Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01216


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Full Text
ANNO XXX. N. 263.

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I I
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r-
'
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 16 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
=
DIARIO DE PERNAMBUCO
CAMBIOS-
EXCARIEGADOS DA SUBSCRIPCAO'. i
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja- Sobre Londres 28 d. por 1J000
neiro, o Sr. JooPereiraMariins; RaWa, o Sr. F. I Paris, 350 rs.por 1 f.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Rernardo de Men i Lisboa, 105 por 100.
doea; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativ Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
dade; Natal, o Sr. JoaquimIgnacio Percira; Araca- Acedes do banco 40 0/0 de premio.
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, oSr. Vic- da companhia de Beberibe ao par.
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim I da companhia de seguros ao par.
|T. Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos. | Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAF.S.
Ouro.Onc,as hospanholas. ... 299000
Moedas de 6400 velhas. 165000
de 69400 novas. 109000
de 49000..... 99000
Prala.Patacoes brasileiros ... 19940
Pesos columnarios 19040
mexicanos....... 19860
AUDIENCIAS:
Tribunal do Commcrcio, segundas equialas-leiras.
Relaco, tercas-feiras e sabbados. ,
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olimla, todos os dias.
Caruai Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras. Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Victoria e Natal, as quintas-feiras. Juiz0 de orphoSi ^ e nUs fa 1Q horas
PRi-'AMAR DE llO JE. ,, ...
Primeira 1 hora e 18 minutos da tarde. var* d0 ?lvel> segundas e sextas ao meio da.
Segunda 1 hora e 44 minutos da manhaa. |2." vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIKMERIDES.
Kovbr. 4 Luacheia s 6 horas, 43 minutse
48 segundos da tarde.
> 12 Quarlo minguante as 7 horas, 40
minutos e 48 segundos da lame.
20 La nova as 7 horas, 43 minutos e
48 segundos da manha.
27 Quarto crescente aos 21 minutos e
48 segundos da raanhaa.
DIAS DA SEMANA.
13 Segunda. Ss. ArcadioePaulilo nim.
14 Terca. S. Abilio diac.; S. Curias m.
15 Quarta. S- Clementino m. ; S. Felomeno m.
16 Quinta. S. Goncalde Lagos; S. Elpidio.
17 Sexta.S- Gregorio Thaumaturgob.
18 Sahbado. S. Odn ab. ; S. Barrla ni.
19 Domingo. 24.S. Isabel viuva rainha f.; S.
Policiano p. m. ; S. Barlaam m. ; S. Abada
PARTE OFfClAL.
OOVERMO DA PROVINaiA.
Expeliaato do da 13 da no.embro de 1864.
(Inicio. Ao coronel commandante das armas,
remetiendo por copia o aviso da repartidlo da guer-
ra de 23 de ontubro ultimo, no qnal nao i se man-
da desligar das fileiras do eiercilo o escravo Jos,
pertenecido a Idelfooso Soares Yillela, que sa acha
alistado no 9. balalhao de inranlariacom o upjios-
lo norne de Anlonio Dantas da Cosa, maa tarabein
se determina que seja o referido escravo entregue
ao clicfe de polica peranle quero deve o menciona-
do Villela provar o seo direilo de propriedade.
Igual copia remetleu-se ao referido chefe.
Dito. Ao mesroo, dizendo que pela leitura do
aviso que remelle por copia, litar S. S. inteirado de
que, por decreto de 20 de oulubro ullimo, se conce-
den passagem para a 2. companhia do 6. balalhao
de infantaria ao capiUo do 2. da mesnia arma, Jo-
s Thomaz Henriquc Jnior. Coromunicou-se i
thesouraria de fazenda. '.
Dito. Ao mesmo, declarando que, segundo
conston do aviso que remelle por copia expedido pe-
la reparlirio da guerra em o t. do agosto desle an
no, se ordenou que seguis 2." eirurgiao alferes do corri, de saude do excrcito,
doulor Fortunato Augusto da Silva, afim de ser em-
pregado como convier ao serviro, ao qual se conee-
deu perraissao para demorar-se na Baha por lemfo
de 2 mezes. Communicou-se thesouraria de fa-
zenda.
Dito. Ao mesmo, transmillindo por copia o a-
viso de 28 de oulubro deste anno,no qual o Exm. Sr.
ministro da guerra declarando que foram approva-
dos nao so os ligurinos para uniforme dos msicos
do 4. balalhao de artilharia a p, 2." e 9. de infan-
laria, mas tambem o que aprsenlo;) o comman dan-
to das armas da corte paraje* msicos do 10. balalhao
de infantaria, determina ao mesmo lempo que nao
se mandem fazer os fardamentos do grande uniforme
doa ditos msicos.
Dito. Ao mesmo, enviando por copia o aviso
da 14 de nutubro nllimo, no qual se declara no Iia-
ver vaga no corno de gaarnirao lisa de S. Paulo pa-
ra que possa ler lugar a passagem que pedio o alfe-
res ajtnlaiile do 9." balalhao de infantaria, Joaquim
Antonio Das Jnior, pura o referido corpo.
Dito. "Ao mesmo, remetiendo por copia o aviso
da repartidlo da guerra do 1. de etembro ultimo,
e a nota a que elle se refere, para que baja de espe-
dir suas ordene no sentido de ser paga na recebedo-
rla de rendas desta provincia pelo lente do 10.
balalhao de infantaria, Francisco de A'sis.Gtiimnres
a importancia dos emolumentos que elle esla a dever
pelo abono que se (lie mandou fazer de 3 mezes de
sold para sercm descontados pela 5. parle.
Iguaes copias foram enviadas a thesouraria de fa-
zenda.
Hilo. Ao mesmo, dizendo ficar inleirado de lia-
ver S. S. removido do eomm indo interino do fo-ge
da Gaibu para o de Nazaretli 6 tenente do estado
maior de 2.a classa JoSo Marinlio I'aes Brrelo, e
do commando interino deste forte para o d'aquelle.o
capitn reformado Pompeo Romano de Carvalho.
Inteiron-se a thesouraria de fazenda.
Dito. Ao mesmo, declarando liaver autorisad
ao inspector da thesouraria de fazenda, a mandar
indemnisar o alferes do 9. balalhao de infantaria
Jeaquim Antonio de Moraes, da quanlia menciona-
da np oflicio de de S. S. 11 do crrente, se por ven-
tura esliverem nos termos legaes os documentos que
acompanharam ao citado oflicio.
Dito. Ao inspector da thesouraria de fazenda,
para mandar abrir u'aquella thesouraria, i vista
da nota que remelle, os assenlamenlos de praca de
Francisco das Chagas que se conlratou para servir
como tambor no balalhao de artilharia da guarda na-
cional desle municipio, em lugar de JoSo Jos Val-
cassa. Communicou-se ao respectivo commandan-
te superior.
Dito. Ao capilao do porto, dizendo ficar intei-
rado de ha ver Smc. apprehendido dous pranchoes
de cedro vermelho, viudos de Camaragibe na bares
(a Amelia, vislo n.lo se ter apresentado licencT para
o corte e conducoAo dos ditos pranchoes.
Dito. Ao director do arsenal de guerra, remet-
iendo os pedidas sob n. le 2, do lente coronel
coromaodante do 10. balalhao de infantaria, afim
de que Tornera ao referido comir.andaole com as njc-
ililicaroc constantes da relami que tambem romet-
te, os objeclos mencionados em ditos pedidos, apre-
sentando Smc. a coola da despeza que se fizer com
o barril e cubo destinados i prisSo das pracas da
guarda nacional; para ser indemnisada pela repart-
cao da juslica. Communicou-se ao enmmaudante
das armas.
Dito. Ao juiz municipal da 1.a vara, para man-
dar apreseotar ao commandanle do corpo de polica
um calceta para ser empregado no servico de limpe-
za do respectivo quartel em substituirn do de nomc
Luii Antonio do Nascmento,que por seu mao estado
de saude uio pode continuar em semelhante serviro.
Iiiteirou-se ao mencionado commandanle.
Dito. Ao mesmo, recommendando que remella
para o presidio de Fernando, acompanhado da cona-
pentenle guia, o sentenciado Thoma/. Lope* Lima,
esisteme na cadeia desta cidade, cerlo de que fica
expedida a conveniente ordem para ser o referido
sentenciado recebido a bordo do patacho Pirapama.
Expedio-se a ordem de que se traa.
Dito. Ao presidente da commissao de hygiene
publica. Oevolvcndo a Vmc. o oflicio do provedor
desande de 11 do cor re uto que acompanhou oque
djrigio-mc Vmc. na mesma data, lenho a responder-
naque, inteirado do que expende acerca do modo
porque aqnelle empregado lem mandado observar
quarentena alguns navios procadenles da Europa,
xpedi hontem ao mesmo provedor o eflicio que por
copia remeti a Vmc. para seu conhecmento.
Copia a que se refere o offirio cima.
Para evitar o inconveniente de que se queisa a
commissao de hyginc publica em virtude do oflicio
que Vmc. Ihc dirigir cm data de hontem, rumpre
que a provedoria de saude laca cessar a quarentena
de qualquar navio logo que assim Ihe for determi-
nado pela mesma commissao, que nao he menos res-
ponsavel pela aelubridade publica do que o prove-
dor.
Dilo. Ao inspector da llicsourarie provincial,
para mandar entregar ao commissariu vaccinador
provincial o saldo de 128480 rs. que existe em seu
favor nas conta,s que ahi prestara das quantas rece-
bulas para compra de objeclos necessarios reparti-
r" da vaccio, que nao se encoatram i venda nes-
ta provine! ,-_Communicou-se ao referido com-
missnrio.
Dito. i director do lycau, dizendo que depois
de concluidos os exames d'aquelle estabelecimenlo,
devem alguns dos respectivos professores comparecer
na faculdade de direito, afim de all examinaren) nos
preparatorios de que traa o officio da presidencia
de 11 do rorrente. Communicou-se ao director da
mencionada faculdade.
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a* A. de Bernard.
CAPITULO SEGUNDO
til n'etl pas hardi qui ne aventure.*
(Gabriel Mcurier, Thetouro datientenrai.)
A conliiiuarao da viagein de Casiao de Chavilly
elleituoii s at Compiegne sem perlurbacao e em
acontecimenlos qne merecam ser referidos. Em
Compiegne elle achou boa pousada c boa mesa nu
holel de La Cloclie. e nao lendo tamhem a feliciria-
de de encontrar ollciaes amigaveis como em Beau-
vas cntreleve-se em visitar o caslcllo e percorrer o
parque.
O parque do Compiegne he muito bello, offereco
aos mediladores densas e vastas sombras e suas Ion-
gas aleas solitarias sSo as mais favoraveis is vagas
prodceles da imaginaran, lia-iao pode ah dar li-
vre curso aos eus sonhos do juvenlude, afagar em
silencio a lemhraura da loura desconhecida, e os
bellos projeclos da casamento que o pai concebera
para elle, tinhamffSsde a vespera perdido muilo de
seu prestigio no espirito do mancebo. Madamesrlla
de Seneuil, cuili ir i (iaslan nunca a livesse visto, e
o pai Ihe houyessc feito o maior elogio, perda mui-
lo em ser assim posla mlas veze cm parallelo com
a ugiliva apparicao do hotel da Inglaterra. Toda-
va o rapaz eslava decidido a ir ate ao fim, a cumprir
pontualineiilc lodos os Totusdo pai. bem determina-
do a monlar em Zegris depois de tres ou quatro dias
passados no caslello da condessa, e vollar quanlo an-
tes ao teclo paterno.
Amortecido assim seu primeiro ardor, c modifica-
dos porconseguinte sens primeiros planos, elle nao
apressou-se no diaseguintea preceder a sol. durmi
bem, e s poz-se a caminho urna hora depois de ler
satisfeito couvenienlemeole seu joven estomago.
(; Vid o Diario o. 2G2.
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uarao.
Prohibida*
pelo art. 3.
da leide26de
oulubro de...
1831.
TOTAL.
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EXTERIOR.
Demais s Uie restavam seis leguas a andar atravez
da florcsn por'nminhns magnficos que as chuvas
do outono anda nao tinham deromposlo. Segundo
as informarnos que colheu, elle enniava chegar a St-
neuil s cinco horas, depois de ter feilo no caminho,
para cumprir todas as inten;0es do pai, urna pausa
de urna hora ou duas na ultiqu aldea.
Ei-lo, pois, alravessando a^ole a floresta de Com-
piegne na direecAo da velha aldea de Cuisc, a qual
havia de ser sua ultima eslacao.
Era pelos fins do mez de setembro, o dia eslava
bello e o sol lingia de purpura com seus raios o rn-
me Inoro das grandes arvores; as ccres amarellas
dos velhos carvallos rasahiam como festos sobre o
verde escuro das faias seculares. Por momentos a
estrada passava entre os dous lados de urna colliha,'
e enlSo a relva recobrava a branda cor da primavera
pelo contado dos terrenos liumidos e dos regalos;
depois o caminho (ornava a subir a collina para sal-
var ascadeias montanhosas prximas ao liceo valle
de Oise. Era um quadro magnifico, ao qual a alma
ea inteligencia de Gasiao nao podam permanecer
estraolios.
Em um dos claros em que a visla perde-se ao mes-
mo lempo ims profndelas do horisonlc, o mancebo
parou o i-avallo. Ah una relva lina estenda-se ao
pe das faia, e pareca convidar o viajante ao repou-
so; Gasiao apenu-sc, deilou-se sobre a relva, e dei-
ou /.egris pastar a vonlade.
(Juem sabe em que pemava o nnsso viajanle t Xos
habitamos de Seneuil lalve/.; mas lalvez lambem no
encontr que Uvera ua vespera. Suas ideas liban-
se desenvolvido muilo nosses dous dias, a conversa-
rao dos officiaes, os sorrm.s lisonseiros das criadas
da cslalagem, os bellos olharewlancadns de passagem
pel.s biirguezinhasdo Beauvais e de Cmnpirane lia-
viam fornecido a sua ulclligencia rpida um ampio
lliema de rellcxoes. Pouco a pnuro elle liaba che-
gado a pergunlar ,i si mesmo, porque aquella mora
o encarara cum lana persistencia, porque esprcilra
sua pasSagem no paleo, porque corara quando per-
cebeu que era tambem observada, e muilos oulros
porque, aos quaes nao deixava de responder tcita-
mente.
Emfim tirando machinalmente o relogio exclamou:
Irra! quatro horas emeia! Nao lenho um mo-
mento a perder, se quizer chegar antes de anotecer.
Nao me demorarci em Cuise, e a pausa que acabo
de fazer sera a ultima.
. HESPANHA.
Em Sevilha houve grave mullirlo enlre o povo,
a milicia nacional, e a tropa, por causa da eleican
do ayuntamiento. A officialidade da milicia nacio-
nal apresentou urna expusirao em nome do povo,
para a demissao do governa'dor civil. O capilao ge-
nerrt areogou na prara ao povo, que Ihedeu vivaa,
e morras ao governador civil. Esla proclamou ao
povo. Urna commissao sabio "para Madrid para
apremiar ao governo a exposrao do povo.
Diz alCuropa, que o governo traa de denunciar
o manifest de D. M-rio Chriatina. '> t
Parece.^segundo o que dizem os peridicos dos
Estados-L'nidos, que Mr. Soul, embaixador dos
ditos Estados em Madrid n3u ro estranho a revolu-
rao de IIi'spanha que quiz dirigir no sentido de-
mocrtico.
Em Sevilha eslava restabelerida a tranquillidade.
A desorden! foi promovida pelos demcratas, qife
sao os qn fizeram a exposicao. A maioria da mi-
licia collocou-se da parte dar autoridades.
Ocapilao seneral da Eslremadura hespanhola
Jo Trillo, fallecen do cholera em Badajoz.
O governador civil de Barcellona conseguio do
governo autorisarao paraum emprestimo. para at-
Icnder as subsistencias dos operarios que nao acham
traba I ho. com garantanos terrenos que ficam livres
pela demolicu das muralhas.
Odilo governador recusou o titulo de conde de
Tremp, que o governo Ihe queria dar, como ja recu-
sara urna graa-rruz.
(Rraz Tisana. )
-^><~.----
SEVILHA 4 DE OUTBRO DE 185*.
Successos de hontem.
Vamos narrar succinlamente os aconlecimentos,
deixando para outra occasiao os commentarios.
Citados o- compromissarios por ordem do gover-
nador da provincia, a instancias da depulacao. pro-
vincial, afim de proceder eleican da municipal-
dade, somente se reunirn) 11 na sala das sessesda
corporacao municipal. O eovernador da provincia
abri a -e.-ao lendo o oOicio da depularao no qual,
entre oulras cousas, que o publico recebeu mal, se
comminava rom a multa de mil reales aos compro-
missarios que nao assisliram ao aclo, e inmediata-
mente deu ordem de que se eomecasse a votacao se-
creta. Ao nuvir-se isto, o publico', que poucos mo-
mentos nnles (inha presenciado com indignaran o
espectculo de um compromUsario, que puxou por
um par de pistolas para impor silencio a umeida-
do, abandona tumultuariamente a sala, eos 11
compromissarios nomearam a passo de carga, e por
absoluta unanmididde a muncipalidade.
Terminado o aclo sem que occorresse a mais pe-
quena desorden!, por se acharen) quasi sos n gover-
nador e o compromissarios, um grupo considera-
vel de povo. penelrou na secretaria da muir pali-
dade, protestando com geslos e palavras a illegali-
dade da eleicao;. A desorden) ia em augmento,
e comecava a tomar nm caracler verdaderamente
alarmante, quando o director do nosso peridico, que
se achava tom algumas pessoas notaveis no referido
lugar, cnrlim o n gordin prnpondo quesennmeas-
sc urna rnuiniis-ii que fosse em nomc da milicia
nacional e do povo ter com o Exm. Sr. capilao ge-
neral para que elevasse ao governo urna exposicao
pedindo a nullidadc das eleirOes verifiradas poneos
momentos antes. As suas palavras foram rerebulas
com estrepitosos applausos ; aralmnu-se o tumulto,
e Humeada a commissao fui cumprir o seu encargo.
Iteeebea-a o digno general Mesn rom os mais af-
fvcluosos signaes de eyaapalhia, o olToreceu-se que
iria pcssoalmeiilu IriuquillLsar o povo, asaagnrando-
Ihe que se faria juslira. L'm quarlo de hora depois,
o general acompauhado do seu estado maior a ca-
vallo, arhava-se na pra^a da Constituirn; as suas
palavrai conciliadoras acalmaram complelamcnle a
irr.lar.o dos nimos, e o poyo comerou a dispersar-
se dando vivas ao capilao general.
Desgraradamente naquelle momcnlo se ouviram
alguns morras ao governador, e mais desgranada
mente urna voz imprudente deu ordem a melado da
ravallaria que se achava formada a direila da
fonto da praca, e a meio balalhao que eslava eslen-
demlido em balalha lendo na rectaguarda as casas
cpnsistoriaes, que fizessem um movimenlo para a
frente com o fim de despejar. A ordem foi em se-
guida axeculada, e o povo leve que rugir para nao
ser atropellado pela for$a armada ainda que ao ve-
rilica-lo alirou pedras aos soldados e grilou as ar-
mas. Parte da officialidade da milicia nacional,
que se linha reunido no caf de S. Fernando, posto
perlo da prara para accordar a attilude que havia
de lomar em lao afilela iluarao, recebeu a ordem
que foi intimada por um tenente a frente de um pi-
quete, de desoecupar o local ; a officialidade negou-
sc a isso. apoiando-se no seu direito, e oflicial reli-
ron-se depois de ler ditoque havia somente tra-
tado de cumprir a ordem que se Ihe deu.
Meia hora depois a officialidade de milicia mar-
eliou a conslituir-se em sessao no local do Anjn, on-
de se linha estaoelecido urna reserva de milicianos
armados em numero de 80 a 100 homens. All c
por convite da Ese. municipalidade que se linha
constituido em sessao permanente as casas consis-
loriaes, redaclou-se por una commissao da milicia
urna exposijao dirigida ao corpo municipal, pedindo
que se obrigasse o governador da provincia a denu'l-
lir-se do seu cargo, toda a vez que a opiniao publi-
ca o fara responsavel dv conflicto do momento, nas-
cido da illegalidade commeltida pela manbAa.
A' hora em que escrevemos esla resenha, que he
as quatro da larde se estao recolhendo multidao
d'assignaturasao pe da exposicao ; as forcasda guar-
niraocsiao eslendidas em balalha na praca de S.
Francisco c leen lomado todas as aveuidas c ras.
Um esquadrao c um batalhaoseestendcramem ba-
lalha na ra do Alijo com as cosas para o edificio
onde eslava reunida a milicia ; esta continua reu-
nindo-se cm alguns pontos, sem ademan hostil, dis-
posta a sustentar a ordem.
Ultima hora.
A' hora d'cnlrar no arele o nosso numero, reina a
mais completa tranquillidade; os milicianos relira-
ram-sc suas casas ; e sem embargo, a cidade con-
tinua oceupada militarmente pelas Iropas da guar-
nido, Fortes patrulhas circulam pelas ras e sem
ler precedido nenhum bando, nao se permille aos
cidadaos parar as ras, algumas das quaes esljn in-
lercepladas por senlinellas, causando Iranstorno aos
habitantes. ( A Europa. )
( dem. )
CORRESPONDENCIA DO DIAXUQ DE
PERNAMBUCO.
Pars 22 de outubro.
A Ilcspanha araba de concluir as suas eleices,
Fallando assim elle dirigia-se para /egris, o qual
lendo achado bom o pasto manifestara mais pezar
que seu cavalleiro de deixar csses lugares deliciosos;
todava como era um cavalio lao bem ensillado quan-
lo bello, a voz do senhor baslou para chama-lo aos
sous deveres. Cabisbaixo e triste elle deixou (asan
monlar tranquillameuto; mas apenas sentio as per-
nas deile sobre as ilhargas, parti como urna sella.
Essa carreira em linha recta durou urna hora a
nao parecia perlo de terminjr-se. Nem Cuisc, oem
outra aldea apparecia no horisonlc da estrada ; pelo
contrario os bosques densos estondiam-so de todos os
lados perder de visla, os carvalhos succediam s faias
e as fai.v aos pinheiros marinhos; eram collinas,
valles, cbarnecas e regalos, arvores direila e es-
querda, bellissimas arvores na verdade ; mas s ar-
vores.
. Tcrei errado o caminho'.' perguntou GaaUo a
ai mesmo.
A c*ta pergunla mental nm leve cstremccimenlo
correu-lhe por todos os membros. Nao era um cs-
Iremecimento de modo; .-as ao contrario um cslre-
mecimeulo rheio de deliciosa ini|Uietarao. Perder
se em urna floresta aos viole e dous anuos, que pre-
ter
Casillo sorrio a si mesmn quando julgou-se bem
edevidamenle perdido no meio do bosque. Havia
no que elle experimeulavacomu um encanto secrelo,
e sua anxiedade febril dava-lho gozos infinitos. Era
sua primeira vcrligom, elle a saboree va vonlade. e
cerlamenlc nao leria agradecido ao honicm que Ihc
houvosse ensillado o caininlio.
Entretanto como n dia comecava a declinar, e ao
lado ila agradavel inquietaran viuha rollocar-sc a in-
quietarao brutal do passar a noite ao menlo no meio
do bosque, cm companhia de um cavado que nao li-
nha comido aveia desde mais de silo horas com a
perspectiva de vor-se reduzidu ao alimento de Queipa
anlepassados, e ceiar bololas e luidos de faias, Gas-
lao procurou orienlar-sc.
O sol punha-se alraz delle, logo caminhava para o
oriente. Todava segundo os geographos de Compieg-
ne Cuiso devia achar-se nadireccAo do norte, convi-
nha vollar para aesquorda; assim elle metleu Ze-
gris em urna nova estrada recta como as oulras, o
tambem guarnecida de grandes arvores.
Infelizmente essa estrada descia para um dos ba-
xos da floresta. Pouco depois o camiuho loruou-se
nao sem perturbarles bstanles graves era algumas
provincias, a maioria dos dcpalados eleitos perlciirc
a opiniao liberal constitucional : cootam-se mis 30
republicanos e alguns carlistas.
A rainha parece sempre eslar na inlenc,ao de ab-
dicar, ella j nao pode sustentar-se. Napoleao se
opp5c com lodo seu poder a esla abdicoslo. Man-
da dizer a Espartero que sostente Isabel ; nao quer
urna regenria que podara favorecer as prelences
do duque de Monlpentier. NapoleAo coadjuvaria
antes urna restaurarlo Icgilimisla do que desej aria
ver um Orlcans no tiirono do llespanha.
Esla -itu.ir.ui equivoca d grande; o-poianca. aos
partidarios do^coiide Monteinoliii, que neste mo-
mento -carlia em aple- ceimdu dos chefes carlistas
quedisculem as probabilidades de sua volta a Hes-
panha. Cabrera acaba de atravesar Paris com des-
lino a aples em busca do conde de Montc-
molin.
O que complica anda neste momento a situarlo
he que Espartero e O' Dounell se acham em una
completa discindencia acerca da conslituicao que
deve ser submeltida as corles. Como v est infeliz
llespanha est bem lenge de cnlrar n'um estado
normal.
Na miulia ultima cela ou Ihe dissera qne os mi-
nistros americanos das diversas cortes da Europa se
tinham reunido em Ostende par conferenciar enlre si
sobre a gravo qucsiao de Cuba. I'ois bem, parece
que clles decidirn por unanimidade menos um
vol nde M. Man, ministro em Pars) decidirn) a
opporluiiidade de um ataque coaira Cuba. Neste
momeulo sei que navios ingleies c francezes devem
cruzar as Anlilhas para proteger a possesso hespa-
uhola contra qualqucr ataque dos Americanos.
M. Fuid nao he feliz como director da Opera.
Em 8 dias perdeu por culpa sua os dous primeiros
arlislasdeseu theatro, RogereMadaraescllaCruvelii.
Quanlo a Kogcr o sen contrato esperou e nao foi
renovado, dizem que i-lo proven de pequeos ran-
eares polticos. Roger (em a indiscricjlo de nao
ser bonaparlisla, c de ler manifestado as suas opini-
es a este respeito em varias circimstancias.. Dizem
que uo lempo da presidencia elle recusou canlar no
Elyseo. e o imperador, seguudo parece, noesquece
os insullosfeilus ao presidente (dinto a Madamasella
Cruvelli, a cousa he outra. a poltica he completa-
mente estranha a sua historia. M. Fould he um di-
conscieucioso, assisle a todas as represeulaces de
seu Ihoalro, e dstribue co;n seu, artistas o elogio
ou a censura que taz pouca honra a seu bom goslo.
Ora, sexta feira 13 de outubro, Madama Cruvelli
represcutava pela primeira vez o papel de Valentina
nos lluguenol!. M. Fould so achava em seu posto
com o binculo empunhadn como um general vigi-
lante que nao perdiia negligencia alguma, nem ma-
nobraalguma falsa. Parece que Madamcsell Cruvelli
nao leve a felicidad de agradar uaquella note ao
seu general, o qual depois da balalha Ihe disse com
grande.aspeie/..i: Madamc-olla,buje estou pouco salis-
Teilo!Cora effciln.|rcspondeuMadamesella Cruvelli,
senhor ministro, isto me affligc bastante, pois bem
veoba ver-rae segunda feira que V. Exc. licar mais
satisfeito.M. Fould apressou-sc di comparecer ao
convite do sua pensionista. A s;l.i da opera eslava
chcia de gente escolhida e elegante. Parle da qual
vein para ver. e parle para ser visla. A hora mar-
cada para comeco do espectculo j (inha soado e as
tros pancadas nao si Oleren esperar. Emlim o
publico se agita e reiuj o tumulto, depois de lies
quarlos de hora de demora o panno sobe e o admi-
uistrador vena aununciartrislemente que Madamesel-
la Cruvelli dcsappareccra c que nao podc'ler lugar o
espectculo, e que se restituir o diuhciro no pu-
blico. C unpi ciiend ;->-u f.cilmenlo o furor de M.
Fould; eraVvidenle quo Mad imcsilta Cruvelli havia
zumbado do ministro de oslado. Por alguns dia
ignorou-se o leslino da fugllva; acabou-sc por des-
cobrir que no dia seguinto da representaran dos
llugiienols.Madamesella Cruvelli havia lomad'oo ca-
minho de Brosellea. Fizcram-se milconjccluras
mis diziamque a America do Norte a linha seduci-
do com o attractivu de seus dollars, oulros que o
imperador dn Kussia a mandara roubar para vingar
o Iriumpho das nossa* armas, oulros, c esses sao o
quema|s se aproximan) da verdade, que Madamesella
Cruvelli eslava caneada do theatro e renunciava aos
louros immarces-iveis da gloria para repousar
sombra do mjrlo do amor legitimo: a critica
desasada de M. Fould linha vencido todas as rre-
solucoes.
O que prova que a cantora dera de sua parto urna
cabecada, he que seu quarto eslava arrumado, como
se ella livesse dado somente um pequeo passeio nos
suburbios de Pars. M. Fould para vingar-se se-
queslrou sua rica mobilia, assim como a somma que
Madamesella Cruvelli depositara em poder de Holhs-
rhild.seu banqueiro al a quantia de|100mi| francos.
Quando M. Fould v dinheiro no fim de qualqucr
uegocio, depressa se consola.
J que estou de humor de fallar-lhe em theatro,
devo annunciar-lhc que Rachel nos abandona ainda
no anno seguinle. A America do Norte Ihe oflerece
um contrato de um anno ua raao de 100 mil fran-
cos por mez, e Rachel que he menos pastoril que Ma-
damesella Cruvelli acceilou sem exilacau. He urna
grande perda para o llieatro francezquecontavacom
ella na etposirao de 1855.
Ti ve baslaute razo em dizer-lhe na minha ulti-
ma caria que Barbes talvez nao aceilasse o perdao
que Napoleo Ihe conceder como um aclo de alia
poltica. Com efieito, elle encarou este favor como
urna injdria, recusou por dous dias deixar a pristi,
e foi neerssano, cousa rara, obriga-lo a sahir a forca.
Eolio elle Iransporloii-se ao Monileur a caria se-
guinle. que he mui curiosa, e por isso nao poseo
donar de transcreve-la :
Sr. Director.Chego i Paris, tomo a penna e
pero-lhe que j e j se digne publicar no seu jornal
essa ola.
a Urna ordem, cojos motivos nao quero prescru-
lar, porque nao coslumo denegrir os senlimentos de
meus iuiraigos, foi dada no dia 5 deste mez ao
direclor da casa de detenerlo de Belle-lslc. Ao
receber esla noticia exlremeci com urna indisivel
dnr de vencido, erecusei o mais que me foi possivel
abandonar a minha prisao.
Vcnho agora aqui para fallar de mais perto e
la/.er que me oiiram.
Que se importa aquello que nao lem direito
sobre mim, que eu ame ou nao meu paiz "!
