Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01218


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Full Text
v>
ANNO XXX. N. 265.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
WL't
SABBADO 18 OE NOVEMBRO DE 1854.
Por anno adianlado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

i-
'
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENI MiliEG VIMIS DA SUBSCRIPCA'O.
Recite, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereir Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaciuim Bernardo de Men-
doza ; Parahiba, o Sr. Gervao Victor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Areca-
ly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borgos: Maranho, oSr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobro Londres, 27 1/2 a 27 3/4 d. por 15>000.
c Paris, 350 rs. por i f.
Lisboa, 105 por 100.
t o de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibc ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de leitras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 29J000
Modas de 69400 velhas. 169000
do 69400 novas. 169000
de4000. 99000
Prala.Patacoes brasileos. 1*940
Pesos columnarios, ... 19940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.'
\ illa-Bella, Boa-Vista, Ex cOuriciiry, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundase sexlas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 2 lioras e 54 minutos da larde.
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manhaa.
ALDIF.XCIAS.
Tribun.il do Commercio, segundase quintas-feiras. Novbr.
Relar.io, tercas-feiras o sabbados.
Fazcnda, tercas e sexlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas is 10 horas.)
1* vara do civel, segundas o sextas ao meio dia.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia. I
EPI1EM BRIDES.
4 La cheia s 6 horas, 43 minutos e
A8 segundos da tarde.
12 Quarto minguanlos 7 horas, 40
minutse 48 segundos da taide.
20 La nova as 7 horas, 43 minutos e
58 segundos .la manhaa.
27 Quarto rescenle aos 21 minutos o
48 segundos da mauha.
IMAS DA SEMANA."
13 Segunda. Ss. Arcadioe Paulilomm.
14 Terca. S. Abilio diac ; S. Gurias mm.
15 Quarta. S. Clementino m.; S. Filomano m.
16 Quinta. S Goncalo de Lagos;'S. Elpidio.
17 Sexta. S. Gregorio Thaumaturgo h.
18 Sabbado. S. Odn ab. ; S. Barcela m.
19 Domingo, 24* S. Isabel viuva rainha f.; S.
Ponciano p. m. ; S. Barlaam m. ; S. A badia.
PARTE OFFICIAL.
COBOS ANDO DAS ARMAS
Qaartal da comisando da iraa 4* FiniB-
baoo, el dad* do Recile, m 17 da na.ua-
bm d. 18M.
ORDEM DO DIA N. 171.
Chegando ao conhecimento rio coronel comman-
dante das armas que diversos msicos e prajas dos
corpos do execcilo eottnmtm banhar-se publica-
mente na Capones, iofringindo assim as put-
luras ria munieipalidade, e oflendenrio a moral pu-
blica, que cumpre rwpeilar ; determina que d'ora
avante nenhams praja dos mesmos corpos lome ba-
nho publicamente naqaelle lugar, e em oulros do
rio Capibaribe, cojas mirgens cstrjam povoadas. Os
rommandantes de corpos velarfto no eamprimeoto
de-la ordem e Cario castigar rigorosamente aquelles
qao a olvidarem.
Assignado.Manat Muniz Tararei.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
O Momleur publica os seguimos papis redigidos
pelo malogrado marechal SI. Arnaod.
A bordo da niio filie de Paris 12 de setembro
de 1854.
Sr. marechal. A minlia siluarHo a respailo de
saude tornou->e grave. At boje oppnz doeuca
que padece lodos os esforoos da energa da qae soa
capaz, e pude esperar por mulle lempo qne eslava
assaz habituado a soffrer para aebar-me ero circums-
Uncas de exercer o commando sem revelar a lodos
a violencia das crises que tenho de supportar ferro-
samente.
a Porm esta Inta eagolou as minhas forras. Ti-
ve o sentimento de reconhecer niales ltimos lem-
pos e sobre ludo nesla viagem. duraote a qual me
vi a ponto de suecumbir, que se approiimava o mo-
mento em que a minha coragem nao bastara para
supportar o pesado cargo de um commando, que de-
manda am vigor que perd, e que mal espero re-
cuperar.
A minha eonsciencia me impe o dever de vos
eipdr esta situado. Esperarei que a Providencia
me permita desempenhar at ao cabo a lida que
emprehendi, e que podere guiar al Sebastopol o
exercilo, com que amanhaa desembarcarei oa costa
da Crimea : ser, eu hem o conhejo, um supremo
esforjo, e rogo-vos queirais pedir ao imperador que
luja por hem desigoar-me um successor.
a Aceitai, etc. A. Saint. Arnaud.
Quartel general no acampamento sobre o Scher-
naya 26 de setembro de 1854.
Sr. marechal. A minha sande he deploravel. Urna
crite cholenca veio juntar-sc is molostias quesoflro
ha tanto lempo, e cheguci a um estado tal de fra-
qaeza- que sinto ser-me impossivel conservar o com-
mando. Nesla situarlo, c por tnaior que seja a mi-
nha pena, lenbo por dever d honra oda eonscien-
cia entrega-lo iis mos do cr-neral Canrobert, que as
ordens especiaos de S. M. designara por meu suc-
cessor.
* A ordem do dia inclusa vos dir com que sen-
timento me separo de meus soldados e renuncio o
proseguir na grande empreza, a que felizes come-
fus parece prosagiarem exilo glorioso para nossas
armas.
Sou, etc. A. de Saint-Arnaud.
Quarlet general no acampamento de Hekendi a
26 de setembro de 1854.
Soldados : A Providencia recusa ao vosa chele
a satisfacao de continuar a guiar-vos na earreira
gloriosa, que adianto da vos se abro. Vencido por
uim cruel ofermidade, com a qual lula debalde,
encara com dor profunda, mas saber cumplir o
imperioso dever que Ibe impe as ircuraslaneias, o
da resignar o commando, cojo peso a saude, des-
truida para sempre, ja Ihe nao permute supportar.
Soldados, lastimar-me-beis, porque a dasgraja
que me opprime he immensa, irreparavel e talvez
em exemplo.
" Entrego o commando ao general de divisio
Caarobert, que o imperador, *m sna previdente so-
lieilode por este exercilo e petos grandes nteresses
que representa, investio des poderes necessarios pe-
lo documento que lenbo vista. He um lenitivo ti
minha dor o depositar em raaos tao dignas a ban-
deira que a franja me tinha condado ; seris assi-
duo no respeilo, e depositareis con llanca nesle of-
flcial general. qnem urna brilhante earreira mi-
litar e o esplendor da seas servir/ lrs adquirido a
reputaco mais honrosa no paiz e no exercito : elle
continuar a jetona- do Alma, lera a felicidade
que eu para miro tinha imaginado e que lhe invejo,
de goiar-vos a Sebastopol. Marechal de Saint
Arnaud. 'W
O governo do S. Jf. britnica encarresou lord
Cowley de Iransmlllir ao governo do imperador os
(colmenlos por occasiao da mofle do marechal. A
seguinle he a Iraducco da carta dirigida ao minis-
tro francez dos nrgocis estrangeiros.
Paria, 10 de oulubro de 1854. Sr. ministro.
O principal secretario de estado de S. M. na repar-
tirn dos negocios estrangeiros convida-me a fazer
chegar o mais prnmplameole ao imperador a expres-
sSo de profundo pezar com qne o governo da rai-
nha receben a noticia da morle do marechal Saint
Arnaud. O governo deS. M. di pezames S. M.
I. e u nirjo francesa pelo doloroso acontec ment
que privn' o imperador e a Franja dos serviros de
um general l}o valeroso e tao eminente. Se algu-
OtAMIAHO DODEVER. *>
Por A. de Brruard.
CAPITULO TERCEIRO.
, nAlore tentant lout mauquer sous
lu, n'oyant plus que se* maint
roidies el defaillanlet i/ui tenaient
a quelijue chote Cinforlun fer-
ma lesyeux.....
(Victor Hugo. Notre Dame de Parte.)
Madama do Saulieu levanlou-se vivamente e fez
soar nina sineta pregada oa chamiu ; um criado ves-
ti.lo de prelo apparcceu, o ella or rienou-ihe que a
precedesse com uina larda.
Suhiram perla de duzentot degros de urna esca-
ria cm espiral e de podra como toda as onlra, e de-
poU de alravessar uaaa sala grande, o eriado abri
urna porta que dava para nm vasto lerraeo sacado
anbre os pilaros d O quadro qne apresenlon-se aos olhos de Gat,1o
era o mais bello que elle tinha vlslo. Os raios da la
projeclavam a grande sombra da taire e das ruinas
sobre um valle profundo onde monnurava um rega-
to entre ehoupos; a cncosla rapila do cerro era
-meada de larizes e abetos hafr-jadns pela brisa na
frente ei guiase, como um longo passero, urna densa
linlu de arvoros, e atravez dos claros \ia-se a la
brincar sobre os laboleiros de relva.
A alma enlhosiasta de GasUo eslava embriagada
de prazei vista dosle espectculo, e (enlava de bal-
de rtrramar-se em scus labios, pois fallavam-Uie a
voz e as patarras para exprimir 6 que experimeu-
tava.
" Bnlio, que di{? tornou a moca mais familiar
e por corueiuinle menos tensivo! s belleza qe te
eslendiarn a seos pos.
Digo que lie admiravel! exelamou Gasiao.
n Vid o Diario n. 264.
ma cousa pode mitigar a amargara da pena que o
governo e o povo francez sen te m por esta perda, e
oa qual a Inglaterra (Orna parle, he a idea, anda
que por si dolorosa, de que os ullimos momentos do
marechal foram lllu'lrados pelo brilho de urna vic-
toria, que flcar eternamente Morios* nos fastos
militares de ambos os paizes.
o Rogando a V. Ex. se digne ser interprete dcs-
les sentimenlos junto pessoa do imperador, con-
fio que me permiilir aerescenlar a eipressao do
meo senlimento pcssoal. Conhecer o marechal de
Saint Arnaud, era ama-lo, porque a corle/, aflabi-
lidade da sa vida privada no era menos diilincta
do que a sua intrpida firmeza no campo de bata-
Iha.
Aprovcito esta occasiao, tc.Co\rlnj.
(Retolnrao de Setembro.)
O Debis, annuneiando a infausta noticia do bi-
to do marechal commandante era chefe, exprime-se
nesles (erraos :
o Toda esta primeira parle da campanha oi exe-
culada com brilhante vantagem e felicidade, eso-
bre Indo dirigida coro admiravel pericia pelo mare-
chal Snint-Arnaud. Ai I qne os louros qne acabara
de colher haviam de ser quasi immediatamente de-
poslos sobre o seu tmulo Sua morte fni annun-
ciada officialmenlepelo governo inglez, e os jornaes
de Londres nos transmuten) boje esta triste nova.
a O marechal Saint-Arnand, nascido em 1801
ron la va apenas 53 annos. Fizera dorante longo lem-
po as speras campanbas d'Afrca, onde o sen valor
e talento* o tornaram notavel : acha-se citado o seu
nome em todos os combalea desta guerra tao louga e
encarnizada.
a Commandante em chefe do exercito, desenvol-
veu a aclividade e talentos distinctot, aperar da de-
teriorae^o de sua saude baria muilo lempo valetudi-
naria. Accommelteu-o em Varna urna febre perni-
ciosa, a al soflreo dous ataques de cholera. Na Cri-
mea sopeara heroicamente a molestia para' desem-
penhar a elevada miss&o de general em chefe. S o
senlimento do brio militar e o amor da gloria po-
deriam sustentar a sua energa moral contra os pa-
decimeotos pbvsicos que o affligiam ; foi assim que
dirigi a balnlha de Alma, dizendo que um mare-
chal de Franja deve saber morrer a cavado. Foi
esse senlimento que diclou a ultima phrase do seo
relalorio.a Suslenho-me entro os solfrimcotos, as
crises febris, e o dever, e passo doze horas a cavado
n'um dia de balalha. a
O marechal Saint-Arnaud suecumbe no dia im-
mediato ri vicloria, c vendo fugir o inimigo. He
urna morle gloriosa, digna de um guerreiro 1
Eis o otlrio dirigido ao ministro da gaerra :
Quartel general sobre o Alma em 21 de setem-
bro de 1854.
Sr. marechal. O meo despacho lelegraphico
dalado de honlem vos fez conhecer summariamente
os resultados da bllba d'Ahna. O esba^o incluso,
fcito a pressa, vos dar urna iria mais completa ;
por elle jnlgareis das diflieuldarics que livemos de
vencer para tomar cssas posifoes formidaveis.
a O rio Alma aprsenla um curso sinuoso, o com0
um canal, os vaos sao difliceis e raros. Os Russos
tinli.im poslado no fundo do valle coberto d'arvores,
riejardins e de casas, e na aldeia de Burluk urna
grande forra do aliradores bem protegidos, armados
de carabinas de precisan, e que receberam as testas
das nossas columnas com um fogo moi vivo e incom-
modo. O movimento de circumvolucao do general
Rosquel, commandante da segunda divisio, que este
ofcial general cierulou sobre a direila com muila
inlelligeoca e vigor, tinha felizmente preparado a
marcha directa para a frente feila palas outras duas
diviertes pelo exercito ioglex. Todava a posicSo do
mes me offlcial general, qne por muilo lempo se achon
na eminencia com urna brigada *, podia ser compro-
meltida em seu isolamento, e o general Canrobert,
para apoia-lo leve de fazer um avanro vigoroso no
sentido qne indica orna das linhas dlrectrizes do es-
bozo. Mande! que o suslenlassc urna brigada da
quarta dividi que eslava na reserva, ao passo que a
oulra brigada dessa mesma divisio legoindo o gene-
ral Bosque! ia collocar-se erasen apoio.
A 3.a divisa marchara direila ao cintro daspo
sires, leudo sua esqnerda o exercilo inglez. Es-
lava combinado com lord Ragln que assuas Iropas
euecluariam sua esqnerda um movimento de ro
dejo anlogo ao que o general Bosquel fazia sobre a
direila. Porm, incesantemente ameac,ada pela ca-
vallaria e dominada por tropas inimigas postadas as
alturas, a esqnerda do exercito inglez leve de renun-
ciar i realisacao desta parte do projeeto.
O movimento geral pronunciou-se no momento
em que o general Bosquel, protegido pela esqnerda,
appareceu as alturas. As quintas, d'onde sabia o
fogo mui vivo dos aliradores, nao tardaram a ser or-
en padas pela linha dos nossos: a nossa arlidiaria ap-
pnnimon-fe lamhem dellas e comecou a baler viva-
mente os balalhOcs russos poslos em cscalao sobre as
cncostas para apoiarem os seus aliradores na relira-
da. Os nossos perlando-os com audacia incrivel,
seguiam-nos pelaa ladeiras ; eno lardei aeipcdir a
minha primeira linha alravez dos jardins. Cada um
passoii por onde pode, e as nossas columnas irepa-
ram as alturas debaixo de um fogo de mosquelaria e
artilharia que nao eonsegno afrouxar a sua marcha.
As cristas das eminencias foram oceupadas, e despe-
d a minha segunda linha em apoio da primeira que
arremcllia ao grilo de I ira o imperador !
a Coube enlao a arlilharia da reserva avancar com
Nao he isso o que lhe pergonto. Sim, com ef-
feilo, este quadro he magnifico, e emhora estejamos
na Franca, em ama provincia menos afamada do que
muitas oulras pelos scus sitios e pontos de vista, po-
demos aflirmar qae esle panorama visto assim de
noiie claridarie da la he dos mais bellos e dos mais
poticos. Porem nao he sobre a belleza rio lugar
que quero ier sua opiniao. he sobre a situado do
castello como praca forte. O senhor v de lodos os
lados rorhedos a pique, um largo valle, muros insu-
peraveis.... Cuidado, ha buracos a cada paso, ese o
senhor meller a perna, lodo o corpo podera passar.
I.embre-se de que est mais de cera ps cima da
Ierra, e mais de quatrocentos cima do fundo do
abysmo.
Gaslo olhou para os ps, e sendo um estremeci-
mento do susto vista de um graode rombo negro e
profundo.
Admiro, disse ello, que a senhora sendo mulber
alreva-se a avenlarar-se de noilc sobre esle terrajo
suspenso no* ares.
O habito, responden a mora com nm gracioso
gasto de negligencia. Oh! deixe-me passar, voo con-
riuzi-lo evlremidade do terrajo, e o senhor ver
oulro lado do quadro.
Viva e ligeira, madama de Sanlien passou como
urna s>lphide dianle de Gaslao, sem mesmo tocar-
Ihe com asdobriu, do vestido. Gaslo nao sabia o que
man admirasse; sea paizagem, sea mulher, ese-
guio seu guia cora passo menosImeiroa menos lirrne.
>o Inn do terrajo a balaustrada quebrada, que at
eniao amparara os pas'ciadores nocturnos do abjs-
mo. achava-s.- uilcrrompida. O lempo a linha fei-
lo cabir no fundo do valle, as ultimas pedras da
cornija pareciam esperar someule o peso de um pas-
saro para cahirem lambem.
Era sobre cssa pedra descalcada c sldenle que
madama ric Saulieu acabavade por o p. Gastan sen-
lio-so tremer c ciclaraou com um rcenlo cheiu de
angustia:
Senhora! doVme a m3o!
A mi! para que ?
Siipplico-lhe, d-me m3o I
Tem meilo, senhor Gaslao?
Sim, lenbo medo pela senhora. Nao acaba de
dizer-me que o abvsmo est a nossos ps?
Oh! para mim nao ha perigo. Eslou lao habi-
tuada a estas ruinas! ''? *Soa minha sociedade
mais ordinaria. Nao ha ama pS*" de,,w D0Dre*
urna rapidez que em razao dos obstculos do ro e do
inreme dos declives, he difficil de comprehenrler.
Os balalhSes inimigos repellidos para a chapada das
alturas nao tardaram a romper com as nossas linhas
um fogo de artilharia e fuzilaria que tcrmiuou pela
sua retirada definitiva em muito m ordem, e que
alguna militares de cavados me teriim facilitado
converter em derrota. Chegava noite, e devia tra-
tar de cstabelecer-me em bi vaque, cao alcance d'on-
de havia agua.
a Acampei no mesmo Ihealro da balalha, em-
qnanto o inimigo desapparecia no horisonte, deixan-
do o terreno juncado com os seus morios e feridoe,
dos quaes todava levaran) grande numero.
Emquanlo se passavam estes aconlecimcntos na
direila a no centro, as linhas do exercilo inslez
(ranspunharao rio em frente da aldea de Buhuk, e
carregavam sobre as posijOes que os Russos tinhara
fortificado, e onde haviam conccnlrado massas con-
'ideraveis, porque naojulgavamque os rpidos da-
divis comprehendidos enlre esle poni a o mar,
coberlos por um fosso natural podessera ser oceupa-
dos viva forra pelas nossas Iropas. O exercilo in-
glez encontrn, pois, urna resistencia mui slida-
mente organisada ; o combale que lhe den foi dos
mais renhidose faz a maior honra aos nossos vren-
les adiados.
a Em resumo, Sr. marechal, a balalha de Alma,
em que se empenharam mais de 120,000 horneo
com 180 pejas, he urna brilhante vicloria, a o exer-
cito rniso nao se feria refeilo, se, como cima dis-
se, en livesse cavallaria para carregar as massas de
infanlaria desmoralisadac e inteiraraente desordena-
das, que se retiraram da nossa frente.
Esla balalha confirma de nma esplendida ma-
neira a superioridade das nossas armas no cornejo
desta guerra. Desconcertou no mais subido ponto a
conlianja que em si tinha o exercito rusto, e so-
bretodo as posijes de ha muito preparadas, on-
de nos espertva. Esse exercito compunha-se das di-
visoes 16. e 17." de infanlaria masa, de urna briga-
da da 13.a, de urna brigada da 14.* divlsao da re-
serva, dos eajadores a p a\ 6. corpo armados de
espingardas, que disparara, balas oblongas, de ? bri-
gadas de artilharia, duas dellas a cavado, e de ama
balera tirada do parque de reserva de sitio rom 12
peras de grosso calibre. A cavallaria era era nume-
ro de 5,000 cavados, e o total pode orjar-se em 50
mil homens pouco mais ou menos, commandados
pelo principe MenschikofT em pessoa.
o Diflicil he a \ al armns as perda- do exercilo ros-
so ; mas, devem ser considerareis a jolgarmos pelos
morios e feridos que nao pode levar e qne ticaram
em nossn poder. Nos fojos do Alma, as cumiadas
sobranceras, no terreno qtfe forma a posijo lomada
pelo exercilo inglez.o chao esta coberto de mais de 10
mil espingardas, raoxilasc onlrosobjeclos decquipa-
mento. Dedicamos o dia de hoje a enterrar os seus
morios onde os encontramos prestar cuidado* aos
seus feridos, que faro transportar com os nossos em
navios da esquadra para Conslaolinopla. Todos os
officiaes russos, comprehendidos os generaes, vestem
o capole ordinario dos soldados, e por consequencia
lie difficil distingui-los entre os morios ouno peque-
o numero de prisioneiros que podemos lomar. To-
dava sabemos que riaquelles que tornou o exercilo
inglez, dous sao officiaes generaes.
s A balalha ri'Alma, onde os excreitos adiarlos
deram recprocos penhores que jamis esquecerao,
estrellar e faro ainda mais solidos os lajos que os
nniam. A divisan ollomana qne marchas em apoio
da divisao Bosquel no seu movimento de rodeio, fez
prodigios de rapidez para chegar em linha, segnindo
o caminho da beiramar qne eu lhe havia Irajado.
Nao pode lomar parle activa no combate que se pe-
tejara na sua frente ; mas, essas tropas moslravam
um ardor, pelo menos, igual ao notso.e tenho a for-
tuna de vos dizer que cunto com a cooperajao desles
excedentes auxiliares.
s Todos fizeram brlhanlemenle o sen dever, e
ser-me-ha diflicil escolher enlre os corpos, officiaes c
soldados que mostraran) mais energa na aejao e
que dever io ser ohjeeto de menjSo par I i miar. Ja fiz
reconhecer nesla narrativa a importancia do movi-
mento da divisao Bosquel, durante oqaal a soa pri-
meira brigada, nica qae occapou as eminencias,
esleve por mnilo lempo exposta ao fogo das cinco ba-
teras da artilharia. A primeira divisao galgou as
alturas pelos seus mais ingremes declives com vigor,
de que lhe dava exemplo o sen commandante, o ge-
neral Canroberl. Esle distincto offlcial general foi
ferido no peilo com o eslilhajo de urna bomba ; po-
rm, pode conservar-se n cavado al o fim da aejao
e o seu feri ment nao (era consequencias per i go-
tas.
A 3. divisao, dfigidacom a maior energa por
S. A. I. o principe Napofeao tomou a parte mais bri-
Ibanle no combale qne se Iravnu as coroas dos 00-
teiros, e tive o goslo de coraprimeutar o principe na
presen ja das tropas.
O general Thomaz, commandante da segunda
brigada desla divisKo, foi gravemente ferido de
um tiro, guiando enrgicamente as suas tropas na-
quelle alaque. A segunda brigada da divisao Forey,
marchando cm apoio da primeira divisao, s ordens
do general Aurelio, figuroudignamente no comba-
le, O lenle Poilevin, do39. de linha, arvorou na
eslajao do telegrapbo, que formava o poni central
da defeza do inimigo, a bandeira do sen regiment,
e ahi rnorrcu gloriosamente levado por urna bala
rasa.
a Durante toda a balalha, a arlilharia leve ma
destroros que eu n8o conbera como as lelas de meu
piano.
Acontece s mais habis pianistas faltar s ve-
zes um accordo.
Sim; mas oonheco lambem o forte e o brando
desle teclado como o de Erard. Sei sempre previa-
mente quando nma pedra est abalada, quando um
fragmento vai ealiir, e toco, minhas arias evilando,
trampondo essas olas.
Nao pode acontecer que a nota falte-lhe iotei-
ramente debaixo dos dedos.... quero dizer debaixo
dos ps?
NSo, nao, eonhejo os lugares perigosos, e evi-
lo-os. Por exemplo ha nm mez o senhor teria vislo
mais ama pedra. nesla cornija, sobre a qual anda-
mos com teguranca. Eu sabia que essa pedra con-
servava-se em equilibrio sobre a parede s pelo seu
proprio peso. Veio urna chuva que ajuntoa alguns
gran de areia sobre a parle sldente; o equilibrio
desfez-se e a pedra cabio.
Gasino novindo essa narraran tentia ura estreme-
cimento correr-lhe por lodos os membros, e excla-
mon:
Por favor rolle, ou d-mc a mao!
Mas a mora contente de mostrar sua corazem obs-
linava-se a licar sobre a cornija. Enlao Gaslao le-
vado de um impulso convulsivo eslendeu o brajo
para lomar forja a mao que lhe era recusada. Em
sua perturbarlo pareceu-lhe que essa mao fugia da
sua; mas elle Tez um esforjo tao violento que em-
fim seus dedos fecharam-se como um solido bracele-
te sobre um punho delicado. Ouvio-ce um grilo de
allcjao, e a moca arhou-se suspensa em cima do
ahysmo. A pedra cabio contra o muro, e rolou com
eslrondo al ao fundo do valle.
Gaslao nao pode proferir urna palavra, era dar
um grilo, lano o suslo o suffucara. Prendendo a
nao esquerda em urna junta da parede linha com a
direila a moja suspensa no espajo. Dcbalde nospri-
meiros momentos esla procurara com a pona dos
ps, o com a mao que tinha livre um apoio no mu-
ro ; as podras lisas e unidas nao tinham ainda sof-
frido o cenle roedor do lempo. Domis, se ella o li-
vesse achado, esse apoio insufflcienle se leria logo
tornado intil; porquaolo as forjas abandonavnm-
ua, um tremor nervoso lornava-lhe o corpo mais pe-
sado para o brajo de Gatllo. Elle mesmo com a
rabera inclinada alm da cornija senta os msculos
esleuderein-sc-llie e os ossos eslalarem. Um inslan-
parte principal, e nao posso deixar de tributar elo-
gios ao ardor e inteligencia com que se pnrlou esle
corpo ercolhldo.
N'um relalorio ulterior, cujos elementos ac-
tualmente vou colhendo, farei saber o nomes dos
offleiaes, officiaes inferiores c soldados, que mere-
cen) ser inscriptos na ordem do dia; juntarei o pe-
dido > recompensas, que jnlgareis justamente me-
recidas. cO marechal A. d Saint Arnaud.
A carta ao ministro da guerra em data de 22 he
do theor seguinle:
Senhor ministro. O mea oflicio d, conta a, V.
Exe. dos promanoreado bello feilo de 20; porm
nflo posso deixar partir o correio sem vos dizer al-
gumas palavras a respeilo dos nossos valenles sol-
dados. Os que eombileran era Friedland e Aus-
terlilz apparecem seraflre com as nossas bandeiras;
assim o provou a balalha d'Alma. He o mesmo im-
pelo, a mesma esplendida valenlia. Com laet ho-
mens pode fazer-sejllda, sabendo inspirar-lh.es con-
fian ja.
Os exercitos adiados ganharam posijes verda-
rieiramenle formidaveis. Percorrendo-as honlem,
reconheci quanto offereciara favoravel resistencia :
e de certoquese fo inglezes, nunca os Russos se apossariam dellas.
a Hoje que lodo est mais tranquillo e que sjio
mais exactas as oformajoes que nos vem pelos de-
teriores e os prisioneiros, podemos sondar ai feridat
do inimigo.
A perda dos Romos he consideravel, ot deter-
iores menciona m mais de 6,000 homens: o seu exer-
cilo est desmoralisado. O prncipe MenschikofT
com a ala esquerda marchara sobre Bagtche-Serai;
a ala direila dirigale sobre Belbeck: mas, estavam
sem mantimenios, os sana feridos Ibes eram pesa-
dos; a ealrada est coalhadadellea.Grande victo-
ria, Sr. ministro, e que faz honra s nossas armas.
junta urna bella pagina a nossa historia militar, e d
ao axerrito uma rorra moral que vale 20,000 ho-
mens mais. Os Russos deiiaram no campo de ba-
lalha perlo de dez rail moxilas e mais de 5,000 es-
pingardas. Era uma verdadeira derrota. O prin-
cipe Menschikoff e ot teas generaes estavam mu
fanfarres, na manhaa do da 20, no campo que eu
oceupo agora, julgo queabaiiarara a orelha.
O general russo tinha reqoisilado em Alma man-
limcnlos para tres semanas; pens que ter manda-
do suspender n romboy no caminho.
V. Exc. poricr julgar que ha muita illusao p-
tica em todas at coosas russas. Dentro de Ires dias
eslarei ao p de Sebastopol, c poderei dizer a V.
Exe. o valor real que tcm tudo isto.
O estado moral o o espirito do exercito sao ad-
mirareis.
Ot navios que devem ir procurar a Varna re-
forjo* de tropas de todas at armas partirn) rio dia
18 em dianle.
moz.
a A minha sande continua o mesmo : sustcnla se
entre os sofTrimenlos, os acecs-os e o dever. Nada
disto obstou a permanecer duzo horas a cavado nos
dasele balalha... acaso me alraijoarao as forra- .'
o Adeos, Sr. marechal, escreverei a V. Exc. quan-
do estirer junio a Sebastopol. Rccebei, Sr. etc.A.
de SI, Arnaud. n {dem.)
Um viajante inglez, Lourenjo Oliphan, da as seT
guinles particularidades acerca de Sebastopol e da
esquadra russa do Mar Negro.
Em Sebastopol nao enconlrci cousa qne remon-
lasse o meu pcnsamenlo aos dias da grandeza italia-
na ; a minha imaginajao vagabunda nao leve recor-
darles do oricnle voluptuoso neste arsenal da Russia:
a vista, Cubicosn de contrastes, so passa da bocea do
candan de 32 para a do calibre64.
a Parando as largas escadarias qoe chegam al a
beiramar, contei treze naos de linha fnndeadas no
porto grande ; nma de tres ponte, magnifica, c de
ludas a mais nova, lava a distancia'fie um tiro de
pistola do rnolhc. A entrada do porto lera obra de
cem bracas ; as snas duas enseadas dividen) a cilia-
do na direcrao do su I, e nellas estn enfileirados os
navios e vapores, assim convertidos cm querenas e
ponidas. Oito ou dez annos de repooso as agoas
tranquillas do porlo bastaran) para reduzir a esse es-
lado os mais bellos vasos da esquadra russa. As raa-
deiras de pinho e de abeto tmpregadas na sua cons-
trucjio eslao completamente deterioradas por nao tc-
rera recebido o preparo conveniente.
ruaaa todos os navios qae para nada podem serrir,
ver-se-ha que essa esquadra no Mar Negro nao deve
causar espanto l'nria,ainda que nao receba soccor-
ro de potencia alguma.
a Tem-se dilo que lodis as grandes iuslituires da
Russia sao artifieiaes ; a sua marinha nao se excep-
ta desla regra geral. No porto os navios eslao con-
fiados a nm pequeo numero de homens, an passo
que a maior parte tao empregados em Ierra : e
preciso he contestar que esle tyslema nao he o me-
Ihor para a creajio de bons marioheiros.
Nao be possivel exigir de homens que nao tem
navegado alm do Bosphoro.aue se moslrem lao bons
navegantes como os qne dobram o cabo de Horo
pelo menos nma vez cada tnno. Os raarinheiros
que receberam a tua instraejao em nossa escola
mercante fazem mila difieren ja dos que a recebe-
ram no arsenal de Sebastopol. Mis lioguas preten-
den) que as poucas veztsqut a frola russa sabio do
porto, a maior parle das Iripnlajoes, inclusos os of-
ficiaes, enjoaram menor refrega de venlo. O qne
le riepois seus dedos .podiam ibrir-se, e deixar esca-
par o precioso fardo.
Entretanto o criado que fierra com a locha na mao
porta do terrajo,, oovindo t grilo dado por mada-
ma de Saulieu acudi; mas vendo a ama suspensa
sobre o ahysmo pelo braco do mancebo, fugio dando
gritos que despertaran) logo bdos os echos adorme-
cidos do castello. Criados, criadat e camaristas, to-
rios acudirn); mas que fazer? Como conjurar o pe-
rigo? Como adiviar a mao que suslinha a mora?
Como pinar para o terrajo esse corpo volado mor-
te, e quej flncluava no espajo como um fantasma?
Applicar cadas da parle de fra. era impossivel ;
pois onde arha-las lao longas sobre que ngulo do
rocherio conviria apoia-las? Debrujar-sc junio de
Gaslao, segurar com elle o braco da moja, c por nm
duplo esforjo combinado suspende-la po-la sobre
a cornija? Este meio era mpralicavel. J dissemos
que Gaslao agarrado com a mao esquerda as juntas
da parede nao deixava bastante esparo entre si c
ella, e de oulro lado, a cornija sua'direila linha
apenas algnmas pollegadas de saliencia, justamen-
te o lugar para por o pe. Curvado tobrt si mesmo,
elle senta diminuir a cada instante esse pequeo es-
pajo, seus dedos cravados na parede cavavam em
vao o cimento com asonhas; mas j ensangoenlarios
rnmecavam a escorregar sobre a pedra, e esse ulti-
mo apoio ia fallar-lhe. Gaslao senlia-se j calor uo
espajo cora ma lama de Saulieu.
