Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01219


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Full Text
ANNO XXX. N. 266.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezcs venados 4,500.
--------"WHI.
SEGUNDA FEIRA 20 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
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s. -
*
I-
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i


A
DIARIO DE PERNAMBUCO

EXCARREGADOS UA StlSCRIPV-V'O-
ResilY, o proprietario M. F. Jo Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sv. Joo Pereira Harlios; Bahia, o Sr. F.
Dupra i; Macei, o Sr, Joa-iuim llcroai<]ode Men-
douea: Parahiba, "Sr. Cervario Viclorda Nalivi-
dade;.Nalal, o Sr. Joaquim-Ignario Pereira; Araca-
iv, o Sr. AnloniodcLemosBraga; Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges: Mm'nhiio, oSr. Joaquini
M. Rodrigues-; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 I/^a 27 3/4 d. por iHOOO.
l'aris, 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por lO.
Rio de Janeiro, t 1/2 por 0/0 de rcbalc.
Aeros do bain-o 40 0/0 de premio.
da companliia de Beberibu ao par.
da companbia de seguros ao par.
DiscoMo de leUtas do o a 10 por 0/0.
MKTAES.
Ouro.Oncas despatilllas- 295000
Mudas de 6-5400 vethas. 163000
de 65400 novas. 169000
de40O. 9COO0
Piala. Palacoes brasilciros. 13S>40
Pesos columnarios, ." 19940
mexicanos..... 13860
PARTIDA DOS COKREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, lionito o Garanbuns nos dias I e 15.
\ illa-Bella, Boa-\ isla, E\ eOuncury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, secundas c sexias-eiras.
Victoria c Nalal, as quinlas-feiras.
PREAMAR DE IIOJK.
Primeira s 4 horas e 30 minuto- da larde.
Segunda s 4 horas c 54 minutos da maulia.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Gommercio, segundase quinlas-feiras.
Relarao, terr;as-foiras c sahbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quimas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas c sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quarlase sahbados ao meiodia.
EPIIEMERIDES.
Novbr. 4 La cHeia s 6 horas, 43 minutos e
48 segundos da larde.
12 Quario ininguanle s 7 horas, 40
minutos e 48 segundos da larde.
20 La nova as 7 horas, 43 minutos o
68 segundos da manba.
27 Quarto crcscenle tos 21 minutos e
48 segundos da manba.
IMAM DA SEMANA.
20 Segunda. S. Flix de Valoix; S. Ochviano.
21 Terca. Apresoutaco da SS. Virgem Mi de I).
22 Quarta. S. Cecilia v. m. ; S. Felimon tu.
23 (Quinta. S Clemente p. m.; S. FeKcidade.
24 Sexta. S. Jo-io da Cruz ; S. Cbriogno m.
25 Sabbado. S. Cathwinav. ro ; S.Erasmo.
26 Domingo, 25* e ultimo depois do Eapirilo
Santo. S. Pedro Alexandrinob. m.
PARTE OFFICIAL
MINISTERIO DA JUSTINA.
3." Seccao. Ministerio do* negocio* da justicia.
Rio de Janeiro, era 31 de nutnbro 1c 1854.
Illm. e Exm. Sr. Foi presente a S. M. o Impe-
rador o viio re V. Ex. de 31 de julho prximo pis-
tado, sob o qu.il transmitir o requcrmenln de Jo,1o
Eduardo Lajoux, gerente da cnrnpanhia annima
o I.ut Slearica, pedindo approva>;ao do respecti-
vos estatutos, aompmhado o dito requerimento dos
parecer do cmsalheiro procurador da cora, e da
sece3o dos negocios do imperio do eonselho de esla-
do, am de seren por este ministerio, cm rano de
soa compelencia, decididas as duvidas. que (obre a
inteligencia do arl. 295 do codito cominercial, re-
sultam dos diios pareceres.
Ai dm i.las cousislem un que :
1." A dita enmpanhia nao he mercantil, e por
cousequencia nao depende da npprovaofio do Bo-
vemo.
2." He illegual a clausulada segunda parle do arl.
2, pela qual lica a conipaulua autorizada para riissol-
ver-se anda antes do p'raio marcado para mi a di-
recejio.
Divergem os dilo pareceres quanlo primeira
dm ida suscitada pelo conselheiro procurador da co-
ra, porqoanlo parece i seccao dos negocios do im-
perio, que a sonedade do que se trata tem lodos os
caracteres da companhias annimas, face do arl.
295 do cdigo commercial.
Coincidem oa doos pareceres quanlo a illegalida-
de de clausula da riissoluoau anteciparia.
Ilnuve o mesm Augusto Seohor por bem,por sua
immediala e imperial resolurao de i~> do correle
niez. tomada sob consulta-da secvift de justfca do
couselho de estado, decidir :
Quanlo a primeira duvida, que a sonedade ann-
inina Lu Slearica he mercantil, porque tem to-
dos os caracteres exigidos pelo art. 295 do cdigo
commercial ; sendo que conforme o arl. 19 3 do
re j llmenlo n. 737, as cmpreas de la lricas consli-
luem mercanca.
Ouanln a segunda duvida, que se nao pode con-
siderar ilegal a disp-isiriiu do arl. i dos estatutos,
neni quanto prorogarao, porqoe posto dls|ioniia da
aulori-ac.au do coverno, a vista do arl.'296 do cdi-
go commercial nao pude ter lugar sem o acord da
maioria dos capilaes, e ncm quau.lu a di-solucan an-
te- do prazo marcado, porque essa diss riiie.io e-la es-,
l.ih decida pelo art. 295 nos tres caso especiaos qtre
nelle se conten; sendo qoe para obviar duvidas,que
alias mo prevalereriam, porque se nao pode enten-
der que os estatuios derogam o cdigo commercial,
cumpre declarar expresamente no dilo*arl. 2 que a
proroga^io depende de acto do governo ; que a dis-
solueai anlecipida siem lug.ir nos lesenos deler-
minados no citado arl. 295. ,
I'revaU^o-me da occasiao para renovar o meu
protestos de estima c cnnsidcraoao a V. Ex., a quem
Dos guarde../oe Thiimaz Sabuco de .traujo.
Sr. mi; l'edreira do Cotilo Perra:.
3.' ScccSn. Mini-lerio dos negocio da juslioa.
Rio de Janeiro om 31 de oulubro de 1851.
Jltm. e Eim.Sr. Em respo-la ao aviso de V.
Ex. de 25 de abril prximo pasadc, sobi o qual me
. remellen, para er decidido por este ministerio o.re-
. querimdnlo de Dalhon & C.,negocintc britnicos,
ves(ahelecidos na cidade da Babia, em o qual si- quei-
xam de Ibes 1er sido lomada smenle por seis mo-
zos a nanea prestada para que o hrigue hamhorgaei
llenrieh, de sna consignado podesse seguir para o
porto de Lagos, na Cusa d'A frica, sendo que fora
repellida com o (uudamcnlo da circular do tliesouro
publico nacional n. 37 de 29 de Janeiro de 1854, a
reclamaran por cites fcila, afim de ser dita fiani-a
ampliada ao prazo Triado pelo arl. 7 da lei n. 581
de i de setembro de 1850 : cumprc-mc cummnni-
rar a V. Ex. que S. M. o Imperador, nuvido o cou-
srlheiro procurador da coroa, e por soa imperial e
immediala tesolucao de -25 do crrenle mei, sobre
ron-tilla ila seccao de juslica do couselho de eslado;
bonve porbem indeferir o referidorei|tierimenl\n.io
su por que a llanca -de queMe trata, relaliva' ao va-
silbame, nao he regulada pelo citado arligo 7 da
lei de 1 de setembro de 1850, mas pelo arl. 33 do-de-
rrelo n. 708 de 14 de outabro de 1r>50, aviso de 22
de Janeiro de 1851,circolardo Ibesouro publico n. _37
de 29 de j'nneiro de 1851, como tambem porque, co-
mo inf jrrn i a lliesnuraria da Bdii i.lie esse prazo de
(i mezes, o que pela alfandega daquella provincia,
ein igataes circumslancias, se lem concedido aos bar-
cos despachados, sob nanea para a cosa occidental
d'Alrira-
Oiitrosim. para se evitar iguaes reclamar/ie, e
liear clabelecida urna regra no futuro, solicito V.
Ex. cfti addilarnenlu o declaracao do aviso de 21 de
Janeiro de 1851, que se digne expedir as neerssarias
o leos para que os prazos das ditas flanea sejum re-
gulados como sAo na alfanlega a cmsulado pelos
respectivos regulamcnlns os das let'r.n de reexporla-
to.
l'revalero-me da occasiao para renovar os meus
protestos de estima e consideracao V. Ex., a quem
Dcos guarde. Jote Thomaz Sabuco de Araujo.
Sr. viscoude de Paran.
3. .Vecfo. Minilerio dos negocios da jnstiea.
Rio de Jamuro, em 31 de ouliibro de 1851.
Illm. c Exiu. Sr.Fo.i presente* S. M. o Impera-
dor o oilicio do V. Ex., datado de 8" de fevereiro
prximo pastado, sob n. 4J", pedindo que |e decla-
re se compele ao presidente da provincia, on ao da
relaefl expedir o* titulo de nomeacao dos solicila-
dore ou reqeienles dos auditorios ; e bouve o
inesmo Augusto Suibor por bpfn, ouvido o cone-
lb"iro procurador da conia, e por sua immediala ro-
aoluco de 25 do correnternet, sobre consulla da
necean de juslica docoiisellio de estado, decidir que
a dita nuineacau compete exclusivamente aos pre-
sidentes da relaeoes cm lodos os amlinrios do res-
pectiva districlo, c somenleaosjmzes deprimeira|pns-
lancra nos lugares cm que nilo bouver solicitadores
provisionados pelos dilo presiilrrftea, sndo qoe cs-
-es empreaos, em razio do sua nalurera, n8o se po-
dem considerar vitalicios, mas devem ser privaills
por Ululo- temporarios ou sem lempo determiimlo.
Oeos guarde a V. Ex..Jote Thnnxnz Calmeo de
Arao. Sr. prc-idcnlc da provincia da Babia.
:t." /cc-iio. Ministerio do* negocios da ju-li._.i
Rio de Jadciro, em 3 do iinvcmbro de 1851.
Illm. e Exm. Sr.'leudo sido presente a S. M.
o Imperador|o ofH io do proaidenl? do Para, datado
de 20 de uovemhro de 1851, ao qual acompanliou
por copia, o do juiz Be diieilo do comarca rio Ama-
zonas, ora perlcntenle esa provincia, pedindo ser
esclarecido sobre a duvida, cm que se chava de
dever ou nao ser suspenso do seu emprego o func-
cionario publico que liver pceslado banca por cri-
ine coinmuin ; e sendo oavido a tal rcspeilo o ron-
selheiro procurador da rora.de c.niformi lade coro
o parecer de-Ir^nauda o mesura Abasia Senlior de-
clarar a V. Ex., que he locxpresso c absoluto o
S 2 do arl. 203 do rcmlaincnlo ,le M ,|c jall(,jr0 ,),
1H12, que nao adniilto dislinrcjo ahuma, sendo que
l>or couscquFiieia. be obvio que o fuurcionario pu-
blico do (fu.ilquer i-ondicao que seja, lita ip,n jure
inhibiilo ue exercer as funcfOes do eu erhpregn, lo-
so que pela pronuncia est indiciado em crime com-
mum, ou de respunsabilidade, ou se livre, sollo ou
prco. 0 que V. Ex. fara constar a quem convier
Deus guarde a V. Ex.Jote Thomt Sabuco de
Araujo.ir. presidente da provincia do Amazonas.
MINISTERIO HA MAHINHA.
DECRETO N. 1165, DE 25 DE OUTL'BRO DE 1854.
Manda ubsercar tarias disposirts relativa! ao
corpo de imperiaes marinheiro*.
llei por bem, na conformidade do 6o do arl. 4o
da lei n. 753 de 15 de julho de 1851, mandar que
se ob-ervem as senuiulcs dispoic*acs concernenlcs
ao corpo de imperiae marinbeiros.
Arl. I. As praras do corpo de imperiae mari-
nlieiifis que, ou lorem recruladas ou para elle pas-
sarem das comp inliias addidas do aprendizis, lerilo
direilo :
$ I." No fim de dez anuos de servico, alm do sol-
do correspondente s suas respectiva* elasses, a orna
gratificarlo isoal Ierra parle do mesmo sold.
i.' Mo lim de dezeseis amius de servico, a urna
ral ilicacao igual metade do sold.
3. 'leudo completado viole an'nos de servico, ii
reforma com o sold inleiro.correspondente classe
em que se aehareW
Arl. 2. Os imperiaesmarinbeiro* que assenlarem
praga voluntariamente, e nao. procedercm das com-
panbias de aprendize, smenle ser3o obrigados a
servir por lempo de sais anuos, se entraren} para o
corpo em alguma das praras de marinbeiro, ou a ob-
liverem dentro do primeiro anuo ; c por lempo de
dez annos, se enlrarem na praja de grumete, e nao
passarero a de marinheiro dentro do primeiro anno.
Continuando no servico, gozarAo das vanlagens
que cima se concedem aos recrutidos e aos apren-
diz.es marinbeiros.
Arl. 3. ll- voluntarios deque (rala o arligo an-
terior comerarao a vencer a gratificarlo da lerja par-
le do sold desde o dia em que declararen) que que-
rem continuar, leudo completado o seu lempo de ser-
vido; e a ratificaran da metade do sold logo que te-
nham feilo igual declaracao lindo o prazo de deze-
seis annos.
Esla deelaraees podem ser successivamenle re-
novadas ; nunca, porm, por lempo meuor de uin
auno. Aquello que a* n.io lizer pode continuar no
servico por lempo indeterminado, mas nao lera di-
reilo :\ qnalquer das -oliredilas cralilicac/ies.
Arl. 4. O imperial marinbeiro, dos compreben-
didos no arl. 1, que liver como lal servido por espa-
ro de (! annos, c com bum comporlamento, poder
obler at 4 annos de brenca para empregar-se a bor-
do de navios mercantes nacionaes. Esla liceuca s-
menle ser concedida por prazos ale um a dous
auno.
A presentando se o licenciado, c sendo julgado ca-
par, de lodo o servico, continuar na mesma classe
em que se achava ao lempo da liceuca, e entrar no
gozo das vanlagens que pelo presente decreto e ou-
Iras dispo-iees vigentes se concedem aos imperiaes
marinheirns. dcduzidu o lempo da inlerroprao.
Arl. 5." Scr> considerado desertor aquello que
se n3o apreseutar nn corpo, ou a alguma aiiloridade
do imperio, logo que linde o prazo da lirenea que na
conforniida le do arligo antecedente Ihe for conce-
dida.
Taes liceneassero concedidas pela secretaria do
Eslado, e resuladas por nslrucce* expedidas ao
commandanl? "eral do corpo, as capilania dos por-
lo, e a quem mais eonvier, brando as praras licen-
ciadas ricbaiio da visilancia especial das mesmas ca-
pitanas, e gara esse lim matriculadas como os pai-
sanos empresados na vida do mar.
Arl. G. O voluntario que se bouver separado do
corpo lindo o seu prazo de servico, poder ser read
millido, romo se fura licenciado, em qualqucr lem-
po, e na inesma tiara a que perlencia.uma vez que
soja julgado capaz de lodo o servico.
Serao preferidos aquellos que menos lempo bou-
verem eslado fura do corpo, e d'enlre eslesos que,ao
rcquercreiu baixa, declararem a nlem;3o de conti-
nuar no servido.
Nestcs alislamenlos se levara em conta o lempo de
servico anterior, e serSo feilosou pelo mesmo prazo
dos reentrado, ou por menor numero de annos,
vonlaric do rcadmitlido. Os primeiro- porm serao
preferivei* aos segundos, e nao eicluem a eonccsso
das licencas desque Irala o arl. 4o..
Arl. 7. As di-p >-irni>- do prsenle dcr.relo nao
s3o extensivas pracas acluaes do corpo de impe-
riae inariiiheiros que procederam do rccrulamenlo,
ou enlraram vulunlariamcnle na praca de grumete.
nem as das enmpanhas de aprcncrlz.es que lenhain
ido contraladas.
Podee.lo porm as dilas praras gozar das vanta-
g"iis que oll'crcce o mesmo decreto, urna vez que ta-
ran a declararn de quererem conlinuar a servir pe-
los prazos que nelle se cslabeiecem.
Arl. 8. Fiean revogados os arls. 29 e 39 do re-
gulamefilo que baiou com o decreto n. 411. A de
."i de juailao do 1851, c qnaesquer oulras diposicnes
em contraro.
Jos Mara da Silva Tarandos,* do mcu consclho,
ministro e serrelario do eslado dos negocio da ma-
finlia, o tenha assiin entendido e faca execular. Pa-
lacio do Rio de Janeiro, em 25 de uulubro de 18"iJ,
trigsimo lercero da independencia e do imperio.
Com a rubrica ric Sua Magcs'.ade o Irtipcrador.Jote
Mara da Silca Prannos.
DECRETON.1,466, DE25 DE OUTUBKO DE 1851.
Augmenta os toldados da marinhagem, e d oulrat
procidencias rejalicas a ettai pracas da armad".
Conviudo regular o lempo de servico das praras
da marinbagcm, e augmentar os seu veucmcnlus,
usando da aiilonsacao dada na i do arl. i. da lei
753 de I j do julho de 1854, hei por bem de-
n.
ere lar :
Arl. 1. 0< individuos que forcm contralado, ou
voluntariamente se alistaren) as elasses da raari-
nhagem da armada, percebero mensalmcnlc os se-
guimos sidos, sem prejuizo das mais vanlagens que
as usposiroes vigentes Ihes concedem :
I. O marinheiro* de classe superior, 203.
g 2." Os prime'iros marinbeiros, 18J.
9 3." Os segundos mariiibeiros, 15.
g 4. Os anmeles, IOS.
Arl. 2." Os rccrulados perceberao os sidos da la-
li-lla actual anncw ao aviso o. 3 de 8 de Janeiro de
1846 ; e bem assim o que bouvercm sido eonlrata-
dos aojes da promulgarlo >lo presente decrelo, sal-
vo se por scus conlralns lverem direilo a maiur
sold.
Arl. 3." As pracas d.i marnliagem teran direilo
Musa do servico militar nos prazos abaixo llxados :
- I." Ovuluiilnrio que enlrarem alguma das pra-
cas de inarinlieiro, ou para ella passar dentrodo
primeiro anuo, -rnenle ser obrigndo a servir seis
annos.
S 2." O volunlario que entrar na prara de gru-
mete, e nao passar do marinlieru dentro do pri-
meiro anuo, sera obrigaila a servir oilo anuos.
S !" Orecrulodu ser obriuado a servir, as by-
poibeses do g I, Oez anuos, e'nas do g 2", dozq
annos. *
Art. 4. Asprava que, leudo completado osen
lempo ile servico. quizcreiii nelle continuar, perca-
herao nina craliliiaejlo mensl igual quarla parle
do sordo correspondente a sua classe, sendo os rerru-
lado desde enlo considerados como voluntarios.
Arl. 5. Os prazos Diados no art. ;i noder.1o ser
preenebido rom mterruproes, mediante zniasdeli-
cenva ou rcsalvas passadas cm virlude de ordem da
secrclaria de Eslado.
'l'aes inlerruptOe* nOo poder Jo exceder de tres an-
no, e serao concedidas por prazos de um a dous
annru.
Neoliuma praca a poder obler antes de havor
servido metade do. lempo a que for nbrigada, nem
paraoulrn inister que nao seja o de marinbeiro cm,
navios mercantes nacionaes.
Arl. 6. A rl.vsiriracao dos alistados as praras
que Ihes competirem, e depois para o seo regular
accesso s diversas elasses de marinheiro, ser feil'a
medanle uiiiexame, a que se proceder na presenta
do commandante ou mime lalo do navio cliefe, e
de mais um ofticial, sendo examinadores o meslredb
navio e um nutro ofllcal de apilo.
Si-niellianieuienle se proceder a bordo dos navios
sollos, e dos que, perlencendo a nma eslarao ou Tor-
ca naval, se acharem em porlos onde nao esleja o
navio chefe.
Arl. 7." Os premios, prazos e mais cundirnos dos
molalo- de alislamcnlo para as elasses de marnlia-
gem serao marrados em avisos reglamentares na
conformidade das di-posieoe* legislativas.
Os nacionaes podem contratare do mesmo modo
que os eslrangeiros, mas nao se Ihes levar em conla
esse lempo de sen ico para a esrusa de qoe Irala o
arl. .1" se nao sujeilarem-se em seus contratos
condrocs prescriplas no mesmo artigo c no art. 5.
Todava nao pdenlo ser rccrulados dentro do anno
que decorrer da data em que receberem a guia de
desembarque, snlvp o caso de circumslancias extraor-
dinarias, dorante as quaes lira suspensa a dita isen-
S0o.
Art. 8. As disposires do prsenle decreto sAo ex-
tensivas s praras actuaes, levando-se-lhes em conla
o lempo que ja houverem servido ; tirando porm as
escusas a que am lenham direilo os recrulados de-
pendentes da entrada de novas pracas que os. subs-
tituan!.
.lose Mara da Silva l'aranlios, do meu consclho,
ministro e secretario de Eslado nos negocios da mi-
rinha, o tenha assm entendido e faca esfecutar. Pa-
lacio do Rio de Janeiro, em 25 de oulubro de 1854,
Irigesimn-lercero da independencia e do imperio.
Com a rubrica de Soa Mageslado c Imperador.
Jos Mura da Sitia l'aranluu.
AVISO DE 28 DE OUTUBKO. DE 1854.
D tustrarenes para execurSodo decreto n. 1,465
de 25 do dito mez, relativo ao corpo de imperiaes
marinheiros.
Rio de Janeiro,Ministerio dos negocios da ma-
rnha, 28"de outubro de 1854.Illm. e Eim. Sr..
Ilavendo S. M. o Imperador, por decreto n. 1,465
de 25 do cor rente, o usando da aulorsac3o contida
na lei n. 753 de 15 de julho prximo passado, con-
cedido novas vanlagens < praras do corpo de impe-
riaes marinheiros, c estahelecido novos prazos para
o seo alislamcnlo, transmuto V. Exc. a copia jun-
ta do referido 'decreto, para que V. Exc. Ihe d a
conveniente piihlicidade na armada, c o faro exe-
cular com zelo e fielmente na parle que lbc loca lati-
no cm vista as scguinles intruccocs :
1.' A classilirarAo do* alistados as primeras pra-
cas que Ibes competirem,e para o seu regular acces-
so nascompanbias he objerlo oe mula importancia,
c por sso.drve merecer especial attenrio ao qoartel
general, e ao commandaule geral do corpo.
as moslras mensaes, sempre Ihe offereca occasiao
e por lodos os meios ao seu alcance, devora V.Eic.
examinar t verificar se as classificardes tem sido fei-
las regularmente, com zelo e juslica.
Pata qne os exames de que Irala o arl 22 do regu-
lamcnlo de 5 de unlio de 184sejam feilos com oni-
fonni lado e eflicacia, cumpre que o commandante
do corpo redija e submetta approvac,3o desta se-
cretara de eslado s inslrucves porque se devoran
regular os ditos exames, precisando a sua materia e
prtica.
2.a O commandante do corpo e os commandante
dos navios farau explicar aos imperiaes marinheiros
acluaes aa vanlagens que Ibes otTerecem as novas
disposires, e mandarn lavrar Icrmo no livro res-
pectivo da declaracao daquetles que quizerem con-
tinuar no servido segundo os arls. 1, 3o e 6, do de-
creto, ou segundo os arls. 29 c 30 do regulamento
de 5 de junbo de.1851. Piaste ultimocasn dever-se-
ba observar o que foi determinado pelo aviso de 8
de agnslo dele anno.
Para isso deverSo ler bem prsenle que pelo regu-
lamenlo actual o* recrulados, lodosos que,entraran)
como aprcndiz.es marinheiros, c os voluntarios que
comevaram ua prava de grumete, silo obrigados a
servir 12 annos, c pela continuarlo do servico, con-
forme o mesmo regulamenlo (arls. 29 e 30,) lera s-
mente a vanlagem de urna gratificarlo da ler;a par-
le do sold depois des*e praz.o, ea de reforma com
melado do sold depois de 16 annos de servio.
Os commandaules dos navios Iransmiltiro cpias
do soliredilos termos ao commandante do corpo, que
os far lano_ar no livro compelcnlc, e dar dalles cn-
nhecuienlo i secretaria do eslado por intermedio do.
quartel senera,
3. Os recrulados que se acharem uas cumpanhas
de inlrncc,ao, o lodos os acluaes' aprendize* que
nao lenham sido contratados, estiip comprehendidos
na* disposires do novo decreto.
4. Os suidos dos imperiaes marinheiros sent os
inesmosque actualmente percebemuoservico do cor-
po ou embarcados.
5. Pe|a secretaria de estado se rommonicar s
capilanias dos porlos e s oulras autoridades a quem
conver as licenras que forero concedidas s pravas
do referido rorpo para se empregarem a bordo de
navios mercantes ou nacionaes.
O licenciado devera apresenlar-se sempre ao ca-
pi!3o do porto onde esliver o navio a cuja uariucao
perlcnei r. lano na entrada como na sabida.
?>o pnrlo em que nao bouver capilauia, o licencia-
do dever.i apresenUr-se aoempregado mais graduado
o que ah liver a repartirlo da marinha, ou pri-
meira autoridade de polica do districlo, e aquello
ou esla dar noticia circuraslancada secretaria de
estado da dila apresenlavo, por intermedio do pre-
sidente da provincia.
Os capilaes dos porlos abrirao as*cnln ejn livro es-
pecial dessa licenras, o nelle averbarao as apresen-
tardes dos licenciados, especificando a dala, o navio
em que se acharem emprrgario*. o destino dcslc e o
lempo cm que nelle lert)> de servir segundo os seus
ajuslcs.
De 6 cm 6 mezes,- e extraordinaria mente quan do
o julgiicm conveniente, as capilanias se communi-
car.o reciprocamente qualquer noticia ou desconli-
anca quo liverm a rcspeilo de cada orna dessas
prara.
Devcr a da corle avisar secretaria de e-I.rio,
sempre que baja suspelas de deserrao, ou de que o
licenciado so n:lo achaempregadona navegacao mer-
cante nacional.
Nao permilliran que aquclle cuja liceuca esleja a
a lindar einprehenda viagem que o mpossiblile do
apresenlar-se no lempo competente.
6." A prara que se adiar fura do imperio ao lem-
po cm que linde a sua lirenra dever.i apresenlar-se
ao cnsul do Brasil, ou vice-consul, onde o houver
o qual a far regressar o mais brevemente pos-
sivcl.
Scr-lhc-ha levantada a ola de desertor se justifi-
car o lempo que assim Icnha exeedido da lccura que
Ihe foi coocedida.
7." Ser cassada a lirenra de que tralam os nme-
ros antecedentes, quando o licenciado se nao empre-
ar na navegaran mercante nacional, ou se compor-
tar de modo repicher.sivel.soflrepdo alm dsso urna
pena correccional conforme os regulamenlos mili-
lares.
8. O voluntario que vollar para o corpo, queren-
do servir para gozar das vanlagens concedida no
arl. I. do decrelo, s poder interroroper de novo o
servico militar para empregar-se em navios mercan-
tes nacionaes, como permute a ultima parte do art.
6. depois ile (res ou mais anuos de servico a arbi-
trio do governo, que filar esle prazo segundo o
menor ou maior lempo que o referido individuo hou-
ver cstailo fura do corpo.
O que ludo se ha por muilo recommendado V.
Exc, deveudo outro -im alleuder escrupulosa
observancia do que prescrevem os arls. 20 e 68 do
regulamenlo sobre a insIruccAa primaria e religiosa
dos aprend/.es e imperiaes marinheiros.
Dos suaide V. Ea. Jos- Mara da Silca
l'aranhos.Sr. Miguel de Souza Mello c Alvim.
AVISO DE 28 DE OUTUBRO DE 1851.
D< iinlruocoes para a execucio do decreto n. 1,166
de 25 do dito mez, relativo s pracas da mari-
tthagem da armada.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da ma-
rinha.'em 28 de oulobro de 1851.Illm. e Eim.
Sr.Transmiti a V. Eic. copia do decrelo n. 1,466
de 2^3 do correle, pelo qual Sua Mageslade o Impe-
rador bouve por bem usando da aulorisavAo dada no
g 4, do rl. 4, da lei n. 753 de 15 de julho prximo
passado, augmenlai os vencimentas das pravas da
marnliagem da armada c regular o seu lempo de
servico.
Na execnco das sebredilas disposires imperiae,
as quaes V. Exc. Iransmiltir aos commandante* das
estacos navaes, e far que lenham a maior publici-
dade na armada, dever-se-ha observar as teguinles
inslruceos :
1. Na primeira classilicav3o dos alistados, ena sua
promorSo a qualquer das pravas de marinheiro, se-
gundo, primeiro ou marinheiro de classe superior,
se proceder com o maior escrpulo, e na confor-
midade do arl. 6 do decreto.
Osexames, emquanlo oulra colisa se n3o determi-
nar, versar,"in sobre lodos os misleres indicados nas
inslruci-oes que foram publicadas em ordem acral
do quarlel-general da marinha de 4 de marro de
1813.
Oa accessos dos alistados n3o tero Ingar sem or-
dem do commandante da estar3o, forra naval ou na-
vio sollo, e serao solicitados pela proprias pravas, ou
pelos nii-lres da narincue* a que perlencercm,
quando estes asjulguem sullicienlemeiilc habilita-
das. (
Lavrar-sc-ba termo no livro respectivo dos exa-
me* edas rlassilicices ou accessiis que cm virluile
dellesso dercm, sendo ludo participado rircumstan-
ciaiUmciile ao qortel general, que. mulo dever
liscalisar a exacta observancia do que cima be dis-
posto.
2. Os commandaules ilas cstavocs c navios sollos
participarn ao quarlel general no dia Io de Janeiro
quac as pravas que Icnbaiu ilc completar o sen lem-
po de serviru, dentro do anuo linanociro seuuinle,
especificando as circumslancias do cada urna riellas
e o seu romporlamenlo, para prover-se regularmen-
te ;'is respectivas subsliluiee*. Semelbantcmentc
prosjralerao a rcspeilo daspracns que receberem de-
pois daquella participaran, c se acharem no mesmo
caso.
3. Os conlraclados ou voluntarios lero guia de
desembarque logo que lindem seu lempo de servi-
ro; se o pedirem, independentemenle de ordem su-
perior, sendo para isso aulorisados oscoramandanle
dos navios. Estes podero outrosim cunlrlar de
novo as mesmas praras ou oulra, na conformidade
d* ili-po-iees em vigor, se for isso indispensavel e
urgente para o desempenho de suas commisses.
4. l'roreder-se-ha como no numero lercero a res-
pcilo das pravas nacionaes, qoe se lenham contra-
tado soh as mesmas condces dos eslrangeiros, salvo
se a ncccss'dade do servico exigir que se espace o
desembarque de lae pravas al que sejam suisli-
Inidas. '
Com a guia de desembarque se Ihes passar a
resalva de que Irala a ultima parte do arl. 7 do de-
crelo.
5. As mas de desembarque aos nacionaes volun-
tarais r recrulados que lenham servido os prazos
marcados no arl. 3o do decreto serao ri.'idas median-
te ordem da secretaria de estado, em vista das parti-
ciparles de quelrata o n. 2 da declararlo que os
commandante dos navios devoran exigir dessas pra-
ras com a necessaria antecedencia sobre quererem
ou n3o continuar no servio.
Os que quizerem conlinuar obrigando-se a servir
por lempo determinado, om anno pelo menos, per-
ceberao, alm do sold de voluntario cnrrespondenlc
sua classe, urna gralificar3o isual quarla parle
do mesmo sold, na conformidade dos arls. 1 e 4 do
decrelo.
6. Observar-e-ha a respeilo das pracas da mar-
nliagem, que forem licenciadas, na conformidade
do arl. 5." do decrelo,o que se acha disposlo no avi-
so ricta mesma dala relativamente s licencas, dos
imperiaes marinheiros.
7. O quarlel general exigir relaves circumslan-
ciadas das praras actuaes da marinbagcm que live-
rm completado os prazos de servieo marcados no
arl. 3 do decrelo, e nao quizerem conlinuar. E
las relavoes serao Iransmittidas secretaria de esla-
do para providenciar-se sobre a escusa das dila* pni*
ra* como mais eonvier. O que ludo communico a
V. Exc. para sua inteligencia c prompta execurao,
deveudo por esta orcasiao reiterar as" ordens relati-
vas ao hom Iralamenlo das guarniees, c sua criu-
cac3o moral e reliciosa. Dos guarde a V. Exc.
Jos Maria da Silca Paranlios. Sr. Miguel de
Souza Mello c Alvim.
AVISO DE 6 DE NOVEMBRO DE 1851.
Determina como dte ser feita a elassifteacao dos
aspirantes para o acceso a guardas marinhas.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocici da ma-
rinha, em 6 de novembrode 1851.Sua Mageslade
o Imperador, querendo que na promorjio do aspi-
rantes a guardas marinhas se observen os princi-
pios estahelccidos acerca da antiguidaile e arcesso
dosofficiacs da armada, altendendo-sc laoihem ao
mercrimenlo, e n3o somente auliguidadc. e sendo
esla computada conforme a sua imperial resoluco
de consulta de 20 de julho de 1819, bouve por bem
ordenar o sesuinte :
- Os aspirantes que liveroni completado o curso a-
cademiro serao ebanificado* pela conregaco da
academia da marinha, segundo a sua auliguidadc,
aplid.io e comportamenlo.
O respectivo commandante os prnpori na ordem
dessa clas-ilicaco para o accesso a guardas mari-
nhas.
N3o se levar cm conla na anliauidadc acadmica
sen3o o lempo de esludo com aprovoilamenlo ; e pa-
ra a apreriavao do mrito regalarlo a* approvares
nas aulas primarias e secundaras, as informarnos
do roimnaiiriunle, dos lentes e dos mestres.
A classifirae.lo sera decidida pela mainria dos, vo-
tos dos inembrns prsenlos da congregar,*.
1) que communico a V. S. para sua inlellisencia
c ciecurao. Deus guarde' a V. S.Jle Maria da
Silta l'aranhos.Sr. Jilo llenriques de Carvalho
c Mello.
Direccao dos consulados o necocio* commerciaes.
Pars, em 7 de agoslo de 1854.Sr. ministro.Se-
gundo os arls. 8 e 9 do regulamenlo geral relativo
eiposifo universal de 1855, a di espacos reservados para os expositores nao devia ser
fixada pela commis3o imperial sena> depois que
ella livesse recebido das commisscs eslraugeiras e
departamenlaes as inriic aco* necessaria.
Todava ahumas commisscs eslraiy,cras, tenien-
do que a estricta observancia daquelles* arlisos nao
eausasse urna demora prejudicial ao sucres-u do seu
concorso, mauifestaram o desojo de eonhecer de
anlcmao a exlensau do esparo que a commissao im-
perial se propunha conceder respectivas nacoe-.
A comniissao imperial deu-se pres-a em arolher
estas observare, e lem em conseqnencia feilo desde
j a distribuirn coral do local destinado a expnsi-
Vao universal. Nesla divnuo o esparo reservado pa-
ra os expositores brasilciros foi luado em cem me-
tros quadrado*. Este espac,o foi calculado pelo que
os productos do Brasil oceuparam na e vpn-iran de
Londres ; e se ha alguma diffcrcnva he para ma i -.
Apresso-me, Sr. mini-lro, a dar-vos communica-
V3o desta disposrao.
Recebei a seguranca da alia consideraran com qoe
lenho a honra de ser, Sr. ministro, vos*o humilissi-
mo c mu obediente servo.Drouyn de Lhut/s.
Sr. cavnlleiro Marques Lisboa, enviado extraordina-
rio e ministro plenipotenciario do Brasil cm Par.
MINISTERIO SOS NEGOCIOS
ESTBANGEIBOS.
EXPOSICAO UNIVERSAL DE 1855.
Despacho do governo francez sobre a erposiriio
universal de Pars.
N. 1.Ministerio dos negocios eslrangeiro--.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da |4 de novembro-
tlllirio.Ao commandante do presidio de Fer-
nando. Respondo ao oilicio que V;nc. me dirigi
em 15 de oulubro ultimo, declarando que nesla
dala, e de conformidade com as nfnrmac'e* do
inspector da Ibesouraria de fazenda e do 1." cirur-
giaoencarregado do hospital regimenlal, constantes
das copias junta? sob n. 1 e 2, exped ordem ao
conselho administrativo, afim de comprar c remel-
le! para esse presidio os medicamentos e mais ob-
jeclos mencionados tambem por copia inclusa sob
n. 3. Por esla occasiao recommendo i Vmc. que,
nos termos da circular constante da copia n. 4, re-
mella monsalmente o* esclarecroenlos que forem
precisos, para que a Ibesouraria de fazenda tenha
.ciencia nao s do numero de pessoas que forcm
tratadas na enfermara des-e presidio, mas tamhcm
dos medicamentos consumidos com cada uina del-
tas.'OIBeiou-sc neslesentido ao presidente do con-
selho administrativo e ao inspector da Ibesouraria
de fazenda.
.-15-
Officio.Ao coronel commamlanlo das armas,
remetiendo por copia o aviso da repartalo da guer-
ra de 23 de outubro ultimo, o o requerimento a que
elle se refere do padre Jos lernandes de Bulhcs,
afim ile que de execucao ao citado av*o na parle
que Ihe locar.
Dilo.Ao presidente do <*onsellio administrativo,
liara promover a compra dos gneros mencionados
na relaeao que remelle,' com eiclusSo, porm, dos
qualroceutns alqueires de familia de mandioca, e
de :! das harneas de fariuha de trigo compreheiidi-
das cmdila relaeao.Communicou-se Ibesouraria
de fa/cn l i.
Dilo.Ao director do arsenal de uerra. autori-
sando-o a forneccr aos balalhes 4." de arlilharia
a p, e 2. de infantina de conformidade com o
danoslo no aviso que remelle por copia, expedido
pela reparlivao da guerra, as pegas de fardamenlo
de que tralam os commandaules dos dilos balalhes
nos uin -os que larubem remelle.,_
16
Oilicio.Ao Exm. commandante superior da guar-
da nacional do municipio do Recite, iransmllindo
por copia o aviso da reparlie.m da justica de 12 de
outubro ultimo, determinando que as juntas de
saude da suarda nacional desla provincia, nos Cla-
mes a que procederem para Verificar a* molestia
que os ofliciaen da mesma guarda nacional allegara
para obterem reforma ou passagem para a reserva,
derlarein ; se a molestia impossiblila o ofticial de
lodo e qualquer sen ico ou smenle do activo; se
he incuravel, o neste caso quaes as razes em que
se fundan!.No-te sentido ofliciou-se aos domis
commaudanles superiores.
Dito.Ao mesmo, devolvendo o requerimento
de Candido Autran da Malla e Albuquerquf Jnior,
afim de que expeca suas ordens no sentido de ser
o su p plica ule dispensado do serxco da guarda na-
cional, visto eslar elle comprehenriido nas disposi-
coos do 5 3., arl. 14 da lei n. 602 de 19 de setem-
bro de 1850.Igual acerca de Eorlunalo Rapbael
dos Santos.
Dito.Ao inspector da Ibesouraria de fazenda,
iiiieiraiidu-o de liaver concedido 30 dias de liccoca.
com veucimenlos, ao desembargadur do tribunal da
relarao desle districlo Caclano Jos da Silva San-
tiago, para tratar de sua saude.Communicou-se
ao Exm. presidente da merma relarao.
Dito.Ao mesmo, para que visla da nota que
remelle, mande abrir naquclla Ibesouraria os assen-
lamenlos de prava dos cinco tambores que e contra-
taran! para servir no 1. balalhao ric infanlara da
suarda nacional desle municipio, providenciando
ao mesmo lempo, para que sejam os referido* tam-
bores pagos dos seus vencimenlos.Ieual acerca
de Isaas Baplisla Fernandos c Francisco do Nasci-
menlo, que se contrataran! para servir, o 1.", romo
cornola-mr, c o 2.", como corneta no 6. balalhao
de infanlara, e communicou-se ao respectivo com-
mandaule superior.
Dilo.Ao mesmo, remetiendo para os convenien-
tes eiames, copias das acias do consellio adminis-
trativo para fornecimento do arsenal de guerra, data-
das de 6 e 10 do mrenle.
Dilo.Ao mesmo, para mandar pagar ao Dr.
Francisco nnralve- de Moraes. 2. eirorgilo do
corpo de saude do escrrilo, a quanlia de 325210,
que foi por elle dispendida quando por ordem da
presidencia sabio cm comipisaao para a comarca do
Limoeiro.Commnnicou-sc ao coronel commandan-
te das armas.
Dito.Ao inspcrlor do arsenal de marinha, di-
zendo que pode fazer seguir amrnhia para o pre-
sidio de Fernando o patacho Pirapama, depois de
eslarem a bordo os sentenciado* que tcciu de ser
enviados para all.Fizcram-se as uceessarias cmii-
luuniraroes a respeilo.
Dilo.Ao mesmo, rccommeiiilai*fdo que ronlralc
com o incslre de algumas das onibarcaccs que se-
uirein para Alasoa, a conduc.cao de varios sr-
i in- de fardamenlo c de raobilia pertenecidos o
S. balalhao de infanlara, fleandn cerlo de que se
oflirinu ao dircelor do arsenal ric guerra, para n.io
so remetler a Smc. urna nota de lacs arligos,
mas lamhcn entrego loo pe*soa quo para i*so
se mostrar habilitada.Fcz-se o oilicio de que se
traa.
Dilo.Ao director das obras publicas, iuleir.ni-
do-o do haver expedido ordem a Ibesouraria pro-
vincial, para que cm presenva do competente rerli-
licario, pague ao arrematante dos conecrlosda radeia
da villa de liarauhuns, a importancia da I. presta-
rlo a que elle lem direilo.
Dilo.Ao inspector da Ibesouraria provincial,
para mandar adiantar ao Ihrsoureiro pagador das
obras publicas a quanlia de 4:500ol)O, para paga-
mento nao s da mi tena que chegon para a ponte
provisoria do Recife, mas tambem de urna porr.lo
de pedra destinada ao ealramcnto das ras desta
cidade; sendo 0(105000
o resto pela da poni pro>isoria.-rCom"municou-M31
ao rcsperlivo director.
Portara.Ao agente da rompanhia da barcas
de vapor, para mandar dar passagem por conla do
governo para a Haba no primeiro vapor que passar
para o sul a Jo Pereira da Silva, que leve baixa
do servico do exercito.
Dila.Ao mesmo, recommendando que mande
dar paagem para o Para no primeiro vapor que
se espera do sul ao Dr. Aflonso Arlhur de Almeida
e Albuquerque, no caso do existir vago algum lugar
para passageiro de eslado.
GOMMANDO DAS ARMAS
Quartel do coaaauaado das armas da Pernam-
buco, na cidade do Recile, can 18 de novem-
bro de 1864.
ORDEM DO DIA N. 172.
O coronel commandaule das armas interino, de-
clara para os luis convenientes, que boje contrado
novo en.ijameiiin no* termos do regulamenlo de 14
de detembro de 1852 e decrelo n. 1,401 de 10 de
junbo do correle anuo, preceb.ndo inspeccao de
saude, o soldado da 5" companbia do balalbao 9
de infanlara Fr.ncisco Antonio de Queiroz, o qual
servir por mais 6 annos perrehendo alm dos ven-
eimenio* que por lei Ihe competirem o premio de
1 (Ufo rs., pavos na conformidade do arl. 3 do citado
decrelo. e lindo o engajamento urna dala de Ierras
de 22,500 bracas quariradas.
No raso que deserte perder nem s as vanlagens
do premio, como aquellas a que liver direilo, sera
lirio como recrulado, c no lempo do engajamcnlo se
descontara o de pnsao cm virtude de -enlenea aver-
hanrio->e este ilesconlo, e a peda dasvantsgens no
respectivo litulo, como est cm lei determinarlo.
Assignadn.Manoel Muniz Tararee.
Conforme.Candido Leal Ferrelra, ajudanle de
ordens encarroado do detalhe.
EXTERIOR.
CARTA DO SR. DUQUE DE SALDANHA.
Sr. Redactor. Roso a Vmc. o obsequio de pu-
blicar no seu peridico a declararlo que inclusa re-
mello. De Vmc' etc.Duque de Saldanha.
Cintra 15" de oulubro de 1854.
Um faci de alia importancia tem sido apresenla-
do ao publico pela imprensa peridica da opposicjlo,
e aproveilado por urna parle delta, para me riescon-
ceiluar como ciiladao ecomo chele da ariministrae.lo
poltica a que presido, fazendo urna arsuieao forma'
contra a minha honra, tentando por em duvida o
meu carcter e principios civis e religiosos, nunca
desmentidos na minha longa farreira poltica e do-
mestica.
Eu sera por cerlo indigno de opiniao faveravel,
queme prezo de merecer aos meu* enne,laaos, se
lossc verdadeiro o pjoccdimenlo, que se me allri-
buc.
liliqueen! lodo o decurso da minha carreira pu-
blica ilefcnrii sempre a libcrdadc da imprensa, 4
puaiiei pela sua suslenlaco.quc expressamcnle Ihe
abr o mais largo estadio com o movimento regene-
rador, nao quizera, anda apoiado na lei, intentar
proccdimenlo algum contra ella. Do sohejo o lenho
demonstrado sofTreiido as continuase infundadas in-
sinuaves da imprensa da opposieao, que me leem
sido dirigidas e adminislrarao a que presido. Ile-
silara ainda boje cm faze-lo ; mas atacado e ofTen-
dido na nica propriedade qoe possno a minha
honra e carcter individual nao posso deiiar de
chamar aos Iribuuaes a imprensa que assim meag-
gride.
Sem aguardar, porem, o resollado do jolgamento
legal, appello para a opioiao publica, sempre juslo,
quando julga desprevenido ; e aesposirao franca que
vou fazer, palenlear a injusiira c calumnia com
que sou atacado ii'um poni tan melindroso, como
he a minha honra e posieo como chefe de familia.
Sendo-me proposla por pessoas da familia da Exm.*
Sr.a I). Antonia Adelaidc Ferrrira a conveniencia
do casamento de meu lillio, o ronde de Saldanha,
coma filhn d'aquella senhora, eslimei em muilo ver
proporcionada a occasiao de fazer a meu filho um ca-
saiucnto vanlajoso ; bem cerlo de que se a senhora
Ferrcra possua urna hiilluinle fortuna, mcu filho
I i nlia cm compensacao um nome, urna posirao, e
mais que ludo virtudes rivicas o moraes iudsputa-
veis. Niuguem de cerlo diiar.i de respcilar a pure-
za de iiitenves de um pai, que procura o bem eslar
futuro de um filbo, que mullo Ihe merece.
Nao pudendo intervir de um modo directo nesle
nesocio, puramente familiar, cncarreguci delle pes-
soas de dslincvo, que se me offerereram para o
tratar ; c live a sajjsfavo de saber que esle casamen-
to era aaradavel a loria a familia da senhora Ferrei-
ra ; que mesmo urna parle deHa se empenbava na
sua realisavao, e que o nico obstculo que aquella
senhora ndicava era a pouca idado de sua filha,
querendo que se aguardasse una maior idade.
Achando-se o negocio nesle eslado, recebi no dia
22 de agoslo urna carta do Sr. Jos Paulino de S
Carneiro, incluindo orna outra a este dirigida da Re-
goa pelo Sr. Pacheco, na qual esle Sr. dizia: no-
va enlidade se aprsenla a tratar do negocio, e re-
ceio que lancen! alguma nodoa nas venerandas caas
do honrado duque de Saldanha.
A lili lo com esta noticia escrevi nn mesmo dia 22
ao meu masantigo amigo e cantarada, ao mcu ami-
go de 49 annos, que cm torio este periodo sempre
me lem dado provas da mais verdarieira amisade, e
cuja honra, probiriaric e independencia todo reco-
nhecem, o general Ferreira, cnviando-lhe a caria
do Sr. Pacheco, dizendo que tu eslava na maior an-
ciedade, c pedindo-lhc aue evilasse que se fizesse
cousa de que me pudesse resultar o menor desaire ;
e logo com dala de 2.5 recebi resposla as*everando-
me o general Ferreira. que linha fallado com a pos-
son qoe mais especialmente eslava halando daqucl-
Ic neaocio, e linda della recebido a seguranca de
que nada se faria. que podesse manrhar a minha
honra; esla resposla Iranquillsou-me.Seeu doseja-
va procurar para meu lilbo urna uniao vanlajosa,
nflo quera por certo compri-ia a troco da sua posivao
como cavatleiro. Essa minha caria existe, c foi vis-
ta no Porto por cavalleros superiores a toda a sus-
peita, Mogo no da mmcriialo, ou no mesmo dia
cm que o Peridico jlos Pobres aprcsenlou ao publi-
co a sua calumniosa aecusaeao. Diversos jornacs
daquella cidade della deram teslemunho ; mas os
meus detractores leem ricprezaitoalisolulamcnte es-
sa prova irrefraaavel da minha honra !
Apenas a inipreiisa deu como succedido o fado de
quo me quiz tornar cmplice, sem mesmo azuardar
nutra informarlo, c s para o fin de Irauquillisar a
senhora Ferreira, c dar-lhe teslemunho das raiohaM
inlenres, escrevi immedialamente < mesma senhora
prnlestando-lhe denqixo de minha palavra de honra
qiieiilisoiijeanrio-meacoiutcinliranra do algn* de se-
us prenles, tinha sinceramente desojado o casamen-
to de sua lilha rom u conde de Saldanha, porque co-
lillero as realidades do mcu hom filho, o que eslava
convencido que ellas c o boniexcmplo que lem tirio
ria perfeila uniao e harmona de seus pas, nao la rao
a infido idade da senhora com quem se una, ou da
familia a qu ella pcrlenea ; asseverando-lbe porem
que nunca desejei ncm consentira que o casamento
e verficasse com a menor violencia, e por isso Ihe
dei larava positivamente que n3o linha sabido nem
jamis dara o meu consenlmenlo a qualquer passo
Icriente a forvar aquelle enlace ; e concluia dizendo-
Ihc que era pa, e como lal faza justica aossenlimen-
los maternacs de S. Exc, e esperava que ella faria
da domestica bem cunbciida da todos. Mas os
meus inimigos j havam prevenido a senhora Fer-
reira inculiiido-lhe imaginarios terrores, a ponto de
a tornarem incommiinirayel, fazendo coro que a mi-
nha orla nunca Ihe podesse ser enlregoe. nao obs-
lanle. liaver-1 he sido dirigida por inlervenrao de pes-
soa da sua confianca. Esta minha derlararao for-
mal poderia (ranilornar os plano* de meus inimigos,
c por isso evitaran que ella chegasse ao seo deslinti;
mas a senhora Ferreira j boje lera recebido no es-
lrangeiro, por man segara, a egunda va desla mi-
nha caria, c ter-se-ha certificado de quanlo era ima-
ginaria essa perseguirlo promovida pela familia Sal-
danha. de que tanto sem razise queixa.
A prova do qoe lenho aflirmado enslem em meu
poder, e os Irbnnae della farao justica.
Nao he a primeira vez que se me oflerece o cou-
Iralar o casamento de meu filho com urna riqu-
sima herrieira, e quando apparecer esta questao nos
Iribunaes, poderei provar o cavalherismn, dignidade
e independencia com que me lenho condozfoo cm
taes circumslancias.
Lmenlo que os meus adversarios eonsegui-sem.
por suas marhinaees, apoderar-se de animo di se-
nhora Ferreira al ao poni de a levarem a assi-
nar contra mim. ea minha familia, um libello fa-
moso, haseadn. em rierlamaces, que aquella senho-
ra por rerlo nao ilicin, e na afirmacao positiva do
fados, sem oulra prova mais que a assercao desses
homeiis despeitados contra mim.
A senhora Ferreira diz ter sido conairaugida a
abandonar a patria para mbslrahir-ie a persegu-
[So da familia Saldanha !
Mas onde esiao os fados qoe possam justificar ama
13o gratuita injuria, assim lineada no publico con-
tra urna familia ? Um dia a senhora1 Ferreira
vira a eonhecer a iujosliva que me fez, e s minha
familia, e que quem a conslrangeu a retirar-so de
Portucal foi o despeito e o odio do* meas inimigos.
que procuramsubjagar-lhe o espirito com imagina-
rios terrores para a tornarem instrumento de suas
paixes polticas: pensando alcancarem urna pre-
ponderancia que lem, por ventora, sido inntilisada,
nao com mjooe ferro mas pelo bom juizo do povo
porluguez, c pelo procedimenlo de uro governo, ao
qual cslou convencido que no s grande makiria
da narao irfas a Europa toda fez jostira. lie rateo
modo de evitar a reapparirio de urna poca qne fe-
lizmente passou, e a qual de certo a declararlo se
refere, mostrando que ardenleroeute se desoja.
Foi a-siin que levaram a senhora Ferreira a af-
firmar que meu filho Ihe dirigir ameacas por in-
termedio de seus agentes As pessoas que conde-
cen! o carcter e qualidades do conde de Saldanha
por certo Ihe faiao a justiva de negaj crdito a urna
lo cauniinosa inipulacao. Se aqiielles que para
scus luis (ornaram a senhora Ferreira iiicoir.muni-
cavcl nao liveisem obstado a que o conde da Salda-
nha com' ella je avistaste, essa senhora teria occasiao
ric reconhecer que'hornero qoe sem acoropanha-
mento de pessoa alguma a procurava, para dar um
desmentido ao que a calumnia contra elle linha in-
ventado, nao era de cerlo rapaz de dirigir aniea-
eas a urna senhora. bem pode o conde de Sal-
danha invocar em seu abono o acolhimenlocom que
o recebcua mi da senhora Ferreira.
Esles factos assim desfigurados pelos meas inimi-
gos polticos acharam ecuo na imprensa peridica, o
se alguns jornaesda opposieao, pondo de parle a
poltica me fizeram juj/ica defeudendo-me de (ao
injquas aeeusaee*. se outro esperaram pela exis-
tencia das provas para se pronunciarem ; fizeram
oulros da questao um ni.iucjo poltico, e lanraram
sobre mim injurias alrozes.
A imprensa porm que assim ma iggride, com as
colnmnias da sua lavra, ludo lem despiezado ; nao
lem querido ver cm mim um cidado com dreito a
sua honra, que tem conservado illesa at ao ultimo
quarlel de ama vida gasta em servico da patria. S
(em querido ver o presidente rio conselho, ohotuein
publico, e na cegueira d'cssa opposieao sx -.temtica
tem-me negado o que a imparciildade nao recusa-
ra em relaeao a qualquer individuo da sociedade !
For ultimo proleslarei que Ije absolutamente ca-
lumniosa a accusavAo que se me fez de ter dado
carta branca em qualquer senlido. e para' um fim
qualquer qoe seja : e empraos os meus inimigos para
que, ou venliajii provar em presenva dos Iribunaes.
ou aceitero perante a opn.lo publica os tristes ef-
feilos da sua immoralidade.
Em quanlo os tribnnaes nao pronunciara sobra
as infames accusavOes com que sou atrozmente a-
gredido, declaro, drbaixo de minha palavra de
honra, e do modo mais solemne porque posto lor-
nar-rae responsavel, que sao falsas e eolnmnto*** to-
das as imputivOes que por tal motivo mo* leem sido
dirigidas.
Cintra, 13 de oulubro de 1854.
Duque de Saldanha.
( Imprenta e Lei. )
INTERIOR.
lambem justica aos meus. e verdade da minha ll-
nela verba rabaineiilo eidararira, coi .bono Ja qual dpre-entax.. a mil
RIO DE JANEIRO
5 de DOTtmbro,
Por decretos de 30 de oulubro ultimo:
Foi concedida ao desembargadur Manoel Macha-
do IS unes,a demissao qle pedio do cargo de fiscal do
tribunal do commercio da eapilal do imperio, e no-
meado para o referido cargo o desembarsador Joau
Lopes da Silva ('.mito.
Foi recouriuzi Je a baobarel Sebastian Jos da Sil-
va Brnga no lugar de juiz de orplios do termo da
capital da provincia do Moranbao.
ro promovido ao posto de coronel commandante
superior da narria nacional do municipio de Ma-
raoipc, da provincia da vahia, o leneule coronel
commanilanle do balalhao n. 38 da mesraa provin-
cia. Francisco de Olivcira (luedes.
Foi nomeado teneute-rorouel commandante do ler-
cero balalbao de infanlara da guarda nacional do
municipio do Cabo da proviucia de Peruambuco.
Manoel Cimillo Pires.
"
Temos fallas de Montevideo al 21 do mez pas-
sado.
For decreto de 16 ordenou o governo que no ul-
timo domingo do mez de uovemhro Ponente, se pro-
ceriesseem toda a repblica i eh-eao de senadores
e de deputados, sendo estes em numero de 30 e a-
quelles de 12.
Na mesma dala expedio o governo a seguiule cir-
cular aos diefes polticos dos departamento* :
MINISTERIO DO (OYERNO,
' Circular.
a Montevideo, 16 de oulubro de 1854.
b O codiso poltico da repblica concede aosci-
dadii* deil.idibiidade absoluta nos comicios pubh-
cns. Essa lberdarie, aue dn indispensavel para que
n- irieilo- sejam a verdadeira expressao da vontsde
dos povo que bao de representar, quer o governo
que soja boje urna realidadc.
i. Em consequencia recomroenda a V. S. que far
cni que nas prximas eleives do representantes e
de senadores as autoridades do departamento se con-
serven! simpMrcs espectadoras da lula elciloral, sem
lomaren! mais ingerencia nellas do que a de mantee
a ordem, mpedindo que se ltenle contra as mesas
en.-aii r.ida* de recelier osAastns, as quaes todos lera
o dever ile respcilar.
Dos guarde a V. S. muilo annos.
Enrique Marlinet.
Ao chefe poltico do depailamento de.,..n
De Bucnos-Avres alranram as dalas a 18 passado. Conlinuava a fatlar-scem ama invasao cn-
Ireriana, o chegra mesmo a assegurar-se que o co-
ronel Olmos* tinha entrado j* na provincia. Verifi-
cou-se porm que cosa noticia era destituida de fun-
damento.
Das provincias do interior nada ha de interesse.
O general Alvarez reeusou aceitar o cargo de gover-
nailor de Sallo para qu havia do eleilo, e ronltnua-
r:i a cincer o Iii-.t de rmiiislrn la eirorfa il ron.
leuerosjao*
s.


