Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01221


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Full Text
ANNO XXX. N. 268.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
------ ieain------
QUARTA FEIRA 22 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o suJbscriptoi,
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DIARIO DE PERNAMBUCO
ex \r.iti.t.ahis DA sntscuipg.vo.
R-'i-n'c, o proprietario M. F. de Faria : Ho de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Mariiiii; Bahia, o Sr. F.
Huprad; Macei, o Sr. Joa<|uim Boroardode Mun-
donn ; Parahiba, o Sr. Gervasio Vctor da Nativi-
dad ; Natal, oSr. JoaqnimIgnacio Percira; Araca-
ty, o Sr. AntoniodoLemosBraga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, oSr. Joaqun)
M. Bodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Bamos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2 a 27 3/4 d. por 19000.
Paris, 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Kio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acroes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Uebcribu ao par.
da companhia do seguros ao par.
Disronlo de leltras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
[Ouro.Oncas hespanholas- 29S000
Modas de 89400 volhas. 1G5JO0O
de 65J400 novas. 16JJO00
de4000. 9000
| Prala.Patacos brasileiros. HUMO
Pesos columnarios, 19940
mexicanos..... 15860
PARTIDA DOS CORREIQ.
Olinda, lodos os das.
Ca ra ni, Bonito e Garanhuns mis dis lelo.
Villa-Bolla, Boa-Vista, Ex cOuricur, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextat-feiras.
Victoria e Natal, ns quinlas-biras.
PREAHAB DKfloJE.
Primeira s 6 horas o 6 minutos da nnnliaa.
Segunda s 6 horas e 30 minutos da ta-do.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas c quintas-feiras.
Relaf.no, torgas-reirs o sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-fciras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2a vaia do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
I.I'IIKMI.lilliKS.
Novbr. 4 La cheia s 6 horas, 43 minutos o
AS segundos da larde.
12 Quarto minguante s 7 horas, 40
minutse 48 segundos da larde.
20 La nova as 7 horas. 43 minutos e
58 segundos da manha.
27 Quarto crescente aos 21 minutos o
48 segundos da manha.
DAS da semana.
20 Segunda. S. Flix de Valoix ; S. Ocfaviano.
21 Terca. Aprescniacao da SS. Virgem Mai de D.
22 Quarta. S. Cecilia V. m. ; S. Felimon ni.
23 Quinta. S Clemente~p. m.; S. Felicidade.
24 Sexta. S. Joo da Cruz ; S. Chriogno m.
25 Sabbado. S Cathajina v. m ; S. Erasmo.
26 Domingo, 25* e ultimo depois do Espirito
Santo. S. Pedro Alexandrinob. m.
PARTE OFFICIAL.
COVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 1 8 de nombre.
OfBcioAo Jxm. presidente do Para, communi-
cando que, por decreto ele 15 de julho ultimo, se-
gando conslou do aviso que remelle por copia.* fui
promovido a alferes da companhia fu de avalla-
ra desla provincia o 2. sargento Jos Victorino
Cer.ar, qoe se acha naquella.
DitoAo Exm. commandante superior da gnar-
da oacional do municipio lo Recite, recommendan-
do a expedirlo de soas ordeus afim de que um dos
cnrimt da mesma guarda nacional d a gnarda de
honra que se pede no requerimento que remelle
para atsiilir amanilla fesla de San-Goncalln na
igrcja do Pilar.
DitoAo mcsmo, Iransmitlindo por copia o aviso
da repartirlo da justica de 19 de oululiro ultimo, do
qual consta a decisao de S. M. o Imperador, acerca
dos ufliriaes da guarda nacional, que segundo o dis-
puto no art. 69 da lei n. 602 de 19 de selembro de
1850, devem passar para a reserva por n,lo lerem os
aunot precisos para a reforma. Reste sculido offi-
riou-se aos de mais commandantes superiores da
guarda nacional da provincia.
DitoAo commandante das armas, declarando
haver o. cadete argento ajudanle rio 9. batalhao
de infantaria Manoel Erasmo Carvalho de Moura,
apresenlado cnnhecimenlo de ter pago os riireitos e
emolumentos correspondentes licenca que, llie foi
concedida por aviso da repartirlo da guerra de 10
de julho ultimo, para ir estodar na escola mililar
da corle o curso da sua arma.
DitoAo metmo, dizendn que, segundo consta do
aviso que remelle por copia expedido pela repartir "o
da guerra, se concedeu passagem para a fileira do
2. batalhao de infantaria ao alferes secretario do
mesmo bala I hito Alaliba Daarle lionriinho, e recom-
mendando qoe ordene a esse oflicial que trate d
pagar com urgencia vista da nota que lambem re-
melle por copia a importancia dos emolumentos cor-
respondeules a semelhanle passagem, sem o que nao
se pode dar exornlo ao citado aviso. Ofllciou-se
nesle sentido a Ihesooraria de fazenda.
DitoAo mesmo, para mandar apresentar ao juiz
municipal da 2.* vara desta cidade um soldado de
cavallaria, afim de levar ofTicios aos subdelegados
desle termo relativamenle a convocac.no do jury.
Commnnicou-se ao supradilo juiz.
DitoAo mesmo, recominendanilo a expedirlo
de soas ordens para qoe o commandante da fortaleza
do ijaib, recolha ao respeclivn calabouoo os presos
que Uve forcm remetlidos pelas anloridades policiaes
do termo do Cabo, visto que' so acha em concert a
earieia daquelle termo. Inleirmi-se ao chcfo de
policia.
DitoAo mesmo. remetiendo para lerem o vnnve-
niente deslino as guias dos segundos sargentos Gal-
dino Mendesde Araglo c Jos Melquades Boterra
da Silva Coala, que vieram pura esta provincin,
o primeiro para se rerolher ao 9. batalhao de in-
fantaria que pertence o u segundo com parangn
para a companhia fxa do cavallaria.Parlicipou-sc
ao E\m. presidenle das Alagoas.
DitoAo mcsmo, inteirando-o de haver expedido
ordem ao asente da companhia dos paquetes de va-
por, para por a dsposro de S. S. o desertor de 1.
liuha Francisco Antonio de Paula, viudo das Ala-
gis, e remetiendo a guia do mencionado desertor,
afim de que Ihe d o conveniente dcslino.Officiou-
se i respeito ao referido agente.
DitoAo mcsmo, remetiendo para lerem o conve-
niente destino as relaees das alterarnos occorridas
na mez de oulubro ultimo, respeito das pracas que
pertencendo ao 2." e 9." batalhao de infantaria
acham-se actualrocnle addidas ao 8." da mesma ar-
ma ua provincia das Alagoas. Purticipou-se ao
Exm. presidente daquella provincia.
DitoAo inspector da Ihesooraria de fazenda.
HavrJhdo S. M. o Imperador por bem nomear por
decreto de 26 de agosto ultimo, para o lugar de juiz
municipal do termo'do Brrjo o hachare! Manoel de
Alhoquerquo Machado, que oceupava naquella co-
marca o de promotor publico, resolv por piulara
desta data, nao so remover para all o promotor pu-
blico da de Flores hachare! Sergio Diniz de Moura
Mallos, mas tambem nomear para substituir a este
na referida comarca de Flores ao hachare! Paulino
dos Santos Cavalcanti. Fez-se respeito o neces-
sario expediente.
HiloAo juiz relator da junla de jusiira, Irans-
mitlindo para sercm relatados em sesao da mesma
junla os processos Teilos aos soldados Jos de Alme,-
ria Bamleira e Jos Gotiralves, esle do 8. batalhilo
de infamara e aquelle da companhia fixa de caval-
laria desta provincia. Fizeram-su as necesarias
romniuniracoes.
Bi'Ao chafe de policia, dizendo que para ser
paga estando nos termos legae, acaba de Iransmitlir
i Uiesonraria provincial a conla que Smc. remelteo
das despezas fritas desde o t. do julho at 17 de se-
lembro desle anuo, com o sustento dos presos pobres
da cadeia do Kio Formoso.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar passagem para a corle no
vapor que se espera do norte, ao 1. cadete -argento
ajudanle do 9." batalhao de infantaria Manoel Eras-
mo Carvalho de Moura, caso venha vago>algum lu-
gar para passageiro de estado.
DitaAo mesmo, para mandar transportar por
conta do governo para a l'arahiba, no vapor Tocan-
tins, o alferes do 8. balalhlo de infantaria Manoel
Joaquina Bollo. Inteirou-se ao commandante das
armas.
DilaO presidenle da provincia altendendo ao
que Ihe expoz o juiz de dircito, chele de polica em
offtcio de honlcni datado sob n. 890, resolte consi-
derar vago o lugar de delegado do l.districto desle
termo, e nomeia para o referido lugar ao 3.sup-
plenle do mesmo delegado l)r. Francisco Bernardo
de Carvalho. Communicou-se ao supradilo chefe.
Ministerio dos negocios da juslca.Rio de Janei-
ro em 19 ile ou'ubro de 1851.Illm. e Exm. Sr.
S. M. o Imperador ha por bem decid ir. que os offi-
ciaes da guarda nacional, que segundo o disposlo no
arl. 69 da le n. 602 de 19 de selembro de 1850, de-
vem passar para a rnaenra, por nao lerem os anuos
precisos para a reforma, fiquem aggrcgados aos bala-
lhes da acliva nos lugares em que nao ha corposde
reserva, at que sejam creados enelles empregados
os mesmos ofririacs,-prestando durante o'lempo que
cslivercn aggregados aquelles balalhcs, o servido
proprio da reserva. O que communico a V. Exc.
para scu conheciraciilo e devida exerorao.
Dos guarde V. ExcJos Thomaz .^ttbuen de
Araujo.Sr. presidente da provincia de Pcrnam-
buro.Cumpra-se. Palacio do governo de Pernam-
buco 15 de novembro de USo.Figueiredo.
COMISANDO DAS ARMAS.
Quartel do ominando da* armas da Fernam-
bneo, na cidade do Reoie, em 21 da nortm-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. 175.
O coronel commandante das armas interino, em
face das coiiimunioaooe recebdas da presidencia
desta provincia, firmadas hnntem, faz cerlo para co-
nheciuicnto da guarncao e devida observancia :
i." Uue por aviso do mioisterio dos negocios da
guerra de 31 de oulubro prximo passado, liouve
o governo por bem dcterminar.que fosse excluido do
batalhao lt> de infantaria, o reverendo capellao
da reparlirilo ecclesiaslca do cxercilo, Bernardino
Jos Soares, anda considerado addido nos mappas
do mesmo batalhao, visto como por aviso de i de
abril dcile anuo lcou adido ao batalhao do de-
posito.
2." Que por aviso de 7 desle mez, o mesmo go-
verno loi servido de mandar addir ao 1 halalho de
arllhariaa pe. o Sr. 1. lente do 4 da mesma
arma, Jos de eCrqueira Lima.
:t. Finalmente, por aviso de 8 tambem do an-
dante mez, se determinou que fosse ricriiizida do
sold do Sr. capilao do 2. de infantaria. Jos Go-
mes de Almeida, a qoanlia de ."l?, que se manduii
abonar mentalmente pela pagadoria das tropas da
corteseu respectivo procurad, r.
Assignailo. -Manuel Muniz Tarare.'.
(inforine.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordeus eucarregado do dctalhe.
ADDICIONAI. A OE N. 175.
O coronel commandante das armas interino de-
clara, que cm vrtude do aviso da repartirn da
suerrade-*) de agosto deste anno, publicado m or-
dem do dia de l) de selembro, da vce-presidencia
la provincia das Alagoas. foram excluidos do 8.
batalhao de infantaria, o Sr. 1- cirurgao lenle do
corpo de saude do exercilo. Dr. Prxedes Gomes
de Souza Pilanga, o capelln alferes da reparlicao
ecclesiaslica do mesmo exercilo, padre Antonio da
t.unha e Fisueircdo ; cunscgurrtemcnle deve o pri-
meiro continuar addido ao 9- da mesma arma aqu
estacionado.
O mcsmo coronel commandante das armas inte-
rino;declara lamben) que, nesta data, conlrahiram
novo ensajamenlo nos termos do regulamcnlo de 14
de dezembro de 1852 e decreto n. 1401 de 10 de
junho do prsenle anno, precedendo inspecclo de
saude, o soldado do 4-batalhao de artilharia'a pe,
Jos Joaquim da Silva ila companhia, Manoel
Goncalves de Souza da 6., Jos Luiz do Reg da
8.", os quaes servirao por mais 6 anuos, percebendo
alm dos vencunentos que por lci llies compelirem,
premio de 1005cada um, pagos na conformida.de
do art. 3- do citado decreto, e findo o ongajamento
urna dala de trras de 22,500 bracas qoadradas.
ha caso que deserlcm perder.io nao smentc as
vantagens do premio, como aquellas a que tiverem
direih), erSo tidos como recrulados, e no lempo
de engajamcnlo se descontara o de prisSo em virt-
do de Mienta, averbando-se esse descont e a
perda das vaiitagens nos respeclivos ttulos como em
le esta determinado.
Assignado.Manat Muniz Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordeus eucarregado do detalhe.
FOIMET]
0 OAMINHO DO DEVER.
(*)
Por A. de nrrii.ii-, 1.
CAPITULO QUARTO.
(Conlnoac,i1o.)
* ...Si j'en puif teir boul,
je teray Eveigue de la filie e
det Champa, et frray la mone
ceux de Compiegne.
(Salyre menppe Harangue du sieur de Rieux.)
Madama de'Saulicn assontou-se i mesa, e para
que Mr. de Chavilly, cujo talher eslava do outro la-
do, lirasse ao menos a urna riistjncia razoavcl rta
dona da casa, o fez assenlar-se do mcsmo lado.
Dio nao lie lalvez miiitn orihodovo, disscella;
mas nada me prova que se nhrasse de onlra manci-
ra na media idade. IIei de informar-me a esse res-
peito de Mr. de Saulieu.
Eulao Mr. de Saulieu he om sabio, um apai-
xonadn da media idade? pcrgunlon Gasino.
Diga um archeologo aferrado, um adorador das
pedras velhas, um fervoroso admirador do seclo tre-
zc. Elle nao lem oulra paixao, o seculo Irezc he
sua vida.
Admiro sso! exclamou ingenuamente Casliiu
encarando com sorpreza a madama de Saulieu.
Esta romprehenricu ou uno; mas abaixoo a cabe-
ra e diste:
E o senhor ama o seculo treze'.'
. No sei, senhora, rcSpondeu Gastan ; mas se
julea sobre mim esta nodo, seria levado a maldize-lo.
Oh! anda pensa nisso? lomou a moca lefia-
menle.
Mas rellecludo depois accresrenluii com um r-
cenlo mais grave e lalvez mais commovido do que
leria ousado soppor:
He verdade qoe o senhor esl ferido, soffre
sem duvida!
Nao. senhora, joro-lhe.... nao he nada, apenas
um arranhflo.
Comludn os arranh/ics fazem militas ve/es gran-
de mal. O senhor nao qaz dcixar-me ver.... Eu
apostarla que o mal lie iiimr do que o senhor diz.
Ha lalvez inllammarao.... Se eu manriasse chamar o
medico.... Temos um medico em Oslreval.... Nao
he om Hippocrales, sem duvida ; ncrm bastar pa-
ra o primeiro iralamenln. Joanninha, coulinuou
(JVid o Diario n. 265.
EXTERIOR.
L-se n'uma correspondencia da Independencia
Um lamenlavcl accidente siicccdeu ao hialc
Aigle, onde in o imperador e a imperalriz da Aus-
tria, ao sen rearesso de I.inz para' Vicruia. A em-
barcarlo locou n'um escolho junto a Strodcl, e 1,1o
rpidamente cabio a fundo, que a vida de Suas Ma-
gcsladcs corren venladeiro perigo.
ella, dirigindo-se i camarista que eslava alraz de si
manda chamar o senher .Martiuho sem demora.
Na verdade, riisse GUo, a senhora abusa de
seus direilos de rastelhl para pcrsiiadr-me de que
eslou ilueiite e digno de lastima. Veja o meu appe-
tilc Scni de doenle, de homem de memhros que-
mm S.e^lVSrfti. Asv"^'e que omedico he
milico Inmrtpan lllhn, e irn.i mu1.|,..rtromUrtuiir
as forras a que elle teja chamado, porque emfim sus
consclhos pinlem ser uleis i seuhnra.
Pois bem, elle vira para mim, seno vier para
o senhor. Est contente?
E como nao o eslaria ? disse Gashlo em lom
mu serio.
Muilo bem, cu nao esperava menos de sua
complacencia.
Minha complacencia, senhora, oh! niiocreia!...
Assevero que he sem esforro e mu naturalmente
que eslou conleote. Parcce-me al que....
E Gastan interrompeu-se.
O que eutao? perguntou eslnuvadnmenle a
moca.
Que nunca eslive Uto contente como ueste mo-
mento.
Oh meu charo senhor GatUto, disse madama
de Saulieu abaixiudo a cabera, o que acaba de di-
zer-ine, chaina-se urna fineza inspida, e eu o julga-
va incapaz de pensar isso.
I, isl.io inclinou tambem a fronte para o pralo, c
por isso n.'oi vio madama de Saulieu.quc o observa-
va pelo canto do olho.
Dentis, lornou ella, a culpa he minha; para
que Ihe faro pcrunlas tolas?
Pelo rcenlo com que foram pronunciadas estas
palavras, Gasliojulgou ter offeniliilo a mora, e inex-
perlo anda as cntoaroes da casquilhara femenina,
Icincu. Icr-se rompromeltido cm sen espirito. As-
sim cuidou em ilosculpar-se o mellior possivel, e o
fez de um.i maneira asen desasada,
y\h! senhora, di-sc elle, nao d s minhas pa-
lavras mais importancia duque eu quereria d,ir-lhcs;
expressc-ine mal sem duvida ; cu quera dizer que
eslava conteni de v-la salva de 1,1o grande |wngo,
o que sua alegra enmmanieava-se a meu coraeao e
o lazia dilalar-sc.
Eis-ahi rerlamenlc as mais bellas phrases que
lenho ouviih. pronunciar em minha vida, disse ma-
dama de Saulieu rom uma seriedade cmica.
Gastao apezar de sua real aiflicrao, lulo pode dei-
xarde son ir.
- Que mulhcr exlraordnaria! dizia elle comsi-
ao ; a genio nunca sabe se est agastada ou grace-
jando.
Oh! meu cavalleiro, lornou ella, o senhor es-
ta salisfeito e alegre, mo procure encobrir-me, bem
o vejo, e al sci porque. (}uer que Ih'o diga?
Madama de Saulieu en cara va a Gastao com ar ma-
ligno, r- leudo um fino sorri bo senlio-se perturbado ato ao intimo do coraeao.
senhor esl salisfeito, esto contente, conli-
nuou ella, primcrameolc porque mostrou muitaco-
a A imperalriz da Austria licou altamenteimpres-
sinnada dcste accidente, e no estado inlqressante
em que se eucontra, receia-se pela sua saude.
a A esle respeito nota-se que o anno de 18.54 lem
sido falal aos soberanos: o rci de Saxonia morreo
de um ronce, o duque de I'arm.i assassinado, o re
da Prussia deu duas quedas graves, e no fim do
anno passado a rainha de Portugal morreu de
parto, a ( mpremae Lei. )
'tataamt
Londres 17 de oulubro.
Na defliciencia de noticias de outras fonles, nos
vollamos. com a mais ardento eurinsidade para as
paginas do Jornal de S. Petertburgo, afim de ter-
mos noticias aulhenlicas quanlo ao progresso da
gnerra. a Sempre que recorremos esta onte prin-
cipal de noticias, vemos que os tactos se apresen-
tam aos jornalislas ofllciaes russos sob um aspecto
pouco dillerente daqoelle que Iratem as narraces
publicadas em as nossas froprias columnas. Mas
somos obrigados a confessar que as nossas anteci-
parcs, nesle caso, se lem novamente aproximado
mnilo da maravilhosa realidade ; e podemos com
reiteza recommendar o orgao imperial como indo
inlinilamenle alm dos mais ousados dos seus con-
temporneos de Landres na espantosa originalidade
la sua milicia decisiva, b Admittimos. com re-
luctante admirarlo, a ingenuidade sem rival com
que os relos sao manufacturados, para o mercado
interno, na capital russa. A animadlo desle ramo
de industria nativa parece, cm verdad-, ser um ob-
jeclo principal da poltica do czar. He uma parle
do mesmo systeraa que lem por alvo supprir a es-
quadra russa com lonas fabricadas no paiz, e que
convida a altencao a producto das vinhas do impe-
rio como substiiuicao satisfatoria- campanha de om
inimigo, c para o portador de outro. Porlanlo. se-
melliantes mudancas imporlanles s<'. podem ser ef-
recluadas mu crandualmenle; e he lalvez com o
designio de nao sobrecarregar a energa nasecnte
das manufacturas de pannos para velas de navios,
que urna porrao da esquadra do czar lem corrido
ignominiosamente, ao passo que o resto est delirio
duranlo o anno no porto, onde a ronsumprao da
lona .leve ser mu consideravel. Mas, seja como
lor, o certo beque o designio patritico de nutrir
a industria domeslica da capital he dirigido de nma
maneira capaz de abracar al o artigomodas; e
posto que os despachos sejam quotidianamente
ransmitlidos da Crimea a S. Pelersburco. por te-
legra pho e correio, as noticias desfarte oblidas sito
osadas somenle para ministrar motivos ao escriplor
ollicial, os quaes elle he obrigado n desenvolver de
urna maneira agradavel e animadora.
Sabemos, pelo orgao dos verdicos de que trata-
mos, que o principe MenscbikolT informara ao sen
imperial amo nma victoria sobre os alliados a 30
de selembro; o esle agradavel annnncio foi indn-
bitavelmente receido com as mais vivas emoefles
de alegra por lodo o Russo que. no momelo em
que a noticia chegou ao seu conhecimenlo, se acha-
la drbaixo da observadlo pessoal da polica. O
ilasonado tnumpho parece ter consistido no levan-
lamento do cerco do rorleConstantinocerco que
oos (tal he a morosidade das communieaeoes offi-
Hk inglczas) anda nem sabamos se linha comc-
cado. Tainhem refere a gazeta que a marcha do
BHbek a Balaklava, a qual lomos Iralado como um
Iriompho des alliados, he reronheriria pelos Russos
como desbarato, e he celebrada com um Te-
Deum. Segundo ,i mesma historia aiilhenlica, o
movimento do exercilo inglcz foi cflccluado, nao
por meto de uma marcha difficil caudaciosa, mas
reembarcando as tropas a bordo da esquadra, ex-
poafeao que induliilavclmenlo era reputada harmo-
msar-te mellior com o carcter martimo da nossa
naeno. Por uulro lado, os 1-ranrezes parecem ter
everutado um favoravcl eITcilo de marcha atravez
de rodo o exercilo russo. como o melhodo mais
promplo .le escapar aos seos terrveis ataques. Uiz-
nosu principe McnschikolT que avancou de Bakchi
Sarai sobre os nossos alliadosos qua*os deixamos,
segundo parece, ao norle de Sebaslopole por lan-
o, a despeilo da geographia, marchavam para o sul,
a iim de evitar urna coiis.ln com um inimigo esta-
cionado na sua passagem. Para assenurar a devria
appreciarao destes triuraphos do seu exercilo, o czar
*er;li obrigado a prohibir, sob penas severas, a pos-
sc de afflppas por qualquer dos seus subditosou
enlflo deve propagar a crenra de que as polencias
miernacs lem concedido aos seus inimigos odom
miraculoso da invisiblidarie. Com os nossos co-
niiecimenlos das localidades, nao temos outra alter-
nativa se nao suppor que os modernos invasores da
Se) tina, mais felizes do que Dario, devem ter es-
capado aos seos invencives defensores on voando,
mergulhando, ou meltendo-se pela Ierra dentro.
Outra narracin russa, com mais alsum respeito
para comasleisda probabildade, diz que nada im-
porlanlo tinha occorrido al 6 ou 7, masque os al-
nados continuavam a toda a press. as suas opera-
coes de assedio, ao passo que o principe Menschi-
kolT eslava a espera de rctbrc,osos quaes loriavia
nao he fcil de crer que eslejam mu perto. Soube-
nos depois, de Conslantinopla, por um despacho te-
legraphico que publicamos n'oulro lugar ; que os
Itiissos liuham tentado umasorlida, e que foram re-
pellidos. Semelhanle incidente poda occorrer cer-
lamente em qualquer assedio, mas i,lo he razo pa-
ra que, nesle caso particular, a historia nao seja
verosmil como tambem se possa converter em fic-
ge. He muilo pouco provavel que semelhanle ten-
tativa rosse Jta tao cedo, porque pouca vantagem
se poderla esperar, se o aclo nao fosse combinado
com o exercilo no campo; e nao podemos suppor
que, na data das ultimas noticias, o prncipe Mens-
cbikolT houvesse recebido reforros sufficientes que
o habililassem a lomar a defensiva com grande ef-
felo, ou mcsmo se om revez consideravel. Outra
cjposica-., fundada ou em factos uu em conjocturas
plausiveis, representa a guarncao de Sebastopol
mu grandemente reduzida pojo cholera. Esla a-
sercao parece merecer crdito, porque o exercilo al-
hado foi perseguido durante a sua marcha pelo mes-
mo cello, e se pode suppor que, em quanlo a cn-
lermidade prevalecer em alguma parle, continuar
a devastar os mu obstruidos e mal ventilados quar-
leis das tropas russas. A grande quanlidade de povo
que se acha na praja tambem deve tornar os seus
habitaules pcculiarmente exposlos peste ; e se
accrescentarmos a esla inflicjAo a imniiiente falla Se
qoaloucrsupprimeulo d'asua, e os terores de um
bomhardcamento sustentario noile e dia, teremos
uma pintura exacta da miseria que lemsucceriiilo ao
poder, ordem, e magnificencia de ftbaslopol.
Se, cerno esperamos, os solTrimenlc das nossas
Iropas em virlnde do cholera nao estaoriestinarios a
continuar alm do presente anno, lerenos desoffrer
somente as usuaes calamidades da gierra ; mas
acerca dcslas nio fora prudente aitecipar nma
prompta livranca. A oxpeclacao deqnj a perda da
Crimea induzirn o czar a conceder exigencias da
Europa, nao parece ser parlilhada pa- aquelles que
e acnam encarregarios do dever dereforrar a sua
complacencia. Prevalece a maior clividade as
dockas da Franca eda Inglaterra; eis operares rio
invern no Mar Negro, com um seco da campa-
nha do seguinle anno no Bltica, parece muil
mais provavel do qoe qualquer snpensao de hosli-
lidades. Todava o transporte de tropas e de caval-
los ao Euxinio se vai lomando as dilliril e arris-
cado medida que a eslaeao va progredindo ; e
posto que nao tenhamns receios qututo a seguranra
do exercilo alliado na Crimea ou la Bessarabia, nao
pode ser considerado como invercivel na lula com
as tempestades e os nevoeiroS do tlar Negro. A no-
ticia, que esperamos receber, de |ueos refor^os ric
cavallaria e infantaria desemluraram liv'remeiile
em Balaklava, nao ser o poni nenoa interessanle
nos futuros despachos doscommanlantes alliados.
O desassocego que prevalece no momento presen-
te concorda mellior com a triste ceremonia que he
designada para hoje, do queo alatre exrilamcnlo da
victoria c ta conquista. O primero dos marechacs
do imperio restaurado, cuja vida oi sacrificada a es-
te dever, sen conriuzido esta nanhaa no meio rio
exercilo eda populado de Paris ao final jazigo dos
filhos de Franca cujos valentes fe los lem realcado o
brilho desiia fama. Os servicos rio fallecido marc-
chal de S. Arnaud foram mais Ireves do que os da
maioria dos seus Ilustres prede:cssores, mas scr.ln
mais amplamente commemorailos He conduzido ao
tmulo no meio da dor de tres grandes nacos; e
aquelles que, no ultimo dos maiechaes do primeiro
imperio, honraran) um digno iiimigo, lem de la-
mentar, naquelle que agora part har o mesmo re-
pouso com esle dislincto commindante, um hbil
capilao e um amigo fiel. (Mirning Ckronicle.)
INTERIOR.
ragem e umita forca, cousas bellas e boas para fazer-
sc ver utilmente, assim como o senhor fez. Em se-
gundo logar, e he o ponto mais delicado, porque sal-
vo a vida rm.la de uma pessoa que brevemente
ha de conheccr... nao me inlerrompa, e espera que
scu.lrabalho nilo ser perdido. lie verdade?
Naosabemosse madama de Saulieu linha-se en-
I -'"ou, i^ h ^- ^B-oulinr^ l...llu tt aBkiicl -* ii.
da que o soubessemos, nao o diriamos lalvez.' Con-
vm deixar alguma cousa para o leitor adevinhar;
porque se Ihe dssessemos todos os nossos segredos,
que interesse teria elle em ouvir-nos mais lempo?
Assim madama de Saulieu tiuha-se engaado ou
tinha querido enganar-se, o que vema ser o mcsmo
quanlo ao efleito prodozdo; lodavia refloclindo
bem, nao estaramos longe de crer qoe ella fallasse
assim de boa t, e cora loda a sinceridade de sua
alma.
Eulrctanlo essa conversaciio prolongada como do
proposito, pedera fazer nascer muilassuspeitas as
pessoas de ndole melindrosa, e entre cem leitores
digo cem por pura vaidade) se poderia adiar um
que se escandalisasse de ver um mancebo de vinte c
dons annos e uma miilher de dezeuove conversarem
sem leslemuiihas junto da chamin, pa-searem ela-
ririarie da loa, durante a ausencia do marido, e para
coroarem a obra do estouvamcnlo c da indecencia,
ceiarem nm ao lado de outro com grande alegra,
sem fazercm caso dos crticos c dos zumbadores, sem
rui.larcm no presente, sem lemerem o futuro, troca-
rcm provas mui claras de yiva simpalbia, excitarem-
se as confidencias, armarem laros com segredos, fa-
zcrem confis-oes ambiguas, afagos tmidos, galanteios
imperceptiveis, c emfim mandarem chamar o medi-
co porque nilo se julgam dnenles. Elles o eslAo lal-
vez; maso medico que chamatam nilo conheccr
essa'rinenca.
He verdade? tinha perguntado madama de
Saulieu a Mr. de Chavilly.
Gastao nao poda responder.
A senhora engana-se.
Dcmais que sabia elle? apenas sabia que eslava
contente, se Ihe perguntassem, mais, nflo poderia
responder; por sso llou os olrfbs no pralo que li-
nha esvasiario com a conscieiiciaTde boiu tppetite, e
calou-sc. f
Madama de Saulieu pode lomar esse silencio como
Ihe aprouve por uma tacita coufifmarau do scu dito,
senAo de seu pensainenlo. I
Assim licou cerlo que o senhor Gaslo de Chavil-
ly se propuiiha amar madamesella Alice, irmaa de
madama Berlha de Saulieu, augusta caslell.l.
Que bello casamento se far! dizia a moca
comsigo.
Quo feliz casamento farei, peusava Gastao, se
ella se assemeiha a irm.la I
Estas reflexos, foram feilas de parte parte sem
iuterromper om momento o dialogo. Segondo seu
cosime, foi madama de Saulieu que encarregou-se
do continuar e reanimar a conversacao ; porm as-
saz instruida do que queria saber, ou reccandu ou-
Sr. Franr.iseo de Montt-Aherne.
Nunca comprelicndemos Uno a phrase de S.
PaiiloaosCoriulhios, loda a virjtdese fortifica mi
en/ermidade, como hontem ouviido pregar o Ilus-
tre ceg Fr. Francisco do Monte-Alverne L'm ho-
mem vergado pelos annos, quebado pelas decep-
coes do mundo, torturado pela enfermidade, sald-
r do silencio de seu claustro, deixara i celia que
Ihe serve da enfermara ha dezoilo annos, c arras-
lado pelo euthusiasmo que llie inspira um priucipe
severo de coslumes. Ilustrado e justo, tubia ao pul-
pito para no lemplo de lieos e na presenca dos ho-
mens riar-lhe um publico e solcmi* (cslemunho de
venerarao, com o panegyriao rio sanio do seu nome.
Esse homem, esse orador, linha sido uma das glo-
rias mais hrilhanles da tribuna rdigiosa, urna das
illustracOcs rio ensillo philosophco. Julgava-se po-
rm que o lempo, a enfermidade c a reserva rio
clauslro liouvcssem alterado aquella forra de argu-
menlacao, aquelle sentir inspirado, aquella voz elo-
qucuii- que desde Ututo* anflos w li ivio cal.ulo. en-
tre applausos, depois de ter sido ouvida com sof-
freguid.lo c assombro I
Mas o claustro, como nm tmulo anligo, cucer-
rava magnificencias. Omnis rirlus in inftrmilale
perficiiur. A lampada da f, segundo uma bella
expressao do celebre pregador italiano Ventura, es-
lava occuita no encerr ; concenlrava-se no fundo
d'alma, mas nao tinha perdido o fulgor de sua luz.
O anligo pregador conservava os symbolos, as tradi-
ces, a doulriua de seus primeiros annos ; conser-
vava tambem a setencia, a palavra eloquenle, e
gesto animado, a voz repassada de uncc.ao Nada
perder, senSo a vista para contemplar o immenso
auditorio que o escutava como outr'ora, ou mais an-
da, em profundo silencio, s interrompido no fim
por um murmurio longo de admirado !
