Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01223


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Full Text
ANNO XXX. N. 270.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEXTA FEIRA 24 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

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rur o mezes vencaos 4,>UU. T^ <_, i K2*. v .
^3jSH[ Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
I ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O-
Becifc, o proprielario M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martin-; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vicior da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de LemosBraga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, oSr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Banios.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2 a 27 3/4 d. por 1SO0O.
Paris, 350 rs. por t f.
Lisboa, 105 por iOO.
Bio de Janeiro, i 1/2 por 0/0 de rebate.
Acres do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibc ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de leltras de 8 a 10 por 0/0.
MKTAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 208000
Modas de 65400 velhas. 163000
de 65400 novas. 168000
de 48000. 9JS000
Piala.Paiacocs brasileiros. 18940
Pesos columnarios, 18940
mexicanos..... 1860
PARTIDA DOS CORRKIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito o Garanhuss nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 c 28.
Goiaona e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quinttB-feiras.
PREAMAR m: IIOJE.
Primeira s 7 horas e 42 minuto- da manhaa.
Segunda s 8 horase 6 minuto? da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras.
Rclacao, tercas-feiras e sabbados.
Paseada, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Jui/.o de orphaos, segundas e quintas as 10 horas.
1" vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EP1IEM BRIDES.
Novbr. 4 La cheia s 6 horas, 43 minutos e
48 segundos da tarde.
12 Quarto minguante s 7 horas, 40
minutse 48 segundos da tarde.
20 La nova as 7 horas, 43 minutse
58 segundos da manhaa.
27 Quarto crescente aos 21 minutos e
48 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Flix de Valoix ; S. Ocaviano.
21 Terca. Apresentacao da SS. Virgera Mi de D.
22 Quarta. S. Cecilia v. m.; S. Felimon m.
23 Quinta. S Clemente p. m.; S. Felicidade.
24 Sexta. S. Joao da Cruz ; S. Cbrisogno m.
25 Sabbado. S. Cathajina v. m ; S. Erasmo.
26 Domingo, 25* e ultimo depois do Espirito
Santo. S. Pedro Alexandrinob. m.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedente do da 4 da outubro.
OffleioAo inspector da thesouraria de Prenda,
devolvendo os documentos que vieram annexos ao
seu olttcio n. 474 relativos as despezas teitas nos me-
zes de jolhp e agosto deste anno ora o lazareto da
itha do Pina, c recommendando que mande pagar,
sol a responsabilidade da presidencia, ao encarro-
ado daquetle eslabetecimento o que justamente se
lhe estiver a dever.
14
OflicioAo inspector do arsenal do marinha, re-
. mu umi l.Hi.l.i que lance suas vistas para o Itzarelo
cl.itl'iii.-i, .iiim de que all encoutrem ossoccorros oe-
cessarios as pessoas que para l forem mandadas.
Communicou-te nesle sentido ao cnsul inglez.
17
OfllcioAo presidente da commissao de hygiene.
Em re-posta ao seu olttcio de houtera, acoropanhado
das medidas sanitarias, que solicitei da commissao
de hygiene publica por ofllcio de 10 do correlo,
lenho commonicar-lhe que nao s ai approvei pro-
visoriamente, remetiendo logo copia a cmara mu-
nicipal desla cidade, ao provedor da saude, ao capi-
l hko porto e ao chele de polica, como tamhem que
recommendei a essas mesmas autoridades, quo se
pretiero promptamente satisfazer as providencias
sanitarias que esa commissao houver por ventura
de requisilar.Remellcram-se as copias de que se
trata.
DitoAo mesmo, dizendo que, do ofllcio que re-
melle e que ser devolvido a esta presidencia, ver
o que pondera o cnsul de S. M. Britnica acerca
da quarentena, porque esli passando no lazareto do
l'iua os passageiros alUmamente chocados no vapor
inglez, afirn de que os mande por a livre pralica, se
a commissao de hygiene entender que dahi nao re-
sultar inconveniente algum ; devendo ter-sc em
vista o ofllcio junto, por copia, do provedor da
saude;
19
OfllcioAo capililo do porto, remetiendo o ofllcio
do presidente da commissao de hvgiene, e o do pro.
vedor da saude, que se elle refere, e recommen-
dando que de as necessarias providencias nao so pa-
ra que se evite a eommuuicacao de pessoas de Ierra
com o lazareto, como evasao das que nelle se
acham. propondn a esle governo para isso quaesquer
medidas, que julgar deverem pdr-se em pralica.
DitoAo mesmo, enviando a represenlac,So qae
acaba de receber dos passageiros do vapor Haitiana,
que esli de quarentena no lazareto do Pina, e re-
commendando que, tomando em considerado o que
elles eipendem, trate de dar as devidas providen-
cias, proporciouando-lhes os commodos necessarios e
ompaliveis estabelecimeutos de semelhante na-
tureza.
DitoVo vice-consul inglez. Accuso recelada a
ola em que V. S. substanciando a conferencia que
Uvera comigo em 17 do correle, representa-me o
scguinle:
Que aqu chegando de Liverpool, com 23 dias de
viagem o vapor Bahiana, foram os seus passageiros,
em numero de 22, postos em quarentena por 8 dias,
nao obstante haver o cholera dessapparecido antes
de >ua partida, e nao ter havMo ni do.lia bordo.
Que o governo porluguez eligir smente 5 dias
de quarentena contados da partida do navio de In-
glaterra.
Que maitos dos referidos passageiros foram obri-
gidos a desembarcar na illia do Nogueira, c i andar
grando distancia ao sol at o lugar do lazareto, s
accessivet as grandes maros, sendo recolhidos a urna
pequea casa al agora considerada cotilo hospital
para a febre amarella, e inleiramenle impropria pa-
ra a recepto de tantas pessoas.
E concilio, que vista do expendido e de estarcm
os mencionados passageiros de vigorosa saude, se-
jam desembaracados, principalmente o consol de S.
Al. Britnica, que tem negocio de importancia
tratar .
E lendo mandado ouvir a commissao de hygiene
publica sobre o objeclo da citada nota, fol ella de
upiniao:
Que havendo-se prximamente adoptado urna se-
rie de medidas sanitarias approvadas por esta presi-
dencia, e que devem ser rigorosamente observadas
em bem da populacho, nao convm de modo algum
comecar por infring-las, porque isso desconceituaria
a mesma commissao; e tanto mais quanto da carta
de saude do mencionado vapor e passada pelo cn-
sul do Brasil naquella cidade, donde proceder, se
T que tinham havido no respectivo porto 85 casos
de cholera-morbus durante a semana anterior par-
tida do vapor, nao sendo provavet qae a epidemia
desapparecesse repentinamente, como se afllrma.
porque o dito cnsul brasleiro nao deu conta de tal
circumslancia ; nao podendo approveitar o que se
pralica em Portugal, porque nao havendo o delega-
do do aoverno brasleiro lomado parle na convencao
sanitaria celebrada em Paris entre os delegados, da
Austria, raa-Brelanha e liespanha, como succedeu
aodaquelle reino, nao est obrigado o Brasil sn-
jeitar-se as quarentenas que admille o regulamenlo
sanilario em que convieram os delegados desses es-
tados, e pode adoptar as medidas prevenlinas, que
julgar convenientes e estn em harmona com o de-
creto de 29 de Janeiro de 1813.
Em presenca de taes considerarles devo fazer sen-
tir V. S. que por maiores altences que me me-
recam os passageiros que se acham no lazareto, es-
pecialmente o cnsul de S. M. Britnica, nao me re-
solvo mandar levantar a quarentena de observa-
cao, emquanlo a commissao de hygiene nao julgar
isso pralicavel : o que me parece "ser o mais breve
possivel, como lhe lenho recommendado ; bem como
acabo de expedir novas ordens para que sejam os
passageiros succorridos do que necessitarem.
Approveilo a occasiao para renovar a V. S. os vo-
tos de minha subida eslima e considerado.
21
OfllcioAo Exra. ministro do Brasil em Londres.
Acensando recebido o ofllcio de V. Exc. de 22 do
prximo, fazendo-me ver o que havia respondido a
companhia de paquetes a vapor de Liverpool, e
emittindo algumas ideas a respeito das quarentenas,
lenho a honra de dizer a V. Exc, que, com quanto
tenha tomado todas as precauces para obstar que
pelos navios procedentes de portos infectados, venhi
inlroduzir-sc aqai o flagello do cholera morbus, hei
providenciado, e lerei todo o cuidado, para quo os
passageiros postan', encontrar no lazareto todos os
commodos compatireis com um tal esl.ibelccimelo,
e de modo que nao venha o commercio soffrer em
seus ulereas*, nem os vapores se vejam obligados
demorar-ne.Benovo a V. Exc. os protestos de mi-
nha subida estima e considerado.
Dito Ao provedor da saude, dizendo que, cons-
tando haver a commissaode hygiene publica manda-
do suspender a quarentena dos passageiros do vapor
OCAffllNHODIIBEVEIIW
Por A. de Beruaiut.
CAPITULO SEXTO.
(Continoar.no.:
C'elait t'instan! fnebre ou la nuil eit si sombre
Qu'on Iremble choque pos de rleiUer datts l'ombre
t'n demon tere encor du bangufl des sabats.
(Vctor Hago. Bailada des Deux Arcliers.)
Mr. de Chavilly eslava mergulhado em sombras
rcllexes. A convnrsacilo qae acabava de ter com o
medico deixara-lhe no espirito urna impressafl pro-
funda, no porque participaste das liyplheses nem
dos terrores do seuhor Marliuho acerca dos entes so-
brenatiiraea, terrores e supposicfes que haviam pas-
cado sobre sito alma bem lemperailajem#arranha-l a;
mas i'nstao mo podia esquecer-se fcilmente do que
lhe dissera o medico sobre a triste vida de madama
de Saulieu.
Ella padece, lis infeliz, repela elle comsigo.
Aim preocupado, Gaslao nao reparava no andar
cada vez mais eircom-pecto que tomava Joao a me-
dida queso approximava do castello.
Ao ebegar-se aos primeiros vestigios das obras an-
tigs, o pobre roal poda sasler-se sobre as pernas
tremolas. Assim tropeeou em urna pedra e cabio
com a lanlerpa dando um grito sufocado.
Esle incidente jocoso tirou o mancebo da medila-
cao ; elle chegou-se ao criado que eslava cahido, e
pondo-lhe casualmente a mao sobre o hombro, per-
gunloa-lhe com adeicao :
Ests ferido!
A voz de Mr. de Chavilly resltuio a Joao alguma
coragem, ellevollou-se, e assentando'e respondeu:
() VM o Mario n. 269.
inglez, que se acham no lazareto, compre que Smc.
hoje mesmo execule esta detenninac.'io.
Dito Ao mesmo. Em resposta ao seu ofllcio de
hoje, a respeilo do qual, mandei ouvir o presidente
da commissao de hygiene publicV, lenho dizer-lhe
que me conformo inteiramenle com o parecer junto
que elle dcu\ que remello para sua intelligencia e
prompta etccuc.io, e que rae deve ser devolvido. E
a respeilo das despezas que se houverem de fazer
com as desinfectes, poder Vmc. mandar em pe-
riodos que julgar mais convenientes, as respectivas
contas para seren satisfeilas.
23
OfllcioAo presidente da commissao de hygiene
publica i remetiendo o ofllcio da cmara municipal,
ueste momento recebido, e qae deve ser devolvido,
afm de ser tomado na considerado que merecer,
cumprmdo qne semparda lampo, a commissao
de hygiene publica remella a esle governo bem es-
peciticadamente a serie das medidas que ella julgar
convenientes por-se j e ja em pralica a bem da sa-
lubridad publica, podendo a mesma junta indicar
logo oomeadamente os lugares insalubres que ne-
cessilam de ser corregidos promplamcule, fleando a
mesma commissao na intelligencia de que nesta da-
ta se expedem as convenientes ordens ao inspector
do arsenal de marinha, e engenbeiro director das
obras publicas, para auxiliarem a commissao as vi-
sitas e diligencias que julgar noces-ario proceder.
Expediram-se as ordens de que se Irata.
27
OfllcioAo provedor da sade, Iransmitliodo co-
pia do primeirn arligo das medidas preventivas con-
tra o cholera morbus, que pela commissao de hygie-
ne publica foi enviada em substiluir,ao ao j pre-
sentado por aquella repartidlo.Igual ao capilao do
porto.
27
OflicioAo inspector do arsenal de marinha.
Faca Vmc. levantar com a possivel brevidade c no
lugar que ha pouco foi por mim e pela commissao
de hygiene publica examinado c indicado no Pina
Pequeo, um lazareto de observarlo, conforme o
plano j approvado, podeudo nelle serem admittidas
as modificacCes ou alleraces mais adaptadas ao fim
da observadlo para que he destinado.
28
Oflicio Ao inspector da thesouraria de fazenda.
Tendo sido comprados por ordem desla presiden-
cia os movis e otencilios necessarios para o lazareto
do Pina, e devendo ser de promplo satisfeila a im-
portancia de taes objeelos conforme requisita o ins-
pector do arsenal de marinha no oflicio incluso por
copia, recommendo a V. S. qae vista das contas
juntas, mande entregar sobminlia responsabilidade
ao encarregado do mesmo lazerelo, Joao Francisco
de Oliveira. a quanlia de 6798138 rs.. para paga-
mento dos mencionados objectos. Inleirou-se ao
supradito inspector.
Dito.Ao capilao do porto, dizendo em respos-
ta ao oflicio deS do correnlc, n. 793, que nao s
Iransmittio por copia ao inspector da alfandega, a
commissao de hygiene publica eao provedor da sau-
de, para terem a devida execucao as medidas por
Vmc. prdpostas em dilo oflicio relativas ao lazareto
do Pina, mas tambem expedio ordem ao comraau-
dante do corpo de polica para mandar apresen lar a
Smc. urna forca de 12 |iracas d'aquelle corpo para o
lim indicado cm o supradito oflicio.Remelteram-
se as copias de que se Irata, e olllciou-se ao com-
mandaule de polica para fornecer as pravas.
Dilo.Ao presidente da commissao de h\ giene, de
clarando que convimloque baja no lazareto do Pi-
na, um profesur especialmente encarregado do ser-
vico medico d'aquelle eslabeleciilcnto, compre que
Smc. proponha a esle governo para isso pessoa id-
nea que ya logo lomar conla dessa commis-ao. visto
que o cirurciao da enfermara de marinha nao pode
continuar n'"ll,i.
Dito..4 cmara municipal do Uncir.Nao ha-
vendo Vmcs. ate esta dala indicado medida alguma
a cerca das cavallaricas, que se conservan) no centro
da cidade, nao obstante o meu ofllcio de 17 do cor-
rente, rcraetto-lhes por copia o parecer da commis-
sao de hygiene publica, acerca de tal objeclo alim do
que Vmcs. com a maior brevidade possivel lomera-o
em considerado, propondo-me as medidas ou pos-
turas necessarias para serem removidos de prompto
esses focos de infecco.
Quanto porero ao que me ponderara em seu ofll-
cio de 23 do correte, n. 101, e que remelli a com-
missao de hygiene para toma-lo em considerarlo,
como acabo de o fazer, cumpre dizerque tratera Vmc.
quanto antes de mandar remover o matadouro pu-
blico para o lugar da Cabanga, ja para isso desig-
nado, aulorisando eu desdeja a despeza necessa-
rias com as obras indispensaves ao servico do dito
matadouro, dando ordem ao director das obras
publicas para auxiliar esse Irabalho, que nao admil-
le a menor demora, fleando Vmcs. na intelligencia
de que podem contar com os soccorros pecuniarios,
de quea cmara necessitar para semelhante objecto
Ollicioa-se nesle sentido ao director das obras
publicas.
Dilo.A mesma, dizendo que nao havendo an-
da a commissao de hygiene publica indicado quaes
os lugares, ou focos de infeccao que couvem logocor-
rigir, cumpre que aquella cmara a convide a con-
cluir os exames, e visitas que uess e sentido convira
fazer-sc e para auxilio do que se recommendou ja
ao director das obras publicas qe se preslasse as re-
quisicoes da commissao, segando consta de ofllcio
deste governo de 23 do correte, e que sem esta di-
ligencia nao pode dar comeco aos trabalhos tenden-
tes a-s ilubrldade publica.
31 -
Oflicio.Ao presidente da commissao de hygiene,
acusando recebido a oflicio, que Vmc. me dirigi em
data de honlem, suzgerindo-me a medida lemhra-
da pela commissao de hygiene publica, deorganisar-
se urna companhia, que por meio do svstema de la-
trinas movis, nu loneis hermticamente fechados,
emprehenda remover e conduzir para lugares afas-
ladosdomeio da populacao, o lixo e materias cx-
crementici, acumuladas em muitos pontos do lit-
loral, margeos de rius, e centro desta cidade.
Ejulgandomui bem pensadas as reflexes apre-
seutadas no mencionado oflicio, cumpre-me decla-
rara.! Vmc, para faze-lo constar a commissao, que
yon tratar de propo-las a cmara municipal, alim
de loma-las na devida consideracao.'.fazendo-lhesen-
tir a necessidade de ensaiar quanto ?ntes as medidas
indicadas, e pelas quaes nao posso deixar de louvar
o zelo da commissao de hygiene publica. Oflicion-
se a cmara municipal.
Wlo.Ao mesmo, approvando a prnposta por
mc. fela do Dr. Candido Jos Casado Lima, para
jacullativo do lazareto do Pina.Communicoi
inspector do arsenal de marinha.
6 do novembro.
Oflicio.Ao presideote da commissao de hygiene,
remetiendo para seu conhecimenlo, o oflicio que aca-
ba de receber do inspector do arsenal de marinha
datado de hoje, e que deve ser devolvido esle go-
verno, e dizendo que avista do que elle noticia cum-
Nao... nao sei... se... seuhor.
Joao cahiudo tinlia largado a lanteYna, a qual ha-
via-se apagado, e liasto nao podia examinar por si
mesmo, se os membros do criado eslavam aiuda n-
leiros; mas como a voz de Joao revela va antes ter-
ror do que dor, o mancebo Iranquillisou-sc, e lo-
mando a cousa como zumbara, disse:
Eia, nao tens memoro nenhum quebrado, le-
vanta-le. '
Jnao obedeceu tremendo.
Bem, conlifluou Gaslao, agora procura" la lan-
lerna.
Islo nao foi cousa fcil; porque Joao n3o atreva-
se a por um p dianle do oulro, c Mr. de Chavilly
foi obrigado a procurar por si mesmo. Eraflm a lan-
lerna foi adiada e os dous nocturnos passeadores po-
deram continuar seu camiuho; pnrm na escuridao
profunda que osrodeava, andavam mais ledamente.
Como le dcixaslc cahir assim, disse Gaslao, lu
que pareces Ulo forte-'
Ah! seuhor, o hornera nada pode contra o dia-
bo, respomlcir Joao com voz arada trmula.
,. ~ O diabo que me contas? Eu julgava queso
tullas medo dos cossacus.
'* co*s"":os ou o diabo nao lie sempre a mesnu
cousa'. ro um desses demonios que pu\ou-me pela
perna. '
Ol! troperas-te em alguma pedra.
Nao, nao seuhor, bem sei o que sinlo, eslou
ccrlo de que lenho os cinco dedos marcados na carne.
Eslou curioso dever isso, murmurou Gaslao
rindo.
O seuhor ver quando etiegarmos ao easlcllo
Enlao decididamente, este castello he do dial
N/lo duvide, senhor, e se nao fra o respeuu
que devo a meu amo, ler-lhe-ha j desde muilo lem-
po dito isto mesmo. Nunca pude comprehender
mo um homem rico podia voluntariamente hab
semelhante ninho de curujas.
Oh elle lambem ; penson Gaslao.
Joao para tranquillisar-se o distrahr o aborreci-
menlodo camiuho. linha muito prazer em tagarel-
lar; assim aproveitou a permisso tacita que lhe da-
va Mr. de Chavilly e conlinuou:
He a miiiha pobre ama que lamento mais, por-
,i,o:'
o
co-
llar
pre que va quanto antes para o lazareto do Pina o
medico que foi por Smc. proposto, e por esle gover-
no approvado.Communicou-se ao referido ins-
pector.
Dito.Ao provedor da saude, recommendando
novamenle que nao deixe de commonicar circums-
tain admenle commissao de hygiene publica
quaesquer oceurrencias do porto que lhe digam res-
peilo, principalmente sobre a chegada de navios pro-
cedentes de portos saspeitos do cholera, declarando
donde vem, se a carta vorn limpa, ou traz nota, o
numero de passageiros, o estado de sua saude, ele.
Communicou-se a commissao de hygiene pu-
blica.
8
Ofllcio.A cmara municipal do Rccife, enviando
para esecucau na ipirle que I lie loca, copia das me-
didas preventivas contra o cholera -norbus, as quaes
devem ser restrictamente observadas.Iguaes co-
pias se remetteram ao provedor da saude, capilao do
porto e ao chafe de polica.
12
Ao provedor da saude.Para evilar o inconve-
niente deque se queixa a commissao de hygiene pu-
blica, em virtude do oflicio que Vmc. lhe dirigir
em dala de honlem, cumpre que a provedoria de
saude faja cessar a quarentena de qualquer navio
logo que assim lhe for determinado pela mesraa com-
missao, que nao he menos responsavel pela salubri-
dades publica do que o provedor.Communicou-se
a commissao de hygiene.
13
Oflicio.Ao inspector da thesouraria de fazenda.
Devendo tomar medidas urgentes a respeilo da sa-
labridade publica, por serios receios de que se des-
envolva alguma epidemia, mandei remover o ma-
tadouro publico do lugar das Cinco-Pontas para a
Cabanga, o a cochia da cavallaria para S. Amaro,
encarregando da primeira obra, o director das obras
publicas, e da segunda, o eugenbeiro militar major
Jos Joaquim Rodrigues Lopes.Cumpre, pois,
que V. S. em virtude do art. 1 do decreto o. 158
de 7 do maio de 1842, pague com a devida fscalisa-
cao aosencarregadosdassupradilas obras as respecti-
vas despezas.
21
OflicioAo Exc. rommandanle superior da guar-
da nacional do municipio do Recfe, devolvendo o
requerimeuio do suarda da lista da reserva Caetano
Pinto de Veras, para que o mande dispensar de todo
o servico da mesma guarda nacional.
DitoAo Exra: director geral da instrneco pu-
blica. Queira V. Exc. mandar acondicionar na sala
da bibliotheca publica da faculdade de direito, os
Iivros da bibliotheca publica desta cidade, entenden-
do-se para isso com o director do Ivccu, e sendo os
ditos livros entregues e recebidos por um inventario
e conservados separadamenle em suas proprias es-
tantes. E neste sentido lenho ofliciado ao mesmo di-
rector. Fez-se o ofllcio de que se Irata.
DitoAo coronel commandante das armas, trans-
mittindo, por copia, o aviso da reparlicao da goerra,
no qual se.delermina que siga para a corle o alferes
do 9 batalhao de infanlaria,Antonio Malloso de An-
drade Cmara, e recommendando que ordene a esse
ofcial que trate quanto antes de pagar os emolu-
mentos constantes da nota que tambem remelle por
copia, sem o que nao se pode dar execucao ao cita-
do aviso.Oflicion-se neste sentido a thesouraria de
fazenda.
DitoAo mesmo, dizendo que, para poder resol-
ver sobre o fornecimento dos medicamentos e uten-
iis mencionados nos pedidos a que se refere o seu
oflicio que devolve, faz-se necessario que S. S. de-
clare se he de urgencia semelhante fornecimento, ou
se pode esperar-se que venham da corle os referidos
medicamentos e utenss.
DiloAo inspector da thesouraria ilc fazonda, de-
clarando que, leudo o cngeiiheiro Ilenrique Au-
gusto Milet, de ir construir a ponle do Gindahy, po-
de ser encarrenado da medcao dos terrenos de ma-
rraba da cidade do Rio l'ormuso e da villa de Se-
rinbaem, devendo S. S. para esse flu dar-lhc as
necessarias mslruccoes com a possivel brevidade,
pois que nao convem que a fazenda publica esteja
perdendo o inleresse que podo ser mui avullado,
com proveilo nolavel dos habitantes d'aquella cida-
de, que se acham inhibidos de construir predios por
ralla de terreno, que alias se acha devolulo.
DitoAo mesmo. approvando a arrematado que
Tez Joaquim Lopes Pereira Goimaraes, da obra do
concert da coberla do armazem n. 1 da alfandega
desla cidade, pela quanlia de 2:9359000 rs., sendo
fiador Antonio Pereira Mendes.
Ditoao mesmo, transmit indo para os conve-
nientes exames, copia da acta do conselho adminis-
trativo datada de 14 do correte.
DiloAo presidente do conselho administrativo,
recommendando que promova a compra dos orna-
mentos mencionados no pedido que remelle, os
quaes sao necessarios a capella da fortaleza do Bram.
Hzeram-se as necessarias eommanicacOes a res-
DitoAojuiz relator da junta de justica, remet-
iendo para ser relatado em sessao da mesma junta
o processo verbal feito ao soldado do 9. batalhao
de infanlaria, Calisto Rodrigues dos Santos.Com-
municou-se ao coronel commandante das armas.
DitoAo chefe de polica, exisindo a remessa de
nma ola dos escravos que lem sido desembaracados
pelo consulado provincial para serem exportados.
DitoAo capilao do porlo. Para embaracar o pre-
judicial arbitrio que est em pratica de se obstruir
a navegarao do rio Capibaribe, cumpre que Vmc.
com a mxima possivel brevidade faca levantar urna
plaa do dito rio al a povoacao de Apipucos, at-
tendendo a nova forma que elle tomara com a ulti-
ma enchenle, para indicar a sua melhor canalisa-
tao, e rcgular-se a edificarlo das obras ou muros
sua margem, e de lal modo que a sua navegarao
toseja embarazada.
DiloAo director do arsenal de guerra, remet-
iendo com copia do aviso do ministerio da guerra de
,nA correnlc' a primeira via do conhecimenlo de
100 corles de coronhas para espingardas, enviados
para esta provincia pelo arsenal de guerra da corle
no briguc nacional ero.
I*''0Ao director das obras publicas, para in-
cumbir o engenheiro Ilenrique Augusto Milel, da
administrado da obra da ponte do Gndahv sobre o
no Sennhaem, visto ser urgente a sua conslrucjao.
Coramunicou-se a thesouraria provincial.
DiloAo mesmn, concedendo a autoiisacao que
pedio para nao s mandar fazer a armario de ferro
da claraboia do centro da casa de detencSo, assim
como diversas ferragens miudas e chapas de cobre
para esla obra, mas tambem contratar com quem
nzer por menos preco a pintura de que precisa
aquelle edificio. Communicou-se a thesouraria
provincial.
DiloAo mesmo, inteirando-o de haver expedido
ordem ao inspector da thesouraria provincial, para
que a vista do competente certificado, mande pagar
a Joaquim Candido Ferreira, arrematante da enn-
servat;o permanente da estrada da Victoria, a ra-
que raen amo se mora aqui lie porque isso lhe d
prazer; mas minha ama, nao.
Esle assumpto bem que possa parecer j esgotadu
pelo doulor, iiileressava ainda a Gaslao; por isso em
vez de impor silencio a Joao, como lalvez devia, en-
treteve a conversarlo sobre esse capitulo.
Sp madama de Saulieu quizesse, disse com in-
difleronra, creio que nao habitara mais lempo nesta
torre velha.
. Tambem creio isso. senhor; mas minha ama he
(ao boa que prefere morrer de aborrecimenlo aqui a
contrariar em cousa alguma os goslos de meo amo.
Se lie infeliz, he provavelmentc porque assim o
quer; mas emfim he iufelz.
Oh! murmurou Gaslao' comsigo, nao posso
mais duvidar, esli potara mulher sacrilca-so aos ca-
prichos do marido. Convem que islo tenha um fim,
e quando u for...
A voz e o pensamenlo de Gaslao pararam, elle
nao alreveu-se a ir adianle ; a allianra que se pre-
parava, ia sem duvida dar-lhe cerlos direlos para
vigiar no repouso da cunhada ; mas urna preoecu-
pac,ao singular > deluda sempre que quera reflec-
lir nisso. Perguntava Mao a si mesmo se teria ja-
mis a felicidade de pertencer de tan perlo a amavel
castclla. Esta inquielacao era cstranha da parle de
ura mancebo a quem baslava querer para vir a ser
brevemente ge uro de madama de Sencuil.
Uasiao a Joao hegaram emfim ao easlcllo; mada-
ma de Saulieu linha-se rccnlhido ao seu aposento, e
Mr. de Saulieu ainda nao havia vollado ; assim Gas-
lao dirigio-se logo para seu quarto. Demais, a fadi-
ga do caminho, oscou(ecimentos da noile, e o pas-
seio que acabava de dar uduziain-no ao somno, ou
ao menos ordenavam-lhc o repouso. Todava lem-
brou-sedaspalavrasde Joao acerca dos subterrneos
do castello e da cscada que a elles cunduzia. Gas-
lao eslava looge de l*r medo, linha o coracao de nm
gentil hornera; mas lambem a prudencia de um ho-
mem esclarecido. Examiuon curiosamente, a porla
do grande gabinete, que flava para a escada espiral
fecbou-a a duas voltas, e poz a chave sobre a mesa.
Nao julgou necessario fazer a mesma operario na
porla do gabinete que dava para seu quarlo, nem na
do quarlo que coromuuicava com o interior da ha-
portancia das prestares correspondemos aos mezes
de agosto, selembro e nulubra deste anno.
DitoAo commissario vaeeinador, exigindo a re-
messa de algumas laminas dopuz vaccnico, alim de
serem remeltidas com brevidade a cmara munici-
pal de Serinbaera onde consta estar grassando a va-
rila.
DiloAo inspector da thesouraria provincial re-
commendando que a vista da conta que remelle,
mande pasar ao inspector do3." circulo litterario,
A ntoniin Egidio da Silva a qaantia de 2159100 rs.,
qae se dispendeu com os objectos fornecidos aula
do professor publico de primeiras leltras desta cida-
de, Joaquim Antonio de Castro Nunes. Parlici-
pou-se ao Exm. director geral da in-lrucc.io pu-
blica.
DiloAo mesmo, inteirando-o de haver aulorisa-
do ao director das obras publicas a mandar fazer
para os trabalhos da reparlicao, a seu cargo 5 cor-
reles de ferro a 259000 rs., cada urna.Offciou-se
neste sentido ao supradito director,
DitoAo mesmo, pira que prestando o vigario da
freguezia de Santo Ant.io, padre Francisco Xavier
dos Santos, flanea idnea, mande Smc. entregar-llie
a quanlia de 6005000 rs., para as obras da matriz
d'aquella freguezia.
HiloAo mesmo, para mandar pagar a David
Bovvman a quanlia de G:59l9t55 rs., cm que impor-
tara as duas contas que remede, sendo urna das des-
pezas feitas com os canos de ferro que formam o sys-
lema de la trinas da casa de deteucSo e a outra de
duas bombas compradas para aquella obra.Com-
municou-se ao director das obras publicas.
DitoAo commandante do corpo de polica, re-
commendando que mande apresentar diariamente ao
juiz de direito da 1.a vara, durante a prxima sessao
do jury desla cidade, orna guarda de pravas d'aquel-
le corpo, para assislir aos traba.bos do mesmo jury
que ileverao ler principi nn dia 24 do correnle.
Communicou-se ao supradito juiz.
DitoAo commandante superior da .guarda na-
cional do municipio de Oliuda e Iguarass, recom-
mendando, em visla do oflicio que remelle por co-
pia do capillo do porlo, que nao s rilere as suas
ordens para que nao sejam chamados ao servico. da
mesma guarda nacional os cidadaos comprehendidos
as quatro reanles que acompanharam ao oflicio da
presidencia de 20 de selembro ultimo, visto eslarem
elles matriculados oa capitana do porto, mas lam-
bem que informe com urgencia sobre o faci de que
Irata o primeirn dos mencionados oflicios.
DitoAo lenle coronel commandante do 2.
batalhao da guarda nacional do municipio do ilrejo,
devolvendo a proposta que Smc. remellen, para que
venha por intermedio do respectivo commandante
superior.
PortaraAo director do arsenal de guerra, re-
commendando que remella para o meio batalhao da
Parahiba, nos termos do aviso constante da copia n.
1, os arligos de a ni amento mencionados na rclacao
tambem por copia sob n. 2.
OflicioAo coronel eommandanle das armas, au-
(orlsando-o era visla de sua ioformaro, a mandar
passar escusa ao soldado do 9 balalhode infanlaria
Corsno de Jess Gomes, aceitando em seu lugar o
soldado por elle oflerecido Galdino de Luna, que js
servio o lempo porque era obrigado.
DiloAo mesmo, declarando em visla das nfor-
mac<3es que remello por copia dadas |iela thesoura-
ria de fa/.emla, que a iraporlancia da caldeira de fer-
ro comprada a C. Strr i C. em 8 dejulho ultimo,
para o batalhao 9 de infanlaria, deve ser satisfeila
pelo mesmo batalhao, expcdimlo S. S. para esse tim
as convenientes ordens em presenca dos papis que
tambem remelle.
DiloAo presidente do 'conselho administrativo,
recommendando que promova compra das fazendas
emais objectos mencionados na relatlo que remelle,
os quaes sao necessarios ao arsenal de guerra, para
satisfazer diversas requisices do 4o batalhao de arli-
Iharia a pe, c da companhia lixade cavallaria.Fi-
zeram-se as necessarias coramunicacijes a respeilo.
