Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01224


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Full Text
ANNO XXX. N. 271.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.


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*


H
(V,
rl
'
'

SABBADO 25 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anuo adjuntado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O-
Recite, o proprielario H. F. do Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Mariins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
do tina ; Parahiba, oSr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, o Sr. AnloniodeLemosBraga ;Gear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Bodrigifts; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobro Londres, 27 1/2 a 27 3/d d. por 1$000.
Paris, 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Bio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lcttras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanliolas- 298000
Modas do 65400 volhas. 163>000
de 65400 novas. I6000
de 4*000. 95000
Prala.Falacoes brasileiros. 18940
Pesos columnarios, ... 18940
mexicanos..... 15860
PARTIDA DOS CDRREIOS.
Olinda, todos os dias.
Garuara, Bonito e Garanhuns nos dias 1 c 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex cOuricury, a 13 o 2f
Goianna c Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas^feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primcira as 8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas c 54 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Rclaco, tercas-feiras o sabbados.
Fazenda, tercas o sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMER1DES.
Novbr. 4 La cheia s 6 horas, 43 minutos e
48 segundos da tarde.
12 Quarlo minguante s 7 horas, 40
minutse 48 segundos da tarde.
20 La nova as 7 horas, 43 minutos e
58 segundos da manha.
27 Quarto crescenta aos 21 minutos e
48 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Flix de Valoix; S. Ocfavno.
21 Terca. Apresentacao da SS. Virgem Mai de D.
22 Quarta. S. Cecilia v. m.; S. Felimon ni.
23 Quinta. S. Clemente p. m.; S. Felicidade.
24 Sexta. S. Joao da Cruz ; S. Chrisogno m.
25 Sabbado. S. Cathajina v. m ; S Erasmo.
26 Domingo, 25' e ultimo depois do Espirito
Santo. S. Pedro Alexandrinob. m.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedienta Ao CU 22 da novembro.
Ofllcio.Ao inspector da thesouraria de fazenda,
diiendo que, visto icharem-se quasi esgolados os
crditos concedidos para as rubricas, obras militares
e diversas despezas eventuaes do ministerio da guer-
ra em o prsenle exercicio, o autorsa a mandar|pa-
gar sob a respoosabildade da presidencia, as despe-
zas relativas as referidas rubricas al que se provi-
dencia a respeito.
Dito.Ao presidente do conselho adminislrativo.
Mandando ouvir o director do arsenal de guerra,
sobre a circumslancia por V. S. manifestada cin seu
oilicio o. 103 de 30 do passado, de liaver elle recu-
sado essignar a acia da sessao do conselho adminis-
trativo de 13 do mesmo mez, respondeu-me que a
isso se negara o3o s porque nilo havia sido discuti-
do na sessao de que se trata 'como menciona a acta
em quesUo) mas na seguinle, o pedido do mesmo
director com o despacho deste governo de 12 da ou-
tubro, como tambem porque nella uSo se fez decla-
raran do motivo porque elle divergir irerca da
compra feita a Timm Mousen& Vinassa, declarajao
que ha exigida pelo art. 20 do regulamenlo de 1i
de dezembro de 1852.
A'vista pois do que, para evitar semelliantes irre-
gularidades, recommendo a V. S. que durante cada
sessAo seja logo redigida a respectiva acia, e assig-
uada no fim della.
23
(lllicio.Ao coronel commandanto das armas,
Iransmitlindo por copia o aviso da reparlijAo da
guerra de 13 do correnle, dn qual consta haver-se
concedido 3 mezes de licenca com sold simples, ao
tenenle do 9." batalhao de Dfanlaria Leopoldino da
Silva Azevedo, para ir a provincia da Babia.
Communicoo-se a thesouraria de fazenda.
Dito.Ao commandanle da estajio naval, decla-
rando que ficam expedidas as convenientes ordens,
nao s para serem feitos os reparos de que necess-
la o brgue Calliope, pondo-se a disposijo do res-
pectivo commandanle um dos armazens do arsenal
de marinha, para nelle serem guardados osobjer.los,
inclusive a artilharia, pcrlencentes ao mesmo br-
gue, mas tambem para ser recolhida no deposito da
fortaleza do Briiui a plvora que se acha a cargo
do supradilo commandanle.Expediram-se as or-
dens de que se trata.
Dilo.Ao inspector da thesouraria de fazenda,
Iransmitlindo para os convenientes exames copias
das actas do conselho adminislrativo datadas de 13
e 1 i de outabro ultimo.
Dilo.Ao mesmo, remetiendo a nota dos direilos
e emolumentos que leem de pagar os cidados con-
templados na mencionada nota, por lerem sido no-
meadas lenles coronis da guarda nacional desla
provincia e majores os dons ltimos, e recommen-
dan.lo a expedijo de suas ordens, para que na re-
cebedoria das reodas internas seja recolhida a im-
portancia de taes direilos e emolumentos.
ola a que se refere'o cilicio cima.
Tenenle-coronel Jos Francisco de Arruda.
Direilos. SOjOOO
Sello..... 8160
Emolumentos. lligOOO
o andamento das rodas da lerceira parle da quinta
lotera, em favor das obras da matriz da Boa Visla,
o qual dever ter lugar amanhaa.
Dilo.A cmara de Sernhanhem, enviando para
que leiihaui o conveniente destino, alguna tubos ca-
pillares e laminas com sement vacciniea.
Portara.Ao director do arsenal de guerra, re-
commendandn que forneja por emprestimo ao te-
nenle coronel commandanle do 6o batalhao de in-
fantaria da guarda nacional desle municipio, 50
eranadeiras a oolros lantos correames cmplelos.
Parlicipou-se ao respectivo commandanle superior.
Dita.Mandando admittir ao servijo do exercilo
como voluntario, por tempo do seis anuos, o paisano
Trajano Vicloriuo da Silva Jnior, que percebera
alm dos veiicimenlos que por le llie competirem o
premio de 3009000 rs.I- izeram-se arespeito as ne-
cessarias communicajoes.
Dita.O presidente da provincia, usando da au-
lorisajo que lhe foi conferida por aviso da reparli-
jo da mariulia de 17 de outubro ultimo, resolve
conceder licenca a Andrade & Leal para mandarem
cortar em maltas particulares, e condnzir para esla
capital 50 duzias de paos de amarello e de secopira
para serem empregados na construejao de um edi-
ficio com as acomraodajes proprias para a oflieina
de caldcireiro e fundirn de sinos, que leem os
ditos Audrade & l.eal nesta cidade. e por esla occa-
si.l j recommenda as autoridades Incaes que Icnliam
o maior cuidado, liin de que se nilo commellain
abusos no corle e condujSo dessa maileira. Coro-
municou-se ao inspector do arsenal de marinha.
Dito, Joo de Sa e Albuquerque.
Direitos. .
Sello. .
Emolumentos.
Dito, Jos de Moraes (ionios Ferrcira.
Direilos. .
Sello. .
Emolumentos.
Major Jos Joaquim do Reg Barros.
Direitos. .
Sello. .
Emolumentos.
Dilo, Braz Caroeiro Lego.
Direitos. .
Sello. .
Emolumentos.
90-5160
809000
9160
169000
3."scrro.Ministerio dos negocios da jusura.
Rio de Janeiro em 9 de novembro de 1854.
Illm. e Exm. Sr.O juiz de direilo do civel da ca-
ptol dessa proviucia, cou6ullou em ollicio de 27 de
julho do correnle anno, se, a circular desle mnisle-
rio, datada de 16 de marro do mesmo anno, decla-
rando que dos despachos de pronuncia ou nAo pro-
nuncia, proferidos pelos juizes municpaes, cm casos
de banca-rola, havia recurso ex-olllrio para os juizes
de dircito, na forma do art. 2 do decreto n. 707 de
9 de outubro de 1850, tambem cumprehenda os ac-
toaes juizes do civel, sendo que esla comprehensivo
lhe parece repugnante, porque os recursos se dao de
autoridades inferiores para superiores, e os juizes de
direito do civel e crimiuaes sAo de igual cathego-
ria.
S. M. o I., tendo ouvido ao consclhciro procura-
dor da cora acerca do objeclo c a seccAo da juslica
do conselho de estado, houve por boro, pela na in-
mediato e imperial resolucAo de i do correte mez,
lomadosobreconsulta da mesma secjAo, decidir, que
os recursos das pronuncias ou nAo pronuncias dos
juizes de direilo do civel nos casos de quebras, se-
jam inlerpostospra a relarao do dislricto. O que
comanunicoa V. Exc. para sua inteligencia e para o
fazer cunslar ao obredilo juiz de direilo do civel
dessa capital, em resposla aoseu officio.
Dos guarde a V. Exc. Jos Tliomaz Sabuco de
Araujo.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernambuco
21 de novembro de 1851.Figueiredo.
1)69160
809000
9160
169000
96|I60
70000
8160
H9OOO
819160
709000
8160
1-48000
849160
Commiinicuu-sc aos commaudaules superiores do
Cabo e Limoeiro.
Dito.Ao mesmo, inteirando-o haver por despa-
cho de 21 do correnle, deferido o requerimento em
que Joao Arsenio Barbosa pedio que ficassesem effei-
(o a licenca de 3 mezes que lhe foi concedida por
oulra portara de 17 do mesmo "mez.
Dilo.Ao mesmo, commnuicando que, por decre-
tos de 6 do correle, segundo conslou de aviso do
ministerio de fazenda da 13 do mesmo mez, foram
nomeados ChristovAo Santiago de Oliveira e Fran-
cisco Ignacio de Medeiros para 4. escriplurarios da
conladoria d'aquella thesouraria.
Dilo.Aojuiz relator da junta de juslica, Irans-
mittiudo para serem relatados em sessAo da mesma
junta, o procesaos verbaes feitos aos soldados JoAo
Jos dos Santos e Manoel Gonjalves da Silva, per-
tenceutes o 1." ao meio batalhao da Pa/ahiba e o 2.
ao 8. d' artilharia a pFizeram-se as necessarias
communicajoes.
Dita.Ao chefe de polica, para enviar com bre-
vidade os mappas crmes e mais esclarecimentos de
Jue tratam as circulares de 4 de novembro e 3 de
siembro de 1853, para serem transmitidos a repar-
tiejo da juslica a lempo de eslarem na mesma repar-
tidlo em fins de fevereiro prximo viodouro, con-
forme ae exigi na primeira parte do aviso que re-
melle por copia.
Dito.Aojuiz municipal da segunda vara, intei-
rando-o de haver designado a Smc. para presidir
C0BXMAND0 DAS ARMAS.
Quarlel do commando das armas de Pernam-
buco, na cidade do Reelle, em 24 de novem-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. 177.
Urna divisan composla de duas brigadas acompa-
nhara a prot"palo de Corpus Chrisli, ua larde do
da 26 do rorrele.
A primcira brigada se compor dos corpos da
-uarda nacional ilesla cidade, que segundo as ordens
da presidencia (em de arrumar, e sera coniman-
.i-i.i peln .-i. oflicial da mesma guarda que for mais
graduado 011 mais auligo.
A'segunda brigada se formar dos balalhues 4"
d'arlilharia a p, 2o e 10" de infanlaria sob o com-
maudodoSr. lenle coronel Manoel Bolemberg
de Almcida.
A divisan eslar formada em liulia s 3 c ;{ ho-
ras da larde do indicado dia no largo de palacio da
presidencia, tocando a direila na coxia, e a esquerda
na direccao da ra do Collegio. Nesta atlitude o
coronel eommandaule das armas interino passar
cm revista a divisAo, e dar as suas ulteriores ordens.
A divisAo ir municiada para executar as 3 des-
cargas do estilo, e a fortaleza do Brum dar as duas
salvas aosahir e recolher da procissAo.
SAo convidados osSrs. olliciaes que nAo marcha-
rem na linha para acompanharem a mesma procissAn,
ea esse fim deverAo estar presentes na igreja matriz
deSanfAnlonio, na hora cima indicada.
O piquete que lera de acompanhar a S. Jorge ser
fornecido pelo csouadrAo de cavallaria de guarda
nacional, a se postar para recebe-lo na igreja da
Concciro dos militares.
Assignado, -Manoel Muni: Tacare!.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do detalhe.
OCAIIKHODOBEVEBW
Pop A. de Bernard.
CAPITULO STIMO.
Monsieur,je tiens pour le becarre.
yous savez queje m'y connais. Lt
becarre me chame; W dn becar-
repoint de salul u Itarmouie.
(Moliere. O Siciliano.)
liaslAo saguio de perto o criado, c quando enlroD
no salAo, Mr. de Saulieu veio ao seu encontr eslen-
deuj)o-lhe a m.lo cora ar fri e embarazado que con-
Iraslava na appareocia com as palavras que pronun-
ciou:
Permitla-ma que lhe exprima lodo o meu re-
ronliecimento, disse elle ; o senhor salvou-me mais
do que a vida.
(iasl.io apertou-lhe a mAo com toda a forja que lhe
deixara a ferida, e saudou a madama de Saulieu,
que eslava como na vespera junto da chamin, e de-
pois informou-se de sua saude.
A moca respondeu-lhe com embarazo e qoasi cons-
Irangida que senlia-se boa, que nAo expermenlava
nenhuma consequencia m do accidente; masesque-
ceu-se da fazer a GastAo a mesma pergunta. Foi Mr.
de Saulieu qnem encarregou-se disso.
Espero, disse elle, com um arenlo framente
ceremonioso, que a ferida do senhor nAo lera gravi-
dade :'
Nenhuma, senhor, respondeu (iaslAo, cojos
olhos Oos na castellA pareciam observar-lhe as fei-
roes com inquielarAo.
Com elleilo madama de Saulieu eslava paluda, e o
sorriso gracioso que na vespera vagava-lhe incessan-
temenle sobre os labios serapre entreaberlos, ceder
o logar a urna expresso quasi severa, seoAo triste e
recalada.
Que he islo".' perguulou CaslAo asi mesmo;
minha preaenca uestes lugares sera importuna?
E resol vendo certificar-sc logo, tornoo:
Felizmente s leoho urna leve esfoladura no
braco, e nada se oppfie a que depois de agradecer
aos habitantes de Ostreval sua amavel hospilalidade,
eu continu minha vingein para Seueuil.
Pelo contrario, tenhor, respondeu Mr. de Sau-
lieu em tom sempre fri, ha um obstculo insupera-
vel a urna partida 13o promota. NAo posso consen-
tir que o senhor se retire desla habitaco no estado
em que se acha, e meu dever obriga-mo a rele-lo
aqu anda, mao grado seu.
Estas palavras foram pronunciadas em lom Ua fran-
co e absoluto que GasUo nao sabia mais discernir
bem em que disposices de espirito eslava Mr. de
Saulieu a seu respeito.
*'
() Vido o Diario n. 270.
EXTERIOR.
Reaposta da Austria a ultima nota da Proaala.
Detpacho dirigido ao conde Eslerhazy em yienna.
Vienna 30 de setembro de 1854.
A conde Arnim communicou-me a copia do despa-
cho junio, que conten a resposla de sua corte a uos.
sas propostas de 14 desle mez. Submelti immedia-
tamente esse despacho considerarlo do imperador,
nosso gracioso soberano, e he em eiecucAo de suas
ordens que tenho a honra de dirigir a V. alteza as
seguintes observacoes:
Primeiro que ludo tomamos a liberdade de recti-
ficar em alguos pontos a maneira, segundo a qual foi
comprehendido pelo gabinete prussiauo o nosso des-
pacho de 14 do correnle. Quanlo mais sincero he o
desejo de entender-nos completamente com a Prus-
sia e com os oulros governos allemAes, tanlo mais de-
vemos insistir em que nossas declararles nao sejam
mal inlerpretadas. NAo dissemos, nem podamos
dzc-lo, que a evacuado dos principados pelas Iropas
rus-as faria cessar todo o perigo de um conflicto en-
tre os dous imperios : 11A0 dissemos isso, seno de um
pengo intairamente immedialo.
Lembrando que a occupaflo dos principados pela
lluvia linha sido a causa da guerra, e que as corles
allemAas linham declarado a conlinuacao dessa or-
copaco incouciliavel com os iuleresscs da Austria
e da Allemanha, eslavamos bem longe de ver nessa
evacuado a garanta desses graudcs iuleresscs. Pe-
lo contrario, eremos que elles serio gravemente a-
meacados em quanto a Russia nAo der garantas pa-
ra o reslabelecimenlo de urna paz segura e dura-
dora.
Mencionamos o eslreitamenlo do theatro da guer-
ra como devendo ser urna das conseqnencias imme-
diatas da evacuacao dos principados. Tinhamosem
visla o fado de ter a Russia retirado seu exercilo da
Valachia e da Moldavia, e o ser a Auslria chamada
a proteger esses pazes contra segunda invasAo; mas
nAo nos allriliuimos o direito de excluir os principa-
dos do theatro das operaces militares, e nAo estamos
no caso de pretender lal direito. Tambem nao exi-
gimos que a Auslria e a Prussa se abslivessem de
propor directamente Dieta o approprarem-se os
pontos de garanta determinados pela troca das no-
las de 8 de agosto. De nossa parle, consideramos
esla proposla como sendo feila em virlude mesmo da
cnmmiiiiieac.ui da nota do gabinete imperial do dito
dia e nao poderemos, ser completamente satisfeitos
com as resoluces que a commisso da Dieta propo-
zer a esla depois de ler examinado as pegas, senAo
se ellas fizerem a confederarlo tomar a mesma po-
sicao relativamente sqoalro garantas que nos mea-
mos havemos lomado.
He somonte para nao dcixar apparecer inulil-
menle, mesmo na forma, a differenca da atlitude da
Auslria e da Prussa que nos declaramos dispostosa
renunciar propor formalmente que a Hiela se appro-
priasse os qoalro pontos como o tnhamos j feilo por
occasiAo da commuuicaco da troca das olas, e nao
esperar seriao da iniciativa da Dieta a resolucAo de-
sejada ; se cm fim declaramos que nAo somos obri-
gados a adoptar medidas activas para fazer que a
Itussia aceito os quatro pontos, essas declaraces pro-
vam todava do modo mais positivo que S. M. o im-
perador se tem reservado plena liberdade relativa-
mente as suas resoluces ulteriores.
Parlindo dos pontos que acabamos de indicar no-
vamentc, propozemos ao gabinete de Berlim sub-
melter cm commum a resposla da Russia Dieta,
a cujo conhccimeiito e examc cssa pega nao poda ser
sublrahida sem ataque de sua dignidade, e propor ao
mesmo tempo ama declararlo segundo a qual toda
a confederado fosse obrigada a repcllir um ataque
da Russia contra a Auslria, ataque que poderia ter
lugar em consequencia da oceupacaodos principados
por nossas tropas, declararan esla que a Prussa js
nos deu por si mesma.Nao podemos por lano deixar
de lamentar sinceramente qnco gabinete do ret op-
ponha dilliculdades para adherir a esla proposta.
A Prussa pede-nos novas explicarnos sobre o nos-
so despacho de 14 do correnle. O governo do rei
er que os inleresses aliemaes nAo serio garantidos
senan com a condicao de que a oi.euparao das tropas
austracas impera que oulros elementos se eslabele-
cam nos priucipadoa. Elle deseja esclarecimenlos
sobre a qoestAo de saber se os principados serAo
igualmente fechados s operares militares em conse-
quencia da occupacAo auslriaca; te por lano Kus-
sia nao livor que temer dahi um ataque provenien-
te de outras tropas que as austracas, e indica que
se a Russia repcllir um tal ataque e se suas forjas
militares se acbarem em contacto com as nossas, a
Allemanha lera que por seus inleresses particulares
oa batanea ao lado do ulerease geral que suscita a
questo da participaran em urna guerra enrupea.
A Prussia assegurou-nos o seu apoio de um modo
geral no caso que nio atncassemos a Russia. Nao
podemos porlanlo admittir que ella quera submet-
ler essa promessa a urna restrceao. Sabendo sso,
nAo podemos deixar de fazer observar que o gover-
no do rei conhece perfeitamente o estado das obri-
gacOes contraliidas entre as diversas potencias assim
como a maneira pela qual nos (emos expressado so-
bre nossa aeco nos principados. Elle sabe que o
tratado concluido entre a Porta o as potencias ma-
rtimas permute a estas oscolhercm lodos os pontos
do territorio ottomauo qoe Ihes parecerem conveni-
entes para as operaces das Iropas auxiliaras, que
por conseguinle a Porta, se mesmo ella tvesse que-
rido excluir dos principados o seu proprio exercilo
do Danubio, nAo eslava de nenhum modo em posi-
Ao de transferir-nos um direito de occupacAo ex-
clusiva, e que de nossa parte nAo pretendemos tal
direilo. A esle respeilo podemos fazer valer con-
veniencias militares c polticas, podemos ler a in-
tenraode poupar a esses aizes, j tao cruelmente
maltratado-, a renovarlo da* desgranas da guerra e
as preslaces infinitas; podemos tambem ser alien-
tos a nAo deixar-nos levar por imples acoolecimen-
los militares a urna resolucSo que nAo emanasse de
nossa livre vonlade, mas a laso limita-se o nosso di-
reilo nos principados.
Como, ainda assim, o gabinete de Berlim vollou
sobre esle ponto, bem que j tendamos feito conhe-
cer a nossa opiniAo a este respeito no despacho de
14 do crrenle, 11.I0 podemos fazer outra cousa que
exprimir a esta corle, com a franqueza que deve-
nios a um alliado, que a Prussia nAo esl em posi-
co de declarar que os inleresses allemAes nos prin-
cipados nAo serAo garantidos seu a o com a condicAo
de que a Austria oceupe exclusivamente essas pro-
vincias.
Mas esperam-mc em Scneuil, objectou elle
ainda.
Nao o esperam mais, respondeu o caslellAo.
Enviei esla madrugada um criado conde-a para
informa-la do que linha-se passado, e eis-aqui sua
resposla.
Mr. de Saulieu tirn um bilhete da algibeira e
mostrou-o a CaslAo, accresceulando:
Bem ve ; ella mesma vira amanilla passar a-
qui parle do dia. Se o senhor se adiar inelhor, ir
tarde com ella na carroagem, pois nAo o deixarei
montar a cavallo, isso seno quizer ceder s instan-
cias de madama de Saulieu, e consentir em acabar a
oilava em Oslreval. Esse negocio he entre ella e o
senhor, e d'agora ad amanhaa espero que torio tem-
po para concordaran.
Para lomar urna determinaran, astAo so esperava
urna palavra de convite de madama de Saulieu. Vol-
lou-se para ella na esperanca de que essa palavra ia
ser dita ; mas a castellA ficou immovel, e seus labios
permaneceram mudos.
Hei de partir, disse Caslao comsigo mesmo chcio
de um secreto senlimento de despeito.
O criado veio annunciar que o almoro eslava na
mesa, juslamecle a proposito para lira-io ao menos
momentneamente de urna posigAo diflicil.
Madama de Saulieu nAo linha perdido simiente
sua jovialidade lAo amavel e lo'naloral da vespera ;
mas parecia constrangida e incommodada. Nesse
momento as palavras do medico e do criado volla-
ram ao espirito do mancebo, o qual pensou que elles
podiam ler dilo a verdade, e que a pobre moja pas-
sava urna vida de dur e de aborrecimiento dcbaixo do
jugo iuflexivel de um tyranno.
O aspecto de Mr. de Saulieu era capaz de enraizar
profundamente esla idea no pensamenlodeMr.de
Chavilly. O castellao nio era mais mojo, e em lleau-
vais GastAo o lomara sem grande esforjo de imagi-
naran pelo pai de sua mullier. Toda a sua pessoare-
velava disliuceAn; mas urna dislincrao fra e cir-
cunspecta; suas palavras, bem como seus movimen-
los, pareciam calculados previamenle, sendo o resul-
tado de um plano tongamente relleclido, e sabia-
mente combinado. Militas vezes elle ostava dislra-
hido, preocupado, e responda mal s pergunlas que
lhe cram feilas. No era raro esquecer-se comple-
Imenle da presenea das pessoas que o rodeavam;
enjin sollava as releas s suas reflexoes erudilas, e
aliandonava-se a lorrcnlc de suas conjccluras archen-
logcas; aquellcs que o nAo conheciam, lomavam-
no por louco. e aluminios que o conheciam nao que-
riam desaferrar-se dessa opiniao. lie verdade que
nesses monieiilos de esquecimenlo Mr. de Saulieu
loroava-se inlralavel; ninguem ileva iiilcrrompc-
lo, pois aerrava-te ao interruptor, c nAj o dcixava
sem que lhe livesse exposlo completamente algum
novo s\ sleina de classilicarao dos symbolos as igre-
jas golhcas, ou feito urna tonga e profunda disserta-
jAo sobre o emprego dos vegetaes nos ornamentos do
secuto dcimo. Neslas questoes arduas Mr. de Sau-
lieu era de primeira forja, e logo que achava um
ouvinle beuevolo apressava-se a esgotar algum de
seus Ihemas favoritos. Se por acaso encontrava um
contradictor versado como elle as obscuridades da
idade media, entao travava-se urna verdadeira bala-
llia, e te o adversario era aferrado como elle, o com-
Esla longe de nosso pensamenlo querer suscitar
explicajes sobre o passado: mas se o gabinete de
Berlim consultar suas memorias, dever reconhecer
que a atlitude que tomou na queslAo da occupajAo
dos principados por nossas Iropas nAo he propria
para dar-lhe o direilo de exifobrar-uos nao serem
os principados exclusivamente oceupados por nos.
Se pois nAo vemos materia para ajuntar novos es-
clarecimenlos aos nossos despachos anteriores. 0A0
adiamos por outra parle, as propostas de M. de
Manleuffel nenhuma garanta para o bom exilo de
urna ncgociajAo a empreher.dcr em commum pelas
duas potencias em Fraokfort.
O gabinete do rei, obrigado sempre para com as
potencias europeas, a opoiar moralmenle os quatro
pontos em virlude desuascommunicajes de 6 desle
mez, declara-se disposto, he verdade, a prestar seu
apoio moral aos oulros qualro pontos logo que se
apresenlar urna occasiao de enlabolar negociajes
sobre essas bases; mas o gabinete do re renova ao
mesmo lempo sua declararas de que lem objecjoes
particulares a fazer a esses qualro pontos e exprime
alem disso a iluvida de que nma negociaco que li-
vesse lugar junto da Dieta sobre este assumpto po-
desse ler um resultado pralico. Seguramente a cor-
la da Prussia achara de toda equidade que de nossa
parle nAo apresentemos em Fraokfort seno propos-
tas que sejam proprias a fazer concordar a posirAo de
da confederaran com a que temos lomado, e que
consideremos (odas as objecjes contra os qualro
pontos como inconciliaveis com a promessa que nos
fez de dar um apoio moral a nossas exigencias.
Neslas circumstancias, nao podemos deixar de
compartilhar, bem que isso nos peze, a duvida da
Prussia sobro a conveniencia de urna proposla a
fazer cm commum pelas duas poteucias. Examina-
remos pois se he inelhor fazer submclter nossas pro-
poslas separadamente Dieta pelo embaixador do
imperador, e provocar urna deciso da Dicla, a qual
nos permillir medir nossas rcsolujes ulteriores,
ou esperai que os goveruos da confederajo achem
ioleressc em renovar as deliberajes sobro a queslAo
que abala (Ao profundamente a Europa.
Todos os passos dados por S. M. o imperador,
moslram que S. M. esl pmfuiidameule convencido
da importancia incalculavel desle fim, que na crise
actual a Austria permanece ligada estreilamenle
Prussia e confederajo germnica; mas no baslam
os esforjos da Auslria para que se consiga este fim;
cumpre ainda que os governos allemAes achem-se
dispostos para isso, e primeiro que todos, S. M.
el-rei da Prussia, cujos senlimentos elevados e alia
inteligencia offerecem a mtlhor garanta de resolu-
jOes saudaveis.
Vossa Alteza dar conhecimenlo do prsenle des-
pacho a M. de ManteulTcl; us o communicamos ao
mesmo lempo confidencialmente s cortes allemAes:
Aceite, ele. Buol
{Journal des Debis.)
------- msaatii
Despacho confidencial dirigido pelo gabinete
austraco ao conde Eslerhazy.
Vienna 30 de setembro.
Accrescenlamos ao despacho precedente algumas
observajoes sobre nossas relajees com as potencias
beligerantes : ha dous pontos principalmente so-
bre osqoaes assenlam mais ou menos explcitamen-
te as exigencias do gabinete de Berlim.
I'ensa-se que deveriamos fechar os principados a
operaces eventuaes dos Turcos e seus alliados con-
tra a Russia e deseja-se que prometamos nAo atacar
a Russia, se ella nos nAo atacar por si mesma; mas
ambas estas exigencias sAo inconciliaveis com nossa
posijAo. No nos eremos com o direilo de impedir as
operajOes das potencias beligerantes nos principa-
dos e nao podemos, cm nenhum caso, renunciar ao
direito de passar do nossa posijio actual de especla-
liva armada da participarlo na guerra.
No insistiremos mais sobre esle ultimo poni. He
evidente que nAo podemos esperar que obtenhamos
dos esforjos e combates de oulrem a paz de que temos
necessidade, e que nao podemos tambem compro-,
mctler-nos a supportar por um lempo indefinido os
pezados sacrificios que arrastra essa posijAo passiva.
He somente sobre o primeiro ponto que jolgamos
dever fazer couhecer a V. Ex. com mais particulari-
de os nossos motivos.
NAo podemos considerar-nos aulorisados a oceu-
par os principados em commum com a Turqua se-
no debaixo da condico de prolege-la contra lodo o
ataque proveniente das tropas rus-as, e de nao por
obstculos s operajcs militares das potencias allia-
das. Isso he o que resulta de nossa convenco com a
Porta, e o que esl cm harmona per feila com o que
temos sempre suslentado e exprimido, lano contra
a Russia, como contra outras potencias.
Quando exigimos a evacuajo dos principados, es-
tipulamos expressamenle, que no se ligara a ella
nenhuma condjo, cujo cumprimenlo estivesse lora
dos limites de nosso poder. A Russia declarou-se
disposla evacuajo, mas pedio-nos que a garants-
semos contra a perseguijio do nimigo e dos ataques
ulteriores. Recusamos satisfazer esse pedido.
Foi enlAo que a Russia declarou que se relirava
por motivos puramente estratgicos, e previno assim
um conflicto que teria sido a consequencia da deci-
so que tullamos lomado irrevogavelmente. Scgue-
se daqui que a Russia nao nos enlregou os principa-
dos ; ella abandonou-os a sua sorle. Entramos nuiles
depois porque lindamos para isso o consenlimento
da Turqua. Os Turcos entram porque seu plano de
operaces o exige : Francezes e Inglezy podero
enlrar do mesmo modo, em virlude do tratado de
allianra concluido com a Porla.
Temos, sira, o direito de estar nos principados,
mas no temos de nenhum modo a faculdade de ex-
cluir delles pela forja seno aos adversarios da Por-
la, e ainda menos a de prescrever de autemo As
potencias belligeranles em que fim militar leriam
que enlrar nesses paizes, Nao poderiamos elevar lal
preleojosem provocar immedialamenle justas ob-
jecjoes contra o nosso proced me ni o.
No se pide negar que dessa relaro nascem cer-
tas dilliculdades ; mas no se conseguir.! vence-las
seoAo com a condico de reconhecer, sem reslricjo,
os limites do nosso direilo, lano pela via das nego-
ciaees romo pela das representarnos amigaveis. He
s desle modo e 110 nleresse proprio dos principados
que podemos fazer com que se poupem a esses pai-
zes, lano quanlo for possivcl, as operajes militares.
Segue-se daqui, alem disso, que pelo que respei-
to a validado do tratado de 20 de abril, no resulta-
ra nenhuma differenra para elle do faci de partir
ou no um ataque, no qual no livessemus parte,
desses paizes contra a Russia. Nolend**ifhreito de
impedir lal ataque, no he tambem lomar a ofTensi-
va opermilli-lo. lie verdade sem duvida que a Rus-
sia repellindo esse ataque dever parar na Pruth, se
quizer evitar um coufliclo com a Auajrit.
A Prussia e a Allemanha nAo podero porlaul0
excluir da promessa de seu apoio urna evenlualida-
de que nossa posijAo no nos d o direilo de previnir,
se em geral consideram nossa entrada uos principa-
dos como ordenada velos inleresses allemAes.
V. Ex. lieaulorisado a fazer uso, se for necessarin,
desle despacho, para nao deixar nenhuma duvida
sobre nossa resolujAo de nAo apartar-nos da posijAo
decidida que havemos lomado sobre os dous pontos
em queslAo.
Receba, ele.Buol. Preste.)
bale so lerminava pelo esgolameolo dos combalentes.
Devemos confessar que a sociedade de semelhan-
le homem nio era rauito agradavel para urna mullier
de dezenove annos.
Entretanto GastAo nAo poda ainda apreciar em
toda a sua plenilude a posijio de madama de Sau-
lieu, pois s linha visto o marido pelo lado mais
amavel. Desde algum lempo elle vivia mais absor-
to do que nunca nos livros \cilios e nos deslrnros de
outra idade; desviado um momento de suas sabas
occupajcs pela companhia de urna mullier moja,
bella e jovial, havia tornado a cngolfar-se cm seus
csgnmunjos com novo ardor. A razio disto era ter-
ina chegado um rival a esse lugar, um rival lerrivel,
quasi igualmente sabio, zombeteiro, engenhoso, scep-
lico, um desses homens ferozes que immolam sem
piedade seus adversarios com as sellas aceiradas de
sua ronia, um archeologo desapiedado que, conlra o
costume de seus collegas, em vez de reconstruir o
passado pela hypothcse.applicava todos os recursos de
seu espirito em destruir as hxpoUieses dos oulros,
metler a ridiculo suas deseuberias, e confundir seus
systemas.
Esse rival rhamava-se Rigaud, elle conhecia ha
muilo lempo a Mr. de Saulieu, e por sua insligacAo
linha enmurado ullim imeiite urna quinta em urna
aldeia vzinha, onde passava Ircs quartos do anno,
dverlindo-se em aformosea-la. Desde os primeiros
lempos de sua chegada a Valos, suas relajiies com
Mr. de Saulieu, nica pessoa que ah conhecia, ha-
xiam sido milito assiduas, c a analogia de seus estu-
ltos linha alimentado cnlrc os dous vizinhos una
amisade nascida oulr'ora emParis.
Mr. Rigaud linha dcixado ao principio Mr. de Sau-
lieu expor-lhe suas opinioes sobre a arle e symbo-
hsino da media idade, linha ouvido em silencio, li-
milando-se a suscitarasvezes urna objeccAo que rca-
nimava o gaz demonslralivo e didctico do archeo-
logo; mas quando cooheceu a fundo as ideas do col-
lega, lomou-o a parle e deslruio-lhe de urna em urna
ludas as illusdes. Mr. de Saulieu linha cscripto urna
tonga memoria sobre as torres quadradas de Valois,
cssa memoria oblivera o maior -uceen no congrev
so archeologico, e o autor se aprestara a publica-la.
Em dez paginas Mr. Rigaud demonslrou que as pre-
tendidas Ierres quadradas nao eram outra cousa se-
nAo vclhos pombacs. Mr. de Saulieu linha-se lau-
cado sobre a classilieajo hyerarcbtea dos campana-
rios, afim de refazer sua rpulajAo comproinellida ;
porm no foi mais feliz. Seu Irabalbo publicado
nos .trehicos historien lie Valoit foi aniquilado por
Mr. Rigaud ne Diario de Compiei/ne.
Que! dizia-lhuMr. de Saulieu, o senhor he
meu amigo e alaca-me":
No o alaco, responda Mr. Rigaud, alaco seu
syslema 110 nleresse da sciencia.
Mas ao menos 11A0 podia ler-me fclo essas ob-
servaees,quando l cm sua presenja a minha obra?
E sera duvida apresentei-as; mas no foram
sufficicntes para convence-lo.
Eolio Mr. Rigaud recordava palavra por palavra
as objecjoes que Uvera o cuidado de apresenlar ao
autor pelo seu lado fraco, e as quaes este julgava ter
refutado victoriosamente.
Comeffeito, dizia Mr. de Saulieu, lembro-me;