A epigraplie sagrada du discurso do Ilustre pre-
gador foi o versculo :i2 do capitulo 12 deS. Lucas:
A'oire Uniere, pusillus grex, guia complacuit Pa-
Iri reslro dar robis regnum. Desde que elle pro
ferio as primeiras palavras, seus anligos discpulos
e os representantes da geraclo de outr'ora o reco-
nheceram na phraze castigada,na dics>lo enrgica nos
aerelos persuasivos c cloqueles, no accionado gra-
ve e magesloso. Moole-Alveroe nao se resfriara as
lages do convento, nem se estrcilara no quadrado da
celia.
Que exordio magnifico 1
o Ja nao he dado, disse-nos elle, ignorar a eausa
desle impelo divino que ancmessuu atravez de mil
azares esses homens escolhidos para mudarem a fa-
ce da trra. He niitil fingir desconhocer a origem
dessas facanhas singulares de que justamente se en-
soberbece a bella filha rio co. ExpiacOes cruen-
tas prelodiavam esla regenerarao que os seculos es-
peravam com extrema anciedade. Holocaustos es-
pontneos ensaiavam esta renuncia de si mesmo,
estas quebras dp egosmo a que eslava ligada a pu-
rificarao da especie humana. Mas todos csses ras-
gos de dedicaran, todos esses lirios da maguanimida-
de, ficaram moilo longe das provas a que cram cha-
vir o qne queria ignorar, julgou-se autorisada a
transporta-la para outro terreno.
A proposito, riisse ella, cu liuha comeradoa
narraran de uma historia, devo acaba-la.
Que historia ? perguntou Gastao.
Ah! de veras, j (inha-se esquecido? Se he
assim que o senbor grava na memoria a lembranca
cm"seJp1mcsse?*- met"orJe u'' guardar o^ileiw
Seja indulgenle para com a minha distraccao,
eu eslava bem longe de pensar era legendas, e.,."
Legendas? nlerrompeu vivamente madama
de Saulieu: N ,1o se I ra la de legendas, he historia que
vou coutar-lhc, historia verdadeira e como v-sc ra-
ras vezes em nossos das. Trala-se de um homem
fiel ao seu rci, que preferio niorrer a trahir seu de-
ver. Bem sei quo presen temen le cssas dedicacOes
asscmelham.se a fbulas, e ninguem quer crer na
hocra alheia, porque ninguem a pralica ; mas por
isso a honra do senhor de Oslreval nao he menos bel-
la, nem nuthentica, e nem julgueiao senhor indigno
de aprecia-la.
Eslou confuso e honrado pela boa opiniae que
aJvMihoia lem de mim, e receio gmenle nao jusli-
lica-la sullcientemenlc.
He pura nfodeslia de sua parte, o senhor he
mellior do quydeseja fazer crer. Onde eslavamos ?
as fortificacocs da pra^a, segundo creio.
Ah iin, torres, ameias. muros, sclleiras, fo-
gos cruzados, rochedos a pique, bous arrabuzrs, al-
guns mos canhoes ( ao menos segundo diz Mr. de
Saulieu ) mas alm de ludo isso mis cem liumens
fiis e determinados, tendo sua frente a flor da ca-
vallaria, o senhor de Oslreval e seus qualro filhos,
(aes cram as forras que esle raslello poda oppor s
oumerosus guaruiroes tas eiriariellas viznhas, aos
parlidarios que percorriam o campo, e cm parlicular
a esse inilhardc salteadores, que detallo do pretexto
de democracia riominavam e aleiravam o lugar rio
alto das torres de Pierrcfonds. Creio ler-lhe riilo que
Kicux, o mareclial ferrero, coiiunanriava esses ban-
didos. A lembranca desse homem sdenlo de ouro
e de sangue iouservou-se no paiz, c agora que j
passaram dousseculos e meio desde que elle foienfor-
rado diaute da rasada Cmara de Compegue, ninguem
pronuncia esse nome maldilo sem uma esperie de
terror.
A memoria do povo he o maior casligo da-
quellcs que o enganaram, disse Gashlo sentenciosa-
mente.
Eis um dito digno de Montesquieu, observou
madama de Saulieu sorrindo, e se he venladeiro,
como quero crer, mnbern militas pessoas desle seculo
que n,lo bao de ficar esquecidas. Mas vollemos ao
senhor de Oslreval, e fara-me o favor de nao tornar
a interromper-me para collocar seus aphorismos.
Em razio de sua firielidade e de toa bravura, o se-
nhor de Oslreval era o ponto de mira de lodos os
partidarios da Liga rlescontenles, roubndores c de-
magogos do lugar. Enlrc elles o capito de Pierre-
mados os representantes do novo progresso racional.
Bcpellidos por tantos reveses, desanimados com lan-
as derrotas, os mais experimentados contendores
ced^ram a arena que elles haviam coberto de
ruinas.
Convinham oulros meios; eram necessarios
empeuhos de outra ordem. Louros anda nao es-
timados, uma aureola de que nao havia noticia,pre-
mios anda nao concedidos, podiam s reanimar a
constancia desses mantenedores que deviam adiar-
se a brac.es com rodas as riilliculda les, vencer todos
os obstculos, dominar lodosos preconceilos e des-
tazar todos os prejuizos, S nm diadema em que
se prenda a immorlalidade com todos os seus ful-
gores e loda a magia de uma felicidade inlermiua-
vel, era digno de compensar taolos suores e de co-
roar tantas fadigas. .Voe limere, ftUUm grex :
quia complacuit Palri veitro dar voMi regnum.
a Todos os annaes deram conhecimenlo desle a-
balo com que o mundo foi sacudido, e poz em de-
suso as ideas recebidas. As gapes dos confessores
cundenavam esses feslins marcados com o sligma da
alrocidade e com os exccssns da iolemperanra ; ba-
lalhoes de virgens mandadas a mortc por conservar
sua pureza cohriam de confusao essas mulheres, que
n,lo linli.un pejo de assislir em completa nudez as
ceias voluptuosas de Tigelino as alamedas de seus
jardnis profusamente Iluminados ; e a malanga do
lago Furino para salisfazer os caprichos de um des-
pola, que recehia os ltimos emboras da magestade
do povo re, era contrastada por esses milhOesrie ho-
mens amx'iitoarios nos amphilheatros, consumidos
as fogueiras e despedacados nos rav aleles, afim de
justificar que a hora da salvarao tinha rhegado, e
que a humandade eslava regenerada. Cada seculo
apresenlava peripecias anda nao apreciadas. As
flagellaccs rivalisuvam as scenas do martv rio ; a pe-
nitencia vinha assenlar-se no lugar das perseguirocs
e as virtudes pacificas subsliluiam os sustos da he-
rocidade. Um s homem recopilou lodos esses m-
ritos, e obteve as mais ardenles ovares. Os arrou-
bos da abnegacilo evanglica, o espirito de reforma,
a oslentarao da Omnipotencia Divina, bastam para
da-lo a coolhecer. Os anjos o chamaran) Pedro ; o
lugar de scu nascimenlo accrescentou-lhe o appel-
lido de Alcntara.
Esle exordio lerminou por estas palavras tocan-
tes, da mais singela eloquencia, repassadas de Iris,
leza, que podem servir de exemplo da mais potica
liltcralura christaa :
N3o, n,lo poerei terminar o quadro que ara-
bei de bosquejar : compellido por uma forja irre-
sistvel a encelar de novo a carreira que percorri
26 annos, quando a imaginaran esl extincla, quan-
do a robustez da iiitelligencia esla enfraquecida por
tantos clorros, quando nao vejo s galas do saurina-
rio eeu mesmo parero estraoho aquelles que me rs-
culam, como desempenhar esse passado 13o frtil de
reminiscencias? como reproriuzir esses transportes,
e-se cnlevo com que rcalcei os Testas da religiao e
da patria ? ... //c tarde I ... He muilo tarde (I)
seria impessvcl recouhecer om carro de Iriumpho
nesle pulpito, que ha 18 annos he para mim nm pn-
samento ainistra, uma rccordajAo aITlicliva, um
phantasma nfenso e importuno, a pyra em que ar-
dram meusolliose cujos degrosil'escse silencioso
para esconder-roe no reliro do claustro. Os bardos
do Thabor, os cantores do Hermon e do Sinai, bati-
dos da Iribular.lo, devorados de pezares, nao onvin-
do mais osecitos repetrem as slrophes de seus cnti-
cos as quebradas de sita monlanbas pilorcscas ;
nao csculando a voz do deserto que levava ao longe
a meloda de seus hymnos ; penriuraram seos tira-
ta nos salgueirosquc hordavam o rio da escravidao;
e, quando os homens que appreciavam suascomposi-
ciles, quando aquelles que se deleitavam com os per-
fumes de seu eslylo e a belleza de suas imagens, vi-
nham pcdir-lhes a repetirlo dessas epopeas em que
perpetuavam as memorias de seus antepassados e as
uiaravillias do Todo Poderoso,elles cohriam suas
faces humedecidas do praolo, c abandonavam as
cerdas frouxas e desafinadas de seos instrumentos
msicos ao vento das tempestades.
Keligiilo divina, myslerosa e encanladora ; Tu
que dirigiste ineus passos na vereda escabrosa da elo-
quencia, tu a quem devo todas as minhas inspira-
cOes, tu, minha estrella, minha consolagito, meu ni-
co refugio, loma esla coroa.... Se dos espinhos que
a cercan reticular alguma flor ; te das silvas que as
enlaram reverdcceremalgumasfolhas, se om eofeile,
se um adorno renascer deslas vergooteasj seccs ;
deposita-a as maos do imperador para que a su-
penda como um tropho sobre o altar do grande ho-
mem a quem elle deve seu nome, e o Brasil a pro-
teccao mais decidida.
Nao nos he dado publicar lodo o discurso do pre-
gador fluminense, porque elle no-lo prohibi. Mas
pelo que temos extractado, os leitores que nao o ou-
\ iram, avaliem da impressao do auditorio !
Depois de trabar um panegrico soberbo de Pe-
(I) (.loando o orador proferio estas polavras, a ad-
miradlo do auditorio, por esta esrlamar,ao i.io subli-
me e locante, prorrompeu em um murmurio geral.
fonds moslrava-sc mais encarnirario, e como o uobre
cavalleiro pelas suas habis manobras linha muitas
vezes mallogrado os projectos de pilhasem do mare-
chal ferreiro, esle jurou pela sua bigorna transfor-
mada em courara, rcduzir o raslello de Oslreval, oo
perder ah o nome, o que ric cerlo nao leria sido
grande desgrasa.
.'^nnlTr.Vm.v,LeiPA0!!? nm be" nome< disse Gastao
Sim, na Brelanha, disse madama de Saulieu,
mas no Valois nao. Torno a apanha-lo interrom-
pendo-me ; se continuar assim, nao sebera o que
aconleceu ao senhor de Oslreval.
Pouco me importa, com lano que possa ouvi-la
mais lempo.
O senhor Gastao mereca que en me calasse.
Seria caslgar-me cruelmente.
O senhor he incorrgivcl. "
E a senhora sem piedade.
Nos nos agaslaremos.
Tanto mellior, so temos de reconciliar-nos de-
pois.
Nao espere isso, hci de Irala-lo com rigor.
E nao me contar a historia do senhor de Os-
lreval ?
Nem ella, nem alcuma outra.
E nao me fallara mais ?
O senhor quer talvez impedir-me disso !
Nao praza a Dos que eu lenha tal pretendan !
E lem razao ; porque seria baldada, nao o con-
seguira, nnoio que o senhor saba minha historia,
e o senhor ha de sabe-la. Estoo enfadada de ver-
me sosinha nesle caslcllo tremendo por um motivo
serio. Mr. de Saulieu volla-me as cosas quando
dou-lhe parle de meus temores, e meus criados res-
pnnricm-ine rossaco >< quando Ibes fallo do falleci-
do senhor de Oslreval c de seus qualro filhos. Ar-
ranje-se como quizer, mas convm que eu o assorie
aos meus lerrores, quero que o seuhor lenha me.!..
como cu, com o mcsmo titulo, e emfim se acontecer-
Ihc encontrar neslas rumas um phantasma ou um
espectro, quero que saba ao menos com quem trata,
e nao v rhama-lo Salan.i/, on cossaco, leudo liante
de si um rhrislao, um boin realista cm procura ric
uma oraran fervorosa que Ihe abra a porta do
peralte.
Gastao que nao sabia mais se madama de Saulieu
fallava seriamente ou gracejava, encame-a com ad-
mirara.
Nao concorda, senhor Gashlo ? perguntou ella.
Sem duvida, senhora, convm sempre saber a
quem se falla, e pronictlo-lhc que se encontrar al-
gum desses entes sohrenaturacs, Ihe farei em sua len-
c.lo o mellior acolhimento que poder.
O senhor diz isso em um lom sceplico, que le-
ria perdido se tivesse ouvido minha historia ale ao
fim.
Ouco essa historia com o maior recolhimenlo ;
mas he a senhora que se diverle em afaslar-mc della
iucessanlenienle.
dro de Alcntara, o orador, fallando dos religiosos
da Arrabida, recordou, cm bello eslylo, os servicos
desses homens denodados.
o Sempre na vanguarda dos combamente, disse
elle, o emulo dos Aniao. e dos Pacomio, fortalece
com os seus conselhos, e ainda mais com o seu exem-
plo os novos solitarios que lembravam esse* famige-
rados Anacboretas, que nos comeros da igreja espan-
taram com as suas austeridades as solidos do alto
Egyplo, e os decretos do Sayd e da Thebaida. Do
cimo desses rochedos alcairlilados, o infatigavel con-
ductor das novas tribus contemplava nos assomos da
alegra esses deslemidos arautos que envergavam a
mesma couraca de que eUe_ej|aa..revastido, e que
dos mesmos enlrincheiramentos com que se defenda
levavam em suas maos robustas o ardile da revela-
rlo, c iam acordar os povos que riormiam as tre-
vas da idolatra. Elles n3o teraeram aflrntar imp-
vidos o cabo das tormentas ;'sulcaram os mares da
aurora, passaram o Indus, visitaran) os Corillis Orien-
taet; e sentados t portas de Canlo e de Nankim,
aguardaram o momento de arvorar em suas torres o
estandarte do Crucificado. Os lagos do Canad, as
innunriacoes do Mssissipi, c as alturas dos Andes
nao assuslaram sua intrepidez apostlica.
o Nossos pas os contemplaram communicando com
oGuahycum, reprimindo a ferocidade do Bolocado,
conciliando o implacavel Aymur. Elles domaran)
o indmito Goytac, poliram o Tamoyo, prenderlo
ao carro de Jess Chrislo o Tupi- e o Caelh. Povoa-
ees drenles surgirm como por encanto das mar,
gens do Amazonas al as cabecriras do Prala ; e
para cumulode sua gloria, foram elles que saudaram
primeiro a civilisaro da trra de Cabral, ecrgueram
o lbaro sagrado que procurou ao Brasil o epilhelo
ainda mais precioso de trra de Santa Cruz.
O mundo pode obliterar felos 13o assignalados ;
o philosophismo pode cuspir desses homens que sa-
crificaram o seu socego em prol de seus rmaos, fun-
daram colados populosas, lancaram pontes sobre a-
bysmos, e erigir m hospilaes, edificaram hospicios no
pincaro dos Alpes, para arrancar i morle desgrana-
dos engolidos pelas neyes, volando-se elles mesmos
a uma morle inevilavel. Mas o chrslianismo, na
sua immensa caridade, vira em auxilio do genero
humano ; cesquecer seus desvarios, c, dissimulan-
do suas leviandades, fornecer recursos valiosos que
reparem teus desastres. Ah esl a historia, ahi es-
to documentos rrefragaveis para comprovar esla
verdade. Os Benidiclinos recolhem as summidades
do Gissiiio as reliquias da ciencia e o sobejo das ar-
les esrapado ao vandalismo e ao machado dos barba-
ros. Os Doiuinjjtat afugeniain com seus cscriplos a
depravas* tfosaraticia de que se resenta .a ida-
de media, lis pjr)sm Trinos oceupam-sc em resga-
lar os eaWJvjur^lbrlsiaosqoe gemiam as masmor-
ras dcArger, lias prises de Trpolli a nos banhos de
Conslantinopla, ero face das nariles militadas. Os
Franciscanos guarplam depois de seculos esses mes-
mos Lugares Smtosque a Europa inleira n.lo pod-
ra conservar iicm de oilenta anuos, a despeilo de
suas numerosas cruzadas ; e quando as lavas do vol-
ca revolucionario, foim-nia,las mu as doiitrinas de
Epicuro, propaladas nos saloes de Paris, nutridas
com as producres do alheismo, elaboradas nos an-
tros obscuros do hffto de Holbach, queimaram em
1793 esses troncos seculares, cujos ramos frondosos
haviam abrigado a Franca ; as instituimos venia
deiramenle divinas do santo immorlal Vicente de
Paulo, as crcares sublimes do padre l'Epe e do
abbade Sicard, reunindo militares de meninose vir-
gens expolias corruprao e miseria, surdos c mu-
dos de nascenca votados ao idiotismo, e centenares
de pobres desvalidos, victimas da avareza cria insen-
sibilidarie dos ricos, n,lo riexaram mais duvida que
ao christianismo est reservada a misso perpetua e
generosa de adorar, de minorar os males da especie
humana.
Descrcvcndo a renuncia que Carlos V. fez de seu
Ihrono, quando se enclaustren em um convenio, o
orador obteve um novo Iriumpho : perdoc-nos elle se
nos aprestamos cm offerecer aos ltteratos este trecho
de epopa histrica e religiosa :
O universo acabava de presenciar um desses a-
contecimenlos qne abafam a penetrarlo mais alila-
ria, e alluem o pedestal dos simulacros da grandeza.
Quebrando eulre suas mos os res como se fossrm
nm vaso de argla, despojando de suas insignias os
gloriosos, os soblimes da trra, Dos patenteia da
maneira mais solemne que elle he quem domina os
reinos eos imperios, eque somente a elle pertence
a exallacao e o podero. O principe Ilustrado cu-
jo nome he uma formosa antonomasia ; o estadista
profundo cuja administrarlo prestara novas formas
ao direito publica, e creara o syslema poltico luje
condecido com a denominarlo de equilibrio euro-
peo ; o Iriumphador que depois da batalha de Pavia
receben cm Madrid a homenagem do monarcha mais
cavalleiroso do seu lempo ; o guerreire feliz que es-
carmcutou a arrogancia de Tunis e humilhara em
Muhlberg a altivez dos principes confederados,
arrojou o sceplro que se tornrra um peso insoppor-
lavel ; Carlos V. linha abdicado. O potentado
Oh o senhor me censara agora Pois bem,
vou continuar minha narrarlo. Onde a linha tima-
do .' Ajudc-mc um pouco.
Creio que eslava as forlificarfies.
Nao, esse capitulo eslava esgutado; eu fallava
dos projectos do ferrero. Mestre liicux linha jura-
do apoderar-se rie Oslreval...
Ou^ jieriler ah o nome, i nlerrompeu Gastan.
uma serenidade que apenas era apparem*? !'" "I"'
E a senhora observou jodiciosamente que essa
nenia nao teria sido grande desgrana.
Madama de Saulieu cucaron firmemente o mance-
bo, e disse depois de um momento dr silencio :
Sceplico c zombeteiro, Mr. de Chavilly, sao
dous lerrivcis detritos.
A senhora me ajudar a corrigrme delles, e
Isso Ihe ser fcil ; com a senhora sinto-me disposlo
a crer ludo, e lomar ludo em serio.
Acautcle-se para que o temor de um mal nao
o conduza a oulro peior.
Este ao menos ar baria graja aos seus olhos.
Nao sei, sou inulher e tenho caprichos : se o
senhor lomar cm serio e der f mu fcilmente a
quanlo cu Ihe disser, nao me atrevera lalvez a di-
zer-lhe mais nada.
Nese caso, perdoc-me a expressao, nao sei so-
bre que p danse. Ha meia hora que vaito tentan-
do segui-la ; nossa conversaran asscmelha-se a um
passeio sobre ponas de agulhas, e lemo ale poder
acompauha-la muilo lempo nesse terreno diflicil.
Tcm razio, disse madama de Saulieu com uma
voz grave, e que nao pareca isenta de perturbarlo,
c he talvez isso o que devia fazer...Mas n,lo quero
deixar sus|icnsa minha historia comeeada, cnnliiiunu
ella com voz mais firme c mais sonora. Tranquilli-
sc-se, vou precipitar o desenlace. Saiba pois que
Uicux veio uma bella noile frente de quinheiilos do
seus bandidos dar um assallo a esla fortaleza, e ten-
lar escala-la. O senhor rie Oslreval c seus qualro fi-
lhos vigiavam no alio das loirinhas. locou-se a rela-
le, e em um instante to.la a guarncao achou-sc as
liiiirliciras, e antes de um quarto de hora as cscadas
dos assallantes foram laucadas nos fossos com os ho-
mens que por ellas siilii.nn.
Eulo cabiraui sobre elles pedaros ric podra, bar-
ras rie chumbo c pez inflammarin, cmquanlo uma
quelite arcabuzaila conservava lisiante o grosso do
bando inimigo. Passo rpidamente sobre os altos
fcitos dessa noile memoravel ; basta que saiba que o
senhor rie Oslreval e scustqualro lilhos cobrram-se
de gloria, e que Hieux vnllou da expedirlo levando
apenas uns trinla cadveres, e a vergonba de uma
primeira derrola ; a dirimir o affirma. O senhor
pode bem pensar que um homem da tempera de
Kienx nao se deu por vencido ; com a rava no cora-
jao elle jurou vingar-se, e desla vez para nao perder
a acclo chamou em seu soccorro lodos os recursos la
arle, ede sua astucia informal.
Sabia que o adversario era acautelado c diflicil de
ser sorprendido, mas nao ha cavallo 13o bom que nao
que eslendia sua domnacSo desde o golfo do Mxico
al alem das praias do Texel, e do Danubio al a-
lem da baha de S. Francisco, fatigado, eojoado da
inconstaaeia, das mentiras, das lisonjas rio mondo,
abandouq os Ihronos folgoranles da Allemanha, d
llespanba, da Sicilia, dos Paizes-Baixos ; renunciou
as suas immensas posessoes da America, e foi occol-
tar-se no interior de nm mosteiro I
Senhor da Alhambra e de Haptbourg esqorceu
os estuques dourados desses par,os sumpluosos, onde
se ostentavam os primores do loxo e do fansto, e
encerron-se nos estreilos limites de uma relia. O
armiuho e a purpura faram trocados pela solaioa do
converso. .
O Thaumalurgo rie Arenas lie conduzido pelo
espirilo de Deos.i presenca do ex soberano, que ain-
da prnvocava a submissao e o pasmo. Pedro de Al-
canlra esl em S.Justo. Que! O propheta de Tas-
bes vira exprobar ao- novo Achab as perturbaces
com que inquietara toda a Europa, essas guerras in-
terminaveis, esses brandes accesos por a discordia.
essas labaredas sopra/las por o fanatismo religioso ?
O vidente dar de rosto ao moderno Jeroboao Icr le-
varlo o saque e o roubo capital do mundo chnsllo;
constrangido o principe do episcopado a refugir-se
no caslello de Sanio Angelo; e Indibriado o infortu-
nio, ordenando precet publicas por a soltura do
pqnlifire que elle mesmo aprisionara ? O novo Izaias
pungir o corarlo de Manatses com a lembranca rie
ler evocado o scitma e a aposlasia indozindo o chefe
da igreja a empregar um rigor inulil e extempor-
neo centra o prncipe que alcanc/ira de Len X o
titulo de defensor da f ? Aturdir seus ouvidot com
os gritos e as lamentarles dos filhos de Ataliba e dos
netos de Guatimozim. que cm vSo pediam vinganca
das crueldades exercidas por os primeiros funeciooa-
rios do estado, e recordavam o menosprezo em que
livera o veneravel hispo de Chiappa, que intilmen-
te implorava em nome de Dos a liberdade dos liu-
mens ? B
Oulro qoadro magnifico qoe nao podemos omillir
he o da morle de Pedro de Alcaulra.O orador esleve
ah palhetico, e arrancn um novo murmurio geral
de arimira-an :
a O lidador linha j dobrado a meta do estadio
que levara de vencida. Exhausta de forras, cabio
sobre montees de ptlmos e grinaldas, que merecer
por sna perseveranja. Pedro de Alcanlra esl ro-
deado de teus rmlns que o observam, choram e,ad-
mram. O pobre Jetut-Chrsto despe seu habito, e
pede outro mais velho em que se envolva depois de
merlo. O superior olha em torno de si, e nao encon-
trando quem ostente igual desprezo, veste a reliquia
ineslimavcl. e Ihe d enWroco sua lunica. O corpo
do penitente assemelha-se a raizes re-iradas ; sua
pelle esl denegrida e quemada com o fogo da
mortificaco. O fri da morle agita seus membros
lvidos edescarnados. Um moro religioso se apro-
xima e intenta eslender sobre elleuin lenjol Re-
tira-te, grila-lhe o lutarior : ainda ha perigo ; o ini-
migo est em presenca. ainda nao cesson o comba-
te I... O justo imprime seus labios no signal ado-
ravel da redempeao... Pedro de Alcanlra subi ao
Ihrono de Dos !...
A perorarlo foi digna do discurso. Nao a repro-
riuzimos para nao fallarme; absolutamente nossa
promessa. Constou de phrazes|singelas c verdadeiras,
sentidas pelo orador e pelo auditorio, porque diziam
o qne todos sabemos das virtudes publicas e priva-
das rio chefe da naci.
Quem, depois de oovir hontem o padre-meslre
Monle-Alverne, nao reconheceu no sen intimo qne a
religue he um grande consolo, qne fortalece no meio
da desgrasa ? Sobre a duvida do protestante e a pre-
sumpro do philosopho eleva-se a fe religiosa. A
duvida apparenla mais liberdade da espirito ; mas a
crenca revela um coraeao melhor. Entre a estril e
falsa sabedoria da duvida e a doce e modesta igno-
rancia da rrenra ; entre uma idea secca e nm
senlimenlo generoso ; entre um facto Inste qne
se quer vericar materialmente e um suave mysterio
que nos sorri com loda a magia que o cerca,a eseo-
Iha nao he diflicil.
Assenlado no meio das Irevas e da sombra da
morle in tenebrh et in umbra mortit, o padre ca-
Iholico, philosopho rhrislao, o orador religioso, nao
perdeu a sua f, nao sacrifican aos ieote* ignotos da
duvida, como Tertuliano, anjn desherdado Je sua
gloria, seduzido pelas visOes rie um fantico. Por
isso o espirito de Dos era hontem levado por cima
das palavras do Ilustre ceg, e a verdade fallava por
seus labios. Todo o auditorio como que senta as pro-
pusimes que o orador enunciava. As pessoas impe-
naes, os grandes do imperio, as notabilidades de to-
das as ordeus e classes, dobravam com o povo a ca-
bera aquella sublime resignarlo de uma inlelligeo-
cia que se avigorou no infortunio.
Mas para se poder venladeiramenle comprrhen-
der o mcrilo do discorso de que copiamos algumas
phrazes, era preciso ter-se ouvido os accentns da voz
grave do triste orador, e ter-se presenciado o ar-
remesso de seu braco descarnado, o frauzr de sua
testa larga e pensativa. Mais do que nunca reconhe-
Iropece, e mestre Rieux aguardan o senhor de Os-
lreval no primeiro tropero. J disse-lhe que esse bra-
vo cavalleiro linha qualro filhos bellos, valerosos e
ousados...
Como es qualro filhos de Aymun.
Precisamente, Mr. de Chavilly. Lm delles era
o mais moco, lambem sesundo a chronica, tinha-se
enamorado de nma rapariga...Mas se vollassemos ao
""HriaraalMeftir 4f .&Wlienjnterrumpendn-se.
contar esta lamentavrl historia. Um delles tinha-se
enamorado de orna rapariga..,Ali! vejo qaea histo-
ria comer a inleressar-lhe, poiso senhor nao quer
mais interromper-me. Todas as vezes que Irata-se
de amores, os maocebos esculam com atiendo.
Qoem a ouvisse fallar assim, disse Gastao, nao
creria que um meio seculo j semeou-lhe a nev so-
bre a fronte ?
Aiuda nao, lornou a castella com seu sorriso
maligno; mas j sou casada, essas cousas nilo me in-
teressam mais. ,
(asilo deu om tmido suspiro, e paseando a man
pela fronte, murmuran entre os denles :
He verdade.
Um delles, disse madama de Saulieu pala ter-
ceira vez, e quero crer que era o mais moso, o mais
bello eo mais valeroso, linha-se enamorado de uma
rapariga na verdade mui formosa, mas...
Mas que nlo o amava.
Pelo contrario, ella o amava omito. Por ven-
tura em todas as historias o mancebo bello e corajoso
nao he sempre amado da mulher moca e formosa que
ama ?
Sempre?
Cortamente he a regra. Nao he esse o cosi-
me na N orinan.lia. porque se nao me engao, o se-
nhor he Normando.
Pouro mais oo menos.
Pois bem, senhor, saiba que nesle lugar o amor
he sempre reciproco.
Nos ionios.
Sim. porque os mulos como o senhor os cha-
ma, sao a rop ndiirrao exarta da vida real.
Eu o suspeilava ; mas nao ousava crer.
O senhor he joven, n.lo lem eijicrieneia como
eu, e resla-lhe muilo a aprender.
_ Todava ensinaram-me umitas cousas, disse
GasUto suspirando.
Sim, latim, grego c muilas nutras frioleiras que
de nada Ihe hlode servir. Oh! lambem fui assim ;
quando sahi do convenio era capaz de lazer um cur-
so de historia, e de entinar a grammatica ; julgava
saber ludo, e nada saba. Foi o casamento que tn-
snou-roe ludo. Case, senhor Gastao, e experimen-
tar. Mas voltemos nossa rapariga, a qual certa-
mente leria o dreilo de eslranhar nosso abandono.
O mancebo adorava uma liodissima rapariga, que
lambem o amava, mat...
Ne*te momento abrio-se a porta do salo, o cra-
do aunuuciou o senhor Martiuho,

II
IW


1
DIARIO GE PERNAHBUCO QUARTA FEIRA 22 DE NOVMBRO DE 1854.
cemos i verdade da resposta de Demoslhencs, de que
a accin lie a parle essoncia! do orador ; ou de que a
eloquencia de um discurso est, como diz Villemain,
ua fronte, no gesto o na yo* de qucm o proferto.
Fr. Francisro de Monte Alverne he nina sombra
gloriosa do passado evocada por S. M. o Imperador,
pora revelar geracao actual que em materia de e-
loqueucia sagrada nossos pais linliam sido, al o da
de hoMem mais leliies do que nos.
( Carrejo Mercantil do Rio.)
O padre-meitre Fr. Francisco do Mome-AI-
verne, mi producco'es oratoria!.
Acliava-mc anda na minha provincia quando, |>or
aviso de alguns jnrnaes se publicom nesta corle, sou-
iie que o padrc-meslro Fr. francisco do Monte-Al-
verne hivia dado luz os serme es que pregara nos
llreos das da sua mocidade.
Chegando aqu o roeu primeiro cuidado foi 1er a
obra que entao seannunciara, senoconi os applau-
sos que de ordinario se barateara | qaalquer bro-
cliura pigas que por abi apparece, ao menos cum
afumas phrases de lisonja ao autor; o que verdad.;
s'ja, j nAo he pooco em um lempo em tjuc se diz
que do claustro nada sabe que nao seja digno de ri-
so ou do compaixAo philosophica. De feilo, li com
acurado interesse as producales oratorias de Monte-
Al orne; e, a par do vivo enlhusiasmo quo em miin
produtio a leilura dessas paginas sublimes,verdadei-
ro modelo da eloquencia sagrada, um senlimenlo
de dor veio partir a torrente das doces emoooes a
que o meu espirito se abondonara ao contemplar
os prodigios do genio e d'arle, tAo altamente encar-
nados na obra que eu linha anlc os olhos!
Sim, ao saborear os tractos dessa planta mimosa,
que surgir e medrara as asperidoes do claustro, ao
pe de crucifixo annoso, mas venerando, luz morli-
ra da lampada solitaria, c ao som das harmonas do
Eterno, que uo dexa nunca de visitar os pobres e
humildes, que elle chama os grandes de seu reino,
desgoslo acerbo e profnndo'travou-me' n'alma ao
lembrar-mc que as ioslituiroes monsticas, oulr'ora
tito ftorescenles, e em cujo scio semprc se abrigaram
as soioncias e as Ictlras, vao cnlrc nos na mais r-
pida decadencia, esboroando-se ao sopro rijo das tem-
pestades c do sarcasmo impio de urna philosophia que
renegando ungem que do roo houvcra, alavia-se
da roupegern grosseira do mala estpido materia-
lismo!
Pois bem! era quando essa philosophia alroz e
demolido tripudeava com alegra infernal no adro
de um vclho mosleiro, que ella suppunha carcomido
e podre, euloando-lhe por escarneo o psalterio da
morlc, que um pobre e humilde seraneo, invocando
suas forjas fugitivas c ja gaslas, pelo rocar dos lem-
pos e por mil oulros gneros de anguslas, fez appa-
recer, como por encanto, qualro volumes de ser-
moes primorosos, escriplos na mais bella linguagem
porlugueza, e formulados sobre as mximas lumino-
sas do genero humano, de que o evangelho he urna
pagina immorlal!