DIARIO E PERHAR1BUCQ SEGUNDA FEIRA 20* D NOVEMBRO til 1851
De Valparaso temos milicias ale 30 rie agosto. Na-
da oroflrrcr.i ilo importancia na repblica cliilcun.
No I'en'i arad i nao lindara vintln ,is raaos as fon;;
ilo governo o as dos sublevados, mas duia-se qtie os-
la. nmro.sav.mi, e que aquellas eslavam desmorali-
sadas.
9 -
Annuncamos |no Jornal do CoiumeiriO de 21 do
pausado que o governo se oceupava seriamente du
asseie da ciriaue, eque brevemente.dara principio
a un irahallio tjo allamunle reclamado por loda a
popularao,
tengamos di; poder accresrenlar agora qne este
-"tvico omecara hoje por parto da polica, soba
directo mmediala rio Sr. Joao 1 liorna Cotlho,
Horneado administrador da liinboza publica.
Por nina postura nnliga da cmara municipal sao
odrigadores moradores a vsrrcr lodasas maniatas as
siias testadas aleo meio da ra. A rigorosa execu-
580 1.--I. |iosliira he utna necessidade indeclinnvc!
c um servico fcil, ao qual por cerlo nincuem se
negara.
Varridas as testadas, os trabajadores da polica
amonloarao o lixo das ras e virio recehc-lo as
carracas da limpeza para o transportaran aos bale-
li.es que se achuran amarrados as pomas do oei da
lni|ieralrit. do Sacco da l'rainha e do largo do Paco.
E-sea buleloes depois de carrejados serio rebocados
por nm vapor para a ilha do overnador, e all dc-
posilarflo o lixo.
A passagem das carrosas ser annundaila por
nina campa. Alm do lixo das ras recbenlo as
inmundicias das casas, menos materias recaes.
A trela que lo louvavelincnlc cmprcbriirie o
governo lie dilicil, c encontrara talvez na ortica
alguns obstculos. A inlclligcncia, a actividade
e a constancia Carao desapparecer porm todas as
dilliculdades, o cnnliamos que para venc-las acha-
ra o governo cm lodos os habitantes a mais zelosu
cooperarlo.
Nao he possivel que a primeira ridade da Amc-
riradn Sul continu aapresenlar o vergonhoso as-
pecto de urna alfurja, uem que os seos habitantes
queiram ter a rada canto um foco de infecro.
O governo loma a iniciativa neste srande melho-
ramenlo. Ajuilerno-lo lodos, porque sumos todos
directamente iulrressdus rio bom resullado das
medidas hygienicasquc vo ser postas em execueao.
10
O Sr. chefe de divisao Joaquim Marques Lisboa,
que exercia as fum-ces de capitao do porlo. Coi no-
iin ailo inspector do arsenal de marinha da corle.
O Sr. chcCe de divisao Joaquim Jos Ignacio, que
occapava o lagar de inspector, passou para a capita-
na do porto.
O paquete a vapor Imperador, entrado hontem
dos portos do sul, traz dalas de Porto Alegre e do
Kio Grande at o primeiro do correte, e de Santa
Camarina at i. Coulinuava a reinar a mais perlei-
la trauquilldadc em ambas as provincias.
A asseinlila provincial de San Pedro do Sul foi
aberta no da 2 do passadu, e nomeoii para seu pro-
sidenle ao l)r. Joao Dias de Castro, .
As discusses, com urna s exceptu, tinham ver-
sado sobre os mellioramcutos maleriaes da provincia,
oslando ja approvado, entre oulros, o prnjecto que
autorisa o governo piovincial a gastar al a quanlia
de 25 cont-, para de accordo com o governo impe-
rial loruar navegavel por barcos de vapor o rio Vac-
cacahv. Esses trabalhos dardo provincia urna com-
municacjn fluvial de 120 leguas de extensao, desde a
capital at a villa de Su Gabriel, no centro da pro-
vincia.
O Mercantil'do Porlo Alecre d.i cotila do segun-
le horroroso filhicidio:
Urna parda perlenccnte a am lenente-coroncl
morador na Aldea, municipio desta cidade.fugio da
casa de sen senhnr, levando comsige qualro iilhos,
um de 14 annos, outro de 3. un de 3, e mais um an-
da de peito. A esle o suQocpu ella dandO-llie de
mamar; osoutrosdous mais pequeos submergio-n*
de cabera n*um arroio. e ahi os afogou; e ao de 11
anuos tentn degola-lo quando dorma, mas, accor-
daudo elle p le salvar-sc com urna srande ferida na
farsanta. Essa m,li feroz fot perseguida e presa ;
quando urna escolla a condola para est cidade ali-
rnu-se de urna ponte que (inliam de passar ao arroio.
Suppozeram-a afogada, mas salvando-sc veio ella
inesraa entregar-se a prisao.
l.-se 110 mesino peridico:
Um laborioso cslrangeiro, eslahclccido na pro-
vincia, por nnnie Angelo Cassapi, de nac.u italiana,
mandou construir sita cusa um pequeo appare-
Iho para extrahiro gaz de c.arvo. Com o mineral li-
rado de diversas localidades da provincia, e particn-
larmcnleda mina do llcrval. consigui urna luz que,
segundo asseveram peanas competentes, so nao igua-
la, se jipproxima muilo que na capital do imperio
se ohtcni do carv.lo iuglez. Illuminnu com essa lar,
por meio de li .-oros eiicaiiameiitos, todas as buhila-
resda sua casa e a frente della com dous lampeos
para isso disposlos. Estas experiencias, s quaes as-
sisiiram multas pessoas nolaveis, nos mostraram que
o mineral da provincia nos prometi em breves an-
uos possuJr um molhoramento que anda agora come
r.i a gozar a opulenta capital do aWaiil.
No Diario do /lio Grande de .11 do panado cn-
conlramos a egainle noticia :
( Suicidou-se hontem as 7 horas da manhaa, com
um tiro de pistola disparado na bocea, o caixeiro du
Sr. Francisco Manocl llarhosa, de nome Joaqun)
Ferreira da Silva Maia, naluraU Avieso cm Portugal, idade l( anuos.
Parece que, nao podendo dar conla de certa
quanlia que recebera por venda de gneros pcrlcii-
ceules a oiilrem, o infeliz s vio no suicidio o nico
recurso a seu desespero. .
ir Ja sabbadodesapparecera do casa, e fra encon-
trado domingo para as bandas)da Maccga, temando
alugar-se. Soecorrido, e levado para casa de seu pa-
Ir.lo, all poz termo a sua vida.
t'ni baile correspondente s rommodidades do lu-
gar foi dado pelo Sr. Pedro dos Santos Souza.
Estao causados os dc-cjesda Parahybiina.e cu da-
qu Iba envi ns embolas, especialmente ao Sr.
roinuianriunle superior .Marcelino Jos de Carvalho.
cuno o primeiro ioteressado no progresso do sua
Ierra. Itesla ao Sr. Nabuco dar completamente
obra despachando um juiz municipal digno de tal
nomo.
Fiualiso fazendoum encherto que redaran rele-
var.
A enmarca do Il.-ipctining'a anda nao (cm organi-
sacao de guarda nacional, sendo que cm quasi loda
a provincia esta ella oiganisada. Algum desgusto
reina nessa luralidade, como me faz ver o meu cor-
respondente d'alli. Nao me dir Vra. em segre-
do a causal ?
Carla particular.)
( Jornal do Commercio do Rio.)
1
"CORKESPONDE.NCIA DO DIARIO DE PERNAM-
BL'CO.
Alagoas.
Macei 17 de nov^mbro.
J eslou mais que arrependlo de lirver em una
de niinhas ultimas epstolas coiilcmplado entre os
liarlindos a tcrrivcl cholera inorbns ; mal sabia en
que o seu sexo era ohjeclo de intrincada polmica e
mrage conlrmerse la cour '. Leudo por acaso os
diarios do Rio, deparei com urna publicac".o du Sr.
Dr. A. M. Victorino da Costa, env que se esforra
por provar que he mulher e nao homem a tremenda
cholera : alm das valeules razoes analgica*, leTi-
pntre os convidados'ao meu velho companheiro 11
Pode por veiilura ler grac,a una mesa rerheiada
sem a aasistenefa do ncjilo Ihesoureirotl Vi-me
quasi s em frente de boa poreSo do pudins e holi-
nhoios, lastimando a ausencia do meu inseparaveJ,
c comiso mesnio protestoi nao ir de ora em (liante
alaesreuniocssenipreviamenle indasar quaes os con-
vidados; pois nao quero mais passar pela vergonha
de dallar quasi intactos bolos que nao caberiain
n'umqueixal do meu amigo. Eslive nessa noite
altaradn do spleen ; para cumulo de desgraca en-
conlrei um negociante e um dansarino que Turamos
meus rafrronc durante td n noite: um a direila
fazi-me o panegrico de suas fazends, o quera
por forra resoker-me a romprar-lhe ptimos eslofos
que dzia possur em sua loja ; o outro esquerda fa-
zia-mc vera conveniencia de saber nm homem exe-
rular com perfeirAo urna pirueta, solo ou avam*
detur; ni |iudc por forma alguma desenvenri-
Ihar-me delles, pois al ao cha nflo me largaram ;
ainda seelles fossem bous companheiros de mesa, e
me coadjuvasem eflicazmenle a atacar com impa-
videz aquclles moles mmicos, eu os tolerarla de
bom erado, em quanln trinrhava os rescedentes pu-
dingt; mas qual, nciihuin delles valia urna boche-
cha do Cabra!, e no livc outro geilo senSo escafc-
der-me!
Pelo (nanahara rliesaram mais dous recrutas
jiara o exercito togado, quero fallar dos hachareis
l-'ranrisco de Araujo Barros e Jo3o Francisco Pacs
llarreto. promotores pblicos, o Io da capital e o 2o
da Malla Grande; pareceram-me mo<;os inlelligcn-
les e Ilustrados ; sejam pois beui viudos a esta pro-
vincia.
O estado de seguranca individual continua lison-
geiro;Beata quiqzeua s temos de lastimar o assas-
snato de un fcitor, perpetrado por um escravo do
cographa.t c ctymologica*, produzidas pelo dislinclo
propugnador, me ocrorreram mais as seguinles pelas
quaes julgo que deve perlenrcr ao sexo femenino.
Sendo lodosos maores poccaduse males que oppri- I proprielano Antonio Arnaldo Uc/.erra, morador Do
mem a triste liumanidadc do genero femenino, nao
se deve privar a citolera desle pivilegio : a causa
primordial do peccado oriuiual, a cavilosa serpela
ca linda esposa de nosopai A1U0, por esta engaa-
da, eram do genero femenino ; todos os sete pecca-
dos moraos sao femeninos ; a peste, fome e atierra,
S. PAULO.
30 de outubro.
Val muilo penco da ultima a presente, e, pois, al-
gumas lindas ligeiras bastam para orienla-lo no que
corre na semana.
Como Ihe .-niniinciei comeearam os actos da facul-
dade no dia 27, estreando o primeiro, lrceiro qnar-
to e quinto. Ja v que esta materia he o pcnsuncn-
10 nominante que se incumbe de precnclier o vacuo
da olerlidade, pois que a popularlo se idenlilica
com os sucessos scientiiicos ; applaude o Irumpbu
do joven applicado; assim como deplora a sabida en-
/iad do acadmico que, victima da leltra falal, lem
de marrar panto ale oseguinte anno.
Seria oecasino para dar largas ao assumpto, figu-
rando a improspera emergeucia do naufrago, que
lem dereservaralgumas lagrimas para o desembarque
que no Rio de Janeiro, ou em outro pento. cm que
o esperam os deoses penates, o venerando velho e as
irniaezinhas, que por seu turno leiflo de praauejar
contra o aziago R ; mas uem me sobra lempo para o
11 1.le 10. nem Vm. est tao necessilado de oiici-
nres, pois i|ue nao appella para a copia do Lamar-
li'ir, como faz aqu o infortunado Ypiranga.
lie verdade, a pro|Hisilo de Ypiranga. tenho de
i iriori i aulai -llie desde ji um 'memento. La se
vai tom'oar na teruidade o machrobio Jornal do
Commercio.' He esse o destino de lodasas grandes
empresas ; sesuindo as Icis da falalidade, por sua vez
vai aportar s regiBes funreas. Nao se assuste de
mais com a noticia ; crea que vai ruorrer irrefraga-
velmenle, mais. ainda pode inlerpr o recurso aos
(I ios esludanles redactores do Ypiranga, seu juize
i'M'iiilor. fie o caso.
Esses dous inoi;os ue, como sabe, iomaram a s a
direcrao liberal pela imprensa, muilo se lem mor-
tificado porque eu Ihe noticiei que os correligiona-
rios do interior eslavam dcapontdo* com o aban-
dono dos cheles c entrada delles moros, que, eu nao
llovido, serlo saldos e mais que sabios*. Em conse-
quencia acabam de declarar que eu eslou hostilisan-
ilosuas iilss, e que Vm. he quefn pagar por mim :
vo lirar-lhc as assignaturas,*, muilo emhora cs-
tudantes, lenbo receto que Vm. baqueie. Ja v que'
vivo em continuo sobresalto, como causa otcasioual
desle inevlavel evento ; a para que o imperio n'o
liqne sem a imprensa quocorre o mundo lodo, e nao
liquemosredu2idos a Chin*, promelto-lhc quejmais
direi que he decadencia do credo liberal um seine-
Ihanle chefado. Ora, que me importa que dous es-
ludanles tomcm conla da imprensa abandonada e se
deelarem chefesdo parlide) liberal, nem que os ho-
mens do interior pejao explicarocs da gaialice 1
Conlesso que errei ; em compensarlo, ji'unais direi
palavra nesta materia, pois que uso sou 13o sceptico
qiieduvidc da possibilidade de dous esludanles bri-
garem com o Jornal do Commercio, e pela provin-
cia, que nao o conhece, proclamem que manda o
hein publico a retirada de assiguaturas, pois que os
sohreditos esludanles ettao zangados. Tranquillisc-
.-c pois, aceite o meu protesto, e saiba que esta
ameaca deu aqui tanto que rir como os annuucio rio
lirado do Amazona*, que qaotidiaoamenle declara
que vai defender a |>oltica vigente.
\ 1.liando aos Ifabalbns acadmicos, aununcio-lbe
que lem at hnjo feilo aclo os seguiules :
.". Anno.Mamede J. G. da Silva, Candido X. de
A. n Souza, SebasliHo J. Percira Jnior. Manocl
I rancUco Correa, Dario 11. Calado, Joaquim J. de
Assis.
1. AnneClemeulino Falcao de Sou/.a, Ameri-
ca II. de Almeida Mello, Vicente Mamede de l-'rei-
las, Caclano J. de Audradc Pinlo, Joo Aususto de
P.idua Flenr>-, Fclisberto Percira da Silva.'
3. Anno.Domingos de Andrade i'if ueira, lta-
phaej I), de Avellar Crotero, Fidelis J. de Maraes,
l.opo Itiniz, Gaspar J. Marlins, Orosimbo llorta de
Araujo.
I." Anno.Jnaquim Leonel de K. Alvim, Edu-
aadoL. *'.. Valdelaro, Albino dos Sanios Percira,
Jos*' Simoes da Fonseea.
Anda uao apparcceu reprovacao ;;l .-11.1,1. No
:l" el? Iioovcram deas approvacosirntilire.
No din20 correle o nomedo S*r. Nabuco deArau-
10 Col abenroado na povoacao Parad; baa. Foi nes-
se dia qnealicbesou a noUpia do decreto que man-
dn separar aqnelle ternwnlo de Jacareliv e S. Jos.
I'oi ceral e immenta a alegra qbc reinou na villa.
(I meu ciiiespundenlenaquelle ponto me communi-
ra que 1 edegada do decreto motvou grande Cesta.
F.-ponlariearaenle se illuminou loda a villa, os ri-
d.id.ios reciprocamente se congratnlaram.e una llan-
da musical percoreu as prarasacompanhada por um
em numero de cidadSos que faziaui ouvir os ricas
do eslvlo. sendo repelidamenlc vido o do Sr. Na-
buco. a '|uem estes habitantes se confessao realmen-
te gratos. Os Cestejos perduraram tres dias ; no ul-
limo leve lu-.'ar missa cantada e Te-Devm. Muilo
roncorreu para estes festejos o Sr. corasaendadur
Pinto, de S. Sebasliio. que nessa occasiao eslava de
passagetu.
tres dos mais iuplacaveis inimigos dos mortnes, sao
femeninos ; a lepra, a phlysica e a miirpha, mo-
le-lias iucuraveis sao femeninas, a Cobre amarella he
femenina ; as tre~ parcas so Indas niulheres e ve-
Ihas ; finalmente a niorle que he o maior de todos
os males que conheco, he femenina ; qual, pois, a
razao que da para se privar o cholera morbus desse
privilegio ? Saibam lodos qaanlos esta lercm, que.
convencido pelos esforcados argumentos do Sr. Dr.
Victorino da Costa e pelas razOea que acabo de cx-
por, de muito nimba livre vnnlade concordo e con-
venho em que a valenle rholera pertenca ao sexo
amavel. Faro esla dcclararao porque o Sr. Dr. Vic-
torino appellou para Indos os rabiscadores, corlezans
e provincianos, e se por ventura forem estas toscas
linlias representar-sc na rotiiu do sea apparalho vi-
sual, veja o grammatico doutor qne nao sou reniten-
te e rebelde suas lisridas prelerrOcs ; eah'm disso
queiu sabe mesmose, dando n chocra-morlius, o Ira-
lameulo de Dona, Signorela, Mademoiselte, Mis*,
Frau, 011 outro equivalente de moca, nao seameisa-
r mais 1 A's vezesvenec-sc o raprirho do bello se-
xo romqualqiier asnera ou ninbariaf
Fallando no cholera nao posso deixarde dizer que
sua prima-co-irmaa a Cubre amarella, lem-se onrai-
veciilo e:n Porlo Calvo, e coiista-mc que ha Ccito boa
ceifj ; o povoarsombrado desampara a villa fugindo
para o mallo ; l mesmo, porm, o acompanha a
perversa. Ha quem diga que nao sao as febres ama-
relias, mas sim as febres indemicas, que por circuns-
tancias especiaes da estacan ou da atmosphera, icin-
seapresentado com carcter maligno ; pois como V.
muito hemsahe, em quesloes medicas quasi sempre
Hypocrales diz si ni Galeno nao : sejam, porm as
febres verdes, azuesou brancas, o caso he, que vio
matando.e que a populacao tem-se visto as amurel-
(osjjp nomo do Exm.Sr. S e Alhuquerquc lem sido
bem dito pela providencia que lomou de mandar
una ambulancia, alim de seren ministrados gratui-
tamente medicamentos aos desvallidos alTectados do
mal.
Acaba de acontecer nesla provincia.um fado que
bem ilcmoiislra, que a Divina Providencia nao con-
sentc que os srandes crimes fiquetn, para sempre se-
pultados as trovas.
Ha dous minos c meio, ponro mais ou menos, des-
appErcceu um individuo de nomc JoscGarciaGomes,
que morava no camindo de Jaracu.i, c seempregava
na vida do mar, esse sujeilo era casado, porm~sua
chara consorte no Ihe era fiel, c eulrelinlia rclaces
illicilas rom um cimbado do marido de nome Ma-
nuel de Lima, que lilil 1 sido belleaoime fazia com-
mercio de amisade com o referido Garcia Gomes.
.Na vespera do dia em que este desapparecera. cons-
ta que so a'chava a loentado, c qmsha\ia tomado um
escalda-ps. c nessa mcsfna noile Cora vislo deilado
em sua porta Manuel de Lima. No dia scguinlc es-
le e a mulher de Garcia Gomes appareeeram cnla-
meados, c pergunlando alguiis conbecdos ella pelo
marido, responden que liara feilo orna viagem : no
enlanio Manuel de Lima sehavia installado na casa
cuino dono, e ronjuntarncnlc com a mulher am dis-
pond 1 dos traites ede varios objcrlos pertcncentes a
Garcia Gomes. Este facto den as vistas da polica,
que presumindo algom grave allantado, ciieron a
a fazer pesquisas ; foram, porm, infructferas, pois
nenlium indicio descobrio-ee respeito do desappa-
rerimeato de Garca Gomes, es asmssinoe eram
amestradus, nennuin ve-ligio deixaram (losen horro-
roso ulicnlado! No cnlanlo, foram presos e processa-
dos os dous amantes,c respondern! ao jur> que por
falta de provas su lucientes o-ab-olveu. porm c,<(
Dcus No da lOdo cerrenle, deitando um pescador sua
larrafa no riacho Maceo. preudeu-seella a um iin-
pecilio, indo o pescador desprende-la, vio que o obs-
tacnlo era urna peina do esqueleto humano : cha-
mou Iobo o subdelegado e algumas pessoas que o ti-
raran! d'agua : o esqueleto eslava sem o crneo, con-
servava anda alguus ligamentos cm pulrcfacco, e
restos de roupa que Cdcilmentc se perecida ser urna
camisa de mcia de Ka, e urna caira azul, que muito
fccunheceram seren os vestidos com que coslumava
andar,Garra Gomes : prncedeu-se a corpo de delic-
io e fui preso Manocl de Lima, dcixandn de o ser a
mulher do dcsapparecido por daver ja lia uns 8 dias
dado cuntas a Dos em uina casinda no Bededuuro.
Ardou-se posteriormente o crneo e urna correa ou
cinlurao, a que eslavam presas unas chaves, que
podem mu dem servir de fio de Ariadne ueste in-
trincado labyrintdo criminoso !
Consta-me que una commistfo de 3 habis mdi-
cos, fra encarregada por S. Exc. de emltir o seu
juizo sobre a possibilidade e conservar-se naquelle
estado uro cadver que se lancasse agua ou se ctl-
lorrasse em areia humida 110 decurso de quasi 3 an-
uos, alim de sera polica orientada acerca da iden-
lidade do esqueleto cora o desapparecido.
Suscila-se, porm,. a respeito desle Cacto, urna
.jucsio difficilima : dever ser Manocl de Lima de
novo processado poresc assassinaio. ou ficar impune
visto j ler sido absd virio desse mesmo crinie pelo
termo deS. Miguel; oassassinn foi preso c acha-se
inslaurado o respectivo processo. A cada hora che-
gam do interior crinibaosos de importancia, reniel-
tiilos pelas auloridailes policiacs; acaricia desta ri
dade esla abarrotada, ejuluoque o Legalidade pre-
para-se para Irausportar para ahi a nata ou fiordos
sentenciados.
A ndministBjHjko prosegue arlvissima c enrgica,
oExm. Sr. Si c Albuquerque tem, quanto a mim,
lodosos predicados de um ptimo presidente: in-
lelligenle, mu illustrad, enorgico e activo, tem-se
moslrado na repressao do crirr.e o j ustum el tenacem
proposili Dirwnde que falla Horacio, c nao de pos-
sivcl que a provincia dcixe de cspcrimenlar bem
cedo a benfica influencia de tao Ilustrada adrai-
nistracao. Vale.
jury Nanbaduvidaal'.-uma que i.ra ponder que seria a mmor das injustiras nao se ave-
riguar de novo o facto, dejando o facinora impune;
porm a nossa legislara parece a seraelhanle res-
peito falla, e realmente, he dllicil decirtir-secm vis-
ta do art. 179 12 da ronsliluirtlo, no cod. c.respec-
tivas leis, se podeou nao ser processado um indivi-
ijuo pelo crime de quej foi absolvido por falta de
pravas, quandp estas depois apparerem rretraga-
veis Se eu fosse autoridad- proressaute nao trepi-
dara n'um caso destes cm formar novo processo, to-
mando por base o corpo de delicio que no primeiro
processo nao bouve por falta do cadver ; pois crcio
que em paiz algum civilisario seria responsabilisada
a auloridade que procedesse por essa forma. Sup-
ponliamos que b auassino, dilacerado de remreos
vista dos horrorosos despojos daquelle que foi'sua
victima, confessasse por si mesmo o crime ; deveria
a auloridade cruzar os bracas e mandado emdora,
pelo protesto de ler Ja sido absolvido daquelle mes-
mo crime por falla de provea? Finiendo que sera es-
se proceriimento contrario o incompalivel com lodos
os principios dejustic.i. Infelizmente casos como os
de que acabamos de fallar, nao san raros no Brasil ;
junviria, pois, que osnossos legisladores preenedes-
seir.essa lacuna que parece existir em nasas lcis crl-
minaes.
Aperar de todas as diligencias feilas, nao se pode
salvar o brigue M agam, de que Ihe fallei em minha
ultima caria ; o capitao rio porlo envidando torios os
esforc e pericia, conseauio arrasla-lo at lti bracas
distante da praie, ponrio-o a nado ; porm a impe-
Juosidade dos venios e o furor das ondas, o arroja-
ran! de novo praia. em cujas areias enterrou-se,
felizmente como Ihe noticie', todo o enrregumento
foi salvo c C3t sob boa guarda, havendo apenas al-
guma avada.
Para riistrahi lo das trislasidas de cholera, Cobre
amarella, esqueleto adiado e naufrado, dir-lhc-hei
que cm a noile de 11 do correte, tivemos um bello
concert em casado amabilissimo senhor dos algo-
des. Mr. Ilenriquc Lniz ealgsns curiosos apaixo-
nadot de mu-ic-i executaram varias peras arranjarias
pelo insisue maestro, ninas de sua propria composi-
rao e oulras cxlrabidas dos melhores:autores. Nali-
lhefallarei mais nasuavidadrrcom que Mr. H. I.uiz
ra melodiosissimos sons da sua maviosa clarinela.por-
que j expend o meu juizo a respeito, nem fallarci
no primor com que o Joaquim Antonio esfregnu as
queixosas cordasdo seu pianqente violoncello sobre
ludo em um do que evecutou com a Jai meta) nao
rouiniemorarei il mi dilelto I.uiz,que servia de re-
genle da pequea orrheslia, o Aflonso c Benedicto,
cm suas afinadas rabera?, e o Jos Lopes na flauta,
dir-lde-lici apenas que a ludria reuniao que alli
se aedava, entre a qual daviam pessoas enlendcdo-
ras, moslrava-se salisfeita com a execurao. La en-
ronlrci o Eiui. Sr. Si c Albuqneri|ue, Moura, u
lleranlo, o MaranhUo. o couimandanle do oitavo o
inuellclive! Vicente de Anadia, o lienevides cmlini.
jiara completar a fesla, o Mximo sem o qual nao di
parea Colgares que preslem, visto como do ello o sal !
indispcnsavcl riessas pauellas ; uem mesmo concer-
tantes c dilcctanles, tem completa sjlisfacao quando
nHo ouycm nm riaquelles abemolados bravos, cstri-
rientissiuias risadas, ou nao arnmpanham o regalar
halouramenlu daquella mobilssima eabeca que he o
melhor marcador rie corapasso qne Unh vislo ; V.
que tem lautos amigos inriueiites, vejare arranja
um brevet itintenton para o incomparavcl Mxi-
mo, que por infelici lado nessti noite, jereio que por
acbar-se presente o Esm. Sr. S e Abuquerque) ou-
vio e assistio impassivel as harmonas. O que nos va-
leu fo que, pedido de uui cerlo dilectante enrag.o
bom Mximo 110 lim rio concert, fez-nos aguenlar
un bello solu de rabera i/ui corcha tcrriblemenl
no'pautret oreille*.
Fin addilamentoao concert houve um baplis.-nlo
no dia 12, em que pude tirar rubiginem rheumatis-
me: masob dor! nao soi (,ue imperdoavel esqueci-
meiilo foi o do Supardo, deixaudo de contemplar
RECIPE 18 DE NOVEMBRO DE 1854
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
A chegada rio vapor Imperador, 110 da 12, pro-
veniente da Europa, forneceu materia soffrivel aos
que sealimeiilam com os successus da guerra orien-
tal. Depois da batalha de Alma, nenlium outro fei-
lo d'armas, he verdade, leve lugar entre os alliados
e os l'.u-so. : m 1- o cerco de Sebastopol elTecluou-se
sem resistencia, e eperava-sc a entrega dessa forti-
licaeao dentro em poucosdias. Entretanto os Russos
recehiam mais alguns conligentcs de reforjo, e pro-
vavelmcnlc nao se reurierio com a suavidarie que se
poderia desojar. As rulares pticificas entre o gover-
no austraco e o czar pareciam prestes a romper-se;
mas por outro lado o partido da paz tomava algum
deseuvolvimento em Londres, de modo que aiuda
nao passa por inevlavel a guerra geral na Europa.
O cholera coulinuava a decimar a populacao, aconi-
panhando com osen furor o furor das armas.
Eis em resumo o que nos Irouxe o vapor da Ea-
ropa 110 artigonoticias.Na propria Hespanha re-
volucionaria j pouco se falla ; porm lalvczque em
breve seja ella indemnizada desse esquecimento, a
que a condemna o thealro mais aclvo da guerra na
Crimea.
Cumprc-uos naodeixarem esquecimcnlo que as
malas do vapor Imperador, entrado pelas 5 horas
da tarde, s foram para o correio depois das 11 do
dia -ejiinte, tendo aules ido para o lazareto ; e
que por esla razio deixamos de dar as noticias na
scguiida-feira.
Do din 13 lo correle em diante, comeearam os
exames de preparatorios a ser feilos em grande es-
cala, na faculdadc de direito desta cidade. O novo
director, o Exm. Sr. Dr. Pedro Cavalcanti. reco-
uhceendo a necessidade de salisfazer ao grande nu-
mero de examinan.los, que se apresentaram, enlen-
(leu-scconi S. Exc. o Sr. presidente da provincia, e
em conseqoencia das urdens deste, comparecern]
naquclla Ciculdade, como examinadores, diversos pro-
fessores do lyceu. Orgauisarana-se enlao qualro
mesas de Clames, e nao Ibes tem fallado materia
para trabalho. Esta providencia, reclamada pela
luslica, fax-s eredera de elogios., lio necessario
abrir s luzes o maiar numero de portas que fr
possivel; franque-so o templo da ciencia a todos
(plantos concorrcrcm ; mas nao seja ningiiem admit-
ilo ao sancluario sem salisfazer as provas exigi-
das. Neste pinito lie que deve consistir a severidade
ou a mais estricta e imparcial juslica : o rigor das
preval c a constanto nteiresa dos juizos bastaran
para impedir a irrupeo desordenada do numero,
sopararos dignos dos indignos, acolbtr aquellos e
despedir a e.les. Desle modo a juslica sera salis-
feila, e o augusto templo rie Minerva nao sofTrera
as profauacoes insulluosas da estupidez e da igno-
rancia.
Tanta nos exames preparatorios como nos actos
acadmicos appareeeram alguns11Ksimples e do-
brarios, c nem era de esperar 011 tea cousa. O nego-
cio complicoii-sc. c a juslica em sen descnvolvimcn-
lo chegou al o 3- c anno jurdico, lslo dar
sem ludria lugar ,1 militas qucixas, porque desgra-
radamente niiiguem quer aquella deosa sua por-
la ; mas os ministros que a serven), podem ticar des-
caucados : um grande escudo os proleue : e quem
fere com as armas da juslica sera sempre invulne-
ravcl. Sem osRRsimples e dohrados, 1 provi-
dencia de que mais aciAa fallamos, deixaudo de ser
salutar, cnnverler-se ha no flagello mais pernicioso.
No dia 14 entrn dos portos do uorlc o vapor
Guanahara. tendo dcixado lodasas provincias desse
lado em tranquillidade. Como de ordinario, as no-
ticias por elle viudas fpram pencas e de tao IV,en
interesse, que nao uicreccui ser de novo resumida-
mente mencionadas.
Seria aqui o lugar rie dar conla aos nossos lcilo-
res do molim que perturbou o socego publico desla
ridade, em a noite de I i se j.i o nao livessemos lcilo;
