Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01228


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Full Text
l_^


3
ANNO XXX. N. 275.
\

V
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
y/~*
QUINTA FEIRA 30 DE NOVEMBRO DE 1854.

Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREG.VDOS DA M i:s iuim : v<).
Bcoife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marns; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vicior da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Bodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Bamos.
CAMBIOS.
Sobro Londres, 27 1/2 a 27 3/4 d. por 10OOO.
Pars, 350 rs. por i f.
Lisboa, 105 por 100.
Bio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Arges do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
Ouro.
Prata.
METAES.
-Oncas hespanholas- . . 299000
Modas de 65400 velhas. 169000
de 65400 novas. 169000
de 4*000. . 95000
I'atacoes brasileiros. . . 1!40
Pesos columnarios, . 19940
15860
PARTE OFFICIAL
COMISANDO DAS ARMAS
(Jaartel 4o comisando da* armai de Peroam-
boco, na cidade do Kecile. em 29 de nonm-
bro de MM.
ORDEM DO DA N. 179.
O coronel commandante das armas interino re-
commenda ponlual e fiel execucao do ariso circu-
lar do ministerio dos negocios da guerra, que segue
transcripto, e declara que os modelos do* mappasa
que e elle refere, serao opporlunamenle remeltidos
aos Srs. commandante* dos corpos e companhias li-
sas, beni como nos das ("orlilic-arOes.
Circular.Ministerio dos negocios da guerra aro
16 de oulubro de 1854.
lllm. e Eira. Sr.De ordem de S. M. o Impera-
dor remello i V. Exc. os inclusos modelos dos map-
pas e religues que devem ser enviados, por interme-
dio de V. Etc. a esta secrelaria de estado com
destino repartido de qtiarlel mostr general pe-
los corpos e fortalezas, depsitos de artigos bellicos
e aranaes de guerra, segundo o disposto nos tris.
7. 10,13 e 14 do regulameolo de 2B de fevereiro de
1853.
Este* modelos, o do art. 9., que acompanhoo o
aviso circular de 10 de maio do crranle auno, e os
mencionados no rt. 8." do. mesmu regularaenlo,
completara a colleccAo dos mappas e relaces, cujo
came perlence citada repartirlo. E porque a-
quelles mappas sao os designados no paragrapho 5"
do art. 5 do regulamenlo de 8 de maio de 1813,
declaro V, Etc. que deve de ora em diante cen-
sar a remesso destes, afim de evilar-se que os cor-
pos fiquem muilo sobrecarregados de trabadlos de
escriplurarao.
Dos guarde i V. Eic.Pedro de Alcntara Bel-
legarde.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Assignado.Manoel Muniz Tatares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudaote de
ordens encarregado do detalla-.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
REGULAMENTO.
Dos exames de habilitacao para a primeira matri-
cula na universidad de Coimbra.
Art. 1. Ninguem poiler.i ser admillido primeira
matricula na universidade, sem que junte cerlidao
de haver sido approvado no examc de habilita-
co.
1. Excepta- se o individuo que apresentar cer-
lidao pela qual mostr ler sido approvado em lodos
os eiames preparatorios feilos antes da publicacao
do presente regulamenlo.
2. O que antes da mesma poca liver j sido
approvado em algum oualguns dos exames prepara-
torios, sera obrigado, no acto do exame de habilita-
cao, a salitfazer tao someole parte que lhe fallar
de taes exames.
Art. 2. Para seradmillido a exanie de habilitacao
he necesario requerimenlo dirigido ao prelado da
?niversidade, em que se declare a faculdade que o
examinando pretende cunar : o requerimenlo
ser instru.lo com diploma do Ijceu que elle hou-
ver ("requemado, ou cerlidao dos exames nelle feilos
sobre as disciplinas seguintes : franrez, lalinidade,
grego, arilhmetiea e geometra, philosopliia racin?!,
e moral e principios de direilo natural, oratoria,
potica e litleratura classica, e historia chronologica
e geographica, especialmente a commercial.
Art. 3. O exame de habilitacao ser publico, oral
e por escriplo : versar sobre todas as disciplinas de
que se exigirem cerlidoes e ser feilo peranle um
jury composto de oitovogaes, um dos quaes o presi-
dir e os oulros serao os examinadores.
. 1. Os vogaes serao os professores do lyceu de
Coimbra o (res Untes da universidade. Um dos len-
tes ser o presidente.
2. Qaando a necessidade o pedir poder haver
dous ou mais jurys, composlos pela mesma forma.
Art. 4. A oenhum lente da unive a.dade oo profes
sor do lyceu de Coimbra, que possa ser vocal nos ex-
ames, he permillido, da data desle regulamenlo em
dianle, entinar particularmente qualquer das disci-
plinas que eotram no exame de habilitarlo : aquel-
lo que o fizer julgar-se-ha haver por csse fado re-
nunciado o ensino publico.
Art. 5. As nomeacoes dos presidentes e examina-
dores dos jurys, que se jolgarem necesarios, e as
dos supplentei que hajam de servir na falta legitima
de algum dos nomeados ; bem como a designacao
pas disciplinas em que cada examiuador ha d argu-
mentar serio fritas oo fim de cada anno lectivo pe-
lo conselho dedecanos, presidindo o prelado da uni-
versidade.
Arl. 6. O lempo fixado para esles exames he s-
mente o mez de oulubro.
? 1. Em cadajary nao haver por dia mais do
que quatro exames.
s" 2. Os examinandos, que nSo mellerem a despa-
cho seus requerimeutos at o dia_dnze daqaelte'Tun'
s firo exames se houver lempo.
3. Os requerimentos passarAo directamente do
despacho para as maos dos presidentes dos jurys, os
osquaes, pela ordem das datas, farao inscrevern'uma
pauta os nomes dos examinandos, com a declaradlo
assim do dia do exame, cmodo jury, peranle o qual
devemser examinandos.
8 4. O examinado que, sem legitimo impedimen-
to, follar no dia assignado para semelhanle acto, fi-
car preterido, eso far exame havendo lempo.
Art. 7. O exame comecar pelas provas por es-
criplo, a que cada examinando satisfar em lugar se-
parado, mas A Tratado tarj. Segolr-se-na aepois a
parte oral, em que ser interrogado successivimen-
te, e por sai ordem, as disciplinas indicadas no ar-
tigo 2, do presente regulamenlo.
.^OCAIlllODODEVERr)




Por A. de Bernard.
CAPITULO NONO
Je sentir toul mon corpt el transir et bruler. o
(Racine, Phedra.)
.Continuaran.
1 i.istao nao era de ndole tuni la, e todava sen-
lindo-se nesse momento dominado por om temor
singular, nao linli.t ousadn ollerecer o I raro moca,
e menos anda fallir H, Caminhava a seu lado
' quasi trmulo, erguendo de vez em quando para el-
la os olhos, e abaixando-os immi-.li.llmente procu-
curando em vao um fio para continuar a conversa-
rao, e senlindo todas as phrases que compunha em
seu espirito expirareov lhe sobre os labios em vagos
suspiros.
Madama de Saulieu de sua parle pareca pensati-
va e di-trahida. Seu andar era desigual, a teus ps
delirados pareriam procurar enlre os deslrwos espa-
ntados pelo chao os lugares mais difiireis para se
pnrem. Repeiilinamenle ella voltou-se como se sa-
h-ae de um protn o tonino, e exclamen :
Oh o senhor Martinho nao nos seglo ; lcon
com aquelles senhoret.
Qualquer ouxido menoa distrahido que o seu teria
desde muito lempo percebido esta ausencia.
Gasia tenlou murmurar algumat palavras; mas
nao pode conseguir.
Madama de Saulieu lnlia parado indecisa, se de-
vil continuar o passeioou voltar; mas temea dar a
conhecer tul hesitacao, abaodonou-seao impulso se-
creto que arraslava-a, e continuou a andar a passo
mais lento e inleiramente machinal.
Chegaram ao p do alio muro de cujo cimo mada-
ma de Saulieu esrap-ra na ves pera de ser precipitada.
A eslreila vereda que o coaleava no cume do roche-
do conserviva urna marca profunda da pedra que
cahira da cornija debaiio do peto da moca.
() Video ario n. 274.
Arl. 8. Cada examinador Via disciplina, ou disci-
plinas que lhe doiivcrem sida designadas, argumen-
tar por espaco de dez al qaioze minutos marcados
por ampulhela.
nico. O presidente e qualquer dos examina-
dores poderao lambem argumentar em disciplinas
eslraohas aquellas, bem como na materia das provas
por escriplo.
Arl. 9. .Na parlo oral o exame sem vago e restric-
to s malcras mais essensiaes na parle por escriplo,
as.mi i-,.un. na Iraducrao vocal do- lugares de fran-
rez, latim e grego, versar o exame sobre ponlos ti-
rad^awrte. ...... ;--------
nico. Tanto os argumentos do exame onl, co-
mo os pontos para o exame por escriplo serao ti-
rados das materias comprehendidas uo progamma,
que faz parte desle regulamenlo, e baixa com elle as-
signado pelo ministro e secretario de eslado dos ne-
gocios do Reino.
Arl. 10. As provas por escriplo, juntamente com
a nota serao remedidas secrelaria da universidade
para all se guardarcm para os efleilos convenientes.
Arl. II. Concluidos os exames do dia, proceder-
se-ha cm cada jury votacao, que ser singular pa-
ra cada um dos examinandos, e elTeituada por meio
de escrutinio secreto.
S 1. Cada um dos vogaes laucar a lelra A ou R.
Havendo unanimiiladede A, a approvacao ser ple-
na ; e ser approvacao simples, havendo pelo me-
nos ni.liona absoluta.
S 2. O resultado desle aclo ser reduzido a lermo.
pelo secretario da universidade no competente li-
vro, donde se hSo de exlrahir as cerlidoes respec-
tivas.
Arl. 12. Os exames de preferencia, assim como
os de grego e al lemn, exigidos para o doaloramento
no faculdade de direilo, eos de hebraico para a
matricula do quinto anno de theologia, s terao lu-
gar no mez de oulubro.
Si 1. Cada om destes examea efleituar-se-ha me-
diando despacho do prelado da universidade peran-
le um jury especial composlo de dous examinadores,
om dos quaes ser sempre o professor da respecliva
lingua, de um presidente que ser lente da univer-
sidade.
2. A Hornearan dos jurys especiaes, ser lam-
bem feila pelo couselho dos decanos, sob a presi-
dencia do prelado da universidade, na mesma occa-
si3o em que forcm nomeados os jurys geraes.
Art. 13. Estes exames serao pblicos, como os
oulros. A sua parte oral consistir na tradcelo
em porluguez, e na aualyse grammalical de dous
lugares, um em prosa nutro em verso : e a parle
escripia na Iraducrao em porluguez de um lugar
de verso. Os lugares serao lirados sorle.
; 1. No exame de hebreo serao os pontos para as
tradcenos eximalos do Pentateuco e dos psalmos
de David.
2. No de grego serao tirados, os de Heredlo,
Thucididesou Yenophoute ;os de verso, de Home-
ro, Pin.loro ou Anacreonde.
3. No inglez, os de prosa, da Cliristomathia in-
gleza. segunda edicto ; os de verso, do Telemaco
inglez.
4. No de allemao, das obras de prosa e de ver-
so de Schiller.
Arl. 14. As provas por escriplo, serao datadas e
assignadas pelo examinando, e rubricadas pelo pre-
sidente e examinadores.
O ministro e secretario de estado dos negocios do
reino', assim o lenha entendido, e faca execular.
Pato das Necessidades, em 4 de julho de 1854.Rei.
regente.Rodrigo de Fonseca Magalhes.
PROGRAMMA
Das materias relativas aos exames de habilitacao
para a primeira matricula na universidade de
Coimbra, progamma que faz parte do decreto re-
gutamentar desta data.
i.' argumentoFrancez.
Tradcelo e analyse grammalical de um logar em
prosa da Selecta de Noel e l.a-Place.
2. argumentoLalinidade.
Tradnccao e analyse grammalical de um lugar das
obras philosophicas de Cicero,
3. argumentoGrego.
Tradcelo e analyse grammalical de um lugar de
llerndolo, Thucy,lides ou Xeneplionle.
4. argumentoArilhmetiea e geometra.
l.eis da numeraran, operaces por inteiros e que-
brados ; regra de Ires e suas applicac.es ; e resolu-
^ao de urna questao.
Demonstrarlo de urna proposico de um dos pri-
meiros quatro livros d'Euclides. (fin algebra) ope-
riQOet por inteiros e fracees ; equar5es ; resolunlo
das equaroes do primeiro e segundo grao.
i ArgumentoPhilosophia racional e moral, e
principios de direilo natural.
(Psychologia.)
Nature/a do principio intelleclual, tuas facilidades
e actos.
(Lgica e parte formal.)
Ideas, juizo, raciocinio, demonslracao.
(Lgica parle real.)
Conhecimento da verdade ; existencia, criterio, e
fundamento da certeza.
(Metaphisica parte onlol.)
Existencia, propiedades e relares dos entes,
enunciar;,o destas relares.
{Metapmsica parte intu.)
Religio, argumenlos e refulacao do atheismo.
polylheismo e panlheismo ; expsito e vindicarn
do mnnillieismo. ou theismo christSo.
Madama de Saulieu ergueu os olhos, e medindo
com a vista o perigo que correr, empallideceu e
poz-se a Iremer.
Foi aqu! murmurou ella pondo urna mao fe-
bril sobre o lirado de Gaslo, e dirigindo a oulra pa-
ra o cimo do muro.
Os olhos de GaattO seguiram a direcrao indicada,
e cheio lambem de susto ao aspecto dessa cornija do
alio da qual Uvera a moc.a um momento suspensa
nos ares, o mancebo senlio lodo o corpo cobrir-se-
he de um trio suor, e apenando coutra o peilo o
braco da moca, urna mi respoudeu a esse aperlo
viudo apoiar-se na sua.
Os olho da moca eslavam filos em Mr. de Chavil-
ly com urna indzivel expressao de reconhecimenlo.
Veja, disse ella mostrando urna moula de hera
que a pedra linlia abatido em sua queda, veja, esla
pobre planta est pitada assim como eu estara.
Mr. de Cliavill) lornou a eucarir madama de Sau-
lieu. Sua fronte eslava paluda, e longos cabellos lou-
ros brandamenle agitados pela brisa formavam como
um quadrn dourado em suas fontes de alabastro.
Enlre seus labios entreahertos c risonhos via-se bri-
Ihar o esmalte dos denles, e em seus olhos azues,
como a agua da mais clara fonte, liam-se lodos os
segredos de urna alma ardenle, que ignorava a si
mesma, e que a pililo nunca linda perturbado.
Dehaixo do olhar de Gastao, a moca estremeceu e
suas faces aniuiaram-se rom um bello rumor. Gas-
tao conlemplava a em exinse, enlevado dianle della
como dianle de urna apparirao celesle; urna emncao
desconliecida agitava-lhe o coracao, a m3o tremia-
llie, elle nao rchava mais palavras, e senlia as per-
nas curvarem-se-lhe e o corpo inclinar-se-lhe como
para reuder homenagem a urna imagem viva de N.
Senhora.
Madama de Saulieu desprendeu as maos que li-
nda enlarado sobre o braco de Gastao, e aballndo-
se, colheu una folha da planta quebrada.
Tome, disse ella offerecendo-a a Mr. de Cha-
villy, islo he urna lemdranra ; esle pobre ramo mur-
cho lhe recordar quesalvou-mea vida, equelem...
(oda a miuha amisade.
A moca abaixou limidamenle a cabera e conti-
nuou o passeio.
Gastao seguia-a era silencio com a mao no colletc
apenando sobre o coracao com urna especie de ale-
gra febril o raniiniio que Berln lhe den.
Voliaram assim sem trocar urna palavra ao lugar
,/t hijea.)
Arios humanos, e deveres do homcm em lodas as
tuas rcl.iri.o-.
(Direilo natural.)
Noces, limites, divisao do direilo natural ; no-
co econdicoes dos direilos primilivos e hypnlhe-
ticos.
6." Argumento Oratoria, potica e litleratura
classica.
Nores geraes sobre as cinco operaces do orador :
manejo das provas ; movimenlo dos alelos parles
de discurso oratorio, yirlodes da elucurao, estylos
dos principaes gneros de discursos.
Noroes geraes sobre a fabnla, coslumes e caracte-
res ; elcylo; venficacao ; principaes gneros de
poesa.
Noticia critica dos melhores poelas, historiado-
res e oradores, gregos, latinos e porluguezes.
7. Argumento Geograpdia e chroiiologia, his-
toria.
NoSOes geraes sobre a figura, dimenjo e movi-
menlosda Ierra, e suas consequencias. Definieses.
Conlinenles condecidos ; montes, planicies ecavida-
des : correntes naturaes e arlficiaes ; mar e sua di-
visao e movimeulos ; seres que povoam a Ier-
ra e almosphera, e seus phenomenos. Estados
ou paizes, suas capitaes, situaran, limites, go-
verno e religio : pnrlos, feiras, mercados e com-
mercio principal. Medidas natoraes, civil eInstn-
os do lempo ; eras pocas principaes.
Periodos, pocas e fados principaes da historia
sagrada. Noticia dospovos da anlguidade, phenicio9
egypcios, assyros, persas, gregos e romanos ; sua
origem, progresso, decadencia e destruirn.
Formacao dos novos estados na idade media mo-
derna. Origem dos antigos luzitanos. pocas e tac-
tos principaes da nossa historia anligae moderna.
Paco das Necessidade, em 4 de julho de 1854.
(Diario do Governo de Lisboa.)
CAUSAS PERENES DA FRAQUEZA DA
RUSSIA.
Acerca de um anno aventuramos dizer que seria
bom que a Europa se empenhasse em urna guerra
coma Russia.spor amor de inlonnacao.afim delava-
liar se a sua forca era de algum fanfarrao ou de al-
gum gigante, se ella eslava realmente aulorisada a
diciar e dominar como commummenle lem feilo, se
em orna palavra, se achava poderosa em virtude de
sua propria forra, ou smenle pelo medo ignorante
dos seus inmigos e rivaes. Mostramos algumas cau-
sas notaveis da fraqueza as suas insliluiroes; file-
mos ver que quasi lodas as suas grandes acquisices
tindam sido adquiridas nao pelo combale us por
fanfarrices e intrigas ; que a diplomacia e nao a
guerra (inha sido sempre a sua arma favorita ; que
ella apresentava Uo numeroso exercito nicamente
no papel, fazendo intimidar as potencias Tracas, mas
que em geral ella havia cuidadosamenle se esquiva-
do de enconlrar-se no campo da batalha com qual-
quer potencia de primeira ordem. Exprimimos lam-
bem urna opiniao, que n3o havia raza alguma para
suppor que o seu exercito fosse agora 13o elleclivo
como em 1815, quar.do era sustentado pelos subsi-
dios da Inglaterra, e instruido e disciplinado pelas
guerras com a Franca; e tambera aventuramos sus-
peilar que quando esle exercito te encontrasse em
algum conflicto serio com forcas competentes e ha-
bis officiaes, mostrara urna fraqueza tal que causa-
ra espanto lodos.
As uossas supposic&es se acham realisadas de
mais.
Agora sabemos que at em 1829, quando as tro-
pas russas te achavam nicamente em collisao com
os ignorantes recrutas da Turqua, os quaes haviam
abandonado os seus antigos vestuarios o modo de
pelejar, ellas estiverm 13o longe de alcanzar urna
victoria, que escaparam de soflrer urna complela
derrota, em virtude de um tratado que osembaixi-
dores em Conslanlinopla, ignorando a fado, persua-
dirn o suliao a assigna-lo, e o qual o sultao por
ignorancia e amedrantado, recebeu como necessaro.
Depois disso, os monlanhezes circasianos lem der-
rotado todas as forcas do imperio russo durante "o
espaco de quasi meio seculo, e lem destruido exerci-
tos, unsaps oulros, fazendo-os perder cerca de 20
mil dmeos por anno. Apenas a prsenle guerra se
declarou com a Turqua, e numerosas fados seme-
llianles foram apparecendo, e mostraram que exis-
tia esla mesma conclusao. Os Russos foram os ag-
gressores. e deviara eslar mais bem preparados : na
verdade durante muilos mezes ouviamos dizer que
vastosexercilos marchavam para os principado, ou
sahiam de todas as parles do imperio para o lugar
da guerra. As forcas ollomanas eran consideradas
inferiores em numero, e ninguem linha coufianr.a
alguma em seu poder para resistir aos ataques dos
Moscovitas. Comludo em quasi lodos os combates,
quer pelejando por Iraz de suas proprias trinchei-
ras, como em Kalafat, ou escalando as do inimigo,
como em Csitater ou atravessando o rio para atacar,
como em Giurgevo, ou impedindo a passagem, co-
mo em Rutschuk, ellas foram valorosamente victo-
riosas ; e em Sil siria susleotaram e repelliram os
ataques detraz dos muros de lama como someole os
Hespanhoes linham pralicado d'anles. Era todos os
lugares os Russos tem sido derrolados por nmeros
inferiores. Em Romarsnnd se entregaran) mais ce-
do do que o decoro pedia, posto que mais tarde vi-
essem a lazer. ao passo que em Alma, nao obstan-
te estarem em urna posiro que era considerada ioes-
pugnavel, e terem pelejado por algum lempo com
vigor, com ludo em tres horas foram desalojados das
donde tinham partido dianle da torre cabida, que
chamavam a parede das cinco chamines. Acdaram
os dous arcdeologos no mesmo lugar sobre seu andai-
me volante, c o senhnr Marlnho leudo a cabera an-
da levantada e a bocea abcrla. A discussao Jurava
lia quarlos de hora sem ter dado um passo ; mas te-
ria podido prolongar-se assim um dia inleiro sem
adiaular-se mais. se Mr. Rigaud nao lhe livesse pos-
to fim com um de seus gracejos habituaos.
Meu charo vizinho, disse elle a Mr. de Sau-
lieu, somos uus asnos.
Muilo obrigado. falle por si, disse o castellao
com um gesto de mo humor.
Nao, u3o. fallo pnr nos dous, ambos uns asnos,
lia urna hora que dispulamos sobre este canno sem
termos dito nada que lenha o senso commum. Esle
canno nem he um meiu de defeza, nein urna eda-
min.
O que he cntao'.'
He...
Mr. Rigaud parou vendo ao p da cscada madama
de Saulieu.
He? Ei-a communique-nos sua dcscoberlu,
Mr. Rigaud, sua descoherla, disse o medico.
Ad o senlior doulor esl ahi? eu nao o linda
visto. Pota bem, escave juulo da parede com a ben-
gala.
O medico nbedeceu s ordem de Mr. Rigaud.
Que acha'.' lornou esle.
Pedra. pedras, grandes pedras.
Que mais'.'
Pedras, sempre pedras. Ah! es-aqui um fu-
ro, um furo. Mr. Rigaud deixou cahir um prumo.
O furo descoberlo pelo medico corresponda exacta-
mente com o cauno, cujo deslino formava o objec-
lo da discussao.
Enlao, disse o faceto personagem, comprehen-
de agora ?
Mr. de Saulieu fez um signal negativo.
Espere, vou pergunta-loao doulor! Doutor.de
que podia servir nesta dadilarao om canuo que co-
mer.i tao alto, e termina lao baixo?
O senhor Marlinho ulano de ser lomado por arbi-
tro enlre dous sabios laes como os senhoret de Sau-
lieu e Rigaud, imperligou-see poz-se a refleclir.
Nao ada, doulor? veja de mait perlo.
O oflicial de sade abaixou-se e poz o rosto Ires
pollegadas dslaute do orificio.
PARTIDA IOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruarti, Bonito e Garmhuns nos dias 1 e 15.
V illa-Bella, Boa-V isla,UxeOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas o sextavfeiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
. PltEAMAR DE HOJE.
Primeira 0 e 30 mi mos da tarde.
Segunda 0 e 54 minuioj-a manhaa.
ACDIEXCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equinlas-feiras.
Relacao, terjas-feiras o sabbados.
Fazenda, tercas o sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Novbr. A La cheia s 6 horas, 43 minutos e
A 8 segundos da tarde.
12 Quarlo minguante s 7 horas, 40
minutse 48 segundos da tarde.
> 20 La nova as 7 horas, 43 minutos e
58 segundos da manhaa.
27 Quarlo crescente aos 21 minutos e
48 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
27 Segunda. S. Margarida de Saboia v.
28 Terca. S. Jacob da Marca f. ; S. Sosthines.
29 Quaria. S. Saturnino, m. ; S. Cizino diac.
30 Quinta. S Andr ap. ; S. Euprepetio m-
1 Sexta. S. Nahum propheta ; S. Eloy b:
2 Sabbado. S. Balbina v m.; S. Ponriano.
3 Domingo. 1* do Advento, S. FrancUao Xa-
vier ap. das Indias; S. Sofonias propheta.
Irincheiras que o seu gru considerara-as ser sof-
ficienles para resistir po- Ires semanas qualquer
ataque. Certamenle dcvtraos admillir, que contra
a flor dos exercilos rnaeM e inglez, pelejando
par a par, nao ha fnrlificacfio ou tropas que possam
resistir por muilo lempo, ai esperar por um accon-
tecmenla final ; pnrem aiida assim puncas pessoas
anliciparam urna derrota o rpida quanto nolavel.
Esla nao esperada fraqueza da Rosta em materia
militar lem origem em juiro causas concurrentes,
das quaes Ires sao inherentes aoseu syileraa, ete ntto
sao absolutamente incurave, ao menos parececem
pouco sujeitas a s-lo.
Em primeiro logir be nalareza do paiz e a falla
de erradas. Os leus recaaos podem ser vastos, mas
estao muilasvezesdistMtijl'do lugar onde sao nc-
cessarios. A immenta dtancia do seu territorio
he contra si. A toa capiul esta mil milhas distante
das suas mais ameacadorasou socegadas provincias.
He preciso tres mezes, e a.gomas vezes seis para eu-
xiar soldados aos lugares otdea sua presenca he exi-
gida. Nao ha caminhos de ferro, e apenas exislem
algumas estradas ordinarias para transporta-las.
Sao obrgados a marchar, e o que he ainda peior,
arraslar a bagagem, os pelre-dos de guerra, e a ar-
lilharia por enlre os deserto) inhspitos e nao culti-
vados, pouco habitados e que oflerecem quasi ne
nhum recurso mesmo aos vajanles pacficos. Em
paiz algum podia os caminhjs de ferro serem cons-
truidos com lana faciliddee com lao pouco gaslo ;
em paiz algum sao ellos de tanta necessidade e ur-
gencia ; e comludo, supporaiss existir dous, e al-
guns oulros que estao em projedo. Por isso, quan-
do alguma guerra se dec ara, urna completa campa-
nha se pasa para enlao ao lugar onde sao necessirios. Islo demonstra a ra-
zio porque os vastos exercito* de Oslen-Saken e de
oulros generaes, que j quasi ha um anno foram an-
nunciados a eslarem em marcha para o Danubio,
nunca chegaram i aquel e ro ; porque dos 150,000
a 200,000 homens, que segundo ouvimos dizer, occo-
param os principados.nunca poderara reunir mais de
70,000 ; e esla he a razao porque se acharam nica-
mente 50,000 na Crimea, poslo que j ha nove me-
zes fosse anuo ociado que reforcos de 70,000 tinham
recebdo ordens para marcharcm para alli. O fado
he, que militares morrem ou adoecem no caminho;
muilos ficam alraz uu descriara, e aquelles que che-
gara ao logar do seuMesiiim, se acham em fraco es-
lado por causa de iucalculaveis e umitas vezes de
irreparaveis demoras.
2. O exercito da Russia he muilas vezes um exer-
cito sobre o papel nicamente. Nao s he o seu uu-
mero muito menor do que he publicado as parles e
prels officiaes, como sao notoriamente mal suppridos
com ludo aqullo que he necessaro para pruver
um soldado. Os coronis dos regimenlos e os offi-
ciaes do commisiiriato tcem um inleresse directo em
ler o maior numero possivel noi seui livros e o me-
nor numero no campo, de maneira que possao licar
cun o sodio e as rares da diilcreora entre esles n-
meros. Tambem elles leem inleresse que os tolda-
dos sejam mal alimentados e vestidos, para assim po-
derem ficar com a ilill'.-renca da sorama dada,e aquel-
la que he dispendida com as raees e roupa dos sol-
dados. O imperador d (ao raeuos assim elle er) o
alimento, a roupa, morada, armas e rauoicoes para
500 oo 600,000 homens ; mas qualquer um destes
que esl ou pode se fazer ausente, vale duzentos ou
Irezenlot rubes para algum empregadu ou oflicial
venal ; qualquer par de sapalos ou capote que he li-
rado do msero soldado equivale a urna garrafa de
champagna para o alferes ou major : qualquer mu-
ir, i que he paga pelo governo, masque nao he por
elle comprada, vale a urna bella addico ao sold do
capitn ou do coulralador, Oroubo e o pecolalo fei-
lo por esta maneira he universal em todos os posto,
em todos lugares, e em lodo ramo de negocio. Elle
existe em lodos os departamentos do imperio ; e o
resullado que produz no servico mililar fcilmente
se poder imaginar, e ser cuitoso poder-se exage-
rar.
Esle terrivel e falal syslema he originada por dous
motivos, ambos appreseolam pouca esperanra, pois
que sao inherenles as autoridades russas ; o pri-
meiro he, a inveterada dtslealdade do caracler na-
cional, e o segundo, he a incuravel fraqueza do po-
der desptico. O dolo, o suboroo, o per ul a lo se
eslende por entre lodos os postos do exercito, e sao
ua verdade a parte mais caraderitlica do seu gover-
no. Elles parecem ter pouco conscicncia, e nao
mostrara muilo segredo em pratica-las. Os officiaes
sao mal pagos, epor cousequencia pigam-sea si mes-
mos. Em quanto ao decoro, a verdade ou a integri-
dade, nao moslram possuir algum em seu carcter.
Temos ouvido dizer para aqnelles que os conhecem
que s existe Ires homens de honra no imperio : Wo-
ronzow he um, Nesselrode oulro, e muilos difieren!
em quanlo ao norne do terceiro : Temos ouvido os
estadistas, apesar de serem fortes partidistas da al-
1 ianra Moscovita, dizerem que os Russos sao em lu-
do mentirosos : he esla urna especialidade que lhcs
parleuce. Eolo o poder do autcrata, lao absoluto
como he, e lao vigorosameule exercidu, he inteira-
menle insufticenle para poder resistir este mal. O
que poder fazer om despola que nao tem em quem
se confie ?
Nao ha elasse media que pague imposlos, c insista
em saber como sao elles dDeodidos. Nflo ha iin-
prensa livre, acompanhada de sua vigilancia pene-
trante e omnisciente, para obrigar a honeslidade
sabir a luz e punir os oflensores da lei. S ha um
olho que rea sobre ludo : esle olho por consequen-
cia pode ver smente um canlinho desle vaslo im-
perio. Tudo aqnillo que o Imperador v, ou pode
visitar, he bem executado : ludo mais he despreza-
do ou lem m applicacao. Islo sempre acontece
quando a cenlralisncao e o barbarismo se combioara
enlre si.