E que sorpreza e confusao para a deosa do tripu-
dio, de cijas mAos, desfallecidas e trmulas, l ca-
bio o camarlelo que anda ha pouco v brava forte
sobre os porlaes do velho mosleiro !
que importa que Monte-AIverne anda viva, e
que houvesse dolado o paiz com urna prodcelo
rica de origioaldade e de apurado goslo? Que im-
porta ludo isto, se a podridAo pcnelrou no amago do
monachismo, e hemisler exlingui-lo de todo?
Assim dizeis vos, homens do pregresso e do illu-
ininismo!
Por certo que o selvagero do Canad nao usa de
semelhante raciocinar!
Alli o filhoda nalure/.a nAo condemna a golpes de
niac liad, urna arvore preciosa seno depois de con-
vencer-se de que ella est completamente mora ;
porque elle considera um accesso do loucura o cor-
ta-la pela ra/., quando com prvido enierlo e lim-
pesa a pode fazer reviver. Alli, pois, a conservarlo
he obra de selvageria; aqu a destruido he urna exi-
gencia indeclinavel da civilisic.lo!
Quanlo engao e maldadc nao vai nisto !
A verdadeira civilisni-Ao, aquella que nasce da
cultura do espirito e da amcuidade dos coslomes,
nao se nutre com a dcslruirao, diz Gioberli ; mas
sim com institutos positivos, proveitosos e dura-
douros. E admira, conlnua o uannde orculo da
llalla, que n'um seculn em que lano se proclama
o principio de assocacAo, se chame s armas con-
Ira as insliluccs monsticas, como se os claustros
nao los.cn associaces, e os scus estatuios mdelo
sublime de prudencia civil, superior aos dos moder-
nos legisladores !
As que boje com pomposo titulo se chaman as-
sociaces, destituidas de fe comiuuii.. sem aulori-
dade lixa, sem boa ordem, sem previo tirocinio,
sem espirito de sacrificio, sao amalgamas pueris, -
visla das estupendas confiara- catholicas que lau-
tos bens ti/ r un ao universo. Vede que dilferenca
entre a id.ide de urnas e de nutras Aquellas, boje
ou amanhaa se dissolvem, desappareccm enm as
vicissitudes dos lempos ; vao c vem como as on-
das de ocano agitado ; ao passo que estas vivem se-
culos ; resislem s rajadas do vento ; rebeulam ou-
tra vez depois de cortadas; e com o seu tenaz abro-
Ihar cansam a esperanza e a raiva de scus adversa-
rios !
Que reacrao prodigiosa c sublime I
lie o espirito de Dos que sopra em ludo islo !
E he peua que nao seja eu quem o diga He o
proprio Machiavelli, que lambem no fez mais do
que reduzir i formula a doutriua dos cantos immor-
taes de Dante.
Sim, meus senhores, Machiavelli e Danle sao os
que dizein que os frades, de quem boje tanto se
escarnece, civilisaram a Europa, e mudaram os
deslinos do inundo. Esta homenagem de subli-
me poe.ia e eloquencia civil, deve servir de con-
solo aos pobres fradinhos, quando vergados sol
a iiuvem de opprobrios que contra clles so con-
densa.
Nao deseonheco o cancro profundo que lavra e
corroe as entrauhas do monachismo brasileiro :
So vos vos limilardes a grilar conlra os frades dc-
vassos,ignoraules e fanalicns, a groja fara echo com-
vosco ; mas, so na rede da assolarAo e do exter-
minio quizerdes involver us frades hroes, os fra-
des nurljie-, os frades bemfazejos e consoladores
do genero humano, a igreja vos nao acompanlia-
r<; porquo adivina Esposa de Jess Chrislo, que
sabe lgica para vos ensillar, Dio er que o abuso
prove cousa alguna conlra a bondade do urna ins-
tituirn. .
Sim : Nao ha instiluicao, por mais santa, que
nao degenere pela malicia dos homens. l"rocu-
rai, i ni tanto, prover-vns do frades bous, so que-
ris evitar os mos ; reformai, mas nao des-
Iruais. He este o grande principio da scicncia mo-
derna.
E para onde me leva a imaginara > ? O que quero
eucom os oulros frades, seo meu frade querido he
Monte-Al ei no 'f
E os seus bellos sermes! A ti ] A sua eloquen-
cia he urna rcsurreioAo adiniravcl da eloquencia
anliga e eterna, que prova aos homens em ca-
racteres de ouro a nece-sidade da f eloquencia
que se loma nova por sua applcacao a erro por
ventura mais vastos e hediondos que lodos quanlus
ni,mili.u ,nn os seculos anteriores !
O seo lino, excepto algumas phrases em que o
lino da imaginacilo do mancebo parece olluscar s
vezes a profundezadaobra.be simples, verdadei-
ro, enrgico e arrebatador. He a velha eloquencia
clirisiaa, um pouco spera algumas vezes. Ah
admira-so o consorcio sublime da philosophia com
os somidos arcanos da Iheologia transcendental. Que
aalhardia do pirrase* Que nobreza e magcsladc
de expressao Que bem delineado que be o pla-
no de seus discursos A mais perfeila e inti-
ma ligaro reina em lodos os seus periodos. A
par da solidez do raciocinio, pulliilam os movi-
mcnlos oratorios e patelicos ; brilham a proprieda-
de, a harmona e as bellezas da clncucao. Nunca
a palavra humana leve mais prestigio nos labios do
orador I A palavra perlence a Montc-Alverne
como o marmore a Mtouel Angelo, o colorido a
Rabeos, ea harmona a Beenthoveu. A palavra he
o relevo de suas ideas; os ceios do sua voz ; a
energa de seu gesto ; e a expansao de urna grande
alma, quo se revela fulgurante as formas mais mag-
nificas !
Os seus serrones dividem-se em tres calhegorias.
Semines sobre materia poltica, sermes panegyri-
cos, e'sermes de mvsterio. Os primeiros, pregados
quasi lodos ao despontar da aurora da nossa eman-
cipaeo poltica, verdadeirus hymnos nacionaes, re-
passados do senlimenlo patritico que sempre inflam
mou o orador. Os sccunilos, sao pinturas liis e vi-
vidouras do drama da vida intima desses grandes
vultos que passaram na Ierra, deianduapssi ocla-
rao de Virtudes, de que s o rhrislianismo he origem
divina no cnrarAo da humanidade. Os lerceiros l-
nalmcnlc, sao paginas magnificas de Agostnhoe de
Chrysostnmo! Aqui o esly lo de Monte-.Uverne par"
licpa da gravidade do assumplo, lorna-sc solemne
e melaphysico! Como que arrebatado pelo genio in-
visivel da eloquencia. rouba-sc ao seu auditorio; c
librado as azas de um enlhusiasmo todo divino, sol
qual aguia arrojada s alias regifles da lyrica... De-
batc-se com a escuridao do mysterio; sua razao alti-
va forceja por vingar os cumes deinlcrposlas sorras
mas s no manancial da f ella enconlra a suluoo
dos problemas que tenia resolver! Eniao o orador
encolho os veos ao seu pens miento espavorido, con
trabe na csphcra da possihlidade, c ei-lo insm-
anlo, fcil e accessivel as mais vulgares coraprehen-
socs, sem dcixar de ni nter a sublmidade do pensa-
mento na facilidade do cstylo.
Islo he o que se chama verdadeiro orador! Islo
he que he rcalisar o bello ideal da eloquencia. ma-
nejando lodos os recursos da arle sem faze-la co-
nhecer n'um s lance de seu discurso! Oconheci-
menlo profundo que elle slenla em lodosos ramos
da sciencia sagrada dilo realce e brilhaulismo ele-
gancia de suas palavras c eloquencia dos pensa-
mentos; assim o devia sor, pois que, quando o ora-
dor romano investiga as causas do pequeo nume-
ro de homens que se distinguiam neste genero cm
urna poca Ulo favoravcl ao seu progresso, ello as
resume na falla de aturado esludo c deligenlc appli-
cac.lo, para adquirir a copia e variedade da conhe-
rimcnlos que Julgava indispciisavcl ao orador.
O que sobreludo admiro em Monlc-Alvcrne he o
.ir ou apparencia de novidade que elle semprc espa-
lda em urna iufinidade de sermes que pruduzio e
reprudazio sobre os mesmos assumplos, e em allo-
mas occasies, mediante intervallos bem curios! E
n.lo ser isto una grande difliculdade, um embara-
zo inimenso para quem compoe"! Dizcr sempre as
mesmas cousas de um modo novo, brilhanle e encan-
tador, nao he obrada mediocridade.
Anda urna oulra circunstancia deploro eu mui
sinceramente ; circumstanciii que por cerlo altela
um pouco o mximo da importancia c inleresse dos
sermes de Monlc-Alvcrne. Esta circunstancia foi
a privarlo de sua visla, antes de rever e corrigir a<
suas prodceles! A nuvein do destino abafou-lhe
csollios: elle nao pode, por tan tu, cncher as (acunas
que se podem encontrar nos seus pensamentos. Mas
quem nao repartir os thesourus da indulgencia com
o nosso Milln Serfico ? Quem Ibe nao disculpar
os ligeiros descuidos que por ventura se nzerem sen-
tir na urdidura, e lavor de suas producroes t
A verdade ha que ninguem al boje nos liavia mi.
nislrado um deposito de sermes brilhanle*, como
esses de que me lenho oceupado. Esta gloria, im-
marcessivel sem duvida, eslava reservada a Moulc-
Alverne. O paiz conlrahio com elle divida im-
mensa. A poslcridailc, auto cujo tribunal se nao
ouvem os silvos da inveja, Ibe nao negara scus votos.
Ello que desea, pois, tranquillo as lieas do sepul-
cro, na doce consolarlo de que deixa apos si bs-
tanle luz, para guiar sua) fama de orador illuslrc
as idades mais afastadas.
As poucas palavras de favor qne boje envi ao
prelo, sAo apenas um rcflexo mui escasso de meu
Pude ser que aluda me resolva a dar urna ana-
lyse mais completa dos sermes de Moute-Alvcrne ;
so isso me fr po-siveI, vinga-lo-ltei cnlao dos ullra-
ses que por vouluia Ibe houver infligido ueste rpi-
do etboe, obra de mui curios momenlos.
Hio de Janeiro, i'i de julho de ISif.
Joaquim Pinto de Campos,
(dem.)
rERSANBUCO.
JURY DO KEGIFE.
4.i setiao1 ordinaria:
Dia -20.
Presidencia do Sr. Dr. ilanoel ClemeiUino Car-
neiro da Cunha.
Promotor o Sr. r. Antonio Luiz Cavalcanti de
Albuquerquc.
Escrivio Joaquim Francisco de Paula Esleves Cle-
mente.
As dez lloras, e meia da manha, feila a chamada,
acharam-se presentes os I i jurados seguintcs :
Joao Nepoiuuccno llarroca.
Manocl da Silva Neves.
Joao l.eile de Azorodo.
11 en ulano Deodalo dos Sanios.
Jos Ignacio Soares de Macedo.
Manuel Caelano de Medciros.
Joaquim Jos de Souza Serrano.
Chnslovao S. Tiago de Oliveira.
Joao deS l.o i la o.
Jorge Viclor ten eir Lopes.
Joaquim Flix Machado.
Joao Francisro Maia.
Manoel Joaquim Anluues (airra.
Dr. Antonio Vicente do Nascimenlo Feiloza,
Da parlicipacao do Sr. Dr. municipal, c mais do-
unienlos.quc se achavain eimpodcr do presidenle do
tribunal conslava, que lodos juizes de tacto sortea-
dos, foram notificados trinlae oilo, c acerca dos dez,
(pie |>i lo/ ou o numero de 18, nao se sabia,
que se bouvessom empregado as diligencias neces-
sarias [laca iiolilicaco dellcs, porque os Sis. subde-
gados das freguezias de S. I.ourenro- Sanio Amaro
de Jaboatao, Muribeca c Poco nao responderam at
a dala de boje aosollicios, que Ibes dirigi o men-
cionado juiz municipal,-eucarregaiido-osdas diligen-
cias preparatorias da sessHo do jury.
O Sr. presidente em visla da communicacao do
Sr. Dr. juiz municipal dcclarou.que ia proceder ao
sorleio da urna siippleuieular de tantos juizes, quan-
tos fossein precisos para completar o numero de 38,
que foram os notificados, o cutedeiido que com re-
ferencia aos oulros 10 nao era ligitimt a sua substi-
tuicjlojenrqaaat n.lo se empregassem os esforroscon-
veuienles para notificaran del les de modo que se ve-
rilicasse, que seu nao comparec.imento eradevido a
laclo del le-, e no a aclo diverso que livesse em re-
sultado alterar a ordem dos juizes dada pela sorte,
olliciou do novo ao Dr. juiz municipal solicitando o
cumpriineulo do arl. .Til do rceulamento de 31 de
Janeiro do \Hi a respeilodos juizes de fado morado-
res as freguezias dos subdelegados, que deixaram
de responder aos seus uflicios.
O Sr. presidente em attciico ao servico publico,
di-pen-ou da prsenle lanlo os Srs. jurados se-
guinlcs.
Manoel Jos Teixeira Bastos, a requisicao do Sr.
inspector da Ihesouraria ueral.
Joao Hermenegildo Borges Diniz, c Jenuino Jos
Tavares a requisica do Sr. inspector daalfaudcga.
Jo3o Valeulim Vilella, a requisicao do Sr. secre-
tario da presidencia.
Dr. Prxedes Gomes de Sonza Pilanga, a requisicao
doExm. en o un andan te ras armas.
Jos F.icundo.do llego Barros Jnior, por estar
em exercicio do cargo de juiz de paz do ,dislriclo
da freguezia dos Atogados.
Joao Feruandes da Silva (iuimaraes, a requesi^lo
do Sr. presidente do tribunal do commercio.
Monoel Ferreira Accioli, a requisicao do Sr. che-
fe de polica.
Thomaz Anlonio Mariel Monteiro, a requisicao
do Sr. director do arsenal de guerra.
Anlonio Jos Muniz por ser oftlcial de juslira.
Korain multados em U9 os jurados seguinte's :
Caelano (oncalves Pcreira da Cunha.
Dr. Jo3o Pedro Maduro da Fonceca.
Jos Joaquim de Alenla Lopes.
Amaro (ioncalvesdos Sanios.
Ignacio Francisco da Silva.
Dr. lunocencio Serfico de Asss Carvalho.
Jos Kernaudes da Cruz.
Jos Caelano Veira da Silva.
Manocl Rodrigues do Passo.
Joao Baptista de Sonza I.emos.
Jos Paulino de Alincida Calando.
Joao Francisco de Carvalho Pas deAndrade.
Francisco Joaquim Machado Freir.
Foi dispensado da sesso o Sr. Jos Joaquim de
Oliveira.
Foram sorteados da urna supplcmenlar os jurados
legointes:
Joao Cancin Comes da Silva.
Dr. Icnacio Firmo Xavier.
Dr. I.uiz Salasar Moscoso da*Veiga Pcsso.
Domingos Antonio de Siqueira.
Francisco Alexandrino de Vasconcellos Callaca.
Tencnte Antonio Peretra de Iluto.
Joaquim Pereira Bastos.
Joao Kibeiro Ponlcs.
Domiusos Jos da Cosa.
Dr. Joaquim Francisco Duarlc.
Pedro Ignacio Baplisla.
Jos Delinques Macludo.
Dr. Jeron nio Vilella de Castro Tavares.
Serafim Al es da Bocha Baslos.
Joao Xavier Carneiro da Cunha.
Joao Francisco Bastos.
Jos Xavier Faustino Humos.
Dr. Jos dos Sanios Nunes de Oliveira .
Antonio .los dos Sanios Servilla.
Brigadeiro Aleixo Jos de Oliveira.
Dr. Cosme de Su Pereira.
Jos Alfonso dos Sanios Baslos.
Joao Alhanaiio Botelho.
Antonio Jos Duarle.
Foi adiada a lewSo para as 10 horas da manha do
dia J1 do em reir.
meio de dslncco, mas lambem como fonle de mo-
ral o in-lrireao. salisfazcm-se ao ver cumplidos
seus desejus en nm drama como Jenny
Urna bella rapariiia typo de graj e de virtudc,
para salvar di miseria sua infeliz familia, recorre a
benevolencia de um homcm ; eedt i infamia ; su-
scila-se a mldicao e desprezo de lodos os seus.....
mas seu pai iao expira do miseria, sua mai e irmaos
sao soccorrida, e lana vrludo he compensada afinal
com o nomo uiquelle que a deshonra, lie um dra-
ma do corara); he um desles dramas que fallam
alma de lodos os expectailorcs. e que desgranada-
mente com (aita frequeucia vemos representar, no
meo das socedades que compoem os diQrentes
povos.
Certos o-iaiunos do quea beneficiada nao laucara
mao de um dama commum para nos offerlar em
seu beneficio,) he de crer que amparado pelo seu
grandioso laleito, o drama Jenni/ seja um dos que
mais applausa acolha no thealro deS. Isabel.
mx
Senhores Heladores.Os funecionarios do consu-
lado porlugue/em Pernambuto, aiuda nao cessaram
de incoinmodir aos Unieres com suas corresponden-
cias sem o meior fundamento, arguiudo conlra pes-
soas cuja proiidade se acha lao louge como esl a
Ierra do sol; uas immniidas defezas mais lem servi-
do a condemu.-los do que a favorece-los, e que cada
vez mais de vio espichando, que bom juizo far des-
les Srs. o pullico sensato, sabedor como he das es-
pertezas que arectensam laoabalisados funeciona-
rios '/ que vale se podera dar a seus fastidiosos, e
nogcnlos arais 1 Acaso descer.hecerAo esses h-
roes do roii-ul, lo suas numerosas fallas ; faltas que
coutinuadaincile estaocummetteiido com IoSh publi-
ciiIStle, nao s no tocante as arrecadacOes dos espo-
lios de muitosPorluguezcs, como lambem no Gabi-
nete Porlugue: de Leilura, quando raembros da cx-
lincla directora, que della foram dimitlidosrom es-
pecial agrado c que estas verdades jamis Ibes se-
r po.-irl couestar ; no entretanto sao estes Srs.
que com sua eigenhosa manha quorum convencer
do coulrariu .iqielles.que n3o ignoran! seus procedi-
mentos, boje Ui sabidos por lodos, e menos que fos-
sem -en.ini basantes; e nao se peijam esses Srs.
de imputar calunnias a pesaoas de olevada reputa-
cao; de emprestar alefeilos quem os no possne, e
finalmente de lascar veneno a quem nao cabe to-
mar. Desengaen-te, Srs. do consulado, que o go-
verno porluguez ntni sempre estar dormiudo, elle
accordar, c entao |ic sera, quo sor I
Desde j Ibes dig,, Srs. funecionarios, que procu-
rem outro olucio, p>s que o actual pouco mais po-
dera viver para Vv.Ss.
O inimigo do escndalo.
Srs. Redactores.Acabo de ler a corrospondencia
do Sr. Miguel Jos Ivs, e vejo que esle Sr. empur-
rando-me para quo- i i consular,empresta-me a idea
de de-ionceiiiia-i.i ,ara com o governo de Lisboa,
esperando por isso aapproximacau da partida do va-
por da Europa, pan fazer publicar o meu commu-
nicado. He preciso que do urna vez nos emenda-
mos : nada lenho un a qucsiao consular, e conse-
guinlemenle pouco me importa qne os Srs. Moreira
e Alves sejam conse-vados, demiltidos. on removi-
dos ; o meu liui foi i'spon ler ao Porluguez do Libe-
ral Pernambueanu. dcmonslraudo ao publico,
que o Gabinete Porluguez de Leilura, cuja
prosperidade e bon reimen he iuconleslavel, ja-
mis aberrou dos fus de sua creacSo : se repeli o
que por abi se diz di Sr. Miguel Jos Alves, foi por
imitaran ao Porluginz do Liberal, que dizem ser o
mesmo Sr. Miguel Jos Alves, o qual repeli conlra
o Gabinete quanlas calumnias e injurias se podem
imaginar ; mas se o Sr. Miguel Jos Alves se jul-
ga innocente, appresc-sea dar comprmanlo ao seu
protesto, que nao conteca agora o mesmo que ha
lempos se deu eutro os Srs. do consulado eoscom-
mercianles de carne seca, que ainda hoje esperam
ser chamados ao jui-.o para provarem o que disse-
ram pelos peridicos.
Aprcsse-se Sr. M. 1. Alves, produza as proras de
sua innocencia,desiniila as suspeilas que por abi va-
gam, porque o juizo do publico nao deve ficar sus-
penso por milito lempo, o mesmo porque muilo de-
seja ve-lo justificado O Accionista
COMUNICADO
deploro mesmo a seu desaliar medonho. A mi- enlhusiasmo. He possivel, c al muilo provavel,
nia opiniao he que lacs instituices,-quando de-
generam, (ornam-se verdadeiramente inutcis e
perniciosas ; mas o ,aeio de remediar o mal ser
aboli-las ? Antes de dar-Ibes o golpe fatal, nao
aconselha a prudencia firmada na longa pratica
da igreja o tentar lodos os meios de reforma?
Eis o medico diste madama de Saulieu, oh !
esl dilo que u senhor Gaslo nao saber a historia
do senhor deOsticval. Ei-la cortada no lugar mais
inlercssanle como um folhelim. Tanto peiorpara o
senhor, a culpa he tna; se nao me livesse interrom-
pido lanas vezes, eu a leria j acabado...Senhor Mar-
tinbo, seja bem vindo.
CAJPlTi"' *"* "i|o.__________
a Qui pent frapper ae tu sorte. a
que alsuem veja nellas mais de um dcfeilo ; sendo,
talvez o principal, o ficarcm ellas limito aquem do
seu objeeto. Mas, como o que cu disso disse-o de
boa fo e com franqueza, eslou quile com a minha
consciencia, a quemantes de.ludo procuro agra-
dar.
golas de agua de Colonia...de agua de Colonia; po-
rm a agurdente alcanforada seria niclhor...seria
melhor.
Pois bem, bolarci agua de Colonha.
Diga-me' turnou o medico; que expcrimcnlou
quando vio-sc assim suspensa no ar... no ar? Tevc
medo...teve medo?
-=telaideJ^
tiene/icio da actriz D. Mara Leopoldina, hoje
do corrente.
Teccr elogios ao mrito desla excedente artista, ja
lao condecida cutre nos, lie laref# de que nao nos
cncarregamos: o publico sensato ah esta para jul-
gar 6 seu luercciinenlo e nao poucas vezes o (em ap-
plaudido com verdadeiro enlhusiasmo, lillio do bom
goslo e riih-ar..i em que se acha a nossa Ierra.
O bello da arle scenica revella-se sempre,quea
Sr.'i D. Maria Leopoldina apparece no palco : c nin-
Roero, pelo menos- ncsla provincia, ponde ainda of-
fuscar-lhc os louros liein merecido", que o publico
llie oll'erlou nos dramas Lucrecia Borgia, Cathari-
na Uoward, Maria Tudor c oulros.
Felicitanio-nos de a ver outra vez na scena per-
nambucana ; e aproveilamos o dia de seu beneficio
para sauda-la, c dizer dnas palavras sobre o drama
./ mili, que deve ser representado, e que j vimos
cm outro lliealro com geral salisfar.lo e applauso de
de lodos os expeeladores.
Jenny he um desles dramas, que segundo diz
Viclor Hugo, pcrlcucem ao vulgo e especialmente
lis mullieres. He o drama de sonsacan e emures :
he o drama de familia, cujo movimeulo inlercssa a
todas as almas, a todas as elasses.
Alli, o pensador nao acha o que lano aprecia
meditacOes mas o povo, e sobre ludo as elasses
medias, que nao buscam -enle o lliealro como
FLBL1CA0ES A PEDIDO.
A publicidade que se d boje sos actos dos fune-
cionarios pblicos, he urna garanlia conlra os espi-
rilos mal iutencionedos, o como um ppello feilo
consciencia publica, que o lem de jalgar.
Entao he grave e solemne qualquer demonsirarlo
feila a um interprete do poder publico, que no d'es-
empenho do urna coinmisso espinbosa, dcscuvolve
a inteligencia illutlrada de um respeilavel cidado,
o a generotidade do um bello carcter.
Palcnlrando os ienlimeutos de que nos adiamos
possuidos para com o Illm. Sr. capillo Manocl da
Cunha Wanderley Lins, meramenlc nos conduzmos
com o intuito de manifestar a gralidao e o aprecio
que fazemos de urna auloridade cercada da for^a
moral, que he o principal prestigio que deve acoru-
panbar o funecionario pqlilico.
Iiur.iiiio o lempo quo entre nos permaneccu o Sr.
capilo Wanderley, lorain sempre os scus actos como
agente policial, despidos desse apparalo que, cm vez
de infundir respeito, leva u povo a considerar a au-
loridade como um agente da lyrannia. Militar, o Sr.
Wanderley, mostra por sua enersia. que he digno
de cingir urna espada qucsymbolisc o poder da lei.
Cidadao, sabe acatar as leis e o direilo por ellas ga-
rantido, o que sempre respeilou como delegado de
polica c commandunte do deslacarnenlo volante
desla comarca, onde durante o seu exercicio, goza-
mos de um inalleravel socego.
Aceite o Sr. capilao Wanderley as nossas exprs-
ses como um lestemunho de quanlo nos he sensi-
vel a separarlo de um funecionario, que pelo seu
carcter iudepeudente, soube conciliar os nimos,
-trazendo a sezuranca entre nos, por isso que toda
comarca comprehendia que nelle existia um sus-
lenlaculo que fazia respeilar a lei sem distinguir os
prejuizos aniquiladores da ordem, e o germen des-
nini ,ili-ador da intriga, que lavra entre os habitan-
tes desla importante parle da provincia.
A ausencia do Sr. capitn Wanderley deixa um
vacuo dillicll de comprebemler, c possa o Exm. prc-
sidculc acerlar com quem dignamente o substitua,
alim de quo esla comarca nio recaa no seu antigo
estado, deplorando a causa que nos separou de Io
digno funecionario, o qual deixa entre nos tactos de
bellas record icoes.
Brecha, pois, o Sr. capilao Wanderley os since-
ros volos que fazemos pelo seu reslabelecimenlo, e
as ingenuas expresses de nossos sentimentos para
com a sua pessoa, como una prova de quanlo de-
sojamos palenlSar as qualidades cvicas que o cle-
vam, que sem duvida o fanlo gozar da sympalhia
dos habilanlcs do'lugar para onde o governo acerlar
de uomea-lo.
Bio Formoso 2! de setembro de 1851. Caelano
Franeaco he arros It^anderley.Ignacio de Bar-
ros IVanderley.Heiirlque Lui: de Barros It'an-
dcrley.O vigario. Demetrio Jacome de Araujo.
Joriniano Antonio aarte Cunha.Lourenco Jos
Tacares.fcente de Paula Delgado de Borba.
Flix Antonio .Xavier. Antonio Fernandes de
Albuquerquc Cmara.Joa Baptista da Concei-
fo. Jos Wenceslao Affonso fegueira Pereira
de Brito.Joao Affonso Begueira Pereira de Brito.
Manoel Germano Begueira Pinto di Souza.
yoiio Ocidio Begueira Pinto de Souza.Pedro Af-
fonso Begueira Pinto de Souza.Manoel da Ga-
ma fonieiro.Luiz Paulino Cacalcanli de Albu-
querque.O bacharel Antonio Teixeira de Borba.
Francisco da Rocha IVanderley. Francisco
Luiz Wanderley.Manoel llenriques Wanderley.
Manoel de Mendonra e Silva. Antonio de S
Cacalcanli de 4buquerque. Joaquim Francisco
Diniz.Bento Cacalcanli de Albuqucrque e Mello.
Manoel Cacalcanli de S Albuquerque.Joao
Bento Goucea.Francisco Leandro de Goucea.
Joao Baptista Paes Brrelo.Jos de Castro Paes
Brrelo.Manoel Machado de Goucea.Joao Lint
Machado. Ignacio Ferreira. de M. Lessa.
Pedro Miliano da Silva Assa.Pedro Francisco
de Albuquerque.Luiz l'ieira Fialho. Antonio
t'ieira Callado.Mantel da Cunha Bastos.An-
tonio da Cunha Bastos.Paulo Celestino Sotaneo
de Borba.Francisco Delgado de Borba Jnior.
Pedro Delgado de Borba. Francisco da Rocha
Guedei. Antonio Leile Pereira Baslos. Jos
Luiz Salgado.Flias Jos da Silva.Joao Fran-
cisco dos Sanios.Joaquim Candido de G. Ardo-
li.Domingos Suriano de Azevedo e Silca.Tho-
max Lins Barros Wanderley../oilo Francisco Cal-
lado. Francisco Machado Teixeira Cavalcanti.
Manoel de Moura Silva e Aguiar. Laurentino
Jos de Miranda.Ignacio Aires da Silva Santos.
Vigario Antonio Marques de C. Jos Joaquim
ferreira. Henrique Luiz de Almeida. Pufino
Rodrigues da Silva. Manoel Marcellino Paes
Brrelo. Jos Pereira Lins.Jos Carneiro de
Faria. Joaquim Cordciro Ribeiro Campos.O
bacharel Antera Manoel de Medeims Furtado.
Anlonio Francisco Martins. Antonio de Paula
Madureira.Manoel Caelano de Almeida Andra-
de.Manoel Mendes Bandcira.Miguel Lucio de
Albuquerque Mello.Padre Antonio Aurelio Al-
vares Monteiro.Jos Gomes Coimbra. .1/anoel
tcente Costa Pereira.Francisco Serfico ttAssis
Vasconcellos.Manoel Affonso Aquino de Albu-
querque.Jos Feij de Mello.Atiplo Camerino
dos Santos.
Eslavam reconhecidas.
Dti TRIBUTO DE AMIZADE.
A morle, a cruel e incxhoravel morte com sua
foce recurvada acaba de ccifar mais nina vida pre-
ciosa, urna vida patritica, urna vida toda chcia de
nobret e honrosos precedentes 1 He mais urna do
nossas suminidades nobiliarchcas, um modelo de
moralida le, uin bomem de bem, que se some de
enlre nos, e que, como que corrido e pesaroso de
sua longa duraran nesle mundo de miserias e dscep-
ees, de corrupcao e venalidade, onde o mrito ba-
quea, a virtude he espesindada e o vicio vicloriado ;
foi presuroso occullar-se uas regios sepulcraes para
nao inaA leslciniiudar os males que cerminain con-
lra a chara patria, que elle Lio entliusiaslica o dcs-
iiileressadamenle aioou !
Ali I queremos fallar do Iriste aconlccimenlo que
para sempre nos privn do nosso mu nobre conci-
llada o e fiel amico, o Illm. Sr. Sebasliao Anlonio
dos Oculos Arco I erdeVemambuco, oulr'ora Sebas-
liao Antonio de llollanda Cavalqpnti o"Albuquer-
que. Sim, seu passamenlo leve lugar pelas 5 horas
da larde do luctuoso dia segunda-feira l't do correnle
mez, nesla cidade, na casa de sua propriedade, sila
no lugar do Chora-menino, do bairro da Boa-Vista,
onde fazia sua residencia ordinaria ; e foi a conse-
quencia de sua crescida idade e solfrimenlos physi-
cos, que de muilo padeca, mas que o nao privavam
de seu exercicio habitual.
Foi o Sr. Sebasliao dos Oculos Arco Verde Per-
nambuco um dos homens d'alla origem, que embo-
cemos, de mais fcil accesso, franqueza, Icaldade e
maneiras cavalherescas, porte grave e tralamento
singelo. Bevislido do posto de tenente-coronel das
antigs milicias, prestou servicos ao paiz de seo na-
talicio, e foi, ncsla qualidade.'quc o vimos, patriota
ardente e intrpido, tomar lao activa e decidida par-
te nos i.iovimcnlos poplales e memnraveis acon-
lecimenlus do auno de 182i, sem mais incentivo
que o da gloria e defeza dos direilos nacionaes, I3n
cruelmente violados na dissolucao da Constituinte !
Estas no bies qualidades e oulras que, por brevida-
de, agpra omitlimos, mas que geralmente eram
-minias e apreciadas, compre contestar, faziam
do Sr. Sebasliao dos Oculos um homem amavel.dig-
no, e interessante, e smenle podem ser recordadas
com muila saudade e dr.
Possam sua honrada familia, e numerosos paren-
tes e amigos achar ao menos em sua dessolar;1o al-
gum liniiivo as honrosas Iradiccs que nos'dcixou
o homem do bem que lao christamenle se linou, e
cuja perda lodos deploramos.
A Ierra Ibe seja leve.
For um de seus mais decolados amigos.
CIENCIAS E ARTES.
A AGRICULTURA AS ESCOLAS PRIMARIAS.
Acompanhamos alravs d;i Europa e al na Ame-
rica as diversas manifeslacoes da idea que brotara
nos morrosdo Delphnado no meio do seclo XVIII.
Desde enfilo a miando na pratica, essa idea nos vol-
lou com o sello dos diversos povos que souberam
della apropriar-se. He uo departamento do Som-
me que a principio foi ella submeltida a novas e
conrludeutes experiencias. Um bomem muilo co-
ndecido pelo seu amor para a lavoura.o Sr. de Ra-
inville, fez-sc o continuador da obra do Sr. Auber,
inventor do raethodo do cngenboso Webrle, que
soube dar-lhe um carcter scientifico e popularisa-lo.
O Sr. de Rainvill* conseguio dar-lhe urna forma
nova de que pode a nossa agricultura tirar ina-
preciaveis vantagens se a qozcsscm generalisar.
Em 1843 o Sr, de Rainvillc, leudo fundado a co-
la a sua alegra.e entretanto progride o trabalho com
rapidez extrema. Que auxiliares nao achara um dia
a agricultura em lacs meninos quando forem adultos!
