Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01222


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Full Text
J
ANNO XXX. N. 269.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
'U"
QUINTA FEIRA 23 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
*******
DIARIO DE PERNAMBUCO
i:\carregados da subscripca'o-
Bwifi), o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Marns; Bahia, o Sr. F.
Duprnd; Macei, o Sr. JoaquimBernardode Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, o Sr. AntouiodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, oSr. Joaquim
M. Itodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2 a 27 3/4 d. por 15000.
< Pars, 350 rs. por 1 f.
. Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rbate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da oompanhia de Beberibe ao par.
da oompanhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAKS.
Ouro.Oncas hespanholas' 299000
Moedas de 69400 velhas. 165000
de 69400 novas. 16000
de4000. 9JJ000
Prala.Patacoes brasileiros. 1940
Pesos columnarios, 19940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS EORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruarii, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury.a 13 e 28.
Goianna o Parahiba, secundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 6 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras o sabbados.
Fazenda, tercas o sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1" vara do pivel, segundas c sextas ao meio dia.
2a vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Novbr. 4 La cheia s 6 horas, 43 minutos e
48 segundos da tarde.
12 Quarto minguante s 7 horas, 40
minutse 48 segundos da larde.
20 La nova as 7 horas, 43 minutos e
58 segundos da manhaa.
27 Quarto crescente aos 21 minutos o
48 segundos da manhaa.
DAS da semana.
20 Segunda. S. Flix de Valoix; S. Ocfaviauo
21 Terca. Apresentacao da SS. Virgen) Mi de D
22 Quarta. S. Cecilia v. ni. ; S. Felimon m
23- Quinta. S Clemente p. m.; S. Felicidade
24 Sexta. S. Joaoda Cruz ; S. Chrisognom.
25 Sabbado. S. Calhaiina v. m ; S.'Erasmo.
26 Domingo, 25* e ultimo depois do Espirito
Santo. S. Pedro Alexandrinob. m.
PARTE 0FF1CIAL.
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I
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i'
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente o da 20 de novembro.
orQeio. Ao Exm. director seril da inslrucc.3o
puM ica. Afim de poder fornecer aoExm. Sr. minis-
tro i lo imperio as precisas ioformac.es para o seu re-
lato! io assemblea senil, recommendo V. Exc.
que al o dia 15 de Janeiro prximo futuro, remella
iuipireterivelmente a secretaria desle goveroo una
expi eio circumstancada sobro o estado do ensillo
primario e secundario nesta ororincia, com declara-
do c lo numero das respectivas aulas ou escolas assim
publ icascomo particulares, e dos alomaos de am e
outr>) sexo que as frequenlaram no correte anno,
eoui iciando V. Exc. toa opioiao sobre as causas que
le nh am concorrido para o progresso ou atraso desle
intei tasante ramo do servico publico. Igual a ad-
min islraco do eslabelecimenlos de caridade exigin-
do u ma exposiro circumstaociada sobre e nuniero
de h ospilaes, lazaretos e mais eslabelecimenlos de
cari lade que esto solana admioistracSo, com decla-
rar o dos seus respectivos movimentos e recursos.
Dito. Ao commandante das armas, recommen-
daiu lo a expedido de suas ordeos para que atropa
del.* linha existente nesta capital, marche reunida
o gu arda nacional desla cidade, ao corpo de polica
e sol i o commando do uflicial competente nos dUs 6
do o irrente a tarde, para acompphar a procissao de
Cor iuj Chritti, e 2 de dexemhro prximo vindou-
ro, a.nniversario do feliz natalicio de S. M. o Im-
Sirador, para asistir au cortejo que deve ler, logar a
ora do costume, devendo a guarnico da praea no
referido dia 26 e no 1 e 2 do citado mez, ser frita
pela t praess da guarda nacional que nao poderem
man ;har, para o que ficam espedidas as convenientes
orde lis ao respectivo commandante superior, com
quei n S. S. se ontender acerca do detalhe para se-
mel hantes formaluras. Fez-so o necessario expe-
diente a respeilo.
Dito.Ao mesmo, tranimittindo por copia o aviso
da impartido da guerra de 9 po corrente, no qual se
manda dar baixa do servico, no caso de ser exacto
qu'j leoha Goalisado o sen lempo, ao 1. cadete do
'.!." batalhao de infantaria .Thiago Olympio de Paula.
Dito. Ao mesmo, dizendo que, pela leitura do
aviso da reparliro da guerra, enlistan le da copia que
remelle, ficara S. S. inteirado de que na mesma da-
ta mandou-seaddir ao 1. batalhao deartilharia a pe,
o 1. lenle do 4. da mesma arma, Jos de Cer-
qui'ira Lima.
Dito. Ao mesmo, enviando por copia o aviso da
reparlic&o da guerra de 31 de oulubro ultimo, no
qual se manda desligar do 10. batalhao de infanla-
ria, em cojos mappas ainda coutinoaa ser mencio-
nado,o capello da repartic,aoecelesiaslica, Bernardi-
no Jos Soares, qoe por outro aviso de 4 de abril
desle anno fui adido ao batalhao do deposito.
Oilo. Ao mesmo, transmiltindo para lerem o
couvenienle destino, as fes de oflicio dos alferes do
10. batalhao de infantaria, Francisco da Cunha B-
tancourt e Miguel Aocusto Barbalho Picando.
Dito. Ao mesmo, remetiendo copia do aviso do
ri'i articao da guerra de 29 de selembro ultimo, da
qual consta que o capilAo do 3. balalhSo de artilha-
ria a pe, JoAo Carlos de Villagrao Cadrita lora in-
cumbido pelo governo imperial de examinar a pl-
vora ( oiloceotas arrobas) que se mandou comprar na
provincia da Bahia, vindo para esla provincia, afim
de aqoi concluir semellianle compra no caso de nao
haver naquella toda a plvora de que trata o refe-
rido aviso.
Dito.Ao inspector da thesourara de fazenda,
frausmillindo por copia o aviso da repartir" da
guerra, de 3 do correle, determinando que porl
essa thesourara se proceda a disconlo no sold do
coronel Luir. Antonio Favilla, para indemnisarAo da
qoanlia de -JO-inm res, despendida com as passa-
< de i criados, e 3 cscravos do mesmo coronel
no ,>aqoele S. Salvador, da provincia das Alaguas
a esta em abril do corrente auno.
Dito.Ao mesmo, recommendundo a eipedirAo
das convenientes ordens, para que o inspector da
alfandega desla cidade consinta uo despacho, isento
de direitos, de qoalro amarras de ferro viodas de
Ilamburgo, por encommenda qoe fez o inspector do
arsenal de marinha aos negociantes Rolli & Bdon-
lac.Commonicou-se ao inspector do mesmo arse-
nal.
Dito.Ao mesmo, (ransmitlindo copia o aviso da
repartir" da guerra de 8 do corren I, no qual se
manda deduzir do sold do capitn do 2. batalhao
de infantaria Jos (jomes de Almeida a quanlia de
ciocoenta mil res, que se mandou abonar mensal-
mente pela pagadoria das Iropas da corte, ao procu-
rador nel commandante dasarm.is.
Dito.Ao mesmo, declarando qoe lendo em vis-
la a su.i informarn de 18 do corrente, dada a cerca
do requerimento em qoe Pedro Goncalves de Sania
Anna pede licenca para vender a Joaquim Antonio
Rodrigues pela quanlia de 3:0009000 ris a casa ter-
rea n. i 2, da ra dos Guararapes, edificada"em ter-
reno de marioha, lanrou em dito requerimento o
despacho segunle.Sim pagos os direitos nacionaes.
Dito.Ao consol portuguez.Cooslando de avi-
so expedido pela repartirn do imperio com dala de
10 do corrente, que S. H. o I. se dignou aceitar a
"llorn que fez o raestre de mosica Jos Fachinetti
ila oaverLura sentimental, qoe dedicara a S. M. fi-
delissima o Sr. D. Pedro V. por nccasiAo do falleci-
roento de S.M. a Sra. D. Mara II., assim o commu-
nico a V. S. afim de que o faca constar' ao mencio-
nado meslre de msica, declarando qoe poda re-
melier por intermedio desta presidencia a,referida
niivertora. Renov a V. S. os meus protestos de es-
tima e considerarlo.
Hilo.Ao director geral dos indios. Afim de
poder iiiini- Irar do Exm. Sr. ministro do imperio as
precisas inf jrmares para o seu relalorio a issem-
bla geral, recommendo a V. S. que ateo dia 15
de Janeiro prximo futuro, remella imprelerivel-
mentc a secretaria desla presidencia um relatorio
circunstanciado sobre o estado dos aldeiamenlos
indios de su a popular Ao, do movimento desla, e da
agricultura ij industria nelles deeemvolvidas, indi-
cando V. S. as causas a qoe attribue a decadencia
de algumas lias aldeas, e os meios qoe julgue neces-
sarios para remove-las, e mais proprios para convi-
dar os indios a se aldearem. Igual ao presidente
da commissAo dehvgiene publica, exigindo urna ex-
posirAo ciren mstanciada sobre o estado sanitario des-
ta provincia, romprehendendo especialmente todo
o que liver occorrido a respeilo da Tebre amarella ou
de qualquer outra epidemia, que se leoha aqoi ma-
nifestado, o numero dos hospilaei, lazaretos emais
eslabelecimenlos de caridade
Dito.Ao juiz relator da junta de juslica, remet-
iendo para ser relatado em sessAo da mesma junta,
o processo verbal a que mandou proceder contra os
individuos que, na qualidade de ofticiaes do corpo de
polica, se achavam iniciados no crime previsto no
rtico 30 da lei provincial o. 145 de 31 de maio de
184").Communicou-se ao presidente do conselho.
Dilo. Ao inspector do arseual de marinha. ap-
provando a deliberarSo que tomou de embargare de-
positar, naquelle arsenal, um pranchAo de cedro
vermelho que foi encontrado na barcara S. Antonio
Conceirao, proredente das Alagoas, visto nao se ter
aprescnlado licencia para o corle e couducAo do re-
ferido pao.
Dito. Ao director das obras publicas, inteiran-
do-o de liaver expedirlo ordem ao inspector da the-
sooraria provincial, para qoe a vista do competeo-
te certificado, mande pagar ao arrematante da 3.a
parle dos reparos da estrada de Pao d'Alho a impor-
tancia da 1.a preslaro que elle lem direilo.
Dito. Ao inspector da thesourara provincial,
communicando que autorisou ao director das obras
publicas a comprar para os trabalhos graphicos qua-
(rocentas folhas de papel de linho, a 500 res cada
urna folha. Ofiiciou-se oeste sentido ao menciona-
do director.
Dito. Ao presidente da commissao de hygiene
publica, dizendo que para poder dar cumprimento
ao aviso da repartidlo do imperio de 10 do corre-
le, faz-se preciso que Smc. informe com urgencia,
acerca da nota que remette por copia, sobre o mo-
do porque he pralicada ueste porto a medida das qua-
rentenas.
Dito. Ao director da colonia militar de Pimeu-
leira.Al odia 15 de Janeiro prximo fulurn,remel-
la Vmc. impreterivelmente a secretaria desta pre-
sidencia um relalorio circumstanciado sobre o es-
lado des-.! colonia, informando sobre a sua si-
tuaeao e prosperidade agrcola e industrial, com um
mappa do numero de seus habitantes classificados por
idades, sexos, naturalidades, estados e profissoes,
mencionando o numero dos colonos que para ah
liverem ido, dos que se ausentaram e a causa disto,
bem como dos fallecimenlos que tenham occorrido.
No referido mappa dever mencionar o numero dos
nascimentus havidos, comparado com o dos nascidos
ora exisleoles.
Dilo. A cmara municipal da Escada, dizendo
qoe o dircelor das obras publicas, segundo declarou,
nao pode mandar agora levantar a planta d'aquella
villa e formular o projecto de novos arruamentos,
em consequencia de oulros muitos afazeres, ficando
porm a seu cuidado mandar execular csse trabalho
oppnrlunamenle.
Portara. Mandando admitlir ao servico do exer-
cilo por lempo de seis annoscomovoloutario, o pai-
sano Ignacio Joaquim I.eite, que perceber alm
dos vencimenlos qoe por lei lhe competirem. o pre-
mio de 3009000. Fizeram-se as oecessarias com-
mumeacoes a respeilo.
EXTERIOR.

JCA11M0J0DEVER.W
Por A. de Bernard.
CAPITULO SEXTO.
C'elail timlant fnebre ou la nuil est ri sombre
Qu'on tremble choque pal de reveiller dans tambre
Un demon irte encor du banauet des sabalt.a
(Viclor Hugo. Bailada du Deux Archert.)
A castellaa nao se ensaara, a la liavia desap-
parecido da abobada celeste, a nevos, semelhanle a
urna mar de vapores tinha subido al ao p das tor-
res, a a escuri-dao mais profunda envolva i base das
ruinas.
.lo.io ia adiante com a laulerna na mAo allumian-
il voaes parava voliaiido-se para coofarlar-se, e espe-
rar seos doos companheiros.
Apenas poz o pe fra da torre, o senlior Martinho
apoderou-se do braco de Gasto, ao qual levou rpi-
damente para, fra do muro. As portas ranceram
sobre seus gonzos, a ponte Invadir gemeu debaixo
do peso, e emfim contente de ter sabido desse covil
d(i pliautasmas e de almas penitentes, o doutor res-
piroi: plenimente, e rompen o silencio dizendo:
Que triste liabilaco I que triste lialnt.ir.in pa-
ra urna senhora to moca e IA o amavcl! Nao acha,
meu amigo, rneu joven amigo?
Com effeilo, responden GaslAo, e foi precisa-
mente esle o pciiiimento que me veio, e que live a
honra de dizer-lhe esla nole quando chegoei. Mas
o* mel deslas ruinas madama de Saulieu conserva
urna fronte risouha e sen carcter jovial, o que me
leva a crer que o habito e seu gosto particular tor-
min-1 lio esla lorre sean deliciosa ao menos huhi-
tavel.
O medico roeneoo a cabera e moderou o passo.
Acabnva de passar os oltimos deslroros, e desde mui-
lo lempo o rumor myslerioso nAo fzia mais tremer
a trra debaixo dos ps.
Nao creia isso, disse elle, nao creia isso. Ape-
zar de sua incliuacAo zombari, madama de Sau-
lieu he um anjo, am aojo, meu joven amigo. Sei
() Vid o Diario n. 268.
NAVEGACfAO DO AMAZONAS.
Documentos oBdaes.
/.imaiH de feceretro.
A S. Exc. o enviado extraordinario e ministro
plenipotenciario dos Estados-Unidos em I.ima.
O ministro dos negocios estransciros no Per tem
a honra de responder a nota que S. Exc. o enviado
extraordinario e ministro plenipotenciario dos Esta-
dos-Unidos da America lhe dirigi com data de 4 de
fevereiro a protestando contra a interpretadlo que
na nota que em 10 de Janeiro lhe foi dirigida pelo
abaixo a^i^nado, se procurou dar ao 'lilu tratado
com siles celebrado; e protestando igualmente con-
tra qoalquer lei. inln nretaro ou declaracAo, que
possa diminuir ou afieclar o dircitoque lem os Esta-
dos-Unidos a gozareis dentro do territorio peruvia-
no de lodas as vantagens concedidas i naro mais fa-
vorecida, e a seren tratados como tal. n
Antes de entrar na discussAo dos pontos principaes
desla ola, pede o abaixo assignado licenca para fa-
zer Ouas observacoes a respeilo do protesto que lhe
dirigi S. Exc. M. Ca y.
1.a Que a nota ministerial de 16 de Janeiro se
limilava a responder e satisfazer i exigencia feita
por S. Exc. M. Clay a 31 de dezembro, sem qoe o
abaixo assignado tivesse a intencio de interpretar o
tratado celebrado entre o Per e os Estados-Unidos.
Se examinando os artigos do dilo tratado no sentido
claro e lilteral que ofierecem concloio o abaixo as-
signado que elles nem eram applieaveis, nem opoia-
vam a exigencia feita, nAo recorreu a interpretarles
caprichosas, mas apresenlou 13o sement a sua ap-
plic.icao simple- e lilteral.
i. Que so se deve protestar contra actos de vio-
lacao real de um direilo, ou contra urna recusa de
cumprir o qoe he legtimamente devido. No presen-
te protesto nao se enconlra nenhuma deslas condi-
ees essenciaes e indispensaveis para que se possa
admitlir um acto to solemne. Cada um dos signa-
tarios de um tratado pode entender diversamente
um ou mais dos seus artigos, sem que essa iutelli-
geocia possa pelo mitro ser tachada de violacn ou
infraccan. A questo debatida por annos entre a
Gra-ltrelaiilia e os Estados-Unidos oflerece disto
um exemplo receote.
' S. Exc. o presidente l'ierce diz no ultimo congres-
so americano:
Ha algn annos que a Gr3a-Brelanha lem en-
tendido o arl. 1" da convenro de 20 de abril de
1818 relativa pescara na cosa du nordeste, como
se elle excluisse os oossos cidados de alguns luga-
res de pesca a que tiveram livre accesso dorante
qoasi um qoarlo de seclo depois da data da Bita
convenro.
a Os Estados-Unido nunca aquiesceram a ma
tal inlelligencia, antes reclamaram sempre para os
seus pescadores os direitos de que tanto lempo,goza-
ran! sem seren molestados. Com o fim de remover
lodas as difficuldades a este respeilo, de ampliar os
direitos dos nossos pescadores alem dos limites pres-
en pos pela cunvenco de 1818, e de regalarisar o
commercio entre os Eslados-Unidos e as provincias
brilannicas da America do Norlo, enlabolou-sc urna
negociaro com bons auspicios de um resultado fa-
voravel.
Esta autoridade, que S. Exc. M. Clay nao poder
recusar, deve lambem convence-lo de que sao bem
cabidas as reflexOes supra. Embora cada oacfto
interprete de diverso modo o artigo do tratado "de
1818, nenhuma imputa violaces a lei, e concorda-
ran! ambas em por termo as suas queslcs por meio
de novas negociac,es.
Se, exigindo o cumprimenlo de um tratado, ar-
rogasse urna das partes a si o direilo do decidir s
de per si o genuino untido do mesmo, recusando-se
a entrar em exame e discusso, e protestando ou em-
pregando meios que o direilo ioleroacional nao re-
conhece, mudariam de natureza os tratados e con-
verter-se-hiam em sentencas que urna potencia po-
derla pronunciar como juiz sobre a outra, destrui-
das assim as bases e os principios de igualdade e in-
dependencia entre as nares.
Quando ura tratado publico aprsenla sentido du-
bio s pode ser aulhenlicamenle interpretado por
urna declarar" das partes contratantes, ou dos ar-
bitros para quem appellarau. A propria quesiao
primordial, se o sentido he ou nAo dubio, s pode
ser decidida pur urna convencAo semelhanle. A in-
terpretarlo em que coocurdarem as partes contra-
tantes pode reveslir-se de lodas as formlas que em
geral conslituem a validade de um tratado publico,
e reduzir-se a urna nota addicioofl ou supplemen-
tar. O lerceiro, para cojo arbitrio se appellar, deve
cingir-seas regras geraes de interpretarn gramma-
ticil e lgica. (Kluber, Direilo das Nac,0es, parte I,
tit. U.,sec. 1, cap. 11, 163.)
Mas, olhando a exigencia de S. Exe. o enviado
extraordinario pelo lado mais favoravel, dmiltindo
mesmo que seja dubio o sentido dos artigos do trata-
do, e que se possa considerar como nelles compre-
henil i ila a uavegacAo do Amazonas e seus tributarios,
anda assim nao haveria motivo para um protesto,
nem o governo peruviano poderia admitti-lo. Os
protestos nao lem ou tros effeilos legaes, alm dos
que re-iiltain da ju-lira e bons fundamentos sobre
que se baseam.
Eslabelecidas eslas duas premissas, passar o abai-
xo assignado a examinar as razoes rom que S. Exc.
o enviado extraordinario e plenipotenciario preten-
de provar, que o governo do Per decidir oflicial-
mente o caso a favor dos cidados americanos, nAo
podeodo j revogar a sua deciso sem consentimemo
do governo dos Estados-Unidos.
Em apoio desta pretenco cita S. Exc. M. Clay o
arl. 2 do decreto de 15 de abril de 1853, qne reco-
nhece nos cidados e navios americanos o direilo de
transito pelo Amazonas da mesma forma por que
compete aos sobdilos e navios brasileiros: accres-
cenlando que as difiieuldades emergentes foram re-
movidas por rcenlo uflicial, e entrevistas diarias
com o Sr. Tirado, as quaes esle admillio o direilo
dos Eslados-Unidos, asseverandu qne o governo nao
podia dar resposta mais favoravel do que o referido
decreto, em cujo arl. 3 se inserio a palavra Lorelo,
a instancias de M. Clay, que, quando o tratado ce-
lebrado com o Brasil lhe fura oflicialmente commu-
nicadoap. de marro de 1853, ou antes, requisitara
elle formalmente du goveroo peruviano a adopejio
de medidas que assegurassem aos cidadAos america-
nos o gozo pleno dos favores, privilegios, vantagens e
i inmunidades que se concederam ao Brasil para com-
mercio e uavegaco do Amazonas e seus tributarios,
quena romninniraraoollici.il entre osSrs. Cavalcanli
e Tirado recoaliecera o oltimo, e irrevogavelmente,
direito qoe tinham os cidados e navios americanos
de eotrarem as aguas do Amazonas e seus con-
fluentes no caso de oblerem adrais93o aellas; que
dando-se colliso entre tratados, deve preferir o
mais antigo ; que o Per oAo podia realisar as esli-
pulacOes felfas com o Brasil, sem conceder o mes-
mo aos cidadAos americaoos ; que os direitos adqui-
ridos em virtude do tratado e decreto de abril sao
positivos c perfeilos, nao podeodo como taes ser cer-
ceados sem que se irrogue injuria aos Eslados-Uni-
dos.
O cumprimenlo dos tratados e decreto de abril sAo
pois em substancia os dous pontos em qne S. Exc.M.
Clay funda as suas reclamacoes, e donde deriva as
razoes e argumentos que ospende na primeira parle
da sua nota, a que o abaixo assignado se propde res-
ponder, cario de quo S. Exc. M. Clay. com a sua
rcconhccida inlelligencia c probidad?, bem como
o governo que representa, csto convencidos de que
o governo peruviano nenhuma ntcnc,.1i> lem de vio-
lara f dos tratados, desejando smente que elles se-
jam interpretados com usura e conforme as regras
e principios do direito internacional, E acredite S.
Exc. que se nao a une aos seos desejos e aos do seu
governo, he smenle porque o vedam nutras estipu-
lacoes e razoes poderosas a que se nao pode des < Hen-
der, e porqoe o goveroo peruviano esla persuadido
queo Iraladode 1851 celebrado entre os dous ao-
vemos o nAo obriga a fazer a conccsso exigida.
N'esla ola, bem como oa de 16 de Janeiro, se de-
monstra que o governo peruviano nao infringi o
tratado com os Estados-Unidos.
Por mais cuidadosamente que examinasse a mate-
ria, nao pode o abaixo assignado dcscobrir esse direi-
to claro, positivo, irrevogavel e reconhecido pelo
decreto de abril e declararnos subsequentes do Sr.
Tirado a favor dos Estados-Unidos. Desde data da
publicaran daquelle decreto at aodia 4 da Janeiro,
emqoe o governo reconheceu a justics com queo
ministro brasileiro se oppuoha ao arl. 2. do dilo
decreto, nao se enconlra nos archivos da secretaria
desle ministerio um nico documento esccipto em
que se admilta oa reconheca o direilo que S. Exc.
M. Clay suppoe adquirido em virtude da ola de 9 de
marro de 1852 dirigida ao Sr. Tirado. Por mais forte
e decidida que fosse a sua opiniAo a favor do digno
representante dos Estados-Unidos, nAo se resolveo a
exarar n'uma nota o que lhe poder haver dito ver-
balmenle.
Esta omssaonAo podia ser involuntaria ou acciden-
tal, mas prodenlemcnte calculada, em consequencia
da pnsirAo em qoe os protestos pendentes e reclama-
roes do Brasil collocavam o Sr. Tirado. Emquanto
continuavam eslas, e durava a contestaran e discus-
so, ninguem podia adquirir legalmente litlos a
um direilo qoe prejudicaria os que o tratado mole-
ra ao Brasil, visto que tienhom direito pode preva-
lecer contra oolro igualmente forte.
Se o direilo adquirido pelos cidados da I'nin ,-
navegaro das aguas do Amazonas se fonda no de-
creto de abril, segue-se necessariamcnle que a run-
dirn qoe Ihes fura imposta de oblereiu.de quem quer
que fosse o seu possuidor, a faculdade de entrada as
mesmas, os sujeitava a urna rc-lricro que se Ibes
nao poderia fazer se o decreto Ibes declarasse livre
a navegarAo do Amazonas e seus tributarios, e que
a nada se obrigava o Per emquanto se nao obti-
vesse a referida entrada. A disposicao do arl. 2 a
ninguem dizia respeilo em particular : era a enun-
ciarn genuina de urna idea abstracta, que nao
obrigava o Per para com nenhum Estado ou lia-
rn individual. Tendo havido opposirAo ou protes-
to contra este decreto apenas foi publicado, nAo
deixou nem podia elle deixar lugar acquisi(o da
posse de qualquer direito. visto que se entrepunha
ao cumprimenlo de um tratado, e cerecava direitos
realmente adquiridos pelo dito tratado.Sendo aquel-
le decreto puramente econmico e administrativo,
nao podia tornar-se um pacto internacional, conven-
go oo tratado, que necessilaria de aceitarlo por par-
te de outro goveroo ; e por isso podia ser revogado,
ampliado oo restringido, quando o goveroo qoe o
promulgara ojulgasse conveniente a bem dos in
teresses do seu povo ou cidadAos. Admittindo-se o
priucipio, que qualquer lei ou decreto favoravel aos
interesses de subditos estrangeiros nAo pode ser re-
vogada sem o coosenlimenlo do goveroo de cojos
subditos se trata, seria forcoso descniihecer a sobe-
rana das naroes, e o direilo qoe ellas tem de legis-
laren) no sea proprio paiz a respeilo des seos pro-
prios interesses.
As cnniHiunicaccs subsecuentes entre S. Exc. o
Sr. Cavalcanli de Albuquerquee o Sr. Tirado, nao
Embora a palavra navegac,ao seappliqueem cerlos
casos a mares, lagos e ros, nao he isto suflicenle pa-
ra concluir que um tratado geral de commercio e
navegaran os comprehende todos. Torna-se portanlo
odispeosavel estipular separadamente a respeilo da
oavegarAo lluvial para que esla se possa comprehen-
der nos termos de um tratado, se nao se pretende li-
mitar este navegacao martima, distineco de que
ha muilos exemplos. O Scheldt tornoa-se navegavel
em consequencia da paz feila em Munster entre a
a llespanha e as Provincias-Unidas dos Paizes-Bai-
xos: o Vstula, em virtude do tratado de Tilst, as-
signado pela Franca e Kussia; e no congresso de
se podemconsiderar como um reconhecimenlo claro, Vienna regularisou-sc a navegacao dos rios que di-
que ella nao vive contente nessa torre sombra, nes-
sa lorre sombra, e que se dependesse smente della
teria desde muilo lempo escolhido oulra liabilaco,
OUtra habitarn.
EnlAo o marido est tao preocupado com essas
pedras velhas que preferc a separar-se dellas fazer a
roulher morrer ahi de aborrecimenlo ? perguntoo
GastAo com calor.
Oh I nao, nao; mas emfim Mr. de Saulieu
tem phautasias extravagantes, passa urna vida sin-
gular, quasi mysleriosa e incxplicavel, ao meos em
muitos pontos, em muitos poctos. Quando casoU,
pareca disposto a edificar urna casa moderna all do
oulro lado do valle em urna situado risonha, em
urna situaran risonha; mas essas ruinas impressio-
naram ao principio a imaginaro da moca. Depois
de ler proposto abandona-las aos bulios e'aos corvos,
lornou a ama-las apaixonadamenle.e quando oabur-
tecimento succedeu ao eulhusiasmo em madama de
Saulieu, quando chegaram-lhe aosouvidos os boatos
ilustro que corriam peia aldcia, ella achou o ma-
rido determinado a nao deixar mais o caslello, o cas-
lello.
Mas enln elle nao a ama?
Pelo contrario, Mr. de Saulien ama laucamen-
te a mulher.
I.ogo como pude resistir aos seus votos ?
Seos rolos, meu joven amigo, seus votos, ma-
dama de Saulieu os orculla no fundo do coradlo, no
fundo do corac.Au. Foge de dizer nada ao marido,
rcccitndo desagradar-llie, desagradar-lhe.
E ella o ama muilo t disse GastAo, com urna es-
pecie de tremor na voz.
Seria bem lonco quem se lisongeassc de conhe-
ccr o peiis.nnenin de nina mulher. de urna mulher;
todava creio ler lido no della, uo della. Madama
de Saulieu he urna mulher que oculla debaixo de
sua jovialidade qoalidades serias, qualidades serias;
aileiroou-se profundamente ao marido por dever c
lalvez lambem por dedicarlo, por dedicarlo.
Por dediracao! N|t o comprehendo.
Enlreliuio he una cnusa mui simples, mni
simples. Mr. de Saulieu he atacado da especie de
doeuca moral, dianle da qual toda a medicina he
impoienle, impotente. Elle lem urna mana, urna
mana: he archeologo.
Madama de Saulieu j m'o linha dilo; mas na-
da vejo nisso que possa provocar a dedicarar. de urna
mulher. A archeologia he urna scieocia como qual-
quer outra, e ainda quando absorvesse a Mr. de Sau-
lieu um pouco mais do que he razoavel, nao lei que
e irrevogavel a favor dos Eslados-Ui>idus,assim como
as respostasdo representante do Brasil nao poderiam
servir de fundamento sofficienle para urna denega-
cao, se esla se nao apoiasse em oulras razoes. Estes
documentos nao sao decisivos.nem lem outro carc-
ter alm do de exposic,Oes de partes que discutem
o seu direito ; sAo o meio de adqoiri-lo e lorna-lo
claro, mas nao imporlam o seu reconhecimento, que
sopo de ter lugar por meio de urna convencAo reci-
proca acto solemne, como foi o derret de 4 de Ja-
neiro. Nesses papis diplomtico, discatram-se os
direitos entre o Brasil e o Per, e nenhuns oolros,
pois qoe estes nao crao o seo objecto ou fim.
Os direitos de terceiro nao se recoahecem por
meios io directos, nem por controversias que se sus-
citara entre outros. A dcnecicAo dos dirtltos do Bra-
sil ou a sua liiniarao, nenhuma das quaes.se tor-
nara ainda facto consumado, nao palia conferir
direitos positivos aos Eslados-Unidos. Ainda mesmo
suppundo consummados esses fados, mu por isso
a denegacao feita a um importa roncesiOes a oulro,
e ainda mesmo nao teodo este ultime eoncorrido
nem tomado parle na questo.
Nem no decreto de abril, eem em acts algum offi-
cial escriplo dirigido e communicado a S. Exc. M.
Clay a apparece o caso decidido pelo Sr.Tirado a fa-
vor dos cidados dus Eslados-Unidos. l'.umpre que
as promessas sejam reciprocamente aceitas, para se-
ren exequiveis e prodozirem obrigacBo perfeita. Se
ellas resallam do sent .lo de documentos escriplos.he
preciso qne sejam reduzidas a protocolo; e se se re-
feren! ao cumprimento de um tratado, devem obser-
var-se formalidades semclhanles s queo abaixo as-
signado ja iudicou, citando a doutrina de Kluber,
qual accrescenlar a de Marlens. lli. este :
a As conferencias verbaes tem so por fim aplainar
o caminho de urna negociarlo e facilitar a sua inlel-
ligencia quando escripia. Filado e decidideo ubjecto
de urna entrevista, lavra-se o protocolo, vislo que
deveodo loda a explicaco dada por es:ripto consi-
derar-se como notificacao oflicial e nbr;atora, deve
lambem serassignada. ( Manual diplomtico, cap. 6,
sec^. 55.)
Mr. Webster, ministro de eslado do governo ame-
ricano, sostenlou os mesmos principios ao seo oflicio
deSdejulho de 1852 a M. Mac Crdy :
a Nenhum goveroo eslrangeiro, disse elle, ou seu
representante, se pode enm razAo julgar olfeudido
pelos ditos proferidos por um oflicial dt'le governo
no seo carcter particular. So coinniui icircs oili-
ciacs se podera considerar como a cipressAo dos sen-
timentos e vistas do governo dos Eslidos-Unidos.
Sendo estas coinmunicares amaaveis io seu carc-
ter, nAo tem o governo eslrangeiro razio ou direilo
parajulga-las menos sinceras, ou recorer a oulras
fonles que parecain indicar os verdaleiros senil
mentos do governo.