3. Ot simples soldados, valentes e intrpidos como
sao, dedicados ao seu czar, e deiprezando i qualquer
privacao, nao lem amor algum a sua arle, nem inle-
resse no objecto da guerra. Se cxceploarmos os re-
gimenlos imperiaes, que se acham perlo da pessoa
do imperador, o soldado russo nao lem zelo pela glo-
zia, nem goslo para pelejar, nem prazer cm pralicar
valerosas emprezas. i
Elle he apenas um escravo, agarrado pelo recro-
lamento econdemnado urna desesperada escravidao
por loda vida. E arrancado familia e Ierra, des-
prezadn por seos officiaes, alimentado com pao ne-
gro, sempre acompanhadode miserias, e muitas ve-
zes com os ps descalcas. Como se pode esperar que
semelhanle Iropa possa fazer resistencia alguma, nao
diremos ao enlhusn*mo francez, nao diremos a re-
soluriu britnica, n3o diremos aos phanalicos e bra-
vos monlanhezes, como Schamyle seus guerreiros,
mas mesmo aos valenlcs Turcos, dirigidos por habis
officiaes, pelejando em favor da patria e de f ? Nao
levemos admirarar de ler que em Oltenitza e Silis-
tra os Russos foram levados ao lugar do assallo s
por ameacas e pancadas, que os officiaes generaes
sacrificaram suas vidas d'uma maneira espantosa, a-
fim de animar os soldados a fazer face ao inimigo, e
que os prisioneiros rogavam, como um favor, de se
Ihes permita entrar no exercito que Ihes linha cap-
turado, do que vollarem para a miseria no caso de
serem (rocados.
Finalmeute existe outra causa da fraqueza no im-
perio russo. Esle vasto paiz he em grande parte
composlo dos despojos que lem tomado s nacOes
vizinhas. He um remend de maleriaes roubados e
mal ajumados. As suas provincias fronleiras estao
cheias d'uma popularan de descontentes, ofiendidos
e inmigos, as quaes nao podendo tolerar suas leis,
ella tem-sc esforcado em enfraquecer e esmagar, e
muitas deslas esperara com maisou menos paciencia
e desejo, o .ibeucoado dia da em inri na cao e vingnn-
ca. A Suecia nao lem perdoado a Russia o ler-se a-
possado da Finlandia,nem 13o pouco sabemos que os
Finlezes eslejam contentes com o seu novo al-
liado.
Pelo contrario os nossos joroaes da sema-
na passada annuncaram algumas desinlelligeu-
cias entre os prisioneiros de guerra Finlezes
e Russos. Os Allemaes da I.ivonia pao estao
ainda de todo bem amalgamados, e o que a Polonia
he e deseja ser, de excusado dizerraos. Os arruina-
dos Ruyardos da Bessarabia amaldir,oam o dia em
que passaram para o jugo russo, e os principados do
Danubio estremecen) com a lembranca de semelhan-
le surte. Como a Crimea foi conquistada e como
lem sido Iratada, j publicamos em um recaotc nu-
mero do mez de selembro.
Os Parlaros daquclla provincia (que apezar de to-
dos os esforent, couslilue melado da populacho) ain-
da que lnguidos e ociosos, se acham totalmente ir-
reconciliaveis, cum alegra lem recibido as nossas
tropas, e com prazer sacudiran) o jugo dos seus in-
flis conquistadores, e reassumiriara sua antiga
grandeza sob a suzerania lurca. Os Cossacos do
Don aborrecen) a Russia com um odio de morle, por-
que ella lem violado os seus privilegios e coslumes,
e todos os anuos condemna a sua juveutude a ser sa-
crificada' em urna guerra a qual elles lano deles-
lam. Desde o grande imperio romano, ainda nao
houve provavelmenle eslado algum que lenha criado
lanos inmigos rancorosos denlro de seu territorio,
ou lenha sido cercado por um circulo domestico tao
hostil.
Ora, eslas Ires ultimas origens da fraqueza da Rus-
sia sao perenues.
Ellas perlencem-lhe como um despotismo, como
um governo central, como um imperio formado pela
conquista e nao consolidada pela conciliacao.
Porlanto, emq oanto lodo o seu syslema nao for
mudado, emquanlo urna elasse media e honrada nao
for creada, emquanlo o seu governo nao for liberal e
perder o caracler de centralisacaoabsoluta, emquan-
lo urna imprensa livre nao for animada e tiver per-
missAo para revelar e denunciar os abusos, emquan-
lo os direilos e sentimenlos dos territorios annexos,
uo forcm respeitados, pensamos que a Russia nun-
ca poderu ser considerada como formidavel para a
aggreisao. Ella lem sido desmascarada, e ser nm
crime se a Europa a temer, ou se submelter as suas
fanfarrices por mais lempo.
(The fconomisl.)
caminho errado, porque se o vigario tomassf a peilo
chama-lo responsabilidade, elle linha Irahalhoe
para um par de anuos, principalmente se respon-
sabilidade elle addicionasse os crimes que lem com-
meltdo e vai commettendo o delegado : o produelo
oo a somma sera inleiramente prejudicial. Nao sei
o que resolver o delegado; sua alma, sua palma, nao
lhe corro o risca. O amigo.Praganna lambem quiz
se melter sebo, escrevinhou um oulro papel com
titulo de correspondencia. I mas eu lhe ehamaret Ta mulher j mora apreseulou-se em palacio, eape-
faz-se em lagrimas, mas nio te atreve a dizer orna so
palavra, porque o l.usano he umdos empregadot as
etpionagens da polica. Ouvi dizer ao juiz Maooel
Andr queja se dizia ler morrido o orpdAo, mas que
promellia faz-lo rettuscilar. Nao lomei por milagre
essa projectada retsurrecao, porque o ex-presidenle
desta provincia o Dr. Pamplona enm suas sabias pro-
videncias fez ressuscilar em S. Goncalo umt mu-
lher, por cujo assassinalo se lirava o proresto : aquel-
INTERIOR.
Essa be boa essa he boa !... Oh que tolice!
como nao cudei nisso anles? Era...
E parou subitamcute vendo madama de Saulieu
que o esculuva.
Bem, doulor, disse Rigaud descendo do andai-
me, basta, o senhur adeviniou; nem mais urna pa-
lavra ()
Toda a companhia desalou a rir excepto Mr. de
Saulieu, que vil desvaneccr-se um bello lyslema
que conceder a respeilo da defeza interior dos cas-
lellos forles.
CAPITULO DCIMO.
Si esbahiz 'ne fu mis hom
ii Com je sai. voir.
Uuledeu. O milagre de Theophilo.)
No dia seguinlc qualro pes'oas, das quaes s co-
nliecimnlo duas, eslavam reunidas no salan meio go-
Idico. meio moderno de O-treval.
As duas pessoas novas com que vamos Iravar co-
versacao eram a senlmra rondessa de Sencuil, e sua
filha mais moca mauamesella Alice.
Herida eslava assentada em uina cadeira daxa
junio da mai, cujas maos tinda eslruilamenle aper-
ladas as suas, e pareca ler-se animado muilo no
fogo de urna narraeao. A irmaa a esrulava inclina-
da sodre o encoslo da poltrona, e devurava cada urna
de suas palavras.
Mr. de Saulieu folheava um novo lvro de ar-
cheologia, que acabava de receber de Pars. Do em-
prego do sapo symbolico na esculptura do seculo
XII, O archeologo eslava absorlo em sua leilura, e
nao lomava parte alguma na cun\er-acao.
Emfim se nao fra elle, cu estara perdida, di-
zia madama de Saulieu.
Querida filha I disse a condessa idrarando a Ti-
lda primognita com emorao. Quanlo me larda ve-
lo para aperta-lo sobre o coracao, para chama-lo
meu filho; pota quero que elle seja meu lildu !
Alice inrlinou a cadera sobre o peilo, e sua fron-
te virginal lingio-se de um leve rubor; ella nao li-
nha sido prevenida de que Mr. de Chavilly viuda a
Seneuil com pretendes a sua m3o; mas alguns olha-
res trocados, algumas palavras pronunciadas em vuz
baixa, e sobretodo a perspicacia singular que lem
lodas as mocas para adevinharem o< pretendenles,
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Rio Grande do Norte.
Goianninha 22 de novembro.
Nao lhe escrevi pelo correio passado, por iucoro-
modo de minha saude ; vou agora reparar eita falla.
Aniel de ludo vou communicar-lhe que o delegado
esl de fe I e vinagre com o vigario, por julgar que de
elle o correspondente desta villa. Tendo-se dado
pnr .aV^.iJ.a.-. r u.ti .--.....-'. .. que tlwu o......11- de
correspondencia, c s nao appellidou desanto
ao vigario : moslrou-me a correspondencia e disse-
me que a mandava imprimir; eu nao pude deixar de
dar-lde a mnda opiniao, e dssc-lde que Irildava um
pasquim J, e diz que o mandar imprimir! A imi-
lacao da furmga o Pragauna est creando azas.
Uizem-me que a mulher do Pedro Prazeres fra
para a capital, e que dra denuncia por escriplo ao
governo contra o delegado pelo assassinalo do filho
de nome Claudino, e que apresentra ao governo o
sudario ou as roupas crivadas de urna bala e dezoilo
carocos de chumbo sobre o peilo : affirmam-me que
o presidente se impresaionara bastante com esta vis-
ta. Asseveram-me que as viuvas de Firmino e Fir-
mo v8o fazer o matura. Nao dou muilo pela Irao-
quillidade do delegado, porque nao he possivel que
esles successos uo deixem um exemplo. Nao me
chegou s mo-a denuncia que a mulher do Prazeres
deu ao governo, logo que me fr enviada lh'a remel-
terei para salisfazer sua exigencia. Al boje nao
se liraram os processos pelas morles do filho do Pra-
zeres, nem pelas de Firmino, Firmo e Florencio,
nem me consta que fosse processado o Jo3o Ignacio,
sem embargo de ler eslado preso na radeia desla vil-
la por quasi dous mezei : j ouvi dizer um bacha-
rel de alto coturno que pela reforma judiciaria os
delegados de polica tem aleada no crime e civel:
ser lalvez esla i rntao pela qual os delegado! pdem
prender e algema. os serventuarios pblicos, quando
indiciados tctcrljne de responsabilidade.
Van-se pistando os dias, e as verdades v3o appare-
cendo : para a priallo de Firmino e Firmo, o Antonio
l.usano foi buscar na Boa-Agua a Francisco Bernar-
do, crimiooan de cien assassinalos : um dos da Iropa
edamado Fnnfloso Freir he criminoso nesle mes-
mo termo^fiero assassinalo de Galdino Ribeiro Bersa,
alm de.qup o Florencio da Cosa lambem era cri-
minoso de morle, mas nao importa este crime, urna
vez que era inspector de quarleirao, e como lal en-
carregado da diligencia. Mas aqu deve Vmc. fazer
pausa c tomar folego, porquanlo, quando a polica
encarregou o Florencio da prso, foi encarando-o
pelo lado de inspector de quarleirao, e'nao pelo de
assassinn ; o mesmo digo a respeilo dos oulros crimi-
nosos, que compozeram'a Iropa, foram como solda-
dos, mas nAo como assassinos : nesla parle est salva
a boa f da polica.
Foi preso ha muilos dias Jos Joaquim de Figoei-
redo, por antonomasiao Contentepara casar com
urna viuva de nome Ignacia : emquanlo correram-se
as proclamas, esleve enlaipado o triste Contente !
Consulte l a algum advogado de fama se as viuvas,
embora de meia idade, eiiao no caso das mulheres
menores do 17 anaojr?^
Antonio Fernandes e o tildo de Filippe Pereira,
presos pelo mudo que fizeram de noite em casa de
Loiz Moreira, foram sollos como j lhe communi-
quei : disse-me o Preganna que s podiam ser pro-
cesados precedendo denunciado promotor. Nao pu-
de crer que isto assim fosse, mas lambem me lembro
que o Pragauna he msico de orelha, e que a alguem
ouviria dizer aquillo. l'ero-lde explicacao sobre o
caso.
Nao me posso esquecer do Francisco Bernardo !
Quando Cicero disse que dous lugares moilo perto
podiam estar muilo distantes, ninguem o soube coin-
prehender : agora comprehendi a raza, a Boa-Agua
he perlo de Bananeiras, nesle lugar o Francisco Ber-
nardo he procurado para ser preso, naquelle he pro-
carado para prender : que distancia que difle-
renca
Talvez lhe leuda chegado a noticia do bicho, que
pelos mallos lem apparecido : eu vou conlar-lhe o
que ouco. o O bicho tem cara de moca, bico de ara-
ra, com pera e bigode, tem um peito cheio e oulro
muredo, he baixo de estatura, mas corpolento e com-
prlo, o raslo denota tres dedos, conlendo cada um
Ires midas, de cor preta acinzenlada, he velocissimo
e constantemente deixa ouvir um grande cntaro.
Segundo a descripc.o que faz o vulgo, s lhe fallara
as pennas para ser o monslro de Horacio. Muilas
pessoas o lem localhado, mas a todat o bicho deixa
com agua no bico, o cei n3o tem licenca de se che-
garcm elle, vallara logo e dao latidos medo. So-
bre o que seja o bicho, sao tantas as caderas quan-
tas as seulencas: dizem que dessa cidade do Recife
lahiram em numero de mil e um, o amigo Pragauna
disse-me que em Guaradra fra muri um dos bi-
chos, e na hora da morle confessra ser um macn.
Veja se me pode mandar um retalho da mesma pe-
ca, que roe oriente no conheciroenlo do lal bicho,
seja elle o que fr, he bem moralisado, ainda nao
deu um s arranhao, mostra ler sido bem educado,
embora seja bicho
Ha puucos dias deram dous tiros de emboscada em
Joaquim Gomes Brrelo, lio da viuva do infeliz Fir-
mino, urna das victimas da polica, felizmente nao
sabio ferido. Antes de agora os liros eram para os
criminosos, agora nem os homens pacficos se contara
garantidos.
Denunciaran) ao juiz municipal supplente Manoel
Audr, que Antonio Lusano manrommunado com
Joaqun, van o i. (nmboiiic 5ova-Cmz) vender um
orphao de nnme Pedro, que era educado em casa da-
quelle Viauna. O juiz procedeu i indignaces, ofil
ciando ao subdelegado, nao sei em que est parado
este negocio. A pobre ra' do orphao com razan des-
(*) He historia.
linham-lhe dilo o que ainda liie occultavam. Alice
nao ignorava que era destinada a Mr. de Chavilly.
Por isso concebe-se fcilmente o inleresse que lhe
inspirava a narrarn da irmaa, eat as menores par-
ticularidades do pequeo drama, de que Oslreval
fra re enlmente thcalro.
A condessa de sua parle nao cansava de interro-
gar, e Herida Dio cansava de responder. J linda
repetido tres vezes lodas as particularidades conde-
cidas do leilor.
Uizc-mc, pcrgunlou a condessa sorrindo, elle
he um bello mancebo, alio, vigoroso e ousado?
Nao sei, miuha mai, nao fiz muila atiene."..i.
respondeu a moca, creio que he alio com efleilo ;
mas ralo posso dizer que seja ousado. Eu me incli-
nara anles a julga-lo limido.
Timidez de mocidade, que se perder com a
idade. He Inuro ou moreno ?
Elle nao he louro.
Enlao he moreno ?
Nao sei dizer.
Como! au ovisle?
Oh mas s reparei em sua estatura dislincla,
c seu ar amnvel. E alm dislo elle tem espirito, e
appareniemenle um conejo de ouro.
Oh! veja que he um mancebo completo, e
que nuda llevemos desprezar para rel-lu cm Se-
neuil. Que dizes, Alice? Sobreludo nao vas mos-
Irar-le inspida com elle como com Saulieu.
Oh I isso be bem .librente disse madamesel-
la Alice.
Sabes, Berilio, que Alice e eu l'o havemos de
lomar brevemente.
Ob minha mai, creio que Vmc. far bem era
deixa-lo pastar anda alguns dias aqui, disse viva-
mente madama de Saulieu. Seu braco nao esl ain-
da bem sarado, e como he o senhor Marliuho quem
o cura...
Ten senhor Martinho me parece mais urna
personagem de comedia do que um medico. Demais
ii3o pode elle ir cura-lo em Sencuil bem como aqui?
Oh! o senhor Marlinho rerommendou lhe mui-
lo o repuii.n, como ao.I,ii a elle dez leguas!... E alm
disto Mr. de Saulieu quer absolutamente consrva-
lo aqui alguns dias. N3o he assim, Mr. de Saulieu|'
O archeologo interpellado relirou afronte do li-
vro, e como nao tinha ouvido a perguula, a fez re-
pela.
J porcebemos que Mr. de Saulieu gauhJra alga-!
ma lOei(So a Mr. de Chavilly, o qual o ouvia com
benevolencia e testemundava lano zelo para entrar
nos sysleinas da archeologia !
Sem duvida, respondeu o castellao, desejo vi-
vamente que Mr. de Cdavilly passe alguns dias aqui,
creio que isso ser conveniente e prudente. Elle pa-
receu soflrer muilo esla mandaa.
Bulto o senhor vio-o? pcrgunlou Berlha com
viveza.
Sim, eslava l ao p da parede das cinco cha-
mines cavando o poco que descobrimos honlem, pois
ou levado a crer que he um poco, e o que me faria
suppor isla-lie que al ao presente n.io lenho achado
ve-tigio algum de poco ou de cisterna em todo o con-
torno da torre; he impossivel que a torre na i lenha
sido prvida de pocos, e como quero esclarecer inlei-
ramente esla questao...
O senhor a esclarecer algum dia, agora s
deve dar-nos noticias de Mr. de Chavilly.
Ad lie justo, disse oarcheologo. Pois bera, eu
dizia que eslava l quando elle passou, parou para
saiidar-mc, c disse-me que ia passear na floresta, e
que nao almocnria cumnosco. Eslava um lano pal-
udo c pareca agitado.
E o senhor deixou-o ir soflrendo assim ?
Elle aflirmuu que o exercicio lhe faria bem.
Esses mancebo- sao lao imprudentes! Sabe
para que lado elle foi ?
Nao ; elle pareeeu-me mui aueioso por apar-
tarle e deixei-o ir.
Mr. de Saulieu lornon a enlregar-se a sua leito-
ra, e madama de Saulieu lanrou sobre o relogio um
olhar cheio de angustia, e disse:
Tres horas, ja passaram tres horas e elle ainda
nao vollou!
Oh o lempo e-la lao bello, observou a con-
dessa, elle se lr entregado ao passeio mais do que
quera. Demais islo deve tranquillisar-nos e provar-
os que nao esl 13o doenle como se poderia temer.
Alm dislo eslimo que nao se lenha achado em Os-
lreval no momento de nossa chegada; assim pode-
mos preparar-nos para reccb-lo mellior, aprenden-
do a m-lhor ronhec-lo.
Oh s quando o liver vitlo Vmc. o conhece-
rt, minha mai, exclamou madama de Saulieu com
calor. Vmc. ver sua fronte elevada, seus grandes
olhosexpressivos, seus cabello! negros...
Como! como? seusgraudet olhos, teut cabel-
nas disseeu sou viva. cestou o processo, e o de-
legado ficou com cara de delegado. Esle caso be
bem sabido, e por ser tobejamenle descoromunal, o
Dr. Taques, no lempo de sua adminislracao, raen-
cionnu-o em seu relalorio assembla.
Aquiandou o teen le Joaquim Moreira, eipertou
lano a proximidade da queda do ministerio, qu
nao pastara desla la nova. Os cantarada! tulitlas
eslSo aos botes, a alegra Irasborda-lhes, eslo a es-
pera das ceblas do Egyplo. Ainda a fu noca nao
fez cahir o ministerio, j o tenenle Moreira declarou
o presidente que havia de ser nomeado. Grande e
pasmosa tem de ser a influencia da prxima ua no-
va, a qual ir bolr al no ministerio Nao dou mui-
to pelo ministerio da la nova, cerlamente ha de ser
um ministerio de la, isto he, doudo. Vejamos se
he verdade o que disse o propheta da la nova.
J escrevi ao inspector da Ihesouraria provincial
a respeilo da exporlacao dos escravos tem te pagar o
imposto da lei; creio que nao receberia a minha car-
la, porque ainda nao appareceu providencia alguma,
vou escrever-lhe de novo, para que a pobre ihesou-
raria nao seja 13o pobre, esle municipio pode dar
animalmente perlo de 2:0009000 rs. para a re-
ceita.
O amigo Pragauna lavou-se em agua de euia : ser-
ve de etervao hi cinco annoi tem litlo, e nao se
cansa em solicita-lo, nao comparece as audiencias
nem d a razao ao juiz porque assim obra : algum
dia elle querer e nao alcancar o Ululo. Na quali- .
dade de amigo ja lhe disse que ha duas consas, orna
las quaet elle deve fazer, o outra que nao deve
obrar, o que deve fazer he solicitar o litlo, o que
nao deve obrar ha extorquir t partee cuttat letivat;
mat o diabo do hornera nao quer conselho*. Ha cer-
lo sucio que vai requerer por cerlidao o provimenlo,
que a respeitu da exlorsao de cuitas deixou o juiz
de direilo na ultima correicao : te assim acontecer,'
adeos Pragaitna '.
Breve teremos cacada; os Pereiras andam em suas
espionagens, quem nao quizer soflrer chombo, ar-
rede-se.
Goze saude e tranquillidade ; he o que muilo lhe
deseja o teu amigo K.
Parahiba 24 de novembro.
Eslava quasi desgosloto a falhar-lhe por esle correio
com a minha mistiva, quando me appareceu Mo-
rete! com um longo cathalogo de fados occorridos,
que cuidadosamente colheu afim de obrigar-roe a es-
crever-lhe ; nao tanto por que teuha inleresse na
publicdade desles, como por qoe ficou invejoio pe-
la piibliracau que fiz do exordio de um discurto com
que o Benlinho me referi o ruge ruge da illostrii-
sima ; e quer que lambem publique um Irecbos do
ultimo discurso por elle ( Merelet) pronunciado na
prxima ses-ao municipal em piol da abertura das
tojas aos domingos, e dias dias santificados.
evendo eu tantos favoret quelle amigo, do qoal
nao posto prescindir, principalmente agora qoe a
qualquer canlo desta provincia surge om correspon-
dente, ii.lo devo esquivar-me a essa pequea lisonja
do amor proprio do meu informante, embora me pa-
rtea aquelle discurso pouco orlodboxo aos principios
oratorio!, grammaticaet, e at lalvez,religiosossab-
bato nullum opus facies Por isso, pois, impunhn
a penna, e eis-me rabiscando papel, e de.veneando.
Seguindo o coslume moderno, devo fazcr-lhe um
susciota narracao do fado, que deu occasiao ao bello
improviso, de oilo diat, do meo Merelet.
Foram feitai no anno passado urnas posturas, que
conlinham certo artigo prohibindo a abertura das
lojai aoi domingos, e dias sanios. Essa disposirao
fui bem recebida pelos caixeiros, maldita pelos pi-
lmes, abencoada pelat velhai beata!, escommnngada
pelos libertinos applaodida pelos dmeos honestos, e
commentada, pelos maldizenlet; mat a illuitrissima
incommendou-se pouco com isso, e ficou descantada
por ler concorrido seu lauto du quanlo para execu-
cao de om preceito da igreja, que ii cahindo em
desaso pela ambico dos logislus. ;
Essa poslura foi approvada provisoriamente pelo
Exm. presidente ; mat a assembla encarregou-te de
oulros aflazeres, cuidou tanto as financas, scilicet
no auxilenlo ,l,i despeza.e diminuicao dareceita que
nao lhe sobrou um momento para approvar ditas
posturas, menoscabando assim urna produccao labo-
riosa da illoslrissima.
Segundo a lei, a tal postura t teve om anno de
execocao, e essa ja passou ; mas hoje, qm lodos es-
tamos acoslumados a nao comprar fazeodas nos dias
santificados, o dignissimo presidente da cmara illut-
trssima, que nao sei se tem projectos de por sua to-
ja, apresenlou novamenle em discussao as taes pos-
turas, tnpprimindo porem o lal artigo fecha lojai.
O meu amigo Merelet, amante do progresso, e da
malerialidadedos melhoramentot, ou melhorameols
da ntelcria, como lie, pedio a palavra,-e pouco mais
ou menos discorreu assim. Collegas, amigos, eu
nao toa dos que esl mais distante de dar cootas a
Deot, porque lenho comido bastantes cajus ; mas
creio que o Creador lem tantos oulros artigos de eoli-
tos negros? inlerroropeu a condessa rindo, nesle int-
le nos dizlatque nao lindas reparado em nada 1
Nao sei como de isso: he verdade que nao re-
oarei, c que esforrando me por lembrar-me de nada
me lembrava; mas agora que nSo pens mais nisso,
a lembranca volta-me naturalmente, e parece-me
que o lenho dianle dot odos.
A condessa filn na filha primognita um olhar
profundo, depois lanrou o olhos sobre a mait moca
como se procurasse eslabelecer urna compararlo, e
dirigindo-se ao genro depois de um momento de si-
lencio, disse-lhe:
Creia-me, Saulieu, deixe-me levar seu joven
hospede.
Que diz ? perguntou o ircheologo pondo o de-
do sobre a linba em que sua leilura fra inlerroni-
pida.
Digo, meu charo amigo, tudo bem considerado,
hei de tomar-lhe esla larde Mr.de Chavilly.
Sim, consiulo ; todava como j o convidamos
a patsar comnosco alguns dias, e sem precisamente
aceitar nosso convite, elle tambem nao pareceu re-
jeila-lo, ser decente que eu ld'o renov. Farei isso
dianle da senhora, ote elle nSo aceitar inmediata-
mente, prometlo-lhc nao insistir. Esta talitfeila?
Muito salisteila. Encarrego-mc de dirigir a
conversacao para esse assumplo.
Mr. de Saulieu deixou recahir a visla sobre o livro,
cujas eslampas eslendia sobre una mesinha, e nio
preslou nen buma atleiieau conversacao de madama*
de Seueu com as duas filhas.
Todas Ire pareciam preoccopada desde om ins-
tante, e depois de terem deifolhado, como he coslu-
me quando senlc-se a necessidade de refleclir, al-
guns lugares commuot ou algum objeclot insignifi-
cantet de conversacao, lodas lomaram emfim um
trabalho de mulher para occupirem os dedos e te-
rem om entrelrnimenlo.
O mais profundo silencio reinou pouco depois no
salSo. Smenle de quando em quando i condessa fi-
lava um lento olhar sobre at tildas, madama de Sau-
lieu lancava ot olhos impacientes sobre o relogio, e
ma.iaii esella Alice tem perder de vista o trabalho,
deixava teut lindos dedos vagaren) ao acaso, e mes-
mo pararem preguic,osamrnte dirigindo t agulha pa-
ra bordar mais fcilmente no peotamento o ponto de
suas longas reflexoet.
(Conlinuar-t-Aa.)
/
MIITII AHO
*
II rnix/n



*^, -
DIARIO DE PERMMBUlO, (UINTA FEIRA 30 DE NOVEMBRO DE 1854.
las par ajustar comigo, que nunca chegar a esse de
trahalhar ao dia santo.
Quanlo a mim foi urna das boas cousas que veio
ao mundo, tirada dos lias sanios, e lomara que j
viesse do resto e dos domingos, porque he un dia
i'in que os nietis preliahos nao quercm lavar os ps,
.linda ao menino Denlo. Eu sei que ineus avs ( II-
nliain suas razn, que o demo me leve se o disse-
las 1 goslavam muilo dos diag de prito, que era para
elles de folia principalmente lias oilavas do Nalal,
l'aschoa e Espirito-Santo ; mas elles eram das tro-
vas, e eu da claridude que segundo um relalorio,
que eu li he, ou foi da predilecto do Jess Curi-
lo. i Aqui mostrou o presidente com um longo
escirro, signal viiivel da impaciencia.
Supii mliai, collegas, que morre um homem, que
quer comprar urna mortalha. Onde vai"! As lojas
eslito fechadas. Ha de ficar o defunlo salprezo em
i-asa...'! O presidente nao pode mais conler-se.
leu um murro na mesa, sallaran) o tinteiro e o re-
tiro, e este pz ceg o Mereles, tal quanlidade de
p he deitou nos olhos, e aquelle p-lo negro da ca-
bera a ps.
F.iil.iu Barauna, que assislia discusso disse:
\ ti o Mere le-, que esta negro, lia de querer os
dias sanios Nflo, senhor, porque lavando-me lico
hraoco como d'antes respondeu o mascarado
amigo. '
Foram tantos os grlot de ordem. os murros do
presidenle.e o bufar dos Irustrissimos, queencerrou-
se a diacussao. e as lojas ficaram aberlas.
Esla pois o meii amigo com o tilulode eximio ora-
dor ; como tal o reconheca ; e d'ora em dianle mais
renpeito.
O calor continua, e cu lenlio soO'rido accessos de
spleen. Se eu Tora ioglet ja estara ao p dos mu-
ros de Sebastopol, para lomar meu quiuho de glo-
ria ou de supapos.
Por fallar n'isso quero queixar-rae de Vmc. por
mandar eslampar no ata Diario o retrato, que llie
lia de um inglez, e niiuha pergunla, apezar de llie
rogar, qu n3o inserisse laes cousas, que devem ser
reservadissimas.
O seo descuido, que nao posso althbui-lo a mali-
cia, rendeu-me urna jura e ameaca, de S. i. vice-
consolar W Oh jes elle paga mim... God...
se mim panha e urna... yes... nao sabe mim esse
pom...
Senhor '. Senhor Por tilo pouco 1 Mas
homem nao me emende Pleae sir Eu nao sei
o que digo, mas o Sr... Iraduza la urna cousa de pe-
dir qne modifique S. S. e me nao declare o blo-
queio.
Ora, islu he com Vmc. ja vio com o demo as ar-
ma '! E lambeio aoode chega a arrogancia, a lolei-
ma, o quixotismo, a maoia dos pontaps !
S a rir, ou a chorar. Ueos me d paciencia.
Pastemos adiante. Anda esperamos pelo resul-
tado do ataque de Sebastopol, e coosla-me, que te-
remos muitas bombas, fogueles e bichas. Muilos
l'rrah, e Gods save the Queen Ueos os traga, por
que estamos em urna insipidez horrivel.
Cunsla-me que S. Exc. nao quiz para o ceinilero
ncm o terreno alm da ponte du San lia un. em quelhe
fallci, e nem mesmo o um que eu entenda Gcar mi-
Ibor collocado ; mas sim nm lerceirn,que tica na an-
tiga estrada do engenho raca, aue lambem erado
interior, ante* da factura da ponle.
Eu nao examinei pessoalmente esse local; mas,
pela pnsicao parece-me bom. Prncurarei v-lo e se
o achar preferivel ao oulro di-lo-hei com franqueza.
A limpeza das ras desla cidade tem ido com al-
guma demora falta de trabajadores, porque aqui
mnil.i genle se empresa do productivo far niente,
que alm do mais, corroboro as fibras.
S. Exc. tem desenvolvido urna aclvidade espan-
tosa na prisao dos criminosos, e vai rolhendo muilo
boos resultados.
Bastantes canarios que aodavam fura das gaiolas,
csiao boje recolhidos e amaneando.
Passemos lista do Merclesaulbenlicada pelo Ben-
linho.
A sociedade thuggal ja conta em seu scio algumas
senhoras.nao sei bem te ta! uome cabe a semelhanles
harpas, peiores qne as anligas lambe-gUholina, da
Franca, oveja :
No dia 27 do mez lindo, foi assassinado no lugai
Doninha, termo de Ara, a infeliz Joanna, por sua
commensal e companheira Kachel Mara da Concei-
'..o. Algum dos nossos Adonis de siroula foi lalvez
a causa do furor dessa nova Megera. E diga que o
pobre tambem uao sabe amar, embora seja la a seu
modo.
Foi encontrado pendente a urna arvore, no lagar
Mariagao, termo de rea, Marcos de Mello, junto
casa de sua residencia, que entendeu de livrar a Ier-
ra de seu peso, dependarando-se pelo pescoro. L>-
zem que fez essa asneira com saudades de sua mu-
ylher, que luha partido de-la para a lerrivel, sem
q.Hue para isto concorresse directamente como o ma-
ride^.
O rejo de Ara parece-me que so celebrisar na
historia), pela* grandes paixes, fundamento das
grandes J*$ci5es. Uns zelos fizeram urna roulher ma-
tar sua coir(!panheira de casa ; um amor fez um ma-
rido fazer o que poucostem feilo, apertar de mais o
canal respir aloro. Se continuaren] assim com tal
efervescencia os airelos dos homeus e mulheres do
Brejo, breve reclamam colonisacio.
