Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01220


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Full Text
ANNO XXX. N. 267.
Por 3 mes:es adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TEBQA FEIRA 21 DE NOVEMBRO DE 1854.
--
, Por atino adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
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DIARIO DE PERNAMBUGO
i:\CARREGADOS U.V SIBSCRIPCA'O-
Recita, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Dupr ni; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vjpior da Naiivi-
dade ; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. AntoniodeLemosBraga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, oSr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1/2 a 27 3/4 d. por 19000.
Paris, 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Arroes do banco 40 0/0 de premio.
da companliia de Belieribc ao par.
> da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas' 293000
Modas de 69400 velhas. 1635000
de 635400 novas. 168000
de 4^000. 935000
Prata.Patacics brasileiros. 1*940
Pesos ci]iimnarios, ... 19940
mexicanos..... 135860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caraar, Ronito o Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Sella, Boa-Vista, Ex cOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas o sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quinlas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primcira ns 5 horas e J8 minutos da manha.
Segunda s 5 horas e 42 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras o sabbados.
Fazcnda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Jui/.o de orphos, segundas e quintas s 10 tayas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dio.
2a vara do civel, quariasc sabbados ao meio da.
EIMIEMERIDES.
Novbr. 4 La choia s 6 horas, 43 minutos e
A8 segundos da tarde.
12 Quarto minguanle s 7 horas, 40
minutos c 48 segundos da larde.
20 La nova as 7 horas-, 43 minutse
58 segundos da manha.
27 Quarto cresccntc aos 21 minutos o
48 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Flix de Valoix ; S. Ocfaviano.
21 Terca. Apresenlaco da SS. Virgen Mi de D.
22 Quarta. S. Cecilia v. ra.; S. Feliroon m.
23 Quinta. S Clemente p. m.; S. Felicidade.
24 Sexta. S. Joo da Cruz ; S. ChrifOgno m.
25 Sabbado. S Catliaiina v. m ; S Erasmo.
26 Domingo, 25 e ultimo depois do Espirito
Santo. S. Pedro Alexandrinob. m.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente o da 17 da novembro.
OllicioAo Exm. director interino da inslrucoao
publica, approvando i proposta que S. Exc. Tez do
baclnrel Jos Raymundo da Costa Menezcs para
interinamente exercer as funejocs de inspector do
segundo circulo luterano durante o impedimento
do padre Joaquim Kaphael da Silva.
Dito.Ao rommandanlc das armas, transmilliit
do por copia a aviso de oulubro ultimo, do qual consta que, por|imperial
resoluto de 11 do mesmo mez se mandn passar
para o estado maior de segunda elasse nos termos do
artigo 26 do resllame uto de 31 de marro de 1850, o
capitSo|do 4. balalhao de arlilharia a pojse Lzaro
de Canralho, que Picara perlencendoia segunda elas-
se ero quaolo nao tiver vaga na primcira.Igual ao
inspector da thesouraria de fazenda.
Dilo.Ao mesmo, remetiendo por copia nao
o aviso da repartido da guerra de 18 de oulubro ul-
timo, mas lambem o conherimenlo dos ohjeclos per-
leacentes ao i." balalhao de infantaria, que exi-
lindo no arsenal de guerra de Porlo Alegre foram
carrejados em receita do respeelivo almoxarife, t
o termo de consumo a que se refere o citado aviso.
Dilo.Ao inspeclorda thesouraria de fazenda com-
imimeando haver o juiz municipal do termo de Flo-
res participado, que no dia 31 de oiilnhro ullimo,
au mira o exercicio da vara de juiz^ de direito.
Igual communicacao se Tez ao Exm. conselheiro
presidente da retajao.
Dilo.Ao rommandanle da esl.ijao nava) dizendo
ficar inleirado. nao s de haver chegado da eomiriis-
s.'n em que se achava o brigue de guerra Cearense,
mas tmbemele terS. S.recommendadoaorespectivo
commanitenlc que aprsenlas ao arsenal de mari-
nlia os pedidos para os reparos de que necessila o
mesmo brigue.
Dilo.Ao director do monte pie) dos servidores
do esUdo, Iransmittimlo para nfiro convcnienle, urna
primeira via de ledra da qoanlia de 1919593 rois em
que importan! as contribujes artecadadas nesla
provincia, desde 11 de agosto al 31 de outubrn lu-
do dcsle auno, aos accionistas d'aqucllc estabeleci-
menlo constantes darelajao que remelle.Commu-
nicou-se a thesouraria de fazcuda.
Dilo.Ao inspector do arsenal de marinha, re-
rommcndaudo que faca proceder rom urgencia ao
exame dos reparos de que necessila o fcrigae de
guerra Caliope, rentettando o respectivo -termo ao
commandanle da cslaeao navalCommunicou-sc a
al*.
Dilo.Ao commandanle do presidio de Fernan-
do, dizeudo que n > patacho l'irapaina segucm para
aquello presidio, alem dos sentenciados de que faz
inenrao o ofTicio de 8 do correute, os qualro 'de que
trata a relajan -pie remelle.
Dilo.Ao ilirector das obras publicas, declarando
qi,3 a Thesouraria provincial lem ordem para paca
ao arrematante do tenia da Villa Bella, a vista do
competente certificado, a importancia da primeira
prestadlo do sen contrato.
Dilo.Ao inspector da lliesoura. a provincial, re-
eommendando a expedirao de suas ordens para que
com urgencia sejam desapropriados os terrenos na
estrada dos Remedios, perlencenlcs a Jos Jacinlho
da Silveira, e a urna senhora viuva do Paredes, fa-
lo ser conveniente exceular-sc quanlo antes o se-
gundo lauro d'aquella estrada.Comraanicou-se ao
director das obras publicas.
Dilo.Ao commandanle snperii r da guarda na-
cional da comarca do llrejo, dizendo que podem as
paradas dos balalhes de infamara da referida
guarda nacional ser na villadu mesmo nomo, sendo
a do 1. no paleo da feira, e a do -2. no largo pr-
ximo a ra da Lama, cumprindo que S. me. decla-
re com urgencia qual o lugar que lhe parece con-
veniente, para nelle ter lugar a parada do -2. bala-
lhao do municipio de Cimbres.
Dilo.A cmara municipal da Escada, appro-
vando a compra que Tez de duas casas para servi-
rem de ajougue. e mercado publico n'aquclla villa,
pelo prejo de 5508000 reis.
Dito.A mesma, approvando provisoriamente
deliberarlo que lomaram do nomear os empregados
de que necessila a mesma cmara,
PortaraDesonrando, de conf vrmidado com a
proposta do chefe de polica, do cargo de primeiro
supplenle do subdelegado do dislricto de S. Bcnlo,
a Francisco Tcixeira de Maccdo e Humeando para o
referido cargo ao cdadao Luiz Paulino de Hollanda
Vallcnca.Communicoo-se ao referido ebefe.
COMISANDO DAS ARMAS.
Qaartel do ooaaaaamdo das tram daParnam-
baeo, < eldado do Recll--, er 19 da novem -
bro d. 1854. _____f
ORDEM DO DIA N..173.
O coronel commandanle das armas interino, de-
clarando que honlem se lhe apresenlaram os Srs.
capillo do 2 Halalhaodo infantaria Jos Comes de
Almeida ; alferes do 10" da mesma arma. Jos d'A-
vila Bit ancourt Neiva e segundo r.irurgiao alferes
do corpo de saude do exercilo, l)r. Joaquim da Sil-
va Araujo Amazonas, mandn quo os duus primei-
ro* licassem recolhidos aos respectivos carpos- ; e de-
termina que o ultimo fique addido ao referido 2.
balalhao, para nelle fazer o servico, que lhe com
patir.
Assignado.Manat Muniz Tatarei.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens enearregado do detalhe.
20
.* ORDEM DO DIA N. 17*.
O coronel commandanle das armas inlerino, faz
publico para que lenham o devido efleilo, que S.
U. o Imperador honre por bem, por sua immedia-
ta a imperial rctoltijao de Hile oulubro ullimo,
tomada sobre consulta do conselho supramo mili-
lar, mandar passar nos termos do ai I. -2 do regu-
lamenlo n.772 de 31 do marco de 18">l para o cs-
ladii-mainr de segunda Classc, o Sr. capitn do 4
balalhao de arlilharia a p, Jos Lzaro de Carva-
lho, visto nSose achar plenamente provado pelo con-
seibo de inquirirlo ter rano comporlameuto habitual
no servijo militar para ser reformado, como dis-
poe o paragraplio 2 do art. 9 da lei n. 618 de 18
de agosto de 1812 ; o outro sim, determinar por de-
creto de 22 do citado mez de oulubro, que em quan-
lo nao lionvcr vaga na primeira elasse do exercilo
fique pcrlencendn a segunda, conforme fui decla-
rado em ofHcio da presidenci* desla provincia de
17 do correute, com referencia ao aviso do mi-
nisterio dos negocio da guerra do 28 do sobredi-
to me/, de oulubro ; faz publico igualmente que o
mesmo augusto senhor (ol servido por aviso do re-
ferido ministerio de 17 lambem de oiitubro, conce-
der passasem para ifllairado 2 balMhio de infan-
tarin, ao respectivo Sr. alferes secretario, Alaliba
Duarte (iodinho.
Assignalo, -Mannel Muniz Tarare*.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens enearregado do detalhe.
EXTERIOR.
'
RUSSIA. A Gaieta de Colonia diz que o gene-
ral Oslen-Sackenlinhaentrado na Crimea frente de
40,000 liomens, pondo-se logo em marcha para Se
baslopol. Nao indica, porm, o dia da chegada des-
le reforjo, pelo que nada mais faz do que repetir
um noalo espalhado em Vienna, mas nao afllancado.
OsRussos linham com efleilo desarmado as suas
embarcares, reunindo os marinheiros ao exercilo.
Os marinheiros das esquadras alliadas haviam igual-
mente desembarrado para lomarem parle no aisalto
de Sebastopol em concurso com as tropas de Ierra.
O Timen publica as seguinles curiosas refletoes
sobre a questao que boje prende a allcnrfio da Eu-
ropa :
< A ultima noticia oflicial das operares contra
Sebaslopid he una parle lelegraphica publicada no
Monitcur, anuunciando que deviam ter-se levanta-
do baterias de sitio no dia 3, e que se esperava que
o fogo romerasse no dia segninle. Outra participa-
dlo assegura ter principiado o fogo, e dirigido com
exilo contra a balera daquarculcna.
O forte de leste he urna obra externa que (le-
rendo a entrada do porto ao sul. Ten] segundse
diz, l calillos, c a demoliefio desla balera fora
lano mais importante quanlo he ella a mais perigo-
sa para os cmbarcacftcs que quizerem entrar no
porto.
Logo que os canhOes adiados asseslados uas al-
turas huuvcrem imposto silencio a esla balera, he
provavcl que algumai embarcarles possam chegar
ao ponto em que reunam o seu fogo ao que se dis-
pare sobre outras baterias da praca. Porm al ago-
ra nada sabemos posilivamenledo que se ha passado.
A 3." e 1. divisoes do exercilo inglez poslaram-
se junio urna granja chamada Khutor-Seuzde-Otar,
ao norte de llalaklava, c a extrema dircila da poli-
cio parece robera por as lagoas que o Tehernaya
forma no valle de Inkermnnn, um pouco cima do
poni por onde o rio desagua no porlo de Sebas-
topol.
Esla parle do lerreuo est aponlada por lodos os
viajantes como pouco sadia, e para fugir dola fez o
exercilo um grande rodeio ua sua marcha. Dirigin-
do-sca ludia de operaefles para o norte, e nao para
o sul, he possivel que mude a posirao relativa dos
corpos inglezcs c francezes ; c que os francezes pos-
tados na cvl.'ii-aii do mar oceupem a esquerda, e os
inglczesa direita.
Diz-se que a entrada do porlo lem 600 varas de
largura, parecenilo-nos cusloso acreditar que sele
uos de linha, medidas a pique, na dita entrada,
possam fechar lao largo caminho. He comludo evi-
dente que esto meio singular, 15o somenlv se empre-
gou em consequencia de um plano previamente mal-
logrado.
a A perla do-las embarcacoes he importante para
a marinha rama, Aos alliados s podiam ellas apro-
veilar para scrcm lomadas como Iropheos. Dizem
que se vai tratar de as remover da barra que cnlu;
Iham. A maior vantagem que os Russos oliliveram,
metiendo-i- a pirpio, fin o poder disporcm das Iri-
polarOcs que estavam a bordo, na forra de 1.3,000
liomens.
Como nciii pela idea devo passar urna halallia
naval, os marinlieiros, e os soldados de marinha das
esquadras eslao lamben! promplos para qualqucr
servido. He para notar que nunca tenhamos noticia
exacta do ponto, que necupa o principe Menscliikof^
depois da balalha d'Alma.
L'ma participaran russa, pubicada j?m Sao Pc-
tersburgo, no dia 11, e Iransmiltida pelo telcgra-
phoaBerlim, allirma que, no dia 6, oceupava ogc-
neral em chele rnsso a posirao ao norle de Sebasto-
pol, que he eflectivamenle a mclhor ; pois, emquan-
lo nao for cercada pelo norle, domina esla posirao
todas as do interior, podendo dar communicarao
com os reforcos que deven chegar, retirando--" o
general em caso de necessidade.
a Ha lambem molivos para pensar, que esle se
relirou para Batcbi-Sorai com 20,000 liomens, como
o allirma oulra participarlo lambem publicada em
Sao Pelersburgo. Nao pretendemos desvanecer esta
duvida.
O que he mais acredilavcl he que, o comboy
encontrado o disperso pelo exercilo inglez, no dia
25, parti de Sebastopol, dirigindo-se a Batchi-Se-
rai.Se o principe Mensrliikoll livesse querido con-
servar-so em sua posiro ao norte de Sebastopol,
fra diflicl comprehender, poque motivo mandou
elle um comboy de exercilo consideravel ora da
praca na ocrasiao, em queoinmign se propunha a
ataca-la.
Em lodo o caso a presenca de 6,000 homens
para o lado d'Alma, prova, que existem liada na
Crimea numerosas tropas rtissas. Sebastopol nao
tcm mais ilo uinaque esperance ; e ha de que a reu-
nio destas tropas obrigue os alliados a levantar o
cerco, ou, pelo menos, a dcmorar-lhe as operacoes.
Porm, isso niio nos da cuidado, ainda que assim a-
conleca.
Deve suppor-se, segundo os apercebimenlos re-
tos junto ao Alma pelo principe Mcnscbikofl, que
elle lem comsigo a maior parte das suas tropas. Se
as livesse frescas houvera defendido o Kalcha e o
Bclbcck, sem deixar que o exercilo alliado fizesse,
sem obstculo algum, uina marcha de flanco sobre
Balaklava.
Agora que se rcalisou esla marcha eslao, da nos-
sa parte, as vantagens do terreno ; e se o inimigo
nosviesse atacar achar-nos-ha as formidaveis posi-
bles que nao pod defender.
Ao sul de Tehernaya pode o exercilo alliado es-
Irctar o silio, como seestivesse n'uma prac,a. Mais
obstculos cucnnlraria ao norte ; comludo he pos-
sivel que, dando-so alguns ataques vigorosos ao sul
da praca, epelo la ludo mar, linde acampanha.
O Diario de Francfort, publica a seguinte
carta :
Poten, 6 de oulubro de 1851.
a O reino di Polonia, depois de haver eslado por
largo lempo sem (ropas, vio dentro em si a vanguar-
da dos regimenlos da guarda imperial russa. Nada
se sabe ainda do futuro destino desla forra. Chega-
ram igualmente tropas russas parte occidental do
reino. Ha alguns das que se conlam na linha d
Wlodawch a Pistrow uns 8:000 homens de todas as
armas, cujo deslino se ignora lambem. Julga-se que
epate de lerem recebido novos referen- se dirigirn
osles diversos corpos frentona de Cracovia, e ou-
tras pessoas entendem, que ellas se dispoc a enlrar
em quarlcisile invern. Se estas tropas fossem des-
tinadas a Crimea nao as leriam feilo marchar para
leste. O imperador continua a ser esperado em Var-
sovia. A guarda imperial dirige-se a marchas forja-
das, do sudoeste para Varsovia, ao passo que oulras
forras se dirigem i Podolia da Bcsserabia e Don,
em direccan i Crimea, ds qualro primeiros regi-
menlos das Ires divisoes de infantaria das guardas
de corpo, duas brigadas da arlilharia da guarda, e a
ravallaria das guardas eslao em marcha para a Po-
lonia, leudo jn chegado ao seu destino una grande
liarle desla forra.
a A primeira divis'.o de Infantaria que formava a reserva, dirigiu-sc a Kevel a marchas
forradas.Os balalhes 5. 0 6. dos regimenlos de
infantaria da guarda, que formavam a reserva, li-
caram em S. Pelersburgo ; o 7. e 8. desuados
lambem a substituir a reserva, eslao a organisar-se.
As Iropas, al agora posladas no reino da Polonia,
passamda esquerda do Vislula para a direita, mar-
chando por Ires estradas para a fronteira austraca.
o A primcira columna foi pelo caminho de ferro
de Varsovia a Maski ; a segunda, que vai pela cal-
jada de Miechow, ja est cm frente de Radom ; a
sua vanguarda as proximidades de Zedzjew, e a
terceira columna na xleoslo do Vstula. O aovos
trabalhosconlinuam com aclividade aparle exter-
na da cidade de Varsovia, eslando empregados uns
10.000 soldados em fortificar a povoaco de Rocbow
sobre o Vstula, uo governo de Sandomir. Esle forte
acba-sc destinado, por assim dizer, para formar a
rabera de ponte, afim de assegurar aos Kussos a pas-
sagera do Vislula. O ultimo recrulamenlo foi come-
rado, e logo acabado no mez de agosto. Trala-se j
de ouro. Os apercebimenlos militares bao de fin-
dar no mez de oulubro, o as operaeOes definitivas
no mez d c dezemhro.
(DiarioMaMoccrno de Lisboa.)
( Da Patria 15. )
Le-sema correspondencia de Constantinopla pu-
blicada pelo Timen de 13 de oulubro.
O expediente desesperado a que recorreram os
Russos, metiendo a pique urna parle da sua esqua-
dra em Sebastopol, prova as apprebensOcs e a per-
tinacia do principe Menschikoff. lima (al resoluto
quesera lalvcz admirada por aquellos que a'julgam
dictada pela desesperarlo, nao foi inspirada evi-
dentemente senao pelo receio causado pela balalha
do Alma. Ficaram-lhe-ninda 9 embarcacoes russas,
7 navios de linha, 2 fragatas a vapor e o relebre
Wladimir.
He juslo dizer que esle expediente do inimigo
tem, al cerlo ponto, desconcertado os alliados que
vao agora atacar Sebastopol, em lugar de dirigrem
os seus golpes contra o forte Constantino, foi ne-
cessario modificar o plano de campanha e o que he
agora seguido, foi discutido immediatamente depois
da balalha do Alma. A tomada do forte Constan-
lino agora ja nao olTerere senao urna mediocre uti-
lidade, sem a prolccco da esquadra, d'ora avante
impedida, a occupaco do forte Constantino nao bas-
tar para rcduzir a praja. Oulra vantagem oblida
pelos Russos, he de poderem empregar todos os ho-
mens das equipagens na defeza do lado de Ierra. A
maior parte destes liomens habituados aos exercitos
de soldado, a completa separacao que existe na Inl
glaterra dos dous servicos, nao lem lugar na Russia.
Por consequencia, a guarnirn de Sebastopol
acha-se reforjada com 10,000 liomens habituados
ao tiro de paca c que valem como tropas de linha.
Poder-se-ha lambem tirar as tropas das balerias que
devem proteger o poni contra um alaque por mar.
A entrada do porlo eslando actualmente impedida
Por urna esquadra inimgi os arlilheiros podem ser
tirados de todas os fortes, excepto os da entrada ex-
pota ao fogo dos navios alliados,
Um destacamento consideravel da guarda impe-
rial ruiaa tomou parle na batalbado Alma ; cncon-
Iraram e as suas mochilas, e fizeram-se-lhes alguns
prisioneiros. A guarda hateu-se em retirada em
muilo Ion o lem, liavia entre ella.o os nutro- cor-
Pos de tropas urna difTercnea nolavel. Os soldados
de linha russa sao geralmenlc mui jovens e mui vi-
gorosos ; sao mui louros, tom os olhos azuesou par-
dos, os narizes largos e as faces ossosas. Os lio-
mens da guarda sao de maior estatura, e tem urna
prrfeiU disciplina. Cm grande numero dos solda-
dos russos que cntraram na balalha do Alma esta-
vam mui debilitados por una marcha de (res mc/.es;
vira.n-se muito, prisioneiros que tullamos pc< in-
diadas c gratados em consequencia das marchas
forjadas sobre terrenos quentes e arenosos, durante
os mezes de julho e de agosto.
Os indigenacs da Russia Negra tcem quasi lodns
os pes chatos. que os loma incapazes de marchas
longas c rpidas. Naose admilte om homem leu-
do esla difformidade no exercilo inglez ; julga-se
que o exercilo russo se compe, era grande parte,
de homens assim constituidos, explica-se al um
corto vonto a. grandes ponas que lhe causaran) as
marchas forradas.
Os feridos Russos ficaram mutos dias no campo ;
760 d'entre elles se reuniram n'um vinhago perto do
rio, e o general inglez Ibes mandou dar vveres.
Nada mais se Ibes podia fazer, e mandou-se um par-
lamentario ao general russo para lhe pedir cirur-
gies para Iratar e cuidar dos feridos Russos. O
servico medicinal linha sido incompletamente or-
ganisado pele deparlamenlo da guerra inglez, e
compre confessar a esle respeilo que os Francezes
nos sao muilo superiores.
Os seus cirurgioes sao mais numerosos, e teem
tamboril soccorros das suas irmaas de Caridade que
acompanharam a expedico n'um numero conside-
ravel. Estas devolas mulberes sao excellenes en-
fermeras, c pelos seus cuidados fazem que os feri-
dos es(ejam lao bem as ambulancias como se es-
livesscm nos bospitaes. Era nada nos parecemos, e
os nossos cirurgioes sao em numero insuflicienlc.
O oven-i tu hirco d'Asia esl accomellido por um
vicio que lhe he lerrivelmente prejudicial. Osof-
ficiaes lomam opio que os lanra durante umitas ho-
ras n'um lorpor delirante. Cumpre reorgansar o
exercilo d'Asia. L'ma campanha eflecliva puder
ser difcilmente feita sem n assislcneia de tropas eu-
ropeas. Depois da tomada de Sebastopol, a alten-
cao do norme e do publico, devora fixar-se sobre a
primeira operajao que podera ajudar as potencias
occidenlaes a conservarcm o equilibrio europeu a
enfraquecer a potencia que mais o ameaja.
A destruir da potencia russa ao sul do Caucoso
sera a empreza mais ulil do auno prximo. Poder-
se-ha preparar grandes exercitos para a in va-o da
Finlandia c da Bcssarabia. Porem sera pouco pru-
dente recusar da cooperaran de 15 a 20.000 homen-
aos Turcos na Ceorgia c no Caucaso. Um fraco cons
(ingente de tropas anglo-francezas sera snfficienle
provelvemenle para recbacar os Kussos sobre e
linha do Kobane do Sorelh.ou para os conservar all>
em respeilo.
( Peridico dos Pobres no Porto. )
Mutua posica'o da Austria e dos al-
liados.
A eslarao adianlada do anno c as rpidas e decisi-
vas transaren", militares das ultimas semanas pass-
das promeltem dar origem a urna complicajao poli-
tica que ha altamente desejavelque o publico consi-
dere e esleja prepararlo para combaler assim que a ac-
jao se tornar ohrisatoria.
Ainda nao temos um annuncin formal da queda
de Sebastopol, mas lalvez nos nao engaemos ou se-
jamos prcmaluros.suppondo que a captura desla for-
taleza e a rompida conquista da Crimea ja lenha
terminado ou em breve terminar a primcira cam-
panha dos alliados : O gelo em urna ou duas se-
manas liyrar a esquadra do Bltico -da necessidade
de esprcilar a armarla russa e de bloquear os porlos
russos ii.npiolb. parte do mundo ; e toda ella vultani
para a patria afim de passar o inverna, ou smenle a
parte dclla que for necessaria para oppor-se a sec-
cao moscovita dos polticos que eslao fazendo esfor-
ros para perverlerc tumultuar a Dinamarca. Pode-
so presumir que durante o invern niln se aventuar
algirma operaran auxiliar no severo clima que reina
agora no Ihealro asitico ra guerra, e que qnaesquer
csfnrjos da parto ras nossas tropas c dos navios que
o. no..-colunia o.l.mi o, podem julgar livres, se le-
milarao coadjuvajan qu< podermns prestar s ein-
prexaa de Onier Pacha na Be-sarabia, por via re
ni"\ iineiilo. ao | da costa. Todava provavelmen-
le o tempestuoso carcter do Euxinio durante o in-
vern obrigara a nossa frota a permanerer quieta no
seu poslo novamenle adquerido; ao passo que o nos-
so i-\oroiin lera inuila cousa a fazer, completando e
r.msulidando asna presa na Crimea. Tambcm rleve
ser ronsiderado como urna dcrisaoeslabclecida c per-
manente que ncm agora, nem para o (uluro, nao
havemos de aventurar as nossas torcas no interior
ra Russia, ou arrisca-las, fazendo-as marchar fora
do fcil alcance da couperajao naval.
Porlanto, n'umsezou dous, quando muilo, pode-
mos razoavelmenl esperar que as tropas russas se
acharan livres de qualqucr servijo na pennsula que
lemos lomado a nosso cario ; que somente necessi-
larao nos paizes que lirnit un o Euxinio de um nu-
mero sufilcienle para oppc r-se a Omer Pacha e de-
fender Odessa da possibiliriade de um assallo re-
pentino; que podem depor qualquer receio de nina
invasao no sul ; e ao menos durante seisou >ele me-
zes eslo livres de qualquer assallo sobre Cronsladl
ou S. Pelersrmrgo. Todas as suas forjas, no norte
ou no-ul, sern proveilosas as operarnos militares
em qualqucr parle om que urna campanha de inver-
n for pralicavelod antes devemos dizer em que o
imperador eosgeneraes russos, com o seu habitual
menosprezo para com as vidas e commodirlades dos
seus soldarlos, julgarem conveniente affroular os
horrores de semclhanle campanha. A flor do exer-
cilo moscovita 'as (inanias Imperiaes) e aquellos
ni ii- rcculi-.....ule evercit.idos na guerra actual eos
regimenlos que evacuaran) os principados) lalvez le-
nham de marchar ao mesmo lempo para as froulr-i-
ras septenlrionaes da Callicia e da Moldavia, e nao
lerao muilo que caroinhar para chegar a aquelle
ponto lie nulo Mmente urna forja sudiciente
para oppor-se a Omer Pacha, s? a scverirlade da es-
lacilo nao o obrigar inaejao,como mais prova*
velmenle acontecer.
Nao ha nerenlade de probabilidades < priori
para concluidnos que se projecta algum movimento
desla ordem, e que Nicoio designa aproveitar-sc do
invern prximo. A Austria, depois de tonga besi-
lajao c gradualmente, parece afinal ler lomado o
seu Indo. Durante algum lempo o seu comporla-
mcnlo ha sido gradualmente mais amigavel para
cornos alliados emaiahoslil para com a Rusta. A
sua ameajadora,posto que incerta,siluajao no verao
i mi n/in o czar a julgar prudente retirar--o de ka l-
bil. A sua .(neutraln mas prompla esnspeitosa aoc-
enpac.ion dos principados, liberten os cxrcilos al-
liados para a conquista da Crimea. Finalmente,
leudo esperado ver o resultado das nossas npera-
jes contra Sebastopol, o explendido e prompto
Iriumpho da expedijao banio os seus prolongarlos re-
cejos :e em consequencia das suas formaes coirgralu-
I,icoes dirigidas s corles franceza e nigleza, avcnlu-
rou um aclo lao oflensivo e tao ostensivamente hos-
til Russia como se houvesse mani(es(amen'le de-
clarado guerra aquella potencia. Segundo o Iheor
que ella adoplou durante os ltimos mezes, nos lem
servido e alTroulado o czar lio efficazinenle como se
houvesse abrajado um proredimenlo aberlamenle
hostil. Ella lem incorrido no mximo de inimiza-
de, ao passo que ganhou o mnimum de repulacao.
Poderia (acilmente ler merecido melliordosalliarlus,
mas apenas lem merecido peior da Russia. Tomos
para nos que Nicoio nunca esquecer, ou a sua tar-
da mas crilica deser indefinida cooperajilo que ella lem prestado aos seus
inimigos, c deve conlar com osmaiores es for jos da
sua vinganja.
J orminos fallar as preparacesque elle esl fa-
zendo. Seguro na sua fronteira polaca pela com-
plcela.le da Prossia ; seguro na sua capilal septen-
trional pelo poderosa amizade do gelo c da nev ;
seguro da invasao na l'krania pela prudencia dos
alliados.(em seis mezes diante de si durante os
quaes pode combaler a Austria sozinha, durante o
que pode concentrar toda a sua energa e recursos
sobre um nico inimigo com a possibilidade de es-
m.iga-l,i cm urna campanha. Ouvimos fallar n'um
movimento geral dos mais escollo lu- regimenlos po-
lacos e imperiaes na septentrional e mais accessivcl
(ronlcira da Austria, e drzein que o proprio Nicolao
se eslava preparando para ir ao seu encontr,com
designio provavelineutc de lomar o enmmando em
pessua. Tambem se tem recebido noticias rio que
os departamento* l'ronteires ra Polonia meridional
oram declararlos em estado rio sitio, isln he, e.-l.io
debaixo do governo militar. Se, como ludo parece
indicar, o czar medita ama campanha de invern, a
posijAo da Austria he uno. das mais perigosas ; e
como lie mui provavel D#eooa rstadilas rilan am.-ir-
gamenle lamentando o desfarcado egosmo c as cau-
telas excessivas que os impela de declarar-se,quan-
do urna prompla deds.io e um enrgico moviincnln
podia ler assegurado a destruirn total, ao menos de
um dos exercitos que agora -ei ao levados ao sen paiz.
Estamos louae de predizer que as forjas numerosas
e bem disciplinadas da Austria nao podem ser com-
pclcntes para oppor-se flor das tropas russas com o
czar diriginrlo-as c excitando-as: esperamos e acre-
ditamos que se acharan ueste caso ; mas he impossi-
vel e seria loucura fecharmos os nossos olhos aos ex-
tremos e complicados perigos que a posicao pecnliai
da Austria tcm nmuntoado em roda de si.
Ella nao lem conciliario urna s das varias porjes
conquistarlas de que se compon sen vaslo imperio. A
esle respeilo lem peccado (ao gravemente como a
Russia. A Aii-tria propria e o Tyrol s sao real-
menle ligados a dynastia reinante. Osseus subditos
allomaos odiam os Russos, mas nao podem esquecer
a sua propria corle por causa da sua uniforme c
amarga hoslilidarie a lorias as insliluijes livres e ex-
pansiva intellgencia, c por causa do sen anniqui l-
menlo da consliluijao que elles conquistaran) cm
ISis. Ella roubou Bohemia, a Moravia.e Hun-
gra os seus amigos rlireitos hereditarios e as suas
charas liberdades. Os nobres gallicianos odiam-na
com mais razan. As populares esclavonicas da Aus-
tria dao em segredo mais de metade da vassalagcm
dos seus corarnos ao czar da Russia como grande
chefe da sua raja e najao ; e nao precisamos dizer
quaes s3o ossenlimenlos das dos Magyares e Italianos
para com o despola de Vienna. Por lano, como
Nicoio marcha sobre a Austria do Norte e do Ori-
ente, empreara lodos os esbirros para excitar urna
insurreijo nacional na Hungra ao mesmo lempo ;
e se for bem succedido, paralysar metade das forras
do seu inimigo. e lalvez lhe desorganise lodo o exer-
cilo. O seu poder da fazer islo depende da crcums-
tancia de poder chegar e enlrar na Hungra com al-
auina forra consideravel, de sorlc que arme os ha-
bitantes e lhe seja possivel cxcila-los. Temos para
nos que se elle conseguir mandar 20,000 homens,
com ampias munijes de guerra, atravesar os Car-
palhos. e ir enlAo proclamar a raja Magyar a res-
laurajao das suas velhas liberdades coiuliucionaes,
loria a popularan promplamcnle estara em armas.
Da Prussia a dos menores estados allomaos Austria
evidentemente nao deveria esperar coadj-.ivaj.1o no
caso re hostilidades com a Russia. A corle de Ber-
ln) se acha notoriamente vendida a Nicoio, c dizem
que o exercilo regular se inclina para o mesmo lado.
\ enlode he que o povo he anli-moscovila, mas lam-
bem he anti-arislriaco, e cima de ludo anli-franccz.
As corles mais insignificantes da Europa central sao
ni or..- -atoll i tes c sycophanlas da Russia,a quem corr-
solcrain-oii escudo c protector contra as livres apira-
cies dos seus proprio* subditos. Por tanto o Iratado
de a Iba nra entre a Austria e a Prussia, repulamos
papel sujo.