masa esse respeito limilamo-uos a raclilicar o que
di>semos em nosso numero de Ifi, acrescentando
apenas, que a pulida conseguio penetrar no cami-
nho rio roubo praticado na loja de relojoeiro da pra-
ia da ludependeuria, prendendo varios individuos
em enjo poder foram encontrados alguns dos relo-
gius lirados.
No da 17 bouve urna explosao de liquides in-
flammaveis na dislillclo da ra da Concordia, se-
guiida-se-lhe o incendio da casa, cojo lecto lirou
lodo arruinado. Feliimeiilaacudiram logo os traba-
lliarioresda casa de correccao, qno tica prxima, e o
foso Coi apagado, sem que por ello Cosse oeudida
pessna alguma.
Ao concluirmos esta revista somos informados que
a polica fez desembarcar de bordo da barca porlu-
gueza Sania Cruz, tres babas e duas caixas, as
quaes foram encontradas muilas obras de |,raia eou-
ro, e varias peras de roupa que tem sido multadas
de dillerenlcs casas desla cidade. assim como 20 relo-
dos da loja dos Srs. Ilerlrand & Chaoront; sendo
esla diligencia cxerulada peloSr. Dr. Francisco Mer-
n.irdo rie Ca v.-lii >, que se acha cm exeteicio dp de-
legado desle lermo, a quem damos os emberai por
esla e oulras diligencias que lem empregado a bem
do servico publico.
Entraram durante a semana 2i embarcaccse sa-
l iran 12.
Renden a alian.lega 114,7439317.
falleccram durante a semana 3li pessoas, a saber:
i bomens, (' mullieres e 17 prvulos livres ; 1 ho-
incns, 3 mullieres e 1 prvulo, esclavos.
lamaai
Caseacin 110 carcas
E tres llevas disparou
Sobr'o infeliz, c malou.
X
A polica que n3o gosla
De lacs meios de prender
Mandou a todos uicllcr
So anno do nascimenlj
Para que Iciihain mais lento.
XI
Acredite i|uc nao cam
Esees da Iropinha impunes;
11 aja vista ao Manuel Nones,
(Jue morreu do mesmo modu
Sendo lodos presos logo.
XII
Ha dez lias embirou-se
Por ordem do delegado
lim merina pronunciado
La pr'as partes da Victoria,
Onde nao lem boa historia.
XIII
Malou, rreio que cm Frcxoiras (*)
A um pobre Porluguez
P'ra rnuba-lo, o que nao fez,
Por nao ter dinhctrn adiado
Como hada projeclado.
XIV
A que de lempo el plice
O It'ampa quer fisgar !
Agora o veio apanhar,
Essa pombinha sen, fe
Chama-se Manocl Thoni.
XV
I anihi'Mi fui posto cm seguro.
Mas j boje se sollou,
lim que a prima encadernuu
E que nao queria dar
S8a dextrinha i casar.
XVI
Eis cm pouco mais ou menos
O que da neste liemispltcrio,
Oide ludo o mais vai serio ;
Temos lirio muilo sol ;
Vamos a Sebastopol :
Ora por certo qne lio bem /arelorio o lal Tarta-
reco querendo caruar como eecnou com as illuslris-
simas coligadas jutglo-Ptmeo, impingiudo-lhes a
bem dourada c lisongcirissima pilula da tomada de
Sebaspolol, que quando loda a familia telegraphica
annquciava o carrapetao magno engolido pela maior
liarte das horcas europeas, mxime alliados, eslava
ainda cm poder de seus legtimos rinos com pro-
messas de voar comelles antes, que ser preza do ini-
migo lslo rae fez recordar aquella baixa dos fun-
dos despandocs promovida pelo Monte Cdristo. Es-
ses Trtaros lem lembranras A principio nao, pu-
rera boje sou'partidista do respeilabilissimo senhor
las Russias todas, c creiaque antes quero o Iriumpho
do czar, lano mais quanlo esta elle muito longe de
c, e nao me pode ir ao tetsuum. Os pobres Turcos,
segundo o meu paurre beslunlo, sao os que hito de
sabir sem camisa do qual brin'/uedo; porm se v*n-
ccrem ahi eslo a Franca c a Inglaterra, com as
quaes se tem de haver, c no frigir dos ovos cu lhc di-
rei ; o se vencida Jie fcil a consequeucia.
13.
Sao dez lloras...a noile ecl alcatifada de estrellas...
Ol I sim de estrellas...quanlo sao bellas as estrel-
las .'...Dizia um sugeito querendo pintar urna noile
bonita, mas sem Ina. Tivemos hontem um baile bem
concorrillo ; Corara para mais de 30 senhoras quo-
rum magna pars dos convidados Cui. Adeos, que le-
udo pressa, e na Celara meldor Ide fallarci do bailee
de uns olbindos que la vi, os quaes derreleram um
pouco o seu compadre.
.-fu reeoir.
(Carla Particular.)
REPARTIDO DA POLICA.
Parle do dia 18 de nnvembro.
Illm. e Em. Sr.Parltcipo a V. Exc. qne, das
lilTerenles partes hoje recebidas resta reparlirjlo.cons-
ta lerem sirio presos: pela delegada do 1districlo desle
termo os P0rtugue7.es Francisco Gomes da Fonceca,
e Domingos Gomes da Sirva, Pedro Antonio de Car-
ralbo I! 1 Ina no. co preto Ignacio escravo de F'rederi-
co Chaves todos para averiguarOes policiaes : acerca
dojroubo feito aos relojoeiros Chapronl & Belrand,
sendo que na taberna do primeiro, que foi varejada
pela polica, foram encontrados dous retogios, urna
chave e parle de urna correute de ouro, perlencen-
tcs dos ditos. relojoeiros, c mais diversas obras de
panno que foram roubadas af alfaiale Flix, com
casa na ruado Crespo; urna salva de metal do prin-
cipe, urna pon; 10 de relroz do varias cores, Irez pa-
litos prelos, uina banda de relroz, um capote de bar-
ragana azul, una colder de prala, e oulros objcrlos
de pouco v^lor, que foram apprehendidos e deposis
lados, continuando o delegado a fazer oulras dili-
gencias, das quaes espera oblcr felizes resultados:
pela subdelegacia da fregueda do Recifc oPortuguez
Domingos Jos Alfonso por furto: pela subdelegacia
da fieguezia de S. Antonio o preto Fabio escravo de
Matliias Lopes sera declararlo do motivo.- pela sub-
delegacia da l'regiiezia de S. Jos, Ilernardino A-
mancio do Araujo, por insultos: e pela subdelegacia
ria fieguezia da Murilteca, Manocl Lopes dos Santos
PrsMencio Anaslacio d' Araujo, e Claudiuo Marcos,
lodos sem declaracHo do motivo: o delegado do ter-
mo de Goiana partiapou por cilicio de 1.) do conjun-
te que pelo subdelegado do districto de Pedrasvde
l-Ogo lhc fora commuiiicado que tendo sirio atacado
de alienaran mental o soldado Jos Pedro Bal-
bino que faz parle do destacamento d'aqnelle distrito
era a noile de 12 deste me/, laucara mito de urna
granaricira e baiuneta c sahindo do quarlel a meia
nnule sem que o commandante do rieslacamenlu'e
"mis algumas praras o podessem capturar fui ter no
dia segiiiutc as 7 horas ria manhaa no lugar denomi-
nado Chau do. Inga, e ahi ferira gravemente com
urna baiuuelada a Manuel Jnaquim Cavalcanti em
sua propria casa, resultando desse acoutecimenlo re-
unirem-se algumas pessoas do lugar com, o fin rie
espancarem o soldado em quera dispararam dous ti-
ros dos quaes s un o ferio com alguns careros de
chumbo na testa, depois do que o mallralaram bas-
tante cora pancadas. Accrescenta o delegado que
foi preso Manocl Barboza de Sena principal autor
do esoancamentnescapando-sc os oulros companhei-
ros aos quaes a polica persegue, no entretanto'qne
eslava procedendo ao competente sumario, tirando o
soldado cm Iralameulo. Hontem as 11 horas da ma-
nhaa manifestnu-sc um incendio na travessa da ra
ria Concordia em urna fabrica de reslilara 1 perlen-
ccnte a Jos Gonc,alvcs Curada dando a isso lugar o
ter-se arrebenlado um vidro da caldeita da machina
onde se achava a agurdenle para ser redunda a 40
graos. Immerii llmente aecudiram os trabajado-
res da obra da casa rie detencao com o respectivo
administrador, e fcilores, os quaes empregaram os
mais activosesforros e cm muilo pouco lempo con-
seguirn! extinguir o mesmo incendio* portando-se
nessa occasiaa o referido administrador por nm mo
do digno de louvor.
Dos guarde a V. Ex. secretaria da polica de Per-
n.imhiieu 18rie iiovembro de 1854,Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos lenlo ria Ciinha e Figueirerio
presidente da Provincia,O chefe de polica Lui:
Carlos de l'aira Tcixcira.
DIARIO E PCRNAHBICO.
COMARCA DO ROMTO
13 de novembro.
* 1
Meu compadre, leuhn anhelos
He una cm versos Ihe escrever,
P'.ra melhor poder dizer
O grande pnuer q'hei tirio
Por usar desse apellido;
II
Mas a musa, que me anima
Nao he l muilo constante ;
Corro risco a rada instante,
Depois d'uma comec,ar,
De 110 Cdiniuho ficar.
III
Oucro ver inda esla vez
Se Ihe posso bem ou mal
Deste solo de Cabral
Dar-lite urdidas rimadas;
Me riesculpe essas raassadas.
IV
0 senhor oulubro foi-se
Cuma ni 11 te no costado;
Teni-mo isso desgoslado
Porque sano a doce paz,
Pelo bem que ella nos traz.
V
Lm. Antonio Muratinbn
Pela Prala pa-seav.t.
Nos passcios g irianliava
1 ns eavallinbos ilheios,
Conviiiba pois lle por freios.
VI
Enlao o subdelegado
Mandou ordem ao inspector
P'ra agarrar o cicedor.
Porq' ricixar nao devia
A (OH aisc lal harpa.
Vil
Oue alera de tao mo virio
lie nao comer seu suor
linda nutro inda melhor,
Coslumava abreviar,
Oue de o mesmo que malar.
VIII
Apenas se vio cercado
O Antonio Mulalinlto
Desatou o seu lirinlio
Sobre a gente que queria
l'r em guarda a bizarra.
XI\
A palrulda nao rieseja
Em nada licar alraz,
OS PARTIDOS E A CONCILIACAO.
Depois que o patritico gabinete de 7 de solcm-
bro, iv-i::uind.i o governo do estado, proclamou
face do paiz e 110 seio da representarlo nacional,
o pensamento generoso da concordia c uniao cnlrc
os Brasilcircs como baso fundamental de sou pro-
sramma jjuvemalivo, a poltica de conciliarao lor-
nou-sc o assumpio quasi exclusivu das discusses pu-
blicas, o ponto culminante a que successivamcnle
whao elevado as cmaras legislativas, a imprensa, e
as mesmas conversarOes particulares.
Em verdade o assumpio nao pode ser mais gran-
dioso, nem de mais vital inleresse para o Brasil; e
por maiores que sejam os esforcos do espirito de
lacen,1, agitador infatigavcl da discordia, para o en-
flaquecer e amesquinliar, u paiz senle cada vez mais
a necessidade de csdarcccr-se acerca d'elte por in-
termedio de seus orgflos ualuraes, tendo ja ouvido
as enrgicas prolcslaces dos mais prestigiosos mem-
bros do governo, e prestando seria altencao aos aclos
que as devCm descnvoltrr o confirmar.
Aventurando aj publico, anda nao ha muito
lempo, as reflexes que nos suggcria a tendencia ao
mesmo lempo nova e sajular, caraclcrislica dassocie-
il ules rnodernas mais rivilisadas ; notando o desejo
arricule que anima a nossade tambem lancsr-se
decididamente nos caminltos da industria, cuja his-
toria sera sem (divida ario (odarivilisaro digna d'cs-
Ic nomc; reconherenrio poraillimo como a mais in-
decliuavel de todas as condroes para o nosso pro-
gresso industrial, a ressarjo das lulas polticas, asubs-
liluicao do antagonismo dos espirites pela concor-
dia dos nimos, da violencia dos odios c ni. direc-
rao das paives peta propagaeSo calma dos instinctos
a sociahiliriade; fomos por nossa vez conriuzidos a
apreciar os medios da nova poltica, e ella nos ap-
pareceo como eminenlcsneBle favoravcl prorperi-
dade pablica, porque da conciliario dos Brasi-
leiros deve provir a feeondidade de inlclligcncia c o
acorde cm|ircgo dos esforcos inriivduacs deque nc-
cessila a industria, saervindo aa discordias cintri-
g.is politas de enervar as forras do espirito e do coi-
po, ou desviar u poder de ambos para as combina-
ees do mal.
Como porm cffecluar-se a concilacao? Na sao
os partidos polticos 11111 olislaculo pcrniaucnle c in-
superavel para a realisacfto de semelhante pensamen-
to"; E, contando rom a existencia d'ellcs, Itaver ou-
lros meios possiveis do conciliar, que nao sejam a
mentira o a torrupjao '.' Eisabi as graves questes
que suscilou o generoso pensamento do governo im-
perial, c sobre as quaes, como iulcrcssados na pros-
peririade ria nossa patria, nos propomos a expender
algumas considerarnos, sem embargo do muito que
sobre ellas se ha dito. A divergencia das opinies
emittidasa esse respeito tem sido nolavcl, mas nem
por isso nos rielera' o rece da augmeula-la; o que
a liedlos assusla c embarace, he para mis um motivo
do animajao e de esperance; c quanlo mais crescido
for o numero dos pareceres divergentes, tanto maior
peder ser a probabiliriade de encontiar-se o verda-
ricirn. A duvida de Descartes nao lera por ventura
til applicaco a poltica '.'
II.
Talvez que anda fascinados pslo clar.lo sinislro
da Gieria e Roma, eternos assnmplos da mais cr-
dula admiracao, ccrlos publicistas modernos conse-
guirao, 1 forja de repclices, propagar a doutrina
da necessidade e ulildaric dos partidos, por um mo-
do que nao deixa de ser curioso (a). Como os gover-
noslitros 011 representativos haviam conquistado a
prmasia na npiniao dos povos, lomando odiosas as
formas simples que lites prccederam, lacs publi-
cistas, no enipcnho de os sustentar e desenvolver
lltcoricamente, ao passo que os exallavam encarecen-
do suas inconlcstavcis vanlagens, foram apregoandu,
para maior elogio, que os partidos polticos, repu-
tados como bous cm si meamos,eram um instrumen-
to indispensavcl para que esses governos produzs-
sem lodos os beneficios inherentes ao seu meedanis-
mo, e que por consegrante, nao s deviam ser pou-
pados como al man lides a lodo cusi. Mas, nao li-
cou n'isto a aberrarao do lo distinclos espirilos; e
porque era misler mostrar cm todos os pontos a cx-
celleiicia da nova Corma sobre as anligas, assevera-
ram lambe/ai que os partidos, cssencialmenle ben-
ficos em seo pensar, eram ura predicado inseparavel
dos governos livres, o que nao succedia com os ab-
solutos ou despticos.
Pela nossa parte,nao tememos enllocar-nos do la-
do, riaquelles que, emhora cm pequeo numero,
cnmhafcm semelhante erro, e esCorram-sc porassig-
nalarns perigos ri'elle ; c a despeito mesmo da sin-
gsrlsridade de una lal opiniao, que nao -deixa de
ser nova no Brasil, de por esle camindo que dese-
jamos edegar ao ponto principal do assumpio, cuja
apreciacao boje nos loca.
III.
Oue Xenofonte esligmalizasse os trabalhos mcha-
meos porque liravam o lempo necessario aos cuida-
dos da repblica ; que Cicero, parlilhando o mes-
mo prejuizoj exhortasse seus eomptriolas a abraca-
re m a vida publica e a dedicarem-lde loda a sua
allcnro ; que conseguinlemenle os polticos da
Grecia e Roma, empenbados lodos em lisongear o
soberano de viole mil caberas, julgassem necessa-
rios e uteia os partidos, provocando o appareciracn-
to d'clles como meio de chegarem aos seus fins de
anilur 1 e de mando, be o que nos nao admira, e
al com Cacilidadc pode ser explicado. Os cidadaos
gregos e romanos eram Yerdadeiros occosos, que
desconhecendo a vida privada com a sua responsa-
blidade, viviam da rapia e passavam o resto do
lempo na praga publica ou 110 forum, em quanto
miseraveis cscravos Irabalhavam para suslenla-los.
Preguicosos, vidos, iotrigantei e voluveis, elles nao
conheciam outro aguilhao capaz de despertar-lhes a
actividade a nao serem as guerras ou os mulins, e
os mais velhacos achavam sempre nos oulros mate-
ria disposla para formar partidos, qne d'esl'arle lor-
navam-sc inevitaveis c uteis pelo menos aos planos
dos seuS conductores. lslo nos confirma o autor das
Considerarles sobre a grandeza c decadencia dos
romanos, encarando os seus bcres- pelo lado mais
favoravel : a Era necessario por cerlo, diz Montes-
iliieu. que houvessem divises cm Roma : esses
guerreiros 13o altivos, tao ambiciosos, 13o lerriveis
no exterior, nao podiam ser bem moderados no in-
terior, n
Por oulro lado os enormes previlegios des patri-
cios ramanos c os escandalosos espoliarles de que
eram .victimas os plebcus, deram naturalmente lu-
gar a existencia de dous partidos encarnirados, lo-
go que os ltimos abriram os olhos; as lulas que
d'ati nasceram, nao foram sempre ipiproficuas, por-
que gradualmente coucorreram para substralur os
opprimidos dominaro dos oppressoTes. Se as
perturbar/tes de Roma occasionaram a criaeflo dos
tribunos, nao poderiamos assaz louva-las. Alm
de que ellcs collocaram o povo cm estado de lomar
parle na administracao publica, foram estabclccidos
como os guardas mais seguros da liljerriade roma-
na. Eis a mancira perqu se. e\pi imc Machiavel;
e as suas reflexes sobre as agilares da' repblica
rumana, nao podem de cedo aulorisar alguem a con-
cluir que os partidos sejam um bem descjavel, e
digno de ser cultivado.......
Mas, que as sociedades modernas, enri fallando
a base da csciavidao, *s no trabalho e na industria
podem os seus ,-ucmbros encontrar os meios de Vida
e bem estar (b) ; onde o progresso das luzes c das
Corras colleclivas, palenteando os inconvenientes da
guerra e as impossibilidades da rapia, Caz desejar e
man ler a paz como o mais precioso dos bens ; on
de conslitiiiros livrcmcnte proposlas e aceitas pros-
crevem os privilegios, consagren] a igualdade civil,
a seguranca das pessoas, a propriedade dos bens, a
liberdade das consciencias e do pensamento; que-
em laos sociedades, dizemos, apparecam publicistas
proclamando a necessidade e a conveniencia dos
partidos, slo he, das discensoes, dos motins e da
guerra civil, he na verdade o que nao podemos bem
coinprcheiider. nem Lio pouco admiltir ou deixar
passar sem cnnlestarao.
IV
Sem (!u\ida, etnquanlo hooverem governos igno-
rantes, dirruidos ou prepotentes, que na violacao
das Iqjs e na ostentarao do arbitrio busquem o seu
particular "engrandecimento a cusa da mizeria e da
degradarlo dos povos, apparecern lambem sempre
driadansilluslrarios c virtuosos que, de commum ac-
cordo, desapprovem seus actos, pponham aos sfcus
desmandos a resistencia possivel, procurem emfim
os racios de chamar a ordem os governanles c sal-
var a patria. Mas quem nao v que, encarada rie-
baixo deste aspecto, a ulilidade rias opposir;0es ou
dos p.irli los aprsenla apenas o carcter de um re-
medio transitorio, mo por sua oalureza, mas ne-
cessaria c ulil porque tende destruido de um
mal maior '.'
E nesse sentido, serao os partidos mais essenciaes
ou inherenlcs aos governos livres, do que ao abso-
lulos ou despolicoSy Para afflrma-lo, seria Corroso
concluir pela superioridade dos ltimos a respeito
dos primeiro-, e do islo o que ningucm quer todos
coutestam. A diHerenea enlre os governos absolutos
e os representativos, em relacao aos partidos, consis-
te apenas era quenaquellcs asqueixas conecntrara-
se, os clamores sao sordos, os esCorcos e os manejos
dasoppoices eflecluam-se no segredo dasflrevas,
al o dia oin que as conspiracoes rebentsm, e os
governos voam com ellas ou as sulTocam ; ao pas-
so que nesles, os presagios de scmeldanlcs tempes-
tades manifestam-se ousadamenle pela imprensa, as
cmaras legislativos ou as reunios particulares, ao
menos em quanlo esses governos, livres segunde a
Ici fundamental, nao se constiluem absolutos de fac-
i, deslruinrio as garantas dosdireilos inriividuaes,
e suplan lo pela torea o de-abafo dos ci.la laos,
quem, de passagem o digamos, menos mal fazem
cora islo do que a si proprios.se he que os presa-
gios c advertencias sao um bem que a prudencia
manda nao desprezar.
Em'summa, 110 nrcordo do despotismo asialico,
islo he, de todo goveruo que nao he moderado, ha
sempre, como o reconheco Montcsquictt, urna di:
visao real. O agricultor, ofuerreiro, o negociante
110 magistrado, o uobre s cslo juulos porque uns
opprimem os oulros sem resistencia ; c se alli vemos
uniao, nao sao ciriariaos queeslilo unidos, mas cor-
pos morios, sepultados uns junio de oulros.
Nao percamos porm de vista a historia, cujas li-
nes nos habilitan! a completar o peusamento do
celebre escriplor : a resistencia nos governos desp-
ticos, se nao do patente, de occulla, e os corpos
morios muilas vezes ressuscitam rcagindo sobre os
I) ramios, Nos governos livres passam-se as cousas,
por modo diverso, eeis-ahi loda riiueicuea entre am-
bos no locante aos partidos.
tambera he verdade que, emquanto houverem
bomens ambicelos, turbulentos e audazes, com ha
bilidade bastante para fazer entrar em seas perver-
sos seolimcnlos os ignorantes e inexpertos, nao ha-
ver governo hemfasejo, diligente e probo, e as op-
posiroes caprichosas e systcmalicas sempre bao de
apparerer, com mais ou menos probabilidade de
successo. Mas ser isso um bem que se deva apete-
cer, um instrumento que se deva poupar ? Entre-
tanto he sobre essas bases e com esses elementos que
muilas vezes se organisam os intitulados partidos po-
lilicos, e a invncacao dos priucipios que Ihes serve
de veo protector, nao passa de urna lctica sedira,
por elles mesmos desacreditada. Excitando os odios,
despertando as desconfianzas, prodigalisando as in-
jurias c as calumnias, semelhanles grupos s servem
do perturbar o bom senso dos povos, plantar a siza-
nia, entreler a discordia ; e longe de conseguirem
alguma cousa pelo lado dos governos, nao fazem mais
do que desorienta-los e perverlo-los e porque a ac-
eito da auloridade, branda c bemfazeja, quando he
auxiliada pela conlianca, loma-se brusca e violenta
quaudo s tem repugnancias a vencer.
(Continuaremos.)
Chegou antehoutem do sul, com 7 dias de viagem
o vapor Tocanlins, e por elle recebemos jornaes do
Kio de Jaoeiro al 10 do corrcnlc, da Babia al 15
e de Macei al 16.
Alem dos despachos, e do mais que cm outro lu-
gar encontraran os leiloret, cabe-nos aqui addicio-
nar o seginle.
Coulinuava o governo a oceupar-se seriamente
com o aceio da capital rio imperio, e devia o servido
necessario a esse fim comeijar no da 9, sob a direc-
c.lo ilu Sr. Jn.io l'h una/. Coelho, uoniendu adminis-
trador da limpeza publica.
Tindam sido nomeados : commandante geral do
corpo rie imperiaes marinheiros. o capitao de fraga-
la Joaqnim Raimundo de I,amare, commandante do
brigue Maranhao o capitn de Cragala Fernando
Vieira da Rocha; do vapor Yperanga, o capitao l-
enle Victorino Jos llarhosa rie Lomba ; do vapor
Giquitinhonha, o capitao lente Joao Gomes de
Aguiar ; do vapor Qolphinho, o 1. lenle I.uiz
da Cunda Moreira ; do brigue escuna Xingu', o
1. lente Henrique Anlouio Baptista.
Refere o Jornai do Commercio que a policia des-
cobrira am falsificador de olas de 50? res, mas
eram estas do thesouro, e nao do banco do Brasil,
como pelo respectivo presidente foi ofticialmcnle de-
clarado.
Pelas i) horas da noile do 1. do correle foi assas-
sinado na corle com orna punhalada no coraro um
marinheiro inglez, que se sunpunha pcrlejicer fra-
gata Conttituicio, sendo preso como indiciado Lou-
renen llrilaiti, morador em uina casa da ra de D.
Manocl, defronle da nual foi commellido o. crime,
por se ter adiado na busca que alli se deu am pn-
nhal dentro de um barril de despejo,
Inceiuliou-se pelas 2 horas da madrugada do dia
3, a casa da ra do Ouvidor, canto da da Valla,onde
li-iv ia um estabelecimento de moldados ; e tal foi a
mpeluosidade do fogo, que apezar dos esforcos dos
bombeiros e das autoridades que os dirigiam, nao
pode ser logo apagado, chegaitdo aules a cummuni-
car-se a casa contigua dn ra Valla, a qual lambem
arden completamente. Oulras. casas visinhas sof-
freram mais ou menos ; porem nao bouve perda da
vida de pessoa alguma, nem tao pouco fcrimenlos.
Diziam que dera causa ao incendio, o descuido de
nm:caixeiro.
Fallecer no municipio de Vassouras o Dr. Jos
Frederico de Souza Pinlo, advogado de nome, e niui
condecido por seas tlenlos cilluslrarao. Sua fami-
lia ficra icdu/id.i a indigencia, Iralando-se por esse
motivo lano n'aqucllacidade cmoda corle, de pro-
mover suliscripr-Oes em favor ri'ella.
No dia > do passado perdeu-se o patacho brasi-
leiro Flor da Verdade, em viagem d'csla provincia
para Campaa, com carga de sal, salvando-se a Iripu-
aco.
I.e-se no Correio Mercantil de 5 do corrale :
Em um dos dias ria semana ultima passava pe-
la praia do Sacco do alteres o Sagrario Viatico. Os
moradores do lugar chegaram, como dedo cosime e
devorao, s janellas : um vcldo morador de urna pe-
quea casa am frente ponle do embarque nao se
coutenlou com o que f.uiam 09 de mais vizinltos ; e
acompandado deum escravo,sadio e veio ajoeldar-se
fra da poda. Mal lindara posto o joeldo em Ierra.
1 casa queacabavam rie deixar vaaia desabou com-
pletamente, ficandn cnl poucos instantes um muan
de ruinas. He de notar que nada pareen ameacar
semeldanle successo, porque nem ao menos ventava
na occasiao.
N3o noticiamos esle facto para alimentar supersli-
rOes ; mas de impossivel crer n'um acain com lan-
os caracteres de providencial. Quem sabe para que
lim foi conservada a vida da um pobre velho '! Que
partido podera tirar a Providencia dos das que lite
restao para a real i /.ae.n de seus designios.' 1
Na provincia de Sania Calharina havia-se funda-
do urna associacilo rom o titulo deProtectora do
commercio, agricultura e arles, e entre os meios
de que deve tancar mao, figura um jornal, cuja pu-
hlieae.io eslava projecida.
Na Babia foram cercadas e varejadas, ao ama-
nhecer rio dia 11, diversas casas da capital, resultan-
do dessa diligencia policial serem aprehendidas al-
gumas amostras de.raoedas rie ouro e palacOes, e
presos varios individoos, entre oulros um Belga de
nome Carlos, que curava homeopalbicamenle. Cor-
ra que o convcutn do Carmo .lambem fora cercado
em virlude de denuncia dada ao chefe de policia
por meio de urna carta hincada no correio.
Oulras mais diligencias tiveram alli lugar, c em
urna riellas foi preso com dous sobrhihus Antonio
Jos Tupinambo, encontrado era sua fazenda na ilha
de S. Antonio, onde dizia-se foram adiadas 227 se-
do las rie 2s(H)0 falsas.
L se no Jornal da Baha
a Consta quena casa de Jos Joaquim de Aduci-
da em S, Caetauo.iia qual o Sr. capilao Beato fez o
seu quarlel, foi vislo em urna noile, ltimamente,
um vulto negro encostado ein una cerca, que fca-
va da alguma distancia da casa. O capitao cltamou
um cabo e mandou recoiibece-lo : o cabo oberic-
eendo, aproximou-me do vulto, o pergunlou-lhc
duas vezes, quem est ah 1 Elle nao responden.
O cabo perguulou-llic tercetra vez, mas apenas dis-'
se, quem est...? e cadio inorlo por utn Uro de baca-
marte 1 Fot.10 vieram mais alguns soldadosqae per-
seguiram o vullo, mas que o nao poderam apandar.
Quando voltaram, acliaram no lugar em que elle li-
nda estado, una garrafa quebrada, que lieha derra-
mado um liquido, e entra perfeita, que reconheceram
estar dieia de agoarat; sappoe-so que o tal vullo
ia deilar fogo casa.
No da 13 reunio-se em palacio a commissao
nomeada para rorganisar a companhia Ivrica. O
Exm. presidente da provincia apresentou varios tra-
balhos que fnram suluuetti los aos Srs. Secdino c
Sampaio Vianna, escoldido u'enlre a commissao pa-
ra dar o seu parecer a respeito. ,
a O Exm. presidente declarou qu espera respos-
tada presidencia de Pernambuco ,1 proposta, que Ihe
li/cra, de ir a companhia reorganis?da p!enainenlc
Irabalhar alli cm alguns mezes do anuo, sendo sub-
vencionada tambera por aquella produca,e pas-
eando o Sr. Auloiigiiii, actual emprezario, ensaia-
rior. i)
Em Alagoas linda declinado consideravelmeute a
fehre amarella, que flagellava'os habitantes de Por-
to-Calvo.
substituido um abusa por onlro menos desculpavel,
qual o de cobrar-se 1080 rs. a lilulo deilircilos
iiovos c velhosque nao sabemos como podem ser
devidos das legitimaccs expedidas pela policia.
Segundo a nossa humilde oplnffie a .-rrcr.idar.o
provincial devia cobrar 18600 rs. das legiliroaces
para passaporle desde que foi conbecida a lei n.
1*8 de 11 de setembro de 1852, a qne precedeu o
aviso n. 280 de 29 de julho de 18M. Se assim li-
veMe procedido reclamando como Ihe cumpria con-
tra abusos prejudiciaes renda provincial ter-se-hia
conciliario a observancia do artigo 93 q0 regnhimen-
te n. 120 de 31 de Janeiro de 1812 rom as leis de or-
camenlo prodnciaes que lem na* suas rubricas a de
emolumentos de policiae com as leis geraes que
implicilamculc dotaram as provincias com esse im-
posto. Do contrario porem de lal procedimeulo sc-
guio-se verdadeiro prejuizo, porque o genio da eco-
noma abandonou ainda d'csla vez os Interesses da
arrecadac,ao provincial.
t