O abaixo assisnado muilo senle Bis ter encon-
trado memorndum algum acerca das entrevistas,
ajustes e outros actos passados cnlre o Sr. Tirado e
S. Exc. o enviado extraordinario e plenipotennario
dos Estados-Unidos. A sua leitura e <-\ oo seriain
bastantes para indirarem os tormos em que foram re-
cuiiliecidus os direitos reclamados. Para materias
graves, qoe envolvein interesses de nares, nAo he
sempre a memoi ia o archivo mais seguro.
Do exame dos documentos ollicaes a esle respeilo
deduz-se, sem a menor duvida, que o Sr. Tirado se.
guo sempre urna marcha amigavel para com o re-
presentante dos Estados-Unidos, mas oada promet-
teu por escriplo.
O que tica dito j seria resposta sufliciente s ob-
servares de S. Exc. M. Clay, e bastante para justi-
ficar a conducta que o goveruo peruviano julgou de-
ver seguir na quesiao pendeule quanlo a oavegacAo
do Amazonas. Mas tendo S. Exc. analysado larga-
mente as opinies que o abaixo assignado emiltio na
sua nota de 16 de Janeiro, julga-se este ibrigado a
defende-las, embora sammariamenle.
Fosse qual- fosse a liberalidade dos iiolivos em
que se fundou o tratado e a inleofo com que foi
celebrado, nAo podemos na sua applicacSs deixar de
noscingirmos as palavras e ao sentido natural que
eslas ouerecem no uso commum.
o Se pelo arl. 3o do tratado celebrado tnlre os Es-
lados-Unidos e o Per se obrigaram as das partes a
ampliar aos seus respectivos cidadAos os privilegios
e favores que concederem a outra naci, lambem
se declarou que elles os gozariam grauitamente,
se a conre.ss.iii (ido sido gratuita, ou a iro-o de urna
compensarn determinada por muluo censntimen-
lo se a coocessAo liver sido condicional ) o Nos ter-
mos desle artigo era indispensavel entrar antes de
solicitar o favor reclamado em ajusfe qointo com-
pensacao. Por urna regra invariavel do direilo das
gentes, he sempre reciprcala ampliar! de privile-
gios.
Kecnnhecendo a juslira desla observarlo, disse S.
Exc.M. Clay que os Eslados-Unidos oflereciam re-
ciprocidade, permittindnqueos Peruvianos frequen-
lem os porlos dos rios Delaware, Jmese Mississip-
pi ( qoe estn abortos ao commercio eslrangeiro ), o
que se oAo pode admitlir, por nAo ser um favor
especial concedido aos Peruvianos em compensacao
de outro, mas um direito geral de qoe elles gozam
poreslarem os ditos partos aberlos ao commercio
eslrangeiro, podendo-se entrar nelles mesmo sem
tratados.
A palavra navegacao tem um significado geral, ap-
plicnndo-se lanto a mares como a rios, alias seria
preciso estipular em separado a respeilo da uavega-
$to martima c fluvial, dislinrro que so nao en-
conlra em (ralado algum de commercio e navega-
cao. Os Americanos podem visitar com os seus na-
vios seoslas e lugares do Per. A palavra lugar
comprehende tanto as margens dos ros como as cos-
tas do mar. No tratado nao se faz nienr.io das ithas,
c comludo van os Americanos s ilhas das Chinchas.
Elles podem entrar nos portos, e portanlo lambem
nos porlos dos rios. Se o negociador peruviano tives-
se querido exceptuar os rios da repblica, te-lo-hia
frito cxpressamenle.
Be fcil responder peremptoriamcnle a esta serie
de proposicdes apretentadas com mais apparalo c
pompa do que solidez na nota de S. Exc. M. Clay.
o homem que a cultiva deva impor aos que o ro-
deara urna vida de sacrificios.
Sacrificio he o termo proprio, meu joveo ami-
go, he o termo proprio. lie urna vida de sacrificios a
de madama de Saulieu. Se o marido se limilasse
como alguns anliquarios de meu conhecimenlo, a
ajeniar movis e armas velhas em um quarlo, a dar-
lhes nomes, a assignar-lhes origens, sim, isso se com-
prehenderia, isso se enmprchendera; mas imagine
que Mr. de Saulieu assenlou que convinha voltar-
se aos usos c costumesda meda idade, ter habilaces
sombras, espessas, incommodas, igrejas glaciaes e es-
curas, movis sobre qoe a gente nAo se pode assen-
lar, portas que precisara de dous humen* para se a-
brirem, ferrolhos grossos, salas graodes, escadas es-
treda-, poltrouas de madeira, bancos de pedra e nAo
sei mais o que. E mita que elle acommoda a essa
inania ludo o qne o rodej. O senhor vio a mobilia
do caslello; nao he triste"' Mesas grandes todas es-
culpidas, que prendeema quemnassa.cadeiras, cujos
encostos pontudos moleslam as costas, alampadas en-
ferrujadasque mal allumiam, letos carcomidos, Ira-
ves que amcacam cahir-nos sobre a cabera. Em-
fim he um verdadeiro supplicio, um verdadeiro sup-
plicio. E ainda se fosse isto smente. Mr. de Sau-
lieu tinha j essa paixao dos bahus e ferros velhos
antes de seu casamento. Tinha-se julgado que urna
moca bella, amavel e espirituosa, pois ella he ludo
isso, todo isso, meo joven amigo, lhe remorara um
pourc n espirito, o espirito, e lhe dara ogoslo das
cousas bellas, o da vida moderna. Eugano Parece
mesmo que elle lornou-se desde entao mais extrava-
gante e mais sombro que nunca, mais sombro que
nunca. Mandou fazer alguns reparos na torre que
rahia em ruinas, em ruinas; mas n,io quiz consen-
tir que se reslabelecesse as parles cabidas, a Basta
sustentar, dizia elle aos pedreiros, basta sustentar;
nao quero que se accresceiite urna so pedra ao que
resta, urna s pedra, issu destruira a harmona e o
sentido do mouiimento, do monumeulo.u Elle cha-
ma aqullo um mouumenlo! E o que he o sentido
de um monumento: Pela iniuha parle nAo sei, e
nunca pude compreheoder nada do que elle quera
dizer. Oh I o cerebro esla perturbado, perturbado.
Assim julgue que triste existencia deve ser a dessa
moca, que triste existcocial
Ainda que GaslAo nao era assaz esclarecido para
participar sem recato da compaii3o do velho medi-
co por um homem, cuja erudirao linha sem duvida
absorvido loda a vida, comecava a compreheoder
que urna mulher moca c formosa ojo devia viver
videm oo alravcssam diflereutes Estados. Nos ter-
mos do acto fioal, deviam os seus artigos applicar-se
lambem oavegacjto do P e dos rios e caoaes exis-
tentes em loda a exltnso da anima Polonia. Os
mesmos principios se aUoptaram para a navegacao
de oulras aguas e rios que dividem da Baviera os
Estados Austracos.
Estes exemplos e muitos outros que poderia citar,
devem convencer S. Exc. M. Clay, que a navega-
ban fluvial se nao pode suppor nem deduzir de urna
palavra genrica. Todos os cscriplores de direito
iuteruacioual ou martimo, commercio e navega-
cao, rallan) de ambas as especies desla, distingsindo
urna da outra. Um facto positivo convence sempre
mais do qoe argumeotos negativos.
Qoando secslipulou o tratado de 1851 nio liavia
ainda no Per navegacao lluvial, e mesmo presen-
temente apenas ha a iniciativa della, pelo que nao
podia ser objeclo de om tratado, nem entrar as
vistas e intencio das partes contraanles.
Os cidados americanos podem frequentar com os
seus navios as cosas a que lem direito. As ilhas das
Chinchas esto abertas a todas as baodeiras, e as-
sim nao podiam sera injusticia ser fechadas aps ci-
dados americanos. Mas disto se nao pude inferir
que elles lenham igual direiio a navegaren! os ros
internos. Se o negociador americano tivesse que-
rido inclui-los no tratado, te-lo-hia feilo expresa-
mente.
Para dar mais forra a estas razcs uAo ser super-
fluo fazer mais urna observar". Nos termos do de-
creto de abril nao podiam os navios que aavegas-
sem o Amazonas passar de Nauta, na embocadura
do Ucayali, o que indicava que este rio e o Ilualay.i
se achavam fechados navegacao eslrangeira. Se o
tratado conferia aos cidados americanos o direito de
navegarem uas suas agoas, ler-se-hia S. Exc. M.
Clay opposlo a tal prohibir "o : nao o fez, e comtu-
do insiste em sustentar em vigor aquelle decreto,
que provaque o direilo de navegarn fluvial se nao
pode inferir do tratado, ficando depeodenle do livre
arbitrio do governo, que pode revogar oo reformar
a soa concessao.
Para fugir a este argumento, diz S. Ex. que re-
clama para os seus concilladnos esta concessao por
ter ella sido feilo ao Brasil, mas sem estabelecer a
reciprocidade ou compensoslo equivalente estipu-
lada por consentimento mutuo. Se os Peruvianos
lem o direilo de navegarem o Amazonas em toda
a sua extensio, como compropriclarios, nAo tem o
direilo de enlrarem nos confluentes do mesmo rio
que perlenccrem ao Brasil S. Ex. M. Clay admil-
lio :
Que os rios que nascem e correm inteiramente
dentro do territorio de urna liarn, sem que purrio
alguma dos mesmos perlenca a potencia eslrangei-
ra, nem baja mais quem como comarcAo lenha o
direilo de navcga-lo, sAo da exclusiva soberauia do
eslado em que se achara.
S. Ex. diz :
Que o Brasil nao offerece ao Per compensarlo
alguma conccdendo-lhc o direilo do uso innocente
das aguas do baixo Amazonas, visto que esta rep-
blica sempre csieve no gozo de tal u/o. e por isso
lo pouco esto os Estados-Uuidos obrigados a qual-
quer compensacao.
Nao he na navegaro do baixo Amazooas qoe se
deve procurar a reciprocidade. mas na dos rios in-
ternos brasileiros quo o tratado abra aos cidadAos
peruvianos, eque, como observa S. Ex., perten-
cem exclusivamente ao proprietario do territorio
em que esses rios correm.
Esta concessao reciproca ou equivalente nAo foi
feita ao Per pelos Estados-Unidos, o qoe clara-
mente se deduz das palavras da nota em que se fal-
la da navegaran dos rios dos ditos estados e da alta
California.
O governo do Brasil d pela navegacao do Ama-
zonas 3 80,000, c para obler a navegacao dos rios
internos do Per concede-Ibes a navegacao dos do
Brasil, e o"commercio na extensa" de mais de 400
leguas pelas margens ao longo do canal commam.
Os Estados-Unidos nao podem offerecer goal
compensarlo, porque nao poderiam conceder aos
Pervivannos a navegarn e commercio do Sacra-
mento e Mississipi sem ampliar a oulras nares a
mesma coucessAo, o que nao he provavel qoe quei-
r.im fazer. Mas, suppondo mesmo que o fizessem,
nao seria isso urna compensacao adequada e eqoiva-
Icnle que se pudesse aceitar. A reciprocidade deve
ser real e positiva, c nao Ilusoria, e em troca de
um beoeficio real cumpre conceder oulro beneficio
igualmente real. Se os privilegios concedido, aos
Brasileiros se ampliassem aos Americanos, enlra-
riam estes no gozo de beneficios reaes, o que oAo
se dara a respeilo dos Peruvianos, que n3o podem
auferir beneficio algom de se Ihes abrirem os rios
americanos.
S. Ex. admilte igualmente que a vea cenlral do
Amazonas he um canal publico para cada um dos
proprietarios confinantes entrar e sabir dos seos do-
minios, e que sobre essa veia central nenhuma das
duas naroes lem jurlsdirrn exclusiva, vislo que
nenhuma dellas he senhora de lodas as aguas que a
forman).
dmiltindo esto principio parece S. E. admit-
lir adoulriua do abaixo assignado, em qoanlo este
sostena que o Per, como compropretario ou me-
eiro, nAo pode alienar nem conceder direitos que
nao possue exclusivamente.
Segundo o principio eslabelecido por S. Ex. fi-
cam os Brasileiros excluidos da oavega^o do alio
Amazooas ; e se se d compropriedade enlre na-
cOes confinantes, priucipia ella para o Brasil nos
limites do imperio, e nao antes, conforme o theor
do arl. 2.a do tratado com o Per.
O abaixo assignado he de opiniAo qoe cada com-
propretario lem o direilo de gozsr iuteira e plena-
mente da eousa commom, pela mesma forma que
os outros socios, pela simples razo de ter cada um
contribuido para formar" do fundo commum com
urna parle do seu proprio. Sendo o A/nazonas for-
mado pelos rios de cinco uaces, cada ama e lodas
lem o direito de navegarem tanto as soas aguas
superiores como as inferiores. Os rios das nares
feliz ligada a essa imagem viva da morle, a esse es-
pectro do passado.
Sim, disse elle, deve ser para ella um profon-
o aborrecimenlo.
Mais do que aborrecimenlo, meu joven amigo,
mais do que aborrecimenlo.
_ Ah se algom da o senhor conhecer a Mr. de
Saulieu como eu, ver que homem elle he Ha al-
gum lempo tratavn-se de reconstruir a igreja desta
villa, desla villa. Era um velho edificio golico. irn-
mundo, escuro que caba em ruinas. Air. de Sau-
lieu era o chefe da cmara municipal, e oppuoha-se
absolutamente a que ahi se meltcssem pedreiros, di-
zendo que se corrompera ludo, que se perturbara o
symbolismo do edificio, o sxmbulismo O que he o
symbolismo ? Elle lem palavras que ninguem com-
prehende. Em urna palavra, liavia urgencia porque
as pedras cahiam sobre a cabera dos que l iam. Eu
que era menibro do conselho municipal provoquei
na primeira sessao urna decisAo, urna decisao; e a po-
zar de seus esforcos o cooselho volou a recoostruc-
$ao da igreja. EnlAo sabe o que elle pedio ? Que a
igreja fosse reconstruida pelo antigo plano, pelo an-
tigo plano, com contra fortes, empeas, arcadas pon-
tudas moda anliga, figuras com caretas, grandes
pedras vomitando agua sobre u cabera dos que pas-
savam.
Oppuz-me a isso, Irahalhei, (rabalbei, e emfim de-
cidimos unaiiimemenlc, que reedificaramos una
bella isreja bem clara, bem asseiada, com paredes
ldi dircilas, bem lisas, bellas e largas jaucllas ar-
queadas, um bello frontal sobre duas columnas, o
emfim urna linda lorre quadrada robera por um ler-
raco, por um Icrraco. O senhor ronfessar que isso
era muito melhor do que lodos esses nichos, todas es-
sas paredes Turadas, essas rolnmninlias como fusns,
e essas caretas em lodos os ngulos, anda que elle
quiz, se fosse adoptado seu projecto, contribuir rom
metade dos gastos, cun meladc dns gastos. Ama-
nlia, meu joven amigo, se quizer fazer-me a honra
de vir ver-me, devirver-me, iremos juntos visitar
os trabalhos, visitar os trabalhos. O senhor ver que
he um edificio mui bello, mni bello. Foi um archi-
teclo de Compiegnc quem tirou o desenlio, o dese-
nlio, o devo dizer qde elle faz honra ao paiz, ao
paiz.
Gasiao linha um imperceplvel sorriso nos labios.
O senhor Martinho coolinuou :
Pois bem, o senhor crer, crer '.' Mr. de Sao-
lieu furioso por nao ler podido fazer adoptar seus
projectos, seus projecles, nao so nao quiz contribuir
paraos gastos da nova consirucro ; mas lambem deu
que se acbam na parte superior vazam as soas aguas
nos ros inferiores nos qaes se conslitoe assim
urna er vi lo real. Km rom pensarn da passagem
qoe do pelo seu territorio s aguas superiores, e
que Ibes causam iuundacOes e cheias, adquirem as
nares da parte inferior o direilo de navegarem a
parle superior, bem como as desla tem o direito de
descerem pelos seas rios al ao mar.
Este servido e empreslimo muluo das aguas, es-
golus, Ierras e correles conslituem a communida-
dc de direilo-, gozos e onus. Seria portanlo urna
injuslca recusar, meramente em razao da sua po-
irl.i, a navegarn da parte superior aos que della
gozam na inferior. Estradas publicas internacio-
nnes gozam-se em toda sua eteoao. e nao t di-
recta, mas t iinbein inversamente. O canal com-
mum possue-sa em commum para a navegacao
para os osos innocentes dos com proprietarios, mas
mi para franquear-se a lerceiros sem o coosenli-
menlo de lodos. Isto de modo nenhum implica
com a soberana de cada estado, pois que nenbom a
tem no ranal commam, seodo ella incompalivel
com a compropriedade; mas esla compropriedade
nao impede que um dos estados permits a nave-
gacao nos seus proprios rios e o commercio as suas
margens.
S. Ex. julga superfluo demonstrar qne nao pode
haver paridade entre servidao civil (pite iler) e o
direito de transito internacional por um rio com-
mum.
Apezar da sua independencia reconhecem os es-
lados nos seus territorios servides publicas a favor
de oulros. A divisAo das servides, em reaes e pes-
soaes, rusticas s urbanas, conliuuas e nao continuas,
segundo o direito civil, nao heapplicavel ao direilo
das gentes; a de servides allirmalivas e negativas,
unilateraes e reciprocas, embora justa, nao he til.
Longe de renunciarem assim aos iiltribotos inhe-
rentes soberana, he essencial, diz Kluber, para
que um direito possa rapular-se servidao publica,
que as duas parles contratantes sejam estados inde-
pendentes, afim de que aquelle a quem compete, o
direito possa no seu eiercicio ser independente do
oulro que se impoz o oous. Toda a servidao publi-
ca he real para ambas as partes, podeodo o seu ob-
jeclo ser nao s os direitos de soberana, mas lam-
bem os direitos sojeitos s leis civs, rom tanto que
a servidao reconheca. ao mesmo tempo a soberana
sobre o xercicio dos direitos em questo. (Direito
das oares, parle I, tit. 2. secres 137 e 138.)
Prosegoindo as suas reflexOes, diz S. Ex.:
A compnnhia Souza nao he um negocio peculiar
dos 2 governos formado com os seos fondos, e reali-
sadn por sua conla, pois qoe pertence privativamen-
te a paticulares.
No tralado com o Brasil sement se eslipulou que
o governo peruviano e brasileiro auxiliariam du-
rante cinco annos com meios pecuniarios a primeira
empreza que se frmasse, marcando, de accordo
com os dous governos, os respectivos punios em que
devem locar os barcos de vapor. O teor deste artigo
he a resposta mais calhegorica que se pode dar s
observacoes de S. Exc.
O Sr. Evangelista de Souza propoz-se organisar
urna companbia exclusiva, e o governo peruviano,
cingindo-se ao texto do tratado, nem aceitou a pro-
posta, nem coocedeu privilegio algum. Analysaudo
esle ponto, dizS. Exc. que, a existir alguma duvida,
reduz-se ella a saber se o Per querern dar, como
compensarn equivalente, 920.000 primeira com-
panbia americana que so formar para navegarAo do
Amazonas, sem que o governo dos Estados Unidos
se ohrigue a coosa alguma. O abaixo assigoado
nao julga do seu dever responder a esta insi-
nuativo.
Nem o Amazonas, nem os seus tributarios estAo
aberlos ao commercio eslrangeiro, e se vapores bra-
sileiros navegara e commerciam al Nauta, fazem
apenas um commercio interno, peculiar a povosri-
beirinhos, e a quo lem direilo por lodas as razoes
exposlas.
No arl. 2." do tratado com o Brasil, declarando-se
que a navegado do Amazonas deve perlencer exclu-
sivamente aos estados confinantes, nao se estipula
nem impOe abrigarAu nova, nem mesmo seestabele-
ce um principio, pois que he de eterna verdade e
nconlestavel evidencia que a navegacao do Ama-
zonas perteoce a lodas as nares que com seus rios
contribuem para a formarn do canal commum. O)
direitos naluraes dos homens e das nares nao sao
objeclo do contrato, declararam-se e applicam-se;
e bem longe de negaran o direito de oulras nares
interessadas, o Per e o Brasil o reconheceram e
proclamaram no seo tratado. Se alguma dellas
liver promulgado a livre navegarn dos seos respec-
tivos tributarios do Amazonas, lera exercido os seos
direitos e soberana sobre o seu proprio territorio,
mas isso nAo pode ampliar-se ao territorio alheio,
nem aos rios commuus de todas.
O governo dos Estados-Unidos reconheceu de urna
maneirn explcita os direitos do Brasil o os direitos
commaos dos estados confuanles com o Amazonas ;
fui por isso que o presidente disse ao ultimo con-
gresso :
a Varios estados da America doSul tem grande in-
teresse nesta tenia I i va de tornar livre a navegarAo
do Amazonas, podendo-se portaolo contar rasoavel-
inenle com a sua cooperarlo para tal fim. Ao passo
que melhor se vAo comprehendeQdo as vanligens da
liberdade do commercio entre as naces, mais li-
beraes se vAo tornando as ideas e.ttspeilo dos direi-
tos communs de lodos ao livre uso do meios que
a natureza proporrionou s eommuncares intrr-
nacionaes. lie de esperar que o Brasil ponba a
sua poltica de accordo com essas Meas liberaes e
esclarecidas, removendo todas as reslricrcs des-
necessarias, qoe pam o livre uso de um rio que
alravessa tantos estados e 13o grande parte do con-
tinente.
As varias pretenees dos cidadAos americanos em
1817, 1818 e 1851, pedndo pernnssao para navega-
rem o Amazonas e seus tributarios, e eslabelecerem
urna linha de vapores, nada provena contra o que
lica dilo, e ainda menos sendo certo qae taes pre-
tenr'es 13o tiveram carcter algum oflicial, nem
merecern) atlenrao. Contra o texto d artigos de
um tralado nao tem valor algom discossOes, por
mais plenas que fossem, ventiladas semanasdeopis
da celebrar" do mesmo.
Em tempo nenhum, depois da descoberla da Ame-
rica, se ignorou que no interior das nossas mouta-
nhas e as margens do Amazonas e seus tributarios
esisle um frtil manancial de riquezas, com que a
natureza pareceu favorecer os povos da America
do Sul.
sua deiiiisso, sua demissAo. Todos no conselho o la-
mentamos, o lamentamos ; porque era um evadien-
te chefe, um exccllente chefe, bem entendido muito
til ao muuicipio, muito bom para os pobres, c sem
altivez para com lodos, para com todos ; mas nAo po-
damos ceder sobre urna questo tao importante, tao
importante. Julguei qoe haveria em consequencia
disso alguma frie/.a entre ns, alguma frieza ; mas
nAo, elle permanecen o mesmo, ao meaos para cmi-
co, e conlinuei a ser o medico do caslello. do cas-
lello. He verdade que teaho toda a sua confianca,
loda a sua confianca, o lisongeio-me de merece-la.
O senhor Martinho lossio, cscarrou, e pelo eslron-
do que fez quasi qoe afugenta Joan, o qual julgoo
um momento ler aira/ de si um dos qualro cossacos
da IradicAo.
A villa eslava prxima, e como n medico se tives-
se Irnnquillisado inleiramcnte vendo-se em seu ter-
reno, moderou mais o passo afim de contar mais
gosto ludo o que sabia ejulgava saber a respeilo de
Mr. de Saalieu e de sua eslranha habitaran!
Todava desde enlAo, elle lornou-se sombro,
pensativo e taciturno. Eu quiz oflerecer-lhe os soc-
corros de ininlia arle ; mas elle disse-mc que nAo es-
lava doenle. Coilado, elle o est muilo, muilo.
Elle parece ler aborrecido a villa, c s a alravessa
quando he forrado a isso, forrado a isso. Toma sem-
pre um rodeio para nAo passar pe lo da nova igreja.
e oblcve do hispo mandar dizer niissa na capella do
caslello, para nAo ser obrigado a ir ouvi-la em nossa
igreja quando csliver terminada, terminada.
Em ludo o que o senhor me coala, disse Gas-
lAo com um sorriso espirituoso, vejo bem o defeilo
de um homem dislinclo e lalvez sabio, mas franca-
mente no sei ainda se madama de Saulieu necessita
de mais resicnacAo do que afleico para soffrer a exis-
tencia que passa aqu.
Mais resigoacao, nAo duvide, uAo duvide. Ma-
dama de Saulieu he suhmissa aos seus deveres, os
quaes cumpre sera qucixar-se ; mas fique cerlo de
que ella padece, ella padece.
O medico pronunriou estas palavras em voz quasi
baixa, e com o tom de um homem enternecido. Mr.
de Chavilly senlioevaporar-se seu scepticismo edes-
vaocecr-se sua voolade de sorrir.
O senhor o er"! disse elle tmidamente.
Aflirmo-lhe que estou certo, estou cerlo. He
toleravel urna vida como a della '.' O marido deixa-a
sosinha nessa horrivel torre a mr parte do tempo
para correr pelos bosques e aldeas em procura de an-
tiguidades, de antiguidades, de que cuche suas rui-
O eongresso e os governos da repblica promulga-
ran! leis o decretos para a explorarlo dessas rique-
zas, fizeram despezas e concederam privilegios para
allrabirem a emigrado, e excitaren) e fomentaren!
os interesses industriaes e commerciaes; mas nao che-
gara anda o lempo da realisacao de tao benficos
projectos, pelo que pareceram esquecidose despreza-
dos, at que se assignou o tratado em 1851, dez an-
uos depois de dados os primeiros paisos pelos gover-
nos do Pera edo Brasil para ama convencAo, cojo ob-
jeclo era promover e facilitar as reciprocas Iransac-
ces dos cidados e subditos de ambas as nares as
fronteiras e rios communs ; convenci que nunca
chegnu a ser ratificada em consequencia das circom-
slancias polticas da repblica.
De nada serve lembrar que o tratado ora em vigor
entie ii l'eru e os Eslador-Unidus he o quarlo que
se relebrnu a respeilo da navegarAo e commercio. O
de Hft-ile tinvembro de 183> terminnu expirado o
prazo dos 12 annos, teudo-o o governo peruviauo
umprido religiosamente. Se contra elle houve qnei-
xas e protestos, fui por carecer da autoridade legal
D. Andrea Santa Cruz, que o negocinu, nAo que-
reodo a repblica reconhecer ou antorisar com o sea
silencio o poder de usurpadores da auloridade supre-
ma, embora de fado) e na pratica possa soflrer-lhes
as consequeocias. Por doas vezes, porm, debalde
se lenlou celebrar um outro. O segundo tratado esta
em vigor, e o governo do Per o cumprir e respei-
tar da maneiramais solemne, sem que, por julgar
elle que alguns dos seus artigos nAo lem a appttea
Cao que delles se quer fazer, se possa dizer qoe Ihes
torce o sentido, os infringe ou busca evasivas. Da
boa f do dito governo tem S. Ex. M. Clay prova
evideole no respeilo que elle professa para com o
nnico tralado celebrado com o Brasil."Os Eslados-
I nidos formam urna das narOes mais poderosas do
mundo; o Brasil he um estado joven, menos forle
e poderoso ; e o Per, fraco como he, deve ceder
torca da sua ju-tilicarAo, seotindonao poder satisfa-
zer rompidamente os desejos de S. Ex. M. Clay.
Nao se pode receiar que o governo da Uniao se
queixe ou julgue odendido pela coodocla que o go-
verno peruviano se vio obrigado a seguir pela neces-
sidade de cumprir as obrigacSes positivas conlrahi-
das para com o imperio, e qne, qualquer qae seja a
sua natureza, redunden) ellas em seu proveito ou
prejuizo, fundam-se n'ora tratado qae impoz ao Pe-
r deveres irrecusaveis.
Nem seria digno da magnauimdade do governo
americano disputar ao Brasil e ao Pero am pequeo
thealro qae deve estimular a sua aclividade, agora
que estes principiara a despertar da inercia que a
ambos se lem toncado em rosto. A industria e o ge-
nio emprehendedor dos Americanos lem por campo
o muodo inteiro.
O abaixo assignado concine apresenlando a S. Ei.
o enviado extraordinario e pleuepolenciario, Mr.
Clay, os respeilos e estima com qae tem a honra de
dssigoar-se seu obediente e humilde criado.
. Jote G. Paz Soldn.
(Jornal do Commercio do Rio.)
CHRONICA DA QUINZENA.
Pars 30 de selembro.
O interese do jnomento est mais que nunca con-
centrado no Oriento, na Crimea e >ebastopol. Nos-
te lugar he que eslAo Dxos os olhos da Europa, espe-
rando o resultado da expedirao comecada : Os ex-
ercitos alliados, lendo partido nos primeiros dias de
setembro, desembarcaram em Old-F'ort, sem encon-
trar resistencia nem combaler uo solo russo, e mar-
rharara inmediatamente para Sebastopol. Acon-
tecimentos decisivos lalvez tenham tido lugar uesle
momento. Nao obslaolc o que ha de imprevisto nes-
la guerra, e ainda qae as forras rusas- tedasw ve-
zes que se tom podido alara-las, lenham perdido no-
tavelmentc csse prestigio, qoe Ibes dava o desconhe-
cido, nao se deve todava contar com um successo
fcil. Nossos soldados alacam neste momento a ci-
dadella do poder russo no mar Negro, epor urna co-
in.-iilenria cslrauha, o proprio principe de Menschi-
koff, o allivo enviado do czar em Conslantinopla, he
quem defende a cidadella. Suppondo-se favoravel.
como se deve crer, o resultado da campanha da Cri-
men deve ser de grande peso. Elle pode mudar a
face da guerra, exercer tambera urna influencia seria
na Europa, no qne se pode chamar a parte diplo-
mtica da crise em que estamos. Convem desejar
sobretodo que elle traga alguma ordem e clareza na
poltica da Allemanha, exercida at aqu por tenden-
cias contrarias e incertezas que se resolvem para a
Prussia na inacc.ao e para a Austria em urna accao,
qoe nao he permiltido ainda julgar-se proporciona-
da grandeza da questo, nem mesmo grandeza do
paiz que a pratica.
Nao desconhecemos a posic,o ayancada lomada
pela Austria, e as garantas serias que lem dado a
Europa. AAuslria pode ter urna maneira austraca de
compreheoder a questo, que se agita no Danubio
e no mar Negro. Comiedo no essencial, ella quer
evidentemente o que querern a Inglaterra e a Fran-
ri ; mas nada do qoe exista antes da guerra. Seo
exercito occopa ostensivamente os principados como
allado da Turqua, da Franca e da Inglaterra. Ain-
da mais : se houve alguma sorpreza na decisao com
que ella declinou todo o pensamenlo de guerra ac-
tual contra a Kussia, fados recentes mostrara que
nao era isto o indicio de urna mudanra de poltica.
Urna proclamado do general Hess, commandante
em chefe do exercito austraco na Valachia, linha
dado lugar a algumas interpretarles desagradaveis ;
appareceadn duvidas a respeilo de alguns Tactos, que
pareciam transformar a orcuparAo em urna sorle de
inlerposicAo armada enlre os belligeranles. Eslas
duvidas desappareceram com as primeiras explica-
c,oes, e o imperador Francisco Jos fez expedir ao ge-
neral Hess a ordem de nao por nenhum obstculo
aos movimentos do exercito turco sobre Galatz e
Ibraila. Diplomticamente, a Austria nao tem dei-
xado de sustentar as garantas de paz de8de agosto.
Se, como potencia allemaa, ella lie obrigada a res-
Iringi-las as propostas da Dieta allemaa, assim co-
mo faz ver ama circular dirigida aos seus represen-
tantes na Allemanha, afim de nao travar urna lula
com a Prussis; como potencia europea, deve ficar
fiel a estas garantas.
oas amontoando destrncos sobre deslroros. A's ve-
zes est ausente durante muitos dias sem ninguem
saber noticias suas, muilas vezes volta muilo tarde
da ooite por urna portiuha de que s elle lem a cha-
ve. Se este lugar fosse perigoso, elle seria assassi-
nado, assassinado ; mas felizmente, felizmente.....
Emfim he razoavel abandonar assim urna moga sosi-
nha em um caslello velho que cahe em ruinas, qoe
cahe em ruinas"' O senhor vio que terrivel acciden-
te escapou de acontecer ha pouco, ha pouco ; e de-
ni.ii- essas vis minas nao esiao seguras. O senhor
ouvio aqaelles rumores estranhos '.'
Eu nada quiz dizer porque urna mulher, ama ido*
llier uAo tem a coragem de uro homem, nao he como
nos que estamos habituados a allrontar os pericos, os
perigos ; mas estou cerlo de urna cousa, isto he, que
nesses rumores surdosque se ouvem em distancia, e
justamente quando Mr. de Saulieu esta ausente, est
ausente, ha alguma cousa de extraordinario, de ex-
traordinario.
O senhor pensa '.' disse GastAo recobrando seo
sorriso sceptico. Porm nao er em lodos esses eoli-
tos de almas do oulro mundo ?
Nao, sem duvida, nao sem duvida ; mas aqui
entre mis, posso confessar; eu que lenho encarado o
perigo mais de ama vez, nao passaria tranqaillamen-
le urna nnile em semelhante habitaran. Julgue ago-
ra urna mulher Ah coitada Lamcnlo-a rauitas
vezes !