. No dia II edo andante, pelas 7 horas da noile, o
prelo Maiheo.s, eacrnvo de D. Ignez, moradora em
Coquerinhos espancou fortemeute a Joanna Mara
do Espirito Santo, e mdou-ee.
No dia 12 leudo sido preso pelo delegado de Ara-
runa, Francisco Bernardo, foi morto pela escolla, a
prelesto de querer usar contra ella de urna pistola
que lomou a um da mesma.
Na Urde do dia 14, na Babia da Trado, termo
de Mamaiisuapc, Antonio da Costa, eseu mano Cos-
me da Costa, mais um escravo daquelle de nome
Joao, fizeram urna assuada, naqual foi roorlo o par-
do Josi Severno pelo dito escravo, Foi preso este,
evadiram-te aquellos.
No dia 21, no Ingar Juriripiranga ou PfdrasdcFo-
go, qualro individuos foram capturar dous prelos f-
gidos de Joao Cavbante do engenho Couceirgo, do
tormo de Nazareth. liouve resistencia e morreu um
dos aprehensores e ontro ficou gravimente ferido.
Os dous prelos foram capturados pelo Dr. chefe de
polica, que anda se acha em Pedras de Fogo.
S. S. tem all prestado importantes serviros, e
esla com o fio na raao, que tem de guia-lo ua desco-
herta dos criminosos pela morle de Barlliolomcu Ro-
drigues, eBectuada brbaramente em Pedras de Fo-
go. Pode capturar Melquades Jos da Fonseca e
Vicente Ella, indigilados como participantes daquel-
le crime. O primeiro coafejssoii que foi incumbido
por .... por..... de fazer aquelle servico, sob pm-
messade um cavado, um clavinote o oOjlXX) rs, em
dinheiro ; mas que o seu clavinote falhou fogo, sem-
pre que leve de desfechar naquelle finailo, pelo que
o ganho foi dado a oulrem.
O criminoso Jlo iie Siqueira, que seachava na
eadeia de Mamanguape, e j processado, ponde es-
capulir-se, lomando um clavinote da guarda, a qual
disse que fosse haver do subdelegado um oulro, que
llie havia lomado.
He dos que se pagam porsuas maos.
I indou-se no dia 20a segunda sessao do jury desla
capital. Foram julgados 8 processos, contendo l:t
Tos, e desles, 8 presos e > aliancado*. Ilouveram
oilo absolvic/ies c cinco conderaiiares, sendo urna a
morle.
Essa pena foi imposla a um individuo que deu
passaporle a sua mulhcr com urna porreo de agua
Corta misturada em oleo de ricino.
Foicomleranado unnimemente pelo coosclho ; e
\ eremos o que decide a relarao, de cuja decisSo
pende a deliberar.io.
Tcremoa muilo breve um exemplo em favor dos
uiimigos do jury, c sustentadores do bet/uismo, a
cujo numero tenho a dUtincta de nao perlencer."
Enlenda-me bem, ao numero dos suslenladores he
que eu nao per lene".
Esla j va longa em demasa, o miuha lellra vai-
na lornaudo indecifravel ; por tanto faro ponto aqui.
eso lenho a desejar-lhe venturas e felicidades, gor-
dura,formusora, dinheiro e bom goslo, tranquilidade
e paciencia por muilos e muilos anuos.
A!vosailo escollado pelo reo o esludanle.Joao.Ca-
pislrano Bandpira de Mello.
Ro Joao Francisco Ferreira acrusado por (cnlali-
\a de morte contra Joao Barbosa.
Feila I Chamada, as dea horas da manhaa. achan-
;lo-se prsenles 48 senhores jurados, o Sr. presiden-
te lidiaron .iberia a sessao.
Foram mulla lo-os juizes de fado que faltaran!,ja
mencionados as acias auleriores.
Foram dispensados da presenle'sessao os senhores:
M noel Joaquim Mauricio Wanderlev, juiz de paz
em exercicio do segundo districlo da freguezia du
San Lourenro da Malla, Caetauo Percira Goncalves
da Cunha, de menor idade.
O reo nao apresenlou rol de lesleniunhas.
Foram sorteados a aprasimculo das parles para
julg amento da causa os jurados seguimes :
I ir. Pedro i',.indiano Kalis e Silva.
Francisco Aulonio Pereira de Brilo.
Joaquim Flix Machado.
Barllioiomeo liuedes de Mello.
Manuel da Silva Ncves.
Amonio Alvcs da Fonseca.
Joao Francisco Bastos.
Aulonio Kv cardo Anluues Villara,
Joao Francisco Maia.
Antonio Rodrigues de Albuquerque.
Joaquim Pereira Bastos.
Dr. Amonio Vrenle do Nascimenlo Feilosa.
Foram recusados pelo Sr. Dr. promolor publico
Dr. Juao Pedro Maduro da Fonseca, Joao Aulonio
Pedro Maduro da Fonseca e Joao Antonio Paula
Rodrigues.
O roo nao recusou um s juiz de faci.
Consta do libello da promolora publica, que leu-
do Juao Barbosa ido a casa do roo pedir a iidemni-
saeao dos damnos causados em sua lavoura pelo ga-
do delle, o mesmo reo ordenara ao sen escravo de
nome Vicente que o malasse, e efTeclivamente sof-
frera um tiro, do qual entretanto nao morreu. O
promotor publico susleiitou o seu libello allegando
que eslavam provados os seus arligos, e que o reo
devia ser condeiiinado no grao mximo do artigo l'J7
do cdigo criminal, combiuado com o arlicu i: disse
0 reo em sua defesa que elle nao mandara malar o
Joao Barbosa, c que o (ro nelle empresa I o fra da-
do sem ordem sua. Comando a historia do acunle-
cimenlu disse: que estando em sua cas no dia 1 de
marco do anuo panado fra accommettido por Joao
Barbosa, eque armado de urna faca exiga pagameu-
lo de damnos que lite causara tea gado, e como na
occasiao eslivesse su e sem dinheiro nlgom para
ronlenlarao nietmo Barbosa, o convidara para ira
tasa de Andr Alvcs Gama, onde chegando o cha-
mara para referir o acomendo, c depois fra cha-
mar ao crioulo Vicente, o qual appareceu em come
panhia de Vicenle to Moule e Minoel Aleixo. De-
pois da presenea dessas pessoas Joao Barbosa fugia
para evitar a prisao que contra elle decretara a ora
dein do chefe de polica, e sendo perseguido pelo-
ine-inu Vicenle c Aleixo, a quem apenas dissera qu-
o prendessem, dcsapparecera de suas vislas, e pas-
sailo algum lempo onvira um tiro, que se diz liavcr
sido dado por Vicente: o advogado de-envolveu a de-
fesa do reo, dzendo que elle nao poda ser condein-
nado como mandante criminoso, que se llie mpiils
porque elle nao exista, nem das mesmas peas dos
aulns se poda colligir seinelhanle mndalo.
Findos os debates foram proposlo os quisilos ao
jury, que a todos respondeu negativamente, por una-
nimidade; o reo foi absolvido.
A sessao foi adiada para as dez horas da manha
do dia seguinle.
Levantuu-se a sea.so as Ires horas e meia da larde.
Urna correspondencia da Gallicia, enviada ga-
zela de Ausgbourg d as infnrmaroes seguinles so-
bre os preparativos nililam da Austria :
A reunan das toreas militares em nos-a provincia,
em luaar de demiuuir, angmenla lodos os dias. Por
loda parle erguem-sc forlilicaeoes, principalmente
em Cracovia. Lemberg parece lambem dever for-
mar o cenlro de um campo cnlriiirheiradu.A direc-
rao militar das tropas da Moldavia parece partir da
Gallina. as duas provincias lia perlo de :10 regi-
menlos de ravallaria austraca. A Auslria < tem
:18 regimenlesde cawllaria; suppondo que os :io regi-
menlos de que traamos se componliam por parles
igiiie- deCOvallara pesada e avallara ligeira, islo
darla 34,440 cavallciros, quesuppe l"o,(K(() deu-
fanlaria, islo he, irm eserello de 225,01)0 liomeus.
As estradas taUo cuberas de tropas desdo Czerno-
wilz al Cracovia, e a cada nstame se enconlram
cnmboys militares. O enlliusiasmo que excilou na
populaeao o pensamenlo de una guerra contra a
Hnssia lio incrivel; seria una veidadcira guerra na-
cional.
lina caria de S. Pclersburgo citada pela PrtHt
diz que a reserva da suarda imperial que se compe
de :<0,000 homeus acaba de ser chamada para o ser-
VCO activo. O imperador, diz este jornal, passou-
llies revista, e aproveilou-se desla eircurnslaocii
para ibencoar na frente de suas Iropas, os graos du-
ques Miguel e Nicolao, que devem passar para o c\-
ercilo activo, segundo dizem. A benco leve lugar
com loda a pompa. Ambos os graos duques ajoellia-
ram-se para recebe-la, e (odas as (ropas se ajoellia-
ram lambem.
iv'ao obstante o que j aiinunciamos a respeilo da
viuda do imperador .Nicolao a Varsovia, a gazela de
Aogtbonrgse obstina em acreditar, que se traa s-
ineutc de una visila que far o grao duque herdei-
ro presnmptivo, para inspeccionar as Iropas da guar-
da, cujo commaiido elle e\erce.
Parece que se confirma a passagem do Danubio
pelos Russos e a entrada na Dobrudsrha ; mas na opi-
niio do r.loijd, este movimeuto nao lera lodo o al-
cance que lite dan as Tullas allemaas : he apenas o
resultado de una simples muilanca de fronleira, exi-
gida pelas ultimas manobras do exercilo oltomano,
que iucessanlemenlc se reforra com uovos contin-
gentes.
lin despacho dirigido de Vicnna confirma as no-
ticias dailas cima. Vienna, segunda fcira. Um
despacho que conten noticias de Balaclava, dalado
de 11, d informac/ies positivas sobre u siUiarao dos
negocios em frenle de Sebastopol.
a O bombarileamento da cidade nao llalla anda
comcrado nesla dala, mas os Rasaos haviam tomado
a iniciativa, e eaohoavam vigurosainenle ns traba-
llios das sitiaotes desde odia II. O despacho ac-
cresccnla que as balas ou nao aloncavain os Iraba-
Ihosouos Iraiispiinbam, eque o fogo da praea nao
"II,'ei 11 a i- alliados resultado algum aflliclivo.*
Esles ullimos esperavam que loda- as baleras
estivessem em linba para comee ir o fogo. Desde a
vaporado despacho, islo be a 13, aatavam prompias
as baleras ingle/as; mas as fraocezas, cuja grama
arlilbara que desembarcara no cabo Chersoneso
posteriormente ao desembarque da dos Iuglezescm
Balaclava, s ronlavam acabar de montar as suas
bateras na manilla do dia 15.
Euiao as baleras ingleza e franceza deviam ser
descobertas ao mesmo lempo.e comeear o fogo simul-
l,ni,Mnenle c com vigor em loda a India.
REPARTIQAO DA POUCIA.
Parle do dia 20 de novembro.
lm.eEim. Sr.Partecipo a V. Exc. que, das
dilTerenles parliciparcs boje recebidas nesta repar-
lcao, consta que foram presos: pela subdelegada
da freguezia do Renife. o pardo Joan Jos de San-
t'Anna, por desobediencia ; pela subdelegara da
freguezia de S. Jos, Jos Jaciutho Eliodoro de
Azevedo, para averiguacOcs policiaes; pela subdele-
gara da freguezia da Boa-Visla, o preo Joo, es-
cravo de Dominaos da Cunha e Silva, por foRido.
Dos guarde a V. Ex. secrelaria da polica de Pe--
nambuco 20 de nuvembro de 1851.lllm. e E\m.
Sr. roiiselheiro Jos Benlo da Cunha e F'igueiredo
presidente da provincia,O chefe de polica Luiz
Carlos de Paira Tei.ceira.
COMUNICADOS
DIARJO DE PRMICO.
II"nii'in, pelas onze horas da manhaa, virou e
fui ao fundo no| ancora,louro de descarga a galera
insl-'/a D'-hij. i-onsisnada aos Senhores C. J. As-
lley iS Cnmpaiihia, devido eslesoccesso a pouca es-
labeliilade desla embarcaran, c achar-se descarrega-
da e com lastro de menos do que deveria comportar.
A capitana do parto logo que leve coiihecimenlo de
estar ella em perigo mandnu em seu soccorro; mas
foram baldados os meos que empregou, e Irata de
l'a/a- l,i remover do fundo, havciido anda esperaura
de que continu a navegar.
AS LOTERAS DA PROVINCIA.
Tiveram andamento no dia 28 as rodas da lotera
da matriz da Boa-vista, que fora annunciado para o
dia2i, em que nao leve lugar por incommodos de
saude do respectivo lliesuureiro. He esla a 1. lo-
tera exlrahida sob os auspicios do Sr. Francisco
Antonio de Oliveira, que, para ae-re litar a sua me-
recida nomeicao, nao se lem poupado a fadigas, c
prejuizos com que ha sempre hilado. Nao'he, por
cerlo, a ambicao do lucro que levou S. S. a aceitar
o rargo.quc lhe foi confiado. Corajoso,e sempre de-
cidido lem arroslado a ludo, c desempenhado a sua
missl i de Ihcsoureiro. Dolado de um carcter ge-
nerosa, chamou para sua Ibcsouraria amigos com
quem lem repartido as vanlagens que desse cargo Ihe
devem resultar.
Anda joven e possuidor de alsuma fortuna, e In-
dependenle.naobcsilouarrronlarotoarKos.qucsellie
iam antepondo; e boje se acha firme,e cada vez mais
decidiiloa nao abandonar o campo onde se collocou,
iuiililisaiido desl'arle cortos boatos de que S. S. pre-
tenda deixar a Ibcsouraria, para a qual foi cha-
mado.
O Sr. Francisco Aulonio de Oliveira esl isento
de qoalquer idea menos justa, que por ventura se
Ihe queira altribuir, nao s pelo lado da ambirao,
como pelo da incapacidade. A esta se oppe o "seu
genio active c perspicaz, e aquella o mais reconhe-
cido dc-inleressc que ha mostrado com o risco e pre-
juizo, anle os quaes nao tem recuado.
Prosiga o Sr. Oliveira na missao honrosa, que Ihe
foi confiada ; applique a prudencia e tino, que Ihe
i.ao fallam, e a provincia bem dir aquelle que urna
s vez nao especulou com o srdido inlcres-e.
mista j eram baslaule ainarjuradas. O Podeslal
de Florenia eslava apaixonato por Francisca, mas
esta desprezava semclhaute piixao, e s cuidava no
seu Fa-io. Alinal, em um ibs saraos de Patio em
que se apresenlou Magdalen., Francisca ficou louca
.le ciumes. O Podestal qui lambem tinha coucor-
rdo a Testa, procura excitar iscium.es de Francisca,
c diz-lhe que Patio se achau n'um sallo, prodiga-
lisaudo linezas a Magdalena. Cora semelhante de-
clarado Francisca torna-se furiosa, e diz ao Po-
de-tal, que o nico nieio queeiiconlrava para cha-
mar Fasio a seus deveres erareduz-lo a sua condi-
e8o primitiva. I) delirio douine fez que ella rc-
velasse ao Podestal a vcrdadeiti causa donde provi-
era a sbita riqueza de Fasio. O Podestal, que es-
tranliaya, assim corno os habitintes de plorenca, a
ausencia de Grimaldi, dirige-s; ao subterrneo, ceste
examina lodos os raulos, e emonlracom o respectivo
cadver. Chama os seus guadas, e manda prender
Fasio, processa-o, e dentro dedous dias o alchmisla
he con letnuado a morrer no patbulo como autor
do assa-sinalo de Grimnl li. No momenlo em que
Fasio caininhava para o radifalso apparece l.elio,
que havendo passa,|0 iS horis em urna casa de jogo
-oiibe enlao que o alcliiinista ia morrer como autor
da morle do avarenlo. l.elio interrompe a mull-
d.lo, e diz que Fasio he inuoicnte, e que elle era o
verdadeiro criminoso. Fasio lii posto em liberdade
e l.elio vai expiar o crime.
O drama be escrpto em \ers c n'um bello cslylo,
em que ae ostentara asmagniliiencas poticas do au-
tor do Monte Cliristo ; mas iifelizmcnte a respec-
tiva Iradurcao do Sr. Dr. Isnaio Jos Ferreira em
vez de ser urna Iraduccao livn, como foi aununciada
he a mais litteral que se poilia fazer, est clieia dos
gallicismose das impurezas lo lingiiasem, que se
ubservam em quasi lodos o-Irabalhos Ueste genero.
Enlre os grandes defeilos qte se encontrara sob a
relaeao de linguageni, alen da palavra rous no sin-
gular, Ira lu/ida por vos, nolamos o vocabulo mon-
seigneur, traduiido lillenlmenle pelo lerrao por-
luguez Xlimstnhor. Nada era mais risivel do que
ouvrmosdar aumenndeo iratainenlode monseiiAor;
mousenlior entre nos lie un titulo honorfico que se
da a cerlos membros da igieja, e n'outro sentido, se-
gundo se falla, a um bispo,a umarcebispo, um prn-
cipe ou a oulro qualquer nembro de urna familia
real, qner dizer, votM .excellcncia reverendissima,
vossa alteza ou vossa cxcellencia. Tambem vemos
o vocabulo gentilhomme t-aduzidoservilmenle pelo
vocabulo oeittil/i'/niem. Cra, gentilboniem em por-
lugoei exprime um.i calhegoria de cerlos ululares
da corle ; de mancira que a palavra gcnlithmnine
era trance/, deve traduzir-separa nossa linsoa pelos
vocabulnsnobrefidalgoctc, e nunca pelo lermo
gentilhomem que ueste casi he gallicismo. Final-
mente anda encontramos ;s expresses brave hom-
me Iraduzida malerialmenb pela expressaoftraco
homem.Si urna maguilici ignorancia das duas lin-
guas p,i,lena autorisar lamiuboarrojo. Brave Itom-
me, na arceprao em que isou Alexandrc Dumas,
quer dizer, homem honrado, homem de bem ele,
ele. Basta de exemplos.
Nao pensamos que logo depois de nossa nltima re-
vista, na qual a iustica nos pcrmitlio julgar os di-
versos actores sob urna retacao benigna, nos visse-
mos hnje obrigados a segu r lao depressa um caminho
diverso. Com effeilo, a primen,i representacao
do alchimista foi pessima, c por isso nos abstemos
de fazer buje critica alguna a c-te respeito, aguar-
dando a repetidlo. Pondo de parte um ou do.s ac-
tores, nenhum mais sabia a parle resperliva. He
esle um dos defeilos raa:s nolaveis em um ador,
pois que todas as vezes qte elle entra a gaguejar, o
espectador parda a Musan, enao ha nada mais in-
suporlavel n'uma representacao.
O Constante.
mar S?nliago, para effeilo de se proceder a exame
uas asignaturas das relacoes de moslra e mappas
dos mezes de jullio coulubro, c documentos aline-
aos, ludo do anuo de 1852, sendo nessa occ isiio
appre-eiitadir- pelo dilo ex-capitao os documentos
menciouailos na sua pelcao, a saber: cinco rela-
ce- de sidos rcmeltidos para os deslacamenlos das
iiitl'erenles comarcas, as quaes sendo recebidas pelo
dilo juiz, foram sugeilas ao exame dos mencionados
peritos, que depois de confrontaren) as assignalu-
ras das sobre,litas cinco relacoes, das relacoes de
mostra e mais documentos a ellas annexos, relativos
aos mezes de jullio e outubro de 1852, com diffe-
renles assiguaturas do supplicante em varios docu-
mentos archivados nesla dita Ihesouraria, declara-
ra m os predilos peritos que sem duvida sao falsas
as assiguaturas das sobrodilas cinco relacoes apre-
senladas pelo supplicante, as das relacoes de jullio
e oulubro de 1852"; e bem assim, no raez de julho
a relarao das praras que descontaran] em favor do
hospital, sendo que o mappa demonstra achar-se
assgnado pelo lerceiro, commandanle Sebasliao
Antonio do Reg, no mez de outubro, ambos os
mappas annexos a respectiva relaeao, onde liguram
assignaturas do supplicante, delararam serem falsas
por lerem os mencionados peritos pcrfeilo coiihe-
cimenlo da firma do supplicante, e nada mais decla-
ra rain, de que liouve dilo juiz o exame por lindo,
deque fiz o presente, em que assignaram com o re-
ferido juiz a parle e peritos. Eu Joaquim Fran-
cisco de Paula Esleves Clemente, escrivao o escre-
vi.fiis e Silva,Francisco de Salles da Costa
Monteiro.l.uiz da Costa Portocarreiro.Firmi-
no Tlteotonio da Cmara Santiago.E logo no
mesmo dia, mez e anuo tetro declarado, nesta ci-
dade do Recife e secrelaria do corpo de polica, on-
de se achava o Dr. Alcxandre Bernardino do Res
o Silva, juiz de dreilo da segunda vara criminal,
comiso escrivao de seu cargo, os peritos nomcados
tabelics Francisco de Salles da Cosa Monteiro e
l.uiz da Costa Portocarreiro, e o cx-capilao do mes-
mo corpo de polica Firmiuo Theotonio da Cmara
Santiago para elfeilo de proceder a exame as re-
lacoes de moslra perlcncentes aos mezes de julho
e oulubro de 1S52, c sendo estas presentes pelo
commandanle dosobredilo corpo, declarar .ni os pe-
ritos serem falsas as assignaturas do mesmo suppli-
cante, de cuja firma leem elles peritos perfeito co-
nhccimcnlo, e nao leudo nada mais a declararera
os referidos peritos, liouve dilo juiz o exame por
lindo, e mailitoii juntar aos aulos os cinco docu-
mentos Bpretentados pelo snppHeante, dos quac-
faz menean o precedente lermo de evaine, e que
fossem esles aulos entregues; (atigooa o refer lo
juiz, perilos e a parle. Eu Joaquim Francisco
de Paula Esleves Clemente, escrivao, o escrev.
feis e Silca.Franritro de Salle* da Cotia .1/oh-
leiro.Luiz da Costa Portocarreiro.Firmino
Hieotonio da Cmara Santiago.Juntada.E lo-
go no mesmo dia, mez e auno, nesla cidade do Re-
cife, em meu escriptoro, juntei a esles aulos os cin-
co documentos que aliante se seguem, do que fiz
esle lermo. Eu Joaquim Francisco de Paula Este-
ves Clemenle, escrivao o escrev. E nada mais se
conlinha em dilos documentos aqui copiados que
eu tabeliao de paz abaito assgnado fiz copiar em
publica forma do original que me foi presente,
apensoscm uns aulos de exame, ao qual me repor-
to, o rccoiihero verdaderos de que dou f, e lornei
a enlrega-los a quem me apresenlou, e vai esla sem
cousa que duvida faca, conferida e concertada, es-
cripia c assgnada nesle primeiro dstrcto de Nossa
Senli,ira da Paz, Treguezia dos Afogados, lermo da
cidade do Recife, pruvincia de Pernambuco, aos '20
de novembro de 1851, do auno do nascimenlo de
Nosso Senhor Jess Chrislo. trigsimo terceiro da
independencia do imperio do Brasil. Eu Manoel
Jo* Mauricio de Sena, escrivao o escrevi.
Em f de verdade. O escrivao Manoel Jos Mau-
ricio de Sena.
PERNAMBUCO.
JURY DO KEGIFE.
*.' iMtao' ordinaria*
Da 28.
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Clementino Car-
Oblivemos dous mim no- do Journal du lacre de
2I> e 27 de oulubro, Iraziilos pelo brigue Belem,
ebesado do Havre, e delles exlrahmos as noticias
sesuintes:
Acerca dos negocios da Crimea, sabia-se apenas
por intermedio de dous despachos de fonle russa,
que Seba-topol fora bombardeada, durante os dias
17 e 18 de oulubro.
Os Russos confessam urna perda de 500 homens, e
sem injuriar a veracldade bera conhecida do princi-
pe Menschikoff, pode-sc crcr que os Hussos nao li-
sera m menos de 1,200 morios ou ferdos. Ora, se-
melhanle perda nao poderia resultar de urna ca-
nhonada conlra as forlificares voltadas para o lado
de Ierra ; perianto, presumimos que as esquadras
alliadas obraram contra os fortes vottados para o
mar, eque lera acontecido alguma cousa doqne foi
previsto pelo relalorio de Mr. Olinphaa, que du-
rante muilo lempo esleve ao servico da Ru-sia em
Sebastopol. Esle honrado cidadao inglez dizia que
os Russos seriam suffocados pelo fumo dos seus pro-
prios canhOes, collocados as baleras recitadas, leu-
do apenas dous metros de altura, e sobrepostas u
mas sobre as oulras.
Na ucca-iao da partida do corrcio de 18, diz o des-
pacho russo : os navios nao liuliam recoraecado o
fogo ; mas as baleras de Ierra conlinuavani pela
sua parle.
L'ma caria ao Sierle refere o seguinle : o prnci-
pe McnschikolV se achava enlre Sinpberopole Sebas-
topol com 25,000 homens, inclusivo ns reforcos j
recebidos. A iinpossibilidade cm que se acham as
(ropas que elle ospera de seguir o caminho Iracado
ao longo da cosa, sem se expor ao fogo dos navios
alliados d lugar a que se penseque o principe nilv
peder reunir mais do 50,0:10 homens, esca-samenle
prvidos de vveres e de munices. Ora, seraelhan-
te exercilo, anda querhegue a lempo, uo leria for-
ea para obrigar-nos a levantar o assedio.
Em uraa correspondencia de Conslantinopla data-
da de 15 de outubro l-se t L'm medico militar da
as sesuintes informaces acerca da utopsia do ara-
dla! Si. Ain,ni i : a abertura do cadver nao
deixou duvida alguma sobre a molestia : o mare-
chal morreu realmente do cholera. Verificaram-se
lambem leses internas que Ihe provocaram moles-
lias graves e frequenles. A mor parle do pericardio
era asede do grande inllanimacao. A aorla eslava
consderavelmenle inteirissada. A utopsia apresen-
lou um horrivel incidente. O enfermeiro que a-sis-
lio aos me,lie- en car regados desla penosa operaeao,
foi atacado no dia seguinle pelo cholera, c sucum-
bi.
O ttonileur publica urna caria muilo honrosa di-
rigida a mulher de Si. Arnaud por Napolean, em
que esle d os pezajnes a infeliz viuva. O conselho
de eslado discuti um projeclo que liulia por objec-
to conceder urna pensao de 20,000 francos a liad.
de Si. Arnaud, c ao mesmo lempo se oceupava com
oulro projeclo que eleva a igual quanlia a penso du
mulher do marechal Bogeaud.
A Sublime Porla crdenou que se eleva-e o ef-
feclivo los refurriM unviuiin* o Crimea a :i",o va [.
mens. Esles reforcos sero transportados a Sebasto-
pol por comboys successvos organisados em Varna
e em Coiistanlinopla.
Por va de Trieste recebcu-se o despacho telegra-
phico seguinle : a Trieste, quarla-feira 5 de oulu-
bro. Na occasiao da partida du paquete de Cons-
lantinopla a l. lodas as tropas disponveis da suar-
uicao deviam embarcar para a Crimea. Muilos va-
|,ores liuliam chegado de Balaclava com homeus le-
ridos que rcpelliram urna sorlida feila por 36,000
Russos da guaiuieao de Sebastopol.
a O borabardeamentn devia comeear a Ib, ou o
18, segundo oulras rolicias.
a O quarlel de Sculari as-im como una nao turca
servain de hospilaes.Alm dislo o hospital Sinvrua
coul.-m 3,000 leilos.
As ultimas noticias de Trebizonde dizem que a
missao do lente de Schamyl junto dos Abclia-e-
malosrou-se. u
Ojornaes nglezes annunciam que segundo um
desnach i de Marselha.Eupaloria fora uovamcule lo-
mada pelos Russos. 0 silencio das correspondeucia-
francezasnos permlle considerar esta noticia como
inexacta.
O jornal de Coiistaulinopla refere o triste ucou-
leciraenlo seguinle : A 1 de uuluhro Mr. de l)am-
pi-rre, oflrial, ajudanle d'urdens do general Bos-
quel vottara noile ta etqaadra, onde lnha janla-
,lo ; eslava a cavalto, acompaiihado pelo Dr. Mou-
rol c por um caeador. 'I'inha de caminhar Ires le-
guas para cliegar ao acampamento. Tomou muilo
para a e-,pierda, e foi sorprendido por una grande
guarda rus-a. Eiilreloulo pode livrar-se e parti a
galope, com os don- compaiibeiros, escapando m-
raciilosamenle a U'ua descarga que alliraram sobre
elles; mas o carillo de Mr. Dampiere foi ferido t
cabio. Os Rossos apri-ionaram esle ollcial, e o con-
duziiam para Sebislopul, onde aliual se acha e he
mui bem tratado, segundo dizem.
A nidein publica na Hespaulia permaneca inal-
leravel, e os dilTerenles ministros eslavam preparan-
do os respectivos relatnos para serem aprescnladus
ao rmigrc-so con-liluinle.
Um despacho lelegraphco, vindo da Ageucia-lla-
vat, proveniente de ionio russa diz o seguinle :
a Pelersburgo 26.O principe Menschikoll avisa
que na imite de 20 para21 o fogo dea Russos respon-
deu com vantagem ao fogo do inimign.
Os estragos sotlridos pelas forlificares da pra^a
s,io insignificantes. O fogo cessou do lado do mar.
a Havia chegado urna parle dos reforcos rossos ;
esperava-se o reslo.
Publicaram-se muilas condecorares, concedidas
neiroda Cunha.
Promolor o Sr. Dr. Antonio Luiz Cavalcanli de
Albuquerque.
escrivao o sr. Joaquim Francisco de Paula Esleves aos bravos que liveram parle no trumpho alcauc,ado
1 em Alma.
Clemente.
THEATRO DE SANTA ISABEL.
O Alchhnista, drama em 5 actos, por Alexandre
Dumas, primeira represenlacao na noite de 25 do
corrente.
Todos sabem que durante o esparo de 15 scculns
a alchimia, essa "ciencia ele realidades e illusoes,
exerceu um immcnso prestigio no mundo, e nesle
longo inierv.illo nao houve urna s pessoa que esca-
passe a essa suprema loucura dos no-sos anlepassa-
dos. Fortuna, ambirao, existencia, ludo era sacri-
ficado a n.iasacao da pedra philosoplial, e de um
elixir que prolongaste indefinidamente a vida hu-
mana ; ludo era sacrificado a soluc-lo desse problema
eterno, do qual rcsultou a ehimica moderna como
urna realidad". Os alchimislas dividiam os melaes
em duas calhegoriasmetaes perfelos, e melaes im-
perTeilose eslavam persuadidos, que sendo achda
a pedra philosophal, e lancando-se esla com os me-
laes imperTeilos n'um cadinhn, conseguiriam os
melaes perfeitos : o ouro e a prata. Foi esta scien-
eia do passado, que se est renovando em nossos
lias, que deu nascimenlo a producro de Alexandre
Dumas.
la-io era um jnaleiro, natural da Florenea, cuja
repulae"io de perfcilo artista altrahia-lhe urna nume-
rosissima concurrencia. Mas assim como aconteca
a lodos os homeus de seu lempo, lambem linba sido
atacado pelo conlagio da alchimia, e por -isso a sua
vida era absorvida pelos Irabalhos da profissao, e
pela procura da pedra philosoplial. Era ca-a.io
com urna formosa mulher chamada Francisca, que o
amava apuixonadameiUe. Em coiisequeucia da
perfeicao e bom go-lo, que raraclerisavam as obras
de Pana concorriam a sua oflicna as personagens de
ambos os sexos mais dislincl.is e elegantes da aristo-
cracia de Florenea.