() Escada.
(a),. Porque urna opposirao he-considerada como
urna das neressidades rio governo representativo Y A
razao nos diz que s deve haver opposirjlo ao mal ;
e havcr.i um mal ueressario n'csla forma de gover-
no .' Sira; e at ha dous. Aos odos" da democracia
esse mal he a realeza, ais olhos da realeza he a de-
mocracia... Eis ahi as bases era que o celebre vis-
coirle de Bnnald funda a sua theoria dn opposirao no
governo So os nnnics de escriptures d'essa. ordem
c a boa f dos que os Icem, podem grangear crdito
a seiitelhanles iloiilrinas, que a razao c o bora senso
rcpclcin. Ivm vez rie raoslrar-se que o principio
mouarchieo he de urna salutar inllueucia c inriecli-
nnvel necessidade no governo dos povos, ou que he
um bem, sera o qoai nada faria a democracia, fomen-
la-se o prejuizo cintrado, e prelende-se regularisar a
guerra enlre elementos igualmente indispcitsavcis
orrieui dos estados, eque jamis poderao ser separa-
dos sem a sua completa ruina.
(b) O que dizemos com referencia cscravidac,
pode ser eufraquecido pela lembranra de que esse
Qaglla existe no Brasil ; mas cumpre relleclir que,
pelo diminuto tiumern, nao pode ella figurar enlre
nos como elemento social, com dicisiva iolluencia
sobre a organisacao ria socieriade, o que aconteca
cnlrc os ltigos. No mundo grego e romano, os
dezanove vigsimos do genero humano (.lermo me-
dio) eram cscravos ; ns viola ou rtela mil ciriariaos
de Alhenas tinham qualro ceios mil escravos ; na
halallta de Platea cada Lacedemonio era acompan-
bado rie sete iloles ; em Roma nao era raro que
um cidadau possuisse vinte mil. Semelhanle esta-
do social nao lem compararao na historia dos povos
modernos.
Nao lem Cundamento algum o boato espalhado,
que S. Exc. o Sr. presidente da proviocia prelen-
rie mandar desarmar a guarda nacional dcstacida-
rie ; por quanlo, lal pretenrao nao existe, antes S.
Exc. muilo nclla confia, como a salva-guardada
con-tiiinc.in e das leis, e muilo se tem esmerado em
abrilhanla-la.
COMUNICADOS.
As legltimaco'e para passaportes e seo im-
posto.
As legilimacoes que se expedem em observancia
do artigo SH) do regulamento n. 120 de3l de Janei-
ro de 1812, sao sujeilas ao imposto de fftiOOrs. que
se declarou exclusivo do municipio neutro, por avi-
so de 4 de agosto do mesmo anno ; mas que depois,
sendo contemplado no calbalogo aiinu.il das rendas
do estado pelas respectivas leis de ornamento de
1818 a 1851, foi cobrado n'csla provincia para a
renda geral at novembro de 1853 a titulo deleg
limaces,continuando ainda agora, a titulo rie
direilos uuvos e vcldosna importancia de lj>080 rs.
por cada nina.
Entendemos que de.jullio de 1853 em dianta a
codranca do imposto de legilimariies para a renda
geral, lera sido Ilegitima c abusiva, e que actual-
mente nada s deve d'essa origem aos cofres geraes
seinlo o sello; porque lenrio-se declarado pelo aviso
n. 208 de 2!) de jdlliu de 1851 que "a quanlia de
IJtfiOO dos liliilos ou guiasde legilimaco era um dos
arligos de receila que con-liluein ,1 rubrica da lei rio
(irraincnlu emolumentos de- policia. declararSo
seguida mais tarde da elimiiiaro d'esse imposto no
calbalogo .da renda geral pelas leis n. 68dc1t>2e
71!) de 1853, he'evidente queso podia cobrar-se pa-
ra a renda geral no dito municipio, e para a pro-
vincial n'aquellas provincias, que a qualquer titulo,
envclvcm esse imposto cm sua receita, como na de
Pcrnambuco que semelhante ao municipio da corte,
tem a rubricaemolumentos de polica.
Deixar-se de cobrar I^OOO res, para a renda ge-
ral em dczcinbro de 1853, porque s enlao se repa-
rn quo o titulo d'essa renda nao fora rompreben-
dido as leis de 11 de setembro de 1852, e 28 do
mesmo mez de 1853, seria, ainda que larde, urna
suspeusao de erro, se livessem enexplicavclmcnte
Gabinete Porluguez de Leitu a.
Portugnez como sou, mas absolutamente eslra-
nho e opposto a essa polmica qoc desgrac. admenle
existe entre consulares e, anle-cnnsulares, polmica
originada pelo proceriimento escandaloso e revoltan-
te do capilao do patacho Arrogante, e depois ali-
mentada pelo choque de interesses de cerlos negocia-
dores rie heranras, de nm o de oatro lado, lenho-me
limitado a reprovar silenciosamente os excessos de
ambas as parcialidades, bem proprias para descon-
ceiluar-nos perante o paiz, que nada lem com as nos-
sas discordias, que nao quer saber de nossos nego-
cios, os quaes, a meu ver, deveriam ter sido parli-
cularmenlo arranjados sem estrondo, sem assuada.
Agora, porm, que os Srs. do oonsulado prelendem
envolver nessa vergonhosa eonlendao Cahioete Por-
luguez de Leitura, considerando que a illustre direc-
tora nao deve descer medir-se com (letralores an-
nimos, resolv dizer alguma cousa a esse porluguez,
que no Liberal Pernambucano de 9 do correute,
pela segunda vez tema em desacreditar esse estabe-
lecimento, vomitando contra ello mil calumnias sem
respeito nem consideraran lanos Ura-ileiros e Por-
tugueses iltuslres, que pertencem ao seu gremio.
Em seguida, pondo em paralello o eslado do Gabi-
nete na poca era que deixou de ser director o Sr.
Joaquim Baptista Moreira, com o seu estado actual,
provarei quanto foi til ao estabelecimento a riemis-
s3o desle Sr., c arrolharei de urna vez a bocea im-
miiuda desse porluguez que o nao parece.
Do nojenlo aranzel de tal compatriota, de prehen-
rie-se a prelenr;ao de Cazer crer ao governo de Lis-
boa, qne em Pernambuco existe um partido migue-
lista, poderoso, ameacador, eujo centro he o Gabine-
te Porluguez, que por isso deixou de illuminar-se
nos dias 16 de setembro e 29 de oulubro. I'raros, se
nao muieis sao por cerlo esles meios de hajulscao
para tornar o governo porluguez, propicio a causa
consulsr. a Coulircenes diz o lal palriotao, os
sen limen lose as vistas dos laes reformadores. Ar-
reigados como sao-as ideas retrogradas, allegura--p-
Ihes Cacil o ensejo de prepsrarem os Portugueses em
Pernambuco, para urna propaganda anli-liheral, etc.
mas, ariianle acrescenta a, sabemos que para a
gente dessa crei he intrusa actual dynastia reinante *
em portugal, n e ao depois desenganem-se quena-
da conseguein com suas amearas e terrores brntaes,
que nao he o governo porluguez eomposlo de me-
ninos que tentia medo de tao Ceios e ajenlos pa-
pes. Ora, jase vio miseria semelhanle T .0 il-
lustre diretor do Gabinete, lo cunhecido por suas
ideas liberaes aqui, cm Portugal e em Franca, onde
residi por lanos annos, convertido agora em chefe
de urna conspiraran mlguclista em Pernambuco E
qual o fim desla conspiraran 1 Querer a directo-
ra preparar com os fundos do Gabinete algamaex
pedirflo em favor do principe procdplo? se assim fr
recomendo-lhcs para fornecedor o Sr. Miguel Jos
Alves, (Jue j o m de livros para o gabinete, do que
tirava um mdico e honesto lacro.
Mas, copspira-se no Gabinete contra, a dynastia
reinante e o vice-eoasal porluguez, contina a to-
mar parle activa nos negocios do gabinete ? I Sr.
cnsul porluguez, pois V. S. faz ainda parte dessa
asi.uriae.in, em que se prepara ama propaganda mi-
guelisia ? nao v que assim pode com razio in-
correr no desagrado do governo de Lisboa, e perder
o lugar que lodo o transe deseja conservar I loar-
le lastima 1 I
O compatriota sabe perfectamente que sendo o
gabinete um estabelecimento particular e lodo
Iliterario, nada (em com a poltica, e nem Ihe corre
obrigaca. > de illumin ir-se por .este ou aquello moti-
vo ; mas que ha da ser, se o patriotismo do nosso
homem consiste em demonslracee externas, he pa-
triotismo de luminarias I
Vejamos esle onlro lopico do aranzel do homem
das luminarias : a Sabemos oque por ahi se diz pu-
blico e particularmente o vamos dize-lo. O Gabine-
te nao be mais boje um cstaheledmento lilterarin,
que receba era seu seio a lodos os Portognezes, com
as necessarias qnalrnades e sem distinecao de crenra,
nao he mais hoje um gremio para a lcilora, para o
ensino c para o esludo de lodos os que o qnizerem ou
precisarem ; uo he mais a reuniao fraternal c tol-
rame dos Iilhos do mesmo slo, tratando de se ins-
truirem, de se cpmmunicarem, e rie serem mnlua-
menle uteis, recordando-se da patria commum ; nao, ,
nao he o Gabinete he s hojeo centro das calulm-
nia-, rias enlrigas, etc., etc. II
Com effeito, muita cousa se diz, e ainda se diz
mais ; dii-se, mas ha de ser pela, que o autor desses
arligos publicados no Liberal Pernambucano con-
tra o t i 1 bineho, que o enventor de lodos esses a le -
ves he o Sr. Miguel Jos Alves ; di/.e que n3o foi
o zelo pelo ae llmenlo ao anuiversario do Soberano
que Ihe moven a mao, mas sim o despeilo e raiva por
ter perdido a chuchadeira do Xorncimenlo dos livros
para o Gabinete ; diz-se que essa chuchadeira era j
por lal '.orina escaodalosa qoe al o Sr. Manoel Ig-
nacio Pinheiro, que siao he suspeilo, reclamara coa- t*
Ira ella, e se offerecera mandar vir os livros medi-
ante ama mdica e rasoavel commissao de 5 % sobre
os preeos das facturas originaos; diz-s mais que,
nao oblante a generosa ollera doSr. Pinheiro, Sr.
cnsul director influir e conseguir que algumas ed-
comendas se fizesses ao sen digno chanceler com a
commissao de 10 % Qae tal! ser islo verdade t
Oulras muilas cousas, e mui galantes, se riizem
por ahi do Sr. Miguel Jos Alves, que nos no ee- _
petiremos por serem eslranhasao Gabinete.
Ora, ser Indo islo verdade, ahi eslao explica-
das as boas inlenres e o lelo do Sr. Miguel
Jos Alves, om dos fundadores do Gabinete, palo
bem estar de seus compatriotas e no entretanto
sao hornees destes os que se attrevem a-riingir in-
sultos a actual directora,'dignas alias deiiren-
commios pelo incansavel zelo com que se ha dedi-
cado aos negocios do gabinete, (azendo mais em 6
mezes incompletos do qrff a directora do Sr. cn-
sul Cez cm 3 annos, como vamos provar.
fes non verba.
Quando o Sr. Joaquim Baptista Momeira, deixou
a directora do gabinete depois de 3 anuos de exer-
cicio, coinpnnda-se esta dssociar.10 de 342 memores,
sendo 220 accionistas, e 122 subscriptores. A acto-
ai din clona no curio periodo de sua gerencia tem
elevado o pessoal ao numero de 6W, dando iugresso
a 162 accionistas, e a 118 subscriptores (vrjavse no
certificado abaixo transcripto a resposta ao 3. e 5.
ilens. )
Desle fado resultem duas cansequencias, das quaes
o Sr. cnsul escolher a qoe Ihe apouver : ou o Sr.
cousul preslava pouco cuidado aos negocios do Ga-
binete, ou careca do prestigio c simpalhias necessa-
rias para ansariar-lhe membros ; de qualquer for-
ma, muilo g.inhuu o eslabelecimenlo com a sua de- '
niis-ao.
A directora do Sr. cnsul enlregoa o gabinete,
nao s sem real em caixa, mas al alcar.cado ; por
quanto, deixaude um a'ctivo de 5i!3-'iim rs., que,
deduzindo 301J000 rs. incobravel, fica'reduzido a
2599500 rs. para pagamento do um passivo de.....
50U5<70 rs., evidentemente se deTnonstra um dficit
rie -JiljlTU rs., mas para altenuar esla vergonhosa
circumstancia nao se menclonavam cedas dividas,
figurando ISo smenlc lio relalorio duas oonlas na
importancia de 27BC830 rs. (vja-se a resposta ao 1
e 2o ilens.)
A biblotheca compu:iha-se de 2331 volumes ; a
actual directora no curto esparo de seis mezes in-
completos augmeutou-acom mais 600, eocomendou
para Lisboa oulros 600, parle dos qoaes 3o chega-
gos, para Pars 800 a 1,000, com o .que ftcar eleva-
da a perlo de 4,500 volumes, alm de dous glnbosde
mais de dous ps de dimetro, i-arlas, diccionarios,
e instrumentos para preparar urna sala geographi-
ca, cujos objectus se adiara na aifaodega desla cida-
de (vejase a resposta ao 4" e 6o ilens.;
A actual directora tendo comprado movis e iiteu-
cilios no valor de 9958260 rs., e pago a dividas de
sua antecessora, c todas as despezas at boje, con-
serva cm caixa para pagamento das enconimenrias
feilas quanlia de 2:5985637 rs., leudo j remeltido
para Lisboa 6UO5OOO rs., c em cohraura de atrasa-
dos e do semestre correute 2:8533500 fveja-se a res-
posta ao 5 ilens.)
A vista de um estado 13o prospero t. lisongeiru
ninguem, a nao ser o homem das luminarias, riei-
xaeji de lecer os llovidos encomios a urinal directo-
ra, e de Cazer votos pela sua conservacao ; s ella
foi capaz de corlar pela raz cerlos abusos protegidos
por uns, e tolerados por oulros : a resposta ao 10 e
11 ilens pj-ovam evidentemente que os livros eran
pagos por preros carregadus ao arbitrio do fornece-
dor ; A Ilustran',,) Franceza que oul'ora cu-lava ao
gabinete 20500 rs., veni agora por 169280, ueste
objecto lia urna diHerenea de quasi 25 por cento, a
diercnra que havera em obras mais imprtame- s
Dos o sabe, porque al riizem qoe o Gabinete pa-
gava os portos de quanlos impressos rerehia o Sr.
Miguel Jos Alves ; nao sei se islo ser exacto, us
o que be indubivcl he que os portan dos peridicos
pagos ao correio pela directora transada regtilavain
85000 rs. inensaes, c actualmente cora o accrcscimo
de mais dous peridicos regula 45OOO rs. (veja-se a
resposta ao 8" itens.)
Agora Sr. Porluguez dasdemnnstrarnc; es/lernas,
Sr. das luminarias, rcfule se tic capazeslas provas,
ricsminla esles fados, porque he com fados que se
argumenta ; calumnias, embustes, insultos impro-
perios, alm de nao provarem cousa aleuraa, refler-
lein sobre quem os laura. Desengaoe-se que <"m
essas historias de propagandasmiguclistas n.lo adan-
la nada, que nao he o governo Porluguez eomposlo
de meninos que arredile em laes sanriiees, e aqui
todo o mundo sabe, e al Vine, qne o Gabinete ab-
-oluiaucule estrauho a poltica, e mesmo a quesles
consulares, he mais do que nunca foi frequenlario
por extraordinario numero de accionistase subscrip-
tores, que en suas estantes vo procurar a inslrnc-
Co, ou o recreio de espirito as horas de descanro.
Tendo provado que o Porluguez rias luminarias
he um infame calumniador, eque o Gabinete Porlu-
guez de Leitura muito ganhou com a dimissao do
.'

