es dinheiro.
nem entrou com elles para a Ihesouraria, montando
alias elle a mais de 2:0008 rs. E ainda nao he ludo.
Para avivar ainda mais o brilho e esplendor de sua
honra immaculada o Sr. Barro, que sempre con-
servou o commando do corpo, nao obstante adiar-
se fora da capital, deu baixa-a muitas pravas, para
que linha levado mezes de sold ;i vencer, .sem qu
entra-e com os vencimento.dellas; sen clueque mes-
mo se deu com o sold das prac.es extraviadas- era
Capobre.
IV.
as contas do corpo de polica figura\ a como for-
.necc.lor de pannos Manoel Ferreira Lira, sendo re-
cebida a importancia dos mesmos por um supposto
caixeiro ; e porque se divulgasse na assemblca pro-
vincial, a falsidade de tudo isto pois que Lima se
achava era Lisboa, e sua casa nunca Uvera caixeiro
do.nome, que figurava nos recibos, o que fez o Sr.
Joao do Reg Barros, para conservar o brilho e es-
plendor de sua honra immaculadi Dirigio-se a casa
de Antonio Ferreira Lima, que lera venda na ra
Nova, irmao de Manoel Ferreira Lima, e pedio-lhe
que confirmasse loda essa falsidade, que o mesmo
Sr. Barros tem bem qualificado de manejos infames,
tratada e ladroeiras !
Antonio Ferreira Lima, n3o quiz annuir a esse
manejo infame, tratada ou ladroeira, dizendo qne
seu irm3o eslava em Lisboa, que sua Casa nanea for-
neccra cousa alguma para o corpo de polica, nem
Uvera jamis o caixeiro, que assignara o recibo des-
se f.irnecimento falso ; ecumo pode depois o Sr.
Joao do Rezo Barros, conservar o ori/Ao o esplen-
dor de sua honra immaculada, he paramim ainda
hoje nm raystero impenelravel. O que sei apenas
he que noconseguio envolver com a capa da noite
esse manejo, inunda ou ladroeira, induzndo o Sr.
Lima a mentir, pra nao ser egosta, e nao alegrar-
se com os males alheios ; o que sei he que ahi esto
o membros da commissao da assembla provincial,
que podem testificar o fado.
Concluindo por hoje lenho de declarar ao Sr. Joo
do Reg Barros, que asna jactancia ser a l.u-nla,
por onde me guiare! ; purque em verdade cusa-
me a ver o pobre levantar-se com a esmola...
Recife 30 de novembro de 1854.
Firmino Theolonio da Cmara S. Tiago.
MAPPA demonslralico dos doenles tratados no
hospital regimenlal no mez de nocembro de 1854.

Hospital naSo- = K g C
ledude tde de- 3 2 .h B
zerahrodc 1854 Id a rO -1. E a
Numero 100 S2 182 89 k
a
Dos fallecidos 1 fui de febre amarells, 1 de ccrc-
brite chronira e 2 de luhcrciilos pulmonares.
Dr. Prxedes Comes de Souza Pitonga,
Io cirurcio encarregado.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE I. DE DE/.EMBRO AS3
DORAS DA TARDE.
CotacGes oiliciaes.
iloje nao houveram colares.
ALEAN DEGA.
Rendimenlo do dia I .'.....7:0218856
Uescarregam hoje 4 de dezembro.
Galera americana./ii/ii/ierfarinlia de Irigo.
Ilrignc franrezllelemmercadnhas.
Rrigue portuguez.Vota Amizadecemento.
CONSULADO GERAL.
lien.lmenlo do dia 1......2:3343142
IMVEKSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1...... 9190)552
Exporta cao'.
Liverpool, barca ingleza Olieron, de 440 tonela-
das, conduzio o scguinle :1.500 mullios tle piassa-
ba, 2,000 saceos rom 10.000 arrobas de assucar,
1.066 saccas.com 5,132 arrobas e 3 libras de algodao,
I barrica com tapioca.
dem, galera ingleza Sword-fisk, de 524 tnnela-
ds, conduzio o seguinle :1,4<>0 saceos com 7,000
arrobas de assucar, 1,433 sarcas com 7,705 arrobas e
70 libras de algodao, 2,000 arrbasele ossos.
S. Malheus e Rio de Janeiro, patacho Amizade
Constante, de 104 toneladas, conduzio o seguinte :
940saceos e 17 barricas com 4,826 arrobas c 20 li-
bras de assucar, 218 saceos arroz, 220 ditos milho, 5
caitas cha.
BOLETl.M.
LISBOA 13 DE NOVEMBRO.
I'recos correnles dos gneros de importacao do
Brasil.
Por I1.1I l.-ar "10.
Algodao de Pernambuco. 125 130
Dilo do Maranhao......... 120
Dilo di. Para.......... | 1 1 120
Dilo dilo de machina..... 110
Cari............... iB- I5SO0 13850
Cafe 1I0 Rio primeira sorle. -286511 29750
Dito dilo segunda dita..... 23SOO 28500
Dilo dito terceira dila..... 28200
Dilo da lial.iu ......... o 28600 23800
Couros seceos em cabello 2 o 27 137 157
Dilos seceos espichados..... 127 162
Ditos salg. Babia e Para 28 a 32. 107 132
Dilos ditos dito 26 a 20..... 107 132
Ditos dilos de P. e Ccsr 28 a 32 n 127 145
Dilos ditos dilo 26 a 20 ... 127 145
DiiosdilosdoMaranhao28a32. 107 145
Gravo girle.......... 200
Dilo dn Maranhao....... 100 140
Gomnia copal ......... $ 20000 59000
Ipei-aruanha.......... s 800 15000
Ouruc........... too .tu.-,
Salsa parrilha superior..... | 149600 159000
Dita dila mediana....... oliOH- I0-3500
Dita dila inferior....... 63500 83000
dpticos de direilos.
Assucar de Pernambuco .... c) 18700 23100
Dilo do Rio de Janeiro..... 18700 19750
pilo da Babia.......... 13650 19750
Dilo du Para, bruto....... 18300 1.3,1.30
Dito mascavado. 1 ..... ,, 10300 13350
Dilo refinado no paiz em formas 3300
Dilo dito "quebrado (pil). ... 38000
Dito dito emp (rap)...... 38000
Vaquetas de Pern.o c Cearii urna 13100 1-3800
Ditas do Maranhao....... ., IjtfoO I3KOO
UUItea do Brasil pequeos. mil 323000 4O3OOO
Despachados
Arroz do Matanhiio e Para ord. <|<[ 33200 53000
Dilo dito do nielhor....... 59800 .53600
Dito dito superior......... ,, 6.3100 63800
Dito do Rio de Janeiro. 58200 5o00
Pao campeche.......... 23800
Tapioca............ a. igloo i800
Precos correnles dos gneros de exporlacao para
o Brasil.
Captivos de direilos.
Amcndoa em milo dore do Al-
Barv<*- ...........@ 3&300 38350
Jila dila da Beira.......,, -13200 39350
Hila em milo amarga dita. 28800
Dita era casca couca, ...... alq. 18000
Dita dita durazia........ 700
Nozes.............. ifQ 5Q0
Figos do Algarve comadre 700
Ditos dito branros....... ,', 600
meixas............ 400 800
Presumo............. 33100
Carne ensaccada........ 48000
roucinho............ 39,300
llanda de porco........ 43700
rmenla deGoa.........$ 100 110
Sal grosso a bordo.......moio 18050 I32OO
Di o redondo dem....... 13000 18100
Jilo Irigueiro groan dem ... 18150 13200
U*ra branca por baldeado. flj 340 355
Uila em grume dem...... 350 360
itaemvellas dem....... 350 360
A*''e.............alm. 33100 33900
Agurdenle encascada 30 graos, p. 2508000
\jubo musratel de Selubal. rain. 83OOO 83500
Dito tinte marca F. S, a bordo, pipa 968000
Dito ditodilo, dem......anc. 983000
Dito dilo marca B. e F., dem, pipa 96J000
Dito dito dito, idem......anc. 983000 .
Dilo dilo T. P. e Filhos, idem. pipa 963000
Dito dito dilo. dem......anc. 983000
Dito branco marca F. S., idem. pipa 908090
pito dito dito, idem .:.... anc. 918000
Jilo dito marca P. G., idem. pipa 903000
Dilo dilo dito, idem. ..... anc. 918000
Jilo marca T. P.e Filhos, idem. pipa 848000
Jilo dilo, dem.........anc 009000
Jilo dito marca B. e F., idem pipa 96-3000
Dito dito dito idem.......anc. 988900
\ inagrc.linio marca F.S. idem. pipa 403000
Dito marca B. c F., idem pipa 458000
Dito marca P. G.. idem .... pipa 448000
Dito dito marca T P. e F.o, idem pipa 408000
pito branco F. S., idem. pipa 423000
pilo dilo marca B. F.,idem pipa 45?000
Jilo dilo marca P. G., dem. pipa 448000
Dito dito dilo T. P. e F. dem, pipa 459000
EMBARCACO'ES ENTRADAS.
Outubro ,11 do Rio de Janeiro, Babia e Per-
nambuco vapor portuguez D: Maria II, capitao
t, lliumpson.
dem da Babia, barca portrjgueza Figueirense,
capitao J. P. dos Sanios.-
Novembro I do Par, brigue portuguez Tri-
umpho, capitao F..A. da Silva,
dem 4 de Pernambuco, barca porlugueza Flor
da Mata, capitao J. A. Canario.
r.,J^c"l'i''.,B3"a' v,Priglez fgnez de Castro,
1.ipil.id c,. Scou.
i'bBV"^5" patach0 POf'uSuez Augusto, capi-
tao II. J. Gaviaba. r
Idef 8 do Bio, Baha e Pernambuco vapor in-
gloz rnames, capitao VY. SIrult.
e^!m..".^0,Ri0 1'*"'ca Porlugoeza Villa da
Praia, captUo l. G. dos Anjos.
,. SAHIDAS.
Outubro 28 para o Rio, brigue dinamarqtiez
iVtlhermtna, capitao C. Sehniagelaw.
dem 29 -para a Baha Bella Figueirense, capi-
iao j. a. de Souza.
^'it rp.ar'. M.aranh3o, brigue Noto Vencedor,
canilflo A. M. de Aguiar.
dem 30 para Pernambuco, Baha e Bio de Ja-
neiro vapor inglez Imperador, capilao J. Brov.11.
dem .11 brigue portuguez Intrpido, capitao
A. r. das Dores. v
^ Novembro.3 para o Ro, escuna lianoveriana
Afe-cer, capitao II. Miller.
dem 5. para o Par,., barca porlugueza Grali-
dao. capitao'A. F. Borges. *
I lem7 para a Babia, barca brasileira 6-aledo-
ma. capilao B. Rodrigues.
dem 10 para o Rio, galera porlugueza .Sote-
rana, canitao N. A.- de Oliveira.
dem 12 para a Bahia, brigue portuguez Mon-
dego, capullo J. P. da Luz.