Que immenso impulso essa lao simples organisaco
pode dar a fortuna publica e ao bem-eslar geral.
Prorundanieuleconvicto, o Sr. de Raiuville nao re-
cela submetter a rigorosa experiencia o syslcma de
que he autor. Eis os termos em que nos d elle pro-
prio conta do resultado da sua pratica :
a Vinte meninos de 10 a l annos, diz, armados
de pas de ferro mui leves, preparan) vinte ares de
Ierra em 7 horas de trabalho. Este trabalho he pago
na razio de 80 fr. cada hurlare, dos quaes cumpre
deduzir 30 fr. pelo serviro dos arados que prepara-
ran) o chao; ficam pois 50 francos para salario dos
meninos. O lucro de 10 Traucos por dia pelas vin-
le ares, deducan feila dos emolumentos do viga
conlrameslre, que levamos a 2 francos, deixa 8 fran-
cos, o qde d para cada menino cerca de 40 cenli-
simos. He fcil trata-Ios bem com essa quanlia, e
poucas familias pobres negarao os seus filhos a urna
escola dirigida pelo cura da parochia, quando alm
da in-lrucrao nrlla acharen) O alimento, o
Assim achar-se-hia reaolvido o duplicado proble-
ma da iiistrucco e da cducac.io gratuitas. Quanlo ao
problema da educacilo proleiunal, achar-se-hia
igualmente resolvido, pois, feitos habis lavradoret,
os discpulos das escolas primarias achariam fcil
emprego, e poderiam sem cusi satisfacer s suas
precisos.
Esses resultados divulgados pela imprenta cha-
maran) vivamente a aticnoo dos agrnomos, e pa-
recern) a mullos homens de estado dignos do oc-
cupar o govf rao. Era I8W o nosso predecessor, de
saudosa memoria, o Sr. Leclerc, de volta de urna
viageman Aemaiiha, iutormou a sociedade agrcola
de Pars que ua Prusshi os meslrcs primarios faziam
pequeas criaces de bichos de seda, em cojos por-
menores iniciavam os seus discpulos. Propuuha el-
le aos seus honrados collegas a fundaran de premios
para introduzir cm 1 i anca essa pralica feliz. A so-
ciedade promclteu cinco mcdalhas aos meslrcs que
em Isti, colhcssera 10 kilograrumas de seda, em cu-
ja producan applicassem os seus discpulos. Oulras
cinco medalhas deviam ser distribuidas aos meslres
que em 1853 colhessem de 20 a 25 kilogrammas as
communs em qu ainda nao houvesse plantarnos de
amoreiras. Essa re-olurao foi altamente approvada
por grande numero de piofidios que levaran) os mes-
lres a concorrer. Infelizmente o ministro da in-truc-
c n> publica de cnlao, o Sr. Villemain, mais lillera-
In do que agrnomo, considerando tal concurso no-
civo ,iu ensino primario, prohibi aos seut subordi-
nados ler parte nellc ; e assim acharam-sc parahu-
sadas as benvolas tenees da sociedade sericcola.
Depois da revoluto do fevereiro, o Sr. Carnet,
ministro da instruccao publica, insliluio urna com-
missao a que deu a incumbencia-de esludar a ques-
lau da alternaran dos (rabalbos manuaes com os is-
tmios elementares; mas os seus esforros nao live-
ram resudado. No mez de junho de 1849 algont
membros dessa commissao escreveram ao ministro
da instruccao publica urna carta, em que s lam
os seguintes trechos :
a Na Irlanda, m algumas parles da Inglaterra,
na Allemanha reunio-sc o ensino pralico da agri-
cultura ao ensino primario, e em toda parle foi-se
bem succedido. Os meninos quo frequenlam essas
escolas aprenden) a fazer todas as operar,oes da la-
voura com a maior precisan ; sao iniciados nos cui-
dados exigidos pelo paleo e pelo gado. Omeslre
acha nos productos da pequea herdade trabalhada
pelos seus discpulos urna modesta abastanza. Esses
resultados chamaran) a allenrao do congresso agr-
cola, e o projecto de lei sobre a iuslracc.iio apresen-
(ou o mesmo pensamenlo. Haveria pois vantagem
na applicarao desse syslema em ponto grande.
Depois de haver dcduzido com forca as conside-
faroes que miilam em favor desse projecto, a car-
ta se resuma uestes termos :
a O campo he vasto. O nosso chao conlm ri-
quezas inexhauriveis ; para aproveila-las, sainamos
inspirar gostos agrcolas s jovens gerae,oes. l'ude-
mo-lo lomando-os as escolas primarias. Conclui-
mos pois que : 1., lodo meslre primario posta ob-
ter um diploma especial para ensino da agricultura
pralica ; 2., toda commum seja aulorisnda a les-
lacar dos bens communacs dous declares de Ierra
para servircm de campo de experiencia ; 3., fa-
ca-se um fundo de 100,000 fr. para acudir s com-
muns que nao poderem fazc-lo por si mesrnas.
No annoscguinle o Sr. de Ranville, um dos mem-
bros da commissao, dirigi ao ministro da agricul-
tura urna exposiran Iheorica e pralica do estado da
sua escola: Desse documento resulta que meninas
lana de orphaos e de engeUados de Allouville, fez, de fi a \.> anu0Si empregadas 3 hofas por dia em
(Moliere.O festim de Pedro.,
Seu criado, seu criado, diste u Sr. Martinho
-andando a madama de Saulieu, a Gaslo, e succes-
sivanienlc a todas as cadenas vasias do saldo.
O Sr. Martinho era um ofiicial de saude mui pu-
lido, e da tempera velha. Ainda que pastasse por
ler tilo na mocidade ideas liberaes muilo exagera-
das, ajudado da idade e do successo tioha-sc lomado
conservador, alim, dizia, de conservar os bens que
adquirir pelo seu trabalho. Entretanto era um pra-
lico honeslo, aborreca lodos o processos enrgicos,
profcsaava urna sympalhia declarada pelos remedios
caseiros, c nunca malaxa seus doeotes, contenta,i-
se de deixa-los niorrer.
Seu criado, seo criado, tornoo elle depois que
a dona da casa mostrou-lhe urna poltrona ao seu
lado.
Astentou-se, eriizou melhodicamenlc as pernas
urna sobre a oulra, mostrando assim a nica espora
prateada que Irazia atada por corrcias no talan do
po direilo; depois pastando lentamente as m3os
igualmente cruzadas por cima do promontorio an-
gulosa do joelho, poz-se a batanear a cabera de alto
a baixo e regularmente, como os vclhos diletlanles
que raarcam o compasso tremendo nos concert- do
Conservatorio.
Parece, dsse elle com voz lenta e montona,
que commelleinos una imprudencia.... una im-
prudencia.
O Sr. Marlinho repela semprc as ullmas pala-
vras de suas phrases, assim como o boticario de Mr.
de Pourcmugnac.
Ali! j sabe, disse a easteUa sorrindo.
Sim. j sei...j sei; disseram-ine iudn...lu.lo.
Vejamos seu pulso...seu pulso.
Madama de Saulieu enlregou o punh ao dodlor,
n qual Gasto comecava a examinar com extrema
enriosidade.
O medico poz o ndex da man dreita sobre o pul-
so da moca, e tirando com a oulra um enorme re-
logio de aluibeira lomou urna attilude reflectla.
O pulso parece-me regular....regular, disse el-
le desos de um minuto de observarlo. Nao sera
nada....nada. Urna compressa de aguardeole al-
canforada sobre a arlicolac,ao do punbo, ser baslan-
te...bastante.
Agurdente alcanforada, doulor! exclaiuou ma-
dama de Saulieu.
Isso lem lao mo clieiro! Nao pode receilar-me
oulra cousa '.'
Urna compressa de agua fresca com algumas
noin sangra-la, sangra-la.
Mus, doutor, acabei agora de ceiar.
Hei de saugra-la...amanha.
Nao quero ser sangrada, nao -.ulo necessidade
disso.
Os docnlcs sao semprc assim .... sempre as-
sim.
Um banho nao produziria o mesmo effeilo.
Um bom banho, sim, um bom banho ; todava
fra melhor urna pequea sangra...urna pequen a
sangra.
Hei de lomar nm bom banho, e sinlo-mc desde
ja ui ara- a sua receita, livre do perigo.
O mal vem a cavallo e falla a p...a p, disse
sentenciosamcnle o Sr. Martinho. Depois voltan-
do-se para Gaslo. Disscram-mc que o senhor es-
lava lerido... forillo.
Sou inteiramenle dessa opiniao, senhora, des-
sa opiniao. A mocidade he imprmenlo... impru-
dente. Aqui o senhor estara tranquillo, dormir
bem... dormir bem, e nao so exper a fatigar o
braco andando duas ou tres leguas a cavallo.... a
cavallo.
Entao o Sr. ere
Ferido nao be o termo, disse o mancebo, he
um simplesarranho. I.avei-o com agua fresca, eja
no apparece mais.
A agua fresca, sim sim; mas isso nao ba'la; nao
basta. Quer moslrar-me o braco.... o braco '!
Oh aqui nao, doulor ; brevemente'Ih'o mus-
Irarei.
Ei-lo oulra vez com ceremonias disse a moca.
Deixo-os a sos um instadle, e vou dar algumas or-
dens.
Quando madama de Saulieu sahio, Gaslo n3o
liesilou mais em mostrar a ferida ao Sr. Marli-
nho. A carne eslava profundamente maguada,
mas como a lesto nao era gravo, o medico ronlen-
tou-se de reccitar, al que desapparecesse a inllam-
macao, compressas de agua fresca, asqnaes se subs-
liliiiriam depois emplastos de cerolo. O Sr. Mar-
linho achou um cliente mais dcil do que madama
de Saulieu.
Eniaojaposso entrar '! pcrgunlnu a cas (ella
enlreabrindo aporta. Antes de acabar a percunla,
ella, eslava ja junio do medico, c o inlerrogava
com a vista sobre o estado do mancebo.
Cuidados, compressaf, c algum repouso... al-
go m repouso, disse o Esculapio que era pomposa-
mente condecorado com o uome de doulor.
_ Cuidados, repouso.... Bem v senhor Gas-
lo, que, bom ou mau grado seu, deve ficar em Os-
Ireval ao menos tres ou qualro lias.
E madama de Seneul que me espera 1 obser-
VOU (i.i-I.io.
He s isso"! Infnrma-la-hemos amanhaa do
que acontecen, e ella vira vc-lo com Alice. Aos
que lem saude loca visitarem os doenles ; nao he
verdade, senhor Marlinho !
a principio applicacao do syslema suisso. Como
em Hu'I, seus discpulos Irabalhavam nos cam-
pos urna parle do dia, c recebiam em casa um ensi-
no Iheorico. Bp). 1846, quando o Congresso Cen-
tral pedio que as nocoes elementares de agricultura
e de horticultura fossem ensinadas uas escolas prima-
rias, o Sr. de Ranville, instruido pela experiencia
propunha-se a cstender o syslcma inglcz a todas as
escolas da sua vizinhanca. Tralava-se entilo de
alugar urna sorle de trras, e de faz-la cultivar pe-
los discpulos em proveilo do meslre. Foram ap-
provadas essas vistas pelo congresso geral em 1849.
Desde entao, penetrando as entrauhas mesmas
da idea n Sr. de Ranville fez dellas sahir urna forma
particular que os nutres pavos nu linliam entrevis-
to, e cuja honra deve porlanlo perlencer-lhe. Em
vez de ser rendeiro de urna ou duas geiras de (erra,
o meslre lorna-se emprehendedor de Irabalhos agr-
colas. Encarrega-se por um prero ajustado de fa-
zer as limpas c as mais operarnos que nao exceden)
as foiras dos seus discpulos. Sobre o produelo em
dinheiroo meslre descontara primeiro os seusven-
cmeulos, depois a quanlia consagrada alimenta-
ran dos discpulos.
Imaginem-se em cada canino esses ranchiuhos ar-
mados com scus instrumentos proprios cSminhando
em boa ordem sob a direceo dos seus chetos! Ouvi:
Ei-los que enloam o Ji nio do trabalho ; reparai
no- -ondlenlo, elevados que se debuxam no seu
semblante. Porm calam-se as vozes. He agora
o turno do meslre quo de caminho Ihe vai expli-
cando fados relativos economa rural. Ei-los no
terreno Admirai com quanlo ardor travam do
trabalho, co,n que preciso, com quo delicadeza ma-
nejamos scus |>equenos instrumentos. Nada i 'a-
mas nao vimos ninguem, e o rumor eon-
1 qnedormece bem em Oslrcval,
wm me ,cu stto*~ nns la-
bios.
O Sr. Marlinho linda ouvidn fallar das almas ;
porein all'eclava nao crer nidia-, Eulrevendo um
lacodebaixo da pereunta do mancebo, lan^ou um
olhar inquieto sobre a castella como para induzi-la
a responder em seu lugar ; mas esla guardn obsti-
nadamente o silencio.
Tenholoda razao para u crer... para o. crer,
disse emfim o medico.
l-'.nlao o senhor nao da crdito aos boatos si-
nislros que rirculam a respeito desle calellO. Ma-
dama de Saulieu disse-me...
Eu nada Ihe disse. senhor, inlerrompcu a mo-
ca ; he muilo mau cxpur-ine a zombaria do doulor
que nao ere em nada.
Nao crco em nada, senhora oh perdoe-mc,
perdoc-mc, crcio em ludo o que vejo... em ludo o
que vejo.
E em ludo oque ouve tombem, segundo sup-
pnnho?
Sem duvida, sem duvida.
Mas nao er nos (actos sobrciialuraes, as al-
mas pcniKiiIcs ? usemos do tormo vulgar, as al-
mas do oulro mundo ?
Nnnca as vi, senhora,nunca as vi nem as ouvi,
nom as ouvi.
Todava e senhor no pode negar que dao-se as
vezes faclns inexplicaveis.
Porque nao Mohecemos a causa dclles...a cau-
sa deiles.
* Tenho ouvido conlar cousas que nao podiam
ler causa natural, rosenbor mesmo sabe de algumas
asqnaes nunca pode assjauar urna origem razoavel.
l-cinbra-se daquolla noite, ha Ires semanas, quan-
do o senhor e eu estovamos, bem como boje, assen-
lados ncsla sala, e lambem como hoje Mr. Saulieu
eslava ausente '! Repentinamente ouvimos nm ru-
mor surdo como seso minasse lentamente, e com
cadencia os alicorees desle re-tollo. Interrogamos
lodos os criados, e lodos caram iiiiialmeulc admi-
rados de um rumor, coja origem ieuoravam. Jul-
gou-se a principio que eram os ravallos que baliaui
com os pes no chao da estribara, e o senhor era
des-a opiniao ; mas tomos certificar-nos pessoal-
meule, oscavallos eslavam tranquillos, eo rumor
em vez de cessar lornava-se cada vez mais intonso.
I.cmbro-ine perfeilamente... perfeilamente.
Os criados linliam medo, eu trema por lodos
os membros, e confesso que o senhor mesmo nao
pareca muilo tranquillo.
Mas... eu receava que fossem homens mal in-
tencionados que procuravam entrar no castillo.uo
castalio.
Sim
liniiou.
Durante alguns dias tmente.... alguns das so-
menle.
O senhor quer dizer algumas noiles.
Mas emfim cesou inteirameute, inleirameule ;
e nada prova que houvesse ronsa do cntirnw^i.ir-ii
(ipsc tait nc*-c lacro. "lITf'HI! SauflCU Toi lam-
bem (le miniia opiolo, de minha opiniao, que lia-
via atounia cousa secreto, e talvez insignificante, ou
que ludamos ouvido mal.... ouvido mal.
Pois bem, doutor, ludamos ouvido Uto mal que
o rumor comer.m novaiuculc hontem pouco mais ou
menos a estas horas.
A estas horas! exrlamou o medien empallide-
cendo e laucando os olhos sobre o relosio.
Ah disse Gaslo rindo, he csse o complemento
de sua historia, senhora.
E leria sido a concluso se cu livesse lido o
lempo de conla-la toda.
Que historia pcrgunlou o medico esquecen-
do-se esla vez de repetir a ultima palavra.
Oh I naJa ; he urna historia de almas do outro
mundo, e romo o senhor nao er nellas, nunca live
o pensamenlo de conlar-lhe.
Eu nio desgoslaria de sabe-la..A de sabe-la.
Oh! nao me snlo disposla parajcoular. He
tarde, eu me cutimidaria a uiiin mesma. Ficar pa-
ra oulra vez. ,
Senhora! disse o camarisla entrando repcnl-
namento no sabio cun as toicoes perturbadas, e a
fonle lvida.
Que he, Jos, que leus'.' disse madama de San-
lieu.
Ah a senhora sabe, o rumor -urdo, que se ou-
via ha Ires semanas?... Ah meu Dos....
Que! rtize, acada.
Ah! senhora, elle lornou a comerar. Se a se-
nhora quizer esrutar um instante, ouvira...
Eia, silencio! disse a caslolll.
He larde, como a senhora dizia ha pouco, in-
Icrroiupeu o medico, sanio ueco-sila mais de meus
servicos, de meus servicos....
Por favor cale-se, senhor Marlinho, dcixe-uos
escolar.
Mas o senhor Marlinho que pareca muilo commo-
vido, c ancosn por se retirar, couliuuou procurando
o chapeo;
De meus servicos, peco-lhe a permissao de rc-
lirar-me.
A pemil-,m. disse malii lusamente a moca'
nao, senhor Martinho, nao Ibe permiti. O senhor
que nao er nos espirilos invisixeis, nos enles sobre-
n iiuiai--, deve explicar-mc este phenomeno extraor-
dinario, visto ser um homem sabio e... um philoso-
pho.
O medico parou, e lodos se calaran) para esrular.
Onvia-se com effeilo um rumor surdo e compassado
como o de prensa de moeda ou de machina de va-
por. Mr. de Chavilly applicava o ouvido com urna
alleuran cuiiliuiia la, e o ar serio de quem prcu-
seuar e limpar, ganharam 3 francos, e 20 meninos
cauharaiii 7 francos 50 c, productos mais que suf-
ficientes para pagar aos meslres. Financeiramenle
pois o syslema da al ler na rao dos Irabalhos nada dei-
xa que desejar.
Oulro tanto acontece pelo lado moral ; aprsenla
elle resultados realmente extraordinarios. .
a A intelligencia dos meninos oceupadus em facis
Irabalhos na torra, diz o Sr. de Ranville, desenvol-
vere singularmente, e urna hora de escola lhes ap-
proveila mais de que tres ou qualro horas de estudo
do syslema antigo.
a Assim acham-se confirmadas pela experiencia as
censuras tantas vezes feila- s escolas primarias.
Com elleito reconhecem lodot os bous espritus que
a extonso e a monotona das sessct, o aborreci-
meulo eo enfado que causam. a immobilidade que
impe a enlezinhos para qucm o movimeulo he,urna
cundicao da existencia, sao oulros lautos obstculos
ao dcscnvolvimenlo physico c moral dos meninos.
Para dar remedio a csse grave inconveniente,pro-
puuha Saussurc que se limilassc a urna hora a du-
rain das lices, quo se roinpn.se a 'uniformid ule
della passando os meninos de urna para oulra sala,
deixando-os alguns minutos respirar nos pateos ar
livre. Oulros quereriam que as licoes, raaito mais
breves do que o sao hoje, fossem corladas por brin-
quedos, proprios para desenvolver a destreza,a forja,
e para dar um temperamento robusto c vigoroso.
Todos esses meios por cerlo exerceriam salular in-
fluencia as jovenfgeraces ; deixariam porm in-
lacto o problema econmico resolvido pela allerna-
SAo dos (rabalbos manuaes e dos estudos Iheoricos.
Porque, com effeilo, cm vez de recorrer a brinque-
dos e a esteris exercicos nao se applicarao os meni-
nos a Irabalhos agrcolas que fortificando a sua cons-
liluicuserium ao mesmo lempo productivos '.' O ho-
mem que volve a (erra, que coito, faz lambem exer-
cicio gymnattico, porm aymnastico com eminente
proveilo, poisd com que provert proprias neces-
sidades. Organisar pois as estolas sob o dobrado
ponto de vala da inttruccSo Iheorica e pralica, seria
resolver completamente o problema da melhoraco
physica e moralda mocidade, o em parte o problema
da ulilisac.lo das torcas sociaes qae improficuas so
perdem. e o da raulliplica(Io das riquezas, cuja in-
sufticiencia, de lodo notoria, jn nao responde as exi-
gencias da nossa civilisaclo.
Estas considera(cies, que por certo foram sentidas
pelo imperador NapoieAo III, levnram-o, no decurso
do auno de 1851,a oceupar-se com urna queslo que
linha elle a peilo resolver, pois Ihe havia dado os
fundos necesurios para seos ensaios. O primeiro
cuidado do ministro ao tratar desle negocio foi no-
mear urna commissao encarregada de escolher mes-
lres, de vigiar as experiencias, e de repartir os fun-
dos consignados pelo principe-presideule da repbli-
ca. Em 27 de junho de 1851 o ministro dirigi sos
commssarios delegados ama circular am qne lhes
iracava a marcha que deviam seguir.
Este ensato, dizia, nao pode ter comejado com
algoma esperanza de bom exilo sem o auxilio de
meslres livres, pois o rgimen dat escolas commu-
naet nao se presta fcilmente s raodiucac/oet indit-
pensaveis nessa ordem de elasses.
O cilicio informa.va alm disso os delegados de que
os reitores lhes dariam todas as iodicaroes necesta-
rias para desempeuhu da ana missAo; insista sobre
a intporlanria dasprimeira experiencias, cujos re-
sultados deviam to imperiosamente influir no futu-
ro da nova iniiiuicao.
Os commssarios delegados, convictos de que iam
fazer urna revolocAo eminentemente ulil no pro-
gramla dat escolat primarias, applicaram-ss in-
mediatamente : redigiram inslrucces informando
aos meslres de que antes de fuzerem um pedido, de-
viam assegurar-se do sonsenlimeulo das familia*
applicarao dos seus filhos aos Uabalbos agrcolas.
Dcvemot porm proclama-lo, para upprobrro do
nossa trra, e para glorificacio da rolina, que nao
so achou entilo em Franca um pa de famlit que
consenlisse em que seu filho trabalhasse para o mes-
lre de escol, o nem um meslre que te prestaste ao
ensato que se quera promover. Eslavam as cousas
ne'se ponto quando fez-so a revolurao de dezem-
bro.
O prncipe-presidente, digamo-lo cm sen louvor,
nAo desanimou com esse revez. O Sr. Fortool, mi-
nistro da nslrucc,ao publica, foi especialmeole eu-
carregado de submeller a queslo a novos e mais
acurados esludos, e de formular um projecto que
deixasse esperar nma prxima soluco. Em 3 de
julbo de 1852 um decreto nomeou urna commissao
execuliva, composta dos Srs. Domas, senador, pre-
sidente ; de Kergoley, depulado do corpo legislati-
vo. > ice-presidente ; de Beville, ajudante decampo
do principe-presidente; de Rochemur de Sao Cyro,
proprielario ; Fremy, contelheiro de estado -, ileor-
ter, director da agricultura e do commercio; Pil-
le!, chefe de divisao do ministerio da insli uccio pu-
blica ; Rill, inspector geral do ensino primario ;
padre Noirol, idem ; Laverriere, correspondente da
sociedade central de agricultura, secretario.
O decreto fundava-se na lei de 25 de marco de
1850, relativa s escolas primarias, e declarando
que seu programma pode compreheuder usiruecties
elementares de agricultura. Em apoto dessa lei a e\-
posico dos motivos dedarava qne no primeiro de-
gro o ensino da pratica devia acompanhar o da
Iheoria ; que imporlava familiarisar os meninos das
communs ruraes com os bens melhodos de lavoura,-
fazer-lhes em cedo amar os Irabalhos do campo;
que lendo o priucpe-praaideiile dado do seu bolsi-
nho as quantias necessarias para o arrendamenlo de
um certo numero de hectares, iam ser comecados
ensaios cm todos os pontos do territorio, e applca-
dos os meninos ailara debaixo da direcsao dos
meslres.
A commissao eslava revestida do direilo : 1., de
designar ao ministro os meslres a quem poderia ser
confiado o ensino pralico da agricultura ; 2., de
preparar as instrucees explicativas da nova medi-
da ; :1., do vigiar a sua exeeurfto pralico e de pro-
por lodos os meios proprios para faze-la bem aceita.
Eslava igualmente encarregada de propor todas as
mu lauras convenientes ao regulamento das esco-
las, e de adapta-las s exigencias dos Irabalhos ma-
nuaes. Taes sao as disposieet do decreto de 3 de
julbo de 1852 relativo a alternaran dos estados.
O primeiro cuidado da nova commissao foi redigir
urna circular comprehendendo todas as condenes
que devia preencher da parto dos meslrcs que quize-
zessem applicar seus discpulos callara ; esrolheu
ella igualmente una certo numero de delegados que
encarregou de vigiar as experiencias. Infelizmente
a circular, nao lendo sido publicada, e a imprensa
ainda nao lendo tralado a queslAo, foi com grande
cusi qne se acharara meslres disposlos a aproveitar
os benvolos offerecmentos da administrarlo central.
Foi somonte depois de abril de 1853 que um peque-
o numero de ensaios poderam ser comecados.
Eis-aqui a eslalislica deiles pelos deparlamentos,
com as quanias que o cada um foram dadas :
Departamentos. Sumero de meslres. Quantias.
i a resolver um problema difcl; madama de Sau-
lieu apoiada na cbamin eslava tranquilla como
urna miilhcr corajosa e j afeita a estes rumores
m -leosos ; o criado trema como urna follia ver-
de junio da porto, o o medico linha recahido palu-
do c estupefacto no fundo da poltrona.
Q nimor r,Aiuunva a oiivir-ac. o* golpes II-
recidin (...iuj com mai- ierra e rapidez. Foi mada-
ma de Saulieu quem rompeu o silencio.
Ento, disse ella a Gaslo, cu nao lhc liavia
dito'!
Com elteitocsto rumor he singular, respondeu
Mr. de Cdavilly ; mas nao o julgo iiicxplicavel.
E o senhor Marlinho ?
Sou... sou... inleira... inleiramente... da opi-
niao... da opiniao... do senhor... do senhor, balbu-
ciou o digno Esculapio deixando-se levar mais que
nunca de seu dcploravel habito.
Creio. lornou GtsUo, que se ha na visuihanca
grandes forjas, ou minas de carvao...
Sim... sim, minas de carvAo. minas de car-
ao... sranilcs forjas... srandes forjas...
Salvo se <> caslello lio frequeiiladu por fabri-
cantes de moeda falsa.
Sim... sim, fabricantes de moeda falsa, de
moeda falsa...
Oh! nao me fallaran) em Ihesouro escon-
dido !...
O senhor Marlinho eslava filo dominado pelo me-
do que nao -alna mais o que dizia, e repela ao aca-
so todas as palavras que ouva pronunciar.
He isso... lie isso... Idesouro escondido... llio-
souro escondido...
Sem duvida sao alguns aldees vidos que
procurara entrar nos subterrneos para se apodera-
ren! do pretendido Ihesouro, e que para mellior oc-
cullareni sen projeclo, Irabalham de noilc.
Irabalham do noile... de noile... be bem pro-
vavel, he bem provavel. a
Confesso, dissa madama de Saulieu, a qual
screnando-se da primeira cmnrao, Imha recobrado
sua jovialidade, confesso, senhor Gaslito, que sua
explicaclo me parece at agora a mais salisfactoria.
Com elfeilo reparo quo he sempro na ausencia de
meu marido que se ouve esse rumor mvslcrioso.
Ndo resta duvida, sao os procuradores de llic-
souros imaginarios. Os subterrneos nao commu-
ncam com o fundo do valle?
Mr. do Saulieu Ib'o poifcria dizcr.
Talvez (tosemboqucni enlre cnnslrucces mo-
dernas, cm alguma casa. Suppondo-sc islo, he mui
natural que os habitantes dessa casa dispertados pe-
las liadicccs tocaos, e tentados pela esperanca do
acharein nuil boa caixinha, lenham-se.posto a cavar
a trra e a bater com o cuxadao os alicerces desle
caslello'!
Mas entilo, senhor, se clles mnam assim esla
torre a fanlo desabor.
He urna perspectiva horrivcl que o seuhor me
abre, e cerlamcnle mo sei se preferira as almas.
Oh nao quero ficar mais lempo aqui, meu marido
Sane e I.oire. .
Manche.....
Pas de Calais. .
Correze. .....
Coles du Nord.
Tolaes
3
1
3
1
1
9
1,500 fr.
500 i)
1*
500 i)
500
4,500
dir o que quizer; porm hei da arranca-lo dcslas
ruinas pelas quaes elle protesta lo profunda vene-
rarn.
Se a seuhora quizer, disse Gaslo, tenlarei com
elle visitar estos subterrneos e descobrir a cansa
desses rumores sinistros.
CuOid .loell arpen le naoqii^r crer envrninl,
elmas. Mr. de Cluvilly .' Pois bem, nAo eslou
completamente convencida pela sua explicaban.
Nao sousceplica como o senhor Marlinho.
Assevero-lhe, senhora, disse o medico em lom
quasi sereno, que Mr. de Chavilly achou a explica-
cao pa u-i el...
Plausivel, nao digo; mas verdadera he oulra
cousa lornou Gastao, e eu nao quererla allinnar que
he a boa explicarlo.
O senhor Marlinho julgando que o mancebo vol-
lava, e abandona a sua explicarlo, poz-se nova-
mente a tremer com lodos os membros. Dcmais o
rumor continuaa e ouvia-semais forte quo nunca.
Senhora senhora dsse o miseravcl levan-
tando-te por um sublime estorco de coragem, he
larde, permuta que me retire... me retire... Boa
noile... boa noile.
Senhor Marlinho, disse a castella em 'um im-
pulso de compaixao. espere, vou mandar acompa-
nha-lo. Jos, diz a Joao que acenda una lanlerna
e acompanhe o senhor Marlinho al casa. O ca-
minho he difllcil de passar-se alravs dcslas ruinas,
e a la deve ja ter-se posto.
Madama de Saulieu poupava aanm rom muilo li-
no a fraqueza do bom medico: mas foi urna triste
noticia para esto quando vi era ni anuunciarque JoAo
recusava absolutamente acoinpanhu-lo. A nwea
corito o um sorriso prestos a revolar um pansameu-
lo irnico.
Eulilo, Jos, disse ella ao criado, nao lens
medo'.'
Jes fez urna horrivel carela.
Se Mr. de Saulieu eslivesse aqu, elle mesmo
o acompauliaria. Que Nao se acha um homem
nesla casa que nao crea as almas O senhor dou-
lor devera pregar um pouco aos meus criados, c
demonstrar-Ibes pela philosophia, e pelas sciencias
naluraes que as almas dos morios nAo voltain.
A ignorancia, senhora, a ignorancia.
Oh meu Dos, disso Gaslio intervindo no
debate, se o Sr. Marlinho quer fazer-me a honra de
aceilar-me pata compaubeiro, rei pastear com elle
at sua porta.
E depois 1 pergunlou a moca franzindo leve-
mente a sobrancelha.
Depois voltarci.
Pur caminhus que nao condece!
He verdade, por caminhos que nAo cailero.
Alravez de ruinas, onde um tropero pode pre-
cipita-lo de urna aluna de cem pes !
Seguire com cuidado a vereda Irlhada.
NAO, nao consenlirei... uAo se dir que me
hospede... e ferido como esl ainda I Nao he ver-
A esses algarismos cumpre accrescenlar o director
da escola normal primaria de Macn, qne se encar-
regou de applicar esse syslema aos discpulos-mes-
Ires, e que recebeu 1,000 francos. A detpeza total
sobe pois a 5,500 francos. Os ensaios foram em 5
departamentos, e os experimentadores foram 10.
Mal ha qualorze anexes que o nosso syslema finir -
ruina, ainda nao t puderam eolher bastantes .docu-
mentos para verificar os 'resollados. Todava ; em
presenca dos resultados alcanzados na Susta nos
asylos agrcolas, na Allemanha as escolas commu-
naes, ua Inglaterra as escolas de aldeas, nos Esla-
dos-Unidos noS collegios agrcolas, em Franca na
dade, doutor, que Mr. de Chavilly nio deve sa-
hir 1
Nao pretendo, nao pretendo, mas...
Ah I foi o senhor que o disse.
Sem duvida, sem duvida ; mas um pequeo
passeio, um pequeo passeio nao pode faaer mal,
fazer mal.
Enlo accila minha companhia al a aldeia,
disse GaslAo lomando o chapeo.
Madama de Saulieu interveio novamenle duen-
do :
Itso he urna imprudencia ; mas como nao
quero ler nada de que me acensar, vou dar-lhe
Joo para guia-lo na volta por essas ruinas. He-
ais, a noile esl mui sombra e convm que elle
os allumie. O gaz ainda au peuelroa al Oslre-
val.
Apezar da difliculdade que Gaslo leve em acei-
tar um guia, Inrcn-u Ihe foi submetler-se a vonlade
de madama de Saulieu, c renunciar por essa vez
vaidade de fazer admirar sea intrepidez cavalleiro-
sa, e teu desprezo do perigo. Quanlo ao senhor
Marlinho, eslava chcio de alegra. A salitfacAo de
ser acompanhado at a casa por um mancebo que
nao pareca intimidarse fcilmente roiumuiiir.ua-
Ihe alma urna singular audacia, c inspiraa-lhc
actos de tomeridade sem exempto.