DiloAo inspector da thesouraria de fazenda. au-
lorisando-o a mandar indemuisar o batalhao 10 de
infanlaria, nao soda quanlia que se lera dispendido
com o fornecimento de agua e luz para a prisao dus
guardas nacionaes deste municipio, mas lambem das
que se forera dispendendo com semelhante forueci-
mento.Communicou-se ao coronel commandante
das armas. ,
DitoAo juiz relator da junta de justir,a, Irans-
millido para ser relatado em sessao da mesma junta
o processo verbal feito aos soldados Henrque Jos
de Araujo, Manoel Francisco da Trindade, Antonio
Josc de Santa Anna, Francisco Antonio Leile e Joao
Manoel de Andrade, pertencenles a companhia fixa
do Rio Grande do Norte.Partecipou-se ao Exm.
presidente daquella provincia.
Dito-ao chefe de polica, inteirando-o de haver
transmiltido a Ibesouraria provincial, para ser pa-
ga, estando nos termos legaes, a conla que Smc. re-
mctleu das despezas feitas cum os objectos forneci-
dos a guarda da ribeira da freguezia de Jos.
DiloAo provedor da saude. dizendo que pode
Smc, fazer junio ao pliarol da barra desta cidade, a
desinfeccao das cartas ejornaes vindos de lugares
em qae reine o cholera-morbus, fleando nesta parle
alterado o artigo 21 das medidas preventivas a que
se refere o oflicio da presidencia de 8 do correnle.
DiloAo inspector do arsenal do marinha, remet-
iendo por copia um oflicio da legacao de S. M. Bri-
tnica no Brasil, e em orieinal oulro do presidente
da commsso de hygiene publica, flm de que infor-
me com o que lhe occorrer sobre a materia de que
Iraiao os referidos oflicios que deverao ser devol-
vidos.
DiloAo inspector da Ihcsouraria provincial,
communicando lim de que o faca constar ao ad-
ministrador do consulado provincial, qucjulgou pro-
cedente a apprehensao feita nos gneros que por
ordem de Antonio Alves de Miranda Guimaraes, fo-
ram pastos a bordo da barcada Diligencia e impro-
cedente a da dita barcas propriedade de Pedro Bor-
ges de Cerqueira.
DitoAo mesmo, declarando haver antorisadoao
director das obras publicas a comprar para a obra da
casa de dclcnto 20 duzas de taboas de fono de
amarello de 2 palmos de largura a 439000 rs. cada
duzia ;60 travs de quarenla palmos de comprimen-
lo e um em quadro a "5000 rs. cada urna, a cem
barricas de cemento a 85500 rs.Ofliciou-se nesle
sentido ao mencionado director e ao inspector da
thesouraria de fazenda, para consentir no despacho
isenlo de direlos do cemento de que se Irala.
DiloAo commandante do corpo de polica, dis-
pensando o corpo a seu mando, de reunir-se na lar-
de de 26 do correnle, para fazer parle da forca que
deve acompanhar a pronssu de Corpus Chnsli.
Communicou-se ao coronel commandante das armas.
DiUiAo mesmo, aulorisando-n a passar escusa ao
cabo do esquadra daquelle corpo Candido Jos da
Ressurrerao Pessoa, visto estar elle impossiblilado
de continuar a servir por molestia que soffre.
PorlariaRestabelecendo a delegacia de Tacara-
tu, qae havia sido supprimida por portara de 4 de
Janeiro deslc anno.Fez-se a necessaria commuoi-
caeto.
DilaNomeando. de conformidade com a pro-
posla do chefe da polica, para o cargo de delegado
do termo de Tacaratu o juiz municipal do mesmo
termo bacharel Marcos Correa da Cmara Tamarin-
do.Inleirou-se ao supradito chefe de polica.
COMBANDO DAS ARMAS.
Qaartol do commando da* armas do Pernam-
buco, eldado do Reetle, em 23 de novem-
bro do 1854.
ORDEM DO DIA N. 176.
O coronel commandante das armas interino de-
clara para os litis convenientes, quo o gnverno de
S. M. o Imperador foi servido por aviso do ministe-
rio da guerra de 17 de oulnbro t llimo, conceder Ires
mezes de licenca, com sold simples, para tratar de
sua saude nesta provincia, ao Sr. major do regi-
ment de cavallaria ligeira do exercilo, Sebasliao
Antonio do Reg Barros, que j fez a sua apresen-
tacao.
O mesmo coronel commandante das armas declara
tambem, que hoje contrahio novo eogajamento no's
termos do regulamenlo de 14 de dezembro de 1852
e decreto o. 1401 de 10 de junbo do correnle anno,
precedendo inspeccJlo de saude, o auspecada da
3.' companhia do 9. batalhao de infanlaria, Ma-
noel Francisco de Oliveira, o qual servir por mais
seis annos, percebendo alm dos vencmenios, que
por le lhe competir, o premio de 4005 pagos na
conformidade do art. 3 do citado decreto, e lindo o
eugajamento urna data de trras do 22,500 bracas
quadradas. No caso que deserte, perder as vanta-
gens do premio e aquellas a que liver direito, ser
considerado como recrutado, descoutando-se no lem-
po do engajamenlo o de prisao em virtude de sen-
tonca, averbando-se esle descont e a perda das van-
lagens ao respectivo Ululo, como est em lei de-
terminado.
Assignado, -Manoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
Dlseurao do rol da Suecla o Noruega por oeea-
atao do ODcerrameato do 14. atortblag ordi-
nario deate ni timo pala.
(t Bons senhores c homens da Noruega,
ir Lamento que ascircumslancias polticas actuaos
nao me permittam nem mandar fazer nesle anno a
minha coroaco e a da rainha, nem encerrar pes-
soalmente vossas deliberaces.
o A p-isiran feliz que lenho conseguido obler pa-
ra os reinos unidos durante as complicaees que
perturbara toda nossa parle do mundo, poz o stor-
Ihing era estado de ajudar os raeus esforrospara o
desenvolvimenlo material do paiz, concedendo cr-
ditos abundantes. Reconhccendo o espirito de pa-
triotismo que esses crditos demonstrara, eu teria
desejido que o slorlhing livesse votado ao mesmo
lempo, em loda sua extensao, as sommas pedidas
por mim para o desenvolvimenlo necessario do esta-
do de defeza.
Esteuda a Providencia agora e sempre sua
mao proleclora sobre a Noruega e sobre seus fiis
habitante* Depois de ter terminado vossa trela,
des voltar a vossas occupac6es domesticas. Desojo
que a felicidade vos acompanhe; e permaneco, bous
senhores e homens da Noruega, mui atleicoado a
lodos em geral e a cada um em particular, com
loda a grar,a e favor real.
Moniteur.)
Discurso do rei do Saxonla por occasiao' da
abertura da sessao' extraordinaria da Dieta
do mesmo pala.
a Senhores depntados.
ti Vejo-vos reunidos hoje em Ionio de mim pela
primeira vez com o mais profundo sentimento de
dor, depois que um decreto imperial de Dos tirou
ao paiz o melhor, o mais nobre de seus principes,
a mim, o mais fiel amigo; mas se depois das espe-
rances do co, alguma cousa pode contolar-me e
Iranquillisar nesse momento de provaee*, foi a d
verdadeira, sincera que se manifestou em todas as
classes do puvo, em todas as partes do paiz ; foi o
acolhmento cheio de confianza que me foi feito,
foram as provas de alTeicao que me foram dadas
nessa occasiao. Tenho pois a firme intenco, que
ja exprim urna vez, de governar no espirito e no
sentido de meu predecessor, de cultivar com cui-
dado e conservar as iostitueses que elle creou.
Bem que nossas reanles com os aovemos es
Irangeiros sejam perreitaraenle amigaves, nosso
olhar nao pode todava dirigr-se com seguranca
para o futuro, perturbado pelas mais serias compli-
cagOes. Um paiz que est na siluacau cm que se
acha a Saxonia, nao pode segnir estrada falsa em
taes circumslancias, se procura a regra de sua con-
ducta no ciimprimeiitn rigoroso e consciencoso de
seus deveres como memoro da Confederado Ger-
mnica.
Ligando-se firmemente a este ponto de vista,
o meu aoverno se esforzar por fazer ludo o que
puder ser vantajoso ao bem e a dignidade da Alle-
iiinib.i, ludo o que puder Irazer umasolucao pac-
fica das difliculdadcs actuaes. He grande satisfago
para mim puder lembrar hoje a realisaco de urna
grande esperanza que exprimi o fallecido rei na
ullima vez que nos reuni em torno de si.. Elle
linha enln a firme esperanca de que a disidencias
quedividinm nesse momento os goveruos allcmaes
sobre o terreno da poltica commercal cederam a
urna intelligencia salular. Sua esperanza nao foi
Iludida : elle vio completado seu desejo mais in-
timo, o qual linha por objecto a conservadlo do
Zollvereiu e sua estenso ulterior a todas as parles
da palria altemla, elle vio assenlar-se assim o fun-
damento da uniao dos prncipes e dos povos alle-
raaes. Essa uniao garante a honra ea prosperida-
de da Allemanba; esse pensamenlo he a minha
coii-.olao.io as tempestades do presente.
a Os importantes trabalhos le legislarlo que fo-
ram o motno principal da rcunio da presente diela
extraordinaria nao puderam ser terminados 13o
completamente como se linha annunciado ; todava,
o governo e a dopulacao interina cooseguiram,
gracas aos esforcoa dos mesmos, preparar urna parte
importante desses trabalhos para ser posta em de-
liberarlo, parle que formando um lodo separado,
prometi melhoramentos necessarios, se obtiver o
vosso asscntimeulo.
a O complemento dessa grande obra em todas
suas parles ser lambem no futuro o fim constante
de meus esforcos. Alm disso, ser-vos-ha submel-
lido um cerlo numero de preposicoes tornadas ne-
cessarias, parte em consequencia de projectos ante-
riores, parle em consequencia da mudanza de go-
verno e nutras circumslancias urgentes.
I
bi bicao. Depois de lavar novamenle sua ferida, dei-
lou-se e apagn a vela. Seu braco eslava mui in-
il.mimado, a dor fazia as arterias balerera com mais
pressa, em urna palavra Gasino linha febre.
as dispnsicfies de espirito em que elle se achava
essa febro nao havia de contribuir pouco para exal-
lar-lhe os pensamentos. Tornara a passar fela me-
moria, quanto vira ou ouvira nesse dia, narraees
extraordinarias, contos fantsticos, rumores mvste-
riosos. terror geral, fenmenos incomprehensiveis, e
no meio de ludo isso a lembranca do perigo imnii-
nente que ameacara os dias da bella castclla. Ent.io
a imagem dessa mulher fluctuando suspensa no es-
paco apparecia a Gastan mais sensivel do que. na ree-
lidade; seu coracAo fechava-se, as maos apt-rtavam-
se-lhe convulsivamente, lodo o corpo cobnia-se-lhe
ile um suor fro, eos gritos de desespero d!e mada-
ma de Saulieu chesavain lhe como um doliro fne-
bre alravcz das nuvcus de sua pensativa somnolencia.
Por momentos parecia-lhe que os dedos se lhe que-
hravam, c que o corpo da moca caba no abvsino, e
entao elle lieava sulfocado; mas um rosto risonho
mnslrava-se logo dianle dolle, oa olhos desse bello
espectro eslavam chelos de alegra e de reoonhec-
raenlo, sua bocea imirmurava doces palavra-, cujo
som confuso nao chegava-lhe aos oavidos; mas cujo
sentido corria-lhc por assim dizer al ao fundo do
coraro como um licor benfico. Gaslao abra eu-
t.io os olhos; mas s via as Ircvas, s ouvia n silen-
cio apenas perturbado de quando em quando, pela
agilarao dos calavenlos no cimo da velha torre.
Emfim embalado pelos seus sonhos, e opprimido
de fadiga Gasino adormecen ; mas seu somno foi asi-
lado e povoado de appariedes, somno transparente
aira ve/ do qnal elle via passarem dianle de si phan-
tasmas snislros e imagens risnnhas, somno de febre,
cuja origem eslava lalvez menos na fadiga do corpo
(pie na do espirito.
Mr. de Chavilly dorma ha quasi meia hora, quan-
do repentinamente agitou-se no meio de seu vasto
leito e levanlou a rabera como quem he porlarhado
no somno por um rumor desusado. Com el'. i-i lo Gas-
lao linha ouvidocomo o rengar de una chave na
l'ocli idura. Com o braco apoiado nn Iravesiieiro elle
olhava firmemente na direccao donde julj-ava que
Ide, senhores, com Dos, para vossos (rabalhos.
Meu governo se dirigir sempre a vos com franque-
za, convencido de qae vossa aclividade legal nao
ser dirigida sean pelo desejo de fazer o bem do
paiz. Se lendermos assim para o mesmo fim com
nossas forjas reunidas, a confianza reciproca entre
o principe e o paro, qne era o mais precioso florao
da cora do rei Frederico Augusto, se conservar
tambem no futuro mais remoto.
(dem.)
A AUSTRALIA
Sydney 24 de julho de 1854.
I.
He de um paiz mais remolo que o Oriente, qne a
Turqua, que as Indias.be da Australia que se trata
aqui;regiao calma,longinqua e que anda nao -ollrou
os duros horrores dalguerra. EUaaata semduvda de-
baixo da influencia do choque terrivel que electrita
ahi a lodos ; mas se teme a ell'usao dosansue da ma
patria, pelo menos est ao abrigo das destruicoes ;
todava quantas vozes bellicosas nao tenho eu ou-
vido, todas trmulas de urna impaciencia gloriosa I
Isso parece adnplar-se pouco a nossoscotlumes aus-
tralianos, mais um God tare lhe Queen, um Hule
Brilannia, as olas da Marteillahe desperlam os
mesmos sentimentos em todas as latitudes, e lembro-
me de qne ha pouco, lodosos sabbados noite um
ora.ln da Barbaria tocava alternativamente o hymno
francez e o hymno inglez, e marinheiros, mineiros,
obreiros esculavam altentamente e em circulo. Se
por Iras dessas olas, a voz do canbao de alarme li-
vesse proclamado as ordens de alistamenlo pola pa-
tria em perigo, nao duvide que lodos esses indivi-
duos tao vidos de ouro nao se tivessem sentido ani-
mados de um patritico enthusiasmo. Desgranada-
mente, a burguezia e a aristocracia fioanceira, em
vez de aproveitaressas disposi;oes o a influencia de
qne gozam se tem entrinebeirado em um syslema de
espantosa cobarda.
As gazetas que Ibes servem de orgao lem publi-
cado a som de caixa que Sydney est sem defeza,
sem soldados, sem guarda cvica ; que qualquer
corsario pode pora cidade em conlribuicao; que a
Inglaterra deve-lhe soccorro e proteccao ; qae ella
despreza-os como urna madrasta. Estas queixas,
confissao da fraqueza e da inercia, tem derramado
o desanimo-no povo, e urna voz resumi em urna
caria mui lacnica, qoe seos Russos atacassem Syd-
ney, a classe operara que nada linha qae defender,
nada lendo qae perder, rugira para as monlanhas
Azues, no horsonte, e deixaria que os negociantes e
propietarios se defendessem a si mesmos. O lerror
pnico lornou-se geral, o que nao impede nenhum
cidadin de dormir, de especular, de viver e divertir-
se mui pouco, absolutamente como emqual quer ou-
tra Ierra inglcza. Nao be preciso dizer-lhe que to-
dava a allianca franceza tranquillisa os colonos, e
que se a idea de urna crvela rus-a os desarranja, a
visinhanca da nova Calcdonia os tranquillisa. De-
pois de se lerem indignado contra a nossa lomada de
posse desta ilha, concordara na rerdade do alagio
que. A desgraca sempre serve para alguma cousa.
Dderot disse admiravelmentc : Um s homem de
genio pode abreviar os seculoj de ignorancia. O
que o genio nao fez na Australia, o ouro soube pro-
tluzi-lo. Sempre iudustrioso, o Inglez linha sabido
ulilissras paslagens australianas para seus rebanhos:
ha triula anuos a Australia figura nos mercados de
laa ; todava, a descoberta das minas Irouxe estas
plagas em 185:5 perto de 10,000 emigrantes ; de sor-
1c que depois de haver marchado mui rpidamente
para o progresso, a colonia que em 60 annos linha
edificado para si palacios, igrejas, Iribunaes, navios,
armazens e holeis, que linha aberto estradas, que li-
nha cultivado a viilia, que linha fabricado vinho e
seda, que linha minado o carvao, o cobre, o ferro ;
que linha creado escolas, collegios, de repente esca-
va em seu seio e ve ahi brilhar o ouro. Logo ella o
proclama ao mundo inteiro.e no dia seguinle faz pon-
les, caminhos de ferro, bancos novos, funda suas
universidades, utilisa seus i-api taes para chamar emi-
grantes em inas-a. e finalmente para completar loa-
dos os seus prodigios, oblera cunbar moeda em Syd-
ney. Que paiz pode nunca crear tanto em 60 annos
e a lal distancia do continente europea 1
A liespanha produzio as colonias preguicosas da
AmericaMeridional, sempre divididas, rixosas, Ira-
vessas o amotinadas ; a raca anglo-saxonia produzio
a America septentrional, as Indias e a Australia.
Nao se pode disputar sobre a superinrdade dos lu-
cieres como colonos. Nem Roma nem Alhenas, nem
Carlhago comprehooderam como a Inglaterra rarle
diflicil das colonias. Quando a Franca quizar pros-
perar nessa via lora que tomar informacoes de nossos
fiis alliados e visnbos. Nao temos feito bem senao
ao Canad ; emquanlo brincarmos as frescas sombras
do Yahili, ou fuzilarmosos rabes, nao colonisaremos.
A Australia prov a-nos que para obrar bem, cumpre
deixar liberdade individual dos colonos mais larga
parle do que na ma i-pal na. A multiplicidad!- dos re-
gulamentos traz as matilhas de empreados qoe de-
vorara na inaccao o Ihesouro colonial. Em vez de
enviar gendarmes, enviai cultivadores ; em vez
de soldados, fazei emigrar familias : um pai sabe
sempre melhor defender seus filhos. A familia he
urna fortaleza: cada cabana vale mais que vinte
guarilas de sentinellas. Os Inglezes nao lem pros-
perado senao por terem comprehendido admiravel-
mente esla verdade.
Fomos arrestados a estas reflexes considerando
os progressos iao espantosos desla joven colonia.
Podamos fazer outra cousa vendo-a estender-se
sobre urna estenso de qnasi 400 leguas, tendo edi-
ficado mais de 100 cidades e contando na Nova
Galles do sul 72 cngeuhos de vapor, 28 d'agua, 23
de venlo e 20 de beslas; 2 dislillar6e5,'12 fabricas
de ceneja. 3 relinacoes, 14 fabricas desabito, 11 de
tabaco, 7 de pannos, 1 de chapeos, 3de corda-, 66
corlumes; I salina, 3 estabelecimentos de conser-
vas, 1 fabrica de gaz ; 11 fundices ; 1 fabrica de
vitriolo, 1 le lou^a ; total: 141 manufacturas?
A mesraa provincia possue 113 escriptorios de
postas que enpregam 195 pessoas o percorrom
937,431 milhas. O numero das cartas entregues em
1853 foi de 518,101 em navios e de 982,524 por Ier-
ra ; 86,178 em Sydney. O numero dos peridicos
foi de 707,133 em navios e de 808,545 por. Ierra.
A renda do correio he de 500.000 francos. A ven-
da das (erras do estado, cm 1853, produzio 211,035
13 minas de carvao em exploracao forneceram
98,809 tonelladas, avahadas em 2,000,000 de fran-
co-, A reoda colonial de 1853 foi de 575,8% de
um lado ; 233,312 f de oulro (territorial) 411,579
; total geral, 987,476 f pouco mais ou menos
25.000,000 de francos) As despezas subiram apenas
a 682,681 f. A exportarlo do sebo foi de 90,875
qq, no valor de perlo de*3.700.000 francosA es-
porlacao da lila foi de 16,358,889 avahadas em
25,000.000 francos. A exportarSo do ouro foi de :
Em 1851 114,120 oncas 468,336 t
Era ia2 818,751 2,660,646
Em 1853 548,064 1,781,172
viera o rumor ; porm o silencio mais profundo re-
cobrara seu imperio ; alguns tices espalhados na vas-
la chara i ne lanravam urna claridade vermelha sobre
as grandes (apecarias e as velhas cortinas do leito go-
thico ; tudo pareca era seu estado normal. Gaslao
julgou ler sonhado, c tornou a repousar a oabeca so-
bre o liaves-eiro.
Apenas fechara as palpebras, ouvio um novo ru-
mor, e desla vez parecia-lhe que passos vizinhus fa-
ziam gemer o assoalho carcomido.
Bem, disse elle, acaso me abandonara ao me-
do dos phanlasmas T A laura criado tardo que se del-
ta foi sem llovida o que me acordou.
Fella esla rellexao, envolveu a rabeen nos lencocs
alira de nao pcrmiltir que o rumor lhe chegasse aos
mu ido- ; porm a precaurao foi va, o assoalho con-
tinuava a estalar e os passos parecan] approxi-
mar-sc.
Irra, murmurou Gaslao enlre os denles, he pre-
ciso que cu saiba que rumor he esse ; nao se dir
que ni'ivoi-i.ie intimidar por conloa absurdos, e que
redi ao imperio de entes chimericos. Dizem que es-
la casa he pcvoada de almas; pois bem quero conbe-
ce-las.
Gaslao linha urna bravura fra e refleclida ; antes
de entrar ora lula cora um inimigo dosconliecido,
desejava deixa-lo vr. Assentou-sc pois sobre o Icilo
e quiz abaixar urna das cortinas de maneira que se
subtrahisse i visla ; mas nu momento em que estn-
dia o braco, a porla do gabinete parecen gyrar sobre
seus aonzos. Gaslao ficou immovel; ao mesmo lem-
po urna dbil claridade como a de urna lamparina
passou a penumbra daalcova c veio aflagar com seu
relleio a colcha de seda da China. Gastao lembruu-
se de que fechara a duas vollas a porla da escada, e
essa apparicao encheu-n de espanto.
Entretanto a porta abrio-sc lentamente, e um ho-
mem ou para melhor dizer um especlro de estatura
alta e cabera meio coberta por um grande bonete, e
onvollo em um capole prelo entrou no quarlo a pas-
so surdo e lento. O phanlasma linha na mao (Inci-
ta urna alampada, e a esquerda escondida debaixo
do capole pareca apertar contra o corpo um objeclo
pesado e inco nmo lo, urna arma lalvez. Ao menos
Total geral 1,510,925 oncas 4,910,452
(Isso somante pelo qae loca a Sydney, pois Mel
bourne exporlou para mais de 1,200" milhoes de
barras)
O movimenlo do porlo foi : de 1,048 navios com
336,852 lonellagens. Em 1852, havia 327 navios
com 139,486 lonellagens. As chegadas contam:
208 navios inglezescom 125,054 tonelladas ; 74 da
Nova Zelandia ; 598 das colonias inglezas com
141,777 tonelladas ; 7 baleeiras com 1,814 tonella-
das ; 24 do Pacifico com 3,670 tonelladas ; 46 dos
Estados Unidos com 17,321 tonelladas ; 91 do con-
tinente europeo com 28,573 tonelladas.
A fabrica de pannos coloniaes produzio 140,000
varas dos mesmos em 1853, tendo produzido
234,878 varas em 1852.
O sabao manufacturado sobre a 46,678 quintaes.
A nimaes corngeros: 1,552382; cavallos, 139,165
porcos71,395 ; ovelhas, 7,928,798. Por tudo a Aus-
tralia conta mais de 20,000,000 de ovelhas, mais de
5,000,000 de bois e pelo menos 500.000 cavallos.
Considerando todos esses numero-, a vista espan-
la-se e os progressos da colonia parecemexcessivamen-
le rpidos. Foram precisos prodigios de paciencia,
de perseveran^ e de energa para ludo crear, ludo
construir em om psiz naturalmente ingrato e sem
recursos, sobre planicies sem ros, pantanosas, pe-
dregosas, esteris ou coberlas, de matas. Foi pre-
ciso abrir estradas, edificar villas, igrejas, escolas;
lavrar madeiras, podras, em fim exigir do solo o que
os indgenas nao tinham nunca tentado reclamar
delle : o pao e o bem estar. Tudo sahio delle e ao
bem estar succedeu o loxo, fruclo tardio do excesso
das riquezas.
O commercio deu a mao aos criadores de animaes,
c a raca activa dos Anglo-Saxonios, em vez de vege-
tar como os Hespanhoes do Chili ou dos Pampas, com
rebanhos de20,000bois imitis, calculou sobre as pel-
les, ponas, seboe 13a; lirn partido de tudo e aca-
mulac.ao dos capitaes s lem servido para o desen-
voviraento da colonia.
Depois de ter percorrido tres annos de successos
espantosos devdos as minas de ouro, o commercio.
o qual lem multiplicado demais as suasimporlicoes,
ve-se era consequencia de encommendasirreflectidas,
em ama crise perigosa. Em 1852 as importarles
sobiram a 1,900,436 libras esterlinas e em 1853 a
6,342,397. O augmento be de 4,441,961 libras.
Em 1853 as exporlaces sobiram apenas a 4,523,346
libras, havendo por lano contra a colonia urna dif-
lerenca de 1,819,651 libras, incluindo mesmo loda a
exportarlo das barras.
Reportando-nos mais atraz, vemosque em 15 an-
nos as imporlace- exeedem as exporlaces de
5,233,992 libras 130 milhoes delfraocos pouco mais
ou menos ): balando desagradavel e desastroso, pois
tem havido e ha de haver perda- consideraveis para
equilibrar essas sommas.
Se as importarles continuara na mesma proporrao,
o que parece provavel pelo que moslram os seis pri-
meiros mezes de 1854,a colonia corre risco de fallir,
ou entao os importadores expem-se a perdas certas.
O passado tem ja sido triste para muitos, mas o fu-
turo seria fatal para aquellos qae se aveulurassem
sobre um mercado que soffre.
O que mais que ludo ha rebaixado as vendas, he
o deposito immenso de mercaduras sem sabida, es-
cullas infelizes, remessas arriscadas, cargas cega-
inente dirigidas. Quantos especuladores cobicosos
lem sonhado lucros soberbos sobre remessas raisera-
veis .' Toda a Europa deu-se pressa de importar,
no paiz do ouro, -pannos sem goslo, vinhos falsifi-
cados, joias de refago, chales deteslaveis, calcado sem
valor, movis sem solidez, relogius miseraveis ( itso
dirige-se principalmente aos relogias de zinco de Pa-
rs, armados sobre molas velhas de oulros relegios :
a colonia acha-se iunundada dilles ). Criam vender
a selvagcns e liveram que tratar com Inglezes No
primeiro momento, lado se venden, roas a abun-
dancia fez nascer a esculla, e logo os. objeclos lloa-
rara com seu valor real ; depois o commercio reflec-
lio qae podia le-dos por menos proco qne na Euro-
pa. Desde entao o fatal quarto de hora proverbial
tinho soado : joias, fazendas, relogos, lecidos, con-
fciees, novidades, tudo deseen a um preco vil.. He
neste periodo que se acha actualmente o mercado de
Melbourne ; he para elle que tende a passos lar-
gos o de Sydney.
A venda em aro-so njo se faz senao com perda ;
a venda em retalho, em consequencia da caresta dos
armazens, continua sobre urna taxa sempre remune-
rativa e mui elevada ; todava os retalhadores quei-
xam-se de que os negociantes em grosso, bem como
os lei loeirof, vendam seos arligos, um a nm e por
isso mesmo lendam a avillar cada vez mais o mer-
cili i iva.linio o commercio a retalho.
No he proprio o momento para nosso commercio
arriscar-sea olhos fechados, nessas colonias. Entre-
lanto.como todo o paiz de recursos.a Australia oflere-
ce c oflerecera sempie ao homem hbil e experimen-
ta do mil mcios degaiibos imprevistos-a Europa. A
industria por demais desprezada al boje he o cam-
po a explorar : orna industria principalmente que
requereria poucos bracos para a fabricarao de seus
producios.
Temos commerriantes em demasa, e carecemos
de industriosos. Todo o homem emproheodedor que
chegasse com urna profi-siio e alguns bracos para es-
labelecer urna industria conveniente, podara estar cer-
lo de achar apoio e capitaes. As grandes fortunas sao
reservadas para os que chegam primeiro. Assim a co-
lonia lem necessidade de urna fabrica de papel, de
onlra de cidos, de outra de velas, vidros, etc., etc.
cima disse o que ella lem, os espertes podem ver
mui bem o que lhe falla.
III.
Presentemente Sydney tenia ornar-sede monamen-
los magnficos; poremomaisimportanle)esta beleri men-
t he o da casada moeda; elle foi autorisado pelo par-
lamento inglez, e brevemente leremos libras ester-
linas cunhadas deste lado do equador. He um fado
immenso e que impelle a colonia para a hora de saa
independencia. Urna vez que a Australia possna sua
nropria moeda, urna vez que ella possa fazer suas
compras sem recorrer a melropole, sem temer um
bloqueio inglez, marchar por si mesma o rpida-
mente para o Self-goterment.
Provavelmenteo ouro de Sydney se (ornar o valor
correnle das ilhas do Pacifico, o dar a esta cidade
urna importancia nova.
A' instruccao publica que esl longe de ter sido
bem apreciada em um et-Penal-tetllemenl. tem to-
dava feito progressos. Sendo a provincia habitada
por 231,088 almas, contam-se 420 escolas com
13,573 rapazas e 12,085 raparigas. O governo gas-
la perto de 25,000 libras esterlinas com a instruc-
SIo, sendo 5.000 (125,000 francos) com a universi-
ada de Sydney.
Espero que Sydney sedislingair na exposicao de
1855 em Paris. Ella volou de um lado 75,000 fran-
cos para colligir as reme-sas a fazer, e de oulro nos-
so conselho legislativo consagrnu 125,000 francos
compra de miggets de ouro para figurar no Palacio
da Industria. Madeiras al enlao descoohecidas,
paos de tinturara, quina, metaos, podras, produc-
to i esle o pensamenlo de Gaslao, o qual resol-, eu ca-
larle e esperar os acontecimentos.
Nao misaramos dizer que nesse momelo nosso
joven_ hroe foi inlciramente isenlo de urna certa
emoco. O qoe elle via nao era lalvez sobrenatu-
ral ; mas certamente sahia do circulo dos aconteci-
mentos habiluae-, e se Mr. deTurenne poda gabar-
se de ter lido medo urna vez em sua vida, porque
Mr. de Chavilly nao teria cedido mesma im-
presso ?
Gaslao leve pois francamente medo. Vio o espec-
lro parar diante da chamin, c encarar com gesto de
sorpreza os tienes que ahi se consumiam lentamen-
te, depois andar ao redor do quarto c parar segunda
vez junto da cadeira em que o mancebo pozera sua
roupa ; mas logo os passos do phanlasma se tornaran)
precipitados, ouvio-se um ranger de porta, depois
oulro, e o ullimo som de seus passos perdeu-se no es-
paco.
tiasto que reprehendia-se de seu lerror, saltou a
bai*o do leito, e dirigio-se porta do quarto ; mas
ella eslava fechada com duasvollasca chave linha
dcsapparecido. Gastao eslava pois preso em seu
quarto.
Acccndeu a vela, correu ao gabinete e achon a por-
ta da escada anida fechada como India deixado ao
deilar-sc. Decididamente o espectro, se o era, co-
nhecia familiarmente a casa.
I ni instante Mr. de Chavillv julgou quo fura um
ladran atrevido ; mas que apparencia navia ? Sua
bolsa chea de ouro eslava sobre a mesa, e um ladino
nao leria deixado escapar urna occasiao lao fcil de
munir-se de dinbeiro. Era um criado ? Ura criado
nao o teria fechado a duas vollas pelo temor de di-
vulgar sua vclhacaria ; demais loda a casa sabia que
aquelle quarlo eslava oceupado. Rcstava entre os
vivos Mr. de Saulieu ; mas porque, com que inten-
to Mr. de Saulieu voltaria para sua casa por subter-
rneos perigosos, podendo fazer abrir a porta gran-
de, e tendo comsigo a chave de urna portinha que
communicava directamente com o campo. Alm
dislo Gastao linha visto a Mr. de Saulieu em Beau-
vais, e embora o livesse apenas entrevisto, a lembran-
ca de suas formas e de suas feices eslava-lhe ainda
lo presente memoria que era-lhe impossivet achar
a menor semHhaoca entre o castellao e o espectro
que acabava de perturbar-lhe 13o desagradavel mente
o somno. Mr. de Saulieu era de estatura mediocre,
e o espectro pelo contrario pareca om colosso.
Todava a razan de Gastao recusava crer no sobre-
natural da apparicao. Em seo pensamenlo nm ho-
mem, um homem vivo passra pelo quarlo; mas nao
podendo explicar esse eslranho problema, julgou
melhor tornar a deitar-se. Acordar a genle da casa
com gritos seria ridiculo, e lalvez imprudente. O me-
lhor era esperar de olhos aberlose mao prompta que
os acontecimentos se csclarecessem por si mesmos.
Mas apenas Icrnoa a deilar-se, Gastao sentio como
urna nuvem espessa pr-se-lhe sobre a fronte, a res-
pirado tornou-se-lhe penivel, a febre redobrou e
elle adormecen ; roas seu somno foi cheio de pesa-
dellos.