A' CARGA.
Jara o Rio brigue porluguez Soberano.
dem barca porlugueza Flor do Mar.
Para a Babia brigue portuguez Lealdade.
Jdem brigue portugnez Empreza.
Para o Para hiate porluguez Bical.
dem brigue portuguez Ligeiro.
Para Pernambuco brigue porluguez Lata II.
rara o RioGalera brasileira llha das F.nxadas.
lem brigue sueco Gustafchellin.
t dem brigue sueco Daniel.
Jjem b*,rca ytla%un* Voadora.
dem -galera porlugueza Gerlrudes.
1 ara o Maranhao brigue porluguez Urbano.
BOLETIM COMMERCIAL.
Lisboa 13 de novembro.
A exporlacao de vinho nesla semana foi dimina-
la, nao so pela falla do da colheila do anno passa-
do, como lambem por nao haver embarcaQao algu-
ma que pnncipiasse a carregar, e a penas se altesla-
ram alguns rarregamentos: na prxima semana o
vapor D. Maria II principiar areceber carga de
vinho: devendo ser quasi lodo o sen carregamenlo
do da marca B & C.
Os principaes embarques durante a semana foram
os seguintes:
J"* R'o 'le Janeiro 780 almudes marca R. S.
e .1:000 almudes marca G. S. ; para a Babia, 2.180
almudes da Figueira. 3.000 ditos marca T. & F..
36 dilos G. S., 36-F. S.; para Pernambuco, 816
almudes marca B. & F. e 1,210 almudes ta Figuei-
ra ; para llamburgo 210 almudes marca C. A. lloa-
ro ; pira Glasgow 384 R. 4 S.; epara a Terra No-
va i,>2 almudes, 10 dilos marca R. S.
Continua a exportarao de fruclas seccas do paiz, e
pnncipiou a da laranja.
Pouca animaran houve no azeite, bem como 110
vinagre.
Dcram entrada alguns gneros do Brasil, e das
colonias, bem como o movimeulo ifa reexpor(ar,1o<
e-leve daslantc animado nesla semana.
Pelo que diz respeilo a rada genero em particular,
melhor se poder ver pelo movimcnlo que abaiio
se segu :
Algodao.Esli.v 110 I." de novembro-1,102 sac-
ca do Brasil ; as entradas da semina sao 54 cac-
eas do Par, algumas vendas se eirectuaram paro
cunsnmo ao prceo das nossas col.ico -.
Adnella.Nao bouve entrada; reexporlaram-
sc 12,000 para a Corunha a precn das nossas co-
(aces.
Agurdenle.Teve urna illa de909000 em pipa
ela emana, e a marra B. & F. posta n bordo fica a
lO-jOO. lima partida de 8 cascos com 289 almu-
des embarci.ii para o Porto.
A/.eile.Pouca animara 1. e apenas se elTecluar
rain algomas vendas para o Porto por cncommenda
que d'alli se havia pedido; bem como urna parti-
da do 150 almudes embarcou para Demerara :
precos posto* a bordo, 38050 a 18100 o almnde.
Arroz.Existiam no 1. de novembro 1,618 sac-
ras do Brasil, e 285 da India : enlraram na semana
825 alqueires em casca do Paro, e do nacional 605
saceos de Sines e Selubal; no dia 2 despachou-se
para consumo 2,1.31 arrobas e 18 arralis.
Assucar.Enlraram da Babia 309 caixas, .588
saccas, 89 barricas e 3 feixes ; 'do Rio 36 barricas,
venderam-se 48 acras para a ilha de S. Miguel, e
de*pacharani-sc 6,821 arrobas e 2 arralis para cou-
sunio.
Cario.Existencia no l.o de novembro 1,68 sac-
cas do Brasil, e 360 das colonias: embarcaran) 290
saccas para Genova, e 200 para Gibrallar ; despa-
charam-se 135 arrobas c 5 arrateisjiara consumo.
Cha.Existencia 8.266 caixas: al-uin.es vendas
se eirectuaram para consumo, e al ao dia 3 se ln-
v'am despachado 5.155 arralis ; preces nominar-.
Caf.Existencia 14,684 sacca : continua a ha-
ver auiinai.au as venda para reeiporlar, leudo
embarcado 1,755 saccas para vario porlos ; despa-
chou-se para consumo 063 arrobas e 17 arralis.
Cera.Existencia 136 gamellas. Entraran) 107
de Luanda. Embarcaran) 202 gamellas ; precos no-
miuaes.
Dila em velas.Reexpnrlou-se 4,913 arralis
para diOerentes porlos 0*0 Brasil; precos ni.iuii.ae-.
Bit. em grume.Nao consta vendas.
Hita em p.'i...Embarcaran 61 arroba para o
Rio de Janeiro.
CourosEntraron) 2,398 de diversas proceden-
cias.
SecoForam muito procurados o do Rio.
Espichadosvenderam-se o existentes da Mi-
na; foram procurado, os da Babia, e dos de Angola
podras vendas se ellecluaram.
SalgadosUouve algumas vendas dos de Pernam-
buco, e dos das libas; pouco procurados os da Ba-
ha e de Cabo-Verde, purera os do Maranhao licam
empatado.
VerdesOs cxislen.es de Gibraltar foram pouco
procurados.
eludesEmpalados.
. i 1111111 copalExistencia 3.415 saccas e 51 bar-
ricas; a de c|u di 1.1.1 superior oblem prompla venda.
M.irlimEnlraram 99 ponas de Loanda; tem
adiado prompla venda.
ManleigaNao houve entradas; despachou*se pa-
ra consumo 350 barris a prer-o tomuial de 280 a
235 a libra a de Cork.
OoruriiExistencia 650 paneiros: nao consla que
(ivesse havdo venda alguma.
PellesPouco procuradas as em cabello de Cal-
cul, bem como as verdes de Cork, porm licam em-
paladas as ilion 1.1- pequeas e as grandes.
Salsa parrilhaExistencia 1,202 rollos: enlraram
do Par 673: urna partida de 140 rollos embarcou
para Gibraltar: para consumo poucas vendas.
SalA exportarlo desta semana orrou a 4,482
moio para diversos portes nacionaes eslraugeiros:
precos para os porto do Nortea 1,200 o moio, e
para os do Brasil de 1.000 a 1,100.
VaquetasEmpaladas as de lodas as proceden-
cias.
L'rzellaExistencia 15.838 saccas; enlraram mais
de Angola 86; reexporlaram-se 256 sacea pura o
Havre.
.VinhoExporlaram-se 4,340 almudes para dille-
rentes porlos: precos posto a bordo, pipa do tinto
I16*f a 122 risbranco, pipa lOOgalog,
VinagreEmbarcaran) apenas 735 almudes para
diferentes p..rto< do Brasil: precos posto a bordo,
pipa do linio 383 a 183 risbranco.pip,, ;(83 a 483.
Nados carga no Tejo
NacSo Nomes dos navios Destino
Brasileiro Ilha das Enxadas dem.
granea F/ancois Xavier. Marselha.
Ilanoverano Vrou Ilowein Hamburgo.
Iuglezes AgnezSophia dem.
* Julia..... Londres.
Rose...... dem.
B. Loudon dem.
Kalc...... dem.
Ninus..... Belfasl.
Ixeerlandezes Slaad Ilaarlen Rio G. do Sul.
Hoonland Zeevait Wlaar.lin-cu.
Zoulhondol .' dem.
Noruegaeze Preceose a Krairero.
Poriuguezes D. Auna. ... S. fhom.
Dianna..... Fernando P.
Esperanza Bahia.
Empreza..... -dem.
Flor do Mar. Rio de Janeiro.
Laia II ... dem.
Soberana. dem.
Voador .... dem.
Gralidao. dem. '
V. D. Maria II. dem.
Gamupe.... dem.
Mondcgo Bahia.
Trini.filiante Loanda e Beng.
Urbana .... Maranhao.
Soberano dem.
Sr.a da Piedade Villa Nova de P.
Magdalena Sdubal.
Desoiqueda Inveja dem.
Sr. da C"0ceicao. Villa Nova de P.
i> Mallos III. Ncw-Vork.
Conceicao. ..." Figueira.
Nova l.cmbranra dem.
Theodoro. Barcelona.
Novo Paquete Benguella.
* Paquete do Havre. Havre.
Maranna. ... Cabo Verde.
S. Jo,"... Biptista. Sines.
Nova Piedade.. dem.
Rival..... para.
"> Galgo..... Madeira.
Ceneeicao l.ivl.o Ofhao.
S. Domingos Fayal.
i> Primavera Lagos.
Novo Pacjuete Faro e,01hao.
Parreira TI. S. Miguel.
S. Anl.o e Almas Peniche.
*> Elisa..... dem.
Suecco Guslaf Meliu. Bio de Janeiro.
MOVJMiTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 1.
Terra Nova31 dia. brigue jiglez Spray, de 244
toneladas, capitao Henry Roper, eqnipagera 13,
carga bacalh.io ; a James Crabtree 4 Companhia,
Seguio para a Baha,
dem35 das, brigue inglez Herald, de 202 tone-
ladas, equipagem 12, carga bacalho ; a Me. Cal-
111.mi Compauhia.
Soulhamploii e porlos intermedios^-21 dia. vapor
inglez Secern, commandanle Giles. Passageiros,
rommendador Jos Amonio de Mcndonca, Aulo-
nio l'ol.m, Golzi Carlos Ageslinho e sua senln.ra.
Spguio para os porlos do sul. com os passageiros
desta provincia ; Cimillo Jos Pereira de F'aro J-
nior, bacharel JoSo Bolisaro Soares de Souza,
Manoel Peixolo de Laccrda de Werneck, Jos
Joaquim de Oliveira Silva,- Joito CapistraooBan-
deira de Mello Jnior, Francisco Gomes dos San-
Jos Lopes, Carlos Theodozio de Bustamanle, Mar-
eos Antonio Bibciro Monteiro de Barros, Manuel
Caldas Brrelo "e sua lilha.
Maranhao38 dias, escuna brasileira Flora, de 115
toneladas, capitao Jos Severo Moreira Rio, equi-
pagem 9, carga arroz e mai gneros ; a Antonio
do Almeida Gomes. Passageiro, Jos da Silva.
Da commissaoEscuna nocional Lindoia, com-
mandanle Joaquim Alves Moreira.