Em o numero desles frequentadores euconlrava-
-e urna bella mulher de uome Magdalena, e o conde
Lelio, amante desla, os quaes oruinariamcnlc mo-
nupolisavain asjoias preciosas da ollicina do alch-
misla ; e por causa da belleza e dos allralivos de
Magdaleoa, Francisca cxperimenlavaalguns riume-,
mas estes zelos nao liuliam fundamento real. Com
eileito, Fasio viva quasi entregue a solucao du pro-
blema, e para este lim lnha um laboratorio onde
passava lodo seu temnoem successivas experiencias.
Junio ^ babilacao de Fasio morava Griuialdi, velho
usurario, possuidor de una fortuna fabulosa, que
havia adquirido por mcios reprovados. Reeeande
que a sua casa fosse damnificada por causa de uraa
das experiencias de Fasio, dirise-se morada desle,
e ordena-lhe que se mudaste de sua casa em conti-
nente, porque lemia alguma cataslrophe. Fasio
oppe-seans projedosd) velho, e alinal por meio da
quanlia de seis ceios escudus consegue delle um
'prazoraznavelpara poder mudar o seu eslabeleci-
mento. Entretanto Fasio continua as suas experi-
encias, e de una deltas rcsulloii urna explosao, ve-
rificaiido-se uesl'artc os receios do avarenlo. A ex-
plosao patenteou urna porta, na casa vi/.inh.i daquel-
la cmque morava Fasio. e pela qual se ia ter a um
-ilii,-i i ,, uildc i.iii.l.l, liuvi.i ,., t.,, -,:...! .. aou
iinmenso Ihesouro.
Como era natural, esla porla disperlou a curiosi-
da.le Ue Fasio, o qual Iralou de verificar o que con-
linha o escondrijo do avarenlo. Na occasiao cm
que Fasio luha penetrado no subterrneo, ouve
passos da parle de fora, e Irata de occullar-se. Gri-
inaldi cnlra s com uina lanlerna accesa na mo,
examina o subterrneo, e como nao eucontrasse
nada que causasse suspeila, lira urna chave, abre o
cofre ; nesse entretanto enlra Lelio, o velho aasat-
ta-se, e furioso Irala de cxpellir o sobrinho ; mas
este, em cousequencia da \i,la devassa, que passava
entre ojoso e "as mulheres, acba\a-se axlauslo de
recurso-, e por issu n.ij poda obedecer asrdenselo
lio. Alem disto Grmalili cootervava em tea poder
ama parle da fortanad i conde Lelio, e era esla parte
que lie viaba reclamar ao avarenlo. E-le, sordo
pos rosos, s supplicas. as anieaeasde l.elio, despre-
za-o e ordena que se retire. Lelio perdende tudas
a- e-perane it de obler a sua heranea, que se achava
em poder de Grin il li, crava-lhe um poobal no pai-
to c o atiende morto i o chao, enUto vai ao ihesouro
e anodera-se de nina poreBo de ouim. Nesle enlre-
unloapparece Fasio pie havia observado a acea
precedente, Lelio attiisla-ie. mas o alciiimista ju-
ra-llte que aquella legrado detceria com elle ao lu-
iiiulo, enlfloo eondea vista desla generotidade do
joaleiro, dil-lhe que elle poda lornar-se muilo rico
apossaudo-sc do re-lo lo cabedal que exista no co-
fre ; mas Fasio detprcxa as propostas Ue l.elio, e
quer retirai-se. Em conseqneneia da obstinars)
do alchmisla, Lelio e nprega todos os recursos para
persuadi-lo, e diz-lhealiual, quea podra philosoplial,
que elle procurara na lanos anuos, era aquelle
miro accumulado peo velho usurario ; que doliese
devia apossar, porqu alias ostro qualquer se enri-
quecera com I imanlio cabedal, e no caso em que
elle se utilisas-e do < uro, oeeuparia um lugar dis-
linclo entre os nobn s e os ricos Ue Florenea. A
vista de-lasrazes o alchmisla codea, e apoderou-se
do onro.
Fasio volla para ca-a, c diz a mulher que havia
achado um Ihesouro immenso, que naturalmente
lena sido proprie.lade de alsum estrangeiro, e que
com cuja po-se elles se loruariara una das familias
mais ricas de Florenea. Dis-e Ihe lambem que era
misler guardar seinelhaule legrado, mas para coho-
nestar e justificar a sua fortuna repentina, coiivinha
dizer que a riqueza era o pruduclu de sua ciencia.
Dalii cm vanle Fasio aduplou oulro llieor de vida,
Iralou de dar saraos, e franqiicou as suas portas a
uobreza du Florenea. Aos seus feslins concoma
tambem a bella Magdalena, amante de Lelio. Os
ciumes de Francisca ao tomando cada vez maior
consistencia, de sor e que a sua vida e a do alchi-
Srs. Redactores.Tendo apparecido no Diario de
boje, em urna puhlicacao a p; lido, a seguinle passa-
gem: Nao viran lodos que coiheciam o fallecido Cos-
ta, quea enfermidade que o levou a sepultura durou
poneos das, para nao dizer horas, como pois pagar-te
s de bitas 8H;000'.' Como pagar-se a um medico 1105,
a oulro 303000, a oulro 203000.a oulro 2OS000; ele. e
me diz respeilo a segunda parcella. que elTecliva-
menle recebi e de que passe recibo, e nao querendo
que alguem se persuada, que approveitei essa occa-
siao para pedir o que me nao era devido, vendo
declarar, que essa quanlia nao me foi dada pelos
cuidados prestados ao dilo Costa un ultimo ataque;
pois, eslaudo no sitio, nao ai-lto-o nesla molestia,
mas em oulras anteriores. As pessoas. que conhe-
ciam o fallecido Cosa, sabem que desde muilo eu
era o seu medico, e que elle quinze dias antes des-e
ataque linba lido um oulru de cungestao cerebral,
da qual eu o havia Iratado por e-paeo de oilo dias,
que fui i]u,iii i,i j .se achava quasi reslabelecido,
que Ihe sobreveo o ataque de que falleccu. Os Sr-,
Manoel Buarque Custodio e mais visiuhus c amigos
seus sabem deslas particularidades.
Kecife 20 de novembro de 1851.
Dr. Joao Ferreira da Silca.
iiiaiii
Srs. /eductores : Posto que emendo que a al-
lencao publica se nao deve oceupar com questes e
negocios parlicul-ires, neni seja a imprensa tribu-
nal competente para se venlilarcm e apurarem di-
reilos iudividiiaes, todava proveendo pelo Sr. Fran-
cisco Lopes da Silva, nao devo deixar passar des-
apercebidas algumas inexactides de urna historia
mal cunta,la por elle, em urna correspondencia pu-
blicada no seu liariodc 27 do correle, com otV-n-.
sa da verdade e insidiosas insinuares coulra mim.
Tralarei, pois, nicamente de rectificare restabele-
rer a verdade dos Tactos occorridos entre mim eo Sr.
Lopes. Tendo apparecido nos ns. do Diario de!8, 21
e 22 do corrente mez, um annuncio do Sr. Custodio
Manuel de Magalhaes, a quem nao lenho a honra de
couhecer, d'zendo que lnha justo e contratado com
o Sr. Lopes, a sua toja de calcado, sila na ra do
l.vramento n. 19, e que disso prevena a quem se
arhasse com dreilo a ella, para que o deelarasse no
prazo de tres dias, passados os quaes nao leria lu-
gar leclainaeaa alguma ledenle mesma hija, eu
que a linba vendido, nao ao Sr. Lopes, mas sim
ao Sr. Joaquim Ignacio de Carvalho Men,lenca, re-
cebido em pagamento um escravo doenlc de urna
pona e duas lellra- de 4005 re. cada urna, aceitas
pelo Sr. Carvalho Mcudoiic,a, c abonadas pelo Sr.
Lopes, com declaraeao de que provinham da com-
pra da dita loja. as quaes anda nao foram pagas,
por nao eslarcm vencidas, mas que tem hypotheca
tacita e legal na loja vendida, pois que nao m fiei
s na sarautia do Sr. Lopes, e que va assim de
apparecer urna das minhas garanlias, julguei de
meu dever declarar que a dita loja anda eslava su-
jeila ao pagamento das ditas letlras, o que fiz por an-
nuncio publicado us ns.do Diario de 22 e 23 do cor
rente, para que o comprador nao podes-ie cm lempo
algum allegir que comprara em boa fe. Nada mais
natural, visto como obrei dentro da orbila dos meus
direilos, com lisura e boa fe. Enlrelanlo esse meu
procedimenlu lao justo e razoavel excilou as iras do
Sr. Lopes, que vio assim desconcertado o seu pla-
no ; e deu lugar a vir publicar no Diario de 25,
que. visto nao ter mais bens com qui pague as let-
tras que garanti, posso cu lomar conta da loja,
que segundo diz na sua correspondencia, a que res-
pondo, acha-sereduzila importancia de.>7:<9710 rs.
era armac.io e fazendas pelo seu balance Decida
pois o publico iuiparei.il, a vista das declaracoes pu-
blicadas pelo proprio Sr. Lopes quem sera o logra-
do, se eu, ou o aanrado do Sr. Lopes, a cujo res-
peilo proleslo exigir desse senhor a devida explica-
cao em juizo competente. Em quaulo a ter-me o
Sr. Lopes dado por fiador da sua palavra honrada
o lllm. Sr. Dr. Vicenle Pereira do Reg, he falsa
semelhante aercao. que uao passa de urna le\ an-
dado do Sr. Lopes, que s deseja envolver nesle
negocio o nonio de pessoas eslranhas a elle, com
quem procura indispnr-me. Para prava da sua
honradez appcllou anda o Sr. Lopes para os annuu-
eios publicados nos ns. do Diario-l\6, 217 e 218 con-
lra o Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueiredo, nos
ques declarando quaes os seos debilos, menciona as
duas letlras garantidas ao Sr. Joaquim Ignacio de
Carvalho Meiidmica, seui todava fazer menco de
meu nomo como seu creuui, que uc ccnu ni ,,,,"-
urna prova de sua boa f! A venda da loja de
calcados, na ra do l.vramento n. 19, feila ao Sr.
Carvalho de Mond.nn; i foi um logro lao grande pa-
ra elle, como allrma o Sr. Lopes, que esle mesmo
a pretenden para si quando j eslava jusla com
aquello senhor,
O que fica expendido he bastante para que as pes-
soas sensatas ajuizem deque lado estao a raigo c a
boa f. E, pois, declaro que nao acouipanharci o
Sr. Lopes, nos cus pueris annuncios e correspon-
dencias, reservandu-mc para oppnrltunimcule fazer
valer o meu dreilo per.nilc os Iribunaes do paiz, se
assim for misler. fcjilrelaulo, com a iaanrelo des-
la snccinla retpeeU ao Sr. Lopes, milito obligaran
os Srs. redactores ao seu a-signante
.liilonio Ricardo .Intimes tillaba.
Recife 28 de noveiubro de 1851.
EU
4 PEDIDO.
Para que melhor se eellheca a imporritilidmle,
com que procederam a meu respeilo os cnnsronriiKO*
protectores do ei-major Jos Rabello Padilba, oil'e-
reeo a consideraeao do publico o domnenlo abaixo
transcripto. leo resultado de um exame, quea
reqiierimeulo meu mandn fazer o juiz de dreilo
em firmas, que se me atlribuiam, e que pelo mesmo
exame se verificou lerem sido loriadas. E releva
advertir, que alem de-sas relacoes oulras anda e\i*-
tem na Ihesouraria, em que a miuha firma fui fur-
ladi, e que se nao esterillen u exame a ellas, pur
nao quero-lo fa/er o Sr. juiz de direilo Alexandre
Bernardino dos Res e Silva sem aulorisaeao da
presidencia.
Entretanto quem be que assim me furlava a fir-
ma para locupletar-se com o meu compronietlinien-
lo ? Tres leslemuiihas, que depozeram no conse-
lhodegtierrediicui'qiieoex-major Padilba era o man-
dante denai gtMilezar, mas a pesar de ludo os leaes
amigos de-se lilbo da foi tuna amentaran] que devi-
am condemnar-me a mesma pena, a que foram for-
rados a condoiona-lo!!! Firmino Theotonio da C-
mara Santiag.
Auto de e.rame.
Anuo do nascimenlo de Nosso Senhor Jess Chris-
lo de 1853, ao- 19 das do mez de novembro do dilo
auno, nesla cidade do Recife, na Ihesouraria provin-
cial, onde se achava o Dr. Alexandre Bernardino
do Res e Sl'a, juiz de direilo da segunda vara
criminal, comigo escrivao de seu cargo, os peritos
lomeados labclliaes Francisco de Salles da Cosa
Monteiro, Luiz da Cosa Portocarreiro e o ex-capi-
tao do corpo de polica Fumino Theotonio da Ca-
AO PUBLICO.
Muilo se agastou o Sr. ex-commandanle do corpo
de polica Joao do Reg Barros com o que em mi-
liba defeza disse no Diario de 23 do corrente, e fa-
zendo alardo de sua illibada rep*.l3c\o, de sua hon-
ra immaculada, ei-lo no Diario de 29 a exlravasar
sua bilis contra mim, e a dizer, acompanhado do
cortejo de grosseiros insultos, proprios mesmo de
quem lem urna honra tao immaculada, que, se-
inelbaiica da virgindade da mulher, jamis liouve
o menor sopro que Ihe toldae o brilho, e Ihe of-
fuscasse o esplendor, a dizer, repilo, que sou ego-
sta, que me alegro com os males alheios, e que he
um balsamo para a miuha dor a dos cutres. Ora,
seja tudo pelo amor de Dos.
Confesso que nunca vi o Sr. Joao'do Reg Bar-
ros lo moralista, como agora, depois que nao sei
por que magia foi julgado livre de pena e culpa, e
absolvido pelus rectos e honrados membros do con-
selho de guerri, e se soubera que o Sr. Joau du Re-
g eslava lao penitente a puni de resignar-se a
-oller qojabpier pena, abracado com a f evanglica,
como evpiacio de peccado*, em que o tenha feilo
incorrer sua honra immaculada, cerlamenle nao
leria ido perturbar esse novo anacoreta na ua so-
litaria Tbebaida. Mas ja que es-a f evanglica,
com que vive abracado o Sr. Joao do Reg Barros,
eque, o laida sollrer resignadameiil uina sentenca
eondemnaloria. qne ne-sariamente linba de toldar
o brilho e olfatear o e maculada, e priva-lo consegunlemenle dessa t/r-
gindade de mulher, nao foi sufliciente para faze-lo
soitrec resignadameiite duas palavras, que em mi-
uha deTeza disse, cun quanlo me achasse na con h-
C3o de ciiiideiiinal i, permilla-me o Sr. Jo3o do Re-
g Barros, que, apezar de sua honra immaculada
e de sua virgindade de mulher eu continu a de-
Tender a miuha repulaeau. Tazendo aquillo mesmo
que Smc. procura Tazer, apezar do ascetismo a que
se acha entregue. E se ha uisto egosmo de miuha
parle, se he islo alegrar-me com os males alheios,
e procurar na dor dos outros lenitivo r.iinha. nao
he o Sr. Barros o competente para decidir, e sim
o publico a quem me dirijo, e que decidir enlre
nos com imparcialidade.
Nao tenho a louca vadade de applcar-me epilhe-
los, que a igreja tem considerado como privativos
d'Aquella que fui predestinada para Mai de Dos,
e que por isso mesmo que em seu ventre tinha de
encarnar o Verbo he a rreatura nica, que se pode
e deve considerar immaculada ; mas o Sr. Joao do
Reg Barros, que nem quer que um sopro Ihe tol-
de o brilho e olfusque o esplendor de sua honra
immaculada, que considera igual virgindade da
mulher, deve cuiivir que eu lenho direilo de zelar
e defender a miuha repularao, nao toldada cm seu
brilho e ofTuscada em sen esplendor somenle por
um sopro, mas atacada de frenle. conculcada por
urna sentenca iuiqua, extravagante e infundada. E
se para exercer esse direilo, se para salvar mioha
repiiiae"io e moslrar que nao fui cu o delapidador
desses diuheiros extraviados no corpo de polica,
para destruir as apparencias, que me poderiam fa-
zer condemnar, cumprc-mc provar quem os rece-
beu, quem os converleu era seu proveilo, quem
pralicou todos esses manejos Infames, tudas essas
tratadas e ladroeiras, que se pratcaram com a ca-
pa da noile n'um mysterio impenetravel, manejos,
tratadas e ladroeiras, de que oinguem devia ter
mais ciencia do que o Sr. Joao do Reso Barros,
que rommandava o corpo, e aulhenticava conse-
siiiiiioni.Miie com sua assignatura todos os prels ti-
rados em duplcala, em que esl o egosmo de mi -
nha parte, quando levanto i capa da noite para
ver-se odia, e descortino o mysterio, que sejul-
gava impenetravel, para que ao clatao do mesmo
dia, se vejam e cotillee.un os a-ulores dos manejos
infames, das tratadas e ladroeirai'! Pois devra
eu resignar-me a passar por autor desses manejos
infames, dessas Iraladas e ladroeiras, devra eu re-
signar-me ao labeo de delapidador, para que o Sr.
Joao do Reg Barros conservasse sempre inimncu-
lada a sua honra '.' Devra eu carregar com as fal-
las alheias para nao ser arcusado de alegrar-me
com os males alheios, e de achar um balsamo mi-
uha dor na dor dos outros?
Quzera que o Sr. Joao do Reg Barros dissesse
se, passaudo por urna ra, onde grilassem
pega ladra.i e sendo agarrado corno o tal. alraz
de quem corran), deixaria de dizer quem era ver-
daderamente o ta Ir", que houvessc visto e co-
nneciuo, liara au m.....n- ogvUt*, .i.v.r
se com os males alheios, e nao buscar um balsa-
mo sua dor ua dor dos oulros. Mas para que a-
perlar assim com o homem, se com o celebre altes-
lado com que procurou defender-se, nao fez mais
do que adrar sobre o ex-major Padiiha aquillo
mesmo, quejulsou marear a sua honra inmacula-
da 1
Mas delxemos de parle a f evanglica do Sr.
Joao do Reso Barros, para pergunlar-lhe, he ver-
dade oque dissemoa oaniol Receben oSr.Jola
do Reso Barros o prel geral, de que le nienc.lo ou
nao '.' Recebeu-o ncoutesUvelmenle ; pois que nao
s o diz esse pobre alleslado, que apresenlou, se-
nau u Sr. Joao do llego mesmo o contesta. Asura.
se os cnlresou depois ao ex-major Padilba he nego-
cio, que enmpre ventilar com elle, e uiugucm me-
lhor lo que o Sr. JoSo do Reg Barros deve saber
os myilerios que linba cun o mesmo .najor Padi-
lba. Par lano, a verdade baque o Sr. Joao "io
Reso Barros receben um prel. Mas anda nao be
ludo. Qual be a fe que pido merecer um docu-
mento gracioso, passado por quem no conselho de
guerra jurou, que os prel- foram entregues sempre
aos comintndantet de eompanhia, ou aos inferio-
res por ordem desles f E nao v o Sr. JoAo do Re-
g liarros como esl mal contada c-sa historia '!
l'ois, quando me-ino o vago-mestre fosse quem re-
cehesse o prel da Ihesouraria, havia ile ir logo
casa do Sr. Joao do Reg Barros enlrega-lo para
o Sr. J iSo do Reso enlrega-lo depois ao major'.'
Nao devia antee ir procurar o quarlel -mostr para
Ih'o entregar, ou mesmo Bear com elle pira no ou-
lro da entregar '.' E se houve essa entrega ao ex-
major feila lego no dia seguinle pelo Sr. Joao do
Reg Barros, como permanecen o atiento no archi-
vo do quarlel-meslre, declarando que o prel fra
receido pelo Sr. Joilo do Reg Barros'.' Como se
passou ludo islo sol a capa da noile, c n'um mys-
lerio impenetravel. nao me leudo o Sr. Joao do
Rege Idrro-scieniiliciilo nanea de coasa algum i"'
Nao quero ser mais ltente, o Sr. Joao de Reg
Barros iusullou-me. provocoii-mc : pois bem, lera
o goslo de ver que fui muilo cu loso com Smc, e
se em minhas publicarse- ulteriores apparecer mais
algum sopro que tolde o brilho e olTu-que o esplen-
dor de sua honra immaculada, a si impute.
Firmino Theotonio da Cmara Santiago.
Recife 29 de setembro de 1851.
LITTERATliRA.
I MA NOITE NA CIDADE DE LONDRES.
(Conlinuacao.)
Miuha segunda ub-cr\,ic,o recibi sobre atmulhe
res do paiz que em vez de chapeos proprios de seu
sexo, usam bous e bellos chapeos redondosgrossei-
raraente poslos obre suas louc>s de rendas, o que
Ibes d ares dilTerenles, segundo as eslaluras, porm
lodas ellas ficam uniformemente ridiculas. Para que
fosse conseqiicnlc procurc em Baugor, porm em
v3o, homens que se cobri-sem com os chapeos de
que usam as mulheres, trabadlo intil, isso uao me
causarasorpreza. A respeilo de mu laucas nos osos
admillidos, esla he assaz nolavel, pens e eslou da.
poslo a provar que ns Inglezcs nao acham grandet
difliculdades quando se Irata de salisfazer os capri-
chos de sua imaginara.
A's quatro horas um agudo assobio que parlia de
um dos combovs que se ilirigam para a eslarao an-
nuu,ioii-no- a* rhegada do combov de Londres. E
s bongo horas da mesma noile lomavamos a direc-
C3o da enseada de Eaton; o estrepito causado pelo
movimento das chapas que rangem debaixo das ro-
das dos carros e das locomotivas com um som triste
e regular disperlou-me de um somno de rosas, no
qual ligara as mais lernas lembranras a projeclos de
formidaveis refec,es adubadas por qualquer cozi-
nheiro parisiense.
Tratemos de urna nutra especie de observaces,
vou conduzi-Io a um genero de iiidagacics o enlre-
te-lo com os especlaculos mu especiaes de que fui
Icslemunha.
Durante o oulouno ao occidente de Londres, esse
Wesl-End Ua celebre pelos seus caes e criados em-
poados, esse Londres cralim da riqueza e do luxo es-
l completamente datarlo. A gente retra-se para
seuscastellos; e ah os cardadores enconlram perdizet,
lebres e phases; alm disso. approxima-se o lem-
po da ceil'a e os amantes das caradas experimenlam
grandesprazeres na persegoco das raposas; emfim,
at ao mez de marco, essa habitaees inmensas le-
r3o muilos visitadores, as intrigas dos mancebos eos
oain,oes se desenvolverlo, e al prxima prima-
vera, se Dos quizer, quasi todos se converterao em
casameulos: Picando os oulros para a mesraa cstacao
do anuo vindouro.
Em urna oulra extremidad da cidade, a vida dos
negocios e do com memo nao fica estacionaria; exis-
te a mesrn* Pebre, a mesma gritara no seio Ueste for-
migueiro chamado cidade, onde ae tratara os nego-
cios m.mires de mundo nos escriplorios mais sombros
c mais Irstes. Militares de carros alravessam em
lodas as direcfes sem parar um s instante a sua
marcha, emfim a existencia da vida ahi se aprsenla.
Na direecno do porto c das docta existem quarlci-
res dos quaes 1 lie leis fez o theatro de suas obser-
vaces e de seus dramas, e em cujas ras naaceu Oli-
ver Twisl, lugar esse onde cerlamenle nao appare-
ce mais que a vigsima parle dos Inglezcs de Wesl-
End.
Por urna consequencia bem simples, senli um vivo
desejo de enliar no coiihecimenlo dessa vida subter-
rnea, e tocar com o dedo o lado inferior de um
mundo que tao bem sabe occultar suas chagas quel-
les cuja curiosidade se satisfaz com as apparencias
exteriores. lia muilo que eu quera approveiar-me
da primeira occasiao, para visitar cases lugares de
lautos ni% -leria-; porm essa occasiao nao se olTere-
cia, pois fallo o inglez apenas para me fazer compre-
hender, o que nao he baslaule para alrever-me a
lauto; alm disso nao tendo quem me guiasse, nao
liiih i dados exactos para noite descobrir o meo ca-
minho no meio desse ddalo de mas obscuras e obs-
truida- ; emfim, cu o confesso francamente, nao de-
sejava de maneira alguma osleulando uina coragem
intil, e sem 1er certeza do -ucce-so, receber ao en-
trar no primeiro casebre que se me offerecesse. um
li'dlainenlu proporcionado minha iniliscrieao e
vollar triste e arrepeudido cora algum dos meus olhos
vazados ou algumas coslcllas quebradas, alm de ou-
lros de-so.ia- que tornara impossiveis a um estran-
geiro estas invesligaces physiologicas.
i iraca- a urna caria de inlrn Tuccao dada por um
amigo, para urna alia personagem da polica, oblive
com a maior amabilidade a promessa de que dous
empregadosseriam poslos minha diseripcio para a
nica noile de que podesse disporem Londres; ere-
solvi-rae a fazer as minhas invesligaces na mesma
noile para o que disse aus meus introductores que
seachassem s nove horas no lugar de minha resi-
dencia.
A' hora marcada os meus companheiros compare-
cern! ponlualmenle, e com toja a polidez se poze-
ram as minhas ordens.
A quem lenho eu a honra de fallar, senhores?
Ao inspector **.
Ao inspector **, foi a resposla successva desses
senhores c elles accresccntaram ; por onde quer o Sr.
comeear'! absolutamente como se eu soubesse o que
ia ver.
Roguei-lhes que dirigissem nossos passos, e que
me dissessem se oslrajos mais que modestos com que
me preparara para as circuiustancias, eram sufli-
cienles para a sociedade com a qual me proponha
passar a noile. Elles Iranquillisaram-rae a esse res-
peilo e preveuiram-me que nao guardaste cousa al-
guma as algibeiras, recomnien,lacio mui intil e
que j lnha previsto.
E-leja cerlo, me disseram elles, qae se levar algu-
ma cousa nao \ ol ira com ella para casa.
Eu Ibes dei o dinheiro que era necessaro para o
pagamento de nossas despezas de bebida as laber-
nas, o subimos para o carro s nove horas e um quar-
lo, um dos dous in-peclores assen(ou-se sobre a bo-
lea, e o oulro ao meu lado, coofesso-lhe que achei
nesse momento bem original a minha siluacjao I Eis-
me camini,indo para fazer uina investigacao demo-
lida secreta, s Dos abe cm que lugares '. Eslou
bem convencido de que ser esta a nica vez era que
assistirei a feslas semelhanles.
A conversacao cmquanlo caminhavamos alravez
do longo caminho que separa do Banco o bello quar-
leirao, isto he Saint-James e Piccadilly, no cenlro
da cidade, foi inteiramenle nova para mim; meu
amigo o inspector deu-me todas as informaces a
respeilo dos ladres e bandidos priucipae* de Lon-
dres, e perguntava-me com muila slinplicidade, se
tal ou tal modo de roubar exista entre nos. Con-
fesso-lhe humildemente que respond um pouco ao
acaso, promplo a falsear as deas do inspector inglez
obre muilos ponlos. Aconselhoi-lhe que lesse os
M\-tenes de Pars para maior sesurauca: a minha
felicidado quiz que elle fosse nalualmcnle mui ex-
pansivo, e nao posso deixar de rir quando me recor-
d de Indos os furtos de que me falln.
Ha la Inies. di-e-me elle, que tem o coslume de
tirar as bolsas das algibeiras da genle.
Perdoe-me, disse-lhe cu, para um ladr.io he esse
o coslume.
O Sr. o vai ver; elles vasam essas bolsas em suas
algibeiras, e tornam a colloca-las na da primeira
pessoa que se Ibes aprsenla, e desle modo nunca se
pode encontrar em suas maos urna prova do crime.
Em um dia. acrescenlou elle, appareceu-me un
sujeilo que trazia qualru bolsas, que encontrara em
suas algibeiras sera saber o como all foram parar c
eu fui obliga lo a dar-lhe explcales. Essas pes-
soas sao l.io astutas que eu me abrigo a fazer com
que emquanto o Sr. atravessar uina porta, seja ron-
bado por um homem que esleja encostado a ella e
do qual (enha desconliaucas.... e assim he ludo o
mais. Finalmente peco-lhe que durante todo o
lempo de nossas invesligaces observe com cuidado
as pessoas que vir, porque quando sahirmos, lerei a
honra de nomea-las, pois que poucos exislem que
eu nao couheea.
Era esla a miuha inlenrio, e logooffereceu-sc oc-
casiao de por maos obra.
Aira/, do Banco de Inglaterra, nosso carro come-
COU a entrar em ras completamente desconhecidas
para mim, ras mui estrellas, onde muitas vezes
nao havia seno o e-paco necessaro para Um s
carro, todas Iluminadas a gaz, e construidas se-
ini'lh mea das oulras da cidade, he una'cousa ad-
miravel que essas habilares de ladres c asmamos
lenham o exterior das mais honestas e tranquili.
casas. Depois de rail e urna vollat que me deso-
rientaran! completamente, o carro parou diante de
um mu bello edificio que linba um perislyllo sus-
lenlado por cuiamnas, c nos deseemos.
Acbavamos-nos nos banhos de Whte Chapel, no
caes Ifoulstou. Nao crea que esses banhos sejam
como aquellos que depois vislei ; meus guias, por
amor proprio mal entendido quizeram primeira-
mcnle mostrar-me o remedio .roles do mal. Os ba-
nhos liuliam sido fechados quasi a urna meia hora,
porcm em nossa auencao um homem gordo e asth-
malico acendeu o gaz o inlroduzio-nos. Aqui eu
poderia niini-lr.ir-lhe um prospecto ; porm nao
leudo Ullerette algum lio negocio, tenho o direilo
de descrever as minuciosidades c dizcr-lhe o quanto
admirei a ordem da casa. Dar aos pobres os meos
de conservar ora accio completo, nao s quanlo a
pessoa, porm anda a respeilo da roupa he urna
idea de -.....mu philanlropia. Muilos philanlropos
se uceupam com a talvacSo das almas, isso faz maior
eslron lo, cusa meuos dinheiro e ninguein verifica
us resultados dessis conversos numerosas. Porem
os fundadores des-es banhos, assim romo os das ha
hilantes para homens. onde me conduzirain ao de-
pois, execularam uina obra boa e proveilosa, e tem
direito a um verdadeiro lecouhccimcnlo.
Eis cm poucas palavras a divisao da casa. Urna
grandeealdeira eollocada no cenlro do edificio en-
cerra ao mesmo lempo a agua necessaria para os
banhos e para a varrefa. Os hauheiros etilo cada
um cm uina cellula repara la, sendu forrados de
ferro eslauhado ou feilos de louca vichada, a com
una limptia perfeila ; as orlas d madeira branca
constantemente lavadas com agua de sabioappre-
reutam o ar de nma frescura completa c inspiran!
confianza. O ettibelceimento fomece os prepara
do ponteado, e a duracio de cada banlin he de meia
hora ; o prero lixo para os banhos de primeira clas-
c. he do seis pennv. ou Uoze sidos de Franca, e
para os da segunda classe dous pcnnvs ou qualro
sidos ; a nica dill'erenca enlre essas duaftla-si-s
da banhos consiste em que na primeira aquelle que
te baulia pjdemndilic.il o grao, grai;as a mu sjs-
Icma de lorneiras que girain era dous scnlidos. ora
para agua fra, ora para agua qucnlr, cm quanlo
que na segunda classe be necessaro chamar um dos
'homens do servico da casa.
O|}ereccndo-sc-inc occasiao. eu nao hesitara em
tomar um dos banheiros do segunda ordem, porque
declaro, que nao eucoulrci em sua construrco dif-
ferenra alguma dos oulros. porm tal nao he o gos-
lo dos habitantes do lugar c o amor proprio os faz
mais amadores dos de primeira classe. Lina ven-
lilacao bem regularisada no cimo do lelhado de vi-
dro da sala, permlle que baja urna temperatura
igual e sullcientemenlc quenle.