Ot criados cheios de lerror eslavam parados sem
taber que fizessem.
Por Dos exrlamoa Gaslao, sustenlem-me a
mao, ou ludo est perdido !
Todos prccipiaram-se ao mesmo lempo sobre o
braco de Gasino para tegura-lu, e um mais forle c
mais ousado ajorlhou-se alraz delle e rodcou-lho o
corpo com os bracos. Era lempo ; os ps do man-
cebo escorregavam j para o vacuo. Mas isso era
ainda muilo pouco, se nao consc.uissem dar um apoio
mora.
Curdas.' grilava Gastan, Irauam cardas !
Alguns criados corrern) a procurar corda ; mas
os minutos eram mui longos, e Gaslao senlindo os
msculos inli'irirarem-se-lhe e os dedos afrouiarem-
se-lhe, fez um ultimo esforjo.
Meus amigos, disse, poxai-me com (odas as
vossas forcat e juntamente I
Ordenou o movimenlo assim como nm offlcial de
marinha ordena uma manobra, e reunindo as forjas
he positivo, o que mudas vezes lhe aconleceu, foi'
nao conhecerem o rumo que levavam, perdendo-se
na confusao das vagas. Conla-se que n'uraa occa-
siao o almirante achou-se tao completamente deso-
rientando entre Sebastopol o Odessa, que o lenle
encarregado dos signaes descobrindo na coila uma
aldea, propoz desembarcar naqoelle ponto para in-
leirar-se do rumo que deviam seguir.
pecio de Sebastopol do lado do mar. Tivemos o gos-
lo de examina-lo do lombadilho de um vapor, e re-
conhecemos que por ura s ponto se nos apprescn-
tavam a vista mais de 1:200 boceas de fogo.
a Felizmente para uma esquadra inimiga, asse-
gara-se que esla terrivcl arlilharia a primeira d-
carga far eetalar as laboas podres em que se apoiam
as suas baleras, cuja conslrucj.lo, sem duvida, foi
confiada a empreilciros immoraes.
o Qualro dos forles apprcsenlam Ires ordens de
baterias. Nao podemos lomar sean ideas iraperfei-
tas deslas famosas forlificajAes ; e nao podemos di-
zer se he verdade, como se pretende, que o cslreilo
espajo reservado pejas lorna impossivel os liros,
por qnanto se asphyxiarao os arlilheiros. Porm,
seja qual for a forja de resistencia de Sebastopol
pelo lado do mar, he cerlo que ura corpo de Iropas,
rietembarcandn a ahumas milhas ao sol da cidnde
em ama das seis habas, que corlam a costa al o ca-
bo Kerton, poderia derrotar os collocados em bala-
lha, lomar Sebastopol,e incendiar a esquadra. x
Como te v por estas ultimas linhas, o plano de
ataque que Mr. Lanrenct Oliphan indicara escreven-
do a tua carta,be precisamenleo mesmo qae foiadop-
lado pelos commandanles das forjas adiadas.
{dem.)
HW1
Le-'se no Progresso.
a Pelo ultimo paquete livemos, por via de In-
glaterra, noticias de Macan, e ainda qoe nao adi-
antam cm data as qne ja publicamos at 3 de agosto,
recebidas directamente de Gibrallar pela mala da
China, cora ludo dio alguns importantes promeno-
Tes sobre os successos de Ning P..
He ja sabido que Tao tai, auloridade superior
oa governador ( que se manlm pelo partido impe
rial) tomara ao teu servijo a esquadra d'um celebre
pirata denominado Apac, muilo conhecido em Ma-
can, e cujos navios lem sido varia vezw perseguido
e batidos pelas lorchas portuguezas, qne ao embar-
cajoes armadas em guerra, em geral da lotarao de
cunat, que te empregara em dar comboyo e pro-
lecjao as frotas mercantw chinaras. Sao pelrechi-
das e construidas em Macan por conla de particula-
res, haveudo hoje algumat oitenta, sendo actual-
mente esle ramo de induslriaquati o nico .qoe d
animajao a colonia e manlem seu* habitantes.
Em Ning-p he onde de ordinario ha maior nn-
mero deslas lorchas, e como all os porluguezes ma-
Chegarara a Belbeck antes do fim dn caittac o w,.ni^,m com agcnlrs do pirata Apar,
Iravavam-se a miado de iazftes e ii'nma orcasiao al-
guns dos nossos foram insultados o espancados cm
Ierra. O notan cnsul etigiu por esle Taclo talisfa-
resao Tao-tai, que com a delongas e mandas prc~
pri,i-dos cliins. as foi illudindo, ja com temor do
Apac que de auxiliar se ia tornando em dominador.
Esle estado de cusas decidi o governo de Ma-
cau a mandar a Ning-p a crvela D. Joilo I. que a
20 do judio ultimo chegou a Shi-nai, na emboca-
dura do rio que conduz a Ning-p ; subindo-o a
22, foi ancorar defronle do consulado porluguez.
Rcpeliram-se as reclamaje, mas tem resultado.
No ctanlo o Apac reuni os seus taomSes oa
navios, e dipo-los em frente da corveta, em adun-
de provocadora, como em linha de balalha. O com-
mandante da D. Joo I. o capullo de mar e guerra
Carlos Craveiro Lopes, tomou ai convenienl pro-
videncias, fazendo tambera postar em linha 25 lor-
chas porloguezesque se achavam no porlo.
A 9 de julho om dos taomoes lenranlou ferro,
e conseguio a ftvor da maro escapar-se pelo rio a
baixo. No dia 10 ontro taomao lenloo fazer o mes-
mo, c mudando o nossn commandante inlima-lo
para qne se nao movetie, disparoa um liro, cuja
baila passon entre os mastrot da corveta, o que pro-
vocou inmediato desforro. Em pouco lempo a es-
quadra do Apac foi destruida, mellidos a pique va-
rios taomoest presionados seis. Da cidade lam-
bem fizeram fogo de fuzilaria sobre as nossas em-
barcajra. A nossa perda parece qne foi insignifi-
cante, ignorando-se ao cerlo a dos chins.
Os pacficos habitantes de Ning-p estimaran) o
noaw triumpho, e dizem que se dispunham a diri-
gir felicitajs ao commandante da crvela pelos 1er
llvradoda presenj.i e vexacoes dos piratas.
He para maravilhar, altendendo ao carcter dos
chiot, a audacia do Apc em provocaros porlugue-
zes a combate; era, porm, sabido c publico em
Ning-p que a isso o animaran) e instigramos os
cnsules inglez e americano pelo mesquinho oriio c
ciume que lem as lorchas portuguezas, que os chin
continuara a frelar, preferindo-as as inglezas e ame-
ricanas, que em v3o lem tentado arrancar-nos esle
lucrativo trafico, que s nos ullimos sele mezes de
1853, se calcula deixou liquido aos interessidos as
lorchas que navegaran) entre Fuchao e Ning-p,
para cima de 110:000 patacas, ou 110 ron los de
ris.
Em Macau linha feilo bstanle mpressao o fado,
que ja referimos, do levanlamento dos soldados con-
tra o commandante, nao pelas consequencias imme-
dialas, que felizmente se evitaran), mas pelas que
podem acarrelar sirailbantes exemplos Picando im-
punes.
Consta nos que se prepara a fragata D. Fernando
par ir a Mozambique e a Goa lavar degradado.
I.embramo, ao Sr. ministro do ultramar que poderia
esle navio conduzir um destacamento de 150 a 200
soldados escolhidos, que serviran) na viagem pira
guardar os degredados evitando que fossem presos, e
a necessidade de despe/as com obras de prisoes no
navio. De Goa podia a fragata segair para Macau
a levar le destacamento, vollando logo com as pra-
jas do balalhao daqnella cidade, que deixaria parle
em Angola, como correctivo a sua insubordinaran.
Esle destacamento porm devia ser composto de
soldados volbnlariamenle sabidos das fileiras do ex-
ercilo, e nao escolhidos pelos commandanles, que de
ordinario se querem dfazer do peiorn que tem
nos corpos. He fora de duvida que muilos se ofie-
reciriam, pois cm nenhuma parle da monarchia os
soldados sao taobem retribuidos como em Macan,
onde o prel regola por 160 ris, e ocdma be o me-
llior de todBS ns nossas possesses. Seria mesmo
conveniente renovar de 3 em 3 annos as prajas do
balalhao de Macau, conduzindo-as nos navios de
guerra que vao a Mojambique oa a Goa.
Dizem que a fragata D. Fernando vai armada em
charra, admitlindo carga da praja, o que nos pa-
rece muilo acertado, podendo lalvez na ida e volla
produzirem os frele quanlia su tilden le para mela-
do do seu cosleio, principalmente indo a Macau,
donde pode tomar carga para Mojambiqae, Angola
e Lisboa.
( Uem. )
IHTERIOR.
O CHOI.ERA-MORBUS.
Medidas de precauro.
Desde qne aqai chegarnm as primeira noticias
dos tragos que fazia o cholera-morbos as fileirai
do exercilos que pieilam na grande quwiao do 0-
rienle, e do atsalto que dava quati ao mesmo lem-
po Uo terrivel flagello em muila da principae e
mais populosas cidades da Europa, lodos ot espiri-
to' entre nos se atemorisaram com a Mea da possi-
bilidade de sua importajao em nosso paiz, ltenlas
at importantes relajees commerdaes que nos ligara
hoje ao velho mando, e a rapidez das communica-
jes por meio dos paqueles a vapor.
A imprenta foi a primeira qae dea o grito de alar-
ma, chamando a attenjao do governo sobre objecto
tao serio, a despertando o somno das autoridades en-
rarregadas de velar na execujio das leis relativas i
saude publica. Entao as asaaciajoes identificas, a
municipalidad!', a polica, ludo i uma se poz cm
campo para evitar, auxiliados pelo poder adminis-
trativo, que tao terrrivel mal no vise visitar. Mas
todas as medidas at hoje lomadas pouco on nenhum
resultado podem dar, porque nao se rondara faril-
racnle a condifOesde um puro, nuiuse traum ou-
didas de hygiene publica que postara Iraxer nma oli-
li lade real, marnente quando ludo est por fazer,
como succede enlre nos.
He no estado de paz que as najes se preparara
para a guerra, forlificando-se e desenvolvendo os e-
lemcnlos do soa grandeza ; he nos momentos do re-
pouso do espirito qae devemns invocar a pmlcccao
dos sanios advogados da trovoada, e nao as occa-
sides do horror qoe nos causa uma tempestado me-
do u lia porque enlao as nossas orajes nao lem o nSai
pequeo valor, poi sao lidias do terror de momeu-
lo, e nao de ama convicjAoenraizada cm nossa alma
das culpas que havemos commetlido, e das quaes
s o verdadeiro arrependimento nos pode airar.
Que havemos nos leilo no decurso de qualro an-
nos, que lanos sao os que se tem pastado riepois que
fomot flagellados pela febre amarella ? Nada maia
alem da remojan dot enlerramentos das igrejas pa-
ra o cemiteros pblicos. Nissose lem cifrado todas
as medidas de hygiene publica e polica sanitaria.
Tudo o mait sa ada no mesmo, ou em peior la-
do. Nao ha exagerarlo no que acabamos de dizer;
olhai para ludo quanlo t nalente a quera quer
ver, e conhecerei que a limpeza da cidadade he a
meilwr possivel ; que o estado das villas, praias,
ele, he o amis as-ciado que este mesmo asseio existe
por (oda a parle al nos estabelecimentos pblicos ;
e se duvda, ide examinar a valla que alravessa o
quarlel-general, e que he ocanal por onde se escef-
am lorias as aguas e immuadicias que das ras ad-
jarentes vao a ella Ier pela embocadura que offere-
ce na ra de S. Lourenjo ; ide travessa da Moeda,
e veris que aguas limpasn cOrrem para ra das offl-
cinasque all funecionam. E porque ser ludo islo?
Por falla de conselhos administraran publica da
parle dos homens da sciencia ? Nao por cerlo, pois
que por occasiao da epidemia da febre amarella 1ra-
fialhos mais ou menos importantes foram offerecidos
ao governo, propondo as medulas que cumpria adop-
tar aura de evilarmos para o futuro os males que de-
plorramos por occasiao da febre amarella, medidas
que com maior oa menor denvolvimenlo tem sido
proposlas todos o anuos pelo Ilustrado presidente
da junta central de hygiene publica.
J se Iratou por ventura do tabelacraenlo de la-
zaretos de barra fra, exigidos nes-cs trabadlos, para
evitar a importajao ric molestias contagiosas ; da re-
gularidade e preceifos hygicnicos que cumpre guar-
dar as cootlrucjes ; do nirelamento da cidade ; do
melhoramenlo doiystema de despejos eesgotos, etc.,
apreseutadot nesses Irabalhos como ndispensuveis ao
melhoramenlo de nossas condije sanitarias ? Nao
por cerlo.
E porque ?
Porque se nao lem querido, e se nao d aprejo s
quelite reslavam levantnu seu fardo abandonando as
carnes do brajo s sallencias da prira.
Assim conseguio allrahir a mora al beira da
cornija, lima lon^a corda, cujas extremidad am
homem segurava, foi enlao laucada por cima da ca-
lleja de madama de Saulieu, e riepois ajustada pou-
co a pouco de maneira a passar por baixo do sovaco
do brajo que eslava livre. Desde enlao a moca le-
ve dous poni de apoio para snslenla-la : eslava
salva.
Pouco a pouco e sem abalo a corda foi entesada ;
vinte brajos pesavam sobre ella ; Gaslao pode levan-
lar-se, e repentinamente sem abandonar da mao di-
reila o brajo de madama de Saulieu, pedio aos cria-
dos que lhe sollassera a querda, e passando o bra-
jo em (orno do buslo da mesma,* ergucu-a e collo-
coo-a sobre o terrajo.
Apenas senlio debaixo de si um terreno solido,
madama de Saulieu draaiou, c as criadas carrega-
ram-na.
CAPITULO QUARTO.
o ...Si j'en puis reir bout,
je seray lires r/jie de ta I 'Ule e
des Champs, el feray la move
ceux de Compiegne.
(Salyre menippe Ilarangue du sieur de Meux.1
O acontecimenlos que acabamos de referir cm
poucas linhas passaram-se lao rpidamente que Gas-
tan mal leve o lempo de tornar a si.
I.ouo qoe vio as criadas conduzirem madama de
Saulieu, elle senlio nascer cm si uma singular in-
quiclajio. Evidentemente a moca eslava fura do pe-
rigo, c seu desmn era uma consequencia (ao natu-
ral do que acahava de passar-sc.quc a nenhnm oulro
senao a elle lena assoslado. Mas ou fosse enfraque-
cimcnlo moral, ou temor exascrado, ou fosse crafim
cfleilo de um sentimento confuso c ainda indelini-
vel, elle cxpcrimenlou uma penivel emoro, quando
vio ricsappareccr o cortejo na sombras profundezas
da escaria espiral. Parou, e seu odiar firme procu-
rava ainda na sombra os vtigios de madama de
Saulieu, quando j ta era licitada pelas criada, era
seu leilo.
Uma voz veio dispertar Gastan no meio de soa me-
dilajan.
O senhor nao esl ferido ? perguntava Joao, o
espirito forle, que cria na volla das almas dos cossa-
cos. O seuhor nao necessila ric nada ?
opinies dot professionae. Nem te diga que nao
lera havido por ora lempo, porque em qualro annos,
se houvesse da parte das pessoa incumbidas da ve-
lar sobre os negocios pblicos boa vonlade e desejos
de fazer alguma cousa, muito te podia ter melbora-
do as condijoes do nosso estado de salubridade, e
minias das medidas proposlas podiam ter sido ja es-
ta belecida,
Dos-nos ver lodes os diat os homens da sciencia
alassalhados pela imprensa como nada lendo feilo
em beneficio da saude publica, quando o mal nao
parte delle. Carregue cora a responsabilidade dos
males que sobre a nossa populajao pesan) a lal res-
peilo quem disso he culpado, mas nao te acense sem-
pre os mediros de nada fazerem, pois qne ellas nao
podem senao aconselhar, nao lem a seu cargo a ad-
ministrarlo dos dinheiros pblicos para dellas dispor
era. beneficio da sande publica. A oulros qae
nao a ellos esl comraetlida la larefa. A estes a
s a esses cabe toda a responsabilidade, vislo qae
nao he por talla dos conselhos da sciencia qae nao
curaprem como o seu mandato.
Nao lendo porm em visla oceuparmn-nos agora
com estas quesles, era mostrar a pouca allenco
com que sempre se ha olhado entre nsparaahygieue
publica,mas fazer conhecer qoe o cholera morbus poda
ser fcilmente importado se porveolura medidas rigo-
rosas se nao adoptaren), passaremos a expor at rf-
z em qae nos fundamos para assim crer. Nao gos-
tamos de palhar o terror pela populajao em ocea-
sics lao graves, nem tao pouco de fazer conhecer
os males que podera tobrevir em ta emergencia! ;
mas a gravidado de nossa silnajao actual, e a fra-
queza das medidas que se tem tomado, nos forjam a
affastar-nos nm pouco do silencio qne sempre have-
mos guardado em laet oceasioes, e a fallar com to-
da a franqueza, filha de nossas conviejoes, e do
desejo ardenle qoe nutrimos de nlo ver reproduzi-
das em nosso pan: aceas mait dolorosas do que at
de 1850, a da qne tem enlutado oulros paizes do
globo.
A natareza e modo de propaga jao do cholera-mor-
bus, como o de onlras molestias pestilentes, lera si-
do objecto de controverta entre os medico mais il-
luttrados de todas as nares, os quaes nao Uo de
accordo acerca dos meira dt previni-lo, e de oppor
orna barreira aos seus tragos e masito aos oulro
paizes. que pode elle assallar. Uns admitlindo ser
elle uma enfermidade puramente inflciosa, julgam
desnecessarias a al prejadiciatsasqaarenlenas ero-
presadas meio como de evitar a tua importajao, e
rontentam-ic com oppor-lhe simplices madidat de
hygieae publica em rea jao as localidad; oulro pe-
lo contrario, acreditando ser o cholera uma molestia
contagiosa, oa pelo menos susceptivel de Iransmis-
sao, propOe at quarentenas rigorosas como o nico
meio capaz, streati servandis, de evitar a sna im-
portajao para qaalqner paiz. Estando de accordo
com o pensar desles ltimos, e acreditando qae s
le meio, conrenientemenlc applicado e com os re-
quisitos indicados pelos conhccimentoi de nossa
poca, nos poder dedo livrar, a presen taremos mui-
to summariamente as raze am que e basa o nos-
so pensar.
Para nao faligarmos a attenjao de quem Ier esle
artigo, e mesmo por nao ter nelle cabimento, dei-
xando de parle toda a disciissan sobre o que se deva
entender por molestia contagiosa e oficiosa, e como
ollas se propagam e progridem, diremos soque, no
esludo das molestias chamadas pelos palhologistas
inficiosas, se devem ettahelecer duas classes mui dls-
tinctas, urnas que dependem de conriieres locaes
proprias, apresenlando lypos e formas diversas, e
nao tendo saseeptiveis de se reprodazirem sobre ou-
lros individuos com caracteres idnticos, teja qual
for o grao de infeejao local ; e oulras qae, podendo
Ier primitivamente a mesma origen),se reproduzem
pela infeejao dos corpos, e se transmitiera de indi-
viduo a individuo, oflerecendo ama iraagam per-
feila, se nao em lodo os seas caracteres, plo ma-
nos nos grandn trajos que distinguem sua posijAo
nosologica, dando assim lugar a epidemias mais ou
menos extensas e mortferas pela m ul li plica jan ere -
produejao do germen qde as prodoz, e tanto mais
quanta melhores condijoes locan ha para a mulli-
pliearflo e reprodnejao desse germen, o que muito
as aproxima das molestias evidentemente contagiosas.
Temos um exemplo das primeira natfebres in-
lerraillentet, c nessas epidemias mixtas de febres
intermitientes, lhyphoid, disenterias, febres hu-
llosas, ele, que sobreven) quando porventara predo-
minan) certas condijoes climatricas, ou existen) fo-
cos de infeejao mais ou menos extensos. Temos o
exemplo das segundas nessas epidemias vilenlas de
febre amarella, typho, febre typhoide, cholera, p-
le, etc., quer espontanea, quer importadas, qoe
lera asslado o mundo, como nos faz conhecer o es-
ludo riesprevinido dos fados referidos por todos os
que lera assistido a scenas calamitosas, quer pensem
de um quer de outro modo.
Ora, se he islo exacto e conforme ao estado do
Tactos que se (era pastado em diflerenle* localidades,
se ainda nma explicajao plausivel do desenvolvi-
menlo e propagajao das molestias traosmissiveis on
simplesmenle inficiosas achamos na ducoberlas da
chimica moderna, he claro e evidente que as medi-
das de precaujao n tomar para evitar e deslruir os
elementos das dnas classesde molestias inficiosas que
eslabelecemos devem variar. Para as primeira, islo
be, aquella que se desenvolvera son a influencia de
causas puramente locaes, basla, as mais das vezes,
as simplices medidas de hygiene publica, la como
GatUo ineneou a caliera, enrarou seu interlocutor
com ar espantado, e disse :
Ferido, nao, nao eslou ferido. Porque me faz
esla pcrgunla ?
Porque parece-me que o senhor (em a manga
da casaca rola, e a camisa nodoaria de sangue.
De sangae I Com cfleilo, disse Gaslao vendo o
braco direito o qual linha-se ferido nos ngulos da
pedra. Oh nao lie nada, bastar am pouco de
agua.
Gastao deixon-se conduzir ao seo quarto, e ah
dislrahido e preoecupado pelos acontecimenlos era
que fra ao mmo lempo lestemunba e actor, atou
um lenjo em (orno do brajo, e reparn a desordem
de son vestuario. Sem iluvida nse momento elle
timoo nao ter seguido puntualmente as recommen-
riajes do pai acerca de seu guarda roupa, e de ter
medido ua mala uma casaca nova.
Quando arabava de vestir a segunda manga, en-
Irou o camarisla.
Como vai madama de Saulieu ? perganlou Gas-
too sem dar-lhe lempo de abrir a bocea.
A senhora la muito melhor, e manda saber
noticias do senhor.
Oh'. cu vou muilo bcm.
Nesse caso a senhora enrarregoo-me de dizer-
Ihe que a ao -alan, salvo se o senhor prefere...
Nao, nao, l irei j, agora mesmo.
Apenas proferida las palavras, o mancebo per-
enrria as galera e oseadas a passo ligeiro e firme
como se desde muito lempo lhe fossem familiares os
m> -Irnos dessa velha fortaleza.
foliando no salao ficou sorprezo de ach.ir ja ahi
madama de Saulieu. a qual levanlou-se e correu-lhe
ao encontr.
Meu salvador, mea amigo, disse ella aperlan-
ilo-lhe as inaos, cun expensan. Sabe que se nAo fra
o senhor eslaria perdida ?
Mas lambem a senhora nao se loria cxposlo
loucamcule assim como fez.
Vai reprehender-me .' disse ella rom um bello
gesto. (Ju.-i apagar era meo coraran a lembrauja
do que lhe devo ? Ah arivirlo-lhe que ter niuifb
trabadlo, e que sera mister reprebender-me muilo,
e longo lempo. Assim diga que sou uma menina,
urna louvaria, uma louca, diga mesmo qne tou ri-
dicula e ma por ter-lhe dado lo grande trabadlo e
lao grande aborrccimeulo. Mas sen brajo...ouvi di-
zer que o senhor eslava ferido.
' E a moja com um movimento irresislivcl e uma
deliciosa voz faguera, levou Gastao para a grande
chamiu e o fez scolar-se em nma poltrona junto
de si.
Eia, disse-lhe, quero que me deixe ver sua f-
tida, he a mim qae compele trata-la.
Deixe-me anl perguntar-lhe, se a senhora
mesmo...
Oh por mim nao se inqniete ; toa forte ; bat-
!ou-me um minuto para serenar-me inteiramente.
Mas seu puuho esla ainda muilo dordo.
Bello rallagre, o senhor aperlou lano Ah 1 ,
rontinoou ella esfregando o punho, era torno rio qual
o aporto de Gastan eslava marcado por nm circulo
rozo, pode gabar-se de Ier a mao solida. Mas nao
tratamos ditlo, o senhor la ferido, quero pensa-lo
eu mesma, como faziam as damas da media idade
para com os cavalleiros feridos em seu servijo. He
meu direito, he meu dever; nao son a catlelia e nao
estamos aqu na media idade ? Oh quanlo folgaria
Mr. de Soulieu, se me ouvisse fallar assim I
A jovialidade dessa mulher 13o bella e amaVel atur-
da Gaslao, e dava-lhe apenas lempo e vonlade de
refleclir.
Quem sabe se nosso mancebo cedendo s instan-
cias de sfta nova amiga nao ia considerar-se um bra-
vo cavalleiro ferido nos combales, e abandonar o bra-
jo ao cuidados e s compres-a- da bella castellaa,
quando felizmente abrise a porta do sali, o um
criado annnnciou que a mesa eslava posta.
Ah he verdade I exelamou madama de Sau-
lieu, linha-me esquecido. NaovendovollarMr.de
Saulieu, ( he se seu coslume, he esperado s novo
horas, e rbega a meia noite, que quer o senhor? elle
gosta de viajar de noite ) man le por a meta. Pen-
sei qoe um viajante, sobre ludo um viajante perdido
devia Ier necessidade de ceiar,eos acontecimenlos
de ainda agora nao prcjudicaram-lhe o appelite. O
meu he feroz. D-me o brajo, Mr. do Chavill), nao
o ferido, mas o bom.
Gaslao offereceu o braco esquerdo a madama de
Saulieu, e ambos seguirn o criado alravez de um
Ireilo corredor que conduzia a uma sala grande de
abobada, no meio ria qual uma mesa qne leria pasta-
do por grande em uma sala de jantar parisiense, ap-
parecia cubera pela lualha de linho como nm veo
branco no inoie do Ocano.
(Continuar-te-ha.)
II
is



DURIQ DE PERNAMBUCO, SiBBADO 18 DE NOVEMBRO DE 1854.
o asseio e Umpcza da cidade, a boa alimculacao, a
esculla d.is agua?, o afaslamcnlo do Tuca de nlec.j.io,
ele. Para as segundas, pelo contrario, aquellas que
se podem IransmilUr fora do foco de infeceao pri-
mitiva, compre lomaroulras medidas; cumpreevi-
tar que o germen especial que llie da Desciment
tenlia ingresso no paiz que o nao possue, que leja
importado ; e o nico meio de itso alcancar-s? he
obstar que os doentes commuuiquem com os saos,
que o nlim a sement possa germinar, o que s se
poder conseguir com as quarenteuas conveniente-
mente ftas, i, ate cerlo ponto, com os corddes sa-
nitarios.
He o que procuraremos demonstrar em ontro ar-
tigo.
/...;.
POLMICA CHOLERICA.
Et genus omne neci peeudum dedil.
(Virg. Georg.)
E maln lodo o genero de beslas.
(Verti em lingua castica.)
Ha quasi um quarto de secuto que o lerrivel fla-
gello epidmico originario da Asia, tendo penetrado
ua Europa por varias irrupedes auas em diversos
paizei, tem feito por li e por c .fallar muito de si,
em coosequencia de seus tremendos e rpidos estra-
gos.
Ha tamhem qasi um quarto de seculo que os
vocabulos cholera, cholera-morbo e cholera-morbut,
que o designan), lem andado livremenle entre nos
(perraitla-se-nos a exprestao melaphorlca) com cal-
as de homem, que a moda, rainha universal das
linguas e dos nossos lempos, llie dera em Paris, e
que lambem Ihe fuera dar universalmenle na Italia
e ua Hespanha, e at em Portugal, por algum dos
lexicograplios daquelle paiz; e isto aperar de que os
nomes desse lilho temivel das margeos do Ganges ja
desde o lempo anliquissimo dos Gregos e Romanos
(que anda he mais velho e recuado que o dos Afon-
sinhos), e depois delle, por lo por ca, coslumassem I lgica desses escriplos, o publico apea de os 1er visto
renca dos objeclos que as mesmas palavras desunan)
vindo aim a mesma palavra a ler genero differeu-
les segundo que della se faz app|cac.ao a diversos
objectos: e esle ho o caso actual da palavra cholera,
que com h ou sem elle soa 1I0 mesmo modo, c que
seguudo a pralica aclual entre nos he masculina
quando designa a molestia asitica, e feraiuinaquan-
do designa a paixao da ira e da raiv: no que nao
ha mais erro do irregularidade que quando laxemos
guarda masculino ou femenino, segando o que com
este vocabulo indicamos, os individuos que perten-
cem guarda ou que fazem guarda, ou a reuniao
dclles em corpo, ou a guarda que faiem. Neste caso
a variaco do genero a respeilo da mesma paltvra,
longe de ser um erro e defeilo, he urna beleza e ex-
aclidao da lingua, e lie preferivcl i un i formula Je ab-
soluta que houvesso de um genero s para todos os
casos. N'.'t > se falta portanlo aos principios e costu-
mes da boa e caslica lingua portuguesa adoptndo-
se e seguindo-se esta variaco-
Nao aliste portaulo em lillcralura e9se inlercsse
geral tiio absoluto sapposto pelo autor do artigo de
que se traa cerca do genero das palavras j e se o
pode haver particular a respeilo de nlgans vocabulos
e de aleaos casos, restara a demoslar que o baja re-
lativamente ao daquelle que faz o objeclo da ques -
lao. Ora, se algam ha a esle respeito, ja cima mos-
tramos, e logo pruvaremos anda mais que elle de-
cidira a queslao contra os propugnadores do genero
femenino.
Falia o erudito autor do artigo citado em escriplos
mdicos inditos de seu pai, que elle se propSe pu-
blicar, nos quaes o vocabulo deque se traa vem u-
sado no genero feminno; ao que responderemos que
muito e muito eslimaremos que esses escriplos ippa-
recam luz publica, porqnc he de crer-se que resul-
lar dclles mais vantagem que dos do lilho sobre o
genero mascolino ou feminno do nome do flagello
asitico. Olanlo autoridade grammalical e phio-
andar sempre de saia.
Os modernos que da moda lomain o nome e rece-
ben) a lei e as praticas, linham desde 1832 asseota-
do l comsigo neste paiz que coslmes vellios e re-
cebidos de povos aotiquissimos nao deviam mais ser-
vir de regra para as nacocs actuaes; e se nisso ti-
veram ou nao muita ou pouca razio, nao o diremos
por ora, limitando-nos assigoalar lo smente o
facto desde essa poca, e a soa repelicao o durado
al a presente.
Mdicos em suas conversas e escriplos, lentes e
acadmicos em suas lines e discusses publicase
privadas, legisladores em seus discursos na tribu-
na, funecionaros pblicos em seus papis ofciaes,
poetas e prosadores em suas obras, jornalistas em
suas publicarnos peridicas, todos em geral haviam
aqui entre nos na corle e as provincias reconheci-
do e tachado ao dito flagello como lilho varo da co-
lera divina, e como um novo e macho Gengiskou ou
Tamerlao temivel que sahira da Asia, para, por ou-
tro modo, fazer de novo o que esses dous bellos e
bons sujetos haviam feilo em oulras eras : e ni-
eo em se havia lembrado de conlestar-lhe o diretode
habeas-calcas, ou habeas-femoralia, talvez mais nlil
e precioso que o do habeas-corpus. Nioguem ja-
mis se avisou de quer-io obrigar a tornar a trajar
a antiga taia com qoe elle andava nos lempos mais
remotos, como anda heje andam a febre, a peste e
oulras molestias, deque Dos nos livre.
Mas nesta nossa poca, que he toda de progresso,
e em que at se progride marchando como s vezes
os caringuejos, a cholera ou colera grammalical,
invejosa e despeitada de ver a sua cara figurar bem
ac! h i da no seio mais uobre e poderoso, em que el-
la nao podia entrar, nao pode ficar quieta e calada.