mas suas criticas nAo me pareciam ter enlAo o mes-
rao peso que lem agora.
Assim enlietinha-se no meio das relajes appa-
reutemenle mais cortezes e mesmo mais amigaveis
urna guerra de morlc, na qual ale enlo Mr. de Sau-
lieu linha sido sempre balido.
Muilo lempo senhor absoluto no dominio da scien-
cia mais de dez leguas ao redor, o archeologo de Os-
lreval padeca vivamente pelo eslado de iuferiorida-
dc em que o tinha posto ha alguus mezes seu novo
vizinho. Esle parecia Iralar essas materias brincan-
do, e fazia dellas urna distracjo ao que chamava
suas oceupares de caja e de jardioeiro.
Ainda mojo amava o exercicio a cavallo, ao qual
enlregava-se apaixonadamente as bellas ras da flo-
resta de Compiegne, explorando,para zumbar e re-
duzir sua alia anliguidade a alguus meio seculos de
exislcucia, as ruinas mais veneradas de seu Ilustre
collega. Este, pelo contrario, trabalhava como um
benedictino, levantando-sc cedo e deitando-se larde,
quando chegava a alguma brilhanle hypolhese, a via
logo minada pela critica viva e zumbadora de seu ri-
val e amigo.
Longe de o desanimarem, essas derrotas successi-
yas inspiravam-lhe mais ardor e perseveranra. Ba-
lido sobre as torres quadradas c sobre a hyerarchia
dos campanarios, vnllou-se para o terreno das arma-
duras ; mas (ralava com um homem que sabia de cor
seu museo de artilharia. Mr. de Saulieu linha-se
applicado muilo lempo a formar urna collecjo de
velhos movis c utensilios domsticos ; Mr. tiaaud
encarregou-se de dcmnnslrar-lhe que seus bahus
cram de consIrucjAo moderna, e que seus utensilios
-abiani pela mor parle da oflieina de algum traante
aslucioso. Rcslavam preciosos objeclos de arle com-
prados mui caros em diflerentes lugares de Franja e
de oulros paizes ; Rigaud dcu-lhe boas razes para
erar que so possuia Uemlias conlrafeitos, Albertos
Durer de contrabando e Orcagna de phanlasia.
Pois bem! disse elle um dia que Mr. Rigaud
pronunciou em sua presenja nina palavra cruel con-
lra urna miniatura da media idade comprada a peso
de ouro, pois bem, nAo comprare! mais nada, nAo
quero que entra em minha collccrao um s ohjeclo
que eu mesmo nao tenlia descoberto.
Mandou logo fazer cscavaccs em lodas as ruinas
da vizinliaura, e todas as podras que linham o eiinho
da mAo humana eram pelos seus cuidados e sua vis-
la eondiizidas para o caslello de Oslreval, onde en-
lulharam as ultimas salas que rcslavam vasias. Ti-
nha aproveilado para isso nma ausencia de seu rival,
e mais de Ircs semanas foram empregadas em amon-
toar ruinas sobre ruinas, como dizia o doulor Marli-
nho. Emm Mr. Risaud vollou da viagem, e a pri-
meira visita que fez foi ao amigo.
Bem, disse comsigo Mr. de Saulieu, desla vez
voo causar-lhe urna bella sorpreza !
Oh disse-lhe Mr. Rigaud apenas o avislou,
parece que o senhor fez preciosas descoberlas duran-
te minha ausencia'.'
Ah I ah disse o archeologo como homem mo-
desto que esl certo de possuir um Ihesouro.
Espero que o senhor me mostrar ludo isso.
Mr. de Saulieu que nAo desejava outra cousa, con-
duzio o vizinho a urna grande sala de abobada, e

Um comfliclo da maior gravidade acaba de ler
lugar na Dinamarca entre o poder legislativo e o
poder execulivo. A Diela votou quasi unnime-
mente a primeira leilura de um projeclo relativo
aecusaran do minislerio lodo, e os negocios pblicos
em geral lomam todos os dias um carcter mais
desagradavel.
A primeira causa desla grande perlurbajo deve
ser procurada na diversidade de nacionalidades,
que existe ni nos paizes reunidos debaixo do sceptro
do rei de Dinamarca.
Estes paizes sAo : o reino de Diuamarca propria-
menio dilo, o ducado de Schleswig e os ducados de
ilolslein o de Lanembourg. O dous ul I irnos, cuja
reuuiao a coroa Dinamarca he muilo rcenle, so
allomaos e fazem parle iutegranle da Confederajo
Germnica. 0 Schleswig, pelo contrario, est unido
Dinamarca desde o mciado do secuto onze ; mas
a natureza da unio destes dous ducados nunca foi
bem definida. Os rcis de Diuamarca tem sustenta-
do sempre que o Schleswig era encorporado Di-
namarca, ao passo que os povos de Schleswig, ain-
da que no correr dos seculos tenham adoptado os
coslumes e at em corlo ponto a linguagem dina-
marqueza, persislem sempre em pretender, que so
allemes assim como seus visinhos do ducado de Ilol-
slein. Esla prelenro, repellla sempre enrgi-
camente pelo governo dinamarquez, se Iraduzio
em 1818, como se ha de estar lembrado, cm um
movimenlo geral contra a Dinamarca, o qual apoia-
do logo pelas armas da Prussia, e sempre pelas
sympalhias da Allemanha, com a excepcao apenas
da Austria, se prulongou al 1850, poca em que os
Dinamarquezes se fizeram oulra vez senhores do ter-
ritorio do Schleswig, depois de o lerem reconquis-
tado pollegada a pollegada por prodigios de valor,
que excitaran! a admiraran da Europa. Mas com
islo nAo ganharam o que devena ser o prejo do sua
victoria, islo he, a encorporajAo legal do Schleswig
a Dinamarca ; porque no tratado de paz concluido
no mesmo entre a Dinamarca e rouitos estados do
norte da Allemanha, impozeram estes Dinamarca
a condijAo, de que o Schleswig conservara suas an-
tigs leis allemAas, teria urna Diela especial, e seria
administrado e governado por autoridades inleira-
mcnle disliuclas das da Dinamarca.
Em 1848, emquanto o Schleswig, assim como o
llelstein e o Lanembourg, eslava ainda insurrecio-
nado, e achava-se por conseguinle separado da Di-
namarca, o rei I- rederico, afim de recompensar a
najo dinamarqueza por ler ficado fiel e dedicada
dynastia apezar do espirito de vertigem revolucio-
nario, que se liaba derramado entre lautos povos da
Europa, resolveu dar-lhe as liberdades publicas,
de que se tinha mostrado digna. A Dinamarca no
linha enlo outra represenlaco nacional, seno urna
assembla de estados sem voto deliberativo, e por
conseguinle sem influencia real sobre os negocios
pblicos. O rei convocou urna assembla consli-
tuinie composla de deputados eleilos pelo solTragio
universal, e esta assembla aopdtou, de accordo com
o governo, urna conslituijo, que foi sanecionada e
jurada por Frederico VII a 5 de juuho de 1848 ;
he esla a lei fundamental actual do reino de Dina-
marca.
Esla carta, cuja-redacjo he devida a um vene-
ravel e sabio prelado, o Sr. Monrad, bispo da dio-
cese de Laaland e Falsler, protega todos os inle-
resses legtimos e deixava coroa toda a liberdade
de acjo desejavel.
Sob o rgimen desla carta, os| negocios pbli-
cos marcharam com salisfaco geral ; mas em 1850,
desde o momento em que a insurrejo acabou
por ser vencida completamente, e a coroa tomou
posse daquelles paizes, as cousas mudaram inleira-
racnle : erobarajos e djfliculdadcs apareceram de
todas partes.
Em um pequeo eslado composto, como he a
monarchia dinamarqueza, islo he, contando paizes
diversos, cada um dos quaes lem sua legislajo e
sua adminislrajo particulares, enconlrava-se to-
dava umitas cousas, que sAo communs a lodos, taes
como o exercilo, a marinha, a represcnlacAo diplo-
mtica, a polica, os correios, ele, ele. Esles ser-
vijos, ou pelo menos seus orjamenlos, lendo sido de-
pois da caria corapreaendidos as attrbuires da
Dieta do reino, comejaram os Ires ducados a quei-
xar-se de que o parlamento de um paiz, que elles
qualificavam de cslrangeiro, se involvesse em seus
negocios edispozesse de seos recursos, e alem dislo,
aecusavam altamente o governo de parcialidade pa-
ra o reino. O minislerio nAo cessou de fazer leu--
lalivas na Dicla, para que lizcSse coneesses a fa-
vor dos ducados, porm aquella assembla recusou
fazo-I > e snslenlou -eu direitos.
Este eslado de cousas, dando Ingar a continuas
indisposices, durou al Janeiro de 1852, poca em
que o minislerio caneado da guerra, se (etirou todo,
e foi substituido pelo aelual, o qual eslreou com a
publcajo de um manifest real,no qual S. M. dizia
que se promulgara nma conslituijo, lendo exclusi-
vamente por objecto regular os negocios communs
s diflerentes parles da monarchia ; mas que respei-
taria ao mesmo tempo todos os direitos adquiridos,
satisfara s reclamajes justas, e deixaria inlactas
as liberdades consagradas pela carta da Dinamar-
ca.
Esle manifcslo produzio um cxcellente efleito. O
nosso ministerio achava um apoio cordeal na Diela,
e as populajoes viviam ua melhor esperanca, quan-
do repentinamente a coroa promulgou a conslitui-
jo geral de 26 de julho passado, a qual tinha sido
preparada no mais profundo silencio.
Esla (-.instituirn destrua todas as illusdes. Na
Dinamarca vio-se com dor, que esla nova lei con-
cenlrava as mAos do rei, e de um conselho, que
elle institua com o nome do Conselho do reino,
lodos os negocios relativos monarchia inteira, ca-
tegora vaga e muito elstica, na qual podem com-
modamenleser englobados lodosos inleresses essen-
ciaes de cada um dos qualro paizes, de modo qoe. os
direitos concedidos aos Dinamarquezes pela carta
do reino se achavam em perigo.
Nos ducados lambem, a nova carta causn nm
vivo de-contentamente, porque so Ibes conceda uu
conselho do re treze representantes eleitos por elles,
isto he, a quarta parle do numero tolal de seus mem-
bros, que he filado em cincoenla, dos quaes vinte
finalmente sAo da nomeajAo do rei.
Logo depois, o re convocou a Diela actual da Di-
namarca para lhe pedir seu consenlimento s restri-
jes, que devia soflrer a lei fundamental do reino,
afim de ser posta em harmona com a constiluico
geral aulorgada a 26 de julho passado. Deviam-ae
fazer novas eleijfies, e se fizeram com a maior tran-
quillidade, havendo apenas aqu e all algumas reu-
nioes preparatorias ; mas todos os eleitores, dellni-
livos, cujos nomes sahiram da urna, perlenciam
opposijAo a mais decidida. O deputados das duas
cmaras foram eleitos no mesmo sentido.
A Dieta, como se sabe, reuoio-se a 2 de oulubro.
Logo em sua primeira sessAo, seus actos foram sys-
lematicamenle hostis ao ministerio. A segunda c-
mara nomeou para presidente o Sr. hispo Monrad,
que tinha redigido a carta ; fez a leilura publica
das munerosas petjoes, que lhe linham sido diri-
gidas conlra a constiluico geral, como das qoe fo-
ram apresenladas ao re para o mesmo objecto, eqae
S. M. por conselho do minislerio, tinha recusado re-
ceber ; finalmente, como dissemos mais cima, ella
adoptou um projeclo tendo por fim aecusar o mi-
nisterio.
O ministerio, do seu lado, moslrou-se ponco con-
ciliador.- Quando se tralou do projeclo de o leva-
rem peranle o supremo tribunal do reino, elle deu
a entender que a adopjAo desse projeclo poderia ter
por consequencia a prorogaeo e mesmo a dissolu-
jio da Diela.
0 ministro~da fazenda, apresentando o projeclo
relativo s restrijOes, que se deve fazer carta,
disse que o minislerio nAo se retirara senAo por urna
ordem expressa do re, palavras ao menos impruden-
tes porque procurara compromeller a pessoa do
rei.
O minislerio declarou mais que modificar a -car-
ta seria tornar o governo impossivel & Dinamarca,
porem se a cmara conhecia modificajes mais con-
venientes, e que livessem o mesmo fim, que as pro-
pozesse.
Este desafio foi aceito pela cmara, que tomou in-
medalamenle a decisAo de apresenlar ao rei urna
mensagem, na qual lhe submelleria as bases de urna
constiluico geral, que nao violaste nenhuma das
leis existentes.
Eis aqu o ponto em que se acha a crise da Di-
uamarca. Brevemente saliremos como ella termi-
nou. Esperamos entretanto, que tenha um resulla-
do pacifico.
(Jornal des Debat.)
moslrou-lhe urna parte de suas riquezas. Mr. Ri-
gaud lirninu a luneta no olho direito e passou em re-
vista as pedras histricas do collega com a mesma se-
ne, lado que poderia tomar um visitador dos monu-
mentos do eslado.
Ah muito bem disse ao primeiro passo. Eis
um pedajo qoe tem valor, dala ao menos do lempo
deLuizXIII.
De Luz XIII exclamou Mr. de Sanlicu.
De Luiz XIII ou de Luiz XIV. Veja esla es-
piral, he a forma favorito do Renascimento degene-
rado.
O senhor er ?
Eo senhor mesmo? Dcmais a escultura est
lo completamente apagada que pode-se assignar-lhe
a origem tonto no secuto dcimo, comu no decimo-
selimo. E isto, que faz disto ?
Mr. Rigaud mostrava urna especie de dorna feila
de pedra de amolar e de forma quadrada.
Ol! no ve que he urna hacia baplismal'?
Urna baca baplismal'.' quem o prova ?
Sua forma.
O senhor est certo disso '? pergunlou Mr. Ri-
gaud pondo-se de bracos cruzados dianle do amigo
com ar muito admirado.
Sem duvida, replicou esto ; achei-a na- ruinas
da abbadia de Longpout.
De cerlo essa razo he excellenle, e o senhor
acaba de convenecr-me. Tenho em casa a irma des-
la lucia... 11 o absolutamente igual, e era mesmo lhe
falla esle furo que o senhor aqu v.
Oh he furo para deixar correr o excesso da
agoa.
Pois bem na que lenho em casa ha um annel
de ferro passado ncsle furo, e al o presente cu linha
julgadn que fura feila para dar de beber ao gado. Se
quer, meu charo vizinho, II.'a enviarei para fazer
companhia sua baca baplismal.
Mr. de Saulieu mordeu os beiros, c a revisto con-
tinuou.
Agora eslamos na media idade, disse Mr. R-
aaud parando pela lerceira vez. Els-aqui pedras que
exhalara um perfume de alia anliguidade.
Mr. de Saulieu uAo caba 11a pelle de conteni, o
disse:
Sim, sao fragmentos do secuto treta.
Quero cre-lo, linm.11 Mr. Ricaud com sua se-
riedade cmica ; pois para nega-lo fura misler ser da
idade delles. Oh 1 o senhor piule com (oda a segu-
ranza assignar-lhcs urna origem no secuto ireze ; nin-
guem emprehcmler provar-lbe o contrario. No
lem mais nada para moslrar-me '!
Mr. de Saulieu Moba reservado oulra sala para as
pedras que tiuhaiii vestigios de figuras.
Se quer, passaremos sala da estatuara, disse
elle com una eraphase gelada.
Oh oh o senhor lem estatuas, meu vizinho!
exclamou Rigaud. lrra .' esla casa he um museo com-
pleto.
As estatuas foram visitadas. Mr. de Saulieu es-
ludava com inquietajAo o semblante do amigo; roas
este permaneca impassivel, e no dizia urna pa-
lavra.
EnlAo'! disse o archeologo cruzando os bracos
depois de terminado o passeio.
Londres 21 deoulubro.
Entre as condijOes que o gabinete da Prossa tem
tenlado impor ao da Austria, duas propositos mer-
celo particular menjo. A primeira era, qoe ten-
do a Austria' oceupado os principados, os fechara
conlra as operajea ofleosvas dos Torcos e dos seus
alliados na fronteira russa ; e a segunda, qoe a Aus-
tria prometleria no atacar a Russia em qnaota a
Russia nAo atacasse-a. A estes dous pontos, que so
de consequencia essencial para os polticos geraes
da Europa, a corte de Vienna dera a mais clara e
positiva resposla n'om despacho confidencial ao
conde Esterbazy, a qual transferimos para as nossas
columnas de um jornal cslrangeiro. a No nos con-
sideramos aulorisados, dizem os ministros austra-
cos, a impedir as operajes das potencias belligeran-
les nos principados, e nAo podemos em caso algum
renunciar o nosso pleno direito a passar da nossa
prsenle posijAo de exercilo expectante de parlici-
pador na guerra. He evidente que nao esperamos
obter par., que he para nos urna necesiidape, por
via dos esforcos e proezas dos oulros, e que nao
nos podemos obrigar a supportar por um Ilimitado
periodo de tempo os arduos sacrificios que esla si-
tuarao passiva deve occasionar. O resto do des-
pacho austraco merece um cuidadoso exame, pur que
determina de um modo clarissimo a posijo que ella
lera tomado nos principados em virlude do seu Ira-
lado com a Porta e de accordo com os oulros belli-
geranles ; mas o ponto a.que daramos mais particu-
lar alienro he a formal e explcita declararn da
Auslria, de que no pode esperar obler essa paz dos
esforjos dos oulros, a qual he necessaria sua exis-
tencia, e que no tolerar os sacrificios que a sua
actual posijio passiva exige della. lie impossivel
para ella estabelecer mais claramente que ella exige
deve lambem ir para guerra, e que a sua prsenle
posijo armada, mas inerte he apenas menos oppres-
sora e inloleravel do que a actual conleoda em que
mais cedo ou mais tarde dave tomar parle. So es-
las as proposijes idnticas que dirigimos em cem
diflerentes formas durante os ltimos doze mezea s
potencias allemAas, e (al he a forja irresistivel da
verdade que ellas conten, que, a despeito na repug-
nancia de algumas e a dilajAo de oulras, os receios
dos tmidos e as intrigas do partido russo na Allema-
nha, nutrimos a convicjo de que afinal ho de Iri-
umphar. Em quanlo estas questdes so contestadas
na obscura linguagem da diplomacia allema, ou
as (ropegas conferencias da Hiela de Fraokfort, so
considerados pelo grosso da najo com a apalhia e
desconfianje tullas deseas calculadas discusse-es. Mas
desde o momeulo em que as forjas de urna grande
potencia allema se acharemem campo,assim q'hou-
ver corrido saugue, que houver comejado urna lula
que involva a independencia ou a sugeijo da Al-
lemanha, nio podemos pensar tao vilmente deste po-
vo como crer que elle olharia com indiflerenra ou
recusara dar um Uro em favor de um confederado
ou alliado. Se, com efleito tal for o casose a l'rus-
sir permiltir que se repito com impunidade a polti-
ca do Iratado de Basilea e a campanha de Ausler-
ltz entio na verdade ella merecera o ultimo
Muito bem respondeu Rigaud reproduzindo
exactamente o gesto do collega.
Que diz ?
Digo que o senhor leve razo, leve urna boa
idea.
Mr. de Saulieu procurava que genero de idea po-
dia ler lido.
De que idea o senhor falla
Sim, fez bem em seguir o meu conselho.
Que conselho ? insisti o archeologo.
Essa he boa o conselho que lanas vezes lhe
lenho dado de edificar junio de sua torre velha urna
casa commoda.
Urna casa commoda disse o archeologo com
indguajo; destruir o carcter desta velha torre, por
urna mAo sacrilega sobre este monomenlo !
Nao sei se sua mAo seria sacrilega por edificar
uraa casa habilavel c supprir as pedras que faltam
em sua torre velha.
O scuhor he um Vndalo, meu charo vizinho,
j Ih'n disse e lh'o repilo. Emquauto eu viver, ne-
nhum pedreiro pora os pes nesle precioso edificio.
E um destes dias elle lhe cahir sobre a ra-
bera.
Deixe-o. Elle vivera mais do que o senhor e
cu ; porm ainda que elle tenha de cahir, como o se-
nhor diz, ao menos no me vean commelter um ac-
to de vandalismo.
Mr. de Saulieu era um subscriptor fiel dos Annaes
archeologicos, e tinha aprendido nesse peridico
erudito que todo aquello que poe urna pedra nova
cm um edificio da media idade, ho ura Vndalo dig-
no de ser fondo de aualhema por toda a arcbeologia.
Mr. de Saulieu cria cegamenlc no dogma das ruinas
permanentes.
Mr. Rigaud ia replicar, c j seu sorriso aununcia-
va urna fiua irona ; mas Mr. de Saulien nao dcu-lhe
0 lempo de exprimi-la.
Sei previamente ludo que o senhor pode dizer-
me a este respeito; mas estoil resolvido a nAo Irausi-
gir com meus principios. Convm que ao menos
d o exemplo, eu que prego por toda a parte o respei-
to dos monumentos historeos.
Perdoe-me, lornou Mr. Rigaud, cu julgava
quo o senhor tinha emm comprehendido a neces-
sidade de supprir as pedras que IjIi.hu, e linha reu-
nido estas para es-e ofleitu.
A esle gracejo Mr. de Saulieu pensou perder a sa-
1 cuidado que nunca o abandonava ; mas limitou-se
a fechar inelhodicameiile a porla de seu museo, e
resp.uniendo com um rcenlo de imperceplivel irri-
lacAo :
Decididamente, senhor, nada pode a. bar graja
a seus olhos. llrevemeiile me dir lambem que o
caslello de Oslreval he indigno d ser conservado, e
que convm deslrui-lo para edificar no lugar urna
casa moderna.
Nao chegarei a tanto ; esla torre he pilloresca,
enfeita o lugar e merece que a deixem subsistir.
Alm de que he asss cqriosa por si mesma. As tor-
res do scalo quatorze tornam-se raras em Franja.
Assim o creio, e as do secuto doze mais raras
ainda.
Sem duvida ; mas como esla perlence ao seculo
quatorze...
O senhor quer dizer ao secuto doze.
NAo, ao seculo quatorze.
Engana-se, meu charo vizinho, Oslreval dato
do seculo doze. Tenho os ttulos e muitas outras pro-
vas irrecusaveis.
A fundaro do caslello pode ser ; mas a cons-
trucjo que tomos vista assevero-lhe que nio re-
monda alm do seculo quatorze.
E eu assevero-lhe o contrario.
Eia, fallemos de boa f, os perfis destes cor-
des.o talhe desles modilhes que formam a architra-
ve no pertencem ao seculo quatorze f S a existen-
cia desles machicoulis (1 ) bastara para demons-
Ira-lo. O senhor o sabe lauto como eu, meu charo
amigo.
Quem lhe falla desses perfis, desses machicou-
lis, desses conloes, desses modilhes, meu, charo Ri-
gaud '.' Fallu-lhe da conslracjo deslas torres, destes
muros. Tudo islo he do seculo doze. Os seclos se-
guintes fizeram algumas modificajoes ; masbase
he do seculo doze, e hei de prova-lo.
Nos fundamentos lalvez, o que nada provaria.
Nio se afllija, hei de demonstrar-lhe que tenho
razio, c quando o senhor vir minha grande obra....
Eolio prepara urna grande obra, meu charo
vizinho, pergunlou Mr. Rigaud sorrindo, urna obra
sobre as torres redondas desla vez 1
Sim, senhor, respondeu framente Mr. de Sau-
lieu, sobre as torres redondas, e em particular sobre
a de Oslreval. Veremos se o senhor acha ainda em
que morder.
Para que falla em morder, meu charo vizi-
nho '! eis urna expresso impropria ; a critica pulida
no morde, seu denles assemelham-se aos do leo
enamorado. E alm dislo as torres redoudas so
mais difliceis de ser atacadas, e resislem melhor ao
ariete.
Bem, bem, disse Mr. de Saulien comsigo,
quando esliver terminada minha grande obra, vere-
mos ae elle zumbar aiuda. Esla conxcrsajAo Uvera
lugar dous mezes pouco mais ou menos antes da po-
ca em que corneja nossa narrajio. Dahi em dianle
Mr. de Saulieu redobrra de ardor em seus Iraba-
Ihos c pesquizas, lornra-s mais fro e mais ditlrahi-
do que nunca a ponto que sua saude se allerra nm
momento. Para reslabeleccr-se elle tora com a mo-
1111'i- passar quinze dias em Dieppe, sendo ua occa-
siAo que v oltara dessa cidade que se achara em Beau-
vais 110 mesmo hotel que Mr. de Chavilly. Elle no
o linha visto, e por conseguinle no o peder reco-
nhecer. Assim quando GastAo enlrou no salAo o ros-
to do mancebo apparecia-lhe pela primeira vez.
Teria sido bem natural que madama de Saulieu fal-
larse au marido desse encontr fortuito, eassentava
mesmo cm seu carcter simples e franco faz-lo. Por-
que occullou ella esse incidente '.' GastAo lambem
no fallou nisso, e sem seu conhecimenlo, houve por
assim dizer um segredo enlre madama de Saulieu e
Mr. de Chavilly.
1 (Continuar-se-ha.)
(1 1 Galeras eslabelecidas na parle superior das
forlificajes antigs, e as quaes sAo pralicadas aber-
las por onde se v e defende immedialamenle o pe
das obras.


- -.

DIARIO DE PERNAMBUCO SBADO 25 D NOVEMBRO DE 1854.