Aracaly12 dias, hiale brasileiro Hxalcio, de 37
toneladas, rneslre Eslacio Mende da Silva, equi-
pagem 5, carga sola, cera de carnauba e mais g-
neros ; a Antonio da Silva Guerra. Passateiros,
Sabino tuiz Antonio, Jos Pereira Lima, Antonio
Bernardo Martina, Maria Magdalena de Jess,
Joanna Rosa de Aragio.
Naci sabido no mesmo dia.
Rio de JaneiroEscuna brasileira Linda, capilao
Jos Ignacio Pimenla, carga assucar e mais gene-
ros. Passageiro, Joao de Su.
vinciacs vencidas ale o fim de novembro prximo
lindo. Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco I. de dezembro de 1854. ollicial ser-
viudo de secretario, Miguel Alfonso Ferreira.
O arsenal de luariul.'t compra, no dia 10 do
andante mez, para fornecimenlo do almoxarifado,
o gneros abaixo declarada : tinta de escrever,
peuna-lapis, piassaha, rulheres de ferro, facas 11a-
meugHs, cairo velho, arcos de ferro para tanoeiros,
pinceis de caiar, lil. lio, paes de ferro, enxadas, sol-
a c limas' -ni i. ia-. As pessoas que te propozerrra.
vender estes gneros, compai rnin nesta secretaria
no 111 1 ira lo dia, pela 12 horas da inanhaa, eom as
.suas proposlas e as cuinpelenles amostras. Secreta-
ra da 1.-pe. r,o do arsenal d marn,ha de Pernam-
buco, em 1 de dezembro de 1854. O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que o 30 dias uleis para a cobranza da dci-
ma dos predios urbanos das fregueza desta cidade
e da dosAfogados, principiain acoclar-sedo l.o o
corrente mrz de dezembro em dunie, e fiados os
mesmos, incorreni na mulla de 3 por cenlo lodos os
proprielaros que deixarem de pagar seos dbitos no
1.0 semestre de 1854 a 1855.
Pela_delegada desle primeiro dislriclo do Re-
cife forain apprehendidos varios objecloa de ouro e
piala, como bem relogios de algibeira e de cima de
banca, imagens, camisas, rolletes de varias cores, cal-
cas, casacas e sobre-casacas e paliids, obras estas no-
vas e usadas, e por se acabar, chapeos de sol ja usa-
dos: aquelle que forem seus legitimo douos, com-
paraeam lesaluieule habilitados, q'ue Ihe serao en-
tregues. Delegacia desle primeiro dislriclo do Be-
cife aos 30 de uovembro de 1854.O delegado,
F. B. de Carcalho,
Por esla subdelegacia se declara que se acba
rccolhido em deposilo umcavallo castanho com can-
galba, que apparcceu sem destino e em dono, no
sitio denominado llalli.oliiieu, ao lado do Arrai.il,
de Jos Caelano de .Melenos, morador nesta fregue-
za : quem se julgar com direito a elle, aprcsenie-se
para Ihe ser entregue pelos meios legaes. Subdele-
gada de S. Jos do Recife 23 de novembro de 1854.
O subdelegado supplenle, (
Manoel Ferreira Accioli.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico para conhecimento dos
contribuales abaixo declarados, do imposto da de-
cima urbana da fieguezio da Boa-Vista perleneente
aos exercicio de 18:13 a 1852, que lende-sc con-
cluido a li|ui l.ic'-o da divida acliva desle imposto
devem comparecer na mencionada Ihesouraria den-
tro de 30 dias, contados do dia da publicaraodo pr-
senle cdilal, para se Ibes dar a ola do seu debilo,
afim de que paguen) na mesa do consalado provin-
cial, ficando na inlelligencia de que lindo o dilo
prazo serao executados.
E para constar se mandan afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de novembro de 1854. tO secretario.
Antonio Ferreira a"Annunclaciio.
Ignacio Nunes Correa...... 638612
Ignacio Firmo Xavier...... 100319)
Ignacio Joaquim Ribeiro..... 208023
Ignacio Alves da Silva Santos. 48419
Ignaro Luizdc Brilo Tabnrda. 48449
Ignacio Nery da Funseca c outros. 23I6O
Ignacio Ribeiro d'Oliveira M 11.Inora 58010
Irmandade dn Matriz de Beberibe 108911
lrmandade do Sr, Bom Jess das
Dores ..."....... 418496
lrmandade da Matriz do Corpo Santo 13-3821
Irmandade das Almas do Rer.fe 123096
lrmandade de N. S. do Rosario da
Boa Visla........ 658585
lrniaudade da Matriz do Poco da Pa-
nella .......... 538951
Irmandade do Sanl'Anna. da Sania
Cruz.......... 0-3676
Irmandade da SS. SS. da Boa Visl. 173798
lrmandade das Alinas da Boa Visla 11 i mi
lrmandade das Alasele Sanl'Antonio 88001
lrmandade do Sr. Bam Jess da Va-
sacra.......... 66|270
Isabel Ribeiro Pires Ferreira 133*183
Isabel Gomes........ 8)1748
Isabel Rodrigara Machado -Freir 109073
Isabel Maria Ferreira..... 208160
Ignez Maria-'da Goaeeicao .' 39337
Jos Joaquim de Oliveira .... 30?240
Jos II.plisla Ribeiro de Furia. 173539
Jos Fernandes Luna..... 690(8
.los Francisco Teives..... .--::
Herdeiros de Jos Ramos d'Oliveira 1223817
Jese da Fonseea e Silva .... -JT.-sJlt;
Jos Jacinlho da Silveira .... 139305
Jos Alves Lima....... 423107
Ilerde.ros de Jus Rodrigues da Res-
urreieto......... .588648
Herdeiros do Padre Jo< (ioncalo. 1013585
Jos Joaquim de Almeida .... 118891
JosAnlonio Correa Jnior 18814
HerdeirosdeJi.se Antonio da Silva 173539
Jos da Silva Saraiva. ." %628
Jote Americo dos Sanios Forte 539731
Jos Pinto da Cosa...... 913575
Jos SimOe........ 1413181
Filhos de Jos Rodrigues dos Santo 118917
\ inva c herdeiros de Jos da Molla e
, S?"*"".......... 2238061
Jos Joaquim Bezarra CaYalranli 6I3U68
Jo F'eliciann Poilella .... 233*160
Jos Jaciutho Bolelho..... 158573
1 Continuar-se-ha. )
S0C1EDAUE DRAMTICA EHPREZARIA.
Sabbado 2 de dezembro.
18. RECITA DA ASSIGNATCRA.
ANNIVERSARIO NATALICIO DE S. M. -O IM.
PERADOR DO BRASIL.
Espectculo em grande gala, vendido para
duaa recitas.
Primeira recita.
Depois da chegada do Eira. Sr. presidente da pro-
vincia, a companhia dramtica cantar* o hymoo na-
cional, peranle a augusta eQjgie de S. M. o Impera- .
dor. Segur-se-ha depois a execuran de uraa nova
ouverlura, fiida a qual lera principio a representa-
cao do novo drama em 4 actos e 7 quadros, intitu-
lado
H HEZ DE FERIAS,
Produccao do sr. Baudeira, aulor das carias do
Braz Tisana do Porto.
Personagens. .
Estanislao, rei. .
Frederico. .
Eduardo, salteador. .
Wormes......
I'ranla, criado do rei.
Manfeld.....
Cleraenlina, rainha. .
Eliza. ".....
Margarida', velha.. .
lira menino.....
Marqueza de Francaslel.
Conde de .
kellner, general. .
l- guarda das barreiras.
" dito......
3. dito......
4. dilo......
Quadrilheiro.
Adores.
O Sr. Reis.
i> Cosa. .
i> Bezerra.
o Mendes.
i>. Sena.
1 Monteiro.
Sr. Leopoldina.
i) Orsal.
> .) Amalia.
.. Luizinha.
i) Rila
O Sr. SebastiSo.
Rozendo.
Pinto*.
Sania Rosa.
1 Jos Alves.
Pereira.
Lima.
1 ollicial, 1 salteador, 1 moco, 1 criado, 1 escrivo
que i.iliaiu.
S ddados. al.leaos, criados e salteadores, qae uao
allam. Terminara o espectculo com o ultimo qaa-
dro do drama.
O thealro estar brilhanlemenle armado.
Segunda recita.
Sabbado 9 de dezembro.
19." RECITA DA ASSIGNATCRA.
Subir a aceii.1 o muito desejado e apparatoso dra-
ma histrico em 3 aclos e quadro, deuniniiudo
LUCRECIA BRGIA.
Sendo o papel de Lucrecia desempachado pela
aclriz D. Maria Leopoldina. Dar fim o espectcu-
lo com a engracada comedia vaudeville em 1 acto
intitulada
OS BILHETES DA LOTERA
As pessoas que encommendaram camarotes e ca-
deiras para estes espectculos pqdero vir recebe-loa
de quana-feira 29 do corrente, al seila-feira-1.0 de
dezembro ao meio dia, no escriptorio da sociedade
dramtica. O resto dos bilheles acha-se venda
no mesmo escriplorio; desde as 10 horas da manhaa
as 2 da larde, e das 5 da larde as 8 1|2 da noile.
Principiar as 8 horas.
AVISOS martimos.
DECLARACOES.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provincial
manda fazer publico, que do da 4 do correle por
daule, pagam-se os ordenados e mai desbezas pro-
AO PARA'.
aH**^ Vai seguir mui brevemente
-afj-j B> a escuna FLORA, capitao
B Jos Severo Rios, s pode re-
ceber carga miuda: trala-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C.na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Pretende sahir com brevidade a escu-
na nacional Tamega, por ter parte do
seu caiiegamento : pard o resto* da car-
ga e escravos a frete, trata-se com No-
ves&C, na ra do Trapiche n. 34.
Companhia denavegacao a vapor Luso-
Brasileira.
Os Srs accio-
nista deslacom-
panhia sao con-
vidados a reali-
sarem com a
maior brevida-
de, a quinta e
ultima presta-
rao de atlas ac-
edes, para a im-
portancia ser re-
medida a direc-
rao : diriKindo-se a ra do Trapiche n. -26, casa de
Manoel Duarte Rodrigues.
PARA O MARANHA'O.
Pretende sahir por estes dias, o brigue
nacional Brilliante, por ter a maior
\ paite de seu carregamento prompto: pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-
se com Novaes n. 54."
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira, segu em
poneos dias: para carga e passageiros,
trata-se com Machado & Pinlieiro, na ra
da Vi gario n. lit, segundo andar.