Resingueira c rijosa, como ella he, prncipion a ros-
nar e murmurar na praca publica e nos jomaos, d-
zendo das calcas que a outra (razia o que Mafoma
nao disse do (oncinho, chamando a esse trajo nella,
asneira, usurparan, e crime de tesa-sexualidede e
grammalica, e sohretudo de lesa-castcidade, pre-
tendendo la/erlhe despir em publico o trajo que llie
nao perlencia, qualquer que fosse I indecencia e o
escndalo que disso pudesse resultar, quer para ella,
quer para os alfaiates que assim a- haviam vestido;
e esse falo devia, como elles peusavam e queriam,
ser qneimado em praca publica na fogueira do pu-
rismo, sem remisso nem aggravo. Um bando de
aecusadores e denunciantes incitados e assanhados
por ella, andam abi agera a gritar por loda a parte
que cholera he femea, e aps os esforcos qoe j lem
feilo e esgolado para provar isso, s resta a ultima
prova de certa cadeira turada de que se diz haver-
se um dia feilo uso em Roma para ama averigua-
rlo deste genero. Nao sabemos se as cousas chega-
r.io a este ponto: por emquanto iremos dzendo a
esta gente, com mais razaoqne um Ilustre prosador
a outro respeilo : lie tarde, lie muilo larde. De ve-
neis (er acordado mais sedo anles de Untos alfaiates
lerem cortado com a soa lesoura grande e cozido
com suas finas agullias tanto falo masculino para o
enxoval de quem vos chamis mullier, que quiz en-
tre nos passar por Numera; ella sem se lembrar que
por aqui tambero, andam os malsins da lilleratura e
os verdeaos do purismo para ir-lhe s niaus, e em-
patar-lhe as vasas e os contrabandos. He larde,
sim, meus senhores, porque nao ha de ser s ella a
gritar aqui d'el-rei que me malam, mas hao de com
ella fazer coro mais numrico e clamoroso que o de
nosso Ihoatro lyrico, todos esses alfaiates que para
ella iizeraro falo de homem, e qoe nao hao de que-
rer dar o seu trabalho por perdido, como mal feito,
e improprio pessoa para a qual o fizeram. He
larde, meus senhores, he muito larde, porque em-
quanto vos eslivestes dormindo por tanto lempo, e
antes que vos acordasseis, j aquellos que fazem e
mndam as linguascomo e quando lhes parece, inde-
pendenlemente dos Srs. lexicographos, grammaticos,
e puristas, j linham andado por um novo caminho
por qoasi um quarlo de seculo, e haviam aqoi entre
nos dado patente de macho a es-as palavras pelas
quaes se designa o flagello originado da Asia. He
tarde, meus senhores, porque os grites e consellios
de nenhuin grammatiro e lexicograplio farao mudar
a lingua de um povo, e o muito que al os nossos
das tem podido fazer foi o lomar nota muito imper-
feila e incompleta dos termos das linguas formadas
por esses povos, o das regras geraes e particulares
que elles naturalmente seguiram, mais por instincto
que por saber, na formarlo de seus idiomas. He
tarde, meus senhores, porque, emqnanto um ou
meia duzia de vos eslais a gritar que cholera moles-
lia he femenino, um povo inleiro est a dizer o escre-
ver o contrario, e nao ha de elle deixar de assim fa-
zer e largar o hibilo em que j est para dar a mao
i vossa palmatoria, e por sia de mulher em quem
elle veslio at agora com trajo de outro sexo.
Aumente esta razao nos bastara para laparmos a
boca de toda a matufia qae est ladrando cheia de
colera e despeito, hasteaodo a sata por sea pendao;
mas para que se nao jalgue qae oulras armas nao te-
mos, e at da mesma fabrica e qualidade das com
que elles se apreseotam em campo nesta sua guerra
da taia contra as calcas, pedimos venia e desculpa
aos nossos leilores pela hao pequea seca eom qae,
a imilacao dos nossos adversarios vamos importna-
los, oceupando a'sua attencao com cuicanices gram-
naticaes.
Comec,aremos por medir-nos contri o mais valenle
dos campeos da saia, ao qual, pelo ttt triplex circa
pecius da couraca com que se apc/sentoa do lado da
cansa mulheril, foi j por oulro, 15o valentio como
lie, proclamado vencedor glorioso e Irinmphante,
sem anda algaem Ihe ler deveras levantado a lova-
Principia esse trudilo campeao o seu cartel de des-
afio fallando no inleresse geral de todos os homens
de letras lem de determinar bem o valor e accepcao
dos vocabulos deque nos servimos, lloconhccemos
esso iuteresse geral, mas nos parece que elle nada
tem com urna qnestao de genero mascolino ou feme-
nino das palavras, porque o genero deslas nao lem
parte alguma no valor e na accepjao dellas; antes
he elle cousa tao estranha e tadifferente qnc as
linguas ha palavras ambigeneras, ou, por assim di-
zer mos, androyynas, vocabulos que como dizem os
grrmmaticos, s,lo communs de dous, c que se usam
nditlcreulementc ou no genero masculino ou no fe-
menino, sem que disso resulte inconveniente algam
ou menor belleza e pureza na lingoagem. Assim os
Latinos diziam igualmente: hic c hv.c diet, e os Ita-
lianos dizem il fine e la fine: nos dizemos operso-
nagem e a pertonagem,os etpiat e as espas, o guia
e a guia, o atalaya a atalaya, o guardaea guarda.
E .inda qoe oseases da distenta real do sexo ou
diuereiic,a cspeoi.il nos objectos que estas palavras
designan), nos obriguem s vezes a darmos a algu-
ma dellas mais nm que o oulro genero, isto prova
que o genero nao he sempre urna qualidade esseuci-
almenle inherente s palavras consideradas quanlo
s ua forma e (erminac,o, mas qualidade e difie-
jolgara do peso dclles c da attencao que elles devem
merecer, porque em literatura nunca se apreciou o-
bra alguma anles de vista e bem lida, por mais afa-
mado e couceituado que seja o autor della.
O filho do autor, nao s por ella ser de seu vene-
rando pai, como por j ler della conhecimeolo, pode
dar-lhe a importancia que qaizer, e nos mesmoslou-
vando-lhe esse respeito e veneracao para com o au-
tor de sens dias, queremos tamhem acompanha-lo
nesses sentimentos; mas quid inde'l Por ler seu pai
e oulros mdicos lentes de Coimbra dado em oulros
lempos, ou dar mesmo boje em dia, o genero feme-
nino a um vocabulo technico de medicina, seguc-se
que os pais e filhos de oulrcs mdicos e lentes de oo-
tras escolas e de outro paiz, tendo feito diversamente
sejam menos respeitaveis e atteudiveis, sobreludo
cnlre a gente do seu paiz ? Os lentes de urna escola
n3o fazem em Ima nacao igual autoridade como os
de outra em outra nacao? Os homens illostrados de
um paiz nao valem quanto os Ilustrados de outro ?
Por terem os nossos anlepassados dado o genero
femenino aos vocabulos cholera e cholera-morbus,
nao poderao os modernos mudar-lh'o quando nisso
concorden) lodos ou um grande numero?-Se o au-
tor de artigo a qae alludimosquizesse sustentar a es-
te respeito a opinao negativa, moslrar-se-hla muito
hospede na sciencia histrica das linguas, e mesmo
na da lingua do seu paiz, a qual o desmentira, mos-
trando-lhe femeninos nos classicos os vocabulos: cli-
ma, cometa, diadema, estratagema, man, mappa,
etc., que hoje sao masculinos; e arcare, que tambera
nos classicos linha genero difireme do que tem hoje
O que prova que a autoridade dos escriptores ante-
riores, por grandes e bons que elles sejam, deixa de
regular o constituir bom exemplo quando j um uso
geral em contrario tem prevalecido. Isto o mesmo
aulor do mencionado artigo o reconbece e confessa,
quando diz no fim do dilo artigo o seguinte:
Sea Ilustrada corporaeao medica do Brasildisser
aos seus doentes e ao povo com quem esl cm con-
tacto que esle vocabulo he masculino; se as nobres
facilidades de medicina do imperio ensinarem aos
seus alumnos qae cliolera-morbus lie masculino; se
os jornaes desla corte e das provincias continuarcm
(I) a pnl.iii-.il que o genero mascolino hp o genero
da palavra cholera-morbus, pelo correr do lempo
este gallicismo (2) nlroduzdo por Constancio (3) li-
vianamente contra as regras da grammalica, e sem
necessidade (i), ser admittido e receber enlao a
sanelo nacional ; no caso contrario porm ser re-
jeitado da lingua caslica dos nossos anlepassados
(5).
A nos parece-nos qne nao he preciso esperar que
corra mais lempo do queja lem corrido, eque qua-
si aro. quarto do seculo de um uso geral em lodo o
Brasil he mais que sufticiente, porque os mdicos,
as faculdades medicas e os jornrlistasque ainda vi-
essem por outro quarlo de seculo, ou por mais lem-
po, nao leriara mellior razao e autoridade, c, quan-
do muilo, poderiam fazer aotoridade para os seus
contemporneos e para seus vindonros, mas nunca
para nos agora que devemos conformar-nos com o9
usos e costumes mais geralraenle adoptados. Que-
rer o grande grammatico que nos hoje em dia tor-
nemos a dizer cousa commua, porque os andeos as-
sim disseram, sera que o som e o genero feminno
dessa palavra Ihe nao cheire logo mal ao nariz ?
Querer obrigar-nos pela autoridade a usarmos da-
quillo que temos abandonado por conveniencia ? O
que valem autoridades quando ellas em uro paiz j
csiao desmentidas e abandonadas pelo geral uso ?
O fado da mudanca do genero das palavras em
djffercnlcs pocas nao exisle smente em nossa lin-
gua, mas em varias ; e elle lie mais urna prova evi-
dente da pouca ou nenhuma importancia que, em
geral, lem em si o seren as palavras de um ou de
oulro genero, e a futilidadeqne ha as quesles que
sobre este assumpto se suscitara, quando ellas s3o 13o
smente baseadas cm sublileza e chicanices do pe-
dantismo grammalical, e nao sobre ra/.es de nteres-
s litterario e philosophico para a lingua. O autor
do arligo que refutamos achou nos escriplos do sen.
venerando pai a.palavra cholera-morbus com o ge-
nero feminioo ; se livesse lido oulros escriplos m-
dicos acerca da molestia qne ella designa havia de
ver que nao s o seu respeitavel progenitor, mas ou-
lros escriptores antigos e modernos, a haviam usa-
do com o mesmo genero, e que portanlo bastantes
autoridades tinha em que apoiar-se querendo adop-
tar para ello esse genero: porm havia tambem de
ver que ao mesmo lempo oulros escriptores havia,
igualmente respeitaveis c de peso, e principalmente
a maior parte dos modernos, que a usavam com ou-
lro genero. A' visla disto a conseqaencia que elle
devia ler lirado nao era qoe a palavra cholera mor-
bus he necessaria e absolutamente .femnina ; mas
que he urna dessas palavras ambigeneras que po-
dem-se usar indiflerentcmenle com um ou com ou-
lro dos dous gneros, sem quedisso resulte inconveni-
ente nem prejuizo para a clareza e belleza da lingua,
quando ella he usada por inleiro, porque nessa oc-
casiao n3o pode resallar della equivoco ou confusao
alguma. Porm se roflectsse que no discurso, quer
fallado, quer cscriplo, o seu nimio compriraento, a
sua accMitu.ic"ni ppuco harmonio-,i, e principalmen-
te o barharisino da sua compose,ao heterognea de
vocabulos pertcnccntcs a duas linguas diflerentes,
levam e obrigam freqaen(issiraa> vezes a usa-la por
nielado, supprimindo a sua segunda parle, havia de
reconliecer e ronfessar que o caso mudava de gura,
e que enlao surge a reclamar e pedir a favor do ge-
nero masculino urna necessidade ou pelo menos urna
grande conveniencia Iliteraria e philosopbica. a de
distinguir e nao confundir o nome do flagello asi-
tico com o da paixo que tanto asaanha e faz estre-
bucharot grammaticos pedantes, quando alguem
nao quer estar pelas suas regras mesquinhas eslra-
nhas aos intereses lgicos da philoaephia. Nease
caso bem devera ver o erudito aulor do artigo gram-
malical de 12 do corrente, que nenhuma razao
grammalical pode vencer iieiiafontrabalancar a ra-
zan philosophica qoe exige que se diga o cholera
e nao a cholera.
Quando o nosso grammalico se lembre de cslra-
nhar esta variarao de genero da palavra cholera
ou colera nos casos em que ella significa cousas dif-
ferenles, reluca que isso alm de fazer-se pela ra-
zao lgica, faz-se tambem, como cima j mostramos,
pela mesma regra grammalical pela qual guarda e
guia sao masculinos ou femiuinos segundo os ca-
sos em que desgnam cousas dfferenles, isto he, ora
individuos, ora collcccao delles;e, portanlo, elle que
tanlo nos falla em regras e praticas grammaticaes,
dove prmeiro esluda-las todas, e nao esquecer al-
gumas que podem valer lanto como as que elle cita,
e quer fazer valer nos seus arrazoados.
Chegado a esle poni e reconhecida a necessidade
e conveniencia do genero masculino para o vocabu-
lo cholera quando significa molestia, elle fcilmen-
te poderia ver que admiltido islo, por ser iucon-
Irastavel, segue-se (nao por oulra razao senao a da
simples harmona, coherencia e uniformdade) que
convmqne o vocabulo cholera, molestia, seja, como
be j, admiltido o usado cora genero masculino,
e continu a se-lo quando he usado com a pa-
lavra morbo ou morbus. Nessc caso, pela mesma
regra grammalical j eslabelecida pelo traquejado
grammatico autor do artigo mencionado, de ser el-
la o substantivo recto, deve ser quem decida do ge-
nero da palavra com [insta, dando en tan a ella o ge-
nero masculino; lano mais porqueassim fazendo sa-
tisfaz-se mellior em ambos os casos ao fim para que
o nome serve, que he o de dar a conlieccr as coli-
sas, e de distingui-las urnas das oulras para que nao
baja confusao.
Pelo que acabamos de dizer, bem veri fcilmente
o dito versadissimo cscriptor que, na verdade, nao lie
inleiramente muito liquida da liberdade que a um
escriplor exacto e amante da clareza pode ficar
de usar a palavra cholera-morbo no genero femeni-
no, visla de autoridades Iliterarias de ambos os
lados ; e qae se deste uso nao resulla inconvenien-
te quanlo clareza do discurso, nao deixa por outro
lado de bav-la quanlo coherencia de quem escre-
ve, que seguudo nos parece nao deve apresentar a
seus leilores, ora o vocabulo cholera como macho,
ora como femea, sem ama razSo plansivel, como a
ha quando com isso se distinguem objeclos difle-
rentes.
Diz o campco que hasla o pendSo da saia, que
nuncia e genero das palavras devem ser resolvidas
por tres regraa: l., pela analoga ; 2., pela au-
toridade dos homens de letlras ; 3.a, pela elyroolo-
gia. i) Eis-ah o peclus, que comludo nos parece nao ha de va-
ler-lhe contra os pontos cora que vai ser aggre"
dido.
Negamos aos ps juntos c in limine a genera-
lidadc absoluta dcsta sua regra das regras, prenhe de
nao menos de tres deslas : l.o, porque nao ha regra
sem excepeo ; 2., porque o genero das palavras
n,lo segu regra certa e absoluta de urna lingua pa-
ra oulra, mesmo daquclla donde as palavras deri-
vara, do que lemos urna prova na palavra dor, que
em portuguez he femenina, sendo masculino no la-
liin u v...- -liuli-) cno>-, donde ella provm ; e porque
palavras de urna terminado anloga, laes como
arrSo, zarco, cidadao, acro, cauro, eslarao, lem
um genero diflerenle; 3., porque os homens de
ledras nao sao sempre concordes; ^.^>, porque o
uso popular universal vale lano e anda mais do
que o particular dos escriptores; 5., porque o uso
vivo e actual vale mais que o uso morlo c j passa-
do ; 6., porque vale mais a razao lgica e philoso-
phica que a razao meramente grammalical.
Diz mais o mesmo aulor do arligo que o substan-
tivo cholera-morbus be composto de dous substan-
tivos, um femenino c oulro masculino, e que por-
tanlo a elymologia ueste caso nao nos esclarece.
Concordamos com elle que a elymologia nao nos
esclarece, nem pode esclarecer nesta queslao, por-
que ella nada lem com o genero das palavras, e s
sim com a origem e raz glossica dellas ; mas nao
como elle diz, por ser o vocabulo choiera-morbut
composto de dous substantivos de genero differenle;
confundindo elle, quando diz islo, a elymologia
com a geneologia.
4)z mais qae o substantivo cholera he femenino.
He verdade que o mesmo Constancio, qae d como
masculino o vocabulo cholera-morbo esquecido de
que a molestia qne elle designa tambem se indica
com o simples nome cholera, d no seu diccionario
e-la palavra como femenina. Mas Osla he ama da-
quellas inadvertencias c incoherencias de que mui-
los exemplos se encontrara nos diccionarios. Poroj
a verdade he que cholera quando indica doenca, a
maior parle dos escriptores modernos entre nos o
fazem masculino, dizendo o ciiera, e nao a chole-
ra ; e nos j mostramos a grande razao de conve-
niencia pela qual assim fazem. Portanlo, nao he
verdade absoluta qne o vocabulo cholera seja hoje
em dia 13o smente masculino: nem vale appel-
lar, como faz o autor do arligo mencionado, para
as linguas grega e latina e para os classicos, por-
que mostramos que isso nao pode servir de regra
lixa.
miWiiimo.
(1) l\ote-se que a palavra continuaran indica que
o autor do artigo reconhece que j a esle respeito
ha um nso cstabelecido nao s no Rio de Janeiro,
senao tambem as provincias do imperio.
(2) "Nao he s gallicismo, he lambem ilalismo, ibe-
rismo e brasileinsmo, porque os Italianos, Hespa-
nhoes e Brasileiros pratcam o raesrao, lalvez por
nao saliercm. nem esludarem grarnmaticu.
(3) Esta iraputacao he falsa. Constancio nao tem
nem essa culpa e levandde que llie quer assacar o
autor do arligo, nem o merecimenta que nos Ihe at-
ribuiramos se fosse elle realmente o autor desse
mclhorameulo philologico. Elle com o seu diccio-
nario nao veio scuao confirmar, ou, para dizer me-
llior, apoiar com a sua autoridade um uso j esta-
blecido desde a poca em que mdicos brasileiros
qne haviam esludado em Franca c na Italia, vicram
de la formados; e desde os lempos cm que os livros
franeczes priucipiaram a fornecer maiores c melho-
res mananciaes de inslruccao que os dos mdicos,
e lenles porluguezes mocidade medica brasileira
das nossas escolas. No publico brasileiro a inlro-
daccao deste usodala desde os primeiros lempos, em
que os jornaes comecaram a fallar do cholera pela
sua pnmeira invasao na Europa. Todos, menos
algam exquisito, sempre diziam o cholera. Pode-
mos a este respeito mostrar impressos nio s em pro-
sa, como cm verso.
(t) Negamos isso, porque logo provaremos que
liaveria necessidade. ou pelo menos conveniencia, de
assim fazer para inleresse philologico da lingua, ha-
vendo portanlo a Icviandade em quem aventura se-
inelliantes asserces, fundado em razes malcriar-
sem ler examinado as philosophicas, e sem es-
tar bem informado a respeilo dos factos histo-
reos.
(S) Rejeitado (quando o seja) elle, nao o pode ser
sgno da lingua caslica dos nossos contemporneos,
ou dos nossos vindouros, porque os nossos anlepas-
sados e a sua lingua caslica j l se foram, nem
podem mais aceitar nem rejeilar cousa alguma nes-
le mundo. Enlrelanlo cis a qualidade dos gram-
maticos que querem dar regras de lingua viva,
sem distinguirem nem discriminaren] os vivos dos
morios.
Diz finalmente que a palavra cholera-morbo tem
sido adoptada no genero femenino pela maior parte
dos escriptores porluguezes. Ainda que asim fosse,
e nos quizessemos acredila-Io, apezar de o autor
desla assorcao nao poder affirmar-nos de haver
bem apurado essa maioria pela conlagem, segUe-se
que esta adopc,no do genero femenino nao tem sido
unnime, e que alguns escriptores porluguezes lem
havido, que lambom a usavam no genero masculino.
Nao lie portanlo absoluta a regra que elle quer es-
tabelecer, fundada no uso, e deve ficar a liberdade
a quem fallar e escrever de seguir nisto a maioria
ou a minora segundo que llie parecer que urna del-
las tenha maior peso. Isto dizemos enlendendo nos
as palavras escriptores porluguezes, em qne o au-
lor do artigo falln, no sentido de homens {Ilustra-
dos que tenham escripia en linguagem porugue-
za; porque se por acaso essas palavras livessem
sido dilas cm sentido de escriptores de Portugal,
enlao diriamos que esses escriptores podem ser au-
toridades muilo valiosas c respeitaveis no seu paiz;
porm, ueste, nao lano que a elles se devam pospor
as nossas que aqui temos. Diriamos que estando
nos ha mais de um quarlo de seculo iudependentes
de Portugal as cousas polticas, nao ha razao al-
guma pela qual ainda o sitiamos em lillcralura, e
na nbrigaco absoluta de unannos na pistados es-
criptores daquelle'paiz, por mnilo grandes ccon-
c.eiluados que elles sejam. Quando por ventura tal
fosse a idea de tendencia que se quizesse imprimir
a essas palavras e queslao que se ventila, enlao
para os Brasileiros nao liaveria mais queslao senao
com os de fra; porque todos, por honra nacional,
seriara unnimes cm repellir a indiscricao e a cho-
lera dos cslranli.1 .
Concluamos. Nesta queslao, quanlo a autorida-
des de escriptores mdicos e homens de leltras, os
ha de ambos os lados, e em ambos os paizes, e to-
das igualmente valiosas: e as mais antigs nao o
sao para a nossa poca e o nosso paiz menos que as
antigs e eslranhas. Quanlo a razies : as da con-
veniencia c inleresse lgico, lillerario e philosophi-
co cstao todas do lado dos que pelejam em prol do
genero masculino. Ooanlo s razes grammalicaes,
alm de nao eslarem bem firmes nem muilo liqui-
das por entre urna nacao que caminlia a grandes
passos na carreira do progresso e na do aperfeiroa-
loi-i.i.i de sua lingua, nao podem prevalecer a oulras
de calhegoria mais elevada.
Krgo lie o caso de dizer : cednnt arma legas, e as
saias s calcas, ou pelo menos liquen) com iguaes di-
reitos.
(Jornal do Commercio do Rio.i
COMARCA DO LIMOEIRO.
13 de novembro.
Nao lenho firme resolucao de lomar sobre meus
hombros a espinhosa tarefa de ser seu corresponden-
te desla parle do solo brasileiro, me vejo, por assim
dizer, quas toreado a esse trabalho pelas lepclidas
orcorrencias, dignas de oceuparem um esparo de
seu conceilnado jornal, qae sera lisonja alguma nao
chega para saciara gente da terrinha, quando Iraz
fazendas fabricadas com materia prima deste lugar;
como ao meio dia em poni desse andamento a mi-
li ha obrigacJ!o,e me viesse abarbado cora o importu-
no poitilhao, que rae marlelava a paciencia ; tendo
de outro lado o calor da estaclo que parece querer
lado acabar, lcmbrei-me por momentos de que seria
de mais alia conveniencia, a bem da saude publica,
que durante a estacao calmosa a nossa illustrissima
cmara municipal mandasse regar ao menos orna vez
no dia, e na forja do maior calor a ra desla villa ;
e fossem vedadas as passageqs das boiadas, e caval-
los pela ra principal, removendo-se o tranzito des-
ses cuadrpedes para a ra da Diaria, fazendo-se
desl'arte nao pequeo bem aos municipes.
Grande foi a sensac/ao produzida pela anteceden-
te carta narrativa da cnrreicAo dos ciganos: segundo
me allirmou o Machado, se mais nmeros houvera,
mais lomara, nao lando termo de compararlo a
concurrencia dos freguezes, e com os -do assougue,
dia de carne verde : dizendo que para mais nao ser
atormentado, resolver mandar fazer um cartaz das
occarreiicias publicadas e manda-lo aluzar na porta
do assougue da villa.' Por noticias colindas na fcira
(logado, e nobilharsoube,que a illustrissima dera
urna parte ao goveroo das oceurrenciag da tropa do
juiz de direito interino, fazendo oulrolanto e juiz
municipal, ignorando o resultado por ser negocio de
alta calhegoria.
No dia tres do corrente ehegou o novo destaca-
mento de linha, commandado pelo lenle Aguiar,
com o que bastante regosijo houve da parte dos lia-
hilantes, por verem eslampada na frente das pravas
a disciplina e subordinado, ludo devido sem^luvida
aos desvellos do seu digno rommandante. Dos o aju-
de na soa espinhosa commissao, eque faca boa co-
lheila de criminosos
No dia 7 do.andante mez.ja noite alta,foi preso o
preto liberto Jos, morador na ra da Otara, pelo
juiz de direito interino Nabor, diz o Buritty, para
dar noticias doescravo fgido do mesmo juiz de di-
reito.
No dia 8 fez n subdelegado Wanderley ama via-
-oin fora da comarca sem ltcem;a da autoridade
competente, e nem passar aosuppleole o exercicio,
viudo dar-se a communica;o no dia seguinte depois
de encontrado na comarca de Pao d'Alho com dos-
lino a capital.
No dia 11 ofliciou o juiz de direilo ao juiz muni-
cipal, para mandar proceder contra o protegido Jos
IIutino,autor da surra da mulher Rita; approvando
com esse procedi ment o que se dissena passada cor-
respondencia. Na manha deste mesmo dia foi pre-
gado na porta do assougue o edital doscidadaot qua-
lificados pelo delegado supplente da comarca, para
seremjuizesde facto, sendo essa affixacao feita pelo
imcomparavel Almino, e Buritty, procurador de
causas secretas, tendo esse edital a dala de 10 do
corrente.
No dia 9 leve lugar o juramento e posse do novo
escrivao, Jos Mara Velloso da Silva Azeve-
do, qae api escotando sua provisao ao juiz municipal,
este immedialamente a fez camprir sem embargo
das observares do juiz de direito interino, que pro-
testava perante o ceo e a lerra|oao cumprir emquan-
to juiz fosse nesse lugar. Parece eslar resolvido
o grande problema de incompatibilidades entre o
iiuimurao-, e o commandaiile. Ja que o tempo vai
sendo das incompatibilidades, lembrarei ao juiz de
direilo interino que nao deixe de responsabilisaro
delegado supplente, por deixar de remoller a islo
dos riiladaos apios para jurados ao juiz de direito no
dia 20 de oulubro, segundo determina o art. 22") do
regulamento n. 120,alem da infracto do art. 227 do
mesmo regulamento, qae manda aflixar esse edital
na porta da parochia, e nao na do assougue, oude
se acha em exposicao : com esse proceder, "e meu se-
nhor delegado supplente coarclou as reclamac.6es das
parles oflendidas,porque a lei citada s permilte laes
recursos de reclamaQoes, quando estas forera apre-
senladas ao juiz de direito at o dia 10 de novembro.
Quem ser a causa motora dessa tran-sres-ao, e
oppressao dosdireilos dos otlendidos ? Sera duvida
o delegado supplente em exercicio; e por esse motivo
nao pode deixar de sor chamado, coolas pelo juiz
de direilo interino, que, inlelligente como he, nao
deve deltar impune lal procedimenlo. Dizem, qne
o nosso juiz de direilo interino tem fazendas enfar-
dadas nos carinos dessa villa, e cortamente assim
parece, a visla da historia que ouvi dizer na casa do
meu advogado Figueiredo ; diz este, que o Dr. juiz
de direilo interino est incurso no art. 181 do cod.
criminal, por nao ler autoridade para prender o pre-
to liberto Jos sem culpa formada, nao sendo nos ca-
sos permittidos pela lei : se nao be exataa^classifiea-
oAo ni soa eu o culpado ; e aqui temos o nosso pro-
motor publico, para inspeccionar seo nosso juiz vai
torio ou direilo. O nosso promotor sendo bom mo-
co e dotado de bom coracao he tao doente do nervo-
so que be lastima uaojpertencer ao sexo femenino,
por esses motivos sempre se acha na promotoria o
advogado Figueiredo, que para nao ser em ludo per-
perfeilo,scgue os oh lo, dos Inglezes.
O mercado da Ierra vai oflrivel, lem havido boa
carne 39200. fariuba de 24patacas, milho de 12
IG patacas e feijao a 480 rs. a cuia.
VARIEDADES.
Hypocrales, quejera.muilo mellior medico do que
enhum dos membros da academia de medicina d
Paris, nao receben o grao de doulor em unver-u Ja-
do alguma.
Ncwione Josi'|A~(uiiiho de Macdo tambem nao
receberam o grao de doulor, e comludo, o primeiro
foi um prodigio em malhemalicas, e o segundo ou-
lro prodigio em lilleratura.
S. Pedro, com as suas redes s costas,sabia mais
theologia qae qpalqaer aniversidade inteira.
Em que univeriidade esludou Torqualolasso,
quando com i. anuos de idade coropoz o seu primei-
ro poema pico t
--Quem ensinou geometra i Paschal, quando pela
nica forca do sea talento, adeviuhou todos os Iheo-
remas desla sciencia, al a proposito 32 de Eu-
clides ?
JacqOes Cordici era cxo, e comludo dansava per-
feitamenle, alguns princezas de soa poca foram
suas discipulas: nao sabia ler nem escrever, nem
conhecia urna s nolla da msica escripia no papel,
e a pezar disto nao s foi o mellior rabeca do seu
lempo, mas (o que admira) as pecas compostas por
elle para este instrumento, eapantavam todas as pes-
soas competentes.
Carlos I. rei da Inglaterra, foi nm dos sens admi-
radores. .1 arques Cordier viven polos anuos (HK), e
seu tmulo ha pouco lempo foi descoberlo na igreja
de San-Germano d'Aoxrie.
Basta por hoje, licando o resto para mellior occa-
siao ; s pec,o a meus amigos que tenham f as pa-
lavras de Pedro Galo.
Tabella dos precot torrentes da feira de 11 de no-
vembro do corrente anuo, na villa de Limoeiro. '
Arroz de casca 160 rs. i cuia alqueire 56120
Assucar branco.......arroba 3C200
Dito someno........ dila 2)560
Dilo mascavado...... dita 19600
Banha (unto de porco) 320rs. a
libra..........dila 10&210
Carne verde....... dila 38200
Dila de sol........ dila c.riHl
Dila do Cear....... dila 69100
Bacalho. ........ dila 49180
Feijao mulalinbo 480 rs. a-cua. alqueire 153360
Dilo branco 480 rs. dila dito 159-160
Milho seccoalGO rs. adita dito 59120
Farlnha 210 rs. a dita .... dito
Ovos, duzia por.......
Gomma, cnia .......
tapaduras, o cento a.....
Sal 140 rs. cuia.....alqueire
Semenle de carrapalo. *. dilo
Lnranjas da China, o canto .
Geremuns grandes, o ccnlo
Ditos pequeos, o centn .
Limas de umbigo, o cento .
Cucos seceos, o ccnlo .
Carne de porco 100 rs. a libra arroba
Esleirs de peperi, urd. .
Albardas, urna por.....
Canuas de Caienna, o cento .
Melancias, o cento .
Banannas compridas, o ccnlo
796HO
160
320
49000
49180
99000
640
8CO0O
49OOO
400
59000
3920O
240
19000
29000
rs. e 99000
I9OOO
(Carta particular.)
COMARCA DO BREJO.
10 de novembro.
Na nimba ltima annunciarei a Vmc.que se abrir
a correicao na villa de Pesqueira ; agora dou-lhe o
resultado doajusle de motas ouaulo de f no carloro
do Sr. Silveira, que reiurae em si lodos os offlcios, e
beneficios ; fado este, que o leirl collocado no esta-
do maior dos labelliaei pblicos. Sim, senhor, mui-
los provimenlos foram publicados, sendo o mais no-
lavel, aquello que mandou responsabilisar o referi-
do Sr. por fallas, purera, que n3o desabonara a sua
reconhecid luoralidadc.
16
Abrio-sc a segunda scsao do jury na villa de Pes-
queira.
Presidente do Iribunal, o Sr. Dr. Joaquim Jorge
dos Sanios.
Promotor publico, o Sr. Dr. Manoel de Albuqder-
que Machado.
Julgamenlos:
1. Antonio Percira Dias, aecusdo pur ferimen-
tos : foi coiidcmuado a 6 uiezes e 15 dias de priso
e mulla correspondente a melado do lempo,ario me-
dio do arl. 201.
2. Anlono Jos Fernandes lleno dos : crime de
morlo ; foi absolv do por defllciencia de prova-.
3. Alberto de Brilu ; dem
i. Joaquina Vello Nogueira: crime de fuga de
preso, foi absolvido, e appellado ex-ollco.
5. Jos Teixeira Lima : crime de furto de caval-
los; foi condemnado a 4 anuos e 8 mezes, grao m-
ximo do arl.257.
6. Joaquim Ignacio : affeosas plisicas; foi con-
demnado a um me?, de prisao e multa correspon-
dente a melade do lempo ; grao mnimo do art.
201.
7. Innoceucio Jos Francisco: furtos ; condem-
nado a um mar, 20 dias.grao mnimo do art. 257 em
duplcala.
8. Manoel Rodrigues da Silva ; fuga do preso ;
foi absolvido.