Pastando desla sala a visnha, arharao-nos em
urna inmensa casa de varrrla, ahi cada mulher lem
um pequeo quarlo com uina baca bstanle gran-
de, onde pode derramar, sra \i- a Ires lorneiras
dilTerenles, agua fra, quenle ou vapor. Quando a
varrela esl feila. altos enxugadores dispostos ver
licalmenle em um numero igual aos dos quarlos,
permitiera suspender os pannos esecca-lns em quin-
ze minutos, finalmente laminas em todo o compri-
mento da sala servem para rugommu-hx. Os fer-
ros aquentam-se no immenso fogao alimentado
pelo fogo Ua ealdeira, e sao prcparado-graluilamen-
le. Desla sorte. um grande numero de mulheres
lavam ao mesmo lempo toda a sua roupa, e isto pela
-omina de um pennv por meia hora ou de nm pen-
nv e meio por hora.
O estabelecimento esl aberlo da* seis hora* da
manilla al s nove da noite, e gracas ao ceo, pros-
pera. Todos os das os banheiros e as casas de var-
rela enchem-te e sobre o bancot que circolam ot
corredores da entrada ama mullidlo de pobres es-
peram tambem a sua vez. At despezat sao pagas e
por esse mdico preco, faz-se urna caridade be'm
entendida e provavclmente evitam-se muilos males :
islo val muilos sermOes e muilos syllogitmos !
Afim de continuar a mostrar-me que bons retal-
lados se pode tirar de orna empreza por associacao
os meus inspectores eonduziram-me de l para ama
ca-a de h ibilacio para homens. Estas iuslituices
tomaram grande desenvolv'imento enlre as citases
menos abastadas e fonecionam fortemenle. All te
hospedara os arli-tas pagando dous shellings e teja '
pcnnvs por todas as noitet da semana, te porm
querem habitar duat semanas noettabelecimenlo pa-
gana tres shellings. No primeiro andar acliam-sc es-
labelecidas celias perfeilamenle arejadas conlendo
cada uina o lugar tuflicieote para urna cama, e um
bah. Estas celias sao Iluminadas a gaz eostenlam
um aceio immenso, alraz existe urna tala onde os
objeclos do penleado, a agua em abundancia e
discricio, esperan) ot habitantes passaceiros dessas
bnspitaleiras liabitaccs. No pavimenten terreo Ol-
iste urna grande sala central, igualmente llluninada
a gz com mesas e bancos onde os obreiros podeiu
ler. fumar ejogar i vonlade.
A' direita existe a casinha onde cada um prepara
sua comida com o trent fornecidos pelo eslabeleci-
menlo; em lim esquerda urna biblioteca onde nao
he prohibido fumar, olTerece aos mais applicados 1-
vros especiaes s suas profisses, e oulros nao menos
uleis i sua instruccio. Muito impressionou-me a
apparencia tranquilla detsas salas ; ahi eslavam qua-
si uns cinroenta obreiros que eoiiversavam ejoga-
vam pacificamente, oulros liam na biblioteca, unal-
menleoutroa abandonavam-se em commum ao exa-
me de urna puhlicacao ornada de gravorat; lado of-
ferecia um bem-eslar impossivel de enconlrar-se nat
casas immandas m qae elles habitarais, se uao f-
ra essa preraucio.
Ha porm muitos eulre elies que recusam reco-
nhecer a vantagem de iguaes casas. Julgam ver a
escravidao nos regulamentos mui simples que dirgem
esses estabelecimenlos nos quaes elles nao sao nada
menos que escravos, e por isso preferem o qoe cha-
mam a liberdade com t miseria e privares. As-
sim emquanlo esse costme nao for bem volgaritado,
os capilaesempregades nessa obra de benificencia
nao offerecerao grandres lucros aquellos que os em-
pregaram. Para aquelles que obraram com a cons-
ciencia de melhorar a surte das classes pobres, como
nao procuraram especular serao bastantemente re-
compensados pelo resollado; se porm oulros ahi on-
traram com o intento de lirar grandet ioleresses,
enlao bom he que solram um pouco para qoe pare-
ram bemfeilores.
Agora, senhor, disse-me maliciosamente om do*
meus companheiros, asaba de ver o que os obreiros
chamam algumas vezes escravidao, irei mostrar-lhe
o que elles chamam liberdade.
O carro parti, e no lim de cinco minutos, saltamos
a entrada de urna ra de apparencia bastante mu.
Vai ter comraunicaes com ladres, diaseram-me,
isso nao Ihe causar medo? Balemos porla infe-
rior de urna casa alravez de cujas janellas nao divi-
samos luz alguma. De repente a'cendeu-te um
bico de gaz, e um homem bastante velho com a rou-
pa mu suja, abri a porla. O baldo de urna taber-
na escura se nos apresenlou em face em ama sala
bstanle baia ; uina ehamin chela de carvao ace-
so exista direila ; esquerda eattvtm algant as-
senles quebrados, em roda haviam alguns bancos,
sobre os quaes eslavam uns seis hornese oulras lan-
as mu Hiere-. Os homens eram mocos, e o mais
velho delles nao leria mais.de viole e seis a vinle e
nove annos.
As mulheres igualmente mocas podam aceitar
relativamente sua idade, lodas as supposices, tan-
to suas feices se achavam alteradas pela irregulari-
dad" de vida tao sensveis eram as rugas prematu-
ras e a pruslraco anlecipada por urna vids de desor-
den! e de embriaguez.
Ellas eslavam quasi uniformemente vestidas de
roupas de linho sujas e ensebadas, urna eslava rober-
a com um chapeo de palha, oulra tinha urna touca
de estofo desconhecido em virtude das muilas no-
doas de que eslava coberlo; urna lerceira acha-
va-se a-sen la la sobre o joelhos de um sujeilo beba-
do que eslava adormecido, oolra emfim fumara om
grande cachimbo, tendo a cabeca inclinada sobre o
fogao.
Os homens linham as faces paludas e magras, at
ni icias do rosto salientes, os olhos encovados em
suas rbitas, as maos ossudas e delgadas segoravam
os copos de cerveja ; ninguein fallava, ou ao, menot
nao se fallava senao em voz baxa. Nlo se dea appa-
renleraenle grande alinelo a nossa entrada, e essas
caberas pesadas nao pareceram dirigir os olhos para
o nosso lado ; porem sub essas sobrancelhas proe-
rnir.eiites, e nesse othar evlinclo vi perfeilamenle a
li xi I i le da- p i; i: i i- de ver. la lelos animaos selva-
gens ; os seus mesmos raovimentoa eram indolentes
o dexiveis, e elles nao e aperceberam inmediata-
mente do carcter de meus companheiros, porque
se ot livessem observado sullicienlemenle, teriaca
saltado seguramente e nos leara roubado.
Quando eu Tazia todos os esforcot por conservar
na memoria at feices dos personagens qne essa sa-
la encerrava, eis que ebegou aos meas ouvidos am
om agudo de rabeca, o qual parlia de ama porla
que ficava ao lado do baldo.
(Continuar-se-ha.)
J

ESTUDOS MORAES SOBRE O SECULO XIX.
O Sensualismo na {.literatura.
Continuarse.)
Como estao a par do publico estes jovens dissolu-
tos da lilteralura Sabem qne sabor amargo tem o
frudo prohibido por esta mullidlo, qne elles, em toa
extravagancia de artista, tem graciosamente enfeita-
do com o nomo de burguez ; sabem qae a maior
parle do publico tem ainda em seus coslnmes esta
especie de honeslidade, qae se explica por um justo
horror s despezas da imrooralidade. O publico se-
ria vicioso, se o vicio nao custasse (lo caro. Elle
lera todos os vicios compaliveis com sea litro de
comas ; sao vicios bem regulados, bem ordenados,
inteiramenle prudentes: sao vicios econmicos. Em
compcnsacilo, esse bom publico (em a paixo de nos-
sa mui Eva ; he carioso, violen lamente curioso ; elle
nao ja na em Maison d'Or, porque sua consciencia,
que se resume em sua bolsa'nlo Ihe permute ; mas,
grande Dos! como he felir, quando por preco m-
dico pode ver, em um banquete de theatro, as boas
cousas que nelle se passam, e onviroque all sediz !
Ora eis-aqui o que os nossos jovens realista! sabem,
e o que elles exploram com urna industria maravi-
Ihosa. Que vigor de pincel, qae energa de colorido,
queardor rfc cslylo, lnn> tato para qae? Para
nos fazer assistr a nlo sei que impudicicias de um
mundo fraudulento ; para nos fazer penetrar nat in-
timidades de algumas Aspasias vulgares; para abrir
aos nossos Alcbiades deboleqnins esses impuros ca-
rnarios, onde se va perder am impossivel e dilir.in-
le amor, e mostrar-nos finalmente este aposento, on-
de no desfecho do drama, arqueja com estertor o
voluptuoso peilo sobre ama quanlidade de renda.
(limo temos urna pintura realista, temos ama lilte-
ralura do camelias Que symbolo admiravel he es-
sa flor, que nao tem por si mais qae am brilhaate
colorido, falla-lhe o perfume, esta alma dat flores t
.vi-oeui nos achar Injustos, quando apenas somos
severos ; dirlo que somos um crilico ceg, qae exa-
geramos o perigo, qae calumniamos as tendencias ;
que seraelhautes especlaculos corrigen! pela violen-
cia mesmo das emoces, que os terminara, o es-
cndalo do vicio ostentado aos nossos olhos.Res-
ponderemos que he urna moralidade bem precaria,
bem equvoca, inleiramente illutoiit, aquella que se
faz esperar qualro ou cinco horas de pessima! com-
moees. para aparecer tardamente em urna inespe-
rada secua expiatoria. Diremos que, nos dramas
desle genero, esl bem longe de haver igualdade en-
lre o bem e o mal ; que o mal slenla dianle de nos
seus prestigios mais deslumbradores, oceupa e en-
canta nossos olhos cm urna longa noite, ao passo que
o bem, debaixo do aspecto da morle, aparece por
modo de desfecho, e porque he misler de um de-
senlace. Diremos finalmente, que se deve ulgar
urna obra pela impres-.lo total, definitiva, que a na-
tureza da emocio dominante e nao a secna inespe-
rada e banal do fin, he que mede e determina a
moralidade de am drama. Iulerrogai as quatro quin-
tas parles dessa boa gente, que sahe fascinada desse
camarim, onde te ostenta com garrdice essa agona,
que penetra o coracao, veris que todos lem suspiros
ou lagrimas para essa pobre beroina, c lereis estas
estpidas reaposlas da banalidade, que declama :
(i Que queris t a murte de Margarida expiou sua
vida i) quando vos nao responderem com esla cila-
C3o, da qual a sensualidade mystica de nossa poca
lem feilo um abuso lio sacrilego : Todos Ihe per-
doaro fcilmente, porque ella amou com excesto.
le assim, oh poelas, qne pretendis moralisar o po-
ro ? O seculo dezoilo, licencioso e amante, corte -
zacr at em seus vicios, folgava com as damas da corle
e as desprezava; eslava reservado para a nossa poca
collocar no aliar estes dolos de murmure.
Algumas vezes o poeta realista vai procurar em
outro mando seas typos e suas inspiraces. Preten-
de dar-nos a representacao dos eotlumea da alta so-
ciedade. Mas ah '. quanlo he monolono o realis-
mo I O poeta nao faz mais do que, mudando a de-
coracio. trazer a corlesaa e apresenta-la fraudolenla-
meute nos sales, debaixo de nma coroa de perolat
,
MUTILADO
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DIARIO DE PERMMBUCO QUINTA FEIRA 30 DE NOVMBBO DE 1854.
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ou de lirios. Alm da decoraco, mudou as dores.
Mas quem nao condece na Comlesse de Lys, a dig-
na irmaa da h'emme aux Camelias, e quem uao v,
que lie ainda a elerna historia dessa raca audaciosa,
que nos apreseolam aos olhos pela centesima vez'1
Que costuraos eslranlios nos moslram nesses estra-
nhos saldes 1 Onda lemos jamis encontrado essa
especie de nobres damas, que remesen! as gavetas,
leem as cartas dos outros, procedem como diverti-
das mocoilas, e reoebeni rapazes da meia imite e
para duas horas da madrugada'? Por ventura leu-
do nos j acabado coni todas estas heronas, vir a
cortesa cnclier todo o theatro com a sua infamia t
Por aucaso a scena vai tornar-su urna dependencia
Iliteraria dos mao* camarn* 1
Se insisto, lie porque o mal he grande, porque
parece habito adquirido ver o theatro impunemenl8
entregue a excenlricidade desregrada dos sentidos.
O successo tem coroado esta potica da concepto
coberta de um verniz elegante. Felizmente o suc-
cesso nao prescreve conlra as leisda razio, e mesmo
ii vista dessas receitas fabulosas, o gosto conserva
iodos os seus direilos, E se he verdade, na ordem
das idias como na ordem dos factos, que a victoria
passa a principio para o lado dos grandes batalhes,
e acaba quasi sempre por fixar-e do lado da justca
e da verdade, o esplritualismo so consola fcilmente
com esses suceessos ephemeros, e diflere a senteoca
para o futuro. De mais estamos longc de negar o
talento de alguns desle joveits realistas, anda que
nos pareja mal empregade. Depois disto admittin-
do-se na preoecupacao do publico um cmplice lerri-
vel, de que ja fallamos, curiosidade iusensata do
fructo prohibido, Gcaria apenas peqneno lugar para
a loucura humana, e todava em todas as cousas
deste mundo ha um lugar, que se deve guardar
sempre.
Ao lado deste realismo de um genero particular,
ao lado >l esses dramas consagrados i gloria das cor-
lesHati mas elevado u elegancia por aiguma pre
teucao e por um certo gosto lilteririo.convm marcar
o lugar de oulra especie de realismo, mais violento c
mais brutal, e de um outro genero de dramas, em
que a lilteratura nada mais tem que examinar, mas
sobre os quaes o esplritualismo conserva seu direito
de investisarao : quero fallar desses toscos e gros-
teiro dramas, que os theatros dos boulevards dis-
tribuem todas noites como alimento s turbas. Oi-
remos apenas urna palavra de passagem. Ainda he
a rcalidade sem duvida, mas que realidade 1 A
do tribunal do jury, a das gales. O dramas do
fallecido Piexrecourte eram poesas pasloris junto
desee* dramas grosseiros e terriveis, nos quaes os
rnaiores crimes se desenvolvem magestosamente em
cinco actos e dezoito quadros. Se um desses atten-
lados eitraordinarios, vergonha de urna sociedade
civilisada, vier mostrar-se i luz da justica do paiz ;
se urna intriga infame, urdida na sombra de um
pensamento criminoso, vier dissolver-se no verdict
de um jury em gales ou no cadafalso, tende a cer-
teza de que em um mez ou dous, quando muilo, al-
gum hbil autor vos let forjado urna machina
grosseira, na qual nao procurareis nem invencao,
nem eslxlo, mas em compensado se ter prodigali-
sado horror. Todo grande crime sobe deste modo
a scena para edificarlo do publico.
Nesles dramas tao diversos, burguezes ou popu-
lares, elegantemente corrompidos, ou grosseiramen-
la corruptores, encontrare no essencial o mesmo
inlere9se,e esse genero de interesse est perfeitamen-
(e de accordo com a carcter materialista do thea-
tro contemporneo. Quera pode negar que esses
dramas dispertam vivamente a nossa allenco, nos
prendera pelos olhos, pela imaginai.-ao, algumas ve-
le* pela svmpalhia eoutras vezes pela admiradlo e
pelo medo ? Nos mesmos que censuramos estas obras,
somos os primeiros em reconhecer o seu imperio so.
hre as paiiOes e os sentidos. O seu effeilo he muitas
vezes irresisiivel, immenso ; nao (eremos difficulda-
de em confessar que alguns dramas realistas nos
arrebalam mais forlemenle, do que as mais bellas
tragedias gregas; diremos que mais de urna scena
desses dramas singulares, faz parar o sangue em nos-
sa* veas, innunda nossa fronte de um suor
fro.
Nao pergeniaremos se he este o fim da arte, Isto
martirisa, dizia, fallando nSo sei de qoe romance,
n famoso Duelos, esle espirituoso cynico dossalOes
do leculo paseado, esse Diogenes de depois de jaular.
Duemos a mesma cousa das obras realistas: mas nao
poderiamot dizer outro tanto 011 mais ainda, de urna
*cena real, cujo theatro fosse o hospital ou o cada-
falso t Se procuris efleitos de arte nessas commo-
CTies violentas, quebrai vossa peona, impotente ri-
val da natqreza .' nada igualliar os verdadeiros hor-
rore* da agona. Qoe sao vossas pompas vans i vis-
ta da realidade ? Sei bem que esta actriz que vai
morrer, resuscitar detraz do panno. Sei tambem
que ella est tao paluda, porque cahiram-lhe seus
ambiques ; sei que estas convulsOes e essas crises
sSo ficticias, qoe essas altilude* lgubres s3o estuda-
das, que tenho diante'de mim, oigalanteios preme-
ditado* de urna comediante ; sei tambem que essa
pistola que se desfecha sobre o corado de um hroe,
nao faz mais que um eslrondo, que todos esses ca-
dveres, que alastrara a scena realista, vao levantar-
so cheios de vida para irem acabar urna noile tao la-
menlavel na festa de urna divertida ceia. Por mais
que facaes, se fallantes smenle aos meus sentidos,
talvez chegueis a impressiona-los, mas nii com tan-
la terca como essa lerrivel herona, que visita urna
hibitarao arruinada, e que se chama a morte. Por
esta razo obravam sabiamente os anlepassados do
theatro, os nossoi Corneilles e Hacines, que nao ten-
(avam urna lata desigual com a realidade, |e se diri-
gan), nao aos sentidos para gela-losde terror ou an-
garia-Ios por simpathia* depravadas, mas imagin-
is o para engrandece-la com vastos pensament03, e
ao sentimenlo para agita-loem suas intimas profun-
dizas. Sua poesa fallava i alma e nao ao corpo.
I esperlavam tambem o terror e a pedade ; mas
lllesmostravam era sua siroplicdade, o jogo terri-
xole o choque medoiilio*das paixoes ; agitavara a al-
ma em seusseios, nao exilavam a sensato. No thea-
tro 1 -lisia, o interesse he ludo, e o fastigio da arle
he inate'ialisar a emocao, fazendo-a descer da alma
para o* sentidos e deixar o espectador perdido, ins-
pirando, paludo de terror. Depois de termos visto
aiguma obra da arl, devemos sempre fazer a nos
mesmos esla pergunta : senli por ventura um ssus-
lante raioha sensibilidade mais enrequecida, mir.ha
imaginadlo mais elevada, rninha alma maior'.' Se
eiperimentei somente abalo* e verligens, se meus
sentidos s foram agitada, a obra esta julgada e seu
lugar esla marcado tenga do ideal nesses limbos da
arte, onde cahem as obras incompletas e os falsos
systemas, todos esses bosquejo* do pensamento, que
lem procurado viver um dia, um anno.fquando mui-
lo a vida de urna geracSo.
Toda* estas obra* nao sao com effeilo senao curio-
sos esbozos, improvisos algumas vezes brilhanles,
sempre ephemero*. Tudo temrel?e,lo com o hornera.
Quando algaena respeila arle, respeita a si mesmo
quando despreza o ideal, despieza tambem o traba-
llio, a medilaeso, a invesligarao paciente, o cuidado
escrupuloso de si mesmo em suas bras. O poeta
desee ao nivel do improvisador. ste escriplor con-
temporneo, aquello auctor que foi celebre, e qoe
leria podido fazer-se Ilustre, pe sua gloria em es-
irever mil lindas por dia : fazei-o roncirrer com
estes artistas de profissao, que enehem cluze.ii-,., r;_
mas urna hora, que elle vencer Pradel, Iornan40-$c
de primeira forja na copia. Queris um livro, Wiui
i> lendes: um drama, ei-lo. Minda obra nao vos
agrada, eu a torno aceitar, eis-aqui oulra. Esta ti-
ca em camindo, eis-alli urna terceira ; os mesmos
costumes, a* mesmas decorantes, as mesmas espres-
es servirao. Onde vio ler semelhaules esteros'!
a consoanles grandiosos.
Por ventura estes artistas improvisados sao na ver-
dade o* derdeirosde nossos grandes poetas tragicosos,
quaes levavam tao longe a rcligiao do ideal e a cons-
< iencia no Irabaldo t Antes de um primor de obra
de paiao e de poesa, que obra prima de paciencia e
de meditacao era urna tragedia para esses gloriosos
anlepassados do theatro Que esforco de concepto
no lodo, que cuidado na inv*c,ao dos caracteres, que
sabia prosressa no interesse das scenas, que admi-
ravel Irabalho de.estylolllPor este preco he que se fa-
zo as grandes e bellas obras, honra do pensamento
e gloria da patria.
Supponde oenlhusiasmo malsruidoso, as faculda-
des mais ricasa mais espantosa industria de eslxlo,
se nao ajuotardes a isto o Irabalho, nao veris sabir
deesas peonas tao facis e dessas imaginarles em-
boladas, sent obras divertidas, ephemeras, banaes.
O que cusios algumas horas para escrever-se, nao
pode Asar a alteocao de um seculo. Ha urna pro-
porca Bailo. juU muilo exacta eulre e Irabalho
do autor e a considerado, de que goza sua obra.
lie a nicdilaoAo somente, qacm fixa e determina o
valor de um poema, de urna composie.lo Iliteraria,
de um drama. Sera reilcxao, sem esludo, pode-se
com muilo espirito illudir um auditorio inexperi-
cnle. No dia seguiute ludo esta esquecido. Sem o
esforco nada pode durar, sera a oouscicnciosa appli-
cacao do artista nadaba que viva. Poile-se le .11111
certo successo de exlraeao, debaixo do formato vul-
gar de icrai.sOH.i vim/t cenlimes; mas os compra-
dores desla biblioteca falsificada nao compoem o
grande jury ca lilteratura c das artes, que julga em
ultima instancia os autores c as obras. Parece na
verdade que o editor; que leve a ideia primaria des-
las livraisons, tiuha coraprehendido seu seculo.
Faltava um genero de publicarlo especial para os
improxisos dos nossos -raudos homens da peuna.
Tera-se publicado com toda a forja do vapor obras
redigidis com urna rapidez de seis mil palavras
por hora : porque esses escriptores tem levado
o cuidado Iliterario de suas obras a ponto de conta-
ren) as lindas, as palavras e as syllabas. Atira-se
por pouco dinheiro estas paginas, escripias sem te-
rer sido pensadas, luassa euorme dos lcitorcs fri-
volos, que se dislrahem com ellas e depois as esque-
cem. A biblioteca por quatro sidos he o Ixpo fiel
da lilteratura, que ella imprime. Ella publica-se
depressa, vende-se bem e era pnucos das se acaba.
Ao cabo de um mez, de procurar os seus destroces
no cesto do Irapeiro.'
Esta deslruicao rpida das obras improvisadas he
alcm disto um verdadeiro beneficio da providencia.
Se nao fosse esta compensado feliz do aniquilamen-
to e do olvido, ficariamos subraergidos debaixo da
onda que crescc c da mar, que sobe, dos primores
d'obra. O genio dos nussos autores nao he um rio,
de un ocano. Imprudentes que, para servirmo-nos
de nina engenbosa expressao de Aristteles, linham
algumas goltas de nal e foram dcita-las ao mar I
Gomprehenderaos perfeitamente que os progressos
das sciencias physicas fazem dcuplos, cntuplos,
multiplican! infinitamente os productos da industria.
Muilos productos em penco lempo, tal he a lei da
actix idade moderna. Mas podia-se suppor que esla
lei, que rege as oflicinas e as fadricas de fiar, hou-
vessede realisar-se umdia na esphera da aclividade
iutcllectual, e que se bavia de abreviar os proressos
para se fazer una obra de theatro, como lem sido
aperfeicoados, para tecerem um pepaeo de panno
ou Ungir um estofo! A invencao lilleraria vai ser
cl.1--1l1c.ula pelo materialismo moderno na ordem
dos mecanismos Ha felizmente para compor urna
obra dramtica outros processos dillerenies, de que
se serviam Corneille, Hacine. Shaskepeare, quero
dizer a escolha meditada de um assumplo, o arraujo
paciente das parles, a disposicSo harmoniosa dos di-
versos elementos do drama, o desenlio exacto c re-
fieclido dos personagens, finalmente o Irabalho au-
xiliando a inspirarlo. A cada momenlo nos fallam
das inarax ilhas do genio inspirado, da espontanei-
dade fecunda do talento, do ncsgolavel enthusias-
mo de um espirito nascido com dons felizes. Mas
entre esses grandes mestres do improviso, quem po-
de pois gabar-se de ler recebido mais apldfto natu-
ral para escrexer e compor do que Hacine, mais ge-
nio dramtico do que Corneille, mais variedade de
inspiraco do que Shaskepeare? Porvenlura os dous
superiores da natureza eram considerados por a-
qucllcs grandes poetas, como urna razao para que
dispensassem o esluilo, a reflexo, o Irabalho '.' Im-
provisavam elles seus primores de obra dramtico51
entra um capitulo de romance c um numero de ga-
zella"! Applicados inleiramcnte s suas obras, elles
as aqueciam com o fogo interno da meditacao. A
acefm se desenvolva lentamente no segredo do seu
pensamento; as figuros sobresahiam pouco e pouco
do fundo, a principio obscuro, da conceprao primi-
tiva: esse mundo ideial se animava depois, se apai-
xonava, se coloria.
Quando a idea dramtica eslava amailurecida, co-
mecava entilo o Irabalho do eslxlo. Dava-sc um
corpo a lodos estes pensamentos; traduzia-se em
bellos versos todas essas cmorOes meditadas, e a o-
bra nao apareca no Ibealro, senao depois de ter pas-
ado por estas duas provas da meditacao interna c
da composii-ao escripia. Mas essas grandes tragedias
e esses bellos dramas sao obras de bronze, sobre as
quaes passam os annos c os seculos. Todas as obras
contemporneas, improvisadas em poucos dias, se
parecem com essas estatuas gigantescas de papel pin-
tado e de gesso,qne o emprezario das festas naciona-
es ergue as pravas publicas, derorarAo banal, que
a primeira ebuva destroe e o primeiro venlo dis-
perso.
Um dos procesos mais expeditos, muilo em moda
entre os nossos fabricantes dramticos, consiste em
transformar os romances em dramas. Ha nislo eco-
noma cousideravel de lempo e de envenco. Ha
tambem um lucro bem sofrivel. A mesma idea, a
mesma ficcao, servir duas vezes e produzr duas
vezes vanlajosos beneficios. Duplicam-se os rendi-
mentus luteranos e que he urna considerado gra-
vissiraa ua arle contempornea, e sem mais algum
trabalbo senao o de abrir algum dos seus romances
esquecidos corlar algumas paginas nos lugares mais
palhelicos. Nestas especies de operarOes, nao he mais
o pensamento que trabalha nao hemesrao apeona, he
a lesoora. Algumas vezes o drama he bem aceito'
entao torna aparecer 1 luz o romance envolvido na
poeira dos gabinetes de leilura. Oulras vezes o dra-
ma cabe; mas como custou milito pouco Irabalho
para arranja-Io, o aulor se consola fcilmente da
derrota. Sua obra cabio, qoe importa? O mez tem
trinla dias, nao hemisler de tanto lempo para fazer-
se oulros quinze dramas. Algumas garrafas de
champagne, um montn de romances e urna lesoura
de quanlo basta. Sera be?m inhbil aquello,. que
lendo feito cenlo e cincoenta voluraes de romances,
nao achar nclles materia para setenta e cinco dramas
He assim que se renovam com urna devoco tocante
os velhos despojos de sua imaginacao. Com obras
velhas se fazem obras novas; he industria, concordo
e esla industria lera um nome no Templo. Aconte-
cer o mesmo a respeito da arle*
Esla mana econmica de melamorphose, e esse
emprego de orna s idea em partida dobrada, pa-
recen! eslar admillidos boje em nossos costumes Ili-
teratos; entretanto he essa urna tendencia industrial
e mercenaria, que nao pode deixar de corromper a
arte. Espirilos serios, talentos dislinctos, brilhanles
imagnaces tem passado alternadamente pela bre-
cha aberla. Cada semana dramtica nos traz o ex-
emplo escandaloso de urna trausformarao de roman-
ce em drama, e nao sao os fabricantes celebres so-
mente que se entregara esse emprego bizarro de
remendos e concertot; nao, sao poetas, sao escrip-
tores i'ousciosos. Habito pernicioso, em que Irinin-
pba linda o ofiicio sobre a arle! Por ventura cada
genero nao tem seu carcter proprio, seu metbodo
de exposic.io e de desenvolviraenlo, seu ideal parti-
cular! O mais lido romanbe pode fater o peior
dos dramas. Quando o roraaucc analxsa as paixoes,
segu as sombras as mais fugitivas, os senlimenlos
mais delicados do corarao. Quando representa ac-
tes, pode coiileutar-se com aiguma vcrosimilbanca
finalmente emprega seu lempo uo desenvolvimenlo
dos caracteres; imilla o curso lento e continuo da
natoreza. No drama, pelo contrario, estas analyses
minuciosas da paixao eufadam o expeelador, porque
o dislrahem do enredo ; os caracteres se revelara por
grandes rasgos, por siluares enrgicas ; a acnlo li-
ualmenle desenvolvida materialineiitediaiile de uos-
sos olhos, be muilo mais rigorosa sobre a vero-imi-
llianca do que a aoco, que se passa as regies in-
decisas do livro. No romance ludo deve preparar a
acrilo; Indo a precipua no drama. Tudo he leuto.
sua Inspirarlo. Mas o ccriptor, que renuncia o ideal
e procura seu successo na camplicidade vulgar dos
sentidos, perde ueste coinmcrcio subalterno lodo o
cuidado da nobreza natural do seu pensamcnlo ,
toda a diguidade, lodo o respeilo de si. Falla mui-
lo da arle o do sacerdocio da arle; mas os cultos que
apregoa, sao morios, e niuguem falla tanto de
grandeza, da ir.agestade da arle, senao quando a
sent avillada e degradada em si mesmo. Procura-
se aturdir com o ruido dcstes palavres, quer-se
tambem aturdir os uolros com elles, he o nosso secu-
lo, que invenlou a religiio da arle, palavra subli-
me, se nao fosse o letreiro de urna loja ou sanio de
una i'.icc."o..
( Continuar-se-ha.)
VARIEDADES.
REVISTA DE LISBOA.
21 de oulubro.
Dous coucertos consagraram era Lisboa a repu-
tarao europea de Mr. Sivori. Prova he que os
grandes t'iriuoset nao desJenham j abordar s raar-
gens do Tejo, e nos nao suppoem urna especie de
tr.iii-iclo entro a velha Europa, e os estados barba-
rescos.
Os nossos pas nao ouviram Paganini, o artista
inspirado e excntrico. Nos ouviinos o seu sucecs-
sor, menos extraordinario de certo do que o seu
meslre, mas tambem mais natural, mais sincero nos
prodigios que o seu arco arranca das cordas palpitan-
tes da rabeca.
Sendo esta rebeca, dadiva de Paganini a Mr. Si-
vori, lembrou-nos immediatamente um dos mais
bellos contos phantasticos de liollmann. Quem
nos diz que a alma do finado artista n.ln vein gemer
saudades nesse instrumento aun.le tantas vezes se
enlreuou aos delirios febricitantes da sua plianta-
sia ?
A figura de Paganini fazia dispertar na imagina-
rio asmis lgubresconjecluras. Dir-se-hia nos l-
timos annos da sua vida que era urna das figuras de
Rembrandt, paluda c silenciosa, vindo arrancar da
rabeca, como d'uma victima na agona, esses gritos
de ilr, esses suspiros de paixao, esses arranco* de
sensibilidade extremosa que tornaram immortal o
seu nome.