Sob estas con linos, qual ser o dever dos alliados
para com a Auslna, se a Russia assaita-la, ou obri-
ga-la por amor de sua defeza a comejar as hostili-
dades durante o invern 1 Que soccorro poderao e
do\oran elles pre-iar-llio .' Nao se pode negar que
eslamos cm obrig.-ij.io para com a Austria em conse-
quencia de servijos nao menos reaes, posto que (ar-
da e do-agra l.iveiineiiie prestados. Poupou-nos a
necessidade de dclermos as nossas forjas nos di*lric-
los insalubres perlo do Danubio. Pcrmillio-nos
embarcar para a Crimea, e desl'arle cflecluar a mais
dilliciiliosa e importante proeza da guerra. Occupnu
os principados como alliada da Porta. Em conse-
quencia deslas IransacjSes incorreu na inimzarle da
Russia ; cm consequencia disto he que ella esl ago-
ra amcijada de ser atacada por toda a forja do im-
perio moscovita. Vcrdade he que em loria a parle
lem obrado s c claramente, leudo em considerajao
os seus proprio- inlcrc-se, ; verdade beque ella inlo
nos riresior coadjvajao .lignina cm quanlo era
mais fcil prestada rio que riega-la, vcrdade he que
ella ainda nao den um s golpe para eflccluar um
objeclo commum. Ainda be iuezavel que he olma-
do cm cooperajilo com os nossos objeclos assim que
se tornam seos proprios. que ella ha sido comlu-
zida sua prsenle posicao de urgente perigo ; c por
tanto pode suslentar-se que lhe llevemos o soccorro
que-lhe piulemos prestar compativclmenle com a nos-
sa propria honra, e ate pude ser conforme aos nossos
interesis e i nossa propria srgaranea. Temos ple-
iio direito i e.ccrcscenlar estas coinlijes porque
sao precisamente aquellas sob asquaes'clla nos pres-
in a sua coadjuvajan. Ella nAo professou consul-
lar c nao consuliou onlros principios nu interesan
se nao os seus proprios: penuilla-se-nos seguir o
seu exemplo. He iiirlubilavelinenle dasejoaa para
mis que ella seja victoriosa sobre a Russia no inmi-
nente conflicto: o que pdenlos nos prudente o hon-
rosamente fa/.cr-lhe ?
He diril dwer que coadjuvajan a Inglaterra ou a
Franca lhe podem activamente prestar. Nao pode-
mos fazer marchar nossos exercitos para o Ihealro da
supposta guerra, nao seria loucura arriscs-lu* em
lao lniigiiopto- -erle-, -o podesseuios. Nao portemos
oflectiiar nina ilversaO em seu favor por alguma in-
vasao actual ; c Nicoio nao lera milito cuidado rlc
defender as suas costas das nossas devaslajcs. Ver-
dade he que, assim que estrennos de posse da Cri-
mea, podeiemn- mandar alcumas (ropas para ns prin-
cipados, e desl'arle piir cm lihcrdade o exercilo Aus-
traco de orouparan. Mas librando assim nao aug-
mentaramos na rcalidadc os proveitosos recursos da
Austria, mas smente alliviariamo-la de urna ras
suas posljes eslraleeicas, e urna lalvez das mais
preciosas que ella possa suslenlar ; porque islo hahi-
bla-l i-lna ajler nos flancos eiur retaguarda qualqucr
. i nanr
*L le
, va. I
divisao russa, que marebasse p3ra a Transylvania. dando lempo fiy> para a reparajo das injurias, e
Alm disto, o exercilo ari-ln.u-o presenlemenle nos
principados nao sera necessarin, se, como presum
mos, a Russia concentrar todas as sas forjas para
um ataque na Galicia. As Iropas de Omcr-Parha
seriam eniao suflirienles para defender as provincias
reconquistadas. Em qualquer caso o mais que pn-
dei iamns fazer fora eslaccionar o soperfluo do exer-
citoda Crimea. A Austria sozinha terialainda derom-
bater a Russia no interior. A Franja nao elfeeluaria
il i M'rsao alg un .i valiosa em seu favor. Corla moni o
ella poderia rnmpellir-a Prussia a bservar urna ncu-
Iralidade real. Mas nao ha grande razan para suprior
que e-a roluvel e liuda potenri projecte oulra
qualquer poltica ; o um ataque fialisal removera
a principal causa da a.-tuit frarjueza ra Pru-sia,
uuindo o povo com o tliron"
Pode-se di/rr que oceupando os principarlos e ame-
araudo a Hungra cm caso de insnrreijilo, po.leria-
mos proteger a Austria contra um dos maiures c
mais urgentes perigos. Mas he islo justamente o
que nao piolemos fazer. He isln justamente o que
cima de ludo devemos evilar. Se a Hungra levan-
lar-se, para recobrar a sua libcrdaile mohada, c a
sua conslituicao violada, a Inglaterra estarlo livre
e constitucional n.au porle sem infamia, nao lhe
he possivel por tanln, interferir para suhjiiga-la.
Ainda que Austria fnsse dez VOiaa nossa alliada,
nem por isso dixa de ser verdade que ella he o rou-
baibii- c perfilo' sallcarlor dos rlireitos bapairos ; ese
mis le van lassemos um dedo ou emprsatsieino- nina
espingarda paro sustentar o seu des'pojffos torna-
ramos cmplices no sen crime. Nao sr nos lazia-
mos um alliado do (yranno, mas parlicipador da ly-
raunia. Al aqu esla guerra lem sido urna das
mais populares em toda a Inglaterra. E porque
tcm sido assim ? E porqnc os supprimenlos lem sido
volarlos sem resIricjAo '.' E porque os triqun, Iciu j.
do sol r i i tus ,em rcmuueraj.lo ? E porque os rerrute"
teemconcoriido para os nossos regimenlos eos inaaT,
nheirospara os nossos navios '.' E porque temo inver-
n sido apoiado e asulhoado com zelo e nnnnlmida-
de sem exemplo ? Porque '! Porque lodos eonhecem
que esla guerra era rima guerra legitima e ju -la-
guerra emprchendirla para proteger a independencia
nacional, para manter os principios rio equidarle,
para desarmar o despotismo, para ahaler o karaarte-
mo Mas, se ella for desviada do seu nohre alvo e
despula do seu sagrarlo carcter, se os armamentos
mandados para -n correr a Turqua opprimida, fo-
rcm emprcgarlos para esmagar e ameacara Hungra,
opprimida, todos os senlimcnlo< da najflo seriam
alterados emuma hora. Mas nao ha de acotcccr assim!
Se a Austria se achar na perigosa situajan qac pro-
sumimos, deve chamar em seu soccorr dous allia-
dos, sem os quaes ella esl arruinada, pelo soccorro
dos quaes pode ficar segura e omnipotente Juslica
e I.Mierda.lo; deve antecpar ludo qne a Russia po-
llera fazer para peilar osseus proprios subdlos
rleve restituir a Hungra a sua ulica cnnstiluicilo ;
deve proclamar a reslaurajAo da nacionalidade pola-
ca. So ousar fazer islo se o lizer, quer na cobarda
do desespero, quer na coragem de urna nova e mc-
lhor vrla, esla salva, o o perigo, que agora a rsl
ameajando, ser (rausferido para o sea antagonista.
O restahelccimcnlo ra Pulonia seria ao mesmo lem-
po o castigo crin veniente a Prussia c o mais seguro
baluarte contra a aggrejo moscovita' Esla medida
nao a consideramos como capaz de oecasinar urna
guerra europea, mas, se islo resultar ras complira-
jes desla guerra, coi lamente us sauda-la-hrmos
cheios de jubilo.
(TAe Kconomitle.).
IHTERIOR.
Ilelalorin do preM lento da provincia de S. Pedro
d'i lio Grande do Sul, Jniio /.ns l'ieira Can-
vut>iio de Sininiliii, na abertura da attembla
legislativa provincial, em -2 de oulubro de 18V,
Seirhores membros da assemhla provincial.lie
pela segunda vez que me cabe a honra de vir assis-
lir o insiallac.i i dos vossos Irabalhirs para, emeum-
primento do preceilo constitucional, dirigir-vos a
prsenle falla, inslruindo-vos do eslado dos nego-
cios pblicos, e das providencias que mais precisa
a provincia para seu melhoramenlo. 1 cu In expos-
lo no relalorio do anno passado algumas ideas capi-
tn sobre diversos ramos da administraran que ca-
recen) de prompla reforma, e das quaes, cortamen-
te por falta de lempo, nao se pode oceupar a assem-
bla transada, dallas no presente apenas fallarr de
leve, pedindo vnssa allencan para aquelle Irabalho,
e indulgencia pela insufficicncia e imperfeijao das
informajOes que;passo a dar-vos.
Quizcra poupar-vos a rerordaeo de nm triste
successo, que traspalando de dor o corarn daau
gusta familia imperial, conslernou as duas najoes,
que commtins do berjo c no sangue, foram lam-
bem cnmmuns na perrla que liveram, se estando o
Ihrono imperial arreigado no corajao de lodos os
Brasileiros os aconlccimenlns que lhe locam nao fos-
sem tambcm acontecimentos nacionaes. Fallo rio
passamenlo da sempre muilo sentida e chorada Se-
nhora D. Mara II, ranha de Portugal, a quem
foi Dos servido chamar sania gloria no dia 15 de
novembro do anno passado.
S. M. o Imperador leve o desgoslo de per-
der no mesmo auno a mais joven c a mais idosa de
suas augustas irmas. Sendo nesla desgraja acom-
panhado por lodos os seus deis subditos. A naj.lo
portugueza rcpclimlo as provas de amor que sem-
pre cousagrou pessoa de sua soberana, tributen
no tmulo da excelsa ranha sentirlas hnmenagens
ssuas virtudes; csas demonstraees se fizeram cm
quasi lodo o imperio ; caliendo aos residentes desla
capilal merecido louvor pela honrosa parle que nel-
les liveram, c mis cuja patria era a patria da ra-
nha mora ; mis que a vimos orgulhosos cmpiinhar
o sccplro na Ierra de Aflonso Henriqucs, foinos
tambem ao p do ralaphalco confundir nossas la-
grimas com as lagrimas dos fiis Pnrluguezes.
A serenissima princeza a Sr. I). Leopoldina foi
durante o mez passado atacarla de um accesso fe-
bril, de que, merc rio co, segundo as ultimas noli-
cias, se achava ja rcslabelecida. Hc-me, portanlo,
grato dizer-vos que presenlemenle toda a augusla la-
milia imperial se acha no gozo de boa saude, como
he inister para nossa felicidade, e para a rcalisajao
da alia missao que dynaslia imperial na (erra de
Sania Cruz destina a Providencia.
Tranquillidade publica.
Nao foi somenle a inspirajao de um voto patritico
.piando ha um. anno aflirmei que, confiando no
bom senso da popiilajao rio-grandense, de seus pro-
nunciados senlimenlns de amor a ordem, c adhesao
ao Ihrono e ns insliluijes liberar-- que felizmente
nos regem, a provincia marchara progresivamente
para fruijo da paz como mein mais fcil e seguro
de allingir a prosperidade e grandeza que lhe sao
reservadas.
No decurso desse lempo, e mo obslanle assnc-
cessivas siibvcncOes por que passou a repblica vi-
/inba, cujos uegorios lao de perlo afTcctam os in-
lercsses rio-graiidcnses, a Iranquilliilade publica
nesla provincia ncm sequer de leve foi alterada.
lie verdade, e n.lo devo occultar-vos que por al-
gum lempo o eslado da fronteira rio Juguaran cau-
sea seria apprebensao a osla provincia, pelas vio-
lencias e depredarnos do que foram all victimas
alguns Brasileiros, que, ou residan, ou ara a "ne-
gocio no deparlamenlo fronleiro de Serr Largo
comrncltidas por um homem que acabava de rc-
reber de nossa popnlajan o mais obsequioso agaza-
Ihri.
O general oriental I). Frucluosa Rivera, haven-
do-se passado para aquelle dcp.irlament.i. afim re
lomar parle c auxiliar o partido que em i re SO-
lemliro rio auno passarln, derribando o prcsirlcnle
Ciro, lhe abra um lugar na gnvernanc.) da rep-
blica, sem allenjao s cslipulajes dos Iralarlos, e
esquerido do benvolo acolhinionto que recehera
da provincia, osarpou propriedades braslciras, e
ousou al maltratar alguns subditos do imperio. In-
formada des-es actos a presidencia ordenou ao ge-
neral commandanle da giianiirao c frouleira de Ja-
guan" que reclamasse enrgicamente contra elles,
teria seguramente oblido pelo valor da nossa Iro-
so a Providencia nesse cmenos, tarde para im-
pedir um acabainenlo vergonhoso, mas cedo para
evitar muflido cnlrc povos que se desojara enlrela-
jar de amizade, nao pozesse lermo vida desse ho-
mem nolavel, o que leve lugar no dia 13 de Janei-
ro rio corrente anno.
Com a noftfl rio general Rivera cessaram cssas
violencias, c os subditos Horneados pelo governo
oriental para enmmandar o referida departamento
taparatn logo asinjaillca pareHeaprUeadaa, pon-
do cm liherdade os Brasileiros areslados, e mandan-
do entregar os gados embargados.
Durante esle curio, mas desagradavcl incidente,
fo1 digno do louvor o romporl.imenlo das autorida-
des c cidadaos do imperio resllenles naquella fron-
teira ; confiarlos na sabedoria do governo imperial,
eccrlos de que cm caso algum esle jamis abando-
nara os interesses rio-grandenses, souhcram com-
primir o -enhin -ni > rlc nacionalidade offendirlo,
dcixando seu dosaggravo ao governo.
Juslo he que dcsle lujar Irihulc nm vol de lou-
vor c de asrarlccimento pelo cirrumspecto procerli-
mcnlo que autoridades e cidadoa lvaram naquella
oecasio, o que faro com tanto maidr prazer, quan-
lo nesse proredimenlo vejor< progresso re nossa ci-
vilisaj.lo pelos hbitos pacficos que ganham no es-
pirito da populajao das nossas fronleiras, e a con-
fianca que esla deposita no elemento de auloridade,
como o verdadeiro regulador dos interesses da socie-
.darlo. Em trido* os "oros lugares e mais termos da
provincia a tranquillidade publica se conscr.voii in-
alleravel, enera um s fado se den que puzesse em
duvida os ssntimenlos ordeiros de que se acham
animarlos todos os seus bal.Maules,
Nao merece ser mencionado b 1i4(o vago que em
dias re feverirn se espallinu Ha'riilade rio Rio
Cranrlc relativo a um projecto (Hpfv.mte de cscra-
vos, porque a polica leudo proseguido as mais mi-
nuciosas invcsiigacc, nlto achoa nem < mais leve
indicio re fundamento.
Em poro-as provincias lerao sido mais benvola-
mente acoln.los. e recebidos com mais sympalhico
enlluisiasmo da populajao os volos generosos que
rio alio do Ihrono exprimi o nosso augusto monar-
cba para se reslabcleccr a paz e concordia cnlrc lo-
dos os Brasileiros do que nesla, onde ros fatigas
partidos em qne se achava dividida, s resla a de-
nominarao que os distingua. A populajao reco-
nlicrcndo por experiencia, que nflo he da lula das
paixoes pessoas que lhe ha rlc provir o bem que al-
meja, mis sim da realidada rio systema represen-
tativo pelo bagroHO legitimo das luzes, da experi-
enria e rio civismo na direcjo do* negocios pbli-
cos, pela uniao e concurso de lodos os homens pa-
trilas c sensatos na realisneo ras emprezas nteis,
e na gerencia dos diversos ramos da adminUlraco,
vai cada dia tornndole mais iudiffercutc a essa
lulas esteris, procurando distinguir os homens c as
coiiss pelo valoraque elles dao a causa publica. Com-
praz-roe conlessar-vos que o efTcilo desla andana
he anal sensivel, pois, apelar da reluctancia com
que alguns menos prudentes, revolvendo as cinzas
rio passado, procurara alear as chammas quasi ex-
melas da Justa dos patudos, u bom senso da popu-
lajao Ibes resiste, e a presidencia, que faz timbre
de ser fiel a poltica da tolerancia e concliajao, tem
a vantagem de obter o concurso dos liomens
lirio
honcslos e prestantes de todas as parciaidado,
quando os servijos dessesrcspeilaveis cidadaos lem
sido exigidos pelo bem publico. De vos, senhores,
depende em grande parle, e confio que o fareis,
aproveilar as boas disposijes cm que se acha o es-
pirito publico na proviucia. para encaminha-lo
dmgi-te .s emprezas ules e proveitosas.
Escolhirlos por ella para cuidar de seus inlercsses,
vede o quadro immenso e Brandioso que se pode
desenhor para vossa provincia cm prximo futuro,
se, depondo a espada de combalenle no torneio das
paues, vos applcardcs aos serios e importantes
assumplos econmicos e adminislralivus, que de-
I mandam o exame de vossas luzes e os esforcos de
vosso palrolismo. Esla missao he por sem duvida
digna de urna asscmbla Ilustrada epalrolica.
Seguranr individual.
O mais decidido esforjo empregado por esla pre-
sidencia para repressao do crime, nao pode ainda
obter os efleilos desojados, e sinlo dizer-vos que o
eslado da seguranja individual.nao he ainda satis-
factorio.
No relalno do anuo passado inrliquci algumas
das causas de que provin essa falla. Confirmo a
opiniao que ealaa cmilli, do ser urna dolas a crsc
ccqnomica por que est passando a provnria. depois
que pela dimiiiuijao ros gados, ramo pnnripal de
sua riqueza industrial, muilos homens que, dados i
prelo pastoril, ficaram desempregados, habilua-
niin-o ao furto, c urna vez laucados na carreira do
crime vo percorreudo '.odas as suas gradajries, pas-
sando' do furto ao rouho, c pralirando violencia ar-
mada conlra os cidadaos, que, ou-lhes oppcm re-
sistencia, ou porque possuindo alguns bens, exci-
tan) sua cubija, tornam-se victimas de seus inclne-
los criminosos.
Preciso he confessar que para isso concorre muilo
a rirrnmslancia de que sendo esla provincia o depo-
sito re urna grande guarnijo militar, lano pela fa-
cildade com que so commetlem as deserjoci, como
pelas baixas que receben) as prajas que, comple-
tando o seu lempo de servico nella conlinuam a
residir sem Irabalho, a lilcira dos criminosos, j
augmentada pelas fezes que nos cnlram das rep-
blicas vizinhas, se engrossam lambem com o nume-
ro deslcs, e por isso nao admira que hitando con-
lra lanas circumslancas adversas, e nao sendo, co-
mo ainda nAo he, regulare pcrfeilo ocurso dajus-
lija entre nos, n"'o leudamos podido conseguir fa-
zer eil'eciiva a seguranja individual. He um fado
deplorav el, c|quc para o combaler, a administracAo
c a sociedade deven empenhar os maiores esforjos,
porque elle loca de perlo aos seus inlcresses mai
sagrarlos, mas que mo devo esmorecer-nos, i visla
ras causas que enneorrem para produzi-lo.
A presidencia lem feilo ludo quanlo esla ao seu
alcance para o conseguir. Vendo no crime urna of-
fensa a sociedade, e nao questao de partidos, para
leprimi-lo e dar-garaiilias mesma sociedade, lem-
se dirigido a lodo o cirladao que lem, ou em quem
suppc existir, a necesaria idoneirladc para os car-
gos de polica, sem lhe importar as c.immunhcs po-
lticas a que perleiirc; mas cm regra poacas pessoas
se quercm encarregar rleslc penoso encargo. Toda-
va alguns cidadaos tcm feilo esle generoso sacrifi-
cio, e nos lugares em que isso lem aronlccido o cri
me ha encontrado enrgica resistencia, e seus auto-
res cabido cm poder da juslica.
Nesla empeiihu sC tcm rlslinguirlo o aclual dele-
gado da polica desla cidade. que, devotado ao ser-
vico publico rom o zelo qno llichc rcconhccido, na-
da lem polipario para conseguir o Iriumpho da lei.
O pioccsso sobre mocrla falsa por elle organsadn,
e que motiven a pnsao de pessoas que vivan aqu
na primeira plana da sociedade, as averiguares
policiacs sobre o pretenso suicidio do Hlense Car-
los Srldiiter, caixeiro de Frederico Iticr, cujo re-
sultado anda pende de csrlarerimenlos, e a riesen-
berta e priso dos assassinos rio infeliz porloguez
Manuel Jos Tavares, que foi assassinado e roahado
no centro desla cidade nanoile de 17 de agoslo pr-
ximo passado, cujo fado prnduzio geral indignajao,
sao ttulos de gloria para esse zeloso fuuccionarin,
e que esla provincia se compraz em memorar como a
nica recompensa que pode dar-lhe por estes ser-
vijos.
Sao lambem dignos de aouvor o delegado de poli-
ca do Rio Crando pela captura que fez no seu ter-
mo dos assassinos de Isabel Joaquina Pereira : o de
Pelotas por conservar policiada aquella importante.
cidade e sen lermo com o fraco destacamento de po-
lica que tem sua disposijio : o de Algrele e seu
primeiro supplenle em exercicio, pelas militas cap-
turas que lera foilo de criminosos, quer da provin-
cia quer dos que en tram pela fronteira, devendo-se
ao seu zelo, e energa do lenle de guardas nacio-
naes Jos Joaquim de Oliveira a prisao de Antonio
Jos Pavao, aecusado de ler assassinado seu sogrn
Manoel Paulo de Sonta, eque, asylado na termo de
S. Borja, lograva ainda os efleilos do seu crime ds-
pondo dos bens de sen desventurado sogro ; o da Ja-
guarao, por ter prendido immediatamente o assas-
sino rio oriental Balthazar RainoSo, e pela energa
quenem descnvolvido^em policiar aquella imprten-
lo fronteira ; o aclual delegado da Cachoeira, pela
promplidao com que exeeula as ordens superiores, e
o acert com que dirigi a diligencia para prisao de
Domneos Jos Baptisla, assassino do portiignez Ta-
vares. Oulras muilas autoridades policiats sao dig-
nas re louvor, seniio par tactos extraordinarios na
repressao do crime, por'soa moderaca o pela cir-
cumspeccao com que usam de suas allribnijoes nos
interesses da Justina.
A medida lomada por sta presidencia de crear
no 6" dislricto do lermo de Triumpho, onde em
menos de tres mezes liveram lugar no anno paisa-
do l> aisassinatos, urna polica puramente local, foi
corearla rio melhor xito : confiada ao cuidado do
respeelivo subdelegado o prestante cirladao Antonio
Patricio de Azambuja, essa pequea forja limpou o
dislricto dos criminosos que o infeslavam, e he pre-
sentemente aquelle nm dos lugares mais tranquillos
rio lermo.
A mesma providencia acabo de dar para o muni-
cipio de Piratiny onde mais tem avullado o nume-
ro de crimes. Um oflicial de ennfianca, acorapa-
tiliadu de um destacamento montado, percorre o ter-
mo em lorias as suas dirccjAes, para dar respecti-
vas autoridades policiaes o auxilio de que preci-
sa rem.
Em urna provincia lao vasla, onde as povoarOes e
fazendas sao tao distantes c separadas^uao he possi-
vel croo a polica armada exerca ama arcan cora-
pWa o'imultanea, porque importarla urna despeza
superiur as suas rendas. Mohlisar essa forja lauto
quanlo ser possa para que sua presenca se sinta.bem
que intcrrnmpidamenla de lodos os pontos, he o
mais a que so pode atingir.
He este o systema que pretendo adoptar e do qual
Iratarei em lugar conveniente.
Para supprir a falla pe forja que he geralmenlc
sentirla, annu a proposta que me fez o conspicuo
cirladao, que secncarregou da polica do Icrrcil"
li.lrtcto .iy termo dp S. Gabriel, mandando por : ^~
sila dispo-ican armamento e equipamcnlu para 6
prajas da guarda nacional por elle designadas, as
quaes dispensadas de oulro servijo. devem ao recla-
mo do subdelegado comparecer promplas para as
diligencias policiaes que Ibes forem confiadas, sem
estipendio algum. Seria para desojar que este sys-
tema se generalisasse pelos mais dislriclos, e que
em todos elles podesse a adminislrajao encontrar
um cirladao de igual quilate para o encarregar das
fuiceos policiaes.
No numero dos assassinatos commcltidos esta an-
no figuram os de tres subditos francezes: am, Pedro
Bondagorry, assassinada na noile de 9 da marjo em
urna casa de buhar, na villa de Juguaran, por Feli-
ciano Jos da Cosa, homem de inslinclo perverso e
que lem adquirido urna lerrivel celebridade naquel-
la fronteira ; e Napoleao Dupr e sua mulher, com-
mellido pelo Canario Francisco Bonilha, e seus
pees, Jos e Antonio, esle lambem Canario, o
aquelle, Argentino, todos moradores de Santa Mara
do lermo de llago.
Os infelizes francezesdirigiam-se para o termo de
Pelotas, conduzindo fazendas de seu commercio, o
confiaran) aun cargas ao referido Bonilha, que as
couduzia em duas carretas desde a costa do Parahy.
Chegados prximos casa de Joaquim Tat, no ler-
mo de Piratiny, as horas da larde do dia -11 de
julho, foram morios pelo referido Bonilha e seus
peacs a golpes de machado, e os assassinos depois de
occollarem no mallo os cadveres de suas victimas,
retrocedern) com as carretas carregadas com o es-
polio. Perseguidos pela polica, abandonara! as
carretas com fazendas, cscapando-se elles com o di-
nlieirn e mais preciosidades que encontraran). Os
objeclos apprehendidos foram devidamente arreca-
dados, c quanlo aos assassinos, ha toda a razan para
rrer que estejam no Estado-Oriental, onde reside a
familia do principal agente.
As autoridades policiaes fizeram toda a diligencia
para caplura-los, dislrngoindo-se nesse empenho o
enercico delegado de Pelotas, c o honrado Io sup-
plenle do delegado de Bag, com o auxilio do capi-
lao commandanle da guarnirndaquella villa, co-
mo vercisdosrlocumenlo.s junios que a esla presiden-
cia dirigi o digno magistrado que aclnalmanlo di-
rige a polica da provincia ; se as diligencias at
agora feilas lem sido infructfera*, nutro esperanjas
de que mediante as providencias ltimamente adop-
tadas, tanto os reos de que ha pouco fia menjo, co-
mo oulros em cujo encalco anda a poltica, em bre-
ve cahirao cm poder da juslija.
Fronleiras e limites.
Tendo-se concentrado na fronteira de Bag a m-
xima parte da forjado I' linha, que fazia a guarni-
jo ilcsta provincia para formar a Divisan Imperial
Auxiliadora, que no dia 25 de marro, por ordem
do governo imperial marchen para fazer a neenpa-
jao da cidade de Montevideo, onde ainda se acha,
passaram as nossas fronleiras a ser guarnecidas a
commandadaspor destacamentos eofliciaes da guarda
nacional, sendo a de Jaguarn pelo coronel Manoc)
Pereira re Vargas, e a de Bag pelo lenle coro-
nel Antonio l.cinns do Sampaio, conservando-se as
de Algrele e S. Borja sob o rommatidn de seus rc,-
perlivos commandanles superiores, como anterior-
mente clavam.
Nao obstante a ausencia dos corpos de primeira
linha j lao pralicos naqoellc servijo, ea falla dos
distinclos chotes, queos^ommandavam, j tao ins-
truidos c ameslrados na cultura das relajcs inler-
nacionaes, nao lem sofTrido a menor quebra a in-
lelligencia cordialc benvola,.que nos esforjamos
db manter rom os habitantes e autoridades da re-
pblica visinha, e o servijo da fronteira sob a dl-
reoeo do di-tincn general que commanda as ar-
mas desla provincia he feilo com rcgulardade.
Dando lata applicajo ao principio de eilradijao
estipulado no tratado de (de oulubro de 1851,algu-
ni.i, deesas autoridades tem-se dirigirlo directamente
aos commandantes das no-as fronleiras, solicitando
a entrega rlc criminosos e desertores. Sciente deslas
rcclamajfjcs lem a presidencia respondido s autori-
dades bru-ileira- que nao poden) satisfaze-las quan-
do nao loii'in feilas directamente rlc governo a go-
verno, nu por meio de seus respectivos representan -
les, como dispe o referido tratado ; visto como ba-
veqdurfondices que.devem ser examinadas anlcs
de se efleduar a entrega ; quanlo aos criminosos : as
que se acham eslabelecidas nos arl. 1, 2, 3, ? e 5, e
quanto aos desertores as do art. 7 do Iratado ; ca-
me e apreciaj8o que s compete ao governo a quem
es-as reclamacOes soi rlirisi la*, na- p" le nes-e* ra-





sos Icr lagar a acjao direcla das iiutoridades subal-
ternas.
A reclamado direcla s he admissivel para a de-
vulur.o dos escravos, que sem icieucia e contra a
voulade de seus senhores saliera do imperio e vao
a.vlar-se no territorio da Repblica ; s nesse caso
nico he que, pelotas e 3 do art. 6 se permute
que a ruclamacOo leja feila por ella presidencia, ou
pelo proprio senhor do escravo, ou leu agente com-
petentemente aulorisadn peranle a autoridade do
Estado Oriental, ero cujo dtatricto'ou jariidicrao se
ichar o escravo.
Nao obstante seren esta* as' regrns eslabelecidas
no iratado, c i inlolligencia que Ihe tem dado a
presidencia, na pratica algumas vezes as autoridades
de uin eoutro paiz pela boa intelligencia cm que
vivem, epela gravidade dos casos que de ordinario
occorrem as fronteiras, tcm-se prestado a rcclama-
res urna dasoulras, solicitando a simples detone i >
dos criminosos que em flagrante delicio e persegui-
dos pela polica passam de um para outro territorio ;
e convm confessar que se esta pratica nao he auto-
risada pelo direilo convencional, e poderosamente
justificada pelos principios de juslira universal, he
altamente reclamada pelo interesie da boa polica
das fronteiras.
O coiuiuercio terrestre que se faz entre a provin-
cia e o estado oriental e viceversa, tem continuado
cm inlt.Truuc.ao e cora isempres estipuladas nn
art. do tratado respectivo.
leudo porm o finado general Fructuoso Rivera,
nos das do seu ominoso governo no departamento
do Serr Largo, praticado alguns casos de abigeato,
confiscando gados de propriedade brasileira para
vende-los em proveito proprio ou das tropas que
commandava, foram insinuados os respectivos pro-
pietarios queaicmbargasseni perante as autoridades
brasilciras de Jaguarlo.por cuja fronleira fazia aquello
general entrar os gados confiscados. Keconhccendo o
governo brisileiro e oriental que o confisco bellico
de propriedade particular na guerra terrestre, ou por
motivos polticos, so oppe a orgaoisacao dassocieda-
descivilisadas e rhrislaas, estando o confisco abolido
pela legislado de ambos os Estados, e sendo do direi-
lo perfeilo da cada um delles prohibir que no seu ter-
ritorio os subditos de sua uajao directa ou indirecta-
mente contraren) os-principios e disposices de suas
leis, obrigarara-se reciprocamente pelo art. 7 do tra-
tado de commercio de 12 deoutubro del8."l a nao
admiltir em seus territorios os bous confiscados, e
dev olve-Ios a seu legitimo dono, c a prohibir a seus
respectivos cidadaos que trafiquem ou auxiliom o
trafico de taes heos. Comquanlo os rneios praticos
de levar a etieilo a disposirlo citada nao eslejam an-
da estipulados em ajustes cs'pcciaes, como exige o
mesmo tratado, nem porisso o principio civiltsador
nclle consagrado devora ser infringido, o ainda me-
nos por um general que obrava apenas sob sua pro-
pria rcspou-abilidadc individual. Cumpria portauto
que as autoridades de J aguanto garantissem esse
principio lomando conhecimenlo dos embargos feitos
nos gados confiscados, e mandndoos entregar, co-
mo flzeram, a seus legtimos donos, procedimento
que mereceu a approvarao do governo imperial.
Apprehensaj de pestoas de cor no territorio orien-
tal para serem tendidas nesta provincia como
escrutas.
Pelo chefe poltico do departamento do Jaguarao
foi requerida as autoridades policiaes de Pellas a
devoIocSo de urna prela menor, de nonio Fauslioa,
que sendo lirve foi apprehendid por algum brasi-
leiro, e vendida como escrava naquella cidade.
Consoltando-me as referidas autoridades sobre o
comporlamento quedeveriam ter nesse caso, mandei
que respondessem pedindo as provas do crime, e que
se initaurasse processo contra stus autores, logo que
aquellas Ihes fossem presentes, o que de facto suc-
cedeu. O Di. juiz municipal de Pelutas em oflicio
que dirigi ao Dr. juiz de direilo da comarca dala-
do de 7 de julho, informa que descobrindo-se ser
Manoel Marques Noronha o raptor dessa prota livre,
deprecara sua prisao ao juiz municipal do Jagua-
rao, residencia do roo, a qual se eflectura achandu-
se esle preso na cadeia de Pelotas e metlido em pro-
cesso. A prela reclamada acha-sc depositada para ser
devolvida em occasiao opportuna.
No dia 21 de maio do correlo anuo leve esla pre-
sidencia urna denuncia de que, na barca de passa-
gem da margem opposta do Jacuhy para esla cida-
de, vinha um homem acompanbado de urna prela c
dous filhos, de quem se dizia senhor, mas suspeito
de o nao ser; immediatamente fiz dar conhecimenlo
polica e incontinenti foi preso o individuo e os
suppostos escravos, o qual comparecendo em juizo
confessou chamar-se Launndo Jos da Costa, mora-
dor cm Cangassu, donde regressava com direcrao a
S. Leopoldo para ir venderos escravos quecomsigo
(razia, comprados a Firmiano Jos de Mello, mora -
dor tambero em Cangas$u, para apresentacao de ca-
jos ttulos pedia que a polica lhe marcasse um ter-
mo, volvendo ello a busca-Ios. A polica que ainda
nao eslava informada desse trafico de nova especie,
assim lh'o permltio, deixando em deposito de pes-
soa segura a prela e os filhos. Sendo esta por cm inter-
rogada na ausencia de sea pretenso senhor, confessou
i hamar-sc Rufina, residente no Estado Oriental, li-
berta do fallecido coronel Jos Cabral, morador nos
campos denominados Marcos l.eivas, e que seu titu-
lo de liberdade existe em poder de Baplisla de Cas-
tro, que habita na costa do Rio Negro, no lugar
chamado Anastacio da Luz, onde param ainda seus
doas filhos Ignacio c Cathariua. Confessou mais qde
eslando os filhos e seu velho companheiio, o preto
Malheas, no silio cima referido, foram em dias de
marco arrebatados por urna partida composta de bra-
sileros, capitaneadas por um homem branco cha-
mado Firmiano, o qual depois de urna marcha que
diirou Iressemanas, feila durante a note, os trouxe
a Cangnsso, oude venden ella com os filhos a 1.a o-
rindo Jos da Costa, deixando ootros dous menores
no termo de Piraliny. Immediatamente foram ex-
pedidas ordens de prisao contra Firmiano, e recotn-
mendaclo ao delegado dePiratiny para investigare
rcmelter para esta capital os dous filhos menores da
preta Rutina, que para all linham sido rcmettidos :
estes vierarh com elicito, e acham-se lodos no ple-
no gozo de sua liberdade ; mas Firmiano tem al
agora Iludido as diligencias da polica.