rnstigo que podo ser infligido 4 am soberano e a
uina najAo.
O efleito destas declararnos da Austria, a ingenie
probabitidade de um rompiraento onlre aquelle im-
perio e a Ru'si.i. os impoi l.iules rcsullados qae se
devem seguir, ou a Allemaulia ni I na sua neutra-
lidade ou recorra ni armas, ludo tende a suscitaren]
um breve periodo poltico questoe* da maior magni-
tude e importancia do que as que presentemente tem
aguado o Oriente chamado a iiilervenoiu das po-
tencias orcidenlaw. He quasi imposslvel que a gucr-
r:i arrebente ero urna eseala mait ampia, que a tri-
plico allianja das corle* seplenlrionaes seja dissolvi-
da depois de urna durajAo nAo inlerrompida de 10
annos, e que a Gurupa central se lome oulra vez a
serna da guerra, aem que origine-consequencias e
successos mullo mais momenlosos do que aquellcs
pm que esla turbarn da pat da Europa leve a sua
ongem. Al o presente os tratados que subsslem
entre a Russia e a Porta lem sido aniquilados, e os
i'oiiiproiuissus parciaes que sxistiam cm a Russia c a
Inglaterra, ou a Franca e a Kussia, so acham por
cousequenci* interrompidos ; mas o grande edinciu
de loajintei nacional levantado pelo congresso de VI-
enna subsiste subslancialmente inabalavel, nao
tem apparecido queslo alguma territurial, e se a
Kussia nouvesse aceitado os termos que llie foram
propnstos em agosto, a paz leria sido restaurada sem
mudanja alguma material no equilibrio do poder na
Europa. Mas como esla contestarlo continua, nao
se pode suppor que os seus resultados serlo promp-
tameute tratados, porque desde o momento em que
a Kussia cessar de ser o alliado mais prximo e mais
unido da Austria e da Prussia,memo quanlo a iden-
lificajAu da sua politica, ella se torna o mais perigu-
so" vizinho e o mais ,formidavei inimigo de ambas.
Tomemos um ejemplo, ras um exemplo da
maior significado. A divisan da Polonia lu rea-
lisada por urna conspirado das tres potencias sep-
lenlrionaes, ea respectiva subjeejao lem sido perpe-
tuada pelo commom inleresse dellas. A medida foi
proposla por Krederico da Prussia ; foi enlhnsiasti-
ament adoptada por Catharioa ; foi aceita com re-
luctancia por Mara Thereza, a qual escreveu pelo
seo proprio puntio margem do rascunlio do tratado
de divisilo quamlo Me Tora .-'presentado, as seguintes
incinoraveis palavras, Placel, por que homens
lAo eminentes e l.lo Ilustrados assm o quizeram
mas depois que eu morrer, ver o povo o que atonte-
cer deste desprezo para aquillo que ale boje lem si-
do santo e justo. Usacontccimentos subsequentes
lem mostrado roui plenamente a justija proplielica
de semellianle observadlo.
No congresso de Vienna as prelenses raanifesla
das por Alejandre acerca da anncxajao du durado
de Varsovia e do absoluto dominio da Polonia foram
Lies, que a Austria entrn em um tratado secreto
com a Franca e a Inglaterra a 6 de Janeiro de 1815,
principalmente dirigido contra os perigos com que
ella era ameajada naquella parte; Alejandre depois
concorduu separar a cerda da Polonia da corda da
Kussia, c eslabelecer urna monarchia constitucional
com disluctas iuslituices polacas em Varsovia; mas
a revolncao de 1831 deu a Nicolao um pretexto para
derribar estas barreiras Ilusorias, e emeorporar as
provincias polacas ao imperio ru fui a mais grave invasAo que lenlia sido foi ti pela
vonlade arbitraria de um soberano no grande ajus-
te de 1815; c, posto que s a Franca e a Inglater-
ra proteslassem contra seraelhanle arto de aggressiio,
n >s fundamentos de juslica e de boa f foi sobre a
Austria que recahiram as consequencias da medida.
Ero a nota do principe de Metterhich de 21 de feve-
roiro de 18T9 commissao das Cinco Potencias, de-
clarou que a restauraran de um governo polaco inde-
pendenle leria'salisfeito inleiramenteosdesejosdo im-
perador da Austria.que nao hesitara fazer os maiores
sacrificios para conseguir esle objecto ; e accrescen-
tou que a Polonia nos das da sua liberdade e inde-
pendencia nunca linln sido inimiga ou rival da Aus-
tria, e que a polica da Austria sempre liiiha sido
amigavcl aquella paiz at as divisos de 1772 e
1797, as quaes foi levada acceder por a circumstan-
cias indepemlentes da vonlade dos soberanos da
Austria. Estas considerarles podem srmenos ap-
plieaveis i neloalidade, mas merecem ser conserva-
dasna lerabranja.
Nao tentaremos acompanhar es=cs escriptores que,
em Pars ou em outros lugares, entreten] os seus
leitores com especula jdes acerca da rcslaurar.ao de
nacionalidades decahidas, ou com largas innovacSes
lerriloriaes no mappa da Europa. A .-ituaeo real
da Europa lie demasiada critica, os problemas reacs
que temos dianle de nos sao demasiado intrincados,
para admissAo desses lloreios, que antecipam n'um
pamphleto a obra de. um congresso, e rcatisam por
nina pennada os resultados de urna guerra feliz.
Mas, desde que temos chegado ao momento em que
a Austria declara que nao pode esperar obter essa
paz que Ihe he necessaria pelos estoicos dos outros,
e que nao pode indefinidamente prolongar a sua
presente sita cao de cjpectaliva armada ; desde que.
I.iiiilipin. ella recusa positivamente dar Prussia
urna promesa de nao atacar a Kussia em quanlo el-
la nao for atacada pela Kussia ; e desde que eslas
declararles nao tem sido fcitas somonte em sc-
grodo, mas sao instantemente publicadas ao mundo
e contiendas da propria Kussia, o modo e a occasiao
por quo as hostilidades comecem, seja cedo ou seja
daqui a alguna mezes, he antes urna quesillo estra-
tgica do que poltica.' O governo austraco se tem
esl'orrado na sua correspondencia com a Kussia e com
os outros estadoallomaos para circumscrever aques-
Ulo quejase achacmconclusao.denlrodosquatrupon-
losda nota de 8 de agosto. Mas a extrema cireumspec-
c.o com que o gabinete de Vienna tem procedido,
mostraque est mu ao alcance dos immcnsosresul-
tados que pendem da sua deciso. O syslema de 1-
lianjasdo imperador no eslabelecimculo do prsen-
le reinado, a principal posijAo na Altemanha que a
Prussia lem sacrificado as suas predilecjcs russas, e
a pscolha entre a parle positiva c negativa na futu-
ra solurao destas queslocs importantes, agora tudo
depende da resoluco que a Austria mostrar. A sua
linguagem he tmlo quanlo se pode desejar, e ja se
yai rpidamente aproximando o lempo em que essa
linguagem deve ser acompanluida por medidas enr-
gicas ou vil e desgrajadamente abandonada.
(Times.)
INTERIOR.
LIMITES ENTRE AS PROVINCIAS DE SANTA
CATUARINA E PARAN'.
ItazSn m que se fundn o presidente da provincia
d S. Paulo para denegarse reclamanw que
m 18i Ihe fizera ofrndente da provincia de
Sania Calharina, sobre o inculcado direilo que
esla provincia lem ao campo de Palmas da co-
marca de Coriliba, hoje provincia do Paran.
Sendo-me incumbido pelo ministerio dos negocios
eslrangeirns em 1844 o exame de memorias, docu-
mentos e registros que por ventura fossem encon-
trados no autigo arenivo da .secretaria do governo
desla provincia, e bem servissem para a commissao
que se me commellra por aquella reparlijAo, quc
a esse lempo entabolava ajustes diplomticos com o
governo da Repblica do Paraguay, aproveilci-mc
do en-ejo para tomar o possivel conhecimenlo das
pocas em que foram dcscoberlos os serles que fi-
cam a oesle da provincia, e formavam parte da an-
liga comarca de Corilyba, hoje convertida cm pro-
vincia doParan, e porque modo se pralicra essa
importaniissima empreza. Era enlu que se razia
reviver as antigs aspiraces da provincia de Santa
Calliarina.^le chamar-se posse do campo de Pal-
mas, na supposiju vaga de ser um accessorio do
municipio de .l.ages, que n'outro lempo fuera parle
da provincia de S. Paulo; e o presidente desta pro-
vincia, que nao quera por si s decidir urna ques-
lao que, encarada por lodas as faces, lodos os corol-
larios eiam em sentido negativo provincia recla-
mante, solicitou minlia opiniao a respeilo, e s pela
circumstancia de me -haver dado a investigajes dn
territorio de que fazia parte o mencionado campo
de Palmas ; a sobre o parecer que dei forniulou o
presidente de S. Paulo a re-posta que llie (ora sug-
gerda pelo de Santa Calharina, transcrevendn quasi
integralmente os tpicos que mais se prestavaui a
fundamentar a sua nao acquescencia transacjAo
proposta.
Nao obstante o que, reiocide-se por parte da pro-
vincia de Santa Calharina em que se Ihe faca valer
essa pretendida cessAo de territorio, e se procura
quo o curp'i legislativo a legitime a scu favor contra
o liom e primordial direilo da provincia de S. Paulo,
que o transmitlio de juro e htrdade a do Paran i :
e para que nao aeja esle desconhecdo, dei meo as-
senliinenlo a que se publique a minha opiniao a
respeilo, sohrepondo assim o espirito dp juffra tal
qoal o conceb a senlimculos de gralidao, que me
aroinpanhaiii por essa provincia que algiim lempo
adrr.inistroi.
S. Paulo, 21 de jalho de 1854,Machado de Oli-
vara.
t Inferan' em poseas palavras, mas com fidelida-
de, o que nos registros autigos da secretaria dcste
governo deparci acerca da queslo sobre a qual se
me consulta, nao tomando sobre mini oulra alguma
responsabilidad!- moral que nao seja a que me possa
caber como expositor sem grandes cominenlarios de
tai to que se acham consignados no archivo da mes-
ma secretaria.
it O hbitos fragueiros dos Paulislas, adquir-
do-por nma louga serie de annos, e que por lan-
as veles foram postes prova; sua energa e pres-
tante, suas tendencias e csponlaneidade'para se
alirarom a lances c emprezas dcscomniunacs; e
so.'ire ludo as tiadijes dos seus maiores, esses
amostrados dadores das malas, a quem coube o
descobrimenlo das longinquas e vastas regies em
que hoje eslo asientes as provincias de Minas Ge-
ra-M, Goyaz, Mato-Grosso, Santa Calharina, S. Pe-
dro e Espirito Santo; ludo isto nduzio ao primeiro
audazes e destemidos a explorado c rcrouhccimciilo
dos escabrosos serlues do Tibie. das extensas ma-
las e serios de Guarapuava, c de lodo esSc territorio
distendido das margens seplenlrionaes do (iovoeim
ou os ililuenic orientaos do Uruguay al ao Iguass,
e cm que se comprchende o campo de Palmas; e
para realisar esle grande pensamenlo acliou o ali-
lado covemador a Bruno da Coda, capitao Silvci-
ra, lente-general Candido Xavier, Martins Bar-
e oulros nao menos esforcados sorlanislas, que
soiibcram corresponder conlianca nelles ilepositada,
dando boa conla das arduas emprezas a que se arro-
jaram, como se v desfes autigos registros, que
servem como de padrao de gloria ntteslando os fei-
los desses homens, que, leudo por heranra de seus
antepassados o animo de devassar os scriOes affron-
laulo os maiores perigos, dellcs nao lierdaram, toda-
va c por bem da hiimanidade, esse espirito do des-
medida .im'.iirao. que os pungir a lao horriveis ani-
mosidades, a lamanhos altciitados contra a rara
ohorigenc, que habilava parifica e dcscuidosa as so-
lidos dgs matas.
Dados assim os primeiros passos para o desco-
brimenlo desse extenso territorio, promovido pelo
animo civilisador e perseverante daquellc capillo
general, que Uvera a fortuna de deparar com ho-
mens que, secundo o seu genio, comprehenderam
sua missilo ; cada um dcsles apresenloo o rumpri-
mento da que llie fura ordcnailo. narrando dia por
da a historia do succedido na parle que Ihe rouhe
daquella importaniissima empre/a at leva-la ao ca-
bo : o que ludo se acha expendido no citado regis-
tro ulico da secretaria da presidencia.
lie para notar, c nislo se pode fundar um dos
argumentos para sustentar a inexeqiiiliiliiladc da rc-
elamarao do campo de Palmas, feito a este governo
pelo da provincia de Santa Calharina, que o desco-
brimenlo do municipio de l.ages, a que se pretende
innovar e-so campo, fura feito mnilo antes que se
praticasse i do territorio entre o (iovoeim e o Iguas-
s, cm que est cncravado o mencionado campo ;
-.' que a esse municipio foram designados limites pe-
lo ouvidor Raphacl Pires Pardinlio, rectificados ao
depois pelo sen sucressor Manocl Jos le Faria, sem
que dentro dellcs, e especialmente nos determina-
dos a mirle, se comprelicndesse o campo de Palmas,
que demora a esse rumo cm relarfto quellc muni-
cipio. Essa dcsigoac,ao de limites he de authenlici-
dade oflicial ; existe nesla secretaria, cheprovavcl
que sja encontrada naquella provincLi.
Ora, bem conheoido e demarcado o territorio,
que hoje forma o muncipio de l.ages, c informado
ogovernador de S.Paulo que de seu povoamento po-
diam resultar communs beneficios quer provincia
que gorernava, quer i de S. Pedro c de Santa Ca
tharina, quelheeram confinantes a sul e a leste,
em cilicio datado a lt> de agosto de 17ti( prevenio
ao govemadur do Rio Grande, o coronel Jos Custo-
dio de S e Faria, que, firme naquella deliberarlo
(adepovoaros campos de l.ages) destinara para isso o
Paulisla Antonio Concia Pinto, a quem linha no-
mcado capitiio-mr regente do novo poroado. Se
pois o territorio entre o oyoeim e Iguassu, de que
faz parte o campo de Palmas, foca descoberto de-
pois de 17G7, porque uesse anuo entrara nelle aban-
deira incumbida de o explorar, ej precedentemen-
te se havia efiecluado o descobrimenlo do de Lages,
tanto assim que em 17(16 o governador de S. Paulo
avisara ao do Rio (irn le, queja tralava doscupo-
voamcnlo. como he que se allega que o campo de
Palmas era parte integrante dess lerrilorio antes
que este fosse annexo provincia de Sania Calhari-
na, e nessepresupposlo se reincide cm reclamar sua
acquisicao ?
Com essa allegiejlo vem de envolla a que mais
inverosmil he de que, para hem se reconheccr di-
reilo da provincia reclamante sobre o campo de Pal-
mas, nada mais seria de mister do que recorrer aos
mappas geographicos que represcntaui esta parle do
Brasil, decujo simples exame conhecer-se-hia pri-
meira vista o fundamento que subsiste para que ella
tcnlia a posse dcise campo. Invocar, pois, sobre
qucslcs do nossos limites a aul-n i I ule desses map-
pas, que nenlium ha que seja exacto que se nao re-
atla da ausencia de trabalhos geodesicns, que re-
presente o paiz sean par analoga ou conjecluras,
iinperfcilos reconhecmentos omitidas vagas, he fa-
zer ntervir desde logo o pri ncipio negalivo.na sotu-
cao da queslao proposta.
" Insubsistente he lambem a allega^ao deque pa-
ra firmar o direilo da provincia reclamante ha Ira-
diees c boatos que se derivam de autigos morado-
res do districto ; porque a esses boatos fcil he as-
sociar-sc a idea bem comeziuha de haver ahi o quer
que seja de iuleresses privado-, que em casos desla
nalureza algumas v ezes prepc-sc a ligilmidade da
causa ; e (radic,cs que se nao baseam em fados que
se apresentem cscoimadosdo vago o do incerto, n .o
podem, como se sabe, constituir direilo incoucusso.
n_ Demonslra-sp agora a especialdnde do desco-
brimenlo do campo de Palmas, coja existencia s se
presuma por inferencias que scliravam das prece-
dentes exploraces do lerrilorio de que faz parle es-
se campo, e por noticias provindas de alguiis indios
catechumenos do aldcameuto de (iuarapuava, que
pertcncerara a tribus que all habitavam.
a Ao comccar-sc aquello alileameiilo, quandn os
indios daqucllas maltas convenreram-se emlm que
havia o proposito de chama-Ios civilisacao c ca-
lecliesi-, soube o commandanle da cxpedic3o desti-
naila n esse servico, o lenle corouel Diogo Piulo
de Azevedo Portugal, que nao mui distante daquel-
lc lugar havia um campo esparoso, sem que liada
enia se pudesse determinar ao rcrlo sua posic.no,
ili/.endo-sc apenas que demorava a sul de (iuarapua-
va, ntrenosla s duas localidades urna malla de mais
de tres leguas, que dava asyln nicamente a hordas
selvagens, c alravessada de leste a oesle pelo rio
Iguassu, que anda era totalmente desconhecdo.
a Do anuo delKl't em dianle mandn o com-
mandanle da expedirlo alguna serlanistas, afim de
abrir alravez delle urna vereda que communicasse
por aquello lado esla provincia com as missoes da
de S. Pedro ; e s em I8I) he que se pode levar ao
cabo esla tentativa, tomando-a a si Alanagildo Piulo
Martins, que levou por gula das maltas ao indio
Jongong, calccliumeno doaldeamculo ; e esse guia,
por temor de alcum encentro com as hordas selva-
gens, eviton qunnlo I be foi possivel cnlranhar-se
mulo pela malla que fica a sul do liuarapuava, in-
clinando a sua direcrao para o oriente; e esla pre-
cauc,lo deu aos scrtanslas o conhecimento especial
do campo de Palmas, com o qual depararam, pu-
dendo apenas ser atravessado sem maior exame, vis-
to que deviam proseguir naquella tentativa, que nes-
so anuo a realisaram surgindo nos campos da Var-
eara do Sul. o
a Decorridos 1 annos depois do primeiro conhe-
cimento que se tomn do campo de Palmas, conyi
ncima lira expnslo. foi este de novovistoe percorrido
pelo mjjor Jos de Audrada Pereira, que em 18;l(
sc lanrara s matas de Guarapuava, em procura do
capitao Jos deS SoulnMaior, que se dizia achar-se
em poder de urna das hordas selvagens daquclles
sertoes : c como isso aronlecesse quando voltava elle
da malograda empreza que o levou as malas, sobrou-
Ihe lempo para reconhecer menos vagamente a si-
tuarao e qualidadc do campu.
ii Pelas indicacOcs dadas pelo referido major An-
drada sobre esse campo pode fcilmente ilirigir-sc
para all o indio Micuel com seis companheiros.todns
do aldcamenlo de Guarapuava ; e aquelle, depois de
percorre-lo de novo, c examinar lodas as suas locali-
dades, marcou o ponto le partida que Ihe parecen
mais directo para o aldcamoulii, enlrou por elle mi
mala, e surgi cm Guarapuava em ineuos lempo do
que gastara o precedente explorador.
Com as novas informai-Oes que se oiilcvc do cam-
po ile Palmas, alguns dos moradores da povooc.lo
que j se havia formado em Guarapuava, pondo sua
frente Jos Fcrreira dos Santos, partirn) para all
munido-, dos principaes meios para eslaheleccrem fa-
zendas de criar ; mas, como 10 mesmo lempo oulro
grupo de heincns, que lomara por seu rnmmandanle
n Pedro de Siqueira Curtes, se cncaminhasse para
aquelle campo por vereda diversa da que lomaran
ccnle de Fcrrcira, e com o mesmo inluilu de all sc
afazendar, do enconlru das dual bandcinis, a quem
moviam idnticas prelencfles, suscilnu-se acre desin-
lelligencia sobre a prereilenria daori-nparaodo cam-
po, a que por sem duvida seBuir-se-hiam graves con-
flirlos, sc a prudencia d Ferreira nao sonseguisse
aplacar os nimos, e chama-Ios a um accordo ; pro-
cedendo-seao depois a urna partilha por ignal da-
quelle campo, e lomando cada um individoo dos
dous grupos contada que Ihe coube por essa distri-
buidlo.
a J em 1839 se viam alli levantados os primeiros
eslabelecimenlos ruraes; e hoje cxislcni naqaelle
campo 37 fazendas de criar, perlencentes a Paulistas,
com urna ou lalvez duas excepres, as quaes conlm
para cima de 36,000 animaos vaceuns e cavallares ;
e para seguranza e progredir o povoamento a assem-
bla legislativa provincial crcou pela Ici de 16 de
marro de 1837 urna com^anliindcmuiiicipaes perma-
npnles, prigio-se alli nina po\ o,u ai que he boje ca-
pella-curaila coin as autoridades que corresponden!
a esse predicamento, e que por sua posijao deve ne-
cesariamente augmenlar-se c prosperar em pouco
tempo.
n Antes que termine esle pequeo (rabalho, vem
a pello leinbrar que, achando-se nlo hem dsorimi-
nailos ou duvidosos, c alguns mesmos lomados dis-
cricionariameiilc, os limites cnlre esta provincia c a
de Santa Calharina, na parle que scparain a villa do
Principe, dcsle lado, ca de l.ages, daquellc, embo-
rahouvpsse a designarAo oflicial pela auloridade do
ouvidor Panlinho, como cima se diz, na qual mes-
mo se observa alguma rousa de vago e incerto,
como he, alin do mais, iinlicar-se como liulia divi-
soria o ribeirAo do campo da Estiva, cujo nome he
hoje desconheciilo naqucllas parngens, podendo-sc
infoi ir da posi^o qae se Ihe determinou que lalvez
aja urna das ramilcaces que o Uruguay-mirim ou
(iovoeim lem mais ao oricnle, rumprc que cm as-
sumplos dasla nalureza baja loda a clareza e especi-
ficatao, afim de evitar qucslcs que, como a que faz
u objeclo dpsle escripto, podem ter consequencias
ilesacradavcis o desharmonisar povos limilrophes
contra os venladcirosinlercsses iuterprovinciaes.
Assim, pois.couv ira, a bem das duas provincias,
que, estahelccendo-sc divisas naluraes e pennanen-
les, sereproduzissea de limilacao entre ellas, cor-
ren lo a linda divisoria do ponto de interrepran da
S 'ii.i coral com a serra do Espigao, que no parallelo
austral de cnlre 26 c 27, e na direcrao geral de lesle
a oesle eslende-scdcssc ponto para o occidente ateas
margens do Chapu.que desemboca no Uruguay-mi-
rim, o ilo Chopim quo vai dar ao Iguass, c da serra
doEspigo passasse a linha para a maior origcm >lo
ribeiro Timb que mais se aproximar a esta serra.
Este ribeiro. que, a principio, correndo como a
serra de leste a oesle, entre a esquerda desta o a di-
reila da cordilhcira do Campo-Alto, deslina ao de-
pois para sudoeste, c vai lanrar-sc ao Uruguay-miriin
nasna margem direita. '
Esla nova designadlo de limites lem, a mais do
que fica dito, a vanlagcm de nao por eslorvos ao tra-
jelo da vereda, j bem frequenlada, que indo de
travs aos campos de Guarapuava c Palmas, com-
munica esta provincia com as Missoes da de S. Pedro
pelo districto da villa do Principe.
'( O ribeiro Canoinlias, que at agora e nominal-
mcnle (I) sc lia considerado como linha confinante
entre os municipios do Principe e de Lagos, nao
deve mais continuar a ter esla ipialilicacao, que re-
ciprocamente foi adoptada por estes municipios ao
lempo que ambos faziamo parte desta provincia ;
porquanlo, nao tendo sua origem na Serra geral,
mas sim em nos varzedosque ficam .1 hem distancia
dessa cordilheira.sua correnle he por vezes estagna-
da por ser de pouco cabedal, c cm lugar de conti-
nuar a correr na direcelo primitiva (de esle a oesle J
para ir desaguar no Uruguay-mirim, como por muilo
lempo se suppoz. inclina-se de repente para norte,
e vai ronfundir-secom o rio Negro abaixo ilo regis-
tro dcsle nome ; e tanto mais que. ao reconheccr-se
que,i sua foz nao era no Uruguay-mirim, deixou de
ser considralo, nao absolutamente como divisa en-
tre as duas provincias, c da mesma mancha que
como lal se qualificou.
ti Eisahi expendida a minha opiniao sobre a ques-
lao em que fui cousullado.
o S.Paulo. 10 de setembro de 1815.Machado
de Olivcira.
{Jornal do Commercio do Rio J
I i
nal entre os municipios do Principe e de Lages.sem
eapiiao-general que teve osla provincia, o raorgado q,.c alli houve35e |B|.rvencSo da aulorid,
de Malheus, para em 1767 coramcller a esses boruens i lente.
(I) Snminalmente,porqne s he divisa convenci-
le Lages.sem
dado compe-
COXJECTURAS SOBRE A INFLUENCIA DAS
VAS DE COMMUMCACO APERFEICO-
ADAS.
V.
Creaco da industria manufacturara.
A agricultura he a primeira das industrias, lie a
rainha das artes. He dclla que dependem lodas as
unirs, lie ella quem fornece o alimento a todo o
genero humano, e quem d a materia prima para
quasi todas as mais industrias. Sem a agricultura
0 mundo perdera cm poucos annos a sua civilisa-
cao, o a sociedade teria do barliarisar-sc. Os ho-
mens largaran as suas hahtacocs, ahaudonariam
as cidades, c se cinhrcuhariam pelas maltas em bus-
ca dos fructos das arvores ou dos a minaos que po-
voam as florestas. Gimquanto tao til, a agricultu-
ra depende todava das mais arles : as machinas de
que ella sc serve, os intruinentus proprios da rotca-
r."io. da lavoura, desde a tesoura com que ella loza
1 la da ovelha al o arado com que fende a Ierra,
sao forncriilos pelas nutras industrias. Um paiz
pois bem organisado deve ter urna lavoura saba c
e urna industria diligente. Nao he somentc a nu-
IrirAo a nica condirAo do homcm na sociedade :
nos carecemos de resguardar nosso corpo, de cons-
truir liabilarOcs. c de Irabalharmos os producios scl-
vaconsda nalureza paraos apropriarmos ao nosso
uso.
Um paiz puramente industrial pode a cada passo
ser ameacailo dp llagelloala fomc, e um oulro pu-
ramente aercola pude ver morrer seus filhos de ca-
lor ou fri, e sujeilos a toda sorte de privacocs e
contrariedades. A penna, a tinta, o papel, os vi-
ilros das vidracas, os cenlos de algodao c la, cmfim
lodos os artefactos da iudostria sao-nos tao indispen-
saveis como o pao, que nos vigora as forjas. Di-
zer-.sc pois que sc pode passar sem industria lie um
paradoxo lao revoltanle romo o assegurar-se que a
agricultura he intil. Um paiz quo s pralica a
acricullura expe-sc a todas as consequencias de-
sastrosas de urna cventualidade possivel, urna guer-
ra ou um bloqucio : enfraqnere-se, pondo-se a
merco da preponderancia martima de qualqucr po-
tencia que o queira molestar mpedindo por qual-
quer mudo a entrada dos producios iudustriaes nos
seus porlos e no seu territorio. A sahedoria das na-
roes modernas e a sua esclarecida politica lem feito
boje realisar-se a existencia dos progressos simult-
neos da agricultura e da industria. A Inglaterra,
que he o paiz o mais manufacturero do globo, pos-
sue- a agricultura a mais adianlada ; a Franca, a
Blgica, a Allcm mli i e a Russia acompanliam-na
nessa Ilustrada e providente vereda. Os Eslados-
l nidos da Amen -1 do Norte, cuja agricultura me-
rece serios cudados'do governo e dos particulares,
inunda ni baje o mundo com os productos de sua in-
dustria manufaclurcra.O Brasil noonlanlo, descuida-
do, parece tornar-sc inleiramente alheio ao exemplo
dessasgraodes nogBes, e seguir umamarrha opposla.
A industria cnlre mis mida nao surgi, e nem ao
menos dcsponlou no horizonte das cousas possiveis.
O nica ponto do imperio onde a industria tem cuino
utnlado erauer-se, he o litoral, Ahi importa ella
cm geral a materia prima do eslrangciro, que a par
dessa traza manufacturada, vindo concorrer no mer-
cado com os producios da nacional. Sem machi-
nas aperfeiroadas, sem operarios amostrados, sem o
conhecimenlo das subdivsoes do Irahalho, nao pode
esla exibir os artefactos pelo prero da estrangeira,
onde a par de lodas aquellas vanlagens os salarios
sAo muilo mais mdicos. A industria arrasla enlao
urna existencia de languidez, c acaba sempre por
sucumbir na concurrencia e lula rom o eslrangeiro.
Tal industria nao nos con vem ; a dependencia
do eslramteiro, de que um devenios querer eman-
cipar, subsiste ; cm vez do artefacto, carecemos de
sua materia prima. Aquella que' nos parece con-
vir he a que possa ser mu olida e fornecida por pro-
ducios naturaes do nosso solo, e nelle elaborados.
Assim a par de rommodos, de supprimentos inter-
nos para becorrer is nonas neressidades, oflerece
ella a vanlacem de tirarmos partido de grandes ri-
quezas dos tres reinos da nalureza, que sc acham
espatbadas por lodo o territorio do nosso paiz. O
(1 rorro, os melar- de loda i sorte, os mineracs
crystalisaveis, a polpa de muitos fructos, a |ni, o a
pelle de imiilos animaea, que boje pouco valem, po-
dan ser iproveilalos e transformados em uleis
preciosidades.
Sabemos que as maiores riquezas do nosso solo
se acham situadas no interior do paiz, a algumas
leguas do mar. Para a industria do lilloral liave-
las, seria hoje preciso fazer grandes despcza9 com a
sua conducr.io al o poni onde lem ella os seos
eslabelecimenlos, despe/as que fariam nullilicar as
vanlagens do pre{o da producr,oes indgenas. En-
13o a concorrencia estrangeira matara e industria
nacional; ou se forlcs mposioSes prohibisseiu a en-
trada dos productos daquellas para poder ser esla
manlida, os consumidores deinriam de comprar os
productos nacionacs, subsutundo-os pelo uso de
oulros; faci de que alias se lem dado mais de
um exemplo. Por quanlo, a primeira condirAo da
industria nAo he a salisfarAo de um necessidade, he o
alcance de seus produclusa massa dos consumidores.
Vemos todos os diasprosperaren! industrias que nem
sAo nem uteis nem necesaras, mas quo podem
proporcionar as mais mdicas fortunas, a posse de
seus trabalhos : no cntanlo que nutras de reconlieci-
da vanlacem e necessidade definham, pnrq.ie pou-
cos podem aprovelar-se dclla pela excessiva cares-
lia dos seus artefactos. Ouer importada a materia
prima, quer conduzida do inleriur, nAo pode toda-
va manter-so a industria nacional. O nico alvi-
(re qne poileriamus lenlar era eslabelecer ella os
seus arraiies no centro das localidades productoras
das substancias sobre que trabalhasse ; porm o in-
conveniente u. i era removido : em vez do ser en-
carecida a materia prima, era a manufacturada que
linln de ir procurar consumidores no lilloral e nos
pontos remotos ,- e sc se cingisse ao consumo dos
povos circumvizinhos, lal industria seria mesqui-
nlia. sobre ludo no centro do paiz, ondea popula-
cao csl-i lao dispersada.
Os beneficios ilc que nos dolara a industria nao
sc limjlam aos que indicamos; ella concorreria mes-
mo para mclhorar a agricultura, a quem ensinaria
o uso vanlajoso que esla podo fazer das machinas,
do mollindo c economa do Irahalho. Ella promo-
vera as ciencias, edaria impulso nos estudos, que
sem o estimulo de urna applicar,ao immediata nao
procede s invesligares perlina/es he a esla ne-
cessidade que a physica, a chimica, a raechauica,
navegacAo e a engenharia dovem o progresso que
hoje as distingue das mais scicncias que lem ali6
lirado partido do suas descoliertas. A industria pe
em contribuir-Ao lodas as profissoes, lodas as capa-
cidades, c eslabolocc urna louvavel actividade no
espirito do homcm ; e a concurrencia elemento do
seu aperfeic/oamenln, incute urna emularn vanlajo-
sa aos nlcresses dos emprchendedores e consumi-
dores.
Nao zombemos, poil, da industria ; respeitemo-
la, animemo-la. Keconhecidas as vanlagens da in-
dustria, he todava duro que cstejamos condemna-
dos a nao v-la nem ao menos nascer. O remedio
porm he fcil; o meio esta indicado ; he o trans-
porte que a embaraca, qae a priva de prosperar e
engrandecer ; fagamos bailar o prero do transpor-
te, que um dos seus primeiros resultados e effeitos
ser a creado da industria manufactureira. No
momento cm que a materia prima puder chegar ao
lilloral por um prec,o midico, ou que as manufac-
turas possam assim procurar os mercados consu-
midores, a industria surgir de chofre. Talvez ba-
jara incrdulos que nos ebjectem que a industria es-
trangeira ir anda assim concorrer com ella, por-
que as vanlagens que a esla provirAo da baua do
transporte lambem aproveilarAo aquella. A isso
responderemos o seguiote : A industria lem Ires
grandes verbas de despeza : o local onde se estahe-
lece, as machinas para os diversos misleres, c a ma-
teria prima que consom : o terreno entre nos vale
em geral, c em idnticas cirrumslancias, muilo me-
nos que nos pazes donde ordinariamente importa-
mos ; as machinas podem por nos ser compradas das
respectivas olliciuas pelo mesmo preco por que as
pac.1 o eslrangeiro, em quanlo as nao fazemos no
paiz ; a materia prima no nosso solo fcrlilissimo
abunda muilo mais que en qualquer oulro paiz, on-
de ella ou existe ou he iiiparlada mesmo do nosso
paiz.
O nosso algodao vai do MaranhAo para a Europa,
c volla de l fiado ou tecido. Por isso nao descu-
brimos por ora circumslaicia que nos laca receiar a
concurrencia. O salario, o prego da mJo d'obra
he a espada de Damocles. que umita genlc v sus-
pensa sobre a industria ; quanlo a nos nAo nos inti-
mida. Seja a industria prudente, corle as cidades
martimas e exportadoras, onde odinheiro rola, e
onde tudo he caro, desde o pao al a carne que ali-
menta o operario, cstahelcca-se no interior, nessas
regioes amenas, onde a Ierra produz quasi espon-
tneamente o que sc Ihe pede, c onde os traba Ihos
do lavrador sao lao generosamente retribuidos, que
o salario nao Ihe; fara daino. Porque o operario,
destinado por sua condirAo a vivcr do pAo qu olidia-
do, leudo quauln baste pira sali-fazer s primeiras
uecessidades, nAo exig mais. F'orija he confessa-
lo, a industria nao convida os capitacs com o mes-
mo engodo que as oulra- opcracOes do commercio.
lia um pavor da industria que em loda a parte lem
servido de eslorvo ao scu dosenvolvimnlo. Toda-
va diremos que quando o esludo das conveniencias
e das probabilidades de lucro lem precedido a taes
emprezas, os capilaes ahi empregados tem obtido
successos cstrondosos e verdadeiros Iriumphos.
Essencialmente limida, a industria precisa do a-
poio do governo c de sua decidida coopcrarAo. O
governo, que he o mais opulento dos consumidores,
n favorecer desde que consumir os seos producios,
eder assm o exemplo de um juslo patriotismo o de-
dicacAo aos inlercsses manufaclurciros, onde se n-
charao compromettidos os le lanas prolissoe*, tan-
tas ntelligencias, lanos bracos, os do paiz e sua na-
cionalidade.
Urna circumstancia vira favorecer industria, e
alias a colonisacao, de que lalvez um dia nos oceu-
paremos, he a emigraro das classes operaras que
hoje infclizes e superabundantes na Europa perec-
bem ah um tao mdico salario, que nao Ibes chega
nem para malar a foine, cobrir-lhes a nudez, e
propoicionar-lhes um alvergue onde pernolem.
Al hoje as classes agrcolas lem sido onicamenlc
convidadas a emigrar ; nos, carecendo de pessoal c
de industria, acharemos todas essas vanlagens reu-
nidas na emigraro das classes manufactureras.
Temos percorrido um terreno escabroso, e disen-
tido questes do mais vital inleresse para o paiz :
fizemo-lo com boa f e sem prelcnrOes. A i deas
que apresenlamos tem de ser julgadas ; pedimos in-
dulgencia para quem as Irouxc ao juizo do publico.
L. P. L. V.
(Crrelo Mercantil do Rio.)
Joao Henriques da Silva Jnior.
General Jos Ignacio de Abren e Lima.
Domingos Alfonso Nery Ferreira.
Dr. Joo Mara Seve.
Antonio Valenlim da Silva Barroca.
Jos Filippe Nery da Silva.
Jos Maria Machado de F'igueiredo.
Severino Henriques de Castro Pimentel.
Gustavo Jos do Reg.
Antonio Ricardo Anlunes Viliaca.
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
