Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01226


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Full Text
ANNO XXX. N. 273.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
mm -----
TERQA FEIRA 28 DE NOVEMBRO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
----- i Ufla
DIARIO DE PERNAMBUCO
i

K.VCARREGAUOS DA SUBSCRIPTO.
Bocife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martina; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquira Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, oSr. Gervazio Yictorda Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaqiiim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio deLemosBraga Cear, oSr. Vic-
loriano Augusto Borges; Marauho, oSr. Joaquim
M. Rodrigues;Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 X/2 a 27 3/4 d. por 1000.
Paris, 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por JOO.
Bio de Janeiro, 11/2 por 0/0 de rebate.
Acc,oes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberiba ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
Ouro.
Prata.
MKTAES.
-Oncas hespanholas- . . 299000
Modas de 65400 velhas. 16J000
de 69400 novas. 169000
de 4000. . 9000
Pataces brasileiros. . . 19940
Pesos columnarios, . 19940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 e 28.
Goianna c Parahiba, segundas o sextas-feiras.
Victoria o Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DEIIOJE.
Primcira as 10 horas e 54 minutos da manha.
Segunda s 11 horas c 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
rtclaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
Ia vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMKRIDES.
Novbr. 4 La cheia s 6 horas, 43 minutos e
A8 segundos da larde.
12 Quarto minguante s 7 horas, 40
minutse 48 segundos da taide.
20 La nova as 7 horas, 43 minutse
58 segundos da nianhaa.
27 Quarto crescente aos 21 minutos e
48 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
27 Segunda. S. Margarida de Salila v.
28 Terca. S. Jacob da Marca f. ; S. Sosthines.
29 Quarta. S. Saturnino, ra. ; S. Cizino diac.
30 Quinta. S Andr ap. ; S. Euprepelio nv
1 Sexta. S. Nahum propbeta ; S. Eloyb.
2 Sabbado. S. Balbina v m.; S. Ponciano.
3 Domingo. 1* do Advento, S. Franciioo Xa
vier ap. das Indias; S. Sofonias propheta.
ERRATA.
No artigo de fundo houtem publicado, pag. 2,
coluro. 7, lilil. 61 d., ero lugar depensou oa tal
vez quelea-sepensou lalvez queE na linh. 2t
s. em lugar dedecahio aGnal e com os turbilhes
do incens que o haviam pereceu suflocadoleia-sc
decahio, e aflnal pereceu com os lurbillies do in-
cens que o haviam suflocado.
PARTE 0FF1C1AL.
COVERNO DA PROVINCIA^
Expedan* do dia 30 de novemliroc
OflirioAojuiz de direilo da l. vara do crime.
Remullendo por copia i Vmc. para terem exeeujao
na parte qoe lhe toca as duas circulares do rninisle-
rio da juslija de 6 e 9 do correle, na primcira das
quaes nao sse determina que o promotores pbli-
cos remeltam mental mete aos cheles de polica por
intermedio dos juizes de direito das respectivas co-
marcar urna informado em forma de mappa, em
3ue especifiquen! riistinctamenle a denuncias que
cram dorante o mez, as aecusajdes que tizeram, os
processos em que fallaram, e os actos judicaes qne
assisliram, com declarnjao da nalureza dos delictos
por que foram feitas taes diligencias, mas lambem se
incumbe aos juizes de direitos de fazerein sobre se-
melhante mappa,e antes de os remelterem ?o cliefe
de polica as observajes quejulgasem couvenleoles
e na 2.a de ditas circulares se ordena, que os juizes
de direito nao deem aos promotores pblicos os altes*
lados mensaes de frequeocia para percebimento
do ordenado, sem qoe primeiro apresenlam elles os
mappasdeque se trata..Nesle sentido oQiciou-sc
aos de mais juizes de direito e promotores da por-
vincia.
25
(inicioAo Exm. commandante superior da guar-
da nacional do municipio do liedle, devolvendo os
requerimentos de Manoel Bellarmino Ildefonso
Cabral, Jorge Dornellas Kibeiro Pessoa e Francisco
Doradlas Pessoa, sobre os qoaes S. Exc. informou,
alim de que se sirva expedir suas ordem no sentido do
serem os mesraos dispensados do servico da guarda
nacional, por se acharem comprehendidoa na dispo
sirao do 3. do art. 14 da lei n. 602 de 19 de setem-
bro de 1850. -
DitoAo mesmo, tranimiltindo por copia o aviso
de 10 do crvente, em que o Eim. Sr. ministro da
guerra declara que o pedido de instrumentos cirur-
gicoa para o hospital regimenlal desta provincia, se-
r feilo logo que chegue a encommenda que se es-
pera a todo o momento de Inglaterra.
DitoAo mesmo, remetiendo copia do aviso cir-
cular da reparlijao da guerra de 26 de outu-
liro ultimo, a que vieram annexos os mappas e rela-
Jues que lambem remelle por copia, osqaaes segun-
do o disposto nos arts. 7, 10, 13 e li do regulamen.
lo de 26 de fevereiro do anno passadn, devem ser
enviados mesma repartidlo com deslino ao de
quarlel-mestre general.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda, re-
commendando a expedijao de cuas ordens, para que
o inspector da nlfandega consinta no despacito isenlo
de direitos. de mil barricas de cimento vindas de
Hamburgo no brigue portuguez Nova-4mizade,.por
conta das que o inspector do arsenal de mariuba con
Iratou com C. J. Astley, para as obras a cargo do
memo arsenal. Communieou-so ao referido ins-
pector.
Dilo. Ao presidente do conselho administrati-
vo, remetiendo 3 pedidos dos objectos necessarios
as officinasdepedreiro, carpina e ferreiro, da colo-
nia militar de Pimenleiras, para que promova a
compra de laes oliierlos. afim do serem enviados pa-
ra :, mencionada colonia. Inleirou-se a Ihesouria
de fazenda.
Dito. Ao mesmo, para promover a compra dos
medicamentos e ulensis mencionados*nas duas rea-
roes que remelle. Fizeram-te as necessarias eom-
communicajOes.
Dilo. Ao inspector do arsenal de roarinha, ap-
provando a deliberadlo, que tomn de mandar fa-
zer n visla dos respectivos pedidos, os reparos de que
necessilava o brigue de guerra Cearense.
Oito. Ao director do arsenal de guerra, para
mandar recebar com urgencia, do capitn do brigue
nacional fiero, os 300 cortea de madeira, para coro-
nhas, a que se refere o aviso da repartico da guerra
de 4 do frrenle.
Dito.Aojuiz municipal de Santo Anlao, dizeo-
do que a bem do serv jo publico, cumpre que Smc.
venha a esta capital.fallar a presidencia.
Dito. Ao administrador do consulado, acensan-
do recebido o oflicio em que Smc. da parle das oc-
curreucias que houveram lugar naquella repararlo
na noite do dia antecedente, e recotnmendando que
ua distribairao de cartas, faja observar restrictamen-
te o quanlo determina o regulameolo de 27 de se-
tembro de 1849.
Dilo. A cmara municipal do Recife, coramu-
nicaodo, que tendo em vista a soa informadlo, dada
acerca do requerimento de Joaqun) Ignacio de Car-
valho Mendonja, lanjoa em dilo requerimento o
despacho seguinte : subsista o titulo passado ao sup-
plicante, e fique de oenhum cuello a concessao fei-
la a cmara municipal desta cidade, relativa ao ter-
reno de que te trata, visto, nao ser elle mais preci-
so a munieipalidade, segundo informou a supradila
cmara em 31 de outubroultimo. Igaal commu-
n cacao se fea a Ihesouraria de fazenda.
Dito. A mesma, declarando, que, tendo em
vista a sua informarlo ministrada sobre o requeri-
mento de D. Eugenia Teiteira de Moura. acaba de
laucar em dilo requerimento o despacho seguinte:
concedo licenra a supphcaule para vender do terre-
no de que se trata, a parte que termina no alinha-
meuto do leste da ra do Brum, depois de pagos os
direitos nacionaes.Neste sentido offioiou-se a Ihe-
souraria de fazenda.
EXTERIOR.
OS CUINEZES REBELDESE A SUA RELIGIO.
A ultima mala da China trotixe cousas que sob
muilm respeilos he o mais extraordinario documen-
to relativo a rebelllao que al agora tem apparecido.
Toda a aente se ha ue lemhrar que o chefe da n-
surreijao he um cerlo Tae-piog-Wang, o qual se
appellida o Rei Celestial, e inculca um carcter
mvsterioso e divino. O ministros deste potentado
so chamados re-peclivamnte os principes orien-
taes e septentrionaes, e a relittian promulgada por
eslas pessoas he um misto confuso de ideas, deri-
vadas em parte do esludo das versoes protestantes
da Sagrada Escriptora, e com olas ou commenlos,
em parte das as proprias associaof.es huddhistas.
Parece que a el-rei celestial j> procede assim para
ser grandemente temido pelos seus subditos, he ap-
pressado em sentenciar a pena capital, cruel em
prescrever trabalho n'uma estarlo inconveniente, e
algumas vezes vilenlo no seu proceder para com as
mulheres empregadas no servico da sua corte, as
quaes paaccem ler muitas cousas a fazer as respec-
tivas occupaeOes. Sendo este o estado das cousas
he annunciado que o o Pai Celeste a 25 de dezem-
bro do anno passado appareceu tres mulheres, e
ordenou-lhes queso dirigissem ao principe septen-
trional e requeressem lugar no Palacio Oriental,
para receberem as sagradas ordens ( do n Pai Ce-
leste ). Entao segue-se no extraordinariamente
rido c prolixo eslylo familiar a estas producc/ies
cbiuezas, urna grande variedade do preceitos orde-
nados pelo a Pai Celeste a estas mulheres e ao
principe septentrional, relativos a melhor adminis-
iracao da casa celestial. Entao observa-sc oulra
manifeslacao lo a Pai Celeste ao principe septen-
trional e o proprio Rci Celestial, na qual elle forte-
mente intima-lile o seu desprazer acerca das fallas
commetlidas. Finalmente o Principe Oriental com-
munica ao Rei Celestial nutra serie mui longa e cir-
cumslanciada de preceitos sobre o mesmo objecto, ac-
conselhandn por uraude humanidade e discrir^o que
sejam observados no governo do palacio e no proce-
dimenlo de el-rei para com os seus subditos, os
qoaes preccilos sao lodos nnonciadus pelo Principe
Oriental como revelados a elle pelo Pai Celestial. El-
rei Celestial neceita a revelado com o maissubmisso
respeilo, e de entao para c ere que o seu ministro
he o proprio Espirito Santo A passagem em que
he encontrada esta blasfemia, dar urna idea deludo
qoanto enche quatro cerradas columuas do Times.
El-rei Celestial dizia, que o que vos, meu irmao
Tsing, leudes referido, pode ser considerado como
nm importante especifico e precioso remedio, cujas
palavras todas sao compaliveis com o mais alio ra-
ciocinio, e devem ser conservadas como regra para
as geraces successivas, quando n nosso celestial ir-
mao mais velho Jess, em obediencia as ordens do
nosso Pai Celeste veio ao mundo, na trra da
Juda, dirigio-se aos seus discpulos, di/endnaEm
algum dia futuro o consolador vira ao mundo.
Agora o segundo irmao mais velho, considerando
que vos, irmao Tsing, me tendes referido, e obser-
vando que veis tendes feilo, deve concluir que o con-
solador, o proprio Espirito Santo, fallado pelo nosso
celestial irmao mais velho, nao he outro seno veis
mesmo.
Nesta conformidade ( acrescenla o Times ) Yang-
Sew-Tsing tem desde eniao assumido o titulo de
consolador, que he o Espirito Santo, que acompa-
nha o seu nome em todas as suas proclamac^ies. Elle
lambem requer que o seu uome seia incluido na do-
(ologia que he dirigida ao a Pai Celeste e canta-
dos pela inanliaa e no i le.
Portanlo vemos que urna nova impostura religio-
sa mais blasfemia, tendo prxima afinidade com o
Manichreanismo, lem apparecido na China por cau-
sa do eludo das versoes da Escrplura lancadasen-
tre elles pelos protestantes, sem nota ou comen-
to, n O proprio Times regosija-se com esta carica-
tura chinexa, como leudo, em substancia um ob-
jecto induhitavelmcnte benfico e nao sendo os
erro. peioresdo que deviam ser anlecipados pelo que
parece urna total ausencia de instroccilo. a O Tacto
inmediato ser reconhecer Taeping-Wang e seus
irmaos como protestantes dissidentes como o su-
perintendente de Londres ja fez quanlo aos Morrao-
nilos, .
____ ( Tablet.)
AS PROBABILIDADES DA GUERRA.
A conspirarlo se vai condensando, e a calaslro-
phe esta provavclmente mui prxima. O que ser
ninguem pode dizer. O grande drama pode con-
verter-seem urna tragedia em grande escalla, ou em
comedia. Mu i lo- inlercssesesiaoempenhadosnaluta,
e niagnem sato quaes sao as principaes partes da
cnerra que s^lo perfeilamcnle honesta- lias suas
proOssAes. At cerlo ponto o mundo em geral he
snspeilo, os ditos ao citados e as iiilencOes allribui-
das, o reverso era esperado ptlo simples bom senso
na soa simplicidade. A voz unnime da Europa
em reprovacao da Russia he agora limitada i Frail-
a e Inglaterra. A Austria esta duvidosa, e a
Prussia deixou de se-lo. Estar n allianca anglo-
franeeza tan firmemente cimentada que desafie o
derretimentado gelo do invern seguinte ?
O governo inglez desde o principio magnanime-
mcnle enelndeu lodo o risco da guerra. Este foi o
seu comportamento perante a Europa. A allianca
franceza foi urna dadiva e umacoadjuvacaovecebida
com agradecimenlo. Has o peso da lula foi empre-
hendido por nos u'um espirito de abnecaeo, e, se
as nossas palavras exprimem alguma cousa, tea-
mos aceitado o desafio rus-o que sosinhos provoca-
mos. Sendo esta a nossa posicao, e em verdade mu
erave, temos direito a pedir ao nosso governo algu-
ma energa mais, e pericia correspondente aos riscos
incurridos, alguma especie de reconhecimento de
soa parle acerca da seria natureza das suas proba-
bilidades, c urna decente preparacao para affron-
la-los. Dirigimos nossos negocios com boa dose de
confusao, e entramos na campanha com urna ebria
alegra no club da reforma. Estas orgias foram ce-
lebradas com manir energa do que se esperava da
parle dos mais velhos cavalleiros empregados nellas.
Temos ouvido dizer que o povo tomoo solemnes re-
sol ucOes no meio das uas tajas, e conservou-as
quando se achou no seu estado normal, mas os h-
roes modernos nao praticam desta maneira.
As probabilidades da guerra sao notoriamente em
favor do lado que poder sustenlar-se por mais lem-
po, e ninguem pode negar que este lado he a Russia,
um paiz reconhecidamenle inexpugnavel dentro das
suas proprias fronteirae. As alliancas para urna guer-
ra geral sao ligadll a wna infinidade de accidentes,
e pode ser dito como era geral na guerra que os
mais numerosos, os alliados maiores sao as probabi-
lidades do lado opposto. Cumes, mao humor, ou
inleresse, pode violar a allianca mais elaborada, nao
metiendo em conta a pela secreta dos commandan-r
les em chefe, que he pralicada com maior ou menor
fclicidade em todas as guerras. Se o duque de Marl-
borough nao pode ser peitado para perder urna
balalha, pode ser peitado para evita-la. ou apro-
veilar-se o menos possivel do seu triumpho. Um
general frente das suas tropas he apenas um
bomem. e se'elle v signaes distantes de que a pe-
ricia militar nao deve ser'exercida, elle pode suc-
curdbir lenlarao, e, afim de agradar a um minis-
tro ou a um soberano, pode por de parte as neces-
sidades.imperatvas da campanha.
He agora admiltido que na Europa ao menos os
soberanos nao podem tentar guerra a outro fora de
despeito pessoa I. Os iuleresses geraes dos seus sub-
ditos devem ser a norma da lei e da paz, e suppo-
mos qne ninguem contender em fawr de simples
guerra. O sangue e os tributos sao as cousas que
menos o povo deseja parlilhar, e por tanto he cla-
ramente o dever de um governo ser o mais porco
possivel acerca destas commodidades.
He neste caso que nos prejudicam osnossos sabios
governadores ; foram obrigados a fazer experiencias
por alsuns mezes, provavelmente sem um plano de-
(inilo, e o resultado be una suspeila geral que nao
reputamos boa. A blasonada expedirlo no Bltico
/
FOIHETHE
OCABiNHOBODEVERT)
Por A. te Berunril.
f'Q-
'
CAPITULO OITAVO.
i Alors Ion faiq plus aisi' me ser,
'.i Quand arec moi t/iteli/u'un le portera.
(Louise Labe ditela Belle Cordiere.)
(Continuatao.)
liaslao nao eslava convencido. Prompto para dir
razao a Mr. de Saulieu sobre a quesillo da viuha e
da couvo crespa, nao poda resignar-se a ouvir cha-
mar decadencia a arle lao original do seculo XVI.
O senlior parece-me mui cruel para com o po-
bre Rnnascimeulo, dsse elle.
Mr. de Saulieu parou repentinamente como se al-
guem lhe tivesse pisado o pe, e recobrando sua atti-
lude douloral lornou l .
O senhor me acha cruel! Oh! nao sou cruel,
nem mesmo severo. Confesso de boa vontade que o
llena.cimento y\ florescer artistas de talento, es-
culptorea babeis, pintores de merecimento e mesmo
arch,lodo Cncnliosos. O clnzel de Joolioajon nao
deixa de ler algum vigor, Raphael saba manejar
bem a brocha, e Pedro Lescot,. se houvesse nascido
em outra poca, teria lalvez produzido alguma cou-
sa boa ; mas a influencia do lempo pesou sobre essas
inlellisencias primorosas, e imprimi em suas obras
um cimlio de materialismo e de duvida, que as tor-
na dignas de tomar lugar entre as altas creaees do
espirito humano.
Raphael materialista exclamou Gastan ; he a
primcira vez que ouco dizer islo.
Ah! meu joven amigo, dsse Mr. de Saulieu
() Vide o Dtorion. 272.
rindo, se o senhor passar aqai alguns dias ouvir
muitas outras cousas. Somos quando moito tres ou
quatro em Franca que entramos nesta nova estrada,
que he a da verdade. Queremos reconduzir os espi-
ritos s saas tradiri;9cs do passado, e combater esses
preconceitos que reinam de ha muito lempo em fa-
vor das escolas italianas. Queremos fazer sabir do
tmulo o bello, que desappareceo da trra ha tres
seculos, evocar o ideial que apenas tem-se mostrado
raras vezes depois que Eludes de Monlereau cessou
de edificareCimahue de pintar; em urna palavra
queremos ligar o presente bella poca da arle, e
para isso convm que demonstremos a fraqueza das
idades que nos separam, convm que risqueuios o
Renascimenloda historia das artes.
O senhor tomou urna la re a diflicil! disse Gas-
tao que comecavn a lornar-se serio.
A quem o diz? exclamou Mr. de Saulieu. Ha
dez anuos que I rabal lio, e estou anda lio adiantado,
como no primeiro dia.
Assim o creio.
Essrs preconceitos acham-se tilo profundamen-
te enraizados que be dilHc destrui-los. Oh! eu
mesmo lenbo lutado nesta casa, e nao me tem sido
possivel realisar inteiramenleo plano que havia con-
cebido. Quera dar um exemplo. mostrar um mode-
lo de urna hahilac.lo do seculo XIII, e pcovar assim
que nada he mais bello, mais conveniente e mais
simples ao niesmii lempo, do que remontar s Ira-
dicefics de nossos av. Comprei este castello velho
com esta inlencao. Minhas posses me nao permitliam
levanla-lo completamente das ruinas, escolhi esla
torra que lem permanecido pura e intacta desde
mais de quindenios annos, e algumas dependencias
quasi da mesma poca; resolv loma-las babitaveis,
e mobilha-las commodamenle, assim como o deviam
ler sido no seculo XIII. l'rimeiramente procurei
conservar em toda a sua inlegridadc as dislribuicocs
interiores. O senhor tem podido reparar nisso.
Com effeito tornei a adiar todos os corredores
eslreitns e desiguaes do velho castello-forle, suas es-
cadas espiraes, seus akapoes, seus abysmos e suas
masmorras.
Que carcter tem isso, e como he engenhoso I
Aqu sobe-se, all desce-se, e sempre ao abrigo das
sellas dos assaltantes; estreitasjanellinhas dao justa-
quasi que-nao tem feilo nada, e he esperada no paiz
depois de ter destruido orna fortaleza nao acabada,
e depois da captura de urna incompleta guarnirlo.
A Prussia, de cuja amisade blasonavamos os annos
passados, se vai tornando diariamente mais amea-
cadora, ao passo que, por urna incompleta llieoria
de commercio em lempo de" guerra, aproveila-se
largamente da conducrao dos productos russos aos
porlos iuglezes. Dsseram-nos que as financas rus-
sas estao embarazadas, e que o commercio vai pe-
recendo no paiz ; todavia a importadlo rossa nao
diminue, e os mercaderes da Inglaterra e da Rns-
sa sao mais amigos do que nunca.
A guerra he, e deve ser, aleuma cousa lerrivel ;
de sorle que os povos c as naces devem evita-la, e
conclui-l,i. quando comecar, o mais cedo possivel.
Presentemente parece ser um passalempo. O com-
mercio com o inimiffo nao est inlerrompido. Quan-
do a guarnicao de Sebastopol precisa de horneas ou
de provises, a esquadra iogleza se desvanece a tal
ponto, que novas levas sao livremente conduzidas
ao seu deslino. O almirante Dundas parece navegar
o mar Negro com o cuidado e cautela de um inlre-
mettido na casa de outro homem. e inventa em to-
das occasies eslar fora do caminho do proprielario
quando o proprielario divaga ao p della. A guerra
que devia acabar era urna campanha pode tornar-se
um pleito de chancellara, um legado para os nos-
sos netos ; e a allianca franceza desvanecer-se como
nevoa da manhia, e nos achrenos repentinamente
as mao- do czar.
Urna guerra aggressiva exige, como primcira con-
dicao, que seja activa e vigorosamente dirigida. Os
nossos soldados estao n'um pajz eslranho, em um
clima desconhecido, provavelmente fatal; portanlo,
quanlo mais breve for a sua eslada all, melhor. A
prudencia coramam exige que nao percamos um
dia, mas appliquemo-nos nossa obra sem demora.
Se Sebastopol poder ser tomada, seja islo feilo de
urna vez, e entao veremos o que mereeetn os uossos
prophetas da paz. Cada dia intilmente gasto he
urna perda posilna para nos, e um ganho positivo
para a Russia, ao passo que as probabilidades se
mtiltplicam contra nos, entre toda a popularlo do
Oriente. Os Turcos e os Gregos igualmente nos des-
prezam, e qaarquer governo da Europa que se lem-
brar da correspondencia de lord Palmerston nao
pode confiar em nos. Se nao temos de ficar armia-
dos em presenta de urna batalha, devemos appare-
cer cedo, porque os nossos amigos nao angmentam.
e os agentes da Russia talvcz nao durmam durante
o prximo invern, posloqueo rcspeitavel Alar-
deen esleja i frente do governo inglez. (dem.)
Discurso pronunciado por Mr. Troplong na
aessa'o publica anonal da aoeiedade de atrl
cultura d Eure.
Senhores.
Nada ha mais liberal que o objecto desta reuniao.
Vs queris animar industrias modestas e servicos
praticados em humildes posicoes socaes, vineles hon-
rar em sua humilde obscuridade, pobres servidore
que quando pralicaram a dedicarlo e a fidelidade,
nao aspiravam a recompensa. Todos vos que aqui
representis a administrarlo e a propriedade, roigis
de a per lar a mao desle bomens honestos que pagam
3 sociadade o trbulo de seu rude trabalho.
Com effeito, a agricultura.cuja festa aqu celebra-
mos, se compra/ com os hbitos de nma familiarida-
de pa ir archa I. Ella* enlloca mesma mesa o amo
c o servo ; epproxima o cultivador e o colono, sua-
viza os.a- desigualdades que nao obstante arharcm-
se na nalureza, devem com ludo ser allenuadas por
costumes racionaveis. Onde encontraremos em um
mais elevado grao qne em sea seio a solidariedade
dos interesses, que he um dos maiores lajos da so-
ciedade Quando o colono experimenta soflri-
mentos, nao lera o proprielario parle nelles ? E
quando 3 propriedade he exposla a viciiludes, es-
tar o colono ao abrigo de funestos reacees ? Muito
se tem filiado e abusado da fraternidade, eu encon-
tr aqui a verdadeira fraternidade, aquella que re-
pou sobre a nalureza das cuusas e sobre senlimenlos
innatos daquelle que permane fiel as rclacestradic-
cionaes da vida dos campos {vivaapprovafao.)
A. prosperidade da agricultura depende de mui-
tas causas.
Ella exige do estado ordem e segnranca ; d'admi-
inslrar.rao vias d communicacao e urna proteceo
iolelligeota; pede aos capilaes um concurso fcil e
opporluno ; sciencia, progressos no desenvolvi-
menlodos meios de produccao. Porem todas estas
cousas reunidas calliriam sobre urna trra estril se
esta Ierra nao fosse fecundada pelos suores de urna
classe rustica, poderosa pelo numero e pela sua boa
organisacao. Sobre seu esforzado ardor repousa a
produccao agrcola ; de seus infatigaveis bracos de-
pende a alimentacao do paiz. Seriamos pois ingra-
tos se nao proclamassemos lodos, com as mais vehe-
mentes sympathias, a alta eslima que se liga sua
condirao e sua obra de todos os dias ( applausos.)
Ha no mundo paizes tao bellos e tao feriis como
a Franja que nao se achao inscriptos entre os estados
egilisados, porque Ibes falla urna classe rustica, co--
rajosa e largamente constituida que pos-a tirar da
Ierra os thesourosd'agricultura.
(luiros depois de terem resplandecido com o mais
vivo brlho como o imperio romano, se tem enfra-
quecido e abismado, porque a populacho rural desa-
corocoada e decimada por mas inslituicoes cahira em
urna triste decadencia (tita adhesao.)
Sea Franja he felizmente um dos maiores estados
da Europa, he porque os seus ca111p011ez.es, ha mui-
to lempo, nella lem oceupado, pelo sea numero e
por suas qoalidades rooraes, um posto coDsideravel,
e porque tendo feilo na propriedade conquistas pa-
ra 11 el as aquellas que fazem na libordade, elles se lem
tornado urna das columnas do edificio social. Toda
a naco que pode possuir urna populacho agrcola
fortemenle assenlada sobre a base do trabalho livre
encerra, em si elementos para um ejercito formida-
yel, e por consequencia pode exercer nma grande
influencia na poltica. Porque nao he um paradoxo
o dizer-se que a agricultura e a guerra ligam-se es-
Ireilamenle.
Os mais gloriosos annos de Roma silo aquelles em
mente a claridade necessaria para guiar-nos neste
magnifico labyrinlho. Porm o senhor nao pode crer
quanla energia tenho empregado contra meus ami-
gse prenles, e at contra meus obreiros para con-
servar lodos estes reparlimenlos em seu estado pri-
mitivo. Um quera que eu abrisse janellas grandes,
outro que pnzesse os patamares ao nivel, um Icrcei-
ro qu alargasse as e-cadas c os corredores. Todos
prelendam que nao estamos mais na media idade, e
que por coiisegiiinle eu n8o liiiha necessidade de
mcommodar-me lano em minha casa para pr-me
ao abrigo do exterior. Einlim venc; mas nao sem
trabalho.
Concebo isso fcilmente, disse Gastao, o qual
comecava a considerar a Mr. de Saulieu como um
excellenle objecto de ruriosidade.
Mas o peior foi quando tralou-se da mobila.
Ji quiz ao principio proceder com rredida, branda-
mente, e para isso irtamlei preparar um gabinete com
movis, ciijos modelos eram tirados das miniaturas
edos baixos relevos do seclo XIII; boas movis
bem espessos, bem massiros e bem solidos, em urna
palavra monumentos.
E conseguio sso?
Os obreiros nada comprehendiam, e fo-me ne-
cessario Irabalbar com elles. Apenas lerminou-sc
meu gabinete, lodos vieram v-lo, e cnlao comera-
ram minhas tribulacOcs. Primeiramente os que vi-
nham vsitar-me queixavam-se de que a porta era
muilo estreita, e que os ferros Ibes rasgavam a rou-
pa ; ferros do seculo XIII authenticos! Depois acha-
ram que as caderas eram muilo pesadas, eram ne-
cessarios constantemente dous criados para fazerem
manobrar as poltronas, e um dos visitadores aconse-
lhou-me que Ihes pozesse rodinhas. O senhor com-
prehende isso? Rodinhas em poltronas do seculo
XIH Bem entendido, eu nada fiz. Ilouve muitos
que se queixaram de estarem mal asseutados, e me
pediram a permissao de ficarem em p. Com effeilo
os assentos das caderas erainde carvalho velho, bem
escuro e bem espesso; nossos cavalleiros da media
idade n.lo eram efeminados como os de hoje. Para
aquecer o quarto, que era mui grande,eu linha dei-
xado intacta a antiga chamic, urna bella chamin
que nao linha menos de quioze ps de abertura,
emfim urna verdadeira chamin. Como as sctlciras
que ella pedio a charra soldados e generaes. A
Franja paiz agrcola por excedencia he lambem o
mais marcial do mundo (apphutos) e'nossas pbalan-
ges nao lem adquirido 13o grande nome seno por-
qae tem por nacleo a mocidade de nossos campos,raen
vigorosa e intrpida, que leva para os arraiaes suas
virtudes nluraes,islo he,a coragem e a sobriedade, a
forja e alegra, a disciplina ea impetaosidade ( Mui
ticos applausos.)
He dos campos, senhores, que temos visto sabir
tanto heroesque tem hanhadocom seusaneno os mais
celebres campos de batalha da Europa elevando alao
ceo a gloria de nossas armas. He dahi|qaehoje sahem
seus mulos que a Franca ee imperador enviam
para o Oriente a defender a cansa da civilisajao, no-
bres sustentculos dessa poltica prudente e altiva,
que vai tomar a desforra de iW4 e 1815, sem per-
turbar o equilibrio europeo e sem faltar a f dos tra-
tados. ( applausos proMlf*jb.) Elles encontra-
ran, sobre cssa Ierra do Oriente o nome francez
conhecido ha sete scula, pelos prodigios de valor ;
porem desta vez o estandarte da civilsacao susten-
tado senao com mais ccra?om, ao menos com mais
disciplina e accordo, nao conharari os mos dias de
Ricardo e de S. Luiz ; e a hflaenra do Occidente
permanecer dominante nos lugares que nada mais
querem que o ser reanimadoi pelo sea espirito. (Mui
tita adheiSo. )
N3o vos admiris, senhores. de que estes pensa-
m en I os se nos lenham appresen^ado nesta solemnida-
de toda pacifica. Por toda a parte onde virdes urna
reuniao de bomens dos campos, ficai cerlos que ah
existem vivas recordajoet de najsosfeitos mililarese
um senlimento profundo da naftjooalidade franceza'
O camponez tem lambem sua poesa e suas legendas.
Ootr'ora elle cantn em seus sarties Carlos Magno,
Rolando, e Heorique IV. Hoje, ama maior figura
lem oceupado o lugar desles grandes nomes.
Napoleao i., seas bravos e suas batalhas, eis a
epopea que recila-se com admirajio nos momentos
em que o repouso succede ao trabalho, e era qne se
suavisam as fadigas do dia pela* historias maravi-
llosas do lempo passado. Um velho militar que
vio Aosterliz 011 Moscow abi existe, que narra a
seu modo os altos feitos do grande homem : um res
tracto preso parede da cabana o mostra aos olhos
do auditorio enlhusiasmado ; o cu I o do herosmo se
entrelem nestas almas ingenuas ese transmute de
paisa filhos. (Applausos prolongados.)
He esla religiao, preciosamente conservada atravez
de todas as vicissitudes da polilic;. que se revetou
immediatamenle no dia em que foi necessario tirar
a Franja do abyamo da anarchit. Os camponezes,
sem ter necessidade de reunies |rcparatorias, nem
de juntas eleiloraes, acbaram em ^eu corarao o no-
me de Napoleao, e levanlando-se se urna i oulra e-
Iremidadc da Franca, pediram quclle que linha o
direito de successa que se collocasso a frente do
paiz, bem convencidos de que cll- jaoieis sera in-
fiel aos inslinclos populares, ao amor da Franca e
ao genio conservador e organisador do huela 1 or de
sua raja. O acontccimenlo mostrou que urna inspj.
rajo providencial esclareca suas conscicncias .sim-
ples erectas. Elles acharam, com o seu ordinario
bom senso, a solujo de urna questao problemtica
para os mais habis, e a Franja deve sua iniciati-
va um governo, que nao s tem feito desapparecer
nossos tristes dias de anarchia, porm que faz com
que elles nasjam brilhantes sobro o horisonte da
Franja, e nos tem rollocado na vanguarda da Euro-
pa. (Bravos prolongados.) Vigiemos, pois, com so-