Mas, senhor, tomn GaslAo, se eu comparli-
Ihassc suas apprebeiisoes, nao dormira esla noite de-
baixo desse lecto hospilaleiro.
Oh meu Dos, o que lhe digo nAo he com a
iiiteiu;o de assusta-lo ; de assusla-lo. Bem sei que
mu homem de sua idade que nao lem ainda experien-
cia c queso lera visto a vida pelo lado agradavel, nao
pude eslar preparado para os aconlecimenlos sinis-
Iros como cu, como eu que lenho passado por lautas
Icinpeslades, tantas tempestades ; mas emfim nao ha
fumara sem fogo, e cedo ou larde o senhor o ver
apparecer. apparecer.
EnlAo julga que nao deixam de ler fundamen-
to as historias que se conlam a esse respeilo ? per-
guotou GastAo, o qual resolver levar a philosophla
do medico l s ultimas trincheiras.
NAo digo isso, nao digo isso, e nao sou Uto ere-
dolo que d fe a todas essas lotices de espirilos so-
brenaloraes, sobrenaloraes; porm...
Porm '
A uatureza nao nos ensinou ludo, ella lem se-
gredos que ainda oceulta, e se eu visse...
Se o senhor visse ?...insislio GaslAo.
Sim, se en visse espectros, phantaimas...
Creria nelles 1
Talvez. A natureza nos descobre cada dia tan-
tos prodigios, lanos prodigios 1
GaslAo a quem urna educarlo esclarecida havia en-
siuado a reservar o sobrenatural para a omnipoten-
cia divina, lomava um maligno prazer em zombar
da credulidade sceplica do pobre medico.
Segundo o senhor doutor, disse elle, poderia-
mus considerar o sobrenatural um simples brinco da
natureza '.'
Justamente, meu joven amigo, O que chama-
mos sobrenalur.il nAo he mais do que un brinco da
natureza, cuja causa nao conhecemos.
Eoto esses entes invisiveis, esses espectros,
esses phaDlasmas lem para o senhor urna existencia
real?
Sem duvida, sem duvida.
Urna existencia explicavel ?
Cerlamente. Se podessemos esludar-lhes a na-
tureza, pederamos eiplirar-lhcs a existencia, a exis-
tencia.
Entao o senhor pode estudar esla noite a natu-
reza do rumor que ouvio-se debaixo de nossos ps ;
logo podem explicar-lhe a existencia'!
NAo digo isso, nao digo isso. Esla nole nAo
temos lempo para discutir convenientemente sobro
semelhanle assumplo, semelhanle assumplo. Ama-
nhaa continuaremos nossa conversarlo, nossa con-
versa cAo.
E entretanto o senlior deixa-me sugeilo as suas
appreliensps, a mira que von passar a noite nessa ca-
sa maldita".'
Eis-aqui minba rasa qo" acceilar nella um
leilo '! disse o medico com boudade.
Gastao a esta offerta hospilaleira leve quasi reroor-
sos de sua zombaria. e exclamoo calorosamente :
Nao, senhor, Martinho, agradero-lbe de bom
coracao ; pedi hospedagem no caslello, efoi-me con-
cedida com lana boodade que eu preferira expr-
me a lodos os demonios a deixar de reconhecer essa
benevolencia por urna arcan descortez. Boa noite,
doutor. at amanhaa, segundo espero.
__ Al amanhaa, disse o medico aperlaodo cor-
dialmenle a mi que lhe ollerecia o mancebo, at
amanhaa.
Um instante depois GastAo tornava a subir a passo
ligeiro a encesta do rochedo, sempre scompauhado
de Joao e de sua lanterua, Ambos camiuliavam em
silencio. ,
(Conmuar-ie-Aa.)


*
(
DIARIO DE PERMMBUCO, QUINTA FEIRA 2 DE NOVEMBRO DE 1854.
Km urna uola dirigida a 1*2 de selembro a Sao
Petersborgo, o Sr. de Iluol as comidera ainda, do-
pois da teciisa da Rossia, como as nicas que uas
circumstancias acluaes, leriam podido couduzir a
urna par solida c duradoura. Elle reserva os estor-
bos e a acolo da Austria pira un morueulo em que
possa, com mais efllcacia, fazer vale-las no iuteresse
de urna soluto tal, que convenha aos inleresses da
Europa.
Como se v, iilo nao exelue lodo o pensamento de
guerra em um momento dado. Comludo quaulo
mais provas se reunem do conseutimcnlo moral da
Austria i poltica occidental, menos eiplicaveis se
lornam os sysleraas de aejao adoptados por ella, lie
Justamente por haver urna certa contradicho entre
a poltica declarada da Austria e scus actos, que a
Europa recebeu com alguma sorpreza tima delibera-
rlo de immebillidade, no momento mesmo em que
acabavam de ser repellidas com altivez as condijes
que o gabinete de Vienna proclamava como iudis-
pemaveis para o restabelecnuenlo da paz. Se nao
chegon ainda a hora de cooperar na lula com esses
esforjos, essa acjlo de que falla o Sr. de lluol, pde-
se pergeniar, quando chocar ella, e se a importan-
cia da Austria nao se acha diminuida em urna nova
siluajao, para cija creajao s linha contribuido com
urna expectativa benvola, mas circumspecla. lu-
do isto lie tao verdadeiro boje como o era ha quio-
ze das. A siluajao nao mudou ; pode mudar de
um momento para outro, ceniao he que a Austria
poderia lamentar nao ter lomado, no momento deso-
jado, urna atlilude mais decidida.
O motivo que tem retido, que retero ainda a Aus-
tria, nao hescm duvida um sentimenlo de considera-
jao pelaRuaaia, que ella tem irritado profundamen-
te : he a fraqueza da Prussia inteiramenleoccupada
em fazer a Allemanha tomar parte em suas incerte-
zas. Nao se pode cerlamente imaginar um papel
mais triste e mais inrump eheusivel que o da Prussia.
He o papel de urna potencia que emprega seu lem-
po era escotar em ceolradicres e em inconsequcu-
cias um crdito cada dia menos efticaz. Ella deu
,-eu ronsentimento aos protocolos, cujas correspon
dencias declina. Assignou com a Austria um tra-
tado especial, com que se escuda para nada fazer c
para impedir qne o gabinete de Vienna meja sua
poltica activa pelos seus inleresses, diremos quasi
pelos seus empenhos. Asmesruas condijes de pazjde
8 d agosto, que ella apoiava ltimamente junto do
gabinela de Sao Petersborgo, as declara inacetaveis
para a Allemanha em urna circular de 3 de selembro
c atravez de toda a sorle de subterfugios, chega de
facto a essa neutralidade une a Russia lbc pedia nn
comeen da guerra. Fdra diflicilimo dizero que qaer
a Prussia ; ella couseguio crear para si um mytho, a
que chama Inleresse ellemao, e he em nome desse
inieresse que ella se tero por salisfeita com a evacua-
do dos principados pelo exercilo russo. A circular
do Sr. de Hanteuflell aos representantes da corte de
de Berhm na Allemanha, he o resumo singular das
tcrgivcrsajes da poltica prussiana. Deve-se admi-
rar sobretodo com que sublileza o presidente do
conselho do rei Frederco Guilhurme deduz o que
baveria de paradoxal em considerar, como um caso
de guerra, a possibilidade de urna volta offensiva dos
Russos nos principados, quando.as potencias occiden-
Ues nao vii am este caso de guerra do principio e na
oceupajao mesmo.
A invasao rasan foi por ventura considerada de ou-
tro modo, o nao como urna violar fio do territorio que
traria para a Turqua a situaran de legitima defeza,
c para os gabinetes novo deveres ? A Europa es-'
perou, demoren a Turqua, nao porque descouhe-
cesse o carcter da aggressao da Russia, mas por
moderaran, para desviar, ainda, >e fosse possivcl as
consequencias mais geraes que deviam sabir desle
facto. As Prussia pode gloriar-se de um resultado
tal, como a evacuarlo dos principadas. Se toJavia
a Turqua tivesse deixado seu territorio violado sem
defeza, se a Inglaterra c a Franja nao tivessem en-
viado seus soldado;, sea propria Austria mobilisando
seus exercilos, nao se tivesse mostrado prompta pa-
ra obrar, poderia a Prussia felicilar-se hoje da reti-
rada dos Russos? Se todo o mundo coutinuasse a
imita-la ainda, conseguir-se-hia o Um que o proprio
gabiuete de llerlim sobscreveu, e que cousislia em
preservar a Europa da repetirlo de eemclhanlos per-
turbacoes 'f Pouco importa : os principados eslflo
evacuados, o inleresse alternan salisfcilo ; a Prussia
prope Dieta nada fazer ; e he deste modo que o
gabinete de llerlim comprehende o papel de urna
graude polcuca Nao he difTicil presenlir o per-
go que ha nesla poltica. Nole-seque, se houve ja-
mis urna questao clara e simples em sua grandeza
he a que se agita hoje. Um inleresse europeo se
apresentou logo solicitude das potencias do Occi-
dente, que acceilaram a sua defeza. A uniao da
Europa era urna garanta, nao so em favor desle in-
leresse, senao contra as complicarles de oulra ordem
qoe podiam nascer de urna divergencia poltica, e a
Prussia talvezmais que ninguero, esta eni posijao de
presentir qual poderia ser a nalnreza destas com-
plicajees, sobre quera eslas principalmente poderiam
pesar.
A uniao da Europa linha a dupla vantagem de
tornar mais prompta c mais decisiva a guerra contra
a Russia, e nao deixar suscilar-se outra questao no
continente. E parque parece a Prussia abandonar
esla poltica ? Por esta chimera destinada a colorir
sua inaccao, o inleresse allemao I Talvez ella re-
ceje tambem concorrer para o aogtandecimenlo da
Austria. Nesse interino a Franca, a Inglaterra e a
Turqua combaten) no Danubio e em Sebastopol pe-
la libordado e seguranja da Europa. Nao sabemos
na verdade, se o voto da Prussia ser mais oiivido no
momento decisivo dapaz. Emquanlo a poltica da
Prussia pode ser considerada como o e(Jeito de urna
indecao quo s prejudicava a ella mesraa, poudo-a
gradualmente lora de urna das maiores questes da
cjwca, nao pode instar muito com essa vonlade ir-
resoluta e indecisa. No dia em que esla inaccao se
parecesse bastante com um systeroa calculado para
encubrir urna connivencia com a Russia, as poten-
cias occidentaes teriam ineoulestavelnienle o direito
de pedir ao gabinete de Berlim, que acceilasse o seu
papel, e soOrcsse as graves responsabilidades dellc.
A Turqua aprsenla um espectculo particular
nesta eslraoha guerra ; ella justifica as sympathias e
o concurso da Europa, pelo que j tem feito para se
defender a si mema, pelas inspirarnos de sua poli-
tica interna. Unida ao occidente por um inleresse
commuru, ella soll're a sua influencia e recebe o seu
espirito. A guerra actual lera talvez resultados que
nao se previam ; resolver aquello imperio, abarlo
hoje aos nossos soldados e nossa cvileajo. O
sulllo acaba de publicar um firman, que tem por
objeclo assegurar a execujo da carta Gulhan e he
um passo mais no caminho das reformas.
O suliao se prope corrigir os vicios da adminis-
(rajo actual, elevar a justira cima dasvenaldade
e corroproes muito habituaes buje. O melhnramen-
lo da sorle do rayas he um dos pontos prinripae8
desta reforma poltica. A igualdade de lodos os
subditos, ehrislaos e ottomauos, do sulfilo deve vir
a ser um facto depqis de (ersido admillido como
principio
accommellidas todas as vinhas de Franca, que faza
ltimamente baixar as tarifas sobre osviuhoi. O
goveruo acaba de augmentar esla ultima medida
desnnerando igualmente at corlo ponto a importa-
cao das agurdenles eslrangeiras de loda a nalure-
aa. Al aqu o direito era de .Mi fr. por hectolitro
sobre as agurdenles de viuho, de 200 fr. sobre as
de rerejas e arroz, de '20 fr. sobre I calara de nos-
sas colonias; todas as oulras agurdenles er.im su-
jcilas a urna prohibirlo absoluta. O decreto rcenle
suspende eslas prohibirnos, e admitle lodas as agur-
denles, medanle um dircilo uniforme de 15 fr.
por hectolitro de alcool puro. Desle modo, estes
objeclos priucipaes de alimentaran se arli.nn desae-
gravados. 11 "je o inieresse dos consumidores est
salisfeito, lauto quanto he possivel.
Infelizineule nao acontece o mesmo com o iule-
resse dos productores, accommeltidos em seus re-
cursos os mais essenciacs. em seu Irabalho, em
loda a sua iudiislria. Vio he da diminuirn das
tarifas que elles lem de soffrer, a conserva-
rlo dos direitos perrebidos nao seria para elles
um remedio. A triste gravdade de sua siluajao
est uesta falalidade, que pesa sobre suas culhci-
las, e as deixa sugeilas aos mesmos onus, sem
que elles tenham rneios para os satisfacer : ella
esl em um Irabalho sem rcinuncrajan, na durajao
possivel dessa eslerilidade da prodcelo dos vinhos,
na exlcnsao mesmo deste flagello, cuja nalureza e
causa em vao se procura, a oulros fruclos da trra.
He cortamente um faelo que merece ser conside-
rado pelo lugar que elle oceupa as condijes eco-
nmicas do paiz e pelas, perturbacoes de que elle he
causa.
Ogoverno remedin por agora um dos resultados
dessas perturbacoes relativamente aos consumido-
res, com as medidas que ltimamente decrelou.
O governo oceupou-se lambem em urna ordem bc-in
.iitloronte e especial de urna reforma, cujo pensa-
nieiilo esl em discusso ha mu lo lempo: he a
reforma da polica municipal de Pars, que vai ser
organisada pouco mais ou menos pelo modelo da
polica de Londres. Como se v, nao he por um
carcter particularmente poltico, que se distingue
as diversas questes internas, que lem hoje o prroei-
ro lugar. Se se devesse tornar a poltica, seria pa-
sando pela agricultura. Na falla de oulras in.ini-
feslajes, n3o tem a agricultura seus comicios, suas
remues annuaes onde a poltica acha alguma so-
lucao, ainda que poucos de seusmembros tenham
passado pelos negocios pblicos 7 Mr. Un pin pu-
hlirou pois um discurso que nao pode pronunciar
peranle o coroicio agrcola de Clamecy por causa
do triste estado sanitario daquelle logar. O presi-
dente do senado, Mr. Troplong, diriga ltimamente
urna allocuco i soeicdade de agricultura do de-
parlamento do l'Enre. Estes documentos tem seu
inleresse, ainda que fosse somonte pelos homens
que os fizeram. Mr. Dupin, como se hade estar
lembrado, fez ha pouco lempo fallar alguma cousa
de si; mas, nao he disto que se traa, e nao he dis-
to qne elle fallou. Falln de umita- cousas, sobre
ludo da paz e da guerra, e al nao sendo bastante
a prosa, misturou slajes poticas la trompette
guerriere, repclindo ainda urna vez esta famosa
expresso, que lbc tem sido falsamente all buida :
Cada um em sua casa, cada um por si! e que
realmente era esta: a Cada um em sna casa, cada
um no seu direito
Nao sabemos na verdade, se a guerra actual po-
de passar por urna estricta applicaeao da exprs,
sao de Mr. Dupin. Seja o qne for, o ex-presidenle
da assembla legislativa o enlende assim. Em -mu-
a. Mr. Dupin lembra em seu discurso urna ex-
presso rcenle do imperador, um fragmeulo do
despacho do rnarechal Saint Amaud ; multiplica
uessa linguagem familiar e pilloresca, que lhe he
propria, os conselbos de hvgeoe aos seus compa-
triotas da Nievre, os pareceres sobre a cultura das
ierras. Mas, nao lendo sido o discurso pronuncia-
do peranle seu auditorio natural, e nao conseguin-
do seu fim especial, apenas se pergunla a quem elle
se dirige pela impressao.
Quanto n allocujao de Mr. Troplong, he urna
apologa dos camponezes, que na verdade nao po-
da ter mclhor lugar do que na reunifio da agri-
cultura, ainda que ella lome algumas vezes na ex-
presso um carcter um pouco desmedido. Mr
Troplong explica quasi toda, a nossa historia pelu
desenvolvimento e intervenrao destas simples e
fortes popularnos ranea. He dellas que elle pare-
ce fazer nascer a vida e o poder. O pensamento
do presidente do senado nao ullrapassa sem duvida
os limites de urna justa sympalhia pelos habitante5
do campo, (luiros nao param em lo bomcaminho.
Desde algum lempo que he moda fallar muito dos
camponezes, de exnlta-los e reprcsenla-los como a
forra suprema de conservarlo e de estabilidade,
como a fonte nica da auloridade social, como o
elemento da c\ ilisajao. Como acontece todos os
das, lelos excepcionaes se transforman) em leis
superiores, em manifestarnos da vonlade providen-
cial. (Juanlo se nao diz os camponezes fleariam
admirados, se soubessem as tbeorias de que sao ob-
jecto c pretexto ; mas elles tem oulras cousas que
fazer para se oceuparem dislo, tem que viver de
sua vida laboriosa e rude, cultivar seus campos,
recolher suas cefas quando podem. Cousa estra-
ulin I quem nao v que essa mancira de pronunciar
a palavracamperose parece com o modo por-
que cortos demcratas profercm a palavrapovo '.'
Camponez ou povo, he o mesmo ser facticicve mys-
lerioso, de que sr-servero para supprimir simples-
mente ludo o mais-na, sociedade ; sendo apenas o
fin um pouco Jiffetenle, se o he, igualmente cbi-
merico.
Infelizmente em Franca, nem semprc acontece
assim : uossas LrcvaTuroes lem consistido menos em
fazer viver juntamente os diversos elementos sociacs,
do que em proclamar sua inegmpalibilidade e em
faze-los reinar exclusiva e alternadamente, j a au-
loridade, j a lihcrdade. Um dia he urna classe, que
reivindica a direcr-o da sociedade, no dia seguinle
he o instincto das massas, que he invocado, cuino o
creador e inspirador dos poderes. Tudo islo tem
achado seus Iheoricos antes e depois da oval tardo, pa-
ra demonstrar a sua legitimidade pela historia, polos
lins providenciaos. S havia urna cousa com que nao
se centava : era a realidade.
Esle fado somenle sera bastante para marcar a
diQereuca profunda, que exisle enlre as nossas revo-
lucGcs e aquellas, porque a Inglaterra lem passado
antes de cliegar ao estado, em que est hoje, e islo
he que faz a historia do povo inglez tao instructiva.
Mr. .Macaula;, como se sabe, se approuve contar
urna das maiores pocas da Inglaterra, referindo ou-
lra vez a serie dos Tactos, que trouxeram o victorioso
e definitivo desenlace de 1688. A obra de Mr. Ma-
caulay mereca rertamente. a popularidade, que
'tem oblido pela animarao da narraco, pela delica-
deza dos retratos como pela inlelligencia dos acon-
tecimenlos polticos, que fazem o grande encanto de
cada urna de suas paginas. Eila conserva essa cor
vigorosa na Iraduccao, que acaba de fazer Mr. Emi-
lio Monlegul. De hoje em diante he urna obra in-
Cousa singular, eu. doenle que o ,m- 1(iramente francraa. Mr. Ellli|io u ,, un
peradorMcolno ond.mnavn a urna morle prox.a, uos m^ MmlM qw S(J ^^ em ^L.,
se tem mostrado ainda bem cheio de vida, a ponto
de sustentar com herosmo a lula contra os Russos,
e dabalhar ao mesmo lempo para a sua regenera-
rlo intcrni. A Turqua ligada ao systema euro-
peo deve adiar nesle contrato o conselho perma-
nente c a garanta de urna nova vida.
No meio de lodos estes fados c incidentes, que se
confunden! no desenvolvimento complexo da crisc
actual, a opinin publica vai hoje naturalmente oc-
cupar-sc do primeira, do mais simples, do mais de-
cisivo : he a expedirn comerada nas cosas da Cri-
mea. As considerares de equilibrio, o Irabalho
das negociar/es, as suhlilezas da deplomacia, sao
do dominio do pequeo numero; o inleresse de
urna graude acc/lo de guerra ho do dominio de lo-
dos. O inslinclo universal s v os exercilos cm
presenta um do outro e uma lula, cujo resultado
espera com anciedade. A allencao se divide desde
logo de um modo muito desigual entre essas opera
roes longinquas, objeclo de uma curiosidade arden-
te, e questes internas, que em oulras occasies le-
riam sido suflicieules para iuleressar e agitar o espi-
rito publico.
Ha muilosannos ja que se discute, sem so cliegar
a se entender, sobre as melhores eondices de r-
gimen commercial ero Franja, sobre a prolecrao t
sobre a diminuirlo das tarifas. Uma neeessidade
Uregnle e imprevista veio provocar uma eoloc/to
toda pralica, temporaria ainda sem duvida, mas
feila para servir de experiencia. He a insofHcieii-
cia dascolheilasdecereaes, que o anuo passado de-
lerminou uma redoran de direito sobre os grios
eslrangeiros; he o estranho flagello de que eslao

e
que n.io podem deixar de duplicar sua forca, alimen-
lando-se por assim dizer, dos fados. Elle lem o
goslo das ideas, esta neeessidade da novidade, que
he o tormento dos espritus ousados. Desde os teus
primeiros esludos relaciouou-se com escriplores laes,
como Cari; le e Emerson, dos quaes Iraruu nolaveis
retratos e fez couliecer as ideas inuilas vezes singu-
lares. Analysta pendrante severo das ultimas re-
voluc/ies, que agiiaram a Franra, dos problemas
que ellas apreseularam, Mr. Emilio Moutegut nao
poda deixar de ganbar fazendo-ee o interprete da
Historia da Inglaterra desde Jaques II de Mr. Ma-
caulay, vivoudn em uma especie de inlimidade com
essa i ivilisarao lao real o tao forte, sendo ao mesroo
lempo tao dfferenle da nossa.
Donde uasee o inleresse dessa loriga historia da
lqgla*ea coroada pelo muv imeiilo do lim do secu-
to XVTI T Da realidade que uclla domina por loda
a parle, desde o primeiro momeulo cm que appare-
cc, o que se tornou a cuiislluic,ao iuglezaconsti-
tuirlo nasrda por si mesmo dos fados, dos coslu-
mes, eque ficou identificada com a existencia toda
inteira desia cslranha e vigorosa raja. As lulas que
a Inglaterra sustenta, nada tem de especulativo; el-
las nao sao o ilcito de Iheorias eugenhosas ou arbi-
trarias, que procuran) prevalecer-se e mudar ca-
prichosamente a organisaraodo estado. He pelo eun-
Irario, em nome de seus velhos direilos, que o povo
inglez resiste no momeulo em que elle sent ir res-
valaudo no declive das monarchias absolutas, como
o resto da Europa. Seu campo de batallia he esta
fronleira ha muilo lempo indecisa, de que falla Mr.
Macaulay, eulre os direilos do povo ea prerogaliva
do re. A lula he Iravada sobre a imposiro dos im-
postas, sobre o poder de dispensa, islo he, sobre ques-
tes, qne representam os iulercsscs os mais reaes e
os mais urgentes. Sem duvida, medida que a
lula se desenvolve, ha rompimeulos profundos, de-
cises sanguinolentas, conflictos, nos quaes dcsap-
parece mesmo por um momento a inonarcbia. A
Inglaterra entretanto volta sobre seus passo9, acha o
sen terreno e ahi se reslabelcce. Desle carador 13o
real resulta, quo os diversos elementos da sociedad*,
inglcza nao procuram exrluir-se mutuamente, viven)
de incensantes compromisos, unidos por um inleres-
se commum ; caminham junios para o mesmo fim,
e quando no reinado do fraco Jaques II, a igreja, o
povo, o parlamento, lodos os partidos se senliam
ameacados, fez-se uma revolnr/lo pacifica, que nao
be a victoria de nenhuma opiniao, de iieiihumasei-
ta, de nenhum hornero, mas de alguma.sorle asen-
ten^ da opiniao publica, mauifeslaudo-se de um
modo invcucivel, c iuscrevendo suas garandas ua
declararlo dos direilos.
He a isto qoe Mr. Macaulay chama uma revolu-
c/io iloiloiisxa. A Inglaterra so csforc,a por in.inloi
uessa revolurao o carcter o ruis regular possivel.
.Norneando um novo rei, ella nao fez mais que eolio-
ca-lo no (bruno vago pela fgida de Jaques II. Pi-
cando sempre no terreno da realidade, a Inglaterra
de nenhum modo se er obrigada, para honrar o
absoluto a lgica, a fazer desapparecer as coulra-
dicres aparentes, que as longas Iradiccs podem ter
accumulado em sua existencia. Eslas conlradic^Oes
nascem mesmo da diversdade dos elementas, que
lem contribuido para formar a sociedade ingleza, e
lem sido ainda a sua forja no meio das revoluces do
uosso seculo.
Na variedade dos povos contemporneos, ha cer-
lamente mais de uma cor moral e poltica. Obsrve-
se esla escala da civilisaeao humana em seus diver-
sos degros : ella se eslende da poderosa Inglaterra
Grecia actual, que, debaixo mesmo do nome de
monarchia constitucional, occulla cortamente cou-
sas bem diflerenlcs. Destino* singular bo o desse pe-
queo povo, que lem sido alternadamente o objecto
do cnlbusiasmo da Europa por seu passado e de uma
severidade universal por sua conduela recente Por
venlur era merecido o eulhusiasmo '? A severida-
de he legitima I A verdade he que a Grecia lem si-
do um ponco estragada por nosso culto inleirmenle
luterano para suas recordares, e ella se lem acoslu-
mado a considerar-sc romo uma especie de pequeo
centro do mundo, como 0 fim ultimo de todos os a-
conlecimeolos da Europa. Sea Inglaterraea Fran-
ra 1/ie forneciam os primeiros meios de viver, ga-
raulndo seus empreslimos, ellas deviam jolgar-se
muito feli/.es de -oroin pagas com as lembrancas do
Milciades e de Teinislocles. Se o imperador Nicolao
quizesse ir Constanlinopla, era sem dnvida nenhu-
ma para dar a cdade do Rospboro ao rei Ollon. A
Grecia era o paiz por excedencia. No pensamento
de nimios Gregos, o Sena e o Tamisa eram anllen-
les subterrneos do Ccphiso e do Illisso Assim falla
uro nosso escriptor, o Sr. Edcmond Aboul, em um
livro espiritual e triste sobre a Grecia contempor-
nea. O livro do Sr. Aboul he uma sorle deviagem
um pouco humorstica nlrave: dos campos helleui-
cos, da corte e da cidade, dos costumes' pblicos e
sociacs, dos homens e das coosas, dos vicios e dos ri-
diculos, das ruinas e das esperanzas da Grecia mo-
derna. O humor esl em suas particularidades, os
traeos eslao vivamente desenliados ; he inleirmen-
le uma pintura, onde a cor salyrica he prodigalisa-
da. Infelizmente o fundo do quadro lira talvez mui-
lo verdadeiro em muitos pontos c os alegres rascu-
ulios do Sr. Aboul sao algumas vezes captulos das
historia.
Ha vinle c cinco annos que a Grecia he indepen-
denle, a quclem chegado ella? Costumes politicn
venaes, vilenlos minias vezes, campos incultos.
uma populajao que nao progride, nma agricultura
sbitamente parausada depois de alguns annos de
progresso, finanras phantaslicas, que uo podem che-
gar para a divida nem para o orramenlo ordinario,
habitas inveterados de fraude a respeito do estado,
um governo quasi sempre imptenle : tal he o qua-
dro que traja o Sr. Aboul. A Grecia, lie verdade,
abrarou ha poucos anuos um rgimen constitucio-
nal ". mas qual he a realidade desle rgimen '.' Ha,
como parece, muitos regimens de eleires e osfac-
los jiislifcam exuberantemente o que a este repello
disseo Sr. Aboul: ha eleires que se comprain, e
eleires que se usurpara. Quaulo s primeiras, que
sao as mais numerosas, Irata-se somenle de eslabe-
leccr o prejo, e islo pertence ao governo. Se aelei-
r3u he diflcil, enlilo iutervem a forja, e o elcilo po-
de dizer muitos vezes esta expresso, que faz lem-
brar o autor da Greda contempornea : a Minha
elcir.io nos cuslou quatorze hornean. He fcil de
ver-se o que he o rgimen representativo nestas
condijes.
Acrescenle-se a islo uma realeza, que apezar de
ludo, he cstrangeira e se considera como tal, e que
a Grecia olha quasi como uma hospede no palacio
de Alhenas. O rei Othon faz o que pode para agra-
dar ao seu povo. Cede aos seus arraslamentos e s
suas paixes ; em caso de neeessidade veste o traje
do pallicaro ; entretanto o essencial he allemao na
pequea corte hcllenioa. A raiuha, com uma ima-
- i ii. i rao mais ardeole e mais decisao de carcter, cer-
ca-sede boa vonlade da diquela germnica. A realeza
servo para preservar aGrecadeumaauarchiamaior;
mas ella pouco lem feilo al aqu pelo desenvolv-
menlo moral, poltico ou material do paiz. O re-
gimeu constitucional he uma fiejao atravez da qual
parecen, lodas as fraquezas e incoherencias do
reino hellenico.
pj
Porvcnlura quer isto dizer que a Grecia nao tem
condijes necessarias para viver uma nova vida '.' O
povo grego he cortamente um dos povos mais in-
lelligenles da trra. Elle rene muitas qualidades,
que lornam possivcl a applicajao do rgimen cons-
titucional. O instincto da igualdade he Mnalo nclle
e osUibcle, e entre as classes relajes, que vao at a
'iinnliaidade singular. He proprio de sua raja o
gosto c a neeessidade de se oceupar com os negocios
pblicos: Tem o amor natural da liberdade ; mas
esle instincto da liberdade, levado al o sentimenlo
excessivo de independencia individual, toma algu-
mas vezes, compre dize-lo, formas cslranhas : lor-
na-se em pirataria ou ero latrocinio, e as Thermo-
pilas sao frequentadas por persouagens que nao sao
Lenidas. 0 povo grego he industrioso e tem o ge-
nio do commercio, mas ama pouco o Irabalho. He
patriota sobretodo, e he este o trajo mais uotavel
de sou carcter ; mas seu patriotismo se compe
de elementas singulares ; urnas vezes manifesla-se
por umapaixao zelosa c exclusiva do individualismo,
como aconleccu na le sobre os anlochlhones, que
exelue dos empregos pblicos todos os gregos, que
nao nasceram no pequeo reino actual ; oulras vezes
deixa-se levar s ambires desmedidas, como se vio
ullimamenle. Constanlinopla he o grande fim. He
uma crenja popular que do ruine do Taygeto no i
dejulho, se v uo horisonte a cidade do Bosphoro.
Alguns si jpli.'os camponezes calculara seus Cilios
caulaudo-lhes : Dorrae, meu pequeo pallicaro,
que le darei alguma cousa boa, Alexandria para leu
assucar, Cairo para leu arroz, c Constanlinopla para
reinares nclla tres anros. No juramento, que el-
les prestan) an rei, os membros do svnodo nao cs-
quecem o voto pelo engradecmenlo da realeza gre-
ga. He assim que entre essas tendencias diversas,
este patriotismo eslrunho nao tem lim real, o qual
deveria ser trabalhar era priraero lugar em reaula-
rsar a Grecia actual anles- de cuidar no seu -cn-
-raiideciinento. Os Gregos acabara de ser victimas
desse patriotismo Dengoso, e o Irabalho do minis-
terio do Sr. Mavrocordalo he reparar os dezaslres
dessa polilica chiraerica em seu objeclo e ingrata
para o ocddeute. O gabinete de Alhenas tem mais
que fazer para apagar vestigios das ullimas insur-
reires : lera a diflicl missao de reorganisar o paiz,
de lomar a firme direejao de lodos os inleresses ino-
raos e materiacs. e ciar fiialraenle Grecia um ca-
rador serio enlre os povos.
felizmente ha povos mais favorecidos, que pros-
peran: debaixo do benoco regimem das insliluires
livres, c a Blgica e a Hollanda sAo deste nnmero.
Nao he porque osles dous paizes eslejam sontos de
crises ; mas he que eslas rrises sao o jugo regular
das insliluijcse se dissolvem sem violencias.
Ominislcriobclga,como sesabe.tinha ullimamenle
dado sua demissao. Alguns das se passaram, nos
quaes pareca que o rei Leopoldo linha appellado
para alguus hocnens polticos, que se recusaran) ;
pelo menos nada resullou dessas diversas negocia-
jes, se be que simples conversares possam ler es-
le carcter. Finalmente depois desses poucos das
de inrerlezas, decidio-se em um ultimo conselho,
que o gabinete natal ficaria no poder e que as c-
maras seriam reunidas no meiado de oulubro. A
questao polilica deveni ser eslabelecida naturalmen-
te ntreos partidos no parlamenta, e pode tornar-so
(anta mais diflcil, quanto as opinies forom mais
equilibradas. Parece que o governo tambem quer
propor s cmaras, que modifiquen] a legislaran so-
bre a entrada dos cereaes. Tiuha-se procurado ex-
plicar por urna exportadlo cunsideravel a elevajao
do prejo dos graos, que permaneceu firme depois
da ultima colbeita, e provocou desordena em diver-
sos pontos, especialmenlc era Bruxcllat. Entretan-
to nao fo assim, porque, segundo uma publicar lo
ollici.il, a importaran dos periodos os mais recentes
excedeu muito a exporlajao. He esta uma das
questes graves, que se h3o de apresenlar no parla-
mento.