Jos Bento da Costa.
Luiz Antonio Vieira.
Joao Chrisoslomo Fernandos Vianua.
Antonio Rodrigues de Albuquerque.
Jos Egidio Ferreira.
AsessAo foi adiada para as, 10 horas da manhaa do
dia 25 do correnle.
JURY SO REglFE.
4. sessao' ordinaria i
Dia 24.
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Clementino Car-
neiro da Cunha.
Promotor o Sr. Dr. Antonio Luiz Civalcunli de
Albuquerque. -
Escrivao Joaquini Francisco de Paula Esleves Cle-
mente.
As dez horas e tres quartosda manhAa, feila a cha-
mada,acharam-se presentes 23 juizes do facto.
0 Sr. presidente dn tribunal dispenson da sessAo a
bem do servico publico os Srs. jurados seguinles:
JoAo Athanazio Botelho. jniz de paz em exercicio.
Joao Xavier Carneiro da Cunha, administrador do
consulado geral.
Dr. Jeronymn Villa de Castro Tavares, lente da fa-
cuhlade de direilo.
Dr. lnnocenciu Serfico le Assis Carvalho, lente do
collecio das artes.
Jos Xavier I-'auslino Ramo9, amanuense da secre-
tarla de polica.
Dr. Luiz Salazar Mosco da Vciga Pessoa, oflicial
ila secretaria da presidencia.
Dr. Jos dos Sanios Muniz de Olivcira, foi dis-
pensado da prsenle sessao por ja haver servido
na primeira dcsle anuo.
Foi dispensado da mulla em quanlo durar o seu
impedimento, o Sr. Dr. Joaquim Francisco U-
arle.
I-"o dispensado da sesso por estar pronunciado o Sr.
Jos Alfonso dos Sanios Bastos.
Foi dispensado da sessao o Sr. JoAo Baplista deSou-
za l.emus por estar mpedidode comparecer.
Foram multados em 908 r., os jurados seguinles:
Caetano Goncalves Pereira da Cunha.
Dr. Joao Pedro Maduro da Fonreca.
Jos Joaquim de A bu- la Lopes.
Amaro Goncalves dos Santos.
Ignacio Francisco da Silva.
Jos Fernandas da Cruz.
Jos11 Caelano Vieira de Soma.
Manoel Rodrigues do Passo.
Jos Paulino de Alineida Calanhu.
Joao Francisco de Carvalho Pacs de Audradc.
Francisco Joaquim Machado Freir.
Joao Baptista de Souza Lomos.
Manoel Joaquim Mauricio Vauderley.
Manoel Iguaciu de Jess.
Jos Maria le Albuquerque Laccrda.
Dr. Cosme de Si Pereira.
Jo3o Uibeiro Pontos.
Brigadeiro Alcixo Jos de Oliveira.
Manoel ('.aciano de Medciros.
Manoel Joaquim Antunes Correa.
Foram sorteados da urna suplemental- para com-
pletar o numero de 48 os25 Srs. jurados seguintes :
Antonio Goncalves l-'crrera.
Barlholumcu Gnedes de Mello.
1 minino Jos Rodrigues i-eireiri.
Dr. Pedro Gaudiano Ralis e Silva.
Feliciano Jos Gomes.
Anlono Luiz do Amara) e Silva.
HvpolitoCaciano de Albuquerque MaranhAo.
Cypriano Luiz da Paz.
Major Manoel do Nascinienlo da Costa Monteiro
Povoardlo de S. I.ourcnro 21 de novembro.
Prinripiei a minha ultima caria neslcs Ierra
primeira produccAo eslampada em scu lao acredita-
do Diario: e agora vejo-meToreado a accrescenlar:
Julgue qual nj foi u men desprazer, por ver o pou-
co apreco que deu V'mc. a minha segunda mssiva,
naoquerendn contempla-lanas columnas das suas lao
judicinsas correspondencias, dundo Ihe um deslino
mu diverso qual o de publica-la no artigo corres-
pondencias, c nao no do caria particular, como be
o carcter que Ihe lenho dado, o V'mc. aceitado. Dc-
sejaria anles que, visto Vrnc. nao querer dar-lhc o
scu verdadeiro tugar, por acbar lalvez que pela sua
m redaccao nAo o merecesse, considerasse-a anles
como extraviada, como bem disse o seu correspon-
dente da l'aialiib i na sua caria de 7 de oulubro, e
esperasse oulra, e mais oulra al que achasse urna
digna de tal honra, e se nunca achasse nunca mais
puhlirasse ou aproveilasse o sentido d'ella, o Ibc des-
se oulra reilacco. Conresso-lhe que lutei bastante
cmico mesmo se deveria ou nAo continuar a mas-
sar-lhe com as minhas caralujas. pois na realidade
muilo olfendido ficou o meu amor proprio; mas no
entonto resolvi-me anda a fazer-lhe esla, envi lando
lodos os esfor<;os para merecer a honra da.primeira,
e rom a, ou nao, publicajAo,resolver o que me aprou-
ver. Releve esse passageiro agaslamento pois nAo
deve ignorar o que sc solTre quando se he olfendido
no seu fraco; bem vio Vmc. como Byron sequeisou
de um magistrado, por se haver esquecido do seu ti-
tulo de par de Franja, c Morgagni por nAo have-
rem precedido o seu nome pelo Iratamento de illus-
trissimo: sera una toura pretenrlo querer equipa-
rar-ine nem mesmo com as suas sombras, mas he
para Vmc. ver. que na damos o nosso ravacoznlio
com essas ninharias. NAo so zangue com o seu ca-
boclo velho por esse cavaco que Ihe d,. pois nao
ser por elle que se quebranten! as nossas.rela-
ces.
F'iz essa pequeo prembulo, e agora acabo com a
penna na mAo sem.saber como continu; he bem fei-
to que sso me succedn, para nAo me metter no qoe
esta alm das minhas forjas, se anda nouvesse por
aqu esses objeclos que dAo lanta materia aos seus
correspondentes como sejam cmaras muuicinaes,
liscaes, promotores, juizes muniripaes, e de direilo
anda assm podera iralinhavando estaeoutras; mas
aqui com a proximidade da capital, e quo nada disso
temos, s quem queira phanlasiar ou entrar em di-
gresses poticas, para o que nAo me preslo, nem
convm a Vmc.
Em falla de materia dir-lhe-hei alguma cousinha
sobre a Russia. Muilo nos lem oceupado essa ques-
t.io.o he lal a sofreguidAocom que lemos os ns. do seu
Diario quando chegam noticias da Europa relat i vas
guerra, que juico mui limitado o numero das pes-
soas que maisou menos nao tomam parle nesse ne-
gocio, c acredito que a maioria dos homens eslicma-
lisa a poltica rus-a, c os que o nAo fazem, he porque
sAo inimigos da Inglaterra e nAo da causa. Pode-se
provar e^sa anlipathia cum o regosijo que divisamos
na pupularAo com a noticia vinda peto Great Wes-
tern da tomada do Sebastopol pelas forjas alliadas;
assim como foi acre litado por toda a Europa esse
canard r la lartare, lambem por momentos o ere-
mos at a hora le lermos suas correspondencias de
Paris. NAo quero metter-me a aualysar essa guer-
ra, por reconhecer minha iusufliciencia, e nAo ser
dado a nos esmerilhar esse negocio ; deixemos ao
Buols, llasfclds, Manleuflels, Drouvns, e Palmers-
lons, que sAo mais uteressados, e entremos em ma-
teria.
Militamos n'mn mare magnum em quanlo a limi-
tes de freguezias ; diversas autoridades tem entrado
em duvidas com as freguezias limilruphes sobre ne-
gocios de suas jurisdiejes, e levado ao conheci-
metito de diversos presidenles para resolver, porm
piles, vicario-, cmaras muniripaes nada sabemdizer
a respeilo, porque na realidade nao consta que haja
algum Irahalho topographco deslo municipio, nem
mesmo de lodos os mais desla provincia. Esl pa-
ra ser publicada una estalistica feila pelo Dr. Fi-
gueira de Mello, que a nAo soffrer urna lal modifi-
carn iicssn parle, continuaremos as mesmas duvi-
das ; pois Uve occasiao de v-la, e achei-a muilo
imperfeita, servir apenas para quem quizer por
ella fazer um esludo mais exacto, por ser feila pe-
las divisos antigs. Lamento eslarmos nesse estado,
pois he a razao, porque quasi lodos os annos vivera
as nossas assemblas nesse jugo de reslaurares, di-
vsiies para aqui, parles para acol, tudo por nao
terein cabal conheciinento das localidades. A lei
provincial u. ,'t;J(!. que restaura a freguezia da I.uz,
em coiiipensaro dos prejuizos causados a csa, con-
cedcu-lhe urna lingua de Ierra do municipio de I-
guarassi ; eslou persuadido que sc os nossos depu-
lados conhecessem ese terreno, nao consenliriam
nessa passagem, he muilo mais penoso aos moradores
curarem-se aqui, i\o que em Iguarass, pois fcan-
do na sua maior exlem;Ao que he cm Itapir de 6 a
7 leguas, de Iguarass distara 3, j v como he
palpavel n iiijustija ; nAo temos remedio seno
roiiliuuarmos nesse estado de cousas at que nos
bolea) para Na/.arelh ou mesmo para Paje de Flo-
res. O nosso respeilavel vicario j est empossado
na parle relativa i sua igreja, falta-nos crear-se
um districto de paz e de subdelegado, pois nlo he
possivel que exerjam nesses lugares os actuaes, pe-
la sua lougitude, c por consequeuca impossibilida-
da de bem servircm, assim como dar nova organi-
sarAo guarda nacional.
Temos de agradecer ao nosso digno subde-
legado a acertada demissAo do inspector Monte-Ca-
seros, mas ao tempo que Ihe damos esses agradec-
menlos. lcmbramo-uos que mais o demoveu as rei-
teradas reclamarnos da popularn, que o nosso pe-
dido, mas como pedimos em nome dclla. por ella
he que o fazemos. Ha muilo que temos noticias des-
so Vctor de Caseros, por notar ser elle o Cabrion
do seu hbil correspondente de Pao d'Alho, e como
os mos homens nAo devera encontrar guarida, vou
lambem pondo calva os seus feilos.
Podemos dizer que ja moem lodos os engenhos
desle abencoado torran, e alguns ja eslao com boa
parle de suas safras liradas. Anda este auno con-
tina o fabrico de assucar pelo mesmo syslema,
nao consta quo senhor de engeiiho algum, se apro-
veilasse dos esludos colliidos na Europa c as An-
tilhas pelo Dr. Bulco ou Brandan, e o Carsou,
que Vmc. o anuo passado publicou em seu Diario;
um so nao quz anda experimentar purgar o assu-
car com o mesmo assucar, para desprezar-se o bar-
ro, que da tao man cheiro, e tem o risco de, por
mais que se tcnlia cuidado, introduzir-sc alguma
arpia, finar por onde vaznr algum assucar de en-
vidia com o mel; nem mesmo iulroduzir as machi-
nas centrifugas, jalAo provadas suas vanlagens.
O nosso incaiisavel vicario aguarda-nos urna boa
festa ao padroeiro da freguezia no dia 31 de de-
zembro, e lem implorado a caridade dos fiis, para
levar a efleito com alguma pompa, e espera do es-
pirito religioso delles, o ajudem a realisar o que se
nao lem podido ha uns poucos de anuos.
Felizmente nunca lemos nccasAo de mencionar
esses feilos, queja nos horrorisa ler em seu Diario ;
a securanca publica e de propriedade continuam
iuaflernveis por estes lares, oulro (auto nAo direi
da seguranra dos anmacs cavallares: urna ou ou-
lra vez apparece um dos agentes dessa sociedade
Sereno, edeixa um pobre pai de familia carpindo
a miseria, pois Ihe liram o elemento da sua subsis-
lencia, Asaude publica nos he lambem propicia.
Tem havido ltimamente seus aguaceiros, que uos
tem refrigerado, pois j se ia tornando sensvel os
ardores do Sr. Apollo. Hoje o quo mais nos vexa
he i caresta dos seeros de primeira necessidade.
Nada mais me occorre a dizer-lhe desta Ierra, e
ludo quaulo lenho dilo he devida aos mena esfor-
cos c traeos recursos, pois os meus Ciceronis estao
amuados.j se furlam acommunicar-mc alguma cou-
sinha, receiando-sc aconlcca o que succedeu a um
dellcs : por isso eu paro aqui, al que o lempo me
l'oi eca combuslivel paro oulra ; desejaudo-lhe
ventoras, e livre dos gatunos que Ihe deixein intac-
tas as algibeiras para a festa. 'o Tineu.
[Carla particular.)
------- ..unii.i-
do drama em 5 actosJennyem beneficio da
actriz Maria Leopoldina.
Thiago Mennier, velho carpinteiro, linha tres fi-
lhos : Jenny, Pedro o Magdalena. Jenny he nma
e umu rapariga de urna formosura nolavel, de
moralidade singular, le coslumes austeros, e bor-
dava admiravclmenlc. Tilingo, alm da idade avan-
jada, vivia acahrunh ido pela pobreza e enfermida-
des ; de sorle que o seu uflcio pouco Ihe dava para
salisfacAu das suas necessidades e da familia .En-
tretanto, coadjuvado pelos esforcos das duas filhas
e do lilho, passava urna vida um pouco suave. Mas,
infelizmente estes recursos Ihe iam fallando cada
vez mais, c em consequencia do sorteamento qoe
se proceda para o exordio, lcou privado dos tra-
balhos de Pedro, o qual lirou um numero que Ihe
foi adverso.
Todas as vezes que Jenny ia levar obras a casa
dos Treguares nao deixava de reparar qoe certo in-
dividuo i observava cora inleresse particular. Esle
individuo chamava-se Mauricio. Um da Jenny
enconlra-se com Mauricio na casa paterna. Esle
dirige-lhe galanlcins apaixonados, faz-lhe promes-
sas seductoras, e desrreve-llie um futuro brilhante,
no caso da rapariga acceder a sua illrtita paixAo;
mas ella cora loda a dignidade despreza as propos-
tas e repelle speramente o homcm que pretenda
manchar a sua honeslidade. Mauricio sahe, mas
na occasiao de relirar-se dexa sobre a mesa um
bilhcte r,micieln o -eu enderesso.
As indigencias da familia so lornaram crueii ;
j nao linliain o que comer, nem com que pagar o
alugucr das casas. Alm disto, o pai se achava
ameacado pela justja, em consequencia de alguns
crditos que havia alionado a diversos amigos, no
lempo da sua mediocre prosperidade. Nesla con-
junctura. era forcoso algum sacrificio para que a
familia pudesse continuar a viver. Jenny lembra-
se Mus nfferecimontos de Mauricio, cdirg'e-se a sua
casa. Esle aproveita-se do cusejo e rcalisa os pro-
jcclos. No entanlo, a familia de Thiago continua
a solfrer anda maiores privaces, c alm disto os
cUcilos da deshonra da tiln. Como de ordinario
acontece, Mauricio se foi aborrecendo da amisade
de sua amante. Por oulro lado os seus negocios se
iam arruinando por causa de revezes coramercaes
e das enormes despezas que era ubrigado a fazer.
Os credores de Thiago, nao querendo esperar mais,
trataram deexecula-lo. Pedro ao ver a estreileza
em que se achava o pai, esabendo da opulencia
que cercava a iimAa, caira aos ps os deveres da
honra, e dirige-se a casa de Jenny. expoe-lhe a si-
tuaran critica e desesperada em que se achava o
pobre pai e pedio-lhe alguma cousa, afim de evitar
que o velho lina- i fosse preso.
Com elleito, Jenny vivia coberla de esplendida
riqueza, mas ludo erara apparencas e simulajes
para sustentar a reputarn pastada: nao possuia
nada, porque tudo quanlo linha, se a sorte fosse ad-
versa a Mauricio, passaria para as mAos de seus
credores, segundo elle havia convencionailo com
ella. Assim Jenny se vio obrigada a lornar-se sur-
da is exigencias de Pedro, iisse-lhe que nao Ihe
poda dar cousa alguma, porque nao possuia nada ;
e o irni.e.i relirou-se. Entra Mauricio, e ella ilc-
clara-lhe instantemente que precsava da quanlia
do .niil francos, o Mauricio Ih'os cntregou. Ella
procura SimAo velho porteiro da casa paterna, e por
intermedio deste faz chegar a dila soraraa as ranos
do pai, pedindo a Simio que de maneira alguma
revelasse a fonte donde havia tirado o dinheiro.
Alm desla dadiva ella fez unirs muilas a familia,
pelo mesmo interine lio, o que de alguma sorle sua-
visou-lfte os incommodos.
Mauricio, em consequengia de urna nova paixAo
que tiiilia por urna herdeira rica, pouco se impor-
tava com Jenny. Um dia confessou-lhe queja nao
a amava, que scu mu estado de fortuna nao Ihe
permitlia cumprir a palavra que Ihe havia dado
em oulra poca c por isso pretenda casar-se cora a
lal herdeira, o que fazia nAo s por amor, como
lambem por causa dos inmensos favores qoe devia
ao pai da menina, o qual o havia salvado da mise-
ria que o aguardava. Pelo que dava tempo a Jen-
ny para refleclir, e peda-lhe que o mais breve pos-
sivel Ihe desse a decisao final.
Jenny vendo-se ueste estado de abandono, e nAo
querendo causar infortunio ao nico liomem
qum amava, dirigo-sc i casa do pai, teuciouando
pedir-lhc perdo das faltas que commettera. Mas
inexoravel pai nao allende as supplicas o lauca fura
de casa a lilha amal licuada. Jenuy volla para
casa, diz a Mauricio quo a sua resolujao eslava to-
mada, eque nao poda deixar de casar-se com elle.
Avista disso, Mauricio sem hesitar da-lha o sim,
mas assevera-lhe ao mesmo lempojque se casara,
mas que ao sabir da igreja havia de abandona-la
para sempre. O casamento se effeclua. Jennv apre-
senla-se ao pai e a familia, implora o perdo e
diz-lhc que eslava casada, mas infelizmente quasi
viuva, porque o seu marido a linha abaudonado ao
sahir do templo, segundo um ajuste previo entre
ellos, o pai e loda familia receberam-na nos bracos,
e nesla occasiao aprcscnla-se Mauricio, e jura-lhe
viver eternamente com ella.
A acjAo do drama se passa no secuto actual. He
um desses quadros da vida intima que consliluem
um dos epesodios mais trgicos da civlisajAo mo
derna. lie o duello de morle cnlre os senlimenlos
mais nobres do corarAo humano e as sugesloes da
opulencia e-grandesa, no qual Iriumpha o ciame, e
sucumbe a mais pura virtudc. A verosemelhauca,
a n itur 1 i 1 ide das situantes diamalicas, a felicida-
de ilas perperias, rasoavel desculaee do drama :
ludas eslas qualidades exigidas pela arle foram se-
veramente re-pi-ita I is.
A oxeoucAo da peca foi nma das mais regulares
a que temos asseslido durante actual empresa. To-
dos os actores que nella lornaram parte enlerpetra-
ram convenientemente as exigencias das respecti-
vas personagens e satisfiseraui us desejos de espec-
tadores.
A Sra. Maria Leopoldina encamon-se em Jeunv,
e a creajo manifestou-sc perfeila. Esleve ente-
ressante de ternura no primeiro acto, brilhante de
erara e sedueco no segundo, encantadora de fengi-
menlo e afagos no lerceiro, abatida e orgulhosa no
qu irlo, resignada e feliz no quinto, F'oi mais um?
noite em que novas palmas se vieram reunir a co-
roa immorlal que eciroge i ionio da artista hrasi-
leira.
Mauricio encontrn um inlerpetre fiel e severo
no Sr, Res. Esle actor tem se penetrado a tal
ponto das regras d'arle que se sempre as respeilar
como tem feito, certamenle ha de ser urna das glo-
ras de nosso Ihcalro ; e temos para nos que as nos-
sas palavras prophecas nAo hao de ser desmen-
tidas.
SimAo he urna rreajAo compativel com as forjas c
o talento do Sr. CosjjB. Iucoiilestaveliuente SimAo
concorreu em boa parte para o bom xito da solem-
uidade dramtica. Estamos persuadidos que o Sr.
Costa ha de sempre conquistar simpatas todas as
vezes que nao quizer forjar o scu talento.
Temos observado que quando o Sr. Senna se eu-
carrega de partes que estao de accordo com as suas
forras, elle captiva a' nllenjao dos espectadores, e
colhe os louvores que sao devidos aos seus esforcos
e por isso o velho valetudinario Tliiagu enconlrou
um fiel interpelre.
A crear i de Pedro foi escrupulosamente rom-
prehendida pelo Sr. Bezerra. O soldado honesto e
orgulhoso appareceu rom a mesraa idenlidade de
carrcler em lodos os movimentos do drama ; e o Sr.
Bezerra esforjon-se para mostrar que he capaz de
receher conselhos e desempenhar com perTeijAo os
papis ile que se emearrega, e que eslao de harmo-
na com seu taieulo.
Magdalena he urna creajAo de lercera ordem as-
sim como Rosa, mas todava foram desompenltadas
com felicidade, aprimeira pela Sra. Orsal c a se-
gunda pela Sra. Amalia.
O Constante.
CORRESPOnCI/lS.
REPARTICAO DA POX.ICIA.
Parle do dia 24 de novembro.
Illm. e Exm. Sr.Parlecipo a V. Exc. que, das
durronles participadnos boje recebidas nesla repar-
licAo, consta que foram presos: pela delegacia do
1." di-lrirto deste termo, o pardo Augeto Francisco
de Souza, para averiguares policiacs, e a porlu-
cueza Marianna Augusla,por lercm sido encontrados
ora sua casa objeclos furlados; pela subdelegada da
frecuezia do Reciie, a parda Alejandrina Mara da
Conceiro, por desobediencia, e um manijo itiglcz a
reipiisiro ilo respectivo cnsul; pela subdelegada
da frecuezia deS. Jos, n pardo Romualdo Joaquim
Corroa de Itriio, por insultos, e Amaro de Souza
Barbosa, por ebrio; pela subdelegada dn freguezia
do Poco da Panclla, a preda Rusa Mara, sem decla-
rajao ilo motivo.
Por ofllcio desta dala partiripou-me o delegado do
primeiro ilisliielo deste Ierran, que bonlem foram
encontrados enterrados em casa da portugueza ci-
ma indicada Marianna Angosta, que morava com
Joo Pintor, diversas obras de ouro, a qual confes-
sara have-l.is comprado ao pelo Ignacio, escravo de
Froderco Chaves.
Igualmente participou-mc que foram encontrados
em podr- ilo pardo lambem cima indicado Angelo
Francisco de Souza, seis relogios pcrlcnrenles ao
roubo feilo ao relojoeiro Chapront.
Dcus guarden V. Iix. secretaria da polica de l'e--
nambuco 2i 'le novembro de IS",.Illm. c Exm.
Sr. ronselbeiro Jos lenlo la Cunha e l'ignieircdo
presidente la provincia,O chefe de polica I.ui:
Carlos de Paira Tcixeira.
THEATRO DE S. ISABEL.
Na noite de 23 tiveraos a primeira representajo
Abocanhado como lenho sido, com o inaior desa-
brimenlj e frenezi pp|o correspondenlc ilo I.imoei-
ro, nAo me he possivel prescindir, Srs. Redactores,
de pedir-vos a poblicidade das seguintes linhas ; nao
para responder as diatribes, embustes, uojentas e
rancorosas imputajes do despeilado ponlero do
Pedro Galo, porque a tanto nao devo eu descer,
mas para fazer ver ao publico, que na poca de ho-
je o magistrado que nao se ven ie, ipie nAo provari-
ca e que sabe a lodos os respelos portar-so com
dignidade, moralidade, independencia e iiilegridade,
he tudo o que so pode imaginar de ruim e de per-
nicioso!... e por tanto nao he de estranhar que eu
como juiz, que tema* querido seguir a espinhosa
mas honrosa, vereda desses magistrados, tenha sido
lao venenosa e enraivecdamonte mordido pelo den-
le da intriga e da calumnia !... mas nem por isso
deixare de prospguir na marcha, que com indepen-
dencia e ntegridaile lenho encelada I... o olharei
sempre com desdem para todos esses Uros da perfi-
dia c aleivosia como nara as ayancadas da urna ma-
ldita de gozos os mal despreziveis!...
Nu ctanlo pejo a lodos os homens imparciaes e
sensatos, a loda a populacAo sizuda, proba, circums-
pecla, e verdadadeirn da comarca do Limoeiro, que
apresentem ao publico um s facto meu, que desa-
bone o inou carcter e a minha dignidade de ma-
gistrado !...
Pero anda a lodos os que nAo forem da ronluia-
ila dos niens rencorosos c despeilado* desairelos, ou
mesmo a algum deslea menos prfido e insidioso,
que me coiiteslem de nina maneira que faja f, os
fados que vou narrar, advcrlind > porm com espe-
cialiilade ao segundo supplenle do juizo municipal
Henrique Luiz,que se nao proceder contra o
pardo Jos Rufino de Barros, ;quc la licou na villa
dn Limoeiro) para convenccr-se judicialmente de
sua criminalidad*, pelo uso de faca de pona, que
Ihe .illrib.no n inesino juiz supplenle, arrisra-sc a
ser lido por calumniador ; pois para que a verdade
fosse ronherida pelos meios legtimos foi, que ofil-
ciei-lhc no dia 11 do correnle, e nao por convencer-
me do queso disse na correspondencia de 7, como
aventura o ponteiro do Pedro Gato_na correspon-
dencia de 18 do correnle. Eis_asti*rrai; No dia 7 do proxiinonassadu mez, ordeuei eu na
qiialulade de juiz de--dirciIo interino, encarregado
do recrularoenlo da comarca, una dilicencia para
ca plurarem-se todos os ciganos, queiiivadiram a fe-
ra d'aquclla villa, para denlre clles cscolher os pro-
prios para o recrul.iinento, entonelen lo que estes
vagabundos, vadios, velhacos, e ladres, eslavam
mais no caso de screm rerrulados, que os habitantes
do logar, que mais ou menos apphcam-se i agricul-
tura e nutras industrias, e geralmcnle sAo presos
por intrigas locacs. E como conslassc-mc que o*
soldados que eu linha para isto requisitado, anda-
vam antes em urna divertida vectajAo pelos arredo-
res da villa do que a captura e pesquisa dos ciganos.
foi em pessoa cora mais um cadete que para ewe
fim requisitei, ao lugar do rancho dos ciganos, ,e d'ah
mais adianto para observar a diligencia, na qual
so poderlo ser aprehendidos Iguas ciganos viovoa e
casados, e um rapazinho do Cear, qne htvendo pou-
cos dias antes estado era rainha casa, a procura de
occupacAn j se achava nesse dia aisociado aos Ci-
ganos.
Mandando en, pois, recolher esle a priso fiz logo
soltar aquellos, a pedido de toas filhas e mulheres ;
frostando-se na realidade o fim da diligencia, por-
que todos os ciganos solleiros haviam-se evadido ar-
mados e escollando um tal Quichabeira criminoso
de morle ; e aquelle infeliz associado he de tao me-
nor idade, que nao pode servir ainda para o ejerci-
to, como foi depois averiguado.
Em a noile de 28 para 29 do dito mez pelas 11
horas pouco mais ou menos, fra nma mulher casa-
da com o pardo Jos Rufino de Barros, meu serven-
te, eanancada por urna aua visinha ebria, junto da
casa de minha residencia da qual sahindo para defen-
der sua mulher, o dilo Jos Rufino teve de andar
aos empuohes com a ebria.
Dispertado eu, assim como toda a visinhanja pe-
las vozeriaa e gritos, desci ao porIBo do quintal o
d'ahi griiei pelo Jos Rufino, intiinandn-lhe que
viosse recolher-se. Nessa occasiao vem precipuamente
um soldado do destacamento, por nome Cyrfllo, e
Iraya urna lula com o Rufino. Levado por um es-
pirito de ordem e de paz, dirigi-me ao logar afim
do que se nao desse algum assassinato *, O alli dizon-
do-se-me que o soldado eslava armado de um faca
de pona, exhortei-o a que me en(regass%a faca : ao
que negou-se recuandn de mim e a dizer qoe nao li-
nha faca. Sendo porm visla por mim esta arma,
inlimei a pnsao ao soldado assim como a entrega
da faca; e obedecendo o soldado n estas iotimajfle,
apenas invocou a sen favor o ser militar e poder
andar armado. E desles lacios foram lenlemuuhas
presenciaos diversas pessoas da familia de Sr. advo-
gado Severino Alexandre Viarim, o Sr. Chriilovso
Luiz de Sooza, seu irmAo Clemente Luiz de Souza
e urna mulher por nome Francelina, que sendo por
mim interrogada na presenca dos Srs. lente coro-
nel do, declarou ler vi"lo a faca em mao do soldado an-
tes de estar esle em lula com o Jos Rufino. Em se-
guida fiz entrega do preso ao commandanle do des-
tacamento Jos Lzaro, qoe mandei chamar por nm
soldado dos diversos que eslavam em um samba
lambem perlo da minha casa, e recoramendei-lhe
qoe o mandasse recolher, relnlando-lhe o facto.
Em minha casa poneos instantes depois sobe qoe
o soldado fura sollo pelo commandanle por sugges-
tOes dos cadetes Maritano Guimarfles, Rodolpho de
BuIhOes, ede um ou dous moradores da villa, qoe
se achavam no lugar: dizendo seque tinha sido es-
candalosa parcialidade prender eu o soldado, e nao
prender o meu sequaz, ou espoleta.
A visla desemelhanic noticia entendi-me segunda
vez com o commandanre recommendando-lhe a re-
clusAo do soldado preso por mim, e pedindo-rns o
mesmo commandanle nesla occasiao que en nAo re-
meltesse o soldado a autori lado procesnanle pro-
mell o fazer, sc elle mandasse casligar militarmente
o soldado : o que por elle lambem me foi promet-
lido.
No-oolro dia porm pelas9 horas da manhia, su-
be que nAo s o soldado nao havia sido casligado.co-
mo havia passado a noile na casa, em cojo lerreiro
lioha-se dado o barulho; c que o commandanle, ca
deles, e mais oulros desordeiros diziam qne eu li-
nha feilo urna prisSo illegal, arbitraria, e injusta;
Ilegal e arbitraria, porque sendo juiz de direito nao
poda prender (nem mesmo no caso de flagrante de-
licio, emquea constitujAo a todos os cidadaos au-'
torisa prender ,-) e injusta, porque sendo a faca do
Jos Rufino, fra o soldado por mim criminado a
preso.
Vendo, por tanto, eu por esle modo qae o com-
ma ndanle era o primeiro a sanecionar os crimes dos
soldados, e o desabrimento dos cadetes e seos desor-
deiros nsuffUdores, commumquei ao delegado o oc-
corrido na vespera, para qoe elle desse providencias
preventivas daquclles disturbios, assim como tambera
averiguasse quem era o criminoso da faca ; se o sel-
dado, de quem havia eu lomado-a qu o Jos Rufino,
como os e.iluniadores aftianjavam ; para o qoe re-
melli-o acompanliado pelo oflicial de justija Pedro
Celestino ;por quanlo, se fosse o dito Jos Rufino
o criminoso era eu o primeiro a querer a sua puni-
jAo por ser meu servente, ee nao me quera servir
rom criminosos...
Averiguado o negocio, veip o delegado ao conhe-
cimenlo de tuie a faca era do soldado, e nAudo Jos
Rufino, polo que devolveu-m'u, contando-me o re-
sultado da averiguajAo: o de que lambem fez sciente
ao comraandanto do destacamentoa quem mais
communicou, quedaquelle dia em diante elle dele-
gado mandara urna ronda de polica percorrer ai
ras da villa, afim de evitar os disturbios e assuadas
que faziam os soldados Tora do quarlel depois do re-
colher; do que lambem disse o commandanle (icar
sciente.
Maso que Dzerara os Srs. cadetes na misteriosa
ausencia que fez o commandanle Jos Lzaro dar
quarlel depois das 9 horas da noile, quando leva .
de passar a ronda ?... Bradaram as armaa !. foram '
reconhecer a ronda, que j sabiam ser de noticia, e a
ordem do delegado I. e vollaram-na violentamente;
nAo obstante dizer o inspector reiteradas vezes, qoe
era aquella ronda a de polica, que o delegado havia'
communicado ao commandanle que sabina a transi-
tar naquella noite.
O delegado a visla de lal violencia, foi em pessoa
enlender-se com o commandanle; e o nAo encontran-
do ihricio-.e ao cadete Marilaoo, qoe. foi o mais in-
subordinado e Ihe interrogou porque mandava vol-
tar a ronda ? Ao que respondeu n cadete, que pela
frente da guarda nAo consenta passar ronda alguma,
porque os soldados nao precisavam ser indiciados, e
que com todas as forjas resistira a passagem, se por
ventura o delegado a mandasse effecloar. Queren-
do, pois, o delegado previnir o conflicto provocado
"pelo cadete qoe fez voltar segunda vez a ronda,
mandou-a passar pela oulra roa por tras da cadeia,
porque oulro algum tramito publico nao ha,alm da
ra da frente, para dar passagem ao lado occidental
ila villa. Mas anda por essa lerceira vez o cadete
Marilano fez voltar violentamente n ronda, qne nao
ssoflreu apupes de alguns viiinhos iloquartel,como
mesmo de alguns soldados as esquina* da cadeia
como foi aflirmado pelo inspector da ronda. O qoe
fazer puis esle delegado, desrespeifado, desobedecido
e desacatado pela lerceira vez por esse delineamento
inslenle e insubordinado'!.. O qoe fazer vendo soa
autoridade por esla forma declinar da forja moral,
de que (anto bao mysler lodas as autoridades '! Re-
vera deixar passar este precedente de desobediencia
e desacato, que necessariamenle produzria oulros, o
lalv ez de carcter mais grave 'f
Deveria consentir que o povo inclinado sempre a
receher estas especies de lijfies, presenciasse a irre-
pressao daquelle acto de insubordinjAo, de deso-
bediencia, desrespeito e resistencia as ordens legiti-
mas das autoridades perpetrado por proprios em-
pregados do governo, que deveriam ser os primeiros
a faze-las ciimorir e respeitar ?
NAo !. porque entendo, que a primeira condijAo,
o elemento mais vital e esscneUl autoridade he
a i rea moral !.. be o respeilo tributado s suasde-
lerminajSes peld senso popular !.. e finalmente hea
eflectiva coosumajAo de todos os seus actus de todas
as suas ordens, de todas as suas determinajes !..
O delegado por tanto, soube cumprir inleiramente
os seus ilevrres : fui prudente,* nergico e prevenido!
No dia 30 pedio cxplicajes ao commandanle do
de-I,o-,inieiilo sobre os lacios da vespera,e simulando
ficar salisfeitoaom as explicajoe* dadas, por conve-
niencias momenlosas, comraunicon-lhe que manda-
ra ainda rondar aquella noite.
Poucos momentos depois dizia-se em loda a villa,
que os cadetes protestavam, qno nao consenliriam de
forma al cuma, que passasse a ronda pela frente da
guarda, nem por perlo do quartel.
Essas noticias levaram o delegado a ir a minha
casa consollar-me sobr* a melhor maneira de serem
dadas as providencias reparativas daqelles alienta-
dos e preventivas de outros novos contando-me o
efleito que havia produzido na populacho os proles-
tos dos cadetese as insuflajes de certos turbulentos
da villa.
*
II
'
i
"
<
Accordamos, pois, em que se ofnciasse ao subdele-
gado da frecuezia afim de reunir urna forja de cida-
dAos para ser postada em um dos pontos da entrada
da villa, e garantir pelo respeilo, que necessaria-
menle infundira, a passagem franca dn ronda por
lodas as roas.
Dadas as providencias nesle sentido, o delegado
communicou ao commandanle a quem convidou
para ir a minha casa, e concertarmo-noa a respeilo.
E depois de urna conferencia principiada ftlre
mim, o delegado, o leneule coronel GalvAo, e o cqm-
mandanle do destacamento, e concluida como in-
gresso mais do subdelegado, que a esta hora ja se
adiando na villa a espera da gente, qu* havia man-
dado notificar, veio a minha casa e ahi declarou
que os boatos, que rorriam pela villa, em virlude
das uovas disposijfiet que eslavam dando os cadetes
durante aquella ausencia do commandanle, mandan-
do cmballar as armas, e distribuir carluxamc ao des-
tacamento, erao nmeajndores da ordem, e como taes
deviam ser aba fados pelo espectculo da forja, que,
era de opiniao,fosie postada no principio da rus junto
a matriz, e que linha de proceder segundo esle seu
modo de pensar : e assim foi determinado, promet-
iendo o comraandantc de sua parle reprimir os ca-
detes com os meios a sua disposijo. Devendo-sc
notar, queduranle a conferencia viera a loda preasa,
a minha casa o cadete Rodolpho, pedindo asaoma-
damenle dar nma paluvra ao commandanle, que nao
Ibc presin atleuco por talvez rnnjeclurar, que o
fim daquella palavra era transtornar todo o objecto
da concordia; e sendo lambem por mim conjeclora-
du o mesmo, nAo pude deixar de reprehender o re
ferido cadete, concluindo que *> autoridades locaes
p-tavam di-puslas a fa/e-lo. entrar na rbita le seus
deveres, se por ventora ousassem de novo resistir as
ordens legitimas das mesmas autoridades, e repetir
novas provocarnos de conflictos. Etleelnou-se, pois,
a reuniAo de 170 a 180 cidadAos no principio da ra
da matriz, indo o subdelegado em pessoa rondar as
ras da villa rom o inspector do respectivo qnarlei-
rAo, e mais alguns cidadAos ; produzmdo sernelhan-
te providencia o* maissalularearesultados,por quan-
lo nAo sendo alterada a ordem, nem a paz publica,
recobraram as autoridade* toda a porjn de forja
moral, que haviam perdido na vespera.
Tanto assim, quo todo* aquellos 180 cidadaos pa-
cficos e ordeiros, quando receheram do subdelegado
ordem de relirarem-se, proromperam unsonamente
em vivas as autoridades que para IAo salutar desfe-
cho tinham concorrido, nao se esquecendo do pro-
prio commandanle do destacamento, que com quau-
lo ao principio fura nimiamente culpado,ou por pusi-
lanimidade, ou por connivencia comporlon-se toda-
va hem naquelle dia, conforraando-se com as pro-