Para Lisboa sabe com a maior brevidade o
liri-ne porluizuez Ocano, de primeira man lia ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-se com os
consignatarios Thomaz de Aquiio r'm.seca & Filho,
na ra do Vicario n. 19, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro pretende sahir com bre-
vidade, o brigue Incensicel por ler a maior parte
da carga : quem nelle quizer carregar, ou embarcar
escravos. pode enteuder-se com os consignatarios
Amorirn Irmao, na ra da Cruz n. 3.
Vende-se urna balieira com ludo o eu per-
lences : em Fra de Porta, ra do Pilar n. 98.
RIO DK JANEIRO.
A veleira barra Malhilde segu imprelerivelmen-
tc 110 dia 3 do crreme, so recebe escravos a frele,
para oque tem eicelleulesconuuodos, cujos escravos
devem ser enmarcados ate as II horas do mesmo
dia: a tratar no escriptorio de Manoel Alves Guerra
Jnior, ra do Trapiche n. l.
Companhia Brasileira de Paquetes de
Vapor.
Os vapores uTocatins e S. Salvador,
devem chegar dos portos do norte at 7
do correte mez, e seguiroo no dia seguin-
te ao da sua chegada, para Macei, Bahia
e Rio de Janeiro: agencia na ra do Tra-
piche n. 40, segundo andar .
PARA A BAHA
sahe imprelerivelmenle no dia.3 do corrente o hiale
Dous Amigos ; s recebe passigeiros : a tratar con)
Antonio Luiz de Oli'eira Azevedo, na travesaa da
Madre de Deo n. 3 a i>, ou na ra do Oueimado
n. 9.
Para o Para*
o hiale Ligeiro seguir em poneos dias ; ainda pode
receber al:uma carga : trata-se com J. B. da Fonse-
ea Jnior, ra do Vigario n. 4, primeiro andar.
LEILO'ES.-
O agente Viclor far leilao no eu armazem,
141 ITII


DIARIO OE PERMMBUCO, SBADO i OE OEZCMBRO DE 1854
ra da Cruz n. 95, de grande sorlmcn(o de obras
de marcineiria novas e usadas de diflerentes quali-
dades, um escolente relogio de parcde de repelido,
com sua caixa de amarello, urna porgao de queijo de
prato, e dos mais objeclos existentes no mesmo ar-
mazem, terga-feira j do correute as 10 '.. horas da
manhaa.
C. J. Aitley & C, farao leilao, por
intervencfiodo agente Oliveira, ele grande
sortimento de fazendas, as mais proprias
do mercado, a mor parte recentemente
importada*: ter;a-feira 5 docorrente, a'
10 horas da manhaa, no seu armazem,
na do Trapiche.
O agente Borja, por autoriacao do Illm. Sr.
Dr. juiz de direilo do civel e commerejo Custodio
Manoel da SilvaUuimares, a requeriraenlo de Joa-
quim Lucio Mnnleiro da Franca, administrador da
massa- fallida de Manoel Bolelho Cordeiro, far lei-
lao das dividas e armacao da taberna que foi do
mesmo fallido, sila na ra Direita a. 53, quarla-fei-
ra 6 do crranle s 10 horas em ponto.
LEILAO' DE I.OUCA FINA.
1'erga-feira 5 do crrante, as II horas da manhaa,
no armazem de M. Carneiro, na ra do Trapiche n.
38, o agente Koberls, faro leilao de um rico appare-
Iho para jantar, 3 ditos para fructas, e 14 ditos para
almogo ; assim como lambem una porcao de pralos
rasos e lravessos.de diversos tamanhos, chicaras, pi-
res, nranleigueiras, assucareiros, ludo de porcelana
vilriilcada e de muita consistencia, dos afamados fa-
bricantes de Worcester : juntamente ir a leilao
urna porcao de vasos para 0ores, e figuras de p de
ni.ir more fino para cima de mesa, de diflerenles ca-
racteres, taes como de Palmerston, Mrquez de rom-
bal eoulros.
AVISOS DIVERSOS.
Tendorse reconhecidoque a despeza
de escripta e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandaren), re-
inettam igualmente a sua importancia ;
alias n3o serao publicados.
QUE MISERIA!!! #
Pergunta-se a certos individuos que
nao esto ras circumstancias de ser infe-
riores da- guarda nacional, por lhes faltar
meios pecuniarios eoutras qualidades que
a lei exige, como querem ser inferiores,
recebendo fardamento das caixas dos ba-
talhoesa que pertencem ? Outrosim, que
respeito, podem infundir aos outros guar-
das, quetalvezestejam em circumstancias
mais favoraveis? isto deseja saberUm
guarda.
Precisa-se de urna ama, que saiba cozinhar bem
e engommar, paga-se bem : na ru do Raugel u. 77.
Da'-se 500$000 rs. a juros, sobre pe-
nhores de ouro ou prata, ou mesmo fir-
mas a contento : quem precisar dirija-se
a ra do Cabuga', loja de miudezas n. 1
D, que se dir' quem da'.
Roga-se ao Illm. Sr. coronel, com-
mandante das divisoes da prxima parada,
do da 2, que, attendendo ao clima abra-
sador da poca, e por amor a humanida-
de, abrevie o mais posstvel a manobra da
sobredita parad?, alim de que se nao es-
teja? horas no campo, evitando assitc ter-
riveis consequencias, filhas do alto calor
que ora se sent, como se vio na ultima pa-
rada do dia 7 de setembro passado; ist
solicita,JJm dos promptos soldados da
guarda nacional.
Precisa-se de 900& com garantas a coulenlo,
Ctlo lempo que se convencionar, obrigando-se tam-
am a pagar em lijlo de alvemiria por menos prego
doque o actual : quem convier este negocio, qu
offerece grande vanlagem, ancuncie por esta folha
para ser procurado, pois j se tem urna grande pur-
g3ode lijlo pata dar-se logo.
Sendo voz publica que o pruprielario do euge-
nho da Ilha, situado junio ponle dos Carvalhos,
esta em ajuste de arrendamenlo com quem o quer
arrendar, previne-se que o dito eugenho, est penlio-
rado pela renda para pagamento de avultada quan-
tia, e por execugao do abaiio asaiguado, o qual pro-
lesla desde j por todo e qualquer acto pralicado por
qualquer pessoa a esle rispeilo.
Antonio Gomes filiar.
^ O abaixo assignado deixou de ser caixeiro dos
Sra. Amonio de Almeida Gomes & Companbia desde
o da 30 de novembro.
(Tartos Augusto Conceicao Ribeiro.
Precisa-se de urna ama de leite, forra ou cap-
tiva, tendo bom leite paga-se bem : na ra de Her-
as ii. (o.
ATTENCAO'.
Em poder do abaiio assignado est urna escrava
que appareceu procurando quem a comprasse, a qual
diz ser escrava do Sr. Francisco Correa de Amo-
rim, morador em Cacimbas : quem fr aeu senhor
procure na Iravesssa do Mondego n. 4, que a que-
rendo vender, nao se pora duvida em comprar. O
mesmo abaiio assignado uao se responsahilisa por
morle ou fuga da mesma.
.-ntonio Martins Saldanha.
Pergunla-se se na freguezia de Santo Antonio
ha fiscal; e ge ha, pergunla-se se as posturas rauoi-
cipaes foram derogadas.
CONCEICAO' DOS MILITARES,
rendo a mesa regedora da irmandde de N. S. da
Conceicao dos Militares organisado a pauta aonde
cousta os nomes de lodos os irmaos vivos, a mesma
mesa couvidaa todos aquelles quesejulgaremirmaos,
dirtgirem-se sachristia da mesma igreja, aonde
ests enllocada dita pauta, a verse nella existe os seus
nomes, e pela negativa reclamaren! i mesa regedora
para serem procurados em os asseulos que com faci-
Iidade podem ser consultados.
Precisa-se de urna ama de leile forra ou capti-
va : na roa Bella n. 20.
Desappareceu no dia 25 de novemBro, do en-
genho Queimadas, freguezia de Santo Antao, um
escravo crioulo, de nome Josta com es signaes se-
guinles: idade 30 annos, altura^ regular, roslo re-
dondo, olbos grandes, barbado, denles alvos, pernas
finas, corpo reforca.lo, pes e raaos regulares, tendo
os dedos doa pes um pouco virados para cima, defei-
to este proveniente de ler sido cambado de bichos,
porisso lambem lem oscalcahhurescom cicalrizes c
as unhas arrebenladas : roga-se a todas as autorida-
des e capitaes de campo a apprehengao do dilo es-
cravo, e lea-lo ao dilo eugenho a stu proprielario
Uinslovflo Diniz de Barros, ou na ra da Praia n.
14, que sera generosamente gratificado. .Este es-
cravo leudo-se pegado po dia 29 torndu a rugir.
Precisa-se de um feitor para um engenho perlo
da praga : a Iralar* na ra da Cadeia do Recife n. 38.
li,7. ft^mT ""^"'''mentode n.90,daquan-
lia de 4OOJO00, recebido na thesouraria da fazenda
desla provincia : tjuemo liver adiado, ou por qual-
quer modo delle esteja de posse, dirija-se a rJa da
Praiai de Sania RiU n. 42, que ser generosamente
gratificado, alem do agradecimento.
MADAME THEARD,
Modista franceza,.na ra Nova,
avisa as senhoras de bom gosto, que recebeu agora
de Parisos mais lindos e mais cleganles chapeos pa-
ra senhoras e para meninas, eufeiles de cabera do
ultimo goslo, toucas e.toucasdos riquissimos, chapeos
Je seda e de palha para senhora-, meninas e meni-
nos, maulas de blonde e eapellas para nojvas, ro-
meira> e camismlias bordadas manteletes e capoli-
Jihos de todas as cores, bicos de verdadeiro blonde
largos ou estrenos, ditos de liuho, ditos iinitaca de
Dloode. espartilhos muilo bemfeilos, eapellas de flo-
res e de filas, llores e lilas de todas as qualidades e
emseralludo o que he necessario as senhoras para
enfeilar-se. v
C. STARR&C.
respeitosamente annunciam que no seu extenso es-
tabelecimenlo em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeico e promplidao.loda a qualidade
ae machiuismo para o uso da agricullura, navega-
do e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
alicrlo em um dos grandes armazen do Sr. Mesqui-
ta na ra do Brum, atraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE 'MACHINAS
construidas no dito seu estabelecimenlo.