Quando acordou era alto dia, soa roupa eslava no
mesmo lugar, e a chave da porta na fechadnra pela
parle de dentro como na vespera noile antes da vi-'
sita do phanlasma.
Gastn tenlou rccolher suas lembrancas ; mas sen-
lia a cabera tica e o peito opprimido : sua memoria
apenas linha conservado urna dbil impressao dos
acontecimentos da vespera. Elle julgou ler lido om
mo souho.
Apenas acahon de vestir-se, vio entrar Joao, o
qual vioha da parle de Mr. o madama de Saulieu re-
ceber suas ordens, e ao mesmo lempo noticias de sua
saude. Joao advertio-o de que a hora do almocp ha-
bitual ia dar, e que os habitantes de Ostreval espe-
ravam seu hospede no salo, salvo se esle preferisse
alniocar era seu quarlo.
Nao, nao, disse Gaslao, vaj drmeos agra-
decimeolos e dizer que apreseutarci meus compri-
menlos pessoalmtflle.
Joao corra a cumprr a commissao quando Gastao
o releve para perguolar :
Joao, a que horas voliou Mr. de Sanlieu hon-
lem noile '.'
Creio que s ooze horas.
Ningoem veio esla noile ao castello?
Ningnem, respoudeu Joo filando em Gaslao
uro olhar espantado.
He evidente que foi um sonho, murmurou Mr.
de Chavilly.
(Continvar-se-ha.)



"wjpap*
DIARIO DE PERMMBUCO SEXTA FEIRA 24 D NOVMBRO DE 1854.
lo ilo loila a especia, chegm cada dia a Sydney.
Sci tambem que Melbnurne e Hobarl-Town"( Ter-
ra de Van Lliemen) 10 farSo liourosamenle represen-
tar. Vmc. pode contar que a Australia occupar
nm lugar pajoso. A inlelligencia o a ordcm que
presidem as commisscs lerAo sua justa recompen-
sa aos olhos dos delicado amadores da Europa.
IV.
As minas continuam a fornecer sen contingente
hebdomadario de 35 a 4,000 ongas par.i Melbour-
ne, e de ti a 3,000 para Sydney. Os ai-oca diggins
em Victoria esto presentemente muilo cm vosa.
Ital.wnl manlem aua vellia reputado do inexhau-
rivel. O preco do ouro he de tOj francos por on-
<;a cm Mc|boarne e de 94 francos m Sydney.
Nada soubemos de novo sobre o desuno ulterior
da Nota Caledonia. Segundo as informarOes mais
lcenlos, o commandanleda Comlantine, Mr. Tardy
ile Monlravel, continua a construir sobre os costas
ilirersos blorkhaus alim de ter pontos de ligarlo pa-
ra a defeza dos futuros colonos. Espern-se a Cons-
fantine cm Sydney nos primeiros das de agesto.
A Nova Caledonia, nao o esquejamos, nem cesse-
mos de o diier, he urna das mais ricas ilbas do. Pa-
nuco, a merece a todos os respeilos a allenrao do
governo e dos emigrantes. O'solo he admiravel e
proprio para a cultura de todas as plaas Iropicaes,
lo inesmci lempo que o clima fresco e hmido, pos-
to que na lalitude de 30 graos, mlodeixa de ser fa-
voraval vinha, oliveira, ao coqueiro e a todas
as arvores fructferas da Europa.
Quer a Nova Caledonia seja entregue aos emi-
grantes voluntarios, quer o governo a consagre a
un estabelerimento penal, conviria communicar
isto com brevidade s colonias australianas onde
abundam Francotes, os quaes darinm encllenles
colonos. Conviria para isso, n,o por nenhum em-
barazo introducrao dos emigraules voluntarios c
principalmente nao exigir passaporles, nem loda a
velha rotina europea, quando os Ingle/es cnsinam-
nos Uo bem o uso da liberdade illimilada na Aus-
tralia, onda Francezes, Allemaes e Chins podem
upretentar-se sem papis, adiando por loda a parte
assistencia e prolecro. Anselme Ricard.
{Presse.J
INTERIOR.

EXTRACTOS DO REI.ATORIODO PRESIDENTE
DA PROVINCIA DE S.PEDRO DO RIO GRAN-
DE DO SL, JOAO LINS VIEIRA CANSAN-
CIO DE SIN1MBIT, NA ABERTURA DA AS-
SEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL, EM
2 DE OUTUBRO DE 1KV,. .
(Continuacio do numero 267 )
Repressao do trafico de Africanos.
Tcnho asalisac.So de diicr-vos que depois do de-
sembarque qne teve lugar em II de abril de 1852 na
costa de Tramandaby nenhum outrocrime desla na-
lureza veio manchar a nossa civilizaran.
Informado porem de que, nAo obstante as bem il'rs-
poslas medidas do governo imperial para capturar
no mar qualquer navio suspcilo, alguns avcnlurei-
ros.provavelmente animados pela diminuidlo dos cru-
zadores inglezes as costas d'Africa, em consequen-
cia da situadlo bellicosa da Europa, premedilavam
urna tentativa de desembarque entre as costas desla
e da provincia de Santa Catharioa, tomei logo c de
acord com o presidente daquella provincia, as me-
didas necessaras para capturar os trancantes e seus
amillares de trra.
Ou porque as informadles nao fossem exactas, ou
porque rccciasscm das consequencias de sua louca
tentativa, o fado he que nao le\aram avante o pro-
jeclo, e posso aflirmar-vos que nenhum desembarque
se effecluou na provincia. Urna polica vigilante
percorre as costas do nosso litoral desde o Estreilo
al is Torres, e por falta de forra na provincia vi -
zinlia anda se conserva umoflical com destacamen-
to nosso na barra do rio Ararengu i, que era o porlo
esoolhid o para o desembarque.
Corpo policial.
O conflicto suscitado entre esta assemblca c pre-
sidencia na sessAo do anno passado, por molivo de
aulorisar-se novamenle o recrulaiocnlo para o cor-
po policial, foi julgido no senado na sessao desle
anuo, e decidido por unta votarlo quasi unnime
em favor da prerogaliva da cmara dos Srs. dcpula
dos, como sustentara a presidencia. Desta decisao
resultou firmar-sc uro principio de direito constitu-
cional que por 20 annos foi contestado.
Poslo o fado de que u3o se pode mais rocrnlar pa-
ra o corpo policial, o que resta he averiguar como
se pinlera preenclie-lo com o numero de pra-
vas que exige o servido publico, e dotadas do preciso
presumo. Conceder algumas vanlagens superiores
as que lem no presente, e facilidades para que nao
se lomo lo repugnante a condidio do serviro, sao
tilvez os nicos mcios com que se poder conseguir
piaras para o referido corpo. Devcis allender, se-
niiorcs, que na actualidade, em que os gneros de
alimentario lem subido a procos extraordinarios, he
impossivel qoe urna prac.a se mantenha, e nimia mais
em destacamentos remotos, com a clapo de 200 rs.
que est marcada em le. As quolas votadas para lu-
zes e aluguel das casas para destacamentos c para
forragem dos cavallos recolhidos as cavallaricas lem
sido insufcieules. e he contando que os augmenta-
reis que no orcameulo futuro fiz elevar as verbas
das despezas do corpo.
ltecouheccndo a insufliciencia da forra segundo as
necessidades do servico, mas reconhecendo tambem
que no estado actual das rendas esta nao pode ser
augmentada, procure! pela mobilidade suppriro nu-
mero. Nao smenlo para esse fim, como para faci-
lidade de obter boas pravas, pretende a presidencia
na distribuido do corpo marcar dislriclos dentro dos
quaes se movero os destacamentos encarregados de
polica-los; por este meio espero que o servico da
polica se fari com mais regulan dade. Do mappa
junto a este, apresenlado pelo respectivo comman-
danle, veris o estado da forja e o modo porque se
achadislribuida em destacamentos. Apezar de seus
defeitos, he justo dizer-vos que o corpo policial lem
prestado serviros, econlaemseu seio alguns ofliciacs
de merecimento ; todava nao hesito em dizer-vos
que carece de algumas reformas, supprimindo-se al-
gumas despezas inuleis, e melhorando-se a silunrn
das pravas e dos ofliciacs que forem absolulamenle
precisos.
Colonuacao.
Tinha plena convicrao quando, tratando no relato-
rio do anno passado desle importante assumplo, as-
severei que nenhuma provincia do imperio oflereee
condires mais vanlajosas do queesla para a colonisa-
rao europea.
Qoando a situado topographica da provincia, com
seus rios navegaveis, com suas Ierras productivas ba-
nhadas por estes, com a collocalo desle importante
mercado na desembocadura dclles, nao eslivesse de-
monstrando esla verdade aos olhos de lodos, bastara
ja no fado o exemplo da colonia de S. Leopoldo, a
mais florescente e populosa d todas quanlas se lem
fundado, nao obstante a imprevidencia e abandono
com que lem sido at boje dirigida.
Tomai o territorio da provincia, j nao quero fal-
lar das margeos do majestoso Uruguay com seus af-
flueules nos terrenos dos anligos po\ os de Misses e
da Vaccara, porque sao longinqoos, c nimia de dif-
liril transporte ; mas tomai-o desde as Torres al o
mesmo L'rugaay no termo de S. Borja, onde vSo
ruorrer os limites desles dous laboleiros' to dislnc-
los, umenhecido pelo nome de Campos de serra ci-
ma e oulro que serve de baca a lodos os alllu-
ules do Guahyba, e vedequanta Ierra e (3o rica nao
ex sle niuda inculta entre ellos, lendo por sabidas o
rio Gravatahv, coa as lagas que se inlerpcm entre
a serra e o mar, e cuja canalisacj o s he diflicil por
falla de bracos e capitaes que fecundem a producro;
o rio dos Sinos, queja d navegado desde a colonia
do Mando Novo ; o rio Gahy, por onde se effectua
o transporte de grande parle da colonia de S. Leo-
poldo ; o rio Taquary, tambem navegavel em gran-
de parle ; o rio Pardo com o rio Pardioho scu
atllnenle, que brevemente servir o para dar sabida
ao productos da colonia da Sania Cruz ; o Jacuhy,
rujas cabeceiras despovoadas, e cujo leilo serve de
ranal principal a lodos estes ; o Vaccacaliy, recenle-
ineiile explorado,e reconhecido de fcil oavegarao ;
o Sania Barbara, o S. Sepe c o Arenal, iUtucnles
do Vaccacab), todos suscepliveis de scrcm mais ou
menos navegados, e todos margeados de encllenles
torras, tendo por nica sabida esla capital ; vede do
oulro lado a Cocinilla Grande, que separa as gnu
desta provincia em Uuas grandes torrentes, urna que
se encaminha para a Laga dos Palos e oulra para o
Uruguay,e ahi notareis o Ibirohy-nierim, o Toro-
py, o Jagoary e oll, lodos desprendebdose da ser-
ra geral para formarem o Ibicuhy-guass, que repre-
senta no Uruguay o mesmo que o Jacuhy na Laga
dos Patos, e dizoi-mc se he possivel encontrar situa-
ran maisagradavel, para com ajuda de um clima be-
nigno e saudavel atlrahir urna crrante de emigrajao
europea que em poucos annos faca deala provincia
urna das mais ricas e populosas do imperio I
Ella verdade, seuhores, nao admilte couteslacSes,
e t della pode duvidar quem nlo liver percorrido
as immensas florestas que formam a serra geral, e
nAo liver navegado os bollos rios que della se dcs-
preinlein. Porque, porem, jazem a maior parle dcs-
sas Ierras incultas, e sem vida os rios que as regam'!
Responilerci: primerameule, porque havia na pro-
vincia una industria mais fcil em scu coslcio. e
mais rica em seus lucros, qne absorvia todas as forras
da popularan ; essa industria era a ni ai. jo do gado,
que anda hoje faz a riqueza principal c o mais for-
te elemento do commcrcie ; em sesuudo lugar, por-
que os bracos que se dediravam i agricultura eram
s inciile aquellos que destocados da industria pasto-
ril iam antes nella tentar um recurso ilo que fazer
urna profissAo permancnle.Convom ajunlar, tambero,
que datando de poucos anuos o augmento do prero
que lem lido o producto dalavoura, esla circumslan-
cta veio coincidir com a cessacao do Iraflc, e por
conseguinte.com a diflicnldadc de se oblcrem braros
para os trabalhos pesados do roleio dos mallos. A-
gora porem que a industria pastoril lem diminuido
e os productos da Ierra augmentado de valor, a pro-
lissflo agrcola abre-so pura a provincia com a pers-
pectiva de um futuro brilhanle, c as quesles que
a ella se ligam (omam urna imporlancja de primei-
ra ordem.
A principal dcslas quoste.es, senhores, he inques-
lionavclmcnlo a colonisarao europea, porque s coro,
ella podera ohler a provincia os bracos e capitaes
quclhe faltam para povoar e dar valor is sas ter"
ras. Adoptar o syslema mais conforme ;is nossas rir-
cumslancias deve ser o principal objeelo dos vossos
trabalhos legislativos
Dous svstemas de colon isa rao se dispulam hoje no
imperio ; o primeiro fundado sobre o prinripio de
parreria, islo he, mandarcm os proprielarios con-
tratar e transportar colonos para trabalharcm cm
suas fazendas, e dividir-se o producto da proprieda-
dc em urna corla proporrao entre o proprictario e o
colono. Este syslema foi iniciado pelo senador Ver-
gueiro na provincia de S. Paulo, e tem sido segui-
do por outros fazendeiros da mesma provincia c da
do Rio de Janeiro ; o segundo he o syslema do pe-
quena propriedade, ou aquello pelo qual o colono,
adquirindo Ierras, installa-se noli i-, e as cultiva por
sua conla. O primeiro, que nao he senAo um meio
de (ransicr.a'o para se chegar ao segundo, pode ser
applicado com vanlagem naquellas provincias cujas
propriedades demaudam rcuniao de braros, e cujos
producios conten lano valor, qae pode supporlar a
parlilha dos lucros. as fabricas de assucar, e as
fazendas de caf, ser elle por ora o nico admissi-
vel ;mas nao poder serapplicavel a esla provincia,
enja producro nem demanda reuniAo de bracos,
nem UIo valiosa que os lucros'possam ser divididos,
lio obvio, pos, que o syslema de pequeas proprie-
dades he o que lhe convem, c na verdade lem sido o
nico applicado.
Al agora a coIoni*ar,o lem sido frita por conla
das adminislrares geral e provincial, e as duas co-
lonias que mais avultam, S. Leopoldo e Sania Cruz,
cuslaram, a priroera somenleem 7 annos, que foi o
que se pode verificar, cerca de 500:000-}, e a segun-
da desde 1849 at o prsenle 91:6688122. A intro-
ducrao de colonos ero S. Leopoldo, segundo os da-
dos eslalisticos os mais exactos, foi de 1852 a 1853
de 1,309 familias com 6,145 individuos e 1,345 sol-
(eiros, ou 7,492 pessoas de todas as idades e condi-
ccs. A introducto de colonos em Sania Cruz,
desde seu comcro em 189 al 15 de agosto desle
anno, foi de 891 pessoas de todas as idades c con-
dires.
Convem advertir que a maior parte dos colonos de
Santa Cruz transpnrtaram-se da Europa al u Rio
Grande sua cusa. Eslcs dados servirao para mos-
trar duas cousas ao mesmo lempo ; quanto he one-
roso aos cofres pblicos o syslema de colonisarao por
conla do governo, e quanto deve por isso mesmo ser
moroso o seu progresso e desenvolvimeuto. lie tai-
vez em allenrao a islocaopouco criterio com que
lem sido pelo governo auxiliadas algumas tentativas,
mal concebidas e anda prior etecnladas, que voga
hoje como geral a opiniao que a colonisarao deve
ser abandonada a emprezas particulares, limitndo-
se o governo a demarcar e medirlcrras para seren
vendidas. Esla opiniao funda-se no principio verda-
deiro de que em geral as emprezas do governo sao
mal dirigidas ; mas lem contra si algumas objecc.cs
serias.
Poucos liomens ha entre nos habilitados para di-
rigir omprczAsdcsUscn grande escala, uo smente
por falla do conhecimenlo das linguas, dos usos e
coslumes dos colonos curopeus e dos trabalhos agr-
colas e industrias accessorias, como por nao ter re-
laroes na Europa nem asentes que faram cscolba das
pessoas que emigram ; alem de que emprezas deslas
demandam emprego de avallados capitaes, que nao
sao facis de obter.
A colonisarao individual, ou por conla dbs pro-
prios colonos, nao esta menos sujeila a dilliculdades.
A primeira consiste no frele do transporte. Esl cal-
culado que um colono que se embarca em Uamburgo
ou Bremcn com deslino ao Rio Grande deve pagar,
termo medio, 809 ; se a familia se compOe de cinco
pessoas adultas, e raras sao as que nao tem mais, sua
despeza sera de 4009 esta sumira se elevar a mais,
entrando o transporte do Rio Grande at o lugar da
colonia, que he de 89 por pessoa al S. Leopoldo, e
de 109 al o Rio Pardo. Essa familia se emigrasse
para os Eslados-Unidos pagara 1919, por ser o fro-
te de cada pessoa de 389200.
A segunda diflieuldade he a compra de. Ierras.
Nos Eslados-Unidos um acre de Ierra corresponde
a 836 e 9 decimos de bracas quadradas de nova me-
dida, vende-se por 1 dollar e 25 centesimos, ou
_'-Vhi de nossa moeda ; eulrc mis pela lei n. 601 de
18 de setembro de 1850 esse mesmo lole de Ierras
poderia valer, lermo rodio, 1S05 ; sao em verda-
de mais baratas do que all, mas estas Ierras estro
situadas cm lugares cm qne n3o ha rios c nem es-
Iradas, e por isso, ainda que apparentemente mais
baratas, s3o mais dispendiosas por causa de trans-
porte ; c quanto aquellas que perlcnrem aos particu-
lares, que sao todas as que estn situadas junto is
viasde commuiicacjlo, alm de nao eslarem medi-
das nem demarcadas, saris donos pedem por ellas
jjreros 13o altos, qae nem lodos os colonos podem as-
pirar a adquiri-las. Se altenderdcs mais ao lempo
que o colouo porte quando, chegandu fura do lem-
po proprio para as plantac,es, lem de esperar a re-
novacjlo das estarces sem que nesse intervallo ache
Irabalho em que se empregue para ganliar sua subsis-
tencia e da sua familia, veris em verdade que o
sysltma de abandonar o colono a si mesmo lem con-
tra si gravissimos embarazos pela concurrencia dos
Eslados-UniHos.
Em concluso, seuhores, direi que para se fazer
urna colonisarao na provincia em grando escala ro-
mo seria para desojar, eslabelccendo-sc nm ncleo
em cada um dos seus grandes ros navegaveis,
com o auxilio do governo geral se poder conseguir;
emquanlo a nos o que nos convem adoptar he, vis-
ta do estado das nossas rendas, tomar por base a
lei que j* votasles no anno de 18W, quando houvc
idea de fundar urna eolonia na serra dos Tapes, con-
venientemente modificada, autorisando a presideu-
dencia a comprar Ierras cm lugares .izados para de"
pois de distribuidas em lotes seren vendidas aos co-
lonos : podendo mesmo adiantar sulisidio por cerlo
lempo aos que necessilarcm, comanlo que o valor
das Ierras, como dos subsidios, sejampagos provin-
cia em um prazo nunca superior a 5 annos. A pro-
vincia tomar a si abrir as estradas principaes, crear
escolas, pagar meslres e oulras despezas indispensa-
veis, empregando nesses trabalhos os colonos que por
chegarcm iuopporluuameule nao se poderem appli-
car ao roleio das trras.
Em minlia opiniao rsle lio o nico syslema que
por ora nos coovm, devendo cessar quanto antes a
dislrihuicao de Ierras gratuitas, que submcllendo o
colono quasi i luidla do governo, fa-lo tornar lao
inerle quanto exigente. Nada fortifica lano o moral
do homem como a Iembrauc,a de que ludo quanto
he a si mesmo o deve.
Como a deficiencia de mcios nao nos permiti es-
labelecer simultneamente diversos centros de colo-
nisarao, pois quanlo mais divididas as forras mais se
cnfraqiiccem c menos rorrespondciii ao fim a que siio
empregadas, vendo que he conveniente no estado
em que j se acha Santa Cruz dar-lhe o maior dcs-
envolvimenlo que for possivel, e com o que muilo
ganhar lambem a cidade do Rio Pardo, aprovei-
tando a occasiao de adquirir ama dala de Ierras per
(encenles a Agostinho Antonio de Barros, depois de
manda-las examinar e verificar sua boa qualidade
in,.ii le compra-la, o que j se eQectuou pelo prero
de 6:0009, fura a siza.
Oulras dalas ha lambem que devem ser adquiri-
das por conla dos cofres provinriaes, para que divi-
didas cm lotes sejam expostas i venda seguudo o
syslema que acabo de indicar. Mediante esle meio,
espero que a colonia Sania Cruz em poucos annos to-
mara grande augmento, nao smenle pelo accrcsci-
mo da sua popular o, como porque estas novas Ier-
ras, estando situadas entre a serra eos campos, da-
rAo facis vas de communicarao para o mercado do
Rio Pardo. Se oque venho de dizer-vos merecer ap-
provae,ao, comprarei lambem as Ierras do Faxinal a
Joao de Faria para eslabelecer Urna povoarao no lia
gai cm quesercunem as picadas de Sania Cruz e
Rio Pardinho, a qual servir de parada aos habitan-
tes da colonia que para ahi devem transportar seus
productos, c aos commercianles do Rio Pardo que
11 os i:oo comprar e vender os seus.
Colonia de Sania Cruz.
Apezar do pouco vaulajiisanicnlo collocada, como
j.i no relalorio do anno passado livo occasiao de di-
zer, esla colonia prospera, e sua popularan, que na-
quelle anno era de 692 almas, he presentemente de
891 pela viuda de novos colonos.
Contm 2I prazos, dos quaes 155 na picada de
Sania Cruz, c 86 na do Rio Pardinho, e na lerccira
picada novamenleaberta na direccao do Faxinal de
n. Joscpha, bavendo mais 2 reservados para igrejas
e 4 dcvolulos.
A colheila foi esle anno vanlajosa, e nao s ebe-
gou para alimentar os novos colonos, como que deu
para ser exportada. A colonia necessila do escolas
para ensinode meninos de ambos os sexos, cujo nu-
mero orra cerca de 200, e carece tambem de capel-
las para o culto. Conslando-me que haviam enan-
cas por baplisar c casamenlos a fazer, dirigi-me ao
vigario do Rio Pardo para os fazer, ao que promp-
tamenle se presin.
Nao obstante, conviudo fazer vivificar no espirito
dos colonos a f e as rrenrns religiosas, pedi ao pa-
dre Agoslinho I.iberski, cura calholico da picada dos
Dous lrm.os na colonia de S. Leopoldo, que fosse
al Sania Cruz, nao somonte administrar algum
Sacramento, como fazer algumas prdicas na lingua
alloman, ao que elle se preslou, prometiendo ir na
presente primavera passar alguns dias naquella co-
lonia.
O director de Santa Cruz di qne a colonia senle
a falla de um moinho para uso dos colonos.
Junto a este vos ser presento o requerimcnlo em
que o colono Adolpho Volckardl requer a esla as-
semblca o emprestimo de 8009 para construir um
moinho, firaiido obrigado ao pagamento em 5 annos,
pelirAo que, i vista das circunstancias especiaes da-
quella moderna colonia, parece no caso de ser favo-
ravelmcnle atlendida.
A presidencia autorisou o mesmo director a dis-
pender 3:0219280 com a abertura da 3.a picada, pa-
ra dar accommodarao aos novos colonos, e a cons-
truir na mesma algumas estivas; e a Pedro Kleud-
gen a quanlia de 2759 para lmpar a picada de San-
la Cruz desde o Faxinal al a colonia n. 3, .fazer es-
tivas e construir urna pequea ponto na mesma, e a
quanlia de 77.59 para conslrucro de urna barca de
passasem sobre o rio Pardinho, para uso dos co-
lonos que eslo situados na margem direila do mes-
mo rio.
O direclor daquella colonia no seu relalorio men-
ciona alguns reparos de que carecem as estradas, c
remelle logo o orcameulo das despezas que com el-
les se pode fazer, calculadas na importancia de
4:5969.
Colonia de S. Leopoldo.
Estivo tiesta colonia cm junho desle anno e per-
corr as suas principaes picadas, recebendo a mais
agradavel impresso por ver o seu estado de progres-
so c adianlamenlo.
No anno de 1825 quando ,-illi chegaram os primei-
ros colonos eram florestas virgens c iuaccessiveis co-
mo lodos os malos da serra; hoje o territorio oceupa-
do pela colonia he urna pequea imagem da campa-
nhasuissa. Picada ha, como a dos Dous IrmAos e
Bom Jardim, cujas propriedades se avizinham j co-
mo chcaras.
Do mappa que a este acompanha veris que a po-
pularlo lolal da colonia, comprchendidas algumas
familias que lem comprado Ierras a particulares as
\i/iiihanras da mesma, era at o. de Janeiro des-
le anno 11,172 almas, deslas 5,814 do sexo mascu-
lino, e 5,358 de feminino. Esle numero deve ler
augmentado com os ltimos colonos que para l.i fo-
r.iin. viudos espontneamente da Europa, e a quero
a presidencia mandou facilitar transporte e dar sub-
sidio por um mez, vista das recomincndarcs que
teve do noso consulado em Uamburgo. Segundo
os dados colhidos, a morlalidadc cm toda a colonia
foi de 22 pessoas no anno de 1852 c de 116 no anno
passado.
A popularn esl distribuida pela forma seguiule
no anuo de 1853.
Popularao. Fogos.
/.uyaresem que habilam.
Margem es- j.Nn villa de S. Leono'ldo. "1,068
querda ilu'l.inha da Feiloria Velfia. 418
rio dos Si-i Dita de Guary .... 788
nos. i
,No campo Occidental.
/Campo Bom.
Picada dos Dous Irmaos.
Dita do Vcraooudo Blautz
Travesso......
Margem di-1 Picada do Bom-Jardim .
redado rio/Dita das 48 e dos 14 .
dos Sinos, i Dita do Cafe.....
Dita do Ilorlencio .
Dita Nova......
Dila Feliz......479
Padre Elerno .... 375
dem, do Capivary. 200
l,3i
469
1.579
157
195
.506
681
669
675
569
170
157
263
82
308
31
34
109
126
133
122
101
88
68
66
Tolal. 10,182 2,083
Exislem em lodo o territorio da colonia 21 igre-
jas, sendo 9 do culto calholico e 12 protestantes, as
quaes eslao distribuidas pela seguinlc forma :
Na villa de S. Leopoldo urna calholica e oulra
protestante, na margem esquerda do rio dos Sinos
una protestante, na margem direta do Campo Oc-
cidental 1 calholica c 3 protestantes, na picada dos
Dous Irmos 2 calholicas e 2 protestantes; na picada
do lloro Jardim 1 calholica c oulra protestante, na
picada do Ilorlencio 1 calholica e oulra protestan-
te, na picada dos (Juatorze 2 calholicas e 1 protes-
tante.
O servieo religioso he fcilo para o culto calholico,
alm do parodio que reside na villa de S. Leopoldo,
por dous padres da Congregado, um o reverendo
Agoslinho Libcrski que reside na Picada dos Dous
Irmaos, e faz lambem o servido as oulras capellas
calholicas, e oulro o reverendo padre Joao Sedlalz,
quo reside na picada do llortencio, cuja i groja be
matriz da freguezia de S. Jos; para o culto proles-
lanle o serviro he feilo por pastores da igreja evan-
glica, e lano uns como outros sao pagos pela respec-
tiva popularan.
Pelos apanhumcnlosque se puderam lomar, essas
capellas lem sido auxiliadas em sua cons(rucc,ao por
conla dos cofres pblicos com a somma de 16:2559310,
cabendo 1:0009 para as capellas evanglicas.
A popularao calholica na colonia he da 4,778 al-
mas, e a protestante 6,568.
J quando tralci do cullo publico eu disse que,
leudo examinado o estado dessas capellas e vendo
que algumas careriam de auxilio, Ih'o mandei dar,
coinprchcudendo tambem algumas do cullo evan-
glico, exemplo ji dado por mcus antecessores, e que
julgo fundado cm loda a juslica, pois nao sei como
se possam auxiliar as obras maleriaes e se deva ne-
gar ii populacho, cm beneficio da qual sao feilas,
os mcios de exercer as pralicas do scu culto reli-
gioso !
A iiitruccAo primaria no dislriclo da colonia he
mais geral do que cm qualquer oulra parle do im-
perio; cada urna dessas picadas lem mais de urna es-
cola, quasi todas cslabclecidas as igrejas, pralica
louvavel, porque a moridade s habita logo i de-
voran e a respeilar os leuiplos, como lugar commum
desuado para formar o corarAo e elevar o espirito.
Essas escolas sao divididas segundo a religi.lo, mas os
sexos aprenden) em comtaam; na maior parle esl
j inlro iuzido o ensuo do canto vocal, e sao fre-
quenlailas por 816 alumnos. Os cofres pblicos nao
dispondein um s vinlcm com a iustrucrao desses
moni nos. '
Tivc occasiao de observar com pezar que as esco-
las publicas nacionaui nAo sao frequentadas pelos
lilhos dos colonos, e por isso fiz remover o professor
de S. Jos do Horlencio para a freguezia de San-
l'Anna, c a professora da Piedade para urna das es-
colas de Carapava. Aqu rabe naturalmente o exa-
nie da quesillo que j por diversas vezes se lem agi-
tado nesla assemblca e fura della.
Ser por autipalhia i lingua e aos hbitos nacio-
n ios que os colonos allemaes deixam de enviar seus
lllhos s escolas publicas brasileiras ?
Nao basupposirao quemis raicea de fundamento.
Esla falla de frequeneia nasce de um faci lao natu-
ral e lao fcil de ser couhecido, quceu nao sei como
poder ler explicaran diversa. II descendente do co-
lono alloman nasce na Ierra que seus pas cullivam,
em cuja casa e cmcuj.i vizinhanfa nao ouve pronun-
ciar oulra lingua que a lingua de seus pas. Os
nossos meslres de escolas nunca pronunciaran), o
nem lalvcz ouviram pronunciar oulra lingua que a
nacional. Enconlra-se o escolar e o meslre fallan-
do cada um linguagem diversa, incomprehensivel ao
oulro. Como se podcr3o entender ? como o meslre
poder dar lices ao discpulo, e como esle pedir ex-
plicaroes ao meslre ?
Dossa dcsinlelligencia resulla, ou que esta Babel
se prolongue sem proveilo da educar.au, ou qne o
mestre se irrito e maltrate o discpulo, o em ambos
os casos o pai do alumno o retira da escola nacional
onde nada aprende, para o mandar a urna escola al-
loman, onde pelo menos adquirir a inslrucrao de
sua propria lingua.
Esle he o fado ; interrogue! a muilos colonos, to-
mei informarOes dos proprios meslres, c o rcsull ado
foi sempre a con tirina cao desta causa que ha de ser
duradoura, c que nao puJer ser alterada emquanlo,
ou o meslre brasileiro nao soubcr fallar o allemAo,
ou o meslre alloma > nao souber fallar o portugaiez'
como j acontece na escola do pastor Sinz na picada
dos Quarenla e oilo, onde o meninos racebem ao
mesmo lempo lircs de allemAo e portuguez. O
Estado tem certamenle inleressc em que os mein-
bros da mesma communhao fallcm a mesma lingua;
e urna ha que deve ser sempre considerada como
lingua oflicial, mas o Eslado nao pode obrigar a qne
os descendentes de urna naconalidade diversa dei-
xem de aprender a lingua de seus pas.
O que nos acontece na colonia de S. Leopoldo
deve acontecer em lodos os paizes, coja populacho
he formada de incas diversas, deve actualmente
acontecer nos Estados-Unidos; no Canad, no M-
xico, na Australia, na Russia meridional, na Bes-
arabia, na Hungra e na Argelia, para onde lem
emigrado a popularan allema. ,
Reconhecendo a necessidade de ser conslrnida
urna ponte no rio da Feiloria, que corla a impor-
tante picada dos dous Irmaos, e aproveilando o ofle-
recimento dos colonos, mandei conslitui-la, devendo
ser metade das despezas por conla dos cofres provin-
cacs e melade i cusa dos colonos ; pouco exceder
lalvez de 6:0009-
A ponte ser loda de podra sobre dous arcos com
80 ps de comprimenlo, 16 de largura e 24 de al-
tura, c deve tirar prompla no prazo de um anno.
Foi cncarregado da obra o colono Blautz, que, alm
de inlelligenle c aclixo, he o mais empenkado na
sua conslrucro por morar do lado direito do to,
direccao opposta villa de S. Leopoldo. Pelo mes-
mo methodo mandei auxiliar com 1009 a conslruc
;Ao de oulra ponte no rio da Cadeia, no lugar em
que he rodado pela mesma picada dos oos Ir-
maos. Aiilnrsei a abertura de um caminho da pi-
cada do Caf al a colonia n. 21 da picada do Hor-
lencio, e oulro desla picada para o porlo de D.