A pbisionomia de Sivori revela immediatamenleo
seu genio. Aquclle olhar profundo c ardente, que
urnas vezes se extisia as doraras da meloda, que
oulras se injecta de luz deslumbrante, nos relmpa-
gos do enlhusiasino, que o inspira, possue esse fluido
magntico que se communica ao corarao, e aos er-
vos da platea.
E todava, he urna cousa que impressiona desde o
principio. Sivori apreseuta-se cora una siraplici-
dade, e urna bonlioma admiraveis; a rabeca est en-
lajada nos seus brar-os, tao singela e naturalmente,
como se fizesse parte da sua propria pessoa : e ou
lance aventurosamente o arco simulando o estrepito
da tempcslade, ou acumpanhe o canto da mao direi-
(a com o pizzicato rpido c instantneo da mao es-
querda, nao se percebe nem no seu rosto, nem 110 seu
corpo um esforz disgracioso, urna contorsio calcu-
lada e excntrica.
Toca, c execula os Ircchos mais difliceis, como se
desde o horco a natureza lhc houvesse concedido
aquclle orgao supplementar, ligaudo-o, em sobrena-
tural matrimonio,cora o instrumento, que traduz as
illusues da sua alma, e os devaneios do seu pensa-
mento.
Eu formo urna idea de Paganini, pelo que delle
lenbo lido, bem diflereole da que me produz Sivori.
Paganini perlencia a essa familia de genios revolu-
cionarios, arclianjos precipitados do co, que pare-
cem recordar-sc 110 cumio de tudo o que perderam,
cujas inspiracessio um hymno de revolla, que sen-
tem as entranhas o bico roedor do abulre insaeia-
vcl, que se abysmam as paixoes desordenadas, que
ligam os gemidos de um amor phrenctico s blasfe-
mias de um desejo, impotente porque he infinito,
devorador porque nada lia que o satisfar. No mun-
do da arle, sao meteoros que passam tremendos como
o cavallo do Allila exlermiriador, em cujas pegadas
nunca mais a Ierra crescia. Encarnaces poderosas,
que espantam is geracoes, sem as enlernecerem :
engenhos solilarios, que como o Danle, como Mi-
guel-Angelo, e Deelboven, eslampam 110 livro da vi-
da o monumento da sua passasem, que a posteridade
decifra com um involuntario terror.
Sivori he um grande artista, mas respira sem es-
forjo o mesmo ar que nos todos respiramos. Ama,
solTre, extasia-se, desespera-se, sem procurar as re-
gies inaccessiveis que suspendem cerlos homens
entre a trra, cujas glorias os faligam, e o co, cujas
esperanzas mysleriosamenle os embriagara... Quan-
do por exemplo o seu arco canta o adagio da aria
final da Lucia de Lammermoor, nao se imagina que
aquella profunda sensibilidade, que se recorda com
indisivel saudade de um amor, despedajado pela
mao da morte, lhe agila o peito, e Ihe enlanguec* os
olhos, perdidos n'uraa vaga ab3lraccao T Aquella
magia de sentimenlo, avelludada e meiga como o
toques suaves do pincel de Corregi, aquello eslre-
mecimento apaixonado, em quegememmaviosamen-
(e as cordas, ludo aquillo nasce da irradiacao da vi-
da interior, em ludo1 se resente esse aspirar do ideal,
que Ilumina a imaginajao do arlista, mas amor e
saudade, dor c gemidos, suspiros e lagrimas, nada
se destaca das accoes naturaes da humanidade, e
be aos espajos mysleriosos, aonde sensajes e
ideas se perdem nos -onlios de urna desvairada
phantasia.
Sivori uo he um especlro vestido de negro, sor
rindo com um sorriso fnebre, quebrando as
cordas n'nm movimenlo delirante, triste c som-
brio uo meio dos applausos ; be um artista supe-
rior e sx mpathico, que ama e padece como nos,
mas que sabe traduzir em deliciosas harmonas
esse amor que llie palpita no peito, essa melan-
cola que llie absorve a alma, e lhe acende o
eslro. Sivori nasceu embalado as aguas azula-
das do Mediterrneo, debaixo do sol deslumbran-
te da Liguria, e no meio das lagrimas que chora, lia
sempre urna imagem rdenle que lh'as suavisa e
consola.
Sivori he de certo una vocacao superior. Quem
o ouvio tocar I'reghiera de Movss sobre urna s
corda, ha de cunliercr inmediatamente, que a sua
sensibilidade he expressiva e penetrante, que ha
nelle, a par de todas asmaravillias de urna execucao
prestigiosa, de lodos os artificios de um mecanismo
sorprendente, esse raio espontaneo de cnlhusias-
mo, que coroa os interpretes da arle. Nao be s um
execulor, cujos dedos se prestara a todas as difliceis
combinares de um trecho musical, he um arlista
inspirado que traduz ao coracao do publico asinten-
cOes maviosas de uina ideae de umsenliniento, n'um
estylo a um lempo terno e severo.
He quasi impossivel caraclerisar os effeitos da-
quelle arco, que urnas vezes canta lnguidamente
um motivo apaixonado, oulras vezes vibrando todas
as cordas em saltos impetuosos, reproduz as massas
sonoras de urna orebestra. O Carnacal de Madrid
he aonde melhor se admira a excellencia da sua exe-
cucao. O arco agita-se simultaneo com os mais
avenlurosos pizzicatos, e arranca da rabeca esses
sons redondos, pastosos, que enidiem o ouvido, e
como transfigurara o instrumento, dcsagradivcl s
vezes as maos de nm execulor mediocre.
Aquella rtbeca he mgica c feit iceira .' Canta, e
chora, desespera-se e ri, estremece com os terrores
da tempestado, e roi/uclteia depois n os temos dilo-
gos, e as loucas promessas do amor. Que hravura,
que bro naquella desenvoltura artstica, que ora
fere a sensibilidade. ora Iraduz todos os devaneios
minucioso, parlicularisado na obra composla para ser Il,a phantasia Quera nao rasgar as luvas applaudin-
lida; ludo deve ser vivo, rpido, brilhanle, apressa-
do na obra compnsta para ser vista. Estas condicOcs
tao contrarias explicara, como alzmis romances me-
diorre li-iu prolu/.ido dramas felizes, quando tantas
licroes intrressantes e pathelicas s tem produ/.ido
obra', deleslaveis c de curta vida. Repelimos, he
dosjonhecer urna das leis essenciaes do pensamcnlo o
confundir assim os gneros. Quando aparecer urna
ideia debaixo de urna forma particular, conserve ella
essa forma He insultar a arte o disfarjar urna idea
debaixo de duas formas dillrentes.
do o insigne iirtuose, quem, conhecenclo-o, nao llie
der um abraco com prazer c effusilo, pude ser um
eleilur inlluenlc. pode lornar-se um honesto pai de
familia, pode mesmo requerer una carta de con-
sellio, ou um titulo fresco de bario ou xisconde,
mas deixa de ser um hornera, e lorna-sc uina ent-
inta.
{llevolurao de Selc;nbro.)
Ierra, quando durante loncos dias nao avista mais
que o co e a agua, se pe-se a reflectir no poder
desse mar que o sustenta, na forra desse venlo que
o impelle, na fragilidade de algumas taboas que o
separara do abysmo, em que fundar a confianra
de chegar ao porte senilo no favor e protecrao do
Altissimu.
O sentimenlo religioso be pois inlfeieiitc ao co-
raran do marinliciro, c cada provocarlo o fortifica
adi mais. Os templos da anliguidade esUvam edrios
dos quadros e estatuas oflerecidas pelos navegantes
aos falsos deoses. Ainda boje a piedade dos inari-
ndeiros, para dirigir-se meldor, nao be menos viva
nem menos liberal: nao he mais a Nepluno que in-
vocam, be aquella que a liturgia christaa em sua
liuguagem cheia de poesa, chama a Estrella do
mar. Todos os actos importantes da vida do mari-
nbeiro sao para elle a occasiao de um appello
prolecjio divina e lem por preludio urna ceremo-
nia religiosa.
Nao ha porlo de mar que nao contenha era seu
seio ou em seus arredores uina capella, um saucliia-
rio, um lugar de peregrinarlo a que os marinheiros
se dirijam antes de embarcar, c onde vio depor
suas oflrendas depois de urna volla feliz. Quanlas
vezes nao temos visto equipagem e piloto descobri-
rem-se e persignarem-se no momento em que seu
navio transpe a barra e entra 110 porto '.' Habitua-
do a considerar o navio como urna parte de si mes-
mo, o marinheiro nao poda deixar de as suas pralicas piedosas : urna oracao precede a cabida
n'agua do navio, urna ceremonia religiosa, um bap-
(ismo consagra o nome que lera, urna raissa prece-
de ordinariamente -mi primeira viagem. Assim tu-
do o que inieressa .10 marinheiro, tudo o que o cer-
ca deve unir-se cura clleem um mesmo pensamento
de horaenagem divindade. Tal he tambem a or-
aera de urna ceremonia que se pratica de lempo im-
memorial na maior parle de nossos portes da Man-
cha e sobre a qual vamos dizer algumas palavras.
Os marinheiros franeczes vao boje pesca da ba-
leia c do bacalbo nos mares mais remolos ; aquel-
les mesmos que s se applicam a pequea pesca,
vao lodos os verdes aos bancos de barenques no
mar da Irlanda c as costas da Escossia. Anliga-
nienle nao era assim ; esperava-sc que o barenque,
em suas perczriuacocs regulare-, apparecesse as
costal de Franca onde s rbeaa pelo oulouno.
Do resultado desla pesca depeada, todos os inver-
tios, a sorle de quasi toda a popularlo martima :
condemnada fome, nudez, a lodos ossoflrimcnlns
da miseria, quando a pesca era desgrarada : certa
de urna nutricio abundante e de um Irabalho lucra-
tivo quando era fructuosa. Que, pois, de mais natu-
ral nesse seculo de piedade do que recorrer ora-
jho e pedir a lieos um successo|tao necessario a todas
as familias'! Como quer que as mesmas necessidades
dessem Indos os annos lugar aos mesmos votos, a
benraosolemne do mar introduzio-se naturalmente
entre as feslas dos marinheiros. Aiuda boje, a pesca
do oulouno lie o principal recurso dos marindeiros
da Mancha : he cora seu producto que elles conlam
para atravessar a eslarao rigorosa, e neuiium ousa-
ril sahir pesca antes que o mar lenda sido ben-
Zdo.
A virgem sanlissima he em lodos os paizes chris-
tos a padroeira especial da gente de mar, Por isso
a bencao do mar foi fixada 110 primeiro domingo de
oulubro que be na liturgia christaa urna das prin-
cipaes feslas de N. Senhora. Ficou com efleilo no
primeiro domingo de oulubro, a 7 de oulubro de
1571, que a ultima esquadra dos rhrisiaos ganbou
no golpho de Lepante urna victoria por muito lem-
po disputada e arrancou aos Turcos o imperio do
mar.
Na especlaliva dessa balalha decisiva que podia en-
tregar aos inflis Indo o Mediterrneo, a chrislanda-
de unio-se em urna orarlo comraura ; por teda par-
le recilaram-se simultneamente as ladainhas de N.
Senhora, entercallando-ldes pelas primeira vez esla
appcllarao: protectora dos ctiristiios. Por isso de-
pois do Iriumpho, o papa Pi V, promotor dessa ul-
tima e gloricsa cruzada, ordenou que todos os annos
se celebrasse no mesmo dia a fesla de N. Senbora da
Victoria. He aiuda cantando as ladainhas de ,\.
Senhora que nossos marinheiros vao pedir a Dos,
nao mais que Ibes d a victoria sobre os infieis, po-
ro. 11 que abencoe suas redes,
Toda a popularao martima reune-se ua igreja,
onde o clero a espera, e dahi dirigc-seem procissAo
a praia, precedida de suas numerosas bandeiras e
das iusicnias da pesca. Cbcgada praia, toda essa
multidaocnlloca-sc em urna longa fileira direita e
esquerda do clero, c um padre avanja al borda
d'agua. precedido da cruz. EnlAo elle pronuncia
nina das mais admiraveis oraces dessa lilhurgia ca-
tbolic-i que as lem lio bellas. Essa orajao he pou-
co condecida, c al he dillicil achar n seu texto:
talvez o leilor nos agradeca o darmos-lhe aqu urna
Iraducrao dola ; elle vera se he possivel fazer-se fal-
lar a rcligiao urna linguagcm nras nobre e mais
potica :
O padre cumer.a invocando o nome de Dos :
a O nosso apoio, diz elle, esta no nome do Se-
nhor.
Os assislenlcs respondem:
He elle que fez o co c a Ierra.
ti S nitor, ouvi a ininh.i supplica.
a Chcguem a vos os no-sos clamores, u
O padre dirige-se enUo a Dos :
Dos omnipotente c misericordioso,que vos dg-
uaslcs de conceder aos vossos sacerdotes a graca siu-
gular de que ludo o que fazem dignamente e em vos-
so nome deve ser considerado como feito por vos
mesmo, nos imploramos vossa clemencia infinita pa-
ra que vossa santa dexlra se digne de abenenar este
elemento que abenjoamos. Abaixii suas vacas que
se engrassam ; espilli para longe a maliguidade das
potencias do ar c c mim .n-lai aos venios afim de
que luja tranqullidade no mar ; nao se lance nelle
a vossa colera ; atienda Nosso Sciihor Jess Christo
aos navegantes essa mao que deu a S. Pedro andan-
do sobre o mesmo elemento ; livre-os essa mao e
guarde-os de lodos os perigos e conduza-os no cami-
nbo da paz e da prnsperidade, alim de que vossos
servo*, depois de urna viagem feliz e do completo e
bom exilo de seus negocios, vollem ao porto segun-
do os seus desojas e rccolliam-se as suas casas edeios
deabsria e saude.
Entao com o p da cruz o padre Iraca n'agua o
signal da redempcilo : a ceremonia da henea 1 tem
lugar e o sacerdote prosegu- assim em sua orac.io :
o Nos vos supplicamos, Dos cheio de clemen-
cia, que vos digneU olhar cora semblante risonho
para este elemento que vossa santa dexlra abenroou;
mulliplicai os animaos vivos que desde o cornejo de
(odas as cousas croaste* nelle para o uso do genero
humano, afim de que vossos senos, lanjando nelle
suas redes e retirando-as cheia* dos dons de vossa
misericordiosa liberalidad?, sejam lano meldor ani-
mados a render grajas a Vossa Magesladc,
A padroeira dos marinheiros mo podia deixar de
ler sua parle nestas orajes ; eis a invocacao que lhe
lie dirigida:
a Virgem Sanlissima, ajude-nns o favor de vossa
inlerccssao junio de vosso lildo alim de que aquellos
que vos considerara como sua padroeira especial ve-
jara compridos seus legilimos desejos, e oblenhain
por vossa supplica p que vos pedeiu cora* um cora-
jSo fiel, i)
Acabadas as oraces, Iraca-se novamenle n'agua o
signal da cruz, laura-se dentro do mar urna pouca
de aaua lenla e queima-se dianle delle um pouco
de incens para exprimir, por um symbolo mate-
rial, o desejo de que a protecjio divina fique presen-
te e se manifest sobre esse elemento lerrivel. A
bencao lie entao terminada c o piedoso cortejo reco-
Ide-se igreja cantando. He preciso ter assistido a
essa ceremonia, de preciso ter visto urna mullidAu
numerosa ajoeldar-se em face do ocano sem limites
para compredender a iinprcssao que esse espect-
culo produz sobre o espirito c a importancia que 11
popularao martima lisa bencao tradicional. Con
forme essas redes de que falla o sacerdote em sua
orar3o, forem recolhidas cheias ou vasias, a alegra
ou o sofrimeulo reinaran em centona- de humil-
des moradas. Desses pas de familia piedosainente
agrupados, cada um era lomo da bandeira tic seu
barco, quanlos pedirao intilmente ao mar o pao de
seus tilhos ou antes talvez sorprezo.s pela lenipes-
lade, nao \ miara.1 casa que deixarara ale&res ; sera
que seus prenles lenliam siquer a consolajao de
prestar-Ibes os ltimos dexeret !
Rude he a vida do marinheiro e todava essa lula
de todos os das, em vez de eiidurccer-lbe o cora-
oou pirere abri-lo mais a lodos os sentimentos de fa-
milia, a todos os lasgos da caridade. He bem g-
libo o dinheiro adquerido cusa de lal Irabalho, e
por tao continuos perigos, nem por isso deixa de ser
generosamente dado. Quantas vezes na parlilha da
pesca nao so lera xisto separar antes de oulra qual-
quer a p irle da viuva e do orphao !
Dos tambem tem a su.i, quando os recursos das
comuna-, tifio bastara para alcuma sania empieza.
Ou,decenios lias costas da Mancha duas igreja*, ain-
da n3o acabadas, que se levantan) com o producto
de-sa parte de Dos, regularmente reservada por
pobres pescadores. leo bolo do pobre, mas bo-
lo inccs-aiitcmenle accumula-lo ; c se calculadnos o
que essa piadosa conliibuirjo ter dado ; no lim
desses dons voluntarios c sempre Icalmeiilc presta-
dos, acharemos urna somma dignada libcralidade do
mais rico ...lier.no. Assim vive na famdiaridade do
perigo e na pratica do bem nossa forte e vigoro-
sa popularao martima, piedosamente alterrada aos
usos de seus anlepassados, e conservando era sua
rudeza as antigs virtudes. Ao v-la lio resignada
a sua laburiosa e precaria existencia, lio prompla
para lodos iis sacrificios, e para lodos os rasgos da
caridade e tao confiada na orajlo que para ella ap-
plalnan as ondas, desafio o mais incrdulo, o mais
sroptico a nao repetir com o sacerdote : Abenjoe
Dos o uidrinhciro e o faca vollarao porlo 11
IMOniteur.)
Exportacao'.
Philadelphia, barca americana licelyn, de 268 to-
neladas, ennduzio o seguiute: 3,61)0 saceos com
800.000 arrobas de assucar.
Parabiba do Norte, hiale Conceirao de Mara, de
27 toneladas, couduzio o seguiute : 136 volumes
gneros estrangeiros, 179 ditos ditos nacionaes.
Philadelphia, brigue iuglez Peerless, de 241 tone-
ladas, conduzio o seguiute : 2,900 saceos cora
4.500 arrobas de assucar.
HKCIiiiEUORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
HAES DE PEKNAMUUCO.
Kendimenlo do dia 1 a 28.....22:095-522
dem do dia 29......... 89fi;j0Kl
23:591*106
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiraentodo dia I a 28.....:ii:2i7Sf06
dem do dia 29........2:4593187
36:7063293
Frederico Chaves ....... SSfMO
Filippe Mena Calado da Fonseca IO0M
l'irinino llrenla no de Moraes .--. ncora. 233360
Fazcnda Nacional....... 88755
Francisca Escolstica...... 329592
Francisca Escolstica Josepha da Cos-
a ........... 109080
Franrisca Mara da Conceirao. 999186
llerdcirosde Fraucisca jovila do Pau-
la ........... 2S9062
Francisca Thomazia da Couceijao
, Cunda........ 1193251
Francisca de Lemos Cavalcanli. 269687
Francisca Emilia de Albuquerque Ma-
ranhao de Salles....... 69674
Francisca Mana da Jess. 69674
Francisca Joaquiua Rosa..... 6048
Francisca Barboza....... IO9O8O
Francisca Anglica do Sacramento IO3O8O
Francisca lunaria de Paula. 159120
Filbos de Francisca Pereira. 169128
Herdeiros deFlormda Mariade Jess. 109011
Filippe Mara da Exallajao,Joio Ro-
driguesde Miranda e Francisco Pe-
reira da Silva....... 79257
I- lanuda Anglica Coelho da Silva c
oulros.......... 649890
Galdino dos Sanios Nanea de Oliveira. 609186
(ialdino JoaoJacinlboda Cunba b-t.Ti
Viuva de 1,andino Agoslinho de Bar-
ros ........... 209160
Padre Gonjalo Jos ile Oliveira. lafWf
Herdeiros do padre Gonjalo Victorino
Borges.......... 19209
Ouilherme Pemil e Thnmaz Perull. 3(6240
Geralda Mara da Conceijao. 29829
Hospital do l'arai/u...... 39232
Hospital de Caridade...... 39512
Hospital dos Lazaros...... 19294
Herdeiros de Uypolito de S. Martin. 689968
Herdeiros de 11 renla uo Alves da Sil-
va ........... 129700
Hypolilo Jos Elias...... 209160
Henrique (iibson....... 309240
Hermina deSouza Perell..... 59005
Hcnriqueta Hermina da Conceijao. 39337
Continuar-se-ha. )
Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda
desla provincia, manda fazer publico para cunheci-
meolo das 1. ..- inleressadas a relajo abaixo de-
clarada das notas de 21)3 rs., 4 padrao da nova es-
tampa em papel braceo, emiltidas da caixa d'amor-
lisHc.lo em substituidlo das dilaceradas.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Pernam-
buco 24 de novembro de 1854. O oflicial maior,
Emilio Xai-ier Sobreira de Mello.
RELACAO' das olas de 209001.1. 4. padrao da nova estampa em papel brinco, que pelos avisos de de 25
agosto prximo passado, e 17 do presente mez foram assignadas, e ora emiltidas por esla repartirlo
em siDsliluijao das dilaceradas, seguida da descripjo feila sobre aquellas mesmas notas, a aber:
_________________________ NOTAS DE 2O3OOO.
MOVDWENTO DO PORTO.
Navio entrado no da 29.
Assu'6 illas, barca brasileira Imperalriz, de 343
toneladas, capitn Joao Daniasceno de Araujo,
equipagem 13, carga sal ; a Eduardo Fcrreira
Billar. Veio largar o pralico e receber ordens,
c segu para o Rio de Janeiro.
yario sahido no mesmo dia.
Rio de JaneiroBarca brasileira Imperalriz do Bra-
sil, em lastro. Suspcndcu do lameirio.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico para coubecimento dos
conlribuitiles abaixo declarados, do imposto da de-
cima urbana da freguezia da Boa-Visia perlencente
aos exercirios de 1833 a 1852, que tendo-sc con-
cluido a liquidajao da divida activa desle imposte
devem comparecer na mencionada Ihesouraria den-
tro do 30 dias, contados do dia da publicajaodo pre-
sente edital, para se Ibes dar a nota do seu debito,
afim de que paguem na mesa do consulado provin-
cial, ti. and., na intelligeneia de que findo o dito
prazo -ei .1 a execuiados.
E para couslar se mandn allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretarla da Ihesouraria provincial de Pernara-
buco 21 de novembro de 1854. O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciaeiio.
Frederico Auguslo de Lemos. 589256
gue impreterivelmente no dia 1 de de-'
zembro, pode receber escravos a frete,
pata o (jue tem excellentes commodo,
ate 11 horas do mesmo dia : a tratar no
escriptorio de Eduardo Ferreira Hallar,
ra do Vicario n. 5.
Para o Rio de Janeiro pretende ahir com bre-
vdade, o brigue Inreniirel por ter a maior parle
da carga : quem nelle quizer carregar, ou embarcar
escravos, pode entender-te cora o* consignatario
Amorim 11 maos, na ra da Cruz n. 3.
LE I LO ES.
Jos Francisco Gonjalves far leilio por inler-
v en jan do agente Borja, quinta-feira 30 do corrate
as 10 hora* da manilla, era sua casa na ra do Col-
legio n. 12, segundo andar, de urna excelleole mo-
lo lia de jac.uan i de gosto modernissimn um pti-
mo guarda vestidos, um dito guarda ruupa de jaca-
rauda, secretaria, coramodas, guarda-looja, appa-
radores, sof,consoles, marqueza* e cadeiras de ama-
rollo, um rico santuario de Jacaranda com varias
iniagens, vasos de porcellana e de vidro para en-
lodo- de sala, diversos quadros, obra* de ouro e pra-
ia, urna parean de loujas e vidros de diversas qua-
lidades para servijo de mesa, todo* os utensilio* de
casa, etet., e outros nimios objeclos que se adiarlo
patentes no da do letlao na mesma casa; assim co-
mo urna ptima escrava.
O agente Borja (ara leilo sexla-feira 1 de
dezembro.em seu armazem na ra do Collegion. 15,
de urna quanlidade iramenta de objeclos, como bem
obras de marreneria nova* e usada* de diflerenle*
qualidades, obras de ouro e prata, relogios diversos,
candelabros, din lernas, caudier s etc.. urna armajlo
envidracada para loja e outros muilos objeclos que
estarlo patentes no mesmo armazem no dia do leilio ;
assim como um exctenle carro de quatro rodas e
um excelleole cavallo de estribara sellado e entera-
do, que estarlo em frente do armazem as 10 hora*
em poni.
O agente Viclor far leilao por conla da admi-
nistraran de Joao Bernardo, de urna cata de lijlo,
sita 110 aterro dos Afigado* n. 185, com armacao pi-
ra taberna ou sem ella, sendo as paredes inicias,
cora excelleuie quintal e commodo* sufilcientes para
familia, quinta-feira 30 do corrente, s 11 horas da
manilla, no indicado lugar: assim tambem um relo-
gio de parede de repetirlo com rica caia.
AVISOS DIVERSOS. ~~
SERIE.
QUA*NTIADE
'
1000
1000
1000
1000
1000
500
.500
500
1500
1000
1000
4000
1000
1000
1000
1000
7000
500
500
1000
1000
500
500
500
1000
500
500
500
1500
500
500
500
500
500
500
NUMERACAO'.
37000
1
1001
2001
:iooi
4001
5001
5501
6001
6.501
8001
9001
lu mi
14001
1.5001
16001
17001
18001
25001
25501
26001
27001
28001
28501
29001
29501
31001
31501
32001
32501
34001
31501
3.5001
35501
36001
36501
olas.
a
a
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a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
ASSKiNATARlOS.
1000 Jos Joarjuim Kibeiro.
2000 Antonio Jos Marques de S.
3000 Agoslinho Coelho de Almeida.
4000 Jos Procopio Pereira Fonles.
5000 Francisco Jos Morara de Carvalho.
5500 Eleulerio Jos de Souza Filho.
6000 l.uiz Alves Pereira.
6500 Joaquim Jos de Norouha.
8000 Luiz Alves Pereira.
9000 Joao Jos Teixeira.
10000 Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
1i000 Luiz Alves Pereira.
15000 Francisco Jos Moreira de Carvalho.
16000 l.uiz Alves Pereira.
17000 Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
18000 Asoslinho Coelho de Almeida.
2.5000 Luiz Alves Pereira.
25500 Antonio Jos Marques de S. '
26000 Eleulerio Jos de Souza Filho.
27000 Fraticisco Jos Moreira de Carvalho*
28000 Jos lrocopio Pereira Fonles.
28500 Agoslinho Coelho de Almeida.
29000 Luiz Alves Pereira.
29500 Eleulerio Jos de Souza Filho.
3I0O0.I.UZ Alve* Pereira.
31500 Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
32000
32500
30O
34.500
35000
35500
36000
3600
37000
Joao Jos Teixeira.
Antonio Jos Marques de Sa.
Luiz Alves Pereira.
Joaquim Jos de Noronha.
Francisco Jos Moreira de Carvalho.
Eleulerio Jos de Souza Filho.
Luiz Alves Pereira.
Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
Jos Procopio Pereira Fon le*.
DESCKIPCAO' DAS NOTAS CIMA, CUJA ESTAMPA DIFFERK DAS QUE ACTl ALMEME
GYRAM NO DITO VALOR, 3. PADRAO.
O papel he branco, e a nota irapressa com tinta prela, o emblema he um grupo de tres figuras, que
symbolisam a agricultura, abundancia e navegajao, as tarjas largas ao lado esquerdo, lem no centro
a cora Brasileira, e ao direito a medalha da Ordem do Cruzeiro, as series sao deiignadas por Ultras al-
phabelicas, pncipiando pela serie A, as quaes se vao emillir, os 20que e acham dentro de um
lio nos quatro cantos, assentm sobre um fundo d.drente das
em bcos, sendo tambem dulciente o fundo das tarjas.
O mais Irabalho he igual notas de 209 Caixa da amortisajao 21 de oulubro.do 1854. O 1.0cscript
turarte Joao Jos da Costa.
O inspector eral interino
Miguel Cordeiro da Silva Torres Altim.
DECLAilAGO ES.
CORREIO GERAL.
A mala para o brigue portuguez Tarujo I, com
destino a cidade de Lisboa, fecha-se no dia 2 do mez
vindouro ao meio dia.
Por esta subdelegada se declara que se atha
recolliido em deposito um cavallo castanhocom can-
galba, que appareceu sem destino e sem'dono, no
sitio denominado Barlholomeu, ao lado do Arraial,
de Jos Caetano de Mcdeiros, morador nesta fregue-
zia : quem se jul&ar com direito a elle, .1 presentee
para llie ser entregue pelos meios legaes. Subdele-
sacia de S. Jos do Recite 23 de novembro de 1854.
O subdelegado supplente,
Manuel Ferreira Accioli.
Pela subdelegada da freguezia de S. Fre Pe-
dro onjelves, foi apprehendido uina crioulinba de
nome Izidora, que parece ter 10 anuos de idade, e
diz ler sido conduzida deS. Antonio por um pretu,s
7 horas da noile do da 26, e a deixou na ra da Ca-
deia, sera que ella soubesse voltar. Quem direito
liver a me-iii.i aprsente-se, que mostrando legal-
mente perlencer-lhe, lhe sera entregue.
O arsenal de mantilla tem precsao de com-
prar urna poi cao,nao pequeua,de lijlo de aivenana
do muilo boa qualidade. Os prctendeute* venda
sin couvidados pelo Illm. Sr. inspector couipa-
recerem nesta secretaria com as suas pruposlas em
carta fechada, no dia 1" do prximo mez de dezem-
bro al s 11 horas da tnaubaa. Secretaria da ins-
pecjlo do arsenal de rqannha de Peruambuco 29
de novembro de 1854. O secretario, Alejandre
Rodrigues dos Anjos.
A quera lhe fallar urna roseta de ouro, de gos-
to antigo, que foi apprelieudida a JacintboEliodoro
de Azevedo, qnc andava olterecendo pelas tabernas,
por menos de seu valor, procure-a ncsla subdelega-
da, que, dando os siguaes cerlos, lhe sera entregue.
Subdelegada de S. Jos do Recite 29 de novembro
de 1854.O subdelegado supplente,
Manoe Ferreira Accioli.
lo com a engrajada comedia vaiideville em 1 acto
intitulada
OS BILHETZS DA LOTERA.
As pessoas que encommendarura camarotes e ca-
deiras para estes espectculos podem vir recebe-los
de quarta-feira 29 do corrente, al sexla-feira 1. de
dezembro ao meio dia, no escriptorio da sociedade
dramtica. O resto dos bilheles acha-se venda
no mesmo escriptorio; desde as 10 horas da manilla
as 2 da tarde, e das 5 da tarde as 8 1|2 da noile.
Principiar as 8 horas.
A BENCAO DO MAR.
O hornera nao scnle nunca melhor a sua fraque-
1 za do que quando lula cora as forjas da natureza.
Jmagine-se Corneille tirando Pobjcente de um ro- lia no poder lerrivel dos elemcnlos aiguma cousa
manee, que tivesse lido no sallo de Ramboilel, 00 I Racine transformando Brnice a novella, para mai- !a's? ;. hmeln sc,,le-*e ">"'}<' mesmo antes de
, ter lutado, e a esperanja nlo llie nascena um in-
ur prazer e maior gloria da duqueza de Orleaus' j lal,,e no corajao, se seu pensamento nao se elevasse
He servil e mercenaria a arte, que procura fazer | iustinctimenle para osse poder sobrenatural que
deste modo urna dupla reccita, explorando duas ve-
zes o mesmo pensamento.
Ji demonstramos que ludo depende do Irabalho
litterario. O culto r.ssiduo do ideal eleva o carc-
ter do artista, enobrecendo ao mesmo lempo o seu
latente. A farailiaridado divina do poela com o
bello; o babilua a respeilar a si mesmo, respeitando
produzio o mundo e ronimaudo como senbor a ma-
teria.