*


<



(




DIARIO OE PERNAMBUCO. SEGUNDA EIRA 20 DE NOVEMBRO DE 1854.
i
I
Sr. Joaquim Baplisla Morcira, concluirei declarando
3ue r Tactos coruprovados responder de lioje em
ianle. O Accionista.
I lliu. Sr. director do Gabinete Portugus de Lei -
tura. I..........., socio accionista deste
gabinete precisa que um dos senhores secretarios re-
vendo os competentes livros, lhe certifique o se-
i: millo :
I. Que quantia exista em caia quando .i actual
administrarlo tomou posse.
2. Se no-1 poca exista divida activa ou passiva ;
qual a im|>orlaucia de urna e de outra ; qual o adi-
tivo .-inoculado al hoje, e que juizo se faz do res-
tante ; qual o passivo araorlisado at hoje.
3. Qual era o n muero do pessoal do gabinete em
classes di.tinctas.
i. I)e que numero de voluntes se compunha a bi-
bliotheca, e quantos peridicos ge subscreviam.
5. Qual o fundo actualmente en) caixa do Gabine-
te, suas dividas activa e passiva ; e o numero de seu
|H!soal cm classes dislinctas.
6. Quantos voluntes tem entrado para a bihliolhe-
ca comprados pela actual adminstralo, e quantos
se acham por ella cncommendados.
7. Que numero de peridicos se sabscreve actual-
mente.
8. ijii iiiin regulavam mcnsalmente os portes pa-
gos ao correio. e quanlo regulan) actualmente.
9. Que movis e utencilios tem comprado a actual
.iJiuiiii~lr.it""'. e qual a tolalidado do seu valor.
10. Por intervengo de quem se recebiaa Illas-
tracao Franceza, qual era o seu costo animal ; por
intervenr.no de quem se recabe hoje, e quanlo cusa.
II. Se Miguel Jos Alves apresentou alguma vez
a factura original dos livros cncommendados, para
sobro ella se carregar a comraiss.io de 10 por cento
que percebia, ou se essa commissao era carregada so-
bre facturas feitas por elle.
Nestes termos pedo a V. S. se digne consentir que
se passeo supradilo certificado.E. R. Me.
Passe nSo havendo inconveniente. Hecife 1i de
novembro de 185*.Dr. Sarment.
Certifico em virtude do despacho do Illm. Sr. pre-
sidente da directora, o em satisfago aos quesitos
exarados na pelicao retro, que revendo os compe-
tentes livros delles consta o seguinle :
1. Que nenhum saldo exista em caixa em 11 de
junho passado, ein que a nova administrarlo lomou
posse.
2. Que exista a activo 5639500 rs., c de passivo
rs. 769830.
Arrecadou-se do activo...... 15590110
Existe em recibos para amorlisac&o. 349500
llecobravel a quantia de..... 705O00
Julga-se perdido........ 3049000
5635500
A importancia do passivo rs. 2769830 era a Miguel
Jos Alves 1889170, e a Joaquim Pinheiro Jacomc
SN566O, cujas quantias fornm pagas. Alm disto pa-
gou-se mais a diversos 2235810, que nao foi men-
cionado ii" relalorio entregue: total do passivo pago
500)670 rs.
3. Que o pessoal do Gabinete compunha-se de 22
accionistase de 122 subscriptores : total 342.
4. Que a biblioibeca compunlia-se, segundo o ca-
talogo publicado de 2331 voluntes. Subscrevcram-
se 10 peridicos brasileiros e 19 portugueies, Ires-
psnhoes c fruncezes.
5. Que existia em caixa cm 31 de oulnbro res
2:598*63.
O activo actual compe-se do scguinle :
l'ivida mencionada no segundo quesilo 4089500
Quantia que falta receber do tereciro trimestre rs.
1839000.
Importe do quarto trimestre 1:1469000
Importe de a croes.......
tem de subscriptores......
Quantia remeltida para Lisboa para a
compra de livros.......
Por um triste pcnsamenlo
A fronte tinha abatida :
Saudades de um sentimenlo,
l.cmbranras de sua vida,
Kram-lhc um solfrimento ;
Punham-lbe a fronlc abatida.
Sao seos olhos transparentes,
Quebrados, de necra cor ;
Rubros labios, niveos denles,
Primorosos no rigor ;
Cabellos linos, luzentes,
l.i/.os, de negra cor.
O seo eolio lao formoso.
Seo lindo corpo de fadi,
Seo p pequeo, mimoso,
Que mea. nao piza nada...
Sao de um ente vaporoso
Magos "lanlos dedada.
II.
Amei-a ; amo-a ainda
Por ser a virgem mais linda
lie minha Ierra natal.
Amei-a :mesmn esqnecida
Enlrego-lhe a minha vida,
Ensiuo-lhe a ser ieal.
E lalvcz conlieea um da,
Quem sjbe ? 1 qu'cu n3o m'recia
Seos desprezos, seu rigor ;
Mas, cutan, arrependida,
llar-me-lia amor e vida
Em paga de tanto amor.
E hci de amar com f pura,
Memo alm da sepultura,
A' esse anjo de amor,
Que, meo Dos, em si rezume
As grabas, que tem nm nume,
Seos encantos, seu primor.
Nos olhos tem claro lume,
Nos labios mago perfume,
Tem dos cos a ambrosia ;
Ella um sol de belleza,
L'in anjo de singclleza,
Um verbo de poesa.
Seo nome... c... um segredo,
De que uao bei de 13o cedo
Fazer alguem sabedor :
Seo nome... ai nao n'o digo,
Ilei d<> guarda-lo commigo
Abracado ao meo amor.
Sen nome... guardo-o no peilo,
Qu ao segredo ja ilcito
Guardar a descripc,ao:
Seo nome... ai I nao n'o digo ;
Ilei de guarda-lo commigo
Bem dentro do coraoSo.
Novembro Iti de 54. *
1:3293000
3609000
7569000
GOOJOOO
Total.
3:45:19500
220 116 336
162 148 310
616
Quanlo ao passivo nenhnm ha, excepcao de al-
gnma conla de pequea monta, e que por nao ler
sido apresentada nao tem sido paga.
O pessoal actual corope-se do seguate :
Accionistas antfgos......
Subscriptores tem......
Accionistas adqueridos depois da.
posse da administradlo actual. .
Subscriptores ilem......
Total .
6. Que tem entrado para a bibliotheca 600 volu-
ntes comprados e offertados; estao pedidos para Lis-
boa na primeira e segunda enrommenda 600 volu-
nte, nSo mencionando os que se pediram das obras
que se livessem publicado este anno. A primeirt
cncommenda ja se aclia ncsla cidade, c a segunda
deve chegar no vapor T. Mara Segunda. Para
Pars cnroiiiinundaram-se de 800 a 1000 voluntes, 2
globos mappas, diccionario e objeclos pertencentes a
lu macan de urna sala geographica, cujos globos e
mais objeclos se acham na alfandega desla cidade.
7. Que alm dos mencionados no quarto quesilo,
suhscrcvc-se 2 brasileiros e 2 portuguezes.
8. Que regularam os portes 89000, termo medio,
regulam termo medio 49000.
9. Que lem comprado a actual administraoSo os sc-
gnintes movis :
4 estantes.......... 5009000
1 quadro com o retrato de S. M. o Se-
nbor 1). Pedro V....... 2089360
1 carleira e banco....... 6494)00
1 relogio........... 609O00
Diversos objeclos........ 1629900
99.59260
10. Que a llluttracao Franceza era recebida por
inlerveneao de Miguel Jos Alves, sen cusi era de
205000 annuaes. Ue recebida hoje por intermedio
de I,. Leconle Feron & C.. e seu custo he 16-9280.
11. Que examinaedo os documentos desde a fon-
il.njao do cstnlielecimento, entre ellos se enconlram
diversas contasde livros fornecidos por M. J. Alves,
dasquaes t duas acompanham facturas originaes,
na importancia de 1839893, moeda portugoeza, so-
brecarregada coin a commissao de 10 por cento, e
tem as datas de agosto e dezembro de 1853. Secre-
taria do Gabinete Portuguez de Leitura em Pernam-
buco 16 de novembro de 1854. Manoel Ferreira
de Souza Barbota, segundo secrelago.
PLBLICACOES A PEDIDO.
t) CNSUL JOAQUIM BAPTISTA MOREIRA.
Nao ha paciencia que baste aos Portuguezes em
l'ernamboco para solfrerem os desvarios do cnsul,
a quem o governo portuguez sem consciencia do seu
mrito inveslio no importante lugar que ocenpa.
Parece qne este empregado s se applica e dedica a
escogitar a maneira porque se faca mais odiado de
suus compatriotas, c aborrecido dos habitantes deste
paiz Desgrasado homeni 1 Da indillorenoa com
que o governo portuguez tetn olhado para as repre-
sentares de seos subditos uesta Ierra, tem o cnsul
liradoarguroeulo suppor-se protegido e firme em
sua pdVrao; de protegido se ufana, e os seus appcl-
lidados Jnigos propalam, que carias de sumraidadcs
portugq'ezas lhe garablem a sua conservaeao cosa
de lodo os sacrificios! 11
Os Portuguezes jastamenle resentidos do lana
,imIiic.'io, nao querendo snjeilur-se ao arbitrio de
um empregado, que ojo nasceu para dirigir lio-
mmm e artes.
Discurso proferido por occasiao da sossao solemne
da abertura do anuo escolar de 185} a 1855, do
instituto agrcola regional de Lisboa pelo respecti-
vo director.
Bone Deus Si I.usilani noscent sua bona
natura?, quam infelices essent plerii/ue
alii i/ai non possidenl Ierras exticas '.
Linneo.
Seuhores Quasi todas as scencias tem cometa-
do pelo empirismo, e todas as artes por urna collec-
c,ao de pralicas imperfeitas, e de rolinas Iradiccio-
naes. le o lempo quem as raccionalisa e inslrue,
he a civilisaco quem as enriquece e aperfeic.6a.
As arles fabris, posto que nutridas pela agricultu-
ra, tem-na sempre precedido nocaminho do progres-
so. Col locadas nos grandes centros de civilisaco re-
ceberam constantemente delta um efticassissimo im-
pulso. As exigencias do fausto, os caprichos do la-
xo e da moda, o domicilio as cidades, o estimulo da
competencia lem sido o grande incentivo do seu a-
perfeiroamento. A abundancia de capitaes e de
bracos, o espirito de empreza, a divisSo do trabalho,
o j 1 ir fin o auxilio sempre prestante das scencias
historicos-naluraesephvsico-matlicinalicas tem faci-
litado os seus prncessos, c enriquecido os seus pro-
ductos de um modo prodigioso.
A agricultura pelo contrario, cslranha ao grande
movimenlo das cidades, viveudo s de si mesma,
confinada as aldcias e nos campos, tendo .ordi-
nariamente os seus ceiros de pro lucran a grande
distancia dos do consumo, carecendo s vezes de
bracos e de capilaes, menos accessivel s licoes da
seiencia, marcha mais tarda e dcscuidosa na senda
escabrosa do seu apcrfeicoaniento.
E assim vemos que a mecbanica explicava j a
theoria das machinas de vapor,"e calculava rigorosa-
mente a aceito deste poderoso agente, quando nao
tinha ainda resolvido n problema da aerlo de urna
simples charraconstrua os mais complicados ins-
trumentos astronmicos, e nao tinha nein ao menos
pensado no aperfeiroamonlo das ferramentas agra-
rias mais elemeutaresIracava methodicamente o
cavernamc de um vaso de guerra, c ainda ignorava
a maneira de afleiroar as curvas d;.' uvera de um
arado.
E na vordade foi s nos nasaas lempos, qne Jef-
ferson, o celebre presidente dos Estados-Unidos, nos
cusinou graphiramenle a construir a sua charra,
dando ; aiveca a forma paraboloide-hvperbolica,
forma que algura lempo depois, cm 1821, foi mais
rigorosamente definida por Harbulle.
Mas ncm assim mesmo ficou este problema satis-
factoriamente resolvido; novas iivestigaces foram
posteriormente feitas por dislinctns agrnomos, das
quaes resullou darcm muilos preferencia forma
hclieoitc, como mais propria a vencer a resistencia
da leiva, c a revira-la completamente.
Ela forma foi a dvinhada pelo celebre Dombasle,
e defendida e juslificada pelo Sr. Perronier. O Sr.
Lambruschini ensinou-nos posteriormente o proces-
so graphicoda sua cnnslruccilo, e o marque/, de Ku-
dolphi no dmate agrario di Toscana deu-nos a
theoria deste mesmo processo.
Como complemento deste importante esludo,
apparcceu nos annaes do Instituto agronmico,
em 1852, urna bella memoria do professor Saint
Venanl, que nos aprsenla finalmente a theoria
geral e completa, sobre a forma das aivecas; de
maneira que se pode aflirmar, que data apenas de
dous annos a rigorosa resolur,lo deste problema apa-
rentemente Uo simples, mas de urna incalculavel
importancia pratica.
Basla esla ligeira indicaran histrica para nos
convencer de que a mecbanica, esta incessante
fomentadora das artes fabris, pendra tarda e
descuriosa no variado campo das applicacSes agr-
colas.
A conlabilJade, ha lano lempo applicada is
industrias manufactora e comniercial, apenas nes-
tes ltimos lempos, tem comeoado a coadjuvar
de um modo systemalico a agricultura nos varia-
dos processos do seu grangeio. Mas sem este ri-
goroso barmetro do custo da producoao nunca o
agricultor poder dirigir-so com seguranoa na es-
colha do inelhor, e mais proveiloso systema de cul-
turas.
As scencias physiologicas, que tantas acqoisi-
res (em grangeado no estudo Has funcres ani-
jnaes, comeram apenas a presentir os arcanos do
organismo e da vida vegetal. Datam de honlem
os mais impoilantes conhecimenlos da organogenia
e organophisia philologica.
O papel que na nutrirn das plantas representa
Este regiilameiilo, approvado por decreto de 15
le junho de 1853, ha sido rigorosamente execulado.
O acert do suas provises lem sido confirmado pe-
la pralica ; e he com umita satisfarn pie en possa
dar aqu tcslcniinlio do iiniiln que elle lem enneor-
rido para o regular andamento do cnsino, c para o
bom desempenho A elaborarlo, discussilo, e approvaco dos pro-
grammas ilos cursos, que devem ser professados
no instlalo, foi, depois do regiilamenlo interno, o
nbjeclo das mais serias mcdilaciies do conselho, du-
rante um grande numero de sesses. Esses pro-
grammas, a que se deu pela imprensa a devida
publicidade, nao s indicam a cxlenso e a nalu-
reza das doiilriuas que devem ser dadas as cadei-
ras da escola, mas revellam ao mesmo lempo o ca-
rcter douliiii.il e pr.itico do ensino. E na verda-
de, no passo que as doulriiias eram apresenladas
lias aulas, os exemplos eram colbidos na quinla
exemplar, de maneira que eslas duas casias de ins-
Irucc^lo, preslavain-sc nm mutuo e continuo auxilio.
As doutrinas recebiam um ampio desonvolvimento
na cadeira do magisterio, e os processos o operares
agrarias, eram ensilladas e pralicadas frequente-
mcnle no campo das culturas, lano exemplarcs,
como experimental'-.
Nao se repeli no presente anno acadmico a pu-
blicado dos programinas, por haverem sido de mili-
to pequea importancia as alterarnos que alguns
delles experimentaram.
Segundo adisposic.lo do 1. do arl. 30 do ri-
lado decreto de 16 de dezembro, incumba igual-
mente ao conselho tracar o plano porque deve re-
gular-se o ensino, que o chefe de trabalhos deve
dar aos abeges na quinla exemplar; c aquella s ja
11 ir o 1 n bruna foi tambe 111 d esculpen bada antes lempo da abertura daquelle curso, como convinha
ao regular andamento de tao importante servico.
Foi igualmente discutido e approvado o regla-
mento dos trabalhos e exercicios pralicos dos alum-
nos dos cursos de lavradores e agrnomos.
O programma do tirocinio, que deve ser dado
as quintas de ensino, tanto pelo que respeita a
explicarao dos processos e pralicas agrarias, como
pelo que loca s nocOes elementares de veterinarias
e artes agrcolas, foi igualmente elaborado pelo
conselho, em ronformidade aoque dispc o n. 3."
do arl 8. do mesmo decreto rom forQa de le. Este
programma fui opporluiiamcnte submettdo .i np-
pi.naci do governo, quemandou, desde logo, po-
lo em execuro.
Construcr'ies.
Ao passo que por parte do conselho se proceda
sem descanro, nestes trabalhos preliminares, o go-
verno, sempre incessante em promover o estabelc-
cimenlo do ensino agrcola, c principalmente o do
instituto e escola regional de Lisboa, mandava pre-
parar e appropriar um pequeo edificio situado
denlro da quinta da Bemposla, para nelle se collo-
carem provisoriamente as aulas, emquanlo se nao
realisava a projeclada arquisirao do palacete da
Cruz do Talmad, desuado para assento definitivo
da escola.
As reparaciies e modificarnos felas naquelle edi-
ficio, adaptaram-o nao s para o lim projeclado,
como lambem para o aloj amento collegial dos
alumnos inlernos, que o babitam actualmente; e
que enconlram nelle urna esparosa e cxceltente re-
sidencia.
A acquisirlo da real quinla da Bemposla, que
s pode verilicar-se 110 prximo passado mez de Ja-
neiro, sendo para isso necessario vencer bastantes
dilficuldadcs, a maior parte deltas suscitadas pelo
seu arrendatario, poz o instituto em estado do po-
der dar cometo aos seus trabalhos ruraes. Esla
quinta foi entregue direcrao da escola n'um de-
ploravel eslado. Rccunlieceu-se, desde logo, a ne-
cessidade de proceder 'a reparos e bcneficiaces im-
portantes, lano para a livrar de urna ruina com-
pleta, como para a adaplar aos lius a que era des-
tinada.
A maior parle daquellas beneficiarnos acha-se
feila; restam, poren), ainda trabalhos e conslruc-
joes que-sao indispensaveis para o estabeleciinenlo
e regular andamento do certas culturas e servidos
ruraes.
Repararam-sc elleclivamcnle alguns dos seus edi-
ficios, lim lir.iin-u algumas officinas, concertaram-
se os engeuhos das oras, cstabeleccram-se novos
canos e mellioraram-sc os autigos, concerlaraiu-se
tambe 111 os lagos, con-truirain -e varios porles e
cancellas, e levanlaram-se alguns murosaduba-
ram-se, rnmperam-so e nivellaram-se limitas Ier-
ras; curiara 111--0 as arvores silvestres que se acha-
ram gravemente deterioradas, e que impediain a
fundarao de valiovis culturas; plantou-se um cres-
cido numero de arvores fructferas, e procedeu-se a
diversas cullivaces, do que daremos adianto cir-
cumslancada conla.
Heladas, rondu/io o segunle : 1,88) sarcos c 58
barricas rom 9.684 arrobas e 4 libras disssurar, 35
sanas com 197 arrobas e 29 libras do algodao cm
pluma, 5 ditas rom 20 arrobas e 24 libras da arroz,
1,279 muros salgados, 117 ditos cspichidos, 1,103
ditos de cabra, 467 ineios de sola.
li.u collona com escala pela Parahiba, brigue hes-
panhol Tebidabo, de 411 toneladas, condiizio o se-
uninlc :553 saccas com 3,133 arroba-e 1 libra de
algodao.
Ass'i, biate nacional ,tngclca, couiluao o scguin-
le :3,797 voluntes gneros eslrangeims, 452 ditos
ditos naciouaes.
KECEBEDOKIA DE RENDAS INTtKNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rcndimenlodo dia 1 a 17.....1G:2.)7e230
dem do dia 18......... 4259013
10:6829273
CONSULADO PROVINCIAL.
Ilendimentododia 1 a 17.....18:4329591
dem do dia 18........ 6219351
Os procos no lim do mez li-
prorosquese pedia,
caram a
Porlo bom, pipa 300a a WW
Lisboa d 2809 a 2909
superior 11 3009 a 3109
brauco 22.58 a 2159
Malaga 1709 a 1809
Catalao 22.5-j a 2559
Cetle a 2.308 a 2109
Champanha.duz, I83 a 199
Moscatel 6a
Couros"-
Feila aaequisirao rio palacete eda quinla da Cruz, Pars As colaces.
PKACA DO RECIPE 18 DE NOVEMBRO, AS 3
HORAS DA TARDE.
Rteitta semanal.
Cambios----------Sacou-se a 27 ;,' e27 3|1, e28 d.
por 19, jendo o primero a prazo,
e os mais a dinheiro.
Algodao---------Entraram 593 saccas, e os preros
regularam de .59600 a 59700 por
arroba pelo escolhido, e de 59300
58400 pelo regular.
Assurar- As entradas foram mais avultadas,
porm os precos nao tem baixado,
como era de esperar, conliuuan-
do procuradas as quididades supe-
riores, lauto do mascavado como
do branco.
Venderam-se de 150 a 155 rs. por
libra dos seceos salgados.
Bacalho---------Nao houvo entrada, c o deposito
est reduzido a 2,000 barricas.
Carne-secca- Apenas ha no mercado cerca de
6.000 arrobas da do Rio Grande,
tendo-sc vendido de 5 a 59300 rs.
por arroba,
Farinha de trigo- Relalhou-se a 309 por barrica da
de SSSF, a 269 la do Ballimore,
de 259500 a 208 da vinda de In-
glaterra, e de 278 a 279500, da de
Philadelphia; exislcm no mercado
ao Indo 1,100 barricas.
Dexonlo---------Rebatcram- se lelras de 7 a 9 por
cenlo, sendo as de menos prasos
a prero mais moderado.
Frelcs--------- Tem chegado alguns navios, po-
rm nao sao su lucientes para a es-
tacan, e es procos sao firmes com
probabilidades de subir. Ha offe-
rerimento de 70 pelo assucar para
o Canal, que nao foi aceito; e ul-
tiraamenlc a 9 16 d. pelo algodao
para Liverpool.
Ficaram 110 porto 64 embarcar,ocs: sendo, 2 ame-
ricanas, 25 brasilpiras. 1 dinamarquesa, 5 franrezas,
3 hamburguezas, 5 despatilllas, 11 ingieras, 8 por-
tuguezas e 1 sarda.
RIO DE JANEIRO 9 DE NOVEMBRO DE 1854.
Cotarao da una dos senhoret correctores.
Dia 9.
Cambio sobre Londres, 28 a 60 e 90 dias, c 28 > a
60 e 90 dias.
a Paris, 345 a 90 dias e 316 a 60, e 318 a
30 dias.
b Hamburgo, 650 a 90 dias.
Antuerpia, 343 a 90 dias.
x Marselha em Paris, 312 a 90, e 315 a
60 dias.
AcQfles:
Banco do Brasil, 1109 de premio.
Rauco Rural, 113 de premio e 11.58 a prazo.
Banco do Brasil em liquidarlo, 2649 de premio.
Con-.panhia de gaz, 4409 de premio.
Cafe. As vendas de boje foram avulladas. mon-
tando a 14,000 saccas, que addicioaadas sque hon-
lem se vendeu, prefazam o total de 45,000 saccas.
Cambios. Foram importantes as Iransacoes so-
bre Londres, montando as -mimas negociadas acer-
ca de 50,000 libras esterlinas, principalmente a 28
d. 90 dias.
Sobre Hamburgo e Paris foram as negociac,5es lm-
belo avulladas, sendo o total sobre Hamburgo 80,000
marcos de banco, e cerca de 200,000 francos sobre
Rio-Grande do Sul 1. de novembro de 1854.
Os efteitos da estacan invernosa, islo he, as en-
dientes dos ros, e alagameuto das vias terrestres
fazendo-sc ainda sentir no ultimo mez, impediram
que o commercio tomasse expanso para o interior
da provincia. Islo porm cometa j a verificar-se
c como a pruduccao dola representada por produc-
tos agrcolas, e os da industria pastoril avulta j
minio mais que nos anuos anteriores, o commercio
ha do collier o benfico resultado desses Tactos,
que he mais vida, maior firmeza.
O preco de todos os gneros se conserva singu-
19:053J912 'rmente alio pela demanda que delles ha, ou pa-
ra o rcslo do imperio ou para porlos estrangeiros.
A carne socca especialmente nao raostra tendencia
alguma para baixar. sem dimita porque ainda a re-
prodcelo do gado nao entrn na escala qne lhe
corresponde depois que a pesio lem desassombrado
alguma cousa os criadores.
(Is producios farinceos, que em incrivel cresci-
mento nos veem das colonias nllemaas, sao disputa-
dos pelos carregadores de barros para o Norte ainda
antes de chegarem ,10 mercado que procurara, que
he o desla capital.
PRECOS CORRENTES.
Arroz.....4300 a 48100 sacco.
Assucar de Sanios, brauco. 49200 arroba.
i) mascavo......38800
Azeile de Portugal .... 4608000 por pipa.
Bacalho. 118000 a I69OOO a lina.
Caf, 1. qualidade .
2j a ....
Fumo do Rio, super. 79500 a
Farinha de trigo da America,
1. qualidade 289000 a
2. 2:19000 a
Gunebre, garrafes. 49800 a
botijas.....
Vinho de Lisboa. 38WQD a 3209000 por pipa.
COTACO'ES.
Cambios sobre Londres, 28 e 28 X-
Marselha em Paris, 315 a 60 dias.
" Havre em Paris, 346 a 60 dias.
Paris, 315 a 90.
u Hamburgo 650 a 90 dias.
Antuerpia, 343 a 90 dias.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Onoas hespanholas 299000
59800 arroba
59500
89OOO
981500
219.500
6000
50000 duzia.
da patria. 2836OO a 289650
Pee,* de 69OO velhas. I690OO
Moedas de 4.....99OOO
Soberanos.......89106 a
Pesos hespanhes 18940 a
da patria i 18900
Patacn. ..:... 18940
A plices icti%..........108 %
proviuciaes........102, FUETES.
Antuerpia. 65[
Canal......5.51.
Estados-Unidos 70 a 80 c.
Hamburgo 55[.
83800
18960
Havre 80 fr.
Liverpool. 45 a50|.
Londres 50|.
Mediterrneo 55a 60|.
(Correio Mercantil.)
MOVIMENTO DO PORTO.
n.ens livrcs, e que par* o serem derramaram sCuT?."01?,1 0.*ntr<>* phosphoro, s fo conhe-
proprio*.ugue,eviram derramar seus ascendentes! i"1" .dep01?. lai^doula. mvesl.gacSes de Liebig
lem j dado um passo demonstralivo de sua deses-
peracao, procurando abrigar-se a urna narao. ere-
dora de subditos liis; e quem compreheader as
consequencias do desespero ? Em verdade, cusa
ao homem livre o soffrot oa desregramaalos de um
funcionario publico, que, como o cnsul Joaquim
liaptisla Moreira, com abato de suas atlribuicc- s
cura de eu bem estar com preferencia ao seu bom
nome, que como o consol se julga com direito a urna
obediencia passiva, que he surdo A reflesoes, ainda
as mais razoaveis. e finalmente, que nao rcconhecc
outra divind ule a nao ser a vinganra 1! E quem
hver a nao ser assislido por urna forea sobrenatu-
ral, que possa impassivel tolerar um fonecionario,
Tic posto para proteger, persiga; e que devendo ze-
lar os interessesde seus compatriotas, sdo seu pro-
firi teno cuidado ? Nao teem por ventara os
I ortuguezes levado presenca do seu governo e
por um modo claro e provado as suas repretentaeOes
contra nle empregado ? E quaes as providencias?
Qujiaer o governo experimentar a claslicidade do
sWTrimento de seus subditos para com o cnsul t
Ah I Nao permuta Dos que os Portuguezes se
dcsvairem.