licitude sobre os interesses desta classe que presta
tao ulil concurso ao raovimento progressivo da so-
ciedade franceza. Ella nao he ambiciosa nem tur-
bulenta ; nao gosta das revolurGes nem da poltica
ruidosa, que as prepara. O que ella exige he a or-
dem, a seguranja e o trabalho. O imperio que por
ella loi tao enrgicamente applaudido lhe tem pro-
curado estes bens, cujai raizes tinham sido cortadas
pela anarchia dos aonos precedentes. (Viva adhe-
sao.) Porm, senhores, esta classe trabalha e nao
medita ; ella pralica os usos e nao esluda as ideas de
reforma. Vos que sois o pharol da sciencia, tendes a
misso de estudar por ella, de vir em sea soecorro
e de a excitar, qur por preceilos, qur por exem-
plos, no caminho dos aperfeijoamentos pelos quaes o
trabalho lorna-ie mais reraauerador.
Nao podis fazer, com certeza o digo, cousa algu-
ma que seja mais conforme com as intenjoes de um
governo, qoe conta entre seus elementos de solidez a
dedicajDo sympalhica de seus camponezes. Todo
que apoia suas preoecupaces favoraveis ao ho'nem
do campo he considerado por elle como um servijo
publico e como um beneficio. Esse vosso dever he
lano maior, senhores, quanto os camponezes desta
provincia tem permanecido inaccessiveis s doutri-
nas subversivas que em urna poca anda rcenle de
enferraidade moral tentaram laucar a discordia en-
tre o proprielario e seus colonos. (Signaes de assen-
timenlo.) Nao lernbrarei as ideas de louca ambijao,
que entao foram apregoadas por urna seila de eco-
nomistas revolucionarios laucando sobre a proprie-
dade a laxa do crime de usurpajao. Ellas ficaram
gravadas na memoria doshomens sensatos como urna
das maiores-iherraces do espirito humano. Porm
nossas popularnos ruraes nao sedeixaram embar
por esse assalto dado contra sea bom senso, cm pro-
veito de suas paixoes. Ellas virara sem hesitar os es-
tratagemas dos agitadores, e immoves como um ro-
chedo no meio dessas tentativas facciosas continua-
ran! a traballiar no melhor aecrdo com o propriela-
rio para fazer face s miserias do lempo. (Viva ad-
hesao.)
Esse accordo, senhores, deve ser cimentado pela
nossa afleijao para com os homens que respeitao tan-
to os direitos de cada nm, e que comprehendem
com essa sapiencia propriado genio normando a mu-
tualidade dos doveres sobre a qual repousa a socie-
dade. (applausos.)
Elles arabam de alravessar dm anno penoso, e em
virtud? da insufficiencia da ultima colheila muito
soffreram; porm nao murmuraran). Affirmo que
nesle deparlamento o numero dos delictos, que or-
dinariamente se eleva nos annos de caresta, foi um
ponen meuos consideravel que nos annos preceden-
tes; e nao ha cousa alguma que proclame mais so-
lemnemente a sahedoria das populaccs, sehabito
de ordem, seu respeilo pela autoridade e sua confi-
anja no governo. Acrescentemos, senhores, que
nessa crisepenivel, cada um cumprio o sea dever.
Os ricos multiplicaran! os soccorros individuaes; as
localidades, porfa, oneraram-se extraordinaria-
mente, e o estado derramoo a raaos cheias os abo-
nos necessarios para que os trabalhos nao fossem n-
terrompidos. Ainda nao he todo : o governo do im-
perador, tomando desde o verlo passado urna inicia-
tiva previdente, ordenou medidas administrativas
proprias a fazer chegar aos nossos portos trigo eslran-
geiro desuado a soppir o dficit da colheila. tira-
cas sua intervenrao opporluna, o commercio in-
Iroduzio em Franja mais de trezentos milliMes de
francos em cereaes, e em virlude disso os recursos
acham-se proporcionados s uecessidades do consu-
mo. Sem duvida o governo id|e podia fazer descer a
baixo prejo os trigos que a H-, ^aco devia trans-
portar d'America, da Hespanhi'-d do Orieute ; po-
rm elle previnio nma fome desastrosa, e a Franja
tendo segura a sua subsistencia, e ajudando-se a si
mesma por um esforco comraura, pode entrar rsn-
lulamente em urna poltica exterior, que marcara
com um carcter novo a segunda melade deste secu-
lo. (Bravos prolongados.)
Felizmente este lempo de privajes e de sacrificios
(3o corajosamente supporlados chega a seu termo.
A Providencia que vio a resiguajao e a constancia
das popularnos, quiz recompensa-las. Urna eulftwla
quasi duplice da precedente coroa os esforjos dotdi-
tivador, e enche seus celeiros. Todas as forjas so-
ciaes \an. pois, tomar um movimento livre de pre-
occupajes desagradaveis; ellas se dirigirn com ar-
dor para o desenvolvimento da riqueza publica e pa-
ra o cuidadu de nossa gloria nacional. O trabalho das
manufacturas tan activo neste departamento, se pre-
para para urna campanha brilhanle a que o convida
a prxima cxposirilo universal, onde elle espera en-
contrar o consumo ao nivel dos productos da Ierra.
A agricultura nao ficar atrs; ella dar o pao a bom
mercado, c o trabalho com abundancia, e nada mais
nos restara, senhores, que felicilar-vos pela preste-
za do cultivador em ajudar-vos as vias dos melho-
ramentos, dos quaes sois instigadores esclarecidos.
Este discurso foi seguido de uuanimes applausos.
(Moniteur Unitertel.)
que davam claridade sala nao linhain vidraras pa-
ra estarem mais complefamente na verdade histrica,
as mulheres queixaram-se do ar, e chegaram at aa
ponto de n3o quererem ficar no gabinete, e os ho-
mens que at eniacrnao haviam ousado queixar-se,
i untara ni-n is. Emfim foi urea conspira j3o geral con-
tra o meu pobre gabinete. Nao me faziam mais visi-
tas, ou punham por condijao que scriam recehidos
em qualquer outra parle na adega, no relleiro, no
paleo, exceplo nessa sala maldita. Ah! meu charo
amigo, essa sala causn muilos dissabores, deu-me
os primeiros cabellos brancos.
E porque o senhor nao a abandooava? pergun-
lou Gastao.
Ah! Foi islo o que vi-me obrigado a fazer.
Ha quatro annos queso eu entro nella. Hei de mos-
Irar-lh'a.
Mas, emfim, tornou Gastao, o senhor nao leve
de lular seuipn; mu obstculos insuperaveis; porque
ohservei que o gosto mais histrico tinha presidido
decorajAo delodasas parles, que tenho sido alao
presente admiltido ao favor de visitar. O quarto
que oceupo dala ao menos de tres seculos, a sala
em que acabamos de almocar nao be mais mura, e o
salao em que madama de Saulieu fez-mc a honra de
receber-me lioutem pareceu-mc ser de um seculo
XVI bem escrupuloso.
O seculo dezeseis ? Eis o que me faz desespe-
rar ; ludo isso he do seculo dezeseis, mas que seculo
dezeseis '! Um seculo dezeseis com cnxinspor Inda a
parte, tapetes debaixo dos ps, sofs para se deilar,
colchocs por baixo das portas para evitar a entrada
do ar, cadeiras baixas junio do fogao, relogiosde Luiz
XIII, cofres de ninbarias, mesas de trabalho, mesas
de trabalho O senhor comprehende isto em urna
mobilia do seculo dezeseis I Mas emfim minha mu-
Iher o quiz. Ella lem caprichos inexplicaveis, quiz
em seu quarto um toucador com todos os utensilios
ordinarios. Movis de formas chatas e lisas, cantos
ledondos, emlim lodo o mo goslo das mobilias mo-
dernas : forro de damasco, cortinas de renda, tapetes
de flores, e para coroar a obra um piano a um can-
to ; um piano aqui, em um castello forte do seculo
treze I Esse piano foi o primeiro desgosto que mada-
ma de Saulieu causuu-me.
INTERIOR.
BAHA.
O dia 28 de ouinbro.
O clero desla capital deu o maisaulhentico e so-
lemne testeinunbo de respeilo, gratidaue amor ao
I'atii. o U-, 111. Sr. D. Romualdo Antonio de S'eixas,
no dia anniversario daquelle em que, pela disposi-
j3o da Divina Providencia, fura elle sagrado arce-
bispo da Bahia, metropolitano e primaz do Brasil.
Vinle e seis annos de um governo erdadeiramen-
te pastoral e apostlico, um saber incootestavel, as
mais eminentes virtudes e o mais acrisolado zelo
pelos interesses da igreja justificara plenamente es-
sas homenagens sinceras e espontaneas que S. Exc.
Revro. receben no dia 28 de outubro de 1854. O
clero pois, honra lhe seja feita, cumprio o seu de-
ver ; e nessa demonstraran de seu reconhecimento
congratulou-se de ver confundidos os seus senlimen-
los com os de lodos os mais diocesanos.
Na vtespera desse glorioso dia a matriz, todas as
eapcllas filiaes, e os conventos da freguezia de S.
Pedro, em que se acha actualmente residindoS. Ex.,
illuminaram-se, e bem assim as casas de todos os
ecclesiaslicos residentes nella ; e os sinos de todas
as i'rejas aonuuciaram esse jubilo.
As 11 horas do dia pouco mais ou menos, cele-
brou-se naquella matriz missa solemne com eiposi-
jao do Santissimo Sacramento cantada pelo Illm. e
Rvm. Sr. conego thesoureiro-ror da cathedral Ma-
noel da Silva Freir, assislindo no solio S. Exc.
Rvm., por cuja conservarlo o incruento sacrificio se
olTereceu no Allissimo, que por sua misericordia o
collocra na cadeira episcopal desla diocese, para fe-
licidade e gloria de seu rebauho. Urna grande con-
currencia de ecclesiaslicos de todas as jerarchias, e
urna numerosa mullidao de fiis enchiam o templo.
Sem que precedesse convite algum mais do que ua*-
simples annuocio desse festejo, espontneamente e
com a maior satisfacao.lodos allise apresentaram : o
Illm. e Rvm. provisor do arcebispado, o Illm.e
Rvm, Cabido, os Rvms, prelados de todas as ordens
religiosas, c muilos de seus Miembros, os Rvms. vi-
garios geraes desta capital e de Valonea, os Rvms.
parochos, a congregarao dos lentes do seminario ar-
cbiepiscopal, a que seencorporra para mais expri-
mir sua gralidao o Rvm. D. abbade geral de S. Bea-
to que all rege tambem urna cadeira ; os semina-
ristas do mesmo seminario,tendo sua freute o Illm.
e Rvm. reilor, qne deiiou de estar enlre o Rvro. Ca-
bido que periclito, para tornar mais respeitavel e
digna de allenjao esta inslituijao que he una das
mais preciosas podras da mitra de S. Exc. Rvm., as-
sim como o pequeo seminario de S. Vicente, insti-
tuido igualmente porS. Exc. com auxilios que para
isso sollicilra do governo de S. M. Imperial. Os
lentes desle seminario abrilhanlavara a corporajao
desses jovens alumnos, esperanjas da igreja e do.esla
do. O Rvm. superior das innaas da caridade ahi
esleve lambem representando esse sublime eslabe-
lecimeoto que atiesta que o zelo de S. Exc. Rvm.
eslende-sc a educajao religiosa da mocidade de um
eoulrosexo. Todo o clero emfim, regular e secu-
lar, qne lungo fora nomear a cada um, concorreu a
juntar suas preces as que o celebrante dirigi a Dos
pelo grande prelado.
A irmandade do Santissjmo Sacramento assistio o
acto, dando provas do mais profundo respeilo ao ve-
nerando pastor da igreja bahiana.
O archeologo den um suspiro profundo e conli-
nuou:
Ainda admilto isso porque est err seu quar-
to ; mas eslenderseu capricho sobre toda a casa, fa-
zer col locar armarios e hoteles por toda a parte, fa-
zer abrir janellas onde nunca linha havido, inlro-
du/ir fraudulentamente al em meu quarto movis
modernos, exigir que cu leuha no meu salao poltro-
nas elsticas! Que lhe direi ainda '! Ah meu charo
amigo, o senhor he mojo ; mas se algum dia casar,
procure urna mulher que participe de suas ideas e de
seus goslos. Eu nunca disse tanto a ninguem ; mas
com o senlior sinto o corajao Iransbordar-rae, e, nao
posso conler-me. Tenho escondido muito lempo a
todos os olhos a cbaga que me roe ; mas o senhor -or-
prendeu-me cm um momento de fraqueza, e nao te-
nho mais a coragem de occultar-Ihe nada. Padejo,
meu charo amigo, mas evilo dar-lhe a saber isso ;
ella lio um anjo, estou certo que se sacrificara para
curar-me, e nao quero que se sacrifique.
Devo expiar minha culpa ; quiz ler urna compa-
nheira joven e bella, nao tenho o direilo de pedir-lhe
que entre comiuo nos arcanos da sciencia, nao tenho
o direilo de impor-lhc gostos que sua educajQo nao
proparou-a para comprehender. He urna deagraja
para mim e nada mais.
Mr. de Saulieu passou rpidamente a mao pelos
olhos e conlinuou com um acceutn commovido, que
contrastava singularmente com c lom fri que liabi-
tualmente linha : ,
O sei hor parece tomar costo pelas cousas de
outra idade; quanto cu seria feliz, se encontrasse em-
fim um corajo e um espirito para corresponder ao
meu espirito e no meu corajao. se emfim achasse um
homem para compreliender-me e participar de mi-
nhas penas c de minhas alegras I
Pronunciando estas palavras, o archeologo aperla-
va com effusao as mao- de Gastao, o qual nao achou
que responder. Nlo sabia mais que devia pensar
do casal que tinha visla. Quem era mais desura-
jado '.' Pouco antes era a mulher, segundo as appa-
rencias, e agora podia-se crer que era o marido.
Mr. de Saulieu e seu hospede linham chegado
porta da galera. O archeologo laucn um ultimo
nlhar sobre suas podras queridas, e sahio da sala le-
vando Gastao comsigo.
Concorreram tambem a irmandade do Senhor da
Paciencia, erecta na matriz, a de N. Sen hora do Ro-
sario da capella do mesmo nome, a do Senhor dos
Martyrios da capella da Barroquioha.
tlrou o Rvm. padre meslre plegador imperial Fr.
Arsenio da Nalividade Moura, reilor do seminario
de S. Vicente; alm de seo reconhecido crdito de
insigne orador, elle reuni mais a circumslanca de
haver assistido o acto da sagraran, cojo anniversario
era solemnisado.
Qualquer elogio que fizessemos a esse bello im-
proviso ficaria aquem de seu merecimento. Dare-
mos apenas um ligeiro esboco dos pensamenlos que
nos foi possivel conservar na memoria.O orador a -
proprio 11 ao objecto o mais anlogo trexo do evaoge-
ihoEyo eleg vos de mundo.
Deseuvolveudo magislralmenle esse thema appli-
cou-o com toda a expressao da verdade a S. Exc.
Rvm. a quem o Senhor havia escolhido no meio de
um mundo de decepjao e de miserias para ser como
S. Paulo, um novo vaso de eleijao, afim de que col-
locado no fastigio da igreja, derramasse a luzes de
sua sabedoria e a influencia de suas virtudes na tr-
ra que dominavam as irevas e as paixoes. Para que
o louvor ostenlasseo mrito da veracidade, o eru-
dilo orador desfiou ante seu auditorio os Tactos da vi-
da apostlica do metropolita do Brasil, e para nao
se tornar demasiadamente extenso s de leve pode
tocar nos principaes, omitlindo muitos que enche-
riam voluntes, e que sao de lodos conhecidos.
Com o elegante eslylo que lhe he natural, elle des-
creveu essas lulas parlamentares, em que o zele a-
cr\ solado e a sabedoria do Ilustre prelado e pro-
fundo estadista sustentou os direitos, os dogmas e a
disciplina da igreja universal, e triumphou dos er-
ros, dos sarcasmos e da irapiedade.
Brilhantes quadros, magnficos tropos, sublimes
e philosophicas reflexes pintaram esse combale
glorioso, em que a voz pacifica, mas enrgica, de
um verdadeiro apostlo confundi as aggresses e os
intentos de poderosos inimigos da religiSo.
Com novos rasgos de elevada eloquencia moslrou
os servijos do Exm. arcebispo da Babia na restau-
raran e governo de sua diocese. O clero sureindo,
como a luz, do meio das Irevas, pela voze pelos ex-
emplos de seu chefe para elevar-se no horisonte
que deve Iluminar ; acreajo de dous seminarios
regularmente organisados, nao obstante innumeraveis
obstculos, lento essas fundajes por lint a educajao
intellecluatmoral c dos aspirantes ao sacerdocio,fran-
queando-se aos que nao seguem a carreira ecclesias-
lica o aproveitarem-se lambem de seu presumo ; o
eslabelecimento das IrmHas'da Carjdade para a ins-
Irucro luterana, moral e religiosa das meninas,
para o soecorro dos pobres e dos enfermos necesMia-
dos; a ulilidade e a consolaaBo" que os-presos lem
recebido dos padres lazarstas, "esles e ontros bene-
ficios de igual porle, e que estao vista de todos, fo-
ram pelo dislinrlo orador lembrados, bem que em
l'geiro perfil, m honra e grdtuiTlo'objeclo de seu
discurso. t
Para mais realce da feslividade, S. Ex. Rvm. te-
ve a salisfajilo de ver que ella foi axeculada por ec-
clesiaslicos, quasi linios filhos de seus seminarios,
lendo un- rcebido as sagradas ordens de suas maos,
c oulros aspirantes dessa honra, concorrendo cada
nm com seus conhecimcnlos e prestimos a abrilhan-
l.ir o acto pela maior espontaneidade e dedcajao.
O coro do introito foi numeroso e de admiravel des-
empenho. Sob a regencia do Rvm. Sr. Leoncio I-
zidoro de Souza.
A orcheslra toda composta de padres lano as
vozes como no instrumental, a excepje de tres a
quatro pessoas paia completar os instrumentos de
sopro necessarios, esleve excellenle, sendo o Ece
Sacerdos, que se cantara ao inzresso de S. Ea.
Rvm. inteiramente novo e de composijao do hbil
seminarista o Sr. Clarimundo Alves dos Santos For-
tes, que o apromptou em dous dias e dedicou-o ao
Exm. prelado : e o bello e barmonioso hymno,
que se ouvio antes du sermo entre os melodio-
sos sons da mais feliz execujao, fora composto em
latim pelo Rvd. Sr. conego vinario de S. Auna, Joa-
uim Cojueiro de Campos c a msica pelo Rvd. Sr.
vo Jos Ferrcira, que da mesma forma a dedicou
S. Ex.
Todos os que compunham a orcheslra satisfizeram
completamente provando par da sua gralidao ao
chefe da igreja baiana, os seus talentos e iprogresso
na arle da msica, queostentou.desla vez a gravida-
pe religiosa propria da casa de Dos.
Concluida a nii-sa, quando se relirava S. Ex., sem
davida cheio da mais doce consolaban por se ver cer-
cado da c-limr e respeilo de seu clero, cujo melbo-
ramento tanto tem promovido, este, assim como todo
o povo se chegaram reverentes e innundados de pra-
zer para beijar-lbc a sagrada m3o. Nesta occasiao
lhe foram olferecidas pelos Ilustrados Srs. proles-o-
res Guifherme Balduino Embiross Camacan, e Joao
da Veiga Murici a Ode e o Soneto, que publicamos
esle no presente numero dp Notiador, e aquella
noanlecedente,dislribundo-se entao impressos pelos
assislenles. Estas duas excelleutes poesas foram co-
reas de gloria que vieram, completar as demonstra-
jOes doquelle dia. .
Os insigues poetas acharam as magnificencias e
verdades da religiao e as virtudes e saber do prela-
do as mais sublimes inspirajdes para canta-lo. Os
Rvds. Srs. Ivo e Clarimundo vieram tambem depo-
sitar as mos de S. Exc. as suas composijOes de
mnsica. de que j fallamos, e que haviam cuchi.lo o
aodiloriode (3o agradanveis seusaroes. Das tribunas
do templo, engradecido por tao pomposa c tocante
scena, cahia urna nuvent de flores ua passagem do
amado metropolita, que em sua sabida receben de
lodas as pessoas presentes as mais expressivas provas
de considerarlo eamor, sendo por todos acompanha-
do al meter-se na sege.
Nao pararam abi, porm essas provas, immediala-
mente o dignoaSr. conego rcitordo seminario archie-
piscopal de Santa Thereza, acompanhado de seus
Seminaristas loi cumplimentar a S. Exc. Rvm. na
casa de sua residencia ; o mesmo fez a illustre con-
gregarao dos lentes do referido seminario.
_ As irmandades da fregoeziae minias pessoas dis-
liuclas pralicaram igualmente.
Assim foi solemnisado esse dia lo estiraavol para
o clero e para toda a diacese haiana, que se glora
de possuir um pastor, cujas virtudes e sabedoria lem
retumbado na civilisada Europa. Os cos conservem
seus preciosos dias por dilatados annos para conti-
nnacSo desses bens.
Sao esses aa ardeotea votos daquelle, que cheio do
maior eulhusiasmo lem a honra de escrever estas li-
nhas, e que sendo o mais indigno e humilde de todos
os ecclesiasticos, ha recebidos de S. Exc. Rvm. oa
mais assignalados beneficios.
A CONCORDATA DA SANTA SE.
a As concordatas ( diz Mr. l'Abbl Andr no seu
Curso de Direilo Cannico sao contratos synal-
lo mal ico-, uue obricam igualmente a ambas as" par-
tes contratantes. Por urna concordata o papa se 0-
briga em nome da igreja de que be chefe, por si e
os seus successores para com o governo, com o qual
CAPITULO NONO-
o Je sents tout mon corps et transir et bruler. B
(Raciue, l'hedra.)
Uro semblant* alegre e zombeteiro aguardava Mr.
de Saulieu porta de seu museo dos anligos.
Que I disse o recemebegado, he assim que se
traa aus melhores amigos 0 senhor est em Ostre-
val ha tres dias, e eu nada sabia 1 Se um acaso nao
me tivesse conduzido a esle lugar, eu nao teria re-
cebido i.io boa noticia Como est ? Fez boa via-
cem '! Divertio-se cm Dieppe ? Os banhos lhe fize-
rain bem '!
Mr. de Saulieu abaixou humildemente a cabera
diante dessa torrente de perguntas, e limitou-se a
apertar a mao que o interlocutor lhe eslendia.
Muilo estimo, conlinuou este romo se o ar-
cheologo tivesse respondido aftirmalivamente as suas
inlerrogajfles. A saude be urna cousa excellenle. Eu
nunca eslive doente, por sso ando sempre alegre.
Nao pergunto-lhe noticias de madama de Saulieu
porque acabo de apresenlar-lhe minhas homenagens,
e, salvo um pouco de pallidez, acho-a boa.
Graras a Dos, disse o castellao ; mas permita-
me que lhe aprsenle o meu juven hospede, o senher
Gasiao de C.havilh.
Mr. de Chavilly, disse o alegre personasen) to-
mando vivamente a mao do mancebo, como se fora
um amigo velho, lenbo a salisfajao de conhece-lo.
Meu amigo, Mr. Rigaud, continuos Mr. de
Saulieu.
Gastan inclinou-secom graja, e ficou recalado.
Mr. Rigaud tinha manciras burguezas, e urna sem-
eeremonia que offendeu a delicadeza do mancebo.
Tudo o que havia de bom, de araavel, de franco e
mesmo de espirituoso 110 vizinho e rival de Mr. de
Saulieu sollri.i sombra dessa educajao um tanto
grosseira, e desses hbitos fallos de dislincjao. Para
aprecia-lo devidameote era preciso ter o lempo ou a
occasiao de penetrar al suas qualidades atravez da
casca de seusdefeilos ; mas quem conseguisse conhe-
ce-lo, diflicilmenle deixaria de araa-lo.
Alm disto Mr. Rigaud nada linha em sua pessoa
que previniste em seu favor, e que podesse agradar
a tiastao. Suas faces chalas, sea nariz erguido para
o co, seus beijos grossos, seu pescojo de touro, seus
(rala, o qual igualmente se obriga para com o papo,
nos termos da concordata. Podemos dizer que aa
ellas a base do direito eeclesaslico moderno: quasi
todos os governos da Europa e alguna da America
as tem celebrado, como vimos no rpido bosquejo
histrico do estado actual do catholicismo. Ha-
vendo as modernas revoluces alterado profunda-
mente asregras por que se governava ootr'ora a igre-
ja, esta como mi desvelada, tem ammmodado a soa
disciplina as cirenmstancias especiaes de diversos
povos.
Acha-se a igreja brasilefra de posse de lodos os
direitos e antiqnissimos privilegios de que gozava
a igreja lusitana na poca da separaran das duas na-
j&ea, que at entao tinham constituido s urna : nao
nos parece porem assaz solido o fundamento em que
se lirman esses direitos e privilegios. O primeiro
imperador do Brasil nao deveu o Ihrono heranja
paterna, mas sim unnime acclamacao dos povos,
ao reconhecimento nacional pela soa sublime reuun-
cia da curda afionsina ; assim pois os direitos do pa-
droado, qoe pela bulla de 7 de juoho de 151 i o sum-
mo pontfice Leio X. conceden ao Sr. rei D. Manoel
e aos seus successores sobre todas ai igrejas e domi-
nios ultramarinos, nao lhe sao iransmissiveis. A ju-
risdiejao civil com que nomeam os bispos e proveem
os beneficios ecclesiasticos he assegnrada aos monar-
cbas brasileiros como chefes do poder executivo,
pelo 2. do arl. 102 da conaliluijio do imperio;
falla-lhes porem a jurisdijao cannica.
Consta-nos que as bullas pontificias, que l'ha con-
ferirara, romo grSo-meslre da ordem de Chrislo a ru-
jo cargo, como be geralmente sabido, estavam ane-
nexas certas regalas -espiritoaes, lendo chegado em
lempos em que os nimos nao gozavam da necessaria
calma, deixaram de ser placiladas pelo c orpo legis-
lativo, a quem compela como encerrado dlsposijao
geral : no caso porem que hoje se qnizesse remediar
essa falla, julgamns que ser necessario revo-
car o decreto que secolarisou cnlre nos a ordem de
Chrislo.
A Sania S desejando sempre estrellar os laces
que a une a esta Uo remota parte do rebanho calho-
lico, e apreciando devidamenle os senlimenlos reli-
giosos que nuirem os nossos soberanos, tem acolhdo
benignamente as supplicas para creajao de novos
bispados, e a presenta jao dos eleitos paraos exislen-
tes; mas salvando sempre as suas prerogativas, ron-
fe re para cada.caso especial aos imperadooes do Bra-
sil o direito do padreado. Cumpre qoe cesse tal es-
tado provisorio ; releva que celebremos com a San-
la S urna concordata.
Para facilitar as negociajes diplomticas, e ao
mesmo lempo mostrar ao mundo, que apezar de ser-
ros um povo novo, achamos-nos na altura do pro-
gresso humanitario, seria conveniente qoe se revo-
gassem aquellas disposijes legislativas, que se acha-
rem em flagrante contradicho com os principios re-
ligiosos que de nossos pas herdamos. A livre com-
municacao dos bispos com a corte de Roma deve ser
solemnemente garantida, facultada a convocajao dos
) nodos provinciaes e diocesanos, tao otis para a ex-
tirparlo dos abusos introduzidos na disciplina eecle-
siaslica, e abolido o beneplcito para a concessao das
grajas espiriluaes. He justo, e diremos mesmo ne-
cessario, que o subdito hrasileiro peca venia ao seu
guveruo para poder gozar das honras e dislioccoes
concedidas pela Santa S : he um acto de deferencia
para com os seus superiores: mas que para obter
urna graja, que uoicamenle affecla a sua consciencia,
ou a dispensa de algum impedimento reservado, se-
ja preciso implorar o beneplcito, fazendo transitar
ostegredos das familias pelas secretarias, he o que
nos parece pouco em harmona com as reuras de
jostlja pelas flnaos se dirigem os actos do nosso go-
verno.
A Sania S outorgaria pela concrdala aos impera-
dores do Brasil o direito de nomear os bispos e pro-
ver lodos os beneficios ecclesiaslicos do seu imperio,
achaudo-se assim reunidos na sua pessoa os dous po-
deres, temporal e espiritual, necessarios para um se-
melhaate acto.
O governo brasileiro nao deixaria por seu turno
de compromelter-se a lomar effeclivo o art. 5. da
nossa constituirlo poltica, que declara a religiao
calholica e apostlica romana a do imperio,le s
permute o exercicio das oulras relgioes no seu culto
domestico ou particular, em casas para isso determi-
nadas sem forma alguma exterior de templo. Nao
somos retrobados, nio suspiramos pelos autosde f;
desejamos ao catholicismo conquistas pacificas, pro-
fessamoso dogma da liberdade de consciencia ; mas,
' visla de 13o terminante disposigSo do nosso cdigo
poltico, parece-nos incrivel que se tivesse consenti-
do na uditicajaodo templo anglcaoo da ra dos Bar-
bnos, da igreja evanglica da ra dos Invlidos, e
de algumas das seitas dissidentes, qne existem na
nossa Ierra,
Pensamoslamrem que nio |seria diflicil o obler-
se do sanio padre*nma delegajo perpetua de algu-
mas das faculdades de que gozam os bispos no Bra-
sil, e como sejam as dispensas dos impedimentos di-
rimentes de consanguinidades e de affinidade nos
graos cima do trceiro qne sao precisamente as qne
mais se solicitam ntrenos. Estando nos empregados
n'uma secretaria ecclesiastica, tivmos occasiao de
conhecer praticamenle esta verdade, e vimos que as
faculdades do nltimo breve dos 25 annos concedido
pelo actual summo pontfice em dala de 17 de mar-
co de 1 Sis,escolara m-se em pouco mais de doas an-
nos por isso que sendo pequea a popalajSo do Bra-
sil, subsiste nelle o nso de casarem-sa os pareles
enlre si. Os casamentas mixtos, mui frequeoles em
um paiz de colonisaj3o como he o nosso, tambera
se acham redazidos no referido breve a muito
poneos casos, e colioeados os bispos na impossibili-
dade de ocecorrerem s uecessidades espiriluaes
das suas ovelhas, vendo-se na trale collisao de,
ou deixarem lavrar nos seas rebnnhos o (escn-
dalo das anies incestuosas, e herticas, ou de mul-
tiplicar ao infinito as epikeias. Todos reconhecerao
comnosco, a quasi impossibilidade qoe tem muitas
pessoas habitadoras das regifies mais longinquas do
imperio de recorrerero a Roma, ou ainda mesmo ao
seu delegado nesta corle para alcanjarem as dis-
pensas.w que precisam ; alem de qne os povos de
ultramar se acham de posse do uso de eneonlrarem
taes recursos nos seus bispos diocesanos. Cremos
pamente que tal aulorisaco, nao nos ser negada,
eque a Santa S muito folgar de provar-noso seu
jubilo pelo progresso que na nossa trra tiverem fei-
to as saas eorthodoxasdnulrinas.
Nao he do nosso intento oflerecer aqai um projec-
lo de concordata, faltam-nos para isso as necessarias
habilitaroes, e fallando nos nossos Apontamentos de
tao importante materia, temos nicamente por fim
chamar sobre ella a altenjao dos nossos canonistas,
para que lhe hajam de consagrar as suas brilhantes
pennas, e sobre tudo elevar a nossa dbil voz aos de-
graos do throno daquelle a quem o Brasil se ufana
de ter dado o ser, e em quem deposita as suas bem
fundadas esperanjas ; julgamos ter dito assaz para
dispertar engnhos curiosos, pedindo ainda urna
vez desculpa, ecorrejao dos nossos erres.
(Apontamentos relig. pelo Con. Pinheiro.)
mrmhros de athteta, seo andar desigual, antes le-
riain repelllo que atlrahido, se um sorriso ioressan-
te, olhos vivos e cheios de urna benevolencia comi-
ci, una certa physionomia leal e franca nao tivessem
temperado felizmente o brlho brutal de sua feial-
dade.
Madama de Saulieu que tinha a mais rica e mais
delicada ndole que se podia encontrar, n3e se en-
saara muito lempo, debaixo do tufo reconhecera
logo a veia de ouro, e linha a Mr. Rigaud cm urna
perfeita eslima, a qual nao contribuir pouco no
meio das disputas archeologicas a conservar aperla-
dos os lajos que uniam os habitamos de o-lreval au
critico zombador das torres quadradas e da classifiea-
jao hyerarchica dos campanarios.
Exislia entre madama de Saulieu e Mr. Rigaud
um accordo tarilo.'uma especie de compromisso para
combater a mana do archeologo e abrir-lhe os olhos
se fosse possivel sobre a exagerajao de seu espirito
de svslenia. Mr. Rigaod tinha comprehendido a
Iriste existencia da moja, esem que se tivessem ajus-
tado, havia tomado a missao de reconduzir o marido
a ideas mais saas e mais sociavis. A' medida que
Mr. de Saulieu construa, com grande reforjo de tri-
Inilajoes para a mulher, alguma hypolhese grande e
capciosa, Mr. Rigaud acuda logo para riestrui-la ; a
medida que elle emprehendia em Oslreyal alguma
nova loucura, v a-so apparecer a figura diablica de
Rigaud, e com um dilo caustico, com urna phrase ir-
reverente e cmica esle abata a coragem do sabio,
e tornava-lhe os projectos tao ridiculos que o pro-
prio Mr. de Saulieu se teria envergoohado de exe-
cuta-los.
Mr. Kigud pareca ter o presenlimenlo dos mo'-
menlos crticos, e quando chegava, podia-se certa-
mente presagiar que tinha descoberto a pista de algu-
ma nova presa.
Tal era a tarefa que se tinha imposto a si mermo
junto do castello de Ostreval, Tinha influido muito
as modificajoes profundas que haviam sido feitas
ltimamente na mobilia do velho castello ; mas isto
era pouco. Mr. Rigaud sondou a profundeza da
chaga no corajao de madama de Saulieu, jurou des-
goslar o marido do proprio castello, e encaminhava-
se brandamente para esse brilhanle resultado.
(Coniintiar-se-Aa.)