He verdade, a cjrla que se leu he minha, c
desde quelive ua> pensameuto, a grandeza da Fran-
ca be minha religio.
Mas ainda repito: Que se importa aquello que
vive fora da minha lei e da minha f, que meu co-
racao lenha- esles sonlimentos 1 0*-crime de 2 de
dezembro sempre permauoce como um combate
entre mim e aquello que o praticou !
n Pondo de parle minha diznidade pessoai IuTcil-
did^, o meu dever de inimigo leal me obriga a
declarar a todos e cada um de per si, quceu repillo
ne, os regalos alravcssando-o esparziam suasaguas
sobre urna trra escorrodica pela qual Zegris passa-
va diftlcilmenle. Por cumulo de desgrara a noilc
havia chegado, e urna nevoa espessa elevava-se desse
valle panlanoso. A posicao loruava-se desagradavcl,
e se um eslremecimenlo corra ainda pelos membros
do mancebo podia ser de fri, e nao de prazer.
Era perigoso avenlurar-se mais nesse caminho re-
gado de barrancos; por isso (laslao vollou resoluln
a cainiuhar nessa direcrao al encontrar queni Ihe
ndicasse a clrada.
Quando sabio da nevoa nosso viajanle perceheu
com prazer pola alvura do eco pira o sul que a la
ia.nascer, e que assim leria brevemente urna locha
paraallumiar-lhc o caminho.'
Depois de ler ailado (role rpido, durante meia
hora, Uaslao chegou ao claro cm que linha repeosa-.
do antes. Evidentemente ah viuha desembocar a
estrada de Compiegne; porcm sois avenidas cruza-
va m-se sobro esse puni, qual era a boa'.' Feliz-
mente passou um homem.
Estou longo de Cuise T perguntou Caslao, o
qual mo desesperavu aiuda de chegar.
O senhor vai a Cuisc '! disse o camponez ros-
pondendo segundo o costume a urna pergunla por
outra.
Sem duvda ; pois Ihc pergunto so anda eslou
longo.
Ah seo senhor cslvessecmCompiegne cu Ihe
dira que eslava quatro leguas distante.
Mas n:lo vuii a Compiegne, vcnho de l.
Enlo se he a Cuisc que o senhor vai, ainda
lem de andar urna tirada.
Mascbegarei brevemente '.'
Oh! i-so dependo da ligeireza de en avallo.
A trole o senhor poden chegar \i cm una hura ; mas
a passn nao rhrgar antes da lu rcrolher-se.
E nao poderei adiar un abrigo menos aparta-
do para a nnllc '!
Nao sei ; talvez baja, mas nao confiero nenhum.
E qual he o ramnho para ir a Cuis "
' Basta seguir directamente essa avenida que Ihe
fica direila.
O caminho he bom t
Por elle se passa todos ns dias, se seu cavalio
tem Imns ps...
Obrigado, meu amigo, disse Gasiao laucando
sua cavalgadura na direcrao indicada.
com todas as minhas forra- a medida tomada a meu
respeito.
Passei dous dias em Paris para dar lempo a que
se me enrarrere de novo, e sexta a noilc depois de
lindo o prazo, eu rnrrerei voluntariamente para o
exilio.Barbes.Pars II de outubro de 1 sVi.
10 horas da manhaa, hotel do principe Alberto,
ra S. T. Hyacinlh, S. Honor.
Barbe; esperou de balde que o mandassem pren-
der de novo, c lendo esperado o prazo de dona dias
que elle havia marcado em sua caria, parti para
Bruxellas, edahi para Hollanda, onde dizem leu-
ciona permanecer. O governo nao se decidi a
publicar a caria senao depois que soubc que ella
appameeria nu- jornae. eslrangeirus. Elle fe-la
preceder desta curia rellexao.
M. Barbes protesta contra o perdad que Ihe. foi
dado : nao o compreherideu,
mineral, hade ser aproveilada pela industria e pelo
commercio; c a facilidade, com que loda essa rique-
za pode ser transportada ao ocano pelos tres canaes
naluraes. que cortara o paiz lOTury, o Maracassum,
o Gorupy,) devem dentro em poucos anuo, fazer da-
quelle dislricto, boje quasi todo deserlo, um dos mais
povoados c opulentos, senao o primeiro de toda a
provincia.
Ora si a zona comprehendida enlr.e o Tury e o
Curupy prometle ser pela abundancia de seu ouro a
California c a Australia do Brasil, he alias incontes-
tavcl que nem oEIdnrado dos Estados-Unidos, nem
o da Inglaterra, podern competir cora ella em riqueza
de producios vegelacs; pois que o seu feracissimo
solo abunda em drusa de grande preco. como a bau-
uilha, o cravo, a gomiffa etaslica. o oleo de cupahy-
ba, c oulras. No he por corto menor a vanlagem,
que pode tirar a empreza da explorarao dessespro-
Aceilar um perdao he implcitamente reconhecer o ; duelos, queda "dos mineraes Toda esla parle occi-
poder de quem o concede,e Barbes ler-se-hia desa-
creditado para com seu partido senao proleslasse,
como fez.
Ha seis mezes que as operaees ndustriaes e com-
meciaesvao a peior. Es aqui um fado bstanle
significativo em apoio. Todos os annuncios dos
grandes ornac foram alunados por urna snciedade
que rcalsiva consideraveis beneficios. Entretanto
no trimestre que se findou emjulho, esta sociedade
leve o dficit de 20 OrO e no trimestre de julho a ou-
lubro, a perda chegou a 50 0|0. Se a guerra se pro-
longar por muito lempo, como ludo induz a crer,
nao poderemos escapar a urna cataslrophe fiuan-
ceira.
A Franca dispende actualmente tres milhoes por
da, o que somma mais de um militar de milhoes no
anno.
O emprestimo de 250 mi Hies esgotou-se, falla-so
em um novo emprestimo de 400 milhoes, mas para
cmitli-lo espera-se a lomada de Sebastopol, certa-
meute neste momento elle nao leria bom exilo.
INTERIOR.
A COMPANHIA DE MINERACO DO TU-
RY-ASSU".
Chegou ullimamenle da corle no vapor Impera-
iri: urna commissao, que vem. por conla de una
companhia aiiunyma, cujo capital nflo ser inferiora
500,0009 rs., explorar os terrenos aurferos, compre-
hendidos culre os rios Tury-asse Gurupy; compe-
se de possoas profissiouaes, acha-se munida de us-
Irunieutos proprios. o brevemente parte para o seu
destino, auxiliada pelo governo provincial com um
destacamento de primeira linha.
A companhia, que enva esla cora mis.a.i. poslo
que j esteja formada, espera anda todava para a
sua orgaiii-.irao definitiva, pelo resultado das eiplo-
rares, que se vio Tazer. Se este, camo he de sup-
r, corresponder a sua espectaliva, a companhia i
rva um ler^o das acres, cuja emissao fizer, pa
re-
para
serem dilribuidas nesta praca..
As acres serao do valor de 1009 rs. cada urna
as respectivas entradas, de 10 por 0|t) desle valor;
intervallo de urna a outra chamada, nunca injnor de
30 dias".
l'rureilendii por esta forma, os emnrczarossegocm
o syslema de associarao boje gcralmcnlc adoplado
na Europa, o qual lem a vanlagem de por ao alcan-
ce de tolas as fortunas as emprezas desta ordem,
que na'o devem ser mnnopolisadas uuicainenje em
proveilo do poucos. He esteum principio, que eu-
aioa o cidadao a ser econmico e industrioso, e quo,
hcui comprchondido pela popularAo. c sobre ludo
pelo 'umiii.'iri.i; facilitar, a reuniao dos caplaes,
liara seren empregados as diversas especie de me-
Ihorainenlos, de que carece a provincia.
A companhia Dio parar de-lumbrada dianlc da
riqueza dos trrenos aurferos do Turt, limilando-se
nicamente.i explorarao e lavra das mina-, os varia-
dos productos naluraeg 'ssa zona, que demora, en-
lre o curso dos dous ros, desde as suas fozes no oc-
ano al as suas nascentcs no interior, das Ierras, ou-
lros quaesqugr elementos de commercio, de riqueza
e civilisacAo, que possa deparar no resto da provin-
cia, a navegaran fluvial, as vas de cniuniunirncan
lerrestres, a lavoura, a colowisacao cm fim, atrahirao
lambem as suas vistas ulililarias, e a induziro a
emprchender novas especulares.
A commissao exploradora est possuida dos melho-
resdesejos, e bem compenetrada do meliodioso de
sua posicao; pois he evidente que do feliz successo
de seus trabadlos depende o futuro da companhia,
que, principiando por um capital ja nSo pequeo,
tenciona anda elcva-lo, afim de dar o conveniente
da.lorio a um projecto to vasto, como o que deixa-
mos esbozado.
Nao podem no em lano ser mais favoraveis os
auspicios sob que v3o ser principiados laes traba-
Ibos, quer se atiendaaserie/a da notoria riqueza das
minas de Maracassume oulras,donde os negros qui-
lomliol i- sem instrumentos pruprios exlfahiam quasi
flor da trra onro de superior qualdade, com que
faziam as suas permutas com os mscales, a quem
loclupetavam ; quer; seguranca quj em razo da
extirpaco dos quilombos, olferccem boje qucllaa
localidades a ulna exploracjlp Jegular e mellMllica
dos terrenos aurferos; quer, abertura de urna ex-
cellenle estrada do jaMaral' as minas, j concluida
em dous trros de sua extensao, c cm andamento
quantp ao resto; quer em fim, boa disposirao, que
a empreza cuconlra ne governo provincial em au-
xilia-la com os meios ao seu alcance, assim como ao
favorayel acolhimeulo da populacho, o que a commis-
sao he a primeira a reconhecer c confe-sar.
A circumslancia de se achar j estabelecida a no-
va colonia militar do Gurupy he tambero una con-
dirilo de seguranr, e por conseguidle de bom resul-
tado para as c\plorac<>es, porque evita por aquello
lado a formarao do uovos quilombos, que pudessem
perturbar os trabalhos da iniiicra<;ao, eque sem isso
se tnrnanam provavelmenlc a organisar. O que
convem he abrir, das minas para a colonia, una es-
trada quasi igual em extensao a que se lem aberlo,
doJussaral para aquello ponto.
Sese allender aos novos capitaes que, com as ex-
plorarnos da cumpaiihia, vem fluctuar nesta prara,
c courorrer para o descnvolvimciiloda industria en-
tre nos; ao crescido numero de operarios, que vao
ser empregados as lavras, epor conscguiulc de pro-
letarios, que vem augmentar a popularao, importa-
dos do exterior, ou das oulras provincias; ao impul-
se animarlo, que em geral recebera o commercio,
que c-morece, deve-sc recouheccrquenma nova po-
ca de prospcrid'adc se abrir a final para a provincia,
cuja -iluaran industrial nao he lisongcra, c se con-
serva ha anuos estacionaria.
O movimenlo e vida sobre ludo que, com o tra-
balho da miueracu, vai circular no Tury-ass ; a
crescente emigrado, que para all lem de attrahir a
evlrarcao do oum : a riqueza vcgclal que, a par da
A la prnjeclava sobre o caminho a sombra das
arvores, e seus raios paludos 1.....on.nn capricho-
smenle atravez dos claros. O chao era solido, e
embora a estrada nao parecesse muito frcquenlada,
lulo era m. Depois Zegris chegou extremidade da
floresta c entrou em urna campia ; mas ahi se api < -
senlava um novo emhararn, a estrada ramificava-se,
c GaaUo uAo sabia para que lado lomao.
Por muco que o leilor tenha viajado atravez dos
campos deve tor-se achado ao menos urna vez em
sua vida em semelhante situaco. Futan confiando
mais no inslinclo de seu cavalio, que cm sua propria
sagacdade Ihe lera sollado as redeas sobre o pescoro,
desransando nelle sobre a escolha enlre as duas es-
tradas Foi justamente o que Gaslao fez nessa cir-
cumjlancia, afrnuxou as redeas a Zegris, e dissc-lhe:
<< Vai' o Zegris abri as venia-, farejou e tomou a di-
reila.
O mancebo nao teve necessidade de csporea-lo ;
porque o generoso animal parlio loco n Irole, e antes
de um quarlo de hura o cavalio c- o cavalleiro chega-
vam s primeiras casas de urna aldea.
Emfini eslou salvo 1 disse Gaslao meneando a
cubeta com ar satisfeito.
O prazer que experimentara em perder-se fra mais
que compensado pela appreheusao de ler-se perdido
seriamente. Mas elle ainda nao eslava no lim de suas
Iribularoes.
A primeira casi en) que vio luz, apenu-se e ha-
leu a porta. Iinmedi,llmenle ouvio-se um latido
aliaz da porta, e depois una voz aguda que gri-
ta va :
Bem. Fidcle. cala-te !
l'urcm l'idelc indcil ladrava cada vea mais. To-
dava emlim a vo/ aguda vencendoa do cao conseguio
fazer onvir-so hira o...
Quem bate ah'.'
I;ni viajante perdido qu pergunla o caminho,
re-pululen Gaslao '.'
A voz do mancebo nao era de malfeilnr, c sen ac-
cento era de um homem aleado. A dona da casa ar-
riscou-sc a entreabrir a melade superior da porta, e
vendo claridado de urna m candea que linha na
mao o bello roslo c o vestuario elegante do cavallei-
ro, seus ultimo- recro- desvaueceram-se logo, e ella
moslrou por cima da melade da porla que eslava fe-
chada.seu roslo enrugado pela idade e queimado pelo
sol.
dental da provincia, se olharmos a ndole do reino
vegetal, parece j urna especie de trausirao feila pe-
la natureza para chegar aos prodigios da magnifica
regan do Amazonas, com cujo clima nao deixa de
ter o seu muta analoga.
Cumprehenda pois a provincia o vasto plano uti-
litario da companhia, comprehenda-o principalmen-
te e commercio, que e limita boje lao -rnenle a es-
forros isolados e impotentes, e poder tanto urna,
como oulro, resurgir do definhamenlo, que os amea-
ja, appellandn para o prospero futuro, que nos bale,
para assim dizer, porta, e a que d.Tj devemos cer-
rar os ouvdos., lima tal empreza nao s nos trar
as vanlagens malc'riaes, que devem resollar da fluc-
luarao de novos capitaes uesla prara, mas contri-
buir tambem para desenvolver enlre nos o espi-
rito de associarao, que deve dar nascimenlo a outras
do mesmo genero, com o fim de melhorar o nosso
precario eslado industrial. Esle cpiriloque nao he,
por oulros termos, senao a potencia, que opera os
prodigios da civilisacao moderna na Europa e nos
Estados-Unidos, hade por fim, nutrimos a bem fun-
dada esperanca, comecar a intrndozir-sc na provin-
cia com esse e outros exemplos anlogos, que j te-
mos em casa, ou no Brasil,
______ (O Obtercador.)
MARANHAO.
28 de outubro.
Nacegar'io por vapor da provincia, fluvial e eos-
leira. .
Em visla dos termos do contrato, que publicamos
boje, celebrado enlre o governo provincial e o Sr.
Jos Rufino Rodrign de Vasconcellos (%como re-
presntame de seu irma > l'oiv carpo Francisco de
Vasconcellos, a maii-aeao da :,avegacao por vapor
as aguas do Ilapucur, do Mcarim o Pindar, e na
hacia de Alcntara, depende agora nicamente da
conccs'ao, que fizer o governo imperial ao mesmo
emprez .rio, da navegarn cosloira do Maranhao at
ao Cear; a que, na forma da rcolurao n. 761 de22
de julho de 1854, se deve prender igualmente a na-
vegaran fluvial do Pariiahyba.'
(Milicia esla concessao, que passa a solicitar, o cm-
prezario encarrega-se d,i empreza da navegaran flu-
vial da pruvincia com as condires constantes das
bases, que deixamos transcriptas no n. 361 do Ob-
servador, salvas algumas leves modificacoes.
Por esla forma (eremos na provincia a navegarao
lluvial c cosloira a mais completa que ho actualmen-
te possivel, pois que alm da dos principaes canaes
por onde se iian-noriam na nossos producios, (ere-
mos de mais a mais a do l'arnahyha, que divide es-
ta da provincia do Piauhy ; o nina se prender com
muilo mais facilidade a nutra, sendo loda ella rea-
lisada por una s c amcsina empreza, e era Ul es-
cala.
Por nutro lado sendo a nossa jiavegarao fluvial
mais importante, que a custeira, cono o atiestan) os
dado" ostalislicos, que possuinios, c dovendu por cnu-
seguinte uoixar maiores iutoresses aos emprezarios,
he claro que o inelhor meio de tornar a ultima rcali-
savel, sera rcunir-lhe a primeira, commettendo-as
ambas mesma empreza, porque o avultado dos
lucros em um dos casos compensara o diminuto del-
les em oulro.
O governo provincial concede empreza, alm
da subvengo de J*,0U0 rs., e, na forma do S 7 do
art. 22 da lei p. n. 367. um emprestimo de 25,0009
por dez anuos e sem juros, realisavel em tres pres-
larcs iguaes dentro do prazo de dezoilo mezes,'e
nutro de2i,tH)')? para o estabelecimenlo de urna fun-
dicau. rcembolsavel em tres pagamentos iguaes no
espaco de dez anuos, mas dependente da approvacao
da u-onihloa legislativa provincial, quanlo ao aug-
mento do emprestimo e prazos marcados para a res-
lilui'.ao. que pelo art. 36 da referida lei sao, o pri-
meiro de 16,000-5 e os segundos de quatro a seis
anuos.
O concessionario obriga-se a encorporar urna com-
panhia anonyma, que reuli-c a navegaraodas qualro
referidas linhas dentro do prazo de 2* "mezes, a con-
tar da dwla em que o contrato comecar a vigorar na
forma do art. 31, e reservar para ser distribuido na
provincia um terco das acc/ies da empreza, que po-
daran todava ser vendidas onde convier, se a distri-
buirlo nao poder ter lugar dentro de 3 mezes.
O contracto porcm Picar de nenhum efieito, se por
ventura o Sr. conselheiro Joio uarle Lisboa Ser-
ra, (iver entabolado oulro na forma da proposta que
Ihc dirigi o governo porvincial em setembro prximo
passado, e que com os respectivos documentos aote-
riormeule publicamos nesta folha.
Assim he que a navegaran fluvial por vapor, para
realisar a qual n3o se linha ainda ha pouco podido
organisar aqui a companhia, ser por lira levada
entre nos a oil'eiio. quer cmvirlude do presente con-
trato, quer de ontro que aquelle conselheiro lenha
entallla lo na corte ; e esta navegarn compreheu-
iIit.i pruvavcimente n.lo s as hullas estabelecidas
pela a-.embica provincial no art. 22 da lei u. 367,
mas lambem as decretadas pela assembla geral no
n. 3 do arl. 1 da lei n. 632, e na resoluc.ao n. 761,
ou os nossos priucipaes rios e o littoral entre o porto
desta cidade e o da cidade da Fortaleza ua provin-
cia do Cear.
Cumprc no eulanlo dizer em abono de nossos ca-
pitalistas que, com quanlo semoslrasscm libios c du-
vidosos, quando a principio' se Iralou de organisar a
companhia, estao boje mais que dispostos a tomar
parte na empreza que se acha contratada. De tres
ou quatro casas sabemos nos que s ellas pretenden!
ficar com o terco das aeces, que se houver de dis-
tribuir ua pruvincia, caso estas n.lo achem maior
numero de compradores, como he de suppor que
cuconlrem. Isto j he ura feliz presagio para o bom
resultado da empreza, cao mesmo lempo urna prova
de que o espirito da a-sociacAo comecaa inlro lu/.ir-
se entre nos, c hade fazer progressos oum loda a
opiniao verdadeira.
() He o mesmo que veio da corle em commissao
da companhia de mineraro do Tury-ass.
Estou na aldea de Cuise, minha senhora"/ per-
guntou Gastao.
De Cuisc disse a velha rom um gesto de ad-
mirado, grande Dos o senhor est ao menos duas
Jcguas distante.
E de Seneuil'.' tomn Gaslao.
O senhor vai a Sencnil'.' Tamhem nao sao mais
de duas leguas daqni a Seneuil ; porcm o caminho
he diflicil de acerlar de noilc para quem nao o conde-
ce bem.
E qual he o nome do lugarem que eslou ?
Aqui, senhor, he Oslrcval.
Oslreval repolio Gaslao ; parecc-mc que co-
lillero esse nome. E poderei adiar um abrigo para
mim c meu cavalio nesta aldea '.'
A velha pz-se a reflcelir, e depois respondeu :
IIaveria o senhor cura, que lem urna bella es-
tribara c nm bom Icilo para seus amigos ; mas ello
uAo esta boje em casa ; fot a Crcpy vor o irm.lo, cuja
molber est doente por ler apanhadu fro um da
quo acabava de fazer brrela, e s vollar,i depois ele
manhaa. Joaiiniuha nao se atrever jamis a hos-
pedar o senhor durante a ausencia do amo.
E nao ha nos arredores cslalagem nem rasal'!
Ah senhor, ha o caslello e posso asscvcrar-lhe
quo seria hem recebido ; mas...
Quem mora nu caslrllo?
Mr. de Saulicii.
Mr. de Saoliee oulro uome que nao me he
desonuhecido.
Oh he um homem mu sabio, o que faz livros.
Ah he i-sn, disse Gaslao, torei lido seu nome
em alguma parlo. E o raslollo lira longe?
All a dous pleno do distancia sobre a enrosla.
Hasta seguir o caminho e subir sempre vollando a
esquerda. O senhor chegar,i ao porlo antes de um
quarlo do hora, e so u.io lem modo...
Jledo de que?
Oh! dizem que o caslcllo he (requemado por
almas do oulro mundo, c que lulo he bom para os es-
Iranhos.
Gaslao nao era supersticioso, e pz-se a rir.
Mas se o caslello he habitado, sem duvida o pc-
rigo nao he grande.
Tambem dizem que Mr. de Saulieu lem poder
sobre as almas.
Pois bem, elle me proleger.
Demais o que digo ao senhor he para adverli-
lo ; porque felizmente nada lemos de que aecusar a
De certo, se atlenlarmos as maravilhasde nossos
dias, como caminhos de ferro, navegado por vapor,
lelegraphos elctricos, que se observan) em grande
parte da Europa e nos Estados-Unidos, America do
Norte, e que tratamos h'oje de aclimatar no Brasil,
veremos que todas ellas sao devidas a meras empre-
zas, lilh.i- do espirito de associarao, que predomina
naquelles paizes, com razao admirados por sua ci-
vilisacao e cultura. Todos esses prodigios da indus-
tria humana, de que era sequer havia idea ne
seculo passado, e que constiluem a superioridade do
nosso sobre os anteriores, sao justamente o effeilo
da reuniao dos capilaes operada pelo espirito de as-
sociarao c de empreza, porque eonheceii-ae a final
urna cousa bem simples; e he que o que nao podem
couseguir em casos taes as posses soladas de um s,
podem-no reunidas, e sem esforco, as de dez, de
cem, de mil, de dez mil, etc.
Esta poderosa conviccao. de que brolaram as com-
panhias ou sociedades anonymas, que tem levado ao
cabo essas emprezas verdaderamente gigantescas,
que prenden) todo um paiz, todo um continente em
urna vasta rede de carris de ferro : 'que approximam
urnas das oulras todas as recies do globo, uns doa
oulros lodos os pontos intermedios destas, fazendo
dcsapparecer as distancias; que communicam o
pensaraento por centenas e centenas de leguas com
a mesma rapidez do relmpago, he que desojramos
ver arraigar-e e frulificar entre nos, porque se ha
paiz que necessile de melhoramenlos de toda a es-
pecie para progredir, he seguramente o nosso, onde
quasi ludo, que he obra dos. homens, est ainda por
desenvolver e aperfeicoar, se nao crear.
. Denlre as provincias do imperio esla, que passa
por urna verdadeira crise industrial, devida princi-
palmente baixa do prejo do algodao, cuja cultora
quasi geral em toda ella, uo lem sido possivel subs-
tituir senao em parte, pela da canna de assucar, e cu-
ja producrao podia ser alias mais barata, e deixar
por conseguinle mais iuleresse ao lavrador, se a con-
duccao fosse menos diflicil, he cerlamente orna da-
qucllas em que se torna mais necessarin o espirito
de associarao, para dar nascmenina emprezas, que
teobao por lira auxiliar nossa esmorecida lavonra,
quer directamente supprindo-a de bracos pela colo-
nisarao aercola, quer indirectamente facililando-lhe
ns Iranspnrles pela navegacAo por vapor.
Esta navegaran ho para nos tanto mais transcen-
dente, por isso que a nossa-provincia nio s he orna-
das que possuem maior oxIonsAn de costas, mas
tambem urna das mais bem regadas por canaes na-
luraes depois da do Para. V-se pois bem clara-
mente de que importancia ser ella para o deseu-
volvimenlo da produecao, e em ultimo resultado
do commercio, feito em grande escala em nossos.
ros, e cm um lao dilatado littoral, ou na forma do
plano, de que reza o contrato.
Nao nos oceuparemos com a navegaran do Ilapu-
cur, do Mearim e Pindar, por ser a sua impor-
tancia conhecida, mas nicamente com a do Parna-
hyba, a qual o nao he tanto para nos. Logo que
se estabelcca a navegarao por vapor as agnas deste
ullimo rio, as nossas comarcas do Brejo e de Pastos
Bous, por elle banhadas, lero um excedente Ca-
nal para exportar os seus productos, que deixam
boje de vr ao mercado, e adquirirgo um desen-
volvimenlo e prosperidade, a que nao podam as-
pirar al aqui por falla de navegarao regular pa-
ra o ocano. A comarca de Casias, que tambem
com ella vizinha, lera, alm do Itapucur, oulro
novo vehculo por onde transporte a sua riqueza.
Assim realisada entro nos por urna s empreza e
ao mesmo lempo, a navegacAo por vapor, fluvial e
custeira, sera um grande e efficaz beneficio feilo
lavoura, ao commercio c industria em geral desta
provincia, sobre ser de igual vanlagem para as pro-
vincias do Piauhy e Cear, como se as emprezas fos-
sem disliuctas ; c he de esperar que, allcndendn a
urna rircumstanr.ia lio plausivol, o governo impe-
rial prefin para fazer a concessao, que delle depen-
de, o emprezario que, como o actual, se encarre-
gar igualmente da empreza, ruja concessao perten-
ce ao governo provincial, que celebrando ura con-
trato, donde deve resultar o complexo de loda essa
navegac/io realisada, faz ao Maranhao um verda-
deiro e incomestavel servico. .
Aos dezoito das do mez de outubro de.mil oilo
centos c ciucoenta e quatro, nu palacio do governo,
peranle S. Exc. o Sr. presidente desta provincia do
Maranhao, Dr. Eduardo Olimpio Machado, rompa -
receu o cidadao Jos Rufino Rodrigues de Vascon-
cellos, como representante de seu irmo Polycarpo
Fraucisco de Vasconcellos, propondo-se a eectuar
a navegarn por vapor nos rios desta mesma provin-
cia, de conformidade com a lei provincial n. 367
de 24 de jnlho do correte anno, e apresentando a
sua proposta, sobre a qual foiouvidoo Dr. procura-
dor fiscal, que se achava presente, accordoucom elle
S. Esc. em que o contrato se firmasse debaiio das
cundirocs seguintes:
Arl. 1. A navegaran vapor na provincia do Ma-
ranhao constar de qualro linhas regulares, a saber :
t.a J.o ro ltapicurii, da capital*-.! cidade de Ca-
sias.
2." No rio Mearim, da caotal ao sceo das Almas.
3.' No rio Pindar, da Capital puvoacaU de Mon-
ean.
4.' Na baca de Alcntara, da capital a cidade do
mesmo nome.
Da primeira linha.
Art. 2. Esla linha de navegacSo ser dividida em
duas --ceo-.
1." Da cidade de S. Loiz al a villa do Rosario.
2." Da villa do Rosario at a cidade de Casias.
Art. 3. A navegarn da 1.a seccao ser feila por
um vapor de forca nunca menor de quarenta caval-
los, e pelos barcos de reboque, que forem julgados
suflicienles : e da 2.a por um vapor de forca de vin-
le a viole e cinco cavallos, e que nao demande mais
de dous e meio palmos d'agua. c pelos saveiros, que
forera necessarios para o transporte das cargas, com-
prchendidas as dos dislrictos das villas" do Rosario,
llapucnr-mirim, Cmala e Codo.
Art. 1. A communicaco at a cidade de Casias,
se assim convier companhia, poder ser feila, du-
rante a e-iac ,n invernosa somente, pelo vapore bar-
cos da t. seccao.
Art. 5. Tanto na ida, como na volta, os vapores
locarao as villas do Rosario, ltapucor-mirim, Co-
roat e Codo e ua cidade de Caxias, que ficam con-
siderados pontos de escala.
Arl. 6. Em cada urna das seccOes, deverSo os
vapores e barcos da companhia fazer duas viagens
redondas por mez.
Da 2.' linha.
Arl. 7. Esla linha de navegacAo partir da ci-
dade de S. lu/ al o secco das Almas, e ser ese-
culada por um vapor de 50 cavallos, pelo menos, e
com a capacidade necessaria para receber cargas ;
bem como pelos barcos de reboque, quo a compa-
Mr. de Saulieu nem sua senhora, os quaes fazem.
ao povo todo o bem que podem.
Gaslao, a quem essa perspectiva de almas era mais
propria para animar do que para intimidar, agrade-
cen a boa velha, meltendo-lhe na mao urna pequea
moeda, o que o fez acompanhar de henraos sem nu-
mero al a primeira volta do caminho.
Desla vez nosso viajanle nao leve difllculdade em
acertar. O caslello. velha fortaleza cheia de fen-
das, ergua suas alias turunbas no cimo de um cabe-
ro, c apezar da nevoa espessa do fundo do vale po-
dia-se avistar os lelos ponludos, e as ameias clari-
lla le da la.
Para chegar grade, Gaslao foi obrigado a passar
por urna especie le caminho cavado, cojos lados
rslavam amonloados destroces de forlilicares. Em-
lim achou debaiso de urna abobada mitiga um por- ~
leiro que fez girar a grade sobre, seus gouzos com um
horrivcl e sinistro rangido. Depois teve de passar
urna ponte levadira, a qual na verdade eslava abai-
sada ; mas rcslava atravessar urna abobada sombra,
e debaiso dessa abobada, se a porta levadira dos
lempo, feudaes linha desapparecido, a entrada do
palco grande do caslello era impedida por urna for-
te porla guarnecida de pregos revirados de cabecas
maiores que urna peca de cinco francos. Ahi foi
preciso parar segunda vez, soflrer o esame de urna
especie de mordomo, e dizer seu nome e sobreno-
me acompanhados dos motivos dessa visita noctorna.
Na verdade Gastao bem podia crer-se na meda ida-
de, c considerar-se um cavalleiro errante em busca
de aventante*!