9. Manoel Jos Freir: fuga de preso a foi con-
demnado a 1 mezes de prisao; grao mnimo do
arl. 125.
Vi, meu amigo, a espelunca chamada radea im-
provisada da villa de Pesqueira; he um escarneo ao
S 21 do arl. 179 (la ciinsliluicao do imperio.
Ho um pura lao insalubre, de exalacao lo pe-
netran! e, e insnportavcl, que a pelos'condes de
Bengalasse, meus anlepassados nao qiicrcria es-
lar dentro della um minuto.nem mesmo por
i/wi daquellet, que resume tent/.
Consla-mc que o Exm. presidente desta provin-
cia est autorisado, ou para comprar um edificio dos
que alli ha, para aquello mister, ou edificar radea
nova na villa de Cymbres : se S. Ex. livesse
conhecimento dessas duas localidades nao esitaria
um inslanlc em desprezar a segunda idea.
Como o negocio cheira a ntilidade publica nao pee-
so fruslrar-me ao dever de dizer alguma cousa.
Pesqueira he urna villa elegante, eguida com
goslo, e arte ha poucos annos; seus edificios de pe-
dra c cal sao dignos das melhores roas da nossa ca-
pital ; depoisda igreja, efuairo sobrados excellentes-
dao, com ccrla scusacao, as vistas do vijor que
nao espera encontrar no scio daquella nalureza 13o
rida, e carrancuda, urna cidade pcqaenina, bella,
e engranada,.sorrindo collorida pelos ltimos raios
do sol, que foge por Iraz dos gigantescos malames
do poenle.
A m vontade tem querido apresentar aquella pe-
quena porcao do nosso Pernambuco, como urna ilha
bastarda, digna do maior desprezo, porem o motivo
pouco generoso de tanta preven;ao baqueia dianle
da estatislica criminal desses ltimos lempos.
E o qne diremos agora da villa de Cimbres 1 Bem
pederemos compara-la com a pobre velba caroncho-
sa, e triste, maniaca pela sua antiguidade, embala-
da pelo lor das suas caboenlinhas.
Vollemos nossa villa do Brejo.
No lagar Teixeira, suburbio* desla villa houve
um desaguisado enlre urnas mlheres, soltando
o ferimeulo de urna rapariguinba; a polica lomou
conta desle aconlecimento.e acham-se hoje, segundo
dizem, processadas Joaquina Rosa da Luz, esua fi-
lha Thereza Mara.
No dia 27 do passado houve um roubo de 1009 rs.
pouco mais oa menos.|naloja de Antonio da Silva
Barros. Este facto den o que fazer a policia, admi-
rei a aclividado, que se desenvolveu no descobri-
nienio da patota. Deu-se busca em 18 casas sus-
peilas; e foram recolhids a cadeia (por 24 horas)
os nomes Amussis, Buris, Itavis, Seturis, SUis,
Tussis. Vis, e oulros, islo he, Luiz escravo do Ma-
noel de Mello, um tal Dona, aprendiz de atraate,
Vicente Ferrera, Jos C irreia de Araujo, Joaquim,
escravo de Manoel Cezar, e Antonio Manoel; po-
rm por este ultimo eu mellia, e mello a mao no fo-
go; porque descobrio-se logo que o ladro linha sido
o Joaquim j referido. Este confessou o aclo com
todos os seus miudinhos; mas nao assim a respeilo
dos objeclos furtados, o vestido dado a urna negra
foi o to conductor. Nao fica alii a historia : o negro
tendo sido castigado pela polica, e constando-lhe
quo a dose seria repetida, podendo laucar mao de
ama faca de sapaleiro, lenlou arrancar dos hombros
a cara preta, que approuve a Sr." natnreza emen-
dar-I he ao pescoco 111 Que Ihe conlo. mea amigo?
Tres golpes repetidos no mesmo sentido, nao conse-
guirn) o suicidio: por ler sido o negro agarrado
pelos uniros presos.
Faifa, idea como nao seria desagradavel ver o sui-
cida j com as mos amarradas, bandado no proprio
sangue, com o pescoco raeio degollado, com o sem-
blante desconcertado, e os labios contranidos pelo
sorriso da mais diablica irona e desprezo deste
mundo! Esle infeliz est hoje felizmente escapo
foi immedialamente soccorrido pelo Dr. Machado
com o emprego da homeopalhia.
Como lho disse foi substituido o alferesMoraespelo
alferes Matoso ; este senhor tem-se portado ptima-
mente, a polidez dos sens coslnmes acha-se em ar-
mona com o zelo, e actividade no desempenho dos
seus deveres. Ouvi dizer que manda buscar a sua
familia ; e que revela pretender demorar-se por aqoi
mais lempo, o que mailo estimamos.
Morrea ha pouco Alexandre Ferrera do Espiri-
to Santo, conlando 21 lastros e um auno de qaebra,
isto he 106 annos. Teslou uns 16:000000;e boa des-
cendencia.
Vimos no seu Diario a nnmearao do Sr. Joo
Baptisla Reg Maciel para subdelegado desta villa ;
eis urna escolha, que nos alegra,porque na verdade
o Sr. Baptisla esl em urna pu-icio indcpcudenle,
tem alguma inslruccao, e finalmente j deu prova*
de ser inimigo do crime. Esperamos que continu
na mesma energa, que lem desenvolvido o 1 sup-
plenle o Sr. JoaoMariuho.
Acabo o presente pedindo desculpa por nao irem
as minhas carias enfeiladas com algum versinho ;
promello enlender-mc com o meu amigo o Sr. Tam-
13o para ser meu syreneu no artigo poesa.
Vale,
(dem.)
COMARCA DE NAZARETH
14 de novembro.
Anda desla vez cabe-rae a ventara de annunCar-
lhe qae esta comarca, csundo na iniormacOos mais
recentes, goza de um prolundo socego, oque he urna
ventura para todos, e, especialmente o deve ser pa-
ra aquello- que eslao encarregadas de promover o
bem estar do municipio, pois assim flca-lhes o lem-
po necessario para cuidaren) cada um dentro da es-
phera de saas nlribuices, nao s de medidas pre-
ventivas, afim de que este estado se nao altere, mas
tambem dos melhoramenlos maleraes, que forera
rnmpativeii com as forcas do mesmo muuicipio.
Por exemplo: a polica,'livre d'essas diligencias,
que absorvem todo o seu tempo e cuidados, pode e
deve por debaixo de sua vigilancia a certos meninos
indignados pela fama publica, como amigos de mu-
dar cavallos; tomar medidas acerca de oulros, cuja
prohssao, bem como a morada, sao misteriosas; ora
eslao aqoi, ora acola, e sem qoe se lliesconliera ne-
gocio, ando tao limpos e acciados, como qualquer
negociante, e o que mais he, com a carteira bem
provida de notas de todas as cores! Deve tambem
cmptnhar-se em por termo a esse commercio immo-
ral e perigoso de cortos taberneiros com escravos:
ainda ha pouco sumiram-se duas portas da casa de
um proprielario, e sabidas as conlas, um dos laes as
havia comprado, conforme declarou. a um escravo
fra de horas! Pode e deve finalmente caidar de ou-
lras muitas coasas ao seu alcance, sb pena de pas-
sar por inepta e negligente.
A cmara, cuja receita dizem-me lem melhorado
con-ideravelmente de algum lempo para ca, nao de-
ve ficar atraz. He de rigoroso dever qoe, por inter-
medio dos seus fiscaes, cuide do aceio das ras, das
fontes e de oulros lugares; que nao tenha a saude
publica em conta de cousa nenhuma ; que etrea a
maior vigilancia sobre o matadouro, afim de nao vi-
ren rezes apestadas ao acougue, como dizem suce-
der ha pouco, e que deite suas vistas para os pesos
do mesmo acougue, de qae muilos se queixara; que
finalmente tenha em vista que 09 seus fiscaes se nao
dirijaui pelo odio, ou afleico que possara ler a al-
guem : ha pouco um individuo, cavando um bar rei-
r atraz de sua casa, cajas paredes eslava concertan-
do, foi pelo fiscal ameacado de mulla; oulros po-
rm vanen) o seu quintal c arruman) todo o liso
n'um lugar de transito publico, como pode ver-se
na ra do acougne! O oitao da matriz continua a ser
o lugar de despejo de iramundiaias, o qee he um es-
cndalo ; porm passemos ao mais que islo nao di-
verle, nem cunverte.
Agila-se actualmente no foro desta cidade urna
grande quesillo sobre Ierras, na qual nao influe pou-
co urna letra de mais ou urna letra de menos, em
ama palavra de ambos os litlos, de que cstao mu-
nidos os dous contendores, eis o caso: Pedro obteve
por compra ou por doaco urna parte de ama pro-
priedade de Ierras; a escriptura qae con ferio o do-
minio a Pedro, diz assim, pouco mais ou menos: l-
rar-sc-ha urna linha do ponto a como centro ao
ponto b, cuja extenso vira (ir) at tres quartos
de legua. Oppe-te o outro interesado, dizendo que
nao he isso o que dispe a escriptura, he isso ootro :
tirar-se-ha urna linha do ponto a como centro
ao ponto b, cuja extensio vira a ter (ter) tres
quarlos de legua. E note-se que ambos os conten-
dores estao munidos de urna copia da escriptura no
sentido que Ibes faz conta, causando grande admi-
rac,ao, que n.io inandem conferir suas copias com o
original que existe em Goianna; eque sedisponham
a gastar cooles de ris, pelo sentido qne resulla das
palavras vira al, ou vir a lor. Mas is60 lam-
ben nao diverte era converte; vamos pois a ou-
lras cousai.
Foi preso perlo de Pedras de Fogo, porm do la-
do da Parahiba, e por ordem do chafe de policia da-
quella provincia, um individuo, sobre quem rera-
hem as suspeitas do assassinato de Barlholomeu Ro-
drigues, couhecido palp nome de Berilio. Dizem
que n3o tem fallado empenhos para que seja tollo,
mas o digno chefe de policia nao tem querido estar
por scmelbaDtes empenhos.
Aquello moco que faz urna rifa de calungas na
feira desla cidade. como j Ihe neliciei, dizem que
est muito zangado comigo, por eu ter dado com a
lingna nos denles, como se diz; e que me ha de dar
urna resposla cathegorica. Ora essa 1 Nao sabe esse
bravo que fajo parle dessa sociedade de invisiveis
que se correspondem -cora o seu Diariot A quem,
pois, ha de responder?! pizem que a zanga he por
ler eu dilo que elle leria de 89 a 109 de catangas.
Pois bem, quero dar-lhe urna s.ilisfaeo: sabbado
passado a presen loa-se com o seu armarinho bem
sorlido, ulo s de catangas, mas lambem de muilas
quinquilleras, como quarlinbas, garrafas, loica.
etc., etc., o que ludo junto poderia formar o capi-
tal de 5>; outro sim, os bilbetes nao eslavam em
sacco, e sun em urna caixa de chapeo. Ora, ah lem
meu bravo, ainda estar zangado comigo? Nao faca
tal, sejamns amigos.
O capiliio Csmisilo, depois de descansar alguns
dias, fez ablativo de viagem, com a forra do seu cum-
ulando, dizem que para Goiauna; autes porm de
partir fez agarrar na feira dcsta cidade a um que di-
zem ler resfriado a outro la para as parles da Serri-
nha, disliido de Pedras de Fogo.
O nosso mercado de vveres vai escasseando, di-
zem que pela moagem dos enoenhos, visto como no
ha cao nem galo que nao se oceupe em moer canuas
ou conduzir assucar.
Al mais var. x.
(dem.)
Antonio o preto escravo Simao por fermenlos ;
lieiieditio Eugenio por roubo cm pesos de carne, e
1 rancisco das Cbagas Duarle, a requermento de
rrancisco Antonio Xavier, c o pardo Vctor escravo
do Dr. Joaquim d Aquno Fonceca ; pela subdele-
eacia da freguezi., da Boa VlaU o pardo Paulino de
-ages para correccao, os porluguezes Joaquim Bi-
beiro Me.rellesDara averiguarles policiaes, e Fran-
cisco Joaquim da Fonceca por haver dado um tiro
ao ar.
Por ofBcio de 3 de ontabro (iodo, agora recebido,
parlicipou-me p delegado do termo de Flores qoe'
leudo ordenado ao alferes commandanle do desta-
camento volante, qae marclusse reunido com oaub-
dclegado supplente da villa, afim de combinados
fazerem ama diligencia no Riacho do Navio, e em
sentida de seren eapluradoa alguns criminosos, ae-
conlecea que em.caminho, encontrando-so o dito
alferes casualmente com o criminoso, em Santo An-
13o, Joao Baptisla de Siquera Athayde e mais dous
prente de nomes Domingos de Athayde e Lucio de
lal, estes apenas avistaran) o alferes, trataran de
fugir, mas sendo cercados pela palrulha que o mes-
moalteres commandava, afim de seremrecoohecidos,
deu-se o faci de ter-se o soldado Francisco Mon-
leiro adiantado, e disparado um tiro, que ferio gra-
vemente ao referido J oao Baplisla, sendo que nesta
occasiao esle desfechou um tiro sobre o soldado, qae
morrea immediatamente. -
Accrescenta o delegado que esta oceurreneia teve
lugar dez leguas distante da povoacao de Flores, e
15 da villa Bella, e quea respeilo della se eslava
tratando de formar o competente processo, aohando-
se o ferido, autor da morle,em segunnea.
O delegado de Garanhons, por offlrin de 9 do cor-
rele, agora recebido, communicoo-me que na po-
voac.ao da Lagoa do Emilio, districlo de Papacata,
pelas 8 horas da noite do dia 24 de ontabro findo,
Felii Ferreira de Carvalha e Jos Ribeiro da Silva,
qoe viviam intrigados, travaram urna tata, da qual
resultou a morle desle, licando aquelle ferido na ca-
neca e no braco, e que lendo disto sciencia o respec-
tivo inspector de quar leirao, se guio logo ao assassino,
mas que o 0H0 pode capturar por se ter oecullado.
constando depois que lomara a direccao de Florer,
onde lem prenles.
Apenas recelo estas comanicac,des, exped logo as
convenientes ordens s autoridades do dito termo de
Flores, para ser capturado e remellido para o de
Garanhuns o mencionado criminoso.
Dos guarde i V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambuco 17 de novembro de 1854.Illm. e Exm,
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
Sresidente da provincia de Pernambuco.O chefe
e policia, Luiz Carlos de Paira Teixeira.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A policia, empregando os fneios sua disposicjlo,
consegaio descubrir varias pecas do roubo feilo ao
estabelecimento de relojoeiro da prac,a da lodepeo
dencia, capturando os individuos em cujo poder
foram encontradas, e continua incessanle em suas
pesqaizas, havendo esperancas de descobrir o que
falla.
CORRESPONDENCIAS.
Srs. Redactores.Pereorrendo por varias veles
certos lugares daaltivaprovincia de Pernambu-
co, nelles tenho sido multo bem hospedado, mere-
cendo tantas sympalhias, como um seu natural ; e
estoque tenha sabido altrahir saa estima, que leuha
boas maneiras e melhores qualidades. Eu pelo con-
trario espero alguma desafleicao nesses. lugares s
pela qualidade de ser estrongeirn; mas eslrangeiro
que sabe respeitar as leis e ainda mais conhecedor
de seus deveres. D'entre esses lagares reslava-me
ver a bella villa de Igaarass, da qual ouvia mni-
lo fallar, ainda mais da rica e pomposa (esta de S.
Cosme e Damiao,e como j ba mnilo qae desejava !
ir, approveitei a occasiao da fesia; na vespera parti
acorapanhado de alguna amigosapenas sentimos
a m estrada do engenho Fragoso al l ; nella acha-
se collocado o rio Paulista, o qual livemos de passar
aado; e lambem a medonha e escora malta das
areias ao p da villa,a qual se acha bastante fechada,
tanto que um de seus galbos eoconlroa a um meu
companheiro, que o fez beijar o chao, e como fosse
j larde, live com os meus companheiros raedo de
ser visitado por algnns dos domiciliarios da malla,
que dizem have-los; emfira o nosso temor foi em
excesso, nem s pelo be jo do nosso companheiro,
comopela immineule visita, que esperavamos; feliz-
mente nao na livemos, chegamos cm paz. lomos
para casa de um encllente moco, cojas qualidades
sao dignas de elogios; recebeu-me com muilo .pra-
zcr, dando prova no seu Iralamenlo; no seguinte da
succedeu a fesla, a qual foi muito bem desempe-
orada por seus agentes sem nada faltar. Eslive 4
dias, os quaes passaram-se Uto ligeiros, como as Ol-
veos; durante esle espado de lempo passei toda a vil-
la, tendo por companheiros seus dignos filhos, os
quaes penhorarara-me com saas a ti 1 veis maneiras
o axemplar comporlamento, e nao Ibes piulo com
cores vivssimas por me fallar o. que exceda em Ci
cero, mas a isto suppra as nimbas boas alancees :
talla-rae expressao que agradeca aos aaeas novos
amigos de Igaarass ; mas resla dizer-vos que po-
dis encontrar em mim um amigo sizudo, e prompto
aos vossos serviso. O adeos da despedida sirva de
sello ao meu reconhecimenlo.
Um portuguez.
Srs. Redactores.Lendo o Echo Pernambucano
de boje, deparamos com um communicado, no qual
seu autor depois de muilo se oceupar com o Sr.
Dr. Nabor, jniz de direito uterino do Limoeiro, de
fendendo-o de algurnas arguices que llie foram fei-
las pelo correspoiidenle daquella comarca no n. 255
de sea Diario, por fim oceupou-se lambem cun o
Sr. Dr. Costa Gomes, fazendo-o cmplice de aclos
menqs dignos, qae em dito communicado se afirma
terem sido pralicados oaquella referida comarca.
Protestamos conlra semelhaote insinuaban, e ro-
gamos ao publico qoe suspenda seu juizo al que
o Sr. Dr. Costa Gomes ante elle se justifique, se as-
sim entender necessario.
Recife 17 de novembro de 18-i.
Um amigo.
PIBLICAJJES A PEDIDO.
REPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 17 de novembro.
Illm. e Exm. Sr.Parlecipo a V. Exc. que, das
ilillcrenlesparleshojerecebidas nesta repartidlo,cons-
ta terem sido presos: pela delegaca do 1 districlo desle
termo, o pardo Manoel Francisco Cezario por aso de
armas prohibidas, Domingos Candido Xavier por es-
pancamentu ; pela subdelegada da freguezia de S.
A SULTANA DO BAILE.
1.
Foi a noile dos tronos, dis coreas
Repartidas por mao severa, justa ;
E amor inquieto, que formou-as,
Entiado, e modesto collocoa-as
Ante a juiza augusta.
Foram muilas rainhas n'um s Paco,
Que a sciencia conloa com gloria, ufana;
E p'ra unir lanos sccplros n'um s laco,
Estrellar as rainhas n'um abraco,
S ama fez Sultana.
Tambem d'entre cem ninfas em cortejos
Passeava urna deusa descuidada.
De c'roas immortaes.doscem mil beijos,
Que lhes loriara amor entredesejos,
Era a deusa enfadada ?
Nao; que flores, amor, gloria, honrara
Da vassala mais taz na soberana ;
E a juiza achou pouca a pedrera,
Sua c'ra de luz pz com alegra
Sobre a bella Sultana.
II.
Qual foi do baile a Sullaua,
Quem leve escravas rainhas ?
Qual na fronte altiva, e lhaua
Teve mais raios, mais linhas,
I.nhas de onro, que prendiam,
Aos que dos ralos morriam ?
Quem foi? disse cada lira
Ailonie de trovador ;
Pura 1 liamma, que as inspira,
Das que anhelara amor,
Escravas, que a vassalavam,
Amores, que as corlejavam.
Quem leve a c'ra de loa, ?
Das estrellas mais luzentes
A luz mgica extena
Com seus fogo de nilentes,
Em noile, dia em ardores,
N'um co aberlo era fulgores t
Quem foi? diste cada riso,
Cada aroma, todo o odor.
Que la beijar sem siso
A Sultana no fervor :
Quem foi? disseram suspiros
De mil peilos em expiros.
Altiva como urna ninfa,
Transformada n'essa flor,
Que tem no labio ; ou na lmpli,
Que emana em fluvios de amor :
I 01 mus i como Diana.
Quando cm soulio amor dimana.
Lirios, nao, que se tornaran)
II i-a- plidas de ardor ;
Mais bellas lalvez ticaram
Com seu ligcirp rubor :
Diras lodo em perfume,
S'e exvahio seu brando lome.
Seus olhos, nao ; nao fallavam,
Nem uadavam embriaguez ;
Por vencidos nao se davam
Expirando em languidez :
Do sol erara com o os raios,
Que aos oulros pc em desmaios.
No eolio as gracas dormiam,
Confiadas, sem recco ;
De que ? nem vistas pudiam
Seu tbe-ouro ver n'um seio,
Que um raivoso diamante
-Vio cegasse-as n'um inslanlc.
Seas vestidos? viste aroma,
Qaerendo rogar a chamma ;
Mas depois como se adorna
Com a brisa effg'S leV, e ama '
II'-.. y^^ 1 .1... mi
Dansou com suas rivaes ;
Que lem, nao dansaan as rosas,
Com oulras ? c ficam igsaes,
Qoe outra flor meaos formosas ?
Derraraa-os, mostra qae era odores
Nem oatra flor tem primores.
Quem foi do baile a Saltana
De rainhas cortejada ?
Ciume ; se fra humana
Mas foi deusa disfarcada :
Oh! que a Saltana era um ame
Pas gracas, e no perfume !
S. N.
NECROLOGA.
,\ao roce labios meus nem mais um rito
Mtu temo eoraeao ralai saudades.
Boeage.
Morreu o nosso eilimavel patricio, constante e fiel
amigo Pedro Ferreira da Silva. J nao existe Mor-
te morle qne lerrivel arcano, que fatal segredo
le envolve no seio do Eterna Em cada dia, a ca-
da instante victimas nm amigo I Ha bem pouco
lempo cortasles a preciosa vida do coronel Pacifico
l.opes de Siquera, e nao contente com essa victi-
ma, procuraste o Ouricurv de braco erguido e ves-
le roubar mais om lerno esposo, arrebatar um pai
'u. ,mi1'?' ? ",. ao maior V|80' de sua existencia !
ralalidade I He morlo o nosso digno amigo,j des-
apparecen.face da Ierra Exalou oderradeir suspiro
nos bracos de sua esposa, dolado de virtudes, ni
mais pungente saudade de saa querida consorte que
ficoa entregue os embates da pobreza em que elle i
deixou. Ah morle l o eapilao Pedro Ferreira da
Silva, era bom pai, bem filho, e ptimo cidadao ;
nascdo na villa de Sooza provincia da Parahiba em
1831, filho legitimo do alferes das antigs milicias
JoSo Ferreira da Silva Memea, e D. Anna Thereza
de Jesu, casou-te no dia 24 de novembro de 1851,
com a Exm. Sr. D. Olimpia Olindna de Mallos
v arejo, filha legitima do lente coronel Ignacio
Francisco de Mallos VarejSo, e D. Libana Mara da
Luz ; cercado de prestigios, c daquella consideraeflo
de qae suas maneiras benvolas, sea carcter caval-
leiresco e seu genio philanlropico, o fizeram mere-
cedor, a poulo de ser considerado pe.lo governo da
provincia, qoa o nomeou 4.0 supplente do juiz mu-
nicipal do termo, 2. supplente do subdelegado, elle
exerceu alm desles empregos o dislinclu lugar de
promotor publico nlerioo e curador geral dos or-
phsos, foi eieilo jniz de paz do 2." anno, vareador da
cmara municipal e eleitor de parochia ; senda que
o tribunal do commercio desta provincia em 17 de
marco de 1853 o nomeou avaliador as cansas com-
merciaes que te houvessem de ienlar neste termo.
Possuia o nosso distinto amigo, um carcter franco :
todos ea seas actos sobresahiam pela justica e ener-
ga, relevantes servicos preslou contra a revolta do
Ex no anno de 1819, no posto de lente marchou
expondo saa vida cerno vaUnta atleta a favor das li-
bertades publicas; amigo fiel da actual governo,
nanea abaudonou seu posto de honra ; nos pontos
mais arriscados ahi se achava, dando provas de seu
patriotismo e energa.
No dia 26 do mea prximo passado, pelas 3 horas
da tarde, teve o seu passamenlo em prosenca de mui-
los amigos, todo o povoidesta villa pranteava a per-
da irreparavel que acabava de loflrer.
Morreu, Pernambucanos, um moco qoe prorael-
lia boas esperancas, saa molestia principion de ama
conslipacao, queso aggravou com os remedios allopa-
Ihas, na occasiao em qae elle se tralava homeopa-
Ihicamenle com os Srs. Drs. Joao Francisco da Sil-
va Braga, e Jos Piauhilioo Mendesde Magalhaes,
qoe se mostraram amigos incansavelt, para o salva-
reis, empregando lodos os meios, envidando todas
as soas forcas naquelle sentido. A morle, porem,
Iriumphou ; a lyranna zombou dos esforcos da saeo-
cia. Recebe, amigo, na mansao dos juslos as sauda-
des daquelles que te conheceram no mando; recebe
as lagrimas dos leus amigos, que contristados le prau-
feam.
A trra le seja leve.
Dimos Lopes de Siquera C.
Diz D. Hara Senhorinha de Araujo, qoe ella sop-
plicante mova um pleito judicial contra o uado D.
Antonio Po de Lucena e Castro, sobre um sitio de-
nominado N. Senhora da Atalaja (hoje Campo-
Grande), e como fallecesse dito D. Antonio, sem
herderos testamentarios, visto como dislribnio sua
heranca em legados, acooteceu, que perecesse sea
teslamenteiro sem haver dado pleno curaprimenlo
aos legados.em consequencia do que foi a mesma he-
ranca sequestrada ; e jnlgando-se vaga, por isso que
al o prsenle nsnhum herdeiro se tem apresenlado
com a precita habililacao, traa este ioizo de fazer
venda publica da referida propredade em ordem a
ser o seu producto recolhido aos cofres' publico-, co-
mo pertencenle a fazenda nacional. Islo posto vem
a aopplicanle protestar solemnemente pelo direito
queassisle a predila propredade, do qual desde j
principia a fazer uso promovendo a habililacao dos
Drs. procurador fiscal, promotor e solicitador de ca-
pellas, e residuos, para com a fazenda continuar a
saa causa ; pelo que requer, que seja lomada por
termo o seu protesto, e depois de intimado aos ditos
Drs; procurador fiscal, promotor de capellas e resi-
duos, e solicitad ir respectivo, sojj afinal julcado por
sen lenca para cuello de se reputar nullo lud quan-
lo se houvar do innovar a respailo da mencionada
propredade, em quanlo a supplicanle nao discutir
seu direito com a fazenda publica,
P V. S. Illm. Sr. Dr. juiz de capellas e residuos.
E. it. M.Suuio-Maior. Torhe-se por termo o
protesto com as cilajOes. Recife 15 de novembro de
1854.Oliveira Maciel.
Ilim. Sr. A supplicanle com o devido respeilo,
vem repljcar, pedindo a V. S. que se digne mandar
distribuir o protesto.
P. a V. S. llbn.Sr. Dr. juiz decapellas e resi-
duos, assim odefify.E. R. M.Soulo-Maor. O
escrivao deveudo ser o de residuos, por cojo carloro
pende a queslao,sobre a propredade de qae se Irata,
nao se faz mister dislribuicao. Recife 15 de novem-
bro de 1854.Olveira Maciel. Termo de prtesis
aos 16 da novembro de 1854 nesla cidade do Recife
de Pernambuco.e tro meucartorjo veioobacharei Tvo
Mequelino da CunhaSouto-Maror.querecenheco pe-
lo proprio,t parante mira,e as leslemunbos abai'xoas-
signadas, disse que na forma dapeticao de saa
cunslituinle Mara Senhorinha de Araojo, coja pro-
curarlo aprsenle*, protestava eomb prolesta solem-
nemente pelo direilo que llie amiste propredade
denominadaCampo Grandesequestrada por per-
lencr a leslementara do finado D. Antonio Pi de
Lucena e Castro, e como assim o diste prolestou, em
virlude do despacho retro fiz este termo em que o
protestante e as lestemuhasassigoartm.
Eu Galdiuo Temisiocles Cabra] de Vascoucellos
a escrevi.lvo Mequilino da Cunha Souto Maior.
Anlono Pinto de Barros.Miguel Jos de Almei-
da Pernambuco.
Certifico que intimei a paticao e termo de pro-
testo snpra ao solicitador Domiogues Jos Marque*
em sua propria pessoa e ficoo entendido. Recite 17
de novembro de 1854. t> referido he verdade.
Jos Ignacio Ribeiro Cavalcanli, offlcial do juizo.
Certifico qoe intimei a petiraoe protesto snpra ao
Dr. curador geral Antonio Jos da Costa Ribeiro em
sua propria pessoa, e ficoo entendido'. Recie 17 de
novembro de 1851. O referido he verdade. O offl-
cial do juizo, Jos Ignacio Ribeiro Cavalcanli.
Certifico que intimei a petic3o e termo de protes-
to supra ao Dr. procurador %c,il Fernando Alfonso
de Mello em sua propria pessoa, c ficou entendido.
O referido he verdade. Recife 17 de novembro
de 1851. O offlcial do Juizo, Jos Ignacio Ribeiro
Cavalcanli.
Eslava o sello n. 147, 320. Pagoq 320. Recita
17 de novembro de 1854.- Carvalho.Senna.
E mais se ua.o contiena em dita peticilo despa-
chos, replica, termo, cerlidao e sello, que eu la be I -
liilo abaiio assignado bem e fielmente fis extrahir de
proprio original, qoe me foi presente, por reconlie-
cer verdadeiro, e o qual me reporlo: lornei a en-
tregar a quem m'o apresenlou conferido,' concerta-
do, subscripto e assignado nesta cidade do Recife
de Pernambuco aos 17 de novembro de 1854.
Subscrevi e assignei em f de verdade. O label-
liao, Fraucisco de Salles da Cosa Mooleiro.
VARIED\DES~
IVesw
laes ondulavam
'"T ...r; lacsonnu""'
^m os amores, que os beijavam.
FABRICACAO DE CHARUTOS EM MANILUA.
O que ba de mais notavel em Manilha, diz ama
folln de Madrid, he de cerlo a fabrica real de cha-
rutos, nao s porque o numero de pessoas que nella
Irabalham passa de 9,000, como por serem (odas
mlheres. Essas operaras esli assenladas por sec-
coes de 10 a 12 em roda de pequeas mezas, sobre
as quaes se achara mon loes de tabaco e as ferrameu-
l.i-noce-sari,13. O barulhn que fatem Irabalhando
e conversando, pois fallara cqnstanlcmcnle e cm alia
voz. aturde osouvidos.
Estas mlheres, com poucis exceptes, sao hu-
anle feas, porem vestem-se com gosto, e dexam
fluctuar pelos hombros seus comprdos e bellos ca-
bellos prelot, o que lhes di um ar fltnresco. Sa-
hem duas vezes por dia do eslabelenmenlo ; ao
meio dia para jantar, e de larde quando se reco-
lhem, e enlao enchem as ras de Manilha, a ponto
que se julgaria urna cidade qoasi exclusivamente
habitada por mlheres. Cada operara faz por dia
cerca de 200 charutos, do modo que a fabrica pro-
duz diariamente 2,000,000. ou deduzidos cedas fe-
riados, 700 milhcs 'de charutos por. jnno.
Alm desta fabrica, ha em Manilha algumas ou-
lras de cigarros, as quaes ocenpam cerca de 3,000
operarios ; donde se colligc que a oilava parle da
populadlo de Manilha gauba .1 vida com 0 uoico
fabrico dos charutos e cigarros.
---------"--a-------_,
UMA MULHER COMO HA MUITAS.
Samuel Baldwin linha nma mulher extremamente
frenelica, roas que, apezar disso, nao linha conse-
guido cansar-lhe a paciencia a loda a prova. Ex-
asperada pela placidez invencivel que raulilisava
sempre sua perpetua lurbnlencia, entendeu que
nada poda achar mais efficaz do que dizer a cada
momento dando muilas gargalbadas : a Gra{a a
Dos, brevemenle dan-arei sobre a Ierra que te eo-
brir di cova, c sallo de contente cada vez que me
lembro disso. Tantas, vezes repeli esta inqaali-
ficavel ameaci. que ella' se lomou urna idea fiza,
una esperanza, enja realisaeaoSomonte podia faze-
la feliz. Finalmente falleceu Baldwio, e romo mui
felizmente nao deixou filhos oppresaram-se os sens
cidlaleraes ora abrir o testamento. Qual nao foi po-
rem a sua admiraran quando leram a seguinte phra-
se : e Quero que meu corpo seja laucado no alio
mar, afim de qne minha mulher nao possa domar
sobre o meu tmulo. Nao era posslvel levar mais
longe a resignarao nem o espirito de conlrariedade.