Por esse mesmo lempo receben a presidencia o
aviso do Eim.Sr. ministro dos negocios eslrangei-
ros datado de 8 de julho sob n. 30, acompanbado de
copia de amanla do ministro oriental na capital do
imperio, denunciando idntico crime praticado pelo
mesmo faccinoroso Firmiano Jos de Mello na noite
de I de abril as iramediaces da villa de Taqua-
rernb, resaltando dessa nova incurso apprehen-
sao, e importarlo de mais 8 pessoas de cor, duas das
qua.es foram depois abandonadas por causa de sua
a\aneada idade. A polica est hoje no conherimen-
to do crimee de suas ramificaces, e se esforja pa-
ra capturar seas autores e cmplices.
Um abaso de qae antes nao tinha (ido ernheci-
menlo a presidencia, foi tambero denunciado pelo
ministro oriental ao governo imperial em nota de 6
de julho, e por este communicado a presidencia por
aviso expedido pela repartidlo dos negocios cstraii-
geiros em 8 do mesmo mez sob n. 29, relativamen-
te ao baplismo administrado pelos parochos da nossa
fronleira icrianjas de cor nascidas no territorio o-
riental, as quaes sendo livre pelo uascimento, por
esse acto ficam consideradas escravas; abuso lano
mais abominavel, quanio he pralicado sob o manto
sagrado da religiao fazendo do Sacramento que d
o ser de graja e o carcter chrisiao, um instru-
mento de crime e atintala contra a liberdade. Re-
pugna pensar que os nossus parochos lenham assim
praticado; mas levado o fac* presenra do gover-
no imperial por um canal 18o rcspeitavel, s cumpria
.i presidencia averigua-lo para fazer punir seus au-
tores, e nesta diligencia se ada, lendo-sc para esse
lira dirigido aos mesmos parochos, e as autoridades
l-oliciaes.
Proiegue-se a demarcarlo de limites entre o Im-
perio e a repblica Oriental, havendo a eommisslo
ln isilcira, sob adireejao de seu disliuclo chefe o ma-
reclial de exercilo Francisco Jos de Sonsa Soarcs
de Andrea, levantado a carta da Laga Mirim, des-
de o ultimo muco da fronleira do Chuy al a foz do
rio Jaguanlo; trabalbo com que se enriquecer o
archivo da provincia pela exactidao o perfeic.au com
qne taro sido executdo. Na demarcajao ila fronlei-
ra do Chuy, deque vos dei cnnla cm mcu prece-
dente rotatorio, orcorreu a nllercarao, q'.io a recia-
muri do c ommtssariu oriental, apoiada pelo seu
governo e altendida pelo noaso, se fez na linlr que
corre o lerrtiro e quarto marco, a qual em lagar de
aerSegu a linha pelas aguas dcste arroio (S. Mi-
guel) (lea sendoSegae a linha pela margem direi-
ta deste riodireccSo qae se achava indicada no tr-
talo de 13 de maio de 1852, c qae por engao de
DIARIO DE PERMMBUCO, TERCA FEIRA 21 DE NOVEMBRO D 1854.
relajos foi alterada na acta feila pelos commissarios
Em vu iodo dessa alterarlo ficam as aguas do arroio
S. Miguel pertenecilo exclusivamente ao Estado
Oriental. (Continar-se-ha.)
---------?!<*-------
MERAS CONJECTLRAS SOBRE A INFLUEN-
CIA l>AS VAS DE COMMUNICACAO' APER-
FEICOADAS.
I.
Prosperidad das povoacoes do interior.
as curias palavras que livemos occasiao de diri-
gir ao publico, quaudo nos ocrupamas com a posi-
r;lo actual om qae se acha situada a lavoura de caf,
mencionamos o apcrfeijoamciito das viasdecommu-
nicaelu. como o mcio nico do ergue-la da decaden-
cia que a nieara, de promover a colonisar.lo, e de
necorrer a todas as noisai, clamorosas necesidades.
loo lo porm reflcrlido, consideramos qae lalvez o
leilor benvolo encontraste algum iuteresse no des-
ecvolvimento que ilessemos aquella nossa prnpos-
rb. Animados pela nossa obsruridade, rerlos deque
se nos relevar oceupar por esse modo as columnas
da aprensa, e contando rom a indulgencia do pu-
blico, resolvemos escrever as meras coijerturas Ta-
bre a influencia das ras de communicarao aperfei-
roadas.
Assim ruis uo vamos discutir, mas apenas promo-
ver a discussao : baldos de forras laucamos o |H>mo
da discordia, c enllocados na archihancada doamphi-
theatro, preparamo-nos para applaudir os allilelas
vigorosos de saber e inlelligcncia, ricos de muios c
cabedaes, que possam por acaso ocrupar a arena.
Urna tao leal c siucera expsito parece-nos dispen-
sar de entrar em maiorcsdetalhes e explicarles.
O commercio lem sido a orgem de todas as povoa-
(6a* do mundo. A agricultura nao pJe prescindir
do auxilio da industria; o agrnomo tira os cereos
do seio da trra, e apascenta os rebanhos que esla
nutre. Mas os instrumentos com que ceifam as sea-
ras, c com que trabalha a lena, a sua forma c con-
fecrao s.lo objecto da industria: mulas substancias
de uso diurno da lavoura lem de ser procuradas pe-
lo agricultor fra do seu estabelecinieiilo. A agri-
cultura, pois, precisa das oulras industrias, como es-
las dependem della. Por issonos dslriclos agrcolas,
as localidades contrae- ou de faril accesso s neces-
sidades da lavoura visinha, nao lardnu o commercio
de cstahelecer-se, e levar para esses pontos os gne-
ros necessarios ao consumo das dassesjque ah habi-
tan!. Entre nos as necessidades da culto e do pasto
espiritual indicaram semprc para a ereejao lo tem-
plo que tinha de servir de matriz, o ponto de mais
faril accesso ao maior numero de povos. Assim, de
entorno igreja se formou a povoarao, ou aquella
foi edificada no meio deta. Augmentada a produr-
cao da lavoura, enriquecida a parochia, parece que
a povoaeao devia tomar incremeiilo, e prosperar em
proporrao; porquanto as necessidades crescendo
com a riqueza, novas induslrias, novos gneros, e
maior quanlidade, deviam ser reclamados e crescer
assim o consumo. E mio o pessoal do commercio
devia augmentar, as Iranucctea duplicarem, screm
construidas uovas habita^es, e florescer a povoaeao.
Essa lio seguramente a regra ceral, salvo exce"prcs
que s serviram para cnnfirma-la. No cntanlo, cor-
rendo os olhos pelo paiz, vemos que as povoaroe*
do.inlerior nao seadiantam ; arraslam urna existen-
cia de prostraro, que quasi indica miseria, quando
alias os dslriclos se enriquecem. prosperam e do-
bram de fortuna Indos os lustros. A soliritude a
mais dedicada de seus habitantes, a contribuirn es-
pontanea dos miinicipes, os soccorros dos cofres pro-
vinciaes, sao iusufficicnlcs para Ihes dar vida, e as-
scgurar-llies garanlias de successo. Semelhanles s
estatuas do argila que sa feudem e esboroam diaria-
mente, c as quaes o lempo, o sol e a chuva, vencen-
do a constancia dos esforros dos hmeos, tem de der-
rocar c laucar por Ierra, muila- dessas povoac,es
tem j decahido, oulras -e despovoado, e poucas se
maulido em um estado estacionario. Nao somos ad-
versarios das povoacoes, narramos a sua historia. Se
o commercio he, como dissemos, a origem das povoa-
Ces, do seu crescmento o prosperidade deve depen-
der a sorte dcllas. Ora, otommcrcio depende es-
sencialmente das necessidades do lugar, do seu con-
sumo c lambem da fecilidade que cnconlra o consu-
midor em prover-sc do genero de que carece.
Nesse sentido um horr.em notavei disse qne nao
era a vonlade dos fundadores que fazia a fortuna
das povoacoes porm as necessidades dos povos cir-
cumvisinhos.
Porlanlo, para bcn cstudarmos as cousas que pos-
sam purvculura influir sobre a sorle das povoares,
nos de eremos nao alien 1er riqueza do dslricto,
no ao luxo, a opulencia e ao grande consumo que
faram os propriclarios c fazendeiros cm Ionio s
povoares, mas s e nicamente examinar a exlcn-
-01 do seu commercio c do seu trafico. As povoacoes
nao sao e nem podem ser agrcolas. A agricultura
exige e reclama a presenra do agrnomo no seu es-
tahclecimento, demanda grande extensao de terre-
nos e um cerlo numero de conslrucies que he im-
possivcl fazer econmicamente em um povoado; e
alein disso o sustento, costeio e cuidados dos animnes
auxiliares da lavoura seriam dispendiosos fra does-
tahclccimentn rural.
As pn\ oares. pois, sao de sua natureza industrio-
sas, qur inanufaclur oras, quer commcrciaes; ora,
enlre mis a unir industria que existe he a commcr-
cial: as povoares s poderao exercer o commercii.
e dclle enriquecer. Bailo, odiando com aileneo
para o commercio que se faz no interior do paiz, c
avallando a sua eximio c imporlaaeia, poderamos
em visitar as povoares, mesmo do fundo do nosso
gabinete, nieurionarmos o grao de* prosperidade de
cada urna. E se comparassemos as eslalislicas do
commercio de auno-, anteriores, e vissemos que o de
alguma caminhava para um scusivcl rearesso, poilc-
riamosassegurar que a povoaeao \t mal. e quea amca-
rava urna infallivel decadencia. Sem os dados csta-
lislicos necess;irius, cuja preciai;ao com quantoutil,
seria alias faslidio^a, nos procuraremos enlrar de s-
bito na indagarlo das causas que lem tornado o com-
mercio das povoares estacionario, quando a lique-
za e as exigencias desla lem chegado porta deltas,
e como que all parado. As pessoas que livercm re-
lares para o interior do nosso paiz, o commercio do
Rio de Janeiro, os proprios lavradores nos pode-
rao acompanhar nssa empreza. Os producto* neces-
sarios ao uso do lavrador, do seu estabClccimenlo, e
de todos os seus escravos vao directamente de grande
mercado. O lavrador que he entre mis agente do
transporte, tendo Irupa para conduzir os seus pro-
ductos, serve-se desla para na voHa levar os gneros
do seu consamo, e que por via do seu consignatario,
sio-lhe directamente remellidos do grande mercado.
S em circumstancias excepcionaos e imprevistas re-
corre o fazendeiro ao mercado da povoaeao visinha.
Dcmais, sabe-se que nos nao temos estradas muniri-
paes e nem vicinaes, e que o mo estado dos cami-
nhos embaraza os mais insignificantes transportes.
He assim sacrificio o mandar o lavrador povoaeao;
elle aguarda a opportunidade da rcmessa dos seus
generus de exportadlo, para no regresso da tropa
pruver-se do que urge.
Quando mesmo a povoarao lhe ficasse mui per lo.
ou que na sua marcha a Iropa livesse de alraves-
sa-la. ainda assim nao resultara ao lavrador vanla-
gem de comprar all os gneros. Porquanto os nego-
ciantes do interior, ja por grandes despezas e priva-
res que supporlam, ja pelo elevado prcro do Irans-
porle das mercadorias. leem de faze-las encarecer so-
bremodo, e cnian a differenra de prcro ah do qae
se paga no grande mercado he, alm d'a do frete, de
todas as mais verbas que devem formar o lucro e
despezas de cosleo. O lavrador, tendo meins enm-
modos e facis de evitar esse excesso de despeza, n.-o
compra ahi o genero, mauda-o vir directamente.
Essa nos parece ser a cansada pouca prosperidade do
commercio do interior, que so v reduzido ao trfico
interno dos habilanles uus com outros, e aos dos la-
vradores baldos de recursos, e que au podem fazer
vir do grande mercado os gneros de que carecem.
Quando porm as vias de communicarao forem me-
lh'radas, eo lavrador deixar de ser agente de trans-
porte, as povoares azadamenle situadas sero o em-
porio dos productos agrcolas, o seu commercio to-
mar proporres gigantes, e seu flnrescimeulo ser
equivalente. Enlao, seguindo o curso natural das
oousas, a povoaeao ser o grande mercado dislriclo,
onde as popularnos irao fazer directamente a permu-
ta dos seus producios, ou por qualquer modo sorlir-
se do que Ihes fr necessario.
Tal vez que os lucros dos rommercianles nao sejam
de ama 13o elevada porcenlagem, como actualmen-
te ; mas o consumo augmentar rpidamente, ea
concurrencia facilitada a explorar novos mercados
pela barate/a e presteza do transporte, far bailar os
preros a limites raznaveis. A lavoura encontrar en-
lao vanlagens, que hoje nao cnxcrga na compra dos
gneros na povoarao. As povoacoes do interior tem
um iuteresse mui immedialo as vias de roinmuni-
caerto ; o elemento principal d a riqueza do paiz, e nem o numero dos consumido-
res he o accesso fcil do produelo s necessidades que
o rcclamam.
mcus, as suas relaros commcrciaes sarao favorecidas
pur esses grandes depsitos da industria, onde elles
achanto recursos para remediaras mais pequeas ne-
cessidades, que hoje alias Ihes servem de embarazo
e eslorvo. Muitos interesses se acharao em ac.livi-
dade, os capitacs rompromcltijos uas edificaces, o
commercio precisando promover lucros, o estado per-
cebendo maior somnia de impostes, e em resultado
filala pazca or'dem devidamcnle apreciados, por-
que importara a um graude numero de cidadaos e a
avultadus cabedaes.
O commercio do interior, reclamando maior quan-
lidade do manufacturas, e espalhando-as por lodo
paiz, far ausmenlar a imporlarao do eslrangeiro.
Os bracos c ludas as induslrias er.lo..... novo ma-
nanrial de empregos, e as popula;es agrcolas rec-
benlo diariamente beneficios que o seu assiduo Ira-
lialbn, a sua constancia c a sua ba vonlade tem sido
ale hoje impotentes para alcancar.
II
Crearo c desenvohimento da industria do
transporte.
He principio gcraliucnle admiltido que cada in-
dividuo se do a pralica de nina prolssao, e que no
se pode ser simultneamente hora medico, hora ne-
gociante e bom lavrador. Todas as profisses exi-
gera um tirocinio, tal ou qual massa de conheci-
inenlos, que Ihes sao especiaos e privativos, cuja
acquisirao importa o emprego de muitos anuos, e da
parle da vida a mais apta para o esludo e fonnarao
le nossas hbitos c coslumes, a mocidade. Por m
iuteresse coinmiini e geral parece que os homens,
reconhecendo as vanlagcus da especialidade das
proissoes, excvgilam accuradainenle quaes as que
faltaro, ou cujo pessoal ralo basta para salisfazer as
necessidades sociacs, e de preferencia ahraram-nas.
Bfc ra/an c a experiencia lenn deinonslradu as van
gens das especialidades. Na verdade o Iraballio,
como se sabe, he o elemento constitutivo da pro-
dcelo, e esta o nico escopo dos esTorros do ho-
mem. Ora, bamoilo que se observou que o indi-
viiluo, qae se dedica particularmente a urna natu-
reza de trabalbo. e que para ahi applica loda a sua
intelligencia, todos os seus esforros c luda sua acli-
v idade. ndqnire urna cerla farilidaile na eveeur jo,
que nao s da em resultado um producto mais per-
feilo e mais bcn acabado, como mesmo o habilita
para pruduzir mais em um lempo dado do que a-
quelle que, s quando instigado pela necessidade,
procura exercer essas fungues ou mister. Esle prin-
cipio, cuja pratica, mesm'io governo domestico de
nossas casa, vemos posla cm acrao, domina e rege
a sociedade inleira. E parece alias ter nascido ou
sido adevinhado pelo inslincto humano, inesrao no
berro das pi uncirs associares dos pavos. Sabemos
que algn ssclvagens, membrus das tribus, que' po-
voain o nosso solo, emquanln os mais valcntesse ex-
poem a duras fadigas em demanda d caca ou,dos
fruclos das arvores, permanecera. tranquillos na al-
dea, preparando as armas ou en frites dos guerrei-
ros, que elles permutara com estes, recchendo os
animaes, ou os fruclos de que carecen) para seu ali-
mento, un a materia prima de que fabricara os seus
grosseiros productos. He essa pequea industria o
cmbriilo du graude principio das especialidades, que
alias lem marchado a par da civih-aca i. e tendido
sempre para domina-la.
Pralicado por lodos os povos anligos, o da idade
media, o seu valor, como elemento rpido c pro-
gressivo da riqueza publica e privada, s foi reco-
nhecido pelas nares modernas.
A applicacao exagerada que delie lem fcilo a in-
dustria manufacturera, sendo causa da perfeirao e
baraleza dos seus producios, lem todava limitado a
elevara da intelligencia e a educaco das classes
operarias. O homem que s aprenden a fazer cabe-
cas de prego, ou a polir botes de madreperola, c
que um aprenden, e nem sabe mais nada inclusive
o ler e escrever, c que toda a sua tonga vida n3o se
oceupou em outra cousa, deve ler uecessariaraenle
m espirito pouco cultivado, ideas mui acanhadas,
dar ao mundo urna prole abastardada, e perpetuar
assim urna geracao de estupidez. Porquanto o filho
recebe as ideas da raai com o leile que o sustenta
c o ilesenvolvimeuto do cerebro se predispe com
as lices e cultura das secnas e palestras domesticas.
A producrao he elfcilo do trabalbo a especiali-
dade um dos poderosos mcios de multiplica-la, n-
perfeiroa-la, e portauto baratea-la. A sociedade
porera, nao esla liada cm um ponto da Ierra; e os
homens, ubedecendo a leis, que nos sao talvez desco-
nhecidas, nao podem cohabitar no mesmo c idn-
tico lugar. A sociedade esla espalhada por varios
continentes, c os homens dispersos por loda a su-
perficie do globo.
Os paizes, como os individuos que os povoara. re-
conheceudoas vanlagens da especialidade, por um
motivo de iuteresse, se tcem dado ao trabalbo que
mais Ibes pode, convir, alleiidcndo a natureza do
seu solo, do seu clima, on de sua situarao.. Assim
uns cultivara a uva, oulros o trigo, o fumu, o linho,
o cha, caf, ou assucar. Aqu lie- s3o manufactu-
rcirus ou agrcolas, estes eulregam-ie aos prazeres
da vida pastoril e apascenlam grandes rebarbo-. As
necessidades do humera, porcm, exigem o uso diario
de todas essas diversas produres, das quaes alias
elle ^e acha separado por grandes distancias ; e
muilo mais das que, comquanlo no mesmo paiz,
leem todava de percorror mui las leguas para se por
ao seu alcance. Se os productos dos diversos pai-
"S, e inesrao das proximidades onde o homem se
li\a e estabelece, nao pulessem ser removidos e le-
vados de urnas localidades para oulras, o homem,
comquanlo nadasse na abundancia dos gneros que
fornece o solo que habita, se veria obsidiado das
raaiores privnces, e seria victima de toda a sorle
de contrariedades.
Sera essa possibilidadc a ferlilidadc da Ierra pa-
recera um escarneo da Providencia, a aplaloe
necessidade do trabalbo nina provoraco a blasphe-
iua, e,a iloaeio do sosa o do imperio do mundo,
outorgada pela divindade, una santa mentira. A
industria do transporte, porcm, veio sanecionar a
obra de Dos. Na imite dos lempos se perdeu o seu
iiascimeulo que deve remontar as primeiras idades
do mundo, eseu progresso tem sido gradual ; e bo-
je, se rellcclirmos no numero dos navios, carros, e
mis Vehculos, e no pessoal que ella oceupa, pa-
rece que seriamos levados a crer que a suceidade esta
dividida cm dous grupos, um que produz ou faz
pruduzir, eoutro que carrega c transporta os arte-
factos elaborados por aquelle.
Oraras a industria dos transportes, o mundo o o
gozo delle pertence indubilavelmenlc ao homem.
Entrando na habilaro do ridadao o- mais modesto
nos nos convencemos lodos os dias dessa verdade.
O oleo, com que esta pintadas as portas e o lecto,
he proveniente da Russia ; o papel da sala, da Frail-
en ; as esleirs, de Manilha ; os vazos, da China ; os
tapetes, de Inglaterra ; os crystaes, da Bohemia; os
espclhos, da Alleinanlia. A sua mesa de janlar he
coberta com urna loalha de linho viuda da Blgica ;
a porcrllana he de Sevres, a prata da baixella das
minas do Mxico ; o marlira, que forma os cabos da
facas, dossertes inhspitos da frica ; os vinhos, de
Portugal ou Hespanha ; o azeile de Italia ; o presun-
to, da Weslphalia; a pimenta, da India ; o queijo, do
interior de Minas ;o assucar, de Campos ; o caf da
provincia do Ro de Janeiro. E sera um nao aca-
bar o enumerar os paizes o localidades, que couenr-
rem para formar o janlar de um individuo, embora
possnindn pequea somma de cabedaes. E, se olhas-
semos para o nossso Irajc, e sobreludo para o das
nossas bellas damas, percorreriaraos entaolodo o glo-
bo, comerando desde as cnregeladas regies do polo
do Norte, onde se npanha o arminho, alo as tempes-
tuosas paragens do Cabo-d'Horn. onde habita o ca-
chalote, que fornece a barbalana dos seus rllele.
O transporte, assim, he um poderoso auxiliar da
permuta dos productos, e da satisfacen das necessida-
des do homem, e, porlanlo, do augmento da prod-
celo. He elle que creia, mercados, provoca o consu-
mo, levando econduziiido s vistas cuhicosas do ho-
mem os maravilhosos cITeitos da industria, ou os ri-
cos producios du solo. O transporte faz-sc actual-
mente por dous mudos, por agua e por Ierra ; dizc-
mos actualmente, porque quera sabe do roturo que
esta guardado navegac.lo aerea Quaudo Gapin
He a esta ultima circumstanria que as cidades ma-
rtimas devem a sua superioriiladu s contraes, (pie
todava, grnras iuvonco das estradas de ferro que
vieram annullar as distancias, podem hoje rivalisa
com aquellas. As'.vias de communicarao aperfeiroa-
das ralo s dar.lo impulso ao commercio das povoa-
res, (oniaodii-o o exclusivo mercado das populares
circii'mvlziuhas, como lambem abrindo vaslo carpn
a lodos os ramos da itidusiria, das arles e do inesrao
rommercio. A ollera de muilo- arligos, qne hoje o
lavrador nao consume, porque nao ve o nao desoja ;
a rvliihir.iu de outros, de que actualmente nao fa-
zein uso as populachos do interior, engrandecer as
proporres do rommercio actual. Muilos operarios,
diversas oficinas, artistas de todas as profissoes, tecm
nifallivrmenle de se internar na paiz era demanda
de maiures vanlagens, que aquellas que perrcbein
nos ridades du litoral. As povoares receberiio cm
seu seio esse contingento preslininso. que tendera i
pie -la r-11 es seus serviros, e dop,a-las de meios de sa-
lisfazer aos varios reclamos dos povos agrcolas c suas
proprias nece-sidades.
Todava, forra he ronfossa-lo, aquellas povoares
mal siluadas, creadas pela forra ta vonlade, c por
mero capricho, e para cuja posiro nao sclivrral-
lendido is condires indeclinaveis de seu espontaneo
cslahelecimenlo, lera segiir.micnle do desapparerer ;
c a en\ada do lavrador cavara o terreno, onde outr'-
ora talvez fosse siluadu o pon da raunicipalidade.
Oulras purera lem de se fundar, ondeas convenien-
cias o indicarcni.c de prompln progrediro.
E que importa ao paiz a peda de alguns predins,de
algumas casas, quando em vez de pcqueuas villas e
arraiaes elle poder contar muilas cidades florescen-
les'? O paiz em nossa opiniao lira inmensos resulla-
'dos da prosperidade das puvoar"es. A inslruccao
publica, a das ledras c prolisscs mecnicas e arts-
ticas, .anharan sobremodo pela facilidade que lenlo
os povos de fazer educar seus filhos; o Irato dos ho-
estudou os phenoraenos de urna etf-rola a ferver,
alguem suspeitava quedahi surgira o vapor que ti-
nha de crear nina civilisarao"! Para facilitar o
transporto teem os povos construido estradas, ceva-
do carnes, melhorado a nivegacSo, posto cm con-
trihuirao a forr;a dos animaes c dos elementos. Esses
esforros teem tendido a favorerer a sociedade inlei-
ra, cujas necessidades sao mais fcilmente salisfei-
las e os gozos multiplicado*.
O homem. a quem a inlelligcncia ennobrece-lhe
o ser, e cuja mis-o nao he de besla de carga, s nos
paizes de urna civilisarao decrepita ou mscente he
empregado como meio de transporte. Todava, Ier-
ras ha onde se arruman voluntes sobre os hombros
de um individuo da nossa especie, e onde se monta
era um homem como nos montamos cm um cavallo
Esses paizes, porem nem sao dignos que delles se
mencione o uomc.
O transporte por Ierra, de qaeaqui especialmente
nos oceuparemos. parece n.lo existir entre mis : nos
no temos industria de transporte, salvo se quizer-
mus dar esse nonie condueo de cargas sobro o dor-
"so de besUf muars. Isso, purera, ralo nos parece
dever merecer o nomo de industria de transporte;
os indios do Per, vivendo no estado selvagcm o de
barbaria, tambera linham o lliama, que conduzia os
producios de suas exenr-es ou do sua cara.
So tal industria existe no nosso paiz, fo'rra he ron-
festa-lo que es'.i no oslado de infancia e de consido-
ravcl alrazo. Tresconsiderares parece que devem
concorrer no transporte, para que este possa allingir
ao seu scopo: presteza, baraleza cacondirionaincnio.
Ora, no nosso interioras marchas das beslas mua-
rs, condolida S arrobas de peso, he de :l leguas pur
dia : quando porcm as distancias sao grandes, c que
he preciso poupar as forras dos animaes, essa mar-
cha icduz-sc a I l|2 ou 2 leguas por dia. Essa lie
a marcha regular c coinmuui -Has tropas de (ioyaz e
Minas Genes,
O nosso transporte evidentemente he lento. O seu
proco he, era lempos normaos, as melhorcs condi-
res, ile OO rs. pur li leguas por cada urna arroba de
peso, de surte que pereurrendo essa distancia pai:aui
K arrobas de poso, qne !ic a carga de una besla, |S.
Os producios pesados de haixo preco sao assim de
cliofre encarecidos ; muitos ha cujn frele exrede ao
rusto primitivo. Os producios leves, mas volrno-
sos, pagam njo na razau do peso, mas dos animaes
que occupo, porque as despezas quo cora estes se
taz he a mejana como saearregasseaa lodo e peso que
podem transportar, O fele pois he elevado.
O jaca de laquara, o sacro de algudito de Minas, e
o couro de hoi cru' nao nflerccein as conveniencias
de resguardo e acondicionamento que se pode recla-
mar do transporte.
Deste modo organisado o serviro de Iransportc, he
de toda a evidencia que elle mo favonca a eiporla-
eao, que obsta importarlo para o interior de mui-
que ennstitac um obstculo perenne riv ilisac io e
prosperidade de nossas provincial centraes.
A razan, que parece ter feilo permanecer o trans-
porte no eslado de abaudono cm que jaz, he a falta
do aperfeicoaraento das viasde communicarao. Em
toda a parle do mundo, em lodus os paizes, o trans-
porte he urna industria especial, c o objecte do em>
prego de muitos tiraros, urna fnnlo de renda para os
capitaes ; entre Da porcm, essa industria nao pode
nascer, porque alta -lhe o estimulo, e esse estimulo
s.lo as vias de communicacao nperfeiroadas, estradas
de carro, ou Irilhos de ferro ou canaes.
O lavrador, pois, rollocado na diiracoiijuuclura de
ver perder os seus gneros nos armazens, ou de se
tornar agenle do Iranspnrte, monta tropa, desvia-sc
dos I raba I los agrcolas, relira dalii parle dos melho-
rcs braros, v-so na circumstanria de fazer pastos
artificiaos e de plantar cereaes para o nstenlo dos
animaes muars. Os resultados dessa iufraccao ao
principio da especialidade nao tardao aapparecer ; a
sua lavoura sollre, a cultura que elle poda mclhorar
retrograda, ou conserva-se estacionaria, e o transpor-
te experimenta lodos os enibararos c troperos que so
o cuidado especial, a pratica de tima prolssao priva-
tiva, o espirito de economa e a expectativa de um
dividendo, poderiam remover.
lU'aperleicoameiiio das vas de communicacao
depende a criacao dcsta industria especial, que re-
quer conheciraentos praticos, urna perteita regula-
ridade no serviro, e que coustilue um poderoso ele-
mento para a prosperidade da pruducrao e desenvol-
vimento do commercio.
III.
Bai.ro consideracel no preco do transporte.
Parece fra de duvida que a resistencia que os
rorpos offerecem para seren movidos nao provm
nicamente do seu peso, mas tambera dos obstcu-
los que aprsenla a superficie do solo em que se
acham collucados e a prupria superficie desses cor-
pos. Assim um corpo qualquer de urna superficie
spera para ser movido sobre um solo accidentado
exigir maior somma de esforcos, que quando o solo
or unido e nivelado, ou a superficie do corpo lisa e
polida.
Quando porm^eslas duas ultimas circumstancias
cuincidirem, a locomocalo do corpo exigir o empre-
go de muito menores esforcos que nos dous casos in-
dicados.
A resistencia poiresli nao s na razio do peso,
como na razao da natureza da superficie do corpo e
do solo. Ha mais anda a observar que sempre que
us pontos de contacto enlre o corpo a mover eo so-
lo forem diminuidos, a resistencia decrescer pro-
puiciiniaIiiienlo, eo movimenlo se tornar mais fcil.
alie isto alias o que se tem em vista quaudo se col-
loca sob um pesado madeiro, ou qualquer outro cor-
po a mover-se, pequeos cylindros ou toros de ma-
deira, que isolando o corpo da adherencia do solo,
dimioucra a resistencia, e facilitan) porlanlo o seu
movimenlo.
O emprego dos carros de eixo movedizo para o
transporte dos corpos, quer leves qner pesados, apr-
senla todas as rondice favoraveis para um fcil nio-
vimenlo c locomocao. Um corpo que o animal nao
poderia sopporlar sobre o dorso, que alado a urna
corda diflicilmenle o poderia arraslar collocado cm
um enlode eixo moredico, ama enroca por exclu-
ido, he por ello puxado com todo a desembarace, e
sem o mnimo conslrangimenlo. Rellectiurio-se uis-
lo v-se que o animal, para mover a rarroea e a car-
ga, tem apenas de vencer a resistencia que he oppe
a parte das rodas que est em contacto com o solo, e
que sendo esses pontos os mais limitados possveis,
porque as rodas sao circulares e o solo plano, quasi
que se pode considerar aulla a forca desia adheren-
cia. O b peso conlido na carraca deve seguramente
entrar em linha de conla, e por isso comqdnto sua
influencia seja secundaria na acrao do movimenlo,
todava he necessario que. sua computaeo nao exce-
da a um cerlo limito.
Por esses faclos, de que a mtchanica nos poder
sem duvida dar cabal razao, um animal pode puxar
e mover por meio de um vehculo um peso qualro
ou cinco vezes maior que aquelle que poderia car-
regar sobre o dorso. Assim, as nossas bestas moars
podem conduzir por est modo 40 arrobas de peso,
quando alias pelo systema hoje era voga s podem
carregar 8 arrobas ; de sorle que cinco beslas fazera
n mesmo serviro que poderia fazer urna s. Se re-
lleclirmos que a marcha actual he de tres leguas em
2i horas, e que pelo syslema a otroduzir poder ser
pelo menos de seis leguas, teremos que urna besla
far o servido de dez ; porquanto, para um produc-
to percorrerem um dia a extensao de seis leguas,
seria necessario que, decorrida a extensao de Ires le-
guas, larefa que boje pode ordinariamente ser feila
por urna besla, fosse elle baldeado para oulra que
completae e resto da viagem.
Deste modo dez bestas seriam orrupadas em un dia
para fazer o transporte de 40 arrobas por urna lon-
gitude de seis leguas, quando urna s poderia fazer
esse serviro.
A economa pois abrange dous elementos do trans-
porte, o pessoal e a presteza. No nosso paiz faltam-
nos loda a sorte de dados estatisticos ; no entanlo a
propina experiencia nos vem cm socorro, e em no-
me della somos obrigados a fallar muilas vezs Em
geral entre nos podc-se dizer qae cada conductor
guia seis bestas de carga, ainda que os lotes dos ani-
mis sao as ,ezes de sete, e por accidente de oilo.
Todava sallemos que alora dos couduclores as tro-
pas Irazem sempre um pessoal maior, alguns agentes
suppleinentares, de sorle que sabe quasi sempre um
guia por cada li bestas.
Ora, o transporte por carros pinados por nm
animal -n.be talvez aquelle queapresenla manir nu-
mero de vanlagens, tanto para a conservaba da es-
trada, cuja deleriuraco he facilitada pela acrao im-
inediala de grandes pesos, como mesmo por se tirar
maior partido das torras dos animaes. Por expe-
riencias l'eilas na Inglaterra notou-se que um mesmo
numero de cavados, jungidos isoladamente a peque
noscarros.lransportam um quarto mais do peso que o
que transportara quando Irabalho emeommum ti-
rando om grande carro. O pessoal todava nao sofire
augmento ; um conductor s basta para guiar 6 des-
le pequeos carros movidos por ura s cavallo. Es-
les dados, colhidos dos escriptos de um homem no-
tavel [iota exactidao de sua doutrna e de suas ob-
servarci, devem merecer-nos confianza ; e io apre-
sentamus o nome de J. B. Say, he nicamente para
que elles sejao deviJmente considerados pelo leilor.