Entretanto Zegris cavava o chao debaiso da abo-
hada emquanlo o criado linha ido levar aos habilan-
les da forlaleza as resposlas do mancebo, e este come-
cava a achar asss cxlravaganlcs essas precauc,6es
myslcriosas que o acolhiam. Nao podia compreheu-
der esse luxo de grade de ferro, de puntes levadi-
ra. e de grossas portas no anno da grara e da civili-
saro de 1815, encarava com um sent ment de in-
quieta curiosdade esses grossos ferrolhos, esses mu-
ros inabalaveis c csses fossos amearadores que a es-
curidao (ornava sem fundo.
Depois de dez minutos de espera a grossa porla
abrio-se, e deu passagem ao cavalleiro, o qual era
emfim admllidn ao favor da hospilalidade-nesse cas-
lello de outro seculo.
(Continuar-e-ha.)


'
2
nhia julgar snlHcientes para o transporte das mer-
cadorias.
01 ARIO DE PRNAMBUCO. QUINTA FEIRA 16 DE NOVEMBRO DE 1854.
Arl. 8. Nesla linha de navegacao far o vapor
pelo menos urna viagem redonda por mcz, locan-
do, lano na ida como n< volla, no porlo da Ga-
barra no Arary, na Vicloria e no secco das Almas,
que ficam considerados pontos de escala.
Da 3. linha.
Ar,,1 9- E,la>"Dha at navegacao comecar da ci-
liado de S. Luiz at a povoa$ao de Mooc,ao o ser
execulada pelo vapor e barcos de reboque da se-
guuda linha. ou por outros iguaes.
Art. 10. Nesta linha farn tambem o vapor, pelo
meuos. urna viagem redonda por mez, tocando,
tanlo na ida como na volta, no porto da Gabarra,
na villa de Vianna e na povoaco de Moncao, que
ficam igualmente considerado p onlos de escala.
Da *. linha.
Art. 11. Esla linha de navegado sera da-cidade
de S. Luiz a de Alcntara, e ser execulada por
nm dos vapores d. 1. ou da a. linha, ou por outro,
se assim conyier companhia.
Art. 12. Nesla linha far o vapor, pelo menos,
urna viagem redonda cada 9emana.
Clausulas e eilipulacOes relativas as quatro li-
nha* de nategaro.
Art. 13. Nos pomos de escala de todas aslinhas
dever ter a companhia, para deposito de cargas e
mercadorias, arroazens comiuodos, e coberlos de
Idha.
Arl. 14. A companhia receber, sem retribuirn
alguma, nos seus armazens de deposito, todas as
cargas e mercadorias para elles transportadas por
qualquer modo, coro tanto que d'alii a seu destino
Ini.il sejam condozidas nos transportes da compa-
nhia.
Art. 15. O governo da provincia auxiliar a em-
preza por cada viagem redonda, com a quanlia de
5008 rs., sendo da 1. linha i com a de 400> rs., sen-
do da 2.a e 3." e com a de 508 rs., sendo da 4.
Precedendo ajuste com o governo, poder a com-
panhia augmentar o numero das viagens mensaes,
sendo-lhes salisfeil.-is pelomesmo as respectivas pres-
lacftes.
Art. 16. A suhvenr.lo ser garantida a empreza
pelo espaco de 15 annos, com o privilegio exclusivo
de 10, a contar do dia em que forem aberlas cir-
cularlo publica as linhas mencionadas no presente
contrato.
Art. 17.0 governo da provincia concede a empreza
por emprestimo, pelo espaso de 10 annos e sem ju-
ros, a quanlia de 25:0008 rs., que Ihe ser entregue
cm tres prestarles iguaes dentro do prazo de dezoito
mezes.
Art. 18 Os presos dos transportes serilo marcados
em relaoSo a tres diferentes classes, havendo para
cada urna das duas ultimas dous precos conforme fo-
rem sustentados propria cusa, ou a cusa da com-
panhia :
l. Casse .". Cmara do vapor.
2.* i>.... s das barcas.
3.' Coaves do vapor e das barcas.
Arl. 19. As passagens serSo reguladas animal-
mente pelo governo de accordo com a companhia,
lendo por base o preco mximo dos 500 rs. por legua
de navegacao, iuclusive comedorias para os passa-
geiros de primeira classe.
E, pelo que loca aos freles dar mercadorias, nao
pdenlo elles exceder aos que actualmente levam os
barcos ordinarios. -
Art. 20. Os correiosserao transportados gratuita-
mente. Os militares em seiviro, os recrulas e suas
bagagens serao transportados por um pres convenci
nado entre melado da dous trros das passagens mar-
cadas as respectivas tabellas.
Art. 21. Fica reservada ao governo, sempre que o
queira, a faculdade de examinar o estado dos vapo-
res, dos barcos e suas dependencias ; bem como o
modo porque a companhia desempenha o servico re-
lativo navegacao.
Art. 22. A companhia he obrigada a mandar fa-
zer de prompto todos aquclles reparos, que o
governo vista dos e*auies feilos, julgar indispensa-
Veis, e, qnando se recuse a faze-los mandar o mes-
mo governo proceder a elles a sua cusa, aproprian-
do-se dos seus rendiracntos at prefazer a somma das
despezas feilas.
Art. 23. O governo, onvida a companhia, orga-
nisar os regulamentos de policia da linha de nave-
gacao vapor e suas dependencias.
Art. 2i. O concessionario encorporar ama com-
panhia ou sociedade anony ma sol o litlo de com-
panhia de navegado vapor da provincia do Ma-
r nhao.
Esla companhia lem por fim especial a empreza
da navegado a vapor das quatro linhas, de que
se Irata nos termos do presente contrato, eregu-
lar-se-ha pelos estatutos feito pelo concessiona-
rio e approvados pelo governo antes da sua cncor-
porarao.
Art. 25. A companhia ohriga-so a estabelercr e
entregar a circulacao publica a navegarao i vapor
das quatro linhas dentro do prazo improrogavel de
vinle quatro mezes, a contar da data em que o
presente contrato comecar a vigorar, na forma do
art. 34.
Art. 26. Se a companhia deixar do cumprir a
rundirn do artigo antecedente ou outras quaesquer
clausulas estipuladas no presente contrato. Picar o
mesmo, ipso faci, |rcsciudido, e nesle caso, o go-
verno adjudicar a empreza soh as mesmas condi-
coes ootra companhia.
Arl. 27. S o governo da provincia, auxiliado pe-
lo governo gcral ou pela assembla legislativa pro-
vincial, se adiar para o futuro em circumslaucias de
melhorar ou cstender estas quatro linhas de navega-
rao ou de emprehender outras nos ros da mesma
provincia, dar preferencia nos concursos, em igual-
dade de circumstancias. companhia da navegacao
a vapor da provincia do Maranhfio, orgaoisada em
virlude do presente contrato.
Art. 28. O governo da provincia concede a em-
preza por emprestimo, alim de eslabelecer na mes-
ma urna fundico, a quanlia de viole quatro conlos
de ris, que ser restituida em tres pagamentos
iguaes no espaco de dez annos, a saber: o 1. no
fim de seis annos, contados da data do emprestimo
e os outros dous nos quatro annos seguinles, ven-
cendo a quanlia emprestada dahi em dianle o juro
, de nove por cento ao anuo at effeclivo pagamento,
. se a restituirlo se nao verificar nos prazos cima
marcados, e devendo a fundico Picar montada no
prazo de um anno depois do emprestimo, sob pena
de, no caso contrario, ser o devedor obrigado a en-
trar para os cofres pblicos com a quanlia que tiver'
ajeebido no espaco de tres mezes.
Arl. 29. O artigo antecedente Pica dependendo
daapprovaco da assembla legislativa provincial,
na parte em que augmenta o emprestino.e espaca os
prazos marcados para a restituirn. No caso de nao
approvar,ao, a empreza para eslabelecer a fundirn,
receber tao smentc a quanlia do dezescis contos
de res, que ser restituida em tres pagameulos
iguaes': o 1. no lira de quatro annos, contados da
dala do emprestimo, e os outros dous nos dous annos
seguinles.
Art. 30. O emprezario reservara para ser distri-
buido na provincia, um terso das accoes. Se a dis-
tribuirlo nao liver lugar dentro de tres mezes, po-
der elle vende-las, onde Ihe convier.
Arl. 31. A execucao do presente contrato fica
dependendo de ser concedida ao emprezario pelo go-
verno imperial a navegacao por vapor as aguas do
l'arnahyba, na forma do decreto c. 761 de 22 de ju-
Iho do correle anno, e a de que trata o n. 5. do
arl. l.o da lei n. 632 de 18 de setembro de 1851.
Art. 32. O emprezario, antes de recebar os em-
prestimos.de que tratam os artigo* 17 e 28 do pre-
sente contrato, dever prestar Pianca idnea no the-
souro poblico provincial. E para conslar-se lavrou o
presente termo,que vai assignado por S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, pelo emprezario e pelo Dr.
procurador fiscal. Eu Augusto Cezar do Reis Raiol,
1. oflicial da secretariado governo, oescrevi : Eeu
l.uiz Antonio Vieira da Silva, secretario da proviu-
cia, fiz escrever e subscreviOlimpio Machado-
Jos Rufino Rodrigues de VascoiieellosJoao Pe-
dro Das Vieira.
Artigas addcionais ao contrato arma transcripto,
celebrado com o cidadiio Jos Rufino Rodrigues
de Vasconcellos, por parte de leu irmao Poly-
carpo Francisco de Vasconcellos.
1." A empreza se obriga por n disposisao do go-
ver da provincia, em cada nma viagem dos vapores,
dous lugares de patsageiros de Estado, pelos quaes
nao exigir pagamento algum.
2." O presente contrato Picar de nenhum efleito,
se o conselheiro Jo3o Doarte Lisboa Serra houver en-
labolado outro, de conformidade com a pfoposta,
que Ihe foi remedida no roezde setembro prximo
passado. Para constar se lavrou o prsenle termo,
que vai assignado pelo E\m. Sr. presidente da pro-
vincia e pelo representante do emprezario. Era ul
supra. En Augusto Cezar dos Keis Kaiol, !. oflicial
da secretaria do governo, o escreviOlimpio Ma-
chadoJos Rufino Rodrigues de Vasconcellos
Joao Pedro Dios Vieira. [dem.)
do povo, he mister que se lomem providencias para
quo ou nao se esgole logo a mina ou pela ambiro
de fafeer fortuna de pressa nao v depois o povo ca-
hir na miseria, e ne Tome, por nao se empregar
neutra cousa.
Occorrem-nos a esle respeito as seguinles obsr-
vaseles.
Primeiro que todo o reipeilo a propriedade alheia
fazendo a policia de sua parte o que poder para
obstar eua invaso de todo mundo as Ierras de
quem quer que seja, acabar com esse cominuuimo
que se quer eslabelecer.
Alem do direito, que por todos os motivos se devo
respeitar, ha nissu urna medula de grando interesse
publico, que vem a ser grande parle desses que an-
dam a devassarasmadasalheias, sendo privados disso
voltario a seus trabalhos ordinarios, abrirao seus
rojados, ou se allugarao, como coslumavam aos
lavradores, e assim nao estaremos amearados de
penuria de gneros allimenlicios para o anno por
falla de robados.
Segunda medida he da cmara eslabelecer por
urna postura sob mullas graves o lempo proprio
para a tirada do leile da mainooba ; por que nem
lodo lempo convem tirar a seiva das arvores : ha
eslasSo em que ellas abundara mais em seiva ; ha
outras em que tem menos, e que precisam para alli-
menlar-se ; e i>or couseguinle nao pode deixar de
fazer mal, ou de matara arvore e privar-se de sua
seiua no lempo, que ella he indispensavel a sua vi-
da regelativa.
Tercciro, quo a cmara ou o governo publique
inslrncres ao povo a respeilo do processo mais con-
veniente de exlrahir a rezina, pira que nao eslejam
a esfolar as arvores, e matando-as pelo methodo de
que ora ii/.am.
Quarlo, que como esto ramo de industria he bs-
tanle lucrativo, e nao precisa de outro incentivo,
que o alto preco, de que goza na Europa, e pouco
ousta aos apanhadores, que colhem al 6 e 8 libras
por dia seria convenicuto que a assembla impozes-
se alguma cousa sobre sua exportarlo como fez a do
Para, e crear assim mais urna foole de receita para
o nosso Ihesouro.
Estas reilexes occorreram-nnsao ler o eomm-
nicado, qua abaixo vai publicado.
Maranguape 5 d ouluhro.
Somos IcstemunJia nesla povoaco da mana ca-
tchc, borraxa, ou manissoba, nome esto pelo qual
aqui conhecemos a gomma elstica do Para.
Todo o povo de certa orden, e aiuda muitas pes-
soas, quo lem a pretencao de eslar cima delle, estao
possuidos desle furor, quo os leva consideraveis
distancias, delxando por muitos das suas casas, fa-
milias, e antigs oceupasoes, para se darem a esla
nova industria ; de sorte que difficil he achar-se um
trabalhador para qualquer serviso, o que nos d o
fundamento de presenlirmos que por tal privasao
tem de Picar este anno muilos rosados inutilisados.
Esta industria pelo alto valor que actualmente
enconlra no mercado, deixa bem pago o traba I lio dos
que sedo ella ; mas esla consideras3o nao pode
ser senao momentnea, e perigosamente consecuti-
vos os seus effeitos : o povo tem o habito de nao cui-
dar no futuro, e s Ihe importam as cousas da actua-
lidade.
Nao pode ser durad luro,devenios noseslc inleresse
porque nossa provincia nao he como a do Para cm se-
meltianle generodecommercio, alli consideravelmen-
icabun liini as arvores da gomma elstica, isto be, a
calchc, ou borraxa, que corresponde nossa ma-
nissoba, em vaslos terrenos, cobertos ainda de mal-
las vigens, onde urna primavera continua as faz
exuberar em quanlidade, na consideravel exlensao desde o
Orinoco at o Amazonas, entre outras de menos im-
portaucia, lucren guianensi, ajalropha elstica e
a urceola elstica, desque se exlrahe tambem a gom-
ma ; entretanto que aqui s temos a manissoba,
que ha cm pouca quanlidade,c em maltas devassadas
e quasi sorras, pelo que nao podem conter abundan-
cia de sueco vegetal.
Accresce ainda que no Para extrahem a gomma
por leves incises feilas no tronco e ramos da arvo-
re ; e aqui o processo enpregado he corlar a arvore
at o amago, quando nao Ihe cortao at as raizes,
precedendo disto que depois de poucos dias, morre a
mauissoba.de que urna vez se lirou o tueco lcteo.
Estas circumstancias, parece-nos que convencerao
de que talvez, supposto o furor do povo em tirar
gomma elaslica, para o anno j esteja esgotado este
ramo de negocio, o peior porm he que aniao Picare-
mos sem elle, tambem sem rosados, mal immedialo,
e s equivaleule urna secca 1 lie triste ver como
nessa capital entram muitas pessoas do povo, bo-
rneo-, niullicrrs e meninos, carregados dessa produc-
rao vegetal, que vendem por bom dinheiro, de-
em que utilmente oempreguem
pois nao sabem
xar,
um lenco, cheio de relalhos, com que os favorecem
os nossos cooscienciosos homens do commercio.
Ao menos se nds livessemos caixas econmicas,
como em outras partes, creadas a beneficio das clas-
ses laboriosas, que fossem alli depositar o que podes-
sein economisar de seus trabalhos, o que he um reco-
uhecido efleito de civilisare e progresso, nao se per-
dera assim o fruclo do Irabalbo do povo, que quasi
sempre por viver na pobreza, ja nao lem o babilo
de bem saber dirigir-so as occasiOes em que tem a
ventura de Ihe vir a n3o mais crescida somma de di-
nheiro.
Se soubessemos .que podia aproveilar a exposirao
de uns estatuios para o eslabcleciinenlo deslas cai-
xas dariamo-nos eo Irabalbo de extrahi-los.
Sua utilidade he de tal transcendencia que he ex-
po-la ; bastar pensar que era tima animaran, una
garanta para nossos agricultores, ainda em grande
numero pobres, que nao lem por si cousa alguma.
que Ibes assegure a menor vanlagem : os instituido-
res de taes caixas nao podiam deixar de ser conside-
rados, como cidadaos benemritos.
Ainda a proposito da manissoba, pensamos que o
governo deu quer que fosse de providencia ; porque
vimos o subdelegado o inspectores, alm das correi-
ces de porcos e cabras, em que empregom o maior
desvedo e luxo, tralarem de certas relares, que
entendemos lem analoga como fado das manissobas,
mas estou cerlo que nao produzirao effeito.
j".
(Do Cearence,)
(dem.)
Modo de prepara a, borraxa.
Lc-se no Commercial:
a Dmde-se a siringueira em 6 partes desde a al-
tura cm que o bomem pode picar al o tronco :
A GOMMA ELSTICA.
Desde alguns annos que era aqui conhecida a ma-
lucona, ou a arvore que da a borrav do Para, e
ale mesmo em 1845 se Pizernm alguns ensaios de ex-
ploracao sem vantagm paraos exploradores lalvez
pelo interno preco, porque enlao se comprava. Mas
ltimamente desperlou-se urna especie de lirauror pe-
lo leile da mamsoba, que segundo nos ioformam.d'a-
qui at lijlurile he raro encontrare em casa urna
pessoa, excepto alguma manca. Todo mundo esta
no mato descascando as manijobas para trar-lhe a
seiva, e como se essas arvores fossem res mulla..-.
e por conse^uinle objeclos primi capientU, cada
qual entra pelas Ierras, e malas alhces e vai pican-
do as manicobas que enconlra.
Em lugar competente publicamos um artigo a esle
respeito, que nos fo commuuicado por um amigo.
Dizem-nos que algumas arrobas lem sido compra-
das e embarcadas pelos necociantet desla prasa pelo
prejo de 10 a 208 reis segundo a quailidade da re-
zina.
O processo que empregam os apanhadores he o
mais simples que he possivel. e o mais desastroso
para as arvores. Em vez de fazerem |iequcnas in-
riscs na arvore, e apanharcm o leile, ou seiva que
corre pelaincisao, elles deecascam-na da altura que
alcangam al as raizes, e apanham o leite que tit-
ira, e coagula em forma de rezina de gameleira, ou
mesmo o que eahe no chao misturado com Ierra,
lie desla ultima qualidade que se paga a 108 res a
arroba.
Outros apanhoo leite em algoma cousa, e de-
lao-no era pequeas formas de madeira da largura
de urna roo, e altura de um dedo, e fazem pes que
sao mais apreciados no mercado, vendendo-se esla
a 208 a arroba.
Se esta descobcrla he um thesouro, ou ama cali-
fornia como o povo chama, u que assim parece, a
vista da abundancia de dinheiro, que gira as maos
form.im-se, urnas tigelinhas de barro de loriga' que
se pegam a arvore em distancia dola : feita esla
prepararn, pirae a arvore rom urna machadinba
propria para islo, cinco ou seis dedos cima das
tigelinhas, combando de cima para baixo na or-
dem dos das da semana nos intervallos das tige-
linhas : e voltae depois a picar nos intervallos
das divisoes picadas todas as siringueiras, que se
acham na diroerao que se loma, e passadn o lem-
po necessario para se cnchercm as tigelinhas, vai-se
colher o leite em um balde que lenha a bocea pe-
quena.
a Para so fabricar a borraa em pao fazem-se
urnas formas do lamanho de um lijlo, ou como se
quizer, e. se cnchem do leile ; logo que qualha ti-
ra-so da formar poem-se aosol. Esla borraxa tem
menos preso no mercado, por nao ser de boa qua-
lidade e ler mo rheiro.
Para fabrcar-se a borracha em folha, chamada
a fina, fazem-sc urnas taboas de dous palmos de
comprido, palmo e meio de largo, e meia polegada
de grossura com um cabo (podem allerar-l he estas
dimensoes ;) unta-se esla taboa de barro molle pa-
ra nao pegar o leite. Posto o leile em um alguidar
nm tanlo razo, de bocea larga, deila-se com urna
cuinha na taboa, e logo se difuma com a fumara de
casca de coco ( serve o catle ou palmeira) em quan-
lo muda a cor.
A lumaca prepara-so assim.
a Faz-se urna pera de barro do fcitio d urna for-
ma de purgar assucar com a bocea larga, e o fun-
do eslreito, e ueste fundo um buraco por onde sa-
ia o fumo. Deve ser obra cozfda e forte. Eo-
l.lo, feito o fogn, se poc sobre elle a peca de bar-
ro, c laucandoe a casca do coco pelo buraco,
se vai pastando na fumara que sahe a laboa untada
com o leite. He preciso que na tal pesa de bar-
ro haja um aborta por onde entren arpara al limen-
lar o fogo. Esta dol'iiuiarun dura smenle em qua ti-
lo secca o leile para que nao Pique mais grossa de
urna parte do que d'oulra : c logo se (ansa nova
carnada urnas sobre outras at 20 ou 30 como se
quizer. Cada defamarn nao leva mais do que um
instante. J se v, por esta rapidez, que quasi
nao se perde lempo alsum.
Depois das carnadas que se quzerem, se pe a
laboa ao sol ; e secca a borraxa, abree com urna
faca para (ira-la da taboa, vndo a Picar como urna
folha de papel.
Os sapatos fabrcam-se do mesmo modo.
Cumpre notar que quando o leile est grosso,
bastam menos carnadas de leite, do que quando
est aguado. A siringada as tigelinhas chamae
xirinambi, e vendo-se por pouco mais de melade
do valor da fiua. (Cearense.)
na contigo, pelo quo os cnlhusiaslas russos sao cm
ridiculo numero, hein que irrellcclidamentc.
Deposito ouir'ora a cadeia desta cidade da fatal
bexiga, sem que fossem dadas as devidas providen-
cias, resuduu contaminare a mesma, a nonio de
ja ser rara a casa, em que ainda ella niio investir.
Felizmente acha-sc bem prevenido este lugar de
facultativos, por cojos soccorros poucos san os que
ja enfastiaram o contacto dos vivos.
Ja que tratei de facultativos, seja-me pcrmitldo
dizer alguma COUM acerca de um. que ha sabido
grangear as sympathas desle povo, de sorte que o
seu nome jamis extinguir-se-ha de sua memoria.
Assim o fazendo, nao entendam os demais, ter eu
somonte em vista endeosar a um, como que Pican-
do elles aquem ; nao. A causa he oulra, nao es-
lemba a nenhum.
Fira-se a modestia muito embora do apostlo de
Hahneman.
Camillo Henriqoe da Silveira Taran Indgena,
incansavel it fadigas de sua proPissao, indiflerente
ao \il y sor.lulo inleresse, ha-se portado, em poca
lo calamitosa, de uina maneira tal que de lodos
os ngulos desla cidade sobem ao Todo Poderoso
supplicas, em maior escala das recolhidas da Soleda-
de, dos. hospedes do hospital da Santa Casa, e fi-
nalmente dos miseros da cadeia. Do curativo dos
ultimo- acaba de receber, a iustancias da delegada,
a bem justa compnsaselo.
Achando-se anda infeccionado o edificio da ca-
deia ( porque ja nao foram applirados os meios ?)
nao podem os juizes, a 1 lito.1 e o jury ulilisar-se
das salas destinadas s suas audiencias e sesses, tan-
to que romerando amanha o jury, consla-me ser
o consistorio da igreja de Santa Thcreza o desti-
nado.
Corre por aqui a noticia de que alguns casos da
febre amarella vanapparecendo na povoaco de Ti-
jucupapo, ao sle desla cidade. Se al aqu che-
gar, ser certamentc um bom reforro ao estado ve-
valono, em que ja se ada esle lugar. Dos se a-
mercie delle !
O recolhimento da Soledade acaba de passar por
suas vicessitudes. O prelado, attendendo ao estado
morboso, tanto do capellSo, o Rvd. Jos Paulino
da Silva Monteiro, como da regente Mara There-
za, resolveu dispeusa-los, fazendo recahir a escolha
para o 1." no Rvd. Antonio Dias da Costa, sacerdo-
te de urna moral a toda a prova. Para o 2. igno-
rae qual seja a recolhida destinada.
llontem deu-se nesta cidade um fado de alguma
magnitude, quando nao seja, de toda.
Soando ja a tres horas seguramcnle os bronzes do
Sacramento, em estado perigoso.o enfermo, vexa-
do e muilo vexapo o sacerdote, sem ao menos com-
parecer o thesoureiro da confraria, sahio o viatico
acompanhado somenle por crianri-, algumas das
quaes com diffkuldade conduziam cerlos objeclos.
Admira que sendo urna crescida confraria, perten-
ecilo a ella os Porluguezes desla cidade (quasi que
exclusiva driles), em occasiao de tanta necessdade
nao proceda, como costoma cm outras, mormente
em negocios tendentes ao Rvd. vigaro. He nola-
vel a impassibilidade que se d a respeilo. J hou-
ve aqui um sacerdote que, leudo de conduzir o via-
tico, e nao concorrendo um s irmao do Sacramen-
to, entendeu buscar os carniceiros. Assim o fez,
e com elles sahio. Que miseria 1 A que estado se
ha degradado lo importante confraria I
Em quanto seguraba individual, dous casos,
um na comarca, outro no limite com a Parahiba.
Em dias passados as mallas do engenho Rondo
foi atrozmente espancado um individuo, conhecido
por Aderes Hrando.
Ignoram-se os pormenores de t3o revoltante fac-
to. Fica a meu cuidado invesliga-lo.
Ha dous ou tres dias que brbaramente foi victi-
ma do bacamarte Joao Paulo de Lima, residente em
Taquara. At o presente nada se sabe a respeito.
Esta he importante. Atienda.
Plantando o inajor Jos Cesar de Albuquerque
em terreno a que se julga com direito o major Ma-
noel Gomes de Albuquerque Maranho, foram as
raizes, do que plantara, laucadas sobre a face da
trra, em virlude de assim decidir o advogado des-
le, segundo a Ord. 1. 4. t. 58.
Indignado aquello por um tal fado, laneou m3o
dos meios criminaes peranle o juiz municipal, nao
s contra Maranho, sob o carcter de mandante,
mas tambem contra- urna duza seguramente de
mandatario. Seguindo o processo os seus turnos,
depondo individuos de urna consciencia elaslica,
foram pronunciados os indigitados, sendo os man-
datarios em parte. Sem que se dsse detensa algu-
ma lora ni logo postos a seguro. Continu a allen-
der, aPim de saber o que seja conseiepcia elaslica.
Nao se admire, pois que nesle mundo ha gente pa-
ra ludo, e segundo opinam alguns, anda sobra.
Disposto Maranho ao que Ihe aconselhra o seu
advogado, recorre a mudos individuos desla cidade a
que o aeompauhassem, ou enlao se cocarregassera
da missio. Um s nao aoouio aos seus desejos.' Di-
rije-se a um amigo era distancia de quatro leguas,
alim de ministrar-lhc gente sufTicente a evceucio
de um tal projecto. Salisfeila a exigcncia,executado
o projecto, retiraran!e os capadocios, em numero
de quatro para o lugar de sua residencia, pelo silio
denominado Mara de Sanl'Anua. Depondo as les-
lemunlias disseram que Maianbo. em frente de
urna boa porsao de habitantes da ra Nova desla ci-
dade.a untas da noile, perpetrara o fado de que era
aecusado ; notando qua entre elles houve urna que
arrojasse-se a dizer que nao s conhecera o mandan-
te Maranho, como tambem a alguns dos mandata-
rios indigitados, em occasiao que se reliravam do la-
gar do fado por urna vereda ao lado da ermida de
Santa Thereza. He tanto mais escandaloso e revol-
lanli; seuielhme depoiineiilo.que alm de lerem si-
do mandatarios quatro incgnitos, e cm seu regresso
terem buscado os lados de Mara de Sanl'Anna, que
em opposiro Pica a referida vereda, Maranho acha-
va-se em sua casa prostrado em urna cama : Com ef-
feito, oh que facilidade em perjurar Que homens
sem consciencia 1 Que falla de respailo a Dos e as
leis !
Se quizera descrevcr-lhc as chronicas dos indivi-
duos que depozeram em semelhanle processo, por
certo ser-me-hia preciso nao so muita pachorra,romo
tambem muito papel. Nao o faro.
O Jos de Ayres, inspector e piofessor de Pona
de Podras n3o suecumbio as consequencias das pau-
ladas, com que o mimosearan!. Ainda que seja urna
boa correccao, comtudo a policia nao deve servir-se
de homens de semelhanle jaez.
Acaba de ser reconduzido o actual juiz municipal
o Dr. Estellilo. A comarca continua salisfeila, e eu
com ella, pois que nelle encontr um magistrado in-
tegro, ntelligente e probo.
A safra vai em pequea escala, pelo que a maru-
jada est mal salisfeila. O commercio na forma do
coslume. O calor j iucommoda alguma cousa.
"O mercado boje apenas deu o segunte : mlho a
160, larinha 220, gomma 810, carne de 8 a 12 pala-
cas, peixe soffrivelmenle.
Vale.
Digne-se inserir as inclusas quadrinhas, aborto de
minha misera musa.
.1 /Urna, e Exma. I).......
I
Pintar quizera.
Bella I lancina,
O retrato leu
Que a todos fascina.
II
Mas, nao, nao posso
A tanto chegar ;
Tal dom nao me quiz
A nalureza oulorgar.
III
Es bella como a rosa
D'aurora ao desponlar;
Es bolla como a Nympha
Na floresta a briucar.
IV
Es bella como o beja flor
De galbo a galbo a pular ;
Es bella como a bella
De flor em flor a libar.
V
Es bella como a estrella
No firmamento a hrilhar ;
Es bella como o rouxinol
Esvoarando a trinar.
VI
Es bella como o gorgeo
Das avesinbas ao alvoreccr ;
Es bella como o barco
No salso argento a fender.
VII
Es bella como zephyro
as florestas asussurrar ;
Es bella como a noitc
I ?'un amono loar.
VIII
Es bella como um anjo ;
Es emlitii urna deidade ;
A lodos cncantas'enleias ;
Es no sexo leu polestade.
rnica.
(Carta particular.)
tal Sanl.i-A una ao quartel do 10." balalhilo de infan-
lara, onde o recolheram, sendo depois removido
para a cadeia, onde tambem foi recolhido o porlu-
guez Azevedo.
A esta desordem acompanharam gritos tumultua-
rias contra os Porluguezes, dados por. individuos da
nfima plebe, e que foram logo suflocados pelos pro-
videncias promptat qne foram lomadas por raim, pe-
lo delegado do l.o districto desle termo, pelos sub-
delegados o pelo commandante do corpo de policia,
que alem de ler mandado logo por ja disposicao do
delegado urna forea de 10 prasas, fez sabir promp-
tamente palmillas fortes commandadas por oftlciaes,
conseguindo-se por este modo a completa dlpersao,
e retirada dos desordeiros. e prompto reslabeleci-
menlo do aocgo publico, sendo que tanlo cu como
as autoridades que me lenho rcferido.percorreraos
loda a cidade al perlo de urna hora da noile, e ne-
nhnma ootra novidade at essa hora foi encontrada.