As cmaras belgas vilo rcunir-se, pois, daqui a pou-
co lempo ; as cmaras hollandezas acabam de con-
linuar seus Irabalhos em Haya. Essc momento era
esperado com um certa inleresse, para coohecer
cora mais precalo o resultado das ullimas eleijoes,
que deram alguns membros de mais ao partido do
Sr. Thorbecke. As opinies diversas tinham uma
occasiao natural de se desenhar na nomeajao dos
candidatos presidencia da segunda cmara, o na
clisen-,.-!!) da rcsposla falla do throno ; lodavia nao
o fizeram. O ex-presdente da cmara o Sr. Bo-
reel van Hogelancud, apresenlado outra vez como
primeiro candidato, foi uomoado pelo rei. A dis-
cusso da raensagem nao suscilou nenhum incidente
grave. Volada a principio na primeira cmara, a
mensagem acaba de o ser na segunda, quasi sem
debate e por unauimidade. Nas duas cmaras dos
estados geraes ella he quasi uma paraphrase do dis-
curso real. He desle modo que as cmaras hollan-
dezas respondern) ao sentimenlo exprimido pelo
soberano sobre a neeessidade da uniao e de uma
conlianja mutua enlre a representarlo nacional e o
governo. Em summa. o discurso do rei em seu lo-
do linha deixado uma impressao favoravel; mostra-
va a Hollanda em pizcom lodo os paizes, tranquil-
la no interior, desenvolvendo ua industria, inelho-
rando suas finanras a ponto de lomar possivel uma
diminuirn de iinpn.-los, e como esle quadro he
verdadeiro, i- estados geraes nao fizeram mais do
que saneciocar essa exposijao da siluarao do paiz,
recoininciiilaudu sobretudo a consenajSo do sysle-
ma de economa, ao qual he devida a restaoraeo
das (naneas publicas. Se as cmaras volaram sua
mensagem unnimemente, islo n3o quer dizer evi-
dentemente jue os partidos tenham abdicado suas
opinies eseos principios ; mas he o signal das con-
dijes favoritcs, em que corneja a sessao, e de-
baixo desles felizes auspicios, as discussoes, que ti-
vercni lugar s;bre questes taes como a do ensino,
nio podem deixar de ser proveitosas.
A lie-pan! a nao lem mais os clubs em perma-
nencia ; Madrid por agora parece menos ameara-
da de ver reoovarem-se as barricadas, que se le-
vantaran) no dia 28 de agosto por occasiao da par-
tida da rainht Chrislina. O ministerio faz o que
pode, para sistentar o peso da siluajao creada pe-
lo ultimo momento revolucionario, e para vellar ao
menos a paz material ; mas a incerteza polilica n3o
est prxima a ser dissipada alm dos Pyreneos, e o
estado geral d) paiz, complicado pela aparicao de
um flagdlo desastroso, esl longe de tomar um as-
pecto mais regalar.
Para fallar verdade, o proprio ministerio parti-
cipa desla inetrteza e dessa incoherencia 'da situa-
jao da Hespaiha. O ministro menos embarajado
do gabinete hispanhol, nao he cerlamente o das
tiiiainjas, que se acha em presenra de uma diminui-
rlo de ludas ai receilas, de um augmento de des-
pezas, conseqiencias da ultima revolurilo, e de
uma divida flucluanle mais elevada do que nunca
foi, ainda mesmo nos ministerios precedentes. Se
houvesse esla difliculdade somente, ella ja seria
cousderavel. Infelizmente exisle oulra mais gra-
ve ainda, he i lula evidente das influencias, quo a-
gita o ministerio. Fallou-se de uma crise, que fe-
ria em resultado mandar a Roma o ministro dos
negocios eslrangeiros, o Sr. Pacheco, e fazer passar
para os negocos eslrangeiros o general O' Donnell,
e dar a esle iimo para successor no minislerio da
guerra, o geieral Gorrea, partidario dedicado de
Espartero. Era enflaquecer ao mesmo lempo a par-
le moderada do gabinete e tirar ao general O'Don-
nell a direcrao do cxcrcilo. Que se tivesse forma-
do esle plano, parece-me lora de duvida, porem
mallogrou-se com a recusa do general O'Donncll,
e o minislerio ficara sem duvida, como esl, duran-
te as eleires, que vao ler lugar e al a reunan
das cortes, le deve ter lugar a 8 de novembro.
He este hoje o inleresse dominante da siluajao
da llespaulia, entregue lia dous mezes a uma drec-
jo provieoril. Que vai sabir destas eleijes ? He
lano mais citlicil presenli-lo, quanto a sorle da
Pennsula eila sujeila a esle jogo do accaso, que
se chama escrutinio de lista. Em lodas as partes
ja se organis o ruovimenlo eleitoral e se preparan)
as candidaltras Cilam-se de todas as cores pol-
ticas, t at ara dos membros do ministerio S- Luiz,
o Sr. Eslebio (.olanlos, se aprsenla em Placencia,
segundo dizem. A manifeslajao mais seria que
tem tido lugar para imprimir uma direejao nesle
movimento eleiloral, he a que se chama a uniao li-
beral, a quI representa a fusao dos diversos ele-
mentos liberaes reunidos na ultima revolujSo. A
uniao iberil se reuni no ihealro do Oriente, e-
baixo da "presidencia d:i general Concha, marquez
do Douro, eapprovou um programma que ella pro-
pe aos eleilores. Esle programma, pelo modo por-
que foi definitivamente approvado, comprehende a
insliluijao da guarda nacional para a prolecrao da
ordem publica, a liberdade da imprensa, a eleijSo
popular das depulajes provnciaes e das munici-
palidades, a reforma dos budgels, uma lei orgnica
sobre a inslrucjao e sobre a admsso nos empregos
pblicos, a arganisarao do exercito permanente e
da esquadra, a construrao dos caminhos de ferro e
um exame severo das ronces-oes anteriores, a cen-
tralisajo dos inleresses nacinaes e polticos, com-
binados com a desccnlralisacao da vida municipal,
o estabelacimenlo inexoravel da responsabilidade
ministerial nao s para o passado, como para o fu-
turo, ele. Pode-se crer que mais de um artigo des-
le programma ficara em caminho, lano mais quan-
lo alem dos Pyreneos nao se quer experimentar os
effeitos de muilas destas disposjes. A approva-
jao desle programma foi precedida de uma discus-
so, que nao deixoa de offerecer algum inleresse.
Muilos homens polticos da Hespanha, os Sr*. Gon-
salez Bravo, Escosura, o general Infante, tomaran)
parte nella. Em geral nao se poz duvida sobre a ex-
istencia da mouarchia, sobre a conservajao do exer-
cito permanente, sobre a neeessidade de manler
enrgicamente a ordem publica. Desaboo uma tem-
pe-lado, quando um orador, o Sr. Garoia Tassaro,
disse que s o partido moderado linha sabido gocer-
rar. O Sr. Tassaro quera dizer que um governo
nio poda viver senao pelas ideas liberaes conser-
vadoras, e foi assim que elle explicou seu pensa-
mento depois das mais vivas inlcrpellajes.
A primeira expresso do Sr. Tassaro nio he ver-
daderamente justificada pelos fados ? Ha dous
mezes que rebenlou a revolujao alem dos Pyreneos,
quaes lera sido os seus resultados! Quaes san os
seus beneficios Qual he a eflicacia da aejao do go-
verno"! O estado da Hespanha responde infelizmen-
te i lodas estas questes. O resultado de qual-
quer movimcnlo revolucionario na Pennsula, he
affrouxar lodos os laros polilicos e administrativas.
Cada junta, cada corporajao popular, cada niunici-
palidade mesmo crea para s nina especie de inde-
pendencia c governa a sua vonlade ; he islo o que
aconteceu, como lodos saben), c he o que existe ain-
da. Na provincia do Caceres, um alcaide lomava
ullimamenle uma medida para prohibir as reunics
a noilc de mais de tres pessoas nas casas, c mais de
duas pessoas uas ras ; diclava emendas, ludo islo
para impedir as maledicencias contra o governo e
para oulras mil cousas, arrescenlava elle. Em
Aragao a desordem tem outro carcter. Alguns ne-
gocianles franceze, foram comprar vinho no paiz,
mas oppo?.eram-sc-lhes ao transporte deste genero.
Prohihc-se aos productores nacinaes que vendara
sua colheila aos eslrangeiros que negocian) lvida-
mente, e em Saragoja npareceram alguns peridi-
cos demcrata o-, aconselhando aos Aragonezcs a
persislireu em beber seu violto. Mas um dos (rajos
mais tristes desla revolujao, he ora verdadeiro sa-
qne de lodos os empregos pblicos. O ministro da
juslija, o Sr. Alonso, se distingue enlre lodos por
seu zelo de demiltr. Magistrados, que lem longos
serviros, completamente estrauhos a polilica, sao
bruta raen le demiltdos, e se n Ignora se admira desles
fados, os partidarios do ministro responden), que
esses magistrados demiltdos-o com effeilo mui-
to dignos, mas que elles deveni ceder o lugar a ou-
lros. No exercito se lem nomeado depois da revo-
Thomaz Herrera apoderava-se da auloridade execu-
tiva, na ausencia ff presidente, que linha licado em
lujao mais do dez leucnles generaes, marechaes de
campo,e brigadeirosem uma proporjao muilo maior
ainda. N3o fallamos dos officiaes inferiores aquellas
palelos. Al aqu he esle verdaderamente o gran-
de resultado da revolujao, o resultado cfleclivo, em-
olanlo ludo o mais esla em palavras,. em program-
mas. Consideramos nao s os embarajos do gover-
no s'eno as suas boas intenjes. Por esla razao lou-
vamos bstanle uma circular do ministro do reino
repprovando altamente a conducta de um agente
eleiloral, qoe a, cm certas lugares do Aragao,
amearar as populajes, se ellas nao votassem pelos
candi lab s do governo ; mas isto mesmo he uro in-
dicio do mal e das condijes eslranhas, em que > lo-
se fazer eslas eleijes, das quaes depende todava a
salvajo da Hespanha.
A Hespanha Iriumphar? sem duvida ainda uma
vez dos perigos.que ella atravessa protegida por suas
insliliiices raouarchicas. Porvenlura acontare o
mesmo coro, ess'outros paizes hespanhoes do Novo
Mundo 1 Esle anno leve o triste privilegio de ser
experimentado por muilas epidemias. Alem do
Atlntico houve uma verdadeira epedemia de guer-
ras civis e de revoluces, e apenas se conla um ou
dous paizes, quelenham escapado a invasao. Ha
mezes que a repblica de Nova Granada va surgir
em Bogla uma dictadura militar,da qual nao se sa-
be ainda, se o general Obando, presidente legal, he
o prisjoneiroou o cmplice. Era esle o frtelo a-
margo desse goveruo demaggico, que depois de al-
guns annos se linha apoderado da repnblica grana-
dina, Srja o que for, o novo dictador, o general
Mello, suppi-iini.i a consliluijao, dispersava as au-
toridades legaes e ficava senhor de Bogla. Sua au-
loridade real, he verdade, eslava encerrada nos mu-
ros di cidade ; de todas as parles apareca a resis-
tencia nas provincias e linha por chefes homens de
lodos os partidos provisoriamente reunidos debaixo
da bandeira da consliluijao violada. O general
i ora npod
mi,i ft pi
Bogla. O general Lopes dirigia-se ao sol para ir
reunir soldados em nome da resistencia. O general.
Mosquera, ex-presidenle conservador, lomava o
coiniiiando das provincias do Allantico.
Deste modo era a dictadura de um lado e do ou-
tro nm iiiuv monto de resistencia bstanle confuso,
organisado debaixo da bandeira de uma legalidade
constitucional, que tinha justamente contribuido
Para lanjar o paiz nessa anarchia. A dictadura
di-punli.i das forjas mais seguras do exercito, a in-
surreieo linha por si o apoio das provincias. Os
dous partidos nao lardaram em Iravar a lula, e os
primeiros combales nao foram muilo decisivos. En-
tretanto a insurreicao se oceupava de regularisar-se
e em congresso extraordinario leve de reuoir-se em
Ibago. O primeiro aclo das cmaras pareca que
era a aecusajao do general Obando, ao qual se ex-
proba o ter favorecido o movimenlo delalorial sem
ousar por-se a sua frente. Com effeilo parece que
ha motivos bem plaosiveis. Obando, a pretexto de
eslar prisionero, ficou em Bogla, onde vive em u-
mn grande inlimidade com o general Mello, que tem
para elle loda a sorle de deferencias. A dictadura
nao tardou a recorrer aos meios mais exiremos.
rallan.lo-lbo todos os meios finaoceiros, o general
Mello impoz uma contribuirn forjada sobre os ne-
gociantes c ricos proprielarios, os quaes, como se
romprehende.nao se deram pressa em pagar, ou por-
que eslivessera occullos,ou porque realmente nao ti-
vessemdioheiro, que se lhes pedia. Entao empregou-
se um processo infallivel. Aquelles que poderam ser
presos, foram encerrados em uma prisao, sendo pri-
vados de ar, de luz, de alimento, al pagaren), aim
de escapar a uma morle espantosa. A mulher de
um rico capitalista de Bogot nao pode supporlar
esta provaeo, e acharam-na mora em sua prisao.
Tal he a raostra eslranha dos excessos da anarchia da
Nova Granada.
O Per' pela su parte est agitado ha um an-
no por uma guerra eslraogeira, e lia seis mezes
pela guerra civil. A revolujao interna tem sus-
pendido naturalmente a lula Iravada com a Boli-
via, que seachou maravillosamente servida por esta
circunstancia. Se o presidente boliviano, o general
Belzu, achou finalmente um auxiliar na insurreijao
peruviana, o governo de Lima leve por si as tentati-
vas de revolurao, que nao lem deixado de agitar a
Bolivia, de modo quo a revoiur.io fic.i sendo defini-
tivamente o facto dominante desla siluajao. Todos
sabem como esta revolujao nasceu no Per'. Um
homem cousderavel do paiz, o Sr. Domingos Elias,
deu o anno passado o seu primeiro signal com a car-
la, na qual denuncia,a os abusos da adrainislrarao
financeira do general Ecbenique. O exilio inflingi-
do nestas circumstancias ao Sr. Elias s o faria levar
a uma resolucao mais exasperada, e ee aparecen
logo em Tumbes, ao norle do paiz, frente,de nma
revolujao. Vencida nesle ponto, a insurreicao re-
nascia pouco e pouco em lea e tomava all um cara-
ler mais grave; o Sr. Elias nao eslava s, invocava-
se o nome do general Castilla, que a insurreijao
chama va chefe supremo da repblica. Por ventura
Castilla era estranho a este mov mienta'.' O certa he
que elle eslaVa naquelle momento a parlamenlear
com o governo, propondo ao general Echeniqne
ip;e fosse s sem forjas militares, acalmar a insur-
reijao com a sua presenja; e acrescenlava, como
uma especie de advertencia, que a revolujao amea-
java eslender se, e que aparecera em .Arequipa.
Com effeilo, leve isto lugar. A cdade de-Arequi-
pa se pronuociava, e o general Castilla, desapare-
cendo logo de Lima, se achava frente desle novo
movimenlo. A chegada de um homem cercado de
lano prestigio militare polilico nao podiaevidente-
mente deixar de aggrav.ir a revolujao. Com effeilo,
nesse momento he que ella tomou consistencia. Ou-
lros generaes exilados do Per' islo he os generaes
San-Romane Vi vaneo correram logo, e sua presenja
era uma complicajao de mais, porque nenhum del-
les quera subordinar suas pretenjes s de Castilla.
Esta revolujao dura ha seis mezes, e nesle ioter-
vallo, que se tem passado? A insurreijao lem lavra-
ilu succossivamcnlo em muilas provincias; o gene-
ral Castilla lem podido eslender suas operajoes al
Cusco, Ayaccucho, Juin. Entretanto os insurgi-
dos nada tem feilo de dicisivo. O governo, do seu
lado, ameajado no norte e uo sul, tem enviado para
lodoj os lados forjas militares; mas nao pode ainda
Iriumphar do movimenlo, e al lem soffrido derro-
tas graves. O general Tnico, encarregado de ir
combater os insurgidos do sul, serelirava logo preci-
pitadamente. Um batalhao embarcado em um navio
do estado, desapareca todo no naufragio da embar-
carlo que o conduzia. O general Echenique foi col-
locar-se finalmente frente do exercito, e o encon-
tr que liver lugar enlre a insurreijao e o presiden-
te, decidir sem duvida os destinos do Per'. Se
ha alguma cousa para sentir-se he ver um homem,
como o general Castilla, cuja presidencia deixou as
honrosas recordajes, envolvido deste modo em um
movimenlo revolucionario. Por mais censuras, que
tcnlia podido merecer a adminslrajan do general
Echenique, sera um servijo,que o actual presidente
faria ao Per', se fizesse Iriumphar nclle a legalida-
de, eraprazaodo para as prximas eleijoes as ques-
tes, que podem ser cuino resolvidas regularmente.
(Itecue des deu.r mondes).
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO
11 fe oiembro,
O paquete inglez Camilla traz dalas de Bnenos-
Ayres al 2 e de Montevideo al 5 do correle.
A (r.iui|iiilid.cdo publica nao linha sido alterada
na Repnblica Oriental de Uruguay, mas as eleires
de senadores e dedepulados, annunciadas para u dia
-2U do rorrelo lriih,un causado alguma agilajao nos
espiritas e exilado alguma desconfan ja na situajio.
KeiVi indo-so a esle oslado de cousas diz Comercio
del Plata :
Hoje quasi no dia immedalo aquello'em queso
estabclcceu um governo para substituir o outro que
n.in acabou o seu lempo, o facto de ter a 7.* legisla-
tura de cleger um presidente do estado c as preten-
jes de parlnlo, ludo isso d os prximas eleijes
um carcter especial, e nao faltam por corlo combus-
tiveis para agitar os nimos, empregando parte da
imprensa uma ardor que assuslava.u
Os excessos da imprensa o qu se refere esto para-
grapho, levaram o govreno da repblica a expedir o
seguinle aviso :
a Minislerio do goveruo.Montevideo 31 de oulu-
bro de 18i.
Os excessos da imprensa lem chegado a tal ex-
tremo que demandam seria consideraran por parle
da auloridade. Sao conhecidos os principios liberaes
porque se rege S. Exc. o Sr. presidenta 9a repbli-
ca ; sua norma he a constiiuieo T estado ; mas nao
pode consentir de manriri alguma que se rebaixe
de um modo 13o pouco digno da poca a uobre mis-
sao que a imprensa he chamada a cumprir nos povos
livres.
a Em coosequencia deliberou o governo que V.
S. mande chamar 3 sua presenja lodos os eucarre-
dos das imprensas da capital, para eiguilicar-lhes
que o governo esl resolvido a applicar-lhes com to-
da a severidade as penas da lei sempre que em suas
publicajes nao se cingirem estrictamente ao deter-
minado uo additamenlo lei de imprensa sanceiona-
da em 14 de jaiba prximo passado.
o Dos guarde a V. S. minios annos.
Enrique Martnez,
a Sr. chefe polilico e de polica do departamento
da capital.u
Parece que se apresenlarao tres chapas aos elei-
lores, uma colorada, uma blanca e uma mixta, alm
da chapa do governo, que|ie presuma sera arium-
plianle.
Em Buenos-Ayres conlinuava a fallar-so na inva-
sao dos emigrados e dizia-se que seria capitaneada
peIo.coroneI Cosa. O governo eslava preparado pa-
ra escarmentar os invasores, mas esses boatos assus-
lavam a populajio e paralysavam em parle o com-
mercio.
No dia 11 do mez passado falleceu em Buenos
Ayres o general D. Jos Mara Paz, e fo sepultado
com a maor pompa. As cmaras volaram e o go-
verno sauccionou o donativo de 200 mil pesos papel
aos filhos e sogra do fallecido general, em remu-
neraran dos relevantes servijos por elle prestados ao
paiz, e iudependenle da pensao militar a que-tem
direito aquelles herdeiras.
Das provincias do interior s temos a noticiar uma
mollificarlo no ministerio da coufederarao qoe se
acha hoje organisado da maneira seguinle:
Exterior, D. J. M. Gutirrez.
Interior, Derqui.
Guerra, general Alvarado.
Fazenda, D. Juan Campillo.
Inslrucjao publica, I). Facundo Zuviria.
Publirou-se em Hlenos-A; res a mensagem que o
presidente da Confederajao Argentina dirigi ao
congresso legislativo em 11 do mez passado, dia da
abertura das suas sesses. Nessa mensagem adiamos
os seguinle- trechos relativamente polilica do Bra-
sil no Estado Oriental :
Um facto nolavel se verificou na poltica dos
Estados do Rio da Prata, Um exereilo brasileiro
de 4,000 homens enlrou no territorio da Repblica
Oriental do Uruguay. Sabis, seuhores, os motivos
que militara no governo argentino para ioleressar-
-o pela sorle daquelle Estado irmo e amigo. Esse
Estado nasceu em 1828 como um penhor de paz, co-
mo uma garanta das boas relajes enlre o imperio
do Brasil e a Repblica Argentina.
a Fo um acta imposto pela neeessidade das cir-
cumstancias o de reconheccr indepeiidentes e dig-
nos de governar-se a si mesmos aquelles que tantas
virtudes e denodo haviam manifestado, obrig.uni-
se o governo de S. M. o Imperador do Brasil e o go-
verno argentino a garantir a nova existencia polti-
ca de Estado independenle do Uruguay.
a O governo da Confederarlo nao duvida nem
por um momento que aquellas mesmas virtudes e
denodo, que Untase compraz em reconhecer no po-
vo oriental, c lio de manler firme na determina-
ran de sustentar a sua propria independencia, nao
como um onus imposta,mas como um galardo e um
Iropho.
Elle nao leme pela independencia do Estado
Oriental, porque tem inteira f no nobre e religioso
carcter de S. M. o Imperador I). Pedro II, o qual
rene a uma tabedoria posta a toda prova, uma da
ra comprehenso dos verdadeiros inleresses do vasto
imperio de cuja felicidade o encarregou a Providen-
cia ; porque lem f na regulan bulo da alta polilica
do governo imperial, regularidade creada pela or-
dem e pela paz, e pelos distinctos homens d'eslado
que em lodos os partidos abundam em redor do
Himno brasileiro. Tem f, emliin, nas declarajes
solemnes e officiaes feitas em nome de S. M. de que
a inlervenjao armada no territorio oriental, realisa-
da com asseolimenlo e a reqoisijao da assembla le-
gislativa do Estado Oriental, uo lem por objocloal-
tentar contra a independencia daquelle Estado, mas
antes foriifica-la ajudando ao seu governo de coo-
formidade com as estiputajes dos tratados existen
(es. o
Do Paraguay al can jam as datas o 5 do mez passa-
do. A questao Hopkins terminou, como anteviamos,
com a retirada desse cavalheiro do territorio da re-
publica.
Em 28 de setembro dirigi o Sr. Hopkins. na sua
qualidade de cnsul dos Estados-Unidos, duas olas
ao governo paraguayo. Como essas notas fossem es-
cripias em ingle/, devolveu-lh'as o ministro dos ne-
gocias eslrangeiros com um offlrio no qual declara-
va que nao tomara conhecimento daquellas olas
emquanlo nao fossem acompanhadas de uma Ira-
duerflo em hespaohnl, certificada pelo proprio cn-
sul. Para justificar esla exigencia accrescenlava o
ministro paraguayo que nao entenda o inglez. ao
passo que o Sr. Hopkins sabia o espanhol, pois que
nesle idioma escrevra as notas de 17 de oulubro e
de 21 de dezembro de 1833, dirigidas ao governo da
repblica.
O Sr. Hopkins nao quiz salisfazer a exigencia do
ministro. Chegadas as cousas a esta ponto enlondeu
o commandanle do vapor de guerra dos Estados-
Unidos Vfaterwitch que devia intervir na questao.
Dirigi pois uma nota ao governo, mas como era
escripia tambem em inglez leve a socte daquellas
que mandara o Sr. Hopkins; foi devolvida com a
advertencia: a veuha em hespanhol.
Kesolvram enlilo o Sr. Hopkins e o commandan-
le do Waleruitch rclirar-se.e como este lemesce que
o governo paraguayo quizesse oppor-se ao embar-
que do cnsul, a pretexto de ler o Sr. Hopkins
transacjes commercaes anda pendentes com pes-
soas do paiz, carregou a arlilharia do vapor. F.m-
barrou porem livremente o Sr. Hopkins e achava-
se j em Buenos-Ayres a sabida do Camilla.
O goveruo do Paraguay aproveilou-se desta oc-
eurrencia para prohibir a entrada nas suas aguas
ios vasos de guerra de lodas as najSes. Aqu pu-
blicamos o decreta:
a Viva a repblica do Paraguay 1
a O presidente da repblica, considerando que a
abertura dos ros desta repblica bandeira mr-
came das na jes a que se refere a lei de 20 de raaio
de (Mi."), e que posteriormente foi estipulada no
tratado de 15 de julho de 1852 com a Confederajao
Argenliua, e nos de 4 de marro de 1853 com a (o-
glalerra. Franja, Sardeoha e Estados-Unidos, fo
sob a base geral de prosperar o commercio interior e
cosleiro da nossa repblica, sem que esle principi
possa estender-se a especulajes que, longe de se-
ren mercanlis, sao puramente bellicos e rssusla-
doras.
Considerando qne os rio- do interior da rep-
blica sao conhecidos quanlo pode ser necessario, e
que nao convm, particularmente nas prsenles cir-
cumslanciai, que navios de guerra eslrangeiros sul-
qnem os ros do Paraguay e seus alfl uenles:
a He-sol ve e decreta :
s Art. 1. Da navegajo dos excluidos os navios de guerra eslrangeiros.
a Art. 2. A explorajao dos ros do Alio Paraguay
ou compreheodam o territorio da repblica, ou o de
outros estados limilrophes, nao se faro pelo fluvial
do liaxo Paraguay emquaoto esliver pendente a de-
marcajao de (rooleiras com as potencias conterr-
neas Brasil e Bolivia. .
a Communique-se aos governos signatarios des
ditos tratados, o publique-so no SemanariodeAtoi.
a Assumpjao, capital da republiea do Paraguay,
aos 3 de oulubro de 1854, quadragesimo-segunde da
independencia nacional.
Carlos Antonio Lpez.
Jos Falcon.
( Jornal do Commercio do Rio.)
------- IMOMIi
13
Por decretos de 6 de novembro rorrelo :
I'orara removidos os juir.es de direito :
Jos Caetano de Andrade Pinto, de chefe de po-
lica de Santa Calharina, para a comarca da Estrel-
la, na provincia do Rio de Janeiro.
D. Luiz de Assis Mascarenhas, da segunda comar-
ca da provincia de Santa Calharina, para a de S.
Joo do Principe, da provincia do Rio de Janeiro,
por o haver pedido.
Theolilo Ribeiro de Rezende, da comarca de Cam-
pias, em S. Paulo, para a de Rezende, na provin-
ci do Rio de Janeiro, poro haver pedido.
Affonso Cordeiro de Negreiros Lobato, da comar-
rade GuaraUngueta, para a de Campias, na pro-
vincia de S. Paulo.
Foram nomcados : "
Chefe de polica da provincia de Sania Calharina,
o juiz de direito Aulonio Ladislao de Figueiredo
Rocha.
Juiz de direito da comarca do Rio Bonito, pro-
vinria do Rio de Janeiro, o bacharel Joaquim Ban-
deira de Gouva.
Juiz municipal e orphaos do termo de Bag, da
provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sul, o ba-
charel Manoel Rodrigues Pinheiro.
Juiz municipal e orphaos do termo da Capella da
provincia de Sergipe, o bacharel Antonio Nobre de
Almeida e Castro.
Teve merc da serventa vitalicia do ofllcio de
primeiro la hollino e escrivSo de orphaos da villa de
S indi Rila do Rio Prelo, ua provincia da Baha.
Venancio Antonio dos Sanios Man; res.
Foi aceita a desistencia que fez Jos Ricardo de
Souza Neves, do oflicio de partidor do lermo de Ca-
xias, da provincia do Maranbao.
Por decrelos de 7 do mesmo mez :
Foi exonerado o chefe de serjao da cortadoria da
Ihesouraria de fazenda da provincia do Para, Anto-
nio Agoslinho de Andrade Fgueira, do cargo de
depulado da junta do commercio da raesma pro-
vincia.
Foram nomeados :
Tenente-roronel ronimandantc do batalhao n. 52
da guarda nacional da provincia de Minas Geraes,
Jos Luiz de Campos.
Major commandanle da secj.lo do batalhao n. 15,
da guarda nacional da reserva da niesma provincia,
Jlo de llanc oitrl Godinho.
Por decrelos de 9 do mesmo mez :
Tivcram merc da serventa vitalicia dos ofli-
cios de
1. Tabellio e ecriv8u do judicial e notas, capel-
lase residuos da villa de Divina Pasturada provin-
cia de Sergipe, Marcos Jos Correa de Mendouca.
Tabelliaoe escriv3o de orphaos do lermo do Prado
da provincia da Baha, Manoel PereiradoLago.
Foram reformados nos mesmos postas :
O (enenle-coronel commandante do extinelo se-
girado batalhao da guarda nacional do municipio da
Couceijao, da provincia de Minas Gerats, Venan-
cio Gomes Chaves.
Olenente-coronel commandanle do extinelV ba-
talhao da guarda nacional do municipio da villa de
reas da provincia de S. Paulo, Joaquim Jos Car-
dozo.
O major do exmelo 2 batalhao da guarda naci-
onal do municipio deTuloya, da provincia do Mi-
ranho, Benicio Ferreira de Sampaio.
O major do exmelo (i batalhao da guarda naci-
m V
nal do municipio de S. Miguel, da provincia de S.an-
ta Calharina) Amando Jos Ferrara.
Por decreto de 10 do meimo roer.
Foram nomeados :
Dezembargador da reajSo de Maranbao, o ju iz de
direito Manoel Jos Espinla.
Juiz de direito da comarca dellapemerim, da pro-
vincia do Espirito Sanio, o bacharel Ignacio Joa-
quim Barbosa.
Jui de direlo da segunda comarca da proviincia
de Santa Calharina, o bacharel Joao Jos de An-
drada Piolo.
Juiz municipal t de orphaos do termo de S. Joao
da Barra, da provincia do Rio de Janeiro,o bacl larel
Jos Soares Teixeira de Gouva.
Foi reconduzldo o bacharel Daniel Lniz Rtfa do
lugar de juiz municipal e de orphaos dos termot, re-
unidos de Carinhanha e Moni* Alio, da rov inda
da Babia.
Foram removidos :
O jui de direilo Jos Norberlo de* Sanios, d a co-
marca de Itapemerim, da provincia do Espirita San-
io, para a de Guaralioguela, na de S. Paulo, por
haver pedido.
O juiz mnniclpal e de orphaos, Ludgero Go njal-
vesi da Silva, do lermo da Barra Mansa para o de
B. noeiis, na provincia do Rio de Janeiro, por ha-
ver pedido.
(Diario dt Bio de Janeiro.)

PERMMBIJCO.
REPAHTTQAO DA POLICA.
Parle do dia 22 de novembro.
Tiln, e Exm. Sr.Parteeipo a V. Exc. que,das
dilTerenles parUcipajoes hoje recebidas nesta re par-
t jao, consta que forana presos: pela deleguen i do
primeiro dislriclo deste termo, o pardo Quintn, i Jo-
s (arillo, por espancamenlo ; oe portugueses F ron-
risco Jos de Souza, para averiguaces polciaesi; e
Jos Manoel de Araujo, indiciado em crime de i -ou-
bo : pela subdelegada da freguezia do Recife, A mo-
nta Au.islario Ferreira, para averiguaces polici les;
e o soldado do dcimo batalhao de iofantaria, (iui-
Iherme Julo, por andar tara de horas vagando p elas
ras: o delegado do primeiro dislriclo desle ler um,
em oflicio de boje, palecipa que bonlem pelas 10 ho-
ras do dia.varejra uma taberna na ra do Arsigao
do bairro da Boa-Vista, pertencenle ao porto nez
cima indicado, Jos Manoel de Araujo, e nella eu-
coatrura um relogio de ouro e correle do me snio
metal, reconhecido pelo Chapronl fazer parli i do
roobo que soflrera, sendo que na misma occa. ao.
fonro acbados na dita taberna alguns objeclos de
8nro e prata, lavran*>-se de todo o competente ler-
mo : parlicipou igualmente, que por uma escrav; i de
Pinho Borges, lhe fra apresenlado um relogio de
ouro com traucelim do mesmo, declarando que lhe
havia sido dado aguardar pelo cabra Jos Patrila,
que se acha preso como indiciado em dito roubo
Deo guarde a V. Ex. secretaria da polcia de Per-
ojmbuco 22de novembro de 1854__Hun. oE.xm.