A Ul acharao os compradores um completo sorli-
menbj de moendas de canna, com lodos os mclho-
ramenlos (alguna delles novos e originara) de que a
experiencia de mullos anuos tem mostrado a nces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao
lanas de todo lamanho, lauto batidas como fundidas'
carros de mo e dilos para conduzir formas de assu-
ear, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, Tornos de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslructo, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
inlinidade de obras de ferro, que seria enfadonha
enumerar. No mesmo deposito existe ama pessoa
inteiligenle e habililada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annuncianles contan-
do com a capacidadede suas offlrinas e machinismo,
e pericia de seus offlciacs, se compromettem a fazer
cxecnlar, coma maior presteza, perfeicio, e exacta
eonformidade com os modelos ou desenhs, e instrnc-
oesque Ibe foremforaecidas.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO COUEGIO 1 AMBAB 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consullas homeopathicas lodos os dios aos.pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oferece-se igualmente para praticar qualquer operaran de cirurgia. e acudir pronipUmente a qual-
quer mulher|que esle-ja mal de parlo, e cujas circumstancias nao permutara panar ao medico.
NO C01BLT0RI DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGDINTE:
Manual completo de meddiciua homeopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos lermos de medicina, cirurgia. anatoma, ele. ele...... 20SOOO
Esta obra, a mais importante de todas as que Iralam do esludo e pralica da homeopalhia, por ser a nica
ESS&iAaSi' arai5?H! 'S|i.,?,'lo,,lr,i,,a-A I'ATHOGENESIAOU EFfElTOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM Esl ADO DE SAUDE-conhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizercm
experimentar a i*outrina de Hahnemann, c por si mesmos se convencerem da verdade d'clla: a lodos os
tazendeirosc senhores de engenho que estao lonce dos recursos dos mdicos: a lodosos capilacs de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circnmslancias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao ohrica-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homcopalh ou traducao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra lambem til s pessoas que se dedicam ao eslucjo da homeopalhia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos lermos de medicina ... 10S000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., eucardenado. :lo000
Semverdadeiros e bem preparados medicamentos n5o se pode dar um passo seguro ua pralica da
homeopalhia, e o proprielario deste eslabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninizuem duvida hoje da grande supenoridade dos seus medicamentos.
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 103, 129 e 159000 rs.
Dilas 36 dilos a.....
Ditas 48 dilos a '
Dlas 60 ditos a ...... ......' '
Ditas 144 dilos a ........'.'."!.'!]
Tubos avulsos................ I "
Frascos de meia onja de lindura............'. ." [ ]
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crystal de diversos lamanho*,
vidros para medicamentos, e aprompl-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
oe e por presos muilo commodos.
20-^)00
'eooo
30)()0
t).3(IO0
18000
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE-
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se (oalhas de panno de tinao, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardaoapos adamascados, por presos com-
modos.
Lava-se e engomma-se com toda a perfei;ao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr.- procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se,
achaem graadeatrazo de pagamento.
@@3 ?! ?: W m* 9999
9 DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na ra lama t
9 do Rosario n. 36, secundo andar, colloca den- 9
9 tes com gengivss artificiaes, e dentadura com- 9
9 pela, ou parte della, com a pressao do ar. 9
9 Tamben) lem para vender agua denlifrice do 9
9 Dr. fierre, e p para denles. Roa larga do*
9 Rosario n. 36 segundo andar. Novos livros de lionTeoDathia mefrancez, obras
(odas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes..... ........ 208000
Teste, rroleslias dos meninos.....68OO
Hering, homeopalhia domestica....."8000
Jahr, pharmacopa hoineopalhica. 6)000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... ltijOOO
Jahr, molestias nervosas.......68000
Jahr, molestias da pelle......*. 88000
Uapou,historia da homeopalhia, 2 volumes 168000
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........108000
A Teste,'materia medica homeopathica. 88000
De Fayolle, doulrna medica homeopathica 78001)
Clnica de Staoneli........68001
Casling, verdade da homeopalhia. 4)080
Diccionario de Nj sien.......108000
Alllas completo de anatoma com bellas es-
lampasacoloridas, conlendo a descrip^o
de todas as parles do corpo humano 308000
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso,' ra do Collegio n. 25,
primeiro andar.
Aluga-se para o serviro de bolieiro um escra-
vo mualo com muita pratica desse oflicio. Na ra
da Saudade fronleira do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourenco Trigo de Loureiro.
. O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramento tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da pra^a da Independenciai
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
siae americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manuel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta piara, dirigir-se a livraria da
prac^a da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.
O Sr. Jos Norberto.Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia que se lite preci-
sa fallar a negocio.
t J, JANE, dentista;
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
9 ro andar.
9
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina,- tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente oll'ere-
cera'.
Quera precisar de um sortimento de espana-
dores de diversos tamanhos, sendo bem arranjados e
proprios para se vender para o Rio de Janeiro, diri-
ja-se i ra do Queimado, loja de fazendas n. 45, de
Francisco Ignacio Perreira Dias.
Joaquim Francisco de Azevedo Lima rclira-sc
para Portugal.
D-se diuhero a premio sobre penhores de ou-
ro e prata : na Iravessa da Trempe n. 15.
Precisa-se de um homem que enfeuda perfec-
tamente de reflnacao : na ra da Cadeia Velha n. 7,
loja de mi'.i I-va-.
Roga-se a Sra. D. Antonia Francisca do Rosa-
rio Tavcira, moradora na cidade da Victoria, queira
mandar ao escriplorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, morador nesla cidade do Recife, para Ihe ser
enlregue um, preto que Ihe manda seu filho, residen-
te no Para.
Precisa-se alugarfurna criada, forra
ou captiva, para todo o serviro interno de
urna casa, e outra cozinheira" agradando
paga:se bem : a fallar na ra do Trapi-
che n. 12, escriptorio.
No dia 2 do corrente, ao sabir do
theatro, havera' um mnibus na direcrao
de Apipucos, por ser o anniversario.
ATTNCAO'
No oitao do Ter^o n. 2, enfeilam-se riqnissimas
bandejas de armacao muilo-modern, com ricos bo-
los de forma Iraoctl no meio, por preco muito com-
modo ; lambem enfeilam-se rasas por 69OOO e KjOOO
rs. ; bem foilos po-de-h'is e outras muilas tousas
proprias para prsenles ou para quemquizer dar al-
-11 m .1 .mi.ir : dirija-se mesma casa, que aprompta-
se tudo muito barato, com grande aceio e promn-
lido. ; '
Precisa-sede una ajna que saiba cozinhar bem,
que seja idosa e fiel, para casa de homem sollciro, e
de um mnleqtiesiu uegro para servido externo : na
ra do Qucimudo n. 51.
No aterro da Boa-Visla n. i, loja, precisa-sede
um prclo para o servico de rasa.
. Precisa-se de una ama, que saiba cosinhar o
diario de urna casa, ou de um prclo captivo, que se
promejle pagar generosamente: na ra da Cadeia
do Recito n. 30.
D-se 8008 a premio de um c meio por ceolo,
com h\ polhera em casa Ierra nesla praca : na pra-
ca da Independencia n. 6 e 8 se dir q'uem faz esle
negocio.
O abaixo assignado, responde pela ultima vez
ao Sr. Antonio Ricarda Antunes Villac,a,qtic quanlo
nisse foi justamente quanto se passou,* e s Ihe res-
ponde com os recibos e declaracao abaixo escriplos,
em cujas pejas est palenle a sua boa f, que sendo
feilas em 20 eslao daladas ha 30 das em que dea a
luz o sen arauzel I Recebi do Sr. Francisco Lo-
pes da Silva o imporle desla letlra. Recife 30 de
novembro de 1854.Antonio Ricardo Antones Vil-
lana.Recebi do Sr. Francisco Lopes da Silva o im-
porte desta ledra, descontando o tempo que se ha de
vencer.Recife 30 de novembro de-1851.Antonio
Ricardo Antunes Villaca.Pelo presente *claro,
que eslou pago das duas lellras que anminciei no
Oiario de 23 do corrente, pelo que pode o Sr. Fran-
cisco Lopes da Silva fazer todo e qualquer negocio
com a loja da ra do Livramenlo n. 19 por ficar de
hoje era dianle desembarazada para commigo.Re-
cife 30 de novembro de 1854.Antonio Ricardo An-
tunes VillacaFrancisco Lopes da Suca.
Aluga-se urna casa terrea na povoacao do Mon-
teiro, com a frente para a iareja de S. PantaleSo,
muilo limpa, lresca,*com commodos para familia re-
gular, lendo urna porta e duas janellas na frenle : a
Iralar com Aulono Jos Rodrigues deSouza Jnior,
na mesma puvuai.no, 011 na ra do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
Cura da mudez pelo methodo Castilho.
O professor da aula de leilura repentina, na ra
da Praia, convida a lodos os cheles de familia a
mandarem all os meninos que nao possam fallar ;
mas que possam ouvir, alim de experimentar se oh-
lem o mesmo feliz resultado do meuino do reveren-
do Sr. padre Lemos. A experiencia principia do 1.
al o dia 2o do dezembro, gratuitamente. Os que
obliverem a falla pagarao a mensalidade ignal aos
demais alumnos, 38000, e conlinuarAo, qaerendo, a
aprendan pelo excellepte methodo Caslilho.
Alugam-se Irabalhadores livres ou cscravos,
para armazem de assucar : na ra do Brum, arma-
zem n. 26.
Madama Routier, modista franceza, ra
Nova n. 58,
lem a honra de annunciar ao publico, que acaba de
receber um rico sortimento de chapeos de seda e de
palha para senhoras, dilos para meninas, bonitas ca-
raisiuhas, chales de relroz,' manteletes e capotiuhos
de cores, romeiras de fil, esparlilhos, c outras mui-
las lazendas por diminuios presos.
No hotel de burupa da ra da Aurora lem sor-
vetes de dia e de noite, e lambem precisa-se de 2 uio-
leques de aluguel para servijo de casa.
Precisa-se de urna ama de leile, que seja bran-
ca ou parda : no largo do Terco u. 44.
.Na estrada dos Afilelos, sitio confronte a
@ capella, dao-se consullas homeopathicas. Jf
&99999999&9&s&9&&mjZ!-i>:U
Casa da aericao, pateo do Terco n. 10.
pessoa competentemente autorisada pelo aferi-
por, Taz ver a quem inleressar possa, que o prazo
marcado pelo regimcnlo muuicipal, fiualisa-se no da
31 de dezembro prximo futuro, e que depoi? nao se
chaniem a ignorancia. Recife 21 de novembro de
1854.Pelo aferidor, Prxedes da Sitia Gusmao.
Aluga-se animalmente ou pela fesla urna pro-
priedade de pedra e cal com commodos suffkienles
para qualquer familia, no lugar do Poco da Panella,
contigua aoex-c,ollegio de S. Boavenlra : a Iralar
na rundicao do Brum ns. 6, 8 e 10, com o caixeiro
da mesma.