A liAIMIA DO BAILE.
A' cima d'ella Dos, Dos lo somante.
I.
Ella, sim. (rnenle ella
Do baile foi > Rainha ;
Ella, sim, foi a donzella
Mais linda, que o baile tinha: *
Foi das bellas a mais bella,
Foi do baile a Rainha.
Dizor, nao sei, com acert,
Das vestes qual era a cor ;
E era tanto o rumor,
t.)uc cu d'ella me achando porto,
Das vestes nao vi a cor.
Nao vi ; porque, deslumhrado,
Nos seos os meas olhos paz :
Na>> vi ; porque, fascinado
De seos olhos pala luz.
Todo de amor abrazado,
Nos seos ol
ios os meos paz.
E vi depois um sorrizo,
Pairando nos labios seos,
Que os anjos do paraizo
Nao n'os tem assim p'ra Dos ;
Qnal si Bra um santo avizo
De gozos nos labios seos.
Tinha a tez da cor mais pura.
as faces leve rnbor,
Que lhe empaoava a frescura
De seo rosto encantador;
Que, quanto mais a alvura,
Mais avulta o eo rubor.
Boussingault e Payen. A verdadeira theoria da
acrao dos cslrumes, e a da alimentario aerea dos
vegtTaes, que a chimica pneumtica comerara a es-
bozar guiada pelas descobcrlas de Peaistlev, e de
Saussare s pode ser rigorosamente formuiada de-
pois de haver sido reconhecida a presenca da-
quellas substancias,, tanto nos detritos das "mate-
rias organisadaa. como no ambiente atmospherico,
reservatorio inesgotavel dos elementos organoge-
nios.
As grandes verdades da seiencia agronmica
sao conquistas alcanzadas pela philosophia expe-
rimental do nosso lempo. Os dominios daquclla
seiencia dilatam-se todos os dias. A agrologa, a
zootechnia, e a cngenliaria rural progridem sem
cessar. O seu corpo de doutrinas vai-se organisan-
do, e pondo ao nivel dos oulros ramos dos conhe-
cimenlos humanos. E se a arle agrcola he anliga
como as sociedades, a ciencia agronmica he de
moderni-iio 1 data. E hoje ninguem duvida que
esta seiencia est reservada para os mais gloriosos
deslinos, pela larga inlluencia que nao pode deixar
de ejercer sobre o bem eslar das populaces, e so-
bre a mulliplicacan da rara humana.
Se as principan .doutrinas das scencias agrco-
las sao novas, e pouco conhecidas,i he claro que
por isso mesmo devem ser generalisadas com pro-
fusao, e que lodos os esforros feitos neste sentido
bao de ser constantemente applandidos pelos ho-
mens para quem o fortuua publica for urna aspiraco
sincera.
Eslas c oulras considerarles que cu pielera ac-
crescentar, evidenriam a necessidade de fomentar
a iu-lruccao agrioolg por meio de inslitoicn agro
nomicas discrelameatc organisadas; e justifican] a
crcacao das escolas regionan e quintas de ensino,
estabelecidas pato decreto com forra de ledo 16
de dezembro de 1852; escolas a que foi'confiada
a elevada missao de aperfeicoar e difTiindir os co-
nhecimenlos e as praticas agrarias, por meio do
ensino, tanto doulrnal,como exemplar.
Director da principal destas escolas, he hoje a
primeira vez que eu venbe apresenlar-vos a his-
toria da sua vida, lano administrativa, como
professoral. Aminha exposirao ser 13o breve como
sincera. Sem nada exagerar, ncm omillir, eu
dirct a verdade como ella he, exporci os faclos
como realmente se passaram ; nao me deixando
fascinar nem scduzir por esse sentimenlo quasi
paternal que nos inspiram as CToaces. que an-
tes de serem instituirnos do estado foram urna
ninccpr.ni latente, ou urna .-piraran querida da
nossa ioteligeucia.
Regulamcnto e programmas.
O primeiro objeolo de que se oceupoa o conse-
lho escolar do instituto, logo depois da sua inslal-
laeao, foi a confecrao do seu reculamenlo inter-
no em que se providencia confrmenteme ao dis-
puto no artigo 45." da lei que organisou o ensino
agrcola sobre ludo quanlo diz respeito a habilila-
ees e matriculas dos alumnos, frecuencia e dura-
Cao das aulas, aos periodos das lieces, aos examos,
premios, diplomas de habi)lac3o, e as atlribuic,es
tanto do conselho escolar, e do leu presidente, como
do secretario, etc.
do Taimado, foram mudados lano as aulas e a secre-
taria, como alguns gabinetes e officinas para aqucl-
le edificio, que experimenlou urna notavel trans-
birinarnu. depois das conslrucroes e modilicares
que nelle se fizeram, c de que passo a dar urna s'uc-
ciula noticia.
Coustruio-se n'um dos seus lalocs um simples
c elegante ainphilbealru, que pode accommodar
cerca de cun pessoas, apresentando locacs sepa-
rados c commodos pira o corpo cathedralco, para
alumnos e visitadores. Este amphilheatro satisfaz
a quasi todas as condices que se exigeni em cons-
trueces desla natureza. He suliicienlcmciite Ilu-
minado, bem ventilado e acstico.
Convcrleraiu-se em aulas duas etpac.osas salas do
edificio. Collocon-se a biblioibeca cm urna oulra
sala assaz aproprda para o esludo. A mobilia des-
la sala he comraona c de bom goslo. Nao ha por
ora na biblioibeca um grande, numero de obras ;
mas as que alli exislem sao muito cscolhidas c pro-
prias para o ensino, tanto das scencias agronmicas
como daquellas que Ibes sao subsidiarias.
A colleccflo mandada Vr de Londres e de Paris
que comprehende um corto numero de obras- agr-
colas de distincto marecimonto, veram juntar-sc
urna collecc.io completa nossa Academia Real das Scencias, c oulras de
igual natureza da Sociedade Prontotoia da industria
nacional, ds sociedade das scencias medicas, e da
socio-lado Pharmaceulica Lusitana. Fazendo neslc
lugar menean destas olleras, permilta-se-me que
consigne tambem aqu os agradecimeolos do corpo
c 'hcilratico aquellas Ilustres associaces. Abiblio-
tueca tem alm disto recebido, e coutinua a rece-
ber algumas puhlicacoes peridicas agrcolas, lano
francezas como inglezas.
O gabinete das collocces agrarias foi eslabelecido
na casa mais espacnsa do edificio. Acha-se j
guarnecido de armarios e de balcoes, que conleem
urna copiosa colleccao de productos naliiracs Mgri-
colas de varias naces do mundo, enviados 1 exposi-
ao nniversal de Londres. Esla rica enlloco lo. re-
colbida naquelle magnifico nazar da industria hu-
mana, e oll'oi ecida ao governo pelo seu nlelligenle
c zeloso commisssrio, o conselheiro Sebasliao Ribeiro
d6Si,foi posta .1 di-pnsican do lnstiliito polo mi-
nisterio das obras publicas, U en deixar de inferir grande proveilo desla inleressanle
rcuniaodeexemplares, onde se observam umitas se-
mcnles de plantas agrcolas, principalmente da
Turqua, da Italia, da Blgica, da Franca, da Hes-
pauha e de Argel, leos, cervejas, lilas, algodes,
sedas, melaes, rochas, etc.Urna ncolhida collec-
oan do m.idoira- j; de Ierras araveis do nosso para
foi tambem enllocada a ytar daqoclles productos es-
trangeiros. A primeira do-la- collecres foi oBe-
rerida pelo director do Jardjm Botnico de Ajuda
ao Instituto, c asegunda foi recibida pelo lente de
agricultura geral nos solos dos conselbos limlro-
pbes ao de Lisboa.
As outra- salas do edificio foram destinadas a
diversos serviros. N'uma eslabeleceu-se a secreta-
ria que est milito bem situada e guarnecida ; n'011-
tra o gabinete de prepararan e de instrumentos phi-
sicos, que j contem urna modesta, mas ulil collec-
cao de instrumentos oplicos, meteoricos, e geod-
sicos ; c n'outras finalmente, as casts do conselho
de rceepQao ; e o gabinete da direcrao.
Separado, mas quasi contiguo ao edificio exista
nm grande :alo em comeco de ruina, que poda de-
pois de reparado, ulilsar-se ventajosamente. Proce-
deu-se. com elteito, is couvenicnles reparacocs,
que converteram esta casa (aineacada de immiuenlc
de-iriiicao n'uma excellcnte sala de desenlio e de
exames parciaos. l'oucas despeas foram necessa-
rias para converler a estribara n'um bom estabulo,
onde as vaccas de leite e os animacs de tiro se acham
convenientemente alojados, assim como para trans-
formar as vastas coebeiras do edificio cm armazens
e oflirnas ruraes.
Alm do concert da ora, e de algumas mo-
dilicares indispensaveis, feitas as casas onde vi-
ve o abegao, e as do continuo, fiel dos arma-
zens, nenhumas oulras obras se fizeram no edifi-
cio da Cruz do Taboado, que pareca na verdade
haver sido expressamenla fundado para o estabele-
cimento de urna eseela agrcola. f Coutinua.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 18 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarnos oflicacs.
Descont de letlras de 6 a 7 meros10 % ao anno.
Cambio sobre Londres a 27 3i1 60 div.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 17. .
dem.do dia 18 ..... .
198:7939278
I4:528#573
213319*651
Descarregam Imje 20 df miembro.
liclera inglezaDea Slayermercadorias.
Barca francezaJcune llagmondviiihos.
Barca dinainarquezaPreciosacemento.
Barca francezaLuise Mariimercaduras.
Escuna brasleira/5ini/abarricas vasias.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 17.....11:81-59606
dem do dia 18........ 4859636
12:3319212
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do da 1 a 17.....1:5229138
dem do dia 18 ........ 100J702
1:6229810
. Exportacao".
msterdam, escuna bol'.andeza .(/;>, de 106 to-
neladas, conduzlc o seguinte : 1,700 saceos com
8..500 arrobas de assucar, 4,600 ponas de boi, 400
mullios de piassaba.
Porlo, brigue portuguez S. Manoel I, de 25 lo-
Em acc.oes pouco se fez, i excepto das da Com-
panhia do gaz.
Frelou-se um pequeo navio para New-Orleans a
90 cents.
RETROSPECTO MENSAI. DE OUTUBRO.
Rio de Janeiro 9 de novembro de 1854.
As iraii-acrcs em gneros de imnortac.au foram
moderadas, sendo comludo mais limitadas no lim
do mez.
Em caf fez-se Iransacoes nos primeros dias do
menor importancia do que 110 mesmo periodo do
mez aoloccdenlo. Picando o mercado pouco animado
no lim do mez, em com paraca 1 como ine-iini perio-
do dos annos p2ssados.
O mercado dos cambios esleve firme, eas Iransac-
oes foram de importancia durante o mez.
MOVIMENTO DO MERCADO.
Ac. Do sueco vendeu-se ao todo cerca de 200
caixasa 169. Ven leu-so lambem do de Miln de 199
a 209 o quintal.
Alcatrao. Chcgaram 209 barris. Vendeu-se do
sueco das existencias anteriores 100 barris de 188 a
228000.
Azeile.De Portugal os precos regularam de 350J
a dinheiro, e 3609; 3108 por inferior. Do do Medi-
terrneo vendeu-se urna pequea porrudo que en-
trou por cabolagem a 29500 o 296OO.
Bacalho. 2,600 tinas compradas em Pcrnam-
buco, realisaram 168 por quintal. Algumas caixas
Yindasda llespanba alcanraram 128 por 100 libras.
Banha. As vendas regularam dt 310 a 400 rs.
Breu. Eutraram por cabolagem 170 barricas,
veudendo-se 150 a 128 P"r barrica; importou-se
780 de outros porlos eslianguiros, leudo havido ven-
das a 14-?.
Cabos de cairo. Das antigs existencias houye
vendas de 408 429. Os procos pelo da Kus-ia sao
luiminaos a 458-
Carne de porco c de vacca salgada. Entrn por
cabolagem 31 barris da de vacca e 11 da de porco,
que regulou a 369 pela ordinaria.
Carvo. As entradas foram extensas, e o merca-
do esleve frouxo no-ltimos diasdomez, -en lo os
precos a que se fez algumas vendas, 249500 a dinhei-
ro. e 21 pelo graudo ; c29 e278 pelo mitro; no.,
ul 1 iiiius dias do mez coin tndo, baixaram a 228 e 239.
Cha. Pelo hysson o preco regulou 1 I98OO e
28 por libra por bom, e 19500 a I97OO inferior.
O de San Paulo primeira qualidade vale de 800 a
19100; segunda qualidade de 600 a 750 rs. a libra.
Cera. Chegaram cerca de 15,500 libras; da
amtrella vendeu-se 30,000 libras de800 a 900 rs.
Cerveja. Entraram 1,136 barricasparte das
quaes vendeu-se u l--?800, 59200 e 5300.
Cobre. Em folha bouve vendas a 780 c 800 rs.
a dinheiro.
Farinha. O mercado csteve animado posto
que- os precos deelinassem um pouco das colac,es
de setembro. Os precos forAo os seguntes:
Ballimore: 238 a 238250.
Itiehmond M C. 245a 258.
Rio da Prata, Cbil, ole. 228500 a 238500.
I.-1 da Europa 278 a 279250.
2. i> 209 a 208-500.
Chili (em saceos) 19-9 a 209000.
As cnlradas monlarama cerca de 15,260 barricas,
moias barricas e saceos. As existcnOuls em 1 e 2a
11110 regularam por 28.657 volmnes.
Ferro. Do suecco entraram 6,672 barras por en-
commenda.Ilouvc vendas do que turna em ser de
109500 a 118000.
Folha de 'landres.Da que j hava em ser liou-
ve vendas de 208 a 238000.
Garrafas.129 a 139 o cenlo.
Genebra.A que chegou este mez vendeu-se an-
tes de aqu chegar, a 18700 por garrafes c 18 cm
barris.
_ Grossarias.Entraram 1,668 pecas; das quaes
708 eram da escasseza c 950 alleuma. Desla ven-
deu-se a maior parle, principalmente .1 8>200. Da
escosseza vendeu-se tambem graude parle inclusive
das exislcncias anteriores a 215 e 270 rs.
Lona.Da da Russia entraram 97 pecas, das
quaes 50 por cabolagem. Uouve vendas d'e 408.
Vcndeu-se da etcosseza em lcilao 90 pecas a I89.500
e cm particular vendeu-se da innata de superior
qualidade' a 22S pela eslreila, e 305) a 338 pela
iarga.'
Manleiga.-i-A maior parte das vendas da ingleza
foi a 020 : e 470 a 500 rs. por meios barris pela
franceza, A'existencia da ingleza he muito dimi-
nua.
Oleo de Manara.Entraram cerca de 70,000 li-
bra-, 60barris vrhdos por cabolagem rcalisaraiu250
a dinheiro. Nos primeros dias do mez urna porrtao
regular alcanr,uu a 280 rs.
nasas.A importarlo foi de 1,650caixas, amaor
parte das quaes realsou 5f750 e 68000.
Pinho.O norte americano regulou por 379-500.
e o sueco por 359 e 368 a duzia.
Pixc.Do sueco houvo vendas a 189, e 199 a di-
nheiro por urna parte dudas existencias anteriores.
Do uorlc americano veudeu-se de 109 a 139.
Presuntos. Veudeu-se dos de Westphalia de
410 a 450 rs.. c norte americanos inferiores reali-
sarain 200 rs. por libra.
Quojos.Dos inglezcs as entradas foram dimi-
nutas, esao muito procurados, regularam os precos
de I97OO a 188-50.
Sal.O mercado nievo mais firme do que no
principio do mez, e os procos chegaram al 900 rs.,
porm a apprchensAo de inaiores entradas para o
futuro fizeram sustar as Iran-arroe-. A ultima co-
tarao regaln por 750 a 800 rs.
Salitre.As vendas foram aos precos de 8*000 a
88-500.
Velas.Entraram nos iillimos das do mez 200
caixas das de composii-ao que realisaram 720 rs. por
libra.
Vinagre.Dode Lisboa as ntralas foram de 86
pipas. As vendas foram de pouca imporlaucia 1 BOJ
e 8. 9000.
Vinhos.As exislcncias om primeira ntao foram
abundantes, e os precos csliverain firmra; mas os
compradores apenas so conlenlavam cm acudir s
suas necessidades mais urgentes, por causa dos altos
Navios entrados no dia 18.
Rio de Janeiro e porlos intermedios7 dias e 13 ho-
ras, vapor brasileiro Tocantins, commandante o
capitfio-tenenle Gervasio Mancebo. Passageiros
para na provincia, Jos Joaquim Duarle, Dr.
Joaquim da Silva Araujo Amazonas, d foros Jos
Avila Bilancoorl Neiva, capitn Jos Gomes de
Almeida, Antonio Correia Pacheco c 1 criado,
Manoel Carlos de Gouveia e I escravo, Manoel
Alvn Barbosa, Maria Rosa do Espirito Santo
Amazonas, 1 criada e 6 escravo*, 1). Amelia da
Silva Amazonas e 1 menina de peilo, capitn Joao
Carlos de Villagran Cabrilla, Dr. SilvioTarquino
Villas-Boas c sua scnbora, Manoel Endino do
llego, Joaquim da Silva Gusmao, Luiz Carlos
l.ins Waiulerlcy, Dr. Joao Antonio Araujo Frai-
las lim liqucs e 4esrravos, D. Mara Anglica de
Araujo Freitas, Manoel da dama Lobo, Raphacl
Arina, sua senhora c 1 rrianoa de peilo, Dr. Joao'
dos Santos Sarahiba, 6 ex-prac,as de prot, Victo-
rino Jos de Lentos lavares, Prudencio Marques
do Amnrim, Bibiano Ferreira da Costa Sampaio,
Joaquim Francisco dos Santos Maia. Anacilo Jo-
s Brandan. Jos Anlonio dos Santos e Andrade,
1 sargento e sua mulber, e o desertor Francisco
Antonio de Paula. Segucm para o norte : An-
tonio da Cruz Cordeiro, Francisco Anlonio
Pernandes Jos Maria da Silva Maia, Antonio
Mendes da Cruz Guimnraes, Joao Jos Ferreira
Coulo c 1 criado, Jos Augusto Cesar Marques,
Manoel Alves da Costa Ferreira, Dr. Luiz Mi-
guel Quadros, l.uiircnrn Antonio da Cosa R-
cardino, Antonio Josu Cautpello Jnior, Ma-
cario Jos de Miranda, sua irinaa, 1 criada e 2
cscravos, primeiro-tencule Alcxaudrc Jos de A-
raujo, Francisco Jo3o Correia Juuur, Mariano
Heskelt, Jos Martins da Silva, Salusliano Josde
Paula.
Calhodc Lima100 dias, barca americana Menj
Adelia, de 330 toneladas, capillo E. T. Sleepcr,
equipa.'em 12, carga guano; 10 capillo. Veto
refrescar e segu para S. Thomaz.
Rio da Janeiro20 dias, barca ingleza Elizabeth
IValker, de 359 toneladas, capiao Charles Ro-
berlsnu, equipagem 11, em lastro; aAdamson
Howie & Compauhia.
Hamburgo51 dias, brigne pnrtuguea Nova Ami-
zade, de 307 toneladas, capitn Antonio Ignacio
de Almeida Martins, carga cemento e mais gne-
ros ; a Asilos c\ Compauhia.
Nados sabidos no mesmo dia.
BabiaHiale brasileiro Fortuna, rapilao Pedro Va-
lelle Pilho, carga varios gneros. Paaaageiro Joao
Ribeiro lloraos.
AmslerdamEscuna hollandeza Antje, capilao A.
M. Schaafima, carga assucar.
Um agente rommcrcial. ... O Sr. Sania Ros
Om criado de Mauricio. ... o 11 Rezende.
1" caixeiro........ Lima.
2' dito..........B Ski 11.T.
A srena passa-se em Paris na actoalidade. Os in-
lervallo serao preenchidos com excellcntn ouver-
turas.
1- indar a o espectculo com o excellenlc vaude-
villcem 1 aclo composirao de Mr. Florian e msica
do profnsor FU ron.
(IS IPS BILHETES DE LOTERA.
Andr..........O Sr. Mouteiro.
Scapin.......... Mendes.
Argentina.........A Sr. D. Leonor.
A benefiriada, espera do respcilavcl publico a
coslumada prnloccan.
Os bilbotos acham-so .1 venda era casa da benefi-
ciada no pateo do Paraizo n. 21.
AVISOS MARTIMOS.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLE-
ZES A VAPOR.
No dia 20
deste mez es-
pera-se do sul
o vapor Great
Ifestern, com-
mandante Bei-
ris; o qual de-
pois da demo-
ra do costume
seguir para a Europa : para passageiros etc., trata-
se com os agentes Adamson llowie c\ Companbia
ra do Trapiche Novo n. 42.
Para o Cear segne em poucos dias, por ja ler
parte de sua carga prompta, o bem conhecido hiate
Capibaribe, forrado e pregado de cobre; para car-
ga c passageiros, trataa na ra do Vigario n. 5.
RIO DE JANEIRO.
Pretende saliir com milita brevidade, o
veleiro brigue Dous Amigos, por ter a
maior parte de seu carregamento promp-
to: para o resto da carga, passageiros e
escravos 11 frete. tralu-se com Novaes & C-,
na ra do Trapiche n. o, ou com o ca-
pitn na praca do Commercio.
Para Maranho.
Espera-se nestesdiasdo Rio de Janeiro, o
brigue -nacional Biilhante, pouca de-
mora tera' por trazer maior parte de seu
carregamento : para o resto c passagei-
ros, trata-se coin Novaes & C., na ra do
Trapiche n. .">i. primeiro andar.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
Os Srs accio-
nistas desla com-
panhia sao con-
vidados a reali-
sarem com a
maior brevida-
d.e, a quinta c
ultima presta-
o de suas ac-
r6e, para a im-
portancia ser re-
meltida a direc-
ojo : dirigindo-se a ra do Trapiche n. 26, casa de
Manoel Duarto Rodrigues.
Vendoc a barrara brasileira Diligente, de
lolc de 26 caixas, muito veleira e bem construida,
forrada de zinco e prompta a fazer viagem; esti
Tundeada ao p do Trapiche do algodao a tratar
com Tasso I rmaos.
Para o Bio de Janeiro segu com brevidade o
brigue nacional F'luminense por ter ja a maior par-
te da carga prompta ; para o resto e escravos a frete,
para o que tem bons commodos, Irala-se na ra da
Cruz no Kecifc n. 3, escriptorio de Amorim I roaos.
Para o Rio de Janeiro.
A barca brasileira Ipojuca seguir imprelerivel-
menle no dia 22 do correnle ; recebe alguma carga
miuda e escravos a frele, para os quaes tero espado-
sos commodos: os |uei-11 Ionios dirijam-se 1 ra da
Cadeia do Hecife, escriptorio de Bailar & Oliveira
n. 12.
Para o Rio de Janeiro
va sabir com umita brevidade a barca nacional Ma-
thilde por ter parle da carca prompla : quem na
mesma quizer carregar o resto, ir de passagem, ou
embarcar escravos a frclp, para o que lem encllen-
les commodos, falle com o rapilao Jeronymo Jos
Telles, ou no escriplorio de Manoel Alves Guerra
Jnior, na ra do Trapiche jt. 14.
mamos sb nossa responsabilidade os 8 por
cento (jue se descontam para o governo.
Preco, billiete inteiro2f$, ineios bilhetes
12$.
CARLOS UARDY, OURIVES, RA NOVA
N. 34,
recebeu de Paris um lindo snrlimenlo de obras de
un m de lei : corren es modernas de 6 palmos para
relogio, pelo preco de 638000 a 808000 ; tranceln
chatos com paseador, ricos sinclcs, aderecos inleiros,
ele, aderecos, eassolelas esmaltadas, um grande sor-
limento de rosetas para senhoras e meninas, ani-
les, aunis o pul ou.i-, obras feitas na (erra, mueb-
los, medallias, Iraucelins, conloes, colares, eargan-
lilhas, brincos, rosetas, alfinetes, todo sevende mui-
to barato.
SUPPLICA AO EXM. SR. PRESIDENTE DA
PROVINCIA.
Os moradores da cidade de Olinda, privados d'-
gua ha seis mezes, em consequencia do arrumba-
ment produzido pela cheia no aterro do Arromba-
do, e sem lerem hoje sonde a mandem bascar, por
que na biquinha de S. Pedro, alm de ser agua sa-
lobra, que malmente serve para lavagem, corre j
muito pouca, sendo que a do Rosario, que he no lim
da cidade, da com tanta escacez que se consume urna
hora para encher-se um pequeo balde, recorrem a
S. Exc, supplicando-lhe que se digne de dar suas
providencias para que cesse semelhante falta, ao
menos durante a presente eslacao, visto como, en-
trando o invern, j nao sera ella Uo sensivel.
A cidade de Olinda nao he menos digoa da solici-
tude de S. Etc., do que esses oulros lugares, cujos
estragos, occasionads tambem pela cheia, foram
pontualmente reparados ; por quanto, alm do col-
lcgin dos orpbaos que tem mais de 60 pessoas, di-
versos conventos de religiosos, recolhimento de frei-
rs, seminario, S, um quarlel com tropa etc., tem
um grande numero de habitantes, entre os quaes no-
lam-se muitos enlodaos que tem prestado relevantes
-rr\ iros ao paiz.
Santa Cecilia.
A mesa regedora da irmandade de Santa
Cecilia faz scienle nao s ao respeitavel pu-
blico como lambem nos seus irmaos em geral,
que nao podendo esle anno fazer a fesla de
sua padroeira por so adiar a igreja cm obra,
tem transferido dita fe-ta para o anno seguin-
te, limitando-se o festejo deste correnle auno
em missa cantada.
Ncgocia-se a leja u. 9 da ra do Collegio, com
o tedenle armacau para qualquer cslabelccimenlo :
Irala-secom Ricardo, na livraria da esquina da mes-
ma ra.
Quem precisar de urna mulher parda, de bons
cosluraes, para ama de urna casa de familia, sendo
de portas a denlro, dirija-so i roa da Moeda n. 31.
Francisco da Silva Castro, subdito portuguez,
relira-se para o Bio de Janeiro ; o mesmo julga na-
da dever, porlanlo quem se julgar credor aprsenle
suas conlas para serem pagas, na roa do Crespo n. 4.
O Sr. jse Jorge de Sonza deixo.u de ser cai-
xeiro do abaixo assisuado desde o dia 31 de outobro
prximo pastado.Joao Martins de Barros.
JOAO' PEDRO VOGELEY,
fabricante de pianos,afina e colicorta os mesmos com
toda perfeicao e por mdico preco : todas as pessoas
que se quizerem utilisar de seu 'presumo, dirijam-se
i roa Nova n. 41, primeiro andar.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Corre indubitavelmente no dia 24
de novembro.
Aos 8:0003000, 4:0005000 e 1:IHI0S000.
O caulelista Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, qoe os seus bilhetes e caute-
las nao estilo sujeilos ao descont de 8 % do imposto
geral, nos tres primeros grandes premios. Os seus
afortunadiimns bilhetes e cautelas eslo venda
as lujas seguinles : rna da Cadeia do Recife n. 24,
loja de cambio do Vieira ; lejas de miudezas o. 31,
de DomingosTeixeira Bastos, e n. 43 de Jos Fortu-
nato dos Santos Porto ; na praca da Independencia,
loja de calcado n. 37 e 39, de Anlonio Augusto do
Santos Porto ; ra do Queimado, loja? de fazendas
de Manoel Florencio Alves de Moraes u. 39, e de
Kernardido Jos Monteiro & Companhia n. 44 ; roa
do Livramento, botica de Francisco Antonio das
Chagas ; ra do Cabug n. 11, botica de Moreira &
Fragoso ; roa Nova n. 16, loja de fazendas de Jos
l.uia Pereira & Filho ; e no aterre da Boa-Vista n.
72 A, casa da r orluna de Gregorio Anlunes de Oli-
veira,.
9-3000 recebe por iuleiro