^
4
\
ILEGIVEL


DIARIO OE PERMMBUCO SBADO 18 DE NOVMBRO DE 1854.
.

VENDA DE bMA CRIANCA.
L-sc n'uma falla de Clirisliaui.i (.Noruega) de 22
Je agosto: Ante-honlemde madrugada,, quando
o barco de vapor Chritliania so preparara para
-.iliii. os guardas da alfandega destacado! a bordo
ii 11 i.i r.mi que nina menina de 7 a 8 anuo.!, que aca-
bava de ser trazida por um sallimbanco, chorava e
rliamava pin" seu pai, o qoil dizia ella, a tinha ven-
dido ao peloliqueiro.- Os guardas procuraran! ap-
proximar-se da menina para inlerroga-la, porein op-
pi-so o sallimbaDco, allegando que era sua sobri-
nha, que elle lite servia de pai, eque linha por con-
seguiste direito de fazer dellao que Ihe aprouvesse.
Estas palavras e a rircumslancia de ser a crianca
:Vu niegense, a juigar-se polo sotique, quando o
sallimbanco era AllemAo, confirmaran! as suspeilas
dos guardas ; dirigiram estes porlanto um officio .i
direcrao da polica, a qual in.uuiou lmmedialamente
a bordo do vapor agentes que conduziram para Ierra
a crianza c o eslrangeiro. As indagarOcs da poli-
cia fizeram descobrirque essa menina eia fillia de
um operario vinvo chamado Carl-Johann Sex lat,
que a linda vendido ao peloliquciro pela quanlia de
cinco escudos (cerca de 8J> O pai inhumano foi
preso e levado aos Iribunae, e a menina reculhiila
alo nova ordem a un hospicio, n
TRATAMEMO l) CHOLERA MORBUS.
I.e-se no AourellMe, de Marselda, urna carta cu-
riosa escripia de Cdiz. Reprodnzirao-li com seus
promenores singulares, sem com tudo tomar a res-
pon- ihilidaile dos fados que encerra.
(i A cidade de Cdiz est neste momento mnilo
occupidi com os factos extraordinario que nella se
passam.
A epidemia chamada cholera-morbus fez, depois
da invasao, numerosas victimas ; portrn ja nao tem
os seus habitantes que recetar sua? terri veis conse-
quenclas, grueas as curas milagrosas que obtem a
rada momento os Indios e Malaios recenlemente che-
gados das ilhas Philippinas.
a Ate agora foram salvos todos os docnles confia-
dos a seus cuidados. Eis como operam :
Fizem deilar de costas a pessoa alarida, c dcs-
cobrem-lhe o peilo e oveulro ; depois praticam, de
urna maneira particular por elle -rnenle condeci-
da, repetidas fricrci sobre essas parle; do carpo,
ale que Ide apparecadebaixodosdedos um pequeo
corpo redondo que comprimem forlemenle sobre o
epigastrio, e que cooservam nessa posican at que o
loenle leuda tomado orna edicara de cli; comalgu-
roas gotas de um liquido cuja composicAo se ignora.
A cura jnslantanen que resulta deste Iratameulo be
IAo completa que, com um passeio ao ar livre, pode
a pe Estes Indios affirmam que cm casos mu raros
manifcslam-se dous desses pequeoscorpos deque se
fallot, e entilo o mal de incuravel.
Na vespera do dia em que escrevo (29 de agosto)
87 pessoas entregues aos Indios foram todas salvas
em presonca de numerosas teslemunhas. O mesmo
aconleceu a todas de que elles Irataram antes.
. Um individuo a quera conduziam sobre urna ma-
ca para o hospital, c que eslava desengaado, foi
tratado no meio da ra porum dos Indios; depois de
alguna minutos realisava-se o milagre em presenca
le urna inullidao que se ajuntara em redor delle ;o
Indio despedid o seu enfermo, dizendo-lhe vai-te,
ests curados ; e a maca vollou vazia para o hos-
pital.
Na (averna onde dcscansava das fidisas da noite,
passada em visitas, curou esse mesmo Iodio em al-
gans minutos urna menina que lhe tromeram expi
rando, e que se julgava perdida.
a Dizem esses Indios que o cholera, que sempre
reina em seu paiz, secura em poucos instantes pelo
seu mllenlo, o qual guar la ni com muilo segredo.
ir Explicara a causa do mal pela existencia de pe-
queos vermes que se apegam ao cordc.au e que pro-
vm do clima ; dizem elles que os matam esmagando
o pequeo corpo rodondo que fazem desear da regiAu
do cora<3o e epigaslrio.
Se a oplnijo que dao nao he muito scienlifica, o
seu zelo e desinterese eISo cima de tolo o elogie':
nada querem aceitar. O governo autorisou-os so-
lemnemente a visitar os doentes atacadoi pela epi-
demia. Temos aqu cinco desses hospedes, e ad-
mini-lracan pz a sua disposico lodos os meios ne-
cessarios pari que pussao multiplicar suas curas,que
s elles saliera fazer.
UMa SOCIEDADE CRIMINOSA.
f.e-se na Oazette des Tribunaux que a polica
acaba de descubrir em Turim urna sociedade chama-
da Cocea (no de correr.) composta em grande parle
de rei-iriil.illes nomine, e qae tem por lint raptar
niuHieres mocas.
Os membros dessa sociedade, pelo que parece,
liutinm s ibreludo laucado a mira sobre as jovens
criadas dos eslabelacimenlos pblicos, poUmuilas
dellas dcsappareceram.
Duas criadas de urna casa de paslo derlararam le-
rem sido agarradas na roa por individuos que Mies
lindam vendado os odos e que as daviainconduzido
i i'., re a para urna casa da cidade onde so acdavam
outros individuos que as fizeram passar pelos maio-
res ultrajes.
Duas oulras mocas foram adiadas de noite eslen-
ddas na roa e cuberas de frula*. Di iseram que
linli.im sido postas naquellc estado cm urna lula cun
individuos que as quzerara levar. Forum conduzi-
das para o hospital, onde urna dellas expirou.
I'renderam-se varios membros da sociedade da
Cocea, poreni muitos ronseguiram escapar.
(Jornal do Commercio do Rio.;
Da* con Jico'es da agricultura e da propriedade
nos estados romano.
Os viajantes qae percorrem a Italia, geralmente
feridos de nin ronlrasle mais aparente que real,
prodigalisam a agricnllura dos paizes seplenlrionaes
urna admiraro sem limiles,que elles recusam as re-
gies centraes e meridionae. Cnendeinnam sem
exame fados, que ni)o se tem averiguados, resultados
rujas causas nao se tem procurado, e militas vezes
luudamenla-se urna idea geral em circiimslancias
particulares, que examinadas de pertn, achariam
mais indulgencia. Procuraremos determinar os re-
cursos, as condices, o futuro da agricultura na Ita-
lia central, e fazer sobresahir desle estudo ideas
precisas, que perroiltam formar uro juizo serio e
imparcial.
Os Apeninos, eslendendo-se do N. O. para o S.
E., Iracam un limite natural entre a Toscana e os
oslados romanos; depois tomando uina direccAo
mais livre para o sul, dividem estes estados em duas
partes iguaes; a pdisionomia agrcola das duas
vdenles desla cadeia de montanlias he muito dif-
l'erenie. Nn declive que desee para o Mediterr-
neo, veem-se vasta planicies eojeilas ao rgimen e
ao aspecto uniforme da grande cultura. Naeocosta
que desee pira o Adritico, campos divididus. que
apreseutam o aspecto rico e variado da pequea
cultura. O libre descendo dos Apeninos, divide
Iransversalinente as planicies, que servem de praias
ao Mediterrneo ; as provincias situadas ao norte
e ao meio dia deste, merecem ser estudadas mui
especialmente, assim como Marches e Legares que
formara do lado do Adritico urna divisAo, que e-t.i
hein longe de ser puramente poltica. A distincAo
real que se deve estabelerer, dabaixo do ponto de
vista agrcola, lie entre os paizes da grande e pe-
quea cultura. A primeira domina no campo ro-
mano, lagos l'onlinos e lodo o lituiral do Mediter-
rneo ; segunda reina as Legares, Marches e nos
vales do Apenino. Vamosestuda-las em todas as
suas particularidades, c depois de termos examina-
do as suas condices agrcolas, demori r-nos-hemos
as que ldes tem sido fetas pela historia e pela le-
gislado.
O estado da igreja aprsenla em seu lodo urna
superficie total i.I 18,395 geiras. Urna populadlo
de 3,675,327 habitantes vive oeste territorio,o explo-
ra por meio de 1,8(iT,100 animaes ; a saber :
Cavallos.......... 64,500
Gado........... 171,800
Carnein.........1,2.56,000
Porcoa.......... 24,2rj0
Cabras ........." 123,100
Asnos e malas....... 5,300
As leaacoei. Atravcssando-sc o Vo para en-
trar-se as legares de Ferrara e de Bolonda, os
campos da Lombardia parecem estender sua fertili-
lidade neslas provincias, mais particularmente su-
jeilas ao rgimen da propriedade dividida e da pe-
quea cultura. A populacho, que cobre seu ter-
ritorio, lie ootavet pela acli idade itilelligeute, em
que applica a trra oe procesaos mais acreditados da
agricultura moderna e nada deixa escapar do que
ella lera de ventajoso. A abundancia de seas pro-
ductos alimenta a exporlacSo do porto de Ancona.
lim lermo medio, calculado sobre dez annos, offe-
rece os resultados seguidles para a proJucao agri
cola aunual das legares.
Trigo........759,994 hectolitros
6-2.87*
. -2211,060
. 12,575
. 778,774
. 50,000
. 900,000 kilogramnas
83.0(10
r
Arroz
Milito .
latas. ,
Vinho. .
Cas tandas.
Canhamo.
Seda .
Os stte oilavos da colheita do arroz sao exportado
para a Italia meridional, Veneza, Tries!, Lialmacia
e ilhas Jnicas ; o resto te consume no paiz. Esta
cultura tende a desemvolver-se ; infelizmente um
erro proveniente da notina, e que se encen-
tra em toda a Italia central, embaraca este desen-
volvimento. O aaricullores recusam variar os afo-
lliamentos ; o terreno freqnentemente semeado de
urna mesilla planta lorna-se caneado i s produz
pessimaA collieilas. Um campo plantado de arroz
produz 13 hectolitros de arroz por geira nos dous ou
tres primeiros annos ; depois soa fecundidade vai
diminuindo a ponto de produzir somunte qaatro.
Os nove decimos do linhobrulu sao exporlados para
l.ivonia, denova e Marselha; calrula-ne esta eul-
tura cm um valor annual de 30 milhaes de francos.
As rrigacoes que se fazem no paiz, permille-ldes dar
um grande desenvolviroento. O lindo, que nao he
exportado, sustenta a fabrica de tordas de Ancana
que sio muiloes(iinadaspelos marinhcirosldo Adri-
tico e principalmente procuradas pelos das ilhas Jo-
nicas, da Grecia e de Veneza.
Os sete oitavos de seda crua ( cerca de 2 nrilhOes
de valor ) fo expedidos para a Inglaterra, Franca e
Suecia. Os arrabaldesde Kimini sao os mais fer-
iis em trigo. A exploradlo de cereaes deste paiz
quesucalcula em 3milhes de kilogrammas para o
trigo, em 2 unidnos, para o inilho.se coi .centrara nos
portos de Pesaro e de Ancona. Estes doas porlos
servem larabem de emporios aos rereaei do Oriente.
Ai Marche. Collocadas em condices anlogas e
ao alcance dos mesmos mercados, as Marchas nao
ollerecem um aspedo to satisfactorio romo as Le-
gares. A fertilidade da trra he sem duvida igual,
mas est as maos de um proprielario menos rico,
que procura mui exclusivamente na rulluia cuslosa
e taoveriavel dos bichos de sedae da viuda um be-
neficio, querer lamen le lite seria finis seguro, do
|ue umempreso meldor entendido de um numero
restricto de bracos, de qae elle pode dispor.
A cultura do tabaco de uina das primeiras riquezas
do paiz, elle lie de boa qualidade. O goveruo ven-
de urna parte da cultura ao oslrangeiro, e compra
tabaco de qualidade inferior, que entrega ao consu-
mo nacional. Os plantadores rerebein 71 francos e
~i cernimos por cein kvlogrammas de tabaco de pri-
meira qualidade,44 francos e84centimospor cem kv-
logrammas de tableo de segunda qualidade e 26 fran-
cos e 90 cntimos pela letceira qualidade.
as Legac,6es, a trra est suje.ila ao arrendamen-
lo por prazos, islo he, sob um rgimen, cuja existen-
cia he o indicio cerlo de urna situarlo salisfactoria
para o agricultor e para o proprielario, ao pasan que
as Marches a propriedade he explorada pelo reo-
dairo ou colono de urna porreo. O proprielario en-
trega ao agricultor uina casa e urna quinta em esta-
do de produrao, com o gado e capital agrcola ne-
cessario para a cultura, em recompensa o agricultor
comprometle-se a fazer com sua familia todos os Ira-
baldos agrcolas sem paga, conlentando-se com a re-
munerarlo da niel.ule da coldeila ( excepluando-se
o producto das oliveiras, do qual s recebe um Ier-
ro ) entregando oulra parle ao proprielario. No
lempo da partilda dos graos, o agricultor abandona
igualmente 2 hectolitros e 72 arrobas para cada junta
de bois e 36 arrobas para cada junl% de vaccas. Os
imposlos de toda natureza sao por contado, proprie-
lario.
A geira de Ierra ncstis provincias he eslimada,
termo roedio,em 1,000 francos 1,500 francos no ma-
ximo.e 800 francos no mnimo. Ocapitaldeexploraco
Iiecalculadoeml2por%paraaspaslagenseem6 por %
para as planta jes. Csle capital produz cerca de i por V
A cifra dos a rren llmenlos he geralmenle mais elevada,
porem depois do pagamento dos impottos, so lira ao
proprielario 4 por %. Os prados artificiaos, conser-
vados pelas regas, que*deseem do P e de seus af-
fluenles, rendem pouco mais ou menos o sxtuplo
dos prados naluracs e sao as Ierras de meldor pro-
ducto.
Os pantanos salgados de Ccrvia c de Comacchio,
as margens do Adritico, coutribuem para a rique-
za geral daqelles passos. Os primeiros remontam a
urna alia anligiiidade ; a explorarlo dos segundos
fofeomecada ou aules regularisada em 1810 pelo go-
verno fraurez.
Estas saliuas produzem 70 milhes de libras de sal,
ao passoque as do Mediterrneo produzem II. Cou-
sa de 37 milhes sao consumidos no estado ; o res-
to he exportado. Comtudo as provincias do Apeni-
nos prefere-se o consumo do sal de Franca, que
chega anda mais barato que o saldo Adritico.
fegioes do Apenino. As resines da Apenino, que
dividem as duas parles dos oslados romanos, sao co-
benas de ma tos, principalmente ao norte na altura
de Roma ; e no meio dia moslram por toda ? parle
seos cumes despidos. No pontificado de Sixlo V, o
latrocinio era exercido na mais vasta escalla. Este
grande principe emprehendeu aniquila-lo, des-
'i nimio os covis dos bandidos, e fez queimar urna
parle das florestas, que coroavam os Apeninos e co-
briam o campo de Roma, lornando-o sadio. Antes
delle, Gregorio VIII. linda ordenado grandes rotea-
menlos para eslender a cultura dos cereaes. Estas
duas causas fizeram desapparecer para sempre esta
parle da riqueza do paiz. O excellentes motivos,
que Irouxeram sua destruirlo, nao podiam fazer es-
querer os mos eOcilos, que lem produzido. As lio-
restas, que anda existem, dAo excellentes madeiras
muilo procuradas para conslrticesnavaes. Seu pre-
cobeexcessivanjenle baixo.ede 1809al813a admi-
nisirarao trance/a tirou deslas florestas o abaslecimen-
todos arsenaes de Genova e deTonlon. As maiores
arvores se aedam para o lago de Rolsena e uascente
do Tibre. A madeira corlada pode chegar fcilmen-
te por este rio a Fiumicinu e a Civtla-Veecdia,- on-
de sao entregues ao commercio exterior. As mar-
gens do Mediterrneo sao tambem bordadas de mal-
tas de um aspedo magnifico ; mas o terreno de al-
luviao, no qual ellas crescem, favoravcl as arvores
de promplo crescimenlo, nao o he s qualidades
nervosas, que sao procuradas pelos constructores e
navegantes. Sao apruveitadas para o fogo.
falles do Apenino. Estas regies cheias de mallas
s3o corladas pelos valles do Apenino central, que ge
ramente sao en tremes pequea cultura. A re-
gio de Nora e do Velino, que lie a primeira, que
se oflerece vista, he celebre pela sua ferlilidadc,
bella cultura c aspectos risonhos. O valle do Aonio,
que cahe no Tivoli na planicie de Roma, aprsen-
la declive selvagens, nos quaes a agricultura Ira-
hallia por plantar a oliveira, que conslilue sua unicn
riqueza : correlos rpidas deslroem seos trabaldos,
e a popul- rao vive adi em urna condirau pouco abas-
tada. Estes lugares sao Ilustres pelas recordarnos
de Horacio, pela vida solitaria de Sao lenlo, que adi
viveu cm um retiro, que a piedade de seus discpu-
los tem consagrado, elevando os dous conventos de
Subiaceo. Ao sul v-se o valle do Sacro, estendeudo
al fronleira do reino de .aplos planos immensos,
mais celebre nos aunaos da guerra do que nos da
agricultura. Elle (em servido successivaiueute de
caminho a todos os conquistadores do reino de a-
ples. Os Allemaes, Carlos da Anjou, Carlos VIII.
derramaram seu sanguc uestes campos Ilustres, lio-.
je a pequea e arando cultura dividem eutre si
bracos dos habitantes das cidaJes, que dominara o
valle ; masesla divisao da cultura est loncc de ser
fei.li as lucidores condicAes possiveis ; do lado de
Frosinone a populadlo sofire o excesso de sua con-
centrarao e da divisao do trabaldo ; no resto da pro-
vincia soffre a exlensao das ctploraroes.
Campo-Romano. O Tibre descendo da fronleira
da Tosrana, corre at a sua junco com o Nerva, no
meio de am paiz de pequea cuitara, onde as tr-
ras cstAo divididas cm colonias de 25 a 30 declares
de exlensao. Esle genero de explorarlo desappare-
ce ao p do monte I.orarle, para dar lagar a vasta
planicie de inmensos horisontes, que o rio percor-
re fazendo longos circuitos, desde Civita-Vecchia e
Vilcrbo, o systema da colonisa^ao desapparece, e s
he encontrado na parte meridional da Sabina e do
Lacio, ao sul da provincia de Frosinone, e .do lado
de Spoleto c de Rieti.
O Campo-Romano seria um dos territorios mais
feriis do globo, sefosse.completamente cultivado.
S lhe podem ser comparados a Romauia, os valles
da Ombra e algumas parles das Marches. Sua exten-
s,lo he de cerca de 205,000 hectares, assim dividida ;
Terrenos cultivados. 101,000 hecl.
Pastos permanentes..... 10,295
Prados permanentes. 18.866
Maltas e abrolhos. 38,991
Viudas e oliveiras..... 1,787
Praias do mar....... 3,675
Pantanos e lagoas..... 2,875
Rochase quebradas, Ierras
incultas......... 27,207
O solo lavradio de pouco maisou menos a melado
da superficie. As quintas tem nina extensio inmen-
sa. As mais pequeas esiao do lado de Civila-Vec-
edia e nao tem menos de 300 declares ; rauila- lera
4 a 5 mil declares. A maior parte teca apenas urna
casa iusullicienle para ahrigar os domens, encurra-
lar animaes c fazer armazens de reserva necessarios
para s sementes. A culture dos cereaes, nessa par-
le dos eslados romanos, nao tem geralmenle por ob-
jeclo senao o renovamenlo das pastagens, cuja for-
ra productiva comeen a esgolar-se. A Ierra de pou-
sio de antes regra que excepciio, assim como o de
por toda a parte.
Um terreno minias vezes s he semeado depois de
muilos annos, ao passo que oulros, o pequeo nu-
mero, estilo sujeilos a um afoldamenlo regular tr-
cunal, ou qualnennal. O campo de Roma so di pa-
ra a exportarlo 80 ou 100,000 hectolitros de graos.
quanlidade que est longe de corresponder a exlen-
sao e fertilidade de seu solo. A barateza (3 fr. e
30 cent, por cada hectolitro, termo medio) poderla
entretanto atlrahir consumidores e excitar os produc-
tores, porque os presos sao qaasi metade dos presos
medios dos cereaes em Franra. Sua qualidade de
superior aos da propria Komanta, e nao tem que re-
ceiar a concurrencia dos graos dos lagos Ponimos e
das montandas de Vellelri, que sao uffeclados de um
mal permanente, que obriga o cultivador a mudar
a sement lodos os dousou tres anuos.
A aclividade da exportaran est empregada geral-
menle as forragens. De 1837 a 1841 eram expedi-
das em um valor annual de 1,500,000 francos para
as possessocs francezasda Abena.
Toda a solicilude dos agricultores do campo de
Roma est concentrada na cria cao de animaes. Os
motivos desta preferencia sao simples : o agricultor
acha no systema da pastorizia beneficios cerlus,
importanles. livresde toda a probabilidade de per-
das. Elle nao he obrisado a chamar em seu auxilio
urna m3o d'obralonginqua e costosa ; sua mercadu-
ra se transporta s e sem despeza para o mercado.
No systema da semenleira, elle ada pelo contrario
cuidados mulliplicadus, trabaldns incessanies, cus-
tosos, muitas vezes impossiveis pela ausencia de lira
eos, e probabilidade desuccessosvariaveis ao infinito.
A importancia de urna quinta do campo romano se
mede pela qaanlidade de gado, que produz.
Os recursos do estado romano, debaixo desle poni
de vista, eram em 1812 :
Toaros, boi........
Cavados, jumenlos .
Mulos, e- asnos.....
Carneiros........
Cabras.
Porcoi.
.....
Total.
171,800 cabecas.
64,500
.V500
1,256,000
123,100
246.200
. 1,867,100 cabera.
Esla situacao, relativamente ao producto do gado,
colloca os eslados romanos na mesma ordem que a
Saxonia.que s ha excedido por cerlos condados lia
Inglaterra. Ella de neressaria e normal no eslado
actual de cousas, e offerece alem dislo grandes van-
gens ji populacho, que com pouco diuheiro acha um
alimento sao e forte, que nao lhe dara cerlameute a
cultura exclusiva dos cereaes c da dorlicullura.
Como temos dito,.o maior numero de animaes vi-
ve no campo romano. Os animaos langeros sao mais
numerosos na vdenlo oriental do Apenino. Ha im-
portantes melhoramentos para fazer-se nestas espe-
cies, relativamente multiplicar,, assim como
qualidade. Asvaslas pastagens do estado romano
poderam dar 6 ou 7 milhOes de kugrammas de
la mais do que produzem. Po II linda procu-
rado inlrodnzir a rara dos merinos, porem ella nao
prn-licmu. e a especie indigna, que d urna laa com-
prida e uervosa muilo eslimada, nao aproveilou-se
rosaos nossosexeiclos. Muilos nodres romanos se
lera applicado ao apeiTeiroaiiieiilo das taras ; iufe-
lunienle prociirain|ieiiiniriar aos seus esfnrros, c pe-
dem cada vez mais cavallos de luxo ao eslrangeiro.
Essa inmensa exlensao de terreno dea propriedade
de 113 familias, as quaes possuent 126,00,1 hectares,
e de (1 congregaroes, que poseuem 75,500 hectares.
Os Borgheses aiieiidam urna extensAode 22,000hecl.
os Chigi, 5,600 lierl.; o* Sror/.a-l'.esarini 11,000.
O capitulo de Sao Pedro e o hospital do Espirito San-
to sAo as duas corporarcs mais ricas.
Os teremos se arrendara geralmenle do 8 a 18 fr.o
declar. Os rcndeiros sao doinens ricos, sendres de
capitaes bastauti cousideraveis para vastai explora-
ces, os quaes arrendam mullas vezes terrenos no
valor de 100,000 francos. As facilidades dos pro-
pietarios sao evidentemente excedidas pela irameu-
sidade dos dominios. Elles se aedam a mercde um
peqaeno numero de agricultores, que fcilmente se
combinan! para firar sendores do ulereado. Os ar-
rendameiuos sao em geral por nove anuos. Ha cm
cada quinta Iradaldadores eslabelecidns e utios as-
salariados, por estar.lo ou por dia. No lempo de rci-
fa, o rendeiro de obligado a chamar um grande nu-
mero de braco*" cslraugeiros em soccorro. Os mon-
lauliL'/es dos Abuezzos descero planicie de Roma,
para gandar cm algumas semanas o fraco peculio,
que deve servir para a sua existencia todo o anuo.
Felizes sea influencia funesta do ar nao lites deixas-
sem germen fatal, que os consume em pouco lempo.
agos PoHtlnot.Q campo romano termina nos mon-
tes Albinos, que orlam o liorisoute da planicie. All
se encontra com um ar sadio urna popularan nume-
rosa e robusta. A cultora da viuda lie particular-
mente lloarada naquellesouleiros, ea proximidade
da capital assegura urna evasao fcil de seus produc-
tos. Infclizmento esta certeza de consamo nao e-
xiste para o cultivador, que procura os melhoramen-
tos e o fabrico dos viudos, que da muito lempo nao
fazem nendura progresso. Alguus proprielarios in-
lelligentes tem todava procurado provar, qne nen-
dum qualidade da vinlia se oppunda perfeifo
aproximada de seus productos, e os resultados de
seus e-forro- deveriam ler feilo desapparecer da
muilo lempo processos fundados nicamente na ro-
tina.
Ao lado da cuitara da viuda se colloca a da oli-
veira, cultora sujeita tambem a mil inconvenientes,
e que pode ficar submellida as mesmas criticas. O
exemplo da Toscana,cujo oleo he procurado pcla[pu-
reza, he urna prova do mais que a inferioridadc'dos
leos romanos nos mercados estrangeiros nao depen-
de senao da imperfeirAo do modo de fabrico. Elles
sao procurados quasi nicamente para a composirAo
dos sabes.
Alem de Vellelri descobrem-se as verdes planicies
dos lagos Ponlinos. Estes lagos, formados pelas al-
luvioes descidas dos montes Lcpini, que os dominara
lem ama superficie de 19,000 hectares, e formara
uma planicie de 42,000 metros de comprimeuto so-
bre 18,000 de largura. O esgolamenlo das aguas se
opera por canaes de rega, que v3o ter ao mar era
Torrarme, depois de ter reunido suas aguas em
um canal principal feilo pelo eixo de esgolamento.
Este canal be navegavel em toda a sua eitensao (22
kilmetros ) e serve para o transporte,dos productos
agrcolas. Os estudos de Mr. de Prony provaram
que os lagos Ponimos foram oulr'ora um golfo, cu-
jas aguas lavavam o p das monlanhas.
lima linda de dunas se formou na entrada, e o
fundo se tem successivamente levantado al que,
vendo os esforcos do hornera em auxilio do traba-
lho da natureza, esla formarlo alcanc,ou um nivel
superior ao das aguas. Uma numerosa popularan se
preciptoa no solo de alluvio, e em 442 o censor
Appio fez construir para o sen ico das cidades, que
o cobriam, a estrada que tem o seu nome e faz ainda
hoje a admiradlo dos engenheiros. as Ierras pon-
linas lie que se aeda principalmente o ager publi-
cu.i, coja partilda o povo romano reclamava.
Mr. de Prooy ealculou em 1812 em 12 milhes a
somma necessaria para cultivar toda a sua superficie.
A|dilliculdade que da para resolver-se, consiste em
combinar um systema de alluviao com nm syslcma
de dessecamenlo, e segui-los com vigilancia por
alguns anuos, de modo que a maior parle das ma-
terias terreas, trazidas pelas aguas, liquem na parte
mais baja do terreno, e que a maior massa das
aguas sejam levadas rpidamente para o mar. Po
VI linda volado 9 mildes para esla empreza. ma
superficie de 8,000 declares foi dessecada pelo cn-
Kenheiro Gaelani Rapini, de Bolonda. A operario,
excellenle em seu principio como em sua execurAo,
nSq deu lodos os resultados desejaveis, por causa" do
vicio inderenle forma das coneesses de terrenos.
11- ni.!lunario- lem receido por empliylenses,
cuja p'ensao de conservar os canaes secundarios c
cultivar a extensAo de terreno, que se ldes tem con-
cedido. Cuidando pouco era immobilisar capitaes
em propriedades, que ldes devem escapar, elles os
entregama vegetarlo espontanea e nao cuidara de
meldoramenlos, nAo sadem da estricta cxcrurAo de
eu contrato. Os prncipaes concessionarios foram as
familias Massino, Fiano, Gaelani, ea fabrica de S.
Pedro, que possue a vasta quiuta do Campo-Modo,
de uma extensAo de 8,500 declares. Ella serve de
refugio aos criminosos, que tem podido escapar
arrio .la j i-li,;.i. Retirados para seu recinto c su-
jeitos s regras severas, elles su escapam i applica-
cAo das penas cm que lem encorrdn, com a condi-
e.i'i de nAo saliMcm mais do cslabelcciinenlo eof-
frerem a sua disciplina. Esta instlui(o, bizarra a
cerlos respeitos, lem dado al aqu excellentes re-
sultados : os criminosos, cujo latrocinio infeslava
oulr'ora o campo, se tem apressudo em procurar
aquello asylo. as grandes eiplorares dos dagos
ponimos, a superficie das trras semeadas e das que
o podem ser. de de um dcimo; os nove decimos
restantes sAo abandonados as pastagens. nico sis-
tema pralicavel as rundinos acluaes desatubrida-
de e de populara,!. Nesles terrenos o grAo produz
menos de 8 por um eseu preso de inferior a 12 trau-
cos o declolitro.
A ausencia do uma exlracrAo para os productos
dos lagos ponlinos se faz sentir da muilo lempo. A
sua importancia linda sido apprcciada por Anlouino,
o Piedoso, que lentou cavar nm porto em Terraci-
no. Pi VI proseguio este peiisameuto e conlinuou
o projeclo ; mas as causas nnturaes, que traualham
com lana eflicacia em repellir as aguas, nAo po-
dem obrar voulado em sentido inverso, e lodo o
esforro para conseguir este resultado, parece con-
demnado a ficar sem successo.
A agricultura romana, assim como temos dito,
esta dividida em duas grandes regies : uma, a da
vdente do Adritico, se aeda em condices equiva-
lentes, senAo superiores s dos paizes mais prspe-
ros da Europa ; a oulra est em condires dillereu-
tes e lalvez inferiores.
Tera-se aecusado a grande propriedade, referin-
do-se ao dilo de Plinio : a Latifundio Italiam per-
diderunt. Esqueccu-se que os latifundio nAo exis-
liam na Corsega, e que a Corsega nao foi e nAo he
meldor cultivada, que o dominio de S. Pedro ; que
os latifundio existem na Inglaterra, e que esle paiz
he o mellioi cultivado da Europa^ He que a larra
he pouco mais ou menos a mesma, e que sjo os ho-
mens e as condices de sua exislencia, que difierem
e|se modifican!, j para o bem, j para o mal, de-
baixo do imperio dos aconlccimeutos.
A historia lem demonstrado como as conquistas
de Roma Irouxeram, com as riquezas, as negligen-
cias das virtudes severas do trabaldo, e como o
abandono da^ullura aos escravos levou a anima
Italia ao reguS da vaa paslagem, que nao exige
nem trabaldo, nem inteligencia, e uo qual o va-
lor do solo acaba sempre por desapparecer diante do
valor do redando. Esta decadencia cunera com os
Scipies e acaba depois da conquista do Egyplo.
Esle rgimen se lem perpetuado alravez dos seculos,
e as causis polticas, que o linham estabelecido, lem
contribuido para maol-lo, ao menos lano como
as causas infelizmente inherentes natureza du so-
lo, que nao lardaram em se manifestar. No prin-
cipio do scalo IV, lodos os ricos e poderosos dei-
x.iram Roma para seguir Constantino nova capital
do imperio ; os barbaros se precipilaram na Italia ;
.Marico, Geoserico, Viligs i,cabaram o desastre de
Koma. A popularan toda procurou as montandas
um refugio contra suas depredarnos. Ella nAo cul-
tivava, na incerteza de nao recolder; sua nica ri-
queza era rebatidos, que uina fgida rpida podia
subtrahir rapacidade dos homens de guerras Os
Lombardos vieram, Pepino aniquilan seu imperio,
a igreja recebeu de suas mos o |ialriraouio de S.
Pedro, mas o recebeu cm um eslado de miseria, a
que o havia reduzido seis seculos de devastarn.
Os imperadores c o? sarracenos apenas dcixarara
respirar essa Ierra, que linda dominado o mundo.