DIARIO DE PERNAMBUCO. SBADO 25 DE NOVEMBRO DE 1854.
f

videncias reparadora!, e prcvenliva que houveram
de dar as autoridades locaes.
l'in.ilisado, como tenho, a narrado destes fados ;
n3o posso deixar de fa/.er patente o publico, qne
existe na comarca alguem.qee desde que a ella ohe-
guei, nao tem restado de sorrateiramenle hostilizar-
me ; t: como nao tcnho encontrado apoio as pessoas
priocipaes do lugar, como era de sena intentos, por-
que feliimenle tenha sido por ellas bem acolhido e
considerado, lem tratado de recrutar a peior e mais
descouceiluada gente da villa para guerreiar-me
rom a maior impudencia e desabrimento !.,
Mas aflianco a este met incgnito e rebinado
hosliliador, que as suas tentativas tiraran emraa-
ranhadas em soas proprias urdiduras !.. e eu conli-
nuarei a ser conceitoado pela pureza de mcus aclos
e procedimenlo !....
Sabor Cameiro Beserra Cavalcanli.
Srs. Rednilores.Milito sofTrcm os homens hon-
rados e honestos as quadras (como a actual) em
que os maodingueiros e.........,|ogo que veem malo-
gradas il .urnas de suas nigromancias,ousa o eolio, para com o cynismo que Ihes be proprio a-
tasMlharem as mais solidas rcpulaccs, o que fazem
pela certeza em que cstao de sua impunidade.
O girigote a quem me retiro, vendo malogradas
duas tentativas de......... estorceu-se de raiva, e
maneira da serpele assanhada, que nao pode picar
o sen adversario, todo em furias correu para o seu
Diario de22 do correnle. e nelle ousou lanzar quan-
los insultos e alrevimenlos llie appronve contra o
abaixo assignado e seus honrados prenles.
Se eo. Srs. Redactores, fosso como alguns desses
homens desrespeiladores das leis do seu paiz, e des-
roDhecese que o bom senso e a prudencia devem
sempre presidir as acedes dos homens em todos os
actos de sua vida, en daria a esse infame a resposta
que elle merece ; mas uo, nao o farei jamis, por-
que sem isso aviltar-me, descendo de minlu digni-
dade, para sujar-me com um ente lao degenerado e
desprezivel : pode, pois, esse ente dizer ludo quan-
to llie sugerir a perversidade, que nenhnma respos-
ta mais lhe darei ; pode estar descansado do miha
parle ; o que, porcm.nao lhe posso afianzar he, que
alguraa 'nao caridos1 lhe nao faraem cacos os oculos,
mesmo na Cariaba de cao dgue onde se acham col-
locados, visto como o cynismo com que abusa da pa-
ciencia publica, com uns desconcertados e estpidos
annuncius, relativos :i sua proii-.n de rinla-ralos,
pode a isso arrasla-lo, porque j malhadisso nomo
est, nao se lhe fazem vermelbas as faces. Como,
porm, devo ao respeilavel publico a defeza de mi-
nha dignidade e honra, a este sim, promello apre-
seutar os documentos, pelos quaes me julgnei com
direito a fazer publicar os annuncins no Diaria do
principio deste mez, e de 20, que deram motivo as
sandicese destemperos, que seviram inserios no Dia-
rio de 22, e que bem caracteris.im o seu autor : esta
Jtzlo, pois, roeobrgou a rabiscar estas linhas, cuja
inserrao, Srs. Redactores, lhe rogo, o pelo que mili-
to obligado Ibes Picar quem se honra do ser de Vmcs.
atiento venerador e criado,
Joilo Sergio Cesar de Andrade.
Recife 21 de novembro de 1834.
SHEXCIAS E ARTES.
AUiERIA.
Aclimarao de vegetis.
Nao se couhece geralmenle as conquistas que se
tem feilo dos differeoles ramos da agricultura na A I-
geria, uem a imporlancia relativamente ao numero,
i especie ou a ulilidade dosvegelaes, quealli se tem
admillido,dcpois de lerem sido trazidos dos paizes os
mais diversos do globo. Muitas pessoas ficariam
cheias de admirado se Ibes demoustrassem que he
por militares, que se contam hoje as aquisieftes ope-
radas a este respeilo. He o que vamos emprehender
na prsenle nota, ondea falla de esparo nao nos per-
mitlira lodavia mencionar senao as mais inlercssanles
especies aclimadas.
A Algeria, situada eulre 36 e 3:1 graos de lallude
norle, est collocada sobre a influencia de um clima
de IramcSo, e sofTre allernadamente a temperatura
dos trpicos e o fro dos paizes os mais temperados.
Alli s se observara duas eslaces: verao e invern.
Ellas condices do clima da colonia, tornan.lo-.i
eminentemente propria para a cultura de quasi todos
os vegetaes do globo, a repartirlo da guerra nao tem
remado dianle de nenhum sacrificio para utilisar es-
las felizes circumslancias. Um jardim de acmnrao
foi creado na Algeria por suas ordens c grabas ao
concurso solicito, que encoulrou nos governadores
de nossas colonias e nos cnsules da Franra no cs-
Iraugeiro, elle lem podido obter a naturalis irn de
nm grandsimo numero de vegetes exticos precio-
so dos quaes muilos se acham hoje derramados as
culturas locar-.
O jardim de aclimarao do Algeria, mais condecido
pelo nnme de viveifo central do governo, ahrange
urna superficie de perlo de 4(1 declares, em comple-
ta eiplorarAo. lima parle he consagrada a criarn
das arvores destinadas s planlaces publicas e par-
ticulares) e conlem neste moineulo cerca de 1 mi-
llilo de plantas de um a cinco anuos, em especies
fructferas c floresUes, e um namcro igual de se-
nenteira. Conservam-se lamhem ahi vegetaes ali-
menticios e industriacs de loda a sorle, afim de per-
petuar as melhores especies c variedades e propagar
os graos.
Ao lado desta producn inmediatamente til, nao
se lem desprezado os objeclos, que devem preparar
materias para o futuro. Urna vasta escola de nossas
especies fructferas c florestaes foi- installada e j lem
dado muitas indicaces preciosas. De oulro lado,
proenra-se com muita aclividade a introdujo e a
naluralisacao de vegelaes perlenceules s regiOes
quenteseque podem dar interesse, nao s relativa-
mente ao emprego industrial, como a respeilo do a-
dorno e embellesamento do paiz. Para este fim es-
tufas, palhoras, abrigos variados tem sido prepara-
dos para receberem os vegetaes habituados a urna
temperatura mais elevada do que aquella, na qual
convem faze-las viver de hoje em diante.
Na enumeraran das especies que pssando pelo es-
taheleaimento de naturalizedlo, ja (em lomado pos-
se do solo algerino, comisaremos pelas originarias
da zona septentrional. O hemisferio boreal nos olTe-
rece 238 especies, as quaes se decompe assim rcla-
livamenle a sua ulilidade:
28 especies fructferas;-
127 k florestaes, ^^
60 a de adorno e forVis caducas;
I a resinosas e sempr verdes.
As esperies fructfera, que s\ geralmenle cultiva-
das na Europa foram logo inlroMuzidas. Anles da
nosta oceupacto os rabes cultivaban) algumas dellas
mas oa seas producios eram gcralm*eSasJ.*cm va,or e
a maior parte nao mereciam figurar emTVa mesa
frauceza. Comtudo deve-se exceptuar as ariiendoas
ns damascos, as uvas, os figos, as laranjas. os limites,
as cidras, que nada deixam a desejar el cuja perfei-
5ao nio lem sido excedida pelas especies novamenle
introduzidas.
As variedades das especies fructferas, que lem si-
do aclimadas sao cm numero e 1,627 repartidas desle
modo:
351 variedades de pereiros.
o fraxinus ornus,te o fraxinus mannifera, um
carvalbo da (recia, o querqus, gylopt, que pro-
duz urna materia empregada pelos linlureiros.
Os sumagres, de que se servem na prepararao dos
couros, fazem tambem parte das lavouras argelinas,
duas especies sao indgenas, e crescen espontnea-
mente, o sumagre ordinario rhus corialia, e o rhus
pentaphillum. Este ultimo c muito abundante no
oeste da Algeria, e aflirma-sequc be a seu emprego
quo os Marroquinos devem a belleza, e a superio-
ridade de seus couros. Duas nutras especies foram
importadas, o sumagre vnagrero, rAus glaucum, e
o sumagre amarantho, rhus Ihyphinum.
Depois conlam-se os carvalhos da America pro-
metiendo resultados muito -ati-fat torios o plaera
de Tiflis, o bordo sycomoro c o negando, o frcixo
de Franra, o da America, o olmo de folhas compri-
das, o louro, o choupo do Ontario, da Grecia, do
Canad, da Virginia; Ires noguciras da America:
preta, cinzenta e parane, o pltano, verniz do Ja-
pao, o fabago da America e o bonduc.
Futre as resinosas da mesma zona, das quaes ci-
tamos mais cima vinle Ires especies, figura o cy-
presle louro da Luisiana { schuberlia aflicta ), o
cyprcsle pyramidal, muitas variedades de zimbro, o
teixo, os pinheiros sylvestres, os da Normandia, o
Pinsapo da llespanha.
Em o grupo das especies chamadas de recreo
transportadas para a Algeria, dstingiie-sc o slercu
ier de folhas de plantano, arvore de magnifico a-
dorno, a acacia de Constauliuopla, o catalpa, o cha-
lef, o machira, o jinnloiriiia imperialis,o codero dos
Alpes, a olaia dos bosques, o parasol.e o visco, a ar-
vore do sabao paniculado.
Tal he o quadro da vegelacao, que a zona sep-
tentrional tem legado a Algeria. Vamos examinar
agora os vegelaes lenhosos da zona trrida, os quaes
se lem aclimado alli. Elles abrangeni Irezentas e
cincoenla e seto especies.
Considerando as dilercnras, pequeas he verda-
de, que existen) entre os climas, aos quaes peiien-
cera estas especies, c cuja temperatura se eleva
gradualmente, desde as latitudes algerinas al as
roas mais quenles do globo,chegamos a formar doze
grupos. Os cinco primeiros romprehendem vege-
taes, que uvem cm regioes, cuja temperatura tem
muita analoga com a da Algeria. esles sao em nu-
mero de cenlo e quarcnla e um. Os outros sete
grupos comiendo duzenlas e dezeseis especies ,
pertencem a zonas mais prximas do equador e de
una temperatura por conseguiute mais elevada.
O primeiro grupo conten Irinla especies origina-
rias dos Agorcs, Madeira, Canarias, cabo da Boa
Esperanza c da frica austal;
O segundo, quinze especies perleucenlcs Cali-
fornia, Carolina do Sul, Florida e Chili';
O lerceirol, rinta e qualro especies, da ilha de
Norflok, Nova llollanda e Nova Zelandia;
O qoarto, cincoenla c qualro de Ncpael,Himalaya,
China e Japao;
O quinto, oiloda Abyssinia, Arabia e Egyplo;
O sexto.vinte e sete do Mxico;
O stimo, dezeseis do Senegal, costa de Coin,
Madagascar, Reuniao e Mauricia;
O Dilato, setenta e seis oricinarias das Indias,
Ceylao, Comores, Molucas e Philippinas;
O nono, Irinla c nove do Brasil, Paraguay, Boli-
via, Nova (ranada c Prala;
O dcimo dez originarias do Per.
O undcimo, Titile c seis da America meridional
das (ni 5anas.
Finalmente o duodcimo vinlc e duas das Aulri-
lhas e da Nova llespanha.
Eslas Irezenlas e cincoenla c sete especies se d-
v i lem .la maneira seguinle, relativamente a sua uli-
lidade.
15 especies de fiuclos comesliveis ;
10 especies medicinaes ;
Fagamos menean anda das plantas leciveis e de
tinturara, o lloho, o cnamo e particularmente o da
China, o indign, o eupatltorium linctorium ; que
tambem da o ndigo, a coclionilha, a grara, o ara-
l'rao. ele.
_ Iiidcpeiidenlcmcnle desloa vegelaes que, pela mai-
or f arle lem entrado no dominio publro, outros
muitas esta. anda no eslado de experiencias, como
sojam a pincnlera, a ranelleira, a gulla-perrha, a
quinaquina, a salsa parrilha, a reheedia americana.
diversas plantas, que produscm materias sebceas, c
cerosas, a arvore do cha, ele.
Eslc pequeo desenlio da vegetarlo rcrcnlcmcn-
Ic introducida na Algeria nao pode dar a idea do no-
lavel contraste, que a esle respeilo exislc cnlrc a
Algeria e a Europa. Com elTeito, nao be um espec-
tculo digno de admiraran contar no mesmo lugar o
bamb da india ao lado trigo da Beaucc, o dracir-
na, a palmeira das Anlilhas junto dos modestos mo-
nocotvlcdoneos do norte, reduzidas ao e slado de
bervas annuaes ou vivaces ; o goiabeira, o annona,
o avocalier junto do pereiro, da macieira c da ccre-
geira ; o stephanoles de Madagascar junto da madre-
silva da (iermania, a banaiincira juoto do rhoupo,
o Jacaranda do Brasil junio do carvalbo ? Esles fac-
los Irazem consigo em grade c precioso cusino ; elles
moslam quaulo a carreira, que se abre para a Alge-
ria he susceplivel de estender-sc, e quanlos vegelaes
disprezados na superficie do globo podem ser reunidos
cm um mesmo terreno, afim de dar ao homem, na
vizinhanga de-la parle do mundo, que be o centro
do progresso e o foco da industria humana, mais
urna q uanlidade de alimento por sua artividade in-
lellcclual, c novos elementos de riquezasc de gozos.
(.1/OMieur.)
VVRIEDADES.
HYGIENE.
I.
A byciene publica o a salubridadc sao um interes-
se de lodosos lugaresc de todos os momento- ; mas
as medidas cujo emprego he por ellas recommenda-
do sao principalmente proveilosas nos grandes cen-
tros de populago c utes ahi a lelas as clas-
ses. Em Paris, por exemplo, o rico na sua opulen-
ta morada, o pobre cujo llie-ouro be apenas a saude,
o operario na ollicina, o mercador no balcao, o ad-
vogado no seu escriplorio, o fiel em orara > na igre-
ja, o ocioso quo se deleita nos theatros, lodos esses
habilanles [ c o numero n3o he pequeo 1 que nao
residem na ra de Rivoli, ra Real ou ra da Paz,
tom igualmente necessidade de respirar um ar puro
e de sustentar-se com alimentos saos. E quem deve
olhar por isso sem que por assim dizer os interessa-
dos em tal ruidem ? A hygiene publica, porque ella
lem por protectoras dedicadas a sciencia o a admi-
nistraran. Orna esclarece, a oulra vela. A primei-
ra, para nao fallar agora senao das subsistencias, a
primeira diz onde esiao os abusos, quaes sao as frau-
des, c essas fraude sesses abusos sao prevenidos, veri-
ficados, reprimidos.-en lodos osgovernos proleclorcs,
pela adminislragao.
No que respeita a substancias alimentares, as fal-
silicages sao de lodos os gneros ; caf Tcilo com
chicorca, que lamben) lie (alsificada com cenouras ;
tao lcleos, porque lera as guclras medies e muilo
brancas....
Mas com que nos demoramos ? Em dar urna ex-
plicagao, urna cnnsolago aos golosos, quaudo lanos
assumplos graves ocrupara a allengo da hygiene o
Ella lem adverlencits conformes rom os seutimentos
benficos da nossa poca sobre as salas do asyln, ha-
bitarnos dos operarios, Irabalho dos meninos as fa-
bricas. Contra os contagios physicos c moracs que
produz a conccnlrarao de demasiado numero de pes-
sos n'um mesmo ponto, tem a hygiene sabios ennsc-
lhos. Tem-so pelo que respeita i\ verilicagao dos
bitos, embalsmenlos, exhumariies c cemiteros. O
decrelo de 1807 prohibe que se edifique em urna dis-
tancia inenor de 100 metros de seus muros. A esle
respeilo a hygiene observa com infinita circumspcc-
gAo que laliernciros e pasleleiros se lem eslabele-
cido fra de Pars paredes rucias com o cemilerio do
Moulparnassc, e que as salas dedansa deilam para o
campo do repouso. A po se um novo bairro. Roteando de todos os lados o
cemilerio, nao ser para temer em 50 annos a aecu-
nuil m"io n'um mesmo lugar de cerca de 600,000 cor
pos que alli se terao scpnllado ?
Nao du\i lanos de que urna activa prudencia ha
de tratar de prevenir esse perigo. Tudo quanto l-
ele a mclhorameiilos esl cm grande voga cm Paris.
t.lucris sanear o- velhos bairros"! diz a hygiene pu-
blica, derramai por essas ras eslreilas e cm grandes
ondas o ar, a agua, a luz.
Fin celebre chimico, o Sr. Chcvrcul, pedio que
aos meios de purificar o solo se junlassem plantagocs
nos lugares cin que as arvores brotassem bem. Um
mili hbil c mui sabio administrador foi o primeiro
que cm nossos dias realisou esse vol benfico. De-
pois do olmo de Sainl-Gervais, junio Ido qual se pa-
gavM) foros em oulro lempo ; depois da ullima ar-
vore da liberdade, que rabio sob o consulado, nao se
linliam feilo planlages em Paris ; pelo contrario.
Mas, depois de Ier construido o mais magnfico
llotel-de-VIle, depois da Ier dado sol c espago s
mal que o cercara, o Sr. de Rambuleau subslituio
nos boulecards todas as arvores que os inotiiis li-
nliam derrubado, e ornou os caes do Sena com urna
cinta de verdura. Paris reconhecido nao 6e esquece
do seu cx-prefeilo, e as duas'margens do rio dever-
Ibe-hao frescura, sombra e saude.
I.
De ha muilo que as prumestas das scicncas nao
engaan). Mil novos rvsullados ahi estao para altcs-
larem o sen poder. Prestando-se um soccorro mo-
tilo ellas lem conseguido em nossos dias tirar par-
tido de todas as cousas. Parece que llies basta para
operarem as mais imprevistas e proveilosas efeages
ou Iransformages. Ellas fazem ail com o pastel,
cera com sebo, cocbonilha com a ruiva, verde mar
sem lapis-laziii e panno sem lecedura. Oh! muilo
mais Tudo o que em materias animaes ou vege-
laes a ignorancia, a incuria ou o nojo fa/am perder
ont'rora, recebe.gragas aos cuidados da sciencia, com
grande proveilo da hygiene publica, un desuno de
vantajoso : e nao he das maiores immundicies hbil-
mente preparadas como estrume que sahem hoje as
:- bellas llores ou as mais ricas inesses '?
Indos os meio>, deve, cm nossa opinAo, dar-se quel-
les de que o homem parece ser chamado a gozar pe-
la nntureza ; o esparo, o ar, a vista dos ecos, as som-
bras e as aguas lmpidas. Da salubridade pela ve-
gclarao, pelas flores, pela verdura, ja fallamos no
artigo precedente. Quanlo ao sancamento por de-
moliges nao falla ; novas eonsIrurrScs tambem nao:
applauJimo lo miiilo. Mas que Sempre pragas pu-
blicas, ras, palacios, monumentos A essas plani-
cies de cantara, a esses algreles de asphallo.c e-sas
aecumularocsde pedras unamos ao menos de espago
a espago, para lirar-lbe. a aridez, aguas que reben-
tem em repuxo, ou que caiam cm cscalas : seu as-
pecto, sua aguaran, sua espuma, seu ruido mesmo
refresrarao o ar, a vista e o pcnsamcnlo. O luxn das
fachadas, das rolunnas, das galeras, dos prticos.
nao deixa mais nada a desejar ; no meo de lautos
elegantes ou niageslosus edificios, construam-se fon-
les, jorrem as aguas e consolom um pouco o habitan-
te da cidade, principalmente na estagao calmosa, de
vver encerrado cnlrc muros, Innge dos bosques, dos
frescos arroios e dos risonlios valles.
Harriere.
( Jornal do Commereio do Rio )
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE2 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarnos olliciaes.
A-iii ir mascavado bom18'iiO a 15550 por arroba.
Al.FANDEGA.
lien.lmenlo ilo dia 1 a 23. 27t:630J26l
dem do dia2i ........17:3>!5222
288:'JI8}i83
Ucsca'rcgam hoje 25 de nocemhro.
Brigue americanoWin. Vricefariulia o bolachi-
nha.
(alera inzlezaTiterSlayermercadorias.
Briue inglez Lord All'horp mercadorias e ce-
mento.
Barca francezaJeune Raymondvnho.
Patacho francezz?on Petediversos gneros.
Brigue brazileiroBMrabarricas vasias.
Brigue brasileirn lirAh m/rpipas vasias.
Brigue brasileroSeroplvora.
Escuna brasileir.iTamegafazendas.
Male brasileroDoiu Amigosfumo c charutos.
CONSULADO CEUAI..
Rendimenlo do dia 1 a 23.....20:900236
dem do dia 2i........1:270j}179
22:260;i15
145
91
80
.Vi
29
6
5
|
*
-2
3
2
79
92
7*
606
do macieiras. _
de gingeiras, *
de amexieiras.
de pecegueiro.
de daniasqueiro.
da amendoeira".
de marmelero bravo.
de avelelrat.
de frasnoeiras.
de nogueiras.
de nespereiras.
de azeroleiros
de larangeiras.
de ligueiras.
de oliveiras.
de viohas.
A cultora comparativa de to grande numero de
variedades lem necessariamenle feilo mohecer as
que melhor convem no clima algerino. Tem-se re-
ronhecido que para a maior parle e sobrehilo para
os trniios de peride as variedades mais prematuras
sao as que dan os melhores fructos. Os rabes esto
longe de ficar indilTerentes visla de nossos fructos,
e bella vegetagao das arvores que os produzem.
Klles procurara de boa volitado nossas sementes que
preerem muilo para suas plaotagOes, s plantas
mesquinhas e selvagens, de que se servan) prece-
dentemente. Pode-se dizer que pela planlagao de
nossas arvores fructferas lie que comegou nelles
revolugao agrcola.
Eulro as 127 especies florestaes importadas, al-
go mas merecern menrao especial.
A asnorcira existe lia muilo lempo na Alueria, a
julgar-se pelos helios ejemplares qne se cuconlram
por toda a parle. Aquella que ae cnconlra mais
frequeillemenlc d fruclos negros, quando se achao
conjplelamenle maduros: sua folha eicellenle para
a outrgao dos bichos de seda. Tem-sc inlroduzido
entre nossas diversas variedades de amoreira branca
a amoreira multicaule e a amoreira lou, que pare-
cem suscepliveis de prestar bons servigos, e o mo-
ras rubra da America,
Tem-se igualmente niluralisado duas especies de
frcixos, dos iiuaea se cxlrahe o man nedeeinal;
17 eednomicas por ttulos diversos ;
34 florestas ;
22 n lcnhosacs.
239 arvores ou arbustos de recreio, ou
pelo menos nao tem mostrado alchoje
nenhuma ulilidade.
As arvores de fructos comesliveis comprehendem
qualro especies debananeiras de vcgelagAo tropical c
luxuosa e de fructos succiilcntos; qualro especies
de goiabeiras, que -fructifican] abundantemente : o
laui u>persea ( l.in. ) o anona cherimolea (Mller )
cujo fructo agradavel mede 27 centimelros de cir-
cumferencia ; a nespereira do Japao, o cookia pune-
tata da familia das larangeiras, a Hugenia uniflora
( l.in. ) cojos fruclos, chamadoa uas colonias roas-
sailles, sao lio bellos a visla e muilo agradaveis ao
ao goslo ; o sechium edule, que se chama no M-
xico cayotte, e chouchou em Bourbon.
Enlre as especies medicinaes, nolam-se:
O burcea ferruginea (1'llen ) da Abyssinia, co-
ja casca be empregada contra a disenteria ; o j'k-
tropha curcas (l.in.) ou pinhao da ludia ojutropha
multiflda ( l.in. ) que dao graos oleaginosos c
purgativos, a acacia nilotica { Dellile) urna das
arvores que produzem a gomma arbica o micania
guaco ( H. P.), empregado na Ihearapeulica para
curar a dysnleria ; laurus camphorea ( Thunb )
da China, que d essa resina cheirosa 15o empregada
com o nomc de camphora ; a casia fstula (l.in )
da India, a qual pro luz a raima fislula purgativa e o
dracona draco ( l.in. ) que produz a gomma.
as especies econmicas, dislingue-se :
O hmnalho.ryluin campechianuin ( l.in. ', da
America meridional, que d o pao de tinturara t.lo
conhecdo com o nome de campeche, o sapindus
saponaria ( l.in. ) do mesmo paiz, onde se chama
sabouete ; o coffea arbica ( l.in ) catezeiro ; o
celastruse duUs ( Vahl ) do Yemen, cujas folhas
servem para a prepararao de uina infusao semelhan-
Ic a do cha ; o C. cwsalpinia punetata ( Willd
C. schinata ( Lam. C. tappan (l.in.) C. pecli-
nala ( Cav. ), os dous primeiros do Brasil, o ler-
ceiro da India c o quarto da America meridional,
que produzem paos de tinturara conhecdos pelo
nome de pao brasil; o aleuriles trtoba ( Farst ;
oU nogucira de Bcncoul o crotn sebifero da China
ou arvore de sebo ; o ficus clstica, da qual se cx-
lrahe a gomma elstica.
Enlre as especies econmicas, deve-sc compre-
lientler lambcm as diversas especies de bamb- :
o grande bamb da India, bamhusa arurdinacea
'.Fin); o de Madagascar, bamhusa Tbuarsu (Kunt),
e o bamhusa pinosa( Illa ) da China.
As especies floreslaes,quc s3o suscepliveis de lomar
grandes dimcnsGes, figurar nas planlaroes de ali-
nhamenlo ao lado das estradas ou nas pragas pu-
blicas, c formar grandes macissos c mstas, se apre-
senUm em mullid jo. I.imitar-nos-liemus a indicar
os mais notaveis.
Nesla cathegoria encontraro-sc diversas especies
de arvores fruliferas.
Entre as priucipaes vem collocar-se a araucaria
excelsa ( Lamb ) da ilha de Nok na Oceania, a
a arvore a mais bella e a mais pitlorcsca, que se
pode imaginar. Depois estao o pinas canariensis
( D. C. ) de Tcneriffe ; o pinus jongifolia (l.amb. )
de Nepaul ; o pinus tenuifulia e o pinus gracilis
anili.i- do Mxico, o cedrus deodora ( Bo\b. ) do
Ilimalaya; a rasuarina equisetifolia ( R. B. R. )da
Nova llollanda, e a casuarina latenfolia ( Rich ;
de Modagascar.
Alm dislo ha divirsas variedades de podo-carpess
e de acacias : o encalyplus dicersifolia (Bompl! o
gi ariella robusta (Cunn.) o leptospermem flexno-
sum _Sicarl:,)o prosoph juliflora (D. C.J, o Jaca-
randa mimoiafolia (Jol-feg,) do Brasil, que passa
por dar a madeira roxa para embutidos ; o fieos re-
ligiosa (Lin) da India, ou a aaivorc dos pogodes c
urna mulliJao deoutras, que fora longo numerar.
Os cipos, isto he esles vegelaes tao graciosos pela
flexfiilidadc de seus talos, pela vvacidade de seus
ramo., pela abundancia de suas folhas e llores, lao
notaveis pela lores) de sua vegclarAo e pelos super-
fices immensas, que ellas cobrem. olloreccm um
grande numere de especies, das quaes citaremos s-
menle as segrales :
O bignonia 'jasminnitles (Kunlh) do Brasil, o B.
jaminifolia (Linde) do Orenoco, o B. vcnusla iKer"i
do Brasil, o bongaincilha speetabilis (Jun) o passi-
flora alata (llorle) e r.ondonii da America meri-
dional, os gneros atnphilnphium e aplolophium
(Chon) do Brasil, o V.pamata l.in) do Brasil, o aris-
toloihia labriosa Bof do Brasil.
Nao lerminaremos esla revisla dos vegetaes nalu-
ralisados na Algeria ; sem dizer urna palavra do ta-
baco, do qual sepossue grnnde numero de variedades
do algodn, coja cultura iillimamenlc se lem dena-
mado tao rpidamente ; da papoula, cujo produelo
tem sido estimado como igual ao melhor opium da
India; da bainilba, da ca nna de assucar, do arroz,
e sobreludo do arroz secco da China, das plantas de
essencias, 20 especies de a.nanaz, 5 de batatas, ele.
chocolate sem cacao em que nao entra senao miihc
azeilc goma de ovo, e para dar-lhe cor algumas tinti
vermelbas; mol que os velhacos compoem com borras
deassucar c amdo ; pimenla de enxiaba misturada
com graos de musanla, ou lamben) para a rnziulia
evcellenles tombos de vacca de carne de ravallo.
Nao passa islo -le lagos quasi innocentes armados
aos consumidores. He verdade que alguns desses
consumidores cahem mesmo|por seu goslo sfio equi-
valentes mais baratos que o sen luxo admille. Mas
a maior parle loma de boa le o nome pela cousa, a
apparencia pela rcalidade, o falso pelo verdadeiro,
e paga em coiisequencia, porque o que vende geni-
ros falsificados nao aceila dinheiro falso ; entretanto
parece que a reriprocidade seria legitima.
Ao menos, louvado Dos essas falsilica5ess ala-
cio a bolsa. Cera vezes ppior he a fraudo que pode
alterar a saude, como o pao em que se misturava
outr'ora sulfato de cobre, porque com firinlias me-
diocres dava bella apparencia ao mioloe codea;
como o vnho. quando una criminosa ambiguo em-
prega para lola-lo nao ja a agua ou molhamenlo, o
alcool ou rinhagrin ; porque a fraude lera una lin-
guagem propria, ) maso litargyrio, mas oalum, mas
o carbonato de potassa ou de soda. Alguns rom-
mercianles de vnhos sao, como se ve, cngenlmsos
chimicos. O vnho que vendenihc realmente de sua
lavra. Quera desviar de nos esle calix '.' Ouem nos
dir como he que o saber conhece a fraude ".' Es-
lendeudoa tudas as cousasprcvidenlcsciidados,quera
nos dir que meios se bao de oppr as epidemias
nascentcs, s asphixias repentinas, aos euvenuna-
menlos involuntario- ? Quem no-lo dir ".' lm li-
vro muilo til, publicado pela livraria medica de
Bailliere ; um livro que se deve aos cuidados Ilus-
trados do Sr. Anihroise Tardien, dcwlor de qocni a
sriencia aprecia os Iralialbos. a juslira os leslcmu-
uhos c aadministragao os conselhos (I).
( 1 ) Diclionnaire d'hygicnc publique el de salu-
bril ou Rpcrloirc de tontos les queslions relativos
a la sanie publique, considreosdans leurs rapports
avec les subsislancos, les pdmics, ele, ele. ; com-
pll par le (cxl deslois, dcrcls, areles, ordonnau-
ces el instruclions qui s'y rallarhcnl, par Ambroise
Tardieu. 3 vols em 8."
A humanidade dever-lhc-lia muilo. O seu livro
nao (rala s da salubridade nos campos nas esqua-
dras, nos hospitaes, nas mas estrellas das vclhas ci-
dades, ou longe dellas, nas bordas dos ros, no mcio
dos pantanos. Faz mais. Segu lamhem os homens
nas suas diffcrenles profissocs ; inoslra os ptrigos in-
separaveis de algumas indoslrins, c sua invesliga-
goessobre eslas industrias palcnteiam a sua impor-
tancia ignorada.
Quem julgaria quo a 'fabricagao dos phosphoros
oceupa cm Paris diariamente dez mil operarios 1
Dous fabricantes de pedacnhos de madeira
( phosphoros em hranco) corlam por dia na machina
um o//o esteres de faia, o oulro qualro. S urna
casa fabrica diariamente 3,810,000 phosphoros.
Esla ollicina consom animalmente 1,200 kilo-
grammas de phosphoro, e, segundo o Sr. Payen, he
apenas a vigsima parle da produegao do phosphoro
em Franga. Poder-se-hia, por esla avaigao, ad-
miltir que o consumo interno c a exporlarao empre-
gam por dia 76,800,000 de pho pre-umir o crime, explica sullcientcraenle lanos
incendios.
Nestas fabricas a substancia nociva aos operarios
he o phosphoro : na fabricagao do arralada he o
chumbo ; para o amolador sao as aslilhas dos rebo-
los ; para o canleiro o p das pedras que lavra. On-
dejhe que a salubridade sempre prudente nao v pe-
rigos? Onde he que o baloto e a incuria nao os fa-
zem nascor ? Exislem no mais simples vegetal que
se prepara, para que seja mais verde, em laixos de
cobre ; exislem no brazido empregado em aquercr
um quarto, i-a falsa persuasao em que se est deque
s o carvao he nocivo ; exislem. mesmo nos mais fi-
nos confeilos, sendo tintos com cores mineracs; exis-
lem, mas de nalurozaamu diversa, no funesto cos-
lume de locar sinos com loda alinea no momento
cm que a eleclricidade scinlilla noar era longos tra-
gos de fogo.
Entretanto, quando he que o lerrivel fluido se
raostrou mais dcil sciencia '.' Ella desarma o raio
elevando para o eco tongas agulhas de ferro, c pa-
ra de cerlo ajudar a doma-Io, um sabio, o Sr. Ber-
ghaus ( a obra de que tratamos falla disso ), levan-
lou una caria geographica das tempestades na Eu-
ropa. A eleclricidade nao est smente sujeiti, tor-
na-se lambem alenla e serviral. Ora he empregada
em Inglaterra em novos processos de grasura ; ora
descendo ao fundo dos mares, ou subindo ao cinio
dos montes, lorna-sc como a fama, mas cera vezes
mais rpidamente do que ella,
A mensageira indillerente
Das verdades c do erro.
Que potencia Sorprende que.una aHe cojos es-
tilos sao tao recommendados, pois que tem a huma-
nidade por objecto, sorprende que a medicina nao
lenha ainda recorrido mais vezes eleclricidade.
Qne de curas nAo poderiam obter cora ella a scien-
cia c a rcfiexAo".' Ha cm Paris um joven pbysico
mui prudente, muito instruido, o Sr. Cnuraul, que
suba direegao dos doutores fez. raaravilhas ; nada
resiste no seu gabinete (sendo sempre a medicina
quem ordena ), nada rcsisle a influencia elctrica
bem empregada, variada, graduada, contida ; os
miiscnlos longo lempo frouxos vgoram, as nevral-
gias agudas acalmam-se, os raudos fallam, os coxos
andam, as forras exhaustas por longos trabadlos re-
cobran) nova energa. Quera pode dizer oque alean-
gara a sciencia ou nAo alcanrara alguin da da elec-
lricidade '! O sen papel be imniensn na Balaren.
lilla anima, fecunda, vivifica tu 'o ; fuzilla no pen-
saraento, trnveja no co, vegeta na planta ; c, asso-
ciando-se i inmortal esperanra do homem, s itvys-
leriosas vonladcsdc Dos, a eleclricidade parece ser
o asente mais activo, o espritu, a vida, a alma do
mundo. Quaulo mais a sciencia a ostiidar,niais par-
tido cortamente podera tirar dola.
No entretanto a sciencia he aproveilada para dif-
fercnlc objecto pelo autor. Muitas vezes a Hygiene
lora realmente por curiosas relaroes com a historia
natural. O que se esperar encontrar na palavra os-
itos ? Que cnlravam nos mais smnpliiosos banque-
tea dos Romanos, qoe elles apreciaran) nniilo as do
lago l.ucrino ou de Brinde, eque as mais estimadas
nos nossos dias vera de i Lleude mi de Inglaterra.
De rerlo,ccha-sc islo na obra ; mas porque, por urna
razAo de saude, nAo se comcm ostras nos mezes mais
quenles do anuo '.' He porque neasa poca desovara,
e esse instante especial parece qne Ibes allera a qua-
lidadc. Eis a esle respeilo a opiniao do sabio o Sr.
Dumeril.
Os molluscos ou acepbalos conservan) em si os
ovos, fecundados por oUes mesmos ; porque sao an-
drogynos ou completamente herraaphrodilos. Esses
ovos licam-lbes enlre as guelras, al que osostrinhos
que contera manifestcm us movimonlos de suas con-
chinas. Quando silo expulsos a concha era que se fe-
chan) esl untada de urna materia viscosa destinada
a faze la adherir aos primeiros corpos duros que
elles enconlram. Provavelmenle he essa materia
que os livra de serem presa de oulros animaes, so-
breludo dos peixes. He principalmente no lim de
agosto e no principio de setembro, que se aecusam
as oslras de causaren) assim forles coliras, c he jus-
tamente nessa poca que se diz que os mariscos es-
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 23.....2:2199977
dem do dia 21........ 2489138
2:4689115
A desgraga beque em Pars assciencias tem tido
a fraude por emola. Ella lambem se cnsaia. porm
menos utilmente para as massas, em subsliluigOes
singulares. Assim, vende-so descaradamente gela-
tina por tartaruga, alabastro em p por sandraca ou