:*i.


KOMA E CONSTANTINOPI.A, OV O EVAN-
GEI.HO E O ALCOHAO'.
I ara o seculo prsenle muilas descohertas esta-
vam reservadas no dominio do positivo, e mais
unda proseguiram talvez al o tim dellc porque
os benefcios do Creador nao se exhaurem, nem se
circumscrevcm em urna cerla poca somente. Tam-
hem do dominio philosophico se jactara as geracoes
desle mesmo sectilo de ter subido a roobecimentos
culminantes, e de ter preparado um futuro seguro
para os viodooros philosophos, e bases inconcussas.
onde elles se apoiem nao mais como indagadores,
poremsimcomo imiladores. Has assim como a-
descoberlas deste secuto nao sao superiores as da
bastla, da imprenta, e da plvora ; assim tambera
os progressos da razao para as acquisices'philosophi-
ras nao tem noseu elenco novidade alguma que fa-
ca obscurecer o que ha de grande em Platao, o A-
iisloleles entre os pagaos, e em S. Thomaz. Scolo
l.eibinicio, Malebranche, e outros \arns gloriosos
cutre os christos. I'orquanto iicnliuiii philosopho
de nossos dias lera a capacidade de responder como
o Dr. Scolo, a duzentas objecces pelo rigor sillo-
gislico ; e qoaiito a existencia de Dos, immortali-
lade d'.ihna. origens de ideas, facilidades elementa-
res, c oulras questOes philosopliicas transcendentes,
no Tundo nao se tem Jeito mais que o collier de um
e de outro o que ha de mais acertado, e fazer-te o
syslema do eclectismo, ou reduzir a davida carte-
siana o que ja eslava estabelecido por verdade in-
conteslavel... O que mais adianlam Laromiguiere,
C.ousin, e Damiron em origens de ideas, que or.
Arnaldo ? Que accordo ha entre elles sobre o que
seja idea ? Em que adianlam a psycologia os que
lioje fazem entender simplesmente por actividade a
vontadc? Nao he com razao accusado de panlheis-
la o Ilustre Cousin por varias de soas como que ori-
ginaes enunciares'.'
Assim, eporoolras mais claudiucTies os philosophos
nossos contemporneos so tem verdadeiro mrito em
embellezar a philosopbia com as gracaa da elocucAo:
no mais esli subslancialmenle no vanilas vanila-
litm, as illuses do racionalismo. Ora a poltica
do seculo tarabem he obra ou parte da philosophia,
ou do racionalismo do seculo, por que ella pertence
ao dominio philosophico, atormente, porque hoje he
urna das mximas dos philosophos a independencia
da philosophia da theologia, independencia que
milito se deseja ver reinar sem allianca silenciosa
com o genero theologico. Por islo mais que em ne-
nlium lempo anda a poltica multiforme, infiel, e
simulada. Se vos gabarem alguem de retinado po-
ltico, pedi-lhe asprovas; e veris se assenlam sobre
.1 sincendade, sobre a igualdade de mutuas vanta-
gens, sobre a palernidade para com os povos, sobre
o fraternal desejo de ver florecerem os povos visi-
nhos, sobre a gloria do clirislianiamo, sobre as bases
da moral evanglica. Esla he a poltica que man-
tera e motivou a guerra do Oriente; multiforme,
porque ora rene christos con Ira mussulmanos, ora
rene mussulmanos e christos contra christos; urna
vez a pretexto de civilisacao invade a povos pacili-
eos e sinceros, oulra vez a prelexto de equilibrio
laura nu a um povo, ou a um monarcha na offensi-
va contra um povo, ou um monarcha oulr'ora sal-
vador, ou bemfelor ; um dia finge pugnar pela boa
fe dos (ractados, outro dia pela independencia de
um povo opprimido; hoje pela conservaco das pos-
sessOes adquiridas, auianhaa contra o perigo do en-
graudecimenlu de alguma nac'io ; agora faz 'soccor-
rcr um povo para a sua liberdade ; d'ahi a poucu faz
exigir com antearas a inderanisacao do soccorro
prestado. Por lim ahi temos a poltica empenhada
em sustentar ao mesmo lempo a cruz de Jess Chris-
to e o al Tange de Mahomet; em defender Roma co-
rno cabera do calholicismo, e Constanlinopla como
cabera do islamismo ; em pugnar pela causa fassim
dizem da civilisacAo de inflis contra a causa da
emancipando de chrisiaos ; em sustentar no throno
da conquista de saocue ao suliao para abaler no
throno da conquista ou nao conquista ao czar, afim
de manter, diz ella, a observancia dos tratados, e o
equilibrio europeo, e de defender a capsa da civi-
lisWIOi
Tambem estava reservado para esle seculo (cousa
inaudita.') a frequenle demoustragao de jubilo entre
os christos pelas victorias alcanzadas por sectarios
de Mahomet contra christos. E ver-se em um mes-
mo campo da balalha chrisiaos orando a jess Chis-
to para dar victoria aos inimigos delle.e ao p desles
os inimigos de Jess Chrislo orando ao seu prophela
para derrotar oa correligionarios dos seus alliados,
ciijo lieos elles negara, e cuja religiao elles abomi-
nan!. Conseguida a victoria dirao os christos au-
xiliares: vosso Dos rio-la deu e a vos tambera. Res-
Imu ler io porm os Turcos: nao, qoem no-la deu e
a vos foi o nosso prophela, que he maior que o vosso
liaos. E os chrislianissimos Francezes devem alter-
car com seus alliados e amigos inflis, ou devem ca-
lar-te em signal de-assenso? Os mesmos Inglezes o
que devem fazer neste caso ? Os Turcos tendo a sen
favor o eslarem na posicao de coosequenles dirao
lgicamente : ou foi o nosso Quisto quem nos deu a
victoria, ou nao; se foi, he mais por querer que os
seus i rentes morram as nossas otaos, dando-nos
trumpho comodevido ao nosso prophela: se nao
foi, o nosso prophela enlao he oais poderoso do que
elle. Sero criveis os chrisUlos se desculparem-se
com seus peccados?
Porm quem trabalha para que Roma seja a capi-
tal do mundo chrislao, nao pode ao mesmo lempo
trabalhar para que Constautinopla seja a sede impe-
rial do islamismo. u sou a videira, diz Jess
Chrislo, e meu pai he o agricultor. 'Judas ai va-
ra que nao derem/rucio em mim elle ai tirar: e
todas as que derem fructo alimpa-las-ha para que
o deem maii abundante. Eo que diz o Dr. das
Genlest A'o ro prenda** ao jugo com o inflis.
Porque, que uniao pode hacer entre a juslica t a
iniquidad?.' Ou que commercio entre a luz t as
trecas ? E que concordia entre Chrislo e Beiiat ?
Ou que lociedadeentre o fiel e o infiel i E esta so-
ciedade nao existe hoje ? Certamen le. Pode ella ser
DIARIO OE PERMMBUCO TERCA FEIR 28 DE NOVMBRO DE 1854.
a favor da cruz, qoando ella favorece o al Tange ? So
di-lo-ha que sim a poltica do ulerease as vanta-
geni do mar Negro, e a do receio da perda das con-
quistas do Iudostao. Contra esta poltica bem cabe
a reeomroendacao aseuinle do mesmo apostlo. Es-
/ai sobre aniso, pan que ninguem vos engae com
philoiophiai, com 01 leui fallacei lophismas, se-
gundo a li adtrraa das homens, segundo os ele-
mento! do mundo, e nao segundo Chritlo. Por
quaulo de qual dos dous lados poderemos aQlrmar
que un delles pugna pela virlnde, se como diz o
mesmo apostlo: Todo o mundo etl pollo ao malig-
not Sim, nao pretendemos fazer a apologa do
czar: a poltica do seculo pode mu bem ter na cor-
le de S. Petertbnrgo um dos seus bracos, ou ambos.
Mas como ha de ella parlir dos pazes calho-
heos para ao mesmo lempo empunhar a cha-
ve de S. Pedro e a cimitarra de Mafoma ? Como
ha de partir dos demais paites christos para pre-
gar ao mesmo lempo a verdade do evangelio e a to-
lerancia do Alcorn t Para conciliar as preces ao
crucificado com as preces ao falso prophela ? Dar-
se-ha urna nova transfiguraco vista pelos alliados
Alahomelaiio-ChrislAo*. na qual lenham visto Jess
Chrislo concertando com Mahomet os meos de al-
liar o islannismo com o christianismo? Porem qcan-
ias vezes recorameudou o Salvador precanca contra
os falsos prophetas 1 Pois foi somente sobre unta
pedra qoe disse elle edificara a sua igreja.
O czar he mal intencionado, he despota, intenta
subjugar toda a Europa. Seja elle ludo islo : um
ra chrislao em Constantinopla sob a proleccao das
demais nanees, como agora se projecta em favor do
suliao desaterrara o Occidente, e abrir o commer-
cio do mar-Negro ; assim como um rei chrislao na
Grecia franqueon o Archipelago. Humanamente he
impossivel que a Russia -pela adjunecao da oarquia
conquiste a Europa, quando ditas potencias hoje
Ihe est dando que fazer ; nem o czar se ha de en-
carnar em seus successores para perpetuar semelhan-
te designio. E se nao fra a conveniencia propria
que hoje move os alliados chrstao-mouros, quem
podera tomar contas a um monarcha independenle
sobre o rgimen que segu em seus estados ? Quem
al agora empregoa algara meio para fazer o czar
abolir o castigo de seis mil chibatadas ? Assim como
quem nunca iulerveio no mao Iratameolo que a In-
glaterra tem dado a Irlanda? Quem tem sido advoga-
do da cansa da civilisacao nessas barbaras oppres-
soes que as memorias dos viajantes referem desles e
daquelles paizes nos seas dominios ? Esperi-se que
a 1'urquia agradecida fara grandes concessOes aos
seas vassallot christos. Moito bem : islo pode ser.
Porm ah temos sempre nm canto da Europa su-
geito ao islamismo, e mis poneos de milhoes de
rhritUoH avassallados em todas as sais geracoes pe-
los renles do falso prophela. Oh! que honras para
as potencias chrstaas que poderam humflhar a Rus-
sia I
_ Terem conseguido para seos irmaos em Jess
Chrislo nma perpelnidade de vassallagem aos infieis
rom a .ti(Terenca de ser mais suave que dantes! En-
tretanto fice o islamismo de col aleado em Constan-
tinopla por maos catholicas para oppor urna elorna
harroira a dilatara'! delimites que ouse la/ero a-
postolado expedido pelos successores do divino cliefe
lo chrislianismo Se jamis passou pela mente de
Mahomet que os descendentes daquelles a quem elle
fez degolar para sobre seu sangoe as-onlar o sen fal-
so parir larrha.lo, e a abnegaro do Ilnmem Dos,
serian dnhl a algnns serulos os proprios qoe por
ctTlm inleresses puxasscm o ferro para em soccorro
dos inimigus que elle lhes dcixou derramarcm o san-
ue uns dos outros, e proclamarem os triumphos e
as gloras dos taes herdeiros de soas imposluras e de
seui mas-acres !
Mseros soldados francezes e inglezes, qne a pre-
toxlo de pngnarem pela caosa da civilisacao, de que
nao tem consciencia, estao acabando seas das nos
horrores de nma nefanda peste, longo da patria, dos
pais, da esposa, doa filhos e dos amigos, sem que
lautos sacrificios Ihessejain lomados pelo Salvador
em conla de soas expiacoes ; pois certamente seme-
ntante causa do civilisacao nao he a causa do que
milita por Jess Chrislo.
Honra a todos os aovemos qne armados de neu-
Iralidade pimpam as vidas de seas compatriotas, para
nao fazertn Uo vergonhoso papel em um seculo cha-
mado das luze, e nao merer-erem a maldico da
posteridade, e a colera do Divino Senhor, a qual
pela pele cholerase raanifesta contra os que pelos
seus mundanos interesses vilipendiam o nomedu
mesmo Divino Senhor, invocando-o em publica'pre-
ces, para qoe se digne destruir os que n'eile creeni,
e dar gloria aos que o negam, e deshonram.
Se estes mens ssntimenlos nao sao bem cceilos
ante o nosso Hedemptor, Elle seja servido fazer-me
coiiherer a verdade ; pois que pela pouca luz de mi-
nharazao n.loposso comprehender como os mem-
bros daa igreja Calholica Apostlica Romana, e ou-
tros traaos em Chrislo, julgam virtode o derramar
sao sancue. e o sangue d oulros seas irmaos, para
que perpetuamente fiqne illeso, e prospero o impe-
rio dos rninrrgos seos, e do seu Dos. Amando a li-
berdade, aversando o despotismo, e adorando o Di-
vino Fundador de minha religiao nao posso igual-
mente comprehender como deve o homem amigo da
liberdade syntpalhisar com a proleccao aos filhos do
Alcorao contra os filhos do Evangelho, emhora estes
lenham hoje um bom sulla, c aquclles um mau
czar. Melhor he que taes sympathias, ou anlpa-
Ihiasse nao lenham por inherenlcs a estes ou aqucl-
les partidos polticos, que hojo dividen os povos em
varias nares.
Por quanlu conscio estou de que a forma porque
pens he determinada pelo principio religioso, pelo
qual rae custa conceder que o uosso Redemptor leve
a bera que seus crenles, que Ihe rendem culto, soc-
corram contra os seus proprios aos que Ihe negam a
divindade, e cima d'Ells poem um falsario, smen-
te por conveniencias pessoacs ou sociaes, c por' ac-
t6es que nao sao referidas a Eile.
Para os christos lerem paz, a equilibrio interna-
cional, he condicao necessaria que o Alcorao seja o
11 i-phiiro, e os Dardanellos ? Oh Que injuria ao
Evangelho I Ou enlao anda nao he esle o seculo
das luzes. Muriri.
imill
OS PEQUEOS SEMINARIOS,
Sua necessidade e especialidade.
Os pequeos seminarios sao os viveiros da igreja
de Franca, nelles, como em sua origem primitiva,
he que ella se renova, sao elles o berro de seas pa-
dres, a escola principal de seas doctoro-, o solo ori-
ginario de seus apostlos, o asvlb da mais religiosa
edurarao.
Ninguem ha que ignore os grandes sacrificios que
todos os das fazem os senhores bispos para assegu-
rar a existencia e prosperidade de seus pequeos se-
minarios, porque comprehendem assaz, que ludo
quanto diz respeiio a taii preciosos estabeleciraentos
toca de mui perlo aos direitos e inleresses os mais
sagrados da religiao; todos sabent igualmente, com
que unanimidade de senlimentos, com que firmeza
de proceder, com que elevara de liuguagem o epis-
copado francez, em peso, protestou contra os obst-
culos oppressivos dos decretos de 18-28, e ltima-
mente na memoravel controversia, excitada por esta
grande questao, elle ha de novo Teilo ouvir sua voz,
com essa moderar "o. essa forca, de que suas protes-
laroes hao conslantemeule olTerecdo um lao nobre e
lo constante modelo. Emlim, o chefe supremo do
episcopado calhotico, este pontfice immortal, que
ora preside lo gloriosamente os destinos de toda
igreja, ha pouco diriga a todos os bispos do mundo
estas palavras taosolemnes: Conlinuai, veneraveis
irmaos, a desenvolver todos osesforcos, toda a ener-
ga de vosso zelo episcopal na edurarao dos jovens
aspirantes do sacerdocio, que por vossos cuidados
se lhes inspire, desde a mais teoraidade, o gostode
urna piedad, e de urna virtude solida, que se-
jam iniciados, sb vossos olhos, no estudo das ledras
na pralica das forles e saas disciplinas. Augmeatai
se mister fr, o numero de suas pas instituirles, col-
locai ahi meslres e directores excellentes e capazes,
velai sem repouso e com a maior dedcarao para
que nesles santos asylos sejam elles constantemente
formados na sciencia e na virtude, e sempre conTor-
me ao ensino calholico, sem o menor perigo de con-
tacto com o erro, qualquer que seja a sua especie.
Ao ouvir laes palavras fcilmente concebe-se que
ilacar os pequeos teminarios he ferir no coracao a
igreja e a seu sacerdocio.
Sei mui bem que espirilos preocupados de velhos
raneares e cedendo a prejuizos cerrados ptocuram
ainda por em duvda a necessidade e especialidade
dos pequeos seminarios. Ja combad laes adversa-
rios de nossas escolas, e julgo ainda urna vez dever
refuta-los, depondo nesta obra as provas irrecusaveis
de seus erros.
Espero que agora, como sempre, continua rao meus.
leitores a preslar-me sua benvola attencjfo, sobre-
tudo excitando este debate justo e profundo inleres-
se. E hoje he elle mais importante que nunca. Os
pequeos seminarios acabara de ser libertados da
longa e dolorosa oppressao que sobre elles pesara, e
as vistas das familias chrstaas ja livremente se dir-
gem para estes asylos da santidad. He pois de mui
grande urgencia fa/e-los conhecer, definir exacta-
mente sua natureza, sea verdadeiro um, e especia-
lidade conveniente, e d'ahi explicad qual o religioso
respeiio que devem lodos guardar a liberdade das
vocaees sacerdolaes.
As Jes solemnes que1 promulgou a igreja na ins-
tiluicao dos pequeoseminarios, todas as regras
que ella (racou sobre um tal assumplo, o fado de
sua existencia desde os primeiros seculos do chrs-
(ianismoiiivencivelmeote provam que ero? todos
os lempos fpram'elles iulgados desumrna indispensa-
bilidade. r
Digo mais. Os estadistas os mais eminentes hao
sempre recon herido e proclamado a necessidade d'es-
las casas especiaos, nao s para a igreja, como pira o
estado e para a sociedade.
A necessidade, pois, dos pequeos seminarios
he manifestanentc fundada na ualu e/.i das cou-
sas.
Nao he de evidente intnico que desde a adoles-
cencia se devem formar os jovens aspirantes nos cos-
lumes ecclesiasticos, preserva-lns dos pergos do
mundo e do escndalo dos coslumes pblicos, es-
tudar e cultivar n'elles o germen de \cao que
lalvez lenham recebido de Deus, applica-los em-
lim a estudus especiaes, e que toda relaco lenham
com as fuuccoes "sagradas que preenclierao nm
da "!
A igreja, esfabelccendo laes escolas, regulando lu-
do o queconstilue sua existencia, cercando-as de to-
da sua sollicitudc, nao faz mais que ceder a urna ne-
cessidade imperiosa, e obedecer ao dever que lite he
impostoo de formar c perpetuar seu sacerdocio.
Eis porque a exslcnoia dos pequeos seminarios
havia precedido is mesmas leis. que no vieram se-
an para fortificar inttiluicoes j fundadas. Fcil he
convencer-se do exposto quem consultar osannaes da
igreja.
Desde os primeiros seculos que floresciam escolas
em Alexandria, Roma*, Hippona, e em todas as de-
mais parles do mundo calholico. S. I.e.lo Magno as-
sim o suppoe quando ordena aos bispos da frica
que s sejam promovidos ao sacerdocio os que hou-
verem paseado a vida toda, desde seus primeiros au-
nas, nos exercicios da disciplina ecclesiastica
Eis ainda como um antigo ministro de inslruc^ot explicacOes dos devere e obrigarfics que todo o
pubhca.um proleslanle. demonslrava, para nossa chrislao tem a cumprir, para que possa salvar-se,
poca, a especialidade das escolas ecclesastiras.
Em oulros lempos, quando as rrencas religiosas
cram geracs c poderosas, quando as razies munda-
nas de abracar o sacerdocio hradavam alto, quando
essa carreira era, por assim dizer, a porla para a for-
tuna, para o favor e para as honras mui bem con-
cebo que de laes eslahelecimenlos uenhuma necessi-
dade houvesse. comprehendo mui bem que se poda
recrutar o clero naturalmente, suffiricnlemcnle as
escolas publicas, no meto da educarSo commum, c
que cntSo, sob laesdindicOes sociaes'. fosse de mais
utilidad para a sociedade e para o clero, que as es-
colas publicas fossem escolas ecclesiaslicas prepara-
torias e que a par de Conde fosse educado o grande
Bossuel.
o Mui bem concebu isso, repito-, mas gmenle
em urna sociedade, onde geracs e poderosas erara as
crencas religiosas, onde a carreira ecclcsiaslica era
assaz lu illiante e deslumbradora para allrahir um
grande numero de aspirantes.
a Mas hoje, senhores...... allentai bem ao redor
de vos, e nada absolutamente, nada he semelhanle
sociedade de oulr'ora. De um lado o imperio das
crencas prodigiosamente enfraqueceu-se; de outro,
os motivos mundanos, de fortuna e de poder
que lanos homens angariavam carreira eccle-
siastica, nao mais existem, dcsappareceram; de sor-
tc que nem as consideracijes moraes ou mundanas,
que natural e fcilmente enchiamas fileiras do cle-
ro se enconlrain em nossos dias, e na sociedade
actual.
Entretanto, senhores, hoje tanto quanto oulr'ora
o imperio das crencas religiosas nao he menos neces-
sario, ou anlcs, nao hesito em dze-lo, hoje elle he
mais necessario que em nenhum lempo, necessa-
rio para reslabelecer na sociedade inlera e as al-
mas de todos, a ordem e a paz tao profundamente
alteradas.
He pois para nossa so-iedade actual, do maior
interesse, do interesse maior que nunca, se he possi-
vel conservar cuidadosamente e propagar o imperio
das crencas religiosas, e se o estabelecmenlo das es-
colas secundarias ecclesiaslicas he de recouhecida ne-
cessidade para o recriitamento do clero, e propaga-
cao das crencas e influencia religiosa, "digo que ain-
da que em oulras pocas, fossem ellas nma institui-
do pouco necessaria, hoje tormr-se-hiam de urgen-
ti-sima necessidade, a que a sociedade e os poderes
pblicos devem prestar o mais decidido c constante
apnio.
a Sustento pois como boa, til e necessaria so-
ciedade actual e de felcissima influencia a exis-
tencia das escolas secundarias ecclesiaslicas.
{Soticiador Calholico.)
PERWM'CO.
a)
Aps os vertiginosos lempos dos primeiros seculos.
diz o sabio papa lien edicto XIV, e logo que a Iran-
quillidade sereslabeleceu, (ralou-se inmediatamen-
te da mstituirao dos seminarios episcopacs, nos quaes,
sob os olhos iln hispo, os joceni aspirantes deviam
ser educados e instruidos, al que houvessera allin-
gido a idade de receber as urdens sacras, e segundo
o 3.">. canon do Concilio de Nicea, he ordenado aos
churepiscopos educar os clrigos, distribui-lns pelas
igrejas, e velar que sejam ensmados. Nos seculos
seguintes Iratou-se menos dos seminarios episcopaes,
porque, diz ainda Benedicto XIV, inslituiram-secol-
hegios de clrigos no recinlo dos mosleiros.
Fcil he comprehender "que nao venho sobre esle
ponto escrever urna erudita disserlacilo, limilo-me a
algumas cilacoes decisivas, coraprometicndo-me, se
acaso se podesse contestar as minhas cilacoes, a cor-
robora-las com todos os monumentos da historia ec-
clcsiaslica. J Irouxe barra S. I.eao e Benedicto
XIV, mas nao sao somente os soberanos pontilire- os
que elevam a voz, os concilios larobem fallara; limi-
tarmc-Iiei a apresentar algumas cilacttes.
Ordenamos, diz o concilio de Toledo (565) que
os mocos destinados ao clericato, sejam instruidos,
desde seut mais verdes anuos, na casa da igreja,
sob as vistas do bispo, o pelo chefe por elle desi-
gnado.
O concilio de Vaison (529) ia ainda mais longo,
ordenando que a casa de cada padre fosse, de algu-
ma sorte um pequeo seminario, atiestan! que tal
era o uso universal eslabelecidotta Italia (2).
O sexto concilio de Pars exprime-se, pouco mais
ou menos, nos mesmos termos.
Eu devia ao menos, recordar alguns d'esles anligos
mondmenlos.j que muitos escritores modernos hao
sustentado que esse cuidado especial da infancia cle-
rical fra posterior ao concilio deTrento;urna tal
opiniao he esiranho e grosseiro erro, porque o im-
mort.il concilio, sobre tal ponto, nada mais fez que
confirmar todos os decretos dos precedentes conci-
lios. Eis soas graves palavras a respeiio.
n Nao he pessivel que os moros sem que Dos
lhes conceda urna protecrao toda particular e pode-
rosa, aperftiroem-se e perseveran na disciplina ec-
clesiastica, se desde sua mais tenra puericia nao
houverem sido formados na religiao e na piedade,
autes qoe o habito e o veneno dos vicios se apossem
de suas almas. O santo concilio ordena que ludas
as igrejas cathedraes, metropolitanas, e oulras su-
periores a estas, cada urna na razflo de suas Vacuida-
des e extensao de sua diocese, sejam obrigadas a nu-
trir e educar na piedade c instruir na profissao e
disciplina ecclcsiaslica um certo numero de meninos
de sua cidade, diocese ou provincia.
Neo).somos os nicos, j o hci dito, a pensar d'es-
le modo, relativamente a necessidade das escolas es-
peciaes para o sacerdocio.
a Mister he, dizia Mr. Portalis, que a moc-
dade destinada ao sacerdocio seja, desde a
mais tenra idade alimentada a sombrado san-
clnario mister he, que ella cresca na piedade,
e que se dispona, pela oraeflo e coslumes religiosos,
para esta vida de sacrificios eabnegacao que deve
ser a sua, que seja instruida nao s pelos piedosos
exentlos como pela licsp de seus meslres. K para
isso necessario he eslabelecer escolas especiaes, to-
das especiaes, todas ecclesiaslicas.
i Eslas escolas sao os pequeos seminarios, os
pequeos seminarios, a condicao necessaria da exs-
lencia dos grandes, como estes a rondic,u necessaria
da existencia do sacerdocio; os pequeos semina-
rio! qoe sao o viveiro dos discpulos destinados a po-
voar os grandes seminarios; onde formam-se os
padres.
o Os pequeos seminarios devem existir, por
isso mesmo que os grandes existem; A Franca
sempre em seu seio os leve. Os caones do sexto
concilio de Paris, celebrado em 827 sob l.uiz o Bo-
nacho, ja a ell referiam-se.
Desde o concilio de Trenlo, que os nossos res os
hao sempre conservado sob sua imracdata solictlii-
de. Ura gran le numero de onlenares o atiesta,
monneotc a declararlo de 1G98, qoe assim resa.
jovens clrigos pobres, de doze annos de idade, e
que parecem ler boas dsposicoes para o estado ec-
clesiaslico.
JURY DQ RECITE.
4.a sesaao' ordinaria;
Dia 27.
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Clementino Car-
neiro da Cunha.
Promotor o Sr. Dr. Antonio Luiz Cavalcanl de
Alhuquerque.
Escrivao Joaquim Francisco de Panla Esleves Cle-
mente.
As dez horas feila.i chamada, acharam-se presen-
tes 48 juizes de faeto."
Foraru dispensadas da sessao os Srs. Domingos Af-
fonso Nery F'crreira, (hesoureiro da fazenda, e Dr.
Joaquim de A quino Fnn-cca, presidente da junta de
hygiene publica.
Foi dispensado da sessao emquanto durar impedi-
mento que o prive de comparecer, o Sr. Dr. Fran-
cisco I'ereira Freir e Jnaol.eitc de Azevedo.
Foi dispensado da sessao oSr. Joio Francisco Re-
gis Quintella.
Foi multado em 20$0UO rs. alm dos juizes
j declarados as actas anteriores, o Sr. IziduruJJos
Pereira.
Foi declarada aherla a sessao, e o Sr. Dr. jniz mu-
nicipal da segunda vara apresentou preparados os 18
processos seguintes :
1 Summario crime, autor a justica ; reo Joo
Francisco Ferreira.Preso.
2 dem, aulor a juslica ; roo Jo3o Ribeiro de Bri-
lo. preso.
3 dem, por queixa de Jos Joaquim da Silva Go-
mes ; reo \ cente,cscravo de Antonio Goncalves da
Silva.
dem, aulir a ju-lica ; reo Jos Joaquim do
Y i-cimento.Preso.
5 dem, autor a juslica ; reos Luiz Manoel Ro-
sendo de Brilo e Malaquias Leite Braga. Pre-
sos.
6 dem, aulor a juslica ; reo Joaquim Gomes.
Preso.
7 dem, aulor a juslica ; reos Claudino Joao Fer-
nandes de Castro e Mara Magdalena do Nascimen-
lo.Presos.
8 dem, autor a justica ; reo Francisco Jos de
Araujo.Preso.
9 dem, autor a juslica ; reo Manoel Ignacio da
Concei^ao Jnior.
10 dem, autora juslica; reos Francisco Ribeiro
Tavares c Jacob de Mendone. Ribeiro.Presos.
U_ dem, autor a justica ; rcocapilo tcnente An-
tonio Carlos Figueira de Figueiredo.Preso.
\2 dem, aulor a juslica ; reo Antonio Ferreira da
Encarnacao.
13 dem, por queixa de Jos D'as da Silva Car-
deal ; reo Francisco Jos Coelho.Preso.
ii dem, autor a justica ; reo cgela Mara da
Conreirao.Presa.
15 dem, aulor a u-dica ; reo Francisco Antonio
Alves Mascareohas.afiaocado.
16 dem, aulor a juslica, reo Joao Baplisla Furia-
do.Afianrado.
17 dem, aulor a juslica ; reo Americo Jansen
Telles da Silva Lobo.Aiiancado.
18 dem, por queixa de lela Xavier c Silva ; reo
Feliciano, escravo de Francisco dos Res Na-
niz Campello.Afiancado.
Fez-se a chamada e comparecern) os reos afian-
zados.
O Sr. presidente declara, que tendn de examinar
os processos snbmettidos ao conhecimento do jury,
adiaya a sessao para as 10 horas da manhaa do dia
scguinle, e convida os senhores jurados para com-
parecern puntualmente, a hora marcada.
oceupava-se o mu fervoroso e infaligavcl misiona-
rio desde as 4 horas da larde em diante, acabando
umitas vezes a sua predica pelas 10 horas da uoile.
Comerava a coafessar os homens pela urna hora da
madrugada at as 4, indo entSo celebrar a santa
missa. Depois ia na distancia de meia legua diri-
gir os trabalhos e a conducao da madeira. e depois
de vollar, confessava mulheres al urna hora de-
pois de meio dia.
Assistido do Rev. nosso capcllao eslollar, que,
nao obstante sua a\aneada idade e arruinada saude,
se preslava de boa mente aoque poda; ajudado
dos Rcvs. capellaes, dePimenleiras que para aqu
o acompanhou, e do de Quipap, Sr. padre Jos V-
renle Ferrer, e do Revm. vigario collado desla fre-
guezia Agoslinho Godoes Vasconcellos, nao pode
dar vcnoimenl ao avultadissimo austero de peni-
tentes que tem procurado aqui a sua reconciliar.)
com Dos, pelos sacramento da confissao e sania
communhao. Aprovei(ando-sc de (io boas dispo-
scoes o nosso Revm. vigario, resolveu demorar-se
comnosco, para continuar a prestar ao povd estes
espiriluaes soccorros. No dia 18, finalmente, o
Revm. missionaro assistido dos Revms. sacerdotes
ja mencionados, solemnemente abencoou o novo ce-
milerio e lambem a nova cruz, plantada na frente
da igreja, e terminando a santa missao, vai dirigir-
se a oulros lugares que o seu Revm. prefeilo Ihe
tem designado, afim de dilTundir os incalculaveis
beneficios que a divinapalavra, por elle annuncia-
da, cosluma produzir, deixando-nos cheios de sau-
dade e de eterna gratidi.
Mil grajas pois sejam oadas i Divina Providencia,
por ler enviado a esta provincia missiooaros tao
zelosos. Uto solcitos e incansaveis em trabalhar no
bem dos povos, ambictsos unicamenle da salvacao
das almas, e absolutamente desinleressados dos bens
mundanos, como tem teslerannhado at hoje lodos
os lugares, aonde elles tem pregado 1 Que seria de
nos, pobres matulos, o que seria dos dispersos serla-
nejos, se, de vez em quando, nos nao viessem estas
(cmbelas evanglicas dispe'lar e chamar-nos ao
fiel cumprimento de nossos mais sagrados deveres!
Se fosse possivel doctrinar os povos desta nossa
provincia com mssOes mais frequentes por cerlo, que
desappareceria em breve essa alluviao de crimes
que as envergonha lano, e nos desacredita ; por
cerlo, que se nao realisariara lanos assassinios, tan-
tan facadas, lautos furtos e roubos, tantos odios e
\ingancas, Unios rapios de filhai-farailias, lanas
oppresses de orphaas e de vinvas, e mil oulras con-
sequencias que tem sua irigem na desenfreadi sen-
sualidade, e na immora! e escandalosa manceba.
O que eu digo, a experiencia confirma: pois que
ninguem pode ignorar, que onde appareco urna
misso dos religiosos eapuchinhos, o fruto della do-
ra ainda dous ou tres aonos, conservando-se os po-
vos desses dslriclos mais pacficos, commedidos e
bem morigerados. Se Dos, portado, na severida-
de de sua juslica, nos ha flagellado com seccas,
com assoladoras nnundaroes, com a pesie de bexi-
gas, cora febres armellas e oulros males, lambem
como bom Pai, nos enva quem nos avize e disper-
te, e ensine o cam.uho di salvar!. Pela publi-
cacaodeslas lidia-, Srs. redactores, lhes ser utuilu
agradecido tambem
O chrislao do Mtinho.
(1) Non promovendi snnt.... nisi illi quorum om-
nis (Blas a pueribus exordiis. usque ad provecliores
annos per disciplina ecclesiastica: slipeudia cucur-
rissel.
(2 Placuil ut omnes preshyleri qu sunt in paro-
chiisconsliluli, secundum coiisuetudinem quam per
lolam Ilaliam satis salubriter teneri cognovimuj,
jniores lectores secum in domo rccipianl, el erudire
conleudanl.
CORRESPOIHDENCM.
Srs. Redactores.Para maior gloria da religiao
sania que professamos, e maior aproen dos servicos
que lhc prestara os seus dignos ministros, espero que
Vmcs. se dignem de dar publicidade aos relevaulis-
simos beneficio! que esla puvoaro de S. Bcnediclo,
da fregaezia do Allinho na comarca de Caruarit,
acaba de receber do apostlico missionaro capuchi-
nho, Revm. padre Fr. Sebastian de Messua.
Repercuti com*effeilo nos doceis coraces dos
habitantes desla povoa;o, o estrondoso echo que
a miss3o deste mui virtuoso e erudito, religioso, na
matriz de Agua-Preta prodnzio, e nells disperloo
um ardeiissimo desejo de o verem missiuuar lam-
bem aqui. Dcz habilanlcs desle lugar forant con-
vida-lo, em commisso para tal fim, na colonia mi-
lilar de Pimenteiras, onde se achava, e para onde
foram tambem daqui voluntariamente 36 trabaja-
dores, a maior parte carpinas, que muito o coadjuva-
ram as obras importanlissimas all emprehendidas,
durante a missao. Estes carpinas haviain sido pe-
didos pelo mesmo Revm. padre missionaro ao nos-
sa mui digno capclla > eslollar o Rev. Fr. Antonio
da 'I rinda.le, mu lambem por sua vez foi a colonia
solicitar a sua vinda a esta povoacao. e aqui convi-
dados por esle, conlentes e de boa voutade se pres-
laram.
No dia 12 do concille inez de uovembro aqui
entrou felizmente o tao desejado Sr. padre F'r. S-
baslUo de Messna, acompanhado do Rev. capcllao
de Pimenteiras Fr. Jos de S. Thomaz de Aquino,
c de uns 50 cavalleiros, sendo geral o jubilo, e ex-
traordinario o nosso coulenlamenlo. Mais tarde
entrara tambem as santas imagens acompanhadas
de urnas quinhentas pessoas a p. i Logo que che
gou, reconhcccudo a necessidade que havia aqui
de um ccmilerio e de um cruzeiro, convidou aos
mesmos carpinas e mais habitantes para irem no
segunte dia corlar e conduzir as necesarias madei-
ra-. Perlo de mil pessoas se rcuniram, com eflei-
lo, e elle a frente: de lodas subindo e descendo al-
ias ladciras, em distancia de meia lecua, as orde-
nava, diriga e animava ao Irabalho, sendo elle
mesmo o pr'.neiro a lhes dar o exemplo. Assim
ronlinuoii, em cada dia, a ir dirigir esses Irabalhos,
conseguindo por laes meios ver-se concluida no dia
17 a obra do ccmilerio, com 100 palmos de frente
e 90 de faudos; e tambera prompto um cruzeiro
cora 50 palmus de comprimenlo, tendo p e meio
de face.
Aberta a santa missao, concorriam os povos diaria-
mente a esto lugar, em numero que se calculou che-
gar de sr:is al oilo mil pessoas. Com a maior alten-
cao, repeito e religioso silencio esrulavam a pala-
vra do Dos, qiie aniiunciada por um lo erudito
c fcrvo.roso ministro do Senhor, a lodos aballava,
c muito compunga. Com tanta evidencia e ener-
ga drmtonslroa a necessidade e ohrgac,ao que te-
mos de perdoarmos a- injurie recibidas, e de amar-
mos, ainda mesmo aos uosse* inimigos, qne muilos
sao os que licaram j reconciliados. Com lanto
zelo e for^a combaleu o lux provocativo, a nudez
do corpo e vadosa immodeslia nos enfeites das
mulheres, fazendo ver a arande ruina que causa
as familias, c os depMfaveis estragos que arras-
tra sobre os hons coslumes de nma najao chris-
bia, que j por aqui prevalece o vestido recalado e
honesto. Com tal vehemencia fez ver qiianto he
amal llenada de Dos a dcleslavel manceba, que
os escandalosos aterrados se tem casado, e muilos
se esiao preparando pela instrucsao, na sania dou-
Irioa, para se receberom em matrimonio. Neslas
Sr'. Redactores.A calumnia, segundo escreveu
um abalisado escriptor, he a arma mais prompta
de que laneain neo os espiritos peqoenioos edes-
presiveis; he a oa urania, esse recurso infame de
miseraveis, que not leva as columnas do seu Diario.
Nao he que esse coaxar imrnundo e abjecto possa
conspurcar a pureza de repulaces immaculadas,
nao he que os latidos do cao possa chegar habi-
tado da la, o que nos obriga tratar eslas linhas ;
por certo que nao: ainda que sejaraos por demais
orsulhosos para nao nos occoparmos com cousas
Uto sem valor, todara como nem sempre a verdade
pode chegar todoi, por isso deliberamo-nos es-
crever.
Lando inserto no Liberal n. 633 de 20 do corre-
le ura artigo sob o tituloUm escndalo, em
que o seu autor narrando a seu bel-prazer um fado
que teve lugar entre o nosso collega o Sr. Figaei-
redo e o hacharel Leonardo, pretenden involver
nelle o Exm. presidente da provincia, que nenhuma
parle .absolutamente teve em lal negocia (aoles pe-
lo contrario exprobou-o segando nos consta, obri-
gando-o a dar ao dito bacharel ama satisfacao) lau-
cando sabr elle as garras da mais infame calumnia,
e para que nao pasiem desapercebidas as falsidades
que cnccrrj,e--e arligo, resolveruo-nos a refuta-las,
apresentando aos olhos do publico a causa que deu
origem aquelle fado, dando um solemne desmen-
tido ao cycophanta do Liberal, mui bem conhecido
em Pernambuco.
Disse o vil detractor que o nosso collega fizera um
pessimo exame, pelo que levou umR ; a causa
qae deu lugar i que o bacharel Leonardo Ihe dei-
lasse o seuR, que (como se pode provar com
fados) nao he U dos mais justos, foi o segunte:
Tendo sido repravado em geometra na vespera
do exame do nosso collega, um cunhado do bacha-
rel Leonardo, do qual foi um examinador o Sr.
Dr. Joao Vicente, homem de reconhecida inleireza,
esle acto desafiou a colera do dito bacharel, que
(lalvez lomando emprestada ao seu nome a palavra
Leo) tornoq-se um lea, jurando aos seus deoses
lanjar ndcelinavelmente o seuRem lodo o es-
ludanle daquella doulor; e infelizmente, caberklo-
Ihe a vez de sacear a sede de vinganca qae o devo-
rava, por ser chamado para examinar geometra
em falla do lente do lyco, indo o nosso collega
prestar exame da dita disciplina, em virtude de o
ler dado por habilitado o Sr. Dr. Joao Vicente, com
quem leve a felicidade de esludar, o Sr. bacharel
Leonardo, affaslando-se o mais que pode do com-
pendio de arithmelica, em que foi por elle argido,
envidou todas as forras para espicha-lo, fazendo
durar o seu exame quasi ama hora, e desl'arle nao
irepidou em deilar-lho o seuR, o que felizmen-
te nao serve de prova para se julgar que o nosso
collega nao eslava habilitado na materia; porque
pelo attestado que lite deu o Sr. Dr. Joao Vicente,
cuja honradez e probidade estao toda prova, o
publico cliegar ao conhecimento qne a causa da-
qoelleRnao foi seoao urna vinganca* mesquinha,
e s propria de urna alma qae se embala em sen-
limentos demasiado ignobeis.
Nao sa-feilns os infames rabiscadores desse arti-
go com chamar o odioso sobre o pai do nosso colle-
ga, o Exm. presidente da provincia, levaram a sna
audacia e protervia criticar do Exm. Sr. Dr. Pedro
Cavalcanl, por limitar-se reprchende-lo....
Infames! que-tirara partido da cousa mais in-
significante, para, formando della o sen cavallo de
balalha, salisfazer as suas desordenadas paixes po-
lticas levadas o apogeo da obstinarlo 1 Infames !
que de um facto puramente particular desejam apro-
vcilar-se, reveslindo-o de circunstancias, que se
prestem cousegutr o desgracado lira que se pro-
poem !
lmeos! que julgam que a calumnia, ou antes
a mentira pode achar echo paraeprogredir! Insen-
satos que nao pensam, que, apenas a verdade se
aprsenla u desputar terreno, scrao abafados esses
brados degradantes que os sycophanlas, lalvez no
delirio de seus crimes, coslumam vociferar!...
O nosso collega, cujo comporlamenlo esla patente
aos olhos de lodos, dirigio-se ao bacharel Leonardo,
para palenlear-lhe o seu sentimcnlo, pela maneira
bruscamente grosseira porque o tratn no seu exa-
me, nao como um esludanle, que como lal o con-
sideramos como superior; porm sim, como um
homem dirigndo-se i outro homem, lanto qae
deu-se o fado fra do estabelecmenlo da Acade-
mia.
Onde pois esla a petulancia inaudita qne enclier-
gou o menlccapto do Liberal nesse acto? onde a
altivez c intolencia da familia do Sr. Jos Rento'!
Como homem, o que he o Sr. bacharel Leonardo,
que, como homem lambem, lhc nao possa o nosio
collega exigir unta satisfacao 7 Com orgulho dize-
mo-lo francamente que nao encontramos distinc-
c.lo ; porlanlo, havendo a igualdade do genero hu-
mano, nao sabemos que privilegios lera o Sr. ba-
charel Leonardo, para que por esle facto o Exm.
Sr. Dr. Pedro Cavalcanl podesse fazer ao nosso col-
lcga o que desejaria sem duvida o Liberal,lalvez
prendendo-o, ou o quer que seja 1...
O Sr. du Liberal eslava allucinado, c abrazado
no phrenesi das paixSes, nao considerou quando
trae,iv a aquellos ignobeis linhas ; porlanlo, (he acon-
sejamos sangras, ou injeceet de agua fra na tes-
ta, por causa de alguma coiigeslo cerebral, c con-
cluiremos parodiando i Caslilho naquelles seus ver-
sos de subido mrito :
............ deixo que os zoilos
Torpes, infames, despresiveis, fracos
a Soltem laudos vaos, que pune o riso.
Ech. e Nar.
Pedimo-Ihe, Srs. Redactores, que deem publici-
dade estas linhas, com o queohrigarao aos seos
consientes leitores. Os Collegai.
No Liberal Pernambucano de quinla-feira 16 do
correnle, foi inserido um artigo de fondo sob a epi-
graphe Os esbanjamenlos dos dinheiros da pro-
vincia : no qual os R. R. principiara anal>-ando,
e interpretando seu geito a le provincial n. 349 de
22 de maio, para provar que presidencia da pro-
vincia esbanjou os dinheiros pblicos, quando con-
ceden o eaipreslimo que ao governo pedimos, eu e o
Sr. (I usa v n Jos do Reg, para concluir o estabele-
cmenlo de relinar assucar, que eslamos asseulando
no Monteiro ; e conclucm com algumas considera-
ces, que nao provam outra cousa alera da malvola
perseverancia com que, baldos de assumpto. iover-
teudo os fados, o denegrindo ns mais louvaveis aclos
da presidencia, procurara achar materia para cn-
cher as columnas do sen peridico, e salisfazer a
scus odios pessoaes.
E se bem que os R. R. do Liberal nao se referis-
sem a mim pessnalmenle, com ludo cumpre-me nao
deixar passar sem resposta um artigo, em qne se pro-
cura por meio de capciosos argumentos fazer aecu-
sac,ocs i presidencia, por ter pralcado um acto intei-
ramente de conformidade com as disposirOes da lei
em negocio que me diz respeiio.
Passo a expr os argumentos eslibelecdos por elles
e deduzdos da analv -e da lei provincial n. 349 de
22 de maio, e os acompanharei cada um de per si,
das reflexes que me sugerirem.
O primeiro he concebido nos termos seguintes :
O favor que a lei presta se refere a industria agr-
cola, e nao industria manufactureira ; e a sua res-
posta resulla inmediatamente da leilura do arligo
2.o da lei. Eis o que diz o legislador :Arl. 2.
A referida quantia ser dispendida, qoer por meio
de premio, quer titulo de empreslimo com a pre-
cita flanea,ou como auxilio aos que introduzirem na
provincia apparelhot aperfeifoadot e nella nao usa-
dos para a manlpulacao do aaucar, os quaes pos-
sam ser vanlajosamente adoptados pelos agricultores
com reconhecido proveiln, j na melhoria ou aceres
cimo do producto, j> na economa de bracos ou
lempo.
Ora, o fabrico do assucar sendo composto de suas
series de operarles bem dislinclas urna de oulra ;
n'uma das quaes a agrcola empregam-se instrumen-
tos agrarios etc. : e n'oolra a fabril propriamenle
dita, em que se empresa apparelhos desuados a
prepararlo ou manipularn do assucar : claro esl
que o legislador leve em visla neste artigo, quando
falla em apparelhos servindo a manipular o assucar,
animar a parle fabril, e nao a agrcola, como pre-
tender os R. R. do Liberal. E mui bem fundada
he esta disposicjto da lei; pois oSo ha quem deixe de
reconhecer que na provincia quasi nenhum melho-
ramento se lem introduzido na parte fabril do fabri-
co do assucar; ao passo que j existem em alguns
engenhos eerlos melhoramentos na parte agrcola ,
como seja no engenho Carana do Dr. Domingos, Ca.
maca ri ilo Dr. M. de Oliveira, ele, nos quaes j se
faz uso do arado, clarificadores, etc.
No segundo argumento, dzem os R. R. do Libe-
ral, qoe o melhoramento introduzido para dar logar
a ltenlo deste favor, deve ser gerl a um ramo de
industria, e nao especial a urna ou oulra funreo.
Por ventura os apparelhos que estao assenlados no
meu eslabelecimento, nao foram reconhecidos pela
commisso nomcada pela presidencia, para dar o seu
parecer a esle respeiio,coran idnticos aos mesmos qoe
se empregam no fabrico do assucar nos pazes, onde
este ramo de industria se acha mai em progresso do
que entre nos? Se os R. R. do Liberal, livessem
alguns conhecimeolos rudimentaes desta materia, ve-
riara pela de-eripeao fela pela commisso cima
mencionada, que os mesmos apparelhos em lolallda-
de empreados no Monteiro, sao os necessarios em
todas as relaces para o fabrico do assucar em nossos
engenhos. Fallando apenas as moeudasque servem
exlrahir o caldo das raimas. Mas, eu mesmo em
uns arligos que fiz publicar no- Diario de Pernam-
buco no anno passado, sobre as moendas patentes dos
Srs. Mornay, mostrei que em alguns engenhos da
provincia existem as melhorcs moendas e mais van-
lajosas, em pregadas em lodosos paizes, onde o fa-
brico do assucar he mais aperfeicoado que enl re nos.
E ainda que nao eslivesse demoustrado, que exis-
tem no Monteiro os apparelhos necessarios para o
fabrico de assucar, nao sei como se possa colligir das
dispo-ienes da lei supra citada, que o legislador ex-
clue desle favor os que introduzirem na provincia
apparelhos simplesmenle concernentes a cedas ope-
racoes, e queso favorece aos que introduzirem aper-
(eicoamenlo em (odas as operaces de um ramo de
industria. E na verdade tratando o legislador de
apparelhos, que sirvam a manipular o assucar, e po-
dendo esles servir somente a executar urna ou mais
operaces, que reunidas formam urna serie conslilu-
indo um ramo de industria, claro es1 qoe os R. R.
do Liberal tirara mal as suas laces.
O terceiro argumento apresentado pelos R. R. do
Liberal he do theoc seguintesOs apparelhos intro-
duzidos devem ler por fim amelhoria, ou accrescimo
do producto, ou a ectSomia de bracos ou lempo:
mas como elles se nao fizeram cargo demonstrar, qae
os apparc'.hos estabeleedos no Monteiro nao podem
servir para obler-se essa melhoria oa augmento de
produelo, nao sabemos como responder-lhes, e limi-
lamo-nos a remelle-los para o parecor da commis-
so, publicado neste Diario.
Passemos ao ultimo argumento que nSo he menos
fulil do qae os precedentes:que 6 premio s pode
ser concedido a quem apresentar a machina funecio-
nando ascondicOes referidas, sem soccorro e auxi-
lio do governo.Basta ainda a simples leilura do
arl. 2.u da lei cima referida para ver-se, qae exi-
gado para a obtengo do premio qoe a machina es-
leja funecionandosem auxilio ou soccorro do gover-
no, supe ou estabelece a possbiiidade de auxilio
oa soccorro, antes de funeconar a machina, pela in-
Ircduccao na provincia de apparelhos aperfeicoidos
n'ella nao usados, e servindo a manipular o assucar.
E como nos s pedissemos o auxilio, claro est, que
nao se deva exigir, que os apparelhos estivessem
funecionando as cundieres que estabelece a ds-
posico da lei para a nhtenea do premio.
A vista pois do que acabo de expor parece-me de
toda a evidencia, que os R. K. do Liberal foram
pouco felizes na sua argumenlaco e qoe a presi-
dencia da provincia nSo teve em vista na resoluto,
que tomou, se nao a execucSo da lei n. 349 de 22
de maio, e qoe cao foi guiada se n3o pelo espirito
de recii'iao e justica, que caraclerisa lodos os seus
actos.
Nao prelendendo acompanhar os R. R. do Libe-
ral cm suas invectivas, declaro aceitar qualquer dis-
cusso, que a este respeto se estabelera, urna vez
que ella lenha por fim esclarecer esta materia, eseja
despida de dealribes e improperios, e nao concebida
com o nico lira de enchovalhar as pessoas, que
ncorrerem no odio de quem quer que seja.
Desde j pee vena por nao ser mulo prorapto
cm minhas respostas, visto ra'o nao permiltirem as
minhas oceupaciies.M. de Barros Brrelo.
PUBLICADO A PEDIDO.
NO LBUM DE 11 AMIGO,
i.
Qoe dor essa, qoe te punge calma,
Nova, e j sem f ?
Que rizo esse, qu'em leos labios paira '.'
Ai I la dor qual ?
NSo vs alm, mancebo, alm da vida,
Encravada urna cruz ?
E l nSo vs um lampjo pnro.
Desperanza urna luz 1
No horizonte leo, rozeo, doirado,
NSo s'inastra urna flor
Nao vs no co fulgurar, propicia,
Alva estrella d'amor ?
Suave briza, que leo rosto afaga,
Cujo odor fascina,
Aos sons acordes de harmona sania
Tu'alma nao afina ?
Incendido volcao creslou-le, amigo,
A ventura ao sop '.'
Reslam-te amigos, ealem a Eteruidade!
Abre tu'alma a f.
Quem na Ierra padece e er, c soflre
Do marlyrio a palma,
C'um choro d'anjosvai ao co piedoso
Entregar su'alma.
Finos diluvios, afleiciSes serenas,
Amor profondo,
Affectos dubios, s no co se azilam,
Nao sao do mundo.
E crenja falsa, o sondar que aterra
E termo, fim ;
Pensar adulto de urna fronte vasta
Nao er assim.
II.
Que lenho, m'ioquires ? Nao sabes, qu'eu sido
O peito cavado por gneas angustias?
>"io sabes, qoe os homens gastaram-me a rrenea
Com fallas mentidas, com torpes astucias ?
Os dobres pungentes de sinos radiosos
Me agouram eternos os pranlos da dor !
Ai 1 tema o infame meo odio eulranhavel,
Ai 1 testa, ai 1 trema, que eu guardo rancor.