Ora, admitlindo-se que um conductor possa fazer o
serviro desses carros, c que cada um transporte 40
arrobas puxado por um animal, (eremos qae 12 bes-
tas poderao conduzir 180 arrobas, isto he, fazer o
servico de tiOe de 120, se lizermos a dislneen an-
tecedente, altendendo a que marchara o dobro do
cainnho.
E quanln aos conductores, veremos que 2 basta-
do, no entanlo que essas 60 beslas oceuparao 10,
sendo os loles de 6 : e cerca de 9, sendo os loles
de 7 beslas.
leudo exposto a trauslurmacao porque lem de
passar o material, examinemos c confrontemos os
algarismos.
Nos punios c localidades da provincia do Rio de
Janeiro, que couhecemos, o frele de urna arroba de
peso regula 500 rs. por urna distancia de O leguas,
em que se gastara dous dias de marcha. Quatrocen-
tas e oiienia arrobas importara portauto em 2109,
quando 60 beslas s.lo empregadas, exigem un trican.
ferragens e mais despezas ; quaudo 10 conductores
sao assalariados. Ora, se cm vez de 60 beslas oceu-
par-se 12, temos j ahi ama diflcrenc,a de 80 por
cenlo ; se em vez de 10 homens oceuparmos 2, te-
remos ahi urna diflerenea ainda de 80 por cenlo.
Diminuindo as despezas na mesraa proporrao, lercraos
80 por cento de economa na despeza das bestas, e
80 por cenlo nados couduclores. Parece pois que
o transpone tem de baxar 80 por cenlo. isto lie,
que cm vez de 2409 lereinos de pagar is-.
He verdade que lames o cusi e cosleio dos 12
carros, mas ha era compcnsac.au a somma de 1:200
importancia de fjOcaugalhas e mais armo- a preco
mnimo de 20 cada urna, que nao lanzamos em li-
nha de conla.
Estes resultados seguramente immensos excede-
rtlo toda a nossa comprehen-n, se por ventura
construido um simples Irilho de ferro um animal ti-
rar sobre elle o mesmo carro. Enlao como a super-
ficie do Irilho c a roda da carrora sao Dolidas, e que
o Irilho esl collocado em urna posicaJo horisoulal,
he evidente que o animal s craprega a forca suf-
licienle para mudar a perpendicular do raio da ro-
da, o que alias hasta para produzir o movimenlo.
Ura animal pois uessas circumslaucias pode trans-
portar 400 arrobas por urna distancia ainda de seis
leguas.
Ora, desprezadaa fraccao de 80 arrobas, teremos
que, sendo o importe do'frclc das 480 arrobas 48,
e o das 400 arrobas feito por ura s animal, e um
s cuivezdedoze animaes e dooshomens,achandu-se
diminuido de cerca de cenlo por cenlo, deve impor-
tar em 49800. Em um canal tomarSo entan os al-
gariiraos urna modicidade incrivel, onde mesmo a
imaginar.lo se perde e o patriotismo de um homem
se exalta. Esse mesmo burro que hoja geme cora 8
arrobas sobre o dorso, marchando a passo as hor-
das de um canal, fazendo seis leguas por dia, leudo
atado sobre si um cabo preso proa de um barco
construido convenientemente, pude puxar sera enns-
Irangimcutu 2,'i00 arrobas isto nt/, fa/er o ser-
viro de :KK) c de 600 bestas, se fizerraos a di-tiueran
das distancias que a principio eslahelecemos.
Os cITeitos produzdos pelo apcrfciroamcnlo das
vias de communcacu so, como se v, de um al-
ame tal, que a no ser a experiencia des outros
paizes.a na ser a asseverarao dos grandes meslres da
ciencia, como que duvid.iramos da sua realidade.
E uinguem nos acr.use de exageraran, porque cnhlo
os remetiremos para os escriptos de j. B. Say, Mi-
chcl Chcvalicr, Pecqucr,e oulros,onde se euconlra-
ro lodos us csclarecimeulos.
Ao contrario, como se sabe, o cavallo na Europa
lem muilo mais furra qoe Do Brasil, rato s por seu
Iralo. como mesmo por se curar sempre demelhorar
a rara. Por isso as fonlcs donde rolhcmos esles
dados indicara o peso de 12 arrobas para o cavallo
de carga, 60 para o de carro, 600 para o do Irilho
de ferro, c3,60 arrobas para do canal.
Nos |iorera lomamos para pouln de partida o peso
de 8 arrullas qqc carrega o nosso animal inuar, e
modificamos assim lodo o calculo acuinniodandu-o
s nossas circumslaucias, c segundo os animaes m-
jas forras empreamos, ou de que facilrccnle pode-
mos fazer uso.
Lina das condires essenciacs para que o Irans-
porle seja poslu ao alcance de lodos, o promova as-
sim todas as suas salularcsconscqiiencias, he a con-
currencia das. eni|Hez i- e sua emularan. Se mis, em
vez de laucar estradas para o centro, as fizermos ob-
lidiando os grandes mercados, mio o privilegio que
sovJeve conceder rom loda a juslioa s companhias
se transforman! cm verdadeiro monopolio c elemen-
tos de vexames para o publico, c de ruina para a
las utilidades e arligos, de que alus elle carece, c lavoura e para a producrao do pajz. Urna vez dado
um tal passo, o meio de rcpara-lo he crear a con-
currencia e eslabelccer outra estrada, que em con-
curso cora a privilegiada poisa contrariar suas vistas,
o fazer bailar os precoi aos limites convenientes e
vantajosos s popularnos agrcolas ou indu-lriar-,
que alias pdenlo (car merc da primera. Urna
estrada he objecto grave ; exige grande somma de
capitaes, e reiterados esforros de trabalho e constan-
cia ; a runre-su della, importando altamente o in-
leresse publico, deve icr rcllectida. Nao aconsclha-
mos a tibieza o a indecisao ; ao contrario, o dia em
que vissemos o nosso paiz gravemente embarazado
por ter gasto utilmente grandescapitaesem estradas,
sera o da nossa maior gloria.
A taxa itineraria, comquanlo hoje exisla en tre nos
teni cutan seguramente de ser augmentada, porque
as despezas da conslruccilo e cosleio das estradas le-
rao ile ser muito maiures que as de hoje. Porcm da-
pliquom-scellas embora, multiplquem-se, tomem o
vullo que se Ihes quizer dar, sempre o Iransportc
ter de ser muilo menos dispendioso do que he ho-
je : um animal que carrega 40. 400, 2,400 arrobas,
embora pague 15000 or legua elle o o vehculo, re.
presenta urna somma tal de trabalho, que as vanla-
gens ralo podem uunca ser coberias pelas despezas,
Heferiino-nos apenas aulorisarao concedida pe-
lo cunlrato de Londres estrada de ferro do valle do
Parahiba, de poder elevar do"cuslo| transporte at 8
decimos do actual.
Esle algarismo nos parece exagerado : o prego do
transporte deve dcscer a proporres mais baixas.
A garanta do juro concedida pelo governo parece
ser sullir.enle para que lodos os escrpulos se desva-
necain, o os capitaes se Iranqoillisem.
Ha todava um lacro e urna amorlisarao que con-
veni ussegurar, mas nunca levar a um ponto tal que
se coinproiueliam os inleresses do paiz, quereudo
apenas alleuder-se ao das companhias. Em nossa
opiniao a garanta subsidiaria de 2 por cento da pro-
vincia foi impensada, impoiitca e lalvez ruinosa.
Assim, entendemos que o meio de remediar ao mal
be vis(a da concesso dessa garanta provincial,
prevaleccr-se o governo para obler um abalimento
na taxa, que eremos, lalvez irrefleclidamenle, s po-
de ser favoravel ao paiz nao se elevando nunca a
mais de 3 decimos do actual. os vimos o peso e o
transporte pelo canal. Calcule-se a como sahe por
arroba, e ver-sc-ha que lalvez 8 arrobas em urna
distancia de 6 leguas imporlam em 48 rs ; isto he,
menes de um dcimo do seu custo actual. Ora, o
caminhos de ferro lulam c concorrem mui vanujo-
samenlc era muitos paizes cum os canaes. Julgamos
que .'(decimos devia pois ser o mximum a que a
companhia da estrada de ferro do valle do Parahyba
Cndena elevar o preco do transporte, lomando como
ase o sen custo actual. Tanto mais que ella nao po-
de nunca perder, poique os 7 por cento hoje garan-
tidos constitucm para capitaes inglezes urna verba
sulcieule para jurse amorlisarao do capital.
IV.
Klemento administrativo e poltico.
O primen n obstculo que embaraca no nosso paiz
a eflicaz accao do governo e o cumprimeulo exacto
de nossas obrigares como cidadaos, he a difliculdadc
do transporte. A auloridade territorial v-se cons-
Irangida a pacluar n.lo s com as exigeucias das
pessoas gradas das localidades, como tambera com os
criminosos.
A forca da auloridade territorial he delegada,
provm do governo, c desde que este n.lo puder
acudir ao seu reclamo promptamente, lem ella de
expor-sc isoladamente aos perigoi de urna lula
desigual.
A audacia do facinora c a opposico das influen-
cias locaes constitucm um inevilavel eslorvo s
cousciencias mais puras e aos desejos mais ardentes
de proceder com reclido no desempenho de nossas
obrigares. A ocro daquellos dous males manifes-
la-se c cresce na proporeao em que nos afrailamos
do centro onde reside a autoridade que contiluio o
seu delegado: ua verdade quaulo mais noi inter-
narmos no paiz, mais se augmentaro os crimes, os
ademados contra a pessoa e bens, os delictos de fe-
rmenlo, ameacas e outros..
Muilas pessoas opinam que nSo se commetlem en-
tre nos crimes roulra os bens e contra a proprieda-
de ; na verdade uinguem se arma entre nos para
apossai-sc de dinheiros ou movis alheios ; porm
poder-sc-ha dizer o mesmo das trras que alias cons-
tiluem quasi toda a nossa riqueza '.' Os carinos
acham-se cheios de proceisos civeis e crimes de em-
bargo, arrncamenln de marcos e oulros mais alen-
la los contra a propriedade territorial.
Distancias como aquellas que exislem no nosso
paiz, onde alias a cenlrali-aeo do poder tem toma-
do notaveis proporres, tornara Ilusoria a rfiss.lo
da autoridade, ciifraquccem-na e inulilisam (odas
as suas boas intenroes. A accjto da administradlo
he locera e vacUnte. A autoridade he um nome,
e nao urna instituidlo.
Desde que a auloridade nao pode funecionar livre-
mente, a juslii-a desapparece, falla de apoio, e a
arbitrariedad, succcde-lhe. Nilo se consultan) os
preceitos da le c os principios do direilo, obedce-
se s conveniencias, pesam-se as coniideracaies. e
aquilala-se a sentenra segundo razes de um iute-
resse puramente temporal.
O pobre, embora innocente, perseguido pelo po-
deroso, suecumbe nlallivelineiilo no pleito, e esle a
muido transige com o assassino, que o ameara com
o bacamarle.
Se purm a auloridade territorial dispuzesse de
raeios para se* fazer respeitur, se o governo lhe pres-
lassc sua prompla cooperaran, a auloridade, forta-
lecida para a lula, poderia estender o circulo de
suas forjas, e proteger loda a corporacau. O* bem
intencionados seriam os primeiros a rcconhccera
necessidade de se unir a ella ; os limidos se anima-
ran, vista da ellicacia do seus meios e de sua ener-
ga, e iriam por-sc sombra ; os maos, solados
em um campo, linham ou de ir povoar os carceres,
ou de mudar de vida. Os beneficios p*s de pres-
teza e prumptidao da acrao do governo sao parli-
Ihados por toda a sociedade em geral; e nao he s
a segur inca da propriedade e pessoas o seu nico
eflcilo, he lambem a marcha calma da Justina. Ho-
je, como se sabe, as distancias enlre a sede dos Ir i-
bunacs e dos cidadaos que teem de recorrer a dles,
dcixam impunes muilos delictos. e acorosoam as-
sim ao crime: embarazara o andamento dos le-
las, e destroem todas as promessas ledas pela im--
sa cunslituieo, de que teriainos una juslira recta.
O sol, a chuva, as diflicnldades de alravessar um
rio ou uina malla, leem dado por mais de urna vez
o vencimento ou a peda de urna demanda a esla
ou aquella parte, o feito enlrar para os cofres p-
blicos mais de urna mulla, ou revalidarlo por obs-
tculos materiaes invenciveis. Bem sabemos que
em todos os lempos e paizes haverao desle acci-
dentes, e que as leis, sendo obra dos homens, serlo
semprc imperfeitas, e nao poderao prever ludo.
Mas enlre us estes fados se repetem e se do quasi
lodos os dias. Nao nos referimos ao Rio de Janei-
ro e oulros pontos, fallamos do nosso interior, onde
ha comarcas de 60 leguas de extensao.
A administrarlo, mesmo na percepcao das rendas
publicas, lula com lodos os inconvenientes da dilli-
culdadu dos trausportes e da imperfecto das vias
de communicarao. Em Minas, por cxcmplo, ha
localidades onde os fazendeiros sao instados para
servireui oslugares de colleclor; sabe da capital to-
dos os quarleis ura piquete de cavallara qae per-
corre toda a provincia central, c que recebe de al-
guns desses collectores, qae teem alias um gran-
de numero de leguas por jorisdicro, quanlias tao
insignificantes quo nem pagara as despezas da via-
gem.
Todas as ajadas de cusi, todas as despezas da
coiiducr.lo c transporte doi fuuccionarios pblicos
que percebein honorarios sao assim rpidamente ex-
ageradas. O transporte das tropas absorve no inte-
rior quanlias que poderiam ser mui reduzidas. O go-
verno nos pareco poder colher grandes vantagons e
tirar interesses immedialos das vias de communica-
rao aperfeiroadas.
Deinais, parece-nos que a inlegridadc futura do
imperio leria de ser provavclmentc maulida pelas
vias de communicacao, Com quaulo laucan lo os
olhos para a carta gpographica do nosso paiz nao en-
contremos ahi os elementos para urna separacao ter-
ritorial, todava he forrea confessar que desla gran-
de el queridu demonstrar o futuro apparecimenlu. Ora,
os elemento- para a separarlo dos povos ao os li-
mites oaiorae-, grandes cadeas do montanhas, ou
volumosas massas d'agua. As monlauhas, porm,
do nosso interior, e que forra un as diversas lerra-
nias no nosso paiz, nem lera a altura e nem a ex-
tensao precisa para crcarcm a idea de urna possivel
sep.n aeo das provincias ; o rios, pela sua marcha
de Norte a Sal, e de Sul a Norte, ao contrario, pa-
recem ligar as diversas provincias do imperio, que
elles bauii un em sen longo curso, c de cujus inte-
resses priva I is parecera formar um todo cominum ;
o mar que baiiha a cusa cm loda loda a sua exten-
sao completa e assegura a grande obra dus no-so.
rios. A inesina origem de ra?a, os mesmos coslu-
mes, a inesma lingua, serao garanta da nossa per-
petua IIII lio.
Todava, para completar o grande e alil trabalho
da natureza e das circumstancias, nao temos nos
al boje concurrido com o menor esforro.
As estradas e os canaes seriam sem duvida um
meio clliraz de nos uor mais, c de ligar intima-
mente a Lian I- familia brasileira.
Os Romanos, cujo lim era s a influencia admi-
nistrativa o governamental, c que nunca oiharam
para a industria e para o commercio como meio de
ligar os interesses dos povos, deram-nos o cxcmplo
o mais suleinno do elleilo que sobre aquellos dous
ramos das scieneias publicas pn,liara exercer as
vias de roniinuiiicarao.
Esle povo guerreiro, que se alinienlava du des-
pojos dus vencidos c dos ecloiros dos paizes conquis-
tado-, fez as melhorcs estradas que lem at hoje ex-
istido. Senhores do inundo desde o muro dc-An-
tonino e las uiaroeiis d Danubio al s do Eu-
phratcs c us faldas do monte Alias, elle robrirain
todas as provincias de estradas magnificas, que par-
lindo du meio da praea de Roma iain, mundo o
alravrssaudu as suas imineusas c populosas cidades,
le iti,:ioi uus limites to imperio.
Essas estradas, ajue (em durado dez seculus, c qae
boje so ubjeclo do pasmo c admiraro de lodos os
homens da arle, cnl latas, Ininsilaveis por carros,
c olVereciam ludas', os comino lo. imagiuavcis para a
fcil circularlo.
lluvia a seus lado- nm passeio para os viajantes
a pe ; os carros c escavallcirosuccupavara o centro ;
c pequeas conslrucrcs serviam para facilitar a
estes o muir H c apear dos enalto-.
A via Appia he um modelo e portento dessas
ousadas couslriirc.es que o sol, a chuva, a inlodo
homem c a vegelarao de mil annos nao lem podido
destruir. Napoleao, senhor da Italia. Iralou logo
de alravessar a elevada rordilheira do Jora, ede fa-
zer a estrada do Simpln.
As estradas pois nos parecem ter sido considera-
das em todos os lempos como nm meio governalivo
poderoso c um elemento de fralernidade dos povos.
Se receiamo-nos da spamelo das provincias, ligue-
mo-las sede do governo, unamo-las urnas s ou-
lras, desimanaos as distancias, o venramos os eslor-
vo- que a isso oppe a natureza.
Nao peleamos porm um lempo precioso, nao nos
entreguemos a urna criminosa iuaceo. Quando as
mais nares ettenuam-se em (rabalhoi para d'ahi
a dias ss acharem fortes, quaudo o mundo parece
um grande laboratorio onde as arles e ai scieneias
esludam os meios de dolar a human idade de (oda
sorle de bens c de melhoramenlos, nos, parecemo-
nos enllocar cm urna posicao alheia a este grande
fervor da civils ico. que se debate cm ferteis es-
forros para progredir c avancar.
(js Americanos s di arara o grito Go a head .'
Avante e nos, jugando ter encontrado o optmis-
mo, se n3o bra I.un i- para Ira:! parecemos
dizer bonum etl nos hic esse. L. P. L. V.
( Correio .Mercantil do Rio.)
PERMB11C0.
com um lijlo por cima, tendo qne dilos relogios fo-
ram reconhecidos bem eomo us ochados na barca
.Sanio Cruz como perleucentes ao mencionado
Chaprnnt, que declarou pertencer-lhes lodos estes
objectos foram apprehendidos e delles ; se lavrou o
respectivo termo de echada, continuando o delega-
do em oulras diligencias.
Deo guarde a V. El. secrelaria da polica de Per-
nambuco 20 de novembro de 185).Illm. e Exro.
Sr. conselheiro Jos Benloda Cunha e Pigueiredo
presidente da provincia,O chefe de polica Luiz
Carlos de Paita Teixeira.
CMARA MUNICIPAL SO RECITE.
Sessao' extraordinaria de 8 de tatabro.
Presidencia do Sr. Uarao de Capibaribe.
Presentes os Srs. Viaana, llego, Dr. S Pereira,
Mamede, Olivcira, Barata e Gamciro, abrio-se a
sessao e foi uda e approvada a acta da antece-
dente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofllciodo Eira, presidente da provincia, ap-
provaudu a arrematarlo das rendas dusacounucs p-
blicos desla cidade.Inteirada, e que se communi-
casse conladoria c se lavrassem os competentes
termos.
Outro do mesmo, remetiendo copia da expoiicao
feila por dous membros da commisso de hygicne
publica dos lugares insalubres desla cidade, e re-
commendando que, lomando-a a cmara em consi-
deradlo, expedisse, quanto antes, ordeni no sentido
de se exceularem as providencias apontadas na ex-
psito, podendo requisitar qualquer auxilio da re-
partirn das obras publicas.Resolvcu-se, depois de
lida a evtposico. que, como os seus autores promet-
tessem no final della de apresenlar urna collecrao de
medidas a bem da salubridade publica, c a remoi-Ao
para a Cabanga du maladouro das Ciuco Puntas es-
tivesso dependente do que se pedio a S. Etc. cm
uflicio de 31 do mez pruximo lindo, se respondesse
S. Eic. que a cantara aguardava urna e outra
cousa para entan resolver, afllrmando-se com todo
S. Exc. que a remojii dos eslcrquiliiiios existen-
tes nos litoraes da cidade se eslava execulando.
Oatro do Dr. chefe de polica, modificando as suas
providencial coudas em oflicio de 27 de oulubro
lindo, relativamente a alleslados de facultativos pa-
ra as inhumarles no cemiterio publico.luloirnda,
mandou-sc responder e rcmetler o oflicio, por copia,
ao procurador para sua intelligencia e evecuc.lo.
Outro do thesoureiro dos cstahelecimentos de ca-
ridade pedindo lhe maudasseja cmara pagar a des-
peza de 1008740 com o lratamenlo.no grande hospital
de caridade dos Africanos livres serventes do cemi-
terio, Francisco e Dami. aquelle recolhido a 12 de
julho e sabido a 26 do mesmo mcz.c esle a 7 de julho
e sahido a 3 de selembro prximo findo.Rasolveu-
se que so pagasse, bem como se ordenasse ao procu-
rador de apresentar urna conla extremada da despe-
za que lem feito cada um dos Africanos livres, oc-
cupados no servico do cemiterio, comroupa cotnedo-
ria e tratamenlo quando doentes.
Outro do procurador, aprescnlando 2i lellras de
differentes valores, importando todas cm 29:2628,
provenientes dos impostos arrematados para seren
recolhidas ao cofre, fallando anda algumas por nao
lerein lido aceitas e garantidas pelos arrematantes e
fiadores.Que se recolhessem.
Outro do mesmo, communicando ter adiado por
maior prec,o do qae o oreado, os materiaes que leve
ordem de comprar para a obra da estacada e caes,
as Cinco Ponas, de qae he arrematante Manuel da
l'aivo Paz.Manduu-se responder que de accordo
com o engenheiro cordeador, ajustasse os materiaes
pelo preco do mercado.
Outro do mesmo, tratando da difficuldade que
lem encontrado na execueo das medidas eslabele-
cidas pelo Dr. chefe de polica sobre alleslados de
fallecimenlo de pessuas, passados por facultativos.
Inteirada, por terem sido ditas medidas modifi-
cadas.
Outro do mesmo, participando nao chegar a quola
votada para cusas de processos para pagamonlo das
qae se lem requerido, por ser aquella de 2:0009 e
montarem estas em 3:1429)10, lembrando ser lalvez
conveniente pedir-se aulorisar.tn ao goveruo da pro-
vincia para exceder-se a quota na quanlia de.....
M42&410.Que so pedisse.
.Outro do fiscal de Santo Antonio, tratando de
medidas sobre a salubridade da freguezia.Adiado
at que chegue a colleccjo de medidas sanitarias,
que licou de apresentar a commisso de hygiene pu-
blica.
Outro do engenheiro cordeador. tratando do em-
barazo que encontrara na cordeac.au pedida por
Joao Eduwim Roberto para poder reconstruir o mu-
ro do seu sitio na estrada ilo Charun.A' cominis-
sao de edificaran para propr o que julgar Cunve-
n ente i vista da planta du lugar.
Outro dos fiscal da Boa-VisU., dando parlo do suc-
cesso occorrido na fundirlo de Chrislovam Star &
C. na larde do dia 7 do correte, por causa da ex-
plosaode urna caldeira, do que' resultou o pereci-
ment de tiOjs operarios e o jerimento grave em
seis.Posto em discussao, resolveu-sc noraear ama
commisso especial composta dos Srs. Dr. S Pereira
e Barata, para examinar a fudicao e enlrar no co-
nhecimenlo do que pincelen a eiplosjo. A com-
misslo reclamou logo o auxilio de um engenheiro
hbil, ao que annuio a cmara, resolvendo que se o
pedisse ao governo da provincia.
Oulro do mesmo fiscal, informando que considera-
ra incurso no art. 2* lil. 7 das posturas a Manoel
(joni-alvesda Silva, por ler edificado um laen de
muro, no sen silio, no lugar da Estancia, sem 11-
cenca desta cmara.Indeferio-se ao peticionario.
Oulro do administrador do ccmilerio, remetiendo
a quantia de 69 qae pagou o thesoureiro da irraan-
dade do Saolissimo Sacramento da Boa-Vs!a para
se poder sepultar em urna das catacumbas da mea-
ma, o cadver do ii nio Manoel Caelano de Souza,
a queserefeie a guia sob n. 7994, tirada gratuita-
mente.Mandou-sc ao procurador para o fim con
veniente.
Outro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa
do gado niorto para consumo desla cidade, na sema-
na de 30 de oulubro prximo findo 5 do corrale
( 614 rezes ).Que se archivasse.
Oulro do fiscal de S. Lourcneo da Matla, com-
municando quo o uumero de rezes mortal para con-
lumn da freguezia durante o mez de oulubro fia-
do, foi de 42.Que se archivasse.
Oulro do fiscal do Poro, pedindo que a cmara
desse ordem ao procurador a fazer a despeza neceisa
ria com o processo por iufracrao ai posturas, com-
metlida por Galdino Ferreira Uames, afim de poder
dar-se andamento ao mesmo. Mandou-se expedir
ordem ueste sentido.
Sendo lida a replica de D. Eugenia Teixeira de
M or.- feila ao governo da provincia, o por este re-
me!; ida a cmara para informar, em que sostena a
peticinuaria que o terreno de marraba que pxelen-
de vender na ra dos Guararapes, ralo faz parle do
ahi destinado para serventa publica, resolveu-se
que de novo fossem os papis remolidos ao enge-
nheiro cordeador para, examinando attentamente o
terreno, informar com i reci-o a respeilo.
Despacharam-se as pelires de Antonio Jorge
Guerra, de Antonio Bernardo Quinteiro, de Fran-
cisco Jos Carneiro, de Guilherme da Silva Guima-
nles, da Viuva Gerluez, de Jlo da Cunha Reis, de
Jos Francisco Pereira, de Genoveva Mara da
Conceisao, de Joao Paulo Ferreira. de Jos Fran-
cisco da Silva, de Jos.Alexandre Ribeiro, de Ma-
noel Luiz Gonralv es.de Manoel de AndradePeslana,
do bar har 1 Manoel Clemciilino Carneiro da Cunha,
de Manoel Goocalves da Silva, e leviulou-se a
iess.lo.
Ea Manoel Ferreira Accioli, oftlcial-maior a es-
crevi uo impedimento do secretario.liarlo de Ca-
pibaribe, presidente. Vianna.Marncde.*Olivei-
ra.Reg Albuquerque.Reg.

REPARTICAO DA POLICA.
Parle do dia 20 de novembro.
Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V. Exc. que, das
diflerenles parles honlem ehojerecbidas nesta re-
parl irlo, consta terem sido presos: pela sudelegacia da
freguezia de S. Fre Pedro Goncaivcs, Senhorinha
Mara do Rosario, por bri-i. Henrique Americano,
e Jos Valentn) dos Passos, por insultos, e o pardo
Hcrculano, escravo, por suspeilas; pela subdelega-
da de S. Antonio, o preto carnicciro Antonio, es-
crava de Joaquim Antonio Elias por furto cm pesos
de carne, e Amaro, escravo de Paulo Jos Gomes,
para averiguares ; pela subdelegada de S. Jos,
Vicente Ferreira Hamos, por ebrio; pela subdele-
gara da lina-Vi-ia. .Inaquim Juso da Silva, para
corren;jo.c Agosliiihn da Cusa, sem declararlo du
motivo ; foram igualmente presos pelo delesado do
I. dislrirlo deste termo, o portusuez Joao Ignacio
Cecilio, c os pardos Jos Riheiro (iuimarcs c Fran-
cisco Antonio Xavier, para averiguares acerca do
roubu feiloaosrclojoeirosCliaproiiU\:Berlraiid.a res-
peilo do qual participou-mc o niesino delegado por
oflicio de hoje, que em continuarlo de suas pesqui-
zas, conhecendu que o portuguez Francisco Gomes
da Fouseca, preso com indiciado em dilo roubo
harta embarcado um bab e duas caixas na barca
denominada Santa Cruz, surta no anroradouro
dcsta cidade na qual pretenda seguir para o Porlo,
dirigira-sc depois de fazer a competente requisicao
ao cnsul portugus, a bordo da dita barca c ahi ti-
zcra appreheurao do baln e caixai, que sendo a-
berlos com as formalidades legaes foram adiados ob-
jeclus de ouro c prata e porrao de obras de alfaiale
fritas c por fzcr, trinta c tantos relogios de ouro e
prata, una aviiltada quantidade do correntcs lam-
bem de ouro, urnas imagens o alguns relogios de
cima de banca, que foram depositados, lavrando-se
de ludo competente termo dcachada ; accrcscen-
ta ndo quo cm continuadlo ainda das mesmas pes-
quizas se dirigir aobecco do Calabouro a casa em
que inora o porlnguez Joo Ignacio Coelho, e ahi
liando as buscas necessarias foram encontrados dous
bahus contando diversas pecas de ouro e prata,
obras de alfaiale novas c algumas por acabar, mui-
las camisas com firmas de seus donos, porem coro as
mesmas firmas cortadas para nao seren mohecidas,
20 e tantos relogios de ouro e prala, e ama porro
de correntes lambem de ouro, estando estes ltimos
objectos iuvollos em om lento de seda, e enterrados
DIARIO DE PERMMBI (0.
O MOTIM DE 14 DO.CORRB1STE.
Narrando o acontecido na noite d'essa da,' nao so
contentaran! os escriplores de cerlo peridico com a
simples alteuu.ico do fado : foram mais adianto; es
forraram-sc por fazer crer que a noticia dada pelo
nosso jornal foi inexacta. Arreciando tambera algum
ni ler esse pelo credilo d'esle Diarto,aconselharam-no6
que fossemos mais escrupulosos, e que nao escorre-
gussemos em alguma mentira I ...
Nanea luppazemos qae de l.lo indigno proeedi-
mento fossem capazes delicados cavalheiros. Urna
inaxaclidao pode-se admiltir sem offeusa ; mais
mentira nao, nunca, porque a mentira, segundo
aprendemos, suppe a m fe, o desejo de engaar.
Invocando, por tanto, o leilemanho da popularlo
d'esta cidade, solemnemente ratificamos todo quan-
to dissemos em nosso n. de 16 do corrente relativa-
mente assaada nocturna : as nossas palavras foram
a expressao fiel de fados da mais publica notoriedad;.
E a isto nos limitamos, por nao dezejarmos entrar
em polmicas, causando-nos apenas desgoslo a pro-
vocarlo que se noi atirou. O publico que conbece a
nossa folha aos far juslica.
Quem ama a aclualidade nao pode concorrer para
illuses ; e pela nossa parle nao apreciamos governo
algum por series vos quem sois. Sem exagerar o
Tacto principal, he verdade quo lhe demos alguma
importancia ; e nem um acontecimenlo qualquer
deve ser rnenle considerado pelas consequencias
que produz, mas tambera pelas que pode prndazir.
Ajuisar de modo coulrario, hepor-semoi vizinho da
lgica e da moral dos fados consumados.
Pouco nos importa que aquelle mesmo peridico,
csqiiecendo ossuccetso! mais rcenles desla provincia,
considere o de 14 do correnta como burlesco. Nada
mais natural: os que se achao no poder, como ob-
serva o bom Lafontaine, sao grandes endormeurs:
Lorsqae sur cette mer on vogue pleines voiles,
El que Con a pour soi les vens eHet eloiles,
Gn s'endort aisemnl sur la foi des sephyrs.
Felizmente temos a salisfaco de poder asseverar
qae a presidencia de accordo com o Sr. chefe de po-
lida, esforrando-se em reparar a falla accidental de
autoridades subalternas, tomaram e continuara a lo-
mar medidas efi.icazes para qae se consolide a ordem
o a tranquillidade publica, paitjaaado-nos o pesar
de sermos aswllados de improvizo pela anarchia.
, OS PARTIDOS E A CONCILlACAO.
V.
O qae he urna narao 1 Quaes ai conduces neces-
sarias para constilui-la ? Urna reuniao di homens
s porque nasceram em nm lugar determinado, ou
porque fallara a mesraa lingua, ou porque vivem sob
as mesmas leis e o mesmo governo, poder chamar-se
naci ? A ser assim.ninguem mais se entender, e
as conlradicres serao inevitaveis todas as rezes*}ue
nos servirmos desse termo, debaixo de qualquer das
tres accepres ordinaria! que acabamos de indicar.
Com efleilo, os limites do terreno sao mudaveis e
variara de um dia'para outro ; lingnas diflerenles
podem ser falladas em urna mesraa naeu, e nma
s liniiua em nares diversas; finalmente muilas
nares podem viver regendo-se com as mesmas leis
e sob um governo commum. Mister ha pois dizer,
com o jodicioso e elegante Thierry, quo nacao e
sociedade sao termos synonimos: a ora, sociedade
ou associarao he liga; liga he una de esforros
para um inleresse commum; logo naci he liga,
he uni.to de esforcos. n Effeclivamente, tirai a idea
de unidade de accao, de pensamnnto, de fim, e te-
reis destruido o nico sentido rasoavel, o nico con.
ceilo pililos iphico que podemos formar dessas en-
tidades vulgarmente chamadas nares ou povos.
Porm sa assim he, haver.i nada mais contradictorio
com a verdade daquella deliuirao, do que a douirtna
da necessidade e conveniencia perpetua dos partidos?
llavera obstculo maior a tendencia, c aos progressos
da humanidade '! Na ordem doi disolventes soriaes,
nao conhecemos iicnhum mais enrgico e poderoso.
O velho patriarcha dos publicistas, coja autori-
dad j invocamos, linha sustentado em ama de suas
Cartas Persianas a utilidade da coexistencia de
muitas seilas religiosas em um paiz, com razes
mais especiosas do qae solidas; e logo nao falta-
rao discpulos que, como II. Constan!, seguissem os
seus passos e argumenlassem com as suas razes,
propagando ai'mesmas ideas. Mas, se a opiniao de
Monlesqmeu pudia ter algum peso e valor no seu
tempo, em, presenta, dos excessos do fanatismo a
dos ardores da intolerancia, depois da derrota desta
e do tnumpho da liberdade de conscienda nlo era
mais permillldo ao autor da Poltica constitucional
marchar ainda pelo mesmo caminho, sendo inne-
gavel que a diversidade de seilas, contrariando um
um dos fins particulares da sociedade, he urna du
causas mais fecundas de desordens e de crimes.