Precisa-so de una ama que saiba cozinhar c
engommar : no largo do Terco, casa 11.44.
Roga-se ao Rvm. Sr. padre Jos Tei-
xeira de Mello, vigario da freguezia do
Ruique, que mande pagar o que deve na
ra Direita n. 14, tanto a sua conta co-
mo o endosso que S. Rvm. mandou dar a
Salustiano Ferreira da Costa, morador no
lugar denominado Mulungii, que somma
a dita quantia rs. 1:501 $950 fra o ju-
ros, isto no anno de 1852, pois o seu cre-
dor ja' esta' cansado de ser engaado, co-
mo foi em Janeiro do dito anno, queecn-
ganou ao portador que la' foi, e S. Rvm.
mandou dizer que ja' tinha mandado pa-
gar, e at hoje aindanose recebeu, gas-
tando o seu credor com o portador que
la' foi lOOjjfOOO rs., fora o aluguel do ca-
vallo ; pois o sou credor roga-ihe que nao
seja tao desconhecido, que alm disto Ihe
tem prestado os seus serviros em outras
cousas mais; portante o seu credor Ihe
participa que ja'.'pagou nesta praca a
dita quantia, porm nao foi com as car-
fas que o Rvm. padieJos Teixeira de
Mello Ihe tem mandado.Jos Pinto da
Costa.
COMPANHIA DE RERERIBE.
A administracao da companhia de Be-
beribe, tem autorisado o Sr. caixa a pa-
gar o dcimo terceiro dividendo, visto que
no dia 2i do corrente nao se reuni nu-
mero de votos sullicientes para haver as-
sembla geral.O secretario, Luiz da
Costa Portocarreiro.
Liquidaran.
O abaixo assignado. dono da loja de relojoeiro, na
ra Nova n 22, avisa ao respeilavel publico, que
lem um grande sorlimcnto de relogios de ouro e
pnita, paleles suissos e horisoulaes, de (odas as
qualidades; afim como crranles de ouro e chaves'
para os mesmos ; relogios de parede, realejo,' ricas
pulceiras, meios aderemos, rozelasdo gosto mais mu-
derno, bolSes de aberturas, etc., ele, que vende
por mdico preso, porque deseja acabar com ludo.
J. Laca>e.
COMPANHIA DE BEBERIRE.
A administracao da companhia de Be-
beribe, resolveu em sesso de 24 do cor-
rente, por em arrematarao a ta\a dos
chafarizes por bairros, ou em sua totali-
dade, por tempo de um anno, a contar
do 1 de Janeiro de 1855 ; para o que con-
vida a quem tal arrematarao convier, a
comparecer no escriptorio da companhia,
110 dia 12 de dezembro prximo vindou-
ro ao meio dia, com as suas propostas em
carta fechada, as quaes deverao ser de-
clarados os (adores dos concurrentes, que
podera obter os precisos esclareciinentos
acerca do rendimento da taxa, no escri-
ptorio da companhia, dast horas da ma-
nhaa,. a's 5 da tarde de qualquer dia til.
Recife 25 de novembro de 1854.Ose-
cretario, Luiz da Costa Porlocarrciro.
nsntaBauBrSOBm ^"^b
. AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de "fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
roes, como a retalho, amanrando-
se aos compradores um s prcro
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaco com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, lrancezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta doque se tem vendido, epor
isto olFerecendo elle maior van-
tagens doque outro qualquer ; o
propietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, o armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Precisare de urna ama de leite: na
ra de S. Francisco, palacete novo.
Recolhem-se seeros por menos armazenagem
do que em oulra qualquer parte, no armazem n. 20
ilo largo da Assembla ; offerecendo. fcil embarque
e desembarque por ser em frenle do trapiche do al-
-'(1(1,11,.
Precisa-se do um pequeo oratorio 6 de urna
imagem de Gbrlilo, e oulra daSam'Anna, que ludo
aleja em bom esUdo : no largo do Corpo Saulo 11.
6, ou annuncie para ser procurado.
Precisa-se de una boa ama de leite, *>rra 011
captiva : na ra da Aurora, ca>a nova junto a do
Sr. Gustavo Jos do Reg.
Joao Pedro Vogeley, fabriranle de pianos, afi-
na e concerta os mesmos rom toda perfeicjlo e por
.mdico proco : todas as pe-soas q,ue se quizerem uli-
lisar de seu presumo, dirijam-se ra Nova n. 41,
primeiro andar.
Precisa-se de 500SO0O a juros, garariliud'o-se
com hypolheca em 2 escravos de flor ; a quem con-
vier, annuncie para ser procurado.
Rahe Schmeltau & Companhia mudaran o seu
estabelecimenlo para a ra da Cadeia Velha u. 37.
- No hotel da Europa da ra da Aurora, d-se
comida a.loda a hora do dia, e fornere-se almorz e
jaular para fra meusalmeute, por prejo muito ra-
zoavel.
Cozinheiro.
D-se bom ordeuado para um cozinheiro franco/,
que seja perito na sua arle: quem pretender, annun-
cie por esle Diario para ser procurado.
Precisa-se de um criado francez, inglez 00 al-
lealo : quem pretender, annuncie por esta folha
para ser procurado.
Aluga-se a loja do sobrado n. 39 da ra das
Cruzes. com bastantes commodos para familia, e pa-
ra qualquer cslabelecimenlo, por ser o lugar muilo
bom.
Arrenda-se um grande silio em um dos mais
prximos arrabaldes desta praca, com casa de sobra-
do, grandes baixas para capim, e proporr,es para
sustentar anuualmenle le 2. a 30 vaccas de leite :
a tratar na ra do Crespo, loja n. 13.
COMPRAS.
Para urna encommenda.
Na ra da Cruz n. 52 compra-se urna escrava de 18
a 20 annos, que seja de boa figura e inteiligenle no
servico de casa de familia.
Compram-se duas prclas para o serviro de ca-
sa, que saibo cozinhar e engommar bem, sAo para
servir nesla cidade, e se quer de boa conducta e sem
defeilo physico; acradando se pagarao bem : no lar-
go do Corpo Sanio n. 6.
Compram-se acedes do Banco de l'ernambuco:
na 1 r c.i do Corpo Sanio n. 6, escriptorio.
Compram-se escravos para se exportar, tendo
boas figuras ; paga-se bem : na ra Drella u. 66.
VENDAS
FOLHNHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
olhinhas impressas nesta typographia,
tanto de algibeira, como de porta, sendo
estasa 160 rs., e aquellas a 520; e breve
estarao promptas as ecclesiasticas e de al-
manak: na livraria n. ti e 8 da piara da
Independencia.
COM TOQUE DE AVARIA.
Chitas escuras e fixas a 4#500 e 5000
rs. a pera: na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
MELTOMM DE LAN ESCOCEZ
A 600 RS. O COVADO.
Na loja n. 17 da ra do Queimado, ao pe da bol-
ca, vende-se alpaca de la escocer, chegada pelo ul-
timo navio, a qual fazenda na Europa se d o nome
de Melpomciie de Escocia, muilo propria para rou-
pes e vesliilos de senhora e meninos por ser de mui-
to brilho, pelo commodo preco .de 500 rs. cada co-
vado } dao-se as amostras com penhores.
CAMBRUAS DA MPERATRIZ
PARA VESTIDOS DE SENHORAS,
fazenda nova, viuda da Europa pelo vapor Impera-
dor, por commodo prejo : na ra do Queimado n.
17, loja.
CSSAS FRANCEZAS
A 320 RS O COVADO.
Vende-se na ra do Queimado, loja n. 17, cassas
franeczas novas, de cores fixas, pelo baralo preco de
320 rs. cada covado.
RISCADOS ESCOCEZES
A 300 RS. O COVADO.
V endem-sc na ra do Queimado, loja n. 17, ao
pe da botica.
Vende-se um bom cabriulet de patente e de
(oslo moderno, com seus competentesarreiospralea-
dos. e um cavallo dos melhores que ha nesta cidade :
a tratar na ra das Flores, cocheir.i que fica no fun-
do da taberna de Joo Manoel de Siqueira.
npiiriima nAmii
Veude-se cemento romano, em barricas de 12 ar-
robas, e as maiores que ha no mercado, chegado l-
timamente de llamburgo, por menos prec,o do que
em oulra qualquer parle : na ra da Croz no Reci-
fe, armazem n, 13.
2 Vende-se canarios do imperio escollados a 35 :
un paleo do Paraizo n. 14.
Veiide-sc urna cama pequea de couduru',
com armacao, pelo baralo preco de 85000 rs.: na
ra da Couceicao n. 32
|p20S^MJ^&:3SSB888BBsW
\0 C0ULT0RI0
DO DR. CASANOVA,
RLA DAS CRUZES N. 28,
vendem-se carleiras de homeopalhia de lo-
dos os lamanhos, por precos muito em conta.
Elemculos de homeopalhia. 4 vols. 68000
Tinturas escolher, cada vidro. IBOOO
Tubos avulsos a escolher a 500 c 300
Consullas gratis para os pobres.
Vende-se um bom escravo para servido de casa
de familia muito fiel, 1 dilo de meia idade bom pa-
ra sitio, 1 escrava boa de 30 annos, que cozinha o
diario, lava muito bem e vende na ra, 1 dita de
meia idade boa para todo o lenice: na ra dos
Quarteis n. 24,
Vende-se parle do sobrado n. 143, e parle da
casa lerrea n. 80 da ra do Pilar : quem pretender,
dirija-se mesma ra, sobrado n. lil, a dualauer
hora. *
Vende-se un alambique famoso de cobre, e de
snffrivel dimcncao. com lodos os seus apparelhos,
inclusive urna bomba e vinle cubos de amarello vi-
nhalico ; o alambique he de exceilente cobre puro,
e ass.s fornido : tratase na ra da Cadeia do Recife
n. 3, primeiro andar.
Veode-se rap de Lisboa, Paulo Cordeiro,
Priuceza do Rio, e meio grosso : na praca da Inde-
pendencia, loja u. 3.
Veude-se nina escrava crioula, de bonita figu-
ra, de idade 24 anuos, ptima engommadeira, cozi-
nheira e lavadeira, sem vicios uem achaques : na
ra de II orla- n. 60.
Vende-se urna morada de casa terrea na ra
?as Cinco Pomas : a tratar no Paleo da Penha n.
CHEt'.LEM AO BARATO.
Vende-se ina-,a de tomates recentemente chega-
da para adubar as pauellas, pelo barato preco de
jOO rs. a libra : na taberna da ra Nova n. 71.