Cuidara esle mundo juncado de rizos,
De sombra, de flores, de ameno frescor ;
Sonhra urna vrgem de formas divinas,
Vizao encantada, fallar-me) de amor.
E vira aeenar-me no mundo a ventura,
Meiguices, encantos, enlevos mil ;
E, louco, arroubei-me no sodio doirado,
Fantaslico lume, clarao de fuzil.
A Ierra um chaos, o amor chimra,
O co mentira, juslica nao ha !
Escarneo atrevido, tormentos acerbos,
Allestam, que o gozo no juslo nao 'sl.
Expostos ao sol, sem briza, sem sombra,
Os rizos murcharam, fanaram-se as flores ;
Em vez de frescor as lavas ardentes,
Em vez de ventura tormentos e dores !
A virgem, que amei no altar de minh'alma,
Deixou-me proscripto, sem pena, sem d ;
Quebrou nossos lacos, fugio dos meos bracos,
Ingrata, deixou-me, se fot, fiquei s 1
E o sodio, qoe eu tive, foi sonho, fiudau-se !
E eu. louco, perdido, Iransido de dor,
Cerquei-me d'urn veo, bemdisse a vinganca ;
Ai! pobre do enle que (em meu rancor.
III.
Eusoffro, mancebo, agora,
Como ja solTreste oulr'ora,
Como soffres hoje ainda ;
Mas eu creio na bonanca.
Tedio f, tenho esperanza,
Que nao murcha. nao se finda.
Da vida no horizonte
Vi mulher de nohre fronte,
Pareceu-me um seraphim ;
Juramos amor, ternura,
O meu voto esse perdura,
O d'ella j teve fim.
Deslumbrei-me, cri-a um nume,
Fascinou-me o seu perfume,
Inebrici-me de amor ;
E, cercando-a de caricias,
. Gozei do co as delicias,
Amei-a com puro ardor.
Vinte aonos cu j cont.
Si ao passado me remonto,
Erabalar-me a dor eu vi ;
Perdidos os meos amores,
Com negro aby sino de dores,
SofTredor eo nao descr.
Entrei no mundo com crenca,
Com robusta f, intensa,
Cri n'eile, nos gozos seos;
O mondo matou-me a alma,
Do marlyrio live a palma,
Os olhos volvi p'ra Dos.
Vi os astros sem fulgores,
Os jardins eo vi sem flores,
Cadver fiquei-me em p !
Perdidos os meus amores,
Almentei-me de dores,
Soffredor eu lidia f !
Mas no co, mancebo, eu vejo
Dos c'os anjos em cortejo
Me apootando a redempcao ;
Vejo em vez da dor o riso ;
Qne os anjos do paraizo
Rizos somente do.
A fronte, que nao jn abale,
Soffre da dor o embale.
Da desgraca rompe o veo ;
Nao sejas homem descrido ;
Si oa Ierra tens salTrido,
Ventara leras no co.
Novembro 23 de 54.
SMC1AS E ARTES.
Dignem-se, Srs. redactores, publicar em seu Diario
a presente alocueao que, no dia 19 do correnle na
occasio em que se benzeu a bandeira do balalha
de artillen ia da guarda nacional, dirigi ao mesmo
hal.ilhi seu digno rom mandante o II Im. Sr. len-
le coronel Joao Pinto de Lentos Jnior, o qual de-
pois de pronunciar o ultimo viva, foi correspondido
por o Exm." baro da Boa-Vista, enraman lacle su-
Eerinr da guarda nacional, por duas vezesViva a
riosa guarda nacional da provincia de Pernambuco,
que cora enthusiasmo oram respondidos. Espero
que Vmcs. f.n.1 a publicaclo que lhes pede este
que se preza serUm official do mesmo batalluio.
BRIOSOS GUARDAS NACIONAES !
O enthusasmo com que recebis do Levita do Se-
nhor o sagrado symbolo de nossa nacin,dula le. le-
va ao intimo de minha alma a convierto de que
ainda sois os valerosos Pernambucauos, que multas
vezes leudes esmagado a hjdra revolucionara,quan-
do tem ousado airar o seu altivo col no vaslo Im-
perio da Santa Cruz.
encarada-! Vos que haveis exposlo as vossas vi-
das s para manter inabalaveis as instHuires livrcs
do paiz, n3o poupareis esTorcos para conservar intac-
to, no centro de vossas fileiras, o estandarte qoe os
nossos valentes antepassados adoplaram para mani-
festar a nossa independencia, c de que at hoje nos
temos gloriosamente servido para symbolisar a oosss
uniao, a nossa forc,a ; por tanlo lie d'esperar, e o
Brasil inleiro esla convencido, de que em quanlo
um s de vos respirar o alilo da vida, o audacioso
inmigo nao ousar locar com sua criminosa mao o
penhor de nossa liberdade, e que espavorido recu-
ar nos estrondosos
Viva S. M. o Imperador.
Viva a Independencia do Brasil.
Viva o Kv.ni. presidente da provincia.
Viva o Exm. commandanle superior.
INSTRUCCAO' UNIVERSAL.
Por ventura um estado podeexisjir sera consli'ui-
es escripias, sera leis posilivm, sem penas corpo-
raes?
Digo que sim.
| Perguntam-me como 1
Respondo : Dando a cada um e a todos a instroc-
cijo, sem a qual o homem s he socialmente^um me-
uino ou um rustico.
O homem, que nao tem aprendido a pensar e a
raciocinar he cxaclamentc.'na ordem social o que he
o menino na ordem natural, antes de ter aprendido
a fallar, e a carainhar. O menino pode fazer mal,
mas nao pode obrar mal, disse J. 1. Rousseau,
com um profundo juizo. O qoe J. J. Roussaea disse
do menino, eu o digo do ignorante. O que he ver-
dade para um, nao o he menos para o outro.
Aprenda o homem ludo o que deve saber, penas
corporaes, leis positivas, consliluires escripias, lado
o que corape finalmente o rgimen do arbitrario,
ludo o que p6e a raz3o particular om tutela publi-
ca, nao tero mais motivos nem pretextos de sube-
sistir
Mas qoe deve saber o homem ? O homem dte
saber ludo o qae pode aprender.
A inslrucclo he o direilo na civilisacao.
Odireitona civilisacao he o lim do direilo na re-
volucao:
Quem diz revoluto diz riscos.
Quem diz civilisacao diz progiesso.
O homem lem sempre que ganhar na civilisacao,
e muila- vezes que perder na revolucSo.
A civilisacao nao comprometi nada e resolve In-
do. A i L'volucjo compromelte Indo, e nada re-
solve.
A civilisacao he a revolueao continua
A revoluco he a civilisacao interrompida.
A civilisacao he revolueao pela sciencia.
A revolueao he a civilisacao pela forja.
Racionavelmenle nao se pode dovidar pois entre
o direilo a civilisacao, direilo fecundo c o direilo
a revolueao, direilo estril.
Mas enlao deve-se ser consequenle : deve-se uni-
vcrsalisar a inslrucco.
Mr. Guizot disse : a O Irabalho ha um freo. s O
que Mr. Guizot disse do Irabalho, eu o digo da
inslruceo; porem com mais verdade, porque o freo
que serve para conter, serve tambem para dirigir.
Se a inslro.-eao be o (reio do homem, a bride he a
inslruceao do cavallo.
O homem que sabe ludo o que pode aprender, o
hornera que aprendeu ludo o que deve saber, Iraz
com sigo mesmo o seu freio, e nao tem necessidade
de nenhum outro ; he o que ha de demonstrar o fu-
turo ao qual est reservado responder a esta ques-
tao : Se os homens nao tivcssem oulra legislara')
seno sna instruccSo, se os povos nJo tivessom outra
constituirao senaosua cirilisarao o mando Ira peior
e menos seguro 1 a
A posse do homem pelo homem foi um progres-
so sobre a destroicao do homem pelo homem.
A domioacao do homem pelo homem foi um
progresso sobre a posse do homem pelo homem.
A explorarlo do hornera pelo homem tem sido
um progresso sobre a dominado do homem pelo
hornera.
A inslruceao do homem pelo homem sera um
progresso sobre explorarlo do homem pelo homem.
Accrescculo porlanlo :
Trabalho.TYanitfao e progresso.Credilo.
Esle ullirao progjesso sera o rgimen definitivo da
paz entre os povos e da liberdade entre os homens,
tuccedendo aos regimeot transitorios da barbaria -
na guerra, da sojeicSo ni servido, do arbitrario na
legulidade, do peculio no salario, porque o crdito
he chamado para reslabelecer e pacificar o mundo-
Desde o principio dos seculos, ejoo te ensina aos
povos ? Eniina-ie-lhei a te baterem ; nina-se-
llies com grande trabalho, e grande* despezas a se
conduzirem, nao como entes superiores, que pen-
sam, mas como seres inferiores, qne nada pensara,
nao como homens civilisados auxiliando-sc re-
ciprocamente, mis como animaes feroces, que
dilaceram : trabalho este, que foca bastante poo-
par-se para qae se abrisse unta era nova, era qoe
seria o fim do reinado da forca material, eo princi-
dio do imperio da forca immalerial,
E qoe seria se lodo o lempo e lodo o dinhelro,
que se gasta assim para perpetuar a barbaria no seio
da civilisacao, fossem empregados em cor.-verler o
soldado em professores, os qoarteU em escota, os
arsenaes em bibiliotecaa, as muuices e o instru-
mentos de guerra em Hvros e em' instrumentos de
estudo! Ao cabo de um auno o q%% tem prododo
um exercilo de trezenlo* mil horneas, tendo aislado
mais de treseulos milhoe?Nada.
Quem poderla calcular o qae prodaziria o mesmo
capital annualmenle aplicado i roca i cultora e
monda de toda a porcao anda nova de urna naca
de trezenlos milhoes de habitantes? Qoe progresso
se faria esperar? Que riqueza ficaria sem ser explo-
rada? Que diiiculdades resistirn)? Que cousa nao
se poderla emprehender?Todo.
O homem ho o qoe o fazem a ignorancia e a mi-
seria. .
O homem he o qoe o fazem a instrucc.lo a, a pros-
peridade.
At o lempo de PUtSo, a influencia da riqueza
sobre a moralidade era verificada oestes termos pelo
autor da repblica e das leis: a He a riqueza se de-
ve em grande parte nao se calar reduzido a engaar
on a mentir, e poder o homem, pagando soas divi-
das e cumprindo os sacrificios, sahir sem medo des-
le mundo, quite para com os pobres e para com
Dos.
Ora, a sociedade, qae debaixo de penas severas,
exige que a respeitem at a supersticao, e prohibe
que alguem se atreva a examina-la, he ella o que
deveria ter, para qae todo o homem, que emprega
toda a toa forca, loda a soa iullligencia tire de
sua inlellgencia e da sua forca, ltimamenteempre-
gadat, com que semeiar proveitosamenle em redor
de si a inslruceao e a prosperidade?
Por ventura faz ella ludo o qae deve fazer, para
encher com o bem estar o menso abysmo, que exis-
te entre a privacio e a tentaco, e encheodo, salvar
assim da humiliaco, da estupidez da prisao, do cal-
ceta, do cadafalso as victimas que este abysmo alra-
he para si pela vertigem que Ihe d?
Vouvenasgues disse: Emquanto urna grande parle
da nacao defin na pobreza, na affronla no Iraba-
lho ; a oulra abunda em honras, em commodidades,
em prazeres, e nao se canea de admirar o poder da
poltica, que faz, florescer asarles e o commercio, e
Taz os estados respeilaveii.
Moniesquieu disse; Porque muilos horneo* Uto
oceupados era fazer vestidos para um segue-se
por ventara que isto nSo he ubi prova de que ha
pouca gente qne nao lenha vestidos?de: homens que
comem o rendimenlo das Ierras contra um agricultor
islo quer dizer que ha punca gente qoe nao tenha
alimento.
Qoe soleos cavaram eslas palavras? Qoe slmeslres
receberam esles sulcos? Qoe espigas produzrarn es-
tas sementes? Qae feixes formaram estas espigas ?
Sociedades es por acaso om campo rido, onde a pa-
lavra he estril? Por ventura he cerlo, est demons-
trado, qoe a riqueza legada as geracoes, segu o cur-
so que deveria seguir? a riqueza, que assim se a-
monloa, derrama a riqueza, onde ella conduz a mi-
seria e com a miseria o crime? Nao ha um vicio de
de reparlicao, om defeilo de cirenlacno, nma falla
de equilibrio cutre a productlo e o consumo, que o
imposto podera e deveria atenuar e que aggrava?
Por toda a parte a miseria aparece a todos os olhos
por ventura a sociedade, advertida por Monlesquien
faz o que faz a natureza? a A natureza diz elle, he
justa para com os lemeos: lia lhes recompensa se-
us Irabarhos; torna-os laboriosos, porque concede as
maiores recompensas aos maiores Irabalhos ; mas se
um poder arbitrario lira as recompensas da nature-
za, senle-se detgosto pelo trabalho e a inaeco pare-
ce ser o nico bem.
Por ventura he eerto que nossas lei facticias se-
jam concebidas em sentido inverto desla lei natoral
e,ueste caso.aquem seria justo imputaros crimes eme
ellas procuram e qoe ellas punem? He o axioma
qae o nico meio de estinguir o mal, lie remontar <
sua origem. Ora, o mal existe: elle apareca a to-
dos os olhos; elle nao he contestado por ningnem.
Remontunos pois a sua origem.
O qae he a ignorancia? he a miseria imalenal.
Como se a podecombalere deslroila? Pode-se com-
bale-la e deslrui-la pela inslruceao, com tanta certe-
za que pelo trabalho te pode eombater e,destroir a
miseria material.
Assim pois, o Irabalho e a instroccao tSo es meios
pelos quaes te pode extinguir a miseria material e
a miseria imamterial, eslas duas origens da maior
parte dos crimes.
Sendo conkecidos os remedios para o mal, por-
que a sociedade Dio os applica ? Qoe tem ella pa-
ra fazer de mais importante e mais argente 1 Qoe
missao mais alia, qae dever mais imperioso lem
ella para cumprir f Recetar que a inslruceao lor-
nando-se universal, laca aparecer a igualdade .
Esle receio seria fundado, se fosse menos ceuiura-
vel ; mas he chimerico, porque a instrucao he a
maior de todas as escalas i de todos os amphithea-
Irot, o que leva maior numero de degros ; de lo-
das pyramides, aquella enja base he miis larga, e o
come o mus elevado.
InstrucfSo univenal nao he aqui ama expresso
empregada para dizera menrna tnstrte-fao dada a
lados. Islo nao 1 A inslruceao, como a enlendo,
instrucrao universal significa : instrucrao necessa-
ria, e nada mais ; eonseguintemenle, intlruccao
graduada e variada segundo a igualdade a diver-
sidade das aplidee.
Na verdade nao soa eu quem quer tomar por
exemplo esla inslruceao uniforme, que a nniversi-
dade exige debaixo do nome de bacharelado em lat-
irs e bacharelado em -ciencias, verdadeiro leilo
de Procusto, sobre o qual ella mede indisiincUmen-
te as memorias as mait detigoaes, eslende desapie-
damente as aptidoes as mais diversas.
Semelhanle ensino he o peior de lodos os commu-
nismos, a peior de loda as promiscuidades ffbe
he o commnnisnro e a promnenidade das inte- *
usencias. Por esta raijo, quaes nao sao os tristes
resultados, debaixo dos doos pintes de visla da so-
ciedade e de individuo. Que homens forma esta
inslruceao communisla. Nin parece que nelles lo-
das as molas estao quebradas, toda a esponlaneida-
de extincla Fra do camioho iridiado, quando
se acha obstruido, e o est quasi sempre, elles sao
incapazes de abrir outro qualquer. N3o parecem ho-
mens, que se dirigen) pela forca que lhes he pro-
pria, parecem tales machinas que se movem pelu
impulso recebido.
Exceptuando-se o parque de Versalhes e de ama
alea do jardn) das Talheras, onde esta barbara fi-
cou em uso e he urea honra, tem-se renunciado
cortar e aparar as arvores, como se faza no reinado
de Luiz XIV, que nao consenta que um ramo ou
urna folha excedes oulra folha ou outro ramo : ra-
mos e folhas recuperaran) sua liberdade. Um dia
Lamben), como confio, as Inteligencias lomara a
achar a sua ; deixarao de ser sujeitas a esla unifor-
midade de esludos, que a Oniversidade Ihe inflinge,
e cuja ideia parece ler pedidoaos jardins desenlia-
dos por l.euulre. J desapareceram as certides
de esludos, que nenhum dos ministros da mooatchia
de 1830 oosou sopprimir: por pequeo que seja, he
um passo dado para a aholicao dos graos, universi-
tarios.
Substituir instrucro universitaria pela inslruc-
eao necessaria e eslende-la a ledos, tal he a sim-
ples e fcil reforma que o futuro reservn para se
fazer, j qae o passado nao touhe operar, e o pre-
sente persiste em adiar.
Mat, perguolam-me, qual ser e qnem delermi-
nar a medida da snstrucco necessiria, onde co-
messar e acabar ella ?