Por offlcio que venho nesle momento de receber,
partecipou-me o subdelegado da freguezia de Sanlo-
Anlonio, que na madrugada de boje fra rouhad a
loja dos relojoeros Chapront & Bertrand, estabeleci-
dos na prasa da Independencia, conseguindo os rou-
badnraa levar urna pors3o de relogios de ouro no
valor, segundo dizem osroubados, de qualro i cinco
conlos de rs., deixando todava urna grande porrao
de relogios que havia na casa, urna grande salva de
prata de casto, grande somma de dinheiro em ouro,
prata c notas, e outros muilos objeclos de valor,
sendo que os autores do roubo conseguiram pralica-
lo arrancando urna das almofadas da janella da loja,
que eslava pela parte externa fechada por urna cha-
pa de ferro, que era atravessada em ambas as ponas
por dous parafmos, e pela aulerior com pequeas
cavilhas.
O mesmo subdelegado proceden j a compleme
vestoria, e com o delegado est dando as mais acti-
vas providencias para conseguir o descobrimento e
nprehensao do roubo e dos seus autores.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhuco 15de novembrode 1854. Illm. eExm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figoeircdo,
presidente da provincia de Pernambuco.__Ochefe
de policia, Luiz Carlos de Palta Teixeira.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Presenciamos honlem, pelas oito horas e meia da
noile, urna de-as scenas barbarescas,que causam in-
dignasao e espanto a lodo homem sensato e pacifico,
aviltam os povos, e compromettem gravemente a
prbsperida le de qualquer paiz. Foi a repetirlo de
um desses motins da mais nfima plebe, (moleques
e pretos captivos pela maior parte) que aos gri-
tos de morra, poz em sustos urna boa parte da popu-
larlo desta cidade, percorrendo muito a seu salvo
algumas ras della, e occasionando, como se costu-
ma dizer, ofecha-fecha quasi geral das lojas e ta-
bernas.
Deu pretexto ao motira a prizao do ora individuo
da freguezia da Boi Vista, que lendo subtrahido
certo objcrio cm una loja de calcado do Aterro, tra-
vou luta com o Porluguez caileiro da mesma, o qual
apanhando-o em fligrante quiz forea faze-lo res-
tituir o nbjecto tralo. Preso nessa occasiao foi o in-
dividuo condozido casa do subdelegado respectivo,
c sendo por este mandado para a cadeia, no achar-se
na ra bradou que ia preso por ler soffrido urna bo-
fetada de um portuiuez: e logo'acudi a genlalha,
formando grande sequilo ao preso, e manifestando a
inlcncao de ta/.er solta-lo. Ao chegarem ao principio
da ra Nova, houve urna lentaliva de fuga, e appa-
receu at quem por bons meios pretendesse livrar o
preso ; mas afinal decido-se que seria levado para o
quarlel da ra larg) do Rosario e nao para a cadeia,
o que foi cumpridn.
Depois disto, e emquanto algumas ras se en-
ehi.un de povo, vollon n bando amotinador, repelin-
do amiudadamenteo grito de guerra, apedrejando
as portas, e praticando alguns espancamentos. He
penoso confessar que um ou oulroiodivduodecente-
mente vestido, empregado publico ou oflicial da
guarda nacional, foi visto entre o grupo desordeiro
e fazendo parte delle ; assim como que a aeran da
polica s mui larde se fez sentir. Pareca com ef-
feito qne nao existiim autoridades encarregadas de
vedar na seguransa individual e no socego publico,
duranle mais de una hora que durou o roolim. Fe-
lizmente, grasas Providencia, caos bons instinctos
do verdadeiro povo, da massa laboriosa dos cida-
daos, dissipou-se a borrasca ; e s 10 horas da noile
rejnava osocego.
Era de esperar, que despertada por lo viva scen-
telha, redobrasse a policia sua aclividade e vigilan-
cia durante o resto da noile; mas parece nao ter
acontecido assim, pois que um roubo consideravel
pode ser eflccluado em a loja de relojoeiro da prasa
da Independencia, que amanheceu arrombada em
urna das janellas da frente, lendo os ladros carre-
do reteios, correnles, etc., cujo valor he oreado em
4:0O0SO00rs.
Referindo por alio esle deploravel e vergonhoso
surcesso.deixamos de addicionar-se reflexoes.convcn-
cidos de que todos quanto rcfleclirem sobre o esta-
do milindroso do nosso paiz, sobre a necssidade de
cerlos elementos de progresso por elle sentida, nao
deixarao de conhecer o alcance dos fados daquella
ordena, e muito que importa ao governo tomar medi-
das enrgicas que garanlam a segaransa e o socego
publico, o por consesuiute o progresso do Brasil, e
da nossa,provincia em particular.
PERNAMBUCO.
JURY SO RECIFE.
4. saisao' ordinaria.
Presidencia do Sr. Dr. Manuel Clemenlino Car-
ueiro da Cunha.
Promotor o Sr. Dr. Antonio Luiz Cavalcanli de
Albuquerque.
A's II horas o Sr. prsidcnle declarnu, que adiava
para o dia 20do correnlca sesso do jury, porque
nao coustava da partlcipacao do Sr. Dr. jiiiz muni-
cipal que se houvcssein notificado lodos os juizes de
fado sorteados para a sessao do jury, e requintan-
do o mesmo joiz municipal, que al o dia 20 exigs-
se dos diversos subdelegados que foram omissos em
responder aos seus unidos, precisas informaroes, e
que Ihe ofliciasse de modo a Picar habilitado para de-
cretar responsabilidade contra os empregados que
nter vieratn nos actos preparatorios da sessao do ju-
ry, que forem adiados em culpa.
COMARCA DE GOIANNA.
12 de novambro.
De imraensuravel regozijo se ha possuido lodo e
qualquer apologista da causa turca pelas ultimas no-
ticias da Europa (em quanto a mlm algum tanto
dubias), que outra nao be a materia de suas discus-
es, sendo como ponto cardeal a derrota rnssa. era
Sebastopol. Se assim he. c cu anhelo, pois que de-
testo os fortes, logo que espesinham os fracos, de-
ve o Oriente achar-se bem animado e esperansoso.
Posso asseverar-lhe, que o geral denla comarca opi-
REPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 15 de novembro.
Illm. e Exm. Sr.Parteeipo a V. Exc. que, das
diflereulcs parles boje recebidas nesla repartisao,
ce-osla terem sido presos : pela subdelegacia da
freguezia de S. Antonio o pardo escravo Domiugos,
por espancamenlo, o preto escravo Francisco, por
insultos, e Maxiniiauo de lai, para averiguares po-
hciacs ; pela subdelegacia da freguezia da I)oa-V'is-
la Joaquim JosdeSanla-Anna, e Joaqum Francis-
co de Azevedo L|ma, ambos por desordem, c pela
s-ubdelegacia da freguezia do Poso da Panoli a o re-
lo Lucas, sem dedararao do motivo.
llontem quasi a 8 horas da noile, constando-mo
que no bairro da Boa-Visla se havia manifestado
um tumulto, appressei-mc cm sahir para examinar
o que era, c providenciar romo conviesse, c encon-
trando pela roa do Aterro alguns grupos de pessoas,
as fiz dispersar, e dirigindo-me ao respectivo sub-
delegado para me informar dos molivos que produ-
ziram esse tumulto, sube, que o pardo Jos Joa-
qum de Santa -Auna, furlando um quarlo de pede
de luslre na lojaem quehecaixeiro o porlogucz Joa-
quim Francisco de Azevedo I.ima, esle seguio a
aquella alim de lomar o objectn furtado.'.e no encon-
tr que liveram travaram um luta, na qal deu Aze-
vedo urna bofetada em o ditoSanla-Anna, por lite
ter este dado urna dentada.
Neste conflicto levados ambos i presonra do sub-
delegado, reunio-se um crescido numero d'e pessoas,
no qual muilo sobresahia urna grande parte de gen-
te menos considerada, e arrojou-se a qoerer lomar o
preso Sanla-Anna do poder dos soldados que o con-
duziam com o porluguez i cadeia, empregando para
cssa tomada o apedrejamenlo dos soldados que def-
fendeodo-se corajosamente cousesuiram couduzir o
NOTICIA BIOGRAIMIICA.
DO MAJOR
MANOEL DE S. BOA VENTURA FERRAZ.
Veris o amor da patria nao movido
Do premio vil, mais alio, c quasi elerno.
(Cainves.)
O livro da vida dos grandes homens, desses, que
por seus feilos de virlude sao aponlados como bem-
feitores da humanidae, he um cdigo sagrado on-
de devemos ir formar nossos corases, e vigorar o
nosso espirilo pela comprehensao dos altos deveres
do hornera.
Se quizerdes formar a alma de vossos lilhos pelo
exemplo das virtudes e accoes heroicas, dai-lhes
ler a vida dos homens Ilustres, essa especie de evan-
gelho,que, se nao fizardes dedos uns grandes ho-
mens, ter ao menos o paiz cidadaos houeslos e vir-
t uosos.
Nao temos por fim, quando traramos eslas linhas,
escrever urna biographia ;apenas nos propomos a
dar urna incompleta noticia da vida de um amigo,
de nm Brasileiro dstincto, que ainda nao pode a-
cliar urna penna, enlre tantas, que escrevesse suas
virtudes, seu patriotismo, c moslrasse a quem o nao
conheceu, a nobreza do seu espirito I E porque?
porque nao foi urna personagem da alia aristocra-
cia '? Porque em sua existencia sobre a trra nio lu-
zio entre as pompas chimeneas da fortuna '.' Porque
nao gastou seus dias na ociosdade da oppulencia?
Porque nao teve honras pedidas, e ttulos empres-
tados? Mas elle foi virtuoso, e mais vale a virlude,
que lodas essas chiraeras, que todas essas vaidades
ephemeras do orgulhn humano....
Com ouro nao se compra nm nome digno
Da poslhuma memoria.
(Garcao.)
O major Manocl S. Boaventura Fcrraz, foi um
desses homens, que nascendo as lilciras do povo,
devia pela grandeza de seu espirito, ser chamado ao
desempenho de miss.io importante sobre a Ierra; po-
rm como a plaa, que desponlando cheia de vico,
a corlada pelo maligno insecto, definha, se amofina
elle tambem nao pode elevar-se aos altos cargos
do estado; porque au passou sua mocidadeno eslu-
do das scicncias, nem pode ornar seu espirito do urna
in-tnicrao solida, que Ihe podesse garantir um futu-
ro brilbantc. Tudo quauto foi, elle o deveu si,
seus fracos recursos. Filho de pas pobres, nasceu
o major Boaventura na cidade da Baha em 14 de
marco de 1781. Dotado de um espirito ardente, de
(una ron-iiiuirjo rigorosa, olbou a sorle das armas,
como a nica carreira possivel, alenlas as suas cir-
cumstancias, nos calamitosos lempos d'entao; e por
isso sentn prasa de soldado voluntario em um corpo
do arlilhaiia 4 de abril de 1798, o desde cuiao co-
mesou prestar relevantes servicos, dislinguindo-se
sempre entre seus camaradas pela sua morlidade e
honradez, e por mudas qualidades que o faziam es-
limavel.
Em 15 de Janeiro de 180), marchou para Lisboa
de guarnirao cm o brgue Principe imperial, e vol-
lou em 1801. At 1808, poca em que mereceu a
patente de segundo teneulc, nao leva o Ilustre mi-
litar o menor descanso pelas reiteradas commisses,
de que sempre fracncarregado. Anciofo de saber,
elle priucipiou applicar-se profundamente ao es-
tado de sua arma, do que chegou ter um periodo
coniecimciilo. Dizia delle o marechal Galea (len-
to da cadeira de arlilhara): O oflicial Manoel de
S. Boaventura Ferraz sempre deu urna cabal satis-
facsao dos servisos relevantes de que era encarroa-
do, c para os quaes era sempre escolhido: nuuca se
vio desejo mais incansavel de progredr nos esludos,
nem maior agudeza de espirito 1
Em virlude de informases honrosas, e do concel-
lo que havia adquirido, fcil Ihe fo a promor.io ao
posto de primeiro lenle.
Dolado de um coraran humano, nos o veremos a-
gora, com mo bcmfeilnra, cicatrizar as feridas das
numerosas victimas de urna rrvolurao desastrosa!
Em Pernambuco, onde as ideas democrticas sem-
pre predominaram largamente, em 1817 se alcaram
os fachos de urna revolui;3o, que lentou supplanlar b
odioso dominio da mclropole. Nos justificamos esse
pronunciamento, porqne foi elle percarsor da nossa
emancipasao polilca. que mais larde leve lugar. Os
molivos que deram lugar ao apparecimento dessa lu-
la, da pordemais sabidos; c por isso nos dispensa-
mos de entrar cm minuciosos detalhes. A' frente
della se acharara Brasileiros Ilustres, que dispondo
de mais vonladc do que de meios, viram sacrificada
sua causa; porque quizeram colher o fruclo, que
ainda nao eslava bem sazonado.
A revoluto foi batida com energa pelas -torcas
luzlanas, perdeu o alent, suecumbio, e para logo
so ergueram os patbulos as prasas publicas, por
onde corren esse sangue brasileiro, queregou a plan-
ta da liberdade, que visos cresceu para dar estas
flores de glora, quo lloham de ciogir a fronte dos
martyrcs da Independencia.
Os sentimenlos os mais puros e patriticos, que
dao origem orna revolusao qualquer, perdem de
ordinario unido de sua sanlidade", quando o Irium-
php os nao precede, porm assim n3o succedeu com
a patritica revolusao de 1817. Para a resolusao
feliz das grandes emprezas be sempre funesto o des-
envolvimenlo de paixoes fervorosas, que nao dei-
xam lugar ossa meditaga calma, que procura op-
portonidade, que sahe previnir as consequencias fa-
neslas, superar as maiores difliculdades, e os mais
pequeos revezo-.
O major Ferraz seguio, mo grado seupara Per-
nambuco com o seu corpo para baler os patriotas ;
porm apenas se achou em urna acsao, onde se por-
lou com bravura e prudencia :logo depois dando
parte de doente nunca mais preslou servisos ; prin-
cipalmente contra urna causa, que em sua conscien-
cia desposava, que achava ser tao justa e santa.
Quasi trezentas victimas d'esse movimenlo polti-
co de 1817 foram encher os carreros da cidade da
Bahia. Entregues direccito de um homem brba-
ro, bypocra, e venal, muilo alli softreram os into-
lizes, l que pelo accumular dos padecimeotos nao
poderam deixar de levar suas supplicas ao capitao
general conde dos Arcos, que se compadeceu da sor-
le dos miserandos presos. O major Boaventura, ja
n'esse lempo capao foi a pessoa escolhida pelo go-
verno para cuidar dos infczes.
Dotado de grandes virtudes cvicas, e de muda hu-
manidade, n'elle encontraran] os presos polticos um
amigo dedicado, um bemfeitor; e nunca mais dexa-
rara de proferir o nome de Manoel de S. Boaventura
Ferraz senao com venerarlo e amor. Mudaram-se
os lempos. As victimas de 1817 foram resgatadas.
O Brasil marchava para a poca de sua emancipa-
ran. O .grito constitucional, levantado pelos Por-
luguezes as margens do Douro, repercuti sonoro
por lodo o Brasil, e as leis do antigo rgimen desap-
parecerara com o juramento da conslituicao. Na
Bahia foi o major Ferraz um dos mais incansaveis
agentes d'esse movimenlo regenerador. Prxima
eslava a gloriosa qaadra da emancipaco polilca Jo
Brasil. O major Ferraz dolado de um coracaopa-
tritico, nao pode deixar de tomar parte as glorias
do nossa independencia. Em lodas as sociedades
secretas, em que se discutan" os iuleresse da nossa
causa, elle se achoa .sempre prsenle, e como um
de seus mais patriticos e fervorosos defenso-
res.... .
Travou-se a luta : a Bahia foi o tbealro da guer-
ra. Nos triumphamos, e nossas instiluicJes foram fir-
madas sobre- os solidos alicorees da liberdade. Por
virlude de ordens superiores ficou o major Ferraz,
duranle a guerra, administrando os Lazaros; porque
sua estada alli era urna medida poltica de grande
alcance.
Houve quem quizesse por em duvida o patriotis-
mo do Ilustre militar, servindo-se da torpe arma da
calumnia para marear sua repulac.lo. Seus invejo-
sos e cobardes inimigos (tambem os teve o general
Labalut) aecusaram-no de pacto com as tropas por-
tuguezas, e de corresponder-se cem o general Ma-
deira Accusasao perversa e monstruosa por cer-
to para quem conheceu de perto ao finado Boaven-
tura.
Como disse, o major Ferraz conservou-se nos Laza-
ros por ordens superiores e reservadas:d'alli, em
activa correspondencia com os amigos da nossa caa-
sa, que ficaram na cidade, elle se punha a par da
poltica do immigo, alli com risco de vida, e como
urna atalaya fiel, elle era quem mudas vezes dava
drecsao as nossas tropss, e communicava seus
chetos medidas imprtanles: d'alli facililava elle a
emigrarlo para o Rcconcavo, e abrigava aos que da
cidade fugiam perseguidos do furor luzitano. Por
alli sahram por mudas vezes remedios e municoes
de guerra para os nossos, que soflriam por falta d'el-
lci, e sua correspondencia familiar com o ex-gover-
nador das armas Felisberlo Gomes era activa, e de
um amigo dedicado. He tambem certo, que seas
calumniadores em breve desappareceram corridos
de vergooha, e eslygmatsados pela opiniao publica.
O benemrito anciao eontinuon gozar do mesmo
prestigio entre os seus concidadaos. Seus servisos
conlinuaram ser approveitados em importantes
comraisses; porm nunca deixoo de soOrer preleri-
SOas e injusticas. Elle servio sempre ao paiz com
desinteresse e nunca mendigou gracas a favores; por
que sua fronte nobre e altiva n3o se sabia humilhar.
Muitos que na infelicidade haviam recebido d'elle
immensos favores, elevados agora as altas posires
do estado, se negaram mesmo fazer-lhe juslica,
quando elle a reclamava; mas elle ria-se de lodas
essas injusticas, porque conhecia os homens, e por-
que sabia que muilos (como disse Young) tomam
amigos, como um jogador um baralho de carias:
servem-se d'elles em quanto esperam lucros, e finda
a partida do jogo, os lancam fra, e querem outros
novo-, quem fazem o mesmo. o
Apezar das injusli{as dos homens, elle sempre v-
veu tranquillo com a mao sobre a consciencia, e o
olhos em seu paiz, em cujo favor nunca duvidou sa-
crificar todas a* suas mais charas affeises. Vcio pa-
ra nos tremendo e fatal o anno da 1837 em que o
virtuoso Boaventura foi esmagado pelas rodas do car-
ro das rovolucoos1 !
N'essa poca excepcional em que as paixoes pol-
ticas se debaliam no campo das odiosidades, oscillon
o nosso edificio 'social, ludo ardeu em guerra de
odios e ambicies. A Bahia foi o thealro de urna
lula encamisada, que em novembro d'esse anno fa-
tal de 1837 alli appareceu. As causas sao sabidas,
e eo nao quero enlrar na apreciarn d'ellas. Os ni-
mos eslavam aliados; fllava-se com frenes em
repblica, federacJjo, e nao sei em que outras eslra-
vagancias.
O exacrbamenlo das paixOes polticas, vontades
contrariada?, sede do poder, eis cm poucas palavras
o que explicara as revolocOes, e caraclerisam essa
poca que nos referimos.
O movimenlo poltico de 1837 lomou um aspecto
serio e carregado, e o governo, como em taes casos
cumpre proceder, convergi para alli suas torcas, e
foi enrgico.... A revnlta, mal cncaminhada desde
cus principios, perdeu logo toda a forsa moral, foi
vencida, c por urna dolorosa experiencia viram os
filhos da Balda quaes as funestas consequencias das
lulas fratricidas, quaes os pavorosos resudados que
se colhem das guerras civis, e quantas ruinas, quan-
tas victimas nao deixa apoz do si o furor revolu-
cionario.
O major Boaventora foi indigitado como um dos
dictes mais preeminentes da revolla... Como tal
considerado os Iribunaes o condemoarara pena ul-
tima 1 Nao comentaremos o faci.... nao entraremos
em urna annlise de tudo isso; porque nao queremos
agravar feridas, que ainda gotejam sangue, Dei ve-
mos a hypocrisa e a lrair,1o rehusada com seu man-
to uegro! Deixemos ao sabio historiador, qu escre-
ver essas pocas excepciouaes, o cuidado de procu-
rar o fio de Ariadne, perdido no labyrintho dos
aconlecimentos, e enlao elle dir por sua vez :
Juizes, que julgais a Ierra
Inslrui-vos agora,
E da juitica medilai as regras.
O major Ferraz nao -Miren a pena de morle;
porque fo coinmutada em perpeluo degredo para a
Iba de Fernando. Fallara aqui a um grande de-
ver, senao mencionasse os servisos preslados ao il-
luslre Boaventura pela maioi ii dos Pernamburanos,
que ao saber da sentenra dos ti abanaos que con-
demnavama morle sen bemfeitor, levouuma repre-
senlarao to Ihrono do joven monarcha, chamando
em favor do reo a clemencia imperial. (*)
Fernando de Noronha foi o lugar destinado para
o exilio do velho soldado. Foi pois forcoso que
elle deixasse a querida trra de seu nascimeulo, pa-
ra chorar IoDge della as dores de um perpetuo exi-
lio : foi forcoso que elle se deixasse arrancar de
junto dos penhores mais charos de sua vid__sua
mulher e sem filhos 1Cercada de seos amigos, de
sua familia, com o corarlo partido de dores elle
disse a todos um adeos saudoso e repastado de ago-
nas.
No dia 18 de novembro da 1838 tolln da Bahia
o barco que o ia conduzir Fernando com mais 8
companheiros. Por lerem-se aggradtvado mudo
suas enfermidades elle ficou em Pernambuco para
curar-se, e abi foi recebido com o maior acatamtn-
to, e enlre as lagrimas dos generosos Pernambu-
canos.
O governo mandou-o recolher a fortaleza do
Brum ; seus amigos nunca mais o deixaram, e lodo
fizeram para aligeirarem-lhe as penas que lodo
o pezar sempre lorturavara-lhe o corarlo cada vez
mais sensivel, e mais cheio de virtudes.
Abriram-se as cmaras legislativas de 1840 ; hou:
va urna supplica em favor do Ilustre Boaventura,
e umihonrado deputado por Pernambuco appren-
sentou na sessao de 6 de juoho um projecto de am-
nista geral em favor dos reos militares, e dos de
mais complicados na revolla de 1837. Em 22 de
agosto do mesmo anno foi publicado o projecto de
amnista ; pelo qne o major Ferraz traloo logo de
voltar a Bahia, onde gemiara cheios de saudade e
de afflicsOes sua amada esposa e seus qneridos
filhos.
Chegamos ao ultimo quartel da vida do veneran-
do anciao.
De volta a Bahia, Iratou elle de obler sua refor-
ma : porque longos linhara j sido seus padecimeo-
tos inoraos, e seus soflmenlos physicos se iam pro-
gressivamente aggravando. Esse discanso de es-
pirilo, Ijii desejado por elle, e Uo almejado na
velhice, nao leve a ventura de gozar por muitos
annos. Padecendo de urna epathite chrooica, que
se ia de dia cm dia aggravando, abatido por outras
enfermidades, sobreveio-lhe um aheesso na viscera
aflectada, que o levou ao ledo das dores para nun-
ca mais se erguer. Nao valeram os esfurcos da arl
para que o mal se nao aggravasse de dia para dia,
at que a 9 de outubro de 1847 entregou sua alma
ao Creador enlre as lagrimas de sua .esposa, de seus
filhos, e de seus numerosos amigos.
Morreu pobre, porque era virtuoso, morreu, cho-
rado por quantos o couheceram e delle receberam
beneficios, e foi esie o nico legado que deixou
seus filhos. Probo, generoso e constante em seus
principios, pode-se muilo bem applicar elle estos
versos de S de Miranda :
Homem d um s parecer,
Da um s rosto, urna s f,
De ante* quebrar, que torcer.
Seu nome jamis aera apagado da memoria da-
quelle* que sabem venerar a virlude, o amor da
patria, e os elevados sentimenlos da urna alma nem
formada.
O paiz perdeu um cidadio prestante e fiel; porm
sua memoria dorar para sempre.
/. M. Pertira d Ateneas tro.
l'IBLICAOOES A PEDIDO.
A RAIMA DO BAILE.
Ao mea amigo e collega retinto Bysia $ Oarvalho.
Alm de um corceo mis nada (enbo
Mas dou-lhe om coracao cooslante e grato.
C ASTII,HO.Carlas de /ir. e .Xar.)
Mais bella que os anjos as harpas celestes
Seus hymnof de gloria cantando ao Senhar,
Ku vi- no baile, chamei-lhe rainha,
Rainha enlre todas rainhos de amor I
Mais alvo que as core* do marmor de Pare,
Alais alvo que as cores que vale o jasuim
Trajava a Rainha vestido de crep
Subtil, guarnecido de fino setim.
as mos pequenioas trazia brincando
De flores cheirosas cheiroso bouquet,
Chame-lhe asocena no arroabo de vate.
Que a linda asneena mais linda alo he!....
E a virgem forraosa, rainha do taUi
Fallando em seas olhos ventaras de amor,
PaixSo inspirando n'om meigo snrriso,
Captivo, rendido, lornei-me canter.
Cantei-lhe seus mimos, e greca, e primores,
Cantei-lhes seus dotes, genlil perfeirao,
Cantei como um vale qor senle no peito
As chammas ardentes de ardente paixao.
Cantei o sorriso da virgem formse
Rainha do baile riionha i dansar,
Cantei-lhe as roeiguices, o mgico enleio
Que'exprime a Rainha n'um rpido odiar!...
E amei-a.... no peito conservo inda escripias
Saudades da noile que vi-a dansar.
Conservo guardadas as phrases melifluas
Que ouvi-lbe dos lebios de rosa emanar 1...
E amo-a, rainha do baile, formse
Qual pranlo d'aurora chorado na flor,
Bem como um poeta que tem dentro d'alma
Vesuvios de fogo, vesuvios de amor I
M. F.
() Supplica dos Pernambucanos em favor do
major Manoel de S. Boaventura Ferraz,e dirigida
a S. M. o Imperador.
Senbor. Os abaixo assignados nssaz confiados
na -omina bondade, genero.oidade c piedade de V. M.
Imperial, que amado sinceramente por seus Deis sub-
ditos, nao tem prerisflo de imperar pelo terror, con-
vocando' scenas de horror, somenle necessarias
imperantes, que odiados nlo podem firmar no Ihro-
no senao na forsa ; convencidos que o direilo de
agraciar sabiamente confiado a pesioa de V. M. Im-
perial como chefe supremo da nasao, e seu primei-
ro representante, em quem reside o poder modera-
do, sendo um verdadeiro correctivo do rigor das
leis, que circumslancias peculiares exigem mudas
vezes, seja moderado, nio pode deixar de ser posto em
pratica, quando motivos poderosos reelamam indul-
gencia para qualquer culpado, nenhuma duvida
lem em levar ao aoguslo Ihrono de V. M. Imperial
suas fervorosas supplicas, implorando em favor do
reo Manoel de S. Boaventura Ferraz, grara da sen-
tenca, que o condemnou pena ultima, como cabe
ra da revolla que appareceu na cidade de S. Sal-
vador. Nao he, Augusto Senhor. o culpavel desejo
de sablrahr pena merecida um verdadeiro cri-
minoso, dando-lhe assim impunidade de suas cul-
pas, que move os abaixo assisoados a dar esse passo;
supp-lo somenle, seria fazer injuria a aquelles,
que resolutos sempre a derramar seu sangue pela
inlegridade do imperio, |tem constantemente susten-
tado o augusto Ihrono de V. M. Imperial, cobrindo-
se de louros desde as margens do Prata al as do
Amazonas; outros sao, Augusto Senbor, os fortes
motivos que obrigam os abaixo assignados, habitan-
tes da heroica provincia de IJernamburo alear suas
vozes, e pedir piedade em favor de um desgrasado,
que alias dotado das mais bellas qualidades, se acha
hoje por mo fado ameacado de exhalar no cada-
falso os ltimos alentos da vida, com um infame
scelerato, cujas negras maldades lem enchido o mun-
do de espantoe horror. He a gralidSo, Senhor, essa
celeste virlude, que identifica o homem com o seu
Creador, he o coodoimenlo das fraquezas da hotna-
nidade he o reconhecimento das excedentes quali-
dades, e uobres virtudes, que oruam a alma do a-
migo desinleressado, e o generoso bemfeitor dos pre-
sos de 1817, de cujo numero sao em grande parle
os abaixo assignados:silo lodos estes sentimenlos
reunidos, que inundando com toda a impetuosidade
o coracao dos abaixo assignados da mais pungente
dor, e transbordando como as aguas do ocano em
um diluvio de lagrimas de sangue pelo desgrasado
e horroroso fim, que aguarda om homem digno sem
duvida de melhor estrella, os arraslram por nm im-
pulso superior, por urna forsa irresitlivel, que so-
menle os sentimenlos raoraes podem explicar va-
ler-se de todos os meios i seu alcance, para salvar
os preciosos dias d'aquelle, qne s por mera gene-
ro sidade taas vidas poupou e a'quem muitos dos
abaixo assignados devem o poder hoje implorar pela
sua desgrasada sorle. Manoel de S. Boaventura
Ferraz, Sr., hoje condemnado pena ultima, he es-
se mesmo bemem, que vendo o brbaro tratamento,
que aos presos de 1817 dava um malvado carcereiro
tratamento que muitos j nao linda podido resistir
e com que cerlamente suecumbiriam todos em urna
hedionda masmorra extenuados'pela tome, pela nu-
dez e pela carga dos pezados ferros, nao obstante ser
capitao de 1a. linha sem interesse algum. e sem que
livesse tido a menor parle nar cvniuc.ao porque se a-
chavam elles presos, encarregou-se de lodo o reu tra-
tamento fazendo assim o officio d carcereiro somen-
le com o generoso, e caritativo fim de suavisar-lhes
a deploravel sorte. E com efleito,Senbor,quanto nao
melhorou a sorte dos mizeros presos, apenas esse ho-
mem piedoso encarregou-se da cadeia'! Elles viram
logo livres dos pesados ferros, i cuja carga j fraque-
avam, e tora de nma prisao immanda, que arreme'
dava as medonhas cavernas do lgubre inferno, re-
ceberam um tratamento tal, que pareca, que o co
condoido de seus padecimientos Ibes havia enviado
um anjo tutelar, para por termo 6 tantos soflrimen-
tos, e o que be mais de admirar, Manoel de S. Boa-
ventura Ferraz fez ludo isso economisando para a
fazenda publica mentalmente perto de dous contos
de reis, como provam documentos, que existem na
Bahia, conferindo-se suas cotilas com os de seu an-
tecessor.