Ningnem mais que oirnarinheiro experimenta essa
necessidade do um apoio etlranho : por isso a po-
tica nnliga revestir de triplicado bronze o peilo do
bomem que primeiro o usou aventurar-se sobre as
nndas c confiar ao mar e aos ventos urna frgil em-
barcaj.0. A vida do inariuheiro he urna lula de
todos os instantes, e qu.judo elle tem dito adeos
AVISOS martimos.
Para o Rio da Janeiro seguir breve o pata-
cho nacional Amizade Constante por ter a maior
parte da carga prompla ; para o ro tu da mesma e
escravos a frele. para o que lem bons comino.los,
trala-se na ra da Cruz do Recite 11. 3, escriptorio de
Amorim Irmos.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Pretende sahir com brevidade a escu-
na nacional Tamefja, por ter parte do
seu catregamento : para o resto da car-
ga e escravos a frete, trala-se com.No-
vaes&C., na ra do Trapiche n. 3-i.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
COMMERCIO.
ALFANDEUA.
Rendimenlo do dia 1 a 28. .
dem do dia 29......
:l5i:0713<>59
2i:218;7t3
:V7N:3l9-;8t>2
Uescarregam koje :I0 de novembro.
Bricue portuguezNona Amizadecemento.
Briuiie americanoW. Pricemercadorias.
Barca inglezaMidasbacalbo.
CONSULADO UEHAL.
Rendimenlo do dia I a 28.....29:5539624
dem do dia 29........2:855?i75
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 28.....
dem do dia 29........
32:i09j299
3:9988023
17IS223
4:1691246
SOCIEDADE DRAMTICA EHPREZARIA.
Sabbado 2 de dezembro.
ANNIVERSARIO NATALICIO DE S. M. O IM-
PERADOR DO BRASIL.
Espectculo un grande (la, vendido para
dual recita*.
Primeira recita.
Depois da chegada do E*ra. Sr. presidente da pro-
vincia, a companhia dramtica cantar o hxmno na-
cional, peante a augusta efligie de S. M. o Impera-
dor. Sesuir-sc-ha depois a etecucfio de tima nova
ouverlura, linda a qual lera principio a reprcsenla-
o.io do novo drama em i actos e 7 quadros, itililu-
' M MEZ DE FERIAS.
Producro do Sr. Bandeira, aulor das cartas do
ira/. Tisana do Porte.
Personagens. Actores.
Eslanitlo, rei...... O Sr. Res.
Frederico....... Costa.
Eduardo, salteador. o Bezcrra.
Worines........ 11 Mondes.
Fianta. criado do rei. Sena.
Man-feld....... la Munlciro.
Clemenlina, rainna. ... A Sr." Leopoldina.
Kliza......... i) Orsal.
Matgariila. velha..... 11 Amalia.
l'm menino....... a Liiizinba.
Marqueza ile l'ranraslel. n Hila
Conde de O Sr. Sebasliao.
Ki-llner, aeneral..... Knrcndo.
1-" guarda das barreiras. Pinto.
2' dito........ 11 m Santa Rosa.
3." dito........ 11 Jos Alves.
4. dito........ o a Pereira.
Quadrilhciro...... 11 > Lima.
1 ollirial, 1 salteador, I moco, 1 criado, 1 escrivao
que fallam.
Soldados, aldeos, criados e salteadores, que uiio
fallam. Terminar o espectculo como ultimoqua-
dro ilo drama.
O theatro estar brilhanlemeiile armado.
-**-?-<<
Segunda recita.
Sabbado 9 de dezembro.
18. KECITA DA ASSIIINATLRA.
Subir a sren.i o muito desejado e apparaloso dra-
ma histrico em 3 actos e.5 quadros, denominado
LUCRECIA BORGIA.
Sendo o papel de Lucrecia desempenhado pela
actriz D. Haria Leopoldina. Dar Um o eipeclacu-
Os Srs accio-
nistas destacom-
pauhia sito con-
vidados a reali-
zare m com a
maior brevida-
de, a quinta e
ultima presta-
Cao de suai ac-
C00-. para a im-
portancia ser re-
mettda a direc-
CSo : dirigindo-se a ra do Trapiche n. 26, casa do
Manoel Duarle Rodrigues.
PARA O MARANHA'O.
Pretende sahir por estes dias, o brigue
nacional Brilhante,-por ter a maior
parte de seu carregamento prompto: pa-
ra o resto da carga eipassageiros, trata-
se com Novaes C., na ra do Trapiche
n. 54.
Para o Rio de Janeiro
vai sahir com muita brevidade a barca nacional Ma-
Ihilde por ter parle da carea prompta : quem na
mesma quizer carregar o resto, ir de passagem. ou
embarcar escravos a frete, para o que tem eicellen-
tes commodos, falle cora o capitilo Jeronymo Jos
Tollo-, ou no escriptorio de Manoel Alves (iuerra
Jnior, ni ra do Trapiche n. 14.
PARA O ARACATY.
Sezue uestes dias o hiale Capibaribe: para o
reste da carga trala-se na ral do Vigario 11. 5.
ASSL'.
Segu no dia 30 do corrente, o hiale Correio do
Sorle, recebe carga c passageiro : trala-se com
CaetanoCxraeo da C. M., ao lado do Corpo Santo
n. 25"
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 1 de
dezembro, es-
pera-se da Eu-
ropa tim do-
xa I oro- da real
rompanlia. o
qual depois da
demora do cos-
tme, seguir
paraosnl: pa-
ra passai-oiros, trala-se com os agentes Adainson llo-
xvic ,\ C. ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B.As carias para os portes do imperio, eu-
Iregan-M na correio eral, e para o Rio da Praia,
110 cuu-iil ..ai iuglez.
PARA () RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira, segu fin
poucos dias: para carga e passageiros,
trata-secom Machado & Pinieiro, na rita
da Vigario 1?. 19, segundo andar.
Para a Rabia pretende sabir at o dia 30 do
corrente o liein ronhecido c vcleiro bate l)uu$ Ami-
gos, por ter a maior parle de seu carregamento
prompto ; para o resto da carga ou passageiros, tra-
la-se com o consignatario Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo, na travessa da Madre de Dos n. 3 a 5, ou
com o capiflo a bordo.
Para Lisboa sahe com a maior brevidade o
brigue portuguez Ocano, de primeira marcha ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, trala-se com os
consignatarios Thoraaz de Aquino Fonseci & Filho,
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
RIO DE JANEIRO.
A veleira escuna nacional Linda, se-
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e cobranca do importe do
annunctos he superior ao valor delle,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados-
O cautelista Antonio da Silva Guima-
raes, faz scienteque foi vendido as suas
cautelas na casa da Fama do aterro da Boa
Vista n. 48, o bilhete inteiro da lotera da
matriz da Boa-Vista n. 1543, com o pre-
mio de 8:000i'000 rs.. o qual se acba di-
vithdo em quartos e vigsimos, assim co-
mo dous meios bilhetes n. 210 com 500#
rs., eoutros premios menores : os possui-
dores logo que sahir a lista, podem vir re-
ceber.
Precisa-se de urna ama, qoe saiba cosinhar o
diario de urna casa, ou de um prelo captivo, qoe se
promeite pagar generosamente: na roa da Cadeia
do Recite n. 30.
Precisa-se de bomem brasileiro, qoe saiba bem
Ira bal liar em um sitio : na ra Nova 11. 18, ou nos
Afosados no sitio Corlme.
D-se 800a a premio de um e meio por cenlo.
com hypolheca era casa trra nesta prara : na pra-
ta da Independencia n. 6 e 8 se dir quem faz este
negocio.
Roga-sea Sra. D. Antonia Francisca do Rosa-
rio Taveira, moradora na cidade da Victoria, queira
mandar ao escriptorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, morador nesla cidade do Recite, para lhe ser
entregue um preto que llie-manda seu filho, residen-
te uo Para.
ATTENCAO'
No ulao do Terco o. 2, eiifi-ilain-'e riqusima*
bandejas de armacao muilo moderna, com ricos bo-
los de forma franceza no meio, por pre^o muilo com-
modo ; tambem enfrilam-se rasas por 69OOO e 88000
rs. ; bem feilos po-de-ls e oulras minias cousas
proprias para presentes ou para quem quizer dar al-
gum jamar : dinja-se i mesma casa, que aprumpia-
se ludo muilo barato, com grande aceio e promp-
lido.
No dia 1. de dezembro, linda a audiencia do
Illm. Sr. Dr. juiz de direiln da primeira vara do ci-
vel, se ha de arrematar a terceira parte da casi ter-
rea n. 64. sita alraz da matriz da Boa-Vista, avalla-
da por 3009000 rs., por execucao de Pedro Cavalcan-
li de Albuquerque, sua mulher e outros, contra
Aeostinho Tavares Rodovalho e sua mulher; he a
ultima prara.
O abaixo assignado declara que nada deve ;
porm quera se julgar seu credor aprsente seus cre-
diijs no prizo de 3dias, pelo.que nao responde
mai*.Toralo da Silva Campos.
Quem precisar de um sortimento de espana-
dores de diverso* lamanhn, aendo bem arranjadus e
proprio* para *e vender para o Rio de Janeiro, diri-
jao a ra do Queiraado, loja de fazenda* n. 45, ,de
Francisco Ignacio Perreira Dias.
HOTEL DE JABOATAO'.
O dono deste estabelecimento situado nette lugar,
faz saber ao respeitavel publico e a lodos os seos fre-
suezes e amigo*, que em sua casa tem concorrido,
que se acba sempre prompto nos domiugos e dias
santos de guarda, a servir a todos com aceio e decen-
cia, e sempre achara prevenido cora cernidas, bons'
pelisros e diversos espirites, e juntamente no* diis
semanarios prompto esta a servir ao* viajante!, co-
mo d'antes se lera prestado ele. ; tambem faz ver,
que a sua casa j< se acha com man algum commo-
dos ; assim como do meado do mez prximo vindou-
ro se acha encostada ao sen hotel urna casa com
bons commodos, prompta com o necessario compe-
tente para qualquer pai de familia qoe queira vir
cora sua familia passar dias ou semanas, gozaren) da
excitante fresquidao, o socego e o maravilboso ba-
ndo a margem do bom rio, pois em qoanto asco-
midas os seu* presos serao razoaveis, segundo os
seus tutanientos, visto ter um bom cozinheiro que
sabe o que faz ; e em quanlo o lulamente da rapa-
zada se levar por dia 38000, e da fesla emdiaote,
rhegando atesla do padroeiro, que he Santo Amaro
JaboalAo, :f 48000, com aiguma franqueza ; porm
adverte ao mesmo publico que no sen hotel s tem
de costume admillir pessoa* capazes. O dono do
mesmo hotel lem urna casa com bons commodos e
em bom lugar, para alugar pelos tres mezes da-fesla,
a quera queira vir gozar do mesmo banho ; a tratar
na ra Direita n. 76.
Joaquim Francisco de Azevedo Lima letira-se
para Portugal.
Quem precisar de urna pessoa capas pan todo
ervico interior de urna casa : dirija-se a rn* de
Hurlas ?. 41.
D-se dinheiro a premio sobre penhore* de ou-
ro e praia : na Iravessa da Trempe n. 15.
Precisa-*e de um homem que enleuda pertei-
lamente de relinacao : ni roa da Cadeia Velha n. 7,
loja de miudeza*.
SUPPLICA.
Roga-e a I lima, cmara municipal de Olinda,
qoe na resposla que dr a S. Etc. seja a firmiliva da
primeira, e que diga mais que para se examinar a
plaa que se 0-1,1 examinando, seu autor o hbil en-
genhelro Conrado para a tirar mo foi necessario des-
tocar, lirou com o pantano cheio, quanlo mais que
be somente verificar. Srs. camaristas, o que se quer
he o arrumbo tapado inttriiiaincnte para malar a
sede ao* pobres de Olinda, ludo mai* sao paliati-
vos ; Dos e compadec_a do* pobre, j que os ho-
mens nao querem.O desesperado Olindense.
Precisa-se de um padeiro que emenda perfei-
tamente do fabrico de pao e bolachinha ; o que se
achar no-las rirrtimslancias c dr fiador a sua con-
duela, 1 n le dirigir-se ra do Cabug, loja n. 14,
cimillo di ra das J.arangeiras, que achara com
quemtralar. O moco que annuiiciou no Diario de
quarla-feira. 29 do corrcnle, entender de escriptu-
i.ic.i.i, e procura ser caixeiro de qualquer estabele-
rimenlo. querendo ser de bale 10 de urna padaria,
pode dirigir-se .1 mesma loja, onde se llie dir quem
precisa.
* Francisco Lucas Ferreira, com co-
cheira de carro fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macao na igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contraro tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
No aterro da Boa-Vista u. 1, loja, preelsi-eede
um preto para o servicp de casa.
MUTILADO
!! miV/FI
n


DIARIO DE PERMNBUCO. QUINTA FElRft 30 DE NOVEMBRO DE 1854
Roga-se ao Rvm. Sr. pudre Jos Tei-
\eira de Mello, vigario da freguezia do
Ruique, que mande pagar o que deve na
ra Direita n. 1 i, tanto a sua conta co-
mo o endosso que S. Rvm. mandn dar a
Salustiano Ferreira da Costa, morador no
lugar denominado Mulung, que somma
a dita quantia rs. I:561s)0 tora o ju-
ros, isto no anno de 1852, pois o seu cre-
drja' esta' cansado de ser engaado, co-
mo foi em Janeiro do dito anno, que en-
ganou ao portadorque la' foi.e S. Rvm.
mandn dizer que ja' tinlia mandado pa-
gar, e at hoje ainda nao se receben, gas-
tando o seu credor com o portador que
la' foi lgOSOO rs., fora o aluguel doca-
vallo ; pois o sou credor roga-lhe que nao
seja tao desconhecido, que alm disto llie
tem prestado os seus servicos em outras
cousas mais; portanto o sen credor llie
participa que ja' pagou nesta praca a
dita quantia, porin nao foi com as car-
tas que o Rvm. padieJos Teixeira de
Me*llo Ihe tem mandado.Jos Pinto da
Costa.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
A administracao da companhia de Re-
beribe, tem autrisado o Sr. caixa a pa-
gar o dcimo terceiro dividendo, vistpque
no da 24 do corrente nao se reuni nu-
mero de votos suflicientes para liaver as-
sembla geral.O secretario, Luiz da
Costa Portocarreiro.
Precisase de urna ama para o servido interno
de urna cao de muilo pouco familia : do paleo do
Tergo n. 21.
Do engenho Taloquinha, desappareceu de seu
senhnr Manoel Severino Pereira de Queiros, na noi-
le de 19 para 20 do correle, o e-cravo crinulo, de
nome Severino, o qual lem os Biguaes aeguiotei :
idade S2 annos. pouco mais uu menos, eslalura re-
gular, cheio do corpo, nariz grosso e achatado, pou-
ca barba, cor algunia cousa fula, peruas clieias, ps
Ero-sos e largos ; levou camisa, caiga e ceroula. e
tahet jaquel* ; roga-se as autoridades policiaes, ca-
piles de campo, ou a qualquer pe>soa, o apprehen-
dam e levem-no na larga do Rosario n. 50, que
ser gratificado.
Liquidacao.
O abaixo assignado, dono da loja d relojoeiro, na
ra Nova n 22, avisa ao respeilavel publico, que
lem uin grande sorlimento de relogios de ouro e
praia, paleules suUsos e horisoulaes, de lodas as
qualidades ; assim como correles de ouro e cliaves
para os mesmos ; relogios de parede, realejo, ricas
pilleen.is. meios aderemos, rozclasdo goslo mais mu-
derno, boles de aberturas, etc., etc., que vende
por mdico prego, porque deseja acabar com ludo.
/. Laca/e.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 48 da
ra larga do Rosario.
Francisco Caelano de Sooza retira-se para fura
da provincia.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar bero,
que seja idosa e fiel, par casa de homem solteiro, e
de mu moleque ou negro para servigo externo : na
ra do Queimado n. 51.
Precisa-se de um rapaz menor de 14 a 16 ali-
os, para criado : na ra do Kangel, sobrado n. 9.
Precisa-se lugar um preto para todo servigo,
dando-se sustento, e paga-se mensalmenlc : na ra
do Kangel, sobrado n. 9.
Precisa-se de urna ama de leite: na
ra de S. Francisco, palacete novo.
No dia 8 de oulubro do corrente anno, desap-
pareceu do engenho Agua Fra, da freguezia de S.
I.ourengo da Malta, um escravo de nome Severino,
com os signaes seguintes : estatura regular, fallam-
llie um ou dous denles da frenlc no lado sufierior,
pescogo enterrado, urna costura no osso do nariz,
urna cicatriz no cotovello do brago direilo procedida
de goma, levou veslidojcamisa ciroula de algodao da
trra e cliapo de palba novo : qualquer pessoa em-
pregada na polica, ou particular que o prender le-
ve-o no dito eugeuhn, ou nesta praga na rua da
duia n. 64 segundo andar, que sera generosamente
recompensado ; o referido escravo foi comprado a
Joso Manuel Alves Farreira, morador as Capoeira,
da freguezia do Pao d'Alhn.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira, avisa ao possuidor do billiete in-
teiro n. 3794, da terceira parte da quin-
ta lotera da matriz da Boa-Vista, em que
sabio asorte de 4:000s000 rs., pode vir
receber na rua do Trapiche n. 56 segun-
do andar, logo que sabir a lista geral.
Pernambuco 29 de novembrode 18oi.
Salustiano de Aquino Ferreira.
Na rua da Cadeia loja de cambio n.
24 do Vieira, vendeu-se o bilhete inteiro,
em dous meios iguaes n. 3794, da terceira
parte da quinta lotera da matriz da Boa-
Vista, emque sabio a sorte de 4:000$000
rs.,eoutro meio bilhete n. 5965, que sa-
l io a sorte de 500g000 rs.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COXiIiEGIO 1 ALTOAB 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo di consullas bomeopatbicas todos os diss aos pobres, desde 9 horas da
manir aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
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quer mulher|que,eslcja mal de parto, c cujas circunstancias nao permillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina horoeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadenados em dous e acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirureia, anatoma, etc.. etc...... 203000
Esta obra, a mais importante de todas as quetratam do esludo e pralica da homeopalhia, por ser a nica
quecontm abase fiind.imcnlal d'csta doutrinaA PATHOGENESIA OU ErIEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMOEM ESTADO DE SALDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pralica da venladeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a "oulrina de Ilahnemann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhores de encenho que estilo longe dos recursos dos mdicos: atodosos capitaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar O vade-mecum do homeopalha ou traduegao da medicina domestica do Dr. llering,
obra lambem til as pessoas que se dedicam ao estudo da homeopalhia. um vol-
me grande, acompanliado do diccionario dos termos de medicina...... 10S000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. :tO00
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia. c o propietario deste estabelecimento se lisongeia de (e-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 21 medicamentos ra glubulos, a 10?, 129 e 159000 rs.
Kecolhem-se gneros por menos armazenagem
do que em oulra qualquer parte, no armazem n. 20
do largo da Assembla ; ofleicc^pdo fcil embarque
c desembarque por ser em frenlc do trapiche do al-
godao.
Domingos da Silva relira-se para Portugal.
Aluza-sc urna casa terrea no hecco do Tambi,
na praga da Boa-Visla : quem pretender, pode diri-
gir-se rua do Queimado n. 10, loja.
Ura jislrangciro precisa alugar um sitio perto
da praga, que lenlia c-lribaria e cocheira, preferin-
do-se os da estrada, al Ponte de Ucha : quem o
liver, dirija-se rua da Cruz n. 4, primeiro andar.
Preria-se de um pequeo oratorio e de urna
imaizem de C.hrislo, e nutr deSanl'Anna, que ludo
esleja em bom estado : no largo do Corpo Santo n.
G, ou anuuncie para ser procurado.
COMPRAS.
Dilas 36
Ditas 48
Ditas 60
Ditas 144
Tubos avulsus
Frascos de meia onga de
ditos
ditos
' ditos
ditos
AO PUBLI0.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s prego
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
mglezas, rancezas, allemas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto oirerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
Desappareceu do engenho Paulisla no dia 26,
do corrente, um escravo crioulo, por nome Marti-
niano, de idade 22 anuo, sem barba, olhos alguma
cousa regalados e secco do corpo ; levou chapeo de
palha anda novo, camisa de algodao azul j velha,
oulra dita de madapolSo nova, um guarda-prilo de
couro. um chapeo de sol j.i velho, e urna rede; sup-
po-se ler ido para Pedras de Fogo : quem o prender
e levar ao dito engenho, ser generosamente grati-
a .................. S09000
a .................. 259000
a .................. 309000
a .................. 609000
..................... 19000
lindura................... 29000
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crystal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicaraeotoscom toda a brevida-
de e por pregos minio commodos.
TOAL.HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LIMIO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, vendent-se toalhas de panno de linhn, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardaoapos adamascados, por pregos com-
modos.
La va-so e engomma-se com loda i perfeigao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do la-
brado n. 15. .
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grandeatrazo de pagamento.
Saaas ??a
% DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na rua larca Q
& do Rosario n. 36, sesnndo andar, colloca den- Ti
9 tes com gengivasarliliciaes, e dentadura com- 0
9 pela, ou parte della, com a pressao do ar.
Q Tambem tem para vender agua denlifricedo s^
3)1 Dr. P i erre, e p para denles, lina larga do @i
_ Rosario n. 36 segundo andar. 0
Novos livros de homeopalhia uiefraoccz, obras
lodasde summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............209000
Teste, rrolestias dos meninos......69000
Hering, homeopalhia domestica.....79000
Jahr, pli.ii ni.ienpe.i bomeopalhica. 69OOO
Jahr, novo manual, 4 voluntes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas.......ii.-n.iu
Jahr, molestias da pe le.......89000
Rapnu, historia da homeopalhia, 2 voluntes I(H)ia
llai limiaon. tratado completo das molestias
dos meninos..........IObOOO
A Teste, materia medica homeopathica. 8J00
De Fajolle, doutrina medica homeopathica "9000
Chinea de Slaonel........69000
Casting, verdade da homeopalhia. 49OOO
Diccionario de Nyslen.......IObOOO
Aldas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, coolendo a descripgao
de todas as parles do corpo humano 309000
vedem-se lodos estes livros no consultorio horaeopa-
Ihco do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio 11. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o serviro de bolieiro um escra-
vo mualo com muila pralica desse oflicio. Na rua
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourengo Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo lem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da praga da Independencia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. Ce 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na jivraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia que se lhe preci-
sa fallar a negocio.
&-$@S$3@:3@@$
I J. UM, DENTISTA, t
1$ contina a residir na rua Nova u. 19, primei- @
ro andar. a
AULA DE LATLM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na rua Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca como do mato, medianie a razoa-
vel convenrao que pessoalmente oll'ere-
cera'.
O bacharel em mathematicas B. Pereira do "-
^ Carmo Jnior dar principio no dia I.- de de-
J zembro prximo futuro, a um novo curso de
arilliinetica. algebra e geometra, na rua Nova, St
sobrado n. 56 : para os senhores eldanles t
S que leiirionarem fezer exames em margo pro- 5g
'% ximo vindouro se prescindir das expli'cages C:;
'.'"; de algebra. t-t
S St@ 2:SS @g @
JOAO' PEDRO VOGELEY,
fabricante de pianos, afina.e concerta os mesmos com
luda perfeigao e por mdico prego : todas as pessoas
que se quizerem ulilisar*de seu presumo, dirijam-se
rua Nova n. 41, primeiro andar.
Nesta lypographia se dir quem compra dous
bahs uovos, ou com algnm uso.
Para urna encommenda.
Na rua da Cruz n. 52 compra-se urna cscrava de 18
a 20 anuos, que seja de boa figura e intelligeule no
servigo de casa de familia.
Compra-sc prata brasileira c hespanhola : na
rua da Cadeia do Recife 11. 51, loja.
Compra-se peroba de primeira qualidade, ou
oulra nadara propria para fazer pipas ; leudos lo-
ros 7 palmos de comprido : na dislilagao do Franca
ua praia de Santa Rita.
Na rua da Penha n. 4, compra-sc urna escrava
que seja boa vendedora de rua ; paga-se bem.
Compra-se umt negrinha de 4 a 5 anuos ; na
Soledade, casa n. 8.
Compram-sc dnas prelas para o servigo de ca-
sa, que saibAo cozinhar e engommar bem, sao para
servir nesta cidade, e se quer de boa conducta e sem
defeito physico; agradando se pagarao bem : no lar-
go do Corpo Santo n. 6.
Compram-se aeges do Banco de Pernambuco:
na pmga do Corno Sanio n. 6, escriplorio.
Comprara se escravos para se exportar, tendo
boas figuras ; paea-se bem : na rua DireiU 11. 66.
Compra-se effectivamenle brunze, lalao e co-
bre velho : no deposito da fundigilo d'Aurora, na
roa do Brum, logo aa entrada 11. 28, e na mesma
fundigAo em S. Amaro.
Joias.
DAURORA
C. STARR&C.
respetosamente annunciam que no seu extenso es-
tabelecimento em Santo Amaro, coutinua a fabricar
com a maior perfeigao e promplidao.toda a qualidade
de maclunismo para o uso da agricultura, navega-
gao e manufactura, e que para maior commodo de
*eus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
iberio em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
a na rua do Brum, atraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimento.
Alli acharao os compradores um completo sorli-
mento de moendas de canna, com todos os melho-
ramenlos(alguos delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de mullos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor debaixae alta presso,
lanas de lodo tamanho, tanto batidas como fundidas,
carros de mao e ditos para conduz formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fornos de ierro balido para farinba, arados de
ierro da mais approvada construccao, fuudos para
alambiques, crivos e porUs para fornallias, e una
mfimdade de obras de ferro, que seria enfadonlia
enumerar. No mesmo defiosilo existe urna pessoa
lutelligenle e habilitada para receber todas as en-
commendas, ele, etc., que os annuncianles contan-
do com a capacidade de suas officinas e machinismo
e pericia de seus officiaes, se comprometlem a fazer
executar, com a maior presteza, perfeigao, e exacta
eonlormidade com os modelos ou deseohs, e instrnc-
Aesque lhe foiemfornecidas.
FRASCOS DE VIDRODE ROCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Veniem-u na botica de Barlholomeu Francitct
de Suuza, rua larga do notario n. 36, por menor
preco que m oulra qualquer parte.
Os abaixo asignados, donos da loja deourives, na
rua do Cabog n. 11, confronte ao paleo da matriz
e rua Nova, fazem publico que Mtto sempre sorlidos
dos mais ricos e melhores goslosde todas as obras de
ouro necessarias, lano para senhoras como para
lioinen. e meninas, continan) os pregos mesmo ba-
ratos como lem sido ; pa responsabilidade, especificando a qualidade do ouro
de!4 ou 18 quilates, ficamlo assim garantido o com-
predor se apparecer qualquer duvida. Seraphim
& Irmio.
Aluga-se urna sala com mobilia,
em 11 m lugar muilo proprio para advogacia. c tem
inoilo boas escudas: a tratar na rua do Queimado u.
1, loja da Estrella.
CARLOS IIARDV, ODRITES, RUA NOVA
N. 34,
recebeu de Pars um lindo sorlimenlo de obras de
ouro de lei : correles modernas de 6 palmos para
relogio, pelo prego de 65S0O0 a 8O9OOO ; Irancclim
Chalos com pasador, ricos sinetes, aderegos inlciros,
ele, aderegos, rassolelas esmaltadas, um'grande-or-
limento de rselas para lenhorai e meninas, alline-
les, anucisc pulceiras, obras (ellas na (erra, annel-
les, medallias, Irancelius, cordoes, colares, cargan-
llhas, brincos, rosetas, allineles, tudo se vende mui-
C.MPANHIA DE REBERIBE.
A adminislraco da companhia de Be-
beribe, resolveu em sessao de 2 do cor-
rente, por em arrematacao a taxa dos
chalarizes por bairros, ou em sua totali-
dado, portempo de um anno, a contar
do 1 de Janeiro de 18.">5 ; para o que con-
vida a quem tal arrematacao convier, a
comparecer no escriptorioda companhia,
no dia 12 de dezembro prximo vindou-
ro ao meio dia, com as suas propostas em
carta fechada, as quaes deverao ser de-
clarados os fiadores dos concurrentes, que
podero obter os precisos esclarecimentos
acerca do rendiment da taxa, no escri-
ptorio da companhia, das 9 horas da ma-
nhaa, a's 3 da tarde de qualquer dia til.
Recife 25 de novembro de 185i.O se-
cretario, Luiz da Costa Portocarreiro.
Alusa-sc urna casa lerrea na povoagHo doMon-
leiro, com a frenle para a sreja de S. Patale-o,
muilo limpa. Iresca, com commodos para familia re-
gular, lendourna porta e duas janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues deSouza Jiinior,
na mesma povoarao, ou na rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
O Porluguez que veio ao paleo da Santa-Cruz
para ser caixeiro, queira dirigir-se ao mesmo lugar,
que deseja-se fallar.
Precisa-se de urna ama de lele para se en-
carregar da criaga de urna menina de 5 mezes : na
rua larga do Rosario n. 30. terceiro andar.
Precisa-se de 5009 com seguranga em um sitio
com lie- casas quem liver annuncie.
Os herdeiros do fallecido SebasliAo dos Oculos
Arco-Verde Pernambuco fazem scienlc a aquellas
pessoas que sejulgarem credoras e mesmo devedoras
da casa, que comparegam com seus documeutos le-
galisados no sitio da Capellinha, para sercm levadas
em conta no acto do inventario que se lem de pro-
ceder com toda brevidade.
Cura da mudez pelo methodo Castillio.
O professor da aula de leilura repentina, na rua
da Praia, convida a lodos os chefes de familia a
mandaren) all os meninos que nao possam fallar ;
mas que possam ouvir, afim de experimenlar se ob-
len) o mesmo feliz resultado do meuino do reveren-
do Sr. padre Lemo. A experiencia principia do 1.
al o dia 2u de dezembro, gratuitamente. Os que
obliverem a falla pagarao a mensaliJade igual aos
demais alumnos, 39OOO, e conlinuarlo, quereudo, a
aprender pelo excellenle methodo Castilho.
Alugam-se Irabalhadores livres ou escravos,
para armazem de assucar : na rua do Brum, arma-
zem n. 26.
Madama Routier, modista franceza, rua
Nova n. 58,
lem a honra de annunciar ao publico, que araba de
receber um rico sorlimenlo de chapeos de seda e de
palha para senhoras, dilos para meninas, bonitas ra-
misinhas, chales de retroz, manteletes e capotinhos
de cores, romeiras de fil, esparlilhos, e oulras mui-
las lazendas por diminuios pregos.
Desenraminhnu-se do poder de J0A0 Tavares
Cnrdeiro, dous meios bilhclcs da 47.a lotera conce-
dida por decreto de 17 de novembro de 1811, a be-
neficio do Monte Pi Geral de economa dosservido-
re*do Estado.3.ado anno de 1852al853.de ns. 1719
e 2,54, comprados ao vendedor de bilheles o Sr.
Jos Joaquim da Silva Araujo Jnior ; por isso se
previne as pessoas aqu encarregadas, de nao paga-
ren) qualquer premio que por sorle liver sabido, da
mesma forma se convida a quem os leulia achado,
dos entregar ao seu legitimo dono, na travessa da
Madre-de-Deos n.9, que recompensar, adveriindo
que em ditos bilheles he iuleressado o Sr. Dellino
tjongalves Pereira Lima.
Domingo a* tarde, por occasiao da
procissao de Corpus Christi, perdeu-se
urna luneta de ouro, desde a matriz de
Santo Antonio atea rua do Collegio, e ou-
tras mais por onde passou a procissao
he oitavaua, lisa, e o vidro sem gra'o :
quem a achou querendo restituir, pode
leva-la a rua estreita do Rosario n. 15,
ou a' praca da Independencia livraria n.