Sr. conselbeiro Jos BentodaCunha e Figueiredo
presidente da provhteia,O chefe de polica / .uiz
Carlos de Paita Teixeira.
DIARIO DE PERNAMBUCO. ~
Enlrou bontema tarde de sul o va por inglez i'.roat-
tyestern, trazendo-nos jocoaes do Rio de Jan :iro
at 14 do correte e da Babia al 18.
A tranquilizado publica permaneca sem a Ite-
rarlo nas diversas provincias desee lado do impe-
rio.
Alem dos despachos e noticias de Buenos-Ayres' e
Montevideo, que em oulro lagar transerevemns,
nada mais encontramos nos jornaes digno de men-
cionar-se.
Na capital da Babia celebrou-se no dia 15, na
igreja da Piedade, uma mssa solemne pelo repouso
d'alma da aenhora D. Maria II, rainba de Por-
tugal.
OS PARTIDOS E A CONCILIACAO.
VII
Uma vez admillida a opiniao errnea e funesta da
neeessidade e conveniencia dos partidos no governo
representativo, nao (allaro escriplores que oosada-
menle (irassem os coronarios mais tristes e desani-
madoresque se con tinham naquelle principio ; e
como um erroconduz naturalmente a oulro,ninguem
se admirara da facilidade com que a seu turno for
recebidaa doutrina de que os governos deviam exer-
cersuas altribui-es no inleresse dos partidos qoe
os coadjuvassera, intervindo nas eleijes para asse-
gurar o iriumpbo de aeus partidarios, chamando t-
mente estes aos cargos pblicos, fazendo-os exclusiva-
mente partecipantes das vantagens sociaes, reduzindo
os adversarios cundirlo de proscriptos, e oulras
abei raroos desla ordem, que alguns s.ileliles doe pu-
blicistas a lodo transe suslentam e propagan) pelos
jornaes, embora tudo iiso redunde bem claramente
na desQgurajao dos governos, na violajao das cons-
tluijes liberaes, na dissolujio einfim das socieda-
des polticas.
Cerlamente, se os partidos sao uecessarios, lodos
nao podem ser necesariamente bons: a verdade es-
tar em pa delles, o erro nos oulros, ou em nenhum
absolutamente ; mas, como lodos fazem de s o juizo
mais favoravel, e repellen) qoalquer relajao ou co-
uivencia com o que repuli ser o erro e o mal, dabi
resulla que o partido vencedor agarra-se de ord Ba-
rio ao governo como ao preeo da victoria, e ninguem
mais pode aspirer a menor vantagem sem que vista a
libr do vencedor. Tal be em resumo a histeria dos
partidos, e ao mesmo lempo a explicarlo mai> ho-
nesta do exaltameoto e intolerancia a que elles rhe-
garam em nosso paiz. Assgnando porm desle mo-
do, a causa que no Brasil, assim como por loda par-
te, tem estremado os partidos e feilo des secta ros de
nm. inimigos irrecoociliaveis des de entro, e (postes
* guerra de reciproco exterminio, qnisemos apenas
descobrir como a falsidade dos principios conclu for-
josamenleu manifestaco da verdade peles resalla-
dos colhidos, prescendindo mesmo da m ft e do in-
leresse occullo com qne os hypoerilai abraj.o e de-
fendera lacs principios.
Procurando combater a theoria da aeeefaidade e
conveniencia dos partidos, j fatigado de ouvir re-
petir e proclamar ama opiniao lao absooa, teremos
em duvida incorrido na censara de haver' losado
em uma accepjao desfavoravel aquillo qoe de o ordi- '
oaro se cottuma defenir nos termos mais asareis e
sustentar com as razes mais engeubozas. Porm,
protestando uto haver de nossa parle o proposito de
oBender os partidos, que culpa temos n os, se pelo
procedmenlo que ostentara, tem elles a enditado o
mal como regra e o bem como excepjfci t
Enlietanta, precise nos he chegar as eonsiderajoes
de oulra natnreza ; e devendo expor o qoe pensamos
acerca da conciliacSo Intentada ntreos partidos que
I de videra o nosso paiz.de i xa remos de par e as pertur-
bares e desordeus por elles causadas, para es en-
ea rarmos primeramente pelo lado querido dos prin-
cipios.
vm
Como se pode rasoavelmtnle definir um parlide ?
Onjamos a esas respeito um celebro publicista e afa-
mado orador, que no pensar de muitos foi quem roe-
Ihor aprofuudou essa theoria. n Um partido, segan-
do Burke, he ama corporajao de horaens reunidos
para favorecerem por seas esforcos coimroans o inle-
resse nacional conforme algum principio particular
sobre que lodos estao de accordo. Ol homens que
pensao livremente, conliaa o mismo publicista, po-
dem em alguns pontos, nao pensar 4a alesna rn^
nera; lodavia, como a maior parte d as medidas qoe
tem lugar no curso dos negodoi publ ices, lem uma
relajao ou uma dependencia qualquier coro algum
grande principio geral e motor no gorerno, seria
um homem singularmente desgrajado na escolha de
suasociedadejjolice, se nio coocordasse com seu;
amigos pelo menos nove vezes sobre dez.. Ahi esta
ludo quanto se tem exigido para impiimir em uma
rcuniao o carcter da maior uniformidade e da
constancia, o
Pois bem ; se compararme* ai idean e as doutri-
na- que diariamente propalan) os nosso s partidos po-
lilicos; se coofroolarmos os actas e as tendencias de
ambos, quando no poder, de certa nos convencere-
mos da grande difliculdade que ha em estabelecer
uma clasdflcajao fundada enlre as opinies por el-
les defendidas, uma determinajao do carador espe-
cilico que os distingue e separa sob ti relajao doi i
principios. Ambos proclamara o imperio da Cons-
liluijao com os seus corollarios legtimos, e deve-
nios por isso felicitar-nos; ambos querem a mesmi i
dvnastia, idnticos elementas de governo, as mesroai >
liberdades e as mesmas garantas consignadas n<
pacta fundamental da nacao. Onde esl pois essc i
grande principio geral e parliemmr a mesmo lem-
po a cada um delles, que os posea fazer reconhecer
como dislinctos? Estera por ventura nas formula!
vagas de conservajao e de reforma qoe Untas ve- *
zessao invocadas? Estar na tendencia nao menos
vaga para ampliar ou restringir a esphera de ae-
jao da auloridade publica 00 do poder popular ?
Bem vemos que, na auseocia de ideas mais precisas,
he sempre a am ou oulro desses dous refugios que
os bossos partidos se seceerresn, e ahi se fortificara
com a pretenjo de legitimaren] as hostilidades
inauditas que lem exhaurid suas forjas e seos re-
cursos. Mas, nao s, em abono da verdade, nenhu-
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DIARIO OE PERMMBUCO QUINTA FEIRA 23 DE NOVMBRO DE 185',.
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roa da duas tendencias referidas lem '.do exclosi-
vameate provada no terreno da execacSo, como raes-
nio he evidente que, cog boas inlencOes, seiu pre-
v euco, e com o sincero desejo de promover o bem
publico, nada te torna miis fcil do que ama feliz
inteligencia e real concordancia nesse campo Uo
vaito e ainda nao demarcado em que os encontra-
rnos ; nada mais diflicil, pelo contrario, do que re-
cus.ir honestamente a conciliacSo, e entreler a guer-
ra desabrida que nos desmoralisa e asaola, sem se
saber precisamente o ponto do ataque e o objecto
da victoria.
Quando os partido escrevem seriamente em soas
baudeiras principios antagnicos e exclusivos, talvez
nao se pussa admittir sem mentira ou sem deshon-
ra o projocto de ama conciliario, realisavel de um
da para outro; neste caso he oecessario que as Mu-
sites se dissipem, que as esperanzas se percam, que
os erros sejam vencidos pela verdade, e tudo isto
suppoe o poder do lempo e do acontecimentos,
mais oa menos bem aproveitados por um governo
hbil c perseverante. Que o actual governo da
Franca, por exemplo, se dirija a um legitimisla,
alim de o conciliar com a novigsima ordem de coa-
sas ; ueste caso oio comprehendemo como tal
concillado se possa realisar immadiatameole sem o
auxilio do engao ou da corrupto. O que dir ao
logitimista o governo de NapoIcio III ? Prometter-
Ihe positivamente o triumplio dos principios e do
iuteresses do seu partido, he impossivel. Por tan-
to, ou procurar iiludi-lo, persuadindo-lhe que o ha
de aproximar do ftm desejado mais do que elle
pensa ; ou enlao se esforcar por indazi-lo a re-
nunciar suas opiniSes e eus antigos compromis-os,
encarregande-se de indemnisa-lo deatt abdicarlo
pessoal por favores eempregos lucrativos, qaeser-
N.iin uuicamente tua fortuna particular. Na pri-
meira hypotheso a arma do governo he a mentira,
na segunda, a corrupto. Isto he claro e irrecusa-
vel.
Mas suppnuhamos agora que ora conservador se
dirija a am progressista, oa um sectario do princi-
pio da auloridade a outro sectario do poder popu-
lar. Que obstculo serio se peder oppor conci-
liario e harmona desees dous principios, se os par-
tidarios so razoaveis''. Longe de hiver a menor
impossibilidade moral, he justamente neste caso
que as transaeces sao legitimas, e que sem ellas,
como diz o insuspeito Sismonit, nao pode viver a
liberdade. O progresso sem conserva cao he trans-
toroo, he cataclysma social; o ps der popular sem
auloridade forte e slidamente constituida, he des-
orden), be anarchia continuada (d). Da combinadlo
poi, e da harmona desses dous principios vaga-
mente invocados, he que depende a vida e a pros-
peridade dospovos : a theta e antytliest, ainda nes-
te caso, em vez de se exclairem de ra modo fatal,
preslam-se a seren resolvidas do pensamento do
liomem, por am principio sythetico, e depois no
terreno da applicacSo social por inslituicoes e por
aclos, que salisfacam ao mesmo tempo as duas ten-
dencias apparentemente oppostas.
Proclamando o principio conservador progressista,
o principio da autoridade justamente combinado com
os inleresses do povo, o gabinete de 7 de setembro
tirou lodo pretexto s disidencias sistemticas dos
nossos partidos no campo das ideas, e nao ha oppo-
sicSo ratoavel ao grande lm que se elle propoz,
tentando reconciliar os Brasileiro. Pode o governo
imperial nao marchar Uo occeleradamente quaoto
alguem o deseje; podem as suas cncessoes e os seus
actos ser reputados iniuflicieoles por uns, e de-
masiados por oatros ; mas com lanto que na maioria
dos casos a sinceridade de suas in tencoes seja prati-
camente provada, ningucm se poder recusar a coad-
juva-lo, facilitando e appliu lindo o programma da
conciliaco, a menos que se queira cahir nos parli-
dos das pequenezas e dos detalhes. Daquelle modo
os partidos se aproximarlo e a fuzo nu interesso da
patria chegar a realisar-se; as opposicfies sistem-
ticas cederam o lugar s queixas e ios attaques in-
dividuaes de quem sa senlir offendido em seus d-
reilos ; o tribunal da a opioio publica, funecionan-
livremenle, fari Justina a qnem a tiver.
< En chamo grandes partidos polticos, diz o il-
lustre Tocquecille, someote aquellts que se ligam
maia aos principios do que s suas consequencias ;
s generalidades e e nao aot casot parlicnlaret. Es-
Res partido tem em geral trac/ mais nobres, pai-
xoes mais generosas, convieres mus reaes, nma
marcha mais franca e mais ousada que os oulros....
Os pequeos partidos pelo contrario sSo em geral sem
f poltica. Como nao se sentem elevados e susten-
tados por grandes objectos, o seu carcter he assig-
nalado por um egosmo que se patenlea s claras
em todos os seus acto. Esquenlara-se sempre fra-
mente ; sua lingaagem he violenta, mas tua mar-
cha he timiia e incerla. Os meios que empregam
sao nseraveis como o fim que se propOem. o Por
aqu vemos que Burke e TocqueviUi acham-se de
acord quanto'ao essencial.
E, na verdade, sem a conciliario n3o ha meio ter-
mo : ou bastear francamente urna bandeira radical e
eonclnisiva, e arregimenlar bomens que cercando-a
combatam a bandeira opposta ; isto he, ou sabir fu-
ra da Constituidlo, altacandos alguma de suas ba-
ses fundamenlae, regeitando algnm dos seus ele-
mentos de governo e|dos seus meios de reforma :
oa entio, acceitar a posic.lo e o oome dos pequeos
partidos, que se bitem por detalhes, e consentir que
se faca applicacSo do famoso dito do historiador lati-
no aquellos que o compOem (e). A alternativa nao
pode ser mais dolorosa; e he ainda o judicioso e ex-
perimentado publicista francez quem exprime nos
se- linles termos a verdade das consequencias em
qualquer dos dous casos, a Os grandes partidos re-
volvem as sociedades, os pequeos agitam-na ; uns
a dilacerara, e os oulros a depravara ; os primeiros
salvam-na algamas vezes abalando-a, os segundos a
perlubam $empre sem proveilo. a E sendo assim,
que sabida mais airosa, mais honesta e mais profi-
cua ao paiz do que a Iransacco entre o mais e o me-
nos, do que a conciliaco em fim'.'
(Continuaremos.)
A PEDIDO.
AO PUBLICO.
Se a senlenca quo acaba de proferir o conselho de
guerra contra mim, nao acemetaste dezar a minha
honra, equiparando-me ao ex-major do corpo de po-
lica Jos Kabello Padilha, nlo me oceuparia della,
e resignado sofferiria qualquer mal que della fosse
consequencia; mas se eslou all'cilo aos Irabalhos, e
conhejo que ellos se fizeraiu para os bomens, leulio
muilo amor a minha reputac.au, e nao poseo san-
gue fri ve-la meuosprezada por urna decisao capri-
chosa, que d'entre lautos e lautos olliciaes compro-
metidos no alcance do corpo de polica, smente me
repuloa criminoso par do ex-major Padilha, im-
pondo-me a mesma pana que esla foi applicada, e
estalielecendo assim que eu e o mesmo ex-major Pa-
dilha Tomos os delapidadore de loda somma os ira-
viada no corpo de colicia. Ferido por lano no que
o homem pode ler de mais precioso, e viclima da
mais estpida vinganc,a, julgo do meu dever dirigir-
me ao publico, e pedindo a sua bonevola atlencao
expr-lbe os verdadeiros motivos de minha coodem-
nacao, e proporciooar-lhe a leitura de minha delo-
za, cujas allegaces foram exbuberaolemeule prova-
da ou com documentos, ou com o depoimenlo de
lestemunhas maiores de toda exceplo.
Desde que se tratou do processo mandado instau-
rar pelo desfalque encontrado no corpo de polica o
ex-major Padilha, cerlo de que a defeza dos olliciaes
compromeltidos nao podia deixar de importar em
aecusarao formal contra elle, procurou por todos os
meios persuadir aos mesmos olliciaes, que nenliuma
defeza apresenlassem, assegurando-lhes que o cubri-
ra com a alia proleccao que hsleulava ; nao es-
tive por isso, e declarando que urna absolvilo, que
nao fosse baseadaua minhacompleta jtislilicdco.quc
nao pozesse salvo a minha honra, nico lado por
onde encaro lodo esse negocio, de nada me servirhi,
Iraloi de munir-me de documentos, e preparei-me
para defender-me. Nao faltou mesmo quem lodo
dedicado i proteger o cx-major Padilha levasse mui-
lo mal toda o qualquer defoia que cu por ventura
apresculasse, e al liouvc iusiuuaces para que cu
me entregasse dscricslo, porm desprezei-as.
Defeni-me pois, e como quer quo vista das pro-
vas coucliidcntes com que inostrei que o ex-major
Padilha fura o verdadeiro delapidador dos dioheiros
extraviados, conluiando-se com os inferiores, nao 6e
podesse dar o escndalo de sua absolvico, a rava e
o desespero de seos protectores induzio-os a exercer
um acto de baixa viuganca conlra mim, condemnan-
do-me em satisfcelo ao ex-major Padilha na mes-
ma pena, em que se viram loica los., coudemoa-lo.
Fui pois, condemnado : porque ousei defender-me,
de aorta que se nada houvesse allegado em minha
justifcarao, se me desse por couvicto eimplorasse ao
ex-major Padilha, que reparlissc comigo urna mi-
gilha de sua alia proleccao, estara absolvido
sua sombra. Entretanto nao me arrependo ; o fim
a que rae propuz consegui-o, e quando mesmo esta
decisao injusta e irrisoria fosse irrelratavel, nao se-
ria ella capaz de marcar a minha repinarn, e por
em parallelo mim e o ex-major Padilha, mim
que possuindo o mesmo que sempre possui nunca
desbarate) cousa alguma em devassidOes, e no gago,
e lenlto sempre vivido no seio de minha honesta fa-
milia, com a mediana compativel, com os meus pe-
queos teres.
E de feito, que valor pode ter urna decisao que o
simples bom scuso repelle, c nao pode, supportar o
mais ligeiro exame ; urna decisao estravagante '! Pois
he possivel que, tondo apparecido um alcance no
corpo, e julgando-se esse alcance resultado de pre-
varicado, seja criminoso um capilao, e nenbuma
culpabilidade lenlia o commandanle .' Pois he possi-
vel que dando-se desfalque em todas as cooipanhias
do corpo, s seja criminoso o cap lo de urna ? Pois,
caminan.lando eu a terceira companhia posso ler
respoosabilidade pelo que se passava na I.1, 2.a, e
4.a 1 E se o ex-major Padilha podia extraviar di-
nheiro nessas tres companhias sem o concurso e cri-
minalidade de seus respectivos commandanles, s na
minha companhia he que o nao podia tazar sem
minha annuencia e concurrencia, e sem que ou seja
necesariamente criminoso ? Pois se houvesse pre-
varicado no corpo, oenhuma responsabilidad tem
os inferiores, que faziam as reanles de mostra ? Na-
da disto porm pude entrever o bom senso dos cons-
cienetosos protectores do ex-major Padilha, e como
quer que fosse eu o nico que Ihes desconcertasse o
plano, assentaram de ponir-me, nao porquo houves-
se prevaricado no exercicio de meu emprego, pois
que alm de que o contrario prove em minha defe-
za, s mesmas teslemonhas da aceusac.io se desdis-
ceram em minha presenca, mas unicamenta porque
nao fui dcil as insinuacoes, e nao quiz sacrificar a
minha reputaran s conveniencias do ex-major Pa-
dilha.
Felizmente o processo ainda tem de ser submelli-
do i apreciaran da junta de justica, a cujos mera-
bros me dirijo particularmente, e certo de que pres-
taran ,i todas as suas pecas a maior atlencao,e fario o
mais escrupuloso exame de tudo quanlo respailar a
defeza dos aecusado, espero obter a juslic,a, que iao
iniquamente me negou o conselho.
Kecife 21 de novembro de 1854.
Firmirut Theotonio da Cmara Santiago.
Srs. membros do Conselho.
Obrigado responder pcranle um juizo incom-
petente, como be um conselho de guerra para jul-
gar um paizano, que foi oflicial de polica, e que
dizem iuciado no crime previsto no art. 30 da lei
provincial n. 14o de 31 de maio de 1845, nao uza-
ria aecusado do direito de defeza, se ao menos nao
livesse a firme conviccao de que, se nao lem de ser
julgado por seos pares, va se-lo por juizs impar-
ciaes ejustos, que. alheios as cous|deia;Oes da mi-
zade e do odio, do favor e patronato, nenhum in-
leresse podem ler na senlenca, que lavrarem, se-
nao o de punir o crime, e salvar a innocencia.
He o acensado considerado iacurso no crime de
haver distrahido em proveilo seu, dinheiros da fa-
zenda provincial, e isto em consequencia do alcan-
ce, que se veriOcou existir no coipo de polica, de
que fui o aecusado capilao, al abril do anno passa-
do; alcance, cuja exaclido no que respeila ao ac-
ensado ignora elle; por quanto nao foi chamado
para ajuste de coalas, nem sabe o como forao ellas
lomadas.
Nao pretende o aecusado atenuar a forja das pre-
sumpcrs, que na apparencia mililam contra elle,
quer no conselho de investigado, quer no conse-
lho de guerra, chrismado em conselho criminal;,
mas se a verdade. como a luz, nao pode estar por
muilo lempo occulla, e mal apparece nao pode dei-
xar de ser Vista e couhecida, espera o aecusado pro-
var, que se apparencias o podem condemuar, a rea-
lidad* dos factos nao pode deixar de absolve-lo.
flouve duplcalas uo corpo de polica, e ellas
lambem se deram na terceira companhia, que o ae-
cusado commandava, a assignalura do aecusado fi-
gura era algumas dessas duplcalas; e alem de que
alguna inferiores juram que taes duplcalas eram
feitas por ordem dos commandanles de companhia,
que o aecusado assislia conferencia das reanles
de ostra de sua companhia, que recebia os prets
da mesma companhia, ( fados confirmados pelo
quartel mestre 1!) o ex major Jos Uabello padi-
lha no seo interrogatorio no conselho de investiga-
Silo declara mui perempturiamenle que o aecusado
linha seiencia das duplcalas, que o aecusado he
conseguinternenle criminoso. Assim se se nao a-
chassem exuberantemente provados com documen-
tos, ( e oulros scr.lo com o depoimenlo de lestemu-
nhas maiores de toda a excepto ) factos, que dao
por trra com todo esse artefacto de calumnias pro-
feridas s com o sinislro inteuto de salvar o crirai-
sada a moslra, como aconteca quas sempre? Como
suppoz-se o acensado 1,1o negligente em objecto de
lana imporlaucia, que fosse para o quartel tarde
e nao assislisse por isso s conferencias ?
Altenda-se ainda ao que dizem a ."> teslcmunlias
a II. 32 do_ conselho de Guerra, a 7. a fl. 43, e a
8." a fl. 47, c ainda mais clara se lomar a conse-
qucucia que se deve tirar de taes factos. As duas
primeiras dizem que o ex major fazia as conferen-
cias, e uunca oppoz o menor obstculo, e a ullima
diz que as conferencias eram fcilas por elle e us in-
feriores de sua confianra, scudo que esles muilas
vezes Ihe mandacam batear sommas avulladas. E
para que procurava o ex major inferiores de sua
confianc,a f A que ttulo distribua com elles es-
sas sommas'!
Donis ,se as duplcalas eram fcilas por ordem
do aecusado, c havia coiiseguinlemente toda a in-
lelligenca entre o aecusado, e o furriel de sua com-
panhia, que necessidade linha este de furlar a fir-
ma do aecusado para assignar papis em seu nome,
e como consenta o ex Major que isto se fizesse em
sua presenta Entretanto a 4." teslemunha do con-
selho de guerra aflirma, que Vira Serra assignar o
nome do aecusado em presenca do major ( fl. 28 )
e a 5.a aflirma, que elle assignra pelo aecusado o
mappa diario (fl. 33). Mas quando mesmo essas
duas testemuahas nada dissessem respeito, he esle
um dos fados, que o aecusado prova cora docu-
mento.
E defeilo do documento n.1. se ve, que fora furta-
da a firma do aecusado as rolarles de moslra da
thesouraria e do archivo da secretaria do corpo, per-
lecentes ao mez de julho e outubro de 1852, e em
mais tres rol.iruos, que acompauharam remessas de
sidos para Kio Formoso.e em urna para Garanhuns.
E leria o aecusado assistido a conferencia dessas re-
laQes do lempo em que eslava gravemente enfermo,
como prova o altestado appenso ao conselho de in-
vestigado a fl 178 ? Esta fado, que se acha com-
provado com um documento irrecu exame he muilo positivo em abono do aecusado ;
mas outros mulos vao ser offerecidos consideradlo
deste illustre conselho.
Que o aecusado ncohuma ordem deu para que se
lirassem duplcalas em sua companhia ; que nem
liuba mesmo seiencia disto, lie Tacto que provar com
o depoimenlo das teslciiiuiibas eujo rol appresenluu;
com quanto as respostas, que se leem a (l 174 e se-
guintes, do conselho do invesliga$ao alguma cousa
j digam a esse respeito.
Logo que se descubri o alcance do corpo, e o ae-
cusado conheceu que eslava compromellido, pergun-
tou ao furriel.Serra na secretaria do corpo e em pre-
senta do major e officiaes, se alguma vez linha elle
recebido ordem sua para tirar dinheiros de mais, e
se esses dinheiros eslavam em seu poder, e o furriel
declaro mui terminantemente ; que nem recebera
jamis ordem alguma do acensado para esse fim,
era em poder do acensado eslava quantia alguma
lirada de mais. E se o contrario informou depois, nao
deve islo atlrbnir-se senao a influencia, que sobre
elle exerceu, bem como sobre outros, o ex-major Pa-
dilha, que nao poden Jo fundar a sua defeza seno
no comprometlimento dos que elle mesmo ja linha
defendido, tratnu de aliciar os inferiores na prisao
para deporem de modo que o Tavorecesse. Eslc Tac-
to, sobre que a 3. lestomuuha do conselho de guer-
ra a fl 24, e a 5.a a fl 32 depem alguma cousa, pois
quo afrmam qqe o ex-major fora prisao dos in-
feriores, acrescentaodo a 3. que elle tratara de dar-
Ibes insirucco- para o depoimenlo, sera melhur elu-
cidado pelo depoimenlo das testeinunhas do aecusa-
do.
Que o aecusado, como os de mais commandanles
de compauhia, foi dispensado pelo ex-major Padilha
de assislir a couferencia das reanle, de moslra, sen-
do cuslume do corpo ser ella feila pelo ex-major c
os inferiores, lie fado, que o depuimenlo das leste-
munhas provar.
Que o aecusado muilas vezes, achando^e em di-
lige ncia, cooservava o commando da companhia in
nomine, sem que se nomcassem- commandanles in-
terinos, he fado altestado pelo commandanle Reg
Barros em seu interrogatorio uo conselho de nvesti-
gacao a fl 185, o sobre que deporao as lestemunhas
do aecusado.
E ainda mais; durante mesmo a molestia do aecu-
sado, que seeslendeu de principios de julho a lns de
novembro esleve o aecusado eo commando da com-
panhia com excepc.lo apenas dos mezes de agosto e
setembro, seudo que mesmo depois que o aecusado
se aprcsenlou foi dispensado de lodo servio.i do quar-
tel a protesto de roudar nos Afosados, e assim se
conservou al ser demiltido.
Entretanto durante lodo esse lempo, em que o ac-
cosadu esteve em diligencia, oudocnle, liouvc dupl-
calas em sua companhia, e por ordem de quem se
Taziam untan taes duplcalas ".'
He misler que se nao materialise tanto a culpa-
bilidade, para suppo-la nina consequencia necessaria
do Tacto material de nssignar um papel.
Com o_ documento n. 2 prova ainda o aecusado
que seno nomearam commandanles interinos em al-
gumas occasiOes, em que pardo para diligeacias.
Mas, diz-se, o aecusado recebia os prets do sua
companhia. Eis linda urna fal-idade que o aecusa-
do vai destruir. He verdade que muilu poucus prels
recebia o aecusado, sendo quasi lodos recebidos
pelo furriel ; mas aquelles mesmos, que recebia o
aecusado, daya-os logo ao furriel para fazer paga-
mento. E nao tondo nunca o aecusado felo paga-
mento, nao podia verificar dill'ereuca eolre a somma
do pret e os vencimentos das praras do que mesmo
recebesse sem deduccao alguma.
Alem disto os documentos n. 3 e i provam, que os
prets eram entregues sempre pelo furriel, indo ape-
nas alguns assignados pelo aecusado ; que se reu-
nan) os de muitos metes para que o aecusado os as-
signasse, e que nuuca o aecusado Tez conferencia al-
gumano aclo dassigna-los.
Mas ainda nao he ludo. Os documentos 5 e 6 pro-
vam, que o ex-major Padilha receben do quartel
mestre 4 prels .la companhia do aecusado, imuodan-
do em 4:435a960 reis, e era disconlos 1:6503820 rais;
assim como que recebeo 11 prels das mais compa-
nhias importando em 8:3163850 reis, e em disconlos
8:4303530 reis Os documentos n. 7 e 8 provam
que o furriel da companhia do aecusado recebeu do
quartel mestre tres prels da mesma companhia por
ordem do ex-major Padilha na importancia de
6993700 reis; e qneocommandanle geral recebeu um
prets geral de todas as companhias importando em
2:5659600 reis ; sendo que a somma relativa a com-
panhia do aecusado he de 8063400 reis E not-
se que este ultimo pret foi tirado em occasio, em
que o aecusado linha sabido emdiligencia para Ga-
ranhuns, ( documenlo n. 9 ) e sem que o aecusado,
fosse scienlificado de cousa alguma quando regres-
sou da diligencia, que durou 21 das, no entretanto
que o pret referido fura lirado para dous mezes
vencer.
Stnhores Redactores.Julgo ainda uecetsraio pe
dir a Vmrs. a concessao de algum espaco no seo acre
ditado jornal, para responder ao Sr. accionista
de Gabiuete Portuguez de Leitura, queappareceu
nova e opporlunamente no Diario de Pernambuco
de boje.
Eslimo saber que o Sr. accionista he indiffcrenle.
como assevera, ao qoe me diz respeito ; o que toda-
va se nao compadece com aquillo mesmo que escre-
ve, e por isso apezar dos boos desejos que palcnteia
pela minha justiucatao, permitta-rae dizer-lhe : qoe
nao devo confiar muito as suas finezas, por me pa-
recerem que vem de parte ospeita. Nao sou eu.
Sr. accionista, que o empurro para a queslfio
consalar. Smc. mesmo he que procura recorda-la,
ao que moslra com muilo gosto seu, ratificando as-
sim oa_ fandamentos que tive para dizer na minha
primeira correspondencia de 20 do correte, que
um outro nm se dava no apparecimento do commu-
nlfado do Sr. accionista em vespera de sahida do
vapor per Lisboa.
De mais, parece-me que se o Sr. accionista linha,
como diz, a inlencao de responder ao Portuguez do
lbtral Ptrnamoutano, e pretenda somente mos-
trar o grao de'prospen.lade actual do mesmo Gabi-
nete, o qoe he assaz louvavel e eu muilo eslimo por
mais de nina razao, nao era necesario, para Tazer
sobresahir 13o vaotajoso estado, procurar tisnaa*
com menos lealdade o meojoonecito on de quem
quer qne fosse. Em meu auxilio vem ainda as pro-
prias palavras do Sr. accionista, as quaea roe do a
conhecer que Smc. mesmo a sea pezar, he empur-
rado para a qnesto, com a qual nada tem, como as-
severa ; porque quando o Sr. Joaquim Baptista
Moreira e eu Cuernos conectivamente a declararlo
lumbrada agora pelo Sr. accionista, foi como func-
cionarios eatrangekos nesle paiz, e o Sr. accionista
deve melhor do que en saber as conveniencias que
lia a guardar ueste nossa qualidade, as quaes se nao
.le\em transgredir ainda mesmo por certas conside-
racoes.
O qoe nessa declararlo le dase, segundo minha
lembranca Toi que se proteslava para em lem-
o po e lugar compelenle se exigirem pravas legacs
a de quanlo calumniosamente se asseverava ; e
em lempo e lagar competente, repilo, se exisirao
essas pravas.
O caso de quese trata ao presente he mui diverso,
he s comigo esobre negocios meus particulares de que
teuho a devida respoosabilidade. Posso e devo res-
ponder logo s arguic,6es que se me lauta, e conlo
poder faze-lo como ja dase, com pravas e em breve.
Tenha o Sr. accionista, um pouco mais de pacien-
cia, nao seja lo soffrego ; se linha tanta pressa
e bous desejos podia ler-mc prevenido do seu pri-
meiro communicado, porque eu me leria igualmenle
prevenido com a resposla.
Becife 22 de novembro de 1854.
Miguel Jos Altes.
(d) Olhando para o reverso da medalha, fcil he
ver na conservaran sem progresso, a decadencia e a
mor re ; na auloridade sem poder popular, o despo-
' tismo e a ryrannia.
() Honum publicum simulantes, pro sua gisque
fortuna certabat.
noso, comprometiendo quem, se alguma culpa tem,
he a de fiar-sc demasiadamente de quem nao mere-
ca confianza alguma, nenhum recurso restara ao
aecusado se nao dar-se por convicto, e esperar a
cuuderanaeao.