E he Augusto Senhor, nm homem dessa qfjalidade
que arrematando a Derfeir.lomoral pralica, na phra-
se de S. Paulo, a verdade com a caridade, que deve
acabar uo cadafalso em recompensa de suas acro-
mef dorias? Ah Senhor seo soppliciodeveser soffrido
pelo cidadan probo que acoslumado Iridiar o ca-
minho da virtude, he victima urna vez da fragilida-
de da nalureza humana, que castigo se poder in-
ventar para o perverso, que com o coradlo calejado
de crimes s seavem de uagellar a humanidade, e
para quem sSo perdidas todas s esperances de cor-
rucro?.. Longe dos abaixo assignados a temeraria
-!i|ipo-cao de que V. m. Imperial suftocando os no-
bres sentimenlos, que as almas grandes natural-
mente exclam as desgrasas da humanidade, confun-
da com o infame scelerato o homem de virtodes'
ronsentndo que nm por consumada perversdade, e
oulro por erros, e fraquezas na tu raes ara bem da
mesma sorte no mesmo patbulo. Os abaixo assig-
nados n3o ignorara, que V. M. 1. bem sabe que as
inon a rrh i as modernas, como he a nossa,, onde o
mais pequeo rid.ido he considerado, n3o se Ihe ar-
ranca a vida senao quando a sua existencia he total-
mente incompatvel com a seguransa do Estado,
elles njo ignor un, que V. M. I. como outro Hen-
rique 4. he pai dos seus subdilos, e quando os cas-
tiga be como pai qile corrige filhos: e por isso
descansados na philanlropia de V. M. I. segura-
mente esperam, que sejam atlcndidas suas suppli-
cas, firmando assim V. M. I. mais um titulo authen-
lico ao amor c fidclidade dos Brasileiros.
Lembraivos porlanto Senhor,que a suprema gran-
deza he, no pensar de um virtuoso sabio o poder de
fazer bemr e pensando na desdilosa sorlcsde urna
terna esposa, e tenros filhinhos, que, amanto de um
consorte eslimavrl, dc.um pai appreciavel, necessa-
riamenle deve afogar-se em um abysmo de males,
nao consintaes que seus dias, j bem desgrasados, de
lodo ennegrecidos com lao sensivel perda,le lor-
nem porlal sorle pesados, que smente sirvam de
cada instante arremedar a morle. Segui, Sr. os im-
pastas de vosso coracao, o dando urna prova de vos-
sa alta clemencia, raoslrai ao Brasil, e ao mundo
iiit piro, que sois digno do Ihrono, qne por felicida-
de dos Brasileiros oceupais. Seguem-se para mais
de 400 assigaaturas. Pernambuco 1840.
A RAINHA DO BAILE.
collega o Sr. Aerarlo ale Sa
Ao
Quem he ella ? a linda virgem
Que no baile fulgurava,
Como eslrellloha ao ceu '.'
Quema tudo avassalava,
De grata illusao origem
Eras lo, encanto meu.
Eras, Carlota, a primar
No grande baile sosioha :
Junto amis bellasultana
Junto a mais lindarainha.
A alegre valsa a dansar
Eras virgem sobrehumana.
Bainha,...na mullidlo -
Que arrebatada segua
Os leus pasaos seductores,
Era o brado que se ouvia.
Rainha I...era a oblaran
Tributada aos leus primores.
Rainha Coste, donzela,
N'esse baile primoroso,
De linda garca vestida
Da cor do rosto formoso ;
A tranca preta e tao bella
Por sobre os hombros cabida.
Fosle, Carlota, aedamada
Das bellas na moltidao :
Por Ihrono lens o meu peilo,
Vassallo o meu coracao. .
De innocencia coreada
Por soberana le aceito.
Rainha doo-le o meu canto
Nascido do coracao,
He um trbulo qne te sagro
De pura dedicarlo.
Donzela do baile encanto,
Todo a ti eu me consagro.
Recito 1 de novembro de 1854.
G. Costa.
A I 'OBVIOS l LA' NAO' 'STAVA.
Erara sem cont as pdicas bellezas,
Que no sal.lo do baila resplendiam,
Jardim, oasis, cos ou paraizo
Fascinados os olhos nelle viam.
Quem l fra vassallo se fi/.era,
Rei, monarcha seu sceptro deporta ;
Que, la onde a belleza altiva impera,
L reside a perfeita sob'rania.
Por vassallos tem res a formosura,
Tem aojos por seos adoradores,
A mulher foi obra todatv po,
Fe-la Jove a sonhar com seus amores.
Pera o vate chrislo, que desconhece,
Que calca aos ps a \3a mythologia,
Resumo dos primores do universo,
Sahio das maos de Dos loda poesa.
Mas um peilo innocente, um peilo casto,
Que certoe ademaos presta a belleza ;
Cm sorrir de candara repastado...
L nao havia em toda a redondeza.
Odiares reflassadoe, sem ternura,
Que de veo a maldade Ihes serviam;
Sorrisos costumados e fingidos...
Do baile no sali smeote haviam.
A soberba Odalisca, a lfouri forraosa,
A sultana das bellas brasileirs
L nao 'slava, de tmida e modesta
Nao quiz ir deslumhrar essas faceiras.
Embora o trovador em sen delirio
D sceplros que nao merece sceplrcs !
Soobador de utopias, o poeta
Bellezas desfigura e orna spectros.
O qne lem a manhaa de resplendores ;
O por sol de meiga poesa ;
O que ha de torno no astro da noile ;
De nmgesloso no pliarol do dia ;
Ella lem em seu todo deslumbrante,
Nesse todo delgado a vaporoso:
Anjinhoque dos cos baixou a (erra,
E d'amores nos falla suspiroso.
Digam (rues embora apaixonados
Que alguma bella fada l reinava I
Nao passa de cantigas; a saltana
Das bellas brasileiraa l nao 'slava
SflEMJAS E ARTES.
Navegado aerea.Os investigadores de saloco
v3o caminho errado.Programma de (nyton de
Morveeu.Primeira viagem de circumnavegirao
pelo ar ; Mr. Dupuis Detoonat.Viagens de longo
curso na a(mosphera,projecto}de Mr. tabean. Aeros-
ttico experimental ; sociedade aerosttica de Fran-
ca. Os quatro desidertum da navegacao aerea.
Tem havido nestes ltimos lempos na Academia
das Scicncias e por toda parle, recrudescenrias de
communice'ses relativas drecsao dos aerostticos;
por nossa parle recebemae muda. Sentimos nao
poder dizer que o problema est resolvido, nem mes-
mo qua esteja perto disto ; sentimos, sem nos admi-
rar ; o contrario he qne nos, causara admirado. Ila^
evidente, com efleito, que os procaradores da dire-
eo para os baldes segnem nm caminho errado. Co-
mo eiplicar-se de outro modo a nao ser por um erro
geral, o estado estacionario e a esterilidade de nma
iu\encao, da qual com justa rato se esperava o-i
las mar vil has \> Quando se lera diado a descoberta do
principio por Mootgolfier, o eraprego do bydrogeneo
por Charles, a invenoAo do paraqueda por Blanchard
o Garuerin, do guide rape por Mr. Creen, nao se
lem resumido toda a parte seria de sua historia
Eisaqui a que se reduz, no fim de tlente annos, o
fruclo de tantos milhares de homeos, que se tem
oceupado ueste grande problema. Os navios a va-
por, osVamnhos de ferro, o telegraphos elctricos
dalam de muilo menos lempo ; o daguerreotypo e a
galvanoplastia tem apenas uns viole annos de exis-
tencia 1 A naveiiarao aerea lem ao menos acrescen-
tado alguma cousa aos nossos conheciineutos nieloro-
logicos f O capitulo dos ventos, por exemplo, Ihe
deve algumas addirOes preciosas ? Tem ella final-
mente adquirido as noces necessarias para sea pro-
prio aperfeicnanienlo ? Nao. Todos sabem quanto
ella (em contribuido para augmeotar nossos (raudos
de physica 1 Nao be slo urna prova evidente de
que se tem andado erradamente t
He posrirei dirigir os balSes ? pergonlava em
1781 Guy ion do Morveau, um dos homens do peque-
no numero, qne a descoberta da Montgolfier nio fea
divagar, e responda :
o Para nao agitar esta questao de um modo vago
e sem resultado, convem saber o que se entende por
dirigir. Nao se lera verdaderamente echado esle
meio, senSo quando se liver a faculdade de se trans-
portar de um lugar dado para outro, em todo lem-
po, cem todo vento, e nao obslaule as tempestades;
'
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I
9,


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-
OIIRIO OEPERMMBUCO, QUINTA FIM 16 D NOVMBRO DE 1854.
f
/
de voltar aiada para o poni da partida com o mes-
mo veolo ou antes contra o obstculo directo, que
elle oppozesse 1 He asaim que fallara muilas pcsso-
as que exigem de urna arte no berco, um grao de
perfeicSo, ao qual seclos de experiencia e de prali-
ea seguida Dio tem podido lovar anda a navegacao
martima; ou para mellior dizer, que fundam na
impossibiKdad evidente de conseguir este fin, ama
objeccio Ilimitada contra as pesquizas deste genero,
como se IratasM da quadratura do circulo ou do rao-'
vimento perpetuo.
a O absurdo deste raciocinio nao precisa ser le-
monstrado ; ningucm aiada procarou abandonar a
facilidade de transporte porque mar,por se he obrigsd0
a esperar rsolos favoraveis para sabir dos portos;
porque as tempestades obrigam muitas vezes os na-
vios a cederem ao poder, que os desvia de seu rumo,
ou a procurarem um asylo, arribando longe de seu
destino. Portaotu nao be desarrazoavel occupar-se dos
meios de servir-sedas machinas aerostticas, como so
strvedes navios a naa mosmas circuroslincias, islo he,
aproveitando-aedos ventos favoraveis,arribaodo qoau-
do forero contrarios; ter-se-ba ja feitobastante para a
gloria da iovenrao, para a uliiidade que ella pro-
metlt, se o sucesso dt urna viagem annunclada para
um destino marcado, no for realmente subordinado
senao a estas condijdes ; e se por accaso se conse-
guir islo urna s ve, que se Dio lave esperar do
lempo 1 O genio abre a mo para deixar cahir um
germen, e a industria Uva comsigo mil bracos occo-
pados, de gerscSo em goraco, para aperfeicoar os
seus frucloa.B
Era fallar com muita sabedoria, e suas palavras
devem ser repetidas ootra vez aos amadores da na-
vegado aerea, como expondo o fim, a que devem
chegar ; infelizmente elles tem lomado at aqu pa-
ra programa; o absurdo raciocinio de saos ad-
versarios. Elles lem pensado que, em qoanlo se nao
adiar um meio de transportar com seguranza, cora
todos os ventos, do um logar para outro, os ballOes
para nada serviran). Era o primeiro erro ; e o se-
gundo consisti nislo, que em lugar de se servir do
ball.To para explorar o ocano aereo e melhorar, ser-
vindo-se delles, os meios de explorarlo, se tem pre-
tendida chegar perfeirao por caminhos puramente
thecnicos, e subordinar a uasegacao posse de um
ideal sonhado. Era encerrar-se em um circulo vi-
cioso : desconhecia-se a coudicao imposla ao pro-
gresso de todas as descobertas : nao servir-se do que
se tem, a pretexto imperfeicao, he tirar a prossibili-
dade de tr mellior. As inven$des se completara
com effeito pelo uso, e nao de outro modo.
No lempo de I.uiz XIV os marinheiros confesaa-
vam nao saber o que quer o mar. Tem havido gran-
de numero de pessoas despidas de tuda experiencia
da aeronutica, que (em pretendido saber o que quer
o ar. Tem querido, que ess germen, de que falla
linyton, desse immediatamente fructos, sem que se
tivesseo trabalho de os plantar. Podemos julgar do
processo da cultura pela colheita. Em nenhuma
parle se vio maior concurso de homens fallando com
mais seguranea do que menos sabem. Em neubom
outro assumpto se tem feito semelbanles oltrages
sciencia e aos principios mais elementares das sci-
encias ; ha systemas que fazem morrer de riso a um
hypoeondriaco, que livesse algumas nocOes de phy-
sica e de mecnica. Nada diremos a este respeito
para nao contristar pessoas, cujas intenses sao res-
peitaveis.
Tambera nao lhe daremos cerlamente urna pnbli-
cidade, que fora urna animaran. Bastante ridiculo
se lem laucado nesla inveurao sublime ; muilas pes-
soas se tem arruinado em impressoes, em gravuras,
em diplomas, em experiencias e exposires, que nao
podem ter nenhum resultado ; bem vezes a solurao
da navegacao aerea lera sido annuuciada ao mundo.
Passemos as cousas serias, as cousas uteis e pra-
tcas. Se desde o principio, lembrando-se que os
progressos da navegacao foram devidos a propria na-
vegacao, se tivesse comprehendido que a pratica do
M era o nico meio de erear a aeronutica ; se a-
preciando entilo em seu- immenso valor a inven cao
devida ao genio de Monlgolfier, se livesse resignado,
logo a tirar della ama peqnena vantagem, o que
livera sido o meio de tirar cada vez maior resultado
se houvessem procurado os meios de prolongar o
mais que fosse possivel as viagens aereas ; e voltan-
do os espirlos psra este lado, se tivesse adiado lo-
go o que nos falla anda em envoltorio perfeila-
menle impermeavel e meios subir e descer, que nao
resomem o tempo das experiencias ; feito isto, se
possuiria ludo quinto era necessario obler sobre a
constituirs e rgimen do ar, uoces positivas das
quacs sabiriam osaperfeieoamenlos ulteriores da na-
vegacao aerea. O conheeimentodas correles aereas
pormelteria emprehender em certas eslacOes traje-
los regalares ao principio de pouca extensao e de-
pois cada vez mais extensos. Nao se lardara ejun-
lar ao ballSo meios de direccao, qu(;' permiltissem
chegar na direcao do vento a um lagar dado ; a fa-
caldade de subir e descer sem perder lastro nem gaz
combinado, cora um plano inclinado, permitliria
navegar em um ar calmo. Muitos aperfeicoamen-
tus, que anda hoje se procaram por caminhos chi-
mericos, serian realisados, e a locomotiva aerea Ti.
guraria no mundo de nossos mais poderosos meios de
acrao.
O que nao se fez no principio, convem fazer agora
Alguns homens partilham as ideias, que acabamos
de exprimir : he a estes que se deve fazer echo. Mr.
Dopais Delcourt appresentoa a Academia das Scien-
ciasum projeclo ele primea viagem de circumna-
vegarSo pelo ar.
o Nao Iralo, dix elle logo no principio, de nm en-
sato de machinas ou de procesaos novos. O ballao
em soa sjmples e Uo positiva accepcJo he sufficien-
te para emprehender a primeira vilgem de cirenm-
uaveiaco pelo ar.
o Todos os bons espirilo, acerescenta elle, lem1
pensado em aproveitar-se do ar para transportar-se
pelo ar. Grandes monc&es, correles mais ou- me-
nos consideraveis e que se devem estudar, reinam
em differenles alturas na altmosphcr;. Ellas serao,
fora de toda a duvida, os mais seguros agentes da
loeomocjto aerea.
Um ballo espherico de 50 metras de dimetro,
montado por ama equipagem de 25 homens, com nm
apparelhosufftcienteeviveres, constituira urna em-
barcocSo acerosalica, especie de pequea embarcacao
aerea do porto da 175 toneladas. Elle permitliria
conservar-se no ar por muitas semanas, e por al-
guns mezes no cazo da necessidade. Nao se limita-
ra somenle a urna apiricao fugitiva na almosphera,
como lanas vezes e Uo intilmente sa lem feito at
aqu ; demorar-se-bia nella moilo lempo para son-
dar as profondezas Ao ar e para estudar all experi-
menlilmente e de um modo efllcaz as condiedes da
futura aeronutica.
Anda est por eslabelecer-se para a massa do
ar, o qoe o capillo Duperr fez com tanto successo
para os amres costas que orlam os grandes conti-
nentes ; importa faxer urna caria dos ventos e das
correales sublunares.
^ se na estarlo conveniente, a correpte media que se
dirige para oeste, no quinto' ou sexto dia de mar-
cha, ir-se-hia pairar emeima das regiOes polares....
Se por accaso soccedesse ao bailo vir arrastado atra-
vez do globo, como o viajante que procura deseo-
bertas, limllar-M-hia a pereorrer ao acaso esparos
consideraveis, aproveitando-se dasmoncGes. Deste
modo se leria reconherido urna porcao consileravel
da periphere do globo.
Era todo o cazo se estudariam os venios, as cor-
reles atmosphericas ; bellas e curiosas observarles
meteorolgicas seriam feitas. Urna gazela regolar-
mente publicada pelos aeronautas,procurara grandes
luzes sobre as probabilidades futuras da navegacao
almospherica com o auxilio dos ventos : novos ca-
minhos se abririam talvez para ocommercio domun-
do cora esses navtosaereos, que arrostariam os nau-
fragios e nao temeriam nem costas nem arrecifes.
Urna tal expedidlo contribuira poderosamente
para o adiantamento das sciencias. Ella honrara ao
universo, cuja alinelo allrahiria poderia vir a ser
a]glode urna epoca|inteira. Soa realisarao he diana da
ranea ; ella perlenceria ao palt em que naicesse
a navegado aerea.
O programma he talvez em pouco vasto para urna
estrs, mas merece ser mencionado, como indicando
urna nova direccao as preoeupaedes dos amigos da
navegacao aerea. Este projeclo gradioso forma co-
mo a transico entre o periodo fabuloso, que a ae-
ronutica tem percorrdo ataqui e a pilase primiti-
va, na'qual esperamos ve-la entrar.
Mr. Labeau he o autor de um artigo o6r as via-
gens it longo curio na almosphera (acompanhada
de ama carta geographica ) no qual ve de mais per-
(o o fim, a que se deve chegar.
Elle toma pira epigraphe ; fabricando fit fabtr.
"^
o que indica o espirilo de seu trabalho om completa
harmona com o que precede. Desde o principio do
artigo elle combale aquelles que dizem, que os bal-
lOes nao poderao entrar no dominio das cousas uleis
emqoanlo se nlo tiver achado o meio de os dirigi1"
a vontade. Elle pensa com razio, para nos, que se
pode tirar grande vantagem desdejado que possui-
mos; entrando depois no dominio dos fados, elle se
exprime deste modo :
a A almosphera he sacada por crranles peridi-
camente regulares : he facto domulanle, facico
onecido de loda a antigaidade, do qual ainda nao se
fez grande applicaco i navegacao aerea. No mar
as moncoes oa venios geraes nao slo inlerrompidos
senao por tempestades, que o ballo nao teme ; por-
que a desorden) dos elementos nao reina senao em
urna altura determinada, cima da qual elle pode
sempre elevar-se, deixar passar a tempestada e des-
cer outra vez correnle regular. No continente a
allracao das meotanhas, os cursos dos rios, mil ou-
tras cansas accidentaes, prodazem correntes. varia-
veis. Todava cima de toda esta parle da Euro-
pa que se eslende das praias do mar do Norte as do
Caspio, reinam todos os annos desde o fim de agos-
to al o meado de oalubro ventos pouco mais ou me-
nos regulares, variando apenas de oeste para sudo-
este.
Um ballo de grandes dimensoes parte do Oslen-
de para ir descer em Kasan, mesmo em Astrakhan,
emquanto adiar correales favoraveis, pairando por
cima de paizes civilsados, onde sus passagem seria
esperada, onde todos-os telescopios estariam volla-
dos para elle a oto cenias leguas de distancia, o bal-
lao poderia descer a vontade junto das cidades
Iluminadas gaz, e renovar suas provisOes de
todo o genero, comprehendido o ahaslecimento de
gaz : Kassan he Iluminada i gaz. Esla grande ex-
plorado permiltir verificar urna mullidao de fac-
tos do maior inlercsse. Sabcr-se-ha em que altura
acabam-se .os ventos mais ou menos variaveis e
que correntes variaveis os sabslituem...
Tendo chegado ao termo de saa carreira, a ex-
pedirlo chegarn aos venios variaveis de lcsle nor-
deste, para effectuar sua vlla ; nesla direccao elle
encontrar provavelmenle as contra-corrcotes das
cortinas dos Carpathos ; passar sera grande difftcul-
dade as monlanhas secundarias de Bochmerwald e
de Schwarlzwald para chegar ao valle do Rheno.alem
do qual os Vasgos, facis de dominar, serao a ulti-
ma linha de altura, que se lera de passar para se
effectuar a descida no valle do Seno.
a Aqu nada lia do chiraerico, nada ha de hypo-
(helico ; esta viagem lera por fim sobretodo familia-
risar os aeronautas com as difficaldades praticas de
ama viagem de loogo cuno, ella preparar o esta-
belecimioto de linhas de bailos do Occidente para
Oriente, e voltasfaceisde eslabelecer-se,urna vez que
o caminho liver sido sufficientemente explorado; el-
la dar! noees aquelles que procuram a direccao.
Queris apropriar-vos dos caminhos do ar"Pois bem,
cumpro estada-Ios4. Nos ares he que as ideas vos
hio de vir.
c As viagens muitas vezes repetidas da Blgica
para a Rusfia, e da Russia para a Franca nlo fa-
rao mais qoe preparar o caminho para o Gm prin-
cipal : atravessar o Atlntico. Suppondo ara pu-
nhado de homens esclarecidos, intrpidos, exercita-
dos na manobra dos balines nos longos trajelos por
cima dos continentes, nm navio os transportar a
Sorra l.eoa ou asilh.is do Cabo Verde na moncho do
eslo ; elles chegarao sem duvida ao Brasil em al-
guns dias de navegarlo aerea.
a Taes sao, diz Mr. Isabeau eoncluindo, os re-
sultados, a que pode levar a aeronutica no estado
ar! mi. Servindo-se della no estado em que se acha,
mulliplicando-se as suas applicacScs vastas e fecun-
das, he somenle, como se ha de realisar novos pro-
gressos, progressos sem fim, sem limites, at que
nossos netos cheguem a admirar-sc de que o ar nao
tenha sido sempre o caminho do genero humano.
Finalmente um cxcellenlc projeclo lie a ordem do
dia da sociedade aerosttica e meteorolgica. O ar-
tigo seguinle he extrahido do seu Bolelim :
Os membros da commissao da sociedade aeros-
ttica e meteorolgica de Franca, achando-se pre-
sentes nesle momento em Paris;
a Considerando que, no estado actual da aeronu-
tica e vista da futura navegacao almospherica,
qualquer que seja o syslema de locomocao, que deve
ser seguido, o conhecimento exacto das correntes e
contra correntes aereas, de que se poder aproveitar
as viagens de longo curso, elevando-se a diversas
alturas constituir um dos documentos mais otis e
realisar o progresso mais desejavel para a pratica ;
Que he lambem para este fim, que importa di-
rigir hoje os estudos e os esforros da sociedade;
a Considerando que, para o conseguir, sao indis-
pensaveis observares de' nma certa duracao, ama
estada tao prolongada, qanlo for possivel as altas
regioes da almosphera e viagens em longitudes e
latitudes diversas;
< Considerando que urna destas viagens pode ser
emprehendida desde j, as condices ordinarias e
communs da arte aerosttica, limitando-so em aug-
mentar e consolidar o material habitualmente era-
pregado as ascencOes, alira de o accommodar a esle
destino, e proporciooando-o duracao da viagem
projeclada;
o Considerando que pertence aus membros da so-
ciedade tomar a iniciativa de semelhante expedicao,
preparar-lhe a soa execujlo e reclamar a Loara de
coropor o sea pessoal;
e Os abaixo assignados lem elaborado e redigido o
projeclo de um bailan capaz de suslenlar-se no ar
durante ara mez sem descer em trra, sendo esqui-
pade por viole pessoas e podendo elevar-se al oto
ou dez mil melros cima do nivel do mar.
Mostremos que esla esperanca do tirar actual-
mente um grande partido dos balloes, nada (em de
chimerico, e digamos com que condcScs facis de
seren realisados, por pouco que delles se oceupem,
elles entiaram nos meios pralicos.
Como mui bem disse Mr. Dapuis-Delcourl, as
correntes atmosphericas serao sempre os mais segu-
ros agentes da locomocao aerea. No eslado actual
de cousas, a navegacao deve consistir principalmen-
te em procurar as correntes favoraveis e dcixar-se
levar por ellas. A este respeito nao conhecemos to-
da a extensao de nossos recursos, e pertence pre-
cisamente aeronutica faze-los conhecer. O pouco
que sabemos nos di grandes esperances. Fallemos
agora das monefies.
Os venios d leste on moue.6es sao venios constan-
tes, que reinam nos dous hemispherios, a partir de
urna certa distaucia do eqaador al 30 graos de la-
tilude. Sua caasa reside no sol e no movimeoto de
rolacao do globo. O sol estando no plano do eqaa-
dor, oa em oatros termos, dardejando verticalmenle
seus raios sobre os paizes, atravessados por esla li-
nha ficticia, os aquece fortemente, e por conseguin-
le dilata a carnada de ar, que os cobre. O ar dilata-
do se eleva s altas regises atmosphericas e se in-
clina para os polos. Em quanlo esta carnada de ar
se desloca, as carnadas visinhas vem superficie da
Ierra tomar a posicao que occapavara.
Estas carnadas pois formara ama correnle, que se
dirige para o equador, e de carnada em carnada, esle
movimenlo se commuoica at os polos, de modo que
se tem duas correntes: urna superior formada de ar
quenle e caminhando do equador para os polos ; a
outra inferior, composla de ar fri correndo dos
polos para o equador.
As cousas se passariam pelo menos assim, se o sol
fosse somenle a sua causa, e enlao em lugar do ven-
to leste, que temos, teriamos pois um vento norte
em nosso hemispherio, em quanto o hemispherio aus-
tral resentira a influencia de um vento sul; mas o
movimenlo de rolacao vem ludo alterar.
A Ierra gyra sobre si mesma (he pur si muotc)
cada ponto de sua superficie he no equador mima-
do de urna rapidez igual a de urna baila de cinho.
Comprehende-se immediatamente qual deve ser o
influencia deste movimenlo sobre as correntes de
que se trata. Primeiro que ludo, tica entendido que
a massa almospherica participa do movimenlo de ro-
lacao do globo.
De outro lado he evidente que o rapidez do globo
he msior no equador, que as regiOes polares. Por
conseguinle a correte que vier dos polos encontra
medida que approxima-se do equador, carnadas
de ar animadas de um movimcmfo cada vez mais r-
pido, e nao podendo inmediatamente adqui-
rir a rapidez de que estas sao doladas, lhes op-
poem ama certa resistencia ; ora gyrando a Ierra de
occidente para oriente, esla resistencia deve produ-
zir o mesmo effeito como se o ven lo soprasse do
oriente, ou antes do nordeste em nosso hemispherio,
e de sueste no hemispherio austral.
Eis aqui pois ventos constantes, regulares, que fi-
cam a disposico dos aeronautas, (iracas a elles, o
navegante aereo pode execOtar nos dous hemisphe-
rios urna boa parle da volla do globo; entretanto
nao precisa dizer-se quo as moncoes nao slo lio re-
galares na pratica, como na Ihcoria.
O sol approximando-se urnas vezes do trpico de
Cncer e outras vezas do Iropico de Capricornio,
produz urna variacao na Torca das moneftes ; de mais
o vento al ama distancia bastante grande das cos-
tas, sopra do norte (no nosso hemispherio) em vez de
vir do sul; urna mullidao de obstculos nalaraes, as
cadeias das monlanhas, por exemplo, fazem em
muilas circunstancias desviar as monedes de sua
direccao normal. Porem o Ocano Pacifico e o mar
do snl.o Atlntico e o mar dasludiisflcam era gran-
de parle sujeilos a sua influencia, c as perturbares,
deque acabamos de fallar,bem longe de ser um nbs-'
laculo aos designios dos aerouaulas, ihes podem ser
otis.
As monees ou venios geraes sendo permanentes,
oceupam o primeiro logar no activo dos navegantes
areos, lia ventos peridicos, de que poderao tirar
immensa vantagem. Taes sao entre oulros, os ven-
ios que por dous mezes sopratn do mar do norlc pa-
ra o Baldeo, e que facilitan) a passagem do Sonda,
ha do mesmo modo venios, que sopram do Bltico
para o mar do Norte. Oatros venios esto sugeilos
a ama periodicidade mais approximada, mas em
compensacao elles se fazem sentir em limites muito
mais eslreitos : laes sao os ventos de mar e trra.
Depois dos venios peridicos devemos citar os
ventos accidentaes. Estes ventos nao podendo al
aqui ser prevenidos, nao offerecem agora o mesmo soc-
corro, como os peridicos e os perpetuos, ao menos
os aeronautas podem tirar delles o mesmo partido
que os naveganles. Podem mais, como se vai' ver.
Nao se ha de ter deixado de observar que as flmu-
las indicam frequentemente urna direccao do vento
nteiramente contraria n que he seguida pelas un -
veus, e se ha de ter concluido quo a massa almos-
pherica nao obedece em toda a sua altura ao impul-
so que, em um lugar dado, o vento imprime em suas
carnadas inferiores. E com effeito numerosas ob-
servarles (em mostrado que, em urna mesma verti-
cal, a almosphera pode ser alravessada por correntes
seguindo diversas direccSes.
As relares dos aeronautas pocm esle fado fora
de duvida.
No lempo da primeira ascencSo de Carlos, sollou-
se um pequeo ballao de cnsaio, o qual foi cahir
em urna direccao opposla a que seguio depois o ani-
moso physico.
Guitn de Monean conta que, em soa experien-
cia de 25 de abril, reinava quando elle deixou a Ier-
ra, um venlo impeluosissimo de oeste noroeste, cu-
jo impulso deixnu de sentir quando chegon a nma
altura de 300 ps. No mais alto ponto da ascensao,
em quanlo o ballao roarchava mili lentamente, elle
observan cerca de 400 toesas abaixo urna nnvem bran-
ca, que caminb.-iva para a direita, tomando o ballo
capa. Emfim quando o experimentador se ap-
proxraou de trra, a machina, que nm instante an-
tes caminhava com urna externa morosidade, se col-
locou por si mesmo na linha de um vento, que o ar-
raslou com grande rapidez.
Na segunda ascensao, elle observou que, no mo-
mento em que um vento N. N. O. levava seu balo,
algums flmulas de Dinjon marcavam a direccao
S.-S. O.
Elle verificon alm disto, que os balines que li-
nham partido do cabello da Muelle, das Tulherias,
do Campo de Mario, parecern) estacionarios em urna
certa elevaco, ou que eram levados por correntes
diflerentes daquellas qae se faziam sentir na cama-
da inferior.
Mr. Monk-Mason conta que, no tempo da magni-
fica viagem, que elle emprehendeu a 7 de novem-
hro de 1836, em companhia de Mrs. Oreen e Unl-
land, duas horas e meia depois de sua partida de
Londres, os aeronautas reconheceram, que o vento
os hia arremessar para cima do mar da Allemanha.