Se quizer, meu joven amigo, dsse elle, mi-
nha dade auloiisa-me a dar-lhe esto uome, este uo-
me, de passagem lanraranos uin olhar sobre as rui-
uat para vermos donde proven) esse rumor extraor-
dinario, csse rumor extraordinario.
De boa voulade, diste GaslAo.
Depois, se nAo descobrirmos nada, se nAo des-
cobrrraos nada, rodearemos o caslello, e procura-
remos examinar de que lado vem o marulho, o na
raiho.
He de extrema imprudencia o que o senhor
doulor propon, disse madama de Saulieu, com r-
cenlo aoslado ; bem sabe que os arredores desle
caslello sAo cheios de barrancos e de rochedos a pi-
que. Dcmais, te alguns palitos-slivcrem oceultos
as ruinas, poderAo fazer-lhes mal.
Esla noa perspectiva aberla aos olbot do senhor
Marlinho baslava para exliogoir-llie o ardor.
Em fim veremos, veremos, disse elle. He
larde, e Cornelia podera estar inquieta, inquieto.
Cornelia era a mulher du medico, e embora li-
vesse o mime da mai dat (rceos, nada linha quo
fizesse indicar a coragem varonil de ama Romana.
D Deas altelos senhora, disse a moca.
Joao esperava na antecmara com a lalcrua. li-
nha em fim consentido em alravessar at ruinas,
quando soube que GaslAo faria parle da escolta. O
senhor Marlinho saudou profundamente madama de
Saulieu sem dexar de repetir aa ultimas palavras
de seu comprimenlo, c desappareceu com seus
dous companheiros na escada espiral que condola
para o paleo.
(Continuar-se-Aa.)



DIARIO DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 22 DE NOVEMBRO DE 1854.

v

/
colonia de Allouyille, eemmuitas coraraans dode-
parlamcntode Somtn, nao lio duvidoso que os en-
saiosem va de oxperimontaeJio nao v.'io cima de
nossas esperantes. Na hora em que oslamos a com-
missSo anda dispoe de 10 a 15,000 francos que quer
applicar horticultura. Os delegados esli em bus-
ca de mestres que respondamos vistas benvolas do
imperador ; i medida que icharem pessoas capazes,
apresenta-las-hao tos commissarios, que as aceitarn
e habilitaran coro os fundos necessarios para alugar
um jardim de experiencia e comprar os necessarios
instrumentos.
Kmquantoa administrado superior faiia nobres
estorbos para inlroduzir a agricultura pralica as
escolas primarias,alguns autores apressAo-se de pres-
l.M -Hie o leal concurso de seus escriplos. Na pri-
meira ordem desses autores eumpre collocar o Sr.
Th. ti. Barrau, que em um pequeo livro de '258
laudas iutiloladoSimplicet twcoes /ubre a agricul-
tura, a jardinagem e as plaanles, fe um excel-
lente resumo para uso das escolas primarias. Em um
aviso de algumas linhas o Sr. Barran d elle proprio
a antlyst das materias que alirange. Assim se
prime :
o Bisemos primeiro algumas palavras sobre o co-
nliecimenlo do terreno ; mostramos como deve ser
mellmrado, cstrumado, roteado : depois mostramos
aos discpulos os instrumentos aratorios, e os metho-
dos dos diversos cultivos, como se trata dos prados,
o que cuidados dao-se ao gado, aos bichos da seda,
as abelha*. Ensinamos-lhcs depois a cultivar hortas t
|K>mares. Dahi levamo-los as vinhas.que se cultivam
quasi como um grande jardim. Depois levamo-los as
florestas; fazcmos-lhes conhecer o Iratamento dellas,
c o scrvlco que o homem souhc tirar de cada urna das
arvores que a compem. Emlm,'como para recom-
pcnsa-los de sua docilidade cmacompanhar as nossas
li^fios, dizemos algumas palavras sobro o cultivo das
flores. Esse estudo encantador nAo vem senao depois
dos oulros, para que o menino bem so compenetre
desle pensament,que nao be licito pensar no agra-
davcl senao depois de ler tratado do til.
Tal he o quadro em que se encerra o Sr. Barrau.
Foi com o mais vivo prazer que temos oscu livro.fa-
zondo votos para que esleja as inaosdc todos os me-
ninos das escolas primarias. Accrescenlcmos que as
imples noces ja estn na sua qoarla edico.
lim iuspector das escolas pri mirlas do Sena, o Sr.
Th. Lebrun, fez o Livro de leilura crrenle, obra
em quatro pequeos voluincs, autorisada pelo con-
scllio de instrueco publica. Essa obra ho dividida
por trimestres, abraca ao mesmo lempo a historia, as
scieucias, a religiSo c a aeriealtara. No que respeila
a este ultimo ramo, aprcseolou-o em forma de calen-
dario, isto he, os trahalhos se acham enllocados em
cada mez doanno em que se fazem. O Sr. Lebrun
comees pelo elogio da agricultura, muito proprio
para inspirar a seus discpulos o amor dos campos :
a Meu lilhos, diz-lhes. a primeira prnlissAo he a
de lavrador. Outr'ora era desprezada na Franca ;
agora est honrada ; he ella quem da nossa patria
a mais bolla c a mais certa da* suas riquezas. U tra-
balho da agricultura cstabelece o poder da nossa
naco de um modo mais solido e mais duradouro do
que o podem fazer as nossa industrias de luxo, e que
oulros povos podem apropriar-se. Mas o nosso solo,
sulcado pelo activo arado, coberlo de ricos rebanhos,
he urna fonle permanente de riquezas que nao lite
podem ser tiradas. Se augmenta a popularao, abe
nisso a principal gloria ao lavrador; se ha abastan-
za, so a sua cabana he de melhor construccao, se
mais commodos os seus trastes, mais provida a sua
mesa, he ao trabalho e a constancia do lavrador que
cabo a gloria. Honra ao homem do campo, cuja vida
inteira he urna vida de trabalho e de dedicacao !
Honra a mais nobre, mais til das proflssOes !,
Essss leiluras, bem se concebe, sao mu proprias
pura inspirar o amor da vida campestre s jovens gc-
rares. Se ellas se seucraiisamm as escolas pri-
marias, em breve, fijando as popularoes ruraes no
chao, fariam parar as emigrares que cada anno .se
dirigem para as fdades com grande dmno da se-
guranza publica e do desenvolvimento da riqueza.
Ms para que essa revolueo desejavel pudesse
realisar-se, cumpriria redigir para cssas escolas pri-
marias urna iterara escolhida de economa rural e
domestica. Essa livraria deveria compreheuder ludas
as non.es que mais rom em gente de campo. Assim
in*!>irar-*c-lhcfi-hia o amor desea nobre o bella pro-
1'iss.ui, que para logo Iransfurma-los-hia em cultiva-
dores jubilados.
Entregamos essa ido ito governo, que faz louva-
veis esforcos para inlroduzir os tribalhos manuaes
as escolas primarias ; entregamo-la ao hbil editor
das mencionadas obras, a M. Hachette, que foi um
dos primeiros a compreheuder quo nisso havia urna
mina rica e poderosa que aproveilar. As leiluras de
economa rural s3o, em nosso entender, a transigi
obrigada pela qual nos cumpriria pissar antes de ir
para os trabalhos manuaes. Importa pois sem de-
mora tratar disso.
a par dos autores que lem eseripto para as escolas
primarias, eumpre collocar os mestres que, guiados
pelos livro de qne-acabamos de fallar, entraram es-
pontneamente no caminho das reformas. Como
porem essa parte de,nossa tarefa he urna das mais
importantes e das mais fecundas em lices, reserva-
mos o seu eiame para um lerceiro e dorradeiro ar-
tigo. Jaique Valserres.
{Jornal do Commercio do Rio.)
mais demora eihalou o ultimo suspiro averiguado
o caso, nao era a cholera, era o susto. el maldito do
eiiado assaralhopado tnha-lhe esfregado o corno
com a escova deengraxar as botas! Meslre, sirva-lhe
isto de governo. Se ella por la npparecer, nada de
suslo ; continu a fazer barbas; a comer tripas, e
paslclinhos de Santa Clara ; emfini conlnue a jogar
o domin, e faca de coola que a nao conhece, se se
atarcnla, meslre, aleas bacas, e adeos navalhas !
Vmc. est defunta em quanto o diabo esfrega o
olho.Visitas da luinha Gerlrudes.
Sou, etc.
Seu amigo
saude, patacos e Le ciloyen.
fralernidade.
(Braz Tisana.)
YVRIEDADES.

CARTA l)E BRAZ TISANA, BOTICARIO DE
LISBOA, AO BARBEIRO.
Oulubro 13.
Mon cher.Hontem era dia grande Unto para os
di c como para os di Id. Era o anniversario do
grande Pedro, que havia nascdo em 12 de oulubro
de 1798. A minha (jertrndes que sempre foi aflei-
ooada ao imperador, foi hontem a S. Vicente de
Fora ouvir urna missn por alma de Sua Magestade.
A mullier esl em vespera de ser mullier de 6 rei-
nados nasceu no de 1). Mtria Ileve o seu primei-
ro Imm successo no de I). Joao li,"enviuvou no de
D. Pedro 4.esleve s portas da morle no de I).
Miguelcaliio-lhe o cabello luda no de 1). Maria II
veremos o que Ihe sucede no lie Podra 5.,
provavelraente morre.
Recebi cartas c jornaes de^ew-York.O enthu-
siasmo que all se manifesta peKi apparirao, nothe-
alro da (irzi, e do Mario lem a sua dse de mara-
vilhoso. Os lagares do thealro. para a primeira re-
presentarlo foram postos en leilo 1 A' hora mar-
cada para a venda das cadeiras, 1,200 pessoas esta-
vain n'uma prensa as salas, na galera, por loda a
parle 1 Urna senhora ingleza, esquenladinha admi-
radora do Mario, tanto que o segu por toda a parle,
pagou pelo n. 600 a quanlia de 250 pesos !! Olhe
queja he vontade de gastar dinheiro A venda das
cadeiras prodazio a somina de 626,000 francos, e
como a tnaior parte foi monopolistda por especula-
dores para revender, pode calcular-sc a venda lutal
em 750,000 francos, entre nos, 375,000- erusados !
Abrenuncio.
Se a esta somma, mo charo, se juntar a que se
dispendeu em vestuario, toncados, luvas, aguas de
Colonia, sem contar o alnguer das carruageqs, po-
demos assegurar que a apparic.no de madamoselle
Cnzi, cMr. Mario custou ao publico de New-Vork a
insiguificantissima somma de 875.000 francos, que
reduzidos a cruzados sao 4:18,000!! A' vista disto a
AlIMhi lica a perder do vista. Ja que eslo'u na mar
Aiealrsl dir-lhc-hei que parliram da Italia para es-
sa a l'onli-Dell'Armi, e seo marido Agoslioho ; sao
acompanhados do biriton o Gnonc, e do buflo-co-
mico Ciampi.
Eis-aqui o que me manda dzer o meu correspon-
denlc do Cairo. A defunta alteza, o vicc-rei Ab-
ijas fazia urna despeza inmensa sustentando tres
mil pombos, os quaes todos linham por signal um
brinco de coral, pendurado do bico ; e sustenta ,i
alean disso 7 a 8,000 animalejos, como cae, gatos.
e oulros semelhantes. Sua alteza tinha igualmente
urna grande paixao pelos outros animaes, e esta
paixao bestial, efiegava a ponto de que quando pre-
cisava de um animal intelligenle, elle o escolhia
com um laclo maravilhoso ; era sempre aquelle que
i linha oinslinclo msisrude.
Sinlo dizer-lhe que o meu gallego nao almocmi
li uiten) por ler recehido de Madrid a noticia de ter
all morrido da rholers-morbus su hermano Juani-
ta, que era sereno. A proposito da tal molestia rei-
nante conlar-lhe-bei o seguinle:viva cm Madrid
um hespanhol, que Iremia de medo, ouviodo fallar
em chotera. Cada vez que lia na Cazeta a parte of-
firial de qualquer caso, o nosso homem fazia-se mais
paludo que abobora menina! c nao era senhor dei.
Este grande rnlao tinha sobre a mesa todas as re-
ccitas, e fallidos, escriplos para preservar e mesmo
curar a tal asitica ; e aprenden a conhecer lodos
os simplomas suspeitosos, e moraos! E apenas sen-
ta o mais pequeniloiiicommodo, mesmo sendo um
espirro .ira/ do outro cncaixava-se na earna, e
prindpiava a lomar asrereilas tecundum folhetum \
Ha das, depois de ter jantado ama parra quantila
lnjgienica, deilou-se a dormir, e acordando, tinha
uina perna dormenle. Ue a cholera, disae elle, nao
ha duvida ei-la comigo 1 atarantado, paludo, cheio
de terror, despe-se lodo, melte-sc no meio de ditas
duzias de cobertores, e diz ao criado, que pegue
n'uma escora, ou no que adiar, e o estregu bem
esfrega do.
De. tal maneira, meslre, o Chico fez a operado
esfregativa que o amo cabio no somno, mas'que des-
grana a sua quando acordon o corno do pobre hes-
panhol, e o primeiro cobertor que o cobria eslavam
negros I o homem pedio a confissao, a uncao, e sem
A VINGANCA DE L'MA Mil.111.11.
Visto que a poltica domestica esl em calmara
podre, e o ministerio do lio Rodrigo teima em af-
fligr a viella da Neta e a Torrinha: altendendo a
que os psmatenos j pouco se enlreleem com a
questao do rapto, e que a almosphera vai refres-
cando e diminuindo o calor, que deu urna extrae-
cao espantosa aos sorvetes da ra de Santo Antonio,
e s laranjadas do Uuichard; considerando oulro-
sim que os diverlimenlos da cidade elerna estn re-
duzidos s cadeiras philanlropicas, do Asylo da
mendicidade; s lices da leilura repentina e aos
estropeados e indecentes caleches ou mnibus da
Porta Nova, vamos conlar ao nossos leilores e lei-
toras urna historia que nao historia da Carochinha.
Convidamos os ditos nossos leilores, e interessan-
les leitoras a transportar-se comnosco ao Meiodia
da Franca: talvez lhe cusle, mas mo se assuslem.
Fclizmeute a viagem nao longa; nem hoje ha dis-
tanciao vapor vence todas as difliculdades. Vai-se
hoje ao Meiodia da Franca em menos t^mpo do que
se vai a Lec,a da l'almcira ou a Paranhos na pachor-
renta locomotiva do nosso Manoel Jos de Oliveira,
o maior inimigo do movimento O fado quo va-
raos narrar succedeu uo dilo Meiodia da Franca, o
que nao deve admirar porque preciso qne os nos-
nos illustres leilores. na phrasc do amigo Jos Pat-
ios, saibam o seguinte:
A alma spaiionada das mulhores que 1i.ilnl.ini o
Meiodia da Franca, nao romo a alma das nossas
esliniaveis compatriotas. As fraueczinhas do Meio-
dia ainain, o por isso nao lhe queremos nos mal,
nem Ibes declaramos guerra de morle como ocollc-
ga da ra cha declarou ao .Invictoporque o amor
faz parte da existencia do bello sexo, e he mais fcil
conseguir que os sinos da Trindade eslejam calados
do que encontrar urna mullier, cujo corarlo nao le-
nha palpitado; mas as franccziuhas do Meiodia nao
s amam, mas sao viugalivas; e a sua vinganca nao
se limita a rasgar cin mil pedaciuhos as cartas dos
seus amantes, ou a dar-lhes com as janellas nos
narizes: a sua vinganca lie nimio maior: vingam-se,c
vingam-se fazendo maior estrondo do que faz a re-
pblica do amigo Custodio.
liraeas as In/e- do seculo e s influencias da Re-
gcneraeao os corseos das nossas bellas apaixonam-
se sim, pois nao so de marmorc, nem de queijo
londrino s ternuras prosaicas, ou rimadas, destila-
das em meia folha de papel asselinado, mas nao
consta que se vinguem cslrondosamciilc do abando-
no ou versalilidade dos seus ingratos. As mais
phylosophicas, as quo segucm a mxima poltica da
flexbilidade, viugam-sc apenas, mudaudo a direc-
r3o da correspondencia epistolar, por isso que o
Ihrono. do amor nunca esta vago no seu corarlo; as
oulras mais scusiveis ou mais retrobadas vingam-
se apenas entregando-fe melanclicas phtysica
pulmonar, que todos sabem que nesla cidade equi-
vale a um ollicio de defuulos, msica do Caedo, ou
do Francisco Eduardo, cm qaem temos a maior
conlianca.
Nao consta da chronca dos suspiros porluenses
qae nonhuma das nossas bellas, sendo desprezada,
ou airaico.ula pelo seu amante lhe enterrasse no
peilo um punhal de cabo de marlim ou de osso, ou
lhe mandasse dar urna daquellas sovas classicas, que
poem em movimeuto loda a escola medico cirur-
gica, inclusive a pharmacia, o desfaz o mais bello
lenrol em fios secos; c se o tem feilo nao tem vindo
as noticias locaes, ou merecido as honras de um ar-
tigo de fundo cm defeza da moralidadc, cousa que
est hoje moilo cm moda, c qual nem escapou o
arniso visconde da Trindade com os seus 5 mil rea-
les de velln a favor dos parvos das barricadas de
Madrid.
E he isto urna grande fclicdade, um documento
da nossa CiVIiSS{o que vai em progresso. O amor
das nossas bellas he como a poltica do nosso tiofto-
drgopausada, fria, pensadaso cada abandono,
se cada Iraieiu tivesse em resposla urna punhalada
ou urna sova, andar.a de da c de noilc o incansa-
vel resellar da S a prender criminosos; e ira ar-
ranca-Ios ao quino da ra de Sanio Antonio ou ao
domino da praca de I). Pedro. Nos approvamos in-
teiramente esta fulo de amor com apoltica. As
paixoes violentas, ,,s exidosoes amatorias, os suici-
dios, os ponimos, e mesmo as sova, as deixamos
aos (Iranias e aos romances; svmpalhimos com o
amoi fleiivel: com as paixoes hebdomadarias, e com
a philosophia do amor.
Inda agora reparamos que o prologo, ou como
lhe queiram chamar, vai extenso, c qnasi igual no
lamanho a um artigo de fundo da .Vacuo, que honra
lhe seja feila, na exleusfio senietha-sc somnfera
mlssa das onze na Trindade. Fiudou o prologo: va-
mos a historia.
No dia 7 de fevereiro deste anno, striam dez ho-
ras da noile. um operario que trabalhava na fabrica
de sedas de Ganges, c dava pelo nomc da Eslevao
Rabier, sabia de casa da sua futura noiva. que era a
menina Eugenia .Arbous. Sabia aquelle artista
cheio de recordares, de illusoes, e de promessas,
fazenda que as mulhercs cuslumam gastar em ves-
pera do, noivado, e que os uoivos quasi sempre
engolem com crdula facildade, quando foi aborda-
do por um vulto em figura, e trage de homem;
embocado vinha o vulto, e oceultava o rosto debaxo
das abas occideolaes e orientaos de um chapeo,
que nada linha de pcqueuo!
Sabis onde ha por aqui urna hospedara t per-
gunlou-lhe o homem embudado, c islo cm um idio-
ma que remedava um mao francez. O desgranado
Rabier para responder-lhe virou a cara, c nesta
evolucaoo homem do chapeo desabado com urna'
prompldo, e elegancia incriveis lhe arroja cara
por duas Ou tres vezes um liquido corrosivo, que
n'um momento privn da vista o desgrarado Ra-
ber, que deu gritos agudissimos. Ponha 'cada um
o caso em s, e veja como ficaria o pobre operario !
Aos giilos das dores agudissimas, acudi, como
era natural, muila genlc: que desgrana diziam
mis; lica ceg! diziam outros; quem Iho fez isto!"
perguntava-lhe urna mullier; porque seria? indagava
oulra.No meio do sussurro.do espanto, e de com-
miseracao, Rabier dizia que o autor d'esle alten-
lado nao podia ser senao Julia Viladieu, que rauilo
bem cooherera apezar do seu disfarce, c da rapidez
com que manobrara. A Justina, j se sabe, apode-
rou-se do fado, nao s por ac(.1o de moralidade,
mas tambem por causa dos salarios.
HSo de querer saber o que deu causa a esle cri-
me I Eis o quo consta do processo.Julia Viladieu
morava perlo da fabrica de sedas de Ganges; Rabier
trabalhava na dita fabrica: viram-se, sympathisa-
ram, e cnlabolaram relarfies Ilcitas: pcearane
a menina Jalla nao pdde esconder, nem mesmo
.li-tarcar o subre-escriplo natural do seu peccado.
Os pas de Julia, que eram inimigos da lberdade
de commercio, quizeram obrigar o operario Rabier
a saldar o dficit da anin pacn por meio do sa-
grado matrimouio; porm o nosso operario secuia o
programma decuntida feila, companhia desfeila
e abanou as orelhas. Os'bomens sao assim.
A des-r,.ca la Julia vendoo desprezada pelo sen
indigno seductor, que tratara de casar com oulra,
ensopan de lagrimas o Iravessero quo fora teslc-
munha de juramentos e do caricias; e depois de cho-
rar Ires noles tomou a resolucilo de arranjar em
urna botica urna porrao do acido sulfrico; disfar-
C0ii-se, c poz em pralica o acto de vinganca, que
cima referimos. Interrogada na pristo, hegou; po-
rm a quoimadura da mao a denunciava, e a chi-
mica declarou-se contra a infeliz que nem por isso
perdeu o animo.
Cumpareccndo anle o tribunal a sua figura inle-
ressou os espectadores.Julia era utmf morarte 20
annos, seus olhos eram negros, c vivos; a "sua cor
era morena, ea sua fisinnomia espressiva, e inoran-
te. Era uira pequcua seductora, e que de mais a
mais se apresentou ante osseus juzcs com affeclada
melancola, dignidade, e com bstanlo grar. O m-
nislcro publico sem fazer caso dos olhos negros, e
da cor morena pedio o castigo da criminosa, que
inulilisara os olhos do operario Rstevao Rabier; ao
mesmo lempo o seu advogado Ferrier enlrou com
hahilidade na questao.
E o seu discurso foi clopuenlc, o hrlhanle. Pin-
lou Julia como victima da sedoeeab, c da perversi-
dade; e o ciuuie como urna paix.lo natural dos co-
races Irahidos. O jury senslvel aos olho* negros, e
edr morena declarou Julia nao culpada, e Julia
foi posta em lberdade. A tribuna robrio de applau-
sos a decisao dos jurados, em quanto o operario Es-
tevao Rabier vinle das deixou de Irabalbar na fa-
brica por causa do acido sulfurie/i que lhe pozo
roslo n'uma nscria. E que dira a jslo Eugenia
Arbous, a noiva de Eslevao .' goslaria dellc assim
mesmo com a cara cheia do costuras, e de ulceras
sulfricas '.' Deixamos a resposla ao jozo dos nossos
illuslres leilores, e a historia terminou.
4 saceos cola, 8 caixes caixinhas de charutos ; a
Antonio de Almcida Gomes ,\ C.
2 eaixas charutos, 1 eslite mercaduras : a E. A.
Burle.
UOOmolhos passaba ; a Jos Vicente de Lima.
1 caixole anneis de vidro ; a Novaes & Compa-
nhia.
Briguc nglez Lord Allhorp, vindo de Liverpool,
consiguado a C. J. Aslley (.%. C, manfestou o se-
guinte :
61 gigos e > eaixas louca, 2 fardos tecidos de li-
nho, 32 fardos e 11 eaixas dilos do algoda, 1 fardo
basta, 30 barris saiitrc, 5 dilos alvaiade, 26 pec.as c
7 embrirllos cabos; a Fox Brothers.
2 eaixas pianos, 15 fardos tecidos de nlgodao, 1
fardo ditos de dilo ; a Patn Nash.
10 eaixas cobre, 73 fardos, e 40 eaixas lecidos de
algod.lu, 1 caixinba tinta, 50 barris manteiga, 100
barricas cimento ; a C. J. Aslley & C.
10 fardos e 20 eaixas tecidos de algodio; a James
Crablrec & C.
200 barricas cerveja. 95 fardos e 28 eaixas tecidos
de algodao, 1 fardo ditos do lila, 7 dilos fios, 1 caixa
ulencilios para escriptorio, 1 dija miudezas, 3 ditas
tecidos da linho; a Adamson llowie & Compa-
nhia.
50 barris mnnleiga ; a Koth & Bdoulac.
20 lene/ios chumbo, 50 barris manleiga, 12 eaixas
c 2 fardos tecidos do algodao ; a Barroca & Cas-
tro.
2 fardos tecidos de linho; a S. Power Johns-
lon & Companhia.
20 barris zarcao, 2 barris alvaiade, 10 dilos tinta
em oleo. 60 ditos oleo de lindara, 1 caixa fitas e cor-
dOcs ; a E. li. Wyall.
4 fardos lecidos de algodao ; a A. C. de A-
breu.
3 volumes tecidos de 18a, 8 eaixas dilos do linho,
50 barris manleiga ; a Jolmston Paler & Compa-
nhia.
8 fardos e 6 eaixas lecidos de algodao, 3 fardos
baelas ; a II. Gibson.
2 barris agurdente, 3 ditos vnbo, 13 barricas cer-
veja, 1 barril carne, 2 eaixas queijos, 1 dita bscoi-
to, 12 presuntos, 1 barrica fruclas; a J. Cuw-
cl.l
1I> eaixas c 17 fardos lecidos de algodao ; a James
Ryder (.V Companhia.
20 fardos lecidos de algodao ; a Rosas Braga &
Companhia.
3 eaixas miudezas, 1 dita cobertores de mesas, 2
ditas teicdos de seda, la c algodao ; a J. L* dos
Santos.
3 eaixas lecidos de algodao ; a J. Keller & Com-
panhia.
5 eaixas biscoilo, 3 ditas queijos, 20 presuntos ; a
C. C. Jolmston. .
2 barricas cerveja, 2 ditas e I caixa conservas, 2
barricas linguas, 4 eaixas biscoulo, 5 ditas queijos,
I dila musanla, 20 presuntos; a Fonle & Ir-
nlo.
1 sacco emrvulhosde amostras ; a diversos.
Galera ingleza Deer Slaycr, viuda de Liverpool,
consignada a C. J. Aslley 0 Companhia, mauifeslou
0 seguinte :
153 lardos c 90 eaixas lecidos de algodao ; a C. J.
Aslley V.V Companhia c II. Gibson.
"96 barricas farinha de trigo, 1 caixa cobre, 50
barris manteiga ; a C. J. Aslley & Companhia.
50 barris manteiga, 3 eaixas tecidos de alsod.lo, 1
dita cha, 30 toneladas carvao miudo ; a II. Gib-
son.
20 fardos e 6 eaixas tecidos de linho, 5 ditas lalao,
1 dila pregos, 16 barris tinta em oleo, 113 fardos c
31 eaixas lecidos de algodao, 2 eaixas miudezas, 2
fardos fios, 152 barricas cerveja ; a Adamson llo-
wie Ov Companhia.
50 barris manlpisa, 2 ggos louca, 80 eaixas e 119
fardos tecidos de algodao ; a J. Ryder & Compa-
nhia.
9 eaixas ferraeens, 36 ditas enxadas, 1 dita obras
de selleiro, 100 fogareiros, 1 caixa molduras c qua-
dro ; a E. H. Wyatl.
20 eaixas espingardas, 100 barricas seda, 42 fardos
lecidos de algodao. 9 dilos dilos de linho ; a N. O.
Bieber & Companhia.
2 eaixas lecidos de laa ; a Timem Mouseu & V-
nassa.
27 caitas tecidos de algodao ; a Roslron Kooker
& Companhia.
10 pecas iiiachinismo, 1 caixa dilo ; a Kothc& B-
doulac.
46 eaixas e 2 fardos lecidos de algodao ; a Russell
Mellors.
50 barris manteiga ; a J. Paler & Compa-
nhia,
6 fardos lecidos de laa ; a J. Halliday.
1 barrica drogas ; a F. do Ahreu.
4 fardos tecidos de linho, 12 fardos e 9 eaixas leci-
dos de algodao ; a Fox llrolhcrs & Compa-
nhia.
4 eaixas meias de aieodilo, 26 ditas tecidos de al-
godao, 2 fardos lius ; a James Crablree & Compa-
nhia.
51 gigos louca, 3 fardos lecidos de algodao ; a Me.
Calmont iSi Companhia.
10 fardos c 2 eaixas lecidos de algodao ; a A. C.
de Abren.
20 fardos e 5 eaixas tecidos de algodao ; a M.
Preler& Companhia.
22 fardos e 5 eaixas lecidos do algodao ; a liosas
Bra^a v\ Companhia.
12 eaixas tecidos de algodao ; a Brunn Praeger &
Companhia.
35 eaixas e 10 fardos tecidos de algodao ; a Paln
Nash & Companhia.
1 caixa molduras ; a A P. Youle.
.5 amarras de ferr ; a A. Maranho.
Escuna nacional Linda, \ inda do Rio de Ja-
neiro, consignada a E. F.' Bailar, mauifeslou o se-
guinle :
21 caitas fazondas, 210 volumes barricas vazias,
30 rolos fumo.'l caixao chapeos, I lata biscoilo ; a
ordem.
Vapor nacional Tocanlins, vindo dos porlos do
sul, consignado a agencia manitestou o se-
guinte :
1 caixole ; a ordem.
1 dito ; a Anlouio Perera de Souza liamos.
1 caixa ; a J. Keller & Companhia.
1 caixao ; a Eduardo Broad.
1 caixa ; a Manoel Joaquim Ramos c Silva.
1 caixole ; a Joaquim de Oliveira Maia.
1 dito ; a Eliziario Antonio dos Santos.
1 tala ; Antonio Joaquim Panasco.
1 caixa de folha ; a Jos Guilhcrme dos Reis.
2embrulhos ; a J. H. Dencker.
1 dilo ; a Anlonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior.
1 habii ; a Dominaos Monteiro Peixolo.
1 encapado ; a Wcm. Ried.
1 caixule; a Gabriel Anlonio de Caslro.
Vapor inglcz Imperador, viudo de Liverpool, ma-
mfeslou o seguinte :
1 embrolho a Paln Nash& Companhia.
I dilo ; a James Ryder.
1 dilo c 1 fardo ; a Russell Mellors & Compa-
nhia.
1 embrnlho ; a Fox Brolhcrs.
1 dito ; a E. II. Wyatt.
1 dito; a C. J. Aslley & Companhia.
1 dito ; a H. Gibson.
l.dilo ; a Me. Calmont & Companhia.
I sacco ; a Wffl. Raydcr.
1 emhruiho e 1 caixa ; a A. P. Youle.
1 embrulho ; a J. Gatis.
1 dito ; a C. Slarr.
1 dilo ; a Luiz Anlonio de Siqucira.
1 caixa coberas; s J. E. Roberto.
1 caixa chicles c chapeos de sol de algodao, 10
dilas conservas, 2 dilas chapeos para homem, 2 di-
tas roupa feila, e chapeos de sol de algodao, 1 dila
rourns para selleiro, i dita instrumentos e canses,
1 dila roupa feila, 1 dita chapeos de sol de algodao,
1 ditas chapeos de seda, 2 ditas modas, 1 dila couros
para carro ; a E. Dcdier'iS; C,
I caixa lecidos de linho, 1 dila casta, II dilas te-
cidos de algodao, 2 barris viulio. 1 caixa lecidos de
seda, o seda e algodao. 1 dila objeclos de fil borda-
do de algodao, 1 dila lecidos de seda, 3 dilas dilas
de algodao c linho, 1 embrulho amostras ; a J.
Keller.
1 caixa chales de algodao ; a C. I. Aslley & C.
2 caitas carlees ordinarios, 5 dilas chapeos; a
ordem,
1 caixa livros ; a Ricardo Frcilas.
50 barris e 25 meios dilos manleiga; a Tasso Ir-
ma os.
i caitas chapeos para homem, 1 dila conservas,
panno e licores, I dila modas, I dila efiapeus de sol
de alsodao, 1 dila reapa fcits, 1 dita lecidos de seda
e algodflo, morcini in ele, ; a L. A. de Siqueire.
1 caixa modas; a Bucssard Millochou.
1 dita louca, 1 barril sulphato, 4 eaixas drogas ;
a B. F. de Souza.
30 eaixas sardiuhas, 100 barris c 100 meios ditos
manleiga, 20 eaixas queijos, 30 gigos champagne,
600 garrafoes vazios ; a J. R. La-crie & C.
I caixa calcado. 3 dilas marroquins, 5 ditas cha-
peos para homem, 4 ditas dilos para senhora, 2 bar-
ris v inlio ; a Calsfrcres.
4 barris e 15 caitas fitas, merciaria, perfumara,
papel, e objeclos para escriptorio, I embrulho amos-
tras ; a Feidcl Pin lo & C.
I caita calcado e objeclos para sapateiro, 1 dila
pecas de marroquim, 9 ditas pelles preparadas e fi-
tas de seda ; a Demesse Leclere-
25 barris e 25 meios ditos manteiga, 1 caita pan-
no ; a II. Gibson.
3 caixes azeite doce ; a Schramm.
1 dila ; a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
1 dita coberlas e chapeos de sol de algodao; a
Manoel & Villana.
Barca americana Tremonl. rinda de Boston, con-
signada a II. Forsler & C, manfestou o seguinte :
I carro eseus perlenccs, 1 caixa quadros, 51 ara-
dos. 5 caitas com pertenres para o mesino. 1 dila
lypos, I embrulho linteiro, 1,000 rpas,t> carriohos
para menino, 1 ber^o. 25 barris pregos, 1 lata e 2
volumes ignora-se, "> eaixas cha, 241 fardos fio, 20
eaixas queijos, 280#niil libras gelo, 2>2 barricas ma-
can, 2,dtas peras ; aos consignatarios.