amdo ; faz-se cidra com agua, assurar e ribes-negro
e fabrica-ce vinagres com cidras, e polpa de pera em
vez de vnho. E o lele com que o fazem "' Quem
sabe"? He cerlo que se vende cm Paris muito mais
do que o que se Iraz ; mas sobre esta substancia o
Sr. Ambroise Tardieu tranquillisa-nos muilo na
sua imporUnle obra. Allcra-se o lele tirando-se-lhe
aflala, ajunlando-se-lhe asna : enfraquecem-o mui-
to, mas mulliplicam-o ^singularmente. Ao meuos
este genero de milagro nada (em de uocivo. Pelo
prego porque se paga o leile, mesmo assim modifi-
cado, ojo -e po lena ter lete puro.
Na impossibildade de augmenlar-se o prego, aug-
mcnla-se o genero : he a mesma inulliplicagao fe-
la era seutido inverso.
A par das fraudes ha os abusos, e alguns por se-
rem sem m tengAo nAo deixam de Ier perigoso. Nas-
cem da rolina ou da ignorancia. Acba-se s vezes
(quem o ignora "?) cobre no cliraclo de alcaguz.
Que explicaran lem islo 1 Ei-la : o exlrarlo de al-
caguz vem-nos da Calabria c da llespanha. Prepa-
ram-o alli em lachos de cobre, na esfregarAo do qual
se desnrendem algumas parles. Caldcira's de ferro
obviaran ludo ; mas v sepropr esla mudanra aos
dous paizes lalvez os mais rolineiros da Europa O
meio ipais seguro he pasaar o suco de alcaruz pelo
lltro.
Felizmeale nAo se vive disso. Vive-so dos 80,000
bnis, dos 6 a7,000 carneiros que Paris consom por
anuo. Seria ainda para desejar que a carne, cujo
proco augmenta sempre, fosee menos cara, e a hy-
sicuc ainda (em necessidade de verificar se as mana-
das chegam sem 1er padecido demasiadaraenla no
e.uiii nli.i, ou sem Irazerera dos paslos o germen de
alguns conlavos que assim como aos homens, ala-
cara osanimaes.
Virgilio nas Gergicas faz urna admiravel des-
rripraoda doenra que no seu tenipo assolou os re-
banhos ao p dos Alpes :
n I in mal ardcnle, nascido de um ar cmpcslado,
devastara as marsens do Tirano : animaes doraos-
ticos e bravios morriam do contagio as aguas es-
lavam rorrorapidas c os pastos inferlados. d
Ha anuos, urna epidemia menos poticamente
descrila atacou os gados que vinham da Borgonba
e do Nverna*. Tinham as gorilas chagadas, os
ps iiichados c doridos. Marchas dcmasiadaraeulc
lougas |>or caminhos endurecidos pelo fri lornavam
as dores insupportaveis. Os animaes estavara sem-
pre deilados, c se os obrgavam por um momento a
levantar-se cabiam e arraslavam-sc sobre os joelbo.
Os bezerros nAo cabiam morios, como em Virgilio,
no meio de risonhos prados, mas eslendidosem car-
rclas mu muilo mais prosaicamente cahir nos ma-
ladouros. bremeos, acba-se um carbnculo bron-
co por detrs da espadua, depois verdadeiros tumo-
res carbuculosos nos msculos. .Relalha-ae a carne,
e a sciencia, a hygiene, que querem cmihecer tudo,
experimentar ludo, fazem-a cozinbar. He excel-
Icnle. Depois deesa experiencia, Par, segundo to-
das as probabilidades, lem comido daquella quali-
dade de carne muilo e ha longo lempo. Como he
que se nao lem seguido inconvenientes de tal con-
sumo '.' Urna passagem do novo diccionario no-lo
dir : Sahe-se que as mais contagiosas moles-
lias, a piistula-maligua mesmo, nSo communica i
carne lomada como alimento qualidadcs nocivas. A
cosedura e a digestao bastara para decoinpr os
principios nocivos e destruir-Ibes assim todos os ef-
felos. a Se a venda das carnes carhunculosas he
rxpi o- menle prohibida, he porque o contado
bastara, anles da cozedura, para causar a mo-
lestia.
Mas nao se he smenle repelllo peloconlaclo e pe-
la visla; o ebeiro repelle muitas vezes. Ha os cstahe-
lecimentos insalubres que o prudente Dr. o Sr.
Pradicu faz muito bem conheccr ; lia as exbalages
iucommodas que infectam o ar e as vezc< o corrom-
pcm. No numero desles lugares empeslados a hygie-
ne cila as fabricas de cordas de Iripas, e quasi sem-
pre a bahilnean dos Irapeiros.
Era Pars o Irapeiro he ora ente a parle. Daqucl-
los que o dcscobrem ao passar pelas ras, quera sa-
be ns lugares que elle habita, as horas que da as su-
as buscas, como vive, ipianio sanha, c principal-
mente onde dorme '.' seus vizinhos, mesmo arreda-
dos, sahem-o sobejamenlc Ella faz de ordinario cm
Pars Ires ron la. em rale e qualro horas, duas de
dia, urna de imite. Cada hornera pode galibar iu
toldas por da, cada uiullier 20 sidos, cada rapa-
inlio 0 ; maso abuso da agurdenlo nao deixa
dentro cm pouco ao Irapeiro nein goslo, uem forga
para o Irabalho.
Fma receila imprevista despemlc-sc cm prodiga-
lidades loucas : o carro da praga n.lo he demasiado
faustoso para condoz-lo fora "de Pars, e o vnho
qucnle das tabernas da barreira olfender-lbe-hia a
scnsiialidade se nao fosse o sabor do assucar, o fogo
da caadla e o perfume do limao. No resto do lem-
po, o Irapeiro oceupa-se muilo pouco cora perfumes.
As mais das vezes be na nica cmara habitada por
elle, sua mulher, seus lilhos eseuscaes que elle es-
colhe, como diz, suas mercadorias.
A horrivel escolba dos objeclos que junloii enve-
nena o ar c nausoa o estomago. Se uos temos demo-
rado com esle hroe do drama moderno, he porque a
hygiene ea salubridade publica designan a sua ha-
bilagao como o foco das exhalagoes as mais mephi-
(icas.
A esle triste quadro que a imagem consoladora e
opporemos, e quera nos offerecer essa imagem ?
Sempre a h.vzicne qne sabe ludo, que v ludo c que
penetra rom a humanidad, quer nos liospilaes lao
perfeilaraenle dirigidos cm Paris, pelo auxilio publi-
co, quer nas siluages que a beneficencia particular
alimenta.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS E-
IUES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da 1 a 23.....18:9389505
dem do dia 2i.........1:3689272
20:3069777
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 23.....27:212*360
dem do da J........ 96J462
28:1583822
MOVJTMENTO DO PORTO.
Sacio entrados nodiaii.
Camaragibef> das, hiato brasilero JVoro Destino,
de 21 toneladas, mestre Ettevao Ribeiro, equipa-
gem 3, carga arroz e mais gneros; a Jos Ma-
noel Marlins. Passaseiros, Manoel Jos de Sou-
za, l.uiz Caelano da Silva Campos, Elias Marlins
do Carme, Amaro Virginio do Nascimento, Fran-
cisco Flix de Jess.
Rio de Janeiro25 dias, brigue Prussiano Wes-
phalea, de 187 toneladas, capillo Guslavo Mal-
chow, equipagem 8, em lastro ; a Asllcy & Cum-
panhia.
Rio de Janeiro19 dias. brigue brasilero Amorim,
de 196 loneladas, capilAo Pedro Nolasco Virira de
Mello, equipagem 12, cm laslro ; a Amorim Ir-
raaos. Veio rereber pralico e segu para o Ass.
dem25 dias, brigue brasilero Ulcira, de 181 to-
neladas, c.ipiio Joaquim Pir.lo de Olivcra e
Silva, equipagem 13, carga caf e mais gneros ;
a Machado Pinheiro. Passageiro, Viclorno de
Medeiros Maia.
Da commissaoBrigue escuna de guerra brasilero
l.cgalidade, comraandante o cipilao-lenenle Pe-
dro Antonio de Lima Ferreira.
Rio de S. Francisco6 dias, hiato brasilero Liqei-
ro, de 17 toneladas, meslre Manoel Joaquim Ca-
(lin i ni. equipagem 7, carga arroz, milito e feijo ;
I Pedro Borgcs do Cerqueira. Passageiro, JoAo
Estanislao da Silva.
Socios sahidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroBrigue brasilero Puritano, capilfto
Jos de Suz.i Soares, carga algodAo e mais g-
neros.
demBrigue brnsilciro Assombrn, com a mesma
carga que Irouxe. Suspenden do limeirac
EDITAES.
O lllm. Sr. inspeetorda Ibosouraria provincial,
cm curaprimenln da resnlugao da junta de fazenda,
manda fazer publico, que a arremalago da obra dos
reparos de 550 bragas quadradas de cmpcdrameulo
na eslrada de Pao d'Alho, foi transferida para o dia
30 do correnle.
Secretara da (hesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de novembro de 1854.O direclor,
Antonia Ferreira da Annunciarao.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Macie'l, juz
municipal da segunda vara e commereio desla ci-
dade do Recife, por S. M. I. e C, ele.
Fago saber aos que o presente cdilal vircm, que
no dia 13 de dezembro prximo futuro, se ha de ar-
rematar a quem mais der, na porta da casa da m-
nha residencia, na ra cslreilado Rosario n. 31, pe-
las qualro horas da tarde do dilo da, a renda an-
nual do sobrado da ra do l.ivrameiito n. 32, avaha-
da cm 4009000 rs. por auno, por lano lempo quan-
to chesiie para pagamento da exerueao de Joaquim
Mauricio Gongalvesda Rosa, por si c como cessiana-
rio de Candido Alherlo Sodr da Molla, contra
Fraucisco do Prado & C.
E para que cliegue a noticia de lodos, mandei
passar edilaes que sero publicados pelo jornal c af-
iliados na praga do commereio c sala das audien-
cias.
Dado e passado nesla cidade do Recife aos 22 de
novembro de 1854.
Eu Manoel Jos da Molla, escrivao o subscrevi.
Francisco de Assis Oliveira Maciel.
Pela adminislragao da mesa do consulado pro-
vincial, se faz publico, que no dia 29 do correnle se
ha de arrematar em hasta publica porla da mesma
reparligao, duzenlos alqueircs de sal avahado em
1289, 122 caadas de azeite de mamona avalladas
cm 819600, 29 caixes com 116 libras de doce de
goiaba.avaiiados em 189560, e3l arrobas de sebo em
rama, avahado era 1879312 ; ludo apprehelidido pe-
lo guarda Francisco Jorge de Souza, por extravos
dos diroilos provinciaes. Mesado consulado pro-
vincial 21 de novembro de 1851. O administrador,
Antonio Carneiro Machado /los.
mel de ahelhas, 8 libras ; manteiga de cacao, 1 li-
bra ; raii-gii de 1: ir-Tga. 2 libras; macolla. 2 libras;
ventosas de vidro, 4 ; nz-vomica, 4frascos ; nitra-
to de prala fundido, 2 frascos ; dito chryslalisado, 1
frascos; dilo de potassa, 4 libras ; neroly, 2 oitavas;
oleo de amendoa doce, 8libras; dilo de amargas. 2
libras ; dilo de ligado do bacalbu, 4 libras ; dilo
de ricino, 1 arroba : Oleo de crotn, 1 frasco;
opio cm sorle. 1 libra ; opodcldok, 20 vidros ; pos
de Dover, 2 frascos ; pedr.i hume, 4 libras ; po-
tassa caustica, 2 frascos : polpa de tamarindo, 8 li-
bras ; pillas de Vallcl, 10 vidros; penneiras de se-
da, 2 ; ditas de cabello, 2 ; papel de embrulbo, 2
resmas ; dilo de fillro, 20 radernos ; quina amarel-
la, 4 libras ; resina amarelta, 2 arrobas ; raz de
chicorea, 2 libras ; ratania, 1 libra ; rol), 6 garra-
fas ; resina deguaiaco, 2 libras; raz de altea, 16 li-
bras ; rbuibarbo, 1 libra ; rolhas de coiiiga, 1 gro-
aa ; sanlonina, 1 frasco ; semariubia, 4 libras ; sa-
bao de Veneza, 2 libras ; sal polychrislo, 4 frasco;
speimacele do sorle.4 libras; sement de Alejandra,
4 ira-ros; sal amoniaco, (i frascos; sublimado cor-
rosivo, 1 frasco ; salepo, 2 libras ; sulfaclo de mag-
nesia, 1 arroba ; salsa parrilha, i arroba ; there-
bcnlina lina, 4 libras.; trtaro cmelco, 6 frascos :
lafolii de I.ipeldrier n. 2 c 3, 12 rolos ; tintura de
rnica, 2 libras ; dita de muriato de ferro, 1 libra ;
tintura de ns-vomica, 1 libra ; xarope do bosque,
6 vidros ; dilo de ponas de espargo 10 garrafas ;
dito de Lamouruux,20 dilas; de tamarindo-, I" dilas;
estojo para denles, 1 ; formulario Chernoviz, 1.
Para o almoxarilado do mesmo presidio.
Farinha de trigo, 1 barrica : assucar branco, 24
arrobas ; arroz, 10 arrobas ; alclria, 2 arrobas ;
aramia, I arroba ; azeile dore, 1 barril; agur-
denle, 1 dilo ; arcos de pa com es ferroscompelen-
Ics, 2 ; arcos de barril, 4 quintaes ; areia de cal-
dear, 2 barricas ; cha urna caixa, 26 libras ; caldei-
rr.es de ferro para 50 pragas cada um, 4 ; caihrosde
30 palmos, 200; cauiveles de aparar pennas, 4 ;
cera em relias, 4 arrobas ; caparrosa, 2 libras ; ca-
bo de cinco polegadas de grossura sendo de linho ou
manilba, 2 pegas ; carvao de pedia. 3 loneladas ;
ferro redondo de meia polegada, 1 quintal; dilo
redondo de 3 oilavos, I quintal; dilo quadrado de
3 ipi irlos da Suecia, 1 dilo ; ferro de barra da Sue-
cia de 1 e meia polegada de largura, 1 dito; gomma
arbica,1 libra: lapis i.bons),4 duzas; livros de 400
folhas cada um,2;livrosde200folhascadaum,3;ditos
de 100, 3;paos para a balsa da descarga,16;pranxliSes
para bancos de carpinleiro, 6; paos para pernas de
tesituras com 23 palmos de comprido, 12 ; papel al-
mago, 4 resmas ; papel pautado marca de almago,
i resmas; dilo mala borro, 20 radernos ; papelao
de n. 20, 20 folhas; pedras de amollar, 8 ; peli-
marlim. 12 loros ; ripas, 100 duzas ; sepos de re-
bote, 6; sepos de plana com os ferros dobrados
competenles,l2; erras de mo ede volla,6; dilas de
desdobrar madeira, 2 ; serrotes sorlidos de pona, e
de Da, 12; sabao, 3 arrobas ; taixos de cobre com
peso de arroba cada um, 3 ; tahoas de louro para
810 palmos de lariinba para a aldea, 24dnzias; to-
ros de sicupira para eixos de caire,8: vassonras de
piassaba, 30; varrumas surtidas cabral, caixaes, ri-
paes e de guarnirn. 8 duzas ; vinbo branco, 10
medidas; dito de Lisboa tiulo, 1 barril ; /ann. 16
libras.
Meio balalhao do Cear..
Panno prelo para polainas covados, 31.
Arsenal de guerra.
Toboas de assoalho de cedro, 3 ; costado de dilo,
1 ; cadinbos do norte de n. 6, 10; ditos de dilo de
n. 8, 10 ; ditos de dito de u. 10, 10 ; ditos de dilo
de n. 12, 10.
Quera quizer vender estes objeclos aprsenle
as suas proposlas cm cartas fechadas na secretaria do
ronsedni as 10 horas do dia 25 do correnle mez. Se-
cretaria do conselho administrativo para forneciraenlo
dojsrsenalde guerra,17 de novembro de 1854.Jos
de Brito tngiez, coronel presidente. Bernardo
Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Por esla subdelegada foi apprchendida a um
erimo mogo, que disse morar na freguezia do He-
rir e chaniar-se Jos Francisco Antonio, (esle nome
parece falso, c o crioulo ser escravo), urna bonita o
mansa cabra (bicho) com urna filha, a qual linda o
mesmo crioulo iiegqriado com Francisco Antonio de
Mello, morador na ra Imperial, pela pequea
quanlia de 3^000, a quem ha pouco vender outra.
Suppoudo-se ser a cabra tunada, se faz o presente,
alira de que quem se julgar com direito a ella, a
procure. Subdelegara de S. Jos do Becifo 22 de
novembro de 1834.O subdelegado,
Manoel Ferreira Accioli.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virludc da aulori-
sagao do F.xm. Sr. presidenle da provincia lem de
comprar os objeclos segiiinlos:
Para a capella da fortaleza do llriim.
Ornamento branco completo, constante de casula.
estola, manipulo, bolsa e veo 1, panno roxo paraj
robn a imagem do Senhor I. oncadernarao de mil
missal c reforma do galn das bolsas, encarnada e
roxa, alvas 2, amitos 2, rordes 2, corporaes 2, loa-
Ihas para altar 2, dilas de 111A0 para o lavatorio 2,
panno de pala 2. purilicadores 2, sanguinhos 4. la-
pete para supedneo do aliar I, panno de luslrim
roxo, r o vado- 3 1(2, aspcrlorio para a pia d'agua
benla 1.
Quem quizer vender esles objeclos aprsente as
suas proposlas cm carta fechada na secretaria do
conselho as 10 horas do dia 29 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 22 de novembro de
1834.Jost d- Brito Inglez, coronel presidenle.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
tao Jos Ignacio Pimenla: para o reato da
carga, escravos a 'rete e passageiros, tra-
ta-*e com o consignatario Eduardo Fer-
reira [Saltar, na ra do Vigario n. 5.
LEILOES
O Dr. Tlu-inassiii, estando prximo a reunir-
se para a Europa, far leilin da sua mohilia por in-
lervertgao do agente Oliveira, consslindo em sofi,
cadoiras, banca de jogo, dilas redondas, mesa de
janiai, dilas de gavetas, lavatorio com pedra e ei-
pelho, le lo francez, commoda, lanternas, garrafas, a
copos, apparelho para cha, dilo para janlar, Irem de
cozuiha ele. etc. : aegunda-feira, 27 do correte, as
10 horas da manbaa, na casa de sua residencia n. 7,
primeiro andar, ra de S. Francisco, defronte da or-
den) lerceira.
O agente Vctor, fara leilao em sen armazem roa
da Cruz n. 25, de esplendido sortimenlo de o bes* de
marcineria novas e usadas, de differentes queda-
dos, lanternas rom ps de vidro e casqunho, candi-
eiros para meo de sala, um sellim inglez, relogios
para algibeira de metal galvanisado, e outros mui-
los artigos que sera eufadonho menciona-los, ele. :
ao meiodia era ponto vender-se-ba urna excellente
escrava muilo moga, de nagao, com algumas habili-
dades. Terga feira 28 do correnle, ai 10 U horas da
manhfa.
Viclor I.asne far leilao por inlervengao do
agente Oliveira, de nm bello sortirtento de fazen-
das muilo vendaveis, consistindo em cortes de vesli-
dos de cambraia de seda, sedas lavradas, casemiras
prelas e de cores, pannos decores^ meias de seda
para senhora, meias cruas e de cores para hornera,
chales de seda, manteletes e muitas oulras fazendas
francezas e suissas: lerga-feira 28 do correnle as
10 horas da manbaa, no seu armazem, ra da Cruz.
Jos Francisco Gongalves far leilao por inler-
vengao do agente Borja, qunla-feira 30 do correnle
as 10 horas da manbaa, em sua caaa na ra do Col-
legio n. 12, segundo andar, de urna excellente mo-
brtia de Jacaranda de goslo modernsimo, um pti-
mo guarda vestidos, um dflo guarda roupa de jaca-
raud, secretaria, commodaa, guardaloaga, appa-
radores, sof.consolos, marquezas e cadeiras de ama-
relio, nm rico santuario dejacarandi com varias
imagens, vasos de porcellana e de vidro para en-
lejes de sala, diversos quadro*, obraa de onro e pra-
la, unta purrao de lougas vidros de diversas qua-
ldades para servigo de mesa, lodoa os utensilios de
casa, etcl., e oulros muilo, objeclos qoe ae acharao
paleles no dia do leilao na mesma casa; asaim co-
mo urna ptima escrava.
AVISOS DIVERSOS.
SONEDME DRAMTICA EHPREZARIA.
17" RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 25 de novembro de 1851.
Depois da eiecugan de; urna ouvcrlura represen-
lar-se-ha pela primeira vez, o novo drama era 5
aclos intitulado
0 ALCHIHISTA.
I entibiara o espectculo cora a engragada come-
dia em 1 acto intitulada
0 FILHO DE TRES PAS.
Principiara as 8 horas.
Os Itilbelr- vendidos para o dia 18 lem entrada
noste espectculo.
AVISOS MARTIMOS
Qaantei bens, por exemplo. com a cooperagau de
diminuto! soccorros.nao lem prndu/.ido e n;io ilevem
ainda prndtizr os prettptt creches? Indigente* e
mflis, a jnriialcira.al ivadeira.a vcndclhona eslavam
redolidas a deplorar ou a sua fecundidade ou a sua
miseria. O Irabalho furlava a pobre mai aos seus
deveres, ou cuidados nao dcina-iadamenle Ionios,
mas demasiadamente cxclusivus.a entregavam a in-
digencia.
Conlia-inc luu lillio, dsso-Ibc a nova inslnicao;
ir laboriosa he ser discrata,|he ser boa. Trablha
para elle, eu velarei em leu lugar. Vera duas ve-
zes por dia. acha-lo-has nos mena berros. Trar-ihe-
lias sua refeigao favorita ; elle te pagara esle cuida-
do com suas caricias ; e eu nio terei cm recompen-
sa a alegra da mili eo bein-estar da pobre rrianra.'o
A obra seguio o pen**nieiilo. O boiiiem a quem
Meo; llera esle, comprio aquella. Casas modestas
abriram-se. motiiliarain-se. |>ovo;iram-se do peque-
os hospedes, e bem deprcesa se acharara realisadas
estas palavras que nina voz divina dirigi aos pas-
lores: huenietis infanlem puniiis, imolulum el
posilum >n prnsepio. ti Acharis um menino cu-
faiado c deilado era ura presepe.
Assim vos guia e vos esclarece era todas as cousas
o Irabalho ulil, instructivo, refleclido, consciencioso
a que se deu o Sr. Tardieu. Como cm lodos diccio-
narios, os assumplos sao variado, e diversos senlit
lambemos Icilores. Cada um cscolhera os arligos
DECLARACO'ES.
Cartas seguras viudas do sul pelo vapor inglez
Great ll'estern para os senhores :Antonio Araujo
Aragao Bulcao, I'rancisco Antones Marnbo Jnior,
Joaquim Francisco Duarle, Jos. Joaquim Dias Ker-
n unle-.
Por esla subdelegara se declara que se acha
recolhido em deposito um cavado castaiiho cora can-
galha, que appareceu sem'destino e sem dono, no
sitio denomina h> liarlholomcu, ao lado do Arraal,
de Jos Caelano de Medeiros, morador nesla fregue-
zia : quem se julgar cora direito a elle, apresenle-se
para lhe ser entregue pelos meios legaes. Subdele-
gara de S. Jos do Becifc 23 do novembro de 1854.
O subdelegado supplenlc,
Manoel Ferreira Accioli.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em vrlude da aulori-
sagao do Exm. Sr. presidente da provincia lera de
eompar os objeclos segoinde :
Tara a botica da Ilha de Temando.
Agua de Labarraqiie, 12 garrafas ; acido sulftiri-
co, I libra ; rido ntrico. 1 libra; agafrao, 4 oitras ;
alfasema, ti libras ; alecrira, (i libras; rnica, I li-
bra ; arsnico branco, 2 frascos ; araacar de lele, (i
frascos (oneas) ; assurar rund, i libras ; ans eslrel-
lado, (i frascos ; agua de Collonia, t vidros ; alco-
ol a tl(i graos, V ranadas ; almecegas, 8 libras ; bal-
saino tranquillo, I lihra ; balsamo de Tioravanle, I
libra ; beijoiiii, 2libras ; bicarbonato de potassa, 2
libras; revada, 2 arrobas ; caberas do papoilas. 2
libras ; coufora, 2 libras ; rcra amarella, I arroba ;
carbonato de palana, 9 libras; canalla, I libras;
calonieliaiiiis, 1 fraseos; curato de ferro. 2 frascos :
cyauorelo de potassa,1 frasco; rlorororraio.'i frascos;
conserva de rosas, I libra; ral viva, 8 libras ; co-
louquilidas, i fraeos ; cera branca. 8 libras ; deda-
lera, 2 libras ; digilalina. 1|2 oilava : extracto de
chicoria, frascos : dito de belladona, 1 frascos ;
dito gomoso de opio, 2 lis ; dila de ruibarbo, i
frascos ; dilo de salsa parrilha, 8 frascos ; dito de
semencontra, 2 frascos ; diios de coloquinlidas, 2
frascos ; dito de cicuta 1 frascos; dilo de nieinien-
dro, 2 frascos ; dilo de digitales, 2 frascos ; emplas-
tro ilc cicuta, 2 libras ; dito mercurial, i libras ;
dio adhesivo, 8 libras: elher sulfrico, i libra ; cn-
xofre sublimado, 2 libras ; espirito de nitro doce, I
libra ; dito de miuderere, (i frascos ; dilo de crva
cidreira, ti fiascos ; dito de salamoniaco, (i frascos;
clectuario de seniie, i libras ; furnias para o lado di-
reito, t.5 ; dilas para o lado csqucido; 15 ; ditas du-
plas, (i ; lios de linho, 1 arroba ; flor de anil,( fras-
qiie seusesludos, seus dcveres.ou os cuidados que o cus ; ferro preparado, 2 libras ; funis de vidro 2
occupaiu o obrigara a Ier : mai do familia os arli-
gos allimcnios, peixes lacticinios ; ao medico a pa-
lavras epidmicas, contagio, cholera ; aos industrio-
sos tudo quanto lem relarao com as olllcinas ; ao a-
groiiomo. os arligos notaveis, adubus, trigo apriscas,
ao administrador,e nao sei a'quem a obra nao seja a
cada instante necessaria, ao administradoras rrligos
prMtes cellulares, mercados, exposlos, saneamcnlo.
No que toca a salubridade o autor indica todas as
precaugitcs n lomar, e todas as medidas a prescre-
ver. E como as trata de sonear a preferencia entre
omina kino, \ frascos ; gomma de btala 8 libras;
dila de angco, 8 libras; dita de gula, 2 frascos;
gral de vidro, 2 ; hydrofcreo ryaualo de q. q., 1
frasco : iodureclo de enxofre, 1 frasco ; dilo de po-
tassa, 2 libras ; incens. 8 libras ; jaborandy, 1 li-
bra : jalapa cm p, 6 frascos ; kermes mineral, 2
frascos; ludano de Sydeuhao.l libra; dilo de Rous-
seau, (i frascos ; Le'roy do :l"e 4o grao, 20 garrafas;
dilo de vomitorio. 5 garrafas : linhaga, 2 arrobas ;
liuimento anodino, 2 libras ; mercurio doce, 1 li-
Para o Bio da Janeiro seguir breve o pata-
cho nacional Amizade Constante por Ier a maior
parle da carga prompla ; para o re lo da mesma c
escravos a frele. para o que lem bons commodos.
Irala-se na ra da Cruz do Kccife n. 3, escriplorio de
Amorim Irmos.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Pretende sabir com brevidade a escu-
na nacional Tamega, por Ier parte do
seu cauegamento : para o resto da car-
ga e escravos a frete, trala-se com No-
vaos &C., na ra do Trapiche n. .Ti-.
Para a Babia pretende sabir al o dia 30 do
correnle o bem conhecdo e veleiro biate Dous
Amios por Ier a maior parte de scucarregamenlo
promplo ; para o reslo da carga ou passjgeiros, Ira-
la-se com o consignatario Autouio Luiz de Oliveira
Azevedo, na Iravessa da Madre de Deosn. 3 e 5, ou
com o ca piulo a bordo.
l'ara o Porto pretende sabir com brevidade
por Ier a maior parle da carga prompla, a galera por-
lugiic.a oBracharensc de primeira marcha : quem
na mesma quizer cu-regar on ir de passagem, para
o que offerece exfolenles couimodos, dirija-se aos
consignatarios Thoinaz de Aqoino I on.eca & Filho,
na ra do Vigario, primeiro andar, ou ao capitn, na
praga do commereio.
PARA O MARANHA'O.
Pretende saliir por estes dias, o lirignc
nacional oBrilliaute, por ter a maior
parle ele seu carrefjameiito protnpto: pa-
ra o reslo da carga e passageiros, trata-
se com Novaes ex C., na ra do Trapiche
n. ."4.
PARA O ARACATV.
Segu n.-le- dias o biale Capibaribe : para o
resto da carga trata-se na rila do Vigario n. 5.
Companhia de navegaro a vapor Luso-
Rrasileira.
Os Srs accio-
nistas dcslacoin-
panbia su con-
vidados a rcali-
sarem rom a
maior brevida-
de, a quinta e
ultima presta-
rao de suas ac-
(ea, para a im-
^porlauciaserre-
- mottida a diree-
gao : dirigindo-se a roa do Trapiche n. 26, casa de
Manoel Duarle Rodrigues.
Para o Rio de Janeiro
vai sabir com nubla brevidade a barca nacional Ma-
tltildc por Ier parle da carga prompla : quera na
incsina quizer carregar o reslo, ir de passagem. ou
embarrar e-rravos a frele, para o que lera excellon-
les commodos, falle cora o capilao Jeronymu Jos
Talles, ou no esrrplorio de Manoel Alvcs (iuorra
Jnior, ii j ra do Trapiche n. 14.
ARACATV.
Segu cora brevidade o hiato Correio do Sorte,
recebe carga e passageros: trata-se com Caelano
Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 23.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu viagem at 30 do corrente mez,
bra ; precipitado rubro, 4 frascos; man, 1 arroba; a veleira escuna nacional Linda, capi-
Ten do-se reconhecido que a despeza
de escripia e cobranca do importe dos i
annuncios he superior ao valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandaren), re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
Gabinete Portuguez de Leitura. -
Por ordem da directora, scienliflea-ae aos senho-
res associados que qnando alguns dos empregado* do
mesmo eslabeleeimenlo Ihes falten) com o respeilo
que Ihes he devido, sedignem communica-lo a di-
rectora, para esla dar as providencias.M. F. de
Souza Bandeira, segundo secretario.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da raa
daCroz n. 19: a tratar no armazem do mesmo
sobrado.
LOTERA Di PROVINCIA.
NSo tendo corrido hontem as rodas da
lerceira parte da quinta lotera, a favor
das obras da matriz da Boa-Vista, por
ter doecido o thesoureiro repentinamen-
te, o mesmo thesoureiro faz publico que
tenjja-l'eira 28 do corrente, corre infalli-
vel mente.
COMPANHIA DE BEBERIBE-
A admnistracao da companhia de Be-
beribe, tem autorisado o Sr. caixa a pa-
gar o dcimo terceiro dividendo, visto que
no dia 24 do corrente nao se reuni nu-
mero de votos suicientes para haver a$-
semblea geral.O secretario, Luiz. da
Costa Portocarreiro.
Roubaram da run do Collegio casa n. 14, ter-
ceiro andar; um relogio|de ouro sabonele horisoolal,
com correnle do mesmo metal, sendo o autor do re-
logio Viclor Bousquer em I'ernambuco n. 9900; um
chapeo do Chile pequeo, quasi novo; e mais qua-
tror.enlos e tantos mil ris em sedlas, sendo orna de
-lin-, duas de 50$, urna dila tambem de 50$ estam-
pa cor de rosa das novas eslampas, com o nome se-
guinle nas cosas: Pacheco e mais embaixo, r-
cebida de Jo.1o de Oliveira. e o resto mais muidas:
quem do mesmo roubo sonber ou delle ttver noticia
dirija-se a mesma casa cima, ou a rna da Praia n.
20 a fallar com Antonio Pereira Mendes, que alm
de lodo o aegredo que prometle guardar, o recom-
pensara com a metade do roubo qne possa|apparecer.
Precisa-se de urna mulher que seiba cozinhar
e fazer ledo o servido de una pasa de homem sol-
(eiro : na ra Nova n. 41, primeiro andar.
IKMANDADE IMS ALMAS DO RECIPE.
O juz da irmandade das almas, erecta na matriz
do Corpo Sanio, roga a lodos os irmaos da mesma
irmandade bajara de comparecer amanha 26 do
correnle pelas duas horas e meia da larde oa refe-
rida nutriz, para reunidos arninpaiiharem a solem-
nisaima procissao de Corpus Chrisli, visto ter sido a
mesma irmandade convidada por S. Esc. Rvm.
De accordo com a parle segunda do artigo 41
dna estatuios da companhia de seguros martimos
Ulilidade Publica, convidamos aos senhores accio-
nistas a reiinirem-s no dia 30 do crranle novem-
bro, no escriplorio da mesma companhia, ra da Ca-
deia n. 42. ao meio da. Recife 24 do novembro de
1834. Os directores, Manuel Joaquim Ramo $
Silva, /miz Antonio -'ieiro.
Precisa-se de urna ama de leile para acabar
de ani.-iiiieniar urna enanca de seis mezes: na ra
Nova ii. 19.
No dia 22 do corrente, pelas 8 hora da noile,
fugram da casa da ra larga do Rosario n. 22,segnndo
andar, dous escravos, Jos crioulo, e Antonio de
nar.io, com os segunles signaes : Jote crioulo re-
prsenla 45 annos, cor bem preta, baiio, magro,
barbado e com suissas prelas; levou duas calcas,
urna de brm pardo com : i-tras prelas em quadros
grandes, sendo ellas lislras pintadas, e outra cai-
ra vestida por cima, de panno grosso azul, e esla
volba ; levou duas camisas, urna de algodo gros-
so por bailo e outra velha por cima, chapee de
couro, tem a falla muito mansa. Antonio de naci,
representa 30 a 35 aunos, cor fula, chelo do corpo,
levou ralea de algodAo de riscado azul e camisa
igual, com urna correia na cintura segurando aa cai-
ra-, e chapeo de palha : roga-se as autoridades po-
licaes ou capiles de campo, apprehende-los e le-
va-Ios a ra larga do Rosaiio o. 22, segundo andar,
que serao generosamente recompensados.
O adeministrador da Capalazia da alfandega de
I'ernambuco, vendo no Diario de 21 de novembro
o pedido que se Ihes fas para meter mais gente na
Irabalho, senli nao poder servir alodos qne com elle
so em penhara, para em dilo Irabalho em pregaren)
seus allhados porlanlo nao se desconcolli, que
avendo vaga, ser alendido ; naserteza, qne o Ira-
balho vai amil maravilhas, pois basta Ier alfandega
aeiia frente, o mais Abel i enrgico inspector, qne
nAo deixa parar, camarita pela ni al ha. I'ernambuco
24 de uovembrn de 1834.O adeministrador d' Ca-
palazia, Jos Thomaz de Campos (Juaresma.
Aluga-se para se pausar a fesla urna boa caaa
em (Minia, ra da bica de S. Pedro, com 3 salas,
3 quartos, cozinha grande, copiar, estribara, grande
quintal lodo murado, com porlao e cacimba : a tra-
tar com Antonio Jos Rodrigues de Sonza Jnior,
na ra do Collegio n. 21, segundo andar.
No dia 23 do correnle, pelas 6 horas da tarde,
perleu-se na Solcdade, na eslrada que vai para o
Manguinbo, um relogio de prala um pouco descon-
certado (suisso); roga-se a pessoa que oachar, lva-
lo a ra da Cruz n. 27, ou ra do Aragao, casa n.
33, que ser recompensada.
O abaixo assisoado, era resposlo ao annuncio
publicado no Diario n. 266, de Jos Domingues Co-
iliceira e Francisco Jos Viann, declara que lando
a Ir.meado pelo juizo de ni pb.'io- srutenca a sen favor,
e tendu sido feita cm coiisequencia della a parlilha
dos bens do tinado Joaquim Jos Vieira, pode livre-
menle dispitr dos bens que em dila parlilha lhe toca-
ram romo legitimo administrador de sua mulher : e
que aappellacoque Jo- Domingues Codiceira inler-
pz para o tribunal da rolarn, de modo algum im-
pede a legitima disiiosico de seus lien-, lano mais
quanto confiadamente espera que este egregio tribu-
nal confirmar a jurdica entrnca do merilissimo
juiz deorphos. A sobre parlilha qoe os annnnci-
anles requereram he um subterfugio que nao pode
illudir ao publico, porqueoaimples requerimenlo de
um contendor nao he meio legitimo de impedir a ex-
execucao de una senlenra que a seu favor alcancon
o ahaixo assignado contra a celebre prelenro do
annuncianle.Domingos do Hollando Cavalcanli
de Albuquerque.
Irmandade da Gloriosa Santa Bita de
Cassia.
A mesa regedora convida a lodos os seus irmaos
para acompanharem a procissao de Corpus Chrisli,
amauha 26, pelas 3 buras da larde.
Hoje, i porla do lllm. Sr. Dr. juit municipal
da segunda vara do rivel, capellas e residuos, as 4
horas da larde, se bao de arrematar as Ierras e slios
do Campo Crande, ja por vezes annunciado, avaha-
do era 9:3009000, cuja arremalacao vai ser a praaot.
As trras do Campo Grande conten urna caaa de
pedra e cal com i quartos, cozinha, casa de farinha,
estribara, muitas fructeiras, conlm 7 slios, baixa
para capim, coqueiros. Ierras para plantar e criar
gado, tem por Iraz camboa, que a qualquer mar
embarca e desembarca, lem de frente 400 e tantas
bracas de testada, e os fundos vSo al a Tacarona i
os prelendentes devem apresentar fiadores.
O Dr. Thomassin com sua senhora reliram-se
para fra do imperio.
Aluga-se um primeiro andar na roa estrella do
Rosario n. 16: a tratar no segundo andar do mesmo.