Theodora passando pela colonia ns. 7 e 8. Para
dar valor as Ierras do Travesso o picada do Erval,
que sao as mais remotas e vSo na directo dos cam-
pos da Vaccafa, mandei abrir nma estrada espa^o-
sa para carretas desde a colonia n. 58 na picada
dos Dous Irmaos at a colonia n. 2 do Travesso,
devendo ser ella continuada i cusa dos colonos
desde esse poni al a colonia n. 16 da mesma pi-
cada do Erval, onde foram distribuidas as ultimas
datas" de Ierras com os colonos que chegaram este
anno. A abertura dessas estradas era de extrema
necessidade para o progresso da colonia, e por isso
espero que approvareis as despezas feilas.
Resta pedir-vos que consignis pelo menos 2:0009
para melhorar o trilito j feilo da picada do Hor-
lencio al a margem do Cahy. Com esse melhora-
meule grande parle dos producios colouiaes que ora
sahem pelo ro dos Sinos, com transito de 7 leguas
por Ierra alravessando o rio da Cadeia, onde nao
ha poute, c cuja endiente impede s vezes o com-
mcrcio por mais de 15 dias, com fcil transporte de
2 leguas de planicie irn ser embarcadas no porto
de 1). Theodora, para vircm al esla cidade pe-
lo rio Cahy, de melhor navegaran do que o dos
Sinos.
Concluirei esle artigo dizendo que, nao obstante
o estado de progresso c adianlamenlo cm que se
acha esta colonia, alia nAo pode dispensar ainda a
assistencia de um inspector, qne collocado no cen-
tro de sua numerosa popularn, o visitando a mia-
do seus trabalhos, sirva de intermediario entre a
colonia e a ailminislracAo para informa-la das quei-
xas c rcprcsenlarOes que sobem ao seu conhecimen-
lo, fazer exceular as orden* da presidencia, inspec-
cionar ai estradas, o flnalmento exercer sobre os
colonos a luidla de que carecem liomens que, ig-
norantes da lingua, leis e coslumes do pai/, sem
essa protecrAo da auloridade facilmenlo se lorna-
ro victimas da esperleza e m f de alguns aven-
turemos, que como aves de rapia alimenlam-se
com osangue do rustico lavrador. Sob este ponto
de vista a colonia de S. Leopoldo tem sido infeliz
desde seu romero, pois da negligencia ou inaplido
de seu director resullam os procesaos, as demandas,
as duvidas que abundam em todas as picadas, algu-
mas das quaes pudo resolver quando all eslive, e
oulras lendo por nrigem a divisao das Ierras, acham-
se ainda pendentes, al que por esla assembla
sejam terminadas. Julgo pois, senhores, de gran-
de urgencia que auloriseis a presidencia a mandar
para aquella colonia urna commissao de 2 ou 3 cn-
geulieiros que, encorregados de verificar as medirles,
e com as inslrucc.es que receberem, ponbam ler-
mo administrativamente s quesles de Ierras, lo-
mando por base a posse aoliga dos colonos quando
u3o baja interesse de terceiro.
Sera esle o maior e mais real beneficio que fareis
inleressanlo colonia de S. Leopoldo, e foi na es-
peranza de que adoptareis esla resolucao que man-
dei sobr'estar as mediaees parciaes, alim de lornar
menos grave o mal que se deseja curar. Submello
ao vosso examc o Irabalho que sobre esta colonia
apresentou o coronel Joo Daniel Uillcbrand, que
por annos lem alli exercido as funccfies de direc-
tor. Conlm elle alguns dados eslalisticos impor-
tantes e poderia ser proveiloso o esludo daquelle
eslabelccmcnlo, so o seu aulor, nao dominado por
paixes locaes que 13o damnosas lhe lem sido, se
lvesse limitado a descrever imparcialmenle a fun-
darlo e progresso da colonia, sem amesquinhar o
interesse histrico cora inopportunas recrimina-
(6m.
Apezar disto he o Irabalho mais completo que
sobre a fundarlo de S. Leopoldo se lem feilo, e pe-
lo qual merece lalvez o referido coronel ter grati-
ficado.
Colonia particular do Mundo Noto.
Esla colonia, de cujo syslema c siluaeo j tralci
no relalorio do auno passado, continua em progres-
so, mediaule as comilones vanlajosas de sua locali-
dade e o zelo de scu perseverante e inlelligenle
fundador o cidado TrislAo Jos Monleiro. Sua po-
pularao al julho desdo anno era de 106 familias,
conlcndo 579 pessoas.
Euti o ellas conlam-se 5 negociantes, 5 marcuei-
ros, 4 carpinteiros, 1 pedreiro, 1 louelciro, 5 sapa-
leiros, 3 alfaiates, 1 padeiio, 5 curtidores, 3 meslres
de meninos e 1 agrimensor ; o resto da popularlo
he agrcola, c planta btalas, forjan, millio, mandio-
ca, arroz, caima, cenleio o outras producrOes do
paiz. Se o rio dos Sinos pudesse ser aborto, c se
prcslasso permanente navegar ui at o passo do
Mundo Novo ou at a foz do rio Santa Mara, essa
colonia teria mais rpido crcscimenlo. Todava i
estrada geral que se acabou de concluir para os
campos de rima da serra, e a que esl projectada
desde o referido passo do Mundo Novo al a villa
de S. Lopoldo para ser Iransmillda por carro, mui-
lo influir no scu progresso.
Os outros ensaios de colonisarao, lacs como a de
Pedro II c Monte Bonito, ambas no lermo de Pelo-
las, l'or.im mal succedidos, e ja nao merecem ser
mencionados, nem as das Torres c Tres Forquilhas,
por se aciiarcm ja quasi fundidas na massa da popu-
larn do paiz.
Inslrucrao publica.
Permanece esle importante ramo do serviro pu-
blico no mesmo eslado de alrazo c com ns mesmos
vicios de organisarao que indiquei no relalorio do
auno passado. Apezar de lia ver chamado sobre
elle lod.j a allcnrAo da assemblca transad.i. indi-
cando a necessidade de sua reforma, nenhuma re-
soluto passou ledenlo a mcihora-lo.
Na creura de que o cuidado da educarn do povo
he o priim iio llover de una assembla illuslrada, a
quem incu.mbe cslar sempre alenla para as neces-
sidades da futuro, esla presidencia nao podo eximir-
se de vo-1 o recommendar de novo.
Lyceu D. Affonso.
Funcci ona com os mesmo* professores que tinha
no anno passado, com excepcao do 1. da lingua la-
lina quo falleceu, e cuja cadeira nAo foi provida por
falta de concurrente habilitado. Segundo a infor-
marn d o respectivo director, 69 alumnos frequan-
tam esle anno as aulas do lyceu, cabendo 17 as 2
cadeiras de latim, 28 a de francex, 5 a de inglez,
2 a de alloman, 12 a de geometra, 4a de historia,
e 1 a d rhetorica Esle limiladissimo numero de
alumnos llovera indicar duas cousas ; ou que nao
ha ilispnsirju na mocidade da capital paia se ;p.
plicar nos esludos, ou que o ensuo das bellas lat-
irs e das linguas, que se professa no lyceu, nao he
o mais proprio para a nossa sociedade. Nenhum
porem desles dous corollarios he verdadeiro.
A nossa juvenlude, dolada de'.uma imaginaro lao
brilhanle como o sol da zona em que vive, movi-
da pelo impulso irresislivel do seculo, moslra-se
antes r.vida do que indfferento ao desejo do pro-'
gresso, o a necessidade de dtnlinguir-se ; logo nao
he nella que esla odefeito ; c isso he comprovado
pelo numero que coucorre nos eslabelecimentos pri-
vados de educarao, que nao -esto a cerlos respeilos
muilo mais bem servidos do que o lyceu.
Essa mesma razao, esse mesmo concurso Vara os
eslabelecimentos privados, e cuja base de ensino
he a mesma, servira para demonstrar que a moci-
dade rio-grandense nao he avessa ao estudo das
bellas leltras, se nao fosse obvio que em falla de
oulras malcras a que se applicar, ella s lem como
nico recurso para urna educa \"o regular as mes-
mas que se professam no lyceu. O defeilo, o vicio
principal desle e-tabilerimeiilo, esl em si mesmo,
esla com rarissima excepeio uo seu pessoal. Sci
que he urna verdade dora de exprimir-so. mas que
mporla a cxpressAo quando a idea esl na consci-
encia de lodos Em materia de ensino, senhores,
a escola he o meslre. Ja tambem live occasiAo de
emillir minha opiniao sobre as materias de que se
riimpc a iiisti uceja do lyceu, que desojara fosse
cslabelccida sobre urna base mais larga, para com-
prehender alguns ramos das sciencias naturaes, qne
s3o iodispensaveis ao esludo das profissoes indus-
triaos. Julgo porem que podem ser supprimidas
sem inconvenientes as cadeiras de allemo e inglez
e lambem a de latim, queja esla vaga, creando-se
nma de grammalica geral e especial da lingua nacio-
nal, cujo professor deve ser lambem encarregado de
dar lices de pedagoga, ou ensino dos methodos
mais adaptados, especialmente daquelle que for
mais applicavcl ao uso das nossas escolas de inslruc-
rao primaria.
Na reforma da inslrucrao secundaria deveis com-
prehender lambem as aulas particulares, marcaudo
o grao de habilitarlo dos respectivos prufessoros, as
rondiros com que devoran abrir conservar csses
eslabelecimentos c o modo de serem inspecciona-
dos.
A liberdade do ensino nao consiste no arbitrio
com que cada individuo pretende erigir-se em edu-
cador da mocidade, massim cm nao ser prohibida a
aquelle que possuir ai devidas habililares para o
fazer ; e quanlo as materias de que se compOe a
educarn publica, sendo umq queSlao puramente
social, porque de sua exagerarn ou de seus eslrei-
los limites nao pode deixar de resenlir-se o carcter
da gerarlo que a recebe, ella perlence a acc,So da
lei, e neuhum governo providente a devera jamis
deixar em abandono. Fazei com que a inslrucrao
seja urna profisso e nao nma industria.
Nao foi provida a cadeira de Iheologia moral e
dogmatiaa, creada pela lei n. 268 de 29 de oulubru
do anno passado, porque sendo destinada para o en-
sino da moridade que se dedica ao sacerdocio, ne-
nhum alumno ha ainda preparado para frequenla-
la ; mas havendo o revereudo prelado fundado ja
no palacio de sua residencia algumas escolas prepa-
ratorias para ensino, de accordo com elle lrei a
nomcnro do respectivo professor no comeco do fu-
turo anno lectivo ; mas desde ja vos pec.o que mo-
difiquis a lei na parte em que annexa esla cadeira
do lyceu, pcrmillindo que ella fum cionc junio as
outras destinadas a educarao religiosa ; ou onde for
do aprazimenlo do Exm. bispo.
Na idea de fundir o lyceu com a escola militar,
linha ordenado ao distinclo ex-dircclor desla, o ca-
piao Jos Jaiques da Cosa (hinque que, aprovei-
lando a parlo do edificio ja construida, levanlassc
nova planta ao lyceu, dando accommodarao a mes-
ma escola e a rcparlico de obras publicas.
Essa plaa e orcameulo. que eslavam ja conclui-
dos quando a morte o arrebalou inesperadamente
as sciencias, vo-la c-iVorcco e submello a vossa ap-
provacao.
fnstrucro primaria.
Mostrei no relalorio do anno passado, cj antes
de mim o tiiiham fcilo mens antecessores, que enlrc
os defeitos de que se reseuli esse ramo de ensino,
era urna arcumulaco dos cargos de director do ly-
ceu e da inslrucrao primara na pessoa do mesmo
empregado que forcosamenle deveria ser um profes-
sor do lyceu. Coherente com as observarues que fiz
separei essas duas funcr/ies, lidiando director do ly-
ceu o mesmo que j era, e nomeando o professor de
franco/. Leopoldino Joaquim de Frailas para direclor
da inslrucrao primaria, cargo que serve desde 2 de
marro do correle anno. Com essa separaco ga-
nhou muilo o serviro publico, porque a liscalisaco
das escolas se lornou mais activa a inapecfSo mais
vigilante, e nao houve augmento de despeza, porquo
a gratificarn foi dividida entre ambos.
Para justificar a capacidade do director nomeado,
nada mais he preciso do que a npresenlaro dos dous
importantes documentos que serio submettidos
ao vosso conhecimenlo: o 1., he o relalorio
do eslado da inslrucrao primaria na provincia, no
qual expondo lodos os defeitos e fallas de que se re-
gente esse ramo do serrico, indica o referido direclor
as medidas necessaras para remedia-lo lano quanlo
he possivel, segundo as circumslaocias da provincia;
o 2. he o novo projecto de regulamenlo para as es-
colas, que leudo sido exigido pelo artigo 28 da lei
n. 194 de 1850, nunca fura apresenlado. Continuo
ainda a insistir pela necessidade de revi-o na lei
que regula o ensino primario, para o por mais ero
barmonia com as ideas modernas, que sAo o fructo
da experiencia dos povos que mais se lem applicado
ao estudo e desenvolv imenlo desla materia.
He urgenlo systemalisar tic ensino, dando maior
ou menor lalilude aos conhecimenlos que por elle se
adquirem, segundo o grao de adianlamenlo moral
das diversas localidades porque he distribuido. A
conveniencia desla gradaro he de mera inliiirno.
Quem pode duvidar de que cm urna escola do campo
n3o se deve dar o mesmo ensino, que exige a popu-
laran j mais instruida dos grandes ceiros us villas
e ci,Indos?
Acompanhai a mesma dislinrrAo que j existe
as instituimos civis; leriam ellas sido creadas sem
fundamento? Marca o grao de ensino e as habili-
tarles dos professores para as escolas de freguezias,
de villas e de cidades. Desta surte creareis urna
carreira que nao deixar de produzir cmulacAo, pon-
do estimulo no rnraro dos professores pelo ineco-
livo de novas ceperaoc,as, para aperfeicoarcm-sc em
sua profissAo e obler as maiores vanlagens unidas aos
cargos superiores. O desejo do progresso he unr
ioslincto moral da ualureza humana; o espirito que
o nAo senle he um agenle inerte para o fim civili-
zador da sociedade.
Pois bem, com a legislarlo actual, o professor que
entra para o ensino com o titulo de sua vitalicedade
sem oulras provas mais que esse oxanie, quasi sem-
pre presidido pela benevolencia senilo pelo patrona-
to, esse professor acba-se logo desde o primeiro dia
carreira que tinha a percorror; qual ser o estimu-
lo que o mover ao progresso e ao de-envolvimenlo'.'
A opiniao, ainda mais indulgente do que os gover-
nosl i inspecrAo, cuja mola falla enlre mis por
falla de pessoal que a cxer;a! Se queris dar avi-
t.alicicdadc ao prnfessoralo como meio de chamar
carreira pessoas capazes, dai-a somonte aquellos que
no decurso de cerlo numero de annos liverem exhi-
bido provas de sua vocacAo ao ensino, respeitando-
se todava o direito dos que exislem.
Pelo mappa do referido direclor veris que o nu-
mero de escolas creadas por le he de 109, sendo 71
do sexo masculino u 38 do femenino ; daquellas
providas vitaliciamente 46, interinamente 15, e va-
gas 10; dcslas vitaliciamente providas 32, uterina-
mente 4, acham-ss vagas 2.
No primeiro simeslre do anno passado a frequen-
eia das escolas publicas, segundo os mappas rcrebi-
dos, foi de 2,797; no primeiro semestre desle auno
o numero foi de 3,481. Esla compararan, porem, da
qual resulta o excesso de 684 alumnos cm favor des-
te anno, nao he exacta, pos do semestre passado fal-
lam mappas de 10 escolas que nao foram recelados.
Dos alumnos que frequenlaram n semestre desle an-
no 2,323 sao do sexo masculino, c 1,158 do femenino
as 12 escolas particulares de que se receberam ma-
pas, a frequeneia foi de 451 alumnos, dos quaes 362
do sexo masculino c 89 do sexo femenino. O movi-
menlo da frequeneia das escolas publicas uestes l-
timos annos foi a seguale; em 1851 oram ellas fre-
quentadas por 3.i".2alumnos de ambos os sexos, em
1852 esse numero foi de 3,549, e no anno pastado
3,841.
Esle quadro he um pouco lisongeiro, porque mos-
Ira qoe o movimenlo do ensino popular, pelo menos
as escolas publicas, nao acunipaiiha? o progresso
natural da popularao, e he um novo argumento cm
favor da reforma das escolas, para que sejam dotada*
de mclhore profeaaores e sujeilas a urna inspecrAo
mais activa e aecurada. Por portara de 13 de ju-
nho docorrentc anuo fui licenciado sem lempo de-
terminado, e com melado do ordenado, na forma da
lei, Francisco da Silva Maia, professor do Sanf An-
ua, imposibilitado de continuar no ensino. O pro-
fessores Manuel Alves Ribeiro, e Joao Jos Gomes
da Cosa e Silva entraran ns gozo da terca parle do
ordenado, por conlarem mais de 20 annos de servico
e con lin na rein a leccionar, aquelle desde julho do
anno passado,c esle des de Janeiro do correle anno.
Os moradores da freguezia de Nossa Senhora da
Conceiro do Arrojo pedem a creacn de nma esco-
la para o sexo femenino na mesma freguezia, alle-
gando o augmento de sua popularao e o numero de
meninas que carecem de educarao. Esle pedido pa-
rece-me digno de ser allendido. As dentis occor-
rencias hav idas neste ramo do serviro veris do rela-
lorio do respectivo direclor.
Cabe-me aqu dizervos, senhores, que lendo o pa-
dre Joao Baplisla da Molla Vellozo offerecido
venda dos livros de que se compunba um gabine-
te de leilura, que se fundou nesla capital e foi ex-
lindo e julgando quo alguns delles poderiam apro-
veilar ao esludo das humanidades e sciencias Iheo-
logicas, e fazer o romero de urna bibliotheca para
uso do lyceu e do seminario, como tao neres-ario
he, encarreguei aos muilo dignos padres Joao de
Sania Barbara, Juliano de Faria Lobato e Francis-
co das Chagas Marlins d'Avila e Souza, de exami-
nar o referido gabinete e indicar as obras mais uleis
para o fim projeclado, o que desempenharam com
o criterio e inslrucrao que os distingue, dirigindo-
me a rehiran que submclli ao vosso conhecimenlo.
Se julgardes a Icmlirnnra til, espero que aulori-
seis a presidencia para elTecluar a compra desses
livros, e manda-Ios por sob guarda segura para uso
da nossa estudiosa mocidade.
Catheguese e cicllisaro dos Idigenas.
Pouco lenho a dizer-vos obro esle objeelo.
Em virtude das ordena que exped em 10 de agos-
to do anno passado, para se concentrar nos campos
de* Nonohay lodo o aldeamenlo, marchou o direc-
tor nomeado Jos Joaquim de Oliveira da aldea
di Guarila para aquelle poni, levando comsigo
os indgenas que eslavam sob sua direcran. Che-
gando a Nonohay o referido direclor mandou pro-
prios i Vaccaria chamar o Cacique Doble, para
que cm cumprimento da promessa, que me havia
feilo, fosse rcunir-se com a sua Irib ao aldeamenlo
geral.
O Cacique havia com efleilo se dirigido para
aquelle sitio, mas infelizmente acontecen que nes-
se transito do Ponl3o para Nonohay,' andando j
caca, foi sua gente balida de sorpreza por urna
Irib dcsconhecida, de cujo encontr resultou 11-
carem alguns feridos, e perderem ludo quanlo
haviam recebido desla presidencia como presente.
Desconfiado por esse aclo de traico, e suppon-
do que nascia de Pedro Nicof como vinganca
-pela morte de Jo3o-Grande, a quem o mesmo Do-
ble resgalando a familia allema do Mundo-Novo
tinha derrotado, desandou caminho o volveu no-
'vamente para os mallos do Ponl.lo, que lhe sao cha-
ros. Em vo tenlaram os mensageiros do di-
reclor Oliveira persuadi-lo de lornar ao Nono-
hay, promelleu faz-lo mais larde, mas segun-
do as ultimas noticias que lenho de Filippe
Jos de Souza, da Vaccaria, ainda por alli se
conserva errante com a sua tribu, mas inofen-
sivo.
Ainda nao perd as esperanzas de o fazer seguir
para o Nonohay. Chegando ao sen deslino o di-
rector Oliveira, reuuindo as diversas tribus de
Nonohay fez grandes rojas c plantarles, findo o
que permillio ao Indios da Guarila que volves-
sem ao anligo toldo para fazer herva, o aos ou-
tros que se empregassem como do costume no
exercio ci da cara. Os da Guarila fizeram com ef-
feilo urna colheila de 1,600 arrobas de herva-ma-
le, quo vcuderam desensacadas por proco de 19000
a 19120.
Havendo fcilo ja remessa de 80 fouces e de 60
maxados pedidos por aquelle direclor, e sendo o
lempo proprio das pl miarnos, novamenle se vao
concentrar no Nonohay as mesma tribus, e es-
pero que nesla occasiao novas lentalivas sern fei-
las para allrahir alli Doble e sua gente. Como
vedes, senhores, nada ha ainda feilo e ludo es-
l em comcro ; e assim deveria ter, porque a pri-
meira necessidade do aldeamenlo era dar-lhe a-
IiiiiiJuncia e farlura, para por esse meio conseguir-
se a reuniAo dos Indios, e habitua-los a ser con-
gregados, exliogoindo-se as antipalhias que os di-
vidiam. Como esle bem cm grande parle est con-
seguido, opportunamenle se darao oulras providen-
cias tendentes a eslabelece-los permauentemente
no lugar. Um official de criterio, e j habituado
esse serviro, est nomeado para commandar a
escolla de pedestres; diflicil ser porm achar
um sacerdote que se queira cncarregar da oalhe-
quese.
Aos que me dirigi, certo de que cumpririam sa-
tisfacloriarocnle a misso, nao quizeram aceitar ; a
inslabilidade de (odas as nossas cousas nao concor-
re pouco paragerar desconfianzas, e impedir que as
pessoas capazes se votcm com prazer e dedicarlo ao
serviro do publico.
Para dar ao aldeamenlo o desenvolvimenlo de
que necessila, marquei os limites entre elle e os
campos nacionaes, em que lem urna invernada
Jo3o Cypriano da Rocha Loores, al que alli pos-
sa mandar um engenheiro examina-Ios. Esses li-
mites do aldeamenlo farei respeilar contra a inva-
so dos intrusos, que sao os maiores adversarios do
eslabclceimeiito, e os que por eiiconlrarem no res-
pectivo direclor zelo, que he raro, pelos inleresses
do Eslado, '.he fazem a mais cruenta opposic.3o, se-
duzindo os Indios para se nao reunirem, fazendo-
os suspeilar mal do zelo que dispensamos em pro^
porcionar-lhes os commodos c vanlagens da vida cl-
vilisada.
Contra esses intrigantes emaoi visinhos, farei pro-
ceder segundo a lei.
Os aldeados da Guarila, commandados pelo capi-
llo Fongue, monlam a 289. As tribus do finado
Cacique Nonohay. de Nicof, Conde o Conluf, mon-
lam a 346, lolal 635.
Sobre a aldea de S. Nicolao, situada lia visinhan-
Ca do Rio Pardo, veris o que no relalorio, que com
esle vos ser prsenle, diz o direclor geral. O re-
paro da capella e a conservarAo da escola de meni-
nos sao as medidas por elle indicadas como mais
necessaras. Tcrminarei este artigo dizendo que fe-
lizmente nenhum acto de aggressao de Bugrcs leve
lugar na provincia depois da derrota morle do Ca-
cique Joao-Grade. {Correio Mercantilio RioJ
MINAS-GERAES.
Ouro-Prelo, 8 de novemhro.
Se ha provincia em que a noticia da e\riinro dos
nimos que hoje se nota na Baha cause eslranlieza
he justamente esla. A figura de lodos os Thoirfcs Jo
mundo, recebendo preito e homenagem de lodos os
ArarigbAias possiveis, n3o nos causara o menor es-
Iremecimenlo. Oquesucccdc boje em dia na Baha
he um grande anachronsmo mperdoavel. Como
he possivel que quando ludo camuha se transfor-
ma cm rtjiia de mi-, smenle se conserve firme cina-
halavcl como urna rocha o prccoaceil* lilho de eras
que ja l vao 13o longo, resultado da infancia, dessa
ida.le tan appreheusiva e timorata, assim dos liomens
como das nacOcs ?
Folgamoscom a publicacAo da /ipoca, folha desti-
nada a comba ter principios quecm oulras provincias
j se nao disculem, mas sentimos dentro d'alma que
ella se lornasse neccssaria.rvao somos inimigo da lula,
ilo a condemnamos, porque seria condemnar loda
a crearlo, hlasphemar de Dos que a julgou precisa
ordei'n c regularidade do universo emquanlo crcou
os elementos de que ella se compOe, mas a quizera-
mos em outro terreno, no de Tlrom de Souza c'est
Ciloyable. Em verdade o que esperar mais desse
amburral estril, queimado e requeimado pelo fugo
dclodasas paixes, lavrado incc-sanlemonlc por lan-
as loucuras I
Por eslas alturas nao s esse Icrrcno esla abando-
nado ha muilo, como outros menos esteris lalvez, ou
pela sua melhor rompusicjlo, ou por lerem sido me-
nos Irabalhados.O Mineiro,emprehendedor por natu-
reza. nao pode conservar-sc inerte, nem Irabalhar
dcbalde. Quando a herva m cobre o terreno sem
poder ser arrancada com vanlagem. elle o abandona,
e vai em oulra parte empregar melhor scu lempo.
Apenas se entra nesla provincia pela ponle dPa-
rahybuna, e se caminha al esla capital alravessando
cm sua maior exlenso o territorio outr'or oceopa-
do por esse municipio de Barbaceoa to aflamado
nos peicres das de nossa dissensdes civis, nlo se ou -
ve urna s palavra dos negocios polticos. Mas nao
he qne o habitantes dessa parte da provincia emmu-
decessem como por encanto, ou reclinados nos bra-
cos da mais culposa imliiTerem;a deiiem a canoa va-
gar mare da crranle, desanimados de seos esfor-
os, perdida a esperanza as cousas do paii; nao,
ellos fallam e se agllam, e fallam e se agilam muilo,
maa em senlido muilo diverso. Demorai-vos um
instante na mais opulenta fazenda, ouna mais humil-
de cabana, e ar-vos-ha para logo exposta e com-
mantada a quealSo do dia. hto he, a ealrada a cargo
da companhia niio e Industria, e o regulamenlo
expedido pela presidencia eslabelecendo medidas de
cooservnco o o salario aos trabalhadores.
Todos querem a estrada, a acham excellenle, mas
em geral a querem sem aa iporem ao menor con-
tralempo, (.luerem o benJ s, em o mais insicnili-
canle incommodo; urna excepcAo no syslema das
compensadles, que, como Vmc. sabe, no as tem.
Eis-ahi porque lano se lem censurado o reg la-
mento rilado, cujas bates foram oflerecidas preai-
dencia pelo digno direclor da companhia, o Sr. Ma-
riano Procopio Ferreira Lagc.
Por esse regulamenlo te prohibi, sob aver?s
mullas, o deixar vagar pela estrada aomae cavalla-
res, muars, gado vaceum, langero, suino ; o nao de
carros, carretee, carrosas ou carruagens de cita
movel; a rond ucean da madeiras a rastro pela ealra-
da ; o fazer trausversalmenle na estrada cercas, por-
teiras ou Ironqueiras, asaim como afincar estacas uo
teu leilo, ou nelle fazer pauso e acender fogo.
Algumas pequeas industrias se julgaram offendi-
das com urna on oulra dessas diposic,es, ederam.
origem aos mais vivos clamores. Parecen lyrannia
inqualiScavel, alicatado liberdade do ridaeiao,pro-
videnciar para qoe o leilo da estrada soffra o menor
detrimento possivel. A cansa perdida dos vehicolos
de eixo movel teve tambem seus defensores, as
paixOes se exacerbaran! a ponto tal que...,si licet in
ftreis grandibus uli, nao represenlava a estrada do
arahy buna a physionomia de Troya no momento em
qoe foi lomada, maa corra por ella agilacao seme-
lhaule qoe se nolon em varios ponto* da provincia
por occasiao da lei das reforma do procesto crimi-
nal. Assim como em 18*2 se dala : segundo a no-
va lei, lodo aquello que au tirar o chapeo ao subde-
legado snfliera 8 dias de cadeia ; agora se astoalbava
queo regulamenlo do Marianno prohiba o transito de
tropas pela estrada ; que as bestas dos Iropeiros nao
poderiam sahir do pouso, porque ama vez em cami-
nho para o patio, se fossem encontradas pelos vigas
da estrada, l iriam parar aos curraos da companhia;
que no Chapeo d'Uvas ja linha apparecido resisten-
cia sera por parle de alsuns carreiros com os vigas.
Dahi proveio o onxergar-se um antagonismo cuite-
o Sr. Marianno Procopio e os fazendeiros que dem-
ralo na vizinhanra da estrada, antagonismo absurdo,
que, como Vmc. pode muilo bem calcular, nao pode
existir entre entidades que Dos creou para viveram
estreitamenle unidas. Ninguem deve .maia lucrar
com a eslrada do que aqoelles fazendeiros.o ninguem
interessa tanto em vivar bem como ella come o di-
rector da companhia llni&o e Industria.
Por isso, apenas soube elle desses clamores, Iralou
de averiguar as causas, e procurou salitfazer aquel-
las exigencias que lhe pareceram rozoaveis. E enlre
ellas algumas o erAo e mereciam ser altendidas. Por
exemplo, a prohibidlo dos vehculos de eixo movel,
e acabar com algumas pequeas industrias indispe-ti-
saveis as povoac^ea situadas na linha da estrada.Ma-
deiras, lelha, lijlos, barro, ara nAo podendo ser
conduzido no nicos vehculos existentes no paiz,
deixavam de o ser, e oa prejuizos que dahi se segui-
riam seriara incalculaveit.
Para obviar esse inconvenienla, e outros que t na
execurAo poderiam apparecer, o director da compa-
nhia p'ropoz modificarles aos regulamentos qne j
foram approvado.
Quanlo aos carros de eixo movel, conlinuarAo a ter
admiltidos al que poasao haver venda os que oa
devem substituir. Para esse fim,o Sr. Marianno Pro-
copio obrigou-se a eslabelecer no Jura de Fra offi-
cinat apropriadas para a construcc,ao dot carros de eixo
fixo, e dcsi'arte presla um grande serviro a toda a
provincia, porque habilita notaos fazendeiros a em-
pregar vehculos cujas vanlagens sobre os actual-
mente em usn sAo incalculaveis, Assim cre" que
lodos os interesse licarAo concillados e desapparerao
as causas de tanta ecleuma.
A estrada do Parahybuna tob a. direccao da com-
panhia lem lido imporlanlissimot roelhoramento. ,
Oa ponlilhoe a esgotos achavam-se lilleralmente ar-
ruinados, o assoalha das pontea inleiramente damni-
ficado, o leito da estrada cheio de caldeiroes ; hoje
acha-se ella toda reparada, desde a villa de Santo
Antonio do Parahybuna (Juiz da Fora) at Barbace-
na, de modo que por ella alravessaram tres carri-
nhos americanos em qoe foi conduzido o Exm. pre-
sidente e sua familia, enlre os don poni indica-
dos. Na volla fez o Sr. Mariano Procopio o trajelo
em nove horas a tre quartos pouco mais ou menos
de marcha consecutiva c regular.
Ao passo que te prosegne nos nos reparos da estra-
da al o Parahybuna, cntinua-se na conslrucro da
linha que a deve substituir.
Deu-se romero a eoMIrucrao dessa linha em Bar-
bacena ; ja est meia legua prompla e de maneira
que nada deixa a detejar. A maior parle dos Ira-
balhadore dessa linha sAo livres. \
Deverei, para comprehender o que vai cscrpto,
dar-lhe a explicado seguate. Segundo os examc*
a que procedern! os eugenheirot da companhia,
ennhoceu-se que a direerao actual da ealrada nSo he
amis conveniente, nao s quanlo declividade a
extensao, como lambem quanlo natureza do terre-
no. Abondona-la porem para se Irai.ir da conttruc-
codeoulra seria prejudicial nos inleresses da provin-
cia e da companhia. Por isso foi adoptado o expedien-
te de reparar a ealrada actual de modo a prestar-
se ao trnsalo de carros, e ao mesmo lempo tralar-se
da roiistrurrao de oulra linha laucada e delineada
mais convenientemente, e de maneira que posaa pa-
ra o fuluroser convertida em linha frrea.
Parece a algumas pessuas que o Irabalho deviam
estar mais adianlados do que se acham, que o Sr.
Mariano Procopio devia cobrir a estrada de Iraha-
lbadores.aindn quando lvesse de pagar o jornala 19-
alim de a concluir quanto ante.
Maa ot que pensam assim norefletero que a nossa
estrada esla inleiramente bloqueada pela provincia
do Rio de Janeiro ; que, emquanlo o governo impe-
rial se n3o resolver a lirar-noa o bloqueio electivo
que soll'remos, nada (reme* feilo.
De qne serve haver estrada de carro al ao Para-
hybuna, e mesmo ao Parahyba, urna vez que as
cargas tenham de ter baldeada ahi para as costas da
beila at Pelropoli '! Islo quer dzer que exisliu-
do um tal eslado decousas.oaoser possivel mudar o
syslema actual do transpone emquanlo a eslrada em
lodo a sua exlenso nAo for construida pelo mesmo
syslema. Se a companhia procuraste quanlo anles
dar.conta de sua larefa, nao faria mais da qoe empa-
lar intilmente seu capitaes, pois o (rete dos trans-
portes nao poderia representar o maia mdico juro,
visto como o transito dos carros s poda dar-se cm
grande escala e excluir o das tropas quando a estrada
etliver concluida m toda a sus extensao.