II i.ib' Aragiio, vindo de Macau, consignado a
Joaquim F'erreira da Costa, mauifeslou o seguinte:
120 atqueires sal, 4 barris, quartolas, e 27 sac-
cascera de carnauba, 371 peixes. 21 arrobas dilo, 10
garajaos carne secca, 4 barris sebo, 43 couros, 9 di-
los miudos, 2 vaquetas ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 20.....14:8663344
dem do dia 21........2:1583514
17:024-5858
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dial a20.....1:7563378
dem do dia 21........ 849474
1:7403852
KECEliEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBL'CO.
Rendimento do dia 1 a 20.....17:6883264
dem do dia 21......... 5473601
18:235-3865
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia I a 20.....21:8383051
dem do dia 21........1:6643352
23:50203
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrado nodia2l.
A-m 1_! das, hiato bra-ileiro Aragiio, de 31 tone
ladas, meslre Bernardino Jos Bandeira, equipa-
gcui 3, carga sal, couros e mais gneros ; a Vicen-
te Ferreira da Costa. Passageiros, Joaquim Jos
(iinu; ilves e Manoel Jos Fcrnandes.
Ncw-York36dias, galera americana Juniper, de
320 toneladas, rpita.i E. S. Pinckueg. equipasen!
11, carga farinha emais gneros ; a Rostron Roo-
ker Si Companhia. Ficou de quarenlena por 10
dias por truzer ola na caria de sande.
Pbiladelphia45 dias, brigue ameiicano Wro. Pn-
ce, de 237 toneladas, capillo Daniel Ouis. equi-
pasen! II, carga farinha de Iriso ornis gneros ;
a llenry Forsler ct Companhia.
Babia9 dias, lirigue inglez Cuba, de 149 tonela-
das, capitn James 11. Pascoe, equipagem 8, em
lastro ; a Itabo Schmcton & Campanilla.
Navio saludo no mesmo dia.
Suspenden do lameirao a corveta franceza Calathia,
seguio o seu destino.
______________________1____________,________________
EDITAES.
( dem. )
COMMERCIO.
i'IIACA DO REO FE 21 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaces olliciaes.
Cambio sobre Londres a 60 d|v. 27 3|4 a dinheiro
Descont de lellras de 3 mezes9 % ao anno.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 20.....22l:2210l
dem do dia2t........17:1673819
2383919860
Descarregam hoje 22 de nocembro.
Galera inglezatea .Slaycrmanleiga.
Brigue inglezLord Allhorpmercadoras.
Barca americanaTremonlgello.
Patacho francezIon Verdiversos gneros.
Importacao'.
Escuna nacional Famega, viuda da Babia, con-
signada a Novaes & Companhia, mauifeslou o se-
guinte :
25 barricas cerveja, 1 caixa mangas de vidro, 1
caixa serpeulinasde metal, 305saceos cafe, 2 caitas
e 407 caixinhas charutos, 100 fardos panno de algo-
dao ; a ordem.
1 caita ; a Adamson llouwic & Companhia.
1 dita joias ; a Jos Vellozo Soarcs.
2 caitas chapeos e espadas; a Manoel Joaquim
Ramos e Silva:
Barca franceza Luise Marte, viuda do Havre,
consignada a J. R. Lasserrc & C, inaniestoii o se-
guiute :
1 caita vestidos de seda, 2 dilas tecidos de also-
dao, 14 ditas trastes de marmorc, 25 meios barris
manleiga ; a J. H. Gaensly.
22 caitas bonetes, chapeos de palha, dilos do sol,
pannos, allineles, chitas, marroquim, peluda, papel
ele, 3 ditas pelles de marroquim, 1 dita chapeos pa-
ra senhora, 17 volumes teerrfos de algodao, !*- c
algodao, e chapeos, 2 caitas papel piulado, 1 dita
boles de osso, 2 caitas chapeos ; a V. Lasne.
7 caitas e 1 fardo lecidos de algodao, 1 caixa se-
das, 1 dita quiuquilharia, 3 embrulhos amostras ; a
T. Mouscn li: Vinassa.
8 eaixas lecidos de laa e algodao, 2 ditas dilos de
seda, e seda e algodao, 1 fardo e 2caitas tecidos de
algodao, 20 eaixas conservas, 3 embrulhos amostrase
a Schapheitlin & C.
14 caitas porcelana, perfumarlas, chapeos, fa-
zendas ele, 5 dilas chapeos, 1 dita lencos, 1 dil
calcados; a A. L. dos Santos.
36 caitas e 2 barris aramo de lalflo, vidros, vellas
quinquiliiarias, instrumentos.fazendas, chapeos, cal-
jados etc. ; a J. P. Adour & C.
2 caitas lecidos de laa e lencos de seda, 2 dilas
gangas e pannos, 1 dila lecidos de alsodao, 1 em-
brulho amostras ; a Brunn Praeger i C.
8 caitas papel, 35 barrio e 30 meios ditos mantei-
sa. 2 eaixas lecidos de laa, 2 chapeos, 1 dila ean-
dieiros de cobre, 7 ditas louca, 7 dilas chapeos e vi-
dros, 2 ditas tecidos de algodao o calcado. 2 ditas
quinquiliiarias, bijouteria falsa, e camisas, 2 dilas
calcado, 2 dilas gomma lacea, e pelles preparadas,
i dila candieiros de composico, I dita tinta de
azeite, 1 dita vidros, 3 dilas chapeos de palha, 1
embrulho amostras; a L. Leconlc.
2 caitas chapos para homem, 8 dilas roupa fei-
la, e chapeos para senhora, c merciaria, chapeos
de sol de algodao, chapeos ele.; a E. Burle.
5 caitas livros, vidros,papl piulado e marroquim;
a A. Habert.
1 caita drogas; a tforcira & Fragoso.
1 caixa chapeos para senhora c vestidos de tarla-
lana, 1 dila chales, chicles, artigos para selleiro
etc.; a L. Scbuler iV C.
2 volumes chapeos para homem, 1 dito panno, 5
dilos tecidos de algodao, 2 ditos cauro, 1 dilo cha-
peos de sol de algodao, 1 dilo bijouteria, 2 eaixas
lecidos de laa e seda, 2 dilas ditos de seda, 2 em-
brulhos amostras ; a F. Sauvage o C.
6 eaixas livros ; ao visconde de Loures.
1 caixa sedas?2 dilas ignora-se lo barris e 120
meios dilos manleiga, 1 caita papel, 3 dilas lecidos
de la, 4 dilas marroquins, 2 dilas rhapcos de sol,
1 dila tecidos de algodao, 1 dila nenie- de bfalo, 2
dilas lecidos de linho'c algodAo, 2 dilas marmore, 1
dita llores al lilla...... ditas calcado;, 1 embrulho
amoslras ; a N, O. Bieber \ C.
3 barris sulphato, 2 ditos, 2 caitas medicamentos,
1 fardo, 5 caitas vidros ; a .1. Soum.
1 caita livros, 5 dilas conservas e licores ; a Mi-
guel JosAlves.
(I Illiu. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cuniprimcnlo da resolucao da junla da fazenda,
manda fazer publico, quo a arrematarlo da obra dos
concertos da ponte do Cachang, foi transferida para
O dia 23 do correte.
E para constar se inandou afiliar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co .16 de noveml.ro de 1854.ti secretario,
Autonio F. da Annunciaco.
Pela inspeccao da alfandega se faz publico,
que etislem no armazem da mesma os volumes
abaixo descriplos, alm do lempo marcado pelo rc-
gulamenlo ; o pelo presente sao avisados os respec-
tivos donos e consignatarios para os despachar no
prazo de 30 dias conlapos desla dala, lindo o qual
serao arrematados em hasta publica na forma do
art. 274 do mesmo regulamento, sem que em lem-
po algum se possa reclamar contra oeffeilo desla
venda, a saber:
Armazem n. 7.
Marca A T & C. n. 3, um embrulho, vindo na es-
cuna hamburgeza Joanna, em 4 de novembro de
^852, i Brunn Praeger & C.
Marca XX n. 4, 1 caita vinda no mesmo navio :
a N. O. Bieber & C.
Marca W e signal n. 2058, 1 embrulho vindo no
mesmo navio : Brunn Praeger & C.
Marca lile signal n. 9274, 1 caita vindo na es-
cuna dinamarqueza Tritn: aSrhafhcillin \ Tobler.
Marca W e signal n. 2011, i embrnlho vindo no
mesmo navio cm 8 de novembro de 1852 : Brunn
Praeger & C.
Marea D & C. n. 283,1 caita viuda no brigue
francez Paulino em 2 de oulubro do 1852 : J. 11.
Dencker.
Alfandega de Pernambuco 15 de novembro de
1851.O inspector, Denlo Jos Fernandcs Barros.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico para roobecimento dos
omit ibninle- aballo declarados, do imposto da de-
cima urbana da freguezia da Boa-Vista pcrlencente
aos eterricios de 1833 a 1852, que lendo-sc con-
cluido a liquidagao da divida acliva deste imposto
devem comparecer na mencionada Ihesouraria den-
tro de 30 dias, contados do dia da puhlicacaodo pre-
sente edita!, para se Ibes dar a ola do seu debito,
alim de que pagticm na mesa do consulado provin-
cial, ficaudo na inlelligeiicia de que lindo o dito
prazo serao etecutados.
E para constar se inandou aflitar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 do novembro de 1854. O secretario.
Anlonio Ferreira d'Annunciarao.
-aoao do Etm. Sr. presidenlo da provincia lem de
rompar os objeclos seguinde :
Para a botica da liba de Fernando.
Asna do i.abarraque, 12 garrafas; acido sulfori-
co, 1 libra ; acido ntrico, 1 libra; a^afriio, 4 onras ;
alfascma, 6 libras; alecrim, 6 libras ; rnica, I li-
bra ; arsnico branco, 2 frascos ; assuear de leile, 6
frascos (oncas) ; assuear candi, 1 libras ; anis estrel-
lado, 6 frascos ; agua de Cnllonia, 4 vidros ; alco-
ol a 36 graos. 4 ranadas ; almecegas, 8 libras ; bal-
samo Irauquillo, 1 libra ; balsamo de Tioravanle, 1
libra ; beujoim, 2 libras ; bicarbonato de polassa, 2
libras; cevada, 2 arrobas ; caberas do papoilas, 2
libras ; confora, 2 libras; cera amarclla, 1 arroba;
carbonato de patassa, 2 libras ; canda, 4 libras;
calomellanos, 4 fraseos ; curato de ferro, 2 frascos ;
cyanorelo de polassa,1 frasco; cloroformio,4 frascos;
conserva de rosas, 1 libra ; cal viva, 8 libras; co-
lonquitidas, | fracos ; cera branca, 8 libras ; deda-
leira, 2 libras ; digitalinn, 1|2 oilava ; ctlraclo de
chicoria, 4 frascos ; dilo de belladona, 4 frascos ;
dilo gomoso de opio, 2 dis ; dila de ruibarbo, |i
Irascos ; dito de salsa pardilla, 8 frascos ; dito de
semencontra, 2 frascos ; ditos de coloquinlidas, 2
frascos ; dilo de cicuta 4 frascos ; dilo de meimen-
dro, 2 frascos ; dito de digitales, 2 frascos ; emplas-
tro de cicuta, 2 libras ; dilo mercurial, 4 libras ;
din adhesivo,8libras: ether sulfrico, 1 libra : en-
volco sublimado, 2 libras ; espirito de nitro doce, 1
libra ; dilo de minderere, 6 frascos ; dito de erva
cidreira, 6 frascos; dilo de salamoniaco, 6 frascos;
clertuario de senne, 4 libras ; fundas para o lado di-
reilo, 15 ; dilas para o lado esquerdo, 15 ; ditas du-
plas, 6 ; los de linho, 1 arroba ; flor de anil.fi fras-
cos ; ferro preparado, 2 libras ; funis de vidro 2 ;
gomma kino,4 frascos ; gomma de batata 8 libras;
dila de ansien, 8 libras; dila de gula, 2 frascos;
gral de vidro, 2 ; hydrofereo ryanato de q. q., 1
frasco : iodurecto de enxofre, 1 frasco ; dito de po-
lassa, 2 libras ; incens, 8 libras ; jaborandy, 1 li-
bra : jalapa cm p, 6 frascos ; kermes mineral, 2
frascos; ludano de SydenMo,! libra; dilo de Rous-
seau, 6 frascos ; Le'roy do 3" e 4o grao, 20 garrafas;
dilo de vomitorio, 5 garrafas : liuhaca, 2 arrobas ;
linimento anodino, 2 libras ; mercurio' doce, 1 li-
bra ; precipitado rubro, 4 frascos ; man, 1 arroba;
mol de abelhas, 8 libras ; manleiga de cacao, 1 li-
bra ; musgo de Corsega. 2 libras; macolla, 2 libras;
vculosas de vidro, 4 ; nz-voinua, ifrsscos ; nitra-
to de prala fundido, 1 frascos ; dito chryslalisado, 1
frascos ; dito de polassa, 4 libras ; ueroly, 2 oilavas;
oleo de amendoa doce, 8libras; dito de amargas. 2
libras ; dilo de Usado de bacalho, 4 libras ; dilo
ile ricino, 1 arroba : Oleo de crolon, 1 frasco;
opio cm sorte, I libra ; opodeldok, 20 vidros ; pos
do lioivcc. 2 frascos ; pedra hume, 4 libras ; po-
lassa cao-tica, 2 frascos : polpa de tamarindo, 8 li-
bras ; pillas de Vallel, 10 vidros; penneiras de se-
da,.2 ; ditas de cabello, 2 ; papel de embrulho, 2
resmas ; dilo de filtro, 20 cadernos ; quina amarel-
la, 4 libras; resina amarella, 2 arrobas ; raiz de
rhicorea, 2 libras ; ratania, 1 libra ; rob, 6 garra-
fas ; resina deguaiaco, 2 libras; raiz de altea, 16 li-
bras ; rhuibarbo, 1 libra; rolhas de. cortica, 1 gro-
sa ; -anloni na, 1 frasco ; soniariiilna, 4 libras ; sa-
lan de Veneza, 2 libras ; sal polychrislo, 4 frasco;
spermacele do sorte,4 libras; sement de Aletandria,
4 frascos ; sal amoniaco, 6 frascos ; sublimado cor-
rosivo, 1 frasco ; salepo, 2 libras ; sulfaclo de mag-
nesia, 1 arroba ; salsa parrilba, 1 arroba ; there-
benlina fina, 4 libras ; trtaro emtico, 6 frascos :
lafel de Lipeldrier n. 2 e 3, 12 rolos ; tintura de
rnica, 2 libras ; dila de muriato de ferro, 1 libra ;
tintura de ns-vomica, 1 libra ; tarop do bosque,
6 vidros ; dilo de ponas de espargo 10 garrafas ;
dilo de l.amoiiroiiv.-Jii dilas; de tamarindos,in ditas;
estojo para denles, 1 ; formulario Chernoviz, 1.
Para o almoxarilado do mesmo presidio.
Farinha de triso. 1 barrica : assuear branco, 24
arrobas ; arroz, 10 arrobas; alclria, 2 arrobas ;
ararula, 1 arroba ; azeile doce, 1 barril ; agur-
denle, 1 dilo ; arcos de pa com os ferros competen-
tes, 2 ; arcos de barril, 4 quintaes ; areia de cal-
dear, 2 barricas ; cha urna caita, 26 libras; caldei-
roesde ferro pura 50 pravas cada um, 4 ; caibrosde
30 palmos, 200; caivetes de aparar pennas, 4 ;
cera em vellas, 4 arrobas ; caparrosa, 2 libras ; ca-
bo de cinco polegadas de grossura sendo de linho ou
mauilha, 2 pecas ; carvao de pedra, 3 lmela.las ;
forro redondo de meia polegada, 1 quintal; dilo
redundo de 3 oilavos, 1 quintal ; dito quadrado de
3 quarlos da Suecia, 1 dilo ; ferro de barra da Sue-
na de I e meia polegada de largura, 1 dito; gomma
arbica,1 Libra: lapis (bons),4 duzias; livros de 400
follias cada um,2; livros de 200folhascadaiim,3;ditos
de 100, 3;paos para a balsa da descarga, 16; pranchOes
para bancos de carpinteiro, 6 ; paos para pomas de
lesouras com 25 palmos de comprido, 12 ; papel al-
maco, 4 resmas ; papel paulado marca de almaco,
4 resmas; dilo mala borrao, 20 cadernos ; papelao
de n. 20, 20 folhas ; podras de amollar, 8 ; peli-
marfim, 12 loros ; lipas, 100 dazias ; sepos de re-
bote, 6; sepos de pinina com os ferros dobrados
competenles,12; serras de mao ede volla,6; ditas de
desdobrar madeira, 2 ; serrotes sorlidos de ponta, e
de fita, 12 ; -aban, 3 arrobas ; laitos de cobre com
peso de arroba cada um, 3 ; taboas de louro para
810 palmos de larimba para a aldea, 24duzias; lo-
ros do sicupira para cixos de carro,8; vassonras de
piassaba, 50 ;varrumas surtidas cailnal, caitaes, r-
paes e de soarnic.oi, 8 duzias ; viuhu branco, 10
medidas; dilo de Lisboa linio, 1 barril ; zarcao, 16
libras.
Meio balalhao do Cear.
Panno prclo fiara polainas covados, 34.
Arsenal de guerra.
Toboas de assoalho de cedro, 3 ; costado de dilo,
I ; cadiuhos do norte de n. 6, 10; ditos de dilo de
n. 8, 10 ; ditos de dito do u. 10, 10 ; ditos de dilo
de n. 12, 10.
tjuein quizer vender estes objeclos aprsenle
as suas proposlas em cartas fechadas na secretaria do
coosclho as 10 horas do dia 25 do corren le mez. Se-
cretaria do cunsclho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra,17 de novembro de 1854.Jos
de Brilo Inglez, coronel presdeme. Bernardo
l'ereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Em virlude da requiscao feila pela directo
do Banco de Pernambuco, em data de 18 de novem-
bro correte, he convocada a assembla geral do
mesmo Banco para se reunir uo dia 29 do concille
mez de novembro, afim de Iratar-se da fusao do
Banco de Pernambuco com o do Brasil. As 11 ho-
ras no lugar do coslume. Recite 21 de novembro de
1854.Pedro Francisco de Paula Cacalcanti de
Albuquerque, presidente.Jos Bernardo Galvao
Alcoforado, primeiro secretario.
Compauliia ci navegaban a vapor Luso-
Jiicisiii'ia.
Os Srs accio-
nistas desta com-
panhia sao con-
vidados a roali-
-.iii ni com a
maior brevida-
de, a quinta o
ultima presla-
o de suas ac-
coe, para a m-
-*5porlancaser re-
-i" ~~~-:i YVJ* mellida a direc-
c8o : dirisnido-se a ra do Trapiche n. 26, casa de
Manoel Duarte Rodrigues.
Para o Rio de Janeiro segu com hrevidade o
brigue nacional Fluminense por ler ja a maior par-
le da carga prompla ; para o resto e escravosa frete,
para o que tem bons commodos, li ala-so na ra da
Cruz uo Re i fe n. 3, escriptorio de Amorim limaos.
Para o Rio de Janeiro
vai sabir com muita hrevidade a barca nacional Ma-
Ihilde por ler parle da cama prompla : quem na
mesma quizer carregar o resto, ir de passagem. ou
embarcar escravos a frele, para o que tem excellen-
les commodos, falle com o capitn Jeronymn Jos
Telles, ou no escriptorio de Manoel Alves Guerra
Jnior, na ruado Trapiche n. 14.
AKACATY.
Segu com hrevidade o hiato Crrelo do Norte,
recebe carga e passageiros: trata-se com Caelano
Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Para a Bahia o hiate uto Olinda sahe no dia
setta-feira 24, e recebe os passageiros que al quin-
la-feira appareccrem, e salislizerem a importancia
de suas passagens em casa dos consignatarios Tasso
Irmaos.
LEILOES
REMEDIO INCOMPARAEL.
O asente Borja, quarla-fcira 22 do enrenlo,
as 10 horas, no seu armazem, ra do Collegio n. 15,
far leitao de dilTerentes obras de marcineria, como
bem mobilias de Jacaranda c de amarello, diversos
objeclos de marcineria, diUerentcs e varios ulenci-
lios para casa, que se entregarlo sem recusa de qual-
quer preeo ollerecidn, em consequencia du dono rc-
lirar-se para a Europa, tres pianos inglczes, urna p-
tima flauta de bano, quadros com ricas eslampas,
reoslos diversos, hincas, vidros ecryslaes, quinqui-
liiarias modernas ele. etc., ama pon-o de rap Lis-
boa, oulra dita de charutos da Bahia, o outros min-
ios objeclos que eslarao vista dos senliores preten-
den fes no dia do leilso, assim como urna mulatinba
de 7 annos de idade.
LEILA DE QUEIJOS.
Hoje 2( do corrente,
lia leilo de 50 eaixas de
queijos hoflandezes, que
se venderlo em lotes de 1
eaixa, on a vontade dos
compradores: no caes da
alfandega.
IMIEOTO 110LL0WW.
Milhares.de individuos de todas as nares podem
leslemunharasvirludes dcsKscemedio incomparavel.
e provar, em caso necessario, que, pelo uso qae
dclli'llzerain, lem sen coipoe Miembros iiileiranienle
sao, depois de haver empregado inulilmenle oulros
Iralamcntos. Cada pessoa poder-e-haconvencerdesss
curas maravillosas pela leilura dos peridicos que lb'as
relalain todos os das ha iiiuilos annos; e, a maior
parle dellas s3o iao sorprendentes que admiram os
mdicos mais celebres. nanlas pessoas recobraran!
com esle soberano remedio o uso de seus bracos e
pr i nas. depois de ter permanecido longo lempo nos
bospita.--, onde deviam soflrer a amputac3o Bellas
ha minias que havendo deitado esses ssylos de pa-
decimento, para se nao submelterem a essa operaco
dolorosa, foram curadas complelamenle, mediante
o uso desse precioso remedio. Algomas das (aes pes-
soas, na efrjsao de seu reconhecimenlo, declararan!
estes resultados benficos liante do lord corregedor,
e outros magistrados, atim de mais uutenticarem
la allirui.it iv a.
.Niustiem desesperara do estado de sua saude se
tivesse bastante conlianca para ensaiar este remedio
constantemente, seguindo algum lempo o tralamen-
to qae necessilasse a natureza do mal, cajo resalla-
ro seria provar ineontestavelmente : Que ludo cura!
O ungento he til mais particularmente nos
seguales cotos.
matriz.
Alporcas.
Lambas.
Callos.
Cancares.
Corladuras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
AVISOS DIVERSOS.
Lepra
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
l'ulines.
li nletalidades da culis em Queimadefas.
Sarna.
Supurarles puldas.
Tinha, em qualquer parta
que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulantes.
Veas torcidas, ou nodadas
nas pernas.
geral.
Eiifermidadcs do anos.
lampones escorbticas.
Fstulas uo abdomen.
Ir labiado ou falla de ca-
lor nas extremidades.
Krieiras.
iionsivas escaldadas.
luchacsje*.
Inliauiiiaen de Tuzado.
da bovisa.
Vende-sc oste ungento no estabeleeimento geral
de Loudres, 244, Sirand. e na luja de lodos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas enrarreeadas de
sua venda cm loda a imerica do Sul, Ilavana e
liespauha.
Vendem-sc a 800ris cada bocetinha c.nleni urna
iiistrueeao em purtuguez para explicar o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
maecutco, na rna da Cruz n. 22, cm I'ernaiobuco.
QUARTA-FEIKA 22 DE NOVEMBRO.
Beneficio da artista
Mara Leopoldina Ribeiro Sanches.
Represenlar-se-ba pela primeira vez ueste Ihea-
tro excallente drama em 5 actos composico fran-
ceza,
f
-%?
Anlonio l'ereira das Neves 6> llcrdeiros de Anlonio Jos Quaresma 9I_702
Antonio Gomes ....... 7S128
Antonio de Araujo Ferreira Jacobina ju-icu
Antonio Moreira Bcis ...... 52JJH0I
Antonio Joaqnim d. Mello .Vis'.ttl
Amonio Tose Doarle Coimbra 20-rOJ.i
Antonio Luiz Nunes.....
Anlonio fiobre do Alunada 558620
Antonio Jos Ribeiro de Moraes 159381
Viuva de Anlonio Jos da Costa e
Silva ~.......... 6HM8
Anlonio JosTeiteira Lima. 113121
llcrdeiros de Antonio Marques da
Costa Soares....... 28*697
Antonio Ferreira da Cosa Brasa 34]T762
Antonio da Costa Ribeiro e Mello :i!l>5.'tl
Viuva de Anlonio Jos de Almeida 0.5270
Anlonio .los Fernandos de Andrade. 308034
Dr. Antonio Peregrino Maciel Mon-
teiro .......... 2131858
Antonio Gomes Pessoa..... 55^620
Antonio Mauoelde Souza .... Ib-dO
Antonio Aires da Fonseca i'Jr-lx
Antonio da Costa e Mello .... 419496
Viuva eherdeiros do Antonio de Oli-
. veira lama........ 229218
lierdeiros de Antonio dos Sanios F'er-
reira......... 139318
Viuva e lierdeiros de Anlouio Cardu-
zo de i.iaeiro/ Fonseca .... 689018
Antonio Ignacio l'ereira Rosa 119680
Antonio da Silva Paes..... 8s8'J9
Viuva e lierdeiros de Anlonio Duarlc
Ferreira Vellozo...... 139318
Antonio Goncnlvcs da Silva In-ill
Antonio Carneiro da Cuiihu 12"s'.l78
Anlouio Francisco da llora 59502
lierdeiros de Antonio Muniz Ribeiro. 319762
Anlonio ilaCruz....... 'r-i'.i
Antonio Bernardo F'erreira 49419
Antonio Jos da Silva (iuimaraes 169583
lierdeiros de Anlouio Joaquim Cor-
roa de Brilo........
Antonio Machado......
Antonio Pedro du Alcntara .
Antonio da Silva......
Antonio Simes.......
llcrdeiros de Antonio da Silva & C.
Anlonio Jos de Sa Leilao .
Anlonio Francisco Gama ....
Anlonio Luiz da Silva Marlins .
Antonio Maia l'ereira.....

79230
I2096
237M
12901.
38024
50180
79056
109O80
329256
209160
C'on/iiiuar-se-/ia. )
k,
Mauricio Dornay......O Sr. Reis.
Tbiagu Meunier...... 0 Seuna.
Pedro, lillio de Thiago. ... 11 o Bezerra.
Jenny, lilha de Thiago.....A beneficiada.
Beiiba, sua ui.......A Sr." D. Rila.
Magdalena, irm.la de Jenny. I). Leonor.
Rosa, criada grave...... I). Amalia.
To Simo Jporleiro).....O Sr. Costa.
Dr. Renaud........ 11 l'ereira.
Julio, menino de 7 aunos. N. N.
Um agenle commercial. ... O Sr. Santa liosa
Um criado de Mauricio. Rezcude.
Io caiteiro........ Lima.
2" dilo.......... Skiner.
A. Jcuia |**s-ii-sc em I'arls na acliiadade- Os i-
tcrvallos serao precnchidos com cicellonles ouver-
turas.
I indar,1 o espectculo com o etccllenle vaudc-
villeem 1 aclo composieao de Mr. Florian c msica
do professor Effren.
OS OlS BILHETES DE LOTERA.
Andr..........O Sr. Monteiro.
Scapin.......... Meudes.
Argenliua. .......A Sr. D. Leonor.
A beneficiada, espera do respcilavcl publico a
ccslumada prolccrao.
Os bilhelcs acliam-sc venda em casa da benefi-
ciada no pateo do l'araizo n. 24.
AVISOS MARTIMOS.
DEGEARACO'ES.
CONSELUO ADMINISTRATIVO.
O conselbo administrativo em virtude da anitori-
Para b Cear segu em poucos dias, por ja ter
parlo de sua carga prompla, o bem condecido hi.ne
Capibaribe, forrado c pregado de cobre ; para car-
ga e passageiros, trala-sa na ra do Vigario n. 5.
KIO DE JANEIRO-
Pretende saliir com mu 1 la breviihule, o
veleiro brigue Dous Amigos, portera
maior parte de sen carregamcnlo promp-
to: para o resto da carga, passageiros e
escravos a frete, trata-te com Novaes & C-,
na rna do Trapiche n. l, ou com o es-
pita na piara do Commercio.
Para Maranliao.
Espera-se nestesdiasdo Rio de Janeiro, o
brigue nacional Brilhante, pouca de-
mora tera' por trazer maior parle de seu
carregamento : para o resto e passagei-
ros, trata-se com Novaes &C, na 111 a do
Trapiche n. 54. primeiro andar.
PARA O AKACATY.
Segu uestes dias o hiale Capibaribe : para o
rcslo da carga trata-se na ra do Vigario n. 5.
Para o Rio de Janeiro.
A barca brasilcira Ipojuca seguir imprelerivel-
menle no dia 22 do corrente ; recebe alguma carga
mili.la e escravos a frele, para os quaes lem espaco-
sos commodos: os prelendenlcs dirijam-se i rna da
Cadeia do Recife, escriptorio de Bailar i\ Oliveira
u.12.
Tendo-se rconliecido que a despeza
de escripia e cobranca do importe dos
iluminos lie superior ao valor driles,
previne-se aos senliores assignantes deste
Diario que quando os'mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
Quem annunciou querer comprar um cao de
ra$a, dirija-se ao Recife. ra dos Uuararapes casa
nova n., cm qae mora lduardo Claudiuo Cahr.il.
Precisa-se fallar com os Srs. Joao Fran-
cisco da Lapa, Francisco Munii de Almeida, Ma-
noel Jos de A /ved Santos, Jos Marlins Ferreira
Coulintio : no aterro da Boa Visla n. 45.
AO PUBLICO.
I)eclara-se que a irmandade do Divino Espirito
Santo, erecta na igreja de N. S. da Conccicao dos
militares no foi a que acompanhou n enterro com
honras de procisso, de que falla a pastoral de S.
Etc. Hvm.", publicada no Diario de Pernambuco
n. 264.
A mesa resedora da irmandadc.do Divino Es-
pirito Santo, creca na igreja de N. S. da Conceicao
dos militares, roga a todos osseus irmaos, hajam de
comparecer no domingo 26 do correte es 3 horas
da larde, para encorporados acompanharem a pro-
cissSo de Corpus Chritti, e ao mesmo lempo pede
aqucllcs que livercm capas em seu poder, e nao
podereui comparecer, lenhain a bondade de entre-
ga-las ao 'respectivo Ibcsourciro na ra do Encanta-
mento 11.11.
Aluga-se urna casa para passar a festa, 110
Monleirn, a margem do rio, piulada do novo, com
excclleutes commodos para familia : quem preten-
der dirija-se a ra da Cadeia do Recife loja n. 53.
AVISO.
No dia 2(> do corrente, haver sorvete de lodas as
quilida.los : no hotel da Europa da ra da Aurora.
A mesa regedora da irmandade do SS. SS.,
da freguezia da Boi-Visla, lendo recebido um con-
vite do S. Exc. Rvm". o Sr. bispo, para acorupa-
11 harinosa procissAo de Corpo de Dos; pede aos
seus irmaos cm geral, que hajam de comparecer
no dia 26 do corrente as 2 1|2 da larde na mesma
matriz, afim de encorporados acompauharem a men-
cionada procissao.
ATTENCAO
lancnalo Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, tendo ido a essa do Sr. Boa-
ventura Jos de Caslro e Azevedo, para enlender-se
sobre o neuocio,!! que o chanioii por este Diario, c nao
encontrando em casa, responde que est na inlelli-
gencia do que quer, e por isso seraltendido no que
pretende. -
SLPPLICA DO EXM. SR. PRESIDENTE.
Alguns proprielarios da cidade de Olinda, que
por tercio ouvido dizer, que S. Exc. eslava disposlo
a promover o mclhoramento da mesma cidade, de-
pois da reiniieao d'academia, trataram de reparar
logo seus predios, vendo, que continua a falla
d'agua pola vel, por se nao ler ainda concertado o lu-
nar do aterro, que foi arrumbado pela cheia. sendo
que rusia urna carga d'agua um sello, quando
danlcs era seis vinlcu;s nolaiido-se que nesse lempo,
quem nio linha essa pequea quanlia podia ira
noile buscar a agua, quequizesse no Varadouro, en-
tretanto que boje, alcm de nilo poder dar um sell,
nao (em a gente pobre onde va buscar, o que lem
prodnzido um estado de desespero, e feilo afugcnlar
de Olinda muilas familias que pretendiam ir este
anno passar la a fcsla, rosam a S. Exc. a grata de
allender as circumstandas, em que eslao os mora-
dores da mesma cidade, mandando quanto anles fa-
zer n concedo deque necessilao aterro arrumbado,
alim de que os mesmos moradores nao marram de
sede. Devem ser altcndidos porque pagam impos-
tes para essas e outras obras.Sao cidadaos brasi-
lciros, como os dos mais lugares da provincia.