Vende\-n-se 250 barricas promptas para assu-
car : na ra do Encantamento n. 3, armazem.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Rtunn Praeger&C., na ra da Cruz
n. 10, receberaiu e vendem um sortimen-
to de globos de espelho de diversos tama-
nhos e cores, que formain o mais lindo
panorama, postes em urna columna no
meto do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nosjardins do bou. gosto.
Rrunn PiaegerA C, na sua casa rita da
Cruz n. 10, teem a venda.
PianosHanto liori/.onlaes como verticaes,
dos melliores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com moldu-
ra dourada.
\ istas de Pernambuco, geraes e espe-
ciaes.
Cadeiras c sofa's para terraqos e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinlio de Champagne.
Licores de dillerentes qua'dados.
Presunlos.
Cenebra em lras(|ueiras.
Instrumentos para msica.
Vendem-se em casa de S. P. Johnss
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez*
Chicotes de carro.
Faiello em sacras de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
Vende-se na rua Nova n. 3, taberna de Anto-
nio Ferreira Lima, presontos para fiambre, ditos
para panella, queijos londrinos e de oulrasqnalida-
des, holachinhas dcararula tinas, em lalas e a re-
l.illm, assim como holachinhas de soda, dilas ame-
ricanas quadradas, pequeas e grandes, conservas
-orilla-, moslaxda em pi'i, lalas com marmelada, de
varios tamanhos, bocrlas com doces seceos de varias
qualidades, peras, damascos e ameixas, a-sim como
sal refinado, inhos de (odas as qualidades, e nutro*
niuilos mais gneros por preco commodo, c agrada-
vel aos compradores.
Na casa da Fama, na rua Direita n. 27,vcitde-se
mauteiga insleza a 480 e 560 ; franceza a 560 e 600;
alelria a 2S0 e 320 ; loucioho de Lisboa a 360 e 400
rs.; queijos novos a 19480 e I56OO ; assucar fino a
100 e 120 ; zeile doce a 640 e 720 a garrafa ; fari-
nha do Maranhao a 140 e 160; degomma a 80, 100
e 120; diU de araruta a 210 e 280 ; velas de car-
nauba a 360e 400 r. a libra ; caixiuhas de 100 cha-
rulos a l3000e900 rs.; cha h>ssou a 28000e 15900;
dilo do Rio de Jaueiro a 18500, 18600 e 18700 ; as-
sucar someuo a 80 e 90 rs.; batatas a 80 e 100 rs. a
libra.
Vende-se por 1:0008000 um exceilente e muito
bem construido carro de 4 rodas, quasi novo, tora
arrcios e bous cavallos do mesmo, tudo por 1:0008000:
para ver, na cocheira do Raymundo, defronte deS.
Francisco.
VenJe se um lindo carro americano de 4 ro-
das, para 1 ou 2 cavallos, e com 3 arreios para os
mesmos: no Corredor do Bispo, em casa do coronel
Favilla.
Vende-se ou permuta-so por lijlos de alvena-
ria grossa, urna canoa com 3 palmos de bocea e 43
de comprjdo, por prego commodo : na rua Bella n.
35, at as 8 horas da manhaa, ou das 3 da tarde em
diante.
PARA FECHAR CONTAS-
Vende-se cera em vellas de' Lisboa, por
preco barato: na rua do Vigario n. 19
segundo andar, escriptorio de Machado &
Pinheiro.
Para casamento.
Vendem-se cortes de vestido de seda branca la-
vrada, de superior qualidade : na loja de 4 portas
da rua do Queimado n. 10.'
Sedas de cores.
Vende-se cortes de vestido de seda furia cores,
lidos gostos c por prego rommudo : na loja de 4
piulas da rua do Queimado n. 10.
Vende-se urna linda mulalinha com 12 annos
de idade, muilo sadia, engomma soffrivel, cosinha o
diario de urna casa, cose perfeilamenle chao : a tra-
tar na rua da Cadeia do Recife n. 40.
Grande sortimento de pautes francezes.
Chegaou pelos ltimos navios viudos de Franca,
"m Brande sorlimenlo de palitos, sendo de seda a
128000, de la, de panno, de alpaca de cor e preta,
de brim branco e de cor, de ganga superior, e ou-
tras muilas qualidades ; assim como caigas, colleles
e palitos de meia 13a de qoadrinhos, colleles de fus-
tao ele.; ludo se vende por pregos muito razo'aveis:
na rua do Collegio 1.. 4, e na rua da Cadeia do Re-
cife d. 17.
Malas para viagem.
Ha nm grande e novo sorlimenlo de Iodos os la-
manhos, por mdico prego ; na rua do Collegio n. 4,
Vende-se superior carne do sertao da melhor
que lem yindo ao mercado, propria para quem quer
urna boa trincha para passar a fesla, em porgaoea
retalho : na rua da Praia n. 4.
Vende-se superior chocolate fran-
cez, por pre;o commodo: na rua da Cruz
n. 20, primeiro andar.
Vende-se superior Sorche e Absinthe
verdadeiro de Suissa : na rua da Cruz n.
26, primeiro andar.
Vendem-se aberturas franeczas, pa-
ra camisas de linho e de madapolao, por
preco commodo : na rua'da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vende-se ama boa'casa terrea em Olinda, rua
da bica de'S. Pedro, que faz esquina com o cercado
de madeira, rom 2 portas e 2 janellas de frente, 3
salas, 3 quarlos, cozinha grande, copiar, estribara,
grande quintal lodo-murado, com poriao e cacimba,
muito propria para se passar a festa, mesmo para
morar lodo o nno : a tratar 110 Recife, rua do Col-
legio u. 21, segundo andar. .
Ao barato freguezes.
Na rua do Crespo, loja enramada, vendem-se cor-
les de rasemira muilo tina, pelo diminuto preco de
1.-SO0O. S8.> c .>>; di los de brim a 18600'e 28
rs. ; corles de casti com barra e sem ella a 28000,
28500 e 35OOO; chita franceza a 200 rs. o-covado, e
outras muilas fazendas por baralo prego.
Loja encarnada, rua do Crespo n. 9.
Vendem-se corles de gase de seda, pelo diminuto
prego de 88000 ; veude-se por esle prego por se ter
comprado grande porgao.
GEIEHTO ROMANO.
\ ende-se superior rcmeulo em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas < alrazdo
theatro, armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
Vinho de Colares e de Thomar.
Vende-se vinho de Colares linio e de Thomar
branco, em barris pequeos : na rua da Cadeia do
Recife n. 48, casa de Augusto C. de Abren. .
PARA ACARAR.
Vendem-se cassa; francezas de cores fitas, e lin-
dos padrOes, pelo baragasimo preco de 140 rs. o co-
vado : na loja da (uimares & Uenriques, rua do
Crespo n. 5.
Na loja da rua do Crespo n. 6, lem um grande
sorlimenlo de caixas para rap a emitacao das de
tarlaruaa, pelo mdico prego de 18280 cada urna.
Vende-se a taberna da rua do Pilar n. 88 en-
glohadamenle ou a retalho : os prelendenles diri-
jam-se neste caso a mesma taberna, enaquellede
venda englobada Tasso & Irraao, ou ao liquidala-
eio da firma de Franca & Irmao.
CAL VIRGEM DE LISBOA. A 4s500
RS. O BARRIL.
No armazem de Luiz Antonio Annes
Jacome, defronte da porta da alfandega,
vendem-se barris com 4 amibas de ca
virgem de Lisboa, pelo barato preco de
4&500 rs. em porijo ou a retalho.
Jacaranda' a' retalho.
Vcnde-se as duzias, muito bom jaca-
randa' por'prero commodo : no arma-
zem de madeira de pinho do Sr. Joa-
quim Lopes de Almeida, atraz do theatro
velho, ou a tratar com Antonio de Al-
meida Gomes & C. na rua do Trapiche
n. 16, segundo andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os bilhetes da lote-
ra 47- do Monte Po, que oorreu ero 16
do corrente, as listas vem pelo vapor bra-
sileiro ate 4 do vindouro dezembro, e os
premios serao pagos logo que se lizer a
distribuicSo das mesmaslistas, sem o des-
cont de 8 p. c. do imposto.
Borzeguins a 51000 !
Para fechar conlas vendem-se borzeguins de case-
mira e gaspeados de couro de lustre a 5000 o par:
na rua Ua Cadeia do Recife n. 48, primeiro andar.
CASEMIRAS E PANNOS.
\ ende-se casemira preta e de cor para palilspor
ser muito leve a 28600 o covado, panno azul a 38 e
iSOOO, dito prelo a 38, 38500, 4, 58 e 58500, corles
de casemira de gostos modernos a ojOOO, selim pre-
lo de Macao a 38200 e 48000 o covado : na rua do
Crespo n. 6,
CONUEC1D DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Nli rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos Iregi -es.
CAMISAS FEITAS.
Vendem-se camisas francezas as mais bem feilas
e melhores modelaos que lem viudo a esta praga,
por prego commodo< 11,1 rua do Crespo n. 23.
Na taberna da rua do l.ivrameulo n. 38, ven-
dc-se o afamado fumo de Garanhons.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
\ ende-sc cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do theatro, arma-
zem de taboas de pinho.
Vende-se um cabriulet com coberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Seceiro, e para Iralar iioReriforua doTrapi-
che n. I'1, primeiro andar.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15*covado cada corte, a
4s")00.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia. r
SALSAPARRILIIA
Chegada ltimamente do Para' de qua-
lidade regular, vende-se a preco commo-
do : na rua do Trapiche n. 6, segundo
andar.
Vende-se um diccionario Tompsom, Historia,
e lambem urna geographia de aullier, e as 4 esla-
gOes em porluguez, ludo em bom estado: no aterro
da Boa-Visla n. 2, primeiro andar.
Vende-se um curso de geometra por Lacroix :
no aterro da Boa-Visla, loja de ourives n. 68.
Vende-se um escravo de bonita figura : ua loja
da rua do Queimado n. 39, de Mortes.
MoinhoB de vento
'om bomba-de repuxu para regar hortas e baixa,
decapim, nafundigade. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6, 8el0.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA
CALtAS E PALITOS.
Vendc-se brim trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a 700 e 18000; dito mesclado a
18400 ; corles de fustao branco a 400 rs. ; dilos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga amirella lisa da
India a 400 rs. o covado ; cortes de cassa chila a
28000 e 29200 ; lengos-de cambraia de linho gran-
des a 640; ditos pequeos a 360 ; tnalhas de panno
de linho do Porlo para roslo a 148000 a duzia ; di-
las alcoxoadas a 108000 ; guardaoapos lambem alco-
xoados a 38600 : na rus do Crespo n. 6.
O QUE GL'ARDA FRI GUARDA CALOR:
portanto, vendem-se cobertores de algodau com pe-
lo como os de lila a 18400; ditos sem pello a 1*900?
dilos de tapete a 1C200 : na rua do Crespo n. 6.