A parle da eslrada na provincia do Rio nos he
(So necessara, que, tem medo de errar, podemos di-
ier que, a te nao concluir loda, not seria mais
vanlajoso que houvesse urna eslrada de carro de Per
tropoli al ao Parahyba,do que urna qoe do intero-
se dirigiste a este ultimo ponto. E a razio he ob-
via, no primeiro caso a nossa prodcelo seria trans-
portada as coatas de bestas al ao Parahyba, a dahi
por dianle em carro ; e no segundo seram tempr*
condolidas do mesmo modo que actualmente.
Seno, veja-sc quanto ja aproveila o serviro auxi-
liar da companhia de Muu, destinado a transpor-
tar a producc.no do interior al o marcado da corle !
Ja nossa tropas podem ponpar qualro dia* da
marcha, o porlo se encaminha para nos ; da Estrel-
la transfeno-sc para o Fragoso, do Fragoso para Pe-
lropoli ; o consumo marcha adianle da producro,
e a coudisAo desla se torna maii vanlajosa. E se o
prero do sal for baxo em Pelropoli, o que a com-
panhia deve esforcar-se muilo por etlabeleccr, lu-
crando o menos que lhe for possivel na condumio
desle genero de primeira necessidade, urna s tropa
nao descera mait a serra.
Terminando esla carta, que ja vai extensa, dir-lho-
bei que ehegou finalmente a esta capital o Exm.
presidente, onde ha tanto lempo era esperado. In-
commodo de familia lhe demoraram a viagem. S. Ex.
deve estar muilo salisfeito com a receptan qoe lhe
fizeram os habitantes desta capital. Nada lhe falln.
A's honras de sua e'.evada pusieo te junlaram as
ilomonstracesdc estima e alfcicAo de seu numero-
so amigos.
(Jornal do Commercio do Rio.)
(Carta particular.)
CORRESPONDENCIAS DO DLARIO SE
PERNABtBUCO.
Parahiba 17 de novemfcrr.. *
Por causa do mao, cosime de dizer ludo quanlo
me dizem, estara minha individualidade em calcas
pardas, se nao esliveste acobertado com o impeoc-
Iravel escudo do incgnito, apezar do alguns inten-
dercm que elle he transparente como rryslal, e ou-
lro pcnelravel como a branda cera. Certamenle
nao sei que demonio me inepirou para inlroineller-
me com a illuslrisaima, o mais com certo lences,
que roe conipromcllem gravemente sem interesse al-
gum real, nem ainda da correccllo. e emenda do
mencionados. Foi urna, ou foram duas impruden-
cia, que por nm guari va cutlam cara; e escapo,
como me cont, prolesto-lho teamente nunca mais
entrar em taes toaras sem a competente licenra.
Uns poucos de gnsos me lio atormentado, como
se eu dev esse modcllar ininbas missivas pelo bom
goslo dos laes ladradores, ou encapar as masellat de
seus amigos. Nlo val a pena fallar mais nisso, nem
anda no eslyllo joco-serio; pastemos por laolo adi-
anle. .
O calor lem augmentado, e com elle os desejo
rasamenlicfa*. cjlao sei se a cslarAo no a causa ef-
firicntc, ou occasional; mas o cerlo he que etlou em
vesperas de ser convidado para urna meia du/.in de
bodas, que andam cm lerceira discussAo. He muilo
provavel que nesla rooucalo lambem chegne a minha
vez, porque parece-mo impossivel, que algnma das
que fr esquecida, nao prefira anles celebrar conigo
o conjungo, do que ficar para lia, nm dos duendes
de urna moca, quando v approximarem-se-lhe ot
Irinta. Se encontrar algama alma caridosa que
queira augmenlar-me o pesa ao fardo da vida, eaju-
dar-me a ganhar a bemavenloranca, Ih'o comrou-
n irarci para que venha honrar com sua presencu este
maior sacrificio, qne para minha felicidade pono fa-
zer. Havia um ratilo, que quera catar com mulher
pequea, porqne, diziao montlro, do mal o menor;
mas eu, com quanlo lambem gosla das pequeas e
delicadas, prefiro urna de tamaito regular, porqua
nao se esconde em qualquer parte, e eu j vou o-
frendo um pouco da vista.
Continuando a inania etlou segara de arranjar-
me.
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DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA U DE NOVEMBRO DE 1854.
3

Em quanlo os mais caam-se e eu pero minha
vea vamoi passando f noxidades.
Esperamos ama grande festa da Senhora da Con-
ceicSo, e eu asuz eslimarei que soja importante, por
que sou milito devoto rianuelia Seuhra.
I inliein j fui convidado para a festa da Penha,
que (om de ser feita conj todo o arrujo. Val bem a
pena passar um dia naquelle lugarcjo, oude le goia
urna exccllente vista e impasavel fresco.
J v pois que estou amearadude urna serie de fes-
ta* Imidios, tuneces e diverlimento-, que teem do
aguar a bocea a muila gente, que nao poder aprecia-
las. Tendo isso pertenea ao dominio do futnro, e
Y me. qaer que eu llie falle do panado, ou preseute.
Entro notlcs :
Appnrecem algunas- bexigas, assim como urnas
febrculas, que urrateiramenle vilo dando gaoho aos
coveiros. Nao valiria apena fallar nisso, se ea nao
quizesso ser escrupuloso na minuciosidade de mi-
nhas noticias.
" Merelles andam occupadoi, o pai em ajudar ao
filliu, e este em moslrnr-se multo doeale para passar
ao batalhJo dos poli roes da guard- nacional. Di-
zem-me que o coaselho de qualiticic, et rigoro-
sissimo, e tem desconhecido aepidimia que vaigras-
taoilo entre a guarda nacional.
Apresenta-s na matriz urna sucia de doenles, al-
gn at de moletas, de sorle que. jalga-los pelos
attestados, qualquer entre lies jutgar ichar-sa na
ressurreicao do morios. O mandriumo, nao sei se
apalavra he portugueza, est muito apurado.
Os lliuggs teem andado com bastante desamba-
raso oestes ltimos dias, apezar da correra que con-
tra elles tem movido S. Exc. Parece que teem que-
rido mostrar que nao ao de recitar assim com mui-
la facilidade ; mas, ou eu me engao, ou S. Etc.
lambem os couvencera, de que nao recua em Tazer
punir o crime.
No da 17 de outobro, no lugar Parahibnna, ter-
mo do Pilar, foi assassinado Francisco (iomes da
Silva, por Candido Jos Hibeiro eseu irmao Maooel
Jos, os quaes pozeram-se ao fresco, a foram encon-
trados no Cariri Velho.
Na barra do Cuit foi assissinado Cunalo de Le-
nos cun um tiro ; e opiniao publica indigitacomo
autor dessa obra a Jos Vicente.
No dia 11 do andante foi assassinado no lugar Sa-
linas prolimo a asta cidade, s 8 horas do dia, na
porta desua casa JoSo Paulo de Lima, com um tiro.
lia suspeilas da que foram autores de tal crime scus
escravos.aos quaes deixavn libarlos em sen testamento.
\ -viii- indicios denuncian) a um dos taes escravos.
Kspuro-touilo breve noticiar-lhe a descoberla de tal
crime.
Corre, mas carece do confirmaran que em Pedras
de Fogo, um soldado do destacamento de linha dessa
provincia, satura como doudo pela ra, armado de
urna batnela, com a qual feria a quaotos encou-
trava, matando assim a dous ou tres individuos,
l'arcce-me um caso lao pouco commum, que recoso
dar-lhe crdito. *
.Viuda excluindo esse ultimo faci resta muila
obra para carregar na cunta correle dos senliorcs
lliuggs, e dos seus protectores.
O Dr. chefe de polica aeguio para Pedras de Fo-
go, dizem que para instaurar esses procesaos. Dos
o ajade, assim como a pilhar alguns da sociedade
despachadora, que adejem por aquelles arredores.
Fallando-inc materia nada mais teuho por ora a
di/.er-llie. scnSo que eslimo a continuaran de sua
tranquilidade corprea, e espiritual crescimento de
bolsa e continuado de felicidades por muilos annos.
Cidade d'rala 28 da outubro.
Mais de um mez ha decorrido depois do minha
ultima apparicao, sem que o Sr. expectador se
tciiba dignado de concorrer n cssa glande exposirio
de correspondencias que do Diario de Vernambuco
fazem seu palacio de crylal. He pois para no
ver escoar-se o mez pirante, sem este lugar figurar
no inmenso quadro noticioso desle jornal, que ea
quebrando o mea protesto anteriormente feito, vou
exhibir o pouco que ha occorrido.
Desenfardemos.
Foi eHectivamenle julgado no dia 20 do sclembro
prximamente lindo, o escravo que tentou matar o
tenbor, faiendo-lhe ferimentos graves. O jury
mostrou-se rgido observador da lei de 10 de junho
de 1835, e a pena de raorte foi dada por unanimi-
dade......Duro lex, ted lex 1
Nesse mesmo dia chegon aqu da corle o jaiz de
direito desla comarca, Dr. Assis.A posicSo franca
e decidida lomada pelo Ilustre parlamentar na c-
mara temporaria veio por em relevo a sua honesti-
dade e independencia de carcter, ja bem aprecia-
das na provincia. Nao posso ser juiz entre elle e o
gnverno, a quem negou seu apoio, mas o sao proce-
dimento honra-o moito.
Em virlude de ter o mesmo juiz de direito assa-
mido logo o exercicio de sea lugar, entrou no de
juiz_ municipal o Dr. Fausto, mo ha muito para
aqu removido.
Nao sei adorar o sol no levante, c apedreja-lo no
occaso : entretanto posso allirni.ir ao Sr. *. de
Bananciras, qne, se aquello Dr. nao tem essa su-
bida intelligencia e grande aclicidade, aquilata-
das por S. S., ho su Ilicin lmenle honesto e hbil
para exercer com dignidade o lugar que ha lano
occiipa. Nos aqu portanto declinamos do juizo de
S. S. porsuspeito de nimia parcialidadc, c appella-
mos para o lempo, esse grande mestre......qui ve-
rum mnibus diett.
Ouaudu em minha antecedente missiva deplorei
o termo de Campia pelo desenfreamento dos la-
jcs decavallos, eslava bem longe do pensar que
lobera a prova da pelulaocia e descaro desses
beduinos dentro mesmo destacidade '. Para amanlie-
cer o dia 18 do mez passado arrombaram a casa do
negociante Silva, em um sitio quasi aqui intramuros-,
e furtaram da estribara um exccllente cavallo com
sella ioglcza, mana de pelle de onca. ele.
Felizmente foi agarrado depois o roubador, um
tal Caxil, e acha-ses ih cubera enxuta.
Por esse mesmo lempo fizeram dcsapparecer do
ineo da l'eira, em pleno dia, mais dous cavallos -, e
logo depois ouvi o Dr. Bnrity, mu digno delegado
desle termo, queiar-se de que Ihe (inliam furtado
de dentro do cercado do engenho um garanhao.
Esta foi bem dada, porque importa um desafio for-
mal polica...... Picara ella aflronlada 1
ltimamente a causando graude alvoroco entre
a gente do campo um monstro fabuloso, inventado
pela maldade de alguus, e acreditado pela simplici-
dade de oulros; fallo do dedao, bicho singularmente
exquisito, segundo a imaginara mais ou menos
frtil de cada um, voraz, horrendo, c armado de um
s dedo u unha desmesuradamente grande, donde
veio o nome I E es.a pobre genle an lou lao capa-
citada da existencia do tal monstro, que muilos an-
darn) esperando-o noite com espingardas, etc.
Tuda isto excita riso e.... compaixo, porque faz
lembrar o abandono em que jaz a educacao de certas
classea do nosso povo, para as quaes he um dogma
a crenca no feitico, na mandinga, no quebran-
to, etc.
O que me consola he, que dislates iguaes acham
erantes nesses paizes classicos da cjvilisarao, onde
as mesas fallam, os espirilos evocados pro I ere m or-
culos, e o futuro,que he o aegredo de Dos, se
descortina a um videnle !..... Sao excessos de lazes
que se aproximara bem a falla absoluta deltas.
No dia iodo correle abrio-se o jury de'Alagoa-
nova, e segundo me informa o mea sub-correspon-
dente dalli, funecionou bem durante a sessao : fo-
ram submellidos a julgaraento 14 presos, dos qoaes
foram somenlo absolvidos 5, e osles merecidamente.
O corto he, que o homens j vSo-se compenetrando
da necessidade da punir ao, como umdosmeios mais
proficuos a represa do crime, o rec onhnrendo que
a causa immediata do nosso mal-estar, quanlo a
seguranza individual, he a impunidnde.
Finalmente appareceu j approvada pelo governo
provincial a proposta dos ofliciaes subalternos da
guarda nacional.... Os desapontamentos sao com-
muns em ttes occasOes ; e os descontentes vingam-
se em dizar, qae somenle presidio a organisa^ao da
proposta, o genio eleitoral. Isto vai ao Sr. com-
mandante superior Martins Casado, que por certo
no anda no mundo por ver os mais andar.......
No dia 23 sabio daqui com destino a embarcar para
Alagoaso reverendo Chacn, vgario desla fregue-
zia, ha pouco nomeado visitador para aquella pro-
vincia. At virtudes, e nao vulgar iulelligencia
desse sacerdote abonam a sua escolha, e cont que
elle preenchera com aplauso soa missao. Fica cu-
rando reverendo Jos Genuino, e he por certo ex-
ccllente a substituir.
Foi substituido no commando do destacamento
desta cidade, o alteres Fortunato da Silva Neves, por
um outro ofticial de linha, creio que chamado Jos
Antonio Lima Jnior, dos que vieram do Rio. A-
pesar da aquello alteres ter. ultimamenle adquirido
algumas deulTeic/ies, he Justina reconhecer que o
setr eomporlamento dorante a sua permanencia
* nesla cidade 6 abona.
Informam-me qae foi agora assassinado l para S.
.Iiio o I'eurosa, bem conhecido aqoi, onde he resi-
dente, e que foram autores dessa morte um celebre
Joan do Granda a -Vico Travessa lambem faraige-
rado. O primeiro desles anda em abril desle anno
assassioou barbara e escandalosamente na pnvuar.lo
de Pedra-lavrada do Cuil, o pobre sexagenario JoSo
Leile, e suspeilando que Pedrosa ia mata-lo, entre-
tanto qae ia coudazir um escravo de um negociante
desla cidade, (ralou de segura-I I.......
Agora, que acaba de assuruir a administrara da
provincia o Exm. Sr. Paei Brrelo, a qaem precedeu
a fama do sua energa, espero ver profligados
osees e oulros acelralos, o mais, que os seus esforros
> nan naufraguen) no escolhs da falla de forra. S.
Exc,. goza de particular confianga do governo cen-
tral ; he de urna Ilustrarlo j bemronhecida, lem
um passado moito honroso, um futuro brillianle cin
perspectiva, e pois auguro muito bem de sua admi-
tal rielo.
AHi para o Marzagao, daqui urna legua, suicido -
se hoje Marcos Jos de Mello.rEssc infeliz soffria
desgoslos, e contra o conselho de certo sabio da an-
liguidade, o qual recomendava que, para a vida se
b/i'-.e piovisao de philosophia e de corda, s tinha-
se manido de corda ;cun ella, pois, preparo um
haraco, e deu iim a existencia, deixando numerosos
lililuis em completa orphandade.porquanto nao ha
muito perderam a mai I.....
A seguraura individual tem sido resucitada.
A salubrdade publica vai sem maior alleracao.
......Eis-me chegado ao fundo do mea fardo de
Delicias. o Cometa.
pruselylos, os quaes, nao s acompanhavam com
urna anxedadc toda rrescentc as operacoes do ei-
crcito alliado, mostrando o mais vivo inleresse pelo
bom successo de suas armas, como at formulavam,
e desculiam planos de ataque, medanle o emprego
dos quaes, essa praca de _Sebastopol terla ha muito
voad pelos ares; mas, eis que appareco um cude-
moniado partidista da Kussia, que segundo os me-
lliores dados, veio de emissaro do czar, e explica as
cousas seu aoslo, publicadas uo seu Diario, que assevera estar com-
prado pelos Inglezes, para tacs publicar!.-,; e com
eslas, o oulras urlimaunas consepuo abalar as cren-
ras dos mclhores parldislas da Turqua, de modo
que as sympaihias hojo sao pela Itussia. Por isso
dizem que urna ovelha ruin, bola um rebanho a
perder; nada mais cerlo.
Um forte acha sempre outro mais forte: lio sen-
lenca qae nao falla. Honleni, pelas duas horas da
larde, passou-se na ra em frenlo da cadeia d'csla
cidade umascena um pouco burlesca: um rapazinho
vagabundo, que aqu appareceu, ha das, e que por
suas habilidades arhava-se na cadeia, fra d'all li-
rado por um supplente do subdelegado, quo o levou
para sea silio, provavelmcnle, para dar-lhe alpuma
oceupar. que fosse em proeeilo do mesmn rapa-
zinho; mas este, que nao gosta de occupaecs, nem
para isto nasceu, levanluu o acampamento, e regres-
sou para esta cidade, Irazendu uo sei o que, pro
labore; o imprudente manda scguil-o por am prelo,
nao sei se liberto, ou escravo, este alcanza-o na ra
cima indicada, e sem mais prembulo, comer a
balel-o; acode um soldado da guarda da cadeia, c
exlranha semelhanle procedimenlo; poremo hom do
prelo apenas dgna-se olliar o soldado de esguelha,
e, sem inlerrupgo do servir, que eslava prestando,
diz-lhe que eslava curaprindo ordens do subdele-
gado o impertinente do soldado nao quer estar por
isso, inlima-lhe a prisa por ordem dodelegado, nao
he .iiieudido. sal-lhe cm cima, e vai a seu turno
arrumaudo-lhe por sua conta depois do que os
conduz ao delegado, que os manda para a cadeia;
isto he, o prelo, e o rapazinho. Toda essa scena tra-
gicmica foi acompanhada dos competentes assobios,
e apupadas dos apreciadores.
Faga idea de quo importancia nao he o cargo"dc
inspector de quarteirao cm certas paragens, ou, por
nutra, em certas maos 1 Acaban) de nformar-me de
que, um Sr. que servir o dito cargo em urna po-
voarao aqu por perlo, com grande sacrificio seu, e
notacel aproceitamento do sen-ico publico. Sendo
ilimllido, nao sei por que incoherencia das cousas
d'este mundo, fora ter com certo personagem, como
se cosluma dizer, d'essa praca, c obtvera urna caria
de empenho, para sua remn lucra uo mesmo lu-
gar 1 3o sc, porem, se seria, ou ser alleudido.
Tcvelupar um successo bem digno de lastima na
povoaro de Podras de Fogo, na noite de 12 para
13 d'este mez. Cm soldado do destacamento, que
all existe, soifreu um accesso de alienara mental,
e largou-se do quartel armado, sera quo pdese ser
.iliaiicj.nl i pelas difiranles partidas, que em ludas as
direcrocs fez seguir o Sr. subdelegad do lugar,
Mariano Ramos de Mendonra; na manira de 13,
porm, appareceu na cha do Inga, duas legoas dis-
tante ifaquella p\ar."io, o, Iravando-se de razoes
com Miguel Joaquim Cavalcanli dera-lhe urna
baionctada .sobre o umbign; cntao arodiram diver-
sos moradoras do lugar, e nao s dispararam-lhc
dous tiros, de quo ficou gravemente ferido, como
ate deram-lhe urna boa carga de pao, de que veio a
morrer no dia 14. ou 15; assim como dizem ter mor-
rillo lambem o Miguel Joaquim Cavalcanli.
O dilo Sr. subdelegado procedeu aos exames ne-
cessarios, e ora trata de instaurar o competente
processo, achamlo-sc j preso um dos espancadores
do soldado. O Sr. chefe de pocia da provincia da
Parahvba era esperado n'aquel la pavoarao; dizem
que S. S.-i vinha tomar conhecimento do assassinato
de Bartholoineu Kodrigues, cujos assassinos, he opi-
niio geial, que muraiii na dita provincia, sendo
queja fora preso um, a quem apontamcomo man-
dante.
Cunta, que na cidade de Goyanna erassr urna
forte epidemia entre as pesssos sorteadas, para com-
porcm o tribunal do jury d'aquelle termo; e que o
juiz de direilo da comarca tem empregado contra
semelhanle epidemia a medida aconselhada pelo
arl. 103 da lei de 3 de dezembro de 1841, do que
lem colhido ptimos resultados.
O fiscal d'esla cidade sahio honlem de correirao,
e dizem que enconlrou boas melgueiras nos pesos de
varias tabernas, pelo que mullo a seus donos, na
razao de 23 rs. por cada peso falsificado: houve su-
gcilinho, que chuchou 1 -> rs. de multa !
Quanlo ao mais loda a comarca goza de socego;
Dos louvado. x.
V. S. No permita Dcos quo cu queime o podre
incens d'adulacao a quem quer que fr, nem que
procure offeiuler a modestia de alguem com elogios
immoderados; porm, ha aclos de justira, que sa-
lisfazem o curaca do homcm por lal sorle, que se-
ra degradante nao publical-os em honra de quem
quer que os pralica; o al, do contrario, se trans-
gredira o preceito do Evangelho: (Juod Catsaris,
dcsari. D'esla ordem he o que passo a expender.
Filippc Jos Leile, homem sexagenario, e mora-
dor d'aqui a t, ou 7 leguas, foi cncarregado por urna
pobre viuv.i de lovanlar do Ibcsouro publico a ri-
dicula quanlia de 30 e poneos mil rs.: depois de
mostrar perante o juiz competente o direito de sua
constiluinte, foi pelo mesmo juiz passada carta de
-in para o recebimcnlo de ilita quanlia, a qual foi
apresenlada ao respectivo collcclor pelo thesoureiro
dos brphaos, na forma da le, afim de que este desse
quiara a Filippc, ou a sua constiluinte; foi a
guia apresenlada ao collector, que, em vez de sa-
lisfazer sua importancia, responden que nao pagava
por nao achar-se prsenle o cscrivo, o qual linha
ido para o Kecife. Note-se, porm, que para rece-
ber qualquer imposto, havia cscrivo! Cun eslas,
c semelhanlcs evasivas deu o pobre velho Filippe
qualro ou cinco viagens a esta cidade, sem nunca
atrancar o que procurava: finalmente, chega o es-
crivao, e qaando be boje eprescnla-se o thesourei-
ro dos iirphaiis na colloctoria, para receber a peque-
a importancia, de que eslava cncarregado; e que
havia de dizer o collector '! Que nao pagava, e por
nao se declarar na guia quanlos era os herdeiros
que tinliao direilo a quanlia que se quera levan-
lar 1! Dar-se-ba caso, que o collector queira ar-
vorar-sr em fiscal do juiz de orpliaos '.' Ou que ig-
nore o dsposlo no arl. 8. das instrucr/ics de 12 de
maio de 1842, que diz assim : As sommas dos co-
fres dos orphaos, que passarem por emprestimo
para o gocerno. lerao remetlidas englobadamente
pilo jui;o,sem declaracao dos indiciduos a que per-
tencerem; e da mesma 'forma serio feitos por elle
os pedidos de entrega. .. .
Apresenla-se o thesoureiro com a duvida, scilicet
verbalmcnte, que por escripia......essa he boa;
maso juiz, com a dignidade que Ib he propria,
nao quer admillir duvidas, que s lendem a prote-
lar o diicilo das partes, e manda que o thesoureiro
v receber o dinheiro rom a mesma guia, orde-
nando ao escrivao que d'ora em dianle se nao pas-
ten) guias, se nao no sentido do regulamento ci-
tado. Eis o que se chama um aclo de juslica Nao
sei, se se receberia a dita quanlia, mas fago votos,
para que o velho Filippe nao inleire a oitava via-
gem para esso fim.
A'.
(Carta particular.)
REPARTIJAO DA POLICA.
Parte do dia 23 de oovembro.
Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V. Exc. que, das
diflerenles parlicipares hoje recebidas ncsla rapar-
lira, consta que foram presos: pela delegacia do
primeiro dislricto desle lermo, o cabra Euzebio, es-
cravo de Manocl Carneiro Leal, como indiciado em
crime de roubo, o o pardo Jos Cordeiro Leal Ba-
linga, para averipuaroes policiaes ; pela subdelega-
da da freguezia de S. Antonio, o pardo Manuel Al-
vea do Nascimenlo, por suspeilas de ser criminoso
de mora; pela suhdclegaciada freguezia de S. Jos,
Jos Amanciu da Silva, Jos Francisco Antonio, am-
bos par averiguarcs policiaes, Francisco Jos Al-
ves liuimarar-, por furto, c Manoel da Hora, por
ferimentos; pela subdelegada da freguezia de Jaboa-
lao, Florentina Mara do Carmo.
O delegado do primeiro dislricto desle termo, em
oflicio desla dala, participou-me que cm continuara
as pesquisas a que tem procedido, fora honlem ao
slio denominadoBelirona passagemda Magda-
lena acompanhado de inspectores de quarteirao, e
all junio a urna porta da casa ou scnzala dos escra-
vos de Manoel Carneiro Leal, foram desenterrados
dous relogios com urna correnle de ouro, fazend es-
tes objeclus parte do roubo feilo ao relojoeiro Cba-
pront, sendo que fora inmediatamente presD o cabra
Euzebio cima indicado, por haver conTcssadu que
laes relogios e correnle lhe foram dados por Jos Pa-
Iriula, indiciado no referido roubo.
Dos guarde a V. Ex. secretaria da polica de Per-
nambuco 2:1 de novembro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benloda Cunha e Fguercdo
presidente da provincia,O chefe de pocia I.ui:
Carlos de Paira Teixeira.
DIARIO DE PEKUlBim
PEBNANBllCO.
"
C01ARC.4DENAZARKTH
SI da movambro.
Nos quoque geni sums. A causa da Turqua
tambera conlivi por aqu um numero sofirivel de
OS*PARTIDOSE A CONCII.IACO-
EncaraadD as partidos pelo lado das ideas, fsemo-
Ibct as concessoes compaliveis com a razao e com a
propria dignidade d'elles. Nada nos appareceu d'esse
ponto de visla que pudesse obstar seriamente reali-
sac,ao do generoso pensamento que servio de base ao
programla ministerial. Longe de descobrirmos um
perfeto e radical antagonismo entre os principios
de parle a parle invocadus, pelo cootrario reconhe-
cemos qne. para nao serem funestos em suas consc-
quencias, ilcviam esses dous principios Iraosigir le-
almcnle, porque da combinarao de ambos depedem
a liberdade, a ordem o o progresso das nares. Sob
os auspicios da Conslituicao, entendemos pois.
que a conciliaro heo que ha de mais til, de mais
honroso e de mais necessario.
Se porem quizermos ser francos e dizer loda a ver-
dade, desceremos ao fundo das cousas, c alai nos ap-
parecer enlao como causa das dissidencias, das ani-
mosidades e dos odios que nos dividem, nao a oppo-
sicao dos principios, mas sim o espirito de monopo-
lio, de intolerancia, de patronato, que ferindo mor-
talmente a Conslituicao, lem desvairado as inlelli-
gendas, enlrelido o axcitamenlo das paixOes, per-
petuado aguerra. He a mesma cansa que cima as-
signalmos, como resumiudo a historia e a explica*
cao dos partidos ; porem aqoi mais bem dcfiuada e
mais palpasrl. Todos querem a Conslituicao, mas
para, sombra d'ella, governarcra a seu seu modo,
ou segundo os seus proprios inleresscs. Eis a rcali-
dade nua e crua.
O que lemos nos vislo de cerlo lempo a esta par-
te ? A sabida de urna parcialidaile ao poder nao lem
sempre importado a exclusa dos seus desafieclos da
ingerencia oilicial nosoegocios pblicos, do goso das
liberdades, das garantas e das recompensas que a
Conslituicao olTerecc gcneralidade dos Braslciros,
sem oulra dislincc.no que nao seja o mrito e a vir-
ladc! A mudanca frcqucnlc dos governos, nao
lem importado a mudanca mais ou menos completa
no pessoal das cmaras legislativas, das assembleas
provinciacs, doslribunaes pediriarios,dasmuoicipali-
dades, das reparlire's publicas, ila ofiicialidade da
gaarda nacional ".' Ccrlamenle lie bem doloroso por
a mao n'cssa chapa que prometa, sarar ; mas para
qoe nao conlinuemos a chocar-no labyinlho das de-
clamacOes Iheoricas e das recrimnares amargas,
preciso nos he reconhecer mulas vezes a orpem
d'ondcvem o mal. S assim dexaremos de laucar cm
conta das ideas c das npines, o que s paxcs ego-
eslicas deve ser esclusivamcnle imputado.
Vos vos qneixacs, escrevia Mr. Cuizot sob a res-
taurarao, deque os partidos nao se aproximo, de
que os homens moderados eslo sem forja c sem ne-
xo. Bem o creo ; os individuos vivera isolados ;
nada os induz a Iralar mis com os oulros ; nada os
ubriga a procurar o ponto, a ideia, a resoluro em
que poderiam unir-sc. Vi ronselhos geraes, consc-
Ihos monicipaes a quem o bom seoso de lal ou tal
prefeilo linha intromeltido nos negocios mais do que
o pcrmillia a lei. Homens de opinics mui diver-
sas senlavam-sc n'elles. Pois bem, por mais fra-
ca quo fosse a necessidade, por mais limitadas que
fosseni as suas relares, esses homens haviam aca-
bado por contrabir, quer entre si, quer com o poder,
cerlos lar-,ma corla communhao dcinlciicocs, que
enfraqueciam a diversidade das opinies, altciiua-
vao o espirito de partido, e davam a cada um d'elles
mais sabedoria com mais independencia.... Nao he
s a liberdade que gaaha com esse syslema, he lam-
bem a boa ordem e a paz.
Aqui lemos pois indicada por urna mao mais se-
gura e de mais fin laclo que a nossa, a causa por
que se extrema c se incarnicao os partidos, quer
girem, quer no na rbita dasideias constilucionaes;
aqui temos o meio iionesto c pratico de urna razoa-
vel conciliario entre os mesmos, symbolisado no
oom senso excepcional de alguus prefeitos da Fran-
ca. E lal he a ellir.iria do remedio, que o celebre
publicista, nao admiltindo transarlo possivel en-
tre o governo constitucional de enlao e o parti-
do do anligo regimem, ojqual no seu entender dc-
via ser reduzido ao estado de impotencia al per-
der toda esperanra de vida, reconhece todava
quanlo era indspensavel a sua applicacao para
amensir ao menos o carcter indomavel dos privi-
legiados, e predisp-los a aceitar sinceramente a
nova ordem le cousas nascida da revolocao. i> He
as corles dos condados, nas assembleas dos juizes
de paz, nas reunioes dos hurguezes, exemplifica
ai la Mr. duiznt. qoe os jacobitas e os hanoceria-
nos, os torjs e os whigs apreoderam na Inglaterra
a viverem junios e a Iratarero em commum urna
boa parte dos oegocios do paz, dspulamlo-se n.lo
obstante no grande conselho nacional a direcro ge-
ral do seo goveroo.
XI.
J dissemos que, como corollario da necessidade
e conveniencia dos partidos, apregoou-se a doutrioa
de que os governos devam unir-sc aquelles que os
auxiliassem, contemplando smenle aos da sua par-
cialidaile na distribuir das vanlagcns concedidas
a todos pelas leis constilucionaes. Ora, foi justa-
mente a applicacao rigorosa de semelhanle doulri-
na, que, segando acabamos de verificar, reduzio us
brasileiros ao terrivel estado de desassociajao e iso-
lamento em que os vemos ; o empenho pois de f.i-
zer cessar tal estado nao pudo deixar de ser reco-
nbeculo como um bello Ututo de gloria do go-
verno actual.
l'crdendo o emprego donde lirava a subsistencia,
ou a esperanra de abter qualquer oulro ; perdendo
o direilo de ser eleitor e elegivel, s por se dizer
pcrlenceole a urna parcialidade decahida, qual o
ri,la parcialidade vencedora, e macbinando desde cuta
a sua ruina, nao esperas-e resoluto o momento em
que a fortuna o babililassc a usar de represalia'! E
nao ser por esta causa que o enrarnir.imenl dos
partidos chegou a estabelecer-se no Brasil I Com
mais alguma moderacSo, os inleresses e as paixes
talvez conseguissem occullar-se sob o veo dos prin-
cipios ; mas nem ao menos assim acontecen : os a-
busos de parle a parte chegaram evidencia do es-
cndalo ; no dia seguintc ao de urna limitnea, dir-
se-hia que toda a naca era o partido vencedor,
olhando-se para a pliisionomia uniforme das cama-
ras, para as nomeaces dos magistrados, para o pro-
vimeulo de lodos os empregos, para a foriuaca das
assembleas provinciacs e das municipalidades, ele,
etc. : ou enlao dir-sc-hia que urna parte da naca
fura proscripta e considerada como fra da lei.
oMuilos politicns, escrevia o chanceUcr liaron, a-
venturarm ama opiniao que nos parece deslituida
de fundamento ; segundo elles um principe no go-
verno dos seus estados deve sobretodo dar allencao
s facones que se formam junto dellc. Se llics der-
mos crdito, he a parle mais cssencial da poltica.