II FGIVFI




DIARIO OE PERMMBUCO, TERQft FEIRA 28 DE NOVEMBRO DE 1854.
IWpondo : acabar naturalmente onde acabar vi-
livelmente a aptidao do estudante.
Nao sendo idiota ou cachelico, todo menino exer-
cido antes da idade, era qfie sua vontado lera adqui-
rido certa forra de resistencia, pode aprender o que
segu:
Leilnra.
Esc rilara.
Orlliugraphia.
(eographia.
Calculo.
Desenho linear..
Contabilidade.
Knsinando-se-lhe a ler, escrever, pensar, dese-
nliar, por meio de livros ornados de eslampas, que
cnntenham noefies graduadas de geometra, mecni-
ca, astronoma, physica, historia natural, chimica,
phisiologia, hygiene, o discpulo apandar desle mo-
do, quasi sem eaforco, as sommas dos conhecimen-
tos rigorosamente indispensaveis em todas as condi-
ees da vida, onde he nescessario dar-se conla a si
mesmo do que se tem aprendido e do que se quer
aprender.
Tal he esta uccessidade, que teaho dado ao co-
nhecimenlo da contabilidade urna posirjo que ella
nao oceupa, em Franja, nem no primeiro, nem no
segundo grao da in9lrucco primaria. Omissao in-
juiliricavel 1 porque, rico ou pobre, hornero, ou
raulher, cada um deve estar em estado do dirigir,
quer o balando de sua fortuna, quer o balanco de
sua administrarlo. Aproiimarno-nos de ura lempo,
ero que a sublileza das leis nao admitlir raais dis-
tincao entre o proprielario que vende seu trigo,
seu gado, seu vioho, e o commerclante que compra
este trigo, este gado, este vioho, em que a igualdade
se estabelecer entre elles tanto de direilo como de
facto; onde a assignalura de urna ledra nao far
mais variar o seu carcter: em que, quando se liver
pralicado um acto de commcrcio, nao se recciar-
ni i:. ir .|:i ilifi -.i i,, negociante, como so esle nome
implicarse anda a deshonra c a derroga3o.
Notar-ee-ha que, no programma succinlo que pre-
cede, pondo de parte ludo quanto nao tinha o cu-
ulio da certeza, omile conseguiolemente o que o
programma da instruccao primaria designa em Fran-
ca, e comprehende debaixo desle douslilulus:
Instruecao moral e religiosa.
Elementos de historia nacional e eslrangeira.
Se nao for o padre quero de a instruccao religiosa,
que dar elle i convem pois reserva-la exclusiva-
mente para elle.
Ensinar a meninos a historia, nao he aventurar-
se a falsificar inconsideradamente seu juizo; e re-
dusindo-a a chronologias, nao ser carregar intil-
mente sua memoria de datas e de nomes ?
Deve-se aprender a historia na idade, em que se
pode formar por si mesmo urna opiniao sobre os
homens e sobre os acontecimeiilos do passado.
Assim reduzido ao que he necesariamente res-
tricto, em vSo se procara urna objeccao na inlruc-
rao que proponho tornar universal por todos os
meios e todos os melhodos mais proprios para con-
seguir rpidamente e com certeza este fim.
Comparo a instruccao com urna arvore.
Por ni.iis i numera veis que sejam o? galbos e os ra-
mos, s ha um tronco commum. Qual ser o tronco
desta arvore? de quesera elle formado? Ser;': for-
mado de todo que for preciso a existencia e a mulli-
plicacio de seos galhos e de seus ramos.
He possivel enlregar-se ao esludo das linguas
moras e vivas, e das lellras, sem se ler comecado
por aprender a ler e a escrever? Nao: logo, o eslu-
do das lingoas moras e vivas e das ledras ser, rela-
tivamente para a leitnra ou para a escriptura, o que
o ramo he para o tronco.
He possivel aprendere as malhematicas o a geo-
melria sem primeiro ter-se aprendido o calculo e o
desenho linear? Nao: logo o esludo las ma Hiemal i-
cas_ e da geometra he, relativamente para o calculo
e para o desenho liuear, o que o ramo he para o
trouco.
lio possivel, rico ou pobre, proprielario, ou ne-
gociante, homem ou mulher, dar exactamente conla
das operacoes de um negocio privado ou de urna ad-
ministrado publica, sem ler comecado pela conta-
bilidade? Nao: logo a arle de administraron de
gestao sera, relativamente para a contabilidade, o
que o ramo he para o (ronco.
For esta razaooccupo-me oclusivamente do tron-
co, e nao dos ramos; elles se molliplicarao por si
mesmo em lio grande numero quanto for o espaco,
que a arvore devera cobrir. Se o discpulo, que
souber ler e escrever, lem urna aptidao esclusiva
para a lilleralura, nao ser obrgado a perder sen
lempo em impallidecer sobre os livros de geometra-,
nao ser obrigado a fazer aua natureza urna vio-
lencia que, quasi sempre, nao tem por fim senao
embolar e extinguir em si o goslo do estudo.
Desenvolvendo-se sempre no sentido natural de
suas disposefies, todo o progresso, que nelle tiver
feilo, o estimular tanto mais quanto menos cus-
toso liver sido. Se pelo contrario, o discpulo, que
tiver aprendido o calculo e o desenho linear, tiver
urna aptidao nolavel para a geometra e para as
roalhemalicas, nao ser obrigado a perder seu lempo
em gravar macloal e'diflicoltosameute em sua me-
moria rebelde muilas palavras latinas e gregas, das
quaes nao libera depois o que faca deltas, e que
eolrelanto Ihe lerao cnstado para decorar maii tra-
balho, do que lhe for precizo para se elevar altura
dos theoremas os mais dificeis de resolver.
Cada um, aprendendo assim o que preferir a pren-
der, e souber que lhe he mais ulil, haver mais ho-
inens especiaes, e menos superficials, os quaes, ten
do a preteorao de ser aptos em todo, 2 para, nada
sen em na verdade.
Isto ser um duplo progresso.
Que vantagem ha em fazer-se um mao gemetra
de m discpulo que, naturalmente e 'sem esforcos
poderia ser um bora lilteralo ? E que se ganha em
fazer-se om mao lilteralo de um discpulo, que po-
deria ler sido um bom gemetra ? *
Ganha-se fazer com muito dinheiro e muito traba-
lho duus liomeus mediocres. He esle o paradeiro
da violencia iolehatual ejercida sobre as libertades
das vocaroes, pelalyrannla universitaria Mas h
para admirar qna a universidade, fabrica de medio-
cridade, s prodaza mediocridade ? A lgica das
'causas se pro va por seu tffeitos.
Assim reduzida a instruccao universal a sna mais
simples espressao, resla examinar aquestao de saber
seelli deve ser obrigatoria ou facultativa. Res-
pondo : nem facultativa nem obrigatoria, mas neces-
saria. Nenhuma obrgacao conslrange o homem a
comer po, elle lem a faculdade de nao com-lo ;
porque se nutre delle, por toda parte onde semeia e
recolhe o trigo ou o cenleio. Porque o pao se lhe
toruou necesario.
Na verdade, toror a nslruccao necessara he me-
thor do que tornar a iostrucc,ao obrigatoria. Dese-
ja-se menos illudir a necessidade do que a legalida-
de. Que he a necessidade ? He a lei natural. Qoe
he a legalidade ? He a lei facticia. Acabar-te com
a usurpado das leii facticias, e restituir as leis na-
^' luraes seo imperio, he o fim que eu tenho constan,
(emente necessidade de ver deslinctamente, afim de
ter conhecimento perfeito, de que eslou do eaminli
direilo, e que ojo me aparto delle.
Qoe se pode fazer d maii sablo,do que applicar om
homem sua razao ero consultar sempre a natureza
para seguir atentamente os seus preceilos ? Nao he
este o meio mais seguro de nunca sabir do caminho
da liberdade ?
Ha orna idade, antes da qdal o menino nao pode
ser constrangido aos trabalhos corporaes sem atacar
a lei de seu livre e pleno desenvolvimento physico,
a lei facticia (olera esta funesta violacflo, esle odioso
allentado, mas a lei natural nao o perdoa. Cedo mi
larde ella pede coalas saode Individual, longevi-
dade mediocre, reprodcelo humana. Esta idade
he precisameule mais propicia para 09 trabalhos
intellectuaes, os quaes exercitam e fortificam a me-
moria desenvolvem e formara a razao. A natu-
reza, que nanea se engaa, indica pois aqui com
certeza o que ha para fazer: quanto mais fraco he o
rorpo, mas dcil he o espirito ; he o lempo de se-
inear a palavra, se quizerem que o campo seja fer-
til, c a rolheita abundante.
o O campo he o mundo, diste Sao Matheus, isto
quer dizer quese deveplaula-lo. Masloda a semen-
t, eomo toda a colheiu, tem sua eslacao. Qaem
deixa passar o lempo de tima, nao v cliegar o lem-
po da oulra. m
A experiencia mostra que o adolescente nflo deve
(rabalhar manualmente ; porque, em \rinde do
aperfeicoamento infinito das machinas e dos instru-
mentos, os quaes procuram eronomisar cada vez
mais a forra humana, o menino se trabalhar prema-
turamente, visto que Me produz mais dj qoe con-
som, (orna-se causa de feria e do aviltameoto do
salario, e como em Liverpool c Manchesler condem-
na seu pa a mar cao esua mai miseria.
Esta causa, queja dei a conliecer.he aiuda imper-
feita e geralmenle pouco conhecda, mas logo que
for plena e publicamente estabelicido que o Iraba-
iho prematuro dos meninos e dos rapazes, he mais
prejudicavel do que proveiloso aos pais, ser bstan-
le para abolir, deixarquo se exerca a liberdade de
reuniao a liberdade de associacao : a flberdade de
reunido a mostrar os efletos desastrosos desle tra-
balho prematuro, a liberdade de assocajao saber
achar as melhorcs bases constitutivas, debaixo do
nome de Corporacao, do segu o contra a feria e in-
suflicencia do salario.
Assim ludo se une; assim ludo he alternativamen-
te causa e efleilo, elleito e causa, assim o seguro da
Insuficiencia do salario conduz necessidade da
instruccao que, por sua vez, va ter ubolicao di ul-
tima dasescravides : a sugeirjo da razao humanaos
leis facticias, enfeiladas com o nome de ei's positi-
va! para distingui-las das leis naturaet; assim a ser-
vidao inlcllectual, esta servidao legal que tem sobre-
coslumes; peiorou milita gente com esta palpavel
degenerarlo da moda, he o que Ihes posso ailianoar.
E para a demonslracao desta regra verdadeira nao
he preciso irmos incommodar a Grecia, nem desen-
terrar ai famosas Silvias e Valerias da anliga Koma ;
temos c em casa periodos de boa gloria para a mo-
da de um paiz;e hapoucos anuos ainda que a rpida
degenerarlo de alguns briosos hbitos adquiridos se
tem manifestado com mais doloroso senlimento para
as victimas, do que triumplio para os usurpadores !
Vejam que cxcellenle mana nao era aquella de
abarbar os procuradores, pelo natal, de innumera-
veiscasaes de penis, mimo onde se encootrava a va-
liosa reuni.lodo ulil ao agradavel E que bonita
moda nao era, ha pouco lempo ainda ha de dirigir
aos follielinislas mil carias anonymas lecheadas de
declaracoes de amor Em mao lempo cu appareci !
Agora pode um revisteiro cslafar-se a enlejiar noli-
cias, que as damas lornaram-sc de marmore.... pa-
ra os folhetiiis, c lie raro quando nos consta que es-
t urna educanda apaixonada porum escriptor.tal he
a impressao que lhe disperlaram os arligos de um
homem que uo conbece I
Pela minha parte declaro que dou mais valor a
essajsympalhia espnnlanea que nasce da lelura de al-
guns escriplos, do que aos impertinentes cumpri-
menlos e louvores de algum chorina que nos l
vivido servidao do corpo, a servidao feadal.desapa- sobreraesa- "omisando por um folhelim urna raa-
rece pela instruccao necessara
versal.
pela instruccao un-
E. Girardin.
(Pretse.)
WROAIIES.
AQUEM TOMA BANUOS.
Supplemento revista das barcas.
Lisboa 28 de oulubro.
Confesso que em queslao de iras feminis prefiro a
clera das massas, a raiva individual. As damas
goslam de ser nicas quer no amor quer no odio.
Desde o momento em que vcem parlilhado o seu
juizo sobre qualquer cousa, diminnem na ardencia
delle. Se assim nao fosse, que seria de mim estan-
do as damas lao quisiladas por molivodo mea folhe-
lim de revista das barcas queixam-sc de eu nesar
a existencia da principal molestia das senhoras,Mar-
eoso ; e aecusam-mc insralo em nao ter passado di-
ploma de triumphantes s barcas do Terreiro do
Paco, onde, verdade seja, eu tao bem recebido le-
nbo sido 1
Tenho levado resignadamenle a minha cruz ao
calvario, ao som nao interrumpido de aecusacoes e
queixumes, e n,1 dolorosa contemplado de mil vis-
tas indignadas.
Entretanto, se eu tivesse com o meu folhelim of-
fendido urna senhora, estou certissimo qoe nunca
ella me perdoaria ; mas como offondi lodas tenho a
maior certeza que d'aqoi a alsum lempo todas me
bao de perdoar, mesmo porque as damas querem an-
tes, em ultimo caso, dar razao ao seu inimigo do que
apoiar as suas melhorcs amigas ; e goslam sempre
que sua opiniao caibam aquelles tres nominati-
vos^tolla, tota, esl una, que estou em duvida se j
aprend na grammalica latina, mas que com toda a
certeza ja no sei declinar.
Todava, he argente que cu explique que toda a
minha indignacao vai d'cncontro ntoda e nao s
pobres barcas, nem s suas frequenladoras: em
quem se deem cerlos predicados. Pois nao querem
que eu me rcvolle contra esle scalo de niquic.es
pretenciosas, cujo nico mrito he preslarem-se ao
desfrute? I
Ai de mim, o progresso nao se aprsenla bem
dislinclo as ledras, nem na architectura, era no
theatro, nem na religiao : onde elle se distingue
mais he em certos ramos da muda. Em que lem-
po se levou nunca a perfeico a tal requinte no
apreeiacel genero de aguas cheirosas, pomadas bri-
Ihantes, denles arlificiaes, e macassar, o divino ma-
cassar de Byron, para Ungir e prolongar la eeve-
lure ?!
Quem he capaz de ser feio neslc seculo he impos-
sivel. Se leudes a desgrana de ser calvo, qualidade
que ordinariamente anda annexa aos sabios... e aos
velhos, la esl mr. Philibert, que se cncarrega d'um
suflragio... particular de cabellos de todas as cores, c
es-vos mojos, radiantes, penlcadinhos, incrivelmen-
le penleidinhos se leudes nodoas na cutis, ou se,
m i nhas sen horas, vos accommcllem as manchas usoaes
no estado de gravidez, l vos espera mr. Barn com
a sua miraculosa agua da China, e eis-vos hellas.ro-
sadas, divinas se aps as fadigas d'um baile, ou de-
pois do desalina d'uma viagem a Cintra na hora do
calor, em (raje d'amazonas, e au clair ru soleil, os
vi-sos olhos eslo vermelhos,empoJerados, lnguidos
e doridos, tranqnillisai-vos, minbas senhoras, exisle
felizmente o atlit-crcme, e basta urna ligeira lava-
gera desse liquido superlativo, para que os olhos de
vossas excelleneias tornero a ter o coslumado brilho,
feilico e encanto !
Ora vejam, a moda nesta epora para nao fallar a
iienliinn dossacramcnlaes quindins do ridiculo, lem
lambem o seu jornal! naocuidem (odaviaquehe um
jornal ameno, ligero, espirituoso, como convioha a
tal genero ; nada disto, san sempre publcao/ies pre-
tenciosas, lolissimas, e d'uma semsaboria... que faz
rir pela insipidez, heuma casta de jornaes quede
ordinario lem ludo mo, papel, arduos, e figurioos !
os redactores copiara texlualmanle do Journal des
Desmoisselles ludo quanto diz respeilo a vestuario:
e se para disfarrede imi laclo mudam urna ou oulra
phrase, melhamorphoseam albos em hngalhos, e nem
Dos percebe o que elles querem dizer! a parle ro-
manlica cifra-se a algoma novella de subterrneos
que um vizinho do edilor, illuslre auor de ledra
de mao, se deu ao gloriuso empenhn de engendrar
com variados relalhos de A ana Kadclifle, e algumas
amostrinbasde Uucray Uumenil. De poesa nao fal-
lemos I sao tolices rimadas que dispertan) o apetite
de fazer mal ao autor! os poetas d'annos bissextos,
e mezes de vinle e oito das, apparecem lodos enfi-
leirados, e jurara de maos dadas' proteger esta casta
de jornaes, que, na opiniao delles, sao o lypo da boa
lilleralura. Os editores pedera artigos as pessoas do
seu coohecimeulo, e o proprio distribuidor se offere-
ce generosamente para n'alguma hora vaga escrever
urna cal Minara aosclassicos porluguezes, em que de
urna sova de mestre no S de Miranda, e chame tolo
ao Bernardim Kibeiro. O papel he proprio para se
classificar entre o pardo, eo mascavado. Os figuri-
nos sao bonecos mal geilosos em que o desenliista
parece ler realizado o rifao v pintar monos'. Ape-
zar de ludo isto o jornal de modas, com quanto pelz
sua insufliciencia esteja imposibilitado de ser lido
por certa classe, e figurar no boudoir d'uma condes-
sa ou de urna primadonna,vive na esphera mediocre-
mente vantajosa das velhas arribicadat, e dos jano-
tas pairenus, que consultara o figurino para escolhe-
rem a cor das luvas, e atara o lenco do pescoco con-
forme o lajo da grvala do boneco.
Nao me revolto emita as barcas dos banhos, mi-
nbas senhoras, revollo-me contra os banhos das bar-
cas I'nao me conspiro contra quem l vai, conspir-
me contra quem la foi ; porque em todas as cousas
deste mando os.primeiros abrem amoda. Tam-
bera sou de opiniao que olhado o fado pelo lado
philosophico foi urna medida proficua. Que mo-
lestia podem os cirurgies, as vezes, altribuir
a quem he s3o como um pero, mas que precisa de
urna doeuca... in nomine, senao nercoso, o eterno
nervoso de proverbial ridiculo '! que desculpa al-
tendivel bao de as damas allegar para sahrem... a
esparecer as C horas da manhaa senao a urgencia
do -ahilar, c approvadissimo remedio de agua sal-
gada, que o Sr. Iir. aconselha como miraculoso
salvalero da humanla le! e esle Tejo de crystal
be felcissimo os poetas oceupam-se de o cantar
e os cirurgies de o provar e ha qaem diga mal
desta (erra !
Ai (empo das Sapho, das Aspasias, e das Phry-
ns enlao sahia ser-sa elegante dentro dos limites
graciosos do espirito, e do bom senso nessas pocas
douradas a moda era a celebridade e a celebridade
j era entilo o disperlador da inveja, da emularan, s
vezes do suicidio d'antcs a moda era o superfino
das naces, boje be o signal da sua decadencia I
A moda, minha- senhoras, consiste sobreludo na
excentricidade. Alcibiades corlando a cauda ao seu
cao foi um homem da moda! um ador que, na mais
forte situarao da paga, tirasse a cahelleira, e se as-
soasse a ella, sera um homem da moda 1 Chodruc
Duelos, o mendigo que passeava donairosamente no
Jardim das Plantas, em Pars, e que obrifava lo-
dos a ir y-lo, tal era a celebridade da sua barba
compridissima, e do seu ar elegante, andava esfar-
rapado, e era um homem da moda !
O elegante adevinba-se, presenle-se! basta nm la-
50 de grvala formado cnm.encanto, e mais nature-
za que arte para lhe atrancar dircilos a homem de
bom tom. No tracar da perna, no erguer o braco,
no tirar do chapeo no atsestar a luneta, na maneira
de se expressar, no modo al cerlo poni simples de
metieras maos as alibeirns,no ralear de urna luva,
no dnbrarde um punho.no partir um fructo.no chei-
rar urna flor, he que pode dislinguir-se o homem do
bom mundo, o elegante do cartello 1
Dirci mesmo que julgo falsa a opiniao quasi uni-
versal de que a elegancia s a d a natureza. Nao!
a elegancia apreude-se, mas nao se aprende nos bo-
lequins, nem aos balces, nem alravez de urna con-
vivencia extremamente intima com as desterradas
filhas de Eva ; aprende-se nos salfies, nos bondoirs,
nos pique-diques campestres, nos bailes aristocrti-
cos, no Iralo usual com a sociedade polida, ele-
vada, mpenetravel aos majaricoes efleclivos da cal-
cada de Carriche !
Como as damas sao os melhores juzes para passar
diploma de elegante a qualquer pretendenle, tentei
fazer-lhcs estas ligeiras nbscrvaries, j que levam a
bondade a ponto de 11,10 fulminarem com o seu atyg-
ma os daniyt improvisados, que sabem explicar de
core salteado as vantageus dos banhos de r, e in-
convenientes dos de pnia !
Sabis o que as mulheras da moda faziam outr'ora
para merecer esse titulo Aspazia abria urna escola
de amor, em Alhenas, que lornou descra a do velbo
Scrates, c onde as mais bellas jovens da Grecia iam
(ornar licOes da ar(e de amar, a mais difllcil das
arles, que s se aprende no mundo, e que debalde
se esluda no livro do Ovidio, ou de Gentil-Hernn I!
Sapho escrevia aquellas odes onde se distingue um
nao sei qoe de varonil, que obricou Horacio a cha-
mar-lhe raascula Sapho e Pbryn por occasiao
de Alexandre ler destruido Thebas propoz-se bitar-
ra mente a reergue-la sua cusa, com tanto que urna
pedra livesse esta inscripcao.
Thebas foi destruida por Alexandre, e reerguida
por Pbryn !
Estas crea tu ras perigosas e i mioma veis eram toda-
va maissalentes lypos do que algumas preciosas do
scalo XIX, que reputarla polka, ou a mizurka, o
supremo prazer das deosas, eos banhos da barca um
divertimenlo mais celeste do que martimo !
Bem sei que os lempos sao outros, e ontros os
ca bem posta !
Fique-se quem quizer com as consolares esteris
de algans elogios bombsticos, que eu sempre dese-
jarei com preferencia que os ineus escrplos agradem
a quem me nao conhece ; e se esse alguem perten-
ccr ao sexo de nos-a mai Eva, se for inleressante,
intelligente e bondosa, Iroco eniao todas as glorias
futuras por um s louvor expresso pelos seus labios
na mgica expansao de um sorrisopromettedor .'
Ja se v que nao sou de urna ambicjlo desmarca-
da o que me pareco, na simplicdade dos desejos,
com aquello apaixonado colier, que linha a mesma
idade que cu lenho, dezenove anuos, e que ex-
clamava dama dos seus adeclos.
Oh! rien qu'un baiser, mtame '
fien qu'un baiser.... ou deux '.
Ja se v, pois, minhas senhoras, que sou menos
culpado do que pareca, o que, repito, nao me quei-
xo das barcas de banhos, mas da moda de banhos das
barcas: eaccredilem que nao obro assim por pura
candado evaneelica, ou benvola compaixio de mo-
ralista officioso : desejo a abolido das barcas por-
que tenho o maior empenho em conlinoar a lomar
banhos, mas nao quero ir as praias da Margaeira,
Alfeite, ou Junqueira, senao quando tiver a certeza
de l encontrar vossas excedencias.
Abaixo as barcas! Solt cele grito cora toda a
convieco da proficua medida que desejo. Nao quei-
ram que a moda seja a nica cousa para a qual nao
baja regeneracao possivel! E se os segisbeos amo-
rosos Ihes disserem que eu sou urna caliera de ven-
to, e tenlarem demons(rar-lhes as incriveis conveni-
encias de passar a manhaa no agradavef piso da Flor
do Tejo, ou da barca grande, nao Ihes deem crdi-
to, minhas senhoras ; elles proprios se passarem de
banhos 1I0 mar a banhos de igreja, serao darui a an-
nos, algozes marilaes da mais ridicula catadura ; e
quando as senhoras quizerem ir ao banbo serao os
primeirns a censurar semelhante halda,e bao de tor-
uar-se de urna incredulidade apenas comparavel
daquelle S. Thomc, que nao linha peneira, e que
para nao licar em duvida poz o dedo na chaga de
Chrislo !
Julio Cesar Machado,
{flewluco de Selembro.)
O Courrier des Etats-Unis publica as seguintes
noticias curiosas sobre a ponte tubular destinada a
unir as duas margens do S. Lourenc,o :
A ponte Victoria ser urna ponte tubular, ser
composta de vinle e cinco arcos para a navegacao.
Estes arcos serao enllocados enlr.- os vinle e qualro
pilares (sem conlar os dous pilares extremos) des-
tinados a sustentar os tubos. O arco do centro
lera 300 ps de largara e cada um dos outros dous
_'i2. A largura de cada um dos pilares vUinlins
dos exiremos ser de 1."> ps mais que estes. Cada
pilar do extremo (era do comprimen(o de 212 ps
sobre !)0 de largura, e da margem do norle do S.
Lourenjo al o pilar exlremo (o ultimo do norte
haver urna cantara de 1,200 ps decomprimenlo.
A cantara da margem do rio para o arco exlremo
do sul lera fiOO ps. O comprimcnto toial da pon
te de um arco extremo ao outro ser de K,000 ps,
e sua largura total ser de 8,000 ps e sua esten-
sao total de urna a oolra margem do rio de 10.28,
ps ouduas milhas inglezas. menos 170 ps.
A distancia entre o nivel do S. Lourenc.0 00 ve-
rlo e a superficie inferior do tubo central deve
ser de 60 ps, a allura diminuir para cada mar-
gem na propon;:) de 1 sobre 130, ou de 40 ps por
milha.
Cada um dos tubos terJ19 ps de altura em suns
extremidades, donde augmentara progresivamente
al o centro, onde elle ter 22 ps e 6 pollegadas.
A largura de cada tubo ser de 16 ps, 6 pollega-
das mais que a estrada de ferro. O peso total do
ferro empregado noa lubos he 10,100 lonelladas. Es-
tes tubos serao unidos e amarrados pelo processo, que
se empregou na celebre ponle Brilannia, no paiz de
Galles. A pedra de que se serve para a conslroc-
c,ab dos pilares lie urna esperte de ranilo compacto,
azul, encontrado em l'onla-Clara no Ollawa, 18 mi-
lhas distante de Monlreal.
Urna aldea ergueu-se como por encantamento
junto das pedreiras, porque ha dote mezes mais de
quinhentos operarios lem adiado Irabalho all. Im
mensas machinas a vapor do cusi de 120.000 dol-
ais sao diariamente empregadas em exlrahir
transportar a pedra destinada a ponte Victoria. Ca-
da um pedaco de pedra empregado na construyo
dos pilares nao pesa menos de 7 lonelladas; c nim-
ios delles, sobro iu lo os que estao.expostos forca
da correnteza do rio, e a rrupeao dos gelos no
lempo do seu derretimeuto, pesam cada um perlo
de 10 touelludas. O peso das pedra- empregadas
na rou-lrucrJo dos pilares que hao de sustentar o
tubo central, he calculada em 8,000 lonelladas, e
a somma tolal da cantara de todos os pilares em
vinle e nove milhSes e quinhentos mil ps cbicos, o
que d um peso de cerca de 20.VO0O lonelladas.
I Journal des Debis..1
........., botija
........... caada
........... garrafa
duas arrobas, um alqueire
ii
urna
um