Mr. Green deitou logo fora urna parle do lastro,
o bailan subi s regioes superiores da almosphera,
onde enconlrou urna correnle que, levando-o para
ira/, o coudazio logo para cima de Douvres.
Na relarao da primeira viagem de Blandan), v-
se que esle intrpido aeronauta, tendo escapado das
correntes furiosas, que amearam quebrar sua ma-
china, deilaodo o lastro fra. foi arrastado logo por
ima correnle, que o levou, rpidamente na direccao
do. lugar, donde linha partido.
I.i na narracao que Cavallo fez da ascenso de
Vicenti Lunardi ( a primeira que leve lugar na In-
glaterra em 17X1 que n ballao, tendo partido na
direccao de noroeste, enconlrou em urna altura maior
outra correnle de ar, etomou entilo em una direccao
pooco mais oa menos do norte, ficando o vento em
cima sempre o mesmo. c
Ve-seque, mais feliz que o marinheiro, o navegan-
te aerio, em lugar de ter que lutar com ara vento
contrario oa esperar urna mudanra de vento, pode,
sobindo ou descndo, adiar urna correte que
sopre na direccao, que elle quer seguir. Uma expe-
riencia muito simples, que Franklin foi o primeiro
a fazer, vai explicar-nos outra vantagem da aero-
nutica sobre a navegacao martima.
Sejam duas cmaras desigualmente aquecidas : es-
labcleca-se entre ellas uma communca$to, ter logo
uma duplicada correnle,' uma de ar fri inferior, di-
rigindo-se para a cmara mais quente ; a outra de
ar quente, dirigindo-se para a cmara fra e sepa-
radas uma da outra per uma carnada tepida. Lo-
go a existencia de um vento snprando em uma cer-
ta direccao pode ser o indicio de ama contra corren-
te, que siga uma direccao opposla. Os venios de
trra sao cerlamente acompanhados de contra cor-
rentes ; sera duvida he isto o que se d com o ven-
lo qae sopra as costas da Algeria.
Oulr'ora citamos a experiencia de Blanchard, que,
lendo partido de Lisboa* com uma brisa 'do mar, foi
trazido ao seu ponto de partida por uma contra cor-
renle. V-se como provavel a existencia de um ven-
to superior entre os trpicos, sopraado era uma di-
reccao opposla a das moncoes. Este vento do oeste
se faz sentir no cunic do pico de Tenerife.
Em 1835, as ciozas arremessadas a uma grande
altura pelo volcao de Guatemala, caniram algumas
horas depois as ras de Kingston na Jamaica, pa-
ra onde as tinha levado provavelmenle o venlo do
oeste, que sobra as altas regios do ar.
Ficaremos aqui sem termos a prelencao de ter lu-
do dito. Talvez que no desconhecido haja mais que
Iratar-se. O eslado actual da meteorologa faz a hy-
polhese verosmil. Cerlos physicos tem admillido
que as recies superiores fleam constantemente cal-
mas. Gaytoa de Morvoau se inclnava para esla
opinilo. Islo he bastante para demonstrar, que as
esperancas daquelles que especulan) as correles
aereas, para tirar immedialamenle um partido van-
Ujoso dos balloes, nao sao mullo fallas de funda-
mento.
Digamos agora, em nossa opiniao, quaes sao os
desidertum da aeronutica. Em primeiro lugar, a
descoberla de um envoltorio senao completamente
impermeavel ao gaz, ao meos que o possa conser-
var por um tempo suflicenlemente prolongado. Is-
lo exige em desenvolvimento. Vamos adianto
J que se trata, nao de marchar contra o venlo,
mas de ulilisar as correntes favoraveis, e j que o
navegante aereo deve ir era procura das correntes,
deve estar prvido dos meios de subir e descer na
almosphera.
Ninguem ignora que no eslado adnal da loco-
mocao aerea, toda a manobra consiste em deilar o
lastro fura ou tomar gaz. Se o aeronauta quer ga-
nhar as alturas da atraospliera, alija o ballao, dei-
laodo fra o laslro ; se quer ir cima de nm venlo
impetuoso, que ameara despedazar a frgil machina,
naqual tem confiado sua vida, ainda deila fra o
lastro. Pelo contrario, perder gaz ou sea ballao
sbitamente levad em sua rpida ascenrao no
seio de nm ar rarafeilo, ameara ceder dilalacao
do gaz, ou lendo encontrado uma correnle favora-
vel, quera diminuir sua Torca ascendente, ou final-
mente o gaz se dilate excessivamcnlc debaxo da necio
directa do calor solar; a mesmamanobrao aproxima-
r de Ierra, quando elle quizer terminar sua expe-
riencia. Mas se o lugar, uo qual elle desee, parece
improprio para o seu desembarque, no momento de
chegar Ierra, po fura, o lastro, o baila sbita-
mente delidoem sua queda, fica um instante immo-
vel e como indeciso sobre o caminho, que deve se-
guir ; depois obedecendo s leis da gravitarlo se
aTasla logo da praia inhospitaleira. Escolhendo en-
tlo na linha do valo em lugar de desembarque, o
aeronauta para ahi se dt-ixa levar ; depois na altura
do poni, que tem escoltado, d outra v?z sabida
ao gaz e o ballao vem finalmente poisar em
trra.
Nlo pode ser mais simples igual manobra. Mas
quem nlo v seus numerosos inconvenientes c peri-
gos, que ella lem 1 Perdida uma parte do gaz, de-
ve-se forzosamente descer ; esperdicodo o laslro, nao
ha mais meio de tornar a sabir, dev-sc descer no
lugar em que chegar o ballo; o aeronauta nlo dlri-
gemais sua machina,he arrastado por ella. A relarao
da medooha viagem, que Blanchard e Gffries fize-
ram alravez do Mancha, raoslra a quanlos perigos
esle meio impereilo de rc?nobra pode expor os
aeronautas.
Ameacados de serem alirados no mar com sea
ballao, estes uobres aventureiros laham gasto todo
o seu lastro ; e como a machina descesse sempre,
deilarnm Tora livros, instrumentos, provisoes ; des-
piram-se de seus vestidos; finalmente estando amar-
rados cardas iam fazer o sacrificio de sua barqui-
nha, quando viram-so chegar s cosas da Franca.
Desde o principio da aeronutica, os inconvenien-
tes desla manobra forlo conhocdos por todos. Guy-
lou de Morveau escreveu a esle respeito. a Toda
descida Tcila pelo esperdicio do gaz he um meio,
que so hade de durar al que a arle lenlia aperTci-
oado esla nova arle. E acrescenla : dade dos balloes se acharia conlida em limites bem
eslreitos, se absolutamente fosse preciso perder uma
parle do gaz, que os enche, todas as.ve/.es que se
qiiizesse descer oa mesmo aproximar-se de Ierra.
Assim pois dever-se-ha procurar um meio de su-
bir e descer sem deitar-se fora o laslro, sem perder-
se gaz. He o segundo desidertum.
O terceiro versa sobre um ponto, que se nao tem
lomado em muita consideraran. Heferc-sc dilala-
cao produzida pela accao do calor solar sobre o en-
voltorio do ballao.
Uma rajada soprada debaxo para cima, lendo le-
vado cima das nuvens o bailan montado pe-
los irmaos Roberto e duque de Charlres, o calor so-
lar produzio uma dilalacao enorme ; a vlvula nao
dava mais servico, o ballao subia sempre, o envol-
torio ameacava a romper-se. Nesle perigo, o duqae
de Charlres Tura o ballao em dous logares. A ma-
china deseen rpidamente.
Blanchard conta que, em ama do suas viagens
aereas, o ballao dilatado pelo calor solar s encheo
com lal violencia, que estalava do todos os lados.
Esqueceu toda esperanca de direccao, para occupar-
se somenle do lerrivel perigo que o ameacava, e o
conjurou dando sahida ao gaz.Se a narra5ao do
intrpido aeronauta nlo parece concludente, lam-
bpm o nlo ser a de Guytun de Movrcan.que vamos
citar ; mas citaremos em primeiro lugar ama obser-
varlo d Mrs. Biol e Guy Cussac.
Tendo partido do Conservatorio das arles eofncios
a 24 de agosto de 180* s 10 horas da manhla, o ba-
comelro marcava em trra 28 pollegadas, e 3 linhas,
o Ihermomelro 16,05. Chegando a uma altura de
3,724 melros, o Tomos sorprendidos, reTere Mr.
Biot, de nao sentir fri ; pelo contrario o sol nos a-
quecia fortemente. Tinhamos lirado as luvas, que
ha vamos calcado mi principio, c que nao nos pres-
taran) nenhuma otilidade. o
Naquclle momelo o barmetro eslava em 20 pol-
legadas e 8 linhas, e Ihermomelro em 16." Os dous
sabios linbam levadoaoimaes, que parecam nosof-
Trer a rareTaclo do ar,
Goyton de Morveau, dando conla de uma de suas
experiencias, diz que a o descimento do mercurio no
barmetro era apenas sensivel, quando a dilalacao
era j consideravel. o E acerescenta : a dilacao pe-
lo sol era 13o Torte, que a continuaran do vasameolo
do gaz pela vlvula superior, como uma fumara es-
pessa, Tezcrer que o ballao se linha aberto naquelle
lugar.
A explicarlo desles Tactos he esla : os gazes cou-
dos nos envoltorios embebidos cm pez, esquentam
com muito maior Torco que o ar, A historia da ae-
ronutica apresentatmuilos exemplos.
Um dia Morveau quereudo reparar seu ballao, o
Tez levar ao sea jardim e encher de ar comraum por
meio de um Tolles. Mas apparecendo o sol pela
manilla, o balllo comer a gyrar e at passou uma
voz por cima de duas pessoas, que o vinham segurar.
Morveau abrindo a vlvula, o ar que por ella sabio,
produzio cm seus olhos uma impressao viva o quasi
dolorosa ; esse ar eslava qnalro vezes mais quenle
que o ar do ambiente.
O mesmo observador notou oulra vez uma difle-
renca de temperatura muito mais consideravel. O
ballao cheio de ar commum fez ver uma temperatu-
ra de 39 graos ; ao passo que ao ar livro, o barme-
tro exposto ao sol ronservava-se em 23 grios.
No da immedato ao desla observacao, este mes-
mo ballao se aqueceu to fortemente que succedeu o
segu nte:um vento pouco forte comerando a aguar
o baiao, dous homens que lhe eslavam de guarda,
quizeram dele-lo pelas mallias da rede ; o pedamos
lhe ficaram as m.Vis. O balo subi a principio a
uma altura de 43 pos, levando a rede, o circulo e-
qoalorial e as cordas, pesando ludo isto mais de 65
libras, o que com oseu envoltorio fazia cerca de 125
kilogrammas. E nao fez islo somenle. E elle esla-
va seguro por Ires cordes presos em uma grossa cor-
da, amarrada em duas estacas ; qaebrou dous cor-
dSes, levou urna estaca presa no terceiro cordlo, e
sabio escalando ama casa.
Chegando a um pateo siluado por delra'z dessa ca-
sa, desceu um instante ; um mancebo, esperando
dele-lo, seguran uma das cordas e enroloa-a no pu
nho ; mas em um momento elle foi arrastado por ci-
ma de uma parede de 9 ps de alio e cahio do outro
lado. O ballao conlinuoa sea caminho, atravessou
um passeo publico, com grande espanto dos qae
passeiavam, e fot cahir a mais de duzenlos o cincoen-
(a passos de distancia.
Portanto,o terceiro desidertum he : o ballao deve
ser prvido de meios de fazer variar, em caso de ne-
cessidade, a quantidade, de gaz contida no envolto-
rio, e nao he misler dizer que o gaz extrahido do ba-
ilo nlo deve ser laucado na almosphera, mas con-
servado em reserva.
Comprehendemos que esle fim ser alcanzado pe-
lo emprego dos meios, que permillem subir e descer
sem disperdicio de gazou de lastro.
i .'liarla condirlo. Est na necessidade de meios
de direcclo, o que foi comprehendido desde o prin-
cipio da aeronutica, o Ninguem se deve illudir,
escrevia Mr. Uuyloo de Morveau, ainda ha muitas
difliculdades, e para fazer-se uma idea justa dellas,
supponbamos que se qaeira ir de Dijon a Chan-
ceaux, qae dista uma da oulra cerca de 16,000 loe-
zas, em linha recia ; estando esla aldea situada ao
noroeste daquella cidade, procurar-se-ha aproveitar
um venlosuesle ; supponhamos ainda que o venlo
sopro exactamente na linha deste rumo, cada rumo
da agulha dividido em trinla e dous ventos ocenpa
onze graos om quarlo do circulo : ser, pois, para
um raio dcl6,000 loezas, 1 arco de 3,141 toezas no
qual se (ora de escolher o ponto-da chegada; prolon-
gue-so a linha deste rumo at Pars, o arco, que el-
le deve oceupar. acbado-se com effeito compreheu-
dido em lodos os pontos ou sua dvisao, ser pouco
mais ou menos de 11 leguas e 3|4.
Concluamos, pois, que nao ha vento que corra
precisamente a um ponto dado cm 60 leguas, e mes-
mo era 8 leguas, e que aquelle que chegasse a um
lugar qualquer fixo em um espaco de II grose 1[4,
ou do 32 da rosa dos venios, leria soprado com mu-
la regularidade. ,
Taes slo, em noisa opiniao, as quatro condices,
que se deve preencher ; ellas nao exigem certamen-
te nem mullo genio, nem enormes capitacs, c com-
ludo aquelle que loro primeiro em as satisTazer, lera
realisado uma das maiores cou'sas possiveis, (era Tei-
lo accessivel a estrada uoversal do ar.
I'ielor Meunier.
Preste-?
COMMERCIO.
PIUCA DO RECIPE 15 DE NOVMBRO AS3
HORAS DA TARDE.
Cotac&es oftlcaes.
Cambio sobre Londresa 60 d|v. 27 3|4 d. e 28 d.
Descont de leltras de 30 dias8 % ao anno.
Dito de d'tas de 6 mezes9 ao anno.
AI.FANDEGA.
Rendimenlo dodia 1 a 1i.....137:2828917
dem do dia 15........16:21is79H
153:4978743
Descarregam hoje 16 de norembro.
(alera nglezaDea Slayermercadorias.
(1.ilera inulezaSwordfifkcarvao.
Barca TrancezaLuise Variamercadorias.
Polaca hespanholaArdillap Brigue saldoDainodiversos gneros.
Barca dinaraarquezaPreciosacemenloe genebra
Importacao'.
Iliatc Capibaribe, vindo do Araraly, consignado
a I.uiz Borgcs de Siqueira, manifcslou o seguintc :
1,993 meios desoa, 141 molhos courinhos, 222
couros salgados, 79 saceos gamma, 1 pacote sebo, t
barril bsnha de porco, 7caixas velas, 49 molhos es-
leirs, 1,000 lijlos para lastro ; a ordem.
Vapor nacional Guanabara, vindo dos portos do
norte, manifestou o seguinle :
66 rolos e um embrultio salsa; a Manoel Joaquim
Hamos e Silva.
2 caixdes; a F. Coulon.
2 caixdes; a viuva Amorim & Filho.
25 barricas sebo; a Novaes & C.
1 caixao; ao Dr. Aguiar.
1 caixao; ao Dr. Joaquim Mendes.
1 erabrulho ; a I. II. Gaensly.
1 embrolho; a A. B. Vaz de Car val lio.
1 embrulho; a Jos Mara Cordeiro Lima.
1 embrulho; a JosTeixera Bastos.
1 embrulbo; a F. H. C. C. M.
Barca Tranceza Jeune Paymod, vinda de Celte,
consignada J. R. Lasserre & C, raaniTeslou o se-
guate:
159 pipas c 50 barris vinho, 100 balas papel; aos
mesmos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 14.....6:6835999
dem do dia 15........1:484*377
8:1688376
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 14.....8525301
dem do dia 15........ 4848295
1:3368595
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia la 14.....15:1673290
dem do dia 15......,. 236o239
15:4038529
CONSULADO PROVINCIAL. -
Rendimenlo do dia 1 a 14.....13:117J731
dem do dia 15........1:3548284
14:4728015
MOVIMEOTO DOPORTO
Navio entrado no da 15.
Rio de Janeiro20 dias, brigue inslez Portia, de
227 randadas, capitao John Paul Newton, equipa-
gem 10, em laslro; a ordem.
Nados sonidos no mesmo dia.
lo de Janeiro e portos intermediosVapor brasi-
leiro Guanabara, commandante 1. lente Salo-
me. Passageiros desla provincia, Euzebio de
Queiroz Mttoso Ribeiro e 1 csrravo, Anlooio Jo-
s de Araujo Guimaraes, Ernesto Francisco de
Lima Santos, padre Manoel Jos dos Sanios Villa-
nm, Domingos Antonio Raol, Carlos Augusto
Terraz de Abreu e 1 escravo, Manoel Alves de
Lima Gordilho, Virgilio Alves de Lima ordilho
e 1 escravo, Antonio Joaquim de Magalhaes Cas-
tro e 1 escravo, Anbal Andr Ribeiroe 1 escravo,
Francisco Ferrara de A ndrade, Dr. Candido de
Faria Lobato, Benjamn Jacintho Thomaz, Ma-
noel Antonio Moreira e 1 escravo, Raymundo
Antonio da Cmara Xavier Bilancourl, Jos Joa-
quim Ferreira Rabello, Agostinho da Silva Vian-
na, commendador Jo3o Jos de Azevcdo Mello
Pitada, bacharel Duarle Jos de Mello Pilada. D.
Maria Candida Aulran de Mello Pilada e 1 escra-
vo, Dr. Jlo Francisco Paes Brrelo e 1 escravo,
Anlonio Loureuco de Araujo, Fr. Jos de Nossa
Scnhora da Saude, Dr. Antonio Carlos Monteiro
de Mnura, sua senbora, 1 filho menor e 2 escra-
oa, Carlos Gomes de Souza, Dr. Jlo Jos Coelhq
Bastos Jnior e 1 escravo, Fr. Antonio de Santa
Anglica Pimenlel, Ridglimann, Jos Joaquim de
Olveira, Aureliano Candido Tavares Bastos e 1
escravo, Jos Naziazeno da Costa Albuquerque e
1 escravo, Anlonio Savalho, Julio Cesar Accioli
de Brito e 1 escravo, Jos Carlos Baplista, viga-
rio Francisco de Hollanda Chacn, 1 criado e 2
escravos, padre A ulero Estanislao Ourique de
Vasconcelos, Dr. Anlonio Pinlo da Rocha e 1 es-
cravo, 11 escravos a entregar, Jos Ignacio de Ar-
ruda. A) res de Albuquerque Gama, Daniel Edu-
ardo da Gouva Portugal, Antonio Joaquim Cor-
rcia de Araujo, Jos Candido de Barros e 1 criado,
Dr. Luiz Rodrigues Nunes, Dr. Antonio de A villa
Pompea e Castro, Anglica, africana .Iivre, Dr.
Anlero Cicero de Assis e 1 escravo, Miguel M.
Rooker, Dr. Francisco de Araujo Barros e 1 cria-
do, Manoel Ribeiro Brrelo deMeoezes, Dr. Joa-
quim Antonio de Oliveira Seabra, Dr. I.andelino
Tertuliano Marinho Falcan, Justino Francisco de
Assis, Belarmlna Mara da Conceic^o, Francisco
Pires Carneiro, Dr. Jos Martn- Alves e 1 escra-
vo, Gomes, Luiz Correia Menezes Juniorjnnocen-
cio Jos de Almeida, Jos Jorge de Carvalhal.Jos
Joaquim de Oliveira, Aurelio Ferreira Espiohero,
e 14 recrutas.
ColinguibaSumaca brasileira Flor do Angelim,
graestre Joo Rodrigues dos Sanios, carga varios
gneros. Passageiros, Uenrique Winler e saa se-
nbora, Manoel Cardoso de Araajo Mari el. Jos
Luiz Coelho de Campos, Alfred Ilongan, Salus-
t i ano Hurlando de Araujo, Jos Joaquim de Oli-
veira, Manoel de Araujo dos SantosPcreir a.
EDITAES.
O Illm.'Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em ciimprirnrnin da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico que no dia 7 de
dezembro prximo vindouro, perante a junla
da Tazenda da mesma Ihesouraria, se ha de arrema-
tar a quem por menos fizer a obra dos reparos pre-
cisos da ponte do Gindahy, avaliada em 4:6208 rs.
A arrematarn sera Teita na forma da le provin-
cial n. 343 da 15 de raaio do correte anno, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarn
comparecam na sala das sessoes da mesma junla
pelo meio dia, campetenlamenre habilitadas.
E para constar se raaodou afxar o presente e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 13de novembro de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.' F'ar-se-hao ditos reparos deconformidade com
o orramenlo approvado pela directora noconselho,
e apresenlado aapprovaclodo Exm.Sr. presidente
da provincia na importancia de 4:6209000.
2.a O arrematante dar principio as obras no
prazo de um mez e dever condai-las no de seis
mezes, ambos cootados de cooformdade com arl.
31 da le provincial n. 286.
3. O pagamento da importancia da arrematacao
realisar-se-ha em quatro preslacoes igoaes : a pri-
meira quando esliver concluida a lerca parte das
obras ; a segunda depois de Teilo o segundo terco ;
a terceira no recebimento provisorio, e a quarla na
entrega definitiva, sendo de um anno o prazo de
responsabilidade.
4. Melada do pessoal da obra ser de. genle
lina.
5. O arrematante devera proporcionar traozito
ao publico no fim de 3 mezes.
6. Para ludo o que nao esliver determinado as
presentes clausulas nem no orcamenlv, eguir-se-ha
o que dispoe a respeito a le n. 286.
Conforme.Antonio Ferreira dAnnunciarZo.
O IIIid. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manila fazer publico, para conhecimento dos
contribuintes abaixo declarados, do imposto de
128800 rs. sobre canoas, ofarias, serraras e Tabri-
cas de charutos e de chapos deste municipio per-
tencenle aos etercicios de 1836 a 1850, que
tendo-se concluido a liquidaran da divida activa
deste imposto, devem comparecer na menciona-
da Ihesouraria dentro de trinla dias contados do
dia da publicarlo do prosele edilal, para se lhes
dar a nota do seu debito, afim de que o pagucm
na mesa do consulado provincial, ficando na in-
Iclligencia de que lindo o dilo prazo serao execu-
tados.
E para constar se mandn ahlxar o prsenle e
publicar pelo Diario. Secrelaria da Ihesouraria
provincial de Pernamburo 9 de novembro do 1854.
O secretario, Antonio Ferreira da Annunciarao.
Jos Joaquim IlezcrraCavalcanli. 389400
Jos da Costa Ribeiro.......12SS00
Jn.m Baplista de S........389400
Jacob Romm..........258600
Jos Beiilo Leillo........I258OO
Jlo Pereira de S Vianna.....641000
Jos Joaquim Bezerra........513200
Joo da Costa Ventura.......128800
Jos Pereira da Silva.......128800
JoSo Moreira da Costa.......125SO0
Jeronymo da Cosa Guiarles c Silva. 12?80tl
Joaquim Correa de Araujo.....350600
Viuva de Joaquim Antonio Ferreira do
Vascoucellos.........355600
Joo Ropnzo Fernandos.......12?800
Jos Joaquim da, lamba Juuior .... 1 i-siXI
JoloMililo..........125800
Joaquim Rodrigues Duarle.....125800
Jos Patricio de Siqueira Varejo. 125800
Jos Higiuo de Miranda......J-iitiii
Jos Francisco Gia de Oliveira .... 255600
Joo Anastacin Camello Pessoa .... 12,'^OO
Jos Anlonio Coelho da Silva.....125-800
Jlo Chrisoslomo Lima.......125800
Jlo Carneiro Leal........1258OO
Jlo Ognc ........... 128S0O
Jos dos Sanios Barros.......125800
Jos Filippe (iuerreiro.......255600
Jos lligioo dos Santos......258600
Luiz Francisco Barhalho.......6500
Luiz Anlonio....., l58'K)
Luiz da Costa...........458OO
Luiz Carlos da Costa.".......255600
Luiz dos Santos Nunes de Oliveira. 230600
Luiz oozaga..... 12f800
Luiz Pisler...........125800
Manoel da Rosa Rapozo......199200
Manoel Caetano.........6100
Viuva de Manoel Jos Goncalves. 45800
Martha Gomes..........45800
Manoel Machado.........45**00
Manoel Luiz..........195200
Manoel Jos...........foiOO
Manoel Cavalcanli de Albuquerque. 259600
Manoel de Souza Jardim......1258IH)
Manoel Marques da Silva......125800
Manoel Jos Soares Avelar......129800
Manoel Goncalvss de Moraes......255600
Melchior Memberg........135800
Marcelino Jos Rodrigues C.olaco. 128800
Mauoel Baplista de Figuciredo .... 129800
Manod Galdino da Silva......258600
Manoel Jos da Silva Rosa......125800
Manoel Jos Monleiro.......120800
Manoel Correa Maciel........123800
Mauoel Pereira de S & C......128800
Manoel Anlonio Ribeiro......129800
Mauoel Pereira de Sa e Silva.....129800
Manoel Flix da Rosa .
Manoel Camello Pessoa. .
Pedro Joaquim Theodoro .
Pedro Holtermann .
Placido Ferreira Guimarles
Ricardo Anlonio Vianna .
Rav mundo da Silva Gomes.
Seraelo Correa.....
Sebastilo Bento Goncalves.
Simplicio Rodrigues Compeli
. 128800
. 130600
. 40800
. 128800
. 12*800
. 120800
. 128800
40800
. 40800
.128800
Simplicio Jos de Mello.......120800
rsula Quileria das Viagens.....120800
Viceale Pereira..........40600
Vicente Fefreira da Costa......120800
Pela inspeccao da alfandega se faz publico,
qae exislem no armazem da mesma os votumes
abaixo descriptos, alm do tempo mareado pelo re-
gulamento ; e polo prsenle sao avisados os respec-
tivos donos e consignatarios para os despachar no
prazo de 30 dias contapos desla dala, findo o qual
serlo arrematados em basta publica na forma do
art. 274 do mesmo regulamerito, sem que em lem-
po algum se possa reclamar contra o effeito desla
venda, a saber:
Armazem n. 7.
Marca A T C. n. 3, um embrulho, vindo na es-
cuna hamburgeza Joanna, em 4 de novembro de
1852, Brunn Praeger & C.
Marca XX n. 4, 1 caixa vinda no mesmo navio:
a N. O. Bieber & C.
Marca W e sigoal n. 2058, 1 embrulho vindo no
mesmo navio : Brunn Praeger & C.
Marca III e signal n. 9374, 1 caixa vindp na es-
cuna dinamarqueza Tritn : aSchafheillin iTobler.
Marca W e signal n. 2041, 1 embrulho vindo no
mesmo navio em 8 de novembro de 1852 : Brunn
Praeger & C
Marca DJiCn, 283,1 caixa vinda no brigue
Tcancez Paulino em 3 de oulubro de 1853 : i J. H.
Dencker,
Alfandega de Pernambuco 15 de novembro de
1854.O inspector, Bento Jos Fernanda Barros.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, jaz mu-
nicipal da segunda vara nesta cidade do ReciTe de
Pernamboco ele.
Fac,o saber aos que o presente edita! virem, em
como por esle meu juizo se ha de arrematar a quem
mais dr, na prac.a publica do dia 18 do correle
mez, na porta da casa de minha residencia, os escra-
vos c movis constantes do escriplo em mo do por-
leiro do juizo, sendo a arremataclo dos escravos as 3
horas da tarde, e a dos movis as horas. Penhora-
dosditos bens a J. Beranger, hoje seus berdeiros,por
execucao dos berdeiros de Jos Antonio Loureuco,
Jlo Vignes e oulros. Toda a -pessoa que em ditos
bens quizer laucar, o poderi Tazer ao da da praca
cima dilo. E para que chegue ao conhecimento de
todos, mandei passar o presente, que ser publicado
e afixado no lugar publico do costme. ReciTe 13
de novembro de 1854. Eu Pedro Tertuliano da Cu-
nha, escrivao o escrevi.
Francisco de Assis Oliveira Maciel.
Joo Pinlo de Lemos, commendador da ordem de
Chrislo, commerciante matriculado no tribunal do
commercio da provincia de Pe nambuco, e juiz
commissario nomeado pelo mesmo tribunal.
Faco saber aos que o presente edilal virem, que
Toi pelo mesmo tribunal aberla a Tallencia da casa
commercial de Deane Voulo & matriculada no
reTerido tribunal e' residente nesta praca pela
sen tenca do theor seguinle :
A'visla do oflicio fiscal a Tolhas e da pelico de To-
Ihas, dos commerciantes Deane Youle & C, firma
social Ingleza, matriculada e estabelecida nesla cida-
de com escriptorio e armazens de Tazendas na ra
daCadeia do bairrodo ReciTe, n.....naqnal expoem
haverem cessado seus pagamentos no dia 18 do cor-
rente mez, por causas imprevistas e de Torca maior,
pedindo em conclnsao moratoria.resolveu o tribunal.
desatlendendo a esta prelencao dos impetrantes, vis-
to nao terera instruido a sua peticlo com o halando
exacto .e documentado, de sua casa, pelo qual se
mostr que teem fundos su lucientes para pagamento
integral dos seus credores, nem provado os acciden-
tes extraordinarios, imprevistos, oa de Torca maior
queos impossibililamdesatisTazerem de prompto as
suas obrigacte* comraerciaes, declarar, como declara
aberla, a falencia da sobredila casa commercial, sob
a firma de Deane Voule & C; fixa o termo legal del-
la do dia 17 do presente mez de oulubro do correte
anno. Designara para servir de juiz coa>missario de
instrueco do respeciivo processo, ao deputado com-
mercial Jlo Pinto de Lemos, e para escrivao ao
amanuense da secretaria do tribunal, Diu.imerico
Augusto do Reg Raogel; ordena que se ponham
sellos em lodos os bens, livros e papis, dos sobredi-
los commerciantes Deane Voule & C, e noraeia pa-
ra servir de curador fiscal provisorio ao commercian-
te inglez Eduard Feotn, que prestar juramento e
cusas.
Tribunal do commercio da provincia de Pernam-
buco em sessao de 23 de outub> de 1854.' Bastos,
presidente.Reg.Basto.Lemos.Ferreira.
Nlo tendo o curador nomeado Eduard Feulon, a-
ceilado o referido cargo, o tribunal nomeou ao com-
merciante Emilio ldoulac que preslou juramento.
Em ruin primelo do que, todos os credores dos re-
feridos fallidos, comparecam na casa da residencia
ilos mesmos fallidos, na ra da Cadeia do bairro do
Recite, n. 52, no dia 18de correnle, pelas 10 horas
do dia, afim de procederem a nomeaclo do deposita-
rio ou depositarios que bao de receber provisoria-
mente a casa fallida.
E para que chegue ao roiiheciraeotn de todos,
mandei passar o presente, que ser publicado pela
impreosa e afiliado nos lugares designados no art.