LEILOES.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria provincial,
em cumplimento da resolucao da junta da fazenda,
manda fazer publico, que a arrematarlo da obra dos
concerlos da ponte do Cachang, foi transferida para
o dia 23 do correte.
E para constar se mandou affixar o prsenle o pu-
blicar pelo Diario.
Srcrelaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 16 de novembro de 1834.O secretario,
.ltmivi F. da Annunciarao.
Pela inspercan da alfandega se faz'publico,
que exislcm no armazem da mesma os voluntes
abaixo descriptos, alm do lempo marcado pelo re-
gulamcnto ; e pelo presente sao avisados os respec-
tivos donos e oonsignalarios para os despachar no
prazo de 30 dias conlapos dcsta dala, lindo o qual
serao arrematados em hasta publica na forma do
arl. 271 do mesmo regulameulo, sem que cm lem-
po algum se possa reclamar contra o elTcito desta
venda, a saber:
Armazem n. 7.
Marca A T i\ C. n. :t, um embrulho, viudo na es-
cuna hambargeza Joanna, em 4 de novembro de
1852, ,i Bruon Praeger & C.
Marca XX n. 4, 1 caixa vinda no mesmo navio :
a N. O. fiieber & C.
Marca W esignal n. 20.38,1 embrulho viudo no
mesmo uavio : a Bruun Praeger & C.
Marca I H e signal n. 9274, l caixa vindo na es-
cuna dinamarqueza Tritn: aSchafheitlin&Tobler.
Marca VY esignal n. 2U11, 1 embrulho viudo no
mesmo navio em 8 do novembro de 1832 : i Brunn
Praeger & C.
Marca IU\C. n. 283,1 caiva viuda no brigue
francez Paulino em 2 de oulubro de 1832 : J. 11.
Deocker.
Alfandega de Pernambuco 13 do novembro de
1834.O inspector, Bento Jos Fernandes Barros.
Blheles
Suartos 2>:ilKJ
itavos 1?:l(W
Decimos 18100
Vigsimos 5600
8:000?O0O
4:0t)0TOOO
2:0O0gOO
1:000900o
8008001)
400:000
O agente Oliveira far leilo por aulorisacao
do respectivo juizo e a requerimenlo de L. Schuler
i& Companhia, a Inoni-tradoic- das massas dos falli-
dos Marcelino Jos Ribeiro, liento Joaquim Cordei-
ro Lima, e de Antonio Jos de Azevedo, de todas as
dividas activas das mesmas massas, como dos inven-
tarios que no aclo serao aprcseulados, e podem anti-
cipadamente ser examinados pelos pretendentes :
scgunda-feira,20 do correnle, ao mciii dia em pon-
to, no escriptorio dos referidos administradores, ra
da Cruz, bairro do Recife.
J. H. Gaenslcy far lcilao por inlcrvenrao do
agente Oliveira, de grande e variado sortimenlo de
fazendas de algodao, liulio. la e de seda, as mais
proprias desle mercado : lerca-feira, 21 do correnle,
as 10 horas da inanhna, no seu armazem, ra da
Cruz.
O agente Viclor far leilao no sea armazem,
roa da Cruz n. 25, de explendido sortimenlo de
obras de marciueria, novas e usadas, de diflerentes
qualidades, relogos de ouro patente inglez, ditos de
metal galvanisado, candieiro6 para meio de sala,
lanlernas com psde vidro e casquinho, charutos de
superior qualidade, e oulros muilos artigos que se
tornara cofadonho menciona-tos: terca-feira, 21 d
correlo, as 10 > horas da manha.
LEILAd DE QUEIJQS.
Hoje s 10 horas da
manha, se principiar a
fazer leilo de 100 caixas
de queijos hoilandezes que
se vendero ein lote de X
caixa, ou vontade dos
compradores: no caes da
alfandega.
AVISOS DIVERSOS.
LOTERA O RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da Ioteria
20. do tlieatro de Nictlteroy, extralda
cm 3 de novembro de 1854.
DECLAHACO ES.
Relacao das carias seguras existentes na admi-
nistrarlo do correio desla cidade,para os Srs.abaixo:
Amorim & Irmo, Angelo da Molla e Andrade, An-
tonio l.in/ dos Sanies & Holim, Anlonio U.r. inun-
do Campello, l'.laudiua Carneiro de Almeida, Car-
los Augusto Ferreira de Abren, francisca Senho-
i inba de Mello e Albuquerque, 1-irmino dos San-
ios Vieira.Gertrodes Francisca de Miranda, llypo-
lilo Manoel Anlonio. Ilenrique Tiberio Capistra-
no, Joao Bernardo de Magalbes, Jos dos Sanios
Neves Jnior, Jos Antonio 1-erreiia Adriao, Jos
Unrncllas Correia, Jos Peres Falcao Brandan, Jos
Teixeira Bastos, Lino Jos de Castro Arauju, Maria
Leopoldina Kibeiro Sanches, Miguel Antonio M:i-
lheirus Jnior, Manoel Flix da Silva,Manoel Igna-
cio de Oliveira.
1
1
1
1
G
10
20
60
QITARTA-FEIKA 22 l)E NOVEMBRO.
Beneficio da artista
Maria Leopoldina Ribeiro Sanches.
ltepresentar-sc-ha pela primeira vez neste tliea-
tro excedente drama em actos composirao fran-
cc /a,

Mauricio Dornay......O Sr.Kcis.
Thiago Mcunicr......o Senna.
Pedro, Ribo de Thiago. Bezerra.
Jenny, lilha de Thiago.....A beneficiada.
I! -i Illa, sua un.
Magdaleua, innaa de Jenny.
Rosa, criada grave. .
To Simo (porleiro) .
I ir. Kenaud......
Julio, menino de 7 annos.
A Sr. t. Rila.
, U. Leonor.
, H. Amalia.
O Sr. Costa.
Pereira.
. N. N.
N. 47 i-.
1011.
731.
.. 4559.
> 1-27,
4775 ,
1507,
2522,
4508 ,
5898.
425,
961 ,
1474,
2289 ,
2640 ,
5405 ,
4505 ,
50,
572 ,
587,
62 ,
951,
1257,
! 'm6 ,
1597,
1796 ,
22 'i 9 ,
2612 ,
2735 ,
5455,
4210 ,
4555 ,
4655 ,
4858 ,
5252 ,
5552 ,
5599 ,
Acliam-se a"
2906
5005 ,
2199
5290 ,
5058 .
5197
556
2*79
5937
5159
20:000$
10:000$
4:000$
2:000.V
1:000$
400$
545, 725
1555 1454 ,
2076, 2286 ,
2450 2625 ,
2859 2959 ,
5845, 5950 ,
5148..... 200$
40, 96, 109,
576 578 ,
615, 619,
665 899 ,
972 1102 ,
1271 1525 ,
1439, 1506 ,
1609, 1764,
1904, 2059 ,
2271 2565 ,
2664, 2721 ,
2905 5297 ,
3684 4071 ,
4253 4508 '
4570 4650 ,
4741 4827 ,
, 5013 5021 ,
, 5295 5465,
, 5542 5567 ,
, 5818..... 100$
venda os novos hillictcs da
loleiia 47 do Monte Pi, quedevia correr
a 16 do corrente.
O vapor inglez Ccava a sabir no dia 14
as 8 horas da manlma, de maneira queso
poderemos ter lista pelo vapor nacional
de 20 u 25 do corrente.
Os premios sero pagos logo que se (i-
zer a distribuicao das listas, e em confor-
midade de nossos anteriores annuncios to-

Constando ao abaixo assignado que o Sr. Cin-
cinalo Mavignier lem olferccido a alguem o chama-
do collegio edificado sobre os muros do quintal da
casa, que foi do ar do aniiunciantc, o Dr. .loan Lo-
pes Cardoso Machado. ila i ntargem. do rio Capiba-
ribe, na povoaco do Poco da l'anolla ; a qual casa
o collegio hoje pertcnce ios nelos do dito l)r. Joao
Lopes, filhus dos tinados Francisco Jos de Miranda
e sua mulber l). Josepha Senhorinha Lopes Gama,
c nao ao dito Sr. Cinciuato ; faz-e o prsenle an-
nuocio afint de que ninguem se Iluda conforme ia
acontecendo com a outra casa da ra da Sande. na
mesma povoaco, j aununcadajpor este Diario ha
mais dias. Hecife 18 de novembro de 1854.
yoilo Sergio Cesar de Audrade.
Prccisa-se alugar urna escrava, que
saiba lavar e engommr bem : na ra da
Cruzn. 10.
Os abaixo assignados avisam ao publico, que
nao contrate com Domingos de Hollanda Cavalcanti
de Albuquerque, acerca dos bens do casal do finado
Joaquim Jos Vieira, que hoje lhe perlencem, como
administrador de sua mulher viuva daquelle finado ;
porque eslo elles sujoitos a snbpartilha em que sao
nieressados os abaixo assignados, como consta dos
autos que estao pendentes na relacao deste districto.
ase Dominguet Codeceira,Francisco Jos Vi-
anna.
Madama Rosa Hardy, modista brasilei-
ra, ra Nova p. 34.
Partecipa ao respeitavel publico, que acaba de re-
ceber um rico sortimenlo de chapeos de seda e de
palha para senhoras, ditos para meninas de seda e
de*palha. chapozinlio de seda para baplisado, ea-
pellas de laranjas para noiva, ricos corles de vestidos
de barege de seda, corles de seda escosseza, grode-
uaples furia cores e preta, ditos sarja preta lavrada,
manteletes c capolinhos prelos e de cores,ricos cha-
les de reros e bordados para senhoras, dilos de seda,
lulos de la a imilacao de cachemira.rnmeiras de fil
bordado de seda branca e de cores, veos a imitaran
de hlonde para noiva, leudos de mao de cambra ia
de liubo, ditos do camlir.ua c algodao, transa de se-
da e algodao, branca e de cores, toucas e vestidas de
baplisado, esparlillios, filas e bicos de seda de lioho
e hlonde, meias de seda para crianzas, pentes de
tartaruga, camizinhas de senhoras, leques c oulras
fazendas que se vendem por preco commodo.
Aluga-sc o grande sitio denominado do Cajneiro,
com grande e ev oliente casa de vivenda.unfdos nie-
1 boro, viveiros, muitos arvoredos de fructo, grande
baixa para capim ele. etc., assim lambem duas ca-
sas proprias para se passar a fesla. as quaes se alu-
gam em separado ou coujunclamenle com o sitio :
tudo por preco commodo : quem o pretender dirja-
se ao mesmo sitio que achara com quem Iralar.
O abaixo assignado tem contratado comprar
a casa terrea n. '.''1. da ra Velha na Boa-Vista:
quem se julgar com direito a mesma anuncie por es-
la folha no prazo de 6 dias contados do primeiro
a n n o neinMalillas Jos Gomes.
' Joao Labussiere, eslabelecido nesla cidade com
loja de segeiro, na ra do Pires, relira-sc para o Rio
de Janeiro na barca Ipojuca, e declara que nada
devea esta praca,aonde tudo comprou a moeda.
Joao da Molla Hollino comprou por conla
do Sr. Cascmiro Pinto Nogucira, morador na villa
do Ico, um meio bilhete do Ro de Janeiro da 47
lotera a beneficio do Monle-pio Geral de economa
dos servidores de estado, n. 3321, e para o Sr. Es-
tev.lo dos Anjos da Porcnncula,dous meios blheles
da terceira parte da quinta lotera, a beneficio da
matriz da Boa Vista desla provincia.
Precisa-sc de urna mulher que se queira en-
carregardo servico de urna casa de pequea familia,
sendo aceiada e deligente, se lhe dar boa mensali-
dade: na ra dos Martirios n. 36.
Os Sr. Franklin Josde Moora Poggi, Anto-
nio Pinto de Azevedo Bezerra : dirijam-se a livra-
rie n. fi e 8, da Praca da Independencia, para se
lhes enlrci-ar carias vindas do sul. .
Para a cidade da Areia na provincia da Psra-
hilia. O advogado Joaquim Jos Henriques da
Suva, moredor na cidade da Areia, provincia da Pa-
rahiba, se encarrega de promover qualquer negocio
quer judicial, quer amigavelmenle, mediante ajustes
razoaveis : quem de seu preslimo se quizer utilisar,
pode dirigir-se pcssoalmente ou por carta oa ao an-
nuncianle, ou enlender-sc ncsla praca com o Exm.
Sr. Dr. iirandio, quedar inforntac/ies do mesmo
annunciante.
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w coutinoa-se i vender carlciras de Itomeopa- 3
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NAVALHAS A CONTEMO ETESOVRAS.
Na ra da Cadeia do Hecife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Aleoslo C. do Abreu, conti-
nuam-se a vender a 85000 o par (proco fixo) as j.-i
bem conhecidas e afamadas navaliuis de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, naosesenlem no rosto na acc,ao de cortar ;
vendem-se com a condic/Jo de, nao agradando, po-
dercm os compradores devolve-las at 15 dias depois
pa compra restilaiudo-se o importe. Na mesma ca-
si ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo I a i 'tea n te.

'l tk


4
DIARIO DE PERMRBUCO. SEGUNJA"FEiRA 20 E NOVEMBRO DE 1854
FRASCOS DE V1DR0DE BOCCA LARCA
COM R0L1IAS.
Novo sortimenlo do (amanho de 1 a
12 libras.
l'eniein-se na botica Je Harlholomcu Francisco
de Souza, rua larga dn Hotario n. 36, por menor
prcro nuc m outra qiiali/uer parle.