Parcce-mc pelo contrario qoe a verdadeira pruden-
cia consiste em oceupar-se antes com os inleresses
coinmuns o em preferir as disposicajcs c as inslitui-
ciies sobre que os difiranles partidos txsUo de accor-
do... He urna colpa capital em um soberano unir-
so a urna das faccoes que se tem formado em scus
oslados ; ellas sao sempre funestas s monarchias,
e introduzem na apparcocia orna obrigac/ao mais
l'r!c qoe a da obediencia ao soberano : os Miem-
bros da faccao em que elle entra, olhara-no como
um dos seus.
Meditemos sobre eslas palavras solemnes de um
grande philosopho qoe nao foi cslranho ao governo
dos homens; altcndamos a que o pensamento od-
ias conlido he adoptado e confirmado por outro phi-
losopho modera, publicista c homcm do estado res-
peilavel, pelo proprio Mr. Guizot, o qual rccoolie-
ce qoe o poder desmalle sua nalureza e compro-
metiese desde que se entrega absoluta mente a um
partido, ainda que seja o seu ; rcfiicla mos sobre a
verdade de lao sabio e vaulajoso ensino, e pronun-
ciemos afinal, com franqueza e sem prevenco. se
o gabinete de 7 de selcrabro, deixando o trilbo bali-
do pelo exclusivismo, disposto a prova r, como lem
feito, que, excepto o crime, nao repelle mas aceita
e chama qualquer auxiliar, assumio ou nao a ver-
dadeira e honrosa missao do poder, acerlou ou nao
justamente com o meio mais efilcaz e decoroso para
realisar um tratado duravel entre os belligeraotes
do nosso campo poltico.
XII.
Em poltica, do mesmo modo que na industria,
nao ha sen.io urna le de paz, urna lei de harmonio
e de progresso a seguir: he a liberdade, he a con-
currencia das torcas individu*, visto como o mo-
nopolio j tem demonstrado exhuberantemenlc qoe
dellc nada se deve esperar a nao ser a guerra e o
alrazo. O grande inlercsse, a graude necessidade
dos povos, dcbaixo da rrlaco que nos occopa, he
que as superioridades apparcram c assumam o lu-
gar que Ibes compele na gerencia Jos negocios do
paz ; he quo as funeces o os caj;:us pblicos se-
jam exercidos pelos mais digno'. Para islo torna-
se indispensavcl que os cdad.los sej am entregues ao
seu pfopro mrito; qu: o poder uo Ibes prec-
ie ncnliiim apoo facticio; que niguem encontr
obstculo em seu muvinicnlo de aiiccncao; se tem
Carcas para clevar-sc, nem soccorro qoe obste a sua
decadencia, se nao he capaz de m anter-so em uina
posir.lo superior. Ora, a Conslili lirao do Imperio
consagra esse grande principio da concurrencia po-
ltica ; principio de par, cujo e-quccimcnlo lem
exaltado as paixes, c Irazido a guerra dos parti-
dos ; nSo resta por tarto mais do que cxecuta-la
fielmente, e a sua execueao ser o mais seguro ga-
rande da concordia e da uniao de s Braslciros.
As sociedades [modernas, pclr organisacao inte-
rior que apresenlam, pelos antee edentes c pelo com-
plexo de causa- que as modifica! am e anda modifi-
caran!, acham-sc cm urna posica o em que a verdade
e a justira, sendo-lhcs ja bem conhecidas, cnlrram
no seu dominio, e em que a dis posiejio para confor-
mar-sc com ellas lorna-se cada da mais pronuncia-
di. D'aqui resulta que a poltica nao pode mais dei-
xar de ser a moral c a justira :applicadas aos cida-
daos em todas as suas re ares sem aceepra de pes-
soas; e he precisamente respe) lando lodos os direi-
a moral c a juslica o prescreveni, que se dcsarmam
os partidos e se lerminam as revolures.
Pela nossa parle, forra he confessn-lo anda, ou
nao lemos comprehendido esta doutrina, ou, o que
vale o mesmo, nao a lemos pratirado ; mas agora quo
o gabinete de 7 de selembro moslra-se-nos bem com-
penetrado da verdade della, e nas melhores disposl-
eses para rcalisa-Ia, nao ser a mais absurda e a
mais suspeita das prelcnces o querer coulraria-lo
cm seu nobre empenho'! Te-lo lomado a pcilo he,
como j dissemos, um bello Ululo de gloria : conse-
guir o seu Iriumpho, sera prestar ao Brasil o mais
valioso serviro, ao qual antevemos condigna recom-
pensa : a feliz e grata iilcnlificarao de sua memoria
com a memoria do dia iiaciooal por cxcellencia, cm
quo assumio o poder.
Bem sabemos quanlo pode parecer deflicil realisar
lao grave e momcnlosa larcfa : de am lado, ser
preciso reduzir i impotencia os que se mostrarcra
afleclados de incuravcl cegueira, de prejuizos inven-
cvos, do scnliracnlos anli-naconaes, de paxesin-
Iralavcs; de oulro, ser preciso destruir a accao
malfica d'aquelles que, nao teniendo na realidad
senao a lvre concurrencia das forcas indviduacs,
Irabalbam, sob diversos prctexlos, por derribar a es-
cada por onde subiram s boas pnsires sociaes, afim
de ah permanecerem sos e dormrcm socegados.
Mas, alm de que, segundo a propria senlenra de
um ministro celebre, os governos nunca foram ad-
miltidos a desculpar-se com a difficuldadc, lie fora
de duvida que, escudado na Ilustrarlo e no presti-
gio de seus membros, na juslica c na grandeza da
causa, no apoo e decidida approvacao da maioria,
que quercousa diversa dos partidos, o governo im-
perial ludo vencer com perseverantes estorbos:
Iriumpho do poltica de conciliaro sera lao cerlo c
glorioso quanto he geralmente desejado.
toneladas, conduzio o seguale : 3,050 saceos cora
17,156 arrobas de assucar.
RFXEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PF.RNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 22.....18.0029592
dem do da 23......... ; ,-'il 1
18:9385505
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo dn da I a 22. .... 25:207#->1
dem do dia 23........2:00i3'JO9
27:2l23G0
MOVIMENTO DO PORTO.
PIMICACES A PEDIDO.
ii ex .apila do corpo de polica Firmino
Theolonio da Cmara Santiago, vem ofierecer
api criara do respciiavel publico e com especialida-
de aos dignos membros da junta de juslica o periodo
do officio que em dala de 8 de abril de 1853 dirigi
o ex-major Jos Rabello Padilba presidencia, em
resposla oulro oflicio em que a mesma presidencia
exiga informar* circumslanciadas, respeito do
alcance do referido corpo, e quaes seriam os crimi-
nosos.
Ver pois o respeilavel publico, qne o ex-major
drigc-sea prmeira autoridade da provincia, e so-
bre objeclo em que so achava compromctlida nao s
a honra de nma corporaco inteira como a sua pro-
pria, cumprindo observar que o desfalque foi co-
nhecido em principios de fevereiro, c o oflicio foi
dirigido cm abril, lempo mais que suflicienle para o
ex-major conhecer as emanarnos de seu vilipendio e
de seos ofliciaes ( expressoea de que se servio em di-
to oflicio, A fallas 22 e seguales do conselb de
investigara existe o oflicio cujo periodo vai sel pu-
blicado, nao sendo a presentad com todas as forma-
lidades, em razao de nao ser possivd extrahir-se de
prsenles ceriidocs. Ei-lo.'
Em quanto as duplcalas Exm. Sr., eslou muilo
convencido que foram ellas que deram occasiao ao
desfalque que se nota no primeiro semestre do ex-
ercicio correnle ; mas em lodo caso esse desfalque
seria demoostrado quando este corpo houvesse de
prestar conlas a thesouraria provincial, no fim do
crranle anno financeiro. A origen), das duplcalas
naturalmente foi produzida do diversas causas.
Id?* Os continuados destacamentos c dclgen-
ciaspara fra desta capital,commandados a mr-par-
le pelos capiUcs, fazem cora quo as suas respectivas
compaiihias passem a ser coinmainladas por ofliciaes
so balenlos, os quaes mesmo arsm apenas caroninn-
dam um ou dous mezes e militas vezes S dias, por
que lambem e3o obrigados a destacarem ou a saht-i
reni em delgencia, pelo que passa a outro ; de mmf
neira que tem acontecido ser ama compaohia com-
mandada por Ires ofliciaes no periodo de am mez e
Ora. quando roe fosse cslranlia a probidadee rec-
tiilao de meus ofliciaes, eu jamis posso admillir que
exislindo um primeiro cominandaute, um segundo 1
Iras terceiros por companhia, o que prefaz ao lodo
o namero de vinle. como admillir digo que lodos
sejam prevaricadores?
Como admillir prevaricaces, se observo em mcus
ofliciaes a falla de cerlos recursos, que os .faz |soffrer
privarcs como acontece a mr-parlc dos emprega-
dos pblicos, que lem pequeos ordenados t
Como posso conceder que exislissc fraude, se vejo
urna thesouraria provincial oceupada por habis cin-
pregados, por faocconarios intclligciilcs que vvem
mmenle nesla capital, sobre os quaes nao pesa o tra-
badlos serviro militar, c quo por consequeucia p-
dem atleuder, e so empreparera com esmero aos
Irabalhos que Ibes sao confiados, vejo como disse
essos einprcgados dcixarem passar ou nao alingi-
rem com os saldos, que se observara firmados a favor
dessa mesma thesouraria ?
Posso conceder immcnsos engaos, porque o cor-
po de polica he lodo movel, se mulas vezes anoitecc
com IDO praca, promptas no quartel, amaohece sem
grnlc para mudar a guarda do mesmo quartel. Os
destacamentos saamluilaiites militas vezes augmen-
tados e nutras diminuidos ; cm Iim nao ha regra,
nem pinina haver em quanlo o corpo destacar, e he
cssa a causa primordial que deu lugar aos engaos,
que se apresenlam nas relaees de moslra o cojo re-
sultado anda csla llovidos em quanlo ao total do
dficit, por isso que a mesma thesouraria continua
no ex.un, a rujo Irelialho lambem me estou dan-
do .-~~t e logo quo aquella houver concluido, ser
inmediatamente recolhido em seu cofre lodo o sal-
do que houver a favor.
Quem assim se exprime era objecto de tanta mag-
niludc;quem assim defcndeiperanle a presidencia os
ofliciaes de seu corpo poder em lempo algum acca-
sa-los T
O homem de honra jamis o faria, porm o ex-
major que pouco emende de honra uo conselho
de iiivesigario aecusou a lodos; sendo que no de
guerra liraitou a sua arcusara a Ires !! 1
Firmino Theotonio da Cmara Santiago.
Se eu fora urna fila de goslo moderno,
Teus finos cabellos quizera enlacar ;
Se eu fora soberbo real ,1 i ulema,
Tua fronte nevada quizera c'roar.
Se essencias eu fora de todas as flores,
Quizera perfumes em ti exhalar ;
Quizera ofTrecer-le, gustosos mcus ruclos
Se eu fora um ameno sombro pomar.
Se as aguas eu fora do Gran Jaguaribe,
Ten rosto de graras quizera bauliar ;
Se om cravo escarate, fragrant c mimoso,
Eu fora; quizera leus labios formar.
Se eu fora a ternura de mai carinhosa,
leu pcilo de jaspe quizera locar ;
Se eu fora a saudade, saudoso suspiro,
De ten coraro eu quizera arraocar.
Mas ea nao sou fila, saudade, nem cravo.
Essencias nao sou, e nem agua e pomar;
Sou homem 'que o riso da sorle nao tem,
S meu coragao eu le posso oflertur.
Villa do Saboeiro na provincia do Cear 1 de
a goslo de 1854.
Por um Pernambucano.
Natos entrados no da 23.
Monlevido311 das, brigue brasileiro Intencitel,
de 213 toneladas, rpita Anlonio Albino de Soo-
za, cquipageni 13, em lastro ; a Amorira Irmaos.
Iti ile Janeiro18 das, brigue inplcz Itulhenia, de
224 I Hurlada-, capitn David Scoll.equipagem 10,
em lastro ; a Aslley & Companhia.
dem21 dias, brigue brasileiro Ilrilhante, de 287
toneladas, capito Antonio Nogoeira dos Santos,
cquipagem 13, carga caf o lastro ; a Novaes Ox
Companhia. Passagero, Amanil Thebcrge.
Rio (raudo do Sul30 dias, patacho pnrlugne/. /.-
sitano, de 199 toneladas, rapiao Jos Joaquim
Percira, equipagem 11, cm laslro ; a Jos Teiici-
ra Bastos.
Rinde Janeiro21 das, luigiie hamburguez Ama-
zonas, de 1G0 toneladas, capito A. L. II. Windl,
cquipagem 10, cm lastro ; a ordem.
dem25 dias, brigue brasileiro Scro, de 193 to-
neladas, capito Ignacio da Fonseca Marques,
eifiiipagem 11, carga plvora e mais objeelos para
o governo ; a Thomaz de Aquina Fonseca &
Filho.
Xacios sabidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Dous Amigos, ca-
pitao Narciso Jos de Sanl'Anna, cerpa varios g-
neros. Passageiros, Manoel Angosto Fcrrcira
Rabello, Jo.iu de Souza Castro.
Soutbamploo c portos iulfrnie liasVapor inglcz
Creat WcJem, commandanle lien-. Passagero
desla provincia. Alfred Mornay.
LondresBarca ingleza llenry feed, com a mesma
carpa qoe trouxe. Suspenden do lameirao.
Valparai/.oItrigue hamburguez Olinda, capilao
J. Wicperl, carga assucar.
10 horas da maohaa, na cata de soa residencia n. 7,
primeiro andar, ra de S. Francisco, derontc da or-
dem lorceira. .
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripia e cobranza do importe dos
annuncios lie superior ao-valor delles,
previne-sc aos senhores assigiiantes deste
Diario pie tpuando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias no scrao publicados.
HOTEL DA CAPNGA.
Nesteestabelecimento situado na povoa-
c.oi do mesmo nome, ao p do anligo porto
de embarque, nos domingos e dias santos se
acharSo todas as qualidades de pelscos, bem
como, pastis, empada-. bollinnus, podinga,
cha, caf, chocolate, bebidas de todas as es-
ces, jogo de bilhar, etc., e de .domingo
I do crrente em dianle, haver sorvele*.
peci
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector '. Ihesonraria provin-
cial manda fazer publico para conhecimento dos
coolrboiotes abaixii declarados, do imposto da d-
cima urbana da frepuezia da Boa-Visla perlencenle
aos exercicios de 1833 a 1852, que lendo-sc con-
cluido a liquidar "o da divida acliva desle imposto
devera comparecer na mencionada thesouraria den-
Iro de 30 das, contados do da da publicaraodo pre-
sente eilital, para se Ibes dar a ola do seu debito,
afim de que pagucm na mesa do consolado provin-
cial, ficando na inlelligeoca de que fiado u'dilu
pra/.o serfio cxeculados.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thcsouraria'provincial de Pernam-
buco 21 de novembro de 1854. O secretario.
Antonio Ferreir d'Annunciar.ao.
'28520
bras ; pillas de Valle!, 10 vidros; ponneiras de se-
da, 2 ; ditas de cabello, 2 ; papel de cmbrulho, 2
resmas ; dito de filtro, 20 cadernos ; quina amarel-
la, 4 libra!; resina amarada, 2 arrobas ; raz de
chicorea, 2 libras ; ratania, 1 libra ; rob, 6 garra-
fas ; resina de guataco, 2 libras; raz de altea, 16 li-
bras ; rhuibarbo, 1 libra; rolhas de mi lira, 1 gra-
sa ; santonina, t frasco ; semariubia, 4 libras ; sa-
l., de Veneza, 2 libras ; sal polychrislo, 4 frasco;
spermacete do surle.i libras; seraelede Alexandria,
4 frascos ; sal amoniaco, (> frascos; sublimado cor-
rosivo, 1 frasco ; salepo, 2 libras ; Miliario de mag-
nesia, 1 arroba ; salsa parrilha, 1 arroba ; lliere-
benliua fina, 4 libras ; trtaro emtico, 6 frascos :
lafet de Lipeldrier u. 2 e 3, 12 rolos ; linlura de
rnica, 2 libras; dila de muralo de 1eri i, 1 libra ;
tintura de os-vomica, 1 libra ; xarope do bosque,
G vidros ; dilo de ponas de espargo 10 garrafas ;
dito de Lamouroux,20 ditas; de tamarindos,!!) ditas;
estojo para denles, 1 ; formulario Chernoviz, 1.
Para o almoxarilado do mesmo presidio.
Farinha de Irigo, 1 barrica : assucar branco, 24
arrobas ; arroz, 10 arrobas ; aletria, 2 arrobas ;
araruta, 1 arruba ; azeile doce, 1 barril ; agur-
denle, 1 dilo ; arcos de pa com os ferros competen-
tes, 2 ; arcos de barril, 4 quinlaes ; areia de cal-
dcar, 2 barricas ; cha urna caixa, 2(i libras ; ealde-
res de ferro para SO praras cada um, 4 ; caihrosde
30 palmos, 200; caivetes de aparar primas, i ;
cera em vellas, 4 arrobas ; caparrosa, 2 libras ; ca-
bo de cinco polcgadas de grossura sendo de linho ou
manilb, 2 peras : caria de pedra, 3 toneladas ;
ferro redondo de meia polcgada, 1 quintal; dilo
redondo de 3 oilavos, 1 quintal ; dilo quadrado de _.._" 1
3 quartos da Suecia, 1 dito ; ferro de barra da Suc- HOveiTlUrO, ailCla a rOCla (la
ca de 1 e meia polegada de largura, 1 dilo; gomma
arbica,1 libra: lapis (bons),4 duzias; livros de 400
Tullas cada um,2;livrosdc200folhascadaum,3;dilns
de 100, 3;paos para a balsa da desrarga,16;pranchoes
para bancos de carpinteiro, C ; paos para pernas de
Icsouras com 25 palmos de coniprido, 12 ; papel al-
majo, 4 resmas ; papel paulado marca de almaro,
4 resmas; dilo mata burra, 20 cadernos ; papelao
de n. 20, 20 folhas; pedras de amollar, 8 ; peli-
marfim, 12 loros ; ripas, 100 duzias ; sepos de re-
bote, 6; sepos de plaina com os ferros dobrados
r un ptenles, kJ: serras de ma c de volla.fi; ditas de
dcsdobrir madeira, 2 ; serrotes sorlidos de pona, e
de lixa, 12; suba. 3 arrobas ; taixos de cobre com
peso de arroba cada um, 3 ; laboas de louro para
8il) palmos de tarimba para a aldea, 24dazias; lo-
ros de scupira para exos de carro,8; vassonras de
piassaba, 50; vari ornas surtidas caibral, caixaes, n-
pacs e de guarnir, 8 duzias ; vinho branco, 10
medidas; dilo de Lisboa linio, 1 barril; zarcao, 16
libras.
Meio lialalbao do Cear.
Panno prelo para |iolainas covados, 34.
Arsenal de guerra.
Toboas de assoalho de cedro, 3 ; costado de dilo,
1 ; cadinhos do norte de n. 6, 10; ditos de dilo de
n. 8, 10 ; ditos de dilo de u. 10,10 ; ditos de dilo
de n. 12, 10.
Quem quizer vender estes objeelos aprsenle
as suas proposlas cm cartas fechadas na secretara do
conse'.ho as 10 horas do dia 25 do correnle mez. Se-
cretaria do conselho administrativo para fornecimento
do arsenal ilj guerra,17 de novembro de 1854.Jos
de Brito Inglez, coronel presideule. Bernardo
Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
LOTERA di provincia.
Hoje, sexta-feira 4 de
lotera da matriz da Boa-
Vista, no consistorio da I-
greja da Conceico dos
militares, s 11 horas da
manha. Pernambuco
24 de novembro de 1854*
O thesoureiro, Fran-
cisco Antonio de Oliveira.
Trapiche do Cunha.
O trapiche do Cunha descarrega com toda
a promptidao saceos de legumes, pela dimi-
nuta quanlia de 40 rs. o caceo.
8
Hoje, sexta-fira 24 de novem-
bro, corre a lotera da matriz da Boa-
Vista, no consistorio da. groja da Concci-
co dos militares, a's horas do costume,
a'vista do annuncio do thesoureiro da
mesma ; os meus hilhetes e cautelas estao
a' venda ate a's 10 horas da manhaa
nas lojas ja' conhecidas do respeitavel
-Por esta subdelegada foi apprehendida a'nm publico : sao pagos todos os premios que
ionio mor, que disse morar na freguezia do Be- I .. ,. r"6"* "v*^* F" ."" 4ur
Anlonio Francisco de Carvalho
Dr. Antonio Vicente do Nascimenlo
Feiloza......... 323256
Anlonio Joaquim I-erraira (uimar.ies 22)I76
llerdeiros de Anlonio Manoel de Mo-
raes Mosquita Pimenlel 159)120
Antonio Luiz (nnealxcs Ferreira 12>096
Anlonio Jos de Souza Teixeira 5g010
Antouio Flix dos Santo- .... 1290%
Anlonio Joaquim dcSouzaRibeiro 129096
Anloni l'ei reir ila C.o-la .... i-sis
Anselmo Francisco Pire! .... 118491
Angelo Francisco Carneiro 1053228
Albino Jos Ferreira da Canha 313922
llerdeiros do padre Agostinho l.odol-
pho da Cosa liamos..... 3595%
llerdeiros de Alciandre Jos de
Barros......... 33337
llerdeiros de Adriao Jos do Santos. 4? 49
Viuva e llerdeiros de Adriao Jos
dos Sanios ....... 73785
Alexaudrc l.opcs GalvSo .... 14-361
Amaro de Barros Correa .... 413715
Amaro Pereira da Cruz .... 33893
Viuva de Agoslinho da Silva Neves. 203160
Ana-lacio Francisco Cabral 103080
Alexaudrc da Silva Fragoso 39040
Alexandrino lunario..... 49438
Adriano Jos Borses..... 39628
Angelo Francisco da Luz .... 108080
Auna Joaquina....... 629029
Anna do Carino Feruaudes da Pu-
rilicasao........ 468464
Herdeiros de Anna Micaela dos
Santos......... 259754
llerdeiros de Anna Mara Thcodora
da Costa......... 1623957
Anna Mara da Conceicao .... 758354
Auna Tbeodosia do I.relo .... 93072
Anua Joaquina daCouceico 339372
Anna Joaquina da Encarnaro 159017
Anna Bita Francisca de Brito 89324
Herdeiros de Anua Filippa de San-
tiago........... 1I912S
Anua Mara do Nascimenlo 83899
Anna Mara d'Aleluia..... 7,4230
Anna Jacinlha da Cosa..... 53562
Annalzabcl Adel...... 13938
Anna do Sacramento Monlciro c
oulra.......... 83960
Anna Rila do Sacramento .... 109080
llerdeiros de Anna Francisca Accioli
L"".......... 309240
l Continuar-se-ha. )
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maccl, juiz
municipal da segunda vara e commercio desla ci-
dade do Recite, por S. M. I. e C, etc.
Faro saber aos que o presente edilal vircm, que
no dia 13 de dezembro prximo futuro, se ha de ar-
rematar a quem mais der, na porla da casa da mi-
nha residencia, na roa estreila do Bosario n. 31, pe-
las quatro horas da larde do dilo dia,' a renda an-
nual do sobrado da ra do Livramcnto 11. 32, avaha-
da em 4OO9OOO rs. por anno, por lano lempo quan-
lo ebegue para pagamento da ciccucjlo de Joaquim
Mauricio Goncalves da Bosa, por si c como cessiona-
rio de Candido Alberto S'odr da Molla, conlra
Francisco do Prado Cunha.
E para que chegue a noticia de lodos, mandei
passar editaos que sero publicados pelo jornal c af-
fixados na praca do commercio e sala das audien-
cias.
Dado e passado ncsla cidade do Becife aos 22 de
novembro de 1854.
Eu Manoel Jos da Molla, escrivao o subscrevi.
Francisco de Assis liceira Muid.
cfe e chamare '.luso Francisco Anlonio, (este nome
parece falso, c o croulo ser escravo), orna bonita c
mansa cabra (bicho) cum urna ti 1 lia, a qual linha o
mesmo crioalo negoriado com Francisco Anlonio de
Mello, morador na roa Imperial, pela pequea
quanlia de 33000, a quem ha pouco vender oulra.
Siippondo-se ser a cabra furlada, se faz o prsenle,
afim de que quem se julgar com direito a ella, a
procure. Subdelegara de S. Jos do Recite 22 de
novembro de 1854.O subdelegado,
Manoel Ferreira Accioli.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude da aulori-
ai;ao do Exm. Sr. presidente da provincia tem de
comprar os objeelos seguintes:
Para a eapella da fortaleza do lirum.
Ornamento branco completo, constante de casla,
estola, manipulo, bolsa e veo 1, panno roxo para
cobrir a iuagem do Senhor 1, encadernacao de um
missal c reforma do galo das' bolsas, encarnada e
roxa, alvas 2, amitos 2, cordoes 2, corporaes 2, toa-
lhas para aliar 2, ditas de mao para o lavaloro 2,
panno de pala 2, purilicadores 2, sanguinhos 4, ta-
pete para supedneo do aliar I, panno de luslrim
roxo, covados 3 1|2, aspertorio para a pia d'agua
lienta t.
Quem quizer vender estes objeelos'aprsenle as
suas propostas cm carta fechada na secretaria do
conselho as 10 horas do dia 29 do crranle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 22 de uovembro de
1854.Jos de ino Inglcz, coronel presideule.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE23 DENOVEMBBOAS3
HORAS DA TABDE.
Colaces olliciaes.
Descont de ledras de menos de 30 dias 8 % ao
anno.
Assucar mascavado especial13740 por arroba.
ALFANDEGA.
Bendimcnlo do dia 1 a 22.....216:6733991
dem do dia 23........24:9653270
SONEDME DRAMTICA ESPREZARIA.
17 RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 25 de novembro de 1854.
Depois da execueao de urna oovertnra represcu-
lar-se-ba pela prmeira vez, o novo drama em 5
aclos intitulado
o utiiniisT v.
Terminar o espectculo com a engracada come-
dia em 1 aclo intitulada
0 FILHQ DE TRES PAS.
Principiar as 8 horas.
Os bilhetes vendidos para o dia 18 lem entrada
neste espectculo.
DECLABACO'ES.
271:6393261
Descarregam hoje 24 dn novembro.
Brigue americanoWm. Vricefarinha c fazeuda.
Brijuc inglesLord Althorpmercadorias.
Barca americanaTremontgeln.
Polaca hespanholaArdillavinho.
Barca inglezaMidasbacalho.
(alera inglezaDeerSlayermercadorias.
Barca francezaJeune liaymondvinhn.
Hiale brasileiroDous Amigosfumo e charutos.
Importacao*.
Brigue naciooal /tallo, vindo do Iti de Janeiro,
consignado a Isaac, manifcslou o seguinle:
1.000 barricas farinha de Irigo ; a ordem.
Brigue porluguez Noca AmisaUe, vimio de llam-
bnrgo, consignado a Thomaz de Aquiuo Fonseca &
Filho. inaml'esluu o seguintc :
100 mullios caimas para cadeiras, 6 caixas e 1 bar-
ril folha de zinco. 3 barril pregos, 12 caixas lonas.
1(K) barricas c 100 frasqueiras genebra, 1,000 barris
cimento, 320 botijas oleo de linhara, 100 garrames
alpisla, 200 suecas farello. 200 caixss velas, 10 di-
tas triado- de algodiio, 7 ditas ditos de linho e algo-
dao, 2 dilas ditos de linho, 7 dilas chales do alsodao
oscila, 6 ditas bezerros enveruisadus, 2 pacolinbvs
amostras; a C. J. Asllex & C.
1 caixa relogios de algibeira de ouro e de prata ;
a ordem.
25 caixas pbosphoros, 292 pacoics pape! de em-
Iirulho, 6 caixas bezerros envcrnisailos, 1 dila fazeu-
das de seda, 1 dita relogios de uuro, t pacotinho a-
moslras; aJ.C. Babc.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo dn dia 1 a 22.....19:006j694
dem do dia 23........1:9833542
tos, considerando lodos u> inle esses legtimos, como
20:9909236
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 22.....1:9983776
Idom do dia 23........ 2213201
2:2199977
Exportacao.
Valparoizo, brigue hamburguez Olinda, de 339
Carlas seguras viudas do sul pelo vapor inglez
Greal Western para os senhores :Antonio Araujq
Aragao Baldo, Francisco AntuncsMarinho lomar,
Joaquim Francisco Duarle, Jos Joaquim Dias Fer-
nandes.
Por esla subdelegara se declara que se acha
rccolhide em deposito um cavallo caslanho com can-
galha, que appareceu sem destino e sem dono, no
silio denominado Barlholomcu, ao lado do Arraial,
de Jos Cela 1 de Medeiros, morador nesla fregue-
zia : quem se julgar com direilo a elle, apresenle-se
para lhe ser entregue pelos meios legaes. Subdele-
gara de S. Jos do Becife 23 de novembro de 1854.
O subdelegado supplente,
Manoel Ferreira Accioli.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em virlude da autori-
s.ira do Exm. Sr. presideote da provincia lem de
compar os objeelos seguinde :
Para a bolica da liba de Fernando.
Amia de I.abarraque, 12 garrafas; acido sulfori-
co, 1 libra ; acido nilrico, 1 libra; acafro, 4 oucas ;
alfasema, 6 libras ; alecrn), 6 libras ; rnica, 1 li-
bra ; arsnico branco, 2 frascos ; assucar de leile, 6
frascos miras ; assucar caudi, 4 libras ; anis estrel-
lado, 6 frascos ; agua de Collonia, 4 vidros ; alm-
illa 36 graos, 4 caadas ; almecegas, A libras ; bal-
samo tranquillo, 1 libra ; balsamo de Tioravante, 1
libra ; beujoim, 2 libras ; bicarbonato de polassa, 2
libras; cevada, 2 arrobas ; caberas de papoilas, 2
iibras ; confora, 2 libras; cera amarella, 1 arroba;
carbonato de palassa, 2 libras; canda, 4 libras;
calomellanos, 4 frascos ; cilralo de ferro, 2 frascos ;
cyanoreto de polassa,1 frasco; cloroformo.1 frascos;
conserva de rosas, 1 libra ; cal viva, 8 libras; co-
Innquii.la-. 4 fracos ; cera branca, 8 libras ; deda-
leira, 2 libras ; dgilalina, 1|2 oitava : extracto de
chicoria, 4 frascos : dilo de belladona, 4 frascos
dilo gomoso de opio, 2 dis; dila de ruibarbo,
frascos ; dilo de salsa parrilha, 8 frascos ; dito de
semencontra, 2 frascos ; ditos de coloquinliilas, 2
frascos ; dilo de cicuta 4 frascos ; dilo de meimen-
dro, 2 frascos ; dito de digitales, 2 frascos ; emplas-
tro de cicuta, 2 libras ; dito mercurial, 4 libras
dio adhesivo,8libras: elhcr sulfrico, 1 libra ; en-
zorre sublimado, 2 libras ; espirito de nitro doce, 1
libra ; dilo de miuderere, 6 frascos ; dilo de crva
cidreira, 6 frascos ; dilo de salamoniaco, 6 frascos;
clectuaro do senne, 4 libras; fundas para o lado di-
reilo, 15 : dilas para o lado esquerdo, 15 ; dilas du-
plas, 6 ; los de linho, 1 arroba ; flor de anil.li fras-
cos ferro preparado, 2 libras ; funis de xidro 2 ;
gomma Lino, 4 fra'cus ; gomma de batata 8 libras;
dila de angico, 8 libras ; dila de gula, 2 frascos;
gral de vidro, 2; hxdrofereo evanalo de q. q., 1
frasco : indurado de enxofre, 1 frasco ; dilo de |Ki-
tassa, 2 libras ; incens, 8 libras ; jaborandy, 1 li-
bra : jalapa om p, 6 frascos ; kermes mineral, 2
frascos; ludano de Sydciihao,! libra; dilo de Rous-
seau, 6 frascos ; bato) do 3" e Io grao, 20 garrafas;
dilo de vomitorio, 5 garrafas : Buhara, 2 airabas ;
linimento anodino, 2 libras ; mercurio doce, 1 li-
bra ; precipitado rubro, 4 frascos ; mana, 1 arroba;
mel de abclhas, 8 libras ; maoleiga de cacao, 1 li-
bra ; musgo de Corscga. 2 libras; macella, 2 libras;
ventosas de vidro, 4 ; nz-vomira, 4frascos ; nitra-
to de prala fundido, 2 frascos ; dito chrystalisado, 1
frascos ; dilo de polassa, 4 libras ; ncroly, 2 oilavas;
oleo de amendoa doce, 8 libras; dilo de amargas. 2
libras ; dilo de ligado de bacalho, 4 libras ; dilo
de ricino, 1 arruba : Oleo de crotn, 1 frasco;
opio era torte, 1 libra ; opodeldok, 20 vidro* ; pife
de Doiver, 2 frascos ; pedra hume, 4 libras ; po-
lassa caustica, 2 frascos : pulpa de tamarindo, 8 li-
AVISOS martimos.