Sem embargo, o que te havia dito acerca das cre-
las religiosas, passou a er applicado as e-rencas po-
lticas, e a conveniencia dos partidos foi erigida
em principio, pouco mais uu menos pelas mesmas
razes porque o tinha sido a utilidade das saltas. E
exprimirlo essas razes a verdade ? (e)
a NSo, diz-nos um moderno escriptor ; nao he
bom que bajara muitas religies em om estado. O
fim da sociedade civil he a uoiao doi espiriloa e
dos corarles, he a paz. Ora, he comanle, c a his-
toria us fornece disso mil provas, que a mollipli-
cidade das religies he a causa a mais enrgica, a
mais irresislivel das dissenses e da anardiia. Csr-
tamenle, se exislem no seio do um povo religies
diflerenles, nao deve'n intolerantes sectarios impre-
hender o reslabeleciranlo violento da unidade pela
perseguirao. Mas, de que nao he permillido em-
pregar a forja para domar as conscienciai rebel-
des, de que a intolerancia, levada alm dos limites,
torna-se criminosa, est bem longe de seguir-
se que a mulliplioidade das religies<(%ja om bem.
Pelo contrario he um mal o mal mui graude, por-
que nao ha sociedade verdadeira tem unidade, e he
verdaderamente trivial dizer que a multiplicidade
exclue a unidade. (at)
Tal he a doutrina que em nosso humilde pensar
devera ser applicada s ideas e crencas polticas;
e abracando-a iuteiramenle, nlo te nos poder im-
putar a louca pretendo de acabar os partidos com
um s trajo de penna. Fiqne a cada um salvo o
direilo de pensar e reflectr sobre os negocies p-
blicos do seu paiz ; venham dahi muito embora ai
contrariedades de opinies c os systemas polticos ;
organisem-se mesmo os partidos sob a influencia^
de pensamientos oppoitos ; mas nao queiramos con-
verter em principio de bem que se deva manler e
sustentar, aquillo que nao passa de effeito de urna
enfermidade do espirito ou da carne humana, e
que s excepcionalmenle pode trazar algum pro-
veito.
VI
A mais ligeira reflexao he bailante para noi fazer
conhecer que ai sociedades modernas acham-se em
urna situarlo inleirameurc nova, uu que os seus
raeios de accao, assim como o organismo que as sus-
tenta, sao muito diversos cuo opposlos aos das socie-
dades antigs ;e esla nica coosideraco nos deve nfas-
tar da roliua que julga sempre o presente pelo pas-
sado^, tentando applicar-lhc os mesmos remedios,

.
<
\
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'.
t
sS

a ,
(e) D. Constan!, applicando is oppos-Oee polti-
cas suas ideas sobre as seilas religiosas diz : Re-
eonbero em toda opposirao o direilo de atacar to-
dos os actos do ministerio, al com raciocinios que
si sejam es>eciosos, e se ella o quizar, eom saphis-
mas. A oppusie.lo ingleza assim pralica etc.
_ Ora, ralo he isto autorisar a mentira, a fraude, a
ni i opean "' Quando se le&ilima ossophisma, quaudo
ic admille a opposijao ao bem, nao se lem decla-
rado guerra razao e i moralidade t Entretanto,
lodos apredemos estas cousas as escolas, e por isto
nao falla quem, entrando na vida publica, exilia
com seguranza ai provas mais seguras da innocen-
cia e da credulidade com que sao aceitas aquellas
dissonancias que alurdem o bom senso, s porque
os inglezes as praticam e B. Consant as ensiiui.
Com razao dizia Sneca:Unusguisgue matult
credere quam judieare....
(i) ii Quem ousaria alirrar, diz o Ilustro Rosel-
ly de /.arques, rombalcndo o protestantismo ; quem
ousaria aflirmar que a contradiccSo he o eslado na-
tural de um coito on de urna philosophia.... Em
religiAo, bem como em poltica, a divisa lia urna
causa immediata de fraqueza, nm germen de dis-
solujao mais ou menos prxima.



DIARIO DE PERMMBUCO,' TERQA FElfift 21 D NOVEWBRO DE 1854.
quando as paixes, e os intcresses sao differentes
Divididas em opprimidos e oppressores, as socieda-
des antigs descausavim sobre a base da oscravidao
e dos privilegios: os escravos, semelhanles a anima-
es de carga, deviam Irabalbar sem poderem adqui-
rir nem gozar; os senbores, vivendo na occiosidade,
11,10 conheciam oulra ptiiio que uiin fosse a guerra,
oulra virtud que nao fosee a forja ou a coragem.
Os partidos deviam ah occupar nm lugar dislincto
como estimulantes da classc privilegiada; as couspi-
rajDes e os tumultos podiam ser necessarios para
aniquilar os abuso* dos niais poderosos, restabeleccr
a igaaldido do direito entre todos os cidadaos.
Pelo contrario, a sociedades modernas, descansan-
do sobre a tase da igualdade civil, sobre o principio
da propriedade e da responsabilidade individuaes,
acham-se |ireocapadas por um intereso e urna s
paiioadquirir pelo trabalho, conservar o gozar.
Cora essa base e debaxn da inlluencia ahilar d'esse
principio, he que o dominio material e moral das
n.iees modernas tcm augmentado prodigiosamente :
a arte da navegajao, acabando o anligo solamento,
tem-nas posto om relaeo e quasi contacto; o com-
inercio tem estimulado a industria, eo Iracalho,outr'-
ora vergoohoso como larefa de escravos, elevou-se i
calhegoria de urna virtudeapreciavel,cuja recompen-
sa he a propriedade. O progressos das arles e dos
meios de troca, tornando .o homem capaz de subsis-
tir livre dos caprlehos" de outrem, reslituirara-lhe a
independencia com o poder de transportar seus bens
c sua industria para onde forem mais respeilados e
garantidos. A imprensa fnalmenlc, instrumento
descoahecido aos anligos, ao passo que permute aos
modernos conservar e augmentar os thosouros da in-
telligencia, serve-lhes de orgau para desmascarar o
erro e a prepotencia, prolligar e vencer os abusos,
sem que para isso seja preciso mais que exforjos in-
dividuaes, urna vez que se diga com franqueza eencr-
gia a verdade.
Ora, com a superioridade de lacs condijoes, forja
be contir quo o papel dos partidos polticos uecessa-
riamente vira i perder cada dia mais essa importan-
cia fabulosa, esse prestigio que algus chefes iulercs-
sados ainda se obstinara em querer preslar-llies; for-
ra he convir que o poder da associajao, deixando de
ser necessario para obrar sobre os homens, somente
deve ser empregarlo para obrar sobre as cousas e
vencer as resistencias da natureza phisica. Rcconhe-
cendo pois com Duclerc que as perturbamos causa-
das pelos partidos servirao algumas veres os pro-
gressos da civilisajao, devemos tambem reconheceT
com elle que a consistencia dos partidos em um esta-
do nao he cousa desejavel... eslimavel escriptor sao informidades do corpo polili-
tico. O remedio para essas enfermidades he, na
verdade, a Iota e o (riumplio dos opprimidos sobre
os oppressores; mas ha alguma cousa que vale mais
do que a medecina,he ataude.
E nos, em conclasao dizemos que, proclamar a ne-
cessidade e conveniencia dos partidos nos governos
livres e regularmente constituidos, he proclamar a
ruina e a morle dos estados: Umne regnnm in
seipsum dirisumdesolabitur.
Continuaremos.)
CORRESPONDERAS.
>rs. Redactores.Sobre a ellicacia da scicncia
homeopalhica me parece, que j ningiiem hoje du-
vida; e porisso referindo-vos um tacto importanle,
que ha pouco se deu com urna minha sohrinlia de
nome FrnWlioa Candida, filha do mcu primo Hen-
rique Ferreira Rabello, nao tenho por lim conven-
cer-vos daquella efucacia, mas sim moslrar-vos que
o Sr. Camillo Henriques da Silveira Tavora Ind-
gena, que nesta cidade reside curando homeopalhi-
camente, sabe perfeitamenle applicar suas doses,
comanla felicdade, que o elfeilo he' espauloso.
Eis o faci.
Estando dito mcu primo com sua familia fura da
cidade, foi atacada dita ininhasobrinlia de um plen-
riz, e laes causas se- derain, que meu prima s
pode regressar no stimo dia, vindo ella no estado
seguate: j pouco ou nada fallava, sem se poder
deitar, e nem caldo podia tomar, neste estado recor-
reu meu primo ao Sr. Indgena que fez o favor de
a ir ver, e chegando disse, que a considerava mor-
tal, porcm que runfava em Dos c na homeopa-
Ihia, que ella licara boa: e com elTeito applicou-
Ihe nina dse, e no esparo de II horas a minha so-
brnha fallou, a poni de se coufessar, c taes foram
os cuidados do facultativo, que no sexto dia de Ira-
tamenlo eslava minha sobrnha em convalescenoa :
quaudo na manhaa do dia 7 cntrou un quarlo em que
slava. a doeute urna preta, e dando urna forte pan-
. cada na porta, assuslou-se a doenle de tal modo que
immedia lamen le ficou sem falla, atacada de urna
forte febre, cujo atique durou 48 horas, e enlo foi
quando me persuad que jamis minha sobrnha se
reslabelcceria: porm oh! que encano!
Appareceu o Sr. Indgena, e pode i muito costo
introduzir-lhe por nm denle fracturado nm globolo,
pois que ella ja eslava com os qucixaVcerrados, e
com pouco foi cobrando os seus sentidos, c continu-
ando o dito senhor com os curativos pode em pou-
cos das reslabolecer completamente a minha sobri-
nhi, a qual se acha hoje eom vigorosa saude; mil
louveres sejam dados aquelle senhor, que salvou
por duas vezes a minha sobriuha da sepultura.
Aceite o Sr. Indgena os meus sinceros agradeci-
menlus, por um faci que o cobre de gloria, c lara-
bem a scicncia da qual he apostlo.
Cidade de Goianna 1-2 de nnventbro de 1851.
Benlo Jos Ferreira Rabello.
Sr. Redactor.O bom couceito que Vmc. fez a
nosso respeilo, por occaso do roubo da nossa casa,
u boa opiniao que a nosso respeilo Vmc. emilliu
no sea jornal, sem que por isso houvesse recebido
pedido algum nosso. a salistaejao que Vmc. mani-
festou quando appareceram os primeiros objectos
roubados, finalmente a franqueza e a liberalidade
com que Vmc. paz a sna Ivpographia a nossa dspo-
sjilo para nos facilitar a publicidade dossigoaes re-
lativos aos objectos roubados, todas estas circums-
laucias uoscollocam na obrigajAu de parlicipar-lhe
o que do novo acontecen a este respeito.
.Ii Ihe haviamos dito que sexla-feiru, em vrlude
das numerosas indagajOes e incansaveis pe-quiza-, a
que procedeu o digno c corajoso Sr. delegado, eo-
cnutrou-se na venda de um sujeito na Boa-Vista,
muitos objectos, roupa, ouro suspeilo, e uns relo-
gias, dos quaesum, e urna correnliuha recouhecemos
ter sido roubados na nossa loja.
Scxta-feira appreheodeu-se a bordo da barca por-
tuguesa S. Cruz, urna porjao immensa de objectos
roubados, uns trala tantos relogios pertenceudo o
maior numero a nossa casa ; no mesiao dia varejoo
<> dito senhor subdelegado, urna casa no becco do
Callaboujo, e por falla de lempo nada se pode des-
cubrir, mas honlem, perseveraoja e perspicacia
do digno agente de polica, descobnmos na mesma
cas, enterrado debaixo de un caixilo de carvSo, 26
relogios de ouro e praU, embrolhados em um lenco
de seda, e em diversos bahus, urna porjao immensa
de obras de prala e ouro, grande quantidade de
roupa e camisas, todo muilo suspeilo.
Assim, hoje que nos somos tranquillos, em couse-
quencia do resultado das averiguajes policiaes,
agradecemos ao Sr. chefe de polica, o bom modo
rom que nos tralou, a boa opiniao que a nosso res-
peito sempre formou, ao Sr. delegado, a incaasavel
energa, a actividade extraordinaria, a perseveran-
te e a perspicacia com que dirigi esle negocio*
aos Srs. subdelegados, a promplidSo com que se
prestaram a (odas rs averigusjoes policiaes, aos Srs.
inspectores de quarleirao, o bom auxilio que pres-
4 la rain, e por fin, a todos, a franca e boa vonlade
com que nosajudaram a recuperar com a nossa for-
tuna, nosso crdito a nossa honra, um instante mao-
chade, por boatos infames e calumniadores. Somos
Sr. redactor, seus veneradores e criados.
Chapront & Berlrand.
mieisji
# ^rs.Redaclorei.Sob o tituloGabinete porlu-
guez de leiluraappareceu hoje no Diario de Per-
nambueo, um commuocado assiguado por ac-
cionistacujo anicoebem conhecido liin, he des-
roncetuar-me e ferir n meu crdito, apresenlando-
me ao publico e aos socios do gabinete a que tam-
bem perleneo, como homem sem f e lealdade, as-
severaudo o sen aulor que percebi pelas encommen-
das de livroi por mim feilas para o mesmo gabine-
te, immodicos e deshonestos lucros. Sei bem que
na publicacao desle artigo em vespera da sabida do
vapor para Lisboa, ha ainda ootro fin que he muito
honroso parao accionistao qual suppondo-me
autor de algumas publicajes ullimamenle sabidas
;i luz a respeilo do mesmo gabinete, manifesla toda
a colera de que se acha possuido, laucando sobre
mim iisiiftiares prfidas e s proprias delle, acom-
pauhadas de expresses insultantes e atrevidas. En-
tregando ao desprezo que merece o autor de toes
gentilezas, recorre ao seu acreditado jornal pira
protestar, como protesto, peranlc o publico Ilus-
trado, e as pessnas que me conheccm e me fazem
a honra do seu conceito, coaira laes calumnias, que
me nao he possivel desfazer de momento, mas que
me compromello a pulverizar com provas e em breve.
E para que assim o possa fnzer, rogo a Vmcs. de an-
lemdo a mero* de um canlo no seu jornal p3ra essa
prxima publicario.
Sou de Vv. Ss. alenlo respeitador c assignaute,
Miguel Jote Alces.
Hecife 20 de novembro de 1>i.
SflENCIAS E ARTES.
Discurso proferido por occasiao da sessso solemne
da abertura do anuo escolar de 1854 a 1855, do
instituto agrcola regional de Lisboa pelo respecti-
vo director.
Bon$ Deu I Si Lusitani noscent sua boiia
natura-, .quam infelices suene plerique
alt qu.i non possident terral exticas 1
Lioneo.
Entine doutrinal e exemplar.
O iodo escolar de 1833 a 1834 fol om pouco in-
completo, nao s porque as aulas comeraram mez
e meio depois da poca legal, mas tambem porque
a quinta exemplar su ao dio 1.'* de Janeiro foi pos*
ta dispusijSo da diu-rcan da escola. O ensillo
doulriual nao teye, porlanto, loda a exlcnran que
cumpra, e o pralico s pode lornar-se provcilo-
so durante os ltimos cinco mezes de anuo lecti-
vo. Todava, houve ainda, da parte de muilos
alumnos, bstanle applicajAo a apro\eilamento, como
se depreheude das iudicares eslalislicas que vou
apresenlar.
Frequcntarara escola 48 alumnos. Na aula
de agricultura geral malricularam-so 41 ; as de
mutabilidad!- e de arles agrcolas foram fre-
quenladas por *9 ; c a da zoolechuia por 7.
a priraeira deslas aulas provaram o anno -i',.
c sahiram approvados 18, c premiados 4. Na se-
gunda terceira provaram o anno :.-.">. nao fa-
zendo nenhum dellos exame, porque, em canfor-
midade do regulamenlo, s no lim do curso sao
admilliilos a esla prora. Nazootechnia, fnulinente,
so 3 dos7 matriculados provaram o anno, e licaram
approvados. No curso aberto na academia real das
-.ciencia* s foram approvados?, de 'H que se liavi-
am matriculado.
No dia 15 de novembro ahriram-sc as aulas do 1.
anno do curso de lavradores; a saber: a do agricul-
tura geral; a do arles agricoias (urna parte); a de con-
labildade rural; c a de physica e climica elemen-
tar, e principios de historia natural.
Alcm deslas abrio-sc lambein a ca-lcira do zoole-
chnia para ser cursada pelos alumnos da escola ve-
terinaria, prximos a concluir o seu curso; ebem as-
sim o cuas biennal para ahcges.determinado no art.
8. do citado decreto de lli de dezembro de 1852.
O ensino doutrinal, dado aos lavradores, foi acom-
panhado do correspondente ensino pratico.
Os alumuos iam frequentes vezes observar as o-
perares agrcolas instituidas na quinta exemplar,
e era all mesmo, sobre os lugares, que se Ihes
davam todas as explicaroes.e esclarecimenlos neces-
sarios para a boa execujflo das mesmas operajes.
Minia- vezes eram elles que, por suas proprias
mos, exceulavam os proccsso9, c se exercitavam as
manejo da charra, c de outros instrumentos agra-
rios.
A aula de agricultura geral abrio-sc, como ja dis-
seinos com II alumnos matriculados.
O ensino comejou ncsla aula pela exposiro das
nojes elementares de anatoma c ph\siologia ve-
getal, que se repulam indispensaveis para a cabal
explicajAo de multas doutrinas agronmicas. Este
esludo foi sempre exemplificativo, e as demonstra-
rocs faziim se ja nos exemplares aprescnlados na
aula ja as herborisaeftes feilas no campo.
A esla in-truccao botnica seguia-se a acrologica,
que leve loilo o desenvolvimcuto reclamado pela
sua Iranscedcnlo importancia. A agrologa ou o
estudo dos terrenos as 'suas rclajOes com asricul-
tura foi objeelo de um esludo serio. A classifica-
rao dos solos, a determinaran de suas propriedades
dnsicas o chimicas, e as circumstancias que, modi-
ficando eslas propriedades, alleclam o valor das Ier-
raso esludo dos correctivos, e particularmente o
da marnagem-o dos eslrumt-s e da alimentarao ve-
getal, niereceram ao profesor da cadeira a maior
alenrao. l'ara que esta parle do ensino fosse, po-
rcm, lo proficiente, como he para desejar, formou-
se urna collerjao das especies mais notaveis de tr-
ras araveis recolhidas nos arredores de Lisboa ; e era
sobre estes exemplares que se davam as prelecjoes,
que estabeleciam os caracteres diflerenciaes, c que
se fa/iam as anal-, se.
Esle ensino foi seguido do exame comparativo das
principae- machinas c iustrumeulos aralorios tanto
anligos, como moderuos. Ae.colhida collecrao des-
tes agentes de trabalho, possuida pelo instituto, f.i-
cililava coosideravclmenle este esludo, no qual a
quinta exemplar servia de aula, e os proprios instru-
mentos de livros. O professor, e muilos dos alum-
nos ensaiavam elles mesmos a arelo dos instrumen-
tos, e executavam algumas opcrajes ruraes com a
melhor vonlade. Os alumnos concorriam a estes
exercicios praticos com intima satisfacao. Era sem-
pre urna fesla campestre que eu lve o prazer de pre-
sidir varias vezes, e qual assistiam rrequeutcmen-
tc lavradores distinctos, que fortalcciam moilas ve-
zes com a sua opini.lo a que na escola se liavia for-
mado acerca da excellencia relativa de alguns ins-
trumentos e processos modernos sobre os anligos,
seus congeneres.
He verdade que alguns agricultores sahiam urna ou
oulra vez duvidosos e descremes, repugiiando-lhes a
idea de abandonar processos anliquissimos, que a au-
toridade do lempo e das tradjes haviam consagrar
do.Os fados eslavam, porm, visla : cestes ar-
gumentos nao se combaleintriunipliaiilementc ; nem
se repellem por muilo lempo.
A climatologa agrcola foi depois cst'idada com o
possivel dcscnvolvimenlo, e revelou uos alumnos as
vautauens deste estudo com relacio aos trabalhos, e
,i- produejes do slo. As observares meteorol-
gicas, a que por vezes a--i-.lir.no os mesmos alum-
uos, persuadiram-os do grande auxilio que o agri-
cultor pode obter pelo esludc das variajes lermo-
melricas, baromtricas, anemoscopicas e higrome-
Iricas.
Finalmente, urna extensa exposiro das doutrinas
dos alolb.menlos, e da lavuura dos cereaes fechou
as lircs desle curso.
O curso sobre a conlabilidadc agrcola nao po-
dia ler soii.lj a curia durarao de dnus me/ot* :
mas u.'iii por isso deixou este importante ramo
de ensino de receber o conveniente dcsenvolvi-
mento.
Depois de demonstrada a conveniencia, ou antes
anecessidade de applicar industria rural o syslcma
ile escriplurajao commercal, c depois de hem de-
terminada a diflerenra ebtre a conlabilidadc em par-
tidas singellas e em partidas dobradas, trntou-sc par-
ticularmente dos livros empregados nesta ultima es-
criplurajao, e do modo por que tacs livros devem ser
cscripturados. A nalureza especial deslas operarnos
foi esclarecida por frequentes c repetidos exem-
plos.
Dcu-se depois urna idea das conlas geracs, e das
suas lubdiviscs. Fez-sc urna rigorosa applicajAo
agricultura da conlabilidadc por partidas dobra-
das.
Tratou-se mais especialmente das contas de que
deve constar um bom systema de conlabilidade
agrcola; e deram-se finalmente com o possivel des-
envolvimenlo noroes das contas' de cullura, de arma-
zem, de abegoaria, de despezas geracs, de adubos,
etc.
O curso de urna das partes das artes agricoias foi
protestado na ultima temporada 'do anno lectivo, e
nao podia durar mais que dous mezes, ou mez e
meio.
Comejou pela exposijao da natureza geral das
ioduslrias agricoias, c pelas condijoes peculiares
que favorecem a sua existencia e deseuvolvi-
mento.
E como a maior parle dos alumnos careca de al-
gumas nojOes elementares de chimica orgnica, foi
necessario, depois de Ibes dar urna breve idea das
forjas chimicas, das leis da nomenclatura, bem como
dos carpos simples, e das coiulircs que presiden) s
suas combinaji'ies, foi neressario, repito, dar urna
raoida nolicif de alguns metaloides, e em seguida
algumas nojes sobre a composijAo dos principios
orgnicos dus vegelaes e dos animaes.
Traloo-se depois dos lquidos fermentados, c dos
pheoomenos chimicos e phiscos da fermentajAn;
deu-se a explicajAolechnica destes processos; eslu-
daram-se com o possivel desenvolvimenlo as far-
nhas, as Teculas, o modo de confeccionar as primei-
ras, e de exlrahir as segundas. Expozeram-se final-
monle varias oulrasdoutrinas relativas as arles agr-
colas que nos ensinam a obler os assucare, os leos,
etc. Este curso foi acoinpanhado dos processos e
manipularon- praticasproprias a lorna-lo demonslra-
livo, e que devem por isso considerar-se como a sua
parte mais imprlaiilc.
O curso de phisica e chimica elementares, e priu-
cipios de historia natural foi dado na academia real
das sciencias pelos dous profesores da aula cslabe-
lecida pela mesma academia, os quacs desenvolve-
rn! muito zelo e intelligencia no desempenlio des-
la insIruccAo. O programma desle curso havia sido
elaborado por aquelle- profesores de accordo com a
direcjo do instiluto agrenla, o que concorreu par-
ticularmente a imprimir-llie o carcter especial que
devia ler.
A aula de xoolechnia, nao entrando no quadro
das que constluem o 1. anno do curso de lavrado-
res, foi apenas frequenlaila por sete alumnos, a
maior parle pertencenlc i escola veterinaria. Co-
mejou esle curso pelo estudo da -Iniciara anatmi-
ca, da vida e dos servijos das especies animaes, que
mais interessam agricultura. A este esludo seguio-
se o dos hbitos e leis dadomesticidade ; o das rajas
e das condijoes que actuam na sua formajAo e aper-
feijoamenlo, pelo que respeitaao clima, alimenla-
jao e reproduejao.
Esludou-sc depois o valor nolrilivo dos alimentos,
eo sea modo de adminislrajaocom subordinaran aos
usos, peculiar nalureza e aperfciroainento dos ani-
maes. Tralando-se da reproducjAnexpozeram-se os'
caracteres e onilijoes dos lypos reproductores c as
regras a seguir no mclhorameuto das rajas, j por
allianja consangunea, j por rruzamenlo, ji fiual-
menle por seleejao. E-ta importanle parte do cur-
so termiuou fiualmenle por algumas consderares
geraes sobre a escolha das rajas, sobre suas especiaos
aplidoes, e sobre a sua apreciajo econmica.
Na segunda parle tratou-se em primeiro lugar do
gado ravallar, asinino e muar ; das suas principaes
racas, lauto indgenas, como estrangeiras ; dos carac-
teres que as dislinguem, das suas especiacs aplidoes,
dos usos a que se pre-lam, da sua alimcnlajAo e go-
verno, da sua reproducjAo e aperfejoamento.
Seguirain-se depois iguacs esludos sobre o gado
vaccuin, lanar esuino ; terminando o curso com im-
portantes considerarles o melhoramcnlo das nossas
rajas, esobre a acquisijao de oulras exticas que po
dem Irazcr ponderosas vanlagens nossa industria
agrenla.
Aliro-se tambem o curso biennal para abcges, e
deram-se as perlccjcs docrcladas nos ns. 2 e 3 do
aniso 8 da le orgnica da escola. O sub-chefe de
trabalhos, no impedimento do chefe, expoz com a
simplcidade e rlarcia possitel as doutrinas rudimen-
tacs, que servem de explicajAo e fundamento aos
processos ruraes. Obedecendo porcm ao preccito
que me impiu de nAo cscurecer a verdade, incum-
be-nie manifelar quo este curso nao i ." l ser tAo re-
gular e proficieulc como convem. c como eu confio
Vil a ser no futuro.
1 v mplial ico e geralmcnlc de todas as parles do corpo,
de modo tal, que o saugue privado assim das parles
sorosts se condensa, fortalece o quasi suspende a cir-
culajAo ; edaqui provea o abalimenlo de lempcra-
Ini a no corpo, que se lorua lgido ; o abatnenlo do
svsleiua uervoso, as contraejes musculares, os es-
preguijameulos, asede iassciavel, que augmenta
quaudo se bebe agua, a falta dcouriua e outrossym-
ptomas mais ou menos directauieute dependcnlcs
da perda dos lquidos iadspensaveis para regular o
processo das fuucjOes auimaes. Observa-se tambcoi
no enfermo durante tal estado, a suspcnsAo total das
faculdades absorveutes, contra a qual nem o opio,
ministrado om grandes doses, nem osscs de morfina,
nem a striiiina. lambein em gratules doses, produ-
zem os effeilos proprios no syslema nervoso, c as
faculdades ntellectuaes. Por oulra parle estas mes-
mas subslaucias, minia; vezes se lem mostrado efli-
cazes para a cessajAo do vomito e diarrhea, produ-
zidos pelo cholera, e para causarem no individuo
um estado dcreacjAo. Mas, cm taes cases, alguma
vez a arcan perniciosa deslcs medicamentos ha pro-
duzido ou poderosamente contribuido, para o desen-
volvimenlo de febres secundarias, nervosas, lyphoi-
dcs, n.lo menos mortferas do que o cholera. Do
que -e coueluc que, lindo o eslado de evacuajAo
morbosa e reanimada, a faculdadc absorvente se de-
senvolv a reacjAo.c o individuo soffre os funestos ef-
feilos das substancias capazesde a produzircm.
Na cxposir.lo deslcs fados nAo he possivel ilcixar
de notar grande analoga cnlre os mesmos fados, e
o phenomeno dcuominado pelos physicos e chimi-
cos enlosmo'i e.esosmosi. Urna causa occulla. mas
poderosa, obriga um fluido a Iranspassar a membra-J
na do endosmomelro para se misturar com o que se
oceupa a parle interna dele inslrumcnlo, lalvez
que contra as leis do equilibrio ; e esla passagem,
primeramente dbil, vai-sc tornando mais activa,
dcscendo depois gradualmente ale que cessa a lina I,
Oopio co saesde morfina, inlroduzidos no endosmo-
melro gozamda propriedade de fortificar e suspen-
der a corrente segunda dose que se introduz. Ad-
miltida, pois, a positiva analoga entre esles dous
phenomenos, rcsla fazer a esculla cnlre as diversas
substancias da que for mais capaz de produzir tal
suspenso, que a urna aejAo mais poderosa rene a
vantagem de ser innocente na economa animal, na
dose c no modo de minisira-la.
O hydrogenio sulpburalo be que. por lodos os mo-
tivos merece, no nosso caso, ser preferido. Pode to-
lo internamente dcsetivolver-se, inlroduziudo pri-
meiro o sulphureo de soda nadse de poucos graos,
dissolvida em agua aromatisada, segundo a vonlade
do eufermo ; e logo depois urna bebida acidula pro-
pria para o decompr. Entre as bebidas de lal ge-
nero cumpre dar preferencia chimada limonda mi-
neral algum lauto acida romo a que deixa como pro-
ducto da decomposijAo do sulphalo de soda, que tem
a singular propriedade de tornar mais fluido o san-
guc. A experiencia tem mostrado que urna s dose
de sete ou oilo grAos de sulphureo acompanhada de
qaasi urna quarta parle de bebida acidula, he de or-
dinario bastante para'fazer cessar o vomito c diar-
rhea, e que dobrada dose da queso toma pela bocea,
ministrada em clyslcrcs de agua de cevada, de arroz
ou lalvex de agua simples misturada em pouco azei-
le, basta para fazer parar a diarrhea, cumprindo re-
unir as substancias imm?dialamentc, antes de a ap-
plicar. He, pois evidente, que apenas se observa a
rearr."u> deve cessar logo a appcarAodo hydrogeneo
sulpburalo, o qual, em lal caso, se opporia ao absor-
vimenlo.
C.iimi.i. pois, fazer aso dos opiatos, ministrado
pela propriedade de inverler a correnle, como acon-
tece no endosmomelro, deixando prudencia e s.i-
zacdade do medico o prescrever os remedios que
julgar convenientes para vencer os symplomas.que
reslassem, ou que podessem seguidamente inauites-
tare al lindar o curativo. As ditas doses, quer
sejam lomadas pela bocea, quer por meio de clysla-
res, podem rejielir-sc sem inconveniente, sempre
que a necessidaile o" requeira. NAo ha que temer
elfeilo algum mo do hydrogeneo sulpburalo na via
digestiva; porque tambem no eslado de perfeita
saude se revolve diariamente uclla, e de modo espe-
cial, depois da digeslAo de alguns alimentos, tor-
nando-so a encontrar nos intestinos crassos, e no
basso.
Muilo menos deve lemer-sc, que o uso desle reme-
dio possa originar no momento de rcacjAo, as mo-
lestias secundarias nAo menos perigosas da affeijo
cholenca, que, uAo raramente, se desenvolvem, logo
depois de se haverem lomado, em doses muito- for-
tes, subslaucias que tem perniciosa influencia no
syslcma nervoso.
Os Srs. doutores l-'orlunato lindel, Jos Besi, e
Zeferino Galli, persuadidos das bnasrazes cm que
se funda o syslema exposlo, c da simplcidade do
proposlo mclhodo de cura, preslaram-so a fazer as
primeiras experiencias, de accordo com o Sr. doulor
Antonio Clemente, que deseja ser lestcinunha occular
delta. Por falla de lempo nao exporemos os fados
que comprov.im que, Irczc docnles, a maior parle
delles de gravidade, alcaujaram umcomplclo resul-
tado da cura.
Sirva, pois, este cscripto de convite s pessoas qae
exercem a arte salutar ; afim de que, multiplicadas
as experiencias se manifest claramente a vanlajosa
applcajao de um remedio, quo escudado cm bem
calibeada- Iheoras, e uAo sendo puramente empri-
co, da toda a esperanea de se tornar de grande efli-
cacia para libertar a humanidade alllicla de fiagello
to horrivel.
Reccituario.
Sulphalo de soda urna oilava, que se dissolvcra em
quatro oojas de qualquer agua aromtica.
Limonada mineral, algum lauto mais acida do
que o coslume, urna libra e meia pouco mais ou
menos.
Dose para beber.
D-sc a beber por umeopo de mesa, a solujo de
sulphalo de soda, e logo depois urna quarta parle
delle, ile limonada mineral.
Ouantas rezea dece ser applicaio em chlgstercs.
lima dose dobrada, mislurada em oulra tanta agua
de cevada, arroz ou agua simples, com um pouco de
azeite, se assim o quizerem, de modo que se forme a
quanlldade de liquido que he coslume applicar n'um
pequeo chysler.
N. H. Tanto na bebida, como por meio de rIns-
ieres, se podem repetir as doses indicadas sempre
que disso haja necessidade. Ser-, portaalo, caso
rarissimo que para a cura de um doenle se precise
applicar toda a quantidade proposta.
( Diario do Governo de Lisboa. )
ordinarios......
regala e primor ,
Cera de carnauba.......
ero velas..........
Cobre novo mAo d'obra ....
Couros do boi salgados .....
expixados.......
verdes.........
de ouja........
cabra corlidos ...
Doce de calda.........
goiaba........
seceo ..........
jalea ,......
Eslpa nacional........
eslrangeira, nio d'obra
Espanadores grandes.....
" pequeos....
Fsriuha de mandioca .....
milho.......
ararula .....
FeijAo.............
Fumo bom..........
ordinario .......
em fnlb.i bom.....
D ordinario. .
a rcslolho .
Ipcracuanha........,
(iomma...........,
(jengibre. ... *.......
Lenliu. de achas grandes ...
i> pequeas ,
toros.....
Pranchas de amarello de 2 costados urna
u bul l i).........
Coslado de amarello de 35 a 40 p. de
c e 2 ,'; a :l de I.....
de dito usuaes.......
Cosladinho de dito ........
Soalho de dito...........
Ferro de dito........
Coslado de lauro......
Cosladinho de dilo.....