812 do cod. commercial.
Dado e passado nesta cidade do Recife da provin-
cia de Pernambuco aos 14 dias do mez de novembro
de 1854.
Eu Dinamerico Augusto do Reg Rangel; serv 11-
do de escrivao o escrevi.Joao Pinto de Lemos, jaz
commissario.
DECLARACOES.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de autori-
sac.ln do Exm. Sr. presidente da provincia lem de
comprar os objectos secundes:
Para o meio balalhao do Cear.
Panno prelo para polainas, covados 71.
Arsenal de guerra.
Taboas de assoalho de cedro 3, costado de dito 1,
cadinbos do norte de n. 6 10, ditos de dito de n. 8
10, ditos de dito de n. 1010, ditos de dito de n. 12
10. Quem os quizer vender aprsente as suas pro-
poslas em carta fechada, na secrelaria do conselho
as 10 horas do dia 17 do correnle mez. Secrelaria
ilo conselho administrativo, para forneciuiento do
arsenal de guerra 14 de novembro de 1854. Jos
de Brito Inglez, coronel presidente. Bernardo
Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Tendo esla repartirlo de fazer a compra de
cera barricas de cemento para as obras do melho-
ramento do porto, convida a quem quizer vende-las
o comparecer no dia 17 do correnle mez, pelas
11 horas da raaohaa, com asaaproposla em carta
rochada.
Secretaria da nspeerSo do arsenal de roarinha
de Peruambuco 15 de uovembro de 1854. O se-
cretario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
A cmara municipal desla cidade faz publico,
que Antonio da Silva Gusmlo Juuior e Prxedes da
Silva Gusmaoesiao legalmenleaulorisadospor Fran-
cisco Jos dos Santos, actual arrematante das affe-
nees, a assignar por este os bilheles das mesmas
alfcrires, nao deveudo portanlo os con(ribainles se
eximirem ao pagamento da laxa do referido im-
posto.
Paro da cmara municipal do Recife em sessao de
15 de novembro de 1854. Barao de Capibaribe.
presidente.No impedimento do secretario, o olli-
cal-maior, Manoel Ferreira Accioli.
SOCIEDADE DRAMTICA RtTUZAIlA.
1". recita :.
Sabbado 18 de novembo de 1854.
Depois da execue :n de uma escollada ouvertura,
lera principio a representado do novo c inlercssan-
lissimo drama em 5 actos, intitulado
0 ALQUIMISTA,
composto em fraucez por Mr. Alexandre Damas, e
vertido livremenle pelo Dr. Ignacio Jos Ferreira,
natural da Baha.
Personagens. Actoies.
Fasio, alcbiraisla Os Sr. Cosa,
l.elio Conde...... a Bezerra.
I). Iirimal.il....... Res.
Rapbacl, poela..... Mendes.
A'diii........ Pereira.
Spada........ Rosendo.
O Podeslade...... Sena.
Francisca, mulher de Fasio A Sra. 1). Leopoldina.
Magdalena......a Sra. D. Orsat.
I lim criado....... Santa Rosa.
Soldados, um padre, criados, etc. e todo o acorapa-
iihaniento de um juslirodo.
A scena passa-se em Florenca.
Terminara o divcrlimento com a muila engrarada
comedia em 1 acto, intitulada
O FILHO DE TRES PAS.
Principiar as 8 horas.
QUARTA-FEIRA 22 DE NOVEMBRO.
Beneficio d artisu
Maria Leopoldina Ribeiro Sanches.
Represcnlar-se-ba pela primeira vez nesle Ihea-
Iro, o cxcellente drama em 5 actos composico fran-
0 Sr.Reis.
o Senna.
o d Bezerra.
A beneficiada.
A Sr. D. Rila.
o D. Leonor,
i) I). Amalia.
O Sr. Costa.
Dr. Renaad......
Julio, menino de 7 annos.
Um agente commercial. .
Um criado de Mauricio. .
1 caixeiro......
2 dito:
: Pereira.
..ir.
. O Sr. Santa Rosa
> Retende.
- Lima.
. Skiner.
A secna passa-se em Paris na aclualidade. Os in-
tervallos serlo preenchidos com eicellentes ouver-
laras.
Findar o espectculo com o escolente vaude-
ville em 1 acto composico de Mr. Florian e msica
do professor EITren.
OS DOUS BILIIETES DE LOTERA.
Andr..........o Sr. Monleiro.
ScapiB.......... o Mendes.
Argentina...... A Sr. D. Leonor.
A beneficiada, espera do respeilavcl publico a
coslumada prolecclo.
AVISOS MARTIMOS.
Mauricio Doroay.
Thiago Meuoier.....
Pedro, filho de Thiago. .
Jenny, filha de Thiago. .
Berlha, sua mi......
Magdalena, rmaa de Jenny. .
Rosa, criada grave. ....
To Siino ,prl-iro) ....
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLE-
ZES A VAPOR.
No dia 20
deste mez es-
pera-se do sul
o vapor Great
Western, com-
mandante Bei-
ris; o qual de-
pois da demo-
ra do costme
seguir para a Europa: para passageiros ele., trata-
se com os agentes Adamson llowie & Companhia,
ra do Trapiche Novo n. 43.
Para o Cear segu em poueos dias, por a ter
parle de sua carga prompta, o bem coohecido hiale
aCapibaribe, forrado e pregado de cobre; para car-
ga e passageiros, trala-sa na roa do Vicario n. 5.
RIO DE JANEIRO.
Pretende aahir com muita brevidade, o
veleiro brigue Dous Amigos, portera
maior parte de seu carregamento promp-
to : para o resto da carga, passageiros e
escravos a frete, trata-se com Novaes & C,
na ra do Trapiche n. 34, ou com o ca-
pitao na praca do Commercio.
Para Maronhao.
Espera-se nestesdiasdo Rio de Janeiro, o
brigue nacional Briliante, pouca de-
mora tera' por trazer maior parte de seu
carregamento: para o resto e passagei-
ros trata-se rom Novaes&C, na ruado
Trapiche n. 34. primeiro andar.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
Os Srs accio-
nistas desla com-
panhia ao con-
vidados a reali-
sarem com a
maior brevida-
de, a quinta c
ultima presta-
rao de suas ac-
coes, para a im-
portancia ser re-
mettida a direc-
rfto : dirigindo-se a ra do Trapiche n. 36, casa de
Manoel Duarle Rodrigues.
PARA O RIO DE JANEIRO
seguir era poueos dias o brigue nacional Puritano
por ter mais de metade da carga j prompta ; para o
resto da carga e escravos a frete, Irala-se com os con-
signatarios, ra da Crux n. 40, primeiro andar.
Para o Porto pretende sabir com muita brevi-
dade a barca portugueza Santa Cruz ; para carga
e passageiros, Irala-se com Francisco Alves da Cu-
nta & Companhia, na ra do Vigario n. 11, ou com
o capitao Adriao Ferreira da Silva, na praca do com-
mercio.
m- \ ende-se a barcara brasileira Diligentes, de
lote de 26 caixas, muito veleira e bem construida,
forrada de zioco e prompta a fazer viagem ; est
Tundeada ao p do Trapiche do algodSo : a tratar
com Tasso limaos.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente em 16 do cor-
rente, o brigue nacional Adolpbo : pode
receber escravos a frete ; para esse aj ust
trata-se na ra da Cruz n. 28^ escriptorio
de Eduardo Ferreira Baltar.
LEILO'EST"
Hoje 16, as 11 horas, porta do armazem
grande, dcfronle da escadinha, havero leflao de 60
canaslras com batatas de Lisboa em perfeito eslado,
vindas ltimamente no brigue Tarujo III, e por con-
ta e risco de quem pertencer.
O agente Oliveira fari leiblo por autorisagao
do respectivo juizo e a requerimeolo de L. Schuler
& Companhia, administradores das massas dos falli-
dos Marcelino Jos Ribeiro, Bento Joaquim Cordei-
ro Lima, e de Antonio Jos de Azevedo, de todas as
dividas activas das mesmas massas, como dos inven-
tarios que no acto serao apresentados, e podem ante-
cipadameote ser examinados pelos preteodeotes :
segunda-feira, 20 do correnle, ao meio dia em pon-
i, no escriptorio dos referidos administradores, roa
da Cruz, bairro do Recife.
AVISOS DIVERSOS?-
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
Precsa-se de ama ama forra oa captiva ; na
roa do Collegio n. 8, primeiro andar.
Desapparecea no da 14 do correte, da roa do
Senhor Hora Jess das Crioulas, om moleqoe de no-
me Sergio, idde 10 annos, pouco mais on meaos,
com os siguaes seguinles : olhos espantados, os de-
dos dos ps levantados, cheio do corpo ; levou calca
e camisa de riscadinlto e sem chapeo : roga-se por-
tanlo a quem o apprehender, lvalo roa do Colle-
gio n. 1, lo ja, qoe ser bem recompensado.
Precisa-se de uma ama brasileira ou portugue-
sa para o servico de cozinha o alguns ensalmados, o
tratar de criacao em um sitio muilo perlo desla pra-
<;a por ser 00 bairro da Boa-Vista ; a casa he de pe-
quea familia e nao tem meninos nem cogommado,
e da-se liom ordenado : a quem a-islo se quizer su-
jeilar, dirija-se ao largo da Trempe, sobrado n. 1,
que lem taberna por baixo.
Precisa-se de ama pessoa sem familia para cria-
do : a Iralar oa ra Direita n. 91, primeiro andar.
Precisa-se de 5008000 por hypotheca era una
silio : quem quizer annuncie para ser procurado.
O Sr. JoSo Carlos Coelho da Silva tem uma
carta vinda do Maranhao : na roa da Cruz a. 57, se-
gundo audar.
Antonio Jos Pereira Bastos veodeu a sua ta-
berna da ra do Corredor do Bispo n. 18, e roga aos
seos credores apresentem suas contas no prazo de 8
dias para serem pagas.
Francisco da Costa Amamal comprou a taberna
da ra do Corredor do Bispo n. 18 ; se alguem tiver
direito aun unci por esles 3 dias.
Aluga-se annualmcnte ou pela festa uma pro-
priedade de pedra e cal com comoiodos sullicientes
para qualquer familia, no lugar do Poco da Psnella,
contigua ao ex-collegio de S. BoSvenlara : a tratar
na fundicSo do Brum as. 6, 8 o 10, com o caixeiro
da mesma.
_ Jos Francisco Bdlo, genro do fallecido major
Francisco Anlonio Pereira dos Santos, senhor do en-
genho Tenlugal, pelo presente convida aos credores
do mesmo fallecido, para que dentro de 3 dias com-
parecam na ra do Collegio n. 33, primeiro andar,
levando os ttulos de seus dbitos para vista delles
se convenciooar a solvencia de ditos dbitos, visto
?cstarem concordes lodos os berdeiros.Como procu-
rador, inodoro Ulpiano Coelho Catanho.
1:0009080.
D-seal 1:00080011 por dma boa escrava qae sai-
ha cozinhar e engommar: nos Coelhos, fabrica de
trlhas de Anlonio Carneiro da Cunha.. Na mesma fa-
brica vende-se um batelo de cedro, novo o pintado,
por preco commodo.
Aluga-se para se passar a fesla uma casa ter-
rea no lugar Sanl'Anna de dentro, cajo lagar he o
mais fresco e salubre que se pode encontrar: oa ra
da Lingoeta a. 4.
Precisa-se alagar para casa estrangeira, ama
mulalioha ou preta de 8 a 10 annos, a quem se en-
sillar" a coser e bordar ; e alm do pagamento se
dar algum vestuario sendo preciso : na traveasa da
ra da Madre de Dos n. 10.
Precisa-se de um caixeiro portugoez de 14 an-
nos, que quera ja ser caixeiro em Macei : quem
quizer, dirija-se ra do Vigario, no escriptorio de
Anlonio Leal de Barros.
Precisa-se de uma ama que saiba cosinhar e
fazer lodo o mais sen ico do uma casa : no largo do
Terco n. 27, segundo andar.
Pcrcisa-sc de uma ama para uma casa de
pouca familia para comprar, cozinhar e engommar :
no becco das Boias, primeiro sobrado na esquina da
alfandeea.
O commendador JoSo Jos de Azevedo Mello
Pilada e seus fllhos, nao podendo despedir-se pes-
soalmenle dos seus amigos, pela rapidez de soa via-
gem, roga o desculpem, offerecendo seu presumo 00
Rio de Janeiro para onde seguem.
Precisa-se de uma ama para cozinhar e engom-
mar para ama casa de pouca familia : a tratar n.
ra Velha a. 38.
EXPLENDIDA GALERA DE RETRATOS.
Para o eslabelecimento do aterro da Boa Vista na
4, chegou de Paris um grande sortimeoto de qua-
dros riquissimos para colocar retratos, bem assim
cnixinhas, alfineles e cassiletas de mola.
Anlero Cicero de Assis, qoe parti para a Ba-
ha sem despedir-se pessoalmente de seus collegas e
aifeicoados, mo grado seu, tanca oi3o deste meio
pur* f.i/c-ln. e nffrrecer-llies de mu s us diminutos
pr.sliino^ na pr \iucia pora ond* fui habitar.


OIARIO DE PERM1BUCO, QUINTA FEIRA 16 DE NOVEMBRO DE 1854
francisco Lucas terrena, com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se dequalquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
marona igreja ou era casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do.cemiterio.
Um moco brasileiro com auloi isacAo do Eim.
Sr. presdeme'Yiclor de Oliveira, se ofl'erece para
i'iisinar primearas letras e grammalica nacional, coro
todo esmero e promplidao. em algum engenho perlo
desla praca: queni de sea prealimo se quizer ulili-
sar, dirijd-se ao Forle do Hallo sobrado de tres an-
dares n. 18.
Pede-se ao Ulm. Sr. F. C. A., filho do Sr. do
engemho.......que lenha a bondade pagar a quanlia
de 24g000, proveniente de calcado que oabaiio as-
signado Tez para S. S., do contrario se publicara o
seu nome por extenso.Carlos Burghardt.
Precisa-se alugar urna escrava, que
saiba lavar e engommr bem : na ra da
Cruzn. 10.-
Precia-se de urna ama forra para o servico
interno de urna casa de.pouca familia, que saiba co-
lindar e eogommar : na ra do Queimado, loja de
miudezas n. '25, se dir-quem precisa.
Jos da Silva Guimaraes, subdito porluguez,
faz scieute que de hoje em dianle se ussiguar Jos
Baptisla da Silva Guimaraes.
Roga-se ao Rvm. Sr.- padre J os Tei
\eira de Mello, vigario da freguezia do
Buique, que mande pagar o que deve na
ra Direitan. 14, tanto a sua conta co-
mo o endosse que S. Rvm. mandou dar
a Salustiano Ferreira da Costa, morador
no lugar'denominado Mulung, que som-
ma a dita quantia fs. 1:5G1950 fra o
juros, no anno de 1852, pois o seu credor
ja' esta' cansado de ser engaado, como
foi em Janeiro do dito anno que enganou
ao portador que la' loi, e S. Rvm. man-
dou dizer que ja' tinha mandado pagar,
e ate boje anda nao se recebeu, gastando
o seu credor com o portador que la' foi
100x000 rs., fora o aluguel do cavallo ;
pois o seu credor roga-llie que nao seja
tao desconhecido, que ale'm disto lhe tem
prestado os seus serviros em outras cousas
mais ; portanto o seu credor lhe partici-
pa queja' pagounesta praca a dita quan-
tia, porm nao foi com as cartas que o
Rvm. padre Jos Teixeira de Mello lhe
tem mandado.Jos Pinto da Costa. 0
Aclia-se assislindo nesla praca ou seus subur-
bios o grande picador de Cavados o Brrelo, mu
bem condecido em Ipojuc, Serinhaem, Rio-Kormo-
so e Una : quem se quizer niili-ar do seu presumo,
dirija-se a Jus Apolinario, ra da Gloria n. 6, que
o mesmo se obriga pela sua capacidade.
Precisa-se de um criado e de urna criada para
o servido de Orna casa de pouca familia, ou de urna
escrava : no Hospicio, passaudo o quirtel, lado d-
reito, terceira casa.
Aluga-seo priraeiro andar da casa n. 29 da ra
do Vigario, por cima do armazem ; a Iralar no
mesmo.
lima pessoa que lem bastante pralica de fazer
escripluracSo commercial.tanto por parlidasdobradas
como simples, se ofl'erece a fazer por mdico prero e
muita perfeirao : na ra do Queimado, loja n. 37,
se dir quem he.
o hotel da Europa precisa-se de
um caixeiro que seja muito hbil c d fia-
dor de sua conducta.
AVISO.
Justin Norat, avisa ao respeitavel pu-
blico que tem um lindo e variado sorti-
mento de obras de brilhantes, do melhor
gosto que tem apparecido at hoje nesta
cidade; como tambem ricas obras de ou-
ro do melhot gosto possivel, e de preco
mui razoavel: pode ser procurado todos
os das de manhaa, at a's 10 horas; de
tarde, das 4 em vante, no hotel da Eu-
ropa.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelcido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, medianie a razoa-
vel convenci que pessoalmente ollere-
cera'.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
eogommar bem : na ra da Moeda, armazem de
JoSo Pinto Soares, se achara com quem tratar.
Precisa-se de nm feilor de boa conduela, e
que saiba trabalhar: nu Manguind sitio junto ao do
Sr. cirurgia Teixeira, ou na ra do Amorim n. 50.
Precisa-se de urna ama para cozinhar em casa
de nm homem solteiro: a tratar na ra da l.iiigocta
Precisa-se d serventes forros ou escravos : na
ruadaPraia o. 45, segundo andar, ou na ra da
Concordia, armazem de maleraes, a tratar com Pe-
dro Antonio Teixeira Guimaraes.
Aluga-se o sitio do Cajueiro, na Passagem da
Magdalena : a tratar no mesmo.'
Perdeu-se urna pulceira de ouro com esmal-
tes : roga-se a pessoa que a achou, leve-a ao paleo
de N. S. do Terco, as Cinco Punas n. 10, que se
gratificara.
Precisa-se alugar urna prela cozinheira que
faca lodo servido de urna casa de pouca familia : a
tratar na Boa-Vista, ra Velha n. 103.
CONSULTORIO 00S POBRES
25 HUA DO COLLEGIO 1 AJTOAR 25.
O Dr. P-. A. Lobo Moscnzo da consultas homeopathicat todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manha atcomeio dia, e em caaos extraordinarios a qualquer hora dodia ou noite.
Olle/ece-se igualmente para pralicar qualquer operaeao de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer mulder que esleja mal de parlo, e cujas circumstancias nao permitlam paRar ao medico.
NO C011M0RI 1)0 DR. P. A. LOBO MUZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual complelo do|Dr. G. H. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qalro
voluntes encadernados em dous :................. 901008
Esta obra, a mais importante de loda* as que tralamda homeopalhia, interessa a todos os mdicos que
quuerem experimentar a doulrina de Hahnemann, e por si proprios se convencerem da verdade da
mesma : interessa a lodos og seuhores de engenho e fazeudeiros que estSo longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra dt ter precisao de
acudir a qualquer ucommodo seu ou
Compra-se prata brasileira e hespanhola ; na
ra da Cadeia do Recite n. 54, loja.
VENDAS
CEMENTO ROMANO.
Vende-se cemento romano chegado recente-mente
de Hamburgo, em barricas de 12 arrobas, e as maio-
res que h no mercado : na ra da Cruz do Hecifc,
armazem n. 13.
Vende-se urna escrava da Costa, boa quitan-
deira, cozinheira e lavadeira ; o motivo da venda he
porque nao quer servir a seu senhor : quem quizer,
dirija-se ra da Praia de Santa Rila, serrara
n. 23.
Vende-se moa escrava com una cria de 5 an-
uos, muito linda : na ra do Fogo n. 23, se dir
quem vende.
de seus tripoiantes ; e interessa a lodos os cuetes de "familia cue
por circumstancias, que ntm sempre podem ser preveuidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della. r *
O vade-mecum do homeopalha ou Iraduccao do Dr. Heriog, obra igualmenle ulil is pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volume grande.......... 8JO00
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra ind'is-
peusavel as pessoas que querem dare ao estudo de medicina........
Urna carleira de 24 tubos grandes de finissimo christal com o manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele.......- .
Dita de 36 com os mesmos livros.............
Dita de 48 com os ditos. ,.....'...,.',
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. ".
Hila de bU tubos-enm ditos.............
Dita de 144 com dilos.............".'.*.",".]
Estas sao acompanhadas de 6 vidros de tinturas escolha.
As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o Heriug, terao o abalimeuto de 10J000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira......... ..... 89000
Ditas de 48 dilos............ utSnnn
Tubos grandes avulsos............. IHVKI
dros de meia onc* de tintura.................... "2,-SHKI
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pod dar'uro pasto' seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielano desle estahelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possive
Dinguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crystal de diversos lamanhos,
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por precos muito com-
modos. '
49000
409000
4.59000
509000
609000
1009000
JDL
JL
Vende-se urna rica mohilia de Jacaranda e po-
dra marmore, riquissimos candieiros, um rico relo-
gio de cima do mesa de um mez de corda, um lindo
carro americano do 4 rodas, com arreios para 1 e 2
cavados, com urna linda parelha ou sem ella, cama
franceza, tatele, mesa de janlar, apparador dito etc.
etc., tudo novo e muito em conta : no Corredor do
Bispo, em casa do coronel Favilla.
VENDEM-SE
Os melhores relogios de ouro patente
inglez. ja' muito acreditados neste mer-
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do'Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grandeatrazo de pagamento.
DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaiguoux, estabelcido na ra larca 0
J9 do Rosario n. 36, segnndo andar, colluca den-
qp tes com gengivas artificiaes, e dentadura com- JJ
9 pela, ou parte della, com a pressao do ar. frj
9 Tambem lem para vender agua denlifrice do @
Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do j;
j) Rosario n. 36 segundo andar. e
Precisa-se de urna inulher forra ou escrava,
Sara todo servido de urna casa ; a Iratar no Mundo
ovo com Antonio Manuel Estoves, casa n. 46
Precisa-sede urna ama de leite forra ou capti-
va, que o leitc seja bom ; na ra Bella u. 20.
Novos livros de homeopalhia uiefranccz, obras
todas de summa importancia :
Hahnemaun, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
209000
.69000
79000
69000
169000
69000
109000
89O00
7*000
69000
49000
109000
309000
lumes.
Teste, rroleslias dos meninos .
Hering, homeopalhia domestica. .
Jahr, pharmacnpcii homeopalhica.
Jahr, novo manual, 4 volumes .
Jahr, molestias nervosas. ...
Jahr, molestias da pelle.......* 89000
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 169000
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos menino-,..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Faullc. duulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvslen.......
Alllas completo de anatoma cum bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripjao
de todas as parles do corpo humano .
vedem-sc todos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mulato com muita pralica desse oflicio. Na ra
da Saudade fronteira i do lUspicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.oiircnco Trigo de Loureiro.
. O Sr. Joaqun^ Ferreira que leve loja na pra-
ciulia do l.iM'.inienlii lem una caria na liviana ns.
6 c 8 da prai;a da Didependencia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia que se lhe preci-
sa fallar a negocio.
TERCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Corre impreterivelmente no dia 24 de
novembro.
O thesoureiro laz constar que estao
a venda os bilhetes da presente loteria
nos lugares seguintes: ra Nova n. 4,
prac^a da Independencia, n. 4, ra do
Queimado, loja do Sr. Moraes, ra doLi-
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, e na
ra do Collegio n. 15, na tbesouraria das
loteras.Pernambuco 2 de novembro de
1854.Francisco Antonio de Oliveira.
Preco dos bilhetes:
Inteiros. 8#000
Meios. 4.S000
MUITO SUPERIORES.
Saochegados a loja de miudezas, delronle do I,i-
vremento, osdescjailos pliosphoros sem o incommo-
dalvo enxofre, e lendo a propriedade de nao falhar
fogo, ha em ca lindas de 100 e de 500, estes a 120 e
aquellos a 40 ; na mesma loja contina a ter tercos
engrasados, que por elles j he bem condecida por
luja dos tercos ; a elles, freguezes.
Precisa-se alugar um 'sobrado de um andar,
ou urna casa terrea com quintal, cujo prero mensal
nao exceda de 209000 at 259000, em qualquer das
russNova, do Sol, das Flores, da Concordia, das
Trincheiras, do Rosario, do Queimado, das Cruzes,
da Cadeia, do Collegio etc. ; quem tiver, dirja-se ;i
ra das Flores n.37, primeiro andar, que se faz qual-
quer negocio.
Na estrada dos Afilelos, sitio confronte a 0
Scapella, dao-se consullas homeopalhicas. &f
OsSrs. Maunel Pereira do Moraes. Antonio
Goncalves Ferreira, Pedro| Delgado de Borba e seo
irinao Francisco, e Agoslinho Jos da Silva, queiram
dirigir-se ra Velha n. 18, a negocio que Ides diz
rospeilo.
Aiuga-se urna casa na ra da Casa Forte com
commodos para familia, preparada de novo, com
quintal c cacimba : quem a pretender, dirija-se \
campia da igreja, sitio do Sr. Porlella, que achara
com quem Iratar, e nesla praca, na ra Imperial
u.79.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
Cdes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleciment
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste imporfcmte es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio.n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos tS Rolim.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de lindo, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por presos com-
modos.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeieao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado u. 15.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda no dia 24 do corrale imprcle-
rivelmente
Aos 8:0009000, 4:000000, 1:0009000.
Na casa da Fortuna, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
vendem-se os mui acreditados bilhetes, meios ecau-
telas do caulelisla Salustiano de Aquino Ferrca ;
os bilhetes $ cautelas desle caulelisla nao sofirem o
descont de 8 % do imposto geral nos tres primeiros
premios grandes.
Bilhetes a 1)8000 recebe por inleiro 8:0009000
Meios a 49500 dem 4:0009000
Quartos a 2&300 dem 2:0009000
Oilavos a ls.300 dem 1:0009000
Decimos a 19100 idem 8009000
Vigsimos 9600 idem 4009000
Sabio luz a biocraplii* do Dr. Gomes em um
folheto de 30 paginas, grande in 8., com o seu re-
trato e o facsmile da sua firma, gravados do ori-
ginal pintado pelo exaclissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
P. Azevedo com espantoso talento natural. Vnde-
se na loja de livros do Sr. Figuciroa, na praca da
Independencia, as bolicas dos seuhores Barlholo-
meu e Pinto, ra do Rosario larga, do Sr. Juaqiiiui
Ignacio Ribeiro praca da Boa Vista, do Sr. Bravo
roa da Madre de Dos, e no armazem do Sr. Manoel
dos Santos Fontes ra do Collegio n. 25. Preco 19.
UM PRODIGIO DO METHODO CASTI-
LHO DE LEITURA REPENTINA, RLA
DA PRAIA.
Diz o Ilustre lilleralo, a paginas XI da sua 3.a
edicrao, que o seu methodo cura a gaguez ; com
efleilo, o seguiute caso lie mais urna maravilha em
favor do Sr. Caslilho. Encarregou-me o Rvm. Sr.
padre Lcmos de ensinar um menino mudo ; eu nao
sabia como desempenhar a minha missao, fui-lhc
-rilan.lo as regras e mais preceitos do mclhodo,
quando oh I prodigio, no !im de 15 das o menino
entra a pronunciar lodo o alphabelo.junta as sitiabas,
canta as regras e executa as marchas sillabicas com
loda a perl'eica) Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dito menino. O director da escola de
leilura repentina estimara muito que lodos os Ilus-
tres redactores dos jornaes desla ridade fossem das 7
as 9 da noile, horas em que c-lai,iu mais desoecupa-
dos, leslemunhar ocularmente a excellencia desle
melhodo. As ligues de noile para os liumens SfOOO
luensaes ; de dia para os meninos 39000. O director
d livros, pedras, e ludo o mais preciso aos discpu-
los ; na ra da Praia, palacete amarcllo.
Aluga-se urna casa terrea na povoacjlo do Mon-
leiro, com a frenle para a igreja de S. Panlalcio,
muilo limpa, tresca, com commodos para familia re-
gular, lendo urna porta duas janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoar,ao, ou na ra do Collegio o. 21, se-
gundo andar.
Perdeu-se na segunda-feira, 13 do correte, as
4 horas da larde, um bi libante de urna pulceira,
cravado em filagrana com esmalte, desde o paleo do
Carmo al a ra do Livramento, de um e outro lado
da ra : quem o achou, quereudo reslilui-lo, leve-o
ao paleo do Carmo 11. 17, que ser recompensado.
Roga-se aos seuhores ourives ou qualquer pessoa a
quem for ofierecido, o obsequio de apprehende-lo e
dar parle na referida casa.
_ No dia 17 do correle mez, na sala das audien-
cias, as 11 horas do dia, depois de linda a audiencia
do Dr. juiz de orphaos c ausentes, lem de seren ar-
rematadas por venda a quem mais der, urna mora-
da de casa terrea meia-agua, na freguezia da Boa-
Vista, no lugar do Campo Verde, na Soledade, a
qual lem porta de cocheira, avaliada por 2109000;
oulra dita tambem terrea, meia-agua, junio a dita
por 1609000; por execucao que move Justino Perei-
ra de Furias contra o casal do mentecapto Manoel da
Cunda Oliveira.
A. Colombiez, com loja 11. 2, na ra Nova,
avisa aos seus devedores que lhe venliam pagar no
prazo de 8 das, para nao ser obrigado a chama-ios a
juizo.
Ha muito boas caixas para cartas de hachareis,e
abrem-se as mesillas qualquer in.cripcao com loda
perfcieao : na ra Nova loja de ourives n. 4 de Ni-
colao I oleiiiino de Carvalho.
BAIXA VERDE ACAPl'NGA.
Aluga-se por ,commodo prero urna casa terrea
com commodos para urna pequea familia, a qual
foi acabada de construir estes ujas, Um duas sallas. 2
quarlos e cozinha fora, e um grande cupiar e ba-
nheiro, porto de embarque no fundo do sitio e ca-
cimba d'agua de beber : a Iralar no pateu do Torro
n. 32 ou no mesmo sitio.
J. JANE, CESTISTA, 1
continua a residir na ra Nova n. 19, primei- Jg
;:) lo andar.
PARA EXAMES EM MARCO.
>uem quizer esludar geometra, dirija-se quanlo
notes ra do Queimado nt 14, primeiro andar, on-
de acha-se aberla urna aula particular, das 9 ns 10
horas da manhaa.
Precis-se de urna ama que saiba cozinhar e
en ominar, para urna casa de pouca familia : qoem
quizer procure na ra Velha n. 38, para tratar.
Deseja-se fallar com o Sr. Jos joaq~im Go^
mes da Silva, natural de Portugal, para receber urna
encommenda de sua familia; ou se alguma pessoa
souber dar informarles do mesmo, se lhe Picara mui-
to obrigado : na ra do Kosario da Boa-Vista n. 41.