Francisco Lucas Ferrara, com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona greja ou era casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ah en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
MEGHNISMO PARA ENSE-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
l:i sempre um grande sortimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrucro ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, c de lodos os lmannos; rodas
dentadas para aeua ou animaes, de (odas as ^ropor-
Ses ; crivos e boceas de fornallia e registros de boei-
ro, aguilh&es.hronzes parafusos c cavilhes, moinlio
de mandioca, efe. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se execulam lodas as encommendas enm a superinri-
dadej.i conhecida, ecoro a devida presteza e commo-
didade em prcro.
Lava-se e engomnia-se roupa com loda a per-
feico e aceio na sua da Virarao n, 32, sobrado de
um andar.
Aluga-se um primeiro andar, na ra eslreila
do Rosario n. 16 : a tralar no secundo andar do
mesmo.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O Sr. director da companliia e Bebe-
ribe, convoca os senhres accionistas da
mesma, a reunirem-se em assemblca ge-
ral no da 22 de novembro crente, pa-
ra exame das contas do semestre (indo no
ultimo deoutubro, eautorisarfio do paga-
mento do l.v dividendo, em conformida-
dedo art. 19 dos estatutos.Recite 17 de
novembro de 1851.O secretario, Luiz
da Costa Portocarreiro.
O abaixo assignado, rclira-se para a Europa
com sua familia euma criada, deixando porseus bs-
tanles procuradores os Srs. Manoel Carneiro Leal
sen socio, Anlonioda Cosa do Reg Monleiro e Pe-
dro Roberto Lessa, para gerir a casa coninierci.il
sol) a firma Andrade & Lcal.tcndo o primeiro poder
le 'signar dita firma; oulro sim,;deiia lambem por
scus procuradores bastantes em seus negocios parti-
culares os Srs. Sebislio Jos da Silva, Elias Jos
dos Santos Andrade c Pedro Roberto I.essa, As
pessoas que se julgarem credoras lauto da lirma An-
drade & Leal, como particularmcntedo abaixo Mtig-
nado, enlendam-se com ditos |iroruradores.
Joaguim Antonio dos Santos Andrade.
Pergunta-se a quem quizer responder.
Se aos mendigos lie permittido pernoi-
tar as portas das grojas, e no caso con-
trario, a quem compete a sua remocSo ?
BAZAR PERNAMBIXANO.
lendo-se aberlo de novo este estabelerimenlo, os
sen propietarios aviam ao respeitavel publico, es-
pecialmente aos scus amigos e fresuezes, que as fa-
ze'idas do Bazar se venilem baratas, bem como se-
jam : romeiras de relroz, a 9^000 rs. ; camisus de
dito bardados, ligOOO rs. ; chapeos de seda prelos
muilo finos, a 68500 e 7J0O0 rs. ; ditos de pallia do-
blados ja armados, a 38500 rs. ; jaques ricamente
bordados para meninos de 1, 5, 6. 7. 8 e 9 annos ;
meias de fo da Escossia abertas e fechadas para se-
nhoras, ditas muito finas de algodo para ditas, pa-
1 ibis de palhaede ganga para homem, pastilhas de
jujubapara o peito, ede oulrai militas qualidades;
i Linca* e franjas de seda, vestidos para noivas muito
baratos, ditos de grandes quadros escosoeles do ulti-
mo goslo, enhiles para cabectw de senhoras, capel-
las para noivas, e ootras muilas fazendas que se ven-
derlo era cenia, na ra Nova n. 33.
O abaixo assignado faz sciente a quem convier,
que tero apartado a sociedade que tinha no eslabe-
lecimenlo denominado Bazar Pernambucano, que
girava debaiio da firma social Silva & Companhia.
transpassando para sen cunhado Manoel l'oljcarpo
Morcira de Azevedo a parte que nelle linha,*e que
desla data em dianle tem cessado loda a sua respon-
sabilidade a tal respeito, passando para dito seu cu-
nhado Azevedo todos os direitos e onus que sobre o
abaixo assignado pesavnm. Rccife 18 de noverobco
de 1854.Eduardo Firmino da Silra.
O abaixo assignado lera justo e contratado com
oSr. Francisco l.ope da Silva, a sua loja decalca-
do sita na ra do Livramento n. 19, por isso pre-
vine a quem >e adiar com direilo a dita ioja.se
aprsenle no prazo de 3 dias a contar da data desle,
passados os quaes nao se admitlir reclamaro al-
guma ledente a dita rasa. R:cife 17 de novembro
de 18,>4.Custodio Manoel de MagalhBes.
Precia-se alugar urna escrava que saiba cozi-
nhar e fazer o mais servir, iuteroo de ama casa de
pouca familia : na roa Augusta n. 17, ou annuncie.
Bernardo Fernandes Vianna comprou um bi-
Ihete inleiro n. 2552 da prxima loteria da matriz da
Boa-Visla. por ordem do Illm. e Rvm. Sr. conego
Joaquiin l>ontalvcs de Azevedo, da cidade da Barra
do Alio Amazonas.
Precisa-se de ofliciacs de alfaiate ; na roa No-
va o. bO, loja junto a ponte.
Nos abaixo assignados temos dissolvido desde o
1. de oulubro prximo passado a sociedade que li-
ntumos na rubrica de chapeos, sita na ra da Cadeia
Vellia n. 4b, a qual gyrava com a firma de Vieira &
(.ompanhia, ficaudo a cargo do socio Amonio Luiz
Vieira o activo e passivo da exlinrta firma. Recife
16 de novembro de 1854. Antonio Luiz Fieira,
Jote Matheus Ferreira.
No hotel da Europa, na ra da Aurora, d-se
alnioco e jantar para fra, por preco muito razoavel.
~. f"> ho,el da Europa, n? ra da Aurora, tem
comida e bous peliscos a toda hora, por preco com-
modo. --.,-
CONSULTORIO DOS POBRES
2* RA DO GOX.X.EGIO 1 ANDAS 25.
(I Dr. P. A. Lobo Moscou da consullas homeopathiras lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manida ale o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerce-se igualmenle para praticar qualquer operaran de cirurgia. e acudir promptamenle a qual-
quer mulherque esleja mal de parto, e cujascircumslaucias nao peruiittam pagar ao medico
NO CONSULTORIO 1)0 DR. P. A. LOBO HOHO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo dof,Dr. G. H. Jahr, traduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :................. 208000
Esta obra, a mais importante de lodas as que Iratam da liomcopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizercm experimentar a rfoulrina de Ilalinemann, e por si proprios se* convenceren! da verdade da
mesma: inleressa ai lodos os minores de engtnho c faze.ideiros que eslao louge dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilaes de navio, que nao podern dcixar urna vez ou oulra de ter precisSo de
acudir a qualquer incommodo seu ou de scus Iripolantes ; e inleressa a todos os cliefes de familia cue
por circumslaucias, que nem sempre podem ser preveuidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopatha ou tradnrcao do l)r. Ilering, obra igualmenle til as pessoas que se
dediram ao esludo da hoineopathia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel is pessoas que quercm dar-se ao estudo de medicina........
Urna carteira de 24 tubos grandes de liuissimo christal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., elc...............
Dita de 36 com os mesmos livros................ I
Dila de 48 com os ditos. '. ,............ I I '.
Cada carteira he acompanliada de dous frascos de tinturas iudispensaveis, a escoha. .
Dita de 60 tubos com ditos...................
Dita de 144 com ditos.........+ ''.'.'.'.'.'.'.'.'.'.'.
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que en lugar de Jahr quizercm o Hering, terao o abatimenlo de 108000 rs. em qualquer
das canoras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira ....... 83000
Hilas de 48 ditos......................... 16a00t)
Tubos grandes avulsos...................'...". 19000
Vidros de meia mira de tintura.................... 23000
Sem verdadeirose bem preparados medicamentos nao so pode dar um passo seguro na pralica da
liomcopalhia, c o proprielario desle cstabelccimenlo se lisongeia de tc-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos scus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de crjslal de diversos tamanhos, e
aprompU-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidde c por nrecos muito com-
modos. *^
83000
43OO0
408000
458000
508000
60000
IIHI^KW
COMPANHIA PEHNAMBUCANA
DE VAPORES.
O cons'llio de direcrao, de conformida-
de com o art. i, titulo 1, dos estatutos da
COmpanha, convidou os senhres accio-
nistas a fazerein a entrada da segunda
prestariio ate o dia 15 docorrente; como
porem ten liavido di'mora por parte de
alguns dos mesmos senliores em rcalisa-
reui nas prestaefics, Mies previne baver
marcado o dia 20do presente mez de no-
vembro, para cumpriinento das oliriga-
(jes coutraliidas, visto que tendo o mes-
mo consello de fazer remessas infallivel-
mente para Inglaterra para pagamento
do vapor em construccao nao lie possivel
attendera mais demora, e ara' ell'ecti-
va a pena imposta pelos estatutos no arti-
go cima citado, isto lie, perdero os se-
nhres accionistas que forem remissos o
direilo a sua anterior prestacao em favor
da companhia : o encarregado dos rece-
bimenlos he o Sr. Frederico Coulon, na
ra da Cruz n. 26.
Precisa-se de um feitor que Irabalhe de enxa-
da, que saiba plantar borla e tratar de parreiras,
prefere-se portuguez ; quem quizer, en(enda-se na
ra da Aurora n. 54.
Quem annuuciou querer comprar um melho-
do de flauta : dirija-sc a ra Direila n. 19, tahea
na mesma ha para vender o diccionario de Moraes.
1OS00O
83000
78000
IllHMI
48000
103000
303000
O bacharel em malhemalicas B. Pereira do f
9 Carmo Jnior dar principio no dia 1.- de de- @
W zemhro prximo fuluro, a um novo curso de
CS anlhmelica. algebra egeomelria, na ra Nova,
sobrado n. 56 : para os senhres eudanles
que tenciouarem fezer exames em marco pro- *{
ximo vindooro se prescindir das expli'caces 59
9$ de algebra. 2
No hotel da Europa, na rja da Aurora, preci-
sa-se de 2 criados eslrangeiros queja tenham a pralica
de servir nos hoteis, e que deem fiadores de sua con-
ducta.
No hotel da Europa, na ra da Aurora, preci-
sa-se de 2 negros por aluguel.
Precisa-se de urna senhora soileira ou viuva,
de excellenles costumes, que tenha pralica de ensi-
llar meninas, era s as primeiras letlras, coser, bor-
dar, ele. como msica, piano e francez, n'um
engenho na freguezia de Ipojuca, para onde se Jhe
dam o preciso para seu Iransporlc ennde sor (rala-
da com a decencia devida : quem esliver no caso e
qoeira conlralar-se, dirija-se ao cscriptorio do Sr.
commendador Manoel Gon;alves da Silva a fallar
com Jos Joaquim de Miranda, que tratar do
ajuste.
Precisa-so rallar com o Sr. Antonio Carlos, fi-
lho de urna Sr. viuva, propietaria da fazenda
Boa-yuta cima de CravaU de Taquariliuga, mu-
nicipio da Madre de Dos, ou com pessoa que possa
tralar de algum negocio sobrj a nksma fazenda :
no scnplonodo Sr. commendaJor Manoel onral-
ves da Silva, com Jos Joaqnim de Miranda.
Precisa-so de ama ama foiraou escrava : alraz
da matriz de Sanio Antonio, boceo que sahe na ra
Nova, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna pre a escrava para o ser-
vico exlernn de urna casa de pequea familia : na
ra do Queimado, toja o. 18.-
No sobrado da ra do Pilar n. 82, preci alugar um cscravo que saiba cozinhar : pag-sc bem
ATTEVA'.
As pessoas que se mandaram retratar no aterro da
Boa-Vista n. 4, queiram mandar buscar scus retra-
tos.
EXPLEMIDA
GALERA DE RETRATOS.
liira o estabelecimciilo do aUirro da Boa-Vista n.
*, chegou de Paris um grande sortimenlo de qua-
dros nquissimos para collocar relralos ; bem assim
calimbas, amueles c cassoletas Je mola.
O Si-, procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do "Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha era grande atrazo de pagamento.
# I1ENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, cstabelecido na ra larga
9 do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
5S tes com gcugivas arliliciaes, e dentadura com- 9
9 pela, ou parte della, com a pressao do ar. (-.'
@ Tambem Icni para vender agua denlifricedo 9
H Dr. fierre, e pii para denles. Rna larga do y
*5 Kosario n. 36 segundo andar. c
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
lodas de sunima importancia :
Hahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
_ lumes............208000
leste, rroleslias dos meninos.....63OOO
Hering, homeopalhia domestica.....78000
Jahr, pharmacopcahomeopalhica. 68000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 163000
Jahr, molestias nervosas.......G3IXH)
Jahr, molestias da pelle.......snhki
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes KijOOO
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopathica. .
De Fayelle, doulrina medica homeopathica
Clinica de Slaoneli........
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslcii.......
Altlas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, ronlendo a descripc,o
de lodas as parles do corpo humano .
vedem-sc lodos estes livros no cousullorio homepa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio n. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o servico de bolieiro um cscra-
vo mualo com milita pralica desse oflicio. Na rua
da Saudade fninluira 1 do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.oureuro Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
ciuha do Lixramento tem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da prara da Independencia.
AM1CO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivo de Iguarassu', queira (piando
vier a esta piara, dirigir-se a livrara da
praca da Independencia n. Ge 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.
O Sr. .Tose Norberto Casado Lima,
queira upparecer na livraria 11. 6 e 8 da
praca da Independencia que se lhe preci-
sa fallar a negocio.
TERCEIRA PARTE DA QLTNTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Corre impreterivelmente no dia 2i de
novembro.
O thesoureiro az constar que estao
a venda os bilhetes da presente loteria
nos lugares seguintes: rua Nova n. 4,
prac_a da Independencia, n. i-, rua do
Queimado, loja do Sr. Moraes, rua do Li-
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimares, e na
rua do Collegio n. 15. na thesouraria das
loteras.Pernambuco 2 de novembro de
185V.Francisco Antonio de CHiveira.
Preco dos bilhetes:
Inteiros. 8'000
Meios. 4$000
I J. JANE, DENTISTA, I
39 continua a residir na rua Nova n. 19, primei- %$
;.J ro andar.
$SK%g,999m9m99mi$M<&
Da-sa dinheiro a juros sobre penhores de onro
prata, em pequeas quanlias ; na rua Velha
A pessoa que precisar de um caval-
lo russo, que ande bai\o, seja novo, ardi-
goeem achaques, annuncie a sua mora-
da para ser procurado, ou dirija-se a rua
do Queimado n. 20.
AVISO.
Justin Norat, avisa ao respeitavel pu-
blico mento de obras de brilhantes, do raelhor
gosto ([ue tem apparecido at boje nesta
cidade; como tambera ricas obras de ou-
ro do melhoi gosto possivel, e de prec;o
mui razoavel: pode ser procurado todos
os dias de manjuia, at a's 10 horas; de
tarde, das 4 em vante, no hotel da Eu-
ropa.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubiludo de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ruaDireita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, medianiea razoa-
vel convenrao que pessoalmente oll'ere-
cera'.
ou
n. 3c
TOALiHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, Lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
Lava-se e eugomma-se com toda a perfeijjo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado ii. 15.
LOTERA DA MATKIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda iiq dia 24 do corrale imprete-
rivelmente
Aos 8:000OO0, 4:000e000, 1:0005000.
Na casa da Fortuna, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
vendem-se os mui acredilados bilhelcs, meios e cau-
telas do caulelista Salustiano de Aquiuo Fcrrcija ;
os bilhetes c cautelas desle caulelista nao soIIrem o
descont de8% do imposto geral nos tres primeiros
premios graudes.
Bilheles a 93000 recebe por inleiro 8:0009000
Meios a 4SO0 dem 4:0003000
Quartos a 2?300 idem 000000
Oilavos a 13.300 idem 1:0003000 -
Decimos a lslOO idem 800S0OO
Vigsimos 3600 idem 4O00000
Sabio luz a biographia do Dr. Gomes em um
folheto de 30 paginas, grande iu 8.", com oseu re-
trato e o fac-simile da sua firma, gravados do ori-
ginal pintado pelo exaclissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
P. Azevedo com espantoso talento natural. Vnde-
se na loja de livros do Sr. Figuciroa, na praja da
Independencia, as boticas dos senhres Barlholo-
incu e Pinto, rua de Rusario larga, do Sr. Joaquim
Ignacio Ribciro prar,a da Boa Vista, do Sr. Bravo
rua da Madre de Dos, e no armazem doSr. Manoel
dos Santos Fonles rua do Collegio n. 25. Preco 13.
UM PRODIGIO DO METHODO CASTI-
LHO DE LEITURA REPENTINA, RUA
DA PRAIA.
Diz. o Ilustre liltcrato, a paginas XI da sua 3.
edierflo, que o seu BNthodo cura a gaguez ; qom
elfeilo, o seguinte caso he mais urna maravilha em
favor do Sr. Caslilho. Encarregou-me o Rvm. Sr.
padre Lcmos de ensillar um menino mudo ; eu nao
sabia como desempeiihar a minha iui~-.li, fui-lhe
gritando as regras e mais preceilos'rio methodo,
quando oh! prodigio, no lini de 15 dias o menino
entra a pronunciar todo oalphabelo.junla as sillabas,
cania as regras c executa as marchas sillabicas com
loda a |irri"eic."io Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dito menino. O director da escola de
Icitura repentina estimarla muito que lodos os Ilus-
tres redactores dosjornaesdesta cidade fossem das 7
as '.) da noitc, horas em que etUrSo mais uesoecupa-
dos, Icstemunhar ocularmente a excellencia desle
methodo. As tienes de noile para os hoiuens 530(KI
mensaes ; de dia para os meninos 35000. O director
d livros, pedras, e tudo o mais preciso aos discpu-
los ; na rua da Praia, palacete amarello.
Aluga-sc urna casa terrea na povoarflo doMon-
teiro, com a frente para a igreja de S." Panlalc.o,
muilo limpa, tresca, com commodos para familia re-
gular. Icndouma porta e duas janellas na frente: a
tratar com Aulonio Jos Rodrigues de Souza Junior,
na mesma povoacao, ou na rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
Ha muilo boas caixas para carl.is de hachareis,e
abrem-se as mesmas qualquer inscripc.ito com toda
perfeisao : na rua Nova loja deourivesn. 4 de Ni-
colao Tolenlino de Carvalho.
Antonio Roberto, com loja franceza na rua No-
va u. 13, aceda de receber pelo ultimo navio o Gus-
tavo, um completo sorlimeulo de chapeos de seda
para senhora e meninas, os mais modernos e bonitos
que ha no mercado, e pop preco mais commodo do
que em outra qualquer parle.
Precisa-se de um criado e de urna criada para
o servico de ma casa de pouca familia, ou de urna
escrava : no Hospicio, passando o quartel, lado di-
reilo, terceira casa.
Aluga-se annualmenle ou pela fesla urna pro-
pnedade de pedra e cal com commodos sufticienles
para qualquer familia, no lugar do Pojo da Panella,
contigua ao ex-collegio de S. Boavenlura : a tratar
na fuudicao do Brum ns. 6, 8 e 10, com o caixeiro
da mesma.
Aluga-se umpreto para servente de cocheira :
quem precisar annuncie.
Aluga-se a casa lerrca com solau, ua Soledade
n. 17 : a tratar no pateo do Carmo n. 17.
ATTENCAO".
O Sr. Cincinato Mavignier, retratista e pensionis-
ta de S. M. o Imperador, tenha a bondade de vir
rua Nova n. 32, loja de Boavenlura Jos de Castro
Azevedo, a tratar de um negocio quo lhe diz res-
peito....
COMPRAS.
Compra-se a obra homeopathica do Dr. Cochra-
ne, quem liver e quizer vender, dirija-se i rua do
Queimado n. II, ou annuncie.
Coinpra-se um .methodo de flauta em bom es-
lado : quem liver annuncie.
Compra-so um chronologia, ou de Bernardina
Freir, ou de Sacra Familia : quem liver annuncie,
ou dirija-se ao convento do Carmo, a fallar com o
Dr. Cbagas.
VENDAS
* Na estrada dos Alllirlos, sitio confronte a @
capella, dlo-ce consultas homeopalhicas. 0*
1 rccisa-sc de urna ama que saiha cozinhar e
engommai, para una casa cstrangeira : na rua Nova
u. 17.
Prerisa-sc de um pnrlugucz chegado de pou-
ro, para feilor de um sitio: na rua do Hospicio
n. 15.
Quem quizer comprar il^as mcia-aguas, sitas
na lr;ivessa da na da Pdlma, e juntamente urna mo-
bilia de Jacaranda por preco commodo e em hom es-
tado, dirija-sc rua Augusta, casa n. 8, que achara
com quem Iratar.
Sala de dansa !
Luiz Canlarelli contina a dar linces lodos os dias
uleis em sua casa, na rua das Trincheiras n. 1!), pri-
meiro and.ir, das 7 as 9 horas da noile, ou aonde for
chamado em dilTerentes horas : quem precisar do
sea presumo, entenda-se com o mesmo na casa ci-
ma, das 7 as 0 horas da manhaa.
Chapeos de molla, recentemenle chegados pelo
ultimo navio vindo do Havre : na rua Nova n. 44.
M3S@:#S)e-
2 O Dr. Carolino Francisco de Lima Santos ^
madou-se para a rua das Cruzcs n. 18, pri-
meiro andar, onde contina no exercicio de
sua prohssao de medico ; e utilisa-se da oc- 9
casino para de novo ao publico oflerecer seu 1
presumo, como medico parleiro c habilitado
a certas operacoes, sobre ludo das vias ouri- 9
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo soriBento
de fazendas, finas e grossas, por
jilecos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retallio, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelec'unento
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ol'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio p. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Attenco ao barateiro.
Vendem-se apparelhos para cha brancos c doura-
dos de porcellana, ditos para cha azues, dilos para
mesa dejanlar azues, lanternas de vidro e casquinho'
de composicao, compoieiras ecopos, calix e garrafas,
porla-licores e frascos para espirilos, c oulras muilas
fazendas por preco o mais commodo do que em ou-
tra qualquer parte, ua rua Nova ao p do oitao da
Conceicao n. 51.
Vende-se um negro da Costa muito hom pa-
deiro c proprio para todo o servico por ser muilo
possnnle e ladillo : na rua Imperial confronto ao
chafariz n.43.
Na taberna da rua do l.ivramculo n. 38, ven-
de-se o afamado fumo de (iaranhuns.
Vendem-so pregos americanos, e cadeiras de
li.il.inro. chegado ltimamente da America : na rua
do Trapiche n. 8.
Vendem-se globos de vidro, chamins, c torci-
das para os caudieiros americanos : na rua do Tra-
piche n. 8.
A endem-se'.frascos com muilo boa agua para ca-
bellos, chegada ltimamente da America: na rua do
Trapiche n. 8.
\ ciidcm-se relogios americanos para cima de
mesa, chegados ltimamente da America : na i ua
do Trapiche u. 8.
Vendem-se 5 cscravo-, sendo 1 mulalinho de
idadede II a 12 annos, I moleque de idade de 14
anuos, crioulo, 1 cabra de meia idade, carreiro, e 2
esclavas de todo servico : na rua Direila u. 3.
VESTIDOS DE SEDA.
Contiiiua-se a vender corles de vestidos de seda de
cores, bonitos padrees, por preco commodo : na loja
de 4 portas, na rua do Queimado n. 10.
PABA SENHORA.
Vendem-se ricas romeiras bordailas e camisinhas,
por prejo commodo : na rua do Queimado, loja de
4 portas n. 10.
. VESTIDOS DE CHITA.
Continuare a vender cortes de chita larga, cores
lixas, a 23000 rada um : na loja de 4 portas da rua
Queimado n. 10.
Cora toque de avaria.
Chitas escuras fuas a 4&50O a pera : na rua do
Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.
FAZENDAS BARATAS.
Corles de vestidos de seda, de chaly, de cambraia
de seda com 2 e3babados, melpomeue de lidos pa-
drees, e nulros cortes de vestidos de goslo, mantele-
tes, chales, romeiras de relroz e decainhraia, cha-
peos para senhoras e meninas, 'uvas de seda, sclim
lavrado proprio para vestidos de noivas. fazendas de
la proprias para falos de meninos, e oulras fazen-
das modernas que se vendero barato : na rua No-
va, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Palitos, sobrecasacas de panno fino, de alpaca,
e de Indi.i, panno liuo azul proprio para fardas da
guarda nacional, ditos prelos, cor de pinhao c verde
escuro, casemiras pretas muilo superiores para cal-
as : na rua Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira
& Filho.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autorizado por decisao do eonselho rea
t decreto imperial.
Os mdicos dos huspilaes recommendam o arroba
Laffeclcur, como sendo o nico autorisado pelo go-
verno e pela Real Sociedade de Medicina. ste me-
dicamento d'irn gosto agradavel, e fcil a tomar
em secreto, est em uso na marinlia real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmenle em pouco lempo,
com pouca despeza. sem mercurio, as affcccocs da
pelle, mpingetts, as cousequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores ; convm aos
calharros, da hetiga, as mnlraccOes, e fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das ingecroes ou da
sondas. Como anli-svphililico, o arrobe coVa de
pouco lempo osfluxos recentes ou rebeldes, que vol-
vem i ncessaiiles eem consequencia do emprego da co-
paiba, da cubeba, ou das iujecedes que represen-
tan! o virus sem neulraltsa-lo. O arrobe Laffecteu-
he especialmente recomniendado contra as doenra-
invcleradas ou rebeldes a mercurio c ao iodurelo
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande pon-fio de garrafas grandes e pequenas, vin-
das directamente de Paris, de casa do Sr. Boyveaus
Lafl'ectcuv 12, ru Richev Paris. Os formulario-
dam-se gratis cm casa do agente Silva, na praca ds
D. Pedro n. 82. No Porto, cm casa de Joaquim
Araujo; na Babia, Lima iV Irmos; cm Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & FMhos, e
Moreira, loja de drogas ; Villa-Nova, Joo Pereira
de Magales Leite; Rio-Grande, Francisco de Pan-
la Coulo & C.
ARADOS DE FERRO,
fundicao' de C. Starr. & C. em
Amaro acba-se para vender ara-
dos d" ferro de -ci qualidade.
VenJe-se fio de sapateiro, bom : em casa deS.
P. Johnston & Companhia, rua da Sensata Nova
u. 42.
Vendem-se em casa de S. P. Jolmss
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinlio do Porto superior engarrafado.
Sellins uglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
i1 arel lo em saccas do ."> arrobas.
Fornos de -farinlia.
Candelabros e candiciros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisndo cm lollia para forro.
Cobre de forro.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as tinas : atraz do
teatro, armazem de Joaquim Lopes de Alineida.
Na esquina da rua do Collegio, loja de livros
n. 20, existen] venda as obras se-
guintes :
Ansaldus de coinmercioet mercatura,
1 vol. 8RO0 rs. ; Scacias, traclatus de
coramercis el cambio, 8$000 rs. ; Salga-
do, labvrintus credilorum, 4 vols. 24$000
rs.; Cassarcgis de Commercio, 5 vols.
20,s000 rs. ; ndice pelas materias civil,
criminal, orplianalogico e de linancas,
por Alves Branco, 1 vol. 10,^000 rs. ; Bi-
blia Sacra, anotada por Du-Hamcl, 2
vols 80()0 rs. ; Vida do padre Vieira, 1
vol. JSOOOrs. ; Tractatus Tlieologico, ca-
nonicus de sponsalibus et matrimonio,
por Rugler, 1 vol o200.
Vende-se nm alicerec com urna meia-agua, si-
lo na rua Imperial, por preco muilo commodo: tra-
t,ie na mesma rua n. 165.
Vendem-se gigos com champagne da bem acre-
ditada marca estrella, e barricas com vinho de Bor-
deaux, por preco commodo: na rua do Trapiche
n. 11.
PARA QUEM TEM POUCO DINHEIRO.
Vendem-se manteletes pretos e de cores a 9, 10 e
129000 ; e ha um mofado que se vende por 5JJ000 ;
e igualmenle urna farda de oflicial da guarda nacio-
nal para corpo secco : na rua Nova n. 42.
Vende-se o sobrado de um andar, na rna da
1 niao, por Iraz do palacete do liaran da Boa-Visla,
a qual casa foi do Dr. Christov.1o Xavier Lopes : os
prctendenles dirijam-se a Manoel Goncalves da Sil-
va, no seu esrriplnrio. rua da Cadeia do Recife.
CEMEMO ROMO.
\ ende-se cemento romano chegado recentemenle
de Ilamburgo, em barricas de 12 arrobas, e as maio-
res que ha mi mercado : na rua da Cruz do Recife,
armazem n. 13.
PIANOS.
Em casa de Brnnn Pracger & C, rua
da Cruz- n. 10, vendem-se uous e\cellen-
tes pianos chegados no ultimo navio de
Ilamburgo.
CHARUTOS DE HAVANA.
Charutos de Havana verdadeiros, ven-
dem-se por preco commodo: na rua da
Cruz n. 10.
JL
JL
CHAPEOS DE CASTOR
pretos, pelo haratissimo
preco de -i.S'000 cada um : na rua Nova
n. 4V.
Chapeos de fellro brancos, prelos e pardos pa-
ra houiem e meninos, formas elegantes, ditos das
mesmas cores amazonas para senhora, ditos de mas-
sa franceza muito linos, ditos de castor inglez, dilos
de palha arrendados proprios para meninos e meni-
nas, bonetes de palha lano para homem como para
meninos, dilos de oleado para homem, dilos de pan-
no e merino tanto para homem' como para meninos,
e tudo por prcro commodo : na rua Nova n. 44.
Aos 8:000j000. ,
Na casa da Fama, no aterro da Boa-Visla n. 48,
esli venda os bilheles e cautelas da lotera da ma-
triz da Boa-Visla, que corre no dia 24 do correte.
Bilhetes 83000
Meio; 45000
Quartos 29-100
Decimos 16O0
Vigsimos r-tilXI
Loja vermelha.
Na rua do Crespo 11. 9, vendem-se palitos de me-
rino selim a 10B000.
Vende-se um cabriole! com coberla o os com-
petentes arreios para nm cavallo, ludo quasi novo :
par? ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Scgeiro, e para tralar no Recife rua do Trapi-
che u. 11, primeiro andar.
Moinhos de vento
eombombasderepuxopara regar hurtase baixa,
decapim. nafundirade D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6, 8 e 10.
GRANDE StiRTIMENTO DE BRINS PARA
CALCAS E PAI.ITO'S.
Vende-se brim trancado de liuli 1 de quadros a
600 rs- a vara ; dilo a 700 c 19000; dito mesclado a
I Um ; cortes de fustn branco a 400 rs. ; dilos de
cores de limn goslo a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o cuvado ; corles de cassa chila a
29OOO e 29200 ; lencos de cambraia de liuho gran-
des a 640 ; ditos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de linho do l'orlo para rosto a 149000 a duzia ; di-
las alcoxoadas a 109000 ; guardanapos tambem alco-
xoados a .IMiOO : na rua do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
porlanlo, vendem-se cobertores de algodAo com pel-
lo como os de laa a 1?VH>ditos sem pello a I92OO;
ditos de (apele a 1^200 : na rua do Crespo n. 6.
Vende-se um excellenle carrlnho de 4 rodas
mui hem construido,eem bom estado ; est exposlo
na rua do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prelendenles examina-lo, e Iratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
Vendem-se lonas da Rtissia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz n. 4.
--Vende-se em casa de Rabe Schmet
tau&C, na rua do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas obias de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de diferentes tamanhos para
espclhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com loque de avaria.
Madapolao muito largo a 39000 e 39500 a pera :
na rua do Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
L)E BOM COSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8.S000, 12#000, 1 ijjOOO e 18000
rs., manteletes de seda de cor a ll.s'000
rs., chales pretos de la muito grandes a
.S'600 rs., chales de algodao e seda a
l.$280 rs.
(p Deposito de vinho de cham-
pugne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade do condi
L de Mareuil, rua da Cruz do Re-
" cife n. 20: este vinho, o melhor
fr de toda a champagne vende-
| sen r>,s'()0() rs. cada caixa, adia-
se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
Praegeri C, vende-seo seguinte:
Cadeiras e soa's para terraco e jardim.
Oleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de oleo com moldura dou-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernambuco.
Licores de dilFerentes qualidades.
Vinho de Champagne.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se cawmira prela e de cor para palitos por
ser muilo leve a 28600 o eovado, .panno azul a 3& e
9000, dilo preto a 3, 39500,4, 5 e 59500, cortes
decasemira de gostos modernos a 6*000. sel un pre-
to de Maco a 39200 e 43OOO o eovado : na rua do
Crespo n. 6.
CONHEC1DO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Rtissia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seu antigos e novos fregv -es.
-Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo III, chegado no dia
5 do corrente: na prara do Corpo Santo
n. 11.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa- |
bricada no Rio de Janeiro, che- 1
gada recentemente, recommen- (
da-se aos senhres de engenho os
seus bons eHeitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruz n. 20, ar- '
mazem de L. Leconte Feron 4
Companhia.
i
0
Na
Santo
nanas por se ter a ellas dado, com especiali-
dade em I-ranea.
Aluga-se urna excellenle casa e sitio na Ca-
punga, a marecm do rio Capibaribe: a tralar no
aterro da Boa Vista, casa n. 1.
cscravo aiinuiiciado para servico de cocheira.
Aluga-se para se passar a testa
um silio na Torre, rom lodos os commodos para
familia,e capim para um cavallo ;e DUAS CASAS
caiarlas e piuladas rom commodos para familia,lodas
muilo frescas e por preco commodo: almiar no
mesmo lugar, no silio da Laga.
Tendo-se recoiihecido que a despeza
de escripia e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-seaos senhres assignantes deste
"Diario que quando os mandarcm, rc-
meltam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
AOS 1009000.
Continua a estar fgido desde 12 de jullm, Cela*
no cabra, escravo de Jo.lo das Chagas de Faria Lo-
bato, lendo os signaes segaiules- estatura ordinaria,
cara chala c cheia de sardas, cabellos corridos, den-
les alvos, idade de 16 a 17 annos: he de supor que
o mesmo esleja cm Iguarassu. Quem o apprehender
c levar rua do Apollo n. 20, lera a gratificarlo
cima.
500$000
ilc gratificarlo se dar a quem poder aprehender os
(ibjeclos fuados na loja de Chapront & Berlrand
na praja da Independencia ua noite de 14 para 10,
Chegaranj pelo ullimo vapor da Europa, os ricos
corles de chin de seda, fazenda da ultima moda de
1 ans, pelo preco de 159000 : na rua do Queimado n.
Jo, em frente do becco da Congregado.
Vcude-se o verdadeiro rap Paulo Cordeiro,
que pelo seu apcrfeicoamrnlo acaba de obter acon-
cessAo do uso das armas iinpcriaes.vnas seguintes
lojas: rua da Cruz Fortnalo Cardozo da Geiivea
rua da Cadeia do Kcrife Ricardo Ferreira da Silv!
Thomaz Fernandes da Cunl.a, Jos Fortunato dos
Santos Porto, Jos Gomes l.eal, Joo da Costa Maga-
Ihacs, rua do Collegio em Santo-Aniooio Lima &
Guimares, rua larga do osario Jos Dias da Silva
Cardial, Manuel Jos Lopes,Magall,5es& Pinheiro,
Noves (J Coelho. palco do Carino Anlonio Joaquim
Ferreira de Souza, largo do Livramento Frajicisro
Alves de Pinho, rua Direila Jos Vctor da Silva
Pnnimlrl, alerro da Boa-Vista Joaquim Jos Dias
Pinheiro, c finalmente no deposito da rua da Cruz
do Recife casa 11. 17, onde sempre -acharao do fres-
co, visto sempre receberem inciisalnienle um certo
numero de caixas da propria fabrica do Rio de Ja-
neiro de J0.I0 Paul Cordeiro.
MMi) ROMANO BRANCO.
Vende-se cementa romano hranco, chocado agora,
de superior qualidade, muilo su|>erior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Ihcalro, arma-
zem de tahoas de pinho.
Vende-se sola muilo boa e pelles de cabra, em
pequeas e grandes porgues : na rua da Cadeia do
Recife n. ), prtaeiro andar.
Vende-se tuna casa terrea com bom quintal,
cm chaos proprios, sila na rua do Cnlovello 11. 40:
a tralar no aterro ca Boa Vista n. 1.
Vende-se por diminuto preco C cortinados pro-
prios para algunia sala do cahelleireiro : quem os
pretender, dirija-se a rua do Crespo n. 16, que acha
r com quem tralar.
Vende-se a armacno da (aberna da rua da
Praia, defrontc da Kibeira 11. 17, nova, loda de
louro, bastante em conli, linda lein alguns gneros
e perleuccs: trata-se no sobrado.
ILLMS. SRS. BACIIAREIS. <
($) Na rua Nova loja n. 2, atraz da ($)
10 matriz, vendem-se litas para car- )
6 tas dos ditos Srs. hachareis, a (V?,
2 5*000 rs. S
VENDAS.
Chegaram rpcentemente algumas sac-
cas do bom farello, que esto expostas a
venda uos armazens defronte da escadi-
nha, ou na travessa da Madre de Dos,
armazem de Novaes & C.
ARREIOS PARA CARROS.
Em (asa de Brunn Praeger & C., ha pa-
ra vender um lindo apparelho para 2 ca-
vallos feitopor encommenda, e de quali-
dade superior a todos que tem vindo a
esta praca, com guarnido de metal que
nunca se estraga ; esta obra se recom-
menda principalmente para um particular
por ser de ptimo gosto, e feita com to-
da a elegancia : vende-se na rua da Cruz
n. 10-
Em casa de Timm Mousen & Vinnassa,
praca do Corpo Santo n. 13, ha para
vender o seguinte:
Um sortimento completo de livros em
branco de superior qualidade.
Um piano vertical da qualidade mais su-
perior.
Vinho de Champagne.
Absinlhe e cherry cordial, de superior
qualidade.
Licores de dilFerentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tudo por precos commodos.
@SSSa:5 RUA DO CRESPO N. ,12. ty
Vende-se nesta luja superior'damasco de 9
seda de cores, sendo hrauco, encarnado, rxo, 9
;$ por preco razoavel. M
Refinacao, rua da Concordia n. 8.
Vende-se este cslabclccimeiilo licui ilimitado, com
algumas machinas para o fabrico ilo assuear, entre
ellas nina machina centrifuga, que purga assuear de
8 a 10 minutos. Este cstahelecineulo oerece com-
modos para fabricar grande porcao de assuear, obri-
gando-sc o vendedora dar os esclarecimenlos neces-
sarios ledenles ao mesmo fabrico : veude-sc por seu
dono relirar-se do imperio.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4500.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
MELPOMENE.
Vendc-se melpomeue de laa, gosto es-
cosse/., padnies novos, viudos pelo ultimo
vapor, pelo preco de 80 rs. o eovado :
na rua do Crespo n. 2.1.
VINHO DO PORTO SUPERIOB FEITORIA
em caixas de I 011 2 duzias de garrafas: vende-se no
armazem de Barroca & Castro, na rua da Cadeia do
Recife n. 4.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Continuam a vender-se por preco commodo ; uo
armazem de Batroca iV Castro, na rua da (.adela do
Bccife n. 4.
Vendem-se mullo bem feilas caixas- de prata
para cartas de bacharel, ahriudo-sc as mesmas
quaesquer lellras egravuras com toda a perfeicao c
presos commodos: ua rua do Cahugu loja de ouri-
ves 11. II, de Seralim s\ I mulo.
lilchas de Ilamburgo.
No anligo deposito de bichas, na rua cslrcita do
Rosario n. 11, de Manoel do Rogo Soares, vnde-
se a porroes o a retalho ; e alugam se por menos du
que em oulra qualquer parle ; isto por ter milita
quaulidadc de bichas.
Vende-se um carrro de 4
rodas c i asscnlos, novo e
moderno ; vendem-se tam-
bem boas parclhas de cavallos para o dito c para ca-
briolis, por preco commodo: na rua Nova, cochei-
ra de Adolphe Btuirgcois.
Vende-se muito superior farinia de mandioca,
cm saccas de alqueire, medida velha. a ICOOO cada
urna : 110 armazem de Joaquim de Pacda Lopes de-
fronte da escadiuha do caes da alfandega.
FAMA
No aterro da Boa-Vista, defronte da boneca u. 8,
chegou ullimameiite um completo sortimenlo de to-
dos os gneros de molinillos dos ltimamente che-
gados, e vende-se por preco muito razoavel:
manleiga inglcza a 480, 720, 800 e 880 ; dila
franceza a 610 ; arroz do Maranhflo a 80 e 100
rs. ; presunto a 480 ; ch lissaon a 18600, 15920,
2)500 e 23800 ; dilo do Rio a 19600 ; velas de
espermacele a 880, 960 e 15120 libra ; caixas de
eslrellinha muilo superior a 5&000; passas, figos,
ameixas, desembarcadas ullirrtainenlc, ludo de supe-
rior qualidades.
AOS SENHRES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de lila, a lioo : :ia rua do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-se panno prcto 29100, 29800, 39,
3.J500. 4800, 59500, 65OOO rs. o covado.dito azul. 1
29. 28800, 49. 69, 79. o eovado ; dito verde, 29800,
39500, 48. 59 rs. o eovado ; dilo cor de (linhau a
48500 o eovado ; corles de casemira prela franceza e
elstica, 79500 c 89500 rs. ; dilos com pequeo
defeilo. 6900 ; ditos inglezenfestado a 58000 ; dilos
de cora 49, 59500 69rs. ; merino preto a 19, 1JS00
o eovado.
Acanelado Edwln Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Compauhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontal para vapor om forca de
4 cavallos, cocos, passndeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, iwr menos prcQO que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
llas de (landres; Indo por barato prer_o.
Vende-se excellenle taboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enteoder-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas rancezas a 320 o eovado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
gosto. a 320 o eovado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemenle da America.
Potassa.
No anligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana c do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he par fechar conlas.
Beposito da fabrica de Todui oa Santoa na Baha
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C., na rua
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aqoella fabrica,
muilo proprio para saceos de assuear e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do briguo Cnceirao, entrado
de Sanu Calhanna, e fundeado na volla'do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe boje 110 mer-
cado, e para porr,6ea a Iratar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na roa do Trapiche
AOS SENHRES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stojle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hoUandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assuear, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber di Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rice mobilia de jaca
randa*, com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na na do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da ru do Coilegio n. 8.
vende-se urnaescolliida colleccaodas mais
brilhantes, pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhoresque se podem a-
char parafiaer um rico presente.
g Deposito de panno de algodao da
fabrica de todos os santos qa S
4 Babia. {
J? Vende-se esle bem conhecid panno, pro- Ji
9 prio para saceos a roupa de cscravo ; no es-
.mi de Novaes & Companhia, na rna do 9
'che 11. 34. 9
casa de J. KelIer&C, na rua
da Cruzn. 55, ha para vender 5 excel-
I en tes pianos vindos ltimamente de Uam-
burgo.
RUA 1)0 TRAPICHE N. 10.
I Em casa de Patn Nash & C., ha pa-
ra ra vendw :
j Sortimento variado de lerragens.
^ Amarras de ferro de o quartos ate 1
polegada.
D Cnampagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de utna duzra,charutos
de Havana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 5.
Na rua da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que tem vindo a
esle mercado.
l'orlo,
llucellas,
Xercz cor de ouro,
Dito escoro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por preco muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Vende-se urna balance romana com todos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nda desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalla milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 18000.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto,- por prados commodos.
Na rua du Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corte de vestidos de cambraia de
seda com barra e babados, 89OOO ra. ; dilos com
flores, 79, 99 e 109 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, .1 119 : corles de cambraia franceza inuiro li-
na, fixa. com barra, 9 varas por 49500; corles de
cassa de Cor com Ires barras, de lindos padrSes, i
39200, pecas de cambraia para cortinados, coro 8,4'
varas, por 39600, ditas de ramagem muilo finas,
69 ; cambraia desalpicos miudinhns.branca e de cor
muilo fina, 800 rs. avara ;aloalhado de linhoacol-
xoado, 900 a vara, dito adamascado com 7 pal-
mos de largura, 29200e 39500a vara ; ganga ama-
relia liza da India muito superior, 400 rs. o eova-
do ; corles de rollete de fuslo alcoxoado e bons pa-
drcs fixos, 800 rs. ; lenco* de cambraia de linho
360 ; dilos grandes finos, ii-OOOrs. ; luvasde seda
brancas, de cor c prelas muito superiores, a 1600 rs.
o par ; ditas lio da Escocia 500 rs. o par.
Vende-se urna taberna na rua do Rosario da
Roa-Vista n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos so cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim lhe convier :
a Iratar junto Alfandega, travessa da Madre de Dos
,'irmazein n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafar continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acluun-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou cari-egam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Devoto Christao-
Sahio a loz a 2. edicSo do livrinho denominado-
Devoto Chrisuto.mais correlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de hom goalo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
De-apparereu no dia 13 do corrente nm ecra-
vo com os signflfc seguintes : do gentio de Angola,
de idade de 22 a 23 annos, pouco mais, baiin, gros-
so, cara larga, bocea grande, tem todos os denles da
fenle, lem ns dedos dos ps uns mais pequeos que
uniros, chama-se Joo ; levon camisa e calca de al-
godao azul, lem no cs da calca o uome delle por rx-
Icnso marcado de encarnado, chapeo de palha novo,
he muito premuroso 00 andar e he do mallo : quem
o pegar, leve-o rua dos Prazeres do bairro da Boa-
Vista, a ultima casa terrea pintada de rxo. que ser
gratificado.
ATTltNCAO.
Desappareccu hontem pela manhaa,
tendo sabido a'compras, levando vestido
camisa de algodao de mina, e calca de al-
godao riscado, o escravo Africano IJran-
cisco, que pertenceu ao fallecido Fran-
cisco Jos Goncalves, de quem foi in-
ventariante e testamenteiro Bernardo Jo-
s da Costa Valente, onde esteve deposi-
tado ate ser arrematado em praca ; este
escravo tem um signa! ae queimadiira em
urna perna e em um p, e tem o cabello
rente; quem o apprehender e conduzir
ao sobrado da rua do Pilar n. 85, resi-
dencia de seu senhor, sera' generosamen-
te recompensado.
Ao coronel Jos de Brilo Inglez fugio na noile
de 17 desle mez de novembro de 1854, da casa na
roa do Pilar n. 68, o seu escravo Joaquim, que he
baixo, cheio do corpo, isto he, para mais magro, nao
tem deutes na frente, lem na mo direila um dedo
envergado de um unheiro, andar miudo, nao sabe
andar depressa nem correr, tem falta de cabello no
meio da cabera, olhos vcimelhos, quando falla mais
apressado gagoeja, ps pequenose seceos, perua cur-
ta, as costa tem um signal de chicote, chama-se
Joaquim, filho do Para, pouca barba, levou bauzi-
nhu pequeo com toda roupa que linha. urna calca
prela. O signa! de chicle linha elle j quando veio
para o meu poder. Graliuco-se a quem o prendejj.
1008000 de gratificac^o. >
Ocsappareceu no dia 8 de Miembro de 1854 o es-
rravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 35 annos, pouco mais ou menos,
nascido em Cariri Novo, rj'onde veio ha lempos, he
muito ladino, cosloma trocar o nome e inlilular-sc
forro ; foi preso em lins do auno de 1851 pelo Sr.
delegado de policia do termo de Seriuhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo rc-
mellido para a cadeia desta cidade a ordem do Illm.
Sr. desembargador chefe de policia com oflicio de2de
Janeiro de 1852 se verilicou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sant'Anna, morador
no ''imenlio Cailc. da comarca de Santo Antao, do
poder de quem desappareceu, e sendo outra vez cap-
turado e recolhido a cadeia desla cidade em 9 de
agoslo, fui ah embargado porciecucao de Jos Dias
da Silva tiuiinaraes, c ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaiso assignado. Os
signaos silo os seguintes: idade de 30 a 35 anuos, es-
tatura e corpo regular, cbenos prelos e carapinht-
dos, cor amulatada, olhos escuros, nariz grande c
crosso, lieicn. grossos, o semblante fechado, hem bar-
bado, com lodos os denles na frente : roga se, por-
lanlo, as autoridades poliriaes, capilcs de campo c
pessoas particulares, o favor de u apprelienderem e
mandaren! nesta praca do Recife, na rua larga do
Kosario n. 14. que receberSo a gratificaran cima de
1009000 ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel de Almeida Ibones.
508000 rs.
A quem pegar o preto Alexandre, de narAo S.
Thom, estatura alta, reforjado do corpo, falla de-
morada, de idade 30 a 35 anuos, o qnal costuma an-
dar pelo Rio Doce por ter sido escravo do Meleqoerf
francez, e consta ler sido visto no lugar da Santa,
enlie os engenhos Paulislae Fragoso, comoolro pre-
lo do Sr. Dr. Manoel Joaquim Carneiro da Cunha, o
qual preto est fgido desde o dia 23 de selembra do
corrente anno : roga-se a quem o pegar, leve-o
fabrica da rua do Brum n. 28, que receher a grati-
ficarSo cima de 509000.
ta. : TV. DE M. V. DE FARIA. 1854,
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