Soalho de dito........
Forro de dilo........
n cedro .......
Toros de (atajuha......
Varas do parreira......
u aguilhadas.....
quiris.......
Em obras rodas de sicupira para c. par
>> eixos o i
Melar................
Milho..............
l'edra de amolar........
filtrar.........
)> rebolos........
Ponas de boi..........
Piassava.............
Sola ou vaqueta.........
Sebo cm rama..........
I'clles de i-,unen o........
Salsa parrilba..........
Tapioca.............
L'nhas de boi..........
SahAo ..............
Esleirs de perperi.......
Vinagre pipa ..........
Cabejas de cachimbo de barro.
600
2*200
85.IOO
1 J9500
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quintal 19280
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alqueirc 13280
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mullir, 9320
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urna 91H0
@ 173000
a 29500
ceulo 321(J
909U
urna 916(J
n 303OOO
milhero .i.-iHK.
2133(19, Agosliua Mara da Hora 393:17, Antonio | seau, 0 frascos ; Le'roy do :l e 4 grao, 20 garrafas;
dilo de vomitorio, 5 garrafas : linhaja, 2 arrobas ;
linimento anodino, 2 libras ; mercurio doce, 1 li-
bra ; precipitado rubro, 4 frascos ; man, 1 arroba;
mel de abelhas, 8 libras ; mantenga de cacao, 1 li-
bra ; musgo de Corscga. 2 libras; macella, 2 libras;
ventosas de vidro, 4 ; nz-vomica, 4fr>scos ; oitra-
lo de prala fundido. 2 frascos } dilohryslalitado, 1
frascos ; dito de polassa, 4 libras; neroly, 2 oilavas;
oleo de amendoa doce, 8 libras; dilo de amargas, 2
libras ; dilo de lieado de hacalhu, 4 libras ; dilo
ile ricino, (I arroba : Oleo de crotn, 1 frasco ;
opio cm -orle, 1 libra -. opodeldok, 20 vidros ; po-
ne Doiver, 2 frascos ; pedr.i hume, 4 libras ; pn-
tassa caustica, 2 frascos : polpa de tamarindo, 8 li-
bras ; pillas de Valle!, 10 vidros; pennerras de se-
MOVIMENTO DO PORTO.
COMMERCIO.
PKACA O KECIFE20 DE NOVEMBRO AS 3
HOKAS DA TARDE.
Colajes olliciaes.
Cambio sobre Londres a (0 d|v. 27 3i4 d.
Ai.FANDECA.
Rendimcnto do dia I a 18.....213:3199851
dem do dia20........7:9013190
Natos entrados no dia 19.
Calho de Lima98 dias, barca ingleza Guatamala,
de 489 toneladas, capilao John Dunley, equipa-,
gem 18, carga guano ; ao capilao. Ve'io refrescar
c segu para Cork.
Ass11 dias, patacho brasileiro Amizade, do 147
lindada-, meslre Veri-simo Jos da Costa, equi-
pagem 13. carga sal e palha ; a Eduardo Ferreira
Bailar. Passagciro, Silvcro Ivo Barbosa. Veio
largar o pralico e segu para Macei.
Rio ile Janeiro16 dias, crvela frauceza Galalha,
commandanle arnier.
Boslon32 das, galera americana Ringlcader, de
1,15G loneladss, capilao Richard Malheus, cqui-
pagem 30, carga madeira e mais gneros; ao ca-
pitn. Com 9 passageiros. Veio refrescar e segu
para Australia.
Nados sahidos no mesmo dia.
AssI lale brasileiro Anglica, meslre Jos Joa-
qun; Alves da Silva, carga varios gneros. Passa-
geiros, Jos Marlins Ferreira e 1 criado, Joo Fi-
lippe Teixcra de Souza, Francisco Xavier de Me-
nezes e 1 filho, J0A0 Sevcriano Correia Barbosa,
l.uiz Francisco Tcixeiru ele Souza, Joaquim dos
Sanios Nev, I ir. I.ni/. Carlos ?.in- Wanderley,
Marcolioo Lios Waiiderlcy. Quinliliann de Mello
e Silva, Elias Barbosa da Cruz, Joaquim Jos Cor-
rea, l.uiz Barbosa de Sania Barbara, Manoel A-
lexaudre.
S. ThomazBarca americana Merg Adelia, com a
mesma carga que Irouxe.
New-BedfordBarca americana Globe, com a mes-
ma carga que Irouxe.
Para e porlos intermediosVapor brasileiro Tocan
lins, commandanle o capilAo-Icncnte Gervasio
Mancebo. Passageiros de-la provincia, Raphacl
llazzau e suaseuhora, |)r.'.\nliur Alfonso de Al-
iu;- la Albuquerque, sua seiihORi, 2 lillios e 2 es-
cravos, Cosme c Kpiphauio panlos livres, Ueolin-
do Mondes ta Silva Moura, Jos Domingucs de
Castro, Fredcrico Viomcl. Dr. Jos Marques Ca-
uiarlio, l)r. Antonio de Souza Carvalho c 1 escra-
vo, Dr. Francisco Alves de Souza Carvalho Jnior
e 1 csrravo, Eneas Jos Nogueira, Antonio Tei-
xeira Belforl Roxo, altere- Manuel Joaquim Bello,
Dr. Antonio Marques Rodrigues, Antonio Correia
Pacheco e 1 criado.
Natos entrados no da 20.
Boslon32 dias, barca americana Trcmont, de 199
toneladas, capillo Burgcss, equpagem 8, carga
gello e mais gneros ; a Uenry Fosler & Coiopa-
nhia.
Rio de Janeiro22 dias, polaca hespanholn Malh'tl-
de, de 110 toneladas, opilan Jos Salaz, equpa-
gem 10, em lastro ; a Aranaga & Bryan.
Natos sahidos no mesmo dia.
PortoBrigue portuguez .*>. Manoel /, capitn Cir-
ios Ferreira Soares, carga assucar e mais gneros.
Passageiro, Antonio Gomes Torres.
Barcellona pela ParalabaBrigue hespanhol Tire-
/ofi'i, capilflo Jaymc (ielpe, carga algodao. Pas-
sageiro para a Paralaba, Eugenio Marques de
Anortan.
Rio da PralaBarca hespanhota Rosa Carmen, ca-
pilao Francisco Marislany, carga assucar.
AustraliaGalera americana Reinglender, com a
mesma carga que Irouxe. Seguio do lameirao.
Mara de Castro Delgado 199167, Antonio Jos Soa-
res 89049, Antonio da Silva Fernandos !l-i7i, viu-
va de Antonio llCnriqucs M.ifr.i 509372, Antonio
Jos Moreira Punios 73280, Bernardo de Almeida
Ferreira 279810 Bernardo Jos Rodrigues Pinheiro
289577, Bernardo de Souza 339662, Beulo Fcrnan-
des do Passo 63O8, viuva de Hall liar Jos dos Reis
679856, Bernardo Henriques 39559, Capclla do
Pitar 39095, cmara de Olinda 159130, clpella dos
Prazcres de Guararapas 509100, Caelann Eugenia
Pcreira Baslos 2219480, Catharina Francisca do Es-
pirito Santo 559620, herdeiros do Diogo Rodrigues
33*966, herdeiros do padre Domingos Germano
Alfonso Riguetra 133905, Diogo Helleil 69674, Es-
levao Cavalcanl de Albuquerque 1389993. Edu-
ardn Henrque Fox 303088, Francisco Ribeiro Pi-
res Jnior 103080, Francisco Jos da Cosa Guima-
raes 123096, Padre Filippe de Araujo Pinheiro
79711, Francisco de PaulaVicira Cavalcauti 903720,
herdeiros de Francisco Bredcrodc deAudradc 69O8,
Francisco Xavier Pardelhas I.3SO. herdeiros de
Francisro das Chagas 319379, herdeiros de Fran-
cisco Aflonso Ferreira 753087, Francisco Gomes de
Figueircdo 3.19517, Francisco Ferreira de Mello
I83I86. F'elicano Primo de Souza 419135, Felicia
Mara Benedicta 30934, Francisco de Paula Queiroz
Fonccca 53806. herdeiros de Francisco de Paula Ma-
rinho 7-3560. Feliciano Joaquim dos Sanios 609589,
herdeiros de Francisco da Silva 73257, Francisco
Jos Simes 309987, Francisco Alves da Cunha
279810, Flix de Cuuha Teixeira e uniros ll-Ul,
herdeiros tic Francisco Anlnnio Durao 109011,
Francisco Marlins dos Anjos 83899, Francisco Casa-
do da Fonseca 389901, herdeiros de Goucalo Jos
daCoslaeSn 1691)32, viuva de Gaspar Jos dos Reis
09713, Gervazio Pires Ferreira 929700, Viuva e
herdeiros de lien-ulano Alves da Silva 379291,
llenriquela Ermina da Cnuceijo 19354, Irmandade
das Almas do Recite 10397. Irmandade de S. Be-
nedicto emS. Francisro 319984, Irmandade do Se-
nhor Bom Jess tos Passos do Recife 509172, Ir-
mandade ila Senhora do Bom Parlo ds-iii, Ir-
mandade do Rosario do bairro do Rcrife 49233, Ir-
mandade do Rosario de S. Antonio 749390, I......-
cencio Xavier Vianna 1063032, Irmandade do SS.
Sacramento do bairro do Recife 1169108, Irman-
dade de N. S. do Amparo 419715, Irmandade de
Sania l.uza do bairro do Recife 139939. Herdei-
ros tic Iguaria Mara Xavier III3JIO, Irmandade
de S. Tiago63H8, herdeiros fjp I inioccncio Rodri-
gues Lima 29139, 1 rian.bule da ConceicAo da Con-
gregajAo do Collegio 69048, Jos Marlins Pinheiro
329659, Joaquina Mara da ConceicAo 689580, J0A0
Deodalo Bonman e outros 1003118, Jos da Silva
Mendonea 9419, herdeiros de Jo Joaquim de
Mesquila I.19120, Jo3o da Costa Dourado 59005,
viuva e herdeiros de J0A0 Vaz d'Oliveira 409700,
Joaquim Jos de Figueircdo 6.9O8, Joaquim Lopes
d'Almeida 313869, J0A0 Banlisla Fragoso 114li,
Joaooa da Rocha de Jess 409959, Viuva de Joa-
quim Jos dos Sanios 79257, Viuva de Joaquim An-
tonio de Vasconcellos 49536, Jos Pereira 1899:18,
J0A0 Anlime-Guinare. 219667, J0A0 Jos de Car-
valho Mor.u> 169610, Jos Francisco Betem 209I6O,
herdeiros de Jo3o Lopes d'Oliveira 1219330, viu-
va de Jos das Neves Boa-Ventura 59200, Viuva
de Jos Femandes da Silva Manta Jnior 39990,
herdeiros de Jos Ramos d'Oliveira 158120, her-
deiros de Jos Manoel Fioza 1019149, herdeiros tic
Joaquim Percira Vianna 199153, Herdeiros de Jos
Gonjalvcs CascAo 609180, Herdeiros de Jos Tava-
res Gomo- da Silva 4179230, Jos Joaquim Alves
Teixeira SJOfit, Jos Antonio d'Azevedo Santos
69018, Jos Ribeiro de Souza 609278, Joao Jos
dos Anjos Percira 379076, viuva de Jos Diogo da
Silva 259963, viova de Joaqaim Anlnnio Maria
263OOO, Joaquim Francisco Simes 29119, JoAo
Alhanazio DiasISlgflM, Joao JoaquimdeSautaAnna
2I3OI6, Jos da Cuuha 15-3512, Jos Antonio Lopes
123096, Joaquim da Silva Lopes 389707, Jos
Fernandos da Silva 219286, Joaqaim Baplisla dos
Santos 399916, Joan Baplisla dos Santos 89S05,
Joao Leile Pila Orligueira I69686, Jos da Sil-
va Neves 39337, JoAo Pinlo de Lomos 509100,
Joaquim Antonio Rodrigues 1309157, JoAo Do-
nelly 839677, Jos Antunes d'Oliveira I63686,
Jos l.uiz de Souza 59562, Josepha Mara do Sacra-
mento 359010, Joao Percira Soares 539395, JoAo
Anlonio dos Reis 39337, Joaquim Nunes da Silva
1459909, Jos Rodrigues do Passo 99X760, Jos An-
lonio Baslos 2I9192, Jos Rodrieues de Araujo Por-
to 396-24. Jos do Araglo 19209, Jos da Costa
153721, JoAo Francisco Teixeira 469250, viuva de
Jeronvmo l.uiz da Costa c outros 169222. filhos de
Jos Rodrigues do Passo 2619195, herdeirosdo pa-
dre Jos Gomes Flores 199817, Jos da Silva Braga
e oulro III9070, padre Joaquim Anlonio Marques e
outro 319117, herdeiros de Jos Vital Ferreira Pin-
lo 579814, herdeiros de Joaquim dos Sanios Ferrei-
ra I69686, Jos Pereira Vianna 2:i9l"5. JoAo Cren-
ncr 3:19372, Joo de Brilo Correia 219172, Joaquim
Francisco de Azevcdo 39337, Jos Gomes lavares
199167, herdeiros de Josepha Maria de Mallos e nu-
tro 353010, Joaquim Antonio Piulo Serodio 1:13905,
herdeiros de Joaquim Anlouio Rabello 189351, viu-
va de Jos da Silva Laranja 153573,' viova de Jos
da, ; ; ditas de cabello, 2 ; papel de cmbrulho, 2
resmas ; dilo de fillro, 20 cadernos ; quina amareU
la, 4 libras ; resina amarella, 2 arrobas ; raiz de
chicorea, 2 libras ; ratania, 1 libra ; rob, 6 garra-
fas ; resina deguaiaco, 2 libras; raiz de alla, 16 li-
bras ; rhuiharbo, 1 libra; rolhas de corlija, 1 gra-
sa ; sanlonina, 1 frasco ; semar 1 ulna, 4 libras ; sa-
bu de Veneza, 2 libras ; sal polychrislo, 4 frasco;
sper mcele do surto. libras; sement de Alexandria,
4 frascos ; sal amoniaco, 6 frascos; sublimado cor-
rosivo, 1 frasco ; salepo, 2 libras ; sulfaclo de mag-
nesia, 1 arroba ; salsa parrilba, 1 arroba ; Ihere-
henlina fina, 4 libras ; larlaro emtico, 6 frascos :
trela do Lipeldrier n. 2 e 3, 12 rolos ; linlura de
rnica, 2 libras ; dita de muralo do ferro, 1 libra ;
tintura de ns-vomica, I libra ; xarope do bosque,
6 iilro- ; dilo de ponas de espargo 10 garrafas ;
dito de Lamouroux,20 ditas; de tamarindos, 10 ditas;
estojo para denles, I ; formulario Chernoviz, 1.
Para o lmoxarifado do mesmo presidio.
lar 1 nba de Irigo,' 1 barrica : assucar branco, 24
arrobas ; arroz, 10 arrobas ; aletria. 2 arrobas ;
ararula, 1 arroba ; azeile dore, 1 barril; agur-
denle, 1 dilo ; arcos de pa com o ferros compelea-
tes, 2 ; arcos de barril, 4 quintaes ; areia de cal-
dear, 2 barricas ; cha urna caixa, 26 libras ; o lile 1-
res de ferro para 50 prajas cada um, 4 ; caibrosde
SO palmos, 200; aniveles de aparar pennas, 4 ;
cera em vellas, 4 arrobas ; caparrosa, 2 libras ; ca-
bo de cinco polegadaa de grossura sendo de linho ou
m,nulba, -J peca- ; carvao de peilra, 3 toneladas
ferro redondo de meia polcgada, 1 quintal; dilo
redondo de 3 oitavos, 1 quintal ; dito quadrado de
3 qu.trtos da Suecia, 1 dilo ; ferro de barra da Sue-
cia de I e meia polegatla de largura, 1 dito; goinma
arbica,I libra: Lipis (bons),4 duziat; livros de 400
fulhas cada um,2; livros de 200folhascadaum,3;ditos
de 100, 3;paos para a balsa da descarga,16;praochoes
para bancos de carpinteiro, 6 ; piios para pernas de
tesnuras com 25 palmos de comprido, 12 ; papel al-
majo, 4 resmas ; papel paulado marca de almajo,
4 resmas; dito mala horran, 20 cadernos ; papelao
de n. 20, 20 folhas ; pedras de amollar, 8 ; peli-
marfim, 12 loros ; ripas, 100 tlu/.ias 4 sepos de re-
bolo., 6; sepos le plaina com os ferros dobrados
compctenles,12; ierras de mo edevolta,6; ditas de
desilobrar madeira, 2 ; serrles sortidos de pona, e
de fixa, 12 ; sabAo, 3 arrubas ; laiios de cobre com
peso de arroba cada um, 3 ; laboas de louro para
810 palmos do tarimha para a aldea, 24dozias; lo-
ros de sicupira para eixos de carro,8; vassonras de
piassaba, 50; varrumas surtidas caibral, caixaes, ri-
paes e de guarnirn, 8 duzias ; vinbo branco, 10
medidas; dito de Lisboa linio, 1 barril; zarcAo, 16
libras.
Meio I tala Ihao to Cear.
Panno prelo para polainas covados, 34.
Arsenal de guerra.
Toboas de assoalho de cedro, 3 ; coslado de dilo,
1 ; caduilius do norte de u. 6, 10; dilos de dilo de
n. 8, 10 ; dilos de dilo de u. 10, 10 ; dilos de dito
de n. 12, 10.
Queio quizer vender esles objectos aprsenle
as suas proposlas em carias recitadas na secretaria do
consclho as 10 horas do da 25 do correnle mez. Se-
cretaria do conselho administrativo par fornecimenlo
do arsenal de guerra, 17 de novembro de 1854.Jos
de Drito Inglez, coronel presidente.' Bernardo
Pereira do Carmo. Jnior, vogal e secrelar 11.
por, transiere o sen leililo aiinuuciado para hoje 21,
de grande e variado sedimento de fazendas de algo-
dflo, linho, Ua o de seda, as mais proprias desle
mercado, e lera o mesmo lagar quinta-feira 23 do
corrale.-as 10 horas da manhaa, 119 seu armazem
ra da Cruz.
O agente Borja, quinta-feira 22 do correle,
as 10 horas, no ser armazem, ra do Collegio n. 15,
lir.t ieilAo de duerenfes obras de marcineria. como
bem mobilias de Jacaranda e de amarello, diversos
objectos de marcineria, ditTerentes e wios ulenci-
lios para casa, que se entregarlo sena recasa de qual-
quer proco oflerecido, em consequencia do dono re-
tirar-so para a Europa, tres pianos inglczes, orna op-
lim flauta de bano, quadro* com ricas estampas,
relogios diversos, huirs, vidros e cryslaes, qainqui-
Iharias moderis etc. etc., urna porjao de rap Lis-
boa, oulra dita de charutos da Babia, e outros mui-
los objectos que eslarao vista dos senbores preten-
den les no dia do leilo, assim como urna mulalinlia
de 7 annos de idade.
AVISOS DIVERSOS.
221:2219011
Descarregam lioje 21 de norembro.
Galera inglezaDea Slayerfamilia de Irigo.
Brigue oglezlj>rd Allhorpmercaderas.
Barca fraucezaLui.se Mariai.lem.
Barca dinamarquezuPreciosacernen lo.
Escuna brasleiraTamegacharutos.
Escuna brasleiraLindao resto.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 18.....12:3319212
dem do dia 20........2:5359102
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira, tem toda a convicqao que o
seiu bilhetes ou cautellas ho de victorio-
samente triumphar com as dua* sortes
grandes da lotera da matriz da Boa-Vis-
ta, pela mui rica e variada numeraco
comprada em grande escala ao thesourei-
ro: a' elles que esto no resto.Pernam-
buco 21 de novembro de 1854. Salus-
tiano de Aquino Ferreira.
Francisco Paulino Gomes de Merlo, rendeiro
do engenho Boa Sorto. sito no sul e na comarca da
Victoria, sendo dilo engenho do Illm. Sr. Dr. Fran-
cisco Elias do Reg Dantas, teodo de tratar de oulros
negocios de seo inleresse, e lendo tres safras para
crear e urna que e*t creando, vende e traspassa di-
los annos e mais objeclos que lem em dilo engenho,
como seja ama boa dislilajSo e mais beneficios, que
passados dilo- annos nAo havera duvida alguma a con-
servadlo do novo rendeiro ; notando mais as boas
commodidadesque tem dito engenho, tem rrmita tr-
ra para -atrojar o qae qaizer, du mallo boas raimas
por ter inuita mala, muito bom assucar, lie bom en-
senho d'agua, muito perlo da praja e desta cidade
da Victoria, onde tem molla eilrajao a agurdente,
o mel e mesmo o assucar, por haver grande eoromer-
cio o consumo: a pessoa qae qaizer fazer negocio
dirija-se a este engenho para tratar do ajaste que
bem lhe cnvier, ou aos Afogados com oSr. Anlonio
S. B. : prava lano ler oulras deliberajes qae avisa
anteado marcado lempo desta contrato, firmando o
que diz a vista da pessoa e do objeclo.
Fraocisco Jos Gomes de S. Rosa precisa de ser-
ventes do pedreiro, e naga a 720 rs. diarias.
Escravos.
Na roa do Qaeimado o. 7 loja da Estrella, vnde-
se urna bonita miilalinha de 20 auno, com orna cria,
a qual eogomma perfeitamenle ; e bem assim os*
moloque de 7 annos, tambem muilo bonito e es-
perto.
Pede-se ao Sr. capataz da alfandega qsaeira met-
ter mais trabalhadores na capalazia, visto que ba
grande afllucncia de despachos, e nao podem ler o
devido aodamenlo.
Quem annunciou querer comprar um melkodo
para flauta, pode dirigir-se roa do Eacaatamanla
armazem n. 11.
ORDEM TERCEIRA DO CARMO.
O prior desta vcneravel ordera em consequencia
do convite de S. Es.c. Rvt. feilo a esta ordem para
acompanhar a proeissAo de Corpas Chrisli ao dia 26
do corrente mez, por isso convida a todos os seas ca-
rissimos irmos, professos e novieos, para que no
dito dia 26 comparecam na izreja da nossa nrdesa,
com os seas hbitos, pelas 2 4 horas'd tarde, asma
de todos reunidos acompanharsaos a dita proemio.
Joias.
QUARTA-FEIRA 22 DE NOVEMBRO.
Beneficio d> artista
Maria Leopoldina Ribeiro Sanches.
Represenlar-se-ha pela primeira vez ueste thea-
Iro encllenle drama em 5 actos composjo frau-
ceza,
EDITAES.
11:8669314
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 18.....1:6229810
dem do dia 20........ 133538
1:7569378
Exporlacao .
Parahiba, hiale nacional Flor do Brasil, de 28
toneladas, conduzio o seguinlc :36S volumes gene-
ros eslrangeiros, 100 dilos dilos nacionaes.
KECRBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PKRNAMBUCO.
Reniliraenlo do dia 1 a 18.....16:6839263
dem do dia 20.........1:00.59001
17:6889261
CONSULADO PROVINCIA!..
Rendimento do dia 1 a 18.
dem do dia 20 ... .
19:05:18012
2:784910!)
21:8389051
mase. .
" bar. esac. bronco. .
11 masoavailo
u refinado ......
Algodao cm pluma
NOVO METI10DO DE EVITAR O CHOLERA
MORBUS E PARA O SEU CURATIVO.
O symploma tnais lerrivel que offerece esle mal
he a extraordinaria e inevitavclevacuajo, quer por
vomito, por serrej.au da materia liquida que, por
modo iocomprehensivel, corre neessantemenla ao
estomago, e aos intestino* dos sistemas sanguneo,
PAUTA
dos preros correnles do assucar, algodao, e mais
gneros do paiz, que se despacliam na mesa do
consulado de Pernambui", na scmaiui de 20
a 25 de nocembrode 1851.
Assucarcmcaixasbranco 1. qiialidadc 2-700
n 2. 2J300
19900
-l-MHI
woo
......... 5>200
de 1." 1 pa ln!.i 1 lo 5g700
2. 5b:100
3." 'i-'IKi
1>'.25
caada 9640
a i1<>
9520
9W0
5180
-2211
viso
9221
39100
19000
1600
29IOO
19280
59OOO
IO9OOO
39000
591X1
' 79680
.49700
30200
B 49-500
69100
u 50200
cenlo 39OOO
a 19200
em carojo........
Espirite de agurdenlo.....
Agurdenlo cachaca.......
du caima......
a resillada......
Gonehra.............
t> ..............
Licor ... ...........
ti ...............
Arroz pilado duas arrullas, 11111
v cm casca..........
Azeile de mamona .......
a inendo!.'o e de coco .
* de pcixc........
Cacau ..............
Aves araras ........
a papagaios ^......
Bolachas..............
I!:- -01.11-.............
Caf bom.....,.......
u reslolho...........
com casia ,.......
muido............
Carne aecca...........
Cocos com casca.........
Charutos bons......, .
*
.f botija
.- canalla
. garrafa
alqucire
...
.# caada
11111
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cm cnmprimenlo da resolucao da junla da fazenda,
manda fazer publico, que a arrematarn da obra dos
concert- da ponte do Cachaan, foi transferida para
o dia 23 do correnle.
E para conslar se mandou aduar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Srrrclaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 16 de novembro de 1854.O secretario,
Autonio P. da AnnunciarSo.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico,
que cvislem no armazem da mesma os volumes
abaixo descriptos, alm do lempo marcado pelo re-
gulamenlo ; e pelo prsenle sao avisados os respec-
tivos dimos e consignatarios para os despachar no
pi .1/0 tle :10 tlias conlapos dcst dala, lindo o qual
sern arrematados em hasta publica na forma do
arl. 274 do mesmo regulamenlo, sem que em lem-
po algum se possa reclamar contra o elfeilo desta
venda, a saber:
Armazem n. 7.
Marca A T & C. n. 3, um embrulho, vindo na es-
cuna hamburgeza Joanna, em 4 de novembro de
1852, llrunn Pracger & C.
Marca \\ n. 4, 1 caita vinda no mesmo navio :
a N. O. Ilieher & C.
Marca W esignal n. 2058, 1 embrulho vindo no
mesmo navio : i Brunn Pracger & C.
Marca l 11 c signal n. 9271, 1 caisa vindo na es-
cuna diuamarqueza Tritn: aSchafheillin&Tobler.
Marca W e signal 11. 2011, 1 embrulho vindo no
mesmo navio cm 8 de novembro de 1852 : a Broun
Praegcr & C.
Marca I) & C. n. 283,1 caixa vinda no brigue
frailee/. Paulino cm 2 de oulubro de 1852 : J. II.
Dencker.
Alfandega de Pernambuco 15 de novembto de
1851.O inspector, Bento Jos Fernandes Barros.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, para cunhecimenlo dos
cootrbuiutes abaivo declarados, do imposto da de-
cima urbana da fregueziado Recife pertencenlc aos
eicrcicios da 1833 a 1852, que tendo-sc concluido a
liquidar n> da divida acliva desle impuslo, devem
comparecer na mencionada Ihesouraria dentro de
Iriula dias contados do da da publicar"u do pr-
senle edital, para se lites dar a nula de seu debito,
afim tle que paguem na mesa do consulado provin-
cial,, lictndj- na iulelligencia de que lindo o dilo
[ira/ serao excutados.
E para muslar se maudou aflixar o prsenle c
publicar pelo Diario. Serretaria ta Ihesouraria
proviurial tle Pernambuco 16 de novembro de 1851.
1) corolario, A. ferreira da Annunviarao.
Viuva de Agoslinho da Silva Neves 2489547, An-
tonio Jos N'ieira I8362, viuva de Antonio Joao
da RessurrcijOo 10617, Antonio Joaquim Percira
1290:16, adininistrajao do patrimonio dos orph.ius
3:3809055, Antonio Carlos da Silva o oulros 449959,
I le don o- de Adclino Ju-ti Cullio da Silva 909579,
Anna Joaquina Pereira 53o5l9, Anlonio Rodrigues
de Almeida 259200, Antonio Pedro das Neves
25-9018, Anua Maria da Conrcijao 3:to20, Dr. An-
tonio Jos Coelho 179919, Viuva de Antonio Jos
dos Reis 2;>-HiH. Anlonio Gonralves Pereira Lima
15-9120, Anlonio Jos Rodrigues de Souza Jnior
89537, Viuva c herdeiros de Antonio Francisco de
Miranda 89161, herdeiros tic Auna l.uiza Alves
10076, Antonio Joaquim de Souza Ribeiro 36.*>288,
Antonio Uomingues Puras 259200, Anna Joaquina
de Saiit'Anna 2029336, viuva tle Antonio Uomin-
gues da Silva 39050, Antonio Joaquim Bolelho
129792, herdeiros de Antonio Marques da Cela
Soares 1131300, Antonio Henriques Mafra 379459
bor.leiro de Anlouio Cardozo de i.iuoirn/. Fonccca
61-9738, Anna Isabel'Alves Ferreira 619890, her-
deiros de Autonio Cardozo Amo- 871691), herdeiros
de Antonio F'erreira Duarlc Velloso 369709, Anto-
nio Ilyppnlilo Verjosa 500985, Antonio Jo3o Ra-
mos 309.591, Anlnnio Pinto 109567. Anlonio Joa-
quim Lucio 179798, Anna Josefa Hollina dos San-
tos 79972, Antonio Cortos Francisco da Silva 6B671,
viuva c herdeiros de Antonio Teixeira Lopes
I.111/ Gonjalves 220218, Joanna Francisca Macicl
Montciro 50098.5, Jos Joaquim Bolelho 119121,
Jos da Rocha Paranhos 269697, Joaquina Mara
Percira Vianna 40635, Jos Ignacio Pntenla II968O,
Joaquim Gonjalves de Albuquerque Silva 72#16l,
viuva c herdeiros de Jos de I'inho Borges 69674,
Jos Maria Vieira Gonjalves Guimaracs 59562, Joilo
Francisco Pardelhas 1729I, Joaqaim Jos de San-
l'Anna 89899, l.uiz Gomes Ferreira 609180, Lean-
dro Jos Ribeiro 229168, herdeiros de Lcantlra da
Costa Lima 519316, Leopoldina, Alctandrina dos
Reis 179798, Luzia Antonia de Jess Siqueira
979335, l.uiz Autonio Rodrigues tle Almeida
1760130, l.udgero Teixeira Lopes e oulros 239175,
Laurianna Rosa Candida Rigueira 250192, Manoel
da Silva Neves 720056, Maria Francisca de Almei-
da 1689306, Manuel da Silva Santos 120898, Ma-
noel Elias de Moura 189788, Miguel Augusto* de
Oliveira 19838, herdeiros de MiSuel Jos Rodri-
gues 19032, Mara Thcodora d'Assumpjao 50831,
Manoel Alves Guerra 370506, Margarida Francisca
da Silva 199867, Manoel Gonjalvcs da Silva 1239261,
Manoel Marlins de Carvalho 3-9628, Maximiano Go-
mes da Cosa 12193:18, Manoel Anlero de Souza
Reis 2189001, Manoel Joaquim Gonjalves I.essa
759I.59, Manoel Cardoso da Fonseca 129700, viuva
de Manoel Lopes dos Reis 289876, viuva de Ma-
noel Francisco Dias 129096, Manoel Francisco da
Silva Araujo 1379323, Al aria una d.ij'.unha Teixei-
ra e Bernardo da Cimba Teixeira 179617, Manuel
da Cruz 69671, Margarida Rosa da Silva 439383,
viuva e herdeiros de Manoel Gomes Ferreira 69773,
Manoel Figueiroa tle Faria 1849964. herdeiros tle
Maria Magdalena da Conceijao 2-9520, herdeiros de
Maria Josepha de Mallos 810761, herdeiros de Ma-
ria de Mallos e oulros 319525, herdeiros de Miguel
Ferreira de Mello 839430, Manoel Ribeiro da Cu-
nha Oliveira 1119240, Manoel Francisco Pinlo
139348, Manoel Anlonio da Silva Molla 49635, her-
deiros de Maria Candida Pina 1979590, herdeiros
de Manoel Euzebo do Nascimenlo 419715, Mel-
quades Antunes de Almera I69686, viuva de Ma-
noel Jos Pereira Graja 29317, Maria Jos dos Pas-
sos Leal 119124, Maria Joaquina Marlins Ribeiro
559620, Maria Joaquiua Marques 319703, Maria
Justina 189500, Manoel Pereira Caldas 109080, fi-
lhos de Miguel Archanjo Monleiro de Andrade c
outros 509198, Nuno Mara de Scixas 2069257, Pe-
dro Bezerra de Souza Bellrao 169650, herdeiros de
Pedro Francisco Ferreira 26W48. herdeiros de
Prxedes da Fonseca Coulinho 109080, herdeiros de
Pedro Marcianas. 59562, prelos caaoeiros 360709,
Pedro Gonjalves de Saul'Auna 229218, Ricardo An-
tonio Vianna 210573, Rosa Mara Duarte 599118,
Sebastiao Gonjalves da Silva e outros 409:120, Se-
basliao Jos da Silva Braga 1469466, viuva Sevc &
Filhos 275986, Theodora de Jess Bandeira 79056,
Thcrcza de Jess Flores 42927!, Thereza de Jess
Souza 69671.

Mauricio Dorna]'......O Sr. Reis.
Thiago Mcunier......o Senna.
Pedro, filho de Thiago. Bezerra.
Jenny, filha de Thiago.....A beneficiada.
Ib-i toa. sua iira.......A Sr.* D.' Rita.
Magdalena, inn.1.1 de Jennv. ni). Leonor.
Rosa, criada grave......n 1). Amalia.
To Simo ,'porleiro).....O Sr. Costa.
Dr. Renaud........ Pereira.
Julio, menino de 7 annos. N. N.
Um agenle commercal. ... O Sr. Santa Rosa
Um criado de Mauricio. .-.." Rezcnde.
1 caixeiro........o Lima.
2 dito.......... Skiner.
A scena passa-se m Pars na aclualidade. Os in-
lervallus scrSo preeuchidos com cxcellenles ouver-
luras.