Finalmente em 1305, a Irasladarjo da Santa S pa-
ra Avindao, fez quasi desapparecer Roma do nu-
mero das cidades habitadas. Tal era seu estado,
dizem os escriptores, que o proprio Anbal cumpa-
deceu-se dola. (Danle)
Na tolla dos papas, ella se reslabelcceu ; mas os
soberanos pontfices lindam de coutar com seus ba-
rdes, tanlo como com os reis e minera,loros. Os
condes de Tusculum e de Galera, Colonna e os'Or-
sini erara ISo temiveis aos pacficos agricultores, co-
mo os sarracenos de FreJerico Itarharoxa, c de
Maiufroy. Com ludo as dissencocs Internas se acal-
maran! as raaos de alguns pontfices enrgicos, que
se succederam no tlirouo de S. Pedro ; a calma e a
s.guranca trouscram o Irabalho e a cultura, ma
grande parle das familias da nobreza secundaria,
eslabelecidas nocampo, viviim all do produelo dos
seus dircitos senhoriacs que ella mesma percebia.
Mas inlroduzindo-se o nepoiismo nos usos da corle
de Roma, os pequeos sendores redorara de boa
voulade sem patrimonio aos solirinhos dos papas,
animados pelo bom preso, que Ibes era oflerecido
pelos, grandes lucrus, que produziam os moghidi
monte. Os Borghcsc adquiriram enlAo quasi oiten-
la Ierras no campo romano, e fa/.i un Paulo publi-
car urna bulla, que punlia. todas as suas proprie-
dades para sempre ao abrigo da confiscarao. Os
Barberini enlrarnni no mesmo caminho, e familia
de Urbano VIII recebeu pedo de 100 inillies de
escudos, que os converleu em propriedades. Assim
a propriedade dividida, que linda estado a poni de
reuascer com uma nobreza feudal numerosa, des-
apparereu quasi completamente dianlc du nepotis-
mo dos papas, favorecido pala insliluiso dos Mon-
li. A influencia (lestes baucos, nao se restringiu a
Roma smente ; familias nolaveis de I rlnnu, de
Parma, de Florenca abaudonavam suas Ierras e vi-
nh.iiii eslabelccer-se em Roma, para gozarem de
uma uova instituirn, que pcrmiltia perceber regu-
larmente sem Irabalho alguma, juros maiores que
desses ensaios de crusaraenlu. A produeso dos ca- producto da cultura da turra a mais laboriosa.
vados forma tambem uma das bases do commercio
activo do campo romano.. Eoviam-se animalmente
cerca de 3,000 para a Toscana c reino de aples.
A rara, ainda que commum e sem caracteres e no-
laveis,,,Merece todava qualidades de soflrimonlns, de
fadigas e desobriedade muito apreciaveis. Mas guer-
ras do imperio, esles cavallos prestarais bons servi-
Enlrelanlu compredendeu-se logo, que se linda
trocado propriedades sulidas por capitaes fugitivos.
Alexandre VII cuuiocnii a fazer reduces nos ju-
ros dos Manti ; o seu crdito foi abalado ; seu va-
lor desceu eonsi Jeravelmente, e os Capitaes aciba-
rara por desapparecer insennivelmenle, para Sisar
a Ierra as raaos dos proprielario-, que nao lendo
capitaes para Ibes applicar, se conlcnlam com o:
producios espontneos que ella da som o soccorro
do Irabalho. A' medida qne a terrajera menos
cultivada, a subsistencia das populaooes eslava mais
i oiiipriiinellila.
A prolidirao da cxpnrlarAo dos graos tornou-so
um dos principios da a Innui-lraro romana, e foi
ostentada por muilos seculos. Os agricultores,
vista dos obslnculss queenconlravam, se liabitnarara
a nao producir senAo para o consumo interno.
E-Ios erros econmicos se prolongaram e forlifi-
earam sera duvida as causas naturaes, que procu-
rara conservar o campo de Roma em seu eslado ac-
tual. Estas causas sSo : 1." a iusalubridadc doar;
2.", a ilo.|,opiilaoAj ; 3." a falla de consumo no ex-
terior. Ellas sAo ao mesmn lempo causa e eflelo, e
remediara ura seria remediara lodos. Se o governo
esla cm estado de procurar fazo-Ios desapparecer,
porque iguaes meldoramenlos exigcm aociaro e
refere-so s aecessdades collecliv.is da sociedade.
Este cuidado uao lhe tem escapado. Na ignoran-
cia dos factos, tem-se feilo muilas vezes remontar
aos papas, ao seu governo, a espoiisabilidade de
um estado de cousas,' qae lite foi legado por aquel-
los que us lem precedido. Mas nesla situacao, sua
influencia Uvera sido mais do que criminosa, e fu-
ra injusto nao pniclainar-se altamente as teulalivas
numerosas c enrgicas que tem sido muitas vezes re-
petidas para remediar a decadencia agrcola do cam-
po romano.
Sixto IV ordenou por meio de um decreto, que
lodos semeassem por sua propria conla o terso de
todo o Ierren, que havia licado inculto ; decisao
esta que d a medida do poder pontifical naquella
poca, e da idea que se fazia do direito de pro-
priedade.
Sixlo V (1585) organisou uma caixa de empresti-
mos para os proprielarios do campo de Roma, com
um capital de um mildo de escudos, o que s deu
resollados duvdosos.
Em 1765 Clemente XIII compredendendo at qae
ponto o corle das maltas do campo est ligado
sua salubridade, prodibio que se cortassem as
ma'loicas de cnustrucrAo ou oulra qualquer, mis
propriedades .da cmara apostlica, e nos terrenos
municipaes sem lioenri das autoridades superiores.
Em 1789, Po VI, cuja iptelligencia administra-
tiva jamis nio foi excedida, poblicava sobre essa
materia um ediclo, que prodibia a explorarn das
maltas as provincias de Ombria, do patrimonio de
Frosinone e da Sabina, e restringa souieiile as ar-
vores moras o juslignandi, que perleiicias po-
pulaces. Este illuslre pontfice fez organisar um
novo censo, base de uma reparlicomaiscquidosa do
imposto erritorial. Sua atlenr'ao se linda dirigido
mais particularmente sobre os lagos pontiuos; a de
sen successor sobre o campo de Roma. Pi VII
(molu proprio de 2 de selembro de 1800) aulorsou
a livre exportarn de graos o desembalaron o com-
mercio de lodo ubslaculo.
Em 1801, elle ordemnou que os dotes legados por
testadores, sera determinasao de emprego pessoal,
fussem concedidos de preferencia s tiln- dos agri-
cultores-, que todas as Ierras que nao fossem semea-
das regularmente, segundo o afolhamenlo, que po-
diam comportar, lioassem sugeilas a uma mulla de 1
franco por declare. Ao mesmo lempo proinetliaiim
premio de 2 francos por cada hectare semeada. A
15 de selembro de 1801 um novo molu proprio or-
denou a cultura ou plantarn de todas as Ierra-,
comprehendidas cm um raio de ama milha ao redor
de Roma e das aldeas, contando-se esla largura do
lugar, em que terminara as vnhas o os jardins, sob
peoa de pagarera uma laxa de 1 fr. e 50 cent, por
declare, os infractores desla lei. O produelo deste
imposto, chamado Je metlfjramenlo, devia ser con-
sagrado a premios de animarn. Eslabcleceram-sc no
campo colonias com grande- despezas, mas a mala-
ria obrigou s qae as abandonassem.
A questao da paslagem foi tambem o objecto de
prcscripcOes novas e importantes. A servidao da pas-
lagem o da passagem devia acabar para os terrenos,
que fossem entregues i cultura permanente, sal-
vo compeasaudo-se os possuidores do direilos aut-
gos.
A adinini-liaro imperial, na direcc>o esclarecida
do Sr. de Toorun, otexe a boura de seguir os vesti-
gios da adminislraco romana, como se acdavam in-
dicados nos edilos de Po VI e de Pi VII.
Os principios da legislaran franceza, que se lindam
derramado na Italia, cora mais ou menos iulensi-
dade, facilitavam alm dislo poderosamente a acrAo
administrativa. Este movimeulo pelas ideas fra'u-
eczas se linda p.opagado do norle para o sul, como
lodos os grandes movimenlos, que lem agitado a Ita-
lia desde a queda do imperio romano. Em 1797 os
direilos feudaes foram abolidos no Piemunle por
Carlos Emanuel II. A Lombardia os vio supprimi-
dos pela luxa-n franceza em 1798, e esla abolir,,
ruiicurd.ua to bem com as ideas e os nioros.es do
paiz, que o governo austraco a stislenloii cm 1811.
0 duque de .Molea cedeu s mesmas tendencias.
A Toscana nao linha esperado esle grande movimen-
lo, e desde 1765, o grao duque Pedro Leopoldo li-
nha abolido todas as senides das Ierras communs.
Quando se rcuniram as legases no reino da Italia,
osdireitos feudaes, que pesavam sobre a letra, desap-
pareceram. Em 1809, asnulras provincias dos esla-
dos da Igrtja foram reunidas ao imperio fraucez. e
a consulta extraordinaria, convocada era Roma, sup-
primio ieuaimeiileto'loe o direilos denla tintrela.
Suas decises foram completadas por um decreto do
imperador, ordenando que lodo direilo til, que
fosse o preeo ou a cundirn de uma coucessao do Ier-
ra, fosse redimivcl perpetuamente i> il de marco de
1813). x .
O governo pontificia!, restaurado em 1814, con-
firmou a suppressao das juri-dioes feudaes as
Marches e Legares (M. P. de 16 de jaldo de 1816.)
Restabeleceu-os em oulras provincias com condi-
res dillercutes c onerosas, cftio, por exeraplo,
de dexar as despezas da juslra feudal a cargo da-
quelles, que estavara de pesse do direilo de o exer-
ccr. Quasi lodos os proprielarios abandonaran! es-
pontneamente seus direitos. He assim que a corle
de Roma, quando julga que em principio lem aca-
bado sou lempo, sabe em saa alta sabedoria fazc-
lo desapparecer, ainda mesmo qnando preca dar-
lhe urna nova consagrasao. Quanlo aos direitos
municipaes, Po VII os aboli todos, o sdeixou
subsistir as leis municipaes que contiuham disposi-
Ses relativas cultura ou a ronducAo das aguas,
aos bosques, e f pastagens; supprimio sem compen-
sares tudas as rendas, isenccs e couliscaroes, direi-
los de casa e de pesca.
O reino de aples nao ficou estranho a esle roo-
vimenlo, e poder-se-hia tirar mais de uma "heno
das medidas adoptadas1 por diflerenlcs vezes, para
livrar a propriedade de seus embarasos. Carlos
III linha comessa, procedendo contra os feuda-
tarios com uma energa muitas vezes arbitraria.
Em 1791, supprimio nos actos de venda a qualidade
feudal nos .beus novamente devolvidos ao fisco.
Em 1799, o governo ordenou aos possuidores de di-
reilos, que justificassem seus ttulos sob pena de
csbullio e do partilda de suas Ierras com os b.finan-
les pobres. Era a applicarao completa, debaixo de
orna forma modificada, dos principios das leis agra-
rias oV Stolon c dos Graccos. A 2 de agosto de
1806, o rei Jos declarou a feudalidade abolida
com todos os seus direilos e atlriduires, e sup-
primio sem indemnisases as rendas, prestases
pessoaes e direilos prohibilivos; mas os direitos
de renda e de prestases (erriloriaes deviam ser
respeitados, como qualquer outra propriedade.
Todos os direilos de paslagem, de dizirao perceb-
do dos animaes, erara abolidos. L'ma comraissao
foi creada em 1807 para dicidr as quesles que
fossem sustentadas entre os bares c as municipa-
lidades, deveudo qualquer acc,.1o ser prescripta no
1." de jaueiro de 1809. Esla commissAo pronun-
ciou sobre um grande numero de causas, o se dis-
solveu no fim de 1810, por um decreto que decla-
rou suas decises irrevogaveis. A lei do 1, de
Janeiro de 1806 linha ordenado a parlilha das tr-
ras municipaes, ou entre os iulcressados que podes-
sem ter direilos sobre essas Ierras, ou eulre os ha-
bitantes mais pobres dos municipios. A applicarAo
de suas pie.scnoes ajudou muilo a commisso'ua
piiblicac.in de suas sentcnsas. A agricultura se
acltou livre de servides prejudicacs ; rauilas pres-
lares em especie foram convertidas cm imposlos,
c se extinguirn! naturalmente. A Ierra mais di-
vidida, foi cultivada com mais astidudade e a sup-
pressao dos fideicommissos, precedida da adoprao
do cdigo civil francez, que foi conservado era 18*15,
contribuio poderosamente para o descnvolvimeuto
agrcola do reino, Em 1838, o rei Fernando II or-
denou uma \ orilicacu dos bens municipaes por um
decreto, cujas razes merecem ser citadas:
Considerando que a propriedade do solo he uma
cundirn indispensavel prosperidade agrcola ; que
as Ierras s adquirem valor, onde ellas lem muilos
cultivadores; que a propriedade se prende ao solo :
ordonamos um oame rigoroso dos bens munici-
paes e sua parlilha entre os Ijahilanles podres.
Os bosques, os solos bem cultivados e os terrenos,
que cuulin minas de cnxofe, sAo isenlos da medida,
(iracas a estas medidas legislativas e administrativas";
grasas a natureza do solo e s condices hygicuicas
da atmospliera, seiisivelmente meldores que as das
planicies de Roma, a pequea cuitara se iulroduzio
no reino de aples o lem augmentado muito a
massa g*eral da riqueza do paiz.
Nem ludo que :1c buril oudemoaennleoono mun-
do, deve ser altriduido aos esforcos ou fraqaeea
do bomem. Muilos esprilos excellentes tem pensa-
do que a legislasAo romana, a conservarAo do direito
de primogenitor.!, das substituirnos, dos fidci-coiu-
missos, conservando propriedade. uma immobili-
dade e uma exlensao. que lhe sao falacs, crilo a cau-
sa mais poderosa da imperfeirAo da cultura nu cam-
po de Roma. Sem negar a forra dos argumentos,
que abundara em appoo desla opillo, seja permil-
lido fazer-se nolar que, se a lei civil pode Conservar
1 grande propriedade, nada pode sobre a agricultura.
Em todos os paizes se tem vislo a pequea cultura
as grandes propriedades ; nao queremos, por ejem-
plo, que as Marchis e as Legares, sugeitas as mesmas
leis como o resto do paiz.aprcscntem por toda a par-
le resultados econmicos diflcrenles. A Escossia
tambem pode ser iuvocada; he o paiz da grande pro-
priedade por cxcelleucia, e em cedas parles, como
as Ierras inmensas du duque de l.ulherland, a cultu-
ra he mais aperfeicoada do que nos mais ricos con-
dados da Inglaterra. As causas pois sAo oulras e pa-
recem perlcneer anles ordem local do que ordem
geral. A historia nos lem mostrado a gravidade des-
te debate, que esl aborto ha mais de vinle e Ircs
seculos. Os Graccos, Sylla,e Cesar se affllgiam com o
que nos afllige hoje, e procuravam remediar os mes-
mos males. Seus genios pararam diante da fraque-
za de seus esforcos ; porque acharara a natureza e
us cosluiiies mais fortes que as leis o propria vio-
lencia. He que pai a reformar a propriedade s ha
Ires meios : a conquista, a confiscasao, ou a acqui-
sico por mciu de capilaes accumulados. Os dous
piimeiros passarara para asol rumano debaixo de
formas variadas. Seus resullados eslAo cscriplos na
historia. Igncrava-se ainda, ha rincoenla annos, o
poder do Ion ro, activado por un nuvo agenle,que
leude a modificar u inundo material.
A industria abre lodos us dias consumos, cujo po-
der se faz sentir em todos os pontos do globo, e offe-
rece a agricultura, com o descuvulvimento da po-
piilao.iu. uma foute nova e indifinila de prosperi-
dade. Sua ac ;A.i lem ja modificado uma parlo do
solo da Europa ; ella chegar cedo ou larde Italia,
lauto mais quanlo os climas nebulosos da industria
deverao sempre pedir aos paizes do sol suas sedas,
seos leos e seus x indos. EutAo desaparecerao os
sv-lemas imperfeitos, de que tanto se falla, e que sao
os nicos possiveis onde nao ha meios do extraern.
Querer o contrario de qne he, fra ir contra uma
lei, que nao suflre excepsAo ; porque ninguem pro-
duz jamis seuAo levado pelo interesse ou pela ne-
cessidade de pruduzir. A propriedade se orgauisa-
ra de modo que traga para o solo mais rapilaes, por-
que ella deven salisfazer necessidades mais nimc-
rosas u passar para as mAos dos mais ricos possui-
dores. A legislasAo aclual nao deter esle movi-
meulo, porque iienhuma lei de bstanle poderosa
para obrigaro rico a ser rico, e impedir que o do-
mein iiilelligenlc edegue riqueza pelo camindo do
i raba I fin. He esle movimcnlu que, ha meio serillo.
lem entregado cultura lanas Ierras pela applica-
cao leita ao solo de novas fortunas, que procura-
vam immublisar-se. Quando se fizer sentir na Italia
a i ii fluencia.que lde lem dado vida,ella gozar o be-
neficio dessas leis infalliveis.c poder-se-ha applicar-
Ite esla sabia cxpressAo de um grande principe:
n Os eslados mais felizes sAo aquellos, onde ha me-
nos campos incultos e homens desoccopados.
(Monileur.)
COMMERCIO.
FKACA.DO REC1FE 17 DEIjOVEMBRO ASV
HORAS DA TARDE.
tallarnos ofliciaes.
Cambio sobre Londres 27 3|4 d. a 90 d|v. a di-
uheiro.
Dilo sobre dilo27 1|2 a 60 d|v. a prazo.
ALFANDEGA.
Rendiroenlo do dia 1 a 16.....175:808Jt65
dem dffflia 17........22:9850113
198:7939278
Descarregam hoje 18 de nocembro.
Celera inglezaDea Slayerfarinha de trigo.
Barca inglezaBonitaferro bruto.
Brigue inglezLord AllhorpniercaSorias.
Barca francezal.ui Polaca despanlinlaArdillavinho.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 16.....9:8258332
dem do dia 17........2:0199774
11:8159606
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 16.....1:3809334
dem do dia 17........ 1419801
1:5229138
Exportacao'. .
Havre pelo Rio Grande do Norle, barca franceza
Gustaoe II, de 335 toneladas, cojtduzio o segttin-
le :50 pipas agurdente, 870 quintacs madeira
latajuba, 2,156 couros salgados verdes com 112,161
libras, 150 ditos salgados seceos com 4,311 libras,
100 saceos com 500 arrobas de assucar, 190 saccas
com 717 arrobas e 69 libras de algodao, 1 sacca e 1
barriquinha com 4 arrobas c 66 libras de caf, 1 cai-
xo ea caixas com 32 arrobas e 29 libras de cobre
velho.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 16.....15:8929188
dem do dia 17......... 365J012
16:2579230
mais dr, na prur,a publica do dia 18 do corren";
mez, na porta da casa de miiida residencia, os escra-
vos e movis constantes do eicriplu cm mao do por-
lero do juizo, sendo a aneniatacu dus escravus as 3
doras da larde, c a'dos movis as i horas ; peudo-
rados ditos bens a J. Beranger, hoje aos derdeiros,
por cxccucAo dos derdeiros de Jos Antonio l.ourcn -
rn, Joan Vigues e oulros. Toda a pessoa que era
ditos beus quizer laucar o poderu fazer no da da
prar.i cima dito. E para que chegueao conheci-
monlo de todosmandei passar o presente, quo ser
publicado e afiliado no lugar publico do costme.
lenle 13 de uuvcnibrn de 1851. Eu Pedro Tertu-
liano da Cimba. escrivAo o cscrevi.
Francisco de Assis Oliveira Maciel.
DECJLARACOES.
CORREIO.
O brigue nacional Dous Amigos, cora destino ao
Rio de Janeiro, recebe a mala no dia 18, as 10 horas
do illa.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dial a 16. .... 17:1779510
dem do dia 17........1:2559081
18:432*591
SOCIEDADE DRAMTICA EMPREZARIA.
l. recita la aaaignarnra.
Sabbado 18 de novembode 1854
Depois da rxcrur:,, de nma cscolhida ouverlura,
lera principio a representarn do novo e inlcressan-
tissimo drama em 5 actos, intitulado
0 ALCHIMISTA,
composto em francez por Mr. Alexandre Damas, e
vertido livremcnle pelo Dr. Ignacio Jos Ferreira,
natural da Badia.
Personagens.
Fasio, alctiimista .
Leio Conde.....
D. Grimaldi.....
Rapdacl, poela ....
Aldiui .......
Spada .......
O Podcsladc.....
Francisca, mulher de Fasio
Magdalena.....
lira ollicial.....
Um criado.......
SolJados, um padre, criados, ele. o todo o aeompa-
nliameoto de um juslicado.
A sceoa passa-se em" I luieuca.
Terminara o diverlimculo com a muita engrasada
comedia em 1 aclo, intitulada
O FILMO DE TRES PAS.
Principiar as 8 doras.
QUARTA-FEIRA 22 DE NOVMBRO.
Beneficio da artista
Mara Leopoldina Ribeiro Sanche.
Represcntar-sc-lia pela primeira vea neste tdea-
Iro excellenle drama em 5 actos composiro fran-
ceza ,
Acloi es.
OsSr Cosa.
He/erra.
Reis.
Meudes.
Perera.
Rosendo.
Sena.
A Sra. i). Leopoldina.
A Sra. 1). Orsat.
OsSrs . Sebastio.
i) Santa Rosa.
MOVIMENTO DO PORTO.
Watios entrados vo dia 17.
Parahiha2 dias, date" braslciro Conrerao de Ma-
ra, de 27 toneladas, meslre Izidnro Brrelo de
Mello, equipasen) 4, carga toros de mangue ; a
Paulo Jos Biptista. Passageiro, Vicente Ferreira
Lopes.
Rio de Janeiro16 dias, brigue beapanltol Brrelo,
de 239 toneladas, capitn Jos Fonrndona, equi-
pagem 13, em la-Ir,: a Viiiva Amnrim dem23 das, escuna brasileira Linda, de 153 to-
neladas, cnpilAo Jos Ignacio Pimcnla, equipagem
10, emlaslro* a Eduardo Ferreira Bailar.
BabiaII dias, escuna brasileira Tamega, do 116
.loarla la-, capItAo Manuel dos Santos Pereira e
Silva, equipagem8, carga varios gneros; a No-
vacs & Lompanhia.
Mar Pacifico,lendo sabido de New-Bedford da .50 me-
zes, ede Sania Catdarina ha 33 dias, barca ameri-
cana Globe, de 214 toneladas, capilo W. Handy,
equipagem 21, carga 1,000 barris com azete de
Eeixe ; ao capilAo. Veio refrescar c segu para
ew-Bedford.
Rio de Janeiro20 dias, barca hamburgueza Tri-
dent, de 302 toneladas, capilAo C.J. Jansen, equi-
pagem 14, em lastro ; a Manocl do Nscimenlo
Pereira.
Narios sonidos no mesmo dia.
Havre pelo Rio Grande do NorteBarca franceza
6MM //, capilAo llarimendy, carga algodAo,
couros e madeira. Passageiro, Domingos llenri-
ques de Oliveira.
liba de Fernando de NoronhaPatacho nacional
Pirapama. commandante Gamillo de Lellis Fon-
seca. Passageiros, Jos Joaquim de Sal Anua,
I i inklin Jos dos Sanios, Thereza Candida de Je-
ss Bandeira e 2 lillns. Candida Maria da Concei-
CAo, Maria Francisca da Conceir i. Maria das
Noves da Assompsao e 2 filhas, 14 sentenciados, e
3 escravos do sentenciado Joaquim Jos dos San-
tos Leal.
EDITAEST"
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da resolucao da junla da fazenda,
manda fazer publico, que a arrematarn da obra dos
cunenos da ponte do Cachang, foi transferida para
o dia 23 do corren le.
E para constar se maudou afllxar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Srcrelaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 16 de novembro de 1854.O secretario,
.lulo/lo F. da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihcsnuraria provincia!,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico que no dia 7 de
dezembro prximo vndouro, perante a junta
da fazenda da mesma thesouraria, se hade arrema-
tar a quem por menos lizer a obra dos reparos pre-
cisos da ponte de Gindady, avaliada cm 4:620 rs.
A arreinatasAo sera feita na forma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correntq anuo, e sob
as clausulas especaes abaio copiadas.
A pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
rcmiparoram na sala das sessocs da mesma juuta
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se maudou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 13 de novembro de 1854.O secretario. Antonio
Ferreira da Annunciacuo.
Clausulas tspeciaes para a arrematarao.
1. Far-se-hAo ditos reparos de confurinidade com
o un amento approvado pela direcloria no conselho,
o api e-cu la. lu aapprovaeAo do Exm.Sr. presidente
da provincia na importancia de 4:6209000.
2. O arrematante dar principio as obras no
prazo de um mez e dever couclui-las no de seis
mezes, ambos contados de coufurntidadc com art.
31 da lei provincial n. 286.
3." O pagamento da importancia da arrcmatacAo
realisar-se-ha emqualro prestares iguaes: a pri-
meira quendo estivcr concluida a tersa parle das
obras ; a seguuda depois de feilo o seguudo terso ;
a toreen a no recebimento provisorio, e a quarla na
entrega definitiva,sendo de um anno o prazo de
respousabilidade.
4.a Melade do pessoal da obra ser de genlc
livre.
5." O arrematante devera proporcionar tranzilo
ao publico no lim de 3 mezes.
6." Para ludo o que nAo esliver determinado as
presentes clausulas nem no orcameiilo. seguir-se-da
o que dspe a respeilo a lei n. 286.
Conforme.Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Pela in-pocon da alfandega se faz pudlico,
que exislcra no armazem da nicsmi os volumes
abaixo descriplos, alean do lempo marcado pelo rc-
gulainenlo ; e pelo presente sao avilados os respec-
tivos donos e cousignalarios para os despactiar no
prazo de 30 dias contapos desla dala, lind o qual
serAo arrematados em hasta publica na forma do
art. 271 do mesmo regulameulo, sem que em lem-
po algo m so possa reclamar contra ocffcito desla
venda, a saber :
Armazem n. 7.
Marca A T o- C. n. 3, um embruldo, vimio na es-
cuna daniburgeza Joanna, em 4 de novembro de
'.852, Bruitii Pracger & C.
Marca XX n. 4, 1 caixa vinda no mesmo navio :
a N. O. Bieber & C.
Marca \V csignal n. 20.58, 1 emhrulho vndo no
mesmo navio : a Brunn Pracger c*x" C.
Marca I II e sianal n. 9271, I caixa vindo na es-
cuna diiiainarqueza Tritn: aSchafheilliiicVTobler.
Marca W e signal n. 2011, 1 embrulho vindo no
mesmo navio cm 8 de novembro de 1852 : Brunn
Pracger & C.
Marca D&C. n. 283,1 raixa viuda no brigue
francez Paulino em 2 de oolubro de 1852 : J. II.
Dencker.
Alfandega de Pernambuco 15 da novembro de
1851.O inspector, Bento Jos Fernandes Barros.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, juiz mu-
nicipal da segunda vara, nesla cidade do Recife de
Peruambucu etc.
Faso saber aos que o presente cdital vircm, era
como por este meu juizo se ha de arrematar a quem

O Sr.Res.
o o Senna.
o Bezerra.
A beneficiada.
A Sr.a D. Rila.
o li. Leonor,
o D. Amalia.
O Sr. Costa.
Pereira.
N. N.
O Sr. Santa Rosi
s Rezende.
Lima.
n Skiner.
Mauricio Porum.
Tltiago Meunier. .
Pedro, fildo de Tdiago. .
Jeni>y,fiihadeThiago. .
Renda, sua m5i.....
Magdalena, irmAa de Jeuny.
Rpsa, criada grave. ...
To Simao (purleiro) .
Dr. Rcnaud......
Julio, menino de 7 annos.
Um agente commcrcal. .
Um criado de Mauricio. .
Io caixeiro......
2 dilo........
A sceoa passa-se em Paris na actualidade. Os in-
lervallos serAo precoedidus com o\i olientes ouver-
turas.
I imlar.i o espectculo com o excellenle vaude-
ville em 1 aclo composis^o de Mr. I I,,ran e msica
do professor Effren.
OS DOUS BILIIETES DE LOTERA.
Andr..........O Sr. liluuleiro.
Scapin.......... n Mondes.
Argentina.........A Sr." I). Leonor.
A beneficiada, espera do rcspeilavel publico a
ceslumada prolccrao.
Os billielcs acliain-so venda em casa da benefi-
ciada no paleo Jo Paraizo u. 21.
AVISOS MARTIMOS.
REAL COMPAMIIA DE PAQUETES INGLE-
" ZES A VAPOR.
No dia 20
desle mez es-
pora-se do sul
o vapor i'reaf
ll'estern, com-
mandante Bei-
ris; o qual de-
pois da demo-
ra do i-0-1111110
seguir para a Europa : para passageiros etc., traa-
se com os agentes Adamson liowie & Compandia
ra do Trapicde Novo n. 42.
Para o Cear segu cm poucos dias, por ja ter
parle de sua carga prompta, o bem condecido date
Capiliartbe, furrailu e pregadu de cobre ; para car-
ga c passageiros, trala-sa na ra du Vinario n. 5.
IUO DE JANEIRO.
Pretende saliir com muita brevidade, o
veleiro brigue Dous Amigos, portera
maior parte deseucarregamento profcp-
to: para o resto da carga, passageiros e
escravos a frete; trata-se com Novaes & C,
na rita dp Trapiche n. 54, ou com o ca-
pitao na praca do Commercio.
Para Maranhao.
Espera-se nestesdiasdo Rio de Janeiro, o
brigue nacional Brilliante, pouca de-
mora tera' por trazer maior parte de sen
cai-regamento: para o resto e passagei-
ros, trata-se com Novaes&C, na ra do
Trapiclie n. 5-V. primeiro andar.
Companliia de navegacao a vajior Luso-
Brasileira.
Os Srs accio
ni-las desla ruin
panhia sAo con-
vidados a reali-
sarem rom a
maior brevida-
de, a quinta c
ultima presla-
co de suas ac-
roes, para a im-
portancia ser re-
ineiiiii.i a direc-
S~o : dirigindo-se a ra do Trapicde n. 26, casa de
anoel Duarle Rodrigues.
Vende-se a barrara brasileira Diligente, de
lote de 26 caixas, muito veleira e bem construida,
forrada de zinco c prompta a fazer viagem ; esl
Tundeada ao p do Trapicho do algodAo: a tratar
com Tasso IrmAos.
Para o Rio de Janeiro segu com brevidade o
brigue nacional Fluminense por ler ja a maior par-
te dadrga prompta ; para o resto e escravos a frete,
para o que lem bons commodos, tratae na ra da
Cruz no Recife n. 3, escriplorio de.Amorim IrmAos.
Para o Rio de Janeiro.
A barca brasileira Ipojuca seguir imprelcrivel-
nieiiie no dia 22 do correnle ; recebe alguma carga
iniuda e e-cravus a frete, para os quaes tem espa;o-
soscommodos: os prelendenlcs ilirijam-se n ruada
Cadeia do Recife, escriplorio de Bailar 0\ Oliveira
n. 12.
Para o Rio de Janeiro
vai sabir com muita brevidade a barca nacional Ma-
thilde por ler parle da carga prompta : quem na
mesma quizer carregar o resto, ir de passagem, ou
embarcar escravos a frete, para o que lem excellen-
tes commodos, falle com o capilAo Jeronymo Jos
folie-, ou no escriplorio de .Manuel Alves Guerra
Jnior, ni ra do Trapiche n. II.
tar as portas das igreja*, e no caso con-
trario, a (jiieiu compete a sita remcao ?
MTLNCA.
Desappai((iu bontem pela manliua,
lendo sabido a compras, levando vestido
camisa de algodao de mina,' e calca de al-
goduo riscado, O escravo Africano Fran-
cisco, que pe tenceu ao tallecido Fran-
cisco Jos Goncalves, de quem foi in-
ventarame e testamenteiro Bernardo Jo-
s da Costa Valente, onde esteve deposi-
tado ate ser arrematado em praca ; este
escravo lem um signal de queimadura em
uma perna e em um pe, e tem o cabello
tente: quemo apprebender e conduzir
ao sobrado da ra do Pilar n. 83, resi-
dencia de seu senhor, sera" generosamen-
te recompensado.
BAZAR PERNAMBUCANO.