50SgOO DE C.RATIFICACAO-
a quem adiar e quizer restituir nina sedula de 2009
rs. de estampa branca, que foi perdida desde o largo
do Tcri;o em direccSo do becco do Dique, ras do
Caldeirciro, Concordia, ponte e aterro da Boa-Vista,
Soledade ali a Capunga, silio. de trras que foram
do Dr. Jacobina. Desconfia-se qae a dila sedula
fosse -ubi 1 aluda por alzuem, na obra nova que se es-
t edificando no referido silio, cat mesmo suspeila-
se quem fosse o individuo que a sublrahio. Protes-
ta-so dar a gratificado cima, e guardar segredo a
quem a apprcsenlar, dirigindo-se loja de cera a
ill. .1 : da ijrroja 4o Torgo.
Aluga-sc a casa terrea da rna da Praia de
Santa Rita n. 40: amada Sen/alia Nova n. i se a-
ch.tra com quem trillar.
Aluaa-se o primeiro andar do sobrado da ra
do Queimado n. 30: a tratar na loja do mesmo.
Precisa se de urna ama para urna casa de Ires
pessoas de familia, para cozinhar, engommar e fazer
o mais -ei vico da mesma: na ra do Cuararapes
por cima da padaria primeiro andar.
Em resposla ao annuncio publicado ueste Dia~
rio de 18 do corrente mez, sobre a venda da luja de
calcados da ruado l.ivramcnlo n. 19, declara o abai-
xo assi&uado que a dila loja osls sojeita ao pagamen-
to de duas lellras de OU9OIIO cada urna, abonadas
pelo mesmo vendedor Francisco Lopes da Silva, que
se bao de vencer a primeira a 7 de dezembro do cor-
rente anno, e a segunda a 7 de jiinho do anuo vin-
douro Ite.-ile IK de novembro de 1S>.
Antonio Ricardo Antunes l iliaca.
Hesapparcrcu ha 8 dias o prelo Hoberlo, escra-
vo que foi do Sr. Joilo Jos do Reg, rom os signaes
seguinlcs : crenlo, cara magra e comnrida, marca-
da de bexigas, alio, espadaudo, ps fcios e grandes,
pernas finas c com marcas bem vivas das bexigas,
he canoeiro e estivador, bem ennhecido nesla cida-
de, onde lem sido encontrado : quem o pegare levar
ao palco do Carino n. Is, ser .gratificado ; assim
como protesla-se'contra quem o liver acoulado.com
as penas da le.
Trecisa-se de urna ama que seja capaz para to-
do o serviro do urna casa : na ra da Aurora 11. 30.
ATTENCAO-.
i.i.i'-iii precisar de uina pessoa habilitada para fazer
escripluraces avulsas, dirija-se a ra Nova 11. 52,
loja de lioaventura Jos de Caslro Azevedo, que
adiar com quem (ralar.
Ollerccc-se una ama capaz para casa de pouca
familia ou de hoinein snlteiro : quem precisar, diri-
ja-se ao paleo do Carmo 11. 17.
Traspassa-sc por punco dinheiro o dominio em
urna prcla com habilidades, pelo lempo de 6 anuos,
gozando de sua lberdade ao lim delles : a quem con-
vere-de negocio, dirija-se a ra da Cruzn. 10.
Precisa-se alujar um prclo sem habilidades,
mas que seja robusto : quem liver annuucie para
ser procurado.
Aluga-se urna exccllenle casa com moitos com-
modos para ama ou duas familias, no Pojo da Pa-
nella, em frente da casa do Sr. Joao Francisco Car-
neiro Monten o : a tratar em Fura de Portas n. 23,
primeiro andar.
PrecTsa-se ds um fcilor para um silio perlo
desla prara : na roa da Concordia, taberna que faz
quina para a cadeia nova, se dir quem precisa.
xf
C STARR&C.
respcilosamenle anounciam que no seu extenso es
labelecimeulo em Sanio Amaro, continua a fabricar
caso a maior perfcieo e promptidao.loda a qualidade
de machinismo para o aso da agricultura, navega-
cao e manufactura. e que para maior commode de
seus numerosos fregueses e do publico em geral, tem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta na ra dd llrum, alrax do arsenal de mariuha
* DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu cstabelecinlentu.
AH acharo os compradores um completo sorli-
mcnlo de moendas de canna, com todos os melho-
ramentos (alguns delles novos e originaes) de que a
experiencia de muitos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
taixas de todo tamauho, lano batidas como fundidas,
carros de mo e dilos para condazir formas de assu-
ear, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fornos de ferro batido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslrucjo, fundos para
alambiques,, crivos e portas para fornalkas, e urna
infinidade de obras de ferro, que seria enfadonha
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
intellinente c habilitada para receber todas as en-
commendas, ele, etc., que os annunciaulcs contan-
do com a capacidade de suas ofiiciuas e machinismo,
e pericia de seus olliciaes, se compromeltcm a fazer
executar, com a maior presteza, perfeijao, e exacta
oon bu anillado com os modelos ou desenhs, e inslrnc-
Oesque lhe foremfornecidas.
ATTENCAO' ATTENCAO'.
Mullo soffre a humanidade na poca dos
espertalhoet .
Como he isso Sr. Joan Sergio Cesar de Andrade ?
por acaso querer Vmc. fazer-me algum iuchiindias,
dos que esl costurnado a aparar questoes al mel-
te-lo em pimenta............est engaado, porque
nao sirvo de bobo nas suas comedias. Vmc. vcio
apresentar-se lodo trono ueste Diario (com um
constando ao abaixo issignado., que me fez rir a ma-
neira do (irao-Sulto, que possue mosquitas e mag-
uificos palacios. S a rir be que lhe posso respon-
der a esta ; porque se julgasse ue alguma consequen-
cia (o lal conslando) havia pregar nas buxeixas.....do
sapo dos olhos abalocados, cortos papellinhos, qae os
macacos moreriain de caretas. E quer Vmc. per-
suadir ao publico que o collegio de S. Boavsotura
do Poco da Panella he dos lierdeiros de seu avd, por
ser feito (dis Vmc. sobre os muros do mesmo seu
av!!!) e se em rima do collegio se edificasse a torre
de Babel tambem devia ser de Vmc. por entrar cora
dinheiro como Plalos no Credo ? Ora essa nao he
m, escapou aos frailes Bernardos esle pedacinho de
gentileza, cm forma de historias da anca. Pois he
possivel que dos muros de seu avo nascesse um col-
legio com torres e ludo. Oh I maravilha a nao ser
feilo de pedra e cal eu raesreo desconfiara dos pro-
digios daquelle muro carcumido ; se ao menos os
lierdeiros do avd meltessem l sua colherada de cal,
lijlos e o mais, podia crer-se que linham razan ;
porem se nada disso iizeram como chamar seu assim
lao arrogantes. J sei que os 19 annos que eu e meus
2 irmaos Antonio Mavignier e D. Amausil Mavig-
nier, estamos de posse do dito colle&io nao val nada
visla da le que nos protege em mais de 10 annos
da dita posse, e se esse muro era privilegiado, como
dcixaram edificar sobre elles?!! Vmc. eslava na In-
dia e os mais lierdeiros? sua lia c sogra tinha algum
dinheiro para isso? eu lhe respondo agora a propo-
sito, enleudo que quera e quer o sermAo, a procis-
sao, festa, c ludo mais que pode render a igreja fran-
ciscana.'......cnlendc"! nao mella o hombro cora o
negocio, aprnme-se e veja cahir a cangalha de vidros
emliacados, o mostrar que lenho direito ao que he
meu. Se mecalei pelo oulro annuncio foi de pro-
posito para ver o que sania da toca, como aconleccu:
c- he para rir (o lal constando) porm constando que
Vmc. e os herdeiros do muro milagroso e fecundo
anebal.un a nos 3 o direiloque temos no dilo colle-
gio di ra da Saude, ver quando fr occasiao, se sao
ou nAo as dilas casas dos 3. Recife 20 de novembro
de 185i.Cincinato Mavignier.
Precisa-se alugar 2 prelos para Irabalhar em
um sitio rauilo perlo desta cidade; d-se o sustento,
com condijo de dormir, e paga-se raensalmcnle :
,1 Iralar no largo do Corpo Sanio n. 13, segundo an-
dar.
Desappareceu do cngenhoCalharina, termo da
villa do Paco de Camaragibe, provincia das Alagoas,
o oseravn Laurenlino, nacao Costa, de idade '."> an-
nos, estatura alta, cheio do corpo, bem vistoso, tem
falta dealgons denles na frente, alguns tainos no ros-
lo c peilos, divisa de sua uacAo, e lem boa pronuncia.
Foi comprado ao Sr.' Caelano de Assis Campos em
187 : roga-se a lodas s autoridades, capilaes de
campo e mais pessoas, a prisJo do dilo escravo, qae
serao bem recompensadas, e o poderlo entregar no
dito engenho a seu senhor, em Macei ao Dr. Jos
Angelo Mai 110 da Silva, e nesla pra;a aos Srs. An-
tonio Caldas da Silva, ou Manoel Fer'mioo Ferreira.
Anlonio Carlas Pereira de Burgos Pnce de
Len, previne a quem prclender comprar a fazenda
de criar gado denominada Santa Cruz, com a qual se
rene Boa-Vista, Mingau' e Espirito Santo, que no
smente lem ello parle como seus manos orphiios e
menteraptos, por soore par. ilhns que se procedeu em
Victoria, escrivo Silva Cosa ; c para que ninguem
se chame a ignorancia faz-se o presente.
Pede-se a lodas as pessoas que se acham a de-
ver na loja do aterro da Boa-Vista n. 78, hajam de
salisfazcr seus dbitos.
Domingo 27 do corrente sahir de Apipaeos as
8 horas da mauha o mnibus Olinda, na ilirecco
ao Recife, e regressa as 7 horas da noile nesle dia
dalia de haver mnibus a tarde em razan da procis-
sao de Corpo de Dos. Sabbado*26 do corrente, prin-
cipia haver lodos os dias uleis o mnibus Pernam-
bucaua para a Capunga, sahira do Recife as 7 ,'t
lloras da mauha, e voll.i a-s horvis da Capunga para
o Rente, e as 4 horas da larde partir! do Recife pa-
ra a Capunga, e regressa para o Kccife as V > horas:
quem quizer lomar assignalura, dirija-se a ra ds
l.arangeiras n. 18 ; cusa a assisnatura mensal 129
rs., e lugares avulsos 500 rs., ambas as pagas so adi-
antadas.
Para a cidade da Areia na provincia da Para-
dina. O advogado Joaquim Jos llcnriques da
Silva, moredor na cidade da Areia, provincia da Pa-
rabiba, se eucarrega de promover qualquer negocio
quer judicial, quer amigavelmenle, mediante ajusles
razoaveis : quem de seu presumo 6e quizer utilisar,
pode dirigir-sepessoalmenle ou porcada ou ao an-
nuncianle, ou entender-se nesta pra?a com o Exm.
Sr. Dr. Ilrandao, que dar informajes do mesmo
auounciante.
Qaem animacin querer comprar um metho-
do de flauta : dirija-se a ra Direita n. 19, (abena
na mesma lia para vender o diccionario de Moraes.
Jl ITII



4
DIARIO OE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 22 OE NOVEMBRO OE 1854
AO UCO. I
No armazem de fazendas bara- &
tas, ra do Collegio n. 2, *?
vende-se um completo sortimenlo g
de fazendas, linas e grossas, por i
piceos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ees, como a retallio, aflianrando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleci ment
ahricse de combinae'to con a
maror parte das casas commerciacs
inglesas, francezas, allemfias e suis-
sas, para vender a/.endas mais em
conta do que setem vendido, epor
isto oiTerecendo elle raaioies van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimenlo convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos AKolim.
ga^^ggBiBffiS-isaa^afejaaM_
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira, tem toda a convicriio que os
seus hilhetesou cautellas bao de victorio-
samente triumphar com as duas sortes
grandes dadoteria da matriz da Boa-Vis-
ta, pela mui rica e variada numeraeo
comprada em grande escala ao thesourei-
ro: a' ellesque estao no resto.Pernam-
buco 21 de novembro de 1854. Salus-
tiano de Aquino Ferreira.
Francisco Paulino (lomes de Mello, rendeiro
lo engeuho Boa Sorle, silo no aul e na comarca da
Victoria, sendo dilo engenhodo Illm. Sr. l)r. Fran-
cisco Elias-do Kego Dantas, lendo de Iralar de oulros
negocios de sea interesse, e lendo Ires safras para
crear e urna, que esl creando, vende e Iraspassa di-
losanoos e mais objeclos que tem em dito encenho,
como seja urna boa dislilarao e mais lienelirios, que
passados ditos annos nao haver duvida alguma a con-
scrvac,ao do novo rendeiro; notando mais as boas
commodidadesque lem dito engenho, lein rouila tr-
ra para safrejar o que quizer, d'muito boas cannas
por ter muila mala, muilo bom assucar, he bom en-
gonho d'agua, muilo perlo da praja e dcsla cidade
da Victoria, onde lem muila exlracao a agurdente,
o mel emesmo o assucar, por haver grande commer-
rio o consumo: a pessoa que quizer fazer negocio
dirija-se a este engenlio para balar do ajusle que
bem Ibe convier, ou aos A Togados com oSr. Antonio
S. B. : prova lano ler outras delilieraces que avisa
antes do marcado lempo deste contrat, frmaudo o
que diz vista da pessoa e do objeclo.
Francisco Jos Gomes de S. Rosa precisa deser-
ventes de pedreiro, e paga a 720 rs. diarios.
Escravos.
Na roa doQueimado n. 7 loja da Estrella, vnde-
se urna bonita niiil.itinlin de 20 annos, com urna cria,
a qual engomma perfeitamenle ; e bem assim um
moleque de 7 annos, lambem muilo bonito e es-
perto.
Quem annunciou querer comprar um methodo
para flauta, pode dirigir-se ra do Encantamento
armazem n. II.
ORDEM TERCEIRA DO CARMO.
O prior desla veneravel ordem em consequencia
do convite de S. Exc. Rv.-n. feilo a esla ordein para
acompanhar a procissao de Corpus Clirisli no dia 26
do corrente mez,por isso convida a lodosos seus ca-
rssimos irmSos, professos e novcos, para que *
dito dia 26 comparecam na igreja da nossa ordem,
com os seus hbitos, pelas 2 jj, horasda larde, alim
de lodos reunidos ncompanharmos a dila procissao.
JOIilV.
Os abaixo asignados, douos da loja deourives, na
ra do Cabugu n. II, coufronle ao paleo da matriz
e ra Nova, fazem publico que eslao sempre sorlidus
dos mais ricos e melhores goslosde loilas as obras de
ouro necessarias, tanto para senboras como para
noinens e meninas, conlinuam os procos mesmo ba-
ratos como tem siiio ; passar-se-ha urna coula com
responsalnlidade, especificando a qualidade do ouro
deU ou 18 quilates, licaudo assim .garantido o com-
prador se apparecer qualquer duvida. Seraphim
Indiana de seda de quadros a 800 rs. o
covado.
f.hegou pelo ultimo navio de Franca urna fazeuda
nleiramenlo nova, de seda de quadros, com n linda
nome Indiana, que pelo seu brilbo parece seda, pelo
barato preco de 800 rs. o covado ; dao-se as amos-
Irascom penhores: na ra do Queimado, loja n. 40.
Aluga-se urna carraca par qualquer um ser-
viso ; no paleo da Santa Cruz n. 2.
O padre Joiio Capislrano de Mendonca, pro-
ressor de geograpliia, chrunologia c historia, do l.y-
ceu desla cidade, pretende abrir no I. de dezemhro
prximo futuro um Curso de geographia e outro de
relhnrica, na casa de sua residencia, na ra Nova n.
al : os pretcndenles podem dirigir-se mencionada
casa, a qualquer horada larde.
. O Sr. Manoel Luiz Pereira que foi caixeiro de
loja de fazendas, na ra da Cadcia, lem urna carta
de um seu irmao vinda da Babia, que muilo deseja
saber noticias suas ; na ra das Cruzes o. 40.
Toda a pessoa commercial que se julgar ere-
dora de Manoel Vieira Franca, aprsenle seu Ululo
de divida no prazo de 8 dias aos Srs. Tasso I miar-,
alim de ser verificado e conlemplado no raleio do
producto da taberna do commum devedor, que foi
para esse 0m veudida em hasta publica.
Precisa-se de um rapaz para vender pao na
praca ou mallo, que lenha alguma fregfle/ia, sendo
sua oceupacao de sala : a quem convier, dirija-se i
ra da Sepzala Nova n. 30.
Precisa-se fallar ao Rvm. Sr. Joaquim d'As
sumpcao Saldanha, acadmico do lereeiro anuo : na
ari.i "" 6 e 8d* Praca da Independencia.
'Precisa-se de urna lavadeira qne lave roupa
com muila perfeicao, que preste fianza da sua con-
ducta, e que d a roupa de 8 em 8 dias: no hotel da
Europa da roa da Aurora n.58.
No hotel da Europa da ra da Aurora se pre-
paran jamares e diversas comidas a qualquer hora
do da, pelos precos mais mdicos que he possivel,
conforme a tabella nelle eslabelccida, para aquellas
pessoas que se dignaren honra-lo com suas presen-
cas, precedendo ajusle para as que mandarem bus-
car.
Precisa-se no sitio do Dr. Ferreira, na Capun-
ga, de um feilor : a Iralar uo mesmo, ou na na do
l.i\ i amento n. 33.
Anda est para alugar a casa do Sr. Abrcu da
ra do Queimado, sita no Monteiro, defroule da ca-
pella de S. Pantaleao ; tem commodos para gramle
ramilla : quem a pretender, falle na ra larga do
Rosario, taberna n. 20.
Em nome da mesa regedora da veneravel or-
dem lerceira deS. Francisco, o secretario abaixo as-
siguado convida a lodos os seus irmaos em geral, a
comparecer! no dia 26 do correnle na igreja da
niesnia veneravel ordem, pelas 3 horas da larde, pa-
ramentados com seus hbitos, para cncorporados,
acompanharem a procissao de Corpus Christi, a cou-
vita de S. Exc. Rvma.Joo Tasares Cordeiro.
Precisa-se de um feilor para um sitio perlo da
praca, preferc-se das ilhas: na ra da Cadeia do Re-
cito n. 54, loja.
No patuu do Carmo, taberna n. Vrooefeom-w
de vespera encomniendas para qualquer pnn-ao de
uvas muscaleis muilo boas, na razao de 480 a'libra.
Precisa-se do um caixeiro para padaria, que le-
nha pralica e de liadoi a sua conduela : a tratar na
padaria do paleo da Santa Cruz n. 6.
LOTERA da matriz da boa-vista.
Corre indubitavelmentc no dia 24
de novembro.
Aos 8:0009000, 4:0008000 e 1:0009000.
O rautelisla Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que os seus bilheles c caute-
las nao estao sujeilos ao descont de 8\% do imposlo
geral, nos tres pri me i ros grandes premios. Os seus
aforlunadissimos bilheles c cautela" eslao venda
nas lojas scguinles : ra da Cadeia do Recifo u. 24,
loja de cambio do Vieira ; lojas de miudezas n. 31,
de DomingosTcixeira Bastos, c n. 45 de Jos Fort-
nalo dos Sanios Porto ; na praca da Independencia,
loja de calcado n. 37 e 3'J, de Antonio Augusto dos
Santos Porlo ; ra do Queimado. lojas de fazendas
'le Manoel Florencio Alves de Moraes ti. 30, e de
Kernardido Jos Monteiro & Companhia n. 44 ; ra
do l.ivramenlo, botica de Francisco Antonio das
(.hagas ; ra d Cabug n. II, botica de Moroira A
fragoso ; ra Kova n. 16, loja de fazendas de Jos
l.uiz Pereira & Fitho ; e no aterra da Boa-Visla n.
ri A, casa da Fortuna de (iregoiio Anluncs de Oli-
veira.
Bilheles 09000
Mcios 49o Quarlos 2j>'!00
Oilavos 19300
Decimos I9IOO
Vigsimos 96O
Constando ao abaixo
nalo Mavignier lem ollcrccido algue.....chama-
do collegio edificado sobre os muros do quiDlal da
casa, que foi do avodn aniiuiicianlc, o Dr, Jago Lo-
("s Cardoso Machado, sita i inargcm do rio Capiha-
libe. na povoafo do Poco da Panella ; a qual casa
c collegio boje perlcncc aos nelos do dito Dr. Joau
Lopes, filbos dos finados Francisco Jos de Miranda
na miilher D. Josepha Senhorinha Lopes Cama,
t nao ao dilo Sr. Cincinato ; faz-so o presente an-
1 unci alim de que ninguem se illud.i conforme ia
. runlereiido com a oulra casa da ra da Saude, na
mcsina povoacao, j aiiminciada por este Diario ha
mais dias. Rccifc 18 de novembro do 1854.
Joao Sergio Cesar de Audrade.
Chapeos de molla, recenlemente ebegados pelo
ultimo navio viudo do Havre : na ra Nova u. 44.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO GOI.X.BGIO 1 AlfBAIl 25.
O Dr. I. A. Lobo llogcozo da contullas homeopathicas loJns os dias aos pobres, desde 0 horas da
nianhaa at o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerece-se igiialmenlo para pralicar qualqnec oparaeo de cirurgia. e acudir proiiiplamenle a qual-
quer inulbiT'que osleia mal de parlo, e cojascirciinislanoias u3o permittam ncar an medico
NO OMITORIO DO DR. P. L LOBO H0SC0ZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complclo doj,Dr. 0. H. Jahr, traduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encademados cm dous :...............m 901000
Esla obra, a mais importante de todas as que tratam da liomcopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
qui/oicm experimentar a .loutriua de llabnemann, epor si proprios se convenceren) da ventado da
mesma: iniercssa a lodosos senhores de enganlio e fa/.e.idcitos que estao longo dos recursos dos mdi-
cos : iniercssa a lodosos capitaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de ler preris o He
acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripolanlcs ; e interessa a todos os rhcfos de familia ene
por circ.im-lancias, que ucm sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa dola.
O vade-mecum do homoopnlha ou IrducQao do Dr. Ilering, obra igualmcnle til as pessoas que se
dedtram ao esludo da liomcopalhia um volimio grande..........
0 diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharinacia, le, ele.: obra indis
peiisavcl as pessoas que querem dar-sc ao estudo de medicina........
Urna carleira de 24 lubos graudes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lemos de medicina, etc., etc................
Dila de 36 com os mosmos livros...........
Dila de 48 com os dilos. ,.....
-. c/da_'";lrle"'a lie acompanhada de dous frascos de unturas indispensaveis, a escoiba. .
Dita de 60 tubos com ditos.............." .
Dila de 144 com dilos..............".".'.'.',!!!"!
Estas sao acompanhadas de fi vldros de Unturas escollia. ". '
As pessoas que em lugar de Jahr quizercm o Hering, terao o abatimenlo de 10000rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira....... 8*000
Ditas de 48 dilos............ unS
1 ubos grandes avulsos....................... InOOO
Vidros de meia onga de Untura............., J \ -*'| 2M00
Sem verdadeirose bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasto seguro "na pralira da
liomcopalhia, e o proprietano desle cslabelecimenlo se lisongeiu de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crystal de diversos tamaitos, e
aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com loda a brevidade e por presos muilo coro-
llOO OS
89000
49000
409000
459OO
JO9OOO
609000
1O0900
aovooo
iWHXr
61000
16KKXI
(>91K)0
89OIIO
I69OOO
109000
8IK)(H)
7JO0
69000
49000
10JOOO
:W90oo
_ O Sr. procui'ador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, liaja de mandar pa-
gar a assignatma do Diariode Pernam-
buco, pai-a a mesma cmara, que se
aclia em grande atrazo de pagamento.
DENTISTA FRANCEZ. I
Paulo Caiguoux, eslabelecido na ra larga &
9 do Rosario n. 36, segundo andar, collora den- J:f
qp tes.com gengivasarliliciaes, e dentadura com- @
0 pela, ou parle della, com a pressSo do ar. 4$
A Tambem lem para vcndqr agua denlifricedo t
?g Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do
Rosario n. 36 segundo andar. j
Novos livros de homeopalhia ujefrancez, obras
lodasde summa importancia :
Hahnemann, tratado das raoleslias chronicas, 4 vo-
lumes............
Teste, iroleslias dos meninos.....
tfering, liomcopalhia domestica.....
Jahr, pharmai-npahomeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pclle.......
Rapou, historia da homeopalhia,*2 volumes
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica bomeopalhica. .
De Favolle, doutrina medica bomeopalhica
Clnica de Slaouel.........
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de N'j sien.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as parios do corpo humano .' .
vedem-se lodos esles livros uo consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio u. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com muila pralica desse cilicio. Na ra
da Saudade fronleira i do IJospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourcnro Trigo do Louruiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramento tem una caria na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia milito superior polassa da Rus-
ta e americana, ecal vigem, cliegadalia
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguaiassu', tpi^ra quando
vier a esta piara, dirigir-se a livraria da
piara da Independencia n. G e 8, a nego-
cio que llie diz respeito.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na lirrarian. c 8 da
piara da Independencia que se Ule preci-
sa Tallar a negocio.
TERCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA ROA-VISTA.
Corre impreterivelmente 110 dia .24 de
novembro.
O thesoureii-o faz constar que estao
a venda os billietes da presente loteria
nos lugares seguales: roa Nova n. 4,
piara da Independencia, n. 4, ra do
Queimado, loja do Sr. Moraes, ra do Li-
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Roa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, e na
ra do Collegio n. 15, na thesouiaria das
loteras.Pernambuco 2 de novembro de
1854.Francisco Antonio de OUvei'ra.
Preco dos bilhetes:
Inteiros. 8#000
Meios. 4s000
J. MI DENTISTA,
tina a residir na ra Nova 11. 19, pri
con
ro andar.
prime- *J
Da-sa dinheiro a juros sobre peobores de onro
ou Drala, em pequeas quantias ; na ra Velha
n. 3j.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ruaDireita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, qner externos 011 in(e-nos,*tanto del-
ta praca cmodo mato, mediamea razoa-
vel convenrao que pessoalmente oll'eie-
cera*,
9 Na estrada dos Allliclos, sitio confronte a M
capella, dio-sc consultas honieopalliicas. 1
O No liolel da Europa, na ra da Aurora, d.-se
almoco e janlr para fra, por prejo muito razoavel.
\o SflbraJ ,1 na .lo Pil.r n. KJ, ,.rcc-,c
alugar um eacravo que saiba cozinhar : pag-se bem
O Dr. Carolino Francisco de Lima Sanios *
9 inndou-se para a ra das Cruzes 11. 18, pri-
9 melro andar, onde continua no exercicio de
9 sua prolissao de medico ; e ulilisa-se da oc-
9 casiao para de novo ao publico oflereccr seu @i
9 preslmo, como medico parleiro e habilitado
@ a cerlas operaces, sobre ludo das vias ouri-
narias por se ter a ellas dado, com especiali- t
"* dade em Franja. S
recbc por inteiro K:00090IK
'i:(MM)cO00
2:0O0g(l(XI
I^OOJOOO
HO09U00
40000011
iignado que o Sr. Cill-
ItAZAR PERNAMRL'CANO.
Tendo-se aberlo do novo este cstabeleciinenlo, os
seus proprielariosaviiam ao respeilavel publico, es-
decialmenle aos seus amigos c freguezes. que as fa-
zendas do Bazar se vendem baratas, bem como se-
jam : romeiras de rclroz, a ilsOOO rs. ; cmisus de
dilo bardados, 14o000 rs. ; chapeos ilc seda prelos
muilo linos, a 60OOO e "5OOO rs. ; ditos de palha do-
brados ja armados, a 39500 rs. ; jaqus ricamente
bordados para meninos de4, 5, 6. 7, H e ,) alios :
meias de lio da Etconia aberlas c fechadas para se-
nhorns, ditas muilo tinas de aleudan para ditas, pa-
litos de palpaede ganga para "homem, pastilhas de
jojana para o peilo, ede nutras militas qualidade*;
iraneas c franjas de seda, vestidos |.ara noiva muito
baratos, lulos de glandes quadros escoscles do ulti-
mo goslo, enfeiles para* caberas de senboras, capel-
las para noivas, c outras muilas fazendas que se ven-
derlo cm conta, na ra Nova 11, 33.
. Precisa-se alugar urna prela oscrava para o ser-
vico cUcrim de una casa de pequea familia : na
ra do (Jueimado, loja 11. 18.
FPLEH.DIDA
GALERA de retratos.
Para o rstabclerimenlo do aterro da Boa-Vida 11.
1, ebegou de Pars um srande sortimenlo de qua-
dros riqusimos para collocar Mralos ; bem assim
caiiiuhas, allinctrs o casolclas de mola.
99}@S:*S5@@a;S
J* O hachare! cm inalhemalicas \f. pereira do
W Carino Jnior dar priucipio no dia !. de de-
9 lembro prximo futuro, a um novo curso de <
3j9 arilhinelica. algebraegeomclria, na ra Nova,
g sobrado n. 56 : para os senhores cstudanlrs
que tencionarem fezer eiames cm marco pro-
ximo vmdouro se prescindir das explcaces &
@ de algebra. M
TOAL.HAS
E GUAKDAXAPOS DE PANNO DE
LINHO PUIIO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linlin, lisas
e adamascadas para roslo, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
I.ava-sc e engomma-se com toda a perfei^ao c
aceo : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda 110 dicido correnle imprete-
rivelmente
Aos 8:00091100, 4:0009000, 1:0009000.
Na casa da Fortuna, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
vendem-se os mui acreditados bilheles, meios o cau-
telas do cautelista Salusliano de Aquino Ferrca ;
os bilheles e cautelas desle caulelisla nao solTrem o
descomo de 8 "o do imposto geral nos Ires primeiros
premios grandes.
Bilheles a 99000 recebe por inteiro 8:0009000
Meios a 49500 dem 4:0009000
Quarlos a 3300 idem 2:0009000
Oilavos a 19:100 idem 1:0009000
Decimos a I9IOO idem 8003OO0
Vigsimos B600 idem 4005000
Sabio i luz a bographia do Dr. Gomes em um
folhelo de 30 paginas, grande in 8., com oseu re-
trato e o facsmile da sua firma, gravados do or-
aual pintado pelo eiaclissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
P. Azcvcdo com espantoso lalcnto natural. Vnde-
se na loja de livros do Sr. Figueiroa, na praca da
Independencia, nas boticas dos senhores liarlholo-
mca e Pinto, ra do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Ignacio Ribeiro pra$a da Boa Vista, do Sr. Bravo
ra da Madre de Dos, e no armazem do Sr. Manoel
dos Sanios i untes ra do Collegio n. 25. Preco 19.
UM PRODIGIO DO METHODO CASTI-
LIIO DE LEITURA REPENTINA, RLA
DA PRAIA.
Diz o illuslre lillerato, a paginas XI da sua 3.
ediccao, que o seu melhodo cura a gaguez ; com
cuello, o seguinte caso he mais una maravilln em'
favor do Sr. Caslilho. Encarregou-me o Rvm. Sr.
padre Lemos de ensillar um menino muilo ; en nao
sabia como desempenhar a minha mistio, fui-lhe
gritando as regras e mais preceilos do melhodo,
quando oh! prodigio, no fin de 15 dias o menino
entra a pronunciarlodo o alphabelo.junta as filabas,
cania as regras e eiecula as marchas sillabicas con
toda a perfeicao Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dilo monino. O director da escola de
leitura repentina estimara muilo que lodos os illus-
Iros redactores dos jornaes desla cidade fossem das 7
as ) da noile, lloras cm que Miarlo mais desocupa-
dos, tcslcmiinhar ocularmente I exeellencia .leste
melhodo. As lines de noile para os homem ."i^XI
mensaes ; de da para os meninos :I9000. O director
da livros, pedras, e ludo o mais preciso aos discpu-
los ; na roa da Praia, palacete amarello.
Aluga-se urna casa lerrea na povoacao do Mon-
leiro, coma frente parir igreja de S.' l'aii'.aleo,
muilo limpa, tresca, com commodos para familia re-
gular, lendo una porta e duas janellas na frente: a
Iralar com Antonio Jos Rodrigues de Souia Jnior,
na mesma povoacao, ou na ra do Collegio n. 21, se-
gundo audar. .
O abaixo assignado, faz scicnle aos seus fregue-
zes e amigos, que se icba com bous carros e lionilas
parelhas da cavallos para passeio, assim, espera que
coucorrain para a sua cocheira na ra do Cauno, por
detraz do convento do Carino n. A___Francisco
\acier Carneiro.
Aluga-se animalmente ou pela festa una pro-
priedade de pedra e cal com commodos siillicicnlcs
para qualquer familia, 110 lugar do Poco da rauclla,
contigua ao es-collcgio de S. Boavenlra : a Iralar
na rundicao do Brum ns. 6, 8 e 10, com o caixeiro
da mesma.
ATTENCAO'.
O Sr. Cincinalo Mavignier, rclralisla e pensionis-
ta de S. M. o Imperador, lenha a bondade de vir
ra Nova n. 52, loja de Boaventura Jos de Castro
Azevedo, a Iralar de um negocio quo Ibe diz res-
peilo....
Aluga-se para se passar a festa
um silio na Torre, com lodos os commodos para
familia, e capim para um cavallo ; e DUAS CASAS
caiadas e piuladas com commodos para familia,todas
muito frescas e por preco commodo : a Iralar no
mesmo lugar, no silio da Laga.
Precisa-se de um criado para o servi-
co de urna pessoa solteira : no aterro da
Boa-Vista n. 45.
Da-se dinheiro a juros em pequeas
quantias, sobre penlioresde ouro ou pia-
la: na ra Direita n. 67.