...
Licor .
....
Arroz pilado
o em casca
Azeitc de mamona........caada
0 mendohim e de coco
1 de pcixc .......
Cacau.............
Aves araras.......
) papagaios.......
Bolachas.............. (ai
Biscnilos.............. u
Caf bora..............
rcstolho........... n
com casia........... a
muido.............
Carne secca.............
Cocos com casca..........cenlo
Charolo- bons...........
ordinarios........
retalia e primor ....
Cera de carnauba.......
> em velas.........
Cobre novo mao d'obra ....
Couros de boi salgados ....
expixados.......
verdes........
de onca ........
cabra cortidos 1
Doce de calda.........
goiaba........
secco ..........
jalea ,.....
Estopa nacional........
eslrangeira, mao d'obru
Espanadores grandes.....
pequeos.....
l-'arinha de mandioca .....
milho......... dg
ararula .
Fcijao..........
Fumo liii-n.......
ordinario .....
em folha bom. .
i) ordinario.
n restolbo .
Ipcracuaiiha......
Gomma .........
Gengibre.........
Lenha de adas grandes .
pequeas
loros .
Pra.nchas de araarello de 2 costados urna
i) louro.........
Costado de amarello de d."> a i 11 p. de
C. e 2 ': a :l de 1.....
" de dito usuaes.......
Cosladinho de dito........
Soalho de dito...........
Ferro de dito........... n
Costado de louro......... s
Cosladinho de dito........ *
Soalho de dito........... o
Forro de dilo...........
> cedro..........
Toros de tatajuba.........quintal
Varas de parreira.........duzia
aguilhadas........ >
quiris.......... n
Em obras rodas de sicupira para c. par
eixos b b
.Meiaeo...............caada
Milho...............alqueire
Pedra de amolar.........uma
(y

um

alqueire
alqueire
alq.
cenlo
P
o
filtrar
rebolos
l'ontas de bol .
Piassava.....
Sola ou vaqueta.
Sebo em rama .
Pedes de carneiro
Salsa parrilba .
Tapioca.....
I Hila- de boi .
Salan

1)
rento
molho
meio
ia)
uma


. cenlo
Esleirs de perperi........Uma
Vinagro pipa...........
Caberas de cachimbo de barro. milbeiro
$220
W0
M20
35100
18200
9560
29100
1280
SfOOO
109000
33000
59I20
79680
13700
39200
45500
9400
55300
39OOO
19200
900
29200
99OOO
IO9OOO
3160
9157
5180
5090
153000
9180
9200
9160
9400
9320
13280
I9OOO
2*)00
19O00
99560
29000
59500
:t-96O0
79000
89000
89000
41000
89OOO
32CIMX)
39OOO
19500
29560
I3OUO
109000
169000
79000
259OOO
103000
99000
69500
49000
9000
5920O
:i5200
25200
39000
13280
19280
I56OO
9960
4O9OOO
169000
9160
I96OO
9640
69OOO
9800
49000
9.320
29100
KOOO
9180
189OOO
29500
9210
9090
9160
309000
59000
RELACAO' das notas de 20-9000, 4. padrao da nova estampa em papel bramo, que pelos avisos de 25 de
agosto prximo passado, e 17 do presente mez foram assignadas, e ora enjillidas por esta repartirlo
cm substituido das dilaceradas, seguida da dr-n iprii., feila sobre aquellas rae-mas notas, a saber:
NOTAS DE 209000.
SERIE.
QUANTIDADE
1000
1000
1000
1000
1000
500
500
500
1.500
1000
1000
4000
1000
1000
1000
1000
7000
500
500
1000
1000
500
500
500
1000
500
500
500
1500
500
500
500
500
500
500
37000
NUMERA CAO'.
1
1001
2001
3001
4001
5001
5501
6001
6501
8001
9001
10001
14001
15001
16001
17001
18001
2.5001
25501
26001
27001
28001
28501
29001
29.501
31001
31501
32001
32.501
34001
31501
3.5001
35501
36001
36.501
1000
2000
30(10
4O00
5000
5500
6000
6500
8000
9000
10000
14000
1.5000
16000
17000
18000
25000
25500
26000
27000
28000
28500
29000
29.500
31000
31500
32000
32500
34000
34.500
35000
35500
36000
:t6500
37000
Notas
ASSIGNATAR10S.
Jos Joaquim Ribeiro.
Antonio Jos Marques de S.
Agostiuho Coelho de Almeida.
Jos Procopio Pereira Fonles.
F'rancisco Jos Moreira de Carvalho.
Eleuterio Jos de Souza Filho.
I.ni/ Alves Pereira.
Joaquim Jos de Norouha.
Luiz Alves Pereira.
Joao Jos Teixeira.
Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
Luiz Alves Pereira.
Francisco Jos Moreira de Carvalho.
Luiz Alves Pereira.
Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
Asostinho Coelho de Almeida.
Loiz Alves Pereira.
Antonio Jos Marques de S.
Eleuterio Jos de Souza Filho.
Francisco Jos Moreira de Carvalho'
Jos I rocopio Pereira Fonles.
Agostiuho Coelho de Almeida.
Luiz Alves Pereira.
Eleuterio Jos de Souza Filho.
Luiz Alves Pereira.
Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
Joao Jos Teixeira.
Antonio Jos Marques de S.
Luiz Alves Pereira.
Joaquim Jos de Noronha.
Francisco Jos Moreira de Carvalho.
Eleuterio Jos de Souza Filho.
Luiz Alves Pereira.
Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
Jos Procopio Pereira Fonles.
DESCR1PCAO' DAS NOTAS CIMA, CUJA ESTAMPA DIFFERF. DAS QUE ACTUALMENTE
GVRAM NO DITO VALOR, 3. PADRAO.
O papel he branco, e a nota impressa com tinta prela, o emblema he um grupo de tres figuras, que
sj mbolisam a agricultura, abuudaucia e na\euarao, as tarjas largas ao lado esquerdp, lem no cenlro
a cora Brasileira, e ao direilo a medalba da Ordem do Crqzeiro, as series s3o designadas* por ledras al-
pliabticas, pincipiando pela serie A, as quaes se van omiltir, os 20que w acham dentro de um
circulo nos quatro cantos, assentam sobre um fundo diflerenle das notas de 209000 rs. amarillas, que aca-
bara em bicos, sendo (ambem diflerenle o fundo das tarjas.
O mais Irabalho he igual notas de 209 da 3.a estampa.
Caixa da amorlisac,ao 24 de oulubro de 1854. O 1. escriplurario Joao Jote da Costa.
O inspector geral interino
O Dr. Cnstodio Manoel da Silva Guimaries, juiz de
direilo do civel e commercio desta cidade do Ke-
cife, por S. M. I. e C. etc.
Fa;o saber aos que o presente edita! virem, que
nodiall do mez de dezembro prximo futuro se
ha de arrematar por venda a quem mais der, depois
da audiencia desle juizo e na caa das audiencias,
120 pecas de chilas linas a 8 cada uma e 100 ditas
de aUod.iuziuho americano a 29800 cada uma ; pe-
11 hora das a Firm a no Jos Rodrigues Ferreira por exe-
cucSo de Brunn Preeger & C. E para que chegue
a noticia de todos mandei passar edilaes, que serao
afllxados na praca do commercio e sala das audien-
cias e ser publicado pelo Diario. Dado e passado
nesla cidade do Recife aos 25 de novembro de 1854.
Eu Manoel Jos da Multa cscrivao o subscrevi.
Custodio Manoel da Mica Guimaraes.
DECLARACOES.
MOVIMENTO DO PORTO.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIPE27 DE|NOVEMBROAS3
HORAS DA TARDE.
Cotacf.es officiaes. A
Descont de ledras de 60 dia* 9 % ao annv
Assucar mascavado bom19550 por arroba.
ALFANDEGA.
Rendimeolo do dia 1 a 25. .
dem do dia 27......
311:8845611
20:2059548
332:0903159
Nado entrado no da 26.
Sania Calhariua20 dias, barca brasileira Impera-
triz do Brasil, de 550 toneladas, capitilo Antonio
de Barros Valenle, cquipagem 14, em lastro; a
Manoel Alves Guerra Jnior. Veio receber pra-
lico e segu para o Assu'.
Navios sabidos no mesmo dia.
CanalBrigoe bamburguez George Andreas, capi-
tao P. C. Kruse, carga assucar c couros.
AracatyUiale Ina-ileiio Invensivel, capilao Joa-
quim Jos Martins, carga varios gneros. Passa-
seiros, Dr. Anlonio Ferreira Caminha, Domingos
Antonio Alves Ribeiro, Tertuliano Ambrozinio
Machado, Ricardo Ferreira dos Sanios Caminha.
Rio de JaneiroBrigue brasiieiro Fluminense, ca-
pilao Henriquc Anlonio Vianna, carga assucar e
mais aeneros.
Babia Male hra-ileirn .Voeo Olimla. mestre Cus-
todio Jos Vianna, carga varios gneros. Passa-
geiros, Dr. Agrario de Souza Menezes e 1 escravo,
Dr. Angelo da Moda Andrade e 1 escravo, padre
Rocha Vianna, Joaquim Rodrigues de Seixas e 1
escravo, Jos Francisco de Lacerta e 1 escravo,
Jno Bernardo de Magalhaes o 1 escravo, Mjnoel
Jos Mariuho da Cunda e 1 escravo, Francisco Jo-
s da Silva Almeida e 1 escravo, Francisco Gon-
Cjilves Martins e 1 erravo, Casemiro Pereira de
Castro e 1 escravo, Joao de Aquino Gaspar e 1
escravo, Anlonio Garca Gil Pimentel e 1 escravo,
Manoel G. Gil Pimentel, Manoel Jos dos Reis,
Tito da Silva Machado, Eduardo Raslelle, Brau-
lio domlo Colunha, Francisco Anlonio Pessoa de
Barros, Salvador Vicente Sapucaia, Tito Augusto
Pereira de Mallos, Francisco Jos Cardoso Gui-
maraes, Joao Candido da Silva, Manuel Carneiro
de Oliveira Junqueira, Amorim Fabiflo de Fre-
tas Brrelo Nobre, Francisco Manoel Paraizo.
Assu'Brigue brasiieiro Amorim, em lastro. Sus-
pendeu do lameirao.
.Vaco salado no dia 27.
ColinguibaPatacho porluguez Lusitano, capitn
Jos Joaquim Pereira, em lastro. Passageiro, So-
ln de Albuquerque Nasciraento.
EDITAES.
Deiearreeam hoje 28 de novembro.
Galera inglezaDterSlauermercaduras.
Barca inglezaMidasbacalho.
Brigue inglea Lord Althorp mercaduras.
Brigue inglelCnatinolaguano.
Brigue americanoYV. Pricefarinha de trigo.
Palachofraucrvllun Peremercadorias.
ualera americanaJuniperfarinha de trigo.
Brigue porluguezSova .luu.adediversos gene-
ros.
Brigue brasiieiroHalolar i iiba de trigo.
Uiale brasiieiroDous Amigosmercadorias.
Importa cao'.
Galera americana Juniper, vinda de New-York,
consignada a Roslron Rooker i C", manifestou o
seguinle :
3102 barricas farinha de Irigo, 228 caixas vellas ;
aos mesmos consignatarios.
Hiate Ligeiro, viudo do Penedo, consignado a Pe-
dro Borges de Siqueira, mam festn o seguinle:
8 feixes barricas abatidas a Antonio Alves de M.
Guimaraes.
1 m grande, 17 saceos feijao; a Domingos Alves
adieos.
156 pedras, 98 rebolos, 11 ms 90 saceos feijao, 23
ditos arroi, 430 alqueires de milho a granel, 30 rolos
de angico; a Pedro Borges de Siqueira.
38 saceos milho, 8 dilos feijao ; a Joaquim P. Ja-
come.
15 saceos milho; a Anlonio EustaquioCerqueira.
15 saceos milho, 17 dilos feijaao; a Francisco Go-
mes.
31 saceos milho; a Antonio Luiz dos Sanios Aze-
vedo.
100 latas oleo de ricino; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 25.....22:8895220
dem do dia 27........4:I22J895
Miguel Cordeiro da Silva Torres Alvim.
Maosfeld...... 0 n Monlciro.
Clemenlina, rainha. . . ASr. 1 Leopoldina.
Ehza........ . 0 B Orsat.
Margarida, velha. . . b a Amalia.
Um menino...... . B Luizinha.
Marqueza de Francastel. . . B B Rila
Conde de ? . . 0 Sr. Sebasliao.
Kellner, general. . . B B Rozendo.
1. guarda das barre i ras. . . B B Pinto.
2. dilo....... , B B Sania Rosa.
3. dito....... . B B Jos Alves.
Pereira.
Quadrilheiro..... . B B Lima.
1 oflicial, 1 salteador, 1 moro, 1 criado, 1 escrvo
que fallara.
Soldados, aldeos, criados e salteadores, que uSo
fallar. Terminar o espectculo com o ultimo qua-
dro do drama.
O theatro estar brilhantemenle armado.
27:0125115
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia I a 25.....
dem do dii 27 .
2:7175548
962f7l7
3:680-3265
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 25.....21:5693868
dem do dia 27......... 1619132
22:0319000
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia I a 25.
dem do dia 27
2'.I:II,SJ512
2:7405815
31:8590327
. PAITA
do* precos correntes rio assucar. algodn, e mais
gneros do paiz, que se despaiham na mesa do
consulado de Pernambueo, na semana de 27
de novembro a 2 de dezembro de 1854.
Assucar em caivas branco 1." qualidade
B B B B 2." B.
n mase.........
bar. esac. branco.......
b n o mascavado.....
refioado ...........
Algodao cm pluma de !. qualidade
2.
B B B II 3.0 ,,
em carur.........
Espirito de agurdente......caada
Agurdente cachara........ b
B de canil 1....... ,
B re-lila 11.......
Genebra.............. b
29700
29300
1.9900
.39900
19H00
399OO
59800
59400
59000
15125
9600
5440
5.520
470
5480
O III111. Sr. inspeclor da (hesourarif provin-
cial manda fazer publico para conhecimento dos
roniiibui ntes abaixo declarados, do imposto da de-
cima urbana da fregueziu da Boa-Vista pertenccnle
aos ejercicios.de 1833 a 1852, que lendo-se con-
cluido a liquidarlo da divida activa desle imposto
devem comparecer na mencionada thesouraria den-
tro de 30 dias, conlados do dia da publicaran do pr-
senle edilal, para se Ibes dar a nota do seu debido,
afim de que paguem na mesa do consulado provin-
cial, fiandn na inlelligenda de que lindo o dito
prazo serao executados.
E para constar se mandou afiliar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.'
Secrelarta da (hcsooraria'provincial do Pernam-
bueo 21 de novembro de 1854. O secretario.
Antonio Ferreira d'.anunciaran.
Candida Balbina da Paixo Rocha 14,9293
Candida Jacinlha Neves .... 45838
Clara Clemenlina Carlota .... 99676
Clara Josefa de Mello Borges 255192
Clara Mara d'Aunipcao Sampaio 55040
Ilerdciros de Caelana Rila .... 339372
Domingos Nones Ferreira .... 200995
Filhos de Domingos Fernandes Y'i-
anna.......... 2029027
Domiugos Jos Fidellis .... 330372
Testamentaria de Domingos Rodri-
gues do Passo....... 2989194
Domingos Jos da Cunhal.aage. 16922
Domingos Jos de Santa Anua 139348
Viuva de Domingos Barboza. 49149
Domingos Jos da Costa...... 125096
Domingos Anlonio dos Reis. IO9O8O
Demetrio de Azevedo Lisboa. 139905
Domingas Felicidade...... 749635
Estevao Cavalcauli de Albuquerque. .'{5628
Viuva de Estevao dos Santos. 659016
Viuva de EstevaoJosde Sania Anua. 185354
Estevao Jos Barboza de Moura I89OOO
Eugenio da Assumpc,o Cavalcauli. 590269
Escolstica Joaquiua Ramos da Con-
ceicao......... 665749
Elias Falco de Carvalho..... 505058
Elias Baplista da Silva..... 209180
Escolstica Narciza da Franca I69686
Francisco Esteves de Abreu. 1399006
Ileideims de Francisco Joaquim Pe-
reira de Carvalho...... 1765940
Viuva de Faancisco Jos Marinho. 499-582
Viuvn de Francisco de Saliese Albu-
querque ...... 1120352
Francisco Jannario de Oliveira. 89899
llerdeiros de Francisco Jos Alves
Gama.......... 229248
Viuva do Francisco Jos Rodrigues
Pava........... 529282
llerdeiros de Francisco Carlos Tei-
xeira .......... .585101
Padre Francisco Joaquim Pereira 509058
Francisco Joaquim Pereira Lobo 839501
Francisco Jos de Souza .... 20419
Francisco Jos de Sania Mara 195206
Francisco Ribeiro de Brito ... 4385137
Francisco Ribeiro Pires .... 105128
llerdeiros de Francisco Gonralves da
Rocha......... 1669860
Francisco Sergio de Mallos 835130
I Continuar-se-ha. )
O Illni. Sr. inspeclor da Ihesoiiraria provincial,
cm compriineuto da re-nluran da junta de fazcuila,
raanda fazer publico, que a arremataran ,];, 0|,ra dos
reparos de .550 bracas quadradas de empedramenlo
na estrada de Pao d'Atho, foi transferida para o da
30 do enrenle.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcruara-
buco 23 de novembro de 1854.O director,
Illm. Sr. inspeclor da Ihesoararia de fazenda
desla provincia, manda fazer publico para conheci-
mento das pessoas interessadas, a 1 claran abano de-
clarada das olas de 209 rs., 4 padrao da nova es-
tampa em papel branco, emiltidas da caixa d'amor-
lisarflo era subsliluirao das dilaceradas.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
bueo 21 de novembro de 1854. O oflicial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mell.
Por esta subdelegada foi apprebendida a um
crioulo moco, que disse inorar na freguezia do Re-
cife e chamar-se Jos Francisco Antonio, (esle nome
parece falso, e o crioulo ser escravo), orna bonita e
mansa cabra (bicho) com urna filha, a qual linha o
mesmo crioulo negociado com Francisco Antonio de
Mello, morador na ra Imperial, pela pequea
quantia de 39000, a quem lia pouco vender oulra.
Suppondo-se ser a cabra tunada, se faz o presente,
afim de que quem se julgar com direilo a ella, a
procure. Subdelegada de S. Jos de Recife 22 de
novembro de 1854.O subdelegado,
Manoel Ferreira Accioli.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselbo administrativo, em virtudc da aulnri-
sacao do Exm. Sr. presidente da proviucia lem de
comprar os objectos seguintes:
Para a capella da fortaleza do Brum.
Ornamento branco completo, constante de casla,
eslola. manipulo, bolsa e veo 1, panno roxo para
cobrir a imagen) do Sen luir 1, curador na rao de um
missal e reforma do galSo das bolsas, encarnada e
roxa, alvas 2, amitos 2, conloe- 2, corporaes 2, taa-
lli.i- para altar 2, ditas de mao para o lavatorio 2,
panno de pala 2, purificadores 2, sanguinhos 4, la-
pete para supedaueo do altar 1, panno de loslrim
roxo, covados 3 1)2, aspertorio para a pia d'agua
benta1.
Quem quizer vender, estes objectos aprsente as
suas propostas cm carta fechada na secretaria do
conselbo as 10 horas do dia 29 do correle mez.
Secretaria do conselbo administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 22 de novembro de
1851.Jos de Brito Inglez, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carmg Jnior, vogal o secrc-
lario.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Frei Pe-
dro Goncalves, foi apprehendido uma r.rioulinha de
nome Izidora, que parece ler 10 annos de idade,
diz ler sido conduzida deS. Antonio por um pre[o,s
7 horas da noile do da 26, e a deixou na ra da Ca-
deia, sem que ella soubesse voltar. Quem direilo
liver a me-ui.i aprsente-te, que mostrando legal-
meute pertencer-lhe, lhe ser entregue.
O tribunal do commercio da proviucia de Per-
nambueo tendo designado odia 14 de dezembro p. f.
para a eleicAode dousdepulados commerciaea eaous
supplenles, que lem de substituir aos Srs. Jos Je-
ronymo Monlciro e Jos Pires Ferreira, depurados;
e aos Srs. Elias Baplista da Silva e Jos Antonio
Bastos, supplenles ; na forma do titulo nico do c-
digo commercial do imperio e decreto de 5 de se-
lembro de 1850, convida aos Srs. commercianles na-
cinnaes matriculados no mesmo tribunal, residentes
neste districto, constantes da declararlo abaixo trans-
cripta, que eslao no caso de volarem e screm vota-
dos, afim de comparecercm no mencionado dia 14
de dezembro, no mesmo tribunal, s 9 horas da ma-
nhaa. E para constar mandou o mesmo tribunal fa-
zer este, que vai por mim subscripto e assignado, e
que devora ser afiliado na praca do Commercio e
publicado pelo Diario.
Secretaria do tribunal do commercio da provincia
de Pernambueo 27 de novembro de 1851. Eu Joao
Ignacio de|Me leiros Reg, servindo de secretario,
subscrevi e assignei. youo Ignacio d Medexros
Reg, no impedimento do secretario.
Relaco dos commercianles nactonaes matriculados
no tripunal do commercio da provincia de Per-
nambueo residentes neste districto, que estao no
cato de totarem e serem votados.
Senhores :
Jos .1.-; unuiiii Monteiro.
Jos Joaquim Dias Feruaudes.
Jos Pires Ferreira.
Joao Ignacio'de Medeiros Reg.
Joaquim da Silva Lopes.
Jos Rodrigues Pereira.
Anlonio \'alondra di Silva Barroca.
Gabriel Anlonio.
Jos Antonio Basto.
Luiz Anlonio Siqueira.
Joao Pinto de Lemos. n
Joao Pinto de Lemos Jnior.
Jos Velloso Soares.
Elias Baptista da Silva.
Joaquim Ribeiro Puntes.
Luiz Gomes Ferreira.
Manoel Gonralves da Silva.
Manoel Alves Gnerra.
Manoel Uarle Rodrigues.
Francisco Antonio de Oliveira.
Jos Candido de Barros.
Jos Lean de Castro.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Vicente Jos de Brito.
Jos Pereira da Cuoha.
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Francisco Accioli de Gouveia Lins.
Manoel Alves Guerra Jnior.
Jos dos Sanios Neves.
Anlonio Francisco Pereira.
Caetano Cyriaco da Costa Moreira.
Joao Jos de Carvalho Moraes.
Antonio Jos Leal Reis.
Secretaria do tribunal do commercio da provincia
de Pcrnamboco 27 de novembro de 1851.Maxi-
miano Francisco Duarte, oflicial-maior inleriuo.
Segunda recita.
Sabbado 9 de dezembro.
Subir a sceoa o muito desejado e apparatoso dra-
ma histrico em 3 actos e5 quadros, denominado
LUCRECIA BORGIA.
Sendo o papel de Lucrecia dtsempeiihado pela
actriz D. Maria Leopoldina. Dar fim o espectcu-
lo com a engracada comedia vaudeville em 1 acto
intitulada
OS BILIIETES DA LOTERA.
As pessoas que encommendaram camarotes e ca-
deiras para estes espectculos podem vir recebe-loa
de quarla-feira 29 do crranle, al icx(a-feira 1. de
dezembro ao meio dia. no escriptorio da sociedade
dramtica. O resto dos bilheles acha-se veoda
no mesmo escriploro; desde-as 10 horas da manhaa
as 2 da tarde. e das 5 da larde as 81(2 da noile.
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
SOCIEDADE DRAMTICA EMPREZARIA.
Sabbado 2 de dezembro.
ANNIVERSARIO NATALICIO DE S. M. O IM-
PERADOR DO BRASIL.
Espectculo em grande (ala, weadido para
daas recitas.
Primara recita.
Depois da eliega.I.i do Exm. Sr. presidenle da pro-
vincia, a companbia dramtica cantar o hymno na-
cional, perante a augnsla eillgie de S. M. o Impera-
dor. Seguir-se-ha depois a evecucao de Uma nova
ouverlura, linda a qual lera principio a representa-
rlo do novo drama em 4 actos e 7 quadros, intitu-
lado
UM MEZ DE FERIAS.
Producido do Sr. Bandeira, autor das cartas do
Braz Tisana do Porto.
Personagens.
Estanislao, rci......
-F'rederico.......
Eduardo, salteador. .
Wormes........
Franta, criado do re. .
Para o Rio da Janeiro seiuir breve o pata-
cho nacional Amizade Constante por ter a maior
parte da carga prompla ; para o reto da mesma e
escravos a frote, para o que tem bons eoramodos,
irati-se na ra da Cruz do Recife n. 3, escriploro de
Amorim Irmaos.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Pretende sabir com brevidade a escu-
na nacional Tamega, por ter parte do
seu carregamento : para o resto da car-
ga e escravos a frete, trata-se com No-
vaes&C, na ra do Trapiche n. 34.
PARA O MARANHA'O.
Pretende sabir por estes dias, o brigue
nacional Brilhante, por ter a maior
parte de seu carregamento prompto: pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-
se com Notad di C, na ra do Trapiche
n. 54. ,
Companhia de navegacao a vapor Lubc-
Brasileira.
Os Srs accio-
nistas des la com-
panhia tao con-
vidados a reali-
sarem com a
maior brevida-
de, a quinta e
ultima presta-
fio de suas ac-
ides, para a im-
portancia ser re-
medida a direc-
So : dirigindo-se a ra do Trapiche n. 26, casa de
anoel Duarte Rodrigues.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu viagem ate .30 do corrente mez,
a veleira.escuna nacional Linda, capi-
tao Jpse^Ignacio Pimeita: para o resto da
carga, escravos a l'rete passageiros, tra-
ta-se com o consignatario Eduardo Fer-
reira Baltar, na ra do Vigario n. 5.
PARA O ARACATY.
Segu uestes das o hiate Capibaribe : para o
reslo da carga trala-se na ra do Vigario n. 5.
Para o Rio de Janeiro
vai sabir com nimia brevidade a barca nacional Ma-
thilde por ler parle da carga prompla : quem na
mesma quizer carregar o reslo, ir de passagem. ou
embarcar escravos a frete, para o que lem exceilen-
tes commodos, falle com o capilao Jeronymn Jos
Telles, ou no escriploro de Manoel Alves uerra
Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
.Vende-se a barca americana Tremont, de lote
199 toneladas, forrada e cavilhada de cobre : a tra-
tar com os consignatarios Henry Furster & Compa-
nhia.
ASSU'.
Segu no dia 30 do corrente, o hiate Correio do
Norle, recebe carga o passageiro : trala-se com
Caetano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo
n. 25-
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia I de
dezembro, es-
pera-se da Eu-
ropa nm dos
vapores da real
companhia, o
3ual depois da
emora do cos-
tme, seguir
para o sul: pa-
ra passageiros, trala-se com os agentes Adarason Ho-
wie & C, ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B.As cartas para os porlos do imperio, en-
ti iv.im-s.' no correio geral, e para o Rio da Prata,
no consulado inglez.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira, segu em
poucos dias: para carga e passageiros,
trata-se com Macliarjo d Pinheiro, na ra
da Vigario n. 19, segundo andar.
Adores.
O Sr. Reis.
Cosa.
Bezerra.
b i) Mendes.
Sena.
r .'.-- ,-...
LEILOES
O agente Vctor, far leilao em sen armazem ra
da Cruz n. 25, de esplendido sorlimenlu de obras de
marcincria novas c usadas, de MrTercntes qualida-
des, lanlernasrom [ts de m di o e casquinho, caudi-
eiros para meio de sala, um sellim inglez, relofrios
para aL-ibeira de metal galvanisado, e outros mui-
tos arligos que seria enfadouho menciona-los, etc.
ao meio dia em nonio venderrsc-ha uma excedente
escrava muito mora, de nacjlo, com algumas habili-
dades. Terea-feira 28 do corrente, as 10 y horas da
manilla.
Vctor Lasne far leilao por inlervencan do
azcote Oliveira, de um bello sorlimenlu de i'azcn-
das muilo vendaveis, consislindo em cortes de vesti-
dos de cambraia de seda, sedas lavradas. casemiras
prcln e decores, pannos decores, meias de seda
para senhora, meias cruas e de cores para homem,
diales de seda, manleleles e muilas nutras fazendas
francezas e suissas: terca-feira 28 do corrente as
10 horas da manhaa, no seu armazem, ra da Croz.
- Jos Fraudsco Goncalves far leilao por inter-
venc,ao do agente Borja, quinla-feira 30 do corrente
as 10 horas da manhaa, em sua casa na ra do Col-
legio n. 12, segando andar, de uma encllente 1110-
bilia de Jacaranda de goslo mo lernissimo, um pti-
mo guarda vestidos, nm dito guarda roupa de jara-
randa, secretaria, commodas, guarda-louc,a, appa-
radores, sof,consolos, marquezas e cadeiras de ama-
relio, um rico santuario de Jacaranda com varia
imagens, vasos de porcellana e de vidro para en-
feiles de sala, diversos quadros, obras de nuro e pra-
ta, uma pon;,10 de toacas vidros de diversas qua-
lidades para servido de mesa, lodos os utensilios de
casa, etet., e outros muilos objectos qoe se acharao
patentes no dia do leilao na mesma casa; assim co-
mo umaoplima escrava.
O agente Borja far Ieil*o quarla-feira 29 do
correte, em sen armazem na roa do Collegio n. 15,
de uma quanlidad* immensa de objectos, como bem
obras de marceneria novas e asadas de differenles
qualiMades, obras de ouro e prata, relogios diversos,
eaodelabros, lanlernat, candleiros etc., uma armaran
envidracada para loja e oulros muilos objectos que
e-tarao patentes no mesmo armazem no da do leilao ;
assim como um excedente carro de qualro rodas
ura excedente cavado de estribarla sellado e entera-
do, que eslario em frente do armazem as 10 horas
em ponto.
O agente Vctor far leilao por eonta da admi-
nislracSo de Joao Bernardo, de um casa de lijlo,
sita no aterro dos Afogados n. 185, com armado pi-
ra taberna ou sem ella, sendo as paredes singelas,
com excedente quintal e commodos suflicientei para
familia, quinla-feira 30 do eorrenle, as 11 horas da
manhaa, no indicado lugar: assim tambem um relo-
gio de pareda de repeluco com riel caixa.
LEILAO DE FEIJA'O.
Ficou transferido o leilao de feijao an-
nunciado para hoje, para quarta-feira 29
do corrente.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripia e cobranca do importe dos
annunctos he superior ao valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serio publicados.
Domingo a' tarde, por occasiao da
procissao de Corpus Christi, perdeu-se
uma luneta de ouro, desde a matriz de
Santo Antonio ate a ra do Collegio, e ou-
tras mais por onde passou a procissao :
he 01 lavada, lisa, e o vidro sem gra'o :
tpiem a achou querendo restituir, pode
leva-la a ra estreita do Rosario n. 15,
ou a' praca da Independencia livraria n.
6 e 8, que muito se lhe agradecer'; e,
se o exigir, dar-se-lbe-ha' alvicaras-
Aluga-se na ra Nova n. 31, segundo andar,
ama ama que qoeira cozinhar para duas pessoas.
Resposta ao annundo feilo neste Diario de 24
do correte, dirigido em defeza que faz o amigo do
Illm. Sr. vigario de Buiqoe, Jos Teixeira de Mello,
contra o meu amigo, Jos Pinto da Costa, nao ha
duvida alguma que o dito annancio foi feilo pelo
inimigo rancoroso que o meu amigo lem, ou por pes-
soa que lenha falla de alguma aduella; pois s as-
sim far defeza ao dilo Sr. vigario: querendo esse
mesmo amigo saber se elle deve ou nao, dirja-se ao
eslabelecimenlo do mea amigo, na roa' Direila n.
14, queabi achara lodosos docomentos, eomo seja a
ledra pasa na loja do Sr. Siqueira, e as suas cartas
escripias pelo Sr. vigario, as promanas feilas do
pagar ao meu amigo, Jos Pinto, este anno; para
isto tenho de dar provas ao publico e mesmo a este
intitulado amigo do Sr. vigario, que eu estou
bem a par de ludo isto, e por isso achava melhor
que esle intitulado amigo, em lngar da defeza pa-
gaste o que o Sr. vigario deve, afim de evitar mais
polmicas a este respeito. Nada mais tenho a res-
ponder a esta falta de aduella, senao qoe too amigo
intimo do Sr. Jos Pinto da Costa.
O Cazuza da Una.
Rogativa que nao offende.
Roga-se ao Sr. Dr. Mamede, que se deixe de an-
dar com saltos de viado, dando informarse a S. Exc,
sempre contrarias, para que os pobres da velha Olin-
da deixem de ter agua, s se foi por ahi nao dar os .
seus estudos ; se assim conlinoar com estas e oulras
infnrmariies, s se lhe roga a praga de mil raios so-
bre sua cabeca, pelos males que causa pobreza de
Olinda. Cm desesperado.
Desencamiuhou-se do poder le JoJo Tavares
Cordeiro, dous meios bilheles da 47.a lotera conce-
dida por decreto de 17 de novembro de 1841, a be-
neficio do Monte Po (eral de economa dosservido-
rc-.iio Estado,3.-'do anno de 1852a1853.de ns. 1719
o 2454. comprados ao vendedor de bilheles o Sr.
Jos Joaquim da Silva Araojo Jnior ; por isso se
previne as pessoas aqu encarregailas, de nio paga-
ren qualquer premio que por sorte liver -aludo, da
mesma forma se convida a qaem os lenha adiado,
le os entregar ao seu legitimo dono, na travesea da
Madre-de-Deos n.9, que recompensar, adverliodo
que em dilos bilheles he inleretsado o Sr. Oelfino
(ioncalves Pereira Lima.
Constando ao abaixo assignado, que alguem tem
Eorahi espalhado.queo Sr. Jos Ribeiro de Brito
e socio capitalista da prensa que forma o eslabele-
cimenlo qoe tem o abaixo assignado no lugar do
Forte do Mattos, declara .10 publico e principalmen-
te ao commercio desla praca, que o Sr. Brito nao
lem quanlia alguma em sua mao; o capital com
que a casa gyra perlence nicamente ao abaixo as-
signado ; em vista do qoe, protesta contra qualquer
ac;3o que porventura appare5a.departe de alguem
que se julgar com direilo aos fnftdus de seu eslabe-
lecimenlo.Jote Carlot de Sonza Lobo.
>- Um credor da extincta firma Ferreira & Oli-
veira, fallida em 1846, pergonta a commissio admi-
nistradora deesa masa, o que fea della, pois que o
annunciante at hoja nunca receben nada, sendo cre-
dor de mais de 2:000000.
.Madama Routier, modista franceza, ra
Nova ti. 58,
lem a honra de annunciar ao publico, que acaba da
receber um rico sorlimenlo de chapeos de seda de
palha para senhoras, dilos para meninas, bonitas ca-
raisinhas, chales de relroz, manteletes e capotinhos
de cores, romeiras de fil, espartilhos, e outras mui-
las lazendas por diminutos precos.
Cura da mudez pelo methodo Castilho.
O professor da aula de leilura repentina, na roa
da Praia. convida a todos os ehefes de familia a
mandarem all os meninos qoe nao possam Tallar ;
mas qoe possam ouvir, afim de experimentar se ob-
tem o mesmo feliz resollado do menino do reveren-
do Sr. padre Lemos. A experiencia principia do 1.
al o dia 2n de dezembro, gratuitamente. Os qna
obtiverem a falla panado a mensalidade igual aos
demais alumnos, 39OOO, e conlinuarao, querendo, a
aprender pelo excedente methodo Castilho.
Alugam-se trabalhadores livres en escravos,
para armazem de assucar : na roa do Brum, arma-
zem n. 26.
Oflerece-se um rapaz porluguez com muita
praticame eacripturecao, para caixeiro de qualquer
eslabelecimenlo, e da fiador a ma conducta : qaem
precisar annuncie.
Perdeu-se no dia '25 do corrente uma ledra
aceita pela senhora D. Anua Francisca Cavalcanli
Ferreira, senhora do "eugenlio Capobre, a favor de
Manoel de Souza Coasseiro, da quantia de 600*000;
roga-se a qaem dita ledra achar, a qoeira entre-
gar na ra do Cabug, loja de Joaquim Martins da
Silva & Companhia ; e previne-se desde j 1 dila
senhora 1). Anna, que s pagar dila ledra ao dito
Manoel de Souza Cousseiro.
Desapparecea no dia 16 da roa do Queimado,
um cavado caslanho amarello, com os 4 ps branco,
magro, dinas curtas, uma estrella na testa, leude os
ps om pouco torios' para fra ou cambados, com
cangalha e cortas: quem o tiver pegado, participe
na roa da Cadeia n. 50, primeiro andar, que ser
recompensado.
Offerece-*e om rapaz porluguez de 18 a 90an-
nos de idade, para caixeiro de taberna, do qoe tem
bastante pratica: na ra Augusta, taberna a. 94.
Precisa-se de um menino para estar ao balcao
de unta padaria e qaed conhecimento de sua con-
ducta ; no pateo do Terco n. 11, se dir quem pre-
cisa.
O Porluguez que veio ao paleo da Santa-Cruz
para ser caixeiro, qoeira dirigir-se ao mesmo lugar,
que deseja-se fallar.
Aluga-se a loja na Invena di roa do Queima-
do n. 7 pan qualquer eslabelecimenlo : a tratar na
praca da Independencia ns. 7 e 9.
Precisase de ama ama de leile para se en-
carregar da criarlo de uma menina de 5 mezes : na
ra larga do Rosario n. 30, terceiro andar.
I'recisa-se de 5009 com se-uran;a em um filio
com tres casas : quem tiver annuncie.
Os herdeiros do fallecido Sebasliao dos Ocolos
Arco-Verde Pernambueo la/era scienle a aquellas
pessoas que sejulgarem credoras e mesmo devedoras
da casa, que compari?cam com seos documentos le-
aalisados no cilio da Capellinlia, para serem levadas
em conla no acto do inventario que se lem de pro-
ceder com toda brevidade.
Contina a estar fgido o prelo Miguel, que
foi esenvo do Sr. JoJo Jos do Reg, crioulo ba-lan-
te prelo, rosto oval, nariz regular, bocea amule,
tem falla de dous denles na fenle, beicos grossos,
qucixo largo, pouca barba, ps e maos largas, pes-
clo curto e grosso, he bastante recrista; foi canoei-
ro no porlos da ra Nova e Recite : quem o pegar
011 delle liver noticia, pode entender-se na ra da
Senzalla-Velha u. 70, segundo andar, que aera re-
compensado.
Desappareceu do abaixo assignado no dia 22
do corrente. um cabriuha por nome J0A0, o qual
represeola ter 15 a 16 annos de idade ; levou camisa
de melim prelo, calca de algodaozinho de listra
azul ; lem um falta em uma orelha : qaem o pegar
leve-o a ra Direila p. 120, que ser recompen-
sado.
No aterro da Boa-Vista, tenda de sapateiro,
defronte do becco dos Ferreiros, se dir quem tem
om bom terreno fra do centro da cidade, e em mui-
lo boa posirao para se poder ter uma grande co-
cheira.
Precisa-se de ama senhora que queira ir para a
Europa em companhia de uma familia : a pessoa que
lhe convien annuncie.



DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FIRA 28 DE NOVEMBRO DE 1854
COMPANHIA DE BEBERIBE.
A administrado da companhia de Be-
beribe, resolveu em sesso de 2-i do cor-
rente, por em arrematacao a taxa dos
chafarizes por bairros, ou emsua totali-
dade, por tempo de um anno, a contar
do 1 de Janeiro de 1855; para o que con-
vida a quem tal arrematacao convier, a
comparecer no escriptorio da companhia,
no dia 12 de dezembro prximo vindou-
ro ao meiodia, com as suas propostas em
carta lechada, nasquaes deverao ser de-
clarados os dadores dos concurrentes, que
poderao obter os precisos esclarecimentos
a cerca do rendimento da taxa, no escri-
ptorio da companhia, das!) horas da ma-
nha, a's 5 da tarde de qualquer dia til.
Kecife 25 de novembro de 1854.O se-
cretario, Luiz da Costa Portocarreiro.
O aliaixo assignado, adverte a'quel-
las pessoas que se dignam ser seus deve-
dores, por compra de bilhetes de lotera
ou outro negocio, que quando bouverem
de pagar-lhe seus dbitos, o facam pesso-
almente ao abaixo assignado, ou a seu
caixeiro Jos Domingos Mendes.Anto-
nio Jos de Faria Machado
Eduardo Gadaalt conliaa a dar lijes dede-
scnho em sua residencia, aim como em particular ;
a- pessoas que quizerem apcrcicoar-se nesta arte,
ohterao em sua direecfio bnns modelos e principios ;
tambem retrata a oleo ou a fumo, e encarrega-se de
qualquer copia de quadro para as igrejas : quem
quizer ulilisar-se de seu presumo comparec na
Camboa do Carino, primean andar, sobrado n. 19.
Na mesma casa vendem-se nbjectos necessarios ao
desenlio.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 MBXL, 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consultas liomeopathicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manida ate o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Offerere-*e igualmente para praticar qualquer operacao de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer mullier|que esleja mal de parlo, e cujas circumslancias nao permillam pagar ao medico.
KO CONSULTORIO DO DR. P. L LOBO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUIRTE:
\
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia. anatoma, etc., etc.
20000
(5) Amanhaa, quarta-fira 29 do
& corrente, he o ultimo dia em que o ff%
/l abaixo assignado tira retratos nes-
' ta cidade. Peinambuco 28 de
(fl novembro de 1854.Joaquim $
() Jos Pacheco. *$
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira, avisa aorespeitavel publico, que
ainda existe por vender um restante de bi-
lhetes e cautelas da lotera da matriz da
Boa-Vista, na praca da Independencia n.
57 e 39, loja de calcado de Antonio Au-
gusto dos Santos Porto: a loteria princi-
pia a correr hoje a's 8 horas da manhaa,
no consistorio da igreja da Conceicao dos
militares Pernambuco 28 de novembro
de 1854. Salustiano de Aquino Fer-
reira.
Precisa-se de urna ama: no Mundo
Novo, palacete.
Joaquim Jos Pacheco retira-se
para o Bio de Janeiro.
Precisa-se alugar 2 prelos para trabalhar em
um sitio muito nerto desta cidade; d-se osnstento,
com n comicSo de dormir, e paga-se mensalmente :
a tratar no largo do Corpo Santo n. 13, segundo an-
dar.
Aloga-se urna casa para pastar a festa, uo
Monleirn, a margem do rio, pintada de novo, com
encllenles commodos para familia : quem preten-
der ilirija-se a ra da Cadeia do Kecife loja n. 53.
SOCIEDADE REGREIO MILITAR.
O baile de dezembro lera lugar a 10 : as propostas
, para convite sao acceitas smente al o dia 28 tar-
de, em que haver.-) reunio do directorio. O secreta-
rio, Dr. yelhn Filho.
Gabinete Portuguez de Leitura.
Porordem da directora, scientiDca-ie aos senho-
resassociados que quando algunsdos empreados do
mesmo eslabelecimento Ibes faltem com o respeito
que Ihes he devido, sedignem comiDDoica-lo a di-
rectora, para esta dar as provideocias.M. F. de
Souza Bamleira, segundo secretario.
Aloga-se ou empenha-se por 4008000 urna es-
crava, parda, ainda mora, com as seguintes habili-
dades : cose chao, lava de sabao e barrella, engom-
ma liso e coznha o diario de urna casa de pouca
familia, pora isso estar costumada ; uolando-se que
seus servidos nao se entender de portas para fra.
pois he recolhidn : quem quizer qualquer negocio
dos cima ditos,annuncie para ser procurado, ou di-
irja-se taberna que volta para a Camboa do Carmo,
COMPANHIA DE BEBEBIBE.
A administracao da companhia de Be-
beribe, tem autorisado o Sr. caixa a pa-
gar o dcimo terceiro dividendo, visto que
no dia 24 do corrente nao se reuni nu-
mero de votos suficientes para haver as-
sembla geral.O secretario, Luiz da
Costa Portocarreiro.
O Dr. Thomassin com sua senhora reliram-se
para fora do imperio.
Madama Bosa Hardy, modista brasiles-
ra.rfea Nova n". 54.
Parlecipa ao respeitavei publico, que acaba de re-
ceber om rico sortimento le chapeos de seda e de
palha para senhoras, ditos para meninas *d* seda e
de palha, chapozinno de. seda para baplisado, ca-
pellas de laraojas para noiva, ricos corles de vestidos
de barege de'seda, corles de seda escossezn, grode-
naples furia cores e preU, ditos sarja preta lavrada,
manteletes e capolinhos pelos e de cores.ricos chi-
les de retros e bordados para senhoras, ditos de seda,
ditos de 13a a imilacao de cachemira.romeiras de fil
bordado de seda branca e de cores, veos-a imitarlo
de blonde para noiva, lencos de mao de cambraia
de linho, ditos de cambraja e algodao. transa de se-
da e algodao, branca e de cores, toncas e vestidos de
baplisado, espartanos, fitas e bicos de seda de linho
e blunde, meias de seda para crianzas, penles de
tartaruga, camizinhas de senhoras, leques c oulras
Tazendas que se vendem por prego commodo.
Casa da afericao, pateo do Terco n. 1G.
pessoa competentemente autorisada pelo aferi-
por, faz ver a quem ioteressar possa, que o prazo
marcado pelo regiment municipal, finalisa-se no dia
.11 de dezembro prjimo futuro, e que depois nao se
chamem a ignorancia. Recife 21 de novembro de
"*>*Pelo aeridor, Prxedes ia Silva Gutmao.
O CRAVO.
No dia 1. de dezembro prximo vindouro reappa-
recera o Crato. Os senhores asignantes que quize-
rem continuar com as suas asignaturas, tenham a
bondade de dingir-se ra Nova o. 52, loja do Sr.
Boaventura. Adverte-se que asignatura lie de 800
rs. por trimestre, e vende-se avulso a 100 rs. cada
uumero.
Precisa-se alugar um preto sem habilidades,
mas que seja robusto : quem liver annuncie para
ser procurado. r
Precisa-te de urna lavadeira que lave roupa
com muila perfeicao, que preste flanea da sua con-
ducta, e que d a roupa de 8 em 8 dias: no hotel da
Europa da ra da Aurora n. 58.
Aluga-se annualmenle ou pela festa urna pro-
pnedade de pedra e cal com commodos sufOcientes
para qualquer familia, no lugir do Poro da Panella
contigua ao ex-collegio de S. Boaventura : a tratar
na fundicao do Brum ns. 6, 8 e 10, com o caixeiro
da mesma.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
engommar : no largo do Terco, casa n.44.
Aluga-se para so pastar a festa urna boa casa
em Olmda, ra da bica de S. Pedro, com 3 salas
I quarlos, cozinha grande, copiar, estribara, grande
quintal todo murado, com portao e cacimba : a tra-
tar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na ra doCollegio n. 21, segundo andar.
Precisa-se de urna molaque que saiba cozinhar
e fazer todo o servico de urna casa de homem sot-
ierro : na ra Nova n. 41, primeiro andar.
De accordo com a parle segunda do artigo 41
dot estatutos da companhia de seguros martimos
liilidade Publica, convidamos aos senhores accio-
nistas a reiiiiircm-se no dia 30 do correle novem-
bro, no escriptorio da mesma companhia, ru da Ca-
deiaib, 42. ao meio da. Recife 24 de novembro de
." s directores, Manoel Joaquim Itamoi e
Uta, Luiz Antonio Vieira.
Precisa-te de urna ama de leile para acabar
de amamentar urna crianca de seismezes: na ra
Nova n. 19.
UM PBODIGIO DO METIIODO CASTI-
LHO DE LEITUBA REPENTINA, BA
DA PBAIA.
Diz o Ilustre litlerato, a paginas XI da sua 3."
ediccao, que o seu methorto cura a gaguez com
etTeilo, o seguinte caso he mais urna niaravilha em
ravor do Sr. Caslilho. Encarregou-me o Rvm. Sr.
padre l.emos de eosinar um menino mudo ; e nao
sania reno detempenhar a minha missao, fui-lhe
gritando as regras e mais preceilot do melliodo
quando oh! prodigio, no fim de 15 dias o menino
entra a pronuncirtelo o alpliaheln.junla as tillabas
canta as regras e execula as marchas sillabicas com
toda a perfeicao Os incredulot podem desengaar-
se com o pai do dito menino. O director da escola de
leitura repentina estimara muito que lodos os Ilus-
tres redactores dos jornaes detta cidade fossem dat 7
as j da noite, horas em que estarao mais desoecupa-
aos. tettemunhar ocularmente a eicellencia deale
metnodo. As licoes de noite pira os homens 55000
mensaes ; de da para os meninos 38000. O director
oa nvros, pedras, e indo o mais preciso aos discpu-
los ; na roa da Praia, palacete amarello.
Esta obra, a mais importante de todas as que tratam do estudo e pratica da homenpatha, por ser a nica
qite contcm a base fundamental desta doulrinaA PATIIOGENESIA OU EFKE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS >0 ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecmentos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pratica da verdadeira medicina, inlcressa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a doulrina de Ilahnemaon, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros c senhores de engenho que esiaolouge dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommpdo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumslancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar In continenti os primeiros soccorros em suas eofermidades.
O vade-mecum do homcopatha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem til t pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 108000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 38000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalhia, e o proprietario deste eslabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 24 medicamentos cm glbulos, a 10, 128 e 158000 rs.
Ditas 3fi ditos a .... 9njwtn
Ditas 48 ditos a .... ,....... 251000
P'!8S W ai.los a.............!!.'!! 308000
Unas 144 ditos a.................. G0M0D
Tubos avulsos ............. timn
irascos de meia onja de lindura................... 28000
Na mesma casa ha sempre venda gTande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eucommenda de medicameotoscom toda a brevida-
de e por presos muito commodos.
TOALHAS
E GUABDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PUBO.
Na ra do Crespo, loja da esquina qne volta para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por presos com-
modos.
Lava-se e eugomma-se com (oda a perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Em virtude da requisicao feita pela
direccao do Banco de Pernambuco, em
data de 18 de novembro corrente, he
convocada a assembla geral do mesmo
Banco, parasereuniremno dia 29 do cor-
rente novembro alim de tratar-se da usao
do Banco de Pernambuco com o do Brasil,
a'sl 1 horas no lugar do costume. Becif21
de novembro de 1854.-*Pedro Francisco
de Paula Cavalcanti de Albuquerque,
presidente.Jos Bernardo GalvQo Al-
coforado, pYimeiro'sftcretario.
_ O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeircs Jiaja de mandar pa-
gar a assigna.tura do' Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
*@es@--:-* *>
9 DENTISTA FRANCEZ. 9
9 Paulo ('aignoiu, cstabelecido na roa laTga W
9. do Knsario 11. 3fi, segnndo andar, colloca den- 9
} lescom genaivasarliliciaes, edentadnra com-
ft pela, ou parte della, feom a pressao do ar. f$
# Tambem tem pari vender agua denlifricedo 9
9 Dr. Pierrc, e p para denles. Rita larga do 9
9 Rosario n. 36 segundo andar. qt
:-* seei @s8
^ovos livrosde homeopalhia mefrancez, obras
(odasde summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............208000
Teste, nroleslias dos meninos.....69OO
Hering, homeopalhia domestica, i 78000
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. 68000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 168000
Jahr, molestias nervosas.......68000
Jahr, umii -1 ia- da pelle.......K.*O00
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 168000
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninps..........108000
A Teste, materia medica homeopalhica. 8W00
De Fayollc, doulrina medica homeopalhica "8000
Clnica de Slaoneli........08000
Castng, verdade da liomeopathis. 48000-
IIk .'lunario de Nysten.......lOjOOO
A illas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a detcripco
de todas as parles do corpo humano 308000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio n. 25,
primeiro sudar.
f Aluga-se para o servido de bolieiro um escra-
vo mualo com muila pralica desse offico. Na ra
da Saudade fronteira do Hospicio, casa da resi-
dencia do l)r. Lourenco Trigo de Loureiro.
. O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha doLivramenlo tem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da prac.a da Independencia.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Traprche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, e cal virgem; chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia que se lhe preci-
sa fallar a
negocio.