Antes porem de ir aos factos comprobatorios de
sua innocencia nao pode o aecusado deixar de fazer
algumas cuusiderares, que d lugar o exame das
mesmas pecas do conselho de iuvcstii.ao.au, e do de
guerra. He nm (acto plenamente provado, que em
todas as companhias se deram duplcalas, e oaos
quando as commandavam os commandanles efledi-
vos, senao lambem durante todos os commaodos in-
terino, que nao eram em pequeo numero: ora
para suppor-se qoe as duplcala., eram feitas por
ordem dos commandanles de companhia, he mister
snppor que lodos os officiaes eslavam lio industria-
dos nesse genero da prevaricado, que aguardavam
somente um commando de companhia para po-lo
em pralica; mas urna suppo-inio tal qac presume
um conluio enlro tanta gente, he por certo sobre
modo Mprovavel. E nao he s o acensado, que
assim a jfilga, he o mesmo ex major Padilha, como
se pode ver no officio, qne em data de 9 de abril
do anno passado dirigi ao presidente da Provincia,
e que e acha no processo de investgalo a folhas 22
e seguiu.es. F, se he improvavel que no corpo de
polica tantos fossem. por assim dizer, os prevarica-
dores, quantos os olliciaes, nao dicla a razao, que se
deve* suppor antes que urna mao occulla exista,
que de acord com os inferiores promova lodos
esses manejos'.' E releva notar que ha a mais fla-
grante contradice.i.i entre esse olleio do ex major
Padilha ao presidente da Provincia, em qne procu-
ra por lodos os meios defender os officiaes, e o que
diz elle em sea interrogatorio a respeito do aecusa-
do; donde he fcil de colligir-se que o que diz no
interrogatorio he filho do despeito e espirito de viu-
ganca, por nao ler querido o aecusado por-se a sua
dispos^ao, e serv ir-lhe da instrumento para sua de-
feza com comprometimiento da propria honra e dg-
nidade; por ler em urna palavra o aecusado no seu
interrogatorio exposlo os fados com a verdade
sabida.
De mais as mesmas lestemunhas, que asseveram
que o acensado assislia conferencia das relaroes de
moslra, nao dizem, que sempre o fazia, e o mes-
mo ex major em seu interrogatorio confessa que,
quamlu os commandanles de companhia tardavam,
elle Tara as conferencia* com os furrieis.
Assim, Antonio Manuel Teixeira diz no conselho
de investigarlo a folhas 180, que o aecusado assislia
as conferencias algumas vezes, c que em saa falla
assislia o Turriel; accrescentando no conselho de
guerra a folhas 26 v., que, quando oaecusado che-
gava mais tarde, e durante o lempo de sua moles-
lia, as conferencias eram feitas pelo furriel e o ma-
jor smenle. Assim a leslemunha 3.a do conselho de
guerra aflirma. que as conferencias eram feilas so-
mente pelo furriel e o major em muitos casos, folha
26, e com quanto se nao refira a companhia do ae-
cusado, prova esse depoimenlo o coslume, que ha-
via de fazer o major conferencias com os inferiores.
Ora, se as duplcalas erara mandadas fazer por or-
dem do acensado, como as nao descobrio o ex major,
quando fazia a conferencia nem com ellas deu
quando de novo as conferanciava antes de ser pas-
O documento n. 10 prava que, indo o tenenle P-
menlel destacado para Pajeii de Flores, o ex-major
Padilha mandn receber em camiuho do mesmo
Pimcntel pelo sargento A) res a quantia de 1:2799160
reis que fazia parte dos saldos tirados para aquelle
destacamento, nao obstante terem sido recolhidas a
capital as pracas constantes do mesmo documenlo.
e desertado oulras ; sendo que com taes pracas se do
duplcalas do sidos, como se v fl 34 e seguales
do conselho de investigarlo ; 0 que prova evidente-
mente qne os dinheiros mandados receber doPimen-
lel naooram enlregucs s companhias, e que novos
sidos se tirarem para ditas praras, assim como que
se oao recolberam os sidos dos desertores. Ora ues-
te duplcala entraran) qualro pracas da companhia
do aecusado.
O documenlo n. 11 prova que o capilao Mara-
nhao deixou de entregar no commandanle do des-
tacamento de Garanhuns os sidos de 4 mezes a ven-
cer, perlencentes a 14 pracas, que por ordem remo-
ven do destacamento de Paje para o de Gara-
nhuns, sendo 5 da companhia do aecusado. Entre-
tanto sendo esses suidos a vencer de dezembro de
1852 a marra de 1853, acham-se incluidos nos prels
que foram novamente tirados na companhia do ae-
cusado. e recebidos, um pelo ex-major Padilha, e
outro pelo furriel Serra, por ordem do mesmo ex-
major, como provam os rilados documentos ns. 5 e
7 ; sendo que o ex-major tarabem receben novo
prel para as mesmas proras removidas e perlencen-
les a oulras companhias, como prova o documenlo
oamero6.
Ora se o capilao Maranhao nao fez entrega ao
corpo dos dinheiros que deixou de entregar ao com-
mandanle do destacamento de Garanhuns, como
nao se deu conta alguma dclles, como se nao an-
dn responsibilisi-io ? Mas houvesse elle entrega-
do ou nao esses dinheiros, como mandou o ex-ma-
jor tirar novos sidos, c os recebeu 1
Os documentos ns. 12, 13 e 14 provam quo os
sidos de muilas pracas destacadas ficaram em mao
dos commandanles de destacamentos, quese era o
x-majorquera ajuslava contascomos commandan-
les de destacamentos, se uellas nao intcrviuham os
commandanles de companhia, que de cousa alguma
eram depois identificados, como podiam estes
saber se taes dinheiros eram ou nao recolhidos, se
da parle da thesouraria nuuca appareceu a menor
reclamacao"!
Ora, vista dos fados qae lem o acensado alle-
gado e provado com documentos, quando se acha
evidentemente provado que o ex-major Padilha re-
cecebeu a quantia de 24:426-3320 rs. sendo 9:69133.50
rs. de descuidos, que em alguns mezes montavain
7IIO3OD0 e"9003000 rs., e o restante ein prels, que re-
ceben por si mesmo, ou mandou receber pelo fur-
riel Serra, e pelo sargento Ayres, documenlo n. 15.
sem coular entrelanlo os saldos das pracas desla-
cadas ; quem poder ver o cx-major julgar-se puro,
auectar pobreza lendo dinheiro para adianlar sum-
mas consideraveis, e lancar a pedra sobre os mais
acensando e criminando expressamente o acensa,lo }
Teria o aecusado seiencia de lodos esses dinheiros
mandados lirar, c recebidos pelo ex-major ? Kecc-
be-los-hia, econvcrle-los-hia em seu proveilo ? Mas
so o aecusado linha seiencia de ludo e era crimino-
so, como pagou o ex-major o alcance do corpo de
1851 a 1852, impo/lando em 8:1183280 rs., alcance
em que eslava compromellido oaecusado em 1:4219?
Como principou a pagar o de 1852 1853, pagando
ainda o pret vencido da capital do priineiro 10 de
abril, e o vencer de Iodo mez das pravas destaca-
das em Bio Formoso ? Como officiou presiden-
cia, pedindb para do dinheiro com que, linha de en-
trar pelo alcance de julho de 1852 a marco de 1853,
tirar os sidos a vencer oara os destacamentos de
Paje, Ouricury e Caranffuns? ( documenlo n. 16 )
como apresentou-se na secretara do corpo con
8:0009, pagando com parle dessa quantia os prels
de qne j se fallou, e levando o resto para casa, em
consequencia de ser demillilo He na verdade
demasiada generosidade pagar quantias 13o avulla-
das, que outros detapidaram, e fazer para isso os in-
calculaveis sacrificios que deve fazer qualquer lio-
mem pobre para obler alguma somma de dinheiro
mais cousideravel.
Mas, ainda maior se moslra a generosidade do
ex-major, vendo-so que se encarregara de mandar
aspar e concertar as reanles de moslra, como juram
as lestemnnhas !!
Verdada he que o ex-major argumenta em seu
interrogatorio com uns celebres recibos, que passou
a alguns officiaes que por muita credulidade e boa
f os acceilaram. mas, alm de que laes recibos,
quando fossem reaes, s se referem ao alcance de
1852 1853, e lodos elles importan) em um conlo,
selecentos e tantos mil ris, era oflicial algum en-
Irou com a quantia de que rezam laes recibos, nem
o aecusado deu em lempo algum a menor quantia ao
ex-major, de que recebesse recibo, como prova o
documenlo n. 17.
O ex-major ainda disse em seu interrogatorio,
que aules de ser fiscal do corpo ja haviain appareci-
do duplcalas na companhia do aecusado; mas es-
qiieruu que fiscal de um corpo nao he sempre o ma-
jor, e que serve na falla deste o capilao mais anligo,
Quando pela primeira vez servio o aecusado no cor-
po .le polica em poca em que o ex-major nao era
fiscal, nunca appareceram duplcalas; mas quando
pela segunda vez entrn o aecusado para o corpo em
novembro de 1818, j achou o ex-major exercendo
as funcees de fiscal como capillo mais anligo desde
31 de maio de 1848, e nesse exercicio eontinuou at
ser nomeado major, e compelr-lhe como tal a fis-
cal isa^ao do corpo. He o que provam os documen-
tos n. 18,19 e 20,Je um modo que nao deixa a me-
nor duvida. Mas para que ha de o ex-major Padi-
lha alirar a pedra ao aecusado, quando com o docu-
mento o. 21 se prova, que elle ja quando era capi-
lao lirava duplcalas nos sidos dos pravas de sua
companhia, eque amostrado nesse genero de indus-
tria, quando passou a fiscalisar o corpo nao fez mais
do que estender um pouco mais longe a sua rede ?
E de feito, se o aecusado be o criminoso, e o ex-
major poro, donde nasceram tao graudes reanles
coramerciaes enlre elle e o furriel da companhia do
aecusado, a ponto de mandar pelo raesmo furriel dar
dinheiros em grandes quantias, como prova o docu-
mento n. 22?
Ora prova lo que t> acensado nunca mandou
tirar duplcalas;que nao assislia couferencia das
relaroes de moslra;que sua firma ro furtada em
mullos documentos importantes;quo o ex-major
mandava tirar e recebia prels sem seiencia do aecu-
sado; e isto n8o s quando o acensado se achava em
diligencia ou doeote, como mesmo em oulras occa-
siOes;que os commaodaoles de destacamentos
ajustavam cuntas com o ex-major, sem que o aecu-
sado nada soubesse do resultado dellas;que o cx-
major tanto se reconheceu criminoso, que sem que
nenhum oflicial enlrasse com um real pagou o alcan-
ce do corpo, e eslava disposlo a conlinuar a pagar;
que o depoimenlo de inferiores aliciados pelo
mesmo ex-major se acha completamente destruido:
parece qu nenhumaoulra consequencia ha a tirar,
senao que o aecusado nao he criminoso; pois st al-
gumas asignaturas suas figurara nessas duplcala,
sao ellas dev idos confianra, que indevidamente li-
nha no cx-major.
Nao lendo podido comparecer duas lestemunhas
da defeza, o sargento Lavra por ausente, e o sargen-
to Juliaopordoenle, offerece oaecusado os docu-
menlos n. 23 e 24, que conlm a declaradlo dos
mesmos, relativa aos factos sobre que linham de
depr.
Besia somente dizer alguna cousa a respeilo da
caixa.
Em abril ou maio de 1852 enlrou o aecusado para
thesoureiro da caixa de fardamento, e nao havendo
leiquearegulasse, era a vantade do commandanle
geral c fiscal qae constiluiam a lei. AsobrigacOesdo
aecusadolimilavam-sea receber cousigoa^es mensaes
de fard anin lo das companhias, ea fazer os pagamen-
tos ordenados, sem que de qualquer mancira iuduisse
na compra de qualquer objecto, pois que todas eram
Totas pelo commandanle (eral e fiscal. Havia urna
cousa a que se chamava conselho de administrarlo,
e de que erara considerados membros todos aquelles
que commandavam companhias; porm nunca Toi
reunido para a menor deliberado. A ultima com-
pra de pauuos para fardamento, e nica que se deu
eraquanlo foi o aecusado thesoureiro, foi feila pelo
commandanle geral e fiscal, leudo o aecusado noticia
della somoute quando enlraram os fardos oa arreca-
darao do quarlel-mestre, e Ihe foi apresentada a
conta pelo vendedor.
Eis os factos que o aecusado julga dever ofjercccr
en) sua defeza, e que espera apreciis com loda a
reftexao e madureza.
Senhores, vos sois juzes, e como laes deveis ler
Dos e a le dianledos olhos. Aquelle, que encar-
regado da alta inissao dejulgar salisTaz a exigencia
da lei, piiinn lo o crime e salvaudu a innocencia,
serve ao eslado c a Dos; mas se as paixcs huma-
nas o Tazem abaTar o grito da con.ciencia, e lavrar
urna senlenca iuiqua, entilo lorna-sc o poior dos ci-
dadaose dos humen., e quando escape a juslira da
erra, um da lera de tremer dianle de um'jniz
inexhornvel, ao qual nioguern Ilude. Felizmente
nao eslais neile caso, sois iucapazes de Irahir vossa
consciencia, e por isso canfiadamentc espera o acen-
sado juslira.
Appareccn, inda bem, no Diario n. 267 de terca-
Teira 21 do andante mez, urna cousa, que nao sei se
Ihe d onomede proleslo, queixa ou tamuria, assig-
nadaMiguclJose Alces Bcgalou-mc esle peilo o
ver a intrepidez com que ese cavalleiro acudi a
defender a sua honra beliscada, o seu credlo depe-
ninid.i, e a sua replanlo aman alada ; mas como
nao baja gosto perfeito, as ancas do meu conlenla-
menlo, veio a tristeza, vendo e leudo. quu dito Sr.
Miguel desejava, queria e pedia um canto para nei-
le se defender 1 Tomei em tramboiho e em mo
agouro, o querer esse cavalleiro procurar cantos
para se deTender, quando he cedo, que qoem se
melle em cantos so esconde, e quem se esconde tem
nudo, e quem (em medo nSo entra nm lica Mais
ainda me embasbacou o onvir dizer geralmente, que
esse cavalleiro que j procura cantos, se metiera as
encolhas, deixando o publico c as pessoas que o co-
nhecem com agua na bocea I Se eu tal vejo, doo ao
diabo a carrada o o cavalleiro, e pedirei nao um cau-
ro, mas s ni um espacioso campo nesle Diario, para
o desencantoar, e romper ao cavalleiro a murara.
Avante, Sr. Miguel Jos Alves, esl empenhada a
lula, o puhl ico ancioso espera a sua deTeza, e se esla
nao apparece, conle que d com as ventas em nm
sedeiro, e bem pode procurar Ierra onde melhor pos-
sa blasonar, embora nos deixe saudoso.
V.
aE-ajUs i
Illm. e Bvm. Sr. Dr. vigaris geral.Diz Guilher-
me Augusto Bodrigucs Selle, que a bem seu, precisa
que o escrivao Esteves, Ihe d por cerlidao, a sen-
tenca quo julgou improcedente a juslificarao de ce-
vicia que a mulhcr do supplicante Ihe propozera ; e
bem assim, n senlenca que despretou os embargos e
aquella senlenca ; portante requer a V. S., Ihe
mando passar a cerlidao pedida.
Pedo a V. S. assim II ; delira.E. B. M. G(-
Iherme Augusto Rodrigues Selle.
Sim. Oliuda 21 de novembro de 1851. Padre
Ibiapina.
Man a I Esleves de Abren, escrivao do civel e crime
do juizo ecclesiastico deste bispado de Pernambu-
co, por S. Exc. Kvm.a, que Dos guarde, ele.
Certifico, que revendo os autos de justificado de
cevicias de D. Anna Joaquina de Mello,,-.mira o sup-
plicante Guilherme Augusto Bodrigues Selle, delles
constan) ser as sentencasqne o suppliciule pede por
cerlidao,do iheo scguinlc :
Julgo improcedente a juslificarao requerida para
o fim proposlo ; porque apenas esl bem provada a
desnlelligencia enlre justificante e seu marido, o
que nao basta para lauto ; mas faltou solidez as
pravas sobre cevicias, e adulterios para abrir-se essa
porla ao divorcio ; o divorcio que be sempre 13o fa-
tal a moralidad,, publica, que s vista de severas
pravas, se pode pcrmtlir. Portanto. e o mais que
dos autos consta, julgo de nenhum efieito a juslfica-
c.io. e pague a justificante as cusas.
Oliuda 3 de outubro de 1854.Padre Jos Anto-
nio Pereira Ibiapina.
Vistos os embargos e o qae em contestacao a elles
se disse, as pravas de urna e oulra parte,'resulla
Que a embargante nao melhorou decondicao comas
novas pravas que apresenlou em suslcutacao aos em-
barcos, porque, em direito, respostas de cartas e de
ouvir dizer vagamcute, sao pravas inferiores em me-
recimento aos jurameulos judiciaes, e se estas pravas
dadas pela erpbargaule na justificarlo, que em lodo
o sentido dizem mais que as carias agora apresenta-
das, foram julgaJas insuilicieules, maioria de razan
ha para lerem igual orle a prova dos embargos qne
consta dessas cartas, ou nutro documento tao gra-
cioso como ellas. Nao he procedente o argumento de
baslarem indicios o presump^Oes para a procedencia
da juslificarao, porque a le exige a prova da exis-
tencia de cevicias graves e culpaveis, ou adulterio,
liara ser admiltido o justifcame a propor o devor-
cio, c bcm se v, que presuraprocs e indicios, por
mais vehementes qne sejam, n,1o aulorisam a affir-
ina* a existencia do que se presume. Nem lambem
desiulejligencia enlre marido e mulhcr, importa in-
dicios c presumpees de cevicias c adullerius, pur-
que podem proceder de infinitas oulras causas sem
grave cousequeucas, como he muito ordinario entre
os casados. Arrresrc ainda que a embargante nao
est em oppressao, nem Ihe faltou lempo e commo-
do para offerecer e dar em juizo. proras de factos,
que a seren tao pblicos c estrondosos,como affir-
ma, deveriain estar de fac.il alcance ; nao p<>de, por-
laulo a einnarc..mo, allegar em favor dessa falla,
remover os embararos, que arlualmente a impe-
de.n.Nesse estado e circunstancias admillir a pro.
poro divorcio, era facilitar urna discussao sem Truc-
lo em relacao ao fim, e ao mesmo lempo muito pre-
judicial a moralidade publica. Por isso, e o mais
que dos autos consta e disposic,Oes de direito, com
que me conformo, julgo, desprezando os embargos e
coiidcmnando a embargante as cusas accres-
cidas.
Oliuda 15 de novembro de 1854.Padre Jote An-
tonio Pereira Ibiapina.
E mais seuao conlinha 'em ditas scutenras aqu
copiadas do verbo ad verbuin, c vai a preseute na
verdade lem cousa que duvida faca, escripia e assig-
nada por mim sobredilo escrivao uo principio desla
declarado, aos 21 de novembro de 1854. Escrevi e
assigaci em f de verdade.
Manocl Esteces de Airen.
COMMERCTO.
PBACA DO BECIFE 22 DENOVEMBBO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaces olliciaes.
Hojc nao houvcraiu colares.
ALFANDEGA-
lien lmenlo do da 1 a 21. .
dem do da 11......
238:3913860
8:282fll3l
246:6733991
Descarregam hoje 23 de novembro.
Barca franceza.Imite Raymondpipas do vinho.
Galera inglezaDea Slayermercaduras.
Polaca hespanholaArdillapipat de vinho.
Barca americanaTremontgelo a maesas.
Importacao'.
Brigue americano Wm. Price, vindo de Pbiladel-
phia, consignado a H. Forsler & C, manifestou o
scguinle :
139 fardos de algodao, 25 caixas dilo azul, 25
barris carne de porco, 28 ditos dila de vacca, 200
barris banda, 30 caixas velas de espennacete, 57
meias caixas cha, 4 barris presuntos, 8 ditos espirito
de lerebenlina, 400 barricas bolacha, 50 ditas e .50
caixas bolachiuha, 1 barril oleo de liihaca, 1,644
barricas fariuha de trigo, 1 caixa fugao; aos con-
signatarios-
CONSULADO GEBAL.
Bendimenlo do dia 1 a 21.....17:0243858
dem do da 22........1:9809876
19:0053734
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do da 1 a 21.....1:7403852
dem do dia 22........ 257a92i
1:9989776
Exportacao'.
Rio de Janeiro, brigue nacional Dous Amigos, de
216 toneladas, conduzio o seguinle :12 pipas e 40
barris vinho, 638 saceos arroz, 1,591 saccas railho,
21 laboas de amarello, 40 rolos de salsa, 560 meios
de sola, 61 mothos pelles de cabra, 185 saceos e 20
barricas assucar, 191 caixas velas de carnauba, 1 cai-
xao, 1 encapado o 1 gavetao trastes, 4 barris oleo, 'de
cupahiba, 1 pipa espirito, to saccas algodao, 1 caixa
espanadores, 1 encapado peonas de cma.
dem, brigue nacional Puritano, de 182 tonela-
das, conduzio o seguiute :155 barricas assucar, 200
saccas arroz, 3 caixas bichas, 119 balas algodao, 300
saccas milho, 500 meios de sola, 36 laboas vinhali-
co, 47 saceos cera de carnauba, 1 mobilia.
S. Miguel e Fayal, chalupa Quilha de Ferro, de
88 toneladas, conduzio o scguinle : 4,800 barricas
com 2,834 arrobas e 6 libra de assucar, 300 meios
vaquetas.
RECEBEUOB1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 21.....18:2359865
dem do dia 22........' 3663727
18:6029592
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do da I a 21.....23:502s403
dem do dia 22........1:7059018
25:2075151
MOVIMENTO DO PORTO
Argentina.........A Sr." D. Leonor.
A beneficiada, espera do rcspelavel publico a
coslamada proleccao.
Os bilbeles acham-se venda em casa da benefi-
ciada no paleo do Paraizo n. 24.
17* BEC1TA DA ASSIGNATURA.
Sabbado '25 de nocembro de 1854.
Depois da exocuc.au de urna ouverlura represen-
tar-e ha pela primeira vez, o novo drama em 5
aclos intitulado -
0 ALQUIMISTA.
com a eog
TRES I
Terminar o espectculo com a eogracada come-
dia em 1 aclo intitulada
0 FILHO DE
Principiar as 8 huras.
Os bilbeles vendidos para o dia 18 tem entrada
neste espectculo.
Navios entrados no d%a 22.
Rio de Janeiro42 dias, brigae brasleiro Ralo, de
213 toneladas capilao Jos Cardoso Rangel J-
nior, equipagem II, carga fariuha de trigo; ao
- capilao.
Nova Hollanda100 dias, barca ingleza llenryReed,
de 495 toneladas, capilao Fowler, equipagem 16,
carga lia e mais gneros ; ao capilao. Veio re-
frescar e segu para Londres. Conduz 18 passa-
geiros.
Terra Nova32 dias, barca ingleza Midas, de 250
toneladas, capillo \V. S. Anderson, equipagem
14, carga bacallio ; a Me. Calmoot o. Companhia.
\--iir1 i das, brigue brasileiro Assombro, de 254
toneladas, capilao Joao Egidio Baptista das Neves,
equipagem 14, carga sal e palha ; a B. Isaac &
i .oiupanhia. Veio largar o pralico e segu para
o Bio de Janeiro.
Baha9 dias, hiate brasileiro Dous Amigos, de 116
toneladas, capilao JoSo Rodrigues Vianna Dantas,
equipagem 10, carga varios gneros; a Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo.
Bio de Janeiro c Baha8 3ias, vapor inglez Creat
Western, commandanle Bevis, com 19 passageiros
para esla provincia.
Socios saliidos no mesmo dia.
ParabibaUiale brasileiro Flor do Brasil, rneslre
JoSo Franciseo Marlins, carga varios gneros;
saino h niteiii das 6 lloras para as 7 da larde.
Bio de JaneiroPatacho brasileiro Amizadc, com a
mesma carga que Irouxe. Suspeudeu do lamei-
rlo,
liba do Faal por S. Miguel Chalupa porlugueza
Quilha de Ferro, capilao Antonio Jacintho Vel-
loso,, carga assucar.
EDITAES7
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em ciinipi menlo da resoluco da junta da fazenda,
manda fazer publico, que a arrematarlo da obra dos
concertos da ponte do Cachang, foi transferida para
o dia 23 do crrante.
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Si.-i ciarla da thesouraria provincial de Pernambu-
co 16 de novembro de 1854.O secretario,
Autonio F. da Annunciacao.
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE JANEIRO.
Pretende saliir com muita brevidade, o
veleiro brigue "Dous Amigos, portera
maior parte de seucarregamento promp-
to: para o resto da carga, passageiros e
escravos afrete, trata-se com Xovaes 6i C,
na ra do Trapiche n. 54, ou com o ca-
pito na piara do Commercio.
Para Maranhao.
Espera-se nestesdiasdo Rio de Janeiro, o
brigue nacional Brilhante, pouca de-
mora tera' por trazer maior parte de seu
carregamento : para o resto e passagei-
ros( trata-se com Novaes & C., na ra do
Trapichen. 34. priineiro andar.
PARA O ARACATY.
Segu uestes dias o la te Capibaribe : para o
resto da carga trata-se na ra do Vigario n. 5.
Pata o Rio de Janeiro.
A barca brasileira Ipojuca seguir imprelervel-
menle no dia 22 do correle ; recebe alguma carga
miuda e escravos a frete, jiara os quaes lem espaeo-
soscommodos: os pretendeole dirijam-se n ra da
Cadeia do Becife, escriptorio de Bailar & Oliveira
n. 12.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
Os Srs accio-
uslasdestacom-
pauha silo con-
vidados a reali-
sarem com a
maior brevida-
de, a quinta e
ullima presta-
cao de suas ac-
coes, para a im-
-orlanciaserre-
meltida a direc-
cSo : dirigindo-se a ra do Trapiche n. 26, casa de
Manoel Duarle Bodrigues.
Para o Bio de Janeiro segu com brevidade o
brigue nacional Fluminense por ter ja a maior par-
le da carga prompta ; para o reslo e escravos a frete,
para o que lem bons commodos, trata-se na 'ra da
Cruz no Becife n. 3, escriptorio de Amorim lrm.los.
Para o Rio de Janeiro
vai sabir com muila brevidade a barca nacional Ma-
thilde por ler parle da carga prumpta : quem na
mesma quizer carregar o resto, ir de passagem, ou
embarcar escravos a frele, para o que tem excelen-
tes commodos, falle com o capilao Jerouymo Jos
Telles, ou no escriptorio de Manocl Alves Oaerra
Jnior, na ruado Trapiche n. 14.
ARACATY.
Segu com brevidade o hiale Correio do Norte,
recebe carga e passageiros: trata-se com Caetano
Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para a Babia o hiale .Voto Oliuda safie no dia
sexta-feira 24, e recebe os passageiros que at quin-
U Caira apparecerem, e satislizerem a importancia
de suaspassagens cm casa dos conaignalarios Tasso
[ranos,
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu viagem ate 30 do corrente mez,
a veleira escuna nacional Linda, capi-
tao Jos Ignacio Pimenta: pata o resto da
carga, escravos a l'rete e passageiros, tra-
ta-se com o consignatario Eduardo Fer-
reira Hallar, na ra do Vigario n. 5.
DECLARACO'ES.
O lllm. r. director das obras publicas manda
fazer publico, que compra lijlo, cal e arca para a
obra do lelheiro do matadouro publico na Cabanga ;
as pessoas que quizercm foruccer esses malaria oa,
comparaban) na mesma repartirlo no dia 25 do cor-
rente ao meio dia, com as suas proposlas. Secreta-
ria da directora das obras publicas 22 de ngvembro
de 1854.O secretario,
Joaqnim Francisco de Mello Santos.
Por esta subdelegada foi apprehendida a um
crioulo moco, que disse morar na freguezia do Be-
cife e chamar-se Jos Francisco Antonio, (esle nome
parece falso, e o crioulo ser escravo), urna bonita c
mansa cabra (bicho) cum urna lilha, a qual linha o
mesmo crioulo negociado com Francisco Anlouio de
Mello, morador na ra Imperial, peja pequea
quantia ce 39000, a quera ha pouco vender outra.
Suppoudo-se ser cabra furtada, se faz o presente,
alim de que quem se julgar com direito a ella, a
procure. Subdelegada de S. Jos do Becife 22 de
novembro de 1854.O subdelegado,
. Manoel Ferreira AccitHi.
CONSELHO ADMINISTRATIVO
O conselho administrativo, era virlude d autori-
sacao do Exm. Sr. pre-i lente da proviucia lem de
comprar os ob/iclus seguidles:
Para a cap la da fortaleza do Brum.
Ornamento bruen completo, constante do casula.
estola, manipula, bolsa e veo 1, panno rozo para
cubrir aimagera do Senhor 1, encidernaco de um
missal o reforma do galao das bolsas, encarnada e
roa, alvas 2, amitos 2, cordoes 2, corporaes 2, toa-
dlas para altar 2, ditas de mao para o lavatorio 2,
panno de pala 2, purificadores 2, sanguiuhos 4, ta-
pete para supedauco do altar 1, panno de luslrim
roxo, covados 3 1 (2, aspertorio para a pia d'agua
beata 1.
Quem quizer vender estes objectos aprsenle as
suas proposlas em carta fechada na secretaria do
conselho as 10 horas do dia 29 do corrente mez.
Secretaria do cmi-elho administrativo para fornc-
cimenlo do arsenal de guerra 22 de novembro de
1854.Jote de Brito Inglez, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm cumprimenln do
arlji.0 22 do reculamente, de 14 de dezembro de
1852, faz publico que foi aceila a proposlu de Anlo-
uio deSooza Rego.para fornecer 37 corados do panno
prelopara polainas a 2&300; e avisa ao supradito
vendedor que deve recolher ao arsenal de guerra o
referido panno uo dia 23 do corrente mez.
Secretaria do conselho administrativo para fornc-
cimento do arsenal de guerra 22 de novembro de
1851. Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal
e secretario.
SOCIED.VDE DRAMTICA EMPHEZARIA.
QUINTA-FEIRA 23 DE NOVEMBRO.
Beneficio da artista
Mara Leopoldina Ribeiro Sanches.
Represeular-sc-ha pela primeira vez neste thea-
tro cxcellenle drama em 5 aclos composiro fran-
ceza,
Mauricio Dorna)-......o Sr.Rcis.
Thiago Meunier...... Senna.
Pedro, filho de Thiago. Bezerra.
Jcnny, lilha de Thiago.....A beneficiada.
llerlha, sua nii.......A Sr. D. Bita.
Magdalena, irmaa de Jeunj. s o II. Leonor.
Rosa, criada grave...... |). Amalia.
Tio Simao .porleiro).....O Sr. Cosa.
Dr. Renaud........ Pereira.
Julio, menino de 7 annos. N. N.
Um agente commcrcial. ... O Sr. Santa Rosa
Um criado de Mauricio. Rezendc.
1 caixeira........ Lisia.
2 dito.......... Skiner.
A scena passa-se em Pars na aclualidade. Os in-
lervallos serao preenchidos com excedentes ouver-
turas.
I in.lar., o espectculo com o excellente vaudc-
villeem 1 aclo composirao de Mr. Florian e msica
do professor Effren.
OS DOUS BIL1IETES DE LOTERA.
Andr..........O Sr. Monleiro.
Scapia..........b u Aleudes.
LEILO'ES.
O agente Borja, quinta-fera 23 do corrente,
as 10 horas, no sen armaMem, ra do Collegiu n. 15,
faro leiao de diOereules obras de marcincria, como
bem mobilias de jacarauda e de amarello, diversos
objectos de marcincria, differeutes e varios ulend-
lios para rasa, que se entregaran sem recusa de qual-
quer pieco oerecido, em consequencia du dono t e-
lirar-se para a Europa, Ires pianos inglczes, urna p-
tima llaula de bano, quadros com ricas estampas,,
relosios diversos, loucas, vidros e cryslacs, quinqui-
Iharias modernas ele. ele, urna portlo de rap Lis-
boa, oulra dita de charutos da Babia, e outros mui-
tos objectos que estarn vista dos senhores presen-
cenles no dia do leilao, assim como urna mua linha
de 7 annos de idade ; nma porcao de podras mar-
mores do difiranles cores, e varios tamaitos para
consolos c mezas redondas, sem recusa de preco,
LEILAd DE QUEIJOS'.
Continua boje o leilao
de queijos, que nao se po-
de concluir hontem por
causa da chuva.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconliecido'fjue a despeza
de escripia e cobranca do importe dos
annuncios he superior o valor delles,
previne-seaos senhores asignantes deste
Diario que quando os mandaren), re-
meltam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
COMPANHIA DE BEBEBIBE.
Nao tendo comparecido os Srs. accio-
nistas em numero sufliciente para haver
assemblea geral, e nao sendo "das attri-
buiees da administracao da mesma de-
terminar o dividendo, o Srf direetor
convoca de novo os senhores accionistas
para se reunirem em assemblea geral no
dia 2t do corrente ao meio da, no escrip-
torio da companhia, ra Nova n. 7.
Recile 22 de novembro de 1854.O se-
cretario, Luiz da Costa Portocarreiro.
Amanhaa, sexta-feira 24 de novem-
bro, corre a lotera da matriz da Boa-
Vista, no consistorio da igreja da Concei-
cao dos militares, a's horas do costume,
a'vista do annuncio do thesoureiro da
mesma ; os meus hilhetes e cautelas estao
a' venda ate a's 10 horas da manhaa do
referido dia as loja$ ja' conhecidas do
respeitavel publico: pagam-se todos os
premios que nelles sahirem no dia 25,
as lojas cima mencionadas, logo que
sabir a lista geral.Pernambuco 25 de
novembro de 1854.O cautelista, Salus-
tiano de Aquino Ferreira.