6 e 8, que muito se lhe agradecer'; e,
se o exigir, dar-se-lhe-ha' alvicaras.
Aluga-se na rua Nova n. 21, segundo andar,
orna ama que queira cozinhar para duas pessoas.
No hotel de turupa da rua da Aurora tem sor-
vetes de da e de noile, e lambem precisa-se de 2 mo-
leques de aluguel para servigo de casa.
O abaixo assignado, em resposla ao aiuiuncio
que por este Diario publicou Domingos de Uollan-
da Cavalcanli de Albuquerque, declara que com os
seus tres annuncios prevenindo que senao conlratas-
se como dito liollanda acerca dos bens do casal do
finado Joaquim Jos Vieira, de que est de pose
como admiuislrador de sua miilher, s quiz arredar
aos inexpertos de quesles futuras, e nao discutir
a justiga com que o juiz de orpbaos despachou a fa-
vor de liollanda ; islo j o fez nos autos que he o
lugar compleme, ede modo que espera que o Egre-
eio tribunal da relagao em quem lambem muilo con-
fia o abaixo assignado, se cunvencera de que o tal
despacho foi proferido contra o direito, e o estylo de
julgar ; portanto o annuucianle pela ultima vez de-
clara que taes bens estao sujeilos a subparlilha, e
que ra have-los onde quer que estejam.
Jos Domingues Codiceira.
Jos Antonio Lopes de Albuquerque Jnior
faz scientc que deixou de ser caixeiro do Sr. Joa-
quim Juvencio da Silva.
Aluga-se o grande sitio denominado do Cajuei-
ro. com grande e excellenle casa de vivenda, um dos
melhores viveiros, muilos arvoredos de fruclo, gran-
de baixa para capim, e assim lambem duas casas pro*
prias para se pas*ar a fcsla, as quaesse alugam em
separado 011 conjunctamenle com o sitio, ludo por
prego commodo ; a tralar no mesmo sitio.
Alusa-se o soluadinho com loja, ua rua da
Praia dos carnes seccas n. 72: a tralar na rua estrel-
la do Rosario n. 10, taberna.
De accordo com a parle segunda do artigo 41
dos estatuios da companhia de seguros martimos
l'iilidade Publica, convidamos aos senhores accio-
nistas a reuuirem-se no dia 30 do crreme novem-
bro, no escriplorio da mesma companhia, rua da Ca-
deia n. 42. ao meio da. Recife 24 de novembro de
1854. Os directores. Manuel Joaquim llamos e
Silva, Lu: .inlnniu I ieira.
Precisa-se de urna ama de lele, que seja bran-
ca ou parda : no largo doTergo n. 1 i.
g.%s.vi 8^8ea^s
ti Na estrada dos Afilelos, sitio confronte a ;;
5 capella, dAo-se consultas homeopalhiras. @
?aesessi;e;.:@
Casa da aferieao, pateo do Terco 11. 1G.
Apessoa competenlemenle autorizada pelo aferi-
por, faz ver a quem inleressar possa, que o prazo,
mareado pelo regiment municipal, linalisa se nodia
31 de dezembro prximo futuro, e que depois 11A0 se
chamen) a ignorancia. Recife 21 de novembro de
185S.Pelo aferidor, Prxedes da Silca Gusinao.
l'recisa-se alugar um prelo sem habilidades,
mas que seja robusto : quem liver annum-ie para
ser procurado.
Aluga-se anmiahncnle ou pela" feslauma pro-
priedade de pedra c cal com commodos suflicienles
para qoalqurr familia, no lugar do Poco da Panella,
ronliuua ao ex-collegio do S. Boavenlura : a Iralar
na fuudicao do Brum ns. 6, 8 e 10, com o caixeiro
da mesma.
Precisa-se de una ama que saiha cozinhar e
engommar : no largo do Terco, casa n.44.
Resla na Capunga urna boa casa para tingar,
quasj marsem do rio, com 4 salas, 7 quarlos. des-
pensa, cozinha fora. quarlo para e*cravos, estribara
para 3 cavallos, cocheira, um grande copiar, quintal
para poder ler um bom jardim : a Iralar na rua do
Cnhuga n. 6.
Madama Rosa llardy, modista brasilei-
ra,rua Nova n. o.
Parlecipa ao respeilavel publico, que acaba de re-
ceber um rico sorlimenlo de chapeos de seda e de
palha para senhoras, ditos para meninas de seda e
ile palha, ch.ipnzinho de seda para baplisado, ra-
pellas de laranjas para noiva, ricos corles de vestidos
de barege de seda, corles de seda escosseza, grode-
naples furia cores e prela, ditos sarja prela lavrada,
manteletes e capoliuhos pretds e de cores,ricos cha-
les de reros e bordados para senhoras, dilos de seda,
ditos de laa a imilagAo de cachemira,romeiras de fil
bordado de seda branca c decores, veos a iinilacAo
ile blondo paia noiva, leos de mao de rainhria
de linho, dilos de rambrnia e algodao, transa de se-
da o alcodAo, branca e de cores, touras e vestidos de
li.ipii-.ido, esparlilhos, fitas e bicos de seda de linho
e bloude, meias de seda para criangas, pentes de
tartaruga, camizinhas de senhoras, leques c oulras
fazendas que se venden) por prego commodo.
Um credor da exlincla firma Ferreira & Oli-
vera, fallida em 1816, pergnnta a commisoAo admi-
nislradora dessa massa, o que fez della, pois que o
annuncianleal hoje nunca recebeu nada, sendo cre-
dor de mais de 2:0009000.
VENDAS.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a venda as bem conhecidas
iolhinhas impressas nesta typographia,
tanto de algibeira, como de porta, sendo
estasa ItO rs., eaquellasa 520; ebreve
estatu promptas as ecclesiasticas e de al-
manak: na livraria n. ti e 8 da praca da
Independencia.
COM TOQUE DE A VARIA.
Chitas escutas e (ixas a i.s"5((0 e 5s000
rs. a peca : na rua do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
MELPOMENE DE UN ESCOCEZ
A 500 RS O COVADO.
Na loja n. 17 da rus do Queimado, ao p da boti-
ca, vende-se alpaca de 15a escoceza, dragada pelo ul-
timo navio, a qual fazenda na Europa se d o nome
de Melpomene de Esencia, muilo propria para rou-
pes e vestido* de senhora e meninos por ser de mui-
to brilho, pelo commodo prego de 500 rs. cada co-
vado ; dAo-sc as amostras com peuliores. %
i UIBIi vi \S DA MPERATRIZ
PARA VESTIDOS DE SENHORAS,
fazenda nova, viada da Europa pelo vapor Impera-
dor, por commodo prego : na rua do Queimado n.
17, loja.
CASSAS FRANCEZAS
A 320 BS O COVADO.
Vende-se na rua do Queimado, loja n. 17, cassas
franeczas novas, de cores fixas, pelo barato prego de
320 rs. cada covado.
RISCADOS ESCOCEZES
A 300 RS. O COVADO.
Vendem-se na rua do Queimado, loja n. 17, ao
p da botica.
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edilica-
da ha pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira,
estribara, etc., etc.: quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara'
qualquer negocio.
Na rua do AragAo n. 43, vende-se urna mu-
laludia de 7a8annos, e um molequinho de 3 a
S annos, muilo pessa, sendo os dilos escravos de
tora.
Para casamento.
Vendem-se corles de vestido de seda branca la-
vrada, de superior qualidade : ua loja de 4 porlas
da rua do Queimado n. 10.
Sedas de cores.
Vende-se corles de vestido de seda furia cores,
lidos gostos e por prego commodo : ua loja de i
porlas da rua do Queimado n. 10.
Vende-se canarios do imperio escolliidos a 3j):
no paleo do Paraizo n. 14.
Vende-se urna linda mulalinha com 12 annos
de idade, muilo sadia, engomma solTrivel. cosiuha o
diario de urna casa, cose perfeilamenle chao : a Ira-
lar na rua da Cadeia do Recife n. 40.
Na casa da Fama, na rua Direila n. 27,vende-sc
mauteiga ingleza a 480 e 560 ; franceza a 560 e 600;
aletria a 210 e 320 ; loucinho de Lisboa a 360 e 400
rs.; queijos novos a I38O e I06OO ; assucar fino a
100 e 120 ; azeile doce a 610 e 720 a garrafa ; fari-
nli.i do MaranhAo a 140 e 160; degomma a 80, 100
e120; dita de inrola a 210 e 280 ; velas de car-
nauba a 360 e 400 rs. a libra ; caixinhas de 100 cha-
rutos a 13000 e 900 rs.; cha hvssou a 29000 e 13900;
dilo do Rio de Janeiro a 19500, I-lino ,. 1.-711,1 ; as-
sucar someuo a 80 e 90 rs.; balatas a 80 e 100 rs. a
libra.
Vende-se por 1:0009000 um excedente e muilo
bem coustruido carro de i rodas, quasi novo, com
arrcios ebous cavallos do mesmo, ludo por 1 :iiO.-O.KJ:
para ver, na cocheira do Rav mundo, defronle deS.
F'rancisco.
Veude-se um lindo carro americano de 4 ro-
das, para 1 ou 2 cavallos, e com '3 arreios para os
mesmos: no Corredor do Bispo, em casa do coronel
Favilla.
Vende-se ou permula-se por lijlos de ni vena-
ra grossa, urna canoa com 3 palmos de bocea e 43
de comprido, por prego commodo : ua rua Bella n.
35, al as 8 horas da inanhAa, ou das 3 da larde em
dianle.
Vende-se um escravo pardo, bolieiro, alfaiale,
mogo, de ptima conduela : a fallar com o Sr. Pos-
lliuino, na rua das Aguas-Verdes ; afiauga-se a con-
duela.
. No engenho Peres ha para vender-se urna por-
go de formas para purgar mocar, de bom tamanho
e ptimo barro.
Vende-se urna cocheira com 8 cavallos bons e
5 sellins, com muit > bons commodos, e junlamenle
2 escravos: no Muudo Novo encostado a mar:
quem pretender, dirija-se mesma cocheira, ou na
rua de S. Bom Jess das Crioulas 11. 34, que achara
com quem tralar.
Grande sortimento de palitos francezes.
Chegaou pelos ltimos navios viudos de Franga,
um grande sorlimenlo de palitos, sendo de seda a
12SUOO, de lia, de panno, de alpaca de cor e prela,
de briin branco e de cor, de ganga superior, e ou-
lras muilas qualidades ; assim como caigas, colleles
e palitos de meia lAa de quadriuhos, colleles de fus-
lAo ele. ; tudo se vende por pregos muilo razoaveis:
na rua do Collegio >. 4, e na rua da Cadeia do Re-
cife 11. 17.
Malas para viagem.
lia um grande e novo sorlimenlo de lodos os 1,1-
maiibos, por mdico prego ; na rua do Collegio 11. 4,
Vende-se superior carne do serlAo da mull 1
que tem viudo ao mercado, propria para quem quer
UIM boa trincha para passar a fesla, em porgAoe a
relalho: na rua da Praia n. 5.
Vende-se superior chocolate fran-
cez, por preco commodo: na rua da Cruz
n. 2(i, primeiro andar.
Vende-se superior Kirche e Absinthe
vercladeirode Suissa : na rua da Cruz 11.
2G, primeiro andar.
Vendem-se aberturas franeczas, pa-
ra camisas de linho e de madapolao, por
prec<) commodo: na rua da Cruz n. 20,
primeiro andar.
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOL'RA S.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, priuieiro an-
dar, escriplorio de Aiisoslo C. de Abren, rouli-
nuam-se a vcuder a 89OOO o par (prego lixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposigAo
de Londres, as quaes alm de duraren) extraordina-
riamente, 11A0 se sentem no rosto ua acgAo de cortar ;
vendem-se com a condigAo de, nAo agradando, po-
dercm os compradores devolve-las al 15 das depois
pa compra resliluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesouriuhas para uubas, feilas pelo mes-
mo fak ricaote.
A 1,<;000 arroba.
Vendem-se seperiores hlalas a 19 a arroba e em
libras a 40 rs. : na rua Direila n. 76, esquina da
Iravcssa dos Peccados Morlaes.
Vende-se uina boa casa lerrea em Olinda, rua
da hica de S. Pedro, que faz esquiua com o cercado
demaileira.com 2 porlas e 2 janellas de frenle, 3
salas, 3 quarlos, cozinha grande, copiar, estribara,
grande quintal lodo murado, com porlAo e cacimba,
muilo propria para se passar a festa, mesmo para
morar lodo o anno : a tralar no Recife, rua do Col-
legio 11. 21, segundo andar.
Vende-se um mulalinho de 20 annos, bom offi-
cial de marciueiro : a Iralar na rua do Queimado
n. 44.
Ao barato freguezes.
Na rua do Crespo, loja encamada, vendem-se cor-
les de casemira muilo fina, pelo diminuto prego de
49000.49500 e 5000; dilos de brim a 19600 e 29
rs. ; corles de cassa com barra e sem ella a 29000,
29500 e 39OOO; chita franceza a 200 rs. o covado, e
oulras minia- fazendas por barato prego.
Loja encarnada, rua do Crespo n. 9.
Vendem-se corles de gase de seda, pelo diminuto
prego de 89OOO ; vende-se por esle prego por se ler
comprado grande porgAo.
Vende-se urna preta de nagAo Anzola, idade 22
a 24 anuos, pouco mais ou menos, perila cozinheira
o engommadeira, lava muilo bem de -alian e cose :
a Iralar na rua do Queimado 11. 44.
Vende-se urna taberna com poucos fundos, na
rua da Senzala Velha 11. 50, na e-quina ; a metade
vi-la, e o resto a ledras, com firma a conteni : a
tratar na rua Direila n. 26-
Vende-se na padaria da rua da Senzala Nova
n. 30, o seguinle: biscoutos dos grandes e finos. I10-
lachinbas americanas e de aramia, falias, particular,
bolinhos francezes, e muilas mais qualidades de
mas-as finas ; o mesmo sorlimenlo se acha na pa-
daria da rua delraz da matriz da Boa-Vista, ludo
bom e prego commodo.
CEMENTO ROMANO.
V ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : atraz do
thealro, armazem de Joaqui-9 Lopes de Alenla.
Vendem-se 4 escravos, senda 1 mulalinho de
idade 11 annos, 1 molccole crioulo de idade 14 an-
uos, 1 dilo de bonita figura de idade 22 annos, e 1
escrava propria para lodo servigo : na rua Direila
n. 3.
Vinho de Colares e de Thomar.
Vende-se vinho de Colares linio e de Thomar
branco, em barris pequeos : ua rua da Cadeia do
Recife n. is, casa de Augusto C. de Abreu.
PARA ACARAR.
Vendem-se cassas francezas de cores fixas, e lin-
dos padrOes, pelo baralissimo prego de 140 rs. o eo-
vado : oa loja da GuimarAes & Uenriques, rua do
Crespo n. 5.
Na loja da rua do Crespo n. 6, lem um grande
sorlimenlo de caixas para rap a emilagAo das de
larlarusa, pelo mdico prego de 19280 cada urna.
Vende-se a taberna da rua do Pilar 11. 88 en-
globadamenle ou a relalho : os pretendentes diri-
jam-se nesle caso a mesma taberna, enaquellede
venda engbbada Tasso & IrmAo, ou ao liquidala-
eio da firma de Franca & IrmAo.
VACCA DE RACA TOURINA.
Vende-se urna vacca de raga lourina, parida ha 15
das, com urna linda cria, e dando abundante e p-
timo leite ; para ver e Iralar, na Capunga, sitio do
Sr. L. A. Dubourcq. v
CAL VIRGEM DE LISBOA, A 4500
RS. O BARRIL.
No armazem de Luiz Antonio Annes
Jacome, defronte da porta da alfandega,
vendem-se barris com i arrobas de cal
virgem de Lisboa, pelo barato preco de
.SOO rs. em porcao ou a retalho.
Na rua da Trempe n. 11, vende-se um escravo
mogo, de bonita figura, sem vicios, baslante habili-
doso, proprio par um bom pagem ou barcaceiro, do
que lem muila pralica.
Moinhos de vento
ombombasde repulo para regar borlase baixa,
de capim, nafundigaode D. W. Bowman : ra roa
do Brum ns. 6. 8 e 10.
grande sortimento de brins para
calcas e palito's.
Vende-se brim Iraugado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a 700 e 19000; dito mesclado a
19400 ; cortes de fuslAo branco a 400 rt. ; dilos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga aroarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de cassa chita a
29000 e 25200 ; lencos de cambraia de linho grau-
desa 640 ; dilos pequeos a 360 ; Inalhas de panno
de linho dn Porto para rosto a 149000 a duiia ; di-
tas alcoxoadas a 109000 ; guardanapos tambem alco-
xoados a 39600 : na rua do Crespu n. 6.
o qi;e glarda FRI GUARDA CALOR :
porlanto, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de lia a I;Uto; dilos sem pello a 13200;
dilos de lapele a 1(200 : na rua do Crespo n. 6.
0 Vende-sa nesla loja superior damasco de i-
M seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, (g
por preco razoavel. 9
Vendem-e lonas da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz 11. i.
-^Vende-se em casa de Rabe Schmet
tau&C, na rua do Trapiche n. 5, o se-
guinle:
Ricas obias de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de diferentes tamaitos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avaria.
MadapclAo muito largo a 3)000 e 39300 rs. a pe-
ga: na rua do Crespo, loja da esquina que volla pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8tf000, 12J000, H000 e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a ll.S'000
rs chales pretosdelaa muito grandes a
5SG00 rs., chales de algodao e seda a
1X280 rt.
M
Deposito de vinho de cham-
tagne Chateau-Ay, primeira qua-
r
Jacaranda' a' retalho.
Vende-se as duzias, muito bom jaca-
randa' por preco commodo : no arma-
zem de madeira de pinho do Sr. Joa-
quim Lopes de Almeida, atraz do theatro
velho, ou a tratar com Antonio de sVl-
meida Gomes & C. na rua do Trapiche
n. 16, segundo andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os bilhetes da lote-
ra 47- do Monte Pi, que corren em 16
do corrente, as listas vem pelo vapor bra-
sileiro at i do vindouro dezembro, e os
premios serao pagos logo que se lizer a
distribuicao das mesmas listas, sem o des-
cont de 8 p. c. do imposto.
Borzeguins a 5&000 !
Para fechar conlas vendem-se borzeguins de case-
mira e gaspeados de couro de lustre a 59000 o par :
na rua SENHORES DO BOM E BARATO, ATTENCAO.
No pateo do Canon, quina da rua de Hurlas n. 2.
continua-se a vender manteiga ingleza a 480, 560,
640 e 800 rs. ; franceza muilo boa a 560 ; passas
novas a 300 rs. ; alelna.mararrAo e lalharim a 320 ;
bom doce de caj secco a 500 r.; aramia 160;
gomma a lo ; bolachiuhas de Lisboa muilo novas a
320 ; NapoleAo a 400; ararula a 560 ; ingleza a 320;
assucar branco fino a 100 rs. ; azeile de carrapato a
240 ; dito doce a 6't a garrafa ; arroz branco a 480
a cuia; do MaranhAo a 80 rs. a libra ; loucinho de
Lisboa, novo, a 400 rs. ; azeilonas a 320 a garrafa ;
vinhos de lodas as qualidades de dlfierentes pregos, e
banSit muilo alva a 480.
FRUCTAS NOVAS.
Na rna eslreila do Ko-ario n. 11, deposito das bi-
chas de Hamburgo, vendem-se as frucias segundes :
peras frescas, magAas, ameixas francezas em lalas,
sardinhas em latas, queijos londriuos, latas de amei-
xas, de damascos, e peras caufeiladas com caixas de
flores, proprias para mimos, e outras muilas eou-
sas, assim como a verdadeira bnlachinha de soda.
NOVAS INDIANAS DE SEDA EE
DE OUADROS A 800 RS
O COVADO.
Chegou pelo ultimo navio de Franca urna fazenda
inleiramenle nova, de seda de quadios largos, com
o lindo nome Indiana, que pelo seu brilho parece
seda, pelo diminuto prego de 800 rs. o covado ; dAo-
se as amostras com peuliores : na rua do Queimado,
loja n. 40.
CASSAS FRANCEZAS A 450 RS. A
VARA.
\eudcm-se cassas fr'aiiceziis finas de lindos pa-
drOes a 450 rs. a vara, chamalole de seda de cores
a 800 rs. o covado, luvas de seda brancas e cor de
palha para meninas e meninos, nscados escocezes de
quadros largos a 260 rs. o covado : na rua do Quei-
mado lua o. 40
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira prela e de cor para palitos por
ser muilo leve a 29600 o covado, panno azul a 39 e
19000, dilo preto a 39, 39500, 49, 59 e 59500, corles
de casemira de goslos modernos a 69OOO, setim pre-
lo de Mac.io a 39200 e 49OOO o covado : na rua do
Crespo n. 6
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos Iregu "'es.
Vendem-se arados americanos, chegados lti-
mamente no iirigue americano IV. brice, pelo mes-
mo prego do coslume : na rua do Trapiche 11. 8.
Cello.
Avisa-se aos freguezes dd gello c aos assignan-
les que a venda do mesmo he 110 anligo deposilo da
rua da Seuzalla Velha n. 118, porm polo lado do
caz do Apollo em segiiimenlo aos fundos dus arma-
zens onde esleve o Sr. Jos Antonio de Araujo, a eu-
ir.1.1,1 he por um porlao que lica no meio de dous
mais que cxislem.
CAMISAS FEITAS.
Vendem-se camisas francezas as mais bem feilas
e melhores .....lelo- que lem viudo a esla praga,
por prego commodo : na rua do Crespo 11. 23.
Na taberna da rua do l.ivrameulo n. 38, ven-
dc-se o afamado fumo de Carauhuns.
CEMENTO ROMANO RRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : atraz do thealro, arma-
zem de latina- de pinho.
Vende-se sola muilo boa epcllcs de cabra, em
pequeas e grandes porgues : na rua da Cadeia do
Recife n 19. primeiro andar.
Vende-se um cabriole! com coberla o os com-
petentes arreios para um avallo, ludo quasi novo :
par-1 ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che 11. I i, primeiro andar.
VENDAS.
Chegaram recentemente algumas tac*
cas do bom farello, que estao expostas a
venda nos armazens deironte da escadi-
nha, OU na travessa da Madre de Dos,
armazem de Novaes A C.
Lindos cortes de lanzinlia para vestido de
senhora, cora 15 covados cada corte, a
4$500.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta para
a Cadeia.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA
em caixas de 1 011 2 duzias de garrafas : vende-se no
armazem de Barroca Ov C>slro, na rua da Cadeia do
Recife n. 4.
RELOI'.IOS INtiLEZES DE PATENTE.
Conlinuam a vender-se por prego commodo; uo
armazem de Barroca & Castro, na rua da Ladeia do
Recife 11. 4.
SALSAPARRILIIA
Chegada ltimamente do Para' de qua-
lidade regular, vende-se a preco commo-
do : na rua do Trapiche n. G, segundo
andar.
dade, de propriedade do condi
I* de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
9' de toda, a champagne vende-
k sea 36S000 rs. cada caixa, acha-
ri se nicamente em casa de L. Le-
w comte Feron & Companhia. N. B.
W As caixas sao marcadas a fogo
$ Conde de Mareuil e os rtulos
(A das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imilando os
de 19a, a I -ion : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volta para
a Cadeia, vende-se panno prelo 2900, 29800, 39,
39500, 49500. 59500. 69OOO rs. o covado.dito azul,
29. 29800, 49. 69, 79, o covado ; dito verde, a 29800,
39500, 4o, 59 rs. o covado ; dilo cor de pinhao a
49500 o covado ; corles de casemira prela franceza e
elstica, .1 79500 e 89500 rs. ; dilos com pequeo
defcilo. 69500; dilos inglezenfestado a 59000 ; dilos
de cor a 49, 59500 69 rs. ; merino prelo a 19, 19100
o covado.
Agencia de Edwia Un,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bous sorti-
menlos de laixas de ferro coado e batido, tanlo ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forga de
4 cavallos, cocos, passndeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos prego que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
llas de (landres ; ludo por barato prego.
Vende-se excellenle taboado de pinho, recen-
teniente chegado da America : na mi de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enlender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se eassas francezas de muito bom
gosto, a 320 o covado.
Na rua du Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flaoeila para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Potassa.
No anligo deposilo da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a pregos ba-
ratos que he par fechar coutas.
a)epo.i to da fabrica de Todo, oa Sanios na Bahia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & -. oa rua
da Cruz n. 4, algodao trangado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes.em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. .
Na rua da Cadeia do Recife u. 60, vendem-se 09
segunlesviiihos,i>s mais superiores que lem viudo a
este mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por prego muilo em conla.
DEPOSITO DB CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recifeaj). 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Vende-se urna balanga romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem o. 4.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio .1 luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimps padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
uliura da ConceigaO, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se uuii menle na livraria n. ti e 8 da praga da
independencia, a I9OOO.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volta para a
Cadeia, vendem-se corles da vestidos de cambraia de
seda com barra c baba,los, i 89000 rs. ; dilos com
llores, 79, 09 e 109 rs. ; ditos de quadros de bom
gosto, 119 ; corles de cambraia franceza muito 11-
na, Hxa. com barra, 9 varas por 49500 ; corles de
cassa de cor rom tres barras, de lindos padroes, i
39300, pegas de cambraia para cortinados, com 8>i
varas, por 39600, ditas de ramagem muito finas, i
69 ; cambraia de salpicn miudinhos.branca e de cor
muilo lina, aSOO rs. avara ;aloalhado de linhoacol-
xoado, 000 a vara, dilo adamascado com 7 4 pal-
mos de largura, 29200e :'-")()(> a vara ; ganga ama-
rella liza da ludia muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collete de fusto alcoxoado e bons pa-
drees fixos, 800 rs. ; lengos de cambraia de linho
a .160 ; dilos grandes finos, a 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prelas muilo superiores, 1600 rs.
o par : dilas fio da Escocia 500 rs. o par.
Vende-se urna taberna na rua do Rosario da
II u-Vi.1.1 11. .17. que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cerca de 1:2009000 rs., verJ-so
porm com menos se o comprador asim lhecoof'er :
a Iralar junio a Alfandega, travessa da Madre dedeos
armazem n. 21. '
Taixas para engenhos- ,
Na fundicao' de ferro de D. \V.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de fer
fundido e batido de 5 a 8 palmos ue
bocea, as quaes acham-se a venda, po-
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em cari)
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, prime
ro andar, tem para vender diversas mii-
f i cas para piano, violao e flauta, como
tcjam.quaarilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos ". ferro de --r- qualidade.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr di Companhia
em Santo Amaro, aclia-se para vender
moendas decannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
ARREIOS PARA CARROS.
Em casa de Brunn Praeger & C., ha pa-
ra vender um lindo apparelhopara 2 ca-
vallos feito por encommenda, e de quali-
dade superior a todos que tem vindo a
esta praca, com guarnico de metal que
nunca se estraga ; esta obra se recom-
menda principalmente para um particular
por ser de ptimo gosto, e feita com to-
da a elegancia : vende-se na rua da Cruz
n. 10.
1ECHAIISI0 PARA ENSE-
RHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RUA DO BRUM; PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguinlesob-
jectos de mecbanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrucgao ; taixas de ferro fundido batido, de
superior qualidade, e de lodos o tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
goes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhoes.bronzes parafosos e cavilhoes, moinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDigAO
se cxeculam lodas as encommendas com a soperiori
dadej conhecida, e com a devida presteza commo
didade cm prego.
PARA FECHAR CONTAS.
Vende-se cera em vellas de Lisboa, por
preco barato: na rua do Vigario n. 19
segundo andar, escriptorio de Machado &
Pinheiro.
ANTIGO DEPOSITO DE ALGODAO DA
FABRICA DE TODOS OS SANTOS DA
BAHA.
Contina a estar a' venda, superior
panno de algodao desta fabrica, proprio
para saceos e roupa de escravos: no es-
criptorio de Novaes & C., rua do Trapiche
n. 51, primeiro andar.
Vende-se urna casa na Soledade, tila na rua de
Jlo de Barros n. 11 : os prelendentes podem di-
rigir-se a rua da Moada, trapiche- do Cunta, que
acharao cem quem tralar.
Vende-se doce de cajo' secco muilo alvo e bom,
dito de calda era latas e barritinhos,e de oulras qua-
lidades. fazem-e bandejas de bolinhos a moda fran-
cesa, com bolinhos dos mesmoa, com figuras e flores,
doces d'ovos de diversas qualidades, Iremedeiraj, eu-
padas, pastis, jaleas de substancia, arroz de leite,
papis picados com toda a delicadeza : na rua Di-
reila, sobrado deum andar a. 33, ao p da botica.
/
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho* os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
-Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo III, chegado no dia
5 do corrente: na praca do Corpo Santo
n. 11.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceiclo, entrado
de Santa Calharina, e fundeado na volla'du Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe boje no mer-
cado, e para porgues a tratar no escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na roa do Trapiche
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se un?. rics mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore bronco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida colleccao das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores'que se podem a-
char para farer um rico presente.
Vendera se queijos de qualha muilo frescos,
por prego que faz admirar: na rua larga do Rosario,
loja n. 44.
Superior gomma de mandioca.
Vinda ltimamente do Aracaty, vende se por pre-
go commodo, em sacras de 4 arrobas e tantas libras :
na rua da Cruz do Recite n. 34 primeiro andar.
Vende-se urna prelada nagao Angola, de ida-
de 25 a 30 annos, pouco mais ou menos, de bouila
figura ; na rua to Fagundes, sobrado n. 29.
Em casa de J. Keller & C., na rua
da Cruz n. 55, ha para vender 5 excel-'
lentes pianos \ nidos ltimamente de Harr.-
hurgo. /
RUA DO TRAPICHE N. I*-
Em casa de Patn Nash & C., ha pa-
ra vender:
Sortimento vanado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos at 1
polegada. r1
Champagne da melbbr qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez do* melhores.
Devoto Chiistao.
Sahio a luz a 2. edigjo do livrinho denominado
Devoto Chrisiao.mais carrelo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praga da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes ccolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes*e
de bom goslo : vean^RW na roa do Crespo, loja da
esquina que volla para tadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu do abaixo assignado no dia 22
do rorrele, um cabrinba por nome J0S0, o qual
representa ler 15 a 16 annos de idade; levou camisa
de meliro prelo, raiga de algodaozinho de lislra
azul ; tero um falta em ama orelha : quem o pegar
leve-o a rua Direila n. 120, que seni recompen-
sado- ./olio Pinto de Verat.
IOO9OOO de gratificado.
Desappareceu no dia 8 de lelembro de 1854 o es-
ravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 35 anuos, pouco mais ou meno.<.
nascido em Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, he
muilo ladino, cosluma trocar o nome e inlilular-se
forro ; foi preso em lins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de policia do lermo de Seriuhacm, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
meltido para a cadeia desta cidade a nrdem do Illm.
Sr. desembsrgadorchefede policia com oflicio de2de
Janeiro de 1852 se verificou ser e timo senhor fui Antonio Jos de Sant'Anna, morador
no engenho Cail. da comarca de Santo Anlo, do
poder de quem desappareceu, e sendo oulra vez cap-
im yJSiAn c recolhido a cadeia desla cidade em 9 de
^- -agosto, oi ahi embargado por execugAo de Jos ias
o da Silva uimaraes, e ltimamente arrematado em
piaca publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. O
signaes sao osseguintes: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e carapinha-
dos, cor amulatada, olhos escuros, nariz grande e
grosso, beigos grnssos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com todos os denles na freule : roga se, por-
lanto, as autoridades poliriaes, capilflei de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprehendcrem e
mandarem nesla praga do Recife, na roa larga do
Rosario n. 14, que recbenlo a gralifiragAO cima de
I0OS0O0 ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel de Almeida Lopes.
PERN. : TYP. DE M. ?. DE FABJA. 185.
y
<,

II FGIVFI
MUTILADO


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