D-sa dinheiro a juros sobre penhores de ooro'
ou Drala, em pequeuas quanlias ; na ra Velha
n. 35.
Precisa-se de um Irabalhadnr de masseira e
que saiba fazer todo o servido de sua oecupacao,
e tambem para entregar pao em urna fregoezia fia-
do por.conla da casa: a Iralar no pateo da Sania
Cruz, padaria n. 6.
A pessoa que precisar de um caval-
lo russo, que ande bai\o, seja novo, ardi-
go sem achaques, annuncie a sua mora-
da para ser procurado, ou dirija-se a ra
do Queimado n. 20.
| NO GONSlLTOM'
DO DR CASANOVA,
RLA DAS CRIZES N. 28, B
r eonliiiiia-se a vender carleiras de homeopa- yi
^ Ihia de 12 tubos (grandes, medianos c peque- 3
"I nos) de 24, de 36, de 48, de 60, de 96, de 120, S
Ig de 144, de ISO al 380, por preros razoaveis, Y*
23 desde 58000 at 2009000. 2
Elementos de homeopalhia, 4 vols. 69000 3
Tinturas a cscolhcr (culre 380 qoali-
g dades) cada vidro IsOiM) }8$
ffl Tubos avulsos a escolha a 500 e 300 jgf
JBKXSBsaK&HSSBSaS 323323252323888
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Temos exposto a' venda os bilhetes da
20- loteria de Nictheroy, que correu na
casa da cmara municipal no dia sexta-
feira 3 do corrente ; as listas vefn pelo va-
por nacional at 18 do corrente e os pre-
mios serao pagos sem descont, logo que
se izer a distribuicao das listas.
Est venda nos lugares j anuuociadoso n.4
do Braiiteirn. Todos os brasileiros devem proteger
l.lo denodado alhlela da liberdade, anda mesmo os
que nao prnfessao iguaes senlimenlos ; porque quan-
do se diz a verdada e so deseja faze-la propagar,
quem podera resistir ao seu encanto ? Os distribui-
dores serao agora mais promplos ni entrega, e dig-
nem-se todos os brasileiros honrados de aceitar a as-
sigualura.
ATTENCAO.
Ja se leve nolicia de que a mulata Alhina.que fu-
gio da casa do seusenbor no dia 11 do corrcnle.fora
vista no Remedio e Bomgi, onde se presume adiar-
se acoulada ; e por isso roga-se as autoridades poli-
ciaes respectivas e aos capilaes de campo de a apprc-
denderem, alim de ser entregue na ra |larga do Ro-
sario casa BU 30, tereciro andar onde serao bem re-
compensados; assim como prolesla-se nao s proceder
judicialmente contra a pessoa, que tenlia dado aga-
saldo dita escrava, mas tambem responsabilsima
pelos dias de servico.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba coli-
ndar e fazer o mais servico interno de urna casa de
pouca familia: na ra Augusta n. 17, ou annuncie.
Na Passagem, casa juulo a ponlc pequea, ha
para vender excedentes vaccas de leilc, c por com-
modo preco : a ellas antes que sa acabem.
No dia quinta feira 9 do corrente des.ippareceu
da casa do padre Jos Oliveira da Silva Vilarim,mo-
rador em Itapissima, um escravo pardo chamado
Severino, cor de laranja, cabellos crespos e nao pre-
los, rosto comprido, ofios grandes, denles aberlos,
lem bastantes espiuhas no rosto prmeipia a barbar e
moslra que ha de ter pouca barba, nariz afilado,
altura regular, pernas linas e cabelludas, representa
20 a 23 anuos, masca fumo e fuma sigarro e cha-
rulos, entende de andar embarcado, levou calcas
azus c brancas, camisas brancas e de riscado, chap'o
de palha pequeo, paleto c sapates de couro de
lustre, tambem he embolo.
ATTENCAO.
As pessoas que se mandaram relralar no aterro
da Boa-Vista n. 4, queiram mandar buscar seus re-
tratos.
Precisa-se de um forneiro que saiba bem cor-
tar massas: na ra Direila padaria n. 79.
Antonio Roberto, com loja franceza na ra No-
va n. 13, acadade receber pelo ultimo navio o Gus-
tavo, um complelo sortimento de chapeos de seda
para senhora e meninas, os mais modernos e bonitos
que ha no mercado, e por prero mais commodo do
que em oulra qualquer parle.
Aluga-se um escravo bom coziuhciro : na ra
doCabuga u. 16, lerceiro andar.
CHAPEOS DE CASTOR
pretos, pelo baratissimo
prero de 4,3000 cada um: na ra Nova
n. 44.
Chapeos de fellro brancos, prelos e pardos pa-
ra homem e meuinos, formas elegantes, dilos das
mesmas cores amazonas para senhora, ditos de mas-
sa franceza muilo finos, ditos de castor inglez, ditos
de palha arrendados proprios para meninos e meni-
nas, bonetes de palha laulo para homem como para
meninos, ditos de oleado para homem, dilos de pan-
no e merino lano para homem como para meninos,
c ludo por { commodo : na ra Nova n. 44.
Vendem-se penles da moda de boa tartaruga,
aberlos c lisos a 3, 5, 6 e89000 ; marrafas e ataca-
dores para cabello nazareno'; o tambem concerlam-
se quesquer obras deste genero : na loja de lartaru-
gueiro, no paleo do Carmo, loja do sobrado da esqui-
na que volla para a ra das Trincheiras n. 2.
Vende-se um boi manso, filho do pasto : no
sitio da Torre em Belem.
Marmelada de Lisboa
chegada pelo ultimo navio, cm latas de ,'j, 1, 2, 3 e
4 libras, por preeo commodo : vende-se na ra do
Collegio n. 12.
Vendem-se vaccas de leite, oulras prximas a
iarir, novilhas e garrotes ; no sitio do fallecido Gui-
derme Patricio, ues Remedios, e a Iralar na ra do
Collegio n. 13, segundo andar.
Aos 8:000$000.
Na casa da Fama, no aterro da Boa-Vista n. 48,
estao a venda os bilhetes. e cautelas da lotera da ma-
triz da Boa-Visla, que corre uo dia 24 do corrente.
Bilhetes 89000
Meios 49000
Quartos 29300
Decimos 19600
Vigsimos 19600
Loja vermelha.
Na ra do Crespo n. 9, vendem-se palils de me-
rino setim a 109000.
Vende-se urna vacca boa leileira, parida ha
pouco : uo sitio do viveiro que foi do fallecido Mu-
uiz.
_ Vende-se a melhor de todas as marme'.adas de
Lisboa, chegada pelo ullimo navio, sendo em latas
de ;t libra a 4, e mais barato do que em oulra qual-
quer parle : na roa larga do Rosario,, taberna de 4
portas confronte ao Rosario, na esquina, n. 39.
Vende-se rap dos melhores autores, sendo de
Lisboa, Paulo Cordeiro, princeza do Rioe meio uros-
so : na pnoa da Independencia, loja u. 3.
No armazem da ra da Madre de Dos n. 31,
vende-se btalas e ceblas de Lisboa, por preco cora-
modo.
Vendem-se muilo boas uvas mscalel : na ra
da Conceicao da Boa-Visla n. 37.
Vende-se um cabriolcl com cubera e os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
para ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recite ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar.
CASSAS FRANCEZAS A 400 RS. A VARA.
Vende-se cassas francezas de cores filias a 400 rs.
a vara, corles de cassa chita com 7 varas a 19600 e
19900 o corte : na ra do Queimado loja o. 40.
MUITA ATTENCAO.
Vende-se arelalho todos os gneros que exislem na
afamada taberna do Maia, no atierro da Boa-Visla,
esquina do becco dos Ferreiros por menosdeseu valor,
e oflerece-se a armado para quem quizer aproveitar
um bom eslabelecimenlo, he muilo acreditada para o
mallo, islo he pechincha : quem pretender dirija-se
a mesma que achara com quem tratar.
Ventle-se umapreta, que lava de sa-
bao e varrela, cozinha, be corpulenta e
boa para rna : no aterro da Boa-Vista
n. 62.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendem-se na botica de Bartholomeu Francisco
de Suii:.a, ra larga do /losaran. 36, por menor
prero que m oulra ijuali/uer parle.
PIANOS.
Em casa de Brunn Praegcr&C., ra
da Cruz n. 10, vendem-se dous exceden-
tes pianos chegados no ultimo navio de
Hamburgo.
CHARUTOS DE HAVANA.
Charutos de Havana verdadeiros, ven-
dem-se por preco commodo: na ra da
Cruz n. 10.
COGNAC
de superior qualidade, em caixas de urna
duzia: vende-se em casa de Brunn Prae-
ger& C-, ra de Cruz n. 10.
Na ruada Cruz n. 10, casa de Brunn
Praeger&C, vende-seo seguinte:
Cadeiras e sofa's para terraco e jardim.
Oleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de oleo com moldura dou-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernambuco.
Licores de dill'erentes qualidades.
Vinho de Champagne.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W- BOWNIAN. NA
RA DO BRDM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construcrao ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para aguaou aniniaes, de todas as propor-
cftes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhoes.bronzes parafusos e cavilhoes, moinho
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se executam todas as enconimendas com a superiori-
dade j condecida, e com a devida presteza e commo-
dolado em preco.
SIJ.LMS. SRS. BACIIAREIS.
N'a'rua Noya loja n. 2, atraz da $;
(g) matriz, vendem-se litas para car- Q
A tas dos ditos Sis. hachareis, a (t*
55000 rs. S
cado: em casa, de Russell Mellors&C,
ra da Cadeia do Recife n. 36.
Na ra do Livramento n. 36, loja, se dir quem
vende I par de (ivellas para sapatos de sacerdote, 2
pares de brjncos, 1 riilo de rozelas, t alfinete para
homem ou menino com um grande diamante rosa uo
meio, 1 corrente para relogio, 1 relogio patente in-
glez de caixa de prata, 1 coracao de cornalina en-
castoado cm ouro, 1 medalha muito moderna, 1
commoda de angico c 2 bancas ordinarias.
> Vendem-se 3 escravos de bonitas lisuras. 2 di-
lasque engommam, cosem e cozinham, e 1 mulali-
nlio deidade 11 anuos: na ra Direita n. 3.
@3-aalM:ei3
RA DO CRESPO N. 12.
ft Vende-se nesta loja superior damasco de $t
seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo,
j$ por preco razoavel. C-'
!tt&3@8:3ftS@e
Vende-se um molequesadio, bonita figura, com
idade de 7 anuos: na ra do Cabug, loja de ouri-
ves o. 9.
Reinacao, ra da Concordia n. 8.
Vende-se este eslabelecimenlo bem montado, com
algumas machinas para o fabrico do assucar, entre
ellas urna machina centrifuga, que purga assucar de
8 a 10 minutos. Este eslabelecimenlo olterece com-
modos para fabricar grande porc,ao de assucar, obri-
gando-se o vendedor a dar os esclarecimenlos neces-
saros tem en les ,10 mesmo fabrico : veude-se por seu
douo relirar-se do imperio.
Na Irnvcssa das Cruzes ou becco da Pole n. 10,
vende-se azeile de carra palo a 19600 a caada, e 240
em garrafa.
Vende-se urna taberna com poneos fundos,pro-
pria para qualquer principiante, sita na ra do Co-
dorniz n. 10 ; a tratar na ra da Madre de Dos
n. 36.
O RECREIO, JORNAL DAS FAMILIAS.
Vende-se em 5 volumes o 1. e 2. lomos das Me-
morias Histricas da provincia de Pernambuco, e o
2. e 3 volumes do Universo Pitoresco, o 1., 2. e 3.
volnmes da Vida de Bertoldo : na ra da Seozala
Velha n. 50, primeiro andar.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4#500.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Attenco ao barato, na ra do Quei-
mado, loja n. 57.
O Iiquidalario deite eslabelecimenlo deseja aca-
bar por estes dias com todas as miudezas que arre-
malou, e por vende por todo o preco ; e couvida aos
amante* do barato para que nao percam a occasiao
desla-pochiucha, que se lhe afianca nao se eujeilar
dinheiro ; a ellas, aules que se acabem.
MELPOMENE.
Vende-se melpomene de laa, gosto es-
cossez, padroes novos, vindos pelo ultimo
vapor, pelo preco de 480 rs. o covado:
na ra do Crespo n. 25.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA
em caixas de 1 ou 2 dunas de garrafas : vende-se no
armazem de Barroca & Ctslro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE..
Continuara a vender-se por prejo commodo; uo
armazem de Barroca & Castro, na ra da Cadeia do
Recife o. 4.
Vendem-se mullo bem feilas caixas de prata
para cartas de bacharel, abrindo-se as mesmas
quaesquer lellrasegravuras com loda a pcrleicao e
prero- commodos: na ra do Cabug loja de ouri-
ves n. 11, de Seralim & Irmao.
Vende-se o verdadciro rap de Paulo Cordei-
ro em w libra, recenlemeule chegado do Rio de Ja-
na loja de ferragens, na ra do Queimado
Moinhos de vento
'omdombasderepuxopara regar hortai e baixa,
decapim,nafundic.adeD.W. Bowraan : na ru
doBrumns.6, 8el0.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PAR\
CALCAS E PALITOS.
Vende-se brim trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito 700 e I9OOO; dito mcsclado a
19400 ; corles de fusta branco a 400 rs. ; dilos de
cores da bom gosto a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de cassa chita a
29OOO e 29200 ; lencos de cambraia de lindo gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 ; toalhas de panno
de linho do Porlo para rosto a 149000 a dozia ; di-
tas alcoxoadas a IO9OOO ; guardanapus tambem alco-
xoados a 39600 : na roa do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
portanto, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo cumo os de laa a 19400; dilos sem pello a 19200;
dilos de tapete a 16200 : na ra do Crespo n. 6.
Vende-se um exeellente carrlnho de 4 rodas
mui bem construido,eem bom estado ; est exposlo
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examioa-ln, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz n. 4. ,
-^Vende-se em casa de
SYSTEMA
Rabe Schmet
tau&C, na rita do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
. Ricas obias de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito horisontai com pouco uso.
Vidros de diferentes tamanhos para*!
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de a varia.
Madapolao muilo largo a 39000 e 39300a peca :
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8#000, 12^000, 14^000 e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a ll.sOOO
rs chales pretos de laa muito grandes a
5S600 rs., chales de algodao e seda a
1S280 rs.
PIULAS IILLOYVAY.
'Este inestimavel especifico, composto inleirimen-
le de dervas niedicinaes, alo conten mercurio, era
oulra aluuraa substancia aeleclerea. Benigno mais
lenra infancia, compleicio mais delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar o
mal na compltelo mais robusta; he inleiramente
innocente em suas operarles e efleitoa; pois busca
remove as dencas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e lenazes que sejam.
Entre milhares de pessoas coradas com este reme-
dio, muilas queja eslavam l portas da orle, per-
severando em *eu oto, conseguirn! recowar a lau-
de e forras, depois de haver temado intilmente,
lerdos os oulros remedios.
As mais afniclas nao devem enlregar-se deses-
perado : faeam um competente ensaio dos efllcazes
elTeilos desla assombrosa medicia, e preales recu-
perarao o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em (ornar esse rmedio para
qualquer das seguales eufermidades:
Accidentes epilpticos
Alporcas.
A111 polas.
Areias (mal d';.
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidad* ou exlenaa-
o.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Desioteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins. /
Dureza no \entre.
Eufermidades uo ligado.
venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febres biliosas.
intermitientes.
I
Deposito de vinbo de cham-
[>agne Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56J000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companbia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil----e os rtulos
das garrafas sao azues.

e de loda especie.
Gou.
ilemorrdoidis.
H)dropisia.
Ictericia.
Indigestoes.
Innammacdes.
Irregularidad** da meus-
troacao.
Lombrigas de toda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslruccao de ven (re.
I'hlhisica uu consumpao
pulmonar.
Releuco d'ourina.
Rdeumalismo.
Svmptomas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
COMPRAS.
Compra-se urna prets de 25 a 30annos, sendo
sadia e de bonita figura, que saiba coziohar e eogom-
mar: na ra do Cabug, loja de ourives 11. 11, de
Seraphim & Irmao.
AVISO INTERESSANTE A QUEM POS-
SUE MATTAS.
JAl'AKAMH HA. '
Compram-so varas do japaranduba que sirvam
fiara arcos de pipas, islo he, que lenhara cerca de
15 palmos de comprimenlo, grossura sufticienlc e
bem linheiras ; pagam-se 100 r. cada vara : na
dislilac,ao do Franca na praia de S. Rita.
Compra-se efleclivameute bronze, lalao e co-
bre velho : no deposito da fundidlo d'Aurora, na
ra do Brum. logo na entrada n. 28, e na mesma
ru11U11.au em S. Amaro.
VENDAS.
anegaran recentemente algumas sue-
cas do lx>m farello, que esto expostas a
venda nos armazens defronte da escadi-
nlte, 011 na travessa da Madre de Dos,
armazem de Novaes & C.
Sedas achamaloladas de cores e prc-
ta,a700 rs. o covado: na ruado Quei-
mado loja n. 40.
ARREIOS PARA CARROS.
Em casa de Brunn Praeger & C, ha pa-
ra vender um lindo apparellio para 2 ca-
vados feito por encommenda, e de quali-
dade superior a todos que tem vindo a
esta praca, com guarniro de metal que
nunca se estraga ; est obra se recoiu-
menda principalmente para umparticular
por ser de ptimo gosto, e feita com to-
da a elegancia : vende-se na ma da Cruz
n. 10.
Vendem-se harris rom potassa nova, e por pre-
co commodo : na ra da Madre de lieos, loja n. 34,
de Jos Antonio da Cunha &'Irmaos.
Em casa de Timm Mouscn & Vinnassa,
praca do Corpo Santo n. l, ha para
vender o seguinte:
Um sortimento completo de livros em
branco de superior qualidade.
Um piano vertical da qualidade mais su-
perior.
Vinho de Champagne.
Absinthc e cherry cordial, de superior
qualidade.
Licores de dill'erentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tudo por precos commodos.
neiro
n. 13.
Vendem-se eslojos com na vidas de cabo bran-
co, lesuuras muito superiores, tanto de costura como
de barbeiros : na loja de ferragens, na ra do Quei-
mado o. 13.
Bichas de Hamburgo.
No aniigo deposito de bichas, na ra estreilj do
Rosario o. 11, de Manoel do Reg Soares, vende-
se a porces e a retalho ; e alugam-se por menos do
que em outra qualquer parle ; isto por ter muila
quanlidade de bichas.
Vende-se um carrro de 4
rodas c 4 a se 11 tos, novo e
moderno ; vendem-se tam-
bem boas parelhas de cavallos para o dito c para ca-
briolis, por preco commodo : na ra Nova, cochei-
ra de Adolphe Bourgeois.
PARA PAGENS
superiores chapeos envernisados para criados, por
commodo preco : na prara da Independencia n.
24 a 30.
VASOS PARA JARDIM.
Vendem-se lindos vasos para jardim
ou catacumbas: na ra do Amorim ar-
mazem n. 41, de Francisco Guedes de
Araujo.
Vende-se muito superior farinua de mandioca,
em saccas de alqueire, medida velha, a 49000 cada
urna : no armazem de Joaquim de Paula Lopes de-
fronte da escadiulia do caes da alfandega.
Vende-se urna morada de casa terrea, na ra
do Fogo n. 29: a Iralar na mesma, e l se dir quem
he o dono.
FARINHA DE MANDIOCA
em saccas de 2 e meio lqueires, a mais superior que
ha no mercado, a qual se vende por preco commodo:
trata-se no escriplorio de Machado Pindeiro. na
ra do Vigario 11.19, segundo andar, ou na ra do
Amorim n. 54, armazem dos mesmos.
CERA EM VELAS
chegadas ltimamente de bisboa, com lodos os sor-
timentos a vonlade dos compradores, e por prero
mais barato do que em oulra qualquer parle : traa-
se com Machado \ Pindeiro. na ra do Vigario n.
19, segundo andar.
FAMA
No aterro da Boa-Vista, defronle da boneca u. 8,
chegou ltimamente um complelo sorlimenlo de to-
dos os gneros de moldados dos ltimamente che-
gados, e vende-se por prero muilo razoavel :
manteiga ingleza a 180, 720, 800 e 880 ; dila
franceza a 640 ; arroz do Marauli.lo a 80 e 100
rs. ; presunto a 480 ; ch hvsson a 18600, 19920,
29500 e 29800 ; dito do Rio a I9GOO; velas de
espermacele a 880, 960 e 1120 a libra ; caisasde
estrellinha muilo superior a J9OOO; passas, fieos,
amenas, desembarcadas ltimamente, tudo de supe-
rior qualidades.
No armazem de Fcidcl Pinlo & Companhia, na
ra da Cruz 11. 63. junio ao Corpo Sanio, vendem-
se vidros de bocea larga dla 12 libras, burras de
ferro garantidas contra o fogo e muilo elegantes, sa-
g e cevadinha em garrames de 30 libras, cadeiras
para quem soflredo mal da preguica, quadros de va-
rios lamanhos para estampas e retratos, machinas
para copiar de cartas e seus perlcnces, farinhas e va-
rios legumes para sopa franceza, vidros de varios
lamanhos para espeldos, cabidos de ferro de varios
tamanhos, lavatorios portateis com lodos os seas per-
lences.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira prela e de cor para palils por
ser muilo leve a 29600 o covado, panno azul a 3j> e
19000, dito prelo a 3-9, 395O0, 48, 59 c 595O0, cortes
de casemira de gostos modernos u 69OOO, selim pre-
lo de Mac, 10 a 39200 e 49000 o covado : na roa do
Crespo n. 6
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muito grandes e encorpados,
ditos brancos com pello, muito grandes, imitando os
de laa. a 19400 : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina qoe volla para
a Cadeia, vende-se panno preto 29400, 29800, 38,
39500, 49500, 5*500, 69OOO rs. o ro, ado,dito azul,
29. 298OO, 48. 69, 78. o covndo ; dilo verde, 28800,
30500, 49, 59 rs. o covado ; dilo cor de pinhao a
1950J) o covado ; corles de casemira prela franceza e
elaslica, i 78500 e 89500 rs. ; dilos eom pequeo
defeito. 69500 ; dito&inglezenfeslado a 59000 ; ditos
de cor a 4-9, 59500 68 rs.; merino prelo a 18, 19400
o covado.
Acracia e Edwla BKaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
4 Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em raadei-
ra de lodosos tamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontai para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de forro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, to-
ldas de llainlres ; ludo por barato preeo.
Vende-se exeellente taboado depioho, recen-
lemenle chegado da America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a euteoder-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
gosto, 320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemeule da America*.
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12 vende-se muito superior potassa da
Russia, americana do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar eontas.
epoiito da fabrioa de Todo* o* ato* na Babia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na roa
da Cruz n. 4, algodaC trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estahelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coa do, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
che n. 5.
Na rna da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguintes vinhos, os mais superiores que tem viudo a
este mercado.
Porto,
Bucellas,
\ere/, cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em ca i viudas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por preco muilo em conta.
Vendem-se esUs piluf. no eslabelecimenlo geral
de Landres n. 2*4, Slrand, na loja de todoVo.
boticarios, droguistas e oolras pewoa, encarreRada,
He" anha" ^ America uo Su|. Havana e
Vende-se as bocetinhas a 800 ri*. Cada orna del-
tas coulem urna instruccao em porluguez par, ex-
plicar o modo de se usar d'estas pilulas.
O deposito geral be em casa do Sr. Soum, pliar-
macentico, na ra da Cruz n.22, em Pernambuco.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-je a bordo do brigue Conceico, entrado
de Sania Catharina, e fondeado na volta do Forte do
Mallos, a mais nova familia que existe hoje no mer-
cado, e para porcoes a Iratar no escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Joniur, na ra do Trapiche
n. 14. r
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O.arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hoandezas, com gran-
de vantagem para o melhorament do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em caa de
N. O. Bieber & Companbia,-na ruada
Crire. n. 4.
DE PALHA ABER TOS.
Vendem-se superiores chapeos de pallia aberto*
para horaens por, preco commodo : na praca da In-
dependencia n. 24 a 30.
Vende-se urna rics mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se urnaescolhida colleccaodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhore que se podem a-
char para fazer um rico presente.
de algodao da
fabrica de todos os santos na
% Babia.
9 Vende-se este bem coohecido panno, pro-
$ prio para sacros roupa de escravos ; 00 es- <
ti criplorio de Novaes & Companhia, na ra do 1
9 Trapiche n. 34.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruzn. 55, ha para vender 3 excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
soasaaosEx-xj
9 Deposito de panno
$ POTASSA BKASILEtRA. Q
^ Vende-se superior potassa, fa- tk
tfk bricada no Rio de Janeiro, che-
gada xecentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eli'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
t*$9 mazem de L. Leconte Feron &
($) Companhia.
CO.M1ECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rita de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: tudo a prero que muito satisfar
aos seus antigs e novos fregu 'es.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no brigue
porluguez Tarujo III, chegado no dia
5 do corrente : na praca do Corpo Santo
11. 11.
Vcndc-se sola muilo boa e pellos de cabra, cm
pequeas e grandes porcoes: na ra da Cadeia do
Recito n. 49, primeiro andar.
HUMANA DE SEDA DE QlADROSA
800 RS. 0 COVADO.
Chegou pelo ultimo navio de Franca urna fazenda
inleiramente nova, de seda de quadros.camn lin-
do nome Indiana, que pelo seu brilho parece seda,
pelo baralo preco de H00 rs. o covado ; Bo-se as
amostras com penhores : na ra do Queimado, loja
n. 40.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para tender
barris com cal de Lisboa, recenlemeule chegada.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, annuzcm n. 4.
PUBL1CAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da l'e-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceico, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I9OOO.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volta para a
Cadeia, vendem-se cortes de vestidos de cambraia de
seda com barra e babados, i 89OOO rs. ; ditos cora
flores, 79, 99 e 10; rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, i llt) ; corles de cambraia franceza muilo li-
na, fixa. com barra, 9 varas por 49500 ; corles de
cassa de edr com tres barras, de lindos padrees,
300, peras de cambraia para cortinados, com 8,','
varas, por 39000, dilas de raroagem muito finas, i
69 ; cambraia de salpicos miudinhos.branca e de cor
muilo fina, 800 rs. avara ; aloaldado de linhoacol-
xoado, ii 900 a vara, dilo adamascado com 7.V pal-
mos de largura, 29200e 39500a vara ; ganga ama-
rella liza da India muito superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collete de fustn alcoxoado e bons pa-
dres lios, a 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
;i 360 ; dilos grandes finos, 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prelas muilo superiores, 1600 rs.
o par ; dilas lio da Escocia 500 rs. o par.
Vcndc-se una taberna na ra do Rosario da
Boa-Visla n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cercada 1:2009000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim lhe coovier :
a tratar junto a alfandega, travessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de fan de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
scjam.quaarilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
RA DO TRAPICHE N. 10".
Em casa de Patn Nash & C., ha pa-
ra vender:
5 Sortimento variado de ferragens.
- Amarras de ferro de 3 quartos ate 1
no legad a.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
~iano inglez dos melhores.
s
Devoto Christao.
Sahio a laz a 2.* edicSo do Ii vriuho denominado-
Devoto Cdrislo.mais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
" Redes acolchoadas,
brancas e de cores de nm t panno, mullo grandes e
de bom gosto : vendem-*e na ra do Crespo, loja da
esquina qoe volta para a cadeia.



1
. *
ESCRAVOS FGIDOS,
Desappareceo no dia 7 do correle mez de no-
vembro urna prela de nome Marii Cajueiro, de na-
c.io Calabar, de idade 50 a tantos anno*, baixa do
corpo, meia corcunda, magra e muilo soja por ser
cozinheira ; levou vestido de, rscadioho azul muito
sujo, he muito falladeira, pinta do cabello, tem os
bracos e pernas meio foveiros, e a bocea franzida de
trazer cachimbo: roga-se a lodos os capitea de cam-
po e autoridades policiaes, principalmente do* arra-
ladles desla cidade e de Olinda onde ella sempre
anda, a appreliendam e conduzarn-na ao larga da
Trempe, sobrado n. 1, que lem taberna por bailo,
que gratificara generosamente.
Desappareceo de casa de seu senhor, no dia 11
do corrente, urna muala escrava, de nome Albina,
idade presumida 35 anno*, eom os signaes guiles:
alta, feia, orelhas grandes, cabellos crespos, porm
cortados, corpo regalar, c*luma andar calcada, le-
vou sapatos, sai* e panno preto J usado, e veslidojde
chita encarnado : roga-se, portanto, a quem ap-
prehcnde-la, leva-la a roa langa do Rosario n. 30,
lerceiro andar, que sera Secompenjado ; assim como
prolesla-se contra qualquer pessoa que a acontar.
1009000 de gralificaclo.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 35 aonos, pouco mais ou menos,
nascido em Cariri Novo, d'nude veio ha lempos, he
muilo ladino, coslunia trocar o nome e intitular-seV
forro ; foi preso em lins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do formo de Seriudaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
mellido para a cadeia,desla cidade a urdem do Ulm.
Sr. desembargador chefe de polica com oflicio de 2 de
Janeiro de 1852 se verificoo ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho Caite, da comarca de Santo Anuo, do
poder de quem desappareceu, e sendo outra vez cap-
turado e recolhido a cadeia desla cidade em 9 de
agosto, foi ahi embargado por eiecoeRo de Jos Dia*
da Silva Guimaraes, e ltimamente arrematado em
praca publica do joizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo aisignado. Os
signaes sao os seguintes: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e carapinhs-
dos, nr amulatada, olhos escuro*, nariz grande e
grosso, deicos grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, com todos os denles na Trente : rosa se, por-
tanto, as autoridades policiaes, capilaes de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprehenderem e
mandarem nesta praca do Recife, na ra larga do
Rosario n. 14, que receberac-a gralificacao cima de
lOOsOOO ; assim como protesto contra quem o tiver
em seu poder oceulto.Manoel de Almeida Lopes.
Desappareceu no dia 7 do corrente um preto de
narao, por nome Joaquim, idade 40 annos, pouco
mais ou menos, tem um dos ps e perna mais gros*o
do que o oulro ; levou calca de algodao de lislras e
palito de panno j usado e um chapeo de palha ordi-
nario mas anda novo : roga-se as autoridades poli-
ciaes e capitn de campo de captora-lo e leva-lo
na do Amorim.n. 33. ou ao Rio-Kormcso ao Sr.
Kuiino Rodrigues da Silva.
Desappareceu no dia 15 do corren-
te da Magdalena, o negro JoSo, Cassan-
ge, de idade 45 a 50 annos, com urna fe-
rida quasi saa na perna esquerda, e urna
bellido no olho do mesmo lado : quem o
pegar leve ao aterro da Boa-Vista n. 43,
ou na Magdalena n. 78.
PERN. : TY. DE M. DE FARIA. 1854,
1

I
i.
k
4
V


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