Para a Baha pretende sahir al o dia 30 do
correnle o bem conhecido e veleiro hiale a Dous
Amigos por ler a maior parte do seu carregamento
prompto ; para o re-to da carga ou passageiros, 1ra-
la-sc com o consignatario Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo, na Iravessa da Madre de Dos n. 3 e 5, ou
com o capilao a bordo.
Para o Porlo pretende sahir com brevidade
por ter a maior parte da carga prompla, a galera por-
tugueza Bracharcnsc de prmeira marclia : qaem
na mesma quizer carregar on ir de passagam, para
o que oflereco excellenles commodos, dirija-se aos
consignatarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho,
na ra do Vigario, primeiro andar, ou ao capito, na
praca do commercio.
PARA O MARANHA'O.
Pretende sahir por estes dias, o brigue
nacional Brilliante, por ter a maior
parte de seu carregamenta prompto: pa-
ra o resto da carga e pass'ageirbs, trata-
se com Novaes ex C, na ra do Trapiche
n. 34.
Para Maranhao.
Espcra-se nestesdiasdo Rio de Janeiro, o
brigue nacional Brilhante, pouca de-
mora tera' por trazer maior parte de seu
carregamento: para o resto e passagei-
rosi trata-se com Novaes &C, na ra do
Trapichen. 5-. primeiro andar.
PARA O ARACATY.
Segu uestes dias o hiale Capibaribe : para o
resto da carga Irala-sc na ra do Vigario 11. 5.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
Os Srs accio-
niMas desla com-
panhia sao con-
vidados a rcali-
sarem rom a
maior brevida-
de, a quinta c
ultima presta-
ra de suas ac-
eces, para a im-
portancia ser re-
meltida a direc-
r'i : dirigindo-se a ra do Trapiche n. 26, casa de
Manocl Duarle Bodrgues.
Para o Rio de Janeiro
vai sabir com muila brevidade a barca nacional Ma-
Ihilde por ler parle da carga pnimpta : quem na
mesma quizer carregar o resto, ir de passagem. ou
embarcar e-cravos a frele, para o que tem excellen-
les commodos, falle com o capilao Jeronymo Jos
Tclles, ou no escriptorio de Manocl Alves (ucrra
Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
ARACATY.
Seguc com brevidade o hiale Correio do Sorte,
recebe carga e passageiros : traa com Caclano
Cyriaco ila C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu viagem at "() do correnle mez,
a veleira escuna nacional Lindan, capi-
lao Jos Ignacio Pimcnta : para o resto da
caiga, escravos a lete c passageiros, tra-
ta-fe com o consignatario Eduardo Fer-
reira Baltar, na ra do Vigario n. 5.
LEILOES
O I ir. Thcmassn, estando prximo a retirar-
se para a Europa, far leilan da sua mobilia por in-
tervengo do agente Oliveira, consislindo em sof,
cadeiras, bancas de jogo, dilas redondas, mesa de
jamar, ditas de gavetas, lavaloro com pedra e es-
pelho, leilo francez, commoda, Linternas, garrafas e
copos, apparelho para cha, dilo para janlar, Irem de
cuzinha etc. ele.: segunda-feira, 27 do correle, as
nelles sahirem no dia 25, nas lojas men-
cionadas, logo que sahir a listageral.
Pernambuco 24 de novembro del854.
O cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
reira.
CONCEICAO DOS MILITARES.
A mesa regedora da irmandade de N.
S. da Conceicao dos militares, em obser-
vancia ao disposto no art. 18 dos estatu-
tos, convida a todos os irmaos para que
no da 26 do crtente mez de novembro,
comparecam no consistorio da mesma ir-
mandade pelas 8 horas da manha, afim
de se proceder a eleicao do presidente que
deve servir no anno de 1855, depois de
ouvida a missa votiva do Divino Espirito
Santo, devendo-se fazer a eleicao com o
numero de irmaos que apparecer.
Roga-se a Illm. cmara municipal
de Olinda, que como sejam obrigados a
olkar o bem de seu habitantes, recla-
mem S. Exc. afim de cumprircomas
obras de misericordia, que he dar de be-
ber a quem tem sede, pois que os habi-
tantes daquella desditosa acham-se redu-
cidos a ultima miseria de agua, o clamor
he geral; isto lhe pede,Um desespe-
rado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Em virtude da requisico feita pela
direceo do Banco de Pernambuco, em
data de 18 de novembro corrente, he
convocada a assctnble'a geral do mesmo
Banco, parascreuniremno dia 29 do cor-
rente novembro aim de tratar-se da fusao
do Banco de Pernambuco com o do Brasil,
a's 1 I horas no lugar do costume. Recile21
de novembro de 1854.Pedro Francisco
de Paula Cavalcanti de Albuquerque,
presidente.Jos Bernardo Galvao Al-
coforado, primeiro secretario.
Mais urna supplica a S. Exc. o Sr. conse-
lheiro presidente da provincia, porum
habitante da cidade d'Olinda.
Achando-sc aclnalmenle os habitantes da cidade
d'Olinda, e principalmente a genle pobre, solTrendo
sobremodo por falla d'agua polavel, em consequen-
cia de ler sido arrombado com a cheia passada o
aterro dosArrombados, cajo coocerlo sendo de ur-
gente necessidade para qae a populacao d'Olinda nao
esteja a merco de quem lhe queira l ir vender ama
cargainha d'agua a 48Q, e por empenhos, pelo que
nunca chega genle indigente da mesma cidade,
qoe vive no maior desespero, al aqoi nao se lem
feito nenhuma providencia que sirva para remover
um lal clamor, merecido aquella populaca de S.
Exe.: por issu pede-ic respeitosamente a S. Exc
que lomando em consideracao o actual estado da
popularlo d'Olinda, mormenle a gente indigenle,
ou d alguma providencia para que seja a cidade
abtslecida d'agua, ouautorise quanto antes o concer-
t do aterro no lugar Arrombado, atiin de qae possa
haver agua no Varadourn, onde todo* os habitantes
da cidade e principalmente os pobres, sempre adia-
ra esse recurso em suas necessidades, se estiver a
merc da vonladc de alguem, embora Ih'a vendam
por um prero enorme, ou a tragar sede, visto como
cm oenhuma oulra parle da cidade se pode adiar
recurso esse mal.
O abaiio assignado declara que, o meio bilhe-
le n. 1975 da I ere eir parle da quinta lotera con-
cedida para as obras da matriz da Boa'Vista, pedal-
ee ao Sr. Manoel Dias Fernandes.
Firmino Moreira da Caita.
O abalxo assignado, adminislrador da massa do
fallido Manoel Bolelho Cordeiro, convida aos deve-
doresdo dilo fallido a virem solver seos dbitos quan-
lo antes, afim de se concluir a liquidacao da referi-
da massa como se fsz mister ; advertindo. que se
nao se apressarcm a faze-lo serao chamados nonii-
nalmenle por este jornal. Becife 23 de novembro
de 1854. Joaquim L. Monteiro da Franca.
NOVAS INDIANAS DE SEDA DE QLADBOS A
800 BS. O COVADO.
Chegon pelo ultimo navio de Franca urna fazenda
inleiramenlo nova, de seda de quadros largos, com
o lindo nome Indiana, que pelo seu brilho parece
seda, pelo diminuto preco de 800 rs. o corado ; dao-
se as amostrai com penhores : na ra do Queimado,
luja n. 40.
No dia 2t do correnle furlaram da roa de A-
pollo n. 20, segando andar, um relogio de ouro pe-
queo, coberlo, sem vidro, lavrado, com corrale do
mesmo metal, lendo apenas dous nos : quem o Irou-
xer rasa cima, ser bem recompensado.
Desappareceu a lellra n. 1714, sacada por Fei-
del Piulo & Companhia. em 30 de junho prximo
passado a 6 mezes, aceita pelo Sr. JoSo Francisco
da Cosa, da quanlia de rs. 1549800. caja o> sacado-
res declarara de nenhum eflcila, por j terem pre-
venido o aceitante.
Casa da aerico, pateo do Terco n. 16.
pessoa i ompetentemeule auloriada pelo afer-
dor, faz ver a quem inleressar possa, que o prazo
marcado pelo regiment municipal, finalisa-sc no dia
31 de dezembro prximo futuro, e quo depois nao se
chamen) a ignorancia. Becife 21 de novembro de
1854.Pelo aferidor, Pra.d< da Silva Guimao.
IVcci-a-se de am homem para Irabalhar em
carraca : a tratar na roa do Bangel n. 9, sobrado.
Precisa-se alugar um prelo, pagando-se men-
salmcnte : na ra do Bangel n. 9.
Precisa-se de um caixeiro de idade 14 a 18 an-
nos. e que tenha alguma pralica de fazendas, para
nma casa de negocio na villa de Porlo do Calvo ; para
seu ajaste, dando fiador a sua conducta, dirija-se
ra da Cadeia, luja de Bastos & Goncalves.
Prensa de um homem solleiro, qae saiba
andar com carracas : no armazn de maleriaes que
lem tabolela, na roa da Concordia, ultima casa ao
al.
O larbigrapho do uJornal do Commercio Joao
Ferreira Vilella, em quanlo so demora nesla provin-
cia encarrega-se de qualquer sessio do jurj, com-
pleta ou cm parte, lauto da capital como do interior:
quem de sou presumo quizer se ulilisar, dirija-se i
roa do Cibug n. 16, (crceiro ou quarlo andares.
Convida-sc a todos os irmaos da irmandade do
Santis-iino Sacramenlo da freguezia de S. Jos do
Recite, com parlicularidade os msanos, para que
e dignen) comparecer na igreja de N. S.-doTero,
que serve de matriz, domingo 26 do correnle, pelas
3 horas da tarde, afim de encorporarao acompanhar-
se a procissao de Corpus Chrsli.
__Precisa-se de urna ama de leile, que seja bran-
ca ou parda : no largo do Terco u. 44.
Alaga-se um primeiro andar na roa estreila de
Rosario n. 16 : a tratar no segando andar do mesmo.



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4
DIARIO DE PERMMBUCO. SEXTA FEIRA U DE NOVEMBRO DE 1854




Precisa-se alugar 2 prelos para Irabalhar ein
um litio milito perlo desla cidade; di-se o sustenta,
com 11 rondiro de dormir, e pasa-so mensalnicnle :
a Iralar do largo doCorpo Sanio n. 13, segundo an-
dar.
Antonio Carlos Pereira do Burgos Pone* de
l.eon, previos a quem pretender comprar a fazenda
de criar gado deunminad.n Sania Cruz, com a qual se
rene Boa-Vista, Mingan' o Espirito Santo, que i>3o
rnente tem elle parle como seus manos orphos e
menlecaplos, por soore partidlas que se proceden cm
Victoria, escrivo Silva Costa ; o para que ninguem
se chame a ignorancia fuz-sc o presente.
Pede-se a todas as pessoas que se acham a de-
ver na toja do aterro da Boa-Vista n. 78, hajam de
salisfazcr seus dbitos.
Precisa-se fallar com os Srs. Joao Fran-
cisco da Lapa, Francisco Muniz de Almeida, Ma-
noel Jos de Azevedo Sanios. Jos Marlins Ferreira
Coulinho : no aterro da Boa Visla n. 45.
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Sanio, erecla na igreja do N. S. da Conceir.lo
dos militares, roga a todos os seus irmaos, bajara de
comparecer no domingo 26 do correte s 3 horas
da tarde, para encorporados acompanharem a prb-
cs-ao de Corpus Chritti, e ao mesmo lempo pede
i aquellos que liverem capas em scu poder, e nao
poderem comparecer, tenham a bondade de entre-
ga-las ao respectivo (hesourciro na ra do Encanta-
mento n. 11.
Aluga-se urna casa para passar a Cesta, uo
Monteirn, a margem do rio, pintada de novo, com
o\celenles commodos para familia : quem preten-
der dirija-se a ra da Cadeia do Recite loja n. 53.
AVISO.
No dia 26 do corrente, haver.i sorvelo de todas as
qualidades : no hotel di Europa da ra da Aurora.
Precisa-se de um feitor para um sitio perlo
desta praca : na roa da Concordia, taberna que faz
quina para a cadeia nova, se dir quem precisa.
Precisa-se de urna ama que seja capaz para lo-
3o o sen ico de ma casa : na ra da Aurora n. 30.
ATTENCAO'.
Quem precisar de urna pessoa habilitada para fazer
escripluraces avulsas, dirija-so ra Nova n. 52,
loja de Boaventura Jos de Castro Azevedo, que
achara com quem tratar.
Oflerece-se urna ama capaz para casa de pouca
familia ou de homem solleiro : quem precisar, diri-
ja-se ao pateo do Carino n. 17.
Traspassa-se por pouco dinheiro o dominio cm
urna prela com habilidades, pelo tempo de 6 anuos,
gozando de sua liberdade ao fin delles: qncm con-
vier esle negocio, dirija-se ra da Cruz n. 10.
Precisa-se alugar um prcto sem habilidades,
mas que seja robusto : quem tiver annuncie para
ser procurado.
508000 DE GRATIITCACAO'
a quem achar e quizer restituir urna sedula de 2003
rs. de eslampa branca, que foi perdida desde o largo
do Terco em directo do becco do Dique, ras do
Caldcireiro, Concordia,.ponte e aterro da Boa-Vista,
Soledade at a Capuuga, sitio de Ierras que foram
do Dr. Jacobina. Desconfa-se que a dita sedula
fosse sublrahida por alguem, na obra nova que se es-
U edificando no referido sitio, e al mesmo suspeila-
se quem fosse o individuo que a subtrabio. Protes-
la-se dar a gralificacao cima, e guardar segredo a
quem a appresentar, dirigindo-se loja de cera o
ilharga da igreja do Terso.
Aluga-se a casa terrea da ra da Praia de
Santa Bita n. 40: na rna da Senzalla Nova n. 4 se a-
char com quem tratar.
Precisa-se de urna ama para urna casa de (res
pessoas de familia, para cozinhar, engommar e fazer
o mais servico da mesma : na ra do Guararapes
por cima da padaria primeiro andar.
francisco Lucas Ferreira, com co-
clieira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macao na igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
cbntraro tildo com aceio, segundo dis-
pie o regulamento do cemiterio.
I M (OBITORIO i
DO DR. CAS NOVA,
BLA DAS CRUZES N. 28,
7K continua-se i vender carteiras de homeopa- j
5 thia de 12 tubos (grandes, medianos e peque- 3
> nos) de 24, de 36, de 48, de 60, de 96. de 120, m
de 144, de 180 al 380. por precos razoaveis, m
desde 58000 at 2009000.
Elementos de liomeopathia. 4 vols. 68000
Tinturas a escolher (entre 380 quali-
dades) cada vidro 18000
J Tubos avulsos a_escolha a 500 c 300
gaBfr*^afe?8Hiic3feSc .
Srs. Redactara. Ainda ha jusiiea sobre a
trra; ainda ha autoridades que nao julgam po rl-
lenles e consideracOes pessoaes, c sim em visla da
lei, sem torcer-lhe a letlra c o espirito, e secundo o
allegado e provado : he por tanto conveniente e acer-
tado dar publicidade a os seus actos de ju-iica, para
dest'arte atlrabir cada vez mais sobre ellas o respi-
to e estima dos seus concidadaos.
Motivos particulares, que agora nao desejo decla-
rar, fizeram-me cahir na desafeicSo e inimizade de
alguem, do que resultou ser eu processadn por infrac-
roes que falsamente se disse 1er eu commeliido con-
tra o disposlo no decreto de 29 de selembro de 1851,
e regulamento annexo ; mas nesse processo acabo
de ser absolvido, pela senlenca que abaixo se l,
e que oQereco aos meus gratuitos iuimigos e detrac-
tores para que nelia se mirem, e conbesam a injus-
tija de suas acintosas accusac,6es.
Muilo agradeso aos Illms. Srs. Dr. delegado Car-
valho, e promotor publico Cavalcanli de Albuquer-
que esse acto de jusiiea que comigo pralicaram, e
com o qual provarara que para sustenlar os desre-
grados caprichos de alguem sao iucapazes de trabir
suas consciencias e violentar a let.
Dando publicidade a estas linhas e senlenca
junla, muilo obrigarao ao seu anligo assignanle "
Jos da Bocha Prannos.
Joao Saraiva de Araujo Galv.lo, escrivao do juizo
municipal da primeira vara da cidade de Peruam-
buco, e da delegada do primeiro dislriclo do ler-
mo da cidade do Becife, por S. M. I. e C. que
Dos guarde etc.
Certilieo qnc a senlenca de que traa osupplican-
te em sua peticSo relro, he da forma, modo, maoei-
ra e theor seguinte :
Nao havendo provas com que deva o reo Jos da
Bocha Paranlios ser condemmdo, e nao sendo o ter-
mo .de vizila sanitaria, a folhas 6, revestido das
formalidades de que trata o artigo 65 do decreto de
29 de selembro de 1851, que manda que taes ca-
mes sejum feitos por peritos,e nao por perito ; at-
lendendo mais que o reo foi examinado em o anno
de 1831, para eiercer a prolissao de pharmacia, e
que o seu titulo fura registrado em diversas cmaras
municipaes.sendo urna dellas a desta cidade, e que o
reconhecendo legal, dera-llie licenca para ter botica
aherta, como se v a folhas 19, 20, 21, 22 e 23, que
lie conforme com o disposlo nos artigos 30 e 35 do
citado decreto, por tanto, julgo improcedente aspar-
les olliciaes de folhas 3 a 6, e condemno a municipa-
lidadenas cusas.
Delegacia deste primeiro dislriclo do Becife 30 de
outubro de 1854. Francisco Bernardo de Carca-
Iho.
Toda a pessoa commercial que se julgar ora-
dora de Manoel Vieira Fransa, aprsente seu (iluto
de divida no prazo de 8 das aos Srs. Tasso Irmaos,
afim de ser verificado e contemplado ao raleio do
prodocto da taberna do commum llovedor, que foi
para esse m vendida em hasla publica.
Precisa-se de urna lavadeira que lave roupa
com muita perfeico, que preste lianca da sua con-
duela, e que d a roupa de 8 em 8 dias: no hotel da
Europa.da ra da Aurora n.58.
CABLOS HABDY. OLRIVES, BA NOVA
N. 34,
receben de Pars um lindo sorlimenlo de obras de
ouro de le: correnles moderna de 6 palmos, para
1 elogio, pelo preco de 659000 a 8O9OOO ; Irancelios
chatos com passador, ricos sinetes, aderecos inleiros,
etc., adereeos, cassolelas esmaltadas, um grande or-
iniento de rosetas para senhoras o meninas,-alline-
es, anneise pulceiras, obras (eitas na Ierra, anncl-
16, medalhas, traocelins, cordoes, colares, gargan-
ta barato'''008' r,eta9' a"inelcs' lud0 e Madama Rosa Hardy, modista brasilei-
ra,ra Nova n. 3 i.
Parlecipa ao respeilavel publico, que acaba de re-
cetar um rico sorlimenlo do chapeos de seda e de
pilna para senhoras, ditos para meninas de seda c
de palha. chapoziiho de seda para baplisado, ca-
pellas de laranjas para noiva, ricos corles de veslidos
da barege de seda, corles de seda escosseza, nrode-
naple furia cores e prela, dilos sarja prela lavrada
manteletes e capotinhos prelos e de cores.ricos ch-
>' e,relros e 'lordai,os Para senhoras, dilos de seda
H1 dA >,a a '""J"030 dt cachemira.romeiras de fil
bordado de seda branca e de cores, veo a imitaeSo
do blonde para noiva, lengos de mo de cambraia
de Un 10, dilos de cambraia e algodao, transa de se-
da e algodao, branca e de cores, toucas e vestidos de
baptisado, espartiiho, filas e bicos de seda de linho
e blonde, meias de teda para crianca, penles de
Urtaruga, camizinha de senhora, leques e oulras
fazendas que se venden) por preco commodo.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 UA DO GOX.X.EGXO 1 AISTDAR 25.
0_ Dr. P. A. Lobo Moscozo da consullas homeopalhicas todos os dis aos pobres, desde 9 hora da
manlia aleo meio dia, e em casos exlraordinarios a qualquer hora do dia ou rioile.
ODerecc-se igualmente para pralicar qualquer operarn de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
mulheiique esleja mal de parlo, e cujas circunstancias n3o pcrmillam pagar ao medico.'
M CONSULTORIO DO DR. P. A. LORO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
quer
209000
Hanual completo do|Dr. G. H. Jahr, traduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :.................
Esta obra, a mais importaule de todas as que Iratam da homeopalhia, inlcressa a lodos os mdicos que
quizerem eipcrimeiitar a ifoulriiia de llahnemann, c por si proprios se convenrerem da verdade da
mesma: inlcressa a lodosos senhores de enganho c fazeudeiros que estao longe dos recursos dos medi-
ros : inlercssa a lodosos capilacs de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra de ler irceisao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolantes ; e inlcressa a Iodos os chefes de familia ene
por circumslancias, que nm serapre podem ser prevenidas, sao obrieados a prcslar soccorros a nualqer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha on Iraducso do Dr. Hering, obra igualmcnle ulil
dedicam ao esludo da homeopalhia um volume grande ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, te, etc.:obraind"is-
pensavet as pessoas que querem dar-se ao cstudo de medicina........
Urna carleira de 24 lubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lermos de medicina, ele, ele................
Dita de 36 com os mesmos livros..............]
Dita de 48 com os ditos. ,...........
.,. 9adacarleira he acompanhada de dous frascos de 'tinturas i'ndispnsave'is, a escoma'. '.
Dita de 60 tubos com dilos............
Dita de 144 com ditos.............
Estas silo acompanhadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizercm o Ilering, lerao o abalimenlo de 109000 rs. em qualquer
das carteiras acuna mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algbeira............... 89000
Dilas de 48 ditos............ Ifivn
lubos grandes avulsos....................... 1*000
Vidro de meia on(| de tintura.................... 'MHX)
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om ps.to* seguro na pralica da
nomcopalliia, c o proprielario deslc cslabclecimenlo se lisongeia de le-k> o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha semprc venda grande numero de lubos de crystal de diversos taannos, e
apromptt-se qualquer encommenda de medicamenloscom loda a brevdade e por precos muilo com-
modos.
i pessoas que se
89000
49000
409000
459000
509000
609000
1(X)90OU
_ O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, liaja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
@#e;i M>fLO @
DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, cstabelecido na ra larga
do Bosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
V tes com gengiva arlificiaes, e dentadura com- 9
0 pleta, ou parte della, com a presso do ar. @
9 Tambem tem para vender agua denlifricedo ^
Dr. Piemc, c p para denles. Bna larga do @
Rosario n. 36 segundo andar. e
Novos livros de homeopalhia oiefranccz, obras
lodasde summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............209OOO
Teste, rroleslias dos meninos.....69000
Ilering, homeopalhia domestica.....79000
Jahr, pharmacopa homeopalhica. ... 6S000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... Iii.-ouo
Jahr, molestias nervosas. ......69000
Jahr, molestias da pelle.......SoOO
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 16)000
llarlhmaiin, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoncli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Alllas completo de analomia com bejlas es-
tampas coloridas, conlendo a descripsao
de lodas as parles do corpo humano .
veclem-sc lodos osles livros 110 consullorio homeopa-
thico do Dr. I.obo Moscoso, ra do Collegio n. 25.
primeiro audar.
Aluga-se para o servico de holieiro um escra-
vo mulato com muila pralica desse ollicio. Na ra
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourcnro Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve leja na pra-
cinha doLivramenlo tem nina caria na livraria ns.
6 e 8 da prara da Independencia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia muito superior potassa da Rin-
sta e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', quena quando
vier a esta piara, dirigir-se a livraria da
piara da Independencia n. (i e 8, a nego-
cio epie lhe diz respeito.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. C e 8 da
praca da Independencia que se lhe preci-
sa fallar a negocio.
109000
89000
79OOO
69000
49OOO
109000
309000
I J. JANE, DENTISTA,
9 continua a residir na ra Nova n. 19, prime-
& ni andar.

D-sa dinheiro a juros sob7epTnTTo7csiJe ooro
ou prata, em pequeas qoantias ; na ra Velha
n. 35.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, \em estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta piara cmodo mato, medianiea razoa-
vel convenci que pessoalmente oil'ere-
cera'.
9 Na estrada dos Allliclos, sitio confronte a 4*
1 capella, s;Jiji{@ga@
No hotel da Europa, na ra da Aurora, d-se
almoc.o c janlar para fra, por preco muilo razoavel.
EXPLENDIDA
GALERA de retratos.
Para o estabelecimento do alerro da Boa-Visla n.
4, chegou de Paris um grande sorlimenlo de qua-
dros riquissunos para collocar relralos ; bem assim
caiiinhas, alfinctej e cassolelas de mola.
9 O hachare) em malhemalicas B. Pereira do i
W Carmo Jnior dar principio no dia 1.-de de-
zembro prximo futuro, a um novo curso de St
& arilhmetica. algebra c geometra, na ra Nova, @
sobrado n. 56 : para os seuhores estudantes
que tencionarcm fezer eiames em marro pro-
zimo vindouro se prescindir das ezpli'caces
$ de algebra. 3K
@:@@e-Keg
joao- pedro vogeley;
fabricante de pianos, afina e conccrla os mesmos com
luda pereicao e por mdico preco : lodas as pessoas
que se quizcrem ulilisar de seu preslimo, dirijam-se
roa Nova n. 41, primeiro andar.
O Sr. Jos Jorge de Souza' deixou de ser ca-
zeiro do abaixo assignado desde o dia 31 de outubro
prximo passado.Jouo Martins de Barros.
No hotel da Europa, 11a ra da Aurora, lem
comida e bous petiscos a toda hora, por preco com-
modo.
foias.
Os abaixo assignados, donos da loja dcourives, na
ra do Cabuga u. 11, confroote ao paleo da matriz
e ra Nova, fazem publico que cslAo sempre sorldos
dos mais ricos e melhores gestos de lodas as obras de
ouro neeessarias, lano para senhoras como para
homeus e meninas, conlinuam os precos mesmo ba-
ratos como tem sido ; passar-se-ha urna conla com
resnonsabilulade, especificando a qualidade do ouro
deli oul8 quilates, iicando assim garantido o com-
prador se apparecer qualquer duvida. Seranhim
& Irmo.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Corre indiibitavelmente no dia 24
de novembro.
Aos 8:0009000, 4:0009000 e i:000S00O.
O caulclisla Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que os seus bilhetes e caute-
las nito eslao sujeilos ao descont de 8 | do imposto
geral, nos tres pnmeiros grandes premios. Os seus
afortunadsimos bilhetes e cautela'estao venda
as lojas seguiules : ra da Cadeia do Recife 11. 24,
loja de cambio do Vieira ; lojas de miudezas 11. 31,
de DomingosTcixcira Bastos, e 11. 45 de Jos Fortu-
nato do Sanios Porto ; na praca da Independencia,
loja de cateado n. 87 c 3'J, de Anlonio Augusto dos
Santos Porlo ; ra do Qucimado, lojas defazendas
de Manoel Florencio Alves de Moraes u. 39, e de
Bernardido Jos Monleiro ,S Companhia n. 44 J ra
do l.ivramenlo, botica de Francisco Anlonio das
Chagas ; ra do Cabug n. II, botica de Moreira &
Fragoso ; ra Nova n. 16, loja de fazendas de Jos
Luiz Pereira & Filho ; e no alerre da Boa-Visla n.
72 A, casa da Fortuna de Gregorio Anlunes de Oli-
veira.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINffO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno delnho, lisas
e adamascada para roslo, dil-is adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeico e
aceio: no largo da ribeira deS. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
ROTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda nodia24docorrcnle imprele-
rivelmente
Aos 8:0009000, 4:0009000, 1:0009000.
Na casa da Fortuna, alerro da Boa-Visla n. 72 A,
vcndcni-se os mui acreditados bilhetes, meios ecau-
telas do caulelista Salustiano do Aquino Ferrca ;
os bilhetes e cautelas desle caulelista nao solfrem o
descont de 8 % do imposto geral nos Ires primeiros
premios grandes.
Bilhetes a 99000 recebe por inleiro 8:0009000
Meios a 49500 dem 4:0009000
Ouarlos a 29300 *idem 2:0009000
Oilavos a 1(900 idem 1:0009000
Decimos a 19100 idem 8009000
Vigsimos 9600 idem 4009000
.Sabio luz a biographia do Dr. Gomes cm um
folhelo de 30 paginas, grande in 8.", com o seu re-
trato e o facsmile da sua firma, gravados do ori-
ginal pintado pelo exaclissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
P. Azevedo com espantoso tlenlo natural. Vnde-
se na loja de livros do Sr. Figuciroa, na praca da
Independencia, na boticas dos senhores ll.ut'holo-
mcu e Pinlo, ra do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Ignacio Bibciro prac.a da Boa Visla, do Sr. Bravo
ra da Madre de Dos, e na armazem do Sr. ManrTel
dos Santos Fonles ra do Collegio ri. 25. Preco 19.
UM PRODIGIO DO METIIOO CAST1-
LIIO DE LEITLRA REPENTINA, RA
DA PRAIA.
Diz o Ilustre Iliterato, a paginas XI da sua 3."
ediccao, que o seu melhodo cura a gaguez ; com
elleilo, o seguinte caso he mais urna niaravilha em
ravor do Sr. Castilho. Encarregou-me o Rvm. Sr.
padre Lemos de ensinar um menino mudo ; eu nao
sabia como desempenhar a niinha miss3o, fui-lhe
gritando as regras e mais preceitos do melhodo,
quando ol! prodigio, 110 lim de 15 dias o menino
entra a pronunciar lodo o alphabelo.junta as sitiabas,
cania as regras e executa as marchas sillabicas com
luda a perfeico I Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dito menino. Odirclorda escola de
leitura repentina estimara muito que lodos os illus-
Ircs redactores dos jomar- desla cidade fossem das 7
as 9 da noite, horas em que cstanlo mais desoecupa-
dos, leslemunhar ocularmente a excellencia deste
melhodo. A lc.es de noite para os liumens 5)000
mensaes ; de dia para os meninos :tj000. O director
da livros, pedras, e ludo o mais preciso aos discpu-
los ; na ra da Praia, palacete amarcllo.
Aluga-se urna casa terrea na povoacao do Mon-
leiro, com a frcnle para a igreja de S. Paulalclo,
muilo limpa, (resca, com commodos para familia re-
gular, leudo urna porta e duas janellas na frente: a
Iralar com Anlonio Jos Bodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoacao, ou na ra do Collegio 11. 21, se-
gundo andar.
O abaixo assiguado, faz scienle aos seus fregue-
zes e amigos, que se acha com bons carros e bonitas
pareIlias d civallos para passeio, assim, espera que
coucorram para a sua cocheira na ra do Canno, por
delraz do convenio do Carmo n. A. Francisco
Xavier Carneiro.
Aluga-se annualmenle ou pela festa urna pro-
pnedade de pedra e cal com commodos siiilicientes
para qualquer familia, no lugar do Poco da Panella,
couligua ao ex-collegio de S. Boavenlura : a Iralar
na fundicao do Brum ns. 6, 8 e 10, com o caixeiro
da mesma.
A|uga-se para se passar a festa
um sitio na Torre, com lodos os commodos para
familia, e capim para um cavado ; e DUAS CASAS
caiadas c pintadas com commodos para familia,todas
muilo frescas e por preco commodo : a Iralar no
mesmo lugar, 110 sitio da I.aga.
Precisa-se de um criado para o servi-
co de urna pessoa solteira: no aterro da
Roa-Vista n. 45.
O abaixo assignado tem contratado comprar
a casa terrea n. 93, da ra Velha na Boa-Visla:
quem se julgar com direito a mesma anuncie por es-
SOCIEDADE RECREIO MILITAR.
A sociedade Becreio Militar rene sua assembla
geral no dia 24 do correule as 3 ), horas da larde, na
casa de suas partidas, na ra do Hospicio, e.para is-
to ronvida-se aos senhores socios a comparecerme.
O directorDr. Pitonga.
_Estao venda nos lugares j annunciados o
. c 5. nmeros do Bratileiro. Os senhores assig-
nanlcs que ainda nao pagaram e que s.lo pela maior
parte, nao queiram dar por motivo de n3o le em tt-
lisfeilo a assignalura de 19001) por 25 numero, se-
ren ainda poneos os nmeros publicados, porque .o
pagamento adiantado he proteccio dada a quem nao
he negociante degrosso tralo. que tem fortuna para
fazer adianlar as despezas de um eslabe!ecimenlo
lao oneroso, como ja ti/, publico em outro annuncio.
Nao ha ninguem nesla cidade que ignore as mesqui-
nhas circunstancias do redactor do Bratileiro, que
pudendo viver ua opulencia, servindo de satlite aos
l_\ ramios da humanidade, lem preferido supporlar
lodos os crueis anules da fortuna, alim de nao ler
sua conscicncia calejada uos crimes, e nao concorrer
para o progresso da anarchia oflicial, c nem ser\ ir
de ludibrio a quem nao sabe conciliar a ordem com
a liberdade.t redactor do Bratileiro.
Os meios bilhcles ns. 172, 1013 c 1393 da lo-
seria que corre no dia 27 d j crrenle, pcrlencem a
tociedade do F'routispicio do Carmo.
Aluga-se urna sala com mobilia,
em um lugar muito proprio para advogacia. c lem
muilo boas escadas: a tratar na ra do Queimado n.
7, loja da Estrella.