I-indar.i o espectculo com o excellenle vaude
vi lio om 1 acto composiro de Mr. Florian e msica
1I0 ptofessor Effren.
OS DOUS BILHETES DE LOTERA.
Andro......". O Sr. Monleiro.
Scapin..........na Mendes.
Argentina. .......A Sr." D. Leonor.
A beneficiada, espera do respeilavel publico a
ccslumada prolecrao.
Os bilheles acliam-sc i venda em casa da benefi-
ciada no pateo do Paraizo n. 24.
DECLARACO'ES.
CORRER) GERAL.
A mala que deve ser conduzida pelo hiale nacio-
nal Inrencicel com destino ao Aracaly, ferha-sc
amauhaa 22 as cinco horas da tarde. .
Tribunal do commercio.
Pola secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco, se faz publico, que o Sr,
Eduardo Henrique Diogo Fox, cidadao inglez do-
miciliado nesla praja, foi matriculado nesle tribu-
nal na qualidatle de commerciante de grosso trato.
Secretara 20 de novembro de 1851.Joao Ignacio
de Medeiros Reg, no impedimento do secrclario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O consclho administrativo em virludc da aulori-
sajao do Exm. Sr. presidente da provincia lem de
compar os objeclos seguinde :
Para a botica da liba de Fernando.
Arma do I.abarraque, 12 garrafas; acido sulfri-
co, 1 libra ; rido nilrico, 1 libra; ajafro, 1 onjas ;
alfascma, 6 libras ; lecrim, 6 libras ; rnica, 1 Ji-
bra ; arsnico branco, 2 frascos ; assucar de leilc, 6
frascos (onras) ; assucar cand, 4 libras ; anis estrel-
lado, 6 frascos ; agua de Collonia, 4 vidros ; alco-
nl a 36 graos. 4 caadas ;.almecega--, 8 libras ; bal-
samo tranquilla. I libra ; balsamo de Tioravanle, 1
libra ; beujom, 2libras ; bicarbonato de polassa, 2
libras; cevada, 2 arrobas ; raberas de papuilas, 2
libras ; confora, 2 libras; cera amarella, 1 arroba;
carbonato tle palassa, 2 libras ; canalla, 1 libras ;
ratoinellanus, 1 frascos ; cilralo tic ferro, 2 frascos ;
cvanorelo de polassa,1 frasco; cloroformin.t frascos;
cnuserva de rosa, 1 lihra ; cal viva, 8 libras; eo-
lonqiiilidas, 1 fracos ; cera branca. 8 libras ; deda-
leira, 2 libras ; digilalina, 1|2 oilava : extracto de
chicoria, 4 frascos ; dito de belladona, 4 frascos ;
dito (gomoso de opio, 2 dis ; dila de ruibarbo, 1
frascos ; dilo de salsa parrilba, S .frascos ; tillo de
semencontra, 2 frascos ; dilos tle coloquinlidas, 2
frascos ; dilo de denla 1 frascos ; dilo de nicimcn-
dro, 2 frascos ; dito de digitales, 2 frascos ; cmplas-
Iro do cicuta, 2 libras ; dito mercurial, i libras ;
dito adhesivo, 8 libras : olher sulfrico, 1 libra ; cn-
xofre sublimado, 2 libras ; espirito de nitro doce, 1
libra ; dilo de minderere, 6 frascos ; dilo de erva
cidreira, 6 frascos ; dito de salamoniaco, 6 faseos;
oleriii.ii in de -fiiin-. i libras ; fundas para o lado di-
reito, 15 ; lilas para o lado esquerdu, 15 ; dilas du-
plas, 6 ; lios ile linho, 1 arroba ; flor de anl,6 fras-
cos ; ferro preparado, 2 libras ; funis de vidro 2 ;
lomina kino, 4 frascos ; gomma de btala 8 libras;
dila de ulico, 8 libras; dila de gula, 2 Irascos;
gral de vidro, 2 ; hydrofcreo cyanato de q. q., 1
frasco : iodureclo de enxofre, 1 frasco ; dilo de po-
lassa, 2 libras; incens, 8 libras; jaborandy, 1 li-
bra : jalapa em po, 6 frascos; kermes mineral, 2
frascos; ludano de Sydenhao,! libra; dita de Rous-
AVISOS martimos.
Para o Cear segu em poucos dias, por ja ter
parte de sua carga prompla, o bem conhecido hia.e
Capibaribe, forrado e pregadu de cobre; para car-
ga c passageiros, Irala-sa na ra du Vigariu n. 5.
RIO UE JANEIRO.
Pretende sahir com milita brevidade, o
feleiro brigue Dous Amigos, portera
maior parte de seu carregament promp-
to: para o resto da carga, passageiros e
escravos a arete, trata-se com Novaes & C,
na ra do Trapiche n. 3i, ou com o ca-
pitao na praca do Commercio.
Para Maranhao.
Espera-sc nestesdiasdo Rio de Janeiro, o
brigue nacional Brilhante, portea de-
mora tera' por trazer maior parte de seu
carregamento : para o resto e passagei-
ros, trata-se com Novaes &C-, na ra do
Trapichen, i. primeiro andar.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
Os Srs accio-
nslasdcslacom-
p.iuhiu -o cun-
vi.bulos a reali-
sarem com a
manir brevida-
de, a quinta e
ultima presta-
rn de suas ac-
edes, para a im-
portancia ser re-
mettida a direc-
jo : dirigindo-se a ra do Trapiche n. 26, casa de
Manuel Duarle Rodrigues.
Para o Ro de Janeiro segu com brevidade o
bri-110 nacional Fluminense por ler ja a maior par-
le da carga prompla ; para o resto e escravos a frele,
para o que lem bons commodos, trata-se na ruada
Cruz no Recife n. 3, cscriplorio de Amorim Irmaos.
Para o Rio de Janeiro-
A barca brasleira Ipojura seguir imprelervel-
inenlc 110 dia 22 do correnle ; recebe alguma carga
niiuda e escravos a frele, para os quaes tem espajo-
sos commodos: os prcleiidenlcs ilirijam-se a ra da
Cadeia do Recife, escriplorio de Bailar & Oliveira
11.12.
Pata o Rio de Janeiro
vai sahir com muila brevidade I barca nacional .Wfl-
Ihilde por' ter parle da carea prosapia : quem na
mesma quizer carrecar o resto, ir de passagem. ou
embarcar escravos a frele, para o que lem escolen-
les rommodos, falle com o capitn Jeronvmo Jos
Telles, 11 no escriplorio de Manoel Alves (iuerra
Jnior, na na do Trapiche n. 14.
l'ara o Rio de Janeiro segu amanlia 21 im-
prelerivelmcnlc, as II horas, o patacho nacional
Amizade ; para escravus a frele e passageiros, tra-
ta-se com o consignatario Eduardo Ferreira Bailar,
ra da Cruz n. 28.
Osahaixo assignados, donos da leja deourives, na
rua do Cabugii n. II, confronte ao pateo da matriz
e rua Nova, fazem publico qoe estAo sempre sortidos
dos mais ricos e melhores goslos de (odas as obras de
oifro necessarias, tanto para senhoras como para
homens e meninas, continuam os prejos mesmo ba-
ratos como lem sida ; passar-se-ha urna coola cam
respomabilidade, especificando a qaalidade do ouro
del 1 ou tH quilates, fcando assim garantido o com-
prdor se apparecer qualquer duvida. Seraphim
v Irmo.
Indiana de seda de quadro* a 800 r. o
covado.
Chegou pelo ultimo navio de Franja uma'fazenda
inteirameule nova, de seda de quadro*, com o lindo
nomo Indiana, que pelo seu brilho parece seda, pelo
barato prejo do 800 rs. o covado ; dajo-se as amos-
tras com penhores : na rua do Queimado, loja n. 40.
Aluga-se urna carraca para qualquer nm ser-
vijo ; no paleo ta Santa*Cruz n. 2.
Quem annunciou querer comprar am method
de lliiula em bom eslado, procure na roa do Livra-
mculo n. 29.
O padre JoSo Capislrano de Mendonea, pro-
fossor de geographia, chronologia e historia, do Ly-
ecu desla cidade, pretende abrir no 1. de dezembro
prximo futuro um curso de geographia e outro de
rclhorica, na casa de sua residencia, na roa Nova o.
51 : os prelendeules podem dirigir-se mencionada
casa, qualquer horada larde.
O Sr. Manoel l.uiz Pereira que foi caixeiro de
loja de fazendas, na rua da Cadeia, lem urna carta
de um seu irmao vinda da Baha, que muito deseja
saber noticias suas ; na roa das Cruzes n. 40.
Toda a pessua commercal que se julgar ere-
dora de Manoel Vieira Franca, aprsenle sea ltalo
de divida no prazn de 8 dias aos Srs. Tasso rmeos,
afim de ser verificado e contemplado no raleio do
producto da laberna do rmninum devedor, que foi
para esse lim vendida em hasla publica.
Precisa-se de um rapaz para vender p3o na
praja ou mallo, que Unha alguma freguezia, sendo
sua oceuparao de sala : a quem coovier, dirija-se
rua da Senzala Nova n. 30.
Precisa-se fallar ao "Rvm. Sr. Joaquim d'As-
sumpjao Saldanh, acadmico do lereeiro anno : na
livraria n. 6 e 8 da praja da Independencia.
Quem annunciou querer comprar um method*
tle flauta, dirija-se a travesea dos Expostes, atraj da
matriz de Santo Antonio n. 18, primeiro andar, das
8 huras da manhaa ao meio dia.
-* Precisa-se de ama lavadeira qae lave roana
com muila perfeicao, qae preste au ja da sna con-
duela, e que d a roupa de 8 em 8 dias: no hotel da
Europa da rua da Aurora n. 58.
No hotel da Europa da rua da Aurora se pre-
paran) janlares e diversas comidas a qualquer hora
do dia, pelos prejos mais mdicos qae he possivel,
onnfnrme a tabella uellc eslabelecida, para aquellas
pessoas que se dignaran honra-lo com suas presen-
ras, precedendo ajaste para as qoe mandarem bas-
car.
O abaixo assigoado, nao pudendo despedir-**
pessoalmente de lodos os seus amigos e mais pessoas
de quem ha recebido obsequios, nao s se despede
por este Diario como lambem offerece na sna pro-
vincia o pequeo presumo de que possa dispor.
A. Marques Rodrigue*.
Precisa-se no sitio do Dr. Ferreira, na Capuli-
na, de um feilor : a tratar no mesmo, ou na rua do
l.iv i .iiiienlo n. 33.
Ainda est para alagar a casado Sr. Abren da
rua do Queimado, sila no Monleiro, defronte da ca-
pclla de S. Puntalean ; lem commodos para grande
familia: quem a pretender, falle na roa larga do
Rosario, taberna n. 29,
Em nome da mesa regedora da veneravel or-
dem terceira de S. Francisco, o secretario abaixo as-
siguado convida a lodos os seus irmaas era geral, a
compara orem no dia 26 do correnle na igreja da
mesma veneravel ordem, pelas 3 horas da larde, pa-
ramentados com seus hbitos, para eocorporados,
acompanharera a proeis-ao de Corpus Cbristi, a cou-
vila de S. Exc. Rvma.Joao Tmaret Cordeiro.
Precisa-se de um feilor para um sitio perlo da
praja, nrefere-se das ilhas: na roa da Cadeia do Re-
cife n. -Vi. loja.
No pateo do Carmo, laberna n. 16, recebem-se
de vespera encommendas para qualquer porjao de
uvas mu-ciileis muito boas, na raxAo de 480 a libra.
Precisa-se de om caixeiro para padaria, qoe le-
nha pralica e d fiador a sua conducta : a tratar na
padaria do palco da Santa Cruz n. 6.
LEILO'ES.
J. II. Caenslcv Tara leililo por inlcrvenjio do
senlo Oliveira, de grande e variado sorlimeoto le
fazendas tle algodao, linho. la e de seda, as mais
proprias desle mercado : lerca-feira, 21 du corrente,
as 10 horas da manhaa, n<*}eu armazem, rua da
Cruz.
O agento Vctor fara leililo no seu armazem,
rua da Cruz n. 25, de explendido sorlimculo de
obras de marcineria, novas e usadas, de diflerenles
qualidades, relogios de ouro patente inglez, dilos de
melal galvanisado, candiciros para meio de sala,
lanlernas com pes de vidro e casquinhe, charutos de
superior qualidade, e oulros muitos arligos que se
tornara enfadonho meiicioua-los: lerja-feira, 21 do
correnle, as 10 ', horas da manhaa.
J. II. Gaensle), por causa da chegada do va-
C. STARR&C.
respetosamente annunciam que no seu extenso es
l.iboloeiiiioiilo em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeijo e promplido.toda a qualidade
de marhinismo para o uso da agricultura, navega-
jao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aborto cm m dos grandes armazens do Sr. Mosqui-
ta na rua do Brum, atraz do arsenal de inarluha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimenlo.
All acharao os compradores um completo sorli-
mculo de mucudas de cauua, com lodos os mclho-
ramenlos nltmiis delles novos coriginaes) de que a
experieuria de muitos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressao,
laixas de lodo lamauho, lano balidas como fundidas,
carros de mo e dilos para cooduxir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro batido para farinha, arados de
trro da mais approvada conslrucjao, fundos para
alambiques, crivos e porlas para fornalkas, e urna
inlnidadc de obras de ferro, que seria enfadonha
enumerar. No mesmo deposito existo urna pessoa
ntelliaenlc e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annunciaules contan-
do com a capacidade de suas oflicnas e machinismo,
e pericia de seus ofllciaes, se comprometlem a fazer
cxccular, com a maior preslexa, perfeijo, a exacta
eoitloi-midade com os modelos ou dsenos, e instrno
oesque lhe fotemfornecidas.


DIARIO DE PERNA1BUCO. TERQA FE1RA 21 DE NOVEMBRO DE 1854
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
20. do theatro de Nictheroy, extrahida'
em 5 de novembro de 1854.

1 N. 474......... 20:000/}
i 1011......... 10:0005
1 751......... 4:000$
1 4559......... 2:000 6 127, 2906, 5197 ,
4775 5005 556 . 1:000$
10 > 1567, 2199 2479 , 1
2522 5290 5957 ,
4508 5058 5159 ,
5898......... 400$
20 425, 545, 725,
961 1555 1454 ,
1474, 2076, 2286 ,
2289 2450 2625 ,
2640 2859 2959 ,
5405 5845 5950 ,
4505 5148..... 200$
60 50, 40, 96, 109,
372 576 578 ,
587, 615, 619.
624, 665, 899 ,
951, 972, 1102,
1257, 1271 1525 ,
. \ 1456, 1459 1506 ,
1597, 1609, 1764,
1796 1904 2059 ,
2249 2271 2565 ,
2612 2664 2721 ,
2755 2905 5297 ,
5455, 5684, 4071 ,
4210, 4255, 4508 ,
4555 4570 4650 ,
4655 4741 4827 ,
4858 5015 5021 ,
5252 5295 5465 ,
. 5552 5542, 5567 ,
5599, 5818..... 100$
Acham-se a' venda os novos billietes da
lotera 47 do Monte Pi, qucdcvia correr
a 16 do corrente. ,
0 vapor inglez licava a-sahir no da 14
as 8 horas da manhaa, demaera queso
poderemos ter lista pelo vapor nacional
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOX.X.EGIO 1 AffDABr 25.
X)_ Dr. 1". A. Lobo Moscnzo la consulta?) homeopathicas lodo os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ale o roeio dut) c em rasos extraordinarios a qualquer hora do da ou noile.
OOerecc-se igualmente para platicar qualquer operara do crureia, e acudir promplamenle a qual-
quer mullier que esleja mal de parlo, e cujascircumstancias nao permillam pagar ao medico.
M CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO HOHO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual cmplelo dofDr. G. II. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
Totumea encadernados em 'dous :................ 20)000
Esta obra, a mais imporlanlc de todas as que Iralam da homcopalhia, inlcressa a lodos os mediros que
quizcrcm eiperimenlar a mulrina de Ilalinemann, e por si proprios se convencerem da verdade da
mesma : inleressa 1i lodosos senliores de engento e fazcudeiros que estilo longe dos recursos dos mdi-
cos : inlcressa a lodosos capites de navio, qoe nao podem dciiar urna vez ou oulra de ler precisAo de
acudir a qualquer incoramodo sea ou de seus tripulantes ; e inleressa a lodos os chefes de familia ru
por circumstaiicias, que ucn sempre podem ser prevenidas, sao abrigados a pie-lar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-meeum do tomcopalha ou tradcelo do Dr. Hering, obra igualmente ulil pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalliia um volume graude..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel as pessoas que quercm dar-scao esludo de medicina ........
Urna carleira de 24 lubos graudes de fmissimo chrislai com o manual do Dr. Jalir e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dila de 48 com os ditos. ,..............."."
Cada carleira lie acompanhada de dous frascos de tinturasindispensaveis, a esculla. .
Dita de 00 tubos com ditos...................
Dita de 144 com ditos. .-*........."... ".*.!!!! !
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de Unturas i esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizercm o Hering, lerao o abalimeulo de 108000 rs. em qualquer
das carleira- cima mencionadas.
Carleira- de 24 lubos pequeos para algibeira............... 83000
Ditas do 48 dilos............. iil-kkio
i unos grandes avulsos ...................... 18000
Vidros de meia onc,a de linlum'.................... 21000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasno seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprietario deslc cstabelecimcnlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
uinguem duvida boje da superioridade dos seos medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de crystal de diversos lmannos, e
aprompla-se qualquer encommenda de mcdicaraeuloscom loda a brevidade e por precos muilo com-
modos. ii
Os premios serao pagos logo que se i-
zera distribilirao das listas, eem confor-
mdadedenossos anteriores annuncios to-
mamos sb nossa esponsabilidadeos8 por
cento que se descontam para o governo-
Preco, billiete inteiro 24$, meios bilhetes
12*.
O Sr. Josc Jorge de Souza deisou de ser cai-
iciro do abaixo assignado desde o dia 3t de oulubro
prximo passado.,/ouo Martins de Barros.
JOAO' PEDRO VOGELEY,
fabricante de pianos, afina e concerla os mesmos com
tuda perfeir.io e por mdico preco : todas as pessoas
que se quizerem ulilisar de seu presumo, dirijarn-sc
ra Nova n. 41, primeiro andar.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Corre indubitavelmente no dia 24
de novembro.
Aos 8:000000, 4:0008000 e 1:0003000.
O cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que os seus bilheles e caute-
las nao esto sujeilos ao descont de 8 % do imposto
geral, nos Ires primeiros grandes premios. Os seus
aforlnnadissimus bilheles c cautelas esiao venda
as lojas segunles : ra da Cadeia do Recite n. 24,
loja de cambio do Vieira ; lojas de.miudezas n. 31,
de DomingosTeitera Bastos, e n. 4o de Jos Fort-
nalo dos Sanios Porlc ; na praca da Independencia,
loja de calcado n. 37 o 39, de Antonio Augusto dos
Santos Pono ; ra do Queimado, lojas de fazendas
de Manuel Florencio Alves de Moraes u. 39, e de
Bcrnardido Jos Monleiro & Companhia n. 44 ; ra
do l.ivramenlo, bolica de Francisco Antonio das
Chagas ; ra do Cabug h. 11, botica de Moreira &
Fragoso ; ra Nova n. 16, loja de fazendas de Jos
I.uiz Pereira & Filho ; c no aterre da Boa-Vista n.
72 A, casa da Fortuna de Gregorio Anluncs de Oli-
veira. .
Bilheles HbOOO recebe por inteiro 8:0005000
Meies 48500 4:000cO00
Ruarlos 28300 2:000g000
Oilavos 18300 1:0008000
Decimos lt00 8008000
Vigsimos 8600 a 4008000
. Constando ao abaito assignado que o Sr. Ciu-
cinalo Mavignier lem olferecidoa alguem o chama-
do collegio edificado sobre os muros ilo'quinlal da
Casa, que foi do avdo aonunciaute, "a Dr. Joao Lo-
pes Cardoso Machado, sita i margem do rio Capiba-
ribe, na povoacao do Poco da Panella ; a qual casa
c collegio hoje perlence aos nelos do dito Dr. Joao
Lopes, filhos dos finados Francisco Jos de Miranda
e sua mullier D. Joiepha Senhorinha Lopes Gama,
e nao ao dilo Sr. Cincinalo ; faz-se o prsenle an-
nuncio alim de que ninguem se illud.i conforme ia
aconlecendo com a outra casa da ra da San.le, na
mesma povoacao, ji aununciada por este Diario ha
mais das. Recite 18 de uovembro de 1854.
JoSo Sergio Cesar de Audrade.
Precisa-se alugar urna escrava, que
saiba lavar e engomrar bem : na ra da
Cruz n. 10.
Os abaiio assignados avisam ao publico, que
nao conlrale com Domingos de Hollanda Cavalcanli
de Albuqnerque, acerca dosbens do casal do finado
Joaquim Jos Vieira, que hoje Ihe pertencem, como
administrador de sua mulher viuva daquelle finado ;
porque eslao elles sujeitua a subpartilha em que So
inleressados os abaiio assignados. como consta dos
autos que eslao pendentes na relaeaO deste dislricto.
Jos Domingues Codeceira,Francisco Jos t'i-
anna.
Madama Rosa Ilardy, modista brasilci-
ra.rua Novan. 54.
Parlecipa ao respeilavel publico, que acaba de re-
cetor um rico sorlimenlu de chapeos de seda e de
pallia para senhorai, dilos para meninas de seda e
de palha, chapozinho de seda para baplisado, ca-
pellas de laranjas para noiva, ricos corles de vestidos
de barege de seda, corles de seda cscosseza, grode-
naples furia crese preta, dilos sarja prela lavrada,
manleleles c eapolinhos prelos e de cores.ricos cha-
les de reros e bordados para senhoras, ditos de seda,
dilos de laa a imitacao de cachemira,romeiras de fil
bordado de seda branca e de cores, veos a imitacao
de Monde para noiva, lencos de mao de cambraia
de Imito, dilos de cambraia e algodao, transa de se-
da e algodao, branca e de cores, loucas e vestidos de
haplisado, espartilhos, fitas e bicos de seda de linho
e blonde, meias de seda para enancas, penlcs de
tartaruga, camizinhas de senhoras, leques c oulras
Tazendas que se vendem por preso commodo.
Aluga-se o grandesilio denominado do Cajueiro,
eom grande e encllenle casa de vivenda.umdos me-
Ihores viveiro*, mullos arvoredos de fruclo, grande
baixa para capim ele. etc., assim tambem duas ca-
sas proprias para se passar a fesla, as quaes se alu-
gam em separado ou coojunclamenlc com o sitio:
ludo por preco commodo: quem o pretender dirja-
se, ao mesmo sitio que achara com qiiem tratar.
O abaixo assignado lem contratado comprar
a casa terrea n. 93,' da ra Vellia na Boa-Vista:
quemie julgar com direilo a mesma anuncie por es-
la folha no prazo de 6 das contados do primeiro
annuocio Matkias Jos Gomes.
No hotel da Europa, na ra da Aurora, lem
comida e bons petiscos a loda hora, por preco com-
modo.
9999993:999&&*
P O bacharel em malhemalicas B. Pereira do
9 Carino Jnior dar principio no dia I." de de- 3
zembro prximo futuro, a um novo curso de 5S
arilhmelica, algebra e geometra, na ra Nova, 9
W sobrado n. 56 : para os senliores ldanles
9 qoe lencionarcm fezer exames era marco pro-
9 ">mo vindouro se prescindir das explicarnos (&
R de algebra. &
88000
48000
408000
458000
508000
608000
10O8OO
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limociro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
ada em grandetrazo de pagamento.
9 DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, cstabelecido na ra larca 9
do Rosario n. 36, segnudo andar, colloea den-
35 tes com gengivasarliliciacs, c dentadura com- @>
pela, ou parle della, com a prcsso do ar. {$
Tambem lem para vejider agua denlifricedn @
Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do
jg Kosario n. 36 segundo andar. {.
Katgwwgea 9999999 9
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemaim, tratado das molestias chronicas, .% vo-
No hotel da Europa, na ra da Aurora, preci-
sa-se de2criadoseslrangeirosqucja lenhamnpralica
de servir nos holeis, e que deeni fiadores de sua con-
duela.
No holel da Europa, na roa da Aurora, preci-
sa-se de 2 negros por aluguel.
Precisa-se de una senhora soileira ou viuva,
de excllentes coslumes, quo lenha pralica do ensi-
llar meninas, nemsas primeiras lettras, coser, bor-
dar, etc. como msica, piano c francez, n'um
engenho na freguezia de Ipojuca, para omlc se Ihe
dar o preciso para seu transporte e onde ser Irala-
da com a decencia devida : quem esliver no caso e
queira conlralar-se, diriia-se ao escrptorio do.Sr.
commendador Manoel Goncalves da Silva a fallar
com Jos Joaquim de Miranda, que Iralar do
juste.
Precisa-so fallar com o Sr. Anlonio Carlos, fi-
Rio de urna Sr. viuva, propriclaria da fazenda
Biia-Visla cima de Cravala de Taquarilinga, mu-
nicipio da Madre de Dos, ou com pessoa que possa
tratar de algnm negocio sobre a mesma fazenda :
no escrptorio do Sr. commendador Manoel Goncal-
ves da silva, com Jos Joaqnim de Miranda.
Precisa-sc alugar urna prela escrava para o ser-
viro externo de urna casa de pequea familia : na
roa do Queimado, loj n. 18.
GALERA de retratos.
Par o cstabelecimcnlo do aterro da Boa-Villa n.
i, ebegou de Pars um grande sorlimento de qua-
droa riquissimos para collocar retratos ; bem assim
caiiinhai, alfineles e cassolelai de mola.
lumes. : 203000
Tesle, n ole-lia- dos meninos.....6000
Hering, homeopalhia domestica....."000
Jahr, pharmacnpahomeopalhica. 69000
Jahr, novo mamnil, 4 volumes .... 10O(K)
Jahr, molestias nervosas.......6&000
Jahr, molestias da pelle...... 89000
Kapou, historia da homeopalhia, 9 vulumes 16-^XX)
Uarthmann, tratado completo das molestias
dos menino-..........108000
A Tesle, .materia medica homeopalhica. 8KXM)
De Fajolle, doulrina medica homeopalhica 7sOOO
Clnica de Slaoneli........68(KK>
Casting, verdade da homeopalhia, 48000
Diccionario de Nyslen.......109000
Alilas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descrpso
de todas as parles do corno human 308000
vedem-sc lodos esles livros no consultorio homcopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o servico de boleiro um escra-
vo mualo com nimia pralica desse oMirio. Na ra
da Saudade fronlcira i do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourenco Trigo de Louruiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do l.ivramenlo lem urna caria na livraria na.
6 e 8 da praca da Independencia.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 13, ha milito superior potassada llus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolplio Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-e a I i vi-aria da
praca da Indepeudencia n. G e 8, a nego-
cio (|ue lliu diz respe!to.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na linaria n. t e 8 da
praca da Independencia que se Ihe preci-
sa fallar a negocio.
TERCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA-
Corre impreterivelmente no dia 24 de
novembro.
O thesourciro laz constar que cstao
a venda os bhetea da presente lotera
nos lugares seguintes: ra Nova n. 4,
pratja da Independencia, n. 4, ra do
Queimado, loja do Sr. Moraes, ra doLi-
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, e na
ra do Collegio h. 15, na thesouraria das
loteras.Pernambuco 2 de novembro de
1854,Francisco Antonio.de, Oveira.
Preco dos bilhetes:
Inteiros. SjDOO
Mcios. isOOO
@@@&399:@S5@@@
J. JANE, DENTISTA, I
9 contina a residir na ra Nova n. 19, nrimei-
9 ro andar. '
Da-sa dinhciro a juros sobre penhores de onro
ou prala, era pequeas quanlias ; na ra Vclha
n. 35.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqner-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe tollos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, medanle a razoa-
vel convencao que pessoalmente oH'ere-
cera'.
.39ffi @@iffi
Na estrada dos AHlicIos, sitio cunfronle a 5$
capella, dAo-se consullas homeonathicas. (*
$9999sB3$@i
Sala de dansa !
I.uii Canlarelli contina a dar lices lodos os dias
uteisem sua casa, na ra das Trinclieiras n. 19, pri-
meiro andar, das 7 as 9 horas da noile, ou aonde fr
chamado em dilTereples horas : quem precisar do
seu presumo, enlenda-sc com o mesmo na casa ci-
ma, das 7 as 9 horas da manhaa.
Chapeos de molla, recentemenlc chegados pelo
ultimo navio viudo do Havre : na ra Nova u. 41.
@3&9:@999K
9 O Dr. Carolino Francisco do Lima Sanios *
mudou-se para a ra das Cruzes n. 18, pri-
rneiro andar, onde contina no ciercicio de
sua prolissao de medico ; e utilisa-se da oc-
eaaUn para de novo ao publico ollerecer seu
presumo, como medico parlciro c habilitado
a corlas operarles, sobre ludo das vas ouri-
Barias por se ler a ellas dado, com especial!- H
9 dade em Franca. ,-.:-
99999999991
BAZAR I'ERNAMBL'CANO.
Tendo-se alicrlo de novo esle eslabelccimenlo, os
seu proprelarios avisam ao respeilavel publico, cs-
decialmenle ans seusamiaos e fregueics, que as fa-
badas do Bazar se vendem baratas, hem como so-
jam : romeiras de relroz, a 9r dilo bardados, 14800O ? ; chapos .le seda prelos
muilo finos, a 6-8500 c 70(ll)rs. ; dilos de palha do-
brados j armados, a 39500 rs. ; jaques ricamente
bordados para meninos del, 5, 6. 7, 8*e 9 anuos;
meias de lio da Escossia abertal o fechadas para se-
nhoras, dilas muilo finas de alsodao para ditas, pa-
litos de palha c de ganca para homem, paslilhas de
jujubapara o peilo, ede oulras militas qualidades;
trancas e franjas de teda, vestidos para noivas muilo
baratos, ditos de crandes quadros cscosre/.es do ulti-
mo goslo, .'ulule- para caberas de senhoras, capel-
las para noivas, e oulras muflas fazendas que se ven-
dero em conla, na ra Nova n. :3.
Bernardo Fernandas Vianua comprou um bi-
Ihele inteiro n. 2SSS da prxima lotera da nutria da
Boa-Vista, por ordein do Illui. e llvin. Sr. cuncho
Joaquim Gontalvet lo Azevcdo, da cidaile da Barra
do Alio Amazunas. _
Nos abaixo assigiJaos lemos dissolvidn desde o
1. de mi I uhro prximo passado a sociedade que ti-
nhamos na fabrica de chapeos, sila na ra da Cadeia
Velha ii. Mi, a qual gyrava com a firma de Vieira Ai
Companhia, ficaudo a cargo do socio Anlonio Luiz
\jeira o activo e passivo da extincla firma. Recife
16 de novembro de 1854. Antonio Luiz Vieira,
Jos Malheus Ferreira.
No hotel da Europa, na ra da Aurora, d-se
almoco c janlar para fura, por preco muilo razoavel.
No sobrado da" ra do Pilar n. 82, precisa-se
alugar um escravo que saiba coziuhar : pag-se bem.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que votla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para roslo, dilas adamascadas para
mesa, guardauapos adamascados, por prcros coni-
modos.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeicno e
aceio: no largo da ribeira de 8. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
LOTERA DA MATRIZ da boa-vista.
Anda a roda no dia 24 do corrente imprele-
rivelmente
Aos 8:0O0iWO0, 4:000000. 1:0008000.
Na casa da Fortuna, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
vendem-se os mui acreditados bilheles, meios e cau-
telas do caulelisla Salusliano de Aquino Ferrcija ;
os bilheles e cautelas deslc caulelisla nao solrem o
descont de 8 % do imposto geral nos Ires primeiros
premios grandes. *
Bilheles i 93000 recebe por inteiro 8:0005000
Mcios a 49500 dem 4:0008000
Quarlos a 28300 idem 2:0008000
ilavos a 18300 idem 1:0008000
Decimos a 181O0 idem 8008000
Vigsimos 8600 idem 4008000
Sabio luz a biographa do I ir. Gomes em um
ollielo de 30 paginas, grande in 8., com oseu re-
Iralo e o/ac-smufe da sua firma, gravados do ori-
ginal pinlado pelo exaclssimo Sr. Carvaldo, pelo Sr.
1\ Azcvedo com espantoso talento natural. Vnde-
se na loja de livros do Sr. Figuciroa, na praca da
Independencia, as boticas dos senliores Bar'"holo-
meu e Pinto, ra do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Iguacio Ribciro praca da Boa Vista, do Sr. Bravo
ra da Madre de Dos, e no armazem do Sr. Manoel
dos Sanios Fontes ra do Collegio 11. 25. Preco 18.
UM PRODIGIO DO METHOO CAST1-
LHO DE LEITURA REPENTINA, RA
DA PRA1A. .
Diz o Ilustre lilteralo, a paginas XI da sua 3.a
edicrao, que o seu mellio-lo cura a gaguez ; com
cifeito, o seguiute caso lie mais urna inaravilha em
favor do Sr. Caslilho. Encarregou-me o Rvm. Sr.
padro Lemos de ensinar um menino mudo ; cu nao
, saba como desempenhar a minha nrisalo, fui-llic
grilando as regras e mais preceilos do methodo,
quando oh! prodigio. 110 lim de 15 das o menino
entra a pronuneiartodo o alpbabetojnala asaillabas,
cania as regras e ctecula as marchas sillabicas com
loda a perfeicao 1 Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dilo menino. O director da escola de
leitura repentina estimara muilo que lodos os illus-
Ires redactores dos jornacs desla cidade fossem das 7
as 9 da noile, horas em que e-tarao mais desoecupa-
dos, Icslcmunhar ocularmenle a excellencia desle
methodo. As lices de noile para os homens 5-8000
mensacs ; Je da para os meninos 39000. director
d livros, pedras, e ludo o mais preciso aos discpu-
los ; na ra da Praia, palacete amarello.
Aluga-se urna casa lerrea na povoacAo do Mon-
leiro, com a frenle para a igreja de S.* l'anlale.o,
muilo limpa, Iresca, com commodos para familia re-
gular, leudo nina porta e duas janellas lia frente: a
tratar com Anlonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoaijao, ou na ra do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE VAPORES.