9 RLA UO CRESPO Ji. 12. SJ)
9 Vende-se nesta loja superior damasco de 9
9 seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, 9
9 P<>r prero razoavel. 9
@e$*ae$ct:.teeeee
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. BiebertiC,, rua da
Cruz n. 4.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccSo muito superiores
ARADOS )E FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos d*1. ferro de -ric-" qualidade.
Com toque deavaria..
Madapolao muito largo a 39000 e 39300 rs. a pe-
ca: na rua do Crespo, loja da esquina qVie volla pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
sedaa8{000, 12$000, 14^000 e 18g000
r., manteletes de seda de cor a 11 000
rs chales pretos de laa muito grandes a
">s600 rs., chales d algodao e seda a
1S280 rs.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade' do codi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o "melhor
W de toda a champagne vende- f
ttsea ."fi.S'OOO rs. cada caixa, acha- f
^. se nicamente em casa de L. Le-
P com te Feron & Companhia. N. B.
$9 Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito grandes e eucorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de laa. a 1J>400 : na rua do Crespo, Jeja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos inos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-se pauno prelo SjiOO, 29800, 39,
3500. 4500, 59500, 69000 rs. o covado.dito azul, a
25, 29800, 49. 69, 7o. o. covado ; dilo verde, a 29800,
3jO0, 49, 59 rs. o co'vado ; dilo ciir de pinhAo a
43OO o covado ; cortes de casemira preta franceza e
elstica, i 75500 e 89500 re, ; ditos com pequeo
defeilo. 69500 ; ditos inglezenfestado a 59000 ; dilos
de cora 49, 59500 69rs. ; merino preto a 1, 19100
o covado.
Ajenciado Edwln Kaw.
Na rna'de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente faons sorti-
mentos de laixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forg de
4 cavallos, cocos, passndeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos prego que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de (landres ; ludo por baralo prego.
Vende-se excedente (aboado de pinho, recen-
temente rhesado da America : na mi de Apollo,'
trapiche do Ferreira, a enlendcr-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas lrancezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o cavado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a pregos ba-
ratos que he para fechar conlas.
eposito da iabra de Todo o Santos na Babia
Vende-se, em casa deN. O. Bieber C.,.na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo. '
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vappr, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, oara
dito. # K
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna du/ia,charutos
de Havana verdadeiros: rua do Trapi-
che n". 3.
Na rua da Cadeia do Recife n; 60, vendem-se os
seguintesvinhos, os mjKs superiores que tem vindo a
esle mercado.
Porlo,
Medias,
Xerez cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em caixinlias de urna duzia de garrafas, e i vista da
qualidade por prego muito em conta,
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA*.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vende-se urna balanga romana com lodos os
seus pertences, em bom nso e do2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da CkHiz, armazem n. 4.
PUBLICADO' RELIGIOSA.
Sahio a luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
rda desta cidade, augmeutado com a novena da Se-
nhora da Conceigao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se unicamepte na livraria n. 6 e 8 da praga da
independencia, a 19000.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto. por precos commodos.
Na-rua do Crespo loja da esquina1 que volla para a
Cadeia, vendem-se corles de vestido de cambraia de
seda com barra e babados, i 89OOO rs. ; ditos com
llores, 79,* c 109 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, i 119; corles de cambraia franceza muilo fi-
na, fi\a. com barra, 9 varas por 49500 ; corles de
cssa de cor com tres barras, de lindos padroes, a
35200, peras de cambraia para cortinados, com 8,4'
varas, por 3g600, .lilas de ramagem muilo finas, a
3 ; cambraia de salpico miudinhos.hranca e de edr
nimio ana, 800 rs. avara jaloalhado de linhoacol-
xoado, n 900 a vara, dito adamascado com 7 ', pal-
mo de largura, 29200e 39500a vara ; ganga ama-
rellii liza da ludia muilo superior, a 400 rs. o cova-
do ; corlee de collele de fustao alcoxoado e bons pa-
droes fixos, 1 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
;\ 360 ; dilos grandes finos, 1 600 r. ; lavas de-teda
brancas, de edr e prelas muilo superiores, 1600 rs.
o par ; dilas lio da Escocia a .500 rs. o par.
Yende-se una taberna na rua do Rosario da
Boa-V isla rf. 47. que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao' cerca da 1:2005000 rs., vende-se
porem com menos se o comprador assim Ihe convier :
a tratar junto alfandega, Iravessa da Madre deDos
armazem n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. \V.
Bowmann, na rua do Brur% passan-
do o chafar continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. Id, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
.cjiii, iiuailnllni.s, valsas, redowas, ScilO-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
OBRAS DE LABYRINTHO.
Acham-se venda por commodos pregos ricos len-
cos, toalhas e coeiros de labyriolno, chegados lti-
mamente do Aracaty : n, roa q, Qroz 0 Recjfg .
34, primeiro andar.
MECHANISMO PARA EISE-
IHO.
NA FUNMQAO DE FERRO DO ENGE- '
NHEIRO DAVID W.BOWNIAN NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mecbansmos proprios para engenhos a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construejo ; tanas de ferro* tendido balido de
superior qualidade, e de todos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes. de todas as propor-
goes ; crivos e boceas de fornalha e regislros de buti-
ro, aguilh6es,bronzes parafusos e cavilhoes, moinh
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se executam (odas as encommendas com a superiori
dadeja conhecida, e com a devida presteza e comino
didade em prego.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento. do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendem-se na botica de Bartholomeu Francisco
de'Souza, rua larga do Rosario n. 36, por menor
preco que em oulra qualquer parte.
Compra-se efectivamente brunze, lal|b e col
bre velho : no deposito da fundicao d'Anrora na
rua do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
rundicao em S. Amaro.
Vende-se ama casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica-
da ha pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira,
estribara, etc., etc.: quem pretender
comprar: este predio, dirija-se a rua d
Cruz n. 10, que sendo possivel se fera'
qualquer negocio.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOCRAS. *
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreo, conti-
nuara- e a vender a 89OOO o par (prego fio) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo babil fabricante que foi premiado na exposigao
de Londres, as quaes alm de dararem eilraordia-
namenle, nac.se sen tem no rosto na accao de cortar ;
vendem-se com a condigao de, sao agradando, po-
dercm os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra restituindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fai'icaole.
ANTIGO DEPOSITO DE ALGODAO DA
FABRICA DE TODOS OS SANTOS DA
BAHA.
Contina a estar a' venda, superior
panno de algodao desta fabrica, proprio
para saceos e roupa de escravos: no es-
criptorio de Novaes & C, rua do Trapiche
n. i, primeiro andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20^tTfv
mazem'de L. Leconte Feron 4
Companhia.
Vende-se a verdadeira- potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo III, chegado no dia
5 do corrente: na prac,a do Corpo Santo
n. 11.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceicao, entrado
de Santa Camarina, e fondeado na volla'do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe hoje no mer-
cado, e para porgScs a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Junior, na roa do Trapiche
u. 14.. r
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenqao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonia inglezas e holiandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10-
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber ci Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica, mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida coHeccSo das mais
bvilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente..
Superior gomma de mandioca.
Vinda ltimamente do Aracaty, vndese por pre-
go commodo, em saccas de 4 arrobas e tantas libras :
nrrtu da Cruz do Recife n. 34 primeiro andar.'
a "c7-V o",de",e uma Drela de ""S30 Angola, de ida-
de 2o a 30 annos, pouco mais ou menos, de bonita
figura ; na rua do Fagundes, sobrado n. 29.
Em casa d J. KelIer^C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender 3 excel-
entes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
S RUA DO TRAPICHE N:(K
3 Em casa de Patn Nash ft C, ha pa-
ra ra vender:
g# Sorti ment variado de ferragens.
^, Amarras de ferro de 5 quartos at 1
nolegada^
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
Devoto Christao.
Sahio a luz a 2. edigio do livrriho denominado-
Devoto ChrisUo,mais torrelo e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. be 8 da praga da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes colchoadas,
brancane de cores de um s panno, moito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina qoe volta para a cadeia.
ESCBAVOS FGIDOS.
Desappareceu do engenho Paulisla no dia 26,
do corrente, um escravo crioulo, por nome Marti-
111:1110, de idade 22 annos, sem barba, olhos alguma
cousa regalados e secco do corpo ; levoo chapeo de
palha anda novo, camisa de algodao azul j velha,
oulra dila de madapolao nova, um gnarda-peile de
couro. um chapeo de sol j velho, e orna red ; sup-
pO-se ler ido para l'edras de Fogo : quem o prtnder
e levar ao dilo engenho, ser generosamente grati-^
ficado. ^*
Desapparecen do abaixo assignado no dia 22
dq crrenle, om cabrinta per nome JcMo, o qual
representa ler 15 a 16 annos de idade ; levou camisa
de melim prelo, caiga de algodaozinho de lislra
azul ; lem um falla em uma orelha : quem o pegar^
leve-o a rua Direila n. 120, que ser recompen-*
sado. Joo Pinto de Veras. ^
1009000 de gralifirar.ln.
Desappareceu no dia 8 de tclembro de 1854 o es-
cravo crioulo. amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 35 annos, pouco mais ou roenoi,
uascido em Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, he
muilo Indino, costaana trocar o nome e intilular-se
forro ; foi preso em lins do anno le 1851 pelo Sr.
delegado de [Milicia do termo de Seriuhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo rc-
metlido para a cadeia desta cidade a ordera do Illm.
Sr. desembargador chefe de polica com oflicio de2de
Janeiro de 1852 se verHicou ser escravo, c o seu lesi-
limo senhor foi Antonio Jos de Sant'Anna, morador
110 engenho Caite, da comarca de Santo Anto, do
poder de quem desappareceu, e sendo oulra vez cap-
(urado e recolhido i cadeia desta cidade em9de
agosto, foi ahi embargado poreicugso de Jos Dias
da tsQva GuimarSes, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da Agunda vara desla cidtde
no da 30 do mesmo mez nelo abaixo assignado. Os
signaes sao os seguinles: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corno regular, cabellos pretos e carapinlu-
dos, cor amulatada, olhos escuros. nariz, grande e
grosso, beigos grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com todos os denles na frente : roga se, per-
ianto, as autoridades policiaes, capiaes de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprehenderem e
mandarem nesla praga do Recife, na na larga do
R 10O90O0 ; assim como protesto contra quem o tiver
em seu poder oceulto.Manoel de Almeida Lopes.
PERN. : TYP. DE M. DE FARIA. 1854.
*


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l v
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- N
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miitii Ano



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