Quem precisar de urna porclo de entulho, di-
rija-se a estrada de Jo3o de Barros, sitio que foi do
fallecido Piaxedes da Fonseca Coutinho, ou ra
estrella do Rosario n. 32 A.
Precisa-se de um rapaz para eslar com outro
em urna taberua : no pateo da Santa Cruz n. 2.
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pidi Santo, erecla no convenio de Sanio Anlouio
do Becife, convida aos seo charissimos irmaos para
compareccrem no dia 26 do corrente, pelas 3 horas
da larde, no referido convento, para encorporados,
acompanharem a procissSo de Corpus Christi, a con-
vite de S. Exc. Rvm.
O CBAVO.
No dia 1. dedezembro prximo vindouro rcappa-
recer o Craco. Os senhores assignantes que quize-
rcm continuar com as suas assignaturas, lenham a
bondade de dirigir-se ra Nova n. 52, loja do Sr.
Boaventura. Adverle-se que a assiguatura he de 800
rs. por trimestre, e vende-se avulso a 100 rs. cada
unmero.
Precisa-se de um prelo ou prela de idade, for-
ra ou captiva, para o servico interno de urna casa de
homem solleiro : a tratar na ra do Sebo, sobrado
amarcllo.
CASA DE COMaUSSAO' DE ESCBAVOS.
Na ra Direita, sobrado de 3 andares, defronle do
becco de S. Pedro n. 3, recebem-sc escravos de am-
bos os sexos para se venderem de commisso, nao se
levando por esse trabadlo mais do que 2 por cento, e
sera se levar cousa alguma de comedorias, olTerecen-
do-se para islo loda a seguranza precisa para os di-
los escravos.
Precisa-se de urna ama de Ieile ; pa ra da
Cadeia de Santo Anlonio n. 22, ou p>aca da Inde-
pendencia 11. 13 c 15.
Desappareceu no dia 16 de oulubro, do euge-
nho Mariauna, do abaixo assignado, o escravo de
nomc Jos, de idade 23 annos, estatura regular, es-
pigado do corpo, tem falta de denles na frenle, he
crioulo, tem os dedos do pe um lano encolhidos :
quem o apprehender levar ao abaixo assignado, na
freguezia de Serinhaem, ou nesta praca ao Sr. Jos
Gomes Leal, era Nazarelh ao mano do^baixo as-
signado Herculano Francisco Bandeira d Mello.
Francisco Anlonio Bandeira de Mello.
Fugio para os quinlacs da ra estreila do Ro-
sario e becco da Bomba, um passaro com a cores
seguinte : prelo das azas, costas cor de ouro, cauda
prela e bicco, cabeja verde brilhanle, e por baixo do
bico azul, chamaiu-lhe Verdeliz ; suppe-se que nao
cania, mas lie galante : quem uapauhou, querendo
restituir, da-se o mesmo que elle cuslou23000: no
carlorio do tabelliao S.
- .___________!___________
r
COMPRAS.
primeiro
Hieles
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
IfaOOo
49500
29.100
15300
19100
recebe por inleiro
Vigsimos 96OO
B
1)
Ji
8:0009000
4:0009000
2:000g000
1:0009000
8009000
4009000
la folha no prazo de 6 dias contados do
annuncio.Malhias Jos Gomes.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba cozi-
nhar o diario de nina casa ; na ra Nova 11. 1, ou
na ra da Boda 11. 9.
Precisa-se de una ama para casa de pouca fa-
milia, para cozinhar e faxer o mais servico da mes-
ma : na ra da Cadeia de Santo Anlonio 11. 20.
A visla de umannuueio inserto nesle Diario
de 10 do corrente, firmado pelo Sr. Jos Pinlo da
Costa, em cujo aranzcl chamava a pagameulo (sera
devedor'.') o Rvm. Sr. vigario Jos Teixeira de Mel-
lo, que estando distantemente ausente nao poderia
ser respondido de promplo, pede-se pois a urna ou
oulra pessoa que porveulora ainda nao conhceer o
improvisado credor de dividas pagas ou imaginarias,
de suspender o seu juizo que lalvez recahira conlra
o uifamanle, ja 13o perfcilamenle couhecido, quao
desconceiluado pcranlc o publico observador, a cujo
conhecimento lem chegado seu procedimenlo incou-
lesle. A um detractor como o Sr. Casia deve-se lau-
Carao desprezo um pensamento seu, e ninguem de-
vera manchar sua penna em oceupar-se dclle, como
acontece agora e por ultima vez a sua
Bita daPenha.
O abano assignado respuudc ao Sr. Anlouio
Ricardo Antones Villaca, que quando Iratou de ven-
der a loja de que trata o seu annuncio, foi para lhe
pagar as suas Icllras no dia do seu vencimenlo, po-
rem como o mesmo Sr. julga que as lettras tem loda
a forja sobre dita loja, e que no caso de nao serem
pagas, podera tomar conla, o poder fazer desde j
visto que o annuncianle nao lem mais com que lhe
pague as ledras que garanti.
Francisco lx>pes da Silca.
Precisa-se de urna ama para comprar e cozi-
nhar para casa de pouca familia : na ra de S. Fran-
cisco 11. |s.
Maia & Alves fazem publico a seus credores,
que desde o dia 16 de novembro correle se acha
dissolvida a sociedade que llbana na laberua da ra
Nova 11. 71, c que Jos Joaquim Alves licou respon-
savel pelo activo e passivo da dila sociedade, conti-
nuando o negocio dcbaixo do-seu proprio nome.
...~ Aluga-se o primeiro andar da casa da ra do
\ isano n. 29 : a Iralar no armazem ou taberna de-
fronle.
Precisa-se de una ama que saiba cozinhar
engommar : no largo do Terco, casa n.il.
COMPANHIA DE BEBER 1BE.
Naotendo comparecido os Srs. accio-
nistas em numero suficiente para liaver
assembla geral, e nao sendo das attri-
btiices da administracfio da mesma de-
terminar o dividendo, o Sr. director
convoca de novo os senhores accionistas
para se reunircm em assembla geral no
dia 24 do correnU) ao meio da, no escrip-
tono da companhia, rita. Novan. 7.
Recife22 de novembro de 185*.Ose
crebtrio, Luiz da Costa Portocarreiro.
Eduardo Ferreira Baltar mudou o
seu escriptorio para a ra do Vigario
n. 5.
Alnga-se um sitio no Poco, com commodos pa-
ra grande familia e muilo fresco : a tratar na ra do
Cabuga n. II.
Roga-ae ao Sr. Flix Severo Dantas, esludanle
da academia de Oliuda, queira comparecer na ra
do yueimado n. 7, para receber os objectos que man-
dn vir do Rio de Janeiro.
P
m------------------------------------.--------------------
t Compra-se urna escrava que tenlia Ieile, com
cria ou sem ella : a Iralar na ra da Cadeia do Beci-
fe n. 42.
Compra-sc efTcctivameiile hronze, I.1U0 e co-
bre velho : no deposilo da fundicao d'Aurora, na
ra do Brum, logo na cnlrada 11. 28, e na mesma
fundicao cm S. Amaro.
VENDAS.
COM TOQUE DE AVARIA.
Chitas escutas e ixas a 4.S500 e 5$000
rs. a peca: na ra do Crespo, loja da
esquina tiue volta para a cadeia.
Vende-se um escravo de narao, proprio para
servico de ra ou srvenle de pedreiro, do que lem
alguns anuos de pralica : na ra do Pilar n. 141.
Vcndein-se I2cadeiras de oleo, novas, 6 dilas
de amarcllo, usadas, 2 bancas de amarello, usadas,
ludo por preco muilo commodo : na ra da Cadeia
de hanlo Antonio 11. 20.
Veudem-se 6 cadeiras e urna banca de Jacaran-
da em bom uso ; 111 ra de Santa Bita, defronle da
casa 11. 54.
FAZENDAS BARATAS.
Ra dojLivramento n. 8, loja de 5 portas
ao pe do armazem de louca.
Vendem-se romeiras de fil de linh bordadas,
muilo superiores, a 49500, 59, 68 e 79000 ; camisi-
nnas de cambraia bordadas para seuhora a 29OOO ;
ff^as^e cores de Rsl moderno a 360, 400, 500,
600 c /OO rs. a vara, chitas francezas muito linas a
M)e-M30 covado ; corles de cassa de 2" e 3 baba-
dos a 29000e 29IOO ; meias de algodo para menina
c menino, chapeos de massa francezes, forma moder-
na, a 69 c 6950O ; e oulras mu i las fazendas por ba-
rato prejo.
Vende-se porcao de milheiros de lijlos de al-
venana grossa.muito bons.a 209000, posto em qual-
quer porlo da cidade do Becife : quem pretender,
dirija-se ao armazem de materiaes da ra da Con-
cordia que tem labolota. ultima casa ao sul.
VACCA DE BACA TOUBINA.
Vende-se urna vacca de rara tourina, parida ha 15
das, com urna linda cria, e dando abundante e p-
timo Ieile ; para ver e tratar, na Capunga, sitio do
Sr. I.. A. Dubonrcq.
i
1
Vendem-se gigos com superior
champagne, da ja' bem conheci-
da marca estrella, equartolas com
vinbo de Bordeaux de superior .
qualidade, por precos commodos : ($)
na ra do Trapichen. 11. (J)
Vendem-se arados americanos, chegados lti-
mamente no briguc americano IV. I'rice, pelo mes-1
mo preco do coslume: na ra do Trapiche o. 8.
Vende-se urna bonita inoialinha de 12 a 14 an-
nos de idade, sem vicios nem achaques, propria para
urna casa da familia educa-la a sua vonlade: no
becco Largo n. 1 lercciro andar se dir quem vende.
. Gello.
visa-ie ao Tregete dd gello e aos assignan-
tes que a venda do mesmo he no anligo deposito da
roa da Senzalla Velha n. 118, porm pelo lado do
caz do Apollo cm seguimenlo ao fundos dos a rma-
zeos onde esleve o Sr. Jos Antonio de Araujo, a cn-
lrada he por um poriao que fica no meio de don
mais que cxislcm.
Gangas para calcas.
Vendem-se cangas de cores, de quadros e lisa
para calcas a 39 a peca: na ra do Queimado n. 38.
Vende-se urna rica mobilia de Jacaranda e
marmore branco, candelabros, um lindo plato, mesa
de janlar, aparadores para louca, tudo novo e bara-
to ; assim como um lindo carro americano de 4 ro-
das e 4 ascuios, com 3 arreios. para servir-se com
I ou 2 cavados, todo envidracadn : no Corredor do
Bispo. casa do coronel Favilla.
Palitos de alpaca a 6"i00.
Na rna do Queimado n. 7, loja da Estrella, de Gre-
gorio S Silvcira, vendem-se palitos de alpaca mes-
ciados, muilo bonitas cores, pelo baratissimo preco
de 69400. v '
CAMISAS FEITAS.
Vendem-se camisas francezas as mais bem feitas
e melhores modelios que lem vindo a esta praca,
por prec.o commodo : na ra do Crespo n. 23.
Vendem-se 2 casas na roa Imperial n. 46 e48
junloaochafariz.querendem 6-9000 mensaes: aira-
lar na mesma ra n. 171.
Vende-se no alerro da Boa-Visl n. 78, vaque-
las para carro e sola de lustre, ludo por menos do
que em oulra qualquer parle ; assim como bezerro
inglez, pelo diminuto preco de 29400 a pele ; couro
de lustre por 39000 ; dito muito grande por 49000 ;
corles de lele para sapalos a 240 ; dilos grandes a
); pregos francezes a 280 a libra ; ludo para aca-
meias para senbora a 200 rs. o par; ditis a
bar 1
Vende-se a armacao da loja da na
do Cabuga', que serve para qualquer ne-
gocio por ser a principal ra do bairro
de S. Antonio, ac pe da segunda loja do
Sr. Peres, adverte-sc pie cede-se pelo
mesmo preco em que esta' dita armacao
e chaves : a tratar na loja de miudezas
da ra do Rosario larga n. 2G.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os bilhetes da lote-
ra 47- do Monte Pi, que correu em l
do corrente, as listas vem pelo vapoi bra-
sileiro at 4 do vindouro dezembro, e os
premios ser9o pagos logo que se lizer a
distribuir/io das mesmas listas, sem o des-
cont de 8 p. c. do imposto.
PARA A INFANCIA.
Na ra Nova 11. 52. loja de Boavenlura Jos de
Lastra Azevedo, vendem-sc chapeos de palha da lla-
na para meninos de ambos os sexo, pelo diminuto
preco de 29OOO e 2500 ; a cllcs anles que se aca-
bem. M
Vende-se um boi muilo manso, coslumado a
puxar carroca : na Estancia sitio de Deboorcq.
Vamos
comprar chapeos de seda para senhora os mais mo-
dernos, ricos e baratos que cxislc nesla praca : ven-
dem-se na ra Nova n. II, loja do Gadaull."
Vende-se um sitio na Capunga Nova por com-
modo preco, com boa casa: a Iralar na ra da Bo-
llan. 15, segunda casa a sabir por delraz do quar-
tcl de polica.
Vende-se urna parelha de cavallos
para carro, cor prela, gordos, por preco
commodo : na cocheira dos Srs. Paulino
& Irmaos, no Mundo-Novo; na mesma co-
cheira vende-se um cabriolet pintado de
novo, em muito bom estado, com arreios
quasi novos, por preco commodo: quem
quizer dirija-se a referida cocheira que
sabera' porque preco se vende, ou na
rna do Queimado n. 13, sobrado de um
andar.
-Alcool de 56 a 40 gra'os: vende-se
na distilacao da praia de S. Rita.
Vendem-se barricas com macaas viu-
das no gello, a dinheiro, garrafas de 10-
lao hambiirgiiez e massa de tomates: na
ra da Cadeia n. 15. Toja de Bourgard.
Vende-se urna porcao de cal de oslras ; na ra
Direita dos Afogados n. 13.
Vende-se um cavado de carro ou cahriolel,
muilo inauso ; na cocheira do Becife, no becco do
Ooncalves, por delraz das casas da Sra. Viuva Las-
ierre, na cocheira Nova : a Iralar na mesma, ou na
ra da Cadeia do Becife n. 54.
ALPACAS DE SEDA.
Alpacas de seda de quadros e Ibas, furla-eores, a
800 rs. o covado ; corles de seda de quadros, aoslo
escocez, com 18 covados a 169000; chalv de qua-
dros de aa e seda a 690OO o corte : na ra Nova
loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
320 ; dilas muilo finas sem costura a iOOrs. ; dita
de cor para homem a 200 r.
SACCAS COM FARINHA DE MAN-
DIOCA.
Vendem-se por menos preco do que em
outra qualquer parte: na loja 11. 26 da
ra da Cadeia do Recife, esquina doRec-
co Largo.
Pelo ultimo navio vindo de Franca, madama
Bucssard Millochau, recebeu prande to'rtimcnto de
chapeos para senhoras. dilos de monuitia e de meni-
nos c meninas, do verdadeiro bom ton) de Par, os
quaes vendem-se por preco rnoilo barato.
Vcude-se urna porcao de vara, estacas e faxi-
nas para cerca, e por preco muilo commodo: na ra
da Gloria 11. 69.
Farinha de mandioca.
Vendem-se saccas com cinco quarlas de farinha
de mandioca lavada, a melhor que lem vindo a esle
mercado: na Iravcssa da Madre de Dos, armazem
11. 3 e 5 de Anlonio Lniz Oliveira Azevedo.
AsOOO osacco.
Vendem-se a 59 o sacco de feijao novo muilo
bom : na travessa da Madre de Dos, armazem n. 3
e 5 de Anlonio Lniz Oliveira Azevedo.
Atroz de casca.
Na Iravessa da Madre de Dos n. 3 e 5 se vende
arroz de casca por barato preco para acabar.
VESTIDOS DE SEDA.
Conlinua-se a vender cortes de veslidos de seda de
cores, bonitos padroes, por preco commodo: na loja
de 4 portas, na ra do Queimado n. 10.
PABA SENHOBA.
Vendem-sc ricas romeiras bordadas e camisinhas,
por preco commodo : na ra do Queimado, loja de
4 portas n. 10.
VESTIDOS DE CHITA.
Conlinua-se a vender corles de chita larga, cores
fuas, a 29OOO cada um : na loja de 4 portas da ra
Queimado 11. 10.
Vendem-se relogios americanos para cima de
mesa, chegados ltimamente da America : na ra
do Trapiche n. 8.
Na taberna da ra do Livramenlo n. 38, v
de-se o afamado fumo de Garanhuns.
Vendem-se pregos americanos, e cadeiras de
bataneo, chegado ltimamente da America : na ra
do Trapiche n. 8.
Vendem-sc globos de vidro, chamins, e torci-
das para os candieiros americanos: na ra do Tra-
piche n. 8.
Vendem-se frascos com muilo boa agua para ca-
bellos, chegada ltimamente da America: na ra do
Trapiche n.
FAZENDAS BARATAS.
Corles de veslidos de seda, de chaly, de cambraia
de seda com 2 e 3 babados, melpomene de lindos pa-
droes. e oulros corles de veslidos de goslo, mantele-
tas, 1 hales, romeiras de retro/ e de cambraia, cha-
peos para senhoras e meninas, luvas de seda, setim
lavrado proprio para vestidos de non as. fazendas de
laa proprias para falos de meninos, e oulras fazen-
das modernas que se venderlo barato : na ra No-
va, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Paulos, sobrecasacas de panno lino, de alpaca,
o de linho, panno lino azul proprio para farda da
guarda nacional, dilos prelos, cor de pinho e verde
escuro, casemiras pretas muito superiores para cal-
cas: na ra Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira
& Filho.
CEHEWO ROM ANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do theatro, arma-
zem de taboas depioho.
Vende-se sola muilo boa e pedes de cabra, em
pequeas e grandes porpes : na ra da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Vende-se o verdadeiro rap Paulo Cordeiro,
que pelo seu aperfeicoanicnlo acaba de obter a con-
cessao do uso das armas imperaes, as segrales
lojas: ra da Cruz Fortunato Cardozo de Gouveia,
vua da Cadeia do Becife Bicardo Ferreira da Silva,
Thouiaz Fernandes da Cunha, Jos Fortnalo dos
Santos Porto, Jos Gomes Leal, Joao da Costa Maga-
ntes, ra do Collegio em Sanlo-Anlonio Lima &
liuimarao, ra larga do Bosario Jos Dias da Silva
Cardial, Manuel Jos Lopes,Magalhes & Pinheiro,
Nev & Coelho, paleo do Carmo Antonio Joaquim
Ferreira de Souza, largo do Livrameoxo Francisco
Alves de Pinho, ra Direita Jos Viclor da Silva
Pimental, alerro da Boa-Vtsla Joaquim Jos Dias
Pinheiro, e finalmente no deposilo da ra da Cruz
do Recife casa n. 17, onde serapre acharao do fres-
co, vista serapre receberem mensalmente nm cerlo
numero de caixas da propria fabrica do Rio de Ja-
neiro de Joao Paulo Cordeiro.
ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : atraz do
theatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
(METO RUANO.
Vende-se cemeuto romano chegado recculemenle
de tJamburgo, era barricas de 12 arrobas, e as maio-
res que ha uo mercado : na ra da Cruz do Recife,
armazem n. 13.
Aos 8:000^000.
Na casa da Fama, no alerro da Boa-Vista n. 48,
eilao a venda os bilhetes e cautelas da loleria da ma-
triz da Boa-Visla, que corre no dia 24 do corrente.
Bilheles 89OOO
Meios 45000
Quarlos 29300
Decimos 19100
Vigsimos 96OO
Vende-se um cabriole! com coberla o o com-
petentes arreios para um cavado, todo quasi dovo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Scgeiro, e para Iralar uo Becife ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
VENDAS.
Chegaram recentemenle algumas sac-
cas do bom farello, que estao expostas a
venda nos armazens defronte da escadi-
nha, ou na travessa da Madre de Dos,
armazem de Novaes & C.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
iSOO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volta para
a Cadeia.
MELPOMENE.
Vende-M melpomene de la, gosto es-
cossez, padroes novos, vindos pelo ultimo
vapor, pelo preco de 480 rs. o covado:
na ra do Crespo 11. 2o.
VINIIO DO I'ORTO SFPERIOR FEITORIA
em caixas de I ou 2 duzias de garrafas : vende-se no
arina/em de barroca & Caslro, na ra da Cadeia do
Recife 11. 4.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Continuara a \c nder-se por preco commodo; uo
armazem de Barroca i Castro, narua da cadeia do
Recife n. 4.
Vende-se mu,'to superior farinha de mandioca,
cm saccas de alquei re, medida velha, a 49OOO cada
urna > no arma/em de Joaquim de Paula Lopes de-
fronle da escadiuha do caes da alfandega.
FAMA
No alerro da Roa- \ isla, defronle da boneca n. 8,
chegou ltimamente um completo sorlimenlo de to-
dos os gneros de m odiados dos ltimamente che-
gados, e vende-se por preco muito razoavel:
mauleiga inalcza a 480, 720, 800 e 880 ; dita
franceza a 610 ; an 07. do MarauhOo a 80 e 100
rs. ; presunta a 480 ; ch hysson a I96UO, 19920,
295OO e 29800 5 dil o do Rio a 19600 ; velas de
espermacele a 880, 160 e 19120 a libra ; caixas de
eslrellinha muilo superior a 52)000; passas, figos,
ameixas, desembarcad, is ltimamente, ludo de supe-
rior qualidades.
Moinhos de vento
ombombasderepnxopara regar borlase baixa,
de capim. na fundicao de 1). W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6,8 c 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA
calcas e palito's.
Vende-se brim trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700 e I90OO; dito mesclado a
19100 ; corles de fnsiao branco a 400 r. ; ditas de
cores de bom golo a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de cassa chita r
29000 e 28200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 610 ; ditos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de linho do Porto para rosto a 149000 a duzia ; di-
tas alcoxoadas a IO9OOO ; gnardanapos tambem alco-
xoadosa 396O8 : na ra do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR :
porlanio, vendera-te cobertores de algodao com pel-
lo como os de laa a 19400; dilos sem pello a 15200;
dilos de (apele a 1200 : na ra do Crespo n. 6.
9 RA DO CRESPO N. 12. SJ
S)) Vende-se nesla loja superior damasco de 9
f seda de cores, lendo branco, encarnado, rxo, $
9 por preco razoavel. tj)
Venderc-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz n. 4.
-^Vende-se em casa de Rabe Schmet
tau&C, na ra do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas oblas de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito liorisontal com pouco uso.
Vidros de diiierentes tamanhos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque deavaria-
Madapsiao muito largo a 39000 e 39500 rs. a pe-
ca: na ra do Crespo, loja da esquina qae volla pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casimira prela e de cor para palitos por
ser muito leve a 2S600 o covado, panno azul a 39 e
49000, dito preto a 3, 3#500, 49, 5 e 5*500, corte
de casemira de godo moderno a 6)000, aelim pre-
lo de Macao a 39200 e 49OOO o covado: na roa do
Crepo n. 6.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n,2B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos.e novos fregv.es.
-Vende-se a verdadeira potassa da
Russia/ e cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo III, chegadono dia
5 do corrente: na praca do Corpo Santo
n. 11.
Vende-se nm ptimo escravo crioolo, de 25
anno, de excedente figura, coziuha e engomis : na
ra da Cadeia n. 40.
. VeMe-ie urna moleca di idade 12 anuos, sem
vicio nem achaque, bonita figura, e coe soffrivel-
menle : no largo do Livramenlo n. 21.
Precisa-se de ama ama que cozinhc e engm-
ale ; na rna da Moeda, obrado o. 15, primeiro an-
' CHAPEOS PARA SENHORAS.
Na roa Nova, loja n. 16, de Jos Lniz Pereira &
r Hho, vendem-se o mais modernos e elegantes eha-
peos de seda e blonde para senhora a 16 o I89OOO.
Vendem-se barr de cal chegada receotemen-
le de Lisboa por preco commodo: na roa da Sen-
zalla Nova n. 4. t
Vende-se chocolata saperior de Lisboa: no ar-
mazem defronle da escadinha da alfanden.
FARINHA DE MANDIOCA?
\ende-se a bordo do brigue Conceirio, entrado
de Santa Calharina, e fondeado na volla do Forte do
Mallo, a mais nova farinha qae existo hoje no mer-
cado, e para porcOe a tratar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, Da roa do Trapiche
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
. do Stolle em Berln, empreeado as co-
Na ra do Crespo loja da esquina que lorias inglezas e hollandezas, com gran-
ara a Cadeia: vende-se chales de A. vant|gem parao ^ih^Jf do
volta para a Cadeia : vende-se "chales" de
seda a 8j,'000, 12^000, 14$000 e ,18$000
rs., manteletes de seda de cor a 11 #000
rs., chales pretosde la muito grandes a
5S600 rs., chales de algodo e seda a
1(280 rs.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a G.S'000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muilo grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de laa, a 19400 : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina que volta para
a Cadeia, vende-se panno preto 28400, 29800, 3,
39.500. 49500, 59500, 69000 rs. o covado.dito azul,
29. 21600,4, 69, 78, o covado ; dito verde, i 29SOO,
39500, 49, 59 rs. o covado ; dita cor de pinhao a
49500 o covado ; corles de casemira prela franceza e
clstica, 7500 e 89500 rs. ; ditos com pequeo
defeilo, 69500 ; ditos inglezenfestado a 58000 ; dilos
de cor a 49, 5500 68 rs. ; merino preto a 18, 19400
o covado.
tesela de Edwln Ha,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
d Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
raentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar era niadei-
ra de todos os taannos e modelos osmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passndeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
lhas de flandres ; ludo por barato preco.
Vende-se excedente laboado de pinho, recen-
temenle chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo,
Cassas Irancezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de moito bom
goslo, a 320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro' de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Potassa. '
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da'
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratas que he par fechar conlas.
Be^oaito da fabrica de Todo o S nto. na Babia
Vende-se, em casa de N. O. Rieber & C, na rna
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. V
CEMENTO
de
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se una rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar: a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida colleccaodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.

Deposito de panno de algodao da
fabrica de todos os santos na !
9 Babia.
* Vende-se esle bem conhecido panno, pro- M
9 prio para saceos e roopa de escravo ; no es- 9
triptorio de Novaes & Companhia, na ra do 9
9 Trapiche n. 34. m
$9999999999999
Em casa de J. KellerA C, na ra
da Cruz n. 55, ha para vender 3 excel-
I en tes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
1RUA DO'TRAPICHE N. 16.
Em.casa de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
I Sortimento variado de ferragens.
^ Amarras de ferro de o quartos ate 1
{lolegada.
lampagne da melhor qualidade O
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
mt-mxmjaaoBioSi
Devoto Christao.
Sahio a luz a 2. edicao do livrinho denominSdo
Devota Christao,mais correlo eacrescenlado: vnde-
se umcamenle na livraria n. 6 e 8 da praja da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acoldioadas,
brancas e de core de um a panno, muilo grande e
de bom gosto : vendem-se na ra do Crespo, toja da
esquina que volta para a cadeia.
I
ESCBAVOS FGIDOS.
Vinho do Rueo, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia.charutos
de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
die n. o.
Na ra da Cadeia do Recitan.60, vendem-se o
seguinles vinhos, os mais superiores que tem vindo a
este mercado.
Porto,
llucellas,
Xerez cor de ouro,
ilo escoro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preco muilo cm conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Vende-se urna batanea romana com todos os
seu perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quera
a pretender, dirija-se .i ra da Cruz, armazem 11. .
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a novena daSe-
nhor da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conseibo : ven-
de-se 11 ncuiieni na livraria n. 6 e 8 da praa da
independencia, a 19000.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volta para a
Cadeia, vendem-se corle de vestidos de cambraia de
seda com barra e babados, 89OOO rs. ; ditos com
flores, i 78, 98 e 109 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, 119 ; corles de cambraia franceza muito li-
na, lisa, com barra, 9 varas por 48500 ; corles de
cassa de cor com Ires barras, de lindos padroes, i
39200, pecas de cambraia para cortinados, com H%
varas, por 38600, ditas de ramagem muito finas,
68 ; cambraia de salpicos miudinhos.branca e de cor
muilo fina, 800 rs. avara ;aloalhado de linhoacol-
xoado, 1 900 a vara, dilo adamascado com 7)< pal-
mos de largura, i 28200c 38500a vara; ganga ama-
reda liza da India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de colleta de fuslo alcoxoado e bons pa-
droes lisos, a 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
1 360 ; dilos grandes finos, a 600 rs. ; luvas de seda
braucas, dejer c pretas muito superiores, 1600 rs.
o par : dilas lio da Escocia 1 500 rs. o par.
Vende-se urna taberna na ra do Rosario da
Boa-Visla n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cercado 1:2008000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim Iheconvier :
a tratar junio i alfandega, travessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua, haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido d 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
i Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadriIhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Desappareceu do engenho Calharina, termo da .
villa do Paco de Carairagibe, provincia das Alagoa,
o escravo Laurenlino, naci Costa, de idade 45 an-
nos, estatura alta, cheio do cerpo, bem vistoso, lem
talla de alguns denle na frente, alguns tainos nu ros-
lo e pcilos, divisa de sua uacao, e lem boa pronuncia.
Foi comprado ao Sr. Caetano de Assis Campo em
1847 : roga-se a todas as antoridades, capiUes de
campo e mais pessoas, a prisao do dito escravo, que
serio bem recompensadas, e o poderio entregar no
dito engenho a seu seohor, em Macei ao Dr. Jos
Angelo Marcio da Silva, e nesta praca aos Srs. An-
tonio Caldas da Silva, on Manoel termino Ferreira.
Desappareceu lia 8dias o prelo Roberto, escra-
vo que foi do Sr. Joao Jos do Reg, com os signaes
seguinles : crioulo, cara magra e comprida, marca-
da de bexigas, alto, espadaudo, ps feios e grandes,
-lernas finas e com marca bem vivas da bexiga,
e canoeiro p estivador, bem conhecido nesla cida-
de, onde tem sido encontrado : quem o pegare levar
ao pateo do Carmo n. 18, ser gratificado ; assim
como prolesta-se conlra quem o liver acouladVcom
a penas da lei.
Desappareceu nr- dia 13 do corrente um estra-
to com os signis seguiutes : do genlio de Angola,
de idade de 22 a 23 annos, pouco mais, baixo, gros-
so, cara larga, bocea grande, tem todos os denles da
frente, lem os dedo dos ps uns mai pequeos que
oulros, rtiama-se Joo ; levou camisa e calca de al-
godao azul, lem no eos da calca o nome delta por ex-
tenso marcado de encarnado, chapeo de palha nevo,
he muito presuroso no andar e he do mallo : quera
o pegar, leve-o ra dos Prazeres do bairro da Boa-
Vista, a ultima casa terrea piolada de rxo. que ser
gratificado.
ATTENCAO.
Desappareceu no dia 17 do corrente,
tendo saludo a' compras, levando vestido
camisa.de algodao de mina, e calca de al-
godao riscado, o escravo Africano Fran-
cisco, que pertenceu ao fallecido Fran-
cisco /os Goncalves, de quem foi in-
ventariante e testamenteiro Bernardo Jo-
s da Costa Valente, onde esteve deposi-
tado at ser arrematado em praca ; este
escravo tem umsignal de queimadura em
urna perna e em um p, e tem o cabello
rente: quem o apprehender e conduzir
ao sobrado da ra do Pilar n. 85, resi-
dencia de seu senhor, sera' generosamen-
te recompensado.
Ao coronel Jo de Brlo Inglez fogio na noilc
de 17 desta mez de novembro de 1854, da casa na
roa do Pilar n. 68, o seu escravo Joaquim, quoaJie
baixo, cheio do corpo, islo he, para mais magro, nao
lem deules na frente, tem na mo direita um dedo
envergado de um uuheiro, andar miado, nao sabe
andar depressa nem correr, lera falla de raliello no
meio da cabeca, odios vermelhos, quando falla mais
apressado gagueja, ps pequeos e seceos, peni cur-
ta, as costas tem um signal de chicle, chama-se
Joaquim, filho do Para, pouca barba, levou bauzi-
nho pequeo com toda roopa que linha, urna calca
preta. O signal de chicle linha elle j quando veio
para o meu poder. Gratifica-se quem o prender.
1008000 de gralificacao.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 35 annos, pouco mais ou menos,
nascido em Carir Novo, d'mide veio ha lempos, he
muilo ladino, costuma trocar o nome e intiiular-sc
forro ; foi preso em fio do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Seriuhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
medido para a cadeia desta cidade a ordem do Illm.
Sr. desembarcador chefe de polica com ollicio de2de
Janeiro de 1852 severificou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Anlonio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho Cail, da comarca de Santo Anlio, do
poder de quem desappareceu, e'sendo oulra vez cap-
turado e recolhido a cadeia desla cidade era 9 de
agosta, foi ahi embargado por execucao de Jos Dias
da Silva Guimaries, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desta cidade
00 dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. Os
signaes sao os seguinles: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corno regular, cabellos prelos e carapinha-
dos, cor amulatada, olhos escuros. nariz grande e
grosso, beico grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com lodos os denles na freule : roga se, por-
tante a autoridades puliciaes, espitaos de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprehenderem e
roindarem nesla praca do Recife, na ra larga do
Rosario n. 14, que recbenlo a gralificacao cima de
I00;000 ; assim como protesto conlra quem o liver
em seu poder oceulto.Manoel de Almeida Lopes.
PEEN. : TY. DE M. *, DE FAMA. 1854-


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