Eduardo Ferreira Hallar mudou o
seu escriptorio para a ra do Vigario
n. 5.
SOCIEDADE RF.CREIO MILITAR.
A suciedad.- Kerrcio Militar rene sua assemblea
-eral no dia i do correle as :! horas da tarde, na
rasa do suas partidas, na ra do Hospicio, e para is-
to convida-se aos enflore socios a eomparecerme.
0 direclorDr. Pitanta.
Eslao i venda nos limares j annunciados o
1. e5. nmeros do Brasileiro. Os senhores assi-
n.inle- que ain la nao pa.arain e quo sao pela maior
parle, nAo quciramdar por motivo de nao lerem sa-
tisfeilo a assignalura de .-(HKi por l'i uumero, se-
ren ainda poneos os Humeros publicados, porque o
pasamento adianlado he proteccio dada a quem nSo
he negociante dCRrosso trato, que tem fortuna para
fazer adianlar as despezas de um eslabe!ccimenlo
tao oneroso, como j ti/ publico cm outro annunciu.
Nao ha ningiiem nesla cidade que ignore as mesqui-
nhas circuinslancias do redaclor do Brasileiro, que
podendo viver na opulencia, servindo de satlite aos
1 Molinos da humanidad.', lem preferido supportar
todos os cruei- acintes da fortuna, alim de nao ler
sua consciencia ('alejada uos crimes. c nao concorrer
para o progresso da anarchia ollicial, e nem servir
de ludibrio a quem nao sabo conciliar a ordem com
a liberdade.O redactor io Brasileiro.
lis meios bilbeles ns. \'l. 1111:1 e 1393 da lo-
cria que corre no dia 27 da corrente, pertencem a
(ocie.la.le do Frontispicio do Carmo.
Os estudantes que precisarem de urna boa ca<
na ra do ColleRio, smenle pelos mezes de dezem-
bro c Janeiro, at por menos de seu valor, dirijam-
se loja da ra do Crespo n. 9, que e dir qaem
alaga.
Aluga-se urna sala com mobilia,
em um lugar muito proprio para advoeacia. e lem
muito boas evadas: a tratar na ra do Queimado n.
7, loja da Estrella.
Quem precisar de nma porr,ao de entulho, di-
rija-se a estrada de Joao de Barros, silio que foi do
fallecido Piaxedes da Fonseca Coulinho, ou ra
eslreita do Rosario n. VIA.
l'reci-a-se de um rapaz para eslar com oulro
em urna taberna : no pateo da Santa Cruz n. 2.
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Santo, erecta no convento de Santo Antonio
do Recife, convida .ios seus charissimos irmaos para
comparece-rom no ilia 26 do corrente, pelas 3 horas
da tarde, no referido convento, para eocorporados,
acorapanbarem a procisaao de Corpus Chrisli, a con-
vite de S. Exc. Bvm.
Pergunla-se, comprando-se lima propriedade
de casa era chaos foreiros, se o comprador tem obri-
garilo de pagar o laudemio do valor do dilo terreno,
ou do valor da propriedade '.' roga-se ao Sr. redac-
lor que vista das leis eiistentes se digne responder
a esla pergunta ao seu signante leilor.
O CHAVO.
No dia 1. de dezembro prolimo vindouro reappa-
recer o Cravo. Os senhores assignantes que quize-
rem continuar com a suas assignaluras, tenham a
bondade de dirigir-se ra Nova n. 52, loja do Sr.
Boavenlura. Adverle-se que a assignalura hade 800
rs. por trimestre, e veode-se avulso a 100 rs. cada
numero.
Roga-se ao Sr. Flix Severo Dantas, esludanle
da academia de Olinda, queira comparecer oa ra
do Queimado n. 7, para receber os objectos que man-
dn vir do Rio de Janeiro.
1IE O QUE PRETENDO.
Roga-sa ao honrado e insigne autor dos quadros
dolorosos da inundado, que tenha a bondade de
vir pagar o que deve na ra Nova n. 52.
Boavenlura Jos de Castro Azevedo.
Precisa-sc de um prelo ou prieta de idade, for-
ra ou captiva, para oserviro interno de urna casa de
liomem solteiro : a tratar na ra do Sebo, sobrado
amarello.
CASA DE COMMISSAO' DE ESCRAVOS.
Na roa Direila, sobrado de 3 andares, 'defronle do
becco de S. Pedro n. 3, recebem-se escravos de am-
bos os sexos para se venderem de commisso, nao se
levando por esse Irabalho mais do que 2 por cenlo, e
sem se levar cousa alguma de comedorias, offerecen-
do-se para isto toda a seguranza precisa para o di-
tos escravos.
Desapparcceu no dia 16 de oulubro, do eoge-
nho Marianna, do abaixo asaiguado, o escravo de
nome Jos, de idade 23 annos, estatura' regular, es-
pigado do corpo, lem falta de denles na frente, he
crioulo, tem os dedos do ps nm tanto encolhidos :
qaem o apprebender levar ao abaixo assignado, na
freguezia de Serinhaem, ou nesla praca ao Sr. Jos
Gomes Leal, era Nazarelh ao mano do abaixo as-
signado Uercnlano Francisco Bandeira de Mello.
Francisco Antonio Bandeira de Mello.
l'recisa-se de orna ama de leite ; na ra da
Cadeia de Santo Antonio n. 22, ou piara da Inde-
pendencia n. 13 e15.
Aluga-se um sitio no Poco, com commodos pa-
ra grande familia e muilo fresco : a traler na roa do
Cabug n. 11.
Fugio para os quinlaes da ra eslreita do Ro-
sario e becco da Bomba, um passaro com as cores
seguintes : prelo das azas, cosas cor de ouro, cauda
prela e hiero, .-abeca verde brilhante, e por baixo do
bico azul, chamim-lbe Verdeliz ; suppoe-se que nao
canta, mas be galante : qoem oapauhou, querendo
restituir, d-se o mesmo que elle cnstou20000: no
cartorio do labelliao S.
ATTENCAO' ATTENCAO'.
Muito soffre a humanidade na poca dos
esperlalhoes .
Como he isso Sr. Joao Sergio Cesar de Andrade'.'
por acaso qoerer Vine, fazer-me algum inchundias,
dos que esl coslumado a apurar queslOes at mel-
te-lo era pimenta............est engaado, porque
nao sirvo de bflbo as soas comedias. Vine, veio
apresentar-se lodo tronxo nesle Diario (com um
constando ao abaixo assignado, qne me fez rir) a ma-
ncira do Gro-sullao, que possne moquitas e maq-
ulleos palacios. S a rir he que Ihe posso respon-
der a esla ; porque se julganse de alguma consequen-
cia (o lal constando, havia pregar as buxeixas.....do
sapo do olhos abalocado, certo papetlinhos, qne os
macaco morreriam de caretas. E quer Vmc. per-
suadir ao publico que o collesio de S. Boavenlura
do Poco da Panelta he dos herdeiros de seo ayo, por
ser feito (diz Vmc. sobre os muros do mesmo seu
avo 111) e se em cima do collegiu se edificasse a torre
de Babel lamben) devia ser de Vmc. por entrar com
dinheiro como Plalos no Credo ? Ora essa nao he
na, esrapon aos frades Bernardos esle pedacinho de
gentileza, cm forma de historias da onca. Pois be
possivel que do muros de seu av nascesse um coU
legio com torres e ludo. Oh maravilha 1 a nao ser
feilo de pedra e cal eu mesmo dcscoufaria dos pro-
digios daquelle muro carcumido ; se ao menos os
herdeiros do av mellessera la sua c.liberada de cal,
lijlos e o mais, podia crer-sc qtie linbam razao ;
porm se nada dissofizeram romo chamar seu assim,
tao arrogantes. J sei que os l'J annosqiie eu e meus
2 irmaos Antonio Mavignier e D. Amansil Mavig-
uier, estamos de pnsse do dilo collesio nao val nada
vista da lei que nos protege em mais de 10 annos
da dita posse, ese esse muro era privilegiado, como
ih'ixaran edificar sobre elles*!! Vine, eslava na In-
dia c os mais herdeiros? sua la e sogra linha algum
dinheiro para isso? eu Ihe respondo agora a propo-
-ito, intuido que queria equer o semino, a procis-
sao, fesla, c ludo mais que pode render a igreja fran-
ciscana.'...... fiiti'iide '.' nao mella o hombro com o
negocio, aprome-se e veja cahir a cangalhn de vidros
embarados, e mostrar que tenho direito ao que he
meu. Se mecalei pelo oulro minunco fui de pro-
posito para ver o que sabia da toca, como aconleceu:
e he para rir (o lal constando) porm constando que
Vmc. e os herdeiros do muro milagroso e fecundo
arrebatam a nos 3 o direito que temos uo dilo colle-
gio da ra da Saude, ver quando fr occasio, se sao
ou nao as dilas casas dos 3. Recife 20 de novembro
de 1854.Cincinato Mavignier.
I're.-isa-se alujar 2 prelo para trabalhar em
nm sitio muilo perlo desta cidade ; d-se o sustento,
com a condirao de dormir, e paga-se meusalmenlc :
a tratar no largo do Corpo Santo n. 13, segundo an-
dar.
Antonio Carlos Pereira de Burgos Pone de
l.eon, previne a quem preleuder comprar a fazenda
de criar gado denominada Sania Cruz, com a qual se
reuue Boa-Vista, Miugau' e Espirito Santo, que nao
smente tem elle parle como seus manos orphos e
mente.-a pos, por soDre parlilhas qoe se procedeu em
Victoria, escrivao Silva Costa ; e para que ninguera
se ehame a ignorancia faz-se o presente.
Pede-se a todas as pessoas que se acham a de-
ver na loja do aterro da Boa-Vista n. 78, hajam de
saii-i'.i/i-r seus debito.
I'recsa-sc fallar com os Srs. Joao Fran-
cisco da Lapa, Francisco Muniz de Almeida, Ma-
noel Jos de Azevedo Sanios, Jos Marlins Ferreira
Coulinho : no aterro da Boa Vista n. 45.
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Santo, erecta na igreja de N. S. da Coneeico
dos ni ,11 lares, roga a lodos os seus irmaos, hajam 'de
comparecer no domingo 26 do corrente s 3 horas
da tarde, para enrnrporados ncompanharem a pro-
csso de Corpus ChrUti, e ao mesmo tempo pede
aquelles que liverem capas em seu poder, e nao
poderem comparecer, lenham a bondade de entre-
ga-las ao respectivo thesoureiro na ra do Encanta-
mento n. 11.
Aluga-se urna casa para passar a fesla, no
Monleiro, a ruargem do rio, pintada de noto, com
excellente* commodos para familia : quem preten-
der dirija-se a ra da Cadeia do Recife loja n. 53.
AVISO.
No dia 26 do correle, baver sorvele de todas as
qualidades : no bolel da Europa da roa da Aurora.
ATXENCAO
Cincinato Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, tendo ido a casa do Sr. Boa-
venlura Jos de Castro e Azevedo, para entender-se
sobreo nesoco.a queochamuu por esteViariO,enSo
encontrando em casa, responde que est na intelli-
gencia do que quer, e por isso seraaltendido no qae
pretende.
509000 DE tlRATIFICACAO'
a quem adiar e quizer restituir urna sedula de 2009
rs. de estampa branca, qae foi perdida desde o largo
do Terco em direccDo do becco do Dique, ras do
Cal leireiro, Concordia, ponte e aterro da Boa-Vista,
Soledade al a Capnuga, silio de Ierras que foram
do Dr. Jacobina. Descontia-ss qne a dila sedula
fosse sublrahida por alguem, na obra nova quese es-
la edilicando no referido silio, e al raesmo suspeila-
se quem fosse o individuo que a subtrahio. Protes-
la-se dar a gratificado cima, e guardar segredo a
quem a apprcsentar, dirigindo-se loja de cera a
iltiarga da igreja do Terjo.
Aluga-se a casa terrea da ra da Praia de
Santa Rita n. 40: narnada SeuzallaNova o. 4 Ha-
chara com quera tratar.
Aluga-se o prmeirn andar do sobrado da ra
do Queimado n. 30: a tratar na loja do mesmo.
Precisa-sc de urna ama para urna casa de Ires
pessoas de familia, para coziuhar, engommar e fazer
o mais serv ico da mesma : na ra do Guararapes
por cima da padaria priineiro andar.
Em resposla ao annuncio publicado neste Dia-
rio de Is do correle mez, sobre a venda da loja de
I calcados da ra do l.ivramcnto n. I '.i. declara o abai-
' xu assignado que a dita loja c-l sujeila ao pagamen-
to de duas ledras de 100-3000 cada urna, abonadas
pelo mesmo vendedor Francisco Lopes da Silva, quo
: se bao de vencer a primeira a 7 de dezembro do cor-
renie auno, e a segunda a 7 de junho do anno vin-
douro Recife 18 de novembro de 1851.
Antonio Ricardo Antunes tillara.
Precisa-se de nma ama que seja capaz para lo-
do o servico de urna casa : na ra da Aurora n. 30.
ATTENCAO'.
..in.-111 precisar de urna pessua habilitada para fazer
escripluraces avulsas, dirija-se a ra Nova n. 52,
i loja de Boavenlura Jos de Castro Azevedo, que
achara com quem tratar.
Ollerece-se urna ama capaz para casa de pouca
familia ou de liomem solteiro : quem precisar, diri-
ja-se ao paleo do Carino n. 17.
Traspassa-se par punco dinheiro o dominio em
urna preta com habilidades, pelo lempo de li anuos.
gozando de sua liberdade ao fim delles: a quem con-
vier este negocio, dirja-se a ra da Cruz n. 10.
Precisa-se alugar um prelo sem habilidades,
mas que seja robusto : quem tiver annunrie para
ser procurado.
Aluga-se ama encllenle casa com muilo com-
modos para nma ou duas familias, no Poco da Pa-
nella, em frente da casa do Sr. Joao Francisco Car-
neiro Monleiro : a tratar em Fora do Portas n. 23,
primeiro andar.
Precisa-se da nm feitor para nm silio perto
desla prac,a : na ra da Concordia, taberna que faz
quina para a cadeia nova, se dir quem precisa.





4
DIARIO DE PERRAIBUGO, QUINTA FEIRA 23 DE NOVEMBRO DE 1854
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira, tem toda a conviccao que os
seus bilhetes ou cautellas bao de victorio-
samente triutnphar com as duas sortes
grandes da loteria da matriz da Boa-Vis-
ta, pela mui rica e variada numera rito
comprada em grande escala ao thesourei-
ro: a' elle que estfio no resto.Pernam-
buco 21 de novembro de 1854. Salus-
tiano de Aquino Ferreira.
Francisco Paulino (ornes de Mello, rendciro
do engeuho Boa Sorte, silo no sul e na comarca da
Vicloria, sendo dilo engenho do lllm. Sr. I)r. Fran-
cisco Elias do Reg Dantas, tendo de tratar de outros
negocios de seu interessc, e tendo tres safras para
crear e urna que est creando, vende c traspassa di-
tos anuos e mais objectos que tem em dito engenho,
como seja orna boa distilacao e mais beneficios, que
assados ditos annos nao llavera duvida algumaacon-
.'ivarao do novo rendeiro ; notando mais as boas
commodidadesque tem dito engenho, tem mulla tr-
ra para safrejar o que quizer, da muito boas cannas
por ter inuita mata, muito bom assucar, he boro en-
genho d'agua, muito perto da prasa e desla cidade
da Vicloria, onde tem muila extracto a agurdente,
o mel e mesmo o assucar, por haver grande commer-
C.. consumo : a pessoa que quizer fazer negocio
dirija-se a este engenho para tratar do ajuste que
bem lheconvier, ou aos Afogados com oSr. Antonio
S. B. : prova Unto ter oulras deliberac,5es que avisa
antes do marcado lempo deste contrato, firmando o
que diz vista da pessoa e do objeclo.
Escravos.
Na roa do Queimado n. 7 loja da Estrella, vnde-
se urna bonita mulalinha de 20 anuos, com urna cria,
a qual engomma perleramente ; e bem assim um
moleque de 7 annos, lambem muito bonito e es-
perto.
Quem anouociu querer comprar um melhodo
para flauta, pode dirigir-se i ra do Encantamento
armazem n. 11.
ORDEM TERCEIRA DO CARMO.
O prior desta veneravel ordem em consequencia
do convite de S. Exc. Rv.n. feito a esta ordem para
acompanhar a procissao de Corpus Cliristi no dia 26
rsimos irmaos, professos e noviros, para que no
dilo dia 26 comparecam na igreja da nossa ordem,
com os seus hbitos, pelas 2 X horas;da tarde, afim
de lodos reunidos acompanharmos a dita procissao.
Jotas.
Os abaixo assignados, donos da loja deourives, na
ra do Cabug n. U, confronte ao pateo da matriz
e ra Nova, fazem publico que estao sempre sortidos
dos mais ricos e melbores goslos de todas as obras de
ouro necessarias. Unto para senhoras como para
hoinens e menina-, conlinuam us procos mesmo ba-
ratos como (em sido ; passar-se-ha urna conla com
esponsabilidade, especificando a qaalidade do ouro
del4 ou!8 quilates, I cando assimigaranlido o com-
prador se apparecer qualquer duvida. Seraphim
& frmilo.
Indiana de seda de quadros a 800 rs. o
covado.
Chegou pelo ultimo navio de Franca urna fazenda
inleiramente nova, de seda de quadros, com o lindo
iiome Indiana, que pelo seu brilho parece seda, pelo
barato preco de 800 rs. o covado ; dao-so as amos-
tras com peuhores: na ra do Queimado, loja n. 40.
Aluga-se urna carrosa pan qualquer um ser-
viso ; no paleo da Santa Cruz n. 2.
O padre Joao Capistrano de Mendonra, pro-
fessor de geographia, chronologia e historia, do Ly-
ceu desta cidade, pretende abrir no 1. de dezembro
prximo futuro um curso de geographia e oulro de
relhorica, na casa de sua residencia, na ra Nova n.
51: os pretendentes podera dirigir-se mencionada
casa, a qualquer horada larde.
Toda a pessoa commercial que se julgar ere-
dora de Manoel Vieira tranca, aprsenle seu titulo
de divida no prazo de 8 dias aos Srs. Tasso IrmSos,
afira de ser verificado e contemplado no raleio do
producto da taberna do commum devedor, que fo"
para esse lim veadida em hasta publica.
Precisa-se de um rapaz para vender pao na
prasa ou matto, que teuha alguma freguezia, sendo
sua oceupacao de sala : a quem convier, dirija-se
ra da Senzala Nova n. 30.
Precisa-se fallar ao Rvm. Sr. Joaquim d'As
sompeso Saldanha, acadmico do tereeiro anno : na
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Precisa-se de urna lavadeira que lave roana
com muila perfeico, que preste Ganga da sua con-
ducta, e que d a roupa de 8 em 8 dias: no hotel da
Europa da ra da Aurora n.58.
No holel da Europa da ra da Aurora se pre-
param jamares e diversas comidas a qualquer hora
do dia, pelos presos mais mdicos que he possivel,
conforme a tabella nelle estabelecida, para aquellas
pessoas que se dignarem honra-lo com suas presen-
cas, precedendo ajuste para as que mandarcm bus-
car.
Precisa-se no sitio do Dr. Ferreira, na Capun-
ga, de um feilor : a tratar uo mesmo, ou na na do
Livramenlo n. 33.
Ainda est para alugar a casa do Sr. Abreu da
ra do Queimado, sita no Monteiro, defronte da ca-
pella de S. Panlaleao ; lem commodos para grande
familia : quem a pretender, falle na ra la'rga do
Rosario, laberua o. 29,
Em nome da mesa regedora da veneravel or-
dem lerceira de S. Francisco, o secretario abaixo as-
siguado convida a todos os seus irmaos em geral, a
comparecerem no dia 26 do correle na igreja da
mesma veneravel ordem, pelas 3 horas da tarde, pa-
ramentados com seus hbitos, para incorporados,
acompanharem a procissao de Corpus Christi, a cou-
vita de S. Eic. Rvma.Joo Tatares Cordeiro.
Precisa-se de um feilor para um sitio peno da
praca, prefere-se das ilhas: na ra daCadea do Re-
cito n. 54, loja.
LOTERA da matriz da boa-vista.
Corre indubitavelmente no dia 24
de novembro.
Aos 8:0009000, 4:0009000 e 1:0009000.
O caulelista Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que os seus bilhetes e caute-
las nao eslao sujeitos ao descont de 8 % do imposto
geral, nos Ires priroeiros grandes premios. Os seus
afortunadsimos bilhetes e cautelas estao venda
as lojas seguintes : ra/la Cadeia do Recife n. 24,
loja de cambio do Vieira ; lojas de miudezas n. 31,
de DomingosTeixeira Bastos, e n. 45 de Jos Fortu-
nato dos Santos Porto ; na praca da Independencia,
loja de cabido b. 37 e 39, de Antonio Augusto dos
hantos Porto ; ra do Queimado, lojas de fazendas
de Manoel Florencio Alves de Moraesu. 39, e de
Bcrnardido Jos Monteiro & Compaohia n. 44 ; ra
do l.ivramento, botica de Francisco Antonio das
(.nagas ; roa do Cabug n. 11, botica de Moreira &
Fragoso ; ra Nova n.,16, loja de fazendas de Jos
Luiz Pereira & Filho ; e no aterre da Boa-Vista n.
72 A, casa da Fortuna de Gregorio Anlunes de Oli-
veira.
Bilhetes 98000 recebe por inteiro 8:0009000
Meios 49500 4:0008OO0
Quartos 29300 2:OOOg0Q
itavos 19300 UOOOm
Decimos 19100 8009000
Vigsimos 96OO 4009OOO
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE VAPORES
O conselho d direccao, de conformida-
de rom o art. 4, titulo 1, dos estatutos da
companlna, convidou os senhores accio^
nistas a fazerem a entrada da segunda
prestaco ateo dia 15 do corren te; como
porm tem havido demora por parte de
alguns dos mesmos senhores em realisa-
rem suas prestacGes, llies previne haver
marcado o dia 20 do presente mez de no-
vembro, para cumprimento das obriga-
ces contrahidas, visto que tendo o mes-
mo conselho de fazer remessas infallivel-
mente para Inglaterra para pagamento
do vapor em construccao nao he possivel
attender a mais demora, e fara' efFecti-
va a pena imposta pelos estatutos no arti-
go cima citado, isto he, perdero os se-
nhores accionistas que forem remissos o
direito a sua anterior prestaco em favor
da companlna : o encarregado dos rece-
bimentos he o Sr. Frederico Coulon, na
ra da Cruz n. 26.
CARLOS HARDY, OLRIVES, RA NOVA
' N. 34,
receben de Paris um lindo sorlimeulo de obras do
ouro de le : crranles modernas de 6 palmos para
retomo, pelo preco de 659000 a 8O9OOO ; Irancelins
chatos com passador, ricos sinetes, adereros inteiros,
etc., aderes, cassoletas esmaltadas, um grande or-
iniento de rosetas para senhoras c meniuas, altiiie-
es.anneisepulceiras, obras leitas na torra, annel-
oes, medalhas, Irancelins, cordOes, colares, gargan-
ilhas, brincos, roseUs, allincles, ludo sevende mui-
to barato.
Madama Rosa Hardy, modista brasilei-
ra.rua Nova n. 54.
Paitecipa ao respeitavel publico, que acaba de re-
ceber um rico sorlimenlo da chapeos de seda e de
palha para senhoras, ditos para meninas de seda c
patha, ch ipozinho de seda para baplisado, ca-
pellas de laranjas para noiva, ricos corles de vestidos
naptes furia crese preta, ditos sarja preta lavrada,
mmeteles c capoliulios pretos e de cores.ricos cha-
les de reros e bordados para senhoras, ditos de seda,
iwJ a 'm,'aca de cachemira.romeiras de fil
bordado de seda branca e de cores, veos a imilacao
d,.|inhn .P.a'aJ',0va'lel,osde raao de cambraia
t,.J?-''"o'de cambraia e algodao, trans.de sc-
dae algodao, branca e decores, toucase vestidos de
baplisado, espartilhos, filas e bicos de seda de liuho
e monde, meias de seda para chancas, nenies de
lartaroga, camizinhas de senhoras, leqoes c oulras
tazewlasquesevecdemporpreo commodo.
CONSULTORIO DOS POBRES
26 BA BO COX.X.EGIO 1 AWDAIV 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopalhicas Iodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manbaa atoo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
()0erece-se igualmente para praticar qualquer operarn de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
quer mulherlque esleja mal de parto, e cujas circunstancias nao permitlam pagar ao medico
NO lOYSlLTOKI D DR. P. 1. LOBO MZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo dofDr. O. H. Jahr, traduzido cm porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
voluntes encadernados cm dous :................. 208000
Esta obra, a mais importante de todas as qoe tralam da homeopathia, inleressa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a loolrina de llahnemann, e por si proprios se convencereni da verdade da
mesma : intvessa a todos os senhores de eng.nho c fazeudeiros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capites de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra d. ter preciso de
acudir a qualquer incommodo seu ou de scus Iripolantes ; e inleressa a todos os chefes de familia c,ue
por circunstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
0 vade-mecum do homeopalha on tradocc.ao do Dr. Ilering, obra igualmente til s pessoas que se
dediram ao esludo da homeopathia um volume grande ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel s pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
Urna carteira de 24 lubos grandes de finissimo chrislal com o mnnal do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., etc................
Dila de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 com os ditos. ,..................
Cada carteira he acompanhada de dous faseos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 tubos com ditos........'.........
Dila de 144 com ditos...................
Estas sao acompauliadas de 6 vldros de tinturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Hering, terao o abalimenlo de 109000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 89000
Ditas de 48 ditos......................... I60OOO
lubos grandes avulsos....................... laOOO
Vidros de roeia once de tintura.................... 29000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um paso seguro na pralica da
homeopathia, e o proprielario deste estabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crystal de diversos tamanhos, e
aprompta-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevidade c por precos muito com-
modos.
89000
49OOO
409000
405OOO
309000
609000
1009000
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
tmm9
DENTISTA FRANCEZ. #
9 Paulo Gaignoux, estobelecido na roa larca
^ do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
3) tes com gengivas arliliciaes, e dentadura com- Ci
C$ pleta, ou parte della, com a presso do ar. }$
W Tambem tem para vender agua denlifricedo 9
9 Dr. Picrrc, e pii para denles. Rna larga do 9
9 Rosario n. 36 segundo andar. at
Novos livros de homeopathia mefraucez, obras
todas de summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............2OS000
Teste, rrolestias dos meninos.....69OOO
Hering, homeopathia domestica.....79tHK)
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. 69000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... I69OUO
Jahr, molestias nervosas.......69000
Jahr, molestias da pelle.......89OOO
Kapou, historia da homeopathia, 2 volumes I69OOO
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........109000
A Teste, materia medica homeopalhica. 89OOO
De Fayolle, doutrina medica homeopathica "9000
Clnica de Staoneli........69O00
Casling, verdade da homeopathia. 49000
Diccionario de Nyslen.......109000
Attlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cootendo a descriprao
de todas as partes do corpo humano 309000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeop-
tico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o serviro de bolieiro um cscra-
vo mulato com muila pratica desse oflicio. Na ra
da Saudade fronteira i do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourenro Trigo de l.oureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo tem urna carta na livraria us.
6 e 8 da praca da Independencia.
ANTlliO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta prara, dirgir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia que se lhe preci-
sa fallar a negocio.
TERCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RIA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Corre impreterivelmente no dia 24 de
novembro.
O thesoureiro faz constar que estao
a venda os bilhetes da presente loteria
nos lugares seguintes: ra Nova n. 4,
praqa da Independencia, n. 4, ra do
Queimado, loja do Sr. Moraes, ra doLi-
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, e na
ra do Collegio n. 15, na thesouraria das
loteras.Pernmbuco 2 de novembro de
1854.Francisco Antonio de Oliveira.
Prec,odth(lhetes:
Inteiros. 8,8000
Meios. 4$000
I
3 continua a residir na rna Nova n. 19, primei-
ro andar.
J. JANE, BATISTA,
D-sa dinheiro a juros sobre peliorcs de ouro
ou prala, em pequeas quantias ; na ra Vclha
n. 35.- -
AULA DE LATIM.
O padre* Vicente Ferrer de Albuquer-
que, profesor jubilado de gramniatica
latina, tfti stabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo indar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente o'ere-
cera'.
9 a estrada dos Affictos, sitio confront a
capella, dao-se consultas homeopalhicas. t
H ^o hotel da Europa, na ra da Aurora, d-se
almooo e janlar para fra, por preco muito razoavel
O Dr. Carolino Francisco de Lima Santos %
9 mudou-sc para a roa das Cruzes 11.18, pri- 9
9 meiro andar, onde continua no exercico de
sua prolssao de medjeo ; e utilisa-se da oc- #
casia para de novo ao publico ollerecer seu
^reslimo, como medico partero e habilitado &
9 a certas operaroes, sobre tudo das vas ouri-
9 nanas por se ter a ellas dado, com especiali- M
1$ dade em Franca.
Precisa-se alugar urna preta escrava para o ser-
viro externo de urna casa de pequea familia : na
ra do Queimado, loja n. 18.
EXPLEIDIDA
GALERA DE RETRATOS.
Para o estabelecimento do aterro da Boa-Vista n.
4, chegou de Paris um grande sorlimenlo de qua-
dros riquissimos para collocar rclratos ; bem assim
caixinhas.-alfinetes e cassoletas de mola.
9 O barharel ero mallicmaticas B. Pereira do _
B Carmo Jnior dar principio 110 dia !. de de-
zenfbro prximo futuro, a um novo curso do K
arthmetica, algebraegeomelria, na ra Nova, f
sobrado 11. 56 : para os senhores esludautes C
9 que lenriouarem fezer exames em marro pro-
m xiiiio vindouro se presciudira das explicarOcs 52
de algebra. g
JOAO' PEDRO VOfiELEV*
fabricante de pianos, afina e conccrla os mesmos com
loda perfeirao e por mdico preco : todas as pessoas
que se quizerem utilisar de sen preslimo, dirijam-sc
i ra Nova o. 41, primeiro andar.
O Sr. Jos Jorge de Souza deixou de ser cai-
xciro do abaixo asignado desde o dia 31 de oulubro
prximo passado.Joo Martins de Barros.
No hotel da Europa, na ra da Aurora, tem
comida e bons petiscos a toda hora, por preco com-
modo.
.Precisa-se alugar urna escrava, que
satba lavar e engommr bem : na ra da
Cruz n. 10.
Ncgocia-se a loja 11. 9 da ra do Collegio, com
excellcnte armado para qualquer estabelecimento :
trata-secora Ricardo, na livraria da esquina da mes-
ma ra.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LTNIIO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linhn, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
Lava-se e engomma-se com toda a perfec,3o e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda no dia 24 do correnlc imprete-
rivelmente
Aos 8:0009000, 4:0009000, 1:0009000.
Na casa da Fortuna, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
vendem-se os mui acreditados bilhetes, meios e cau-
telas do caulelista Salusliano de Aquino Ferrea ;
os bilhetes e cautelas deste caulelisla nao solTrem o
descont de 8 % do imposto geral nos tres primeiros
premios grandes.
Bilhetes a 99OOO recebe por inleiro 8:0008000
Meios a 49500 dem 4:0009000
Quartos a 2)300 idem 2:0009000
Oitavos a 19300 idem 1:0009000
Decimos a I9IOO idem 8009000
Vigsimos 96OO idem 4009000
Sabio luz a biographia do Dr. Gomes em um
folhelo de 30 paginas, grande in 8.", com o seu re-
trato e o facsmile da sua firma, gravados do ori-
ginal pintado pelo exaclissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
P. A7.0 rilo com espantoso talento natural. Vnde-
se na loja de livros do Sr. Figueiroa, na praca da
Independencia, as boticas dos senhores Bnrtholo-
meu e Pinto, ra do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Ignacio Ribeiro praca da Boa Vista, do Sr. Bravo
ra da Madre de Dos, e no armazem do Sr. Manoel
dos Santos Fontes ra do Collegio 11. 25. Preco 19.
UM PRODIGIO DO METHODO CASTI-
LHO DE LEITURA REPENTINA, RA
DA PRAIA.
D o illuslre lilterato, a paginas XI da sua 3."
edicc-ao, que o seur melhodo cura a gaguez ; com
efleito, o seguinle caso he mais urna maravilha em
favor do Sr. Castilho. Encarregou-me o Rvm. Sr.
padre Lemos de ensinar um menino mudo ; eu nao
sabia como desempeiihar a minha iiii--.ii, fui-lhc
gritando as regras e mais preceitns do melhodo,
quando oh! prodigio, no lim de 15 dias o menino
entra a pronunciar lodo o alphabeto.juola as sillabas,
canta as regras c executa as marchas sillabicas com
toda a prrl'ric.io 1 Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dito mcuino. O director da escola de
leitura repentina estimara muito que lodos os Ilus-
tres redactores dos jornaes desta cidade fossem das 7
as 9 da noile, horas cm que estarao mais desoecupa-
dos, teslemunhar ocularmente a excellencia deste
melhodo. As lirOes de noite para os homens 59000
mensaes ; de dia para os meninos 39OOX). O director
d livros, pedras, e ludo o mais preciso aos discpu-
los ; na roa da Praia, palacete amarello.