Tendn-so aberlo de novo este cstabelccimenlo, os
seus proprielarios avisara ao respeilavel publico, es-
pecialmente aos seus amigos e freguezes, qae as fa-
zendas do Bazar se vendem baratas, bem como se-
jam : romeiras de relroz, a 99000 rs. ; cmisus de
dilo bardados, 114000 rs. ; chapeos de seda prelos
muito linos, a GSOO e 79000 rs. ; ditos de palda do
lirados j armados, a 3s00 rs. ; jaqus ricamente
bordados para meninos de 4, 5, 6, 7, 8 e 9 annos ;
meias de fio da Escossia abertas e fechadas para se-
nhoras, ditas muilo finas de algodAo para ditas, pa-
litos de palda e de ganga para lioinem, pastildas de
jujuba para o peilo, ede oulras muilas qualidades;
ir.mras e franjas de seda, vestidos para noivas muito
baratos, ditos de grandes quadrus escoseeies do ulti-
mo goslo, enfeites para caberas de seuhoras, capel-
las para noivas, e oulras muitas fazenda* que se ven-
dero cm conla, na ra Nova n. 33.
O abaixo assignado, relira-se para a Europa
com sua familia e uma criada, deixando por seus bas-
tantes procuradores os Srs. Manuel Carueiro Leal
seu socio, Anlouioda Costa do Reg Monleiro e Pe-
dro Roberto Lessa, para gerir a casa commercial
sob a firma Andrade & Leal.lendo o primeiro poder
de assignar dita firma; nutro sim.'deixa lainbeni pee
seus procuradures bastantes em seus negocios parti-
culares os Srs. SebasliAo Jos da Silva, Elias Jus
dos Santos Andrade e Pedro Roberto Lessa, As
pessoas que se julgarem oledoras tanlo da firma An-
drade nado, cntendara-se com ditos procuradores.
Joaquim Antonio dos Santos Andrade.
COMPANHIA DE BEBER1BE.
O Sr. director da cmpanbia de Bebu-
ribe, convoca os senbores accionistas da
mesma, a reunirem-se em assembla gfc-
ral no dia 22 de novembro crente, pa-
ra exame das con tas do semestre indo no
ultimo deoutubro, eautorisacao do paga-
mento do 13* dividendo, em conformida-
dedo art. 19 dos estatutos.Recile 17 de"
novembro de 1854.O secretario, Luiz
da Costa Portocarreiro.
Ao coronel Jos de Brilo Inglez fugio na noite
de 17 desle mez de novembro de 185*. da casa na
roa do l'ilar n. 68, u seu escravo Joaquim, que he
baixo, cheio do corpo, i-to he, para mais magro, nao
tera denles na frente, tem na mi direila um dedo
envergado de um ooheiro, andar miado, nao sabe
andar depressa nem correr, tem falta de cabello no
meio da cabera, odos veimellios, quando falla mais.
apressado gagueja, ps pequeos e seceos, perna enr-
a, as costas tem um signal de chicote, chama--,-
Joaquim, filho do Para, pouca barba, levou baoz-
nho pequeo com toda rnupa que tinha, tima calca
prela. O signal de chicote tinha elle j quando veio
para o meu poder. Gralifica-se i quem o prender.
O abaixo assignado faz scientea quem eonvier,
que tem apartado a sociedade qne tinha no eatane-
lecimenlo denominado. Bazar Pcriiainbnrano, que
girava debaixo da lirina jrial Silva \ Cumpanhia.
Iranspassando para seu cunliado Manoel Polycarpo
Mnreira do Azevedo a parte que nelle tinha, e-quo
desta data em diante tem cessado toda a sua respou-
sabilidade a tal respeilo, passando para dilo seu co-
ndado Azevedo todos os dircitus o nnus^pte sobre o
abaixo assignado pesavam. Recife 18 de novembro.
de 1851.Fduardo Firmino da Silra.
O abaixo assignado tem justo c contratado com
o Sr. I'rancisco Lopes da Silva, a sua laja decaiga-
do sita na ra do l.ivramento n. 19, por is vine a quem se adiar com direilo a dita toja, se
aprsenle no prazo de 3 dias a contar da dala desle,
passados os quaes nAo se admitlir reclamaco al-
Rama ledenle a dita cata. Recife 17 de noxcuidro
de 18)1.Custodio Manoel de Magalh'ies.
Precisa-se alugar uma escrava que saida cozi-
ubar e fazer o mais servico interno de uma casa de
pouca familia : na ra Augusta n. 7. ou aununcie.
PARA EXAMES EM MARCO.
Quera quizer esludar geometra, dirija-se quanlo
antes a ra do Queiraado n. 11, primeira andar, on-
de acba-sc abena uma aula particular, das 9 as 10
horas da inandaa.
;$:998 $$&!;-<
O bacliarei em malderaalicas B. Pereira do t
S Carmo Jnior dar principio no dia 1.- de de-
tt zembro prximo futuro, a um novo curso de W
9 aritdmetica. algebra e geometra, na roa Nova, '.i
9 sobrado n. 56 : para os sendores ostudaules &
0 qua lenciouarem fezer exames eiu margo pro-
9 Mino vindouro se prescindir das explicaces <
9$ de algebra.
LEILO'ES.
O agenle Oliveira far leilAn por aulorisacao
Jo respectivo juizo e a rcquerimrnto de L. Scheler
ci Cumpanhia, alininislradores das inassas dos falli-
dos Marcelino Jos Rideiro, Bento Joaquim Cordei-
ro Lima, e de Antonio Jos de Azevedo, de todas as
dividas activas das mesmas niassas, como dos inven-
tarios que no acto serAo apresenlados, e podem anlc-
ripailaiuonle ser examinados pelos prelendcnles :
scgunda-fcira.O do correnle, ao meio dia em pon-
i, no cscriptorio dos referidos administradores, ra
da Cruz, bairro do Recife.
J. II. Gaensley far IcilAo por inlcrvenrilo do
agente Oliveira, de grande c variado sortinicnlo de
fazendas de algodAo, lindo, laa e de seda, as mais
proprias deste mercado : terca-feija, 21 do correnle.
as 10 horas da manhAa, no seu armazem, na da
Cruz.
O agenle Vctor far teilAo no seu armazem,
ru.'l da Cruz ll. 2'i. de oxplcuilidn -m lmenlo de
ulnas de marrineria, novas c usadis, de dilTerenles
qualidades, relogios de nnro plenle inglez, ditos de
metal galvanisadu, candioiro- para meio de sala,
lanlcrnas com pos de vidro e rasquinlio, rhantluide
superior qualidade, e oulrus muilos artigo) que se
tornara eiifadunlio menciona-los : lerca-feira, 21 do
correnle, as 10 i; doras da mandaa.
AVISOS DIVERSOS.
Peij;iuila-se a quem quizer responder.
Se aos mendigos be penniltido pernoi-
A mesa regedora da irmandade de N. S. do
Rosario do bairro da Boa-Vista, participa ao respei-
lavel publico, que por circumstancias tera transferi-
de a solemnidade de sua excelsa padroeira para o dia
domingo, 26 do correnle, e convida a lodos os seus
amados irmaos e devotos para eomparecerem as 10
horas da manhAa do referido dia, afim de tomarem
parte em tal acto para maior devoran ao culto.An-
tonio Joaquim da Trindade, cscrivao.
Desappareceu no dia 13 do correte nm escra-
vo com os signaes seguintes : do genlio de Angola,
de idade de 22 a 23 annos, pouco mais, baixo, gros-
so, cara larga, bocea grande, lem lodos os deoles da
frente, tem os dedos dos ps nns mais pequeos que
outros, chama-se Joo ; levou camisa e calca de al-
godao azul, lem no eos da calca o nome delle por ex-
tenso marcado de encarnado, cdapo.de palda novo,
de muito prcguc.oso no andar e de do mallo : quem
o pegar, leve-o ra dos Prazeres do bairro da Boa-
Visli, a nllima casa lerrea pintada de roxo. que ser
gratificado.
Bernardo Fernandes Vianna coropron um bi-
Ilele inleiro n. 2.112 da prxima lotera da matriz da
Boa-Vista, por ordem do Illm. e Rvm. Sr. conego
Joaquim fume alvo* de Azevedo, da cidade da Barra
do Alto Amazonas.
Precisa-se de nfliciaes de alfaiale ; na roa No-
va n. 60, loja junto a ponte.
Nos abaixo assignados temos dissnhido desde o
I. de nutubro prximo passado a sociedade que li-
ndamos na fabrica de chapeos, sita ua ra da Cadeia
Velha n. 16, a qual gyrava com a firma de Vieira &
Companhia, firaudo a cargo do socio Antonio Luiz
Vieira o activo e passivo da extincla firma. Recife
16 de novembro de 1854. Antonio Luiz Vieira,
Jos Matheus Ferreira.
Furlaram no dia 15 do correle, no arouguc
des Portos de Canoa Velha,um pobl rodado, peque-
o e grosso, tem os olhos um lano fundos, encanga-
Ibado com um par de alforges j usados, com 4 in-
quirideiras e 3 saceos de carvo : quem o pegar,
leve-o em Fra de Piulas, na taberna do Amonio,
quo ser recompensado ; a cangalha he robera eom
nm encerado.
Sr*. Redactores. Ainda ha juslica sobre a
lences c considerarnos pessoaes, c sim em vista da
lei, sem torcer-llie a letlra e o espirito, c segundo o
allegado e provado : he por tanto conveniente e acer-
tado dar publicdade a os seus actos de ju-tira. para
desl'arle atlrahir cada vez mais sobre ellas o retpei-
(o c estima dos seus concidadAos.
Motivos particulares, que agora nao desejo decla-
rar, fizerara-me i adir na desafeicSo e inimizade de
iil-uoni.do que resullou ser eu procetsadu por i ni rc-
enos que falsamente se disse ler eu commettido cou-
tra o disposlo no decreto de 29 de selembro de 1851,
o regulamento annexo';'mas nesse processo acabo
de ser absolvido, pela sonienca que abaxu se le,
e que ollereoo aus meus gratuitos iuimigos e detrae-
lores para que nella se miren], e coobceam a injus-
lica de suas acinlusas accusacOes.
Mmlqagradeco aos Illm-. Srs. Drs. delegadoCar-
valdu, e prumutur publico Cavalcant de Albuquer-
que essa aclu de Justina que contigo praticaram, e
com o qual provaram qu para sustentar os desre-
grados caprichos de alguem sAo iucapazes de Irahir
suas consciencias e violentar a lei.
liando publicidade a estas lindas e sonlenra
junla, muilo obrigaro ao seu auligu assignanlc
Jos da Rocha Prannos.
Joo Saraiva de Araujo Galvao, escrivAo do joizo
municipal da primeira vara da cidade de Pernam-
buco, e da delegacia do primeiro dislriclo do ler-
mo da cidade do Recife, por S. M. l.eC. que
Dos guarde ele.
Certifico que a senlenca deque (rala osupplican-
te em sua pelicAo retro, lie da forma, modo, manei-
ra c theor teguiole :
.Nao liavciido provas com que deva o reo Jos da
lloclla Parandos ser condentnado, e nAo sendo o ler-
mo de xzila san i lata, a folhas 6, revestido das
formalidades de que (rata o arligu 65 dudecretu de
2!) de-selemliro de 1851, que manda que taes exa-
mes sejam feilos por peritos, e nAo por perito ; al-
leiidendo mais que o reo foi examinado em O IODO
de 1831, para exercer a prolissao de pharmacia, c
que o seu titulo fiira registrado em diversas cmaras
municipaes,-eiiiln uma dellas a desla cidade, ctjue o
recondecendo legal, dcta-lde licenca para ler !i"'ca
iberia, como se v a folhas 19,20, 21, 22 e '2:t. q o
lie conforme com o disposlo nos arligos 30 c :i
citado decreto, por tanto, juico improcedente as p.n
les ofliciaes de folhas 3 a 6, c condcmiio a municipa-
lidadenas cusas.
Delegada desle primeiro dislriclo do Recife 30 de
outubro de 185-4. Francisco Bernardo de Carca-
Iho.
No hotel da Europa, na ra da Aurora, da-se
aimoco e janlr para fra, por preco muito razoavcl.
No lintel da Cumpa, na ra da Aurora, (em
comida e bons petiscos a toda hora, por preco com-
modo.
II
IWI


4
DIARIO DE PERNAMBUCO. SBADO 18 DE NOVEMBRO DE 1854
No holel da Europa, na ra sa-se do2criadosestranaeiros queja lenhaiiiapratica
de servir nos bulis, c que docni fiadores de sua con-
ducta.
No liolcl da Europa, na ra da Aurora, preci-
sa-Se de 2 negros por alujad.
San de dansa!
I.uiz t. intarelli conlina a dar lices lodos os dias
uleis eni sua casa, na ra das Trinrliciras n. 19, pri-
roeiro andar, das 7 as 9 horas da noile, ou aonde for
chamado em diflerentes Iraras : queru precisar do
seu pro-timo, enlonda-se rom o mc-mo na casa ci-
ma, das 7 ai 9 horas da manhaa.
Chapeos de mulla, recenlemenle chegados pelo
ultimo n i vio viudo do Havre : na ra Nova n. i i.
$ tt#C* &>**
O Dr. Carolino Francisco do Lima Sanios *
9 rmidou-se para a ra das Cruze n. 18, pri- w
meiro andar, onde conlina no exercicio de
< sua profissSo do medico ; e ntilisa-se da oo W
4B eesni para de novo ao publico oflerecer seu 9
C-l presumo, como medico parleiro e habilitado Ti
Si a certas operarles, sobre ludo ilas vias ouri- Ti
i'i narias por se Icr a ellas dado, com especiali- W
fi dade em Franga. W
;s*:8@@ 3@@@
Na ra do Crespo n. 17 prcleiide-se alugar o
escravo annunciado para servigo de cocheira.
Aluga-se para se passar a festa
iim sitio na Torro, com loaos os commodos para
familia, e capim para um cavatlo ; e DI] AS CASAS
caiadas e pintadas com comino Jos para familia,todas
minio frescas e por prego commodo : a tratar no
ruesmo lugar, no sitio da Lagda.
ROB LAFFECTER.
O nico autoriado por deciso do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos lio-pitaes recommendam o arroba
Laflecteur, como sendo o nico autorizado pelo ge
verno e pela Real Sociedade de Medicina. Esle me-
dicamento d'um gosto agradavel, e fcil a tomar
em secreto, est em uso na marinha real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em poaco tempo,
com pouca despea, sera mercurio, as afleccoes da
pelle, impingeus, asconsequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos huraorjs; convem aos
ralharros, da bexiga, as conlracgcs, e fraqueza
dos orgSos, precedida do abuso das ingecgOes oo da
sondas. Como anti-syphilitico, o arrobe cura de
pouco tempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
vem incensantes sem consequencia do emprego da co-
paiba, da cubeba, ou das iiijecgftes que represen-
tam o virus sem|neutralisa-lo. O arrobe Laffeclcu-
he especialmente recommendado contra as doenga-
inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodureto
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ga de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande porgo de garrafas grandes c pequeas, vin-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Boyveaus
Lafiecteiiv 12, ru Richev Paris. Os formulario-
dam-se gratis em casa do agente Silva, na praga ds
D. Pedro n. 82. No Porto, em casa de Joaqoim
Araujo; na Babia, Lima & Irmos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, e
Moi oir, loja de drogas; Villa-Nova, Joo Pereira
de Magates Leite; Rio-Grande, Francisco de Pan-
la Couto & C.
REMEDIO INCOMPARAEL.
L^GL-ENTO nOLLOVAY.
Militares de individuos de todas as nardos podem
testemunharas virtudes deste remedio iucomparavel.
e provar, em caso necessario, que, pelo uso que
dclle llzeram, tem seu corpoe membros inleiramenle
sao, depois de haver empregado inutilmeule oulros
tratamen tos. Cada pessoa poder-se-ha convencer dessas
curas maravilhosas pela lellra dos peridicos que Ih'as
relatara todos os das ha muitos annos; e, a maior
parlo dellas sao to sorprendentes que bdmiram os
mdicos mais celebres. (.inanias pessoas recubraram
rom este soberano remedio o uso de seus bragos e
Cenias, depois de ler permanecido longo lempo nos
ospitaes, ondedeviam soffrer a ampuago! Dellas
ha minia- que haveudo deixado esses asylos de pa-
decimento, parase naosubmeltercm aessa operado
dolorosa, foram curadas completamente, medanle
o usodesse precioso remedio. Alsun as das tacs pes-
soas, na efusflo de seu reconliccimento, declararam
estes resultados benficos diaute do lord corregedor,
e outros magistrados, afim de mais aulentirarem
sua .illiriii.iti\.i.
Niuguem desesperara do estado de sua saudo se
tivesse bastante confianra para cnsaiar este remedio
constantemente, seguindo algum lempo o Iralamen-
to que necessilasse a natureza do mal, cujo resulta-
ro seria provar inronteslavelmcnte : (jue ludo cura!
O ungento he til mal* partici rmenle nos
seguintei casos.
ma'.riz.
Lepra
Males das pernas.
dos peilos.
de ollios.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquilos.
"l'ulmoes.
(Jiieimadelas.
Sarna.
Siipuraces ptridas.
Tinlia, em qualquer parle
quo soj
do ligado.
das arliculagoes.
Veas torcidas, ou nodadas
na- pernas.
Alporcas.
Cambra*.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dures de rabera.
das cosas.
dos membros.
Knfoi mi lado- da culis em
geral.
Enfermidadcs do .mus.
Eiuproes escorbuticas.
Fstulas up abdomen.
Frialdade ou falta de ca- Tremor da ervos..
lor as extremidades. Ulceras na bocea.
Frieiras.
lienjivas escaldadas. *
Inchagocs.
Inllammar.lo do figado.
da bexiga.
Vendc-se este ungento no eslabelecimenlo geral
de Londres, 244, Strand, c na loja de lodos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas cncarregadas de
sua venda em toda a America do Sul, Havana e
llespanlia.
Veudem-se a 800ris cada bocetinha conlm urna
instru-rao em portuguez para explicar o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he ero. casa do Sr. Soum, phar-
macenliro, na rna da Cruz n. 22, em Pernambuco.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e cobranca do importe dos
anniiDCtos he superior ao valor driles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandarem, re-
mettarn igualmente a sua importancia ;
alias nao serio publicados.
AOS 1009000.
' Continua a estar fgido desde 12 de julhn, Cacta-
no cabra, escravo de Jo3o das Chagas de Faria Lo-
bato, leudo os signaes seguinles : estatura ordinaria,
cara chata e chea de sardas, cabellos corridos, den-
les alvos, idade de 16 a 17 annns: he de sopor que
o mesmo esteja em Tguirast. Quera o apprehender
e levar ra do Apollo n. 20, lera a gralificagao
cima.
5oo$ooo
de gratificado se dar a quem poder aprehender os
objeclos fuados na loja de Chaprnnt & Herirn.!
na praga da Independencia na noile de 14 para 15.
ATTENCA'O.
Precisa-se de um cozinheiro boro, que tenha mul-
ta pratira de cozinha, escravo ou forro, d-se bom
ordenado: a lralar na ra Dreila n. 76.
Aluga-se urna excellenle casa e sitio na Ca-
puoga, a margem do rio Capiharibe: a lralar no
aterro da Boa Vista, casa n. 1.
Precisa-se de urna senhora soileira ou viova,
de excedentes coslomes, que tenha pratica de cnsi-
nar meninas, nemsas primeiras lellras, coser, bor-
dar, etc. como msica, piano e francez, n'om
engenho na freguezia de Ipojuca, para onde se Ihe
dar o preciso para seu transporte e oude ser trata-
da com a decencia devida : quem es.iver no caso e
qoeira contratar-se, dirija-se ao escriptorio do Sr.
commendador Manoel Oonralves da Silva a fallar
com Jos Joaquim de Miranda, que tratara do
ajuste.
Precisa-se fallar com o Sr. Amonio Carlos, fi-
mo de urna Sr. viuva, proprietnria da fazenda
Boa-Vista cima de Cravat de Taquaritioga, mu-
nicipio da Madre de Dos, ou com pessoa que pussa
tratar de algum negocio sobre a mesma fazenda :
no escriptorio do Sr. commendador Manoel Uoncal-
ves da Silva, com Jos Joaquim de Miranda.
Lava-se e engomma-se roupa com loda a per-
fecSo e acero : no beeco da Viragao n. 32, sobrado
de um andar.
No sobrado da ra do Pilar n. 82, precisa-se
alngar um escravo que saiba cozinhar : pag-se bem.
ATTEMJAOV
As pessoas que se raandaram relralar no alerro da
Boa-\ isln. 4, queram mandar buscar seus reir-
EXFLENMBA
GALERA de retratos.
Para o eslabelecimenlo do aterro da Boa-Vista n.
. rhcgoii de Pars um erande sortimenlo de qoa-
dros r.qmssimos para collocar retratos ; bem assim
ramullas, aluoeles e cassolelas de mola.
I'recta.-*e de urna ama quo saiba cozinhar c
fazer lodo o mais servigo de urna casa : no largo do
Ierro n. -27, segundo andar.
Precisa-* alugar para casa eslrangera, ama
mulalmha ou prela de8 a 10 anuos, a quem se cri-
smara a coser e bordar; e alm do pagamento se da-
r alcum vestuario sendo preciso : a Iravessa da
ra da Madre de Dos n. 10.
Precisa-se de urna ama forra ou escrava : alraz
la matriz de Santo Antonio, becco que salie ua ra
I>ova, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna prela esclava para o scr-
l'o1""" .un!:' casa de l>queta familia : na
ra do Qoeimado, loja o. 18.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO COZ.X.EGIO 1 SDAIl 25.
0_ Dr. P. A. Lobo Moscozo di consultas homeopathiras lodo os dios acs pobres, desde il horas da
manliaatomeio dia, e cm rasos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operaoo de cirurgia. e acudir promplamenlc a qual-
quer nmlher.que esleja mal de parto, e cujaseireuinslaurias n3o permutara pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. L LOBO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do|T)r. G. II. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados cm dous :................. 208000
Esla obra, a mais importante de lodas as que tratam da homeopalhia, inlcrcssa lodos os mediros que
quizercni experimentar a doulrina de llabnemann, e por si proprios se convencerem da verdade da
mesma : inlercssa a lodos os senhores de engenho e fazeudciros que estao longe dos recursos dos medi-
ros : inlercssa a lodosos rapiles de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra d* ler precisao de
acudir a qualquer incommodo sen ou de seus Iripolanles ; e inlcressa a lodos os chefes de familia ene
or Clrc"i*tancias, que nem sempre podem ser prevcuidas, sao obrgados a prestar soccorros a qualquer
O vade-mecum do homeopalha ou Iradnccao do Pr. Hering, obra igualmente ulil
dedicam ao eslado da homeopalhia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, tic, etc.: obra inds-
pensavel s pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina........
Urna carteira de 24 tubos grandes de finissimo christal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele................
Dila de 36 com os mesmos livros..................
Dila de 48 com os dilos. ,............. *
,- c,adac;,rle'ra he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a cscoiha. .
Dila de 60 tubos com dilos......................
Dila de 144 com ditos.................. I .
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que era lugar de Jabr quizerem o Hering, terao o abatimenlo de 1OS000 rs. em qualquer
das carteiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibera .............. S^ihki
Ditas de 48 ditos..................:...... 163000
Tubos grandes avulsus....................... 13(MK)
Vidros de meia on$a de tintura .................... 29000
Sera verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om pasno seguro na pralica da
homeopalhia, e o propietario deste eslabelecimenlo se lisongeia de le-lo o rtais bem montado possivel e
mnguem davida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crvslal de diversos taranhos, e
aprompme qualquer cucommenda de medicamentos com loda a brevid'ade e por nrecos muilo com-
modos. *
pessoas que se
88000
48O00
403000
48000
50*000
608000
1008000

a
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
aclia em grande a trazo de pagamento.
s as a* $9
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga 9
do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- 9
tes com gensivas artificaes, e dentadura com- 9
pela, ou parle della, com a pressao do ar. Jj
Tambem tem para vender agua dentifricc do
Dr. Picrrc, e p para denles. Una larga do ($
19 Rosario n. 36 segundo andar. cg
#sit**&j$iaaen @
Precisa-se de urna ama de leile forra ou capti-
va, que o leite soja bom ; na ra Bella n. 20.
Novos livros de homeopalhia tuefrancez, obras
lodas de sumroa importancia :
Hahnemann, Iratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes........ .... 2O5OOO
Teste, 11 ole-lias dos meninos.....68000
Hering, homeopalhia domestica.....71000
Jahr, pbarmacopahomeopalhca. < Jahr, novo manual, 4 volumes .... Kigouo
Jahr, molestias nervosas.......i.^hhi
Jahr, molestias da pelle.......81000
Rapou, historia da homeopalhia, 9 volumes 16J0OO
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........IO3OOO
A Tesle, materia medica homeopathica. KsOOO
De Favolle, doulrina medica homeopalhica ZfOOO
Clnica de Staoneli........69000
Casting, verdade da homeopalhia. 450OO
Diccionario de Nvslen.......10JO00
Alllas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripeo
de todas as partes do corpo humano 308000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro andar.
Aluga-se para o servico de boliciro um escra-
vo mulato com muila pralica desse ollico. Na ra
da Saudade frontera i do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.oiircnro Trigo de l.oureiro.
O Sr Joaquim lerreira que leve loja na pra-
cmlia do Livramento tem urna carta na livraria ns.
6 c 8 da prara da Independencia.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ba milito superior potassa d Kus-
sia e americana, ecal virgem, cbcgadalia
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta piara, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. G e 8, a nego-
cio que llie diz respeito.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
quein npparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia que se llie preci-
sa fallar a negocio-
TERCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA ROA-VISTA-
Corre impreterivelmente no dia 2i de
novembro.
O thesoureiro faz constar que estao
a venda os bilhetes da presente lotera
nos lugares seguintes: rita Nova n. 4,
Draga da Independencia, n. i, ra do
Ouetmado, loja do Sr. Moraes, ra doLi-
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, e na
ra do Collegio n. 15, na thesouraria das
loteras.Pernambuco 2 de novembro de
1854.Francisco Antonio de Oliveira.
Preco dos bilhetes:
Inteiros. 8^000
Meios. 4s000
I H J. JANE, DENTISTA,
9 continua a residir na roa Nova n. 19, nrimei-
A ro andar.
i
Da-sa dmheiro a juros sobre penliores de onro
ou prala, em pequenas quantias ; na ra Velha
n. 35.
A pessoa que precisar de um caval-
lo russo, que ande baixo, seja novo, ardi-
goe sem achaques, annuncie a sua mora-
da para ser procurado, ou dirija-se a ra
do Queimado n. 2G\
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Temos ex posto a' venda os bilhetes da
20- loteria de Nictheroy, que corren na
casa da cmara municipal no dia sexta-
letra 5 do crtente ; as listas vem pelo va-
por nacional ate 18 do corren te e os pre-
mios serao pagos sem descont, logo que
se lizer a distribuicao das listas.
Precisa-se alugar urna escrava^pte
saiba lavar e engommr bem : na ra da
Cruzn. 10.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ruaDireita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convenro pie pessoalmente oll'ere-
cera'.
* Na estrada dos Aflicto*, sitio confronte a _
f> capelta, dAo-se consullas homeopalhicas. St
8a@@se.?'.:sa@.stP;55@
J recisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
engommar, para urna casacstrangeira : na ra Nova
O abaixoassignado scicnlilica aos senhores aca-
dmicos de Olinda, ora do Recife, que ale agora llie
sao devedores, que antes de se relirarem para suas
provincias vSo remir os seus crditos que se acham
em poder do aniiuncianle, do contrario passaro pe-
lo desgosto de vercm seus nomes declarados nesta
Iolh.1.Joo Francisco da Costa.
Precisa-se de um porluguez chegado de pou-
co, para felor de um sitio : na ra do Hospicio
n. 15. '
Quem qizer comprar duas meia-aguas, sitas
na Iravessa da ra da Taima, e juntamente urna mo-
hilia de Jacaranda por prero commodo eem bom es-
lado, dnja-sc i ra Augusta, casa n. 8, que achara
com quem tratar.
Tendo comprado a typographia que foi da viu-
va Roma, e removido-a para a casa onde moro, ma-
las foram as despe/as fritas, n3o s rom o transitor-
io como com a compra de alguns objeclos necessa-
rios que anida Ihe fallavam, alm dos alugueis de
dous andares, pagamento dos compositores c impres-
sores; compra de papel ele. ele, sao eslas as razos,
a visl da minha dclicicncia de meios, porque nao
tem sido publicado regularmente o trasueo, falla
esla involuntaria, principalmente quando punco- -ao
osquetem pago adiantado. Espero por tan justos
motivos, que os Illm. Srs. assignanles (onham a ge-
nerosidade de nao demorarem o pagamento, logo
que o recibo impresso eassgnado Ibes fr apresen-
lado.O redactor do Brasileiro.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que votla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de lindo, lisas
c adamascadas para roslo, dilas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por preros com-
'modos.
Lava-se e engomma-se com (oda a riorfeioao e
aceio: no largo da nocir deS. Jos, na loja do so-
brado u. 15.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda nodia24docorrcntc imprcle-
rivelmente
Aos 8:0008000, 4:0008000, 1:0008000.
Na casa da Fortuna, aterro da Roa-Vista n. 72 A,
vendem-se os mui acreditados bilhetes, meios ecau-
telas do cautelisla Sal indiano de Aquino Ferreija ;
os bilhetes e cautelas desle cautelisla nao soOrem o
descont de 8 % do, imposto geral nos tres primeiros
premios grandes.
Bilhetes a 98000 recebe por inleiro 8:0008000
Meios a 4500 id t.iuarlo- a 2300 idem 2:0008000
Oilavos a 19300 idem 1:0008000
Decimos a 18100 idem 8OO9OOO
\igesimos 8600 idem 4008000
Sabio luz a biographia do Dr. Gomes cm um
rol helo de 30 paginas, grande in 8., rom o seu re-
Irato e o facsmile da sua firma, gravados do ori-
ginal pintado pelo eiactissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
V. Azevedo com espantoso talento natural. Vnde-
se na loja de livros do Sr. Figueiroa, na prara da
Independencia, as boticas dos senhores Bnriholo-
mcu e Pinto, roa do Rosario larg, do Sr. Joaquim
Ignacio Kibeiro prara da Boa Vista, do Sr. Bravo
ra da Madre de Dos, e no armazem do Sr. Mauocl
dos Santos Fontes ra do Collegio n. 25. Preco 18.
UM PRODIGIO DO METHODO CASTI-
LHO DE LEITURA REPENTINA, RA
DA PRAIA.
Diz o Ilustre Iilteralo, a paginas XI da sua 3.
cdicrao, que o seu melhodo cura a gaguez ; com
cueilo, o seguidle caso he mais urna maravilha cm
favor do Sr. Caslilho. Eocarregou-me o Hvm. Sr.
padre Lemos de ensinar um menino mudo ; eu nao
sabia como desempenhar a minha misso, fui-lhe
gnlando as regras e mais preceilos do melhodo,
quando oh! prodigio, 110 liin de 15 dias o menino
culra a pronunciar lodo o alpliabelo.junta as sil la lia-,
cania as regras c ciecula as marchas sillabicas com
toda a perfeicao Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dilo menino. O director da escola de
Icilura repenliua estimara muilo que lodos os Ilus-
tres redactores dos jornaes desta cidade bsscm das 7
as !) da noite, horas em que enlardo mais desoecup-
dos, lestemunhar ocularmente a excellencia deste
melhodo. As lices de noile para os homens cOOO
mensaes ; de dia para os meninos 38000. O director
d. livros, podra-, c ludo o mais preciso aos discpu-
los ; na roa da Praia, palacete amarello.
Aluga-se urna casa terrea na povoarar. doMon-
com a frenle para a igreja de S.' NnlaMo,
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE VAPORES.
O conselho de direccao, de conformida-
de com o art. A, titulo 1, dos estatutos da
companhia, convidou os senhores accio-
nistas a fazerem a entrada da segunda
prestaco ateo dia 15 do correte; como
pore'm tem havido demora por parte de
alguns dos mesmos senhores em rcalisa-
rem suas prestacoes, lites previne haver
marcado o dia 20 do presente mez de no-
vembro, para cumplimento das obriga-
ces conlrahidas, visto que tendo o mes-
mo conselho de fazer remessas infallivel-
mente para Inglaterra para pagamento
do vapor em construcrSo nao he possivel
altcnder a mais demora, c fara' ell'ecti-
va a pena imposta pelos estatutos no arti-
go cima citado, isto he, perdero os se-
nhores accionistas tpie forem remissos o
direito a sua anterior prestacao em favor
da companhia : o encarregado dos rece-
bimentos he o Sr. Frederico Coulon, na
ra da Cruzn. 26.
Precisa-se de um feilor que trabadle de enxa-
da, que saiba plantar borla e tratar de parreiras,
prefere-se porluguez ; quem quizer, enleuda-se na
ra da Aurora n. 51.
No dia 16 do corrente ao mcio dia, furfaram da
ra das Cruzes, da porla da taberna do Sr. Campos,
um cavallo russo rodado, orelhas acabaadas, com
duas berrucas, urna onde amarra as silhas c oulra
enlre as pcrnas.meio corcunda, dinas aparadas, com
rangalha : quem o pegar ou der noticia na mesma
taberna do Sr. Domingos Campos, sera recompen-
sado.