O conselho de direccao, de conformida-
de com o art. ^, titulo 1, dos estatutos da
companhia, convidou os senliores accio-
nistas a fazerem a entrada da segunda
prestarao at o dia 15 do corrente; como
porem tem bavido demora por parte de
alguns dos mesmos senliores em realisa-
rem nas prestacoes, llies previne baver
marcado o dia 20 do presnteme-/, de no-
vembro, para cumpriniento das obriga-
coes contrahidas, visto que tendo o mes-
mo conselho de fiter remessas infallivel-
mente para Inglaterra para pagamento
do vapor em construccao nao he possivel
attender a mais demora, e l'ara' ell'ecti-
va a pena imposta pelos estatutos no arti-
go cima citado, isto he, perderlo os se-
nliores accionistas que orem remissos o
direito a sua anterior prestacao em favor
ila companhia : o enearregado dos rece-
bimentos he o Sr. Frederico Coulon, na
ra da Cruz n. 20.
Quem annunciou querer comprar um metho-
do de flauta: drija-se a ra Direita n. 19, labena
na mesma ha para vender o diccionario de Moraes.
CARLOS HARDY, OURIVES, RA NOVA
N. 34,
receben de Pars um lindo sorlimento de obras de
ouro de lei : correles modernas de 6 palauM para
relogio, pelo preco de 658000 a 808000 ; Irancelins
chatos com passador, ricos sineles, adereces inteiros,
etc., aderecos, cassoelas esmaltadas, um grande sor-
liinenlo de rselas para senhoras c meninas, alfine-
les, aunise pulceiras, obras leilas na Ierra, anncl-
lie-, mcdalhas, Irancelins, cordci!, colares, gargan-
I illi a-, brincos, rosetas, alfineles, ludo se vende mui-
lo barato.
Negocia-se a loja u. 9 da roa do Collegio, com
excellente arma;go para qualquer estabelecimenlo :
Irala-se com Ricardo, na lvraria da esquina da mes-
ma ra.
Francisco da Silva Castro, subdito portuguez,
relira-se para o Kio de Janeiro : o mesmo julga na-
da dever, porlauto quem se julgar credor aprsenle
suas coutas para serem pagas, na ra do Crespo n. 1.
Joao Labussiere, estabelecido uesla cidade com
loja de segeiro, na roa do Pires, relira-se para o Rio
de Janeiro na barca Ipojuca, e I celara que dada
devea esta praca,amule tudo comprou a raoeda.
Precisa-se de urna mullier que se queira eu-
carregar do servico de urna casa de pequea familia,
sendo aceiada c deligenle, se Ihe dar.i boa mensali-
dade: na ra dos Martirios 11. 36.
Para aci.lade da Area na provincia da Para-
laba. O advogado Joaquim Jos llenriques da
Silva, moredor na cidade da Areia, provincia da Pa-
rahiba, se encurrega de promover qualquer negocio
quer judicial, quer amigavclmeutc, mediante ajustes
razoa\eis : quem de seu presiimo se quizer ulilisar,
pode dirigir-se pessoalmeiile ou por caria ou ao an-
nunciante, ou enlender-sc ncsla prac,a com o Exm.
Sr. Dr. Braadao, que dar infurmacOes *io mesmo
anonadante.
. Da-se dinlieiroa juros em pequeas
juantias, sobre penhores de ouro 011 pra-
Antonio Roberto, com loja franceza na ra No-
va 11. 13, acadade receber pelo ullirao navio o 6'ms-
laco, um completo sorlimento de chapeos de seda
para seuhora e meninas, os mais modernos e bonitos
que ha no mercado, e por preco mais commodo do
que em uitlja qualquer parle.
O abaixo assignado, faz -cenle aos eus fregue-
zcs e amigos, que se arha com bous carros e bonitas
pa re lia- d cavallos para passeio, assim, espera que
concorram para a sua cochera na ra do Canno, por
ilelraz do convenio do Carmo n. A. Francisco
.\auier Carneiro.
Aluga-se animalmente ou pela fesla urna pro-
priedade de pedra e cal com commodos suflicienles
para qualquer familia, no lugar do Poco da Panella,
contigua ao ex-collegio de S. Boavcnlra : a tralar
na fumlieao do Brum ns. 6, 8 e 10, com o caixcro
da mesma.
ATTENCAO'.
O Sr. Cincinalo Mavignier, retratista e pensionis-
ta de S. M. o Imperador, lenha a boudade de vir
ra Nova n. 52, loja de Boavenlura Jos de Caslro
Azevedo, a Iralar de um negocio que Ihe diz res-
peito....
Na ra do Crespo n 17prelendc-se alugar um
escravo aunuucado para servido de cocheira.
Aluga-se para se passar a festa
um sitio na Torre, com todos os commodos para
familia, e capim para um cavado ; e DliAS CASAS
caiadas c piuladas com commodos para familia,lodas
muilo frescas e por preco commodo : a Iralar no
mesmo lugar, 110 silio da Laga.
Tendo-sereconhecido que a despez
de escripia e cobranCa do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-seaos senliores assignantes deste
Diario que quando os mandaren), re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
Lava-se e engomma-se aupa com loda a per-
feicao e aceio na sua da Vira;o n, 32, sobrado de
um andar.
Aluga-se um primeiro andar, na ra eslreila
do Rosario n. 16 : a Iralar no segundo andar do
mesmo.
COMPANHIA DE BEBEKIBE.
O Sr. director da companhia de Rebe-
ribe, convoca os senliores accionistas da
mesma, a rejinirem-se em assemblea ge-
ral no dia 22 de novembro crenle ao
meio dia, para e\ame das contas do se-
mestre lindo no ultimo de outubro, e au-
torisacao do pagamento do 1T>- dividen-
do, em conformidudedo art. 19 dos esta-
tutos. Recie 17 de novembro de 18.") i.
O secretario, Luiz da Costa Portocar-
reiro.
O abaixo assignado, relira-se para a Europa
com sua familia euma rriada. dcixando porscusbas-
lanles procuradores os Srs. Manoel Carneiro Leal
-sen socio, Anlonioda Cosa do Reg Monleiro c Pe-
dro Roberto Lessa, para gerir a casa commercial
sob a firma Andradc rx l.eaj,leudo o primeiro poder
1I0 amanar ilila firma; nutro sim,,deixa lamhem por
sena procuradores tostantes em scus negocios parti-
culares os .Srs. Sebastian Jos la Silva, Elias Jo-
dos Sanios Andraile c Pedro Itoherln Lessa, As
pessoas que se julcareni credoras lauto da firma An-
drade & Leal, como parliciilarincnlcdo abaixo aatig-
uadu, cnlendam-se com dilos procuradores.
Joa./uim Anlonio dos Sanios Andrade.
Peigunta-se a quem quizer responder.
Se aos mendigos he permittido pernoi-
tar nas portas las igreja*, e no caso con-
trario, a quem, compele a sua rcinocao '.
O ahaixo assignado faz scieulca quem convicr,
que lem apartado a sociedade que Unto 110 eslalie-
lerimcnlo denominado Bazar Pcrnambiiraiio, que
girava debaixo da firma social Silva & Companhia,
Iranspassaiido para sen runfiado Manoel Pohcarpo
Moreira de Azevedo a parle que nellc tinha, e que
lesla dala em diante lem cessado loda a sua Stspon-
sahilidadea lal rcspeilo, passando para dilo seu cu-
nliado Azevedo lodos os lireilos o hus que sobre n
abaixo assicnado pesavam. Recife 18 de novembro
de 185i.Eduardb Firmino da Silla.
O abaixo assignado lem juslo c cnnlratado com
o Sr. Francisco Lopes da Silva, a sua loja de catea-
do -ila na ra do l.ivramenlo n. 19, por i-o pre-
vino a quem se adiar com direilo a dila loja, se
aprsenle no prazo de 3 dias a contar da dala desle,
passados os quaes nao so admiltir reclamar," al-
guma tendente a dila casa. Recife 17 de novembro
de Vtii.Custodio Manoel de Magalhdes.
ta: na ra Direita n. 67.
Precisa-se' de nflicincs de alfaiale
va n. 60, loja junto a ponte.
na roa No-
COMPRAS.
Compra-sea obra homeopalhica do Dr. Coclira-
nc, quem livor e quizer vender, drija-se ra do
IJueimado 11. 11, ou aunuiicic.
Compra-se um melhodo de llanta em bom es-
lado : quem liver anonade.
_ Compra-se nina chronologia, ou le Bernardino
Freir, ou de Sacra Familia : quem liver annuncie,
ou dinja-se ao convenio do -Carino, a fallar com o
Dr. Chagas.
Compra-se 1 ou ces que sejam de raca e bas-
tantes bravos, para sitio, macho e femea, o mesmo
s macho: na ra da Cadeia do Recife n. 5i.
Compram-s* os livros inliluladosAffeclos c
coiisidcraeocs devolas sobre os exercicios de S. Igna-
cio, c Nova Floresta : na ra das Ci u/e- n. 29, loja
do cncadcrnacao,
VENDAS
FAZENDAS BARATAS.
Corles de vestidos le seda, de chaly, de cambraia
de seda com 1 e :; hallado-, melpomene de lindos pa-
drOes. e nutres corles de vestidos de goslo, mantele-
tes, chales, romeiras de relroz e decambraia, cha-
peos para senhoras e meninas, luvas de seda, selim
lavrado proprio para vestidos de noivas, fazendas de
la proprias para falos de meninos, e oulras fazen-
das modernas que c ven.lera., barato : na ra No-
va, loja n. 16, de Jost Luiz Pereira & Filho.
Palls, sobrecasacas de panno fino, de alpaca,
e de li 11 lio. panno lino azul proprio para fardas da
guarda nacional, dilos prelos, cor de pinhao e verde
escuro, casemiris prela- muilo superiores para cal-
cas : na ra Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira
CEWTO ROMO HAMO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qiialidade, muibi superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Ihcatro, arma-
zem de taima" de pioln.
Vendc-sc sola muilo boa epclles de cabra, em
pequeas e grandes porroes : na ra da Cadeia do
Recife n. 19, nrimeiro andar.
CHINE.
Chegaram pelo ultimo vapor da Europa, os ricos
corles de chin de seda, fazenda da ultima moda de
Pars, pelo preco de 158000 : na ra do Queimado 11.
38, em frenle do becco da Congregado.
Vende-se o verdadeiro rap Paulo Cordeiro,
que pelo seu aperfeicoamenlo acaba de obler a con-
cessSo do uso las armas imperiacs, nas seguinles
lojas: na da Cruz Fortunato Cardozo de Gouveia,
ra da Cadeia do Kecife Ricardo Ferreira da Silva,
I lumia/ Fernandos da Cimba, Jos Forlunato dos
Sanios Porto, Jos Gomes Leal, Joo da Cosa Maga-
Ihaes, ra lo Collegio em Sanlo-Aulonio Lima &
tjuimaracs, ra larga do Rosario Jos Dias da Silva
Cardial. Manoel Jos Lopes,Magallicsdi. Pinheiro,
Neves Ferreira de Souza, lanzo do Livramento Francisco
Alves de Pinho, ra Direita Jos Viclor da Silva
Pimcnlel, aterro da Hoa-Vtsla Joaquim Jos Dias
Pinheiro, c finalmente no deposito da ra da Cruz
do Recife casa n. 17, onde sempre acharao do fres-
co, visto sempre receberem mentalmente um cerlo
numero de caius da propria fabrica do Rio de Ja-
neiro de Joao Paulo Cordeiro. -
CEMENTO ROMANO.
V ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lamhem vendem-so as linas : alraz do
theatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Xaesquinada ra do Collegio, lojade livros
11. 20, existem a' venda as obras se-
guintes :
Ansaldus de commercro et mercatura,
1 vol. 8.S000 n. ; Scacias, tractatus de
commercis et cambio, StfOOO rs.; Salga-
do, labvrintus crcditorum, i vols. 24.S00
rs. ; Cassaregis de Commcrcio, o vols.
20>'0OO rs. ; ndice pelas materias civil,
criminal, orphanalogico c de linancas,
por Alves Branco, 1 vol. 1000 rs. >'Bi-
blia Sacra, anotada por Du-Hamel, 2
vols 8S000 rs. ; Vida do padre Vieira, 1
vol. .S'OUOrs. ; Tractatus Theologico, ca-
nonicus de sponsalibus et matrimonio,
por Kugler, 1 vol 0^200.
Vendem-se gigos com champagne da bem acre-
ditada marca eslreila, e barricas com vnho de Bor-
dcaux, por preco commodo: na ra do Trapiche
n. 11.
. Vcude-se o sobrado de um andar, na rna da
UnlSo, por Iraz do palacete do BarAO da Boa-Vista,
a qual casa o do Dr. ChrislovAo Xavier Lopes : os
prelendenlcs dirijam-se a Manoel Goncalves da Sil-
va, no seu escrptorio, ra da Cadeia do Recife.
CEMENTO ROMWO.
\ ende-sc cemento romano chegado recentemenlc
de Uarahurgo, em barricas de \i arrobas, e as maio-
res que ha no mercado : na ra da Cruz do Recife,
armazem n. 13.
CHAPEOS DE CASTOR
pretos, pelo baratissimo
preco de .s'IIO cada uta: na rita Nova
n. W.
Moinhos de vento
om bombasderepuxo para regar borlas e baixa,
decapim. nafundicaOde D. W. Bowmau : na roa
do Brum ns. C, 8 e 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA
CALCAS E PALITO'S.
Vende-se brim trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700 c 19000; dilo mcsclado a
1WO0 ; cortes de fustn brauco a *00 rs. ; dilos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o cuvado ; corles de cassa chita a
25OOO e 29200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640 : dilos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de linho dn Porto para roslo a 148000 a dozia ; di-
las alcoxoadas a 10SOO0 ; guardanapos tambem alco-
soados a 3-5600 : na roa do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
porlaiKo, vendem-se cobertores de alsodao com pel-
lo como os de laa a IViOO; dilos sem pello a 13200;
dilos de lapele a 1200 : ua ra do Crespo 11. 6.
Vende-se um excellenle rarnnho de 4 rodas
mui bem construido, eem lio ni estado ; est eiposlo
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prelendenlcs eiamina-lo, e Iralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rna da Cruz no
Kecife n. 27, armazem.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz n. 4.
--Vende-se em casa de Rabe Schmet
tau&C, na ra do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas oblas de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de dillerehtes tamanhos para
espelhos.
Tudo por precos multo commodos.
Com toque de avana.
Madapolao muilo largo a 3JIO00 e SJ500 a peca :
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8,<000, 12J000, H$000 e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a I 1,si 101
rs chales pretos de laa muito grandes a
sOO rs., chales de algodao e seda a
1028O rs.
SAGCAS COM FAKINI1A E MAN-
DIOCA.
Vendem-se por menos preco do que em
OUtra qualquer parle: na loja n. 20 da
ra da Cadeia do Recife, esquina do Bec-
co Largo.
Vende-se um prelo rrioulo, a visla do compra-
dor se dir o molivo da venda : em Fra de Portas
n.40.
Millio e arroz de casca.
Vendem-se 201) sacras de millio c arro de casca :
a Iralar na ra do Queimado n. 7, loja da Estrella
de Gregorio Si Silveira.
Pelo ullnno navio vindo de Franja, madama
Buessard Mllochau, receheu grande so'rlmenlo de
chapeos para senhoras, dilos de montara e de meni-
nos c meninas, do verdadeiro bom lom de Pars, os
quaes vendem-se por preco muilo baralo.
Vende-se urna purea'., de varas, estacas e faii-
nas para cerca, o por pre;o muilo commodo: na ra
da Gloria 11. 69.
Vende-se urna escrava de nacao com 35 anuos,
pouco mais ou menos: cozinha o diario de urna ca-
sa e lambem serve para o -en ico de campo : na ra
do Crespo loja n. 6.
Vende-se por pre^o commodo um sobretudo
de borraja em muilo bom estado: na ra larga do
lio-ario loja n. 44.
Farinha de mandioca.
Vendem-so saccas rom cinco quarlas de farinha
de mandioca lavada, a melhor que lem vindo a esle
mercado: na travessa da Madre de Dos, armazem
u. 3 e do Antonio Luiz Olivcira Azevedo.
A5#000 osacco.
Vendem-se a 5 o sacco de feijo novo muilo
bom : na travessa da Madre de Dos, armazem n. 3
c de Anlonio Lniz Olivcira Azevedo.
Airoz de casca
Na travessa da Madre de Dos 11. 3 e 5 se vende
arroz de casca por baralo preco para acabar.
Vende-se um bom escravo mesure canoeiro,
muilo robuslo; um bonito molcque de 13 a lannos
-em .lelei lo; una prela de 30 anuos, que cozinha c
lava c he de lodo o servir; um prelo de meia idade,
bom para slio; um dilo de 2 .....os para campo ;
na ra dos Quarteis n. 24.
Vende-se um, boi manso filho do pasto, por
preco commodo : no silio da Torre cin Belm.
Vende-se um bom quarlao : na ra Nova; ta-
berna n. o.
Cassas irancezas a 5-80 a vara.
Vendem-se cassas francezas de cores, muilo finas
a 180 a vara, riscados cscocczcs a 260 rs. o covado :
na ra du Queimado, tuja n. 40.
Vende-se urna negrinha de 8 anuos, muilo
bonila : a Iralar na roa da Sania Cruz, casa 11. 22.
No aterro da lina-V.-l.i n, 80, veude-se cafede
casca a 38200 a arroba e 120 a libra, enxofre a 15',I20
a arroba.
Vende-se urna prela de 18 anuos, crioula, que
sabe coziuhar o diario do urna casa, coser e engoin-
mar : na ra da Cadeia do Kecife 11.51, loja.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicap de C. Stai r *< ^""p""1^"
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modellq e construccao muito superiores.
TA1XAS )E FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem guindaste, para carregar ca-
noas, ou, carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
ABADOS DE FERRO.-'
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos di ferro de uii- (ualidade.
Ven Je-si lio de sapaleiro, bom : em casa leS.
P. Johiislon iS; Companhia, ra da Sensata Nova
11. 42.
Attenciio ao barateiro.
Vendem-se apparelhos para ch.i hranros c doura-
dos de porcellann, dilos para 1 ha azues, ditos para
mesa ile janlar azues, lanternaa de vidro o casquinhv'
de romposicao, eompoleiras ecopos, calil e garrafas,
porla-licores e frascos para espirites, e outra- limitas
fazendas por pirco o mais commodo do que em ou-
lra qualquer parle, ua ra Nova ao pe do oilao da
Couccirao 11. 51.
Vende-se um negro da Cosa muilo bom na-
deiro e proprio para lodo o servico por ser muilo
possanie e ladino : na ra Imperial confronlc ao
chafariz n. 43.
Na liberna ila raa do Llvranteolo n. 38, ven-
dc-sc o afamado fui de Caranhuns.
\endem-sc pregos americanos, e cadeiras de
halanro, chegado ltimamente da America : na ra
do Trapiche n."8.
Vendem-se globos le vidro, chamines, e torci-
das para os caudieiros americanos: na ra do Tra-
piche n. 8.
Vendem-sefrascos com muilo boa agua para ca-
bellos, chegada ltimamente da America: na ra do
Trapiche n, 8.
Veodem-fe relogios americanos para cima de
mesa, chegados ltimamente da America : na ra
do Trapiche n. 8.
Vendem-se 5 escravos, acudo 1 mulalinho do
idade de 11 a l'iannos, 1 moleque de idade de 1*
nnos, crioulo, 1 cabra de meia idade, carreiro, e 2
escravas de lodo servico : na ra Direita n. 3.
VESTIDOS DE SEDA.
Conlinua-e a veuder corles da vestidos de seda de
cores, bonitos padres, por preco commodo : na loja
de 4 portas, na ra do Queimado n. 10.
PARA SENIIOIU.
Vendem-se ricas romeiras bordadas e camisinhas,
por prec.0 commodo : na roa do Queimado. loia de
4 portas n. 10. '
VESTIDOS DE CHITA.
Conlnua-se a vender cortes da chita larga, cores
fias. a 23000 cada um : na loja de porlas da ra
Queimado n. 10.
Com toque de avara.
Chitas escaras fias a 48500 a peja : na roa do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
CASEMIRASE PANNOS,
v ende-e casemira preta e de cor para palitos por
ser minio leve a 28600 o covado. panno azul a 38 e
4801)0, dilo prelo a 3, 3800, 48, 5 e JJOO, corles
de casemira de gotlos modernos a 68000, selim pre-
lo de Maco a 38200 e 1*000 o covado: na roa do
Crespo n. 6.
CONHECIDO DEPSITO DE PTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos frega -es.
-Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo III, chegado no dia
do corrente : na praca do Corpo Santo
n. II. .
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade do condi
de Mareuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em eaia de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
JL
Chapos de fellro brancos, prelos c pardos pa-
ra homem e meninos, formas elegantes, dilos das
mesmas cores amazonas para senhora, dilos de mas-
sa franceza muilo lino, dilos le castor inglez, dilos
de palha arrendados proprios para meninos e meni-
nas, bonetes de palha lano para homem como para
menino-, ilii,.- de oleado para homem, dilos de* pan-
no e merino lano para homem como para meninos,
e ludo por preco commodo : na ra Nova h. 44.
Aos 8:000.y000.
Na casa da'l-'ama. no alerro da Roa-Vista n. 18,
stao a venda os lu hele- e cautelas da loleria da ma-
triz da Uoa-Visla, que corre no dia 24 do corrente.
Bilheles 88000
Meios 4800Q '
Quarlos 2300
Decimos I5100
Vigsimos 8600
Loja vermelha.
Na ra do Crespo 11. 9, vendera-se palitos de me-
rino selim a 108000.
Vende-se um cabriolel com eoberla e os com-
petentes arreios para um cavallu, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Kecife ra do Trapi-
cho n. II, primeiro andar.
W ILLMS. SRS. BACHAREIS.
($ Na ra Nova loja n. 2, atraz da ^>
!f matriz, vendem-se litas para car- tj**J)
0 tas dos ditos Srs. hachareis, a |9k
$ -J.S'000 rs. S
VENDAS.
Chegaram recentementc alguinas sac-
cas do bom farello, que estao expostas a
venda uos armazens defron te da escadi-
nha, ou na travessa da Madre de Dos,
armazem de Novaes & C.
ARREIOS PARA CARROS.
Em casa de Brunn Praeger i C., ha pa-
ra vender um lindo apparelhopara 2 ca-
vallos feitopor encommenda, e de quali-
dade superior a todos que tem vindo a
esta praca, com guarnicao de metal que
nunca se estraga ; esta obra se recom-
menda principalmenteparaumparticular
por ser de ptimo gosto, e feita com to-
da a elegancia : vende-se na ra da Cruz
n. 10.
33@@?S33:Jg!@@@
r RLA DO CRESPO N. 12. y
@ Vende-as nesla loja superior damasco de }.{
?.) seda decores, sendo branco, encarnado, rxo, sjj;
f por prejo razoavel. m
9wmm99 mnniMN <>
Relinacao, ra da Concordia n. 8.
Vcndeyse esle estabelecimenlo bem moudo, coro-
algnmas machinas para o fabrico do assucar, enlre
ellas una machina centrifuga, que purga assucar de
8 a 10 minutos. Este estabelecimenlo ollercce com-
modos |iara fabricar grande ponrlii de assucar, obr-
gando-sc o vendedor a dar os i'-elareciiiiciilos neces-
sarios Icndenlesao mesmo fabrico : vcude-se por seu
dono relirar-se do imperio.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senliora, cora 15 covados cada corte, a
4|600.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
MELPOMENE.
Vende-se melpomene de laa, gosto es-
cossez, padrcs novos, viudos pelo ultimo
vapor, pelo preco de 480 rs. o covado:
jia ra do Crespo n. 2o.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA
em caixas de I 011 2 duzias de garrafas : vende-sc no
armazem de llarroca tV Caslro, na ra da Cadeia do
Itecife 11. 4.
UEI.OI.IOS im;i.e/.es.de PATENTE.
ConUnuama vender-se per pre;o commodo; no
armasen* de Itairrca & Castro, na ra da t.adea do
Recife 11. ii.
Bichas de Ilamburgo.
No antigo deposito de bichas, na ra eslreila do
Kosario n. 11, de Mauool do Reg Soares, vnde-
se a porcoes ea retalbo ; e alagan se por menos do
pie nn oulra quilquer parle ; islo por ler minia
quinlidade de Indias.
Vende-se niAitu superior brinba de mandioca,
em SBCCastle alquOire, medida velha," a O0O caila
nina : 110 .11 in,i/ei*i de Joaquim de Paula Lupes froule da escadiuKa do caes da alfaudega.
FAMA
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senliores de engenho os
seus bons eifeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron 4
Companhia.
No aterro da Ho.i-Visla, defronle da bnneca u. 8,
chegou ulliin uneiflle 11111 completo sorlimculo de lo-
dos os gneros de moldados dos ltimamente che-
gados, c vende-o por preco muilo razoavel :
manleiga ineleza a ISO, 720, 800 e 880 ; dila
franceza a 6S0 ; arroz do MarauliAo m 80 e 100
rs. j presumo a 480 ; cha hvssou a 1600, 18920,
28.iO0 c 28800 ; dilo do Rio a 18G00 ; velas de
espermactle a 88 0, 1)60 e 1-8120 a libra ; coilas de
eslrellinha muilo superior a 58000; passas, ios,
ameixas, desemhai,-cadas ullimaraenle, ludo de supe-
rior qualidades.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muito grandes e encorpados,
dilos brancos com pollo, muilo grandes, imitando os
de laa. a 18400 : na roa do Crespo, loja da esquina
que volla para'a cadeia.
Pannos linos c casemiras.
Na ra do Crespo loja di esquina qoe volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo 2i()0, 2800, 3,
.TSJOI). 48500. 59500, 68000 rs. o covado.dilo azul, i
28. 28800, 48. 68, 78. o covado ; dilo verde, 28800,
38500, 48. 55 rs. o covado ; diio cor de pinhao a
48500 o covado ; corles de casemira prela franceza e
elstica, 78500 c 88500 rs. ; dilos com pequeo
defeito,n 68500 ; dilos inglezenfeslado a 58000 ; dilos
de cor a 48, 58500 68 rs. ; merino prelo a 18. 18*00
o covado.
Agencia de Edwln Maw.
xNa raa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se conslaittemcnlc bons sorli-
menlos de laixas de ferro coado e batido, lano ra-
sacomo fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lidosos tamanhos e modelos osmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passndeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas le (landres ; ludo por baralo preco.
Veine-se excellenle laboado de pinho, recen-
Icmenle chezado da America : na rui de Apollo,
trapiche do l'erreira, a entenderse com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na ra dn Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-sc cassas francezas de muilo bom
goslo. a 320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemcnlc da America.
Potassa.
No antigo deposito da rna da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana c do Rio de Janeiro, a prejos ba-
ratos que lie para fechar contas.
epoiito da fkbrioa do Todo o* 3nloi na Babi^
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & Cj^narua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquelaTabrica,
muilo proprio para saccosde assucar e roupa de es-
cravos, por pre;o commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Raa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelccimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
che n. 5.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
Porlo,
Rucellas,
Xerc/. cor de ouro,
Dilo escaro,
Maileira,
em camnhas de urna duzia le garrafas, e visla da
qualidade por preco muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife 11. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenlc chegada.
Vende-se urna balanra romana com lodos os
se us perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, drija-se :i ra da Cruz, armazem n. 4.
PUBLICADO' REL1GIQSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
revereudissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha licsU-cidade, augmcnlado-cam a novena da Se-
nliufa da Conccico, e da nolicia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se mu menle na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 18000.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-sc corte de vestidos de cambraia de
seda com barra c habados, 88000 rs. ; dilos com
flores, 1 78, 98 e 108 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, i 118 ; corles de cambraia franceza muilo fi-
na, lita, com barra, 9 varas por 48500 ; corles de
cassa de ciir com tres barras, de lindos padres, i
38200, pecas de cambraia para cortinados, com8>
varas, por 38600, lilas de ramagem muilo finas,
68 ; cambraia desalpicos miudinhos.branca e de rir
muilo lina, sun rs. avara ; aloalliado de linhoacol-
toado, 900 a vara, dilo adamascado com 7.'s pal-
mos de larsuia, ;i 28200e 38500a vara ; ganga ama-
relia liza da ludia muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collcle de fuslao alcoxoado e bons pa-
drcs lixos, 800 r. ; lencos de cambraia de linho
a 3IK) ; lilos grandes finos, a 600 rs. ; luvas le seda
brancas, de ciir c prelas muilo superiores, 1600 rs.
o par ; ditas lio da Escocia a 500 rs. o par.
Vcndc-se urna hiberna na ra do Rosario da
Boa-Visla n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
scus fundos silo cerca de 1:2008000 rs., vende-sc
porem com menos se o comprador assim Ihe com ier :
a Iralar junio a alfaudega, Iravcssa da Madre de Dos
armazem 11. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowinann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sorlimento de taixas de ferio
fundido e batido de. 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promplidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, volao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE MANDIOCA.
V ende-se a bordo do brigue Conceieao, entrado
de santa Calharina, e fondeado na volta do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe hoje no mer-
cado, e para porcOcs a Iralar no escrptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14. K
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado nas co-
lonias inglezas e hoUandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junio com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber S Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rics mobila de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinhero ou a prazo,
conforme se ajustar : a tratar na t ua do
Collegio n. 25, taberna.
Na lvraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida colleccaodas mais
brilhantes. pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhoresque se podem -
char para fazer um rico presente.
Deposito de panno de algod|p da
fabrica de todos os santos na J
Baha.
W Vende-se esle bem condecido panno, pro- j>
prio para saceos e roupa de escravos ; no es- 9
triplorio de Novaes & Companhia, na ruado A
;:.* Trapiche n. 34. a
8* Em casa de J. KelIer&C, na ra
da Cruzn. 55, ha para vender 5 excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ilam-
burgo.
BafKpBfiBBH-ffi
R^ DO TRAPICHE N. OT
Em casa de Patn Nash ra vender':
Sortimento variado de ferragens. ^
Amarras de ferro He 3 quartos ate l> 2
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
Devoto Christao.
Sahio a luz a %' edicto de livrinho denominado
Devolo ChrisUo.mais correlo e acrecentado: vende-
se anicamenle na livraria n. 6 e 8 da praja da In-
dependencia a 640'rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um 10 panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rus do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desapparcceu no dia 13 do correnlc om escra-
vo com os signaes seguinles : do gento de Anaola,
ile idade de 22 a 23 anuos, pouco mais. baito, gros-
so, cara larga, bocea grande, lem lodos os deoles da
frenle, lem ns dedos dos ps uns mais pequeos que
oulros, chama-se Joao ; levoo camisa e cale de al-
godao azul, tem no eos da caifa o nome delle por et-
lenso marcado de encarnado, chapeo de palha novo,
he muito preguicoso no andar e he do malto : quem
o pegar, leve-o ra dos Prazeres do bairro da Boa-
Vista, a ujtima casa terrea piolada de roto, que ser
gratificado.
ATT1SNCAO.
Desappareceu no dia 17 do corrente,
tendo sabido a' compras, levando vestido
camisa de algodao de"mina, e calca de al-
godao riscado, o escravo Africano Fran-
cisco, que pertenceu ao fallecido Fran-
cisco Jos Goncalves, de quem foi in-
ventbante e testamenteiro Bernardo Jo-
s da Costa Valente, onde esteve deposi-
toido at ser arrematado em praca ; este
escravo tem umsignal de queimadura em
urna perna e em um p, e tem o cabello
tente: quem o apprehender e conduzr
ao sobrado da ra do Pilar n. 85, resi-
dencia de seu senhor, sera' generosamen-
te recompensado.
Ao coronel Joc de Brilo Inglez fogio na noile
de 17 deste mez de novembro de 1854, da rasaste
roa lo Pilar n. 68, o seu escravo Joaquim, que he
baito, cluio do corno, isto he, para mais magro, nao
lem denles na frente, lem na mo direila um dedo
envergado de um unheiro, andar miudc, nao sabe
andar depressa nem correr, lem falla de cabello no
meio da 1 abeea, olhos vermelhos, quando falla mais
aprr-.nlo gagueja, ps pequeos e seceos, perna cur-
ta, nas costas lem um signal de chicle, chama-se
Joaquim, filho do Para, pouca barba, levou bauzi-
nli.i pequeo com loda roupa que linha, urna calca
prela. O signa) de chicote linha elle j quando veio
para o meu poder, (iralilici-se qnem o prender.
1008000 de gralilicaco.
Desappareceu no dia 8 de -elembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Anlonio, que re-
presenta ler 30 a 35 anuos, pouco mais o'n meno-.
nascido em Car ii 1 Novo, d'onde veio ha lempos, he
muilo ladino, cosluma trocar o nome e iolitular-se
forro ; foi preso em fin do anuo de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Scriuhacm, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo rc-
mctlido para a cadeia desla cidade a ordem do Illm.
Sr. desembargador chefe de polica com olticio de2de
Janeiro de 1852 se criticn ser escravo, c o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sanl'Anna, morador
noeiiBciiho Cail, da comarca de Santo Anlo, do
poder de quem desappareceu, c sendo oulra vez cap-
turado c lecolludo 11 cadeia desla cidade em 9 de
agosto, foi abi embargado por e\< cucao de Jos Dias
da Silva 1 uimaie-, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo ahaitu assignado. Os
sisnaessAo os seguinles: idade de 30 a 35 annos, cs-
lalura e corpo regular, cabellos prelos e rarapinha-
dos, cor amulatada, olhos escuras, nariz grande e.
grosso, beico grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, cora lodos os denles na frenle : roga se, por-
lanlo, as autoridades puliriaes, capilSes de campo c
pessoas particulares, o fsvor de o apprehenderem e
man larem nesla praja do Recife, na ra larga do
Rosario n. 14, que receberao a uraliurar,ao cima de
1008000 ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel de Almeida Lopes.
PERN. :TY. DEM. \ DE FARIA. 1854-


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