Aluga-se urna casa terrea na povoacao do Mon-
teiro, com a frente para a igreja de S." Panlaleo,
muito limpa, (resca, com commodos para familia re-
gular, leodouma porta e duas janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues deSouza Jnior,
na mesma povoacao, ou nft ra do Colk?io u. 21, se-
gundo andar.
O abaixo assignado, faz sciente aos seus fregue-
zcs e amigos, que se acha com bons carros e bonitas
parelhas d cavallos para passeio, assim, espera que
concorram para a sua cocheira na ra do Canno, por
detraz do convento do Carmo a. A. Francisco
Xavier Cameiro.
Aluga-se annualmenle ou pela festa urna pro-
priedade de pedra e cal com commodos suOlcienles
para qualquer familia, uo lugar do Poco da Panella,
contigua ao ex-collegio de S. Boaveutra : a tratar
na fundicao do Brum ns. 6, 8 e 10, com o caixeiro
da mesma.
ATTENCAO'.
O Sr. Cincinalo Mavigqier, retratista e pensionis-
ta de S. M. o Imperador, teuha a bondade de vir
ra Nova n. 52, toja de Boaventura Jos de Castro
Azevedo, a tratar de um negocio que lhe diz res-
peito....
Aluga-se para se passai; a festa
um sitio na Torre, com lodos os commodos para
familia, esapim para um cavallo;e DUAS CASAS
caiadas e piuladas com commodos para familia,todas
mullo frescas e por prejo commodo : a tratar no
mesmo lugar, no sitio da Laga.
Precisa-se de um criado para o servi-
ro de urna pessoa solteira: no aterro da
Boa-Vista n. 45.
Da-se dinheiro a juros em pequeas
quantias, sobre penliores de ouro ou pra-
ta: na ra, Direita n. 67.
O abaixo assiguado tem contratado comprar
a casa terrea n. 93, da ra Vclha na Boa-Vista:
quem se julgar com direito a mesma anuncie por es-
la folha no prazo de 6 dias contados do primeiro
auuuncio .Mathiat Jos Gomes.
No sobrado da ra do Pilar n. 82, precisa-se
alugar um escravo que saiba coziuhar : pag-se bem.
No pateo do Carino, taberna n. 46, recebem-se
de rapen encommeudas para qualqoer porrau de
uvas muscateis muito boas, na razao de 480 a "libra.
COMPRAS.
Compra-se um violao : quem o liver aununcie.
Compra-se 1 ou 2 caes que sajan de rara e bs-
tanles bravos, para sitio, macho e femea, o mesmo
so macho : na ra da Cadeia do Recito n. 54.
Compram-s. os livros intituladosAfleclos e
considraseos devolas sobre os exercicios de S. Igna-
cio, e Nova Floresta : na ra das Cruzes n. 29, loia
de ciiradornarao.
VENDAS.
COM TOQUE DE AVARIA.
Cintas escutas e fixas a 4$500 e 5$000
rs. a peca: na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.

i
Vendem-se gigos com superior
champagne, da ja' bem conheci-
da marca estrella, e quartolas com
vinho de Rordeaux de superior
qualidade, por precos commodos:
na ra do Trapichen. 11.
Veude-se a armario da loja da ra
do Cabuga'.'que serve para qualquer ne-
gocio por ser a principal ra do bairro
de S. Antonio, ao pe da segunda loja do
Sr. Peres, advette-se que cede-se pelo
mesmo preco em que esta' dita armacao
e chaves: a tratar na loja de miudezas
da ra do Rosario larga n. 26.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os bilhetes da lote-
ria 47- do Monte Pi, que corren em 10
do corrente, as listas vera pelo vapor bra-
sileiro ate 4 do vindouro dezembro, e os
premios sei-5o pagos logo que se izer a
distiibuiruo das mesmaslistas, sem o des-
cont de 8 p. c. do imposto.
PARA A INFANCIA.
r>a rna Nova n. 52, loja de Boaventura Jos de
Caslro Azevedo, vendem-se chapeos de palha da lla-
na para meninos de ambos os sexos, pelo diminuto
preso de 2j000 e 2&500 ; a ellos antes que se aca-
ben.
Vendem-se barricas com macaas vin-
das no gello, a dinheiro, garrafas de ro-
lao hamburguez e massa de tomates: na
ra da Cadeia n. 15, loja de Rourgard.
Vende-se urna parelha de cavallos
para carro, cor preta, gordos, por preco
commodo : na cocheira do Sr. Paulino,
no Mundo-Novo, na mesma cocheira ven-
de-se um cabriolet pintado de novo, em
muito bom estado, com arreios quasi ne-
vos, por preco commodo: quem quizer
dirija-se a referida cocheira que sabera'
por que preco se vende, ou na ruado
Queimado n. 13, sobrado de um andar.
Vende-se urna porc.ao de cal de ostras ; na ra
Direila dos Afogados n. 13.
Vende-se um cavallo de carro ou cabriolet,
muito manso ; na cocheira do Recife, no becco do
Gouralves, por detraz das casas da Sra. Viuva Las-
serre, na cocheira .Nova : a tratar na mesma, ou na
ra da Cadeia do Recife u. 54.
Vende-se um ptimo escravo crioulo, de 25
annos, de excellente figura, coziuha e engomma : na
ra da Cadeia n. 40.
Vende-se urna flauta de bano verdadeiro e de
4 chaves de prala, pelo prero de 1UJ000 : na ra de
Santo Amaro n. 48.
Vende-sc urna moleca de dade 12 anuos, sem
vicio nem achaque, bonita figura, e cose sulfriv ci-
mente : no largo do Livramenlo n. 21.
Precisa-se de urna ama que cozinhc e engom-
me ; na ra da Moeda, sobrado u. 15,. primeiro an-
dar.
ALPACAS DE SEDA.
Alpacas de seda de quadros e lisas, furia-cores, a
800 rs. o covado ; cortes de seda de quadros, goslo
escocez, com 18 covados a I69OOO; chalv de qua-
dros de lila e seda a 6000 o corte : na ra Nova,
loja n. 16, de Jos Luis Pereira & Filho.
CHAPEOS PARA 6ENHORAS.
Na ra Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira &
Filho, vendem-se os mais modernos e elegantes cha-
peos de seda e bloude para senhoras a 16 o 18)000.
VenJe-se fio de sapaleiro, bom : em casa de S.
P. Johnslon & Companhia, ra da Sensala Nova
u.42.
PIANOS.
Em casa de Brunn Praeger&C-, ra
da Cruz n. 10, vendem-se dous excellen-
tes pianos chegados no ultimo navio de
Hamburgo.
CHARUTOS DE HAVANA.
Charutos de Havana verdadeiros, ven-
dem-se por preco commodo: i?a ra da
Cruz n. 10.
Praeger&C, vende-seo segunte:
Cadeiras e sofa's para terraco e jardim.
Oleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de oleo com moldura dou-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernmbuco.
Licores de dilferentcs (|italidades.
Vinho de Champagne.
Vendem-se em casa de S. P. Jolina
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sel Mus nglezes.
Relogios de ouro "patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
FRASCOS DE VIDRODE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
Vendem-se na botica de arlholomen Francisco
de Souza, ra larga do Rosario n. 36, por menor
preco que cm outra qualquer parte.
MEGHANISMO PARA EN8E-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID VV- BOWNIAN, NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes ob-
jectos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construego ; taixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, e de todos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou auimaes, de todas as propor-
Ses ; vos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhOes.bronzes parafusos e cavilhoes, moinho
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se execntam todas arencommendas com a superiori-
dade ja conhcida, e com a devida presleza e comino-
didade em preco.
Vendem-se barris de cal chegada recentemen-
te de Lisboa, por prec.0 commodo: na ra da Sen-
zalla Nova n. 4.
Vende-se chocolate superior de Lisboa: no ar-
mazem defronle daescadinha da alfandega.
Vendem-se arados americanos, chegados ulli-
mamenle no brigue americano iV. Price, pelo mes-
mo prejo do coslume: na ra do Trapiche 11. 8.
Vende-se urna bonita molatinha de 12 a 14 an-
uos de idade, sem vicios nem achaques,|propria para
urna casa da familia educa-la a sua vonlade: 00
becco Largo o. 1 tereeiro andar se dir quem veude.
Gello.
Avisa-se aos freguezes d gello e aos assignan-
les que a venda do mesmo he no antigo deposito da
ra da Senzalla Velha n. 118, porm pelo lado do
caz do Apollo em seguimento aos fundos dos arma-
zeus onde estove o Sr. Jos Anlouio de Araujo, a en-
trada he por um portao que fica no meio de dous
mais que exislem.
Gangas para calcas.
Vendem-se gangas de cores, d quadros e lisas
para cairas a 3 a peca: na ra do Queimado u. 38.
Vende-se um bonito cavallo ala-o caxito, mui-
to gordo e bom carregadur de baixo a meio, proprio
para urna senhora, por ser muilo manso : na cochei-
ra defronte do becco do Conralves,no Recife.
Vende-se urna rica mobilia de Jacaranda e
marmore branco, candelabros, um lindo pial, mesa
de janlar, aparadores para lou^a, tudo novo e bara-
to ; assim como um lindo carro americano de 4 ro-
das e 4 assentos, com 3 arreios, para servir-se com
1 ou 2 cavados,, todo envdrarado : no Corredor do
Bispo, casa do coronel F'avilla.
Palitos de alpaca a SMO.
Na ra do Queimado n. 7, loja da Estrella, de Gre-
gorio & Silveira, yeudem-se palitos de alpaca mes-
ciados, muilo bonitas cores, pelo baralissimo nrero
de 68400. ^
CAMISAS FEITAS.
Vendem-se camisas francezas ai mais bem feitas
e melbores modelios que lem vindo a esto praca,
por prejo commodo : na ra do Crespo n. 23.
Vcudem-se2 casas na ra Imperial n. 46e48
junto ao cbafariz.que rendem OjOO mensaes: a tra-
tar na mesma ra n. 171.
Vende-se no aterro da Boa-Vista n. 78, vaque-
tas para carro e sola de lustre, tudo por menos do
que em ontra qualquer parte ; assim como bezerro
inglez, pelo diminuto prejo de 23400 a peto ; couro
de lustre por 35OOO ; dito muito grande por 4-^000 ;
corles de tapete para sapalos a 210 ; dilos grandes a
360 ; pregos francezes a 280 a libra ; ludo para aca-
bar ; meias para senhora a 200 rs. o par; ditas a
320 ; ditas muilo finas sim costura a uur3. : ditas
de cor para hornera a 200 rs.
SACCAS COM FARINHA DE MAN-
DIOCA.
Vendem-se por menos preco do que em
OUtra qualquer parte: na loja n. 2(J da
ra da Cadeia do Recife, esquina do Bec-
co Largo.
Blilho e arroz de casca.
Vendem-se 200 saccas de millio c arroz de casca :
a tratar na ra do Queimado 11. 7, loja da Estrella
de Gregorio t\ Silveira.
Pelo ultimo navio vindo de Franra, madama
Buessard .Mlinchan, receben grandeso'rtimcnlo de
chapeos para senhoras, dilos de montara e de meni-
nos e meninas, do verdadeiro bom tura de Pars, os
quacs vendem-se por proco muilo barato.
Vende-se una porfo de varas, estacas e faxi-
nas para cerca, e por prero muilo commodo: na ra
da Gloria 11. 69.
Vende-se urna escrava de naeAo com 35 anuos,
puuco mais ou menos: coainha o diario de urna ca-
sa c tambem serve para o servido de campo: na ra
do Crespo loja n. 6.
Vende-se por prero commodo um sobretodo
de borraxa em muilo bom estado: na ra larga do
Rosario loja n. 41.
Farinha de mandioca.
Vendem-se saccas com cinco qoarlas de farinha
de mandioca lavada, a melhor que lem vindo a este
mercado: na Iravcssa da Madre de Dos, armazem
n. 3 e 5 de Antonio Luiz Oliveira Azevedo.
A5$000 osacco.
Vendem-se a 58 o sacco de feijo novo muilo
bom : na Iravcssa da Madre de leos, armazem u. 3
c5 de Antonio I.niz Oliveira Azevedo.
Arroz de casca.
Na travessa da Madre de Dos n. 3 e 5 se vende
arroz de casca por barato prero para acabar.
Vende-se um boi manso filho do pasto, por
prejo commodo : no sitio da Torre em Belm.
Vende-se um preto crioulo, a vista do compra-
dor se dir o motivo da venda : em F'ra de Portas
n. 40.
Vendem-se relogios americanos para cima de
mesa, chegados ltimamente da America : na ra
do Trapiche n. 8.
Vendem-se 5 escravos, sendo 1 mulalioho de
idade de 11 a 12 annos, 1 moleque de idade de 14
annos, crioulo, 1 cabra de meia idade, carreiro, e 2
cscravas de lodo serviso : na ra Direila n. 3.
VESTIDOS DE SEDA.
Conlinua-se a vender corles de vestidos de seda de
cores, bonitos padrOes, por preso commodo : na toja
de 4 portas, na ra do Queimado n. 10.
PARA SENHORA.
Vendem-se ricas romeiras bordadas e camsinhas,
por preso commodo : na roa do Queimade, loja de
4 portas n. 10.
VESTIDOS DE CHITA.
Continua-se a vender corles de chita larga, cores
fixas. a 2?000 rada um : na loja de 4 portas da ra
Queimado n. 10.
Vende-sc um bom quarto : na ra Nova, ta-
berna o. 55.
Vende-se um bom escravo meslre canoeiro,
muito robusto; um bonito moleque de 13 a I'. anuos
sem defeito; urna preta de 30 annos, qoe cozinha e
lava e he de todo o serviro; um preto de meia idade,
bom para sitio; um dito de 25 annos para campo ;
na ra dos Qoarteis n. 24.
Cassas francezas a 480 a vara.
Vendem-se cassas francezas de cores, muito finas
a 480 a vara, riscados escocezes a 260 rs. o covado :
na ra do Queimado, loja n. 40.
Vende-se urna negrinha de 8 annos, muilo
bonita : a tratar na ra da Santa Cruz, casa u. 22.
No aterro da Boa-Vista n, 80, vende-se caf de
casca a 38200 a arroba e 120 a libra, enxofre a 1920
a arroba.
Vende-se urna preta de 18 anuos, crioula, que
sabe coziuhar o diario do orna casa, coser e engom-
mar: na ra da Cadeia do Recife n. 54, loja.
Na taberna da ra do Livramenlo n. 38, 1
de-se o afamado fumo de Garanhuns.
Vendem-se pregos americanos, e cadeiras de
bataneo, chegado ltimamente da America : na ra
do Trapiche n. 8.
Vendem-se globos de vidro, chamins, e torci-
das para os candieiros americanos : na ra do Tra-
piche n. 8.
Vendem-sefrascos com muilo boa agua para ca-
bellos, chegada ullimamento Trapiche n.
FAZENDAS BARATAS.
Cortes de vestidos de seda, de chaly, de cambraia
de seda com 2 e 3 babados, melpomene de lindos pa-
drees, e uniros corles de vestidos de goslo, mantele-
tes, chales, romeiras de retroz e de cambraia, cha-
peos para senhoras e meninas, tovas de seda, sotini
lavrado proprio para vestidos de noivas, fazendas de
lia proprias para falos de meninos, e oulras fazen-
das modernas que se vendero barato : na ra No-
va, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Palitos, sobrecasacas de panno fino, de alpaca,
e de linho, panno fiuo azul proprio para fardas da
guarda nacional, ditos pretos, cor de pinho e verde
escuro, casemiras prctas muito superiores para cli-
sas : na ra Nova, loja n. 16, de Jos Luii Pereira
& Filho.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
Vende-sc cemento romano hranco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do thealro, arma-
zem de latinas de pinho.
Vende-se sola muilo boa epelleade cabra, em
pequeas e grandes porsoes: na ra da Cadeia do
Recife n. 49, nrimeiro andar.
Vende-se o verdadeiro rap Paulo Cordeiro,
que pelo seu aperfciroaiiiento acaba de obter a con-
cessao do uso das armas impenaos, as seguintes
tojas: ra da Cruz I -'omnalo Carduzo de Gouveia,
roa da Cadeia do Recife Ricardo Ferreira da Silva,
Thomaz Fernandes da Cunha, Jos Fortunato dos
Santos Porto, Jos Gomes Leal, Joao da Costa Maga-
lhaes, ra do Collegio em Santo-Antonio Lima &
Guimaraes, ra larga do Rosario Jos Dias da Silva
Cardial, Manoel Jos Lopes,Magalhes & Pioheiro,
Naves & Coelho, pateo do Carmo Antonio Joaquim
Ferreira de Souza, largo do Livramenlo Francisco
Alves de Pinho, ra Direila Jos Viclor da Silva
Pimcntel, aterro da Boa-Vista Joaquim Jos Dias
Pmheiro, c finalmente no deposito da ra da Cruz
do Recito casa n. 17, onde sempre adianto do fres-
co, visto sempre receberem mensalmente um certn
numero de caixas da propria fabrica do Rio de Ja-
neiro de Joo Paulo Cordeiro.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as tinas : alraz do
thealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Na esquina da ra do Collegio, loja de livros
n. 20, existan a' venda as obras se-
guintes :
Ansaldus de commercio et mercatura,
1 vol. 8s000 rs. ; Scacias, tractatus de
commercis et cambio, 8^000 rs.; Salga-
do, lah\ i-intus creditorum, 4 vok. 24000
rs.; Cassarcgis de Commercio, 5 vols.
20f000rs. ; ndice pelas materias civil,
criminal, orphanaldgtco e de financas,
por Alves Bran8o, 1 vol. lOj'OOOrs. ; "Bi-
blia Sacra, anotada por Du-Hamel, 2
vols 8&-000 rs. ; vida do padre Vieira, 1
vol. 3{000rs. ; Tractatus Theologico, ca-
nonicus de sponsalibus et matrimonio,
por Kugler, f vol 5#200.
Vendem-se gigos com champagne da bem acre-
ditada marca estrella, e barricas com vinho de Bor-
dea m, por preso commodo: na ra do Trapiche
CEMENTO ROMANO.
Vende-se cemento romano chegado recentemente
de Hamburgo, em barricas de 12 arrobas, e a* mat-
res que ha 110 mercado : na ra da Cruz do Recito,
armazem n. 13.
CHAPEOS DE CASTOR
pretos, pelo baratissimo
preco de 4#000 cada um: na ra Nova
n. 44.
Chapeos de fellro brancos, pretos e pardos pa-
ra liomeni e meninos, formas elegantes, ditos das
mesmas cores amazonas para senhora, ditos de mas-
sa franceza muito finos, ditos de castor iuglez, dilos
de palha arrendados proprios para meninos e meni-
nas, bonetes de palha tanto para homem como para
meninos, dilos de oleado para homem, ditos de pan-
no c merino tanto para homem como para njeniuos,
e ludo por preso commodo : na ra Novfn
Aos 8:000s000.
Na casa da Fama, no aterro da Boa-Vista n. 48,
eslao venda os bilheles e cautelas da loteria da ma-
triz da Boa-Vista, que corre no dia 24 do corrente.
Bilhetes 83000
Meio- 49OOO
Quartos 29300
Decimos 19100
Vigsimos 96OO
Vende-se um cabriole! com coberta e os com-
petentes arreios para um cavallo, todo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Recito ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
VENDAS.
Chegaram recentemente algumas sac-
cas do bom farello, que estao expostas a
venda uos armazens defronte da escadi-
nha, ou na travessa da Madre de Dos,
armazem de Novaes & C.
Belinacao, ra da Concordia n. 8.
Vende-se este estabelecimento bem montado, com
algumas machinas para o fabrico do assucar, entre
ellas urna machina centrifuga, que purga assucar |
8 a 10 minutos. Este cslabclecimcnlo ofierece com-
modos para fabricar grande porcao de assucar, obri-
gando-se o vendedor a dar os esclarecimentos neces-
sarios tendentes ao mesmo fabrico : vende-se por seu
douo relirar-se do imperio.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
-4$500.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
MELPOMENE.
Vende-se melpomene de laa, gosto es-
cossez, padres novos, vindos pelo ultimo
vapor, pelo'preco de 480 rs. o covado:
na ra do Crespo 11. 25.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA
em caixas de I 011 2 duzias de garrafa : vende-se no
armazem de Barroca & Castro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
RELOGIOS INGLE7.ES DE PATENTE.
Continan) a vender-sc por prero commodo; uo
armazem de Barroca & Castra, na ra da Cadeia do
Recife u. 1.
Vende-se muito superior farinha de mandioca,
em saccas de alqucirc, medida velha, a 49OOO cada
urna : no armazem de Joaquim de Paula Lopes de-
fronte da escadiuhadocaes da alfandaga.
FAMA
No atorro da Boa-Vista, defronle da boneca u. 8,
chegou ltimamente um completo sorlimenlo de to-
dos os gneros de molhados dos diurnamente che-
gados, e vende-se por preso muito razoavel :
maoleiga ingleza a 480, 720, 800 e 880 ; dita
franceza a 640 ; arroz do Marauhito a 80 e 100
rs. ; presunto a 480 ; cha hvsson a 19600, 19920,
29.VK) e 29800 ; dilo do Rio a I96OO ; velas de
espermacele a 880, 960 e 19120 a liBra ; caixas de
eslrellinha muilo superior a 59000; passas, fieos,
ameixas, desembarcadas ltimamente, tudo de supe-
rior qualidades.
Moinhos de vento
ombombasde repuxo para regar borlas e baixa,
de c a [lim, na fundicao de l(. W. Bowmau : na roa
do Brum ns. 6,8 e 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA
CALCAS E PALITO'S.
Vende-se brim transado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700 e I9OOO ; dito mesclado a
19100 ; cortes de foslan branco a 400 rs. ; ditos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de cassa chita a
29000 e 28200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 ; toalhas de panno
de linho dn Porto para rosto a 149000 a dozia ; di-
las alcoxoadas a 10000 ; guardanapos lambem alco-
xoados a 39600 : na ra do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
prtenlo, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de laa a 19400; ditos sem pello a 18200;
ditos de tapete a 1C200 : na ra do Crespo n. 6.
9 Vende-sa uesla loja superior damasco de Sjt
91 seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, SJ)
9 l"lr preso razoavel. M
************;
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz n. 4.
Vende-se em casa de Rabe Schmet
tau&C, na ra do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas obtas de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de dilferentes tamanhos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avar ia.
Madapolao muito largo a 39000 e 39500 rs. a pe-
ca: na ra do Crespo, loja da esquina que volta pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8000, 12^000, 14^000 e 18000
rs., manteletes de seda de cor a l.S'000
rs., chales pretos de la muito grandes a
5{j600 rs., chales de algodao e seda a
1280 rs.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-e eaaemira preta e de er para palito* por
ser muito leve a 2S600 o covado, panno azul a 3; o
411000, dito preto a 38, 395, 49, 5J e 5*500, cortes
de cascmira de gostos modernos a 6*000, setim pre-
to de Macao a 38*W e 4*000 0 covado: na ra do
Crespo n. 6.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal d Lisboa em pe-
dia: tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos fregu '$.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, ecal virgem, vinda no hrigue
poirtuguez Tarujo III, chegado no dia
5 do corrente: na praca do Corpo Santo
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho- os
seus bons el'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron 4
Companhia.
Deposito de vinho de cham-
f>agne Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende- 9
se a 56$000 rs. cada caixa, acha- A
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.'
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os.rotulos
das garrafas sao aZues.
JL
JL
V.n.1. FA?IN.HA DE MANDIOCA.
a. <]?,Z i. do ""*" Conceircio, entrado
u.2 Calh.ari"- fondeado na volta do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe boje no mer-
cado, e para porsoes a tratar no escriptorio de Ma-
noel^ Alve Guerra Jnnior, na roa do Trapiche
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber di Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se umaescolhida colleccSodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
asquaes sao as melbores que se podem a-
char para fazer um rio presente.
I f".-------f~ v.c algodao da
fabrica de todos os santos na *
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuras muito grandes e encorpados,
ditos brancos com pello, muito grandes, imitando os
de laa, a 1*400 : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina qoe volta para
a Cadeia, vende-se panno prelo 29400, 2*800, 3*,
395OO, 4*500, 5*500, 6*000 rs. o covado.dilo azul,
29. 2*800,49, 69, 79, o covado ; dito verde, 2*800,
3*500, 4*, 5* rs. o covado ; dito cor de pnhio a
49500 o covado ; cortes de cascmira preta franceza e
elstica, 79500 e 8*500 rs. ; ditos com pequeo
defeito, 6*500; ditos inglezen/estado a 5*000 ; ditos
de cor a 4*, 58500 6* rs. ; merino preto a 1*, 1*400
o covado.
Atcela do Edwln BKaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taias de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fondas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passndeiras de ferro eslaiihado
para casa de purgar, por menos preso que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de flandres ; tudo por barato preso.
Vende-se excelleute taimado de pinho, recen-
tomento chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enteoder-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-sa cassas francezas de muito bom
gosto. a 320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he pars fechar con las.
epotito da fabrica de Todo* oa Santos na Baha
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodaS transado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preso commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do RhenoV de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros: ra do Trapi-
che n. 5.
Na ra da Cadeia do Reciten. 60, vendem-se os
seguirnos vinhos, os mais superiores que tem viodo a
este mercado.
Porto, ,
Hacerlas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em raivinlias de urna duzia de garrafas, vista da
qualidade por preso muito em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recito 11. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vende-se urna balanza romana com lodos os
scus pertences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ru da Cruz, armazem n.4.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Mara, adoptado petos
reverendissimos padres capuchiubos de N. S. da l'e-
nlia desla cidade. augmentado com a novena da Se-
nhora da Cooceisao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deN. S. do Boro Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria 11. ti e 8 da prara da
independencia, a 1*000.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina qoe volta para a
Cadeia, vendem-se cortes de vestidos de cambraia de
seda com barra e babados, 8*000 rs. ; ditos com
flores, 7*, 08 e 109 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, 119 ; cortes de cambraia franceza muito fi-
na, lixa, com barra, 9 varas por 49500 ; cortes de
cassa de cor com tres barras, de lindos padres,
392OO, pesas de cambraia para cortinados, com 8!
varas, por 38600, ditas de ramagem muilo finas,
69 ; cambraia de salpicos miudinhos.branca e de cor
muilo fina, 800 rs. avara ;aloalbado de linhoacol-
xoado, 900 a vara, dilo adamascado com l'A pal-
mos de largura, a 2*200c 3*500a vara ; ganga ama-
relia liza da India muilo superior, i 400 rs. o cova-
do ; corles de collete de fuslo alcoxoado e bons pa-
drees fixos, 800 rs. ; tensos de cambraia de linho
a 360 ; dilos grandes finos, 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c pretas muito superiores, a 1600 rs.
o par ; ditas lio da Escocia 500 rs. 9 par.
Vende-sc urna taberna na ra do Rosario da
Boa-Vista n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cerca de 1:200*000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim lhe convier :
a tratar junio alfandega, travessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas
I
Deposito de panno de
fabrici
S Baha.
Vende-se este bem conheeido panno, pro- B
9 prio para saceos roupa de escravo* ; no es- O
criploriode Novaes & Companhia, na roa do ijf
O Trapiche n. 34. m
Em casa de J; Keller&C, na ra
da Cruz n,*55, ha para vender 5 excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
aGasBBOBoaE
g ra do Trapiche 10.
g Emcasa de Patn Nash & C, ha pa-
ra ra vender:
g. Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos ate 1
*5 polegada.
3 'Champagne da melhor qualidade
j em garrafas e meias ditas,
jg Um piano inglez dos melhores.
HB8QCB XXXXXSXSS
Devoto Christao-
Sahio a luz a 2.a edicao do livrinho denominado-
Devoto CliristSn.mais correlo e acrc-cenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prasa da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de ums panno, muilo grandes e
de bom gosto : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina qoe volta para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
para engenhos.
Na fundirlo' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rita do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
. Desappareeeu do engenho Calharna, termo da
villa do Paco de Camiragibe, provincia das Alagoas,
o escravo Laureolioo, nasao Gosta, de idade 45 an-
nos, estatura alte, cheio do corpo, bem vistoso, tem
falla de alguns denles na frente, alguna tainos nu ros-
to e pcilos, divisa de sua uacao, e tem boa pronuncia.
Foi_comprado ao Sr. Caelano de Assis Campos em
1847 : roga-se todas as antoridades, capites de
campo e mais pessoas, a prisao do dito escravo, qoe
serio bem recompensadas, e o poderao entregar no
dito engenho a seu seohor, em Macei ao Dr. Jos
Angelo Marcio da Silva, e nesta praca aos Srs. An-
tonio Caldas da Silva, 00 Manoel Fermino Ferreira.
Desappareeeu ha 8dias o prete Roberto, escra-
vo que foi do Sr. Joao Jos do Kego, com os sigoaes
seguintes : crioulo, cara magra e comprida, marca-
da de bexigas, alto, espadaudo, pea feios a grandes,
Sernas finas e com marcas bem vivas das bexigas,
e canoeiro e estivador, bem conheeido nesla cida-
de, onde tem sido encontrado ; quem o pegar e levar
ao paleo do Carmo n. 18, sera gratificado ; assim
como protesta-se contra quem liver acontado,rom
as penas da lei.
Desappareeeu no dia 13 do correle um escra-
vo com os signaes segoiutes: do gento de Aagola,
de idade de 22 a 23 annos, pouco mais, baixo, gros-
so, cara larga, bocea grande, lem todos os denles da
frente, tem os dedos dos ps uns mais pequeos qoe
outros, chama-se Joan ; levou camisa e calsa de al-
godao azul, tem no ees da calce o nome delle por ex-
leoso marcado de encarnado, chapeo de palha novo,
he muilo presuiroso no andar e he do matto : quem
o pegar, leve-o ra dos Prazeres do bairro da Boa-
Vista, a ultima casa terrea pintada da rxo. qu ser
gratificado.
ATTENCAO.
Desappareeeu no diai7 do corrente,
tendo saludo a' compras, levando vestido
camisa de algodao de mina, e calca de al-
godao riscado, o escravo Africano Fran-
cisco, que pertenceu ao fallecido Fran-
cisco Jos Goncalves, de quem foi in-
ventariante e testamenteiro Bernardo Jo-
s da Costa Valente, onde esteve deposi-
tado at ser arrematado em praca ; este
escravo tem um signal de queimadura em
urna peina e em um p, e tem o cabello
tente: quemo apprehender e conduzir
ao sobrado da ra do Pilar n.*85r resi-
dencia de seu senhor, sera' generosamen-
te recompensado.. ^
Ao coronel Jos de Brilo Inglez fogio na noite*
de 17 deste mez de novembro de 1854, da casa na
ra do Pilar n. 68, o seu escravo Joaquim, que he
baixo, cheio do corpo, isto he, para mais magro, nao
lem denles na frente, tem na mo direita um dedo
envergado de um unheiro, andar mindo, nao sabe
andar depressa nem correr, tem falla de cabello no
meio da cabera, olhos veimelhos, quando falla mais
apressado gagueja, ps pequeos e seceos, perna cur-
ta, as costas tem nm signal de chicote, chama-se
Joaquim, filho do Para, penca barba, levou baozi-
nho pequeo com toda roopa que tinha, urna calsa
prela. O signa! de chicote tinha elle j quando veio
para o meu poder. Gratiiica-se a quem o prender.
100*000 de gratifica cao.
Desappareeeu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presente ter 30 a 35 annos, pouco mais ou menos,
nascido em Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, he
muito ladino, cosluma.trocar o nome c iutitolar-se
forro ; foi preso em fins da anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Seriuhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
mettdo para a cadeia desta cidade a ordem do lllm.
Sr. desembargador chefe de polica com oflicio de2de
Janeiro de 1852 se verilicnu ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Anlouio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho Caite, da comarca de Santo Anlo, do
poder de quem desappareeeu, e sendo outra vez cap-
turado e rerolhido a cadeia desta cidade em 9 de
agosto, foi ah embargado por. execurao de Jos Dias
da Silva Guimaraes, e ulliraasaante arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desta cidade
no dia 30 do mesmo mes pelo abaixo assignado. Os
sigoaes sao os seguintes: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos pretos e carapinha-
dos, cor amulatada, olhos escuras, nariz grande e
grosso, beisos grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com todos os denles na frente : roga se, per-
ianto, as autoridades policiaev, capites de campo e
pessoas particulares, o faVor de o apprehenderem e
mandaren) nesta prasa do Recife, na ra larga do
Uosario n. 14, que receberSo a gratificasao cima de
1009000 ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder oceulto.Manoel de Jlmcida Lopes.

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PERN. : TY. DE M. ?. DE FAMA. 1854-


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