DIARIO OE PERMMBUCO, SAABDO FEIRA 25 DE NOVEMBRO OE 1854
/
CONCEICAO DOS MILITARES.
A mesa regedora da irmandade de N.
S. da Conceicao dos militares, era obser-
vancia ao disposto no art. 18 dos estatu-
tos, convida a todos os irmftos para que
no da 26 do corrente mez de novembro,
comparecam no consistorio da mesma ir-
mandadc pelas 8 horas da manhaa, alim
de se proceder aeleicaodo presidente que
deve servir no anno de 1855, depois de
ni ivid.i a miss votiva do Divino Espirito
Santo, devende-se fa/.er a eleicao com o
numero de irmiios que apparecer.
Uoga-so a lllm. cmara municipal
de Olinda, que como sejam obligados a
olliav o bem de seus habitantes, recla-
mem a S. Exc. alim de cumprir com as
obras de misericordia, que he dar de l>e-
ber a quem tem sede, pois que os habi-
tantes daquella desdi tosa acham-se redu-
cidos a ultima miseria de agua, o clamor
he geral; isto lhe pede,Um desespe-
rado.
Desappareceu a ledra n. 1714, sacada por Fei-
del Piulu & CompaDhia. em 30 de junho prximo
passado a 6 mezes, aceita pelo Sr. Joao Francisco
da Costa, da quaptia de rs. 1543800, caja os sacado-
res declarara de neobum eITcito, por j.i lerem pre-
venido o aceitante.
Casa da afericao, pateo do Terco n. Ifi.
- A pessoa competentemente antorisada pelo aferi-
dor, faz ver a quem ioteressar possa, que o prazo
marcado pelo regiment municipal, finalisa-se nodia
31 de dezembro prximo futuro, e que depois nao se
chamem a ignorancia. Recite 21 de novembro de
1854.Pelo aferidor, Prxedes da Silva Gusmab.
Mais urna supplica a S. Exc. o Sr. conse-
lheiro presidente da provincia, porum
habitante da cidade d'Olinda.
Acnaodo-se actualmente os habitantes da cidade
d'Olinda, e principalmente a gsntc pobre, soffrendo
sobremodo por falta d'agua potavel, em contequen-
cia de ter sido arrombado com a cheia passada o
aterro dosArrorobados, cujo concert sendo de ur-
gente necessidade para que a popularao d'Olinda nao
esteja a merco de quem lhe queira la ir vender una
carguinha d'agua a 480, e por empenhos, pelo que
nunca chega gente indigente da mesma cidade,
que vive no maior desespero, ate aqui nao se tem
feito nenhuma providencia que sirva para remover
um tal clamor, merecido aquella populacho de S.
Exc. : por isso pede-se respeilosamenlc a S. Exc.
que tomando em considerado o actual estado da
popularao d'Olinda, mormente a gente iudigenle,
ou d algama providencia para que seja a cidade
abistecida d'agua, ouautorise quantoanteso concer-
t do aterro no lugar Arrombado, alim de que possa
haveragua no Varadodro, onde todo os habitantes
da cidade e principalmente os pobres, sempre acha-
nto este recurso em suas necessidades, se estiver a
merco da vonladc de alguem, embora lh'a vendam
por um proco enorme, ou a tragar sede, visto como
em nenhuma ootra parte da cidade te pode adiar
recurso i esse mal.
Precisa-sc de urna ama de leile, que srja bran-
ca ou parda : no largo do Terco n. 44.
Precisa-so de urna mulher forra ou cscrava,
que engommee cozinhe perfeilaracnle : quem eali-
ver uestes circumstancias, dirija-se ao paleo do Pa-
raizo, sobrado que faz quina para a ra da Roda.
O secretario da irmandade do palriarrha S.
Jos da Agonia, em nome da mesa regedora, rga a
todos os seus irmaos a compareccrcm no respectivo
consisturio, domingo 26 do correte, as 3 horas da
tarde, alim de cncorporados, acompanhurcm a pro-
cis-ao .le Corpus Chrisli.
Furlaram no dia 22 do corrente mez um relo-
gio de ouro, coberto, patele suisso, com um tran-
celn! fino de ouro, londo este um passador esmalta-
do : a quem for oll'crccido, roca-so ofnvorappre-
hende-lo e leva-lo > ra da Aurora, casa de Gabriel
Soares ltaposo da diara, que ser recompensado.
HOTEL DA CAPCNGA. f3
Nesteestabelccimento situado na povo.i- W
cao do mesmo nome, ao p do autigo porto
de embarque, nos domingos e das santos se
acharan todas asqualidades de petiscos, hem
como, pastis, empadas, bollinhos, pudines,
cha, caf, chocolate, bebidas de todas as es-
pecies, jogo de bilhar, etc., e du domingo
26 do corrente em diantc, haver sorveles.
O (arhigrapho d Jornal do Coimnercio Joao
Ferreira Vilella, em quanlo se demora uesla provin-
cia cncarrega-se de qualquer Muge do jury, com-
pleta ou em parle, tanto da capital como do interior:
quem de scu presumo quizer se ulilisar, dirija-sc i
rn do Cahu n. 1(i, tereeiro ou quarto andares.
(g) Trapiche do Cunda. t
a* O trapiche do Cunha descarreca com toda
?; ai
promptidao saceos de legumes, pela dimi-
nuta quanlia de 40 rs. o sacco.
'$>
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, aftiancande-
se ios compradores um s preco
para todos : este estabelecimento'
alino-sc de combinacao com a
maior parte das casas commercaes
ingle/.as, Irancezas, allemaas e sus-
sas, para vender fazendas mais em
ccuita do que se tem vendido, e por
isto ofl'erecendo elle maiores van-
tagens deque outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolini.
CASA DE COMM1SSAO' li ESCRAVOS.
Na ra JDireita, sobrado de 3 ailares, defronte do
becco de S. Pedro n. 3, recebem-se escravos de am-
bos os sexos para se venderem de commissio, nao se
levando por esse trabalho mais du que 2 por cenlo, e
sem se levar cousa alguma de comedorias, offerecen-
do-se para isto toda a segurauja precisa para os di-
tos escravos.
Precisa-se de urna ama de leite ; na ra da
Cadeia de Santo Antonio o. 22, ou prac.a da Inde-
pendencia n. 13 c15.
Desappareceu no dia 16 de oulubro, do enge-
nho Marianna, do abaixo assigoado, o cscravo de
nome Jos, de idade Si anuos, estatura regular, es-
pigado do corpo, tem falta de denles na frente, he
criuulo, tem os dedos dos ps um tanto encolhidos -.
quem o apprehender levar ao abaixo assignado, na
freguezia de Serinhaem, ou tiesta prana ao Sr. Jos
(ionios Leal, em Nazarelh ao mano "do abaixo as-
signado Uerculano Francisco Bandeira de Mello.
Francisco Antouio Bandeira de Mello.
A mesa regedora da irmaudade do Divino Es-
pirito Santo, erecta no convento de Santo Antonio
do Recite, convida aos seus charissimos irmaos para
compareccreni no dia 26 do correle, pelas 3 horas
da larde, nn referido convento, para eucorporados,
acompanharem a procissao de Corpus Chrisli, a con-
vite de S. Exc. R vm.
O CHAVO.
No dia 1. de dezembro prximo vindouro reappa-
recer o Craso. Os genitores issignanles que quize-
rem continuar com as suas assignaturas, tenham a
bondade de dirigir-se ra Nova n. 52, loja do Sr.
Boavenlura. Adverle-se que a assignalura he de 800
rs. por trimestre, e vende-sc avulso a 100 rs. cada
numero.
Precisa-se de um rapaz para estar com outro
em urna taberna : no pateo da Santa Cruz n. 2.
Precisa-se alugar 2 prelos para traballiar em
um sitio muito perto desla cidade ; d-se" o sustento,
com a coudioo de dormir, e paga-se mensalmente :
a tratar no largo do Corpo Santo n. 13, segundo an-
dar.
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce de
Len, previne a quem pretender comprar a fazenda
do criar gado denominada Santa Cruz, com a igual se
rene Boa-Vista, Mingau' e Espirito Santo, que nao
smente tem elle parte como seus manos orphos e
mentecaplos, por sonre partilhas que so procedeu em
Victoria, escrivo Silva Costa ; e para que ninguem
se ehamc a ignorancia faz-se o presente.
Precisa-se fallar com os Srs. Joao Fran-
cisco da Lapa, Francisco Muniz de Almeida, Ma-
noel Jos de Azevedo Santos, Jos Marlius Ferreira
Coulinho : no aterro da Boa Visla n. 45.
Aluga-se urna casa para passar a fesla, no
Monleiro, a margem do rio, pintada de uovo, com
cxcellentes commodos para familia : quem preten-
der dirija-se a ra da Cadeia do Recife loja n. 53.
AVISO.
No dia 26 do corrente, haver sorvete de todas as
qualidades : no hotel da Europa da ra da Aurora.
Precisa-se alugar um prelo sem habilidades,
' mas que seja robusto : quem tiver anuuucie para
ser procurado.
Precisa-se de urna ama para urna casa de tres
pessoas de familia, para cozinhar, eogommar e fazer
o mais servico da mesma : n ra do Guararapes
por cima da padaria primeiro andar.
Toda a pessoa commercial que se julgar ere-1
dora de Manoel Vieira Franca, aprsenle seu titulo I
de divida no prazo de 8 dias aos Srs. Tasso Irmaos,
afim de ser verificado e contemplado no rateio do
producto da taberna do commuin devedor, que foi
para esse um vendida em hasta publica.
Precisa-se de urna lavadeira que lave roupa
com muita perfeicao, que preste (anea da sua con-
ducta, e que d a roupa de 8 em 8 dias: no hotel da
Europa da ra da Aurora n. 58.
CARLOS 1IABDY, OIRIVES, BL'A NOVA
N. 34,
receben de Pars um lindo sortimento de obras de
ouro de lei : correales modernas de 6 palmos para
relogio, pelo preo de 65000 a 8U5OO ; trancelins
chatos cora passador, ricos sinetes, adereces inteiros,
etc., aderemos, cassoletas esmaltadas, um'grande sor-
timento de rosetas para seuhoras e meniuas, alfiue-
tes, anueise pulceiras, obras (citas na Ierra, anuel-
les, medalhas, trancelins, cordOcs, colares, gargan-
lilhas, brincos, rosetas, alfincles, ludo se vende mui-
to barato.
Madama Rosa Hardy, modista brasilci-
ra,rna Nova n. 31.
Parlecipa ao respeitavel publico, que acaba de rc-
ceber um rico sortimento de chapos de seda e de
palha para senhoras, ditos para meninas de seda e
de palha, ch.ipozinbo de seda para b.nplisado ca-
rdias de laranjas para uoiva, ricos corles do vestidos
le barege de seda, corles de seda cscossezn, grode-
oaples furia cores e preta, ditos sarja prcta lavrada,
manteletes c capotiuhos prelos e de cores.ricos cha-
les de retros e bordados para senhoras, ditos de seda,
ditos de laa aimitaejo de cachemira.romeiras de lili,
bordado de seda branca c de cores, veos a imitacSo
(le bloude para noiva, lennos de mao de cambraia
de linho, ditos de cambraia e algodao, transa de se-
da e algodao, branca e de cores, toucas e vestidos do
bapinado, espartilhos, fitas e bicos de seda de liuho
e bloude, meias de seda para criancas, penles de
tartaruga, camizinhas de senhoras, leques e oulras
aiendasquesevendemporpreo commodo.
O abaixo assignado, lendo comprado em hasta
pnblica as dividas pcrlencenles as casas fallidas de
Antonio Jos de Azevedo r liento Joaquim Cordeiro
Lima desla cidade, vai proceder a cobranra das
mesmas, e para se nao allegar ignorancia, faz o pr-
senle annuncio.Francisco Jos Alces Guimaraes.
O abaixo assignado, com loja de miudezas na
ra do Oueimado 11. 33, declara que nao se entende
com elle a prisAo feila pelo subdelegado da fregue-
zia de S. Jos, na pessoa de igual uome, cuja prisao
vem na parte da polica no Diario de honlcin.
Francisco Jo* Altes Guimaraes.
O secretario da irmandade de N. S. do Terco,
em.nomc da mesa convida a Indos os seus charissi-
mos irmaos. rom especialidade aos mesarlos, para no
domingo 26, as 2 ', horas da larde se acharem na
nosa igreja, para a irmandade encorporada, acom-
panhar a procitsao de Corpus Chrisli, a convite de
S. Exc. Rvnia.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, haja de mandar pa-
gar a assignalura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grandeatrazo de pagamento.
% DENTISTA FRANCEZ.
j Paulo Gaignoux, cstalielecido na ra larca &
'B do Rosario 11. 36, segnndo andar, colloca den- %
9 les com gengivas arliliciaes, e dentadura com-
9 pela, ou parte della, com a presso du ar. ($
Tambem tem para vender agua dentifricedo #
ft Dr. Pierrc, c p para denles. Rna larga do 9
@ Rosario 11. 36 segundo audar. f$
Novos livros de homeopathia mefraucez, obras
todas de summa importancia :
Uahncmann, tratado das molestias chronlcas, 4 vo-
lumes............jii-iiiui
Teste, rrolestias dos meninos.....d-i.iiii
Rering, homeopathia domestica.....T9OOO
Jahr, pliarinaco|Ma honieopatln'ca. 63OOO
Jahr, novo manual, 4 vulumes .... lf>000
Jahr, molestias nervosas.......6(K)0
Jahr, molestias da pelle.......n-ihni
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I65OOO
llarlhinanii. tratado completo das molestias
dos meninos..........lOjjOOO
A Teste, materia medica homeopalhica. .' s.nkki
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 7S0O0
Clnica de Slaoneli........60(K)
Casling, verdade da homeopalhia. 4J0OO
Diccionario de Nysten.......109000
Altlas completo de anatoma conj bellas es-
tampas coloridas, enntendo a descripcao
de tudas as parles do corpo humano 30000
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Alga-se para o serviro de bolieiro um escra-
vo mualo com muita pratia desse oflicio. Na ra
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourenco Trigo de l.oureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo tem urna caria na livrara ns.
6 c 8 da prar.i da ludependenca.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivo de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da lnde|>endencia n. e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria 11. (i e 8 d
praca da Independencia (pie se lhe preci-
sa fallar a negocio.
I J. JANE, DENTISTA, S
^ contiuua a residir na ruaNova 11. l'J, primei- @
ro andar. &
eft@siaiiais@sgs-is
b-sa diiihciro a juros sobre penhores de onro
ou ntjlj, em pequeuas quanlias : na ra Vclha
u. 35.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqiier-
que, profanar jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado 11. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca como do mato, medianie a razoa-
vel convencao que pessoalmente ollere-
cera'.
g No dia 21 do crreme furtaram da ra de A-
polln n. 20, segundo andar, um relogio de ouro pe-
quero, coberto, sem vidro, lavrado, com corrente do
inesniu metal, lendo apenas dous mis : quem o Irou-
xer casa cima, ser bem recompensado.
Precisa-se de um homem para trabalhar em
carroa : a tratar na ra do Rangul n. 9, sobrado.
Precisase alugar um preto. pagando-sc men-
salmente : na ra do Rangel 11. 9.
Precisa-se de um caixeiro de idade la 1S ali-
os, e que tanda alguma pratica de fazendas, para
urna casa de negocio na villa de Porto do Calvo ; para
seu ajuste, dando fiador a sua conduela, dirija-se
ra da Cadeia, loja de Bastos ,\ Gonnalves.
Precisa-se de um homem solleiro, que saiba
andar com carracas : no armazem de malcriaes que
tem tablela, na ra da Concordia, ullima casa ao
BANCO DE PERNAMRUCO.
Em virtude da requisiciio feita pela
direccao do Banco de Pernambuco, em
data de 18 de novembro corrente, he
convocada a assemble'a geral do mesmo
Banco, para sereuniremno dia29docor-
rejite novembro aim de tratar-se da fusao
do Banco de Pernambuco com o do Brasil,
asi 1 horas no lugar do costume. Recifc 21
de novembro de 185iPedro Francisco
de Paula Cavalcanti de Albuquertpie,
presidente.-Jos Bernardo Galvao Al-
colorado, primeiro secretario.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
I.ava-se e engomma-se com toda n perfeinao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
mes em um
, com o scu re-
iralo e o facsmile da sua firma, gravados do ori-
ginal pintado pelo exaclissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
r. Azevedo com espanlesu talento natural. Vende-
Sabio luz a biographia do Dr. Go
folheto de 30 paginas, grande in 8.", co
trato e o fac-simile da sua firma, grava
ginal piulado pelo exaclissimo Sr. Carvall
P. Azevedo com espantoso hlenlo natura.,
se na toja de livros do Sr. Figuciroa, na praca da
Independencia, as boticas dos senhores Barlholu-
meu e Pinto, ra do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Ignacio Ribeiro praca da Boa Vista, do Sr. Bravo
ra da Madre de Dos, e no armazem do Sr. Manoel
dos Santos frontes ra do Collegio u. 25. Preco I.
UM PRODIGIO DO METHODO CASTI-
LHO DE LEITURA REPENTINA, RA
DA PRAIA.
Diz o illustre lilleralo, a paginas XI da sua 3.
edierao, que o seu methodo cura a gaguez ; com
elleilo, o seguinle caso he mais urna maravilha em
lavor do Sr. Castilho. Encarregou-me o Rvm. Sr.
padre Lcmos de ensinar um menino mudo ; eu nao
sabia como desempenhar a minha missao, fui-lho
gritando as regras e mais preceilos do methudo,
quando oh! prodigio, no lm de 15 dias o menino
entra a pronunciar todo o alphabelo.junta as sillabas,
canta as regras e executa as marchas sillabicas com
toda a perfeicao I Os incredules podem desengaar-
se com o pai do dito menino. O director da escula de
leitura repentina estimara muilo que todos os Ilus-
tres redactores dos jornacs desla cidade fossem das 7
as 9 da noile, horas em que eslanlo mais desoecupa-
tcstemuiihar ocularmenlo a excellencia deste
do:
methodo. As lines de uoite para os hunieus 5cO0
mensaes ; de dia para os meninos :ijooo. O drectur
d livrus, pedras, e tudo o inas preciso aos discipu-
na ra da Praia, palacete amarello.
g55@S5@S58 @@@
Na estrada dos Afilelos, sitio cunfroute a
*; capella, dao-se consultas homeopalhinas.
#?SSseB@s3@S
No hotel da Europa, na ra da Aurora, d-se
almono c jaotr para fura, por preco muito razoavel.
l'XriIMillli
GALERA DE RETRATOS.
Para o estabelecimento do aterro da Boa-Vista n.
4, chegou de Pars um grande sorlimeuto de qua-
dros riquissimos para enllocar retratos ; bem assim
caixinhas, allinctes e cassolelas de mola.
O bacharel em malhematicas B. Pereira do
Carmo Jnior dar principio nu dia I.- de de-
zeuibro prximo futuro, a um novo curso de
@ arilhmetica. algebra e geometra, na ra Nova,
subrado n. 56 : para os senhores cstudanles
ipie tencionarcm fezer exames em marno pro-
Mino vindouro se prescindir,1 das explcameles
de algebra. S
los ;
Aluga-se urna casa terrea na povoanao do Mon-
leiro, com a frente para a igreja de S. Pautalcio,
muito limpa, tresna, com commudos para familia re-
gular, leudo urna porta c duas janellas na frente : a
tratar com Antonio Jos Rodrigues deSouza Jnior,
na mesma povoanao, 011 ua ra doColiesio n. 21, se-
gundo andar.
O abaixo assignado, faz sciente aos seus fregue-
zes e amigos, que se acha cum buus carros e bonitas
parelhas d cavallos para passeio, assim, espera que
concorram para a sua cocheira na ra do Cnuo, por
delraz do convento do Carmo n. A. Francisco
Xavier Carneiro.
Aluga-se annualmcnle ou pela festa urna pro-
pnedade de pedra e cal com commodos siiuicieules
para qualquer familia, no lugar do Pono da Pancha,
nonligua ao ex-nollcgio de S. Boaventra : a tratar
11a fundinao do Bruin ns. 6, 8 e 10, com o caixeiro
da mesma.
O abaixo assignado tem contratado comprar
a casa terrea 11. 93, da ra Velba na Boa-Visla:
quem se julgar com direito a mesma anuncie por es-
la Inlli.1 no prazo de 6 dias contados do primeiro
annuncio.Mathias Jos Gomes.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba cozi-
nhar o diario de urna casa ; na ra Nova n. 1, ou
na ra da Roda n. 9.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, para cuzinhar e fazer u mais servinu da mes-
ma : na ra da Cadeia de Santu Anluniu n. 20.
O abaixo assignado responde au Sr. Antonio
Ricardo Antunes Villaca, que quando tratou de ven-
der a loja de que traa o seu annuncio, foi para lhe
pagar as suas leltras no dia do seu vencimenlo, po-
rem como o mesmo Sr. julga que as letlras lem loda
a Torna sobre dita loja, e que uo caso de nao serem
pagas, poder tomar couta, o poder fazer desde j
visid*queo anouncianle nao lem mais com que lhe
pague as lellrasque garanti.
Francisco Lopes da SHca.
Precisa-se de urna ama para comprar e cozi-
nhar para casa de pouca familia : na roa de S. Fran-
cisco n. 18.
Maia & Alves fazcm publico a seus credores,
que desde o dia 16 de novembro corrente se acha
dissolvida a sociedade que tinham na laberna da ra
Nova n. 71, c que Jos Joaquim Alves finou respou-
savel pelo activo e passivo da dita sociedade, conti-
nuando o negocio debaixo do seu propriu nume.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra do
Vinario : a liatar no armazem ou laberna de-
fronte.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
engommar : uo largo do Terco, casa n.44.
Eduardo Ferreira Baltar mudou o
seu escriplorio para a ra do Vigario
n. 5.
Aluga-se um sitio 110 Poro, com commodos pa-
ra grande familia e muito fresco : a tralcr na ra do
Cabug 11. II.
Roga-se ao Sr. Flix Severo Dantas, cstudanle
da academia de Olinda, queira comparecer na ra
do (Jueimado n. 7, para receber os objeclosque man-
dou vir do Rio de Janeiro.
Vendc-e una taberna com os fundos a voulade
do comprador : no paleo da Santa Cruz n. 2.
Na ra das Cruzes n. 41, segundo andar, ven-
de-se urna escrava de elegante figura, do nanao Cos-
ta, que cuzinha e lava de sahao, c ptima quitan-
deira.
SENHORES DO BOM E BARATO, ATTENCAO.
No paleo do Carmo, quina da ra de I lorias n. 2,
continua-se a vender raauleiga ingleza a 480, 560,
640 e siiti rs. ; franceza muilo boa a 560 ; passas
novas a 300 rs. ; alctria.macarrao c talharim a 320 ;
hom doce de caj secco a 500 rs.; Karata 160;
somma a 140 ; bolachinhas de Lisboa muito novas .1
320 ; Napoleao a 400; aramia a 560 ; ingleza a 320;
mocar bronco l'uin a 100 rs. ; azeite de carrapato a
210 ; dito doce a OiO a garrafa ; arroz In anco a 480
a cuia ; do Maranhao a 80 rs. a libra ; toucinho de
Lisboa, novo, a 100 rs. ; azeiloiias a 320 a garrafa ;
vinhos de todas'as qualidades de difiranles presos, c
banhi muit lva a 480. .
FRICTAS SOYAS.
Na ra estrella ilu Rosario n. II, deposito das bi-
chas de llamhiirgo, vendem-sc as fruiras sesuinlcs :
peras frescas, manaas, ameixas fraucezas em latas,
sardinhas em latas, queijus londrinos, latas de amei-
xas, de damascos, c peras confciladas com caixas de
flores, proprias para mimos, c oulras muitas cou-
sas, assim nomo a vordadeira bolachioha de soda.
Vende-se per mdico preco urna balanza brano
de Romao com conchase crrenles de ferro, propria
para armazem de assucar ; na cocheira defronte do
convento de S. Francisco.
MAS MANAS DE SEDA EE
DE QUADROS A 800 RS.
O COVADO-
Chegou pelo ultimo navio de Franca urna fazenda
inleirainento nova, de seda de quadros taraos, com
o lindo nome Indiana, que pelo seu brilho parece
seda, pelo diminulu preco de 800 rs. o covado ; dao-
se as amostras com penhores : na ra do Qucimadu,
loja n. 40.
CLTILARIA DE GUIMARAES,
Vende-se na loja de ferraaens da ra da Cadeia
n. 44, as mais bem acreditadas lesouras para bar-
beiros.
Na loja de-clleiro do. Domingos. Jos Ferreira,
ra Nova n. 19, lem para vender sola de lustre
hranrn, propria para corroame- de fuzileiros da
cuarda nacional, assim como lem bezerro de lustre
branco e amarello proprio para canhOes e cintos de
pageus, mais barato do que em outra qualquer
parle.
CASSAS FRANCEZAS A 4SO RS. A
VARA.
Vendem-se cassas france/.ns finas de lindos pa-
drees a 150 rs. a vara, chamalole dn seda de cores
a 800 rs. o covado, luvas de seda brancas e cor de
palha para meninas e meninos, riscados escocezes de
quadros largos a 260 rs. o covado : na ra do Quei-
mado loja n. 40
PIANOS.
Em casa de Brunn Praeger&C-, ra
da Cruz n. 10, vendem-se dous cxcellen-
tes pianos cliegados no ultimo navio de
Hamburgo.
CHARUTOS DE IIAVANA.
Charutos de Havana verdadeiros, ven-
dem-se por preco commodo: na ra da
Cruz n. 10.
Praeger&C, vende-seo seguinte:
Cadeiras e sofa's para terraco e jardim.
Oleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de oleo com moldura dou-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernambuco.
Licores de dill'erentes qualidades.
Vinlio de Champagne.
Vendem-se em casa de S. P. Jqhnss
ton & C, na ra de Sentedla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior cngarralado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglcz.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.
Fornos de fai-inha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Uespenceira de ferro galvanisado.
Ferro jalvanisado ein folha para forro.
Cobre de forro.
JOAO' PEDRO VOGLEY,'
fabricante de pianos, afilia e concerla os mesmos com
luda perfeicao e por mdico preo : todas as pessoas
que se quizerem utilisar de seu preslimo, dirijain-se
ii ra Nova n. 41, primeiro andar.
O Sr. Jos Jorge de Souza dcixou de ser cai-
xeiro do abaixo assignado desde o dia 31 de oulubro
prximo paando.JoSo Martins de Barros.
No hotel da Europa, na ra da Aurora, lem
comida e bous petiscos a toda hora, por preo com-
modo.
Joias.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sor ti ment do tamaito de 1 a
12 libras.
Vendem-se na botica de Harlholomeu Francisco
de Souza, ra larga do Rosario n. 36, por menor
preco que cm outra quali/uer parle.
HECHANISHO PARA EN&E-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRp DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguinlcsob
jectos de mechanismos proprios para eugeuhus, a sa-
ber : moendas e meias inucndas da mais moderna
construeno ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de ledos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
coes ; crivos e boceas de fomalha e registros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafusos e cavilhcs, moinho
de mandioca, ele. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se executam todas as encommendas com a superiori-
dade j conhecida, e com a devida presteza e commu-
didade em preco.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se
seus
COMPRAS.
Compra-se urna escrava que tenha leile, com
cria ou sem ella : a tratar na ra da Cadeia do Reci-
fc n. 42.
Comprase prata brasileira c hcspauhola : na
ra da Cadeia do Recife n. 5, loja.
VENDAS
Os abaixo assignados, donos da loja deourives, na
na do Cabun n. 11, coufrote ao paleo da matriz
e ra Nova, fazem publico que estilo sempre surtidos
dos mais ricos e melhores gostos de lodas as obras de
ouro necessarias, Unto para senhoras como para
homens e meninas, continuara os prenos mesmo ba-
ratos nomo tem sido ; passar-se-ha urna conla com
responsabilidade, especificando a qualidade do ouro
del4 mi IN quilates, ticando assim garantido o com-
prador se apparecer qualquer duvida. Serapltim
& Irmo.
EslSo venda nos lugares ja annunciados o
4. c 5. nmeros do Brasileira. Os senhores asig-
nantes que anda nao pagaram e que sao pela manir
parle, nao queiram dar por molivodc nao terem sa-
lisfeit a assignalura de IjOOO por 25 nmeros, se-
rem ainda poucos os nmeros publicados, porque o
pasamento .1.limitado he prolernao dada a quem nao
he negociante degrosso lalo, que tem fortuna para
fazer adianlar as despezas de um estabelecimento
lAo oneroso, como j fiz publico em oulro annunciu.
Nao ha uingucm ncsla cidade que ignore as mesqui-
nhas circo malangas do redactor do Brasileira, que
P>niello \ivcr ua opulencia, servindo de satlite aos
t\ ramios da bumanidade, lem preferido suppurlar
lodos os crucis acinlcs da' fortuna, alim de nao Icr
sua coii-i lencia calejada uos crnies, c nao concorrer
para o progresso da anarchia ollicial, c nem servir
de ludibrio a quem nao sabe conciliar a ordem com
a liberdade.O redactor do Brasileira.
Aluga-se urna sala com mobilia,
em um lugar muilo proprio para advogacia, c lem
muito boas oseadas : a tralar na ra do Queimado n.
7, loja da Estrella.
.. Quem precisar de urna poreao de entulho, di-
rija-so .1 estrada de Joao de Barros, sitio que foi do
fallecido Piaxcdes da Fonseca Coulinho, ou a ra
estrella do Rosario 11. 32 A.
Precisa-se de um preto ou preta de idade, for-
ra ou captiva, para u servico interno de urna casa de
homem solleiro : a tratar na ra do Sebo, sobrado
amarello.
COM TOQUE DE AVARIA.
Chitas escutas e ixas a 4.S500 e 5.<000
f. a peca: na ra do Crespo, loja da
esquinal que volta para a cadeia.
. Borzeguins a 5#000 !
Para fechar conlas vendem-se borzeguins de casc-
nnrn e gaspeados de couro de lustre a 55000 o par :
na ruada Cadeia do Recife n. 48, primeiro andar.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
TAINAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, c defron
te do Arsenal de Marinia ha' sempre
um grande sorlimeuto de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para Arreear ca-
noas, 011 carros livres de despeza. O
precos sao'_ os mais commodos.
NAVAL1IAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Aueuslo C. de Abren, cuiili-
uuam-se a vcuder a 8^000 o par (preo fixo) os ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na cxposiciio
de Londres, as quaes alm de duraron extraordina-
riamente, nao ,c-entera no rosto na acnlo de corlar ;
vendem-se com a cndilo de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra re-tiiuin.lo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesouriohas para unhas, feitas pelo mes-
rao faltrcaole.
1 aos senhores de engenho os 2
bons elfeitos ja' experimen- J
' tados: na ra da Cruz 11. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vende-se um escravo de nanao, proprio para
servico de ra ou servente de pedriro, do que tem
algunsannos de pratica : na ra do Pilar n. 141.
Vendem-se 12 cadeiras de oleo, novas, 6 ditas
de amarello, usadas, 2 bancas de amarello, usada,
tudo por preo muito commodo : ua ra da Cadeia
de Santo Antonio n. 20.
Vende-se um boi muito manso, coslumado a
puxar carroa : na Estancia sitio de Debuurcq.
Veudem-se 6 cadeiras e una banca de Jacaran-
da em bom uso ; 111 ra de Santa Rila, defronte da
casa u. 54.
FAZENDAS BARATAS.
Ra do Livramento n. 8, loja de 5 portas
ao pe do armazem de louca.
Vendcm-se rorueiras de fil de linho bordadas,
muilo superiores, a 49500, 53, 63 o 73OOO ; camisi-
nhas de cambraia bordadas para seuhora a 2jt000 ;
nassas de cores de gosto moderno a 361), 400, 500,
IKK) e 700 rs. a vara, chitas francezas muilo fiuas a
260 e 280 o covado ; corles de cassa de 2 e 3 baba-
dos a 23000 e 2iO0 ; meias de algodao para menina
e menino, chapeos de massa fraucezes, forma moder-
na, a 63 e 65500 ; e oulras muitas fazendas por ba-
rato preo.
Vende-se pornito de milheiros de lijlos de al-
venaria grossa.muilo bons.a 200000, posto em qual-
quer porto da cidade do Recife : quem pretender,
dirija-sc ao armazem de maleriaes da ra da Cou-
curdia que lem tabolela. ullima casa ao sul.
VACCA 1)E RACA TOL'KINA.
vende-se urna vacca de rana louriua, parida ha 15
dias, nom urna linda nria, e dando abundante e p-
timo leite ; para ver e tratar, na Capunga, sitio do
Sr. L. A. Uubourcq.
PAIIA A INFANCIA.
Na ra Nova 11. 52, loja do Uoavenlura Jos de
Castro Azevedo, vendem-sc chapeos de palha da Ita-
lia para meninos de ambos os sexos, pelo diminuto
prer,o de 29OUX) e 23500 ; a elles antes que se aca-
bem.
Vamos
comprar clia[ios de seda para seuhora os mais m-
dernos, ricos c baratos que existe ncsla prana : ven-
dem-se na ra Nova n. 11, loja do tiadault.*
Vende-se um sitio na Capunga Nova por com-
modo prono, nom boa nasa: a tratar na ra da Ro-
da n. 15, segunda casa a sabir por delraz do quar-
lel de polica.
Vende-se urna parclha de cavallos
para carro, cor preta, gordos, por preco
commodo: na cocheira dos Srs. Paulino
& Irmaos, no Mundo-Novo; na mesma co-
cheira vende-se um cabriolet pintado de
novo, em muito bom estado, com arreios
quasi novos, por preco commodo: quem
quizer dirija-se a referida cocheira (pie
sabera' por que preco se vende, ou na
ra do Queimado n. 13, sobrado de um
anclar.
Alcool de 36 a 40 gra'os: vende-se
na distilacao da praia de S. Rita.
Vendem-se barricas com macaas vin-
>(las no (jello, a dinheiro, garrafas de ro-
lio hamburguez e massa de tomates : na
ra da Cadeia 11. 15, loja de Bourgard.
Vende-se urna porrao de cal de ostras ; na ra
Direita dos Afogados n. 13.
Vende-se um cavallo de carro ou cabriolel,
muito manso ; na cocheira do Recife, no becco do
Gonnalves, por delraz das casas da Sra. Viuva Las-
serre, na cocheira Nova : a tratar na mesma, ou na
ra da Cadeia do Recife 11. 54.
ALPACAS DE SEDA.
Alpacas de seda de quadros e litas, furia- cores, a
800 rs. o covado ; corles de seda de quadros, gosto
escocez, com 18 covados a 169000; chaly de qua-
dros de 13a e seda a 69OOO o corle : na ra Nova,
loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos fregu "es.
Vende-se um ptimo escravo crioulo, de 25
aunos, de excellente figura, coziuha c engomma : na
ra da Cadeia 11. 40.
Vcudc-sc urna moler de idade 12 anuos, sera
vicio nem achaque, bonita liuura, e cose soffrivel-
mentc : no larao do Livramento n. 21.
CHAPEOS PARA SENHORAS.
Na ra Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira &
F'ilho, vendcm-se os mais modernos e elesanles cha-
peos de seda e blonde para senhoras a 16 o 183000.
Vende-se chocolate superior de Lisbua: uo ar-
mazem defronie da esradinha da alfandega.
Vendem-se arados americanos, cliegados lti-
mamente no brigue americano W. Price, pelo mes-
mo preo do costume: na ra do Trapiche n. 8.
Cello.
Avisa-sc aos freguezes do gello e aos assignan-
les que a venda do mesmo he no anligo deposito da
ra da Sen/alia Velha u. 118, porcia pelo lado do
caz do Apolio cm seguimcnlo aos fundos dos arma-
zens onde esteve o Sr. Jos Antonio de Araujo, a en-
trada be por um portAo que Tica no mcio de dous
mais que existem.
Palitos de alpaca a Ci'iOO.
Na ra do Queimado 11.7, loja da Estrella, de Gre-
gorio iV Silveira, veudem-se palitos de alpaca mes-
ciados, muilo bonitas cores, pelo baralissimo preco
do 6S40O.
CAMISAS FEITAS.
Vendem-se camisas francezas as mais hem feitas
e melhures ntudepos que lem vindo a esta praca,
por preo commodo : na ra do Crespo n. 23.
SACCAS COM FARINIIA DE MAN-
DIOCA.
Vendem-se por menos preco do que em
outra qualquer parte: na loja 11. 2( da
ra da Cadeia do Recife, esquina do Bec-
co Largo.
Vcude-se urna poreao de varas, estacas e faxi-
nas para cerca, e por preco muilo commodo: ua ra
da Gloria u. 6U.
VESTIDOS DE SEDA.
Continua-se a vender corles de vestidos de seda de
cores, bonitos padrees, por preo commodo : na loja
de 4 portas, na ra do Queimado n. 10.
PAKA SENHORA.
Vendem-se ricas romeiras bordadas e camisinhas,
por preo nommodo : ua ra do Queimade, loja de
4 portas u. 10.
VESTIDOS DE CHITA.
Continua-se a vender cortes de chita larga, cores
Oas, a 23000 cada um : ua loja de i porlas da ra
Queimado n. 10.
Vendem-se relogios americanos para cima de
mesa, cliegados ltimamente da America : ua ra
do Trapiche n. 8.
Na taberna da ra do Livrameulo u. 38, ven-
de-se o afamado fumo de (jaranhuns.
Veudem-se pregos americanos, e cadeiras de
halan, chegado ltimamente da America : na ra
do Trapiche u. 8.
Vendem-se globos de vidro, chamins, c lorci-
das para os candieiros americanos : ua ra do Tra-
piche n. 8.
Vendem-se frascos com muilo boa agua para ca-
bellos, chegada ltimamente da America:,na ra do
Trapiche n.
FAZENDAS BARATAS.
Cortes de vestidos de seda, de chaly, de cambraia
de seda com 2 e 3 babados, melpomene de lindos pa-
dres. e outros corles de vestidos de goslo, muulele-
| tes, chales, romeiras de relroz e de cambraia, cha-
peos para senhoras e meninas, luvas de seda, selim
lavrado proprio para vestidos de noivas, fazendas de
lia proprias para falos de meninos, e oulras fazen-
das modernas que se veudero barato : na ra No-
va, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira \ Filho.
Palits, sobrecasacas de panno lino, de alpaca,
o de linho, panno fino azul proprio para fardas da
guarda nacional, dilos prelos, cor de pinho e verde
escuro, casemiras prelas muilo superiores para cal-
cas : na ra Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira
& Filho.
Moinhos de vento
'ora bomba sd e repuxo para regar borlase baila,
decipii.....a fundinaode 1). \V. Bownian : na roa
do Brum ns. 6,8e 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA
OALCAS E PALITO'S.
Vende-se brim Iraunado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700 c 13000; dilo mcsclado a
13100 ; corles de fuslo brauco a 400 rs. ; dilos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
ludia a 400 rs. o covado ; corles de cassa chita a
23000 c 23200 ; lennos de cambraia de liuho gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de linho do Porlo para rosto a 113000 a duzia ; di-
tas alcoxoadas a 108000 ; guardanapos tambem alco-
xoados a 396OO : na ra do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
portanlo, veudem-se cobertores de algudao com pel-
lo como os de laa a 13400; dilos sem pello a 13200;
ditos de tapete a I--00 : na ra do Crespo n. 6.
RLA DO CRESPO N. 12. *
9 Vende-se nesla luja superior damasco de 9
Ss seda de cores, sendo brauco, encarnado, rxo, (jj
~ por preco razoavel.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira preta e de cor para palitos por
ser muilo leve a 20600 o covado, panno azul a 39 e
43000, dilo preto a 33, 39500, 49, 59 e 59500, corles
de casemira de gostos modernos a 69OOO, selim pre-
to de Maceo a 30200 6 49000 o corado : na roa do
Crespo n. 6.
SYSTEMA MEDICO DE HOLuLOWAY.
A
V
I
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bicber&C,, ra da
Cruz 11. 4.
Vende-se em casa de Rabe Scltmet
tau&C, na ra do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas oblas de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito norisontal com pouco uso.
Vidros de dilferentes tamaitos para
espellios.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque deavaria.
Madapslao mnito largo a 39000 e 39500 rs. a pe-
a: na ra do Crespo, loja da esquina que volta pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8^000, 12^000, 14pq0 e 18$000
rs,., manteletes de seda de cor a llsOOO
rs., chales- pretos de laa muito grandes a
".s'iiiHI rs., chales de algodao e seda a
10280 r.
PIULAS HOLLOWAY.
Este inestimavel especifico, composlo inleiramen-
le de liervas mediciuaes, nao confem mercurio, nem
oulra alguma substancia deleclerca. Benigno i mais
leura infancia, e a rompleinao mais delicada, he
igualmente prompto e seguro para desarraigar o
mal na compleic,ao mais robusta; he inleirimenle
innocente em suas operacoes e effeilos; pois busca a
remove as doeunas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e tenazes que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este reme-
dio, muitas quejaesUvam s porta* da morle, pe,-
severar.do em sen uso, conseguirn) recobrar a sar
de e Tornas, depois de haver leulado inulilmente-
lodos os outros remedios.
As mais afllictas nao devem entregar-se deaes-
peranao: faeam nm competente ensaio dos eflieazes
elleilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
perado o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em tornar esse rmedio para
qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporras.
Ampolas.
Areias (mal d'J.
Aslhma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou extenua-
ran.
Ucbilidade ou falla de
forras para qualqaer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta,
o de barriga.
a nos rins.
Dureza do venlre.
Enfermidades no ligado,
veuercas.
Eniaqneca.
Herysipela.
Febres biliosas.
intermitientes
p i Deposito de vinho de cham-
8$ pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Rc-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
sr 1 56$000 rs. cada caixa, acha-
^ se nicamente em casa de L. Le-
9 comte Feron & Companhia. N. B.
V As caixas sao marcadas a fogo
$ Conde de Mareuil e os rtulos
& das garrafas sao azues.
CEMENTO MANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade. muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : aira/ do theatro, arma-
zem de laboas de piuho.
Vendoe sola muilo boa e pellos de cabra, em
pequeas e grandes porces : na ra da Cadeia do
Recife n. 40, primeiro andar.
de toda especie.
Gola.
Hemorrhoidas.
Hydropisia.
Ictericia.
InriigestOes.
Inllaimnanoes.
Irregularidades da mens-
truacAo.
i.ombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na cutis.
Obsttucjao de venlre.
Phlhisica ou consumpc.ao
pulmonar.
Relencao d'ourina.
Rheomatismo.
Symptomas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
superior
hem condec-
<
tt
8