COMPANHIA DE BEBER IBE.
O Sr. director da companliia de Behe-
rbe, convoca os senliores accionistas da
mesma, a reunirein-se em assemhlea ge-
ral no dia 22 de novembro crente ao
meio dia, para esame das contas do se-
mestre lindo no ultimo de outubro, e au-
tonsacao do pagamento do 13- dividen-
do, em conformidadedo art. 19 dos esta-
tutos.Recite 17 de novembro de 1854.
iO secretario, Luiz da Costa Portocar-
reiro.
Madama Rosa Hardy, modista brasilui-
ra.rua Nova n. o.
i'arlcripa ao respeilavel publico, que acaba de re-
ceber um rico sorlimento de chapeos de soda c de
palha para senboras, ditos para meninas de seda c
de palha, cliapoziulio Ue seda para baplisado, ca-
pel las de laranjas para noiva, ricos corles de vestidos
de barege de seda, corles de seda escoyezn, grode-
naples furia crese prela, ditos sarja prela lavrada,
manleletes c capoliuhos prelos e de cores.ricos cha-
les de retros e bordados para senboras, dilos de seda,
dilos de lia a iimtncao de cachemira,romeiras de fil
bordado de seda branca e de cores, veos a iinilaro
de blonde para noiva, lencos de nio de Cmbrala
de linho, ditos de canibr.ua e algodito, transa ile se-
da e algodao, branca e de cores, loucas e vestidos de
baplisado, espartilhos, lilas c lucos de seda de linho
e blonde, meias de seda para enancas, pontea de
tartaruga, camiziuhas de senboras. loques c outras
fazendas que se veedem por preco commodo.
O abaixo assignado lem contratado comprar
a casa lerrea n. 13, da na Velha na Boa-Visla:
quem se julgar com direilo a mesina anuncie por es-
la iollia 110 prazo de 6 dias contados do primeiro
annuncio Malinas ./ose Comes.
No hotel da Europa, na ra da Aurora, tem
comida o bous petiscos a toda hora, por preco com-
modo.
Precisa-se alugar urna escrava, que
saiba lavar e ciigommr bem: na ruada
Cruzn. 10.
Os abaixo assignados avisan ao pblico, que
nao contrate com Domingos de llollauda Cavaloanli
de Albuqucrquc, acerca dosbens do casal do finado
Joaquim Jos Vieira, que hoje Ibe perteojcero, romo
administrador de sua mulbor viuva daquellu finado;
porque estilo ellos sujeilos a subparlilba cm que sao
inloressados os abaixo assignados, como consta dos
aulos que estn pendentes na relaco dele districlo.
Jos Domingucs Codeara,Francisco Jos I i-
amia.
O Sr. Jos Jorge de Souza deixou de ser cai-
xeiro do abaixo assignado desdo o dia 31 de outubro
prximo passado.Joo Martins de Ilarros.
JOAO- PEDRO VOGELEY,
fabricante de pianos, afina e concerta os mesmns rom
toda perfeicao e por mdico preco : todas as pessoas
que se quizercm ullisar de seu presumo, dirijam-se
a ra Novan. 41, primeiro andar.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE VAPORES.
O conscllio de direcc&o, de conformida-
de con o art. 4, titulo 1, dos estatutos da
companhia, convidou os senliores accio-
nistas a lazerem a entrada da segunda
prestcao ateo dia 15 do corrente; como
porem lem havido demora por parle de
algiins dos mesmos senliores em realisa-
rem suas prestacSes, llies previne haver
marcado o dia 20 do presente mez de no-
vembro, para cump-imento das obliga-
ntes contraliidas, visto que teudo o mes-
mo conselho de fazer remessas infallivel-
inente para Inglaterra para pagamento
do vapor em conttrttcco nao lie possivel
attendera mais demora, e fara* cllecti-
va a pena imposta pelos estatuios no arti-
go cima citado, isto lie, perderao os se-
nliores accionistas que lbrcni remissos o
direito a sua anterior prestacSo em favor
da companhia: o encariegado dos rece-
bimentos beo Sr. Frederico Coulon, na
ra da Cruz n. 20-
Precisa-se de nina mulbor que se queira en-
carregar do servico de urna casa de pequea familia,
sendo aceiada e deligcnle, se Ibe dar boa mensali-
dade: na ra dos Martirios 11. 36.
CARLOS 11ARDY, OIRIVES, RA NOVA
N. 34,
receben de Paris um lindo sortimenlo de obras de
ouro de lei : correnles modernas de 6 palmo para
relogio, palo proco de65S0O a SUJjOUO ; trancelins
dalos com passador, ricos sinetes, aderaos iuleiros,
etc., aderecos, rassolelasesmalladas, um grande sor-
lmenlo de rosetas para senhoras e meninas, alun-
les, anneise pulceiras, obras feilas ua Ierra, annel-
loes. medalbas, trancelins, conloes, colares, gargan-
tilbas, brincos, rselas, alfincles, ludo se vende mui-
lo barato.
Ncgocia-se a loja n. 9 da ra do Collegio, com
excedente armac.lo para qualquer eslabclecimento :
Irata-secom Kicardo, na livraria da esquina la mes-
ma ra.
Francisco da Silva Castro, subdito portuguez,
relira-se para o Bio de Janeiro ; o mesmo julga na-
da dever, porlanto quem se julgar credor aprsenle
suas emitas para sercm pasas, na ra do Crespo n. 4.
Joo Labussiere, eslabelecido nesla cidade com
loja de segeiro, ua ra do Pires, retira-o para oKio
de Janeiro na barca Ipojuca, e declara que nada
devcaesla praca,uoude ludo comprou a moeda.
COMPRAS.
Compra-scum violo : qunn o liver annuncc.
Compra-se I ou 2 caes que sejam de rara e bs-
tanles bravos, para sitio, macho e femea, ou mesmo
so macho: ua ra da Cadeia do Kccife 11. 54.
; Compram-se os livros intiloladusAltelos e
consideraroes devolas sobre os exercicios de S. Igna-
cio, e Nova Floresta : na ra das Cruzes 11. 29, loja
de cncaderuacao,
VENDAS
COM TOQUE DE AVAHA.
Cintas escutas e iixas a 4 rs. a peca: na ra do Crespo, loja da
esquina tjue volta pura a cadeia.
Vendem-se barris de cal ebegada recenlemen-
te de Lisboa, por preco commodo : ua ra da Sen-
zalla iova n. 4.
Vendc-se chocolate superior de Lisboa: no ar-
mazem defronle da escadnha da alfandega.
Vcndem-so arados americanos, ebegados lti-
mamente no brigue americano /*'. I'rice, pelo mes-
mo proco do coslume: ua ra do Trapiche n. 8.
Vende-se uma bonita molatiuba de 12 a 14 an-
nos de idade, sem vicios 110111 uchaques,|propria para
urna casa da familia educa-la a sua vonlade: no
beceo Largo n. 1 terceiro andar se dir quem vende.
Gello.
Avisa-se aos freguezes dd gello caos asignan-
tes que a venda do momo be no anligo deposito da
roa da Seuzalla Velha 11. 118, porem pelo lado do
ca? do Apollo em seguimeulo aos fundos dos arma-
zeus onde esleve o Sr. Jos Antonio de Araujo, a en-
trada be por um porUlo que lica no meio de dous
mais que existen.
(angas para calcas.
Vendem-se gangas de cores, de quadros e lias
para calcas a :I5 a peca: na ra do Oucimado n. 38.
\ ende-seuui bolillo cavallo slasao caxilo, mui-
lo gordo e bom carregador de bailo a meio, prnpro
para nina senhora, por ser muilo manso : na cochei-
ra defroule do bocea do Concalvos,no liedle.
Vende-se uma rica muliilia ilc jacarando c
marmore brauco, candelabros um lindo |>lat, mesa
de juntar, aparadores para louea, ludo novo c bara-
to ; assim como um lindo carro americano de 4 ro-
llas e 4 astelo*, 00111 3 arreios. para servir-se com
!i-OU cava"os> l0,i" envidracado : no Corredor do
Rispo, casa do corouel Favilla.
Vende-se um escravo crioulo, que reprsenla
20 anuos de idade: quem o pretender, dirija-seo
ra Velha, casa 11. 91.
Palitos de alpaca a G.s'tOO.
Na ra do Queimado 11.7, loja da Estrella, de Gre-
gorio i Silveira, vendero-se palitos de. alpaca mes-
ciados, muilo bonitas cores, pelo baralissimo preco
CAMISAS FEITAS.
V endem-se camisas francezas as mais bem feilas
emelllores modelios que lem viudo a esla praca,
por preso commodo : na ra do Crespo n. 23.
Vendem-se 2 casas na ra Imperial n. 46 o 48
junto ao chatariz.que rendem 65000 mensaes: a Ira-
lar na tuesina na n. 171.
Vende-se no aterro da Itoa-Visti n. 78, vaque-
tas para carro e sola de lustre, ludo por menos do
que era oun- qualquer parle ; assim como bezerro
inglcz, pelo diminuto preco de 2O0 a pele ; couro
le lustre por ajOOO ; dito muilo grande por 43OUO ;
corles de tanele para sapatos a 240 ; dilos grandes a
960 ; pregos francezes a 281 a libra ; ludo para aca-
bar ; meias para senhora a 200
Vende-se um bom quarlo : na ra Nova, ta-
berna n. ')'>.
Vende-se um bom escravo meslre canoeirn,
muilo robusto; um bonito moleque de 13 a l'rannos
som deleito; uma prelado 30 anuos, que cozinba e
lava e he de lodo o servico; 0111 prelo de meia idade,
bom para silio; 11111 dilo de 25 anuos para campo ;
na ra dos (Juailcis n. 24.
Cassas francezas a 480 a vara.
Vendem-se cassas francezas de cores, muilo finas
a 480 a vara, riseado* esccete* a 260 rs. o covado :
na ra doQuoiunnln, luja n. 40.
Vende-se lama negrinha de 8 annos,- muilo
bonita : a Iralar na roa da Santa Cruz, casa 11. 22.
No atorro da Itoa-Vista n, 80, vende-se caf de
casca a 3?200 a arroba e lat a libra, cnxofrc a 1^920
a arroba.
Vende-se una prela de 18 anuos, crinula, que
sabe co/.inbar o iliario do uma casa, coser e cugom-
mar : na rua da Cadeia do Rccifc n.54, loja.
Atteiirao ao barateiro.
Vendem-se apparelhos para cha brancos c doura-
dos de porcellana, ditos para cha azues, dilos para
mesa de juntar azues, lanlcrnas de vidro e casquinbo'
de coinposicao, compoteiras e copos, calix e garrafas,
porla-licres o frasetis para espirilos, e outras muilas
fazendas por preco o mais commodo do que cm ou-
lra qualquer parle, na rua Nova ao p do oilAo da
Couccican n. t.
Vende-te um negro da Costa muilo bom pa-
deiro e proprio para lodo o servico por ser muilo
possanlo c ladino : na rua Imperial confronto ao
ohafariz 11.53.
Na taberna da rua do l.ivrameulo n. 38, ven-
dc-se o afamado fomo de Garanhuns.
Vendem-se pregos americanos, e cadeiras de
Mineo, chegado ullimamenle da America : na rua
do Trapiche n. 8.
Vendem-se globos de vidro, chntate*, c torci-
das para os candieiros americanos: na rua do Tra-
piche n. 8.
Vendem-sefrascos rom muilo boa agua para ca-
bellos, chegada ultimamoiil da America: na rua do
Trapiche n.
FAZENDAS RARATAS.
Corles de vestidos do seda, de cbalv, de eambraia
deseda com 2 e 3 babados, melpomene de lindos pa-
drOes. e outros corles de vestidos de goslo, mantele-
tes, chalo*, romeiras de retre o decambraia, cha-
peos para senhoras e meninas, (uvas de seda, selm
lavrado proprio pra veslidos de noivas, fazendas de
laa proprias para falos de meninos, e nutras fazen-
das modernas que se vendern barato : na rua No-
va, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filbo.
Palitos, sobrecasacas de panno lino, de alpaca,
c de linho, panno lino azul proprio para fardas da
guarda nacional, dilos prelos, cor de pinhao e verde
escuro, cascmiras prctas muilo superiores para cal-
cas : na rua Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira
& ti Ibu.
CEMEMO ROMANO BRAMO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de taboas de pinito.
Vendc-se sola muilo boa epelles de cabra, em
pequeas e grandes porooes : na rua da Cadeia do
atedien. 49, nrimeiro andar.
Vende-se o verdadeiro rap Paulo Cordeiro,
que pelo seu aperreiconmento araba de obter a con-
cessao do uso das armas imperiacs, nas seguinlcs
lojas: rua da Cruz Fortunato Cardozo de Gouveia,
rua da Cadeia do Iterife Kicardo Ferreira da Silva,
Thoinaz Fernandos da Cunha. Jos Fortnalo dos
Santos Porto, Jos Gomes Leal, Joo da Costa Maga-
baea, rua do Collegio em Saolo-Antnnio Lima J
(iuiniaracs, rua larga do osario Jos Das da Silva
Cordial, Manuel Jos Lopes, Magalhacs & Pinheiro,
Ncves iV Coelho. pateo do Carino Antonio Joaquim
Ferreira de Souza, largo do Livramento Francisco
Alves de Pinho, rua Direila Jos Viclor da Silva
Pimcnlel, alerro da Boa-VUla Joaquim Jos Dias
Pinheiro, c finalmente no deposito da rua da Cruz
do Kecife casa 11. 17, onde sempre acharan do fres-
co, visto sempre receberem mcnsalinenle um certn
numero de eaixas da propria fabrica do Rio de Ja-
neiro de Joao Paulo Cordeiro.
CEMENTO ROMANO.
\ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lamben vendem-se as linas : alraz do
tbealro, armazem de Joaquim Lopes de Alineida.
Na esquina da rua do Collegio, loja de livros
n. 20, existen*, a' venda as obras se-
guintes:
Ansaldus de commeicioet mercatura,
1 vol. 8x000 rs. ; Scacias, tractatus de
commercis et cambio, 8,>-000 rs.; Salga-
ilo, lab\ rintus creditorum, i vols. 2$000
rs. ; Cassaregis de Commercio, o vols.
2O.SO00 rs. ; ndice pelas materias civil,
criminal, orplianalogico e de inancas,
por Alves Branco, 1 vol. 10.>000 i-s.; Bi-
blia Sacra, anotada por l)u-llamel, 2
vols8,S-000 rs. ; Vida do padre Vieira, 1
vol. 3$000 rs. ; Tractatus Theologico, ca-
nonicus de sponsalibus et matrimonio,
por Kiigler, 1 vol .",s200.
Vendem-se gigos com champagne da bem acre-
dilada marca estrella, e barricas com vinho de Bor-
deaux, por preco commodo: na rua do Trapiche
Moinhos de vento
'ombombasdercpuxopara regar horlas e baixa,
dee.ipim, na fundicade D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6, 8c 10.
GRANDE SOKTIMENTO DE IIUINS PAR4.
CALCAS E PALITO'S.
Vendc-se brim trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700 e I3OOO; dilo mcsclado a
19100 ; corles de fustn branco a <00 rs. ; dilos de
cores de bom goslo a 800 r*. ; ganga amarclla lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de cassa chita a
25000 e 29200 ; lencos de eambraia de ludio gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 ; toalhas de panno
de linho do Porlo para roslo a I49 las alcoxoadas a 109000 ; gnardanapos lambem alco-
xoados a 3?60B : na rua do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FKIO GUARDA CALOR:
porlanto, vcudem-se cobertores de algodAo com pel-
lo como os do laa a 19400; ditos sem pello a 19200;
ditos de tapete a 10200 : ua rua do Crespo n. 6.
Vende-se um excedente rarrlnho de 4 rodas
mui bem conslruido.eem bom eslado ; est exposlu
na rua do Arago, casa do Sr. Nesnie n. 6, onde po-
dem os pretendenles examina-lo, e Iralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no
Recife 11. 27. armazem.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior .(ualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruzn. \.
--Vende-se em casa de Rabe Scbmet
tau&C, na rua do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas obtas de biilliantcs
ptimos pianos veiiicaes.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de dillerentes tamanlios para
espedios.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avar ia.
Madapolao muilo largo a 390Xe.39500 r. a pe-
ca: na rua do Crespo, loja da esquina ue volla pa-
ra a Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a S.s'000, 12S000, 14$000 e 180000
rs., manteletes de seda de cor a 11 jOOO
rs chales pretosde laa muito grandes a
5S600 rs., chales de algodao e seda a
1$280 rs.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 36$'000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As eaixas sao marcadas a fbgo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sio azues.
Vendem-se relogios americanos para cima de
mesa, ebegados ltimamente da America : na rua
do Trapichen. 8.
Vendem-se 5 escravos, sendo 1 mulalinho de
idade de II a 12annos, 1 moleque de idade de 14
annos, crioulo, 1 cabra de meia idade, carreiro, e 2
esclavas de lodo servico : na rua Direila 11. 3.
VESTIDOS DE SEDA.
Contnua-ae a vender corles de vestidos de seda de
cores, bonitos padrOea, por proco commodo : na loja
de 4 porta-, na rua do (tteimado n. 10.
PARA SENHORA.
Vendem-se ricas romeiras bordadas e ramisinhas.
Cor preco commodo : na roa do Qoeimadv, loja de
porlas n. 10.
VESTIDOS DE CHITA.
Conliuua-se a vender corles de chita larga, cores
Iixas. a 2000 cada um : na loja de 4 porlas da,rua
Queimado o. 10.
Vende-so metade de uma casa, ni rua Velha :
qnem a pretender, dirija-se a Ponle Velha, na cer-
rara, que se dir quem vende.
CASEMIRAS E PANNOS,
vende-se casemira preta e de cor para palitos por
fJ}",l leve a 2J600 covado. panno aiul 1 39 o
13000, dito prelo a 3>, 39500, 9 e 5*600. corles
de casemira de goslo* modernos 1 69OOO, selm pre-
lo de Macao a 3-5200 e 43000 o covado : na roa do
Crespo 11. 6.
CO.NHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos f regu -es.
-Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, rinda no brigue
portuguez Tarujo III, chegado no dia
5 do corrente: na praca do Corpo Santo
n. 11.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
Sada recentemente, recommen-
a-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na fu da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron A
Companhia.
320
r ......... .w ,,, o par ditas H
ditas minio linas stm costura a400rs. ; dilas
de cor para homem a 200 rs.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinba ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, glandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para: carregar ca-
noas, ou canos livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
ARREIOS PARA CARROS.
Em cas; de Brunn Praeger ix C, ha pa-
ra vender um lindo apparelliopara 2 ca-
vallos feilo por ei'comincnda, e de quali-
dade .supeiorir i. luilii,s i|uo tem vindo a
esta praca, com guarnirao de metal cpie
nimca se estraga ; esta obra se recom-
menda principalmente para um particular
por ser de ptimo goslo, el'eita com to-
da a elegancia : vende-se na rua da Cruz
n. 10.
SACCAS COM FARINHA DE MAN-
DIOCA.
Vendem-se por menos preco do que em
outra qualquer parte: na loja n. 26 da
rua da Cadeia do Recife, esquina do Beo-
co Largo.
Vende-te um prelo crioulo, ,1 visla do compra-
dor se lira, o motivo da venda : em Fon de Portas
n. 10.
Millio e arroz de casca.-
Vendero-se 200 ucea* de milito e nrrox de rauca :
a tratar na rna do Queimado o. 7, loja da Estrella
de Gregorio & Silveira.
Pelo ultimo navio viudo de Franca, madama
Ilucssard .Milloclnu, receben urandesortimenlo de
chapeos para senhoras, ditos de montarla e de meni-
nos o meninas, do verdadeiro bom lom de Paris, os
quaes veodem-sepor preco muilo barato.
Vende-se urna poieao de vara*, estacas c Cali-
nas para cerra, c por pceo muito commodo: na rua
da Gloria u. 69.
Vende-se urna escrava de nacao rom 3"> anuos,
pouco mais 011 menos: co/.inha o diario de nina ca-
sa e lambem serve para o sen ico de campo : na rua
do Crespo loja 11. \ ende-se por preco rumniodo um tobreludo
de borrina cm muilo bom eslado : na rua lar;a do
Rosario loja n. 11.
Farinha ile mandioca.
Vendem-se saccaseom cinco qaarlas de fariiiha
dejn.inilioc.i lavada, a melhor que tem viudo a esle
morcado: na Iravess* da Madre de Dos, armazem
n. 3 e .) de Antonio Lniz Oliveira Anevcdo.
A5jf000 osacco.
Vcndem-sc a 5f o sarco de feijo novo muilo
bom: na Iravessa da Madre de Dos, armazem 11. 3
edc Antonio l.uiz Oliveira Azevedo.
Airoz de casca
Na Iravessa da Madre de Heos n. 3 c 5 se vende
arroz de ca*ca por liara! preco para acabar.
Vende-se um boi manso lilho do paslo, por
prceo commodo : no silio da Torre cm Bclcm.
J^
\ ende-satfemcnto romano chegado recenlemente
de II ambur-n, cm barricas de 12 arrobas, e as maio-
res quena no mercado : na rua da Cruz do Recife,
armazem n. 13.
CHAPEOS DE CASTOR
pelos pelo baratissimo
preco de -t.sOOO cada um: na rua Nova
n. 44.
Chapeos de fellro brancos, prelos e pardos pa-
ra homem e meninos, formas elegantes, dilos das
mesmas cores amazonas para senhora, dilos de mas-
sa fraoreza mullo finos, ditos de caslor inglez, dilos
de palha arrendados proprios para meninos e meni-
nas, honeles de palha lano para homem como para
meninos, ditos de oleado para hornero, dilos de pan-
no e merino tanto para homem como para meninos,
c ludo por prcc,o commodo : na rua Nova n. 44.
Aos 8:000S000.
Na casa da Fama, no aterro da Boa-Visla n. 48,
estaq a venda os bilheles e cautelas da lotera da ma-
triz da Boa-Vista, que corre no dia 24 do correnle.
Bilheles 88000
Meio; 43000
Quarlos 29300
Decimos 19100
Vigsimos 3600
Loja vermelha.
Na rua do Crespo n. a, vendem-se paul* de me-
rino seliin a I0J000.
Vende-se um cabriolcl com cobcrla o os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par? ver, 110 aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Iterife rua do Trapi-
che 11. 11, primeiro andar.
VENDAS.
Chcgaram recentemente algumas lac-
eas do bom farello, que estao e\postas a
venda nos armazens defronte da escadi-
nha, ou na travessa da Madre de Dos,
armazem de Novaes & C.
RUA DO CRESPO N. 12? u^^"'w
W Vende-se ncsia loja superior damasco de $
9 seda decores, sendo branco, encarnado, rxo, ;
por preco razoavel. 5*
mi Relinacao, rua da Concordia n. 8.
Vende-se esle cslabelecimenlo bem monlado, com
algumas machinas para o fabrico do assucar, entre
ellas uma machina centrifuga, que purga assucar de
8a 10 minutos. Esle eslahelerimenlo ollcrere com-
modos para fabricar grande poreAo de assucar, obri-
gando-se o vendedor a dar os esclarccimciitos neces-
sarios tendentes ao mesmo fabrico : vende-se por seu
dono relirar.se do imperio.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4500.
Na rua o> Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
MELPOMENE.
Vende-se melpomene de la, goslo es-
COSSez, padiocs novos, viudos pelo ultimo
vapor, pelo pceo de 580 rs. o covado:
na rua do Crespo 11. '27).
VINHO DO PORTO SUPERIOR IEITORIA
em eaixas de I ou 2 duzias de garrafas : vendc-se no
armazem de Ba roca \ Castro, na rua da Gideia do
Iteeife n. .
RELOGIOS I.Mll.E/.ES DE PATENTE.
Conliooama vender-se por preco commodo; no
aruia/ein de Barroca A Castro, ua rua da Cadeia do
Kecife n. I.
Vende-se muilo superior farinia de mandioca,
cm saetas de Iqoeire, medida velha, a 43000 cada
urna : no armazem de Joaquim de Paula Copes de-
froule da escadnha do raes da alfandega.
FAMA
No aterro da !ua-\ isla, defroule da lionera u. 8,
chegou ullimameulc um comiilelo sortimenlo de lo-
dos os gneros de moldados dos ltimamente che-
gados, e vende se por preco muilo razoavel :
maiiieica inSleza a ISO, 720," 800 e 880 ; dila
raneen a 640 ; arroz lo MaranhAn a 80 e 100
rs. ; presunto a 480 ; cha bvsson a I3GOO, l320,
2yO0 c 25800 ; dilo do Kio a IjJGOO ; velas de
cspermaeelc a 880, 900 e 13120 a libra ; caisas de
eslrellinba muilo superior a 33000; passas, figos,
amelias, desembarcadas tillimamenle, ludo de supe-
rior qualidades.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de la. a 18100 : ua rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vendc-se panno prelo 2M00, 20800, 33,
33500. 4p500, S500, lioOO rs. o covado.dilo azul, a
2s. 2J8O0, 49, o, 79, o covado ; dito verde, 29800,
390U, 49, 39 rs. o covado ; dilo edr de pinlio a
4? lOoo covado ; corles de casemira prela franceza e
elstica, 79.0 e 89500 rs. ; ditos com pequeo
defeilo.ii 69300; ditos inglezenfestado a 59000 ; diloa
de cor a 49, 53500 69 rs. ; merino preto a I9, 19400
o covado.
Agencia o Edwln Ha*.
Na rna de Apollo u. 6, armazem de Me. Calmon-
!i Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
mentos de taixas de ferro coado e batido, lauto ra-
sa como funda, moendas inetiras (odas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em m.idei-
ra do lodosos lamanhos e modelos os mais'moder-
nos, machina liorismii.il para vapor com torra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro esfiihado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
llias.de n.-iudrcs ; ludo por barato preco.
Vende-sc encllenle laboado de pinho, recen-
lemenlo chegado da America: na rui de Apullo,
trapiche do Ferreira, a eolender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas Irancczas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo. a 320 o covado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro anda/, 'em a
venda a superior flanclla para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vnde-sc muilo superior polassa da
Russia, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para fechar contas.
a* . Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prec.0 commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de trro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. H
Vinho do Khcno, de qualidades es-
peciaes, em eaixas de uma duza,charutos
de lia va na verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 5.
_ Na rua da Cadeia do Recifen. 60, vendem-sc os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem viudo a
esle mercado.
Porlo,
Rucellas,
Xcrez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em caiiinhas de uma duzia de garrafas, e visla da
qualidade por prego muilo em conta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 30 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vendc-se uma balanca romana com lodos os
seus perlences. cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n.4.
l'UBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
rcvereiufissimos padres eapuchinhos de N. S. da Pe-
ntia dost i-id, aaamentado com a novena da Se-
nhora da CnnceicAo, e da noticia histrica da me-
dalhx milagrosa, edeN. S. do Rom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I9OOO.
Completos soitimentos de fazendas de bom
goslo, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corlea de vestidos de eambraia de
seda cao barra c babados, i 89000 rs. ; ditos com
Iteres, .1 79, 09 e 109 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, 119 ; corles de eambraia franceza muilo fi-
na, lia. com barra, 3 varas |>or 49300 ; corles de
rana de cor com Ires barras, de lindos padrocs,
392IH), pecas de eambraia para cor limlos, com 8>j
varas, por 39000, ditas de ramagem muilo finas, i
I.-S ; eambraia de salpicos miudiulms.branca e de cor
muilo fina, 800 rs. a vara ; aloalhado de linho acol-
xoado, 11 300 a vara, dilo adamascado com 7.1, pal-
mos de largura, i 29200c 39300a vara ; ganga ama-
relia liza da India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collctc de fuslo alcoxoado c bons pa-
drn- lixos, 800 rs. ; lencos de eambraia de linho
.'HiO ; dilos grandes finos, lint) rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prelas muilo superiores, i 1600 rs.
o par ; dilas fio da Escocia i 300 rs. o par.
Vende-se orna laberua na rua do Rosario da
lloa-Visla 11. 47. que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos silo cerca de 1:2009000 rs., vende-so
porem com menos se o comprador asim Ibe convier :
,1 Iralar junio Alfandega, Iravessa da Madre de Dos
ariudzciu n. 21.
Taixas para engenhos.
fundicao' de ferro de D.
do
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-re a borlo do brigue Concetrao, entrado
de Santa Calharin, t fondeado na volla do Forte do
MaHo, a mais uova farinha que existe hnje no mer-
cado, e para porcocs a Iralar no escrptorio de Ma-
" li (iaeT" Jnnior, na roa do Trapiche
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
0 arcano da ntrencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber 4 Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se uma rice mobilia de jaca
randa', com jpnsolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se uma estol! ida coHeccao das mais
brilhhtes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-'
char para fazer um rico presente.
DepositodepannO.de algodao da
fabrica de todo os santos na J
Baha. J
Vende-se esle bem conhecido panno, prr J
prio para saceos roupa de escravos ; no es- ft
@ inploiio do Novaes & Companhia, na ruado 06
3$ Trapiche n. 34. a
Em casa de J. Kcller&C, na rua
da Cruzn. 55, ha para vender 5 excel-
entes pianos viudos-ltimamente de tam-
burgo.
KA DO TRAPICHE N. 10.
rs
l
Em casa de Patn Nash & C., ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos at 1
Champagne daraelhor qualidade
em garrafas e meias ditas. M
Um piano inglez dos melhores. 3
Devoto Christab.
Sahio a loz a 2.a edicSo do livrinho denominado
Devoi> ChriUo,mais correlo e acrescenlado: vende-
se unicamenle na livraria 11. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de core de um panno, moli andes e
de l>om goslo : vendem-*e na rua do Crespo, loja da
esquioa que volla para a cadeia.
Na
w.
Bowmaiin, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
comiileto sortimenlo de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou carregam-se em cano
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
scjam.quadiilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
ESCRAVOS FGIDOS.
Dcsappnreceu. no dia 13 do correnle um escra-
vo com os sisnaes seguinles: do zentio de Angola,
ilc dade de 22 a 23 anuos, pouco mais, baixo, gros-
so, earaJarga, bocea grande, lem todos os denles da
freole, lem ns dedoa dos ps uns mais pequeos qoe
oulros, chama-se Joo ; levou camisa e caira de al-
godio azul, lem no eos da,calca o nome della por ex-
lecso marcado de encarnado, chapeo de palha novo,
he muito presuicoso no andar e he do mallo : quera
o pegar, leve-o u rua dos I'razeres do bairro da Boa-
V isla, a ultima casa terrea pintada de roxo. que ser
gratificado.
AT^NCAO.
Desappareccurto dia 17 do corrente,
tendo sabido a'compras, levando vestido
camisa de algodao de mina, e calca de al-
godao riseado, o escravo Africano Fran-
cisco, cpie pertenceu ao fallecido Frau-
cisco Jos Goncalves, de quem foi in-
ventariante e testamenteiro Bernardo Jo-
s da Costa Valente, onde esteve deposi-
tado ate ser arrematado em praca ; este
eseravo tem um signal de queimaduj-a em
urna perna e em um p, e tem o cabello
rente: quemo appi-ehender e conduzir
ao sobrado da rua do Pilar n. 80, resi-
dencia de seu senhor, sera' generosamen-
te recompensado.
Ao coronel Jo de Rrilo Inglez fagio na noile
de 17 deste mez de novembro de 1854,"da calina
rua do l'ilar n. 68, o seo escravo Joaquim, que I18
baixo. cheio do corpo, islo he, para tnais manro, nao
lem (lentes na frente, lem na mo direila um dedo
envergado de um unheiro, andar miudo, nao sabe
andar depressa nem correr, tem falla de cabello no
meio da cabec.a. olhos vermelhos, quando falla mais
apressado gauueja, ps pequeose seceos, pern cor-
ta, nas costas lem um signal de chicle, chama-so
Joaquim, (Iho do Para, pouca barba, levou baozi-
nho pequen* com toda roupa que linha, uma calca
prela. O signa' de chicle linha elle ji quando veio
para o mcu poder. Gralifira-ae a quem o prender.
1008000 de gralifiracao.
Dcsappnreceu no dia 8 de sclembro de 1834 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 33 annos, pouco mais ou meno.<,
nascido cm Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, be
muilo ladino, costuma trocar o nome e intitulare
forro ; foi preso em lins do anno de 1831 pelo Sr.
delegado de polica do Icrmo de Scriubnem, rom o
nome de l'edro Sereno, como desertor, e sendo re-
mellidn para a cadeia desla cidade a ordem do Illm.
Sr. desembargador chefe de policia com oflicio de2d
Janeiro de 1832 se veriucou ser eacravo, c o sen legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho ('..ule, da comaira de Santo Anlo do
poder de quem dcsapparcrcti. c sendu mitra vez'cap-
turado c rerolludo a cadeia desla cidade cmSdo
agosto, foi ah embargado por cxrciicao de Jos Das
da Silva Guimaraes, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. Os
sianaessao os seguinles: idade de 30 a 33 annos",'es-
liilura e corpo regular, cabellos prelos e rarapinha-
do, cor amulatada, olhos escuros. nariz grande e
grosso, beicoa grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com lodos os denles na frenle : roa se, por-
lanlo, as autoridades polciacs, capilacs de rampoe
peos particulares, o favor de o apprchenderem e
mandarem nesla praca do Kecife, na rua larga do
llmario n. 14, que recebern,n a gralifirarilo cima de
IOO5OOO ; assim come-praleslo contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel de Almeida Lopes.
*

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f
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1
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PERN. :TV. DE M< B.
DE FAMA. 1854-
MI ITII AHA

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