t J. JARE, DENTISTA,
3$ continua a residir na ra Nova n. 19, primei-
ro andar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ruaDireita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, queq externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a raeoa-
vel convencao que pessoalmente (mere-
cer'.
O lachigrapho do Jornal doCommcrcio Joao
Ferreira Vilella, em quanlo se demora nesta provin-
cia encarrega-se de qualquer sessu do jun, com-
pleta ou em parte, lano da capital como do interior:
quem de seu prestimo quizer se ulilisar, dirija-te
ra do Cabug.i n. 16, terceiro ou quarto andares.
Precisa-se de um caixeiro de idade 14 a 18 an-
nos. e que tenha alguma pralica de fazendas, para
urna casa de negocio na villa de Porto do Calvo ; para
seu ajuste, dando fiador a sua conducta, dirija-se
roa da Cadeia, loja do Raslos & Gonralves.
Precisa-se de urna ama de leile, que seja bran-
ca ou parda : no largo do lVrro n. 44.
Precisa-se de urna mulher forra ou escrava,
que engomme e cozinhe perfeilamenle : quem csli-
ver neslas circumslancias, dirija-se ao pateo do Pa-
rai/n, sobrado que faz quina para a rua;da Roda.
Furtaram no dia 22 do corrente mez um relo-
gin de ouro, coberlo, patente suisso, com um trau-
cclim fino de ouro, leu.lo este um patsador esmalta-
do : a quem fdr ofTerccido, roga-se o favor appre-
hende-lo e leva-lo a ra da Aurora, casa de Gabriel
Soares Raposo da Cmara, que ter recompensado.
Sahio ;i luz a biographia do Dr. Gomes cm um
folhelo de 30 paginas, grande in 8.". com o seu re-
trato e o fac--simile da sua/irma, gravados do ori-
ginal pintado pelo exactissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
1'. Azevedo ci m espantoso talento natural. Vende-
se na loja de livros do Sr. Figueiroa, na praca da
Independencia, nat botirat dos senhores Barlholo-
meu e Pinto, ra do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Ignacio Ribeiro praea da Boa Vista, do Sr. Bravo
ra da Madre de Dcos, e no armazem do Sr. Manoel
dos Sanios Fonles ra do Collegio n. 25. Preco 18.
Aluga-se urna casa terrea na povoacao do Mon-
(eiro, com a frente para a igreja de S. Pantaleio,
muilo limpa, Iresca, com commodos para familia re-
gular, leu.lunina porta e duas janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoacao, ou na {ua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
Genebra em frasqtieiras.
Instrumentos para msica.
Vendem-se dous sellins inglezes com
pouco uso, um para homem e outro para
senhora : na ra da Cruz n. 10.
Vende-se urna casa na Soledadc, sita na rna de
Joio de Barros n. II : os pretendenles podem dl-
rigir-se acharo com quem tratar.
Vende-se urna negrinha com 9 annos, de boni-
ta figura : na ra Direila n. 91, primeiro andar.
A 1S00 arroba.
Vendem-se seperiores batatas a 18 a arroba e em
libras a 40 rs. : na ra Direila n. 76, esquina da
Uavcssa dos Peccados Morlaes.
Vende-se um moleque de 7 annos : no paleo
de S. Pedro, sobrado da esquina que volta para ra
de Hurla-, segundo andar.
Vende-se um silio de Ierras proprat, na Casa
Forte, com 210 palmos de largura e 300 de fondo,
encerrando algumas arvores do fructo, como coquei-
ros, larangeiras. cajuciros c jaqueiras : quem quucr
comprar, dirija-se a ra do Sebo, casa n. 17.
Vende-se urna boa casa terrea em t Hu Ja. na
da bica de S. Pedro, que faz csquiua com o cercado
demadeira.com 2 portas e 2 janellas de frente, 3
salas, 3 quarlos, coznha grande, copiar, estribara,
grande quintal todo murado, com portao e cacimba,
muito propria para se passar a festa, mesmo para
morar todo o anno : a tratar no Recife, ra do Col-
legio u. 21, segundo andar.
Vende-se doce de caj' secco muito alvo c bom,
dilo de calda em latas c barrilinhns.e de outras qua-
lidades, fazem-se bandejas de bolinhos a moda fran-
ce7a, com bolinhos dos mesmos, com figuras e flores,
doces d'ovos de diversas qaalidades, Iremedeiras, en-
padas, pastis, jaleas de subslancia, arroz de leile,
papis picados com toda a delicadeza : na ra Di-
reila, sobrado deum andar n. 33, ao p da botica.
Ao barato freguezes.
Na ra do Crespo, loja encamada, vendem-se cor-
les de casemira muito fina, pelo diminuto preco de
48000,4^)00 e 58000; ditos de brim a 18600 e 2
rs. ; cortes de cassa com barra e sem ella a 28000,
28500 e 38000; chla franceza a 200 rs. o covado, e
outras muitas fazendas por barato preco.
Loja encarnada, ra do Crespo n. 9.
Vendem-se corles degase de seda, pelo diminu
preco de 88000 ; vende-se por este prego por te ter
comprado grande porcio.
N i'iule-se ama preta de narao Angola, idade 22
a 24 annos, poaco mais ou menos, perita cozinheira
c engommadefra, lava muilo bem de saha e cose :
a tratar na ra doQueimado n. 44.
Vende-se urna taberna com poucos fundos, na
rna da Senzala Velha n. 50, na esquina ; a metade
vista, e o resto a ledras, com firma a contento : a
tratar na ra Direila n. 26-
Vende-se na padaria da ra da Senzala Nov
n. 30, o seguinle: biscoutos dos grandes e finos, bo-
lachiulias americanas e de araruta, falias, partculas,
bolinhos francezes, e mullas mais qualidades de
massas finas ; o momo sorlimcnln se acha na pa-
daria da ra detraz da matriz da Boa-Vista, ludo
bom e prego commodo.
Na Trerope ao voltar para a Soledade, casa n.
31. ha para vendar bons abacachis proprios para era-
baique por eslarem Dehados.
MECHAHISMO PARA EB3E-
NHO.
COMPRAS.
Nesta typographia se dir quem compra dous
balis novos, ou com algnm uso.
Compra-se eflectivamente bronze, Iallo e co-
bre velho : no deposito da fundirao d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundicao em S. Amaro.
Para urna encommenda.
Na ra da Cruz n. 52 compra-se urna escrava de 18
a 20 annos, que seja de boa figura e inlelligenle no
servico de casa de lamilla.
Compra-se prala brasileira e hespanhola : na
ra da Cadeia do Recife n. 5i. loja.
Compra-*) peroba de primeira qualidade, ou
oulra madeira propria para fazer pipas ; tendo os lo-
ros 7 palmos de comprido : na distilagao do Franca
na praia de Sania Rita.
vendas]
Jacaranda' a' retalho.
Vende-se as duzias, muito bom jaca-
randa' por preco commodo : no arma-
zem de madeira de pinho do Sr. Joa-
quim Lopes de Almeida.atrazdotheatro
velho, ou a tratar com Antonio de Al-
meida Gomes n. 1G, segundo andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os bilhetes da lote-
ria 47- do Monte Pi, que corren, em 16
do corrente, as listas vem pelo vapor bra-
sileiro at 4 do vindouro dezembro, eos
premios serao pagos logo que se lizer a
distribuicao das mesmas listas, sem o des-
cont de 8 p. c. do imposto.
Borzegiiins a 5J000 !
Para fechar contas vendem-se borzeguins de case-
mira e gaspeados de couro de lustre a 58000 o par :
na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro andar.
Vende-se urna taberna cora os fundos a vonlade
do comprador : no pateo da Santa Cruz n. 2.
Na nia .la- Cruzes n. 41, segundo andar, ven-
de-se urna escrava de elegante figura, de narao Cos-
ta, que coznha e lava de t.ibao, e oplima quitan-
deira.
SENUOBES DO BOM E BARATO, ATTENCAO.
No pateo do Carmn, quina da ra de Hurlas n. 2,
continua-se a vender mauteiga ingleza a 480, 560,
640 e 800 rs. ; franceza muito boa a 560 ; passas
novas a 300 rs. ; alelria.macarrao e talharim a 320 ;
bom doce de caj secco a 500 n.; aramia 160;
gomma a 140 ; bolachiohas de Lisboa muilo novas a
320 ; Napoleao a 400; ararula a 560 ; ingleza a 320;
assucar branco fino a 100 rs. ; azeile de carrapato a
240 ; dilo doce a 610 a garrafa ; arroz branco a 480
a cuia ; do Maranhao a 80 rs. a libra ; loucinho de
Lisboa, novo, a 400 rs. ; azeilonas a 320 a garrafa ;
vinhos de lodas as qualidades de dlflerentes precos, e
banha muilo alva a 480.
FRICTAS NOVAS.
Na roa eslreita do Rosario n. 11, deposito das bi-
chas de Hamburgo, vendem-se as frocUs seguinles :
peras frescas, maclas, ameixas rancezas em lalat,
-anlioh.i- em latas, queijos londriiios, latas de amei-
xas, de damascos, e peras confeitadas com caixas de
flores, proprias para mimos, e outras muitas eou-
sas, assim como a verdadeira bolachinha de soda.
Vende-se por medico preco urna baltnca brajo
de Itomo com conchase crrenles de ferro, propria
para armazem de assucar ; na cocheira defronte do
convenio de S. Francisco.
NOVAS INDIANAS DE SEDA EE
DE QUADROS A 800 RS.
O COVADO.
Chegoo pelo ultimo navio de Franca urna fazenda
inleiramenle nova, de seda de quadios largos, com
o lindo nome Indiana, que pelo seu brilho parece
seda, pelo diminuto preco de 800 rs. o covado ; dao-
se as amostras com penhores : na ra do Queimado,
loja n. 40.
Cl'Til.ARIA DE GUIMARAES,
Vende-se na loja de lerragens da ra da Cadeia
n.44, as mais bem acreditadas tesouras para bar-
lie i ros.
Moinhos de vento
eombombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim, na fundie,ade D. W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6,8 e 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PAR
CALCAS E PALITO'S.
Vende-sc brim (raucedo de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700 e 18000; dito mesclado a
18400 ; cortes de fustn branco a 400 rs. ; ditos de
cores de bom gosto a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400ts. o covado ; cortes de cassa chita a
28000 e 28200 ; leos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; ditos pequeos a 360 ; toalhas de panno
de linho dn Porto para roslo a 148000 a duzia ; di-
las alcoxoadas a 108000 ; guardanapos tambem alco-
xoados a 38600: na ra do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
portanto, veudem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de l.ia a 18100; dilos sem pello a 18200;
ditos de tapete a 1c200 : na ra do Crespo n. 6.
e$$sss9:9eseds
RA DO CKESI'O N. 12. *J
9 Vende-st nesta loja superior damasco de'A
S seda de cores, tendo branco, encarnado, rio, #
~ por preen ia/na\el.
REMEDIO INCOMPARAEL.
S Na estrada dos Afilictns, sitio confronte a
@ capella, ilao-se consultas liomeopathicas. *j
No hotel da Europa, na ra da Aurora, d-se
almoco e janlr para fra, por preco muito razoavel.
S:AAMlASi
9 O barharel em mathemalicas B. Pereira do _
Carmo Jnior dar principio no dia !. de de- @
9 zembro prximo futuro, a um novo curso de (V
B arilhmelica. algebra c geometra, na ra Nova,
sobrado n. 56 : para os senhores esludanles @
9 que tenciouarem fezer exames em marco pro- g)
9 ximo vindouro se prescindir das explicacoes SS
de algebra. *
JOAO' PEDRO VOGELEY,
fabricante de pianos,afina e concerta os mesmos com
toda perfeicao e por mdico preco : todas as pessoas
que se quizerem ulilisar de seu prestimo, dirijam-se
a ra Nova n. 41, primeiro andar.
Ntate! da Europa, na ra da Aurora, lem
comida e bons peliscos a toda hora, por preco com-
modo.
Jolas.
Os abaixo assignados, donosda loja deourives, na
ra dn Calni-.i n. 11, confronte ao paleo da matriz
e ra Nova, fazem publico que esUto sempre sorlidos
dos mais ricos e melhores goslosde lodas as obras de
ouro necessarias, tanto para senhoras como para
homens e meninas, coulinuam os presos mesmo ba-
ratos como tem sido ; passar-se-ha una coma com
responsabilidadc, especificando a qualidade do ouro
dc!4 ou18 quilates, ficando assim garantido o com-
prador se apparecer qualquer duvida. Scraphim
& Irmuo.
Aluga-se urna sala com mobilia,
em um lugar muilo propro para advogacia, e lem
muilo boas e-rada-: a tratar na ra do Queimado u.
7, loja da Estrella.
CARLOS HARDY, OURIVES, RA NOVA
N. 34,
receben de Paris um lindo sorlimenlo de obras de
ouro de lei : correles modernas de (i palmus para
relogio, pelo preco de 658000 a 808000 ; trancelins
chatos com passador, ricos teles, aderecos iutciros,
etc., aderecos, cassolelat esmaltadas, um grande sor-
limenlo de rosetas para senhoras e meninas, alline-
les, anneis e pulceiras, obras (eilat na Ierra, annel-
les, medalbas, trancelins, conloes, colares, gargan-
tillas, brincos, rselas, alOnetes, tudo s vende mui-
lo barato.
COM TOQUE DE AVARIA.
Cintas escuras e fixas a 500 e 5$000
rs. a peca: na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
iolhinhas impressas nesta typographia,
tanto de algibeira, como de porta, sendo
estasa 160 rs., e aquellas a 520; e breve
estarao promptas as ecclesiasticas e de al-
manak: na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia.
PARA FECHAR CONTAS.
Vende-se cera emvellas de'TJsboa, por
preco barato: na ra do Vigario n. 19
segundo andar, escriptorio de Machado &
Pinheiro.
CAL VIRGEM DE LISBOA, A 4^000
RS. O BARRIL.
No armazem de Luiz Antonio Annes
Jacome, delronte da porta da alfandega,
vendem-se barris com 4 arrobas de cal
virgem de Lisboa, pelo barato preco de
$500 rs. em porcao ou*a reta I lio^,
ANTIGO DEPOSITO DE ALGODAO DA
FABRICA DE TODOS OS SANTOS DA
BABIA.
Contina a estar a' venda, superior
panno de algodao desta fabrica, proprio
para saceos e roupa de escravos: no es-
ci iptorio de Novaes & C., ra do Trapiche
n. 54, primeiro andar.
Roga-se ao Rvm. Sr. padre Jos Tei-
xeira de Mello, vigario da freguezia do
Buique, que mande pagar o que deve na
ra Direita n. 1, tanto a sua conta co-
mo o endosso que S. Rvm. mandou dar a
Salustiano Ferreira da Costa, morador no
lugar denominado Mulung, que somma
a dita quantia rs. 1:561,S'JO fra o ju-
ros, isto no anno de 1852, pois o seu cre-
dorja' esta" cansado de ser engaado, co-
mo toi em Janeiro do dito anno, que en-
ganou ao portador que la' foi.e S. Rvm.
mandou dizer que ja' tinha mandado pa-
gar, e at hoje ainda nao se recebeu, gas-
tando o seu credor com o portador que
la' fot lOQfOOO rs., fora o aluguel doca-
vallo ; pois o sou credor roga-lhe que nao
seja tao desconliecklo, que alm disto lhe
tem prestado os seus servicos em outras
cousas mais; portanto o seu credor lhe
participa que ja' pagou nesta praca a
dita quantia, porm naofoicomas car-
tas que o Rvm. padteJos Teixeira de
Mello lhe lem mandado.Jos Pinto da
Costa.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Brunn Praeger & C, na ra da Cruz
n. 10, receberam e vendem um sortimen-
to de globos de espelho de diversos ta ma-
nilos e cores, que formam o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nosjardins do bou. gosto.
Brunn Praeger & C, na sua casa ra da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizontaes como verticaes,
dos melhores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com moldu-
ra dourada.
Vistas de Pernambuco, geraes c espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terracos e jardim.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de diflerentes qualidades.
Presuntos-
NA FUNDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mechauismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
coiisirurro ; laias de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
Soes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhoes,bronzes parafusos e cavilhoes, moinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se eiecutam lodas as encommendas com a superiori
dade ja conbecida, e com a devida presteza e comino
didade em prec,o.
JNAVALHASA CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abrcu, conti-
iiuam-se a vender a 88000 o par (preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicAo
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nao se seutem no rosto na accjlo de corlar ;
vendem-se com a rundirn de, lulo agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra rcsliluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesouriuhas para unlias, feilas pelo mes-
mo fak'icanle.
CEMENTO ROMANO.
\ en.le-c superior cumanlo em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : atraz do
Ihealro, armazem de Joaquiqi Lopes de Almeida.
Isabel segunda e Espartero.
Chegou loja de miudezas da ra do Callegio u.
1. ricas eslampas cm poni grande de Isabel II, ni-
nfea da Uespanha, e de Espartero, regente dalles-
panha, que se vendem a 28000 al IO3OQO, proprias
para ornar salas por serem muilo ricas ; a ellas an-
tes qoe se ac bem.
Vendem-se 4 escravos, senil 1 mulalinho de
idade 11 annos. 1 molecole crioulo de idade 14 an-
nos, 1 dilo de honila Ogora de idade 22 annos, e 1
escrava propria para todo servico : na ra Direila
n. 3.
Veude-se urna mulata de 26 a 27 annos, e 1
mulalinho filho da mesma, de 5 a 6 annos: na ra
da Cadeia do Recife, loja 11.13.
Vinho de Colares e de Thomar.
Vende-se vinho de Colares linio e de Thomar
branco, em barris peqnenos : na ra da Cadeia do
Recife n. 48, casa de Augusto C. de Abreu.
Vendem-se velas estearinas em embrulhos de 5
cm libra, de qualidade superior : na Boa-Vista, ra
da I niao n. :, esquina.
PARA ACABAR.
Vendem-se castas francezas de cores fixas, e lin-
dos padroes, pelo baralissimA preco de 140 rs. o co-
vado : na hija da (iuimaraes & Heuriques, ra do
Crespo n. 5.
Vende-se panno e guarnicao, para
forro de um cabriolet: na ra do Livra-
mento sobi-ado n. 2, primeiro andar.
Novos chapeos para senhoras e meninas.
Ricos chapeos para senhoras meninas, os mais mo-
dernos e de melhor gosto : na ra Nova loja u. 16 de
Jos Luiz Pereira & Filho.
Chapeos para homens.
Chapeos francezes para homem, muito modernos e
com elegantes formal: na ra Nova loja 16, de Jos
Luiz Pereira & Filho.
^ ende-se ou pcrmula-sc por oulro menor, ou
por urna casa terrea nesta cidade, om sitio bastante
grande, com boa casa de vivenda de pedra e cal, em
terreno proprio, com muitosarvnredos deitando fruc-
(as, com duas estribaras, cocheira, quarlos para es-
cravos, boa baixa para capim. com cercados para
vaccas, distante desta pra<-a 1 legua ; recebe-se em
tran-aceao urna escrava moca que oflo lenlia vicios :
quem quizer fazer esse negocio dirija-se ao Aterro
da Boa-Visla n. 34, 3. audar, que se dar as iufor-
macOes precisas.
Na loja da ra do Crespo n. 6, lem um grande
sorlimenlo de caixas "para rap a einilacao das de
tartaruga,'pelo mdico preco de 18280 cada urna.
Vendu-se a taberna da ra do Pilar n. 88 en-
conadamente ou a retalho : os pretendenles diri-
jam-se nesln caso a mesma taberna, e naquelle de
venda englobada Tasto & Irmo, ou ao liquidala-
eio da tirina de Franca & Irmao.
Vende-se urna ponjau do botet de metal ama-
relie, lizos e ovados, proprios pata o novo uniforme
da guarda nacional, ha grandes e peqoenos : na ra
da Cruz n. 13 1. andar.
3.a parte da 5.a loteria da matriz da
Boa-Vista. .
CONFORME O PLANO APPROVADO
PELO GOVERNO.
Bilhetes s com a assignatura do
thesoureiro......8'000
Meios ditos idem......i.siiiin
Captivos ao imposto feral de 8 por cento 1
3 primeiro* premio*.
CASA DA FORTUNA
ATTERKO DA BOA-VISTAN. 72 A.
O dia terca feira 28 do corrente, esta'
novainente marcado pelo Thesoureiro res-
pectivo, para a extraccao' dos premios, e
caso acop.tecu o contrario, positivamen-
te se garante recomprar com mais 10 por
cento de premio sobre o custo de todos os
bilhetes da lita loteria que se venderem
pel preco cima declarado, tao' smen-
te na casa da Fortuna do aterro da Boa-
Vista n. 72 A, tendo lugar a recompra
dos referidos bilhetes do dia 29 do cor-
rente ate a vespera de outro qualquer
dia, (|iie (s por forra do destino) or
terceira vez marcado para a dita extrae-
cao, epara se nao confundirem com ou-
tros os bilhetes que se venderem com a
dita condicao, serao carimbados no cen-
tro com o signete da firma do dono da
dita casa : a elles que sao de muito rica
numeracaoe promettem grandes premios.
Recife 25 de novembro de 1854.Gre-
gorio Antunes de Oliveira.
VACCA DE HACA TOURINA.
Vende-se urna vacca de raca lourna, parida ha 15
dias, com urna linda cria, e dando abundante e p-
timo leile ; para ver e tratar, ua Capunga, silio do
Sr. L. A. Uubourcq.
CASSAS FRANCEZAS A 450 RS. A
VARA.
Vendem-se cassas fraucezns finas de lindos pa-
drees a 450 rs. a vara, chamalote de seda de cores
a 800 rs. o covado, luvas de seda brancas e cor de
palha para meuinas e meninos, riscados escocezes de
quadros largos a 60 rs. o covado: oa ra do Quei-
mado loja n. 40
FAZENDAS BARATAS.
Ra do Livramento n. 8, loja de 5 portas
ao pe do armazenidelouca.
Vendem-se romeiras de fil dolinho bordadas,
maito superiores, a 4500, 58, 68 e "8000 ; camisi-
nlias de cambraia bordadas para senhora a 28000 ;
cassas de cores de goslo moderno a 360, 400, 500,
600 e 700 rs. a vara, chitas francezas muilo liuas a
260 e 280 o covado ; corles de cassa de 2 e 3 baba-
dos a 28000 e 28400 ; meias de algoilo para menina
e menino, chapeos de massa francezes, forma moder-
na, a 6> e 68500 ; e'outras muitas fazeudas por ba-
rato prec.o.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz n. 4.
Vende-se-em casa de Rabe Schmet
tau&C-, na na do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas obras de brilhante
ptimos pianos verticaes.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de dilferentes tamanhos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque deavaria.
Madapelilo muilo largo a 38000 e 39500 rs. a pe-
ca: na ra do Crespo, loja da esquina que volta pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8<000, 12$000, 140006 e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a 1 l.sOOO
rs., chales pretos de laa muito grandes a
50600 rs., chales de algodao e seda a
10280 rs.
Deposito de vinho de cham-'
[>agnc Chateau-Ay, primeira qua-
ida.de, de propriedade do condi
.de Marsuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20:% este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 560000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
INVENTO HOLLOWAY
Milhares de individuos de ludas .as nardes podem
leslemunharas virtudes deste remedio incomparavel.
e provar, em caso necessario, que, pelo uso que
delleflzeram, lera seu corpoemembros inleiramenle
sio, depois de haver empregado intilmente outros
tralamenlof. Cada pessoa poder-se-bacoovencerdessas
curas maravilhosas pela le tura dos peridicos que lh'at
relatam todos os das ha muitos annos; e, a maior
parte dellas sao (8o sorprendentes que sdmiram os
mdicos mais clebres. Quantat pessoas recobraram
com este soberano remedio o uso de seus bracos e
peruas, depois de ter permanecido longo (empo nos
iiospitaes, ondedeviam soffrer a amputaco Dellas
ha muitas que havendo deiado estes ssvlos de pa-
decimeolo, para se nao submetlerem a essa operacao
dolorosa, Toram curadas completamente, mediante
o uso desse precioso remedio. Algumas das taes pes-
soas, na efusao de seo reconhecimenlo. declararam
estes resollados benficos dianle do lord corregidor
e oulros magistrados, afim de mais autenlicarcm
tua afiirmativa.
Ninguem desesperara do estado de sua saode se
tivesse bstanle confianea para ensaiar este remedio
constantemente, seguindo algum lempo o (ratamen-
lo que necessilasse a natureza do mal, cojo resnlta-
ro seria provar inconleslavelmcnte : Que ludo cura 1
O ungento he til mal particularmente noi
seguintei cato.
* matriz.
Lepra
Males das pernas.
do peilos.
de ollios.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmoe*.
Queimadelaa.
Sarna.
Supurarles ptridas.
Tiuha, em qualquer parte
que seja.
Tremor ue ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arliculac/ies.
Veias torcidas, ounodadas
as pernas.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
da*, cosas.
dos memoras.
En Tenuidades da calis em
geral.
Enfermedades do anu.
Erupc,oes escorbtica*.
I' islillas no abdomen.
Frialdade ou falla de ca-
lor as extremidades.
Freirat.
Gengivas escaldadas,
InchacSes.
lnflammaeno do figado.
. dabexiga.
Vendc-se este unguenlo no eslabelecimento geral
de Londres. 244, Strand, e na loja de lodos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas enearregadas de
sua venda em toda a America do Sul, Havana e
Hespauha. .
Vendem-se a SOOris cada bocetinha contcm urna
instruccao em porldguez para explicar o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa.do Sr. Soum, phar-
maceulico, oa roa da Cruz n. 22, em Pernambuco.
^ Vendem-se gigos com superior
(A champagne, Ua ja' bem conheci-
" da marca estrella, e quartolas com
j*y vinho de Bordeaux de superior
qualidade, por precos commodos:
<{J) na ra do Trapiche n. 11.
V
$
I.AM.MIliAS E PANNOS.
Vende-se casemira preta e de cor para palitos por
ser muito leve a 28600 o covado, panno azul a 38 e
18000, dilo preto a 38, 3800, 4, 58 e 5500, cortes
de casemira de goslos modernos a 68000, selim pre-
to de Macao a 3B2JM) o 48000 o covado : na ra do
Crespo n. 6.
Vamos
comprar chapos de seda para senhora os mais mo-
dernos, ricos e baratos que existe nesla praea : ven-
dem-se na ra Nova n. 11, loja do Gadault.
Alcool de 56 a 40 gra'os: vende-se
na distilacao da praia de S. Rita.
Vendem-se barricas com macas vin-
das no gello, a dinheiro, garrafas de ro-
lao hamburguez e massa de tomates : na
ra da Cadeia n. 15, loja de Bourgard.
CONI1EC1DO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra jj,tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos fregv "es.
Vende-se chocolate superior de Lisboa: no ar-
mazem delronte da escadinha da alfandega.
Vendem-se arados americanos, chegados ulli^
mmente-no brigue americano W. Pnce, pelo mes-
mo preso do coslume: na ra do Trapiche n. 8.
Gello. j
Avisa-se aos freguezes dd gello e aos assignan-
les que a venda do mesmo he no antigo deposito da
ra da Seuzalla Velha n. 418, porm pelo lado do
caz do Apolio em seguimenlo aos fundos dos arma-
zens onde esteve o Sr. Jos Antonio deArauju, a en-
trada he por um portao que lica no me,io de dous
mais que cxislem.
Palitos de alpaca a 6S400.
Na ruado Queimado n. 7, loja da Estrella, de Gre-
gorio & Silveira, yeudera-se palitos de alpaca mes-
ciados, muito bonitas cores, pelo' baralissimo preco
de 68400. V
CAMISAS FEITAS.
Vendem-se camisas francezas as mais bem feilas
e melhores modellos que lem vindo a esta praca,
por prejo commodo : na ra do Crespo n. 23.
SACCAS COM FAR1NHA DE MAN-
DIOCA.
Vendem-se por menos preco do que em
outra qualquer parte : na loja n. 26 da
ra da Cadeia do Recife, esquina do Bec-
co Largo.
Na taberna da ra do Livramculo o. 38, ven-
de-se o afamado fumo de Garauhuns.
CEMEMO ROM W RRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas c as tinas : alraz do theatro, arma-
zem de taboas de pinho.
Vende-se soja muilo boa e pellcs de cabra, em
pequeas e grandes porgues : na ra da Cadeia do
Recife n 49, primeiro andar.
Vende-se um cabriolet com coberta e os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
VENDAS.
Chcgaram recentementc algumas sao
cas do bom farello, que estao expostas a
venda tos armazens delronte da escadi-
nha, ou na travessa da Madre de Dos,
armazem de Novaes & C.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
40500.
Na na do Crespo, loja da esquina que volta para
a Cadeia.
MELPOMENE.
Vende-se melpomene de laa, gosto es-
cossez, padres novos, vindos pelo ultimo
vapor, pelo preco de 480 rs. o covado:
na ra do Crespo n. 25. *
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA
em caixas de 1 ou 2 .luna- de garrafas : vende-se no
armazem de Barroca & Caslro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
RELOOIOS INGLEZES DE PATENTE.
Conlinuam a vender-se por pirro commodo; uo
armazem de Barroca & Caslro, na ra da Cadeia do
Kecife n. 4.
Na ra da Soledade casa n. 70, ha muito
grande variedade de novas qualidades de rosciras o
dalilia, e oulras flores : os senhores que as tem
encommendado queiram mandar busca-las.
SALSAPARRILHA
Chegada ltimamente do Para' de qua-
lidade regular, vende-se a preco commo-
do : na ra do Trapiche n. 6, segundo
andar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito grandes e encorpadot,
dilos brancas com pello, muilo grandes, imitando os
de laa. a 19400 : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-se panno preto 28400, 28800, 38,
38500. 48500. 58500, 68000 rs. o covado.dllo azul, a
28. 28800, 48. 68, 7. o covado ; dito verde, a 28800,
38500, 48, 58 rs. o covado ; dito cor de pinho a
48500 o covado ; corles do casemira preta franceza e
elslica, i 78500 e 88500 rs. ; ditds com pequeo
defeito. 68500 ; ditos inglezenfeslado a 58000 ; ditos
de cor a 48, 58500 68 rs.~; merino preto a 18, 18*00
o covado.
Ajeada da Edwin Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bon sorti-
menlos de taixas de ferro coado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras (odas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de indos os (amanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, putsadeirat de ferio eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fb-
Ihas de flandres; tudo por barato preco.
Vende-se excellenle taboado de pinho, recen-
temenle cheeado da America : na mi de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha.es-
criplorio n. 12, vende-sc muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar contas.
epotito da Cabrios de Todos o* Santo* na Babia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodad trancado d'aquella fabrica,
muilo proptjo para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas. para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e cado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros: ra do Trapi-
che n. 5.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que (em vindo a
este mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por prego muito em conla.
DEPOSITO DE CAL DI2 LtSBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemente chegada.
Vende-se urna balance romana com lodos os
seus pertences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rna da Cruz, armazem n. i.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pel**
reverendissimos padrescapuchinhos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Concejero, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. dn Bom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
indepeiDlenria. a 1SOO0.
Completos^ortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidos de cambrtia de
seda com barra e babados, 88000 rs.' ; di los com
flores, a 78, 98 e 108 rs. ; ditos de quadros de bom
goslo, a II- ; cortes de cambraia franceza muilo fi-
na, fu. com barra, 9 varas por 48500 ; corles de
cassa de cor com tres barras, de lindos padres,
3S200, pecas de cambraia para cortinados, com 8>
varas, por 38600, ditas de ramagem muito finas, i
68 ; cambraia desalpicosmiudinhos.branca e de ciir
muito fina, *800 rs. avara ;aloalhado de linhoacol-
xoado, i 900 a vara, dilo adamascado com ~\ pal-
mos de largura, i 28200e 38500a vara ; ganga ama-
rella liza da India muilo superior, i 400 rs. o cova-
do ;corles de rollete de fustao alcoxoado e bons pa
droes fijos, i 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
i 360 ; dilos grandes finos, 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prelas muilo superiores, 1600 rs.
o par : ditas fio da Escocia 500 rt. o par.
Vende-se urna taberna na ra do Rosario da
Boa-Visla n. 47, que vende muilo para a trra, os
seus fundos e;lo cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porcm com menos se o comprador assim lhe convier
a tratar junto illfandega, travessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modn has., tudo modernissimo
'chegado do Rio de Janeiro.
POTASSA BRASILEIRA.
.Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio d Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons efleitc#ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
#Mf 0 ce**
-VenHe-e a verdadeira potassa da
Russia' e cal v^jfem, vinda no brigue
portuHez Tango III, chegado no dia
5 do corrente: na praca do Corpo Santo
n. 11.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-te a bordo do brigue ConceirSo, entrado
de Santa Calbarina, e fundeado na volla do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe hoje no mer-
cado, c para porjoes a tratar do escriptorio de Ma-
"' Alves Guerra Jnior, na roa do Trapiche
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
TjVende-se urna rice mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegion. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida colleccodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
mmmmmmfmmm
W Deposito de panno de algodao da
g fabrica de todos os santos na 5
9 Baha. y
9 Vende-te este bem conhecidq panno, pro- 3
9 prio para saceos e roupa de escravos ; no ea-
crplorio de Novaes & Companhia, na ra do
0 Trapiche n. 34.
*
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 55, ha para vender 5 excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Hamv
burgo.
DO TRAPICH
Em casa de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quarlos ate' 1
polegada.
Champagne da melliot qualidade
em garrafas o meias cutas,
anp inglez dos melhores-
Devoto Christo.
Sahio a luz a 2.a edic3o 00 livrinho denominado
Devolo Christao.mai* correcto e aerescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,'
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se oa rna do Crespo, loja di
esquina qoe volta para a cadeia.
ESCRAVOS FUGIDOST-
No dia 22 do corrente, pela* 8 horas da noite,
fugiram da casa da ra larga do Rosario n. 22.segundo
andar, dous escravos, Jos crioulo, e Antonio de
nac.ao, com os seguintes signaes : Jos crioulo re-
preseuia 45 annos, cor bem preta, baixo, magro,
barbado e com suissas pretas ; levou duat calcas,
urna de brim pardo com lislrs prelas em qoadfos
Brandes, sendo estas lislrat 'pintadas, e oulra cal-
a vestida por cima, de panno groaso azul, e esta
velha ; levou duas camisas, urna de algodao gros-
o por baixo e oulra velha por cima, chapeo de
couro, tem a falla muilo mansa. Antonfo de nacao,
representa 50 a 55 aunos, cor fula, cheio do corpo,
levou calca de algodao de riscado azul e camisa
igual, com urna correia na cintura segurando as cal-
tas, e chapeo de palha : roga-se as autoridades po-
liciaes ou rapitSes de campo, apprehende-los e le-
va-Ios roa larga do Rosario n. 22, segundo andar,
que serao generosamente recompensados.
1008000 de gratiucacSo.
Desapparcceu no dia 8 de Miembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 35 annos, pouco mais ou roenoj.
n ase i ib i em Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, he
muito ladino, costoma trocar o nome e inlilular-sc
forro ; foi preso em fins do anno de 1851 pelo Sr.
ilele.ajo de polica do termo de Scriuliacm, com
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
medido para a cadeia desta cidade a ordera do Illm.
Sr. desembamador chefe de polica com ofllcio de2de
Janeiro de 1852 se verilicou ser eteravo, e o seu legi-
timo senhor foi Anlouio Jos de Sanf Anua, morador
no engenho Caite, da comarca de Santo Anto, do
poder de quem desappareceu, e sendo oulra vez cap-
turado e recolhido a' cadeia desta cidade em 9 de
agosto, foi ahi embargado por execucSo de Jos Dias
da Silva UuimarSes, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segoodn vara desta cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assienado. Os
signaes sao os seguintes: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e earapinha-
dot, cor amulatada, olhos escuros, nariz grande e
grosso, beicot grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com todos os denles ua frente : roga se, por-
tanto, as autoridades poliriaet, capujes de campe e
pes.oas particulares, o favor de o apprehenderem e
mandaren) nesla prac;a do Recife, na roa larga do
Rosario n. 14, que recbenlo a gratificae,ao cima de
1008000 ; assim como protesto ontra quem o liver
em seu poder occolto.Manoel de Almeida Lope.
PERN. : Ti. DE M. c. DE FARIA. 1854-


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