Vei'cm-se
champagne, da ja
da marca estrella, cquartolascom
vndo de Bordeaux de superior
qualidade, por precos commodos:
(j?) na ra do Trapichen. 11.
Vende-se a armacao da loja da 11
do Cabuga', que serve para qualquer ne-
gocio por ser a principal ra do bairro
de S. Antonio, ao pe da segunda loja do
Sr. Peres, adverte-se que cede-se pelo
mesmo preco em que esta' dita armacao
e cltaves: a tratar na loja de miudezas
da ra do Rosario larga n. 20.
LOTERA 1)0 RIO DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os bilhetes da lote-
ra 47- do Monte I'io, que correu em lt
do corrente, as listas vem pelo vapor bra-
sileo at 4 do vindouro dezembro, e os
premios serao pagos logo que se lizer a
distribuicao das mesmas listas, sem o des-
cont de 8 p. c. do imposto.
CEMENTO ROMANO.
Vendc-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as tinas : alraz do
theatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se cemento romano chegado recentemente
de Hamburgo, em barricas de i~ arrobas, e as maio-
res que ha nn mercado : na ra da Cruz do Recife,
armazem n. 13.
Vende-se um cabriolet com coberta o os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
para ver, no aterro da Roa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segciro, e para tratar uu Recife ra do Trapi-
che n. 1 i, primeiro audar.
VENDAS.
Chegaram recentemente alguinas sac-
cas do bom (farello, que esto expostas a
venda uos armazens defronte da cscadi-
nha, ou na Iravessa da Madre de Dos,
armazem de Novaes & C.
Lindos cortes de lanznha para vestido de
senltora, com 15 covados cada corte, a
4.S00.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volta para
a Cadeia.
MELPOMENE.
Vende-se melpomene de laa, gosto es-
cossez, padrOes novos, viudos pelo ultimo
vapor, pelo preco de 480 rs. o covado:
na ra do Crespo 11. 2.
VINHO DO PORTO SUPERIOR I'EITORIA
em caixas de 1 ou -2 duzias de garrafas : vende-sc no
arma/.cm de Uarrora & Caslro, na ra da Cadeia do
Recifc n. 4.
RELOGIOS INGLEZES 1)K PATENTE.
Conlinuam a \cndcr-sc por preco commodo; uo
armazem de Itairoca & Caslro, na ra da cadeia do
Recife 11. 4.
Vende-se muito superior fariuia de mandioca,
em saccas de alqucirc, medida vclha, a nkki cada
urna : no armazem de Joaquim de Paula Lopes de-
fronto da cscadiuliadocaes da alfandega.
FAMA
No aterro da Iloa-\ isla, defronie da boneca u. 8,
chegou ltimamente um cmplelo sortimento de to-
dos os gneros de mulhados dos ltimamente che-
gados, e vende-se por preo muito razoavel :
manleiga ingleza a 480, 730," 800 e 880 ; dita
franceza a lilu ; arroz do Maranhao a 80 e 100
rs. ; presunto a 480 ; cha hvsson a 1IJ600, I9B90,
-"11111 e -29800 ; dilo do Rio a 19600; velas de
espcrmacelo a 880, UtiO e 1120 a libra ; caixas de
cstrellinha muilo superior a 53000; passas, figos,
ameias. desembarcadas ltimamente, tudo de supe-
rior quididades.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores e-curo- muilo grandes e encorpados,
ditos brancos com pello, muito grandes, imitando os
de lila, a 1$400 : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-sc panno prelo i 2i00, &>800, 3,
38300. 4*300, 5*300, 6*000 rs. o covado.dilo azul,
20, 2*800,4*. 6*. 7, a covado ; dilo verde, i 2*800,
39500, 4*, 5* rs. o covado ; dito cor de pinho a
4*300 o covado ; corles de casemira preta franceza e
clstica, 7*300 e 8*300 rs. ; ditos com pequeo
dot'eilo.a 6*300; ditos inglezenfestado a 3*000 ; ditos
de cora 4*, 3*300 6*rs. ; merino preto a 1*, 1*100
o covado.
Ai-encU de Eflwln BKaw,
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me Calmon-
fi Companhia, anha-se constantemente bons sorti-
menlos de tai vis de ferro cnado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas inctiras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos e modelosoSmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com for^a de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preo que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
llia- de (landres ; tudo por barato preo.
Vende-sc excellente laboado de pinho, receu-
Icmenle chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enleudcr-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas Irancezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-sc cassas francezas de muilo bom
gosto, a 320 o covado. ,
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criplorio 11. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a procos ba-
ratos que he para fechar conlas.
f poiilo da fabrioa da Todo* oa Santos na Mahia
Veude-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodad trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por pree.o commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a da-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engendo, ma-
china! de vapor, e taixag de ferro batido
e coado, de todos os taman los, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia.cdarutos
de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
ch n. 5.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguintes vinhos, os mais superiores que lem vindo a
este mercado.
Porlo,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preco muilo era conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 30 ha para vender
barris nom nal de Lisboa, recentemeule chegada.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
saus per lome-, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem 11. 4.
PUBLlCAgAO' RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Hez de Mara, adoptado pelos
reverendi-unos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nlia dcsta cidade, augmentado cora a novena da Se-
uhora da Conceicao, e da noticia histrica da mo-
da I lia milagrosa, e de N. S. do Bom Conselbo : ven-
dc-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1*000.
Completos sorttinentos de fazendas de bom
gosto, por presos commodos.
_ Na ra do Crespo loja da esquina qne volla para a
Cadeia, vendem-se cortes de vestidos de cambraia de
seda com barra e babados, .1 8*000 rs. ; ditos com
llores, i 7, !)* e 10* rs. ; dilos de quadros de bom
gosto, i II* ; corles de cambraia franceza muito fi-
na, Isa, com barra, 9 varas por 4*300 ; cortes de
cassa de cr com tres barras, de lindos padrees,
3*200, penas de cambraia para cortinados, com 8.H'
varas, por 3*600, ditas derantagem muilo finas,
6* ; cambraia de salpicus iniudinho-,branca e de cor
muilo fina, 800 rs. avara ;atoalhado de linhoacol-
xoado, i 900 a vara, dilo adamascado com 7 4 pal-
mos de largura, 2*200c 3*300a vara ; ganga ama-
relia liza da India muito superior, 400 rs. o cova-
do ; cortes de collcte de fusilo alcoxoado e bons pa-
dree- lixos, .1 800 rs. ; lennos de cambraia de linho
a 360 ; dilos grandes finos, a 600 rs. ; luvas de seda
QVendem-se estas pilulas no estabelecimento geral
de Londres n. 244, Slrand, e na loja de lodos os
Ijolicanos, droguistas e oulras pessoas encarrecadas
de sua venda em loda a America do Sul, Havanate
Hcspanha. *^
Vende-se"1 bocetinhas a 800 ris. Cada ama del-
lasconim urna instruccao em porluguez para ex-
plicar o modo de se usar 'Testas pilulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, pitar
maceolico, na ra da Croz n.22, em Pernambue
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo III, ebegadono da
5 do corrente : na praca do Corpo Santo
n. 11.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceicao, entra
de Santa Calharina, e fondeado na volta du Forte
Mallos, a mais nova farinha que existe hoje uu mu.
cado, e para porcoes a tratar no escriplorio de Ma-
uoel Alves Guerra Jnior, na roa do Trapiche
u. 14.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencaO' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, erhpregado as co-
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, aeda-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-'
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Compandia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de ja
randa', com consolos e mesa de tampo
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coilegig,.n. 8.
vende-se umaescolln'da collecrfiodasnsais
brilltantcs pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores cpie se poden a-
cliar para fazer um rico presente.


Deposito de panno de algodao da *.
fabrica de todos os santos na 1
Babia. g
Vende-se esle bem conhecido panno, pro- 3
prio para saceos e roupa de escravos ; no es- 0
criplorio de Novaes & Companhia, na ra do $
@ Trapiche n. 34. a

Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruzn. 55, da para vender 3 cxcel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
aa3H8Kfcx
10.
RA DO""TRAPICH N.
Em casa de Patn Nasd&C, da pa-
ra vender:
I Sortimento variado de ferragens. ^
Amarras de ferro de 5 quartos at 1 ff
S polegada.
3 Champagne da meldor qualidade
gj em garrafas e meias ditas.
^ Um piano inglez dos raeldores.
vaaaaam sek xsxxsass
Devoto Chiistao.
Sahio a loz a 3.* edicao do livrinho denominado
Devoto Cbrisl3o,mais correlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolcdoadas,
brancas e de cores de um s panno, mnilo grandes e
de bom goslo,: veudem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
a
V
*

ESCRAVOS FGIDOS.
brancas, de cor c prelas muilo superiores, 1600 rs.
o par ; dilas lio da Escocia 300 rs. o par.
Vende-se nina taberna na ra do Rosario da
Roa-Vista n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos silo cerca de 1:200*000 rs., vende-se
porem com menos so o comprador assim lhe convier :
a tratar junto alfandega, Iravessa da Madre de Dos
.11 ina/.eni n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowinann, na ra do Brum, passan-
do o chafar continua daver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes aedam-se a venda, por
preco commodo c com promptidao' :
embarcam-sc ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
cicas para piano, violao e flauta, como
tejam, quaarilbas, valsas, redowas, scho-
tckes, modn has, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Desapparccen ha 8dias o prelo Roberto, escra-
vo qne foi do Sr. Joao Jos do Reg, com os signaes
seguiules : crioulo, cara magra e comprida, marea-
da de bexigas, alto, espadaudo, ps eioa e grandes,
pernas finas o com marcas bem vivas das bexigas,
he canoeiro e eativador, bem conitecido nesta cida-
de, onde lem sido encontrado : quem o pegar e levar
ao paleo do Carmo n. 18, ser gratificado ; assim
como protesta-se contra quera o tiver acoulado,com
as penas da lei.
ATTENCAO.
Desappareceu no dia 17 do corrente,
tendo sabido a' compras, levando vestido
camisa de algodao de mina, e calca de al-
godao riscado, o escravo Africano Fran-
cisco, que pertenceu ao fallecido Fran-
cisco Jos Gonnalves, de quem foi in-
ven cariante e testamenteiro Bernardo o-
s da Costa Valente, onde esteve deposi-*
tado ate' ser arrematado em praca ; este
escravo tem um signal de queimadura em
urna perna e em um pe, e tem o cabello
rente: quem o apprebender e conduzir
ao sobrado da ra do Pilar n. 85, resi-
dencia de seu senhor, sera' generosamen-
te recompensado.
100*000 de gratificacSo.
Desappareceu no dia 8 de setembro de 185* o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 33 anuos, pouco mais ou menor,
nascido era Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, he
muito ladino, coslunta trocar o nome e iotitalar-se
forro ; foi preso em lins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do lermo de Seriuhacm, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, a sendo re-
meltido para a cadeia desla cidade a ordem do lllm.
Sr. desembargados chefe de polica com oflicio de 2 de
Janeiro de 1852 se verMcou ser ecravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho Call, da comarca de Sanio Anto, do
poder de quem desappareceu, e sendo oulra vez cap-
turado e recolhido a cadeia desla cidade em 9 de
agosto, foi ahi embarcado por execueflo de Jos Dias
da Silva Guimaraes, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da secunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. Os
signaes sao os seguintes: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e carapioha-
dos, cr amulatada, olhos escures, nariz grande e
grosso, beicos grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com todos os denles na freute : roga se, por-
tanlo, ai autoridades policiaes, capilacs de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprehenderem e
mandaren! nesla prana do Recife, na ra larga do
Rosario n. 14, qne receberSo a gralificacao cima de
IOO9OOO : assim como protesto contra quem o tiver
em sed poder occullo.Manoel de Almeida Lopes.
PERN.: TY. DE M. ?. DE FAMA. 1854.
i
y.


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