AVISO.
Justin Norat, avisa ao respeitavel pu-
blico que tem um lindo e variado sorti-
mento de obras de brilhantes, do melhor
gosto cidade; como tambem ricas obras de 011-
ro do melhor gosto possivel, e de preco
mui razoavel: pode ser procurado todos
os dias de manhaa, at a's 10 horas; de
tarde, das 4 em vante, no hotel da Eu-
ropa.
Lava-se c engomma-se roupa com loda a per-
feicao e aceio'. na sua da Viracao n, 32, sobrado de
um andar.
Aluga-se. um primeiro andar, na ra eslreila
do Rosario 11. 16 : a lralar no segundo andar do
mesmo.
JL
JL
leiro
muilo limpa, Iresca, com commodos para familia re-
gular, lendo urna porla e duas jancllas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues dcSouza Jnior,
na mesma povoaco, ou na ra do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
Ha muito boas caixas para carias de bachareis.e
abrem-se na- mesmas qualquer inscripto com toda
perfeicao : na ra Nova luja de ourives 11. 4 de Ni-
colao Tolenlino de Carvalho.
BAIXA VERDE DACAPLNGA.
Aluga-se por icommodo prero urna casa terrea
com commodos para urna peqnena familia, a qual
foi acabada de construir esles dias, tm duas sallas. 2
qiiarlos e cozinha fora, e um grande copiar e ba-
nheiro, porto de embarque no fundo do sitio e ca-
cimba d agua de beber: a tratar no pateu do Terco
n. 32 ou no mesmo sitio.
Precisa-se de um forneiro que saiba bem cor-
lar massas: na ra Direila padaria n. 79.
Antonio Roberto, com loja franceza na ra No-
va n. 13, acada de receber pelo ultimo navio o Gus-
tavo, um compielo sortimtnlo de chapeos de seda
para senhora e meninas, os mais modernos e bonitos
que ha no mercado, e por prejo mais commodo do
que cm oulra qualquer parte.
Precisa-se de um criado e de urna criada para
o servico de urna casa de pouca familia, ou de urna
escrava : no Hospicio, passando o qusrtel, lado di-
rcilo, terceira casa.
NO CONSULTORIO
DO DR. CASANOVA,
RLA DAS CRUZES N. 28,
conlinua-se vender carteiras de homeopa-
lhia de 12 tubos (grandes, medianos e peque-
nos) de 21, de 36, de 48, de 60, de 96, de 120,
de 144, de 180 at 380, por preros razoaveis,
desde 58000 al 2008000.
Elementos de homeopalhia, 4 vols. 68000
Tinturas a escolhcr (culre 380 quali-
d^des) cada v,jro 18000
Tubos avulsosa escolha a 500 e. 300
Precisa-se de urna ama forra ou captiva ; na
roa do Collegio n. 8, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama brasileira ou porlugue-
za para o servico de cozinha e alguns ensaboados, e
tratar de criaran em um sitio muilo perlo desta pra-
ca por ser oo bairro da Boa-Vista ; a casa he de pe-
quea familia e nao tem meninos nem engommado,
eda-se bom ordenado: a quem a isto se quizer su-
jeitar, dirija-so ao largo da Trempe, sobrado n. 1,
que lera taberna por baixo.
Precisa-se de urna pessoa sem familia para cria-
do : a tralar na ra Direita n. 91, primeiro andar.
Precisa-se de 5008000 por hvpolheca em um
sillo : quem quizer annuncie para ser procurado.
O Sr. Joao Carlos Coelho da Silva lem urna
carta viuda do Maranbao : na roa da Cruz n. 57, se-
gumlo andar.
Antonio Jos Pereira Baslos vendeu a sua la-
bern.i da ra do Corredor do Bispo n. 18, e roga aos
seus crednres apresentem suas coutas no prazo de 8
das para seren pagas.
Francisco da Cosa Amaral comprou a taberna
da ra do Corredor do Bispo n. 18 ; se algucm liver
direito anuuncic por esles 3 dias.
Aluga-se annualmcnle ou pela festa urna pro-
pnedade de pedra e cal com oommodos suicienles
para qualquer familia, no lugir do Poco da Pinclla,
contigua ao cx-collcgio de S. Boavenlra : a lralar
na fundirao do Brum ns. 6, 8 e 10, com o caiiciro
da mesma.
Jos Francisco Bello,|gcnro do fallecido major
Francisco Antonio Pereira dos Sanios, senhor do cn-
cciibo Tenlugal, pelo presente convitla aos credores
do mesmo Tallecido, para que dentro de 3 dias com-
parecen! na rus do Collegio 11. 23, primeiro andar,
levando os lilulos de seus debito.' para vista delles
se conveucionar a solvencia de ditos dcbilos, vislo
eslarcm concordes lodos os herdeiros.Como procu-
rador, Diodoro l'lpiano Coelho Catanho.
Aluga-se para se passar a fesla urna casa (cr-
rca 110 lugar Sanl'Auna de dentro, cujo lugar he o
mais fresco e salubre que se pode encontrar: na ra
da Lingocla n. 4.
Prccisa-se alugar para casa estrangeira, urna
miilMinha ou prela de 8 a 10 annos, .1 quem se en-
sillara a coser e bordar ; o alm do pagamento se
dar algum vestuario sendo preciso : na Iravessa da
ra da Madre de Dos 11. 10.
Percisa-c de urna ama para urna casa de
pouca Tamilia para comprar, cozinhar c engommar :
1101 berro das Boias, primeiro sobrado naesquiuada
alfandeiia.
Aluga-se un preto para servente de cocheira :
quem precisar annuncie.
Aluga-se a casa terrea com sotao, na Soledade
: a lralar no pateo do Girino 11. 17.
ATTESCAO'.
O Sr. Cincinato Mavignier, retratista e pensionis-
ta de S. M. o Imperador, tenha a bondade de vir
ra Nova n. 52, loja de Boavenlra Jos de Castro
Azevedo, a lralar de um uegocio que Ihe diz res-
peiio....
n. 17
COMPRAS.
Compra-se urna prela de 2.5 a 30annos, sendo
sadia e de bonita figura, que saiba cozinhar e engom-
mar: na ra do Cabug, loja de ourives n. 11, de
Scraphim & Irmao.
Compra-se a obra homeopalhica do Dr. Cochra-
ne, quem liver c quizer vender, dirija-se i roa do
Queimado n. 11, ou annuncie.
Compra-se um melhodo de flauta em bom es-
lado : quem liver anuuncie.
Compra-se urna chronologia, 00 de Bernardino
Freir, ou de Sacra Familia : quem liver annnncie,
ou dirija-se ao convento do ('.armo, a fallar com o
Dr. Chagas.
VENDAS
CHINE.
Chegaram pelo ultimo vapor da Europa, os ricos
corles de chin de seda, fazenda da ultima moda de
Paris, pelo preco de 15SO0O: na ra do Queimado 11.
38, em frente do becco da Congregarlo.
Vende-se o verdarieiro rapo Paulo Cordeirn,
que pelo seu apcrfeiroamenlo acaba de obter a con-
cessao do oso das armas imperiaes, as seguinles
lojas: ra da Cruz Fortnalo Cardozo de Gouvcia,
ra da Cadeia do Recife Ricardo Ferreira da Silva,
I lumia/ Fernandes da Cunha, Jos Fortnalo dos
Santos Porto, Jos Gomes Leal, J0S0 da Cosa Maga-
lhaes, ra do Collegio em Santo-Antonio Lima A
liuimaracs, ra larga do Rosario Jos Dias da Silva
Cardial, Manoel Jos Lopes,Magalhes & Pinheiro,
Nevcs & Cocino, pateo do Girino Antonio Joaquim
Ferreira de Souza, larRo do Livramento Francisco
Alves de Pinlio, ra Direila Jos Viclor da Silva
Pimcntrl, aterro da Boa-Vlsla Joaquim Jos Dias
l'inliriro, e hualmenle no deposito da ra da Cruz
do Recife casa n. 17, onde sempre acharan do fres-
co, vislo sempre receberem mentalmente um certo
numero de caixas da propria fabrica do Rio de Ja-
neiro de Jo.lo Paulo Cordeiro.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior rpialidade, moilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de laboas de pinho.
CEMENTO ROMANO.
\ende-se superior cemento tm barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as tinas : alraz do
(heatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Na Trempe, ao vollar para a Soledade d. 31,
vendem-se abacaxis.
Vende-se urna cadeirinha em bom uso : no
alerro da Bua-Vista n. 3i, lerceiro andar. Na mes-
ma casa aluga-se um preto para Irabalho inleroo.
Vende-se por 4008000 25 milheiros de lijlos
de alvenaria aros-a, poslos em qualquer porto e
obra 110 Recife ; quem quizer dar essa quantia adi-
anlada, mediante as cautelas necessarias, annuncie.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOLRA S.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Aucnslo C. de Abren, conti-
nuam-se a vender a 8800 o par (prejo fixo) as ja
bem conhecidas c afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nao se senlem no roslo na aejao de corlar;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra restituindo-se o impone. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fak'icanle.
Vende-se sola muilo boa apelles de cabra, em
pequenas e grande porcoes: na ra da Cade* do
Recife 11 49, primeiro andar.
Vende-se urna casa terrea com bom quintal,
era chaos proprios, sita na ra do Colovello n. 40:
a lralar no aterro da Boa Vista n. 1.
Vende-se por diminuto prec.o 6 cortinados pro-
prios para alguma sala de cabelleirciro : quem os
pretender, dirija-se a ra do Crespo o. 16, que adra
r com quem tratar.
Vende-se a armacao da laberna da roa da
Praia, defronle da Ribeira n. 17, nova, toda de
louro, bstanle em conla. ainda (em alguns gneros
e pcrlences : (rala-so no sobrado.
Vende-se damasco de seda de diflerenles cores,
muilo soperior fazenda : na loja de 4 portas n. 3,
ao lado do arco de Sanio Antonio.
Vendem-se loalhas de linho para roslo pelo ba-
rato preco de 88 a duzia: na loja de 4 portas 11. 3,
ao lado do arco de Sanio Antonio.
Na esquina da ra do Collegio, loja d livros
n. 20, existem a' venda as obras se-
guintes :
Ansaldus de commercio ct mercatura,
1 vol. 8X000 rs.; Scacias, tractatus de
commercis et cambio, 8'000 rs.; Salga-
do, labyrintus creditorum, i vols. 24000
rs. ; Cassaregis de Commercio, 3 vols.
20 criminal, orphanalogico e de (Bancas,
por Alves Branco, 1 vol. lOfOOOrs. ; Bi-
blia Sacra, anotada por Du-Hame!, 2
vols 8.V000 rs.; Vida do padre Vieira, 1
vol. $000rs. ; Tractatus Theologico, ca-
nonicus de sponsalihus et matrimonio,
por Kugler, 1 vol -~>,i(200.
Vende-se um aliccrce com urna mcia-agua, si-
to na ra Imperial, por prero muilo commodo: Ira-
la-se na mesma ra 11. 165.
Vendem-se gigos com champagne da lem acre-
ditada marca estrella, e barricas com vinho de llor-
dcaux, por preco commodo: na ra do Trapiche
11. 11.
PARA QUEM TEM POUCO DINHEIRO.
endem-sc manteletes pete, e de cores a 9, 10 e
128000 ; e ha um mofado que se vende por ."ciiiiu ;
e igualmente urna farda de ollicial da guarda nacio-
nal para corpo secco : ua ra Nova 11. 42.
. Vende-se o sobrado de um andar, na rna da
Uniao, por Iraz do palacete do BarAo da Boa-Vista,
a qual casa foi do Dr. ChristovAo Xavier Lopes : os
prctendenlcs dirijam-se a Manoel Goncalves da Sil-
va, no seu escriptorio, ra da Cadeia do Recife.
Ven.le-se fio de sapateiro, bom : em casa de S.
P. Johuslon & Companhia, ra da Scusala Nova
CEMENTO ROMANO.
\ einlc-se cemento romano chegado recenlemenle
de Hamburgo, cm barricas do 12 arrobas, e as maio-
res que ha no mercado : na ra da Cruz do Recife,
armazem n. 13.
Vendcm-sc muilo boas uvas rascalcl
da Conccirao da Boa-Yisla n. :iy.
Vendc-sc| um boi manso, lilho do posto : no
sillo da Torro em Bclcm.
Mar melada de Lisboa
chegada pelo ultimo navio, em latas de ,',, 1, 2, 3e
i libras, por prero commodo : vende-s na ra do
Collegio n. 12.
\ endem-sc vaccas de leile, oulras prximas a
parir, novilhas c garrotes ; no silio do fallecido (iui-
lliermc Palririo, ues Remedios, c a lralar na ra do
Collegio u. 13, scguudo andar.
CHAPEOS DE CASTOR
jretOS, pelo baratissimo
preep de 't.sOOO cada um: na ra Nova
n. .
Chapos de fellro brancos, prclos c pardos pa-
ra liomem e meninos, formas elegantes, dilos das
mesmas cores amazonas para senhora, dilos de mae-
sa franceza muilo finos, dilos de castor inglez, dilos
de palha arrendados proprios para meninos c meni-
nas, tiquetes de palha lano para liomem como para
meninos, ditos de oleado para liomem, ditos de pan-
no c merino tanto para liomem como para meninos,
c ludo por prego commodo : na ra Nova n. 44.
Aos 8:000*000.
Na casa da Fama, no alerro da Boa-Visla n. 48,
eslao venda os bilhcles e cautelas da lolcria da ma-
triz da Boa-Vista, que corre no dia 21 do corrente.
Burieles 89000
Meios 4000
Quarlos 2*300
Decimos 136O0
Vigsimos 13600
Loja vermelha.
Na ra do Crespo n. 9, vendem-se palils de me-
rino selim a 10*000.
Vende-se a melhor de todas as marme'.adas de
Lisboa, chegada pelo ultimo navio, sendo cm latas
de % libra a 4, c mais barato do que em oulra qual-
quer parle: na ra larga do Rosario, taberna de 4
portas confronte ao Rosario, na esquina, n. 39.
Vende-se rap dos melhores autora, sendo de
Lisboa, Paulo Cordeiro, princeza do Rioe meio gros-
so : na praca da Independencia, loja o. 3.
No armazem da ra da Madre de Dos n. 31,
vende-se hlalas e ceblas de Lisboa, por prego cora-
modo.
Vende-se um cabriole! com robera e os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Recife ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
CASSAS FRANCEZAS A 400 RS. A VARA.
Vende-se cassas francezas de cores finas a 400 rs.
a vara, corles de cassa chita com 7 varas a 1*600 e
1*900 o corle : na rna do Queimado loja n. 40.
MLTTA ATTENCO.
Vendc-se a retal lio lodos os gneros que existem na
afamada laberna do Maia, no atierro da Boa-Vista,
esquina do becco dasFerreiros por menos deseu valor,
e oflerece-se a armacao para quem quizer aproveilar
um bom eslabelecimenlo, he muito acreditada para o
mallo, isto hepechincha : quem pretender-dirija-se
a mesma que achara com quem tratar.
Vende-se umapreta, que lava de sa-
bao e varrela, cozinha, he corpulenta e
boa para ra : no aterro da Boa-Vista
11. 02.
: na ra
Moinhos de vento
ora bnmbasderepuxo para regar borlas o "baia,
derapim, nafundicadde D. W. Bowman : na roa
do Brumns. 6, Se 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA
CALCAS E PALITOS.
Vende-se bnm xaurado de linho de quadroe a
(00 rs. a vara ; dito a 700 e 13000; dito mcsclado a
15100 ; corles de fusiao brauto a 400 rs. ; ditos de
cores de hora gosto a 800 rs. ; ganga amar ella lisa da
India a 400 ra. o covado ; cortes de cassa chita a
2-000 c 2*200 ; lencos de cambrai de linho gran-
des a 640 ; ditos pequeos a 360; loalhas de piano
de linho do Porto para roalo a 14*000 a duzia- di-
las alcoxoadas a 10*000 ; guardanapus tambem alco-
xoados a 3*600: na ra do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
portanlo, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de laa a 1*400; dilos sem pello a I5J011;
ditos de tapete a 12U0 : na ra do Crespo n. 6.
Vende-se nm excellenle carrlnho de 4 rodas
mui bem construido.eem bom estado ; est exposlo
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme u. 6, onde po-
dem os prelendentes examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz 00
Recife n. 27, armazem.
Venden:-se lonas da Russia por preco
commodo*, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz n. 4.
-^Vende-se em casa de Rabe Schmet
tau&C, na ra do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas oblas de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
ILLMS. SRS. BACHARE1S.
Na ra Nova loja n. 2, atraz da
matriz, vendem-se fitas para car-
tas dos ditos Srs. hachareis, a
56-000 rs.
^
para
VENDAS.
Chegaram recentemente algumas sac-
cas do bom farello, que estao expostas a
venda uos armazens defronte da escadi-
nha, ou na, travessa da Madre de Dos,
armazem de Novaes & C.
ARREIOS PARA CARROS.
Em casa de Brunn Praeger & C., ha pa-
ra vender um lindo apparelho para 2 ca-
vallos feito por encommenda, e de quali-
dade superior a todos que tem vindo a
esta praca, com guarnicao de metal que
nunca se estraga; esta obra se recom-
menda principalmente para un particular
por ser de ptimo gosto, e feita com to-
da a elegancia : vende-se na ra da .Cruz
n. 10.
Em casa de Timtn Mousen & Vinnassa,
praca do Corpo Santo n. 13, ha para
vender o seguinte:
Um sortimento completo de livros em
branco de superior qtialidade.
Um piano vertical da qualidade mais su-
perior.
Vinho de Champagne.
Absinthe e cherry cordial, de superior
qualidade.
Licores de dilferentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tudo por precos commodos.
VENDEM-SE
Os melhores relogios de ouro patente
inglez. ja' muito acreditados neste mer-
cado : em casa de Russell Mellors&C,
ra da Cadeia do Recife n. 56.
Na ra do Livramento n. 36, loja, se dir quem
vende 1 nar de fivellas para sapa tos de sacerdote, 2
pares de brincos, 1 dilo de rozetas, 1 alfinete para
homcm ou menino com um grande diamante rota no
mcio, 1 correte para relogio, 1 relogio patenta in-
glez de caixa de prala, 1 roracao de cornalina en-
casloado cm ouro, 1 medalha moilo moderna, i
commoda de aogico c 2 bancas ordinarias.
>33W:*M9e
9 RA DO CRESPO N. 127 #
9 \ ende-se nesla loja superior damasco de 2
9 seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, 2
9 por prero razoavel. M
***-;;&*#:&
Vende-se nm molequesadio, bonita figura, com
idade de 7 annos : na ra do Cabug, loja de ouri-
ves n. 9.
Reinacao, ra da Concordia n. 8.
Vende-se esle eslabelecimenlo bem montado, com
algumas machinas para o fabrico do assocar, enlre
ellas urna machina centrifuga, que porga assucarde
8 a 10 minutos. Esle eslabelecimenlo oiterece com-
modos para fabricar grande porgao de assucar, obri-
gando-se o vendedor a dar os esclareciremos neces-
sarios tendentes ao mesmo fabrico: vende-se por seu
dono retirar -se do imperio.
Vende-se urna taberna com pouco- fundos,pro-
pria para qualquer principiante, sita na roa do Co-
dorniz p. 10 ; a tralar na ra da MMre de Dos
n. 36. ^F
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4#500.
Na ra do Crespo, loja da esqoina que volta para
a Cadeia.
MELPOMENE.
Vendc-se melpomene de laa, gosto es-
cossez, padroes novos, vindos pelo ultimo
vapor, pelo preco de 480 rs. o covado:
na ra do Crespo n. 25.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA
em caixas de 1 ou 2 duzias de garrafas : vende-se no
armazem de Barroca & Cislro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Conliuoara a vender-se por prego commodo; uo
armazem de Barroca & Caslro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
Vendem-se mullo bem feilas caixas de prala
para Carlas de bacharel, abrindo-se as mesmas
quaesquer lellrasegravuras com toda a perfeicao e
pregos commodos: na ra do Cabug loja de ouri-
ves n. 11, de Serafn) & Irmao.
Bichas de Hamburgo.
No antigo deposito de bichas, na ra eslreila do
Rosario n. 11, de Manoel do Reg Soares, vende-
se a porgues e a retalho ; e alugam se por menos do
que em oulra qualquer parte ; isto por ler minia
quantidade de bichas.
Vende-se om carrro de 4
rodas c 4 assenlos, novo e
moderno ; vendem-se tam-
bera boas 1 arcillas de cavallos para o dito c para ca-
briolis, por prego commodo: na ra Nova, cochei-
ra de Adolphe Bourgeois.
Vende-se muilo superior farinha de mandioca,
cm saccas de alqucirc, medida velha, a 4*000 cada
urna : no armazem de Joaqoim de Paula Lopes de-
fronle da escadiuha do caes da alfandega.
FAMA
No aterro da Boa-Vista, defronle da bonera o. 8,
chegou un minenle um completo sortimento de lo-
dos os gneros de molhados dos ltimamente che-
gados, e vende-se por prego muilo razoavel :
manleiga incleza a 480, 720, 800 e 880 ; dila
franceza a 610 ; arroz do Maranhao a 80 e 100
rs. ; presunto n 180 ; che Jivsson a 1*600, 1*020,
2*310 c 2*800 ; dilo do Rio a 1*600; velas de
cspcrmacelc a 880, 960 e 1*120 a libra ; caixas de
eslrellinha muilo superior a 5*000; passas, finos,
amenas, desembarcadas iillimamenle, Indo de supe-
rior qualidades.
No armazem de leidel Piafo & Companlii, na
ra da Cruz 11. 63. junto ao Corpo Santo, vendem-
so vidros de liocca larga de 1 a 12 libras, burras de
ferro garaulidas contra o fogo e muilo elegantes, sa-
g e cevadinha em garrafes de 30 libras, cadeiras
para quem solTredo mal da preguiga, quadrosde va-
rios (amanlios para eslampas c relalos, machinas
para copiar de carias e seus perlcnces, familias e va-
rios lecumes para sopa franceza, vidros de varios
tamaitos para espclhos, cabidos de ferro de varios
lmannos, lavalorius pnrtaleis com lodos os .seus per-
euces.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de dilferentes tamanhos r
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avaria.
Madapolao moilo largo a 3*000 e 3*500 a pega':
na ra do Crespo, loja da esquina qoe volta para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8^000, 12$000, 140000 e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a 11 $000
rs chales pelos de laa muito grandes a
30600 rs., chales de algodao e seda a
10280 1.
Deposito de vinho de cham-
iagne Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 560000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e 0$ rtulos
das garrafas sao azues.
PLANOS.
Em casa de Brunn Praeger & C, ra
da Cruz n. 10, vendem-se dous excellen-
tes pianos chegados no ultimo navio de
Hamburgo.
CHARUTOS DE HAVANA.
Charutos de Havana verdadeiros, ven-
dem-se por preco commodo: na ra da
Cruz n. 10.
COGNAC
de uperior qualidade, em caixas de urna
duzia: vende-se em casa de Brunn Prae-
ger & C-, ra de Cruz n. 10.
Na ra da Cruz n. 10, casa de Brunn
Praeger & C, vende-seo segrate:
Cadeiras e sofa's para terrado e jardim.
Oleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de ofeo com moldura dou-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernambuco.
Licores de dilferentes qualidades.
Vinho de Champagne.
CASEMIRAS E PANNOS.
J ende-se casemira prela e de cor para palils por
ser muilo leve a 2*600 o eovado. panno azul a 33) o
1*000, dito preto a 3, 3*3, 4*. 5 e 5500, cortes
de casemira de gestos modernos a 6*000, selim pre-
lo de Maco a 3*200 e 4*000 o covado: Da ra do
Crespo o. 6.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos fregv --es.
Vende-se a verdadeira.., potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo III, chegado no dia
5 do corrente: na prara do Corpo Santo
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muilo grandes e encorpados,
ditos brancos com pello, muito grandes, imitando os
de Isa, a 1*400 : na roa do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia. '
Pannos finos e casemiras.
Na roa do Crespo loja da esquina qoe volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo n 2*400, 2*800, 3*.
3*500. 4*3)0. 5*500, 6*000 rs. o covado.dilo azul,
2*. 2*800,4*. 6, 7, o covado ; dilo verde, 2*800.
3*500, 4*, 5* rs. o covado ; dilo cor de pinhao a
4*500 o covado : corles de casemira prela franceza e
elstica, 7*500 e 8*500 rs. ; dilos com pequeo
dereito. 6*3K); dilos inglezenfestado a 5*000 ; ditos
de cor a 4*, 5*500 6* rs. ; merino prelo a 1*. 1*400
o covado.
Afnela e Edwln Km,
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me Calmon-
& Companhia, ar ha-te constantemente bous sorti-
mentos de taixas de ferro coado e 1 a I ido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina hotisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, patsadeirat de ferro eslaiihado
para casa de pnrgar, por menos prego que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
llas de flandres ; tudo por barato prego.
Vende-se excellenle tabeado de pinho, recen-
lemenle chegado da America : na rui de Apollo,
Irapichc do Ferreira, a entendcr-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
Na roa do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vendc-se muito superior potassa da
Rossia, americana e do Rio de Janeiro, a prego* ba-
ratos qoa he para fechar conlas.
epoiiio da febriew de Todoa oe Bulos na Babia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Caz n. *, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
che n. 3.
Na roa da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores qoe lem viodo a
esle mercado.
Porto,
Boceilas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escoro,
Madeira,
em raivinlias de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por prego moilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife 11. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Vende-se urna balanga romana com todos os
seus perlcnces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se roa da Cruz, armazem o. 4.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Hez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicio, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e de N. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1*000.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina qoe volta para a
Cadeia, vendem-se corte de vestidos de cambreia de
seda coro^barra e babados, 8*000 rs. ; dilos com
llores, i 7*, 9* e 10* rs. ; dilos de qoadros de bom
gosto, 11* ; corles de cambreia franceza moilo fi-
na, flxa, com barra, 9 varas por 4*500 ; cortes de
cassa de cor com Ires barras, de lindos padr&es,
30200, pegas de cambraia para cortinados, com 8>i
varas, por 3*600, dilas de ramagem muito finas, a
6* ; cambraia desalpicos miudinho-,branca e de cor
muilo fina, i800 rs. avara ; aloalhado de linhoacol-
xoado, .1 900 a vara, dilo adamascado com 7 if pal-
mos de largara, 2*200e 3*500a vara; ganga ama-
colla liza da India muilo soperior, i 400 rs. o cova-
do ; corles de collete de fotlio alcoxoado e bons pa-
droes fixos, a 800 r. ; lenco de cambraia de linho
360 ; ditos grandes finos, a 600 rs. ; lavas de seda
brancas, de crtr c prelas muito superiores, i 1600 rs.
o par : ditas lio da Escocia 500 rs. o par.
Vende-se orna laberna na ra do Rosario da
Boa-Visla n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cerca de 1:200*000 rs., vende-se
porcm com menos se o comprador assim Ihe convier
a lralar junto illfandega, travesea da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido c batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quacs acham-sc a venda, por
preco commodo c com proinplidao'
eniharcam-se ou carregam-sc cm carro
sem despeza ao comprador.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, viola o e flauta, como
sejam, quaurilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, niodinlia, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommeo-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n, 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue ConceirSo, entrado
de baola Catharine, e fondeado na volla' do Forte do
Mallos, a mais nova farinha qoe existe hoje no mer-
cado, e para porg&es a tralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Goerra Jnior, na roa do Trapiche
o. 1*. *^
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inven^ao' do Dr.' Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias ingiezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o mtbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber 4 Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rics mobilia de jaca
randa', com consol e mesa de lampo de
marmore branco, a dinheiio ou a prazo,
confrmese ajusfar : a tratar na ida do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida colleccaodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
cbar para fazer um rico presente.
C**C *
P Deposito de panno de algodao da <
fabrica de todos os santos na !
9 Bahia. 9
J Vendc-se este bem condecido panno, pro- jp
Sprio para saceos c roupa de escravo* : no es- 9
criplorio de Novaes & Companhia, na ra do 9
9 Trapiche n. 34. aa
Em casa de J. Keller&C., na ra
da Cruzn. 55, ha para vender 5 excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
aHffyyyy#rJMr.X-3B3
{RLA DO TRAPlCHElTi.
Em casa de Patn Nash & C., ha pa-
ra vender:
j Sortimento variado de ferragens.
S Amarras de ferro de 3 quartos ate 1
nnloirada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
Devoto Chusto.
Sahio a loz a 2." edicto da li vrlnho denominado
Devoto ChrisUo.raais correlo e arresauiado: vnde-
se nicamente oa livraria o. fie 8 da praga da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemptar.
Redes acolchoadas,
brancas e de corea de um so panno, atollo grandes a
de bom goslo : vendem-se oa rui do Crespo, loja da
esqoina qoe volta para a cadeia.
ESCRAVQ6 FGIDOS.
Desappareceo no dia 14 do corrente, da roa do
Senhor Bom Jess das Crioolas, um moleque de ne-
me Sergio, idade 10 anuos, pouco mais oo menos,
com os signaes segointes : olhos espantados, os de-
dos dos pe* levantado*, cheio do corpo ; levoo caiga
e camisa de riscadinho e sem chapeo : roga-se por-
tanlo a quem o apprehender, leva-lo roa do Colle-
gio n. 1, loja, qoe ser bem reeompenstdo.
100*000 de gratificado.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ler 30 a 35 annos, pouco mais ou menos.
oascido em Cariri Novo, d'onde veto ha lempos, he
muito ladino, costana trocar o nome e inlilclar-se
forro ; foi preso m fio* de anoo de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Seriuhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, o sendo re-
mellido para a cadeia desta cidade a ordem do lllm.
Sr. desembargadorebefede polica com oflicio de2de
Janeiro de 1852 se verificou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor fui Antonio Jos da Sanl'Anna, morador
no engenho Cail, da comarca de Santo Anlio, do
poder de quem desappareceo, e sendo outra vez cap-
turado e reeolhido a cadeia desta cidade em 9 de
agosto, foi alo embargado por execugao de Jos Dias
da Silva tioimaraes, e ltimamente arrematado em
praca publica do juizo da segunda vara desta cidade
no dia 30 do mesmo mei pelo abaixo aisignado. Os
sisnaes sao os segointes: idade de 30 a 35 annos, es-
ta tura e corpo regular, cabellos preto* e carapinha-
dos, cor amulatada, olhos escuros, nariz grande e
grosso, beigos grossos, o semUanle fechado, bem bar-
bado, com todos o* denles na frente : roga se, por-
tanlo, as autoridades policiaea, oapitaea de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprebendereni e
mandarem nesla praga do Recife, na roa larga do
Rosario 11. 14, que recbenlo a gratificago cima de
100*000 ; assim como protesto contra quem o tlver
em eeu poder occolto.Manoel de Almeida Lopet.
Desappareceo no dia 7 do corrente nm prelo de
nagao, por nome Joaquim, idade 40 annos, pouco
mais 00 meos, lem um dos pe e perna mais grosso
do que o outro ; levoo caiga de algodao de listras e
palito de panno j osado e um chapeo de palha ordi-
nario mas anda novo : roga-se a* autoridades poli-
ciaes e capilies de campo de captura-lo e leva-lo a
roa do Amorim o. 3.'!. ou ao Rio-Formcso ao Sr.
Kufino Rodrigues da Silva.
505000.
A quem pegar o preto Alexandrc, de nagao S.
Thom, estafara alia, reforgado do corpo, falla de-
morada, de idade 30 a 35 annos, o qoal cosame an-
dar pelo Hio Doce por ter sido escravo do Meleqoert
fraocez, e enasta lar sido vislo no- lagar da Santa,
entre os engenhos l'aulisla e Fragoso, comootro pre-
lo do Sr. Dr. Manoel Joaquim Carnriro da Cunha, o
qoal prete est fgido desde o dia 23 de selembro do
corrente auno : rosa-te a quem o pegar, leve-o .1
fabrica da roa do Brum n. 28, que receber a grali-
ficagao cima de SO9OUO.
ATTEKCAO.
Ja te leve nolicia de que a muala Albioa.qae fu-
gio da casa do seu senbor no dia 11 do cnrrenle.fora
visla no Remedio e Domgi, onde se presme adiar-
se acontada ; e por isso roga-se s autoridades poli-
cines respectivas e aos capilAes de campo de a appre-
henderem, afim de ter entregue na ra llarga do Ro-
sario casa n. 30, lerceiro andar onde serSo bem re-
compensados; assim como prolesla-se nao t proceder
judicialmente contra a pessoa, que tenha dado Aaa-
salho dila escrava, mu tambem retponsabilita-la
pelos dias de servico.
TERN. ; TV. DE M. ?. DE FARIA. MH,
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